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13 abr 2012

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Ano 87 - Nº 23.603

Jornal do empreendedor

Foguete da Coreia do Norte decola. E cai.

R$ 1,40

Página 9 www.dcomercio.com.br

Conclusão: 23h55

São Paulo, sexta-feira, 13 de abril de 2012

DIREITO DE NÃO NASCER

Aborto em caso de anencefalia não é mais crime: a decisão, por 8 a 2, no Supremo Tribunal Federal, depois de dois dias de debates sobre o início da vida, alinha o Brasil a outros 94 países. Pág. 8 O fotógrafo Ueslei Marcelino, da Reuters, registrou essa imagem do Congresso enquanto acompanhava manisfestações pró-aborto em Brasília.

Beto Barata/AE

André Dusek/AE

Volta "inocente" o cabra (21, no bicho) da peste Demóstenes Torres reaparece no Senado depois de sumido por 21 dias, pede a palavra e promete: "Quero provar minha inocência é no mérito". Pág. 5

Agnelo terá de explicar doações da Delta CPI do Cachoeira chamará governador petista do Distrito Federal. Pág. 6

Divulgação

Divulgação

Um Cruze que provoca suspiros

'Magrela' elétrica nas ruas de SP Testamos a Evolubike Nano no dia a dia da Cidade. Pág. 23

Newton Santos/Hype

O Cruze Sport 6, da Chevrolet, é o hatch que supera em beleza seu irmão sedã. Pág. 23

Divulgação

L.C.Leite/luz

Cerrado, lugar para... surfar. E muito mais. Atrações se multiplicam no Rio Quente Resorts, em Caldas Novas. Turismo. Pág. 24 HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 29º C. Mínima 18º C.

AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 31º C. Mínima 18º C. ISSN 1679-2688

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9 771679 268008

XINGU Na década de 40, os cultura Villas-Bôas, irmãos Orlando, Cláudio e Leonardo, embarcaram na Expedição RoncadorXingu, com um objetivo: preservar a cultura indígena. O filme Xingu narra essa aventura, com emoção e coragem. Na ribalta, Sylvia Bandeira revive o mito Marlene Dietrich (esq.). Já Vida Alves (dir.) viaja no túnel do tempo, ao contar a história da TV Tupi. Mais: a Bienal vai sair, sim (pág. 11); João Pacífico, poeta da música; valiosos livros de bolso E Roda do Vinho.

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Rogério Resende


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

É tanta a insistência nesse mantra que parece que erigimos, como método de governo, o "irritacionismo". José Márcio Mendonça

pinião

Ueslei Marcelino/Reuters

EYMAR MASCARO

PSDB QUER DAR O XEQUE-MATE

A

Volta e meia vazam recados de que a presidente Dilma "está irritada" com algo. E a equipe econômica se apressa a acertar o tom.

O "irritacionismo" como método

P

ode ser apenas uma falha momentânea no seu modo de se expressar, algum lapso numerológico, ou distúrbios desse tipo. A realidade, porém, é que começaram a aparecer sutis diferenças no discurso do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na sua cruzada para sustentar, ao menos na retórica, um crescimento da economia brasileira do tamanho que a presidente Dilma decretou: o PIB avançando, em dezembro, num ritmo de 5% ao ano. Até uma semana atrás, Mantega dizia, peremptoriamente, que o Brasil cresceria 4,5% em 2012, número compatível com os 5% da presidente. Agora, movido talvez pelos eflúvios da Páscoa, ocasião que proporciona bons momentos de meditação, o inconteste contramestre do barco econômico conduzido com punho de ferro por Dilma – pois disso ela não abre mão – diz apenas, embora com a mesma ênfase, que a economia nacional vai crescer "mais de 4%" – o que é diferente de afirmar, com convicção, que ela crescerá 4,5%. Isso pode parecer apenas uma minudência, mas explica claramente alguns movimentos da equipe econômica do governo nos últimos dias. Afinal, é preciso atender ao "decreto PIB" da presidente para não irritá-la. Se a coisa continuar no ritmo em que está indo, não faltará muito para aparecer algum anônimo portavoz presidencial para vazar para a imprensa que "Dilma está irritada". É tanta a insistência nesse mantra (agora mesmo sabe-se que "Dilma está irritada com os bancos") que parece que erigimos, co-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA mo método de governo, o "irritacionismo". Há um quadro que não parece alentador. Os ditos "mercadistas" continuam prevendo PIB menor do que 3,5%. O próprio Banco Central, uma obediente voz oficial, crava nos 3,5%. O desenho do primeiro trimestre foi pior do que o esperado por Brasília, principalmente pela insistência da indústria em patinar, apesar de recentes "tênues sinais" de recuperação. Por isso temos os empurrões que o governo vem dando, como o confessado pelo pacote de desonerações na véspera do feriadão do coelhinho da Páscoa.

C

omo notaram os que entendem do riscado, trata-se da busca do crescimento pelo consumo imediato. Daí, então, a inopinada – e muito bem vinda, se for sustentável e de ampla extensão – ordem para os bancos oficiais reduzirem os juros cobrados em suas

linhas de crédito para empresas e para pessoas físicas. E também o braço de ferro, sustentado pelo "irritacionismo" presidencial, que o ministro Guido Mantega, até o momento observado à distância pelo Banco Central, empreende contra os bancos privados.

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antega, com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, jogou a bola para os banqueiros particulares; eles devolveram o petardo para Brasília e o ministro, tomado mais de ironia do que de ira, repassou-o novamente para o campo adversário. Agora, é saber quem pisca primeiro. Mas o governo não ficará infinitamente nesse saque-rebate, saque-rebate para forçar o crédito mais barato e jogar mais para o alto o balão do consumo em busca do PIB dos sonhos da presidente. Já está praticamente revogada a interpretação da última ata do Copom do Banco Central de que a taxa-

Dilma sabe que sua invejável popularidade de 77% está solidamente ancorada na satisfação com a economia. Se esta for derrubada, a vida presidencial fica complicada.

Selic, na semana quem vem cairia dos atuais 9,75% para 9% e por aí estacionaria por um bom tempo, pelo menos até o fim de 2012. O próprio presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, indicou que menos quedas virão. O dito "mercado" até já está "precificando" a informação nas suas projeções para o juro futuro. E não se pára por aí. De forma não tão discreta, começam a surgir em Brasília zunszuns sobre um certo afrouxamento da política fiscal (tradução: mais liberalidade nos gastos oficiais). A ideia seria usar o permitido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de abater da meta de superávit primário, os investimentos dos PAC 1 e 2. Com o espaço de alguns bilhões de reais, novos incentivos a setores escolhidos poderão ser liberados e mais compras públicas autorizadas, fazendo girar a roda do consumo em busca do PIB decretado.

D

iz-se que Dilma não quer a manobra. Mas isso é questão de tempo e de números da economia – crescimento e emprego. Ela tem perfeita noção de que sua invejável popularidade de 77% não se sustenta pelos arroubos "faxineiros" e embates com a turma do troca-troca, mas solidamente ancorada na satisfação com a economia. Derrubada esta, a vida presidencial fica complicada. Por isso, vale buscar tudo para fazer a economia crescer bem, em qualquer circunstância. O que nem o BC nem Mantega ousarão contrariar, aliás, para não despertar mais ainda a ira palaciana. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

participação do mais novo partido, o PSD, na chapa tucana que vai concorrer à prefeitura de São Paulo, representa o total engajamento do prefeito Gilberto Kassab e do vicegovernador Guilherme Afif Domingos na campanha de José Serra. Esse apoio pode ser decisivo para o êxito de Serra, uma vez que Kassab criou importante elo de comunicação com as lideranças comunitárias nos bairros da periferia, região em que a senadora Marta Suplicy tem boa aceitação e também porque Afif teve votação expressiva na Capital como candidato ao Senado em 2008. Apesar de estar com baixo índice de popularidade nas pesquisas, os marqueteiros acreditam que o candidato do PT, Fernando Haddad, deve crescer, assim que Lula for liberado pelos médicos e sair com o petista a tiracolo pela cidade, como fez com Dilma Rousseff. PT e PSDB estão convencidos de que a campanha será polarizada por Serra e Haddad, embora outros pré-candidatos pretendam dificultar que o eleitor decida em quem votar tendo apenas as duas opções. Gabriel Chalita (PMDB), Celso Russomano (PRB), Netinho de Paula (PC do B) e Soninha Francine (PPS), por exemplo, querem romper com a tradição de petistas e tucanos decidirem sempre as eleições em São Paulo.

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PSDB está convicto de que deve optar para que Serra tenha um vice do PSD. Gilberto Kassab estava disposto a lançar candidato próprio à prefeitura, que seria Afif Domingos, mas com a ressalva de que apoiaria um tucano, caso o candidato fosse Serra. Foi a partir do compromisso de Kassab que o governador Geraldo Alckmin passou a insistir para que Serra recuasse e aceitasse a candidatura. O governador queria evitar também que o PSD se aliasse ao PT. E mais: Alckmin estava com o pensamento em 2014, alimentando o sonho de uma futura coligação do seu partido com o PSD nas campanhas de sua

Engajamento de Gilberto Kassab e de Guilherme Afif Domingos na campanha de José Serra pode ser decisivo para o êxito do tucano.

candidatura à reeleição e na da sucessão de Dilma Rousseff. A campanha em São Paulo ainda navega em águas mansas e o favoritismo continua com Serra. O tucano leva ampla vantagem sobre os adversários. À espera de que Lula esteja com a saúde em dia, quando a campanha começar para valer, Fernando Haddad se esforça para ser mais conhecido dos eleitores. Além do apoio do expresidente, decisivo para o êxito de sua campanha, Haddad espera também a ajuda de uma figura enigmática, a senadora Marta Suplicy, que ainda não deu o ar da graça. A senadora continua mal humorada.

O

s partidos que já estão com seus précandidatos lançados, principalmente PT e PSDB, tentam atrair o apoio de outras legendas, para aumentar seu tempo de campanha na televisão. Haddad e Serra disputam o apoio de Gabriel Chalita, mas o PMDB não admite ficar sem candidato próprio. Os dois partidos brigam também pela adesão do PC do B. Mas o que PT e PSDB mais desejam no momento é atrair o PSB do governador de Pernambuco Eduardo Campos. Como o partido está dividido entre os que querem apoiar Serra e os que preferem Haddad, surgiu um zunzunzum entre os socialistas: lançar candidatura própria, que seria a deputada Luiza Erundina. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Ed i to r - Ch e fe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 13 de abril de 2012

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MITT ROMNEY GASTOU MAIS DO QUE CADA UM DE SEUS RIVAIS – E TODOS ELES JUNTOS.

pinião

NEIL eu não, violão,

Ferreira

TROFÉU "BOCA DE ESGOTO" EMPATA

O

O voto "inevitável" M T

uitas pessoas podem votar em Mitt Romney devido à visão, em alguns círculos, de que ele é inevitavelmente o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos por ter as melhores chances de vencer Barack Obama, e não porque elas realmente prefiram Romney. A inevitabilidade do voto tem um histórico pouco confiável. Na temporada das primárias, as pessoas podem votar em quem quiserem, por seus próprios méritos, e não porque especialistas o definam como inevitável. E, independentemente do que as pesquisas ou os especialistas dizem sobre as chances de Romney em vencer a nomeação republicana, as condições que fizeram dele o principal concorrente nas primárias são opostas às condições para a eleição geral. A maior razão de o governador Romney liderar reside no fato de que ele tem enorme vantagem no dinheiro gasto, e está com "o pé na estrada" fazendo campanha no país todo. Romney gastou mais do que cada um de seus rivais – e todos eles juntos. A organização de sua campanha opera há anos, e colocou seu nome na cédula de votação em todos os lugares, embora nem Santorum nem Gingrich tivessem estrutura grande o suficiente para fazer o mesmo. Na eleição geral, Obama

HOMAS SOWELL

terá todas as vantagens contra Romney, as mesmas que Romney tem contra os seus rivais republicanos. Barack Obama terá os pés na estrada em todos os lugares , incluindo os dos membros da organização do Partido Democrata e de milhares de membros de sindicatos.

O

mandato, sozinho, já garante ao presidente abundância de dinheiro para financiar sua campanha, composta não só de apoiadores entusiasmados, mas também das empresas reguladas pelo governo, que sabem que os detentores de poder político requerem tributo. E a mídia vai dar publicidade a Obama mais do que Romney pode comprar. Como é que alguém pode derrotar um presidente no cargo, então? Eles fazem isso porque têm uma mensagem que soa e ressoa. O último republicano a derrotar um presidente no cargo foi Ronald Reagan. Foi o único republicano a fazê-lo no século 20. Ele não fez isso com pesqui-

sas. Em dado ponto da campanha eleitoral, o presidente Jimmy Carter ultrapassou Ronald Reagan com 58% a 40% nas pesquisas - as mesmas em que tantos estão confiando tão fortemente hoje.

A

questão não é o que parece o melhor republicano contra Barack Obama nas pesquisas , hoje, antes da campanha eleitoral começar. A questão é qual republicano pode enfrentar Obama, como Reagan enfrentou Carter e venceu a pesquisa – o que importa, em última análise, é o voto no dia da eleição. O ponto principal na luta para os republicanos é o ObamaCare. Pode o autor do RomneyCare, como governador de Massachusetts, fazer muito diferente do mandato estadual em um mandato federal? Pode um homem que tem estado na defensiva sobre sua própria riqueza combater a luta de classes padrão de Barack Obama, que pode empurrar toda a sua demagogia contra Mitt Romney, como sendo este um integrante do "um por cento"?

Newt Gingrich é um lutador (tal como foi Santorum) e esta eleição vai ser uma luta até o fim, com o destino deste país na balança. Mitt Romney tem dependido de campanhas publicitárias massivas para minar e assassinar a reputação de seus rivais. Isso não vai funcionar contra Barack Obama.

M

esmo a lista de falhas desastrosas da administração de Obama, dentro e fora do país, será anulada pela grande mídia, 90% da qual votou em Obama em 2008. É mais correto dizer que nesta eleição, mais do que em outras, "é preciso um candidato para derrotar um candidato." E esse candidato tem de oferecer tanto de si mesmo quanto de sua visão, suas ideias. Campanhas maciças contra rivais não mostram visões. Alguns, como o presidente Bush, desdenharam "o assunto da visão" – e ele perdeu a presidência herdada de Ronald Reagan para um candidato virtualmente desconhecido de Arkansas. A questão da visão importa muito, bem mais do que as sondagens de opinião e até mesmo mais do que estar ou não no mandato na Casa Branca. THOMAS SOWELL É ECONOMISTA, AUTOR DE VÁRIOS LIVROS, ARTIGOS E ENSAIOS.TRADUÇÃO: MARIA JÚLIA FERRAZ PUBLICADO POR WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR

O ANTIGO E O ANTIQUADO

N

um dos últimos programas Roda Viva, da TV Cultura, um entrevistador perguntou ao Cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo: "O sr. acredita que os casais que tiveram relações sexuais pré-matrimoniais vão para o inferno?" Estranhei que um jornalista, num programa dirigido a público letrado, ainda esteja interessado pelo tema do inferno. Para a minha geração o assunto é mais antiquado do que antigo. O arcebispo respondeu o que a Igreja ensina há séculos: se alguém vai ou não para o inferno,só Deus pode julgar; sobre as relações sexuais prématrimoniais, a Igreja ensina o que sua pedagogia evidenciou ser o mais adequado para os jovens, isto é, as relações sexuais não devem ser banalizadas e existir num contexto de alteridade madura, o que implica respeito e amor.

DOMINGOS ZAMAGNA Quando a pergunta já vem viciada, a resposta precisa ser mais exigente para trazer o foco para algo de substantivo. Inferno e céu são estudados em conexão com o tema da vida eterna, que não constitui uma realidade independente, como algo que se ganha ou se perde após a morte em troca de um pacote de ações realizadas no decurso da vida. O atual Papa, que ninguém poderá arguir de novidadeiro em matéria teológica, na década de 60, quando era apenas professor em Tubinga, ensinava no livro Introdução ao cristianismo: "Todo amor quer eternidade. O amor de Deus não só a deseja, como

a realiza e é." E na encíclica Deus é Amor, já como Papa, explica: "O cristão sabe quando é tempo de falar de Deus e quando é justo não o fazer, deixando falar somente o amor" .

E

m linguagem mais simples, a eternidade não se ganha e nem se perde; é o amor que vivemos aqui que ultrapassa o tempo e o espaço, projetando-nos para a infinitude de Deus. Segundo o pensamento tradicional da Igreja, toda pessoa que ama não ganha, não conquista o céu, ela já vive a eternidade feliz. Se quisermos falar como

o poeta, diríamos, com Péguy, que o amor é "ce bord de l'avenir du côté du présent" (esta margem do porvir do lado do presente). A Páscoa, cujo clima ainda respiramos, é o momento em que o futuro se antecipou. A Páscoa se realiza cada vez que o amor consegue banir a violência, cada vez em que as forças da morte foram vencidas pela vida. Vamos ou não para o inferno? Responda quem fez a pergunta, mas antes se recorde de S. João da Cruz: "No ocaso desta vida seremos julgados pelo amor". De onde surgiu esta doutrina? Não é modismo de hoje, é do próprio Novo Testamento: "Sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte" Coisas antigas, mas não antiquadas. DOMINGOS ZAMAGNA É JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA.

recorde de preferência "Top Top Garcia", atribuído por iniciativa popular, foi igualado no photochart pelo "Enfia o dedo e rasga", frase da lavra do alto quadro lulopestita José Eduardo Dutra, na disputa pela posse definitiva do "Troféu Boca de Esgoto". "Relaxa e Goza", da Martaxa, tão inesquecível que virou sobrenome da baronesa, embora grossa é fina perto daquelas duas, quase imbatíveis. O Troféu é disputado no "Festival da Baixaria que Assola o País – Febeapá", a versão piorada do "Festival da Besteira que Assola o País – Febeapá", criação do genial Stanislaw Ponte Preta. O Professor Doutor Marco Aurélio Garcia, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, quase escrevi "Pontipífia", é Assessor para Assuntos Internacionais, com status de Ministro de Estado. A Presidenta herdou-o de seu antecessor e confirmou a nomeação desse quadro, carregado de diplomas de Doutor Honoris Causa por universidades algures e alhures. Convém lembrar que O Cara tem conhecido desprezo por dotes e títulos culturais, já que afirmou que "ler um livro é mais chato do que andar de esteira". Não é.

80%" nada como um dia após o outro; de onde nada se espera é que nada vem; tudo o que pode piorar, piora; estamos no fundo do poço e cavando.

O

"Festival de Baixaria" não tem fim à vista, não enquanto existirem chefões do Altíssimo Escalão com esse nível de educação. Falta-me disposição para dar nomes às hienas, mas você sabe quem são. Quando todos pensavam que "Top Top" era pule de 10, apareceu um adversário que provocou empate técnico na disputa pelo Troféu "Boca de Esgoto" – nada menos do que o "Enfia o dedo e rasga", palavra de ordem do senhor José Eduardo Dutra, figurão do Partido d´O Cara, criador do Céu e da Terra e, com uma ajudazinha da China, de tudo o mais que Deus Pai esqueceu de criar quando descansava no 7º Dia.

O

senhor Dutra é Diretor Corporativo e de Serviços da Petrobrás, ex-pobre, ex-sindicalista, ex-senador da República, ex-Presidente da Petrobrás Distribuidora, ex-Presidente do PT, portanto com poder para mandar "enfiar o dedo" a quem lhe aprouver, como autoflagelação para a purga dos pecados. O senhor Dutra deu voz de Marcos de Paula/AE

A

ndo de esteira e acho muito chato; prefiro andar na rua, é mais divertido. Ler um livro não é chato coisa nenhuma. Por exemplo, o do pensador Bram Stoker, o imortal "Drácula", nada tem de chato; nem a obra do autor de best-sellers Nietzsche, que, segundo ouvi dizer, exerceu forte influência sobre Hitler. Ou Aristóteles, famoso por admitir sua ignorância, ao exclamar "Só sei que nada sei"; bella roba. Na minha inguinoranssa krassa, chutei Aristóteles mas a frase é do Sócrates. O Prof. Dr. Garcia recebeu o título de Sua Excelência Excelentíssima em virtude do cargo vitalício com que foi agraciado pela população, em unanimidade nacional: "Top Top", passando a ser denominado Prof. Dr. Marco Aurélio "Top Top" Garcia, em virtude do seu heroico gesto, transmitido pela tevê em rede nacional, por ocasião de pavoroso desastre de aviação em São Paulo. Junto com o gesto, pronunciou palavras que não ouvimos mas sabemos quais foram e não tenho cara de repetir aqui. S.Excia fez aquele gesto de coragem inaudita, a palma de uma das mãos batendo na outra fechada, o dedo polegar formando um círculo com o indicador, ao saber da tragédia. Foi condecorado com o honroso título de "Top Top" que, esperava-se, lhe daria posse definitiva do Troféu "Boca de Esgoto". Qual o quê, nesse "país do mais de

José Eduardo Dutra: troféu à vista comando a quem cometeu o pecado mortal de não estar feliz com os altos níveis de aprovação da Presidenta. Vejamos a quem ele fez essa bem intencionada recomendação. Falemos em números redondos para simplificar. A Presidenta teve 56 milhões de votos; Serra, 44 milhões; abstenções, nulos e brancos uns 26 milhões. Donde 70 milhões de eleitores(as) brasileiros(as) – ou seja, a maioria do eleitorado–, pecaram e foram comandados a pagar a pesada penitência. Com "Top Top" ou "Enfia o dedo e rasga", o Troféu “Boca de Esgoto” estaria em ótimas patas. Esta é mais uma em que Martaxa tomba, abatida pelo fogo amigo. PS 1: Diplomacia do mé: sabemos por inspiração de Quem a Presidenta discutiu com o Presidento Obrahmo a proteção à cachaça, na Grande Nação do Norte. PS 2: Neymar para Presidento da Câmara. Assim, quem sabe, a cambada aparece para trampar um tiquinho. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 A ex-senadora Marina

Silva trabalha na formação de novo partido, com o qual quer disputar o Planalto em 2014.

gibaum@gibaum.com.br

k Estou trabalhando para que os brasileiros pescadores possam pescar com um bom ordenamento pesqueiro.

MARCELO CRIVELLA // ministro da Pesca e bispo da Igreja Universal, resumindo sua gestão no ministério.

Fotos: BusinessNews

sexta-feira, 13 de abril de 2012

3 MAIS: quer Heloísa Helena (PSOL-AL) e Pedro Simon (PMDB-RS) a seu lado e até gostaria que ele fosse o candidato à vice-presidente.

Homem de Dirceu O subchefe de Assuntos Federativos na Presidência da República, Olavo Noleto, que mantinha relações com o número dois do esquema de Carlinhos Cachoeira, na conversa que teve com os ministros Ideli Salvatti e Gilberto Carvalho, acabou chorando. Noleto – e isso já não chega a ser novidade – é goiano e pode ser candidato a viceprefeito na cidade de Aparecida, interior de Goiás. Já foi chefe de gabinete do prefeito de Goiânia e pertence ao bloco Construindo um Novo Brasil do PT. Resumo da ópera: Noleto é um homem ligado a José Dirceu. 333

PODEROSO Cirurgião badalado nos Estados Unidos, Robert Rey, brasileiro de nascimento, faz programa de entrevistas na Rede TV!, participa de game show da emissora e adora fazer declarações de efeito. A última delas: “Minha esposa sempre reclamou que não faço sexo por quinzeminutos,comoosoutros homens. Quando eu faço, é a noite inteira. Começo à meianoite e vou até às sete da manhã sem parar. Aí, a gringa não agüenta”. Ele é casado com uma canadense, é pai de duas crianças e tem uma luxuosa mansão em Los Angeles. 333

333 O médium goiano João de Deus, que já fez mais de mil cirurgias espirituais aqui e no Exterior e que ficou muito amigo de Lula (mandou, de jatinho, um frango com pequi, de Abadiânia, em Goiás, para o Sírio-Libanês, a pedido do ex-presidente), tem grande agenda internacional marcada para este ano: Suíça, Áustria, Alemanha e Nova York, só para começo de conversa. Viaja de First Class, com todas as despesas pagas pelo paciente e leva acompanhante porque não fala uma palavra em inglês. Lá fora, usa um avental onde, acima do bolsinho à esquerda, está bordado: John of God. Ele também já esteve com Hugo Chávez, em Caracas.

PIOR ELOGIO Como as roliças andam em alta, Carla Manso, Miss Plus Size 2011, 25 anos, 1m71 de altura e 89 quilos, modelo, apareceu no programa de Marilia Gabriela, falou sobre preconceito na adolescência, em tratamento com remédios e até confessou que, num certo tempo, também discriminava os homens gordinhos. Num outro momento, Carla garantiu que “o pior elogio que uma gordinha pode receber é dizer que seu rosto é lindo”. Ela já posou nua, cobrindo as regiões estratégicas, ou seja, se Playboy convidar, ela topa.

333

Que livrão, hein? E nem poderia se esperar outra coisa do senador Eduardo Matarazzo Suplicy (PT-SP), quando jogadores do Santos visitaram o Congresso, há dias: ele ofereceu para Ganso e Neymar dois exemplares de seu livro Renda de Cidadania, mais conhecido como Renda Minina. Os dois agradeceram muito e o próprio Suplicy não tem certeza de que eles lerão suas mais de 120 páginas. Na hora, o comentário de Neymar, que não tem idéia do que é o tema, foi curto e grosso: “Que livrão, hein?” 333

CASAL 20 333 Sem muito alarde e mesmo sem aparecer debaixo de muitos festejos, os ministros Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo estavam na comitiva de Dilma nosEstadosUnidos,convidados pela primeira vez pela Chefe do Governo para participarem de sa entourage. Muitos acharam que, como os dois não viajam juntos há muito tempo, essa seria uma suposta versão de uma nova viagem de lua-de-mel.

Entre dois amores No estilo do titulo do antigo filme de Merly Streep e Robert Redford passado na África, o mercado está apostando que os espanhóis do Santander estariam se decidindo entre ofertas de dois namorados poderosos: de um lado, o Bradesco; de outro, o Banco do Brasil. 333

333 Fernanda Lima, 35 anos, casada, mãe de gêmeos, gaúcha, mistura de modelo, apresentadora de TV e atriz, que comanda o Amor & Sexo na Globo, vai se firmando como nova unanimidade nacional. Agora, está na edição sul-africana da GQ (capa e recheio), enquanto, entre nós, protagoniza super-ensaio assinado por Paulo Vainer para RG , com efeitos de exposição e cores e, de quebra, exibe suas tatuagens mais secretas, na nova linha de lingerie da Scala, clicada por Jacques Dequeker (destaque). Para animar, um de seus comentários quentes : “Gosto do cheiro de pele de homem. De banho tomado, claro”.

A nova favorita

333 O presidente do PPS, Roberto Freire, garante que a candidatura de Soninha Francine à prefeita de São Paulo está valendo. Apoio a Serra, só se for no segundo turno. Ela aparece agora na nova edição de Status (vestida), reclamando dos boatos de que tinha um romance secreto (e não tinha) com José Serra quando ele ocupava a prefeitura: “Se eu fosse feia, seria mal-amada. Como sou bonita, tinha que virar amante do prefeito”. Hoje, ganha R$ 11 mil como superintendente da Sutaco no governo Geraldo Alckmin. No final da matéria, o repórter pergunta “onde foi o lugar mais bizarro onde ela já fez sexo”. E Soninha: “Vou falar igual ao Bussunda: São Paulo!”

Lugar bizarro!

MISTURA FINA A DEPUTADA federal Manuela D’Àvila (PCdoB) aparece empatada nas pesquisas de intenção de votos para a prefeitura de Porto Alegre com José Fortunati (PDT). Se for eleita prefeita, seu plano de casamento para o ano que vem permanece. O eleito é Rodrigo Maroni, chefe de gabinete da secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, Abgail Pereira.

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O GOVERNO Dilma é generoso: estão de férias, em abril, os ministros Celso Amorim (Defesa) e Fernando Bezerra (PSB-PE), titular da Integração Nacional. Amorim assumiu o ministério há oito meses e Bezerra, integrante do clã Coelho que domina parte do Nordeste, andou balançado no começo do ano e acabou seguro até por ação do governador Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco.

333

Ela foi uma das primeiras namoradas de Ronaldo Fenômeno e por causa disso, desencadeou uma guerra no casamento dele com Daniela Cicarelli, na França, no Chateau de Chantilly. Ela foi com Álvaro Garnero, com quem namorou muito tempo. Seu novo titular é o ator André Bankoff. Agora, Caroline Bittencourt, 31 anos, é contratada da Record (faz reportagens para o Domingo Espetacular) e está debutando sua nudez (sem expor regiões estratégicas) na nova edição de Status, em fotos de Tiago Molinos.

Ex-Ronaldo, ex-Garnero

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Dilma em 3D Será lançado dia 25, no Museu Nacional, em Brasília, o documentário Pela Primeira Vez, o primeiro brasileiro em 3D, com 40 minutos de duração, dirigido por Ricardo Stuckert, fotógrafo oficial da Presidência na era Lula. Mostra bastidores e a cerimônia oficial de passagem do comando de Lula para Dilma. A produção é da Casablanca, que usou oito câmeras e 16 cinegrafistas. No documentário, tem a cena em que Lula vai visitar José Alencar no Sírio-Libanês, em São Paulo, no mesmo dia da transmissão do cargo (ele foi proibido de ir pelos médicos). Aí, Lula diz: “Nunca antes da história do mundo um presidente teve um vice de qualidade que eu tive. Você é mais que um companheiro, é um irmão”. 333

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Cabelos castanhos.

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John of God

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Cabelos pretos.

Politicamente incorreto Doutor em filosofia pela USP e pela Universidade de Paris, com pós-doutorado na Universidade de Tel Aviv, Luiz Felipe Pondé, pernambucano de nascimento e professor de Ciências de Religião da PUC-SP e de Filosofia da FAAP, articulista e polemico, acaba de lançar novo livro chamado Guia Politicamente Incorreto da Filosofia, onde ataca “a praga do politicamente correto”. Para Pondé, “opressor é sempre o povo”. Trecho do livro: “Estou voando, na classe executiva: não suportaria estar numa classe econômica, um galinheiro de gente. Costumo dizer que os aeroportos e os aviões, além de todos os lugares do mundo, viraram um grande churrasco na laje”. 333

333 GILBERTO Carvalho, secretário-geral da Presidência, anda mais do que isolado no Planalto: Dilma não o chama mais para as reuniões matinais e até lhe deu duas chamadas na frente da ministra Miriam Belchior e do governador Eduardo Campos, de Pernambuco. E também Lula anda com Gilbertinho meio engasgado: mandou até Paulo Okamoto, do Instituto Lula, dizer a ele que pare de falar mal de Eduardo Haddad pelas costas.

PARIS Hilton vai lançar no Brasil sua nova coleção de bolsas, através da importadora Royal Opera, nos Jardins, em São Paulo, braço do grupo TFS, com lojas em todo o país. São bolsas menos extravagantes que as anteriores e inspiradas nas tendências lançadas por Prada, Bottega Veneta, Gucci, Carolina Herrera e mesmo Hermés. Os preços serão democráticos: de R$ 500 a R$ 1.500.

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333 DEPOIS do filme sobre Anderson Silva e de Heleno , com Rodrigo Santoro, dois fracassos de bilheteria, outro produção nacional decepciona: lançado em 197 salas, Xingu teve pouco mais de 75 mil pessoas no feriadão da Páscoa – e continua em queda.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

5 5 NÃO, 1 SIM Escolha do relator no conselho aponta 'coesão' do Senado

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EU NÃO! Antes dele, um a um os colegas recusaram o encargo.

Só Costa aceitou o cargo de relator Senador do PT de Pernambuco foi o sexto sorteado e aceitou a missão. Antes dele, parlamentares do PMDB, do PTB e do PP declinaram da responsabilidade. Lula Marques/Folhapress

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senador Humberto Costa (PT-PE) será o relator do processo de quebra de decoro parlamentar do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) no Conselho de Ética, suspeito de integrar a organização criminosa de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Antes da escolha de Costa, os cinco parlamentares sorteados recusaram o cargo. O senador Lobão Filho (PMDB-MA), por telefone, declinou da escolha. Por questões de "foro íntimo", o senador Gim Argello (PTB-DF) também pulou fora. O terceiro sorteado foi Ciro Nogueira (PPPI). Ele não estava presente e chegou a ser proclamado relator. Mas mobilizou assessores até conseguir falar com o presidente do colegiado, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). Também por telefone, avisou que estava fora. Como as cédulas para o sorteio já haviam sido rasgadas, foi preciso aguardar a confecção das novas para a retomada do sorteio. Na quarta tentativa, apareceu o nome de Romero Jucá (PMDB-RR), que não aceitou. Até o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), também alegando "questões de foro íntimo", desistiu. Toda a bancada do partido no conselho foi sorteada, mas todos recusaram, como havia ocorrido para escolha do presidente do colegiado. Na sexta tentativa, o sorteado Costa aceitou. Valadares até ironizou com um "agora vai". O senador Pe-

dro Taques (PDT-MT) alertou que, após o primeiro sorteado recusar a missão, o presidente do conselho poderia designar o relator individualmente. Valadares até ameaçou suspender a sessão, mas por um acordo entre os integrantes do colegiado, o sorteio prosseguiu até chegar no nome de Costa. Novo pedido –O relator já anunciou que vai apresentar o seu plano de trabalho até a terça-feira, acrescentando que pretende voltar a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF)

No conselho, o julgamento é político e a minha preocupação é fazer um processo justo, que dê as respostas cobradas. HUMBERTO COSTA o envio de dados sigilosos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Na primeira vez, o STF recusou com a justificativa de que somente uma CPI tinha poderes de requisitar o inquérito que corre em segredo de Justiça. Costa afirmou que pretende seguir de "forma rigorosa e fiel" os regimentos do Senado e do Conselho de Ética, além da Constituição Federal. "Essa é a melhor maneira de proceder e evitar que o trabalho possa ser questionado", disse. O relator afirmou também

que uma nova recusa do STF em encaminhar os documentos não vai atrapalhar o andamento do processo. "O julgamento no conselho não é um julgamento que leva em consideração provas, legalidade das provas", explicou Costa. "É um julgamento eminentemente político e a minha preocupação é fazer um processo justo e imparcial que dê ao Senado e à sociedade as respostas que lhe estão sendo cobradas", garantiu o senador. Quanto ouvir Demóstenes, o relator antecipou que isso só irá acontecer se for necessário. "Ele já antecipou que é uma reivindicação sua não apenas apresentar no prazo legal a sua defesa por escrito, como seu desejo de fazer sua defesa oralmente no Conselho de Ética". Ao relator caberá elaborar o texto recomendando a absolvição ou a aplicação de penalidades a Demóstenes, que vão desde advertência até a perda do mandato. Se o conselho aprovar a cassação, a matéria terá que passar pelo plenário. Lá, a votação é secreta. No conselho, aberta. Já o senador Valadares, de interino passou a eleito na presidência do conselho, depois que Jayme Campos (DEM-MT) recusou levar adiante requerimento do PSol para investigar Demóstenes. Originalmente, o cargo pertencia ao PMDB, por ter a maior bancada no Senado. No entanto, vários senadores consultados recusaram. Valadares foi escolhido por ser o mais velho e efetivado em eleição. (Agências)

Promessa de Humberto Costa: um julgamento eminentemente político de Demóstenes no colegiado. Uélei Marcelino/Reuters

Apoio: Demóstenes questiona eleição e pede respeito ao regimento. E vai embora.

