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13 mai 2011

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Ano 86 - Nº 23.371

Conclusão: 23h55

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, sexta-feira, 13 de maio de 2011

CARRO IMPORTADO: PISTA ESCORREGADIA À FRENTE O governo decidiu dificultar a entrada de veículos, pneus e autopeças. Agora, é obrigatório pedir liberação prévia. O Ministério do Comércio Exterior nega que o alvo da medida seja a Argentina, mas enviou documento aos 'hermanos' pedindo o fim da retenção de produtos brasileiros. Pág. 15

Um lote de 600 Audi A1 como este chegou antes

Boas vendas em março. Com desaceleração à vista. Vendas do varejo subiram 1,2% em março, mas bem menos do que em períodos anteriores, segundo números do IBGE. Pág. 13

Página 19

Divulgação

Dida Sampaio/AE

Floresta de interesses Primeiro, a orientação era votar o Código Florestal. Após um dia de tratativas e de insultos já na madrugada, a orientação mudou. É que o risco de derrota era iminente. Agora, projeto só volta ao plenário da Câmara quando o governo tiver certeza de vitória. Págs. 5 e 6 Reuters

Terror flagrado em NY Argelino e marroquino iam explodir uma sinagoga. Mas compraram explosivos da... polícia. Pág. 9 HOJE Nublado Máxima 23º C. Mínima 16º C.

AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 24º C. Mínima 15º C.

ISSN 1679-2688

23371

9 771679 268008

A vida fica mais zen em Monte Verde Spa é incluído entre atrações românticas. Boa Viagem. Página 20

Pavilhão da Bienal abriga, até domingo, a 7ª SP-Arte, que reúne 2500 obras e 89 expositores. Festa de beleza e atraentes negócios. Pág. 21,


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Na Argentina, a situação política se assemelha cada vez mais à brasileira, numa inversão curiosa do efeito Orloff. Roberto Fendt

pinião

ONDE MORA O PERIGO Assim como os mexicanos do século 19, o Brasil está próximo demais de todo tipo de governos populistas e reacionários, que nos cercam por quase todos os lados.

ROBERTO FENDT

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urante muito tempo os mexicanos costumavam se referir a seu país com a frase do general Porfírio Díaz: "Pobre México! Tan lejos de Dios y tan cerca de Estados Unidos" (Pobre México, tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos"). A referência, evidentemente, era a ameaça de ter como vizinho um país tão poderoso e que havia, no passado, se apoderado de uma parte substancial do território mexicano. Mais recentemente, os mexicanos descobriram que a proximidade com os Estados Unidos pode também ser vantajosa. É bom ter como vizinho o maior mercado do mundo, que de tudo compra, a qualquer preço. Deliciados, os mexicanos descobriram que os seus salários mais baixos atraíam, como um magneto, o capital americano,

que para lá levava seus investimentos e fábricas. Hoje, os EUA são o maior mercado de exportação para o México, a despeito do fato de que os seus capitais aumentaram os salários no país vizinho. Não sei bem se a frase do general Porfírio Díaz poderia, convenientemente ajustada, aplicar-se a nossos vizinhos. Os brasileiros estão, talvez até mais hoje do que no passado, mais próximos de Deus. Com relação a essa parte, portanto, já somos diferentes dos mexicanos. O nosso problema é a segunda parte.

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omo os mexicanos do século 19, estamos próximos demais de todo tipo de governos populistas e reacionários, a nos cercar por quase todos os lados. E, infelizmente, estamos tão longe do melhor exemplo de democracia com economia de

mercado, o Chile. Populistas e reacionários. Populistas porque sacrificam aos apoios populares do momento o futuro da nação; reacionários, porque persistem em querer retroagir a roda da história, a voltar a um passado tribal que felizmente já não mais existe.

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omo se já não bastasse termos como vizinho ao norte o gauleiter Chávez, a asfixiar cada vez mais o seu povo e a atormentar permanentemente o seu vizinho colombiano. Se já não bastasse termos a oeste o vizinho boliviano, que surrupiou os investimentos da Petrobras – empresa que pertence a seus acionistas brasileiros, o maior dos quais é o Estado nacional. E se já não bastasse também, embora não seja vizinho, a presença indesejada do senhor

presidente equatoriano, que acaba de decidir, por plebiscito, o início do fim da liberdade de expressão em seu país. Felizmente não temos fronteira comum com ele, mas está perto o suficiente para incomodar. Porque a liberdade é incomodada pela tirania, onde quer que ela se encontre.

que o progresso obtido com as reformas liberalizantes dos últimos anos seja posto a perder. Lá concorrem em segundo turno uma populista, vista como de direita, filha do ex-presidente Fujimori, Keijo, e o nacionalsocialista, como o qualifica Mary O’Grady colunista do Wall Street Journal, Ollanta Humala.

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presidente Correa ganhou o plebiscito e investidores internacionais, satisfeitos com o resultado, afirmam que o plebiscito foi bom porque eliminou as incertezas. Estranha atitude, mas compreensível: afinal, na segurança da liberdade e da democracia em casa, por que se importar com a supressão da liberdade e da democracia là-bas? No vizinho Peru, as incertezas estão aumentando, em lugar de diminuir. Lá, há um grande risco

ão são os candidatos ideais para um democrata, mas sempre tem alguém que é pior em uma disputa eleitoral. O pior, sem dúvida, é Humala. Por enquanto, as pesquisas dão empate técnico; mas quem sabe o que pode resultar em situações como essa? Por fim, na vizinha Argentina, a situação política está cada vez mais semelhante à brasileira, numa inversão curiosa do efeito Orloff. A senhora presidente Cristina Fernandez tem tudo para reeleger-se – e se a eleição

JOGO DE CARTAS MARCADAS S

e não ocorrer recuo de última hora, o deputado Sérgio Guerra será reeleito presidente do PSDB, na convenção do dia 28. Sua recondução ao cargo representa meio caminho andado para que o senador Aécio Neves se torne o candidato do partido à sucessão de Dilma Rousseff. Sérgio Guerra está compromissado até a medula com a candidatura presidencial do senador mineiro. Foi Aécio Neves quem conduziu um movimento no Congresso para que as bancadas tucanas na Câmara e no Senado divulgassem um manifesto favorável ao continuísmo de Sérgio Guerra no cargo. Os mineiros barraram qualquer tentativa de José Serra vir a ser presidente do partido. Aécio repudiou

a ideia de um paulista (inclusive FHC) controlar o partido nos próximos dois anos. Sendo mantido no cargo, Sérgio Guerra deverá liderar as articulações que vão desembocar na indicação do candidato do partido ao Planalto em 2014.

de boa ressonância para fazer oposição ao governo petista. Há dias, ele recusou o convite do governador Geraldo Alckmin para ser candidato à Prefeitura de São Paulo no ano que vem. Seu pensamento é que, na hipótese de ser eleito, ficaria impedido de disputar as eleições em 2014.

pesar de ter sido derrotado duas vezes como candidato à presidência da República, Serra ainda luta para ter uma nova chance de tentar o Planalto. Mesmo perdendo a eleição em 2010 para Dilma Rousseff, o ex-governador paulista alcançou expressivo resultado nas urnas, obtendo 44 milhões de votos. Serra atravessa uma fase de vacas magras por estar sem mandato e sem uma tribuna

etalhe: se não conseguir ser candidato a presidente, Serra poderá se candidatar ao Senado, concorrendo à vaga que se abrirá com o término do mandato do petista Eduardo Suplicy. Apesar de favorito para se eleger senador, o sonho de Serra é convencer os tucanos da cúpula de que ainda é o melhor candidato do partido ao Planalto. Mas, como o PSDB caminha para consolidar a

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candidatura de Aécio Neves, Serra poderia se candidatar por outro partido. Até o momento, porém, ele não pretende deixar o partido que ajudou a fundar, juntamente com Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas. hipótese de Serra vir a ser candidato pelo novo partido que está sendo criado pelo prefeito Gilberto Kassab, o PSD, é considerada remota. Primeiro, porque o PSD deve se aproximar de Dilma Rousseff e, segundo, porque o partido não terá o tempo necessário para fazer uma boa campanha na televisão. O tempo na tevê é distribuído aos partidos pelo TSE de acordo com o número de parlamentares que as legendas tem no Congresso. Os tucanos dispostos a fechar com a candidatura de

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Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

fosse hoje, já estaria reeleita. O governo da senhora Fernandez é o mais acabado modelo de troca da prosperidade futura pela aparência da bonança presente. Sua política econômica tem todos os cacoetes da heterodoxia típica do populismo latino-americano. Por hora, tudo parece dar certo; mas esse filme já passou muitas vezes, sempre com final infeliz.

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udo isso é muito ruim para os vizinhos latinoamericanos. Mas poderá ser de grande valia para nós, à medida que o insucesso deles pode alertar para os riscos que correremos se pretendermos imitá-los. O problema é que não é o sucesso que demanda tempo e trabalho; muitas vezes o fracasso também demora a ocorrer. É aí que mora o perigo para nós. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

EYMAR MASCARO Aécio Neves argumentam que o senador mineiro nada teria a perder, mesmo sendo derrotado nas urnas, porque seu mandato no Senado só termina em 2018. Os aecistas justificam também que Aécio Neves conseguirá atrair o apoio de mais partidos do que foi conseguido por Serra em 2010. lém disso, lembram eles que Serra não conseguiu penetrar no eleitorado do Nordeste, uma região que concentra 35 milhões de eleitores e que deu ao PT, nas duas últimas eleições presidenciais, mais de 70% da votação.

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s seguidores de Aécio já trabalham para que o PSDB exerça a política da boa vizinhança com as principais lideranças no Nordeste. Admitem que o partido só terá chance de vencer as eleições em 2014 se conseguir obter apoio em regiões importantes como o Nordeste. Os aecistas estão convencidos também que enfrentarão uma candidatura forte do PT, seja ela a de Dilma Rousseff, seja a do próprio Lula.

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EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Anna Lucia França, Eliana Haberli ,Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repór teres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Globo e Reuters Impressão Diário S. Paulo Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 13 de maio de 2011

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EMPRESÁRIO É ATUALMENTE A CLASSE MAIS DESPROTEGIDA DA NAÇÃO BRASILEIRA.

pinião

NEIL SEM LEI ÁUREA

FERREIRA

QUERO O MEU 13 DE MAIO

ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA

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Eles nunca tiveram tanto poder no Brasil. Mas apesar de serem vencedores, ainda insistem em parecer uma classe desassistida, como se a vida deles não tivesse mudado.

O novo status dos trabalhadores

O

s trabalhadores brasileiros, por meio da democracia, mudaram sua história e a própria história do Brasil. De uma classe dominada passaram a ser a classe que domina. Só nos últimos 10 anos, elegeram presidentes da República, nomearam os mais importantes Ministros de Estado e, ainda definiram a atual composição dos Tribunais Superiores Brasileiros. Coube ao líder sindical Lula da Silva – e agora à sua sucessora, Dilma Roussef –, definir e nomear 90% dos Ministros do STF ( Supremo Tribunal Federal) do STJ ( Superior Tribunal de Justiça), do TCU (Tribunal de Contas da União) e do TST (Tribunal Superior do Trabalho). Além disso, o PT - Partido dos Trabalhadores, também elegeu governadores, prefeitos e a maioria dos senadores, deputados federais e estaduais da nação brasileira. Não por outra razão, o PT é considerado o partido mais rico e mais organizado do Brasil. Este poder se consolidou de maneira tão excepcional que as lideranças trabalhistas escolhem, nomeiam ou demitem os presidentes das mais poderosas e ricas empresas do País. Mandam na Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Grupo Ipiranga, BNDES, BNDEspar,

Vale, Embraer, Oi , Brasil Telecom, mandam nas Agências Reguladoras, no CADE... Controlam bilhões de dólares dos 34 maiores Fundos de Previdência Privados da América Latina, entre eles, Petros, Previ e Funcef. Direta ou indiretamente, as lideranças trabalhistas estão por traz das decisões dos bilhões de reais que são distribuídos e investidos por meio do FGTS, BNDES, Banco do Brasil, a Caixa é Nossa e Caixa Econômica Federal ou aplicados no mercado de câmbio, futuros e Bolsas de Valores do Brasil e até nos Estados Unidos.

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stão, inclusive, acima das leis, pois escolhem até os dirigentes dos órgãos que devem fiscalizar as atividades e negócios que acabam por coordenar. Afinal, escolhem os diretores e presidentes da CVM, Banco Central, TCU e outros. Mas o anacronismo é que os trabalhadores, em que pese sejam vencedores, ainda insistem em fingir ser uma classe desassistida, levando o Poder Judiciário e a sociedade como um todo a ter a falsa impressão de que a vida dos deles não mudou. As mudanças foram tantas, que hoje o empresário se tornou a classe mais desprotegida da nação brasileira. As Federações e Confederações das classes empresariais, de

longe não possuem a representatividade e importância dos grandes sindicatos e confederações dos trabalhadores. Mesmo assim, mantém-se a equivocada política de impor excessivos custos sociais contra quem gera emprego. Exemplo disso é o salário desemprego, benefício que em vez de inibir, tem incentivado a rescisão do contrato de trabalho. Muitos profissionais buscam o desemprego para poder receber a bolada que representa a indenização trabalhista composta de salário desemprego, aviso prévio, 13º salário proporcional, vale transporte, vale refeição, férias proporcionais e o saque do FGTS com multas de 40% e 10%.

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oma-se a isto o custo da "indústria das reclamatórias trabalhistas". Muito trabalhadores ajuízam ações na Justiça do Trabalho, buscando danos morais, horas extras e outros benefícios articulados por meio de testemunhos "razoavelmente" instruídos. O risco é só do empregador. Só a empresa tem obrigação de pagar pesadas custas, depósitos judiciais para recorrer, além de honorários advocatícios e de peritos. O trabalhador não paga nada. Sequer é processado criminalmente quando se comprova, com documentos, que

o mesmo mentiu para obter ganhos indevidos. Uma reclamatória trabalhista é um "prato cheio" para oportunistas. Sentenças trabalhistas premiam empregados com condenações imorais. Existem condenações de horas extras em que pressupõemse que os trabalhadores sequer durmam ou comam, muito menos que possam ter tempo em se formar em escolas e faculdades. A decisões da Justiça do Trabalho condenam, inclusive, a integração salarial quanto aos valores gastos em treinamento, alimentação, planos de saúde e até em uniformes. Basta pedir que a "Justiça"dá!

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necessário que esta realidade mude. Os trabalhadores devem criticar os excessos, sob pena de renegarem o "poder" que alcançaram. Aplicar a CLT em detrimento da realidade e das demais leis vigentes no Brasil é uma forma de locupletamento que enfraquecerá as conquistas obtidas por meio da democracia. Liberdade e luta, afinal, sempre tem dois lados; é só evoluir para enxergar! ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA É PRESIDENTE DO INSTITUTO DE ESTUDOS DOS DIREITOS DOS CONTRIBUINTES EFS_ARTIGOS@ EDISONSIQUEIRA.COM.BR

ara quem já esqueceu, lembro que hoje, 13 de Maio, o dia em que a Princesa Isabel assinou a "Lei Áurea" e aboliu a escravidão, em 1.888. Foi uma revolução pacífica mas foi uma revolução e a data entrou para nossa História como de grande importâcia; peguei o tempo em que era até feriado, mas depois desmilinguiu , No meu Houaiss , "desmilingüiu" está com trema, mas escrevi sem ela porque procuro obedecer aos preceitos da Novilíngua. Como sabemos, na Novilíngua guerra é paz, escravidão é liberdade, mentira é verdade, segundo o livro 1984, de George Orwell, que nos apresentou à figura do "Grande Irmão" (se eu falar o nome verdadeiro, Big Brother, tem gente que confundirá com um programa de sacanagem da tevê Globo). É o livro de cabeceira de quem escreve tudo isso que o governo fala que é, mas a gente sabe que não é, porque está vendo tudo de pertim e direitim, tim-tim por timn-tim. Dois exemplos recentes. (1) Fato: as mortes por acidentes de trânsito aumentaram na estradas federais no último feriadão. Novilíngua, como publicado na mídia treinada: "a qualidade do asfalto melhorou e agora as pessoas andam em velocidades maiores" conforme a Falha de S.Paulo. (2) Fato: o desemprego aumenta e o primeiro emprego está praticamente fechado aos jovens. Novilíngua, como publicado na mídia treinada: "os jovens preferem trocar o primeiro emprego por mais estudo e saem mais tarde de casa, em busca de trabalho", conforme a mesma Falha de S.Paulo.

ais um exemplo, este vindo das mais altas esferas oficiais, para você não pensar que é só a Falha de S.Paulo que me enche os pacová – também quem manda eu assinar esse Diário Oficial da União? (3)Fato: os impostos aumentam, "Chove, Mantega aumenta o IOF; não chove, Mantega aumenta o IOF”" já disse alguém com muita propriedade; a inflação aumenta; as taxas de juros aumentam. Está acontecendo aqui e agora, sob os nossos narizes. Novilíngua, conforme expressou a presidenta Poste, pessoalmente e ipsi verbis: "Nas crises no passado" – leia-se FHC – "aumentavam-se os impostos, reduziam-se os reajustes salariais, aumentavam-se as taxas de juros". Entendeu ? É hoje escrito e escarrado – e ela fala que foi ontem, no passado, e o país dos "mais de 80%" engole. Assinalo também que hoje é Sexta-Feira 13, com tudo o que isso implica de apavorante e nefasto. Não é dia bom para nascer, casar ou jogar na mega-sena. Dá uma olhada na mixaria que estão as filas das lotéricas e da falta delas, das filas, nos cartórios de registro civil, aqueles em que os casais do jeito antigo, mulher com homem, e os dos "jetio muderrno", os ditos "homoafetivos”" homem com homem e mulher com mulher, podem registrar sua união. Então, o aziago, o nefasto, não me refiro ao apelido que a

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Ao ver os afrodescendentes agrupados como quilombolas receberem propriedades que valem milhões de reais, dou o grito: "Também quero o meu!

Relaxa e Goza pespegou no hoje aliado Maluf, mas à SextaFeira 13 mesmo, é que me deixou na mão, a ver navios, nessa baba da Lei Áurea. Faço justiça ao 13 de Maio de 1.888; era um domingo de sol luminoso, o meu 13 de Maio é que é essa Sexta-Feira 13, da pura, de legítima, do marafo na encruzilhada. turma liberada há 123 anos sofreu o diabo a quatro ao transpor uma longa jornada e produziu personalidades, hoje ditas afrodescencentes, que nos orgulham, como Ruy Barbosa, Pelé, o Ministro Barbosa, do STF – desculpe-me a Benedita, ela não me orgulha não, embora a filha do marido dela, a Camila Pitanga, me orgulhe muitíssimo pela beleza que é. Não sei se curtem o codinome afrodescendente, sei que o Pelé já falou que ele é o Negão há tanto tempo que prefere continuar sendo o Negão mesmo. Hoje, seus descendentes, os dos liberados, recebem, ou estão em vias de receber, indenizações que, dizem, a sociedade lhes deve. A sociedade somos eu, você, nossas famílias, nós somos, pois, os devedores e o que será pago aos nossos credores será com verbas oficiais, portanto saídas dos impostos que todos pagamos. Fui fuçar na minha família para ver se achava a origem dos meus parentes, devedores canistas, para ver quem lá pelos idos anteriores a 1.888 havia explorado e feito lucro com o suor dos escravos vindos à força da África. Para total decepção, minha árvore genealógica não é nem arbusto genealógico, quanto mais árvore. Chega apenas a duas gerações, meu avô paterno veio da Síria e o materno da Espanha, ambos com uma mão na frente e outra atrás, como se diz até hoje. Minha avó paterna, a vó América, era filha de roceiros de Minas, e a avó materna era de uma família de roceiros paulistas, pobres de marré de si, nenhum deles escravocrata. Talequá FHC, " j´ai um pied a la cuisine". Ao ver afrodescendentes agrupados como quilombolas receberem propriedades que valem milhões de reais, como a praia inteira da Caçandoca, no litoral norte de São Paulo, ou uma turma de menos de vinte reivindicar a posse do bairro inteiro do Leblon, com tudo o que tem em cima, dou o meu grito parado no ar: "EU TAMBÉM QUERO O MEU !" Aceito ser cotista em alguma faculdade ou emprego público. Quem sabe cotista sindicalista ? CARA, ESTÁ CADA DIA MAIS DIFÍCIL ENCARAR ESTA BARRA COM BOM HUMOR.

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NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

Giba Um

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gibaum@gibaum.com.br

ZECA PAGODINHO // ao ser perguntado por Hebe Camargo se bebia todo dia. Fotos: BusinessNews

Ovelhas perdidas O Brasil ainda é o maior país católico do mundo, tem 130 milhões de seguidores e perdeu mais de 10% dos fiéis nos últimos 15 anos. Tem 20,5 mil padres, 10.218 paróquias, 273 dioceses e 459 bispos que não vem conseguindo atrair dois universos de fiéis: jovens e velhos. Estudos da CNBB indicam que os jovens querem “santos de jeans, operando notebooks e tomando CocaCola” e os veteranos querem menos requebros, palmas e alegorias nas show-missas e não acreditam mais em paraíso, vida-eterna e fama de pecador, o que é uma surpresa. Agora, o novo presidente da CNBB, D. Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, vai atrás dessas ovelhas desgarradas. E com a ajuda do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que tentará ajudar a CNBB a se aproximar da sociedade. 333

Enquanto a música Judas (no videoclipe, ela aparece de Madalena e todos os apóstolos são motoqueiros) vai subindo na Billboard e ela já anuncia seu novo single The Edge of Glory (também do álbum Born This Way), Lady Gaga é capa e recheio da V Magazine , edição asiática, de junho, num surpreendente ensaio assinado por Inez Van Lamsweerde e Vinooch Matadin, onde cobre o rosto com adesivos coloridos e de metal. No texto, algumas confissões: “A arte é minha vida e os monstros são minhas drogas. Sou um ser elétrico com um plug secreto, em algum lugar do meu corpo”.

Um plug secreto

333

333 Empresários que têm acompanhado a presidente Dilma Rousseff em suas viagens internacionais garantem que o estilo dela é muito diferente de seu antecessor. Ela fica na suíte presidencial de um hotel, com assessores e ministros e os empresários em outro hotel, o que reduz o network no happy hour. Sua pontualidade é mais do que britânica e quem se atrasa pode levar uma reprimenda até em público. Os assessores e o pessoal do Itamaraty não têm problemas com Dilma, o que, muitas vezes, acontecia com Lula. Um dos motivos: ele insista em não obedecer a proibição de não fumar nas suítes, deixava a área empesteada e impossível de receber outro hóspede, obrigando os hotéis a lavar e desinfetar acomodações e móveis. No geral, os hotéis cobravam mais duas diárias para pagar esse serviço (vicio e má educação pagos com dinheiro do contribuinte).

Outro estilo

GAAATO!

Maraja place 333 Como o procurador-geral Roberto Gurgel e sua mulher, a procuradora Claudia Sampaio Marques, também lotada na PGR, possuem imóvel em Brasília, a Procuradoria-Geral da República mantém desocupado o apartamento funcional de luxo que o chefe do órgão tem direito na cidade. O imóvel, aliás, está vazio desde 2003, quando o último inquilino, o ex-procurador-geral Geraldo Brindeiro, deixou o cargo. Só de condomínio (pago pelo contribuinte), a União desembolsa R$ 1,2 mil por mês. O ex-procurador-geral Antonio Fernando de Sousa também tem casa em Brasília. O apartamento está avaliado em R$ 3,5 milhões.

DE DESPEDIDA 333 A mudança da apresentadora Ana Maria Braga para uma mansão no Jardim Europa, bairro de milionários, em São Paulo, tem uma razão especial. Novamente se separando de Marcelo Frisoni, agora debaixo de acusações supostas de infidelidade, ela deverá deixar para o ex-marido o superapartamento que tem no Morumbi, em São Paulo, como forma de acertar, oficialmente, o desenlace. Esse imóvel foi comprado quando eles já estavam juntos, ou seja, numa briga na justiça, ele teria direito a 50% do apartamento.

MAIS: sorrindo ou não, deverá manter seu habitual cacho de cabelos caído na testa, uma espécie de trademark sua.

Lavinia Vlasak, 34 anos, depois de uma participação em Insensato Coração na pele da mau caráter Ursula, desembarca na nova edição da Alfa, em fotos de Daniel Aratangy, num ensaio repleto de intimidade. Casada há dez anos com o economista Celso Colombo Neto e mãe de Felipe, de dois anos, ela garante que família, para ela, é uma prioridade. E garante conviver e não se empolgar com a fama. Para Lavinia, “a vida é como um cavalo, que precisa ser montada e guiada para a baia da felicidade”.

Montada na vida

N

333

Em breve, de acordo com projeto aprovado pela Câmara dos Deputados, um item adicional deverá se incorporar às calcinhas, sutiãs, cuecas e demais peças intimas no Brasil: será uma etiqueta chamando a atenção para o câncer de mama e colo de útero e para o câncer de próstata. Agora, na internet, os blogs de humor estão levantando alguns problemas, inspirados pela suposição de que os usuários terão dificuldade em ler as recomendações da etiqueta se já estiverem vestindo as peças. Muitos resolveram recomendar que o ideal seria que as etiquetas para elas estivessem nas peças deles – e vice-versa. 333

Abajur lilás (de volta!).

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Abajur com luz tradicional.

Não contabilizados 333 A empreiteira Delta, que vem acumulado faturamentos anuais médios de R$ 2 bilhões desde o governo Lula e que teria sido devidamente alavancada na área de grandes obras públicas através da consultoria de José Dirceu, fez duas doações num total de R$ 1,1 milhão, no ano passado, às vésperas do primeiro turno, para a campanha de Dilma Rousseff. As doações constam da prestação de contas do PT apresentadas ao TSE. Os mais lúcidos, contudo, apostam que a Delta (como as demais grandes empreiteiras do país) teriam destinado aos cofres da campanha muito mais. Supostamente, como diria Delúbio Soares, recursos não contabilizados.

Nossa Senhora de Fátima

SÓ NO GOGÓ Em 2007, o então presidente Lula anunciou investimentos de R$ 274,8 bilhões em infraestrutura energética até 2010. O resultado foi diferente: até o final do ano passado, os gastos no período alcançaram R$ 148,5 bilhões, ou seja, 54% do total previsto. Para este ano, a possibilidade de liberação de mais dinheiro é quase nula. A presidente Dilma ainda tem de quitar uma dinheirama em restos a pagar porque as grandes empreiteiras resolveram parar as obras. 333

MISTURA FINA O CANTOR Gilberto Gil, o executivo Roger Agnelli e a ex-primeira-dama Marisa Letícia e os filhos estão entre os 35 mil cidadãos italianos ou brasileiros com cidadania italiana que moram no país que receberão, em breve, uma carta do consulado italiano, no mês que vem. É quando acontece o referendo popular se a Itália vai ou não construir usinas nucleares.

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333 O EX-presidente Lula acaba de fazer uma palestra (mais uma) na AmBev. Os mais irônicos comentavam que era o típico exemplo da pessoa certa no lugar certo.

FERNANDO Henrique Cardoso está avisando amigos e admiradores que jamais pensou em assinar qualquer abaixo-assinado contra uma estação de metrô no bairro de Higienópolis, onde vive há anos.

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Fala sério!

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13 de Maio

333 Marcelo Carvalho está de volta ao programa MegaSenha , embora não mande mais na Rede TV! e sua mulher, Luciana Gimenez reestréia ao Superpop dia 18. A possível venda dos 29% que Carvalho tem na emissora para o sócio Amilcare Dallevo está mais do que complicada e a solução poderá ser uma espécie de engenharia financeira protagonizada pelo BTG, de André Esteves. O marido de Luciana quer R$ 500 milhões por sua parte, exige um sinal de R$ 100 milhões e Amilcare não tem origem para essa dinheirama.

333 O MINISTRO-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, circula Brasília a bordo de um carro oficial com chapa particular ( fria ). Se alguém lhe perguntar, negará de pés juntos.

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333 Carolina Dieckmann foi conhecer o jogador Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, esta semana, na capital espanhola: eles serão os protagonistas de uma nova campanha do xampu Clear, da Unilever (os comerciais serão gravados num próximo encontro). Foi até assistir a um jogo entre o Real Madrid e o Getafe. Depois, postou entusiasmada: “Craque e gato! Gaaaato!” Cristiano Ronaldo tem fama de pegador: hoje, é o titular da modelo russa Irina Shayk, considerada um das mulheres mais sexies do planeta.

