Conclusão: 23h40
Você teve uma ótima ideia, como Bill Gates ou Steve Jobs quando jovens, mas só ela, hoje, não basta. Uma incubadora pode ajudar, mas uma aceleradora, a empresa que vai apostar na sua criatividade, exige um projeto, um protótipo e testes. Os startups estão tendendo mais para uma Ferrari do que para berço. É um bom casamento: as aceleradoras têm capital de risco e os novos gênios, ideias. Essa chamada economia criativa, nas págs. 15 e 16. Ano 87 - Nº 23.870
Jornal do empreendedor
Albert Gea/Reuters
R$ 1,40
São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
Mesmo tendo sido punido e perdido três posições no grid por atrapalhar Mark Webber (RBR) no treino, Felipe Massa subiu no pódio pela 1ª vez em 2013 ao cruzar a linha de chegada em 3º em Barcelona, atrás do companheiro de Ferrari, Alonso (foto), e Raikkonen, da Lotus. Pág. 12
www.dcomercio.com.br
Chegou o 1º do ano para Massa
Reprodução
Guerra síria na Turquia
Quem armou os carros-bombas que mataram 46 pessoas em Reyhanli, na fronteira sírio-turca, foram turcos que estão entre nove presos que teriam confessado contatos com o governo da Síria. Foi por isso que, ontem, a Turquia convocou o mundo a agir contra o ditador sírio. A guerra síria está transbordando suas fronteiras. Pág. 7
ISSN 1679-2688
23870
Página 4
9 771679 268008
Tudo corria como um sonho para Misick, premiê das Ilhas Turco e Caicos, no Caribe: mansão, mulher famosa, avião, muitos e muitos milhões de dólares... Hoje, está numa cela da PF em SP. Sua história, na pág. 6
Reprodução
Umit Bektas/Reuters
Essa mulher, muitos milhões e... cadeia.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
2
o
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
Os brasileiros fariam bem em desconfiar das campanhas contra o aproveitamento do potencial hidrelétrico do rio Xingu. Delfim Netto
pinião
EXTERMINADORES DO FUTURO Marlene Bergamo/Folhapress
D
epois de quatro anos de trabalho árduo, em que os construtores tiveram que vencer obstáculos incomuns para contratar pessoal e garantir o suprimento das obras na extremidade oriental da Amazônia brasileira, começa a operar no próximo mês de junho a hidrelétrica de Jirau, em Rondônia. Junto com a usina de Santo Antônio, também no rio Madeira, quando atingirem a plena operação vão acrescentar, respectivamente, 3.750 MW e 3.150 MW aos atuais 80.000 MW de oferta de energia limpa da matriz brasileira. Atingindo esses níveis de produção, Jirau e Santo Antonio ocuparão, respectivamente, a quarta e a quinta posições dentre as maiores hidrelétricas do País, perdendo apenas para Itaipu, no rio Paraná (que é também a segunda maior do mundo, depois de Três Gargantas, na China), para Belo Monte no rio Xingu, que com todas as perturbações que atrasam a obra deverá estar produzindo em mais dois anos e Tucuruí, no rio Tocantins, que é a terceira no Brasil. Ambos os empreendimentos contaram com o forte apoio do governo federal, antes mesmo de começar as obras e durante a sua execução, para agilizar os procedimentos e superar restrições para a liberação dos licenciamentos ambientais, especialmente junto ao IBAMA. O presidente Lula, primeiramente para a obtenção da licença e depois intervindo em disputas trabalhistas, empenhou-se pessoalmente nessas ações e a presidente Dilma
DELFIM NETTO
igualmente agiu de forma direta na remoção dos entraves burocráticos que surgiam à cada passo, retardando o andamento dos trabalhos de construção.
E
stas duas obras terão um registro especial pelo fato de que a determinação de realiza-las impôs uma derrota ao movimento de resistência à incorporação da Amazônia ao desenvolvimento brasileiro. Não é novidade que muitas dessas ações têm inspiração externa. As pessoas mais jo-
Jirau chegou a sofrer depredações de grupos que diziam agir em defesa do patrimônio ambiental amazônico.
vens não presenciaram, certamente, as tentativas bem orquestradas para impedir o aproveitamento – por brasileiros – das reservas minerais de Carajás, nem tomaram conhecimento das ações de marketing contra a construção da hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins, um empreendi-
trou o oposto, pois se tornou um dos espaços mais aprazíveis para os residentes em toda a região e para os programas turísticos de toda uma população do chamado cone Sul do continente.
mento vital para o sucesso do projeto. Sobre essas organizações alienígenas, que usam como subterfúgio a defesa intransigente da natureza, diga-se que já no tempo da construção da hidrelétrica de Itaipu propagavam que seria um desastre ecológico, o que se mos-
O
s brasileiros fariam bom negócio desconfiando da motivação das campanhas que hoje mantêm permanentemente na mídia uma oposição feroz ao aproveitamento do potencial hidrelétrico do rio Xingu, onde se constrói a usina de Belo Monte e dos rios da bacia do
NÓS, OS REFÉNS, E A SAGA DO PETISTA PADRÃO. H
ouve um tempo em que toda turma de bar passou a conviver com o chamado "petista-padrão". Ele invadia as rodas de amigos vestido com camisa vermelha e, de dedo em riste, fazia um discurso agressivo contra tudo e todos. Atualmente, o petistapadrão vive dissimulado atrás de óculos escuros de caríssimas lentes verdes e fala em revisões do marxismo. Antes um radical exaltado contra a corrupção, era considerado um "chato de galochas", pois não deixava ninguém falar de futebol ou de cinema, nem contar casos engraçados – hoje vistos como sérias infrações politicamente incorretas. O petista-padrão agora tem vida boa: aposentou-se
E
na estatal para onde entrou por debaixo do pano graças à influência do pai, que ele dizia odiar por se tratar de reacionário da direita radical.
C
ompleta os seus rendimentos através da boa grana que recebe, indicado pelo partido, como assessor especial para assuntos especiais de um dos incontáveis ministérios
criados para acomodar a "cumpanheirada". Frequenta rodas disfarçado de "cristão-novo" e usa de técnica dissimulada para vender pontos básicos do PNDH3, aquele plano que a Dilma negou ter assinado e depois teve de apresentar desculpa esfarrapada à Justiça Eleitoral.
le nunca toca na saia-justa que a então candidata passou, ao ter de ir a Aparecida do Norte , às vésperas da eleição, para fazer média com os religiosos em geral – quando deu vexame ao fazer o sinal da cruz mais aloprado, como nunca antes nesse País e na igreja católica. O petista repaginado não conta, mas participou da confecção do tal PNDH3 – Plano Nacional de Direitos Humanos, onde está reunida toda a tralha ideológica que
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi
Tapajós. Quando se lê que cidadãos de uma aldeia indígena, distante 400 quilômetros do trecho do rio Tapajós onde se pretende realizar a obra, se deslocaram (ou foram conduzidos...) até a cidade de Altamira, no rio Xingu, para "exigir" a paralisação de quaisquer estudos sobre obras "em todos os rios da Amazônia", é lícito suspeitar que se trata de alguma armação de "caraspálidas" que habitam outro hemisfério... Difícil mesmo é aceitar que existe motivação honesta em defesa do patrimônio ambiental amazônico (que deveria ser preservado "para o uso comum da humanidade"), no deslocamento de grupos que parecem extraídos de alguma série de filmes tipo "exterminadores do futuro" cujo roteiro de viagens foi tão mal estudado que se permitem cumprimentar silvícolas brasileiros como "legítimos descendentes do povo asteca"... ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSOR EMÉRITO DA FEA-USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO contatodelfimnetto@terra.com.br
MÁRIO RIBEIRO
o PT aplica sorrateiramente enquanto a presidente e o partido enrolam o povo com crédito fácil, desonerações o uçã d para enganar pro Re os trouxas, milhares de bolsas e tudo quanto é expediente para ganhar eleição. Quando cruza com os antigos amigos, o petista-padrão faz cara de paisagem. Diz que está com pressa e não toca em política, como se nada tivesse a ver om o que está acontecendo. No fundo, ri por dentro da tragédia da oposição, incapaz de desmoralizar o discurso atrasado e bolivariano que arrebenta com os pilares políticos e econômicos, tão duramente conquistados pelo País. E ri para valer dos velhos
amigos do bar, que não suportavam seu discurso cheio de ódio. Sua superioridade se justifica: os ex-amigos tornaram-se reféns do grande marketing do diabo para vencer a eleição, ao qual a presidente se referiu.
O
s ex-amigos desconfiam que não se trata de plano de um único e pobre diabo, mas o plano de verdadeira falange de diabos, capaz de incluir até a transformação de Luís Inácio em colunista do The New York Times. Quando se encontram, o que é raro, os velhos amigos da hoje taciturna turma do antigo bar fazem cara de espanto: a triste realidade é que eles acabaram reféns do ex-amigo petista chato… Sim, ele venceu. MÁRIO RIBEIRO É JORNALISTA E PUBLICITÁRIO
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves e Sílvia Pimentel. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3180-3175. Fax 3180-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3180-3197, 3180-3983, Fax 3180-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3180-3544, 3180-3176 Esta publicação é impressa em papel certificado FSC®, garantia de manejo florestal responsável, pela S.A. O Estado de S. Paulo.
REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3180-3737 REDAÇÃO (011) 3180-3449 FAX (011) 3180-3046, (011) 3180-3983 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
o
3
O MUNDO EM QUE VIVE O PT É DI FER ENT E DO VIVIDO PELO BRASILEIRO NO COTIDIANO.
pinião
FORMAÇÃO DE LÍDERES
PAULO SAAB
OS PETISTAS NO PAÍS DA FANTASIA
M
E
sse menino só me dá preocupação. Quando eu penso que o pior já passou, que ele já aprendeu alguma coisa, lá vem ele com besteira de novo. — Eu não acho tanta besteira assim. Você mesmo se candidatou pela primeira vez com a idade dele e se elegeu. — Me admira você, parece que não acompanhou minha carreira a vida toda. As coisas mudaram! Em política, não se pode deixar de prestar atenção nunca, tem que dar o pulo certo na hora certa. Aquilo era no tempo do coronel Afonsino, do senador Bernardo, dos bons cabos eleitorais e do caminhão de eleitor, a eleição era uma formalidade. Ele não tem nada que se candidatar agora, tem que cumprir esse tempo na prefeitura. Tem gente que daria o bem-bom na hora, pela colocação que eu consegui para ele, e ele despreza tudo. — Mas, como deputado, ele ia ganhar mais e ia trabalhar muito menos. — Tanto tempo de casada comigo e até hoje não você não aprendeu a ter visão política, eu canso de dizer e mostrar, tem que ter visão política! Você sabe quanto ele vai ganhar na Prefeitura? — Ele não é equiparado a procurador? — Ah, e você pensa que eu quero ele na prefeitura para receber esses vencimentos de pobre? Pense certo, Creuza, pense como eu! Pense aí! — Estou pensando e não sei aonde você quer chegar. — É porque você pensa pequeno, nunca perdeu o vício de ser pobre. Não pode pensar como pobre, isso só dá atraso! Claro que o que o Nélsior Luiz está ganhando na prefeitura não é só essa merreca, eu não
JOÃO UBALDO RIBEIRO posso dispensar um filho meu, uma pessoa de minha inteira confiança, na posição em que ele está, trabalhando nas licitações. Tem que falar baixo, as paredes têm ouvidos, sente aqui. Escute bem, que eu vou falar baixo e nunca mais vou repetir. Então, minha filha, você não compreendeu que, com Dudu como prefeito, seu primo Hélio na Secretaria de Obras e Natanael Barrica secretário de Finanças, esta é uma oportunidade de ouro? Entendeu, ou quer que eu faça um desenho? — Vocês… Ah! — Claro! É por isso que o Nélsior tem que ficar onde está, eu não faço as coisas à toa. Se Dudu abrir todas as concorrências que ele diz que vai abrir… E vai, e vai, aquilo é um verdadeiro gadanho de oito dentes, tem de ficar de olho nele, senão ele pega tudo pra ele, é um inescrupuloso e, quando se trata de dinheiro, chega a ser desonesto, o que ele diz não se escreve. — Compreendi tudo. É que, no começo… Eu não tenho seu tirocínio político, você pensa que todo mundo é inteligente como você, mas não é. — Isso não deixa de ser verdade, sou forçado a reconhecer. Qualquer um vê que eu sou dos políticos mais bemsucedidos de minha geração. Nunca perdi eleição, sempre estive em posições invejáveis e, graças a Deus, consegui amealhar um patrimônio
decente, para dar uma bela condição aos meus, eu soube me fazer. Com muito trabalho e noite perdida, mas eu soube me fazer. — E fez muito por este povo daqui. E continua fazendo. — Isso também é verdade. Ninguém pode me acusar de virar as costas para o povo. Pelo contrário, acho que não tem um que tenha vindo me procurar pedindo um auxílio, uma internação, um caixão, umas telhas e por aí vai, que eu tenha negado, inclusive tirando dinheiro de meu bolso várias vezes. — E você ainda se esquece da festa de Natal. — A festa de Natal! Aquele safado do jornal escreveu lá que eu chamava as crianças pobres para distribuir quinquilharias baratas. É por isso que jornalista me dá nojo, pessoal recalcado que não tem o que dizer e difama um homem público de ficha limpa por todos conhecido, tinha que fechar essas merdas desses jornais destrutivos, ninguém precisa deles, só servem para causar distúrbios sociais e incitar a desordem, é para isso que eles servem. — E o Bolsa Família? — O Bolsa Família! Quantos e quantas eu já botei no Bolsa Família? Somente aqui na cidade, nós tivemos o maior aumento na concessão de bolsas família em todo o estado! Em todo o estado! Isso o sacana do jornal não escreve!
Quantos não se enquadram no programa, mas eu mando fazer vista grossa, porque sei que não custa nada uma ajudinha a mais para esse povo sofrido? O político tem que ter sensibilidade, não pode se ater à letra fria da lei, isso é desumano. Minha contribuição para o aprimoramento do Bolsa Família vai se revelar muito importante, ainda vão ter muito que me agradecer. — Mas você mesmo sempre diz que, na política, uma das coisas mais comuns é a ingratidão. — E é mesmo, mas a gente tem de estar preparado, tem muito canalha sem princípios neste mundo, é a lei da vida. Se um dia eu abrisse a boca para contar as barbaridades que eu já vi, ia ser um escândalo. Mas eu não sou palmatória do mundo e outro mandamento da política, ainda mais importante que o cuidado com a ingratidão, é o realismo, é o pé firme na realidade. A realidade é a realidade, não adianta querer dar murro em ponta de faca, a realidade não muda. É por isso que o Nélsior às vezes me preocupa. — Mas acho que você não tem razão, ele tem futuro, não fique preocupado. Só a admiração que ele tem por você já é a garantia de que ele vai se dar bem. E é sangue de seu sangue. — Agora quem está com a razão é você. Tem a genética e a formação rigorosa que eu dou a ele desde menino. — Não é por ser nosso filho, mas ele vai ter uma grande carreira política. Filho de peixe peixinho é, quem sai aos seus não degenera. JOÃO UBALDO RIBEIRO É CRONISTA, ROMANCISTA E PERTENCE À
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.
al terminou a propaganda eleitoral gratuita do PT na televisão, na noite da última quintafeira, quando entre outras situações que comento à frente o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sem ficar corado, disse que há combate a inflação, entrou no ar o Jornal Nacional. A primeira manchete já foi dando conta de que a inflação crescia acima das metas esperadas. A notícia dizia textualmente: a taxa de inflação põe em lados opostos o governo Dilma e um grupo grande de economistas. E a TV mostrava donas de casa dando depoimentos sobre o aumento exagerado dos preços em produtos de primeira necessidade. Este exemplo serve para mostrar a distância existente entre o mundo da fantasia que o PT criou para comemorar seus dez anos no poder federal e a realidade do cotidiano. Ninguém é leviano de negar o que de bom esses dez anos possam ter trazido ao País. As pessoas de bom senso não podem tapar o sol com a peneira e fingir que coisas concretas não existem. O PT é que faz isso. Mente tanto para si próprio e para a população, em suas propagandas de "xarope da cura", que acaba acreditando mesmo que antes dele nada se fez e que foram resolvidas as questões que afligem a população no dia a dia. O país dos sonhos do PT, que ele tenta mostrar como real nas propagandas milionárias que produz com dinheiro público, é na verdade um Brasil que cresce em
ritmo aquém da necessidade, com políticas públicas desarticuladas. Isso que se viu na – claramente – peça de campanha eleitoral que teve como garota propaganda a presidente Dilma e como garoto propagando o expresidente Lula.
E
xiste um mundo só do PT – de Dilma, de Lula, companheiros e adesistas. Eles acreditam mesmo que são mensageiros de Deus a serviço dos mais pobres. Que são os agentes da transformação. Ou
melhor, da criação do Brasil, pois negam a existência de vida no país, antes deles. O que me traz à lembrança, quando ainda era permitida propaganda de cigarros, o "mundo de Malboro". Da música ao roteiro, à fotografia, texto, tudo descrevia um mundo maravilhoso no qual vivia quem fumasse Malboro. Nem sei se o cigarro ainda existe. Sei que o garoto-propaganda morreu de câncer do pulmão. O mundo dos petistas faz exatamente o mesmo. Mas o tempo vai mostrar – aliás, já dá mostras – que é mais fábula do que realidade. Propaganda pura. Tirar brasileiros da pobreza é mínima responsabilidade de qualquer governo. Promover realizações com as polpudas verbas sugadas das entranhas dos pagadores de impostos é obrigação de qualquer governo . O PT admite que poderia ter feito muito mais e se apega a isso para pedir mais tempo no poder. Ou seja, para fazer o que não fez, mesmo sabendo que poderia.
A
desfaçatez com que o PT e companheiros e adesistas manobram os recursos que o poder propicia, o modo como manipulam as palavras, atos e ações, só encontra similar na capacidade de seus gestores de propaganda em criar façanhas oficiais que são castelos de areia, com um mínimo de realização diante do máximo de obrigação. E a sofrida, mas crédula massa pátria acredita e vota neles. Quem melhorou de vida, melhoraria até pela inércia. Poderiam ter melhorado muito mais se nesses dez anos a preocupação maior não fosse o foco do poder, dos ganhos, da conquista pessoal e grupal e a média com os governos corruptos de esquerda espalhados pelo mundo. Ninguém, repito, vai negar o que de bom nesses dez anos os governos petistas possam ter feito. A questão é o que fizeram de errado, principalmente na desconstrução da moralidade pública, do aparelhamento do Estado, da dominação ideológica e da destruição da ética e dos valores do comportamento probo. Esperamos que o País não morra de câncer. PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR
DIÁRIO DO COMÉRCIO
4
)KDC7O
Reino Unido e MAIS: e bradou que "é o Suécia batalharam contra adeus aos Rafale e Gripen". a eleição de Roberto São os jatos franceses e Azevedo para a OMC e suecos. Ou seja: sobram Dilma subiu nas tamancas. os americanos na corrida.
França,
gibaum@gibaum.com.br
2 “Eu vou disputar e vou ganhar esta eleição! Sou obstinado! Tenho UPPs na Venezuela sangue de Arraes na boca!”
EDUARDO CAMPOS // pré-presidenciável, a aliados no interior de Pernambuco.
Fotos: Mário Testino
Nove entre dez tributaristas brasileiros acham que as 26 milhões de declarações de IR de pessoas físicas revelam a gula excessiva do Leão da Receita Federal avançado sobre a media baixa de salários dos brasileiros. O recorde anunciado esconde a mordida descontrolada: a faixa de isenção de R$ 1,7% mil não acompanhou a alta da inflação acumulada pelo IPCA, igualando famílias de classe baixa ás de alta renda, sendo que a defasagem na tabela é de 66,44%. Feita a correção, a faixa de isenção passaria a R$ 2,7 mil.
DE NOVO Celso Russomano (PRBSP) não quer sair candidato a deputado federal, o que seu partido gostaria que acontecesse para puxar votos para a bancada. Ele acaba de encomendar pesquisa sobre suas intenções de voto caso partisse para disputar o governo de São Paulo, em 2014. Russomano, pessoalmente, quer distancia do PT: acha que o a agremiação acabou prejudicando sua candidatura a prefeito de São Paulo. Um grupo do PRB acha ainda que, dependendo de alianças, Russomano seria também um bom nome para o Senado.
Até os Flinstones Quem diria: até os Flinstones, que representam uma família das mais caretas na Idade da Pedra, também aderiram a orgias. O canal por assinaturas Sexy Hot acaba de estrear uma versão nem um pouco pudica, chamada Os Flinstones - A Paródia, das aventuras personagens do famoso desenho, onde Wilma, Fred, Barney e Betty deitam e rolam. Até o Dino tem uma participação especial. É uma produção americana, muito bem cuidada e produzida em 2011.
DURO NA QUEDA Pela quarta vez, o próprio Edir Macedo tenta tirar o bispo Honorilton Gonçalves da cadeira de todo-poderoso da Record. Em todas as ocasiões anteriores, mesmo com a contratação de novos altos executivos, Honorilton conseguiu se manter. Quando desembarcou lá, há tempos, ele garantia que, em cinco anos, a emissora não necessitaria mais do apoio financeiro da Igreja Universal. Agora, acha que a compra de conteúdo terceirizado será a grande solução para a emissora, depois de ter liquidado com a grade da rádio Record e de ter desmontado todo o esquema da Record News.
A nova Hannah
Quem diria: famosa em todo o mundo por interpretar Hannah Montana na série da Disney Channel, em 2006, a atriz, cantora, compositora, designer de moda e dançarina Miley Cyrus, 20 anos, acaba de ser eleita pela revista Maxim a mais sexy do ano – e em voto popular. Ficou à frente de nomes como Selena Gomez (2ª), Rihanna (3ª), Milla Kunis (4ª) e Jennifer Lawrence (5ª), numa lista de 100 mulheres consideradas mais sensuais. Ao mesmo tempo, é capa e recheio da revista V, onde aparece fotografada – e em poses surpreendentes – pelo peruano Mário Testino.
A presidente Dilma Rousseff vinha adotando, nas últimas semanas, por necessidade e recomendação do marqueteiro João Santana (vira e mexe, Lula também lhe aconselha uma postura mais leve), sorrisos e abraços no trato com o pessoal do Congresso. Agora, enfrentando uma rebelião na base aliada em relação a MP dos Portos (já foi derrotada, anteriormente, no Código Florestal), pediu reforço do ministro Aloizio Mercadante porque Ideli Salvatti, ministra da Articulação, quase joga a toalha. Até no principal núcleo próximo de Dilma discute-se que a intransigência da presidente é que é responsável pelas derrotas do Planalto no Congresso. Os aliados reclamam que, para Dilma, só vale “se for do jeito dela”. E desafiam: “No muque, não vai”.
No muque, não vai
VIROU ESTÁTUA No final da semana, a quase quarentona Flavia Alessandra, ganhou uma estátua em sua cidade natal, Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, no Rio. É em tamanho natural e a família (tem uma pousada lá) e velhos amigos foram comemorar na praça. Malgrado sua vocação exibida nas novelas e em suas passagens pela revista Playboy, a estátua está devidamente vestida.
MISTURA FINA O MINISTÉRIO da Cultura, através da Lei Rouanet, acaba de autorizar a captação de R$ 740 mil para a produção de mais oito representações da peça Divinas Divas. Apresentado em períodos alternativos há quase dez anos, o espetáculo tem no elenco uma geração de veteranos travestis: Rogéria, Valéria (vive mais em Paris do que no Brasil), Jane Di Castro, Fujica e Eloína. No palco, cantam e apresentam cenas de humor que fazem lembrar o antigo teatro de revista. Ou seja: biba também é cultura.
ESTÁ quase certa a ida do Papa Francisco, dia 24 de julho, a Aparecida do Norte. Na base do bate-e-volta, rezaria uma missa no santuário da padroeira do Brasil.
Balzac só gostava de mulher com mais de 30 anos de idade, o que até virou marchinha de carnaval no Brasil: este mês, duas trintonas mostram sua boa forma em revistas de saúde, ginástica e hábitos saudáveis. Priscila Fantin, em Shape, exibe corpão (esquerda) com menos 15 quilos do que estava quando grávida. Fala que, além de “correr atrás do filho”, voltou a apostar na dieta integral. À direita, Cléo Pires, 30 anos, a Bianca de Salve Jorge , aparece na Corpo a Corpo , dando sua receita: comidas orgânicas e danças orientais.
Mulher de 30
Super-degola A compra do Credicard do Citibank pelo Itaú só chegou a seu capitulo final com uma super-exigência: o compromisso do banco vendedor de assumir a demissão da maioria dos 1,2 mil funcionários do cartão de crédito. O comprador não quer assumir essa mega-degola, pelos custos e mesmo por sua imagem. No ranking dos bancos que mais demitiram no último ano, a pole position é do Itaú, com o fechamento de 6.339 postos de março do ano passado a março de 2013.
/
Gula do Leão
O presidente Nicolás Maduro, entre outras coisas, pediu a Dilma Rousseff (e antes, havia colocado a questão nas duas horas de conversa com Lula) ajuda para enfrentar a falta de segurança nas favelas de Caracas, um dos maiores problemas do país. Os dois governos já estão acertando um programa de cooperação, que deverá começar com a criação de versões venezuelanas das UPPs - Unidades Pacificadoras. Na largada, policiais e assistentes sociais de lá virão para cá enquanto técnicos daqui irão a Caracas.
/ IN
OUT
Boné.
Gorro.
A PRESIDENTE Dilma Rousseff quer ver só de longe o deputado Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB na Câmara Federal. Aos mais chegados, confessa que, literalmente, não suporta o parlamentar. Na semana passada, num jantar no Jaburu, olhou para ele, não sorriu e tampouco o cumprimentou.
NO PRÓXIMO programa do PR na televisão, dia 16, Anthony Garotinho vai aparecer com um guardanapo na mão, alusão ás fotos dos secretários de Sérgio Cabral usando guardanapos na cabeça numa festa patrocinada pelo empreiteiro Fernando Cavendish, em Paris. Depois, joga o guardanapo no chão e avisa que vai deixar esse assunto para o Ministério Público e a Justiça.
O BRASIL é líder em roubo de carga na América Latina: 6,8 mil caminhões roubados só em São Paulo no ano passado. São dados da empresa de risco Sensitech Inc. Para comparar: no mesmo período, foram seis mil caminhões roubados no México.
Farofa e brigadeiro A chef Nigella Lawson, comilona e musa da porn food (ela se considera “apenas uma cozinheira que faz pratos sem muitos segredos, com prazer”), que veio ao Brasil lançar seu livro Na Cozinha com Nigella, foi embora para Londres levando receitas de comidas e comidinhas que conheceu por aqui, a começar pela coxinha de galinha, que adorou. Nigella, que faz exercícios diários para não engodar, gostou da pizza calabresa á paulista (não tem queijo), da farofa e ficou surpresa ao conhecer o caju. “Nunca soube que da castanha saia uma fruta”. De quebra, variedades sobre o brigadeiro .
SUJEITO a chuvas e trovoadas: malgrado sua imagem, índices de ocupação razoáveis e rentabilidade também por eventos, o grupo Orient Express que estava disposto a vender o tradicional hotel Copacabana Palace, no Rio, agora procura um sócio. Pode ser até no bloco dos poderosos fundos de pensão do país.
Colaboração:
Paula Rodrigues / Alexandre Favero
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
5
PC FARIAS: SEM BRECHAS. O júri popular do Tribunal do Júri do Fórum de Maceió (AL) absolveu os quatro seguranças acusados pela morte de PC Farias e da namorada, Suzana Marcolino, crime ocorrido em 1996. A sentença foi lida na noite de sexta-feira, após cinco dias de julgamento. Após a absolvição, o promotor Marcos Mousinho disse não haver brecha para uma nova denúncia. O júri reconheceu duplo homicídio, mas inocentou os PMs. "Seria necessário que a polícia recomeçasse as investigações. Como isso não é uma prática, acredito que não vá acontecer."
olítica
JUÍZES SOB SUSPEITA Tribunal de Justiça
S
ervidoras do gabinete do desembargador Arthur Del Guércio Filho, investigado no Tribunal de Justiça de São Paulo sob a suspeita de pedir dinheiro a advogados, acusaram o magistrado de ter abandonado a produção de decisões judiciais nos últimos tempos. Uma das funcionárias disse desconfiar que o gabinete também era palco de atos de corrupção, uma vez que o desembargador recebia advogados com as portas fechadas e em seguida pedia para servidoras realizarem depósitos de dinheiro em contas bancárias dele e da esposa. Os depoimentos das funcionárias do gabinete de Del Guécio foram colhidos pela direção do TJ-SP na sindicância que levou ao afastamento do magistrado, em abril. A investigação teve início em março após advogados terem afirmado que o desembargador alegava ter dificuldades financeiras e pedia de R$ 10 mil a R$ 35 mil. Na apuração, a assistente jurídica do gabinete Carla de Matos Chibante declarou que ultimamente Del Guércio praticamente não trabalhava na redação de decisões, mas exigia uma alta produtividade de suas assessoras. "Ultimamente eu me sentia desembargadora, porque ele não tratava mais de voto com a gente. Ele mal assinava." Chibante declarou que, nas raríssimas vezes em que o de-
sembargador escrevia uma decisão, não dividia o trabalho com suas assistentes. "Ele já trazia o voto pronto", disse. O presidente do TJ Ivan Sartori indagou se ela desconfiava de irregularidades no gabinete em razão do "movimento de advogados, do fechar de portas e do dinheiro que saía depois". A servidora respondeu positivamente. Além de Chibante, cinco outras funcionárias do gabinete foram ouvidas pelo TJ. Destas, duas relataram um suposto assédio sexual por parte de Del Guércio. Del Guércio apresentou defesa na sindicância do TJ e nas próximas semanas o Órgão Especial da corte decidirá se a investigação levará à abertura de processo administrativo. A pena máxima é a aposentadoria compulsória. O magistrado também é alvo de inquérito criminal no Superior Tribunal de Justiça, que poderá decretar a perda do cargo ou da aposentadoria dele se julgar que o juiz cometeu os crimes. TUDO NEGADO – O criminalista José Luis de Oliveira Lima, defensor de Del Guécio, negou que ele tenha praticado quaisquer delitos. De acordo com o advogado, "durante sua atuação como magistrado (Del Guércio) nunca teve problema com seus funcionários. Quando puder exercer o seu direito de defesa, todos os fatos serão esclarecidos". "O
Dr. Arthur Del Guércio em mais de 30 anos de magistratura jamais teve qualquer mácula, qualquer mancha na sua atividade jurisdicional. É vítima de um julgamento de exceção. Direito de defesa, ritos regimentais e processuais foram desprezados", afirmou o criminalista. (Folhapress)
Max.
