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DC 12/01/2012

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Ano 87 - Nº 23.540

Conclusão: 23h55

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Surpresa: nossas tarifas bancárias entre as mais baixas. Estudo mostra ainda que entre 36% e 43% mudaram de banco em 2011. E 7% planejam mudar em breve. Pág. 16

Chave na ignição dos carros impor tados Vendas chegaram a subir 87,4% em 2011, em relação a 2010, antes do freio do IPI. Pág. 11

EIKE ELÉTRICO CRIA GIGANTE DE ENERGIA MPX Energia, do empresário Eike Batista, une-se à alemã E-On para projetos de usinas termelétricas na América do Sul, com objetivo de atingir a produção de 20 GW. Pág. 16 Arte de Zilberman sobre foto de Lula Marques/Folhapress

EFE

Bomba mata cientista atômico Irã acusa os Estados Unidos e Israel pela morte. Pág. 8 Odd Andersen/AFP/8/4/2002

Dida Sampaio/AE

Encaminhado pedido do DEM para investigar Bezerra Procurador-geral da República pede à primeira instância do MP que analise pedido de investigação. Hoje ministro (foto) vai ao Congresso. Pág. 5 HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 27 C. Mínima 17º C.

AMANHÃ Tempo Máxima 30º C. Mínima 18º C. ISSN 1679-2688

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9 771679 268008

Cinegrafista morre na Síria de Assad Ditador sai às ruas para dizer que enfrentará terrorismo e interferência estrangeira, no mesmo dia em que morteiro atinge repórter de TV francesa (foto). Pág. 8

Brasil ainda levado ao sabor das commodities País fechou 2011 com saldo positivo na balança comercial de R$ 29,79 bilhões. Produtos básicos ainda representam quase 50% do valor comercializado, sem avanço dos manufaturados. Pág. 11


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A presidente tudo sabe e tudo vê, aplicando em tudo o seu crivo gerencial e sua formação econômica. José Márcio Mendonça

pinião

O ESPÍRITO DE DILMA

ARISTÓTELES DRUMMOND

DEMOCRACIA É

Rony Maltz/Folhapress

A

gora que, de repente, a presidente Dilma Rousseff parece estar tergiversando ou vacilando (ou seria apenas um movimento tático?) a respeito da reforma ministerial marcada inicialmente para começar na próxima semana, é interessante tentar entender a transformação pela qual passou o eixo de poder em sua gestão, desde o início tímido e vacilante debaixo do sufocante guarda-chuva do lulismo. É para entender o que já é o governo há algum tempo e mais será daqui para a frente, quando as novas trocas ministeriais ocorrerem, fato que passou despercebido da maioria dos observadores, até dos mais chegados ao poder. Análise é de dois finos analistas das coisas de Brasília, com anos de vida e vivência na capital da República, onde acompanharam as peripécias dos governos federais ora de dentro, ora de fora, como é o caso de ambos agora dedicados à vida privada, mas sempre com privilegiadas fontes, tanto na situação quanto na oposição e com ramificações também fora do Planalto Central. E sem ligações político-partidárias. O ponto central dessa nova geografia do poder e que vai determinar tudo o resto é o fato de a presidente, quase imperceptivelmente, ter anulado toda e qualquer proeminência no governo que não a dela mesma. Para isso foi essencial – embora não tenha sido nem planejada e nem esperada por ela – a via crucis empresarial vivida por Antonio Palocci até sua saída da chefia da Casa Civil, para onde tinha ido por indicação de Lula como uma espécie de ministro da linha superior, o Dilma da Dilma para recordar o que ela mesma havia sido para Lula. A partir desse momento todos os outros auxiliares da presidente viraram japoneses, embora alguns ainda quisessem e outros ainda alimentam a pretensão e notinhas na imprensa a respeito de uma posição superior aos demais. As circunstâncias do afastamento de outros seis ministros, cinco por suspeitos de "malfeitos" e outro (Nelson Jobim) por boquirrotice, todos, por coinci-

ORDEM As forças vivas da nacionalidade, a começar pelos empresários de todo o País, devem reagir contra os que tentam a todo custo dividir e tumultuar a vida brasileira.

U

m trabalho permanente, sistemático, vem sendo feito no sentido da sociedade brasileira ir se acostumando com a falta de autoridade, de austeridade, de disciplina, de respeito às instituições. A corrupção virou fato corriqueiro; a impunidade aos baderneiros que ocupam universidades, repartições públicas e fazem bloqueios em estradas são usuais. Ninguém pode ter segurança em casa, uma vez que as armas são reservadas aos bandidos.

