Governador só se dava com Cachoeira de água limpa O governador Perillo encontrou Cachoeira várias vezes, até em seu palácio, mas, atenção, só o empresário, não o poluído por política & dinheiro. A CPI o ouviu por 8 horas e meia. Sombra de dúvida? Até na foto.
Delta, vetada em contratos com governo. Dida Sampaio/AE
CGU declarou construtora inidônea para contratar com a administração pública.
AE
Ed Ferreira/AE
Relação delicada e futuro em jogo, na segunda-feira. No rastro de Cachoeira, Demóstenes à beira da cassação.
Basta mais um voto julgando ilegais as escutas telefônicas que flagraram relações impróprias entre 81 pessoas denunciadas à Justiça, entre elas o senador Demóstenes e dois governadores, para que o processo, prisões, CPMI, reputações e expectativas políticas afundem ao pé de Cachoeira, o interlocutor e fio da meada de um escândalo com o qual Lula pretendia apagar o Mensalão. O desembargador Fernando Tourinho, do TRF, votou ontem pela anulação dos grampos. E por ele, Cachoeira já poderia ser libertado. No 2º de três votos, porém, o desembargador Cândido Ribeiro pediu vistas do habeas corpus impetrado pela defesa do bicheiro, adiando o desfecho até terça-feira. Não será a primeira vez que uma operação da PF vai por água abaixo devido a grampos questionáveis. Falta um só voto. Págs. 2 e 5 a 8 Conclusão: 23h55
E tudo pode ir por água abaixo Ana Claudia Michels na SPFW: criação da Movimento. Leveza de um dia na praia. Pág. 22
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O Diário do Comércio marca presença na ABF Franchising Expo, o maior evento de franquias do mundo, a partir de hoje no Expo Center Norte. E para que você possa aproveitá-lo ao máximo, preparamos um caderno especial. Pegue o seu dentro do jornal.
Jornal do empreendedor
Como uma onda no mar
São Paulo, quarta-feira, 13 de junho de 2012
Franqueado a todos
Ano 87 - Nº 23.644
www.dcomercio.com.br
Paulo Whitaker/Reuters
L.C.Leite/LUZ
Almeida Rocha/Folhapress
Hora de investir em infraestrutura Mansueto Almeida (foto), do Ipea, diz na ACSP que falta de gestores atravanca investimentos. Pág. 15 L.C.Leite/LUZ
Assaltantes incluem mais restaurantes no seu menu Cantinas do Bixiga fecham mais cedo com medo da violência. Ontem de madrugada, o arrastão foi no Bar Balcão (foto), no Jardim Paulista. Pág. 13 HOJE
ISSN 1679-2688
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AMANHÃ
CECIEx, agora uma empresa. Quinze anos como departamento da ACSP, CECIEx em nova fase, depois de reunião histórica. Pág. 19
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
Estamos agora, nesta CPI, a desnudar um pouco mais os nossos maus costumes.
pinião
Lula Marques/Follhapress
José Márcio Mendonça
MARCOS CINTRA
REVISÃO PARA O PIS-COFINS ÚNICO
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PIS e a Cofins podem ser de novo alterados como parte do que Dilma Roussef vem rotulando de reforma tributária fatiada. Provavelmente, o governo sente que não conseguirá levar adiante um projeto abrangente neste momento e, por isso, estuda fundir as duas contribuições para simplificar a estrutura fiscal. Essa fusão pode vir acompanhada de um leque maior de insumos que podem ser creditados na apuração do tributo a pagar. Evidentemente, transformar dois tributos em um e reduzir as restrições de créditos são medidas que tornariam a rotina das empresas e do fisco um pouco mais simples. Apurar e pagar o PIS/Cofins único exigiria menor quantidade de guias, formulários e declarações por parte das firmas. Para a Receita Federal, a ampliação dos insumos que podem ser creditado proporcionaria mais facilidade em termos de fiscalização.
Financiamento irregular de partidos e campanhas eleitorais: no caso de Delúbio, tornaram-se "recursos não contabilizados".
Jogo animado, resultado previsível.
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Corínthians e Palmeiras da CPI Cachoeira-Delta esteve animado, ontem, com uma grande audiência durante o depoimento do governador Marconi Perillo, tucano de Goiás. E deve prosseguir hoje, quando lá sentar o governador Agnelo Queiroz, petista do Distrito Federal. Na terça-feira atacou o PT; nesta quarta atacará o PSDB. Faz sentido, pois os dois partidos querem tirar o maior proveito político e eleitoral das investigações. Mesmo assim, a CPI pode trazer algumas revelações, manchar reputações e até levar, em um futuro distante, alguns menos votados a passar alguns anos atrás das grades, com condenações definitivas e não apenas temporariamente. Porém, nada de essencial será alterado nos comportamentos políticoseleitorais brasileiros. Enterrase uma CPI e tudo volta a rodar no mesmo diapasão, primeiro disfarçadamente, logo depois mais escancaradamente. Vale lembrar, à guisa de exemplo, três das muitas momentosas Comissões Parlamentares de Inquérito implantadas no País, com grandes expectativas da sociedade, desde a redemocratização, em 1985 ( já lá se vão lá mais de 27 anos). Recordemos: CPI dos Anões do Orçamento, CPI do Collor e CPI dos Correios.
Jorge Ara
újo/Folh
a Imagem
PC Farias, que disse em CPI: "Meu caro, deixemos de hipocrisia".
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA Pois bem. Elas produziram milhares de depoimentos, consumiram resmas e resmas de papéis, com relatórios contundente e, principalmente, sugestões para mudar procedimentos legislativos, de preparação e execução do Orçamento Geral da União e muito blá blá blá a respeito dos financiamentos de campanha. Produziram também algumas renúncias, ou carreiras políticas encerradas, processos quase intermináveis na Justiça, muitas sentenças de inocência conseguidas na base de filustrias jurídicas – e nenhuma prisão de peso.
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uanto à mudança de costumes, por alterações na legislação, com fechamento de buracos que facilitam tais "malfeitorias", nada; nem mudança espontânea de comportamentos. Tal houvesse ocorrido e a coisa teria parado logo na CPI do Anões do Orçamento. Mas não. Outras e outras CPIs vieram, sem contar o que ocorre em Assembleias Legislativas e Câmara dos
Vereadores espalhadas pelo Brasil, e outras que em Brasília e em nível regional foram ensaiadas mas não vingaram por pressões de partidos e esferas de poder.
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stamos agora, nesta CPI, a desnudar um pouco mais os nossos maus costumes. O "modus operandi" é mais ou menos o mesmo e vai bater nos mesmos objetivos: enriquecimento ilícito de alguns e conluios para financiamento de partidos políticos e campanhas eleitorais. Neste segundo caso, os famosos "recursos não contabilizados", mantra criado pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos para ser recitado pelo ex-tesoureiro petista Delúbio Soares em suas explicações a respeito do mensalão. Ou as não menos hilariantes desculpas a respeito de "sobras de campanha" da dupla Fernando Collor-PC Farias. Alguém tem dúvida de que o ovo da serpente já está, nesta altura, gestando outra CPI em Brasília, para daqui a uns dois ou três anos? Afinal, temos pela frente, neste ano
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ale, infelizmente, a observação de um professor da matéria, o falecido Paulo César Farias, quando, na CPI que levou à cassação do hoje reabilitado Collor, era inquirido sobre esses financiamentos por um parlamentar mais indignado com a revelação das montanhas de dinheiro ilegais administrados pelo auxiliar do ex-presidente: "Meu caro senhor, vamos deixar de hipocrisia". É disso que se trata. A CPI Delta-Cachoeira vai produzir, repito, algumas punições e alguma catarse coletiva. Talvez haja alguns aperfeiçoamentos no jeito de receber contribuições eleitorais, aperfeiçoando os nosso maus costumes, não os nossos costumes. Se não se tomar cuidado, disso pode sair o famigerado financiamento público de campanha à brasileira. Mais dinheiro de impostos para os partidos disputarem eleições, sem acabar com o financiamento privado, principalmente aquele que vem do caixa dois. JOSÉ MARCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
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e em 2014, duas eleições que, pelas amostras que estamos tendo por aí, se afiguram mais milionárias do que as anteriores, no Brasil dos tempos democráticos, e que já não foram nada franciscanas.
ideal seria a sociedade aprofundar o debate da reforma tributária e a partir daí fosse elaborado um projeto abrangente, inovador, convergente e sintonizado com as reais necessidades do País, diretrizes essas que os projetos apresentados pelos governos nos últimos 20 anos não foram capazes de atender. Prevaleceram propostas ortodoxas, de má qualidade, na linha do que Roberto Campos chamava de "aperfeiçoamento do obsoleto" e que não foram adiante por conta das divergências entre os agentes envolvidos no processo. Tudo indica que a presidente Dilma Rousseff atuará pontualmente na questão dos impostos até que se seja possível uma proposta abrangente. Nessa linha que o governo pretende adotar, o ideal seria que a meta de unificação do PIS/Cofins fosse revista para preparar o caminho para uma reforma tributária que desburocratize de fato a estrutura fiscal, reduza custos administrativos, minimize a carga individual de tributos, combata a evasão e elimine os tributos
O PIS/Cofins, como está sendo proposto, é uma ação tímida frente aos problemas tributários do País. Ele é um dos impostos mais complexos e de maior custo para o contribuinte.
declaratórios. O PIS/Cofins, como está sendo proposto, é uma ação tímida frente ao tamanho dos problemas tributários do País. Esse é um dos impostos mais complexos e de maior custo para o contribuinte. Mantida a proposta de unificação sobre o valor agregado, as empresas continuarão tendo que lançar informações para apurar o valor a recolher e a ampliação dos insumos sujeitos ao crédito vai majorar a já elevada alíquota de 9,25% das duas contribuições. Será um estímulo à sonegação, justamente uma das principais anomalias que a reforma tributária deve atacar.
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alternativa para o PIS/Cofins único sobre o valor agregado, uma base restrita e declaratória, seria a movimentação financeira realizada nos bancos, uma base universal e automática, que permitiria criar uma contribuição com alíquota de apenas 0,9%. A parafernália de guias, declarações e formulários seria abolida e o custo administrativo desse imposto para as empresas seria zerado. Uma contribuição sobre a movimentação financeira como substituta do PIS/Cofins poderia ser um embrião para uma reforma tributária ampla mais à frente. Outros tributos complexos e de alto custo como essas duas contribuições poderiam ser substituídos gradualmente por esse tipo de tributo que se caracteriza por ser simples, barato e imune à evasão. MARCOS CINTRA É DOUTOR EM ECONOMIA PELA UNIVERSIDADE HARVARD (EUA), PROFESSOR TITULAR E VICE-PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. MCINTRA@MARCOSCINTRA.ORG
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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LEGISLATIVO NÃO ENFRENTA TEMAS POLÊMICOS E DECISÕES FICAM PARA O JUDICIÁRIO.
pinião
Quem teme a liberdade? cia, a alternativa é o Judiciário e seus magistrados pegarem a questão "à unha", analisarem a constitucionalidade e votarem. Recentemente, foram obrigados a lidar com a legalização da antecipação terapêutica da gravidez nos casos de fetos anencéfalos. Até a palavra "aborto" se tenta evitar, tamanha a névoa de preconceito, criminalização e culpa que a envolve. Em países europeus, a descriminalização desse tipo de aborto ocorreu há quase três décadas. No Brasil, só em 2004 a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde formulou pedido de Ação
que se refere à proteção da saúde física e mental das mulheres, também coube ao STF trazer à razão uma minoria interessada em distorcer o conceito de isonomia das leis. Este grupo queria a inconstitucionalidade da Lei Maria da Penha que, desde 2006, vem dando suporte jurídico às mulheres vítimas de violência doméstica. Em votação ocorrida em fevereiro de 2012, que reafirmou – por unanimidade – a constitucionalidade da lei, o Ministro Marco Aurélio precisou falar o óbvio: a mulher é "eminentemente vulnerável quando se tra-
Fábio Motta /AE
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queles que acompanham as discussões que mobilizam nossa sociedade devem se perguntar o motivo de certas questões simplesmente "sumirem" da fala e do interesse dos políticos. Temas como a interrupção da gravidez no caso de anencefalia fetal, a união homoafetiva e outros, que deveriam ser discutidos no Poder Legislativo, ficam décadas esperando que algum fato irrompa para que políticos venham a público, resolvam a questão como heróis e ganhem notoriedade. O resultado é o transbordamento da indignação, nada favorável ao andamento da democracia e de suas bases constitucionais. Ficamos a matutar. A que se deve tanta paralisia na Casa das Leis? São temas polêmicos, sim – mas unicamente por se relacionarem à liberdade de escolha, que tanto incomoda certos setores da sociedade – notadamente religiosos – extremamente preocupados em ditar seus valores. A julgar por espaços de temp o q u e r emontam décadas, com projetos de lei que "somem" do plenário e mofam nas gavetas, já nem se pode chamar a tendência retrógrada do Legislativo de conservadorismo, pois este termo designa o pensamento daqueles que, embora acreditem nas transformações da sociedade, desejam-nas de forma gradual. O que temos são interesses que vêm transformando os trâmites legais e suas cautelas em morosidade doentia; aterrorizam a sociedade com sofismas mal elaborados e tentam colocar a ira de Deus contra aqueles que já se sentem oprimidos com seus próprios destinos. O que se percebe é o desejo persistente de parar e inverter a ordem histórica das conquistas por uma sociedade mais livre e justa. Uma vez estampada a inér-
IVONE ZEGER xual das pessoas? Pois o Legislativo não teve competência para discutir e arbitrar sobre o assunto.
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de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, para tornar legal a interrupção da gravidez nos casos de anencefalia fetal; a proposta foi encaminhada ao Ministro do STF Marco Aurélio Mello. Após extenuantes oito anos, em abril de 2012 os ministros do STF deliberaram pela legalização. Coloquemo-nos no lugar da mulher que recebe a notícia de que seu filho anencéfalo provavelmente nascerá sem vida e que para interromper a gravidez precisará de ordem judicial ou seu ato será criminoso, passível de um a três anos de detenção. O que o leitor faria? Não se trata só de bom senso ou de arguições certeiras, mas de verdadeira compaixão, entendida não como um valor moral, religioso ou cristão, mas um sentimento natu-
ral que todo ser humano é capaz de ter, seja budista, evangélico, católico ou ateu. É também uma questão de foro íntimo; há depoimentos de mulheres que preferiram levar a gravidez até o fim. Porém, mais do que deixar a mãe livre para escolher, a decisão do STF aponta para uma verdade que anda esquecida: nosso Estado é laico, significando que dog-
mas religiosos não andam de mãos dadas com a razão pública. O que o STF fez foi apontar a observância dos direitos humanos básicos, tão caros à nossa Constituição. Se o desempenho dos juristas objetiva acompanhar as demandas da sociedade, outras vezes trata-se de não deixar que os retrocessos sobrevenham. Esclareço: ainda no
São temas polêmicos, sim, mas por se relacionarem à liberdade de escolha, que incomoda alguns setores da sociedade, extremamente preocupados em ditar os seus valores.
ta de constrangimentos físicos, morais e psicológicos, sofridos em âmbito privado".
E
m outro episódio histórico, também relacionado às particularidades da isonomia, o plenário do STF determinou a constitucionalidade da reserva de cotas para negros e demais afrodescendentes em universidades públicas, em votação ocorrida em abril de 2012. A decisão em favor das cotas denota que, para além das questões jurídicas, o STF também se alinha fortemente às questões sociais. Outro tema espinhoso para uma sociedade ainda vinculada aos padrões tradicionais: a união homoafetiva. O que, efetivamente, temos a temer em relação à orientação se-
o longo de anos, vários dispositivos e argumentos foram utilizados para garantir direitos aos companheiros de mesma orientação sexual. À morosidade dos legisladores, a Procuradoria-Geral da República e, posteriormente, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, responderam com ações – e coube, novamente, ao STF, decidir e legalizar a união h om oa fe tiva, em maio de 2011. Ora, temas polêmicos continuarão a emergir, pois uma sociedade verdadeiramente livre e democrática requer a construção contínua de contextos em que todos sejam beneficiados, independentemente de seus valores, crenças ou escolhas pessoais. Por enquanto, resta-nos a esperança de que nossos juristas mantenham-se em alerta. IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO. MEMBRO EFETIVO DA COMISSÃO DE DIREITO DE FAMÍLIA DA OAB/SP É AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" - DA MESCLA EDITORIAL WWW.IVONEZEGER.COM.BR
A QUESTÃO DA SAÚDE EM SÃO PAULO N
uma megalópole como São Paulo, e como em qualquer cidade, problemas sempre vão existir. É importante analisar o que a administração está fazendo, se existe planejamento, prioridades, e não simplesmente criticar. Vejamos a Saúde. A Emenda 29 obriga os municípios investir 15% da receita de impostos. Em 2004 foram esses 15% (R$ 1,45 bi); em 2008 foram 19%; em 2009 mais de 20%; em 2010 19% e em 2011 quase 19% (R$ 4,49 bi). Enquanto a receita de impostos aumentou 146% (de R$ 9,65 bi para R$ 23,76 bi), a despesa vinculada à Saúde subiu 208%. Em 2004 o orçamento total da área era de R$ 2,46 bilhões; em 2007 foi de R$ 3,59 bilhões e em 2011, de R$ 6,07 bilhões – com um aumento de 147% em 7 anos (inflação no período: 60% pelo IGPM). Com relação a 2011, dos R$ 6,07 bilhões, R$ 1,53 bi vieram da União, R$ 4,53 bi do Município e 0,2% de
outras fontes. Em termos de evolução 2004-2011, os recursos orçamentários da Prefeitura subiram 179% e os repasses da União 87%. Foram empenhados ("mandado fazer") R$ 5,88 bi.
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os R$ 5,88 bilhões, 26,4% (ou R$ 1,55 bi) foram gastos em Assistência Hospitalar; 39,8% (R$ 2,34 bi) em Atenção Básica; 27,4% (R$ 1,61 bi) com Pessoal (administração Direta e Indireta, exceto OSs), e 6,3% (R$ 0,37 bi) em Apoio e Desenvolvimento (administração, Informática, etc.). E, dos 47 mil colaboradores em 2004, passou-se para 79 mil em 2011 (incluindo as parcerias). Em Assistência Hospitalar, se destaca: - Atendimento e Internação Domiciliar: 14.135 pacientes beneficiados; - Internações em hospitais próprios e conveniados (exceto HSPM): 249.117; - SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de
JOÃO CARLOS BELDA Urgência): 462 mil atendimentos (245 mil em 2004), com 120 ambulâncias, 36 motolâncias e 2.296 profissionais. Somos a única cidade da América Latina certificada pela Academia Internacional de Despacho de Emergência como Centro de Excelência; só 159 cidades no mundo, dentre 3.500 auditadas, têm esse certificado. Em Atenção Básica: - Programa Mãe Paulistana: investidos R$ 37 milhões; - Saúde da Família: 263 UBSs, R$ 536 milhões empenhados, 10.119 profissionais conveniados; - AMA (Assistência Médica Ambulatorial): 117
Unidades Convencionais (10.284.468 consultas médicas) e 16 Especialidades (820.938 consultas); - UBS (Unidade Básica de Saúde): mais de 8 milhões de consultas; - Saúde Mental: 69 CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) de atendimento ao dependente químico, 23 Residências Terapêuticas. Foram efetuados 11.205 atendimentos (2.951 em 2004), com 2.357 internações psiquiátricas e R$ 76 milhões empenhados; - DST-AIDS: 342 mil testes; Saúde do Trabalhador; Saúde do Idoso (8 Unidades); Pessoa com Deficiência
(50 Núcleos); - COVISA (Coordenação de Vigilância em Saúde): 16.355 inspeções sanitárias (1.252 em 2004); 107 mil esterilizações de cães e gatos (25 mil em 2004). E um comparativo 2004/2011 de alguns Procedimentos SUS: - Consulta médica: 16,8 milhões x 26,0 milhões (aumento de 54%); - Laboratório clínico: 7,5 milhões de procedimentos x 34,6 milhões (359%); - Radiologia: 1,9 milhões x 3,5 milhões (81%); - Ultrassonografia: 354 mil x 745 mil (110%); - Tomografia: 43 mil x 105 mil (146%); - Ressonância Magnética: 1.692 x 16.934 (901%).
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uando acontece a quebra de um equipamento, o fato vira manchete. Mas não se fala do grande aumento no atendimento, tanto quantitativo como qualitativo. É obrigação da Prefeitura, sim, mas é preciso que se mostre o que ela está fazendo. Para
pensar: afinal, São Paulo tem 11 milhões de habitantes e 16 milhões de Cartões SUS cadastrados... Conseidere-se ainda que há Contratos de Gestão em 5 Hospitais: Cidade Tiradentes (OS Santa Marcelina), M'Boi Mirim (Einstein), Menino Jesus (Sírio Libanês), São Luis Gonzaga (Santa Casa) e José Storopolli (SPDM). Isso além de 15 Pronto Socorros/Pronto Atendimentos (mais de 2 milhões de atendimentos). Uma revolução no atendimento público à saúde.
N
unca antes se investiu tanto em Saúde, em benefício da população. Ainda não chegamos ao Primeiro Mundo (embora as novas unidades, como a AMA Paraisópolis, cheguem pertodisso); alguns atendimentos demoram, o profissional precisa ser melhor reconhecido, etc. Mas, hoje, a saúde paulistana é a melhor do Brasil. JOÃO CARLOS BELDA É EMPRESÁRIO
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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GibaUm
3 O ator espanhol Javier 3 MAIS: Javier sempre Bardem chega ao Rio para a Cúpula dos Povos. Falará sobre os povos do Saara Ocidental.
gibaum@gibaum.com.br
k Será a batalha final.
JOSÉ DIRCEU // convocando estudantes para saírem às ruas em sua defesa no julgamento do mensalão.
Fotos: Paula Lima
333 Amanhã, a presidente Dilma Rousseff deverá premiar, no Planalto, 169 empresários com o selo Boas Práticas na Cana-deAçúcar. O setor vivia enfrentando graves denúncias como trabalho escravo e analfabetismo. No governo Lula, que chegou a chamar o pessoal do segmento de “heróis nacionais” de olho nos efeitos do etanol, 300 das 413 usinas brasileiras assinaram um termo de compromisso para melhorar as condições de trabalho. Mais: quem coordenou a auditoria e fiscalização das empresas foi Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência. Para quem tem memória curta: usineiros foram e muitos continuam sendo campeões nacionais de sonegação de impostos.
PECADO MORTAL Mesmo com desculpas apresentadas, publicamente, no dia seguinte, a Globo acaba de acrescentar á sua coleção de falta de respeito com Sonia Braga (e com os telespectadores também) a matéria sobre Gabriela,exibidano Fantástico de domingo e que, mesmo usando imagens inesquecíveis da atriz, fez questão de não citar o nome dela. Sonia, chocada, recorreu às redes sociais, depois acabou aceitando pedido de desculpas. Atrás do episódio, há um desencanto entre as partes: a Globo quis contratar Sonia por R$ 10 mil mensais e ela – e nem poderia fazer nada diferente – recusou, com direito a comentários. 333
Melhores salários Sindicalistas de Brasília e de outros Estados estão arquitetando uma greve geral para as próximas horas, a ponto de incomodar e ganhar os holofotes da reunião da cúpula Rio+20, com adesão do pessoal da Justiça e do Ministério Público. Já estão em greve 40 universidades federais. A atual ministra do Planejamento, Miriam Belchior, não está cumprindo promessas feitas por Paulo Bernardo, quando ocupava a mesma Pasta e tinha boas relações com as lideranças sindicais. A Polícia Federal quer fazer manifestações contra Dilma na Rio+20, com o slogan A PF dá o sangue pelo Brasil. Delegados e agentes já fazem panfletagem no Galeão, onde desembarcam delegações de participantes do evento. 333
PROTEGIDAS Dilma Rousseff não foi ao evento de lançamento da candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo e não dará o ar da graça em nenhum evento de sua campanha, malgrado o expresidente Lula tenha insinuado que é importante sua participação. Também nos filmes para a televisão, Dilma não quer aparecer. É que fez um acordo com o vice-presidente Michel Temer, segundo o qual ele não subirá no palanque de Gabriel Chalita desde que ela não vista publicamente a camisa de Haddad. 333
Depois do Fashion Rio é a vez da SP Fashion Week que, habitualmente, mostra coleções de verão com um lado de espetáculo, ou seja, roupas que fazem sucesso na passarela e que nunca serão usadas – e tampouco vendidas. Hoje, estima-se em mais de 150 sites de moda, originados no eixo Rio-São Paulo, fora o material online das grandes revistas femininas. Para os fotógrafos, é sempre uma festa: da esquerda para direita, Christine Fernandes, Rosie Huntington-Whiteley, Thalita Pugliesi, a sempre estimulante Izabel Goulart, Donata Meirelles e, de quebra, o cirurgião plástico Robert Rey, com camisa transparente. 333
Moda à paulista
Quem diria: uma ovelhinha cor de rosa virou símbolo do grupo Gays Cristãos, surgido no Rio e que já tem ramificações em São Paulo e outras cidades. Seus integrantes acham que são “leigos católicos que podem viver duas identidades aparentemente antagônicas: ser cristão e gay, incluindo a diversidade sexual”. Estão sendo marcadas reuniões em diversas cidades para “unir católicos em comunhão com o mundo GLS”. Algumas igrejas evangélicas começam a admitir homossexuais. Na igreja católica, não dá: em vários trechos da Bíblia e especificamente nas Cartas de São Paulo, homossexualismo é totalmente condenado. 333
Ovelhinha cor de rosa
provoca suspiros femininos e é casado com a atriz Penélope Cruz que, lamentavelmente, não virá.
Queria se exilar Lula não exagerou quando disse ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo, que José Dirceu está “desesperado”. Antes de pedir ajuda aos universitários do 16º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista, ele havia planejado, caso fosse condenado, com direito a pena de prisão, exilar-se em Cuba ou na Venezuela. Antes, faria grande pronunciamento denunciando a injustiça da qual fora vitima. Só que logo engavetou a idéia: seu bom senso acusou que seria muito difícil se dizer um perseguido político num país onde seu parido está no governo há quase dez anos. 333
NO CALENDÁRIO 333 Sonia Braga é uma das escolhidas – e já fotografadas pelo fotojornalista de guerra Steve McCurry, o que fez o retrato da garota afegã de olhos claros, para o Calendário Pirelli 2013, que terá ainda a participação de outra brasileira, Marisa Monte. Sob muita discrição,ofotografo americano, estrela do National Geographic Magazine, esteve no Brasil fotografando as duas, até nocentrodoRio.Nogeral,muita sensualidade e nada de nudez. OCalendárioPirelli,apropósito, comemora, no ano que vem, 40 anos de sucesso do projeto.
