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Diário do Comércio - 12/12/2013

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São Paulo, quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

R$ 1,40

A CASA DE HADDAD CAIU

O TJ-SP concedeu liminar à ação proposta por entidades como ACSP e Fiesp e, por 20 votos a 2, derrubou o aumento de até 35% do IPTU. A Prefeitura vai recorrer. Pág. 5

Ano 90 - Nº 24.019

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

IPTU/IMPOSTURA

Conclusão: 23h35

Paulo Pampolin/Hype

'Não é possível aumentar mais impostos' Rogério Amato, presidente da ACSP, destacou que a ação se deveu ao aumento que fere o princípio da capacidade contributiva.

E a arrecadação do Leão subiu. Outro recorde... Em mais uma antecipação, o ministro Mantega disse que a arrecadação federal de novembro "foi superior a R$ 110 bilhões", recorde para o mês. O dado oficial será divulgado pela Receita. Pág. 15

Marcelo Camargo/ABr

Facebook Facepencil Faceeraser Facepaper Venda de material escolar pela internet movimenta pais de alunos, que "voltam às aulas" em pleno dezembro para aproveitar as promoções. Pág. 13 Alessandro Bianchi/Reuters

Divulgação

A grande parada natalina dos sem-teto: Paulista, Consolação e Viaduto do Chá. Francisco, "a voz do ano" da Time

Dois coelhos no palco. A musa conta...

Revista elege o papa personalidade de 2013. Pág. 12. E opinião de Guy Sorman, pág. 3

Maria Fernanda Cândido interpreta a peça White Rabbit, Red Rabbit. Pág. 11

Após travar a Cidade, o grupo foi para a CDHU, na Rua Boa Vista. Uma comissão foi recebida pela empresa e saiu satisfeita. Nova reunião foi marcada para a semana que vem. Pág. 9

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Há pela frente um longo caminho de limpeza das barreiras que impusemos nos últimos anos. Roberto Fendt

NOSSA POSIÇÃO

Para melhor empreender burocracia que afeta as empresas em geral continua se expandindo, inclusive as de micro e pequeno portes: é o caso da implementação do E-Social e da extensão da Nota Fiscal Eletrônica (NFE)para o consumidor. Mas existe um forte movimento no sentido contrário, buscando simplificar o emaranhado burocrático, capitaneado pelo ministro Guilherme Afif Domingos, da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República. Ao mesmo tempo, com apoio do ministro Afif, o Congresso Nacional vem discutindo o Projeto de Lei Complementar PLC 237/12, cujo relator é o deputado Cláudio Puty. O projeto propõe importantes mudanças na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, visando não apenas a reduzir exigências burocráticas, como a aumentar os incentivos da legislação atual e ampliar o campo de abrangência dos setores beneficiados. O PLC 237/12 altera a Lei Geral e diversos outros dispositi-

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vos legais: leis de licitações, falências, ICMS, juizados especiais, registros públicos, Código Civil, entre outros. Assim, vai melhorar as condições de participação das MPEs nas licitações, unificar exigências acessórias, simplificar pedidos de licença sanitária e ambiental, facilitar as exportações e os procedimentos de falências. E o mais importante será a obrigação de tratamento diferenciado em toda legislação que abranja as empresas de menor porte. relatório do deputado Cláudio Puty resultou de audiências públicas, inúmeras reuniões e colaborações que permitiram amplo consenso – mas inclui dois pontos que vêm enfrentando forte resistência do fisco, e que são muito importantes para que a Lei Geral possa efetivamente cumprir seus objetivos. A inclusão das empresas de todos os segmentos no SIMPLES, baseada apenas no limite do faturamento, atenderia ao dispositivo constitucional

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A expectativa do empresariado é que o Congresso aprove a PLC 237/12 em sua totalidade. Isso representará um importante avanço no sentido de fortalecer o setor mais dinâmico da economia nacional. que estabeleceu o tratamento diferenciado, que não comporta exclusões com base no ramo de atividade. uanto ao fim da substituição tributária para as micro e pequenas empresas, trata-se de medida necessária para evitar que o benefício fiscal da Lei Geral seja anulado pela cobrança antecipada do tributo sem gerar crédito para os empreendimentos menores. Esses pontos representam antigas reivindicações das entidades empresariais. Ficou de fora outro pleito, que é um

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mecanismo de saída gradativa do SIMPLES, que possibilite à empresa crescer sem ser jogada ao “manicômio burocrático e tributário” antes de atingir porte e condições administrativas e financeiras para suportá-lo. resistência do fisco à inclusão de todos os setores e ao fim da substituição tributária, tem base no argumento de que haverá forte perda de receita se esses pontos forem aceitos. Mas esse argumentonão se sustenta quando se considera que o "tratamento diferenciado" não é um incentivo que o fisco pode conceder a quem deseje, mas um direito das micro e pequenas empresas. Assim, não pode haver perda de arrecadação, se esta não é devida. A formalização de um grande contingente de empresas, resultante do SIMPLES, aumentando a receita da Previdência, seguramente compensou eventual "perda" na arrecadação de outros tributos. Além do mais, quando os incentivos fiscais foram con-

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cedidos a diversos setores característicos de grandes empresas, como o automobilístico e o de eletrodomésticos, a perda de receita não foi obstáculo. om relação à substituição tributária, ela não só fere a lógica do sistema de valor adicionado, como se contrapõe à própria natureza da Lei Geral, de reduzir a tributação. Esperamos que o Congresso aprove a PLC 237/12 em sua totalidade, o que representará importante avanço para fortalecer o setor mais dinâmico da economia, que congrega, quando se inclui os Microempreendedores Individuais (MEIs), mais de 7 milhões de empreendimentos. Além da geração de emprego e renda para milhões de cidadãos, esse setor amplia o mercado de consumo e cria uma classe média que busca seu progresso através do trabalho e do estudo, contribuindo para a construção de um Brasil mais desenvolvido e menos desigual.

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A LIMPEZA AINDA POR FAZER eitor pergunta se os resultados da reunião de Bali da Organização Mundial de Comércio (OMC), comentada nesse espaço na última terça-feira, afastam de forma definitiva as ameaças do protecionismo. O protecionismo, caro leitor, longe de estar morto, ressurgiu dos mortos após a crise de 2007-08. Essa ressurgência deu-se sob novas formas, distintas da mera elevação das alíquotas dos impostos de importação aplicados no passado. A proteção tarifária tornou-se a exceção. A maioria das barreiras ao comércio tomou a forma de barreiras não tarifárias, cujos efeitos são mais difíceis de detectar e de combater. Pior, muitas dessas medidas são aplicadas à margem das disciplinas da OMC. Podemos sumariar a evidência disponível apontando que as novas medidas, impostas entre junho de 2012 e maio de 2013, constituem o maior número de ações dessa natureza desde o início da crise em 2008. Além disso, essas medidas protecionistas guardam uma relação de três para um com medidas liberalizantes tomadas no mesmo período. Especificamente, foram impostas 431 novas barreiras ao comércio, contra 141 ações liberalizantes. Encontramse em estudo para entrar em vigor outras 183 novas

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ROBERTO FENDT

medidas protecionistas. As nações do G8 – Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Rússia – foram responsáveis por 30% dessas barreiras. Se adicionarmos a esse grupo os países do G20, do qual fazem parte, entre outros, a China e o Brasil, o percentual sobe para 65%. Finalmente, a China tem sido a nação mais atingida por essa nova maré protecionista. Desde novembro de 2008, pouco menos de mil barreiras foram levantadas contra as exportações chinesas mundo afora. Os países da América Latina não ficaram imunes a esses novos eventos que se seguiram à crise financeira. O recrudescimento do protecionismo mundial ocorreu simultaneamente aos esforços dos países latino-americanos para abrir suas economias ao comércio e ao investimento mundiais. Não que esses esforços tenham sido homogêneos em todas as partes do mundo. A Rússia, por exemplo, adotou uma estratégia de

reindustrialização que lembra muito a substituição de importações latinoamericana da década de 1950. A China e, em menor escala a Índia, induziram suas empresas a exportar através de instrumentos indutores de política econômica. E o Japão e a Coreia concederam incentivos creditícios com os mesmos objetivos. as, de forma geral, os países de nossa região objetivavam a abertura da economia quando sobreveio a crise. Os interesses comerciais da própria Argentina, por exemplo, foram vítimas de 211 barreiras em 60 países desde 2008. Mesmo os interesses de um país pequeno, como a Costa Rica, foram atingidos por 78 barreiras em 50 países, o que confirma o caráter geral do protecionismo, que independe do tamanho dos países atingidos. No total, até maio de 2012, foram impostas 2.430 medidas em todo o mundo que afetam o comércio. Os países latino-americanos foram responsáveis por 481 dessas medidas, o equivalente a 20% delas – comparativamente à participação de 4% no total do comércio mundial. A Argentina foi o país que

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mais impôs esse tipo de ações que afetam o fluxo comercial entre os países, respondendo por 184 medidas (39% do total da América Latina). Brasil não ficou muito atrás, impondo 156 medidas (33% do total), embora as barreiras brasileiras fossem, em sua totalidade, mais suaves que as suas correspondentes argentinas. Juntos, Argentina e Brasil aplicaram 72% da barreiras na região. O México ficou em distante terceiro lugar, com somente 8% delas.

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No caso da Argentina, 121 medidas atingiram os interesses comerciais da China, o país mais atingido. O segundo mais atingido foi o Brasil, com 74 medidas. Ao revés, o parceiro que o Brasil contemplou com maior número de medidas protecionistas foi a Argentina (74) seguido da Federação Russa, com 22. Portanto, do inventário de medidas relatadas anteriormente, não se deve concluir que somos apenas vítimas da proteção dos interesses internos dos países desenvolvidos. Dentre nossos parceiros,

a Argentina foi a principal vítima de nossa política de comércio exterior. Na outra ponta, fomos a segunda vítima. esta torcer para que as medidas de facilitação do comércio restabeleçam parte do que se perdeu na abertura comercial dos países, inclusive no comércio com os vizinhos. Mas há pela frente um longo caminho de limpeza das barreiras que impusemos nos últimos anos, que a facilitação do comércio não será capaz de remover. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

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Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibellis e Sílvia Pimentel. Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Arte e Diagramação: José dos Santos Coelho (Editor), André Max, Evana Clicia Lisbôa Sutilo, Gerônimo Luna Junior, Hedilberto Monserrat Junior, Lino Fernandes, Paulo Zilberman e Sidnei Dourado. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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CRÍTICAS DO PAPA AO MERCADO NÃO CONSIDERA O CRESCIMENTO QUE ESTE PROPICIA.

Papa se engana de adversário Claudio Peri/EFE

uma exortação apostólica intitulad a E v a n g e l i i G a udium, datada de 1º de dezembro, que não desagradaria a presidência populista de seu país de origem, a Argentina, o papa Francisco ataca vigorosamente a "nova tirania invisível do mercado". Esta denúncia do capitalismo, um tanto banal, nos evoca um texto famoso do economista francês, Frédéric Bastiat, publicado em 1848: aos socialistas que, já naquela época, se opunham à economia de mercado, Bastiat respondia que era mais fácil culpar o que se via – a pobreza, as desigualdades – do que o que não se via: o inexorável crescimento gerado pelo mercado. O papa, com todo o respeito que lhe é devido, orientou-se para uma retórica trivial: em nome dos pobres, aos quais consagrou sua vida de sacerdote, ele denuncia o visível e ignora o invisível. O que é incômodo, sem deixar de ser significante, levando-se em conta a influência que exerce e merece este papa.

qual a Igreja tem o que dizer: é legítimo que oriente a destinação dos resultados do crescimento por um discurso moral. Mas isso depois que houver crescimento. Antes e sem o crescimento, o discurso moralizante pode seduzir, mas soa tão vazio quanto o de João Paulo sobre a terceira via.

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ecordemo-nos, respeitosamente, de um precedente edificante, o de João Paulo II, que também se envolveu muito com a economia política. Quando, em 1990, a Polônia foi libertada da colonização soviética, João Paulo II tentou evitar que seu país se inclinasse para o capitalismo, que o aborrecia tanto quanto ao papa Francisco. O pontífice acreditou sinceramente que uma terceira via, nem socialista, nem capitalista, conduziria os poloneses diretamente da pobreza para a prosperidade e para a justiça social.

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uem será o Michel Camdessus do papa Francisco? Não se tem notícias ainda de economistas na equipe do papa e não é certo que Christine Lagarde tenha a modéstia e a fé necessárias para instruir um papa. Na falta de um mentor identificado, olhemos para um povo sábio, se bem que não muito católico: os suíços. Por ocasião de um referendo de iniciativa popular, apoiado pelos Jovens Socialistas, no último 24 de novembro, propôs-se que as remunerações dos patrões não ultrapassassem um teto de doze vezes do menor salário da empresa. Pois bem 65% dos votantes rejeitaram este Doze contra Um. Será que os suíços "divinizam" o mercado; será que eles adoram os patrões quando são bem remunerados? Não creio. Entretanto eles sabem, por experiência, pelo menos 65% deles, que o mercado, imperfeito e útil, injusto e eficaz, aumenta o que Milton Friedman chamou de "a liberdade de escolher", inclusive a de escolher a moral católica e praticar a caridade ou a filantropia. Respeitosamente, sugerimos ao papa Francisco uma viagem pontifícia à Suíça. GUY SORMAN É ECONOMISTA E ESCRITOR FRANCÊS, AUTOR DE "O ESTADO MÍNIMO" TRADUÇÃO: DOMINGOS ZAMAGNA

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O papa Francisco, ontem, na Praça de São Pedro, em Roma: crítica equivocada à economia de mercado? ech Walesa, alçado do s i n d i c a l i s m o à p re s idência da república, entoou essa mesma canção. Sem sucesso. A Polônia afundou-se ainda mais na miséria. João Paulo II, honestamente inquieto, passou a estudar economia. Escolheu, como mentor, Michel Camdessus, diretor geral do Fundo Monetário Internacional, um católico praticante.

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Camdessus persuadiu o papa de que a economia de mercado possuía uma mecânica, certamente imperfeita, porém a mais eficaz jamais experimentada para reduzir a pobreza das massas. Assim, a Polônia, sempre católica e convertida ao capitalismo, foi o único país da Europa que escapou da crise econômica de 2008: a renda média do país duplicou em vinte anos.

O papa Francisco orientou-se para uma retórica trivial: em nome dos pobres, aos quais consagrou sua vida de sacerdote, ele denuncia o visível e ignora o invisível.

GUY SORMAN amdessus tinha razão: é preciso julgar a economia de mercado pelos seus resultados e não pelos seus valores. Queremos um crescimento que no final reduza a injustiça social? Os empreendedores têm a resposta para semelhante pergunta: não convém julgar um empreendedor pela sua consciência moral – que, como cada um de nós, pode tê-la ou não –, mas a partir dos seus resultados.

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Assim o papa Francisco – perdão, perdão – e ng an a -s e profundamente quando afirma, na sua exortação, que "o mercado é divinizado". Ninguém, que eu conheça, "diviniza" o mercado: com certeza, nem os economistas, nem os empreendedores. Contrariamente, sim, os inimigos do mercado o "satanizam". a mesma maneira, quando o papa Francisco preconiza "um retorno da economia em favor do ser humano", só podemos aplaudi-lo, constatando porém que a economia de mercado sempre funciona a serviço do ser humano. O que o ser humano faz dos produtos do crescimento, como os distribui, isso já é uma outra história a respeito da

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uandocomeçou o relacionamento, ele já tinha uma empresa. Permaneceram em união estável por cinco anos, até o falecimento dele. Nesse período, a empresa teve suas quotas sociais valorizadas. Agora, ela quer receber como herança uma quantia em dinheiro referente à valorização dessas quotas. Será possível? As leis não são imutáveis, mas também não mudam ao sabor dos acontecimentos. Afinal, as leis dizem respeito a condutas, necessidades e desejos humanos. E assim, até o que parece certo como uma equação matemática pode ser questionado. Questionar, reclamar, mover ações judiciais, tudo é possível. Mas obter sucesso nessas ações é outra história. Para responder a pergunta que foi, inclusive, tema de polêmica entre tribunais, vamos ao ponto: no Brasil, o regime de bens no casamento tem cinco modalidades, muito bem especificadas em lei. O regime de bens tem como objetivo determinar a forma como o casal administrará seus bens ao longo da união. Tão importante quanto: eles apontam como será realizada a partilha caso sobrevenha o divórcio ou o falecimento de um dos cônjuges. O regime de bens é estipulado no pacto antenupcial, uma peça jurídica na qual os futuros cônjuges não só podem decidir sobre o regime patrimonial como também podem estipular cláusulas específicas, dentro dos limites legais, em relação

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E ENTÃO, CADÊ OS MEUS BENS? Q

a esse ou aquele bem. esumidamente, as leis brasileiras contemplam os seguintes regimes: comunhão universal, comunhão parcial, participação final nos aquestos, separação total e separação obrigatória de bens. Muito pode ser dito a respeito de cada um deles. O mais utilizado, o "campeão de audiência", digamos assim, é o regime da comunhão parcial de bens. Por quê? Justamente porque é o regime de bens que passa a vigorar caso os noivos não tenham feito o pacto antenupcial. Ou porque o patrimônio ainda será construído e o casal tem a impressão de que o pacto é desnecessário, ou porque o casal prefere não pensar no assunto, simplesmente ignora a possibilidade de realizá-lo. Companheiros também podem indicar um regime de bens se elaborarem um contrato de convivência ou uma escritura de união

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estável em cartório. E como todo casamento civil ou união estável requer um regime de bens, na falta de sua definição, passa a vigorar o regime de comunhão parcial, que determina o seguinte: m caso de divórcio, os contraentes partilham apenas os bens adquiridos ao longo do casamento ou união estável. Em caso de falecimento, o cônjuge ou companheiro sobrevivente ficará com metade dos bens adquiridos durante o casamento ou união estável – o que é chamado de meação, mesmo que não tenha contribuído financeiramente para sua aquisição. Mas em relação à herança propriamente, é bom que se diga, há uma grande diferença entre o que cabe ao cônjuge e ao companheiro. O cônjuge concorre com os demais herdeiros para receber todo o conjunto de bens do falecido, tanto aqueles adquiridos ao longo do casamento, quanto os bens

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particulares. Já o companheiro concorre com os demais herdeiros somente naquela parte do patrimônio que foi adquirida ao longo da união estável. Recentemente, entretanto, algo assim, tão "simples", gerou certa polêmica nos tribunais. Esmiuçando o episódio contado no início, a questão foi a seguinte: uma mulher viveu em união estável por cinco anos, de 1993 a 1997, quando, então, seu companheiro faleceu. Foi aberto o inventário. A companheira entrou com uma ação para reconhecimento de união estável. Aqui, é importante esclarecer que essa etapa do reconhecimento da união é fundamental para quem viveu em união estável e necessita buscar os seus direitos. Se ao invés de companheira, fosse cônjuge, teria uma certidão de casamento, o que facilitaria todo o trâmite, ou seja, ela não teria de provar nada. as, voltemos à questão. O que a excompanheira requeria era o valor em dinheiro referente à valorização das quotas sociais de uma empresa do companheiro falecido, valorização esta ocorrida ao longo dos cinco anos de união estável. Pois bem, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) reconheceu a existência da união estável e considerou essa valorização das ações sociais um acréscimo patrimonial, determinando sua partilha. Parece justo, não? Afinal, embora a empresa existisse

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IVONE ZEGER

antes da união estável, foi ao longo da união que as quotas se valorizaram. Mas não foi essa a opinião da família do falecido,e, portanto, detentora do patrimônio. ão satisfeita, a família interpôs recurso especial no STJ ( Superior Tribunal de Justiça)- contra a decisão do tribunal gaúcho. Nas mãos da Terceira Turma do STJ, o relator do recurso, o ministro Paulo de Tarso Sanseverino colocou os pingos nos "is". Para começar, lembrou o artigo 1725 do Código Civil: na união estável, salvo contrato escrito entre os companheiros, aplica-se às relações patrimoniais, no que couber, o regime da comunhão parcial de bens . E deu uma aula sobre sucessão de bens: "nesse regime, apenas os bens comuns se comunicam, ficando excluídos da comunhão os bens que cada companheiro já possuía antes do início da união estável, bem como os adquiridos na sua constância, a título gratuito, por doação, sucessão ou os sub-rogados em seu lugar". Para o relator, uma vez comprovado e reconhecido que as quotas sociais do companheiro falecido já lhe

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pertenciam antes do início do período de convivência, o acórdão deve retirar da partilha de bens a valorização das quotas sociais. Sansseverino também destacou que, ainda que de forma presumida, o crescimento do patrimônio do casal infere a existência de um esforço comum. Entretanto, a quota social "é decorrência de um fenômeno econômico, que não tem relação com a comunhão de esforço do casal". A família, portanto, ganhou a causa. verdade que, nesse caso, por se tratar de um bem sem materialidade, o cenário fica um pouco mais confuso. Mas o ministro Sansseverino, justamente para clarear um pouco mais, utilizou o argumento do desembargador José Ataíde Trindade, que na instância anterior, lá no tribunal gaúcho, foi voto vencido. O desembargador disse: "Fosse um imóvel adquirido antes do início do período de convivência, certamente, nem ele (imóvel) nem sua valorização imobiliária seriam objeto de partilha, devendo ser aplicada a mesma lógica às quotas sociais". E foi o que o STJ fez. É isso. A aplicação da lei exige objetividade e, repare, quanto mais simples é sua interpretação, mais rápido se chega à conclusão! IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO, AUTORA DE "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" WWW.IVONEZEGER.COM.BR

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Quem diria: a próxima MAIS: elas serão Fernanda novela de Gilberto Braga que estreará apenas em 2015, terá um casal de lésbicas na terceira idade.

gibaum@gibaum.com.br

Montenegro e Nathalia Timberg, que terão, na ocasião, 86 anos e já avisaram: sem beijo na boca!

2 “A Catedral da política de qualquer país é o Congresso. Lá, você Peru na Papuda pode celebrar a missa ou roubar a hóstia na sacristia.”

BENITO GAMA // presidente do PTB e vice-presidente do Banco do Brasil. Fotos: Emma Summerton

Portaria da Vara de Execuções Penais do DF determina que apenas detentos que já tenham autorização para trabalho externo ou que já tenham deixado a prisão nos últimos 12 meses possam usufruir do chamado saidão nas celebrações de final de ano. Condenados do mensalão, como José Dirceu, Valdemar Costa Neto e Delúbio Soares terão de ir à Justiça e o pedido será analisado pelo juiz Bruno Ribeiro, nomeado pelo ministro Joaquim Barbosa e fiel cumpridor de leis.

EM FAMÍLIA O governador Cid Gomes, do Ceará, vai indicar sua excunhada, a ex-senadora e atual deputada estadual Patrícia Saboia (foi casada com Ciro Gomes) para a vaga de conselheira do Tribunal de Contas do Estado. Deverá herdar o lugar do conselheiro Teodorico Mendes, enrolado no escândalo dos banheiros e do superfaturamento na construção do anexo do TCE. Se não pedir aposentadoria antes, Teodorico será afastado pelo Superior Tribunal de Justiça.

Portões abertos Foram 91 chefes de Estado e de governo presentes em Johannesburgo, para rezar e celebrar a vida de Mandela. Dilma Rousseff falou em português, pausadamente, para dar tempo que o tradutor repetisse os trechos em inglês. Mais: seguindo a tradição africana, durante um enterro, a chuva significa que os portões do céu estão abertos para receber a alma do falecido. Para muitos – e entre eles, os brasileiros – foi mesmo um banho de água, sem guarda-chuva para todos, do estádio até seus veículos.

SEM SOTAQUE Sabrina Sato ganha no Pânico na Band perto de R$ 300 mil mensais, incluindo-se sua participação nos comerciais: a proposta da Record é de R$ 250 mil mensais fixos, mais percentual maior nos merchandisings . Traduzindo: com seus próprios comerciais na TV, ela poderia dobrar isso tudo. Deverá mesmo protagonizar um programa nas tardes de domingo, a partir de março. Até lá, será submetida a uma espécie de treinamento, mais fonoaudiologia para tirar seu sotaque de Penápolis, interior de São Paulo.

Melhores domundo

Ricardo Amaral e José Bonifácio (Boni) de Oliveira Sobrinho (destaque) acabam de lançar na Livraria da Travessa, no Rio, Boni & Amaral – O guia dos guias, inspirado no famoso Gault-Millau, com três listas de 378 restaurantes de 26 países. Só visitaram 80; os demais foram escolhidos a partir de sugestões dos amigos, entre eles Washington Olivetto e Sérgio Mendes. Lá, foi também uma noite de mulheres bonitas: da esquerda para a direita, Christiane Torloni, Narcisa Tamborindeguy, Maitê Proença, Luiza Brunet e Lu, mulher de Boni.

A entrada do empresário Josué Gomes, filho do falecido vice-presidente José Alencar, na cena política, por pressão de Lula, parece uma novela: a cada dia ganha um capítulo novo. Entrou no PMDB em Minas Gerais (ele mora em São Paulo e participa da diretoria da Fiesp) para ser candidato ao governo mineiro: não deu. Depois, Lula imaginou que ele poderia ser vice de Fernando Pimentel ou disputar o Senado lá. Também não deu certo e, em seguida, o mesmo expresidente começou a pensar nele na vice de Alexandre Padilha na corrida do governo paulista (Lula também pensa em Maurílio Biaggi, conhecido usineiro). Agora, o ex-chefe do Governo está pensando em Josué para ser vice de Dilma – no lugar de Michel Temer.

A novela Josué

No enterro de Filomena Matarazzo Suplicy, 105 anos, mãe do senador Eduardo Matarazzo Suplicy, em São Paulo, havia uma coroa de flores enviada por “Lulu e Marisa”. A floricultura, conforme se apurou depois, errou o nome de “Lula”, transformando-o em sinônimo do aplicativo que dá nota à performance sexual de homens.

Cena pioneira O canal Viva bateu recorde de sua audiência, nesses dias, quando exibiu cena da novela Água Viva, de Gilberto Braga, em 1980, quando a atriz Maria Zilda fez um pioneiro topless na praia. Esse tipo de nudez semiparcial era raríssimo. A cena serviu também para inspirar ainda mais as cariocas envolvidas na liberação do busto nu nas praias do Rio. Maria Padilha, depois, foi convidada insistentemente por Playboy – e só resolveu mostrar tudo em 1994.

Modelo e atriz, descoberta no Orkut e uma das revelações do cinema nacional (À Deriva, E Aí Comeu? e outros), Laura Neiva, 20 anos, queridinha de Karl Lagerfeld e fidèle da Chanel, estará no elenco de Meu Pedacinho de Chão, de Benedito Ruy Barbosa. Agora, conta à revista TPM, que adora fazer faxina em casa e cozinhar. “Sei fazer de tudo, mas a minha especialidade é feijão. Com tudo, tomate, calabresa, legumes, puro”. Não bebe, não fuma e nunca usou drogas. “Não é por nada: é que não gosto mesmo”.

Da faxina à cozinha

Perdeu-se Virou gozação na internet e um blog diz: “Pede-se, por caridade, a quem localizar um foguete sino-brasileiro transportando um satélite de comunicação, informar seu paradeiro aos ministérios de Ciência e Tecnologia e das Comunicações”. Outros, esticam: “Nosso ingresso na corrida espacial depende do paradeiro da engenhoca, onde se investiu mais de meio bilhão de reais, garantindo emprego para centenas de chineses”. Por outro lado, até hoje, ninguém sabe o que o astronauta brasileiro Marcos Pontes foi fazer naquele passeio, no ônibus especial. Ele sabe: será candidato a deputado federal pelo PSB de São Paulo.

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Natal: vermelho e dourado.

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LULU E MARISA

JOÃO Roberto Marinho acaba de colocar à venda a Ilha Josefa, no litoral do Rio, com mais de 100 mil metros quadrados de extensão e casa projetada por Claudio Bernardes. Preço: US$ 20 milhões.

ZECA Pagodinho gravou seu Sambabook, na Cidade das Artes, com a participação de muitos convidados, entre eles, Roberta Sá, Gilberto Gil, Emicida e Jorge Benjor. Pagodinho estava bem-humorado: “Nunca se case com uma mulher que tenha a mãe chamada Esperança”. Gil quis saber o motivo e o pagodeiro: “Porque esperança é sempre a última que morre”.

COM TANTOS políticos e famosos presentes nos funerais de Nelson Mandela, houve quem não resistisse a tietagem. Um deles foi o ex-presidente George W. Bush, que pediu para ser fotografado ao lado de Bono, vocalista do U2, do qual é confessadamente fã. Pouco tempo depois, colocava a foto do encontro no Instagram.

Agora, governanta Em seus tempos de ministro das Relações Institucionais do governo, o deputado Luis Sérgio (PT-RJ), que depois virou titular da Pesca, como prêmio de consolação, era chamado de garçom, ou seja, “aquele que só anota o pedido”. Agora, Ideli Salvatti, que comanda o mesmo ministério de articulação do governo, foi brindada com o apelido de governanta . É aquela que cumpre todas as obrigações até chegar a patroa e modificar tudo.

MISTURA FINA

OUT

Natal: azul e prateado.