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Questão de origem

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k Só quando estou acordado.

Gabriel Chalita, candidato a prefeito de São Paulo pelo PMDB, já faz testes de fotos e vídeos para a campanha de 2012.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

333 NEM FURNAS, nem diretoria do Banco do Brasil, nem Embratur, nem presidência da TIM e nem mesmo uma boquinha de consultor da operadora italiana: o exministro Hélio Costa (PMDBMG), derrotado nas eleições governamentais em seu Estado, já começa a pensar em fazer palestras.

DEPOIS de Eros Grau, o ministro Celso de Mello, do Supremo, estava disposto a se aposentar este ano, ou seja, quatro anos antes da data limite. Agora, mudou de idéia e vai ficar. Ou seja: para Dilma Rousseff, restará apenas duas nomeações nesse seu primeiro mandato. Serão os substitutos de Cezar Peluso e Ayres Britto (será o futuro presidente da Alta Corte), que alcançarão a idade limite de 70 anos nos próximos dois anos.

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Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

Solução

essa data, em 1917, os humildes pastores Lúcia e os primos Francisco e Jacinta, receberam a primeira das seis aparições de Nossa Senhora, em Fátima, Portugal. Em suas mensagens, a Virgem Maria pedia à humanidade: "Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores".


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 13 de maio de 2011

5 NA CLAREIRA O governo quase perdeu a luta na votação do novo Código.

olítica

SELVA DE FERRO Relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP) é acusado de repor textos excluídos.

PERDIDOS NA FLORESTA

Código sem data de validade O governo anunciou que somente colocará o projeto em plenário quando estiver seguro da vitória e, para isso, quer negociar. Sem acordo, não haverá votação. Sergio Lima/Folhapress - 11.05.2011

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projeto do novo clarar guerra, mas não vou Código Florestal aceitar essa guerra", afirmou só voltará à pauta Vaccarezza. "Assumo que fiz o de votação quan- acordo e assumo que rompi. do o governo federal tiver se- Estou pedindo apenas um argurança de vitória. O recado mistício", disse o parlamentar. foi dado ontem pelo líder goO rompimento do acordo vernista, deputado federal também compromete a votaCândido Vaccarezza (PT-SP). ção de medidas provisórias de A sessão foi interrompida du- interesse do governo que perrante a madrugada quando era derão validade a partir do dia iminente o risco de derrota em 1º de junho. Uma delas é a MP itens que o Palácio do Planalto 521, em cujo texto foi incluída a não aceitava modificar. proposta de um regime espeVaccarezza disse que o go- cial de licitação para as obras verno "não trabalha com pra- da Copa do Mundo e da Olimzo", mas com a expectativa de píada. O líder do PMDB, Henchegar a um acordo, "desde rique Eduardo Alves (RN), já que permita a vitória", frisou o anunciou que as votações só líder. Para conseguir esse con- serão retomadas depois de resenso, o parlamentar avisou solvido o Código Florestal. que o Planalto não vai negociar A confusão em torno do texagressão ao meio ambiente, a to começou bem cedo, ao longo anistia de desmatadores, nem de toda a terça-feira, quando o a consolidação de áreas já des- Planalto havia montado uma matadas. Esoperação para ses são os pongarantir os tos os quais a ajustes que sebancada rurariam feitos peEles têm razão de lista ameaça lo relator, dedeclarar guerra, alterar e que putado Aldo provocou a R e b e l o ( P Cmas não vou suspensão da doB-SP), que aceitar. Assumo votação. "Só foi vaiado e que fiz o acordo e vamos permichamado de que rompi. Quero tir a votação "ruralista", peum armistício. do texto quanlos integrando a situação tes dos moviCÂNDIDO VACCAREZZA estiver equilimentos sociais brada entre o que estavam meio ambiente e a produção na Casa, quando terminou a agrícola", avisou o líder do go- leitura do tema no plenário. verno. "Se não tiver acordo, Coube ao ministro Antonio Palocci, da Casa Civil, domar a não tem votação". Como forma de pressão pa- base aliada, forçar os ruralistas ra que os deputados da base do PMDB a aderir à proposta aceitem aprovar o texto defen- de consenso e enquadrar Rebedido pelo governo, o Planalto lo, que a cada acordo verbal fetem usado a data de 11 de ju- chado com o governo redigia nho, quando se extingue o de- um texto que ia na direção concreto que suspendeu as puni- trária. Na reunião com os lídeções para os proprietários que res da base, Vaccarezza chegou desmataram suas proprieda- a pedir para que não houvesse des. "É bom que os interessa- uma traição. Quando a derrota dos se apressem para fechar em plenário era iminente, o goum acordo. E, pelo que sei, o verno suspendeu a votação. O líder descartou a hipótese governo não vai prorrogar esde retomada da votação na se decreto", revelou. O líder do governo também próxima semana, quando o reconheceu que a suspensão presidente da Câmara, depuda votação foi um rompimento tado Marco Maia (PT-RS) e oudo acordo que havia sido feito tros líderes estarão ausente do com os líderes partidários e País. "Vai ser uma semana um com a própria base. "Vou pro- pouco esvaziada", completou curar a oposição, vou tentar re- Vaccarezza. Mais Código Florescompor. Eles têm razão de de- tal na página 6. (AE)

Só haverá votação sem paixões, diz Carvalho É

preciso deixar as paixões de lado, ensina o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. "Só assim as partes envolvidas poderão votar o texto do Código Florestal", afirmou. "Essa questão não pode ser negro contra branco, cruzeirense contra atleticano. É um tema que envolve o conjunto da sociedade". Para Carvalho, é preciso diminuir "a paixão desse tema, porque estamos tratando do futuro do País". O ministro adiantou que a presidente Dilma Rousseff tem acompanhado o desenrolar das negociações, mas evita se manifestar publicamente enquanto o tema estiver em discussão no Congresso. O responsável pela articulação política do Planalto com o Congresso, ministro Luiz Sérgio, das Relações Institucionais, atribuiu o adiamento da

votação a um "desgaste físico e emocional", às críticas do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN) e à própria postura do governo no processo. Alves afirmou que o governo "precisa aprender a respeitar a Casa". De acordo com Luiz Sérgio, o momento acabou levando ao "desgaste físico, emocional, à tensão", mas que poderiam ser superados com uma boa noite de sono, uma boa reflexão. "Nós precisamos olhar a partir do diálogo que estamos construindo", afirmou, ao comentar as declarações de Alves. O ministro negou ainda que o Planalto esteja interferindo no ritmo do processo de votação. Como argumento, lembrou que o novo código não foi proposto pelo Executivo. (Agências)

QUATRA-FEIRA

Ed Ferreira/AE

ONTEM

O relator Aldo Rebelo não conseguiu evitar a polêmica, com a Casa cheia (no alto). Ontem, como nas quintas-feiras, o plenário ficou vazio.

'Acusações são levianas e falsas' Marina Silva, do PV, rebate as denúncias feitas pelo deputado federal Aldo Rebelo no plenário da Câmara

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ex-candidata à Presidência Marina Silva (PV) considerou ontem como "levianas" e "falsas" as acusações feitas contra o seu marido, Fábio Vaz de Lima, de "contrabandista de madeira". Elas partiram do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoBSP), quando negava no plenário, na noite de quarta-feira, a acusação do PT de que teria feito modificações no texto do Código Florestal sem o aval das lideranças. Ao se defender, subiu o tom e acusou a ex-senadora Marina de ter postado no Twitter que ele havia "fraudado" o relatório. "Quem fraudou contrabando de madeira foi o marido de Marina Silva." Ele revelou ainda que quando era líder do governo impediu que o marido prestasse depoimento em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O deputado Alfredo Sirkis (PVRJ) tentou interromper chamando Aldo de "traidor", que ontem à noite se disse arrependido da acusação. Vestida de preto, Marina acompanhava a votação no meio do plenário. Após a confusão, a única mensagem no

microblog era de que o novo texto de Aldo tinha "pegadinhas". Antes a ex-senadora já havia classificado o relatório de "muito ruim". De acordo com Mariana, as denúncias contra o seu marido surgiram quando ocupava o cargo de ministra do Meio Am-

biente e comandou um processo para combater o desmatamento, numa ação em que 725 pessoas foram presas e aplicados R$ 4 bilhões em multas. "Isso gerou fúria contra mim." A ex-candidata disse que, até então, acreditava que seu marido não havia sido chama-

do por que o líder do governo (leia-se Aldo) estava convencido dos fatos. "Se não estava, não tinha por que ter evitado o depoimento", disse. Ela sugeriu ainda que a citação de Aldo pode ter a intenção de enfraquecê-la no debate do Código Florestal. (AE)

Dida Sampaio/AE

Marina com o senador acreano Sibá Machado: a ex-senadora diz que não vai se intimidar com acusações.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Não mudei, tenho testemunhas que acompanharam a redação da proposta. Deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP)

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Saulo Cruz/Agência Câmara

PERDIDOS NA FLORESTA

Líder do PT aponta trechos divergentes Paulo Teixeira denuncia: Aldo Rebelo teria rompido acordo firmado com líderes

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m meio à polêmica votação do projeto de lei de reforma do Código Florestal, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (PT-SP), afirmou, logo após o adiamento da votação, que o relator da proposta, deputado Aldo Rebelo (PCdoBSP), "rompeu acordo firmado entre líderes e governo ao apresentar, no plenário, texto diferente do fechado nas negociações". Rebelo negou tudo. Segundo Teixeira, no texto acordado entre os líderes há pontos divergentes do texto apresentado por Rebelo para a votação em forma de substitutivo. Entre eles, diz o líder, está a inclusão do Parágrafo 5º do Artigo 33 na proposta que seria colocada em votação. "Cumpridas as obrigações estabelecidas no Programa de Regularização Ambiental ou no termo de compromisso para regularização ambiental das exigências desta lei, os prazos e condições neles estabelecidos, as multas (...) serão considera-

das como convertidas em serviços de conservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente, legitimando as áreas que remanesceram, ocupadas com atividades agrossilvopastoris, regularizando seu uso como área rural

Foram resgatados conteúdos que já tinham sido expurgados do texto. Houve uma quebra de acordo. PAULO TEIXEIRA para todos os fins", diz o parágrafo acrescentado ao texto após o encerramento das discussões, segundo Teixeira. Para ele, "foram resgatados conteúdos que já tinham sido expurgados do texto. Houve uma quebra de acordo". Rebelo nega. "Não mudei,

tenho testemunhas. Os líderes do governo (Cândido Vaccarezza), do PMDB (Henrique Eduardo Alves), e os demais líderes da Casa acompanharam a redação da proposta". Teixeira acusa Rebelo de ainda retirar do texto (negociado entre governo e lideranças da Casa) uma "trava" sobre o fracionamento de propriedades maiores de 4 módulos fiscais para burlar a legislação. Segundo ele, a proposta enviada à sua bancada após o desfecho das negociações, dizia: "em todos os imóveis rurais que não detinham, em 22 de julho de 2008, área maior que 4 módulos fiscais" a reserva legal obrigatória seria aquela existente na mesma data. No texto levado ao plenário por Rebelo, o trecho foi removido. Sem essa parte, a legislação permitiria, para Teixeira, que proprietários com imóveis com mais de quatro módulos fiscais fracionassem suas terras para se isentarem de recompor reserva legal. (ABr)

Andre Dusek/AE

Miriam Belchior: o PAC do Saneamento será destinado a municípios com menos de 50 mil habitantes.

Ministra apresenta critérios de seleção das obras do PAC Miriam Belchior anuncia também que orçamento total para o saneamento é de R$ 5 bi

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ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, apresentou ontem, durante palestra aos prefeitos que participam da 14ª Marcha dos Prefeitos, os critérios definidos pelo governo para a seleção das obras relativas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Saneamento para municípios com menos de 50 mil habitantes. A previsão desses investimentos é R$ 5 bilhões. Na 1º etapa serão disponibilizados R$ 3,2 bilhões. Destes, R$ 1 bilhão será por meio do Ministério das Cidades e R$ 2,2 bilhões p e l o O rç a m e n t o G e r a l d a União (OGU), via Fundação Nacional da Saúde (Funasa). A novidade é a dispensa da contrapartida como critério de contratação, pelo OGU. Belchior mostrou como os R$ 3,2 bilhões serão divididos. "Serão aplicados R$ 1,2 bilhão na modalidade água e R$ 1,7 bilhão na área de esgoto. Há ainda R$ 300 milhões que serão destinados à elaboração de projetos nessas duas áreas". Ela ressaltou alguns requisitos para as propostas a serem seguidos pelos prefeitos. Entre eles, o valor mínimo de R$ 1 milhão por proposta. Cada município poderá apresentar, no máximo, duas cartas-consulta para cada uma das modalidades – água e esgoto.

"Se começarem agora a definir quais projetos serão apresentados, as chances são maiores. Portanto, discutam de imediato com suas equipes qual será a obra apresentada a partir do dia 15 de junho, quando serão publicadas as regras do processo seletivo''. Segundo ela, nessa etapa não será necessário apresentar o projeto finalizado. "Isso só será feito após a pré-seleção, quando as propostas já tiverem sido analisadas pelo governo'.'

Serão aplicados (2ª etapa) R$ 1,2 bilhão em água e R$ 1,7 bilhão em esgoto. Há R$ 300 milhões para projetos nas duas áreas. MIRIAM BELCHIOR O resultado da pré-seleção será anunciado em 26 de agosto, e o resultado final, em 4 de novembro. O formulário para as cartas-consulta estarão disponíveis nos sites do Ministério das Cidades e da Funasa. A ministra alertou para que os prefeitos fiquem atentos ao tipo de obras que serão apoiadas pelo governo, como a compra de equipamentos, eliminado logo na primeira fase.

As propostas a serem selecionadas seguirão as prioridades já definidas – como a complementação de obras já contratadas na primeira fase do PAC; projetos de engenharia prontos ou em estágio avançado de preparação; licenciamento ambiental; situação fundiária que permita o rápido início de obras; bom desempenho do municípios proponente na execução do PAC. Brasil sem Miséria – O plano Brasil sem Miséria, que visa a acabar com a pobreza extrema no País, terá como foco capacitar as pessoas a poderem ter seu próprio sustento. É o que informou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Segundo ele, a ideia é "ensinar a pescar''. A previsão de lançamento é junho. Antes, o governo quer ouvir a opinião da sociedade. O ministro alega que o Brasil Sem Miséria é uma continuação, e não uma correção, do Bolsa Família – o maior programa de transferência de renda governamental, iniciado na gestão do ex-presidente Lula. Até 2014, o desafio é tirar cerca de 16 milhões da miséria – famílias que ganham até R$ 70 per capita por mês. A maioria – negra ou parda – vive na região Nordeste, segundo levantamento do governo, a partir de dados cruzados do Censo 2010. (Folhapress)

Mudança: trechos excluídos voltaram a ser apresentados por Rebelo, acusa líder petista, Paulo Teixeira.

Dilma cancela ida ao Paraguai por recomendação médica Enquanto isso, o presidente paraguaio festeja a triplicação do valor pago por Itaipu

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presidente Dilma Rousseff cancelou ontem a viagem que faria ao Paraguai para as comemorações do bicentenário da independência daquele país. Motivo: recomendação médica. Ela se recupera de uma pneumonia no pulmão esquerdo, e tem trabalhado boa parte do tempo no Palácio da Alvorada, residência oficial. Passa apenas parte do dia no Palácio do Planalto, para os despachos inadiáveis. Desde sua posse, em 1º de janeiro, a presidente tenta ir ao Paraguai, um dos sócios originais do Mercosul, bloco que reúne ainda o Uruguai e a Argentina. Ela vinha adiando a viagem porque o Congresso ainda não havia aprovado o texto do acordo bilateral pelo qual o Brasil vai pagar o triplo do valor pela energia excedente de Itaipu – ou seja, pela energia a que o Paraguai teria direito, mas não consegue utilizar e revende ao Brasil. Com a aprovação do texto na quinta-feira, as portas estavam abertas finalmente para sua ida ao país governado pelo presidente Fernando Lugo. Comemoração – O governo do presidente Fernando Lugo, comemorou, na quarta-feira, a aprovação pelo Senado brasileiro do texto que eleva de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões anuais a quantia paga pelo Brasil aos paraguaios pela cessão de energia da Hidrelétrica de Itaipu Binacional.

Jorge Adorno/Reuters - 12/05/11

Lugo comemora: Brasil pagará 3 vezes mais por energia do Paraguai.

"O Senado brasileiro aprovou uma triplicação do valor da indenização, a transferência de energia do país vizinho paga pelo uso da energia paraguaia de Itaipu, coroando com êxito uma das bandeiras que nós construímos na disputa eleitoral de 2008. Foi um dos principais compromissos assumidos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Paraguai, como resultado das negociações que começaram desde que assumimos o governo", festejou Lugo. Segundo ele, o reajuste é parte de longa negociação decorrente de erros do ex-presidente Alfredo Stroessner. "Trabalhamos para corrigir a terrível traição no regime do general Stroessner e os erros cometidos contra a nação e o povo do Paraguai no Tratado de Itaipu.

Nós estamos honrando com fatos e não apenas com discursos e feriados todos os nossos heróis", destacou. Segundo o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Jorge Lara Castro, a aprovação do texto é um "passo importante porque ela inicia um novo contexto de integração". As negociações em torno das chamadas notas reversais, que tratam do reajuste do valor pago pelo Brasil do uso de energia de Itaipu, dividiram os senadores brasileiros. A relatora do texto, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), defende que os custos da adoção da medida serão arcados pelo Tesouro Nacional e não oneram diretamente os consumidores. Mas os oposicionistas divergiram da senadora e votaram contra a proposta. (Agências)

Maciel desiste de cargos oferecidos por Kassab Convidado para ser conselheiro da CET e da SPTuris, Maciel renuncia Marcos Mendes/LUZ - 21/03/11

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epois de grande constrangimento dentro do seu partido, o presidente do Conselho Político do DEM, Marco Maciel, recusou as indicações para compor o conselho de duas empresas da prefeitura de São Paulo. Pernambucano, o ex-vicepresidente da República foi convidado para os cargos de conselheiro da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da São Paulo Turismo (SPTuris) pelo prefeito Gilberto Kassab, que deixou a legenda de Maciel para fundar o PSD. O fato levou integrantes do DEM a pressionar Maciel a optar entre o partido e Kassab. Sem mandato depois da derrota para o Senado por Pernambuco em 2010, Maciel receberia R$ 6.000 por cada cargo. Pelo pagamento, deveria participar de uma reunião mensal em cada conselho. Aliado do prefeito e próximo do ex-vice-presidente, Jorge Bornhausen (ex-DEM), chegou a dizer que se deveria "bater palmas" para a indicação. Para membros do DEM, o cargo de presidente do Conse-

O próprio Marco Maciel encerrou o constrangimento. E comunicou à executiva do DEM sua recusa aos convites de Kassab, que deixou a legenda para fundar seu próprio partido, o PSD.

lho Político do partido não combinaria com os postos oferecidos por Kassab, que deixou o partido e coordenou um ataque especulativo às suas fileiras. Ontem, o próprio Maciel encerrou os constrangi-

mentos e comunicou à executiva do DEM sua recusa aos convites de Kassab. Em nota, ele esclareceu que o convite aconteceu "no final de 2010", quando Kassab ainda pertencia ao DEM. (AE)


p Homofobia: debate termina em bate-boca DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 13 de maio de 2011

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A agressão aos homossexuais não é a mesma coisa que a briga em um bar. Senadora Marta Suplicy (PT-SP)

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Senadora Marinor Brito (PSol-PA) troca acusações e ofensas com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) durante discussão sobre criminalização de atos preconceituosos Ed Ferreira/AE

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debate ontem em sião, ao responder uma pertorno do projeto de gunta formulada pela cantora lei da Câmara dos Preta Gil, o deputado responD e p u t a d o s q u e deu que seus filhos não corcriminaliza a homofobia no riam de terem relacionamento País terminou numa troca de com gays porque não tinham xingamentos e ofensas entre a sido criados em um ambiente senadora Marinor Brito (PSol- de promiscuidade como ela. PA) e o deputado Jair BolsonaMesmo pedindo a retirada ro (PP-RJ), na Comissão de Di- de pauta do projeto para maior reitos Humanos do Senado. debate sobre a proposta, Marta Após a retirada do projeto da Suplicy defendeu a proposta pauta de votação, enquanto a como forma de coibir a violênrelatora da proposta, Marta cia contra os homossexuais: Suplicy (PT-SP), concedia en"Os contrários não estão tentrevista à imprensa, Bolsonaro do mais argumentos. O projeto exibia um panfleto contra a pede mais respeito aos homosampliação dos direitos dos ho- sexuais e vai coibir assassinamossexuais, o tos e espancaque irritou mentos como Marinor Brito, os que ocorreque chegou a ram em São Estão tentando bater na mão Paulo. A criar um império do deputado. agressão aos homossexual no A senadora h o m o s s eparanaense xuais não é a País. Se não dá tentou impemesma coisa emprego, será dir que Bolsoque a briga em punido, se for naro exibisse o um bar". contra, será punido. panfleto e o E m s e u chamou de hosu bs ti tut iv o, MAGNO MALTA (PR-ES) mofóbico. "O Marta incorsenhor é um p o r o u a l g uhomofóbico. Pratica homofo- mas modificações que feitas bia com dinheiro público. De- pela relatora anterior, a ex-severia ser cassado". nadora Fátima Cleide, e acresJá o deputado alegou que es- centou outras. Entre as alteratava apenas calado, exibindo ções em relação ao texto da Câum folder chamando a atenção mara estão a inclusão de punipara o que ele classificou como ções para a discriminação de um "plano nacional da vergo- idosos e de pessoas com definha". "O governo está distri- ciência e a especificação de que buindo nas escolas de 1º grau a pena de três anos de detenção uma cartilha estimulando nos- para quem "praticar, induzir sas crianças a serem gays". ou incitar a discriminação ou o Bolsonaro já responde a uma preconceito" não se aplica à representação no Conselho de "manifestação pacífica de penÉtica da Câmara pela acusação samento decorrente de atos de prática de racismo e homofo- fé, fundada na liberdade de bia por declarações a um pro- consciência e de crença". grama de televisão. Na ocaPela proposta, será punido

quem impedir manifestações de afetividade entre pessoas homossexuais em locais públicos, quem recusar ou sobretaxar a compra ou a locação de imóveis em razão de preconceito, ou quem, pelo mesmo motivo, prejudicar recrutamento, promoção profissional ou seleção educacional. O senador Magno Malta (PR-ES) protestou: "É um projeto eivado de inconstitucionalidades. Estão tentando criar um império homossexual no País. Se não dá emprego, será punido, se manifestar contra, será punido. Precisamos é respeitar essas pessoas". (AE) Marinor Brito a Jair Bolsonaro: "O senhor é um homofóbico. Pratica homofobia com dinheiro público. Deveria ser cassado". Antonio Cruz/ABr - 12.04.11

Bispo critica discussão sobre o tema em escolas públicas

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Bolsonaro: "O governo distribui nas escolas uma cartilha estimulando nossas crianças a serem gays".

Ministra pede apoio à igualdade racial Luiza Bairros começa a peregrinar por municípios para disseminar a campanha "Igualdade Racial é Pra Valer", lançada em março pelo governo

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ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, participou ontem de reuniões com representantes da sociedade civil e lideranças políticas e do movimento negro de Ribeirão Preto, apresentando a campanha "Igualdade Racial é Pra Valer", lançada pelo governo federal em março. "Essa visita à cidade faz parte de um processo mais amplo, de ida aos estados, para conversas com governadores, prefeitos e sociedade civil, um chamamento para que todos participem da política de promoção da igualdade racial", resumiu a ministra. Segundo ela, agentes sociais e econômicos são

Célio Messias/AE

chamados para mostrar o que fizeram ou o que podem fazer para promover a inclusão de negros na sociedade em condições iguais a outros grupos sociais. Isso significa a "luta contra qualquer tipo de preconceito e o racismo, algo que ajuda a sociedade brasileira a consolidar a democracia", explicou a ministra Luiza. Como exemplo para a promoção da igualdade racial, ela citou que nos últimos dias o governo do Rio de Janeiro propôs a adoção de cotas para negros em seus concursos públicos. "Nosso apelo é que as administrações municipais criem condições para um plano local para a promoção da igualdade racial, com articulações nas diferentes

áreas, como educação, saúde, trabalho, assistência social e outras", disse a ministra. Essa mobilização visa a criação, a partir de 2012, de uma linha de incentivo financeiro, com recursos ainda indefinidos (valor deve ser fechado até agosto ou setembro) para que ações sejam realizadas nos municípios brasileiros. A ministra afirmou que os avanços no País em relação à inserção dos negros na sociedade são visíveis, e mencionou o sistema de cotas nas universidades públicas. "Percebemos o avanço da consciência das pessoas negras, que não têm mais medo de se identificar assim., Tanto que, pela primeira vez, o Censo aponta a população negra como a maioria da população", destacou. (AE)

STF rejeitará reclamação da Itália sobre Battisti, diz Gurgel

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procurador-geral da República, Roberto Gurgel, opinou ontem que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve rejeitar uma reclamação do governo italiano contra a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter no Brasil o ex-ativista de extrema esquerda Cesare Battisti. Em seu último dia de governo, Lula recusou-se a entregar Battisti para a Itália apesar de o STF ter autorizado sua extradição. Na Itália, Battisti foi condenado à prisão perpétua em processos nos quais foi acusado de assassinatos. Os advogados do governo italiano reclamam que Lula teria desrespeitado o julga-

mento do STF que, em 2009, autorizou a extradição de Battisti. No entanto, para o procurador, isso não ocorreu. Ele observou que o STF deixou claro, ao final do julgamento, que o presidente da José Cruz/ABr - 17.11.09

Battisti: defendido por Gurgel

República não estava vinculado à decisão tomada pela Cor te. "Parece evidente que em momento algum o Supremo determinou ao presidente da República que efetivasse a extradição de Cesare Battisti. O requisito primordial para a propositura de reclamação é o descumprimento de decisão emanada do Supremo Tribunal Federal. Se, como visto, a decisão da Corte não vinculou o presidente da República, nada havia para ser afrontado", afirma. O procurador também disse que seria uma afronta à soberania nacional a tentativa da Itália de reverter a decisão do governo dentro do Estado brasileiro. (AE)

Engajamento: "Nosso apelo é que as administrações municipais criem condições para um plano local de promoção da igualdade racial", diz ministra.