MISTURA FINA 333 O MINISTÉRIO da Cultura acaba de aprovar a empresa de promoções e produções de Xuxa Meneguel a captar R$ 8,2 milhões para a realização da primeira fase da itinerância nacional do projeto-turnê Vida – Um Espetáculo Sustentável , que terá artes cênicas registradas em documentário de media-metragem em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre. O projeto não especifica se haverá ou não participação de Xuxa.
O ADVOGADO Ricardo Sayeg lança oficilamente sua candidatura à presidência da OAB/SP dia 20, no Centro do Professorado Paulista. No Tuca, há dias, ele criticou o papel desempenhado pelos defensores públicos, dizendo até que não aceita votos deles. “É necessário fazer uma defesa radical do convênio de assistência judiciária, buscando remunerar corretamente o advogado que atende a população mais pobre. Do jeito que está, no dá”.
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Muita gente garante que a cantora Lana Del Rey foi produzida em laboratório , a partir do nome, repertório e estilo, que traz uma pegada fashion próxima do final dos anos 50 e começo dos 60 – e que começa a ser copiado no mundo inteiro. Clássica, boca nude, alguns acessórios – e foi desse jeito que Fernando Torquatto transformou Yasmim Brunet em Lana Del Rey num ensaio fotográfico. A propósito: fotos de Yasmim toda nua, assinadas por Aran Bedrossian, e que não foram usadas em Lovecat, estão generosamente, na rede (destaque). 333
Estilo Lana
Dinamite planejada 333 O ex-diretor geral do Dnit – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Luiz Antonio Pagot, historicamente ligado ao senador Blairo Maggi (PR-MT), quer ser o homem-bomba da CPI do Cachoeira e avisa que vai dinamitar muito mais gente do que se supunha. De cara, denunciará pressões que teria sofrido de Carlinhos Cachoeira para favorecer a empreiteira Delta nas licitações do Dnit. Pagot está disposto a fornecer detalhes de um suposto esquema de utilização de verbas públicas para financiamento de campanhas em São Paulo, recursos que teriam sido originados por obras do Rodoanel. Seu alvo é José Serra, ex-governador e candidato a prefeito em São Paulo que, a propósito, acaba de ganhar apoio do ex-chefe de Pagot no Dint, o ex-ministro e senador Alfredo Nascimento (PR-AM).
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Gravatas de crochê (uma cor).
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Novos bondosos
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Gravatas de crochê (listras).
Madrinha paulistana 333 São Paulo é candidata a sediar o terceiro maior evento mundial, a Expo 2020, que reúne diversos países e cujo tema é Força da Diversidade, Harmonia para o Crescimento. Concorre com Ekaterimburgo (Rússia), Izmir (Turquia), Dubai (Emirados Arabes) e Ayutthays (Tailândia). A madrinha da delegação brasileira é a atriz Cristiana Reali, uma das mais queridas da França, filha do jornalista Reali Jr. e nascida em São Paulo. Há anos, ela é o rosto Lancôme, está na série Clash, na TV France 2 (contracena até com o veterano Alain Delon) e vive recebendo propostas para novelas no Brasil. “Não sou difícil, só não posso passar o ano longe de Paris”.
AOS 56 anos de profissão, o ex-ministro da justiça e exadvogado de Lula, Márcio Thomaz Bastos, que hoje defende Carlinhos Cachoeira e é considerado o mais bem pago do país, revela na revista Poder que é muito supersticioso: nunca pronuncia a palavras azar e no tribunal usa a mesma beca há três décadas. “Comprei uma em Paris, mas nunca usei. A antiga sempre me deu sorte”. 333
333 O GABINETE de Segurança Institucional da Presidência da República acaba de reservar R$ 542,4 mil para a compra de 12 peças de mergulho (conjunto autônomo de respiração) e 40 máscaras autônomas com abrigo. O que à primeira vista pode surpreender é devidamente justificado com a manutenção de sistema de segurança da presidente sob as águas do Lago Paranoá, levando-se em conta os palácios do Planalto e Alvorada e a residência da Granja do Torto.
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
CHARGE DO DIA
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
5 COMO FICA Provas colhidas ilegalmente são anuladas, diz desembargador.
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Comissão Parlamentar Mista de Inquérit o , a C P M I d o C achoeira, corre sério risco de esvaziamento depois da decisão anunciada ontem pelo desembargador Fernando da Costa Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. Relator do habeas corpus proposto pela defesa do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, ele votou pela anulação das interceptações telefônicas colhidas pela Polícia Federal que resultaram na Operação Monte Carlo. De acordo com Tourinho, por conta disso, Cachoeira deveria ser colocado em liberdade. O julgamento do habeas corpus, no entanto, foi interrompido por um pedido de vista do desembargador Cândido Ribeiro. Não há prazo para que a análise seja retomada, mas a expectativa é a de que seu voto seja apresentado na terçafeira, dia 19. O risco – As turmas do tribunal regional são compostas por três magistrados. Basta mais um voto para que as escutas telefônicas da Monte Carlo sejam anuladas por maioria, prejudicando as investigações que desmantelaram o suposto esquema criminoso chefiado por Cachoeira e do qual faziam parte políticos e empresários, num total de 81 denunciados, segundo o Ministério Público e a PF. Tourinho Neto, o único que votou até agora, entendeu que grampos telefônicos só podem ser usados em investigações de forma excepcional, o que não teria acontecido na operação em questão. Segundo o desembargador, as interceptações foram autorizadas com base apenas em denún-
Justiça pode secar a CPMI do Cachoeira Decisão do relator do TRF beneficia o contraventor e tira qualquer força da comissão Sergio Lima/Folhapress - 25.02.00
COMO ERA Perillo janta com Cachoeira, manda parabéns. Mas não é próximo dele, diz.
rar informações. O argumento de Tourinho é o mesmo que levou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) a anular provas de outras operações da Polícia Federal, como a Castelo de Areia, envolvendo a Camargo Correa, entre outras empreiteiras, ou a Satiagraha, do banqueiro Daniel Dantas. Além de Tourinho e Cândido, também irá votar o juiz Marcos Augusto Souza. Em caso de decisão por 2 a 1, caberá recurso ao Supremo
Não pode haver a banalização da interceptação telefônica para combater o crime. TOURINHO NETO
Tourinho Neto critica a banalização dos grampos na investigação, mas a PF só utiliza do expediente em 0,5% dos seus inquéritos. cia anônima, o que é insuficiente. "Não pode haver a banalização da interceptação telefônica para combater o crime", disse o magistrado, para
quem as investigações precisam de mais indícios de crime para que os grampos sejam requisitados. Embora as escutas pare-
çam instrumentos corriqueiros no trabalho de investigação, levantamento aponta que a Polícia Federal se serve do recurso em apenas 0,5%
dos seus inquéritos. Ou seja, das cerca de 100 mil investigações que estariam em andamento, apenas 500 usaram escutas telefônicas para apu-
Tribunal Federal (STF), com pouca chance. Se for por unanimidade (3 a 0), as possibilidades são quase nulas e derruba-se de vez a Monte Carlo. De acordo com Lauro Jardim, na edição online de Radar, a decisão de Tourinho foi uma espécie de vingança. Em 2002, Tourinho foi arrastado para um caso de venda de sentenças para o narcotráfico justamente pelo uso de escutas telefônicas feitas pela PF e usadas pelo MP de Goiás. A defesa de Cachoeira pediu ainda à 5ª Vara Criminal de Brasília a revogação da prisão dele na Operação Saint Michel, depois que foi solto o exdiretor da Delta, Cláudio Abreu. Para a defesa, a prisão é uma "injustificada afronta à isonomia". (Agências)
Dida Sampaio/AE
Perillo diz que não conhecia o bicheiro. Só o empresário.
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governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), passou ontem oito horas e meia depondo na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPMI do Cachoeira, tempo no qual negou qualquer envolvimento pessoal com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Ele também rejeitou as suspeitas de que o grupo tivesse algum tipo de influência em sua gestão. Embora tenha admitido ter participado de dois jantares com Cachoeira, um deles na casa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), de tê-lo encontrado em alguns compromissos públicos durante a campanha eleitoral e de ter recebido o bicheiro em audiência formal no Palácio das Esmeraldas, sede do governo, Perillo garantiu:
"nunca tive proximidade com o senhor Cachoeira". Mesmo assim, o governador resolveu, certa vez, telefonar para o contraventor para cumprimentá-lo pelo seu aniversário. À CPMI, Perillo disse que tem o hábito de parabenizar as pessoas pelos aniversários. "Não estava telefonando para o contraventor, mas para o empresário", disse o tucano, referindo-se ao fato de que via Cachoeira como dono de um dos maiores laboratórios farmacêuticos do CentroOeste, o Vitapan. Ocorre que o nome do contraventor não consta dos registros oficiais da empresa. O Vitapan está registrado em nome de Andréia e Adriano Aprigio de Souza, ex-mulher e ex-cunhado de Cachoeira. Segundo o Ministério
Perillo confirmou: Cachoeira circulava pelas classes sociais de Goiás "porque era rico". O governador não se incluiu em nenhum grupo. Público Federal (MPF), há fortes indícios de que os dois são "laranjas" de Cachoeira. Perillo disse ainda que
Sergio Lima/Folhapress
Dica passada: o advogado Antonio Carlos Almeida Castro orienta seu cliente, o governador.
Cachoeira circulava com desenvoltura entre os políticos de Goiás, mas não se incluiu no grupo: "Nunca mantive nenhuma relação de proximidade com ele, embora tivesse livre trânsito com políticos do meu estado, com a sociedade, com as elites, porque ele era uma pessoa rica". Apesar da distância, no dia 14 de maio a Folha de S. Paulo mostrou que o governador atuou diretamente para evitar uma ruptura com o contraventor, que havia se revoltado com as decisões de Perillo no governo. O bicheiro mandou recado por meio de Demóstenes, do auxiliar Waldimir Garcez e do expresidente do Detran, Edivaldo Cardoso, de que "largaria de mão" o governo Perillo. Depois do recado, o governador buscou fazer um acordo com o bicheiro, conforme gravações da Polícia Federal.
Nunca mantive relação próxima com Cachoeira, embora ele tivesse livre trânsito com políticos do meu estado. GOVERNADOR MARCONI PERILLO
Apesar das evidências, o governador negou ter atendido as demandas de Cachoeira, mas admitiu que nomeou pessoas indicadas por Waldimir Garcez e Demóstenes, apontados pela PF como operadores do contraventor. O depoimento corria tranquilo, com Perillo dizendo-se vítima de "fatos distorcidos e informações descabidas" e deixando um rastro de várias perguntas
sem respostas, tática usada para não responder a nenhuma das acusações, quando o relator Odair Cunha (PT-MG) insistiu, então, que colocasse à disposição seus sigilos. Foi o bastante para deputados e senadores tucanos reagirem. Aos gritos diziam "Perillo não é investigado" e que lá estava na condição de testemunha. Sobre as exonerações da chefe de gabinete Eliane Pinheiro e do presidente do Detran, Edivaldo Cardoso, o governador disse que nenhum dos dois pediu para favorecer quem quer que fosse. Sobre o suposto pagamento de R$ 170 mil ao jornalista Luiz Carlos Bordoni, o governador disse que pagou R$ 33 mil. Qualquer outra acusação, teria que ser provada. (Agências) Leia mais sobre a CPMI do Cachoeira nas páginas 2, 6 e 7
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
Aparentemente, o importante não é investigar, o importante é aparecer na TV. Senador Delcídio Amaral (PT-MS)
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CPMI DO CACHOEIRA Dida Sampaio/AE - 24.05.12
Casa de Perillo, a história sem dono. O governador tenta explicar a venda do imóvel, mas não convence.
A Wladimir Garcez foi o comprador da residência que não ficou com o imóvel. E nem com o dinheiro.
Delta: CGU declara falta de idoneidade da construtora Declaração impede a empresa de fechar contratos com a administração pública
E
m portaria assinada ontem para ser publicada hoje no Diário Oficial da U ni ã o, o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, declarou a empresa Delta Construções inidônea para contratar com a administração pública. A decisão, antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo em 3 de junho, baseia-se na conclusão do processo administrativo aberto na Corregedoria-Geral da União em 24 de abril. A declaração de inidoneidade, prevista nos artigos 87 da lei de licitações (Lei nº 8.666), impede que a Delta participe de novas licitações ou que seja contratada pela administração pública. A empresa é investigada por suspeita de envolvimento com a organização criminosa comandada pelo bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, desmantelada em 29 de fevereiro passado pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF). Campeã das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Delta já recebeu R$ 4 bilhões do governo federal desde 2001. O grande salto ocorreu a partir de 2007, após o lançamento do PAC, quando a empresa estendeu seus negócios para 23 estados e o Distrito Federal. Entre estes, a atuação mais forte é no
Há uma série de provas de que a Delta pagou valores e bens a responsáveis pela fiscalização de contratos. TRECHO DA PORTARIA DA CGU Rio de Janeiro, sede da empresa e em Goiás, onde ela executa contratos de mais de R$ 600 milhões em vários setores, desde coleta de lixo a locação de veículos e obras públicas. O processo constatou responsabilidade da Delta nas irregularidades, entre as quais superfaturamento e desvio de dinheiro público, apuradas na Operação Mão Dupla, realizada pela PF em conjunto com a CGU e o Ministério Público, em 2010. A operação fez um pente fino na execução de contratos de obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Especialização – O processo foi concluído pela Comissão de Processo Administrativo de Fornecedores (CPAF) – unidade especializada da CGU em apurações contra empresas fraudadoras. Tanto o relatório final da comissão quanto o parecer da
Assessoria Jurídica da CGU no processo concluem que a Delta "violou princípio basilar da moralidade administrativa ao conceder vantagens injustificadas (propinas) a servidores do DNIT no Ceará". Nos autos do processo, que incluem informações constantes da Operação Mão Dupla, segundo informou a CGU, "há uma série de provas de que a Delta pagou valores e bens, como aluguel de carro, compra de pneus e combustível, além de passagens aéreas, diárias em hotéis e refeições a servidores responsáveis pela fiscalização de contratos entre a autarquia e a empresa". Continuidade – O parecer da CGU registra ainda que o número de servidores envolvidos (cinco) e o período em que ocorreu o pagamento das propinas – de 2008 a 2010 – denotam que não houve apenas eventual violação fortuita da moralidade administrativa, mas "flagrante contumácia na atuação delitiva". A CGU conclui no documento que, pela série de "condutas reprováveis" e pela gravidade dos atos perpetrados, "é inevitável a aplicação da pena de inidoneidade". Os servidores envolvidos estão respondendo a processos administrativos também instaurados pela CGU. (AE)
PT quer ouvir Serra sobre contratos em São Paulo
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PT apresentou requerimento para ouvir o exprefeito de São Paulo José Serra (PSDB) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Cachoeira. De acordo com o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), autor do requerimento, o objetivo é ouvir Serra sobre os contratos firmados
entre o governo de São Paulo e a construtora Delta – que está no epicentro das investigações envolvendo os laços do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresas – durante a gestão do tucano. A proposta inclui também o ex-diretor da empresa Desenvolvimento Rodoviário (Der-
Leonardo Prado/Ag. Câmara - 16.06.10
Dr. Rosinha (PT-PR): requerimento para que candidato tucano explique relações com a construtora Delta.
sa) Paulo Vieira, conhecido como Paulo Preto. Durante a campanha eleitoral de 2010, Paulo Preto foi alvo de denúncias sobre um suposto esquema de corrupção em obras viárias do governo paulista. Recursos – Segundo reportagem da revista Isto É, Vieira teria fugido com R$ 4 milhões arrecadados para a campanha de Serra ao Palácio do Planalto. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o engenheiro negou ter arrecadado recursos para o PSDB, mas disse ter criado as melhores condições para que houvesse aporte de recursos em campanha, ao dar a palavra final e fazer os pagamentos no prazo às empreiteiras terceirizadas que atuaram nas grandes obras de São Paulo. Avidez – O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) criticou mais uma vez o que considera "direcionamento" das investigações feitas pelo relator da CPI do Cachoeira, o deputado Odair Cunha (PT-MG). Um dos mais exaltados tucanos na CPMI, Sampaio disse que o relator atua em favor do PT, partido de Odair Cunha, relator, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Agências)
o negar ontem na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPMI do Cachoeira, qualquer irregularidade na venda da sua casa, feita em 2011, no valor de R$ 1,4 milhão, o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) sugeriu que a comissão investigasse "conchavos" de empreiteiras em outros Estados. "Enquanto outros cobram propinas, enquanto outros fazem licitações fraudulentas com sobrepreço, enquanto outros fazem esquemas em licitações, lá em Goiás eu sou acusado de ter vendido uma casa dentro da lei", afirmou Perillo, em seu depoimento. Suspeita absurda – A venda conta até agora com quatro versões diferentes e foi concretizada por meio de cheques saídos de uma empresa coincidentemente ligada a Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Mas Perillo continua negando saber quem era o verdadeiro dono do dinheiro. Ao entregar extratos bancários e documentos de cartório ao presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), classificou de "absurda" e "delirante" a suspeita de que teria recebido duas vezes pelo imóvel. Pelo negócio, o governador recebeu três cheques do exvereador Wladimir Garcez,
Enquanto outros cobram propinas, fazem licitações fraudulentas, lá em Goiás sou acusado de ter vendido uma casa dentro da lei. MARCONI PERILLO
que se apresentou como comprador da casa e pediu para que os cheques fossem cobrados ao longo dos meses de março, abril e maio do ano passado. E assim foi feito. Só que na hora de lavrar a escritura, o governador soube que Garcez não tinha conseguido os recursos e repassou a casa para o empresário Walter Paulo Santiago. Em depoimento anterior, Garcez disse à CPMI que era funcionário de Cachoeira e que os cheques foram pegos com o ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu. Duas vezes – O governador afirmou que enviou um representante para fazer a escritura em favor de Walter Paulo, na presença de Garcez. Na CPMI, Walter disse que pagou a compra da casa em dinheiro vivo, em notas de R$ 50 e R$ 100. Perillo respondeu que não poderia ser responsabili-
zado por negociações feitas posteriormente com uma casa que já tinha sido vendida por ele. "Não há, portanto, contradições a respeito da compra da casa e de sua delirante ilação de que teria recebido duas vezes". Mesmo assim, afirmou: "Se alguém vendeu a mais, ganhou dinheiro nas minhas costas, eu não tenho que dar as explicações". Ele admitiu, porém, não ter se preocupado em saber quem era o emitente dos cheques na transação. Segundo a Polícia Federal, eles foram emitidos por Leonardo Augusto de Almeida, sobrinho de Cachoeira. Pressa – Perillo disse que tinha pressa em receber os recursos da transação porque, além de buscar um novo imóvel, estava atrás de uma casa maior para comprar. Ele ressaltou que não vendeu nenhum bem do Estado, mas uma propriedade sua adquirida com as economias de 30 anos de trabalho. "É incrível que eu seja exposto por eu ter vendido um bem pessoal". Nas cópias dos cheques entregues por Perillo, o emitente é a Excitant Indústria e Comércio, empresa que segundo a PF pertence a uma cunhada de Cachoeira e recebeu depósitos da Alberto e Pantoja, empresa fantasma que abastecia as contas do grupo. (Agências)
TV Senado ignora Tombini e gera mal-estar Emissora interrompe presidente do Banco Central para transmitir Marconi Perillo
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CPMI do Cachoeira fez uma primeira vítima ontem. Pouco depois das 11h30, o sinal da TV Senado que exibia a audiência pública com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, foi derrubado sem explicações. A emissora do Senado passou a exibir, então, o depoimento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), à Comissão Parlamentar de Inquérito. A mudança na programação, decidida de última hora, gerou mal-estar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde estava o presidente do BC. Poucos minutos após o início das explicações de Tom-
bini sobre a crise internacional e os reflexos para o Brasil, o presidente da CAE, senador Delcídio Amaral (PTMS), passou a receber, discretamente, pedidos de parlamentares que solicitavam autorização para que a emissora da Casa parasse de transmitir a sessão da CAE – programa originalmente previsto para o horário – para retransmitir as explicações do governador tucano, que se defendia de acusações de envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Na sala da CAE, menos de cinco senadores ouviam as explicações de Tombini quando o sinal da TV Senado deixou de exibir a esvaziada
audiência pública. "Foi muito curiosa essa imposição. Aparentemente, o importante não é investigar, o importante é aparecer na TV", disse Delcídio Amaral logo após o fim da exposição de Tombini. O senador petista afirmou ainda que a ordem de tirar a CAE da programação ao vivo da TV Senado teria sido do senador Cícero Lucena (PSDB-PB) com a anuência do secretário de comunicação do Senado, Fernando Cesar Mesquita. Por estar em horário em desacordo com o regimento, o senador afirmou que as atividades da CPMI poderiam ser questionadas. (AE)
Dida Sampaio/AE - 17.05.12
Collor representa contra Roberto Gurgel
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senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) entrou ontem com uma representação no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) pedindo investigação contra o procuradorgeral da República, Roberto Gurgel. No documento, Collor aponta "inércia" do procurador no caso da Operação Vegas, que investigou em 2009 o grupo do contraventor Carlinhos Cachoeira e flagrou conversas do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) que sugeriam ingerências nas votações no Congresso Nacional em propostas ligadas à exploração de jogos. Gurgel, ao receber o inquérito da PF na época, optou por não dar prosseguimento às investigações.
Collor: senador alagoano aponta "inércia" do procurador-geral. A representação de Collor, confirmada por sua assessoria, foi distribuída no CNMP para o conselheiro Almino Afonso, que abrirá agora prazo para manifestação de Gurgel sobre o caso. Collor ainda pede para apurar a iniciativa de Gurgel de repassar o caso Vegas para sua mulher, a subprocuradora Cláudia Sampaio. O senador de Alagoas tem sido um crítico da atuação do procurador-ge-
ral no episódio. O CNMP é o órgão de controle externo das ações dos integrantes do Ministério Público. Gurgel tem defendido sua postura no caso Vegas. Alega que optou por "sobrestar" aquela investigação, o que ajudou, segundo ele, na deflagração da Operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira e revelou centenas de gravações envolvendo Demóstenes. (Folhapress)
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
7 Sem respaldo no PT, Agnelo Queiroz tem feito gestões junto aos peemedebistas.
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CPMI DO CACHOEIRA
'01 de Brasília' é a bola da vez, hoje. Governador do DF, o petista Agnelo Queiroz dá sequência aos trabalhos de investigação e deverá falar sobre suas relações com o contraventor. Também deve negar tudo. André Borges/Folhapress - 01.06.12
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Agnelo Queiroz: quadrilha não emplacou no seu governo, diz. Na semana passada, ele cancelou os contratos com a construtora Delta.
Governador vai a Temer e pede proteção Amparado por seu vice, Agnelo Queiroz procura o vice-presidente da República para pedir a complacência do PMDB.
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reocupado com o depoimento agendado para hoje na CPMI do Cachoeira, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT, foi buscar blindagem no PMDB e procurou ninguém menos que o vice presidente da República, Michel Temer, que o recebeu na segunda-feira, no Palácio do Jaburu. Eram mais de 23 horas quando um Temer cansado, após chegar de um evento da Rio + 20, abriu as portas ao petista. O encontro foi intermediado pelo vice-governador do DF, Tadeu Filipelli (PMDB). Sem respaldo no PT – que ainda associa Agnelo à sua antiga legenda, o PCdoB, e não se moveu para evitar sua convocação pela CPMI –, o gover-
nador tem feito gestões junto aos peemedebistas. O PMDB tem o comando da CPMI, presidida pelo senador Vital do Rêgo Filho (PB), e mais seis assentos na comissão. Perguntas e respostas – Agnelo será inquirido sobre denúncias que ligam seu governo à Delta Engenharia, por sua vez ligada ao contraventor Carlos Cachoeira. Para tentar afirmar sua autonomia em relação à Delta, o governador determinou, na semana passada, o rompimento do contrato de limpeza que a empresa mantinha com o governo por força de liminar desde 2010. A decisão foi anunciada após a Justiça do Distrito Federal cassar a medida liminar.
Foi Agnelo que, já eleito, pediu ao então governador Rogério Rosso que antes de deixar o cargo prorrogasse o contrato entre a Delta e o GDF. Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal sugerem vínculo entre funcionários de seu governo e intermediários de Cachoeira. Há suspeitas da Polícia Federal de que Agnelo seria o "número 01" mencionado nos grampos telefônicos da Operação Monte Carlo, em Brasília, em conversas de integrantes da organização do bicheiro Cachoeira. O esquema do contraventor, até ser desmontado pela PF, se articulava para operar negócios milionários no governo do Distrito Federal.
Poupado pela CPMI, Cabral sai fortalecido com R$ 3,6 bi. Dos três governadores, só o do Rio foi liberado. E hoje festeja empréstimo federal.