Presidente Dilma Rousseff: a questão é saber, agora, se ela completará a renovação do ministério.

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA dência mais da cota lulista ou dos partidos aliados, ajudaram Dilma a completar o quadro de completa submissão da equipe, em todos os seus escalões a seu estilo. Um sintoma é que há muito os mais falastrões e os mais vaidosos diminuíram sua visibilidade na imprensa e quando aparecem se limitam a falar apenas de seus próprios quintais. Há hoje no governo, como não houve com Lula, dado a uma dialética muita própria de estimular divergências para depois definir-se, quase que um "pensamento único", movido por um

temor reverencial em relação à presidente, cuja fama de intransigente e intolerante, já relatada por muitos, faz tremer ministérios e estatais. Além do mais, a presidente tem o hábito de consultar-se e fazer checagens diretamente com secretários-executivos de ministérios e até comissionados de escalões inferiores, sem passar diretamente pelo seu superior hierárquico. Diz uma das fontes que há secretáriosexecutivos e dirigentes de autarquias e órgãos que já despacharam mais com a presidente que o próprio ministro.

Há hoje no governo, como não houve com Lula, quase que um pensamento único, movido por um temor reverencial em relação à presidente Dilma, que faz tremer ministérios e estatais.

A principal consequência disso é que a presidente tudo sabe e tudo vê, aplicando em tudo o seu crivo gerencial e sua formação econômica. Com Lula as coisa andavam bem mais soltas.

O

lado negativo, segundo os observadores, é que há uma meia paralisia no governo. Ninguém ousa nada, ninguém cria nada, ninguém avança em busca de novidades. Fica-se no burocrático, no dia a dia, até que a própria presidente desperte para o assunto, até que ele entre no "radar" para que se comece a agir. E aí vem a correria para recuperar o tempo perdido. A baixa execução de projetos e programas no ano passado, em parte deve ser imputado a esse misto de medo (dos auxiliares) e hipercentralização (da presidente), tanto quanto à necessidade de fazer economia para garantir um bom superávit primário. A questão agora é saber se a presidente completará a renovação do ministério, iniciada há mais de seis meses com a saída de Palocci, de modo a soltar mais as amarras dos auxiliares para o governo deslizar com mais velocidade ou se a "escolinha da professora Dilma" vai continuar prevalecendo. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

mérito para se ocupar função de responsabilidade passa a ser item secundário. O importante é saber quem indica. O cidadão que ousa trabalhar por conta própria, dentro da lei, é perseguido – ou por impostos exagerados, ou riscos trabalhistas inimagináveis ou ainda pelo simples achaque de todo tipo de funcionário com um mínimo de poder. Desde o guarda da esquina ao fiscal. Na área rural, é mais grave ainda a perseguição para quem insiste em plantar e colher. E serviços públicos deixam a desejar. Querem deixar mal perante à história e à população os militares que cumpriram com seus deveres quando da tentativa de se criar uma base no interior para uma guerra civil, com fins de se implantar um regime totalitário e cruel. Nunca foram democratas que enfrentavam um governo autoritário pelas circunstâncias históricas daquele momento. E, se assim fosse, aquele jamais seria o caminho, ao se jogar com a vida de inocentes e iludidos.

O

O Brasil sabe que tanto deve, e a maioria reconhece, a seus soldados. Estiveram no poder como missão e logo que possível promoveram a abertura. A crise está aí. Devemos pensar em coisas produtivas, em ensino, saúde, emprego, produção, qualidade no que fazemos. Para isso, precisamos de paz e amor, união e confiança. A paz e a união são necessárias para nós, mas muito mais para nossos filhos e netos. Não vamos nos dividir nem permitir que se jogue uns contra os outros. Seria uma pena jogar fora uma história de conciliação e integração, sob todos os aspectos. s forças vivas da nacionalidade, a começar pelos empresários, devem reagir contra os que tentam a todo custo dividir e tumultuar a vida brasileira, com invenções tipo "quilombolas", impunidade às ilegalidades do MST, exagero dos ambientalistas que barram obras. Como está não pode ficar.

