PESQUISA DA CNI ADVERTE: CORRUPÇÃO FAZ MAL À SAÚDE
Jornal do empreendedor
R$ 1,40
São Paulo, sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
96% dos brasileiros rejeitam a volta da CPMF para financiar a Saúde. E 82% acreditam que combate à corrupção traria mais dinheiro para o setor. Pág. 15
CAPITAL DAS FEIRAS
Conclusão: 23h55
Ano 87 - Nº 23.541
www.dcomercio.com.br
Carros, telefonia, móveis e calçados chineses alarmam a indústria e o governo Dilma. Conclusão da The Economist: a China, maior parceiro do Brasil, é a sua maior dificuldade. Página 18 A Couromoda, na segunda-feira (16), dá início em São Paulo à maratona de 201 feiras de negócios programadas para 2012. O setor comemora o crescimento anual em torno de 11% no número de eventos. Página 13
Saldo atípico do Judiciário, pelas contas do Coaf: R$ 855 milhões, em 10 anos. O "movimento atípico", um tsunami de dinheiro, envolveu 3.426 servidores e magistrados. Extrato parcial, pág. 8
Você acredita que Bezerra disse a verdade? Ministro no Senado: verba para Pernambuco foi "questão técnica". Pág. 5
Dida Sampaio/AE
Sherlock entra em ação. E fala ao DC.
O DC entrevista Downey Jr., que encarna o personalíssimo detetive criado por Conan Doyle. Não perca o mais atraente cinemão da Cidade (esq.) Mais: Cordel, Ângela Maria. E Roda do Vinho.
Ary Brandi/Divulgação
credito
d
cultura
Um Classe C acessível. Para a classe A. Warner Bross/Divulgação
Por R$ 118 mil, 224km/h. Página 19
AMANHÃ Nublado com chuva Máxima 26º C. Mínima 18º C.
Flávia Perin
HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 32º C. Mínima 17º C.
Guga Melgar/Divulgação
ISSN 1679-2688
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9 771679 268008
Uma joia turca às margens do Egeu Bodrum entra no gosto dos brasileiros. Boa Viagem, pág. 20
HAIR
Os caricatos personagens de Hair voltam a SP (esq.) . Para crianças, bondades da bruxa Bruxa Morgana.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Melhor que resolver os problemas econômicos é evitá-los, restringindo o papel do Estado a suas funções inalienáveis. Roberto Fendt
pinião
A venda das joias da coroa
EYMAR MASCARO
ORDEM É TIRAR VOTO DE PEDRA
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m dezembro último, a taxa de juros de longo prazo da dívida soberana portuguesa atingiu 13% em euros. É a segunda maior taxa de juros para papéis com esse prazo, ultrapassada apenas pela taxa paga pela Grécia (quase 22% em euros). É claro que com juros dessas magnitudes, não há como pagar sequer o serviço da dívida, quanto menos o principal. Mesmo que a receita tributária aumentasse 3% ao ano, o que requereria que o PIB crescesse mais ou menos a essa taxa, a dívida cresceria a 10% ao ano, dobrando de valor a cada sete anos e meio. Que fazer? Estados soberanos têm dívidas e também têm patrimônios. Se a rentabilidade do patrimônio é maior que a taxa de juros paga sobre o endividamento, vale a pena manter o patrimônio e com seu retorno ir pagando os juros sobre a dívida, até que ela possa ser reduzida a um montante administrável. Não é essa, contudo, a situação da Grécia e de Portugal, não somente porque as taxas de juros pagas são proibitivas, mas também porque os ativos pertencentes ao Estado desses países não são rentáveis o suficiente para cobrir a conta dos juros. Manda o bom senso que, em situações dessa natureza, vendam-se os ativos e, com o dinheiro obtido com a alienação do patrimônio, se abata a dívida. É o que o governo português está fazendo. Nem todos concordam com esse ponto de vista, embora nada tenha de ideológico e decorra da fria aplicação da matemática financeira à situação atual das contas públicas portuguesas.
ROBERTO FENDT Em artigo publicado na revista Visão de Portugal em 29 de dezembro último, Mário Soares – ex-primeiro-ministro e expresidente do país e homem sério e digno – afirmou que "vender o patrimônio mais importante e estratégico do nosso país é algo de muito grave e, se correr mal, como julgo, imperdoável. Oiçam, ao menos, a vontade popular".
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eferia-se à venda das empresas Energias de Portugal (EDP), a Rede Eléctrica Nacional (REN), uma parte da Rádio e Televisão de Portugal (RTP), a GALP Energia, a Comboios de Portugal (CP, estradas de ferro), as Águas de Portugal, a Aeroportos de Portugal (ANA), a Transportes Aéreos Portugueses (TAP) e os Correios de Portugal (CTT), entre outras. Há duas questões interessantes levantadas por Mário Soares. Em primeiro lugar, ressalta o caráter "estratégico" das empresas e a decisão do governo de privatizá-las por
decisão unilateral e ideológica, sem discussão aprofundada e transparente e em momento de crise aguda para o país.
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ra, o seu partido, que até então detinha o comando do governo, foi fragorosamente derrotado nas eleições parlamentares, cedendo o lugar para a oposição, que agora inicia o processo de alienação de parte do patrimônio do Estado. A decisão, de fato, não foi do partido que governa Portugal no momento, mas do povo que o elegeu para formar um novo governo. A decisão é ideológica somente na extensão em que reconhece que o custo de manter os ativos, em lugar de vendê-los, é a única consistente com o bom senso. Foi o governo do seu Partido Socialista de Portugal que sustentou o endividamento do país. Foi também o governo do PS que não promoveu a venda de parte do patrimônio do Estado
O patrimônio do Estado não seria alienado se Portugal dispusesse de poupança suficiente para financiar o insensato déficit público
quando as fontes de financiamento barato indicavam que secariam. A privatização ocorre agora, em mal momento, já que os preços dos ativos seriam maiores se fossem alienados há dois ou três anos atrás.
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segunda questão diz respeito à sua queixa de que os ativos do Estado não estão sendo vendidos a portugueses, mas a estrangeiros. Ora, se Portugal dispusesse de poupança suficiente para financiar o insensato déficit público decorrente de um Estado de bem-estar social (welfare state) incompatível com a riqueza do país, o patrimônio do Estado não seria alienado. A decisão de estrangeiros de investir em Portugal, adquirindo as empresas mencionadas, assegura maior disponibilidade de recursos ao país e permite a manutenção dos empregos. Ou seria melhor a falência das empresas e o desemprego de seus trabalhadores? Ou, o que dá na mesma, a manutenção das empresas com subsídios crescentes, cujos recursos seriam necessariamente obtidos com o aumento da carga tributária da população? A oposição de Mário Soares, homem sério e digno, às medidas tomadas para a solução da crise portuguesa deixam patentes as dificuldades do processo político de solução de problemas econômicos, boa parte deles criados por seu próprio partido. Melhor que resolvê-los é evitá-los, restringindo o papel do Estado a suas funções inalienáveis, quaisquer que elas sejam, mas que não englobam certamente o welfare state, origem dos problemas atuais. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
ré-candidato à Prefeitura de Säo Paulo pelo PMDB, o deputado Gabriel Chalita está aplicando a mesma tática de campanha que ajudou Celso Pitta a ficar conhecido dos eleitores, criando núcleos de apoio nos bairros da periferia. Pitta também começou a percorrer a periferia muito antes da campanha começar e da realização das convenções partidárias. Quando os adversários de Pitta acordaram, era tarde demais. É verdade que Celso Pitta só se elegeu porque teve como coordenador de campanha o empresário Calin Eid e contou com a popularidade do prefeito da época que o apoiava, Paulo Maluf. A mesma sorte, Chalita não tem: Gilberto Kassab não é do seu partido e, além do mais, o PSD deve lançar candidatura própria, provavelmente a do vice-governador Guilherme Afif Domingos, que alcançou excelente votação na Capital quando se candidatou ao Senado, em 2006, e agora pode contar com o apoio e o prestígio do prefeito atual. O PSDB, que luta para reconquistar a Prefeitura da Capital, só vai começar a investir no eleitorado dos bairros de maior densidade eleitoral a partir de março, quando o partido realizará suas prévias para a escolha do candidato. O partido balança entre quatro pré-candidatos, três deles secretários estaduais (Bruno Covas, José Aníbal e Andrea Matarazzo) e um deputado federal, Ricardo Trípoli. Por enquanto, os quatro estão mais preocupados em garimpar o apoio dos eleitores tucanos com direito a voto nas prévias.
or ser ainda desconhecido dos eleitores, o candidato do PT, Fernando Haddad, também ensaia visitas aos bairros, monitorado por lideranças municipais do partido. Haddad está na mesma situação de outros pretendentes à candidatura, isto é, nenhum deles dispondo de votos próprios para ganhar a eleição. Eles vão depender dos puxadores de voto nos seus partidos, casos, por exemplo, do PT e PSDB. Fernando Haddad só terá chance de se eleger se Lula transferir a ele um mar de votos. O ex-presidente está consciente da importância que terá na campanha do PT. Lula, no entanto, ainda está impedido pelos médicos de se engajar na campanha. Apenas em março é que saberá se vai poder se dedicar em tempo integral à campanha de seu candidato. Em março, Lula concluirá as sessões de radioterapia, data em que os médicos voltarão a fazer uma
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O candidato à Prefeitura de São Paulo a ser indicado nas prévias do PSDB terá de ir a tiracolo de Geraldo Alckmin nas andanças pelos bairros da cidade.
nova avaliação do estágio da doença. inda no PSDB, o candidato a ser indicado nas prévias terá de ir a tiracolo de Geraldo Alckmin nas andanças pelos bairros. O governador, contudo, não vai poder levar o seu candidato ao encontro de eleitores durante o expediente em que deve estar trabalhando no Palácio dos Bandeirantes. Alckmin vai aproveitar sobretudo de seu aparecimento na televisão para tirar uma lasquinha em favor do candidato tucano.
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Visitas aos bairros com o candidato só fora do horário de trabalho. Mas, enquanto as prévias não chegam, Alckmin ainda sonha com um recuo de José Serra, que seria compelido a aceitar uma nova candidatura à Prefeitura. Se não der, o governador continuará torcendo para que Bruno Covas vença as prévias. Alckmin aproveitaria para explorar na campanha a imagem do avô de Bruno, Mário Covas que, além de governador, foi também prefeito biônico da Capital. Outros prováveis candidatos a prefeito por partidos nanicos, como Netinho de Paula pelo PC do B e Celso Russomano pelo PRB, chegaram a surpreender nas poucas pesquisas que foram feitas, alcançando bom índice de aceitação. Chegaram até a provocar inveja em dirigentes de partidos mais encorpados. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
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pinião
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entusiasmo de tantos eleitores pela candidatura Ron Paul mostra uma vez mais a vulnerabilidade do sistema americano às manobras de seus inimigos, abrigados sob a proteção da mídia e de uma credulidade popular abismante. Se uma vasta campanha de esclarecimento não detiver a ascensão do deputado libertarian, o pleito de 2012 arriscará tornar-se um erro ainda mais letal do que foi a eleição de 2008. Discípulo do gangster misto de revolucionário Saul Alinsky e amparado numa aliança de radicais muçulmanos, comunistas e globalistas, Barack Hussein Obama chegou à presidência com documentos falsos e desde sua posse não fez outra coisa senão contrair mais dívidas do que todos os seus antecessores somados, promover o crescimento das forças inimigas por toda parte, incentivar a rebelião comunista do Occupy Wall Street, atiçar a fogueira da guerra cultural antiamericana e antireligiosa por todos os meios ao seu alcance, debilitar o poder de ação dos militares no exterior e voltálos para o front interno como polícia política, escorada numa lei iníqua que permite prender cidadãos americanos por tempo indefinido, sem direito a habeas corpus. A lei foi aprovada a pretexto de "combate ao terror", mas contra quem ela será usada na prática é coisa que se pode julgar pelo seguinte detalhe: o governo hoje em dia considera "suspeito de terrorismo" quem quer que estoque comida para mais de uma semana (metade da nação americana faz isso), ao mesmo tempo que recusa obstinadamente tomar qualquer medida, mesmo verbal, contra a organização Amaat ul-Fuqra, também chamada Muslims of America, que comanda trinta e cinco campos de treinamento para terroristas em pleno território americano (v. http://www.jihadwatch.org/2012/01/35-jamaat-al-fuqrate rror- tra in ing -ca mp s-s til l- ope rating-in-the-us.html). Numa época de patriotismo
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O PLEITO DE 2012 NOS EUA PODE TORNAR-SE ERRO MAIS LETAL DO QUE FOI A ELEIÇÃO DE 2008. AFP
Mais um homem de duas cabeças
declinante, resultado de cinco décadas de suicídio cultural, é inevitável que a população seja menos sensível aos perigos internacionais do que à pressão econômica do dia-a-dia. Neste ponto, a política estatista e perdulária de Barack Hussein Obama se revelou indefensável: durante sua gestão o preço da gasolina subiu de US$ 1,20 para US$ 3,90 o galão, o desemprego duplicou (segundo as estatísticas oficiais) ou (segundo fontes mais razoáveis) quadruplicou, chegando hoje a 16,6% – e, para onde quer que você olhe, as casas do povão, quando não foram tomadas pelos bancos, estão à venda sem que ninguém as compre. A essa altura, nenhum estrategista de esquerda seria louco o bastante para defender, em campanha eleitoral, a política econômica do governo. Mesmo com toda a blindagem de mídia que o
OLAVO DE CARVALHO
Pré-candidato do Partido Republicano, Ron Paul (foto) é um estranho ser de duas cabeças, direitista em casa, esquerdista no mundo. Parece ter sido criado para confundir o eleitorado. mantém a salvo de qualquer crítica mais séria e até de perguntas sobre sua identidade, o presidente está irremediavelmente queimado na praça, e o esquema globalista que o gerou só teima em apresentá-lo às eleições na condição de vítima sacrificial. Se ele não mostrar documentos válidos, se insistir na farsa da certidão de nascimento fabricada em fotoshop, é até possível que sua candidatura seja impugnada em alguns estados (v. http://obamareleaseyourre-
cor ds.bl ogspo t.com/ 2012/ 01/nb cswxia-tv-georgia-judge-denied.html). E será tarde para improvisar outro candidato democrata. Ora, o programa da aliança globalista-comunista-islâmica à qual Barack Obama deve sua existência política tem três fronts: (1) a destruição da economia americana; (2) a política externa calculada para fortalecer os inimigos e debilitar os EUA; (3) a guerra cultural voltada à dissolução sistemática dos valores mo-
rais e patrióticos da nação. No primeiro, já não é possível enganar mais ninguém. A opinião pública divide-se entre os que acham a política econômica do governo um fracasso nacional e os que a julgam um sucesso do inimigo. O país inteiro, incluindo uma parcela enorme de obamistas arrependidos, quer corte de despesas, redução de impostos e o fim do festival de favorecimentos ilícitos que Obama instaurou sob o belo nome de "estímulos". Quer, enfim, um retorno aos sãos princípios do capitalismo tradicional. Essa bandeira não é negociável. Nenhum candidato que se oponha frontalmente a ela terá a menor chance. É nessa hora que entra em cena o cálculo do custo respectivo dos anéis e dos dedos. Que tal ceder no campo econômico, para garantir a vitória nos fronts 2 e 3? O povo está
E A CRACOLÂNDIA DE BRASÍLIA? S
ó um mano cherado pode se meter a levantar essa bola, para ver se algum brôu da oposicinha tem peito de levar a peito em Brasília o que a Prefeitura e o Governo do Estado de Sumpólo fizeram na cracolândia pólista: o choque de dor e sofrimento, dado como medida de desespero num problema crucial para a sociedade, que parece não ter jeito – o crack, seus viciados e traficantes. A cracolândia de Brasíla, que atende pelo codinome de corruptolândia, é o outro problema crucial para a sociedade e que também não tem jeito – a corrupa, seus viciados e traficantes. Escrevo "viciados" tanto para os de crack como os da corrupa e não usuários ou dependentes, por serem viciados mesmo, basta a primeira dose e a indivídua e o indivíduo não largam mais. "Dependentes" e "usuários" podem querer dizer a mesma coisa mas de maneira suave, polIticamente correta. Não sou politicamente correto, quem me conhece sabe. Dou nome aos bois sempre que sei seus nomes; tenho convicção do que escrevo. Não engano ninguém sobre o que penso – e se penso mesmo. Certos petistas, que enchem minha caixa postal de e-mails ofensivos, afirmam que se eu penso, "penso com os intestinos". Democraticamente, respeito. Democracia é o livre convívio dos opostos. As alas majoritárias do PT e da base alugada pensam exatamente o oposto, se é que pensam. "Acreditam
religiosamente", explica melhor, obra do trabalho hipnótico da propaganda oficial, realizado pelo sequestrador Franklin Martins, herdeiro do doutor Joseph Goebbels, que chefiou o Ministério da Verdade, responsável pela Mentirobrás, a principal e mais atuante estatal do governo do Cara. "Traficante" é traficante mesmo, de crack ou de influência, como certo estrelado figurão, apanhado vendendo "republicanamente" por muitos milhões de reais a sua capacidade de abrir portas para atrair tenebrosas transações privadas na área pública. aiu de um ministério, mudou a mosca; mudaram seis outras moscas subsequentes, caídas por suspeitas ou quase certezas, levantadas pela imprensa independente (que la hay la hay, sorria), de avoejarem metendo suas patinhas inocentes na mesma matéria fétida de sempre. Em resumo e traduzindo para o brasileiro castiço véio de guerra: "Mudam as moscas, mas a m*rda continua a mesma". Parece grossura, mas cito, entre aspas como você viu, a vox
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populi vox Dei. Se é vox Dei, façamos de joelhos o Nome do Pai e pronunciemos o Amém, agradecidos pela explicação dada, simples e verdadeira, que nem o professor Pasquale se atreveria a reprovar. A PM ocupou a cracolândia numa operação de choque porque repeliu com vigor a resistência dos viciados sem-teto, que perambulavam errantes pelas ruas ou apagados, jogados no chão das calçadas. e sofrimento, porque com a prisão de traficantes e apreensão do crack, as doses trocadas por tostões racionaram; a escasses do produto levou à elevação dos preços. Crise entre a procura e a oferta;
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é a Segunda Lei do Capitalismo Selvagem: produto em falta, maquininha de remarcação de preços canta em altos brados, tanto nos hipermercados como nas ruas da cracolândia. A Primeira Lei do Capitalismo Selvagem aplica-se ao mercado da droga e também a tudo o mais que existe na face da Terra, até a ameaça do fim do mundo em 2012: "Enquanto houver um trouxa comprando, haverá um esperto vendendo." Já escrevi um artigo com o título "Sou zelite". Sou. Até hoje
tão oprimido e angustiado pela crise, que um alívio financeiro imediato bem pode desviar suas atenções dos perigos que o esperam, em futuro não muito longínquo, caso a América se desarme ante seus inimigos externos e internos e, assumindo as culpas de tudo o que se passa de mau no mundo, consinta em desmoralizar-se ainda mais. Tal é precisamente a proposta de Ron Paul. Esse estranho ser de duas cabeças, direitista em casa, esquerdista no mundo, que se apresenta como o pai do Tea Party, mas tem entre seus votantes 57% de anticonservadores, parece ter sido criado especialmente para confundir o eleitorado, tal como um certo personagem que bem conhecemos por aqui, aquele que na mesma semana foi homenageado por sua adesão ao capitalismo e por sua fidelidade ao comunismo.
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ada vez mais evanescente a esperança de reeleger Obama – ao menos por vias normais –, é compreensível que o deputado do Texas, cuja integridade pessoal ninguém aliás põe em dúvida, tenha surgido como o Plano B de George Soros e como o candidato predileto do governo russo (v., respectivam e n t e , h t t p : / / w w w . y o u t ub e. c om / w at c h? v =K 4 q1 v Y x1 V 3g e h t t p : / / w w w. a i m . o r g / a i m - c ol um n / wh y -i s -r u s si a n- t v- b a ck i ng ron-paul/). OLAVOR DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA
NEIL tô cherado
Ferreira uso uma camiseta com "Sou zelite" escrito no peito. Qualquer zelite como eu, que se atrevesse a enfiar seu delicado nariz na fedentina de privada daquelas ruas (as ruas são as privadas dos sem-teto), ou ter seus olhos geralmente habituados ao lado menos ruim da vida, agredidos pelos pobres trastes humanos que buscam o alívio na droga, até que o descanso final da morte sobrevenha, duvidaria do que os seus sentidos estavam captando. A PM tomou a má decisão de
ocupar a cracolândia, dizem que sem o conhecimento do Governador nem do Prefeito, para devolver seu espaço à renovação da cidade. Na vida, sabemos que a má decisão é melhor do que nenhuma decisão. Ao alvorecer, no momento do "ataque", ninguém dus Dereitos dus Manos, nem assistentes sociais, nem o padre Lancellotti e a sua "Pastoral do Povo da Rua", apareceu para fiscalizar a ação e, como cidadãos, até mesmo interrompê-la. Estariam todos ainda dormindo ou já em férias. em nenhum Genoíno apareceu, que ele não é bobo nem nada de se meter nessa Araguaia aí, que dessa ninguém escapa ileso. Dá muito mais lucro assinar "sem ler" contratos de Cem Milhões de Reais, com o Banco Rural. O mundo caiu na cabeça de quem se mexeu, ainda que de maneira errada, para enfrentar o problema. Quem nunca moveu uma palha rosnou criticando, mas ninguém deu sugestão alternativa e viável – continuam sem saber o que fazer. O Governo Federal apareceu com um plano secreto para ser executado em abril, para "atuar na questão da cracolândia". Será a intervenção federal em Sumpólo, já que aqui eles não ganham nenhuma inleissão? Este texto é de ficção. Não tenho coragem de escrever sobre a vida real, a realidade é muito mais apavorante do que qualquer ficção.
N
NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO
DIÁRIO DO COMÉRCIO
4 -.GERAL
GibaUm
3 A Band começa demis-
sões de famosos encostados: a primeira é Luize Altenhofen; a segunda será Márcia Goldschmidt.
gibaum@gibaum.com.br
k Fui convidada a sair do grupo da igreja para cantar profissi«
onalmente. Meu primeiro cachê foi um prato de sopa.
GABY AMARANTOS // cantora, a Beyoncé do Pará, sobre o começo de sua carreira. Fotos: Paula Lima
A namorada de Eike Batista, Flávia Sampaio, ainda não leu O X da Questão, de Roberto D’àvila, sobre ensinamentos empresariais dele: anda muito atarefada para levantar o movimento de sua clínica de beleza Beaux, que até agora não decolou. Por outro lado, para aumentar seu faturamento, Flávia quer entrar no e-commerce com um site de vendas online (peças novas e vintage) chamado PowerLook . Para o lançamento do site, a própria Flávia será a modelo editorial com o acervo que estará à venda, com peças Lanvin, Pucci e outras. 333
333 Isabelita dos Patins é um dos travestis mais conhecidos do Rio de Janeiro, que sempre circula bem produzida – e especialmente muito maquiada. Nesses dias de Fashion Rio, mais uma vez, Isabelita deu o ar da graça, chamando atenção dos fotógrafos e até de turistas que sempre pedem para fazer alguma foto ao seu lado. A esses, com discrição, ela avisa: “Se puder, colabore com dez reais, porque estou desempregada”. E Isabelita não anda mais de patins: teve um infarto há alguns meses atrás e foi proibida pelos médicos.
MISTURA FINA O MINISTRO Guido Mantega, da Fazenda, enfrenta episódio doloroso de ordem doméstica, que poderá até mesmo afastá-lo de seu cotidiano no governo.
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A FILA anda e não apenas no Brasil: Demi Moore, 49 anos, exBruce Willis e ex-Ashton Kutcher, já está circulando com novo eleito: é seu personal trainer, Blake CorlBaietti, também modelo e de 26 anos de idade. Solução
O PSDB e o que sobrou do DEM são os partidos com o maior número de deputados candidatos a prefeito, nas eleições deste ano. No total, serão 19 tucanos e 14 democratas. Ou seja: a vida vai ficar mais difícil para a oposição. 333
A atriz e apresentadora do programa Amor & Sexo , Fernanda Lima, 34 anos, atração de IstoÉ Gente (foi fotografada numa academia), conta que foi para cama com seu atual marido, o ator Rodrigo Hilbert ( Fina Estampa) , na primeira noite em que ficaram juntos. “E aí, não vai me dar valor? Tenho dois filhos, não tem nada a ver. Agora, poderia acontecer de, no dia seguinte, ele não me ligar”. E dá sua receita: “Sexo é igual com todo mundo. O importante é o antes e o depois. Às vezes, eu boto lingerie porque ele pede. Eu boto e ele tira”.
Rápida no gatilho
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Teló na frente O paranaense (ele é da cidade de Medianeira) Michel Teló acaba de bater a marca dos 100 milhões de visualizações no YouTube e continua subindo. Dessa forma, ultrapassou canções como Mistletoe , de Justin Bieber (89 milhões), Someone Like You, de Adele (91 milhões), Paparazzi, de Lady Gaga (77 milhões) e Love on Top, de Beyoncé (28 milhões). 333
h
VENDAS ONLINE
DESEMPREGADA
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Fé bem patrocinada 333 Gabriel Chalita, pré-candidato a prefeito de São Paulo, vem sendo rotulado como “o homem que vai resgatar a história do PMDB e honrar os legados de Orestes Quércia e Ulysses Guimarães”. Nas últimas entrevistas, ele garante que, na troca partidária, “ganhou um irmão (Baleia Rossi) e o Wagner virou meu pai”. É uma referencia a Wagner Rossi, afastado do Ministério da Agricultura, debaixo de uma chuva de denuncias de supostas irregularidades. Mesmo sem seu programa na Canção Nova, rede católica de Cachoeira Paulista, a ligação com o esquema de comunicação do padre Jonas Abib continua. Pouca gente sabe: quem ajudou a construir a Canção Nova foi o pai de Chalita, o homem mais rico da cidade.
333 Uma das figuras mais contentes do ministério de Dilma, neste inicio de ano (ele também saiu em rápidas férias), é o ministro Luis Sérgio, da Secretaria Nacional da Aqüicultura. Tem poucos funcionários, orçamento minguado e plano de trabalho meio capenga – e continuará exatamente nessa condição. Quem lhe garantiu que ninguém mexerá com ele na Pesca foi sua sucessora no Ministério das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. No telefonema de final de ano, para troca de votos de sucesso e saúde, Ideli, que conseguiu alguns êxitos no Congresso, brincou com Sérgio: “Nem estão me chamando mais de garçonete”.
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Jeans clássicos.
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Jeans cortados e desbotados.
Pito de mãe Dilma Jane, 88 anos, mãe da presidente e Arilda, sua tia, que retornaram a Brasília, depois das rápidas férias na base naval de Aratu (a segunda ainda se recupera de um tombo sofrido às vésperas do Natal), permanecem entre o Alvorada e a Granja do Torto, que acham que “tem mais jeito de casa”. Nesses dias, entre uma novela e outra, vêm acompanhando pela televisão, através dos principais jornais (o assunto virou nacional), a triste novela da cracolândia, em São Paulo. Numa das matérias sobre grávidas viciadas, a primeiramãe chorou e ligou para a filha: “Você não vai fazer nada?”. 333
333 DE VOLTA à presidência nacional do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi, está batalhando para nomear o secretário-geral do partido, Manoel Dias, para o Ministério do Trabalho. Ele é uma espécie de ajudante-deordens de Lupi.
333 O MINISTRO Fernando Bezerra, da Integração, que já foi secretário (primeiro mandato) do governador Eduardo Campos (PSB) acha que é seu favorito na sucessão em Pernambuco. Não é, não: o coração de Campos ainda balança entre os secretários Danilo Cabral (Cidades), Geraldo Julio (Desenvolvimento) e Tadeu Alencar (Casa Civil).
B F V S A V I S A R T A RE S P E A R T I H A O A S T R A D A G U S A L A N O L A E B A R H L A O A MO R A S P A R T A E T R A J A D A A LA R EI S
O presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, protagonista de uma série de episódios polêmicos na área jurídica, e o advogado-geral da União, Luis Adams, acabam de ingressar na Justiça Federal com ação de ressarcimento contra 300 ex-prefeitos que perderam seus mandatos. Estão pedindo que o cassado banque as despesas de eleições suplementares. Querem reaver os gastos e até imaginam que esse tipo de iniciativa inibirá a adoção de irregularidades nas campanhas eleitorais.