O GOVERNADOR Sérgio Cabral, cuja popularidade continua rolando ladeira abaixo, não está inconsolável apenas pelos percentuais de Luis Fernando Pezão nas pesquisas ou pelo rebaixamento do Vasco da Gama à Serie B: devido às incertezas da cena política, não poderá passar a semana de final de ano que, tradicionalmente, tem como destino Paris. E mais ainda porque, estressada, sua mulher Adriana Ancelmo, acaba de regressar de mais de semana em Nova York.

PARA QUEM gosta de comparações: o Brasil investe R$ 40 mil por ano na especialização profissional de cada preso e apenas R$ 15 mil com cada estudante universitário.

O ATOR Hugh Laurie, o Dr.House na série de TV, que também é músico e jazzista dos bons, vem ao Brasil no ano que vem, para apresentações, ao lado de sua Copper Botton Band, entre os dias 20 e 29 de março nas cidades do Rio, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo. No palco, Hugh canta, toca piano e guitarra.

Falha técnica Cada vez mais, os modelitos usados por Dilma Rousseff (no traço de Clayton) nas mais diversas ocasiões, todos criados e confeccionados por sua costureira de Porto Alegre, Luisa Stadtlander, surpreendem – e nunca a favor. Em Johannesburgo, uma falha e tanto do cerimonial brasileiro: Dilma usava uma espécie de tailleur (com renda aplicada na gola) na cor gelo, quando todas as demais mulheres, representando diversos países, envergavam roupas pretas. Para completar, Dilma usou uma mantilha negra sobre esse mesmo traje. Ninguém se atreveu a avisar Dilma da gafe – nem antes, nem depois.

Colaboração:

Paula Rodrigues / Alexandre Favero

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

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CARTEL DO METRÔ A Comissão de Fiscalização da Câmara aprovou um convite para que o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) preste esclarecimentos.

Justiça suspende o aumento do IPTU Vitória das 39 entidades do comércio, serviços e indústria na Ação Direta de Inconstitucionalidade. Paulo Pampolim/ Hype- 02.05.13

Victória Brotto Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu ontem uma liminar, por 20 votos a favor e 2 contra, derrubando o aumento do IPTU em São Paulo. Com a decisão, o aumento previsto pela Prefeitura de 20% para residenciais e 35% para imóveis comerciais está suspenso. A Prefeitura de São Paulo pode recorrer da decisão junto ao Supremo Tribunal Federal. A liminar faz parte da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) assinada por 39 entidades do setor do comércio, serviços e indústria, entre elas a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e alguns sindicatos ligados à Fecomércio, e questiona a lei nº 15.889/13 do aumento do IPTU na cidade de São Paulo. Segundo um dos advogados que entraram com a ADI, Gastão Toledo, a lei fere os princípios da razoabilidade e da capacidade contributiva previstos pela Constituição e que são "líquidos e certos". "O aumento é abusivo e a lei fere normas fundamentais da nossa Constituição. É uma vitória a concessão da liminar, uma vitória legítima e justa." "É um grito da população para todos os governantes dizendo que não é possível aumentar mais impostos. É a resposta da sociedade, representada democraticamente pelas entidades", disse o presidente da ACSP, Rogério Amato, assim que soube da decisão. Segundo ele, a ADI movida não é contra a Prefeitura nem contra o imposto, mas contra

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Vereadores já articulam uma nova votação pós a decisão do Tribunal de Justiça que derrubou o reajuste do IPTU, vereadores querem que um novo projeto sobre o imposto seja votado. "O prefeito terá que ter humildade para debater um novo projeto com a sociedade", disse José Police Neto, do PSD de Gilberto Kassab, que votou contra o reajuste. A mesma ideia é defendida por Roberto Tripoli (PV).

A

Líder do PSDB na casa, Floriano Pesaro, disse que a Prefeitura de São Paulo terá que emitir os carnês do ano que vem apenas com a correção da inflação até que se discuta um novo projeto. "O IPTU não é compatível com a capacidade de contribuição dos paulistanos, por isso, é injusto. Além disso, a votação do projeto não respeitou os princípios legais", disse ele. (Folhapress)

um aumento que fere a capacidade contributiva. Rogério Amato disse ainda que a ACSP está acompanhando o desenrolar de todo o processo e que a entidade sempre lutará pelo direito do contribuinte e sempre cumprirá seu papel de representar os comerciantes, principalmente os pequenos. Masao Goto Filho e-SIM

O aumento é abusivo e a lei fere normas fundamentais da nossa Constituição. É uma vitória legítima e justa. GASTÃO TOLEDO, ADVOGADO

O vice-presidente da ACSP e coordenador do Conselho de Política Urbana da casa, Antônio Carlos Pela, disse que a concessão da liminar está de acordo com os anseios da população. "Nós teríamos um aumento muito acima da renda dos moradores da cidade e, além disso, o comércio seria prejudicado. Temos que nos conscientizar de que não cabe

mais nenhum aumento em cima da já muito alta carga tributária. Ainda mais se considerarmos o que o governo nos dá de volta." Para a coordenadora institucional da ACSP, Marília de Castro, a decisão do TJ-SP é "uma vitória do cidadão" e mostra a força da união do comerciante. "A nossa força pode mais, já diz o slogan da ACSP. Estamos lutando pelo direito do contribuinte e, principalmente, por esse aumento abusivo que a Prefeitura determinou na lei". Marília explica que além de ter irregularidades em seu processo formal, com a votação apressada na Câmara Municipal, a lei tem irregularidades em seu conteúdo ferindo princípios "muito importantes e previstos na Constituição". Marília disse ainda que "as entidades do comércio estão lutando pelo bem comum, pelos direitos de todas as pessoas que moram em São Paulo." Miguel Rachid, diretor pleno da ACSP e comerciante comemorou a liminar contra o aumento do IPTU. " Sem dúvida alguma a suspensão do aumento do IPTU foi uma grande vitória que tivemos." ADI A ADI foi entregue ao TJ-SP no final de novembro e foi assinada por 39 entidades. Associações de bairros, como a Associação dos Amigos do Alto de Pinheiros e a Sociedade Amigos da Cidade Jardim, por exemplo, também apoiaram a iniciativa, mas não puderam integrar a ADI, pois não se enquadram como entidades de classe. E os termos da Constituição do Estado de São Paulo restringem os postulantes da ADI a "sindicatos

É um grito da população. É a resposta da sociedade, representada democraticamente pelas entidades. ROGÉRIO AMATO, PRESIDENTE DA ACSP E FACESP ou entidades de classe". Na época, o Ministério Público havia entrado com uma Ação Civil Pública contra o processo de votação da lei na Câmara dos Vereadores, mas o TJ-SP julgou como não procedente os argumentos da promotoria e manteve o aumento do IPTU. Junto da ADI, os advogados pediram a suspensão do aumento enquanto o processo corre em juízo. A Prefeitura informou que irá recorrer da decisão, pois a liminar é uma decisão provisória. Mas até o fechamento desta edição não se pronunciou sobre como ficará o envio dos boletos do IPTU previstos para começar em janeiro.

ANO VIII NO 432 . QUINTA-FEIRA . 12 DE DEZEMBRO DE 2013 ENVIE SUGESTÕES PARA: ESPACOSESCON@SESCON.ORG.BR . WWW.SESCON.ORG.BR

SESCON-SP SINDICATO DAS EMPRESAS DE SERVIÇOS CONTÁBEIS E DAS EMPRESAS DE ASSESSORAMENTO, PERÍCIAS, INFORMAÇÕES E PESQUISAS NO ESTADO DE SÃO PAULO . AESCON-SP ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS DE SERVIÇOS CONTÁBEIS DO ESTADO DE SÃO PAULO . PRESIDENTE: SÉRGIO APPROBATO MACHADO JÚNIOR . GESTÃO: 2013/2015

IR: MAIS UMA FACILIDADE DA CERTIFICAÇÃO DIGITAL DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA PRÉ-PREENCHIDA SERÁ DISPONIBILIZADA NO ANO QUE VEM APENAS PARA CONTRIBUINTES QUE POSSUEM CERTIFICADO DIGITAL Previsto para entrar em vigor em 2014, o pré-preenchimento da Declaração de IR será implementado por etapas. Por enquanto, a nova funcionalidade estará à disposição apenas daqueles que possuem certificado digital, o que, segundo o Fisco, hoje chegam a um milhão de brasileiros. No ano passado, a Receita Federal do Brasil anunciou que a facilidade abrangeria os contribuintes que optam pelo modelo simplificado, no entanto, em nota divulgada esta semana, o órgão explicou que o escalonamento será implantado por questões de segurança. O preenchimento automático deverá valer também para o modelo completo do documento. A novidade se junta a outras facilidades do uso dos certificados digitais como proteção de dados, agilidade aos processos, e acesso a serviços. “A certificação digital é uma realidade e a sua exigência e utilização devem

aumentar a cada dia”, avalia o presidente do SESCON-SP, Sérgio Approbato Machado Júnior, lembrando não apenas desta nova facilidade relacionada à declaração automática, mas também outras obrigatoriedades recentes da assinatura digital, como o acesso ao Homolognet, sistema de homologação das rescisões contratuais do Ministério do Trabalho e Emprego. Atentos a este panorama e nova demanda, o SESCON-SP e a AESCON-SP, em parceria com a Serasa Experian, mantém uma excelente estrutura, com profissionais altamente qualificados e serviços diferenciados para a aquisição de certificados digitais por associados, filiados e seus clientes. Além da sua sede, localizada na Avenida Tiradentes, 960, na Luz, Capital Paulista, a Entidade possui postos de atendimento em todo o Estado de São Paulo. Confira no portal: www.sescon.org.br.

Curso Preparatório para o Exame de Suficiência em Contabilidade - Bacharel

10 de janeiro a 21 de março, das 9h às 18h

Curso Preparatório para o Exame de Suficiência em Contabilidade - Técnico

31 de janeiro a 22 de março, das 9h às 18h

DICAS & NOTAS

Fonte: Grupo Sage

DARF - INSTITUÍDOS NOVOS CÓDIGOS DE RECEITA Por meio do ato em fundamento, foram instituídos códigos de receita a serem utilizados no preenchimento de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). (Ato Declaratório Executivo Codac 60/2013)

RECEITA TORNA FORA DE USO CÓDIGOS DE RECEITA DE DARF

CATEGORIA CONTÁBIL GANHA NOVA SEDE EM PIRACICABA A sede do SESCON-SP Regional em Piracicaba e do Sindicato dos Contabilistas tem 1.200 m² de área construída e abriga um leque diversificado de produtos e serviços para facilitar a vida dos empresários e profissionais da região. O novo endereço da classe contábil foi inaugurado há uma semana, em solenidade que reuniu o prefeito de Piracicaba Gabriel Ferrato, lideranças setoriais, políticos, autoridades e diretores das entidades, além de associados e filiados. “Nossa intenção é oferecer conforto, comodidade e ótimos serviços”, destacou o presidente do SESCON-SP, Sérgio Approbato Machado Júnior. Já o presidente do SINCOP, Hermenegildo Vendemiatti, falou da alegria em apresentar as novas instalações. “Estamos trabalhando em prol da classe em Piracicaba e região e hoje damos mais um passo em nossa missão de prestar bons atendimentos”, frisou. A cerimônia também celebrou o Projeto “2013 - Ano da Contabilidade no Brasil”, iniciativa do Conselho Federal de Contabilidade encampada pelas Entidades Contábeis para a valorização do setor, e condecorou profissionais da área pelos serviços em prol do município. Foram homenageados, por proposição da Câmara de Vereadores, Sérgio Approbato Machado Jr.; Hermenegildo Vendemiatti; os presidentes do CRC SP, Luiz Fernando Nóbrega, e da FECONTESP, José de Souza; os diretores do SESCON-SP Regional em Piracicaba, Edmir Bernardino Va-

AGENDA DE CURSOS

lente, e Sub-Regional em Limeira, Antônio Ademir Bobice; os delegados Regionais do CRC SP na cidade, José Aref Sabbagh Esteves, em Rio Claro, Agnaldo Biscaro, em Limeira, Paulo Vilalta Neto, em Americana, Valmir Frizzarin, em Santa Bárbara d´Oeste, Hamilton Meneghel, em São Pedro, Jorge Moretti, e em Capivari, Adriana Godinho; e o profissional da Contabilidade escolhido como emérito do ano, o vereador Pedro Luiz da Cruz. A nova sede está situada na Rua Pasqual Guerrine, 55, no bairro Castelinho.

Estão fora de uso os códigos de receita de Darf relativos à CPMF, constantes do quadro anexo ao ato em referência, ficando revogados ainda: a) as disposições relativas aos códigos: a.1) 6420, constante no item 1 do Ato Declaratório Cosar nº 19/1997; a.2) 7213, constante no art. 1º do Ato Declaratório Cosar nº 58/1998; e a.3) 7512 e 7662, constantes, respectivamente, nos itens 46 e 84 do Anexo I ao ADE Codac nº 94/2012; b) o ADE Codac nº 23/2009. (Ato Declaratório Executivo Codac 61/2013)

ALTERADO O MANUAL DE ORIENTAÇÃO DO LEIAUTE DA EFD-CONTRIBUIÇÕES O Ato Declaratório Cofis 91/2013, em referência, alterou o Manual de Orientação do Leiaute da Escrituração Fiscal Digital da Contribuição para o PIS-Pasep, da Cofins e da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (EFD-Contribuições), constante no Anexo Único do Ato Declaratório Executivo Cofis 20/2012, o qual passa a vigorar com os ajustes e alterações constantes do Anexo Único da norma em referência. (Ato Declaratório Executivo Cofis 91/2013)

FATORES DE ATUALIZAÇÃO DOS PECÚLIOS E DOS SALÁRIOS-DE-CONTRIBUIÇÃO PARA DEZEMBRO/2013

Descerramento da placa de inauguração da nova sede do SESCON-SP Regional e do Sindicato dos Contabilistas de Piracicaba e Região

A Previdência Social divulgou os fatores de atualização das contribuições para o cálculo dos pecúlios e dos salários-de-contribuição, para fins de concessão de benefícios no âmbito de acordos internacionais, a atualização monetária dos salários-de-contribuição, para apuração do salário-de-benefício, e a atualização monetária das parcelas relativas aos benefícios pagos com atraso, válidos para dezembro/2013. (Portaria MPS 501/2013)

Filiado à:

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O PMDB tem a presidência do Senado, tem a presidência da Câmara, tem a Vice-Presidência.. Michel Temer, vice-presidente da República

MARCO CIVIL

Pelo fim da vingança pornô na internet

.Ó..RBITA Antonio Cruz/ABr

A ideia é agilizar a retirada de cenas íntimas na web por vingança. "A sociedade pede resposta", diz relator. Divulgação - 2012

m uma tentativa de das estão sendo destruídas e o coibir o chamado r e- Congresso não pode ficar inervenge porn –vingança te. É a sociedade que pede pornô, em inglês – a uma resposta." nova versão do Marco Civil da Vídeos e fotos sensuais graInternet, em discussão na Câ- vados na intimidade do casal mara dos Deputados, prevê são compartilhados na interque pessoas que tiverem ima- net para causar humilhação gens suas de sexo ou nudez di- pública a uma das partes. Asvulgadas sem autorização po- sim, as vítimas são expostas derão ter novos mecanismos ao linchamento moral dentro para acelerar a indisponibili- e fora das redes, e os agressozação do conteúdo. res ficam preservados pelo O Marco Civil da Internet é anonimato virtual. uma espécie de "ConstituiPesquisa ainda inédita da ção" da rede e fixa princípios ONG Safernet, realizada com gerais, como liberdade de ex- quase 3.000 pessoas de 9 a 23 pressão e proteção de dados anos, mostra que 20% já recepessoais. O projeto está em beram textos ou imagens eródebate na Câmara. ticas de amigos e conhecidos Pelo texto apree 6% já repassasentado ontem ram esse tipo de pelo relator, depuconteúdo – a maiotado Alessandro ria o fez mais de Vidas estão Molon (PT-RJ), a recinco vezes. sendo tirada do material Segundo espeserá acelerada destruídas e cialistas, uma vez porque passará a o Congresso que ocorre o vazaser discutida por mento desse connão pode um Juizado Espeteúdo, é quase imficar inerte. possível parar sua cial, que terá poder, em decisão propagação. ALESSANDRO provisória, de deO revenge porn é MOLON, DEPUTADO terminar a excluum desdobramensão das imagens. to de uma prática Segundo o texto, o provedor muito comum entre adolesque disponibilizar o conteúdo centes e que também tem origerado por terceiros poderá gem nos Estados Unidos – o ser responsabilizado subsi- sextin g. A troca de conteúdo diariamente pela divulgação erótico por celular ou na interde imagens, vídeos ou outros net tem como principais vítimateriais quando, após o re- mas mulheres jovens. cebimento de notificação, deiA polícia ainda investiga xar de promover, de forma di- quem vazou as imagens de ligente, a indisponibilização duas meninas que se suicidadesse conteúdo. ram recentemente após expoMolon afirmou que a medi- sição na internet. Giana Fabi, da é uma resposta do Con- 16, do Rio Grande do Sul, por gresso aos casos de adoles- foto sua seminua tirada por centes que estão cometendo um amigo, e Júlia dos Santos, até suicídio após serem víti- 17, do Piauí, por vídeo de sexo mas da vingança pornô. "Vi com outro casal. (Folhapress)

E RIO GRANDE DO NORTE EM CRISE

O

presidente da Câmara, deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), comentou ontem a decisão da Justiça Eleitoral de afastar a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) do Rio Grande do Norte. "Reconheço e respeito a decisão da Justiça. Mas, nesse momento difícil que o Estado enfrenta, considero que o resultado final da medida não foi bom para o RN, sobretudo nesta hora de crise." O RN, único Estado do País governado pelo DEM, vive uma crise financeira, em meio a seguidas greves de servidores. Médica, Rosalba é criticada por servidores da saúde, que em outubro pediram seu

impeachment à Assembleia Legislativa – o pleito está em tramitação. Os funcionários apontam atrasos de salários e falta de pessoal e chamam a atenção para os investimentos na área, avaliados como ínfimos pelo Tribunal de Contas local. A participação da saúde nos gastos da gestão caiu: foi de 17,3% da receita em 2011 para 15,7% em 2012. Neste ano, deve ficar em 14,7%. Anteontem com 5 votos a favor e 1 contra, o Tribunal Regional Eleitoral determinou o afastamento da governadora por abuso de poder econômico e político nas eleições municipais de 2012.

BOLSA FAMÍLIA

AIRBAGS

Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou ontem projeto do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que transforma o Bolsa Família em programa de Estado. Provável adversário da presidente Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2014, Aécio quer, com a proposta, incorporar o benefício à Lei Orgânica de Assistência Social para se tornar permanentemente atrelado às políticas públicas de assistência social e erradicação da pobreza no País. O Bolsa Família é o principal programa de transferência de renda do governo federal e será uma das bandeiras de Dilma na campanha à reeleição.

20 dias de valer a obrigatoriedade de instalação de airbag e freios ABS em todos os carros novos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou que "possivelmente" o governo vai adiar a medida. "Estamos discutindo questões do equipamento de segurança que seria acrescentado aos automóveis em 2014. Estamos preocupados com o impacto sobre o preço do carro. Isso eleva o preço do carro de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil. Estamos estudando o que fazer com isso. Possivelmente, vamos adiar a entrada em vigor", disse. Os equipamentos seriam obrigatórios a partir de janeiro.

A

A

Zeca Ribeiro/Ag.Câmara

O

presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Décio Lima (PT-SC), indicou o deputado Sergio Zveiter (PSDRJ) como relator do recurso apresentado pela defesa do deputado Natan Donadon (sem partido-RO) contra a cassação aprovada pelo Conselho de Ética da Câmara. Zveiter terá até sexta-feira para apresentar seu parecer, que ainda precisará ser votado pela CCJ. Pelo regimento da Câmara, a CCJ não poderá anular a decisão do conselho. Caberá a ela decidir se concorda ou não com as razões apresentadas pelo deputado. Tanto a decisão da comissão quanto a do conselho serão enviadas à Mesa Diretora, que as colocará em votação no plenário da Casa, a quem cabe a palavra final. Os trabalhos na Câmara serão encerrados na próxima semana. A ideia de Décio Lima é conseguir votar o texto de Zveiter na próxima terça-feira.

D

para posar nua na revista Playboy e foi capa da edição de setembro de 2012. Denise conta que, por vingança, um ex-namorado postou um vídeo íntimo dos dois na internet. Depois disso, ela estreou no carnaval carioca como musa da Mocidade Independente de Padre Miguel e participou da 6ª edição do reality show A Fazenda, da TV Record. Ficou em 2ª lugar. "Tenho muita coisa para denunciar que a sociedade precisa saber", diz.

'PMDB trabalha com candidatura própria para 2018'

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DONADON

enise Rocha é mais conhecida pelo apelido Furacão da CPI. A ex-assessora parlamentar do senador Ciro Nogueira (PP-PI) ficou famosa pelo vazamento de imagens comprometedoras trocadas pelos próprios parlamentares durante uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara dos Deputados. Graças à essa exposição, ela foi demitida e resolveu investir na carreira artística. Recebeu (e aceitou) o convite

ALIANÇAS

MÁFIA DO ISS ma testemunha ouvida ontem pelo Ministério Público confirmou que é verdadeira a planilha apreendida com o auditor fiscal Luís Alexandre de Magalhães, que traz uma lista de 410 empresas que pagaram propina para reduzir o valor de ISS devido à Prefeitura de São Paulo. A testemunha é um dos auditores presos e que decidiu realizar um acordo de delação premiada com o MP. O documento aponta o pagamento de R$ 29 milhões em propina no período de junho de 2010 a outubro de 2011 e cita uma série de gigantes do setor imobiliário, ao menos dois hospitais e uma igreja evangélica. No depoimento, ele ainda disse ao promotor que mais 11 auditores integravam a chamada máfia do ISS. O papel desses auditores, segundo a testemunha, era trazer novos clientes à quadrilha, mediante comissão de 15%. Segundo a testemunha, nem todos os 410 empreendimentos da lista pagavam propina. O shopping Iguatemi era um deles. A assessoria de imprensa do Iguatemi afirmou que não era responsável pelo licenciamento de suas obras, que caberia a uma terceirizada. Um representante da construtora Tarjab confirmou que a empresa pagou propina para licenciar oito empreendimentos. Foram sete pagamentos de em média R$ 70 mil e, um último, de R$ 200 mil.

Vídeo 'curtido' em plena CPI

Temer teme que antecipar a convenção nacional da sigla desague na aliança nacional. Mister Shadow/AIS- EC

vice-presidente Michel Temer tentou descartar ontem que uma eventual rebelião do PMDB visando pressionar a presidente Dilma Rousseff nas costuras regionais dos palanques do ano que vem vá influenciar o apoio da sigla à sua reeleição. Natural cotado para compor novamente a chapa presidencial como vice da petista, ele tem agido para que as ameaças de antecipar a convenção nacional da sigla – que partem de alas do PMDB nos Estados onde há impasse nas alianças com o PT – não desaguem na aliança nacional. A ideia é que o PMDB formalize apoio à Dilma na convenção do partido em junho, mas alguns setores defendem a oficialização dos apoios regionais e federais para as eleições do ano que vem em abril.

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PODER INTACTO Ontem, Temer evitou delinear um cenário cada vez mais improvável de candidatura própria em 2014. Rebateu especulações de que ceder novamente a cabeça de chapa para o PT configure perda de poder político. "Incomoda quando dizem que o PMDB não tem poder político. O PMDB tem a

presidência do Senado, tem a presidência da Câmara, tem a Vice-Presidência..." Temer afirmou que o PMDB trabalha para lançar candidato próprio à Presidência em 2018. Não comentou qual seu nome preferido. "Sérgio Cabral (governador do Rio) e Eduardo Paes fizeram um bom governo. Não entendo o que aconteceu no Rio", comentou. Temer crê que apesar da crise de popularidade de Cabral e do cenário conflagrado entre PMDB e PT na política fluminense, o vicegovernador e pré-candidato ao governo do Rio , Luiz Fernando Pezão, não vá abrir mão da candidatura própria em 2014. SKAF EM SP Sobre a costura de palanques em São Paulo, disse que o PMDB está fechado com a candidatura de Paulo Skaf para o Palácio dos Bandeirantes, mas que aposta no deputado federal Gabriel Chalita para puxar votos. Segundo deputado mais votado no Estado em 2010, com cerca de 560 mil, Chalita deve, segundo os cálculos da legenda, aumentar a bancada federal da sigla em mais duas vagas. Ainda em São Paulo o que

Temer fica incomodado quando dizem que o PMDB perdeu poder deve ser visto nas campanhas presidenciais é a exploração das prisões do Mensalão e de casos como o da Siemens. Sobre os presidenciáveis Eduardo

Campos (PSB-PE) e Aécio Neves (PSDB-MG) disse: "Hoje, pela lógica das pesquisas, seria o Aécio, mas não é possível dizer ainda". (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

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Quem financia a democracia neste País? São as corporações ou a cidadania? Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal Alan Marques/Folhapress

MENSALÃO

MP quer investigar juiz que iniciou a execução penal Entre as acusações, está a de tratamento diferenciado aos condenados. Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) enviou à corregedoria do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) um documento pedindo que a conduta do juiz titular da Vara de Execuções Penais de Brasília, Ademar de Vasconcelos, que atuou nas primeiras prisões dos condenados no processo do Mensalão, seja investigada. De acordo com o MP-DF, Vasconcelos descumpriu a Lei de Execuções Penais, a Lei Orgânica da Magistratura e o Código de Ética da Magistratura. Ele é acusado de ter dado tratamento diferenciado aos presos do Mensalão e de ter concedido entrevistas depreciando as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em um documento de 13 páginas assinado por seis promotoras do MP-DF, é dito que Vasconcelos "sem justa causa e à revelia" de recomendações médicas "proibiu o diretor" do Centro

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de Internamento e Reeducação (CIR) do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, de encaminhar Genoino ao Instituto de Cardiologia do Distrito Federal após laudo determinar a remoção. Em documento do dia 20 de novembro, o médico do CIR, José Ricardo, avaliou Genoino e solicitou que ele fosse encaminhado para uma clínica especializada em cardiologia. A remoção só não aconteceu por ordem expressa do juiz. Vasconcelos foi até a unidade prisional e ficou por cerca de uma hora na cela em que estavam Genoino, José Dirceu, Delúbio Soraes, Romeu Queiroz e Jacinto Lamas, conversando com os presos. Após isso, não autorizou a remoção e disse que o médico deveria examinar Genoino novamente. Na nova avaliação, o médico do CIR voltou a constatar a necessidade da transferência e o diretor da unidade prisional, para conseguir a remo-

ção, a fez sem comunicar a Vasconcelos. Para o MP-DF, quando proibiu a remoção no primeiro momento, além de colocar em risco a saúde de Genoino, o juiz extrapolou as suas atribuições. Além disso, na Papuda, ao contrário dos demais detentos, nos primeiros dias os mesaleiros puderam receber visitas fora dos dias e dos horários previstos. Em outra "transgressão ao princípio da igualdade", ele permitiu que Simone Vasconcelos e Kátia Rebelo ficassem no 19º Batalhão da Polícia Militar, local destinado a militares presos. Os fatos, para o MP, ameaçaram a ordem e a segurança do sistema carcerário do DF. As promotoras destacam que, mesmo após um pedido de providência enviado à Justiça , nada foi feito por Vasconcelos. A situação só se normalizou quando ele foi substituído pelo juiz Bruno Ribeiro no comando da execução penal. (Folhapress)

Janot quer diligência em presídio procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que determine a realização de uma diligência na unidade prisional para onde pretende mandar o ex-deputado Roberto Jefferson para verificar se o estabelecimento tem condições de prestar atendimento adequado a ele. Condenado por envolvimento no Mensalão, Jefferson foi submetido no ano passado a uma cirurgia para extrair um câncer do pâncreas. A defesa quer que ele cumpra a pena em casa.