Tribunal de Impostos e Taxas
O
juiz Élcio Fiori Henriques, do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), recebeu uma "mala com R$ 1 milhão" no exercício de sua atividade como julgador de recursos de empresas autuadas pelo Fisco paulista. Foi isso o que disse em depoimento uma servidora da Secretaria da Fazenda. Silvânia Felippe declarou à Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava-Rápido – investigação sobre desvios d e p r o c e ssos fiscais
– que um outro magistrado do TIT foi afastado por um juiz presidente de Câmara "porque ele deu mala com R$ 1 milhão para o juiz fiscal Fiori". Silvânia declarou: "O juiz presidente, ao julgar processos, dá provimento com a parceria de mais um juiz, e outros dois negam provimento. Entretanto, como o juiz presidente pode dar o voto de desempate, tudo já está acertado com empresários". O relato da servidora, também citada na operação da PF, reforça a suspeita que cerca a fortuna do magistrado. Em 30 meses, de 4 de março de 2010 a 5 de outubro de 2012, Fiori – agente fiscal de rendas de carreira, com vencimento líquido de R$ 13,02 mil – construiu patrimônio de R$ 30,75 milhões. Ele comprou, naquele período, 19 imóveis de alto padrão. Em cartório, declarou desembolso de R$ 15,28 milhões. Alcançou lucro a realizar de R$ 15,46 milhões. Todos os bens de Fiori, inclusive aplicações financeiras, e de sua empresa, a JSK Serviços, Investimentos e Participações, constituída em maio de 2011, estão bloqueados por ordem da 9ª Vara da Fazenda Pública da Capital. Os investigadores trabalham com a hipótese de que o juiz conquistou seu tesouro por meio de negociações com empresas autuadas. A Justiça deu 10 dias ao TIT para apresentar certidão sobre eventual existência de processos na Câmara Julga-
dora de Fiori (16ª) tendo como partes os alienantes dos imóveis mencionados nos autos. O cruzamento de dados poderá levar à identificação de empresas supostamente beneficiadas pelo juiz. Outra testemunha, Cleiresmar Machado, que também integrou os quadros da Fazenda – foi demitida por ligações com quadrilha que encomendava roubo de autos fiscais –, afirmou que Fiori "era destinatário de muitos processos distribuídos". Segundo ela, "na maioria dos processos constava que estava sendo convertido em diligência, ao invés de constar o resumo do resultado da decisão proferida, a ementa". Os investigadores sustentam que a manobra de converter o julgamento em diligência é usada para que as empresas interessadas possam ganhar tempo e concretizar a corrupção de agentes públicos. TUDO NEGADO – Fiori não respondeu à reportagem. Na quinta-feira, alegou que "todos os valores empregados nas compras de imóveis possuem origem lícita, oriundos dos investimentos bem-sucedidos com capital próprio e de terceiros investidores". Fiori foi taxativo ao argumentar que "é inocente de todas as acusações, como será devidamente comprovado no Poder Judiciário". Afirmou, ainda, que nunca teve "nenhuma ligação" com os alvos da Operação Lava-Rápido. (Estadão Conteúdo)
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
6
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
olítica
Uéslei Marcelino/Reuters
Reprodução
Sou construtor de pontes. Vice não é função ou cargo, é uma expectativa de poder. O vice é um stand by. Guilherme Afif Domingos, vice-governador de SP, ao tomar posse na Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Se o vice assumir um ministério, ficará fora de uma função em que não tem função. A função dele é esperar. Paulo Brossard, ex-ministro da Justiça e do Supremo Tribunal Federal. Lucas Uebel/Folhapress-12/07/08
Quiseram dar aos vices a possibilidade de serem aproveitados em outras funções. Ives Gandra da Silva Martins, jurista e professor emérito do Mackenzie, não vê ilegalidade no acúmulo de cargos.
Paulo Pampolin/Hype
Afif é o homem certo, no lugar certo e no momento certo. Rogério Amato, presidente da ACSP.
www.muco.com.br
Valdir Sanches
Uéslei Marcelino/Reuters
A Venezuela e o Brasil têm um papel fundamental a desempenhar. Presidente Dilma Rousseff, após reunião com Nicolás Maduro.
A Venezuela tem gás, tem petróleo, não tem por que sofrer problemas de abastecimento de eletricidade. Os problemas são muito mais na distribuição e na manutenção. Marco Aurélio Garcia , assessor especial da Presidência, ao informar que o Brasil também ajudará a Venezuela na crise de energia. Nunca saberemos. Esse vai ser o crime típico do presidente Kennedy, dos Estados Unidos... Sempre vai se especular e nunca vai se identificar o verdadeiro autor. Marcos Mousinho, promotor que refuta a tese de que Suzana Marcolino matou PC Farias e se suicidou. Foi um crime político e financeiro cometido por profissionais. George Sanguinetti, médico legista, sobre o caso PC Farias. Suzana teve motivos para praticar o crime. Evidências de os dois estarem sozinhos no quarto fechado levam a crer nisso. Badan Palhares, legista, reiterando o que dissera há 17 anos.
Reprodução
citária. Detalhou que viviam em uma mansão de US$ 8 milhões e tinham um avião para viajar s IlhasTurcoseCaicos pelo mundo. O fim do casamensão um paraíso terto teve a ver com um Rolls Royrestre e fiscal, no Mar ce Phantom. Ela ganhou de predo Caribe. O governasente de aniversário, mas acador é inglês; as ilhas são territóbou ficando com a conta. rio britânico. Há poucos anos, No dia 13 do mês passado, Micriou-se um parlamento, no sick voltou a ser preso. A PF o pequal despontou um nativo forgou agora em um flat da Vila mado em direito por CambridOlímpia, onde vivia. Lewange, Michael Misick. Elegeu-se dowski ordenara a prisão. Disse duas vezes primeiro-ministro, ter sido alertado por órgãos de discursando pela autonomia segurança que vigiavam Misick das ilhas. Hoje, está em uma cepara "risco de fuga iminente". la da Polícia Federal, em São O caribenho está em uma cePaulo. Já esteve pior. Passou alla na sede da Polícia Federal, na gum tempo no mal afamado ala para presos com curso supresídio Ary Franco, no Rio, que perior. Tem um beliche, mesa e teve seu fechamento pedido banheiro. Em horários definiMisick, duas vezes eleito premiê das Ilhas Turcos e pelas Nações Unidas. Nas ilhas, dos pode usar a quadra com Caicos, teria desviado ao menos US$ 16 milhões. tinha mansão, avião, e mulher guarda-sóis, ou a sala de tevê. A famosa, a atriz Lisa Raye Mcassessoria da PF diz que a comiCoy. O que aconteceu? nico, com vistas à extradição. ingressara com recurso no Mi- da servida é da mesma empreEm 2009, no segundo man- No dia 6 de fevereiro, no entan- nistério da Justiça, com pedido sa que atende a eventos. dato, surgiram informações de to, o ministro do STF mandou de refúgio no País para seu Greenhalgh acha a prisão que Misick estava amealhando soltar o preso. Lewandowski cliente. O pedido (que acabaria desnecessária, por seu cliente fortuna de maneira nada fran- disse que o Reino Unido não ha- negado) não fora julgado. estar sob vigilância, sem passaciscana. O governo britânico via cumprido formalidades ne- Quando Greenhalgh entrou porte, e se apresentar ao juiz criou uma comissão de inquéri- cessárias para manter "o extra- com o recurso, o tratado de ex- uma vez por semana. Diz estar to, e a juíza aposentada Helen ditando" preso. Há um prazo de tradição entre convencido Garlick desembarcou nas ilhas 60 dias para isso. O prazo ven- Reino Unido e de que Misick para investigar. Concluiu-se cera. No entanto, os papéis es- Brasil não in"não cometeu que Misick desviava dinheiro e perados haviam chegado a cluía as ilhas. nenhuma irreCreio que Misick cobrava propina de empresá- tempo no Ministério da Justiça, a Portanto, não gularidade rios que queriam construir re- porta de entrada; e mandados valia para Miadministratinão cometeu sorts na ilha. Falou-se em uma ao STF depois do vencimento. va". "O goversick. Mas em nenhuma conta US$ 16 milhões de dólanador (de TurNo dia da prisão, no aeropor- u m m e s m o irregularidade res. Dez outros graúdos do mi- to, Misick pretendia encontrar- dia, 26 de secos e Caicos) administrativa. O nistério estavam envolvidos. assinou todos se em São Paulo com seu advo- tembro pasgovernador assinou os seus atos." Com isso, a Constituição foi g a d o , L u i z E d u a r d o G r e e- sado, acontesuspensa e o governo ministe- nhalgh. Este diz, sobre a soltu- c e r a m d u a s Diz que as todos os seus atos. rial dissolvido. O governador ra, o que se segue. acusações coisas. Os briLUIZ EDUARDO GREENHALGH concentrou todo o poder. O Judisão "biombo Informou a Lewandowski que tânicos pediReprodução ciário passou p a r a p e r s eram a prisão para um único de Misick, e a diplomacia, dos guição política". E como persejuiz. Quanto a dois países, anunciou que o tra- guido político não pode ser exMisick, mudou tado fora estendido para as traditado. Nas ilhas, diz, não tede praia. Fugiu ilhas – Turco e Caicos incluídas. ria um julgamento justo. "Além para o Rio. Em 7 O ministro, diz Greenhalgh, do juiz e do promotor, os advode dezembro, a resolveu esperar os 60 dias pa- gados também seriam ingleInterpol o desra a chegada dos documentos ses. Os naturais da ilha foram cobriu. A Polícia que formalizariam a extradi- considerados suspeitos." Federal prenNo momento, aguarda que ção. "Como não chegaram, soldeu-o no Aerotou Misick." Mas o ex-ministro o STF julgue pedido de haporto Santos ficou confinado ao Estado de beas-corpus para Misick espeDumont, quanSão Paulo, entregou seu passa- rar, em liberdade, o julgamendo esperava porte e comparecia diante de to do processo de extradição. embarque para Prepara um mandado de seum juiz federal toda semana. São Paulo. O jornal britânico The Telegra- gurança contra o Conare, CoA ordem de p h diz que, em seis anos de mitê Nacional para Refugiaprisão partira mandato, Misick impulsionou o dos, vinculado ao Ministério do ministro Riturismo. Atraiu endinheirados e da Justiça. Diz que Misick prescardo Lewanfamosos, como Bruce Willis e tou depoimento ao ACNUR, dowsky, do SuDonna Karan. Lisa Raye McCoi, comissariado da ONU para repremo Tribunal a mulher de Misick (hoje sepa- fugiados, e obteve parecer faFederal. Atenrados) disse que o Conselho de vorável à condição de refugiadia a pedido de Turismo, também sob coman- do. Mas a reunião do Conare prisão prevendo do marido, pagou US$ 300 que negou a Misick essa conditiva feito pelo mil para que ela posasse de ção não tinha entre os docuLisa McCoy: US$ 300 mil por fotos promocionais. governo britâmaiô, em uma campanha publi- mentos o parecer do ACNUR.
A
O Brasil, uma vez mais, vai estar aqui para abastecermos os produtos a curto prazo (na Venezuela). Nicolás Maduro, presidente venezuelano.
Itawi Albuquerque/Estadão Conteúdo
Do Caribe para uma cela da PF-SP, via corrupção.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
7 VENEZUELA Conta no Twitter de Maduro é hackeada pela segunda vez em um mês
nternacional Fotos: Umit Bektas/Reuters
A
Guerra síria invade a Turquia Governo turco diz que atentados a carro-bomba na fronteira com a Síria (acima) têm ligação com o regime de Bashar al-Assad e pede ação internacional para resolver o conflito. Na cidade de Reyhanli, moradores choram pelas vítimas (à dir.) e passam a perseguir refugiados sírios que escaparam da guerra. Eduardo Munoz/Reuters
Deposto. E agora de volta ao poder. Deposto por um golpe militar em 1999, preso e exilado, Nawaz Sharif protagonizou um retorno triunfal nas eleições do Paquistão e iniciou ontem consultas para formar um novo governo de coalizão, após a vitória de seu partido em um pleito marcado por uma forte participação popular e atentados. O ex-premiê de 63 anos, deposto por Pervez Musharraf em 1999, ainda deve ser confirmado oficialmente pela comisUm tenso sequestro em Trenton, Nova Jersey, são eleitoral, mas os resultados parciais terminou ontem com um sequestrador morto e davam como certa a sua vitória e a de seu três crianças, que foram mantidas em cativeiro partido, a Liga Muçulmana (PML-N, cenpor 37 horas, resgatadas (acima). Na casa de Getro-direita). rald Tyrone Murphy teriam sido encontrados o Seu principal adversário, o Movimento corpo de uma mulher de 44 anos, que se acredipara a Justiça (PTI), do ex-astro do críqueta ser a namorada de Murphy, e seu filho de 13 te Imran Khan, reconheceu a derrota em anos. Murphy, de 38 anos, possuía uma longa vinível nacional, mas denunciou fraudes da criminal, incluindo assaltos, agressões a na votação. crianças e crimes sexuais. O Partido do Povo Paquistanês (PPP), Em Nova Orleans, em Louisiana, um tiroteio em da família Bhutto, que liderou a coalizão um desfile de Dia das Mães deixou 19 pessoas ferino poder há cinco anos, sofreu um duro das ontem. Policiais contam ter visto três suspeitos. revés: foi praticamente eliminado do Ninguém foi preso. (Agências) mapa político do país, exceto na província meridional de Sinud. SECRETARIA DA SAÚDE As eleições foram consideradas históricas porque permitirão a um governo ciDIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES vil entregar o poder a outro Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: REABERTURA - PREGÃO ELETRÔNICO 047/2013-SMS.G, processo depois de um mandato de 2013-0.005.925-3, destinado ao registro de preços para o fornecimento de cinco anos, algo inédito no SONDAS URETRAIS DESCARTÁVEIS ESTÉRIL Nº 18, 20 e 22, para a Divisão Técnica de Suprimentos, SMS-3/Grupo Técnico de Compras, GTC/Área Técnica de país, criado em 1947 e com Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço unitário. A abertura/realização da uma história marcada por sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 24 de maio de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 1ª Comissão golpes de Estado. Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. Segundo a comissão eleiPREGÃO ELETRÔNICO 120/2013-SMS.G, processo 2013-0.064.345-1, destinado ao registro de preços para o fornecimento de SERINGAS HIPODÉRMICAS toral do país, o compareciDESCARTÁVEIS, para a Divisão Técnica de Suprimentos, SMS-3/Grupo Técnico mento às urnas foi de aprode Compras, GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço unitário. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir ximadamente 60%, nível das 11 horas do dia 3 de junho de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, recorde no país, apesar das a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. ameaças do Taleban e dos PREGÃO ELETRÔNICO 121/2013-SMS.G, processo 2013-0.057.865-0, destinado atentados que mataram ao registro de preço para o fornecimento de MEDICAMENTOS DIVERSOS III, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/ mais de 20 pessoas. Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da Em entrevista ao The Wall sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 28 de maio de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 1ª Comissão Permanente Street Journal, Sharif disse de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. que tentará estreitar as reRETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: lações entre Paquistão e Eshttp://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, tados Unidos. "A relação quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP com os EUA era muito boa CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de quando eu estava no poreprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. der", disse. "Gostaria de DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas aprofundar essa relação. interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, Precisamos fortalecê-la", www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. afirmou. (Agências)
O perigo das armas nos EUA
Turquia anunciou ontem a prisão de nove supostos envolvidos com os ataques com carros-bomba que, no sábado, mataram 46 pessoas em Reyhanli, perto da fronteira com a Síria. O governo afirmou que os detidos têm ligação com o regime de Bashar al-Assad e afirmou que é hora de o mundo agir contra Damasco. Os dois carros-bomba, que explodiram em meio a ruas de compras lotadas em Reyhanli, elevaram temores de que a guerra civil da Síria esteja se espalhando para países vizinhos, apesar de renovados esforços diplomáticos para acabar com o conflito. Damasco negou envolvimento, mas o chanceler turco, Ahmet Davutoglu, disse que os ataques se originaram de uma "antiga organização terrorista marxista", ligada ao governo de Assad. "O ataque mostra como uma faísca se transforma em fogo quando a comunidade internacional se mantém em silêncio e o Conselho de Segurança da ONU não age", disse ele durante visita a Berlim. "É hora da comunidade internacional agir em conjunto contra esse regime." Desde o início da guerra civil na Síria, há dois anos, ao menos 82 mil pessoas já morreram, segundo dados divulgados ontem pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos, em Londres. A maioria das vítimas foi morta por soldados e milícias leais a Assad e acredita-se que a maioria dos desaparecidos foi detida pela polícia secreta do governo. O ministro do Interior turco, Muamer Guler, já havia assegurado previamente que os responsáveis, todos de cidadania turca, estavam vinculados a "organizações que apoiam o regime sírio e os serviços de informação". Guler disse que o objetivo dos autores do ataque "é sabotar o processo de paz em curso" e "provocar tensões entre as pessoas que vivem aqui (em Reyhanli) e os que estão abrigados", em referência aos muitos refugiados sírios que fogem da guerra em seu país. Ao mencionar o processo de paz, o ministro
BANGLADESH Governo vai aumentar salário de US$ 40 no setor de vestuário
turco se referia às negociações levadas adiante há meses entre as autoridades turcas e a rebelião curda do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que começou a retirar suas tropas da Turquia na quarta-feira, três dias antes dos atentados de Reyhanli. A principal integrante da oposição síria também responsabilizou o regime de Assad pelos atentados. "O Conselho Nacional Sírio condena fortemente os crimes covardes levados adiante por colaboradores do regime sírio na localidade turca de Reynhali", declarou em comunicado. Pouco antes, o regime de Damasco havia negado qualquer envolvimento no incidente. "A Síria não cometeu nem cometerá jamais um ato assim porque nossos valores não permitem", disse o ministro da Informação da Síria, Omran Al-Zohbi, em uma coletiva de imprensa em resposta às acusações turcas. "A morte de mártires nos entristece", afirmou. "Erdogan (o primeiro-ministro turco) é quem deve ser perguntado sobre este ato... Ele e seu partido assumem a responsabilidade direta", acrescentou Zohbi, que chamou o chefe do governo turco de "assassino". O duplo atentado de Reyhanli é o ataque mais sangrento registrado na Turquia em anos e, em particular, desde o início do conflito na vizinha Síria, em março de 2011. O governo turco, antigo aliado de Damasco, apoia agora a oposição e os rebeldes que enfrentam Assad. Raiva - Havia grande presença de policiais e exército ontem em Reyhanli, onde forças de segurança isolavam os dois locais onde ocorreram as explosões e tratores removiam os destroços e cacos de vidro. Era perceptível a raiva contra os milhares de refugiados sírios na cidade turca, que é usada como centro de apoio e de tráfico de armas para os rebeldes que lutam contra Assad do outro lado da fronteira. Famílias sírias permaneceram dentro de suas casas ontem, com medo de sair às ruas. Na medida em que o conflito se prolonga, a população local tem se mostrado cada vez mais ressentida diante das pressões econômicas e violência trazidas para suas portas. A Turquia acolhe mais de 300 mil refugiados sírios em todo o seu território. "Não queremos mais os sírios aqui. Eles não podem ficar aqui. Eles não podem ficar depois disso", disse um professor em Reyhanli, que se identificou como Mustafa. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
8
c
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
idades Paulo Pampolin/Hype
São Paulo de todos os povos e mercadões Mercados de bairro revelam a diversidade da metrópole através da comida Kety Shapazian
Q
ue o Mercadão, no Centro, é o mais famoso mercado municipal da cidade todos estão cansados de saber. Um dos principais pontos turísticos da Capital atualmente, o endereço atrai paulistanos, turistas brasileiros (quase 40% dos visitantes) e estrangeiros (5%), segundo uma pesquisa da São Paulo Turismo, realizada no fim do ano passado. Os outros 12 mercados municipais da cidade, no entanto, não fazem feio e podem valer o passeio. Circular pelos corredores dos mercados de bairros também é uma maneira de conhecer, através da comida, o crescimento da cidade de São Paulo e as mais diversas contribuições culturais dos povos que aqui chegaram. Influenciados por movimentos migratórios e imigratórios, que determinaram os produtos comercializados nos locais, alguns desses pontos surpreendem. É o caso de Santo Amaro (alemães), Lapa (italianos) e de São Miguel Paulista (nordestinos). Os primeiros registros de imigrantes em São Paulo datam de 1827, quando alemães se fixaram na região de Santo Amaro e Itapecerica da Serra. Quase dois séculos depois, não é de se
estranhar que no mercado municipal de Santo Amaro você possa comprar meerrettich (raiz forte), sauerkraut (chucrute), apfelwein (vinho de maçã) ou kraueuterkaese (queijo fundido com ervas).
O mercado mudou bastante, mas eu sou uma pessoa conservadora. Estou aqui há 46 anos. ÁUREO SOARES AGULHA, 73 ANOS, COMERCIANTE A zona leste, onde está o mercado de São Miguel Paulista, é a cara do Brasil, sendo o bairro homônimo, um dos mais populosos da cidade. Segundo dados de 2008 do IBGE obtidos na Prefeitura, a região possui mais de 410 mil moradores. Em 1920, começou a migrar para São Paulo um grande número de n o r d e s t inos, principalmente baianos e p e r n a m b ucanos, que se i n s t a l o u e specialmente
em São Miguel Paulista. Um passeio pelo mercado municipal revela boas surpresas em meio a tantos produtos nordestinos bons e baratos. Que tal um bolo Puba, feito de mandioca, por R$ 9 o quilo? Lapa – Inaugurado em 1954, o mercado municipal Rinaldo Rivetti, na Lapa, tinha entre seus primeiros clientes imigrantes europeus à procura de produtos da terra natal. Italianos e espanhóis compravam no local vinhos, bacalhau e azeites. Se o perfil da freguesia foi se alterando ao longo das décadas, alguns dos permissionários mais antigos ainda resistem, vendendo mais ou menos os mesmos produtos de 40 anos atrás. "Ah, o mercado mudou bastante, mas eu sou uma pessoa conservadora. Estou aqui há 46 anos, sou casado há 52 e continuo com um box de cereais até hoje", diz Áureo Soares Agulha, 73 anos, filho de espanhóis.
Banca no Mercado da Lapa: imigrantes italianos e espanhóis iam ao local atrás de queijos, azeite e vinhos
O
Fotos: Evandro Monteiro/Hype
C
liente da Penedo, loja de frios e laticínios, entre outras iguarias, Roberto Heilmair é só elogios ao Mercado de Santo Amaro, na zona sul: "Há produtos excepcionais aqui. Encontro coisas que só iria achar no Santa Luzia ou no Santa Maria", diz, citando dois dos supermercados mais exclusivos de São Paulo. Filho de alemães, ele ressalta que, apesar de não haver muitas lojas no mercado público, elas são "muito boas". "Pena que esse lugar não seja muito conhecido", lamenta Heilmair. Mas Daniel Hollaender, proprietário da Penedo, não tem do q u e r e c l amar. "As vendas est ã o b o mbando. Pelo menos 80% dos clientes s ã o a l emães." Até Jägermeister: o cônsul da após a feijoada. Alemanha em São Paulo é freguês. Para atender bem todo mundo, as funcionárias da Penedo tiveram aulas de
Produtos típicos alemães são encontrados nas bancas do mercado alemão e hoje se viram muito bem no idioma germânico. O alemão de Elvira Batista, mineira de Guanhães, perto de Governador Valadares, inclusive, vai muito além do guten morgen (bom dia) ou do guten tag (boa tarde)... Ela explica o que é o pumpernickel (pão), brotkörbchen (cesta de pães sortidos), isbein (joelho de porco defumado) e por aí vai. Aos sábados de manhã, a Penedo tem um atrativo a mais. O alemão Thomas Huppert vende pães típicos, tudo fresquinho, que ele prepara de madrugada. Brezel, bägel,
streuselkuchen sel, stollen. Tão gostoso quanto impronunciável. Cachaça de centeio – Ali perto, o português Amadeu Martins Rosa, dono da Adega Beira Alta, vende cervejas alemãs, schlichte ("uma cachaça de centeio") e jägermeister, um destilado para "beber depois da feijoada". Mas o que a freguesia alemã gosta mais é de uma boa cachaça mineira. "Eles adoram caipirinha", diz Rosa, que está há 50 anos no Brasil e vende mais de 90 cachaças diferentes na adega. (K.S.)
mocotó do SS Rei dos Miúdos é o melhor da região, segundo Armando José do Nascimento, pernambucano de Tacaratu e morador da zona leste desde que chegou em São Paulo, há exatos 20 anos. Dono de uma 'casa do norte' chamada Recanto Nordestino, na Avenida Pires do Rio, Nascimento diz que o mocotó do açougue é "bem carnudo". "E não é seco também", completa ele, antes de colocar o saco de 28,4 quilos nas costas e correr para pegar o ônibus. "A cozinheira 'tá' esperando. Não posso ficar conversando", se desculpa. Sarapatel, buchada de cabrito, testículo de boi, tripa de porco, coração de boi – "para churrasco" – são outros itens que fazem sucesso. Cabrito – Agora, o que surpreende mesmo é saber que o Rei dos Miúdos vende cabrito inteiro (R$ 19,90 o quilo, em média 13 quilos cada animal) e nem precisa encomendar. "Nordestino faz muita reunião entre eles, então fica mais fácil assar um cabrito inteiro logo de cara", conta Sa-
Newton Santos/Hype
Em Santo Amaro, aulas de alemão. São Miguel Paulista dos miúdos
Satiro Fernandes saiu da Lapa para fazer sucesso na zona leste tiro Fernandes, que "cuida" do açougue. Nascido na Lapa, zona oeste, Fernandes, passou os primeiros seis meses indo para São Miguel e voltando todos os dias até se mudar de vez para o bairro. Ao lado, na Queijos Padilha, as bolachas do Norte ("do Zé Bolacha"), vendidas a R$ 6 o quilo, saem como "água", segundo Thiago Pereira, filho do Márcio, há 32 anos no mercado. A clientela gosta também do bolo puba, R$ 9 o quilo, mas o soberano ali é o requeijão do Norte, a R$ 22,99 o quilo. (K.S.)
S ERVIÇO Mercado Municipal de Santo Amaro: Rua Padre José de Anchieta, 953. Mercado Municipal de São Miguel Paulista: Avenida Marechal Tito, 567. Mercado Municipal da Lapa: Rua Herbart, 47. Todos os mercados funcionam de segunda a sábado, das 8h às 19h.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
acsp
9
Fotos: Arquivo/DC
distritais
À direita, área a ser incorporada. Abaixo, Sérgio Yamada e Valdir Abdallah, superintendente e conselheiro da Distrital Ipiranga.
André de Almeida
D
epois de quase uma década de discussões e especulações, finalmente foi decidido o destino de um terreno de 26,2 mil metros quadrados, anexo ao Parque da Independência, no Ipiranga: sediará um auditório e uma arena para shows, entre outros equipamentos, aumentando em um sexto a área total do parque, que hoje ocupa 191 mil metros quadrados. Localizado na esquina das ruas dos Sorocabanos e Bom Pastor, o terreno estava envolvido em uma batalha judicial desde 2006, mas agora o município reconquistou o direito de utilizá-lo. O projeto de ampliação foi aprovado recentemente pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). Além do espaço para shows, o anexo do Parque da Independência terá vestiários e banheiros para os funcionários, banheiros públicos, pista de cooper e de skate, equipamentos para ginástica, áreas de descanso com decks de madeira, playground e até um cercado para cães. A entrada será feita pela rua Bom Pastor, onde haverá um centro de apoio ao turista. Abandono - O terreno, que hoje está abandonado e cheio de mato, já abrigou o convento Bom Pastor, das irmãs da Igreja Ortodoxa Russa. Em 1998, foi vendido para uma incorporadora imobiliária, que pretendia erguer ali um edifício. A obra foi embargada e, em 2005, a área foi declarada de utilidade pública, Em 2007, acabou incorporada pela Prefeitura. Dois anos mais tarde, no final de 2009, foi cercada. Dentro do terreno está a Capela Bom Jesus do Horto, tombada em 1994 pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Conpresp). Na opinião do presidente do Movimento Cívico em Defesa do Parque e Monumento à Independência, Valdir Abdallah, a Prefeitura deveria ter promovido um debate com a população para chegar a um consenso sobre a melhor destinação para a área. "Concordo com a finalidade de uso apresentada pela administração municipal. No entanto, deveria ser apresentado aos moradores do Ipiranga um anteprojeto com detalhes do complexo", afirma. Na opinião do dirigente é preciso saber a disposição e localização dos equipamentos e fazer uma análise frequentadores do parque, que praticamente não foram ouvidos. Abdallah, que já foi superintendente da Distrital Ipiranga da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e é conselheiro nato da entidade, participa da luta em defesa do Parque da Independência desde a década de 1970. Naquela época, segundo ele, o terreno anexo passou para a incorporadora e cons-
G Ir Agendas da Associação e das distritais
Hoje I Jabaquara – Ás 9h,
reunião Projeto Empreender – Núcleo Saúde e Bem-Estar. Avenida Santa Catarina, 641. I São Miguel – Às 9h30, 6ª reunião do Núcleo Setorial de Beleza – Projeto Empreender. Av. Marechal Tito, 1042.
Amanhã I Ceciex – O vice-
Ipiranga terá auditório e arena para shows O Parque da Independência será ampliado para um terreno anexo, hoje abandonado. A Capela Bom Jesus do Horto (esquerda), tombada em 1994, fica na área que será anexada. Abaixo, o Museu Paulista: à espera de reformas.
Os skatistas, que costumam fazer suas manobras no espaço em frente ao museu, ganharão uma pista especial com a ampliação do Parque da Independência.
presidente da da ACSP Roberto Ticoulat recebe o embaixador do Brasil no Irã, Santiago Irazabal Mourão. Às 15h30, rua Boa Vista, 51/9º andar, plenária. I Centro – Às 17h30, reunião de trabalho da Diretoria Executiva e Conselho Diretor, com levantamento das principais dificuldades da região. Rua Galvão Bueno, 83. I Jabaquara – Às 19h30, cerimônia de posse da nova Diretoria Executiva e Conselho Diretor da distrital, gestão 2013/2015. Avenida Santa Catarina, 641.
Quarta I Santo Amaro – Às 9h,
reunião da Comissão de R.H. Avenida Mário Lopes Leão, 406. I Penha – Das 9h às 11h30, programa em parceria com o Sebrae-SP, com palestra Os melhores caminhos para sua empresa. Av. Gabriela Mistral, 199. I Butantã – Às 10h, 3ª Reunião da 10ª Feira da Saúde e Cidadania do Butantã. Às 19h30, reunião de Trabalho da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Rua Alvarenga, 591. I Penha – Às 19h, reunião do Comitê Técnico de
Política Urbana em conjunto com o Fórum Urbanístico da Subprefeitura da Penha e Associação Viva Penha, com o assunto "Retomada dos trabalhos para revisão do Plano Diretor Estratégico". Av. Gabriela Mistral, 199. I Mooca – Às 19h30, solenidade de posse da nova Diretoria Executiva e Conselho Diretor, gestão 2013-2015. No Sesc, rua Álvaro Ramos, 991
Quinta I Workshop – O conselheiro da ACSP José Candido Senna coordena o workshop: "Proteção de Marcas, Patentes e Trabalhos Intelectuais". Às 9h, rua Boa
Vista, 51/9º andar, plenária. I Jabaquara – Às 9h30,
palestra em parceira com o Sebrae sobre "Oportunidades de 2014", com Beatriz Cristina Micheletto, consultora de Marketing do Sebrae. Avenida Santa Catarina, 641. I São Miguel – Às 9h30, palestra Sebrae sobre "Administração Competitiva". Av. Marechal Tito, 1042. I Centro – Às 18h30, "O mercado WEB – O presente e o futuro dos seus negócios", com consultor da Best Web Fast. Informações e inscrições: 3208-
trutora Gafisa que pretendia construir um condomínio residencial de alto padrão, mas esbarrou na resistência dos defensores do parque. "Sempre defendi que a área deveria ser utilizada pelos usuários do parque, e não para se construir prédios", ressalta. Estímulo - De acordo com o superintendente da Distrital Ipiranga da ACSP, Sérgio Yamada, os novos equipamentos certamente servirão de estímulo para a revitalização do Museu Paulista (Museu do Ipiranga) e da Cripta Imperial, que abriga os restos mortais de Dom Pedro I. "É uma vergonha o estado de conservação do museu, com trincas e pedaços de reboco caindo da fachada", destaca. Entre os equipamentos a serem instalados, o dirigente comemora especialmente o anúncio da construção de uma pista de skate, já que atualmente os praticantes do esporte usam corredor central do parque para praticar manobras. "Eles terão um local mais adequado", diz. As obras de ampliação só terão início quando o Condephaat retornar o processo para a Prefeitura, tempo que ainda não foi definido. Comunicado - A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, por meio de nota, afirmou que o projeto foi elaborado levando-se em consideração o valor paisagístico e ambiental do terreno, a topografia acentuada, a área envoltória do lote e sua conexão com o Parque da Independência, além das reivindicações da população local. Todo o projeto, incluindo a localização dos equipamentos, foi desenvolvido por meio de três grandes eixos de circulação de pedestres, onde cada um deles exerce sua função estrutural dentro da unidade do parque.