Lula dá palestra fechada para AmBev, na Bahia

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ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu nova palestra na manhã de ontem em evento fechado da cervejaria AmBev no resort Costa do Sauípe, no litoral da Bahia. A multinacional o contratou para animar uma reunião de executivos brasileiros e de outros países da América Latina. Segundo a assessoria do expresidente, a participação não foi divulgada a pedido da empresa, que queria "fazer uma surpresa" aos convidados. O valor do cachê também não foi informado. No Brasil, estima-se que Lula tem cobrado cifras em torno de R$ 200 mil para cada palestra remunerada, com tempo médio de 40 minutos. Em geral, ele alterna uma apresentação elogiosa do seu governo com algumas piadas e

referências à empresa que o convidou. À noite, Lula recebeu o troféu "João Ferrador" do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), onde iniciou a carreira política. (Folhapress)

responsável, a partir de ontem, pelo setor pastoral de Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joaquim Giovane Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte e reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), criticou o projeto do governo de debater homossexualidade em escolas públicas. "Lamento que a opção do governo/MEC, neste assunto, tenha sido pela formação fragmentada, quando se insiste na necessidade de uma formação integral", afirmou dom Mol. Para o bispo, um projeto de formação integral dos adolescentes "contemplaria boas reflexões sobre o homossexualismo, a pessoa do homossexual, bem como sobre o desenvolvimento da sexualidade, compreendida como elemento intrínseco à condição humana, que ultrapassa o sexismo, marca característica da sociedade atual". Im posi ção – O reitor da PUC-Minas argumenta que "combater um preconceito exibindo vídeos de relações entre pessoas do mesmo sexo nas escolas públicas não parece adequado, pois revela uma concepção fragmentada da questão, um privilégio e concessão aos grupos interessados, uma imposição sobre crianças e adolescentes". Para dom Mol, a atitude do governo "desconsidera e contraria, muito provavelmente, não só aos pais dos alunos, mas também ao conjunto do povo brasileiro, a quem os governantes devem servir". O bispo acredita que "um saudável e franco diálogo com educadores de vários setores" faria bem ao governo". Diáconos – Os 2,5 mil diáconos permanentes, dos quais 95% casados, conseguiram pouco progresso na revisão de seus Estatutos, trabalho executado ao longos dos últimos cinco anos que pretendia obter algumas novidades para sua vida pastoral e particular. (AE)

SECRETARIA DA SAÚDE Secretaria Municipal da Saúde Coordenadoria Regional de Saúde Leste PREGÃO PRESENCIAL - 08/2011-CRS.Leste OBJETO: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA PREDIAL. A Coordenadoria Regional de Saúde Leste, comunica a todos os interessados, que se encontra aberta a licitação na modalidade PREGÃO PRESENCIAL nº 08/2011CRS.Leste, do tipo MENOR PREÇO MENSAL GLOBAL, objetivando a Contratação de empresa especializada para prestação de serviços de manutenção preventiva e corretiva predial para as unidades de saúde e administrativas, pertencentes à Coordenadoria Regional de Saúde Leste. A sessão pública de abertura dos envelopes realizar-se-á no dia 30/05/2011 às 09:00 horas na sala de Reunião II/Mezanino, sede da Coordenadoria Regional de Saúde Leste, sito na Av. Pires do Rio, 199 - São Miguel Paulista/SP. O Edital de pregão poderá ser consultado e/ou obtido no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou na Seção de Compras/Licitação, na sede da Coordenadoria Regional de Saúde Leste, na Av. Pires do Rio, 199 - São Miguel Paulista/SP, no horário das 08:00 às 17:00 h, ou mediante o pagamento de cópias reprográficas, com o recolhimento junto à instituição bancária oficial.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

nternacional

Mahmud Turkia/AFP

Jornalistas são levados até o local da cratera aberta pelo ataque aéreo da Otan no centro de Trípoli; local era considerado "bunker para coordenar ataques contra populações civis"

Otan atinge bunker de Kadafi. 6 morrem Complexo fortificado de Bab al-Azaziyah, na capital líbia, é atingido por mísseis da coalizão ocidental, provocando cratera no solo

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Otan realizou novos ataques contra a capital líbia ontem, atingindo um complexo fortificado que pertencia a Muamar Kadafi. Horas antes, o líder líbio havia aparecido na televisão pela primeira vez desde a morte de seu filho, quase duas semanas atrás. Antes de sua aparição havia rumores de que ele tinha sido morto ou ferido. O ataque da Otan matou seis pessoas, feriu pelo menos outras 10 e abriu uma cratera no solo em uma rua onde fica o complexo de Bab al-Azaziyah. Funcionários líbios mostraram o local a jornalistas. Segundo a Otan, a missão, bemsucedida, atingiu "um grande bunker de controle e comando no centro de Trípoli que era usado para coordenar ataques contra populações civis". O porta-voz do governo, Mussa Ibrahim, disse que os ataques atingiram as vizinhanças de um lugar onde os líbios costumam se encontrar todas as noites para gritar slogans em apoio a Kadafi. Leste líbio – O vice-ministro de Relações Exteriores da Líbia, Khaled Kaim, afirmou ontem que o governo não vai tentar reaver o Leste do país, tomado pelas forças rebeldes. Kaim, figura pública importante do regime líbio desde que a revolta contra o governo teve início em fevereiro, também estimou que "milhões" de armas foram distribuídas aos civis pelos militares. "Não faz parte da política do governo reclamar as cidades do Leste" que estão sob domínio dos rebeldes que querem a queda de Kadafi, afirmou Kaim. Antes de serem expulsas por um ataque aéreo lançado pela coalizão internacional em 19

Khaled Abdullah/Reuter

de março, forças do governo avançaram pelos subúrbios da capital rebelde, Benghazi. Em seguida, a Otan tomou o controle das operações militares, em 31 de março. Kaim disse que os ataques aéreos foram levados em consideração na tomada dessa decisão: "O problema é que agora há um fator internacional no conflito e se as forças do governo avançarem, haverá mais confrontos com os rebeldes e teremos de lidar com ataques aéreos da Otan". O vice-chanceler apontou alguns esforços para buscar um acordo negociado. "Agora, a tática dos rebeldes é convencer o povo de Benghazi que o governo irá até a cidade para assassinar as pessoas e cometer massacres", disse ele. "Vamos provar o contrário, que não há intenção de chegar a Benghazi pela força e vamos deixá-la para o povo e decidir por meio do diálogo", disse. Casa Branca – Enquanto isso, representantes do Conselho Nacional de Transição, grupo de oposição líbio que quer derrubar Kadafi, estão sendo aguardados nesta sexta para uma reunião na Casa Branca. O encontro ocorre no momento em que os rebeldes pedem aos EUA que liberem cerca de US$ 35 bilhões em ativos congelados do regime de Kadafi. Os rebeldes líbios dizem que têm menos de duas semanas de recursos para continuar lutando. A produção de petróleo da Líbia, embora seja concentrada nas áreas controladas pelos rebeldes, caiu de 1,6 milhão de barris ao dia para cerca de 100 mil barris ao dia. Os EUA ainda não reconheceram formalmente as forças rebeldes, mas já liberaram US$ 25 milhões em ajuda humanitária. (Agências)

UE quer sanções urgentes contra 'barbárie' na Síria

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Em Taiz, manifestantes gritam palavras de ordem contra o presidente Ali Saleh

Governo endurece no Iêmen Presidente se recusa a deixar o poder por causa da ameaça da Al Qaeda

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uas pessoas foram mortas e pelo menos 47ficaram feridas, ontem, durante tentativa dos policiais iemenitas de dispersar milhares de manifestantes contrários ao governo de Ali Abdullah Saleh. Na cidade de Bayda, na região central do país, homens armados dispararam contra a multidão de cima do telhado de um prédio pertencente ao partido governista. Em Taiz, no Sul, a polícia lançou gás lacrimogêneo e atirou com munição de verdade e com balas de borracha para dispersar os manifestantes, ferindo 40 pessoas. Em represália, informaram ativistas, os

insurgentes tomaram o controle do prédio do Ministério do Petróleo e colocaram uma faixa na entrada do edifício que dizia "Fechado até segunda ordem pela Revolução da Juventude", obrigando o governo a enviar reforços para enfrentar as centenas de pessoas que permaneceram acampadas na praça central. Há semanas, os manifestantes vêm exigindo a renúncia do presidente Ali Saleh. Ele permanece no poder, todavia, sob o argumento que, se deixar o cargo sem uma sucessão organizada, o braço da Al Qaeda no Iêmen vai se aproveitar da situação e o caos vai se instalar no país.

O presidente iemenita tornou inúteis todos os esforços de mediação realizados no mês passado. Os seus poderosos vizinhos, reunidos em torno do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), apresentaram um pacote de medidas, no qual Saleh nomearia seu próprio sucessor, não seria processado e deixaria o cargo em 30 dias. A proposta foi aceita com relutância pela oposição, mas no último minuto Saleh voltou atrás e se recusou a assinar o acordo. O secretário-geral do CCG, Abdullatif bin Rashid al-Zayani, deve seguir amanhã para o Iêmen a fim de ressuscitar a proposta. (AE)

oldados sírios ganharam novas e importantes posições em várias cidades ontem, enquanto a repressão do presidente Bashar Assad, apoiada em um número cada vez maior de postos de controle com metralhadoras, está lançando o país em um isolamento internacional inédito. Tanques cercaram a cidade de Hama, onde o pai de Bashar Assad, Hafez, promoveu uma violenta onda de repressão contra militantes islâmicos sunitas, em 1982. A União Europeia anunciou que pretende ampliar as sanções à Síria nos próximos dias, também em resposta à informação, oferecida por grupos de defesa dos direitos humanos, de que o governo está detendo ativistas, jornalistas e intelectuais tanto em Damasco quanto em Alepo, Homs e Latakia. Em Alepo, segunda cidade do país, jovens desafiaram a repressão para protestar, antes de serem dispersados por partidários do regime e forças de segurança. Em Homs, Najati Tayara – um dos principais defensores dos direitos civis no país – foi detido e levado para um local desconhecido. O chefe da Câmara de Vereadores de Banias, Adnan al-Shugri, também foi preso. A Comissão Internacional de Juristas (CIJ) calcula que, até o presente momento, mais de 700 pessoas tenham sido mortas e milhares de outras, presas. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 13 de maio de 2011

9 No segundo dia de violentos protestos na capital da Grécia, milhares de pessoas saíram novamente às ruas para protestar.

nternacional

Atentado a sinagoga é frustrado em NY Dois norte-africanos que adquiriram armas e munição para atacar templo da comunidade judaica norte-americana são presos em flagrante Spencer Platt/Getty Images/AFP

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Lucas Jackson/Reuters

o i s h omens do Norte da África foram detidos ao comprar, de um policial disfarçado, armas para atacar uma sinagoga de Nova York. O a r g e l i n o A h m e d Ferhani e Mamdouh: vítimas de uma cilada Ferhani, 26 anos, e o m a r r o q u i n o M o h a m m e d den, estamos ativamente aborMamdouh, 20, adquiriram na dando o Movimento da Fedequarta-feira três pistolas, mu- ração em toda a América para nição e uma granada. Foram ajudar as comunidades a estapresos em flagrante, numa rem preparadas, alertas e seoperação armada durante se- guras conta a ameaça ", declate meses, disseram a polícia e rou a entidade Federações Jua promotoria de Manhattan. daicas da América do Norte. Esse é o 13º atentado planeFotos – O secretário de Defejado por militantes islâmicos e sa dos EUA, Robert Gates, disdescoberto pelas autoridades se que uma das razões de se desde os ataques de 11 de se- opor à divulgação de fotos do tembro de 2001. A polícia está corpo de Bin Laden é de que particularmente alerta desde o elas podem ser alteradas para começo de maio, quando Osa- provocar uma reação contra o ma Bin Laden foi morto. país. Gates afirmou que, após a "Estamos preocupados com Casa Branca ter divulgado as notícias de um complô ter- uma foto dos oficiais de segurorista interno contra institui- rança nacional falando sobre a ções comunitárias judaicas na missão contra o líder terroriscidade de Nova York. Em espe- ta, recebeu várias imagens alcial diante da morte de Bin La- teradas. (Agências)

Mesa coberta de armas confiscadas dá idéia da ação que havia sido idealizada pelos norte-africanos

EUA atacam militantes no Paquistão

O Talebã no twitter

U

ma aeronave não tripulada dos EUA disparou mísseis contra militantes na região do Uaziristão, na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão, matando oito deles, informaram autoridades paquistanesas ontem. Este foi o terceiro ataque do tipo desde que forças norte-americanas localizaram e mataram Osama Bin Laden no Paquistão. A morte do chefe da Al Qaeda azedou as relações entre Washington e Islamabad: há suspeitas por parte dos EUA

"D

ez bonecas mortas hoje. Bandeiras a meio pau na Sesame Street". O código cifrado – mas contendo informações precisas – faz parte da correspondência trocada entre terroristas por intermédio do twitter. Entre as pérolas da rede de comunicação em tempo real estão comunicados sobre o novo endereço virtual de integrantes do Taliban, que terminam com saudações amigáveis do tipo "@alemarahweb está agora no twitter gu.com/p/2p34t/tw. Siga o perigo" ou, melhor, perguntas de gente interessada em seguir o movimento fundamentalista islâmico. "Devo fazer entrevistas ou algo assim?"

de que o Paquistão sabia onde o líder da Al Qaeda estava escondido, enquanto o governo paquistanês reagiu indignado diante da operação militar, que classificou como uma violação da sua soberania. Os ataques com aviões não tripulados desagradam a muitos paquistaneses e são fonte de atritos entre os dois países aliados. O Paquistão faz objeção oficial a eles, embora as autoridades norte-americanas afirmem que eles são realizados graças a um entendimento com o Paquistão.(Reuters)

Líder chega a Uganda. Sob tiros James Akena/Reuters

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U

Multidão acolhe liderança da oposição. Forças do governo respondem com gás lacrimogêneo

DC

ma importante autoridade palestina disse ontem que o governo de união palestino será formado no prazo de uma semana, no contexto do acordo de reconciliação selado em 27 de abril. "Eu espero que em uma semana tenhamos um novo governo formado por consenso", disse Nabil Shaath, do Partido Fatah, ao qual pertence do presidente Mahmud Abbas. Segundo ele, delegações das ex-facções rivais Fatah e Hamas vão se reunir nos próximos dias no Cairo para elaborar uma lista de governo. "Assim que o governo estiver instalado, o comitê de monitoração árabe, liderado pelo Egito, vai para Gaza, atualmente controlada pelo Hamas, onde deverá ter escritórios", disse. O acordo entre as duas facções prevê a formação de um governo interino composto por pessoas que não sejam ligadas a nenhuma delas e que administre os territórios até as eleições gerais, previstas para dentro de um ano. (AE)

DC DC

União palestina anunciará governo

s forças de segurança de Uganda entraram em confronto com milhares de manifestantes da oposição enfileirados em uma rodovia de 40 quilômetros que leva ao aeroporto, onde pretendiam receber o líder oposicionista Kizza Besigye, que voltava do Quênia. A polícia agrediu os manifestantes, num esforço de dispersá-los e melhorar o tráfego, congestionado durante horas desde a chegada de Besigye, disse uma fonte. "A multidão reagiu lançando pedras na polícia e nos militares, mas eles dispararam tiros para o alto." A polícia também usou gás lacrimogêneo e jatos d'água. Um fotojornalista foi ferido na cabeça, ao ser agredido enquanto tirava fotos das forças de segurança em confronto com os manifestantes. O governo de Uganda já proibiu a imprensa local de cobrir os protestos contra os altos preços dos alimentos. (AE)

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

TRAGÉDIA Acidente no canteiro de obras do metrô provocou a morte de sete pessoas e atrasou o cronograma das obras.

idades

Fotos de Paulo Pampolin/Hype

Nova estação do metrô da Linha 4 foi projetada para garantir a luz natural, aumentando o conforto dos passageiros (acima). Ao lado, operários dão os últimos retoques na quarta parada a ser inaugurada.

Linha 4 do metrô: próxima parada, estação Pinheiros Palco de uma tragédia ocorrida em 2007, quando sete pessoas morreram vítimas de um grande desabamento, estação será inaugurada na segunda-feira Geriane Oliveira

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Acidente de 2007 provocou o atraso no cronograma do consórcio responsável pela construção da estação

Portas automáticas separam a composição da plataforma

linha. Por enquanto, e até que seja construída a passarela de interligação, não será possível fazer a integração com os trens da CPTM que servem a região. Com 33 metros de profundidade, a Estação Pinheiros é uma das mais fundas de toda a rede do metrô. Divide-se em sete andares, que são atendidos por 31 escadas rolantes inteligentes. O acesso aos trens será protegido por plataformas de vidros, cujas portas se abrem em sincronia com as dos vagões, prevenindo quedas nos trilhos. Piso tátil e dois elevadores para deficientes e idosos ampliam o conforto de usuá-

rios. A iluminação especial de cor azul reverberando na cobertura em material transparente permite aos passageiros identificar a estação à distância, principalmente à noite. Composições – Como já foi noticiado, os trens da Linha 4 são considerados de última geração. A maior novidade é a tecnologia driverless, operação informatizada que dispensa a presença do condutor. Eles são equipados com arcondicionado e cada um leva seis carros sem divisória, circunstância que facilita a visibilidade de vagões menos cheios e sua circulação interna.

Monitores de comunicação vão orientar o usuário sobre como colaborar com a operação de segurança da estação e informar notícias da região. De acordo com a Companhia do Metropolitano (Metrô), a previsão para a nova estação é de um fluxo de 240 mil passageiros por dia quando integrada com a CPTM e concluída a construção da linha. Por ora, o fluxo médio será de de 50 mil usuários/dia. Tempo – De acordo com a concessionária ViaQuatro, o tempo estimado de viagem entre o trecho das estações Paulista e Pinheiros será de 5,3 minutos e até um minuto e meio ao Butantã. Quando estiver totalmente pronta, a linha, cuja construção se arrasta há anos, terá 12,8 quilômetros de extensão e 11 estações, ligando a Estação da Luz, no centro da cidade, ao bairro de Vila Sônia, na zona oeste.

Ó RBITA

BLITZ NA 25

C

erca de 2 milhões de mercadorias pirateadas foram apreendidas ontem durante operação para combater produtos falsificados na região da 25 de Março. Uma equipe da 1ª Delegacia Antipirataria do Deic percorreu as dependências do Shopping Korai, na rua Barão de Duprat. Alguns lojistas, ao perceberem a presença dos policiais, abandonaram suas mercadorias pelos corredores. Foram encontrados CDs, DVDs, óculos, bolsas e confecções. (AE)

Cancelado churrasco na avenida Higienópolis José Patrício/AE

Estação ficaria na esquina da rua Sergipe com avenida Angélica

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Evelson de Freitas/AE

a segunda-feira, exatamente às 4h40, será aberta a Estação Pinheiros da Linha 4 do Metrô, mais conhecida como Linha Amarela (Vila Sônia-Luz). Talvez seja a inauguração mais aguardada do percurso, pois ali ocorreu o já célebre acidente da cratera, em janeiro de 2007, que engoliu veículos, provocou a morte de sete pessoas e atrasou por mais de três anos o cronograma de obras estabelecido pela Companhia do Metrô e a ViaQuatro, empresa concessionária responsável pela operação e manutenção da linha. Será a quarta estação a entrar em funcionamento na Linha 4. Aliás, todas elas situadas no trecho entre a Cidade Universitária e a Rua da Consolação (estações Butantã, Faria Lima, Pinheiros e Paulista). Em princípio, vai operar das 4h40 às 15h, de segunda a sexta-feira e feriados, exceto nos finais de semanas. A operação em tempo integral – 4h40 às 0h15 – só vai ocorrer após a conclusão de toda a

MAMAÇO – Cerca de 30 mães amamentaram seus bebês, ontem, no saguão do Itaú Cultural, na avenida Paulista. O ato foi promovido no Facebook, depois que a antropóloga Marina Barão, 29, foi proibida de amamentar seu filho Francisco, de três meses, no mesmo centro de exposições, em março.

"churrascão de gente diferenciada", marcado para amanhã, em frente ao shopping Pátio Higienópolis (zona oeste de São Paulo), para protestar contra a transferência da estação de metrô na avenida Angélica (da Linha 6-Laranja), foi cancelado na tarde de ontem. Na página do evento no Facebook, o organizador, Danilo Saraiva, afirmou que por motivos de segurança e por preocupação com o trânsito decidiu cancelar o evento e marcar uma concentração na praça Villaboim, também em Higienópolis, no mesmo horário, para reunir assinaturas. Mais de 49 mil pessoas já haviam confirmado presença no churrasco pelo site. "A ideia de cancelar o evento surgiu por duas razões: ainda que a subprefeitura da Sé

não tivesse mostrado qualquer atitude contrária ao churrascão, a Polícia Militar e a Companhia de Engenharia de Tráfego mostraram preocupação, uma vez que a avenida Higienópolis, onde o evento seria realizado, é muito estreita e mesmo que nos seja assegurado o livre direito de nos manifestar, não podemos obstruir vias públicas e tampouco nos responsabilizar pelas atitudes de manifestantes mal-intencionados", afirmou o organizador. A decisão de não mais construir a estação teria se dado após pressão de moradores, empresários e comerciantes da região. O Metrô informou que as razões da mudança foram técnicas. A estação deverá ser construída na praça Charles Miller, junto ao Estádio do Pacaembu. (Agências)


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idades

O PRIMO DE DOM PAULO

Hélvio Romero/ AE

Diremos em que estado estão as caixas-pretas. Jean Paul Troadec, diretor do BEA

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uas curiosidades a respeito da 49ª Assembléia Geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que elegeu a nova diretoria para os próximos quatro anos. A primeira: o secretário-geral, Dom Leonardo Ulrich Steiner (à dir.), 60 anos, é primo de Dom Paulo Evaristo Arns, que o ordenou em 1978. Trata-se do posto mais importante depois da presidência, para o qual foi eleito Dom Raymundo Damasceno Assis, 74 anos, bispo de Aparecida. Steiner, como seu primo e Dom Pedro Casáldaliga, que o antecedeu na Prelazia de São Felix do Araguaia (MT), é afinado com a Teologia da Libertação. A segunda:

Leandro Moraes/Luz

a assembleia, realizada em um anexo do santuário de Aparecida, marca o fim da "era Itaici", sede dos encontros desde os anos 70. Itaici é um distrito rural de Indaiatuba, perto de Campinas, onde se assenta o antigo casarão jesuíta que abrigava as reuniões. Motivo alegado para a mudança: os bispos ficavam isolados da realidade.

VIVA O 13 DE MAIO! Metrópole - Desde ontem a senhora está no Vale da Ribeira entre quilombolas. Foi intencional para comemorar o dia 13 de maio? Eloisa Souza Arruda - Foi. A data estava esvaziada nos últimos anos e, no meu entender, a ideologização em torno dela deve acabar. Trata-se de uma data histórica que merece ser lembrada e que foi um passo no desenvolvimento do nosso povo. Metrópole -De modo que a senhora terá que se dividir com o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro.

AS CÂMERAS DA ORDEM Metrópole - Por que tem aumentado tanto a instalação de câmeras dentro dos condomínios? Não seria razoável que vigiassem prioritariamente as áreas externas? Luiz Landini - A cultura de violência de São Paulo se reflete nos condomínios. Por outro lado, esses locais têm uma característica: a polícia não entra. Ali, em tese, pode-se tudo, ideia bem representada por menores que dirigem sem habilitação em condomínios horizontais, por exemplo. Essa situação remete à algo complexo que é a perda da imposição

de limites dos pais. Violência, desmandos, irregularidades exigem a implantação de disciplina. Essa resposta é dificultada porque, em geral, as pessoas não querem disciplina. As câmeras vieram suprir a necessidade. Hoje, também há câmeras para vigiar os moradores.

incidentes óbvios como o próprio roubo de um carro. Uma câmera no elevador impede vandalismos ou assédios.

Divulgação

Metrópole - É possível quantificar esse aumento das câmeras? Landini - Avalio que a quantidade quadruplicou. Em média, um condomínio teria 32 câmeras. Hoje tem 120.

Metrópole - Como as câmeras cumprem esse papel? Landini - Funcionam como elemento controlador. Ninguém quer aparecer em uma tela de televisão fazendo alguma coisa errada. Câmeras na garagem, por exemplo, impedem

(Luiz Landini, 53 anos, engenheiro, diretor da G-Eletro, empresa especializada em segurança eletrônica do Grupo GR de Segurança e Serviços)

Eloisa - Sim e até lá programaremos algo importante para registrar o dia. Vou anunciar hoje que as comunidades quilombolas vão ter uma Etec na área de agroecologia para formar profissionais voltados à agricultura orgânica e a culturas adequadas ao ecossistema, bem como sua concomitante preservação. A escola torna-se um instrumento de proteção e inclusão dessa população que é extremamente, eu diria, assustadoramente vulnerável. Metrópole - Qual a razão dessa ênfase? Eloisa - O tráfico de pessoas alicia filhas de quilombolas para abastecer a rede internacional de prostituição, particularmente na Itália e Espanha. São jovens negras que, justamente pelas características raciais, são cooptadas para atender fetiches. É irônico que haja tanta resistência à imigração para trabalhar regularmente e que, neste caso, as portas estejam abertas. (Eloisa de Souza Arruda, Secretária Estadual da Justiça)

Voo 447: próxima semana será decisiva Governo francês anuncia na segunda-feira se será possível recuperar as informações contidas nas caixas-pretas do avião da Air France que caiu em 2009 Charles Platau/Reuters

que só terá a explicação definitiva da tragédia se conseguir analisar os dados das caixaspretas do Airbus A330. As duas caixas, que ficaram quase dois anos submersas a 3.900 metros de profundidade, foram apresentadas nos mesmos recipientes plásticos transparentes com água em que foram colocadas quando içadas ao navio Ile de Sein. A Procuradoria francesa supervisiona os trabalhos do BEA, já que, na investigação judicial, Air France e Airbus são processadas por homicídios culposos (não intencionais).

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O promotor público de Paris, Jean Quintard, afirmou que a prioridade de sua investigação é conhecer as circunstâncias do acidente para que se determine os responsáveis, um trabalho para o qual, segundo ele, não é necessário recuperar os corpos que permanecem no avião. No entanto, o representante do Ministério Público assegurou que alguns familiares das vítimas manifestaram seu desejo de recuperar os corpos e declarou que "a Justiça não é insensível" à dor dessas pessoas. Os dois corpos resgatados do oceano estão em um labora-

tório e os resultados dos testes que tentam extrair seu DNA deverão ser conhecidos na próxima quarta-feira. Indenizações – Os parentes da psicóloga Luciana Clarkson Seba, de 31 anos – uma das vítimas – que conseguiram na Justiça um reajuste no valor das indenizações de R$ 1,2 milhão para R$ 1,6 milhão, vão recorrer da decisão para aumentar ainda mais a quantia. Segundo o advogado da família, João Tancredo, as notícias de novas buscas pelos corpos e do resgate das caixas-pretas agravaram a dor dos parentes. Ele representa, ao DC

HigVal

Caixas-pretas estão em um recipiente com água, para evitar a degradação após terem sido resgatadas do mar

DC

O

Birô de Investigações e Análises (BEA), órgão do governo francês responsável pela investigação do acidente com o voo 447 da Air France – que caiu no Oceano Atlântico em 2009, matando 228 pessoas –, informou que apenas na próxima segunda-feira será possível saber se as informações contidas nas caixas-pretas do avião poderão ser recuperadas. Os dois aparelhos, resgatados do fundo do Atlântico nos dias 1º e 3 de maio, chegaram ontem à França e foram "apresentadas" para a imprensa. "Na segunda-feira vamos anunciar em que situação estão as caixas-pretas que registram os parâmetros de voo e as conversas na cabine dos pilotos", afirmou o diretor do BEA, Jean Paul Troadec. "Diremos em que estado estão as caixas-pretas, se as informações podem ser recuperadas ou se são necessários trabalhos complementares para obter as informações." Segundo Troadec, o aspecto exterior dos aparelhos é bom, o que prova que resistiram à queda no oceano, mas não é possível afirmar ainda se os dados foram preservados. Ele disse acreditar "bastante" que o órgão possa utilizar os dados na investigação do acidente. O BEA considera que uma falha nos sensores de velocidade – as sondas Pitot – foi um dos fatores do acidente, mas acredita

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todo, os parentes de 14 vítimas do acidente. Segundo o advogado, pelo menos três famílias disseram que não estão recebendo os comunicados da Air France e do Escritório de Investigação e Análise sobre a Aviação Civil (BEA), sobre as buscas. No último dia 4, a 11ª Câma-

ra Cível do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) determinou que as indenizações para os pais da vítima, Osvaldo Bulos Seba e Laís Clarkson Seba, subissem de R$ 510 mil para R$ 600 mil, cada. O valor a ser pago aos avós passou de R$ 102 mil para R$ 200 mil, cada. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Logo Logo

Recriação, em grampos de papel, do quadro "As execuções de 3 de maio de 1808", de Francisco Goya's, pela artista Tofi Stoler. No detalhe, a tela original.

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S AÚDE

MAIO

1888 Abolição da Escravatura no Brasil

F UTEBOL Luiz Fernando Menezes/Fotoarena/Folhapress

O

jogador Neymar, de 19 anos, anunciou ontem em seu site oficial que será pai "nos próximos meses". O jogador não deu detalhes sobre o sexo do bebê nem divulgou o nome da mãe. Especula-se que a mãe do bebê seria uma jovem de 17 anos, mas o jogador não confirmou a informação.

LEVANTE-SE! Baseado em diversos estudos, o site Medical Biling and Coding criou infográficos para mostrar os perigos de ficar muito tempo sentado. Passar mais de seis horas sentado por dia aumenta em 40% a chance de uma pessoa morrer em 15 anos em comparação com outra pessoa

Papai Neymar

que só passa 3 horas sentada. O gráfico acima mostra que a maioria da população é sedentária (passa até 9,3 h/dia sentado). Só uma minúscula parte da população não corre risco: passa 0,7h/dia na cadeira.

O atacante do Santos pediu "respeito" à privacidade da mãe e de seu futuro filho e disse ter feito um acordo com a família dela para dar "toda a assistência necessária" ao bebê. Neymar iniciou o auge de sua carreira no ano passado, quando marcou 42 gols na soma de todas as competições de que participou.