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Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Janot afirmou que tanto um laudo apresentado pelo exdeputado quanto o preparado por uma junta médica do Instituto Nacional de Câncer (Inca) reconhecem que Jefferson precisa usar de forma regular medicamentos e deve manter uma alimentação controlada. "Embora exista uma conclusão inicial do laudo médico da junta designada no sentido de que não há imprescindibilidade de que o tratamento seja feito na residência ou mediante internação em unidade hos-

Ministros votam contra financiamento de políticos por empresas s ministros Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux e Joaquim Barbosa deram ontem os primeiros votos contra a possibilidade de empresas privadas doarem recursos para campanhas eleitorais. Os dois julgaram inconstitucional também o limite baseado na renda estabelecida para doações feitas por pessoas físicas. O ministro Dias Toffoli antecipou que votará hoje no mesmo sentido. Havendo maioria, a decisão valeria já para as eleições de 2014: "Eu penso que este tema deveria ser decidido ainda neste ano. O que se trata nesse julgamento é o financiamento da democracia. Quem financia a democracia neste País? São as corporações ou a cidadania?" Um pedido de vista feito ontem pelo ministro Teori Zavascki pode adiar para 2014 a conclusão do processo. Mas na sessão de hoje devem antecipar os votos Toffoli e Luís Roberto Barroso, que devem votar no mesmo sentido. Faltarão só dois votos para que as empresas sejam proibidas de financiar candidatos e partidos políticos. Prevaleceu entre os ministros a tese de que o dinheiro das empresas desequilibra o resultado das eleições. Pelos dados apresentados por Fux, as empresas foram as respon-

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sáveis por mais de 95% das doações para as campanhas em 2012. Quanto mais dinheiro, disse Fux, maior a chance do candidato se eleger. "Diante desse quadro, eu indago: é salutar, à luz dos princípios democrático e republicano, a manutenção de um modelo como esse, que permite a captura do político pelos titulares do poder econômico? Penso que não." Para os ministros, só pessoas físicas poderiam doar recursos para os candidatos. Fux e Barbosa julgaram que o limite estabelecido pela lei para as doações de pessoas físicas é inconstitucional – o eleitor pode doar até 10% de seu faturamento. A ação contrária às doações por empresas é movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e chegou ao STF em 2011. De lá para cá, as propostas no Congresso em favor de reforma política e em prol do financiamento público de campanha não caminharam. Para Fux, o Judiciário não deveria esperar exclusivamente do Congresso uma mudança neste modelo, pois deputados e senadores foram eleitos pelo modelo atual de financiamento de campanha. E o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deu parecer favorável à proibição de doação das empresas. (Estadão Conteúdo)

pitalar, é essencial que seja feita diligência junto à unidade prisional para que informe, com a máxima urgência possível, se aquele local tem condições de permitir que o apenado cumpra rigorosamente com o atendimento médico recomendado", afirmou. Nos próximos dias, o presidente do STF e relator do processo do Mensalão, Joaquim Barbosa, deverá decidir se Jefferson e o ex-deputado José Genoino serão encaminhados para uma penitenciária ou se ficarão em prisão domiciliar. (Estadão Conteúdo)

João Paulo Cunha faz discurso emocionado em que culpa Joaquim Barbosa pelas dores dos mensaleiros

João Paulo centra fogo em Barbosa 'É ou não é um ministro que trabalha com informações seletivas?', questionou ele. ondenado a 9 anos e 4 meses de prisão por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva no processo do Mensalão, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), ex-presidente da Câmara, subiu ao plenário ontem para discursar e "prestar contas" aos seus eleitores. No pronunciamento, o deputado fez críticas à condução considerada por ele "seletiva" do ministro Joaquim Barbosa no processo, exaltou sua condução frente à presidência da Casa e disse não ter enriquecido com a política. O parlamentar não se referiu aos demais membros do Supremo Tribunal Federal (STF). Apontou o presidente do Supremo e relator do processo do Mensalão, Joaquim Barbosa, e apontou o que considera como "inconsistências no trabalho de Barbosa". "É ou não é um ministro que trabalha com informações seletivas?", questionou o deputado. "É, eu mesmo respondo. É sim." Segundo ele, os réus da ação "foram condenados sem provas e contra as provas".

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CARTILHA SELETIVA As acusações orais a Barbosa ratificaram o que estava escrito em uma cartilha distribuída antes do discurso aos

colegas, intitulada "A Verdade – Nada mais que a verdade". Segundo ele, a publicação foi paga com recursos próprios. "Não busca, assim, a verdade e a justiça, usando quando lhe interessa as informações para condenar. Quando as provas são a favor dos réus ele as despreza", observa no texto. Segundo ele, o relator usou as provas de forma seletiva. "Joaquim Barbosa tem de dizer de onde eu desviei (recursos)", declarou. O petista insistiu que não houve peculato e que "não há nenhum real de desvio". Citando passagem bíblica e a prisão do líder sul-africano, Nelson Mandela, João Paulo Cunha disse que o processo é cruel e duro e que os réus foram condenados "sem provas e contra as provas". Num pronunciamento emotivo, o deputado contou que está sofrendo com o processo, mas afirmou que a dor o "faz mais forte". E, como quem não quer nada, tentou se comparar a o expresidente sul-africano. "Mandela ficou preso 27 anos mas não perdeu sua honra." João Paulo Cunha lembrou que está há 20 anos na Câmara e "nunca tive nenhum processo em minha vida". "Fiz opção pelo silêncio porque apro-

xima a gente da gente mesmo", emendou, lembrando que não fez fortuna e que mora há 21 anos na mesma casa, na periferia de Osasco. "Não existe nada a ser encontrado em minha vida". João Paulo classificou ainda o processo do Mensalão de cruel e duro, mas disse que ele "há de ser enfrentado". Ele também alegou que foi condenado contra as provas e disse que o processo do Mensalão foi "uma farsa". João Paulo Cunha encerrou seu longo discurso sob aplausos e, na saída, recebeu cumprimentos e longos abraços dos colegas. AFAGOS AMIGOS Uma fila se formou ao longo do plenário para cumprimentar o petista e até tucanos fizeram questão de prestar solidariedade a ele. Ao pé do ouvido, o ex-presidente da Casa ouviu palavras como "força" e "parabéns" pelo pronunciamento público raivoso. Alguns lhe deram um longo abraço. Aos jornalistas, João Paulo Cunha disse que seu discurso não tinha por objetivo desabafar: "Era a hora oportuna de apresentar a revista e o mom e n t o e r a i n t e re s s a n t e . " (Agências)

Aliados descartam Tuma Jr. Governistas impedem que o autor de "Assassinato de Reputações" explique suas acusações no Senado Marcello Casal Jr./ABr

m uma ação orquestrada por aliados da presidente Dilma Rousseff, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou ontem o convite para que o ex-secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, falasse aos senadores sobre seu livro, Assassinato de Reputações, em que ele acusa o PT de fabricar dossiês contra a oposição. Entre outros fatos, conta que Lula usava codinome Barba para passar informações e foi um "preso especial" no Departamento de Ordem Política e Social. Em maioria na comissão, os aliados do governo rejeitaram o convite, que havia sido apresentado por senadores do PSDB. Os governistas argumentam que o Senado não pode ouvir acusações de um exsecretário que deixou o governo federal em meio à suspeita de beneficiar contraventores. "O delegado saiu do governo do presidente Lula debaixo de denúncias e suspeitas gravíssimas. Ele reconhece, numa declaração à mesma revista Veja, que era amigo de um contrabandista. Estas questões não são do Senado, são do Ministério Público, da Polícia Federal, Civil", disse o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). Tuma Jr. deixou o governo em 2010, quando seu nome foi ligado à máfia chinesa. Ex-secretário Nacional de Justiça,

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ele diz que se tornou vítima ao se recusar a pôr em prática métodos de alguns figurões do governo. BASE E OPOSIÇÃO O senador Wellington Dias (PI), líder do PT, afirmou que o Congresso não pode "criar a praxe" de ouvir autores de livros-denúncia. "Sei que tem processo eleitoral, disputas em jogo, mas não vale a pena a gente ir por esse caminho." Os autores do convite, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Álvaro Dias (PSDB-PR), criticaram a decisão da CCJ porque consideram que o Senado tem que ouvir denúncias de um exmembro do governo que ataca a atual gestão do PT. "Ele dá nome e sobrenome a articulações criminosas que ocorreram no âmbito do governo e do Ministério da Justiça que ele frequentou. Não se trata de documento apócrifo", protestou Aloysio Nunes. Já Dias afirmou que há uma "fábrica de dossiês nos porões da política suja" que envolve membros do governo federal. "Daremos oportunidade aos que contestam as denúncias de contestá-las em frente ao autor", disse Dias. Reportagem da Veja afirma que Tuma Jr., em seu livro, diz que recebeu "ordens" para produzir e esquentar dossiês contra adversários do governo do PT no período em que foi chefe da Secretaria Nacional

Tuma Jr: revelações e escândalos do livro não terão vez no Senado. de Justiça – de 2007 a 2010. No livro, Tuma Jr. diz que as ordens vinham do Palácio do Planalto, Casa Civil e do próprio Ministério da Justiça. E conta ainda que o assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel foi crime político e que ministros do Supremo Tribunal Federal foram grampeados ilegalmente pela Polícia Federal e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em 2007. (Agências)


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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

PETRÓLEO Senado mexicano aprova fim do monopólio estatal da Pemex

Sol, filas e música no adeus a Mandela.

FRANÇA Lei permitirá espionagem mais profunda de telefones e internet Siphiwe Sibeko/Reuters

Sul-africanos esperam até seis horas para ver pela última vez o herói antiapartheid Ihsaan Haffejee/Reuters

ob um sol escaldante, milhares de pessoas enfrentaram uma fila de até seis horas para se despedir de Nelson Mandela, cujo corpo começou a ser velado ontem em Pretória, no edifício onde o herói antiapartheid tomou posse em 1994 como primeiro presidente negro da África do Sul. Várias pessoas desmaiaram no calor enquanto esperavam sua vez de passar diante do caixão aberto de Mandela - vestido com uma camisa marrom estampada do estilo que ele tanto gostava de usar exposto sob uma tenda no Union Building. "Verei Mandela, não importa quanto espere", disse à Folhapress Poppi Mashego, com um filho de dois anos amarrado às costas, conforme é costume na África, e outro de cinco anos, em pé. "Trouxe bastante água e comida." Antes de o acesso ao público ser liberado, o corpo foi transportado na manhã de ontem do hospital militar onde estava até o local do velório. Os sul-africanos também se amontoaram nas ruas para ver a passagem do carro funerário preto, cantando antigas músicas do tempo da luta contra o apartheid. Nas primeiras horas, Mandela foi contemplado apenas pela família, amigos e dignitários. Celebridades como o cantor Bono também prestaram suas homenagens, assim como Frederik de Klerk, o último presidente branco sul-africano que dividiu o Prêmio Nobel da Paz com Mandela, que parecia enxugar uma lágrima quando o caixão passou. O corpo de Mandela, que morreu em 5 de dezembro, aos 95 anos, permanecerá no Union Building por três dias, mas a cada noite será levado de volta ao hospital. No sábado, Mandela será levado à vila de Qunu, onde cresceu e passou boa parte da infância. Ele será enterrado no domingo.

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Homenagens incluem desde vestidos com imagens de Mandela... Jim Hollander/EFE

...a cantorias e dança dos sul-africanos nas ruas de Pretória. Organização - As falhas na logística do velório se somam aos problemas enfrentados durante a cerimônia de homenagem a Nelson Mandela na terça-feira. Depois das vaias ao presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e dos problemas de acústica no estádio de Johannesburgo, o governo sulafricano está sendo criticado por usar um falso intérprete da linguagem de sinais, que fez gestos desarticulados, os quais indignaram surdos de todo o mundo. "Ele estava basicamente gesticulando. Ele não seguiu nenhuma regra gramática ou estrutura da linguagem. Apenas inventou os próprios sinais enquanto seguia adiante", disse Delphin Hlungwane da DeafSA, principal associa-

ção de surdos do país. Ele "traduziu", entre outros, os discursos do presidente norte-americano, Barack Obama, e da presidente Dilma Rousseff. O governo sul-africano abriu uma investigação sobre o incidente. Aparentemente, o suposto impostor já havia causado polêmica antes, em eventos do Congresso Nacional Africano, o partido governista. Wilma Newhoudt-Druchen, primeira deputada surda eleita para o Parlamento sul-africano, chegou a tuitar durante o evento: "O intérprete está gesticulando bobagem. Ele não sabe fazer. Por favor tirem-no de lá". O pedido não foi atendido. O homem ficou até o final do evento. (Agências) Andres Stapff/Reuters - 10/12/13

Cortejo fúnebre de Mandela foi acompanhado por milhares de pessoas em Pretória.

Uma dupla derrota para os rebeldes moderados sírios Ocidente suspende ajuda após avanço de islâmicos Ammar Abdullah/Reuters

s Estados Unidos e o Reino Unido suspenderam ontem toda a ajuda não letal ao norte da Síria depois que forças da Frente Islâmica tomaram o controle de bases e depósitos de rebeldes moderados. As instalações pertenciam ao Exército Livre Sírio (ELS), na travessia Bab al-Hawa, entre Síria e Turquia. Não ficou claro por que a Frente Islâmica tomou o controle das bases. Os EUA pediram ao ELS fazer um inventário, a fim de verificar o estoque perdido. Segundo o porta-voz do governo dos EUA, Josh Earnest, a ajuda militar não letal, composta principalmente por rádios e veículos, estará suspensa até que a oposição moderada recupere os depósitos. As tensões aumentaram entre a Frente Islâmica, uma

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Rebeldes do ELS brincam de guerra de bola de neve em Alepo fusão de sete grupos islâmicos, e o ESL, a coalizão rebelde apoiada pelo Ocidente, embora ambos lutem pela queda do regime de Bashar al-Assad. A luta interna dos rebeldes enfraqueceu seus esforços em derrubar Assad no conflito

que começou em março de 2011. Nos últimos meses, a entrada de grupos radicais, alguns deles vinculados à AlQaeda, complicou o conflito e provocou o aumento do receio do Ocidente em ajudar as forças rebeldes. (Agências)

Valentsin Ogirenko/Reuters

Ucranianos não arredam pé da praça polícia ucraniana recuou ontem da praça da Independência, depois que manifestantes contrários ao governo fizeram uma corrente humana em torno da prefeitura de Kiev para evitar a desocupação. O presidente Viktor Yanukovych defendeu o diálogo, mas a oposição pede que ele deixe o cargo. Os Estados Unidos admitiram ontem aplicar sanções contra a Ucrânia caso mantenha a repressão contra os manifestantes que defendem um acordo de livre comércio com a União Europeia. (Agências)

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Jovens fazem passeata a favor da legalização da maconha antes da votação no Senado na terça-feria

Corrida por visto uruguaio

chanceler do Uruguai, Luis Almagro, disse ontem que o número de estrangeiros que perguntam sobre como tirar o visto de residência subiu nos últimos dias devido à legalização do comércio e da produção da maconha.

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Almagro, porém, destacou que "a ideia não é gerar um turismo de maconha". A declaração foi feita no mesmo dia em que a Organização das Nações Unidas criticou a lei, que violaria tratados internacionais. (Agências)

Polícia de Kiev recua após ser alvo de jatos d'água dos manifestantes


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Protesto por moradia trava o Centro Manifestação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto saiu do vão livre do Masp e foi até o Viaduto do Chá, no Centro. À tarde, grupo foi recebido na CDHU. Mariana Topfstedt/Estadão Conteúdo

Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) parou o Centro de São Paulo, ontem, ao realizar uma grande passeata contra despejos de moradores de favelas e por melhores programas habitacionais. O grupo partiu do vão livre do Masp, na Avenida Paulista, desceu a Rua da Consolação e foi até o Viaduto do Chá, onde fica a Prefeitura de São Paulo. O trânsito na região central travou durante a manhã e parte da tarde. A Paulista chegou a ser totalmente bloqueada n o s e n t i d o C o n s o l a ç ã o. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) chegou a emitir um alerta aos motoristas pedindo que evitassem trafegar na área do protesto e optassem pelo transporte coletivo. Às 11h45, o grupo chegou à Prefeitura e soltou rojões. De acordo com a Polícia Militar (PM), eram 2 mil manifestantes. A organização do movimento estimou em cerca de 10 mil. Houve críticas às políticas habitacionais do prefeito Fernando Haddad (PT) e do governador Geraldo Alckmin (PSDB). À tarde, o grupo foi para a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), na Rua Boa Vista, onde uma comissão foi recebida pela empresa. Segundo o grupo, o encontro terminou de forma positiva. "Foi encaminhada a liberação de recursos da Casa Paulista para viabilizar empreendimentos que tenham sido

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aprovados pela Caixa. A CDHU também vai dar apoio técnico ao movimento em topografia e sondagem dos terrenos para elaboração de projetos de moradia", afirmou Guilherme Boulos, coordenador do MTST. Uma nova reunião está marcada para a semana que vem. Em nota, a CDHU afirmou que "todos os pontos apresentados pelos manifestantes já estão sendo atendidos. Em muitos casos, os processos são complexos e envolvem viabilização de terrenos, gestão de documentos, legislação e elaboração de projetos que atendam a requisitos para edificação". A companhia afirmou ainda que as lideranças reivindicaram atendimento de aporte do Programa Casa Paulista para construção de novas moradias em áreas ocupadas no bairro do Campo Limpo e nas cidades de Santo André e Taboão da Serra, e acrescentou que o aporte do programa está garantido para 2014. De acordo com Guilherme Boulos, apenas na capital paulista o déficit habitacional é de 450 mil moradias. Um dos que participaram do ato foi o segurança Diogo da Silva, de 51 anos, morador de Paraisópolis, na zona sul. "Pago 600 reais por uma casinha lá. É um absurdo", afirmou. Noite – À noite, os sem-teto voltaram a protestar no Centro. Cerca de 100 pessoas percorreram ruas como a Xavier de Toledo, 7 de Abril foram até a esquina da Avenida Ipiranga com a São João. (Agências)

Protesto de sem-teto percorre as ruas do Centro Velho de São Paulo: cerca de dez mil manifestantes participaram do ato, segundo o movimento.

Tamoios deve estar pronta no Natal, promete Dersa.

otoristas que pretendem ir para o Litoral Norte durante os feriados de Natal e Ano Novo encontrarão a Rodovia dos Tamoios com "99% das obras de duplicação concluídas", segundo a Dersa (empresa que administra a rodovia). Após um ano e sete meses de obras, o trecho de 49 quilômetros se-

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rá liberado ao tráfego no dia 19 quase completo. Do km 11,5 ao km 60,4 estarão disponíveis duas faixas em cada sentido da via, onde antes havia apenas uma. São esperados 30 mil veículos por dia no período de feriados, o dobro do movimento em um dia normal. A exceção é um trecho com

cerca de 1,5 quilômetro na região conhecida como Serrinha (km 26 ao km 28), que não foi concluído e tem previsão para retomada das obras em 6 de janeiro, quando o movimento de veículos na rodovia deve voltar ao normal. O trecho não ficou pronto devido às chuvas na região. (Folhapress)

Marcello Bacellar Ribéra/Estadão Conteúdo

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CAI NÚMERO DE FUMANTES NO BRASIL

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consumo de cigarro no País caiu 20% entre 2006 e 2012, apontam dados do 2.º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, sobre o uso do tabaco, realizado pela Universidade Federal de São Paulo e divulgado ontem. De acordo com a pesquisa, 19,3% da população brasileira se declarou fumante na sondagem realizada em 2006. Em 2012, o índice caiu para 15,6%, equivalente a 19,4 milhões de fumantes. A queda entre os adolescentes foi ainda maior. No período analisado, o porcentual de menores entre 14 e 18 anos que fumam passou de 6,2% para 3,4% – redução de 45%. "Podemos apontar as leis federais e estaduais que dificultaram o consumo do cigarro como uma das razões para essa queda. Mas há uma

tendência mundial de declínio no uso do tabaco e maior informação sobre a dependência que ele causa entre as novas gerações", afirma a psiquiatra Ana Cecília Marques, uma das responsáveis pelo estudo. Embora o consumo tenha caído, os indicadores de dependência entre os que continuam fumando se agravaram. O número médio de cigarros consumidos passou de 12,9 para 14,1 entre 2006 e 2012. Já o porcentual dos que fumam o primeiro cigarro até cinco minutos após acordar passou de 17,9% para 25,3% no período. O levantamento mostra ainda que 90% dos fumantes gostariam de largar o vício. Em 2006, 81% manifestavam esse desejo. (Estadão Conteúdo)

Cris Fraga/Estadão Conteúdo

Passageiros ilhados na Avenida Brasil, zona norte do Rio, durante a manhã de ontem. Prefeito pediu que população não saísse de casa.

Temporal mergulha o Rio no caos Estefan Radovicz/Ag. O Dia

m temporal de dez horas, em que choveu mais da metade do esperado para todo o mês de dezembro, provocou um dia de caos na capital e na região metropolitana do Rio. Uma pessoa morreu. As principais vias de acesso ao Rio de Janeiro - Avenida Brasil, Presidente Dutra - tiveram pontos de alagamento e retenção ao longo do dia. Criminosos aproveitaram o longo engarrafamento para saquear mercadorias de caminhões e assaltar motoristas. Passageiros chegaram a abandonar os ônibus e caminharam até cinco quilômetros na Via Dutra. A Baixada Fluminense foi a região mais atingida - 2.070 famílias ficaram desalojadas nas cidades de Nova Iguaçu,

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JARDIM VERTICAL – Homens dão retoques finais em um

jardim vertical instalado em um prédio no Largo Padre Péricles, na Barra Funda, zona oeste, na altura do Elevado Costa e Silva.

Japeri (prefeituras que decretaram estado de calamidade públic a ) , Queimados e Mesquita. Em Nova Iguaçu, o pedreiro Martinho da Vila, de 50 anos, desapareceu ao ser arrastado pela correnteza de um rio, às margens da Dutra, e um homem ficou ferido. À noite, um corpo foi encontrado no rio, mas não havia sido identificado. Houve 16 deslizamentos de terra e cinco casas desabaram parcialmente. No Rio, entre meia-noite e

10 horas, choveu o acumulado de 73,8 milímetros. A previsão para o mês é de 1 6 4 , 6 . A r egião de Irajá, na zona norte, registrou o maior pico 164 mm, acima dos 150 m m e s p e r ados para dezembro. A recomendação do prefeito Eduardo Paes foi para que as pessoas não deixassem suas casas. "Os rios não estão drenando. Temos que olhar com mais tranquilidade isso. A gente pede que as pessoas evitem sair de casa e tragam os filhos para

dentro de casa. Essas brincadeiras nas ruas são perigosas, a gente vê crianças nadando nos alagamentos", disse o prefeito, pela manhã, em entrevista à Rede Globo. Dilma – A presidente Dilma Rousseff ofereceu ajuda federal para enfrentar as chuvas que atingem o Estado do Rio de Janeiro. Ela telefonou ontem à tarde para o prefeito do Rio, Eduardo Paes e para o governador fluminense, Sérgio Cabral, para manifestar solidariedade à população. Segundo Cabral, por determinação da presidente, patrulheiros e viaturas da Polícia Rodoviária Federal devem ser deslocados do Espírito Santo e de São Paulo para ajudar no patrulhamento da Via Dutra (Agências).


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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Uma jornada até a camada de ozônio Cientistas desejam estudar a estratosfera de perto e querem chegar lá usando um planador. Viagem está agendada para agosto de 2015 e sairá da Argentina. Fotos: Leah Nash/The New York Times

Einar K. Enevoldson, fundador e piloto-chefe do projeto, voa em planadores desde 1947.

Matthew L. Wald sta talvez seja a parte mais bizarra da atmosfera, 24 quilômetros acima da região polar, onde grandes nuvens estratosféricas de ácido nítrico e vapor d'água brilham em um cor-derosa iridescente enquanto os produtos químicos produzidos pelos seres humanos levam caos à camada de ozônio. Os cientistas desejam estudar a estratosfera de perto, mas isso já fica quase no espaço, a uma altitude que ultrapassa a capacidade de qualquer avião convencional. Como chegar até lá? Em um planador. Sem o peso dos motores e do combustível, o planador pode ser levado até lá por meio de fenômenos atmosféricos naturais, afirmam engenheiros. Assim, uma equipe de cientistas, fãs de aviação e empreendedores está

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construindo um planador de dois lugares para resistir aos riscos inerentes do voo estratosférico. A jornada está agendada para agosto de 2015. O planador será levado em um avião de carga até El Calafate, na Argentina, onde os ventos do Oceano Pacífico são desviados pelos Andes e criam uma onda estacionária com correntes ascendentes que chegam a nove metros por segundo. "As ondas da montanha são tão íngremes e fortes que chegam a fazer espuma", afirmou Edward J. Warnock, chefe do Perlan Project, a organização não governamental que está construindo o Perlan II. Um monomotor, provavelmente uma aeronave agrícola, levará o planador até essas ondas a cerca de 3.000 metros de altitude. No ponto em que as ondas perdem a força, a 18.000 metros de altitude, espera-se que o planador chegue a outro fenômeno,

Morgan Sandercock trabalhando no Perlan II. Planador será levado em um avião de carga até El Calafate.

Sandercock e Enevoldson usam até um pouco de intuição na construção do planador. o vórtice polar – ventos circulares que funcionam como um ciclone gigante durante o inverno austral, dando-lhe outro empurrão para cima. Se conseguir pegar essa corrente, o planador irá ainda mais alto, chegando às Ondas Estacionárias Estratosféricas, ou nuvens Perlan, e mais alto ainda, até o buraco na camada de ozônio, onde as reações químicas que afetam a camada de ozônio acontecem (Perlan é o termo islandês para "pérola", utilizado para descrever as nuvens iluminadas pelo sol). O objetivo é chegar a 27.432 metros, ou a 27,4 quilômetros, de altitude e estabelecer um novo recorde para planadores. O antecessor do planador, o Perlan I, estabeleceu o recorde de 15.461 metros no dia 30 de agosto de 2006. O Perlan II custará cerca de US$ 7,5 milhões, dos quais US$ 3,5 milhões já foram gastos; o projeto ainda precisa arrecadar fundos. Um dos organizadores é Dennis Tito, o gestor de fundos de pensão que gastou US$ 20 milhões para visitar a Estação Espacial Internacional. Steve Fossett, o aeronauta que pilotou o Perlan I, morto em 2007 em um acidente de monomotor, foi outro dos organizadores. O Perlan I também usou as correntes ascendentes dos Andes e a subida demorou quatro horas e meia. O novo planador terá uma envergadura de 25 metros e pesará apenas 770 quilos, incluindo os tripulantes – 45,6 quilos mais leve que o Perlan I, muito embora o avião antigo tivesse uma envergadura de 21,9 metros. Os construtores afirmam que o Perlan II já está 80% pronto.

Enormes peças de fibra de carbono que se parecem com tecidos – malhas unidas em dois tons de cinza – cobrem boa parte do hangar, enquanto esperam para serem coladas. No final, tudo será pintado com uma tinta branca reflexiva para impedir que o Sol aqueça as partes a ponto de enfraquecer o epóxi (no entanto, dentro da cabine, o ar estará quase congelando). O planador foi projetado, em parte, com a ajuda de cálculos de computador e em parte com a da intuição. Asas longas e com uma distância curta entre a ponta e o bordo de fuga geram pouco arrasto, o que é fundamental para aviões sem motores. Porém, à medida que as asas ficam mais longas, aumenta a tendência de elas se dobrarem, de forma que precisam ser feitas de um material com maior resistência interna e, portanto, mais grosso. Só que asas mais grossas têm dificuldade para se manter no ar. "Sempre precisamos fazer concessões", afirmou Einar K. Enevoldson, fundador e piloto-chefe do projeto, que viajou como copiloto de Fossett no voo que bateu recorde de altitude. Enevoldson voa em planadores desde 1947, quando tinha 15 anos, e tem grande experiência em caças e aviões de pesquisa projetados para altitudes extremas. Reflexos – Aos 81 anos de idade, seus reflexos não são mais os mesmos, afirmou Enevoldson, mas seu julgamento na hora de realizar a difícil tarefa de encontrar as correntes ascendentes ainda é ótimo. O projeto do planador mescla desempenho e

segurança. Acima dos 15.240 metros de altitude, a pressão do ar é tão baixa que seria impossível para o piloto respirar, mesmo que estivesse com uma máscara de oxigênio. Uma das soluções seria uma roupa pressurizada, mas ela seria grande demais para um planador projetado para ir tão alto. O sistema do planador será enganado pela atmosfera fina e mostrará uma velocidade de cruzeiro de 74 km/h, aproximadamente o que ele precisa para planar. Todavia, para receber essa leitura em um ar tão rarefeito, a velocidade real deverá ser de 540 km/h. E, indiretamente, é isso que estabelece o limite de altitude. O desafio para o planador, assim como para qualquer aeronave, é se mover rápido o bastante para subir no ar rarefeito e continuar planando, sem chegar à velocidade do som, que causaria estresse demais à fuselagem. Contudo, à medida que a densidade do ar diminui, o mesmo ocorre com a velocidade do som. O ar que passa acima da asa do Perlan II estará próximo da velocidade do som, mas não irá alcançá-la. "Eles certamente terão que dar um passo adiante em termos de desempenho, o que significa ir para o alto com pouquíssimo empuxo", afirmou Richard P. Anderson, professor de engenharia aeroespacial, da Universidade Aeronáutica de EmbryRiddle, em Daytona Beach, Flórida, e piloto de planador, que não está ligado ao projeto. Além disso, a altitude também gera outras complicações. Uma delas é a necessidade de pressurizar a cabine para

que os pulmões humanos resistam à pressão – algo que outros aviões fazem com a ajuda de um motor. A solução é vedar a minúscula cabine à medida que o planador sobe e deixar um pouco de ar escapar por uma válvula para que a pressão da cabine imite a de 4.400 metros de altitude. A cabine vedada precisa de purificadores similares aos de naves espaciais para remover o dióxido de carbono e a umidade, evitando a formação de gelo nas janelas e paredes do planador. Não há maneira de esquentar o avião – outra consequência da falta de motor –, então os dois pilotos, que irão se revezar no comando da aeronave, usarão meias com solas aquecidas, afirmou Enevoldson. Ambiente extraterrestre – A invenção toda, crivada de janelas redondas para minimizar o estresse sobre a fuselagem, parece ter sido preparada para um ambiente extraterrestre. "A temperatura e a pressão atmosférica não são muito diferentes das de Marte", afirmou Warnock, executivo-chefe do projeto. Marte é um dos interesses especiais de Tito. Na verdade, os engenheiros afirmam que seu avião voaria bem na atmosfera marciana – se pudesse chegar até lá e contar com um rebocador que o tirasse do chão. A estratosfera está pronta para um estudo mais próximo, afirmam os cientistas. É lá que o Sol rompe continuamente as moléculas de ozônio, compostas por três átomos de oxigênio. Na atmosfera, o terceiro átomo tem a tendência de se unir ao CFC, uma substância refrigerante criada pelos humanos. Embora esses produtos químicos tenham sido praticamente banidos, os átomos livres de oxigênio permanecem unidos a átomos de cloro ou flúor por 50 anos, sem se tornarem parte de novas moléculas de ozônio, causando um esvaziamento na camada de ozônio e alterando o equilíbrio natural do planeta. O Perlan II pode colher amostras e usar lasers para observar e medir a concentração de produtos químicos. Também se espera que ele forneça dados sobre como o ar se mistura em altitudes tão extremas, um fenômeno crucial para o equilíbrio de calor do planeta. The New York Times


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Ópera no cinema Turandot, de Puccini. Hoje (12) Eldorado Cinemark e circuito. Destaque para a soprano Lise Lindstrom. Royal Opera House, Londres. 19h. www.cinemark.com.br

Natal heroico. Nos presentes e na intenção.