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Ex-garçonete
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QUEM PAGA
Antes de sair para suas rápidas férias na base naval de Aratu, na Bahia, a presidente Dilma Rousseff disse, perguntada sobre uma possível reforma ministerial, que haveria “uma surpresa”. Agora, certamente empolgada por ter sido chamada pelo Financial Times de “Margaret Thatcher dos trópicos”, a Chefe do Governo está esticando quaisquer modificações supostas para fevereiro e já há quem aposte que não vai acontecer nada: nem grandes substituições, nem fusões de secretarias e tampouco redução do volume de ministérios. Fernando Haddad (Educação) e Iriny Lopes (Mulheres) deixam o governo para disputar prefeituras; Fernando Bezerra (Integração) e Ana de Hollanda (Cultura) ficam e Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Dilma segura. Por fraco desempenho, poderão ser trocados Mário Negromonte (Cidades) e Paulo Sérgio Passos (Transportes). Dilma, aliás, quer Márcio Fortes para o lugar de Negromonte. 333
Adeus à reforma
já Val Marchiori, chamada de cachorra por Brunete Fracariolli, corre o risco de ser contratada. Levanta a audiência.
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O ex-presidente Lula, já novamente em tratamento de quimioterapia, enquanto mantém o de radioterapia, com idas diárias ao Sírio-Libanês, em São Paulo, começou a sentir seqüelas da nova etapa: perda quase total do sabor de determinado alimentos, desconforto para se deglutir e pequenas variações de voz. Seus médicos haviam alertado o ex-chefe do Governo que, pela intensidade dessa etapa do tratamento e especialmente porque a radioterapia atinge áreas vizinhas à do tumor, incluindo cordas vocais, poderiam surgir problemas nessa região. E, supostamente, permanecer por algum tempo, o que exigiria, mais à frente, de sessões – e até diárias – de fonoterapia.
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Quem vai assistir os desfiles da Fashion Rio – e na SP Fashion Week não é diferente – já se acostumou a ver, na platéia ou borboleteando pelos locais, exemplares do que já se convencionou chamar de fauna e flora, misturando-se profissões, preferências sexuais e até altos e baixos de saldo bancário. Nesses dias, da esquerda para a direita, Flávia Sampaio, namorada de Eike Batista; Bethy Lagardère, viúva milionária que está passando mais tempo no Brasil do que na França; a cantora Gaby Amarantos, a Beyoncé do Pará (no lounge da Vogue ); a modelo Viviane Orth; e a atriz Nathália Rodrigues, que está voltando para a Globo. 333
Fauna e flora
3 MAIS:
D D E S T A S E S O A S S ME G L A D G O
Fonoterapia
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Por: José Nassif Neto Inquieto; sem calma.
Lavar na bateia.
Vender a crédito.
Revogar um anúncio.
Fósforo, símbolo químico.
Aparência; aspecto. Com elas as aves voam.
Vanádio, símbolo químico.
Exercícios místicofilosófico da Índia. Sala de entrada de um edifício.
Enganar; lograr.
Haver, na 3ª pess. do pl. do presente.
Passagem subterrânea.
Caminho; autovia.
333 NA SEMANA que vem, no Rio, têm encontro marcado Ricardo Teixeira, presidente da CBF, que volta de licença e Joseph Blatter, presidente da Fifa, que andam se estranhando – e muito – nas últimas semanas. A conversa é sobre a Copa de 2014 – e nem poderia ser diferente – e estarão participando também o ministro Aldo Rebelo, do Esporte, Pelé e Ronaldo Fenômeno, agora homem da CBF.
Ampla; dilatada. Existir; viver.
Grama, símbolo de metrologia. Instrumento de ataque ou de defesa.
Cloreto de sódio.
Plantação de verduras caseira. (plural)
Alberto Mulher que Dines, faz o bem. jornalista. Jumento. Fruto redondo e amarelado.
Bahia. (sigla) Ave colorida.
Pôr abaixo; demolir; abater. Patrão; senhor.
Folha de ferro estanhado.
Tirar pêlos com lâmina. Cada fila separada por um espaço.
Indivíduo agigantado e muito comilão.
Enxofre, símbolo químico.
Cedi; entreguei.
Descarga de metralhadora. Monarcas; soberanos.
(1005) 4-hall (pal.de origem inglesa, pode ser saguão, entrada de um edifício); ares; 5-apear; melão; 6-batear (agitar minério na bateia); 7-gorjala (no sentido figurado e tem como sinonímia: papão).
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
5 LAVADA Bezerra Coelho não enfrentou oposição e falou como quis no Senado.
olítica
Bezerra sai falante do Senado. Diz que vai ficar Andre Dusek/AE
Oposição não gostou do que ouviu Para o senador tucano Álvaro Dias, as respostas do ministro da Integração Nacional "foram superficiais"
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Com apoio maciço da base aliada, o ministro da Integração cumpriu as orientações recebidas. A liberação de verbas para Pernambuco foi uma questão técnica, empenhos viraram pagamentos e pouco sobrou para a oposição. Disse que tem a confiança da presidente.
A
Bezerra: cinco horas no Senado para se defender, ser elogiado e ouvir alguns resmungos da oposição. Não comprometeu, mas não convenceu.
líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), criticou ontem o desempenho do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, na comissão representativa do Congresso. Para o parlamentar, as respostas dadas "foram superficiais, sem que se aprofundasse ou permitisse réplicas". De acordo com o tucano, "é o mesmo modelo de depoimento de tantos ministros que vem ao Congresso", comparou Álvaro Dias. "Eles escolhem a pergunta que devem responder, fogem das questões essenciais e escamoteiam a verdade", afirmou o senador. Em sua avaliação, o procedimento segue orientação do Palácio do Planalto. "A mentira tem sido manipulada como arma poderosa do governo para defender irregularidades", acusou o parlamentar. "Mas nós não podemos aceitar que subestime a inteligência da parte lúcida do País". Para o líder tucano, o modelo escolhido pelo governo "estabelece uma relação de promiscuidade, que destina recursos favorecendo a alguns em detrimento de outros". Segundo ele, trata-se de favorecimento "pessoal, familiar, parti-
ESCORREGADA Clementino, irmão do ministro, perdeu dois cargos em apenas dois dias.
Dida Sampaio/AE
Senador Álvaro Dias também critica o modelo de depoimento no Congresso, por favorecer quem vai depor.
dário que contraria a Constituição quando fala em impessoalidade e moralidade pública e também diz respeito ao princípio da isonomia entre os entes federativos". Como autor do requerimento convocando o ministro a prestar contas na comissão representativa, o senador tucano foi o primeiro a questioná-lo. Levou para o plenário um relatório com as principais denún-
cias feitas contra Bezerra, como o favorecimento a Pernambuco de 90% das verbas públicas destinadas à prevenção de desastres naturais. Destacou o fato de o ministro ter burlado a súmula do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe o nepotismo no serviço público, como a nomeação do irmão Clementino Coelho, para a presidência da Companhia de Desenvolvi-
mento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), e do tio Osvaldo Coelho para integrar comissão do ministério ligada à agricultura irrigada. As respostas de Bezerra foram mais resumidas do que as perguntas do senador. Ele sintetizou suas explicações, alegando que os dados publicados estavam errados, "deixando no ar" as indagações mais difíceis de responder. (AE)
base aliada cum- defender do uso político de repriu o determina- cursos, o ministro citou "núdo pelo Palácio do meros de empenhos" em vez Planalto ao mobili- de pagamentos. Empenhos é a zar alguns de seus principais promessa do governo de que líderes em defesa do ministro vai realizar determinado inda Integração Nacional, Fer- vestimento. Por esse critério, nando Bezerra Coelho, duran- dos R$ 218 milhões destinados te depoimento ontem à comis- à prevenção, R$ 98 milhões fosão representativa no Senado. ram para Pernambuco, R$ 40 Acusado de ter aplicado em milhões para São Paulo, R$ 16 Pernambuco 90% das verbas milhões para o Espírito Santo e do ministério destinadas à pre- o restante (R$ 64 milhões) para venção de desastres naturais, o outras unidades da federação. Ele relacionou a baixa execuministro alegou que a decisão foi técnica e que as ações foram ção aos problemas encontraafiançadas pela presidente dos nos projetos dos estados e Dilma Rousseff. Depois de cin- municípios. Dos mais de três co horas, Bezerra saiu dizendo mil recebidos, apenas 34 foram que conta com a confiança da aprovados e mesmo assim alpresidente para ficar no cargo. guns ainda não receberam o dinheiro por "O que se e n t r a v e s c oquer nessa m o l i c e n c i acampanha é m e n t o a matacar não só a O que se quer é biental. "Para m i n h a i m aatacar a minha pagar é precigem, mas do so atender a meu partido", imagem e a do meu n o r m a s l eafirmou. "Sei partido...mas é gais", disse. relevar os atapreciso não Em relação ques, sei aceidenegrir a imagem ao irmão Cletar as críticas, mentino Coeisso faz parte das pessoas lho (leia abaixo) da democraFERNANDO BEZERRA COELHO que estava na cia, mas é prep re s i d ê n c i a ciso não atacar e não denegrir a imagem das da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francispessoas". Catástrofe – Embora o de- co e Parnaíba (Codevasf), apepoimento tenha ocorrido em gou-se na justificativa de que a pleno recesso, caciques do PT, escolha se baseou no estatuto do PMDB e do PSB fizeram da empresa. Negou ter privilequestão de apoiar Bezerra, que giado o filho, o deputado fedetambém ouviu discursos favo- ral Fernando Coelho Filho ráveis do PTB, do PR, do PP e (PSB-PE), na liberação de do PSC. Reduzida, a oposição emendas. Destacou que 54 decentrou seus ataques nos da- putados tiveram todas as dos sobre execução. Os parla- emendas empenhadas. Sobre o tio Osvaldo Coelho, mentares do PSDB, do DEM e do PPS criticaram o baixo vo- conselheiro no comitê de agrilume de pagamentos. "Obra cultura do ministério, disse não executada em 2010, em que "não se trata de cargo em 2011, gera catástrofe em 2012, comissão ou de confiança", isso é óbvio", definiu o deputa- acrescentando que "não é remunerado nem subordinado do Rodrigo Maia (DEM-RJ). E mp en ho – Para tentar se ao ministro". (Agências)
Codevasf perde CEO e diretor. Clementino cai
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lementino de Souza Coelho, irmão do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, foi oficialmente exonerado ontem do cargo de diretor da área de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf). O ato foi publicado na mí-
dia oficial dois dias depois de Clementino ter deixado o comando da estatal. Na terça-feira, ele foi substituído por Guilherme Almeida Gonçalves, que também foi nomeado interinamente para o cargo, como Clementino. De acordo com a Casa Civil, ele ficou no comando "por ser membro mais antigo da diretoria, como prevê o estatuto". (Folhapress)
'Vossa Excelência é vítima por ser nordestino' Humberto Costa, líder do PT no Senado, elevou tanto o tom de defesa do ministro da Integração que acabou misturando a sua origem com a tragédia nacional Marcelo Camargo/Folhapress
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PMDB, maior partido da base aliada, compareceu ontem em peso para apoiar o depoimento do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), na comissão representativa do Senado. Os peemedebistas tomaram a linha de frente na defesa do ministro, deixando os integrantes do PSB em segundo plano. E o líder do PT no Senado, Humberto Costa, único representante pernambucano na comissão, foi além, dizendo que Bezerra está sob ataque por ser nordestino. "Vossa Excelência é vítima pelo fato de ser nordestino", discursou o petista. "Acho difícil que se tivesse havido liberação até maior para estados como São Paulo tivesse essa celeuma", afirmou Cos-
ta. "Isso só acontece quando se trata do Nordeste". O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), foi enfático ao elogiar a atuação de Bezerra, qualificando as suas respostas de "convincentes". Calheiros frisou ainda que "O PMDB está inteiramente solidário com Vossa Excelência". Para o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), as explicações do ministro devem "encerrar o assunto". P e r n a m b u c o – A bancada de Pernambuco também compareceu em peso. Até parlamentares do PSB que não fazem parte da comissão estiveram presentes para reforçar a defesa do ministro. "É um gesto de solidariedade, é uma injustiça o que se faz com Bezerra", defendeu o deputado fe-
deral João Paulo Lima (PT-PE), ex-prefeito de Recife e aliado do governador Eduardo Campos, presidente do PSB e padrinho político do ministro. Costa, após defender o ministro e de relacionar as críticas ao preconceito com o nordestino, disse que o conterrâneo tratou os estados com equidade e que as ações do Ministério Público não podiam ser entendidas como condenação. Dados não mentem – Para o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), a divisão das verbas mostra "a incompetência do governo no gerenciamento de catástrofe". Segundo ele, "os dados não mentem, pois o levantamento que fizemos mostra que o ministério não deu atenção aos problemas enfrentados pelos estados". (AE)
Humberto Costa: único pernambucano na comissão, defendeu o conterrâneo na divisão de verbas.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
É impossível no Brasil um governante achar que governa sem os governos estaduais e os prefeitos. Não governa. Presidente Dilma Rousseff
olítica
Epitácio Pessoa/AE
Dilma e Alckmin ampliam parceria
Unidos: a presidente Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin voltam a pregar sintonia em torno da expansão de investimentos públicos em São Paulo.
Juntos, eles anunciaram ontem a construção de 100 mil casas populares, 3 mil a mais do que o previsto.
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presidente Dilma do governo de São Paulo. Com Rousseff anunciou os recursos do governo paulisontem a decisão de ta, será possível elevar o subsíampliar a quanti- dio à unidade habitacional fidade de casas populares a se- nanciada no estado de R$ 65 rem construídas no estado de mil para R$ 85 mil. Isso será feiSão Paulo, por meio do termo to com a aplicação de até R$ 20 de compromisso e cooperação mil por unidade. As famílias atendidas pagaentre a Caixa Econômica Federal e o governo estadual. Na ce- rão 120 prestações mensais lirimônia pela manhã, no Palá- mitadas a 10% do rendimento, cio dos Bandeirantes, as infor- com valor mínimo de prestação de R$ 50 e máximações do programo de R$ 160. ma previam a O programa Miconstrução de 97 nha Casa, Minha Vimil moradias poda já contratou a pulares por meio Eu disse ao construção de do programa Minha presidente 1.462.133 moradias Casa, Minha Vida. Durante seu discurda Caixa: '97 e m t o d o o P a í s . Mais de 540 mil so, Dilma anunciou mil é conta unidades já foram ter decidido amquebrada. entregues, do total pliar a meta para Vamos fazer de 719.522 concluí100 mil habitações. 100 mil. das. Atualmente, A presidente dis7 4 2 . 6 11 c a s a s e se que tomou a deDILMA ROUSSEFF apartamentos escisão durante a viatão em construção. gem de avião entre Brasília e São Paulo, na manhã Na 2ª fase do programa, o gode hoje. "Eu disse ao presiden- verno federal vai investir R$ te da Caixa, Jorge Hereda, que 125,7 bilhões em 2 milhões de veio comigo no avião: nós não moradias, até 2014. A sós com Lula – A presivamos fazer 97 mil casas, porque 97 mil é conta quebrada. dente se reuniu por três horas Nós vamos fazer 100 mil. As com o ex-presidente Luiz Inátrês mil nós assumimos'" rela- cio Lula da Silva, à tarde, no escritório da Presidência da Retou Dilma. O convênio prevê investi- pública, em São Paulo. Os dois mentos de R$ 8,045 bilhões pa- almoçaram a sós. O conteúdo ra as 97 mil moradias inicial- da conversa não foi divulgado, mente acordadas, a serem mas especula-se que Dilma ouconstruídas até 2015. Desse to- viria Lula antes de definir mutal, R$ 6,145 bilhões virão do danças fará no primeiro escagoverno federal e R$ 1,9 bilhão lão, em fevereiro. (Agências)
PAC 2: recorde, mas só de pagamentos
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reocupada com a escolha de seus novos auxiliares no governo, a presidente Dilma deixou a execução do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC) em situação contraditória, afirma o site Contas Abertas. Desde que foi criado, em 2007, o programa bateu recorde no ano passado no que se refere ao montante desembolsado pela rubrica, mas grande parte dos recursos na verdade foi destinada ao pagamentos dos compromissos assumidos em gestões anteriores, os "restos a pagar", destaca o site. Em 2011, o desembolso do
PAC chegou à cifra de R$ 28 bilhões, valor que supera em 21,2% o que foi pago em 2010 (R$ 22,1 bilhões). Contudo, do total aplicado, cerca de R$ 18,6 bilhões correspondem aos "restos a pagar". Isto é, em obras iniciadas no ano passado foram investidos apenas R$ 9,4 bilhões, ou 23,3% dos R$ 40,4 bilhões autorizados. Conforme dados até 31 de outubro, os compromissos herdados corresponderiam a R$ 14,1 bilhões. As dívidas efetivas – empreendimentos executados em outros anos, mas não pagos, foram responsáveis por R$ 1,7 bilhão.
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete: PREGÃO PRESENCIAL 440/2011-SMS.G, processo 2011-0.353.972-4, destinado ao registro de preços para a aquisição de MATRIZ DE AÇO 5 MM, TIRA DE AÇO E CUNHA CERVICAL EM MADEIRA, para a Divisão Técnica de Suprimentos SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 13h30min do dia 26 de janeiro de 2012, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 397/2011-SMS.G, processo 2011-0.318.565-5, destinado ao registro de preço para aquisição de CONJUNTO RESTAURADOR INTERMEDIÁRIO A BASE DE ÓXIDO DE ZINCO E EUGENOL, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09h30min do dia 26 de janeiro de 2012, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DOS EDITAIS Os editais dos pregões, acima relacionados, poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, local de realização dos pregões presenciais, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia dos editais, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura das respectivas sessões públicas de pregão.
'Aproximação é decoro governamental' No mesmo tom de autoelogio de seu antecessor, Dilma destacou a importância da proximidade com governadores.
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ma entusiasmada Dilma Rousseff defendeu ontem a parceria firmada entre o governo federal e os governos estaduais como forma de beneficiar a população. A presidente comentou que tem defendido a ideia de que, assim como há o decoro parlamentar, existe também um "decoro governamental" a ser seguido. "O decoro governamental consiste em perceber que não se faz e não se tem, não se pode ter, dentro de políticas governamentais, uma relação de atrito com Estados e municípios. Essa é a grande característica do decoro governamental", afirmou em discurso durante cerimônia de assinatura de convênio entre a Caixa e o governo de São Paulo para a construção de casas populares pelo programa Minha Casa, Minha Vida (veja em detalhes ao lado). "É impossível no Brasil um governante achar que se governa sem os governos estaduais e os prefeitos. Não governa", declarou. De acordo com a presidente, a parceria entre União, estados e municípios mostra a maturi-
dade do País. "Independente queremos um País obviamende origem partidária, credo te de pessoas ricas e prósperas, político, credo religioso e op- mas queremos sobretudo um ção futebolística, nós conse- país de classe média. Ninguém guimos criar essa capacidade. é classe média se não tiver sua Nós podemos ter nossas diver- casa", afirmou. Dilma voltou a enfatizar que gências eleitorais, mas acabou a parceria com o a eleição essas digoverno de São vergências eleitoP a u l o é f u n d arais deixam de mental para que o existir", afirmou programa M in ha ela em discurso, ao No que Casa, Minha Vida lado do governadepender de possa atingir as dor Geraldo Alckf a i x a s d e re n d a min, também um São Paulo, mais baixas, como entusiasta da aproesses prevê o programa. ximação com o goalicerces "O governador vai verno federal para estarão viabilizar o proampliar os investide pé. cesso em que nós mentos públicos. tínhamos obstácuNum tom próxiGERALDO ALCKMIN los, que eram o m o d a s d e c l a r apreço e a dificuldações feitas por seu antecessor Luiz Inácio Lula da de de acesso a terrenos em São Silva em cerimônias de entre- Paulo", disse. Dilma fez questão de citar ga de obras, Dilma disse que o programa Minha Casa, Minha que o programa não causa a Vida, juntamente com o Brasil chamada "bolha imobiliária", s e m M i s é r i a , p ro m o v e m a pois, na avaliação dela, ele não igualdade e a distribuição de está baseado em um processo especulativo, mas sim na perrenda no País. "Nós não queremos um país cepção de que a presença do esde bilionários e pobres miserá- tado é fundamental nesta veis como é em muitas grandes questão e elimina os riscos de nações do mundo afora", pros- interesses particulares com o seguiu, em autoelogio. "Nós lucro imobiliário.
Sintonia – Em seu discurso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, citou que as parcerias entre o estado e a União já chegaram ao programa de combate à miséria e viabilizaram a Hidrovia Tietê-Paraná, o Rodoanel e a construção de moradias populares, que constituem grandes investimentos públicos. "No que depender de São Paulo, esses alicerces que proporcionaram a harmonia entre os governos estarão de pé em meio a quaisquer intempéries", ressaltou Alckmin. Ao se referir às parcerias, Alckmin citou estas, mas Dilma o lembrou de que ele havia esquecido uma. "Aqui em São Paulo nós temos parcerias muito efetivas com o governador Geraldo Alckmin. Nós fizemos, governador, e lançamos aqui, algumas parcerias estratégicas, e a única que o senhor esqueceu foi que nós também lançamos o Ferroanel Norte", afirmou. "Quero dizer que eu pretendo continuar nesse processo". Dilma também disse que a parceria com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, tem sido "muito produtiva e excepcional". (AE)
COPA 2014
Governo está tranquilo, diz ministro Aeroportos e obras de infraestrutura estarão prontos para receber turistas, garante Gastão Vieira (Turismo)
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onfiante, o ministro do Turismo, Gastão Vieira, assegurou ontem que o governo está "tranquilo" em relação ao andamento das obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014. A garantia foi dada no programa de rádio Bom Dia, Ministro. Gastão disse ter certeza de que os trabalhos de melhoria da mobilidade urbana seguem no ritmo adequado. Os aeroportos brasileiros "estarão em condições de receber todos aqueles que irão circular" pelo País, disse, ressaltando que a preocupação do governo não está apenas na Copa do Mundo e Olimpíadas. "As ações do governo não têm foco apenas em grandes evento.". O caos verificado nos aeroportos não é resultado da saturação, como destacado pela mídia, mas do "dinamismo" da economia brasileira, segundo o ministro. Justamente por isso, explicou, ele mantém reuniões frequentes com a Infraero e a Secretaria de Aviação Civil sobre os aeroportos regionais, sobretudo os que têm vocação turística – que são uma prioridade do governo, segundo ele. Em relação a algumas medidas de infraestrutura para dar suporte ao turismo, Vieira destacou que o governo pretende lançar neste ano, em parceria com o Senac e Ministério da Justiça, um programa de capa-
Renato Araújo/ABr - 10 10.11
Gastão Vieira: movimento excedente nos aeroportos ocorre pelo "dinamismo" da economia brasileira.
citação de jovens para o mercado de hotéis e restaurantes. O projeto ganhará fôlego inicialmente no Rio de Janeiro – mais especificamente na favela da Rocinha, com previsão de participação de 2.000 jovens. "Havendo sucesso, estenderemos a outras capitais que serão sede da Copa", anunciou. Benefício – As empresas sócias de obras de infraestrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), da construção e reforma de estádios para a Copa do Mundo e de empreendimentos ligados à indústria de petróleo têm di-
reito à suspensão e isenção de tributos na compra de materiais e equipamentos. Depois de dúvidas sobre a aplicação do benefício, a Receita Federal publicou ontem instrução normativa confirmando a validade desse incentivo fiscal. De acordo com o subsecretário substituto de Tributação e Contencioso da Receita, Fernando Mombelli, as unidades regionais do Fisco divergiram sobre a interpretação das leis que criaram os regimes especiais de tributação para os três tipos de empreendimento. Os
textos estabeleciam apenas que a empresa líder do consórcio deveria se habilitar para receber as suspensões e isenções, sem especificar se os benefícios poderiam ser estendidos às sócias. Com a instrução normativa, as empresas associadas também poderão ser habilitadas a receber os incentivos fiscais. As compras podem ser feitas apenas pela empresa líder, em cujo nome está registrado o consórcio. Ao repassar as mercadorias às sócias, a empresa líder também transferirá os benefícios fiscais. (Agências)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
7 A medida não é só emergencial, está sendo antecipada em caráter emergencial. Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
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FGTS: até R$ 6.220 para desastres naturais Governo aumenta limite para saque de FGTS em caso de calamidades , antecipa o Bolsa Família e aumenta o número de famílias que recebem o Renda Melhor Antonio Cruz/ABr - 24.11.11
O Tereza Campello: "Com isso, as famílias saem da situação de extrema pobreza".
Dirceu critica Serra por criticar o PT O ex-ministro responde em seu blog o péssimo desempenho da economia visto pelo ex-governador tucano
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osé Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, criticou em seu blog o artigo escrito e publicado ontem pelo ex-governador e ex-candidato do PSDB derrotado à Presidência da República, José Serra, no jornal O Estado de S. Paulo. Nesse artigo, intitulado de A Nova Vanguarda do Atraso, o tucano criticou o desempenho da economia brasileira no ano passado e anunciou que "há uma desindustrialização em marcha no Brasil". O ex-ministro petista ironizou dizendo que "o mundo gira, a Lusitana roda (sic), o ano mudou e o presidenciável tucano da oposição, derrotado duas vezes nos últimos nove anos em disputa pelo Palácio do Planalto, em 2002 e 2010, José Serra continua a ver o Brasil em processo de desindustrialização", rebateu José Dirceu, acrescentando:: "Estamos a re-
Ó RBITA
Leandro Taques/Folhapress - 11.02.11
Ironia: José Dirceu diz que "o mundo gira e o Serra não roda"
gredir bravamente à economia primária exportadora do século XIX". Defesa do agronegócio – Na opinião do ex-ministro da Casa Civil, "só Serra, seus aliados e seus companheiros da Casa das Garças (como é chamado o ninho de economistas tucanos no Rio de Janeiro) veem esse processo". José Dirceu acrescentou que o lado bom do
Fim da greve no Ceará Depois dos professores, militares e bombeiros, os policiais civis concordaram com a oferta do governador Cid Gomes e voltaram à ativa, ontem.
EX-SENADOR É DETIDO EM MACAPÁ
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ex-senador e líder da oposição ao governo do Amapá, Gilvan Borges (PMDB), foi detido ontem em Macapá pela Polícia Ambiental por crime ambiental. Ele comandava a retirada de um aterro na zona norte de Macapá. O material seria usado para pavimentar uma via que quer abrir para desafogar o trânsito na rodovia Duca Serra.