A

ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR

MUROS Adorei a matéria! ("Letras de Sangue nos Muros", edição de 10/01/2012). Descobri um mundo que não fazia conta de como já estava povoado... Estou impressionada! Suzi Camargo

Excelente conotação! É importante ressaltar o que fazem os grupos de diferentes opiniões e algumas extremas (até para o mal, como o caso dos srs. Nazistas sem fundamento) e o quanto a sociedade deixa de observar a "pequena" guerra urbana que existe. Guerra que raramente é levada à mídia de grande porte, e passa despercebida para a maior parte da população alienada, a não ser por aqueles que são vítimas de seus bombardeios.

GIGANTE Que maravilha de aquisição jornalística! (sobre reportagem de Fernando Gabeira, "A montanha pariu um gigante", edição 11/01/2012). Marli Gonçalves

O SUL NO NORTE Olavo afiado e oportuno, como sempre. (edição de 11/01/2012) Marcos Ronald Roman

Rebeca Dud

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres:Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

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o Islamismo político, sem petróleo. O B RAS IL É APONTADO COMO MODELO ECONÔMICOPELO PARTIDO SALAFISTA AL NOUR.

pinião

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omo a Irmandade Muçulmana e o ainda mais puritano Partido Salafista Al Nour tendo surpreendido tanto eles mesmos quanto os egípcios ao reunir mais de 60% das vagas nas eleições parlamentares no Egito, estamos prestes a ver um teste de laboratório único para o Oriente Médio: o que ocorre quando o islã político tem de lutar, sem petróleo, contra a modernidade e a globalização? Os movimentos islâmicos há muito tempo dominaram o Irã e a Arábia Saudita. Contudo tanto os aiatolás no Irã e os salafitas wahabistas na Arábia Saudita foram capazes de ter sua ideologia e os frutos da modernidade ao mesmo tempo porque tiveram muito dinheiro vindo do petróleo para subornar qualquer contradição. A Arábia Saudita podia subutilizar suas mulheres e impor costumes religiosos rígidos em sua sociedade, bancos e escolas. Os clérigos do Irã podiam desprezar o mundo, procurar a nuclearização e impor duras restrições religiosas e políticas. E os dois ainda podiam oferecer a seus povos um padrão de vida melhor porque tinham petróleo. Os partidos islâmicos do Egito não terão esse luxo. Eles terão de se abrir para o mundo e parecem estar se dando conta disso. O Egito é um importador líquido de petróleo. Ele também importa 40% de sua comida. Com um desemprego desenfreado e a libra egípcia erodindo, o país provavelmente vai precisar de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI), de uma grande injeção de investimento estrangeiro e de uma grande melhoria na educação moderna para garantir empregos a todos esses jovens que organizaram a rebelião do ano passado. A Irmandade Muçulmana, cujo partido se chama Liberdade e Justiça, atraiu muito apoio da classe média e de pequenos negociantes. O Partido Salafista Al Nour é dominado por xeques religiosos e por pobres rurais e urbanos. Essam el-Erian, o vice-presidente do partido da Irmandade Muçulmana, me disse: "Esperamos que consigamos puxar os sa-

THOMAS L. FRIEDMAN lafistas – e não que eles nos puxem – e que nossos dois grupos sejam puxados pelas necessidades do povo". Ele deixou bem claro que, apesar de o Liberdade e Justiça e o Al Nour serem partidos islâmicos, eles são bem diferentes e não devem se unir no poder: "Como grupo político, eles são novatos, e espero que todos possam descobrir a diferença entre o Al Nour e o Liberdade e Justiça."

S

obre o acordo de paz com Israel, Eram afirmou: "Isso é um compromisso de Estado – não de um grupo ou partido – e já declaramos que estamos respeitando o compromisso do Estado egípcio do passado". No final, ele completou, as relações com Israel serão determinadas pela forma com a qual ele trata os palestinos. Mas falando genericamente, afirmou o vice-presidente, as dificuldades econômicas do Egito "estão nos levando a nos preocuparmos com nossas próprias questões". Muhammad Khairat El-Shater, o vice-presidente da Irmandade Muçulmana e seu guru econômico, deixou claro para mim,

durante uma conversa acompanhada de suco de morango em sua casa, que sua organização pretende se voltar para o mundo. "Não é mais uma questão de escolha, na qual alguém pode optar se a favor ou contra a globalização", declarou. "Trata-se de uma realidade. De nossa perspectiva, somos a favor de um compromisso o mais amplo possível com situações vence-vence." Nader Bakkar, um porta-voz do Al Nour, insistiu que seu partido

Surge no Egito um teste de laboratório único: o que ocorre quando o islã político tem de lutar, sem petróleo, contra a modernidade e a globalização?

poderia se mover cautelosamente. "Somos os guardiões da Charia", ele me disse, referindo-se à lei islâmica, "e desejamos que as pessoas estejam conosco compartilhando os mesmos princípios, mas temos uma porta aberta para todos os intelectuais em todos os campos".