TEATRO Fotos: D ivulg

ação

Neste palco, só se improvisa. Mas o texto é sempre imutável. Sérgio Roveri

ssim que saiu do palco do Teatro Ágora após apresentar o monólogo White Rabbit, Red Rabbit (Coelho Branco, Coelho Vermelho), no domingo retrasado, o ator Thiago Lacerda, enquanto ainda era cumprimentado pelo público, confessou que podia ter realizado uma performance mais ousada, mais completa, “caso conhecesse melhor o texto e o projeto”. O desejo de Lacerda, que deve ter sido idêntico ao de dezenas de atores que participaram do mesmo experimento, é algo impossível de ser atendido: o primeiro e principal mandamento de White Rabbit, estipulado pelo autor da peça, o iraniano Nassim Soleimanpour, de 32 anos, é o de que o ator convidado não conheça absolutamente nada do texto e nem tenha visto o espetáculo anteriormente. O intérprete recebe o texto, dentro de um envelope de papel pardo lacrado, no momento em que sobe ao palco. O que virá a seguir é uma sucessão de surpresas, revelações, gags e, principalmente, um relato sobre a opressão do regime iraniano. White Rabbit foi apresentado pela primeira vez no Brasil em julho, durante o Festival

A

Série de câmara na Academia Paulista. Grátis. Paulo Brucoli (piano) e seus irmãos Fávio (violino) e Mauro (cello) formam o conjunto Aulustrio, que se apresenta nesta quinta (12) dando sequência à série de câmara da Academia Paulista de Letras. No programa, destaque para duas obras de Brahms: Trio para Piano, Violino e Cello em Si Maior Op. 8 e Sonata para Cello e Piano Nº 1em Mi Menor Op. 38. Largo do Arouche, 324. Tel.: 3331-7222. 18h30. Grátis. Ingressos uma hora antes.

Ana Barella

Denise

Del Vec chio: o

dia dela

Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. Depois de cumprir uma pequena temporada no Teatro do Sesc Vila Mariana, o espetáculo faz as quatro últimas apresentações na Cidade de hoje, 12, a domingo, 15, no Teatro Ágora, com os seguintes atores convidados: Maria Fernanda Cândido (hoje), Rubens Caribé (amanhã), Otávio Dantas (sábado) e Denise Del Vecchio no domingo. A peça já foi traduzida em 15 idiomas (a versão para o português é de Mauricio Ayer). Soleimanpour escreveu White Rabbit há três anos. Na época, estava impedido de deixar o Irã: por ter se recusado a prestar o serviço militar obrigatório, teve o passaporte confiscado. A peça foi a maneira que ele encontrou de fazer com que pelo menos seu trabalho pudesse correr o mundo. A fórmula deu certo: como dispensa ensaios, diretores, figurinos e cenários, White Rabbit pode ser feita a qualquer hora, em qualquer teatro, necessitando apenas da presença de um ator e um público disposto não apenas a ouvi-lo, mas a colaborar com ele, já que em vários momentos do espetáculo a plateia é chamada a subir ao palco e ajudar na condução da narrativa.

Mozarteum Brasileiro e a temporada de 2014 Já estão à venda as assinaturas para a temporada do ano que vem. Entre os destaques, a Bruno Walter Symphony Orchestra, os Solistas de Moscou, a Philharmonia Orchestra (regida pelo russo Vladimir Ashkenazy, também notável pianista) e a Beijing Symphony Orchestra. Tel.:: 3815-6377. O site é www.mozarteum.org.br. (MMJ)

é domin

go.

A trama de White Rabbit tem o lirismo ingênuo de uma fábula infantil. Um coelho deseja assistir a um espetáculo de circo, mas é impedido por um urso que trabalha na bilheteria. Após conseguir dinheiro para o ingresso e se comprometer a manter as orelhas abaixadas para não prejudicar a visão do público, o coelho finalmente entra no circo. Convidado a subir ao picadeiro, o pequeno animal passa então a ser perseguido por ursos, corvos e onças. Este roteiro, que de início chega a produzir risos na plateia, vai aos poucos ganhando cores mais sombrias, quando temas como autoritarismo, repressão política e suicídio afloram na história. “Foi um desafio inédito na minha carreira de ator: chegar ao palco, abrir um envelope e começar a interpretar um texto que eu nunca havia lido”, disse Lacerda. “É preciso ter uma concentração e uma presença de espírito gigantescas. Não sabemos o que a próxima página nos reserva”. SERVIÇO: White Rabbit, Red Rabbit, de hoje a domingo no Teatro Ágora, Rua Rui Barbosa, 672, tel.: 3284-0290. Quinta, sexta e sábado às 21h e domingo às 20h. Ingressos a R$ 20.

Ghirri, o mestre das cores. Em bela exposição. Mestre e pioneiro no uso de cores na Itália, o país ontem nasceu, Luigi Ghirri (19431992) ganha uma bela retrospectiva na Cidade, chamada de Pensar por Imagens. Ícones, Paisagens, Arquitetura. Fazem parte da mostra 200 obras - fotos, livros, objetos pessoais. Realização do Instituto Moreira Salles. Rua Piauí, 844, 1º andar. Tel.: 3825-2560. Terça a sexta, 13h às 19h. Sábado, domingo e feriados, 13h às 18h. Grátis.

perto do Natal que o jornalista André Forastieri, em parceria com a Livraria Cultura, lança o portal de we-commerce Heroi Shop. Isso mesmo, wecommerce, não e-commerce. O jogo de palavras é uma invenção de Forastieri. Sua loja online vende produtos do mundo nerd (DVDs, quadrinhos, CDs, games) e uma porcentagem das vendas – de 1% a 3% – vai para instituições de caridade. "A ideia básica é dar um 'superpoder' ao e-commerce. O poder de beneficiar outros e ajudar quem precisa, cada vez que você faz uma compra", explica Forastieri. O objetivo da Heroi Shop para 2014 é impactar, todos os meses do ano, 10% dos internautas brasileiros, ou seja, 10 milhões de pessoas. A missão é quase digna de super- herois, porém, unindo o

É

público doido por nerdices, as facilidades do e-commerce (que nesta loja tem frete grátis ) à vontade de ajudar o próximo, quem sabe? O projeto da Herois Shop pretende de três em três meses mudar a instituição beneficiada pelas vendas. Nesta primeria fase, a sortuda é a instituição LAMARCA, que trabalha com deficientes visuais. "Nosso objetivo é não só gerar doações, mas também, visibilidade para as entidades", conta Foratieri. Super produtos – O trabalho de cobrança e envio dos produtos é feito pela Livraria Cultura, já a curadoria fica por parte do site. Quem gosta de cultura pop, video games, HQs e afins é um prato cheio para resolver as compras de Natal. Forastieri é um fã de quadrinhos, ele já trabalhou em diversas publicações do gênero, como a revista Heroi,

além de escrever corriqueiramente sobre o assunto em seu blog. Ele recomenda dois livros dentre os milhares de produtos à venda em sua loja: Will Eisner: Um Sonhador Nos Quadrinhos (R$ 59,90), biografia do quadrinista criador do termo graphic novel e do personagem Spirit, e Marvel - A História Secreta (R$ 49,90), que conta a trajetória da editora desde seu início, e ganhou o Prêmio Eisner de Melhor Livro Relacionado a Quadrinhos deste ano. Para facilitar a navegação , o portal também tem áreas chamadas de Super Lojas, com produtos específicos da Disney, Senhor dos Anéis, entre outros. E uma área de música, com curadoria do produtor musical Miranda, o Garimpo do Mirando Herói Shop. www.heroishop.com.br

ÓPERA 2014 NO MUNICIPAL Teatro Municipal de São Paulo já começou a venda de assinaturas para a temporada lírica do ano que vem. Serão 10 opções de pacotes de ingressos (assinaturas). Para 2014, estão programadas: Il Trovatore (Verdi), em março; Falstaff (Verdi), em abril; Carmen (Bizet), em maio e junho; Salomé (Richard Strauss), em setembro; Pagliacci (Leoncavallo) e Cavalleria Rusticana (Mascagni), em outubro; e Tosca (Puccini), entre no-

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vembro e dezembro. Renovação e trocas: até 15/12; trocas: 17 a 29/12; novas assinaturas: 17/1 a 12/2; ingressos avultos: a partir de 14/2. Bilheteria: tel.: 3397-0327 (informações). Ingresso ráp i d o : t e l . : 4 0 0 3 - 1 2 1 2 - w w w. i n g r e s s o r a p ido.com.br. Teatro Municipal: www.theatromunicipal.sp.gov.br. Cadastrando-se neste site, o interessado poderá ter acesso online ao caderno de assinaturas com informações sobre a temporada.

GASTRONOMIA Delícias do Poeta, para almoçar ou curtir no happy hour. Lúcia Helena de Camargo Paulo Pampolin/Hype

dica da semana é o bistrô Delícias do Poeta, na Vila Romana. Bom para almoçar ou reunir os amigos no happy hour. Inaugurado no início do ano, ganhou recentemente novo conceito e decoração, que vai da pintura nas paredes com poemas do proprietário, Kleber Gutierrez, ao trabalho de paisagismo, que conta com delicados jardins individuais em cada mesa. “Nossa ideia é oferecer alta gastronomia a preço de comida por quilo”, diz Gutierrez, que serve pratos como o bacalhau fresco no forno ao vapor com legumes, vendido a R$ 22.

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A maioria das receitas são criações próprias. Algumas vêm de heranças de família, como as sobremesas, preparadas por dona Jaira, mãe e sócia de Kleber. Entre elas, a torta de ricota com cobertura de groselha e o bolo de bolacha, coberto por doce de leite caseiro puxado no licor Bailey ’s. A fórmula deixa a sobremesa doce na medida certa. Ambas custam R$ 5,50. Não há um cardápio tradicional. No menu constam apenas os itens que podem ser preparados diariamente, ao gosto do cliente: carnes, peixes, aves, pastas, saladas, omeletes recheadas, panquecas,

Acima, quiche de siri mole com castanha. À direita: torta de ricota.

empanadas integrais, bolos, tortas, quiches, cafés, sucos, chás, chocolates, vinhos e cachaças. “Adoro servir e adivinhar o que quer comer cada pessoa que entra”, diz o dono do bistrô. Jornalista por formação e poeta em tempo integral (publicou o livro de poesias Le t r a , em 1997), Kleber comanda, uma vez por mês, o evento Delícia Cultural, no qual são apresentadas peças de teatro, exibidos filmes e inauguradas mostras de arte e fotografia, que depois permanecem em exposição. Nesta sexta (13) será exibido o curta-metragem Ataque de

Consciência, que tem roteiro escrito por Kleber e atuação de Roberto Skora. “Tudo aqui no bistrô respira arte”, resume. Delícias do Poeta. Rua Duílio, 323. Vila Romada. Tel.: 2628-3330. www.facebook.com/Delicias DoPoeta.com


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Rorschach feito de luz

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A série "Light Rorschach", do fotógrafo Nicolas Rivals é inspirada no teste Rorschach (aquele, das manchas no papel). Trata-se de uma combinação de fotografia de longa exposição com a chamada pintura com luzes. O artista desenha os contornos das imagens usando iluminação enquanto a câmera registra o efeito de simetria. http://nicolasrivals.com

.M..UNDO

.C..RIATIVIDADE

Papa, a personalidade de 2013. Reuters

papa Francisco I foi eleito ontem a Pessoa do Ano pela revista norte-americana Ti m e, que destacou o início da modernização da Igreja desde que Francisco assumiu seu cargo. A revista o classificou como "o papa do povo" e enalteceu sua espontaneidade com os fiéis e disposição para discutir questões como o celibato, o papel das mulheres na Igreja e o homossexualismo. "O que torna tão importante este papa é a rapidez com a qual capturou a imaginação de milhões que tinham abandonado toda esperança com a Igreja", acrescentou o artigo da Time. Segundo a revista, esses fiéis estavam desencantados com a "incessante" discussão na Igreja sobre questões sexuais e as lutas internas sobre autoridade, enquanto o rebanho "segue faminto". "Em questão de meses, Francisco elevou a missão redentora da Igreja", disse a revista, afirmando que o pontífice colocou a instituição "acima do trabalho de polícia doutrinária tão importante para seus dois antecessores, João Paulo II e Bento XVI".

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Arte na neve O artista inglês Simon Beck cria figuras gigantescas apenas caminhando claro, seguindo um certo padrão sobre a neve. Para fazer as figuras, primeiro ele faz um desenho que depois reproduz ao caminhar. http://goo.gl/5UU8gO

Marcelo Sayão/EFE

.R..EDES SOCIAIS

George Bush pai chega ao Twitter O ex-presidente dos EUA George H.W. Bush abriu uma conta no site de microblog Twitter e manifestou, em sua primeira mensagem, que gostaria de ter ido à África do Sul para participar das homenagens a Nelson Mandela, que morreu na semana passada. Bush pai, de 89 anos, teve um problema de saúde há um ano e foi o único dos quatro ex-presidentes dos EUA vivos que não compareceu à cerimônia.

O cristal q ue você mesmo faz

anos e trabalhou até o mês passado, quando se apresentou com seu trio no Lincoln Center, em Nova York. Ao longo da carreira, Hall tocou ao lado de artistas como a cantora Ella Fitzgerald, os saxofonistas Sonny Rollins, Gerry Mulligan, Ornette Coleman e Paul Desmond e o pianista Bill Evans e influenciou músicos como Pat Metheny e Bill Frisell.

.T..ECNOLOGIA

Crianças programadoras

www.play-i.com

.L..OTERIAS Concurso 993 da LOTOFÁCIL

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ACELERANDO - Operários trabalham nas obras do estádio Arena Amazônia, em Manaus. O estádio receberá os jogos Inglaterra x Itália, Camarões x Croácia e EUA x Portugal na primeira fase da Copa 2014.

Concurso 1408 da LOTOMANIA

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Concurso 1555 da MEGA-SENA

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Play-i é um robô de brinquedo que também ensina programação a crianças de qualquer idade. Quase 11 mil unidades foram vendidas nos EUA no primeiro mês de comercialização.

http://goo.gl/YtRn1w

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Morre Jim Hall, mestre da guitarra.

Você quer um cristal como o da foto? Produzido sinteticamente a partir do bismuto, ele pode ser feito a partir do aquecimento de uma pequena quantidade do elemento químico. O site abaixo ensina como.

Olivia Harris/Reuters

.J..AZZ

O guitarrista norteamericano Jim Hall, um dos grandes mestres da guitarra de jazz, morreu em Nova York, aos 83 anos, na última terça-feira (10). A notícia foi divulgada ontem pela agência de notícias Associated Press. A causa da morte não foi divulgada. Hall foi um dos principais guitarristas da era moderna do jazz. Ele começou a tocar aos 10

Destaques - O ex-analista da CIA, o norte-americano Edward Snowden ficou em segundo lugar na classificação da revista, que destaca que o jovem técnico em informática de 30 anos "cometeu o roubo mais espetacular na história da espionagem". Em terceiro lugar ficou a ativista dos direitos homossexuais Edith Windsor, de 84 anos, que alcançou uma histórica vitória na Suprema Corte dos EUA com o reconhecimento do casamento gay. Este ano, pela primeira vez, a revista Time criou também a eleição de personalidade do ano por voto popular. O general Abdul Fattah alSisi, que liderou o golpe que derrubou o governo de Mohamed Morsi no Egito, foi o mais votado. Sisi recebeu 449.596 votos (26,2% do total), superando o primeiro-ministro turc o Re c e p Ta y y i p E r d o g a n (356.771 votos, 20,8%) e a estrela pop norte-americana Miley Cyrus (279.300 votos, 16,3%). Os eleitores tinham a opção de votar em 44 figuras públicas que constavam de uma lista previamente elaborada pela equipe da Time.

Concurso 3363 da QUINA

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ROMANTISMO - Noiva posa para foto na ponte de Westminster, centro de Londres. Ontem, a capital britânica amanheceu envolta em seu tradicional fog. O nevoeiro só se dissipou no meio do dia.


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2014, SEGUNDO A CEPAL. A economia da América Latina e Caribe deve crescer 3,2% em 2014 (o Brasil, 2,6%), prevê a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal).

Redes sociais ajudam na volta às aulas

Papelarias pequenas e médias começam a utilizar o Facebook como canal de vendas de material escolar. É eficiente e custa pouco.

Aplicativo permite a abertura de loja virtual

modernidade já chegou às papelarias, e vai além da loja virt u a l : i m a g i n e d emonstrar produtos, tirar dúvidas, fazer cotações... e vender, é claro, mas pelo Facebook. A estratégia de turbinar as vendas usando a mais famosa das redes sociais como ferramenta – o f- commerce –, investindo muito pouco, já vem sendo utilizada por alguns lojistas do setor. Objetivo: ter um canal de vendas a mais para atender com rapidez e comodidade à demanda por material escolar, cuja procura já começou devido à antecipação do período de volta às aulas para a segunda quinzena de janeiro de 2014. Antônio M a r t i n s N ogueira, presidente do Sindicato do Comércio Varej i s t a d e Material de Escritório e Papelaria de S ã o Pa u l o e Região (Simpa), confirma a tendência. Segundo ele, muitas escolas já distribuíram as listas de material para o próximo ano letivo, e usar tanto o Facebook, como outras redes sociais – como o Twitter para anunciar ofertas, promoções e lançamentos, ou o You Tube para gravar vídeos de demonstração de produtos – não só têm facilitado as compras, principalmente para quem mora nos bairros ou regiões mais distantes, como tem ampliado as vendas. "Só numa primeira avaliação, acreditamos que a variação de crescimento comparada à volta às aulas de 2013 ficará entre 5% e 8%. É uma expansão bastante sugestiva, dada a grande estabilidade de preços da indústria nacional, e à entrada muito grande de produtos importados, que fazem com que a concorrência fique bastante acirrada – exceto nos artigos licenciados", destaca Nogueira. Levar a personalização das lojas para as redes sociais, completa ele, mostra que "o comércio é bem

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preparado, e leva vantagem por esse diferencial." Mais vendas – E público para isso aparentemente existe: pesquisa da Hi-Mídia com a M.Sense, "O estágio atual do fcommerce no Brasil", indica que 72% dos usuários de redes sociais discutem sobre produtos online, sendo que 12% já compraram pelo menos uma vez pelo Facebook – número considerado significativo pela possibilidade desse tipo de transação ser bastante recente. Outros dados, de uma varejista norte-ameri-

ROBERTO GEORGES cana (a 1800 Flowers), que teve alta de 300% no faturamento após adotar o f-commerce, levaram até uma desenvolvedora brasileira de tecnologias para o varejo, a WV_Todoz, a criar um aplicativo para quem pretende vender dessa forma, o Facíleme. Roberto Georges constatou na vida prática que apostar no f-commerce e usar os recursos do Facebook em campanhas como a de volta às aulas é sinônimo de retorno garantido. Ele é sócio da Papel Fantasia, no centro da capital paulista, uma loja que mesmo presente

Juro ao consumidor estabilizado em novembro s taxas médias de juros ao consumidor ficaram estáveis em novembro na comparação com outubro, depois de altas por seis meses seguidos neste ano, informou a Anefac (associação dos executivos de finanças). Os patamares seguem sendo os maiores

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commerce foi responsável pelo crescimento entre 20% e 30% nas v e n d a s , e a e xpectativa para esse ano é de 50%. Aplicativo – Já Wladimir Antônio de Oliveira, da WM Papelaria, e Alysson Rodrigues, da Papel Arte, optaram para entrar no f-commerce com ajuda do aplicativo Facíleme. No caso da WM, que fica na região do Jabaquara, zona sul de São Paulo, Oliveira gaTina Cezaretti/Hype

Acompanham os tudo diariamente, na velocidade que a internet pede. A gente se expõe mais, mas ajuda muito a vender.

desde novembro de 2012. De acordo com o levantamento, os juros médios para pessoa física apresentaram alta de 0,01 ponto percentual no mês, passando de 5,56% ao mês (91,42% ao ano) em outubro para 5,57% ao mês (91,64% ao ano) em novembro.

ender, demonstrar produtos, gerenciar estoques, obter relatórios de vendas, mudar estratégias em tempo real, fazer pagamentos, enfim: criar uma loja virtual – mas dentro do Facebook. É o que propõe o aplicativo Facíleme, cujo público-alvo são pequenos varejistas que pretendem entrar no fcommerce. Hoje, de acordo com a empresa, das 31 mil lojas cadastradas, 95% são pequenas e médias empresas. Desenvolvido pelos irmãos Denis e Cynthia Akao, proprietários da desenvolvedora de tecnologias para o varejo WV_Todoz, e co-fundadores da startup que deu origem ao Facíleme, o aplicativo surgiu como "um canal a mais" de vendas, que pode ser instalado na fanpage, além de permitir o uso dos recursos sociais para usar em campanhas da marca. "Com ele, é possível compartilhar informações sobre o produto, vender na própria timeline (ou a "linha do tempo" da fanpage), e pagar a conta pelo PagSeguro (que fez aporte na startup para ser o parceiro oficial por dois anos), sem sair da página", explica Cynthia, destacando que a estratégia favorece compras "por impulso" pela facilidade e o pouco tempo gasto pelo usuário. "Análises de desempenho pelo Google Analytics mostram que cada cliente fica em média quatro minutos na loja virtual, mas nem sempre com objetivo certo. Ou seja, quanto mais fácil para comprar, melhor", diz. Outra vantagem para o empresário, segundo ela, é o que o investimento é "muito barato", já que micros e pequenos comerciantes podem pagar planos de uso do aplicativo entre R$ 50 (mensal) a R$ 210 (semestral). "Nesse último, o investimento sai por R$ 35/mês, mas ajuda a aumentar significativamente as vendas. E estamos sempre criando novos recursos e funcionalidades novas para melhorar a ferramenta", garante Cynthia. (KL)

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Karina Lignelli

no e-commerce desde o ano passado aposta na estratégia de promover posts de produtos no Facebook. Não custa quase nada. "É um orçamento pequeno, entre R$ 10 e R$ 20", garante Georges. A página da Papel Fantasia tem mais de 6,2 mil fãs e, nessa época, conta com posts de lançamentos e vídeos demonstrativos de produtos com marcas que geralmente são mais curtidos por crianças e adolescentes, como agendas, fichários e mochilas – já que muitos costumam pedir esse tipo de item, de preço mais salgado, como presente de Natal. "A princípio, essa é uma forma de interagir com os fãs, e só divulgamos preços e damos continuidade (ao processo de venda) se o consumidor entrar em contato. Acompanhamos tudo diariamente, para responder na velocidade que a internet pede. A gente se expõe mais, mas ajuda muito a vender", diz Georges. Na campanha de volta às aulas deste ano, seundo o lojista, o f-

Segundo Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor da entidade, a alta da taxa básica de juros (Selic) de 9,5% para 10% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 27 de novembro, ainda não foi repassada para as operações de crédito, o que levou à estabilidade dos juros ao consumidor no mês passado. Mas a tendência é que os juros continuem subindo nos próximos meses, ele afirma.

rante que em apenas um mês de divulgação das vendas pelo Facebook, não só houve aumento no número de seguidores da fanpage, mas também cresceu o fluxo de clientes na loja física atraídos pelas demonstrações da rede social. "Muita gente entra para comprar, mas também para pesquisar antes ou fazer cotações para vir comprar na loja, consultar margens de desconto, saber a quantidade de vezes que pode pagar o material no cartão e etc. O retorno é grande", comemora ele, que ainda não tem números mas acredita que as vendas do volta às aulas "vão dobrar" com a estratégia. Na Papel Arte, espécie de "papelaria-butique" de Araraquara, interior paulista, nas palavras de proprietário Alysson Rodrigues, a história foi outra: apesar de contar com fanpage há dois anos, com mais de 4,6 mil fãs, e já ter registrado um aumento entre 15% e 20% nas listas de material escolar para o volta às aulas 2014, começar a vender pelo Facebook com ajuda do Facíleme sem estratégia definida foi "falha nossa", conta, entre risos. Mas só porque o retorno foi rápido e al-

Acreditamos que a variação de crescimento de vendas neste ano, comparada à volta às aulas de 2013, será de 5% a 8%. ANTÔNIO MARTINS NOGUEIRA tíssimo –inclusive de fãs outros estados e países. "Pelo Facebook, não tem erro: você divulgou, vende. Se tivéssemos entrado com força total, faturamento teria aumentado uns 20% ", calcula. "Mas eu não tinha estrutura montada para atender tantos pedidos, nem gente para cuidar do aplicativo. E quando se fala em vender pela rede social, se deixar de fazer propaganda, de interagir, os fãs esquecem", conta ele, que diz que, por enquanto o foco será apenas a venda de alguns itens para o volta às aulas dessa forma. "Por enquanto vamos incrementar a loja física, mas em janeiro teremos uma nova estrutura para entrar com força total no f-commerce", promete.

Divulgação

Cynthia Akao e o irmão Denis, desenvolvedores do Facíleme: "quanto mais fácil para comprar, melhor".

Isso porque os últimos indicadores ainda apontam pressões inflacionárias no Brasil. Além disso, o IPCA, índice oficial de inflação, está acima do centro da meta do Banco Central. Para o diretor da Anefac, esses fatores indicam que o BC elevará a Selic na próxima reunião do Copom, em janeiro. De acordo com o levantamento divulgado pela associação, das seis

linhas de crédito pesquisadas, três registraram alta: juros do comércio (de 4,19% em outubro para 4,20% em novembro), empréstimo pessoal concedido por bancos (de 3,16% para 3,18%) e empréstimo pessoal concedido por financeiras (de 7,09% para 7,10%). As outras três – rotativo do cartão de crédito, cheque especial e financiamento de

veículos – ficaram estáveis em 9,37%, 7,89% e 1,65% respectivamente. Os juros médios para empresas ficaram estáveis em 3,18%, 7,89% os maiores desde novembro de 2012. A taxa média no capital de giro se manteve estável em 1,61%. Os juros de desconto de duplicatas tiveram alta de 2,30% a 2,31%, e os de conta garantida caíram de 5,73% para 5,71%. (Folhapress)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Com a melhoria do ambiente de negócio, nós estaremos no limiar de um novo ciclo de expansão da economia. Guido Mantega, ministro da Fazenda

Recorde de arrecadação: mais de R$ 110 bilhões. Ed Ferreira/EC

Ministro da Fazenda revela que tributos federais atingiram marca histórica em novembro. E garante que consumo aumenta em 2014.

ministro da Fazenda, Guido Mantega, antecipou ontem durante o Encontro Nacional da Indústria (Enai) de 2013, em Brasília, ao lado da presidente Dilma Rousseff, o resultado da arrecadação federal de novembro. De acordo com o ministro, a arrecadação do mês passado foi "superior a R$ 110 bilhões", recorde para este mês do ano. O dado ainda será divulgado oficialmente pela Receita Federal. Em outubro, o número foi de R$ 100,9 bilhões. "Com a melhoria do ambiente de negócio, nós estaremos no limiar de um novo ciclo de expansão da economia", concluiu Mantega. Já sobre as concessões, o ministro afirmou que os leilões de infraestrutura estão despertando o "espírito animal" dos empresários. "Esse conjunto de concessões é um grande programa, que vai mudar a vida dos brasileiros, aumentar a produtividade, reduzir custos, reduzir gargalos e melhorar os serviços", disse. Segundo Mantega, os investimentos, que já vêm crescendo, serão impulsionados pelas concessões a partir de

Dupla afinada: o ministro Mantega e a presidente têm previsões otimistas para a economia brasileira no ano que vem.