5753/3207-9366 ou dcentro@acsp.com.br. Rua Galvão Bueno, 83. I Santo Amaro – Às 19h, solenidade de posse da Diretoria Executiva e Conselho Diretor, gestão 2013/2015. Sesc Santo Amaro, rua Amador Bueno, 505. Confirmação de presença pelo 5521-6700 ou dstoamaro@acsp.com.br.
Sexta I São Miguel – Às 19h30,
posse da Diretoria Executiva e Conselho Diretor, gestão 2013-2015. Colégio Tobias de Aguiar, rua: Engenheiro Cesar Polilo, 135.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
10
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
facesp Caminhões chineses chegam a Tatuí
EMPREGOS A nova fábrica deve gerar aproximadamente mil novos postos de trabalho quando estiver operando com o máximo de sua capacidade.
regionais
Palestras de finanças em Holambra
D
uas atividades de capacitação na área de finanças estão agendadas para este mês Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Holambra. As inscrições estão abertas e as palestras são gratuitas. No dia 22, das 10h às 12h. especialista do Sebrae apresenta o tema "Saiba como administrar o capital de giro". A palestra é exclusiva para pessoa jurídica, destinada a empresas, funcionários com cargo de chefia e microempreendedores individuais formalizados. No dia 23, em parceria com a Sicredi, o assunto do encontro será "Educação financeira: cuidar para crescer". Reserva de vagas pelo telefone (19) 3802-2020 ou cursos@aceholambra. com.br.
A Shacman montará uma unidade na cidade para fabricação de caminhões pesados e extrapesados. Fotos: Divulgação
Aumentam consultas em Itatiba André de Almeida
A
cidade de Tatuí, a 130 quilômetros de São Paulo, terá uma unidade de m o n t a g e m d a S h a cman, fabricante chinesa de caminhões. Serão investidos R$ 400 milhões na nova planta, que terá capacidade instalada de 10 mil veículos ao ano. A expectativa é de que a fábrica entre em operação em 2014, tendo como foco modelos pesados e extrapesados, de 380 a 440 cavalos de potência. A unidade será instalada em uma área onde funcionava uma fábrica de cerâmica. Já existe um galpão no local e serão feitas somente algumas adaptações internas para a instalação da linha de montagem. Parte do investimento virá da Metro-Shacman, representante da fabricante no Brasil, e a outra parte ficará a cargo da montadora chinesa. O porcentual do aporte de cada uma ainda não foi definido.
Economia Segundo o diretor de operações da Metro-Shacman, Maurício Vieira, a montagem dos caminhões no Brasil deverá baratear em pelo menos 30% o preço dos veículos, atualmente importados da China com valores que vão de R$ 200 mil e R$ 300 mil. "Nosso produto ficará mais competitivo, principalmente no mercado brasileiro, onde os caminhões têm uma importância muito grande, principalmente devido à reduzida malha ferroviária", afirmou. No início, os planos da Shacman eram de apenas montar veículos no País, com kits trazidos da China. Mas, no ano passado, com a
aprovação do Inovar-Auto, que exige mais de 65% de peças nacionais nos veículos para garantir redução no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a empresa optou por produzir os caminhões no Brasil. No ano passado, a Metro-Shacman importou 99 caminhões para o País com o pagamento extra do imposto. Proximidade A escolha de Tatuí, segundo o executivo, se deu principalmente pela proximidade com a cadeia de fornecedores e com a Capital, o maior mercado consumidor do País. "A cidade é muito bem localizada e servida por excelentes rodovias. Também não fica muito distante do aeroporto de Viracopos, em Campinas e do Porto de
Santos (215 quilômetros)", disse. Segundo ele, a produção começará forma modesta, mas a capacidade total instalada deverá ser alcançada em quatro anos. O prefeito de Tatuí, José Manoel Correa Coelho (PMDB), está otimista, e não apenas pela chegada da Shacman, mas também de outras médias e grandes empresas que já se instalaram ou que chegarão à cidade. Por meio do Programa de Incentivo ao Desenvolvimento Econômico e Social do Município de Tatuí (Pró-Tatuí), a atividade empresarial tem crescido. Atualmente, a cidade, com pouco mais de 100 mil habitantes, tem 146 indústrias, 2,6 mil estabelecimentos comerciais e 5,5 mil prestadores de serviços. Pelo programa, as indústrias aprovadas têm
Cidade é a capital da música
A
cidade de Tatuí ficou conhecida em todo o Brasil pelo Conservatório Dramático e Musical Doutor Carlos de Campos. Inaugurado no início da década de 1950, o local é, até hoje, referência na formação de instrumentistas, cantores, atores e luthiers de prestígio internacional. O conservatório oferece atualmente 47 cursos gratuitos e foi o grande motivo para o que o município, em 2007, fosse oficializado como a Capital da Música do Estado de São Paulo. As salas de aulas estão localizadas em seis imóveis, que guardam também os instrumentos e um alojamento. O conservatório oferece atualmente três tipos de bolsas para seus alunos – auxílio, ofício e performance –, que oferecem remuneração, dando oportunidade de os estudantes se dedicarem exclusivamente à música e às artes cênicas. O conservatório tem em seus quadros orquestras, bandas, big bands e grupos de música de câmara. (AA)
direito a isenção, por dez anos, dos tributos municipais, além de outros benefícios. "A cidade, que tinha uma forte vocação agrícola, está mudando. Hoje as indústrias já empregam cerca de 60% da mão de obra do município. Estamos no caminho certo e muito felizes com a vinda da Shacman. Tatuí é a bola da vez na região e, pela sua força industrial, caminha para se tornar uma nova Hortolândia ou Indaiatuba", destacou o prefeito. A expectativa da Shacman é gerar cerca de mil novos postos de trabalho quando estiver operando com o máximo de sua capacidade. Para o presidente da Associação Comercial de Tatuí, Lúcia Bonini Favorito, serão mais mil novos consumidores aptos a gastar nas lojas da cidade. "O comércio depende do aquecimento do setor industrial. Em parceria com a prefeitura, começaremos um projeto de formação e capacitação de jovens para o mercado de trabalho", contou.
O galpão para instalação da linha de montagem já existe, mas precisará de adaptações internas.
D
ados do SCPC da Associação Industrial e Comercial de Itatiba (Aicita) mostram que abril teve o melhor número de consultas desde o início do ano: 9.199. Foram 332 consultas a mais que janeiro (3,7%). Com relação a março, foram 67 consultas a mais (0,73%). Os números apontam, segundo a entidade, que os consumidores estão comprando mais e também pagando suas dívidas, já que os cancelamentos ficaram 11,2% acima dos de março. O balança também mostra que o total de registros em abril foi 68,4% inferior ao de março. Com com 845 nomes inclusos no SCPC, abril foi o segundo mês do ano com menos registros, ficando atrás apenas de fevereiro, com 657 nomes.
Em Mogi, consumidor deve menos.
Mercado A Shacman é a sexta fabricante de veículos pesados a anunciar operação no Brasil nos dois últimos anos. Outras empresas do setor que confirmaram unidades no País, mas ainda não iniciaram obras, são as também chinesas Foton Aumark, Foton Motors, Sinotruk e Jac Motors, além da americana DAF/Paccar. As vendas de caminhões no Brasil caíram cerca de 20% em 2012 e acumularam queda de 8,7% nos três primeiros meses de 2013. No entanto, a associação de montadoras nacional, a Anfavea, estima crescimento de 7,5% nos licenciamentos de caminhões este ano.
O
A montagem feita no Brasil deverá baratear em pelo menos 30% o preço dos caminhões.
balanço de abril do SCPC confirmou tendência de queda na inadimplência no comércio de Mogi das Cruzes. Dados da associação comercial da cidade apontam uma redução de 4,16% nas inclusões de consumidores no cadastro de devedores em relação ao mesmo período do ano passado. Em abril de 2012, 1.899 débitos de consumidores foram incluídos na lista de inadimplência do SCPC, este ano, 1.820. "O indicador é positivo porque mostra que um número menor de pessoas deixou de pagar as suas contas. Além disso, confirma a tendência de queda na inadimplência que a cidade registra nos últimos meses. O momento é favorável para o comércio", disse Marco Zatsuga, diretor do SCPC.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
11 Warhol em forma de mulher. 50 fotos. MAM. Terça/domingo. 10/17h30. Tel.: 5085-1313,
d
cultura
TV Cultura entra no nos games Quem Sabe, Sabe! Quatro convidados representados por avatares coloridos, roleta digital e um tabuleiro interativo marcam a versão moderna do novo programa da TV Cultura, que busca a interação do telespectador. Comandado por Gabriela França e João Victo, será exibido de segunda a sexta-feira, às 19h20.
NYT
Bovary em capítulos. No Arte 1.
Salinger decifrado pelas cartas Dave Itzkoff
N
o dia 18 de novembro de lá", afirmou Declan Kiely, cura1941, um jovem autor no- dor e chefe do departamento de va-iorquino escreveu a manuscritos literários e históriuma moça de Toronto, dizendo- cos do Morgan. lhe que um de seus contos seria Nessas cartas, o jovem Salinpublicado na revista The New Yor- ger também mostra ter aptidão ker. Segundo ele, o conto falava de para criar uma automitologia e "um menino em idade escolar du- fugir de assuntos delicados, enrante as férias de Natal", e a histó- quanto tenta esconder verdades ria havia levado seu editor a pedir difíceis sobre a vida pessoal, soque escrevesse uma série de con- bre as conquistas profissionais e tos com o personagem, embora o sua participação na Segunda autor ainda estivesse em dúvida. Guerra Mundial. Ele terminou a carta pedindo "Era uma boa época para conpara saber o que ela achou da "pri- tar mentiras", afirmou Kenneth meira história do Holden", que, se- Slawenski, autor de J.D. Salinger: gundo ele, se chamava Slight Re- A Life. bellion Off Madison e assinou apeNo verão de 1941, Salinger conas como "Jerry S.". meçou a trocar cartas com MarjoO escritor era J.D. Salinger, que rie Sheard, uma moça de Toronto na época tinha 22 anos e ainda não que tinha mais ou menos sua idahavia escrito grandes obras como de e que havia lido alguns de seus O Apanhador no Campo de Ce nt eio , nem tinha ideia de que se tornaria um grande sucesso literário. Quando Salinger morreu em reclusão em 2010, aos 91 anos de idade, ele ainda era um mistério para seus milhões de leitores e havia compartilhado pouco de si com o mundo, além dos poucos livros de ficção que havia publicado. Mas esse autor esquivo ganha vida nova em uma série de cartas escritas entre 1941 e 1943, vistas por poucas pessoas nos últimos 70 anos. Nessa correspondência, recentemente adquirida pelo Marjorie Sheard, a moça de Toronto. Morgan Library & Museum, em Nova York, e compartilhada com o contos publicados em revistas coNew York Times, o indeciso Salin- mo a Esquire e a Collier's. ger demonstra ser tão brincalhão, Sheard também desejava se apaixonado e cáustico quanto tornar escritora e pedia conselhos Holden Caulfield, o adolescente a Salinger, que a encorajava. "Pacheio de dúvidas que se tornou rece-me que você tem o instinto sua criação mais duradoura. necessário para não se tornar uma "Ele ainda estava no início da daquelas garotas da Vassar", escarreira, mas sua voz já estava creveu Salinger em uma carta de 4
de setembro de 1941, referindo-se às universitárias nova-iorquinas da época. Salinger sugere algumas revistas menores para onde ela poderia enviar seus trabalhos. "Não dá para comprar um Cadillac com o que essas revistas pagam", escreveu, "mas não é isso que importa, não é?". Nos dois anos seguintes, Salinger enviou um total de nove cartas para Sheard, em um tom frequentemente bemhumorado e sedutor. "Como você é?", escreveu em nove de outubro de 1941, pedindo que lhe mandasse uma foto grande. Um mês depois, Salinger se desculpou pelo pedido: "Não estava bem quando escrevi aquilo". Mas quando Sheard enviou a resposta junto com uma foto, Salinger respondeu: "Escondendo o jogo, hein? Como você é bonita". Sheard, que agora tem 95 anos, guardou as cartas em uma caixa de sapatos dentro do guarda-roupa. Há cerca de seis anos, quando foi morar em uma casa de repouso, as cartas foram parar na gaveta da penteadeira de um parente. Nos últimos tempos, quando os gastos com o cuidado de Sheard aumentaram, ela e a família decidiram vender as cartas ao Morgan, que coleciona e expõe a correspondência de Salinger. (O museu não quis dizer quanto pagou pelas cartas.) Nas primeiras cartas, que eram mais brincalhonas, Salinger afirma que está relendo Anna Karenina, que não é tão bom quanto Guerra e Paz, mas "foi muito mais bem feito". (Sobre Tols-
Cartas de Salinger: tesouros. tói, ele escreve: "Acho que ele ainda vai longe".) Além de recomendar as próprias obras, ele sugere que Sheard leia O Grande Gatsby e O Último Magnata, de F. Scott Fitzgerald. Ela responde que Fitzgerald e Ernest Hemingway "me incomodam da mesma maneira acamos com pena de gente entediante e que não merece". Mas no início de 1942, as correspondências de Salinger começam a ficar mais amargas e ele pede para Sheard não falar sobre a história de Holden Caulfield que ainda não havia sido publicada. "Só Deus e Harold Ross sabem o que aqueles idiotas da redação estão fazendo com meu pobre texto", escreveu, referindo-se ao fundador da revista The New Yorker. Na verdade, Salinger havia acabado de descobrir que a revista estava adiando a publicação de Slight Rebellion Off Madison em vista do ataque recente a Pearl Harbor - o texto só seria publicado em 1946 - e ele sabia que logo seria convocado para lutar na guerra. Em cartas posteriores enviadas de Fort Monmouth, Nova Jersey, e Bainbridge, Geórgia, Salinger brinca a respeito de sua iniciação na vida militar, encerrando as cartas com pseudônimos cômicos como Fitzdudley, Wormsley-Bassett e
Flo e Benjy. Mas outros detalhes que Salinger revela sobre sua vida pessoal naquele momento são ambíguos ou puramente ficcionais. "Eu deveria me casar durante minha licença", escreveu em uma carta de 28 de novembro de 1942, "mas ela queria que tudo fosse feito na casa do papai em Hollywood. Por isso voltei a me relacionar com a máquina de escrever". Slawenski, o biógrafo de Salinger, afirmou que não tinha certeza se isso seria uma referência velada ao relacionamento de Salinger com Oona O'Neill, a filha do dramaturgo Eugene O'Neill, ou a algum outro relacionamento amoroso. Embora Salinger e Oona O'Neill tenham namorado por algum tempo no início dos anos de 1940, Slawenski afirmou que ela não correspondia, deixando-o arrasado depois de se casar com Charlie Chaplin. Em outro momento, Salinger menciona que está tentando continuar com a série de contos para a revista New Yorker, e faz referências tentadoras a outras obras não publicadas e provavelmente perdidas do mesmo período. Uma delas, chamada Harry Jesus, veio "direto do estômago", contou. A possibilidade de ser bem sucedido no país todo parece ser um sonho louco para o jovem Salinger. Depois de falar tudo isso, acrescenta: "(Eu provavelmente vou fracassar totalmente com o conto.)".
O romance clássico Madame Bovary, de Gustave Flaubert (1821-1880, foto), já foi adaptado para o cinema pelos diretores Jean Renoir (1933), Vincente Minnelli (1949) e Claude Chabrol (1991), todas consideradas antológicas. A mais recente é de 2000, dirigida pelo inglês Tim Fywell, com os atores Frances O'Connor e Hugh Bonneville (formando o casal Emma e Charles Bovary). Este filme, de três horas de duração, será, agora, exibido pelo canal Arte 1, editado em em cinco capítulos. A história retrata a trágica jornada de Emma, uma das principais personagens da literatura mundial. Insatisfeita com o casamento, busca consolar-se com a literatura e as avenuras amorosas. Madame Bovary. Arte 1. Segunda (13). 20h.
Salinger viveu 91 anos. Suas cartas retraçam o perfil de um recluso.
Dave Itzkoff escreve para The New York Times
O cara que canta sorrindo Aquiles Rique Reis
"C
ercado por q u e m c o m u nga de seus mesmos ideais e de suas mesmas ideias musicais, Wilson Simoninha lançou o CD Melhor (gravadora S de Samba). Caprichando na diversidade de criar e cantar samba, ele dá tudo de si. E o tudo que dele vem é de uma espantosa vocação para contagiar o ouvinte. Difícil ouvi-lo sem ao menos um meneio de ombro, um mexer de cabeça, um sorriso, um batucar de dedos na mesa." Este é o parágrafo com o qual iniciei meu comentário sobre o CD lançado por Simoninha em 2008. Valho-me dele nova-
mente para abrir esta resenha sobre o seu recém-lançado Alta Fidelidade (S de Samba). Assim como Melhor, Alta Fidelidade é um álbum coeso, fruto de uma concepção musical baseada em primeiro lugar na força da levada mais adequada a cada composição gravada. O nexo resulta do acerto de cada descoberta: a cada samba o seu batuque; a cada levada o seu arranjo; a cada instrumentação uma interpretação que a tudo valoriza. Três técnicos de mixagem dividem o trabalho nas doze faixas do álbum. O que, ao misturar concepções sonoras, poderia ser uma tremendacilada, mos-
trou-se altamente eficaz: cada um sabe exatamente o que quer e o que dele se espera. Em Alta Fidelidade não há nota que não se escute, não há som que não se ofereça límpido. Com sambas irresistivelmente cheios de bossa, o coro come nas quatro primeiras faixas: Meninas do Leblon (João Sabiá e Simoninha) tem uma cozinha pulsante a embalar o naipe de sopros e a participação de João Sabiá no canto e no violão. Quando (João Marcello Bôscoli, Marcelo Lima e Simoninha) man-
tém o naipe de sopros (marca registrada do disco) e a força da levada rítmica. Qual É o Meu Lugar (Menina) (Simoninha): lá estão os sopros e a cozinha suingando. Versos Fáceis (Simoninha). O teclado puxa a introdução, o baixo pontua, a bateria pulsa forte, os sopros dão charme ao arranjo. Nós Dois (Mu Chebabi e Simoninha) abre com teclado. O clima é delicado. A bateria entende o clima e pisa leve. O samba volta a suingar em Morena Rara (Edu Krieger e Simoni-
nha) e Quebra (Mu Chebabi e Simoninha). Irresistíveis. Jair Oliveira está presente com o bom samba Falso Amor, justamente o que não tem Simoninha como parceiro. Distraído (Simoninha) é um samba lento em que a bateria, o piano e o baixo conduzem até a chegada dos metais. Outro bom samba lento é Paixão (Meu Time) (Simoninha e Carlos Rennó), com direito a Órgão Hammond soando àlaanos 1960. O tamborim e o piano iniciam Pois É, Poeira (Bernardo Vilhena e Simoninha); o balanço inquieto do piano reluz num belo intermezzo. Após um tacet no ritmo, ficam tamborim e
piano e a voz de Simoninha... Um cantor intenso, com voz cheia a lhe brotar sorridente do peito, tão alto astral como a música que canta. E como canta o Simoninha! Canta como quem atrai as delícias do mundo, minha nega; seduz como se perguntasse: o que será do amanhã sem o canto que arrepia os pelos e sem o suingue que remexe as cadeiras da morena? Ah, essa mulata quando sorri é luxo, balanço, picardia e malemolênciasó. Substantivos estes que bem adjetivam o talento de Simoninha.
Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
12
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
Brasil Barroco
Na exposição, móveis inspirados nos séculos 17 e 18.
Esse é o título de uma exposição de peças dos irmãos Campana que acontece em Londres até 15 de junho. www.davidgillgalleries.com
Logo Logo www.dcomercio.com.br
P AULISTÃO
D ESIGN
O BRAS
Basta um empate
Saddam Hussein
Alê Vianne/Estadão Conteúdo
O
Mao Tse-tung
Kim Jong-il
Corinthians venceu o Santos por 2 a 1 no primeiro jogo da final. Com este resultado, fica a um empate do título. O Santos precisa vencer por dois gols de diferença, no próximo domingo, na Vila Belmiro. Em caso de vitória santista por um gol, a decisão irá para os pênaltis. Com o Corinthians completo, Tite colocou a força máxi-
Anchieta fechada na serra
ma em campo. E dominou. No Santos, Muricy Ramalho teve o desfalque do meia argentino Montillo. O veterano Marcos Assunção foi o substituto. Paulinho (foto) abriu o marcador aos 41 minutos do primeiro tempo; no segundo tempo, aos 29 minutos, Paulo André aumentou para o Corinthians; e Durval diminuiu para o Santos, aos 37. (Agências.)
Obras de manutenção vão fechar o trecho de serra da Anchieta (entre o km 40 e o km 55) no sentido São Paulo, por quatro dias, nas próximas duas semanas. As intervenções ocorrerão nos dias 14, 15, 21 e 22 de maio, sempre das 7h às 17h. Gustau Nacarino/Reuters
Ditador "básico"
Monte você mesmo seu ditador O inglês Stephen Ives criou um kit de montagem de ditadores. A proposta, de crítica política, é claro, é simples: a partir de uma cabeça "neutra" você adiciona as características físicas de um ditador moderno. http://stephenivesar tist.com/
P UBLICIDADE
Restrição para crianças de saúde mais desafiador, que afeta praticamente todas as famílias e populações", afirma Muhtar Kent, diretor e CEO da empresa. A empresa informou pretende vender bebidas de baixa caloria ou sem em mais de 200 países onde está presente. (Agências)
L
A Coca-Cola anunciou que não vai mais divulgar peças comerciais dirigidas a menores de 12 anos. A medida faz parte de um plano de combate à obesidade lançado em comunicado na última quarta-feira, data em que a Coca-Cola Company completou 127 anos. "A obesidade é o problema
MASSA NO PÓDIO- Chegou em 3º no circuito de Barcelona e levou banho de champagne de Fernando Alonso, o vencedor. Em 2º ficou o finlandês Kimi Raikkonen. Mas Sebastian Vettel continua líder da temporada 2013 da Fórmula-1 (89 pontos). Raikonnen (85) é o 2º e Alonso, o 3º, com 72 pontos.
D OUTORADO S ALÁRIO
Quanto custa o trabalho doméstico Honorário para o country Willie O intérprete de country music Willie Nelson, 80 anos, recebeu no último fim de semana a graduação de doutor honorário da Berklee College of Music, de Boston, nos Estados Unidos. Carole King e Annie Lennon também foram homenageados com o título. Em tom de piada, o cantor disse ao The Boston Globe: " Eu ia perguntar a eles se poderia prescrever minha própria medicação. Provavelmente, não; mas não dói perguntar".
Um livro, muitos leitores. Criado pela agência australiana BMF e pela The Footpath Library (TFL), este é um projeto simples. Envelopes préendereçados à TFL são distribuídos e os leitores do país podem usá-los para embalar um livro que não querem mais. Ao recebê-los, a biblioteca os distribui para moradores e rua e pessoas que não têm acesso fácil às obras. http://bit.ly/15x3eAB
Os chineses são mais criativos...
O fazendeiro Wu Yulu, de Pequim, e seu riquixá puxado por robô.
Um submarino pessoal, uma arca de Noé metálica, um robô que puxa um riquixá. Estas são algumas das invenções caseiras de pessoas comuns da China selecionadas pelo site Design You Trust para ilustrar a criatividade da população do país. As invenções foram todas divulgadas no ocidente em reportagens realizadas por agências de notícias. Veja outras criações curiosas no site. http://bit.ly/10gMbxS
Zhang Wuyi, de Wuhan, criou um submarino.
Li Yongli, de Xangai, é o criador deste monociclo.
Quanto as mães receberiam de salário se elas fossem financeiramente recompensadas pelo trabalho que fazem no lar? A pergunta é respondida anualmente pelo site Salary.com, dedicado a carreiras. As americanas desempenham funções no valor médio de US$ 113,6 mil por ano (R$ 227,2 mil) quando ficam em casa em período integral. Já as mães que conciliam afazeres e carreira executam um trabalho doméstico no valor de US$ 67,4 mil (R$ 135 mil) por ano.
e CAIXA 1 conomia
O seu consultor financeiro
13
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
O desafio de superar o
IBOVESPA
Paulo Pampolin/Hype
REJANE TAMOTO
Cenário incerto na bolsa de valores evidencia necessidade de o investidor procurar ações com menor volume de negociação, mas com boas perspectivas.
V
olatilidade, incerteza e mau desempenho das blue chips (as ações mais negociadas na bolsa) têm afetado o resultado do Ibovespa, que neste ano acumula queda de 9,59%. O momento é ruim para a pessoa física posicionada em blue chips (tradicionalmente as preferidas do pequeno investidor), mas bom para quem tem conhecimento de mercado. Segundo Carlos Massaru, vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a maioria dos fundos de ações de gestão ativa (aqueles que não se limitam a replicar o índice) conseguiu um um desempenho melhor em abril. Mauricio Gallego, sócio-diretor da Set Investimentos – empresa que tem R$ 250 milhões em ativos sob gestão – diz que é preciso selecionar boas empresas para investir, independentemente de elas estarem ou não no Ibovespa. "A pessoa física ganhou muito dinheiro aplicando nas blue chips, em um período de sete ou oito anos. De 2008 para cá isso mudou. Há muitas empresas que estão fora do índice e que dão bons retornos aos acionistas", afirma. Para se ter uma ideia, de dezembro até a última quintafeira dois papéis de peso no Ibovespa tiveram resultado negativo. O preferencial (PNA) da Vale caiu 18,86% e tem participação de 8,585% no índice. Já a ação ordinária (ON) da OGX, que tem participação de 5,061% no índice, acumulou perda de 62,3% (ver quadro).
O desafio de montar a carteira Para a pessoa física, montar uma carteira de ações rentável tornou-se uma tarefa desafiadora, já que é preciso dedicar mais tempo para avaliar e escolher empresas. Além disso, o trabalho exige conhecimento: é preciso avaliar o cenário, incerto para a renda variável (pesam as crises das economias norte-americana e europeia e o ambiente interno com mais inflação e baixo crescimento econômico). Assim, antes de escolher uma ação é, preciso fazer um estudo aprofundado do ambiente e de variáveis que podem influenciar os resultados das empresas. Daniel Resende, sócio-fundador do site Comparação de Fundos, lembra que os fundos vencedores no ano passado investiram fortemente em companhias de consumo e educação. Ele
são de aumentar o preço da gasolina mostraram o quanto as decisões políticas podem mexer com alguns papéis. Para Gallego, é preciso atenção à mudança de "história" das empresas. "A análise ficou mais criteriosa a cada trimestre. É preciso observar os fundamentos da empresa atentamente, para verificar se a história dela e seu preçoalvo não mudaram. Quando a história muda, é difícil que uma empresa volte a valer o que valia antes. Esse é um trabalho importante do analista. Nosso horizonte é de longo prazo. Ficamos com a empresa na carteira por um período de dois a três anos", diz. Gallego, da Set Investimentos: o importante é escolher ações com boas perspectivas, estejam ou não no Ibovespa.
Crise das blue chips - 9,03%
28/12/12
60.952
-18,86%
55.447 40,87
33,16
Ibovespa (em pontos)
Vale PNA (em R$)
diz que o pequeno investidor, sem tempo e conhecimento para montar a carteira, pode pesquisar a possibilidade de investir em fundos de ações. Mas essa escolha não é tão simples. É necessário pesquisar histórico, transparência e abordagem do gestor, além de verificar o valor da taxa de administração, que oscila de
-4,63% 35,17
+3,59%
U
da Bolsa de Valores, Mercadorias & Futuros (BM&FBovespa), a bolsa tem 200 empresas pequenas identificadas como prováveis e potenciais candidatas a entrar no mercado nos próximos dois anos. "Queremos criar mercado de acesso a pequenas e médias empresas. O potencial é grande", diz.
4,38 1,65
33,54
Bradesco PN (em R$)
19,52
20,22
Petrobrás PN (em R$)
1,5% a 2% sobre o valor total aplicado ao ano, o que acaba pesando nesse tipo de aplicação. "O importante é não pesquisar só a rentabilidade passada, que não garante o retorno no futuro", diz. Os fundos que conseguem devolver retorno superior ao índice também cobram uma taxa de performance. Na pon-
ISENÇÃO DE IR EM ESTUDO m projeto para incentivar a abertura de capital de empresas de pequeno porte na bolsa prevê a isenção de Imposto de Renda (IR) para a pessoa física que investir em ações dessas companhias. A isenção seria sobre a negociação do papel e os ganhos de capital. Segundo Edemir Pinto, presidente
-62,33%
09/05/13
O assunto está sendo discutido entre uma equipe da bolsa e técnicos do Ministério da Fazenda. Uma das propostas é que o tíquete de captação seja de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões. Outra mudança sugerida é que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) elabore regras simples para prospectos. (RT)
OGX ON (em R$)
Fonte: BM&FBovespa
ta do lápis e de acordo com o horizonte de investimento – que em geral deve ser longo prazo – é preciso ver se compensa. "Outra dica é verificar se o fundo opera alavancado e se assume mais riscos. Em alguns casos, como ocorreu na última crise, um fundo com histórico excelente quebrou e o cotista teve que cobrir."
Mudança de trajetória Mesmo com o olhar de longo prazo, o investidor precisa acompanhar as mudanças nas trajetórias das empresas, que podem ser afetadas pelas alterações de regras de alguns setores feitas pelo governo. Eis o filme de 2012: mudanças de regras para as elétricas, pressão do governo sobre os bancos para reduzir juros, além do atraso na deci-
Timing faz a diferença Além de saber escolher bem um papel, outra habilidade de gestores de fundos está na escolha do melhor timing de compra e venda. "Hoje, uma grande vantagem dos fundos de ações sobre as carteiras de pessoas físicas é o timing de compra e venda. Os fundos até compram blue chips, mas se desfazem delas no momento certo. Geralmente, a pessoa física faz isso depois. O dinheiro que a pessoa física perdeu o fundo de ações ganhou", diz Resende, do site Comparação de Fundos. Embora o ambiente na bolsa seja volátil, a perspectiva é otimista para o segundo semestre. "Esperamos uma recuperação tímida porque o mercado ainda está difícil", avalia Ricardo Correa, diretor da Ativa Corretora. No atual cenário de juros baixos, a recomendação é diversificar os investimentos, com uma parcela em renda variável. "Com a redução da Selic, o natural era que o pequeno investidor fosse para a bolsa, o que eu espero que ainda aconteça. Hoje é preciso assumir mais riscos para elevar a rentabilidade do portfólio de investimentos e o caminho mais natural é a renda variável", diz Amerson Magalhães, diretor da Easynvest da Título Corretora. Os dados do número de investidores, acumulados em 12 meses, mostram uma reação da pessoa física. Em abril, havia 587,2 mil investidores com este perfil no mercado de ações da BM&FBovespa, mais do que em abril de 2012, quando o número era de 575,1 mil. Na opinião de Gallego, da Set, o momento recente foi um dos únicos da história em que a
queda da taxa Selic não teve correlação com a entrada de mais investidores na bolsa brasileira. "O governo fez tantas intervenções na economia, que o investidor pessoa física do Brasil e do exterior ficou mais cuidadoso para ir à bolsa", avalia. Indagados sobre se o atual momento seria adequado para a pessoa física investir na bolsa, analistas dizem que este tipo de investidor precisa ter o perfil adequado. Um jeito de descobrir isso é fazendo a análise do perfil do investidor (API). "Isso é o principal porque, na minha opinião, sempre é o momento. E o investidor, além de ter visão de longo prazo, precisará acompanhar o mercado de maneira intensa e ser bem assessorado. Quem quer quiser montar uma carteira terá de analisar bem os papéis recomendados e observar quem acerta mais", afirma Correa.