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ader Bakkar informou que o modelo econômico de seu partido é o Brasil. "Não gostamos do modelo teocrático". Completou. "Posso lhe garantir que não seremos outra ditadura e o povo egípcio não nos dará chance de sermos outra ditadura." Em novembro, Hazem Salah Abu Ismail, um clérigo salafista independente e candidato presidencial, foi questionado por um entrevistador: como, se fosse presidente, ele reagiria a uma mulher usando biquíni numa praia? "Ela deveria ser presa", afirmou.

O Al Nour rapidamente disse que ele não estava falando pelo partido. A agência France-Presse citou outro porta-voz do Al Nour, Muhammad Nour, afastando temores surgidos no noticiário de que os salafistas podiam proibir as bebidas alcoólicas, um gênero de primeira necessidade nos hotéis turísticos do Egito. "Talvez 20 mil em 80 milhões de egípcios bebam álcool", afirmou. "Quarenta milhões não têm água encanada. Você acha que, no Parlamento, eu estarei ocupado com as pessoas que não têm água ou com as pessoas que ficam bêbadas?" O que fazer com tudo isso? Os islâmicos egípcios têm algumas grandes decisões a tomar. Tem sido fácil manter um alto grau de pureza ideológica todos esses anos que estavam fora do poder. Mas a súbita chegada deles ao topo da política egípcia coincide

ERROS E ACERTOS DOS E

devastado por um câncer terminal, até seu último suspiro era partidário da Teoria de Feuerbach de que foram os homens que criaram Deus e não Deus que criou os homens. Reze-se com um barulho desses! Quem ler esses caras não ficará emocionalmente isento: ou os odeia de bate-pronto, por causa de suas palavras e expressões brutais aos ouvidos de um religioso pio, que os rotulará blasfemos, ou nutrirá por eles amor pela coragem (ou seria temeridade?) de mexer sem anestesia no vespeiro que é o conjunto de dogmas carunchados das velhas e

novas religiões. De fato, se vivo fosse, o Barão de Itararé, em tom chistoso – sua verve rotineira –, certamente diria algo mais ou menos assim: "Se alguém quiser arrumar uma boa encrenca com muita gente, basta mexer com religiões, time de futebol, a mulher do vizinho e a mãe da gente". Barraco armado. as não vale a pena odiar ninguém, assim como não se deve engolir a seco todas as teses desses ateístas, mestres em polemizar e na vendagem de livros, o que, reconheça-se, Dawkins e Hitchens escrevem

M

magistralmente bem. Mas é preciso refletir no que esses cavalheiros desbocados dizem. Eles acertam em cheio quando denunciam com todas as letras os malefícios trazidos pelas religiões dogmáticas, as quais, "em nome de Deus" (resta saber de qual Deus), perseguem e até matam aqueles que não professam seus credos tidos como "sagrados".

omemos, por exemplo, a conjuntura atual, onde até nas pequenas cidades surgem templos e mais templos denominacionais, cada corrente se autoproclamando "arauto de Deus", mas todos Fotos: Divulgação tendo algo em comum: o mercantilismo da fé. Seus pregadores, como já afirmei outrora aqui, trazem a Bíblia numa das mãos e um boleto bancário na outra. E nessa seara de pregadores-gurus, temos de tudo: de "apóstolos" a "bispos", numa enxurrada de títulos megalomaníacos, Christopher Hitchens (à esq) e como é o caso Richard Dawkins: autores específico de contra as religiões.