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disso (da retirada dos estímulos) nos dias 17 e 18, quando o Fed divulgar o relatório", disse. Superávit – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo não pode deixar nenhuma dúvida de que está empenhado e trabalhando para fazer o superávit fiscal maior. Por isso, segundo ele, o governo não vai trabalhar para aprovar o projeto de lei que altera o indexador dos Estados e municípios. Segundo Mantega, não é boa a aprovação desse projeto e o governo vai trabalhar para que ela não ocorra. Na avaliação do ministro, a aprovação do projeto pode "atrapalhar um pouco" o empenho do governo de não deixar dúvida de que fará um superávit fiscal maior. "O projeto da dívida bilhões de reais n e s t e m omento não é foram arrecadados oportuno porem outubro pela que ele não dá União, segundo uma sinalização boa. Gosdivulgado pela taríamos que mercado. "PoReceita Federal. isso fosse deremos ter Valor é p ro rro g a d o , e m 2 0 1 3 i ncrescente. deixado para flação menor um outro moq u e e m m e n t o , p o r2012", disse. Sobre a possibilidade de o que agora não podemos deiFederal Reserve (o banco cen- xar dúvida de que estamos tral dos EUA) começar a retirar perseguindo um resultado prios estímulos da economia nor- mário maior", disse Mantega te-americana ainda neste ao chegar ao Ministério da Faano, ele afirmou que o Brasil zenda, ontem, no início desta está preparado. Segundo ele, tarde. Mantega cobrou dos Esexiste este risco, mas disse tados e municípios que façam não acreditar que haja gran- também a sua parte em relades turbulências no mercado ção ao resultado fiscal. "A resfinanceiro. Segundo o minis- ponsabilidade não é só do gotro, uma parte desse movi- verno federal. Os Estados e os mento do Fed já foi antecipado municípios têm que fazer a pelo mercado. "Vamos saber sua parte", disse. (EC)

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2014. "São projetos que estão se mostrando atraentes para investidores nacionais e estrangeiros", disse. No Encontro da Indústria, Mantega reforçou a fala da presidente Dilma, de que o governo fez leilões importantes e continuará fazendo (leia mais na pág. 16). Em 2014, ocorrerão principalmente concessões de ferrovias e de portos. Mantega também citou o leilão do campo de Libra. Segundo ele, cada R$ 1 milhão investido em Libra tem efeito multiplicador de R$ 3,3 milhões de produção na economia. Além dos investimentos, que, de acordo com Mantega,

estão capitaneando o crescimento da economia brasileira, haverá aumento do mercado consumidor. Ele citou que a expansão do consumo, que cresce a um ritmo de 5%, não é tão grande quanto no passado, mas é suficiente para movimentar a economia. "Devemos terminar o trimestre com boas vendas", disse. O ministro destacou que a inadimplência do setor varejista está caindo. "É um fenômeno que já ocorre nos últimos dois anos. Vai facilitar o aumento do crédito para o setor." Inflação – De acordo com o ministro, o Brasil tem hoje boa gestão da inflação. "Está sob

controle. Temos resistido a choques de oferta, como seca nos Estados Unidos, que eleva preço de alimentos", disse. O ministro acrescentou que o Brasil tem absorvido a desvalorização cambial que ocorre nos últimos dois anos. "Embora a desvalorização ajude o setor produtivo, causa pressão inflacionária. Precisamos cuidar dessa parte e não deixar que a inflação ultrapasse a meta", disse. O ministro afirmou que em 2013 completa-se 10 anos de cumprimento da meta de inflação. Ele lembrou que o IPCA de novembro, de 0,54%, ficou abaixo das expectativas do

Sebastião Moreira/EFE

Rigor com segurança é adiado

nanciamento ocorre na esteira do ciclo de elevações da Selic, que saiu da mínima histórica de 7,25% em abril para o atual patamar de 10%. "As taxas (do PSI) cresceram acompanhando a Selic e conjuntura", disse Mantega. O PSI foi criado em meados de 2009, no auge da crise econômica mundial, para garantir crédito para investimento, num momento em que a oferta de financiamento se tornou escassa.

De olho no preço dos veículos, governo empurra para frente novas exigências. ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que o governo deve adiar a obrigatoriedade de novos itens de segurança em 100% dos carros vendidos no País, o que começaria a valer em 2014. No momento, itens como air bag frontal duplo e freio ABS estão presentes em 60% dos carros novos, segundo Mantega. Com a extensão dos itens para toda a frota, os preços dos carros subiriam. "Estamos preocupados com o impacto disso no carro, porque eleva o preço em R$ 1 mil a R$ 1,5 mil", disse Mantega. Segundo o ministro, o governo estuda tornar gradual a extensão dos itens a 100% dos carros novos e um ou dois anos. "Nós estamos estudando o que fazer com isso. Possivelmente, nós vamos adiar a entrada em vigor. Provavel-

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mente, nós vamos diferir isso em um ou dois anos", acrescentou. A indústria mostrava preocupação com a coincidência da entrada em vigor dos novos itens e a retomada do IPI no ano que vem. Ambas trazem impacto no preço do carro e poderiam acentuar a tendência de desaceleração nas vendas esperada para 2014. A mudança pode dar uma sobrevida a modelos que teriam de sair de linha por não atenderem as novas exigências, como a Kombi. O iminente fim da produção do histórico modelo da Volkswagen ganhou repercussão internacional e virou mote de campanha publicitária da marca. O Programa de Sustentação do Investimento (PSI) será prorrogado em 2014, mas com juros maiores no financia-

BNDES

Sem air bag: a mudança pode dar sobrevida a modelos que teriam de sair de linha, como a Kombi. mento aos investimentos, anunciou também o ministro ontem, mas sem informar qual será o montante destinado para essa linha. Máquinas A taxa do financiamento a máquinas e equipamentos para pequenas e médias empresas passará a 4,5%, ante 3,5%, sendo que para as grandes empresas subirá para 6%. Nessa modalidade, o financiamento continua em 100% para pequenas e médias companhias, mas cai para 80% para

grandes empresas. Até então, esse teto era de 90%. O juro para aquisição de caminhões e ônibus sobe para 6%, ante 4%, com os níveis de financiamento baixando para 90% às pequenas e médias empresas e para 80% às grandes, ante 100% e 90%, respectivamente. Na linha pró-caminhoneiro, a taxa sobe para 6%, dois pontos percentuais a mais do que o juro atual, mantido o financiamento integral para todas as empresas. Já para inovação, a taxa sobe para 4%, ante 3,5%, com os

níveis de cobertura permanecendo em 100% para pequenas e médias, mas baixando para 80% para grandes empresas, que agora podem financiar até 90% dos seus projetos. Na linha pré-embarque de exportação, a taxa de juros sobe para 8%, em comparação a 5,5%, mantidos os níveis de financiamento de 80% para grandes empresas e de 100% para pequenos e médios negócios. As novas condições, apresentadas ao setor industrial em evento, entram em vigor em 1º de janeiro de 2014. O aumento nos custos do fi-

Este ano os financiamentos oferecidos pelo PSI através das linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) somarão R$ 80 bilhões, informou M a n t e g a . M a s , c o m j u ro s maiores e menores níveis de financiamento, o orçamento do PSI será menor em 2014, acrescentou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, presente ao evento. No setor privado, industriais avaliam que mesmo com o encarecimentos dos custos, o PSI continuará atrativo. "Relativamente, o incentivo melhorou. Quando a Selic estava em 7,25% ao ano, a taxa do PSI estava em 4%. Agora a Selic foi para 10% e a taxa a 6%. Certamente vai assegurar crescimento da indústria", afirmou o presidente-executivo da MAN América Latina, Roberto Cortes. (Agências)


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É um setor sadio da economia que não se contamina com nada, nem com o pessimismo de outros setores. Kátia Abreu, presidente da CNA

Um agronegócio imbatível Confederação Nacional da Agricultura afirma que o avanço do PIB do setor neste ano será de 3,6%, porcentual bem acima do crescimento do País. Marcelo Justo/Folhapress

Confederação Nacional da Agricultura (CNA) divulgou balanço ontem apontando que o agronegócio no País representará um Produto Interno Bruto (PIB) equivalente a R$ 1 trilhão neste ano. "É um setor sadio da economia que não se contamina com nada, nem com o pessimismo de outros setores", afirmou a presidente da CNA, Katia Abreu, senadora pelo PMDB do Tocantins. O balanço do ano aponta que em 2013 o crescimento do PIB do setor foi de 3,6% em relação ao valor do ano passado. O crescimento se deu mesmo com uma queda de 10% na média dos preços internacionais das commodities agrícolas e fará com que a participação do agronegócio no PIB no País chegue a 22,8% contra 22,5% em 2012. As exportações do agronegócio vão alcançar neste ano R$ 100 bilhões, impulsionadas pela venda da soja que chegará a R$ 31,5 bilhões no ano (mais 20% em relação a 2012). Os R$ 83 bilhões de diferença entre o que o Brasil exportará e os R$ 17 bilhões que importará de produtos agrícolas ajudam o País a reduzir o déficit na balança comercial. "A soja já representa 14% das nossas exportações, passando pela primeira vez o minério de ferro", afirmou Kátia Abreu.

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Mercado mundial: as exportações do agronegócio brasileiro vão alcançar neste ano R$ 100 bilhões, impulsionadas pela venda da soja. China – De acordo com o levantamento, as projeções são boas para o agronegócio no próximo ano com perspectiva de aumento de 2,5% no faturamento bruto do setor agrícola. A recuperação da economia mundial deverá impulsionar as vendas externas. O no-

"A competitividade está na ordem do dia", afirma Dilma. p re s i d e n t e D i l m a Rousseff disse ontem que o recente a c o rd o n a O rg a n i z a ç ã o Mundial do Comércio (OMC) coloca na ordem do dia a necessidade de competitividade e produtividade da economia brasileira. Em discurso na abertura do Encontro Nacional da Indústria, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Dilma classificou o acordo mundial de comércio, o primeiro desde que a OMC foi criada, em 1995, como "histórico" e afirmou que representará um incremento estimado de US$ 1 trilhão na economia internacional. "Esse acordo, sem sombra de dúvida, coloca na ordem do dia para todas as economias do mundo a questão da competitividade e, portanto, da produtividade e da capacidade de, ao se inserir no quadro econômico internacional, fazêlo nas melhores condições possíveis", disse. Durante o encontro, Dilma discorreu sobre os dados econômicos recentes do País, defendendo que a economia brasileira tem se mantido estável diante de um cenário internacional incerto. Dentre os pontos, citou o nível das reservas internacionais do País, o compromisso da gestão fiscal com a redução do endividamento governamental, o baixo í n d i c e d e d e s e m p re g o , além de afirmar que a taxa de câmbio se mantém em "patamares adequados" e que o País conta com um mercado interno dinâmico. "Quero insistir neste ponto. Passado mais um ano de incertezas e instabilidade da economia internacional, os indicadores da economia brasileira persistem positivamente mostrando a continuidade de uma trajetória sustentável de crescimento com inclusão social", afir-

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mou ela no discurso. Dilma disse ainda que o desenvolvimento da indústria ocupa "o centro das atenções e das preocupações do governo", e discorreu sobre medidas tomadas para auxiliar o setor, como o programa Inovar-Auto, destinado à indústria automobilística, a redução das tarifas de energia elétrica e as desonerações tributárias e da folha de pagamento. Apesar de reconhecer que há "barreiras" e "dificuldades" para promover uma "efetiva" reforma tributária, a presidente defendeu que seja resolvida a questão da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrada em operações interestaduais de produtos. "A harmonização e a redução das alíquotas do ICMS, por exemplo, são absolutamente necessárias para que possamos superar as deficiências e as injustiças de nosso sistema tributário", afirmou, sendo logo aplaudida pela plateia. O projeto de resolução que reforma a cobrança do ICMS tramita no Senado, mas ainda não há acordo para votá-lo. "Nesse sentido, o governo federal tem trabalhado junto aos governadores e aos parlamentares", acrescentou Dilma. A presidente reconheceu ainda a urgência de resolver os gargalos da infraestrutura em parceria com a iniciativa privada, dando como exemplo parceiras entre o governo e a CNI, além da recente Lei dos Portos, que permitiu o investimento privado no setor portuário. "Essa parceria com o setor privado é crucial e essencial. E eu não falo apenas de recursos econômicos, eu falo sobretudo da capacidade de gestão que o setor privado tem de imprimir nos investimentos de infraestrutura". (Agências)

vo acordo da Organização Mundial do Comércio (OMC) também aponta para uma melhoria no setor. A China – que compra metade da soja brasileira e já é o maior cliente agropecuário do País – continuará sendo uma grande compradora de commodities agrícolas

pela criação de estímulos do governo chinês ao consumo e a incorporação de milhões de famílias ao meio urbano. Não deve haver, contudo, grande ganho financeiro para os produtores em relação a este ano, já que os preços internacionais continuam caindo

Comissão aprova maior adesão ao Supersimples Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem o Projeto de Lei Complementar (PLtP 221) que vai permitir a inserção de quase meio milhão de micro e pequenas empresas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano no Supersimples e uma redução média de 40% em sua carga tributária. A medida, que segue agora para o plenário da Câmara, deverá ser votada no primeiro semestre do próximo ano. Para o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, este foi um passo significati-

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vo para o fortalecimento das micro e pequenas empresas brasileiras. "Continuo esperançoso que o Parlamento continuará a ajudar este segmento tão importante", avaliou Barretto. Após a aprovação da medida ontem pela Comissão, o ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, destacou também o papel do Congresso. "Dependemos fortemente do Congresso Nacional. Ele não é um simples coadjuvante. Ele é o protagonista desse processo", disse o ministro Com a aprovação da medi-

para boa parte das culturas. Kátia Abreu afirmou que estão sendo levados para a China na próxima semana empresários para montar churrascarias naquele país, o que pode ajudar a elevar as exportações de carne. O grande desafio do ano pa-

da, clínicas médicas, consultórios de dentistas, escritórios de advocacia, pequenas imobiliárias e mais de 200 outras atividades com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões, até então enquadradas no regime de lucro presumido, passarão a ter o direito a aderir ao Supersimples. Com a universalização do regime, são esperadas não somente a redução do número de empreendimentos informais como também o aumento do volume de empregos nos pequenos negócios. "O grande interesse do governo é dinamizar a economia, e poucos projetos, neste momento, teriam um efeito tão imediato quanto este", avaliou o ministro da Micro e Pequena Empresa.

ra o setor, diz ela, será montar um grupo empresarial para criar a "Starbucks" brasileira, uma rede de cafeteria internacional. Segundo ela, a tendência é que os preços do café continuem mundialmente depreciados até 2015 e, por isso, é necessário incentivar o crescimento do consumo. Logística – O calcanhar para o agronegócio continuará sendo a logística. O levantamento da CNA aponta que os custos logísticos do agronegócio deverão alcançar 9% do PIB do setor. Neste ano, o preço do frete para levar a soja do Mato Grosso aos portos do Sul e Sudeste chegou a aumentar 42%. As obras para evitar filas de caminhões no Porto de Santos não deverão estar concluídas e o governo tentará reduzir os problemas com engarrafamentos ocorridos no ano passado controlando a chegada dos caminhões (leia reportagem abaixo). Segundo a presidente da CNA, mesmo com as previsões de investimentos feitos pelo governo e a nova lei de portos que abriu a possibilidade de terminais privados, ainda não será dessa vez que esse valor vai diminuir. "Ainda teremos problemas no ano que vem. Em um ano não se resolve problemas de décadas", afirmou a presidente da CNA, Kátia Abreu. (Folhapress)

Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) aponta que, em um primeiro momento, a migração de 447 mil micro e pequenas empresas do regime de lucro presumido para o Supersimples geraria uma retração de 0,073% na arrecadação federal, o equivalente a R$ 981 milhões por ano. No entanto, o estudo do IBPT considera que a diminuição da carga tributária para os pequenos negócios irá motivar empresas hoje informais a regularizar a situação, reduzindo o impacto sobre os tributos, além de impulsionar a geração de vagas. Outro ponto aprovado no PLP 221 é o da substituição tributária. (Agência Sebrae)

Exportação com hora marcada Governo anuncia sistema que deve sincronizar chegada de caminhões com a de navios no Porto de Santos Maurício de Souza/DC

rês ministros do governo (Agricultura, Transporte e Portos) garantiram que não vai se repetir em 2014 o caos nas estradas de São Paulo devido ao escoamento da safra agrícola. Eles apresentaram ontem medidas de curto, médio e longo prazos que o País está adotando para melhorar o sistema de exportação de grãos, já que a previsão é de vendas no ano que vem de 100 milhões de toneladas, valor quase 10% superior que o comercializado neste ano. A principal medida de curto prazo é o funcionamento de um sistema de controle de chegada de caminhões ao Porto de Santos, o principal exportador de grãos de País. O sistema vai ampliar o número de locais de retenção de veículos próximo à Região Metropolitana de São Paulo para evitar que o sistema Anchieta-Imigrantes e a cidade de Santos enfrentem grandes congestionamentos como no ano passado. Os caminhões só vão poder descer a Serra do Mar se estiverem no horário agendado pelo porto. "Nesse ano houve uma ação não planejada de chegada da carga. Ano que vem estamos entrando com uma operação planejada, agendada para os

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Litoral paulista: de um lado estão os contêineres, e de outro as embarcações de vários países. Medida quer agilizar embarque.

acessos de forma a mitigar qualquer confusões nas entradas da cidade e nas estradas de acesso. Não vai se repetir a situação do ano passado", disse o ministro de Portos, Antonio Henrique Silveira, . O ministro dos Transportes, Cesar Borges, afirmou que, com a solução dos problemas de chegada no porto, as estradas não serão empecilho ao escoamento dos grãos. Segundo ele, obras de maior porte para melhorar o escoamento principalmente pelo norte do País estão em desenvolvimento e algumas delas já poderão ser utilizadas parcialmente na próxima safra.

Ele criticou o fato de o País não ter um sistema adequado para armazenar a safra, o que faz com que seja necessário escoar a maior parte dos grãos num curto período de tempo. Dados do governo mostram que em Santos, nos meses entre março e maio, são despachados em média 3,5 milhões de toneladas. Em outros meses do ano, a quantidade não chega a 1,5 milhão. Em apresentação ontem, a presidente da Confederação Nacional da Agricultura, senadora Kátia Abreu, apontou um outro fator que deverá reduzir a pressão sobre os portos no ano que vem.

Segundo ela, no ano passado houve uma grande procura por milho brasileiro no fim do ano devido à quebra da safra americana. A exportação imprevista do milho nos últimos meses de 2012 e primeiros meses de 2013, atrasou o início das exportações de soja, produto que estava com mais de 70% da produção vendida previamente. Segundo ela, esses dois fatores não devem se repetir em 2014 porque a safra de milho americana está normal e os compradores de soja só reservaram até agora pouco mais de 30% da produção brasileira. (Folhapress)