Os grampos da amizade de Dadá e Protógenes

Demóstenes diz no Senado que é inocente

Gravações mostram o envolvimentos dos dois. O deputado nega.

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lagrado em conversas embaraçosas com o araponga Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, sargento aposentado da Aeronáutica e operador do esquema criminoso de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) disse que manteve apenas conversas formais com o sargento. Pelo menos em duas interceptações telefônicas da Polícia Federal, essa formalidade foi para o espaço. Pelo menos da parte de Dadá, a situação era bem outra. Ele não apenas fala de sua amizade por Protógenes, como também chegou a se indispor com o então delePablo Valadares/AE - 07.11.08

gado da PF, Daniel Lorenz, para defender o amigo. No grampo de mais de cinco minutos, no dia 20 de dezembro de 2011, o sargento conversa com o policial civil Ventura, da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, sobre a nomeação de Lorenz para comandar a pasta. Dadá na conversa revelou que para ele Lorenz "é um cara bom", acrescentando que "o meu problema com ele é que ele queria que eu botasse o Protógenes na mão dele e esse negócio é o seguinte, cara, você vai para a vala com os amigos, né?". Dadá e Cachoeira estão presos desde o dia 29

de fevereiro, acusados de exploração ilegal de jogos. Em outra conversa de seis minutos, grampeada no dia 14 de janeiro de 2011, Dadá contou para uma pessoa identificada apenas como Serjão, que tentou arrumar emprego no gabinete do deputado Protógenes para uma ex-secretária do ex-deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), derrotado nas eleições. No meio da conversa, ele disse que ligou para o Protógenes. "Eu sou muito amigo do Protógenes, ele está na Bahia, falei Protógenes em seu gabinete, como é que tá? Ele disse, tá fechado, não tem jeito de botar mais ninguém". Foi durante esta conversa com Serjão que Dadá falou o nome completo de Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Monteiro deixou o cargo na terça-feira alegando que iria se defender da acusação de receber propina para favorecer empresas de limpeza urbana. Dada pergunta para Serjão. "O pessoal foi lá no Cláudio Monteiro ou não, mas que foram, foram, né?". No final ele volta a citar Monteiro para falar da nomeação do diretor do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). A reação de Protógenes foi a de negar ter "relação de amizade profunda" com Dadá. Ele admitiu o que chamou de "ligação profissional" durante a Operação Satiagraha que Protógenes comandou. (AE)

Protógenes: deputado faz questão de ressaltar que a relação com o sargento da Aeronáutica ficou restrita a Operação Satiagraha, que ele comandou.

Ele reapareceu depois de 21 dias e surpreendeu o Conselho de Ética

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epois de sumir por 21 dias e ainda sob o impacto das comprometedoras gravações da Polícia Federal, Demóstenes Lázaro Xavier Torres (sem partido-GO) apareceu ontem e surpreendeu os integrantes do Conselho de Ética, a quem caberá julgálo da acusação de quebra de decoro parlamentar. Assim que a sessão do colegiado foi aberta, ele pediu a palavra para dizer que vai provar a sua "inocência" durante o processo, além de exigir "mais respeito" ao regimento da Casa. Demóstenes alegou que a escolha do presidente da comissão, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), foi irregular porque não houve, de acordo com o ex-líder do DEM, eleição em sessão secreta para o cargo. Apesar disso, afirmou que não alegará qualquer nulidade do processo e que pretende rebater as acusações no mérito. "Pode parecer

uma filigrana", disse. "Eu quero provar a minha inocência é no mérito", acrescentou. "Até agora não tive a oportunidade de me defender e vou provar que sou inocente", afirmou. Eleito para a presidência

Eu quero provar a minha inocência é no mérito. Até agora não tive a oportunidade de me defender. DEMÓSTENES TORRES do conselho, Valadares foi escolhido por ser o senador mais antigo do colegiado. Tem 69 anos completos. Mas, segundo Demóstenes, ele só poderia permanecer "interinamente" no cargo, apenas para presidir, em até cinco dias, a eleição do pre-

sidente. O prazo, segundo ele, venceria na terça-feira. De acordo com Demóstenes, "o titular mais idoso somente assume a presidência interinamente para presidir a sessão de eleição da presidência", explicou. "Neste caso, não há outra alternativa a não ser a eleição para presidente", acrescentou o senador, dizendo que o próprio Valadares poderia, sim, ser o presidente eleito para conduzir seu processo de quebra de decoro. Demóstenes informou que deixaria reunião para não constranger a comissão, dizendo que se considerava notificado do prazo para responder a representação do PSol. Ele disse que o prazo de dez dias são suficientes para sua defesa. Ele avisou que vai, primeiro, entregar por escrito e depois responder oralmente aos questionamentos do conselho. Antes de sair, ouviu de Valadares que a sua eleição foi legal. (AE)

Assessor acima de suspeita Olavo Noleto participou de cerimônia comandada por Dilma Rousseff

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m mais uma demonstração de que conta com apoio do governo federal, o assessor do Palácio do Planalto, Olavo Noleto, que teve contato com um dos principais aliados do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, participou ontem da cerimônia do programa Minha Casa, Minha Vida. A solenidade foi comandada pela presidente Dilma Rousseff. Ele ocupa o cargo de sub-

chefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais e uma das atribuições é o relacionamento com governadores, prefeitos e políticos. Noleto manteve, como de costume, postura discreta. Sentou em uma das primeiras filas em frente ao palco. Não foi citado por Dilma nem pelo ministro Aguinaldo Ribeiro, das Cidades. Olavo, como assessor da Secretaria de Relações Institucionais, conversou com Wladi-

mir Garcez, ex-presidente da Câmara de Goiânia (GO), para tratar de um possível apoio do senador Demóstenes Torres (Sem partido-GO) à candidatura Dilma Rousseff em 2010. A versão foi apresentada por ele ao governo para explicar a suposta ligação com o grupo de Cachoeira. Em nota, ele disse ainda que conheceu Garcez em 2002, quando trabalhava na prefeitura de Goiânia como subchefe de assuntos federativos. (Folhapress)


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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Tudo começou com Cachoeira e, passados oito anos, estamos de volta com Cachoeira. Acho que vamos viver um vale a pena ver de novo. Bruno Araújo (PSDB-PE)

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Andre Dusek/AE

Agnelo, o 01, já admite encontro com Cachoeira. O fato teria se passado "entre 2009 e 2010", em Anápolis (GO), quando o governador era diretor da Anvisa.

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Base aliada: Queiroz obteve até o apoio de Agaciel Maia.

STJ nega liberdade a Carlinhos Cachoeira

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ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp negou liminarmente ontem um pedido de habeas corpus feito pela defesa do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O ministro decidiu mantê-lo preso e levar a discussão sobre o caso para a 5ª Turma do tribunal, ainda sem data para que isso aconteça. Cachoeira foi preso preventivamente no dia 29 de fevereiro deste ano, durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Ele é apontado como o chefe de um esquema de exploração ilegal de jogos de azar em vários estados e no Distrito Federal, a partir de Goiás. Seus advogados

alegaram no STJ que não existe fundamento jurídico para que a prisão preventiva continue valendo. A defesa de Cachoeira ainda lembrou que a nova lei de medidas cautelares estabeleceu uma série de alternativas que devem ser cumpridas antes de se mandar alguém para a prisão. O ministro, no entanto, negou o pedido. A turma só deverá analisar o caso quando Dipp terminar seu voto sobre o tema. Um dia antes, a ministra Laurita Vaz declarou-se impedida de julgar a ação, por ter atuado em Goiás, onde nasceu em Anicuns, terra do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), também acusado de envolvimento com o grupo de Carlinhos Cachoeira. (Agências)

hamado de 01 pelos integrantes do esquema criminoso de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, admitiu ontem que já se encontrou com o contraventor, depois de ter afirmado que nunca estivera com Cachoeira. Quem contou a história foi o porta-voz do governador, Ugo Braga. O encontro teria ocorrido "entre 2009 e 2010, ele não se lembra bem", contou Ugo. A reunião foi com empresários da indústria farmacêutica, em Anápolis (GO). Na ocasião, Queiroz era diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Esse tipo de reunião, fazia parte da rotina do cargo", explicou o porta-voz. A Polícia Federal levantou indícios de que Cachoeira fez doação de caixa dois para a eleição do governador e depois passou a cobrar contrapartidas em contratos para empresas ligadas à quadrilha. "O governador foi apresentado a Cachoeira em 2009 ou 2010. Ele não lembra com exatidão, porque foi durante uma visita que ele fez a uma empresa farmacêutica em Anápolis. Lá estavam vários empresá-

Beto Barata/AE

União: líderes partidários já iniciaram a coleta de assinaturas para a CPI do Cachoeira. Parlamentares apostam que ela começará até terça-feira, como prometeu José Sarney.

rios desse ramo", relatou o assessor. A cidade, há 30 quilômetros de Goiânia, é o maior polo farmacêutico da região. Lá funciona o laboratório Vitapan, que pertenceu a Cachoeira e hoje está registrado em nome da ex-mulher dele. O governador passou o dia de ontem dando satisfações à base aliada. Ao final, arrancou um manifesto de apoio assinado por 19 dos 24 deputados distritais filiados a 12 partidos. Encabeça a lista o deputado Agaciel Macia (PTC), pivô do escândalo dos atos secretos do Senado, em 2009.

Quem também vai exigir explicações do governador são os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, que deverá ser instalada na terça-feira, de acordo com o presidente do Senado, José Sarney (PMDBAP). Eles querem saber de Agnelo sobre a suposta cobrança de fatura por parte da Delta Construções por supostas doações eleitorais. "Ele vai ter de explicar isso na CPI", disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), um dos dois titulares tucanos na CPI mista. Segundo gravações da PF,

Cachoeira negociava facilidades diretamente com a cúpula do governo de Brasília. Nas conversas gravadas, aliados de Cachoeira, segundo a PF, dizem que a diretoria da Delta no Rio de Janeiro exigia, em contratos, a contrapartida pelas doações. E fazia pressão por nomeações e verbas. Ao todo, a Delta consta como doadora de R$ 2,3 milhões a comitês partidários do PT e PMDB. A prestação de contas de Agnelo à Justiça Eleitoral não registrou doação da empresa, um indício de caixa dois, segundo a PF. (AE)

PSDB quer ressuscitar caso Waldomiro Oposição acredita que haverá um 'vale a pena ver de novo' de nomes que o Brasil já conhecia e vão voltar.

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líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), afirmou ontem que a oposição pretende ressuscitar o caso Waldomiro Diniz na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) prevista para ser instalada a partir de terça-feira. Waldomiro foi o responsável pelo primeiro escândalo de corrupção no governo Lula ao ser demitido do cargo de subchefe de Assuntos Parlamentares em 2004, após ter vindo à tona um vídeo em que ele aparece recebendo propina

Conselho Deliberativo CONVOCAÇÃO Ficam convocados os senhores membros do Conselho Deliberativo para a reunião a realizar-se no dia 20 de abril (sexta-feira), às 16 horas, na sede da Entidade, na Rua Boa Vista, 51 - 11º andar, para deliberarem sobre a seguinte:

Reprodução/Época

de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Para o deputado, apesar de ter passado oito anos, ainda há o que investigar. Segundo o tucano, "quem achava que Cachoeira ainda teria?", respondeu. "Tudo começou com Cachoeira e, passados oito anos, nós estamos de volta com Cachoeira. Acho que vamos viver um remake, um vale a pena ver de novo de nomes que o Brasil já conhecia e vão voltar ao cenário." Araújo disse que a mais recente versão do texto para criação da CPI, apresentada pelo PT, agradou a oposição e dá segurança a uma "investigação ampla e abrangente", assegurou. "Nós temos elementos suficientes e autorização dentro desse texto para permitir uma investigação profunda", afirmou. Ele só não quis opinar se a comissão poderia se transformar numa CPI do Fim do Mundo, uma alusão ao apelido que

Flagra: Waldomiro recebeu propina de Cachoeira em 2004. recebeu em 2005 a CPI dos Bingos do Senado, diante da diversidade de temas investigados. Aliás, foi a partir do escândalo Waldomiro que fez o Senado criar a comissão. O líder do PSDB também não acredita que a CPI do Cachoeira pode ser esvaziada por conta das eleições de outubro. "Eu

Vazou? Cardozo vai apurar. Ministro exigiu que a PF investigue e que os responsáveis sejam punidos

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ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou ontem que a Polícia Federal investigue a origem do vazamento das in-

formações da Operação Monte Carlo. A mais recente revelação mostra suposto esquema de corrupção entre o governador Agnelo Queiroz (PT),

Marcello Casal Jr/ABr - 03.08.11

Ordem do Dia I. Eleição da Comissão Fiscal, nos termos do artigo 31, inciso VII, do Estatuto Social; II. Outros assuntos.

São Paulo, 12 de abril de 2012. Rogério Pinto Coelho Amato Presidente

acho que os fatos é que vão dar o tom da investigação", disse. Ontem a oposição também começou a discutir a forma de coleta de assinaturas de deputados e senadores para se criar a CPI mista, já que na Câmara, tinham sido coletadas para a criação de um CPI só daquela Casa. (AE)

De olho: ministro da Justiça vai aguardar investigação da PF, mas adianta que não existe vazamento seletivo, seja para favorecer o governo ou a oposição. Isso ele repudia.

do Distrito Federal, com representantes da empreiteira Delta, uma das maiores do País. De acordo com o ministro, o pedido já foi feito à direção da PF e os responsáveis serão punidos "na forma da lei". Segundo Cardozo, "o ministério é radicalmente contrário a qualquer vazamento", disse. "Não importa se ele ocorre em favorecimento de pessoas que apoiam o governo ou da oposição. Isso é algo que nós efetivamente repudiamos". O ministro também rebateu as críticas da oposição de que estaria havendo "vazamento seletivo" de informações sobre o caso Cachoeira, de forma a proteger políticos alinhados ao governo. "Os que acreditam que os vazamentos visavam prejudicar a oposição seguramente agora vão ter de repensar melhor as críticas que fazem", disse Cardozo, numa referência a Agnelo e ao ser questionado sobre diálogos interceptados. (Agências)


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Cabe ao PT impedir uma operação abafa em torno do senador Demóstenes com a organização criminosa. Trecho de documento do PT divulgado ontem.

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Ivaldo Cavalcante/Hoje em Dia/Folhapress

PT quer usar CPI para regular mídia Documento divulgado ontem usa caso Demóstenes para fixar marco regulatório

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PT vai usar a instalação da CPI do Cachoeira para voltar a investir contra a mídia. A disposição está expressa em documento divulgado ontem pela cúpula do partido. Redigido pelo comando petista, o texto cita a investigação do esquema de Carlos Cachoeira, acusado de exploração do jogo ilegal, a pretexto de voltar a cobrar a fixação de um marco regulatório para os meios de comunicação. "Agora mesmo, ficou evidente a associação de um setor da mídia com a organização criminosa da dupla Cachoeira-Demóstenes, a comprovar a urgência de uma regulação que, preservada a liberdade de imprensa e livre expressão de pensamento, amplie o direito social à informação", adverte a nota. Mesmo sem dar nomes, o alvo primário do PT é a revista Veja. Em grampos já divulgados do caso, um jornalista da revista tem seu nome citado por membros do grupo do empresário. Veja já publicou texto informando que Cachoeira era fonte de jornalistas, inclusive do chefe da sucursal de Brasília, Policarpo Júnior, e que não há impropriedades éticas nas conversas. Integrantes da Executiva do PT e congressistas do partido defendiam que Veja fosse investigada na CPI. O cálculo político petista inclui o raciocínio segundo o qual o bombardeio sobre mídia e oposição poderá

concorrer na opinião pública com o julgamento do mensalão – esquema de compra de apoio político ao governo Lula em 2005, que deve ser apreciado pelo Supremo Tribunal Federal ainda este ano. O próprio presidente petista, Rui Falcão, falou que a CPI deve investigar "os autores da farsa do mensalão", a quem chama de "falsos moralistas". A intenção é questionar reportagens sobre o mensalão. A estratégia é tentar compa-

Ficou evidente a associação de um setor da mídia com a organização criminosa da dupla CachoeiraDemóstenes. TRECHO DA NOTA DO PT rar a produção de reportagens investigativas, que naturalmente envolvem contato de jornalistas com fontes de informação de várias matizes, à práticas criminosas. Segundo apurou a Folha de S. Paulo , réus do mensalão como o ex-ministro José Dirceu instruíram advogados a vasculhar menções à revista e à mídia nas apurações da PF sobre o caso Cachoeira. Dirceu participa de evento sobre regulamentação da mídia, este fim de semana em Fortaleza.

O movimento do PT contrasta com discurso da presidente Dilma Rousseff. Ontem, em cerimônia do programa Minha Casa, Minha Vida, ela defendeu a liberdade de imprensa. "Somos um País que convive com a liberdade de imprensa, somos um País que convive com a multiplicidade de opiniões, somos um País que convive com a crítica." Foco – O PT declarou que pretende concentrar seus ataques no senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e nos meios de comunicação. Na resolução aprovada, o comando nacional petista afirma que deve impedir uma "operação abafa" em torno de Demóstenes e expor "a associação de um setor da mídia" com Cachoeira. "Cabe ao PT impedir que se consume uma operação abafa em torno do envolvimento do senador Demóstenes Torres com a organização criminosa comandada pelo notório Carlos, alcunhado de Carlinhos Cachoeira", diz o texto. A resolução menciona o suposto envolvimento de Cachoeira com o governador goiano, Marconi Perillo (PSDB), mas não cita o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Apesar de acusar a imprensa de tentar ocultar as acusações feitas a Demóstenes, o documento cita gravações da PF divulgadas por jornais, revistas e emissoras de tevê nas últimas semanas. (AE)

Presidentes de PSDB e PT usam redes sociais para ataques e revides. Wagner Meier/Fotoarena/Folhapress - 21.10.10

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presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), rebateu ontem as declarações do presidente do PT, Rui Falcão, de que a CPI do caso Cachoeira vai apurar o "escândalo dos autores da farsa do mensalão". Em seu perfil no Twitter, Guerra disse que o presidente do PT quer usar o caso para "abafar o mensalão", que ele chama de "o maior escândalo do governo Lula". "O mensalão foi desvendado há 7 anos. Até hoje ninguém foi punido. Pelo contrário, o PT fez questão de tentar reabilitar os mensaleiros", diz Guerra. "Ao fazer isso, o presidente do PT mente e tenta confundir a opinião pública, numa atitude que não honra a democracia brasileira".

Sérgio Guerra: "O PT fez questão de tentar reabilitar os mensaleiros". Falcão divulgou vídeo postado no site do PT pedindo apoio para instalar a CPI ao afirmar que a comissão vai apurar o "escândalo dos autores da farsa do mensalão". Nele, Falcão chama o senador Demóstenes Torres (GO), ex-

DEM, e o empresário Carlinhos Cachoeira de "criminosos e falsos moralistas" que se diziam "defensores da moral". Fala do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Não dos petistas citados na Operação Monte Carlo. (Folhapress)

Serra diz que é 'candidato para os quatro anos'

Na tentativa de fechar aliança entre partidos, Haddad é convidado a participar de eventos com o PSB.

Ele promete que, se eleito, não vai disputar a Presidência em 2014.

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PSB paulistano pretende selar apoio a Haddad E PT já desiste de candidaturas próprias em cidades estratégicas

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Guerra: Falcão tenta abafar mensalão com CPI

ELEIÇÕES

Nilton Fukuda/AE - 10.04.12

ntegrantes do PSB paulistano organizarão nas próximas semanas eventos com a participação do candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad, na tentativa de selar aliança entre os partidos. O objetivo é indicar que a militância socialista concorda em apoiar Haddad, apesar da resistência de dirigentes do PSB no estado – aliados do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Nos próximos dias, Haddad será convidado pelos socialistas da capital para participar de um encontro do "Movimento em Marcha", um grupo social ligado ao PSB paulista. Na segunda-feira passada o petista já havia se reunido com a juventude socialista. Ética – A direção nacional do PSB indicou que o partido deve apoiar Haddad na eleição paulistana, porém exige que a postura seja amparada por seus militantes – para evitar acusações de intervenção nas

Para Rui Falcão, a CPI deve investigar "os autores da farsa do mensalão", os "falsos moralistas".

decisões locais. "O PSB tem uma posição que está sendo trabalhada na capital, mas temos de convencer a militância", afirmou o vice-presidente do partido, Roberto Amaral. A iniciativa dos socialistas

O PSB tem uma posição que está sendo trabalhada na capital, mas temos de convencer a militância. ROBERTO AMARAL. de São Paulo de organizar eventos com a participação de Haddad é uma tentativa de dar esse sinal de apoio ao comando da sigla. Apoio do PT – O clima entre o PT e o PSB vem melhorando

nesses últimos dias, depois que os petistas deram sinais claros de que desistirão de candidaturas próprias em cidades consideradas estratégicas para apoiar os socialistas. As alianças estão praticamente fechadas nas cidades de Mossoró (RN), Duque de Caxias (RJ) e Franca (SP). Não há acordo sobre a eleição em Campinas, onde o PT oferece apoio ao PSB, mas pede que os socialistas desistam de ter um vice do PSDB. Os socialistas dizem que não pretendem desfazer seu compromisso com os tucanos. O presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, disse a aliados que tem esperanças de receber o apoio dos petistas e, ao mesmo tempo, manter o PSDB na vice. Para Campos, a decisão de apoiar Haddad passa essencialmente por um acordo em Campinas. Uma decisão é esperada até a segunda quinzena de maio. (AE)

ré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, o ex-governador José Serra disse ontem que é "candidato para os quatro anos" de mandato no comando da capital e rechaçou a intenção de abandonar o cargo para disputar a Presidência da República em 2014. "Não estou com a questão da Presidência posta na próxima eleição. A decisão de sair candidato a prefeito é de governar a cidade pelo período de 4 anos: de 2013 a 2016". A declaração foi dada à Rádio Bandeirantes. Serra já trabalha para afastar, na précampanha, o fantasma do abandono do cargo. Eleito prefeito em 2004, deixou o posto em 2006 para concorrer ao governo do estado, mesmo tendo se comprometido em público a cumprir todo o mandato.

Não estou com a questão da Presidência. A decisão de sair candidato é de governar a cidade de 2013 a 2016. JOSÉ SERRA A estratégia de Serra é esgotar o tema antes do início oficial da campanha, em junho. "Em 2006, o governo do estado parecia sem opção de candidatos. Mas a população entendeu e ficou do meu lado. Tive mais votos para governador na capital do que ao me eleger na prefeitura". Serra defendeu sua gestão e disse que seu sucessor, o

Elisa Rodrigues/Futura Press/Ae

José Serra alfineta Dilma sobre a questão do crack: "O governo federal fala muito e faz pouco".

prefeito Gilberto Kassab, um de seus principais aliados, "merece respeito" por ter implantado "muitas coisas" em sua gestão. Defendeu a expansão do Metrô e da CPTM ("Kassab foi o primeiro prefeito a colocar dinheiro no metrô") e disse que, se eleito, dará destaque à educação profissionalizante. Questionado sobre a ação na cracolância, Serra disse aprovar a operação promovida pelos governos estadual e municipal e aproveitou para alfinetar a gestão da presidente Dilma Rousseff na ação contra o crack. "O governo federal fala muito e faz pouco". Agenda de candidato – O exgovernador tem cumprido intensa agenda de visitas a eleitores e reuniões políticas, sem alardear a imprensa. Ontem, por exemplo, passou parte da tarde numa feira de exposições com produtos para deficientes físicos e ações voltadas para a acessibilidade. Ele chegou ao local com a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP), sua antiga aliada, e a secretária estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Batistella. O compromisso não foi divulgado pelo pré-candidato. Típica agenda de campanha, Serra caminhou pelo espaço, visitou estandes, cumprimentou eleitores, posou para fotos mas evitou falar sobre política. O ex-governador tem se esquivado de temas delicados como alianças ou vaga de vice em sua chapa, alvos de especulação recorrente. Dificultar a divulgação da agenda do pré-candidato faz parte da estratégia de sua précampanha. (Folhapress)


p Anencefalia: Supremo aprova o aborto. DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Cabe a ela [gestante], e não ao Estado, sopesar valores e sentimentos de ordem privada, para deliberar pela interrupção, ou não, da gravidez. Ministro Marco Aurélio Mello (STF)

olítica

Após a aprovação, por 8 votos a favor e 2 contra, procedimento de interrupção da gravidez nesses casos deixa de ser crime, como já acontece em 94 países.

Cezar Peluso: presidente do STF deu o segundo voto contrário e fez um amplo discurso em defesa do feto à vida.

Alan Marques/Folhapress

lação em outros países – 94 já permitem o procedimento de aborto nesses casos. Ao final da votação, houve uma preocupação por parte dos ministros de estabelecer como será feito o diagnóstico correto. Gilmar Mendes chegou a dizer que "poderão nesse caso, se não legitimarmos a cautela, legitimar verdadeiros açougues". O julgamento começou na quarta-feira, quando em pouco mais de oito horas de debates cinco ministros votaram a favor – Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Ricardo Lewandowski se posicionou contra a decisão, e justificou seu voto dizendo que qualquer decisão nesse sentido "abriria portas para a interrupção da gravidez de inúmeros embriões portadores de doenças que de algum modo levem ao encurtamento da vida". O ministro Antonio Dias Toffoli não votou, pois no passado, quando era advogado-geral da União, manifestou-se faAlan Marques/Folhapress

SECRETARIA DA SAÚDE AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL Torna público que realizará no dia e hora a seguir determinado: Pregão Presencial n°: 057/2012 - Processo nº 2012 -0.095.362-9 Objeto: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS NEUROLÓGICAS - CRÂNIO I - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data de Abertura: 26/04/2012 - às 09:00hs Endereço: Rua Frei Caneca, nº 1398/1402 - 2º andar - Consolação - São Paulo - Capital. Custo do Edital: R$ 6,15 O edital de pregão poderá ser consultado e/ou obtido no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou no Núcleo de Licitações da Autarquia Hospitalar Municipal, situada na Rua Frei Caneca, nº 1398/1402, - 9º andar - Consolação - São Paulo - Capital das 9:00 às 16:00 hs ou mediante depósito em nome da Autarquia Hospitalar Municipal - Conta Corrente: 5415-1 - Agência: 1897-X (Banco do Brasil) - (Apresentar comprovante do depósito).

vorável à interrupção da gravidez no caso de anencéfalos. Na quarta-feira, Marco Aurélio Mello foi o primeiro a declarar o voto. Ele é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamenta (ADPF) 54, proposta em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, e iniciou a sessão às 9h50 com a leitura de estudos e pesquisas sobre a anencefalia. Segundo o ministro, "a gestação de feto anencéfalo representa um risco à mulher e cabe a ela, e não ao Estado, sopesar valores e sentimentos de ordem privada, para deliberar pela interrupção, ou não, da gravidez". Para a ministra Cármen Lúcia, "a interrupção da gravidez nesses casos não é criminalizável". A opinião dela veio a complementar o discurso de Luiz Fux, que falou um pouco antes e afirmou que "a interrupção da gravidez tem o condão de diminuir o sofrimento da gestante". Ontem, no segundo dia de julgamento que durou pouco mais de seis horas, os ministros Carlos Ayres Britto, Gilmar Mendes e Celso de Mello se mostraram favoráveis à interrupção da gravidez. O presidente do STF, Cezar Peluso, foi o segundo voto contrário. Ele fez uma ampla defesa do feto à vida. Segundo Britto, "à luz da Constituição não há definição do início de vida, nem à luz do Código Penal. É meio estranho criminalizar o aborto sem a definição de quando começa essa vida humana". (Agências)

SECRETARIA DE ESPORTES, LAZER E RECREAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL Nº 001/SEME/2011 - REPUBLICAÇÃO PROCESSO: 2009-0.270.148-3 MODALIDADE:Pregão presencial TIPO: Menor preço OBJETO: Prestação de serviços de limpeza, asseio e conservação predial, visando à obtenção de adequadas condições de salubridade e higiene, com a disponibilização de mão de obra, saneantes domissanitários, materiais e equipamentos, nas dependências do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho - Pacaembu. DATA: 02/05/2012 - HORÁRIO: 14:00 LOCAL: Auditório B do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa - COTP da Secretaria de Esporte Lazer e Recreação - SEME, situada na Alameda Iraé, nº 35 - Moema. VISTORIA PRÉVIA: Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, situado à praça Charles Miller s/nº Estádio, telefones: 3664-4654 e/ou 3664-4660, no dia 25 de abril de 2012, às 10:00 horas, a qual será acompanhada pelo Sr. Mauro Sernardes. A SEME faz saber que a partir de 13/04/2012, inclusive, encontra-se disponível o caderno de licitação, composto de edital e anexos, que poderá ser adquirido mediante o recolhimento, na rede bancária credenciada da importância correspondente a R$0,15 por folha, aos cofres públicos, através do Documento de Arrecadação do Município de São Paulo, a ser fornecida pelo Setor de Licitações. O Caderno de Licitação, também poderá ser obtido via internet no site: http:/e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br As informações administrativas, técnicas e guias relativas ao presente Pregão, poderão ser obtidas junto a SEME - Assessoria Jurídica na Alameda Iraé, 35, Moema, sala 59, fone: (00xx11) 3396-6514 e 3396-6580, das 10:00 às 17:00 horas, até o último dia útil imediatamente anterior àquele marcado para a abertura do certame.

Do lado de fora, protestos.

E

nquanto os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) debatiam ontem a autorização à gestante a interromper sua gravidez em caso de feto anencéfalo, estudantes passaram a ocupar o espaço defronte da Corte, em Brasília, para protestar contra a demora na apuração de desaparecimentos políticos durante o regime militar. A manifestação, que vem sendo registrada em várias capitais em favor da instauração da Comissão da Verdade, destinada a apontar os responsáveis por esses desaparecimentos e casos de

Representação: estudantes simulam tortura diante do STF. tortura durante o período, pede aos ministros do STF agilidade na votação de uma segunda votação da Lei da Anistia. A primeira declarou

que ela deveria ser ampla, geral e irrestrista, o que abrangeria tanto os militantes de esquerda quanto os militares.

Lula: multa por propaganda precoce Carlos Puppo/AE - 11.12.11

O Lula: por fazer propaganda antecipada da sucessora, expresidente terá de pagar multa de R$ 5 mil, determinou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO PRESENCIAL 091/2012-SMS.G, processo 2011-0.248.781-0, destinado ao registro de preços para fornecimento de FILTRO COMBINADO CATEGORIA A2P2, para a Coordenação de Vigilância em Saúde - COVISA/Gerência de Centro de Controle de Zoonoses - GCCZ, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14 horas do dia 07 de maio de 2012, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.

Maioria: após dois dias de votação, STF reconhece o direito da gestante de anencéfalo de optar.

José Cruz/ABr

E

m uma decisão por ampla maioria, com 8 votos a favor e 2 contra, o Supremo Tribunal Federal decidiu permitir a interrupção da gravidez em casos de anencefalia – quando não acontece a formação do cérebro no feto. Os discursos dos ministros abordaram questões como a definição do início da vida – já que nem a Constituição nem o Código Penal estabelecem quando acontece esse momento. Alguns também argumentaram que o aborto de anencéfalos estaria contemplado no Código Penal se na década de 1940 – quando ele foi estabelecido – houvesse exames capazes de mostrar essa condição. Muitos ressaltaram o sofrimento da mãe. Também foi destacada a legis-

TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aplicou multa de R$ 5.000 ao expresidente Lula por fazer propaganda eleitoral antecipada em favor da então pré-candidata Dilma Rousseff à Presidência da República em 10 de setembro de 2009. Na ocasião, Lula concedeu entrevista, como presidente, a uma rádio de Fortaleza e fez referências à Dilma. Ela era ainda ministra-chefe da Casa Civil e não esteve presente na visita ao Estado. Uma representação do PPS pedia sanções contra Lula e Dilma, mas a ministra Nancy Andrighi modificou sua decisão para julgar parcialmente procedente a ação do PPS contra Lula, punindo o ex-presidente com multa.

Promoção – Segundo a ministra, da leitura de trechos da transcrição da entrevista concedida pelo então presidente da República "denota-se de maneira inequívoca que o seu conteúdo dirigiu-se à promoção da candidatura da recorrida [Dilma]". De acordo com a relatora, na entrevista à rádio, Lula destacou a posição de Dilma como candidata do PT à Presidência da República e a necessidade de sua escolha pelos cidadãos como pressuposto para a continuidade das realizações do governo da época. A relatora afirmou que a referência do presidente Lula à eleição futura "se evidencia pela escolha prematura de uma candidata" e pela menção de vitória. (Folhapress)

Dilma amplia programa habitacional Presidente diz que atenderá mais 400 mil famílias, totalizando 2,4 milhões de casas até o fim do mandato

A

pós afirmar que o Brasil "está na contracorrente" dos países ricos, a presidente Dilma Rousseff disse ontem que vai anunciar em maio o aumento da meta do programa habitacional Minha Casa, Minhas Vida em 400 mil famílias – o que totalizaria a construção de 2,4 milhões de casas até o final de seu mandato. Para uma plateia de prefeitos de municípios de até 50 mil

habitantes, Dilma disse que o Brasil segue um rumo diferente dos países ricos diante da crise financeira internacional. Segundo a presidente, o Brasil está "na contracorrente", fazendo justiça social e crescimento econômico com a mesma engrenagem. O governo assinou ontem convênios com mais de 2.582 prefeituras para construção de 107 mil casas populares, o que representou um investi-

Antônio Cruz/ABr

Opinião de presidente: "O Brasil está na contracorrente", diz Dilma.

mento de R$ 2,8 milhões. "Nós vivemos um momento especial. Se vocês olharem estudos de quem quer que seja, seja do Banco Mundial, qualquer estudo internacional a respeito de distribuição de renda, vamos ver que os países desenvolvidos estão voltando para trás. Há aumento significativo de desigualdade de renda entre os países mais desenvolvidos". Exemplo – A presidente citou o movimento em Nova York Ocupe Wall Street, que desde setembro do ano passado promove manifestações para protestar contra as regras estabelecidas para o setor financeiro americano. "Tenho impressão de que o Brasil está na contracorrente, que tem uma visão clara da importância da melhoria de vida da população", vangloriouse. Dilma destacou também que o seu governo não pratica qualquer distinção partidária e que isso reflete a consolidação da democracia.