R$ 20 BI EM IPOs
O
ano começou aquecido para as ofertas públicas na bolsa de valores, que captaram um volume de R$ 15 bilhões de janeiro a abril deste ano. "Esperamos que o segundo semestre seja tão bom quanto o primeiro. Acho difícil não atingirmos, no mínimo, um volume de R$ 20 bilhões em ofertas até o final do ano", disse Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa, durante apresentação dos resultados da companhia na última sexta. No período foram realizadas dez operações, seis delas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs – Initial Public Offerings, na sigla em inglês) e quatro follow-ons (emissões secundárias). Em relação aos preços finais de IPOs, Pinto disse que esse é um desafio para empresas, bancos e investidores. "Em todos os mercados é assim. É difícil sair com preço ideal aos olhos de todos. Há segmentos em que a formação de preços é mais fácil, nos quais há pares no mercado nacional e internacional para comparação. O mercado ficou mais seletivo após a crise", disse. (RT)
14 -.ECONOMIA
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
e
ECONOMIA/LEGAIS - 15
Quando se fala em acelerar, não se está mais incubando no sentido literal. Tem que existir uma coisa que se possa botar no mercado o mais rápido possível. André Fiorini Castiglioni, diretor da Start You UP
conomia Divulgação
Questão de escolha
T
anto incubadoras quanto aceleradoras existem para apoiar empreendedores de startups. Mas, na hora de escolher em qual delas deve buscar apoio, o interessado precisa determinar em que estágio sua empresa está ou qual o objetivo do negócio. "Empreendedores com ideias, projetos ou protótipos baseados em negócios tradicionais devem procurar uma incubadora. Quem traz protótipos ou produtos já em andamento e com alto grau de inovação, que buscam crescimento e escala muito rápido, devem procurar uma aceleradora", explica Yuri Gitahy, da Aceleradora. Incubadoras, ele detalha, apoiam pequenas empresas – por períodos de 12 a 24 meses – alinhadas com alguma diretiva governamental ou regional, como incentivar projetos de biotecnologia nas proximidades de centros de pesquisa, ou fomentar a indústria de telecomunicações em regiões que precisam expandir o setor. Já as aceleradoras trabalham empresas com potencial de crescimento rápido – por isso buscam startups escaláveis, e não empresas promissoras. Geralmente as apoiam por períodos menores, três a seis meses em média, ou pouco mais. Outra diferença é que, enquanto as incubadoras são apoiadas por consultores e gestores com experiência em lidar com o poder público, aceleradoras são lideradas por empreendedores ou investidores experientes e se apoiam em sessões de mentoria (do inglês mentoring, processo no qual um profissional mais experiente apadrinha um mais jovem, servindo-lhe de orientador e conselheiro de carreira). "Incubadoras 'pedirão' seu plano de negócio. Aceleradoras 'estudarão' seu modelo de negócio", resume Gitahy. Dica importante do investidor-anjo e fundador da Anjos do Brasil, Cassio A. Spina, em entrevista recente ao site Exame.com: uma opção também viável é combinar as duas coisas. Ou seja, pode-se iniciar utilizando uma incubadora e depois passar para uma aceleradora, ou vice-versa. "Mas cabe avaliar se os gestores de ambas têm alinhamento com sua visão de negócio", orientou. (KL) Divulgação
Gitahy: ganho de rapidez.
Demo Day, realizado em abril, na ESPM: apresentação de empresas aceleradas a grupos de investidores.
Com a aceleradora, a boa ideia chega bem ao mercado. Empresas apoiam, com capital, as startups que saíram da fase de incubação e têm potencial de crescimento rápido. Karina Lignelli
E
mpresas em estágios e com objetivos diferentes precisam de apoios diferentes, já disse o mineiro Yuri Gitahy, especialista em startups . Isso porque, segundo ele, passou-se a acreditar que existem outras soluções além da incubação, como as aceleradoras, para apoiar empresas nascentes – o que explica o crescimento delas, em quantidade e em importância, no desenvolvimento de pequenos empreendimentos que saíram da fase de incubação, mas têm potencial de crescimento rápido. Para essas startups, entrar em processo de aceleração pode mudar radicalmente – para melhor – o rumo dos negócios. "O empreendedor ideal para uma aceleradora é aquele que tem condições de, com um empurrão, sair do outro lado com uma empresa", brinca Pedro Waengertner, co-fundador da Aceleratech. Mas o que fazem exatamente essas aceleradoras – que nasceram baseadas na YCombinator, empresa criada em 2005 na Califórnia (EUA)? "Elas costumam injetar um pequeno capital de risco e ajudar o empreendedor (através de mentoria especializada) a entender qual o melhor formato para o seu negócio, ligando o time a outros investidores no futuro", define Gitahy, ele mesmo fundador, em 2008, de uma dessas empresas – batizada, literalmente de Aceleradora – que investe no mínimo R$ 50 mil em empresas em troca de uma fatia de 5% a 15%, e já apoiou mais de 200 startups. Momento de "escalar"– Só que não basta uma boa ideia: é preciso ter algo a mostrar – nem que seja um protótipo mínimo. "Quando se fala em acelerar, não se está mais incubando no sentido literal. Tem que existir uma coisa bem traçada, que se possa botar no mercado o mais rápido possível. No 'frigir dos ovos', não se investe na ideia, mas no empreendedor, no cara que é capaz de botar essa ideia para crescer", diz André Fiorini Castiglioni, diretor de marketing e um dos fundadores da Start You UP, aceleradora do Espíri-
to Santo que acaba de apoiar 10 empresas e é uma das nove selecionadas para integrar o Startup Brasil, do programa do governo TI Maior. Na visão de Pablo Ribeiro, gerente de startup network da Endeavor, o papel dessas aceleradoras é ajudar o negócio de uma startup a ganhar atratividade, a se preparar para o momento de "escalar" – ou seja, quando o produto ou o serviço atinge a fase de faturamento significativo, mas sem o custo subir proporcionalmente. "Em geral, elas preferem um negócio já validado, rodando, que esteja no ar", explica. "Aí faz sentido
entrar em programas de aceleração: quando se prova minimamente que a ideia é viável", completa Carlos Pessoa, diretor da Wayra Brasil, aceleradora da Telefônica (leia a entrevista dele na página seguinte). Apesar de ser mais exceção que regra, empreendedores com ideias muito boas, que mostram de cara potencial para escalar, podem ser acelerados ainda em fase embrionária. Foi o que aconteceu com a Brasil by Bus, segundo Pablo Ribeiro, da Endeavor. A empresa, que criou um modelo de venda de passagens rodoviárias online que facilita a compra até por estrangeiros, fez parte do primeiro grupo apoiado pela Aceleratech, encerrado em abril e
apresentado no DemoDay, na ESPM (evento típico desse meio onde se apresentam empresas aceleradas a grupos de investidores). "Quando a Brasil entrou na turma, o produto não estava pronto. Mas a ideia era boa, fazia sentido, tinha mercado e um time forte. Então (os aceleradores) perceberam que seria legal incluí-la", relembra. Sem erro– Hoje, há cerca de 26 aceleradoras espalhadas pelo País, segundo o StartupBase.Net, banco de dados oficial da Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Algumas são ligadas à grandes empresas, como Microsoft, Telefônica, Intel e, mais recentemente, a Totvs, por exemplo.
de seleção. "Todas são muito abertas a conversar. Mas vale lembrar que chegar nelas é fácil: difícil é ser selecionado", ressalta. Como em primeiro lugar uma aceleradora procura talentos complementares dentro de uma equipe, com capacidade que vai muito além de execução da ideia, também é preciso certa estabilidade para enfrentar o processo. "Essa é uma das características fundamentais para o empreendedor: a 'instabilidade' nesse meio é algo que se tem que lidar, e não é algo que melhora rápido", alerta Pedro Waengertner, da Aceleratech, que tem como parceira de negócios a ESPM e é outra das nove selecionadas para o Startup Brasil. Mas é preciso tomar alguns cuidados para não afastar um possível apoio. Segundo Gitahy, times incompletos, sem um líO empreendedor der, que apresentem ideias ou ideal é aquele que copias de produtos que já existem condições de, tem normalmente afastam acecom um empurrão, leradoras. Outro problema é acreditar que sua ideia é a mesair do outro lado lhor do mundo e vai se realizar com uma empresa. sozinha, aponta, André CastiPEDRO WAENGERTNER, COglioni, da Start You UP. "Não se FUNDADOR DA ACELERATECH. dedicar é um complicador. O cara tem uma ideia 'revolucionária', consegue o investimento, Outras são criadas por mas diz: 'ah, não vou largar meu emempreendedores/inves- prego'. Imagine só, ter que puxar o tidores experientes, co- 'dono' da empresa para que ela anmo as citadas Acelerado- de?", questiona. ra, Start You UP e AceleOutro grande equívoco é ter uma ratech – as duas últimas parceiras sacada interessante, mas sem pende universidades como a Federal de sar em ganhar dinheiro, nem reter Vitória (ES) e ESPM. Há ainda o Star- clientes, nem transformar em modetup Brasil, cuja meta é acelerar 100 lo de negócio – e ainda por cima, não empresas com investimento de R$ contar para ninguém sobre essa 36 milhões em capital privado. ideia. Uma ideia muito crua, segundo Apesar da "oferta" relativamente Pedro Waengertner, da Aceleratech, grande, em tão pouco tempo de im- dá uma sensação de que o empreenplantação do modelo no País, para dedor não trabalhou muito por ela. chegar nessas aceleradoras é preci"Mas também não adianta esconso passar por programas, convoca- der: boas ideias têm que ser mostratórias e seleções, todos intensos, rá- das para o mundo, têm que ter feedpidos e que exigem muita agilidade back do cliente, testar e retestar", dos interessados. Portanto, a pri- ressalta. "E nunca ficar satisfeito: meira coisa, segundo Pablo Ribeiro, há um ditado em nosso meio: 'quem da Endeavor, é tentar abrir portas: nunca teve vergonha do seu produfazer contatos, participar de even- to, é porque não está indo rápido o tos, conversar com pessoas ligadas bastante.' No começo, o objetivo a elas e se inscrever nos programas não é 'encantar', mas aprender".
DIÁRIO DO COMÉRCIO
16 -.ECONOMIA/LEGAIS
e
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
Uma boa ideia não é nada sem execução. Uma empresa só existe a partir do momento em que você executa aquela ideia, cria um CNPJ, ganha clientes... Carlos Pessoa, diretor da Wayra
conomia
Vento a favor do empreendedorismo digital Aceleradora da Telefônica, a Wayra, que opera no Brasil desde julho do ano passado, tem como meta apoiar 16 startups neste ano. Seu foco está nos criadores de produtos e serviços para o mercado B2B. Divulgação
Karina Lignelli
I
nvestir e apoiar startups digitais com alto poder de crescimento é um dos objetivos da Wayra (ou "vento", em quéchua, a língua dos indígenas andinos), aceleradora global da Telefônica. No Brasil desde julho de 2012, a empresa tem a meta de fechar 2013 apoiando 16 novas startups, às quais serão oferecidos R$ 200 mil em produtos e serviços durante dez meses, explica o diretor Carlos Pessoa. Em entrevista ao Diário do Comércio, o executivo fala sobre o potencial desse tipo de empreendedor no País, e sinaliza qual o principal desafio: sair do modelo de que basta ter uma boa ideia para ter su-
cesso. "Empreendedor é aquele que faz o negócio acontecer, que identificou a oportunidade e, com os poucos recursos que tem, consegue realizar minimamente aquela sua ideia". Diário do Comércio – Nesse curto período de que a Wayra está no Brasil, o que vocês detectaram em termos de potencial dos empreendedores de startups daqui? Carlos Pessoa – Existe, em termos de mercado um potencial muito grande em startups que criam produtos e serviços para o mercado B2B, sejam (empresas) pequenas, médias ou grandes. Quando começou a operação, notamos que muitas estavam focadas no B2C. Então percebemos mesmo
uma grande oportunidade de negócio em B2B, e as startups começaram a se adaptar e criar produtos e serviços para esse mercado. Outra coisa é que, em nosso modelo de aceleração, startups que chegam somente com uma ideia demoram muito para aprová-la e crescer. É mais efetivo ter uma startup que já traga pelo menos um protótipo, e um time 100% dedicado a fazer a ideia virar negócio. Uma startup sem comprometimento total dos sócios, ou que não criou um protótipo mínimo demonstrar a tecnologia não será tão bem aproveitada em um período de aceleração. DC – Qual o principal desafio para o empreendedor que quer inovar? CP – É sair do modelo de que basta ter uma boa ideia pra ter sucesso. Uma boa ideia não é nada sem execução. Uma empresa só existe a partir do momento em que você executa aquela ideia, cria um CNPJ, ganha clientes... Aí sim. Quando so você só tem uma ideia, não provou sua capacidade como empreendedor, não conseguiu mobilizar recursos à sua volta para fazer aquela ideia acontecer. Para uma startup, ter sucesso é muito mais transpiração do que inspiração, tirar a ideia do papel e fazer acontecer. E mobilizar recursos, mesmo que escassos, para viabilizá-la. Aí sim faz sentido entrar num programa de aceleração: quando você provou minimamente que sua ideia é viável. DC – Na aceleradora, a mentoria que as empresas recebem é que faz o negócio andar? CP – Mentoria é uma coisa; arregaçar a manga e fazer acontecer é outra. Os mentores estão lá pra ajudar o empreendedor e fazer a coisa funcionar, dado que ele já tem alguma coi-
Os mentores estão lá pra ajudar e fazer a coisa funcionar, dado que já há alguma coisa para mostrar. O mentor ajuda a validar. CARLOS PESSOA
sa para mostrar, já testou hipóteses, tem pessoa técnica na equipe para criar o produto... E a experiência do mentor vai ajudá-lo a validar. Essas são lições de casa básicas que a startup deve fazer antes de procurar qualquer ajuda. DC – A Wayra está acelerando quatro empresas este ano, e vai acelerar mais três. Quando elas começam a produzir algum tipo de resultado? CP – – Temos a meta de selecionar 16 no total, ao longo desse ano, e vamos fazer várias convocatórias para identificar, as melhores que podem ser aceleradas. Agora estamos fazendo um teste de pegar empresas um pouquinho mais maduras, mais avançadas. Exemplo disso é a AirCRM, que desenvolveu uma solução de CRM (na sigla em inglês, sistema de gestão de
relacionamento com o cliente) na nuvem para pequenas e médias empresas. Hoje, ela tem 200 usuários ativos, sendo que 11 são pagantes. A startup não só criou um produto, um protótipo, como colocou no ar, já têm pessoas usando e algumas que começaram a pagar. São 11 pagando? São, mas já se sabe que têm gente no mercado com interesse em pagar pela solução. Então aí já tem uma oportunidade de negócio. DC – Qual a vantagem disso para uma aceleradora? CP – Fica muito mais fácil, com hipóteses validadas, ajudar a empresa a ter escala. O papel da aceleradora não é acelerar ideias, mas acelerar empresas. É mais efetivo: como apresentar um empreendedor que só tem uma ideia para um potencial cliente? Ele
vai falar "olha, tá bom, você cria, executa e depois vem falar comigo". Nosso recurso, o tempo da Wayra e dos mentores é muito mais bem aproveitado quanto se tem alguma coisa concreta para se discutir e apresentar. DC – Há quem acredite que boas ideias bastam (no caso de startups). Outros dizem que, para começar, precisam mesmo é de recursos. O que vale? CP – É muito comum o empreendedor falar isso: "eu já tive a ideia, agora o que eu preciso é de ajuda". E quando se pensa só no dinheiro, aí não é o empreendedor: pode ser um cientista, um pesquisador... Empreendedor é aquele que faz o negócio acontecer, que identificou a oportunidade e, com os poucos recursos que tem, consegue realizar minimamente aquela sua ideia.
Divulgação
União de Brasil e Alemanha U
Reunião Plenária (informações, debates e busca de soluções) TEMA:
“O Neopopulismo no Brasil e na América Latina” PALESTRANTE:
Ferreira Gullar Jornalista e Escritor
Dia: 13 de maio de 2013, segunda-feira Horário: 17 horas Local: Rua Boa Vista, 51 - 9º andar - Centro - SP Assista ao vivo no site: www.acsp.com.br (clique no banner WebTV ACSP)
m grande evento empresarial hoje e amanhã em São Paulo marca o início dos debates econômicos para o Ano da Alemanha no Brasil, que vai até maio de 2014. No 31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, serão discutidas as possíveis novas parcerias estratégicas e de negócios entre os dois países, que já têm histórico de relacionamento comercial e cultural. O evento é resultado de parceria entre a Federação das Indústrias Alemãs (BDI), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com apoio da Câmara de Comércio e Indústria Intervenção de brasileiros e alemães na Fiesp Brasil-Alemanha (AHK). De acordo com dados da PREFEITURA MUNICIPAL AHK, a balança comercial brasileira em relação à Alemanha DE NOVA ODESSA foi deficitária em 2012: exporAVISO DE SUSPENSÃO DE EDITAL DE LICITAÇÃO tamos US$ 7,27 bilhões e imDeclaramos para todos os efeitos que está suspensa a licitação na modalidade portamos US$ 14,2 bilhões. Os Pregão Eletrônico nº. 04/PE/2013, que tem por objeto o registro de preços para principais interesses dos alefuturas e eventuais aquisições de materiais de limpeza e higiene pessoal para mães no Brasil, e que terão paio Hospital e Maternidade Municipal de Nova Odessa e UBS’s, considerando néis específicos no evento que houve problemas técnicos na BBMNET (Bolsa Brasileira de Mercadorias). desta semana, estão ligados a A nova data da sessão será designada em data oportuna e publicada. Ressalto infraestrutura e logística, ainda que no sistema da BBMNET o Pregão Eletrônico será cancelado e áreas em que são mundialoportunamente será lançado o mesmo edital para oferecimento de proposta. mente reconhecidos. Também têm destaque na agenda Nova Odessa, 10 de maio de 2013. as formas de cooperação em Setor de Suprimentos e Licitações segmentos como urbanismo e Magna Sistemas Consultoria S.A. – CNPJ/MF nº 01.165.671/0001-75 serviços de saúde. Demonstrações Financeiras – Exercícios findo em 31/12/2012 – Retificação A parte cultural será imporRepublicação do Balanço Patrimonial – Quadro do Passivo, inserido neste jornal na edição de 19/03/2013, as fls. 18, de forma a demonstrar adequadamente os Patrimônios Líquidos nos Balanços Consolidados: tante nos próximos 12 meses. Controladora Consolidado Passivo 2012 2011 2012 2011 Um bom exemplo da parceria Circulante 7.748 3.588 8.333 3.709 Fornecedores 2.117 302 2.117 302 entre os dois países pode ser Empréstimos e Financiamentos (Nota 7) 618 837 618 837 Obrigações Fiscais e Tributárias 2.290 958 2.865 1.051 vista de quarta-feira até 9 de Obrigações com Pessoal e Encargos Sociais 2.005 1.325 2.007 1.325 junho no prédio da Fiesp, na Outros Débitos 718 166 726 194 Não circulante 1.166 2.561 1.166 1.906 Avenida Paulista. Milhões de Empréstimos e Financiamentos (Nota 7) 1.166 2.561 1.166 1.906 Patrimônio Líquido atribuível aos Controladores (Nota 8) 8.930 2.409 8.930 2.409 lâmpadas de led vão apresenCapital Social 1.010 1.010 1.010 1.010 Reservas de Lucros 7.920 1.399 7.920 1.399 tar nos 3,7 mil m² da fachada Participação de Minoritários – – 791 376 imagens criadas por artistas Total do Patrimônio Líquido 8.930 2.409 9.721 2.785 Total do Passivo e Patrimônio Líquido 17.844 8.558 19.220 8.400 brasileiros e alemães. (RA) José de Miranda Dias – Diretor Presidente Vilma Alves de Souza – Contadora CRC 1SP 229.462/O-2
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
ECONOMIA/LEGAIS - 17
TERRA NETWORKS BRASIL S.A. CNPJ nº 91.088.328/0001-67 Companhia Fechada RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores acionistas: Cumprindo às disposições legais e estatutárias, submetemos a apreciação de V. Sªs. as Demonstrações Contábeis e o Relatório dos Auditores Independentes, relativos aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011. Finalmente, a administração do Terra Networks Brasil S.A. agradece aos acionistas, clientes e instituições financeiras pelo apoio e confiança depositados, em especial aos funcionários, pela dedicação e esforços empreendidos. BALANÇOS PATRIMONIAIS - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 (Em milhares de reais) ATIVO ATIVO CIRCULANTE.......................................................................................... Caixa e equivalentes de caixa .......................................................................... Contas a receber de serviços, líquidas............................................................. Tributos a recuperar .......................................................................................... Despesas pagas antecipadamente................................................................... Outros ativos..................................................................................................... ATIVO NÃO CIRCULANTE................................................................................. Realizável a longo prazo ................................................................................ Créditos com empresas ligadas ..................................................................... Tributos diferidos ............................................................................................ Depósitos judiciais.......................................................................................... Despesas pagas antecipadamente ................................................................ Outros ativos .................................................................................................. Investimento .................................................................................................... Imobilizado, líquido......................................................................................... Intangível, líquido............................................................................................ TOTAL DO ATIVO ...............................................................................................
Nota ____ 4 5 7
6 8 9 7 10 11 12
Controladora Consolidado ____________________ ___________________ PASSIVO 2012 2011 2012 2011 _______ _______ _______ _______ PASSIVO CIRCULANTE..................................................................................... 142.599 219.891 177.659 238.782 _______ _______ _______ _______ Fornecedores.................................................................................................... 18.163 42.428 19.780 43.845 Empréstimos e financiamentos......................................................................... 91.584 128.391 122.011 142.783 Pessoal, encargos e benefícios sociais ............................................................ 12.265 15.424 13.040 15.982 Impostos, taxas e contribuições........................................................................ 18.119 31.513 19.968 33.189 Obrigações com empresas ligadas................................................................... 2.468 2.135 2.860 2.983 PASSIVO NÃO CIRCULANTE............................................................................ 322.016 294.501 308.449 289.767 _______ _______ _______ _______ Empréstimos e financiamentos......................................................................... 222.235 212.099 225.576 212.023 _______ _______ _______ _______ Impostos, taxas e contribuições........................................................................ 11.553 6.527 13.768 5.323 Pessoal, encargos e benefícios sociais ............................................................ 147.356 147.356 147.356 147.356 Provisões .......................................................................................................... 48.419 48.369 48.419 48.371 Passivo a descoberto em controladas .............................................................. 13.177 8.477 14.301 9.603 PATRIMÔNIO LÍQUIDO ...................................................................................... 1.730 1.370 1.732 1.370 Capital social..................................................................................................... 32.813 19.940 Outros resultados abrangentes......................................................................... 35.893 28.974 51.432 43.299 Prejuízos acumulados....................................................................................... 31.075 33.488 31.441 34.445 _______ _______ _______ _______ TOTAL DO PASSIVO .......................................................................................... 464.615 514.392 486.108 528.549 _______ _______ _______ _______ As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 (Em milhares de reais) Controladora ____________________ 2012 2011 _______ _______ RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA .................................................................. 503.393 555.102 Custos dos serviços prestados ......................................................................... (501.079) (380.211) _______ _______ LUCRO BRUTO .................................................................................................. 2.314 174.891 RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS ....................................................... (158.484) (133.976) _______ _______ Despesas com vendas...................................................................................... (96.090) (85.426) Despesas gerais e administrativas ................................................................... (54.541) (49.155) Resultado de equivalência patrimonial ............................................................. 10 (4.119) 223 Outras receitas (despesas) .............................................................................. 19 (3.734) 382 LUCRO (PREJUÍZO) OPERACIONAL ANTES DO _______ _______ RESULTADO FINANCEIRO ............................................................................. (156.170) 40.915 Resultado financeiro ......................................................................................... 20 (1.114) 7.201 _______ _______ LUCRO (PREJUÍZO) ANTES DOS IMPOSTOS................................................. (157.284) 48.116 Imposto de renda e contribuição social ............................................................ 21 6 (10.808) _______ _______ LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ............................................... (157.278) 37.308 _______ _______ Quantidade de ações ........................................................................................ 962.578.453 962.578.453 Lucro (prejuízo) básico e diluído por ação ordinária e preferencial............. (0,16) 0,04 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Nota ____ 18
LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ............................................... Variação cambial de investimento no exterior ..................................................... Ganhos atuariais não realizados, liquido de impostos ........................................ Resultado abrangente do exercício.................................................................
Consolidado ___________________ 2012 2011 _______ _______ 540.020 585.613 (532.247) (401.654) _______ _______ 7.773 183.959 (163.776) (142.279) _______ _______ (99.811) (89.329) (60.227) (53.338) (3.738) 388 _______ _______ (156.003) 41.680 (512) 7.082 _______ _______ (156.515) 48.762 (763) (11.454) _______ _______ (157.278) 37.308 _______ _______
Consolidado ___________________ 2012 2011 _______ _______ (157.278) 37.308 1.701 1.945 173 239 _______ _______ (155.404) 39.492 _______ _______ _______ _______
Atribuíveis a: Participação de sócios não controladores........................................................... Detentores do capital próprio da Companhia ...................................................... (155.404) 39.492 Ações em circulação - milhares........................................................................... 962.578 962.578 Lucro (prejuízo) básico e diluído por ação ordinária e preferencial..................... (0,16) 0,04 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 (Em milhares de reais)
Saldos em 31 de Dezembro de 2010.......................................................... Variação cambial de investimento no exterior ............................................... Ganhos atuariais não realizados, líquido de impostos .................................. Lucro líquido do exercício.............................................................................. Saldos em 31 de Dezembro de 2011.......................................................... Variação cambial de investimento no exterior ............................................... Ganhos atuariais não realizados, líquido de impostos .................................. Prejuízo do exercício ..................................................................................... Saldos em 31 de Dezembro de 2012..........................................................