Ali Jarekji/Reuters

A RTE

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Cor é forma

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T RADIÇÃO

Designer gráfico, ilustrador e artista originário da Nova Zelândia, Jeremy Young tem apenas 15 anos. O artista abusa cores brilhantes e da técnica do mosaico para criar suas ilustrações. Veja outras obras em seu site.

Baz Ratner/Reuters

http://navras2535.deviantar t.com/

I NTERNET

Facebook mais seguro L

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Judeu ultra-ortodoxo colhe trigo em um campo próximo ao assentamento de Mevo Horon, Israel. O trigo é usado para fazer o matzá, o pão ázimo da Páscoa Judaica.

M ODA

John Galliano será julgado em junho O ex-diretor artístico da grife Christian Dior, John Galliano, será julgado por ofensas antissemitas no próximo dia 22 de junho, informou ontem o escritório do advogado Aurélien Hamelle, que o defende. Galliano não compareceu à audiência realizada ontem no Palácio da Justiça de Paris, mas irá ao

FELINOS - A onça-preta Lola brinca com Ward, seu filhote de 14 meses. Os animais vivem no zoo de Amã, na Jordânia. Mãe e filho, da espécie Panthera onca, têm pelagem diferenciada por uma variação na quantidade de melanina.

Paulo Pinto/AE

julgamento. O acusado pode ser condenado a até seis meses de prisão e a pagar uma multa de 22,5 mil euros (cerca de US$ 33,3 mil) por ter insultado com expressões antissemitas e racistas um casal no terraço do bar La Perle, no bairro parisiense de Marais, no dia 24 de fevereiro deste ano. (Efe)

E SPORTE Sergio Moraes/Reuters

O Facebook adotou um serviço de alerta para ajudar usuários a não clicarem em links duvidosos na internet, com um sistema de classificação de sites desenvolvido por uma startup finlandesa. O novo serviço de alerta da Web of Trust (WOT), empresa sediada em Helsinque, ajudará o Facebook a aprimorar a segurança do site para mais de 500 milhões de usuários, em meio a crescentes preocupações com fraudes, spam e malware na web. O software da WOT calcula a reputação de 31 milhões de páginas e atualiza sua classificação duas vezes por hora, com base no feedback de cerca de 20 milhões de usuários. Com o novo recurso, um clique em um link cujo site tem baixa reputação faz uma mensagem de alerta aparecer. L OTERIAS Concurso 634 da LOTOFÁCIL

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Jessi Miley-Dyer, da Austrália, durante a competição feminina do Billabong Rio Pro, campeonato promovido pela Associação de Profissionais do Surf na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, esta semana.

FELINA - Cerca de 500 convidados viram Gisele desfilar em São Paulo no lançamento da coleção Gisele Bündchen Brazilian Intimate, linha da Hope assinada pela top model. As peças "by Gisele" estarão à venda a partir do dia 25.

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Facebook estaria por trás de campanha crítica à política do Google Palmeiras terá reforços modestos para a disputa do Brasileirão

Concurso 2594 da QUINA 32

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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13 INVESTIMENTO Carterpillar anunciou aporte de R$ 350 milhões no Brasil

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IDOSOS Previdência Social não cobre 20% das pessoas em idade de aposentadoria

Alta no comércio é moderada

Vendas no varejo brasileiro subiram 1,2% em março, segundo o IBGE. Bem menos do que nos períodos anteriores, o que indica um ano de desaceleração. Marcelo Justo/ Folhapress

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s vendas do comércio varejista subiram 1,2% em março em relação a fevereiro, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, apesar do aumento no período, o setor mostra uma desaceleração na comparação de longo prazo. No primeiro trimestre de 2011, a alta foi de 6,9%, ante uma expansão de 9,6% no quarto trimestre de 2010. A alta no terceiro trimestre do ano passado foi de 11,2%. "Quando olho no curto prazo, vejo crescimento no comércio varejista. Mas no longo prazo vejo desaceleração. Precisamos observar os próximos meses para ver como será o comportamento do setor neste ano. O que parece é que 2011 não será tão bom para o varejo quanto o ano anterior", disse Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. Entre as dez atividades pesquisadas, apenas a de material de construção não registrou desaceleração no ritmo de crescimento no período, passando de 13,5% no último trimestre do ano passado para 13,6% nos três primeiros meses deste ano. Para o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, esse arrefecimento seria o começo de um reflexo das medidas feitas pelo governo para conter a demanda no mercado doméstico, como forma de

Números refletem medidas do BC

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conter o avanço inflacionário junto ao consumidor. "É um resultado de políticas que foram adotadas desde a virada do ano e estão começando a ter seu impacto no arrefecimento e na moderação da demanda. Isso vai ajudar ao longo do ano a trazer a inflação de volta ao centro da meta em 2012", afirmou Tombini, em seminário de metas de inflação promovido pelo BC, no Rio. (Leia mais ao lado) Por ordem de importância, as variações em março ante

igual mês do ano passado foram de móveis e eletrodomésticos (11,1%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (18,2%); tecidos, vestuário e calçados (5,6%); artigos farmacêuticos, médicos, de perfumaria e cosméticos (5,5%); combustíveis e lubrificantes (2,7%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,5%); livros, jornais, revistas e papelaria (0,1%).

As vendas no comércio varejista cresceram em 20 das 27 unidades da federação em março frente a igual mês de 2010. Em volume, as maiores altas foram registradas em Tocantins (16,5%), Roraima (14,6%), Paraíba (11%), Maranhão (10,3%) e Ceará (10%). Mas, em relação à participação na composição da Pesquisa Mensal de Comércio, os destaques foram São Paulo (4,7%), Minas Gerais (8,5%), Rio de Janeiro (4,2%), Ceará (10%) e Rio Grande do Sul (2,1%). (AE)

Dos ramos pesquisados, só material de construção continuou crescendo no mesmo ritmo.

Consumidores pediram menos recursos em abril

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Índice Nacional SCPC de Crédito ao Consumidor (INCC) – elaborado com base no movimento de consultas dos mais de 2,2 mil SCPCs e SPCs de todo o Brasil, atingiu 118,3 em abril, registrando aumento de 6,3% sobre igual mês do ano passado, e redução de 1,1% em relação a março, mostrando que o desempenho

positivo do varejo persiste, mas com menor intensidade do que nos meses anteriores. "A desaceleração do ritmo de crescimento era esperada em função das medidas que vêm sendo adotadas pelo Banco Central (BC), aumento dos compulsórios e da taxa básica de juros (Selic), e elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)", destacou o

economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo. Regiões – O desempenho por regiões não foi uniforme. A Nordeste apresentou o maior aumento do número de consultas, 9,8%, seguida da Sudeste, 7,2%. Centro Oeste com expansão de 5,6% e Norte com 3,8% vêm a seguir, enquanto a Sul apresentou

crescimento de apenas 1,8%. Para Solimeo, a perspectiva para os próximos meses ainda é de crescimento do varejo, mas com taxas de expansão menores que as do início deste ano. "A aceleração da inflação e a menor expansão dos gastos públicos também contribuíram para o ritmo mais lento do movimento do crédito e do varejo", disse o economista.

arrefecimento das vendas no varejo em março – na leitura interanual, o ritmo de crescimento foi de 4,1% ante taxas de 8,5% em meses anteriores – já é reflexo das medidas de contenção de consumo, avaliou o professor da Pontifícia Universitária Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e sócio da Opus Gestão de Riscos José Márcio Camargo. Ele disse que medidas dessa natureza começam a ter impacto quando alguns indicadores já apresentam queda, mesmo que outros ainda mostrem crescimento. "É um sinal inicial de que já está havendo algum efeito das medidas", afirmou. Segundo ele, para que haja um resultado efetivo, seria necessário uma política monetária mais forte. "A não ser que ocorra uma correção muito forte dos preços, e o real não se valorize muito, seria bom que o Banco Central (BC) continuasse aumentando os juros", disse Camargo que participou, ontem, do seminário sobre metas de inflação, promovido pelo banco. Queda relativa – Diferentemente do professor da PUC-RJ, o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Camargo Rosa, definiu como importante um crescimento de mais de 1% das vendas no varejo em março, o que ratifica um primeiro trimestre de forte expansão do setor e da própria economia brasileira. Ele destacou que, somente a partir do segundo semestre de 2011, poderá ser visto um cenário econômico de maior desaceleração, que ainda traria, no entanto, um Produto Interno Bruto (PIB) acumulado de 4% no final do ano, segundo as estimativas da instituição. "Os resultados de hoje ratificam e mostram que tivemos uma atividade mais forte no comércio. As vendas continuam firmes e o consumo continua refletindo fundamentos", analisou Camargo Rosa. "Há um suporte do mercado de trabalho que pode ter compensado parcialmente as medidas restritivas na área de crédito", opinou. A economista do Banco Santander Tatiana Pinheiro também discorda que o resultado das vendas ao varejo em março já reflita as medidas adotadas pelo BC em dezembro passado. "Pelo menos do lado da indústria e do comércio restrito, não vejo o impacto. O crédito parece que parou de acelerar, mas pelo crescimento da inadimplência, o que é muito ruim", afirmou. A expansão de 1,2% das vendas ante fevereiro é muito alta, segundo ela, que considera as medidas do governo com caráter setorial, e não abrangente. (AE)

Faturamento das pequenas empresas cresce há 18 meses

Luta contra a inflação não deve acabar tão cedo

Pesquisa do Sebrae com empresas paulistas mostra alta de 3,2% em março

Presidente do Banco Central acha que estabilização só virá no ano que vem

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alerta de inflação para os próximos meses parece não afetar a economia das micro e pequenas empresas (MPE) do Estado de São Paulo. Pesquisa lançada pelo Sebrae indica que as MPE paulistas fecharam o primeiro trimestre do ano com crescimento contínuo de receita e relativamente otimistas com os negócios para 2011. Pelo 18º mês consecutivo, houve aumento no faturamento desses negócios, com projeção de estabilidade para os próximos meses do ano, segundo expectativa de quase metade dos empresários entrevistados. A pesquisa de conjuntura "Indicadores Sebrae-SP", apresentada ontem, mostra dados sobre o faturamento das MPE paulistas durante o mês de março. Em comparação com igual mês de 2010, as empresas registraram aumento de faturamento real de 3,2%. Esse foi o 18º mês consecutivo de crescimento da receita, o que contribuiu para que as MPE fechassem o primeiro trimestre de 2011 com saldo de 5,1% de aumento no faturamento real sobre igual período do ano passado. O setor de serviços apresentou o maior crescimento em relação a março de 2010, registrando aumento de 11% no faturamento. O comércio apresentou crescimento de 2,8%. A indústria teve queda de 5,5%. Na comparação entre os meses de março e fevereiro, o aumento na receita real das micro e pequenas empresas paulistas foi de 8,7%, com resultado positivo em todos os setores: 10,3% na indústria, 11,1% no comércio e 3,6% no setor de serviços. O município de São Paulo registrou o maior índice de crescimento: 5,5% de alta no faturamento em comparação com março de

2010. Nas demais regiões, o resultado foi de 4,6% no interior, 1,9% na Região Metropolitana de São Paulo e -12% no Grande ABC. Otimismo – Durante o mês de março, as MPE paulistas registraram receita total de R$ 26,2 bilhões – R$ 2,1 bilhões a mais que no mês de fevereiro e R$ 815 milhões a mais que em março de 2010. Embora o Banco Central projete crescimento mais moderado para a economia brasileira em 2011 (previsão de 4%, menor que os 7,5% registrados em 2010), os empresários paulistas mantêm relativo otimismo – 48% acreditam que irão manter a receita nos próximos seis meses e 36% esperam faturamento maior no período. A pesquisa aponta, ainda, que 48% dos empresários entrevistados esperam que o nível de atividade econômica brasileira seja mantido nos próximos seis meses. Segundo o consultor do Sebrae em São Paulo Pedro Gonçalves, o crescimento constante dos últimos 18 meses no faturamento das MPE paulistas tem influência neste resultado. "Uma vez recuperadas da crise, o crescimento que as MPE vierem a ter será a partir de um nível de faturamento que não está deprimido", analisou. Porém, o aumento dos juros básicos para conter a inflação deve contribuir para a moderação no crescimento da economia. "A tendência é de que 2011 seja um ano de alta para a economia brasileira, mas em ritmo menor do que em 2010", diz o superintendente do Sebrae em São Paulo, Bruno Caetano. "As restrições à oferta de crédito devem conter o consumo e acendem o sinal de alerta. As MPE devem acompanhar o menor ritmo de expansão da economia. É preciso redobrar os cuidados com a gestão", completou. (Ag. Sebrae)

A

s medidas para tentar conter a infla- vai contribuir de forma decisiva." "Em relação aos fluxos de capitais", detação serão necessárias por um "período suficientemente prolongado", lhou, "que estão intensos e que têm entrado disse ontem o presidente do Banco Central com alta velocidade em economias emergen(BC), Alexandre Tombini, usando a expres- tes como a brasileira, o tratamento tem de ser são da ata do Comitê de Política Monetária particular, como o Brasil vem fazendo, bus(Copom). Segundo ele, a alta de juros já come- cando moderar esses ingressos". Ele acresça a mostrar resultados, e a perspectiva é que centou que dentro da estratégia do governo também estão medidas para conter o consua inflação caia nos próximos meses. "Não podemos descuidar do presente. Te- mo e bons resultados na consolidação fiscal. "O Banco Central tem adotado suas polítimos o desafio de conter a inflação, que é uma preocupação global, e não exclusiva do Bra- cas, tem comunicado (suas políticas) à sociesil", afirmou, ao abrir o seminário de metas dade. Precisamos fazer um esforço para trapara a inflação, na sede do banco no Rio de Ja- zer de fato com consistência e com segurança neiro. Ele não especificou, no entanto, a dura- a inflação no Brasil, a inflação ao consumidor, para o nível de 4,5% em 2012", resumiu. ção do período que considera necessário. Quando foi questionado se já ocorre no go"O BC vem reagindo com firmeza à alta dos preços", classificou Tombini. Ele explicou que verno uma movimentação para reduzir o prea alta nas commodities iniciou o processo in- ço da gasolina, e assim ajudar a combater a inflacionário no final de 2010, mas que a subida flação percebida pelo consumidor, Tombini afirmou apenas que os recuos de preços nos dos custos não tem só essa influência. O objetivo do BC, acentuou, é que a inflação combustíveis são relevantes. (Agências) fique mais próxima do centro da Antonio Cruz/ ABr meta de 4,5% ao ano no final de 2011, e se estabilize no patamar buscado pelo governo em 2012. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação, fechou o acumulado anual em abril com alta de 6,51%, acima da tolerância.) Tombini explicou que elevar os juros no Brasil faz parte de uma estratégia mais abrangente de combate à inflação, por parte do governo. "Precisamos atuar em várias frentes. A questão da política monetária, que tem sido ajustada, Alexandre Tombini: "não podemos descuidar do presente".


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

sexta-feira, 13 de maio de 2011


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 13 de maio de 2011

e Governo dificulta importação de carros da Argentina

15 Retaliação é coisa complicada de fazer. Estamos só monitorando. Fernando Pimentel, ministro do MDIC

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Medida anunciada é considerada retaliação ao vizinho e parceiro

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s veículos, autopeças e pneus que entram no Brasil têm que pedir desde o último dia 10 licença prévia para a liberação de guias de importação, o que antes era feito de forma automática. A mudança foi anunciada ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e teria o objetivo de "monitorar o fluxo de importações" do setor. Na prática, a medida dificulta as exportações argentinas para o Brasil, e seria retaliação aos problemas criados pelo parceiro no fluxo contrário da alfândega. O golpe é expressivo. Neste ano, as exportações do setor automotivo da Argentina para o Brasil chegaram a representar 81% de todas as vendas externas do setor. "Estão usando o termo errado. Retaliação é coisa complicada de fazer, por enquanto estamos só monitorando. As medidas adotadas nas alfândegas foram tomadas contra vários países", afirmou o ministro do MDIC, Fernando Pimentel, buscando amenizar o conflito. Ele enviou carta à ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, pe-

dindo o fim das retenções de mercadorias brasileiras nas alfândegas (leia mais ao lado). No início da semana, as declarações de Pimentel apresentavam outro tom. "Não queremos que a Argentina adote práticas não-condizentes com a relação que temos com eles, mas não podemos esquecer que o saldo é positivo para nós", afirmou o ministro. Desde então, cerca de 70 caminhões com veículos vindos da Argentina aguardam na fronteira brasileira a liberação da entrada no País, já sob as novas regras de importação. Segundo determinação da Organização Mundial do Comércio (OMC), esse tipo de procedimento tem que valer para todos os países. Ou seja, a partir desta semana, o governo brasileiro tem até 60 dias para permitir a entrada de veículos, autopeças e pneus. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) considera que é prematuro avaliar se a decisão do governo de impor barreiras às importações de automóveis irá prejudicar a venda de veículos no mercado interno. "Ainda não temos condições de avaliar qual será

o reflexo da medida", afirmou o diretor de relações institucionais da Anfavea, Ademar Cantero. Segundo ele, já é certo, porém, que as montadoras instaladas no Brasil que importam veículos de suas fábricas em outros países precisarão rever seus cronogramas. "Será necessário um replanejamento." M od el o s – A maioria dos veículos importados pelo mercado brasileiro é trazida ao País pelas próprias montadoras aqui instaladas. Nos quatro primeiros meses deste ano, segundo a Anfavea, foram importados 245,9 mil unidades, o que representa cerca de 22% do total de veículos vendidos no período. Já nos quatro primeiros meses do ano, as vendas de importados cresceram 28,5% em relação a igual período de 2010, enquanto a de modelos nacionais recuou 0,7%. Apesar do possível impacto nas vendas no mercado interno, Cantero disse acreditar que a decisão do governo busca "equilíbrio entre parceiros comerciais". "Nosso entendimento é que o governo brasileiro tomou essa decisão devido a um tratamento descompensado", afirmou. A Fiat, líder na venda de au-

O Space Fox, sucesso da Volkswagen no Brasil: produção do veículo é feita no país vizinho.

tomóveis e comerciais leves, importa da sua fábrica na Argentina o Siena, que também é produzido no Brasil. A Volkswagen traz da Argentina 650 mil caixas de câmbio e 300 mil unidades dos carros Space Fox e Amarok para o País. A importação de carros de marcas que não têm fábrica por aqui cresceu 87,3% no primeiro trimestre deste ano ante igual intervalo no ano passado, atingindo 35.430 unidades, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). Essa quantidade representou 19,5% do total de veículos importados nesse período no País. "O anúncio é uma retaliação à Argentina, mas acredito que representantes dos governos vão se sentar e negociar", disse Fernando Canedo, da Associação de Fabricantes de Automotores (Adefa). (Agências)

Empresários mais céticos em relação à obtenção de crédito

Atentado contra o diálogo

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ministra da Indústr ia da Argentina, Débora Giorgi, criticou na noite de ontem as medidas brasileiras que complicariam a entrada de automóveis e autopeças argentinas no Brasil e acusou o Ministério do Desenvolvimento de "atentar contra o diálogo natural" dos dois sócios comerciais. Débora disse, em comunicado, que "com a aplicação de licenças não-automáticas para o setor automotivo e de autopeças, o ministério do Desenvolvimento do Brasil está agindo de forma intempestiva e sem aviso, afetando 50% do comércio bilateral". A ministra, conhecida pelo apelido de "Senhora Pro-

Complexidade mundial exige novas abordagens Fátima Lourenço

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Eliana Haberli

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consultoria KPMG investigou como as grandes corporações analisam o impacto da complexidade do mundo dos negócios. A metade dos entrevistados – 1,4 mil executivos de 22 países, incluído o Brasil – informou que buscará, nos próximos dois anos, novas abordagens que permitam enfrentar desafios e aproveitar oportunidades gerados pela complexidade do cenário global. "A complexidade tem alterado as relações com muita velocidade. São os costumes (relações comerciais com novas culturas, legislações diferenciadas; a geração Y) e ferramentas (como novas tecnologias de comunicação). Tudo tem que ser gerenciado", disse o sócio da área de fusões e aquisições da KPMG no Brasil, Augusto Sales. Às vezes, exemplifica

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Sales, o executivo tem uma empresa e para expandir precisará planejar aquisições. "Terá que analisar como comprar outra empresa, integrar equipes, demitir pessoas, realizar mudanças na parte operacional", detalhou. O estudo mostra que 30% dos empresários locais atribuíram às fusões e aquisições o aumento da complexidade dos negócios, ante 18% no âmbito global. Entre as percepções regionais, o trabalho mostra que economias maduras (América do Norte e Europa) veem a regulamentação como principal causa de complexidade, seguida do gerenciamento das informações. Entre os emergentes, essas questões também aparecem, mas a velocidade da inovação é apontada como causa principal. A questão tributária teve destaque global, com 57% das indicações.

Paola Tucunduva, da Associação Nacional das Empresas de Lavanderias: acordos diretos com os bancos.

sários estão mais otimistas com acesso a crédito, no momento. A redução do entusiasmo das empresas brasileiras está em oposição ao dado total dos países da América Latina, onde a quantidade de respostas mostrando expectativa mais positiva na obtenção de financiamentos cresceu 6%. A necessidade de financiamento para crescer, comprar equipamentos e aumentar a capacidade é exatamente a situação que Paola Tucunduva, presidente da Associação Nacional das Empresas de Lavanderias (Anel), com 566 afiliados, enxerga para seu segmento. Paola, que também é empresária, disse que 90% dos associados são empresas com até dez funcionários.

Proprietária da Rotovic, lavanderia industrial de médio porte, ela afirmou ainda que todos sentem necessidade de maior acesso a crédito. "Por meio do cartão de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), há linhas de financiamento de até R$ 100 mil, com juros de 1% a 2%. Mas o que os empresários reclamam é do acesso difícil – não conseguem chegar ao financiamento", explicou Paola. Por isso, a presidente da Anel comunicou que vai anunciar, no final do mês, um acordo específico com o Banco Itaú para financiamentos a lavanderias. "Aí, não terá mais problema de falar com o banco", afirmou ela.

O crescimento do setor de lavanderias, segundo a empresária, ocorre nos vários subtipos de empresas. As lavanderias domésticas querem abrir mais lojas para captar as mulheres das classes C e D que trabalham fora e têm cada vez menos tempo para o serviço de casa. As lavanderias hoteleiras querem ampliar sua capacidade, antecipando-se à demanda da Copa do Mundo e Olimpíada de 2016. As industriais, especializadas na lavagem de jeans, também têm oportunidades de crescimento e necessidade de novos equipamentos, assim como as lavanderias hospitalares. A pesquisa International Business Report é trimestral e ouviu no Brasil cerca de 109 empresas.

DC

mpresários brasileiros de pequeno e médio portes acreditam que terão mais dificuldade para obter financiamentos bancários. Essa é a conclusão da pesquisa International Business Report, feita em 39 países pela empresa de consultoria e contabilidade Grant Thornton. Os resultados sobre o otimismo dos empresários, colhidos em março, foram anunciados neste mês e indicam que apenas 57% dos representantes das empresas acreditam que terão facilidades em obter financiamentos neste ano, 11% a menos que a pesquisa anterior, quando 68% responderam que estavam otimistas quanto à obtenção de financiamentos. "O dado ainda é positivo diante da média mundial de 34%", disse o responsável pelo IBR na América Latina, o mexicano Javier Martinez. "Mas o número foi mais baixo porque existe maior necessidade de financiamentos em uma economia superaquecida, como a brasileira no momento. Especialmente com maior necessidade de expansão, surgimento de novas oportunidades diante de grandes eventos, como a Copa do Mundo e Olimpíada, além de crescimento das empresas estrangeiras no País." Martinez disse que as dificuldades típicas de acesso a crédito de baixo custo no segmento das pequenas e médias corporações cresceram no País com as medidas governamentais de contenção – necessárias, a seu ver, em uma situação de aquecimento econômico. Dos países pesquisados pela Grant Thornton – que se especializou no levantamento de dados do setor econômico de pequeno e médio portes – Índia (com 77%), Chile (71%), México (64%) e Filipinas (63%) são os lugares onde os empre-

tecionismo", contou que soube da medida por empresários. "Quando a Argentina aplicou em fevereiro passado 200 posições novas em licenças não-automáticas, o governo informou ao Brasil dez dias antes do anúncio oficial e a medida só entrou em vigência 30 dias depois." Déficit – A ministra disse que as medidas repercutem sobre um setor onde a Argentina possui um déficit crescente, que no primeiro tr imestre de 2011 foi de US$ 1 bilhão. Em 2010, de 457 mil veículos exportados pela Argentina, 370 mil foram enviados ao mercado brasileiro, o equivalente a 81% de todas as vendas do setor ao exterior. (AE)

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Campanha, orçada em R$ 3,5 milhões, visa rejuvenescer a imagem do suco de laranja no mundo e conquistar o público adolescente por meio da internet.

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Fotos: Divulgação

ZERO DE ÁLCOOL Grupo Petrópolis – que produz as marcas Crystal, Lokal, Itaipava, Black Princess, Petra, Weltenburguer, TNT Energy Drink e Blue Spirit – e é o terceiro maior do setor cervejeiro no País – lançará na segunda PARA beber quinzena de maio dois e dirigir novos produtos: as cervejas Crystal e Itaipava Zero Álcool. As versões sem álcool são voltadas para jovens e adultos que por recomendações médicas ou questões pessoais evitam esse consumo. "Os brasileiros em geral são reconhecidos pelo prazer que têm em beber cerveja. Mesmo quem não pode ou não quer consumir álcool, agora poderá apreciar um bom produto sem preocupação", diz o gerente de marketing do Grupo Petrópolis, Douglas Costa.

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COCA-COLA também é isso aí

OTIMISMO Coca-Cola Brasil estreia amanhã a campanha impressa da Semana Otimismo que Transforma, com a qual a gigante global propaga suas ações sociais com o apoio dos consumidores. A novidade criada pela DPZ – dos mestres Roberto Dualibi, Francesc Petit e José Zaragoza – é o "mural dos bons" no endereço eletrônico www.otimismoquetransforma.com.br, que reunirá fotos de todos aqueles que contribuírem com a ação. Para tanto, de 22 a 29 de maio, promotoras estarão nos pontos de venda fotografando os consumidores que, se preferirem, podem também mandar fotos de casa. É que parte da venda de todo o portfólio da Coca-Cola Brasil será revertida aos projetos socioambientais do Instituto Coca-Cola Brasil.

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partir de hoje, os clientes dos restaurantes McDonald's vão encontrar dez personagens inspirados na série "Batman: Bravo e Destemido" e nos simpáticos bichinhos de Littlest Pet Shop nessa rede global de refeições rápidas. A ação faz parte do programa de atividades Mundo Feliz com o qual, por meio da música, as lanchonetes pretendem passar uma sensação de mais alegria e descontração a seus consumidores. São quatro surpresas da linha Batman: o Batcóptero, que lança um batescudo, o Plastic ManTM, que pode ter o corpo estendido, o Submarino do Pinguim, que dispara o guardachuva do famoso vilão, e o Jokermóvel, o carro do inesquecível Coringa. Já para os fãs do Littlest Pet Shop, há seis opções de personagens: tatu, girafa, hamster, McLANCHE: cachorro, coala e novas criaturas. pássaro.

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DESCOLADOS S/A

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arc Ecko virou sucesso no mundo da propaganda e da moda por criações ousadas que acabaram por transformar a grife que carrega seu nome, a *ecko unltd, em sinônimo de roupa descolada a ser usada em qualquer situação nos grandes centros urbanos. Se hoje o empresário que nasceu nos subúrbios de Nova Jersey é exemplo de sucesso no concorrido mundo da moda, no passado ele já foi a expressão do temor de muitos pais que querem os filhos na escola e devidamente diplomados. É que Ecko abandonou a escola e, com aerógrafo e criatividade, começou a tingir camisetas para si e para os amigos, que tinham em comum um rinoceronte estilizado, como um carimbo. Isso depois de Ecko ter horrorizado os vizinhos e os bairros de Nova York com seus grafites, arte a qual ainda se dedica.

Só que as camisetas, com estampas urbanas exclusivas, absolutamente identificadas com um comportamento absolutamente transgressor, caíram não só no gosto dos amigos como passaram a ser usadas por formadores de opinião que influenciam o consumo ao seu redor, como o diretor de cinema Spike Lee e Chuck D (Public Enemy). O grafiteiro, então, decidiu aos 20 anos, em 1993, fundar a sua grife em parceria com dois investidores, Seth Gerszberg e Marci Tapper. No início, eram poucos os modelos de camisetas, muitas delas disputadas por moderninhos. Em 1996, como as vendas só cresciam, a grife aumentou de tamanho, com lançamento de linha completa, incluindo bonés disputadíssimos, e atravessou fronteiras. Encontrou eco no mundo hip hop e dos games e registrou faturamento superior a US$ 300 milhões dez anos depois do lançamento.