Quando começava a retirada de aterro, foi flagrado pela Polícia Ambiental, que o deteve junto com o operador do trator, também apreendido. Borges disse que tem licença ambiental e que a detenção é "perseguição" do governo. "Fui preso porque quero salvar vidas". Lembrou que, em 2011, houve 150 acidentes de trânsito com 15 vítimas fatais na Duca Serra.
agronegócio brasileiro, "principal responsável pelo superávit da nossa balança comercial a cada ano, é que este superávit não vem mais da exportação só de produtos e matérias primas". Segundo o ex-ministro, boa parte da produção deste agronegócio, "tanto a canalizada para o mercado externo, quanto a consumida no mercado interno, é constituída hoje
por produtos industrializados, o que movimenta a ampla cadeia produtiva". José Dirceu escreveu que José Serra parece não ver isso. "Bater na tecla de que o País está se desindustrializando, voltando à uma situação do século passado, não passa de pura má fé do ex-candidato". No post publicado no blog, José Dirceu afirmou ainda que o Brasil faz oposição e luta para mudar as regras do comércio mundial porque "só há mesmo uma saída: agregar valor, investir em tecnologia e inovação, quebrar barreiras nesses campos e no comércio internacional". Ele argumentou que é isso que o governo brasileiro está fazendo, ao adotar "políticas e medidas para reduzir custos, sejam de transporte e energia, sejam, também, financeiros e tributários". E concluiu: "Então qual é a solução mágica que o José Serra aponta ou apresenta?" (DC)
MST INVADE 11 PREFEITURAS NA BAHIA
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hegou a 11 o número de prefeituras invadidas por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) na Bahia esta semana. O movimento justifica as ocupações, iniciadas na terça-feira, como cobrança por melhorias na infraestrutura das escolas instaladas nos assentamentos agrários das cidades e como pressão contra o fechamento de unidades de ensino nas zonas rurais dos municípios. Ontem, as sedes das administrações de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, e Mucuri, no extremo sul do estado, foram ocupadas. Entre terça-feira e ontem, os manifestantes já haviam
invadido as prefeituras de Prado, Camamu, Igrapiúna, Itabela e Itajuípe no sul do estado, e de Queimadas, Curaçá, Rodelas e Santa Brígida, no norte. Segundo a direção do MST no estado, 3,5 mil manifestantes participam das ocupações, que foram feitas "de forma pacífica". O MST quer chegar a 30 ocupações até o próximo dia 20. Até agora, a maior ocupação, com cerca de mil pessoas, é em Prado. Após representantes do MST serem recebidos pelos prefeitos, as sedes das administrações de Itabela e Itajuípe foram desocupadas. (AE)
s moradores das re- dia 18. A partir de março, 15 giões atingidas por mil famílias dos 22 municípios desastres naturais do norte e noroeste fluminenpoderão sacar até se, que já são atendidas pelo R$ 6.220 do Fundo de Garantia Bolsa Família, vão receber uma complementação do benefício do Tempo de Serviço (FGTS). A autorização foi publicada social. Depois de uma reunião no Diário Oficial da União on- de mais de duas horas com o tem, quando entrou em vigor. governador do Rio de Janeiro, O decreto foi assinado pela Sérgio Cabral, a ministra do presidente Dilma Rousseff e Desenvolvimento Social e pelos ministros Guido Mante- Combate à Fome, Tereza Camga (Fazenda) e Paulo Roberto pello, anunciou que o governo federal antecipará R$ 15 midos Santos Pinto (Trabalho) . A decisão foi tomada na ter- lhões para o Renda Melhor, prog r a m a e s t aça-feira pelo dual que gaConselho Cur a n t e a a mrador do FGTS pliação da que modificou medida de As famílias passam renda das famílias que vi2004, que rea receber daqui vem em cong ul am e nt av a para frente em dição de extreo uso do fundo. Em 2011, caráter permanente m a p o b r e z a no Rio. houve autoriaté saírem da "Com isso z a ç ã o s e m esituação de extrema as famílias lhante, mas pobreza. saem da situaque limitava ção de extreos saques em TEREZA CAMPELLO ma pobreza. A R$ 5.400. medida não é Segundo o decreto, o interessado em sacar só emergencial, está sendo ano FGTS poderá retirar o equi- tecipada em caráter emergenvalente ao saldo existente na cial. Mas as famílias passam a conta na data do pedido, desde receber daqui para frente em que não ultrapasse R$ 6.220. A caráter permanente até saírem autorização determina ainda da situação de extrema pobreque os saques ocorram obede- za", disse Tereza Campello. Hoje, 65 mil famílias de São cendo o intervalo de um ano entre uma movimentação e ou- Gonçalo, região metropolitana do Rio, e da Baixada Fluminentra na conta de FGTS. Bolsa Família – O governo se, recebem o Renda Melhor. federal também decidiu ante- Com as chuvas, o programa foi cipar o pagamento do Bolsa Fa- antecipado para que, este ano, mília para vítimas das enchen- alcance 245 mil famílias. A prites. Segundo a ministra do De- meira parcela será liberada um senvolvimento Social e Com- mês depois do pagamento do bate a Fome, Tereza Campello, Bolsa. Os benefícios do prograRJ, ES e MG terão 373 mil famí- ma variam de R$ 30 a R$ 300, de lias beneficiadas com R$ 48 mi- acordo com a condição de vida lhões disponíveis no próximo de cada família. (Agências)
Governo anuncia R$ 30 milhões para agricultores do Sul contra a seca
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ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, anunciou ontem que o governo federal vai disponibilizar R$ 30 milhões para os três estados mais afetados pela estiagem – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Segundo ele, o governo prevê, até agora, o pagamento de R$ 1 bilhão aos produtores que perderam parte da safra nas regiões atingidas pela estiagem com o seguro rural. De acordo com Mendes Ribeiro, na área afetada a perda média foi de 32% da produção, principalmente na lavoura de milho, que estava na época de floração no auge da seca. Segundo ele, cada estado receberá R$ 10 milhões a serem usados em projetos de investimentos relacionados a prevenção, como perfuração e equipamentos de poços artesianos, recuperação de barragens e redes de distribuição de água. De acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, já foram rece-
bidas 19 mil notificações de agricultores familiares declarando perdas em suas propriedades. Mas o número deve aumentar, podendo chegar a 100 mil. As perdas estão sendo apuradas por técnicos da Emater nos estados do Sul. Afonso Florence anunciou ainda que o governo pretende propor ao Conselho Monetário Nacional (CMN) prorrogação para 31/07/2012 do pagamento de dívidas rurais de produtores situados nos municípios com decretação de situação de emergência ou calamidade pública em decorrência da estiagem. Os agricultores que poderão ter as dívidas prorrogadas são aqueles cuja renda de milho, soja e feijão seria usada para pagar o crédito rural, com vencimento de 01/01/2012 a 31/06/2012. Caso aprovada pelo CMN, a medida teria validade para operações de custeio de safras anteriores, créditos de investimento e custeio da safra 2011/2012. (Agências)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Era impossível olhar tudo. Não seria uma listagem, seria uma serpentina. Eliana Calmon, corregedora-geral de Justiça.
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Elza Fipuza/ABr
Movimentações atípicas de R$ 855 mi no Judiciário R$ 274,9 milhões foram movimentados em dinheiro vivo, mostram dados do Coaf
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ados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostram que 3.426 servidores e magistrados movimentaram, de forma atípica, cerca de R$ 855 milhões entre 2000 e 2010. Em dinheiro vivo, R$ 274,9 milhões foram movimentados de forma atípica. São Paulo foi o estado que apresentou maior volume de operações em espécie, R$ 53,8 milhões, seguido do Distrito Federal, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As maiores movimentações em espécie feitas por titulares das contas investigadas foram de responsabilidade de dois titulares de cartório, três juízes, um desembargador, um aposentado e um empresário. Segundo a corregedora-geral de Justiça, Eliana Calmon, as investigações sobre movimentações financeiras atípicas na Justiça de São Paulo (TJ-SP) não foram direcionadas pelo relatório do Conselho. Desde o início da polêmica entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e os magistrados paulistas, a corregedora vem sendo acusada de usar dados sigilosos do órgão financeiro para promover uma devassa no es-
tado, o que ela contesta. "O relatório do Coaf apontava apenas gráficos com informações gerais de cada estado, mostrando onde havia maior concentração de movimentações fora do normal, sem dar nomes nem números de Cadastro de Pessoa Física". Segundo ela, o Coaf só fornece relatórios detalhados ao CNJ se
Muitos magistrados não haviam fornecido cópia do IR e havia declarações de bens sequer analisadas. ELIANA CALMON
há processo instalado contra determinado magistrado. Em julho de 2010, na gestão de Gilson Dipp, a Corregedoria do CNJ solicitou ao Coaf um levantamento sobre as movimentações financeiras atípicas do Judiciário, de 2006 a 2010. O relatório chegou apen a s e m f e v e re i ro d e 2 0 11 ,
quando Eliana Calmon já havia assumido o posto. De 216,8 mil juízes e servidores, o Coaf encontrou 3.426 movimentações acima do esperado (mais de R$ 250 mil por ano), 233 delas classificadas como atípicas. Os estados com as transações maiores eram São Paulo, Rio e Bahia. Segundo Calmon, sua equipe chegou a São Paulo no início de dezembro com a ideia de investigar cerca de 50 nomes que já eram alvo de reclamações no CNJ. "Pegamos esses nomes por amostragem, pois era impossível olhar tudo. Se fossem 236 mil pessoas investigadas, não seria uma listagem, seria uma serpentina". "Muitos magistrados não haviam fornecido cópia do IR e havia declarações de bens que sequer foram analisadas", contou Calmon. O trabalho foi suspenso pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, em dezembro, ao conceder liminar paralisando as investigações enquanto a corregedoria não esclarecesse como atuava atuando. O caso só deve voltar a ser analisado pelo STF em fevereiro, fim do recesso judiciário. (Agências)
Calmon: 'Pegamos 50 nomes por amostragem, era impossível olhar as 236 mil pessoas investigadas'.
Governo cobrará R$ 6 mi de prefeitos cassados Acordo entre TSE e AGU também valerá para cassações nos próximos 5 anos
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Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Advocacia-Geral da União (AGU) pretendem cobrar R$ 6 milhões de prefeitos cassados desde 2004. O valor refere-se ao que foi gasto em mais de 170 eleições suplementares – quando o prefeito eleito é cassado e a Justiça Eleitoral determina uma nova eleição. Em acordo firmado entre TSE e AGU, os prefeitos cassados que provocaram uma nova eleição agora serão cobrados na Justiça a pagar do próprio bolso o custo que a União teve para fazer o novo pleito.
O acordo, em fase piloto, valerá para esses casos e para as cassações que ocorrerem nos próximos 5 anos. "Esse acordo vai além do ressarcimento. É uma mensagem aos candidatos que não pretendem agir corretamente: tenham mais cuidado. Esses processos vão colaborar para a moralização dos costumes políticos", disse o presidente do TSE, o ministro Ricardo Lewandowski. Na parceira, o TSE encaminhará à AGU todos os casos de cassações que causaram eleição suplementar e o órgão
decidirá se cobrará a devolução dos gastos da União na Justiça Federal. "A penalização econômica é fundamental para aperfeiçoar a representatividade dos políticos", disse o advogadogeral da União, Luís Inácio Adams. As eleições suplementares se dão quando o político é cassado por crime eleitoral e o titular e o vice perdem o cargo. Segundo a Constituição, uma nova eleição é convocada nos dois primeiros anos após o pleito. Estados e municípios definem regras. (Folhapress)
Governadores na mira do TSE Tribunal deverá julgar, em 2012, os processos que pedem a cassação de quase metade deles
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os 27 chefes estaduais do duas vezes pelo Tribunal do Executivo, 12 são Regional Eleitoral (TRE-RR), alvos de ações na corte conseguiu reverter a primeira eleitoral e correm, em maior ou cassação, mas no fim de 2011, a menor grau, o risco de perder o corte local cassou de novo o mandato. O destino deles está mandato, mas determinou que ficasse no nas mãos dos cargo até a ministros do análise de Tribunal Sueventuais reperior Eleitocursos apreral (TSE). sentados pela A maioria sua defesa. dos processos dos 27 Agora, ele foi movida aguarda o julpelo Ministégovernadores gamento de rio Público podem perder seus um recurso Eleitoral dos mandatos contra expere s p e c t i v o s dição de diestados e por ainda este ano ploma. candidatos derrotados Segundo o que acusam os governadores site Congresso em Foco, estes são de abuso de poder econômico os outros 10 governadores em compasso de espera: Tião Viae político, entre outras coisas. Dois dos 12 governadores já na (PT-AC); Omar Aziz (PSDforam julgados, mas ainda não AM); Cid Gomes (PSB-CE); se livraram de todo das acusa- André Puccinelli (PMDB-MS); ções. Teotônio Vilela (PSDB), de Alagoas, e José de Anchieta José de Anchieta Jr: cassado Junior (PSDB), de Roraima, foduas vezes, conseguiu ram absolvidos pelo TSE em reverter uma delas 2011, mas ainda enfrentam ree agora espera julgamento cursos contra expedição de dide um recurso contra ploma (RCED). Anchieta vive expedição de diploma . uma situação peculiar. Cassa-
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FUNCIONÁRIO AFASTADO POR AUXÍLIO- DOENÇA, RECEBENDO BENEFÍCIO DO INSS, TERÁ ESSE PERÍODO DE AFASTAMENTO NA CONTAGEM DE TEMPO PARA APOSENTADORIA? Informamos que de acordo com o art.60 do Decreto nº3.048/99 o período de afastamento do segurado em virtude de doença é considerado como tempo de contribuição. ENTREGA DO SPED PIS/COFINS Empresa enquadrada no Lucro Real, qual é a movimentação que tem que entregar do SPED PIS/COFINS: desde Abril 2011 ou Julho 2011? Saiba mais acessando:[www.empresario.com.br/legislacao]. QUEM É RESPONSÁVEL PELAS DESPESAS DOS EXAMES MÉDICOS ADMISSIONAIS? O item 7.3.1 da Norma Regulamentadora (NR) 7 esclarece que cabe ao empregador custear, sem ônus para o empregado, todos os procedimentos relacionados ao PCMSO, que compreendem os exames médicos admissional, periódico, de retorno ao trabalho, de mudança de função e demissional. EMPRESA INDIVIDUAL PODE SER REGISTRADA NA JUCESP, COM NOME FANTASIA? Entendemos que deve indicar o nome completo do empresário sem qualquer abreviatura.Sugere-se que seja requerida à Junta Comercial pesquisa sobre a existência de registro do nome empresarial escolhido, para evitar colidência e a consequente colocação do processo em exigência. Poderá adotar nome fantasia. NAEMISSÃODEUMANOTAFISCALDESERVIÇODE“INSTALAÇÃODESOFTWARE”DEVE TER A RETENÇÃO DE 11% PARA A PREVIDÊNCIA SOCIAL? Informamos que se o serviço for apenas de instalação de Software não há retenção. A retenção ocorre quando houver manutenção de máquinas ou equipamentos ou melhoria dos mesmos,havendo cessão demãodeobraedesdequetenhaumaequipeàdisposiçãodaempresa, o que entendemos não ser o caso em questão. FÉRIAS GOZADAS OU INDENIZADAS FériasGozadasouindenizadastemdescontodeIR?Saibamaisacessando a íntegra no site:[www.empresario.com.br/legislacao]. SERVIÇO DE PRÓTESE DENTÁRIA Empresa optante pelo simples nacional, (serviços prótese dentária) enquadrada exclusivamente no anexoV,tem que recolher a contribuição patronal do INSS, referente aos 20% ou recolhe somente o INSS descontado dos empregados e autônomos? Saiba mais acessando a íntegra no site:[www.empresario.com.br/legislacao]. 3292 9300 www.contabil.com.br
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SEXTA-FEIRA, 13 DE JANEIRO DE 2012
Roseana Sarney (PMDB-MA); Antonio Anastasia (PSDBMG); Wilson Martins (PSB-PI); Sérgio Cabral (PMDB-RJ); Marcelo Déda (PT-SE), e Siqueira Campos (PSDB-TO). Dos processos, o mais recente é Marcello Casal Jr/ABr - 25.03.09
o que corre contra Déda por uso da máquina pública na sua campanha à reeleição. Déda foi absolvido pelo TRE-SE, mas a decisão virou objeto de recurso apresentado no TSE no último dia 27. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
9 VAZAMENTO Tribunal recomenda que soldado do caso Wikileaks seja julgado
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@MichelleObama A primeira-dama dos EUA estreia no Twitter para ajudar na reeleição do marido
YouTube/Reuters
Nem tudo é permitido na guerra
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Vídeo na internet que mostra fuzileiros urinando em insurgentes afegãos suscita críticas aos EUA
m vídeo que mostra quatro fuzileiros navais norte-americanos urinando sobre os corpos de três insurgentes afegãos, divulgado na quarta-feira na internet, reacendeu o debate sobre abusos cometidos por militares norte-americanos em situações de guerra. O incidente foi rapidamente condenado pelos governos dos EUA e do Afeganistão, e também pelo Taleban. As imagens mostram quatro fuzileiros com uniformes de batalha diante de três corpos aparentemente de insur-
gentes do Taleban. Eles urinam nos corpos e um deles faz piada: "Tenha um bom dia, companheiro". Outro faz uma piada obscena. Não se sabe ao certo o local e nem a data em que foi feita a gravação. Uma fonte dos fuzileiros revelou à Asso ciated Pres s que pelo menos dois dos quatro fuzileiros já foram identificados. Todos eles integram o 3º Batalhão do 2º Regimento de fuzileiros navais, que voltou para sua base no Campo Lejeune, na Carolina do Norte, entre setembro e dezembro de 2011.
Reação - O presidente afegão, Hamid Karzai, condenou o "ato desumano" e exigiu uma investigação. O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, considerou o vídeo "absolutamente desprezível" e prometeu, em telefonema a Karzai, que os envolvidos "serão totalmente responsabilizados". Já representantes do Taleban qualificaram o vídeo como "bárbaro", mas garantiram que o incidente não afetará as incipientes negociações de paz com o governo afegão. (Agências)
FILOSOFANDO COM FIDEL Nada de acusações aos EUA: os maiores críticos de Washington – os líderes iraniano e cubano – preferiram discutir política mundial.
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ois dos maiores críticos do governo dos Estados Unidos, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e o ex-presidente de Cuba Fidel Castro tiveram uma reunião de duas horas para discutir assuntos da política mundial. Ahmadinejad descreveu Fidel como "saudável" e "engajado" e declarou que o Irã e Cuba são dois países aliados "lutando na mesma frente". Ahmadinejad, que fez uma rápida visita a Cuba, chegou na tarde de ontem a Guayaquil, onde finaliza no Equador sua viagem de cinco dias à América Latina. Ao chegar no Equador, Ahmadinejad foi recebido com o mesmo tratamento caloroso das demais paradas. No entanto, o encontro com o presidente Rafael Correa foi criticado por empresários, pelo temor que prejudique o comércio do seu país com os EUA e com a União Europeia, confrontados com Teerã por seu programa nuclear. A visita é a quarta etapa da viagem que também incluiu a Venezuela e Nicarágua e que Washington considera uma busca "desesperada" por apoio de um regime "isolado". Antes de embarcar para o Equador, Ahmadinejad disse que conversou "muitos temas" com Fidel e afirmou que o ex-ditador segue "com detalhes" todos os assuntos internacionais. "Foi motivo de grande alegria ver o comandante Fidel são e
Alejandro Ernesto/Reuters - 11/01/12
Rodrigo Buendia/AFP
Declaração vira rotina na viagem: desta vez ele chamou Raúl de 'meu querido irmão'.
salvo", disse o líder a repórteres no aeroporto de Havana. A saúde de Fidel Castro, de 85 anos, tem sido um tema recorrente na mídia ante a ausência do líder, que deixou a Presidência em 2008 nas mãos de seu irmão Raúl depois de se submeter a cirurgias por causa de uma doença no intestino que o deixou à beira da morte. Ahmadinejad ainda qualificou como "muito boas" as reuniões com o ex-ditador e com Raúl Castro, a quem chamou de "meu querido irmão". Por sua vez, o presidente cubano confirmou o que disse o líder iraniano, dizendo que foi "uma boa visita". "Eu perguntei à noite a Ahmadinejad quem havia falado mais e ele disse que foi Fidel", disse Raúl, sorrindo.
"É uma mostra de que (Fidel) está muito bem, realmente está muito bem", acrescentou. Pressão - A viagem ocorre enquanto a tensão aumenta entre o Irã e o Ocidente. Atendendo a pressões dos EUA para isolar o Irã, o Japão anunciou ontem que diminuirá a importação de petróleo iraniano. O Japão é o terceiro maior comprador do petróleo de Teerã. O Irã continua a negar que seu programa nuclear tenha uma vertente militar e afirmou ontem estar disposto a discutir as acusações com especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Uma equipe do braço da ONU que monitora o uso da energia nuclear deve visitar o país no próximo dia 28. (Agências)
Visita ao presidente equatoriano encerra viagem de Ahmadinejad à América Latina
Mais urânio nas mãos de Teerã Deputada dos EUA teme que o Equador abasteça usina nuclear do Irã
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congressista norteamericana Ileana RosLehtinen, do Partido Republicano, expressou ontem seu temor de que o Irã obtenha acesso às reservas de urânio do Equador para abastecer seu programa nuclear. "Enquanto os Estados Unidos e os países responsáveis trabalham para forçar o Irã a cessar e desmantelar de forma verificável seu programa nuclear, estou preocupada que (o presidente do Equador, Rafael) Correa esteja em posição de solapar esses esforços", afirmou a deputada norte-ameri-
cana em comunicado. Ileana, que preside o Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes dos EUA, considerou que "a crescente aliança do Irã com Correa facilita a capacidade de Teerã de acessar as reservas de urânio do Equador". Além disso, ela mostrou sua inquietação diante da possibilidade "que o Equador esteja solidificando seu status como cúmplice deliberado de uma política iraniana centrada em danar os EUA, nossos interesses e nossos aliados". "Os EUA devem acompa-
nhar de perto esta imutável cooperação e enfrentar o papel potencial de Correa ao auxiliar a ambição nuclear do Irã", acrescentou Ileana, garantindo que ambos países empreenderam "numerosos projetos econômicos e políticos juntos". Tiranos - No começo da viagem do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, à América Latina a congressista norte-americana a qualificou como "tour de tiranos" e assegurou que o objetivo do líder iraniano era se aproximar de "outros ditadores e violadores dos direitos humanos". (EFE)
Fotos: Thony Belizaire/AFP
A máfia no Congresso. Da Itália. Deputados evitam que aliado de Berlusconi seja preso por elo com a Camorra
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Câmara dos Deputados da Itália rechaçou ontem a retirada da imunidade parlamentar de Nicola Cosentino, um parlamentar do Partido do Povo da Liberdade (PDL, na sigla em italiano) do magnata e exprimeiro-ministro do país Silvio Berlusconi. Cosentino é acusado pela promotoria de ter associação ilícita com a Camorra, a máfia napolitana. Os promotores haviam pedido à Câmara a prisão de Cosentino, que foi funcionário do Ministério das Finanças durante o terceiro governo de Berlusconi, que durou até o final de 2011. Cosentino é acusado, segundo a Justiça italiana, de ter desempenhado um papel "essencial" na liberação de financiamento do governo para um projeto de construção de um shopping center, o qual seria de empreendedores da Camorra, informa a agência France Presse. O deputado de 53 anos nega as acusações. A Câmara rechaçou a retirada da imunidade parlamentar de Cosentino por 309 votos contra a detenção do parlamentar e 298 a favor.
Andreas Solaro/AFP
Cosentino seria a ligação entre o clã Casalesi e políticos em Roma
Aliados do PDL trocaram apertos de mão e tapinhas nas costas após a votação. "Essa foi a decisão certa e foi tomada em linha com a Constituição", disse Berlusconi, que por sua vez é réu atualmente em três processos na Justiça, por suborno, evasão fiscal e ter feito sexo com uma prostituta menor de idade. "O julgamento irá em frente como o normal na Justiça e o parlamentar irá responder como um homem livre, esse é o seu direito", acrescentou o ex-premiê. Cosentino, que já teve que
se defender de outras acusações de ligações mafiosas no passado, é apontado pelos promotores como o elo de ligação entre o clã Casalesi, da província de Caserta, e políticos em Roma. O clã dos Casalesi, descrito pelo escritor e jornalista Roberto Saviano no livro "Gomorra", é considerado um dos mais sangrentos da Camorra. No mês passado, a polícia italiana deteve 47 acusados de extorsão, fraudes eleitorais e lavagem de dinheiro em Nápoles e Caserta. (Agências)
Haiti: futuro desolador.
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ois anos após o terremoto que devastou o Haiti, pouca coisa mudou. Mais de 500 mil pessoas ainda vivem em barracas improvisadas em campos de refugiados espalhados pelo país. As perspectivas de trabalho também não são boas: a taxa de desemprego alcança 95% da população ativa, segundo dados oficiais recentes. Para muitos, a alternativa é sair do país e sonhar com o retorno quando as coisas melhorarem. Estima-se que cerca de 4 mil haitianos já entraram no Brasil, levando o governo a limitar a uma centena o número de vistos a ser concedido mensalmente a haitianos que queiram trabalhar no país. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
ESTATÍSTICA Números do IBGE apontam redução da população em favelas de SP.
idades
Valdir Sanches
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a virada do ano, a favela de Paraisópolis, no Morumbi, zona sul, a segunda mais populosa da cidade, passou para o primeiro lug a r. A d e H e l i ó p o l i s , n o Sacomã, também na zona sul, tradicionalmente a primeira em número de moradores, caiu para a segunda posição. É o que constatam lideranças das favelas. No caso de Heliópolis, a situação é ainda mais grave. Subitamente, perdeu quase 80 mil habitantes. Essa nova realidade surgiu com a divulgação do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no dia 12 de dezembro de 2011. Aos números: desde muito tempo, Heliópolis conta ter 120 mil habitantes. Pelo novo censo, está com 41.118. Paraisópolis acredita possuir, no mínimo, 68 mil moradores. Mas o censo chegou a 42.826. "Encolheram Paraisópolis", queixa-se o vereador José Rolim (PSDB), um dos líderes locais. Outro espanto de Rolim: "Apesar de tudo, por esses dados ficamos maiores que Heliópolis". Feitas as contas, precisamente 1.708 habitantes a mais. A preocupação dos líderes, nas duas comunidades, é de que a divulgação de um número menor de habitantes iniba investimentos públicos nessas áreas. "Nós poderíamos ter um hospital grande, como o de Heliópolis", diz Rolim. "Mas, com os números do IBGE, podemos ser considerados um bairro pequeno, e não ganhar mais infraestrutura", lamenta. Entre os investimentos esperados pelo vereador está o transporte por monotrilho, que ligaria o Jabaquara à Linha Amarela do Metrô, "passando pela TV Globo e por Paraisópolis." Em Heliópolis há uma associação de moradores grande, a UNAS. O tesoureiro da entidade, José Geraldo de Paula Pinto, tem reclamado muito dos dados do novo censo. Diz que h á dez a no s o I BGE h av ia anunciado que a favela tinha perto de 100 mil habitantes. Agora fala em pouco mais de 41 mil. "Onde foi parar o restante?", pergunta. Matemática – Só nos programas administrados pela UNAS, entre eles o de creches, são atendidas mais de dez mil pessoas por dia. Como as famílias da favela têm, em média, cinco pessoas, só nisso se poderia calcular 50 mil pessoas (10 mil vezes cinco). Em Paraisópolis, há quinze anos o Hospital Albert Einstein encomendou a uma empresa o levantamento do número de moradores. A infor-
Milagre do IBGE: favelas "encolhem" em São Paulo Lideranças comunitárias de Paraisópolis e Heliópolis contestam dados de censo realizado pelo instituto Rubens Chaves/Folhapress - 01/01/2009
Heliópolis, no Sacomã, zona sul: segundo levantamento realizado pelo IBGE, comunidade perdeu o título de maior favela da cidade de São Paulo Luiz Prado/Luz - 23/01/2006
Paraisópolis, no Morumbi, também na zona sul da Capital: lideranças temem a perda de investimentos privados e públicos na comunidade
mação orientou o programa de prevenção de doenças criado na favela pelo hospital. "Um selo foi colocado em todas as casas, de porta em porta", diz o vereador Rolim. "Chegou-se a 32 mil habitantes."
Há cerca de cinco anos, diz o parlamentar, foi a Prefeitura que interveio, com o objetivo de desenvolver um programa de prevenção em áreas de risco. Foram contados 17 mil moradias, e estimada uma popu-
lação de 62 mil habitantes. Diferenças – Pelas contas do vereador, se for considerada a média de quatro pessoas por casa, o número sobe para 68 mil. Comparado com os 42.826 apurados pelo IBGE, tem-se
uma diferença de 25.174 pessoas. "Essa gente teria que ter ido embora da favela", diz Rolim. "Mas quem vai embora de um lugar que está no metro quadrado mais caro de São Paulo,
SURTO Empresário que cometeu vários crimes em um dia permanece preso.
com muito emprego doméstico tão perto?" A favela, como se viu, está incrustada no rico bairro do Morumbi. Transição – E, como acontece com Heliópolis, encontra-se em acentuada fase de transição de favela para bairro. Ambas têm CEU (Centro de Educação Unificada) e ETEC – escola técnica profissionalizante. Heliópolis possui um centro cultural; o de Paraisópolis está sendo construído. Nas duas comunidades há rede de esgoto e de água. Ruas estão sendo asfaltadas. Em Paraisópolis, diz o vereador Rolim, três mil novas casas estão sendo construídas. Existem dez escolas. A iniciativa privada é atuante nos dois locais. O programa do Hospital Albert Einstein de prevenção à doença atende 12 mil crianças por dia, em áreas construídas que somam seis mil metros quadrados. A seguradora Porto Seguro tem uma escola em Paraisópolis, a Crescer Sempre, para 700 alunos de pré-escola. "E uma escola para o primeiro grau do ensino fundamental está sendo construída", diz Rolim, autor dessas informações. O medo dos moradores de ambos os locais, manifestado por suas lideranças, é de que, uma vez construídas as obras já licitadas, outras não sejam contratadas. O vereador Rolim estuda o que fazer para contestar os dados do IBGE. Ele pergunta "A quem isso pode interessar?". Pergunta de difícil resposta, numa área científica, como a de estatística. Aglomerados – O IBGE tem as seguintes explicações para a diferença dos números: Em primeiro lugar, o instituto afirma que não é possível comparar os dados do censo de 2010 com os de 2000. Os de 2000 não distinguiam as favelas uma por uma. A contagem era dos aglomerados (como chama as favelas) como um todo. Ou seja, mostrava-se o número global de favelados da cidade. Agora, diz o IBGE, o aperfeiçoamento da metodologia permitiu o detalhamento. Mostram-se os aglomerados individualmente: Paraisópolis, Heliópolis e por aí vai. O instituto diz que seu trabalho na cidade de São Paulo é difícil, porque os bairros não têm lei que os delimite. A melhor divisão territorial são os distritos. Outra questão: os números conhecidos anteriormente resultaram de um levantamento feito pela Prefeitura. E para comparar duas pesquisas diferentes (Prefeitura e IBGE), a metodologia teria que ser idêntica. Isso, naturalmente, não aconteceu. A data de referência do censo de 2010 é 31 de julho. Mas os dados só foram divulgados no dia 12 de dezembro.