Capital social _________ 1.035.870 _________1.035.870 _________ _________1.035.870 _________
Variação cambial de investimento no exterior _______________ (5.977) 1.945 _______________(4.032) _______________ 1.701 _______________(2.331) _______________
Quantidade de ações .................................................................................. VPA por mil ações ....................................................................................... As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
Prejuízos acumulados ___________ (772.926) 239 37.308 ___________ (735.379) ___________ 173 (157.278) ___________ (892.484) ___________
13 14 6 13 15 14 16 10 17
Controladora ____________________ 2012 2011 _______ _______ 224.116 158.303 _______ _______ 142.561 125.539 54.499 14.470 14.489 6.051 13.691 6.535 4.584 99.444 59.630 _______ _______ 44.500 47.046 52.098 478 1.088 4.850 3.883 2.570 2.561 141.055 296.459 _______ _______ 1.035.870 1.035.870 (2.331) (4.032) (892.484) (735.379) _______ _______ 464.615 514.392 _______ _______
Consolidado ___________________ 2012 2011 _______ _______ 247.378 173.015 _______ _______ 159.683 134.923 54.499 15.381 14.889 6.899 14.397 10.916 8.806 97.675 59.075 _______ _______ 44.500 47.093 52.991 1.232 2.201 4.850 3.883 141.055 296.459 _______ _______ 1.035.870 1.035.870 (2.331) (4.032) (892.484) (735.379) _______ _______ 486.108 528.549 _______ _______
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 (Em milhares de reais)
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS ABRANGENTES - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 (Em milhares de reais) Controladora ____________________ 2012 2011 _______ _______ (157.278) 37.308 1.701 1.945 173 239 _______ _______ (155.404) 39.492 _______ _______ _______ _______
Nota ____
Total do patrimônio líquido __________ 256.967 1.945 239 37.308 __________ 296.459 __________ 1.701 173 (157.278) __________ 141.055 __________ 962.578.453 146,54
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS DE 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 (Em milhares de reais - R$, exceto quando indicado de outra forma) 1. INFORMAÇÕES SOBRE A COMPANHIA O Terra Networks Brasil S.A. (“Companhia” ou “Terra”) é uma controlada do Grupo Telefónica, com sede na Av. Nações Unidas 12.901, 12º Andar, em São Paulo, capital. A Companhia e suas controladas têm como atividade principal o provimento de serviços de acesso à Internet, a veiculação de conteúdos (Portal), a venda de espaços publicitários e a prestação de serviços corporativos de Internet. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, a SP Telecom, empresa do Grupo Telefônica, possuía uma participação total direta no capital social da Companhia de 99,9999997%, sendo 99,86% nas ações ordinárias e 0,14% nas ações preferenciais. No portal do Terra são disponibilizados os seguintes serviços: - Assinaturas: provimento de acesso à internet, e-mail, produtos de segurança, serviço de música (“Sonora”) e serviços de vídeo (“Terra TV Video Store”). - Publicidade: veiculação de publicidade nos canais do Portal Terra, Terra TV, assim como em dispositivos celulares, smartphones, tablets e TV. 2. BASE DE ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis da Companhia para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 são apresentadas em milhares de reais (exceto quando mencionado de outra forma) e foram preparadas no pressuposto da continuidade normal dos negócios da Companhia. As demonstrações contábeis individuais e consolidadas foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com os pronunciamentos, interpretações e orientações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), que estão em conformidade com as normas e procedimentos do International Financial Reporting Standards (IFRS), emitidos pelo International Accounting Standards Board (IASB), exceto pelos investimentos em sociedades controladas avaliados pelo método de equivalência patrimonial. A autorização para conclusão da preparação destas demonstrações contábeis ocorreu na reunião de diretoria realizada em 01 de Abril de 2013. Bases de consolidação Na consolidação, todos os saldos de ativos e passivos, receitas e despesas decorrentes de transações e participação do patrimônio líquido entre a Companhia e suas controladas foram eliminados. As demonstrações contábeis consolidadas incluem as informações contábeis da Companhia e das seguintes controladas: Controladas 2012 ________ 2011 ________ Fortaleza Networks Prest. de Serv. de Internet S.A........................................................................................................................... 100% 100% Waves Networks e Prest. Serv. S.A. .................................................................................................................................................. 100% 100% Terra Networks USA, L.L.C ............................................................................................................................................................... 100% 100% 3. SUMÁRIO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a. Caixa e equivalentes a caixa: são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo, e não para investimento ou outros fins. Incluem caixa, saldos positivos em conta movimento e aplicações financeiras resgatáveis no prazo de até 90 dias das datas das contratações e com risco insignificante de mudança de seu valor de mercado. (Nota 4). b. Contas a receber de serviços, líquidas: estão avaliadas pelo valor dos serviços prestados de acordo com as condições contratadas, líquido da provisão para redução ao valor recuperável. Inclui os serviços prestados aos clientes que ainda não foram faturados até a data do balanço, bem como as contas a receber relacionadas à prestação de serviços à assinantes e de veiculação de publicidade. A provisão para redução ao valor recuperável é constituída em montante suficiente para cobrir eventuais perdas e considera principalmente a inadimplência esperada. (Nota 5). c. Despesas pagas antecipadamente: (i) conteúdo a apropriar - relativo ao direito de veiculação de conteúdo através de seu portal, reconhecidos no ativo quando do seu pagamento ou do início de sua exibição, amortizados pelo prazo de sua efetiva veiculação ou da vigência dos seus contratos; (ii) despesas a apropriar - relativamente a gastos pagos antecipadamente e que são apropriadas ao resultado em base linear de acordo com o período contratual do serviço ou período de exibição de publicidade. A amortização de conteúdo a apropriar é realizada à rubrica de custos de serviços prestados, enquanto as despesas a apropriar são reconhecidas às despesas com vendas ou administrativas, conforme sua natureza. (Nota 7). d. Investimentos: as participações societárias em controladas estão avaliadas pelo método da equivalência patrimonial nas demonstrações contábeis individuais, sendo reconhecido um passivo a descoberto das controladas com patrimônio líquido negativo. Nas demonstrações contábeis consolidadas os investimentos em controladas são consolidados integralmente. Com base no método da equivalência patrimonial, o investimento em controlada é contabilizado no balanço patrimonial ao custo, adicionado das variações após a aquisição da participação societária na controlada. As demonstrações contábeis das controladas são elaboradas para o mesmo período de divulgação da Companhia. Quando necessário, são efetuados ajustes para que as políticas contábeis estejam de acordo com as adotadas pela Companhia. As variações cambiais do patrimônio líquido do Terra Networks USA, L.L.C são reconhecidas no patrimônio líquido na Companhia em “Outros resultados abrangentes”. (Nota 10). e. Imobilizado: é demonstrado pelo custo de aquisição e/ou construção, deduzido da depreciação acumulada e de perdas por desvalorizações acumuladas, se aplicáveis. Os custos do ativo são capitalizados até o momento em que estejam nas condições previstas para sua entrada em operação. Os gastos subsequentes à entrada do ativo em operação são reconhecidos imediatamente no resultado, respeitando-se o regime de competência. Gastos que representem melhorias no ativo (aumento da capacidade instalada ou da vida útil) são capitalizados. A depreciação é calculada pelo método linear. As taxas de depreciação utilizadas estão de acordo com a expectativa de vida útil dos bens que se baseia em estudos técnicos (nota 11). f. Intangível: é demonstrado pelo custo de aquisição e/ou formação, deduzido da amortização acumulada e de perdas por desvalorizações acumuladas, se aplicáveis. A amortização é realizada pelo método linear para ativos intangíveis de vida útil definida com base no prazo de vida útil estimada (nota 12). g. Análise de recuperabilidade dos ativos: a Companhia e suas controladas revisam, quando as evidências lhes indicar, o valor contábil líquido dos ativos (incluindo entre outros, imobilizado e intangível) com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Sendo tais evidências identificadas e sendo o valor contábil líquido em excesso do valor recuperável, é constituída provisão para desvalorização ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável quando aplicável. Para determinar o valor de uso, são considerados os fluxos de caixa futuros gerados através do uso do ativo ou de sua unidade geradora de caixa, conforme o caso corresponda, os quais são descontados a valor presente utilizando uma taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições de mercado atuais para o valor do dinheiro ao longo do tempo e os riscos associados ao ativo específico. h. Provisões: As provisões são reconhecidas quando a Companhia ou controladas tem uma obrigação presente como resultado de um acontecimento passado, onde é provável que uma saída de recursos envolvendo benefícios econômicos seja necessária para liquidar a obrigação e uma estimativa razoável possa ser efetuada do montante dessa obrigação. As provisões são atualizadas até a data do balanço pelo montante provável da perda, observada a natureza de cada contingência. As provisões para demandas judiciais estão apresentadas pelo seu montante bruto, sem considerar os correspondentes depósitos judiciais e são classificadas como cíveis, trabalhistas, tributárias e regulatórias. Os depósitos judiciais estão classificados como ativo, dado que não existem as condições requeridas para apresentá-los líquidos com a provisão (Nota 16). i. Outros ativos e passivos: um ativo é reconhecido no balanço quando for provável que seus benefícios econômicos futuros serão gerados em favor da Companhia e suas controladas e seu custo puder ser mensurado com segurança. Um passivo é reconhecido no balanço quando a Companhia e suas controladas possuem uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado. Os ativos e passivos são classificados como circulantes quando sua realização ou liquidação é provável que ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes. j. Reconhecimento das receitas: as receitas correspondem, substancialmente, ao valor das contraprestações recebidas ou recebíveis decorrentes da prestação de serviços e estão sendo apresentadas líquidas dos tributos e descontos incidentes sobre as mesmas. A receita é reconhecida quando o valor da mesma pode ser mensurado de maneira confiável, é provável que benefícios econômicos futuros sejam transferidos à Companhia e suas controladas, os custos incorridos na transação possam ser mensurados, os riscos e benefícios foram substancialmente transferidos ao comprador e quando critérios específicos forem satisfeitos para cada uma das atividades da Companhia e controladas. A Companhia avalia as transações de receita de acordo com os critérios específicos para determinar se está atuando como agente ou principal e, ao final, concluiu que está atuando como principal em todos os seus contratos de receita. As principais receitas são: • Serviços de provimento de acesso: reconhecido linearmente no período em que os serviços são prestados. Quando o serviço já tiver sido prestado, mas ainda não faturado, o valor é mensurado e registrado à conta de serviços de provimento de acesso a faturar. • Publicidade veiculada: reconhecida ao resultado durante o período de veiculação das peças publicitárias. As receitas de serviços estão sujeitas basicamente aos seguintes tributos indiretos: Programa de Integração Social - PIS, Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - COFINS e Imposto sobre Serviços - ISS. Na demonstração de resultado, as receitas são apresentadas líquidas desses tributos (Nota 18). k. Saldos e transações em moeda estrangeira: a moeda funcional da Companhia é o Real. As transações em moeda estrangeira foram convertidas com base na taxa de câmbio da data da transação. Os ativos e passivos em moeda estrangeira foram convertidos pela taxa de câmbio na data do balanço. As variações cambiais decorrentes das operações em moeda estrangeira foram reconhecidas no resultado como receita ou despesa financeira. l. Imposto de renda e contribuição social: A despesa com imposto de renda e contribuição social inclui os efeitos de impostos correntes e diferidos. O valor contábil dos ativos e passivos referentes ao imposto corrente do período em curso e de períodos anteriores representa o montante que se estima recuperar ou a pagar às autoridades tributárias. As taxas fiscais e a legislação tributária utilizadas no cálculo dos mencionados montantes são as que estão vigorando na data do balanço. O valor dos impostos diferidos é obtido a partir da análise do balanço considerando as diferenças temporárias, que são aquelas geradas por diferenças entre os valores fiscais de ativos e passivos e seu respectivo valor contábil e de prejuízos fiscais e bases negativas. Os ativos e passivos fiscais diferidos são classificados no balanço patrimonial como não circulantes, independentemente da expectativa de realização. m. Instrumentos financeiros (i) Ativos financeiros Reconhecimento inicial e mensuração Ativos financeiros são classificados como ativos financeiros a valor justo por meio do resultado, como empréstimos e recebíveis, investimentos mantidos até o vencimento, ativos financeiros disponíveis para venda ou derivativos classificados como instrumentos de hedge eficazes, conforme a situação. A Companhia determina a classificação dos seus ativos financeiros no momento do seu reconhecimento inicial, quando ele se torna parte das disposições contratuais do instrumento. Ativos financeiros são reconhecidos inicialmente ao valor justo, acrescidos, no caso de investimentos não designados a valor justo por meio do resultado, dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à aquisição do ativo financeiro. Vendas e compras de ativos financeiros que requerem a entrega de bens dentro de um cronograma estabelecido por regulamento ou convenção no mercado (compras regulares) são reconhecidas na data da operação, ou seja, a data em que a Companhia se compromete a comprar ou vender o bem. Os ativos financeiros da Companhia e controladas incluem caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes e outras contas a receber e outros recebíveis, instrumentos financeiros cotados e não cotados e instrumentos financeiros derivativos. (ii) Redução do valor recuperável de ativos financeiros A Companhia avalia na data do encerramento social do exercício se há alguma evidência objetiva que determine se o ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros não é recuperável. Um ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros é considerado como não recuperável se, e somente se, houver evidência objetiva de ausência de recuperabilidade como resultado de um ou mais eventos que tenham acontecido depois do reconhecimento inicial do ativo (“um evento de perda” incorrida) e este evento de perda tenha impacto no fluxo de caixa futuro estimado do ativo financeiro ou do grupo de ativos financeiros que possam ser razoavelmente estimados. (iii) Passivos financeiros Reconhecimento inicial e mensuração Passivos financeiros são classificados como passivos financeiros a valor justo por meio do resultado, empréstimos e financiamentos, ou como derivativos classificados como instrumentos de hedge, conforme o caso. A Companhia determina a classificação dos seus passivos financeiros no momento do seu reconhecimento inicial. Passivos financeiros são inicialmente reconhecidos a valor justo e, no caso de empréstimos e financiamentos, são acrescidos do custo da transação diretamente relacionado. Os passivos financeiros da Companhia e controladas incluem contas a pagar a fornecedores e outras contas a pagar, empréstimos e financiamentos e instrumentos financeiros derivativos.
Controladora ____________________ 2012 2011 _______ _______ Caixa gerado (utilizado) pelas atividades operacionais Lucro (prejuízo) líquido do exercício ....................................................................................... (157.278) 37.308 Despesas que não representam movimentação no caixa................................................... 76.011 36.252 _______ _______ Depreciações e amortizações ................................................................................................ 27.623 20.398 Resultado de equivalência patrimonial ................................................................................... 4.119 (223) Provisão para demandas judiciais .......................................................................................... 967 (905) Provisão para crédito de liquidação duvidosa......................................................................... 38.451 16.749 Juros de empréstimos............................................................................................................. 944 Valor residual de ativos imobilizados ...................................................................................... 3.734 Outros ..................................................................................................................................... 173 233 Aumento (redução) no ativo operacional:.................................................................................. 4.440 (65.934) _______ _______ Contas a receber de clientes líquidos..................................................................................... (1.644) (47.619) Despesas antecipadas............................................................................................................ 8.694 (4.499) Depósitos judiciais .................................................................................................................. (50) (504) Créditos com empresas ligadas.............................................................................................. (5.026) (4.294) Outros ativos circulantes......................................................................................................... 2.826 (8.075) Outros ativos não circulantes.................................................................................................. (360) (943) (Aumento) redução no passivo operacional: ............................................................................. 5.652 (10.118) _______ _______ Pessoal, encargos e benefícios sociais .................................................................................. (629) (3.000) Fornecedores.......................................................................................................................... 17.022 10.145 Impostos, taxas e contribuições.............................................................................................. (12.692) (18.274) Obrigações com empresas ligadas......................................................................................... 1.951 1.011 _______ _______ Total do caixa gerado (utilizado) pelas atividades operacionais........................................ (71.175) (2.492) _______ _______ Caixa utilizado nas atividades de investimento Aquisições de imobilizado e intangível ................................................................................... (35.863) (30.343) Aporte de capital em controladas ........................................................................................... (15.282) _______ _______Total do caixa utilizado pelas atividades de investimento .................................................. (51.145) (30.343) _______ _______ Caixa gerado pelas atividades de financiamento Captação de Empréstimos...................................................................................................... 98.055 _______ _______Total do caixa gerado pelas atividades de financiamento .................................................. 98.055 _______ _______Redução no caixa e equivalentes a caixa ............................................................................. (24.265) (32.835) _______ _______ Caixa e equivalentes no Início do exercício.......................................................................... 42.428 75.263 Caixa e equivalentes no final do exercício............................................................................ 18.163 42.428 _______ _______ Redução no caixa e equivalentes a caixa ............................................................................. (24.265) (32.835) _______ _______ As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
Consolidado ___________________ 2012 2011 _______ _______ (157.278) 80.033 _______ 35.796 967 38.787 944 3.738 (199) (15.282) _______ (18.015) 8.523 (48) (8.445) 3.065 (362) 12.997 _______ (477) 24.760 (13.396) 2.110 _______ (79.530) _______
37.308 42.248 _______ 27.660 (905) 16.548 (1.055) (73.325) _______ (53.127) (6.563) (506) (3.094) (9.092) (943) (5.323) _______ (2.681) 12.521 (17.611) 2.448 _______ 908 _______
(42.590) _______(42.590) _______
(35.560) _______(35.560) _______
98.055 _______ 98.055 _______ (24.065) _______ 43.845 19.780 _______ (24.065) _______
______________(34.652) _______ 78.497 43.845 _______ (34.652) _______
n. Planos de benefícios pós-emprego: a Companhia patrocina individualmente planos de aposentadoria para empregados ativos. Os passivos atuariais de planos com características de benefício definido foram calculados adotando-se o método de crédito unitário projetado. Os ganhos e perdas atuariais são reconhecidos de forma imediata em Outros Resultados Abrangentes. Para os planos com características de contribuições definidas, a obrigação é limitada ao pagamento das contribuições, as quais são reconhecidas no resultado nos respectivos períodos de competência. O ativo ou passivo de plano de benefício definido a ser reconhecido nas demonstrações contábeis corresponde ao valor presente da obrigação pelo benefício definido, menos custos de serviços passados ainda não reconhecidos e menos o valor justo dos ativos do plano que serão usados para liquidar as obrigações. Os ativos do plano são ativos mantidos por uma entidade fechada de previdência complementar. Os ativos do plano não estão disponíveis aos credores da Companhia e não podem ser pagos diretamente a Companhia. O valor justo se baseia em informações sobre preço de mercado e, no caso de títulos cotados, no preço de compra publicado. O valor de qualquer ativo de beneficio definido reconhecido é limitado a soma de qualquer custo de serviço passado ainda não reconhecido e ao valor presente de qualquer benefício econômico disponível na forma de redução nas contribuições patronais futuras do plano. (Nota 24). o. Estimativas contábeis: a preparação das demonstrações contábeis da Companhia requer que a administração faça julgamentos e estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas, despesas, ativos e passivos, bem como as divulgações de passivos contingentes, na data base das demonstrações contábeis. Contudo, a incerteza relativa a essas premissas e estimativas pode levar a resultados que requeiram um ajuste significativo ao valor contábil do ativo ou passivo afetado em períodos futuros. As principais premissas relativas a fontes de incerteza nas estimativas futuras e outras importantes fontes de incerteza em estimativas na data do balanço, envolvendo risco significativo de causar um ajuste significativo no valor contábil dos ativos e passivos no próximo exercício financeiro, são discutidas a seguir: Perda por redução ao valor recuperável de ativos não financeiros: Uma perda por redução ao valor recuperável existe quando o valor contábil de um ativo ou unidade geradora de caixa excede o seu valor recuperável, o qual é o maior entre o valor justo menos custos de venda e o valor em uso. O cálculo do valor justo menos custos de vendas é baseado em informações disponíveis de transações de venda de ativos similares ou preços de mercado menos custos adicionais para descartar o ativo. O cálculo do valor em uso é baseado no modelo de fluxo de caixa descontado. Os fluxos de caixa derivam do orçamento conforme plano de negócios da Companhia e não incluem atividades de reorganização com as quais a Companhia ainda não tenha se comprometido ou investimentos futuros significativos que melhorarão a base de ativos da unidade geradora de caixa objeto de teste. O valor recuperável é sensível à taxa de desconto utilizada no método de fluxo de caixa descontado, bem como aos recebimentos de caixa futuros esperados e à taxa de crescimento utilizada para fins de extrapolação. Impostos: Existem incertezas com relação à interpretação de regulamentos tributários complexos e ao valor e época de resultados tributáveis futuros. A Companhia constitui provisões, com base em estimativas cabíveis, para eventuais consequências de auditorias por parte das autoridades fiscais das respectivas jurisdições em que opera. O valor dessas provisões baseia-se em vários fatores, como experiência de auditorias fiscais anteriores e interpretações divergentes dos regulamentos tributários pela entidade tributável e pela autoridade fiscal responsável. Essas diferenças de interpretação podem surgir numa ampla variedade de assuntos, dependendo das condições vigentes no respectivo domicílio da Companhia. Provisões: A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais. Benefícios de aposentadoria: O custo de planos de aposentadoria com benefícios definidos e o valor presente da obrigação de aposentadoria são determinados utilizando métodos de avaliação atuarial. A avaliação atuarial envolve o uso de premissas sobre as taxas de desconto, taxas de retorno de ativos esperadas, aumentos salariais futuros, taxas de mortalidade e aumentos futuros de benefícios de aposentadorias e pensões. A obrigação de benefício definido é altamente sensível a mudanças nessas premissas. Todas as premissas são revisadas a cada data-base. A taxa de mortalidade se baseia em tábuas de mortalidade disponíveis no país. Aumentos futuros de salários e de benefícios de aposentadoria e de pensão se baseiam nas taxas de inflação futuras esperadas para o país. p. Demonstração dos fluxos de caixa: a demonstração dos fluxos de caixa reflete as modificações no caixa que ocorreram nos exercícios apresentados utilizando-se o método indireto. Os termos utilizados na demonstração dos fluxos de caixa são os seguintes: • Atividades operacionais: referem-se às principais transações da Companhia e suas controladas e outras atividades que não são de investimento e de financiamento; • Atividades de investimento: referem-se às adições e baixas dos ativos não circulantes e outros investimentos não incluídos no caixa e equivalentes de caixa; • Atividades de financiamento: referem-se às atividades que resultam em mudanças na composição do patrimônio e empréstimos e financiamentos. q. Ajuste a valor presente de ativos e passivos: Os ativos e passivos monetários circulantes e não circulantes, quando o efeito é considerado relevante em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto, são ajustados pelo seu valor presente. O ajuste a valor presente é calculado levando em consideração os fluxos de caixa contratuais e a taxa de juros explícita, e em certos casos implícita, dos respectivos ativos e passivos. Dessa forma, os juros embutidos nas receitas, as despesas e os custos associados a esses ativos e passivos são descontados com o intuito de reconhecê-los em conformidade com o regime de competência. Posteriormente, esses juros são realocados nas linhas de despesas e receitas financeiras na demonstração do resultado por meio da utilização do método da taxa efetiva de juros em relação aos fluxos de caixa contratuais. As taxas de juros implícitas aplicadas foram determinadas com base em premissas e são consideradas estimativas contábeis. Com base nas análises efetuadas e na melhor estimativa, a Companhia e suas controladas concluíram que o ajuste a valor presente dos ativos e passivos monetários circulantes é irrelevante em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto e, dessa forma, não registrou nenhum ajuste. r. Pronunciamentos do CPC ainda não em vigor em 31 de dezembro de 2012: Na data de elaboração destas demonstrações contábeis, os seguintes pronunciamentos, alterações e interpretações do CPC haviam sido publicados até 31 de dezembro de 2012, porém não eram de aplicação obrigatória: CPC 18 (R2) Investimentos em Coligadas, em Controlada e em Empreendimentos Controlados em Conjunto (Revisão): Como consequência do recente CPC 45 e alterações no CPC 19, esta revisão descreve a aplicação do método patrimonial para investimentos em joint ventures, além do investimento em associadas. A aplicação desta nova revisão não terá impacto para a Companhia. Esta revisão entrará em vigor para os períodos anuais iniciando em ou a partir de 1º de janeiro de 2013. CPC 19 (R1) Empreendimentos Conjuntos: O CPC 19 (R1) elimina a opção de contabilização de Entidades Controladas em Conjunto (ECC) com base na consolidação proporcional. Em vez disso, as ECC que se enquadrarem na definição de empreendimento conjunto (joint venture) deverão ser contabilizadas ( com base no método da equivalência patrimonial. A aplicação desta revisão não terá impacto para a Companhia. Esta norma entra em vigor para períodos anuais com início a partir 1º de janeiro de 2013. CPC 33 (R1) Benefícios a Empregados (Revisão): O CPC emitiu alterações ao CPC 33. Tais emendas englobam desde alterações fundamentais, como a remoção do mecanismo do corredor e o conceito de retornos esperados sobre ativos do plano, até simples esclarecimentos sobre valorizações e desvalorizações e reformulação. A aplicação desta revisão está sendo avaliada pela Companhia. Esta revisão entrará em vigor para os períodos anuais iniciando em ou após 1º de janeiro de 2013. CPC 36 (R3) Demonstrações Consolidadas e CPC 35 (R2) Demonstrações Separadas: A 3ª. revisão do CPC 36 substitui a parte do CPC 35 (R1) no que trata da contabilização das demonstrações contábeis consolidadas. O CPC 36 (R3) estabelece um modelo único de controle que se aplica a todas as entidades, inclusive entidades de propósito específico. As mudanças introduzidas pelo CPC 36 (R3) exigirão que a Administração exerça julgamento significativo para determinar quais entidades são controladas e, portanto, obrigadas a serem consolidadas por uma controladora, comparativamente aos requisitos que estavam no CPC 35 (R1). A aplicação desta nova revisão está sendo avaliada pela Companhia. Esta norma entra em vigor para períodos anuais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2013. CPC 40 (R1) - Divulgações - Compensação entre Ativos Financeiros e Passivos Financeiros (Revisões): Estas revisões exigem que uma entidade divulgue informações sobre os direitos à compensação e acordos relacionados (por exemplo, acordos de garantia). As divulgações fornecem informações úteis aos usuários para avaliar o efeito de acordos de compensação sobre a posição financeira de uma entidade. As novas divulgações são necessárias para todos os instrumentos financeiros reconhecidos que são compensados de acordo com o CPC 39 Instrumentos Financeiros - Apresentação. As divulgações também se aplicam a instrumentos financeiros reconhecidos que estão sujeitos a um contrato principal de compensação ou acordo semelhante, independentemente de serem ou não compensados de acordo com o CPC 39. A aplicação desta revisão está sendo avaliada pela Companhia. A revisão entrará em vigor para os períodos anuais iniciados em ou após 1º de janeiro de 2013. CPC 45 Divulgação de Participações em Outras Entidades: O CPC 45 inclui todas as divulgações anteriormente incluídas no CPC 35 (R1) relacionadas às demonstrações contábeis consolidadas, bem como todas as divulgações que foram previamente incluídas no CPC 19 (R1) e CPC 18 (R2). Estas divulgações são relacionadas às participações de uma entidade em controladas, empreendimentos conjuntos, associadas e entidades estruturadas. Uma série de novas divulgações também são necessárias, mas não haverá impacto sobre a posição financeira ou o desempenho da Companhia. Esta norma terá vigência para períodos anuais com início em ou após 1º de janeiro de 2013. CPC 46 Mensuração do Valor Justo: O CPC 46 estabelece uma única fonte de orientação nos pronunciamentos para todas as mensurações do valor justo. O CPC 46 não muda a determinação de quando uma entidade é obrigada a utilizar o valor justo, mas fornece orientação sobre como mensurar o valor justo de acordo com os CPC´s, quando o valor justo é exigido ou permitido. Esta norma terá vigência para períodos anuais com início em ou após 1º de janeiro de 2013. A aplicação desta norma não terá impacto para a Companhia. 4. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Controladora Consolidado ____________________ ___________________ 2012 2011 2012 2011 _______ _______ _______ _______ Caixa e contas bancárias .......................................................................................................... 5.442 1.104 7.059 2.521 Aplicações financeiras............................................................................................................... 12.721 41.324 12.721 41.324 _______ _______ _______ _______ 18.163 42.428 19.780 43.845 _______ _______ _______ _______ As aplicações financeiras de curto prazo, principalmente em CDB, são remuneradas com base na variação da taxa dos Certificados de Depósitos Interbancários - CDI, tem liquidez imediata e são mantidas junto a instituições financeiras de primeira linha (assim considerado os 10 maiores bancos por ativo do país). 5. CONTAS A RECEBER DE SERVIÇOS, LÍQUIDAS Controladora Consolidado ____________________ ___________________ 2012 2011 2012 2011 _______ _______ _______ _______ Serviços de provimento de acesso faturados............................................................................ 90.910 58.950 100.296 70.625 Serviços de provimento a faturar............................................................................................... 10.195 10.839 10.195 13.436 Publicidade veiculada ................................................................................................................ 30.283 73.022 51.823 73.254 _______ _______ _______ _______ 131.388 142.811 162.314 157.315 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ......................................................................... (39.804) (14.420) (40.303) (14.532) _______ _______ _______ _______ 91.584 128.391 122.011 142.783 _______ _______ _______ _______ Controladora Consolidado ____________________ ___________________ 2012 2011 2012 2011 _______ _______ _______ _______ A vencer .................................................................................................................................... 72.940 102.339 103.404 116.703 Vencidos - 01 a 30 dias ............................................................................................................. 11.208 8.946 11.278 8.985 Vencidos - 31 a 60 dias ............................................................................................................. 4.904 5.988 4.948 6.016 Vencidos - 61 a 90 dias ............................................................................................................. 3.677 7.222 3.731 7.239 Vencidos - 91 a 120 dias ........................................................................................................... 3.271 1.345 3.308 1.351 Vencidos há mais de 120 dias................................................................................................... 35.388 16.971 35.645 17.021 _______ _______ _______ _______ 131.388 142.811 162.314 157.315 _______ _______ _______ _______ Controladora Consolidado ____________________ ___________________ Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa 2012 2011 2012 2011 _______ _______ _______ _______ Saldo inicial ............................................................................................................................... (14.420) (31.663) (14.532) (32.321) Provisão constituída .................................................................................................................. (38.451) (16.749) (38.787) (16.548) Baixas........................................................................................................................................ 13.067 33.992 13.016 34.337 _______ _______ _______ _______ Saldo final.................................................................................................................................. (39.804) (14.420) (40.303) (14.532) _______ _______ _______ _______ 6. SALDOS E TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Controladora Consolidado ____________________ ___________________ ATIVO 2012 2011 2012 2011 _______ _______ _______ _______ Ativo Circulante Contas a Receber.................................................................................................................. 2.242 1.251 2.242 2.479 _______ _______ _______ _______ A.Telecom S.A. ..................................................................................................................... 390 705 390 705 Terra Networks Argentina ..................................................................................................... 229 Terra Networks Chile ............................................................................................................ 171 Terra Networks México ......................................................................................................... 261 Terra Networks Peru............................................................................................................. 332 Vivo S.A................................................................................................................................ 1.592 491 1.592 491 Outras................................................................................................................................... 260 55 260 290 Despesas pagas antecipadamente ..................................................................................... 783 ______________ ______________Terra Networks Operations................................................................................................... 783 -
continua
DIÁRIO DO COMÉRCIO
18 -.ECONOMIA/LEGAIS
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
continuação
TERRA NETWORKS BRASIL S.A. CNPJ nº 91.088.328/0001-67 - Companhia Fechada NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS DE 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E 2011 (Em milhares de reais - R$, exceto quando indicado de outra forma) ATIVO Ativo Não Circulante Créditos com empresas ligadas.......................................................................................... Telefónica de España S.A.U. ................................................................................................ Telefónica S.A....................................................................................................................... Terra Networks Argentina ..................................................................................................... Terra Networks Chile ............................................................................................................ Terra Networks Colômbia ..................................................................................................... Terra Networks México ......................................................................................................... Terra Networks Operations................................................................................................... Terra Networks Peru............................................................................................................. Outras................................................................................................................................... Total do Ativo ........................................................................................................................... PASSIVO Passivo Circulante Fornecedores ........................................................................................................................ Atento Brasil S.A. (*)............................................................................................................. Telefônica Brasil S.A............................................................................................................. Telefônica Data S.A. ............................................................................................................. Telefônica Serviços Empresariais do Brasil Ltda. ................................................................ Terra Networks Operations................................................................................................... Vivo S.A................................................................................................................................ Outras................................................................................................................................... Obrigações com empresas ligadas..................................................................................... Telefonica Global Technology S.A.U..................................................................................... Telefónica Internacional S.A. ................................................................................................ Telefónica S.A....................................................................................................................... Telefonica USA ..................................................................................................................... Terra Networks Argentina ..................................................................................................... Terra Networks Chile ............................................................................................................ Outras................................................................................................................................... Total do Passivo ......................................................................................................................