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Blau Farmacêutica S.A. RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Senhores Acionistas: A administração da Blau Farmacêutica S.A., em conformidade distribuidor de nossos medicamentos no mercado colombiano, e sua posterior nenhuma perda de registro em 2012. Independente da representativa demanda de com as disposições legais e estatutárias, vem submeter à apreciação de seus transformação em Blau Farmacêutica Colômbia S.A.S., já traduz nossa estratégia de recursos necessários ao CAPEX da Companhia, manteremos a mesma estratégia de acionistas o Relatório da Administração e as correspondentes Demonstrações ampliar nossos canais de distribuição fora do Brasil e a transformação da Blau investimentos para os próximos exercícios. Performance Comercial: Definitivamente o Contábeis Individuais e Consolidadas, acompanhadas do parecer dos auditores Farmacêutica S.A. em uma Multinacional Brasileira. Essa aquisição foi realizada com ano de 2012 traduziu nossa assertiva na manutenção de nossas estratégias de independentes, referentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2012, 100% de recursos próprios. Na mesma linha estratégica, iniciamos o processo de crescimento, tanto orgânico quanto estratégico, reforçando substancialmente nossa que contemplam as boas práticas contábeis internacionais conforme o International negociação para aquisição da totalidade do controle societário de um laboratório de gestão de plantas e de ampliação de portfolio de produtos, com destaque aos Financial Reporting Standards (IFRS) e os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de médio porte na Argentina, de um distribuidor no Chile e de um pequeno laboratório no produtos biotecnológicos, notadamente os de maior valor agregado. Aliada à Pronunciamentos Contábeis (CPC) aplicáveis às suas operações. Mensagem da Uruguai, em fase de formalização. De forma complementar, e com recursos gerados estratégia de crescimento orgânico e de internacionalização de nossas operações, Administração: O ano de 2012 foi o marco, em todos os sentidos, da maturidade de em nossa operação, em dezembro de 2012 formalizamos a aquisição da Ariston consolidamos o projeto de ampliação de nossa estrutura comercial, através do nossa companhia: Imagem Institucional: Ao completarmos 25 anos de fundação Indústrias Químicas e Farmacêuticas Ltda., com a qual mantivemos um acordo de reagrupamento de nossas filiais, notadamente em regiões onde tínhamos pouca consolidamos nossa imagem institucional, ao sermos definitivamente reconhecidos distribuição exclusiva desde 2005, em processo de transformação em Blau Filial São presença, incremento no quadro de propagandistas e de inteligência de mercado. De pelos principais players do setor e por nossos parceiros de negócios como um Paulo. Com as aquisições realizadas e com as negociações em curso, esperamos forma complementar, restringimos o número de distribuidores em nossa estrutura de laboratório farmacêutico que prima pela conduta ética, pela constante inovação, pela encerrar, ao longo de 2013, nossa primeira fase de expansão e obter a sinergia e comercialização e, após análise criteriosa que contou inclusive com apoio de bureaux qualidade de seus medicamentos, por sua responsabilidade social e constante complementariedade de canais de distribuição e de portfólio de produtos, fortalecendo e seguradoras de risco de crédito, promovemos uma ampliação dos limites de risco do preocupação com a saúde pública. Governança e Gestão: No âmbito da Governança nosso posicionamento estratégico. Estratégia de Crescimento Orgânico: Mantivemos novo portfólio. Tais medidas se devem em grande parte ao canibalismo provocado por e Gestão, encerramos o primeiro exercício completo dentro da estrutura de Sociedade durante o ano de 2012 nossa estratégia de ampliação do nosso portfólio de produtos um número excessivo e pulverizado de distribuidores dentro dos mesmos mercados Anônima de Capital Fechado, aprimorando nossos processos de governança e de em processo de registro, centrados eminentemente nos medicamentos em que operamos, em termos de preços praticados e de prazos concedidos. Essas gestão, alinhados com as práticas usualmente adotadas pelas S.As. de Capital Aberto. biotecnológicos, notadamente na linha oncológica e, paralelamente nossos esforços medidas propiciaram um realinhamento imediato de preços, crescimento de volume Nesse exercício, obtivemos pelo segundo ano consecutivo (2011/2012) a certificação no enquadramento da atual linha de medicamentos aos rígidos requisitos regulatórios físico, aumento de liquidez na carteira e maior controle dos “pulmões” externos. Como pela KPMG, auditoria independente de primeira linha, de nossas Demonstrações impostos pela ANVISA, objetivando a renovação dos registros de medicamentos já resultado dessa estratégia, registramos um crescimento no faturamento líquido, entre Financeiras, sem ressalvas significativas e próprias para empresas de nosso porte e existentes. Nesse sentido, mantivemos nossa estratégia de ampliação dos escopos 2011 (R$ 127MI) e 2012 (R$ 180MI) à ordem de 42%, contra um crescimento de 14% em processo de transição. Atingimos plenamente nossos objetivos iniciais de dos estudos não clínicos, clínicos, de eficácia e de segurança requeridos no âmbito do registrado pelo Setor Farmacêutico no mesmo período. Ainda, nossa estratégia de empreender melhorias nos processos de gestão, através da profissionalização e rito regulatório, brasileiro, alinhando com os respectivos enquadramentos aos internacionalização, aliada aos esforços de ampliação de nossas participações em ampliação de nossa estrutura organizacional de topo, de alta e média gerências, com protocolos, não apenas da ANVISA, referência para agentes reguladores da América novos mercados resultou em um crescimento expressivo de nossas exportações à ênfase nas áreas estratégicas da companhia, notadamente Tecnologia da Informação, do Sul, como também, alinhado ao protocolo dos principais agentes reguladores ordem de 78% entre 2011 (R$8MI) e 2012 (R$14MI). Cabe ressaltar a maturidade de Gestão de Pessoas e Regulatório, tanto nacional quanto internacional, dentre outras. internacionais, notadamente EMA (Europa) e FDA (USA), o que nos permitirá a médio nosso portfólio de produtos, que resultou em expressivo crescimento na linha de Finalizamos os ajustes estruturais necessários para a migração de nosso ERP para a e longo prazos, atuar em mercados mais regulados. Como resultado concreto desta biotecnológicos, à ordem de 44%, biológicos, à ordem de 48% e hospitalar, à ordem plataforma SAP, durante o exercício próximo, o que seguramente tornará nossa estratégia, submetemos junto à ANVISA nove novos pedidos de registros de de 27%, ou seja, forte crescimento nas linhas de maior valor agregado. Performance gestão mais eficiente. Estratégia de Expansão Operacional: O ano de 2012 marcou o medicamentos o que resulta em mais de sessenta protocolos em tramitação. Ainda, Econômica e Financeira: Como resultado do expressivo desempenho comercial início de nosso processo de internacionalização, um dos pilares mestres de nossa obtivemos em 2012 o registro de vinte novos medicamentos e duas novas registrado em 2012, a Blau S.A. apresentou crescimento em sua geração de caixa estratégia de crescimento, através da aquisição e gestão de portfólio de plantas apresentações, sendo treze medicamentos no mercado brasileiro e nove no mercado operacional Ajustado (EBITDA Ajustado) à ordem de 35%, entre 2012 (R$ 46.8MI) e estrategicamente posicionadas inicialmente na América do Sul, notadamente Brasil, colombiano, traduzindo um aumento expressivo em nosso portfólio de produtos. De 2011 (R$34.7MI). No consolidado, que inclui controladas e partes relacionadas, esse Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai. A aquisição, em agosto de 2012, de 51% do forma complementar e como resultado de nosso esforço protetivo ao atual portfólio de crescimento foi a ordem de 62% entre 2012 (R$62.6 MI) e 2011 (R$38.6MI). controle societário do Laboratório Sumimed - Colômbia, até então tradicional produtos, obtivemos renovação de registros de dez medicamentos de linha, sem Mantivemos durante o exercício de 2012, a mesma estratégia adotada em 2011 de BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E 2011 (Em milhares de Reais) Consolidado Controladora Consolidado Controladora 2012 2012 2011 Passivo Ativo 2012 2012 2011 Consolidado Controladora Circulante 128.575 92.031 86.330 Circulante 108.044 78.183 59.471 2012 2012 2011 Caixa e equivalentes de caixa 20.184 10.983 86 Fornecedores 24.400 14.854 13.844 Receita operacional líquida 188.648 180.793 126.920 Clientes 54.712 42.885 47.693 Empréstimos e financiamentos 65.488 54.518 37.928 Custo das mercadorias Estoques 47.643 33.254 33.699 Obrigações trabalhistas 733 269 157 (133.866) (129.679) (68.150) e produtos vendidos Impostos a recuperar 2.538 2.427 3.682 Obrigações fiscais 1.698 470 1.899 Lucro bruto 54.782 51.114 58.770 Adiantamento a sócios – – 746 Dividendos e JCP a pagar 7.020 – – Despesas comerciais (14.819) (13.709) (14.751) 3.498 2.482 424 Outros créditos Impostos de renda e Despesas administrativas (21.802) (21.127) (20.062) 70.144 65.545 44.420 Não circulante contribuição social 1.404 782 2.790 Resultado de equivalência patrimonial – 368 – Depósitos judiciais 185 185 1.098 Salários e encargos a pagar 1.551 1.189 946 Resultado de outras (despesas) Empréstimos a receber 14.824 15.803 8.633 Outras contas a pagar 2.120 3.894 298 (624) (596) 482 receitas operacionais 3.630 2.207 1.609 Impostos a recuperar 491 – – Provisões trabalhistas Total das despesas operacionais (37.245) (35.064) (34.331) 43.777 37.862 32.079 Investimentos 9 13.680 – Não circulante Empréstimos e financiamentos 31.248 28.148 24.933 Resultado antes do resultado Ativo biológico 306 306 306 financeiro líquido e tributos 17.537 16.050 24.439 Imposto de renda e Imobilizado 46.278 35.284 34.082 11.456 11.123 7.342 contribuição social diferidos 8.659 5.998 6.367 Receitas financeiras Intangível 8.051 287 301 (23.595) (23.514) (18.964) Despesas financeiras Outras contas a pagar 3.091 2.937 – 779 779 779 Resultado antes dos tributos Provisões para contingências sobre o lucro 5.398 3.659 12.817 96.736 82.666 62.861 Patrimônio Líquido Capital social 18.500 18.500 18.500 Imposto de renda e contribuição social diferido 526 526 – Reservas de lucros 11.493 11.493 8.341 Ajustes de avaliação patrimonial 11.337 11.337 12.359 Imposto de renda e (2.733) (1.794) (3.192) contribuição social corrente 201 201 – Outros resultados abrangentes Imposto de renda e Total do patrimônio líquido (2.207) contribuição social (1.268) (3.192) dos controladores 41.531 41.531 39.200 Lucro líquido do exercício 3.191 2.391 9.625 Participação dos acionistas 5.367 – – Resultado atribuído para: não controladores 2.391 – – 46.898 41.531 39.200 Acionistas controladores Total do patrimônio líquido 198.719 157.576 130.750 Total do passivo e patrimônio líquido 198.719 157.576 130.750 Acionistas não controladores Total do ativo 800 – – As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Em milhares de Reais) Reservas de lucros Outros Total do Participação Total do Lucros ou resultados ReserReservas Reser- Ajustes de patrimônio dos não patrimônio Consolidado Controladora Capital avaliação prejuízos vas para inves- vas de abranlíquido controlíquido 2012 2012 2011 social legal timento lucros patrimonial acumulados gentes controladora ladores consolidado Lucro líquido do exercício 2.665 1.865 9.625 18.500 – – – 20.421 (1.211) – 37.710 – 37.710 Outros resultados abrangentes: Saldo em 1º de janeiro de 2011 Tributos diferidos sobre ajuste Ajuste acumulado de conversão de avaliação patrimonial – – – – (6.943) – – (6.943) – (6.943) 395 201 – em controlada Realização de ajustes de 3.060 2.066 9.625 Resultado abrangente total avaliação patrimonial – – – – (1.119) 1.119 – – – – Acionistas controladores 2.066 – – Lucro líquido do exercício – – – – – 9.625 – 9.625 – 9.625 Acionistas não controladores 994 – – Juros sobre capital próprio – – – – – (1.192) – (1.192) – (1.192) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras – 417 7.924 – – (8.341) – – – – inicialmente na data da negociação na qual a Companhia e suas controladas se Constituição de reservas Saldo em 31 de tornam uma das partes das disposições contratuais do instrumento. Um ativo 18.500 417 7.924 – 12.359 – – 39.200 – 39.200 financeiro é desreconhecido quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do dezembro de 2011 Realização de ajustes de ativo expiram, ou quando os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais avaliação patrimonial – – – 1.022 (1.022) – – – – – sobre um ativo financeiro em uma transação na qual substancialmente todos os Participação de acionistas não riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Qualquer controladores na aquisição – – – – – – – – 4.373 4.373 participação que seja criada ou retida pela Companhia e suas controladas nos Lucro líquido do exercício – – – – – 2.391 – 2.391 800 3.191 ativos financeiros transferidos, é reconhecida como um ativo ou passivo separado. Constituição de reservas – 25 1.000 – – (1.025) – – – – Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado Juros sobre capital próprio no balanço patrimonial quando, e somente quando, a Companhia e suas controladas distribuídos – – – – – (1.366) – (1.366) – (1.366) tenham o direito legal de compensar os valores e tenham a intenção de liquidar em Reversão de reserva uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. para investimentos – – (2.790) 2.790 – – – – – – A Companhia e suas controladas têm ativos financeiros não derivativos classificados Ajuste acumulado de como ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado e conversão em controlada – – – – – – 201 201 194 395 empréstimos e recebíveis. Ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio Ganho patrimonial sobre do resultado: Um ativo financeiro é classificado como mensurado pelo valor justo por – – – 1.105 – – – 1.105 – 1.105 meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação, ou seja, aquisição da Ariston Saldo em 31 de designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros 18.500 442 6.134 4.917 11.337 – 201 41.531 5.367 46.898 são designados pelo valor justo por meio do resultado se o Grupo gerencia tais dezembro de 2012 investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras de acordo com a gestão de riscos e estratégia de investimentos documentadas pelo NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (Em milhares de Reais) 1. Contexto operacional: A Blau Farmacêutica S.A. (Blau ou Companhia) é uma 2. Base de preparação das demonstrações financeiras: a. Declaração de Grupo. Os custos da transação são reconhecidos no resultado conforme incorridos. sociedade anônima de capital fechado com sede na Cidade de Cotia, Estado de São conformidade: As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram Ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado são Paulo, na rodovia Raposo Tavares Km 30,5 e tem por objeto social a industrialização, elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais mensurados pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos, os quais comercialização, importação e exportação de produtos farmacêuticos para consumo abrangem a legislação societária, os Pronunciamentos, as Orientações e as levam em consideração qualquer ganho com dividendos, são reconhecidas no humano e insumos biofármacos, e atua nos principais segmentos farmacêuticos, Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e as resultado do exercício. Ativos financeiros designados como pelo valor justo por meio do resultado compreendem aplicações financeiras que estão classificadas dentro de tais como biotecnológicos, hemoderivados, antivirais, antitrombóticos e oncológicos, normas emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). A emissão das caixa e equivalentes de caixa. Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebíveis entre outros, por meio de unidades de negócios hospitalar, genéricos e demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram autorizadas pela são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no diretoria em 28 de junho de 2013. b. Base de mensuração: As demonstrações medicamentos isentos de prescrição. Em 29 de novembro de 2011, a Companhia mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido alterou sua denominação de Blausiegel Indústria e Comércio Ltda. para Blau financeiras foram preparadas com base no custo histórico, exceto pelos instrumentos de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os Farmacêutica S.A. Aquisição de controlada e participação de não controladores: financeiros não derivativos designados pelo valor justo por meio do resultado que empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método Combinações de negócios: Com base no seu projeto de expansão, em 29 de são mensurados pelo valor justo. c. Moeda funcional e moeda de apresentação: dos juros efetivos, deduzidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. agosto de 2011 a Companhia obteve o controle da Blau Farmacêutica Colômbia As demonstrações financeiras individuais e consolidadas são apresentadas em Os empréstimos e recebíveis compreendem contas a receber de clientes, S.A.S. (“Blau Colômbia”) - anteriormente denominada Laboratórios Sumimed Real, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras adiantamentos a sócios, empréstimos a receber e outras contas a receber. Caixa e S.A.S., ao adquirir 50,98% das ações e capital votante dessa empresa. Situada em apresentadas em Real foram arredondadas para o valor mais próximo, exceto equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e Bogotá, Colômbia, a aquisição da Blau Colômbia permitirá a internacionalização da quando indicado de outra forma. d. Uso de estimativas e julgamentos: investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir marca na América Latina. Assim como a controladora, a Blau Colômbia também A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis da data da contratação e que são prontamente convertidos em montante conhecido atua no ramo farmacêutico e tem como atividade operacional a importação e adotadas no Brasil exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e de caixa, sujeito a um risco insignificante de mudança de valor, e são utilizadas pela distribuição de produtos farmacêuticos da linha hospitalar. Nos quatro meses até 31 premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de Companhia e suas controladas na gestão das obrigações de curto prazo. de dezembro de 2012, a Blau Colômbia contribuiu com uma receita de R$ 10.407 e ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas (ii) Passivos financeiros não derivativos: Os passivos financeiros são lucro líquido de R$ 1.633. Contraprestação transferida: O valor total da transação estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Companhia e suas de aquisição do controle da Blau Colômbia foi de $10.140.806 pesos Colombianos Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em controladas se tornam uma parte das disposições contratuais do instrumento. o que correspondia na época da aquisição a R$ 11.347. Deste montante, R$ 6.032 que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. Um passivo financeiro é desreconhecido quando tem suas obrigações contratuais foi desembolsado ainda em 2012, e o saldo residual deverá ser liquidado em duas As informações sobre julgamentos críticos referentes às políticas contábeis retiradas, canceladas ou expiradas. A Companhia e suas controladas classificam parcelas sendo nos valores de R$ 2.578 em 29 de novembro de 2013 e R$ 2.937 em adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações fornecedores, empréstimos e financiamentos e outras contas a pagar como passivos 29 de novembro de 2014, atualizados ao índice I.P.C. Colombiano (vide nota financeiras estão incluídas nas seguintes notas explicativas: • Nota 5 - Contas a financeiros não derivativos. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente explicativa nº12). O quadro abaixo demonstra a quantidade de ações adquiridas receber (provisão para créditos de liquidação duvidosa); • Nota 6 - Estoques pelo valor justo deduzidos de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o diretamente do ex-controlador e a quantidade de novas ações emitidas pela Blau (provisão para obsolescência dos estoques); • Nota 10 e 11 - Valor residual e vida reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são mensurados pelo custo útil estimada do ativo imobilizado e do intangível; • Nota 14 - Imposto de renda e amortizado utilizando o método dos juros efetivos. (iii) Instrumentos financeiros Colômbia e parcialmente integralizadas pela Companhia: contribuição social diferidos; e • Nota 16 - Provisão para contingências. 3. Resumo Valores em milhares das principais práticas contábeis: As políticas contábeis descritas abaixo têm derivativos: Derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo e qualquer de pesos Colombianos sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nestas variação em relação aos custos de transação atribuíveis são reconhecidos no Nº ações Valornominal Prêmio/ágio Valor total demonstrações financeiras individuais e consolidadas. a. Consolidação: resultado quando incorridos. Após o reconhecimento inicial, os derivativos são mensurados pelo valor justo, e as variações no valor justo são registradas Aquis. de ações já existentes (i) Combinação de negócios: Combinações de negócio são registradas utilizando detidas pelo ex-controlador 52 $ 52.000 $ 2.477.793 $ 2.529.793 o método de aquisição na data de aquisição, isto é, quando o controle é transferido imediatamente no resultado. A Companhia e suas controladas não apresentam instrumentos financeiros derivativos em aberto em 31 de dezembro de 2012 e 2011. Emissão de novas ações para a Companhia. Controle é o poder de governar a política financeira e operacional 157 $ 157.000 $ 7.454.013 $ 7.611.013 da entidade de forma a obter benefícios de suas atividades. Quando da determinação d. Imobilizado: Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de para Blau 209 $ 209.000 $ 9.931.806 $ 10.140.806 da existência de controle, a Companhia leva em consideração os direitos de voto aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada e quaisquer perdas Total Ativos identificáveis adquiridos e passivos assumidos na data de aquisição: potenciais que são atualmente exercíveis. A Companhia mensura o ágio na data de acumuladas de redução ao valor recuperável (impairment). O custo inclui gastos que Caixa e equivalentes de caixa 6.507 aquisição como: • o valor justo da contraprestação transferida; mais • o montante são diretamente atribuíveis à aquisição do ativo. Quaisquer ganhos e perdas na Contas a receber de clientes e outros créditos 16.396 reconhecido de qualquer participação de não controladores na adquirida; menos • o alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os Estoques 4.190 montante líquido (geralmente a valor justo) dos ativos identificáveis adquiridos e dos recursos advindos da alienação com o valor contábil do imobilizado e são Impostos a recuperar 1.481 passivos assumidos. Quando o valor é negativo, o ganho com a compra vantajosa é reconhecidos líquidos dentro de outras receitas no resultado. O custo de reposição Investimentos 9 reconhecido diretamente no resultado do exercício. A contraprestação transferida de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja Imobilizado 106 não inclui montantes referentes ao pagamento de relacionamentos pré-existentes. provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão Intangíveis 102 Esses montantes são geralmente reconhecidos no resultado do exercício. Os custos fluir para a Companhia e suas controladas e que o seu custo pode ser medido de Fornecedores e outras contas a pagar (1.797) da transação, exceto os custos relacionados à emissão de instrumentos de dívida forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é Contas a pagar a ex-controladores (11.344) ou patrimônio, que a Companhia incorre em conexão com a combinação de baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no Empréstimos e financiamentos (4.631) negócios são registrados no resultado conforme incorridos. (ii) Participação de resultado conforme incorridos. Itens do ativo imobilizado são depreciados a partir da Passivo fiscal (1.900) acionistas não controladores: Para cada combinação de negócios, a Companhia data em que estão disponíveis para uso, ou no caso de ativos construídos (199) elege mensurar qualquer participação de não controladores na adquirida, utilizando internamente, a partir do dia em que a construção é finalizada e o ativo está Outros débitos Total líquido de ativos identificáveis 8.920 um dos seguintes critérios: • pelo valor justo; ou • pela participação proporcional dos disponível para uso. A depreciação é calculada para amortizar o custo de itens do ativo imobilizado, menos seus valores residuais estimados, utilizando o método Participação da Blau nos ativos líquidos 50,98% 4.547 ativos líquidos identificáveis da adquirida, que geralmente são pelo valor justo. linear baseado na vida útil estimada dos itens. A depreciação é geralmente Participação não controladores 49,02% 4.373 Mudanças na participação da Companhia em uma controlada que não resultem em reconhecida no resultado, a menos que o montante esteja incluído no valor contábil Nenhum ativo intangível foi identificado e reconhecido nas demonstrações perda de controle são contabilizadas como transações com acionistas em sua de outro ativo. Ativos arrendados são depreciados pelo menor período entre a vida financeiras da Blau Colômbia. Adicionalmente, os passivos contingentes existentes capacidade de acionistas. Ajustes à participação de não controladores são útil estimada do bem e o prazo do contrato, a não ser que seja razoavelmente certo na data de aquisição foram integralmente assumidos pelo ex-controlador conforme baseados em um montante proporcional dos ativos líquidos da subsidiária. Nenhum que o Grupo obterá a propriedade do bem ao final do prazo de arrendamento. contrato celebrado entre as partes, e portanto não foram reconhecidos no balanço ajuste é feito no ágio por rentabilidade futura (goodwill) l e nenhum ganho ou perda é Terrenos não são depreciados. e. Ativos intangíveis e ágio: Ágio: O ágio resultante de aquisição. Se novas informações obtidas dentro de um ano, a contar da data da reconhecido no resultado do exercício. (iii) Controladas: As demonstrações da aquisição de controladas é apresentado com os ativos intangíveis nas aquisição, sobre fatos e circunstâncias que existiam à data da aquisição, indicarem financeiras de controladas são incluídas nas demonstrações financeiras demonstrações financeiras consolidadas. Para a mensuração do ágio no ajustes nos valores descritos acima, ou qualquer provisão adicional que existia na consolidadas a partir da data em que o controle se inicia até a data em que o reconhecimento inicial, veja a nota explicativa 3.a.(i). Mensurações subsequentes: data de aquisição, a contabilização da aquisição será revista. O contas a receber de controle deixa de existir. As políticas contábeis de controladas estão alinhadas com O ágio é medido pelo custo, deduzido das perdas acumuladas por redução ao valor clientes é composto de montantes contratuais brutos devidos de R$ 10.792, dos as políticas adotadas pela Companhia. Nas demonstrações financeiras individuais recuperável. Com relação às investidas registradas pelo método de equivalência quais R$ 1.753 foram estimados como não recuperáveis na data de aquisição. da controladora as informações financeiras de controladas são reconhecidas patrimonial, o valor contábil do ágio é incluído no valor contábil do investimento, e O contas a pagar a ex-controladores refere-se a dividendos a distribuir provenientes através do método de equivalência patrimonial. (iv) Transações eliminadas na qualquer perda por redução ao valor recuperável é alocada para o valor contábil do do lucro acumulado até a data da transferência de controle para a Companhia. consolidação: Saldos e transações intragrupo, e quaisquer receitas ou despesas investimento como um todo. Outros ativos intangíveis: Outros ativos intangíveis Ágio apurado na aquisição: O ágio reconhecido como resultado da aquisição foi não realizadas derivadas de transações intragrupo, são eliminados na preparação que são adquiridos pela Companhia e suas controladas e que têm vidas úteis finitas das demonstrações financeiras consolidadas. Ganhos não realizados oriundos de são mensurados pelo custo, deduzido da amortização acumulada e quaisquer identificado conforme segue: Valor total da contraprestação transferida 11.347 transações com investidas registradas por equivalência patrimonial são eliminados perdas acumuladas por redução ao valor recuperável. Amortização: Exceto pelo contra o investimento na proporção da participação da Companhia na investida. ágio, os ativos intangíveis são amortizados com base no método linear e a Participação dos acionistas não controladores, Perdas não realizadas são eliminadas da mesma maneira como são eliminados os amortização é reconhecida no resultado pela vida útil estimada dos ativos, a partir baseado na participação proporcional nos ativos e passivos reconhecidos da adquirida 4.373 ganhos não realizados, mas somente na extensão em que não haja evidência de da data em que estes estão disponíveis para uso. f. Arrendamentos: (i) Ativos (8.920) perda por redução ao valor recuperável. b. Moeda estrangeira: (i) Transações em arrendados: Ativos mantidos pela Companhia e suas controladas sob Valor justo dos ativos líquidos identificáveis Ágio apurado 6.800 moeda estrangeira: Transações em moeda estrangeira são convertidas para a arrendamentos que transferem substancialmente todos os riscos e benefícios de O ágio é atribuído principalmente à expectativa de rentabilidade futura e às sinergias respectiva moeda funcional da Companhia pelas taxas de câmbio nas datas das propriedade, são classificados como arrendamentos financeiros. No reconhecimento as quais se esperam atingir na integração da Blau Colômbia ao negócio existente de transações. Ativos e passivos monetários denominados e apurados em moedas inicial, o ativo arrendado é mensurado pelo montante igual ao menor entre o seu distribuição de produtos farmacêuticos na Colômbia e em toda América Latina. estrangeiras na data de apresentação são reconvertidos para a moeda funcional à valor justo e o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento. Após o Nenhuma parte do ágio reconhecido tem expectativa de ser dedutível para os fins taxa de câmbio apurada naquela data. O ganho ou perda cambial em itens reconhecimento inicial, o ativo é contabilizado de acordo com a política contábil de imposto de renda e contribuição social. No balanço patrimonial individual da monetários é a diferença entre o custo amortizado da moeda funcional no começo aplicável ao ativo. Os ativos mantidos sob outros arrendamentos são classificados Companhia, o ágio acima demonstrado está incluído no valor contábil do do exercício, ajustado por pagamentos efetivos durante o exercício e o custo como arrendamentos operacionais e não são reconhecidos no balanço patrimonial investimento, enquanto que no balanço patrimonial consolidado, o ágio está amortizado em moeda estrangeira à taxa de câmbio no final do exercício de da Companhia e suas controladas. (ii) Pagamentos de arrendamentos: apresentado na conta de intangível. A amortização do ágio não é permitida. apresentação. Ativos e passivos não monetários que são mensurados pelo valor Os pagamentos efetuados sob arrendamentos operacionais são reconhecidos no Custos de aquisição: A Companhia incorreu em custos relacionados à aquisição justo em moeda estrangeira são reconvertidos para a moeda funcional à taxa de resultado pelo método linear pelo prazo do arrendamento. Os incentivos de no valor de R$ 103 referentes a honorários advocatícios. Os honorários advocatícios câmbio na data em que o valor justo foi determinado. As diferenças de moedas arrendamentos recebidos são reconhecidos como uma parte integrante das foram incluídos nas despesas administrativas da Companhia na demonstração de estrangeiras resultantes da reconversão são geralmente reconhecidas no resultado. despesas totais de arrendamento, pelo prazo de vigência do arrendamento. resultado do exercício. Opção de compra e venda de ações: Conforme acordo de (ii) Operações no exterior: Os ativos e passivos de operações no exterior, incluindo Os pagamentos mínimos de arrendamento efetuados sob arrendamentos acionistas, a Companhia possui um prazo de até vinte anos para exercer, a qualquer ajustes de valor justo resultantes da aquisição, são convertidos para Real (moeda financeiros são alocados entre despesas financeiras e redução do passivo em momento, a opção de compra da totalidade das ações detidas pelos ex-controladores funcional) às taxas de câmbio apuradas na data de apresentação. As receitas e aberto. As despesas financeiras são alocadas a cada período durante o prazo do da Blau Colômbia. Adicionalmente, caso a Companhia tenha a intenção de efetuar despesas de operações no exterior são convertidas para Real às taxas de câmbio arrendamento visando produzir uma taxa periódica constante de juros sobre o saldo a venda das suas ações, os ex-controladores têm a preferência na aquisição das apuradas nas datas das transações. As diferenças de moedas estrangeiras geradas remanescente do passivo. g. Ativos biológicos: São compostos por células na conversão para moeda de apresentação são reconhecidas em outros resultados animais e bactérias, reconhecidas ao custo incorrido de formação. Os custos de ações. Caso a Companhia exerça a opção de compra ou mesmo a venda de sua abrangentes, e apresentadas no patrimônio líquido. Entretanto, se a controlada não participação, a metodologia de cálculo para precificação é de múltiplo de 1,2 sobre for uma controlada integral, então a parcela correspondente da diferença de formação são substancialmente compostos por aquisição de clones e o faturamento anual da Blau Colômbia. As opções de compra e venda mencionadas conversão é atribuída aos acionistas não controladores. Quando uma operação no acompanhamento científico. h. Estoques: Os estoques são mensurados pelo menor só poderão ser efetuadas em sua totalidade. Aquisição de controlada: Em 26 de exterior é alienada, o valor registrado em conta de ajuste acumulado de conversão valor entre o custo e o valor realizável líquido. O custo dos estoques é baseado no critério do custo médio ponderado e inclui gastos incorridos na aquisição de dezembro de 2012 a Companhia adquiriu 100% do capital social da empresa Ariston é reclassificado para resultado como parte do resultado na alienação. Quando a estoques, custos de produção e transformação e outros custos incorridos em Indústrias Químicas e Farmacêuticas Ltda. (“Ariston”). Em 30 de janeiro de 2013 a alienação é de apenas uma parte do investimento de uma controlada que inclua trazê-los às suas localizações e condições atuais. No caso dos estoques Ariston foi incorporada pela Companhia. Custo da operação e ganho proveniente de uma operação no exterior, de forma de que o controle seja mantido, a parcela manufaturados e produtos em elaboração, o custo inclui uma parcela dos custos compra vantajosa: A aquisição foi efetuada pelo montante de R$ 500, liquidado correspondente de tal valor acumulado é reatribuída à participação dos acionistas gerais de fabricação baseado na capacidade operacional normal. O valor realizável integralmente em Janeiro de 2013. Como a Empresa possuía um patrimônio líquido não controladores. Em quaisquer outras alienações parciais de operação no exterior, líquido é o preço estimado de venda no curso normal dos negócios, deduzido dos de R$ 1.605, foi registrado um ganho proveniente de compra vantajosa de R$ 1.105 a parcela correspondente à alienação é reclassificada para resultado. Ganhos ou custos estimados de conclusão e despesas estimadas necessárias para efetuar as diretamente no patrimônio liquido, na conta reserva de lucros. perdas cambiais resultantes de item monetário a receber de, ou a pagar a, uma vendas. i. Redução ao valor recuperável: (i) Ativos financeiros não derivativos Entidades do grupo operação no exterior, cuja liquidação não tenha sido nem planejada nem tenha (incluindo recebíveis): Um ativo financeiro não mensurado pelo valor justo por meio Controladas probabilidade de ocorrer no futuro previsível, são considerados como fazendo parte do resultado é avaliado a cada data das demonstrações financeiras para determinar Empresa País Participação do investimento líquido na operação no exterior e são reconhecidos em outros se há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um 31/12/2012 31/12/2011 resultados abrangentes, e apresentados no patrimônio líquido. c. Instrumentos ativo tem perda no seu valor recuperável se existir uma evidência objetiva de perda Blau Farmacêutica Colômbia S.A.S. Colômbia 50,98% – financeiros: (i) Ativos financeiros não derivativos: A Companhia e suas como resultado de um ou mais eventos que tenham ocorrido após o reconhecimento Ariston Indústrias Químicas controladas reconhecem os empréstimos, recebíveis e depósitos inicialmente na inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de e Farmacêuticas Ltda. Brasil 100,00% – data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros são reconhecidos caixa futuros projetados daquele ativo que podem ser estimados de uma maneira

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SANTA GERTRUDES

Pregão Presencial 30/2013 - A Prefeitura do Município de Santa Gertrudes torna público para conhecimento de interessados que, no dia e hora especificados, nas dependências do Paço Municipal, à Rua 01A, 332, Centro, Santa Gertrudes/SP, realizar-se-á licitação, na modalidade Pregão Presencial 30/2013, do tipo menor preço unitário, visando a aquisição de equipamentos, mobiliários e instrumentais, por fornecimento integral e a pedido, para melhoria da qualidade de oferta de serviços das salas das Unidades Básicas de Saúde, referente ao programa Qualis-UBS, de acordo com o Plano de Trabalho aprovado. Os envelopes com as propostas e os documentos de habilitação devem ser protocolados até as 09:30 horas do dia 27/12/2013 no Paço Municipal. A sessão de lances e julgamento será neste mesmo dia às 10:00 horas. O edital completo poderá ser retirado no endereço supracitado, no horário das 09:00 às 16:00 horas ou pelo site www. santagertrudes.sp.gov.br. Santa Gertrudes/SP, 11 de dezembro de 2013. Danielle Zanardi Leão – Pregoeira

realinhar nosso perfil de endividamento ao ciclo operacional do negócio, através da substituição dos financiamentos de curto prazo, por financiamentos de longo prazo. Isso tem implicado em nossa migração dos Bancos Comerciais para os Bancos de Investimentos, onde as estruturas de funding são mais apropriadas ao nosso perfil e onde os custos de captação tem se mostrado mais competitivos. De forma complementar, mantivemos ainda nossa política de trabalharmos com baixo índice de alavancagem. Nossa dívida líquida cresceu 16% entre 2012 (R$72.6MI) e 2011 (R$62.8MI), contra um crescimento comercial de 42% no mesmo período. Pelos conceitos usualmente adotados pelas Instituições Financeiras, nosso índice de alavancagem financeira (Divida Líquida/EBITDA Ajustado) decresceu 17% entre 2012 (1,55xEBITDA) e 2011 (1,81xEBITDA). Considerado o conceito de Risco Líquido (Dívida Líquida - Recebíveis Caucionados) nossa exposição de risco cresceu 19% entre 2012 (R$41.5MI) e 2011 (R$34.9MI). Por esse conceito, nosso índice de alavancagem decresceu 12% entre 2012 (0,89xEBITDA) e 2011 (1xEBITDA). Dentro deste cenário, podemos afirmar estarmos mantendo nossa solidez financeira, respondendo nossa demanda por investimentos com com baixíssimo nível de alavancagem financeira e promovendo nosso crescimento de forma acelerada e auto sustentável. Perspectivas para o Setor Farmacêutico no Brasil: O Brasil continuará sendo ao longo dos próximos anos um dos principais mercados mundiais para o setor farmacêutico. As mudanças estruturais na economia do País com o fortalecimento da classe média, a redução de forma mais acelerada da pobreza e o aumento real da renda, que ampliou o poder de compra das famílias, vão continuar contribuindo para consolidar o ritmo de expansão econômica para os próximos anos. Os fundamentos econômicos estáveis, o crescimento da base de emprego formal, a melhora na distribuição de renda, o envelhecimento da população, nosso bônus demográfico e as políticas do governo na área de saúde criam o cenário ideal para o crescimento do mercado farmacêutico nacional e colocam o Brasil na rota de potencial investimento de grandes grupos farmacêuticos. Impulsionadas por esses fatores, as vendas do setor superaram US$ 20 bilhões em 2012, com ótimas perspectivas de crescimento para os próximos anos. Continuaremos a manter nossos esforços, perseguir as estratégias traçadas e a nos preparar para aproveitar esse ciclo virtuoso que será sem dúvida um grande desafio a enfrentar. Marcelo Rodolfo Hahn - CEO Consolidado 2012 Fluxo de caixa das atividades operacionais Resultado líquido do exercício Ajustes p/reconciliar o lucro do exercício ao caixa proveniente das ativ. operacionais: Depreciações e amortizações Baixas no ativo imobilizado e intangível Encargos financeiros sobre financiamentos Equivalência patrimonial Lucro não realizado nos estoques Provisão para crédito de liquidação duvidosa Provisão para perdas nos estoques Provisão para imposto de renda Impostos diferidos Provisão para contingências