Julia Chequer/Folhapress
Empresário que surtou depõe em SP Mariana Missiaggia
A
cusado de ter cometido uma série de crimes e acidentes na última segunda-feira, em São Paulo, o administrador de empresas Michel Goldfarb Costa, de 34 anos, segue detido no 77º Distrito Policial, em Santa Cecília, onde prestou depoimento na tarde de ontem. Para o delegado responsável pelo caso, Marcos Antônio Manfrin, do 26º Distrito Policial, o administrador teria sofrido um surto psicótico, que o levou a praticar pelo menos quatro tentativas de latrocínio, duas tentativas de homicídio, disparo de arma de fogo e lesões corporais. Do ponto de vista jurídico, ainda falta muito para que o destino de Goldfarb seja defini-
do. De acordo com o criminalis- ciência mental que o impede ta e conselheiro da Ordem dos discernir certo e errado. Advogados do Brasil, Antonio Desse modo, o juiz pode deRuiz Filho, 49 anos, existem três cretar a internação por medicategorias em que ele pode ser da de segurança e, além de enquadrado. uma avaliação “Na teoria é tudiária, a cada três do muito simples e anos o acusado prático. O Código passaria por exaO que é Penal define quem mes para novos possível é quem e como essa laudos médicos. avaliar é que pessoa será julgaPor fim, a última da. Mas, na verdaele não estava categoria é a de sede, o processo é midentro do seu m i - i m p u t á v e l . nucioso e lento”, “Nessa condição, juízo normal. disse. o indivíduo sabe ANTONIO RUIZ FILHO O criminalista parcialmente o explica que, caso o que está fazendo, administrador seja considera- ele está em uma condição temdo imputável, significa que ele porária. Constatada essa situaé ciente do caráter ilícito do fa- ção, ele pode ter sua pena reduto que cometeu e será julgado e zida de um a dois terços, aliado preso, conforme a lei. Outra a um tratamento médico”, obpossibilidade é a imputabili- servou. No entanto, esse prodade, que isenta o réu de uma cesso pode demorar de um a pena, por conta de uma defi- dois anos.
Goldfarb é acusado de roubar quatro carros, balear duas pessoas e ferir outras duas ao provocar acidentes de trânsito. Se considerado imputável, o acusado deverá cumprir uma pena mínima de doze anos. “Esse é um cálculo rápido e que considera quatro roubos consumados e duas tentativas de homicídio qualificado. É apenas uma previsão, a partir do que foi divulgado”, apontou Ruiz. Goldfarb, dizem testemunhas, nunca teria apresentado esse comportamento agressivo. Por isso, seu advogado, Nicolau Aun, e a família atribuem o episódio a um surto psicótico. Para Ruiz, o caso ainda é indecifrável. “O que é possível avaliar é que, durante o tempo da ação, ele (Goldfarb) não estava dentro do seu juízo normal. Pelo menos foi o que me aparentou”, opinou.
Michel Goldfarb Costa: família e advogado acreditam em surto psicótico
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
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11 As pessoas ficaram completamente vulneráveis. Edson de Souza, comerciante em Congonhas do Campo (MG)
idades Divulgação
Comércio desaba com a chuva em MG Em Congonhas do Campo, 40% dos estabelecimentos estão com as portas fechadas José Maria dos Santos
A
té a chuvarada do início de ano, o empresário Edson de Souza, 45 anos, estava com os negócios florescentes em Congonhas do Campo, em Minas. Sua promissora rede de quatro lojas que vende móveis, a Do Lar, teve sua expansão comprometida pela enchente do Rio Maranhão, que corta a cidade. O empresário, conhecido como Edinho, já contabilizou R$ 350 mil de prejuízo. Felizmente, o seu depósito fica em um local protegido. Ele, como a maioria dos colegas, está num beco sem saída: apesar da ameaça de que a tragédia venha a se repetir em breve, precisarão continuar no mesmo lugar, devido à tradição comercial e a geografia de Congonhas do Campo. Edinho também é presidente da associação comercial local. A seguir, trechos da entrevista ao Diário do Comércio: Diário do Comércio – É verdade que 40% do comércio de Congonhas do Campo está com as portas fechadas por causa das enchentes? Edson de Souza – Infelizmente, sim. Dos 600 estabelecimentos da cidade, em torno de 240 estão paralisados, numa situação muito difícil. Está sen-
do a maior enchente de todos os tempos. E se a prefeitura não estivesse limpando o Rio Maranhão, como vem fazendo há quatro ou cinco anos, seria muito pior. DC – É um grande rio? Edson– Não. Tem uns 15 metros de largura. Visto agora, parece um anjinho correndo. Mas ocorre que ficamos em fundo de vale. A Avenida Júlia Kubitschek, a principal da cidade, e a Rua Marechal Floriano, a mais importante via comercial, correm ao lado do rio. Na Marechal Floriano, 80% das lojas ficaram inutilizadas. Quem perdeu, perdeu tudo. A Central de Pneus, por exemplo, foi devastada. O galpão de mil metros quadrados, com todo o estoque, foi levado pelo rio. A agência do Bradesco praticamente não existe mais: o rio passou por ela. DC – O clima da cidade deve estar péssimo. Edson – Evidentemente. É um clima de velório. As pessoas ficaram completamente vulneráveis. Além disso, há outras consequências para tornar a situação mais dramática. O mau cheiro é muito forte. Na Marechal Floriano funcionavam algumas casas de ração. Os produtos foram atingidos pela água, espalharam-se pelas ruas e entraram em decomposição. O serviço de limpeza não vence o trabalho.
Congonhas do Campo (MG): transbordamento do Rio Maranhão provoca grandes transtornos na cidade que fica na região central do estado
DC – Vocês estão pensando em alguma providência a curto prazo para ajudar os comerciantes? Edson – Amanhã (hoje) vamos ter uma reunião na prefeitura. Vamos pedir isenção de taxas municipais para quem foi vitimado: ISS, IPTU, alvarás. Em seguida, vamos pleitear apoio de crédito. O comércio vai precisar de créditos baratos ou subsidiados, como corre com a produção rural. Esse apoio será essencial para as pessoas que perderam tudo iniciarem a sua retomada. DC – O senhor acredita que a recuperação será muito penosa? Edson – Exigirá muito esforço. Nós estamos em uma região exploradora de mineração. Aqui estão grandes empresas, como o Grupo Gerdau e a Vale. Temos mais de 25 mil pessoas que vieram na esteira desse movimento. Há todo um potencial favorável à recuperação. É só haver vontade.
Temporais dão trégua, mas situação ainda é difícil no Sudeste
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pesar da chuva ter diminuído de intensidade na maioria das regiões de Minas Gerais, o número de pessoas que teve de deixar suas casas não para de crescer no Estado. Em dois dias, o número de desalojados cresceu 264,81% e passou de 12.875, na terça-feira, para 46.970 ontem, segundo balanço Defesa Civil (Cedec). Já o de desabrigados passou de 1.240 na terça para 3.145 ontem, crescimento de 153,62%. Desalojadas são aquelas pessoas que tiveram que deixar suas casas por causa de enchentes ou desabamentos e vão para a residência de amigos ou parentes. Já os desabrigados são os que têm que ficar em abrigos oferecidos pelo poder público. Desde o início do período chuvoso em Minas, 2,9 milhões de pessoas foram afetadas em 192 municípios. Do total, 137 cidades mineiras decretaram situação de emergência. Rio – Mais dois corpos foram encontrados
ontem sob a terra que deslizou na última segunda-feira no distrito de Jamapará, em Sapucaia, no centro-sul do Estado do Rio de Janeiro. Com isso, até ontem à noite eram 20 as vítimas das chuvas na cidade – 19 no deslizamento que soterrou oito casas e um Fusca e uma no desabamento de uma casa, em outro bairro da cidade. Em todo o Estado do Rio, em 2012, as chuvas já causaram a morte de 22 pessoas – 19 em Sapucaia, uma em Laje de Muriaé e outra em Miguel Pereira. As buscas em Sapucaia continuam e, segundo a Defesa Civil, pelo menos duas pessoas continuam desaparecidas. Em todo o Estado do Rio, sete municípios estão em situação de emergência Ontem não choveu forte. De manhã foram enterrados os corpos de cinco parentes soterrados na última segunda-feira dentro de um Fusca, onde se abrigaram durante a chuva para tentar se proteger. (AE)
Juca Varella/Folhapress/15/6/2002
SÃO MARCOS DO ORIENTE
Metrópole - Não houve nenhuma chiação, mesmo que mínima, com essa celebração alviverde? Móris - Não, porque Marcos é muito querido por aqui. A rigor, sua família é de corintianos. A única palmeirense da família era, e é, pois está viva e forte, é sua mãe, Dona Antonia. E o Marcos, é claro. Metrópole - Desculpe-nos a insistência prefeito... Mas o senhor torcia para o Palmeiras mesmo quando o time enfrentava o Corinthians? Móris - Sim. Porque a vitória do
Palmeiras engrandecia o Marcos. Metrópole - O senhor também soltava rojão nessas ocasiões? Móris - Não. Isso também não. Mas soltei muito rojão para ele na Copa de 2002, a do penta. Metrópole - Voltando à despedida do Marcos... Agora não vai ter nada? Móris - Vamos pensar, vamos pensar! Mas agora, de imediato, daremos o nome do seu pai, Ladislau Reis, a um conjunto habitacional a ser inaugurado. A Praça da Matriz já leva o nome de seu avô, Henrique Silveira Reis.
ÍDOLO DO ÍDOLO
Metrópole - Há Reis por toda parte. Móris - É por causa do Marcos. Para vocês terem uma idéia do prestígio dele, aqui em Oriente nós temos uma escolinha de futebol com 250 alunos. E sabem qual é a nossa população? Cerca de seis mil pessoas. Dá quase cinco por cento. Aqui deve ser o único lugar do mundo em que os meninos querem ser goleiros. Outro dado relevante é que nossa cidade, com essa população, tem uma liga amadora que reúne 12 equipes e faz um campeonato muito animado. Metrópole - A propósito, qual era o time de Marcos em Oriente? Móris - Era, não. É, pois o Primavera disputa o campeonato amador. Metrópole - O Primavera também é verde e branco?
Metrópole - Anteontem, na sua despedida, Marcos disse que você foi o grande ídolo dele. E que ficou deslumbrado ao vê-lo, quando chegou ao Palmeiras em 1993. Wagner Fernandes Velloso - De fato, ele ficava na arquibancada me vendo treinar, puxava assunto e comentava sua admiração. É uma gentileza da parte dele. Metrópole - Vocês ficaram juntos quanto tempo? Velloso - De 1993 a 99. Ele era meu reserva.
Móris - Não. É tricolor, branco, preto e vermelho. Não. Minto. É mais vermelho e branco. Só tem uma listinha preta no uniforme. (Toninho Móris, 60 anos (PR), prefeito de Oriente, terra natal do goleiro Marcos, a 456 km da capital, na Alta Paulista).
Juca Varella/Folhapress/25/6/2002
Metrópole - Prefeito, o que o senhor vai fazer para homenagear o goleiro Marcos, o mais famoso dos orientenses? Toninho Móris - Inicialmente, posso dizer que a despedida de Marcos encerra uma longa homenagem que, pessoalmente, venho prestando a ele há décadas: voltarei a ser corintiano. Por causa dele, passei a ter simpatias pelo Palmeiras. Não é incrível? Aliás, também por causa dele, os orientenses, fossem corintianos, sãopaulinos, santistas ou da Portuguesa concordaram, em 1999, quando o Palmeiras conquistou a Libertadores, que as cores verde e branca predominassem nos edifícios públicos da cidade. Havia paredes, janelas e portas com as cores palestrinas. Mas Marcos já tem diploma de cidadão insígne de Oriente, que lhe foi dado nos anos 90.
Metrópole - E que tal era ele como goleiro? Velloso - Tinha todas as qualidades: estatura, colocação e agilidade. Metrópole - Você vê alguma afinidade entre vocês dois? Velloso - Eu acho que é o bom posicionamento dentro do gol. (Wagner Fernandes Velloso, 43 anos, técnico do Centro Esportivo Nova Esperança (CENE), de Campo Grande)
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12 -.LOGO
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www.dcomercio.com.br
Mouse para os saudosos da escrita à mão Mais uma novidade apresentada na CES 2012, maior feira de tecnologia do mundo que termina hoje em Las Vegas (EUA): a PENClic, um mouse com cara e jeito de caneta. Com design sueco, é fabricado pela Synnex.
O americano David Palmer criou retratos de 3 personalidades que foram mortas a tiros usando balas de revólver: Abraham Lincoln, John Lennon e Tupac Shakur. www.bulletproof 2011.com
D OMÍNIOS
R ECORDE
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A UTOTRANSPLANTE
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Gianecchini: infusão Filha de Beyoncé de células-tronco. estreia nas paradas O hospital Sírio-Libanês divulgou ontem boletim médico com o estado de saúde do ator Reynaldo Gianecchini. De acordo com o comunicado, ele "recebeu a infusão de células-tronco de sangue periférico, como parte do autotransplante de medula óssea, para tratamento de linfoma T Angioimunoblástico". Segundo o hospital, o procedimento transcorreu bem. Agora, Gianecchini deve permanecer internado em São Paulo para se recuperar. Ele recebeu no ano passado o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin e, desde então, vem passando por sessões de quimioterapia. (Folhapress)
Revolução na internet
U
ma discreta revolução na Internet começou ontem. Organizações agora podem começar a se candidatar para incluir e administrar seus próprios domínios na rede, ao invés de contar apenas com os velhos .com, .org, .gov e outros. A expectativa é que até 2 mil candidaturas sejam feitas para o ICANN, órgão que fiscaliza o sistema principal de nomeação de domínios na Internet. A janela para adqurir um, digamos, imóvel virtual se fechará em três meses, talvez por anos. Essa medida, a mais radical decisão do ICANN (entidade baseada nos EUA) em seus 13 anos de história, é destinada a fomentar a competição e a inovação, permitindo que novos
donos de domínios construam comunidades e fortaleçam laços com clientes. "É um fascinante novo capítulo na história da Internet", disse Jonathan Robinson, diretor não-executivo da Afilias, que está ajudando com as candidaturas e já fornece infraestrutura para os domínios .org, .info e .mobi. A maior parte da primeira onda de candidaturas deve vir de empresas e marcas líderes, que veem uma oportunidade de impulsionar sua visibilidade online ou simplesmente temem que alguém fique com o espaço delas. O valor de inscrição destoa, e muito, da taxa de US$ 10 necessária para fazer um registro de um site .com. Será preciso
desembolsar US$ 185 mil apenas para se candidatar, com despesas iniciais de US$ 500 mil e com custos anuais de manutenção de US$ 100 mil, os domínios particulares estarão fora do alcance de pequenas companhias e organizações. Mas aspirações pelo ".qualquernome" devem vir de cidades. Nova York e Berlim já anunciaram que buscarão os seus respectivos domínios. O mesmo vale para grandes clubes de futebol europeus. A fabricante de câmeras Ca-
Zilberman
pesquisas, o tamanho é uma das razões que explicam o fato do animal ter permanecido desconhecido até agora. "É incrível descobrir estes sapos nas florestas da Nova Guiné. Eles sequer emitem som de sapos! Durante a noite, fazem um barulho agudo, como o de insetos." (Agências)
ters
O menor animal vertebrado do mundo cabe com folga numa moeda de dez centavos de dólar. O sapo Paedophryne amauensis, quando adulto, mede entre 7 e 8 milímetros. De acordo com Christopher Austin, da Universidade Estadual de Louisiana, que lidera a equipe de
non é uma das poucas empresas que reconheceu publicamente que busca operar um de seus próprios domínios. O ICANN vai publicar mais detalhes dos candidatos apenas quando a janela se fechar, em abril. (Agências)
Timothy A. Clary/AFP
O minúsculo Paedophryne amauensis
Faz menos de uma semana que ela nasceu, mas a filha de Beyoncé e Jay-Z já se tornou a pessoa mais nova a ter o nome nas paradas de sucesso da Billboard nos EUA. Os choros e sons de Blue Ivy Carter estão no novo single Glory lançado pelo papai coruja Jay-Z, na segundafeira. A música estreou nas paradas de R&B e hip-hop da Billboard nesta semana em 74º lugar, com o nome da filha citada em "participação de B.I.C". Jay-Z lançou Glory apenas 48 horas depois do nascimento do primeiro bebê do casal. Ele também revelou na letra que Beyoncé sofreu pelo menos um aborto espontâneo no passado. (Reuters)
A PARADOR
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METROPOLITAN - Membros da imprensa observam uma das salas da nova ala do Metropolitan, em Nova York. O museu, um dos mais famosos do mundo, vai destinar o espaço para pinturas, esculturas e arte decorativa.
AZULEJOS PORTUGUESES Cada camada deste aparador conta um pouco da história de Portugal. Fabricado pela empresa de design portuguesa Boca de Lobo, a peça tem edição limitada. www.bocadolobo.com/le/ heritage_sideboard.html.
A melhor imagem de satélite de 2011 parece uma pintura. Mostra o rio Rakaia passando no meio das planícies de Canterbury, na Nova Zelândia. A foto foi escolhida através de uma votação online. http://hungeree. com/?p=8674
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S ATÉLITE
C ORRIDA
São Paulo Indy 300 mantém traçado O traçado da São Paulo Indy 300, quarta etapa da temporada deste ano da Fórmula Indy, marcada para 29 de abril, não vai sofrer alteração em relação à prova da temporada passada. A pista de 4.080 metros que passa pelo Sambódromo, avenida Olavo Fontoura e Marginal Tietê, na região do Anhembi, foi mantida, pois pilotos e engenheiros da categoria a consideram seletiva e desafiadora. (AE) L OTERIAS Concurso 704 da LOTOFÁCIL 02
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Luiz Prado/LUZ
conomia Couromoda de 2010: realizada para mostrar a coleção de outono/inverno começa na próxima segunda-feira.
Paula Cunha
N
a próxima segunda-feira a Couromoda, exposição que trará as tendências de calçados para a estação outono/inverno, dará a largada para o calendário de feiras de negócios em São Paulo. Ela é o primeiro dos 201 eventos do tipo que devem ocorrer em 2012, ante os 180 do ano passado. Segundo a União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), isso indica avanço anual de 11,6%. São Paulo concentrar cerca de 75% desse tipo de evento no País. Pelo ranking da International Congress and Convention Association (ICCA), a Capital foi a primeira cidade do Brasil em eventos internacionais em 2011 e a segunda entre as que mais atraem feiras e congressos internacionais na América do Sul, atrás apenas de Buenos Aires, na Argentina. Para o presidente-executivo da Ubrafe, Armando Campos Mello, o segmento de feiras de negócios tem registrado crescimento expressivo nos últimos anos e deve continuar assim
Chegou a hora de lucrar com as feiras Eventos comerciais ajudam na promoção e ampliação dos negócios e ainda trazem lucros para SP porque é uma opção rentável para empresas que precisam vender produtos e serviços. Além disso, as feiras são boas oportunidades para divulgar marcas e conquistar clientes es-
trangeiros. Apenas nos eventos organizados pela entidade são movimentados cerca de R$ 25 bilhões por ano. Público – Segundo Mello, neste ano, a expectativa nas
feiras e promoções comerciais é de participação de 50 mil empreendedores, 16,2% a mais que em 2011. O número estimado de visitantes é de 5,4 milhões, alta de 5,8% ante o ano
passado. O mesmo acontece com a área utilizada, que passará de 3,2 milhões de metros quadrados para 3,4 milhões de metros, avanço de 6,2%. O executivo explica que, nos
últimos anos, as empresas têm se esforçado para aproveitar melhor essas oportunidades, com investimentos expressivos em divulgação, treinamento de funcionários e montagem de estandes com equipamentos mais sofisticados para atrair os visitantes. Para este ano, Mello aposta nos eventos voltados para o setor alimentício, já que o crescimento do mercado de trabalho exigiu que o segmento investisse tanto na produção quanto na ampliação da rede de restaurantes e fast foods, com avanço expressivo da modalidade de franquias dentro destes últimos. O executivo da Ubrafe ressalta que outro fator que contribui para o sucesso das feiras é a sua organização e o calendário que complemente áreas de atuações próximas, como a Couromoda, realizada no início do ano para a produção do período outono/inverno, e a Francal, especializada em calçados, que ocorre no segundo semestre com as novidades para primavera/verão. Veja abaixo as principais feiras que serão realizadas no primeiro semestre deste ano.
Um terço dos calçados à venda Paulo Pampolin/Hype
Couromoda deve negociar 200 milhões de pares na sua 39ª edição
O
mundo produziu 21 bilhões de pares de sapatos em 2011. Desse total, 87% foram fabricados na Ásia, 4% na Europa e 4% no Brasil. Por isso, eventos como a Couromoda, que realiza em São Paulo sua 39ª edição, são importantes para não apenas continuar a movimentar o mercado interno, mas também buscar novos parceiros e clientes. Neste ano, a expectativa é de que o evento negocie de 30% a 35% do movimento anual de cada fabricante brasileiro, o
que equivale a cerca de 200 milhões de pares. O consumo doméstico é de 800 milhões de pares. Para Francisco Santos, presidente da Couromoda, o evento que abre as suas portas na próxima segunda-feira, no Pavilhão do Anhembi, é importante para reforçar o mercado interno, já que a indústria tem adotado uma estratégia de reinvenção constante, com a criação de mais de duas coleções por ano e com o aperfeiçoamento da logística para atender toda a
cadeia produtiva. Neste ano, a e já estabelecem parcerias para mundo. expectativa é de que o evento atuação conjunta nessas Apesar deste bom receba um público de mais de ocasiões. Ele menciona o São desempenho interno e da 90 mil profissionais entre Paulo Prêt-à-porter, voltado profissionalização do lojistas, distribuidores e para as indústrias de moda e segmento como um todo, o atacadistas brasileiros, além de confecção. O evento acontece presidente da Couromoda compradores de 64 países. simultaneamente à acredita que o segmento Na avaliação de Santos, o Couromoda em São Paulo e, precisa voltar sua atenção mercado interno está neste ano, está ampliando o para ações que ampliem as consolidado e o crescimento seu espaço para acessórios exportações. "Fora da Ásia, o de 7% em valor e de 5% em com o objetivo de oferecer Brasil tem boas perspectivas pares produzidos em futuras e deve usar a 2011 ante o ano seu favor fatores Itapuã espera anterior confirmam positivos, como o crescer 25% essa avaliação. mercado interno no ano Algumas empresas firme e a excelente apostam muito nos oferta de matériasnegócios em 2012. A primas", explica. Itapuã, por exemplo, Entretanto, lembra espera crescer 25% que o Brasil exportou Divulga ção neste ano. "A 110 milhões de pares produção, atualmente, em 2011, ou US$ 1,29 chega à casa dos 300 bilhão, com queda de mil pares de calçados por mês 13% ante ao US$ 1,487 bilhão mais opções ao seu público. e deve aumentar, em breve, já em 2010. Esse recuo indica Para atender os que a empresa irá inaugurar uma perda na já pequena fatia empreendedores ávidos por unidades e adquiriu do setor no mercado mundial, informações, a Couromoda recentemente maquinários de que foi agravada no ano também realizará palestras última geração," diz o diretor passado por fatores já para discutir os rumos do comercial da empresa, Carlos conhecidos como o dólar mercado e mostrar as atuais Paganini. As vendas no ano desfavorável e o Custo Brasil. tendências de moda e passado da Itapuã foram 38% Quanto às importações, elas consumo. Um dos destaques superiores em relação a 2010. totalizaram 34 milhões de será a palestra de Steve Hill, O executivo lembra que os pares, com aquisições mais vice-presidente de empreendedores do setor expressivas de produtos merchadising da Zappos, também estão atentos a outros maior empresa mundial de voltados para a prática de eventos do segmento de moda e-commerce de calçados do esportes. (PC)
14 -.ECONOMIA
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e Saúde: menos corrupção evitaria mais imposto.
61% dos brasileiros reprovam o sistema público de saúde, diz pesquisa da CNI.
conomia
Pesquisa da CNI revela que 96% dos brasileiros rejeitam volta da CPMF e 82% acreditam que combate à corrupção resultaria em mais recursos ao setor Renato Carbonari Ibelli
governo solucionasse os problemas da área. Vale lembrar que o ano de 2011 terminou com R$ 1,5 trilhão nos cofres federal, estaduais e municipais. Esse montante, fruto da arrecadação de tributos, foi estimado pelo Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Por ter essa percepção de que os recursos existem, 96% dos entrevistados pela CNI também afirmaram ser contrários à criação de um imposto específico para a saúde. Ao longo do ano passado, houve uma série de tentativas para criar um novo tributo que substituísse a extinta Contribuição Social sobre Movimentações Financeiras (CPMF). A obrigação em teoria deveria financiar a saúde pública, mas acabou pulverizada para dife-
A
corrupção e a má gestão dos recursos arrecadados pelos governos são os principais responsáveis pela degradação da saúde pública do País. Essa é a percepção da população revelada ontem em estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com o Ibope. A pesquisa, que ouviu 2.002 pessoas, mostra que, para 82% delas, acabar com a corrupção resultaria diretamente em mais recursos direcionados à saúde. A sondagem mostra que o brasileiro tem consciência de que, caso houvesse boa utilização desses recursos, haveria dinheiro suficiente para que o
71 por cento dos entrevistados acreditam que políticas preventivas são mais importantes que a construção de novos hospitais rentes áreas. Esse novo imposto seria a Contribuição Social para a Saúde (CSS), incluído no texto da Emenda Constitucional 29, que regrou, entre ouros pontos, o percentual da arrecadação de estados e municí-
pios que deve ser direcionado à saúde pública. A emenda foi aprovada em dezembro, mas sem a validação da CSS. Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP, destaca que finalmente chegou ao Congresso a percepção que a população já tinha anteriormente — de que os problemas da saúde não são resultantes da falta de recursos, mas da gestão deles. "Pouco tempo atrás, o legislativo só teria uma saída para melhorar a saúde: criar mais impostos. A votação da Emenda 29 mostrou que os deputados e senadores entenderam que os recursos já existem, só precisam ser melhor aplicados", comenta Solimeo. "Todos reconhecem que a saúde está ruim, mas os impostos vão bem", completa o economista.
Crédito e inflação impactaram varejo
A
Apesar da desaceleração na expansão das vendas em 2011, houve pressão favorável nos preços de móveis e linha branca.