BELAS E MONSTRAS Mattel inicia, nesta semana, a preparação de vitrinas em todo o País para os brinquedos da linha Monster High – uma coleção de bonecas "assustadoramente fashion" – e a Agita Brasil foi responsável pela criação das peças de ambientação para os espaços, pela ativação de marca e promoção dos produtos. Ontem, promotoras vestidas como as bonecas interagiram com as crianças durante o lançamento do livro Monster High (Editora ID), nas livrarias Saraiva dos Shopping Centers Morumbi e Center Norte, e na livraria Cultura do Market Place. E, a partir de hoje, haverá brindes: quem comprar produtos Monster High ganha uma capa para celular com os grafismos do produto e faz ainda mais propaganda.

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Ecko, agora designer respeitado no mundo fashion, ganha dinheiro a rodo com o licenciamento e continua frequentando as ruas, onde encontra antigos colegas grafiteiros para não perder o frescor da marca, que invadiu shopping centers sofisticados ao redor do mundo. A propaganda e a criação desse império fashion tem retirado, no entanto, o ar transgressor da grife. Ecko já não produz e assina individualmente suas coleções e, agora, contrata diplomados, especialmente da área de finanças, para ganhar ainda mais dinheiro. E as suas roupas, antes voltadas ao público grafiteiro, caíram em cheio no gosto dos "baby boomers", a geração que nasceu no final dos anos 1950, 1960 e na primeira metade de 1970, que se sente mais jovem usando a marca. E Ecko está feliz da vida grafitando o mundo com esse rinoceronte na selva das cidades.

MATELL traz bonecas assustadoras

KASSAB NO AR té o final do mês serão veiculados os dois novos filmes, criados pela agência novaS/B, para a Prefeitura de São Paulo, que reforçam os números do Programa Rede de Proteção à Mãe Paulistana. Os comerciais, chamados de "Bebê" e "Irmãos", evidenciam os resultados alcançados em cinco anos pelo programa, criado em 2006. O ponto principal são os números expressivos, como mais de meio milhão de partos realizados, 460 mil enxovais e 3 milhões de consultas de pré-natal. Com o mote "Mãe paulistana. Cinco anos de cuidado e respeito pelas mães e bebês de São Paulo", a campanha é composta por dois comerciais, anúncio, spot de rádio, dentro da série "minuto cidadão", mídia indoor e painéis nas estações da CPTM. É o prefeito Kassab no ar.

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RESULTADOS do Mãe Paulista em campanha

Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revista publicitta. com.br

Suco de laranja quer ser "pop"

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consumo mundial de suco de laranja está estagnado há uma década, sua imagem é considerada antiquada e foi colocado "no acostamento" pelas fortes ações de marketing de outras bebidas, como energéticos e isotônicos. A avaliação é da própria indústria brasileira, que domina 85% do mercado mundial da bebida e gera uma receita anual de US$ 2 bilhões. Na tentativa de rejuvenescer a imagem e roubar o consumidor jovem das outras bebidas, a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) lançou ontem a campanha "I Feel Orange". Com investimento considerado baixo para o bilionário mercado de bebidas, os exportadores aplicarão R$ 3,5 milhões, sendo R$ 2 milhões apor-

tados pela Agência Brasileira de Exportações e Investimentos (Apex), em uma ousada campanha que tem como alvo os internautas, principalmente os norte-americanos e europeus. As duas regiões consomem 90% do suco de laranja brasileiro e a demanda pela bebida do País só não caiu porque a produção local nos Estados Unidos recuou e a oferta foi suprida pelo suco brasileiro. Muitos internautas nem sequer imaginam, mas são monitorados há meses por postarem em redes sociais alguma informação com o termo "orange juice", ou suco de laranja. Esse internauta é considerado o replicador que a CitrusBR quer para incentivar o consumo da bebida aos seus seguidores e amigos. "Pescamos na rede, por meio

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O RINOCERONTE criado por Marc Ecko continua atraindo os aficcionados por moda e rendendo lucros

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de ferramentas digitais, citações ao suco de laranja. Elas basicamente falam bem sobre a bebida", disse Luiz Villar, sócio diretor da Casa Digital, empresa especializada em internet e uma das coordenadoras da campanha. "Vamos então pinçar, principalmente no Twitter e no Facebook, esses blogueiros e twitteiros influentes que falam sobre o suco e passaremos para eles novidades em primeira mão para divulgarem. Queremos que a laranja conheça a geração conectada e que a geração conectada conheça a laranja", acrescentou Flávio Azevedo, sócio da Prole Gestão de Imagem, que divide a coordenação das ações. Além dessas ações virais, a campanha, naturalmente, tem um site, o www.ifeelorange.com.

O portal está dividido em duas partes: a principal mostra os benefícios para a saúde do consumo da bebida, além de dados sobre o domínio brasileiro no mercado mundial. A segunda parte, um blog, tenta atrelar a fruta e o suco com a cor laranja. "A campanha vai além do simples incentivo ao consumo e, também tirado de uma pesquisa na internet, buscou-se outra vertente que é a ligação da cor laranja com o design, a moda", explicou Azevedo. "Aí surgiu o blog, com exemplos do uso do laranja como tendência em roupas e móveis", completou. Além disso, o slogan, algo como "eu me sinto laranja", com a cor significando alegre, contrasta com o conhecido "I feel blue", cuja tradução seria "eu me sinto triste". (AE)


sexta-feira, 13 de maio de 2011

e FĂşria grega outra vez nas ruas de Atenas

DIà RIO DO COMÉRCIO

17 Todos estĂŁo apaixonados pelo Brasil agora. Mas amor demais tambĂŠm nĂŁo ĂŠ muito bom. Nicolas Eyzaguirre, diretor do FMI para o HemisfĂŠrio Ocidental

conomia

John Kolesidis/Reuters

FMI avalia estender o prazo para o pagamento do emprĂŠstimo que concedeu Ă GrĂŠcia, caso o paĂ­s precise de mais tempo.

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anifestantes furiosos com os graves ferimentos que um colega recebeu da polícia entraram em confronto com a tropa de choque em Atenas ontem, no segundo dia de protestos violentos na capital da GrÊcia. Milhares de pessoas saíram novamente às ruas em protesto contra as medidas de austeridade que o governo grego foi obrigado a adotar para receber o pacote de socorro da União Europeia (UE) e do Fundo Monetårio Internacional (FMI). Jovens usaram martelos para arrancar pedras do calçamento e mårmore das fachadas de edifícios e atiraram os materiais

contra a polícia. Os policiais responderam com granadas de gås lacrimogêneo. O FMI estuda estender o prazo para o pagamento do emprÊstimo que concedeu à GrÊcia, se o país precisar de mais tempo. O Fundo afirmou no início deste ano que propôs que o programa da GrÊcia fosse transferido da atual linha de crÊdito da instituição, que geralmente tem um cronograma de amortização de três anos, para uma linha ampliada de crÊdito, que autoriza pagamentos em atÊ dez anos. Um grupo de economistas, analistas e funcionårios do governo da zona do euro tem dito que a GrÊcia vai precisar de

mais de 60 bilhþes de euros, alÊm do emprÊstimo conjunto recebido da União Europeia e do FMI. Mas funcionårios do Fundo afirmam que a dívida da GrÊcia Ê sustentåvel no âmbito do programa atual. Novo Brady– A GrÊcia terå de voltar atrås em suas declaraçþes e reestruturar bilhþes de euros em dívida soberana, provocando um risco de contågio cada vez maior na zona do euro, disse o ex-vice chairman do Citigroup William Rhodes, que acumula dÊcadas de experiência em casos de renegociação de dívidas soberanas. Rhodes afirmou que a Europa precisa de uma versão moderna do plano Brady, implementa-

Pessoas protestaram contra as medidas de austeridade que o governo grego foi obrigado a adotar

do após o calote da dívida de países em desenvolvimento a partir do final dos anos 1980. "A mesma lição se aplica e por isso Ê preciso de uma liderança forte e do envolvimento do setor privado", disse Rhodes, que se aposentou no ano passado, mas continua atuando como conselheiro-sênior do executivo-chefe do Citigroup, Vikram Pandit. "Conseguir o apoio público para medidas de austeridade impopulares, tambÊm Ê fundamental para a

Bernanke alerta sobre barganha Para o presidente do Fed, ĂŠ arriscado usar o teto do endividamento como moeda de troca polĂ­tica. Alex Wong/Getty Images

O

presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, advertiu os membros do Congresso dos EUA de que usar o teto de endividamento do governo do país como moeda de troca em barganhas políticas pode colocar a economia em risco. Nesta segunda-feira, o presidente da Câmara, deputado John Boehner (Partido Republicano/Ohio) disse que qualquer elevação no limite legal de endividamento do governo dos EUA terå de ser acompanhada de trilhþes de dólares em cortes de gastos, dando a entender que os republicanos

só aceitarão votar Conforme a estiuma ampliação mativa do Deparnesse teto se o Partamento do Tesoutido Democrata, ro, se o teto de endido presidente Bavidamento, atualrack Obama, aceim e n t e e m tar reduçþes fortes US$ 14,294 trilhþes, nos gastos sociais. não for elevado, våOs líderes do Partirios pagamentos do Republicano e terão de ser susrepresentantes da pensos, limitados Bernanke: risco. Casa Branca estão ou adiados a partir discutindo um de 2 de agosto. Isso acordo que inclua metas rígi- incluiria as pensþes da Seguridas para o dÊficit do governo e dade Social, os pagamentos do alguns cortes de gastos, de mo- sistema de auxílio-saúde Medido a obter votos suficientes de care (para os idosos), as restituirepublicanos para aprovar çþes de impostos, os juros sobre uma elevação no limite de en- a dívida e os benefícios do dividamento. auxílio-desemprego.

Bernanke tambÊm disse não estar seguro sobre se o Fed poderå elaborar uma norma que proteja os bancos pequenos dos novos limites para as tarifas de crÊdito. Ele fez a declaração em resposta a uma pergunta do senador Jon Tester (Partido Democrata/Montana), um dos críticos da nova norma para cartþes de dÊbito, que faz parte da Lei Dodd-Frank. A lei requer que o Federal Reserve emita uma norma estabelecendo um teto para as tarifas que os bancos podem cobrar do comÊrcio todas as vezes que um cliente usa cartão de dÊbito para pagar por suas compras. (AE)

AUTO POSTO SANTA EDWIGES LTDA, torna público que requereu da Cetesb a Renovação da Licença de Operação, para atividade de comercio de produtos derivados de petróleo sito à Avenida Raimundo Pereira Magalhães , 3460 - Pirituba - São Paulo - SP.

SW4 AUTO POSTO LTDA, torna pĂşblico que recebeu da Cetesb a Licença de Operação, 33004476, vĂĄlida atĂŠ 20/04/2016 para combustiveis para veĂ­culos automotores(postos de abastecimento) comercio , Ă Estrada do Campo Limpo, 2020/2114 -Vila Prel-SĂŁo Paulo -SP PREFEITURA DO MUNICĂ?PIO DA ESTĂ‚NCIA HIDROMINERAL DE Ă GUAS DE SĂƒO PEDRO Tomada de Preços 09/2011 A Prefeitura do MunicĂ­pio da Estância Hidromineral de Ă guas de SĂŁo Pedro, com sede Ă Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Ă guas de SĂŁo Pedro/SP, torna pĂşblico, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Tomada de Preços 09/2011, que objetiva a aquisição de combustĂ­veis, por fornecimento parcelado e a pedido, visando o abastecimento e manutenção da frota municipal. O edital poderĂĄ ser retirado diretamente no endereço supracitado, das 12:00 Ă s 16:00 horas, de segunda a sexta-feira. SerĂĄ exigido cadastramento prĂŠvio. NĂŁo serĂŁo enviados editais pelo correio ou por e-mail. Os envelopes com a documentação e a proposta deverĂŁo ser protocolados atĂŠ Ă s 13:30 horas do dia 02/06/2011, a abertura dos mesmos serĂĄ neste mesmo dia Ă s 14:00 horas. Ă guas de SĂŁo Pedro/SP, 12/05/2011. Paulo CĂŠsar Borges – Prefeito Municipal.

ALVORECER - ASSOCIAĂ‡ĂƒO DE SOCORROS MĂšTUOS CNPJ (MF) nÂş 62.511.019/0001-50 Edital de Convocação para Assembleia Geral OrdinĂĄria A ALVORECER – ASSOCIAĂ‡ĂƒO DE SOCORROS MĂšTUOS, pelo seu presidente do Conselho de Administração, e atendendo Ă s disposiçþes estatutĂĄrias (Art. 23, § 1Âş - letra “bâ€?; Art. 25 e 27), convoca a todos (as) os (as) Associados (as) para a Assembleia Geral OrdinĂĄria a ser realizada no dia 16 de junho de 2011, Ă Avenida LeĂ´ncio de MagalhĂŁes, 751, Sede Administrativa, das 08:00 Ă s 17:30 horas, tendo como pauta os seguintes: a) Composição da Mesa (Presidente e Secretaria); b) Eleiçþes para o Conselho de Administração e Conselho Fiscal; c) Posse do Conselho de Administração e Conselho Fiscal eleitos. Participação de associados maiores de 18 (dezoito) anos de idade e em dia com suas obrigaçþes estatutĂĄrias e com admissĂŁo superior a de 180 dias na Alvorecer. Os associados que tiverem a data de sua admissĂŁo apĂłs o dia 16/12/2010 nĂŁo poderĂŁo participar das eleiçþes. DR. SILVIO JOSÉ FERRAZ TAVARES - Presidente do Conselho de Administração.

Cetenco Engenharia S.A. CNPJ Nº 61.550.497/0001-06 – NIRE Nº 35.3.00024079 Extrato da Ata de Reunião do Conselho de Administração Data, Hora, Local: 27/04/2011, às 15:00 horas, na sede social na Rua Maria Paula, 36 – 8º andar – SP –SP; Representação: Membros do Conselho de Administração. Composição da Mesa: Presidência – Domingos Malzoni, Secretårio – Gildo Alberto Olson. Deliberaçþes: Por deliberação unânime dos Conselheiros presentes; a) escolhido para Presidente do Conselho o Sr. Domingos Malzoni; b) reelegeram membros da Diretoria para mandato com duração atÊ a primeira reunião do Conselho de Administração após AssemblÊia Geral Ordinåria a realizar-se em 2013, Sr. Domingos Malzoni, brasileiro, separado judicialmente, engenheiro, residente e domiciliado em São Paulo – SP portador do RG. nº 1.636.397-8 SSP/SP do CPF/MF nº 003.552.678-53 e do CREA nº 0600155024; Sr. Marco Antonio Malzoni, brasileiro, casado, administrador de empresas, residente e domiciliado em São Paulo – SP portador do RG nº 4.113.865 SSP/SP e do CPF/MF nº 006.325.158-21 e Sr. Tauil Selingardi, brasileiro, casado, engenheiro, residente e domiciliado em São Carlos – SP, portador do RG. nº 2.054.177-6 SSP/ SP do CPF/MF nº 034.347.708-44 e do CREA nº 0600182331, Nada mais. Domingos Malzoni – Presidente, Gildo Alberto Olson e Luiz Carlos Magalhães – Conselheiros. São Paulo, 27 de abril de 2011. Certifico o Registro sob o nº 175.636/11-4 em 05/05/2011. Katia Regina Bueno de Godoy – Secretåria Geral.

CETENCO ENGENHARIA S.A. CNPJ NÂş 61.550.497/0001-06–NIRE NÂş 35.3.00024079 Extrato da Ata da AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria Data, Hora, Local: Aos 27/04/2011, Ă s 11:00 horas, na sede social na Rua Maria Paula, 36 – 8Âş andar – SP –SP; Representação: Mais de 2/3 (dois terços) do Capital Social com direito a voto; Composição da Mesa: PresidĂŞncia – Sr. Domingos Malzoni; SecretĂĄrio – Sr. Gildo Alberto Olson; Convocação: Conforme Edital publicado nos dias 19, 20 e 21/04/2011 no “DiĂĄrio Oficial do Estado de SĂŁo Pauloâ€? e nos dias 19, 20 e 22/04/2011 no “DiĂĄrio do ComĂŠrcioâ€?; Deliberaçþes: AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria: Aprovadas por unanimidade de votos as Propostas do Conselho de Administração da Companhia consubstanciadas no seguinte: Balanço Patriomonial de 31/12/2010 - Aprovação das contas da Diretoria representadas pelo Balanço Patrimonial e demais demonstraçþes financeiras; Distribuição de Lucros: do lucro lĂ­quido de R$ 66.680.560,38 (sessenta e seis milhĂľes, seiscentos e oitenta mil, quinhentos e sessenta reais e trinta e oito centavos) distribuir: a) R$ 3.334.028,02 (trĂŞs milhĂľes, trezentos e trinta e quatro mil, vinte e oito reais e dois centavos) a tĂ­tulo de Reserva Legal; b) TransferĂŞncia do saldo remanescente para a Reserva de Lucros a Realizar tendo em vista de o mesmo nĂŁo ter sido realizado financeiramente. A seguir os acionistas procederam a reeleição dos seguintes membros do Conselho de Administração; Domingos Malzoni, brasileiro, separado judicialmente, engenheiro, portador do RG. 1.636.397-8 SSP/SP e do CPF/MF nÂş 003.552.678-53 domiciliado em SP-SP, Luiz Carlos MagalhĂŁes, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador do RG. nÂş 3.273.884-5 - SSP-SP e do CPF nÂş 061.384.708-34, residente domiciliado em SP-SP, Gildo Alberto Olson, brasileiro, casado, tĂŠcnico de contabilidade, portador do RG. nÂş 3.211.772-3 SSP/SP e do CPF/MF nÂş 043.282.308-59, residente e domiciliado SP-SP com mandato atĂŠ a AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria a realizar-se em 2013. Nada mais. SĂŁo Paulo 27 de abril de 2011. Domingos Malzoni - Presidente; Gildo Alberto Olson - SecretĂĄrio; Acionistas: p/ Construtora CentenĂĄrio S.A. - Empreendimentos e Participaçþes - Luiz Carlos MagalhĂŁes e Marco Antonio Malzoni; Domingos Malzoni, Marco Antonio Malzoni, Renato Aufiero Malzoni, Luiz Carlos MagalhĂŁes e Gildo Alberto Olson. Certifico o Registro sob o nÂş 175.049/11-7 em 05/05/2011. Katia Regina Bueno de Godoy - SecretĂĄria Geral.

Brazil Realty - Companhia Securitizadora de CrĂŠditos ImobiliĂĄrios (“Companhiaâ€?) CNPJ/MF NÂş 07.119.838/0001-48 - NIRE 35.300.318.323 Ata de ReuniĂŁo do Conselho de Administração Data, Hora e Local: 29/04/2011, Ă s 16hs., na sede da Cia., na Av. Presidente Juscelino Kubitschek, nÂş 1455, 4Âş andar, conj. 42, na Cidade de SĂŁo Paulo/SP. Convocação: convocação dispensada, por estarem presentes todos os membros do Conselho de Administração. Presença: Presentes a totalidade dos membros do Conselho de Administração da Companhia, a saber: Elie Horn, Rafael Novellino, George Zausner. Mesa: Elie Horn - Presidente; Rafael Novellino - SecretĂĄrio. Ordem do Dia: (i) deliberar sobre a aceitação da carta de renĂşncia apresentada pelos Srs. Elie Horn e Ariel Shammah; (ii) deliberar sobre a eleição dos diretores da Cia.. Deliberação: apĂłs exame e discussĂŁo, os Conselheiros por unanimidade de votos: (i) aceitaram a renĂşncia dos Srs. Elie Horn e Ariel Shammah ao cargo de Diretor da Cia., nos termos da carta de renĂşncia apresentada Ă Cia., agradecendo a eles pelos relevantes serviços prestados Ă Cia.; (ii) decidem eleger para ocupar o cargo de diretores: Rafael Novellino, brasileiro, casado, economista, RG nÂş 2.455.760-2 SSP/SP, CPF/MF nÂş 021.174.018-72, residente e domiciliado na Capital do Estado de SĂŁo Paulo, na Av. Presidente Juscelino Kubistchek, 1.455 - 5Âş and., como Diretor Presidente; Luis Largman, brasileiro, casado, engenheiro, RG nÂş 11.584.950-6 SSP/SP, CPF/MF nÂş 063.579.168-46, como Diretor de Relaçþes com Investidores; e como diretor sem designação especĂ­fica: Claudio Carvalho de Lima, brasileiro, casado, advogado, RG nÂş 13.885.242-SSP/SP e CPF nÂş 162.366.488-83 residente e domiciliado na Capital do Estado de SĂŁo Paulo, na Av. Presidente Juscelino Kubistchek, 1.455 - 5Âş andar. Os diretores eleitos declaram para fins do disposto no §1Âş do Art. 147 da Lei nÂş 6.404/76, nĂŁo estar incursos em qualquer dos crimes previstos em lei que os impeça de exercer a atividade mercantil e tomarĂŁo posse assinando os respectivos termos de posse. O mandato dos Diretores eleitos se encerrarĂĄ na data da AGO que aprovar as contas do exercĂ­cio social a findar-se em 31/12/2012. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reuniĂŁo e lavrada a presente ata que, que lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes. SĂŁo Paulo 29/04/2011. Elie Horn Presidente, Rafael Novellino - SecretĂĄrio. A presente ĂŠ cĂłpia fiel do original lavrado em livro prĂłprio. Rafael Novellino - SecretĂĄrio. JUCESP nÂş 177.681/11-1 em 10.05.11. KĂĄtia Regina Bueno de Godoy - Sec. Geral.

SULEIBRA ADMINISTRADORA E COMERCIAL S/A CNPJ (MF) nÂş 60.105.145/0001-89 - NIRE 35.300.178.131 EXTRATO DA ATA DA AGO EM 04 DE ABRIL DE 2011 Extrato da ata da AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria realizada Ă s 10h, do dia 04.04.11, na Sala Brooklin do Hotel InterCity, Rua Alcides Lourenço da Rocha, nÂş 136, Brooklin Novo, SĂŁo Paulo/SP. I - Edital de Convocação publicado nos jornais “DiĂĄrio Oficial do Estado de SĂŁo Pauloâ€?, dos dias 24, 25 e 26 de março de 2011, e “DiĂĄrio do ComĂŠrcioâ€?, dos dias 24, 25 e 26, 27 e 28 de março de 2011. II – Compareceram acionistas representando a maioria do capital social com direito a voto, conforme assinaturas constantes no Livro de Presença dos Acionistas. III - Presidente da ReuniĂŁo: IrecĂŞ Garcez Suleiman; e SecretĂĄria: Walkyria RennĂł de Oliveira Suleiman. IV - AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria: foram aprovadas, por acionistas representando a maioria do capital com direito a voto, as seguintes matĂŠrias: (a) as Demonstraçþes Financeiras referentes ao exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2010; (b) a proposta da Diretoria para a destinação dada ao lucro lĂ­quido do exercĂ­cio findo, ficando autorizado o pagamento do saldo dos dividendos propostos; (c) a eleição de novos membros da Diretoria, quais sejam: para o cargo de Diretor Presidente, o Sr. Abdo Carim Suleiman JĂşnior, brasileiro, casado, economista, inscrito no CPF/MF sob o nÂş 011.134.468-97; e para o cargo de Diretor Vice-Presidente, a Sra. Walkyria RennĂł de Oliveira Suleiman, brasileira, solteira, empresĂĄria, inscrita no CPF/MF sob o nÂş 011.160.608-09, cujos mandatos se estenderĂŁo atĂŠ a Assembleia Geral OrdinĂĄria a ser realizada no ano de 2014. Arquivamento: Ata arquivada na JUCESP sob o n° 151.637/11-8 em 25/04/2011. Aos interessados serĂŁo fornecidas cĂłpias de inteiro teor desta ata. SĂŁo Paulo (SP), 02 de maio de 2011. Abdo Carim Suleiman JĂşnior, Diretor Presidente.

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periferia da Europa", afirmou. As autoridades gregas negam que estejam planejando reestruturar ou dar default de sua dívida, que Ê estimada em pelo menos 150% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Mas Rhodes disse que o tempo estå se esgotando para a GrÊcia, porque "quanto mais se adia isso, mais difícil fica". Euro – Na semana passada, circularam notícias, negadas pela GrÊcia, de que o país estava ameaçando abandonar o

euro. Rhodes afirmou que o país estå tentando conseguir termos mais favoråveis da União Europeia e do FMI para seu pacote de ajuda de 110 bilhþes de euros. Rhodes, que agora tem uma consultoria, teve papel de destaque na reestruturação da dívida da AmÊrica Latina nos anos 1980 – ele foi, por exemplo, coordenador do comitê de bancos credores do Brasil – e em meio à crise da à sia em 1997 e 1998. (AE)

FMI: sistema de metas do Brasil ĂŠ exemplo.