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nquanto os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), foram convocados para prestar depoimento na CPMI do Cachoeira, o do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB) não só foi poupado pela comissão como ainda vai receber um inédito empréstimo do Banco do Brasil para investir em 14 obras de mobilidade e de infraestrutura. Assim, no dia em que o go-
vernador do DF, Agnelo Queiroz, depõe em Brasília, o do Rio, Cabral, assina lá mesmo um fantástico contrato no valor total de R$ 3,6 bilhões em solenidade ao lado da presidente Dilma Rousseff. O contrato de empréstimo com o Banco do Brasil é o primeiro grande evento que o governador protagoniza desde que foi poupado pela comissão. A primeira parcela dos recursos será de R$ 865 milhões, a ser liberada logo após
Ailton de Freitas/AOG - 30.11.10
Assim que Cabral assinar o contrato, sai a 1ª parcela: R$ 865 milhões.
a assinatura do contrato. Aliados do governador comemoravam ontem o fato de a medida fortalecer Cabral politicamente e demonstrar que a administração estadual fluminense não está paralisada. Amigo íntimo de Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, empresa que está no epicentro da investigação da CPMI por causa de suas ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o governador do Rio enfrenta a pior crise de seu governo desde que foram divulgadas fotos de viagens que ele fez com o empresário a Paris e Montecarlo. Desde que a CPMI votou contra a sua convocação, há duas semanas, Cabral voltou a ter agendas públicas e a mostrar fisionomia mais animada. Destino – As verbas irão para obras nas linhas 3 (Niterói-São Gonçalo) e 4 (zona sul-Barra da Tijuca) do Metrô, no Arco Metropolitano; compra de barcas para travessia Rio-Niterói; obras na região serrana, contenção de encostas e barragens na região norte e noroeste; urbanização de comunidades na capital e na região metropolitana; e projetos ligados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016 – recuperação das lagoas de Barra da Tijuca e Jacarepaguá e o Canal da Joatinga. (AE)
Expectativas – O líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), afirmou ontem que espera que Agnelo demonstre a mesma segurança que o governador goiano, o tucano Marconi Perillo, ontem, em depoimento de quase nove horas à CPI do Cachoeira. (AE)
itado pela quadrilha do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, como o "01 de Brasília" ou "Magrão", o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), depõe hoje na CPMI do Cachoeira para explicar as relações de alguns de seus principais assessores com a organização investigada. O ex-chefe de gabinete de Agnelo, Cláudio Monteiro, pediu demissão após revelação de ter recebido propina para favorecer interesses da quadrilha. O ex-subsecretário de Esportes do DF ligado ao governador, João Carlos Feitosa, o Zunga, também é suspeito de receber dinheiro do grupo. Conforme o inquérito da Operação Monte Carlo, a organização de Cachoeira negociava com assessores de Agnelo nomeações no governo, principalmente no Serviço de Limpeza Urbana (SLU), órgão responsável pelos contratos do setor com a Delta Construções, que detinha 70% do mercado de limpeza no DF. Outro objetivo da quadrilha era liberar pagamentos por serviços supostamente prestados ao SLU. Auditoria da Secretaria de Transparência do DF, que só tomou providências depois do escândalo causado pela operação, concluiu que em atividades como varrição, a Delta recebia irregularmente o dobro do previsto. No DF, segundo as investigações da Operação Saint Michel, a quadrilha de Cachoeira pagou propina ao ex-servidor
público Valdir dos Reis, com trânsito no Palácio do Buriti, para fraudar licitação para a bilhetagem eletrônica dos ônibus. O secretário de Transportes, José Walter Vazquez Filho, chegou a se reunir com integrantes da quadrilha, que elaborou o edital da concorrência direcionado à Delta. Integrantes da CPI também devem questionar Agnelo sobre sua gestão na direção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão no qual o grupo de Cachoeira tentou atuar. Segundo O Estado de S. Paulo, gravações da Procuradoria Geral da República (PGR) mostram que a cúpula do laboratório Hipolabor recorria a Barbosa, ex-adjunto de Agnelo na agência, para acelerar seus interesses. As provas foram obtidas durante a Operação Panaceia (2011) por órgãos de investigação em MG. Agenda com registros contábeis da indústria farmacêutica registra pagamentos de R$ 50 mil a Agnelo em 2010, ano de sua campanha. Representante da empresa, em Brasília, e ex-chefe de gabinete de Agnelo na Câmara, Francisco Borges Filho disse que as notas se referem à promessa de doação eleitoral. No Tribunal Superior Eleitoral não constam contribuições do laboratório a Agnelo. Agnelo e seus secretários negam tudo. Sustentam que a quadrilha não emplacou no governo. Às vésperas do depoimento à CPMI, Agnelo, providencialmente, cancelou contratos com a Delta. (AE)
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Embora a decisão seja política, todos os procedimentos têm que ser jurídicos e constitucionais. Antonio Carlos Almeida Castro, o Kakay.
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Andre Dusek/AE
Demóstenes: cassação será votada na 2ª Conselho de Ética decidirá futuro político do senador goiano após ouvir o relator
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veredicto sobre o processo de cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) sai na próxima segunda-feira. O Conselho de Ética do Senado decidirá assim que o relatório do senador Humberto Costa (PT-PE) for lido e votado. A data foi marcada pelo presidente do conselho, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE). Além de definir o cronograma para a votação do relatório, o presidente também anunciou que o relator considerou a fase de instrução do processo encerrada. Segundo ele, Humberto Costa encaminhou ao conselho um despacho no qual se diz satisfeito com o material probatório apresentado até o momento e preparado para concluir seu relatório. "Com o encerramento desse processo de instrução, a defesa já foi cientificada a apresentar suas alegações finais, cujo prazo se encerra na próxima sextafeira (15). Na segunda já agendei (a apresentação do relatório), a pedido do próprio relator. Então, marcamos uma reunião visando a apresentação
Com o encerramento desse processo de instrução, a defesa já foi cientificada a apresentar suas alegações finais. ANTONIO CARLOS VALADARES do relatório, a leitura pelo senador Humberto Costa e logo em seguida os debates, como também a votação do próprio relatório", disse o presidente do conselho. A defesa do senador Demóstenes Torres questionou, sem sucesso, os prazos definidos pelo senador Valadares. Para o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a defesa deveria ter prazo de dez dias para apresentar as considerações finais antes que o relatório fosse apresentado e votado. Além disso, ele questionou o encerramento da fase de instrução do processo antes da reunião de ontem, quando ainda poderiam ser aprovados re-
querimentos. Para ele, as decisões do conselho podem gerar questionamentos posteriores no Supremo Tribunal Federal. "Fomos chamados para uma audiência para apresentar requerimento e surpreendidos porque já havia uma determinação do relator dizendo que já estava satisfeito e que ele apresentaria o relatório e dava por fim a instrução. Embora a decisão seja política, todos os procedimentos têm que ser jurídicos e constitucionais", alegou Kakay. Apesar disso, Kakay disse que a verdadeira decisão sobre a cassação de Demóstenes Torres ocorrerá no plenário do Senado. Por isso, a defesa irá se dedicar ao momento em que o processo chegar ao plenário. Demóstenes foi representado pelo PSol no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar por causa de suas relações com o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O senador foi flagrado em conversas com ele gravadas pela Polícia Federal, quando falavam de votação de projetos sobre jogos. (ABr)
Ficha-suja também para ministros
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Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou ontem uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíbe a nomeação para cargos de ministro e de secretário-executivo de pessoas consideradas inelegíveis pela Justiça Eleitoral. A medida também vale para nomeações em funções de confiança ou cargos comissionados. Pela proposta, a proibição ainda tem
efeito no preenchimento de cargos e empregos de livre nomeação nas autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista. A proposta ainda precisa ser analisada por uma comissão especial que será criada antes de ser submetida a duas votações em plenário. Para todas as situações previstas na PEC, a restrição perdura durante o prazo da inelegibilidade.
Hoje, são inelegíveis os cassados ou que renunciaram para não evitar a cassação. O mesmo vale para condenados por crime contra a economia popular, fé pública, administração, patrimônio público e privado e sistema financeiro. Autor da matéria, o deputado licenciado Sandro Alex (PPS-PR) argumenta que o "ficha-suja" não pode valer apenas para os cargos eletivos. (Folhapress)
Seminário sobre “A problemática do transporte aéreo no Brasil” dia 13 de junho – quarta-feira, das 8h30 às 11 horas Local: Edifício-sede da Associação Comercial de São Paulo - ACSP Rua Boa Vista, 51 – 9º andar – Sala Plenária Centro – São Paulo – SP Coordenação Dr. Luiz Gonzaga Bertelli Vice-Presidente da Associação Comercial de São Paulo, Conselheiro e Diretor da FIESP/CIESP e Coordenador do Conselho de Infraestrutura Realização: Associação Comercial de São Paulo ACSP Apoio Institucional: Diário do Comércio DC
Programação 8h30 9h
9h20
9h40 10h
10h20
11h
Recepção, entrega do material informativo e café da manhã Abertura Pronunciamento do Dr. Rogério Pinto Coelho Amato Presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo FACESP e da Associação Comercial de São Paulo - ACSP Pronunciamento da Dra. Danielle Pinho Soares Alcântara Crema Superintendente de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado - SRE da Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC Pronunciamento do Dr. José Márcio Monsão Mollo Diretor-Presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias - SNEA Pronunciamento do Sr. Willer Larry Furtado Superintendente Regional de São Paulo SRSP da Empresa de Infraestrutura Aeroportuária - INFRAERO Pronunciamento do Sr. Paulo Coutinho Coordenador do Comitê Aeroportos da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base - ABDIB Conclusão e encerramento
Na expectativa: Demóstenes Torres (sem partido-GO) tem até sexta-feira para apresentar alegações finais.
Hage defende leis mais rígidas contra os corruptos Ministro-chefe da CGU diz que legislação ainda mantém brechas para a impunidade Mário Tonocchi
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ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, defendeu leis mais rígidas para corruptos ligados aos governos e aos corruptores em entrevista a jornalistas do programa Canal Livre, da TV Cultura, na última segunda-feira. Para Hage, outra forma eficaz de combate à corrupção é o financiamento exclusivo público da campanha partidária. De acordo com o ministro-chefe, ainda há um quadro favorável à corrupção no País com a possibilidade de o acusado sair impune de seus atos. "Os corruptores ainda não são punidos por falta de legislação e os corruptos, mesmo sabendo que podem ser descobertos, têm ainda a possibilidade de não serem punidos severamente com a cadeia. Falta ainda uma definição legislativa para combater efetivamente a corrupção", disse.
Não dá para ser ingênuo e achar que nunca houve corrupção antes no País. Existe, sim, há mais de 500 anos. JORGE HAGE Membro do atual governo e do mandato do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva, Hage defendeu as ações realizadas nos últimos anos para combater a corrupção no Brasil. Para ele, o volume de denúncias e as quedas de sete ministros do governo Dilma Rousseff por acusações de corrupção fazem parte do processo. A diferença hoje é que a corrupção está sendo investigada e temos a revelação da descoberta. Por absoluta liberdade de imprensa e absoluta autonomia do Ministério Público. A escolha dos procuradores agora é independente do chefe do
executivo". E foi mais adiante: "Não dá para ser ingênuo e achar que nunca houve corrupção antes. Existe, sim, há mais de 500 anos", afirmou o ministro-chefe. Hage elogiou tanto a implantação quanto o trabalho desenvolvido hoje pela CGU para sua implementação. Para ele, o acesso transparente à informação governamental é fundamental para o combate à corrupção. O ministro-chefe ressaltou que desde 16 de abril quando foi lançada a lei de acesso, a Controladoria já recebeu nove mil pedidos de informação e que 63% destes já foram respondidos pelo órgão. "Em 83 % dos casos, respondidos de maneira positiva", observou. Hage também elogiou a demonstração financeira do que recebem os funcionários públicos no Executivo. Sacando um holerite, ele disse que recebe R$ 4 mil líquidos como ministro-chefe além de R$ 22 mil de aposentadoria do poder judiciário.
Jair Magri/TV Cultura
Confirme sua presença (inscrições gratuitas) Fone: (11) 3244-3310 / - Fax: (11) 3244-3932 - E-mail: secretariageral@acsp.com.br Assista ao vivo nos sites: www.acsp.com.br e www.facesp.com.br (clique no banner do evento) Alerta: acesso transparente à informação governamental é imprescindível, argumenta Hage.
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
9 TUNÍSIA Governo impõe toque de recolher na capital Túnis após tumultos
nternacional
PROVOCAÇÃO Irã planeja primeiro submarino movido a energia nuclear, diz agência estatal.
NEM AS CRIANÇAS ESTÃO SALVAS ONU revela que Exército sírio usa meninos e meninas de 8 a 13 anos como escudos humanos, enquanto rebeldes recrutam crianças-soldados.
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lém de sofrerem abusos sexuais e tortura, crianças são usadas como escudos humanos pelas forças de segurança sírias na repressão ao levante contra o regime, informou um relatório divulgado ontem pela Organização das Nações Unidas (ONU). A entidade qualificou o governo sírio como um dos piores em sua "lista da vergonha" de países em conflito, que, no caso da Síria, apresenta sinais cada vez mais claros de guerra civil. "Raramente vi tamanha brutalidade contra crianças como na Síria, onde meninas e meninos são presos, torturados, executados e utilizados como escudos humanos", den u n c i o u R a d h i k a C o o m araswamy, representante especial da ONU para crianças em conflitos armados. Segundo o relatório da ONU, crianças sírias entre 8 e 13 anos teriam sido levadas de suas casas e colocadas nas janelas de ônibus que levavam militares em ataques a vilarejos. Monitores da ONU na Síria também descobriram muitas crianças entre vítimas de recentes massacres nas cidades de Houla e Mazraat al-Qubeir. A representante da ONU disse ter recebido uma carta do governo sírio negando as acusações e questionando as fontes das alegações. Rebeldes - Embora a maioria dos abusos tenha sido cometida pelo regime e seus aliados, há relatos, segundo a ONU, de que os rebeldes também recrutaram crianças para lutar contra as forças leais ao presidente Bashar al-Assad. De acordo com Radhika, o comando do rebelde Exército Livre Sírio proibiu o recrutamento de crianças, mas a ordem não tem sido respeitada nos baixos escalões. Grupos de direitos humanos estimam que cerca de 1.200 crianças já morreram nos 15 meses de revolta popular.
Shaam News Network/Reuters - 08/06/12
Manifestantes seguram fotos de pessoas que teriam sido mortas por forças do regime sírio em Sermeen, no norte do país. ONU reconhece que a Síria está em plena guerra civil. Fora de controle - Incapaz de reduzir a violência, apesar de ter intermediado um cessar-fogo e enviado 300 observadores, a ONU reconheceu que o país está em plena guerra civil. "Claramente o que está acontecendo é que o governo da Síria perdeu o controle sobre grandes partes do território e várias cidades para a oposição e quer retomar o controle", revelou o chefe da missão de paz da ONU, Hervé Ladsous. Nas ofensivas para retomar as áreas perdidas, disse Ladsous, o Exército sírio tem usado não apenas tanques, mas também helicópteros. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, criticou a Rússia por fornecer armas de ataque ao regime sírio, incluindo helicópteros, e disse
que isso pode escalar o conflito de forma "dramática". Vários bastiões rebeldes estão sitiados pelo Exército e moradores não conseguem sair de casa há dias, disseram ativistas da oposição. Ontem, um comboio da ONU foi impedido de chegar a uma dessas áreas sitiadas, a cidade de Heffa, no norte do país. Uma multidão enfurecida lançou pedras e barras de metal contra o grupo. Segundo a rede CNN, um cartaz na TV estatal informou que alguns moradores "tentaram explicar o sofrimento causado por grupos terroristas aos observadores da ONU, mas estes não quiseram ouvilos. Em vez disso, um dos carros do comboio atingiu três cidadãos". (Agências)
O céu que nos pertence Malvinas, ou melhor, Falklands, farão plebiscito para permanecerem britânicas.
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governo das Ilhas Malvinas informou ontem que vai realizar um referendo em 2013 para "eliminar qualquer dúvida possível" sobre os desejos dos moradores do arquipélago de continuar sob domínio britânico. Autoridades argentinas rejeitaram a convocação do plebiscito. O anúncio de referendo entre os kelpers (moradores das Ilhas Malvinas, chamado de Falklands pelos britânicos) ocorreu dois dias antes de a presidente Cristina Kirchner apresentar ao Comitê de Descolonização da Organização das Nações Unidas (ONU) o pedido para que o Reino Unido inicie negociações com a Argentina. Em abril, a Argentina e o Reino Unido recordaram os 30 anos do conflito bélico que travaram pela posse das ilhas. Londres se recusa a discutir a soberania enquanto os 3.000 habitantes das ilhas quiserem permanecer britânicos. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou em nota que seu país "respeitará e defenderá" o resultado do referendo. No entanto, o titular da comissão de Relações Exteriores do Senado argentino, Daniel Filmus, disse à agência oficial Télamque o plebiscito "não muda em nada" a postura argentina, que "sempre se baseou nas resoluções da ONU, onde se coloca que a negociação da soberania deve resolver-se em negociações bilaterais com o Reino Unido". (Agências)
Enrique Marcarian/Reuters
Voz unida contra Putin Manifestantes ignoram medidas de repressão do governo e vão às ruas de Moscou
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Avião sobrevoa bandeiras britânicas em Port Stanley, capital das ilhas
ezenas de milhares de russos entoaram o grito "A Rússia será livre" em uma marcha pelas ruas de Moscou, ontem, para protestar contra o presidente Vladimir Putin, desafiando as novas medidas de repressão do governante para tentar acabar com qualquer manifestação contra seu governo. Os manifestantes lotaram um boulevard central no primeiro grande protesto desde a posse de Putin em 7 de maio, afirmando que não serão intimidados pelas operações policiais realizadas em casas de líderes da oposição e por uma nova lei que aumenta as multas por ofensas à ordem pública. "Aqueles que lutavam estavam além do medo", disse Valery Zagovny, ex-combatente soviético no Afeganistão, de 50 anos, levando sua medalha de combate para comprovar isso. "Vamos deixar aqueles atrás dos muros vermelhos do Kremlin assustados."
Anatoly Maltsev/EFE
Protesto reivindica renúncia de Putin e defende reformas políticas Debaixo de um forte temporal, alguns brincaram que o clima foi orquestrado pelo próprio presidente para esvaziar o movimento. Com bandeiras e gritos contra Putin, eles marcharam apesar da ausência de seus líderes, que foram intimados a depor antes dos protestos. Policiais montaram barreiras de metal ao longo do percurso da marcha, mas a pre-
sença policial foi menor em relação a outros protestos. A "Marcha dos Milhões" teve início com cerca de 18 mil pessoas, segundo a polícia local, número que os organizadores multiplicam por pelo menos três. Ao longo de toda a marcha cerca de 200 mil manifestantes estiveram presentes, acrescentaram os organizadores. (Agências)
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IMAGENS DA FLORESTA O público poderá conferir a mostra "Sesc nas Aldeias", que reúne o resultado de 25 anos de produção cinematográfica feita por índios brasileiros, no Teatro Sesc Ginástico, no Centro do Rio, e no Espaço Sesc, em Copacabana. Até o dia 29 de junho, sessões gratuitas seguidas de debates com cineastas indígenas.
PIB VERDE LANÇA SUAS RAÍZES Uma das principais metas dos que lutam por uma economia mais justa é a revisão da metodologia de apuração da riqueza dos países Fotos: Daniel Marenco/Folhapress
Espaços temáticos, criados pela cenógrafa Bia Lessa, convidam os visitantes a refletir sobre a possibilidade de prover o crescimento econômico de forma sustentável.
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ma ideia lançada há 20 anos na ECO92 só começou a sair agora do papel: a criação de um padrão internacional para mensurar o "PIB verde", cujo objetivo é "descontar" do volume produzido em bens e serviços a "exaustão" ou a "depreciação" dos recursos naturais de cada país – o chamado "capital natural", como preferem os envolvidos. Reunidos ontem em uma das sedes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Rio, especialistas de agências e organismos como Organização para a Cooperação e Desenvolvi-
mento Econômico (OCDE), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnuma) ONU, Agência de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) e o Banco Mundial discutiram a estrutura metodológica que servirá de base para o "PIB verde", aprovada pelo escritório de estatísticas da ONU em fevereiro, e as estratégias para conseguir a adesão dos 193 países-membros. O objetivo do sistema de "contabilidade de capital natural" é mensurar o "estoque" de recursos naturais, mapear seus usos em todas as atividades humanas e, por fim, atribuir um valor mo-
netário ao patrimônio natural de cada país. Numa segunda etapa, será mensurado quanto desse estoque é gasto a cada ano para produzir os bens e serviços que são medidos no cálculo do PIB. O conceito básico é o mesmo do PIB tradicional: medir o fluxo de produção de um ano para o outro, atribuindo um valor para essa produção. Assim, chega-se a uma variação anual do PIB. A ideia é transpor o cálculo para recursos naturais como água, florestas, energia e minerais. Segundo Wasmália Bivar, presidente do IBGE, será necessário criar primeiro uma base metodológica única a
ser seguida pelos países, a fim de se obter uma "unidade" e permitir a comparação entre diferentes nações. Numa primeira etapa, a ONU constituiu tal estrutura metodológica para mensurar o "capital" da água. Agora, trabalha no sistema para a energia. Há previsão de fazer o mesmo para florestas e recursos minerais. O Brasil optou, segundo Bivar, por iniciar o cálculo do "PIB" da água, pois já existem muitos dados disponíveis em poder da Agência Nacional de Águas (ANA), parceira do IBGE no projeto. Não há prazo para a divulgação dos primeiros resultados.
"O tempo dependerá da qualidade dos dados que já existirem", disse. Uma primeira reunião para dar partida aos trabalhos foi marcada para depois da Rio+20. Alguns países como Holanda e Austrália já possuem "contas" para a água. Outros como Canadá e Finlândia têm um sistema de mensuração da economia das florestas. Mas nenhuma nação possui ainda um sistema completo para calcular o "PIB verde" – que precisa abater do tradicional a exaustão de uma gama maior de recursos naturais. O Banco Mundial levantou US$ 15 milhões para es-
truturar a contabilidade da água em seis países: Filipinas, Madagascar, Botsuana, Colômbia, Costa Rica e Vietnã. A Índia será incluída na segunda etapa. Não há uma previsão de quando esses países estarão aptos a elaborar o "PIB verde", mas a meta do Banco Mundial é obter a adesão de 50 nações. Para o chefe de pesquisas do Pnuma, Fulai Sheng, "o cálculo do PIB é impreciso porque a exaustão dos recursos naturais não é considerada". Ele disse que o PIB é utilizado de modo "equivocado" para medir o progresso de um país. (Folhapress)
Daniel Marenco/Folhapress
Industriais querem dividir responsabilidade
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Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) reiteraram ontem a responsabilidade dos países desenvolvidos para a redução dos gases que causam o efeito estufa (GEE). Segundo a direção das duas instituições, é necessário que esses países revejam seus padrões de consumo e produção, e sua matriz energética, e assumam os custos e a responsabilidade com o futuro do planeta. Conforme o documento publicado no Humanidade 2012, evento ambiental e empresarial paralelo à Rio +20, Fiesp e Firjan acreditam no princípio das "responsabilidades comuns, porém diferenciadas" estabelecido pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima durante a Eco92, para alterar o panorama das emissões de poluentes na atmosfera. Para os industriais, todos os países têm responsabilidade em adotar ações efetivas para assegurar a redução das emissões, apesar de entender que "não basta
apenas que as nações em desenvolvimento trilhem o caminho sustentável". Segundo o documento, o setor de energia é o que mais emite GEE no mundo: 66%. O setor da agricultura é responsável por 14% das emissões, seguido do uso do solo e florestas (13%), processos industriais (4%) e resíduos (3%). Com isso, as instituições defendem novas formas de geração de energia, mais limpas; a segurança alimentar para acabar com a fome e a miséria no mundo; o uso racional da água, assim como o reúso e o tratamento
66 por cento dos gases do efeito estufa são emitidos pelo setor de energia, conforme documento divulgado por Fiesp e Firjan.
de efluentes; e o desenvolvimento de novas tecnologias para melhorar os processos de produção. "Acreditamos no potencial das hidrelétricas para gerar a energia necessária para o Brasil e o mundo, inclusive nas hidrelétricas da região amazônica", disse Skaf. Ao ressaltar a importância da recuperação de áreas ambientalmente degradadas do planeta, as federações avaliaram que esse é um dos pontos em que o Brasil está mais vulnerável, mas sustentam que houve avanços. Na quinta-feira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) deve apresentar um relatório com ações de inovação e sustentabilidade tomadas por empresas de diversos segmentos desenvolvidas desde a realização da Rio-92, há 20 anos. Para Skaf, entre as duas conferências houve uma mudança de visão por parte do empresariado, que antes enxergava as ações de sustentabilidade como um "ônus" e agora as vê como um "bônus", pois induzem o aumento da produtividade. (Agências)
Conferência da ONU tem grande adesão
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té ontem, havia confirmação de representantes de 186 dos 193 países-membros da ONU na Rio+20, que começa oficialmente hoje. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, representará o presidente Barack Obama. Uma das principais apostas é que a conferência possa definir áreas prioritárias para os países avançarem, como uma segunda etapa dos objetivos do milênio. Mas até a última reunião preparatória, no início do mês, em Nova York, não havia consenso nem mesmo sobre quantos deveriam ser esses temas. As inscrições para a realização de discursos durante a cúpula já incluem 76 presidentes, seis vice-presidentes, 44 primeiros-ministros e sete vice-primeirosministros. (AE)
tecnologia foi destaque no último dia do TEDxRio+20, ontem. Foram apresentados um robô para expedições em águas profundas e um piso que gera e acumula energia. "O robô explora lugares que não fomos nos últimos 52 anos", disse o pesquisador Tony Haymet ao mostrar imagens da Depressão Challenger, próxima às fossas Marianas, no oceano Pacífico, o ponto mais profundo do planeta. Já o pavimento é acionado por quem pisa sobre ele. "Uma pessoa dá em média 150 milhões de passos na vida, imagine o potencial", disse o criador do invento batizado de Pavegen, o engenheiro britânico Laurence KemballCook. O piso já foi testado em um festival de música, e gerou energia para carregar a bateria de mil telefones celulares durante os três dias do evento. (Agências)
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Marcos de Paula/AE
Skaf, da Fiesp, exalta que as nações desenvolvidas também busquem o caminho do desenvolvimento sustentável.
Inovação para mudar o mundo
O MAR E A ENERGIA DO CORAÇÃO – O dia de debates no TEDxRio+20, no Forte Copacabana, trouxe, entre outros, o ambientalista Jean-Michel Cousteau, filho do explorador Jacques Cousteau, e o rabino Nilton Bonder. O primeiro pediu que se aumente a proteção ao "desconhecido" ambiente marinho, responsável pela produção de 50% do oxigênio do planeta e de proteínas para alimentação. Já Bonder clamou para que se invista mais na "energia do coração". Segundo ele, "tanta gente tem tanto e ainda quer mais. Isso gera energia destrutiva para o planeta". (Agências)
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Alex Almeida/Folhapress
Vista aérea do Pantanal, em Aquidauana (MS). Manacial também está abaixo dessa lagoa.