T

E

les não querem explodir essa chance de governar, embora queiram ser fiéis a suas raízes islâmicas, embora saibam que seus seguidores o elegeram para garantir um emprego honesto, educação, não mesquitas. Será fascinante observá-los negociar com essas idas e vindas. Onde eles vão parar terá um impacto gigantesco no futuro do islamismo político nesta região. THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

LUIZ OLIVEIRA RIOS

MODERNOS ATEÍSTAS xplode em pleno século 21 movimento ateísta tão radical quanto as correntes xiitas velhas de guerra que, na virada do século 20 para este nosso terceiro milênio, quiseram tocar fogo no mundo. Quase conseguiram. Christopher Hitchens, escritor e jornalista britânico (falecido quase na virada de 2011 para 2012), e seu colega e acadêmico de Oxford Richard Dawkins formavam uma dupla parada dura contra todas as religiões e seus respectivos dogmas alienantes. Não contentes em triturar as religiões, ambos, notadamente o cientista Richard Dawkins (que continua vivo e feroz), subiram o tom de suas ácidas críticas várias oitavas acima das notas normais das discordâncias e, feitos Dom Quixotes ensandescidos, investiram também contra Deus, ou melhor, contra a ideia da existência de um Ser Superior a governar o Universo e a vida dos homens. Para Dawkins, Deus não passa de um "delírio", e Hitchens escreveu um petardo denominado "Deus não é grande". Reconheça-se a coerência da incredulidade de Hitchens. Já

com a queda livre da economia do país. E logo que o Parlamento seja iniciado em 23 de janeiro, os islâmicos do Egito vão ter a maior responsabilidade para consertar essa economia – sem petróleo. (Um drama parecido está se desenrolando na Tunísia).

"apóstolo", quando qualquer primeiranista de um curso sério de Teologia – que muitos desses pregadores sequer fizeram – sabe muito bem, o designativo "apóstolo" cessou com São Paulo, que foi o último a poder se utilizar desse título especial. À luz da sã doutrina, todos nós, hoje, podemos ser discípulos, mas não mais "apóstolos". Mas isto é outra história. as curas milagrosas que esses "enviados de Deus" dizem que são capazes de fazer? Estão todos eles convidados, pois, a passar uma tarde num hospital de câncer infantil e ali exercerem na prática seu ministério .... Aliás, deveria ser matéria obrigatória nos cursos de Teologia que seus estudantes, que aspiram ao sacerdócio nessa ou naquela religião, fizessem estágios nos hospitais e nos asilos. Ali eles veriam, conforme sensatas palavras do sacerdote católico Teilhard de Chardin, que "Deus também está ali presente e atuante", mas os "caminhos de Deus não são os nossos caminhos" (Profeta Isaías). Nesses ambientes eles também atestariam a

E

veracidade das lições do livro de Eclesiastes (Qoheleth) sobre a verdadeira condição humana. rram feio os ateístas quando, também fanatizados em querer provar a não-existência de Deus a todo custo, desprezam as evidências do sublime mistério com o qual se revestem a vida e a pujante natureza a ensejar sim a existência de algo maior, capaz de ter criado a harmonia cósmica, que é quebrada apenas pelo barulho das glossolalias das religiões que berram palavras cheias de fúria significando nada. Em outras palavras, conforme ensinamentos de Baruch de Espinoza, "as ideias falsas e fictícias, enquanto tais, nada podem nos ensinar sobre a essência do pensamento" – e um pensar sereno, fruto da meditação, nos convida a reverenciar o Amor-Maior, se chamado de Deus ou Alá, convenhamos: que diferença faz?

E

LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MARKETING E VENDAS E COLUNISTA DO DIÁRIO DO COMÉRCIO. OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3O

catálogo novo da Victoria's Secret aposta no tempero brasileiro: na capa a loura Candice Swanepoel, supersexy.

gibaum@gibaum.com.br

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PEDRO BIAL // na estréia do BBB12, dando novo rótulo ao criador de uma bonita concorrente mulata.

Fotos: Paula Lima

333 DEPOIS de 17 anos de casamento e três filhos, a atriz Luiza Thomé, 51 anos, está se separando do empresário Adriano Faccini.

333 AOS 56 anos de idade, Monique Evans volta à passarela no Fashion Business, no Rio, hoje, contratada pela Lix, do estilista Paulo Roberto Zinger. Pioneira na implantação do silicone no busto, há quase trinta anos, Monique está quinze quilos mais magra (adotou a Dieta de South Beach, que é variante da que proíbe ingestão de qualquer carboidrato).

O MINISTRO da Agricultura, Mendes Ribeiro, está programando uma série de viagens por todo o Brasil neste primeiro semestre para bem demonstrar que está gozando da mais perfeita saúde. Há três meses, foi internado em São Paulo para a retirada de um tumor no cérebro e a operação foi um êxito total.