7,7 por cento foi a alta do varejo entre os meses de novembro de 2011 e 2010, disse ontem o IBGE. Especialista afasta hipótese de recessão técnica. cantes, com 2,1% ante 6,5%. Todos os grupos citados acima sofreram pressão, ou da expansão menor do crédito, ou do aumento da inflação no período. De acordo com Lopes, hipermercados, que sofreu com o impacto da inflação dos alimentos, cresceu apenas 4,2% nesses 12 meses, quase a metade da taxa do varejo. "De julho para cá, porém,
começou a arrefecer o ritmo de aumento de preços, o que melhorou o desempenho do grupo. O setor de combustíveis e lubrificantes, que também vinha sofrendo com preços, agora melhorou um pouco." Registraram desempenho melhor equipamentos de informática e comunicação (com alta de 18,6% contra 21,4%), artigos farmacêuticos e de perfumaria, (10,4% contra 11,6%), livros/papelaria (9,% contra 10,1%) e móveis/ eletrodomésticos (16,9% ante 17,7%). "Setores que não dependem tanto de crédito tiveram resultado melhor. E houve pressão favorável também, com queda de preços em móveis e eletrodomésticos, e em equipamentos de informática e comunicação. Então esses grupos não tiveram muito retrocesso em relação a novembro de 2010", afirmou o técnico do IBGE. Para ele, o crescimento da renda mantém
esses setores crescendo também. "O aumento do emprego formal facilita muito a tomada de decisão na compra desses equipamentos, que não têm valor unitário muito alto." Para o estrategista-chefe do banco WestLB, Luciano Rostagno, o aumento das vendas no varejo em novembro aponta recuperação econômica do Brasil no fim de 2011, e indica que o País continuará crescendo em 2012. Segundo ele, a expansão de 1,3% nas vendas do comércio varejista restrito em novembro ante outubro, e 6,8% na comparação com novembro de 2010 afasta a hipótese de contração da economia no quarto trimestre. "Havia preocupação depois que o Produto Interno Bruto (PIB) mostrou que a economia ficou estagnada no terceiro trimestre. Mas os números do varejo descartam ou diminuem a ideia de que o País entrará em recessão técnica." (AE)
melhorou nos últimos três anos. Para 43% dos entrevistados, houve piora na saúde pública ao longo desse período. O estudo da CNI aponta ainda que, nos últimos 12 meses, entre os entrevistados que fizeram algum tratamento de saúde, 79% usaram a rede pública. Os serviços prestados pela rede pública receberam dos usuários nota média de 5,7, em uma escala de zero a dez. Já hospitais particulares receberam 8,1. Dado interessante: na opinião de 71% dos entrevistados, políticas preventivas são mais importantes que a construção de novos hospitais.
Dezembro ainda é alvo de dúvida para o comércio
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Daniel Verpa/Folhapress
restrição ao crédito e o aumento de preços contribuíram para a desaceleração nas vendas do comércio varejista brasileiro em 2011 comparado a 2010, afirmou ontem o técnico da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Nilo Lopes. Porém, setores mais ligados à renda e ao emprego tiveram resultados favoráveis. Nos 12 meses encerrados em novembro do ano passado, o comércio varejista registrou expansão de 7%, contra uma alta de 10,8% no período de novembro de 2010-2009, uma diferença negativa de 3,8 pontos percentuais. O efeito no varejo ampliado, que inclui atividades de veículos e material de construção, foi ainda maior: 7,7% em 12 meses até novembro de 2011 contra 12,1% nos 12 meses até novembro de 2010. A queda foi de 4,4 pontos percentuais. "Ou seja, o cenário econômico de 2011 não foi tão bom quanto tinha sido o do ano anterior para o comércio varejista. O setor cresceu, mas bem abaixo de 2010", disse Lopes. "Em 2010, o comércio varejista fechou em 10,9%." Os setores que mais sentiram a desaceleração nas vendas foram veículos, com alta de 8,4% (novembro/2010 a novembro/2011), contra 14,% na leitura anterior. Depois, vêm hipermercados/supermercados, com expansão de 4,2% contra 9,3% na mesma comparação, tecidos/vestuário, com 5% contra 10,1%, material de construção, com 10,% ante 15%, e combustíveis/lubrifi-
O estudo da CNI revela ainda que 61% dos brasileiros reprovam o sistema público de saúde. Os entrevistados também tiveram oportunidade de apontar como os recursos deveriam ser direcionados para melhorar a condição do setor. Para 57% deles, o aumento no número de médicos seria uma das principais medidas para melhorar o serviço na rede pública. Outra demanda é a necessidade de equipar melhor hospitais e postos de saúde, ações apontadas por 54% dos entrevistados. Na avaliação de 85% da população, o serviço público de saúde não
s vendas do comércio varejista no conceito restrito vieram bem mais fortes do que o consenso do mercado. Porém, há dúvida se o ritmo se sustentará nos números de dezembro, segundo o economista-chefe da Quantitas Asset, Gustav Gorski. "Os dados apontam melhora em novembro, mas há sinal não positivo para dezembro, já que muitas empresas afirmam que o Natal foi fraco. É difícil dizer o que vai acontecer." Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas do varejo, excluindo segmentos de automóveis e construção civil, tiveram alta de 1,3% em novembro ante outubro. Para Gorski, a antecipação das contratações de Natal de dezembro para novembro nas regiões metropolitanas (onde a pesquisa do IB-
GE é realizada), pode ter favorecido o resultado robusto. "Pode ser que, por causa do mercado de trabalho apertado, os lojistas tenham decidido antecipar as contratações", disse. O economista avalia que, de todo modo, o número foi muito forte. "Estávamos com três meses de varejo parado. É sinal de que a redução de juros e o alívio do crédito já dão alento para a economia", afirmou. Em uma análise do comportamento do varejo ao longo de 2011, o economista ressalta que o próprio IBGE admitiu alteração na trajetória do setor, que vinha crescendo acima de 10% e agora vai crescer bem abaixo. "Isso sinaliza mudança na tendência, dadas medidas como elevação de juros e as macroprudenciais. E ainda há o sentimento de que crise europeia possa nos atingir." (AE)
Alta nas vendas em 25 estados
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e outubro para novembro de 2011, a expansão nas vendas do varejo foi praticamente generalizada entre as regiões do País, diz a Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre 27 estados, 25 registraram aumento no volume de vendas. As principais altas foram no Maranhão (6,4%), Acre (6,3%), Mato Grosso (5,8%), Tocantins (4,0%) e Piauí (4%). Os únicos resultados negativos foram registrados no Ceará (1,7%) e no Amapá (0,4%)
Na comparação com novembro de 2010, todos registraram aumento nas vendas, com destaque para Tocantins (20,9%), Roraima (17,5%), Paraíba (13,1%), M aranhão (11,8%) e Paraná (11,6%). Quanto ao varejo ampliado (inclui material de construção e veículos), 21 estados tiveram resultados positivos, como Tocantins (16,4%), Roraima, (7,5%), Amazonas (7,1%), Paraná (6,4%) e Paraíba (6%). Já as principais quedas foram no Amapá (12,5%), Alagoas (3,8%) e Sergipe (2,9%). (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Pesquisa Ibope Inteligência concluiu que um em cada quatro brasileiros com mais de 16 anos (35 milhões de pessoas) faz ou já fez algum trabalho voluntário.
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TURMA DO BEM
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nquanto a turma do BBB (Big Brother Brasil, da TV Globo) envergonha, como já virou rotina, parte da população de brasileiros e brasileiras faz a alegria de outros tantos, que, em troca, dão audiência à atração global. Uma outra turma porém, crescente e numerosa, faz o bem, ainda que veja ou não veja o BBB. Pelo menos é isso o que aponta pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência concluindo que um em cada quatro brasileiros com mais de 16 anos, isto é, 35 milhões de pessoas faz ou já fez algum trabalho voluntário. E nem adianta pseudo-intelectuais de plantão jogarem pedra de que o BBB só existe porque a classe C ama a atração. A pesquisa revela que 43% dos voluntários são da classe C, 40% da classe A/B e 17% das classes D e E, onde figuram os que têm pouquíssimo e mesmo assim se dedicam a ajudar a quem precisa. Mais: apenas 20% dos voluntários têm curso superior. E os da classe C são os mais desprendidos em sair de casa para ajudar a quem precisa. São esses mesmos voluntários, se valendo do poder de formadores de opinião de classes mais altas, que começam a defender teses de consumo sustentável e solidário. Uma resposta à realidade da exclusão onde realizam seus trabalhos. Um fato com o qual a publicidade corre para aprender a lidar, pois tanto empresas como profissionais de comunicação sabem que esse público quer ver cada vez mais ações sustentáveis em cartaz. Mais: a turma
do bem consegue mobilizar outros milhares, ainda em um movimento pequeno, mas de rápido crescimento como observa a pesquisa e perfeitamente atrelado às novas plataformas de distribuição de conteúdo a exemplo das redes sociais. Teses do bem, claro, são contagiantes, fáceis de se tornarem vírus a serviço de algumas causas. Ao empregar mão de obra escrava, ainda que indiretamente por meio de fornecedor, a Zara, por exemplo, vive
drama similar ao que enfrentou a Nike nos anos 1980/90 ao comprar produtos de fornecedores que faziam uso de trabalho escravo e asiático. E, como a Nike, a Zara enfrenta hoje, mas de forma muito mais pulverizada, movimento que cresce nas redes sociais onde a turma do bem está conectada sugerindo boicote à rede de varejo. A fabricante de calçados conseguiu se livrar do estigma ao se inserir em movimentos de inclusão social, como o hip-hop. A empresa Vale vetou a venda de seu minério a guseiros da região Norte – fabricantes por exemplo de enxadas e facões de ferro gusa – ao perceber que essa relação poderia atrapalhar a força de seus papéis no exterior e a imagem da companhia no Brasil, onde os voluntários formam redes sociais de grande importância. Esses guseiros consumiam
Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br
Receita autoriza enviar por e-mail os rendimentos
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Diário Oficial da União de ontem publicou a Instrução Normativa 1.235, da Receita Federal do Brasil, que autoriza, a partir de agora, os bancos a informarem os rendimentos decorrentes de aplicações financeiras dos clientes, para fins de Imposto de Renda, por e-mail, caixa postal ou internet banking. De acordo com a nova norma da Receita, no caso de conta conjunta, a informação de rendimentos deve ser emitida em nome do primeiro titular, exceto quando houver declaração expressa em nome de qual deles o informe deve ser emitido. O banco pode enviar a declaração de rendimentos por meio eletrônico inclusive para clientes no exterior, livrando-se assim da obrigação de envio do informe em papel. O banco precisa, no entanto, manter todos os dados sobre rendimentos creditados para posterior comprovação, quando necessário. (ABr)
carvão de carvoarias que exploravam crianças e a Vale marcou golaço ao proibir a venda. A Zara terá que encontrar seu caminho para voltar aos trilhos da moda fashion e acessível, mas para tal terá de convencer a turma do bem, que adora listas de empresas responsáveis e a propaganda nas redes sociais, que mudou, que está renascendo e participando de movimentos de combate ao escravagismo. Não é sem motivo que a Coca-Cola tem investido cada vez mais em movimentos de catadores para reciclar até garrafas PET. Essas ações contrabalançam fatos negativos como testes com produtos, vez por outra acusados de causar mal à saúde, a exemplo dos gaseificados que alimentam a cadeia da obesidade. A turma do bem vai, assim, em redes sociais e em pequenas intervenções nas comunidades em que atua, influenciando no consumo. A publicidade corre atrás para mostrar empresas comprometidas com o planeta, o homem e até os bichinhos. Até porque o mesmo Ibope, os das emissoras de televisão, sobe quando o assunto são animais. E, maltrato a bichos, infelizmente em muitos casos, comove mais do que maltrato ao bicho-homem, mas a turma do bem promete dar um jeito. Sonhar com um mundo melhor, aliás, é o mantra desses milhares de brasileiros que dão uma mãozinha voluntária para o dia nascer feliz.
A VIDA E O BANCO
Fotos: Divulgação
PESCANDO SIRI
CAMPANHA do Itaú quer provocar mudanças
SEM PAPEL o fim de 2011, o Itaú veiculou campanha com o mote "Mude 2012. E conte com o Itaú para mudar com você" com o objetivo de provocar as pessoas a realizar verdadeiras mudanças em 2012. Para iniciar o movimento, o banco estreou a primeira
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campanha de 2012, assinada pela agência África, batendo nessa nova tecla. O Itaú estimula seus clientes a abrirem mão dos extratos em papel e passarem a utilizar a versão virtual para consulta, evitando assim o desperdício do recurso.
NAS NUVENS estande da Ford no Salão de Detroit, nos Estados Unidos, está atraindo visitantes que até o dia 22 poderão ver de perto as inovações do setor automobilístico. Na instalação Ford Living Connected Experience, um elevador leva grupos de 12 pessoas para visitar a "Nuvem", a 6 metros de altura, com a exibição de filmes em 360 graus sobre as futuras tecnologias da Ford. Composta de cinco estações, a "Nuvem" ilustra como a Ford está se preparando
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para responder aos desafios do futuro, incluindo mudanças demográficas, tecnologias emergentes e vida sustentável. Outras atrações usam o recurso da realidade aumentada para promover a interatividade. Nelas é possível dirigir com o astro das pistas Ken Block, dar um passeio de Mustang no dinamômetro ou participar de um jogo de curiosidades. Tudo para atrair o cético consumidor norteamericano, ainda picado pela mosca da recessão.
s agências BorghiErh/Lowe, Fischer&Friends e a nova/sb se uniram para lançar o novo posicionamento da Caixa Econômica Federal, focado nos desejos de seus clientes. O slogan diz tudo: "A vida pede mais que um banco". A ação retrata o que a Caixa entende como sendo sua vocação: um banco que vai até as pessoas, adaptando-se às suas necessidades. A mudança de posicionamento teve início com pesquisa de imagem encomendada pela própria Caixa. É regra hoje nesse mercado humanizar as relações, nada de juros e aborrecimentos.
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Google festeja fim da censura Dois anos após entrar em conflito com autoridades, a gigante de buscas retoma investimentos na China.
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gigante de buscas Google, que dois anos atrás entrou em conflito com autoridades chinesas devido à censura, retomou seus investimentos no país, de acordo com o jornal "The Wall Street Journal". A empresa está contratando engenheiros, representantes de vendas e gerentes de produtos e trabalhando para capitalizar em cima da popularidade de seus dispositivos com o sistema operacional Android, que alimenta 60% dos smartphones na nação asiática. A empresa visa também conquistar os consumidores chineses com serviços que não requerem censura oficial, como o Shihui, lançado em setembro a fim de ajudar as pessoas a procurar sites do país que oferecerem descontos em lojas locais. O Google trabalha ainda para melhorar seu serviço de busca a fim de auxiliar os consumidores a encontrar produtos de varejistas online. Segundo o jornal, a decisão do Google ocorre em um momento crucial, uma vez que a internet na China vem se tor-
Liu Jin/AFP
UNIVERSAL faz cem anos
O SOL É PARA TODOS Universal completa 100 anos em 2012 e para marcar a data promete restaurar grandes filmes com campanhas publicitárias de relançamento. A festa começa em abril com o filme O sol é para todos, clássico dirigido em 1962 por Robert Mulligan e estrelado por Gregory Peck, John Megna e Frank Overton Murphy abordando, com coragem, o racismo. O famoso estúdio promete sustos com Tubarão, romance com Entre dois amores e um drama tenso com A Lista de Schindler. Todos os filmes terão tratamento de primeira para os apaixonados por cinema.
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Pão de Açúcar tem faturamento 20,1% maior
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Funcionários: empresa está contratando engenheiros, representantes de vendas e gerentes de produtos.
nando uma saída para cidadãos compartilharem informações e descontentamentos. O país possui 500 milhões de usuários de internet, ante 220 milhões nos Estados Unidos. As autoridades do país se recu-
mpório Armani inicia campanha de sua coleção primavera-verão 2012. A maison, reconhecida pelo corte impecável de ternos, aposta em executivos mais jovens e descontraídos e resgata aquilo que, nós, brasileiros, apelidamos de calça para pescar siri. É a moda.
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saram a falar sobre o assunto. O Google faz a nova investida perto do aniversário de dois anos de sua declaração de que iria parar de censurar os resultados de buscas na internet na China, como requerido pela lei
local, e que se preparava para deixar o país. Na época, o Google anunciou o redirecionamento de usuários que acessarem o endereço www.google.cn para ferramentas de busca de Hong Kong. (AE)
s vendas brutas do Grupo Pão de Açúcar totalizaram R$ 15,132 bilhões no quarto trimestre de 2011, com crescimento de 20,1%, conforme anunciou ontem a companhia. Segundo a empresa, o resultado é decorrente principalmente da consolidação dos resultados de Casas Bahia à operação de Globex, da expansão orgânica do grupo (que se deu por meio da abertura de 20 novas lojas) e da performance destacada das bandeiras Assaí (recém reformulada para atender melhor o revendedor/transformador), Extra Supermercado (que apresenta crescimento acentuado em relação às antigas CompreBem e Sendas) e da Nova Pontocom (que retoma patamares elevados de crescimento e inclui novas categorias). No ano, as vendas brutas totalizaram R$ 52,681 bilhões, alta de 45,8% na comparação com 2010. As vendas brutas no conceito mesmas lojas cresceram 8,5% no quarto trimestre. No ano de 2011, as vendas brutas "mesmas lojas" subiram 8,8%. (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
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ECONOMIA/LEGAIS - 17 Os benefícios estaduais para importação são vergonhosos. Paulo Francini, diretor da Fiesp
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nível de emprego da indústria paulista registrou alta de 1,72% em dezembro sobre novembro de 2011 na série com ajuste sazonal, de acordo com dados divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No cálculo sem ajuste sazonal, o nível de emprego caiu 1,36%. Em dezembro do ano passado, a indústria paulista demitiu 35,5 mil pessoas, fechando o ano com saldo negativo de 500 trabalhadores. O nível de emprego encerrou 2011 com queda de 0,01%. Entre os 22 setores nos quais a Fiesp divide a indústria paulista, 19 demitiram e três contrataram em dezembro. Melancólico – O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini, classificou como "melancólico" 2011, já que não houve geração de empregos na indústria paulista. Francini acredita que, se não houver "acidentes", a atividade da indústria terá um crescimento entre 1,5% e 2% este ano e o nível de emprego subirá entre 0,5% e 1%. Francini estima que, neste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) cresça em torno de 3%, e a taxa básica de juros encerre 2012 em 9% ou 9,5% ao ano. Francini acredita que as medidas de desoneração tributária, anunciadas no fim de 2011, assim como outras medidas de estímulo à economia, podem gerar efeitos positivos na atividade industrial, e também no nível de emprego, neste primeiro semestre. Ele citou, por exemplo, a redução do Imposto sobre Produtos In-
dustrializados (IPI) para a linha branca, a facilitação do crédito para a compra de material de construção, e o reajuste do salário mínimo de 14,13% para R$ 622. Comportamento – Francini afirmou que o resultado do nível de emprego em 2011 ficou em linha com os piores anos registrados pela pesquisa da entidade. Em 2006, houve queda de 0,13% no acumulado do ano. Dois anos depois, com o estouro da crise financeira internacional, o n í ve l c a i u 0 , 3 1 % e, e m 2009, com o agravamento da crise, o nível de emprego industrial caiu 4,5%. De acordo com o diretor da Fiesp, a alta verificada na série com ajuste sazonal é apenas um "fenômeno estatístico", provocado pelo baixo desempenho verificado em novembro, quando, na série com ajuste, o nível teve queda de 0 , 8 % a n t e o u t u b r o. " O comportamento individual do mês de dezembro é devido à queda ocorrida em novembro. Por isso, não acredito em recuperação." Para Francini, o desempenho "melancólico" da indústria paulista em 2011 foi consequência de dois fatores principais: taxa de câmbio e tributos. "A taxa de câmbio é uma variável que praticamente define a competitividade da produção e, no ano passado, ela não nos foi favorável", disse. Sobre tributos, ele voltou a criticar o que considera uma carga tributária excessiva e reclamou da guerra fiscal entre estados da federação, que favorece a importação. "Os benefícios estaduais para importação são vergonhosos", afirmou. (AE)
Desemprego estável na AL
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pesar da esperada queda no ritmo de criação de postos de trabalho devido aos efeitos da crise econômica mundial, a taxa de desemprego urbano na América Latina e no Caribe deve ficar estabilizada em 6,8% neste ano, na comparação com a previsão de 2011, segundo o estudo Panorama Laboral 2011, divulgado ontem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em 2011, diz o mesmo estudo, o total de desempregados urbanos era de 15,4 milhões na região, considerando a População Economicamente Ativa (PEA) de 225,5 milhões. Por conta do crescimento econômico, o número de pessoas sem emprego teve uma redução de 700 mil em relação a 2010. Para 2012, com o crescimento da PEA, espera-se que o número de desemprega-
dos chegue a 15,7 milhões, o que representaria um aumento de 300 mil desempregados ante o ano passado. A OIT pondera, no entanto, que o desempenho do mercado de trabalho está diretamente relacionado ao cenário da economia mundial. Uma deterioração da crise pode contagiar as economias da região por meio dos impactos no comércio exterior, redução de investimentos e fluxos estrangeiros, do turismo e limitações de acesso ao crédito. Discrepâncias – No estudo, a OIT manifestou preocupação com a alta informalidade no emprego. As informação divulgadas ontem mostram que, no mínimo, 50% das pessoas ocupadas têm um emprego informal na região, considerando-se dados de 16 países, o que equivale a 93 milhões de trabalhadores. (AE)
Alterações no IR para serviços ao governo
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Receita Federal do Brasil (RFB) fez uma consolidação sobre várias regras de retenção de imposto de renda para serviços prestados ao governo, atualizando e esclarecendo normas já em vigor. As alterações foram publicadas ontem no Diário Oficial da União (DOU) e as principais mudanças estão em saúde, turismo e pagamentos feitos por meio de cartões eletrônicos (débito e crédito), conforme a coordenadora de Imposto de Renda do Fisco, Cláudia Pimentel. A Receita criou, por exemplo, um item com as regras de pagamento por um órgão público a planos de saúde e serviços médicos prestados a funcionários, já retirando do valor a tributação incidente sobre o serviço. "O item deixa claro como se dá a retenção na fonte",
explicou a coordenadora. A IN também traz uma alteração no conceito no segmento de serviços hospitalares, que foi inovado para o tratamento dos serviços médicos e hospitalares. A alteração da lei ocorreu em 2009, mas não havia sido incorporada pela Receita, apesar de estar em vigor. A lei estendeu a alíquota já adotada para alguns serviços médicos para outros. Antes, era de 32% e agora, de 8%. O detalhamento sobre a retenção de imposto já no momento do pagamento também foi apresentado na IN para a área de agência de viagens. Quando o órgão público adquire serviços de transportes para funcionários e a agência transfere valores para as companhias aéreas ou rodoviárias, o pagamento já é feito retirando-se o imposto", disse.
Indústria emprega mais Nível de contratações das empresas no estado de São Paulo registrou alta de 1,72% em dezembro sobre novembro de 2011. Mesmo assim, fechou o ano com saldo negativo de 500 trabalhadores. Alvorada Vida S.A. Grupo Bradesco de Seguros e Previdência CNPJ no 02.305.455/0001-40 - NIRE 35.300.153.197 Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 18.8.2011 Data, Hora, Local: Aos 18 dias do mês de agosto de 2011, às 15h, na sede social, Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP. Quorum: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença os representantes da Bradesco Vida e Previdência S.A., única acionista da Sociedade. Mesa: Presidente: Lúcio Flávio Condurú de Oliveira; Secretário: Ivan Luiz Gontijo Júnior. Convocação: Dispensada a convocação por Edital, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei no 6.404, de 1976. Ordem do Dia: - examinar proposta da Diretoria da Sociedade para aumentar o Capital Social no valor de R$21.600.000,00, elevando-o de R$114.400.000,00 para R$136.000.000,00, com a emissão de 15.416 ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$1.401,135770, com integralização à vista, no ato da subscrição, com a consequente alteração do “caput” do Artigo 6o do Estatuto Social. Deliberação: - aprovada, sem qualquer alteração ou ressalva, a proposta da Diretoria registrada na Reunião daquele Órgão nesta data (18.8.2011), a seguir transcrita: “Vimos propor aumento do capital social no valor de R$21.600.000,00, elevando-o de R$114.400.000,00 para R$136.000.000,00, com a emissão de 15.416 ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$1.401,135770, com integralização à vista, no ato da subscrição. O preço de emissão teve como base o valor do Patrimônio Líquido ajustado por ação da Sociedade em 31.7.2011, de conformidade com o disposto no Inciso II do Parágrafo Primeiro do Artigo 170 da Lei no 6.404/76. As ações subscritas no referido aumento de capital terão direito a dividendos e/ou juros sobre o capital próprio que vierem a ser declarados a partir da data de integralização do referido aumento de capital, fazendo jus também, de forma integral, a eventuais vantagens atribuídas às demais ações, a partir daquela data. Em consequência, a redação do “caput” do Artigo 6o do Estatuto Social será alterada após completado todo o processo de aumento do capital.”. Dando sequência aos trabalhos, os representantes da Bradesco Vida e Previdência S.A., única acionista da Sociedade, assinaram o respectivo Boletim de Subscrição, subscrevendo as 15.416 ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, e integralizando no ato, em moeda corrente nacional. Em seguida, comunicou o senhor Presidente: a) ter sido totalmente subscrito e integralizado o aumento de capital no valor de R$21.600.000,00, consistente de 15.416 ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal; b) que verificada a subscrição integral e a integralização do aumento de capital o “caput” do Artigo 6 o do Estatuto Social passará a vigorar com a seguinte redação, após homologação do processo pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP: “Art. 6o ) O Capital Social é de R$136.000.000,00 (cento e trinta e seis milhões de reais), dividido em 91.006 (noventa e uma mil e seis) ações ordinárias, nominativasescriturais, sem valor nominal.”. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que toda a matéria ora aprovada somente entrará em vigor e se tornará efetiva depois de homologada pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e de estarem atendidas todas as exigências legais de arquivamento na Junta Comercial e publicação. Em seguida, encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que lida e achada conforme, foi aprovada por todos os presentes, que a subscrevem. Assinaturas: Presidente: Lúcio Flávio Condurú de Oliveira; Secretário: Ivan Luiz Gontijo Júnior; Acionista: Bradesco Vida e Previdência S.A., por seus Diretores, senhores Jair de Almeida Lacerda Júnior e Eugênio Liberatori Velasques. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Alvorada Vida S.A. aa) Eugênio Liberatori Velasques e Jair de Almeida Lacerda Júnior. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 506.410/11-0, em 21.12.2011. a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.
Danúbio Empreendimentos e Participações Ltda. CNPJ no 07.832.015/0001-65 - NIRE 35.219.902.894 Extrato do Instrumento Particular de Alteração do Contrato Social - 9a Alteração – 12.12.2011 Pelo presente Instrumento Particular, BSP Empreendimentos Imobiliários S.A., CNPJ n o 14.312.353/0001-31, NIRE 35.300.413.245; e Bradesco Seguros S.A., CNPJ n o 33.055.146/ 0001-93, NIRE 35.300.329.091, ambas com sede na Avenida Paulista, 1.415, parte, Bela Vista, São Paulo, SP, CEP 01311-925, representadas por seu Diretor, senhor Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa, CRC RJ-075823/0-9, CPF 756.039.427/20, com domicílio na Avenida Paulista, 1.415, parte, Bela Vista, São Paulo, SP, CEP 01311-925, Sócias-Cotistas representando a totalidade do Capital Social da Danúbio Empreendimentos e Participações Ltda., com sede na Rua Deputado Emílio Carlos, 970, parte, Vila Campesina, Osasco, SP, CEP 06028-005, CNPJ no 07.832.015/0001-65, NIRE 35.219.902.894, deliberam, por unanimidade, o seguinte: 1) reduzir o Capital Social em R$573.052,00 (quinhentos e setenta e três mil e cinquenta e dois reais), de conformidade com o disposto no Inciso II do Artigo 1.082 do Código Civil Brasileiro, alterando-o de R$41.000.000,00 (quarenta e um milhões de reais) para R$40.426.948,00 (quarenta milhões, quatrocentos e vinte e seis mil, novecentos e quarenta e oito reais), com o cancelamento de 573.052 (quinhentas e setenta e três mil e cinquenta e duas) cotas de propriedade da Sócia-Cotista BSP Empreendimentos Imobiliários S.A., com a concordância da Sócia-Cotista Bradesco Seguros S.A. A restituição do respectivo valor será feita mediante a transferência à Sócia-Cotista BSP Empreendimentos Imobiliários S.A. de investimentos da Sociedade representados por: a) 90.828 (noventa mil, oitocentas e vinte e oito) cotas de emissão da Damanivá Holdings Ltda., pelo valor contábil de R$90.828,80 (noventa mil, oitocentos e vinte e oito reais e oitenta centavos); e b) 482.223 (quatrocentas e oitenta e duas mil, duzentas e vinte e três) cotas de emissão da Itajuba Holdings Ltda., pelo valor contábil de R$482.223,58 (quatrocentos e oitenta e dois mil, duzentos e vinte e três reais e cinquenta e oito centavos); 2) alterar, em face da deliberação tomada no item anterior, o “caput” e o Parágrafo Primeiro da Cláusula Quarta do Contrato Social que passam a ser as seguintes: “Cláusula Quarta – O Capital Social é de R$40.426.948,00 (quarenta milhões, quatrocentos e vinte e seis mil, novecentos e quarenta e oito reais), dividido em 40.426.948 (quarenta milhões, quatrocentas e vinte e seis mil, novecentas e quarenta e oito) cotas, do valor nominal de R$1,00 (um real) cada uma, totalmente integralizado em moeda corrente nacional. Parágrafo Primeiro - O Capital Social encontra-se assim distribuído entre os sócios: Cotistas BSP Empreendimentos Imobiliários S.A. Bradesco Seguros S.A. Total
Qtd. Cotas 40.426.947 1 40.426.948
Valor R$ 40.426.947,00 1,00 40.426.948,00"
Osasco, SP, 12 de dezembro de 2011 - Sócias-Cotistas: BSP Empreendimentos Imobiliários S.A. e Bradesco Seguros S.A., representadas por seu Diretor, senhor Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa. Testemunhas: Ariovaldo Pereira - RG 5.878.122/SSP-SP - CPF 437.244.508/34 e Antônio Campanha Junior - RG 21.858.522-6/SSP-SP - CPF 167.477.158-45.