Senhoras e senhores... O Guarani. Aquífero de 45 mil km³, sob nossos pés, pode matar a sede do planeta por 200 anos. José Maria dos Santos
numa mancha que vai do Mato Grosso ao Rio Grande do Sul repousam 45.000 km³ de água. Se fosse possível vislumbrá-lo por inteiro, a paisagem pareceria surreal: formações de arenito mergulhadas nesse mar doce que guarda águas de até 40 mil anos atrás, numa profundidade que chega a dois quilômetros. "É como se fosse um gigantesco bolo de várias camadas", tenta explicar o engenheiro Carlos Alencastre, 62
mento do aquífero – seu regime, extração e contaminação té a campanha eleidas águas – já estão sendo instoral pela sucessão taladas. São quatro e, no que estadual em São diz respeito a nós, uma delas se Paulo, no ano de encontra na região de Ribeirão 2002, apenas técnicos e cienPreto. Nesse ponto chegamos tistas sabiam da existência do ao engenheiro Alencastre. As Aquífero Guarani. Perguntado a outras estão na divisa com respeito por um dos adversáUruguai, Argentina e Paraguai, rios, durante debate entre canpaíses sob os quais o Guarani didatos, o deputado José Jesuiestende suas águas. Porém, no (PT) mostrou-se de tal forma 70% dos seus 1,2 milhões de embaraçado que sua tentativa km² estão em território braside buscar resposta con- Edson Silva/Folhapress leiro. Há quem afirme que vincente entrou para o poderia abastecer o plaanedotário político nacioneta por 200 anos nal. Mas, de lá para cá, a Mas há mais. Quem fama do Guarani cresceu acredita em Deus, pode gradativamente até se confirmar que ele de fato é tornar um assunto estrabrasileiro, pelo menos no tégico para o País. tópico da água. Além das Para se ter uma ideia nossas imensas e visíveis da sua importância, é bacias hidrográficas, necessário retornar a Área de recarga do aquífero, em Ribeirão Preto. guardou no norte-nordesuma reportagem de cate outro aquífero, o Alter pa da revista Time no inicio anos. Ele é secretário do Comitê do Chão, que começou a ser esdos anos 90 intitulada A última da Bacia do Pardo, localizada no tudado recentemente. gota. A reportagem já anun- norte do Estado de São Paulo. Em principio, já se anuncia ciava a futura escassez de Trata-se de um rio que nasce mais poderoso do que o Guaraágua no planeta e, num gráfi- em Minas e se desenvolve em ni, que, no momento, é o segunco impressionante, mostrava terra paulista para desaguar no do colocado, perdendo apenas que o Brasil era o único territó- Rio Grande. Nessa condição, para o Aquífero da Namíbia, no rio a ter reserva satisfatória coube a Alencastre a responsa- norte da África. Parece que no hemisfério sul. Contudo, bilidade de participar do projeto Deus, prevendo o emporcalhaaquele magnífico depósito de monitoramento – leia-se mento das águas de superfície, subterrâneo, ainda pouco co- proteção – do Aquífero Guarani, providenciou aquela incrível nhecido, não foi considerado posto em curso em 2010. massa debaixo da terra. Mas na avaliação. A boa notícia de agora é que vamos à entrevista com o engeSob os pés dos brasileiros, as áreas-piloto de acompanha- nheiro Alencastre.
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Água de 40 mil anos. Pura.
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iário do Comércio - Qual a qualidade da água do Aquífero Guarani? Carlos Alencastre - Esse aquífero é um presente grandioso da natureza para nós. Sua água é de tal qualidade que pode ser considerada mineral. Pode ser bebida perfeitamente na boca do poço. E há uma atração absolutamente original: acumula, segundo pesquisas, água de 40 mil anos. Trata-se de uma água próxima ao surgimento do homem anatomicamente moderno sobre a face da Terra. É absolutamente pura, embora receba cloro ao ser distribuída na rede aqui em Ribeirão Preto.
Diário - Mas por que há essa necessidade, se é tão pura? Alencastre - Ela se contamina ao ser injetada na rede.
Diário - Como é o regime de funcionamento do aquífero? Alencastre - Ele abrange um território de cerca de 1,2 milhão de quilômetros quadrados. A maior parte se encontra no Brasil, sob os estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Também pega parte da Argentina e Paraguai. Representa uma reserva de água doce de aproximadamente 45 mil km³. Esta água encontra-se a cerca de 1.500 metros de profundidade. Porém, há afloramentos dele no chamado arenito de Botucatu. Trata-se de uma franja de 14 mil quilômetros quadrados, que chega até Mato Grosso do Sul e Paraguai. A água que o reabastece entra exatamente por essa franja. Aliás, a reposição é lenta, um
a dois metros por ano. De cada 100 litros, chega apenas um. É por isso que lá há água de 40 mil anos. É por isso que se diz que a profundidade do Aquífero Guarani vai de zero a 2 mil metros. Ele também possui áreas de escape. Uma delas é o Rio Paraná.
AQUÍFERO GUARANI Águas se estendem por Uruguai, Paraguai, Argentina e Brasil (mancha laranja). Aqui ficam 70% da área total, abrangendo seis estados.
Divulga
ção
Alencastre: monitoramento de poços clandestinos.
Diário - Como um aquífero é formado? Alencastre - O Guarani é do período Jurássico, quase após a Era do Gelo. Os aquíferos se originam de movimentações da crosta terrestre. No caso do Guarani, foi fruto de um derramamento basáltico por ação de vulcões. Diário - Como o senhor descreveria o corpo, vamos chamar assim, do Aquífero Guarani?
de maioria das vezes esses poços são mal perfurados e mal utilizados. Produzem, portanto, dupla ação deletéria ao aquífero, tanto na extração como na contaminação dele.
Alencastre - É como se fosse um bolo cheio de camadas, formado pelo arenito. Para ser melhor entendido, o arenito é aquele material calcário da pedra pome. Nessa estrutura, o abastecimento se deu por milhões e milhões de anos. Nosso País foi favorecido nesse aspecto, pois além do Guarani, temos o de Alter do Chão, sob os solos do Pará. Este passou a ser conhecido nos últimos três anos e tem 35 mil km³ de água. Acima do Guarani, em tamanho, só existe o Aquífero da Namíbia, no norte da África, com dois milhões de km²; o terceiro em tamanho é o de Murray, na Austrália, com 297 mil km² de área.
Diário - E existem peixes no Aqüífero Guarani? Alencastre - Não há notícias a respeito. Pelo menos, eu não conheço. Diário - A quantas anda a exploração de água do Guarani? Alencastre - Hoje o Guarani abastece várias cidades. Ribeirão Preto é uma das mais importantes. Verdadeiramente, a exploração começou há uns cem anos. Mas vem ganhando intensidade. Na nossa área, há 104 poços reconhecidos. Mas há muitos outros clandestinos. Justamente a intensificação da exploração levou ao monitoramente proposto. Na gran-
Diário - Como será feito esse monitoramento? Alencastre - São quatro áreas-piloto: Ribeirão Preto, Santana do Livramento (RS)/Riviera (Uruguai), Concórdia (Argentina/Salto (Uruguai) e Itaguá (Paraguai). Naturalmente o monitoramento dará prioridade à extração da água e ao processo de contaminação. Naquilo que nos diz respeito, vamos trabalhar com 12 poços desativados e nesse sentido foi contratada a Fundag – Fundação para o Apoio à Pesquisa Agrícola. As possibilidades de exploração correta do aquífero são imensas. Aliás, já há uma fábrica de cerveja de Ribeirão Preto que o está usando como marketing. Informa no rótulo que sua bebida foi produzida com a água lá de baixo.
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3 Histórias que viram filmes º
PARTICIPAÇÃO O Circuito Cultural terá, nesta edição, a participação de 8,4 mil pessoas, entre alunos e espectadores das apresentações de teatro e cinema.
setor
Projeto incentiva alunos de escolas públicas a participarem de oficinas de contação de histórias e criarem enredos, que podem virar curtas-metragens. Fotos: Divulgação
Grupo em trabalho de criação sobre um tema sugerido. As histórias depois são apresentadas nas mais variadas formas: teatro, marionetes, dança ou música.
Kelly Ferreira
A
rotina dos alunos de algumas escolas públicas do Estado de São Paulo vem se transformando, há três anos, por causa das oficinas de contação de histórias sobre meio ambiente e energia. O projeto Circuito Cultural promovido pela Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), com o apoio do Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet, só neste ano chegou a 60 escolas públicas nas zonas norte e sul da capital paulista e nas cidades de Bauru, São José dos Campos, Guarujá, Votuporanga, e Santa Bárbara d’ Oeste. Os três últimos municípios recebem o projeto pela primeira vez. Cada localidade contemplada participa do Circuito Cultural com 400 alunos, do 6º ao 9º ano, de dez escolas diferentes (40 alunos por escola), além do envolvimento de professores de várias disciplinas. Os estudantes das escolas participantes do projeto, que está em sua segunda fase, foram subdivididos em grupos para facilitar a integração nas oficinas e assim aprender a criar e contar suas próprias histórias. Na primeira fase, cerca de três mil pessoas assistiram às peças teatrais promovidas pelo Circuito Cultural. "As cidades que participam do projeto foram avaliadas pela sua vulnerabilidade social. A partir disso foram escolhidas as escolas participantes", explicou a gerente de Responsabilidade Social da CTEEP, Doralice Ferro. Roteiro– Os temas cultura e energia são relacionadas por meio de oficinas que têm o objetivo de proporcionar a criação e expressão por meio de histórias criadas pelos alunos. No final das oficinas,
À esquerda, resultado da oficina no palco e se transformando em filme. Os melhores enredos viram curtasmetragens e são exibidos gratuitamente nas comunidades. À direita, Doralice Ferro, gerente de Responsabilidade Social da CTEEP.
uma história de cada cidade participante será selecionada e transformada em um roteiro. A história então será filmada para representar a cidade em exibições de cinema abertas ao público. A expectativa do projeto é realizar aproximadamente 480 sessões de oficinas, somando 1,2 mil horas, 60 saraus e apresentação de doze peças teatrais profissionais, sendo
Parceria para melhorar creches
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Procter & Gamble Brasil firmou parceria com a Fundação Abrinq – Save the Children para beneficiar o projeto Creche para Todas as Crianças, idealizado pela fundação Abrinq. O foco será na capacitação de educadores, na reforma dos espaços e na distribuição de novos materiais escolares. Foram escolhidas oito creches nas cidades de São Paulo, Louveira e Anchieta (SP); Jacarepaguá, Queimados, Itatiaia e Seropédica (RJ) e
Manaus (AM) para integrar o projeto. No total, mais de cinco mil crianças de 0 a 3 anos serão beneficiadas nesta nova etapa, que agora tem o apoio da P&G. funcionários da multinacional atuam como voluntários nas creches e em encontros com as famílias, com o objetivo de levá-las a participas do processo de aprendizagem das crianças. O projeto Creche para Todas as Crianças já apoiou mais de sete mil crianças no País em quatro anos. Ana Barella
em torno de duas apresentações em cada cidade. A edição deste ano teve início em abril e está prevista para terminar no final de novembro. Nesta edição, o Circuito Cultural contará com a participação de 8,4 mil pessoas, entre alunos e espectadores das apresentações de teatro e cinema. Este número é praticamente o dobro do registrado no no passado, quando 4.840
pessoas estiveram envolvidas no projeto. "O resultado do ano passado foi muito positivo para os objetivos traçados para esta nova fase. É uma forma de integrar a escola, os alunos e a comunidade como um todo com o projeto, uma vez que as peças teatrais e o resultado do projeto são exibidos ao ar livre e gratuitamente", explicou Doralice Ferro.
Leituras - As oficinas de contação de história são ministradas pela equipe pedagógica do projeto e contam com material didático desenvolvido especialmente para os encontros. Após as atividades, os alunos criam suas próprias leituras sobre os temas para construção de histórias e apresentações artísticas de diferentes formatos: teatro, dança e música, entre outros, em um sarau.
Make-A-Wish realiza sonho número 400
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Make-A-Wish Brasil, instalada há quatro anos no País, comemorou ontem a realização do desejo de número 400: Larissa Armenio, de 13 anos, que queria muito ir à Disney. embarcou de madrugada, ao lado de seus pais e da irmã. A adolescente, que possui neoplasia na medula, passará uma semana em Orlando. A instituição é uma das 36 filiadas da Make-A-Wish Foundation International, sediada nos EUA. Está presente no Brasil desde
2008 e realiza sonhos de crianças e jovens, entre 3 e 18 anos, portadores de doenças que colocam suas vidas em risco. "Termos atingido 400 desejos representa o reconhecimento de um trabalho sério e uma causa nobre", afirma Leda Tannus, diretora executiva da ONG. Até o final deste ano, a Make-A-Wish Brasil tem como meta realizar mais 120 desejos, totalizando 520 sonhos. Para saber mais sobre a instituição, acesse (www.makeawish.org.br).
Ao final das oficinas, os trabalhos serão enviados à comissão julgadora e avaliados por especialistas para a seleção do melhor enredo. Uma história de cada município será selecionada e transformada em roteiro para produção de curtas-metragens. Os filmes, por sua vez, serão exibidos ao grande público em um evento gratuito. Segundo Doralice, o Circuito Cultural CTEEP nasceu com
o objetivo de estimular o conhecimento de crianças e jovens de escolas da rede pública de ensino e, ao mesmo tempo, relacionar assuntos de desenvolvimento sustentável, responsabilidade social, educação e cultura com energia. "É muito bom fazer parte de um projeto que promove o acesso a cultura. Temos a clareza de que o objetivo foi alcançado, pelo contato com os professores e pela grande participação da comunidade", disse Doralice. "Muitos professores nos relatam melhoras significativas no rendimento dos alunos. E isso nos dá a sensação de dever cumprido", afirmou.
Projeto Guri estará na Rio+20
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Projeto Guri irá participar da Rio+20, a conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, com uma apresentação da Big Band, formada por alunos do Grupo de Referência da região de São Carlos, que executará um repertório de música contemporânea. A apresentação acontece no domingo, às 15h30, na Arena da Barra, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O projeto Guri é um
programa de formação do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura do Estado. O Projeto Guri vai acompanhar também as principais atividades da Cúpula dos Povos, que acontece paralelamente à Rio+20. Entre sexta-feira e domingo, os ex-alunos e atuais bolsistas Tábata Lima, de 23 anos, e Daniel Feitosa, de 20, contarão suas experiências no blog Guri na Rio+20. Para acompanhar: www.projetoguri.com.br/ riomaisvinte.
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13 Almeida Rocha/Folhapress
OUTRA VEZ Na madrugada de ontem o bar Balcão, no Jardim Paulista, foi assaltado, elevando para 16 os casos de arrastão a esses estabelecimentos desde o início do ano.
idades
Arrastões impõem "toque de recolher" no Bixiga
Para evitar riscos para os estabelecimentos, clientes e para os funcionários, as tradicionais cantinas do Bixiga passaram a fechar suas portas às 23h30, além de investir em câmeras de vigilância e até em seguranças particulares armados. Ontem o governador Geraldo Alckmin anunciou plano contra arrastões. Foto/Folhapress
Fotos de Chico Ferreira/Luz
Mariana Missiaggia
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estaurantes do Bixiga, na Bela Vista, estão encerrando suas atividades mais cedo. Os frequentes assaltos e arrastões em bares e restaurantes de São Paulo obrigaram os comerciantes do tradicional bairro italiano a investir em medidas de segurança para proteger clientes e funcionários. Restaurantes de outros pontos do Centro também reduziram o horário de atendimento e contrataram seguranças particulares. Em apenas 40 dias, o proprietário de quatro cantinas no Bixiga, Walter Taverna, teve uma de suas casas arrombada três vezes. “O prejuízo já passou de cinco mil reais, sem falar em coisas que são insubstituíveis e que não é possível estimar um valor. Roubaram vinhos, uísque, microondas e televisão. Mesmo trocando todos os cadeados fui novamente assaltado, em menos de dez dias”, disse Taverna. Como medida de segurança, o empresário contratou dois seguranças particulares à paisana e armados, e restringiu o horário de atendimento das cantinas Conchetta até as 23h30, horário adotado também por outros comerciantes da região. “Ficou complicado trabalhar na madrugada. Além de perigoso para o estabelecimento e para os clientes, também tenho de pensar nos funcionários que ficam preocupados em vir trabalhar. As ruas da região são escuras e vazias, ou seja, propícias ao crime”, disse Afonso Luiz Roperto, 55 anos, um dos proprietários da cantina Roperto, que há três anos sofreu um assalto. Além da contratação de seguranças particulares e da mudança de horário, Roperto apostou na instalação de câmeras de segurança. Na esquina da rua Antônio Carlos com a rua Augusta, em Cerqueira César, o restaurante Athenas também adotou medidas de segurança após um assalto. “Eles (assaltantes) são profissionais. Dois homens armados abordaram uma mesa e ninguém percebeu. Chamei a polícia e estou esperando até hoje. Então, percebi que a segurança de meus clientes e fun-
Walter Taverna: proprietário de quatro estabelecimentos no bairro do Bixiga e roubado três vezes seguidas.
Afonso Roperto: aposta em câmeras de segurança. cionários estava em minhas mãos”, contou Nikolaos Loukopoulos, proprietário do Athenas, que decidiu zelar por seu negócio consultando especialistas em segurança. “É um investimento constante. Manutenção de câmeras, substituição por novos equipamentos, contratação de funcionários e treinamento”, disse Loukopoulos. No Largo do Arouche, no Centro, bares e restaurantes não se sentem protegidos apenas com a presença da Base Comu-
No Athenas, consulta a especialistas em segurança.
nitária Móvel da Polícia Militar (PM) na região. Segundo Magno Pereira, gerente do bar Prainha do Arouche, a tradição de varar madrugadas com suas mesas lotadas por clientes acabou. “Fechamos até meia-noite e meia. Mais que isso é pedir para ter problema”, disse. Plano – Ontem, o governador Geraldo Alckmin anunciou um novo plano contra os arrastões. Segundo ele, sete mil policiais trabalharão no entorno dos estabelecimentos comerciais até o fim do ano. Por ora,
390 policiais se somarão aos 3.500 que fazem rondas em datas importantes, como Dia dos Namorados e Dia dos Pais. Em fevereiro, as ruas de Pinheiros, Vila Madalena, Jardins e Itaim receberam reforço no efetivo de policiais militares, após seis arrastões. Com essa medida, a PM suspeita que os criminosos migraram para outros bairros como o Brás e Higienópolis. Apenas neste ano, foram pelo menos 16 arrastões (veja arte) em bares e restaurantes.
TJ decide contra camelôs de São Miguel Queda de liminar permite que Prefeitura casse os Termos de Permissão de Uso desses ambulantes. Medida não atinge camelôs legalizados de outras regiões. Moacyr Lopes Júnior/Folhapress
Camelôs deficientes e idosos fizeram ontem um protesto em frente à Prefeitura contra cassação de TPUs.
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presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, suspendeu ontem liminar (decisão provisória) da 5ª Vara da Fazenda Pública que liberava o trabalho de camelôs em São Miguel Paulista, na zona leste da Capital. Com a decisão, a Prefeitura poderá cassar os TPUs (Termos de Permissão de Uso) dos ambulantes da região. Também poderá remover e impedir seu trabalho no local. De acordo com a decisão, existe uma nova política pública a respeito das calçadas, já iniciada há tempos, estando suspensa a emissão de novas permissões de uso para ambulantes e extintos bolsões de comércio. "O deferimento de liminares objeto do pedido de suspensão impede o desenvolvimento eficaz dessa política
pública, escolha discricionária da administração, a par de obstar a regular administração dos espaços públicos pela municipalidade, observada a precariedade dessas permissões de uso", afirmou o desembargador Sartori. A liminar havia sido concedida pela juíza Carmen Cristina Teijeiro e Oliveira após pedido da Defensoria Pública do Estado. Em outra decisão, a juíza liberou o trabalho de camelôs em toda a cidade. No dia 19 de maio, o prefeito Gilberto Kassab extinguiu bolsões de camelôs na região central e suspendeu as licenças de ambulantes que trabalhavam nas áreas das subprefeituras da Sé, Lapa, Pinheiros, Vila Mariana e São Miguel Paulista. A Prefeitura tem justificado a suspensão dos camelôs sob o argumento de desobstruir as calçadas, preservar o pa-
trimônio histórico e fomentar o comércio formal. Mas o defensor público Bruno Miragaia recolheu depoimentos de diversos ambulantes que informaram não terem tido oportunidade de se defender nos processos administrativos que cassaram suas licenças. A decisão do presidente do TJ afeta apenas São Miguel Paulista, portanto estão mantidos os camelôs das outras regiões. Protesto – Na manhã de ontem, camelôs que estavam reunidos na Câmara Municipal, na região central, fizeram uma passeata até a Prefeitura para protestar contra a cassação de suas licenças. Boa parte deles é idosa ou portadora de alguma deficiência. Na Câmara, representantes da categoria fizeram discursos e uma ambulante chegou a desmaiar. (Folhapress)
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www.dcomercio.com.br
Escultura de Seo Young Deok. Veja abaixo.
Nadando em família A mãe Piquet nada com seu filhote macho de duas semanas no Shedd Aquarium, em Chicago. O filhote precisou de cuidados especiais porque nasceu abaixo do peso, mas já está livre de riscos.
John Gress/Reuters
F UTEBOL E SCULTURA
Q Seo Young Deok usa correntes de bicicleta para criar figuras com mais de um metro de altura. http://bit.ly/nvumNa
I NTERNACIONAL
Brasil, 83º no ranking da paz. A Islândia é o país mais pacífico do mundo e a Somália, o mais bélico, segundo o Índice de Paz Global 2012, divulgado ontem no Reino Unido. O Brasil se situa na 83ª posição em uma lista de 158 territórios. Elaborado pelo Instituto para a Economia e
Paz, o ranking aponta como país latino-americano mais pacífico o Chile, que ocupa o 30º lugar da lista. A Colômbia ocupa a pior posição da região (144º). O país que mais perdeu posições em relação a 2011 foi a Síria, que caiu 30 postos e é o 147º.
uanto ganham os jogadores de futebol mais bem pagos do mundo e quem são? Baseado em uma comparação feita pela revista France Football entre os lucros de cada jogador em 2011 e as estimativas para 2012, o site Get Top Tens fez um ranking dos mais bem pagos neste ano. Os valores – que foram estimados em libras esterlinas e no quadro ao lado aparecem convertidos para reais – levam em consideração não apenas os salários, mas ganhos com publicidade, acordos com marcas famosas e outras fontes de receita dos grandes jogadores. De acordo com o ranking, Kaká e Sergio Aguero terão um ano menos lucrativo do que o de 2011. Já Samuel Eto'o e David Beckham podem começar a comemorar, porque seus ganhos crescerão, e muito. Veja mais detalhes no site Get Top Tens.
C A R T A Z
FOTOS
Correntes em rede
Para além dos gols
E M
'O Jardim' traz obras inéditas do fotógrafo Pedro David. Fauna Galeria. Al. Gabriel Monteiro da Silva, 470, tel.: 3668-6572. Grátis.
A UTOMOBILISMO
Um troféu para Bruno Senna Piloto reserva da Renault (atual Lotus) durante 2011 e titular nas oito últimas provas do calendário, o brasileiro Bruno Senna, atualmente na Williams, foi escolhido ontem para receber o Troféu Lorenzo Bandini, que premia o melhor piloto emergente da temporada anterior da Fórmula 1. O sobrinho de Ayrton Senna receberá o troféu no dia 15 de julho, na cidade italiana de Brisighella, próxima ao circuito de Ímola.
http://gettoptens.com Jorge Adorno/Reuters
http://economicsandpeace.org/
D ESIGN
C ASA
Refúgio Em fase crescente http://bit.ly/KlIRez
L
Quem não se cansa de comprar livros e objetos vai gostar desta estante do designer Yi Cong Lu. Feita para que sempre caiba mais um item.
HOMENAGEM - Guarda de honra participa de cerimônia em tributo aos veteranos da guerra entre Paraguai e Bolívia no Panteão dos Heróis, em Assunção. A guerra aconteceu entre 1932 e 1935.
Cadeira? Cama? Cabana? É meio difícil de classificar. Mas a designer Freyja Sewel quis criar uma peça decorativa que oferecesse conforto pudesse ser usada de diferentes maneiras. http://bit.ly/zMKBcs
L OTERIAS
Sonoridade liquefeita
Concurso 1080 da DUPLA SENA
O que acontece quando líquidos coloridos sobre uma superfície recebem o impacto da música? Juan Pablo Gaviria respondeu a essa pergunta colocando seu iPhone em uma caixa de som no mesmo plano que uma mistura de líquidos, para ver as cores "dançarem".
Primeiro sorteio
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15 TELES Anatel arrecada R$ 2,5 bilhões com leilão de quatro lotes do 4G
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Fábio Guinalz/AE
TESOURO Para secretário Arno Augustin, economia já está em recuperação.
Carlos Roberto/AE
X O ex-presidente FHC defende racionalização dos gastos públicos e mais investimentos em infraestrutura.
A presidente Dilma Rousseff quer estimular o mercado interno, redução das taxas de juros e impostos.
Investimento ou consumo? A discussão, cada vez mais frequente, sobre a fórmula adequada para fazer o Brasil crescer mais e a premência do consumo sobre o investimento ou do investimento sobre o consumo teve ontem um embate de peso. De um lado, a atual presidente da República, Dilma Rousseff, reafirmou, em evento em Minas Gerais, o modelo atual de fortalecimento interno pelo consumo. De outro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo, criticou a falta de investimentos que deveria ter sido feita antes.