Controladora ____________________ 2012 2011 _______ _______
Consolidado ___________________ 2012 2011 _______ _______
11.553 _______ 2.002 706 1.609 2.315 1.145 1.093 1.394 938 351 _______ 13.795 _______
13.768 _______ 2.491 853 2.804 3.076 1.246 1.503 1.391 404 _______ 16.010 _______
13.913 _______ 4.685 969 7.411 627 221 6.535 _______ 915 1.002 3.812 361 126 319 _______ 20.448 _______
6.527 _______ 171 738 1.258 914 332 1.700 1.204 191 19 _______ 8.561 _______
16.990 _______ 7.385 6.663 327 912 1.598 105 4.584 _______ 967 2.627 316 215 459 _______ 21.574 _______ Controladora ____________________ 2012 2011 _______ _______
5.323 _______ 171 738 1.258 914 332 1.700 191 19 _______ 7.802 _______
6.502 _______ 4.685 969 17 627 204 10.916 _______ 957 1.007 4.035 3.271 622 306 718 _______ 17.418 _______
16.990 _______ 7.385 6.663 327 912 1.598 105 8.806 _______ 29 981 2.790 3.663 438 215 690 _______ 25.796 _______ Consolidado ___________________ 2012 2011 _______ _______
RESULTADO Receitas Receita operacional .............................................................................................................. 7.160 3.339 13.191 3.264 _______ _______ _______ _______ A.Telecom S.A. ..................................................................................................................... 1.551 3.096 1.551 3.096 Telefônica Brasil S.A............................................................................................................. 815 815 Terra Networks Argentina ..................................................................................................... 13 146 987 146 Terra Networks Chile ............................................................................................................ 9 1 843 1 Terra Networks México ......................................................................................................... 44 17 2.853 17 Terra Networks Peru............................................................................................................. 3 617 Vivo S.A................................................................................................................................ 4.603 4.603 Outras................................................................................................................................... 122 79 922 4 _______ _______ _______ _______ Total de Receitas ..................................................................................................................... 7.160 3.339 13.191 3.264 _______ _______ _______ _______ Custos e despesas Custos dos serviços prestados........................................................................................... (38.515) (57.767) (22.243) (35.566) _______ _______ _______ _______ Atento Brasil S.A. (*)............................................................................................................. (20.396) (20.396) Telefônica Brasil S.A............................................................................................................. (4.606) (6.227) (4.606) (6.227) Telefônica Data S.A. ............................................................................................................. (2.389) (1.272) (2.389) (1.272) Telefónica de España S.A.U. ................................................................................................ (815) (815) Telefonica Global Technology S.A.U..................................................................................... (923) (723) (978) (723) Telefónica Internacional S.A. ................................................................................................ (29) (408) Telefónica S.A....................................................................................................................... (474) (930) (531) (930) Telefônica Serviços Empresariais do Brasil Ltda. ................................................................ (997) (997) Telefonica USA ..................................................................................................................... (4.367) Terra Networks Argentina ..................................................................................................... (913) (1.128) Terra Networks Chile ............................................................................................................ (1.652) (1.411) (1.709) (1.411) Terra Networks México ......................................................................................................... (2.336) (1.916) (2.367) (1.916) Terra Networks Operations................................................................................................... (21.860) (22.201) Terra Networks Peru............................................................................................................. (582) (324) (614) (324) Terra Networks Venezuela.................................................................................................... (10) (624) (9) Vivo S.A................................................................................................................................ (113) (1.683) (113) (1.683) Outras................................................................................................................................... (845) (684) (976) (267) Despesas com vendas ......................................................................................................... (1.997) (6.038) (1.998) (6.038) _______ _______ _______ _______ Atento Brasil S.A. (*)............................................................................................................. (5.835) (5.835) Telefônica Brasil S.A............................................................................................................. (450) (203) (450) (203) Telefónica de España S.A.U. ................................................................................................ (971) (971) Terra Networks Colombia ..................................................................................................... (412) (412) Outras................................................................................................................................... (164) (165) Despesas gerais e administrativas ..................................................................................... (4.459) (10.698) (4.444) (10.698) _______ _______ _______ _______ Atento Brasil S.A. (*)............................................................................................................. (6.623) (6.623) Telefônica Brasil S.A............................................................................................................. (820) (1.358) (820) (1.358) Telefónica de España S.A.U. ................................................................................................ Telefônica Serviços Empresariais do Brasil Ltda. ................................................................ (916) (2.448) (916) (2.448) Vivo S.A................................................................................................................................ (2.504) (2.504) Outras................................................................................................................................... (219) (269) (204) (269) _______ _______ _______ _______ Total de Custos e Despesas ................................................................................................... (44.971) (74.503) (28.685) (52.302) _______ _______ _______ _______ (*) a partir de 2012, a Atento Brasil deixou de ser uma empresa do Grupo Telefônica. a) Composição dos saldos • O saldo de “Contas a receber de serviço” é composto principalmente por direitos a receber referente à prestação de serviços de veiculação de publicidade, desenvolvimento e venda de conteúdo. • O saldo de “Créditos com empresas ligadas” e “Obrigações com empresas ligadas” são representados principalmente por operações com empresas ligadas no exterior, referentes ao rateio de gastos corporativos, compra de conteúdo para Internet, veiculação de publicidade e serviços de auditoria de audiência. • A “Receita operacional e repasses” referem-se, principalmente, à veiculação de publicidade, à venda de soluções de caixas postais e ao desenvolvimento e venda de conteúdo para empresas ligadas ao Grupo Telefônica. • O “Custo dos serviços prestados” refere-se a serviços de telefonia, serviços de “help desk” e compra de conteúdo de internet, prestados por empresas ligadas ao grupo controlador. • As “Despesas com vendas” referem-se a serviços de marketing prestados por empresas ligadas ao grupo controlador. • As “Despesas gerais e administrativas” referem-se aos gastos cobrados pelo rateio corporativos e serviços de cobranças. b) Honorários da Administração A Companhia pagou aos seus administradores na forma de salário, pró-labore, benefícios de extinção de vínculo empregatício e remuneração variável (bônus), o valor total de R$ 6.696 (R$ 4.105 em 2011). Adicionalmente, o Terra para o exercício de 2012 não pagou nenhuma remuneração referente ao Performance Share Plan - PSP, incentivo de longo prazo. Esses montantes foram contabilizados como despesas de pessoal. 7. DESPESAS PAGAS ANTECIPADAMENTE Controladora Consolidado ____________________ ___________________ 2012 2011 2012 2011 _______ _______ _______ _______ Conteúdo a apropriar Contratos de conteúdo............................................................................................................ 2.329 19.252 2.329 19.252 Despesas a apropriar Contratos de publicidade ........................................................................................................ 4.996 12.308 7.970 15.893 Contratos de manutenção....................................................................................................... 13.306 8.261 13.306 7.478 Projeto Linha Amarela Metrô (*) ............................................................................................. 10.209 10.209 Outros ..................................................................................................................................... 456 169 455 169 _______ _______ _______ _______ Total ........................................................................................................................................... 31.296 39.990 34.269 42.792 _______ _______ _______ _______ Circulante .................................................................................................................................. 18.119 31.513 19.968 33.189 Não circulante............................................................................................................................ 13.177 8.477 14.301 9.603 _______ _______ _______ _______ (*) Direito de uso de espaço para a instalação e exploração comercial de telas para veiculação de publicidade. 8. TRIBUTOS DIFERIDOS A Companhia constitui imposto de renda e contribuição social diferidos ativos, sobre diferenças temporárias, prejuízos fiscais e bases negativas de contribuição social considerando a expectativa de geração de lucro tributável futuro, que foram baseados em estudo técnico de viabilidade. Controladora/Consolidado _______________________________________ Constituição/ 2011 Reversão líquida 2012 ________ _______________ ________ Diferenças temporárias Provisão para créditos de liquidação duvidosa (a).............................................................................. 2.391 3.361 5.752 Provisões indedutíveis......................................................................................................................... 23.031 16.431 39.462 Depreciação e amortização (b) ........................................................................................................... 5.731 707 6.438 Provisão para litígios e passivos tributários (c) ................................................................................... 17.397 (1.315) 16.082 Prejuízos fiscais e bases negativas..................................................................................................... 98.806 (19.184) 79.622 ________ _______________ ________ Total não circulante.............................................................................................................................. 147.356 147.356 ________ _______________________ (a) Parte do valor da provisão para créditos de liquidação duvidosa, por atender aos critérios fiscais, já foi considerada como dedutível, sendo os impostos diferidos constituídos apenas para a parcela que ainda não é considerada como dedutível. (b) Refere-se a diferença entre a depreciação apurada pelas taxas fiscais e a depreciação com base nas taxas de vida útil efetiva adotada para fins contábeis. (c) Os passivos tributários referem-se a tributos com exigibilidade suspensa com base em medidas liminares. Os impostos diferidos sobre prejuízos fiscais e bases negativas foram reconhecidos na extensão permitida pelo estudo técnico de avaliação do lucro tributário futuro, levando em consideração um prazo de 10 anos. A previsão de realização de ativos fiscais diferidos da controladora e consolidado em 31 de dezembro de 2012 é, conforme demonstrado: Ano Valores __________ 2013.................................................................................................................................................................................................................... 49.972 2014.................................................................................................................................................................................................................... 9.796 2015.................................................................................................................................................................................................................... 9.235 2016.................................................................................................................................................................................................................... 8.544 2017.................................................................................................................................................................................................................... 7.688 A partir de 2017.................................................................................................................................................................................................. __________ 62.121 Totais .................................................................................................................................................................................................................. __________ 147.356 Os valores de tributos diferidos acima estão baseados em projeções que podem sofrer alterações no futuro. 9. DEPÓSITOS JUDICIAIS Controladora Consolidado ____________________ ___________________ 2012 2011 2012 2011 _______ _______ _______ _______ Tributários (*) ............................................................................................................................. 37.988 37.971 37.988 37.971 Trabalhistas ............................................................................................................................... 2.992 2.992 2.992 2.992 Civil............................................................................................................................................ 1.543 1.543 1.543 1.543 Bloqueios judiciais (**)............................................................................................................... 5.896 5.863 5.896 5.865 _______ _______ _______ _______ Total não circulante.................................................................................................................... 48.419 48.369 48.419 48.371 _______ _______ _______ _______ (*) Referem-se substancialmente a depósitos judiciais relativos ao processo da Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico - CIDE, conforme comentado na nota 15.b. (**) Refere-se a bloqueios efetuados em conta corrente bancária por determinação/decisão judicial. 10. INVESTIMENTOS As participações em controladas são como segue: Patrimônio Resultado Controladas % de Participação Ativo Passivo Receita Líquido ___________ do Exercício ________________ ______ _______ _______ __________ Terra Networks USA, L.L.C ................................................... 100,00 44.536 18.284 55.581 26.252 (6.590) Fortaleza Networks Prest. de Serv. de Internet S.A............... 100,00 9.185 2.624 3.019 6.561 2.480 Waves Networks e Prest. Serv. S.A. ...................................... 100,00 2.570 (2.570) (9) Os investimentos são representados por: Diferença de Resultado de conversão de equivalência Aporte de investimento 31/12/2011 patrimonial capital no exterior 31/12/2012 __________ ____________ _________ ____________ __________ Terra Networks USA, L.L.C .......................................................... 15.859 (6.590) 15.282 1.701 26.252 Fortaleza Networks Prest. de Serv. de Internet S.A...................... 4.081 2.480 6.561 Waves Networks e Prest. Serv. S.A. ............................................. __________ (2.561) (9) (2.570) ____________ _________ ____________ __________ 17.379 (4.119) 15.282 1.701 30.243 __________ ____________ _________ ____________ __________ Total de Investimentos .................................................................. 19.940 32.813 Total de passivo a descoberto em controladas ............................ __________ (2.561) (2.570) __________ Total .............................................................................................. __________ 17.379 30.243 __________ Diferença de Resultado de conversão de equivalência Aporte de investimento 31/12/2010 patrimonial capital no exterior 31/12/2011 __________ ____________ _________ ____________ __________ Terra Networks USA, L.L.C .......................................................... 15.671 (1.757) 1.945 15.859 Fortaleza Networks Prest. de Serv. de Internet S.A...................... 2.095 1.986 4.081 Waves Networks e Prest. Serv. S.A. ............................................. __________ (2.555) (6) (2.561) ____________ _______________________________ 15.211 223 1.945 17.379 __________ ____________ _____________________ __________ Total de Investimentos .................................................................. 17.766 19.940 Total de passivo a descoberto em controladas ............................ __________ (2.555) (2.561) __________ Total .............................................................................................. __________ 15.211 17.379 __________ 11. IMOBILIZADO Controladora _______________________________________________________________________ Taxa anual Saldo em Saldo em de depr. % 31/12/2011 Adições Baixas Transferência Depreciação 31/12/2012 __________ _________ _______ ______ ___________ ___________ _________ Equipamentos de informática .................. 20 16.884 14.162 (11.981) 19.065 Móveis e utensílios e benfeitorias............ 10 a 33 7.532 610 (2.947) 5.195 Máquinas, equipamentos e instalações .. 10 4.367 8.033 (923) 11.477 Outros ativos ........................................... 20 191 1 (36) 156 Bens e instalações em andamento ......... 22.806 (22.806) ___________________________ _________________ _________28.974 22.806 (15.887) 35.893 _________ _______ ____________________________ _________ Custo total ............................................... 145.522 165.567 Depreciação acumulada.......................... (116.548) (129.674) _________ _________ Imobilizado líquido................................... 28.974 35.893 _________ _________ Controladora _______________________________________________________________________ Taxa anual Saldo em Saldo em de depr. % 31/12/2010 Adições Baixas Transferência Depreciação 31/12/2011 __________ _________ _______ ______ ___________ ___________ _________ Equipamentos de informática .................. 20 8.950 15.084 (7.150) 16.884 Móveis e utensílios e benfeitorias............ 10 a 33 6.370 4.745 (3.583) 7.532 Máquinas, equipamentos e instalações .. 10 3.072 1.842 (547) 4.367 Outros ativos ........................................... 20 272 16 (97) 191 Bens e instalações em andamento ......... 10.589 11.098 (21.687) ____________________ _______ _________________ _________29.253 11.098 (11.377) 28.974 _________ _______ ____________________________ _________ Custo total ............................................... 134.424 145.522 Depreciação acumulada.......................... (105.171) (116.548) _________ _________ Imobilizado líquido................................... 29.253 28.974 _________ _________
Equipamentos de informática ................ Móveis e utensílios e benfeitorias.......... Máquinas, equipamentos e instalações Outros ativos ......................................... Bens e instalações em andamento .......
Taxa anual de depr. % __________ 20 10 a 33 10 20
Custo total ............................................. Depreciação acumulada........................ Imobilizado líquido.................................
Equipamentos de informática ................ Móveis e utensílios e benfeitorias.......... Máquinas, equipamentos e instalações Outros ativos ......................................... Bens e Instalações em andamento ....... Custo total ............................................. Depreciação acumulada........................ Imobilizado líquido................................. 12. INTANGÍVEL
Taxa anual de depr. % __________ 20 10 a 33 10 20
Consolidado ______________________________________________________________________________ Saldo em Ajuste de Saldo em 31/12/2011 Adições Baixas Transferência Depreciação conversão 31/12/2012 _________ _______ ______ ___________ ___________ _________ _________ 27.439 (4) 16.102 (17.858) 1.091 26.770 8.299 628 (3.113) 70 5.884 5.946 8.524 (1.538) 142 13.074 270 72 (77) 2 267 1.345 _______ 29.418 ______(29.418) ___________5.437 _________ ___________ _________- _________ 43.299 29.418 (4) (22.586) 1.305 51.432 _________ _______ ______ ___________ ___________ _________ _________ 179.253 206.195 (135.954) (154.763) _________ _________ 43.299 51.432 _________ _________ Consolidado ______________________________________________________________________________ Saldo em Ajuste de Saldo em 31/12/2010 Adições ______ Baixas Transferência Depreciação conversão _________ 31/12/2011 _________ _______ ___________ ___________ _________ 18.943 3.104 15.482 (12.375) 2.285 27.439 6.793 (1) 4.744 (3.684) 447 8.299 3.086 1.691 2.059 (890) 5.946 365 16 (160) 49 270 11.223 _______ 11.098 ______(21.200) ___________224 _________ 1.345 _________ ___________ _________ 40.410 _______ 15.893 ______ (1) ___________ 1.101 ___________ (17.109) _________ 3.005 _________ 43.299 _________ 159.602 179.253 (119.192) (135.954) _________ _________ 40.410 43.299 _________ _________
Controladora _______________________________________________________________________ Saldo em Saldo em 31/12/2011 Adições Baixas Transferência Amortização 31/12/2012 _________ _______ ______ ___________ ___________ _________ Softwares................................................. 33.488 13.057 (3.734) (11.736) 31.075 _________ _______ ______ ______________________ _________ 33.488 13.057 (3.734) (11.736) 31.075 _________ _______ ______ ______________________ _________ Custo total ............................................... 92.027 99.920 Amortização acumulada.......................... (58.539) (68.845) _________ _________ Intangível líquido ..................................... 33.488 31.075 _________ _________ Controladora _______________________________________________________________________ Taxa anual de Saldo em Saldo em Amortiz. % 31/12/2010 Adições Baixas Transferência Amortização 31/12/2011 ____________ _________ _______ ______ ___________ ___________ _________ Softwares................................................. 33,33 23.264 19.245 (9.021) 33.488 _________ _______ ____________________________ _________ 23.264 19.245 (9.021) 33.488 _________ _______ ____________________________ _________ Custo total ............................................... 72.782 92.027 Amortização acumulada.......................... (49.518) (58.539) _________ _________ Intangível líquido ..................................... 23.264 33.488 _________ _________ Consolidado ______________________________________________________________________________ Taxa anual de Saldo em Ajuste de Saldo em Amortiz. % 31/12/2011 Adições ______ Baixas Transferência Amortização conversão 31/12/2012 ____________ _________ _______ ___________ ___________ _________ _________ Softwares............................................... 33,33 _________ 34.445 _______ 13.172 ______ (3.734) ___________- ___________ (13.210) _________ 768 _________ 31.441 34.445 _______ 13.172 ______ (3.734) ___________- ___________ (13.210) _________ 768 _________ 31.441 _________ Custo total ............................................. 100.645 109.421 Amortização acumulada........................ (66.200) (77.980) _________ _________ Intangível líquido ................................... 34.445 31.441 _________ _________ Consolidado ______________________________________________________________________________ Taxa anual de Saldo em Ajuste de Saldo em Amortiz. % 31/12/2010 Adições ______ Baixas Transferência Amortização conversão 31/12/2011 ____________ _________ _______ ___________ ___________ _________ _________ Softwares............................................... 33,33 _________ 26.195 _______ 19.667 ______(1.101) ___________ (10.551) _________ 235 _________ 34.445 ___________ 26.195 _______ 19.667 ______(1.101) ___________ (10.551) _________ 235 _________ 34.445 _________ ___________ Custo total ............................................. 71.090 100.645 Amortização acumulada........................ (44.895) (66.200) _________ _________ Intangível líquido ................................... 26.195 34.445 _________ _________ 13. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS Controladora/Consolidado Taxa de Não Instituição financeira Modalidade Moeda juros anual Vencimento Circulante (*) circulante (*) Total 2012 _____________ ______ __________ __________ ___________ ___________ _________ BRADESCO .................................... Capital de Giro BRL 110,0% CDI Em 2013 51.335 51.335 BANCO DO BRASIL........................ Capital de Giro BRL 109,0% CDI Em 2013 3.075 3.075 BANCO DO BRASIL........................ Capital de Giro BRL 109,4% CDI Até 2014 79 27.500 27.579 Itaú-BBA .......................................... Capital de Giro BRL 111,0% CDI Até 2014 10 17.000 17.010 ___________ ___________ _________ 54.499 44.500 98.999 ___________ ___________ _________ (*) Valores apresentados ao valor justo, quando aplicável. Os empréstimos não estão atrelados à garantias e não existem cláusulas restritivas (“covenants”). g 14. PESSOAL, ENCARGOS E BENEFÍCIOS SOCIAIS Controladora Consolidado ____________________ ___________________ 2012 2011 2012 2011 _______ _______ _______ _______ Participação nos lucros (*)......................................................................................................... 5.567 7.798 6.320 8.912 Provisão de férias...................................................................................................................... 9.381 7.779 9.529 7.903 Salários a pagar ........................................................................................................................ 764 275 _____________________ _______ Total ........................................................................................................................................... 14.948 15.577 16.613 17.090 _______ _______ _______ _______ Circulante .................................................................................................................................. 14.470 14.489 15.381 14.889 Não circulante............................................................................................................................ 478 1.088 1.232 2.201 _______ _______ _______ _______ (*) Contempla no não circulante, o Plano de remuneração de ações da Telefônica S.A. (PSP - Performance Share Plan): refere-se ao Plano de Remuneração a Diretores por Ações (“Plano”) do Grupo Telefónica. O plano tem duração de 7 anos, dividido em cinco períodos de 3 anos com entregas independentes de ações, tendo o primeiro período se iniciado em 1 de julho de 2006. Em cada período, os diretores com adesão ao plano do Grupo Telefónica recebem um número determinado de ações da Telefônica S.A. 15. IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES (NÃO CIRCULANTE) Controladora Consolidado ____________________ ___________________ 2012 2011 2012 2011 _______ _______ _______ _______ Tributação dos serviços de provimento de acesso (a) .............................................................. 4.654 9.927 4.690 10.809 Contribuição de intervenção de domínio econômico (b) ........................................................... 37.547 37.547 37.547 37.547 Diferencial de PIS, COFINS e ISS importação (c) .................................................................... 4.308 3.963 4.308 3.963 Outros........................................................................................................................................ 537 661 548 672 _______ _______ _______ _______ Total não circulante.................................................................................................................... 47.046 52.098 47.093 52.991 _______ _______ _______ _______ a. Tributação dos serviços de provimento de acesso O saldo de tributação dos serviços de provimento de acesso refere-se substancialmente, em 31 de dezembro de 2012 e 2011, a provisão de ICMS sobre serviços de acesso wireless e Star One (serviço de acesso à internet via satélite). b. Contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE) Em dezembro de 2001, a Lei nº 10.332 de 2001 estabeleceu a incidência, a partir de 1º de janeiro de 2002, da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) sobre serviços técnicos e de assistência administrativa e semelhantes a serem prestados por residentes ou domiciliados no exterior. Em 30 de janeiro de 2004, a Companhia obteve liminar em mandado de segurança cujo objeto é o não recolhimento da CIDE sobre os contratos de uso e aquisição de tecnologia e demais serviços prestados pelo exterior tanto dos valores futuros quanto dos fatos geradores ocorridos desde a data de vigência da contribuição. Em dezembro de 2005, o Superior Tribunal de Justiça proferiu decisão desfavorável à Companhia que, em consequência, efetuou o depósito judicial correspondente ao valor da CIDE sobre os contratos de uso e aquisição de tecnologia e demais serviços prestados pelo exterior no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2005, acrescido de multa e juros. A Administração, orientada por seus consultores jurídicos depositou judicialmente os valores devidos a partir de janeiro de 2006, cujo saldo em 31 de dezembro de 2012 totaliza R$ 37.547. A partir de janeiro de 2010, a Companhia passou a efetuar o recolhimento da CIDE ao invés de depositá-la em juízo. A inconstitucionalidade da CIDE é matéria ainda em amadurecimento perante o poder judiciário e não existe posição definitiva dos Tribunais Superiores sobre a matéria. c. Diferencial de PIS, COFINS e ISS importação Trata-se de Mandado de Segurança impetrado contra a União Federal para discutir a incidência do PIS-Importação e da COFINS-Importação nos moldes da Lei nº 10.865/2004, ou, sucessivamente, o recolhimento dessas contribuições sobre o valor dos serviços contratados sem a inclusão do ISS e das próprias contribuições na sua base de cálculo. Encontra-se vigente decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região que manteve a sentença de primeira instância para reconhecer como indevida a inclusão do ISS e das próprias contribuições na base de cálculo do PIS-Importação e da COFINS-Importação. Em vista disso, atualmente, a Companhia recolhe o PIS-Importação e a COFINS-Importação, excluindo da base o ISS e as próprias contribuições. 16. PROVISÕES PARA DEMANDAS JUDICIAIS As provisões para demandas judiciais foram constituídas para fazer face às perdas prováveis em processos administrativos e judiciais relacionados a questões cíveis e trabalhistas, em valor julgado suficiente pela Administração, segundo o aconselhamento e avaliação de advogados e assessores jurídicos, como segue: Controladora/ Consolidado ___________________ 2012 2011 _______ _______ Trabalhistas ............................................................................................................................................................................. 1.921 2.478 Cíveis....................................................................................................................................................................................... 2.929 1.405 _______ _______ Total não circulante.................................................................................................................................................................. 4.850 3.883 _______ _______ As contingências cíveis referem-se em sua maioria às ações promovidas por assinantes, tendo como reclamatórias principais a cobrança de valor indevido, defeito de produto e descumprimento contratual. Contingências tributárias possíveis • Em 29 de dezembro de 2010, a Companhia recebeu auto de infração lavrado pela Secretaria da Receita Federal cujo objeto é o aproveitamento de despesas com ágio nos anos de 2005 e 2006 oriundos de uma operação societária ocorrida em 2000 e composição da provisão para créditos de liquidação duvidosa do exercício de 2005, no montante de R$ 87.177 (R$ 81.500 em 2011) que inclui principal, multa e juros. Em 21 de dezembro de 2012, a Companhia recebeu novo auto de infração dos exercícios de 2007 e 2008 referente ao aproveitamento de ágio, em consequência ao auto anterior, cujo montante envolvido é de R$ 83.985. O entendimento dos consultores legais internos e externos da Companhia é que a chance de perda nesses processos administrativos é possível. Sendo assim, não foi reconhecida qualquer provisão. • Em 17 de fevereiro de 2011 a Companhia recebeu auto de infração lavrado pelo Estado de São Paulo cobrando ICMS sobre veiculação de material publicitário iniciando discussão na esfera administrativa sobre a incidência do referido imposto no montante de R$ 304.587, (R$ 273.000 em 2011) referente ao principal, multa e juros. O entendimento dos consultores legais internos e externos da Companhia é de que o risco de perda é possível. Sendo assim, não foi reconhecida qualquer provisão. 17. PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social Em 31 de dezembro de 2012 e 2011 o capital social subscrito e integralizado estava composto por 962.578.453 ações, sem valor nominal, das quais 961.231.886 são ordinárias, 1.346.567 são preferenciais. A composição do capital social, em 31 de dezembro de 2012 e 2011, é como segue: Ações SP Telecom __________ Outros ___________ Total ___________________________________________________________________________________ ___________ Ordinárias..................................................................................................................................................... 961.231.883 3 961.231.886 Preferenciais................................................................................................................................................. ___________ 1.346.567 __________- ___________ 1.346.567 Total de Ações .............................................................................................................................................. ___________ 962.578.450 __________ 3 ___________ 962.578.453 Conforme o estatuto social, os dividendos são distribuídos aos acionistas com base em pelo menos 25% do lucro remanescente do exercício, conforme deliberação em Assembleia Geral. Plano de benefício pós-emprego Os ganhos e perdas atuariais são reconhecidos no patrimônio líquido (prejuízos acumulados), conforme permitido pelo CPC 33. 18. RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA Controladora Consolidado ____________________ ___________________ 2012 2011 2012 2011 _______ _______ _______ _______ Receita operacional bruta.......................................................................................................... 557.784 595.113 594.523 625.903 Deduções Impostos ................................................................................................................................. (51.646) (38.634) (51.758) (38.913) Cancelamentos ....................................................................................................................... (2.745) (1.377) (2.745) (1.377) _______ _______ _______ _______ 503.393 555.102 540.020 585.613 _______ _______ _______ _______ 19. OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS, LÍQUIDA Controladora Consolidado ____________________ ___________________ 2012 2011 2012 2011 _______ _______ _______ _______ Baixas de ativos e intangíveis ................................................................................................... (3.734) (3.734) Outros........................................................................................................................................ 382 (4) 388 ______________ _______ _______ (3.734) 382 (3.738) 388 _______ _______ _______ _______ 20. RESULTADO FINANCEIRO Controladora Consolidado ____________________ ___________________ 2012 2011 2012 2011 _______ _______ _______ _______ Receitas financeiras .................................................................................................................. 10.193 12.777 10.221 12.786 _______ _______ _______ _______ Receita com juros ................................................................................................................... 3.104 6.298 3.116 6.305 Variação cambial ativa ............................................................................................................ 5.606 4.727 5.620 4.727 Resultado positivo de operações com derivativos .................................................................. 1.366 729 1.366 729 Variações monetárias ativas ................................................................................................... 117 1.023 119 1.025 Despesas financeiras ................................................................................................................ (11.307) (5.576) (10.733) (5.704) _______ _______ _______ _______ Variação cambial passiva........................................................................................................ (4.996) (4.708) (5.021) (4.721) Despesas com juros ............................................................................................................... (3.397) (3.397) Variações monetárias passivas .............................................................................................. (109) (224) Resultado negativo de operações com derivativos................................................................. (1.898) (462) (1.898) (462) Outras despesas financeiras .................................................................................................. (1.016) (297) (417) (297) _______ _______ _______ _______ (1.114) 7.201 (512) 7.082 _______ _______ _______ _______ 21. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL O imposto de renda e a contribuição social, calculados em 31 de dezembro de 2012 e 2011, com base nas alíquotas nominais desses tributos, estão reconciliados para o valor registrado como despesa de imposto de renda e contribuição social como segue: Controladora Consolidado ____________________ ___________________ 2012 2011 2012 2011 _______ _______ _______ _______ Lucro (prejuízo) antes de impostos ........................................................................................... (157.284) 48.116 (156.515) 48.762 _______ _______ _______ _______ Imposto de renda e contribuição social Despesa referente ao imposto de renda e contribuição social sobre o lucro à alíquota nominal de 34% ...................................................................................................................... 53.477 (16.359) 53.215 (16.579) Diferenças permanentes Equivalência patrimonial ......................................................................................................... 1.400 (76) Outras diferenças permanentes.............................................................................................. 1.014 (2.171) 1.907 (2.673) Aumento (diminuição) de prejuízos fiscais e base negativa ..................................................... 7.798 7.798 Prejuízo fiscal não reconhecido................................................................................................. (55.885) (55.885) _______ ______________ _______Total geral (IRPJ + CSLL).......................................................................................................... 6 (10.808) (763) (11.454) _______ _______ _______ _______ Imposto corrente........................................................................................................................ (10.808) (763) (11.454) Imposto diferido ......................................................................................................................... 6 _______ _____________________22. INSTRUMENTOS FINANCEIROS A Companhia procedeu a uma avaliação de seus ativos e passivos financeiros em relação aos valores de mercado, por meio de informações disponíveis e metodologias de avaliação apropriadas. Entretanto, tanto a interpretação dos dados de mercado quanto a seleção de métodos de avaliação requerem considerável julgamento e razoáveis estimativas para se produzir o valor de realização mais adequado. Como consequência, as estimativas apresentadas não indicam, necessariamente, os montantes que poderão ser realizados no mercado corrente. O uso de diferentes hipóteses de mercado e/ou metodologias pode ter um efeito relevante nos valores de realização estimados. O quadro abaixo apresenta a composição dos ativos e passivos financeiros consolidados em 31 de dezembro de 2012. Mensurados a valor justo Custo Total valor Total valor Consolidado por meio do resultado ___________ amortizado ___________ contábil ___________ justo _________________________________________________________ ______________________ Ativos financeiros Circulante Caixa e equivalentes à caixa (nota 4) .................................................... 19.780 19.780 19.780 Operações com derivativos.................................................................... ______________________ 2 ___________- ___________ 2 ___________ 2 Total de ativos financeiros ........................................................................ ______________________ 2 ___________ 19.780 ___________ 19.782 ___________ 19.782 Taxa anual de Amortiz. % ____________ 33,33
continua
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
ECONOMIA/LEGAIS - 19
continuação
TERRA NETWORKS BRASIL S.A. CNPJ nº 91.088.328/0001-67 - Companhia Fechada NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS DE 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E 2011 (Em milhares de reais - R$, exceto quando indicado de outra forma) Consolidado _________________________________________________________ Passivos financeiros Circulante Empréstimos e financiamentos.............................................................. Não circulante Empréstimos e financiamentos.............................................................. Total de passivos financeiros....................................................................
Mensurados a valor justo por meio do resultado ______________________
Custo amortizado ___________
Total valor contábil ___________
Total valor justo ___________
-
54.499
54.499
54.499
____________________________________________ ______________________
44.500 ___________ 98.999 ___________ ___________
44.500 ___________ 98.999 ___________ ___________
44.500 ___________ 98.999 ___________ ___________
Política de Gestão de Riscos A Companhia está exposta a diversos riscos de mercado, como consequência da sua operação comercial, que compreendem principalmente o provimento de serviços de acesso à Internet, a veiculação de conteúdos (Portal), a venda de espaços publicitários e a prestação de serviços corporativos de Internet e projetos de comércio eletrônico. Os principais fatores de risco de mercado que afetam o negócio da Companhia são: a. Risco de taxa de câmbio Há o risco decorrente da possibilidade de a Companhia vir a incorrer em perdas por conta de flutuações nas taxas de câmbio, que aumentem as despesas decorrentes de seus passivos não financeiros em moeda estrangeira. A Companhia contrata operações de derivativos (hedge cambial) junto a instituições financeiras para proteger-se da variação cambial dessas operações em moeda estrangeira correspondente ao risco cambial associado aos ativos e passivos não financeiros, que podem gerar um menor valor a receber ou um maior valor a pagar, de acordo com a variação cambial do período. Este saldo sofre alterações diárias devido à dinâmica do negócio, no entanto a Companhia visa cobrir o saldo líquido destes direitos e obrigações. Abaixo demonstramos as operações ativas e passivas em moeda estrangeira: Em milhares ___________________ US$ Euro _______ _______ Obrigações e direitos em moeda estrangeira.......................................................................................................................... (2.422) (97) b. Risco de taxas de juros Este risco é oriundo da possibilidade de a Companhia vir a incorrer em perdas por conta de flutuações nas taxas de juros internas, que podem afetar negativamente as despesas financeiras decorrentes dos empréstimos referenciados ao CDI e das posições passivas em derivativos (hedges cambiais) contratados a taxas de juros flutuantes (CDI). A Companhia investe o excesso de disponibilidade principalmente em aplicações financeiras (Certificados de Depósitos Bancários) de curto prazo baseadas na variação do CDI, gerando desta forma uma exposição à taxa de juros variável local (CDI). Em 31 de dezembro de 2012 e 2011 estes valores foram considerados a equivalentes de caixa, por terem risco insignificante de modificação de seu valor justo e serem resgatáveis em até 90 dias da data de sua contratação. Os valores contábeis desses instrumentos, portanto, aproximam-se dos valores de mercado. c. Risco de crédito A gestão de vendas da Companhia está subordinada às políticas de crédito fixadas por sua Administração e visam minimizar eventuais problemas decorrentes da inadimplência de seus clientes. Este objetivo é alcançado por meio da seleção criteriosa da carteira de clientes que considera a capacidade de pagamento (análise de crédito) e a diversificação das vendas (pulverização do risco). Em 31 de dezembro de 2012, a carteira de clientes da Companhia não apresentava registros de assinantes de acesso ou clientes corporativos cujos recebíveis eram, individualmente, superiores a 1% do total de contas a receber de clientes. d. Análise de sensibilidade A tabela abaixo demonstra a sensibilidade a uma possível mudança nas taxas de juros e/ou desvalorização do Real em relação ao Euro ou Dólar, mantendo-se todas as outras variáveis constantes e desconsiderando o fluxo de pagamentos. Foram considerados três cenários, sendo o cenário provável o adotado pela Companhia, mais dois cenários com deterioração de 25% e 50% da variável do risco considerado. Esses cenários foram definidos com base na expectativa da Administração para as variações da taxa de juros e cotação do Real nas datas de vencimento dos respectivos contratos sujeitos a estes riscos. A análise de sensibilidade leva em consideração as posições em aberto na data base de 31 de dezembro de 2012, com base em valores nominais e juros de cada instrumento contratado. Operação Risco Provável ________________ Deterioração 25% ________________ Deterioração 50% ____________________________________ __________________________________ __________ Hedge (Ponta Ativa) ...................................... Derivativos (Risco desvalorização EUR) 727 909 1.091 Contas a pagar em EUR ............................... Dívida (Risco valorização EUR) (3.600) (4.500) (5.400) Contas a receber em EUR ............................ Dívida (Risco desvalorização EUR) 3.338 4.172 5.007 __________ ________________ ________________ Exposição Líquida 465 581 698 Hedge (Ponta Ativa) ...................................... Derivativos (Risco valorização USD) (3.616) (3.621) (3.625) Contas a pagar em USD ............................... Dívida (Risco valorização USD) (5.637) (7.046) (8.456) Contas a receber em USD ............................ Dívida (Risco desvalorização USD) 10.586 ________________ 13.232 ________________ 15.879 __________ Exposição Líquida 1.333 2.565 3.798 Hedge USD e EUR (Ponta Passiva e Ativa).. Derivativo (Risco Aumento CDI) (4.341) ________________ (5.271) ________________ (6.182) __________ Exposição Líquida (4.341) ________________ (5.271) ________________ (6.182) __________ Exposição Líquida em cada cenário.............. (2.543) (2.125) (1.686) __________ __________ ________________ ________________ ________________ ________________ Efeito líquido na variação do valor justo atual 418 ________________ 857 __________- ________________ ________________ __________ ________________ Premissas para análise de sensibilidade Variável de Risco Provável ________________ Deterioração 25% ________________ Deterioração 50% ___________________________________________________________________ ________________ USD ............................................................................................................................ 2,0435 2,5544 3,0653 EUR ............................................................................................................................ 2,6962 3,3702 4,0443 CDI ............................................................................................................................. 6,90% 8,63% 10,35% Derivativos Todas as contratações de instrumentos financeiros derivativos na Companhia têm o objetivo de proteção de risco cambial decorrentes de ativos e passivos em moeda estrangeira, conforme política corporativa de gestão de riscos. Desta forma, eventuais variações nos fatores de risco geram um efeito inverso na contrapartida que se propõem a proteger. Não há, portanto, instrumentos financeiros derivativos com propósitos de especulação e os possíveis riscos cambiais estão protegidos (“hedged”). A Companhia mantém controles internos com relação aos seus instrumentos derivativos que, na opinião da Administração, são adequados para controlar os riscos associados a cada estratégia de atuação no mercado. Valores justos dos instrumentos financeiros de derivativos O método de valoração utilizado para o cálculo do valor de mercado dos instrumentos derivativos (swap cambial) foi o fluxo de caixa descontado considerando expectativas de liquidação ou realização de passivos e ativos às taxas de mercado vigentes na data do balanço. Os valores justos são calculados projetando os fluxos futuros das operações, utilizando as curvas da BM&FBovespa e trazendo a valor presente utilizando as taxas de DI de mercado para swaps, divulgadas pela BM&FBovespa. Os valores de mercado dos derivativos cambiais foram obtidos utilizando as taxas de câmbio de mercado vigentes na data do balanço e as taxas projetadas pelo mercado obtidas de curvas de Cupom da Moeda. Para a apuração do cupom das posições indexadas em moeda estrangeira foi adotada a convenção linear 360 dias corridos e para a apuração do cupom das posições indexadas ao CDI foi adotada a convenção exponencial 252 dias úteis. Os instrumentos financeiros derivativos consolidados abaixo estão registrados na CETIP, sendo todos classificados como swaps, não requerendo depósitos de margem.