SINDICATO DOS PRESTADORES DE SERVIÇOS ASSOCIADOS DAS COOPERATIVAS DE TRABALHO DO RAMO TRANSPORTE NO SEGUIMENTO TRANSPORTE DO ESTADO DE SÃO PAULO – SINTRAT-SP Assembleia Geral - Edital de Convocação O Sindicato dos Prestadores de Serviços Associados das Cooperativas de Trabalho do Ramo Transporte no Seguimento Transporte do Estado de São Paulo – SINTRAT-SP, associação sindical, com sede na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Maria Cândida, nº 442, Vila Guilherme, devidamente inscrita no C.N.P.J./M.F. sob o nº 11.586.360/ 0001-33, neste ato representado por seu Diretor-Presidente, abaixo nomeado, no uso das suas atribuições estatutárias, com fulcro no artigo 19º, III, do Estatuto Social, CONVOCA todos os associados, em conformidade com o disposto no artigo 32, parágrafos 1º e 2º do Estatuto Social, para a participação na Assembleia Geral, a realizar-se no dia 31 de janeiro de 2012, na sede do Sindicato, situada na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Maria Cândida, nº 442, Vila Guilherme, em primeira chamada às 10:00 h (dez horas) e, em segunda, às 11:00 h (onze horas), a fim de deliberar sobre a seguinte ordem do dia: 1) Encerramento das atividades do Sindicato; e 2) Outros assuntos de interesse social. São Paulo – SP, 10 de janeiro de 2012. Rodrigo Souza de Medeiros Diretor Presidente.
PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Pregão Presencial 033/2011 - Processo 6278/2011 DECISÃO DO PREFEITO Pregão Presencial que tem como objeto obter a melhor oferta para a prestação de serviços com transporte de alunos às áreas rurais do município. Considerando as adequações necessárias ao objeto deste certame, resolvo, por bem, adiar “sine die” o prazo estabelecido no edital, relativo à data limite para entrega das propostas. Estância Turística de Pereira Barreto, 12 de janeiro de 2012. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito
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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: CONCORRÊNCIA A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Restauro de Prédio Administrativo: CONCORRÊNCIA Nº - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 70/01204/11/01 - P. Adm. Secretaria de Estado da Educação - Praça da República, 53 - Cep: 01045-903 - Praça da República - São Paulo/SP - 360 - R$ 583.911,00 - R$ 58.391,00 - 09:30 - 13/02/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 13/01/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 50,00 (cinquenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI, na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
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FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 56/00019/11/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE LICENÇA DE USO DEFINITIVO, NÃO EXCLUSIVO, DE SOFTWARE E CONSULTORIA EM SOFTWARES AUTODESK. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de licença de uso definitivo, não exclusivo, de software e consultoria em softwares Autodesk. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital, a partir de 13/01/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 27/01/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer rigorosamente ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 13/01/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
DIVISÃO DE LICITAÇÕES - SEÇÃO DE REGISTRO CADASTRAL EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO Por este edital, ficam convidados todos os interessados em ingressar no Registro Cadastral de Fornecedores ou procederem à atualização dos registros existentes, nos termos do § 1º do art. 34 da Lei Federal 8666/ 93. Castilho – SP, 12 de Janeiro de 2011. Maraline Coelho Alves. Chefe da Seção de Registro Cadastral.
MARINGÁ S.A. CIMENTO E FERRO-LIGA CNPJ/MF nº 61.082.988/0001-70 - NIRE 35.3.0001745-5 Edital de Convocação - Assembléia Geral Extraordinária Ficam os srs. acionistas da Maringá S.A. Cimento e Ferro-Liga devidamente convocados a participarem, em 1ª convocação, da AGE que se realizará no dia 20/01/2012, 14hs, no prédio da sede da Cia., em SP/SP, R. São Bento, nº 329, 12º, Centro, CEP 01011-902, com a seguinte Ordem do Dia:(a) mudança do endereço da sede da Cia.; (b) outros assuntos de interesse da Cia.. São Paulo, 11/01/2012. A Diretoria. (12,13,14/01/2012)
São Eutiquiano Participações S.A. CNPJ nº 12.125.536/0001-12 – NIRE nº 35.300.417.577 Assembléia Geral Extraordinária Edital de Convocação Ficam os Srs acionistas da Cia. devidamente convocados a participarem, em primeira convocação, da AGE que se realizará dia 20/01/12, 10hs, na sede da Cia., localizada em SP/SP, na Av. Paulista, 1842, Torre Norte, 12º, cj 125, s/ 39, Cerqueira César, com a seguinte Ordem do Dia: (a) mudança do endereço da sede da Cia.; (b) outros assuntos de interesse da Companhia. São Paulo, 11/01/2012 - A Diretoria 12,13,14/01/2012
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 12 de janeiro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Interest Factoring Fomento Comercial Ltda. Requerido: FIF Comercial Ltda. Rua Aurora, 22 – Santa Ifigênia - 2ª Vara de Falências. Recuperação Judicial Requerente: Gráfica Silfab Ltda. Requerente: Stoper Editora e Gráfica Ltda. Requerido: Gráfica Silfab Ltda. Rua Galateia, 1.560 – Vila Guilherme - Requerido: Stoper Editora e Gráfica Ltda. Rua José Pereira Jorge, 227 – Carandiru - 2ª Vara de Falências.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA HIDROMINERAL DE ÁGUAS DE SÃO PEDRO Tomada de Preços 02/2012 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede à Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Tomada de Preços 02/2012, que objetiva a aquisição de carnes e derivados, produtos de panificação e hortifrutigranjeiros, por fornecimento parcelado e a pedido, para o Programa Municipal de Alimentação Escolar. O edital poderá ser retirado diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 17:00 horas, de segunda a sexta-feira. Será exigido cadastramento prévio. Não serão enviados editais pelo correio ou por e-mail. Os envelopes com a documentação e a proposta deverão ser protocolados até às 9:30 horas do dia 02/02/2012 sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 10:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 12/01/2012. Paulo César Borges – Prefeito Municipal.
SAAESP - Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Pedro Tomada de Preços 01/2012 O SAAESP - Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Pedro, com sede à Avenida Ângelo Franzin, 25, Bairro Santa Cruz, São Pedro/SP, CEP: 13520-000, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Tomada de Preços 01/2012, que objetiva a aquisição de combustíveis, por fornecimento parcelado e a pedido. O edital completo poderá ser retirado das 8:00 às 11:30 e das 13:00 às 16:00 horas, de segunda a sexta-feira. Será exigido cadastramento prévio. Não serão enviados editais pelo correio ou por e-mail. Os envelopes com a documentação e a proposta deverão ser protocolados até às 13:30 horas do dia 02/02/2012, sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia, às 14:00 horas. São Pedro/SP, 12/01/2012. Dr. Jorge Eduardo Vasconcellos Zangarini - Presidente.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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e Brasil x China: entre o amor e o ódio comercial.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Não podemos aceitar a China como um comerciante justo. Roberto Giannetti da Fonseca, da Fiesp
conomia
Reportagem da The Economist destaca que o País deve transformar o desafio chinês em oportunidade
U
ma relação de amor e ódio. Esta é a visão sobre as relações comerciais entre Brasil e China destacada na edição desta semana da revista The Economist. A reportagem Seeking protection – China has become Brazil’s biggest economic partner — and its most difficult one (Em busca de proteção: China se tornou o maior parceiro econômico do Brasil — e a sua maior dif i c u l d ad e ), começa narrando uma típica cena carioca: o vaie-vem dos motoristas no túnel que leva às praias de Copacabana e Ipanema – porém, brindados com a visão do "novo e reluzente" showroom da chinesa JAC Motors. Apesar de o Brasil ter alto superávit na balança comercial graças à China, o texto deixa claro que a maioria das exportações para o país são de commodities. Por isso, a presença dos carros importados chineses – e de outros produtos manufaturados, dos quais a balança brasileira registra déficit – tem alarmado a indústria automotiva do País e o governo de Dilma Rousseff. Segundo a The Economist, a China se tornou, "com uma velocidade extraordinária", um importante parceiro econômico do Brasil, já que o comércio
entre os dois países aumentou 17 vezes desde 2002. Porém, os atritos entre os países aumentam tanto quanto a parceria. Como principais hipóteses, a apreciação do Real, as altas taxas de juros, impostos elevados, infraestrutura precária e a falta de qualificação. "O Brasil enfrenta um grande desafio competitivo. As relações com a China apenas dramatizam isso", disse Sérgio Amaral, ex-ministro da Indústria que preside o Brasil-China Business Council. O aumento de 30 pontos percentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em carros com menos de 65% de nacionalização em dezembro de 2011 – que penalizou principalmente os veículos chineses –, é considerado no texto "um ato flagrante de protecionismo" da indústria brasileira, mas que deve violar as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), da qual o Brasil é entusiasta. "Isso mostra a sensibilidade do governo de Dilma Rousseff frente às reclamações de que o País sofre com a desindustrialização." Como a demanda dos consumidores se mantém robusta, a maior fatia do mercado está indo para importadores. A revista destaca o crescimento de importação dos carros chine-
Liberdade econômica é retraída no País O
Brasil melhorou ligeiramente sua performance em um ano no qual o resultado mundial caiu. Mas continua sendo considerado um país "majoritariamente não-livre" e fica aquém da média do planeta no Índice de Liberdade Econômica, calculado anualmente pelo centro de estudos conservador Heritage Foundation. No ranking divulgado ontem, feito em colaboração com The Wall Street Journal, o País é o 99º de 179 países, com 57,9 pontos – 1,6 ponto melhor do que em 2011, mas 1,6 ponto a menos que a média global. O índice, que está em sua 18ª edição, é calculado a partir de dez quesitos avaliados com notas pelos especialistas da entidade pró-liberalismo econômico, divididos em quatro categorias: Estado de direito, limites do governo, eficiência regulatória e abertura de mercados. Este ano, Hong Kong lidera o ranking como o local do mundo onde há maior liberdade econômica (89,9 pontos), seguido por Cingapura (87,5) e Austrália (83,1). Na lanterna está a Coreia do Norte (1), precedida pelo Zimbábue (26,3) e Cuba (28,3). Melhora – Seguindo uma tendência regional, o Brasil melhorou sua pontuação em gastos do governo e liberdade fiscal, além de ter avançado em liberdades trabalhistas e liberdade financeira. Manteve-se igual em liberdade de investimento e ao Estado de direito: liberdade de propriedade e combate à corrupção – este último item é o pior (37 pontos). E piorou na liberdade para
negócios, liberdade monetária e liberdade comercial, embora esses dois últimos itens sejam aqueles em que o País sobressai, com, respectivamente, 75,8 e 69,7 pontos. Números acima de 80 indicam países "livres"; de 70 a 80, "majoritariamente livres"; de 60 a 70, "moderadamente livres"; de 50 a 60, "majoritariamente não livres" e, abaixo de 50, "reprimidos". Corrupção –"A presença do Estado em muitas áreas ainda é considerável, inibindo o desenvolvimento de um vibrante setor privado", diz o texto do ranking sobre o Brasil. "Comparado a outras economias emergentes, o ritmo geral da reforma regulatória no Brasil desacelerou." O País ficou, porém, à frente dos demais que compõe o Bric – Rússia (144), Índia (123) e China (138). Mas foi classificado abaixo da média regional latinoamericana, de 60 pontos e perde para o Chile, em sétimo, o Uruguai (29), o Peru (42), a Colômbia (45) e o Paraguai (79). O texto também menciona como pontos negativos do Brasil as dificuldades para se abrir um negócio, a corrupção, a carga tributária considerada excessiva e a limitação dos investimentos estrangeiros em alguns setores estratégicos, com telecomunicações e mineração. Crise – De forma geral, a liberdade econômica diminuiu 0,2 ponto no mundo em 2012 – uma tendência desde o estouro da crise econômica global, em 2008. Dos países avaliados, 75 melhoraram seu desempenho, mas 90 deles pioraram. (Folhapress)
ses em quase cinco vezes em 2011, e as queixas de dumping chinês em telefonia, móveis e calçados. A resposta do governo, segundo a The Economist, é uma mistura de curto prazo de medidas protecionistas com passos modestos para mudanças construtivas de longo prazo. O aumento do IPI, que pretendia apressar montadoras a se instalar no Brasil parece ter fun-
cionado: JAC Motors, BMW, Jaguar e Land Rover, da Tata Motors, anunciaram planos de construir fábricas aqui desde o anúncio da alta do imposto. Se a política industrial, destaca a reportagem, apresenta corte experimental na folha de pagamento de impostos, autoridades se esforçam para salientar que o principal impulso é aumentar competitividade e promover inovação, educação
superior e treinamento. Porém, a indústria brasileira não acredita em proteção contra a eficiência, disse Roberto Giannetti da Fonseca, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). "Mas não podemos aceitar a China como um comerciante justo", disse. Para reduzir tensões comerciais, dois pontos têm destaque. Um é que o investimento chinês no Brasil está decolan-
do. O segundo é que o Real se depreciou 17% frente ao dólar desde seu pico, em julho. O protecionismo pode não só aumentar preços no Brasil, mas enviar mensagens erradas às empresas. "Na América Latina, o comércio com a China cresce. O Brasil deve liderar o movimento para derrubar barreiras comerciais, e transformar o desafio chinês em oportunidade", disse Amaral.
Shannon Stapleton/Reuters
Procura por ocupação: taxa de desemprego nos EUA para trabalhadores com segurodesemprego foi de 2,9% na última semana de dezembro do ano passado.
Desigualdade de renda ameaça os EUA
O
principal economista da Casa Branca, Alan Krueger, disse ontem que a desigualdade de renda nos Estados Unidos chegou ao ponto em que a "classe média encolheu". Segundo ele, isso está "causando uma divisão negativa das oportunidades e é uma ameaça ao nosso crescimento econômico". Krueger, que preside o Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, afirmou que "restaurar um grau maior de equilíbrio no mercado de trabalho norte-americano seria bom para as empresas, bom para a economia e bom para o país", ao discursar no Centro para o Progresso Americano. A consequência do encolhimento da classe média americana, alertou, é que "mais famílias caí-
ram para a ponta mais baixa da distribuição de renda, e menos famílias para a classe média". Os comentários do economista ecoam as declarações do presidente Barack Obama em discurso recente, no Kansas, em que falou sobre desigualdade e alertou para o que chamou de momento "hora da verdade" para a classe média. Mas o economista da Casa Branca não se referiu aos comentários dos republicanos, sustentando seu discurso essencialmente em estatísticas. Ele afirmou que, nas últimas décadas, os lucros cresceram mais para os ricos e menos para os norte-americanos de baixa renda, em parte devido a uma série de mudanças econômicas e tributárias, como o impacto dos computadores e
da automação. Situação – Apesar do encolhimento da classe média, as vendas no varejo dos EUA tiveram leve alta em dezembro, com o aumento para automóveis compensando uma queda nas vendas de eletrônicos, alimentos e gasolina. As vendas no varejo subiram 0,1% em dezembro em relação a novembro, para um valor sazonalmente ajustado de US$ 400,61 bilhões, informou ontem o Departamento do Comércio. Na comparação com dezembro de 2010, as vendas avançaram 6,5%. As vendas excluindo automóveis caíram 0,2% em dezembro ante novembro, a primeira queda desde maio de 2010. Os economistas previam um avanço de 0,3%. As vendas
excluindo automóveis e gasolina ficaram estáveis. Já os números divulgados pelo Departamento do Trabalho não são animadores. O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego aumentou em 24 mil, para 399 mil, na semana encerrada em 7 de janeiro. Os economistas esperavam aumento de 8 mil solicitações. Para a semana encerrada em 31 de dezembro, o número foi revisado em alta para 375 mil, de 372 mil anteriormente informado. A taxa de desemprego para trabalhadores com seguro-desemprego foi de 2,9%, na semana encerrada em 31 de dezembro, inalterada em relação à semana anterior. (Agências)
Fitch rebaixa rating de dois bancos da Hungria
A
agência de classificação de risco Fitch rebaixou ontem o rating de longo prazo dos bancos CIB Bank e Kereskedelmi es Hitelbank, da Hungria, da A para BBB com perspectiva negativa. O rebaixamento reflete a recente decisão da Fitch de rebaixar os Ratings de Probabilidade de
Inadimplência do Emissor (IDRs, em inglês) da Hungria para dívidas de longo prazo em moeda local e estrangeira em uma nota, para BB+ (grau especulativo), de BBB- e BBB, respectivamente, com perspectiva negativa. A Fitch também rebaixou o IDR de curto prazo da Hungria para B, de F3, e o teto-país em
duas notas, para BBB, de A-. Para a agência, o cenário para o setor bancário da Hungria continua negativo. "Isso reflete os riscos elevados gerados pela exposição a financiamentos em moeda estrangeira, o ambiente recessivo (a Fitch prevê contração de 0,5% do PIB em 2012) e perdas significativas devido às
elevadas perdas com prejuízos, além do especial alavancamento dos bancos e o projeto inicial para pagamento de hipotecas em moeda estrangeira", justifica a Fitch. A geração negativa de capital interno da maioria dos bancos húngaros reduz a capacidade de financiar e de atrair financiamento e capital das matrizes, conclui. (AE)
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
19 A Inflação do Carro da Agência AutoInforme fechou o ano de 2011 com uma alta de 7,86%, índice acima da inflação medida pela FIPE, que foi de 6,55%. As maiores altas entre os itens pesquisados na cesta de peças, serviços, impostos, combustíveis e seguros, foram o álcool e o estacionamento. O combustível ficou 15,4% mais caro e estacionar custou ao motorista 14,5% a mais em 2011.
Nº 400
DCARR C180 CGI
A estrela de entrada Para quem quer um belo carro importado, esta Mercedes-Benz é um boa opção. Por R$ 118 mil ela faz de 0 a 100 km/h em 8,7s e alcança 224 km/h. ANTÔNIO FRAGA
Q
uando pensamos em carros de luxo, com preço mais ou menos acessível, nosso pensamento sempre recai nos alemães Mercedes Benz, Audi e BMW. Modelo de entrada da Mercedes Benz classe C no Brasil, o C180 CGI (Charged Gasoline Injection) é mais ou menos um bom exemplo disso, mas com uma vantagem: tem preço acessível. Logicamente se levando em conta que é importado e é uma Mercedes Benz. Por R$ 118 mil você pode estacionar este belo modelo da marca alemã na sua garagem. Claro que isto também depende do seu saldo bancário. Diferente do irmão C 180 K, que custa dois mil a mais, o CGI tem motor com turbo compressor, que é movido pelos gases gerados do escapamento, ao invés do modelo Kompressor, que tem compressor que é acionado por correia ligada diretamente ao motor. A única desvantagem é uma pequena demora na reação, coisa quase despercebida para a grande maioria dos motoristas.
O desempenho do C180 é superior aos modelos da sua categoria e se destaca, quando usado de maneira tranquila, pela economia de combustível. O motor é um quatro cilindros, de 1796 centímetros cúbicos, 156 cavalos de potência máxima a 5 mil rpm e câmbio automático de sete velocidades. Durante a avaliação, o C180 CGI atingiu a velocidade máxima de 224 km/h e acelerou de 0 a 100 km/k em 8,7 s. São números muito bons para a sua categoria. Completando esses dados de desempenho, outro interessante é o de aceleração, que registrou de 60 a 100 km/h, 4,5 s. Outros resultados, mais interessantes ainda: referem-se ao consumo: o CGI, Charged Gasoline Injection, tem injeção direta de combustível com alta pressão, destinando o combustível diretamente nas câmaras de combustão, na quantidade exata, não gerando desperdícios. Isso é comprovado pelos resultados dos testes. Na cidade 9,6 km/l e na estrada 13,1 km/l, valores de carros de baixa cilindrada e mais leves, e
Beleza e charme com boa relação custo-benefício Divulgação
sem todo o conforto e status de uma Mercedes Benz. O design do C 180 CGI é muito elegante e bonito, mantendo o tom clássico da marca,
mas com uma leve tendência para o esportivo. Ou seja, o modelo agrada praticamente todos os consumidores. Por dentro, levando-se em
conta a sua categoria, é espaçoso e acomoda muito bem quatro passageiros. O espaço para os passageiros do banco traseiro, desde que o motorista e acompanhante dianteiro não seja uns gigantes, é excelente. A posição de dirigir é boa e é fácil achar o ponto ideal. O volante tem boa empunhadura, diversos comandos no centro, com regulagens de altura e profundidade, mas o plástico preto na parte inferior que poderia ter melhor aparência. Os bancos de couro acomodam bem o motorista, mas lamentavelmente não tem comando elétrico de distancia, só de altura e encosto. Para uma Mercedes Benz é estranho. Outra coisa que fica devendo para um carro de sua categoria, e hoje disponível
até em carros quase populares, é a falta de sensor de estacionamento. Para um sedan desse tamanho, iria ajudar muito. E não tem, na tela central, nenhum tipo de navegação. Mas, afinal, estamos falando de um de um Mercedes Benz que custa R$ 118 mil. Os comandos estão bem ao alcance do motorista, fazendo a condução muito prazerosa. A estabilidade é, como convém à marca, muito boa e transmite tranquilidade em quase todas as situações, mesmo em velocidades mais elevadas. Por isso, para quem deseja um carro com bom desempenho, econômico, design atraente e por um preço atraente, o C180 CGI é uma das boas opções no mercado. E, além de tudo, é uma estrela.
EM DETROIT
CONCEITOS NISSAN Pathfinder e NV200. Um dia eles chegam ao mercado.
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julgar pelos últimos modelos de carros conceito que a indústria vem mostrando por salões em todo o mundo, e que logo são colocados à venda, até o final deste ano a Nissan vai ter a nova Pathfinder e a van e-NV200 apresentados no Salão de Detroit, na sua rede de revendas. E o Brasil, a "bola da vez" no setor, certamente estará contemplado, ao menos com o utilitário esportivo, que será lançado no segundo semestre, nos Estados Unidos. O outro, elétrico, ainda não tem mercado aqui, já que o Brasil não tem ainda uma política para o uso de carros elétricos, é um verdadeiro, "cocept car", nos moldes do século passado, quando passavam-se vários anos até que fossem colocados à disposição do consumidor.
Pathfinder ganha visual diferente e ...
Fábrica "aposta" - A mudança no utilitário esportivo é tal que a fábrica afirma estar "reinventando o Pathfinder". Não existem muitas informações disponíveis sobre o veículo, salvo pelo seu trem de força. O novo motor V6 é "refinado" e virá
... também novos motor e câmbio
MUDOU TUDO NO FUSION Ford fez mudanças no design e mecânica no seu carro
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O conceito elétrico e-NV200
com a nova geração da transmissão CVT (continuamente variável), a mesma que equipa, por exemplo o Nissan Livina e outros modelos da marca a venda no mercado brasileiro. Juntos, motor e câmbio darão, garante a fábrica, uma incrível economia de combustível de 25% em relação ao conjunto anterior. O Pathfinder, um dos modelos de maior sucesso no mercado norte-americano, que tem boa aceitação também por aqui, é um dos 20 novos produtos que a marca japonesa lançará no mundo neste ano de 2012. O espaço para sete pessoas continua e o veículo mostra a tendência da nova linguagem do design da marca. Elétrico 100% - Com emissão zero, a e-NV200 vem equipada com uma bateria de íon-lítio de 80 KW, de 48 células compactas, conectada a um motor elétrico que gera 280 Nm (28,5 mkgf) de torque. A Nissan crê no potencial do modelo para sua produção em massa. A sua frente, extremamente larga, acompanha as grandes janelas dianteiras, formando com a traseira alongada e o teto em vidro um confortável ambiente interno para cinco pessoas. O painel da van é central e plano, que se assemelha e interage, segundo a fábrica, na forma de um tablet.
rimeiro sedan da Ford a oferecer versões a gasolina, híbrido e híbrido plug-in, o novo Ford Fusion foi apresentado à Imprensa no Salão de Detroit, nos EUA. O carro, que chega ainda neste ano ao Brasil, veio com visual realmente arrojado, como divulgou a marca norteamericana. Nas suas três versões, a S, a SE (a que mais chances tem de vir para o nosso mercado) e a top de linha Titanium, o Fusion oferece, para o mercado dos EUA e Europeu, a maior oferta de motores do segmento. Além das versões híbrida e híbrida "plug-in", são dois motores EcoBoost de quatro cilindros e um motor naturalmente aspirado de quatro cilindros. E, além disso, conta com o sistema automático "start-stop", quando o motor, em ponto morto, é desligado e religado
automaticamente, quando se engata o "D". Ele também oferece versões com tração dianteira ou integral e a opção de transmissão automática ou manual de seis velocidades. O EcoBoost 1.6 l, segundo a montadora, será o mais econômico entre os motores quatro cilindros não híbridos: até 11 km/l na cidade e 15,7 km/l na estrada. Este mesmo motor, de 2.0 l, na versão de performance e transmissão automática SelectShift (borboletas atrás do volante) de seis velocidades, oferece opção de tração integral capaz enviar torque adicional à traseira. No Hybrid, o novo motor, 2.0 l, é menor que o anterior, 2,5 l, mas com o mesmo padrão de desempenho, segundo a Ford. Novas baterias de íons de lítio aumentaram da velocidade máxima com tração elétrica, de 75 km/h para 100 km/h.
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t Bodrum,
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Fotos: Flavia Perin
urismo
maravilha no litoral da Turquia. No sudoeste do país, banhada pelas águas cristalinas do Mar Egeu, a península de Bodrum está cada vez em evidência. Destino para ir em 2012
A primeira biblioteca da Humanidade (acima).