333

h

Cores desordenadas.

333

Olho gordo em Itaipu Jorge Samek, diretor-geral de Itaipu, está arrumando as malas: quer deixar a hidrelétrica para ser candidato à prefeitura de Foz do Iguaçu, sua cidade natal. O ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, gostaria de ser o novo homem forte de Itaipu, deixando a Esplanada dos Ministérios. Ele garante que é por motivos republicanos (estaria se sentindo constrangido pelos poderes da mulher, Gleisi Hoffmann, na Casa Civil) e muita gente finge que acredita. No duro, Bernardo conhece todos os subterrâneos de Itaipu: afinal, a mesma Gleisi foi diretora-financeira da usina muitos anos. Detalhe: Dilma não simpatiza com César Alvarez, provável substituto de Bernardo no ministério e nem pensa em devolver a Pasta ao PMDB.

I

Cores coordenadas.

OUT

QUE NINGUÉM imagine que o prefeito Gilberto Kassab tenha desistido de fazer seu sucessor e tampouco da aliança que pretende manter com José Serra. Os acenos ao PT têm duplo sentido: pressionar o PSDB a escolher um candidato competitivo e amansar o pessoal do PT que, em boa parte, começa a achar ideal essa aliança com o PSD. Até José Dirceu, que virou entusiasta da candidatura Fernando Haddad do dia para a noite, está gostando de um suposto acordo com o PSD.

P

h IN

F O I O M A AT L A

Luma de Oliveira, 48 anos, ex-mulher de Eike Batista (e mãe de dois filhos que teve com ele), que apareceu em quatro ensaios totalmente nua em revistas masculinas, será enredo da escola de samba Estácio de Sá, do segundo grupo no Rio. Diversas alas e até carros alegóricos serão inspirados na vida de Luma e a famosa coleira de cristais, que usou no desfile de 1998, com o nome Eike, estará no pescoço de todos os homens (com o nome Luma) da comissão de frente da escola. Ela estará no último carro e segundo alguns, poderá repetir sua seminudez tantas vezes aplaudida na Sapucaí. 333

R

Luma vira enredo

A

333 A modelo gaúcha Camila Macedo, 28 anos, terminando pós-graduação em gestão de entretenimento, em Porto Alegre, convidada para desfilar na Fashion Rio, acabou barrada na prova de roupa: 1,76 de altura, 59 quilos, ela veste 38 e não 36, ou seja, estaria acima do padrão das passarelas. Em dez anos de carreira, é a primeira vez que acontece: “É a ditadura da moda. Eles se incomodaram com meus pernões”. Camila foi dublê de corpo de Luana Piovani, grávida, na série Mulher Invisível e até ganhou elogios da atriz.

Barrada no baile

Solução

A L C IA O R

Sucesso na internet, um hotelde30andaresfoilevantado notemporecordedequinzedias na província de Hunan, ao lado do lago Dongting, na China, construído com materiais menos nocivos e que geram menos resíduos. Resiste a terremotos de até nove graus na escala Richter. Área total construída: 17 mil metros quadrados. É exatamente a área da mansão que Amilcare Dallevo, da Rede TV!, está construído em Alphaville,SãoPaulo,sobprojeto deDanielaAlbuquerque.

MISTURA FINA

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LÁ E CÁ

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Há dias, em meio às denúncias sobre protecionismo na distribuição de verbas do Ministério da Integração Nacional e diante de mais chuvas e tragédias em todo o Brasil, o ministro Fernando Bezerra comentava que havia saído de férias nessa época porque achou que “as medidas de prevenção de enchentes eram suficientes”. E até emendou: “A gente não pode se apresentar como salvador da pátria”. 333

C

O ex-goleiro Marcos, que acaba de se aposentar do Palmeiras e quer desfrutar férias de dois meses sem pensar em futebol, deverá ser convidado pela Rede Bandeirantes para ser comentarista esportivo. Seria um contrato semelhante ao de Edmundo e Denílson. A Band gostaria de assinar com ele para um período até 2016, ano dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Pouca gente sabe: para o futuro, Marcos quer também montar uma espécie de escolinha de futebol para jovens talentos e uma empresa especializada na profissionalização dos melhores, incluindo venda para clubes no Exterior. 333