Valor de referência (notional) ________________ Valor Justo ________________
Efeito Acumulado ________________ Valor a Valor a Descrição Indexador 2012 2011 2012 2011 receber pagar ______________________________________________________ __________ _______ _______ _______ _______ _______ _______ Contratos de swaps Ponta Ativa Moeda Estrangeira (a) ..................................................................... 727 _______ 4.826 _______ 727 _______ 4.872 _______- _____________________________________________________________ _______ BRADESCO ...................................................................................... USD 4.826 4.872 BRADESCO ...................................................................................... EUR 727 727 Taxa pós (b)...................................................................................... 3.616 1.916 3.616 1.913 3 ______________________________________________________ _______ _______ _______ _______ _______ _______ BRADESCO ...................................................................................... CDI 1.916 1.913 ITAÚ ................................................................................................... CDI 3.616 3.616 3 Ponta Passiva .................................................................................. Taxa pós (a)...................................................................................... (727) _______ (4.826) _______ (728) _______ (4.823) _______ (1) _____________________________________________________________ _______ BRADESCO ...................................................................................... CDI (727) (4.826) (728) (4.823) (1) Moeda Estrangeira (b)..................................................................... (3.616) _______ (1.916) _______ (3.613) _______ (1.914) _______- _____________________________________________________________ _______ BRADESCO ...................................................................................... EUR (1.916) (1.914) ITAU ................................................................................................... USD (3.616) (3.613) - _______- _______Total reconhecido nas demonstrações ......................................... 2 ______________ a) Swap de moeda estrangeira do EUR x CDI (R$ 727) - operação de swap contratada com vencimentos em 31 de janeiro de 2013, com o objetivo de proteger contra riscos de variação cambial do saldo líquido de valores a pagar em Euro (valor a pagar de R$ 262). b) Swaps de moeda estrangeira (CDI) x USD (R$ 3.616) - operação de swap contratada com vencimento em 30 de janeiro de 2013, com o objetivo de proteger risco de variação cambial do saldo líquido de contas a receber em dólares (valor a receber de R$ 4.949). 23. PLANO DE REMUNERAÇÃO BASEADOS EM AÇÕES Durante os exercícios de 2012 e 2011, a Telefónica S.A, mantinha diferentes planos de remuneração baseados no valor da cotação de suas ações, os quais eram oferecidos também a dirigentes e empregados de suas controladas, entre elas Terra Networks Brasil S.A. O valor justo das opções é estimado na data de concessão, com base em modelo binomial de precificação das opções que considera os prazos e condições da concessão dos instrumentos. A Companhia reembolsa a Telefónica S.A o valor justo do beneficio entregue na data de concessão aos dirigentes empregados. Os principais planos em vigor no encerramento dos exercícios de 2012 e 2011 estão detalhados a seguir: a) Plano de direitos sobre ações da Telefónica S.A: “Performance Share Plan” ou “PSP” A Assembleia Geral Ordinária de Acionistas da Telefónica S.A, celebrada em 21 de junho de 2006, aprovou a aplicação de um Plano de incentivos de longo prazo dirigido aos executivos da Telefónica S.A, e suas controladas, que consiste na entrega aos participantes selecionados para esta finalidade, após cumprimento dos requisitos necessários fixados no mesmo plano, de um determinado número de ações da Telefónica S.A, como remuneração variável. A duração total inicialmente prevista do Plano é de sete anos. O Plano está divido em cinco ciclos, de três anos de duração cada um, iniciando-se cada um deles em 1º de julho (“data início”), e finalizando em 30 de junho do terceiro ano seguinte á data de início (“data de finalização”). No início de cada ciclo será determinado o número de ações que será objeto de entrega aos beneficiários do Plano em função do grau de cumprimento dos objetivos fixados. Essa entrega ocorrerá, conforme o caso, uma vez transcorrida a data de finalização de cada ciclo. Os ciclos são independentes entre si, começando o primeiro ciclo em 1º de julho de 2006 (com entrega de ações em 1º de julho de 2009), e o quinto ciclo em 1º de julho de 2010 (com entrega de ações, conforme o caso, a partir de 1º de julho de 2013). A entrega das ações está condicionada: • Pela permanência na Companhia durante três anos de duração de cada ciclo, sujeito a determinadas condições especiais em relação as baixas. • O número concreto de ações a serem entregues ao final de cada ciclo dependerá do nível de êxito e do número máximo de ações atribuído a cada executivo. O nível de êxito está baseado na comparação da evolução da remuneração ao acionista considerando cotação e dividendos (“Total Shareholder Return” - TSR) da ação da Telefónica, em relação à evolução dos TSRs correspondentes a um conjunto de sociedades cotadas do setor de telecomunicações que constitui o grupo de Comparação. A cada empregado inscrito no plano é atribuído no início de cada ciclo um número máximo de ações, e o número concreto de ações que serão entregues no final do ciclo é obtido multiplicando esse número máximo pelo nível de êxito alcançando nessa data. Este será 100% caso a evolução do TSR da Telefónica seja igual ou superior ao terceiro quartil do Grupo de Comparação, e de 30% caso essa evolução seja igual à mediana. Caso a evolução se mantenha entre ambos os valores será feita uma interpolação linear, e caso seja inferior à mediana nada será entregue. b) Plano global de direitos sobre ações da Telefónica S.A: “Global Employee Share Plan” ou “GESP” A Assembleia Geral Ordinária de Acionistas da Telefónica S.A, celebrada em 21 de junho de 2009, aprovou um plano de compra incentivada de ações da Telefónica S.A dirigido aos empregados do Grupo Telefónica em âmbito internacional, inclusive aos empregados do Terra e suas subsidiárias. Através deste plano, é oferecida a possibilidade de adquirir ações da Telefónica S.A com o compromisso desta última de entregar gratuitamente aos participantes um determinado número de suas ações, sempre que forem cumpridos determinados requisitos. A duração total inicialmente prevista do Plano foi de dois anos. Os empregados inscritos no Plano puderam adquirir ações da Telefónica S.A. mediante contribuições mensais de até 100 euros (ou equivalente em moeda local), com um valor máximo de 1.200 euros ao longo de um período de doze meses (período de compra). A entrega de ações ocorrerá, conforme o caso, após o período de aquisição de direto do plano, a partir de 1º de setembro de 2012, e está condicionada: • Pela permanência na empresa durante dois anos de duração do programa (período de aquisição de direito), sujeito a determinadas condições especiais em relação às baixas. • O número exato de ações a serem entregues ao final do período de aquisição de direito dependerá do número de ações adquiridas e mantidas pelos empregados. Assim, os empregados inscritos no Plano, e que continuem no Grupo que tenham mantido as ações adquiridas por um período adicional de mais de doze meses depois do fim do período de compra, terão direito a receber uma ação gratuita para cada ação que tenham adquirido e conservado até o fim do período de aquisição de direito. 24. PLANO DE BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO A Companhia patrocina individualmente um plano de contribuição definida: o Plano de Benefícios Visão Terra, administrados pela Visão Prev Companhia de Previdência Complementar. O plano é viabilizado através de contribuições feitas pelo participante e pela patrocinadora, creditadas em contas individuais. A Companhia é responsável pelo custeio de todas as despesas administrativas e de manutenção do plano, inclusive pelos riscos de morte e invalidez dos participantes. As contribuições da Companhia ao Plano Visão Terra são iguais às dos participantes, em função do percentual escolhido pelo participante. A avaliação atuarial do plano foi efetuada em dezembro de 2012 e 2011, com base no cadastro dos participantes em 31 de agosto de 2012 e 2011, projetados para 31 de dezembro de 2012 e de 2011, e as informações financeiras de 31 de dezembro de 2012 e de 2011. Abaixo, segue a composição do saldo ativo reconhecido em “Outros ativos”: Conciliação de ativos e passivos 2012 2011 _______ _______ Total do passivo atuarial .......................................................................................................................................................... 1.388 1.170 Valor justo dos ativos............................................................................................................................................................... 1.249 745 _______ _______ Passivo (ativo) líquido.............................................................................................................................................................. 139 425 _______ _______ Custo do serviço passado não reconhecido ........................................................................................................................... (561) (603) _______ _______ Passivo líquido reconhecido no balanço ................................................................................................................................. Ativo líquido reconhecido no balanço...................................................................................................................................... 422 178 _______ _______ 25. COBERTURA DE SEGUROS A política da Companhia, bem como do Grupo Telefónica, inclui a manutenção de cobertura de seguros para todos os ativos e responsabilidades de valores relevantes de alto risco, de acordo com o julgamento da administração, seguindo orientações do programa corporativo da Telefónica S.A. As premissas de riscos adotadas, dadas a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações contábeis, consequentemente, não foram examinadas por nossos auditores independentes. As principais apólices contratadas são: Importância Modalidade Vigência até Segurada _____________________________________________________________________________________________ ___________ ___________ Riscos Operacionais (Danos Materiais e Lucros Cessantes) .......................................................................................... 30/03/2013 193.228 Responsabilidade Civil Geral ........................................................................................................................................... 31/05/2013 20.122 Seguro Automóvel (Responsabilidade Civil Facultativa para Danos Materiais, Corporais e Morais)............................... 06/01/2013 1.050
DIRETORIA Paulo Roberto Porto Castro Diretor Presidente
Rafael Davini Neto Diretor Geral
Vinicius Santana Nunes Diretor Financeiro
Willian Ykeuti Contador - CRC - 1SP196148/O-6
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Acionistas, Conselheiros e Diretores do Terra Networks Brasil S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis individuais e consolidadas do Terra Networks Brasil S.A. (“Companhia”), identificadas como controladora e consolidado, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis . Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante
nas demonstrações contábeis , independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira individual e consolidada do Terra Networks Brasil S.A. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. São Paulo, 10 de abril de 2013 ERNST & YOUNG TERCO Auditores Independentes S.S CRC-2SP015199/O-6
Alexandre Hoeppers Contador CRC-SC021011/O-3T-PR-S-SP
MMD Empreendimentos e Participações S/A CNPJ: 03.270.797/0001-35 Demonstrações Financeiras Balanço Patrimoniais Encerrado em 31/12/2011 e 2012 31/12/2012 31/12/2012 31/12/2011 2.577.264,64 2.577.264,64 1.963.002,70 PASSIVO Circulante 802.375,10 Fornecedores 600,00 454.255,55 911.320,23 Obrigações Tributárias 9.930,47 158.552,57 8.231,76 Obrigações Trabalhistas 3.809,88 235.076,59 581.042,15 413.034,75 8.366,12 282.425,55 Outras Obrigações Lucros, Dividendos e Participações 375.000,00 45.201,92 32.562,42 Não Circulante 351,62 7.058,35 7.058,35 Obrigações Tributárias Diferidas 351,62 Patrimônio Líquido 1.774.537,92 Capital Social 92.001,00 2.123.009,09 1.051.682,47 Reservas de Lucros 1.424.069,62 47.864,00 36.314,00 Lucros a Disposição da Assembleia 158.467,30 2.074.662,77 Adiant. P/ Futuro Aumento de Capital 100.000,00 482,32 1.015.368,47
ATIVO Circulante Disponível Investimentos Temporários Outros Créditos Impostos a Recuperar Estoques
Não Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Investimentos Imobilizado
Saldos em 31 de Dezembro de 2010 Reserva de Lucros Ajuste de Exercícios Anteriores Resultado do Exercício Retirada de Lucros Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Ajuste de Exercícios Anteriores Resultado do Exercício Adiant. p/ Futuro Aum. Capital Saldos em 31 de Dezembro de 2012
Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido 31/12/11 e 12 - R$ Capital Reserva Reserva Adiant. p/ Fut. Realizado Legal de Lucros Aum. de Capital 92.001,00 18.400,20 1.691.403,16 (285.733,74) 92.001,00 18.400,20 1.405.669,42 100.000,00 92.001,00 18.400,20 1.405.669,42 100.000,00
Davy Levy
Lucros a Disposição da Assembleia 146.726,86 285.733,74 9,90 207.529,50 (640.000,00) (52.752,35) 211.219,65 158.467,30
31/12/2011 1.963.002,70 441.200,45 616,75 13.585,65 1.998,05 425.000,00 5.731,63 5.731,63 1.516.070,62 92.001,00 1.424.069,62 -
Total 1.948.531,22 9,90 207.529,50 (640.000,00) 1.516.070,62 (52.752,35) 211.219,65 100.000,00 1.774.537,92
Contador
CPF: 761.711.678-00
CRC: 1SP133.563/O-9
Demonstrações de Resultado em 31/12/2011 e 2012 31/12/2012 31/12/2011 323.094,22 256.607,60 335.333,93 266.328,63 (12.239,71) (9.721,03) (74.979,48) (7.156,80) (115.158,04) (76.570,93) (5.804,40) (2.200,70) (247,29) (35,42) 46.230,25 71.650,25 248.114,74 249.450,80 (13.835,28) (14.073,67) (23.059,81) (27.847,63) 211.219,65 207.529,50
Receita Líquida c/ Aluguel Aluguel de Imóveis Dedução das Receitas c/ Aluguel Despesas Operacionais Despesas Administrativas e Gerais Despesas Tributárias Outras Despesas Operacionais Resultado Financeiro Líquido Resultado antes do IR e CSLL Contribuição Social Imposto de Renda Lucro Líquido do Exercício
Carlos Alberto Baptistão
Presidente
Demonstrações dos Fluxos de Caixa em 31/12/2011 e 2012- Em Reais Fluxo de Caixa das Ativ. Operac. 2012 2011 Resultado Líquido do Exercício 211.219,65 207.529,50 Ajustes (fatos econô. que n/ geram Caixa) Depreciação 394,34 745,68 Tributos Diferidos no Ano (5.380,01) (28.058,27) Resultado Ajustado 206.233,98 180.216,91 Variações nos Ativos e Passivos Aumento em Impostos a Recuperar (12.638,85) (30.283,76) Redução em Contas a Receber 2.901,22 43.694,15 Aumento em Depósitos Judiciais (11.550,00) Redução em Fornecedores 14,15 Redução em Obrigações Tributárias (3.655,18) 6.357,51 Aumento em Obrigações Trabalhistas 1.811,83 31,15 Caixa Líq. Proveniente das Ativ. Operac. (23.130,98) 19.813,20 Fluxos de Caixa das Ativ. de Invest. Redu. em Adianta. p/ Aquisição de Bens 218.388,46 (226.296,39) Aquisição de Imóveis p/ Investimento (1.060.170,96) Aumento em Contas a pagar 413.034,75 Caixa Líq. Proveni. das Ativ. de Invest. (428.747,75) (226.296,39) Fluxos de Caixa das Ativ. de Financ. Aumen./Redu. Emprestimos a Pagar (100,00) Pag. de Lucros aos Acionistas (320.000,00) Receb. ref. adianta. p/ Futuro Aumen. de Cap. 50.000,00 Caixa Líq. Proveni. das Ativ. de Financ. 50.000,00 (320.100,00) Aumen. do Caixa e Equi. de Caixa: (195.644,75) (346.366,28) Caixa e Equi. de Caixa no início do período: 589.273,91 935.640,19 Caixa e Equi. de Caixa no final do período: 393.629,16 589.273,91 Variação da Conta Caixa e Equi.: (195.644,75) (346.366,28)
DL EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S/A
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 57/00062/13/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE NOTEBOOKS PARA ATENDIMENTO A PROGRAMAS ESPECIFÍCOS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Aquisição de Notebooks para Atendimento a Programas Específicos da Rede Estadual de Ensino da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 13/05/2013, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 24/05/2013, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 13/05/2013, até o momento anterior ao início da sessão pública. BARJAS NEGRI Presidente
PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA
EDITAL RESUMIDO PREGÃO Nº 048/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 48/13, referente à “Contratação de empresa especializada em locação de escavadeiras hidráulicas sobre esteira 700 mm e 500 mm, para limpeza e desassoreamento de córregos, execução de galerias, (escavação e assentamento de tubos de concreto) no Município de Pindamonhangaba e distrito de Moreira César, pelos períodos de 06 (seis) meses e 12 (doze) meses”, com encerramento dia 23/05/13, às 8h30, e abertura às 9h. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 10 de maio de 2013.
CNPJ: 09.320.126/0001-18 Demonstrações Financeiras Balanço Patrimonial Encerrado em 31 de Dezembro de 2011 e 2012 31/12/2012 31/12/2012 31/12/2011 5.343.047,49 ATIVO 5.343.047,49 6.210.433,34 PASSIVO Circulante 1.001.128,11 Empréstimos e Financiamentos 1.000.001,71 Circulante 1.375.237,11 2.223.354,89 Fornecedores 380,00 Disponível 3.485,07 93,16 Obrigações Tributárias 192,82 Investimentos Temporários CDB 2.006,98 Obrigações Trabalhistas 553,58 Outros Créditos 150.497,29 Empréstimos 1.219.740,00 2.219.740,00 Outras Obrigações Impostos a Recuperar 1.514,75 1.514,75 Não Circulante Empréstimos e Financiamento Patrimônio Líquido 4.341.919,38 Capital Social 4.285.000,00 Não Circulante 3.967.810,38 3.987.078,45 Prejuízos Acumulados (140.080,62) Investimentos 3.966.149,64 3.985.109,19 197.000,00 Imobilizado 1.660,74 1.969,26 Adiant. Para futuro Aumento de Capital Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido em 31 de Dezembro de 2011 e 2012 - Em Reais Cap. Realizado Res. Legal Adiant. p/ Fut. Aum. Capital Res. de Lucros Preju. Acumu. Saldos em 31/12/2010 4.285.000,00 (130.778,82) Ajuste de Exercícios Anteriores 6.540,31 Resultado do Exercício (148.438,90) Adianta. p/ Futuro Aumen. de Cap. 110.000,00 Saldos em 31/12/2011 4.285.000,00 110.000,00 (272.677,41) Ajuste de Exercícios Anteriores (5.668,54) Resultado do Exercício 138.265,33 Adianta. p/ Futuro Aumen. de Cap. 87.000,00 Saldos em 31/12/2012 4.285.000,00 197.000,00 (140.080,62)
Davy Levy – Diretor Presidente
Carlos Alberto Baptistão – Contador
CPF: 761.711.678-00
CRC: 1SP133.563/O-9
31/12/2011 6.210.433,34 2.001.110,75 2.000.010,00 380,00 186,00 534,00 0,75 87.000,00 87.000,00 4.122.322,59 4.285.000,00 (272.677,41) 110.000,00 Total 4.154.221,18 6.540,31 (148.438,90) 110.000,00 4.122.322,59 (5.668,54) 138.265,33 87.000,00 4.341.919,38
Demonstrações dos Fluxos de Caixa em 31/12/2011 e 2012- Em Reais Fluxo de Caixa das Ativ. Operac. 2012 2011 Resultado Líquido do Exercício 138.265,33 (148.438,90) Ajustes (fatos econô. que n/ geram Caixa) Depreciação 308,52 308,52 Equivalência Patrimonial 36.704,63 141.125,90 Outros ajustes do Ativo (150.497,29) Resultado Ajustado 24.781,19 (7.004,48) Variações nos Ativos e Passivos Aumento/Redução em Fornecedores (1,40) Aumento em Obrigações Tributárias 6,82 66,00 Aumento em Obrigações Trabalhistas 19,58 (66,00) Redução em Outras Obrigações (0,75) 0,75 Caixa Líq. usado nas Ativ. Operac. 25,65 (0,65) Fluxos de Caixa das Ativ. de Invest. Redução em Investimentos (23.413,62) (13.903,86) Caixa Líq. usado nas Ativ. de Invest. (23.413,62) (13.903,86) Fluxos de Caixa das Ativ. de Financ. Redução em Empréstimos a Pagar (1.087.008,29) 10,00 Redução em Empréstimos a Receber 1.000.000,00 (100.000,00) Adianta. p/ futuro Aumento de Capital 87.000,00 110.000,00 Caixa Líq. usado nas Ativ. de Financ. (8,29) 10.010,00 Aumento do Caixa e Equi. de Caixa: 1.384,93 (10.898,99) Caixa e Equi. de Caixa no início do período: 2.100,14 12.999,13 Caixa e Equi. de Caixa no final do período: 3.485,07 2.100,14 Variação da Conta Caixa e Equi.: 1.384,93 (10.898,99) Demonstração de Resultado em 31 de Dezembro de 2011 e 2012 31/12/2012 31/12/2011 204.441,67 36.648,45 794,91 12.754,59 203.646,76 23.893,86 (66.176,34) (185.087,35) (22.238,81) (25.176,50) (5.192,59) (5.035,89) (1,82) (1.245,40) (992,65) (37.499,54) (153.880,49) 138.265,33 (148.438,90)
Outras Receitas Operacionais Res. Positivo em Particip. Societárias Dividendos em Outras Part. Societárias Despesas Operacionais Despesas Administrativas e Gerais Despesas Tributárias Outras Despesas Operacionais Res. Financeiro Líquido Res. Negativo em Particip. Societárias Prejuízo Líquido do Exercício
PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA
EDITAL RESUMIDO PREGÃO Nº 050/2013 A Prefeitura torna público que se acha aberto no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 50/13, referente à “Contratação de empresa especializada em fornecimento de concreto usinado para calçadas em vias públicas no distrito de Moreira César, pelo período de 12(doze) meses”, com encerramento dia 24/05/13, às 8h30, e abertura às 9h. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra das 8h às 17h ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 10 de maio de 2013.
20 -.ECONOMIA/LEGAIS
DIÁRIO DO COMÉRCIO
www.dcomercio.com.br
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
ECONOMIA/LEGAIS - 21
Damma Administração de Bens e Participações S/A
EMPRESA PAULISTA DE PLANEJAMENTO METROPOLITANO S.A. - EMPLASA CNPJ 47.093.703/0001-75 PREGÃO ELETRÔNICO Nº 009/13 Tipo: Menor Preço Oferta de Compra nº 483101480902013OC00011 Abertura da sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada por intermédio do Sistema Pregão Eletrônico de Contratação - BEC/SP: www.bec.sp.gov.br. Objeto: Contratação de empresa especializada na prestação de serviços médico-hospitalares e cirúrgicos, bem assim de serviços complementares de diagnóstico e terapia aos empregados, exempregados e diretores da EMPLASA e seus dependentes, por meio de 1 (um) plano de saúde, denominado Plano Padrão, para atender, inicialmente, 281 (duzentos e oitenta e um) beneficiários, sendo 124 (cento e vinte e quatro) titulares, empregados/diretores, 148 (cento e quarenta e oito) dependentes e 09 (nove) inativos com dependentes. O Edital estará disponível no site www.emplasa.sp.gov.br. Informações: e-mail: asarafyan@sp.gov.br - tel.: (011) 3293-5429. INÍCIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRÔNICA: 13/05/2013 INÍCIO DA ABERTURA DA SESSÃO PÚBLICA: 24/05/2013, às 09H00
Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano
PREFEITURA MUNICIPAL DE PEDRO DE TOLEDO/SP PROCESSO Nº 622/2013 - PREGÃO PRESENCIAL Nº 07/2013 A presente licitação tem por objeto a Aquisição de materiais hospitalares, materiais hospitalares e de consumo de odontologia, medicamentos, medicamentos injetáveis, psicotrópicos e odontológicos em atendimento ao Depto. de Saúde de Pedro de Toledo, conforme solicitação do Departamento de Saúde como consta descrição no anexo I deste Edital, através de SRP (Sistema de Registro de Preços). Recebimento do Credenciamento: 23/05/2013, às 09h00min. Recebimento dos Envelopes Proposta, Documentação de Declaração de pleno atendimento aos requisitos de habilitação durante o credenciamento: 23/05/2013, às 09h00min. O edital em inteiro teor encontra-se à disposição dos interessados, gratuitamente através do site: www.pedrodetoledo.sp.gov.br ou no Depto de Compras/Licitações da Prefeitura Municipal de Pedro de Toledo, de 2ª a 6ª feira, das 09h00min às 11h30min e das 13h00min às 16h00min, na Av. Coronel Raimundo Vasconcelos, 230 – Centro, mediante pagamento. Informações poderão ser obtidas no endereço acima ou pelo telefone (13) 3419-7000. Pedro de Toledo, 10 de maio de 2013. Sergio Yasushi Miyashiro - Prefeito Municipal. Cetenco Engenharia S.A. CNPJ Nº 61.550.497/0001-06 – NIRE Nº 35.3.00024079 Extrato da Ata da Assembléia Geral Ordinária Data, Hora, Local: 25/04/13, 11hs, na sede; Representação: Mais de 2/3 do Capital Social com direito a voto; Composição da Mesa: Presidência - Sr. Domingos Malzoni; Secretário - Sr. Gildo Alberto Olson; Convocação: Conforme Edital publicado nos dias 17, 18 e 19/04/2013 no “DOESP” e no “Diário do Comércio”; Deliberações: AGO: Aprovadas por unanimidade de votos as Propostas do Conselho de Administração da Cia. consubstanciadas no seguinte: Balanço Patriomonial de 31/12/2012 – Aprovação das contas da Diretoria representadas pelo Balanço Patrimonial e demais demonstrações financeiras; Distribuição de Lucros: do lucro líquido de R$ 23.366.593,32 (distribuir: a) R$ 1.168.329,67 a título de Reserva Legal; b) Transferência do saldo remanescente para a Reserva de Lucros a Realizar tendo em vista de o mesmo não ter sido realizado financeiramente. A seguir os acionistas procederam a reeleição dos seguintes membros do Conselho de Administração; Domingos Malzoni, RG. 1.636.397-8 SSP/SP e CPF/MF nº 003.552.678-53, Luiz Carlos Magalhães, RG. nº 3.273.884-5 - SSP-SP e CPF nº 061.384.708-34, Gildo Alberto Olson, RG. nº 3.211.772-3 SSP/SP e CPF/MF nº 043.282.308-59, com mandato até a AGO a realizar-se em 2015. Nada mais. SP 25/04/13. Domingos Malzoni - Presidente; Gildo Alberto Olson - Secretário; Acionistas: p/ Construtora Centenário S.A. - Empreendimentos e Participações - Luiz Carlos Magalhães e Marco Antonio Malzoni; Domingos Malzoni, Marco Antonio Malzoni, Renato Aufiero Malzoni, Luiz Carlos Magalhães e Gildo Alberto Olson. Certifico o Registro sob o nº 163.508/13-6 em 03/05/2013. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.
Cetenco Engenharia S.A. CNPJ Nº 61.550.497/0001-06 – NIRE Nº 35.3.00024079 Extrato da Ata de Reunião do Conselho de Administração Data, Hora, Local: 25/04/2013, 13hs, na sede. Representação: Membros do Conselho de Administração. Composição da Mesa: Presidência - Domingos Malzoni, Secretário - Gildo Alberto Olson. Deliberações: Por deliberação unânime dos Conselheiros presentes; a) escolhido para Presidente do Conselho o Sr. Domingos Malzoni; b) reelegeram membros da Diretoria para mandato com duração até a primeira reunião do Conselho de Administração após AGO a realizar-se em 2015, Sr. Domingos Malzoni, RG. nº 1.636.397-8 SSP/SP do CPF/MF nº 003.552.678-53 e do CREA nº 0600155024; Sr. Marco Antonio Malzoni, RG nº 4.113.865 SSP/SP e CPF/MF nº 006.325.158-21 e Sr. Tauil Selingardi, RG. nº 2.054.177-6 SSP/ SP do CPF/MF nº 034.347.708-44 e do CREA nº 0600182331, Nada mais. Domingos Malzoni - Presidente, Gildo Alberto Olson e Luiz Carlos Magalhães - Conselheiros. SP, 25/04/2013. Certifico o Registro sob o nº 173.881/13-0 em 08/05/2013. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.