"Nós temos um País que vive com a liberdade de imprensa, multiplicidade de opiniões, um País que convive com a crítica, temos relação republicana com prefeitos de qualquer origem partidária", acentuou a presidente. "Na medida que a gente assume o governo, nós somos governantes para todos os prefeitos, sem distinção de origem". Ela afirmou que a construção de novas casas é importante para movimentar economicamente os municípios. Para destacar a importância do programa, Dilma lembrou que familiares maternos também tiveram origem humilde no interior da Bahia e que chegou a ler uma carta na qual um deles falava que "não tinha onde cair morto". A nova fase do Programa Minha Casa, Minha Vidavai beneficiar 2.582 municípios de até 50 mil habitantes com investimento de R$ 2,8 bilhões para a construção de 107.348 unidades. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 13 de abril de 2012

9 INDONÉSIA Sismo de 8,6 graus de magnitude e suas 11 réplicas causaram cinco mortes

nternacional

GUINÉ-BISSAU Militares tomam estação de rádio nacional e as ruas da capital

Reuters - 08/04/12

FRÁGIL TRÉGUA A Nour segura foto de seu irmão Mohammed, morto por forças do regime há 11 dias. Ela buscou refúgio perto da fronteira com o Líbano.

idi/Reuter

s

Durou pouco o voo do foguete de Pyongyang

Jamal Sa

Polêmico artefato explode apenas um minuto após lançamento

recia tranquila. "Franco-atiradores, tanques e soldados ainda estão lá. Eles não foram a lugar algum", disse um ativista em Homs chamado Yazan à Reuters. "As pessoas estão cautelosas e acreditam que este cessar-fogo é apenas temporário. Ninguém está deixando sua casa", revelou. O regime devolveu a acusação, afirmando que os rebeldes tentaram sabotar o plano. Segundo o embaixador da Síria na ONU, Bashar Jaafari, houve oito ataques contra forças do governo. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reiterou a fragilidade da trégua, dizendo que "ela pode ser quebrada a qualquer momento, com um único tiro". "O ônus é do governo da Síria, que deve provar que suas palavras serão acompanhadas de ações", disse. Adib al Shishakly, do opositor Conselho Nacional Sírio (CNS), disse que a trégua é insuficiente para abonar o comprometimento do regime.

"Eles diluíram toda a iniciativa a um único ponto, o cessarfogo", disse. "O que houve com os outros seis?" O plano de Annan inclui ainda o diálogo com a oposição, a libertação de prisioneiros, o acesso de ajuda humanitária e da mídia e o respeito a protestos pacíficos. Protestos - O governo sírio afirmou ontem que qualquer manifestação precisa de permissão das autoridades, mas a oposição convocou amplos protestos pacíficos para hoje, depois das orações semanais – uma característica da revolta que foi reprimida por violência nos últimos meses. "O povo sírio vai sair amanhã (hoje) com a maior multidão possível para que o povo sírio possa expressar a sua vontade", disse Burhan Ghalioun, chefe do CNS. "Enquanto nós convocamos o povo sírio a protestar fortemente... pedimos a eles que sejam cautelosos, porque o regime não vai respeitar o cessar-fogo e vai atirar." (Agências)

Andrew Burton/Reuters

A

pesar das críticas internacionais e ameaças de eventuais sanções, a Coreia do Norte realizou o polêmico lançamento de um foguete às 7h39 locais de sextafeira (19h39 de quinta-feira em Brasília). Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul disseram que o disparo fracassou – o artefato teria explodido um minuto depois de deixar a base de Tongchang-ri, perto da fronteira com a China. Os norte-coreanos anunciaram uma coletiva de imprensa para discutir o lançamento, mas ela não ocorreu até o fechamento desta edição. Durante a manhã, a TV estatal passava um programa sobre canções populares locais. A Coreia do Norte anunciou o lançamento no mês passado e afirma que se trata de uma tentativa de colocar um satélite em órbita. Mas os EUA, a Coreia do Sul e o Japão viram na iniciativa um teste disfarçado de míssil a longa distância. Segundo a emissora japonesa NHK, citando fonte do Ministério da Defesa em Tóquio, o foguete Unha-3 voou por 120 quilômetros e partiu-se em quatro

Foguete lançaria satélite, mas vizinhos denunciaram teste de míssil. pedaços. Já o Exército da Coreia do Sul disse que os fragmentos caíram no mar a 200 quilômetros da costa oeste do país. "A Coreia do Sul e a inteligência dos EUA entendem que o míssil da Coreia do Norte falhou", disse um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano aos repórteres. O lançamento do foguete foi programado para coincidir com o centenário do fundador do país, Kim Il-sung. Pyongyang armou uma enorme operação de relações públi-

cas para convencer o mundo de que não faria o lançamento de um míssil. Jornalistas estrangeiros foram convidados, mas o momento mais importante do lançamento não foi apresentado, levantando suspeitas sobre a natureza da operação. A decisão de levar adiante o lançamento apesar da quase unânime oposição poderá aumentar o isolamento de Pyongyang. Nem mesmo a China, principal aliada do país, enviou observadores para acompanhar o evento. (Agências)

Amr Abdallah Dalsh/Reuters

Centuriões de Roma em extinção

T

Pichação em cartaz de Suleiman insinua ligações com Israel

O futuro do Egito: Estado religioso ou Estado militar?

Policiais e seguranças mantêm guarda diante de prédio que abriga grandes instituições financeiras

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Jung Yeon-Je/AFP

pós meses de escalada sangrenta que resultou em 9.000 mortos e deixou o país à beira da guerra civil, a Síria teve ontem um dia de relativa calma, em meio a um frágil cessar-fogo cumprido parcialmente pelo governo. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a ofensiva das forças de segurança contra focos rebeldes foi abrandada na maior parte do país, mas a oposição ressaltou que o regime não retirou suas tropas dos centros urbanos, como estabelece o plano, e convocou protestos em massa para hoje, que serão o primeiro teste real do cessar-fogo. O próximo passo da ação internacional deve ser o envio de observadores para monitorar o acordo. O Conselho de Segurança da ONU começou ontem a trabalhar em um projeto de resolução, que poderá ser adotada hoje, anunciou o embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Vitaly Churkin. O diplomata afirmou que pelo menos 20 monitores participarão da força inicial, que pode ser enviada no início da semana que vem. Esperança - O enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, disse ontem que estava "encorajado" com a redução da violência. "A Síria está relativamente calma, e a suspensão das hostilidades aparentemente está mantida", afirmou. Em comunicado ao Conselho de Segurança da ONU, porém, ele confirmou que o regime de Bashar al-Assad havia cumprido apenas parcialmente o seu plano e que as tropas continuam nas cidades. Tensão - A "frágil trégua" comemorada por Annan não significou o fim do derramamento de sangue. Ativistas informaram que pelo menos 20 pessoas morreram ontem. As ruas das cidades rebeldes, fortemente bombardeadas nos últimos dias, amanheceram silenciosas. Moradores em Homs, Hama e Idlib informaram que a situação estava calma. Damasco também pa-

Islamitas e ex-aliados do regime trocam acusações

NOVA YORK EM ALERTA Prédio próximo ao 'Marco Zero' é esvaziado após ameaça de bomba

m dos prédios do complexo do World Financial Center (WFC), na região central de Nova York, que abriga grandes instituições financeiras, entre elas o Nomura Holdings Inc., banco de investimentos japonês, foi temporariamente esvaziado ontem após a descoberta de pacote suspeito. Segundo a Polícia de Nova York, o pacote enviado pelo correio continha um objeto parecido com uma granada feita à mão.

Investigadores afirmaram mais tarde que o item era aparentemente uma "granada inventada", com os dizeres "departamento de reclamações, puxe o pino". Posteriormente, os funcionários do edifício retornaram a seus escritórios. Um segurança do prédio dois do WFC detectou um pacote suspeito em um aparelho de raios X durante um controle de segurança rotineiro e avisou à polícia. O esquadrão de bomba foi imediatamente

acionado e a segurança do edifício ordenou que as pessoas saíssem do local. O World Financial Center, que inclui quatro torres, está localizado às margens do Rio Hudson e inclui um corredor de lojas e espaços públicos. O prédio está localizado no lado oposto do "Marco Zero", local onde aconteceram os ataques do 11 de setembro de 2011 e que derrubaram o World Trade Center, matando quase 3 mil pessoas. (Agências)

O

mar Suleiman, ex-chefe da espionagem de Hosni Mubarak, disse ontem que decidiu se candidatar a presidente para evitar que os islamitas tomem o poder e transformem o Egito em um "Estado religioso". Suleiman alertou que o Egito será isolado no cenário internacional se algum candidato islamita ganhar as eleições que ocorrerão em maio. A candidatura de Suleiman, contudo, ainda não está assegurada. O Parlamento do Egito, agora controlado pelos is-

lamitas, aprovou ontem uma lei que impede integrantes do alto escalão do governo do exditador Hosni Mubarak de se tornarem chefe de Estado. É necessário que a Junta Militar aprove a medida. Críticos afirmam que se Suleiman voltar ao poder, isso significaria de certa forma a volta da repressão política e da influência de Israel nos assuntos egípcios. Suleiman visitou Israel várias vezes e foi o elo de ligação entre o Egito, Israel e grupos palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. (Agências)

uristas que passavam ontem pelo Coliseu, em Roma, podem ter pensado por um momento que tinham voltado no tempo. Centuriões romanos, vestidos com saias, armaduras, espadas e capacetes de penas, lutaram na frente do Coliseu. Mas desta vez o confronto era contra um inimigo moderno: a polícia de Roma. A polícia chegou ao local para impor uma ordem de despejo contra os homens fantasiados. O governo italiano afirma que eles não têm licenças, e muitas vezes assediam os turistas para pedir quantias exorbitantes. "É um absurdo", disse um centurião, que se identificou apenas como Davide. "Em Veneza, eles têm os gondoleiros, e em Roma, temos os centuriões." (Reuters) AFP

Centuriões: de

spejo.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 13 de abril de 2012 L.C.Leite/Luz

REDE DE AUXÍLIO Em São Paulo, o programa do Poupatempo está presente em outros quatro endereços: Guarulhos, Osasco e São Bernardo (na Grande São Paulo), e em Santo Amaro, totalizando 231 voluntários e 270 mil atendimentos.

idades

Alvará: empreendedores querem prorrogação. Representantes da ACSP, Fecomércio, Fiesp e Sescon-SP foram à Câmara e também pediram a transformação do alvará provisório em definitivo após quatro anos. Luiz Prado/Luz - 10/10/2011

Robson Rodrigues

R

Chapina, presidente do Sescon-SP: "burocracia é um complicador"

epresentantes de empreendedores, muitos ligados ao comércio de São Paulo, pediram ontem a prorrogação do Auto de Licença de Funcionamento Condicionado, que termina no dia 18 de junho, e sua mudança de caráter provisório para definitivo após quatro anos. A proposta foi levada à Câmara Municipal para debate com o autor da lei, o vereador e presidente da Câmara, José Police Neto. O documento permite a regularização provisória de empresas com atividades comerciais, industriais e de prestação de serviços que se en-

contrem em situação irregular ou aguardando regularização pela Prefeitura. Participaram da reunião representantes da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), da Fecomércio, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sescon-SP. O alvará fica pronto após 60 dias e tem caráter provisório até que o empreendedor consiga o "Habite-se", documento que dá a garantia de que ele seguiu corretamente a legislação que regula o uso e ocupação do solo. Na avaliação do presidente do Sescon-SP, José Maria Chapina Alcazar, "a maioria dos empresários quer estar legal, mas a burocracia é um complicador". Ele lembrou

que o alvará provisório pode evitar a aplicação de multas, a corrupção e até o fechamento do negócio. Para Chapina, o processo ainda precisa de aprimoramentos, como a extensão do prazo para a requisição do documento junto à Prefeitura. "Muitos empresários desconhecem a data-limite", disse, ressaltando outro problema crônico: "Mais de 90% das empresas instaladas não possuem a licença. Se perderem o prazo, só terão duas alternativas: ficar na ilegalidade ou fecharem", alertou. Outra reivindicação é a mudança do caráter provisório do alvará para definitivo após quatro anos. Pela lei, o docu-

mento pode ser concedido por dois anos e pode ser renovado por mais dois. No entanto, o texto não deixa claro como se dará o processo após esse tempo. Ontem, pouco mais de 200 empreendedores procuraram as subprefeituras para fazer a regularização de seus estabelecimentos. Police Neto alertou que o empresário precisa entender que a lei é um benefício. "Muitos empresários temem a lei já que ao tentar se legalizar muitos se reconhecem ilegais". O vereador prometeu negociar apoio para viabilizar o projeto. "Há um processo de diálogo com os parlamentares e com o Executivo para fazer uma reavaliação", disse.

L.C.Leite/Luz

CRIME Adolescente de 16 anos matou avó por ela não ter deixado jogar videogame, em Pirassununga.

Ó RBITA

JET SKI O Ministério Público denunciou quatro pessoas pela morte de Grazielly Lames, em Bertioga.

Paulo Preto/AE

CHUVA ATRAPALHA VIDA DO PAULISTANO

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chuva que caiu ontem à tarde deixou toda a cidade de São Paulo em estado de atenção. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 131 quilômetros de congestionamento, por volta das 19h30. As piores lentidões ocorreram nas marginais Pinheiros e Tietê. No mesmo horário, de acordo com a CET, 42 semáforos da cidade tinham problemas: 19 estavam pagados e 23 em

amarelo piscante. Por causa do forte temporal, toda a capital paulista ficou em estado de atenção para alagamentos, das 15h45 às 17h40. O Aeroporto de Congonhas, na zona sul, fechou para pousos e decolagens entre as 16h e as 16h30. Por volta das 17h30, a cidade chegou a ter 24 pontos de alagamento registrados pelo CGE. (Agências)

Helvio Romero/AE

CORAÇÃO ARTIFICIAL

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o lado, o médico Jarbas Dinkhuysen mostra o novo dispositivo do Instituto Dante Pazzanese. Será testado em humanos um coração artificial totalmente nacional, desenvolvido pela equipe de bioengenharia do próprio hospital. (AE)

Maurício Camargo/AE

LIXEIRAS – Um projeto piloto nos Jardins testa um sistema mecanizado de coleta de lixo, para acabar com os sacos plásticos na rua. O lixo será armazenado em contêineres subterrâneos.

A cozinheira Maria Aparecida de Moura: recebeu ajuda para escrever uma carta de reclamação ao Procon

Para quem precisa, cartas com linhas bem traçadas. Poupatempo Itaquera abre vagas para quem quiser ajudar pessoas necessitadas a escrever cartas L.C.Leite/Luz

Mariana Missiaggia

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entre os 400 serviços oferecidos pelo Poupatempo, um deles é gratuito e feito por voluntários. Trata-se do Escreve Cartas, programa que auxilia quem não tem habilidade para escrever cartas e reclamações, elaborar currículos ou preencher formulários. Ouvindo falar do serviço é impossível não associá-lo ao filme Central do Brasil (1998), no qual a personagem Dora (Fernanda Montenegro) escreve cartas para analfabetos na principal estação de trem do Rio, a Central do Brasil. Dora cobrava pelo serviço, mas nem sempre depositava as cartas no correio. Já no Poupatempo, todas são postadas. “Os próprios voluntários encaminham as cartas às agência dos Correios que temos na unidade e não existe nenhum tipo de custo por esse serviço. O Poupatempo custeia o envio”, disse Marcelo Pedroso, 42 anos, gerente da unidade Itaquera, onde o Escreve Cartas foi instalado em 2001. De lá para cá, já foram mais de 107 mil atendimentos realizados por 69 voluntários. Logo esse número crescerá para 119: o Poupatempo Itaquera incorporará 50 novos voluntários que, basicamente, atendem migrantes, pessoas de baixa renda, idosos e deficientes visuais. Lidiane Rebouças, 31 anos, auxiliar de inventários, é uma das interessadas em tornar-se voluntária. “Te-

Lidiane (primeiro plano) faz inscrição para ser voluntária no programa Divulgação

Fernanda Montenegro vive a personagem Dora, no filme "Central do Brasil": a inspiração.

nho as manhãs livres, moro perto e seria gratificante”, disse. Em Itaquera, 90% da equipe do Escreve Cartas é formada por mulheres. A enfermeira aposentada Vilma Araújo de Almeida, 69 anos, faz parte dessa estatística. “Fui voluntária em hospitais da zona sul, onde morei por mais de 20 anos. Há cinco anos me mudei para zona leste e me sentia mal sem o voluntariado. Para minha surpresa, acompanhei meu neto ao Poupatempo e descobri o Es-

creve Cartas e aqui estou desde 2008”, disse Vilma, que, além de voluntária, tornou-se coordenadora do projeto. Ontem ela dividia o posto com outras duas voluntárias, Denise Montini, 56 anos, jornalista e Nair Félix Santos, 60 anos, professora. Inconformada, Maria Aparecida de Moura, 47 anos, cozinheira, conversava com a voluntária Nair, que ouvia atentamente a história e já começava a rascunhar uma carta de reclamação para a Fundação de Pro-

teção e Defesa do Consumidor (Procon). “Comprei uma máquina de lavar roupa em janeiro, paguei, mas nunca a recebi”, disse Maria, que após ouvir a carta redigida por Nair, assinou-a com o seu polegar. Naturalmente, os voluntários convivem com detalhes da vida dos usuários e mesmo sem receber salário pelo que fazem, trabalham com profissionalismo. “Ouvimos e escrevemos muita coisa, por isso ética e confiança são fundamentais. Muitas mães de presidiários recorrem a nós para se comunicarem com seus filhos, muitos também nos procuram para enviar cartas para programas de TV”, disse Vilma. Em São Paulo, o programa está presente em outros quatro endereços (Santo Amaro, além de Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo) totalizando 231 voluntários e 270 mil atendimentos. Quem se interessar, deve ter duas horas semanais para se dedicar ao projeto, boa caligrafia e disposição para ajudar quem precisa. As inscrições podem ser feitas até amanhã no Poupatempo Itaquera ou pelo telefone (11) 3456-7090.

S ERVIÇO Escreve Cartas - Poupatempo Itaquera, rua do Contorno, 60 (junto à Estação CorinthiansItaquera do metrô). Segunda a sexta, das 7h às 19h. Sábados, das 7h às 13h.


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sexta-feira, 13 de abril de 2012

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11 Saber viver é respeitar o que não conhecemos Luis Pérez-Oramas, curador da Bienal Internacional de Artes de São Paulo

idades Divulgação

Poéticas iminentes na Bienal Fundação já voltou a captar recursos, sob o suporte da Lei Rouanet, para arrebanhar cerca de R$ 10 milhões que ainda faltam em patrocínios que financiem a 30ª edição. Kleber Gutierrez

A

No alto, Martins: transparência. Acima, o extermínio da guerra, pelo venezuelano Eduardo Gil. ferenciais); Alterformas (releituras deformantes da realidade e interrogação sobre o es-

tado dos meios artísticos); D e ri v a s (conjunto de formas alteradas, restos ou deformações que possam ser entendidos como desvios) e Vozes (dimensão performativa das artes por materiais fônicos), Bloqueio – As contas da Fundação estavam congeladas desde 2 de janeiro – com o saldo de R$ 11 milhões já captados. A entidade entrou na lista de inadimplentes do Ministério da Cultura (MinC) por questionamentos da Controladoria Geral da União (CGU) sobre convênios firmados entre os anos de 1999 e 2007. Contudo, no último dia 22 de março, o Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo concedeu liminar para que a Fundação tivesse seus recursos liberados e pudesse voltar a captar os R$ 10 milhões que faltam. Destes, R$ 7 milhões necessitam apenas de confirmação dos patrocinadores.

Gestão – Heitor Martins, presidente da Fundação Bienal, lamenta que se tenha cogitado a possibilidade de não concretização da mostra: "Deixar de realizar a Bienal por conta de pendências de prestação de contas de eventos realizados há mais de 10 anos não faria nenhum sentido". Conforme ele, todos perderiam com isso, "o público, a comunidade artística e a imagem do País, com a destruição de um patrimônio que é do Brasil". Martins salienta que, desde que assumiu em 2009, luta para reestruturar e modernizar a Bienal, "tornando sua administração mais eficiente, profissional e transparente". Como realizações efetivas, cita a auditoria externa, que é feita pela consultoria KPMG; a contabilidade, que é e x e c u t a d a p e l a P r i c e w aterhouseCoopers (PwC) e a publicação, ao final da 29ª

Rodrigo Lopes

Recursos fônicos em ação: "Do you listen to two radiostations while falling asleep?" é o nome da obra produzida por 'Mobile Radio'.

Fernando Piao

nuvem de dúvidas que pairava sobre a Fundação Bienal de São Paulo dissipouse e, ontem, foi apresentado o conceito que norteia a realização da 30ª mostra na Cidade – a que marca seus 60 anos de arte na metrópole. A Iminência das Poéticas é o mote que unirá trabalhos de 110 artistas, 23 deles brasileiros, entre os dias 7 de setembro e 9 de dezembro deste ano. Luis Pérez-Oramas, curador venezuelano que capitaneia essa nau discursiva (também curador da ala latino-americana do Museu de Arte Moderna de Nova York, Moma), diz que o tema reflete "aquilo que está para acontecer, a palavra na ponta da língua, que pode ser dita ou não". Ele explica que o desafio de sua curadoria consiste em articular 'constelações', onde as diferentes linguagens conversem entre si. "Para criar não um agrupamento de caixas, mas soluções em espaços abertos. Uma atmosfera que interligue dispositivos eficazes de renovação e produção de sentido e significação". Para isso, quatro zonas curatoriais entraram em ação: Sobrevivências (artistas contemporâneos e suas obras re-

Um Bispo do Rosário inédito na mostra

Bienal, do relatório de impacto social da mostra, "com um balanço público de todas as ações e de como o orçamento foi gerido". E conclui: "Transparência é nossa palavra de ordem".

A Bienal de São Paulo é considerada uma das três mais importantes do mundo, ao lado da Bienal de Veneza (Itália) e da Documenta de Kassel (Alemanha). Neste ano, a mostra mantém a entrada gratuita.

PARA QUEM VAI FAZER... paulistanos. A Benedito cabia um bom pedaço de território da Vila Mariana, boa parte dele cortado por ruas sem calçamento. Sua rotina diária lembrava o sadio amanhecer nas fazendas. Quando o Sol estava nascendo, ele já se encontrava no lugar onde é hoje o Parque do Ibirapuera para dar curso à sua jornada. A estrebaria da Prefeitura se erguia no local onde se encontra o prédio da Bienal – e isso não deixa de ser uma notável coincidência premonitória. Benedito lembra, com sua memória intacta a desafiar o tempo, que eram 20 carroceiros a operar naquela área. Dos animais que lhes passaram pelas mãos, recorda com particular saudade de Rochedo e de Dourado, os quais, como se diz, só faltavam falar.

...100 ANOS, PARECE QUE...

R

ochedo e Dourado perfilavam-se para serem arreados quando percebiam Benedito se aproximar e mantinham uma disciplina castrense durante o labor. Por exemplo: resistiam à tentação de pastar nas vegetações à margem do percurso, embora não faltassem oportunidades a cada vez que Benedito ia apanhar as latas de lixo para esvaziá-las na carroça e devolvê-las ao portão. Essa força de vontade torna-se mais expressiva se for considerado que a dupla recebia sua ração de cana e capim ao amanhecer – assim, seria natural sentir fome durante o expediente. Os animais só paravam para beber água a cada

córrego que surgisse. Quando o carreto estava completo, Benedito ia descarregar em terrenos para esse fim nos distantes arredores do aeroporto ou nas franjas da Água Funda, hoje domínios do Zoológico e Jardim Botânico. Esse vai-e-vem tinha um momento bom na hora do almoço. Como sua casa ficava naquela direção, nos ermos do Jabaquara, um grupo de filhos, em ponto previamente combinado, o aguardava com a marmita feita pela mulher. Grupo não é força de expressão. Ele teve 14 filhos, que disputavam a entrega e se compraziam em esperá-lo. De modo que nunca era um só, como seria de praxe.

...FOI ONTEM. LÁ VINHA...

B

enedito nasceu em Ribeirão Preto em 1912, mesmo ano em que o presidente da República Hermes da Fonseca (19101914) enviuvou de Dona Orsinia e o Titanic afundou. À semelhança de milhares de rapazes pobres, veio tentar a sorte na Capital. Quase no final da sua trajetória de lixeiro, ele testemunhou a substituição da carroça por por caminhões Chevrolet. Naturalmente suas recordações dessa fase são menos ricas, pois um trabalhador pode se apegar a um caminhão por ser sua ferramenta de trabalho, como era o caso, porém, jamais um veículo estará à altura de um burro que pode zurrar de satisfação e até intuir o que lhe é dito ou dele se deseja. É possível que essa mudança tenha ajudado Benedito a refletir sobre o valor dos seus companheiros de trabalho. "Os burros", ele ensina, "só precisam ser bem tratados". "Eu aprendi que eles são muito mais atenciosos e ordeiros do que os cavalos. E quem me diz que isso não é sinal de inteligência? Cavalo se distrai com facilidade, é mais rebelde." Segundo Benedito, o estigma dos muares está nas orelhas compridas que lhes conferem um ar enganoso de obtusidade.

...A CARROÇA DO LIXEIRO.

O

motorista do primeiro caminhão Chevrolet com que Benedito trabalhou chamava-se Waldemar. Será que algum de nós, aos 99 anos e sete meses, seria capaz de lembrar?

Gutenberg Bispo Gomes

C

ontrariando crenças generalizadas, o senhor Benedito de Souza entende que burros são mais inteligentes do que cavalos. Os QIs dos primeiros, aliás, seriam inferiores apenas aos dos macacos. Ele o faz do alto de seus 99 anos e sete meses de idade, dos quais cerca de três décadas foram dedicadas aos animais que ele elogia. Portanto, deve saber o que diz. Benedito é, possivelmente, o último remanescente entre os coletores que recolhiam o lixo da Cidade conduzindo uma carroça puxada por dois muares. É difícil imaginar que até a metade do século passado o serviço fosse feito dessa maneira em muitos bairros

Benedito de Souza, 99 anos e 7 meses de idade: memória que desafia o tempo.


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12 -.LOGO

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Paleta de cores O site Retronaut selecionou fotografias inspiradoras para artistas profissionais e amadores. Nas imagens, paletas usadas por grandes nomes da pintura, como Van Gogh, Monet, Gauguin e também Degas, Delacroix e Gustave Moreau, que ilustram esta página. www.retronaut.co/2011/01/pallettes-of-famous-painters

Logo Logo www.dcomercio.com.br

Pisando em letras Kito é um chinelo de borracha diferente. A base, de borracha, imita um teclado de computador. Mas não se anime, não dá para conectá-lo ao computador. http://bit.ly/IH2oPZ

T ECNOLOGIA A RTE

I NGLATERRA

Marko Djurica/Reuters

Seu Mac em risco

O L

A polícia sérvia encontrou um quadro que pode ser do impressionista francês Paul Cézanne. A tela teria sido roubada de um museu suíço em 2008. A polícia não identificou o quadro, mas provavelmente se trata de Menino de Colete Vermelho.

D ESIGN

setor de segurança na computação criticou seriamente a Apple, alegando que a empresa demorou para erradicar um programa nocivo que, segundo os especialistas, pode ter infectado até 600 mil computadores Macintosh, e poderia ser utilizado para obter informações confidenciais dos usuários. A fabricante de produtos eletrônicos anunciou ontem que estava trabalhando para encontrar e eliminar o malware "Flashback", que explora um ponto fraco no software Java, da Oracle, para computadores Macintosh.

A Apple já ofereceu atualizações que corrigem o problema e agora está desenvolvendo software para detectar e eliminar o Flashback. A companhia se recusou a oferecer mais informações, e está sendo criticada por não ter resolvido o problema rapidamente. A Oracle colocou uma atualização do Java que corrige o problema à disposição dos usuários em fevereiro. Diversos blogs de segurança na computação acusaram a Apple de não ter sido franca quanto a questões de segurança no passado. Segundo Paul Ducklin, do grupo de segurança na com-

putação Sophos, a Apple resolveu se manifestar depois de recentes revelações sobre a existência de uma rede de computadores para infectar Macs. "A Apple, aparentemente pela primeira vez, falou sobre um problema de segurança antes que tivesse definido completamente sua estratégia de resposta". O Flashback é uma das maiores invasões a computadores da Apple. A produtora de software antivírus Symantec informou que o malware surgiu na metade do ano passado. A companhia estima que o número de computadores infectados. (Reuters)

Aos quatro anos, com QI de Einstein Heidi Hankins, uma menina britânica de 4 anos foi aceita na Mensa, sociedade conhecida por reunir pessoas de alto QI. Segundo o jornal Daily Mail, o nível de inteligência da menina é de 159, apenas um ponto abaixo do cientista Stephen Hawking e do legendário Albert Einstein. A média de pontuação para um adulto é 100, e para alguém muito inteligente é de 130. Heidi já sabe somar, subtrair, desenhar figuras, ler e escrever.

Reprodução

Diet Coke por Jean-Paul Gautier O estilista Jean-Paul Gaultier foi o diretor de criação de uma nova série limitada de garrafas da Diet Coke, e da campanha publicitária da marca. A série tem duas garrafas exclusivas. Veja a outra no site.

LAR - Iglu de livros do artista Miler Lagos: referência a modos sustentáveis de morar.

http://bit.ly/HyqPQ3

E CONOMIA

Fotos: Chris Helgren/Reuters

Lucro do Google cresce 61% O Google divulgou ontem que obteve alta de 61% US$ 2,89 bilhões - no lucro do primeiro trimestre de 2012. No mesmo período de 2011, o Google teve lucro de US$ 1,8 bilhão, ou US$ 5,51 dólares por ação, quando pagou uma multa de US$ 500 milhões para resolver uma investigação sobre suas práticas de publicidade. A empresa também anunciou que criará um novo tipo de ação "sem direito a voto", a ser listada na bolsa de valores Nasdaq. L OTERIAS Concurso 2871 da QUINA 08

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Titanic, 100 anos depois

C ELEBRIDADES

Imagens de uma coleção de selos comemorativos do lançamento do Titanic foram divulgadas ontem. A coleção está em exposição no cruzeiro que repete a viagem realizada há 100 anos pela embarccação. Diversos países do mundo, entre eles Gâmbia, Madagascar e Guiné lançaram selos pela viagem inaugural do Titanic, que naufragou em 15 de abril de 1912. Os selos são da coleção de Kenneth Mascarenhas, um colecionador apaixonado pela trágica história.

Scarlett Johanson, paranoica

Para além do sabor da fruta Potes de geleia que não deixam você se confundir com o sabor na hora daquele café da manhã em que seus olhos insistem em permanecer fechados. A ideia é ótima, mas por enquanto esse "produto" só existe nos anúncios da empresa La Vieja Fabrica, de Sevilha, Espanha. Os anúncios foram criados com a ajuda de programas de manipulação de imagens pela agência espanhola Tapsa. www.tapsa.es

A atriz Scarlett Johansson falou em entrevista publicada ontem no site da revista Vogue, que demorou para esquecer a publicação na internet de fotos suas sem roupa e admitiu que se sente "paranoica" com o assunto. "Quando saíram aquelas fotos, eu saía para jantar e pensava que as pessoas que estavam lá tinham me visto nua. Foi terrível, me sentia paranoica", disse Scarlett para a revista. A íntegra da entrevista sairá na edição de maio da revista norte-americana. O hacker responsável pela publicação das fotos se declarou culpado e poderá ser condenado à prisão.


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13 ITAÚ UNIBANCO Banco avalia venda de participação que tem na Redecard

conomia

TELES Anatel aprova edital para o leilão do 4G, que deve ser no início de junho.

Governo e Febraban trocam acusações por causa dos juros

Em resposta ao presidente da Federação Brasileira de Bancos, Murilo Portugal, ministro Guido Mantega diz que bancos querem jogar a conta da redução dos juros nas costas do governo.