O

Brasil foi classificado como um exemplo para os países emergentes pelo diretor do Fundo Monetårio Internacional (FMI) para o HemisfÊrio Ocidental, Nicolas Eyzaguirre. O modelo brasileiro de sistema de metas de inflação foi elogiado pelo economista como uma bemsucedida estratÊgia para atingir a estabilidade econômica. Durante seminårio sobre inflação, promovido pelo Banco Central, ele comentou que as economias que adotam o sistema de metas normalmente demandam tempo maior para absorver choques. Mas, mesmo com regime de metas e política fiscal eficiente,

ele advertiu para a necessidade de acompanhamento da evolução dos mercados de crÊdito, para evitar "surpresas desagradåveis". A iniciativa privada, para Eyzaguirre, pode conduzir a ambientes de excessiva concessão de crÊdito. Ele lembrou que, em 2001, os mercados internacionais viam a economia brasileira com cautela, e estavam "nervosos" devido à perspectiva cada vez mais premente, naquela Êpoca, da ascensão de Luiz Inåcio Lula da Silva à Presidência da República. "Muito aconteceu desde então. Todos estão apaixonados pelo Brasil agora. Mas amor demais tambÊm não Ê muito bom", brincou. (AE)

PREFEITURA DO MUNICĂ?PIO DE ANDRADINA EXTRATO DE ADITAMENTO CONTRATUAL Processo nÂş 95/2010 – Tomada de Preços nÂş 19/2010 CONTRATANTE: Prefeitura do MunicĂ­pio de Andradina. CONTRATADO: ESMEBRA CONSTRUĂ‡ĂƒO CIVIL LTDA – EPP. Fica ajustado entre as partes que o contrato em vigor serĂĄ aditado no valor de R$ 6.997,04 (seis mil, novecentos e noventa e sete reais e quatro centavos). As demais clĂĄusulas e condiçþes dos contratos supra permanecem inalteradas. DATA: 12 de maio de 2011. JAMIL AKIO ONO – PREFEITO

UniĂŁo Brasileira de Vidros S.A. C.N.P.J./M.F. nÂş 60.837.689/0001-35 Ata da AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria Realizada em 29 de Abril de 2011 Data, Hora e Local: Realizada no dia 29 de abril de 2011, Ă s 10:00 horas, na sede social da companhia, localizada na Avenida Senador TeotĂ´nio Vilela, s/n, Km 30, na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo. Composição da Mesa: Presidente: Sr. SĂŠrgio Minerbo; SecretĂĄria: Sra. Vera LĂşcia Dias Brunelli. Convocação e Publicação: O Edital de Convocação foi publicado nas ediçþes dos dias 12, 13 e 14.04.2011 dos jornais “DiĂĄrio Oficial do Estado de SĂŁo Pauloâ€? e “DiĂĄrio do ComĂŠrcioâ€?. Presença: Acionista representando 78,2% do capital social votante, conforme assinaturas constantes do respectivo Livro de Presença de Acionistas, o Diretor-Presidente, Sr. SĂŠrgio Minerbo e a Diretora, Sra. Vera LĂşcia Dias Brunelli. Deliberaçþes: Deliberaçþes tomadas por unanimidade de votos dos acionistas presentes: 1) Aprovação do RelatĂłrio da Diretoria e das Demonstraçþes Financeiras referentes ao exercĂ­cio encerrado em 31 de dezembro de 2010; 2) Aprovação da destinação do lucro lĂ­quido do exercĂ­cio, no valor de R$ 13.065.106,35 (treze milhĂľes, sessenta e cinco mil, cento e seis reais e trinta e cinco centavos), que se dĂĄ da seguinte forma: (i) R$ 653.255,32 (seiscentos e cinquenta e trĂŞs mil, duzentos e cinquenta e cinco reais e trinta e dois centavos) para a reserva legal; (ii) R$ 1.102.962,76 (hum milhĂŁo, cento e dois mil e novecentos e sessenta e dois reais e setenta e seis centavos) que serĂŁo pagos aos acionistas, a tĂ­tulo de dividendos, Ă razĂŁo de R$ 3,23 (trĂŞs reais e vinte e trĂŞs centavos) por lote de 1.000 (mil) açþes possuĂ­das em 31 de dezembro de 2010; e (iii) R$ 11.308.888,27 (onze milhĂľes, trezentos e oito mil, oitocentos e oitenta e oito reais e vinte e sete centavos) para reserva de lucros, prevista no artigo 16 do Estatuto Social da companhia. JĂĄ foi paga aos acionistas, a tĂ­tulo de juros sobre capital prĂłprio, a importância de R$ 2.000.000,00 (dois milhĂľes de reais), conforme Ata de ReuniĂŁo da Diretoria, de 29 de outubro de 2010, sendo que tais juros sĂŁo ora imputados ao montante do dividendo obrigatĂłrio; 3) Eleição e posse dos seguintes membros para compor a Diretoria da companhia e fixação da respectiva remuneração: Sr. SĂŠrgio Minerbo, brasileiro, casado, engenheiro, portador da CĂŠdula de Identidade R.G. nÂş 6.391.572-8 SSP/SP e inscrito no C.P.F./M.F. nÂş 073.321.868-70, residente e domiciliado na cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, com escritĂłrio na Avenida Senador TeotĂ´nio Vilela, s/n, Km. 30, para o cargo de Diretor-Presidente, e a Sra. Vera LĂşcia Dias Brunelli, brasileira, casada, contadora, portadora da CĂŠdula de Identidade R.G. nÂş 7.409.694-1 SSP/SP e inscrita no C.P.F./M.F. sob o nÂş 106.723.00842, residente e domiciliada na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, com escritĂłrio na Avenida Senador TeotĂ´nio Vilela, s/n, Km. 30, para o cargo de Diretora sem designação especĂ­fica. Os diretores ora eleitos tomarĂŁo posse mediante assinatura do competente termo no Livro de Registro de Atas da Diretoria da companhia e exercerĂŁo os cargos atĂŠ a AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria de 2012 e declaram, sob as penas da lei, nĂŁo estarem incursos em quaisquer dos crimes previstos em lei que os impeçam de exercer a atividade mercantil, valendo a presente como declaração de desimpedimento perante o Registro de ComĂŠrcio. A remuneração anual global da Diretoria da companhia foi fixada em atĂŠ R$ 2.000.000,00 (dois milhĂľes de reais). Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata que, apĂłs lida e achada conforme, foi assinada pela unanimidade dos presentes. Acionista representando 78,2% do capital social votante: C.W.M.S.P.E. Empreendimentos e Participaçþes S.A.; Presidente da Mesa: SĂŠrgio Minerbo; SecretĂĄria: Vera LĂşcia Dias Brunelli. Certifico que a presente ĂŠ cĂłpia fiel da ata original lavrada em livro prĂłprio. SĂŁo Paulo, 29 de abril de 2011. Mesa: Sergio Minerbo - Presidente; Vera LĂşcia Dias Brunelli - SecretĂĄria. Acionistas presentes: C.W.M.S.P.E. Empreendimentos e Participaçþes S.A. - p. Odenir AntĂ´nio ValĂŠrio / Edson Luiz Stadler. Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo - Jucesp: certifico o registro sob o n° 179.139/11-3 em 11.05.2011. Katia Regina Bueno de Godoy - SecretĂĄria Geral.

FALĂŠNCIA, RECUPERAĂ‡ĂƒO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ‡ĂƒO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição CĂ­vel do Tribunal de Justiça de SĂŁo Paulo, foram ajuizados no dia 12 de maio de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falĂŞncia, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Reqte: Maira Silvia Imamura Aoki. Reqdo: IGB EletrĂ´nica S/A. Av. Chedid Jafet, 222 – Bloco A – Vila OlĂ­mpia - 1ÂŞ V. de FalĂŞncias. Reqte: GrĂĄfica e Editora Serrano Ltda. Reqdo: Bella Publicaçþes Designs Projetos e Editora Ltda. Av. Professor Alfonso Bovero, 818 – Perdizes - 2ÂŞ V. de FalĂŞncias. Reqte: Frigo Buono ComĂŠrcio de Carnes Especiais Ltda. Reqdo: SJ ComĂŠrcio de Carnes Ltda. R. Visconde de Jerumim, 313 – Jardim Vila Formosa - 2ÂŞ V. de FalĂŞncias Reqte: Perfil MĂŠdico IndĂşstria e ComĂŠrcio Ltda. Reqdo: Hospital e Maternidade Santa Marina Ltda. Av. Santa Catarina, 2775 – Vila Santa Catarina - 1ÂŞ V. de FalĂŞncias.


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e Fiesp: emprego se mantém estável. De acordo com o Dieese, a rotatividade do setor de construção civil tem sido motivada pela redução dos custos das empresas que atuam no setor.

conomia

Crescimento de 0,3% em abril foi puxado principalmente pelo setor sucroalcooleiro, em razão das contratações sazonais feitas em razão da colheita. Paula Cunha

Folhapress

O

nível de emprego da indústria paulista registrou ligeiro aumento de 0,03% em abril, com a criação de 46,5 mil vagas. O resultado, praticamente estável, é consequência das contratações no interior de São Paulo, de acordo com dados divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O levantamento do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da entidade aponta que o índice estadual apresentou alta de 1,81%. Ele foi favorecido pelo avanço de 2,9% na criação de vagas em municípios do interior, principalmente nos grandes centros de produção agrícola, como Jaú (elevação de 11,3%), Sertãozinho (9,4%) e Araraquara (8,8%). Estas são regiões agrícolas importantes, nas quais estão instaladas muitas usinas de açúcar. Doce tarefa – O setor que mais criou postos de trabalho foi o sucroalcooleiro, responsável por 63,2% do total, pois este é o período mais intenso da colheita e da industrialização da cana-de-açúcar. Apesar de ser o responsável pela leve alta em abril, provocada por fatores sazonais, o

De acordo com a Fiesp, a tendência de intensificação da mecanização na agricultura deve reduzir volume de postos de trabalho no médio prazo.

segmento está acelerando a sua mecanização e, por isso, deverá reduzir ainda mais o total de postos de trabalho nos próximos anos. Esta é a conclusão de Paulo Francini, diretor do Depecon da Fiesp e do

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Para ele, é importante lembrar que este processo tende a se intensificar no médio prazo. Ele já vem sendo observado nos últimos anos, como indi-

ca o total acumulado deste ano, que registrou elevação de 40,5% de janeiro a abril. Em 2010, ele situou-se em 45,2% e em 53,6% em 2009. O desempenho do setor sucroalcooleiro compensou as

retrações nas indústrias dos municípios mais próximos à capital paulista. As quedas registradas em Cotia (0,64%), Diadema (0,64%) e Santo André (0,74%) não foram expressivas, disse Francini.

Segundo ele, as empresas dos setores de metalurgia e itens de borracha e plástico registraram um ligeiro recuo no nível de atividades, considerado sazonal, e devem se recuperar no segundo semestre. Apesar disso, a Fiesp não alterou a previsão de crescimento da indústria paulista de transformação em 2011, estimada em 3,5%. Já para a criação de empregos, a estimativa é de aumento de 2% a 2,5%, o que significa de 65 mil a 70 mil novas vagas. Política industrial – Em relação à Política de Desenvolvimento da Produção (PDP) do governo federal, o diretor do Depecon afirmou que é preciso esperar pela sua divulgação oficial. Para ele, é necessário colocar em prática as iniciativas de desoneração dos investimentos, dar maior rapidez à restituição de créditos tributários, reduzir a carga tributária sobre a folha de pagamentos e adotar um programa consistente de estímulo à inovação. Outras reivindicações da Fiesp, lembrou Francini, são com relação à cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Na avaliação do diretor, o tributo precisa ser revisto pelo governo estadual, com a ampliação do faturamento das empresas que aderiram ao regime do Simples.

Construção elevou piso salarial De acordo com levantamento do Dieese, setor registrou em 2010 reajustes salariais acima da inflação.

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foi verificado negociação em São Paulo, obteve esse R$ 886, e o meobjetivo. nor em SergiD e a c o rd o pe, R$ 510. com o estudo, N a s n e g oa geração de ciações salaempregos no reais foi o valor riais de 2010, setor aumenmédio do piso os aumentos tou 43,5% no reais do setor ano passado salarial do setor da foram, em gena comparaconstrução civil no ral, superiores ção com 2009, ano passado, de aos obtidos totalizando pelas mesmas 254,178 mil acordo com estudo negociações novos postos do Dieese. nos dois anos de trabalho anteriores. No formais, o meano passado, lhor saldo da cerca de um quarto das nego- série histórica. Apesar disso, a ciações obtiveram reajustes rotatividade continua elevada com aumentos reais acima de na área de construção civil. Fo4%. Em 2008, apenas 4% das ram 2,4 milhões de trabalhanegociações alcançaram esse dores contratados no ano paspatamar. E, em 2009, nenhuma sado e 2,2 milhões demitidos.

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Segundo o Dieese, um dos motivos da rotatividade é a particularidade do processo produtivo. "A duração do tempo de trabalho na construção se dá por contrato temporal ou empreitada, ou seja, o contrato de trabalho desses trabalhadores se encerra assim que termina determinada fase da obra, ou, em alguns casos, os trabalhadores são transferidos para outros canteiros", afirmou. "O outro motivo, e o principal, é a redução dos custos para a construtora, pois a rotatividade rebaixa o salário dos trabalhadores do setor." De acordo com o estudo do Dieese, em 2010 a construção apresentou expansão de 11,6%. Foi o o melhor desempenho do setor nos últimos 24 anos. (AE)

Dominique Torquato/AE

raticamente todos os pisos salariais de categorias ligadas à construção civil tiveram reajustes acima da inflação no ano passado, de acordo com o Estudo Setorial da Construção 2011, feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e divulgado ontem. Dos 57 pisos registrados no Sistema de Acompanhamento de Salários do Dieese em todo o País, apenas um teve aumento igual à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Segundo o estudo, 60% dos pisos obtiveram ganhos reais de até 5% acima da inflação e cerca de 20% receberam aumentos reais acima de 8%. O valor médio do piso foi de R$ 634 em 2010 – o maior

Falta de peças da matriz reduziu a produtividade da fábrica em Sumaré

Funcionários da Honda entram em greve

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s trabalhadores da montadora Honda, em Sumaré, no interior de São Paulo, paralisaram as atividades ontem após a empresa anunciar a intenção em reduzir em 50% da produção e demitir 1,27 mil dos 3,474 mil funcionários. O motivo da desaceleração está relacionada à falta de peças da matriz, que sofre com os efeitos pós terremoto e tsunami que atingiu o Japão em março. Com a falta de componentes eletrônicos e equipamentos para cambio, entre outros, a Honda vai reduzir de 600 para 300 unidades por dia. O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região propõe que a Hon-

da suspenda a intenção de demitir e que crie uma redução da jornada em cinco horas e meia, somada ao rodízio de férias em grupos de 400 trabalhadores entre junho a dezembro. O sindicato aguarda um retorno da montadora. Volkswag en – Os metalúrgicos da unidade da Volkswagen instalada em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, decidiram pela manutenção da greve em assembleia realizada ontem. O movimento começou no dia 5, quando os trabalhadores rejeitaram a proposta da empresa de conceder R$ 4,6 mil a cada um como Participação nos Lucros e Resultados

(PLR). Nova assembleia foi marcada para a manhã de hoje. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, nos oito dias de greve deixaram de ser produzidos 5,22 mil veículos. O presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, declarou nesta semana que era "melhor parar a fábrica do que pagar o que pedem". Os metalúrgicos querem R$ 6 mil na primeira parcela. A montadora entrou com pedido de dissídio na Justiça do Trabalho. Hoje vence o prazo dado ao sindicato para apresentar argumentos que justifiquem as reivindicações. (AE)

IBGE: indústria nacional contrata mais em março.

O

nível de emprego industrial cresceu quando se compara março de 2011 com março de 2010, registrando alta de 2,2%. De acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a variação acumulada em 2011 é de 2,6%. No acumulado dos 12 meses encerrados em março, o emprego industrial cresceu 3,9%. A expansão de março foi generalizada: 12 dos 14 locais pesquisados, e 13 dos 18 setores investigados, ampliaram as suas contratações ao longo do mês. Entre as regiões e estados que mais contrataram estão Nordeste (3,8%), Norte e Centro-Oeste (4,1%), Rio Grande do Sul (3,7%), Paraná (4,2%) e Minas Gerais (2,7%). Entre os setores, os destaques de março foram os ramos de meios de transporte (8,2%), produtos de metal (7,6%), alimentos e bebidas (2,4%), máquinas e equipamentos (5,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,6%), metalurgia básica (7,7%) e outros produtos da indústria de transformação (5,3%). Na direção contrária, as maiores pressões negativas ficaram com papel e gráfica (queda de 8,5%), vestuário (3,8%) e madeira (7,6%). Folha – A pesquisa do IBGE revelou ainda o terceiro crescimento seguido do valor da folha de pagamento, que subiu 0,5% em março em relação a fevereiro. No acumulado do ano, o crescimento foi de 6,7%, e, em 12 meses, de 7,6% – o maior resultado desde abril de 2005, quando registrou variação de 7,7%. Na comparação com março do ano passado, a folha de pagamento real registrou alta de 5,9%. A maior influência sobre o índice nacional ficou com São Paulo (4,4%), que teve o resultado impulsionado em grande parte pelo aumento na folha de pagamento real dos setores de meios de transporte (14,7%), de máquinas e equipamentos (9,7%) e de produtos químicos (11,3%). Também tiveram peso as contribuições de Minas Gerais (9%), Paraná (10,5%) e Nordeste (7,9%). Horas pagas – O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria em março recuou 0,3% ante fevereiro, na série sem ajustes sazonais, após acumular um ganho de 1,7% nos últimos quatro meses. No confronto com março do ano passado, o número de horas pagas registrou aumento de 1,7%, na décima quarta taxa positiva consecutiva. No trimestre, o indicador acumula alta de 2,6% e, em 12 meses, houve crescimento de 4,3% no número de horas pagas. (AE)


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Na terça-feira, a Mercedes-Benz apresentará o novo Classe C com suas diversas motorizações

Nº 367

DCARR COMPACTO PREMIUM

Difícil é segurar este pequeno

Fotos: Divulgação

Com preço de R$ 89.900, a Audi começa a vender oficialmente o compacto A1 no Brasil. ANDERSON CAVALCANTE

A

pré-venda foi realizada entre os meses de janeiro e março deste ano e o primeiro lote de 600 carros já desembarcou aqui para ser entregue a estes felizes compradores. Segundo a montadora alemã, o A1 deve representar 40% do total das vendas da marca neste ano - a projeção da Audi é comercializar entre 6.500 e 7 mil veículos em 2011. O A1 passa a ser o carro de entrada da marca e o primeiro e único veículo importado da Audi na faixa de preço abaixo de R$ 100 mil. A primeira característica que chama a atenção no A1 são as famosas luzes em LED, já utilizadas em toda a linha Audi. Aliás, o design do compacto não deixa muito a desejar a outros modelos da marca. Sim, ele é pequenino - 3,95 metros de comprimento, 1,74 m de largura, 1,42 m de altura e entre-eixos de 2,47 m -, mas a esportividade Audi está explícita em suas linhas e o consumidor tem ainda a opção de customizar seu modelo, podendo escolher o arco do teto com pintura contrastante ou ainda optar pelas cores nas saídas de ar internas. Na Europa, o A1 é oferecido com motores 1.2 e 1.4 a gasoli-

O conjunto óptico do A1 utiliza luzes em LED, características em toda a linha Audi

na e 1.6 diesel. Aqui, ele chega apenas com o propulsor 1.4 TFSI de 122 cavalos de potência máxima, com injeção direta de combustível e turbocharger com intercooler. Com isso, ele vira um foguetinho, difícil de segurar em meio ao caótico trânsito paulistano, mas que dá muita alegria ao motorista em trajetos mais tranquilos, principalmente porque seu torque de 20,4 kgfm fica disponível na extensa área de 1.500 e 4.000 rpm. Ele vai de 0 a 100 km/hora em 8,9 segundos e sua máxima é limitada em 203 km/hora. Uma das tecnologias disponível em carros maiores da marca e que também chega no A1 é o o sistema start-stop, que auxilia na economia de combustível e redução de emissões de CO2. Com isto, o motor do carro é desligado sempre que o veículo estiver parado e com a

Por dentro, acabamento impecável. Só faltou espaço no banco traseiro.

marcha desengatada. O Audi A1 consome, segundo a montadora, 15,4 km/l de gasolina na cidade e 21,7 km/l na estrada. Além disso, o propulsor 1.4 TFSI recupera a energia durante a frenagem, que é armazenada temporariamente na bateria. Quando o carro acelera novamente, a energia retorna ao sistema elétrico, aliviando a carga do gerador. Acoplado a este motor está a precisa transmissão S-Tronic, com sete velocidades e sistema de dupla embreagem. Para quem prefere fazer trocas manualmente, existe a opção de manuseio pela alavanca de transmissão ou ainda por meio de shift paddles no volante de couro. Como principais itens de série, o A1 oferece ar condicionado, faróis bi-xenônio, com ajuste automático de altura e luzes diurnas em LEDs, faróis de neblina, volante esportivo em couro, multifuncional e com shift paddles, sistema multimídia com leitor de MP3, USB e entrada para iPod, tela de 6,5" e Bluetooth, air bags dianteiros frontal, lateral e de cabeça dianteiro e traseiro, assistente de partida em aclives, ESP/ABS, computador de b o rd o e ro d a s a ro 1 6 c o m pneus 215/45 R 16. Nem tudo é perfeito - Claro

Com 3,95 m de comprimento o A1 possui porta-malas com capacidade para até 267 litros de bagagens

que o modelo tem as características voltadas ao seu público-alvo - jovens com menos 30 anos e ainda solteiros ou jovens casais com filhos pequenos ou sem filhos -, mas o pouco espaço para os passageiros no banco traseiro pode ser um ponto negativo para quem costuma usar o carro com mais de dois ocupantes. O porta-malas tem capacidade de até 267 litros (920 litros com o banco tra-

seiro rebatido). Outro fator que pode assustar é a falta de regulagens elétricas para ajuste dos bancos dianteiros. Mesmo sabendo que este não é um equipamento presente em outros modelos mais caros da marca, ao pagar R$ 90 mil pelo seu novo veículo o consumidor sempre quer alguns mimos como este. Compradores famosos -

Claro que entre os primeiros compradores do A1 já existem celebridades, assim como aconteceu com o A8, que teve o primeiro exemplar no Brasil comprado pelo Luciano Huck, com o R8 Spyder, adquirido pelo cantor Roberto Carlos e com o A7 Sportback que foi parar na casa do ator Tony Ramos. O renomado chef de cozinha Alex Atala acaba de comprar um Audi A1.

RENAULT SANDERO

LINHA 2012 CHEGA COM PREÇOS MAIS BAIXOS Renault quer aumentar vendas e para isso renovou o visual do Sandero, que ficou mais barato que o modelo anterior CHICOLELIS

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arro-chefe da Renault, o Sandero, que está entre os 10 mais vendidos do mercado, ganhou, na versão 2012, novo visual e teve seus preços reduzidos em relação ao modelo anterior. Isso se aplica a todas as versões, incluindo a Stepway 1.6 16V, o top da linha, que custava R$ 45.600 e baixou para R$ 42.600. Esta é uma parte da estratégia da montadora francesa para aumentar sua participação no mercado, de 5% no ano passado, para no mínimo 8% em 2016, quando serão completados os investimentos de R$ 1 bilhão iniciados em 2009. Hoje ela é a quarta no ranking de vendas internas. Não aconteceram mudanças na mecânica do Sandero, que continua sendo oferecido nas versões Authentic 1.0, por R$ 28.700 (custava R$ 29.690); Expression 1.0, R$ 31.400 (era R$ 32.440); Expression 1.6, R$ 33.600 (antes, R$ 34.740) e Privilège 1.6, R$ 42.600 (modelo anterior R$ 41.490). Todos com três anos de garantia. As três revisões iniciais custarão R$ 851, ou seja, R$ 0,77 por dia,

Sandero ganhou novos faróis, grade frontal, parachoques, além de interior renovado. Ao lado (D), o Duster que virá até o fim deste ano.

segundo a empresa. Responsável por mais de 40% das vendas da Renault, o Sandero entusiasma seu presidente, Jean-Michel Jalinier, lembrando que graças ao modelo, principalmente, a montadora francesa cresceu, de 2009 para 2010, três vezes mais que a média do mercado. Isso fará com que a fábrica, em São José dos Pinhais (PR), adote o

terceiro turno a partir de junho, contratando mil trabalhadores. Além dos novos empregos, Jean-Michel anunciou também o lançamento - "ainda nesta ano", sem revelar data do modelo Duster, um crossover médio, já fabricado na Polônia, que virá para concorrer com VW CrossFox, Ford EcoSport e o Citroën AirCross, entre outros da categoria.

O que mudou - Na dianteira, como acontece com modelos renovados de outras marcas, novos faróis, grade frontal e para-choques, conjunto com uma leve semelhança ao Fluence. Por dentro, o Sandero ganhou novos materiais, cores e texturas de melhor qualidade, segundo a fábrica. O painel foi modernizado,

tornando-se mais atraente. O seu centro recebeu material preto brilhante. E tem um novo sistema de som (digital 3D) que incorpora novas funções como entrada USB/iPod, leitura de MP3, WMA e WMV; e sistema Bluetooth. Para melhorar a ergonomia, os comandos de abertura e fechamento dos vidros elétricos agora estão instalados nas portas.

Stepway – O Sandero Stepway recebeu para-choques mais encorpados e os faróis agora têm máscaras negras e as lanternas tiveram altura elevada em relação ao solo. Na dianteira, uma grande tomada de ar, em forma trapezoidal, agora cortada pelo para-choque, com a parte central na cor preta, abrigando a placa do veículo.


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Rejane Tamoto

Terapia para corpo e mente em Monte Verde Além dos tradicionais lareira, fondue e pratos com pinhão, a cidadezinha mineira propõe adicionar o spa à programação relaxante dos casais

Rejane Tamoto

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Atmosfera europeia (à esq.) e sabores de Minas atraem turistas ao distrito de Camanducaia. Comércio na rua principal (acima), repleta de lojinhas de produtos artesanais – entre geleias e cachaça –, convida ao passeio. Fotos: Divulgação

m fim de semana romântico no clima frio de Monte Ve r d e p o d e s e r aquecido não só pela tradicional combinação lareira e fondue, mas também por uma atmosfera à luz de velas, com banhos de ofurô e massagens para relaxar e aproximar ainda mais os apaixonados. Neste mês, o clima no distrito de C a m a nducaia já é de inverno, com temperatura que chega a 5ºC à noite. Um bom motivo para pegar a estrada amanhã mesmo é para provar as receitas especiais do Festival Gastronômico do Pinhão, oferecidas por oito restaurantes, com preço único de R$ 36 por pessoa. Até o dia 21 de maio aproveite não só o festival, mas também a tradicional sapecada, na qual o pinhão é assado em uma grande fogueira na avenida principal e servido para a população, acompanhado de vinho quente e quentão, ao som de modas de viola, todos os sábados. No festival, destaque para o medalhão de truta com batata assada e purê de mandioquinha com pinhão na Adega do Chicão. Para o jantar, experimente uma massa fresca e delicada preparada pela chef Sônia, do Villa Bistrô: sfogliatti recheada com mussarela de búfala, molho branco e crosta de pinhão. Fora do festival, o restaurante tem um prato permanente: o risoto de pinhão com truta. Com cardápio apetitoso até no visual, o Le Foundie serve o filé mignon ao molho de pinhão e risoto de açafrão. No restaurante Trás os Montes, não deixe de experimentar o salmão ao molho de laranja e arroz com pinhão. Santuário indiano – A dica para quem tem pouco tempo, quer combater o estresse e, ainda, namorar é conhecer o Samadhi Spa Holístico, inaugurado há menos de um ano ao lado da Pousada Mirante da Colyna, que atende os turistas de outros hotéis. O lugar tem cinco ambientes com estrutura para terapias corporais, ofurôs e hidromassagem de ozônio. Com decoração indiana, os espaços oferecem uma bela vista das montanhas, que podem ser admiradas, durante o dia, de dentro das ba-

A CAMINHO DA SERRA O DC Boa Viagem antecipa alguns dos destinos mais gostosos do inverno. Acompanhe a série de reportagens nas próximas sextas-feiras

Fotos: Divulgação

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urismo

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nheiras ou de um grande futon para o descanso. À noite, quem aprecia a massagem japonesa shiatsu pode experimentar uma versão indiana da técnica feita com óleos vegetais. A terapia tem duração de uma hora e é aplicada no casal em uma das salas do spa, à meialuz e ao som de uma música indiana bem relaxante. Uma alternativa de hospedagem próxima ao spa é a Pousada Moinho Velho, que tem chalés em estilo inglês dos anos 50 e um mirante para o imponente verde das montanhas. Situado em meio a belos jardins, o Chalé do Conde, por exemplo, é todo envi-

Divulgação

Variedade de bares e restaurantes instiga a programação quando chega a noite. Até o dia 21 de maio, o Festival Gastronômico do Pinhão envolve oito estabelecimentos, com menu a preço único.

draçado para que o hóspede possa observar a paisagem de todos os cômodos. Com clima europeu, a pousada é uma das mais tradicionais da região e ainda conserva um antigo moinho na entrada, que dá origem a seu nome. Histórias – Mais do que aproveitar a estrutura das pousadas (a maioria tem spa e chalés com hidromassagem), quem vai a Monte Verde pode arejar a mente passeando e conversando com o povo da vila. Além d o s f e s t ivais temáticos, a variedade de bares e restaurantes e o comércio da rua principal instigam ao passeio durante o dia e à noite. Um bom lugar para ouvir histórias interessantes e levar uma lembrança moderna de M o n t e Ve r d e é a l o j a Edelweiss, que fica na Galeria Suíça, na avenida principal, e vende belíssimas caixas artesanais de joias confeccionadas em MDF e decoradas na técnica découpage. As caixas vêm com uma surpresa: seis minigeleias de fabricação artesanal, elaboradas pelo químico Edmundo Garcia Agudo, de 70 anos. Com empolgação científica, ele explica aos visitantes como conserva os pedaços de frutas inteiros na geleia produzida em 13 sabores, dos mais inusitados, com destaque

para maçã com canela e physalis, fruta exótica cultivada no Norte e Nordeste. Para quem não pode passar por Monte Verde sem levar uma boa cachaça mineira, a sugestão é a loja Cachaçaria das Gerais, que fica no Shopping Celeiro. Assim que entra, o visitante recebe atendimento simpático e, se quiser, prova todos os sabores. Os mais diferentes são os de café e banana. O destaque, entretanto, vai para a garrafa de quentão pronto, que só precisa ficar um minuto no microondas para ser c o n s um i d o em casa. Viagem a convite da Pousada Moinho Velho e da AHPMV

Visual é admirado das banheiras no Samadhi Spa Holístico (fotos no topo), que oferece, ainda, versão indiana do shiatsu. Pousada Moinho Velho (acima) abriga chalés com hidro.