Quem conhece os bastidores do Supremo Tribunal Federal, sabe que os ministros estão praticamente divididos em relação ao processo do mensalão. A hipótese levantada por Ricardo Lewandowski que, na condição de relator, devido ao volume do processo, sua decisão demoraria tanto que muitos crimes prescreveriam, provocou uma guerra interna na Alta Corte e, agora, há um novo round em andamento, sem maiores alardes. Muitos ministros acessaram todos os volumes do processo e querem chegar a seus votos no mais breve possível. A intenção é demonstrar que a decisão é perfeitamente possível num prazo considerado normal – e quem não seguir o mesmo raciocínio, poderia estar dando uma demonstração de suposto comprometimento . Ministros nomeados na era Lula são, habitualmente, olhados de maneira especial e a nova Rosa Weber poderá pedir vista ao processo.

Armadilha no Supremo

SALVADOR, NÃO!

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Novos rumos

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E tudo denovo

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333 A Academia Brasileira de Filosofia acaba de entregar a João Havelange, 96 anos, expresidente da Fifa, um diploma dedoutor honoriscausa e–quem diria – resolveu apadrinhar a candidatura dele ao Prêmio Nobel da Paz. Além disso, Havelange está sendo homenageado com almoços no Rio de Janeiro. Ele foi acusado de receber dinheiro de empresa ligada à Fifa e preferiu renunciar, há pouco tempo, a cargo que ainda mantinha no COI – Comitê Olímpico Internacional. Os mais irônicos já estão achando que, desse jeito, Ricardo Teixeira ainda acaba sendo homenageado por Harvard e Oxford.

Os punhos de renda da diplomacia nacional estão reclamando do Ministério das Relações Exteriores melhorias na orientação e no acompanhamento de funcionários do Itamaraty que viajam para locais de risco. Hoje, o serviço médico praticamente não existe no Itamaraty: tem apenas dois médicos, um está na África e outro em Brasília. O movimento desencadeou depois da morte da diplomata Milena de Oliveira Medeiros, 35 anos, vítima, em dezembro, de quadro agudo de malária contraída em viagem à Guiné Equatorial, a serviço do governo brasileiro.

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O O N O G R A T A O U D O L I EL MA F A V E A I D E A C E N R O D E

QUEM DIRIA

Punhos ameaçados

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José Serra garante que não desiste de ser candidato ao Planalto em 2014 e o senador Aécio Neves, que atravessa período de calmaria, repete que está pronto e “à disposição do partido” para a mesma eleição. Há semanas, Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, lançou também a possibilidade do governador de Goiás, Marconi Perillo, disputar o Planalto. Ele e o próprio Marconi sabem que é apenas uma alternativa para tumultuar a cena política e para ver se diminui a rixa entre Serra e Aécio. Agora, surgiu outro nome – e esse está falando sério. O governador do Paraná, Beto Richa, começa a achar que seria “um nome natural” para disputar a Presidência em 2014.

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E começa tudo de novo, primeiro com a 20ª edição da Fashion Rio , com desfiles no Píer Mauá e outros locais e, na semana que vem, com a SP Fashion Week. Na largada, transparências, calças ajustadas, cintura alta e jeans clássicos. Na platéia dos desfiles cariocas, da esquerda para a direita, Leona Cavalli (está apresentando Brasil Cult, no Canal Brasil); Ana Paula Araújo, que vira e mexe, desembarca no Jornal Nacional; Milena (Fina Estampa) Toscano, Juliana Silveira e Cynthia Howlett, apresentadora de Perdas e Ganhos (GNT).

na chamada, From Brazil With Love, embora todas as fotos tenham sido feitas em Bora Bora, na Polinésia Francesa.

P D A D Ã MB R A D O

Maisum

3 MAIS:

D C E N C T I R S O O Ã C U D O J U U A D J I AC V I L A U A L A

k Deus, velho corsário.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

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A POLÍCIA Federal deverá ter um ano mais do que movimentado, levando-se em conta o volume de munição que está comprando. Vai gastar nada menos do que R$ 8 milhões para adquirir 3,8 milhões de balas da Companhia Brasileira de Cartuchos, madrinha da bancada da bala no Congresso Nacional.

Por: José Nassif Neto Definição de um litígio entre cidadãos.

'Sobre', em inglês.

Reza.

Profissão do que faz cenário para TV.

'Rocha', em francês.

A Capital do Peru.