U

m n o v o r o u n d n a ra fazer cobrança de novas mequeda de braço tra- didas do governo. Se os bancos vada entre o gover- são tão lucrativos, eles têm n o e a F e d e r a ç ã o margem sim para reduzir as taBrasileira de Bancos (Febra- xas", disse o ministro. ban), por causa das taxa de juMantega observou também ros, foi marcado por troca de que a economia brasileira está acusações. O ministro da Fa- "bastante sólida", que a inflazenda, Guido Mantega, afir- ção está baixa e que a situação mou ontem que os bancos pri- fiscal do País está ótima. "Os vados querem "jogar a conta consumidores estão com von(da redução dos juros) nas cos- tade de consumir, com mais tas do governo" e que pos- salários, mas está havendo suem margem de lucro sufi- uma retenção de crédito por ciente para cortar as taxas parte dos bancos privados", sem que o governo tome me- afirmou o ministro. didas como O ministro redução de rebateu as críimpostos e do ticas dos banc o m p u ls ó r i o cos à falta de Se os bancos não (percentual garantias nos tivessem lucro, q u e a s i n s t iempréstimos. poderíamos dizer: "No passado títuições financeiras são nhamos inseprecisamos obrigadas a gurança jurídireduzir tributos, recolher ao ca, mas avanmexer no Banco Central çamos. Há a compulsório. (BC), sem renova lei de famuneração). lências que gaGUIDO MANTEGA, MINISTRO Na terçarante a devolufeira passada, ção de recuro presidente da Febraban, Mu- sos, a alienação fiduciária, que rilo Portugal, apresentou ao garante a retomada de bens, e governo mais de 20 propostas até o Cadastro Positivo foi apropara a redução do spread ban- vado." cário (a diferença entre a taxa HSBC – Horas depois das dede captação do dinheiro pelos clarações de Mantega, o HSBC bancos e a taxa de aplicação anunciou ontem redução dos cobrada do consumidor). Na juros em algumas linhas de ocasião, disse que a margem crédito voltadas à pessoa físide lucro dos bancos represen- ca. Os cortes foram nas linhas ta 30% dos spreads bancários de empréstimo pessoal, finanno Brasil e que "a bola" do cor- ciamento de veículos e crédito te dos juros está no momento consignado, segundo comunicom o governo. cado do banco inglês à imMantega deixou claro on- prensa. As taxas menores cotem que o governo só deve meçam a valer imediatamenexaminar as propostas depois te. O HSBC foi o primeiro banco de uma ação positiva da Fe- privado a fazer isso. No HSBC, braban. O ministro disse que as a taxa mínima do crédito pesinstituições financeiras estão soal caiu de 2,45% ao mês papraticando retenção de crédito. ra 1,99%. No financiamento "O Murilo Portugal, em vez de de veículos, de 1,48% para trazer soluções anunciando au- 0,98%, mesmo nível do juro mento de crédito, veio aqui pa- cobrado pela Caixa Econômi-

ca Federal. No crédito c on si g na do , com desconto em folha de pagamento, a taxa saiu de 1,59% para 0,99%. Cada stro – Mantega negou que o Cadastro Positivo não tenha sido regulamentado. "Está regulamentado sim o Cadastro Positivo. Existem condições sim para que os bancos brasileiros deixem de ser os campeões de spread no mundo", disse. "O governo trabalha permanentemente com uma agenda positiva para aumentar a segurança do crédito, mas independentemente disso os bancos toda hora estão querendo cobrar mais segurança, mais medidas. Querem jogar a conta nas costas do governo", afirmou. Mantega reforçou que a solução não é mexer de imediato nos tributos. "Se não tivessem lucro, poderíamos dizer: de fato, precisamos reduzir tributos, mexer no compulsório. Mas eles têm margem para aumentar o crédito nesse momento, e é necessário que isso seja feito sem se mexer

em nada", disse. Bancos públicos – O ministro citou o papel do corte nas taxas de juros pelos bancos públicos, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, como forma de pressionar os privados. "Os bancos públicos estão agindo, estão aumentando o volume de crédito à disposição da população. O que eu gostaria é que os bancos privados estivessem participando disso, mas não vamos deixar a economia sem crédito". Mantega disse que os bancos públicos tem níveis de inadimplência menores do que os privados, e que "farão o que fizeram em 2009", quando as taxas foram reduzidas para combater o impacto da crise internacional sobre o mercado interno. "Não há risco. Eles vão ter até mais lucro, pois vão emprestar mais". (Agências)

As financeiras buscam o diálogo

A

s financeiras do segmento de automóveis discutiram ontem, em reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, realizada em Brasília, uma forma de dinamizar o crédito. "Nós discutimos uma série de detalhes que ainda serão um pouco mais elaborados, e aí sim vamos trabalhar em uma agenda comum que possa melhorar o crédito de financiamento para automóveis", disse o vice-presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), Gilson Carvalho, ao deixar o encontro. Segundo afirmou Carvalho, as medidas serão feitas em conjunto com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e o governo. Cená rio – O representante da Anef disse que o aumento da inadimplência dos consumidores tem efeito na aprovação final do crédito e no custo do financiamento e que por isso estaria havendo um pequeno aumento das taxas de juros. Ele ressaltou, no entanto, que alternativas para melhorar esse cenário vêm sendo estudadas. "Nós temos a expectativa de melhoria na inadimplência no decorrer do ano. Estamos aguardando os números de março e aí vamos enxergar isso com um pouco mais de clareza. Nós temos a

André Dusek/AE

Procon vê reduções

A

s taxas de juros médias do cheque especial e do empréstimo pessoal tiveram queda no mês de abril, segundo pesquisa divulgada pelo Procon-SP. A taxa do empréstimo pessoal caiu 0,09 ponto percentual, passando de 5,87% ao mês, em março, para 5,78% ao mês em abril. Já a retração do cheque especial foi de 0,02 ponto percentual, indo de 9,54% ao mês para 9,52% ao mês. Para a assessora técnica do Procon-SP, Cristina Rafael Martinussi, as reduções não foram muito expressivas em pontos percentuais. "No entanto já evidenciam uma tendência do mercado, em resposta à maior flexibilização da política monetária", diz. O Banco Central anunciou no início de

março o quinto corte consecutivo na taxa básica de juros, a Selic, que caiu para 9,75% ao ano. A redução foi de 0,75 ponto percentual. Na semana passada, o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal anunciaram redução das taxas de juros. O Procon diz, porém, que os efeitos da medida só poderão ser constatados nas próximas pesquisas. "A tendência de queda dos juros, puxada pelo movimento dos bancos públicos, deve estimular a competição entre as instituições financeiras, o que pode levar a um aumento da oferta de crédito e redução das taxas de juros." A pesquisa foi feita no dia 3 de abril no Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander. (Folhapress)

S.A. CNPJ 97.837.181/0001-47

Por mais crédito, ministro Mantega (à dir.) se reúne com representantes das financeiras das montadoras. expectativa de que esse número reduza e se reduzir, sem dúvida, o crédito será acelerado", afirmou. O vice-presidente da Anef disse também que o mercado tem liquidez, mas precisa da garantia de que irá receber o retorno do financiamento. Ele destacou que os grandes bancos detêm quase 70% desse mercado, enquanto as financeiras das montadoras ficam com aproximadamente 25% da concessão de crédito. Segundo ele, as financiado-

ras são sempre um pouco mais agressivas do que os bancos na liberação de crédito. "Nós sempre rejeitamos um pouco menos de fichas do que os demais. Se teve momentos em que eram aprovadas sete em dez fichas, agora devem estar em cinco, no nosso caso", disse Carvalho. O vice-presidente da Anef destacou ainda que as financeiras das montadoras não conseguem influenciar tanto o mercado de crédito quanto os bancos, mas estão traba-

lhando para serem a contrapartida da retração dos financiamentos nos grandes bancos e ajudar a fazer o mercado circular "um pouquinho mais". Ele disse que embora o próprio veículo seja a garantia do crédito, não é fácil fazer a execução da dívida. A reunião na Fazenda com representantes das financeiras foi aberta pelo ministro Mantega e prosseguiu com o secretário-executivo, Nelson Barbosa, e o secretário de Política Econômica, Márcio Holland. (AE)

Companhia Aberta NIRE 35300154410 Edital de Convocação ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA Os Senhores Acionistas da DURATEX S.A. são convidados a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, que será realizada em 25.04.2012, às 11:00 horas, no auditório da sede social, na Avenida Paulista, 1938 - 5º andar, em São Paulo (SP), a fim de: EM PAUTA ORDINÁRIA: 1. tomar conhecimento dos Relatórios da Administração, do Comitê de Auditoria e de Gerenciamento de Riscos e dos Auditores Independentes e examinar, discutir e deliberar sobre as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31.12.2011; 2. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício; 3. fixar o número de membros titulares e suplentes e eleger os membros do Conselho de Administração para o próximo mandato anual; nos termos das Instruções CVM 165/91 e 282/98, os interessados em requerer a adoção do voto múltiplo nessa eleição deverão representar, no mínimo, 5% do capital social; e 4.deliberar sobre a verba destinada à remuneração dos integrantes do Conselho de Administração e da Diretoria. EM PAUTA EXTRAORDINÁRIA: Examinar proposta do Conselho de Administração e deliberar sobre: I - Estatuto Social - Alteração dos seguintes dispositivos estatutários: (a) no item 5.3, para dispor que as opções de ações da Companhia também podem ser outorgadas a administradores e funcionários de sociedades ou entidades ligadas à Companhia; (b) no item 19 (ix), para excetuar de autorização do Conselho de Administração a prestação de fiança, aval ou outra garantia quando a beneficiária for sociedade controlada unicamente pela Companhia, direta ou indiretamente; e, (c) no item 24 (viii), para dispor que o Diretor Presidente, em conjunto com outro Diretor e independentemente de autorização do Conselho de Administração, poderá aprovar a prestação dessas garantias quando a beneficiária for sociedade controlada unicamente pela Companhia, direta ou indiretamente; II - Plano para Outorga de Opções de Ações - Alteração do Plano para Outorga de Opções de Ações para: (a) atualizar a denominação do Comitê de Pessoas para Comitê de Pessoas, Governança e Nomeação; (b) dispor que as opções também poderão ser outorgadas a administradores e funcionários de sociedades ou entidades ligadas à Companhia; e, (c) incluir dispositivo sobre a utilização do saldo de opções não outorgadas num determinado exercício. Informações Gerais: Os documentos a serem analisados na Assembleia encontram-se à disposição dos Acionistas no website de relações com investidores da Companhia (www.duratex.com.br/ri), bem como no website da CVM (www.cvm.gov.br) e da BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br). Para exercer seus direitos, os Acionistas deverão comparecer à Assembleia portando documento de identidade e comprovante de depósito das ações emitido pela instituição depositária, contendo a respectiva participação acionária. Os Acionistas podem ser representados na Assembleia por procurador, nos termos do artigo 126 da Lei 6.404/76, desde que o procurador esteja com documento de identidade e os seguintes documentos comprovando a validade da procuração (para documentos produzidos no exterior, a respectiva tradução consularizada e juramentada): a) Pessoas Jurídicas: cópia autenticada do contrato/estatuto social da pessoa jurídica representada, comprovante de eleição dos administradores e a correspondente procuração, com firma reconhecida em cartório; b) Pessoas Físicas: a correspondente procuração, com firma reconhecida em cartório. De modo a facilitar os trabalhos na Assembleia, a Companhia sugere que os Acionistas representados por procuradores enviem, com antecedência mínima de 48 horas, cópia dos documentos acima elencados por correio ou portador para Duratex S.A. - Assuntos Paralegais, Av. Paulista nº 1938 19º andar - Bela Vista, São Paulo-SP - CEP 01310-942. São Paulo (SP), 9 de abril de 2012. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO (10/12/13) Salo Davi Seibel - Presidente


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14 -.ECONOMIA

sexta-feira, 13 de abril de 2012

INDICADORES ECONÔMICOS

12/4/2012

COMÉRCIO Balanço geral

mar12/mar11 5,7 Indicador de Movimento do Comércio a Prazo (IMC) 4,9 Indicador de Movimento de Cheques (ICH) 9,6 Indicador de Registro de Inadimplentes (IRI) 9,2 Indicador de Recuperação de Crédito (IRC) -41,3 Falências requeridas 16,7 Falências decretadas (8/3) Recuperações requeridas (10/12) Recuperações deferidas Obs.: números referentes à capital

Evolução das falências decretadas

Cheques sem fundo registrados no Banco Central

mar12 mar12/mar11 (%) 50 588 78,8 3.362 77,2 1.689

Indústria Comércio Serviços Não classificados

Destaques/fevereiro

março

Pessoa física jan/12 fev/12 mar/12

35,5% 25,7% 74,9%

5.351 5.087 5.639

empréstimo pessoal 5,78 5,20 6,31 4,90 5,93 6,76 5,40 5,99

INVESTIMENTOS

Caderneta de poupança 0,6073 0,5622 0,5631 0,5895 0,6169 0,6273 0,5936 0,5585

9 10 11 12 13 14 15 16

0,5396 0,5291 0,5537 0,5882 0,5995 0,5522 0,5330 0,5494

17 18 19 20 21 22 23 24

0,5494 0,5750 0,5888 0,5885 0,5914 0,5569 0,5284 0,5337

25 26 27 28 29 30

Taxas de juros no País pessoas jurídicas

Fundos de investimento

setembro outubro novembro dezembro janeiro fevereiro

aquisição de bens 15,4 15,0 13,8 13,5 14,7 15,2

conta garantida 107,7 103,9 111,0 110,5 109,1 104,8

Taxas de juros no País pessoas físicas crédito pessoal 49,7 52,2 48,6 48,2 50,3 50,6

cheque especial 186,7 183,8 188,4 188,1 185,9 182,8

em % ao ano

setembro outubro novembro dezembro janeiro fevereiro

aquisição de bens 29,6 29,6 28,5 28,0 28,4 28,4

Fonte: Banco Central

Taxa Selic em % ao ano

2011 janeiro março abril junho julho agosto outubro novembro

11,25 11,75 12,00 12,25 12,50 12,00 11,50 11,00

em % ao ano

2012 janeiro março abril maio julho agosto outubro novembro

10,50 9,75

Fonte: Banco Central

Taxas de referência TR

em %

4/abr 5/abr 6/abr 7/abr 8/abr 9/abr 10/abr 11/abr

0,0096 0,0105 0,0000 0,0000 0,0159 0,0558 0,0263 0,0457

TR pro rata 0,0004800 0,0005250 0,0007949 0,0026564 0,0012522 0,0021757

TBF

0,6597 0,6606 0,6421 0,6421 0,6760 0,7262 0,6865 0,7060

Fonte: Banco Central

Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) Período: 6% ao ano Fonte: BNDES

UFM, Ufesp, Ufir Unidade Fiscal do Município UFM 102,02 Unidade Fiscal do Estado de São Paulo Ufesp R$ 18,44 Ufir R$ 1,0641 (deixou de ser calculada em janeiro de 2001)

UPC

12 meses 11,78 12,38 13,85 5,69 -2,50 -12,44 -18,95 -4,62 12,49

Fonte: Anbima

PREÇOS E ALUGUEL

fev12 897.806

ago11/ago10 -1,9%

ago11/ago10 -11,8%

fev12/fev11 -6% *cheques pagos

Falências decretadas Ano de fundação das empresas fev 1 3 1 5

Até 1970 De 1971 a 1980 De 1981 a 1990 De 1991 a 1993 De 1994 a 2009

em %

IPCA INPC IGP-M IGP-DI IPC-Fipe IPP

nov dez jan 0,52 0,50 0,56 0,57 0,51 0,51 0,50 -0,12 0,25 0,43 -0,16 0,30 0,60 0,61 0,66 0,02 -0,17 -0,46

Fatores de reajuste do aluguel Fontes: FGV, IBGE, Dieese, Fipe, DC

mar 0,21 0,18 0,43 0,56 0,15

fev 0,45 0,39 -0,06 0,07 -0,07 -0,38

IGP-M IGP-DI IPCA IPC-Fipe

2012 12 meses 5,24 1,22 4,97 1,08 3,23 0,62 3,32 0,93 4,39 0,74 0,76 -0,81

fev 1,0453 1,0429 1,0622 1,0530

mar 1,0343 1,0338 1,0584 1,0460

abr 1,0323 1,0332 1,0524 1,0439

CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E IMPOSTO DE RENDA alíquota de recolhimento ao INSS (%) 8 9 11

alíquota (%) 8 a 11 12

mínimo (R$) 49,76 74,64

máximo (R$) 430,78 469,94

Salário-mínimo Salário-família R$ 622,00 5/4 5,06 4,69 1,78

9,00

9,00

9,00

36,20

36,50

36,35

3,30 2,27

3,20 2,00

3,20 2,00

19,00 55,00

19,00 55,37

19,00 55,00

Fonte: INSS

R$ 31,22, por filho de até 14 anos incompletos ou inválido, para quem recebe até R$ 608,80 R$ 22,00, por filho de até 14 anos incompletos ou inválido, para quem recebe até R$ 915,05

Imposto de Renda da Pessoa Física Rendimento (R$) Até 1.637,11 De 1.637,12 a 2.453,50 De 2.453,51 a 3.271,38 De 3.271,39 a 4.087,65 Acima de 4.087,65

Dedução (R$) isento 122,78 306,80 552,15 756,53

Alíquota (%) 7,5 15 22,5 27,5

variação(%) 2,88 3,04 2,67 2,34 2,76 -0,01 0,24 1,38 1,39 2,15 1,46

Ibovespa IBRX-50 IBRX ISE ICO2 Itel IEE Icon Imob Itag Idiv

Ações mais negociadas no dia

cotação (R$) 42,80 43,86 22,01 14,02 32,96

Vale PNA Vale ON Petrobras PN OGX Petróleo ON Itaú Unibanco PN

pontos 63.058 9.061 21.700 2.307 1.144 1.814 34.934 1.996 853 9.649 3.398

variação (%) 6,07 6,35 3,09 5,49 3,81

Maiores oscilações do Ibovespa (em %) Maiores altas PDG Realty ON Vale ON Vale PNA

Maiores baixas Usiminas ON Cosan ON Localiza ON

6,36 6,35 6,07

-5,32 -3,28 -2,76

Volume de negócios R$ 8,219 bilhões Quantidade de negócios 895.497

Histórico do Ibovespa em %

Na semana -0,99 No mês -2,25 No ano 11,10

Ibovespa nos últimos seis meses Variação acumulada (em %) out 11,49 nov -5,21 dez -0,21 jan 11,13 fev 4,34 mar -1,98 Fonte: BM&FBovespa

Moedas no dia (em R$)

Empregados domésticos Empregado Empregador

em 2012 1 1 4 3 17

Moedas

Segurados empregados, inclusive domésticos, e trabalhadores avulsos salário de contribuição(R$) até 1.174,86 de 1.174,87 a 1.958,10 de 1.958,11 a 3.916,20

mar 3 1 5

Fonte: Associação Comercial de São Paulo

Índices de inflação

Salário-mínimo e salário-família

Expectativas de mercado para 2012

Fonte: Banco Central

ano 1,68 1,83 2,64 -7,89 15,09 11,09 11,21 13,30 1,91

*aposentadoria só por idade

Relatório Focus

*Produto Interno Bruto (PIB)

Fundos DI Fundos de renda fixa Multimercados macro Fundos cambiais Ações Ibovespa indexado Ações setoriais Ações FMP-FGTS Fundos de índices - ETFs Previdência renda fixa

fev 0,76 0,84 1,45 -1,82 3,91 -1,41 -3,64 3,48 0,88

Plano simplificado*: 11% sobre R$ 622 (R$ 68,42) Regime geral: 20% (mínimo de R$ 124,40; máximo de R$ 783,24)

Unidade Padrão de Capital jan/fev/mar R$ 22,24 abr/mai/jun R$ 22,28

IPCA (%) IGP-M (%) Taxa de câmbio (R$/US$ fim do período) Meta Taxa Selic (% ao ano/fim do período) Dívida líquida do setor público (% do PIB*) PIB (% de crescimento) Produção industrial (% do crescimento) Balança comercial (US$ bilhões) Invest. Estrangeiro Direto (US$ bi)

Rentabilidade média (em %)

0,5584 0,5889 0,5810 0,6112

Facultativos

Há 4 Há 1 semanas semana 5,27 5,27 4,56 4,66 1,75 1,77

fev12 2.130.714

Comportamento dos índices no dia

abr/12

Obs.: a remuneração dos dias 29 e 30 é a do dia 1º subsequente Fonte: Banco Central

capital de giro 27,4 27,3 26,3 24,4 26,0 26,1

fev12 1.465.290

Bolsa de valores

Rendimento na data de aniversário (em %) 1 2 3 4 5 6 7 8

Cheques sustados por roubo ou extravio

MERCADO FINANCEIRO

Fonte: Procon-SP

em % ao ano

7,5% 7,9% 36,6%

17.319 22.962 22.151

Cheques sem fundo excluídos do Banco Central*

*em relação a igual mês do ano anterior

Taxas de juros ao consumidor cheque especial 9,52 8,31 8,90 8,25 9,98 8,89 12,30 9,99

valor (R$) 3.340.883 1.956.885 1.852.202 1.071.901 1.055.303 567.470

Vestuário e artefatos de tecidos Administrat., plan., imob., aluguel fitas Produtos alimentares Engenharia, construção, instalação Tecidos, armarinhos e artefatos de tecidos Material de construção e ferragens

jan/12 fev/12 mar/12

JUROS E TAXAS DE REFERÊNCIA abr/12 Média Procon Banco do Brasil Bradesco CEF HSBC Itaú Unibanco Safra Santander

Por segmento (em quantidade)

Pessoa jurídica

fevereiro

em % ao mês

Cheques - dados nacionais

Quantidade e evolução*

10 janeiro

Títulos protestados (na capital)

Deduções para trabalhador assalariado R$ 164,56 por dependente; pensão alimentícia paga por acordo judicial ou por escritura pública; contribuição à Previdência Social R$ 1.637,11 por aposentadoria a quem já completou 65 anos de idade; contribuições à previdência privada. Fonte: Receita Federal do Brasil

Dólar comercial Dólar turismo Euro Iene Libra esterlina

compra venda 1,828 1,826 1,89 1,75 2,4053 2,4054 0,02258 0,02259 2,9104 2,9117

Variação do dólar no dia: -0,38% Fonte: Banco Central, Enfoque Sistemas

Depois de três dias seguidos de queda, ontem, finalmente, a Bovespa conseguiu encerrar o pregão em alta. O avanço de cerca de 6% das ações da Vale e de 3% dos papéis da Petrobras garantiram o bom desempenho da bolsa. O bom humor, assim como o mau humor nos outros dias, foi motivado pelo cenário externo. Desta vez, a China foi a principal responsável por um noticiário mais animador. O Ibovespa encerrou com ganho de 2,88%, em 63.058 pontos. O giro financeiro voltou a subir, somando R$ 8,22 bilhões. O Banco Central chinês informou que os novos empréstimos bancários no país subiram acima do esperado em março, apontando para uma guinada na condução da política monetária. A expectativa de um PIB (Produto Interno Bruto) melhor na China refletiu em cheio na Vale, que tem o país como principal cliente. No mês, o papel ON da empresa passou a registrar ganho de 2,24% e o PNA, alta de 3,23%. (AE) Para esclarecer dúvidas, fazer reclamações ou dar sugestões sobre os indicadores econômicos, entrar em contato com o Diário do Comércio pelo e-mail indicadores@dcomercio.com.br, ou pelo telefone (11) 3244-3829 (a partir das 13 horas)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 13 de abril de 2012

15

e Telefônica passa a ser Vivo no domingo Diferentemente do ano passado, quando o primeiro trimestre decepcionou, este ano estamos alinhados. Hugo Bethlem, do grupo Pão de Açúcar

conomia

Após integração, grupo espanhol adotará a marca única, considerada a mais admirada pelo consumidor, para telefonia móvel, fixa, internet e TV por assinatura. Werther Santana/AE

Karina Lignelli

A

partir de domingo, 15 de abril, a Vivo será a nova marca nacional do grupo espanhol Telefônica para serviços de telefonia móvel, fixa, internet e TV por assinatura. O nome Telefônica continua, mas apenas de forma institucional. Anunciada ontem, a conclusão da integração e da adoção da marca única, que durou 18 meses e consumiu R$ 120 milhões em investimentos, aponta uma nova fase no posicionamento da empresa para fidelizar ainda mais clientes – além de lidar com as expectativas dos 90 milhões que já possui. A tarefa não será fácil: a Telefônica, que ficou durante cinco anos na lista das empresas mais reclamadas do Procon-SP, até 2010, agora atenderá pelo nome Vivo, considerada a mais admirada do grupo pelo consumidor, segundo dizem especialistas. Vantagens financeiras, como tarifas menores em ligações de fixo para até três números móveis da Vivo, ou descontos de até 50% na anuidade de modems de internet e 3G móvel (serviço agora chamado de Speedy Vivo), serão algumas dessas estratégias. "Trabalhamos nos últimos 18 meses para oferecer a melhor qualidade e o portfólio

A

mais completo de serviços aos clientes", afirmou o presidente da Vivo/Telefônica, Antônio Carlos Valente, que lembrou que, em 2011, a Telefônica ficou de fora do ranking das cinco empresas mais reclamadas do Procon-SP (ocupou o sexto lugar), além de a Vivo ter os melhores índices entre operadoras nacionais no Índice de Desempenho de Atendimento (IDA), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A adoção da marca, de acordo com a companhia, segue uma estratégia global do grupo para consolidar ainda mais sua liderança no maior mercado em que atua, o brasileiro. Aqui, essa liderança se reflete tanto em receita (R$ 34,2 bilhões, em 2011), como em número de clientes: só em telefonia móvel, são 74 milhões (ou participação de 28,5% do mercado). Para ampliar essa posição, a companhia anunciou investimentos de R$ 24,3 bilhões no País, entre 2011 e 2014. Isso inclui mudanças imediatas, como a Central de Atendimento convergente – que já está em funcionamento –, e a construção de um novo Data Center (que integra as infraestruturas de TI das operações fixa e móvel, e entra em operação neste mês), que recebeu investimentos na ordem de R$ 400 milhões, segundo Valente. Mu dan ças – Além da nova campanha de reposiciona-

O diretor geral, Paulo Cesar Teixeira, e o presidente da Vivo/Telefônica, Antônio Carlos Valente (à dir.): mudança na marca, produtos e site. mento da marca Vivo em todas as mídias, a partir de domingo, entram em vigor também mudanças que impactarão 15 milhões de clientes em São Paulo, usuários de banda larga, linhas fixas (Vivo Fixo) e TV por assinatura (a antiga TVA, que agora é a Vivo TV). Alguns clientes corporativos e de TV por assinatura em de-

mais estados também serão atingidos. No total, segundo a companhia, 131 lojas e 14 postos de serviço Telefônica em território paulista terão identidade visual da Vivo. A comunicação dos call centers também muda. O portal da empresa terá identificação da Vivo, assim como os cartões telefônicos e

Nacho Doce/Reuters

Varejista encerrou o primeiro trimestre com vendas líquidas de R$ 12,147 bilhões, crescimento de 11,8% ante igual período do ano passado.

independente do número discado. Já as faturas de serviços fixos e móveis trarão o logo da Vivo, mas continuam separadas, conforme preferência identificada nos clientes de São Paulo em pesquisa encomendada pela empresa, informou Gebara. Nos demais estados, as faturas serão convergentes.

Brasil compensa recuo do Carrefour na Europa

A

s vendas do Carrefour no Brasil tiveram destaque no resultado mundial do grupo no primeiro trimestre. O crescimento ajudou a compensar perdas em mercados na Europa. A varejista registrou uma alta de 7,8% no País no conceito de mesmas lojas, que considera unidades com mais de um ano de funcionamento. O faturamento das unidades brasileiras alcançou 3,2 bilhões de euros (R$ 7,6 bilhões) nos três primeiros meses do ano. A alta, segundo o grupo, foi puxada pelo bom desempenho da bandeira Atacadão e por uma recuperação dos hipermercados. O resultado também foi bilhões de euros beneficiado por impacto positivo de calendário, (R$ 7,6 bilhões) foi estimado em 1,8%. quanto alcançou o Brasil e Argentina impulsionaram as faturamento das vendas da região da unidades brasileiras América Latina, onde o nos três primeiros desempenho no mesmo conceito avançou 8,6% e meses deste ano. o faturamento fechou em 4,42 bilhões de euros (R$ 10,6 bilhões) apesar da queda na Colômbia. A região ajudou a compensar o resultado negativo das unidades europeias, onde as vendas caíram 6,9% sem contar a França. Em seu mercado de origem, a varejista teve retração de 0,3%. A contribuição brasileira não garantiu o crescimento no desempenho total da rede no período. No conceito mesmas lojas, houve recuo de 0,1%. O faturamento do grupo somou 22,4 bilhões de euros (R$ 53,76 bilhões). A cifra inclui todas as atividades da companhia, como os postos de gasolina. (Folhapress)

3,2

Pão de Açúcar investe R$ 2 bi e aposta em forte expansão

pós ter aproveitado a desaceleração do consumo em 2011 para concluir o plano de conversão de lojas, o Grupo Pão de Açúcar se prepara para colocar em prática sua estratégia de expansão em 2012, quando os investimentos devem chegar a quase R$ 2 bilhões, em meio à gradual retomada da demanda do consumidor. A maior varejista do País encerrou o trimestre com vendas líquidas de R$ 12,147 bilhões, crescimento de 11,8% ante o mesmo período do ano passado. "O resultado ficou em linha com o orçamento (da companhia)", disse ontem o vice-presidente de relações corporativas do grupo, Hugo Bethlem. "Diferentemente do ano passado, quando o primeiro trimestre decepcionou, neste ano estamos alinhados." O resultado foi favorecido pelo desempenho tanto do segmento alimentar quanto da Viavarejo – ex-Globex, que concentra ativos de eletroeletrônicos e comércio online –, com altas de 11,2% e 12,4% nas vendas líquidas, respectivamente. Segundo o executivo, a aceleração do plano de

os 200 mil orelhões, que trarão a nova marca. No caso dos telefones públicos, porém, a mudança será gradual e deve se estender por um ano, segundo o diretor de estratégica, marcas e novos negócios, Christian Gebara. A operação unificada da Central de Atendimento vai funcionar da mesma forma,

conversão de lojas contribuiu para o resultado no caso do segmento alimentar (supermercados e hipermercados) por "capturar e atender a necessidade da nova classe média brasileira". A Viavarejo, por sua vez, teve a seu favor as ações de marketing e campanhas de liquidação, com forte desempenho no comércio eletrônico. As vendas mesmas lojas totais do grupo – que consideram aquelas em operação há pelo menos 12 meses – enquanto isso, cresceram 9,6% no primeiro trimestre. A tendência, conforme Bethlem, é que o atual trimestre mantenha a trajetória de vendas maiores na comparação anual, apoiada na recuperação da demanda do consumidor. "A tendência é positiva. Teremos um segundo trimestre pelo menos parecido com o primeiro", afirmou. O segundo trimestre tende a ser beneficiado pela comemoração de datas como Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Namorados. As vendas do período também devem ter maior efeito de medidas de

incentivo ao consumo como a prorrogação da alíquota menor do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para itens da linha branca. As previsões do grupo para este ano serão anunciadas oficialmente em 7 de maio, segundo o executivo, na ocasião da divulgação do balanço do primeiro trimestre. Investimentos – Os investimentos previstos pela companhia para este ano podem chegar a R$ 1,966 bilhão, montante 24,3% superior ao desembolsado no ano passado, conforme proposta a ser aprovada em assembleia a ser realizada no dia 27 deste mês. Em 2011, o plano inicial da companhia previa até R$ 1,410 bilhão em investimentos. O aporte, entretanto, foi 12,2%, sendo mais de R$ 660 milhões voltados a reforma de lojas. Neste ano, a maior parcela dos investimentos ficará concentrada na expansão de lojas, além de compra de terrenos e infraestrutura logística e tecnológica. O grupo planeja abrir cerca de 420 lojas até 2014, a maior parte de unidades de pequeno formato, sob a

bandeira Extra Fácil. No primeiro trimestre, foram inauguradas duas lojas (Extra Hiper e Assaí) e cinco foram convertidas em Minimercado Extra. Outras 14 unidades estão em fase de construção. Em 2011, a varejista converteu as lojas Compre Bem e Sendas para a bandeira Extra e redesenhou as unidades Assaí, além de ter convertido as unidades Extra Fácil para a marca Minimercado Extra. A integração de Casas Bahia ao grupo também está prevista para ser concluída neste ano. "Esperamos o ano passado inteiro, esperamos o primeiro trimestre. Temos expectativa de que aconteça no segundo trimestre", afirmou Bethlem, se referindo ao parecer do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) quanto à aquisição de Casas Bahia, anunciada em dezembro de 2009 e que teve os termos revisados em meados de 2010. "Se vem a liberação (do Cade), conseguimos acelerar as sinergias que ainda não foram capturadas", acrescentou. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16

e

conomia

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Confiamos no bom senso do governo em flexibilizar a alta de 30 pontos percentuais do IPI para as marcas (de veículos) ainda sem. Flavio Padovan, presidente da Abeiva e da Land Rover

BARBIE ganhou outros produtos

ESTRELA CADENTE

O

s Estados Unidos, a Europa e o Japão irrigaram, desde 2008, mais de US$ 9 trilhões na economia mundial com a finalidade de reduzir a cotação de suas moedas – dólar, euro e o japonês iene – na tentativa de reestabelecer a competitividade dos seus produtos. Não deu, até agora, os resultados esperados. A China, que ameaça a todos, manteve sua moeda, o yuan, bem baixa e competitiva, portanto continua vendendo horrores. Foram países emergentes como o Brasil os mais prejudicados pelo que a presidente Dilma Rousseff classificou de "tsunami monetário", pois o real cotado a valor alto diante do dólar, acabou por inibir as exportações brasileiras, sobretudo de manufaturados. A reação do governo foi a criação, no início do mês, de um pacote de benefícios fiscais e trabalhistas, visando manter a indústria brasileira nos eixos. Na outra ponta, uma maior oferta de crédito, com redução de taxas de juros pelos bancos oficiais (Banco do Brasil e Caixa – a que se espera que os privados sigam a mesma trilha) para estimular o consumo, a manutenção de empregos e assegurar o crescimento em ano atípico. Ano eleitoral, em que as condições e sensação de conforto e segurança estão na pauta e podem influenciar o resultado nas urnas. O problema de medidas de exceção, no entanto, é que correm sempre o risco de o hábito mais que vestir o monge, a ele emprestar o caráter e o comportamento. Esse é o caso emblemático da nossa Estrela, que se tornou cadente. A fábrica de brinquedos que embalou a infância dos que nasceram nos anos 1940, 1950, 1960, 1970 e até 1980, quando se viu

DIVERSÃO sozinho ou em grupo

Fotos: Divulgação

SELO sustentável: alguns brinquedos recebem patrocínio ameaçada nos anos 1980 pelo "dragão chinês", gritou e esperneou. Não foi a única. Os fabricantes nacionais se agruparam na Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) para pedir proteção, alíquotas incidentes sobre o brinquedo importado nas alturas e recursos facilitados para investimento no parque industrial. Em contrapartida, na área social, passaram a responder por políticas de defesa da criança e dos adolescentes por meio da Fundação Abrinq, a moeda de troca que se tornou mais vigorosa que a própria indústria. A Estrela, nesse momento e com o mercado nacional mais uma vez garantido, pouco ou nada investiu em inovação. Passou até a fabricar aqui a Barbie, concorrente da sua Susi, porque a americana Mattel não queria ver seus produtos fora das prateleiras do País com as regras mais duras para a importação. A Estrela continuou, então, a produzir suas bonecas, seus

jogos como o tradicionalíssimo Banco Imobiliário, e o Autorama, até que Ayrton Senna derrapou e morreu nas perigosas curvas de Ímola em 1 de maio de 1994, e as crianças perderam o estímulo para repetir, nos lares, as corridas. Hoje, alguns dos brinquedos da Estrela como o Banco Imobiliário, saem da fábrica sobre patrocínio, como o que leva o selo de sustentável em que a Braskem, maior empresa do setor de plásticos – item que sofre pressão de ecologistas e afins –, pretende mostrar que é importante elo da cadeia produtiva e de conforto dos brasileiros e tem sim preocupação com o meio ambiente. A americana Mattel, mais atenta ao comportamento da criança e do adolescente, transformou a Barbie na assinatura dos mais variados produtos, de malas, sacolas, iogurtes e sobretudo eletroeletrônicos, com o licenciamento da marca rendendo altos e crescentes dividendos.

Tão cinquentona quanto a americana, a brasileira Susi foi ficando para trás nessa corrida. E não foi por falta de estímulo fiscal e de empréstimos via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nem de propaganda, pois a DPZ durante décadas assinou as campanhas da Estrela. Foi por falta de visão de futuro até que, de ameaçada pelos brinquedos chineses, a Estrela passou a comprar deles muitos dos produtos que hoje oferece com sua marca, que vive no coração da gente. Tanto quanto grandes empresas, que agora vão receber benefícios, a indústria da publicidade parece perdida em meio ao novo comportamento do consumidor e sua relação com as novas plataformas de comunicação mais que com o câmbio. O tsunami monetário pode ser mais que um desastre, um convite para se repensar. É claro que o varejo vai sair ganhando com o aumento do crédito, mas tratar bem o consumidor sempre foi uma regra clara e nem precisava de a Oracle falar de CRM ou vender tais plataformas caríssimas para alertar da importância do fato. Qualquer dono de botequim sabe que se ele conhece os hábitos dos clientes tem como ofertar inovações dentro do mesmo tema e ter sucesso na abordagem, pois não tem nada melhor do que pedir, e ser atendido no que se deseja. Cabe agora à indústria oferecer o novo e às agências de publicidade novas e criativas abordagens, antes que os chineses o façam.

Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revista publicitta. com.br

NAS CURVAS

BRILHANTE

O

A

Autorama sempre foi o brinquedo preferido daqueles que hoje têm 30, 40, 50, 60 anos. Se divertiam sozinhos ou em grupo, assumiam a direção primeiro no lugar de Emerson Fittipaldi, depois de Ayrton Senna até que, como brasileiro detesta ser segundo ou vice, o brinquedo saiu das curvas. Rubens Barrichello, não seria capaz de emprestar novo estímulo e Felipe Massa, nas pistas, ficou na promessa do Brasil novamente campeão de Fórmula 1. Um desastre para a Estrela e seu brinquedo.

BRASILEIRINHA

E

m 1959, a Mattel lançou a Barbie, um ano depois a Estrela lançou a Susi. As duas eram sinônimo de brinquedo preferido das meninas. Tinham corpo de sereia e lindos cabelos, mas foram perdendo o glamour, marca das duas, para brinquedos mais eletrônicos. A Mattel tratou de levar a boneca para outros produtos, dar um novo banho de loja e de modernidade. A Susi ainda resiste, mas perdeu lugar nas prateleiras. Se a criança, depois dos 5 ou 6 anos, não quer a boneca, carrega a lancheira, o caderno, a lapiseira e até o netbook.

BRINQUEDO foi relançado

NA EUROPA

A

DM9DDB em busca do famoso Leão de Titanium, do Festival Internacional de Publicidade de Cannes, colocou jovens passeando com o brinquedo Ferrorama por diversas cidades da Europa até se convergirem para a sede do festival. Não ganhou o prêmio, mas muita mídia gratuita. A Estrela relançou, em edição especial o brinquedo, mas as crianças não têm mais paixão pelos trens, os de passageiros que estimulam essa relação saíram dos trilhos e nada indicam que possam voltar, ainda que o País tenha dimensões continentais.

Brinquedos Estrela, fundada em 1937, sempre foi sinônimo de bons produtos. Até hoje, pais receosos com a qualidade dos importados, dão preferência aos da Estrela. O problema é que a garotada, segundo as mais diferentes pesquisas de comportamento – muitas das quais saindo do forno da Ipsos/Marplan –, prefere os eletroeletrônicos. Sony e Nintendo deitam e rolam neste mercado. Mas a Estrela, ainda que cadente, brilha nos olhos de muitos consumidores, coisa de pai e mãe para filho, principalmente de avós e avôs para os netos pimpolhos.

Redução de veículos importados

A

s vendas de carros importados no País apresentaram a primeira queda consolidada após o aumento em 30 pontos percentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em dezembro. O aumento do imposto foi anunciado pelo governo em setembro do ano passado para frear as importações de veículos e favorecer a produção local. À época, os importadores acusaram lobby da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A Anfavea negou. Segundo os dados divulgados ontem pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), em março foram vendidas 300 unidades

300 unidades de veículos foram vendidas a menos em março deste ano ante igual período de 2011. Isso representa queda de 2,1%. a menos do que em igual período do ano passado, uma queda de 2,1%. O resultado no primeiro trimestre deste ano também foi inferior ao obtido em igual período de 2011. Segundo os da-

dos, a queda foi de 0,4%. No período, as vendas somaram 35.463 unidades. "Embora pareça estável, podemos interpretar esse número como o início de uma queda geral prevista para este ano, caso nada mude com relação ao aumento do IPI de 30 pontos percentuais", disse o presidente da Abeiva e da Land Rover, Flavio Padovan. Segundo a associação, a queda no trimestre só não foi maior porque as vendas em março compensaram o resultado de fevereiro, por ser um mês mais curto. "O desempenho isolado do mês de março já era esperado, até porque tivemos em fevereiro um mês muito 'curto' com o carnaval. Além disso, algumas das marcas associadas

à Abeiva ainda tinham nas suas redes de distribuição, estoques de veículos com IPI anterior, ou seja, sem o impacto do aumento dos 30 pontos percentuais", disse Padovan. Em relação ao novo regime automotivo brasileiro, anunciado no último dia 3, o presidente da Abeiva afirmou que vai aguardar a regulamentação e detalhamento das novas regras para, com mais clareza de alguns pontos, divulgar um pronunciamento oficial. "De qualquer modo, já verificamos uma abertura para as empresas interessadas em investir no País e confiamos no bom senso do governo em flexibilizar a alta de 30 pontos percentuais do IPI para as marcas ainda sem", disse. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 13 de abril de 2012

e

DOMMO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.

conomia

CNI reduz estimativa para setor em 2012

CNPJ: 04.034.792/0001-76 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO A Administração da Dommo Empreendimentos Imobiliários S.A. apresenta o relatório da administração e as correspondentes Demonstrações Financeiras referentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010. Essas Demonstrações Financeiras foram elaboradas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com base nas disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações e nas normas estabelecidas pela CVM - Comissão de Valores Mobiliários. BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 Em reais, exceto quando indicado de outra forma Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Demais ativos Não circulante Tributos a recuperar Total do ativo

Nota 7

(BR GAAP/IFRS) 2011 2010 144.109 646 144.755

148.525 506 149.031

250 250 145.005

149.031

M

2

Atividades operacionais Prejuízo do exercício Itens de resultado que não afetam o caixa: Encargos financeiros Participação dos empregados e administradores Mutações patrimoniais Tributos Fornecedores Pessoal, encargos e benefícios Outras contas ativas e passivas Imposto de renda pago - Terceiros Fluxo de caixa das atividades operacionais Atividades de financiamentos Captações com partes relacionadas Pagamentos de encargos de mútuo Fluxo de caixa das atividades de financiamentos

(6.043.625)

2010 (2.857.134)

643.101 1.334.037

Passivo e passivo a descoberto Circulante Fornecedores Tributos correntes a recolher Pessoal, encargos e benefícios Débitos com partes relacionadas Outros Não circulante Débitos com partes relacionadas

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 Em reais, exceto quando indicado de outra forma 2011

esmo com a ampliação na semana passada do Plano Brasil Maior, programa do governo federal para estimular a atividade industrial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu sua estimativa de crescimento do setor em 2012, projetando mais um ano minguado. Além disso, colocou em xeque a estimativa do governo de expansão de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), alegando que a atividade da economia só é robusta quando a indústria de transformação está em ascensão. E o cenário é exatamente o oposto agora. Para a CNI, o crescimento da indústria este ano será de 2%, um pouco acima da taxa de 1,6% vista no ano passado, mas menor do que a projeção anterior de 2,3%, apresentada no fim de 2011. O gerente de políticas econômicas da entidade, Flávio Castelo Branco, ressaltou que o Plano Brasil Maior é importante para a indústria, mas não é suficiente. Os efeitos práticos de medidas como desoneração da folha de pagamentos só serão sentidos, de acordo com ele, no segundo semestre do ano e, até lá, a indústria precisa se recuperar da queda da produção vista no primeir o b i m e stre do ano. "O pacote não tem efeito para t r á s " , s apor cento é lientou. A quanto vai d es o n er acrescer a ç ã o d a f ol h a d e p aindústria ga me nt os neste ano, é i m e d i adiz a CNI. ta, mas a A projeção obtenção anterior era d e c r é d itos só vale de 2,3%. a partir de agosto e o regime automotivo apenas entra em vigor em 2013. Além disso, a CNI avaliou que o pacote teve como objetivo atingir apenas em questões conjunturais, enquanto o problema do setor é estrutural. A CNI ressaltou, porém, que seria preciso que o Plano entrasse em "sintonia" com uma estratégia de longo prazo para ter mais efeitos. "É necessário construir simultaneamente mecanismos de resposta ao desafio da inserção competitiva da indústria no mercado mundial, que exige ações amplas e estruturais." Ciclo – Pelos cálculos da Confederação, a expansão da economia brasileira será de 3%, distante, portanto, da projeção do Ministério da Fazenda, de crescimento de 4,5%. Levantamento da entidade revela que a expansão geral da atividade brasileira só é robusta quando a indústria de transformação dispara acima do PIB. Foi assim em 2000, 2004 e 2010. E a projeção da CNI é de crescimento de apenas 1,5% para o segmento neste ano. "A indústria da transformação dita o ciclo da economia", disse Castelo Branco. A avaliação é a de que a indústria de transformação não vem absorvendo o aumento do consumo das famílias. Isso porque é o segmento que mais se depara com a concorrência de produtos estrangeiros, mais baratos. "Esta é a indústria que mais sente a competição internacional", disse o gerente de políticas econômicas da CNI. "E o consumo das famílias, apesar de crescente, não alavanca a indústria da transformação, pois as importações continuam fortes", acrescentou. (AE)

ECONOMIA/LEGAIS - 17

63.813 830.487

(4.066.487)

(1.962.834)

11.646 52.326 (538.459) 19.571 (454.916) (18.874) (4.540.277)

3.790 60.935 348.019 (256) 412.488 (12.095) (1.562.441)

4.663.000 (127.139) 4.535.861

1.710.957 1.710.957

Fluxo de caixa do exercício (4.416) 148.516 Caixa e equivalentes de caixa Saldo final 144.109 148.525 Saldo inicial 148.525 9 Variação no exercício (4.416) 148.516 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 Em reais, exceto quando indicado de outra forma 1. INFORMAÇÕES GERAIS A Dommo Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Companhia”) foi constituída em 31 de julho de 2000, tendo como objeto social a participação em outras sociedades, comerciais e civis, como sócia, acionista ou cotista, no país ou no exterior. A partir de 28 de abril de 2011 sua razão social foi alterada para Dommo Empreendimentos Imobiliários S.A. e seu objeto social passou a ser (i) compra, venda e incorporação de imóveis, (ii) arrendamento, exploração comercial e locação de imóveis, (iii) administração de empreendimentos imobiliários, (iv) prestação de serviços de consultoria em negócios imobiliários e (v) participação de capital em outras sociedades. A Companhia é sediada no Brasil, São Paulo - SP, na Avenida das Nações Unidas, 12.901 - 27º andar - Brooklin Paulista. Tendo em vista que as operações da Companhia ainda não se iniciaram e a Administração encontra-se em fase de discussão e estudos, junto aos seus acionistas, para o início de suas operações, a Dommo não vem gerando caixa. Durante esse período, bem como durante o período onde não houver geração positiva de fluxo de caixa, as necessidades de recursos para o pagamento das suas obrigações são supridas pela acionista controladora Telemar Norte Leste S.A. (“TMAR”). A Administração da TMAR pretende, em conjunto com a Oi S.A. (anteriormente denominada Brasil Telecom S.A.), iniciar novas operações na Companhia que buscam rentabilizar os ativos das referidas empresas. O projeto se encontra em fase de obtenção dos registros societários e enquanto as operações não se iniciarem, a controladora TMAR irá cobrir todos os gastos que se fizerem necessários mediante aportes de capital. A autorização para a conclusão da preparação destas Demonstrações Financeiras ocorreu na reunião do Conselho de Administração do dia 28 de março de 2012. 2. POLÍTICAS CONTÁBEIS a) Bases de elaboração As Demonstrações Financeiras foram elaboradas com base no custo histórico, conforme descrito nas políticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. A preparação das Demonstrações Financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis do grupo. O patrimônio líquido negativo (passivo a descoberto) está sendo apresentado no passivo. As Demonstrações Financeiras foram elaboradas e estão apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com base nas disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações, pronunciamentos, orientações e interpretações emitidos pelo CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis e aprovados pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários, bem como de acordo com os padrões internacionais de contabilidade, as IFRS - International Financial Reporting Standards emitidas pelo IASB – International Accounting Standards Board. Novas normas, alterações e interpretações de normas Normas que entraram em vigor em 2011, mas não impactaram as demonstrações financeiras A adoção das IFRSs novas e revisadas que entraram em vigor em 2011 não impactou, individualmente ou no conjunto, os valores reportados e/ou divulgados para os exercícios corrente e anterior, no entanto, poderá afetar a contabilização de transações ou acordos futuros. Modificações à IAS 1 - Apresentação das Demonstrações Financeiras (como parte das Melhorias às IFRSs emitidas em 2010) - esclarecem que uma entidade pode optar por divulgar uma análise de outro resultado abrangente por item na demonstração das mutações do patrimônio líquido ou nas notas explicativas às demonstrações financeiras. IAS 24 - Divulgações de Partes Relacionadas (já adotada pelo CPC): IAS 24 (revisada em 2009) modificou dois aspectos: (a) IAS 24 (revisada em 2009) introduz a isenção parcial das exigências de divulgação para entidades governamentais; e (b) IAS 24 (revisada em 2009) alterou a definição de parte relacionada. Modificações à IAS 32 - Classificação de Direitos: tratam da classificação de certos direitos denominados em uma moeda estrangeira como instrumentos patrimoniais ou passivos financeiros. Modificações à IFRIC 14 - Pagamentos Antecipados de Exigência Mínima de Financiamento - as modificações determinam, entre outros aspectos, quando as restituições ou reduções de contribuições futuras devem ser consideradas como disponíveis de acordo com o item 58 do IAS 19. IFRIC 19 - Extinção de Passivos Financeiros com Instrumentos Patrimoniais - fornece orientação sobre como contabilizar a extinção de um passivo financeiro por meio da emissão de instrumentos patrimoniais. Modificações à IFRS 3 - Combinações de Negócios - esclarece que a opção de avaliar participações minoritárias na data da aquisição estará disponível apenas no caso de participações minoritárias que representem participações minoritárias atuais que dêem a seus detentores direito à participação proporcional no acervo líquido da entidade em caso de liquidação. Todos os demais tipos de participações minoritárias são avaliados ao valor justo na data da aquisição, a menos que outras normas exijam que uma outra base de avaliação seja utilizada. Além disso, a IFRS 3 foi modificada para fornecer maiores orientações acerca da contabilização da compensação com base em ações detidas pelos empregados da adquirida. Normas e interpretações que não entraram em vigor e ainda não foram adotadas Modificações à IFRS 7 - Divulgações - Transferências de Ativos Financeiros (i) - aumentam as exigências de divulgação das transações envolvendo ativos financeiros. Essas alterações pretendem proporcionar maior transparência às exposições de risco quando um ativo financeiro é transferido, mas o transferente continua retendo um certo nível de exposição ao ativo. As alterações também exigem a divulgação da transferência de ativos financeiros quando não forem igualmente distribuídos no período. IFRS 9 - Instrumentos Financeiros (ii) - introduz novas exigências para a classificação, mensuração e baixa de ativos e passivos financeiros. O efeito mais significativo decorrente da aplicação da nova norma refere-se à contabilização das variações no valor justo de um passivo financeiro (designado ao valor justo através do resultado) atribuíveis a mudanças no risco de crédito daquele passivo. Assim, a variação no valor justo do passivo financeiro atribuível a mudanças no risco de crédito daquele passivo é reconhecida em “Outros resultados abrangentes”, a menos que o reconhecimento dos efeitos das mudanças no risco de crédito do passivo em “Outros resultados abrangentes” resulte em ou aumente o descasamento contábil no resultado. IFRS 10 - Demonstrações Financeiras Consolidadas (ii) - substitui as partes da IAS 27 - Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas que tratam das demonstrações financeiras consolidadas. A SIC-12 - Consolidação - Sociedades de Propósito Específico foi retirada com a emissão da IFRS 10. De acordo com a IFRS 10, existe somente uma base de consolidação, ou seja, o controle. Adicionalmente, a IFRS 10 inclui uma nova definição de controle. IFRS 11 - Acordos de Participação (ii) - substitui a IAS 31 - Participações em “Joint Ventures” e aborda como um acordo de participação em que duas ou mais partes têm controle conjunto deve ser classificado. IFRS 12 - Divulgações de Participações em Outras Entidades (ii) - é uma norma de divulgação aplicável a entidades que possuem participações em controladas, acordos de participação, coligadas e/ou entidades estruturadas não consolidadas. De um modo geral, as exigências de divulgação de acordo com a IFRS 12 são mais abrangentes do que as normas atuais. IFRS 13 - Mensuração do Valor Justo (ii) - apresenta uma fonte única de orientação para as mensurações do valor justo e divulgações acerca das mensurações do valor justo. A norma define valor justo, apresenta uma estrutura de mensuração do valor justo e exige divulgações das mensurações do valor justo. Modificações à IAS 1 - Apresentação dos Itens de Outro Resultado Abrangente (iii) - permitem apresentar o resultado e outro resultado abrangente em uma única demonstração ou em duas demonstrações separadas e consecutivas. No entanto, as modificações à IAS 1 exigem divulgações adicionais na seção de outro resultado abrangente de forma que os itens de outro resultado abrangente sejam agrupados em duas categorias: (a) itens que não serão reclassificados posteriormente no resultado; e (b) itens que serão reclassificados posteriormente no resultado de acordo com determinadas condições. O imposto de renda sobre os itens de outro resultado abrangente será destinado da mesma forma. IAS 19 (revisada em 2011) - Benefícios a Empregados (ii) - alteram a contabilização dos planos de benefícios definidos e dos benefícios de rescisão. IAS 27 (revisada em 2011) - Demonstrações Financeiras Separadas (ii) – refletem modificações da contabilização de participação não controladora (minoritária) e tratam principalmente da contabilização de modificações de participações societárias em subsidiárias feitas posteriormente à obtenção do controle, da contabilização de perda de controle de subsidiárias e da alocação de lucro ou prejuízo a participações controladoras e não controladoras em uma subsidiária. IAS 28 (revisada em 2011) - Investimentos em Coligadas e “Joint Ventures” (ii): As alterações introduzidas à IAS 28 tiveram como objetivo esclarecer: (i) que um investimento em uma associada deve ser tratado como um ativo único para efeitos dos testes de “impairment” t de acordo com a IAS 36 - “Impairment” t de Ativos; (ii) que qualquer perda por “impairment” t a ser reconhecida não deverá ser alocada a ativos específicos (especificamente ao ágio); e (iii) que as reversões de “impairment” t são registradas como um ajuste ao valor contábil da associada desde que, e na medida em que, o valor recuperável do investimento aumente. (i) Em vigor para períodos anuais iniciados em ou após 1º de julho de 2011. (ii) Em vigor para períodos anuais iniciados em ou após 1º de janeiro de 2013. (iii) Em vigor para períodos anuais iniciados em ou após 1º de julho de 2012. A Companhia está avaliando os impactos dos pronunciamentos e procederá as alterações eventualmente pertinentes após os mesmos terem sido aprovados pelo CPC. Novos pronunciamentos contábeis emitidos pelo CPC O CPC ainda não editou os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionados às IFRSs novas e revisadas apresentadas acima. Em decorrência do compromisso do CPC e da CVM de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC e aprovados pela CVM até a data de sua aplicação obrigatória. b) Principais políticas contábeis As políticas contábeis mais significativas na elaboração das demonstrações financeiras são as seguintes: Moeda funcional e de apresentação Em virtude da Companhia não possuir operações, efetuar apenas transações em seu país sede e ser controlada pela TMAR, que também é sediada no Brasil, a Companhia adota sua moeda corrente o Real (R$), como moeda funcional e de apresentação. Caixa e equivalentes de caixa Este grupo é representado pelos saldos de contas bancárias, sendo demonstrados pelo valor justo nas datas de encerramento dos exercícios apresentados. Ajuste a valor presente A Companhia efetua avaliação dos seus ativos e passivos financeiros para identificar a ocorrência da aplicabilidade do ajuste ao valor presente. Na avaliação da Companhia, nenhum dos ativos e passivos registrados em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 é sujeito ao ajuste a valor presente, tendo em vista os seguintes fatores: (i) sua natureza; (ii) realização a curto prazo de determinados saldos e transações; (iii) inexistência de ativos e passivos monetários com juros implícitos ou explícitos embutidos. Nos casos em que os instrumentos financeiros estão mensurados pelo custo amortizado, estes se encontram atualizados monetariamente pelos índices contratuais.

Passivo a descoberto Capital social Prejuízos acumulados

Nota

(BR GAAP/IFRS) 2011 2010

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 Em reais, exceto quando indicado de outra forma (BR GAAP/IFRS)

8 9 10

113.261 15.934 1.974.084 837 2.104.116

10

11

60.935 4.038 1.178.506 1.765.566 3.009.045

6.944.528 6.944.528 337.958 (9.241.597) (8.903.639)

337.958 (3.197.972) (2.860.014)

Total do passivo e passivo a 145.005 149.031 descoberto As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma Capital Prejuízos social acumulados Total Em 1 de janeiro de 2010 337.958 (340.838) (2.880) (2.857.134) (2.857.134) Prejuízo do exercício 337.958 (3.197.972) (2.860.014) Em 31 de dezembro de 2010 (6.043.625) (6.043.625) Prejuízo do exercício 337.958 (9.241.597) (8.903.639) Em 31 de dezembro de 2011 As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras Débitos com partes relacionadas Os débitos com partes relacionadas estão apresentados pelo custo amortizado atualizados pelas variações monetárias e acrescidos de juros incorridos até a data do encerramento do exercício. Reconhecimento das despesas As despesas são contabilizadas pelo regime de competência. As despesas pagas antecipadamente e que competem a exercícios futuros, quando ocorrem, são diferidas de acordo com seus respectivos prazos de duração. Despesas financeiras As despesas financeiras representam os juros efetivos incorridos e os demais encargos com empréstimos, financiamentos. Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro e diferido Os tributos diferidos sobre a renda da Companhia, imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro, não são reconhecidos tendo em vista a ausência de recuperabilidade pela Companhia, em razão de estar em fase pré-operacional. Resultado por ação O resultado por ação básico é calculado por meio do resultado do período atribuível aos acionistas controladores da Companhia e a média ponderada das ações em circulação no respectivo período. O resultado por ação diluído é calculado por meio da referida média das ações em circulação, ajustada pelos instrumentos potencialmente conversíveis em ações, com efeito diluidor, nos períodos apresentados, nos termos do CPC 41 (IAS 33). Demonstrações de valor adicionado A Companhia elaborou a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) individual nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 – Demonstração do Valor Adicionado, a qual é apresentada como parte integrante das demonstrações financeiras conforme práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis as companhias abertas, enquanto para as práticas contábeis internacionais representam informação financeira adicional. c) Estimativas e julgamentos contábeis críticos Ao preparar as Demonstrações Financeiras, a Administração da Companhia se baseia em estimativas e premissas derivadas da experiência histórica e outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, as quais se consideram razoáveis e relevantes. A aplicação das estimativas e premissas frequentemente requer julgamentos relacionados a assuntos que são incertos, com relação aos resultados das operações e ao valor dos ativos e passivos. Os resultados operacionais e posição financeira podem diferir se as experiências e premissas utilizadas na mensuração das estimativas forem diferentes dos resultados reais. As estimativas que possuem risco significativo de causar ajustes materiais sobre os saldos contábeis dos ativos e passivos foram divulgadas nas demonstrações financeiras anuais da Companhia, acima mencionadas. No período, não houve mudança nas estimativas contábeis adotadas pela Companhia. Sazonalidade A Companhia não possui operações sazonais. 3. INSTRUMENTOS FINANCEIROS Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, a Companhia não possuía operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, nem outros instrumentos financeiros que não fossem empréstimos com a controladora e caixa e equivalentes de caixa. Análise de sensibilidade de risco de taxa de juros A Companhia considera que o risco de variações nas taxas de juros advém do seu passivo vinculado ao CDI. Sendo assim, o risco está associado à elevação dessas taxas. Na data de encerramento do período, a Administração estimou cenários de variação na taxa CDI. Para o cenário provável, foram utilizadas as taxas vigentes em 31 de dezembro de 2011. Tais taxas foram estressadas em 25% e 50% (2010 - 25% e 50%), servindo de parâmetro para os cenários possível e remoto, respectivamente. Cenários de taxa de juros Cenário provável Cenário possível Cenário remoto CDI CDI CDI 10,87% 13,59% 16,31% Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, a Administração estimou o fluxo futuro de pagamentos de juros de sua dívida vinculada ao CDI com base nas taxas de juros apresentadas acima. O impacto das elevações hipotéticas nas taxas de juros pode ser mensurado pela diferença dos fluxos futuros dos cenários possível e remoto em relação ao cenário provável, onde não há estimativa de elevação. Cabe ressaltar que tal análise de sensibilidade considera fluxos de pagamentos em datas futuras. Assim, o somatório global dos valores em cada cenário não equivale ao valor justo, ou ainda, ao valor presente desses passivos. O valor justo desses passivos, mantendo-se o risco de crédito da Companhia inalterado, não seria impactado em caso de variações nas taxas de juros, tendo em vista que as taxas utilizadas para levar os fluxos a valor futuro seriam as mesmas que trariam os fluxos a valor presente. O quadro a seguir mostra o fluxo futuro de pagamento de juros por período: 2011 Risco Total Descrição individual Até 1 ano Cenário provável Dívidas em DI Alta do DI 876.485 Cenário possível Dívidas em DI Alta do DI 1.097.675 Cenário remoto Dívidas em DI Alta do DI 1.319.658 Impactos Cenário possível - Cenário provável Dívidas em DI 221.190 Cenário remoto - Cenário provável Dívidas em DI 443.173 2010 Risco Total Descrição individual Até 1 ano Cenário provável Dívidas em DI Alta do DI 211.260 Cenário possível Dívidas em DI Alta do DI 264.548 Cenário remoto Dívidas em DI Alta do DI 318.018 Impactos Cenário possível - Cenário provável Dívidas em DI 53.288 Cenário remoto - Cenário provável Dívidas em DI 106.757 4. DESPESAS POR NATUREZA A Companhia optou por apresentar a demonstração do resultado por função. Conforme requerido pelas normas internacionais, apresenta, a seguir, o detalhamento das despesas por natureza: 2011 2010 Despesas por natureza Pessoal (3.151.315) (1.457.828) Serviço de terceiros (697.630) (389.370) Aluguel e seguros (172.365) (62.301) Materiais (6.382) (345) Energia elétrica (3.407) (593) Impostos e taxas (2.463) (2.465) Outras despesas (12.103) Total (4.033.562) (1.925.005) Classificadas como: Gerais e administrativas (4.033.562) (1.925.005) 5. OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS 2011 2010 Outras receitas operacionais Despesas recuperadas 5.719 Total 5.719 Outras despesas operacionais Participação no resultado (i) (1.334.037) (830.487) Taxas do órgão regulador (39.038) (37.329) Despesas com multas (500) Total (1.373.075) (868.316) (i) A Companhia aprovou programa de bônus por alcance de metas vinculadas a um plano de ação correlacionado aos objetivos de negócios (no ano de 2010 concluir atividades necessárias para possibilitar a entrada em operação da Companhia). No exercício findo em 31 de dezembro de 2011, a Companhia registrou provisão no montante de R$ 1.334.037 (2010 - R$ 830.487) para fazer face ao referido passivo com os funcionários. 6. RESULTADO FINANCEIRO 2011 2010 Receitas financeiras Descontos financeiros obtidos 599 Total 599 Despesas financeiras Juros sobre empréstimos a pagar a partes relacionadas (565.060) (53.676) IOF sobre operações financeiras (78.041) (10.137) Encargos bancários (205) Total (643.306) (63.813) 7. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA O caixa e equivalentes de caixa são integralmente representados por contas bancárias. 8. FORNECEDORES 2011 2010 Prestadores de serviços 113.261 45.747 Aluguéis 15.188 Total 113.261 60.935 A rubrica “Fornecedores” é composta substancialmente de valores a pagar a prestadores de serviços de consultoria imobiliária. 9. PESSOAL, ENCARGOS E BENEFÍCIOS 2011 2010 Salários, férias e 13º salários 373.840 256.118 Retenções em folha de pagamento 103.539 81.067 Participação no resultado (i) 1.334.037 752.071 Encargos sociais 107.505 57.150 Consignação de terceiros 7.717 290 Outros 47.446 31.810 Total 1.974.084 1.178.506 (i) Em 4 de março de 2011, a Companhia efetuou o pagamento do bônus pelo alcance das metas aos empregados, referente ao exercício de 2010. 10. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS 2011 2010 Passivo Débitos com partes relacionadas 6.944.528 1.765.566 TMAR 6.944.528 1.765.566 2011 2010 Despesas financeiras Juros sobre empréstimos a pagar a empresas ligadas (565.060) (53.676) TMAR (565.060) (53.676) As linhas de crédito concedidas pela Controladora para suas controladas têm por finalidade fornecer capital de giro para as atividades operacionais, onde o prazo de vencimento pode ser repactuado com base nos fluxos de caixa projetados dessas empresas, à taxa correspondente a 115% do CDI (2010 - 115% do CDI). Os empréstimos com a controladora não possuem mercado nos quais sejam nego-

Nota Despesas operacionais Gerais e administrativas Outras receitas operacionais Outras despesas operacionais Prejuízo operacional antes do resultado financeiro Receitas financeiras Despesas financeiras Prejuízo do exercício Prejuízo básico e diluído por ação ordinária(R$) Prejuízo básico e diluído por ação preferencial (R$)

2011

2010

4 5 5

(4.033.562) 5.719 (1.373.075)

(1.925.005)

(5.400.918) 599 (643.306) (6.043.625)

(2.793.321)

6 6

(868.316)

(63.813) (2.857.134)

12(b)

(0,18)

(0,09)

12(b)

(0,18)

(0,08)

A Companhia não registrou resultados abrangentes, razão pela qual não está apresentando a demonstração relativa a este resultado. As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 Em reais, exceto quando indicado de outra forma 2011 2010 Receitas Outras receitas 5.719 Insumos adquiridos de terceiros Materiais e energia (9.789) (938) Serviços de terceiros (678.756) (377.275) (12.103) Outros Valor adicionado bruto (688.545) (390.316) Retenções Outras despesas (500) Valor adicionado líquido adicionado pela (682.826) (390.816) Companhia Valor adicionado recebido em transferência 599 Receitas financeiras Valor adicionado total a distribuir (682.227) (390.816) Distribuição do valor adicionado Pessoal Remuneração direta (3.568.972) (1.872.424) Benefícios (96.693) (45.077) FGTS (178.459) (80.564) (641.229) (290.250) Outros (4.485.353) (2.288.315) Impostos e taxas Federais (96.915) (12.095) (41.500) (39.794) Municipais (138.415) (51.889) Remuneração de capital de terceiros Juros e demais encargos financeiros (565.265) (63.813) (172.365) (62.301) Aluguéis e seguros (737.630) (126.114) Remuneração de capital próprio 6.043.625 2.857.134 Prejuízos do exercício 682.227 390.816 Valor adicionado distribuído As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras ciados títulos de mesma natureza ou assemelhados, ou seja, esses contratos não possuem um referencial de mercado, transações comparáveis ou modelos de precificação que possam diferir da atualização dos valores com base no índice contratual. Sendo assim, o valor contratual equivale ao seu valor justo. 11. PATRIMÔNIO LÍQUIDO (PASSIVO A DESCOBERTO) a) Capital social O capital social da Companhia em 31 de dezembro de 2011 é de R$ 337.958 (2010 - R$ 337.958), representado por 33.795.793 ações (2010 - 33.795.793), sendo 11.265.265 ações ordinárias (2010 - 11.265.265) e 22.530.528 ações preferenciais (2010 - 22.530.528), todas nominativas e sem valor nominal. A Companhia está autorizada a aumentar seu capital social em até 5.000.000.000 de ações, ordinárias ou preferenciais, independente de reforma estatutária, mediante deliberação do Conselho de Administração. As ações preferenciais poderão ser de até 2/3 do total de ações emitidas pela Companhia. Aos acionistas está assegurado, pelo estatuto social, um dividendo mínimo correspondente a 25% do lucro líquido apurado em cada exercício social, ajustado consoante a legislação em vigor. b) Resultado por ação básico e diluído Os acionistas ordinários e preferenciais possuem direitos diferentes em relação a dividendos, direito a voto e em caso de liquidação, conforme determina o estatuto social da Companhia. Desta forma, o lucro por ação básico e diluído foi calculado com base no lucro do exercício disponível para os acionistas ordinários e preferenciais. Básico O resultado básico por ação é calculado mediante a divisão do resultado atribuível aos acionistas controladores da Companhia, disponível aos portadores de ações ordinárias e preferenciais, pela quantidade média ponderada de ações ordinárias e preferenciais em circulação durante o exercício. Diluído O resultado diluído por ação é calculado mediante o ajuste da quantidade média ponderada de ações ordinárias e preferenciais em circulação, para presumir a conversão de todas as ações potenciais diluídas. A Companhia não possui instrumentos dilutivos. A seguir são apresentados os cálculos do resultado por ação básico: Prejuízo atribuível aos acionistas 2011 2010 controladores da Companhia (6.043.625) (2.857.134) Prejuízo alocado às ações ordinárias (2.014.542) (1.027.480) Prejuízo alocado às ações preferenciais (4.029.083) (1.829.654) Média ponderada das ações em circulação Ações ordinárias 11.265.265 11.265.265 Ações preferenciais 22.530.528 22.530.538 Prejuízo por ação: Ações ordinárias (0,18) (0,09) Ações preferenciais (0,18) (0,08) De acordo com a legislação societária, os acionistas detentores de ações preferenciais não estão contratualmente obrigados a absorver prejuízos, sendo esses prejuízos atribuídos exclusivamente aos acionistas detentores de ações ordinárias. No exercício findo em 31 de dezembro de 2011, os prejuízos excederam o capital social atribuído às ações ordinárias, sendo o excedente do prejuízo distribuído na proporção de ações ordinárias e preferenciais. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha (Presidente) João de Deus Pinheiro de Macêdo (efetivo) Francis James Leahy Meaney (efetivo) - Suplente Vago Julio Cesar Fonseca (efetivo) - Suplente Vago José Augusto da Gama Figueira (suplente) Maxim Medvedovsky (suplente) DIRETORIA ESTATUTÁRIA Francisco Tosta Valim Filho (Diretor Presidente) Alex Waldemar Zornig (Diretor de Relações com Investidores) Tarso Rebello Dias (Diretor) CONTADOR Anderson Ramos Oliveira CRC-RJ 089.414 GERENTE DE CONTROLADORIA Sérgio Aguiar CRC - RJ 101.302 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Acionistas e ao Conselho de Administração da Dommo Empreendimentos Imobiliários S.A. - Rio de Janeiro - RJ. Examinamos as demonstrações financeiras da Dommo Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações dos resultados, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB, aprovadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), assim como pelos controles internos que a Administração determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Dommo Empreendimentos Imobiliários S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board – IASB. Ênfase A Companhia apresentava, em 31 de dezembro de 2011, capital circulante líquido negativo de R$1.959.361 (R$2.860.014 em 31 de dezembro de 2010) e passivo a descoberto de R$8.903.639 (R$2.860.014 em 31 de dezembro de 2010). Conforme divulgado na nota explicativa 1, a Administração encontra-se em fase de discussão e estudos, junto aos seus acionistas, para o início de suas operações. Durante esse período, bem como durante o período onde não houver geração positiva de fluxo de caixa, as necessidades de recursos para o pagamento das obrigações da Companhia serão supridas pela acionista controladora Telemar Norte Leste S.A. (“TMAR”). Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos, também, as demonstrações individuais do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, preparadas sob a responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelo IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Rio de Janeiro, 28 de março de 2012. DELOITTE TOUCHE TOHMATSU - Auditores Independentes CRC 2SP 011.609/O-8 “F” RJ. Marco Antonio Brandão Simurro Contador - CRC nº 1 RJ 052000/O-0


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18 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

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No Estado de São Paulo, maior parque industrial do País, houve retração de 2,9% no emprego em fevereiro.

conomia

Emprego na indústria subiu apenas 0,1% em fevereiro, segundo IBGE. Nível de emprego na indústria paulista de transformação pode ficar negativo em 2012

O

emprego na indústria brasileira ficou praticamente estável na passagem de janeiro para fevereiro, com ligeira variação positiva de 0,1%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de horas pagas avançou 1,3% no período, o que poderia sinalizar alguma retomada na produção. No entanto, como houve

paralisações nos setores extrativo e de veículos automotores em janeiro, a base de comparação ficou prejudicada, o que inflou o resultado. "A nossa leitura é de um quadro de estabilidade no emprego industrial, que vem acontecendo desde outubro de 2011", afirmou Rodrigo Lobo, técnico da Coordenação de Indústria do IBGE.