A
presidente Dilma R o u s s e f f f e z , o ntem, em Belo Horizonte, uma defesa ampla do conteúdo nacional como forma de fortalecimento da economia brasileira. Falou sobre a importância de haver conteúdo nacional, por exemplo, na construção de plataformas de petróleo. Mas citou também outros projetos e produtos, como a fabricação de celulares. O discurso fez parte da cerimônia de assinatura do termo de compromisso para elaboração do projeto executivo das obras de reformulação e modernização do anel rodoviário de Belo Horizonte, em evento realizado no Palácio da Liberdade. Em relação a formas de proteger o Brasil da crise internacional, a presidente reforçou que o governo continuará realizando investimentos, para assim impulsionar a economia interna. Disse, ainda, que
sempre procurará parceiros entre os governos estaduais e prefeituras para a realização de novos projetos. Destacou que diferenças políticas não impedirão que essas iniciativas avancem e lembrou que o projeto do anel viário envolve parceria com o governo de Antonio Anastasia, do PSDB. A presidente previu que a crise na Europa continuará e disse que a ajuda recentemente dada à Espanha é insuficiente, com 100 bilhões de euros. Dilma afirmou que o mercado interno continuará sendo bastante importante
para conter os impactos da crise internacional. A presidente disse que os brasileiros permanecerão comprando e que esse consumo interno manterá o Brasil forte. Custo Brasil – Dilma ainda manifestou compromisso na redução do Custo Brasil e defendeu um "combate sem tréguas aos juros e impostos altos". Segundo ela, sempre que for tecnicamente possível, o governo trabalhará para reduzir o Custo Brasil, com foco sobre três pontos: impostos altos, juros altos e câmbio. Enquanto Dilma defendia o
Economia avançará no fim do ano
O
presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou ontem que a crise internacional trará volatilidade aos mercados e aumento abaixo do esperado para a
economia global nos próximos dois anos. A projeção é que a economia mundial cresça 2,3% neste ano, abaixo dos quase 3% esperados pelo mercado no final de 2011.
conteúdo nacional para enfrentar a crise internacional, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sugeria, em palestra a lojistas de shopping centers em São Paulo, que o País racionalize os gastos com a máquina pública e concentre os esforços em investimentos na área de infraestrutura. Segundo o ex-presidente, ao contrário da China, que no passado investiu em infraestrutura e atualmente incentiva o consumo da população para minimizar os efeitos da crise internacional, o Brasil fez
O presidente do BC destacou que, no País, o ritmo da economia deve se acelerar ao longo do ano. "Teremos um crescimento mais forte no segundo semestre, pela série de estímulos que a economia já recebeu", afirmou. A projeção do
o inverso. "Nós não fizemos o que a China fez: nós não investimos", disse FHC. "Na época da bonança, deveríamos ter investido mais em infraestrutura. Hoje, todo mundo reclama que não tem estradas, os aeroportos não avançaram. São questões que não se resolve do dia para a noite", criticou. Para o ex-presidente, a arrecadação do governo é suficiente para que o País invista em infraestrutura e continue crescendo. "Essa massa de recursos, em boa parte, está sendo desperdiçada porque enche a
mercado é que a economia brasileira cresça 2,5% em 2012, abaixo dos 2,7% registrados em 2011. Para Tombini, a crise traz um viés desinflacionário à economia do País. Ele projeta que a alta de preços fique em 4,5%. (Folhapress)
Para crescer, só com obras essenciais. Pesquisador do Ipea, Mansueto Almeida, destaca os pontos que devem ser aprimorados para o governo investir mais em infraestrutura. Fotos: L.C.Leite/LUZ
Rejane Tamoto
Comércio revisa para baixo a projeção do PIB
A
O
crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no País depende de investimentos públicos em ferrovias, rodovias e hidrelétricas, de forma a estimular o setor privado no atual ambiente de incertezas da economia mundial. "Só o investimento público pode tornar mais eficiente o investimento privado. O problema é que, no curto prazo, o governo tem dificuldades para fazer isso", afirmou, ontem, o técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Mansueto Almeida. Em reunião do Conselho de Economia da Associação Comercial de São Paulo (COEACSP), o pesquisador explicou que o que mais trava o investimento do governo no País não é a falta de recursos e sim a inexistência de gestores e especialistas em ferrovias, rodovias, hidrelétricas e analistas setoriais. "O crescimento do PIB puxado pelo consumo no Brasil, que ocorreu nos últimos anos, não deve se repetir sem que haja expansão do investimento público", afirmou Almeida, que ministrou uma palestra sobre política fiscal.
máquina sem que ela tenha produtividade", avaliou. "Com a taxa de juros caindo, vai haver mais (recursos)", afirmou. Elogio – Fernando Henrique, porém, elogiou o desempenho da presidente Dilma Rousseff na "cruzada" contra os juros altos. Para ele, a crise afetará o Brasil "até certo ponto" porque não se sabe qual será o destino da Europa diante do impasse: injetar mais recursos e recuperar a capacidade de compra da população ou aumentar o rigor fiscal. "Isso vai nos afetar principalmente porque a China tem na Europa um grande consumidor e, portanto, a China também vai parar." Na palestra, FHC disse que o País sofre com a escassez de qualificação profissional e que, para superar essa deficiência, será preciso aceitar mais estrangeiros. "Nós somos um país de imigração, precisamos de gente", pregou o ex-presidente. (AE)
Almeida: falta de especialistas em logística atravanca investimentos.
Amato, da ACSP: melhor gestão para a eficiência do setor público.
O presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, lembrou que um ponto importante para a eficiência do setor público é a melhoria da gestão, algo que entidades e empresas têm aperfeiçoado fortemente na última década. A pagar – Segundo Almeida, o investimento do setor público cresceu 0,6% entre 1999 e 2011. Neste ponto, uma manobra do governo causa preocupação para o pesquisador, que é o aumento crescente de "restos a pagar", ou seja, uma parcela cada vez maior de investimentos que não são reconhecidos no ano corrente. "Isso dificulta a tomada de decisões de investimentos no Con-
Servidores – A expansão, aponta Almeida, foi sustentada por decisões políticas dos últimos governantes do País, e não apenas pela ineficiência do setor público. "São elevações com origem na Constituição de 1988, quando o governo firmou um contrato social, que permitiu que 80% dos servidores da União passassem para o regime estatutário e recebessem o salário integral na aposentadoria", disse. Para Almeida, é preciso mudar as regras de indexação do salário mínimo, que também contribuem para o aumento dos gastos sociais. "Hoje, para cada R$ 1 de aumento no mínimo, a despesa primária sobe R$ 300 milhões", afirmou. Outro dilema fiscal do go-
gresso Nacional. O governo está usando o "restos a pagar" para gerar superávit primário, atrasando o reconhecimento de despesas feitas", disse. Em 2005, R$ 3,5 bilhões foram contabilizados como restos a pagar, valor que subiu a cada ano e atingiu R$ 22,33 bilhões em 2011. Se o investimento caiu e o "restos a pagar" aumentou, as despesas não financeiras que mais cresceram de 1999 a 2011, em 1,3% cada, foram os gastos com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e os benefícios de assistência social, como seguro desemprego, abono salarial e Bolsa Família. No período, os gastos com custeio (em saúde e educação) subiram 0,3%.
verno, segundo o pesquisador, é a alta da transferência de recursos do Tesouro Nacional para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O mecanismo, que visa aumentar os empréstimos ao investimento privado, pode elevar a dívida líquida do setor público. O valor das transferências do Tesouro ao banco passaram de R$ 9,6 bilhões em 2006 para R$ 290 bilhões em 2011. A estimativa de Almeida é de que chegará a R$ 356 bilhões neste ano. "O próprio Tesouro enviou um cálculo para o Tribunal de Contas da União informando que os empréstimos para o BNDES tinham um custo fiscal de R$ 23 bilhões em 2011", disse o pesquisador.
Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) reduziu em 0,5 ponto percentual sua projeção de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2012. No fim do ano passado, a federação estimava uma expansão do PIB entre 3% e 3,5%. Ontem, a FecomercioSP divulgou nova projeção, entre 2,5% e 3%. A federação informou que um dos motivos da mudança é a velocidade de recuperação da economia brasileira, "que está mais lenta do que o previsto". O resultado do primeiro trimestre, de expansão de 0,2% do PIB em comparação com o desempenho do quarto trimestre do ano passado, também mereceu destaque na nova estimativa. Na segunda-feira, o Banco Central (BC) divulgou o relatório Focus com o mercado revisando para baixo a previsão de crescimento da economia do Brasil para este ano, que passou de 2,72% para 2,53%. (AE)
16 -.ECONOMIA
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e Otimismo no País fica estável em maio Daqui a pouco não haverá lojista para tanto shopping. Nabyl Sahyoun, presidente da Alshop
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Expectativa das famílias com a situação econômica do Brasil se mantém em 67 pontos, o menor valor do ano, mas ainda acima dos 62,9 de maio de 2011, diz Ipea.
O
otimismo das famílias brasileiras em relação à realidade socioeconômica geral do País ficou estável em maio em relação a abril, em 67 pontos. O valor é superior ao apurado em maio do ano passado (62,9 pontos), mas se mantém como o menor nível deste ano. As informações são do Índice de Expectativas das Famílias (IEF), divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na escala do Ipea, a pontuação acima de 60 pontos indica otimismo; abaixo de 40, pessimismo. A margem de erro da pesquisa é de 5%. A estabilidade de maio resultou de variações com tendências contraditórias nas grandes regiões, segundo o Ipea. O Centro-Oeste (79,5 pontos em maio e 78,2, em abril) e o Nordeste (65,5 contra 64) apresentaram índice maior que em abril, enquanto as demais regiões tiveram queda. Os índices recuaram na região Norte (de 60,3 pontos em abril para 59,5 em maio), Sudeste (de 70,8 para 70,1) e Sul (67,2 para 65,5). Situação do País – Ainda de acordo com o Ipea, a expectativa com relação à situação do Brasil no curto prazo caiu em maio na comparação com o mês anterior. Enquanto em abril 68,3% das famílias disseram acreditar que o País passaria por melhores momentos nos próximos 12 meses, essa
porcentagem foi para 66,8% em maio. Com relação ao longo prazo (os próximos cinco anos), o otimismo também ficou menor: de 63,5% em abril para 62% em maio. A confiança na situação no curto e no longo prazo é um dos critérios usados pelo Ipea para medir o otimismo geral. Sensação – A percepção das famílias sobre sua situação financeira com relação ao ano anterior foi positiva. Em maio,
77,8% dos entrevistados disseram estar melhor financeiramente hoje do que há um ano. Em abril, eram 75,8%. De acordo com o instituto, na divisão por classes, os segmentos mais ricos da população são os mais otimistas com relação à situação financeira. Para o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, André Calixtre, os aumentos reais nos salários podem ser apontados como responsá-
veis pela estabilidade no otimismo do brasileiro e a inflação não teve grande impacto no índice de maio. "Não é só o emprego, mas o salário do cidadão que está crescendo, na média, acima da inflação. Esses ganhos reais seguram a expectativa da família. Mesmo que você tenha aumento dos preços na magnitude que tem sido, o que não é uma explosão inflacionária, como está dentro de uma margem pe-
O futuro dos shoppings no Brasil Karina Lignelli
Paulo Pampolim/ Hype - 29.06.11
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epois de passar por um período de crescimento intenso, o segmento de shopping centers, que concentra mais de 80 mil lojas em todo o País e por onde circulam cerca de 300 milhões de pessoas por mês, precisa inovar e investir cada vez mais se quiser se manter. A estratégia projetada para o futuro se baseia na diversificação e na funcionalidade dos empreendimentos, que cada vez mais serão multiuso. Dentre os desafios para crescer de forma sustentável, estão a carga tributária, a burocracia e falta de contrapartidas do governo. Esse foi o tema central do painel "Tendências para o mercado de shoppings", apresentado ontem na 12ª edição do "Brasilshop – Congresso Internacional do Varejo", realizado pela Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping (Alshop). O diretor executivo do Shopping Total de Porto Alegre, Eduardo Oltramari, mostrou tendências apresentadas no Recon/ICSC 2012 (congresso do setor realizado em maio, em Las Vegas), e a necessidade de adaptá-las para atender às atuais demandas do mercado brasileiro.
Enquanto os shoppings norte-americanos apostam nos grandes centros, em arquitetura leve e funcional, na revitalização de áreas centrais das cidades, em sustentabilidade e até no compartilhamento em tempo real das atividades dos shoppings (por smartphones e tablets), no Brasil o desafio é equacionar os custos de ocupação por metro quadrado e a compatibilização de vagas de garagem por área bruta locável. Além disso, precisa unir sustentabilidade com as exigências de
Nabyl Sahyoun, da Alshop, cita a falta de incentivos e financiamentos. redução dos impactos ambientais. "Nossa preocupação é que seja feita sem ser fachada, e que possa ser suportada sem repassar custos aos clientes", disse Oltramari. Para Paulo Stewart, presidente da gestora de shopping centers Saphyr, a revitalização urbana gera um ambiente de negócios favorável, mas necessita de contrapartidas. "Falar em sustentabilidade é bonito, mas sem incentivos no bolso, como redução do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), por exemplo, não
adianta", ressaltou. "Fazemos nossa parte, somos até convidados pelo governo a participar de intervenções, mas não recebemos incentivos", completou Ilia Alencar, diretora da Jereissati Centros Comerciais, que é dona do Iguatemi Fortaleza e há 20 anos trabalha com água de reúso. Uma tendência é de cada vez mais empreendimentos multiuso. Como os grandes terrenos começam a ficar "rarefeitos", principalmente nas grandes cidades, construir shoppings menores nem sempre compatibiliza a melhor distribuição das lojas. "A ideia agora é investir em ergonomia, transformar a entrada em sala de estar, com uma arquitetura cada vez mais funcional e racional, além de diversificar ainda mais as lojas", disse Oltramari. O executivo lembrou também dos cuidados com a classe C. "A família 'Miranda' de ontem – aquela que só 'mira-eanda' – hoje é a classe C. E os shoppings devem se adaptar para receber esse grupo ", concluiu. "Daqui a pouco não haverá lojista para tanto shopping. É preciso buscar incentivos e linhas de financiamento", destacou Nabyl Sahyoun, presidente da Alshop .
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quena de variação, não contamina a expectativa", disse. Dívidas – A maioria das famílias consultadas (53,5%) afirmou não ter dívidas. O valor representa aumento no endividamento, já que é menor do que o de abril (54,6%), sendo que apenas 8,5% das famílias disseram estar muito endividadas em maio. A variação regional, contudo, é grande. No Centro-Oeste, quase 90% das famílias dizem não
ter dívidas. Na sequência, vêm Sudeste (65,4%), Sul (47,7%), Nordeste (36%) e Norte (30,3%). Apesar de alto, o resultado do endividamento no Nordeste é o único que apresentou recuo sobre abril, quando 29,7% disseram não ter dívida alguma. A minoria nas regiões Norte (8,7%) e Nordeste (13,2%) disse estar "muito endividada". Já os que responderam estar "mais ou menos" foram 41% no Norte e 26,9% no Nordeste. Segundo o Ipea, o problema do endividamento atinge principalmente a classe mais rica, sendo que a faixa salarial mais endividada é o das famílias com mais de 10 salários mínimos, estrato social que tem peso pequeno no País. Mesmo assim, o número de famílias pertencente a esse grupo que disse estar muito endividado (10%) não é expressivo. Também em maio, a maioria das famílias (69%) não possuía contas atrasadas. Do restante, os que possuíam dívidas, 15,74% disseram ter condições plenas de quitá-las no mês; 45,93% dizem que vão conseguir quitar parcialmente suas dívidas e 36,48% afirmam não ter condições de quitar plenamente suas dívidas no mês em questão. O número de famílias que disse que não pretende tomar empréstimos diminuiu em maio com relação às respostas de abril, passando de 92,89% para os 91,63%. (Agências)
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 095/2012-SMS.G, processo 2012-0.063.711-5, destinado ao registro de preço para o fornecimento de Sonda de Foley de Duas Vias e Sonda Foley de Três Vias, para a Divisão Técnica de Suprimentos SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09:00 horas do dia 05 de julho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 161/2012-SMS.G, processo 2012-0.111.551-1, destinado ao registro de preço para o fornecimento de INDICADOR BIOLÓGICO, P/ CONTROLE E ESTERILIZAÇÃO A VAPOR DE 48 HORAS E 3 HORAS, E INTEGRADOR QUÍMICO PARA MONITORIZAÇÃO DE CICLO DE ESTERILIZAÇÃO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09:00 horas do dia 11 de julho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 162/2012-SMS.G, processo 2012-0.093.267-2, destinado ao registro de preço para o fornecimento de PAPEL CARBONADO, CONJUNTO DE PONTAS PARA POLIMENTO E MANDRIL DE AÇO PARA CONTRA-ÂNGULO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09:00 horas do dia 12 de julho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 166/2012-SMS.G, processo 2012-0.115.589-0, destinado ao registro de preço para o fornecimento de CLARITROMICINA EM PÓ PARA SUSPENSÃO ORAL COM 50MG/ML - FR, para a Divisão Técnica de Suprimentos SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09:00 horas do dia 03 de julho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 168/2012-SMS.G, processo 2012-0.027.933-2, destinado ao registro de preço para o fornecimento de HEPARINAS DE BAIXO PESO MOLECULAR, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09:00 horas do dia 25 de junho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.
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A indústria ainda apresenta um quadro de bastante fragilidade. Rafael Bacciotti, economista da Tendências.
conomia
Emprego industrial recua 0,3% Em abril, IBGE registrou segunda redução mensal consecutiva. Diminuição de horas pagas preocupa, por indicar demissões nos próximos meses.
A
indústria brasileira voltou a cortar postos de trabalho em abril, pelo segundo mês consecutivo. O recuo no emprego industrial foi de 0,3% em relação a março, o que levou a uma perda acumulada de 0,9% nas vagas desde o início deste ano, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de horas pagas aos trabalhadores também recuou, o que desperta preocupação, pois esse movimento costuma anteceder novos períodos de demissões. "A frequência de quedas no número de horas pagas no setor industrial indica que, em um futuro próximo, os Enquanto a empresários indústria não se tendem a fazer uma redurecuperar, o quadro ç ã o d o e mde redução no prego indusemprego industrial t r i a l , e s p evai se manter, não se c i a l m e n t e sabe até quando. porque esse recuo tem siRODRIGO LOBO, d o m a i s i nECONOMISTA DO IBGE tenso do que o registrado para a quantidade do pessoal ocupado", explicou Rodrigo Lobo, economista da Coordenação de Indústria do IBGE. As horas pagas aos empregados encolheram 0,9% em abril ante março. Em 2012, a redução acumulada chega a 1,4%. Também houve queda na folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, apesar do aumento da renda nos últimos meses, o que já reflete o movimento de dispensa. O valor real da folha de pagamento da indústria caiu 0,5% em abril, após já ter apresentado redução de 0,7% em março sobre fevereiro. Os dados reforçam a análise de que a economia brasileira está em trajetória descendente, na avaliação do Instituto de Estudos para o Desenvolvi-
Tasso Marcelo/AE
Indústria de bebidas foi um dos 11 segmentos da indústria, entre os 18 pesquisados, que apresentaram aumento da folha de pagamento de março a abril (6,6%). mento Industrial (Iedi). "Os dados do IBGE indicam que o emprego segue os passos da produção industrial – nítida desaceleração desde o segundo semestre de 2011 – e que suas perspectivas de curto prazo não são favoráveis, já que o número de horas pagas na indústria nacional também voltou a cair", avaliou o instituto em relatório. Setores – Desde o início deste ano, houve recuo no emprego industrial em oito dos 14 locais pesquisados. Em São Paulo, que tem o maior parque fabril do País, o corte nas vagas chegou a 3,2% no ano. A que-
da também atingiu 11 dos 18 setores investigados em todo o País pelo IBGE, com destaque para vestuário (-6,8%), produtos de metal (-5,5%), calçados e couro (-6,6%), têxtil (-5,3%), madeira (-9,8%), borracha e plástico (-4%) e papel e gráfica (-3,8%). "Alguma hora esse quadro negativo deve se reverter. O governo tem tomado uma série de medidas para que isso aconteça. Mas, enquanto a indústria não se recuperar, esse quadro de redução no emprego industrial vai se manter, não se sabe até quando", avaliou Lobo, do IBGE.
Em termos setoriais, o valor da folha de pagamento no País entre março e abril cresceu em 11 dos 18 segmentos pesquisados, com destaque para máquinas e equipamentos (9,4%), alimentos e bebidas (6,6%), meios de transporte (6,2%), papel e gráfica (11,6%) e indústrias extrativas (10,5%). Por outro lado, tiveram resultados negativos borracha e plástico (queda de 3,2%), vestuário (perdas de 3,6%), produtos de metal (recuo de 1,9%) e calçados e couro (baixa de 3,8%). Embora não seja exatamente uma boa notícia, o recuo nas
Ibope: 36% não têm conta em banco.
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esquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), encomendada ao Ibope, mostra que pouco mais de um terço da população brasileira (36%) não possui conta em banco. Mais da metade desse contingente de brasileiros – 60% – cita a falta de condições financeiras como o principal motivo para não manter relacionamento com alguma instituição financeira. A pesquisa CNI/Ibope ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios. De acordo com a pesquisa, cerca de um terço da população brasileira atualmente tem dívidas, com um percentual maior entre os homens do que entre as mulheres. Considerando os níveis de renda, as pessoas com ganhos mais baixos são as que afirmam ter maior dificuldade de pagar suas dívidas. O levantamento concluiu também que o brasileiro ainda prefere pagar em dinheiro os seus compromissos. O papelmoeda é utilizado como o principal meio de pagamento por quatro em cada cinco cidadãos do País, verificou a pes-
quisa do Ibope. Já o chamado dinheiro de plástico (cartões de crédito e de débito), é o principal meio de pagamento de apenas 13% da população, de acordo com os dados divulgados pela CNI. Entre os produtos e serviços financeiros usados pelos brasileiros, o Ibope identificou que somente 12% da população não fez uso de serviço bancário nos últimos 12 meses. Entre os que usam o sistema bancário, a maioria (93%) usa o atendimento pessoal, 68% usam o autoatendimento e 15% recorrem à internet. O serviço bancário mais usado é o pagamento de contas –76% utilizam este serviço. A caderneta de poupança, cujas regras de rendimento foram alteradas no mês passado pelo governo por causa da queda dos juros, é a aplicação preferida por 68% dos brasileiros que têm o hábito de guardar dinheiro. O número de pessoas no País que formam reservas financeiras ainda é baixo, no entanto: apenas três em cada dez cidadãos fazem alguma poupança, de acordo com a pesquisa. (Agências)
horas pagas gerou aumento na produtividade industrial, segundo a Tendências Consultoria. Em abril, a produtividade do trabalho na indústria de transformação aumentou 0,4% em relação a março, calculou a consultoria. "O aumento da produtividade ocorreu por causa da forte queda das horas trabalhadas na produção, mais expressiva que a registrada na produção da indústria de transformação, o que evidencia o quadro ainda bastante fragilizado da atividade industrial", explicou Rafael Bacciotti, economista da Tendências. (Agências)
Fispal Tecnologia reúne 2 mil marcas Paula Cunha
O
s representantes das indústrias alimentícias que visitarem a 28ª edição da Fispal Tecnologia, até quintafeira no Anhembi, encontrarão uma enorme variedade de embalagens, máquinas, produtos e soluções para aperfeiçoar suas linhas de produção. Duas mil marcas nacionais e 146 internacionais de 16 países expõem na feira. Além de garrafas, embalagens plásticas e equipamentos de última geração que fabricam latas de aço com o logotipo do cliente, os 64 mil visitantes esperados também poderão participar de palestras e congressos, com destaque para temas como a redução do açúcar, sal e gordura nos alimentos – meta fixada pelas indústrias e pelo governo para a diminuição de casos de enfermidades como obesidade e diabetes, entre outras.
N o c a m p o d a r e c i c l agem, a destinação das embalagens de aço será discutida com a apresentação de técnicas específicas de oito empresas que fazem parte da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), como CSN, Brasilata e Rimet. As expectativas de realização de negócios são positivas, pois os organizadores lembram que a indústria de alimentação teve faturamento de R$ 383,3 bilhões no ano passado, 5% a mais que em 2010. Na abertura da feira, ontem, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista, representantes da indústria discutiram os rumos do setor e a necessidade de se adotar estratégias que contemplem investimentos maciços em aperfeiçoamento tecnológico, treinamento de pessoal e iniciativas de sustentabilidade. Mais informações sobre o evento no site www.fispaltecnologia.com.br.
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O Brasil ainda não está preparado para o mercado global. É preciso aprimorar parcerias com outros países e remover o entulho burocrático. Roberto Ticoulat, integrante do CECIEXs
conomia
CECIEx entra em nova fase O Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras ganhou personalidade jurídica e terá, daqui para frente, representatividade nacional. Sílvia Pimentel
D
epois de 15 anos com o u m d e p a r t amento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (CECIEx) ganhou personalidade jurídica. Com o novo formato, o conselho passa a ter mais representatividade, pois sua diretoria será formada por representantes de outros estados, além de São Paulo. A sua formalização e os nomes dos novos integrantes do Conselho foram anunc i a d o s o ntem, durante reunião na s e d e d a Toda ACSP, no atividade Centro da Cahumana pital. tem um " A p r e v isão era de iniideal. ciarmos as ROGÉRIO atividades AMATO, DA c o m 3 0 e mACSP E FACESP presas, mas vamos começar com 40 companhias de estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ceará e Paraíba", disse Roberto Ticoulat, que integra o conselho. Ao explicar a importância das empresas comerciais importadoras e exportadores no desenvolvimento do comércio exterior do País, Ticoulat afirmou que há um longo caminho pela frente. "O Brasil ainda não está preparado para o mercado global. É preciso aprimorar parcerias com outros países e, ainda, remover um entulho burocrático que atrapalha o comércio exterior. Essas são algumas das fun-
L.C.Leite/LUZ
ções do CECIEx", afirmou. O presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, lembrou que a entidade está completando 118 anos e que tem atualmente 20 conselhos em operação. Em todos, seus militantes são expoentes nas respectivas áreas de atuação e buscam um ideal. Hi stó ria – "Toda atividade humana tem um ideal. Espero que o CECIEx dê sequência a uma história já solidificada, que tem como essência dar voz ao empreendedor baseado em ideais", disse. Rogério Amato também lembrou que as empresas do segmento foram as principais responsáveis pela internacionalização de países como o Japão, a Coreia do Sul e Itália. Estima-se, no Brasil, a existência de quase 6 mil empresas do setor, que respondem por 15% dos negócios internacionais. O presidente da ACSP também destacou a visão do então vice-presidente da entidade Roberto Schoueri que, em 1995, trouxe a ideia da criação da Comissão de Comerciais Importadoras e Exportadoras, que deu origem ao CECIEx. "Nós temos um ideal de comércio exterior, que é uma forte arma para o desenvolvimento do Brasil. O novo conselho tem muito trabalho pela frente", disse Schoueri, que hoje é membro do Conselho Superior da ACSP. Presente ao evento, Maurício Manfré, representante da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex), disse que a experiência mostra que os projetos de comércio só saem do papel com trabalho sério. "Em anos de parceria, o profissionalismo da
Conselho discute o cenário internacional
A
pesar do cenário internacional desafiador, a economia brasileira deve retomar o crescimento a partir do segundo semestre e fechar o ano com uma expansão acima de 2,5%. A projeção foi feita ontem pelo economista do banco Crédit Agricole Vladimir Cara do Vale, que participou de um almoço com a nova diretoria do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (CECIEx). Na opinião do economista, o Brasil reúne condições para suportar o desfecho da crise europeia principalmente porque tem um mercado interno forte e vem se beneficiando do aumento da massa salarial. "O sistema bancário brasileiro está bem capitalizado, o setor de serviços cresce com for-
ça e existe uma diversificação nos destinos das exportações", completou. Caso ocorra de fato a retomada da economia a partir de julho, é possível que haja uma pressão nos preços de serviços e o governo tenha de tomar medidas para conter a inflação. "Com isso, não acredito que vamos ficar por muito tempo com taxa de juros próxima a 8,5%. Será necessário um ajuste para cima caso o cenário se concretize." Sobre a China, o economista aposta em pouso suave da economia. "O país está exposto à crise europeia e deve fechar o ano com crescimento econômico entre 7% e 8%", disse. Para ele, a percepção é que o modelo de adotado pela China, baseado nas exportações, chegou ao limite. (SP)
Encontro histórico: reunião realizada ontem, na sede da ACSP, mudou o formato do conselho, que tem agora novos desafios. ACSP foi demonstrado em várias oportunidades nas missões comerciais realizadas, o que ajudou a mudar o olhar Líderes do governo sopresentes (a bre as emprepartir da sas do setor", esq.): Luiz d i s s e . T a mRoberto bém participaGonçalves, ram do evento Rogério Fábio Faria, da Amato, Associação de Roberto Comércio ExTicoulat, terior do Brasil Roberto (AEB), e os viSchoueri e ce -p res id enMarcelo tes da ACSP Rolemberg. R e n a t o A b ucham e Luiz Roberto Gonçalves. Os dois últimos vão integrar o conselho deliberativo do CECIEx, do qual faz parte também Roberto Ticoulat.