Controladora 2012 2011

2.665

1.865

9.625

2.873 3.629 886 – 465 1.714 464 2.733 (526) – 14.903

2.857 3.629 886 (833) 465 1.733 473 1.794 (526) – 12.343

3.851 219 2.041 – – 1.001 – 3.192 – 779 20.708

(Acréscimo) decréscimo nas contas de ativo Caixa proveniente de aquisição de Empresas 6.513 – – Clientes 1.048 3.075 (30.849) Estoques 1.626 (28) (9.726) Impostos a recuperar e compensar 880 1.255 (80) Outros créditos (2.077) (2.058) 2.488 Depósitos judiciais 913 913 (822) Acréscimo (decréscimo) nas contas de passivo Fornecedores 702 1.010 (5.316) Obrigações trabalhistas 112 112 (792) Obrigações fiscais (588) (1.429) 1.725 Salários e encargos a pagar 243 243 946 Outras contas a pagar 603 583 135 598 598 277 Provisões trabalhistas Caixa líquido gerado (aplicado) 25.476 16.617 (21.306) nas atividades operacionais (4.077) (3.119) (978) Imposto de renda e contribuição social Fluxo de caixa liquido decorrente 21.399 13.498 (22.284) das atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimentos Adições no imobilizado (7.639) (7.623) (4.129) Adições do ativo biológico – – (150) Aquisição de empresas controladas (6.056) (6.056) – (57) (51) (533) Adições no intangível Caixa líquido aplicado nas (13.752) (13.730) (4.812) atividades de investimentos Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Empréstimos de partes relacionadas (6.424) (6.424) (4.656) (6.147) (1.366) (1.192) Dividendos e Juros sobre capital próprio Captação de empréstimos e financiamentos 44.582 38.775 – Pagamentos de empréstimos e financiamentos - principal (15.338) (15.338) – Pagamentos de empréstimos e financiamentos - juros (4.518) (4.518) – Captação de empréstimos e financia– – 32.984 mentos (líquidos das amortizações) Caixa líquido proveniente das 12.155 11.129 27.136 atividades de financiamentos Aumento (redução) líquido em 19.802 10.897 40 caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa em 1º de janeiro 86 86 46 Efeito de variação cambial sobre o saldo de caixa e equivalentes de caixa (296) – – Caixa e equivalentes de caixa 20.184 10.983 86 em 31 de dezembro Variação de caixa e 19.802 10.897 40 equivalentes de caixa As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras confiável. A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, a renegociação do valor devido à Companhia e suas controladas sobre condições que não seriam aceitas em outras transações, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título. (ii) Ativos não financeiros: Os valores contábeis dos ativos não financeiros da Companhia e suas controladas, que não os estoques, ativos biológicos e imposto de renda e contribuição social diferidos, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. Uma perda por redução ao valor recuperável é reconhecida caso o valor contábil de um ativo ou sua unidade geradora de caixa (“UGC”) exceda seu valor recuperável. Perdas de valor são reconhecidas no resultado. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes utilizando uma taxa de desconto antes dos impostos que reflita uma avaliação de mercado atual sobre o período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para testar o valor recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa a partir de seu uso contínuo e que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou UGCs. Para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011, a Companhia e suas controladas não identificaram indicadores de perda no valor de seus ativos não financeiros. j. Benefícios a empregados: Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensuradas em uma base não descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado. O passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago em dinheiro ou participação nos lucros de curto prazo. k. Provisões: Uma provisão é reconhecida se, em função de um evento passado, a Companhia e suas controladas têm uma obrigação legal ou construtiva presente que possa ser estimada de maneira confiável, e é provável que um recurso econômico seja exigido para liquidar a obrigação. As provisões são determinadas através do desconto dos fluxos de caixa futuros estimados a uma taxa antes dos impostos que reflete as avaliações atuais de mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e riscos específicos para o passivo. Os efeitos do desconto a valor presente são reconhecidos no resultado como despesa financeira. l. Dividendos e juros sobre capital próprio: A distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras da Companhia e suas controladas ao final do exercício com base no Estatuto Social. O benefício fiscal dos juros sobre capital próprio é reconhecido na demonstração de resultado, porém o montante de juros sobre capital próprio é reclassificado para fins de apresentação e apresentado como destinação do lucro líquido na demonstração das mutações do patrimônio líquido. m. Receita operacional: A receita operacional da venda de bens no curso normal das atividades é medida pelo valor justo da contraprestação recebida ou a receber, líquida de devoluções, descontos comerciais e bonificações. A receita operacional é reconhecida quando (i) os riscos e benefícios mais significativos inerentes à propriedade dos bens foram transferidos para o comprador, (ii) for provável que os benefícios econômicos financeiros fluirão para o Grupo, (iii) os custos associados e a possível devolução de mercadorias puderem ser estimados de maneira confiável, (iv) não haja envolvimento contínuo com os bens vendidos, (v) o valor da receita operacional possa ser mensurado de maneira confiável. Caso seja provável que descontos serão concedidos e o valor possa ser mensurado de maneira confiável, então o desconto é reconhecido como uma redução da receita operacional conforme as vendas são reconhecidas. n. Receitas financeiras e despesas financeiras: As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos, variações cambiais ativas, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros por atraso, variações cambiais passivas, perdas no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. o. Imposto de renda e contribuição social: O imposto de renda e a contribuição social do exercício corrente e diferido são calculados com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$ 240.000 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado. O imposto corrente é o imposto a pagar ou a receber esperado sobre o lucro tributável do exercício, com base nas taxas de impostos decretadas ou substantivamente decretadas na data de elaboração das demonstrações financeiras e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos exercícios anteriores. O imposto diferido é reconhecido com relação aos créditos fiscais e às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins contábeis e os correspondentes valores usados para fins de tributação, na extensão em que seja provável que lucros futuros tributáveis estarão disponíveis, contra os quais serão utilizados. A mensuração do imposto diferido reflete as consequências tributárias que seguiriam a maneira sob a qual a Companhia espera, ao final do exercício de elaboração das demonstrações financeiras, recuperar ou liquidar o valor contábil de seus ativos e passivos. O imposto diferido é mensurado com base nas alíquotas que se espera aplicar às diferenças temporárias quando elas forem revertidas, baseando-se nas alíquotas que foram decretadas ou substantivamente decretadas até a data de elaboração das demonstrações financeiras. Os ativos e passivos fiscais diferidos são compensados caso haja um direito legal de compensar passivos e ativos fiscais correntes, e sejam referentes a impostos cobrados pela mesma autoridade tributária e sobre a mesma entidade sujeita à tributação, ou sobre entidades tributáveis distintas mas que exista a intenção de liquidar os impostos correntes passivos e ativos em uma base líquida ou os ativos e passivos fiscais serão realizados simultaneamente. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferidos são revisados a cada data de elaboração das demonstrações financeiras e são reduzidos na extensão em que sua realização não seja mais provável. p. Novas normas e interpretações ainda não adotadas: Uma série de novas normas, alterações de normas e interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis e serão efetivas para exercícios iniciados após 1º de janeiro de 2013. Nem todos os pronunciamentos foram aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade, bem como a Companhia e suas controladas não adotaram antecipadamente aqueles pronunciamentos na preparação destas demonstrações financeiras. Entretanto, os seguintes pronunciamentos podem ser relevantes para a Companhia e suas controladas quando das adoções: • CPC 36 (R3) - Demonstrações Financeiras Consolidadas, ainda não aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade; e • CPC 46 - Mensuração do Valor Justo, ainda não aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade. A Companhia e suas controladas não planejam adotar estes pronunciamentos de forma antecipada. Marcelo Rodolfo Hahn Diretor Presidente

Fabio Facciolla Conte Rubino CRC-TC 1SP 127540/O-9

Blau Farmacêutica S.A. CNPJ/MF nº 58.430.828/0001-60 Ficam os Senhores Acionistas da Blau Farmacêutica S.A. (“Companhia”), convidados a participarem da Assembleia Geral Ordinária (“AGO”), a ser realizada às 10:00 horas do dia 20 de dezembro de 2013 (20.12.2013), na sede social da Companhia, localizada no Município de Cotia, Estado de São Paulo, na Rodovia RaposoTavares, Km 30,5, nº 2.833, Unidade I, Prédio 100, Bairro Barro Branco, CEP 06705-030, a fim de deliberar sobre a seguinte ordem do dia: (i) tomar as contas da administração, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012; e (ii) deliberar sobre a destinação do lucro líquido e distribuição de dividendos.Informações Gerais:(a)Cópia dosdocumentos aserem discutidos na AGO oraconvocada se encontraà disposição dos senhores acionistas na sede social da Companhia conforme informado pela Diretoria mediante publicações realizadas em 18, 19 e 22 de outubro de 2013, no Diário Oficial do Estado de São Paulo e no Diário do Comércio. (b) O acionista que desejar ser representado por procurador deverá apresentar o respectivo instrumento de mandato, com poderes especiais para tanto e firmas devidamente reconhecidas, à Companhia até o dia 18 de dezembro de 2013. Cotia, 12 de dezembro de 2013. Marcelo Rodolfo Hahn - Presidente do Conselho de Administração.


18 -.ECONOMIA/LEGAIS

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O lucro das operações no exterior corresponde a 10% do resultado, mas pode chegar a 20% em cinco anos. Jean-Marc Etlin, do Itaú BBA.

Itaú negocia o Corpbanca Grupo brasileiro quer comprar o chileno Corpbanca, mas admite que há outros concorrentes no negócio. presidente do Itaú BBA, banco de investimentos do Itaú Unibanco, Candido Bracher, confirmou ontem que o grupo negocia a compra do banco chileno Corpbanca, mas que não está interessado em uma participação minoritária. "Estamos negociando este banco e temos uma confiança grande em comprar, mas temos competidores", disse o executivo durante evento com jornalistas, na primeira confirmação oficial do banco sobre o tema. O banco chileno já havia divulgado a negociação com várias instituições financeiras.

O

Os executivos do Itaú BBA informaram ainda que o banco está confiante em relação a projetos da area de infraestrutura, que devem movimentar investimentos de R$ 30 bil h õ e s n o s p róx i m o s c i n c o anos, ante volume atual de R$ 12 bilhões. O banco de investimentos tem mandatos para 47 projetos de infraestrutura em diferentes áreas – incluindo energia e óleo e gás – e pretende captar 15 novos mandatos em 2014, quando outros dez serão concluídos. Na área de fusões e aquisições, o BBA prevê maior atividade de fundos de private

equity e soberanos, enquanto os investidores estratégicos ficarão mais cautelosos. "Os fundos de private equity estão mais atuantes no Brasil, e devem ser incentivados pela maior hesitação dos investidores estratégicos em um ano de eleição", disse o vice-presidente executivo do Itaú BBA, Jean-Marc Etlin. "São forças contrárias que vão impactar o mercado de fusões e aquisições." As ofertas de ações de companhias brasileiras devem apresentar um ritmo similar ao registrado em 2013 no ano que vem, acrescentou o executivo. "Não esperamos um

cenário muito melhor nem pior", afirmou. Para o banco, o Ibovespa pode chegar a 67 mil pontos em 2014. O Itaú BBA está expandindo sua atuação no mercado internacional. No momento, o lucro das operações no exterior corresponde a 10% do resultado, mas pode chegar a 20% em cinco anos, disse. A expectativa para o cenário global em 2014 é de recuperação, com normalização da política monetária dos Estados Unidos afetando moderadamente os mercados emergentes, avaliou o economista-chefe do banco, Ilan Goldfajn. (Reuters)

Cheques devolvidos por falta de fundos: ligeira redução. parcela de cheques devolvidos, no caso de uma segunda devolução por falta de fundos, foi de 1,79% do total em novembro. O volume foi inferior à proporção de 1,93% registrada em outubro. Os números foram divulgados ontem pela Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). O mesmo 1,93% foi registrado em novembro do ano passado. Os números foram considerados compatíveis com o atual cenário econômico brasileiro. No acumulado do ano, de janeiro a novembro, o índice de cheques devolvidos foi de 1,98%, porcentual equivalente ao observado no mesmo pe-

A

ríodo de 2012. Em relação ao número total de cheques devolvidos, houve retração de 8,8% em novembro ante outubro. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o total de cheques movimentados apresentou retração de 10,7%. No acumulado do ano, os cheques devolvidos recuaram 9,2% frente ao mesmo período de 2012 e os movimentados recuaram 8,9 %. O indicador de cheques devolvidos é obtido através da relação entre a proporção de documentos devolvidos, em segunda devolução por falta de fundos, e o volume de cheques movimentados, ou seja, o total de compensados e devolvidos. (Paula Cunha)


ECONOMIA/LEGAIS - 19

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Maria Helena Melo Paiva Araras ME , torna publico que Requereu da CETESB a Renovação da Licença de Operação, para Produção de Tubos de aço sem costura sito à Rua Nicola Nicodemo n° 258 — Fundos — Imirim – São Paulo– SP

COMUNICADO DE EXTRAVIO - CLAUDETE MARIA TARDINI SCHINATTO ME, CNPJ 01.377.728/0001-08, I.E. 107.738.353.11, sito à Rua D.Pedro H.de O. e Bragança, 992 - V.Jaguara - CEP 05117-002, comunica o extravio do Talão em branco Série D1 do nº 13.101 a 13.150.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA EXTRATO DE HOMOLOGAÇÃO E ADJUDICAÇÃO. PROCESSO Nº 112/ 13 – TOMADA DE PREÇOS Nº 17/13. Objeto: Contratação de empresa especializada para execução de reforma nos vestiários e campo de futebol municipal do Bairro Benfica, relativo ao Convênio 251/2013 celebrado com o Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional, de acordo com a especificação constante no Anexo I - Proposta. Considerando a regularidade do procedimento, hei por bem, com base no inc. VI, do art. 43, da Lei Federal nº 8.666/93, Homologar e Adjudicar o item do objeto licitado, à empresa: CONCRESP EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA EPP. Andradina, 11 de dezembro de 2013. JAMIL AKIO ONO – Prefeito

FDE AVISA: COMUNICADO Tendo em vista a necessidade de elaboração de novo Relatório de Vistoria, compatível com o orçamento, a Comissão Julgadora de Licitações comunica a suspensão da data de abertura da licitação abaixo discriminada. CONCORRÊNCIA: 73/02305/13/01

IBRAFEM ESTRUTURAS METÁLICAS S.A. CNPJ/MF nº 07.116.287/0001-69 - NIRE 35 3 0045652 1 EDITALDE CONVOCAÇÃO - ASSEMBLEIAGERALORDINÁRIA Ficam convidados os SenhoresAcionistas desta Companhia a se reunirem emAssembleia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 19 de dezembro de 2013, às 10 horas, na sua sede social, localizada na Alameda dos Jurupis nº 455, 10º andar, bairro Moema, em São Paulo, Estado de São Paulo, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) Examinar, discutir e votar o Relatório de Administração, das Contas, das Demonstrações Financeiras e o Parecer dos Auditores Independentes relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012; b) Deliberar sobre a proposta de destinação do resultado do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012, e c) Eleger os membros da Diretoria e fixar a respectiva remuneração. São Paulo, 11 de dezembro de 2013. (a.a.) Jauneval de Oms (Diretor Presidente) e Cesar Romeu Fiedler (Diretor).

COMPANHIA INDUSTRIAL SÃO PAULO E RIO - CISPER CNPJ/MF nº 33.174.145/0001-68 / NIRE 35.300.156.854 Extrato da Ata AGOE de 21/10/2013, Aos 21/10/13, 17hs, na sede da Companhia Industrial São Paulo e Rio - CISPER (“Cia.”), em SP/SP, Av. Olavo Egídio de Souza Aranha, 2.270, Ala C, Ermelino Matarazzo, 03822-900, reuniu-se a única acionista da Cia, dispensada, portanto, a publicação dos anúncios de convocação, para deliberar sobre as seguintes matérias, as quais foram aprovadas, por unanimidade, e sem ressalvas: (I) ORD., aprovados os Relatórios da Administração da Cia., os Bal. Patrimoniais, bem como as Demonstrações Financeiras dos exerc. sociais de 31/12/2011 e 2012. (II) EXTRAORD., (a) aprovado o Protocolo e Justificação da Incorporação da Cia. e da Cisper Amazônia pela Owens (“Protocolo”) celebrado em 10/10/13, pelos Diretores da Cia. e pelos representantes legais da Cisper Amazônia (“Companhias Incorporadas”) e, ainda, pela Owens, com sede na Av. Olavo Egídio de Souza Aranha, 2.270, Ala A, Ermelino Matarazzo, 03822-900, SP/SP, CNPJ 08.910.541/0001-69, NIRE 35.300.343.484 (“Companhia Incorporadora”), o qual estabelece os termos, justificação e as condições da incorporação com a versão da totalidade do patrimônio líquido da Companhia para a Owens; (b) aprovada nomeação da APSIS CONSULTORIA E AVALIAÇÕES LTDA., CNPJ/MF 08.681.365/0001-30, CRC/RJ 005112/O-9, que elaborou o Laudo de Avaliação avaliando o acervo patrimonial da Cia. em R$ 12.812.554,44, com base no valor contábil, na Data Base de 30/09/13, o qual foi aprovado; (d) foi aprovada a incorporação da Cia. pela Owens, com a sua consequente extinção. Todos os ativos, direitos e obrigações da Cia. serão transferidos para a Owens que sucederá a Cia.; e (e) autorizam os administradores da Owens a praticarem todos os atos necessários à implementação da operação ora proposta. Nada mais. SP, 21/10/13. Celso Bordallo da Costa - Presidente; Cristiane Peixoto de Oliveira Marrara – Secretária; p/OWENS-ILLINOIS DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO S.A. Celso Bordallo da Costa e Yakara Natah do Valle Biancalana. JUCESP nº 439.520/13-7 em 11/11/2013 - Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Ministério do Turismo

AVISO DE LICITAÇÃO Pregão Eletrônico nº 19/2013

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 58/13 - PREGÃO 38/13 Objeto: Contratação de empresa jornalística para prestação de serviços de publicidade dos programas, obras, serviços e campanhas da Administração. Comunicado do Pregoeiro. Comunica que irá retomar o julgamento do certame supra em sessão pública a ser realizada na data de 18 de dezembro de 2013, às 09 horas, na Sala de Licitações da Prefeitura do Município de Castilho, Praça da Matriz, 247, Castilho. A Debitar dia (12.12.13)

INSTITUTO INTEGRADO DE ONCOLOGIA LTDA. CNPJ 03.995.758/0001-03 EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA DE SÓCIOS

Os Administradores do Instituto Integrado de Oncologia Ltda., no uso de suas atribuições legais, em especial o art. 1.072 do Código Civil, convoca os sócios do Instituto Integrado de Oncologia Ltda., para comparecer na Assembleia de Sócios a realizar-se na Rua Fausta Duarte de Araújo, 311, Jardim Santista, Mogi das Cruzes - SP, no dia 18 de dezembro de 2013, quarta-feira, às 15:00 hs, em primeira convocação, com número mínimo de sócios que representem ¾ (três quartos) do capital social e, às 15:30, em segunda e última convocação, com qualquer número, para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia: (1) Tomar as contas dos administradores e deliberar sobre o balanço patrimonial e o resultado econômico do ano de 2012; e (2) Outros assuntos de interesse do Instituto Integrado de Oncologia Ltda. São Paulo, 10 de dezembro de 2013. Dra. Raquel Melges Cardinalli Breviglieri - Grupo Multidisciplinar de Inclogia Ltda.

OWENS-ILLINOIS DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO S.A. CNPJ/MF nº 08.910.541/0001-69. NIRE 35.300.343.484 Extrato de Ata de AGOE de 21/10/13 Aos 21/10/13, às 18hs, na sede social da Owens-Illinois do Brasil Indústria e Comércio S.A. (“Cia.”), situada em SP/SP, Av. Olavo Egidio de Souza Aranha, 2.270, Ala A, Ermelino Matarazzo, CEP 03822-900, reuniram-se a totalidade dos acionistas da Cia. Dispensada, portanto, para deliberar as seguintes matérias, as quais foram aprovadas, por unanimidade e sem ressalvas: (I) ORD., aprovados os Relatórios da Administração da Cia., os Bal. Patrimoniais, bem como as Demonstrações Financeiras dos exerc. sociais de 31/12/11 e 2012. (II) EXTRAORD., (a) aprovado o Protocolo e Justificação da Incorporação da Companhia Industrial e da Cisper Amazônia (“Companhias Incorporadas”) pela Cia. (“Protocolo”) celebrado em 10/10/13 pelos Diretores da Cia., Companhia Industrial e Cisper Amazônia, o qual estabelece os termos, justificação e as condições gerais da incorporação com a versão da totalidade do patrimônio líquido da Companhia Industrial e Cisper Amazônia para a Cia.; (b) aprovada a nomeação da APSIS CONSULTORIA E AVALIAÇÕES LTDA., CNPJ 08.681.365/0001-30, CRC/RJ 005112/O-9, que elaborou os Laudos De Avaliação das Companhias Incorporadas, avaliando o acervo patrimonial da Companhia Indutrial em R$ 12.812.554,44 e da Cisper Amazônia em R$ 53.805.604,38, ambos com base no valor contábil, na Data-Base de 30/09/13, os quais foram aprovados; (c) foi aprovada a incorporação da Companhia Industrial e Cisper Amazônia pela Cia., com sua consequente extinção. Todos os bens, direitos e obrigações das Companhias Incorporadas, serão transferidos para a Cia., a qual as sucederá em todos os sentidos; (d) o estabelecimento da sede da Cisper Amazônia, passará a ser a nova filial da Cia. Foi aprovada a alteração do Art.2º do Estatuto Social da Cia. para a inclusão na nova Filial em Manaus/AM na Avenida Tefé, 3.105, Bairro Japiim, 69078-000, conforme a consolidação do Estatuto Social da Cia. (e) as atividades da Companhia Industrial de administração de bens próprios passarão a ser exercidas pela Cia. As atividades desenvolvidas pela Cisper Amazônia serão exercidas pela Filial de Manaus, de modo que foi aprovada alteração do Art. 3º do Estatuto Social da Cia. para adequação do objeto social da Cia., para a inclusão das atividades até então desenvolvidas pela Cisper Amazônia; (f) não houve qualquer reflexo no capital social da Cia. nem em seu quadro societário; (g) foi adequado o Estatuto Social da Cia. para refletir as alterações aprovadas; e (h) autorizar os membros da administração da Cia. a praticar todos os atos à implementação da operação ora proposta. Nada mais. SP, 21/10/13. Celso Bordallo da Costa - Presidente; Cristiane Peixoto de Oliveira Marrara – Secretária; O-I EUROPEAN GROUP B.V. e OWENS-BROCKWAY GLASS CONTAINER, INC. - p.p. Cristiane Peixoto de Oliveira Marrara. JUCESP nº 439.519/13-5 em 11/11/2013 - Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Itautec S.A. - Grupo Itautec CNPJ 54.526.082/0001-31

Companhia Aberta

NIRE 35300109180

Edital de Convocação ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Os Senhores Acionistas da ITAUTEC S.A. - GRUPO ITAUTEC são convidados pelo Conselho de Administração a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará no dia 26.12.2013, às 11:00 horas, no auditório da sede social, localizado na Avenida Paulista, 1938, 5º andar, em São Paulo (SP), a fim de tomar conhecimento dos Relatórios da Administração, do Comitê de Auditoria e de Gestão de Riscos e dos Auditores Independentes e examinar, discutir e deliberar, para os fins do Artigo 45 da Lei 6.404/76, sobre as Demonstrações Financeiras Intermediárias, relativas ao período de janeiro a setembro de 2013. Os documentos a serem analisados na Assembleia encontram-se à disposição dos Acionistas no website de relações com investidores da Companhia (www.itautec.com.br), bem como no website da CVM (www.cvm.gov.br) e da BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br). Para exercer seus direitos, os Acionistas deverão comparecer à Assembleia portando documento de identidade e comprovante de depósito das ações emitido pela instituição depositária, contendo a respectiva participação acionária. Os Acionistas podem ser representados na Assembleia por procurador, nos termos do artigo 126 da Lei 6.404/76, desde que o procurador esteja com documento de identidade e respectivo instrumento de mandato. São Paulo (SP), 10 de dezembro de 2013. Conselho de Administração Ricardo Egydio Setubal - Presidente (11/12/13)

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 11 de dezembro de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente : Jobinvest Fomento Mercantil Ltda. - Requerido: Ifor Tel Telecomunicações Ltda. - Rua Nelo Viviani, 22 - Vila da Saúde - 2ª Vara de Falências Requerente; Sinal Verde Assessoria Empresarial Ltda. - Requerido: Corp Express Logística e Transporte Ltda. - Rua Amadis, 500 - Vila Independência - 1ª Vara de Falências

Objeto: Contratação de empresa especializada para executar serviços de Programação Visual para instalação de Sistema de Identificação e Sinalização interna e externa, no Edifício da EMBRATUR em Brasília - DF. SINDICATO DOS PERMISSIONÁRIOS EM CENTRAIS DE ABASTECIMENTO DE ALIMENTOS DO ESTADO DE SÃO PAULO CNPJ-62.707.278/0001-50 Edital de Convocação para Assembleia Geral Ordinária. Convoca, nos termos do estatuto vigente, os associados do Sindicato dos Permissionários em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo, para a ordem do dia: a) Verificação e aprovação de balanço e prestação de contas do ano de 2012, b) previsão orçamentária para o exercício de 2013/2014, a se realizar em sua sede, à Av. Dr. Gastão Vidigal, 1946, EDSED II, Salas 17 a 22 – CEAGESP, V. Leopoldina – São Paulo-SP, no próximo dia 18/12/2013, em primeira instalação às 10:00 horas, com maioria absoluta dos associados e em segunda instalação às 10:30 horas para associados presentes. São Paulo, 11 de dezembro de 2013. José Robson Coringa Bezerra.

Realização: 26/12/2013 às 10:00 h, no Sistema COMPRASNET, endereço eletrônico www.comprasnet.gov.br Informações Gerais: O Edital poderá ser retirado a partir do dia 12/12/2013 de 08h30 as 11h30 e de 14h as 17h30 no endereço: SCN Quadra 2 Bloco G, na Divisão de Contratos e Editais – Térreo e no sistema COMPRASNET. Alexandre Raymundo de Oliveira Neto Pregoeiro

Integral-Trust Securitização e Serviços Financeiros Ltda. 1. Data e Horário: 26/11/2013 às 10:00 horas. Local: Sede Social na Av. Paulista, 1842 – 23º andar – Cetenco Plaza, Torre Norte, em São Paulo, SP. 2. Convocação e Quórum: Presentes acionistas representando a totalidade do capital social conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas, dispensada, dessa forma, a publicação de editais de convocação nos termos da faculdade outorgada pelo parágrafo 4º, do artigo 124, da Lei n. 6404/76. 3. Mesa Diretora: Presidente Shinsuke Fujii; Secretário Kiyoshi Hasegawa. 4. Ordem do Dia: indicação do Sr. Yoshitomo Nishimitsu, de nacionalidade japonesa, casado, portador do Passaporte Japonês TK9000951, expedido em 04.04.2013 para ocupar futuramente o cargo de Diretor Supervisor. 5. Deliberação: foi aprovada, por unanimidade de votos dos acionistas, a indicação do Sr. Yoshitomo Nishimitsu, acima qualificado, para ocupar futuramente o cargo de Diretor Supervisor devendo sua eleição ser efetuada oportunamente, na forma da lei e das disposições estatutárias. A efetivação do Sr. Yoshitomo Nishimitsu no referido cargo dar-se-á por deliberação a ser adotada pela respectiva Assembleia Geral dos Acionistas a ser convocada para esse fim, após a legalização de sua permanência no país. Cumprida, assim a ordem do dia e nada mais havendo a ser tratado, o Sr. Presidente declarou suspensa a sessão pelo tempo necessário à lavratura da presente que lida e aprovada, vai assinada por todos os presentes. São Paulo, 26/11/2013. aa) Mitsui & Co., Ltd., pp. Shinsuke Fujii; Mitsui & Co.(U.S.A.), Inc., pp. Shinsuke Fujii. Mesa: Shinsuke Fujii, Presidente e Kiyoshi Hasegawa, Secretário. Esta é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 26/11/2013. Kiyoshi Hasegawa Secretário. JUCESP nº 459.967/13-7 em 02/12/2013.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA

EXTRATO DE HOMOLOGAÇÃO. PROCESSO Nº 120/13 – PREGÃO Nº 62/ 13. OBJETO: Aquisição de carnes e frios para uso da Merenda Escolar. Considerando a regularidade do procedimento, hei por bem, com base na lei federal nº 10520, de 17 de julho de 2002, HOMOLOGAR, os itens do objeto licitado, às empresas: FRIGOBOI COMÉRCIO DE CARNES LTDA. (itens: 07, 08, 10, 16, 17, 20, 24, 25, 27, 28), BRF S.A. (item: 26), MINERVA DAWN FARMS INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PROTEINAS S/A (itens: 01, 06, 09, 13, 18, 22, 23), NUTRICIONALE COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA. (itens: 04, 12, 15), PONTO DO NHOQUE – IND. E COM. DE PRODUTOS ALIMENTICIOS LTDA. – ME (item: 19), S. MAZZONI ALIMENTOS – EPP (itens: 02, 11, 14, 21), TEREZINHA BORELLI FREIRE – ME (itens: 29, 30, 31). Andradina, 11 de dezembro de 2013. JAMIL AKIO ONO – Prefeito. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE RIO CLARO - FORO DE RIO CLARO - 3ª VARA CÍVEL EDITAL DE CITAÇÃO – PROC. Nº 1247/08. Processo nº: 0009012-85.2008.8.26.0510. Classe: Assunto: Procedimento Ordinário - Contratos Bancários. Requerente: Banco do Brasil S/A. Requerido: Lopes & Quatrini Drogaria Ltda. Me. EDITAL DE CITAÇÃO - PRAZO DE 30 DIAS.PROCESSO Nº 0009012-85.2008.8.26.0510. O(A) Doutor(a) Cyntia Andraus Carretta, MM. Juiz(a) de Direito da 3ª Vara Cível, do Foro de Rio Claro, da Comarca de de Rio Claro, do Estado de São Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a(o) Lopes & Quatrini Drogaria Ltda. Me., R 3 JN, 981, JARDIM NOVO II – CEP 13502-570, Rio Claro-SP, CNPJ 08.597.061/0001-90, que lhe foi proposta uma ação de Procedimento Ordinário por parte de Banco do Brasil S/A, alegando em síntese: a autora contratou com a requerida prestação de serviços, entregando a mesma equipamento eletrônico com autorização para efetuar operações e serviços bancários em nome do banco, mediante pagamento de valores unitários discriminados no contrato. A requerida deixou de efetuar prestação de contas referente aos serviços registrados nos dias 15 e 16/10 de 2007. A ré foi notificada do descumprimento, porém, não atendeu às convocações. A autora requereu condenação da ré no valor de R$ 3.861,30 (junho/2008). Dá-se à causa o valor de R$ 3.861,30. Segue transcrito o despacho inicial: “Para localização do atual endereço da requerida, solicitem-se novamente informações pelos sistemas INFOJUD e BACENJUD. Providencie-se. Observa-se que em caso negativo, a medida a ser adotada é a citação por edital. ...” Encontrando-se o réu em lugar incerto e não sabido, foi determinada a sua CITAÇÃO, por EDITAL, para os atos e termos da ação proposta e para que, no prazo de 15 dias, que fluirá após o decurso do prazo do presente edital – 30 dias, apresente resposta. Não sendo contestada a ação, presumir-se-ão aceitos, pelo(a)(s) ré(u)(s), como verdadeiros, os fatos articulados pelo(a)(s) autor(a)(es). Será o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este Fórum localizado na Avenida 5, nº 535, Centro - CEP 13500-380, Fone: (19) 3524-4722, Rio Claro-SP. Rio Claro, 13 de agosto de 2013.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO A Comissão Julgadora de Licitações comunica nova data de entrega dos envelopes 1 (Proposta Técnica), 2 (Proposta Comercial) e 3 (Documentação), juntamente com a Solicitação de Participação e a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI, na SEDE DA FDE, bem como, a abertura dos envelopes 1 (Proposta Técnica), que deverá ser entregue até 30 minutos antes da nova data de abertura para a Tomada de Preço abaixo discriminada: NOVA DATA TOMADA DE PREÇOS HORÁRIO DA ABERTURA 14/01/2014 46/00358/13/02 09:30 A Comissão Julgadora de Licitações comunica que, de acordo com o Decreto Estadual nº 59.843, de 28/11/2013, suspendeu o expediente na FDE nos dias 23, 24, 30 e 31/12/2013, fica adiada a data de entrega dos envelopes 1 (Proposta Comercial) e 2 (Documentação), juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a Garantia de Participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI, na SEDE DA FDE, bem como, a abertura dos envelopes 1 (Proposta Comercial), os quais deverão ser entregues até 30 minutos antes da nova data de abertura para as Concorrências abaixo discriminadas: As demais condições dos editais permanecem inalteradas. NOVA DATA CONCORRÊNCIAS HORÁRIO DA ABERTURA 06/01/2014 72/02042/13/01 10:00 06/01/2014 72/02126/13/01 10:30