Entre os meses de outubro e fevereiro, a ocupação na indústria teve pequenas oscilações, para cima e para baixo. "Mas isso após ter acumulado uma queda de aproximadamente 1% (nas vagas) entre agosto e outubro", lembrou o técnico do IBGE. São Paulo – O total de postos de trabalho na indústria ainda é 0,7% menor do que o registrado no mês de fevereiro do ano passado. Foi a quinta queda consecutiva nesse tipo de comparação. Em São Paulo, maior parque industrial do País, houve retração de 2,9% no emprego. As perdas no estado foram generalizadas: 15 entre as 18 atividades pesquisadas registraram taxas negativas. "Nesses cinco meses de queda no emprego industrial no País, São Paulo tem se destacado como a principal influência negativa", apontou o técnico do IBGE. Atividades – Os cortes mais significativos na ocupação na indústria paulista no período, de acordo com o levantamento do IBGE, ocorreram nas atividades de produtos de metal, declínio de 11,9%, metalurgia básica, recuo de 16,8%, máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações, baixa de 6,5% e vestuário, retração de 7,1%. Na avaliação do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), os números do mês de fevereiro inspiram cautela. "É um resultado tímido, que não se opõe fortemente à evolução desfavorável do emprego industrial observada nos últimos meses e que não aponta, de forma inequívoca, para uma retomada da ocupação na indústria", informou o instituto. Folha – A folha de pagamentos teve expansão de 1,3% entre os meses de janeiro e fevereiro, no entanto, houve forte influência do crescimento de 22% da atividade extrativa, após o pagamento de participação nos lucros e resultados em companhias do setor. A indústria de transformação, por outro lado, apontou queda de 0,6% na folha. "Mas, ainda assim, apesar da estagnação do setor (industrial), observa-se que os salários têm tido uma trajetória de alta expressiva, como mostra também a comparação com o mesmo período do ano passado, cujo incremento foi de 5,4%. Esses números refletem o aquecimento do mercado de trabalho doméstico", analisou Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria Integrada Estagnação – A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) estima que o nível de emprego na indústria de transformação de São Paulo pode ficar negativo em neste ano ou, na melhor das hipóteses, ficar estagnado, em uma taxa de 0%. De acordo com dados divulgados ontem pela entidade, em março o nível de emprego com ajuste sazonal registrou queda de 0,87% em relação a fevereiro, com o fechamento de 4,5 mil vagas. "Foi um mês de março atípico, assim como no acumulado dos três meses deste ano", avaliou o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francine. Esse foi o pior mês de março para a série iniciada em 2006. No caso do trimestre, o resultado só perde para os três primeiros meses do ano de 2009, marcado pelo auge da crise internacional. (AE)


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ECONOMIA/LEGAIS - 19

BC: preocupado com projeções altas.

O

Banco Central (BC) está muito incomodado com os analistas do mercado financeiro que não revisaram para baixo as suas projeções de inflação para 2013, mesmo com a queda expressiva das previsões para 2012, depois que o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo

(IPCA) de março mostrou recuo forte da alta dos preços. Embora com peso menor do que no passado, as expectativas de mercado para a inflação são importantes para o BC porque entram no cálculo das projeções do IPCA e influenciam as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os rumos da taxa Selic. O

Copom tem reunião marcada para a próxima semana. Na última pesquisa Focus, que coleta semanalmente as estimativas de analistas do mercado financeiro, a projeção para o IPCA de 2012 caiu de 5,27% para 5,06%, mas as estimativas para o 2013 permaneceram em 5,5%. Mesmo no grupo dos analis-

tas que mais acertam as projeções na pesquisa do BC, a previsão de alta de 5,10% para a inflação oficial no próximo ano ficou estável, enquanto a estimativa de 2012 teve queda ainda mais forte e recuou de 5,27% para 4,82%. No último relatório trimestral de inflação, divulgado em março, a autoridade monetária proje-

tou o IPCA ao fim deste ano em 4,4%, abaixo do centro da meta de 4,5%. Para 2013, a projeção do BC é uma variação positiva de 5,2% Incoerência – Tanto o Banco Central quanto o Ministério da Fazenda observam incoerência nesse cenário traçado pelo mercado financeiro, sobretudo neste momento em que

analistas começaram a projetar espaço maior para a queda dos juros com o recuo mais forte da inflação do que o esperado e o cenário internacional desfavorável e marcado por incertezas. "A expectativa de inflação para 2013 não está cedendo e isso dificulta o trabalho", criticou uma fonte do governo. (AE)

EUDMARCO S/A

SERVIÇOS E COMÉRCIO INTERNACIONAL Companhia Cacique de Café Solúvel Companhia Aberta - CVM nº 00290-9 - CNPJ/MF 78.588.415/0001-15 - NIRE nº 41.300.047.316 EDITAL DE CONVOCAÇÃO - ASSEMBLÉIAS GERAIS ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA Ficam convidados os Senhores Acionistas a se reunirem em Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária a serem realizadas no dia 27/04/12, às 10:00 horas, na sede social da Companhia, localizada na Rua Horácio Sabino Coimbra, 100, Londrina/PR, a fim de deliberar sobre a seguinte ordem do dia: EM ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA: 1) Exame, discussão e votação do Relatório de Administração, Demonstrações Financeiras, Notas Explicativas, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/11, todos publicados no Diário Oficial do Estado do Paraná, Jornal de Londrina e Diário de Comércio de São Paulo, na edição do dia 27/03/12; 2) Destinação do Resultado do Exercício. A Companhia não distribuirá dividendos por não ter apurado lucro líquido no ano de 2011. EM ASSEMBLÉIA GERAL EX XTRAORDINÁRIA: 1) Alteração dos jornais para as publicações ordenadas pelo artigo 289 e parágrafos da Lei 6.404/76, em observância com as disposições contidas na IN CVM 480/09; 2) Alteração do número de membros do Conselho de Administração e respectiva eleição de novo membro, com dotação das verbas para honorários. Em atendimento ao artigo 4º da Instrução CVM 481/09 e para efeitos do que dispõe a Instrução CVM 165/91, alterada pela Instrução CVM 282/98, o percentual mínimo de participação no capital votante para requisição da adoção de voto múltiplo na eleição dos membros do Conselho de Administração, na forma da Instrução CVM 165/91, alterada pela Instrução CVM 282/98, é de 5% (cinco por cento). Os acionistas, seus representantes legais e/ou procuradores para participarem das Assembléias deverão observar as disposições do artigo 126 da Lei 6.404/76. Os usuários de custódia fiduciária das Bolsas de Valores deverão apresentar comprovantes emitidos pelas respectivas instituições, conforme Instrução CVM 115/90. Os documentos relativos às matérias a serem discutidas nas Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária encontram-se à disposição dos acionistas na sede da Companhia, bem como nos websites da Comissão de Valores Mobiliários (www.cvm.gov.br) e da BM&F Bovespa S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (www.bmfbovespa.com.br), nos termos da Lei das S.A.´s e do artigo 6º da Instrução CVM 481/2009. Londrina/PR, 09 de Abril de 2012. CESÁRIO COIMBRA NETO - Presidente do Conselho de Administração

CNPJ Nº 58.138.058/0001-86

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO: Senhores Acionistas: AAdministração da Eudmarco S/A Serviços e Comércio Internacional, em atendimento às disposições legais e estatutárias, submete à apreciação de V.Sas. o Balanço e Demonstrações Financeiras, correspondentes aos exercícios findos em 31/12/2011 e de 2010. São Paulo, 08/03/2012. A Diretoria. Balanços patrimoniais 31/12/2011 e 31/12/2010 (Em MR$) Demonstrações dos fluxos de caixa 31/12/2011 e 31/12/2010 (Em MR$) Demonstrações do resultado em 31/12/2011 e 31/12/2010 (Em MR$) Ativo 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Das atividades operacionais 588 3 (=) Receita Operacional líquida.................................. Ativo Circulante........................................................... (302) 5.216 500 – Resultado líq. antes do IR e da contrib. social .............. Caixa e equivalentes de caixa..................................... 63 3 (–) Custo de prestação de serviços............................... (416) – Ajustes p/conciliar o result. às disponibiliClientes ....................................................................... 523 – dades geradas p/atividades operacionais: (416) – Tributos a recuperar .................................................... 2 – (=) Resultado bruto...................................................... Prov. p/demandas judiciais e administrativas.............. (1.148) 776 83 – 23.565 23.199 (+/–) Despesas e receitas operacionais: ................... Não circulante.............................................................. – (5.964) (385) (749) Impostos diferidos passivos ........................................ 23.493 23.128 Realizável a longo prazo............................................. Despesas administrativas e comerciais ...................... 430 (1.469) Decréscimo (acréscimo) em ativos Depósitos judiciais....................................................... 1.756 1.392 (523) (–) Despesas financeiras.................................................. (866) (601) Clientes ....................................................................... Outros créditos............................................................ 21.736 21.736 Tributos a recuperar .................................................... (2) – Receitas financeiras.................................................... 51 1.321 73 71 (=) Resultado operacional........................................... Imobilizado .................................................................... – 29 (302) (749) Outros créditos............................................................ 73 71 (–) Provisão para IR e contribuição social................ Depósitos judiciais....................................................... (364) (717) – 5.965 24.154 23.202 Total do ativo ............................................................... Imposto de renda e contribuição social diferido – 5.965 (Decréscimo) acréscimo em passivos Fornecedores .............................................................. (395) (6) (302) 5.216 Passivo e patrimônio líquido 31/12/2011 31/12/2010 (=) Lucro líquido do exercício .................................... (2.053) (2.085) Passivo circulante....................................................... 7.770 4.771 Demonstraçõesdasmutaçõesdopatrimôniolíquido31/12/2011e31/12/2010 (EmMR$) Obrigações trabalhistas e tributárias........................... Contas a pagar............................................................ 763 (72) Fornecedores .............................................................. 127 522 Capital Reservas Prejuízos Caixa líq. gerado nas ativ. operacionais ................... (4.024) (2.823) Obrigações trabalhistas............................................... 123 748 social de capital acumulados Total Fluxo de caixa das ativ. de investimento Obrigações tributárias ................................................. 2.491 2.992 Saldos em 31/12/2009................ 3.533 6.266 (32.118) (22.319) Aquisição de imobilizados e intangíveis ...................... (2) – Contas a pagar............................................................ 1.273 509 Aumento de capital...................... 23.670 – – 23.670 Caixa líq. aplicado nas ativ. de investimento............ (2) – Partes relacionadas..................................................... 3.756 – Resultado do exercício................ – – 5.216 5.216 Fluxo de caixa das ativ. de financ. c/acionistas Não circulante.............................................................. 9.789 11.864 Saldos em 31/12/2010................ 27.203 6.266 (26.902) 6.567 Aumento de capital...................................................... 330 23.670 Prov. p/demandas judiciais e administrativas.............. 7.513 8.661 Aumento de capital...................... 330 – – 330 Contas a pagar para partes relacionadas ................... 3.756 (20.848) Obrigações tributárias ................................................. 2.276 3.203 Resultado do exercício................ – – (302) (302) Caixa líq. utiliz. p/ativ. de financ. c/acionistas .......... 4.086 2.822 Impostos diferidos ....................................................... – – Saldos em 31/12/2011................ 27.533 6.266 (27.204) 6.595 Aum. ou (red.) líq. de caixa e equiv. de caixa ........... 60 (–) Patrimônio líquido....................................................... 6.595 6.567 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis Caixa e equivalentes de caixa Capital social............................................................... 27.533 27.203 e estão disponíveis na sede da Companhia. No início do exercício.................................................. 3 3 Reservas de capital..................................................... 6.266 6.266 No final do exercício.................................................... 63 3 Prejuízos acumulados................................................. (27.204) (26.902) Carlos Júlio Rodrigues - Presidente. Jersé Passos Cerqueira - Diretor. Aum. ou (red.) líq. de caixa e equiv. de caixa ........... 60 (–) Total do passivo .......................................................... 24.154 23.202 Luciana de Almeida Carvalho - CRC 1SP227.608/O-0.

Companhia Canavieira de Jacarezinho

CNPJ/MF nº 49.648.587/0001-39 - NIRE 35.3.0009093-4 Edital de Convocação-Assembléia Geral Extraordinária Ficam os senhores acionistas da Companhia Canavieira de Jacarezinho (“Companhia”) devidamente convocados a participarem, em primeira convocação, da Assembleia Geral Extraordinária que se realizará no dia 20/4/2012, às 11:00 hs, no prédio da sede da Cia., localizada nesta Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Leopoldo Couto de Magalhães, 110, Condomínio Edifício JK Tower, conjuntos 21 e 22, parte, Jardim Paulista, a fim de deliberarem sobre (a) ratificação da elaboração do laudo de avaliação da parcela a ser cindida no patrimônio líquido da Companhia pelo valor contábil para fins de determinação na redução do capital social da Companhia; (b) exame, discussão e aprovação do Laudo de Avaliação referido no item “a” acima; (c) exame, discussão e aprovação do Protocolo e Justificação de Cisão Parcial da Companhia, firmado em 02/4/2012, elaborado nos termos da legislação vigente, contendo, portanto, todos os termos, condições e informações necessárias à compreensão da Proposta de Cisão Parcial da Companhia; (d) Aprovação da Cisão Parcial da Companhia, nos termos do Protocolo e Justificação de Cisão Parcial e demais documentos colocados à disposição dos acionistas; (e) aprovação da redução do capital social da Companhia em decorrência da Cisão Parcial, com o cancelamento de ações e a respectiva alteração do Estatuto Social da Companhia de forma a refletir a tal redução; e (f) ratificação dos atos já praticados pela Administração da Companhia em relação à Cisão Parcial e autorização para que os administradores da Cia. possam praticar todos os atos necessários à implementação e formalização da Cisão Parcial da Companhia. Informações Gerais. Em conformidade com o artigo 135, § 3°, da Lei n° 6404/76, encontram-se à disposição dos acionistas, na sede social da Cia., todos os documentos e informações (12,13,14/04/2012) necessários à deliberação das matérias previstas na ordem do dia. SP, 12/4/2012. A Diretoria.

COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA DE SÃO PAULO - CODASP CNPJ Nº 61.585.220/0001-19 ASSEMBLEIAS GERAIS ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA Ficam convocados, na forma da lei, os Srs.Acionistas da Cia. de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo-CODASP para as Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária a serem realizadas no dia 27 de abril de 2012, às 15 horas, na Av. Miguel Estéfano, 3.900-Água Funda, Capital, a fim de deliberarem sobre a seguinte “Ordem do Dia”: Assembleia Geral Ordinária: a) Exame, discussão e votação do Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Contábeis, acompanhadas das Notas Explicativas e dos pareceres dos Auditores Independentes, Conselho Fiscal, Conselho de Administração, relativo ao exercício social encerrado em 31.12.2011; b) Eleição de membros do Conselho Fiscal, e fixação dos respectivos honorários. Assembleia Geral Extraordinária: a) Ratificação de eleição de membros e Presidente do Conselho de Administração no decorrer de 2011; b) Ratificação dos termos do Parecer CODEC nº 194/ 2011 de 31.8.2011, relativo a remuneração da Diretoria, de acordo com Ofício Circular nº 02/GS-CODEC de 31.8.2011; c) Alteração no Estatuto Social; d) Aumento do capital social e alteração do art. 3º do Estatuto; e) Outros assuntos de interesse da Sociedade. São Paulo, 09 de abril de 2012. Mônika Carneiro Meira Bergamaschi-Presidente do Conselho de Administração.

Companhia Canavieira de Jacarezinho CNPJ/MF n° 49.648.587/0001-39 – NIRE 35.300.09093-4 Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária Edital de Convocação Ficam os senhores acionistas da Companhia Canavieira de Jacarezinho (“Companhia”) devidamente convocados a participarem, em primeira convocação, da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária que se realizará no dia 19 de abril de 2012, às 09:00 horas, no prédio da sede da Companhia, localizada nesta Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Leopoldo Couto de Magalhães, n° 110, Condomínio Edifício JK Tower, conjuntos 21 e 22, parte, Jardim Paulista, CEP 04542-000, para em Assembléia Geral Ordinária (i) aprovarem a conta dos administradores, examinarem, discutirem e votarem as demonstrações financeiras; (ii) deliberarem sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos; (iii) Eleição da Diretoria; em Assembléia Geral Extraordinária (i) deliberarem sobre proposta de aumento do capital social da Companhia; e (ii) deliberarem sobre alteração do artigo 5° do Estatuto Social da Companhia. São Paulo, 10/04/12 - A Diretoria 11,12,13/04/2012

Itautec Locação e Comércio de Equipamentos S.A. Grupo Itautec

CNPJ 62.209.820/0001-45

Companhia Agrícola Usina de Jacarezinho CNPJ/MF n. 61.231.478/0001-17 – NIRE 35.3.0001135-0 Assembléia Geral Ordinária Edital de Convocação Ficam os senhores acionistas da Companhia Agrícola Usina de Jacarezinho (“Companhia”) devidamente convocados a participarem, em primeira convocação, da Assembleia Geral Ordinária que se realizará no dia 19 de abril de 2012, às 10:00 horas, no prédio da sede da Companhia, localizada nesta Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Leopoldo Couto de Magalhães, n° 110, Condomínio Edifício JK Tower, conjuntos 21 e 22, parte, Jardim Paulista, CEP 04542-000, para (i) aprovarem a conta dos administradores, examinarem, discutirem e votarem das demonstrações financeiras; e (ii) deliberarem sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos; (iii) Eleição da Diretoria. São Paulo, 10 de abril de 2012 - A Diretoria 11,12,13/04/2012

NIRE 35300147731 ATA SUMÁRIA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 29 DE FEVEREIRO DE 2012 DATA, HORA E LOCAL: Em 29 de fevereiro de 2012, às 14:00 horas, na Av. Paulista, 2.028, 1º andar, sala 1, em São Paulo (SP). MESA: Mário Anseloni Neto - Presidente; Cláudio Vita Filho - Secretário. QUORUM: Acionista representando a totalidade do capital social. EDITAL DE CONVOCAÇÃO: Dispensada a publicação de edital, consoante Artigo 124, § 4º, da Lei 6.404/76. DELIBERAÇÃO TOMADA POR UNANIMIDADE: Registrar em ata o pedido de renúncia ao cargo apresentado em 23.02.2012 pelo Diretor Vice-Presidente JOÃO BATISTA RIBEIRO, que deixará de exercer suas funções nesta data, mantendo-se vago o referido cargo. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar e ninguém desejando manifestar-se, encerraram-se os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada. São Paulo (SP), 29 de fevereiro de 2012. (aa) Mário Anseloni Neto - Presidente; Cláudio Vita Filho - Secretário. Acionista: Itautec S.A. - Grupo Itautec (aa) Mário Anseloni Neto e Cláudio Vita Filho - Diretor Presidente e Diretor Vice-Presidente, respectivamente. Certificamos ser a presente cópia fiel da original lavrada em livro próprio. São Paulo (SP), 29 de fevereiro de 2012. Mário Anseloni Neto - Presidente da Assembleia; Cláudio Vita Filho - Secretário da Assembleia. Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo: certifico o registro sob nº 131.664/12-8, em 26/03/2012. (a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO Nº 11/12 - PREGÃO Nº 06/12 Processo Licitatório 11/12 - Pregão 06/12. Objeto: Aquisição de 01 (um) ônibus, 01 (um) mini ônibus (van), 01 (um) caminhão basculante e 01 (uma) motoniveladora. Edital de Rerratificação. 1 – O item 13.1 do edital e o item 3.3.1 da cláusula terceira da minuta do contrato passam a ter a seguinte redação: “O pagamento será efetuado pela Prefeitura do Município de Castilho no trigésimo dia após a data da efetiva entrega do objeto.”. 2 – Ficam suprimidos os itens 13.1.1 e 13.1.2 do edital e os itens 3.3.1.1 e 3.3.1.2 da cláusula terceira da minuta do contrato. 3 – O prazo estabelecido no preâmbulo do edital, relativo à realização do certame, passa a ser às 14 horas do dia 25 de abril de 2012. 4 – As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas. Antonio Carlos Ribeiro – Prefeito. A Debitar dia 13.04.12

Auto Posto Maria Carlota Ltda, torna público que recebeu da Cetesb a Licença Prévia ,30002157 e requereu a Licença de Instalação, para comercio varejista de combutiveis e lubrificantes , sito à Rua Maria Carlota, 302 - Penha - São Paulo - SP São Eutiquiano Participações S.A.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 12 de abril de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Agnaldo Francolino dos Santos. Requerido: Excel Segurança Patrimonial Ltda. Rua Siqueira Afonso, 194 - Pari - 2ª Vara de Falência. Requerente: Ypê Locações Ltda. Requerido: Off The Field Empreendimentos Esportivos Ltda. Rua do Símbolo, 110 - Bloco 02 - Apartamento 103 – Jardim Ampliação - 2ª Vara de Falência. Requerente: Condomínio Edifício Caetano Cardamone. Requerido: Restaurante Pátio do Colégio Ltda. Rua Roberto Simonsen, 122 – Sé - 1ª Vara de Falência. Requerente: CBS Indústria, Comércio, Importação e Exportação Ltda. Requerido: Unipac Embalagens Ltda. Rua Arnaldo Magniccaro, 521 – Vila Gea - 1ª Vara de Falência. Requerente: Atrium Participações, Consultoria e Administração Ltda. - Autofalência. Requerido: Atrium Participações, Consultoria e Administração Ltda. - Autofalência. Rua Vinte e Quatro de Maio, 35 – Conjunto 611 - 2ª Vara de Falência.

CNPJ/MF nº 12.125.536/0001-12 – NIRE 35.3.0041757-7 Assembléia Geral Extraordinária Edital de Convocação Ficam os senhores acionistas da São Eutiquiano Participações S.A. (“Companhia”) devidamente convocados a participarem, em primeira convocação, da Assembleia Geral Extraordinária que se realizará no dia 20 de abril de 2012, às 12:00 horas, no prédio da sede da Companhia, localizada no Município de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Leopoldo Couto de Magalhães, 110 Condomínio Edifício JK Tower, conjuntos 21 e 22 Jardim Paulista, a fim de deliberarem sobre (a) análise e deliberação sobre proposta de aquisição de ações de emissão da própria Companhia para manutenção em tesouraria. Informações Gerais. Em conformidade com o artigo 135, parágrafo 3º, da Lei nº 6.404/76, encontram-se à disposição dos acionistas, na sede social da Companhia, todos os documentos e informações necessários à deliberação das matérias previstas na ordem do dia. São Paulo, 12 de abril de 2012 - A Diretoria 12,13,14/04/2012

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 047/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 462/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 047/ 2012, tendo como objeto o registro dos preços de loção oleosa e termômetro clínico, conforme descrição, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 26 de abril de 2012 e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 26 de abril de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 12 de abril de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira.

Camaro Posto de Serviços Ltda, torna público que requereu da Cetesb a Licença Prévia e de Instalação , para comercio varejista de combutiveis e lubrificantes , sito à Praça Tokio, 154 - Jardim Japão- São Paulo - SP


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O crescimento (faturamento) será muito expressivo. Com isso, o ganho de volume deve ajudar a não repassar (todos os custos) ao consumidor. Juan Carlos B. Ligos, diretor executivo do Sincofarma-SP

conomia

Paulo Pampolin/Hype

Cai o preço do remédio, indústria ganha menos.

Os descontos nos preços dos medicamentos concedidos pelas farmácias aos clientes podem ser menores

Após reajustes das contas de energia elétrica e dos salários, as fabricantes de medicamentos não terão como repassar aumentos ao varejo. Karina Lignelli

A

variação negativa de 0,25% nos preços aos consumidores finais de 48% dos medicamentos disponíveis no mercado – os

considerados de baixa concorrência, segundo a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) –, em vigor desde 31 de março, junto ao reajuste máximo de 5,85%, não mexem só com o bolso do consumidor. Em maior ou

menor nível, a rentabilidade da indústria e do varejo farmacêutico também são afetadas. Para compensar possíveis perdas, reduzir descontos ao consumidor pelo varejo, ou até a perspectiva de recuo nos investimentos pela indústria

são possíveis saídas utilizadas para tentar melhorar os resultados. Pelo lado dos fabricantes, a medida é criticada por penalizar as empresas mais eficientes, segundo o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no

Estado de São Paulo (Sindusfarma). Isso porque a redução nos preços somada à forte pressão em custos como eletricidade (11%) e reajuste de trabalhadores (7,5%) podem não só afetar a rentabilidade, mas comprometer lançamentos

de produtos e de investimentos. De acordo com o vicepresidente do Sindusfarma, Nelson Mussolini, o problema não seria reduzir o preço de fábrica, mas não ter como repassar os custos, pois a margem do varejo é garantida por lei em todos os produtos. "Vende-se mais, porém ganha-se menos. O setor é pressionado por novos custos, mas não há chance de repor preços na mesma velocidade", disse. Para compensar, só diminuindo gastos – o que complica pela alta constante dos insumos. "Ou reduzir investimentos, o que seria péssimo", destacou. Para o varejo, os impactos de qualquer tipo em preços de medicamentos são minimizados com o repasse ao consumidor final. A tendência, nesses casos, é que os descontos concedidos aos clientes sejam menores. Para se ter uma ideia, na prática, já há diminuição entre 3% e 4% só por conta da substituição tributária, disse o diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sincofarma-SP), Juan Carlos B. Ligos. Para ele, o maior problema é a alta dos custos, já que a redução de 0,25% representa "praticamente zero", ou um "agrado" ao consumidor. "O fato de os preços não aumentarem não quer dizer que (o consumidor) vá pagar menos. Se hoje eu dou 10% de desconto, amanhã darei 5%. Quando os custos sobem em decorrência da burocracia, alta carga tributária e despesas acessórias, as farmácias repassam o aumento. Quem teve as despesas majoradas não vai tirar tudo dos lucros", exemplificou. Compensações – O real valorizado, que tem reduzido os gastos da indústria farmacêutica com matériasprimas, majoritariamente importadas, são uma espécie de "luz no fim do túnel" para o Sindusfarma. Porém, segundo Mussolini, o problema é que essas medidas do governo afetam pouco o consumidor, mas atrapalham muito o setor. Como exemplo, ele cita a redução de preço em uma apresentação como o anticoncepcional, por exemplo, que custa R$ 4,45. A queda no preço é mínima, e varia entre R$ 0,01 e R$ 0,02. "O consumidor pode nem sentir a queda, ou até pagar mais caro (pela redução do desconto), e a margem do varejista não tem tanto impacto. Entretanto, na cadeia, quando um perde, todos perdem." Para Ligos, as perspectivas de expansão do setor farmacêutico podem mudar esse quadro. Apesar dos R$ 16 bilhões em impostos pagos em 2011, de acordo com ele, o faturamento do ano fechou em R$ 46 bilhões – número que deve dobrar em cinco anos. "O crescimento será muito expressivo. Com isso, o ganho de volume deve ajudar a não repassar (todos os custos) ao consumidor", aposta, o diretor da Sincofarma.


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sexta-feira, 13 de abril de 2012

e

ECONOMIA/LEGAIS - 21 O Bird prevê que a inflação na China irá baixar dos 5,4% de 2011 para 3,2% em 2012

conomia

EUA estão criando menos empregos O número de pedidos de auxílio desemprego avançou na semana passada. Além disso, os preços ao produtor se mantiveram estáveis em março.

O

número de nortea m e r i c a n o s e ntrando com pedidos de auxílio-desemprego subiu na semana passada para o nível mais alto desde janeiro, em um resultado que pode suscitar temores de que a recuperação do mercado de trabalho dos Estados Unidos está parando, após a desaceleração na criação de empregos em março. Os pedidos iniciais subiram em 13 mil, para um total sazonalmente ajustado de 380 mil, informou o Departamento do Trabalho ontem. Economistas consultados estimavam queda para 355 mil pedidos. A média móvel de quatro semanas para os novos pedidos, considerada uma medida melhor das tendências do mercado de trabalho, aumentou em 4.250, para 368.500. Alguns economistas culparam o feriado de Páscoa pelo aumento dos pedidos, e disseram esperar que esses retornem a uma tendência de baixa nas próximas semanas. "É muito difícil saber até que ponto isso é impulsionado por efeitos sazonais da Páscoa ou não", disse o economista-chefe da TD Securities em Nova York, Eric Green. "Isso não é decisivo e nem confirma a fraqueza que vimos no relatório da última sexta-feira. Nós suspeitamos que a maior parte do aumento foi devido a questões sazonais e, portanto, esperamos que o número volte a cair", completou Green. Os dados sobre o auxílio-desemprego foram divulgados depois da liberação do relatório decepcionante de emprego referente a março, que mostrou que a economia norte-americana criou 120 mil postos, a menor quantidade desde outubro. Apesar do crescimento nos pedidos na semana passada, tanto os pedidos feitos pela primeira vez como a média de quatro semanas ficaram abaixo da marca dos 400 mil, o que implica ganhos estáveis de emprego.

China deve crescer 8,2% neste ano

O

Produto Interno Bruto (PIB) da China crescerá 8,2% em 2012 e 8,6% em 2013, impulsionado especialmente pela demanda interna, previu o Banco Mundial (Bird) em seu relatório de perspectivas para a segunda maior economia do planeta, apresentado ontem em Pequim. A economia chinesa "se encontra em um momento de desaceleração gradual", assinalou o documento do Bird, ao lembrar que em 2011 o avanço do PIB da China foi superior, de 9,2%. Caso o prognóstico do Bird se confirme, o crescimento chinês seria o mais baixo desde 1999, quando a economia asiática subiu 7,6%. A previsão do Bird é maior que as perspectivas do próprio governo chinês (7,5%), mas ligeiramente menor que os números do Banco Asiático de Desenvolvimento, que prevê crescimento de 8,5% em 2012 e de 8,7% em 2013. O Bird prevê, por outro lado, que a inflação na China, uma das principais preocupações macroeconômicas do regime comunista no ano passado, irá passar dos 5,4% de 2011 para 3,2% em 2012. Também neste indicador o Bird é mais otimista que o governo chinês, que espera inflação em torno de 4% neste ano. (Folhapress)

Déficit – Houve também boas notícias. Os preços ao produtor se mantiveram estáveis em março e o déficit comercial diminuiu fortemente em fevereiro.

O déficit comercial dos Estados Unidos encolheu 12,4%, para US$ 46 bilhões, no maior declínio mensal desde maio de 2009, informou o Departamento do Comércio, em um

momento no qual as exportações atingiram alta recorde. Isso pode levar os economistas a elevar suas estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimes-

tre. Os preços ao produtor dos EUA mantiveram-se inalterados em março, após avançar 0,4% em fevereiro. Economistas esperavam que os preços em fazendas, fábricas e refi-

narias subissem 0,3%. Já os preços no atacado, excluindo os setores voláteis de alimentos e energia, subiram 0,3%, após ganho de 0,2% em fevereiro. (Reuters)


22 -.ECONOMIA/LEGAIS

DIÁRIO DO COMÉRCIO

e FMI eleva previsão de crescimento econômico conomia

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O FMI pode ajudar. Mas para sermos os mais efetivos possíveis, nós precisamos elevar nossos recursos. Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI

Fundo Monetário Internacional aumenta estimativa de janeiro de 3,25% para 3,3%.

O

Fundo Monetário Internacional (FMI) está elevando suas previsões para o crescimento mundial a partir das perspectivas favoráveis assinaladas em janeiro, mas advertiu que ainda há "um grande grau de instabilidade" na economia global, disse a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. Em entrevista ao The Wall Street Journal, ela disse que o FMI elevou sua perspectiva para o crescimento global de 3,25% para 3,3% em janeiro, como reflexo das melhores condições apresentadas na economia. Mas Lagarde afirmou que a nova projeção só deverá ser apresentada na próxima semana, a qual continua sendo mais pessimista que a feita em setembro do ano passado, que era de 4%. Ela destacou que ainda há a preocupação renovada sobre a capacidade de Espanha e Itália aplicarem suas reformas fiscais para controlar seus orçamentos, entretanto, ela disse que os EUA podem ter iniciado um movimento de recuperação, além do que, segundo ela, as tensões na Europa têm diminuído desde dezembro. Lagarde disse que há um risco muito real de que "tensões sobre a dívida soberana e financeiras voltem com força renovada na Europa". Ela alertou também que a política fiscal atual dos EUA "não é ideal", com a necessidade de apoio do governo a curto prazo. Barreira – Uma maior barreira de proteção financeira e global é necessária frente ao risco de a crise da dívida soberana da Europa voltar a eclodir, e o Fundo Monetário Internacional (FMI) precisará de mais dinheiro para ajudar as economias, afirmou ontem a diretora-gerente do Fundo, Christine Lagarde. "Uma barreira de proteção global forte ajudará a completar o círculo de proteção para cada país", disse Lagarde, antes da reunião com líderes de finanças mundiais na próxima semana, em Washington. "O FMI pode ajudar. Mas para sermos os mais efetivos possíveis, nós precisamos elevar nossos recursos", completou. A chefe do FMI afirmou também ter esperanças de que progressos possam ser vistos nos encontros da próxima semana envolvendo o Fundo e o Banco Mundial, com a abordagem principal sobre o repasse de mais recursos para o FMI, um assunto que já tem ocupado formuladores de políticas das 187 nações que o compõem. Christine Lagarde disse que "o risco maior que paira é o de que as tensões soberana e financeira voltem com força renovada à Europa". (Reuters)


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sexta-feira, 13 de abril de 2012

23 O Futuro do Controle das Emissões no Brasil será o tema que a AEA ( Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) promoverá, no próximo dia 26, no Seminário de Emissões 2012. Será no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo (SP). As inscrições podem ser feitas no site da AEA (www.aea.org.br).