Estímulo para renegociar dívidas Bancos poderão parcelar o pagamento de IR e CSLL sobre a receita recebida na renegociação dos débitos
P
ara forçar uma queda na inadimplência, o governo federal desistiu de impor um teto para a renegociação de dívidas com benefícios tributários entre bancos e clientes inadimplentes. A equipe econômica fez as contas e concluiu que o impacto fiscal é pequeno, mas os efeitos da medida podem ser significativos para estimular um mercado que ainda é reduzido. Além de tirar o teto atual de R$ 30 mil para pessoas físicas, o governo ampliará a permissão também para dívidas de empresas com bancos. O Ministério da Fazenda acredita que as instituições financeiras terão estímulo para renegociar as dívidas porque será permitido o parcelamento do pagamento de Imposto de Renda (IR) e da Contribuição Social sobre
Lucro Líquido uma só vez. (CSLL) sobre a O governo receita permitirá recebida na que as operação. A instituições equipe financeiras mil reais é o teto para econômica façam o identificou recolhimento a renegociação de que muitos dos tributos dívidas com bancos diferido no benefícios tributários preferem não tempo, de renegociar a acordo com o entre instituições dívida a fazer número de financeiras e clientes o pagamento parcelas inadimplentes. dos tributos. pagas pelo Isso porque cliente. A lei as instituições 12.431, de financeiras provisionam no junho de 2011, já permite balanço o crédito não pago e esse mecanismo de podem abater esse prejuízo recolhimento de tributos para da base de cálculo do Imposto renegociação de dívidas de Renda e da CSLL. Ao bancárias de até R$ 30 mil renegociarem o débito somente para pessoas físicas tributário, o valor passa a ser e para operações de reconhecido como receita e financiamento rural. O os tributos precisam ser ministro Guido Mantega pagos pelos bancos à Receita chegou a cogitar elevar este Federal do Brasil (RFB) de valor para R$ 100 mil, no
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entanto desistiu do teto. A mudança na lei será incluída na Medida Provisória 563, do Brasil Maior, que já tramita no Congresso Nacional. O ministro da Fazenda negociou com o senador Romero Jucá (PMDBRR) a inclusão da proposta, por meio de emenda do relator, no texto da MP. Jucá deve apresentar a emenda hoje na Comissão Mista que analisa a medida provisória. O acordo com Jucá tem como objetivo dar mais agilidade à implantação da medida que tem papel fundamental na estratégia do governo de baixar a inadimplência e fortalecer o mercado de consumo brasileiro nesse momento de crise internacional. Com isso, tentar evitar que investimentos anunciados sejam adiados ou cancelados. (AE)
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Precisamos de uma estratégia que seja boa para a estabilidade e boa para o crescimento. Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI
conomia
Yuri Gripas/Reuters
Lagarde: solução inclui crescimento. Diretora do FMI, Christine Lagarde, diz que países em crise precisam avançar.
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Christine Lagarde, chefe do FMI, diz que autoridades devem adotar "medidas decisivas" contra crise.
diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, pediu ontem que autoridades europeias adotem "medidas decisivas" para lidar com a crise financeira da região. Em um discurso para a conferência Rio+20, a ser realizada no Rio de Janeiro entre 20 e 22 de junho, Lagarde afirmou que a estabilidade econômica e financeira é decisiva para lidar com os desa-
CENTRO DE ESTUDOS AUGUSTO LEOPOLDO AYROSA GALVÃO CNPJ nº 58.109.521/0001-61
BALANÇOS PATRIMONIAIS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - (em R$ 1,00) ATIVO ............................................................................................ 2011 2010 PASSIVO ....................................................................................... ATIVO CIRCULANTE .................................................................... 2.101.080,36 2.580.341,99 PASSIVO CIRCULANTE ............................................................... DISPONÍVEL ................................................................................. 1.752.219,92 2.571.140,41 Fornecedores ................................................................................ Caixa Geral.................................................................................... 1.237,01 1.098,46 VINCULADO A CONSIGNAÇÕES ............................................... Bancos conta Movimento - Recursos Livres ................................. 340,49 457,02 IRRF a Recolher - Salários............................................................ 168.015,62 520.657,14 IRRF a Recolher - Serviços de Terceiros ...................................... Bancos conta Movimento - Recursos de 3ºs ................................. Aplicações Financeiras - Recursos Livres..................................... 398.330,08 369.037,14 CSSL/PIS/COFINS a Recolher ..................................................... 1.679.890,65 ISS a Recolher .............................................................................. Aplicações Financeiras - Recursos de 3ºs ..................................... 1.184.296,72 REALIZÁVEL A CURTO PRAZO ................................................. 348.860,44 9.201,58 VINCULADO A OBRIG. TRIB. E SOC. ......................................... Valores a Receber ......................................................................... 338.783,51 0,00 INSS a Recolher ............................................................................ Adiantamentos e Gratuidades ....................................................... 6.382,55 5.507,20 ISS a Recolher .............................................................................. Impostos a Recuperar ................................................................... 3.694,38 3.694,38 Pis a Recolher ............................................................................... ATIVO NÃO CIRCULANTE ........................................................... 733.862,60 424.051,26 FGTS a Recolher........................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................. 391.640,22 40.143,36 OBRIGAÇÕES COM EMPREGADOS.......................................... Depósitos em Caução ................................................................... 59.231,86 40.143,36 Salários a Pagar ............................................................................ Convênios e Projetos a Receber ................................................... 332.408,36 0,00 RECURSOS DE CONVÊNIOS...................................................... ATIVO PERMANENTE .................................................................. 342.222,38 383.907,90 (-) REC. APLIC. EM CONVÊNIOS ................................................ IMOBILIZADO ............................................................................... 342.222,38 383.907,90 PATRIMÔNIO SOCIAL LÍQUIDO .................................................. Bens Móveis................................................................................. 456.477,33 447.333,77 Patrimônio Social........................................................................... (-) Depreciação acumulada ........................................................... 150.050,24 111.340,96 SUPERAVIT / DEFICIT DO EXERCÍCIO ...................................... Bens Intangiveis .......................................................................... 83.939,99 83.939,99 (-) Amortização acumulada ........................................................... 48.144,70 36.024,90 Total do Ativo ............................................................................... 2.834.942,96 3.004.393,25 Total do Passivo ..........................................................................
2011 620.299,40 835,80 42.884,02 2.935,61 22.798,73 8.328,82 8.820,86 96.255,87 82.648,34 12.071,45 350,59 1.185,49 7.559,00 7.559,00 7.094.960,64 6.622.195,93 2.214.643,56 1.819.990,74 394.652,82
2010 1.184.402,51 836,54 6.932,72 2.173,66 776,42 780,19 3.202,45 24.556,60 16.310,24 6.461,22 346,92 1.438,22 7.339,00 7.339,00 6.240.155,37 5.095.417,72 1.819.990,74 1.473.749,27 346.241,47
2.834.942,96
3.004.393,25
fios ambientais do mundo. "Precisamos de uma estratégia que seja boa para a estabilidade e boa para o crescimento, onde a estabilidade leve ao crescimento e o crescimento facilite a estabilidade", disse ela em evento no Centro para Desenvolvimento Global, em Washington. "Isso tem que começar com economias avançadas, especialmente na Europa. Autoridades precisam adotar medidas decisivas para se livrarem da crise", completou. Crescimento – Autoridades devem visar uma combinação de uma política monetária "muito acomodativa", uso de recursos comuns para fornecer apoio direto aos bancos e apoiar políticas de crescimento onde for possível. A crise da zona do euro intensificou-se no mês passado, com investidores temendo a possibilidade de a Grécia deixar o bloco monetário.
A União Europeia concordou no sábado em emprestar 100 bilhões de euros para resgatar bancos espanhóis. Lagarde disse que é fundamental que os governos em economias avançadas esbocem planos confiáveis de médio prazo para diminuir a dívida pública. Sem tal plano, os países podem ser forçados a fazer ajustes maiores em breve, segundo Largarde. Vento frio –A diretora-gerente disse que economias em desenvolvimento estavam se mantendo relativamente bem em meio às dificuldades da zona do euro, mas que irão "enfrentar um vento frio" se as condições piorarem. "Aqueles países com espaço fiscal devem preparar-se para usá-lo, especialmente se as condições continuarem se deteriorando", acrescentou Lagarde. Ela deu um prazo de menos de três meses para que o euro seja salvo, em entrevista à rede CNN. (Agências)
Vicent West/Reuters
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 2011
2010
RECEITAS Receitas Ordinárias ..................................................................... Doações ........................................................................................ Termo de Parceria ......................................................................... Convênios e Contratos .................................................................. Taxas e Mensalidades ................................................................... Cursos e Seminários ..................................................................... (-) Matrículas Canceladas ............................................................. (-) ISS - Imposto Sobre Serviços ...................................................
5.339.062,88 0,00 0,00 4.979.147,88 359.915,00 510.666,12 396,00 228.669,45
4.355.403,68 77.302,64 1.080.000,00 2.427.661,40 448.064,25 452.536,75 1.000,00 129.161,36
Receitas Financeiras ................................................................... Rendimentos com Aplicações Financeiras.................................... (-) I.R. sobre Aplicações Financeiras.............................................
99.694,23 120.724,30 21.030,07
56.744,70 69.671,67 12.926,97
Outras Receitas ........................................................................... Reembolso e Ressarcimento de Despesas .................................. Rendas eventuais .......................................................................... Créditos Nota Fiscal Paulista.........................................................
5.141,09 3.352,11 1.477,96 311,02
802,16 802,16 0,00 0,00
Total das Receitas .......................................................................
5.725.498,87
4.412.950,54
CUSTOS/DESPESAS Recursos Humanos ..................................................................... Pessoal com vínculo empregatício ................................................ Benef. ao Pessoal com vínculo empregatício ................................ Encargos Sociais ........................................................................... Pessoal sem vínculo empregatício ................................................ Despesas Administrativas Gerais.............................................. Serviços Prestados por Terceiros .................................................. Serviços de Comunicação ............................................................. Apoio Administrativo ...................................................................... Despesas Financeiras Gerais..................................................... Despesas Financeiras ................................................................... Despesas Gerais.......................................................................... Depreciação .................................................................................. Amortização .................................................................................. Despesas Tributárias ................................................................... Impostos, taxas e contribuições .................................................... Contrapartida de Conv., Proj. e Cursos ..................................... Custeio de Convênios, Projetos e Cursos ..................................... Despesas Extraordinárias .......................................................... Outras Despesas ........................................................................... Total das Despesas ..................................................................... SUPERAVIT / DEFICIT DO EXERCÍCIO ......................................
2011
2010
172.506,32 113.583,91 9.881,14 44.969,77 4.071,50 223.859,46 115.140,59 14.451,99 94.266,88 5.432,48 5.432,48 52.268,18 40.148,38 12.119,80 4.643,77 4.643,77 4.872.135,84 4.872.135,84 0,00 0,00 5.330.846,05 394.652,82
180.965,98 117.482,02 15.387,41 42.419,87 5.676,68 213.229,88 112.068,19 16.732,12 84.429,57 3.460,09 3.460,09 50.853,41 38.800,51 12.052,90 3.568,01 3.568,01 3.614.281,70 3.614.281,70 350,00 350,00 4.066.709,07 346.241,47
DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 SALDO INICIAL ............................................................................ ENTRADAS Receitas de Custeio .................................................................... Receitas com Subvenções e Doações .......................................... Receitas com Termo de Parceria................................................... Receitas com convênios e contratos ............................................. Receitas com taxas e mensalidades ............................................. Receitas com Cursos e Seminários .............................................. Receitas Financeiras ..................................................................... Reembolso e Ressarcimento de despesas ................................... Recursos de Convênios e Projetos ........................................... Rendimentos com aplicação dos recursos .............................. Depósitos em caução recebidos................................................ Total das Entradas....................................................................... SALDO FINAL ..............................................................................
2011 2.571.140,41 5.618.577,80 0,00 0,00 4.643.733,08 359.915,00 510.270,12 99.694,23 4.965,37 475.799,19 46.597,72 29.856,14 6.170.830,85 1.752.219,92
2010 1.830.757,00 4.542.111,90 77.302,64 1.080.000,00 2.427.661,40 448.064,25 451.536,75 56.744,70 802,16 2.760.719,11 98.833,58 24.400,00 7.426.064,59 2.571.140,41
SAÍDAS Desp. c/ Pessoal com vínculo empregatício .................................. Encargos sociais ........................................................................... Desp. c/ Pessoal sem vínculo empregatício .................................. Serviços prestados por terceiros ................................................... Serviços de Comunicação ............................................................. Despesas de Apoio Administrativo ................................................ Despesas Financeiras ................................................................... Desp. com Impostos, Taxas e Contribuições ................................. Custeio de Convênios e Projetos .................................................. Despesas extraordinárias .............................................................. Depósitos em caução .................................................................... Aquisição de imobilizado ............................................................... Recursos Aplicados em conv. e projetos ....................................... Total dos Pagamentos.................................................................
2011
2010
125.315,05 45.448,81 4.071,50 115.140,59 14.451,99 94.266,88 5.432,48 228.327,79 4.772.429,84 0,00 48.944,64 9.143,56 1.526.778,21 6.989.751,34
131.468,53 66.421,68 0,00 119.201,87 16.732,12 84.429,57 3.460,09 153.616,10 3.605.141,39 350,00 38.240,00 1.599,00 2.465.020,83 6.685.681,18
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31/12/2011 I - CONTEXTO OPERACIONAL: NOTA 01: O centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão é uma entidade que atua com a finalidade de Utilidade Pública na realização direta, constante e ativa no desenvolvimento das ciências da saúde nas áreas de pesquisa, no apoio técnico, na formação e capacitação de recursos humanos e principalmente, na promoção da assistência social na área da saúde a todos que dele necessitar, sem qualquer forma de distinção. II - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS: NOTA 02: As demonstrações contábeis foram elaboradas e estão sendo apresentadas em conformidade com a Lei 6.404/76 e resolução CFC nº. 877/2000, que aprovou a NBC T 10.19 das Entidades sem fins lucrativos juntamente com a D.F.C. - Demonstração do Fluxo de Caixa instituída pela Lei 11.638/2007. III - RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS: NOTA 03: O regime contábil adotado foi da competência. NOTA 04: a) As aplicações financeiras foram feitas em diversas instituições financeiras e foram demonstradas pelos valores aplicados, acrescidos dos rendimentos incorridos até a data do balanço. b) As disponibilidades constantes dos saldos bancários e aplicações financeiras foram divididas em dois grupos: 1º) Recursos Livres que serão utilizados na manutenção das atividades da entidade; e 2º) Recursos de Terceiros que correspondem a valores que a entidade mantém exclusivamente para aplicação em cursos, projetos e convênios. c) O ativo imobilizado é registrado ao custo de aquisição. A depreciação é calculada pelo método linear a taxas que levam em consideração o tempo de vida útil dos bens. d) O ativo intangível é registrado ao custo de aquisição. A amortização é calculada pelo método linear a taxas que levam em consideração o tempo de vida útil do intangível. NOTA 05: a) As receitas foram apuradas mensalmente e representadas por cursos ministrados, convênios e projetos particulares,
taxa de administração, rendimentos de aplicações financeiras e outras receitas que correspondem a reembolso e ressarcimento de despesas, rendas eventuais e créditos recebidos da nota fiscal paulista. b) As despesas foram apuradas mensalmente e demonstradas, por despesas direta com pessoal; administrativas e gerais; financeiras; tributárias; custeio na contrapartida de convênios, projetos, cursos. c) Os recursos recebidos para realização de convênios públicos juntamente com os recursos recebidos para a realização de convênios da iniciativa privada, com prestação de contas, foram devidamente contabilizados no Passivo Circulante na conta Recursos de Convênios e os recursos utilizados para a realização dos convênios foram contabilizados em conta redutora do Passivo Circulante denominada (-) Recursos aplicados em Convênios. d) Todos os recursos recebidos foram totalmente aplicados no desenvolvimento das atividades da entidade. NOTA 06: Doações recebidas: Não houve recebimento de doações para custeio da entidade. NOTA 07: Não houve recebimento de auxílios e subvenções do poder público para custeio da entidade. NOTA 08: Todos os recursos recebidos foram totalmente aplicados em suas finalidades institucionais, de conformidade com seu estatuto social, demonstrados pelas suas Despesas e Investimentos Patrimoniais. NOTA 09: Não houve oferecimento de gratuidades no período. NOTA 10: Não houve gratuidades concedidas no período. São Paulo, 31 de dezembro de 2011. DIRETORIA
KARINA DE CÁSSIA BRAGA RIBEIRO - DIRETORA EXECUTIVA LUIZ CARLOS RODRIGUES DA SILVA - TCCRC - 1SP113897/O-6
CRUSAM - CRUZEIRO DO SUL SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA S/A. CNPJ/MF Nº 45.646.726/0001-34 - NIRE 353003262-53 Ata da Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária Realizada em 24 de Abril de 2012. Data, hora e local: 24 de abril de 2012, às 11:00 horas, na sede social, na Praça das Orquídeas, 124 - Alphaville, 0004-87 - Avenida Corifeu de Azevedo Marques nº 194, Carapicuíba, SP; Filial 5 - CNPJ 45.646.726/0006-49 - AveBarueri, SP. Mesa: Aclamado para presidir os trabalhos o acionista Dr. Roberto Cavalieri Costa que convidou para nida dos Autonomistas nº 2515, Osasco, SP; Filial 6 - CNPJ 45.646.726/0008-00 - Rua Eloy Candido Lopes nº 355, secretariá-lo o acionista Dr. Denir do Nascimento. Convocação: Feita através de carta devidamente recebida pelos Jardim Agu, Osasco, SP; Filial 7 - CNPJ 45.646.726/0009-91 - Rua Aguinaldo José dos Santos nº 81, Jardim Aurora, acionistas, com o seguinte teor: Crusam Cruzeiro do Sul Serviço de Assistência Médica S/A, CNPJ/MF Nº Itapevi, SP; Filial 8 - CNPJ 45.646.726/0010-25 - Rua Joaquim Nunes, nº 114, Centro, Itapevi, SP. Artigo 3º. A soci45.646.726/0001-34 - Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária - Convocação - Ficam convocados os Senhores edade tem por objetivo social a prestação de serviços de assistência médico-hospitalar à indústria, ao comércio e às Acionistas desta sociedade para se reunirem em Assembléia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 24 de ABRIL de pessoas físicas em geral, mediante a administração e execução de planos de saúde vinculados a contraprestações 2012 às 11:00 (onze) horas, em sua sede social, na Praça das Orquídeas, 124 na cidade de Barueri, Estado de São pecuniárias pré-estabelecidas. Parágrafo Único - A execução dos planos de saúde a que se refere esta cláusula Paulo, a fim de tomarem conhecimento e deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: AGO a) Exame, discussão e poderá ser efetivada unicamente através de recursos materiais, financeiros e humanos, próprios da sociedade, ou votação das contas da diretoria, do balanço geral e das demais demonstrações financeiras relativas ao exercício mediante a contratação de terceiros, legalmente habilitados para tal, ou, ainda, por meio da combinação de ambas social encerrado em 31/12/2011; b) Fixação da Remuneração dos Administradores; c) Destinação do Resultado as modalidades de prestação de serviços aqui mencionadas. Artigo 4º. O prazo de duração da Sociedade é Líquido do Exercício; d) Outros assuntos de interesse social. AGE a) Alteração do estatuto social em virtude da indeterminado. Capítulo II - Do Capital Social e das Ações. Artigo 5º. O capital social é de R$ 7.000.000,00 (sete extinção, transferência e inclusão de novas filiais, b) aumento de capital, c) pagamentos de juros sobre o Capital milhões de reais), dividido em 7.000.000 (sete milhões) de ações ordinárias com direito a voto, nominativas, no valor Social. Aviso: Acham-se a disposição dos Senhores Acionistas na sede da empresa os documentos a que se refere nominal de R$ 1,00 (hum real) cada uma. Artigo 6º. As ações são representadas por certificados emitidos nos termos o art. 133 da Lei 6.404/76, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2011. Barueri, 15 de março de 2012. da legislação em vigor e assinados por dois Diretores. Artigo 7º. Cada ação ordinária tem direito a um voto nas Quorum: Acionistas representando (100%) do Capital Social. Deliberações: a) por unanimidade de votos, foram deliberações sociais. Artigo 8º. O acionista que desejar retirar-se da Sociedade, ou, simplesmente, alienar parte de aprovados, sem qualquer restrição, o Relatório da Diretoria, o Balanço Geral e as demais Demonstrações Financeiras suas ações, deverá comunicar essa intenção à Diretoria, uma vez que os demais acionistas terão o direito de predo exercício social encerrado em 31/12/2011 e publicados no DOE Diário Oficial do Estado e no Diário do Comércio, ferência na sua aquisição. Parágrafo 1º. Os acionistas terão, igualmente, preferência na subscrição de futuros em sua edição do dia 17 de abril de 2012; b) por unanimidade, o plenário fixou em até R$ 900.000,00 (novecentos mil aumentos de capital. Parágrafo 2º. O direito de preferência, em ambas as hipóteses, deverá ser exercido no prazo reais) a verba honorária global dos administradores, ou seja, da Diretoria Executiva da sociedade, para o período de 30 (trinta) dias, contados da data em que os acionistas tiverem sido notificados. Parágrafo 3º. Serão nulas de compreendido entre 1º de maio de 2012 e 30 de abril de 2013, c) ainda por unanimidade, os presentes decidiram que pleno direito quaisquer transações feitas com as ações da Sociedade, sem observância das normas aqui o lucro apurado no exercício, no valor de R$ 2.578.423,59 (dois milhões, quinhentos e setenta e oito mil, quatrocen- estabelecidas. Capítulo III - Da Administração da Sociedade. Artigo 9º. A Sociedade será administrada por uma tos e vinte e três reais, e cinquenta e nove centavos), seja utilizado para compor a conta Lucros Acumulados e parte Diretoria composta por até quatro (4) Diretores, acionistas, eleitos pela Assembléia Geral. Parágrafo 1º. O mandato desse valor R$ 1.640.000,00 (hum milhão, seiscentos e quarenta mil reais), da conta lucros acumulados seja utilizado da Diretoria será de três (3) anos, permitida a reeleição. Parágrafo 2º. Os Diretores não terão designação especial, para aumento de capital; d) O Sr. Presidente franqueou a palavra aos presentes para tratar de outros assuntos de devendo no prazo de 30 (trinta) dias após a realização da Assembléia que os elegeu, distribuir entre si as atribuições interesse social, o acionista Denir do Nascimento sugere a distribuição dos Lucros para os acionistas em até 35% da administração. Parágrafo 3º. Os Diretores eleitos, que ficam dispensados de prestar caução, permanecerão em do valor da conta de Lucros Acumulados no período de 01 de maio de 2012 até 30 de abril de 2013. Por unanimidade seus cargos até a posse de eventuais substitutos, que se dará por termo lavrado no Livro de Atas das reuniões da os presentes decidiram pela aprovação da distribuição. AGE a) por unanimidade dos presentes foi transferido o Diretoria, devidamente assinado. Parágrafo 4º. A remuneração da Diretoria será fixada anualmente pela Assembléia endereço da filial com CNPJ 45.646.726/0006-49 da Av. dos Autonomistas, 2.706, Osasco, SP, para a Av. dos Geral Ordinária. Parágrafo 5º. Se a composição da Diretoria ficar reduzida a Assembléia Geral será convocada para Autonomistas, 2.515, centro, Osasco, SP, foi aprovada também a transferência da filial com CNPJ 45.646.726/0003- decidir se o cargo vago será preenchido ou não preenchido. Parágrafo 6º. A Diretoria, quando necessário, poderá 04 da Rua Salem Bechara, 407, Osasco, SP, para a Av. dos Autonomistas, 2.511, centro, Osasco, SP. Decidiram constituir procuradores, com mandato específico. Artigo 10. São deveres e atribuições da Diretoria, por decisão de também extinguir a filial de Araçariguama,SP, situada na Rua Santa Cruz, 234, com CNPJ 45.646.726/0011-06; b) Os no mínimo dois Diretores: a)- deliberar sobre o aceite ou a emissão de cambiais de interesse da Sociedade; b)acionistas decidiram aumentar o capital social da sociedade de R$ 4.460.000,00 (quatro milhões, quatrocentos e deliberar sobre a criação ou extinção de filiais, departamentos ou escritórios; c)- aprovar o balanço e demais demonssessenta mil reais) para R$ 7.000.000,00 (sete milhões de reais) da seguinte maneira: utilização dos R$ 900.000,00 trações financeiras da Sociedade; d)- decidir sobre as demais questões de interesse da Sociedade, que não estejam (novecentos mil reais) da conta adiantamento para futuro aumento de capital e utilização de R$ 1.640.000,00 (hum compreendidas na competência exclusiva da Assembléia Geral ou dos próprios Diretores de per si. Parágrafo 1º. milhão seiscentos e quarenta mil reais) da conta lucros acumulados, mantendo a proporcionalidade de 25% para cada Serão assinados por no mínimo dois (2) Diretores ou por um Diretor, em conjunto com um procurador legalmente acionista, num total de 1.750.000 ações a R$1,00 cada, num total de R$ 1.750.000,00. c) Os acionistas decidiram constituído, os contratos, os papéis e outros documentos que criem responsabilidades e obrigações para a Sociedadistribuir juros sobre capital próprio no exercício de 2012. Em razão dessa deliberação, por unanimidade dos presen- de. Parágrafo 2º. Nenhum Diretor poderá, sob pena de responsabilidade pessoal, utilizar-se da denominação social tes, foi aprovada a alteração do Artigo 2º do Estatuto Social, que passará a viger com a seguinte redação: “A em atos, negócios ou qualquer outra atividade estranhas ou alheias aos objetivos sociais. Capítulo IV - Do Conselho Sociedade tem sede e foro na cidade de Barueri, SP, na Praça das Orquídeas, 124 - Alphaville, podendo, a critério Fiscal. Artigo 11. A Sociedade terá um Conselho Fiscal, de funcionamento não permanente, composto de 3 (três) da Diretoria, abrir e fechar filiais, departamentos ou escritórios em qualquer parte do território nacional, sendo certo membros efetivos e 3 (três) suplentes, acionistas ou não, observados os requisitos e impedimentos legais para a sua que já têm abertas as seguintes filiais: Filial 1 - CNPJ 45.646.726/0002-15 - Av. dos Autonomistas nº 2.502, Osasco, constituição. Parágrafo Único - O Conselho Fiscal somente será instalado por solicitação dos acionistas em AssemSP; Filial 2 - CNPJ 45.646.726/0005-68 - Praça Padroeira do Brasil nº184, Jardim Agu, Osasco, SP; Filial 3 - CNPJ bléia Geral, na forma prevista no Artigo 161, Parágrafo 2º, da Lei no 6.404/76. Capítulo V - Da Assembléia Geral. 45.646.726/0003-04 - Av. dos Autonomistas, 2511, centro, Osasco, SP; Filial 4 - CNPJ 45.646.726/0004-87- Av. Artigo 12. A Assembléia Geral Ordinária, instalar-se-á, anualmente, dentro dos quatros (4) primeiros meses seguinCorifeu de Azevedo Marques nº 194, Carapicuíba, SP; Filial 5 - CNPJ 45.646.726/0006-49 - Av. dos Autonomistas nº tes ao término do exercício social, para: a)- apreciar, discutir e deliberar sobre as contas da Diretoria, o balanço geral 2.515, Osasco, SP; Filial 6 - CNPJ 45.646.726/0008-00 - Rua Eloy Candido Lopes nº 355, Jardim Agu, Osasco, SP. e as demais demonstrações financeiras; b)- sobre a destinação do lucro apurado; c)- sobre a distribuição de dividenFilial - 7 - CNPJ 45.646.726/0009-91 - Rua Aguinaldo José dos Santos, n° 81, Jardim Aurora, Itapevi, SP, Filial 8 - dos; d)- sobre a eleição dos administradores, se for o caso; e)- sobre a fixação dos seus respectivos honorários e CNPJ 45.646.726/0010-25 - Rua Joaquim Nunes, n° 114, Centro, Itapevi - SP, e do artigo 5° do estatuto social que sobre a aprovação da correção da expressão monetária do capital social. Artigo 13. A Assembléia Geral Extraordipassará a viger da seguinte forma: O novo capital social da sociedade passa a ser de R$ 7.000.000,00 (sete milhões nária poderá ser instalada a qualquer tempo que houver razão e conveniência para a sua realização. Artigo 14. As de reais), totalmente integralizado e dividido em 7.000.000 (sete milhões) de ações ordinárias com direito a voto, Assembléias Gerais serão regularmente convocadas pela Diretoria e presidida por um dos Diretores, no exercício nominativas no valor nominal de R$ 1,00 cada uma. Em razão das alterações nas redações dos artigos 2º e 5º do efetivo do cargo. Artigo 15. As demais normas sobre as assembléias gerais obedecerão ao disposto no Capítulo XI, estatuto social, a assembléia, por unanimidade dos presentes, decidiu consolidar o estatuto social da sociedade, que da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Capítulo VI - Do Exercício Social. Artigo 16. O exercício social passará a viger com a redação do documento anexo, parte integrante da presente ata, que foi, igualmente, por encerrar-se-á em 31 de dezembro de cada ano, data em que serão levantados o balanço geral e as demais demonsunanimidade aprovado. Documentos: ficam arquivados na sede da Sociedade, os documentos referentes à presente trações financeiras previstas nos artigos 176 e 188, da Lei no 6.404/76. Parágrafo Único - A Sociedade poderá, por Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária. Aprovação da Ata: A ata, redigida na forma prevista no art. 130, pará- determinação da Diretoria, levantar balanços intermediários, a qualquer tempo, e com base no resultado desses grafo 1º, da Lei nº 6.404/76, foi lida e aprovada pelos acionistas presentes. (assinaturas) Dr. Roberto Cavalieri Costa balanços convocar a Assembléia Geral para deliberar sobre a distribuição de dividendos, observadas as disposições - Presidente da Mesa, Dr. Denir do Nascimento - Secretário. Acionistas: Dr. Denir do Nascimento com participação legais e estatutárias. Artigo 17. O Lucro Líquido apurado, feitas as deduções de que trata o Artigo 189, da lei no societária de 25%, Dr. Roberto Cavalieri Costa participação societária de 25%, Dr. Ronaldo Jorge Azze participação 6.404/76, terá a seguinte distribuição: a)- três por cento (3%) para o Fundo de Reserva Legal, até o limite previsto societária de 25% e Dr. Rubens Corrêa da Costa Filho participação societária de 25%. Encerramento: Nada mais na lei; b)- dez por cento (10%) a título de dividendos; c)- o restante será colocado à disposição da Assembléia Geral havendo a tratar, o Sr. Presidente declarou encerrada a presente Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária. para deliberação. Parágrafo Único - A Assembléia poderá, se entender conveniente, e desde que não haja a opoBarueri, 24 de abril de 2012. A presente é cópia fiel da ata transcrita no livro próprio. Dr. Roberto Cavalieri Costa - sição de qualquer dos acionistas presentes, deliberar a distribuição de dividendos inferiores ao previsto neste Artigo, Presidente da Mesa, Dr. Denir do Nascimento - Secretário da Mesa. Dr. Ronaldo Jorge Azze - Acionista, Dr. Rubens ou até mesmo a retenção de todo lucro. CapítuloVII - Da Dissolução, Liquidação e Extinção. Artigo 18. A Sociedade Corrêa da Costa Filho - Acionista. JUCESP nº 241.376/12-9 em 06/06/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária entrará em processo de dissolução ou liquidação nos casos previstos nos artigos 206 e 209 da Lei no 6.404/76. Geral. Estatuto Social. Capítulo I - Da Denominação, Sede, Foro, Objeto Social e Duração. Artigo 1º. CRUSAM - Parágrafo 1º. Caberá à Assembléia Geral, nos casos do inciso I, do Artigo 206, determinar o modo de liquiCruzeiro do Sul Serviço de Assistência Médica S/A., é a denominação da Sociedade por ações que será regida dação, nomeando os liquidantes e o Conselho Fiscal, que funcionará nesta fase, fixando-lhes as respectivas pelas disposições deste estatuto, da Lei no 6.440/96 e da legislação complementar que lhe for aplicável. Artigo 2º. remunerações. Parágrafo 2º. A Sociedade por simples deliberação de seu conselho de Administração, poderá A Sociedade tem sede e foro na cidade de Barueri, SP, na Praça das Orquídeas, 124 - Alphaville, podendo, a critério a qualquer tempo, distribuir entre os seus acionistas os juros advindos de aplicações sobre o Capital próprio da Diretoria, abrir e fechar filiais, departamentos ou escritórios em qualquer parte do território nacional, sendo certo da Sociedade. Capítulo VIII. Das Disposições Gerais e Transitórias. Artigo 19. O mandato desta Diretoria que já têm abertas as seguintes filiais: Filial 1 - CNPJ 45.646.726/0002-15 - Avenida dos Autonomistas nº 2502, eleita pela Assembléia Geral estender-se-á até o dia 30 de Abril de 2014. Artigo 20. Os casos omissos, quer Osasco, SP; Filial 2 - CNPJ 45.646.726/0005-68 - Praça Padroeira do Brasil nº184, Jardim Agu, Osasco, SP; Filial 3 neste Estatuto, quer na legislação pertinente, serão resolvidos pela Assembléia Geral.”. Barueri, 24 de abril - CNPJ 45.646.726/0003-04 - Avenida dos Autonomistas nº 2511, Centro, Osasco SP; Filial 4 - CNPJ 45.646.726/ de 2012. Denir do Nascimento, Roberto Cavalieri Costa, Ronaldo Jorge Azze, Rubens Corrêa da Costa Filho.