Flavia Perin
Mais história na viagem até Éfeso
A
C
ada vez mais badalada entre os brasileiros, Bodrum, na porção sudoeste da Turquia, está encravada em um trecho de litoral que lembra a Grécia, a vizinha de frente. A fama mundial que esta joia turca vem ganhando pode ser explicada pelas águas do Mar Egeu, cristalinas e de um azul profundo, contornadas por imponentes encostas rochosas. Mas há mais: salpicando a península, hotéis luxuosos dividem espaço com restaurantes, bares e lojinhas – tão escondidos e charmosos. O luxo convive em harmonia com o rústico, assim como os turistas logo se misturam a pescadores, mergulhadores, gente do povo. A simpatia e o jeito tranquilo de levar a vida dos nativos se s o b re p õ e m à b a r r e i r a l i nguística e servem como um convite a dias d e d o c e c o ntemplação. Vale, porém, investigar os vestígios do passado, presentes onde quer que se vá em Bodrum. Disputada por persas, bárbaros e otomanos, entre outros povos, e dominada por Alexandre, o Grande, a cidade ganhou reconhecimento mundial graças a seu principal rei, Mausolo, que após sua morte teve ali construído um túmulo monumental, o Mausoléu, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Seus resquícios podem ser vistos entre um e outro passeio mais "despretensioso", como navegar em um gulet, barco à vela tradicional com dois mastros de ma-
deira e a melhor maneira de mapear a península. De gust açã o – Outro programa inevitável é degustar os sabores locais. Peixes e frutos do mar frescos, em refeições que se transformam em rituais, bem à moda turca. Em Gümüçcslük, restaurantes pé na areia, sempre enfeitados com flores e cabaças coloridas, oferecem um sem-fim de pescados e os famosos "mezes", tipicidades culinárias servidas em cumbucas. Numa das pontas da praia está o Mimoza. Seja pelos sedutores detalhes da decoração ou a trilha sonora refinada, que vai de música grega a francesa, este restaurante entrará na lista de boas lembranças da viagem. Saboreando a comida e contemplando a vista de cima do deque sobre uma piscina natural, dá para gastar facilmente, sem sentir, boas e gostosas horas. Ainda em Gümüçcslük, o Karafaki Restaurant deixa que o cliente escolha, a partir de uma apetitosa vitrine, os ingredientes que irão compor seu meze. E, para assistir ao pôr-do-sol, vá ao Limon, na mesma vizinhança: uma das melhores visões da costa do Mar Egeu. Estilo hippie chique, o bar-restaurante tem ótimos drinques. Outra praia que vale a visita, e também repleta de bares e restaurantes charmosos, é Türkbükü. Já no agitado centrinho de Bodrum, há pontos mais turísticos. Entre os retsaurantes, o Iskele, para seguir com a dobradinha peixes e mezes, e o Kocadon, tradicional, onde se escapa dos pescados e provam-se massas e carnes em
Mulheres na região do vilarejo de Etrim, famoso pelos tapetes.
cerca de três horas de Bodrum, Éfeso é tida como uma das mais bem-conservadas cidades greco-romanas do mundo, o que por si só justifica a esticada no roteiro. Duas paradas pelo caminho: Euromos, que mantém de pé magníficas colunas do Templo de Zeus, santuário erguido no século 6 a.C., e a Casa de Maria, onde a mãe de Jesus teria morado em seus últimos anos de vida. Ali, uma capela atrai milhares de visitantes em devoção. Éfeso, por muito tempo a segunda maior cidade do Império Romano, atrás apenas da capital Roma, é um deleite para apreciadores de História e Arqueologia. Ruínas, templos, monumentos e avenidas demonstram claramente a grandiosidade deste período. Destaque para a primeira biblioteca da Humanida de, da qual está mantida a suntuosa fachada, a Livraria de Celsus e restos do Templo de Ártemis (ou de Diana), de 550 a.C., outra das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. (FP) Türkbükü (acima), uma das praias charmosas. No roteiro, resquícios do Mausoléu ( à esq., acima) – Maravilha do Mundo Antigo.
versões requintadas. Tapetes turcos – Como não citar os célebres tapetes da Turquia? Vistos por todo lado, estão à venda em galerias da cidade. Se a proposta é conhecer de perto a produção, o vilarejo rural de Etrim, no vale de Mumcular, é o lugar ideal. Em casebres de pedra, tecelãs exibem sua arte, enquanto os homens da família negociam, entre um chá ou café turco e outro, o preço que vale cada trabalho. Tapetes, kilims e sumaks (tipo de kilim com motivos animais e detalhes bordados em seda) são feitos a partir de uma simbologia de formas e cores; os tons característicos da tapeçaria da região são verde, vermelho e cru, em variantes mais suaves. Tire os sapatos ao entrar na sala onde estão expostos, sinal de respeito à tradição, e sinta as texturas dos que estão estendidos no chão. Então, boa negociação! Relíquias do passado – De volta ao acervo histórico de Bodrum, o Mausoléu de Halicarnasso será apenas um dos diversos pontos importantes da História preservados nesta rica parte do solo turco. Neste local, a propósito, restaram as peças que não foram tomadas pelos conquistadores que vieram em seguida, boa parte delas utilizada pelos Cavaleiros de São João no século 14 para a cons-
trução do Castelo de São Pedro de Halicarnasso, cartão-postal da península. Dentro do castelo, o Museu de Arqueologia Subaquática mantém artigos descobertos submersos na região – incluídas ânforas (espécie de jarro) resgatadas desde o século 14 a.C., uma das maiores coleções deste objeto no mundo. Certifiquese, ainda, de passar pelo antigo Anfiteatro de Bodrum, para 13 mil pessoas, à beira da rodovia que segue para Gümbet, e pelo Portão de Myndos, velha porta ocidental da cidade cercada por Mausolo, em 364 a.C., para protegê-la dos ataques de Alexandre, o Grande e suas tropas.
No caminho para Éfeso, a três horas de carro de Bodrum, parada na Casa de Maria (ao lado). Já na antiga cidade greco-romana, descubra ruínas e monumentos.
RAIO X COMO CHEGAR A Turkish Airlines (tel. 11/3371-9600, www.flyturkish.com.br) tem voos diretos entre São Paulo e Istambul, de onde se pega a conexão pela mesma companhia a Bodrum. A partir de US$ 1.259 o bilhete ida-e-volta, sem as taxas. ONDE DORMIR Kempinski Hotel Barbaros Bay: Kizilagac Koyu, Gerenkuyu Mevkii Yaliciftlik, www.kempinski.com. Um dos melhores de Bodrum. Amanruya: Bülent Ecevit Cad., Demir Mevkii, Göltürkbükü, www.aman resorts.com. Novidade no destino. The Marmara Bodrum: Yokuçcsbacçsi
Mh., Bodrum Peninsula, Turke, www.themarmarahotels.com. Ótima pedida mais econômica. ONDE COMER Mimoza: Yali Mekvii, tel. (90-252) 3943139, www.mimoza-bodrum.com. Limon: Yali Mekvii nº 1, tel. (90-252) 394-4044, www.limongumusluk.com. Karafaki Restaurant: Yali Mekvii, tel. (90-252) 394-4817. Iskele: Çarçcsi Mah. Çarçcsi Sok. nº 11/D, tel. (90-252) 313-6363. Kocadon: Saray Sokak nº 1, tel. (90252) 316-3705, www.kocadon.com. AONDE IR Mausoléu de Halicarnasso: Turgutreis
Caddesi. Fecha segunda-feira. Castelo de São Pedro de Halicarnasso/Museu de Arqueologia Subaquática: www.bodrummuseum.com. Fecha segunda-feira. FAÇA AS MALAS Moeda: nova lira turca. Fuso: mais seis horas em relação a Brasília. Melhor época: em julho e agosto é alta temporada. Se quiser pegar calor mas menos agito, vá em maio, junho, setembro ou outubro.
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Fotos: Warner Bros/Divulgação
Sherlock: mais ação e sombras.
Sequência traz o arquivilão Professor James Moriarty
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cultura
Lúcia Helena de Camargo
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casos. É também dotado de uma moral límpida. E as histórias são muito engraçadas." Em Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras, John Watson (Jude Law), prestes a se casar com Mary (Kelly Reilly) cai na bebedeira e na jogatina, antes de ajudar Holmes no caso contra ninguém menos do que o professor James Moriarty. O arquivilão, vivido brilhantemente nas telas por Jared Harris, não sofre de modéstia de propósitos. Ele quer nada menos do que dominar o mundo. Mulheres - A companhia feminina mais constante dos detetives desta vez é a cigana Madame Simza Heron (Noomi Rapace), que lhes abre caminhos inusitados. E Rachel McAdams faz breve aparição como Irene Adler, a única mulher em todos os tempos que conseguiu tocar a alma do reservado detetive inglês. Fri o - Entre as cenas que exigiram mais dos atores está aquela rodada na floresta gelada, na Alemanha. Eles correm entre árvores, enquanto a trilha sonora se encarrega de dinamizar ainda mais a sequência, no típico estilo Guy Ritchie. Ao vêla, você não tem dúvida de que Snatch - Porcos e Diamantes (2000) e Rock'nRolla (2008) saíram da A dupla é acompanhada de Madame Simza Heron (Noomi Rapace, foto no alto). mesma lavra. Downey Jr. relemteressante. Downey Jr afirmou que bra que filmavam na época do Natal. "a devoção e o humor" são as qua- "Estava extremamente frio e tínhalidades que mais aprecia no perso- mos que fazer o trajeto muito rapinagem, aquelas que incorporou à damente. Não foi fácil. A cena é a sua interpretação. "Muita gente fa- marca do Guy Ritchie. E nos esforçala que Sherlock é esquisito. Sim, ele mos até tudo sair como ele queria." é. Todos somos esquisitos de alguDublê - Algumas das demais cema maneira. Claro, tinha que ser es- nas de ação foram feitas por dublês, tranho de uma forma bem particu- admite o ator. "Participo bastante lar para interpretá-lo. Mas isso não das lutas. Porém, quando há algo peé o principal. A devoção dele, a per- rigoso, eles não me deixam fazer. De sistência, a profunda dedicação, es- todo modo, qualquer ator que diz sas são dignas de nota. Você real- que faz ele próprio todas as cenas de mente confia que ele vai resolver os ação é um mentiroso", sentencia.
Robert Downey Jr., o protagonista, veio ao Brasil para o lançamento de Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras. Ator conversou com o Diário do Comércio sobre o filme. Ele diz admirar "a devoção e o humor" do detetive.
Rachel McAdams é Irene Adler, única mulher a abalar Sherlock.
aiores doses de ação e um enredo mais bem amarrado diferenciam Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras, que estreia nesta sexta (13) do primeiro filme, Sherlock Holmes, de 2009. Robert Downey Jr. continua a encarnar esse Sherlock vigoroso, que se envolve em perseguições e usa armas de fogo. O ator, que veio ao Brasil para o lançamento, compareceu à préestreia no Rio de Janeiro, distribuiu autógrafos aos fãs que o aguardavam na entrada do Cine Lagoon na noite da última segunda-feira e concedeu entrevista à imprensa. O Diário do Comércio quis saber qual a característica de personalidade do detetive criado por Arthur Conan Doyle ele achava a mais in-
Watson (Jude Law, à esq.) cai na bebedeira antes de se casar.
Drag - Para mostrar que a perspicácia não está na herança genética, é apresentado Mycroft Holmes (Stephen Fry), irmão de Sherlock que trabalha como funcionário público. E Eddie Marsan encarna o pateta inspetor Lestrate, sempre alguns passos atrás na investigação. As trapalhadas do policial são mais risíveis neste segundo longa. Mas a audiência poderá rir também dos hilários disfarces de Holmes. Entre eles, uma espécie de drag queen que aparece na cena do trem. Essa foi contribuição direta do protagonista, que narra ter lido no roteiro a instrução para se fantasiar de padre. "Padre me pareceu comum demais... batido... Achei que ficaria mais engraçado se fosse uma drag. E sugeri. Eles aceitaram e assim foi feito. Eu gostei do resultado", narra Downey Jr. Ao final dessa sequência o ator aparece com o batom borrado, o vermelho puxando para cima a curva da boca. Seria uma referência ou homenagem ao Coringa, de Batman? Não. Ele afirma que sua inspiração para compor o visual foi, na verdade, Robert Smith, do grupo The Cure (conhecido pelo visual extravagante, de cabelos revoltos e batom forte). Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras, que chega a cerca de 400 salas no País, foi produzido pela esposa
do protagonista, Susan Downey, e Lionel Wigram. O filme estreou nos Estados Unidos em 16 de dezembro e já fez US$ 158 milhões em bilheteria doméstica. Deve bater facilmente os US$ 209 milhões alcançados com o primeiro filme. É quase um consenso entre críticos que o segundo filme é melhor do que o primeiro. "No anterior, as pessoas foram legais conosco. Agora estamos mais profissionais e oferecemos um produto mais bem acabado", diz Downey Jr. Ele não descarta a hipótese de ser feito um terceiro filme. Sotaque - Em nome do perfeccionismo, o ator relata ter treinado exaustivamente para conseguir atuar com o sotaque britânico soando natural. Elogiado pelo resultado, diz: "A única coisa mais difícil do que fazer um sotaque corretamente é ter depois uma porção de críticos dizendo que o seu sotaque é uma porcaria." Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (Sherlock Holmes: A Game of Shadows, EUA/Inglaterra, 2011, 129 minutos). Elenco: Robert Downey Jr, Jude Law, Noomi Rapace, Rachel McAdams, Jared Harris, Stephen Fry, Kelly Reilly, Eddie Marsan.
Moriarty: vivido por Jared Harris com a dose certa de cinismo no olhar.
Downey Jr. no Rio: assédio de fãs na pré-estreia do Cine Lagoon.
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Fotos: Ary Brandi/Divulgação
ROSI CAMPOS
Espetáculo estreia neste sábado (14), no Teatro Raul Cortez (Centro de São Paulo), onde pretende ficar até o final de maio.
Aventuras de uma querida e amigável bruxa Atriz volta aos palcos em A Saga da Bruxa Morgana e a Família Real, contando histórias sobre a Família Real portuguesa e o Brasil-colônia. Victória Brotto
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epois de passar por cinema, televisão e teatro, Rosi Campos volta aos palcos da cidade de São Paulo com o seu "personagem-entidade", a Bruxa Morgana contadora de histórias. Não se trata mais do Castelo Rá-TimBum, programa da TV Cultura no qual a bruxa nasceu e ganhou força e visibilidade no ambiente das artes cênicas do Brasil e de outros países da América Latina. Depois dos picos no Ibope de dez pontos, quando a tia-bruxa fazia parte do mundo de Doutor Victor, Nino, a cobra Celeste, a linda Penélope, as crianças Pedro, Zeca, Biba e Sr. Abobrinha, agora Morgana "tem luz própria" e decide trilhar outras rotas, as rotas da Família Real portuguesa em direção ao Brasil-colônia, engatilhadas no ano de 1807. A peça A Saga da Bruxa Morgana e a Família Real estreia neste sábado (14), no Teatro Raul Cortez (Centro de São Paulo), onde pretende ficar até o final de maio.
o autor da peça Alonso Alvarez. Na conturbada chegada da Corte no Brasil, o castelo de Morgana é a única construção à altura da realeza. Os bruxos bons, Mindlin e Erudito (tio de Morgana), preparam uma festa de recepção aos ilustres hóspedes. Sempre de olho no Livro de Areia, os anfitriões fazem de tudo para protegê-lo das garras da bruxa má, Wiloa, e de sua fiel serviçal, Zillah. História e bruxaria Entre o entrelace das confusas narrativas historiográficas da Família Real portuguesa e das bruxarias imaginadas por Alonso Alvarez, a dramaturgia promete ser épica, didática e divertida. "A vinda da Família Real é somente pano de fundo, mas claro que queremos despertar o interesse da criança em relação à História", afirmou a diretora da peça, Christiane Tricerri. Segundo Tricerri, Alvarez e Rosi Campos, as peças infantis devem caminhar sempre sob a mesma linha, "a do conteúdo". Para os três, em coletiva dada à imprensa na tarde de ontem, o tratamento com a criança deve mudar - dentro e fora das peças. Para a atriz, "a criança hoje busca por conteúdo. Harry Potter quebrou essa ideia (de futilidade). Se uma criança espera pra ler um livro de 700 páginas, é porque ela quer isso. E ela (autora da saga, J.K. Rowling) soube trabalhar essa coisa arquetipal de maneira inteligente".
Contar histórias é realmente uma coisa incrível. Toda vez que você conta uma boa história, uma lenda bonita, momentos especiais são criados. Rosi Campos
Em novembro de 1807, na confusa e destrambelhada fuga da Família Real das tropas do imperador francês Napoleão Bonaparte, todo o acervo da biblioteca nacional vem nas embarcações. E é ai que se dá o primeiro e principal nó: entre os milhares de livros, está o Livro de Areia, uma obra infinita e encantada que nunca volta a uma página já lida. Os bruxos brasileiros sabem disso, mas sabem também que se ele cair em mãos erradas, os efeitos podem ser catastróficos. "Jorge Luis Borges diz que a forma de ocultar alguma coisa é jogá-la num bosque. E com livro é a mesma coisa, uma forma de ocultá-lo é jogá-lo numa biblioteca. E como esse livro era um livro perigoso, decidimos largá-lo em um biblioteca", explicou
Romildo Silveira/Divulgação
Livro de Areia
No mesmo rumo, a diretora Tricerri disse que "às vezes, a gente tem a ideia de que a criança é imbecil. Ainda se tem muito descuido para com a criança, de tratá-la sem conteúdo. Claro que temos que fazer adaptações senão fica chato." Rosi e Morgana: "Pra mim ela já é algo que está um pouco fora de mim, uma entidade. Qualquer grande personagem, tem isso: não sou só eu não, tem alguma coisa aí fora que está me orientando. Tem essa coisa de você não se desvencilhar. A Morgana é uma coisa que eu me sinto muito confortável, eu não tenho que me preparar. Tem só essa coisa de mantê-la com muito cuidado, com muito carinho. Eu a adoro porque é uma bruxa de que ninguém tem medo. Todo mundo tem uma tia, uma avó bacana que contava história. Aliás, contar histórias é realmente uma coisa incrível. Toda vez que você conta uma boa história, uma lenda bonita, momentos especiais são criados – tudo o que puder te levar pra outro mundo é bacana", disse Rosi Campos. Teatro Raul Cortez. FeComércio-SP. Rua Dr. Plínio Barreto 285, Bela Vista. Sessões a partir de sábado (14). Sábados e domingos. 16h. Tels.: 3254-1700 e 3254-1631. R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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23 Marcelo Gomes/Divulgação
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METRÔ DAS ARTES FALA UM MITO
Paulo Pampolin/Hype
Newton Santos/Hype
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ERE U G R Ú B M HA
Cores surpreendentes. Passeando no metrô.
Coquetel de lazer Rita Alves Willian T Lee/Divulgação
Fotos: Divulgação
Fotos: Divulgação
Marcelo Gomes/Divulgação
N
a estação de metrô, o comum: passos apressados. Em um dos pisos, a surpresa: passos de balé. As poses dos dançarinos estão congeladas na estação Brás, Linha 3 - Vermelha, dentro da exposição Dança das Imagens, uma das atrações culturais que marcam o retorno do projeto Encontros. A iniciativa, em prática desde 2010, acontece graças a Cinemagia, empresa vencedora, por meio de uma licitação, do direito de desenvolver o projeto em 18 estações, durante o período de 10 anos. Bom para os usuários que, entre uma e outra viagem, podem encontrar pelo caminho apresentações musicais, filmes, obras de arte, teatro, oficinas etc.
Este ano um dos destaques da programação é a dança. Entre as atividades temáticas está a mostra exposta no Brás, Dança das Imagens. Na estação, 18 fotografias da São Paulo Companhia de Dança (SPCD) exibem cenas de coreografias apresentadas durante os quatro anos de vida do grupo. "Estamos felizes que isso irá acontecer no metrô, onde as imagens da Companhia ganharão ainda mais movimento pelos olhares das milhares de pessoas que passam pelas estações diariamente", comemora Inês Bogéa, diretora da SPCD . Além da exposição fotográfica, os usuários que passarem pela estação no próximo dia 28, às 17h, poderão ver ao vivo um espetáculo
de dança. "Um grupo de dançarinos fará uma apresentação improvisada e o público poderá interagir com eles", informa Lia Pinheiro, diretora do Projeto Encontros. No mês de fevereiro é a vez da estação Paraíso receber a exposição e, no dia 11 do mesmo mês, os bailarinos. Em março, as fotos seguem para a Luz, palco para os dançarinos no dia 17. De acordo com Lia, a estação Paraíso é a que comporta o maior número de atividades. E foi nela que o Encontros estreou. "Ela é uma boa vitrine para o projeto e está bem localizada, em um ponto estratégico que liga duas linhas." O espaço, localizado sobre a plataforma Tucuruvi, abriga atrações diárias, distribuídas em
um espaço de 600 metros quadrados. "As estações variam muito de tamanho e estrutura e o projeto se adequa a cada espaço", explica a diretora. Ela ainda conta que o público participante é bastante diverso. "Não dá para traçar um perfil. O público é muito variado." Mas uma atração consegue fascinar a maioria: os shows. "Música é sempre um sucesso", afirma Lia. "As atividades de dança, especialmente as aulas, também atraem muita gente." Quer fazer parte da plateia? Então marque presença nesta sexta (13), às 17h, na estação Paraíso. É lá que o gaitista Alex Dupas se apresenta, acompanhado pelo violinista e guitarrista Thiago Rabay. Além de
Ângela Maria: volta afinada.
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Estranho (de Dalto e Cláudio Rabello), entre outras. Aí, ao contrario de aproximar, ela se distancia. Fica na sombra dos intérpretes mais novos que consagraram essas canções e, francamente, ser coadjuvante não é sua vocação.
É muita responsabilidade ser uma das últimas representantes de toda uma era? É, sim. Só sobramos eu e o Cauby, e a nossa responsabilidade é muito grande, temos que fazer tudo de bom, porque as pessoas que ouvem não eram nascidas naquela época.
Como foi voltar a gravar depois de quase uma década? Ângela Maria: Eu não queria gravar há 8 anos por essa confusão no ramo das gravadoras, que estavam levando muito prejuízo com a pirataria. Algumas até fecharam e dispensaram seus cantores. Quis fazer um disco de 80 anos e não foi o que eu esperava, então eu disse “fui!”, Com o passar do tempo, meu marido e empresário achou que eu não estava certo, já que eu continuava sendo muito exigida pelos fãs, shows, programas de rádio e tv. De
Armando Serra Negra
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ão há quem vá a uma hamburgueria transada, abra o cardápio, se espante, lamente e pergunte: "Não tem cheese salada???". Chico Ziglio, proprietário do novíssimo Frank Phillips dispara: "Não existe cheese salada nos EUA!". E nem cheese cebola frita, cheese egg, cheese tudo... Detona a controvérsia explicando que tais "burgers" são uma invenção tupiniquim. Ora, seriam uma genial contribuição brasileira a um dos maiores ícones da cultura yankee – ao lado de hot dogs, molho BBQ (HP) ketchup e mostarda (Heinz) – no aflorar do american dream (1931). Ressalva aos standards preparados em casa, piqueniques, e à beira da piscina nos navios. Pura lenda de que foi o lord inglês Sandwich quem inventou o sanduíche. Pois foi inventado no instante seguinte ao pão. Mas é fato que os hambúrgueres, seja lá onde foram inventados – o exército tártaro de Genghis Khan (1162-1227) amaciava a carne dura sob a sela dos cavalos, degustando-a moída entre fatias com o étnico molho – começou a tomar conta dos Estados Unidos sob o comando do marinheiro Popeye. Na família de
Qual é o grande tesouro da sua geração a ser defendido? O grande tesouro é o ritmo em que a gente cantava, o samba-canção, e o capricho na interpretação e na qualidade da voz. Sempre que falam na herança que sua obra deixou, lembram Elis Regina. Você enxerga nela muito de si? Não, ela falou que me imitava no começo da carreira, mas eu nunca notei isso. E não falo como crítica. Eu gostava muito dela cantando, do timbre dela. Também disseram que foram influenciadas por mim essas que chegaram um pouco depois, a Marrom [Alcione], a Gal Costa, mas não noto nada de mim nelas, não.
tanto ele pedir, eu acabei aceitando voltar. Foi bom porque o Thomas Roth e o Thiago Marques Luiz, da Lua Music, também queriam que eu voltasse, e produziram o CD. Como foi a criação desse novo disco? O Thiago me apresentou umas 30 músicas para fazer em formato acústico, uma coisa incomum, para mim, que estava acostumada com grande orquestra e coral. Eram todas lindas. Então, fiz questão de incluir alguns sucessos do passado que estavam adormecidos, escondi um pouco a minha voz e ficou tudo legal!
coadjuvantes de E.C. Segar (18941938) chama atenção o gentleman glutão Dudu que os devora como manda o figurino: paletó, gravata e chapéu coco, às toneladas. O ícone vai ao panteão da glória nos anos de 1950, embalado no estilo rockabilly. E ali permanece. Fugindo das cadeias globalizadas, a imagem da tradicional hamburgueria americana é projetada das margens das rodovias às telas de cinema. Aficionado em artigos automotivos, Ziglio já teve uma no Arizona, em vicinal à histórica U.S. Rout 66. Trouxe ao Frank Phillips a atmosfera. Saboreando com o olhar perdido através dos janelões que dão para a rua, a imaginação põe o pé na estrada. O décor sofisticado afasta-se do ritmo bucólico, fincado-o nos tempos do brylcreem. Lojinha ao fundo com artigos importados da Lucky 13, brilhantinas, fivelas, camisetas, blusões, feérica jukebox anima. Ressalta o azul turquesa das cadeiras forradas de plástico, seis cadeirões cônicos no balcão, cardápio lúdico e enxuto. Os 50 estados americanos estacionam nas coloridas placas de automóvel lado a lado na parede, desfralda-se uma Stars & Stripes antiga, tamanho oficial. Mais curiosidades
Depois de tantos anos de estrada, como sente a sua voz? Eu abaixei dois tons ou um tom e meio, em geral, para cantar as canções. É que hoje em dia as pessoas estão gostando de vozes mais graves e eu me sinto confortável cantando como estou. Antigamente, eu queria cantar cada vez mais alto, era coisa da época. Hoje, prefiro nem muito alto, nem muito baixo. Do que você mais gostou no novo disco? Eu gosto muito de O Portão, de Roberto e Erasmo Carlos, e de Bar da Noite, que me lembra muito o passado, com aquela coisa de cantar em boate. A gente ficava lá em cima do palco cantando e observando as pessoas nas mesas, namorando, bebendo, vivendo exatamente o que diz a letra.
Newton Santos/Hype
Paulo Pampolin/Hype
Então, apesar das pessoas gostarem muito, não houve sequência do que você fazia nas novas gerações? Não houve, não.
sonoridade mais enxuta e moderna, o antigo repertório romântico em que Ângela se sente mais à vontade, com obras como Eu Não Sei (Jair Amorim e Evaldo Gouveia), Menino Grande (Antônio Maria) e Bar da Noite (Haroldo Barbosa e Bidu Reis). Numa delas, o bolero Se Queres Saber (Peterpan), até recebe a colaboração de outro notável sobrevivente desse período, Cauby Peixoto. Menos interessantes, mas, nem por isso, dispensáveis, são as obras que tentam trazê-la para mais perto do nosso tempo: Esse Cara (de Caetano Veloso), Olhos nos Olhos (de Chico Buarque) e sobretudo Muito
Ano Novo Chinês, um dos períodos mais importantes na tradição chinesa. Um dos encontros no metrô acontece na estação Luz, no dia 19, ao meio-dia, data em que o público poderá assistir à tradicional Dança do Dragão. Os fanáticos por futebol têm seu espaço na estação CorinthiansItaquera, na Zona Leste, com o Memorial do Corinthians. Além de encontrar a história do clube por meio de fotos, réplicas de troféus e imagens em tamanho natural dos ídolos, o usuário torcedor pode aproveitar o espaço Gramado para conhecer uma série de camisas históricas. A programação completa do projeto Encontros está no site www.projetoencontros.com.br.
Hambúrgueres à moda americana. Só não tem cheese salada.