RAIO X COMO CHEGAR A partir de São Paulo, são 170 km até Monte Verde. Pegue a Rodovia Fernão Dias e passe Atibaia, Bragança Paulista e Extrema até chegar a Camanducaia. Entre na cidade e siga as placas que indicam o caminho até a estrada para Monte Verde. De Camanducaia a Monte Verde são cerca de 30 km, com 5 km de estrada de terra. A subida leva de 45 minutos a uma hora. O tempo total de viagem é de três horas de carro. ONDE DORMIR Pousada Moinho Velho: Rua do Moinho, 20, Monte Verde, tel. (35) 3438-1346, www.pousadamoinhovelho.com.br. Piscina, ofurô, saunas, sala de jogos e chalé com hidromassagem. Diária para casal a partir de R$ 204, com café da manhã. Pousada Mirante da Colyna: Rua do Selado, 187, Monte Verde, tels. (35) 3438-2613 e (11)

Villa Donna Bistrô: Rua Rolinha, 33 (esquina com a Avenida Monte Verde), Galeria Vila Europa, tel. (35) 3438-1881, www.villadonna.com.br. Le Foundie: Av. Monte Verde, 706, tel. (35) 3438-2009, www.lefonduemonteverde.com.br. Trás os Montes: Av. Monte Verde, 845, sobreloja, www.trasosmontes.com.br. 3301-5490, www.mirantedacolyna.com.br. Pousada de charme com bela vista, hidro, spa, piscina aquecida e coberta, cinema, wireless, cybercafé, salão de jogos, quadra de tênis, sauna, academia e restaurante. Fim de semana para o casal a partir de R$ 760 no chalé Luxo, com café da manhã. ONDE COMER E BEBER Adega do Chicão: Av. Monte Verde, 908, tel. (35) 3438-1574, www.adegadochicao.com.br.

FAÇA AS MALAS Festival Gastronômico do Pinhão: www.festivalmonteverde.com.br/ Samadhi Spa Holístico: tel. (35) 3438-2613, reserva e atendimento das 8h às 0h, www.spasamadhi.com.br. Shiatsu (Dharana) a R$ 130 por pessoa, com duração de uma hora. Passeios: na Associação de Hotéis e Pousadas de Monte Verde (AHPMV), tel. (35) 3438-1869, www.monteverde.org.br.


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Entre 2500 obras Rita Alves

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esde ontem (12), um grupo de pessoas interessadas em obras de arte circula pelo Ibirapuera. Não em razão de alguma mostra especial inaugurada em um dos museus do parque. A andança a caminho de arte tem destino específico: o Pavilhão da Bienal, sede da 7ª edição da SP-Arte - Feira Internacional de Arte de São Paulo. Até domingo (15) quem tem planos de fazer negócios ou apenas contemplar produções brasileiras e estrangeiras tem à sua disposição 89 expositores no local, número recorde registrado desde a primeira feira, em 2005. A cada edição os números relacionados ao evento aumentam. Neste ano, a estimativa é de que 16 mil pessoas visitem a feira para contemplar mais de 2500 obras. Filas? A primeira de todas foi a formada por 40 galerias, entre brasileiras e estrangeiras, que em razão do grande interesse no evento, acabaram ficando na fila de espera para a próxima edição. "O crescimento é reflexo de um amadurecimento do mercado brasileiro de arte e do interesse despertado pelos artistas brasileiros no mercado internacional. Nosso objetivo é transformar a SP-Arte na feira de arte mais importante do hemisfério sul", afirma Fernanda Feitosa, diretora do evento e colecionadora de arte. De acordo com Fernanda, a SP-Arte pode ser equiparada ao padrão das feiras internacionais. "Estamos alinhados às grandes feiras do mundo todo, como a suíça Art Basel, a espanhola Arco e a inglesa Frieze. E seguiremos com a intenção de promover a arte moderna e contemporânea no Brasil, incentivando a visitação do público e ajudando na formação de uma nova geração de colecionadores e apreciadores de arte no país". A SP-Arte também ampliou seu espaço de exibição este ano, ocupando 13 mil metros

quadrados do Pavilhão da Bienal. O toque especial da vez está no 2º andar do Pavilhão. O local está ocupado por uma série de obras de grande escala e instalações, além de uma mostra de vídeos, selecionada por Paula Alzugaray, curadora da feira. Atração garantida em todas as edições do evento é o ciclo de palestras, criado com o intuito de disseminar a reflexão e a compreensão sobre os mecanismos que atuam no mercado de arte. Apresentado no Museu de Arte Moderna (auditório Lina Bo Bardi) com entrada gratuita, exibe nesta sexta, às 16h, a palestra intitulada Coleções em Museus, com a participação de Luis Camillo Osório (curador do MAM do Rio de Janeiro), Marcelo Araújo (diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo), Tadeu Chiarelli (diretor do Museu de Arte Contemporânea da USP) e Maria Hirszman (jornalista do jornal O Estado de S. Paulo). Já às 18h começa a palestra Coleções Privadas, com José Olympio Pereira (colecionador), Gunnar Kvaran (Diretor do Museu de Arte Moderna de Oslo) e Bernardo Paz (fundador do Instituto Inhotim). O público ainda pode aproveitar o Espaço Livraria da Travessa, tradicional livraria do Rio de Janeiro, inaugurada em 1975. No espaço, o visitante encontra uma série de publicações relacionadas ao tema arte. Além disso, até domingo, esta programada uma série de lançamentos de livros, com a presença de seus autores e artistas, temas das publicações. Nuno Ramos, Cabelo, Marcelo Moscheta, Nelson Felix e Albano Afonso estão entre os convidados.

Obra do artista plástico Saint Clair Cemin em exibição na Galeria Bolsa de Arte. Abaixo, trabalho de Tomoshique Kusuno exposto na Galeria Ronie Mesquita. E a criação de Goldfarb exposto na Galeria Thomas Cohn.

Parque do Ibirapuera Pavilhão Bienal. Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n, acesso pelo portão 3. Sexta (13), das 14h às 22h. Sábado (14) e domingo (15), das 12h às 20h. R$ 30. Fotos: Divulgação

SP-ARTE REÚNE ATÉ O PRÓXIMO DOMINGO 89 EXPOSITORES NO PAVILHÃO DO IBIRAPUERA. NÚMERO RECORDE DE GALERIAS É ATRATIVO TANTO PARA OS INTERESSADOS EM FAZER NEGÓCIOS QUANTO PARA OS ADMIRADORES DE OBRAS DE ARTE NACIONAIS E ESTRANGEIRAS.

cultura

De Alexandre Farto: Galeria Vera Cortes.

Criação de Lygia Clark na Galeria Lurixs Nesta edição Teatro de Ibsen. Monteiro Lobato. Showss: Lady Gaga, Milney Cyrus, festival de jazz.


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Lolita da geração high tech Sérgio Roveri No ano passado, cultura durante uma viagem a Londres em companhia da mulher, a atriz Denise Fraga, o cineasta Luiz Villaça (Cristina Quer Casar, O Contador de Histórias) leu, em uma revista de entretenimento local, uma recomendação do tipo: "Se você está em Londres e tem tempo para apenas um programa hoje, fique com a peça Spur of the Moment". Villaça resolveu seguir o conselho da revista e, ao sair do teatro no final da sessão, já havia decidido que aquele texto, uma comédia por vezes incômoda escrita por Anya Reiss, uma garota inglesa de apenas 17 anos, marcaria sua estreia na direção teatral. Menos de um ano depois, a peça, que em português recebeu o título de Sem Pensar, entra em cartaz nesta sexta, 13, no Teatro

Tuca, com os atores Denise Fraga e Kiko Marques interpretando os pais de uma efervescente garota de 13 anos às voltas com seu primeiro e muito conturbado amor. "Soubemos depois que Anya Reiss era uma garota tão hiperativa que a mãe resolveu matriculá-la em um curso de teatro para mantêla um pouco ocupada", diz Denise Fraga. "Talvez sem saber, a mãe tenha contribuído para o surgimento de uma autora original e absolutamente precoce na observação das relações familiares. Embora as referências que ela emprega na peça sejam de um universo pop tipicamente adolescente, ela escreve com uma maturidade surpreendente". Não parece ter sido à toa que o texto de Sem Pensar atraiu a atenção de Villaça. Os diálogos curtos da peça, os cortes secos e a

d

ação realista geometricamente ambientada em um apartamento londrino sugerem uma situação lapidada para o cinema. "Foi durante os ensaios que eu descobri a teatralidade desta obra. No início, eu tinha mais facilidade de localizar esta história nas telas e não no palco". Delilah, a garota de 13 anos do espetáculo, vivida pela atriz Julia Novaes, é uma espécie de Lolita da geração torpedos e I-phone. Seu poder de atração não se concentra exatamente no físico de menina, e sim na capacidade de emitir respostas rápidas e surpreendentes e de criar situações embaraçosas tanto para os seus pais como para Daniel, o rapaz que aluga um quarto em sua casa e por quem ela decidiu se apaixonar. Mais preocupados em alimentar o campo de batalha em que se

transformou seu casamento, os pais de Delilah, Vicky e Nick, não se dão conta das armações promovidas pela filha para conquistar Daniel, quase dez anos mais velho que ela, e nem do conflito em que se mete o rapaz. Obrigado a conviver com as investidas diárias da menina, o jovem se sente esmagado tanto pela incômoda atração que sente por ela quanto pelo freio moral que ele se esforça para manter acionado e evitar que se concretize uma tragédia que se torna cada vez mais iminente após a chegada de sua namorada Carol. Sem Pensar. Sexta (13). Tuca. Rua Monte Alegre, 1024. Tel.: 3670-8455. Sexta, sábado. 21h30. Domingo. 19h. R$ 40 a R$ 60.

Embora as referências que ela emprega na peça sejam de um universo pop tipicamente adolescente, ela escreve com uma maturidade surpreendente. Denise Fraga

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m dezembro de 1951, uma poeta americana de 40 anos, afetada pelo alcoolismo e por uma depressão severa, desembarcou no porto de Santos para uma pequena escala de sua viagem pela América do Sul. Ela deixaria o Brasil apenas em 1966 – depois de ter vivido um intenso romance com Lota Macedo Soares, a autodidata que projetou o Aterro do Flamengo, no Rio, de ter escrito algumas das passagens mais significativas de sua carreira e mantido uma substanciosa troca de correspondências com alguns dos principais poetas da literatura brasileira, entre eles Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Mello Neto. São passagens como esta que recheiam o monólogo Um Porto para Elizabeth Bishop, escrito pela jornalista e dramaturga Marta Góes especialmente para a atriz Regina Braga. A peça, que estreou em 2001 com ótima repercussão, volta ao cartaz nesta sexta, 13, no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura, com

direção de José Possi Neto. O retorno do espetáculo ao cartaz coincide não apenas com o centenário de nascimento da poeta ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1956, mas também com um período de redescoberta e valorização da obra de Bishop, tanto nos Estados Unidos, quanto no Brasil e Canadá, os três países em que ela viveu. Escrito durante sua permanência no País, o livro de reportagens Brazil, uma encomenda feita a Bishop pela revista Life, deverá ser lançado em português nas próximas semanas. Elizabeth Bishop manteve duas residências no Brasil, uma em Petrópolis e outra na cidade mineira de Ouro Preto, para onde retornou várias vezes, mesmo após o suicídio da companheira Lota. Um Porto para Elizabeth Bishop. Reestreia. Sexta (13). Teatro Eva Herz. Livraria Cultura. Avenida Paulista, 2073. Tel.: 31704059. Sexta, sábado. 21h. Domingo. 19h. R$ 40 a R$ 50.

Nascido na cidade Skien em 20 de março de 1828, Henrik Ibsen foi um famoso dramaturgo norueguês e um dos principais expoentes do teatro realista moderno. Como pensador, é autor de frases famosas, como "a maioria nunca está com a razão a seu lado."

João Caldas/Divulgação

Latina vida de poeta

Sem Pensar: peça escrita por uma inglesa de 17 anos é encenada por Denise Fraga e Kiko Marques, no Tuca. Ronaldo Gutierrez/Divulgação

Espectros chega em nova versão no Sesc Anchieta

A IBSEN

versão de Espectros, drama que entra em cartaz neste sábado (14), no Teatro do Sesc Anchieta, é um projeto que consolidou a união de três pesos-pesados do teatro e do cinema do Ocidente. O texto original foi escrito em 1881 em Sorrento, na Itália, pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen e, na segunda metade do século XX, adaptado pelo cineasta Ingmar Bergman, que substituiu alguns trechos por passagens das peças O Pelicano e

Sonata dos Espectros, ambas de August Strindberg. Esta sociedade entre Ibsen, Bergman e Strindberg resultou numa obra poderosa e atual, capaz de uma radiografia impiedosa das famílias do século 21. A montagem é dirigida por Francisco Medeiros e traz no elenco os atores Clara Carvalho, Nelson Barskerville, Plínio Soares, Patricia Castilho e Flávio Barolho, organizador do projeto. Espectros é considerada por muitos como a obra-prima de

Ibsen. Sua trama, que reúne adultério, incesto, eutanásia, fanatismo religioso e submissão feminina, contribuiu para que a obra permanecesse censurada na Europa durante muitos anos. A peça se passa ao longo de um único dia, quando um jovem exilado pela mãe volta à sua cidade natal para a inauguração de um orfanato que leva o nome do pai recentemente falecido. Comparecem à cerimônia, além da mãe e filho, um pastor amigo da família, o construtor

que realizou a obra e a empregada da casa, detentora de uma série de segredos familiares, entre eles os motivos que levaram a mãe a expulsar o garoto de casa. (SR) Espectros. Sábado (14). Teatro do Sesc Anchieta. Rua Doutor Vila Nova, 245. Tel.: 3234-3000. Sexta, sábado. 21h. Domingo. 19h. R$ 32.

RIO SÃO FRANCISCO NO IBIRAPUERA Mostra Rio São Francisco Navegado por Ronaldo Fraga: Cultura Popular, Moda e História traz instalações e obras interativas. Pavilhão das Culturas Brasileiras. Tel.: 5083-0199.


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cultura

As peripécias da cidadania Renato Pompeu

O

livro Rumos da Cidadania - A Crise da Representação e a Perda do Espaço Público, do Instituto Prometheus e da Fundação Lia Maria Aguiar, apresenta as intervenções de intelectuais de várias correntes de pensamento que, por iniciativa dessas instituições, se reuniram em outubro de 2009 no 1º Fórum Rumos da Cidadania, em Campos do Jordão-SP. Alguns dos nomes mais conhecidos entre os palestrantes são Demétrio Magnoli, Renato Janine Ribeiro e Olgária Chain Feres Matos. O cientista social, geógrafo e jornalista Magnoli, na palestra Modernização do Atraso, abriu dizendo: "Existiu uma angústia entre formadores de opinião pública, cientistas políticos, sociólogos e numa parte da classe política brasileira sobre os rumos de sua democracia, principalmente depois dos últimos anos, anos de governo Lula, onde uma série de escândalos marcou a atividade legislativa, sendo que o mais

proeminente deles o chamado escândalo do 'mensalão'. A angústia que se manifesta, às vezes, parece ser uma angústia sobre a própria democracia. Então, antes de tudo, é importante dizer qual é minha posição sobre isso: sou muito otimista sobre a democracia brasileira. Se tomarmos os dados demográficos e os indicadores vitais do Brasil nas últimas duas décadas, veremos que a democracia funciona. Funciona não apenas porque ela gera direitos políticos, consolida direitos políticos e liberdades, mas ela também funciona no ponto de vista social. A taxa de mortalidade infantil caiu verticalmente no Brasil, a expectativa de vida cresceu, a renda média da população cresceu bastante, os bolsões de miséria reduziram-se de uma maneira muito significativa e até mesmo as desigualdades sociais, que são uma marca tradicional da formação brasileira, começam a se reduzir". E Magnoli enfatiza, preparando-

se para encerrar sua palestra: "O intelectual público na definição sociológica dele é aquele que está sempre fora do aparelho de Estado e que acha que seu dever é a crítica do poder, faz a crítica do poder. Mesmo quando ele acha o poder bom, ele dá um jeito de encontrar aspectos que ele imagina que não sejam tão bons assim e quando ele encontra se concentra somente nesse aspecto e passa anos e anos criticando as coisas ruins que ele conseguiu encontrar, porque ele é um intelectual público e porque o elogio do poder, o poder mesmo faz, através do dinheiro imenso que ele gasta em propaganda". Ele constata que a grande maioria dos intelectuais de esquerda não corresponderam a essa definição de intelectual público, pois muitos deles se encastelaram em posições do go-

verno petista e outros, mesmo de fora, só o elogiam. Já o filósofo político Renato Janine Ribeiro postula: "Lamentar o fim do espaço público tornou-se um tema usual. Estaríamos hoje cada vez mais confinados em nossos territórios privados. Exemplos não faltam. Com o videocassete e depois as televisões em cada quarto, somados aos aparelhos de microondas, na própria família - o local por excelência do espaço privado, no sentido de íntimo, de oposto ao público, estatal, social, 'rua' - cada um toma sua refeição separado dos familiares. Mais óbvia ainda é a tendência de cada um a privatizar sua vida, seus negócios, tudo". Ribeiro conclui dizendo que, no twitter e nos blogs, "quando muito, confrontam-se dois gritos simplificados, sem que seja possível cons-

truir um raciocínio que tenha, pelo menos, três frases em ordenação lógica. Não há argumentação, não há diálogo: pode haver ágora assim? Pode haver espaço público dessa forma?" Finalmente, a filósofa Olgária Chain Feres Mattos afirma: "A modernidade tem uma data de nascimento, a Paris do século XIX. Nas Passagens de Walter Benjamin, não se separam modernidade e capitalismo fetichista, democracia política e determinações econômicas, a esfera das deliberações coletivas e os constrangimentos da autoconservação. Em sua significação própria, o espaço público representava a esfera autônoma, liberada de limitações de classe social, de circunscrições étnicas e raciais ou crenças religiosas. Espaço comum a todos - e não domínio de poucos - e acessível a todos - e não privilégio de alguns, o espaço público constituía a esfera propriamente política em que, face às desigualdades naturais (de força

física, saúde, disposições psíquicas, idade, talentos), a igualdade se apresenta como construção política de um conjunto de direitos". Esse tempo, entretanto, segundo Olgária Mattos, passou. "Agora, a instabilidade parece ser atributo do sistema jurídico. Filigranas formais, hipertrofia legislativa, variabilidade e sobreposição das normas criam um sistema que, na ambição de regular tudo, esbarra no problema inverso: perde capacidade e eficácia". Como reagir a essa "crise da representação"? Diz a filósofa: "O que fazer? Identificar e descrever a realidade da operação do sistema político, sem incidir na ilusão de que a representação possa modificar a órbita dos planetas, pode parecer pouco. Mas já representa algo numa época em que o que parece estar em órbita é a própria democracia representativa". Por essas amostras, já vimos que as palestras reunidas no livro são, além de importantes, também instigantes.

LOBATO Fotos: Reprodução

Consagrado pelos personagens do Sítio do Picapau Amarelo, o escritor Monteiro Lobato também lutou por um Brasil moderno,conforme pode ser conferido na sua obra adulta.

Reinações de um nacionalista Marcus Lopes

É

fato que o sucesso da turma do Sítio do Picapau Amarelo fez uma sombra à obra adulta de Monteiro Lobato. Tremenda injustiça com o escritor e jornalista que, em um país dominado pelas oligarquias da República Velha, ousou sonhar grande, defendendo com unhas e dentes a pesquisa e a exploração sustentável de nossas riquezas minerais que, na sua opinião, eram as únicas maneiras de conquistar a soberania nacional e o respeito do resto do mundo. Através de campanhas como a do petróleo e do ferro, o autor alertou para a necessidade de modernização do Brasil em textos, reportagens e livros publicados até meados da década de 1940. Pois esse trabalho está sendo resgatado pela Editora Globo, em uma coleção que abrange toda a série adulta lobatiana. Primeiro foi lançado um box com cinco clássicos: Cidades Mortas, Urupês, Negrinha, O Macaco que se Fez Homem e O Presidente Negro. Este último, por sinal, é um dos livros mais instigantes já que, em forma

de ficção científica, o autor trata da eleição de um presidente negro nos Estados Unidos da América, em um futuro distante dominado pela comunicação através de computadores. Agora, chegam às livrarias Problema Vital Jeca Tatu e Outros Textos, O Escândalo do Petróleo e Georgismo e Comunismo e Ferro e o Voto Secreto. Com a língua afiada e um texto recheado de finas ironias, em todos eles Lobato se coloca como um dos primeiros intelectuais brasileiros a realmente colocar em pauta a modernização do País. "No dia em que nos convencermos disto teremos começado a construir um país. Até agora o que fizemos foi tomar conta de um território que o português achou", diz o trecho de um dos seus textos. "Só temos um caminho para a cura do protéico mal nacional - a riqueza. Assegurada esta, tudo mais se resolve automaticamente." E ele não colocava as coisas da boca pra fora. Em todas as discussões, citava números e elaborava diversas tabelas econômicas comparativas. O escritor de Taubaté também

tinha um forte pé no social. Além do célebre Jeca Tatu, há um texto em que é proposta uma solução imediata para a extinção dos latifúndios: o imposto único. Baseado na tese do economista norte-americano Henry George, a solução no campo era sobretaxar pesadamente as terras improdutivas, promovendo a justiça social sem derrubar uma gota de sangue ou mesmo abalar a ordem social vigente. E Lobato se incomodava com o fato dos livros infanto-juvenis serem mais famosos do que a sua obra adulta? De maneira alguma. Desgostoso com as perseguições

sofridas por suas ideias modernizadoras, que inclusive provocaram sua prisão durante o Estado Novo, no fim da vida lamentava profundamente não ter se dedicado às crianças em tempo integral. "As crianças me condenam por uma coisa: que eu escrevi pouco para elas, que poderia ter escrito muito mais. Eu creio que sim. Perdi tempo escrevendo para gente grande, que é uma coisa que não vale a pena", disse Lobato, em entrevista à Rádio Record no dia 2 de julho de 1948. Dois dias depois morreria de um derrame, aos 66 anos.

Admiração pela obra infantil passa de pai para filho A obra infanto-juvenil de Monteiro Lobato encanta pequenos e grandes leitores há várias gerações. Em 2009 foi lançado Monteiro Lobato, Livro a Livro-Obra Infantil (Imprensa Oficial, 512 páginas, R$ 62). Organizado por Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini, o livro, vencedor do Prêmio Jabuti daquele ano, faz uma bela trajetória por todos os livros infantis de Lobato, de Memórias da Emília até A Menina do Narizinho Arrebitado. Os ensaios também relembram aspectos importantes da vida do escritor, como a criação da Revista do Brasil e da Companhia Editora Nacional. Os mais velhos também se deleitarão com as capas de antigas edições e desenhos do ilustrador Belmonte, que fez várias ilustrações para os livros de Lobato. Já a infância de Lobato é tratada na série Crianças Famosas - Monteiro Lobato, (Editora Callis, 24 páginas, R$ 21). Com ilustrações de Mica Ribeiro, a autora retrata a infância do menino José Bento Monteiro Lobato, nascido em 18 de abril de 1882. Em um texto direcionado às crianças, conta as peripécias do garoto Juca, apelido do autor, na fazenda dos pais em Taubaté, no Vale do Paraíba, que no futuro inspirariam passagens e personagens da vasta produção literária infanto-juvenil. (ML)


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Fotos: Divulgação

Última ceia, com os desejos dos chefs Ravióli de mussarela de búfala servido no Lellis. Casa oferece diversas opções de molhos para as massas.

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Uma cantina ítalo-paulistana

Lellis Tratoria é lugar para reuniões familiares, de amigos, aniversários e comemorações.

José Guilherme R. Ferreira

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ara sua derradeira refeição, o chef Fergus Henderson, do St. John de Londres, filósofo da escola "Do Focinho ao Rabo", defensor ferrenho da carne de porco, gostaria mesmo é de um ouriço do mar banhado em vinho moscatel. Na taça, um excelente tinto da Borgonha. E queijo de cabra, entre uma e outra colherada de sorvete cremoso de chocolate. Para arrematar, café forte e Vieille Prune, esse néctar de ameixas. Desejos como esses de Henderson são a base do livro da premiada fotógrafa Melanie Dunea,My Last Supper , editado em 2007. A obra lista depoimentos sobre uma hipotética última ceia de 50 chefs que realizam sonhos gastronômicos de comensais em todo mundo. O segundo livro de Melanie, My Last Supper: The NextCourse, já está no prelo e deve ser lançado em setembro de 2011, navegando no sucesso que essas listas sempre fazem. Paul Kahn, do Blackbird, Avec, de Chicago, se concentraria diante de um suculento leitãozinho assado, com macarrão feito em casa pulverizado com trufas, tudo acompanhado de um Jean-Louis Chave, Cuvée Cathelin, 1990 (tinto do Rhône). Mais uma salada de escarola temperada com limão, queijo, grappa e chocolate suíço. Mario Batali, que comanda restaurantes em Nova York (o Babbo é o de maior destaque), Los Angeles e Las Vegas, faz da sua lista um verdadeiro banquete, com dez pratos de frutos do mar, pasta e vegetais. A começar com anchovas e aliches marinados servidos com uma pequena bruschetta, harmonizados de maneira mais que

específica com o vinho Furore da lavra de Marisa Cuomo, de Ischia. Batali destaca também o Scialatielle ai Gamberetti, com a exclusivíssima pasta encontrada somente na cidade de Amalfi. Para essa hora, há de estar reservadas várias garrafas de Fiano di Avellino, branco da Campânia. De sobremesa, Baba ao Rum, Affogato al Caffe, e um "oceano" de limoncello bem gelado.

José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome)

SACA-ROLHAS Quarenta e quatro vinicultores de 12 países têm encontro marcado no Vini Vinci'11, a ser realizado em São Paulo, nos dias 24 e 25 de maio, no Hotel Hyatt. Os produtores apresentarão para degustação mais de 240 rótulos, numa celebração da diversidade. Preço: R$ 190. Reservas: 2797-0000.

Salada Veronesa, uma das muitas opções de entradas

A importadora Mistral traz para a próxima edição de Grandes Jantares Alberto Tasca, da Tasca d'Almerita, fundada em 1830 e referência na viticultura da Sicília. Ele traz novidades produzidas no Etna e na Ilha de Salina. 16 de maio, Restaurante Salvattore. Preço: R$ 335. Reservas: 3372-3401

Lúcia Helena Camargo

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cardápio da Lellis Tratoria possui 16 páginas. O tamanho não deixa dúvidas de que ali há opções de comida para praticamente todos os gostos. Assim, é escolhida para reuniões familiares, de amigos, aniversários e comemorações. As grandes mesas são ocupadas por grupos de brasileiros e estrangeiros, pois a cantina, que completa 30 anos em 2011, entrou na rota de restaurantes tipicamente ítalopaulistanos, sendo bastante visitada por turistas. Não por acaso o menu traz as explicações em português e inglês. Ao iniciar a refeição, convém escolher entre o couvert (R$ 8,50 por pessoa) ou a mesa de antepastos (R$ 7,90 cada 100 gramas). No primeiro, chegam azeitonas, berinjela, manteiga e sardela, acompanhadas de pães italianos. No bufê, frios variados, queijos, alcachofras e outras conservas. Na seção de entradas, carpaccio (R$ 13,50); melão com presunto Parma (R$ 14,50); salada verde (R$ 21) e, entre outras, o trio de saladas que leva alface, escarola, agrião, rúcula, tomate, palmito, salsão, erva-doce mussarela de búfala e kani-kama. É oferecida em três tamanhos. A Salada Pequena à Moda do Lellis (R$ 37,50) serve duas pessoas; a média (R$ 55,50), até quatro pessoas. E o Saladão à Moda do Lellis (R$ 67,50) é a versão para um sexteto compartilhar. Se o dia frio pedir uma sopa, há canja de galinha (R$ 30,90); capelletti, tagliarini e fetuccini em brodo (R$ 33), além de cremes de aspargos e palmito (R$ 41,50). Sempre lembrando que cada prato serve confortavelmente duas pessoas, talvez vá bem ainda um risoto de frango (R$ 64,50) ou de camarão (R$ 115), entre outros. A seção de assados é um dos orgulhos de Fabio Lellis, que comanda a cozinha. Há língua ao molho madeira com champignons e purê de batatas (R$ 47,50); polpetone à moda do Lellis (R$ 82,50), recheado com presunto e queijo, acompanhado de nhoque ao molho de tomates; pernil de vitela (R$ 89,50); cabrito desossado (R$ 92,50), entre outros. Prefere um grelhado? Vá de filé com batatas fritas (R$ 57), com palmito na manteiga (R$ 71,50) e mais uma dezena de filés e medalhões.