Homem busca alimentos em lixo da cidade de Bilbao, na Espanha.
Bolsas da Europa fecham em alta, apesar da Grécia.
A
maioria das bolsas europeias fechou em leve alta ontem, apesar das incertezas em relação à eleição de domingo, dia 17, na Grécia, que pode marcar o afastamento do país da zona do euro. Ao longo da sessão, os mercados chegaram a operar no território negativo, com a notícia de que a agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating de 18 bancos da Espanha. O índice Stoxx Europe 600 fechou a sessão em alta de 0,63%. O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri subiu 0,09%. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,14%.
Pobreza – A Igreja católica divulgou que 11 milhões de pessoas estão vivendo abaixo da linha de pobreza na Espanha. Em cidades como Bilbao, tornaram-se comuns cenas de pessoas buscando comida e refrigerantes no lixo de supermercados. Ontem, as expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) possa agir para estimular a economia aumentaram, após o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, afirmar que uma política mais agressiva faria a taxa de desemprego no país cair. (AE)
Bird alerta para impacto sobre os emergentes
P
aíses em desenvolvimento devem se preparar para um longo período de volatilidade nos mercados financeiros e crescimento mais fraco, com aumento das tensões sobre uma piora da crise da dívida na zona do euro, afirmou ontem o Banco Mundial (Bird). De acordo com o relatório "Perspectivas da Economia Mundial", a economia do Brasil deve operar provavelmente abaixo do potencial neste ano, crescendo 2,9%, antes de seguir rumo a uma alta de 4,2% no próximo. Alertando que a situação na Europa pode piorar, o Banco Mundial avaliou no relatório que nações em desenvolvimento devem se preparar também para tempos mais difíceis, reduzindo sua dívida de curto prazo, cortando
déficits orçamentários e seguindo rumo a uma posição monetária mais neutra, para que as políticas possam ser abandonadas rapidamente se necessário. Voláteis – "O mercado de capital global e o sentimento do investidor devem permanecer voláteis no médio prazo, tornando a definição de políticas econômicas difícil", afirmou o diretor de perspectivas de desenvolvimento do Bird, Hans Timmer. Ele disse que autoridades dos países em desenvolvimento devem se "distanciar do combate a incêndios para fortalecer o potencial de crescimento", ao focar em reformas e investimento em infraestrutura em vez de reagir aos acontecimentos diários na economia global. (Reuters)
DIà RIO DO COMÉRCIO
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Avnet Technology Solutions Brasil S.A.
CNPJ/MF nÂş 06.135.938/0001-03 - NIRE 35.300.314.131 Ata da Assembleia do Conselho de Administração realizada em 06 de fevereiro de 2012 Data e Hora: 6 de fevereiro de 2012, Ă s 10h00min. Local: Sede da Avnet Technology Solutions Brasil S.A. (a “Companhiaâ€?), localizada na Rua Dr. Rafael de Barros, 209, 12° andar, ParaĂso, CEP 04003041, na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo. Mesa: Raymond John Sadowski - Presidente, David Ralph Birk - SecretĂĄrio. Convocação e Presença: De acordo com as disposiçþes do Estatuto, a convocação para a assembleia foi dispensada em vista do comparecimento de todos os membros do Conselho de Administração. Ordem do Dia: Discutir e votar (i) a destituição do Sr. Alexandre do Santos Barbosa, qualiďŹ cado abaixo, do cargo de Diretor Presidente da Companhia e (ii) a eleição do Sr. Carlos Negri Ferreira, identiďŹ cado abaixo, para o cargo de Diretor Presidente da Companhia, em substituição ao Sr. Alexandre do Santos Barbosa. Deliberaçþes Tomadas por Unanimidade de Votos: ApĂłs examinar e discutir a ordem do dia da assembleia, os membros do Conselho de Administração decidiram, por unanimidade, aprovar: (i) a destituição do Sr. Alexandre dos Santos Barbosa, brasileiro, separado judicialmente, engenheiro, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 35.601.525-7 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nÂş 629.484.317-00, residente e domiciliado na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, com escritĂłrio na Rua Dr. Rafael de Barros, 209, 12° andar, ParaĂso, CEP 04003-041, do cargo de Diretor Presidente da Companhia; e (ii) a eleição, por um mandato de trĂŞs (3) anos a partir desta data, do Sr. Carlos Negri Ferreira, brasileiro, casado, engenheiro, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 21.567.592-7 Detran-RJ e inscrito no CPF/MF sob o nÂş 572.733.917-00, residente e domiciliado na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, com escritĂłrio na Rua Dr. Rafael de Barros, 209, 12° andar, ParaĂso, CEP 04003-041, para o cargo de Diretor Presidente. Os membros do Conselho de Administração receberam do Sr. Carlos Negri Ferreira, ora eleito, as informaçþes necessĂĄrias conďŹ rmando que nĂŁo hĂĄ impedimento legal Ă sua eleição, consoante o artigo 147 da Lei nÂş 6.404/76. O Sr. Carlos Negri Ferreira serĂĄ empossado na assinatura do seu termo de posse no livro prĂłprio. Tendo em vista o acima, a Diretoria da Companhia serĂĄ doravante composta pelos seguintes membros: (a) Sr. Carlos Negri Ferreira, brasileiro, casado, engenheiro, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 21.567.592-7 Detran-RJ e inscrito no CPF/MF sob o nÂş 572.733.917-00, como Diretor Presidente; e (b) Sr. Milton Carvalho Comin, brasileiro, casado, economista, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 20.652.057-8 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o n.Âş 109.859.948-94, como o Diretor de Tesouraria, ambos residentes e domiciliados na Cidade de SĂŁo Paulo Estado de SĂŁo Paulo, com escritĂłrio na Rua Dr. Rafael de Barros, 209, 12Âş andar, ParaĂso, CEP 04003-041. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado e como nĂŁo houve manifestação, a assembleia foi suspensa pelo tempo necessĂĄrio para transcrever esta ata, que, apĂłs ser lida e aprovada, foi assinada por todos os membros do Conselho de Administração presentes na Assembleia. SĂŁo Paulo, 6 de fevereiro de 2012. (aa) Raymond John Sadowski - Presidente; David Ralph Birk - SecretĂĄrio. Membros do Conselho de Administração: Raymond John Sadowski, David Ralph Birk, Sergio Farache Benacerraf e Russell Raymond Murdaugh. Raymond John Sadowski - Presidente do Conselho; David Ralph Birk - SecretĂĄrio do Conselho; Sergio Farache Benacerraf; Russell Raymond Murdaugh. 1 ,0 1 2 , , 3 , - < < > !""+* "@""%! *!- 8 < , . 5 ,- , 1- . 6< 7 & - / Q71 1 ,0 ( b,
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A BRONZINOX TELAS METĂ LICAS E SINTÉTICAS LTDA. CNPJ nÂş 60.580.016/0001-42 Assembleia Geral ExtraordinĂĄria Ficam convocados os Srs. SĂłcios de A Bronzinox Telas MetĂĄlicas e SintĂŠticas Ltda., a se reunirem em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria, na Sede Social, rua Manuel Figueiredo Landim, 108, Jurubatuba, nesta capital, no dia 27/06/2012, Ă s 10:00 horas, em primeira convocação e Ă s 10:30 horas, em segunda convocação, para deliberarem sobre a alteração do Contrato Social, constantes da seguinte Ordem Do Dia: a) Alteração do nĂşmero da sede de 108 para 555, conforme ofĂcio da PMSP; b) Distribuição de quotas entre os herdeiros do sĂłcio - Sr. Jean Marie Tible, de acordo com o Formal de Partilha; c) Deliberação da aquisição e/ou disponibilização em tesouraria da cota do sĂłcio Mario Lopes Filho, excluĂdo da sociedade nos termos da decisĂŁo judicial transitada em julgado prolatada nos autos da ação de dissolução e liquidação de sociedade na 22ÂŞ Vara CĂvel da Capital, Processo nÂş 583.00.2000.5124889 (nÂş de Ordem 244/2000); e d) Consolidação do Contrato Social. SĂŁo Paulo, 12 de junho de 2012. Gerard Jean François Tible – Diretor-Presidente.
%KVCnlQ 2TC\Q FKCU 2TQE P� FG 1TFGO # &TC 8CPGUUC %CTQNKPC (GTPCPFGU(GTTCTK ,Ws\CFG&KTGKVQFC œ8CTC%sXGNFC%QOCTECFG5CPVQ#PFTo GVE (C\5CDGTC,WTCPFKT 2KPVQFC5KNXC SWG5CPVCPFGT.GCUKPI5 # #TTGPFCOGPVQ /GTECPVKN CLWK\QW#nlQ2QUUGUUxTKCU GOIGTCN TGNCVKXQ CQ %QPVTCVQ FG #TTGPFCOGPVQ /GTECPVKN P� GO SWG Q TGSFQ CTTGPFQW FQ TGSVG Q XGsEWNQ8QNMUYCIGP )QN%KV[ CPQ EJCUUKP� $9## 9 6 EQTRTCVC RNCEC'#' GKU SWG Q UWRFQ FGKZQW FG RCICT CU RTGUVCn|GU EQODKPCFCU CRGUCT FG PQVKHKECFQ #LWK\CFC C RTGUGPVG HQK TGSWGTKFC C TGKPVGITCnlQ FQ CWVQT PC RQUUG FQ TGHGTKFQ DGO EQPFGPCPFQ Q ToW CQ RCIVQ FCU EWUVCU JQPQThTKQUGFGOCKUEQOKPCn|GU OCKUQRCIVQ FCURCTEGNCUXGPEKFCU UGWUEQPUGEVhTKQUGRGTFCUGFCPQU 'UVCPFQ Q TGSFQ GO NWICT KIPQTCFQ GZRGFKW UG Q RTGUGPVG RCTC SWG GO FKCU C HNWKT CRxU QU FKCU UWRTC EQPVGUVG UQDRGPCFGRTGUWOKTGO UGCEGKVQUQUHCVQU 5GThQGFKVCN CHKZCFQGRWDNKECFQPCHQTOCFC NGK RQTGZVTCVQ 5CPVQ#PFTo $ G
Rota Brasil Hotelaria e Serviços Ltda. CNPJ/MF: 01.631.222/0001-75 - NIRE 35.214.337.072 Ata da Reunião de Sócios Realizada em 29/12/2011 Data: 29/12/2011. Local: na sede social, localizada em São Paulo-SP, na Rua Fidêncio Ramos nº 100, 12º andar, CEP 04551-010. Presença:totalidade dos sócios quotistas.Ordem do Dia:1) Deliberação sobre a redução de capital social por considerar excessivo em relaçãoaoobjetodasociedadeeformadereembolsodovalordomesmoaossócios.2) Outrosassuntosdeinteressesocial.Deliberaçþes por unanimidade: 1.) Aprovada a redução do capital social de R$ 35.247.910,00 para o valor de R$ 32.634.630,00, redução de R$ 2.613.280,00 por meio de reembolso de quotas, proporcionalmente à participação dos sócios quotistas. 2) Aprovado o pagamento do reembolso aos sócios, no valor de R$ 2.613.280,00, serå realizado mediante a transmissão de crÊditos do ativo da sociedade, feita pelo valor patrimonial contåbil de 30/11/2011, conforme faculta o art. 22 da Lei nº 9.249/95. Na presente data os sócios promoverão a alteração do contrato social consignando o novo valor do capital social. Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião, sendo a presente ata lavrada e assinada pelos sócios quotistas presentes, a qual serå publicada na forma do § 1º do art. 1.084 do Código Civil, para que se produzam os devidos efeitos legais. São Paulo, 29 de dezembro de 2011. Cópia Fiel do Livro Próprio. SM Empreendimentos e Participaçþes Ltda.-Antonio Setin, Astn Participaçþes SA.-Antonio Setin, Carolina Setim e Henrique Mateus Setim.
%KVCnlQ 2TC\Q FKCU 2TQE PÂ? PÂ?FG1TFGO 1&T %CTNQU#NGZCPFTG#KDC #IWGOK ,WK\FG&KTGKVQFC œ8CTC%sXGNFC%QOCTECFG5lQ%CGVCPQFQ5WN 52 PCHQTOCFC.GK GVE (C\ 5CDGTC-46QTPGCTKC/GEjPKECG7UKPCIGO.VFC %02, PCRGUUQCFGUGWTGRTGUGP VCPVGNGICN SWG.CGV#FXQICFQU#UUQEKCFQU5 %.VFC CLWK\QWWOCCnlQFG'ZGEWnlQ VGPFQEQOQEQTToWU 'FWCTFQ-QRGNGQWVTQ RCTCEQDTCPnCFG4 'UVCPFQQGZGEWVCFQGONWICTKIPQTCFQ HQKFGHGTKFCCEKVCnlQRQTGFKVCN RCTCSWGGO FKCU RCIWGQFoDKVQCVWCNK\CFQQWGO FKCU GODCTIWGQW TGEQPJGnCQEToFKVQFQGZGS€GPVG EQORTQXCPFQQFGRxUKVQFG FQXCNQTFCGZGEWnlQ KPENWUKXGEWUVCUG JQPQThTKQU RQFGPFQTGSWGTGTSWGQRCICOGPVQTGUVCPVGUGLCHGKVQGO RCTEGNCUOGPUCKU CVWCNK\CFCU RTC\QU GUVGUSWGEQOGnCTlQCHNWKTCRxUQU FKCUUWRTC UQDRGPCFGRGPJQTC RTGUWOKPFQ UGCEGKVQUQUHCVQU 5GTh QGFKVCN CHKZCFQGRWDNKECFQPCHQTOCFCNGK 5lQ%CGVCPQFQ5WN FGOCKQFG $ G BV Leasing Arrendamento Mercantil S.A. NIRE: 35.300.150.082 - CNPJ: 01.858.774/0001-10 - Companhia Aberta AssemblĂŠia Geral de Debenturistas. Primeira Convocação. BV Leasing Arrendamento Mercantil S.A. convoca os Senhores Debenturistas da Segunda SĂŠrie da Quarta EmissĂŁo de DebĂŞntures Subordinadas NĂŁo ConversĂveis em Açþes da BV Leasing Arrendamento Mercantil S.A. para comparecerem, em primeira convocação, Ă AssemblĂŠia Geral de Debenturistas da Primeira SĂŠrie, a realizar-se no dia 22 de junho de 2011, na Avenida das Naçþes Unidas, nÂş 14.171, Torre A, 18Âş andar, Vila Gertrudes, CEP 04794-000, SĂŁo Paulo/SP Ă s 10:00 horas. NĂŁo se registrando a presença de debenturistas que representem o nĂşmero mĂnimo para instalação da AssemblĂŠia Geral, ďŹ cam desde jĂĄ os Senhores Debenturistas convocados para segunda e Ăşltima convocação para o mesmo dia e local, Ă s 11:00 horas, para deliberar sobre (i) alteração da Escritura de EmissĂŁo, para prorrogar o prazo de vigĂŞncia das DebĂŞntures da Segunda serie atĂŠ 1Âş de julho de 2022; (ii) criar mecanismo de Repactuação para as DebĂŞntures da Segunda SĂŠrie e (iii) outros assuntos de interesse dos debenturistas. SĂŁo Paulo, 06 de junho de 2012. Bv Leasing Arrendamento Mercantil S.A. Marcos Lima Monteiro - Diretor de Relaçþes com Investidores.
FALĂŠNCIA, RECUPERAĂ‡ĂƒO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ‡ĂƒO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição CĂvel do Tribunal de Justiça de SĂŁo Paulo, foram ajuizados no dia 12 de junho de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falĂŞncia, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Uniserv UniĂŁo de Serviços Ltda. Requerido: Liau Group Hotelaria e Administração de Bens Ltda. Avenida das Naçþes Unidas, 11.857 - Conjunto 71 1ÂŞ Vara de FalĂŞncia. Recuperação Judicial Requerente: Centro Automotivo Megadelta Ltda. Requerido: Centro Automotivo Megadelta Ltda. Avenida JaguarĂĄ, 1.470 – JaguarĂŠ. 1ÂŞ Vara de FalĂŞncias.