André Domingues título Eu Voltei, dado ao recém-lançado CD de Ângela Maria, pode parecer um exagero, pois tem pouco a ver com algum abandono de carreira. Aos 83 anos de idade, ela nunca parou de cantar e dar entrevistas, apenas ficou longe das gravações por uns tempos. Voltei, contudo, é uma palavra que toca a fundo o coração dos seus admiradores. Acontece que, para quem a conheceu no auge da popularidade, nos anos 50, resta a impressão de que fica muito, mas muito longe daqui o mundo em que reinou Ângela Maria, dominado pelo rádio, pelos discos de 78 rpm, pela Revista do Rádio, pelas boates e pelas chanchadas cinematográficas. Toda aparição que lembre o brilho daquele tempo soa, portanto, como uma volta. O novo disco segue essa linha ao retomar, em
muito blues, haverá ainda um batepapo com os usuários no local. Se o tango lhe agrada mais, grave o nome da dançarina Guadalupe Palomero (à esq.). Ela é a atração da estação Paraíso, no próximo dia 30, às 17h, dentro do evento Encontros de Dança. No mesmo dia 30, na estação São Bento, ao meio dia, o show fica por conta do contrabaixista e compositor Manoel Cruz (no topo). O músico mistura jazz com sotaque regional, baião e samba, maracatu e forró. Além da apresentação no metrô, o resultado pode ser visto também no CD e DVD Under my Soul. Atente ainda para as três apresentações especiais programadas para comemorar o
Frank Phillips tem sanduíche de carpaccio na chapa, provolone, cebola e pimentão. E até de pernil de leitão desfiado.
a descobrir. Tornando-se refeições completas, fritas obrigatórias, os hambúrgueres deram carona a outras receitas, preços condimentados: Cheese Frank Steak (carpaccio na chapa, provolone, cebola, pimentão na baguete, a R$ 29) Hawaian Pork (pernil de leitão desfiado assado à moda havaiana, batata doce frita, coleslaw, molho BBQ, a R$ 32), chope Itaipava (R$ 7), milkshake blueberry (R$ 19,50), tubaína (R$ 4,50). Para a garotada Ziglio bolou o cheeseburguer Little Devils (R$ 20): chega à mesa de carona em cinco incrementados modelos clássicos de papelão, para levar para casa: Corvette, Thunderbird, Oldsmobile, Ford Falcon e Chevrolet Belair. Se você teimar em um cheese salada, melhor seria parar em outra lanchonete. Em todo caso, faça sinal ao Cadillac (R$ 25) e peça ao motorista para seguir pelo queijo prato e não pelo cheddar, trocar a cebola pelo tomate, acelerando na maionese para evitar o molho Frank. Voilá! Frank Phillips Hamburguers. Rua Peixoto Gomide 1710. Jardins. Tel.: 3064-1112.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
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cultura
A mesa de Balzac, com ostras e Vouvray
Drinques, sorvetes e sobremesas. Para refrescar o verão.
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José Guilherme R. Ferreira
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Fotos: Mauro
Holanda/Divu
escritor Theóphile Gautier conta que Honoré de Balzac comemorava a entrega de manuscritos a seu editor, na Paris da primeira metade do século XIX, bebendo quatro garrafas de Vouvray, o vinho branco parceiro das ostras. Não é à toa. O romancista nasceu em Tours em 1799, ano do golpe de Napoleão, e conhecia muito bem o cenário e os sabores da região de vinhedos do Vale do Loire. O tempo de Balzac é o tempo do protagonismo da Paris da gastronomia e dos restaurantes, que ele descreve em detalhes na sua monumental Comédia Humana. Balzac tratou de questões que não estavam presentes na obra de romancistas anteriores, conta a escritora Anka Muhlstein no seu livroensaio Balzac's Omelette (Other Press/2011). Anka conta que Balzac subverteu o lema do famoso gastrônomo Brillat- Savarin ("diga o que comes que eu te direi quem és"), acrescentando o "onde você come e a que horas do dia". Diferentemente de Guy de Maupassant, que descrevia a degustação de ostras apelando para a poesia de seu amalgamento com a língua do consumidor, Balzac estava interessado na maneira como um jovem fazia o pedido do prato e com que intenções. O escritor mesmo vivia entre frugalidade e excessos. Quando estava em plena criação literária, água, bom e forte café e frutas (peras e pêssegos) bastavam. Depois das provas na gráfica, o quadro mudava: era a vez de bons restaurantes com centenas de ostras (e garrafas de branco), costeletas de carneiro, pato, peixe da Normandia... Depois,
Lúcia Helena de Camargo
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aça sol ou caia chuva, a época é boa para um drinque refrescante ou sobremesa gelada, aproveitando que a Cidade ainda está mais tranquila do que o normal neste janeiro de férias. Listamos aqui algumas opções de lugares para você fazer uma pausa e aproveitar a época sem filas e com trânsito quase civilizado.
tangerina, todas a R$ 20,90. O cardápio está disponível em 42 Ipads. Rua Apucarana, 1452. Tatuapé. Tel.: 2671-0670. Maçã Verde
Um drinque para refrescar-se sob as árvores, na Chácara Santa Cecília, é o Mandala, feito com sucos de abacaxi e maracujá, xarope de maçã verde e cachaça produzida na casa – vendido a R$ 22. O Guaicá leva uísque, licor de frutas silvestres (cereja, morango e amora), suco de manga e creme de leite (R$ 22). Se preferir sem álcool, vá de Coquetel Velame, preparado com iogurte natural, tangerina, abacaxi, caju e Grenadine (R$ 14). E a sobremesa da estação é o creme de manga com licor de jabuticaba (R$ 11). Rua Ferreira de Araújo, 601. Pinheiros. Tel.: 3034-6251. Drinque-picolé O Jordão Bar, no bairro do Tatuapé, traz as Caipilés – caipirinhas feitas com sorvete. Pode-se escolher nas versões de vodca Smirnoff, cachaça ou saquê, e nos sabores de picolé abacaxi, limão, groselha, maracujá ou
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Sabor alemão E até em um restaurante alemão é possível encontrar no cardápio, ao lado de pratos à base de salsichas e carne de porco, algumas opções de doces para o verão. O Weinstube, localizado dentro do Club Transatlântico, sugere a gelada Rote Grütze, feita de frutas vermelhas com sagu e sorvete de creme (R$ 17), e a Paixão Ardente, taça com sorvete de creme, calda quente de framboesa, amêndoas e chantilly (R$ 19). Rua José Guerra, 130. Chácara Santo Antonio. Tel.: 2133-8600.
No alto, saquerinha de frutas vermelhas, do Kiyo Japanese Food. Acima, drinque Mandala, feito com sucos de abacaxi e maracujá, xarope de maçã verde e cachaça, da Chácara Santa Cecília.
Em tempos de novas tecnologias, a importadora Mistral sai na frente: seu catálogo completo de vinhos ganhou uma versão para Ipad. O aplicativo já está disponível gratuitamente no site da iTunes Store (Download em http://itunes.apple. com/us/app/ mistral/id492076905?mt=8 )
Além da seleção de rótulos, a importadora investiu em conteúdo interativo. Na primeira edição, entrevistas com dois grandes personagens do mundo do vinho: Aimé Guilbert, fundador do Mas de Daumas Gassac, e Paul Draper, enólogo dos Ridge Vineyards por mais de 40 anos.
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No restaurante português Trindade a atração da estação é o Garcia’s Drink, preparado com o vinho do Porto Branco Taylor’s Chip Dry, água tônica e folhas de hortelã (R$ 21). Feito em parceria com a Portus Cale, o nome do drinque homenageia o barman Garcia. A casa oferece ainda o Apple Martini, que leva vodca, xarope de maçã verde e suco de limão (R$ 20) e o Drinque da Ribeira, à base de vodca, amarguinha gelada e suco de limão siciliano (R$ 21). Rua Amauri, 328. Itaim Bibi. Tel.: 3079-4819. E Alameda Rio Negro, 111. Piso Xingu. Loja 218. Shopping Iguatemi. Tel.: 4209-1720.
O Pé de Manga, que também conta com ambiente externo agradável, junto a um espelho d'água, oferece 37 sugestões na carta de caipirinhas, preparadas pelo barman Antonio Mesquita com ingredientes como seriguela, umbu e lichia. Entre as opções, caipirinha Ciroc de lichia e morango (R$ 25); caipiroska Exótica (R$ 20), que leva Smirnoff Black, abacaxi, kiwi e jabuticaba, e a Caipisake da Villa (R$ 20) com framboesa, amora, morango. O drinque Nega Fulô, feito com a cachaça de mesmo nome, suco de abacaxi, xarope de cranberry e licor de pêssego, custa R$ 15. Rua Arapiraca, 172. Vila Madalena Tel. 3032-6068.
S I A M E Prepare seu coquetel em casa
A locomotiva rítmica do samba-jazz Aquiles Rique Reis
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colocar gelo e vodca e servir em copo de caipirinha. O Midnight Aurinkko (sol em finlandês), drinque da foto, é feito com 50 ml de vodca, meia carambola e suco de meio limão. Preparo: amassar a carambola com açúcar, acrescentar limão, gelo e vodca. A recomendação é servilo em copo de caipirinha. Já o Midnight Kurkut (pepino)
é feito com 50 ml de vodca, 1/3 de pepino japonês e suco de meio limão. Amasse o pepino com açúcar, acrescente a vodca e o limão. Sirva em copo alto com gelo. E o Midnight Omena (maçã) leva 50 ml de vodca, maçã verde e suco de meio limão Citrus. Amasse a maçã com açúcar, acrescente limão, gelo e vodca e bata na coqueteleira. Saúde!
Divulgação
Panna Cotta com calda de framboesa, creme de leite e baunilha, do Aguzzo.
e você preferir fazer em casa, reunimos dicas de drinques preparados com vodca. As receitas, fornecidas pela vodca Finlandia, levam frutas brasileiras. O Finlandia Midnight Sitruuna (limão em finlandês) leva 50 ml de vodca, meio limão siciliano, meio limão Taiti e açúcar a gosto. Cortar os limões em rodelas finas. Amassar com açúcar,
José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG)
Vinho do Porto
Divulgação
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mandava a conta para seus editores. Com mesas repletas de Madeira, Tokaj, Champagne, vinhos de Bordeaux e da Borgonha, os personagens de Balzac honravam tanto Savarin quanto o político Cambacères, lembrado também por convencer Napoleão a acabar com a proibição de tráfego de ostras do mar a Paris, de trem.
SACA-ROLHAS
Paulo Bareta/Divulgação
Sob árvores
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A comida japonesa é naturalmente uma boa escolha para os dias quentes. Se na sobremesa vier também algo leve e gostoso, tanto melhor. O Kiyo Japanese Food serve o refrescante sorvete de gengibre com calda de laranja Quincan (a R$ 13,50), além do frozen yogurt (foto) com calda de frutas vermelhas (R$ 14,90) e do tempurá de sorvete de creme (R$ 12,90). Rua Itapura, 1429. Tatuapé. Tel.: 2094-4242.
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Frozen yogurt
O italiano Aguzzo, que funciona há cinco anos em Pinheiros, incluiu duas receitas com frutas no cardápio para o verão: a Torta Crocante de Maçã Verde, feita com massa folhada e servida com sorvete de creme (R$ 18) e a Panna Cotta com calda de framboesa, preparada com creme de leite fresco cozido e favas de baunilha (R$ 17). No menu, saladas, massas, carnes. Rua Simão Álvares, 325. Pinheiros. Tel.: 3083-7363.
oão Parahyba é um dos maiores bateristas brasileiros. Seu DNA rítmico nasceu da forma como tocava timba. Isso quando ele integrou o Trio Mocotó, junto com Fritz Escovão e Nereu Gargalho, nos anos 1960: três sambistas que, sem perder de vista o jazz e o rock, proporcionaram novos ares ao nosso velho e bom ritmo. Ao se desligar do trio, em 1973, João parecia ter também desencanado da música. Nada disso. Sete anos depois ele estava de volta. Suas baquetas seguiam tão surpreendentes como antes. Sua veia de misturador de gêneros fervia mais do que sempre: samba-rock, samba-jazz, samba, rock, jazz, tudo junto e misturado a um só tempo, o suingue de cada um desses gêneros brotando aos borbotões. Em 2000, ao retomar o trabalho com o Trio Mocotó, Parahyba aqueceu as mãos e retomou o gosto pelas coisas das batidas diferentes, até que, anos mais tarde (2009), convidou Beto Bertrami (pianista), Rudy Arnaut (guitarrista), Giba Pinto (contrabaixista), Ubaldo Versolatto (saxofonista e clarinetista) e Janja Gomes (reprocessamento e samples) e com eles formou o João Parahyba Sexteto, que lançou o CD O Samba no Balanço do Jazz (selo Sesc SP). Para tocar temas que marcaram a música brasileira instrumental dos anos 1930, como O Trenzinho do Caipira, de Heitor Villa-Lobos, e dos anos 1960, como Nanã (Moacir Santos), Sambou, Sambou (João Donato), Batida Diferente e Estamos Aí (Maurício Einhorn e Durval Ferreira), o sexteto de João Parahyba
convidou outros grandes instrumentistas: Tiago Costa (pianista e arranjador), Clayber de Souza (gaitista), Nailor Proveta (clarinetista), Teco Cardoso (saxofonista e flautista), Marcelo Mariano (baixista) e Rodrigo Lessa (bandolinista). A esse repertório se somaram três composições do próprio João Parahyba, uma de Laércio de Freitas (cujo arranjo é do próprio Laércio), outra de Gilberto Pinto, outra de Janja Gomes, outra de Amilton Godoy (cujo arranjo é do próprio Godoy), outra de Rodrigo Lessa e Eduardo Neves e uma de Marcos Romera. Para realçar suas interpretações, os instrumentistas se revezam em meio a saborosos improvisos jazzísticos, aprazem-se com as requintadas melodias e vez por outra se juntam para sonorizar o conceito que se traduz na tal mistura do chiclete com banana apregoada por Jackson do Pandeiro: harmonia de gêneros musicais universais e complementares (sem antagonismos e posturas xenófobas) da cintura brasileira. O resultado dessa união de genialidades é um samba elevado à máxima potência. Em cada faixa tem-se a forte presença da bateria de João, que toca como um trem que, com suas rodas unidas a dois eixos que vão e vem, soa a batida ideal para a levada do ritmo. Os outros instrumentos viajam juntos na fantasia. Xique-xique-tictic-xique-xique-tictic, vai o trem abrindo caminho, com João Parahyba e seu talento inconteste à frente, avivando o som musical da alegoria. O trenzinho segue delirante... O sambajazz está com ele. Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
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cultura
Vicente Celestino, ator da ópera popular. Sérgio Roveri Fotos: Divulgação
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pós uma das sessões da ópera Carmen, de Bizet, apresentada em 1903 no lendário Teatro Lírico, no centro do Rio de Janeiro, o tenor italiano Enrico Caruso quis saber quem era aquele garoto moreno, cuja voz, já então poderosa, destacara-se entre a das demais crianças que integravam o coro infantil da montagem. O garoto, então com nove anos, era filho de um casal de imigrantes calabreses e se chamava Antonio Vicente Filipe Celestino. Ali mesmo Caruso convidou-o a estudar canto na Itália, mas seu pai, dono de uma sapataria onde o garoto já dava expediente, não autorizou a viagem. No ano seguinte, o menino começaria a trabalhar numa fábrica de guarda-chuva, depois seria servente de pedreiro, inspetor de seção em uma pequena fábrica e novamente sapateiro. Mas a voz que havia seduzido os ouvidos do tenor italiano estava apenas incorporando para, já na década de 1920, fazer de Vicente Celestino um cantor conhecido em todo País. A trajetória de Vicente Celestino,
"Vicente Celestino foi o primeiro cantor popular brasileiro", diz Ricca.
que até morrer do coração, em 1968, gravou mais de 160 álbuns (entre LPs e discos em 78 rotações), é recuperada no musical Vicente Celestino - A voz Orgulho do Brasil, da Cia. Limite 151, que entra em cartaz nesta sexta (13), no Teatro Anhembi Morumbi, ancorada em uma trilha sonora da qual fazem parte alguns dos maiores sucessos do cantor, como O Ébrio, Porta Aberta, Rasguei o Teu Retrato, Coração de Mãe e Ouvindo-Te. O ator e cantor Ricca Barros, que traz no currículo participações nos musicais Ópera do Malandro e A Noviça Rebelde, compõe um Vicente Celestino com ênfase no ecletismo de sua carreira: além de intérprete popular de imenso sucesso, Celestino também cantou ópera , foi produtor, artista circense e ator de teatro e de cinema. "Vicente Celestino foi o primeiro cantor popular brasileiro e acabou influenciando muitas gerações. Ele tinha uma voz forte, característica que o marcou sempre", diz Ricca Barros. "Ele falava com todos os públicos, pois tinha o lado lírico e popular desenvolvidos. É um ícone
que todos lembram com respeito e reverência". O espetáculo, que coloca em primeiro plano a relação de Vicente Celestino com sua mulher, a atriz, cantora e cineasta Gilda de Abreu, acompanha o cantor até sua morte, em agosto de 1968, causada por um enfarte quando ele se preparava, em um quarto do Hotel Normandie, em São Paulo, para gravar um programa de televisão ao lado de Caetano Veloso e Gilberto Gil. No auge do movimento tropicalista, Caetano Veloso recuperou Vicente Celestino para um público mais jovem ao gravar um dos maiores hits do cantor, Coração Materno. Vicente Celestino - A Voz Orgulho do Brasil, estreia nesta sexta (13). Teatro Anhembi Morumbi. Rua Doutor Almeida Lima, 1134. Tel.: 2872-1457. Sexta e sábado às 21h e domingo às 19h. R$ 20.
O vozeirão de um cantor da saudade e do drama
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izem que, quando Celestino ia cantar no rádio, gostava de ficar de costas para o microfone, a fim de não estourar o som do receptor com a incrível potência da sua voz. Essa imagem costuma ser lembrada para simbolizar a poderosa musculatura vocal do tenor, mas tem um inconveniente: passa a impressão de que seu canto fosse uma demonstração insensível de força. Não era assim. Basta escutar as gravações que deixou para notar que seu vozeirão era amolecido por uma teatralidade também vigorosa, cifrada segundo a eloquente estética das operetas: o volume alto, a dicção clara e o prolongamento das sílabas em momentos pungentes não são outra coisa, senão partes de um jogo cênico de tensões entre letra e melodia. Vale lembrar, aliás, que a busca por
bastante complexo, já que envolve uma combinação de linguagens muito contrastantes. Somá-las às cegas, simplesmente, seria como exigir que os intérpretes de hoje atingissem a vazão torrencial do seu famoso dó-de-peito. Há, ainda, uma dificuldade conceitual em torno da obra de Vicente Celestino. Seu lugar na cultura brasileira, afinal, não fica cômodo nos lotes mais óbvios da crítica musical: nem no jazigo úmido e escuro providenciado pela tendência mais antisentimental da bossa nova, nem no folclórico memorial de bananas presenteado pelos tropicalistas. O melhor antídoto, aí, talvez seja o mesmo que move a peça: retomá-lo pelo viés do ecletismo, da diversidade. Assim, ao menos, mantém-se a porta aberta para uma avaliação mais justa. (AD)
O bordado do cordel
Passeio por Beagá
Renato Pompeu
Marcus Lopes
m caprichada edição da Nova Alexandria, aparece uma versão em cordel da saga milenar do Rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda, com versos de Cícero Pedro de Assis, famoso autor de Poeta Competente, e xilogravuras de Erivaldo, também bastante conhecido por suas ilustrações do cordel O alienista, baseado no célebre conto de Machado de Assis. Comparecem personagens como a rainha Guinevere, aqui chamada de Guinever, o cavaleiro Lancelote e o mago Merlin. O rei Artur já tinha sua existência assinalada nos registros históricos no século 19 e sua saga se espalhou na Idade Média por regiões de população celta, como o País de Gales e a Cornualha, na Grã-Bretanha, e a província francesa da Bretanha. Um exemplo dos versos de Cícero Pedro de Assis: “Artur foi o nome dado/ À referida criança/ Que o trono da Inglaterra/ Iria ter como herança./ E seu reino cresceria/ Numa perfeita pujança”. Exemplos das ilustrações de Erivaldo podem ser vistos junto a este texto. O lançamento faz parte de uma nova tendência da literatura de cordel, a publicação por editoras do Sudeste de cordéis baseados em temas mais eruditos do que populares, como é o caso, no Brasil, da saga do rei Artur.
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erta vez, o poeta Carlos Drummond de Andrade classificou Belo Horizonte como "a menos interessante das cidades mineiras. Menos interessante do que qualquer estaçãozinha de estrada de ferro, perdida no mato, onde o trem não para". Tremenda injustiça com a bela e agradável capital do estado de Minas Gerais, famosa pela hospitalidade e pelos botecos. Injustiça que começa a ser reparada pelo jornalista Eduardo Ferrari no livro Só em Beagá (Editora Medialuna, 121 páginas). Como diz a capa, trata-se de uma deliciosa coletânea de histórias, crônicas e reportagens de uma cidade que carrega a responsabilidade de ser a capital de um estado tão grande, complexo e abarrotado de tradições e cidades admiradas e respeitadas no País e no mundo – Ouro Preto e Mariana, só para citar dois exemplos. Com a leveza e a profundidade de quem conhece a cidade onde nasceu e cresceu, Ferrari nos leva para
passear pelas várias "Beagás", daquela turística simbolizada pela igrejinha da Pampulha até a conhecida apenas pelos iniciados. Isso sem contar as lendas urbanas e curiosidades, como o fato de abrigar a maior feira de artesanato da América Latina, na Avenida Afonso Pena. E, claro, o autor, mineiro como ele só, não podia deixar de citar as lendas urbanas de uma das primeiras cidades criadas na prancheta. (João Pessoa, capital da Paraíba, também reivindica o título de pioneira). Em suas histórias, Ferrari também mostra o outro lado da moeda e lembra que BH não está livre dos problemas que assolam as grandes metrópoles brasileiras. Nas últimas décadas, a capital mineira está sendo cercada por um cinturão de pobreza que sufoca toda a região nobre que, nas palavras do próprio autor, vai pouco além da Avenida do Contorno. O filé urbano, que engloba o núcleo original da cidade, abriga pou-
Vivo cotidiano. E quase geométrico. A partir deste sábado (14), o público da Cidade poderá contemplar uma série de obras do pintor e muralista belga Maurice Prowizur (1933–2002). As pinturas expressionistas trazem temas cotidianos, retratados em formatos quase geométricos, com cores vivas. Galeria de Arte do Clube A Hebraica. Rua Hungria, 1.000. Terça a domingo, das 8h às 20h. Tel.: 3818-8888. Grátis. (RA)
Clicio Barroso/Divulgação
E
uma expressividade teatral – algo muito moderno, é bom dizer – levou-o a um resultado interessantíssimo no clássico Noite Cheia de Estrelas, em que, lá para a metade da gravação, deu um tom murmurado ao canto e chegou a simular choro ao entoar “... canto e, por fim/ nem a lua tem pena de mim/ pois, ao ver que quem te chama sou eu/ entre a neblina se escondeu”. A teatralidade de Celestino não deve surpreender, já que boa parte da sua vitoriosa carreira foi desenvolvida nos palcos de teatro convencional e de revista, nos circos e até no cinema, onde brilhou com filmes como O Ébrio, de 1946, e Coração Materno, de 1951. Essa proximidade com o universo cênico, por um lado, reforça o interesse do musical Vicente Celestino – A voz Orgulho do Brasil, mas, por outro, transforma-o num desafio
co mais de 500 mil pessoas e é onde praticamente tudo acontece. Para se ter uma ideia, a metrópole já bateu o segundo milhão de habitantes faz tempo e, hoje, é uma metrópole que deve encarar e corrigir suas injustiças sociais para, assim, ter um horizonte cada vez mais belo.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Estreia um marco da contracultura
d
cultura
Fotos: Guga Melgar/Divulgação
Hair ainda levanta poeira colorida Sérgio Roveri
Hair: nova versão que chega ao palco brasileiro mistura inspiração do espetáculo da Broadway com uma leitura livre da Bíblia.
O
s temas que o musical Hair retratou, ao estrear em 1967 num pequeno teatro do circuito off-Broadway, parecem hoje cobertos pela poeira dos anos: a guerra do Vietnã, o movimento hippie, a contracultura, a revolução sexual e o discurso paz e amor. Mas basta que soem os primeiros acordes da canção Aquarius, para que todo inconformismo dos anos de 1960 renasça com a força de um libelo e o colorido de um arco-íris. Hair foi mais que um espetáculo, foi uma reportagem musical, um evento sócio-político que deu voz a uma geração entrincheirada entre a guerra e a repressão e amplificou nos teatros alguns desejos que só eram expressos nos guetos. Em 2009, 42 anos após sua tímida estreia, o musical voltou à Broadway em uma superprodução que recebeu, além de inúmeros prêmios, a garantia de que o tempo não fez mal a Hair. Foi ao assistir a essa montagem que a dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho decidiu trazer Hair de volta aos palcos brasileiros. A primeira montagem do texto no Brasil, a cargo do diretor Ademar Guerra, estreou em São Paulo em 1969 e permaneceu dois anos em cartaz. Esta nova versão de Hair, que entra em cartaz nesta sexta (13), no Teatro Frei Caneca, com 30 atores no elenco, difere das anteriores por ser, entre outros motivos, inspirada em uma leitura livre da Bíblia, como conta, nesta entrevista ao Diário do Comércio, o diretor Claudio Botelho.
Peça causa na audiência impacto semelhante a shows de rock e cerimônias religiosas.
Diário do Comércio: Um dos grandes méritos do musical Hair foi o de ter conseguido traduzir, nos palcos, toda a efervescência que se via na política e na
sociedade dos anos de 1960. Qual é o grande apelo do musical nos dias de hoje? Claudio Botelho: Acho que o musical sobrevive como um libelo pela paz e pela aceitação do outro como ele é. Tudo em Hair clama para que não se julgue, não se condene o outro por ser diferente de nós, e isso é mais do que atual, é cotidiano. O espetáculo vem de uma carreira de sucesso no Rio de Janeiro. Que tipo de impacto ele produziu no público? Um impacto semelhante aos dos shows de rock e também a das cerimônias religiosas. O público acompanha e participa
Tudo em Hair clama para que não se julgue, não se condene o outro por ser diferente de nós, e isso é mais do que atual, é cotidiano. Cláudio Botelho de Hair como numa celebração, muito mais do que um simples musical de palco e plateia. No final, o público é convidado pelos atores a subir em cena e praticamente metade da casa realmente sobe e canta o último número junto com os atores. A montagem de Hair ofereceu algum tipo de dificuldade específica que você não encontrou nos outros musicais que produziu? Depois de 28 musicais encenados, tudo ainda é complicado quando você não quer se valer dos truques que sabe que
podem facilitar sua vida. Nossos truques são ter uma boa produção, escolher elencos que possam funcionar em cena, e trabalhar com uma equipe que já sabe do nosso processo. Fora isso, o realizar artístico é sempre difícil e doloroso, nunca é fácil. Em que momento você decidiu que estava na hora de levar este musical novamente aos palcos? Quando assisti à remontagem da Broadway de 2009. Vimos antes da estreia e sentimos o impacto da atualidade da peça e a beleza das músicas, que permanece intacta e merece ser percebida pelo público brasileiro. É mais difícil verter para o português canções que praticamente fazem parte do domínio público, como Aquarius e Let the Sunshine in? Olha, sem nenhuma falsa modéstia, já passei por tantos desafios com canções famosas nessa vida, desde West Side Story até hits do Abba, que não me assusto mais ao trabalhar sobre obras que o público já conhece de cor em outro idioma. Nunca é fácil, mas já não é aquele monstro do terror de antes. Quais as particularidades desta sua montagem de Hair em relação àquela que você assistiu na Broadway ou a que esteve em cartaz no Brasil há 40 anos? Esta montagem é absolutamente nova e particular, não tem nada a ver com esta recente da Broadway. A direção do Charles Moeller é baseada numa leitura bíblica dos personagens, uma ilação entre Berger /Cristo e Claude/João Batista. Os outros membros da tribo seriam os apóstolos, assim como Jeannie seria Maria Magdalena. Claro que isso não é
óbvio, não é preciso pensar nisso para assistir à peça. Há também diversas referências a Hamlet, tendo sido incluída uma canção inteira que não está no filme, e que é inspirada no discurso de Hamlet aos atores. Houve a necessidade de alguma adaptação histórica para que o espetáculo soasse mais atual? Nada foi adaptado. Fizemos alguns cortes em trechos muito ligados à cultura americana no segundo ato, e apenas isso. Qual é o segredo da longevidade do discurso de Hair? Não é um segredo. O musical é eterno porque fala sobre algo que nunca mudou: a exploração do homem pelo homem, a não aceitação das diferenças. Enquanto houver ditaduras e escravidão, Hair será atual. O material de divulgação do espetáculo informa que foram suavizadas as referências americanas presentes no texto. Houve necessidade de substituílas por referências brasileiras? Como não faria sentido substituir por situações brasileiras, já que a peça se passa em Nova York, no Central Park, simplesmente retiramos as referências ao presidente Lincoln, a Scarlet O´Hara (heroína do filme ...E o Vento Levou), a dialetos do Harlem e gírias de imigrantes em guetos de Nova York. Hair. Teatro Shopping Frei Caneca. Rua Frei Caneca, 569. 3º Piso. Consolação. Tel.: 3472-2226. Quinta às 21h. Sexta às 21h30. Sábado às 18h e 21h30. Domingo às 18h. R$ 130 a R$ 160.
No final, o público é convidado pelos atores a subir em cena e praticamente metade da casa realmente sobe e canta o último número junto com os atores. Cláudio Botelho