BROOKLYN EMPREENDIMENTOS S.A. CNPJ/MF nº 61.364.022/0001-25 Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária - CONVOCAÇÃO Ficam os senhores acionistas desta sociedade convidados a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária a realizar-se às 10:30 horas do dia 20/05/2013 na sede social, à Rua Joaquim Floriano, 101 – 9º andar – cj. 906, nesta Capital, para deliberarem sobre: I) Contas dos administradores: exame, discussão e votação das demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2012; II) Outros assuntos de interesse da Sociedade. São Paulo, 10/05/2013. A DIRETORIA. (10, 11 e 14/05/2013) General Mills Brasil Ltda, CNPJ/MF nº 01.269.194/0038-80, com I.E. nº 149.790.229.112, com endereço na R. Peruibe, 68. Jd. Europa, São Paulo/SP, comunica o extravio das Notas Fiscais de Fatura - Modelo 1, nº 204790368907, com as seguintes numerações: 001 a 500; Notas Fiscais de Venda a Consumidor - Modelo 2, série D, sub-série 1, nº 204789576907, com as seguintes numerações: 001 a 500. General Mills Brasil Ltda, CNPJ/MF nº 01.269.194/0025-65, com I.E. nº 117.038.930.119, com endereço na Av. Roque Petroni Junior, 1089 - Piso Lazer, Jd. das Acácias, São Paulo/SP, comunica o extravio das Notas Fiscais de Venda a Consumidor - Modelo 2, série D, sub-série 1, nº 113106013605 com as seguintes numerações: 401 a 500. General Mills Brasil Ltda, CNPJ/MF nº 01.269.194/0028-08, com I.E. nº 117.039.262.118, com endereço na Av. Brig. Faria Lima, 2232 - Loja XQ 09ª - Piso 3, Jd. Paulistano, São Paulo/SP, comunica o extravio das Notas Fiscais de Fatura - Modelo 1, nº 289147239609, com as seguintes numerações: 151 a 250; Notas Fiscais de Venda a Consumidor - Modelo 2, série D, sub-série 1, nº 289148322309 , com as seguintes numerações: 751 a 1000. General Mills Brasil Ltda., inscrita no CNPJ/MF sob o nº. 01.269.194/0036-18, com Inscrição Estadual nº. 149.567.273.110, com endereço na Rua Olimpíadas, 360 LUC 506-A, CEP: 04551-00, Vila Olimpia, São Paulo/SP, comunica o extravio das Notas Fiscais de Fatura Modelo 1, nº 348412357810, com as seguintes numerações: 126 a 150; Notas Fiscais de Venda a Consumidor Modelo 2, série D, sub-série 1, nº 181105793907 , com as seguintes numerações: 01 a 100 e 151 a 200. General Mills Brasil Ltda., inscrita no CNPJ/MF sob o nº. 01.269.194/0029-99, com Inscrição Estadual nº. 117.038.638.111, com endereço na Avenida Higienópolis, 618 Loja Arco 111 Higienópolis, CEP: 01238-000 São Paulo/SP, comunica o extravio das Notas Fiscais de Venda a Consumidor Modelo 2, série D, sub-série 1, nº 113117186005 , com as seguintes numerações: 1 a 500.
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 10 de maio de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:
Requerente: Metalúrgica Fhoenix Indústria e Comércio Ltda. – EPP. Requerente: Vinicius Mediato Fagundes Construções – EPP. Requerido: Emparsanco S/A. Rua Gomes de Carvalho, 1.666 – 10° Andar - conj. 101 – Vila Olímpia - 1ª Vara de Falências.
CNPJ: 08.026.474/0001-14 Demonstrações Financeiras Balanço Patrimonial Encerrado em 31 de Dezembro de 2011 e 2012 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 ATIVO 3.755.506,30 3.760.664,37 PASSIVO 3.755.506,30 Circulante 3.755.506,30 3.760.664,37 Circulante 380,00 Disponível 1.391,65 60,10 Fornecedores 380,00 Investimentos Temporários 6.489,62 Outros Créditos 3.700.000,00 3.700.000,00 Não Circulante 59.740,00 Impostos a Recuperar 54.114,65 54.114,65 Empréstimos e Financiamentos 59.740,00 Demonstração de Resultado em 31 de Dezembro de 2011 e 2012 31/12/2012 31/12/2011 3.695.386,30 Despesas Operacionais (29.158,07) (15.984,56) Patrimônio Líquido Despesas Administrativas e Gerais (24.454,34) (11.635,00) 3.322.621,00 Despesas Tributárias (4.217,21) (4.050,05) Capital Social 340.823,37 Outras Despesas Operacionais (0,51) Reservas de Lucros (29.158,07) Resultado Financeiro Líquido (486,52) (299,00) Prejuízos Acumulados Adiant. P/ Futuro Aumento de Capital 61.100,00 Prejuízo Líquido do Exercício (29.158,07) (15.984,56)
3.322.621,00 385.887,50 (45.064,13) 15.000,00
Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido em 31 de Dezembro de 2011 e 2012 - Em Reais Capital Reserva Reserva de Adiant. p/ Fut. Prejuízos Realizado Legal Lucros Aum. de Capital Acumulados Saldos em 31 de Dezembro de 2010 3.322.621,00 105.753,20 280.134,30 (29.079,57) Resultado do Exercício (15.984,56) Adiant. p/ Futuro Aum. Capital 15.000,00 Saldos em 31 de Dezembro de 2011 3.322.621,00 105.753,20 280.134,30 15.000,00 (45.064,13) Resultado do Exercício (29.158,07) Adiant. p/ Futuro Aum. Capital 46.100,00 Reversão Reserva de Lucros (45.064,13) 45.064,13 Saldos em 31 de Dezembro de 2012 3.322.621,00 105.753,20 235.070,17 61.100,00 (29.158,07)
TOTAL 3.679.428,93 (15.984,56) 15.000,00 3.678.444,37 (29.158,07) 46.100,00 3.695.386,30
31/12/2011 3.760.664,37 380,00 380,00 81.840,00 81.840,00
3.678.444,37
Demonstração do Fluxo de Caixa em 31 de Dezembro de 2011 e 2012 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais 2012 2011 Resultado Líquido do Exercício (29.158,07) (15.984,56) Ajustes (fatos econ. que ñ geram Caixa) Outros ajustes do Ativo Resultado Ajustado (29.158,07) (15.984,56) Variações nos Ativos e Passivos Aumento/Redução em Fornecedores (1,40) Redução em Obrigações Tributárias (120,00) Redução em Obrigações Trabalhistas (600,00) Caixa Líquido usado nas Ativ. Operacionais (721,40) Fluxos de Caixa das Ativ. de Financiamentos Diminuição Empréstimo a Pagar (22.100,00) Receb. ref. Adiant. p/ Futuro Aum. de Capital 46.100,00 15.000,00 Caixa Líq. usado nas Ativ. de Financiamentos 24.000,00 15.000,00 Redução do Caixa e Equiv. de Caixa: (5.158,07) (1.705,96) Caixa e Equiv. de Caixa no início do período: 6.549,72 8.255,68 Caixa e Equiv. de Caixa no final do período: 1.391,65 6.549,72 Variação da Conta Caixa e Equivalentes: (5.158,07) (1.705,96) Davy Levy Diretor Presidente CPF: 761.711.678-00 Carlos Alberto Baptistão Contador CT CRC: 1SP133563O9
CAFÉ DONUTS FRANQUIAS S.A. CNPJ/MF 08.807.484/0001-97 - NIRE 35.300.346.483 Ata de Assembleia Geral Extraordinária realizada em 18/03/2010 Data,Hora e Local: 18/03/2010, as 09:30hs, na sede, em SP/SP a R.Major Paladino, 128 - Galpão 3, Área A - Sala 3 -Vila Leopoldina. ç em vista do comparecimento p 1 Convocação e Presença:Dispensadas as formalidades de convocação de todos os acionistas conforme autoriza o § 4° do art. 124 da Lei 6404 de 15/12/1976. 2 Mesa: Presidida pelo Sr. Oscar Ângelo Machado Curi e secretariada pelo Sr. Flavio Milano Benclowicz.3 Ordem do Dia:(a) Deliberar sobre a distribuição antecipada de Iucros do exercício de 2010.4 Deliberações: Por unanimidade de votos dos presentes, os acionistas deliberaram o que segue: 5.1 Aprovar a distribuição, aos acionistas conforme sua participação no capital social, do valor de R$ 200.000,00 por conta de antecipação dos Iucros a serem auferidos pela companhia ao Iongo do exercício de 2010. 5.1.1 Tal valor será distribuído durante os meses de março e abril do ano de 2010 em moeda corrente do país. 5.1.2 Caso a companhia não apresente no final do período Lucros Acumulados suficientes para absorção desta distribuição, descontada a constituição das reservas obrigatórias e provisões legais, ficam os acionistas desde já obrigados a restituir ao caixa da sociedade, com a devida atualização monetária (base IGP-M da FGV pro rata), o valor excedente.6.Encerramento:Nada mais.Mesa: Oscar Ângelo Machado Curi - Presidente;Flavio Milano Benclowicz - Secretário.Acionistas:(a) Sergio Milano Benclowicz;(b) Ary Kuflik Benclowicz; d) Anette Trompeter Curi; e) Oscar Ângelo Machado Curi; f) Solo Alimentos e Participações Ltda; g) Brasil Franchising Participações S.A..Oscar Ângelo Machado Curi-Presidente e Flavio Milano Benclowicz-Secretário.Acionistas:Sergio Milano Benclowicz; Ary Kuflik Benclowicz; Oscar Ângelo Machado Curi; Brasil Franchising Participações S.A.; Anette Trompeter Curi; Solo Alimentos e Participações Ltda. Jucesp nº 130.963/10-0 em 20/04/2010.Kátia Regina Bueno de Godoy-Secretária Geral.
CAFÉ DONUTS FRANQUIAS S.A. CNPJ/MF 08.807.484/0001-97 - NIRE 35.300.346.483 Ata de Assembleia Geral Extraordinária realizada em 06/01/2011 Data, Hora e Local: 06/01/2011, às 09:30hs, na sede, em SP/SP a R.Major Paladino, 128 - Galpão 3, Área A- S/ 3 -Vila Leopoldina. 1 Convocação e Presença: Dispensadas as formalidades de convocação em vista do comparecimento de todos os acionistas conforme autoriza o § 4° do art.124 da Lei 6404 de 15/12/1976.2 Mesa: Presidida pelo Sr.Oscar Ângelo Machado Curi e secretariada pelo Sr. Flavio Milano Benclowicz. 3 Ordem do Dia: (a) Deliberar sobre a distribuição antecipada de lucros do exercício de 2011. 4 Deliberações: Por unanimidade de votos dos presentes, os acionistas deliberaram o que segue: 5.1 Aprovar a distribuição, aos acionistas conforme sua participação no capital social, do valor de R$ 300.000,00 por conta de antecipação dos lucros a serem auferidos pela companhia a Iongo exercício de 2011. 5.1.1 Tal valor será distribuído neste mês janeiro do ano de 2011 em moeda corrente do país. 5.1.2 Caso a companhia não apresente no final do período Lucros Acumulados suficientes para absorção desta distribuição, descontada a constituição das reservas obrigatórias e provisões legais, ficam os acionistas desde já obrigados a restituir ao caixa da sociedade, com a devida atualização monetária (base IGP-M da FGV pro rata), o valor excedente.6.Encerramento: Nada mais.Mesa:Oscar Ângelo Machado Curi-Presidente;Flavia Milano Benclowicz-Secretário.Acionistas:(a) Sergio Milano Benclowicz; (b) Ary Kuflik Benclowicz; d) Anette Trompeter Curi; e) Oscar Ângelo Machado Curi; f) Solo Alimentos e Participações Ltda; g) Brasil Franchising Participações S.A.. Oscar Ângelo Machado Curi-Presidente e Flavia Milano Benclowicz-Secretário. Acionistas: Sergio Milano Benclowicz; Ary Kuflik Benclowicz; Oscar Ângelo Machado Curi; Brasil Franchising Participações S.A.; Anette Trompeter Curi; Solo Alimentos e Participações Ltda. Jucesp nº 34.098/11-2 em 26/01/2011. Kátia Regina B. de Godoy-Secretária Geral.
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP TERMO DE HOMOLOGAÇÃO E ADJUDICAÇÃO PROCESSO LICITATÓRIO 20/13 - TOMADA DE PREÇOS 04/13 Objeto: Contratação de empresa especializada para execução de rede de abastecimento de água com ramais - 2ª etapa, relativo ao Termo de Convênio 004/12, celebrado com o Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, em 27 de novembro de 2012. Considerando a regularidade do procedimento, hei por bem, com base no inciso VI, do artigo 43, da Lei Federal nº 8.666/93, de 21/06/1993, Homologar e Adjudicar o item do objeto licitatório, à empresa abaixo delineada: Sales & Matta Ltda.-EPP. Rua Manoel Messias dos Santos, 1.100 - Vila Messias. Andradina - SP. CNPJ (MF): 49.420.920/0001-58. Valor: R$ 263.597,81 (Duzentos e sessenta e três mil, quinhentos e noventa e sete reais e oitenta e um centavos). Castilho - SP, 10 de maio de 2013. Joni Marcos Buzachero - Prefeito. A Debitar (11.05.13)
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 22/13 - PREGÃO 14/13 Objeto: Contratação de empresa especializada para a prestação de serviços de coleta, transporte e tratamento final dos resíduos de saúde (grupo “a”, “b” e “e”), com o objetivo de atender às necessidades do Departamento Municipal de Saúde. Edital de Rerratificação. 1 - A exigência contida no item III, do Anexo I - Termo de Referência, passa a ser: A quantidade média prevista para os resíduos dos Grupos “A” e “E” é de 200 kg/mês. Quanto ao do grupo “B” é esporádico. 2 - O prazo estabelecido no preâmbulo do edital, relativo à realização do certame, passa a ser às 09 horas do dia 24 de maio de 2012. 3 - As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas. Joni Marcos Buzachero - Prefeito. A Debitar (11.05.13)
Prefeitura Municipal de São Sebastião da Grama Pregão Presencial nº 22/13 José Francisco Matha, Prefeito Municipal de São Sebastião da Grama, torna público que se acha aberto procedimento licitatório, na modalidade de Pregão Presencial, com encerramento no dia 27/05/2013, às 09:30 horas, tendo como objetivo a aquisição de duas motos. Maiores informações poderão ser obtidas pelo tel. (0XX19) 3646 9951, ou pelo e-mail: licitacao@ssgrama.sp.gov.br São Sebastião da Grama, 10 de maio de 2013. José Francisco Martha Prefeito Municipal
BANCO MERCANTIL DO BRASIL S.A. CNPJ Nº 17.184.037/0001-10 - COMPANHIA ABERTA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA EDITAL DE CONVOCAÇÃO - FATO RELEVANTE Ficam convocados os senhores acionistas do Banco Mercantil do Brasil S.A. para a Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 10 de junho de 2013, às 10:00 (dez) horas, na sede social, na Rua Rio de Janeiro, 654/680 - 5º andar, na sala de reuniões, em Belo Horizonte, Minas Gerais, a fim de discutir e deliberar a respeito da seguinte Proposta do Conselho de Administração, com parecer favorável do Conselho Fiscal: I) Subscrição particular de ações, à vista e em moeda corrente nacional, no montante de R$ 40.680.000,00 (quarenta milhões, seiscentos e oitenta mil reais) mediante subscrição particular de ações, com a emissão de 3.600.000 (três milhões e seiscentas mil) novas ações preferenciais escriturais, de características idênticas às das atualmente existentes, equivalente a 8,47058% do número total de ações representativas do Capital Social, ao preço de R$11,30 (onze reais e trinta centavos) por ação, com valor nominal de R$9,40 (nove reais e quarenta centavos), que farão jus a dividendos e/ou juros sobre o capital próprio que vierem a ser declarados, pro rata temporis, a contar da data do início do prazo de subscrição e serão pagos após a aprovação desse aumento pelo Órgão Regulador competente. O preço de emissão foi calculado com base na “Perspectiva de Rentabilidade da Companhia”, após a análise, também, dos parâmetros do “valor do patrimônio líquido da ação” e da “cotação média ponderada de suas ações em Bolsa de Valores”, previstos no artigo 170, da Lei 6.404/1976, e fixado com base em Laudo de Avaliação elaborado pela Rio Bravo Investimentos Ltda., CNPJ nº 03.864.607/0001-08, através do método do fluxo de caixa disponível para distribuição aos acionistas - Fluxo de Dividendos Descontados, dividido pelo número atual de ações. Esse método foi julgado o mais adequado, por traduzir a perspectiva da evolução operacional e de rentabilidade do Mercantil do Brasil e, consequentemente, para o capital investido, revelando ser o valor justo para emissão das ações. Farão jus ao direito de subscrição os acionistas, detentores de ações ordinárias e/ou preferenciais, que estiverem cadastrados nos livros da Companhia até o dia 14 de junho de 2013. A partir do dia 17 de junho de 2013, as ações serão negociadas ex-subscrição. O prazo para o exercício do direito de subscrição será de 30 dias, iniciando-se em 17 de junho de 2013, findando-se em 16 de julho de 2013. II) Alteração do artigo 4º do Estatuto Social para dispor sobre o presente aumento de capital. Todos os documentos relativos à pauta da Assembleia, exigidos a partir de 2010 pela Instrução CVM nº 481/09, estão disponíveis para consulta na Sede do Banco, bem como no sítio da Comissão de Valores Mobiliários (www.cvm.gov.br). Somente as ações ordinárias terão direito a voto. Para participar da Assembleia, os acionistas pessoas físicas deverão exibir documento de identificação pessoal, sendo que os representantes dos acionistas pessoas jurídicas deverão exibir os documentos que legitimem a representação, inclusive contrato social ou estatuto social. Os acionistas que detenham ações custodiadas na BMF&Bovespa, deverão exibir extrato de ações custodiadas atualizado. Conforme normas estatutárias, quando da representação do acionista por mandatário, o respectivo instrumento de procuração deve ser depositado, contra recibo, na Sede da Sociedade, até 05 (cinco) dias antes da data da Assembleia. Belo Horizonte, 09 de maio de 2013. BANCO MERCANTIL DO BRASIL S.A. - CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO.
CAFÉ DONUTS FRANQUIAS S.A. CNPJ/MF 08.807.484/0001-97 - NIRE 35.300.346.483 Ata de Assembleia Geral Extraordinária realizada em 23/03/2011 Data, Hora e Local: 23/3/2011, às 09:30hs, na sede, em SP/SP a R. Major Paladino, 128 - Galpão 3, Área A - S/ 3 - Vila Leopoldina. 1 ç em vista do comparecimento p Convocação e Presença: Dispensadas as formalidades de convocação de todos os acionistas conforme autoriza o § 4° do art. 124 da Lei 6404 de 15/12/1976. 2 Mesa: Presidida pelo Sr. Oscar Ângelo Machado Curi e secretariada pelo Sr. Flavia Milano Benclowicz.3 Ordem do Dia:(a) Deliberar sobre a distribuição antecipada de Iucros do exercício de 2011.4 Deliberações: Por unanimidade de votos dos presentes, os acionistas deliberaram o que segue: 5.1 Aprovar a distribuição, aos acionistas conforme sua participação no capital social, do valor de R$ 300.000,00 por conta de antecipação dos Iucros a serem auferidos pela companhia ao Iongo do exercício de 2011. 5.1.1 Tal valor será distribuído durante os meses de março e abril do ano de 2011 em moeda corrente do pais. 5.1.2 Caso a companhia não apresente no final do período Lucros Acumulados suficientes para absorção desta distribuição, descontada a constituição das reservas obrigatórias e provisões legais, ficam os acionistas desde já obrigados a restituir ao caixa da sociedade, com a devida atualização monetária (base IGP-M da FGV pro rata), o valor excedente. 6. Encerramento: Nada mais. Mesa: Oscar Ângelo Machado Curi-Presidente; Flavio Milano Benclowicz-Secretário.Acionistas: (a) Sergio Milano Benclowicz; (b) Ary Kuflik Benclowicz;d) AnetteTrompeter Curi;e) Oscar Ângelo Machado Curi;f) Solo Alimentos e Participações Ltda;g) Brasil Franchising Participações S.A..Oscar Ângelo Machado Curi-Presidente e Flavio Milano Benclowicz Secretário.Acionistas:Sergio Milano Benclowicz; Ary Kuflik Benclowicz; Oscar Ângelo Machado Curi; Brasil Franchising Participações S.A.; Anette Trompeter Curi; Solo Alimentos e Participações Ltda. Jucesp nº 124.951/11-9 em 05/04/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy-Secretária Geral.
CAFÉ DONUTS FRANQUIAS S.A. CNPJ/MF 08.807.484/0001-97 - NIRE 35.300.346.483 Ata de Assembleia Geral Extraordinária realizada em 30/07/2010 Data,Hora e Local: 30/07/2010, às 09:30hs, na sede, em SP/SP a R.Major Paladino, 128 - Galpão 3, Área A - Sala 3 -Vila Leopoldina. ç em vista do comparecimento p 1 Convocação e Presença:Dispensadas as formalidades de convocação de todos os acionistas conforme autoriza o § 4° do art. 124 da Lei 6404 de 15/12/1976. 2 Mesa: Presidida pelo Sr. Oscar Ângelo Machado Curi e secretariada pelo Sr. Flavio Milano Benclowicz.3 Ordem do Dia:(a) Deliberar sobre a distribuição antecipada de Iucros do exercício de 2010.4 Deliberações: Por unanimidade de votos dos presentes, os acionistas deliberaram o que segue: 5.1 Aprovar a distribuição, aos acionistas conforme sua participação no capital social, do valor de R$ 300.000,00 por conta de antecipação dos Iucros a serem auferidos pela companhia ao Iongo do exercício de 2010. 5.1.1 Tal valor será distribuído durante os meses de agosto e setembro do ano de 2010 em moeda corrente do país. 5.1.2 Caso a companhia não apresente no final do período Lucros Acumulados suficientes para absorção desta distribuição, descontada a constituição das reservas obrigatórias e provisões legais, ficam os acionistas desde já obrigados a restituir ao caixa da sociedade, com a devida atualização monetária (base IGP-M da FGV pro rata), o valor excedente.6.Encerramento:Nada mais. Mesa: Oscar Ângelo Machado Curi-Presidente; Flavio Milano Benclowicz-Secretário. Acionistas: (a) Sergio Milano Benclowicz; (b) Ary Kuflik Benclowicz; d) Anette Trompeter Curi; e) Oscar Ângelo Machado Curi; f) Solo Alimentos e Participações Ltda; g) Brasil Franchising Participações S.A.. Oscar Ângelo Machado Curi-Presidente e Flavio Milano Benclowicz-Secretário. Acionistas: Sergio Milano Benclowicz; Ary Kuflik Benclowicz; Oscar Ângelo Machado Curi; Brasil Franchising Participações S.A.; Anette Trompeter Curi; Solo Alimentos e Participações Ltda. Jucesp nº 361.825/10-9 em 07/10/2010. Kátia R. B. de Godoy-Secr.Geral.
Prefeitura Municipal de São Sebastião da Grama Pregão Presencial nº 23/13 José Francisco Matha, Prefeito Municipal de São Sebastião da Grama, torna público que se acha aberto procedimento licitatório, na modalidade Pregão Presencial com Ata de Registro de Preços, com encerramento no dia 28/05/2013, às 09:30 horas, tendo como objetivo a contratação de empresa especializada para confecção de uniformes escolares. Maiores informações poderão ser obtidas pelo tel. (0XX19) 3646 9951, ou pelo e-mail: licitacao@ssgrama.sp.gov.br São Sebastião da Grama, 10 de maio de 2013. José Francisco Martha Prefeito Municipal
CASARINI CONFORMADORA DE METAIS LTDA. EPP torna público que recebeu da CETESB a Licença de Operação N° 29006202, válida até 09/05/2016, para Conformação de Chapas e de Tubos Especiais de Ferro e Aço, à Rua Gaetano Pasquale Serrichio, 260, Vila Arcádia, São Paulo.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
22
e
sábado, domingo e segunda-feira, 11, 12 e 13 de maio de 2013
Nas redes sociais, a imagem da empresa fica exposta em decorrência do volume de pessoas que podem ser atingidas. Vladimir Valladares, consultor e diretor executivo da V2 Consulting
conomia
Empresas devem cuidar antes, durante e nos pós venda para não aumentarem também as reclamações nos órgãos de defesa do consumidor.
Mais vendas, mais apelos ao Procon.
E
m dez anos, a classe média brasileira saltou de pouco mais de 66 milhões de brasileiros para 104 milhões. O aumento do emprego e da renda foram os grandes responsáveis pela mudança de patamar do consumo brasileiro. "De 1993 a 2013, o número total de trabalhadores com carteira assinada passou de 23 milhões para 52 milhões. Isso equivale praticamente a toda população do Nordeste e é maior que a população de países como Espanha ou Coreia do Sul", disse Renato Meirelles, sócio diretor da empresa de pesquisa Data Popular, que mostrou os resultados da pesquisa Renda, consumo e bancarização entre os novos consumidores brasileiros – Oportunidades e desafios no novo Brasil durante o Congresso Consumidor Moderno de Crédito, Cobrança e Meios de Pagamento (CCMCC), realizado semana passada em São Paulo. A pesquisa da Data Popular trouxe outros dados. Um deles é que 82,8 milhões de brasileiros estão seguros quanto à sua situação financeira e a classe média deve gastar, em 2013, R$ 326 bilhões com produtos de limpeza, aluguel, condomínio, água, energia elétrica, etc. (o equivalente ao Produto Interno Bruto - PIB da Hungria); R$ 230,9 bilhões com serviços como de costureira, tinturaria, cabeleireiro, manicure, etc. (PIB da Eslováquia); R$ 220,9 bi com alimentos e bebidas (PIB de Marrocos); R$ 61,9 bilhões com vestuário, (PIB de Luxemburgo); R$ 51,5 bilhões com eletrodomésticos e eletrônicos (PIB da Bolívia). "Há dez anos, a classe média desti-
Marcio Fernandes/AE
nava quase metade de seus recursos para gastos com serviços. Para o próximo ano, serão utilizados R$ 60 de cada R$ 100, o que representa um crescimento de participação destes gastos em relação ao total da ordem de 33%", acrescentou Meirelles. A pesquisa apurou ainda que, em 2013, a classe média pretende comprar 4,9 milhões de fogões; 4,6 milhões de geladeiras; 4,8 milhões de sofás; 4,3 milhões de máquinas de lavar; 11,3 milhões de notebooks; 6,8 milhões de tabletes; 14,2 milhões de viagens na-
cionais; etc. "O registro em carteira e a expansão do crédito permitiram à classe média aumentar seu padrão de consumo, com acesso a produtos e serviços nunca antes adquiridos. Essa classe tem em mãos hoje mais de 100 milhões de cartões de crédito." Fique de olho – Os números acima são para encher os olhos e os caixas de fabricantes e varejistas. Entretanto, para que os resultados sejam plenamente positivos para quem está do lado de dentro do balcão é imprescindível que quem está do lado de fora
"compre" o menos possível problemas e, caso isso ocorra, obtenha a solução no ambiente da empresa não precisando recorrer aos balcões dos Procons, do Judiciário ou das mídias sociais. Para tanto, alguns cuidados básicos são determinantes, como atender bem o consumidor antes, durante e após a compra. Os números do Procon-SP indicam que melhorar o nível de satisfação dos consumidores é uma das preocupações das empresas. Tanto que houve queda no número de reclamações fundamenta-
FIQUE POR DENTRO
O QUE DIZ O CDC
IMPOSTOS
AEROPORTO
Apesar de a lei que obriga o comércio a informar nas notas fiscais cinco impostos e o Programa de Integração Social (PIS)/Programa de Formação do Patrimônio do funcionário Público (PIS/Pasep) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) ter sido sancionada, um projeto que prevê a discriminação individualizada dos tributos continua a tramitar na Câmara (Projeto de Lei 4970/13). A Lei 12.741/12, já sancionada, entra em vigor em 9 de junho e é resultado de campanha da Associação Comercial de São Paulo.
Começou a funcionar na semana passada no aeroporto de Salvador um posto avançado do Procon-BA. A iniciativa é uma resposta aos resultados da Operação Linhas Aéreas, realizada entre os dias 30 de abril e 2 de maio, quando 642 pessoas foram atendidas e cinco autos de infração foram registrados contra companhias aéreas e outras empresas. Durante a operação especial, as principais irregularidades encontradas foram bagagens extraviadas ou danificadas, overbooking e falta de informações sobre cancelamento e atraso de voos.
CARTÕES Na audiência pública para discutir a atuação do segmento de cartão de débito no País, promovida pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara, o deputado Guilherme Campos (PSD-SP) defendeu mais transparência na cobrança por bens e serviços e preços menores para o consumidor que paga pelas compras com dinheiro. Ele con-
sidera equivocada a interpretação dos Procons de que é proibido praticar preços diferenciados, dependendo da forma de pagamento. O deputado enfatizou que o custo da operação de débito ou crédito é repassado ao consumidor sem que ele saiba. Para ele, o importante é deixar a cargo do consumidor a decisão sobre a melhor forma de pagamento.
das no órgão paulista de defesa do consumidor. Foram 29.697 em 2012 ante 33.401 no ano anterior (menos 12,5%). O número de atendimentos também regrediu: foram atendidas pouco mais de 602 mil consumidores no ano passado ante mais de 727 mil em 2011, ou seja, redução de mais de 20%. Melhorou, por sua vez, o índice de solução no primeiro contato do Procon com a empresa, ou seja, após o encaminhamento das Cartas de Informações Preliminares (CIPs). Foram emitidas pouco mais de 139 mil em
2012 (138 mil no ano anterior), com solução de 79%. No ano anterior, 76% foram solucionadas após a CIP. Se os números acima são alentadores, por outro lado, o Procon-SP não vem restringindo a publicação de rankings ao estipulado no artigo 44 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que diz que uma vez por ano deve divulgar quais foram as empresas que mais tiveram registros fundamentados na instituição. Na semana passada, divulgou o nome dos fabricantes de celulares que mais causaram problemas para os consumidores em 2012. Nos dados apresentados foram também listadas as empresas líderes em não solucionar a questão citada pelo consumidor ao Procon. Esse tipo de informação, destacam os consultores especialistas em atendimento, mancha a imagem da empresa, e pode até reduzir suas vendas. A queda de registros no Procon-SP não significa que o consumidor está reclamando menos. "Ele encontrou outros canais para falar de seu descontentamento com um produto, serviço ou empresa", afirma Vladimir Valladares, consultor e diretor executivo da V2 Consulting. Nas redes sociais, segundo o consultor, há crescimento de publicações sobre conflitos de consumo. Isso porque, o consumidor já entendeu que ali as respostas são mais rápidas e mais efetivas. "Nas redes sociais, a imagem da empresa fica exposta em decorrência do volume de pessoas que podem ser atingidas. E isso é um problema para as empresas, razão pela qual são mais ágeis na solução."
COMPROMISSO A Coca-Cola divulgou um compromisso global de combate à obesidade que inclui, entre outras medidas, o fim do direcionamento de publicidade a crianças de até 12 anos. Para o Instituto Alana, a inciativa da Coca-Cola reconhece que as estratégias de marketing têm forte impacto nas decisões de consumo e que é preciso fazê-las de forma responsável, "incluindo não dirigir publicidade a crianças menores de 12 anos em nenhum lugar do mundo". "A conduta da empresa resulta da construção de uma política corporativa apoiada em um longo processo de debate travado entre sociedade, poder público e mercado diante de graves problemas decorrentes de estratégias de marketing", destacou Isabella Henriques, diretora de Defesa e Futuro do Instituto Alana, que espera que o anúncio da Coca-Cola provoque uma reação em todo o mercado, contribuindo para uma revisão profunda sobre a conduta das empresas diante dos cidadãos, trazendo valores mais éticos e transparentes.
Angela Crespo é jornalista especializada em consumo e-mail: doislados@dcomercio.com.br
Artigo 12º O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. § 1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais: I - sua apresentação; II - o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam; III - a época em que foi colocado em circulação. § 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. § 3° O fabricante, o construtor, o produtor ou importador só não será responsabilizado quando provar: I - que não colocou o produto no mercado; II - que, embora haja colocado o produto no mercado, o defeito inexiste; III - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. Artigo 44 Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor. § 1° É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer interessado. § 2° Aplicam-se a este artigo, no que couber, as mesmas regras enunciadas no artigo anterior e as do parágrafo único do art. 22 deste código.