EAA ADMINISTRAĂ‡ĂƒO E EMPREENDIMENTOS S.A. - CNPJ/MF n.Âş 11.493.109/0001-24 - NIRE 35.300.376.021 - Ata da Assembleia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria realizada em 30 de abril de 2012 - 1. Data, hora e local: 30/04/2012, Ă s 14:00 horas, na sede social da EAA Administração e Empreendimentos S.A. (“Cia.â€?), situada na Capital do Estado de SĂŁo Paulo, na Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1.364, Jd. AmĂŠrica, CEP 01441-001. 2. Presença: Acionistas representando 100% do capital votante e total da Cia., conforme assinaturas apostas no Livro de Presença dos Acionistas. TambĂŠm presente o Diretor da Cia. o Sr. Luiz Fernando Grespan Renzo, em atendimento ao disposto no art. 134, § 1Âş, da Lei 6.404/76. 3. Publicaçþes: Aviso aos Acionistas e Edital de Convocação publicados no DOE-SP, nas ediçþes dos dias 30 e 31 de março e 3/04/2012, e no jornal “DiĂĄrio do ComĂŠrcioâ€?, nas ediçþes de 30 e 31 de março e 3/04/2012, respectivamente, em conformidade com os arts. 133 e 124, da Lei 6.404/76. Em conformidade com o disposto no art. 133, § 3Âş, da Lei 6.404/76, as Demonstraçþes Financeiras da Cia. relativas ao exercĂcio social encerrado em 31.12.2011 foram publicadas no DOE-SP e no jornal “DiĂĄrio do ComĂŠrcioâ€? nas respectivas ediçþes de 21/04/2012; o RelatĂłrio de Administração relativo ao exercĂcio social encerrado em 31/12/2011 foi publicado no DOE-SP e no jornal “DiĂĄrio do ComĂŠrcioâ€? nas respectivas ediçþes de 28/04/2012. CĂłpias de tais publicaçþes encontram-se sobre a mesa diretora dos trabalhos, Ă disposição dos acionistas. 4. Composição da Mesa: David Roberto Ressia e Soares da Silva - Presidente da Mesa. AndrĂŠ Lucenti Estevam - SecretĂĄrio. 5. Ordem do Dia: a) exame, discussĂŁo e votação do RelatĂłrio da Diretoria e das Demonstraçþes Financeiras referentes ao exercĂcio encerrado em 31/12/2011; b) destinação do resultado do exercĂcio; c) eleição dos membros da Diretoria; e ç d) alteração do endereço da sede social. 6. Deliberaçþes: A Assembleia Geral: 6.1 foi instalada com a ressalva da manifestação dos acionistas Carlos Ernesto Abdalla e Maria Luiza Abdalla Renzo, conforme anexo doc. 01. 6.2 deixou de deliberar as Demonsq serĂŁo corrigidas g traçþes Financeiras e o RelatĂłrio da Administração referentes ao exercido social encerrado em 31/12/2011, que e posteriormente republicadas; 6.3 restou prejudicada com relação Ă deliberação quanto Ă proposta de destinação do resultado do exercĂcio; 6.4 rejeitou, por maioria, com a abstenção dos acionistas Sylvio Wagih Abdalla, Roberto Wagih Abdalla e EspĂłlio de Arnaldo Wagih Abdalla, a proposta de que a Diretoria da Cia. fosse composta por Ernesto Assad Abdalla Filho, Ricardo Almeida Blanco, Carlos Ernesto Abdalla e Luiz Fernando Grespan Renzo, nos termos da manifestação dos acionistas Carlos Ernesto Abdalla e Maria Luiza Abdalla Renzo (conforme anexo doc. 02); 6.5 aprovou, com a rejeição dos acionistas Carlos Ernesto Abdalla e Maria Luiza Abdalla Renzo (conforme anexo doc. 03), e abstenção dos acionistas Sylvio Wagih Abdalla, Roberto Wagih Abdalla e EspĂłlio de Arnaldo Wagih Abdalla para compor a Diretoria da Cia. para o mandato a encerrar-se na Assembleia Geral OrdinĂĄria que apreciar as demonstraçþes ďŹ nanceiras do exercĂcio social ďŹ ndo em 31/12/2013, nos termos do art. 13 do Estatuto Social, para o cargo de Diretor Presidente, Sr. Ernesto Assad Abdalla Filho, bras., div., psicĂłlogo, portador da CĂŠdula de Identidade RG 3.558.963-2 SSP/SP, inscrito no CPF/MF 675.227.348-00, residente na Capital do Estado de SĂŁo Paulo, na Rua Balthazar da Veiga, 589, apto. 156, Vila Nova Conceição; e para o cargo de Diretor sem designação especĂďŹ ca, o Sr. Ricardo Almeida Blanco, bras., cas., advogado, portador da CĂŠdula de Identidade RG 21.573.908-5 SSP/SP, inscrito no CPF/MF 127.462.528-99, com escritĂłrio na Rua Surubim, 577 - 22Âş andar, SĂŁo Paulo/SP, Brooklin. Os novos membros da Diretoria, eleitos e empossados, aceitaram o cargo e declararam cada um deles, sob as penas da lei, cientes de que qualquer declaração falsa importa em responsabilidade criminal, que nĂŁo estĂŁo impedidos por lei especial, ou condenados por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussĂŁo, peculato, contra a economia popular, contra o sistema ďŹ nanceiro nacional, contra as normas de defesa da concorrĂŞncia, contra as relaçþes de consumo, a fĂŠ pĂşblica ou a propriedade, ou a pena ou condenação criminal que vede, ainda que temporariamente, o a acesso a cargos pĂşblicos ou que os impeça de exercer atividades empresariais ou a administração de sociedades empresariais; 6.6 rejeitou, por maioria, com a abstenção dos acionistas Sylvio Wagih Abdalla, Roberto Wagih Abdalla e EspĂłlio de Arnaldo Wagih Abdalla, o pedido de instalação do Conselho Fiscal aduzido pelos acionistas Carlos Ernesto Abdalla e Maria Luiza Abdalla Renzo (conforme anexo doc. 04), uma vez que a matĂŠria nĂŁo foi discutida anteriormente; 6.7 registrou o protesto dos acionistas Carlos Ernesto Abdalla e Maria Luiza Abdalla Renzo “contra desatendimento ao pedido de instalação do Conselho Fiscalâ€? (conforme anexo doc. 05); 6.8 deixou de deliberar a alteração da sede social para a Rua Inglaterra, 563, Jd. Europa, Cidade e Estado de SĂŁo Paulo, CEP 01447-020; 6.9 registrou a manifestação dos acionistas Carlos Ernesto Abdalla e Maria Luiza Abdalla Renzo sobre oportunidade de negĂłcio imobiliĂĄrio com a incorporadora Stan Desenvolvimento ImobiliĂĄrio, nos termos do anexo doc. 06; 6.10 registrou a Declaração de Voto dos acionistas Sylvio Wagih Abdalla, Roberto Wagih Abdalla e EspĂłlio de Arnaldo Wagih Abdalla (conforme anexo doc. 07); 6.11 por ďŹ m, os acionistas, por unanimidade, registraram suas homenagens ao Dr. Ernesto Assad Abdalla, fundador, diretor-presidente e principal acionista da Cia., falecido no Ăşltimo dia 11 de janeiro p.p.. 7. Documentos arquivados na Sede Social: RelatĂłrio da Administração e Demonstraçþes Financeiras da Cia. relativos ao exercĂcio social encerrado em 31/12/2011. Publicaçþes. Procuraçþes. Manifestaçþes de voto. Protestos. 8. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos e suspensa a assembleia para lavratura desta ata Ă s folhas 38 a 40 do Livro de Registro de Atas de Assembleias Gerais nÂş 001 da Cia., em forma de sumĂĄrio, nos termos do art. 130, §1Âş, da Lei 6.404/76, a qual, apĂłs ter sido reaberta a sessĂŁo, foi lida, achada conforme, aprovada e assinada pelos acionistas presentes. SĂŁo Paulo, 30/04/2012. Presidente da Mesa: David Roberto Ressia e Soares da Silva. SecretĂĄrio: AndrĂŠ Lucenti Estevam. Acionistas Presentes: EspĂłlio de Ernesto Assad Abdalla, representado por seu Inventariante Ernesto Assad Abdalla Filho (p.p. David Roberto Ressia e Soares da Silva), Ernesto Assad Abdalla Filho (p.p. David Roberto Ressia e Soares da Silva), Carlos Ernesto Abdalla (p.p. Ricardo Ferreira de Macedo). Maria Luiza Abdalla Renzo p p Ricardo Ferreira de Macedo). Sylvio y Wagih g Abdalla (p.p. p p MaurĂcio Rodrigues g de Albuquerque q q Chavenco). Roberto Wagih g Abdalla (p.p. (p.p. MaurĂcio Rodrigues de Albuquerque Chavenco). EspĂłlio de Arnaldo Wagih Abdalla (p.p. MaurĂcio Rodrigues de Albuquerque Chavenco). Diretor presente: Luiz Fernando Grespan Renzo.A presente ĂŠ cĂłpia ďŹ el da ata original lavrada no Livro de Atas de Assembleias Gerais e arquivada na Jucesp conforme CertidĂŁo: JUCESP nÂş 221.053/12-8 em 24/05/12, Gisela Simiema Ceschin-Sec.Geral.
EDUCA COOPERATIVA DE ENSINO E EDUCAĂ‡ĂƒO CNPJ: 06.954.550/0001-26 Assembleia Geral OrdinĂĄria – Assembleia Geral ExtraordinĂĄria Edital de Convocação A EDUCA - COOPERATIVA DE ENSINO E EDUCAĂ‡ĂƒO convoca os seus associados, para comparecerem Ă ASSEMBLEIA GERAL ORDINĂ RIA E EXTRAORDINĂ RIA, que serĂŁo realizadas na Praça SĂlvio Romero, 66 - sala 10 - TatuapĂŠ - SĂŁo Paulo, SP , Ă s nove horas do dia 23 de junho de 2012. Primeiramente, serĂŁo deliberados os assuntos da Assembleia Geral OrdinĂĄria em primeira convocação, Ă s nove horas, com 2/3 (dois terços) dos seus associados; em segunda convocação, as dez horas, com metade mais um dos seus associados, ou em terceira convocação, Ă s onze horas, com o mĂnimo de dez associados, para tratar da seguinte ordem do dia: a) Prestação de contas do ĂłrgĂŁo de administração, compreendendo o balanço geral do exercĂcio de 2011, das contas de sobras e perdas, parecer do conselho fiscal e do relatĂłrio da diretoria, documentos esses que estĂŁo Ă disposição dos associados, em sua sede social; b) Destinação das sobras ou apuradas no exercĂcio ou rateio dos prejuĂzos; c) Eleição dos membros da Diretoria; d) Eleição dos membros do Conselho Fiscal para o exercĂcio 2012; e) Fixação do valor dos honorĂĄrios, gratificaçþes e cĂŠdula de presença dos membros dos ĂłrgĂŁos de administração; f) Deliberação sobre o plano de trabalho formulado pela Diretoria para o prĂłximo exercĂcio de 2012. A Assembleia Geral ExtraordinĂĄria acontecerĂĄ tĂŁo logo se concluam os trabalhos da Assembleia Geral OrdinĂĄria, quer em 1ÂŞ convocação com a presença de 2/3 (dois terços) dos associados, em 2ÂŞ convocação com a presença de metade mais 1 (um) dos associados e em 3ÂŞ convocação com o nĂşmero mĂnimo de 10 (dez) associados, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) Mudança de endereço; b) Deliberação sobre a continuidade das atividades da Cooperativa; c) Comunicação referente Ă perda de dados do HD do servidor. Observação: Os assuntos deliberados na Assembleia Geral ExtraordinĂĄria deverĂŁo ser aprovados por 2/3 (dois terços) dos presentes pelo menos. Ubaldino Dantas Machado - Diretor-Presidente.
PREFEITURA DO MUNICĂ?PIO DE BRAGANÇA PAULISTA AVISO DE ABERTURA DE LICITAĂ‡ĂƒO certame licitatĂłrio:
Acha-se aberto na Prefeitura do MunicĂpio de Bragança Paulista, o seguinte
CONCORRĂŠNCIA PĂšBLICA 002/2012 OBJETO: CONTRATAĂ‡ĂƒO DE EMPRESA ESPECIALIZADA PARA EXECUĂ‡ĂƒO DE OBRAS E INFRAESTRUTURA URBANA COMPREENDENDO GALERIAS DE Ă GUAS PLUVIAIS, PAVIMENTAĂ‡ĂƒO, GUIAS E SARJETAS NO RESIDENCIAL HĂ?PICA JAGUARY. DATA DE ABERTURA: 16.07.0012, Ă€S 10:00 HORAS. VALOR ESTIMADO: R$ 1.021.008,35 - GARANTIA PARA LICITAR (CAUĂ‡ĂƒO) ATÉ: 12.07.2012 VISITA TÉCNICA ATÉ: 10.07.2012. O presente edital ĂŠ publicado em resumo no DiĂĄrio Oficial do Estado (DOE), DiĂĄrio Oficial da UniĂŁo (DOU), no DiĂĄrio do ComĂŠrcio, Jornal Local e afixado no quadro de avisos da Prefeitura Municipal. As informaçþes poderĂŁo ser obtidas na DivisĂŁo de Licitação, Compras e Almoxarifado da Prefeitura Municipal, sita Ă Avenida Antonio Pires Pimentel, nÂş 2.015 - Centro ou pelo telefone (11) 4034-7056 / 59, em dias Ăşteis das 09:00 Ă s 16:00 horas. Bragança Paulista, 11 de junho de 2012. ROSEMARY APARECIDA DA SILVA – resp. p/ DLCA
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATĂ“RIO NÂş 32/12 - PREGĂƒO NÂş 15/12 DecisĂŁo do Prefeito no Processo LicitatĂłrio 32/12 – PregĂŁo 15/12. Objetivo: Aquisição de combustĂveis (etanol, gasolina e Ăłleo diesel). Considerando as razĂľes fĂĄticas e de direito discorridas pelo Sr. Pregoeiro, na ata dos trabalhos da sessĂŁo de julgamento de 05 de junho de 2012, decido, a teor do disposto no art. 109, § 4Âş, da Lei 8.666/93, CONHECER do recurso interposto pela empresa Postos de Base Ltda., e, no MÉRITO, negar-lhe provimento, mantendo-se em seus exatos termos a decisĂŁo recorrida. Castilho-SP, 06 de junho de 2012. Antonio Carlos Ribeiro - Prefeito. A Debitar (12.06.12) 2CTC%QPJGEKOGPVQFG6GTEGKTQU 2TC\Q FKCU 2TQE PÂ?FG1TFGO 1&T (CDTKEKQ5VGPFCTF ,WK\FG&KTGKVQFC œ8CTC%sXGNFC%QOCTECFG%QVKC 52 GVE (C\5CDGTSWG+PVGTNKICnlQ 'NoVTKEC5GTTCFQ,CRK5 #CLWK\QW#nlQFG%QPUVKVWKnlQFG5GTXKFlQ#FOKPKUVTCVKXCRGNQTKVQQTFKPhTKQEQPVTC 2CWNQ,CEQOQ0GITQ DTCUKNGKTQ ECUCFQ EQOGTEKCPVG 4) P Â? %2( 0 Â? G/CTKC FG1NKPFC0GITQ DTCUKNGKTC FQNCT 4) P Â? %2( 0 Â? VGPFQRQTQDLGVQQNQVG UKVWCFQPQ,CTFKO5CPVC4QUC $CKTTQFQ4KDGKTlQ EQOhTGCFG JC OCVTsEWNC FQ%4+FG%QVKC 52 RQT HQTnC FC 4GUQNWnlQ #FOKPKUVTCVKXC PÂ? FG FG LWPJQ FG ' RCTC SWG EJGIWG CQ EQPJGEKOGPVQFGVGTEGKTQUGKPVGTGUUCFQU TGSWGKTCOQSWGFGFKTGKVQ GZRGFKW UGQRTGUGPVGGFKVCN EQOQ RTC\QFG FKCU CEQPVCTFCRWDNKECnlQPQ& , ' PQUVGTOQUGRCTCQUHKPUFQCTV FQ& . QSWCN RQTGZVTCVQ UGThCHKZCFQGRWDNKECFQPCHQTOCFCNGK $ G 1 # , / !" # , # > %$@#""#!" # @!)+$&? , > *+*K!" ' , 1B O . ,8 - ( / ,
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ECONOMIA/LEGAIS - 21
BAIRRO NOVO EMPREENDIMENTOS IMOBILIà RIOS S.A. CNPJ/MF Nº 08.758.695/0001-87 – NIRE 35.300.340.914
Ata da Assembleia Geral OrdinĂĄria realizada em 26 de abril de 2012 1. Data, hora e local: Em 26 de abril de 2012, Ă s 10:00 (dez) horas, na sede social da Companhia, localizada na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Av. das Naçþes Unidas, 4.777, 3Âş andar, Alto de Pinheiros, CEP 05477-000. 2. Convocação e presença: Dispensada a publicação de editais de convocação, nos termos do art. 124, § 4Âş, da Lei nÂş 6.404/76, conforme alterada (“Lei das S.A.â€?), tendo em vista a presença de acionistas representando a totalidade do capital social da Companhia, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença dos Acionistas. Em observância ao artigo 133 da Lei das S.A., foi efetuada a publicação do relatĂłrio da Administração, balanço patrimonial e demais demonstraçþes financeiras referentes ao exercĂcio social encerrado em 31 de dezembro de 2011 nos jornais “DiĂĄrio do ComĂŠrcioâ€? e “DiĂĄrio Oficial do Estado de SĂŁo Pauloâ€?, ambos em edição de 25 de abril de 2012. 3. Mesa: Assumiu a presidĂŞncia dos trabalhos o Sr. Daniel Bezerra Villar, que convidou a Sra. Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer para secretariĂĄ-lo. 4. Ordem do dia: Reuniram-se os acionistas da Companhia para deliberar a respeito da seguinte ordem do dia: (i) apreciação do relatĂłrio da Administração, exame, discussĂŁo e votação das demonstraçþes financeiras referentes ao exercĂcio social findo em 31 de dezembro de 2011; (ii) destinação do resultado apurado no exercĂcio social encerrado em 31 de dezembro de 2011; (iii) reeleição dos membros da Diretoria, e (iv) fixação da remuneração global da Diretoria para o corrente exercĂcio. 5. Deliberaçþes: Instalada a Assembleia, os acionistas presentes deliberaram, por unanimidade de votos e sem quaisquer ressalvas ou restriçþes: 5.1. Aprovar o relatĂłrio da Administração, o balanço patrimonial e demais demonstraçþes financeiras referentes ao exercĂcio social findo em 31 de dezembro de 2011, conforme publicadas nos termos do item 2 acima. 5.2. Fazer constar que a Companhia apurou prejuĂzo no montante de R$ 20.917.809,56 (vinte milhĂľes, novecentos e dezessete mil, oitocentos e nove reais e cinquenta e seis centavos) no exercĂcio social encerrado em 31 de dezembro de 2011, conforme consta das demonstraçþes financeiras, sendo esse valor destinado Ă conta de PrejuĂzos Acumulados da Companhia. 5.3. Reeleger para compor a Diretoria da Companhia, como Diretor Presidente – Paul Elie Altit, brasileiro, casado, engenheiro de produção, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 4.172.718 IFP/RJ e inscrito no CPF/MF sob nÂş 667.368.977-34; e como Diretores sem designação especĂfica – Ciro Barbosa de Pereira Cardoso, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 01.086.848-81 SSP/BA e inscrito no CPF/ MF sob o nÂş 227.662.355-15; Marcelo Britto Sinay Neves, brasileiro, casado, economista, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 05.172.476-66 SSP/BA e inscrito no CPF/MF sob o nÂş 796.905.565-68; Rodrigo JosĂŠ de Pontes Seabra Monteiro Salles, brasileiro, solteiro, advogado, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 24.799.096-6 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nÂş 289.381.938-96; Sergio KertĂŠsz, brasileiro, casado, analista de sistemas, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 01.674.374-10 SSP/ BA e inscrito no CPF/MF sob nÂş 407.146.595-68; Nelson Tadashi Tsunoda, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da Carteira de Identidade RG nÂş 5.559.246 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nÂş 956.854.308-25; Daniel Bezerra Villar, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 09370154-8 IFP/RJ e inscrito no CPF/MF sob o nÂş 024.449.667-67; Sadinoel de Freitas JĂşnior, casado, brasileiro, engenheiro civil, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 7.193.368 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nÂş 427.844.257-20; Marcio Pellegrini Ribeiro, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da Carteira de Identidade RG nÂş 6.406.072-X e inscrito no CPF/MF sob o nÂş 702.383.838-49; MaurĂcio Couri Ribeiro, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da Carteira de Identidade RG nÂş 00985945-40 SSP/BA e inscrito no CPF/MF sob o nÂş 178.565.315-68; e AndrĂŠ Viana Portela, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da Carteira de Identidade do CREA/BA nÂş 31975 e inscrito no CPF/MF sob nÂş 715.959.025-20, todos residentes e domiciliados na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, com endereço comercial na Avenida Naçþes Unidas, 4.777, 3Âş andar, Alto Pinheiros, CEP 05477-000, na Cidade de SĂŁo Paulo, todos com mandato de 2 (dois) anos, atĂŠ a realização da Assembleia Geral que apreciar as contas do exercĂcio social que se encerrar em 31 de dezembro de 2013. Os Diretores aceitaram os cargos para os quais foram reeleitos, declarando conhecer plenamente a legislação, preencher todos os requisitos legais para o exercĂcio do cargo e nĂŁo estar impedidos de exercer a administração da Companhia (a) por lei especial, em virtude de condenação criminal ou por se encontrar sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos pĂşblicos; ou (b) por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussĂŁo, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrĂŞncia, contra as relaçþes de consumo, a fĂŠ pĂşblica ou a propriedade. 5.4. Aprovar a verba global de atĂŠ R$ 5.823.477,23 (cinco milhĂľes, oitocentos e vinte e trĂŞs mil, quatrocentos e setenta e sete reais e vinte e trĂŞs centavos) para a remuneração dos membros da Diretoria para o corrente exercĂcio social. 6. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, o Sr. Presidente deu por encerrada a Assembleia, da qual se lavrou a presente ata que, lida e achada conforme, foi assinada por todos. SĂŁo Paulo, 26 de abril de 2012. (aa) Mesa: Daniel Bezerra Villar – Presidente; Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer – SecretĂĄria. Acionistas: Odebrecht Realizaçþes ImobiliĂĄrias S.A.; e Odebrecht S.A. Confere com a original lavrada em livro prĂłprio. Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer – SecretĂĄria. n Secretaria de Desenvolvimento EconĂ´mico, CiĂŞncia e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo. Certifico o registro sob o nĂşmero 230.546/12-2, em 31.05.12. Gisela Simiema Ceschin, SecretĂĄria Geral.
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ‡ĂƒO
GOVERNO DO ESTADO DE SĂƒO PAULO
FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAĂ‡ĂƒO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ‡ĂƒO - FDE comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS NÂş - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAĂ‡ĂƒO - PRAZO - Ă REA (se houver) - PATRIMĂ”NIO LĂ?QUIDO MĂ?NIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAĂ‡ĂƒO - ABERTURA DA LICITAĂ‡ĂƒO (HORA E DIA) 69/00486/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra (Mini) em Estrutura Mista - EE JoĂŁo Feliciano - Rua Dr Alfredo Ramos, 40 - Cep: 12308-420 - Centro – JacareĂ/SP - 150 - R$ 21.218,00 - R$ 2.121,00 - 09:30 - 29/06/2012. 69/00489/12/02 - Reforma de PrĂŠdio Escolar - EE/CEL HorĂĄcio Manley Lane - Av. JoĂŁo Pessoa, 556 - Cep: 18130-290 - Centro - SĂŁo Roque/SP - 210 - R$ 104.845,00 - R$ 10.484,00 - 10:00 - 29/06/2012. 69/00520/12/02 - Reforma de PrĂŠdio Escolar - EE Alfredo Westin Junior - Rua Leonildo Denari, 418 - Cep: 19300-000 - Centro - Presidente Bernardes/SP - 210 - 3,96 - R$ 58.203,00 - R$ 5.820,00 - 10:30 - 29/06/2012. 70/00655/12/02 - Reforma de PrĂŠdio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Prof. Victor dos Santos Cunha - Av. JoĂŁo SimĂŁo de Castro, 280 - Cep: 02141-000 - Vila Sabrina - SĂŁo Paulo/SP – 210 - 167,85 - R$ 133.413,00 - R$ 13.341,00 - 11:00 - 29/06/ 2012. As empresas interessadas poderĂŁo obter informaçþes e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na SupervisĂŁo de Licitaçþes, na Av. SĂŁo LuĂs, 99 - RepĂşblica - CEP: 01046-001 - SĂŁo Paulo/SP ou atravĂŠs da Internet pelo endereço eletrĂ´nico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderĂŁo adquirir o Edital completo atravĂŠs de CD-ROM a partir de 13/06/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 17:00 horas, mediante pagamento nĂŁo reembolsĂĄvel de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverĂŁo estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada Ă SupervisĂŁo de Licitaçþes da FDE, conforme valor indicado acima. Os invĂłlucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAĂ‡ĂƒO deverĂŁo ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da SupervisĂŁo de Licitaçþes - SLI na SEDE DA FDE, atĂŠ 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação serĂĄ processada em conformidade com a LEI FEDERAL nÂş 8.666/93 e suas alteraçþes, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAĂ‡ĂƒO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAĂ‡ĂƒO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ‡ĂƒO - FDE. As propostas deverĂŁo obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATĂ“RIO NÂş 54/12 - PREGĂƒO NÂş 24/12 Acha-se aberto, na Prefeitura do MunicĂpio de Castilho, o Processo LicitatĂłrio 54/12, na modalidade de PregĂŁo 24/12, na forma presencial, para aquisição de equipamentos de informĂĄtica. Data: 26 de junho de 2012, Ă s 14 horas. O edital, na Ăntegra, encontra-se Ă disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informaçþes complementares serĂŁo fornecidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal 9034 e pelo e-mail: licitacaocastilho@gmail.com. A Debitar (13.06.12) # , / !" # , # %$@#""#!" # ""+!%&* , *K!" '# ,# , 2 , , . , = - ( /
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TPD – Processamento de Dados Ltda. CNPJ 05.478.580/0001-40 Convocação de Assembleia Geral Convocamos os senhores sócios para Assembleia Geral, dia 21/06/2012, às 10 h, na sede social, sita à rua Pedro Cubas, 122 – CEP: 02913-000 – SP/SP, em especial o sócio WASHINGTON LUIS ZAMPIERI, para deliberarem discussão e votação para exclusão do sócio. São Paulo, 12 de junho de 2012. Vera Lúcia Giorgio Zampieri e Renato Augusto de Paula Teixeira - Sócios-Diretores. 1 4 !4 , ; P3 1 < , R . , = 5 13 , # . - < , <, 1 2 - ( 0 2 - O C 2 , = . , 13 3 < P3 1 , <, H- < < C < , 9 1 2 - , 9
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Não houve maior sucesso nos desfiles que os docinhos.
conomia
SPFW
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Daniel Teixeira/AE
Atração fora da passarela Comidinhas calóricas foram o maior sucesso do segundo dia de desfiles da SPFW
E
À flor da pele
PAULA RAIA
M
ais que somente roupa, para o verão 2013, Paula Raia queria criar espaço entre o corpo e o tecido. Não necessariamente pensando em fendas ou decotes, mas no espaço mínimo que separa a roupa da pele, em que o ar entra e o movimento se cria. Conseguiu. Quadris marcados, algumas sobreposições, decotes estratégicos, recortes de tiras finas formando uma textura mais pesada, que, ao contrastar com a leveza das transparências, ressaltava ainda mais o "ar em movimento". Para "colorir o ar", branco, branco encardido, laranja lavado e castanho. Uma coleção ao mesmo tempo delicada e sensual, sóbria e construída. (AE) O corpo feminino valorizado por transparências
Epitácio Pessoa/AE
MOVIMENTO
Rigidez zero marca de biquínis e maiôs Movimento apostou na mistura da rigidez militar com a suavidade floral nos modelos, que tendem mais para o bem-comportado. A cartela de cores do desfile foi variada, passeando pelo azul, vermelho e branco. Os cortes dos maiôs mais uma vez foram o destaque da marca. Feitos a laser, possibilitam fendas criativas no tecido. Os acessórios foram criados pelo designer pernambucano Caio Vinícius, que apresentou colares metalizados. (Folhapress)
Paulo Whitaker/ Reuters
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Rigidez militar ganha contraste com cores florais
Mar sombrio
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um mergulho pelo fundo do mar. À noite. Com Adriana Bozon à frente da criação, a Ellus apresentou texturas que se assemelhavam à pele de tubarão, à camuflagem dos peixes, escamas e "brilho molhado". Nas texturas "fora d'água", a tradicional rede de pescador, o metalizado, o neoprene e o jeans com cara de couro. Por falar em couro, na Ellus, a jaqueta ganha versões mais curtas e vai bem com os vestidos e shorts. Na cartela de cores para a estação, a leveza Mauricio A. R/Fotoarena/Folhapress do mar e do verão mescla com o sombrio da noite, tons de cinza, chumbo, azul marinho, preto e branco. (AE)
Clay
A estilista Karen Fuke, da Triton, levou para a passarela uma linha inspirada na arquitetura japonesa, principalmente a Aoyama Dori, uma avenida de Tóquio. Os tecidos se transformaram em dobraduras japonesas.
Fause Haten: inspiração nos vestidos longos do século 19.
ELLUS
J.F.Diorio/AE
m tempos de definição de estilos e nichos da moda brasileira, é interessante observar como as plateias ajudam a definir os negócios e as direções de design das grifes. Ontem, na São Paulo Fashion Week (SPFW), no desfile de Paula Raia uma das representantes fashion da "alta elite" paulistana, cookies embalados em papel especial esperavam as moças de fino trato. Mulheres de pele e cabelo impecáveis e famílias com nomes chamativos, como Bordon e Andraus-Miranda, se deliciavam em calorias. No camarim da Iódice, bolo de chocolate e macarrão ao molho pesto foram os maiores sucessos. "Bolo de chocolate é obrigatório, sai como água sempre", contou Marcos Moura, do buffet Juliana Santos. Já no backstage da marca Ronaldo Fraga, destaque para os brownies de chocolate belga, feitos pela padaria e restaurante Pão de Ló, que também preparou minisanduíches de carne louca e outros quitutes.
Brilho molhado, textura de escamas e adereços.