Nº 412

DCARR CRUZE SPORT6 Fotos: Divulgação

O perfil mostra a beleza do hatch

O belo hatch Lançado em 2011, o Cruze sedã ganha um irmão hatch que provoca suspiros por onde passa. Ele é realmente atraente. E custa entre R$ 64.900 e R$ 79.400. CHICOLELIS

Na traseira, o seu ângulo mais marcante

O para-choques dá a aparência esportiva ao modelo

É

muito difícil acontecer um caso como este: um modelo hatch, lançado depois, ser mais bonito que o sedã, o primeiro da família. Pois a Chevrolet conseguiu isso com o Cruze Sport6, que superou, em beleza, o seu irmão mais velho, o Cruze6, lançado pela marca no mercado brasileiro no ano passado. Eles são irmãos e, como tal, têm o mesmo motor: 1.8 Ecotec6, com 144 cv usando etanol e 140 com gasolina; e as máximas são, respectivamente, 204 km/h e 203 km/h para o manual e 197 km/h para o automático (gasolina e etanol),

as duas opções oferecidas. Hatch – Com a linha do teto "arqueada", que vai do parabrisas até a traseira, o modelo é nove centímetros mais curto que a versão sedã. Suas lanternas traseiras são grandes e niveladas com a superfície da carroceria em formas circulares. O modelo oferece duas versões: a LT, a chamada de entrada, e a LTZ, luxuosa. Em ambas, as rodas são de liga leve, com pneus 225/50 R17. Por dentro, o Sport6 mostra muita diferença do irmão mais velho de quatro portas. O painel tem iluminação tridimensional, para quem gosta do estilo esportivo. Os bancos

são evolventes e confortáveis. O ar-condicionado inclui a função AQS, que mede a qualidade do ar externo e promove, automaticamente, a recirculação do ar quando poluído. O sistema GPS surge na tela ao centro do painel, com 7 polegadas, oferecendo mapas do Brasil e da Argentina, países onde o modelo estará à venda. Aqui ela já começou e, no país vizinho, a partir de maio. As duas as versões do Sport6 (LT e LTZ) têm ar, direção, air bags, programas eletrônicos de estabilidade, controle de tração, freios antiblocantes e assistência de frenagem antipânico, entre outros

ítens, como sistema de som. Elas custam: LT, manual, R$ 64.900; LT automático, R$ 69.900; LTZ, R$ 77.400 e LTZ automático, R$ 79.400. Ao volante – O Sport6 oferece garantia de 3 anos, sem limite de quilometragem. E andar no Cruze hatch é algo realmente muito confortável. A direção elétrica comporta-se muito bem, assim como a sua suspensão. O motor responde aos apelos do acelerador. Mesmo para os mais altos, acima de 1,90 m, ele oferece conforto. Isso vale para quem dirige e para quem vai de passageiro no banco dianteiro ou na parte de trás do carro.

BICICLETA ELÉTRICA

TÃO SEM LEI QUANTO A COMUM

DCARRO POR AÍ

Não polui. Mas dependendo de quem está no comando pode causar problemas. MÁRIO TONOCCHI

Newton Santos/Hype

C

om forte apelo ambiental, o uso da bicicleta como veículo de transporte urbano para pequenas distâncias é inevitável no planeta e não será diferente no Brasil. E no mundo das pedaladas a energia elétrica avança cada vez mais, para reduzir o esforço nos caminhos. Um dos modelos vendidos no Brasil, a chinesa Evolubike Nano, chama a atenção pelas dimensões reduzidas, leveza e praticidade. Avaliamos a pequena por uma semana em uso cotidiano em percurso de cerca de três quilômetros entre o bairro Bela Vista e o Pátio do Colégio, no Centro da Cidade. No trânsito caótico paulistano, quem anda de bicicleta entra literalmente em um turbilhão que pode ser traduzido como "salve-se quem puder". Motoristas e motociclistas não respeitam os ciclistas e estes, por sua vez, não obedecem a nenhuma regra de trânsito. Nem mesmo ao bom senso. E olhe que o Código Nacional de Trânsito determina que a bicicleta, como veículo de propulsão humana, deve obedecer todas as normas como um carro ou moto qualquer. Simples de dobrar, a Nano é ideal para pequenos apartamentos em edifícios antigos onde a disputa pela vaga ou por cada milímetro da garagem é feroz. Dobrada, mede 114 centímetros de comprimento x 26,5 de largura e 48 de altura e ainda pode ser colocada dentro de uma sacola especial para ela. Cabe em qualquer canto, mesmo no trabalho. Montada chega a 120 x 56 x 99,5 cm. As rodas pequenas, de aro 12 polegadas, tornam o conjunto instável além de ampliar as irregularidades das ruas da cidade. É surpreendente na maleabilidade apesar do tamanho das rodas. Em um passeio tranquilo no final de semana é confortável já que a aceleração elétrica alivia a força na pedalada. Os altos sofrem – O quadro muito baixo que reduz seu tamanho, entretanto, causa desconforto para pessoas muito altas.

Como as bikes comuns, ela trafega sobre calçadas, faixas de segurança... Tudo sem punição. Quem não conta com vestiário no trabalho tem um problema adicional no uso uso cotidiano – não poder se trocar ou tomar banho depois de passar pelo trânsito é um incômodo. Na chuva, o para-lama traseiro não evita o spray de água que respinga nas costas do ciclista. Um dos destaques da bike é o sistema PAS (Pedal Assist System). Ele identifica a força que o ciclista faz no pedal e ativa automaticamente e de forma gradual o motor elétrico instalado na roda dianteira. Isso torna a entrada do sistema elétrico muito suave, mas deixa o acelerador "solto" até que a velocidade se estabilize. Só depois disso é que se pode controlar um pouco melhor a aceleração. O motor também desliga automaticamente se o acelerador não é usado por algum tempo como descendo uma ladei-

ra. Para retomar a energia elétrica basta pedalar novamente. O modelo, desenvolvido por engenheiros brasileiros e montado no Brasil com peças importadas da China, tem preço sugerido de R$ 3.178,79. Calmaria – Com uso de alumínio no quadro, o peso da Nano chega a 14,5 kg. Com potência nominal de 180 watts, a velocidade máxima é de 25 km/h no modo elétrico. Segundo a importadora, a autonomia é 20 km "em terreno bom, plano, sem vento e com carga total de 75 kg, mantendo velocidade de 20 km/h". A capacidade máxima de carga é de 90 Kg. Já a capacidade de responder eletricamente nas subidas não suporta inclinação de mais de 10°. A média de tempo de recarga da bateria de lítio 24V/6Ah é de três horas em rede 110V ou 220V. Legislação – A empresa importadora informa aos interessados que eles devem verificar em suas cidades as regulamentações para o uso das elétricas. Esse tipo de veículo trouxe para o Brasil um componente polêmico de classificação – se ciclomotor ou bicicleta comum. A definição estabelece se as elétricas podem circular junto aos carros ou nas ciclovias e se o ciclista precisa portar habilitação ou não. No Guarujá, litoral, e em Ribeirão Preto, interior paulista, a Polícia Militar já apreendeu bikes elétricas por falta de habilitação do condutor. A resolução 315/09 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) equiparou esses veículos aos ciclomotores, que exigem habilitação. O artigo 129 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no entanto, diz que "cabe aos municípios regulamentar o registro e o licenciamento dos ciclomotores". Na cidade de São Paulo não há regulamentação. Quem sabe, um dia, se decide.

CITROËN PROTEGENDO O PAPA

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intados nas tradicionais cores da polícia italiana, azul e branco, dois modelos Citroën C-ZERO foram colocados na área de segurança do Vaticano, sede da Igreja Católica, onde vive o Papa. Sendo 100% elétricos trafegam entre os palácios que formam o Vaticano e pela

praça de São Pedro sem fazer ruído e sem poluir. O uso destes veículos faz parte do projeto Roma, Capital da Mobilidade Durável, que reúne entidades na busca da solução dos problemas ligados à poluição ambiental e à mobilização sustentável.

ETIOS, O SEDÃ PEQUENO DA TOYOTA.

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Toyota está prestes a entrar no segmento de sedãs pequenos. Até o final do ano, a marca japonesa, que hoje só produz o sedã médio Corolla, vai começar a produzir o Etios na sua nova fábrica em Sorocaba. Além do sedã, haverá um modelo hatch. O modelo é produzido na India, o que confirma sua vocação para países emergentes. Lá, o Etios é fabricado com motor de 1.2 e 1.6 litro, 16 válvulas e transmissão manual de cinco velocidades. No Brasil, a motorização deve ser 1.3 l, flex. De série,

ABS e air bags frontais. Por dentro, espaço generoso, graças aos quase 4,30 metros. O preço será, se nada mudar na política econômica para o setor, em torno de R$ 35 mil. O modelo foi flagrado pelo nosso leitor Carlos Medeiros em testes, na Rodovia dos Bandeirantes, há cerca de 15 dias. (Antônio Fraga)


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6 MILHÕES DE LITROS DE ÁGUA Essa imensidão brota do solo e fica na temperatura perfeita para abastecer as 19 piscinas do resort e banhar os turistas.

urismo

Divulgação

Na Praia do Cerrado, há nove tipos de onda que podem chegar a 1,5 m de altura.

O PARAÍSO DAS ÁGUAS FICA EM GOIÁS Surfe, mergulho e praia no cerrado? Em Caldas Novas, o complexo turístico Rio Quente Resorts cresce em atrações a cada ano Mariana Missiaggia

Divulgação

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Oito piscinas naturais de águas quentinhas (acima e ao lado) permitem mergulhar e avistar cardumes. Depois, relax nos ofurôs do Parque das Fontes.

tinho caseiro. O restaurante da Mata serve os hóspedes no hotel recém-inaugurado e prestigia em seu cardápio a culinária típica brasileira. Especialmente elaboradas pelo chef Ataíde Souza, 42 anos, as

NOVIDADE RADICAL

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que já é bom promete ficar ainda melhor. A partir de maio, os hóspedes e visitantes do Hot Park vão se deparar com uma mega atração no parque. O novo brinquedo, cujos detalhes ainda são mantidos em sigilo pela direção do Rio Quente Resorts, promete ser super-radical. À medida que vai sendo erguido, um to-

boágua vai ganhando forma. Vários tapumes foram colocados em volta da obra e muito suspense envolve a novidade. A estrutura mede 47 metros de altura e já predomina na paisagem do parque. As obras estão praticamente concluídas, faltando agora os acabamentos de alvenaria, estrutura de apoio e tematização da nova atração. (MM)

relaxantes, ora radicais no Hot Park. Os hóspedes do resort têm acesso ilimitado ao parque, mas visitantes também podem aproveitá-lo comprando ingressos diários. Com ou sem boia, quem desce pelos toboáguas Acqua River e Acqua Race atinge uma velocidade de 30 km/h. Já o Half Pipe, uma plataforma de 13 m de altura em forma de U, é bem mais emocionante. A descida

é feita em dupla, com boia. A opção mais leve é o Lazy River, uma corredeira lenta, na qual o percurso é feito com boia.

Além de toda a infra-estrutura oferecida no parque aquático, tem um cantinho especial pra quem não abre mão de pegar uma onda nas férias. O Rio Quente trouxe o mar para o centro-oeste. Na Praia do Cerrado, a água também é morna e cristalina, e a areia sempre fresca, já que na verdade é feita de pó de quartzo e por isso não esquenta. São nove tipos de ondas, que podem chegar a 1,5 m de altura. Quem preferir, também pode jogar vôlei de praia ou futevôlei. Atividades opcionais incluem, ainda, mergulho, tirolesa e rapel. E os momentos em família não se restringem às águas termais. Aves ameaçadas de extinção formam o viveiro Bird Land. Lá, é possível interagir e tirar fotos com 200 aves. Apesar de apresentar facilidades para jovens e pequenos hóspedes, o complexo também tem programação para a melhor idade. Aulas de hidroginástica, caminhada, cantar e dançar são apenas algumas das opções desenvolvidas para esse público. À noite, a diversão continua no Parque das Fontes, com duchas, saunas e ofurôs naturais. Mergulhando nas oito piscinas com águas quentes naturais é possível avistar pequenos cardumes que fecham a viagem com chave de ouro. Viagem a convite do Rio Quente Resorts Fotos: Mariana Missiaggia

isture praia com montanha, agito com descanso, sofisticação com simplicidade, água quente com piscina, e o resultado será goiano: Rio Quente Resorts. Não é de hoje que esse destino atrai o olhar de turistas de todos os cantos do País e está entre os preferidos das famílias brasileiras para passar os dias mais preguiçosos de suas vidas e fazer a alegria da criançada. Talvez todo esse sucesso seja por conta dos 6 milhões de litros de água quentinha que correm, por hora, pelas 19 piscinas do resort. Essa imensidão de água brota do solo e fica na temperatura certa para banhar os turistas graças à geotermia. O fenômeno consiste na penetração da água da chuva em direção ao centro da terra atingindo até 1.200 metros de profundidade. A cada 30 metros, a água aquece um grau e ganha pressão para voltar para cima, e abastecer as piscinas naturais de todo o complexo, que oferecem 24 horas de puro lazer e diversas opções e categorias de h o s p e d agem, entre hotéis, chalés e camping . A unidade Rio Quente C r i s t a l R esort, inaugurada em março deste ano, ampliou em 20% a capacidade hoteleira da rede. Os 1 9 6 a p a r t amentos estão d i s t r ib u í d o s em três blocos (Água, Terra e Ar), priorizando requinte e conforto. Além da piscina infantil, a piscina de borda infinita possui vista privilegiada emoldurada pela mata do cerrado. A comida? Tem um gos-

sobremesas priorizam as frutas da época e compõem pratos levemente adocicados e deliciosos. Radical ou relaxante – As horas de molho mergulhado em águas termais se tornam ora

RAIO X COMO CHEGAR A Azul Linhas Aéreas (wwww.voeazul.com.br) tem passagem entre Viracopos e Caldas Novas a partir de R$ 279 (cada trecho). Pela TAM Viagens (www.tamviagens.com.br), o pacote completo de três noites com meia-pensão, para casal, sai de R$ 3.893,56 a R$ 6.098, incluindo a parte aérea. A cada adulto pagante, uma criança de 0 a 12 anos tem cortesia na hospedagem. Do aeroporto são 31 km até o resort, que oferece o traslado.

Requinte no novo Rio Quente Cristal Resorts, onde o chef Ataíde Souza prepara sobremesas leves. ONDE DORMIR O Rio Quente Resorts (tels. 64/ 3512-8000 e 11/ 3512-4800, www.rioquenteresorts.com.br) abriga diversas opções de hospedagem. Há o Hotel Pousada, o primeiro a ser aberto (diárias a partir de R$480), o Hotel Turismo, o mais próximo do Hot Park (a partir de R$495), o Rio Quente Suíte & Flat I e III, o mais tranquilo (a partir de R$ 475), o Hotel Giardino, com decoração

italiana (a partir de R$ 460), os eco-chalés & camping, categoria mais econômica (a partir de R$160) e, ainda, o novo Rio Quente Cristal Resort, o mais luxuoso (a partir de R$1.102,78). Valores válidos para o casal, com meia pensão. NO PARQUE Buffet Hot Park: para o almoço. Comida self-service, com sobremesa e bebida, a R$ 29,99 por pessoa.

Lanchonete Hot Park: porção de fritas a R$16,99, sanduíche a R$12,99 e suco a R$ 8,99. Parque das Fontes: jantar. Pizza grande a partir de R$ 50. Hot Park: ingresso a R$ 92 (hóspedes têm acesso ilimitado). Bird Land: R$ 22 por pessoa (R$ 20 para uma foto com uma ave). Mergulho: de R$ 49 a R$ 197, dependendo do percurso.


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Fotos: Divulgação

Cérebro, idealismo, paixão. Os Villas-Bôas no Xingu. Filme mostra de modo emocionante a saga de Orlando, Cláudio e Leonardo. Lúcia Helena de Camargo

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cultura

Cenas do filme, que tem produção de Fernando Meirelles: os irmãos junto aos povos do Xingu, travessia de barco, Claudio (deitado) e o filho. E festa em que a enfermeira Marina (Maria Flor) dança com Orlando.

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les tinham consciência de ser o veneno e o antídoto. O trabalho dos irmãos Villas-Bôas foi fundamental para a vida dos índios brasileiros, mas também contribuiu para que parte deles sumisse do mapa. O filme Xingu (Brasil, 2011, 92 minutos), em cartaz na Cidade, mostra de modo emocionante a saga de Orlando (1914-2002), Cláudio (1916-1998) e Leonardo VillasBôas (1918-1961) – vividos pelos atores Felipe Camargo, João Miguel e Caio Blat. Em busca de aventura, o trio embarcou em 1944 na Expedição Roncador-Xingu, empreendimento federal destinado a "explorar" o centrooeste do Brasil. Mais instruídos do que a maioria dos sertanejos que tinham como colegas, os Villas-Bôas não demoraram a entender o que ali ocorria. E começaram a luta pela preservação das tribos e da cultura dos índios, os habitantes

originais daquelas matas. "O que o governo chama de terra desocupada, na verdade tem dono", observa Cláudio. O longa-metragem, dirigido por Cao Hamburger (é dele O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias), deixa marcada a personalidade de cada um: Cláudio era o idealista; Orlando, o articulador, e Leonardo, o impulsivo, que acabou saindo do Xingu nos anos de 1950. Em um dos momentos mais dramáticos, dezenas de índios morrem depois de contrair gripe, doença contra a qual não tinham defesas naturais, levada até eles pelos brancos. O filme, que custou R$ 14 milhões, tem produção de Fernando Meirelles. É definido por Hamburger como "ficção baseada em fatos reais". Até a criação do Parque Nacional do Xingu, em 1961, foram 1.500 quilômetros de picadas abertas, construção de 19 campos de pouso e 14 tribos

contactadas. Pelo caminho, sofreram mais de 200 crises de malária. O parque, que tem o tamanho da Bélgica (27 mil quilômetros quadrados), fica ao norte do estado de Mato Grosso. Porém, hoje, os índios não estão tranquilos e protegidos em suas terras. A poluição do Rio Xingu ameaça a sobrevivência. "O rio está poluído. O peixe, acabando. Daqui a cinco anos não vai ter mais. A União precisa fazer alguma coisa", pede o índio Tabata Kuikuro, morador do Xingu, que faz o papel de cacique. Meirelles afirma: "O filme chega num momento em que se questiona os megaprojetos para o desenvolvimento da Amazônia e as desastrosas mudanças do Código Florestal. Xingu fala sobre esses erros cometidos há 50 anos". O diretor arremata: "Esperamos que o filme lance luz sobre uma questão: qual a ideia de progresso queremos para o nosso País?"

Índio na cabeça Noel Villas-Bôas, filho mais novo de Orlando, foi o responsável pela gênese do projeto que se transformaria no filme X i ngu. "Ele aparecia na produtora toda semana, na tentativa de me convencer a filmar a história", narra Fernando Meirelles. Um dia, acabou conseguindo levar o diretor e produtor a pensar mais atentamente no assunto. E Meirelles convidou Hamburger para orquestrar o longa-metragem. Nomeado em homenagem ao médico sanitarista Noel Nutels, o filho do indigenista segue envolvido com a herança do pai, o Parque Nacional do Xingu e seus habitantes. Ele esteve no parque este mês, quando o filme foi exibido para os índios. "Eu já estava no Xingu, nos Kuikuro, quando a produtora foi para os Yawalapiti

para fazer a apresentação. Fui assistir ao filme com eles. Os índios gostaram muito. Uma tela inflável imensa no pátio da aldeia e dezenas e dezenas de índios assistindo e comentando ao mesmo tempo. Foi ótimo", disse ele ao Diário do Comércio. O roteiro do filme dirigido por Cao Hamburger foi baseado em depoimentos e livros. Marina Villas-Bôas, viúva de Orlando, foi valiosa fonte. E a principal obra consultada, A Marcha para o Oest e, de Orlando e Cláudio VillasBôas, que acaba de ser relançada pela Companhia das Letras, traz apresentações carinhosas. O escritor Antonio Callado (19171997) chama o Parque Indígena do Xingu de "república dos irmãos Villas-Bôas" e diz fugir para lá sempre "que o Brasil exagera". O antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) assim resume a saga de Orlando, Cláudio e Leonar-

do: "Pequenos-burgueses paulistas, condenados a vidinhas burocráticas medíocres, saltaram delas para aventuras tão ousadas e generosas que seriam impensáveis, se eles não as tivessem vivido." A obra inclui um diário da expedição Roncador-Xingu escrito pelos irmãos. Outro livro consultado foi O Xingu dos Villas-Bôas (M eta livros), que além da história principal reúne descrições sobre as tribos que habitam o Parque do Xingu, lendas locais e muitas fotos, como o belo cocar Txukarramãe que aparece no alto deste texto.

Julia Roberts como a rainha má de Branca de Neve? Nem ela acredita.

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Film

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spelho, Espelho Meu (Mirror, Mirror, EUA, 2012, 106 minutos), em cartaz na Cidade, traz a clássica história de Branca de Neve ligeiramente modernizada. Lily Collins (à esquerda) vive a princesa, que fica à mercê da madrasta depois que seu pai desaparece. Essa rainha má é encarnada por Julia Roberts. E aí começam os problemas do filme. A atriz é um ser simpático. O sorrisão se espalha pela tela e fica difícil acreditar que ela é perversa. Até quando perpetra maldades como cobrar impostos do povo paupérrimo para dar festas frívolas, fica a

impressão de que vai dizer no momento seguinte que estava só brincando de ser má. A Branca de Neve (Collins), por sua vez, é angelical ao extremo. O filme é bom programa para crianças pequenas. Leve e engraçadinho, inclui boas canções, mas provavelmente não vai convencer ninguém com mais de dez anos de idade. Para os maiores, em breve chegará o filme Branca de Neve e o Caçador, com Kristen Stuart (a Bella, da série Crepúsculo). E quem se interessar

Playarte/D

pela história pode aproveitar o lançamento Branca de Neve - Os Contos Originais (Editora Évora, 224 páginas, R$ 29,90). Nesta sexta (13) estreia a comédia romântica Como Agarrar Meu ExNamorado, estrelada por Katherine Heigl (abaixo, à direita); e o documentário Quem Se Importa (abaixo, à esquerda), que traz exemplos de histórias felizes sobre empreendedorismo social. Entre os entrevistados está Muhammad Yunus, vencedor do Prêmio Nobel da Paz.

ivulgação

Sedutor Spirit e Satin Silk. (De Will Eisner.)

Nesta edição: livros de bolso vão ao cinema; Marlene Dietrich; João Pacífico; Yamandu Costa; Vida Alves e a Tupi; Gay Talese, o escritor-jornalista.


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A nobreza e o povo em O Gattopardo

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cultura

Clássicos, editados em todos os formatos, e levados à tela ou ao palco, não perdem o brilho quando cabem no seu bolso.

Bons e baratos

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Renato Pompeu

ransformemos hoje, sexta-feira 13, em dia de sorte e verifiquemos que, nas livrarias do País, estão disponíveis edições de bolso de grandes clássicos da literatura, de diferentes editoras. As grandes atrações são grandes livros que se tornaram grandes filmes. A cuidada edição de O Gattopardo - livro que deu origem ao filme O Leopardo, romance do escritor italiano Tomasi di Lampedusa (na verdade, Giuseppe Tomasi di Lampedusa), publicado, originalmente, em 1958, faz parte da Coleção Livros que Cabem no Seu Bolso, da Record. Apenas cinco anos depois de lançado, já considerado um clássico, esse livro foi transformado num grande clássico do cinema, por ninguém menos do que um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos, o italiano

Luchino Visconti. E com um elenco estelar e multinacional: o americano Burt Lancaster, o francês Alain Delon e a italiana Claudia Cardinale. Outro clássico, da mesma coleção da Record, é o romance As Vinhas da Ira - livro que inspirou o premiado filme de John Ford, do autor americano John Steinbeck, de 1939, tornado fulminantemente filme do célebre diretor em 1940, com Henry Fonda, Jane Darwell e John Carradine. Da L&PM Pocket, em tradução de Millôr Fernandes, é a peça de teatro Pigmaleão, de 1912, do escritor irlandês George Bernard Shaw, transformada primeiro num musical de teatro e, em 1964, no famoso filme My Fair Lady, do diretor americano George Cukor, com a atriz belga radicada nos EUA Audrey Hepburn e o ator inglês Rex Harrison.

Acima, Jean Gabin, considerado o mais carismático intérprete de Maigret (acesse www.dcomercio.com.br e veja trechos de alguns filmes nos quais Gabin vive aventuras na pele do famoso inspetor). Ao lado, Henry Fonda em As Vinhas da Ira, filme baseado na obra homônima de Steinbeck.

Aventuras do inspetor Maigret

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A Grande Depressão americana m As Vinhas da Ira é retratada a situação de fome e miséria que, em meio à crise econômica dos anos 1930, agravada por uma enorme tempestade de poeira gerada por uma infindável seca, atinge uma família de lavradores do estado americano de Oklahoma. Atraída pela propaganda de que, no distante estado da Califórnia, encontraria um Eldorado de leite e mel, a família parte para sua Canaã, onde, no entanto, depara com uma situação talvez pior do que a da terra natal. Milhares de imigrantes miseráveis disputam

entre si trabalhos em péssimas condições por salários de fome. A cena culminante da obra ficou célebre: mesmo sem ter o que comer, uma adolescente cujo filho nascera morto dá de mamar a um adulto desconhecido que também não tinha o que comer. Ao mesmo tempo em que essa cena é particularmente chocante nos EUA, onde são malvistas as mulheres que dão de mamar em público a seus bebês, consideradas exibicionistas, ela é emblemática da difícil situação em que ficaram milhões de famílias durante a Grande Depressão.

HISTÓRIAS MEMORÁVEIS. QUE CABEM NO BOLSO. Bruno Cremer (esq.) rivaliza com Gabin, em um série de TV: é um Maigret bonachão, ladino. Além dos (bons) livrinhos de Simenon, lembramos outros de bolso: As Vinhas da Ira, O Gattopardo, Pigmaleão, O Avesso da Vida, O Visconde Partido ao Meio e Jazz.

Fotos: Arquivo DC

No alto, John Steinbeck (1902-1968); na sequência: George Bernard Shaw (18561950); Tomasi di Lampedusa (1896-1957); Toni Morrison (1931); Philip Roth (1933); Ítalo Calvino (1923-1985) e, acima, Georges Simenon (1903-1989). Abaixo, estátua de Maigret criada por Pieter d´Hont, em Delfzijl, Países Baixos.

E

inda pela L&PM, temos três volumes com novelas que retratam o famoso personagem Maigret, um inspetor da Polícia de Paris, criação do escritor belga radicado na França Georges Simenon. Trata-se de Maigret Se Defende, Maigret e o Fantasma e Maigret na Escola. Simenon inovou a literatura policial, pois, além da intrigante investigação sobre crimes, também desenvolve evocações da humanidade mesmo dos personagens mais fechados em si mesmos, e que procuram não se relacionar com os outros seres humanos. Em outras palavras, Simenon resgata a humanidade mesmo dos personagens mais arredios e mais insociáveis. Enfim, temos de aproveitar a sorte de poder contar com tantas obras de tão alta qualidade por preços tão acessíveis.

Gattopardo relata o destino de uma família nobre da Sicília, acostumada secularmente ao mando e ao luxo derivados de suas grandes propriedades de terra, situação ameaçada a partir do momento em que as tropas de Garibaldi, em 1860, desembarcam na ilha. Garibaldi traz consigo esperanças de modernização e de democratização, que, se são esperanças para a massa do povo siciliano, geram temores por parte da família, até o momento em que esta percebe que "é preciso que tudo mude para que tudo continue na mesma", frase do livro que se tornou famosa como ditado sobre a milenar história italiana. Como no Brasil, as mudanças históricas na Itália tendem a ser feitas não pelas camadas prejudicadas pela situação anterior, e sim pelas camadas por ela beneficiadas, que, por meio do aggiornamento ("atualização") ou "revolução de cima", em terras italianas, ou por meio do "jeitinho" e da "conciliação" tão vigentes em nossa terra, continuam mantendo seus privilégios na nova situação de modernização.

Calvino, Morrison, Roth... Além dos livros já lembrados que viraram filmes, existem outras obras literárias em edições de bolso, como a novela O Visconde Partido ao Meio, originalmente publicada em 1952, do escritor italiano, nascido em Cuba, Ítalo Calvino, editado pela Companhia de Bolso. Calvino havia começado como escritor vinculado à resistência contra o fascismo e, depois, com a redemocratização, ligou-se ao Partido Comunista. Esse livro é sobre um visconde que, nas guerras europeias contra os turcos, no século XVII, foi despedaçado por uma bala de canhão e, dividido em dois, tem uma metade que se torna uma pessoa má e outra metade que se torna uma pessoa boa. Um vive no castelo original do visconde e superexplora e reprime os camponeses sob seu domínio, o outro mora na floresta e procura ajudar altruisticamente os camponeses e os pobres em geral. Os dois disputam o amor da mesma jovem camponesa. Calvino com esse livro passa da fase do realismo político militante para a fase da fantasia, em que busca criar verdadeiros contos de fada de alto nível, com o único fim de divertir, e não de edificar, os seus leitores. Também da Companhia de Bolso é o romance Jazz, em que a escritora americana Toni Morrison recria o ambiente do bem conhecido bairro do Harlem na Nova York dos anos de 1920, habitado caracteristicamente por negros vindos de regiões rurais do Sul dos EUA. O ambiente é carregado das belezas da música dos negros e da violência no cotidiano desse bairro equivalente às periferias das grandes e médias cidades brasileiras. Esse mundo é povoado por vendedores de produtos de beleza a domicílio e por cabeleireiras, que se envolvem em dramas de fundo amoroso, em meio às sonoridades tão ricas do jazz e aos crimes por paixão. Igualmente da Companhia de Bolso, e novamente de um autor americano, temos o romance O Avesso da Vida, de Philip Roth. Como é muito frequente nas histórias desse escritor, trata-se da vida conturbada de judeus americanos, enfrentando doenças e a impotência sexual. A grande novidade do livro é sua construção intricada, em que um personagem, por exemplo, morre e, em seguida, aparece vivo em outro país.


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cultura

A diva está viva. No palco.

Adelson Brasil

Sérgio Roveri

Sylvia Bandeira na pele de Dietrich: recriação quente do mito.

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aris, 1991. Reclusa em seu apartamento, a diva alemã Marlene Dietrich, aos 90 anos, não aceita mais ser vista por ninguém, a não ser pela filha e uma empregada. Há 15 anos que ela não põe os pés nas ruas – passa os dias entre livros de poesia e taças de champanhe. Uma das mulheres mais famosas e cobiçadas do século XX, e por duas ocasiões a artista mais bem paga do mundo, está só – por decisão pessoal e irrevogável. O tempo arranhou sua beleza, mas manteve intactos a memória e o discurso afiado. É neste cenário que a diva, em um dia qualquer, deixase tocar pela ingenuidade e o "cheiro de juventude" de um modesto entregador, a quem, depois de um desconforto inicial, decide passar sua vida (e que vida!) em revista. Marlene Dietrich - As Pernas do Século, musical de câmara em cartaz no Teatro Nair Bello, é feito desta suave mistura entre as memórias da atriz, cenas de seus filmes e algumas das mais belas canções do século

passado, interpretadas em inglês, francês e alemão. Escrito pelo dramaturgo, tradutor e diretor Aimar Labaki, o espetáculo apresenta um retrato cronológico da vida, carreira e dos muitos amores de Dietrich – da garota pobre de Berlim, nascida Marie Magdelene e que mal conheceu o pai, à profissional de circo e vaudeville que se tornaria uma estrela de dimensões planetárias. Sylvia Bandeira, que se revela dona de voz suave e bem colocada, interpreta Dietrich em todas as fases do espetáculo dirigido por William Pereira. "O diferencial de Marlene Dietrich, em relação às outras estrelas de Hollywood, era sua inteligência. Ela não era um grande talento, nem como atriz, nem como cantora. O que tinha era um grande carisma e uma cultura sólida, feita de leituras e boas escolas", diz Labaki. "Seu outro grande talento era para as relações pessoais. Das camareiras à realeza europeia, ela cultivava afetos profundos e duradouros. Inteligência, carisma,

cultura e amigos de verdade – esses os maiores atributos da fraulein Marlene, que sabia muito bem separar a figura pública da mulher de carne e osso." O musical dá grande e justificado destaque a um papel que Marlene Dietrich desempenhou longe das câmeras: o da ativista política que se naturalizou norteamericana em protesto contra a ascensão do nazismo em sua Alemanha natal e que, durante a Segunda Guerra Mundial, viajou para entreter os soldados aliados no norte da África. No fronte, passou frio, fome, contraiu doenças de pele e teve sua vida diversas vezes ameaçada pelos bombardeios alemães. E provou, acima de tudo, que sabia ser uma estrela mesmo em terreno tão insalubre.

Doce cotidiano. Em versos matutos e singelos.

Marlene Dietrich - As Pernas do Século. Teatro Nair Bello. Terceiro piso do Shopping Frei Caneca. Tel.: 3472-2414. Sexta. 21h30. Sábado. 21h. Domingo. 18h. R$ 60.

André Domingues

S

e o musical João Pacífico, Poeta do Sertão, de Roberto Vignati, seguisse o estilo do homenageado, seria contado como um causo, com aquele fato de dar espanto no final. Seria como o matuto de Cabocla Tereza, que mata sua excompanheira e não faz menção de fugir do destino nas mãos do delegado, ou como o festeiro de Chico Mulato, que, por amor a uma outra Terezinha, chega a assassinar o próprio irmão. Um desfecho assim assombroso, porém, não caberia na ficção biográfica da peça, que será encenada neste final de semana, no Sesc Santana. Afinal, João Pacífico, além de pacato, como sugere o apelido, teve um fim sem surpresas, em 1998, num ostracismo frio e acinzentado. O incrivelmente talentoso João Pacífico nasceu em uma família simples de Cordeirópolis, situada no centro do estado

Pausas de ternura numa vida em crise

parte das suas canções estava uma espécie de narrativa poética popular, com ecos dos antigos romances da tradição oral ibérica. Havia nele, também, a facilidade de escrever sobre coisas da vida, dando um sentido especial a acontecimentos cotidianos, como uma telha quebrada no telhado, em Goteira, um prego que seu filho não conseguiu pregar, em História de um Prego, ou uma seca presenciada na cidade de Barretos, em Pingo d'Água. Era, enfim, um compositor absolutamente singular. Mais do que merecer, sua memória exige iniciativas de preservação como essa do musical.