CNPJ/MF 06.576.569/0001-86 Ata da AGE de Transformação da Integral-Trust Securitização e Serviços Financeiros Ltda. em Sociedade por Ações, sob a denominação de Integral Investimentos Holding S.A. (“Sociedade”), datada de 29 /04/2011 Data, Hora e Local: 29/04/11, 10 hs, na sede social. Convocação e Presenças: Dispensada, tendo-se em vista a presença de todos os sócios da Sociedade. Mesa: Presidente: Bruno Amadei Junior e Secretário: Guilherme de Souza Arruda Camargo. Ordem do Dia: (a) Transformação do tipo jurídico societário da Sociedade, (b) Aumento de Capital da Sociedade, e (c) Aprovação da redação do novo Estatuto Social.Deliberações: (a) Aprovar a transformação do tipo jurídico da Sociedade, passando de sociedade limitada para sociedade por ações, nos seguintes termos: (i) A Sociedade terá sua denominação social alterada para Integral Investimentos Holding S.A.; (ii) As 10.002 quotas, atualmente existentes representativas da totalidade do capital social da Sociedade, serão substituídas por 10.002 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, distribuídas entre os acionistas na forma do Anexo I-A. (iii) A Sociedade passará a ser administrada por um Cons. de Adm., composto por, no mínimo, 3 e, no máximo, 7 membros e por uma Diretoria composta por 2 membros. (iii.i) Neste ato, deliberam nomear para os cargos de Conselheiros os Srs. (i)Antonio Hermann Dias Menezes de Azevedo, RG nº 4.509.751-3 SSP-SP, CPF/MF nº 941.321.788-20;(ii) Bruno Amadei Junior, brasileiro, RG nº 4.5665.331-8 SSP-SP, CPF/MF nº 049.682.308-69;(iii) Carlos Mario Fagundes de Souza Filho, RG nº 3.724.739-6 SSP-SP, CPF/MF nº 394.005.228-00, e (iv) Adriano Boni de Souza, RG nº 34.753.135 SSP-SP, CPF/MF 220.759.838-10.(iii.ii) Deliberam, ainda, nomear para os cargos de Diretores os Srs.Bruno Amadei Junior, acima qualificado, e Guilherme de Souza Arruda Camargo, RG nº 18.227.598-X, CPF/MF nº 186.634.728-10. (iii.iii) Nos termos do Art. 10 do Estatuto Social ora aprovado, é fixada a remuneração anual global dos administradores da Sociedade em até R$ 2.000.000,00, ficando sua distribuição entre os respectivos membros a cargo do Cons. de Adm.. (b) Aprovar o aumento do capital social da Sociedade no valor de R$11.056,00, mediante a contribuição em moeda corrente nacional, passando dos atuais R$10.002,00 para R$ 21.058,00 (“Aumento de Capital”). Em razão do Aumento de Capital, serão emitidas 11.056 novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, todas subscritas e integralizadas, neste ato, pelos acionistas, em moeda corrente nacional, conforme demonstrado no Anexo I-B. (b.1) Os acionistas fazem constar que, ao admitir o ingresso dos Srs. Guilherme de Souza Arruda Camargo e Silvana Corbetta Boni de Souza aos quadros acionários da Sociedade, renunciaram expressamente aos respectivos direitos de preferência para subscrição de ações da Sociedade.(c) Em virtude das deliberações acima, fica desde já consolidado e aprovado por unanimidade o Estatuto Social, que passará a reger a Sociedade, o qual lido e rubricado por todos, passa a fazer parte integrante do presente instrumento como seu Anexo II.Encerramento: Nada mais.SP, 29/4/11. Bruno Amadei Junior - Presidente; Guilherme de Souza Arruda Camargo - Secretário. Acionistas: Antonio Hermann Dias Menezes de Azevedo, Bruno Amadei Junior, Integral-Trust Participações e Serviços Financeiros Ltda., Guilherme de Souza Arruda Camargo e Silvana Corbetta Boni de Souza. Confere com a original, Lavrada em Livro Próprio. Bruno Amadei Junior - Presidente; Guilherme de Souza Arruda Camargo - Secretário. Acionistas: Antonio Hermann Dias Menezes de Azevedo; Bruno Amadei Junior; Silvana Corbetta Boni de Souza;Guilherme de Souza Arruda Camargo;Integral-Trust Participações e Serviços Financeiros Ltda. Advogado responsável:Estatuto Social - Capítulo I - Nome e Duração - Art.1º.Integral Investimentos Holding S.A.é uma sociedade por ações, com prazo de duração indeterminado, regida pelo disposto no presente Estatuto Social e pelas disposições legais aplicáveis, em especial a Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e suas alterações posteriores (“Lei das S.A.”).Capítulo II - Sede Social - Art. 2º.A Sociedade tem sua sede e foro na Cidade de Barueri/SP, na Av.Yogiro Takaoka, 4.384, loja 17-CV 1816, Alphaville, CEP 06541-038, local onde funcionará o seu escritório administrativo, podendo abrir filiais, escritórios e representações em qualquer localidade do país ou do exterior, mediante deliberação da Assembleia Geral de Acionistas.Capítulo III - Objeto Social - Art. 3º.A Sociedade tem por objeto a prestação de serviços de assessoria financeira em geral e participação em outras empresas, exceto em atividades que dependam de autorização do conselho regional. Capítulo IV - Capital Social e Ações - Art. 4º. O capital social da Sociedade é de R$ 21.058,00, totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente nacional, representado por 21.058,00 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.Art. 5º. Cada ação ordinária confere ao seu titular o direito a 1 voto nas Assembleias Gerais de Acionistas, cujas deliberações serão tomadas na forma da legislação aplicável, observadas as disposições de acordos de acionistas, arquivados na sede da Sociedade.Art. 6º. A propriedade das ações será comprovada pela inscrição do nome do acionista no livro de “Registro de Ações Nominativas”. Mediante solicitação de qualquer acionista, a Sociedade emitirá certificados de ações. Os certificados de ações, que poderão ser agrupadas em títulos múltiplos, quando emitidos, serão assinados pelos 02 Diretores da Sociedade.§único. Nenhuma transferência, cessão ou qualquer outra forma de alienação de ações de emissão da Sociedade terá validade ou eficácia perante a Sociedade ou quaisquer terceiros, se levada a efeito em violação aos termos e condições previstos nos Acordos de Acionistas arquivados na sede social. CapítuloV - Assembleia Geral de Acionistas Art. 7º. As Assembleias Gerais de Acionistas realizar-se-ão ordinariamente uma vez por ano, nos 4 primeiros meses seguintes ao encerramento de cada exercício social, a fim de que sejam discutidos os assuntos previstos em lei.Art.8º. As Assembleias Gerais Extraordinárias serão realizadas sempre que necessário, quando os interesses sociais assim o exigirem, ou quando as disposições do presente Estatuto Social ou da legislação aplicável exigirem deliberação dos Acionistas.Art. 9º. As Assembleias Gerais de Acionistas, Ordinárias ou Extraordinárias, serão convocadas por qualquer membro do Cons. de Adm. e presididas pelo Acionista indicado entre os presentes que, por sua vez, deverá indicar, dentre os presentes, o Secretário.§1º. As Assembleias Gerais de Acionistas somente serão instaladas, em primeira ou segunda convocação, com a presença de Acionistas detentores de ações representativas de, no mínimo, 51% do capital social votante da Sociedade. §2º. Sem prejuízo das formalidades previstas na legislação aplicável, os Acionistas deverão ser convocados para as Assembleias Gerais de Acionistas mediante comunicação escrita com, no mínimo, 8 dias de antecedência da data marcada para sua realização. CapítuloVI - Administração da Sociedade - Art. 10. A Sociedade será administrada por um Cons. de Adm. e por uma Diretoria.§1º. Os membros do Cons. de Adm. e da Diretoria tomarão posse mediante a assinatura dos respectivos termos em livro próprio, permanecendo em seus cargos até a posse de seus sucessores. §2º. A Assembleia Geral de Acionistas deverá estabelecer a remuneração total dos administradores, cabendo ao Cons. de Adm. deliberar sobre a sua distribuição entre seus membros e os membros da Diretoria. §3º. Os membros do Cons. de Adm. e da Diretoria deverão sempre observar, no que forem aplicáveis, as disposições dos Acordos de Acionistas arquivados na sede social da Sociedade.Em nenhuma hipótese serão computados os votos proferidos nas reuniões dos órgãos da administração e Assembleias Gerais de Acionistas da Sociedade em violação ao disposto em tais Acordos de Acionistas.CapítuloVII - Cons. de Adm. - Art. 11. O Cons. de Adm., órgão de deliberação colegiada, será composto por, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 7 membros efetivos, eleitos pela Assembleia Geral, todos acionistas, residentes no País ou no exterior, sendo um deles o Presidente do colegiado, para um mandato de 03 anos, permitida a reeleição. §Único. O Pres. do Cons. de Adm. será eleito pelos Conselheiros na primeira reunião do Cons.de Adm.realizada após a Assembleia Geral de Acionistas que os eleger.Art. 12. Com exceção do disposto nos Acordos de Acionistas arquivados na sede social da Sociedade, o Cons. de Adm. reunir-se-á, ordinariamente, uma vez por trimestre e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo Presidente ou, na sua ausência, por quaisquer 2 Conselheiros em conjunto, mediante o envio de convocação aos demais membros com antecedência mínima de 5 dias. Art. 13. As reuniões do Cons. de Adm. somente se instalarão, em primeira convocação com a presença de 2/3 dos conselheiros e, em segunda convocação, que observará o procedimento disposto no Art.12 acima, .com a presença de, no mínimo, 2 conselheiros.§1º. Independentemente de quaisquer formalidades, será considerada regular a reunião a que comparecerem todos os conselheiros, pessoalmente ou na forma do §Terceiro abaixo.§2º. Será considerado presente às reuniões do Cons. de Adm., o conselheiro que: (i) nomear qualquer outro conselheiro como seu procurador para votar em tal reunião, desde que a respectiva procuração seja entregue ao Pres. do Cons. de Adm., (ii) enviar seu voto por escrito ao Pres. do Cons. de Adm., via fac-símile, carta registrada ou carta entregue em mãos ou (iii) participar das reuniões do Cons.de Adm.por meio de vídeo conferência ou conferência telefônica, desde que todos os participantes possam ser claramente identificados e possam mutuamente se ouvir, caso em que a reunião será considerada realizada no local onde estiver o Pres.do Cons.de Adm..§3º. No caso de reunião realizada por meio de vídeo conferência ou conferência telefônica, o membro do Cons.de Adm.poderá, com base na pauta dos assuntos a ser tratados, manifestar seu voto por escrito, por meio de carta ou fac-símile entregue ao Pres.do Cons.de Adm., na data da reunião.O secretário da Reunião deverá providenciar para que todos os Conselheiros presentes assinem a ata da RCA, devidamente lavrada em Livro próprio, dentro do prazo 30 dias, contados a partir da data de realização da reunião. Art. 14. Observadas as disposições nos Acordos de Acionistas arquivados na sede social, além das matérias previstas em lei, compete ao Cons. de Adm.: (a) aprovar a contratação, seja a Sociedade credora ou devedora, de empréstimos ou outras obrigações de qualquer natureza, bem como a celebração de qualquer contrato, cujo valor (considerado o ato isoladamente ou um conjunto de atos de mesma natureza realizados num mesmo exercício social) supere a quantia equivalente a 2 vezes o EBITDA da Sociedade. (b) aprovar a realização de qualquer despesa ou investimento pela Sociedade, ou o desenvolvimento de novos projetos pela Sociedade, cujo valor (considerado o ato isoladamente ou um conjunto de atos de mesma natureza e realizados num mesmo exercício social) supere a quantia de R$1.000.000,00; (c) aprovar a transferência ou oneração, pela Sociedade, de ativos, incluindo, mas sem limitação, a constituição de quaisquer ônus sobre tais ativos, cujo valor de mercado represente, individualmente ou um conjunto de atos de mesma natureza realizados num mesmo exercício social, quantia superior a R$1.000.000,00;(d) aprovar a transferência de investimentos detidos pela Sociedade em outras empresas, bem como a constituição de ônus sobre tais investimentos; (e) aprovar e/ou alterar a política de remuneração dos administradores, ou admitir variações em relação aos parâmetros ali tratados; (f) aprovar a distribuição de dividendos intermediários, intercalares e/ou juros sobre capital próprio pela Sociedade;(g) aprovar a concessão, pela Sociedade, de quaisquer avais, fianças ou outras garantias em relação a obrigações da Sociedade, subsidiárias e/ou de terceiros; (h) aprovar qualquer negócio de qualquer natureza entre, (i) de um lado, a Sociedade ou qualquer de suas subsidiárias e, (ii) do outro, (a) qualquer acionista da Sociedade ou partes relacionadas destes acionistas, (b) qualquer parte relacionada da Sociedade, e/ou (c) qualquer conselheiro ou administrador da Sociedade; (i) aprovar e/ou alterar o plano de negócios, ou admitir variações em relação às matérias e parâmetros ali tratados;(j) aprovar a realização de investimentos, aquisições de carteiras de clientes e de participações pela Sociedade em outras sociedades, incluindo participações em um grupo de empresas de acordo com o Art.265 da Lei das S.A.; e (k) a aprovação de quaisquer alterações na política contábil da Sociedade, salvo se expressamente exigido por lei. §1º. As decisões a serem tomadas pelos membros do Cons. de Adm. serão tomadas pelo voto favorável da maioria dos conselheiros eleitos, observadas as disposições dos Acordos de Acionistas arquivados na sede social, não se computando os votos em branco, as abstenções, e os votos proferidos com infração a referidos Acordos de Acionistas, nos termos do Art.118, §8º, da Lei nº 6.404/76.§2º. Em caso de não comparecimento a uma reunião do Cons.de Adm.ou abstenções de voto em desacordo com o disposto nos Acordos de Acionistas em referência, será observado o disposto no Art. 118, §9º, da Lei nº 6.404/76. CapítuloVIII - Diretoria - Art. 15. A Diretoria será composta por 2 Diretores, Acionistas ou não, pessoas físicas residentes e domiciliadas no país, eleitos pelo Cons. de Adm., e por este destituíveis a qualquer tempo, para um mandato de 3 anos, permitida a reeleição. §Único. No caso de vacância de cargo da Diretoria, a respectiva substituição será deliberada em reunião do Cons. de Adm., a ser convocada no prazo de 10 dias, contados da vacância. Art. 16. Compete à Diretoria a representação da Sociedade, ativa e passivamente, bem como a prática de todos os atos necessários ou convenientes à administração dos negócios sociais, respeitados os limites previstos em lei ou no presente Estatuto Social.Art. 17. Observadas as disposições contidas no presente Estatuto Social, a representação da Sociedade em juízo ou fora dele, ativa ou passivamente, perante terceiros e repartições públicas federais, estaduais ou municipais, compete aos Diretores, em conjunto ou isoladamente.§1º. As procurações outorgadas em nome da Sociedade o serão sempre por qualquer Diretor, agindo isoladamente, devendo especificar os poderes conferidos e, com exceção daquelas para fins judiciais, deverão ter um período máximo de validade de 1 ano.§2º. Na ausência de determinação de período de validade nas procurações outorgadas pela Sociedade, presumir-se-á que as mesmas foram outorgadas pelo prazo de 1 ano.Art. 18. São expressamente vedados, sendo nulos e inoperantes com relação à Sociedade, os atos de qualquer Diretor, procurador ou funcionário que a envolverem em obrigações relativas a negócios ou operações estranhos aos objetivos sociais, tais como fianças, avais, endossos ou quaisquer outras garantias em favor de terceiros, salvo quando expressamente autorizados pela Assembleia Geral de Acionistas. Art. 19. Os membros da Diretoria deverão sempre observar, no que forem aplicáveis, as disposições dos Acordos de Acionistas arquivados na sede social da Sociedade. Em nenhuma hipótese serão computados os votos proferidos em violação ao disposto em tais Acordos de Acionistas.Art. 20.A Diretoria reunir-se-á sempre que necessário, mediante convocação por qualquer dos Diretores, com antecedência mínima de 8 dias, devendo constar da convocação a data, horário e os assuntos que constarão da ordem do dia. As atas correspondentes serão lavradas no Livro de Atas das Reuniões da Diretoria. As reuniões da Diretoria serão instaladas mediante o comparecimento de todos os seus membros.As decisões nas reuniões da Diretoria deverão ser tomadas pela unanimidade dos votos dos membros da Diretoria. No caso de impasse nas reuniões da Diretoria, a matéria será submetida ao Cons. de Adm.. Capítulo IX - Cons. Fiscal - Art. 21. O Cons. Fiscal somente será instalado nos exercícios sociais em que houver solicitação neste sentido, mediante deliberação dos Acionistas, conforme previsto em lei.§1º. O Cons.Fiscal, quando instalado, será composto por no mínimo 3 e no máximo 5 membros e por igual número de suplentes, eleitos pela Assembleia Geral de Acionistas, sendo permitida a reeleição, com as atribuições e prazos de mandato previstos em lei.§2º. A remuneração dos membros do Cons.Fiscal será estabelecida pela Assembleia Geral de Acionistas que os eleger.Capítulo X - Exercício Social e Lucros - Art.22.O exercício social terá início em 01/jan.e término em 31/Dez.de cada ano, ocasião em que o balanço e as demais demonstrações financeiras deverão ser preparados.§1º. Do lucro líquido apurado no exercício, será deduzida a parcela de 5% para a constituição da reserva legal, que não excederá a 20% do capital social.§2º. Os Acionistas têm direito a um dividendo anual não cumulativo de pelo menos 25% do lucro líquido do exercício, nos termos do Art.202 da Lei das S.A, após o primeiro ano da Sociedade.§3º. O saldo remanescente, após atendidas as disposições legais, terá a destinação determinada pela Assembleia Geral de Acionistas, observada a legislação aplicável.§4º. A Sociedade poderá, a qualquer tempo, levantar balancetes em cumprimento a requisitos legais ou para atender a interesses societários, inclusive para a distribuição de dividendos intermediários ou antecipados, que, caso distribuídos, poderão ser imputados ao dividendo mínimo obrigatório, acima referido, sempre observadas as disposições legais aplicáveis.§5º. Observadas as disposições legais pertinentes, a Sociedade poderá pagar a seus Acionistas, por deliberação da Assembleia Geral, juros sobre o capital próprio, os quais poderão ser imputados ao dividendo mínimo obrigatório. Capítulo XI Liquidação - Art. 23. A Sociedade será liquidada nos casos previstos em lei, sendo a Assembleia Geral o órgão competente para determinar o modo de liquidação e indicar o liquidante.Capítulo XII - Resolução de Conflitos - Art. 24. Se qualquer controvérsia, reclamação, questão, diferença ou qualquer outro conflito surgir em relação ao presente Estatuto ou à sua execução, cumprimento, infração, rescisão ou validade (“Conflito”), os Acionistas deverão envidar seus melhores esforços para resolver o Conflito. Para esta finalidade, qualquer dos Acionistas poderá notificar os demais acerca de seu desejo de dar início ao procedimento contemplado nesta Cláusula 24.No prazo de até 5 dias após o recebimento de tal notificação (“Notícia de Conflito”), os Acionistas deverão reunir-se, para tentar resolver tal Conflito por meio de discussões amigáveis e de boa fé.§1º. Caso os Acionistas não encontrem uma solução para o Conflito, dentro do prazo de 45 dias após a entrega da Notícia de Conflito de um Acionista aos demais Acionistas, o Conflito deverá ser resolvido na forma prevista no §2º abaixo.§2º. Fica expressamente convencionado que todas as disputas, controvérsias ou reclamações relacionadas com a interpretação dos termos e/ ou a execução ou liquidação das obrigações estipuladas neste Estatuto Social e/ou a violação de quaisquer termos e condições aqui previstos, incluindo a inexecução culposa de qualquer obrigação aqui prevista por qualquer dos Acionistas, não solucionadas de comum acordo entre os Acionistas no prazo de 45 dias após a entrega da Notícia de Conflito, serão submetidas a um juízo arbitral, na forma da legislação vigente, em especial a lei n° .8.884/94 (“Lei de Arbitragem”), de acordo com o Regulamento de Arbitragem do Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (“Regulamento da Câmara”), em vigor na data em que for entregue o requerimento de arbitragem ao Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (“Câmara”). Capítulo XIII - Disposições Gerais - Art. 25.Em tudo o que for omisso o presente Estatuto Social, serão aplicadas as disposições legais pertinentes.Art. 26. A Sociedade observará os Acordos de Acionistas arquivados em sua sede, sendo expressamente vedado aos integrantes da mesa diretora da Assembleia Geral de Acionistas ou membros da administração da sociedade acatar declaração de voto de qualquer acionista, signatário de Acordo de Acionistas devidamente arquivados na sede social, que for proferida em desacordo com o que tiver sido ajustado no referido acordo, sendo também expressamente vedado à Sociedade, entre outras matérias, aceitar e proceder à transferência de ações e/ou à oneração e/ou à cessão de direito de preferência. Barueri, 29/4/11. Jucesp sob NIRE nº 35300395522 em 27/07/2011. José Roberto de Freitas-Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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m artigo recentemente publicado pela revista Newsweek apontava que os italianos, especialmente os mais jovens, estão bebendo menos vinho hoje do que há cinco anos. Há cinquenta anos eles consumiam praticamente o dobro de vinho a cada ano, muito embora nenhum país faça mais vinho que a Itália (que exporta boa parte da produção nacional, especialmente para os Estados Unidos). A Itália não está sozinha entre as culturas que historicamente consomem vinho. No início deste ano, um artigo da BBC News destacou o declínio do consumo de vinho na França. Os espanhóis também estão bebendo muito menos. Enquanto isso, os Estados Unidos consomem mais vinho que qualquer outro país. Porém, isso se deve em grande parte ao fato de a população dos EUA ser praticamente cinco vezes maior que a da França ou da Itália. Em 2011, de acordo com dados do Wine Institute, um grupo comercial da Califórnia, os americanos beberam cerca de 10,46 litros de vinho por pessoa; os italianos, 37,63; e os franceses, 45,61 litros por pessoa. Até mesmo a França ficou atrás de Luxemburgo, com 49,11 litros por pessoa, sem falar no Vaticano, com uma população de 836 pessoas, cujo consumo individual chegou a 62,20 litros. O consumo de vinho per capita nos EUA fica atrás da Irlanda, Islândia e Canadá, embora esteja aumentando entre os americanos. O Wine Market Council, o u t ro g r u p o c o m e rc i a l q u e acompanha o comportamento dos consumidores, destaca que embora a geração dos baby boomers (os nascidos após a Segunda Guerra mundial) ainda seja responsável pelo maior percentual de consumidores regulares de vinho, a grande geração Y, que inclui pessoas com idade entre 19 e 36 anos, mostra um aumento no interesse pelo vinho, se comparada à geração que a precedeu. Certamente, a geração Y entende mais de vinho que os baby boomers quando tinham a sua idade. O que isso tudo significa? Isso representa ao mesmo tempo os enormes benefícios e os custos da globalização. Americanos que adotam o vinho no melhor momento da história para sua produção, quando mais vinhos fascinantes, com uma diversidade muito maior de estilos e de diferentes lugares estão à mão desse consumidor mais do que nunca.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

macilento e ácido. Nem todos, mas uma parte considerável. Portanto, mesmo que os europeus estejam bebendo menos vinho agora, eles certamente estão bebendo um vinho de melhor qualidade. Isso se deve em parte ao fato de que o universo de todo mundo se tornou consideravelmente maior. Entre 50 e 75 anos atrás, a maior parte dos europeus que vivia fora dos grandes centros bebia apenas os vinhos locais. Eles só tinham acesso a isso: você comprava um barril para durar o ano todo, ou enchia seu garrafão na cooperativa local. Há apenas 10 anos, em uma viagem à Campania, na Itália, conheci consultores de vinhos que não sabiam nada sobre Barolo. E por que deveriam? Eles eram da Campania, afinal de contas! Essa proximidade seria impensável nos dias de hoje. O mercado do vinho barato de garrafão desapareceu. A maioria das pessoas tem uma gama muito grande de escolhas melhores e mais baratas, incluindo vinhos, cervejas, refrigerantes e águas importadas. Quando os jovens bebem vinho, eles têm diante de si uma seleção muito mais ampla do que seus pais e avós tinham. Como eles sabem quais garrafas comprar? Eles consultam os guias e os enólogos, que criam rankings e notas, assim como os americanos.

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Cerveja artesanal Contudo, o que observamos quando viajamos à Europa? Europeus se comportando cada vez mais como americanos, trabalhando mais horas, com intervalos menores para o almoço, pegando comida pronta no caminho ao invés de se reunirem com a família. Na Itália, o artigo da Newsweek informa que seus jovens estão encantados com o surgimento de um grande número de cervejas artesanais. Depois de pass a r u m a s e m a n a e m Ro m a , recentemente, posso falar pessoalmente sobre esse interesse e sobre a alta qualidade de muitas dessas cervejas. Os italianos também estão começando a mostrar interesse pela cultura dos coquetéis. Muitas vezes o vinho é visto como coisa de gente mais velha. Ao mesmo tempo, a qualidade do vinho italiano aumentou tremendamente nos últimos 25 anos. O mesmo ocorreu em todos os outros países com tradição de consumo de vinho. Boa parte do vinho que era consumido nos anos 1960 e 70 por italianos, franceses, espanhóis e gregos não era muito boa: aguado,

AS NOVAS ROTAS DO MAPA DO VINHO Os vinhos de hoje são melhores do que os do passado, mas os europeus bebem cada vez menos. Entre os americanos, o consumo aumenta.

Fotos Corentin Fohlen/NYT

Eric Asimov*

Em Paris, surgem lugares baratos, para degustar vinhos com comidinhas – como o Ambassade de Bourgogne, na Place de l'Odeon, e o Le Verre Vole, no Canal St.-Martin.

Na França, uma ameaça. Naturalmente, o sistema americano para avaliar vinhos se baseia nos métodos britânicos. Sem vinhas próprias, a Inglaterra fetichizou o conhecimento dos vinhos. Não sendo obrigados a beberem os vinhos locais, os ingleses estudaram a matéria a fundo e foram em busca do melhor. Os americanos refinaram e democratizaram a enologia. Agora, pessoas do mundo todo, para as quais o vinho não é um costume local, estão começando a aprender da mesma maneira. E, paradoxalmente, o mesmo ocorre com muitos europeus, que não estão mais restritos às mesmas bebidas às quais seus avós tinham acesso. O resultado são vinhos de melhor qualidade e mais prazer para todos os interessados. Os custos? Culturas homogeneizadas e uma competitividade excessiva na busca por vinhos de qualidade histórica que acabam em grande parte nas mãos apenas dos mais ricos. Embora eu seja um pouco otimista em relação à queda do consumo nos países europeus, outras mudanças – especialmente na França – são assustadoras. Historicamente, o vinho sempre fez parte do que se considerava ser a herança cultural dos franceses. Porém, cada vez mais nos últimos 15 anos isso tem mudado, a ponto de fazer com que as autoridades frequentemente acrescentem o vinho à lista das bebidas alcoólicas que são uma ameaça à saúde pública. A campanha francesa contra os motoristas embriagados tornou ilegal até mesmo o consumo de duas taças de vinho durante o jantar. Além disso, uma nova atitude proibicionista paira sobre todos os discursos a respeito do vinho. Atualmente, a França discute sobre o aumento nos impostos sobre o vinho e a restrição de propagandas em mídias sociais e na internet. Autoridades da saúde afirmam que a intenção é a de combater o alcoolismo. A indústria do vinho afirma que o alcoolismo é resultado do aumento no consumo de destilados e do consumo excessivo de álcool. Os americanos aprenderam muito com os franceses sobre os prazeres da vida. Agora eles estão aprendendo a policiá-los com os americanos. *The New York Times


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Diário do Comércio - 12/12/2013 by Diário do Comércio - Issuu