Quem aprecia camarão encontra sete preparos diferentes do crustáceo. Do simples à paulista (R$ 89,50), refogado no azeite, ao À Moda da Casa (R$ 120), que leva creme de leite, catchup, maçã, arroz e batata palha. E são 21 os pratos com outros frutos do mar. Exemplos: lula a dorê (R$ 33,50); filé de pescada amarela grelhada (R$ 89,50); filé de salmão grelhado à Popeye (R$ 103), assim chamado por levar em sua composição espinafre, usado como poderoso fortificante pelo marinheiro do desenho animado. As massas, vedetes naturais da casa, podem ser preparadas com uma infinidade de molhos: ao sugo, à carbonara (manteiga, bacon, ovos e parmesão), pesto (manjericão, azeite, nozes, parmesão), ao catupiry etc. Os preços ficam entre R$ 51,50 (ao sugo) e R$ 99,90 (com frutos do mar). As sobremesas, embora diga-se que vêm em porções individuais, não acredite. São enormes. Se sua fome por doce não é grande, talvez valha a pena compartilhar com alguém. Exemplos: mousse de chocolate, pudim de caramelo, compota de figo ou pêssego (todas

Considerada uma das cantinas italianas mais tradicionais da cidade, Lellis Tratoria completa 30 anos em 2011

R$ 8,90); torta holandesa, de trufa ou cassata (R$ 9,90), além dos sempre presentes petit gateau e creme papaia com cassis (R$ 12). Percebeu a vastidão do cardápio? Até aqui - acredite chegamos apenas até a página seis. As dez seguintes tratam de bebidas, que vão de simples sucos de frutas (R$ 4,70) a vermutes, uísques, vodcas, passando por cervejas (Original de 600 ml, R$ 8,20) e uma respeitável seleção de vinhos. Dois exemplos: um brasileiro, Miolo Merlot Reserva tinto (R$ 28,50) e um italiano, Brunello di Montalcino 2003 tinto (R$ 551). O atendimento é atencioso e tradicional. Os garçons vestem-se à moda antiga e atendem como se deve: corretamente, sem excessos. O estacionamento, com manobristas, é gratuito. Não é preciso fazer reservas, pois o restaurante, que tem 210 lugares, é grande. E a casa faz questão de anunciar que abre todos os dias "inclusive feriados". Lellis Tratoria. Rua Bela Cintra, 1849, Jardins. Tel.: 3064-2727. www.lellis.com.br

Virtuoso tocando Tom Aquiles Rique Reis

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ual instrumentista é mais virtuoso? É o que tira sons limpos, com os dedos revelando-se ágeis e precisos? O que tem mais pegada, fazendo-nos mal respirar, tamanha a excitação provocada por sua apaixonada interpretação? Seria mais virtuoso o que se dedica a criar delicadas belezas a partir de uma leitura especial da obra com a qual se propôs a nos tocar o coração? Ou seria mais talentoso o músico que homenageia os autores, respeitando suas concepções originais? Se o talento andar de mãos dadas com a sensibilidade, se o instrumento revelar sonoridade e limpeza e o instrumentista possuir boa técnica, se nos emocionar tanto quando sua pegada é suave quando ela é vigorosa, se sua alma musical nos surpreender, dando seu melhor à harmonia e à interpretação, nos fazenCabrito à do crer que o que toca é algo Caçadora mais próximo da plenitude, mas sem excessos baintegra o nais... São todos igualmente virtuosos. Mas há cardápio de que perceber e valorizar cada uma dessas qualicarnes. Todos dades, pois uma não desmerece a outra. os pratos Vamos ao CD Tom Jobim para violão - Daniel servem muito Murray (Delira Música). Produzido por Paulo Belbem a duas linati, é o segundo álbum do violonista e arranjapessoas. dor que agora mergulha no complexo, profundo e instigante oceano musical tomjobiniano. Parte de uma seleção impecável de catorze temas, nos quais Tom dividiu a criação com diversos parceiros. Bem... Aqui há o senão do trabalho: em nenhum lugar, nem na capa, nem na contracapa, muito menos no release, estão nomeados os que dividiram com Tom Jobim a responsabilidade de criar as canções que desde

sempre fazem a música brasileira ser ainda mais rica e diversificada. Voltando... Na seleção musical se destacam algumas das mais belas parcerias do maestro soberano com Vinícius de Moraes: Por Toda Minha Vida, Chora Coração, Estrada Branca, A Felicidade e Luiza. Há também músicas feitas com Chico Buarque: Imagina e Eu Te Amo. E seis temas apenas de Tom Jobim: Antigua, Tema para Ana, Chanson Pour Michelle, Garoto, Gabriela e Bate-Boca (choro cujo título foi sugerido por Chico Buarque), bem como uma com Aloysio de Oliveira, Eu Preciso de Você. Para tocá-las, Daniel buscou a concisão e a delicadeza. Suas interpretações abrangem a totalidade das intenções primeiras do autor. Assim, Tom está presente, vivo e desnudado apenas por um violão soberbamente tocado. Os arranjos expressam todas as ideias instrumentais concebidas pelo talento tomjobiniano. O violão não compete com o conteúdo que expressa; vale-se dele para, pleno de criatividade, ser ainda mais instigante. O ambiente sonoro é de extrema paz. Cada faixa escutada agrega um prazer maior ao ato de se deixar levar por algo tão vibrante e terno. Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim e Daniel Murray se somam para multiplicar por dois o que parecia incomensurável. Ao dividirem seus talentos, autor e intérprete se acrescentam e agregam fortuna ao que parecia nem precisar de tanto mais para ser ainda muito melhor. Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.

MOSTRA ETTORE SCOLA Cinemateca celebra aniversário de 80 anos do cineasta exibindo os principais filmes do diretor e roteirista italiano. Clássicos como Nós que Nos Amávamos Tanto, Um Dia Muito Especial e Feios, Sujos e Malvados integram a programação. Cinemateca Brasileira. Largo Senador Raul Cardoso, 207. Informações: 3512-6111 (ramal 215).


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Angu de Caroço Feijoada e Vinho Carlos Celso Orcesi

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onde há fumaça há fogo. Todos sabem que a feijoada nasceu das sobras da casa grande. Os restos do capitalismo incrementados pela criatividade trabalhista da senzala. Carlos Ditadi discorda dessa lenda, ao argumento de que a base alimentar dos escravos era a mandioca e o milho (angu, farinha de mandioca, feijão) e de que "o escravo não podia ser maltratado, pois custava caro e era a base da economia". Não seria alimentado – eis o resumo – à base de sobras. Pensamos diferente. Não se trata de uma cadeia alimentar ou modo habitual de alimentação, antes de simples realidade prática: não jogar comida fora. Começa que os grandes engenhos de cana e fazendas de café eram centros de produção autóctones. Todos almoçavam às 9 da manhã, jantavam às 3 da tarde e ceavam (ao menos a classe alta) às 6 e

meia, logo que escurecia. Como não havia luz elétrica, dormiam e acordavam cedo. Tudo se produzia e se consumia na fazenda, sem desperdício. Não é como hoje que a dona de casa vai ao supermercado e escolhe peito ou coxa sem levar asas ou miúdos. Desde o começo do processo, quando se charqueava um boi ou se retalhava um porco a melhor parte ia para a casa grande e os restos separados para a senzala. O prato escravo mais comum era o angu, do àgun africano, papa de inhame que no Brasil era preparada com farinha de milho ou de mandioca. Como nada se perdia sobras eram acrescentadas ao fubá. A receita baiana leva fígado, rabo de boi e aguardente. Debret, no seu "Viagem Pitoresca ao Brasil", anota que diversos pedaços menos desejados (coração, bofe, língua, amídalas) eram cortados em pedacinhos e ajuntados à água,

banha de porco, quiabo, folhas de nabo e legumes, pimentão verde, salsa, cebola, tomate e azeite de dendê, cozido com a farinha até que adquirisse a consistência da pasta que, mais tarde, deu origem ao pirão, como também ao sarapatel luso baianificado. Hoje angu também adquiriu sentido de confusão e desordem. Angu-decaroço (mais complicado ainda) é quando, além da massa, adiciona-se o caroço do próprio milho. Angu assumiu o significado popular em razão da desordem ou mistura do prato. Como dito, aonde há fumaça há fogo: Sempre permanência e transformação:

fatias são juntadas no arroz carreteiro e biro, feijão vira virado com farinha, refogados cozem a sobra, legumes com ovos viram tortas, a carne é picada, moída ou croqueteada. Importa que o regabofe de sábado serve ao almoço de domingo... O enterro dos ossos também se deu com a feijoada. Bastou lançar na grande panela de cerâmica (cassole, caçarola) ou caldeirão de ferro bons pedaços de leitão, fatacões de toucinho e presunto, restos de carne seca e paio, tudo balanceado (e dalguns pedaços disfarçado) pela força do feijão, couve e laranja para contraponto e na senzala tínhamos a iguaria merecida

dos domingos... após a missa. Para converte-los à fé católica tolerava-se o canto e o baticum dos escravos, fato que aliás explica porque os negros de Nova Orleans cantam nos enterros when the saints go marching in (quando os santos vão marchando): raros momentos de liberdade. A respeito da combinação de vinhos, há quem diga que o melhor chateau seria uma brahma da antarctica bem gelada no dizer do folclórico Vicente Mateus, presidente do maior time de futebol do mundo. Novamente frescor do líquido versus densidade do prato. Porém um vinho branco é frágil, não aguenta. Talvez Mateus, Calamares (R$ 20,00) ou Tavel francês para quem gosta de rosados. Sugiro um tinto com alto teor alcoólico, o argentino San Pedro de Yacochuya (R$ 95,00 Grand Cru), malbecões ou Amarone Della Valpolicela (caros), capazes de sustentar o peso da feijoada.

Sim, não havia nutricionistas nas senzalas; porém sobrava improviso e criatividade, características da raça negra. Que espetacular contraponto o frescor da laranja com a graxa do feijão preto, sem dúvida contribuição escrava. Dois terços dos marujos de Vasco da Gama morreram de escorbuto, inflamação das gengivas e incapacidade de cicatrização das feridas por falta de vitamina C. Como as frutas apodrecem, faltavam nos navios, mormente nos negreiros. Pensava-se que o escorbuto vinha d'África, tanto que conhecida como "mal de Angola". Pequena injustiça a mais! A fruta se tornou popular pelo medo da doença. Sinhás educadas a fazer tudo sempre igual jamais ousariam colocar laranja no começo do almoço. No 13 de maio deveríamos celebrar também a criação do mais tradicional prato brasileiro.

Newton Santos/Hype

Bar do Nelson: tributo ao cantor Nelson Gonçalves.

A noite como herança. De pai para filha. Armando Serra Negra

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oemia, aqui me tens de regresso... Se tem uma baladeira que realmente causa na cidade, é a dama da noite Lílian Gonçalves. "Estou com 7 mil reservas para hoje", disse ela. É sempre assim. Mas não há o que recear. Não há tumulto nem multidão. E sempre cabe mais um. São cinco casas, cada uma com uma proposta diferente. A mais compacta de todas, aconchegante, com música ao vivo de segunda a segunda, é o Bar do Nelson. A decoração é de snack bar, com mezanino, e para varar a noite, nada melhor que um picadinho do boêmio ($ 35), o prato predileto do cantor Nelson Gonçalves: pedaços de alcatra, arroz, ovo poché, banana à milanesa, milho verde e farofa. A cantora Lucinha, voz poderosa, vai cantando entre as mesas, senta aqui e ali, sobe a escada, a música ressoa no ambiente. "Sete músicos se revezam, teclado, violão, sax, cantores e cantoras, e a música não para", entoa Lílian. Para pagar as coisas, aceita-se stalekas ($), o dinheiro inventado pela empresária: "Quem está sem dinheiro vivo, pode obtê-las com um cheque, ou passar o cartão no valor desejado, e gastar por aí, na casa que quiser!", explica. Mas as stalekas não podem ser recompradas, "pois configuraria uma casa bancária". O Bar do Nelson é uma homenagem que ela faz ao pai, o maior cantor brasileiro de sua época, com 75 milhões de discos vendidos. "Apenas ele e Elvis ganharam o prêmio Nipper, de campeões de vendagem, outorgado pela gravadora RCA

Fotos:Divulgação

Victor", orgulha-se. É o tipo de música que boêmio de qualquer idade gosta. Logotipo no prato, da vitrina pode-se levar qualquer CD do artista ($20), e o livro Dicas de Sucesso Para Novos Empresários, de Lílian ($ 20). A decoração é alusiva ao Rei do Rádio (título ganho em 1941). No painel do ambiente central, a linha do tempo, com os feitos do cantor, surpreende no ano de 1946, quando ganhou outro prêmio, de campeão brasileiro de boxe, na categoria peso médio. Para comemorar seus 93 anos, que faria no próximo dia 21 de junho, o bar trará atrações o mês inteiro. "Cauby Peixoto, o tenor Rinaldo Viana, e o lançamento da biografia A Bossa Nova E Sexy de Claudete Soares – com direito a autógrafos e show – já estão agendadas!", convida de antemão. No andar superior, das grandes molduras destacam-se as de apresentações em programas de Silvio Santos – o melhor amigo de Nelson – e Almoço Com as Estrelas, de Ayrton e Lolita Rodrigues. No cardápio, bolinhos de bacalhau bem servidos ($ 27,50), misto de lula e polvo provençal ($ 35), canapés de caviar ($ 46,50); cerveja long neck ($ 7 – seis rótulos), cuba libre ($ 18), coquetel de frutas ($ 14). Couvert artístico, às sextas e sábados ($ 20). Quer saber outra do Nelson? O grande cantor era gago... E suplicante te peço a minha nova inscrição!

Lady Gaga no Madison. E mais shows. Regina Ricca

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Newton Santo

s/Hype

Bar do Nelson Rua Canuto do Val 83 Santa Cecília Tel: (11) 3224-0586

r do Nelson.

rietária do Ba

es: prop Lílian Gonçalv

caba de estrear no Canal Brasil um programa pioneiro na televisão brasileira: "o primeiro 'Talkpsicoshow da TV mundial', descreve, com humor, o jornalista Arnaldo Bloch, o protagonista de O Gabinete do Dr. Arnaldo, que passa a ocupar a faixa das 21h às quintas-feiras. Concebido em parceria com o cineasta Marco Altberg, o programa, conta Bloch, "é mais do que uma entrevista. É uma experiência onde a reflexão e o humor caminham de mãos dadas na direção de uma forma bastante insólita de autoconhecimento". E pode ser também uma divertida paródia do clássico do cinema alemão expressionista O Gabinete do Dr. Caligari, filme do cinema mudo que Robert Wiene dirigiu em 1920. A cada semana, um convidado. O dr. Arnaldo, auxiliado por uma assistente de palco, a "mãezinha", recebe seu entrevistado e o coloca sentado em uma poltrona falante (isso porque ela vai interferir na conversa), onde ele terá de falar sobre sua vida pessoal e profissional. Ao final da conversa, a cadeira fará o 'diagnóstico' do entrevistado. "Criamos uma experiência pseudopsicanalítica com vários elementos do humor. Eu gosto muito do teatro do absurdo, de Ionesco e de Beckett, e isso pode ter influenciado na formatação do programa", diz Bloch, que recebe seus convidados em um cenário na linha expressionista confeccionado por Rafael

Cabeça, que claramente remete a filmes como Metrópolis, de Fritz Lang, e, claro, O Gabinete do Dr. Caligari – mas com um "certo ar Copacabana". Objetos de cena usados em rituais de diferentes culturas também marcam presença. O cinema mudo é uma constante na concepção do trabalho, afirma Bloch, tanto na encenação quanto na edição. "Está presente muito fortemente na dinâmica entre eu e a Mãezinha, a quem considero uma composição dramática chapliniana." A primeira temporada de O Gabinete do Dr. Arnaldo terá 13 programas, e fica no ar até agosto, todas as quintas, às 21h. Camila Pitanga foi a convidada da estreia, mas nas próximas semanas o assinante verá outras figuras conhecidas sendo 'analisadas' pela poltrona falante, como o rabino Nilton Bonder, o poeta Geraldo Carneiro, o músico Marcos Valle e o produtor cultural

Perfeito Fortuna, entre outros. Nós e o Planeta O Canal Discovery também está exibindo desde a semana passada uma nova série (foto abaixo), Planeta Humano (qui ntas, 22h), superprodução co-produzida com a BBC que documenta o momento evolutivo do homem e as formas encontradas para a sobrevivência nos mais distintos habitats do planeta. Dividida em oito episódios com uma hora de duração, e com narração aqui no Brasil do cantor Milton Nascimento, Planeta Humano foi realizada pelos mesmos criadores de Planeta Terra e Vida. A série levou quatro anos para ser produzida, e sua captação foi inteiramente feita em HD. As filmagens abrangeram mais de 70 localidades, e resultam em imagens incríveis que registram histórias de sobrevivência. A cada episódio documentos de como se es-

tabelece a relação entre o homem e o seu ambiente em localidades com características particulares, como em oceanos, montanhas, florestas, savanas, rios, Ártico, desertos e grandes centros urbanos. No episódio da próxima quinta, dia 19 de maio, vamos conhecer "A vida entre as montanhas", locais onde normalmente encontramos dificuldade para respirar em função da altitude. O documentário, aqui, mostra como a sobrevivência nessas grandes altitudes testa os limites fisiológicos e da criatividade humana, e como o homem conseguiu desenvolver meios de transporte que circulam nos rincões mais inacessíveis e está sendo capaz de prever avalanches. E no Madison Square Garden... A perturbadora e surpreendente Lady Gaga (foto maior) é quem vai dar o ar da graça no palco da famosa casa de shows novaiorquina em show de sua turnê mundial Lady Gaga Presents The Monster Ball Tour, considerado pela crítica musical americana "como o melhor show do ano". Com produção luxuosa, figurinos e coreografias dos mais extravagantes, o espetáculo da cantora que acaba de faturar cinco prêmios Grammy neste ano será transmitido com exclusividade pelo canal HBO na segunda-feira, dia 15, às 19h. O show tem duração de duas horas, e no palco Lady Gaga terá como companhia sua banda, com dez músicos e dez dançarinos.


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Miley Cyrus, fenômeno dos estúdios Disney, promete agitar a moçada. Reuters

A estrelinha Miley Cyrus leva alegria adolescente ao Arena Anhembi. O Sesc Pompeia reúne mestres da improvisação musical. André Domingues analisa e dá o serviço.

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atos e patos que falam fizeram a fama da Disney. Agora, adolescentes que cantam, dançam e atuam (se possível, tudo ao mesmo tempo) renovam a marca da companhia. A jovem cantora Miley Cyrus, que se apresenta em São Paulo neste sábado (14), é um ótimo exemplo dos caminhos seguidos nos anos 2000, ao lado dos Jonas Brothers e das Cheeta Girls. Com apenas 18 anos, Miley já fez de tudo na companhia. Logo aos 13 anos, e com apenas uns poucos papéis secundários no currículo, foi alçada a protagonista da série Hannah Montana, do Disney Chanel, em que vive uma garota que, de dia, é menina normal e, de noite, popstar. O primeiro disco solo veio junto com a segunda versão da trilha do seriado, Hannah Montana 2: Meet Miley Cyrus, e, na semana de estreia, já estava no topo dos mais vendidos dos Estados Unidos. A primeira grande turnê americana, The Best of Both Worlds Tour, também virou DVD pela companhia. E, no cinema, os Estúdios Disney ainda a colocaram como cantora, compositora, dubladora e, naturalmente, atriz em diversos filmes, como Ponte Para Terabítia, Bolt, High School Musical 2 e os principais: Hannah Montana - O Filme e A Última Música. Figura tão múltipla, a Miley Cyrus que debuta no Brasil neste final de semana é uma espécie de Sandy ianque (inclusive por também ser filha de um cantor country, Billy Ray Cyrus, que, aliás,

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já gravou com Chitãozinho e Xororó). Bonitinha e carismática, canta pop music com segurança de veterana, trazendo da origem country familiar o timbre metálico e o sotaque sulista de Nashville. Assim como Sandy (canta nesta sexta e neste sábado, 13 e 14, no Citibank Hall), Miley vem se esforçando para abandonar a fama de certinha, criada no personagem da TV e nas gravações de canções bem comportadas como Rockin' Around the Cyristmas, Party in the USA e Learned From You (em dueto com o pai). A faixa-título de seu último disco, Can't Be Tamed, dá o novo tom, dizendo que ela não pode ser domada, nem mudada, nem salva, nem culpada. Já a dançante Who Owns My Heart até busca a sensualidade do universo noturno para criar um tipo bad girl: "Venha, baby,/ vai me provocando,/ vai me enlaçando/ como num rodeio". A guinada de Miley é mais um sinal dos tempos no conglomerado de entretenimento do velho Walt. Em outras épocas, palavras como essas ou os modelitos cavados e justinhos que tem usado não poderiam entrar no Castelo Cinderela. Já pensaram? Minnie, Margarida e Clarabela iriam corar. Ou reagir com uns bons golpes de bolsinha e guarda-chuva. Miley Cyrus - Gipsy Heart. Arena Anhembi. Av. Olavo Fontoura, 1209. Tel.: 2626-1061. Sábado (14). 21h30. R$ 340 a a R$ 700.

Grandes instrumentistas rompem fronteiras. É arte vencedora.

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enhum outro gênero musical foi tão capaz de sair de si e assimilar diferenças quanto o jazz. O bom Festival Jazz na Fábrica, promovido pelo Sesc Pompeia neste mês, é um testemunho disso, com sua extensa programação de shows, jam sessions e workshops. Tem, lá, gente que caminha para lados tão diferentes, quanto o rock, a eletrônica, a black music, a bossa, o choro, e, no entanto, é tudo jazz. O que os aproxima? Quase nada. Nem o ritmo, nem a harmonia, nem a instrumentação, nem o sotaque. Provavelmente, só o espírito da improvisação, esse misterioso compromisso de soltar-se na música e nunca tocar igual, nunca deixar o espectador sem uma generosa dose de surpresa. Jazz na Fábrica começou na semana passada e, nesta, já teve show de Leny Andrade & Banda Sambop. Hoje (13) segue com a banda sueca Fire! e o grupo brasileiro Hurtmold, na choperia, além do excelente combinado Bons Amigos, com Heraldo do Monte, Toninho Horta, Arismar do Espírito Santo e Robertinho Silva, no teatro. Sábado (14), o compositor, cantor e violonista Filó Machado comanda uma animada jam session na choperia enquanto o trompetista

americano Christian Scott se apresenta no teatro (com repeteco no dia seguinte, domingo, 15). Nas semanas seguintes, ainda tem muita gente boa programada, a exemplo do pianista André Marques e do saxofonista Archie Shepp. É curioso notar como, apesar dos convidados internacionais, boa parte dos destaques da programação é de brasileiros. Nesta semana, por exemplo, a reunião de Toninho, Heraldo, Arismar e Robertinho apetece mais do que as experiências de free jazz do Fire! ou do que os solos fragmentados de Scott (quem dera saíssem do trompete todas as frases maravilhosas que as expressões do seu rosto costumam prometer...) Isso, contudo, não é demérito aos estrangeiros. É que o País vive uma época especialmente fértil na música instrumental. "Acho que estamos num momento especial do jazz brasileiro, tem uma geração fantástica aparecendo. São músicos que não ficam num segmento, não são do jazz ou do choro: improvisam com o que vier, até Bach!", diz o

tarimbado Arismar do Espírito Santo (foto). Essa qualidade atual do jazz brasileiro, felizmente, vem acompanhada de um maior cuidado na relação com o público. Há uma firme preocupação com descomplicar a comunicação. Quando se trata de shows comuns, por exemplo, já não se fazem mais aqueles solos muito longos, típicos dos bares e clubes especializados hábito a que Arismar, com seu infalível bom humor, se refere como "O último a improvisar joga um cobertor!" Aproveitando o bom momento da música instrumental, Jazz na Fábrica já estreou com grande procura. Arismar, que comandou a primeira jam session, ficou entusiasmado: "Veio um público ávido por ouvir um som de verdade, feito ali na sua frente, uma improvisação pra valer. Só saíram de lá depois da meianoite!" Ao que tudo indica, até o final do mês vai ser assim. Tomar o jazz como música de elite ficou tão velho quanto pensar que o samba é música de vagabundo.

Jazz Fábrica Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93. Tel.: 3871-7700. Fire! e Hurtmold. Sexta (13). 21h30. R$ 16. Choperia Bons Amigos Toninho Horta, Robertinho Silva, Heraldo do Monte e Arismar do Espírito Santo. Sexta (13). 21h. R$ 20. Teatro Christian Scott. Sábado (14). 21h. Domingo (15). 19h. R$ 20. Teatro Filó Machado e convidados Com Olmir Stocker (guitarra), Pichu Borrelli (contrabaixo), Sérgio Machado (bateria), Michel Freidenson (piano), Walmir Gil (trompete) e François de Lima (trombone). Sábado (14). 22h. Grátis Choperia. André Marques Workshop de ritmos brasileiros. Sábado (14).15h. Grátis

Fotos: Arquivo DC

Heraldo do Monte traz sua guitarra com sotaque brasileiro

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ão há história da guitarra brasileira que não passe pelo pernambucano Heraldo do Monte, de 75 anos. Músico profissional desde meados dos anos 50, ele é um dos que mais tem se empenhado no desenvolvimento de uma linguagem nacional para o instrumento - busca que, aliás, dialoga com outra especialidade pessoal, a viola caipira. Um retrato fiel da abrangência sonora que imaginou para a música instrumental brasileira poderá ser apreciado na sua parte autoral no repertório desta noite, tocado ao lado de Arismar do Espírito Santo, Toninho Horta e Robertinho Silva. Serão dois choros (Doç u ra e Esperando a Feijoada), uma marcha-frevo (Nynynha) e uma balada-bossa (Pra Você). Como vocês chegaram a essa reunião que vai ao palco hoje à noite? Heraldo do Monte – A gente se conhece há um tempinho e se curte muito tocando. Então, reunimos esse quarteto primeiro num festival em Jericoacoara, no Ceará, e depois em Belo Horizonte.

Você, que já fez tanta coisa diferente, qualifica sua música como jazz? Heraldo – Olha, não sei. A minha música tem muita improvisação. Agora, a linguagem é um misto do jazz com temas e sotaques brasileiros... Como você vê o jazz brasileiro? Heraldo – É tão amplo que é difícil definir, cada indivíduo tem uma face. Tem alguns com mais influência brasileira e outros com mais influência internacional. Conheço vários músicos que têm o equilíbrio dessas influências, Toninho e Arismar são dois deles. Tem também o Luciano Magno, do Recife, que vem pouco para São Paulo. Nos anos 60, quando você integrou o Quarteto Novo, junto com Theo de Barros, Hermeto Pascoal e Airto Moreira, havia uma preocupação muito grande com criar uma linguagem de improvisação brasileira. O que mudou de lá para cá? Heraldo – A gente era mais rigoroso, tinha isso como uma missão.

Sandy Em turnê solo, interpreta repertório do disco Manuscrito. Espetáculo no Citibank Hall. Avenida dos Jamaris, 213. Tel.: 4003-6464. Sexta (13). Sábado (14). 22h, R$ 70 a R$ 140.

Hoje, como a gente já carimbou essa linguagem, é mais natural. Naquela época, como ainda estávamos construindo, era tudo mais estudado, preparado. Você tem uma grande colaboração para a guitarra brasileira. Como vê isso? Heraldo – É um jazz brasileiro. Tem muita gente que entra em contato comigo para agradecer por ter criado uma linguagem brasileira para a guitarra, pessoas que estudaram a partir da minha música. É uma grande alegria. Antes, no começo da minha carreira, nós só tocávamos música americana, ouvíamos Barnie Kessel, Tal Farlow... gente dessa época, né? A que você atribui ainda não termos bem definida uma escola de guitarra nacional? Heraldo – Não sei. A guitarra ainda não se incorporou completamente à música brasileira, mas está presente todo o tempo. Vê o Roberto Menescal tocando guitarra na bossa-nova...

Você vai usar nesse show uma viola de 12 cordas, é isso? Heraldo – Eu tocava a viola de 10 cordas, mas uma vez eu estava ensaiando uma partitura e faltava uma nota. Aquilo me incomodou. Conversei com um violeiro e ele contatou um luthier de Campinas para fazer uma de 12 para mim. Eu não queria um violão folk de 12 cordas, queria uma viola, com as medidas, a madeira e o timbre de viola. Então ele fez uma com um mi oitavado no baixo. Só tem uma coisa: quando toco em um ambiente mais conservador eu tiro essas duas cordas ou não uso. Ainda tem ambiente assim no Brasil? Heraldo – Ainda! Outra vez eu estava tocando num festival de viola e teve filmagem pela internet. Aí, o pessoal falou que apareceu um bocado de gente reclamando do meu solo por conta das duas cordas a mais. Então, eu digo: "da próxima vez, em vez contar quantas cordas tem a viola, tenta escutar a música...". (AD)


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13 mai 2011 by Diário do Comércio - Issuu