João Pacífico, Poeta do Sertão. Grupo de Teatro Pingo D'Água. (Cordeirópolis-SP). Sesc Santana. Av. Luiz Dumont Villares, 579. Tel: 2971-8700. Sexta (13) e sábado (14). 21h. Domingo (15). 18h. Grátis.

Fotos: Divulgação

I

nterpretado por Paulo Autran em 1975 e por Richard Burton em premiado filme de 1977, o psiquiatra Martin Dysart voltou a "clinicar" em São Paulo. Em um momento da vida em que se descobre descrente da profissão e casado com uma mulher a quem não beija há pelo menos seis anos, o doutor Dysart concorda, depois de muita relutância, em receber um novo paciente, Alan Strang, garoto de 20 anos com sintomas de esquizofrenia que, numa noite de desespero, cegou cinco cavalos em um estábulo sob sua responsabilidade. Martin Dysart e Alan Strang, vividos agora pelos atores Elias Andreato e Leonardo Miggiorin, são os protagonistas da peça Equus, do dramaturgo inglês Peter Shaffer, em cartaz no Teatro Folha. A peça, sucesso em diversos países desde que foi escrita, a partir de fatos reais, em 1973, sustenta sua atualidade por meio de apaixonantes debates sobre doença e sanidade, paixão e indiferença, liberdade e repressão sexual. No espetáculo, o garoto Alan, que durante a semana trabalha como vendedor em uma loja de materiais elétricos e cuida de um estábulo aos sábados e domingos, é filho de um comunista, e portanto ateu, e de uma rígida dona de casa católica. Desde os seis anos ele alimenta uma paixão patológica por cavalos - acredita ser capaz de dialogar com eles e de ouvir suas queixas. Por isso mesmo, a notícia de que ele, estilete em punho, foi capaz de cegar cinco animais, é recebida com horror pelos pais e pela comunidade. Em gigantesco sofrimento

de São Paulo, em 1909 (o registro, feito posteriormente, marca 1910). O lugar, uma vilinha perdida entre imensos cafezais, deixou um forte rastro de nostalgia em suas canções. Na mocidade, já morando em Campinas, João seguiu o exemplo do pai e foi trabalhar na estrada de ferro. Seu cargo era modesto, ajudante de lavador de pratos, mas daria ótimos frutos. Acontece que, numa viagem, teve a oportunidade de mostrar seus versos matutos para o poeta Guilherme de Almeida, que logo se entusiasmou e lhe fez um convite para tentar a sorte em São Paulo, na Rádio Cruzeiro do Sul. Deu-se, ali, o início de uma carreira artística longa e fértil. João Pacífico se consagrou pela escrita doce, vigorosa e imaginativa, capaz de traduzir todo o investimento de um amante iludido num verso singelo como "Pus meus sonhos nesse olhar". Na base de boa

psíquico, o jovem é encaminhado ao consultório do doutor Dysart – como uma tentativa, talvez, de livrá-lo da prisão. "Em função de suas variações de humor, Alan é um personagem dificílimo de ser interpretado", diz Miggiorin. "A minha concentração tem de ser total para que eu não carregue nos momentos de crise ou suavize demais nas horas de ternura. Nesta montanha-russa que é a cabeça deste garoto, aparecer nu em cena é quase irrelevante". A ação da peça, fragmentada e apoiada em dezenas de cenas em flashback, se passa quase que inteiramente no consultório do

doutor Dysart. É ali que o psiquiatra, obrigado a encarar o vazio de sua própria existência, enfrenta o que parece ser o maior dilema de sua vida profissional: permitir que o garoto continue sendo como é, um jovem visitado tanto pelas crises quanto pelas paixões, ou intervir para que ele se transforme em alguém socialmente aceito mas dono de uma vida tão opaca quanto a do próprio médico. (SR)

Equus. Teatro Folha. Shopping Pátio Higienópolis. Avenida Higienópolis, 618. Tel.: 3823-2323. Sexta. 21h30. Sábado. 21h. Domingo. 20h. R$ 40 a R$ 60.

LUGARES DO PASSADO A partir deste sábado (14) o visitante do Clube A Hebraica descobrirá novos lugares para contemplar. Eles estão todos reunidos na mostra Caminhos da artista plástica Simone Kestelman. A exposição mostra uma série de peças que retratam estradas e lugares visitados pela artista, além de algumas de suas experiências pessoais. Galeria de Arte do Clube Hebraica. Rua Hungria, 1000. Terça a domingo, das 8h às 20h. Grátis. Até 15 de maio.

A BELEZA NATURAL DO BRASIL EM EXPOSIÇÃO 100 anos de urbanização do País, em 280 trabalhos do acervo IMS. Faap. Rua Alagoas, 903. Tel.: 6662-7198. Terça a sexta, 10h/20h. Sábado, domingo, feriados, 13h/17h.


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Fotos: Divulgação

Lagostins e Verduzzo de Piave José Guilherme R. Ferreira

Depois do jejum, carne à mesa. Em grande estilo. Lúcia Helena de Camargo

P Rodízio ou serviço à la carte? Escolha e aproveite.

ara quem manteve a abstinência de carne vermelha durante a quaresma, trazemos duas sugestões para quebrar o jejum em grande estilo. A dica vale também se você é apenas um apreciador de carnes de qualidade. A Grill Hall - Prazeres da Carne, instalada em São Paulo desde 1993, funciona em sistema de rodízio. Bom para quem quer provar muitos cortes na mesma refeição, além de aproveitar mesa de frios, queijos, saladas, massas, sushibar e pratos quentes. Entre as dezenas de opções no bufê há ostras, caviar, carpaccio, camarão ao catupiry, bacalhau, paella e shimeji na manteiga. À mesa chegam guarnições como arroz de carreteiro, feijão tropeiro, banana à milanesa, batata e cebola frita, farofa. O rodízio custa R$ 85 por pessoa, sendo que bebidas, sobremesas e serviço (10%) são cobrados à parte. Até 30 de junho vigora a promoção que dá 50% de desconto para as mulheres, de segunda a sábado. A churrascaria investe também no happy hour, de segunda a sexta, das 17h às 23h. No bar com telão e acesso à internet são servidos coquetéis e aperitivos. "O pessoal dos escritórios se reúne para assistir jogos", relata o gerente, Valdecir Leismann. A casa oferece serviço de van gratuito que leva e busca clientes que morem, trabalhem ou estejam hospedados na região. Há dois salões para eventos, com capacidade para até 120 pessoas, com telão, microfone, data-show, home theater e wi-fi. Grill Hall - Prazeres da Carne.

No alto e acima, espetos do Grill Hall - Prazeres da Carne. Abaixo, o palmito assado lentamente na brasa, dentro de sua própria casca, servido no Bassi - Templo da Carne. À direita, o T-Bone do Bassi.

Já o restaurante Bassi - Templo da Carne funciona à la carte. Há 40 anos no mercado, Marcos Bassi acompanha a trajetória do boi da criação à mesa, para garantir a qualidade. Com pouca gordura, o bombom de alcatra (R$ 48) é indicado para quem não quer exagerar. Se preferir algo mais suculento, embarque na deliciosa bisteca do contra-filé (R$ 88), também chamada Prime Rib. Outra vedete do menu é a bisteca fiorentina, servida no rechaud. Custa R$ 188, na porção suficiente para duas ou três pessoas. Se preferir cortes tradicionais, peça filé mignon (R$ 68) ou T-Bone (R$ 78). Não à toa a casa tem a palavra templo do nome. Com perdão dos vegetarianos, as carnes ali são para se comer rezando. E caso você seja fã de carne fatiada como no rodízio, peça o espeto para a mesa. A picanha inteira, por exemplo, custa R$ 198, para até quatro pessoas. Entre os acompanhamentos (de R$ 6,90 a R$ 25), farofa com ovos e bacon; batata souflê; banana à milanesa. Listado como entrada, mas ótimo para acompanhar o prato, é o palmito assado na brasa (R$ 48, para três pessoas). Além do cuidado com os vinhos (500 rótulos) servidos, as garrafas fechadas são vendidas a preço de importadora. No andar superior, há salão para eventos com churrasqueira e cozinha independentes, para até 50 pessoas. E se quiser levar para a casa, passe na boutique de carnes. Não sabe como preparar? Bassi (foto) vende o DVD A Magia do Churrasco, com lições que vão da escolha ao ponto da carne. "Tenho prazer em ensinar. Não escondo nada."

Rua Pedro de Toledo, 1361.

Bassi - Templo da Carne.

Vila Mariana.

Rua Treze de Maio, 668.

Tel.: 5572-0018.

Bixiga. Tel.: 3288-7045.

www.grillhall.com.br

www.marcosbassi.com.br

N

em só de pão e vinho vivem as últimas ceias. Na representação da cena bíblica na Igreja de São Jorge, em San Polo di Piave, cidadezinha nas colinas ao norte de Veneza, província de Treviso, os lagostins estão salpicados na comprida mesa comandada por Jesus. Esses crustáceos de vermelho intenso estão ali no afresco de Zanino di Pietro porque a região sempre teve na iguaria um de seus pratos de resistência e abundância. No referencial Food, misto de dicionário e história da gastronomia, o jornalista americano Waverly Root chega a elevar San Polo de Piave (banhada pelas águas geladas do rio Piave que corre para o Adriático) como "capital do lagostim". Na "Última Ceia" pintada por Zanino, em 1466, é indiscutível a importância iconográfica do vinho, servido entre os apóstolos. São cinco de vinho tinto, uma de branco. E mais uma vez o pintor mostra que foi inspirado pelos costumes locais, principalmente em relação ao vinho branco da cena. Piave desde sempre foi uma

região vitivinícola. Até hoje os tintos da uva Raboso, ricos e agressivos em taninos, são produtos de distinção regional. Dentro do mesmo registro campanilista, de amores e orgulhos locais (a campanile, o sino da igreja da cidade como símbolo), o vinho branco servido por um dos apóstolos bem poderia ser um Tocai ou Verduzzo, conhecidos de Zanino di Pietro, pintor da escola veneziana. A análise é de John Variano em original ensaio em Tastes and Temptations – Food and Art in Renaissance Italy (University of California Press/2009). A uva Verduzzo é muito cultivada na província de Treviso. Os produtores locais explicam que as origens sardas do vinhedo parece ser diferente do Verduzzo Friulano (região Friuli-Venezia-Giulia), tido como antiquíssimo e nativo do Friuli. O atual vinhedo de Treviso se expandiu sobre a margem esquerda do rio Piave a partir do início do século XX.

José Guilherme R. Ferreira é autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas(Terceiro Nome)

Sublimes violões Aquiles Rique Reis

O

violão de sete cordas é brasileiro! Se isso não é exato – dizem, sem comprovar, que ele chegou ao Brasil pelas mãos de ciganos russos (segundo Mauricio Carrilho no ensaio Músicos do Brasil: Uma enciclopédia) -, ao menos aqui o içaram a um alto grau de finura musical. Representante de um estilo que, faz tempo, fincou raízes em nossa música, o sete ilustra com suas cordas o dedilhado dos violonistas que se dedicaram a burilar seus vastos recursos, elevando sua sonoridade a um patamar capaz de revigorar o instrumento mais popular da música brasileira.

Tudo começou com dois violonistas que viram na inclusão de uma corda mais grave (afinada em dó), além das seis do violão, a possibilidade de aumentar as possibilidades harmônicas do instrumento. Tute (Arthur de Souza Nascimento) e China (Otávio Vianna, irmão mais velho de Pixinguinha) foram os violonistas responsáveis pela mudança (ainda segundo Mauricio Carrilho). Através deles, a arte de fazer do bordão o pulo do gato para criar fraseados emancipou ainda mais a divisão rítmica do choro, da valsa e do samba. Com o recurso dos graves do bordão, os contrapontos ganharam tanta importância quanto sempre tiveram as sequências melódicas e harmônicas. Logo após Tute e China, já no final dos anos 1950, Horondino José da Silva (o Dino Sete Cordas) incorporou a sétima corda ao seu violão. Foi o trampolim para que, dentre outros craques, Raphael Rabello, Hélio Delmiro e Marco Pereira se fizessem expoentes no instrumento. E é a Dino, Raphael, Delmiro e Marco que Yamandu Costa e Rogério Caetano dedicam o CD Yamandu Costa e Rogério Caetano (Delira Música). Somadas, as sete cordas de náilon de Yamandu e as sete de aço de Rogério compõem uma orquestra libertária de sons inimagináveis que timbram

de forma definitivamente admirável. Rogério e Yamandu gravaram doze faixas que são como uma única música, na qual a virtuosidade se agrega ao improviso e chega à concisão. O repertório vai de composições dos dois a Pixinguinha, Ernesto Nazareth e Lalão, passando pelo australiano Doug de Vries e também por músicas de Marco Pereira e Hélio Delmiro. Gênios do instrumento em que mestres brilharam, a música se dá a Rogério e a Yamandu como se dissesse: "Façam de mim o que quiserem!". No sublime calor das cordas, às vezes com afinações díspares, indo aos acordes como se fosse o último suspiro da tradição somada à modernidade, a sonoridade explode com imoderada acuidade. A pegada se cria em arpejos e improvisações. Os arranjos, todos de Yamandu e Rogério, têm a sofisticação de uma peça criada em ourivesaria. Frases tocadas ligeiras, em profusão de notas límpidas (Amigo Violão, de Rogério Caetano e Frevinho, de Yamandu); momentos pungentes (Vou Vivendo, de Pixinguinha e Benedito Lacerda); delicadeza em acentuações suaves (Fidalga, de Ernesto Nazareth); fraseado lírico e harmônico (Choro em Mi Maior, de Raphael Rabello)... É a música se entregando a eles, tocando para eles, deixando-se recompor nos dedos dos instrumentistas.

Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.


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cultura

Sobre a Mesa a Sobremesa (1) Carlos Celso Orcesi da Costa

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seguir a etimologia da palavra, sobre-a-mesa poderia gerar o pensamento lógico de que a refeição principal seria servida debaixo da mesa. A provável origem da palavra, a seguir o modo tradicional do serviço português e brasileiro, estaria no fato de que as travessas seriam postas ao lado da mesa, enquanto as frutas e doces poderiam ser servidas sobre a mesa do jantar. Em comparação pensemos no cozido a portuguesa, cheio de carnes feijão e verduras, ou na tradicional feijoada. É impossível passar as travessas, como se faz quando há uma massa ou até o tradicional arroz-feijão-bifebatata, uns passando aos outros para que se sirvam. Pelo calor e peso é impossível passar a gamela de barro de feijoada para seu vizinho de mesa! Até pela quantidade de pratos resultado do reaproveitamento das sobras da refeição anterior, sempre foi mais prático dispor os pratos principais (p. ex. lombo, arroz, feijão, farofa, salada e verdura) fora da mesa. Buscando as raízes da família brasileira, há uma segunda

explicação sociológica. Em meu livro Morro Azul, a Fazenda do Imperador (a publicar) tracei os ciclos econômicos da fazenda em meio ao cotidiano dos vários proprietários. Silvério Jordão teve 15 filhos entre 1850 e 1870. O filho que herdou a FMA, Silverinho produziu com a esposa... 13 filhos, todos nascidos na FMA entre 1870 e 1890. Percebem o determinismo cultural? Era preciso povoar o Brasil e não havia métodos contraceptivos. Dos 18 quando as moças se casavam até os 35 anos, tempo aproximado de fertilidade da mulher, geravam aproximadamente um filho por ano. No século XX também as casas urbanas estavam cheias de irmãos. Nós por exemplo somos quatro em 1950. Era comum a família de três filhos. Hoje o normal é no máximo dois filhos, um só... ou nenhum. Ou seja, as mesas estavam sempre cheias, o que dificultava

em muito a passagem dos pratos. Já os doces e frutas do dia podem perfeitamente ser passadas de mão em mão, por exemplo pegar uma maçã ou laranja, apanhar uma fatia de

serviço fora da mesa. Daí a singela conclusão de que sobre a mesa se servia a sobremesa. Ao contrário do que dizem alguns (p. ex. a wikipédia), a origem do nome não deriva de depois da mesa, porque nos falta a raiz etimológica. A menos que "sobre" seja compreendida como "uma comida sobre a outra" ou depois da outra, o que me parece forçado porque então deveria ser "sobrecomida" ou "sobreprato". No francês existe sous-plat que é aquele prato maior de madeira ou cerâmica sobre o qual se coloca o prato quente com a comida, o que mais uma vez demonstra que em português falta a origem semântica. No francês (e curiosamente no italiano que adotou a palavra "da dessert") fala-se dessert e nesse caso sim: "de" advém de depois, mais "se servir" (se sert), donde servir-se depois do prato principal. O mesmo no espanhol

abacaxi, cortar uma torta ou bolo, ou uma colherada de doce de leite ou de coco. Além do fato de que, no fim da refeição, as pessoas estão "cansadas" e preferem não se levantar para o

postre, com nítido sufixo de após ou "pos". No Brasil a expressão pospasto não é usada (embora sim antepasto), esta que, acaso fosse utilizada, teria o significado de "depois". Uma última explicação (que também não adotamos) é de que sobre a mesa corresponderia ao tempo de conversa das pessoas após a refeição, quando ficam a falar com os braços sobre a mesa. Comecei esse artigo para elogiar o jantar no Bela Sintra organizado pelo amigo Fabio, com base na uva chardonnay. Grande bacalhau à gosto da Mia, com o decepciontante Corton Charlemagne Grand Cru 2006 do Domaine Bonneau Du Martray, inexpressivo e frágil, mesmo quando degustado sem a comida. A noite foi salva pelo Paul Hobbs Russian River Valley 2007 da Califórnia. No próximo artigo falaremos de doce, salgado e a causa desses dois artigos: champagne com queijo não combina na sobremesa. Os vinhos fortificados, como Porto, Tokay e Moscatel de Setubal, ou os Sauternes naturais e outros passificados são aqueles indicados para acompanhar a sobremesa.

VIDA ALVES Química aconchegante

A Tupi, vista do Sumaré. Fotos: L.C. Leite/LUZ

terreno do começo da Avenida Alfonso Bovero em que está o recém-tombado edifício Victor Civita, hoje sede da MTV, bem merecia ser considerado uma espécie de solo sagrado da televisão brasileira. Foi ali que se deram os primeiros passos para o processo de sua implantação e consolidação no País, culminando no bonito e imponente edifício inaugurado em 1961, erguido pela extinta Tupi, com projeto de Gregório Zolko e painéis de motivos indianistas criados por Gershon Knispel. A veterana atriz Vida Alves tem muito a ver com essa história, seja como participante direta dos primeiros tempos da Tupi, seja como presidente da associação Pro-TV, que deu início ao processo de tombamento do prédio junto ao Condephaat. Suas memórias daquele espaço, contudo, vão muito além do edifício agora protegido. Remontam ao tempo em que lá só havia as rádios Difusora e Tupi, que tinham seus estúdios frequentemente lotados pelas famílias do bairro. "Todo mundo ia lá", garante Vida. Vida foi contratada para trabalhar como atriz, produtora e redatora da Tupi no final dos anos de 1940. Foi uma época decisiva para as comunicações brasileiras, mas também moldada por certa inocência. Que o digam os animados jogos de peteca entre funcionários que costumavam acontecer, entre um programa e outro, ao lado da piscina que rodeava e arrefecia a torre de transmissão. Nesses jogos, além dela, tomavam parte nomes como Walter Foster e Lima Duarte. Foi durante um

Em frente à antiga sede da Tupi: história.

Vida e, ao fundo, o famoso indiozinho das Associadas. deles, aliás, que Vida viu uma cena decisiva para o futuro da TV. "Nós estávamos ali, passando o tempo, quando entrou o chefão, Assis Chateaubriand, e chamou Walter Foster de lado para dar um recado: "O jogo acabou". O Foster ainda perguntou se era só por aquele dia, mas a resposta foi dura: "Acabou para sempre. Vou tirar essa torre e fazer um estúdio de televisão". Naquela hora, segundo Vida, a notícia desencadeou um resmungo geral - "Televisão? Para que isso?" -, pois o fato é que ninguém ali sabia bem o que era televisão, já que só existia nos EUA, na França e na

A mocidade da atriz...

Inglaterra. Assim, nenhum deles se deu conta, imediatamente, do momento histórico que presenciaram e da revolução que estava por vir, em 1950, com a inauguração da primeira emissora brasileira de TV, a Tupi. Segundo Vida, que mora, desde 1949 no Sumaré, o impacto da construção do prédio da Tupi no Alto do Sumaré, nos anos 60, não foi o da abertura de uma nova tendência, mas o da consagração da vocação artística que já se desenvolvia há quase 30 anos. A formação de um bairro artístico começou com a instalação da Rádio

Difusora e da Rádio Tupi nos anos 30, gloriosas ao ponto de suscitarem o antigo apelido de Cidade do Rádio para a região. Ao longo dos anos, diversos artistas se mudaram para o bairro: o casal Lima Duarte e Marisa Sanchez, Laura Cardoso, Lolita Rodrigues, Sidney de Morais, Clenira Michel, Márcia Real, Erlon Chaves, Walter Foster, entre outros. Nas décadas de 50 e 60, a qualquer hora do dia era possível vê-los transitando no Sumaré, sobretudo nas imediações dos prédios e casas que a Tupi ocupava. Um lugar infalível para encontrá-los era a simpática Padaria Real, ponto de encontro para um cafezinho - se fosse à noite, era quase certo esbarrar com Foster e Percy Aires bebendo e papeando sem pressa no balcão. A aura artística do Alto Sumaré perdurou até meados dos anos 70, quando a Tupi já agonizava. Foi uma decadência rápida, que somou a crise interna deflagrada com a morte de Chateaubriand, em 1968, e a competente concorrência feita outras emissoras, sobretudo, pela Globo, que levou muitos dos seus grandes valores para o Rio de Janeiro. Hoje, dos áureos tempos, restam apenas uns poucos vestígios, casos do antigo prédio da Tupi ou da própria memória-viva de Vida Alves, que abriga o Museu da Televisão em sua casa, quase sem apoio governamental ou da iniciativa privada. O tombamento do edifício chegou, então, em ótima hora. Afinal, essa é uma história que, claramente, não pode esperar até o último capítulo por um final feliz.

... e um museu em casa.

Foto: Armando Serra Negra

O

Armando Serra Negra

André Domingues

Fidelis: convite a conversas de negócios

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oucos restaurantes apresentam cardápios de bar, mas muitos bares apresentam de restaurantes. Se a oferta de espaços para comemorações e confraternizações se somam, bebericos, descontração, agito e paquera são os acepipes de um, enquanto refeições, formalismo, encontro de negócios e romance, são os pratos do outro. Tendendo à oferta híbrida, são casas com ambientes amalgamados, de inclinação informal, mas alguns com proposta nitidamente diferenciada. Como o Bar Grelharia Fidelis. Boa opção de happy hour, um varandão se abre para a avenida larga, cordas de violão ao canto, sobrepõe-se ao barulho do rush. Rampa de acesso, quatro grandes c achepo ts ladeiam. Porta de vidro para o ambiente interno, o porteiro a postos para servir. Time bem- humorado. A oeste, o brilho poente reflete o arrojo das torres do bairro jovem em franco crescimento. Brinde Baby Chandon (R$ 30), Campari (R$ 7), Stella Artois (R$ 6,50), chope Brahma (R$ 5,80), ou água de coco (R$ 5), admirando do deck o crepúsculo espraiado. Dentro, o astral se transforma num vasto salão – 220 convivas sentados e 800 em coquetel. Toques decorativos, predominância alaranjada, o tom bordô sugere vinho: Miolo Cabernet (R$ 49). Seis metros de pé direito, uma única palmeirinha à cabeceira, atenta ao entra e sai, impõe o verde necessário: décor clean, o pouco sobressai em espaços vazios. Programação noturna de grandes baladas, samba e música sertaneja às sexta-feiras (22h) e sábados (18h), aos domingos (16h) linkadas à transmissão de futebol no telão hiperdimendionado: garantia de torcida em todos os pontos

da área. Open bar (preços com nome na lista): mulheres – R$ 30, R$ 40, R$ 30, respectivamente; homens R$ 60, R$ 100, R$ 80. É para comer e beber à vontade. Nas outras noites, rolam festas, confraternizações, lançamentos de produtos, e reuniões. Como a do Planet Biz Business Network. Itinerante, a empresa passeia pela Paulicéia noturna, promovendo encontros entre empreendedores mensalmente. De todas as idades, são empresários/as e profissionais liberais prontos para travar novas relações, e costurar novos negócios. Com parceiros inDivulgação

suspeitáveis. "Funcionamos como um site de relacionamentos, aproximando as pessoas", compartilha Tozinho Branco, conectado a mais de 11 mil amigos no Facebook. Garimpados a dedo, em muitos anos de know how festivo: irmão do famoso Dj Nando Jones, repaginou com sucesso os antigos clubes de negócios, como Rotary e Lions. Acertou na comunicação online: "Cada um com seu interesse, os interesses se encontram, novos interesses surgem", tuita. Petiscando no Fidelis (porção de bolinho de abóbora, R$ 15; patinhas de caranguejo, R$ 19), a moçada troca ideias, opiniões e cartões, faz novos amigos, e até, quem sabe, encontra um novo amor... Por que não?

Bar e Grelharia Fidelis. Rua Funchal 619 - Vila Olímpia. Tel.: 3333-2233. Lista: contato@barfidelis.com.br Planet Biz Business Network www.planetbiz.com.br


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Entre o jornalismo e a literatura Gay Talese e sua trajetória no livro Vida de Escritor Marcus Lopes

Conhecido por contar como poucos a vida dos outros, o escritor norte-americano Gay Talese resolveu mergulhar na própria história e o resultado é o livro Vida de Escritor (Companhia das Letras, 512 páginas, R$ 66). Alternando passagens de sua vida com os bastidores de histórias feitas mundo afora para o jornal The New York Times, a biografia de um dos mais consagrados jornalistas norte-americanos é uma espécie de grande reportagem sobre o ofício de escrever. Com o faro de repórter, Talese vasculhou os porões, arquivos e escaninhos da sua memória, desde a infância em Nova Jersey até o dia a dia como repórter de um dos mais prestigiados periódicos do mundo. Considerado um dos precursores do chamado "novo jornalismo", que revolucionou o jeito de praticar jornalismo em meados do século passado, ele mostra que escrever bem exige, acima de tudo, muita transpiração. Dos primeiros passos no jornal da faculdade de comunicação do Alabama até o aperto para entregar os textos dentro do horário de fechamento do Times (muitas vezes mutilados pelos editores), o escritor mostra o quanto é dura a arte de escrever. "Vida de Escritor traz precisamente o que o título enuncia: um relato de calvário. Ele não é, como ocorre com boa parte de autobiografias de escritores, a exposição triunfante de uma vocação que, contra a incompreensão dos medíocres e a maledicência dos invejosos, finalmente se consuma", explica o jornalista Mario Sérgio Conti, que assina o posfácio do livro. Superada essa fase, o que se vê é uma sucessão de boas histórias. Talese tem aquele raro talento de escrever uma história como se tivesse conver-

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cultura

sando com o interlocutor. No livro, ele conta como ficou meses atrás da história de Lorena Bobbit, que cortou o pênis do marido e jogou fora. O caso ganhou repercussão mundial e o autor penou para levantar a história completa, atrás de todos os envolvidos na história. Em outra ocasião, rodou o mundo atrás de uma jogadora de futebol chinesa que perdeu um pênalti na copa do mundo feminina de 1999, que daria a vitória a seu país. Como registrou o escritor, "nunca na história da China uma única pessoa se sentir tão constrangida diante de tantas pessoas". Mas as histórias mais tocantes talvez sejam quando o veternano repórter se lembra da infância e da juventude na casa dos pais, em Jersey. Filho de imigrantes italianos, lembra que, antes de tornar-se jornalista, cogitou ser dono de restaurante. O motivo? Lembra que o pai, normalmente um homem quieto e sisudo, se soltava quando a família ia almoçar ou jantar no restaurante simples do bairro. Era um programa frequente, já que a mãe, contrariando a tradição italiana, era péssima na cozinha. "Nesse período da minha vida eu tive dois pais: um pai de casa e um pai do restaurante. Só com este eu era feliz como filho. E durante meus anos escolares, sobretudo quando me sentia um péssimo estudante, eu me via entrando para o ramo de restaurantes algum dia, dono de um restaurante italiano que atrairia homens como meu pai e poria riso na vida deles", registrou Talese. Em uma época que se discute o possível assassinato dos jornais impressos pelas mídias eletrônicas, Talese mostra que, independente da forma, o que o jornalismo atual deve repensar é a produção conteúdo. Afinal, uma boa história sempre será irá cativar os leitores, seja no papel, seja na internet.

ESCRITORES NA REDAÇÃO

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ay Talese faz parte de um seleto grupo que transita livremente entre o jornalismo e a literatura, sem que um prejudique o outro. Pelo contrário, até se complementam. É o caso do movimento que surgiu na década de 1960 nos Estados Unidos chamado de new journalism, ou "novo jornalismo", que agregou técnicas literárias aos textos jornalísticos. "O novo jornalismo, embora possa ser lido como ficção, não é ficção. É, ou deveria ser, tão verídico, como a mais exata das reportagens" descreve o próprio Talese. Além dele, autores como Truman Capote (autor de A Sangue Frio) e Tom Wolfe também participaram do movimento que invadiu as redações dos Estados Unidos. Uma das características do new journalism é a predileção por cenas e

tipos comuns. Um dos textos memoráveis de Gay Talese, por exemplo, é um longo perfil do titular da coluna de falecimentos do The New York Times. Já Wolfe chamou a atenção de seus editores do The Washington Post, onde trabalhava, por preferir cobrir o ambiente dos subúrbios da capital dos Estados Unidos aos bastidores do poder, sonho de todo repórter. Mas a união entre a notícia e a ficção não se limita à escola do novo jornalismo. Outros escritores, como Henry Miller, autor de Trópico de Câncer, também trabalhou em jornais dos Estados Unidos. No Brasil, cronistas como Rubem Braga e Otto Lara Resende também tiveram respeitadas carreiras como jornalistas. Braga, o eterno "sabiá da crônica" trabalhou em redações de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro e chegou a ir para o

front da Segunda Guerra Mundial como correspondente de guerra dos Diários Associados. Já o amigo Otto chegou a ser diretor da Rede Globo, de onde teria sido demitido por causa das impagáveis e hilárias imitações do chefe, Roberto Marinho. (ML)

Truman Capote: adepto do novo jornalismo

Fotos: Reprodução

Rubem Braga (à esq.) e o americano Tom Wolfe: repórteres literatos

Henry Miller, autor de Trópico de Câncer e que trabalhou em jornais

Acima, Otto Lara Resende: imitações de Roberto Marinho

UMA REVISTA DE MIL CARAS

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Visionaire não cansa de surpreender. Publicação independente editada apenas três vezes ao ano, de tiragem para lá de limitada (entre 250 e 6 mil exemplares) e preço nas alturas, a revista foi criada em 1991 pela exmodelo filipina Cecilia Dean e os amigos norte-americanos Stephen Gan e James Kaliardos. Em pouco tempo, transformou-se em artigo de colecionador. Com edições temáticas e lançada em formatos diferentes, a Visionaire não aceita anúncios e quase dispensa textos. A próxima revista, já batizada de Rio e que estará disponível no mercado a partir do dia 30 deste mês, virá recheada de artistas e designers brasileiros, como Adriana Varejão, Vik Muniz e os irmãos Campana. Cada número é desenvolvido por colaboradores que se esforçam em romper as barreiras do papel. A publicação pode vir dentro de elaboradas caixas de madeira com chave, em forma de bonequinhos que personificam e homenageiam grandes estilistas, como Karl Lagerfeld, Helmut Lang e Jean Paul Gaultier, ou num estojo, como foi o caso da número 18, embalada numa espécie de envelope da marca Louis Vuitton. Outra edição que surpreendeu foi a 42, composta de 21 pequenos frascos, cada um com uma essência diferente. E o que falar da 53? Com o tema Sound, ela trouxe cinco discos de vinil. No kit, havia ainda um carrinho com alto-falante e agulha embutidos. Para ouvir os discos, bastava colocar o carrinho – uma miniatura do descolado Mini Cooper – em cima

Kety Shapazian Fotos: Reprodução

No alto, detalhe de um dos bonecos da edição 45. Acima, Lady Gaga na capa da Visionaire que entrou para o Guinness: 1,52 m por 2,13 m.

A edição Fashion Special veio dentro de um portfólio desenhado e produzido pela grife Louis Vuitton. E a próxima Visionaire, batizada de Rio, estará recheada de artistas brasileiros.

Para O Oriente (no alto) os editores chegaram a passar um Natal na Tailândia em busca de inspiração. Acima, a revista num de seus formatos mais originais: em cinco discos de vinil.

do vinil que ele saia dando voltas e produzindo as músicas. O desafio de criar algo inusitado a cada edição fez com que a Visionaire extrapolasse em 2011. Depois de impressões fotossensíveis ou com páginas feitas para serem plantadas e florescerem, foi a vez de a revista lançar uma edição que entrou para o Guinness Book como a maior do mundo. Batizada de Larger Than Life (maior que a vida, em tradução livre) e medindo 1,52 m de largura por 2,13 m de comprimento, ela tinha Lady Gaga na capa. A edição foi resultado de uma parceria com a agência Africa Global, do publicitário brasileiro Nizan Guanaes, e foi a primeira vez que uma empresa nacional apoiou a publicação. A Larger Than Life saiu em duas versões. A Deluxe, no tamanho original, teve tiragem de 250 exemplares, vendidos a US$ 1,5 mil cada. Já a Standard custou US$ 375. Nas 22 páginas, colaborações de dezenas de famosos, entre eles o fotógrafo Steven Meisel e o cineasta Ridley Scott. Segundo Cecilia Dean, cada edição tem os seus percalços e eles não são poucos. "Sempre ouvimos muitos 'não' ao longo de todos os processos. Temos que lutar para conseguir realizar nossas ideias, porque temos certeza de que é possível fazer, mas não sabemos como. É sempre uma luta, mas o resultado é muito satisfatório".

É possível comprar a Visionaire em São Paulo. Na Livraria Cultura, a edição Sound, por exemplo, sai por R$ 635,10.


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13 abr 2012 by Diário do Comércio - Issuu