ENTRE os integrantes do BBB12, está uma moça chamada Mayara Medeiros, de São Paulo. No material de divulgação do reality show, ela era apresentada como “produtora de pornô alternativo”. Depois da estréia, foi promovida para “produtora de filmes eróticos chiques”. 333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

Vogais de jóia. Floresta. Aptidão.

Região da Itália e Austria. Solteiro.

A estação das frutas. Da família dos canídeos. Ídolo.

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O que tem pouco valor.

Piauí, sigla do Estado.

Dá de modo gratuíto. Regra para a sociedade Sigla do Estado do Amazonas.

'Rato', em inglês.

Gueto pobre de uma cidade grande. Conjunto de dois. Fruto do juazeiro.

Fibra de rá- Várzea. Letra do al- Domicílio. fabeto que fia obtida de palmeira Destinar; vem depois Mais africana. empregar. do 'm'. adiante.

Lugar próximo; vizinho.

Preparar a terra para o plantio.

Ficar exitante; indeciso.

O satélite natural da terra.

Algo como imaginado.

Consoantes de dúbio. Cercado de tela ou fios de arame.

Prender com um nó.

Vogais de rua.

(391) 2-fã; dá; on; só; 3-rat; dad; juá; cão; roc; 4-liar; 5-pífio; acolá.

Hábito do rato. Hóstia consagrada.

Oferece; cede. 'Papai', em inglês.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

5 MANDINGA Senador Valdir Raupp aposta que Fernando Bezerra sai na reforma

olítica

PAZ E AMOR De olho na eleição e no PSB, Aécio Neves pede para poupar Bezerra.

Uéslei Marcelino/Reuters

O

p roc u r a d o r-g e r a l da República, Roberto Gurgel, decidiu ontem encaminhar para a primeira instância do Ministério Público Federal o pedido feito pelo DEM para investigar o ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional. Gurgel entende que os fatos apresentados pelo partido de oposição devem ser analisados pela primeira instância, pois, ao menos por enquanto, não há indícios da prática de crime. Caso a Procuradoria Regional do Distrito Federal entenda que existem irregularidades a serem apuradas, ele será investigado por improbidade administrativa. As ações de improbidade correm na primeira instância do Judiciário, mesmo que o alvo tenha seja uma autoridade com prerrogativa de foro em tribunal superior. Agora, não – O ministro da Integração foi curto e grosso, ontem, quando questionado sobre mais uma denúncia envolvendo a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) – a de que teria escolhido a empresa de um aliado e amigo do ministro para contrato de R$ 4,2 milhões, em Pernambuco. "Todas as perguntas sobre supostas denúncias em relação à minha trajetória política, eu terei tempo e estarei num lugar adequado para tratar do assunto", disse. Hoje, o ministro vai prestar esclarecimentos na comissão representativa do Congresso sobre as denúncias de favorecimento de seu reduto eleitoral

As perguntas sobre as denúncias em relação à minha trajetória política, eu terei tempo e estarei no lugar adequado para isso. FERNANDO BEZERRA COELHO

A saída de Bezerra deve ocorrer em fevereiro, quando a presidente Dilma Rousseff promover a reforma ministerial. VALDIR RAUPP

Bezerra agora é acusado de nomear um tio

Gurgel aceita investigar Bezerra Procurador-geral entende que os fatos denunciados devem ser analisados, mesmo que não haja indício de crime à frente do ministério e de irregularidades ocorridas em seu mandato na prefeitura de Petrolina (PE). A reunião foi acertada durante telefonema do ministro para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), responsável pela convocação da comissão representativa. Bezerra vai falar, na verdade, para uma comissão governista. O grupo é composto por 8 senadores e 17 deputados federais, sendo que a oposição tem apenas quatro representantes. Vai prestar esclarecimentos à comissão porque o Congresso Nacional está em recesso par-

lamentar até fevereiro. O ministro da Integração está envolvido em suspeitas de favorecimento ao seu estado, Pernambuco, que recebeu 90% das verbas da pasta destinadas à prevenção de desastres naturais, como enchentes. Ele também é acusado de ter beneficiado seu filho, o deputado federal Fernando Coelho Filho (PSB-PE), com a liberação pelo ministério de todas as emendas apresentadas pelo deputado em 2011, superando 219 colegas que também solicitaram recursos da Integração Nacional para obras. Bezerra responde ainda so-

bre suspeitas de irregularidades cometidas durante gestão à frente da prefeitura de Petrolina. De acordo com denúncias, o ministro teria usado recursos públicos para comprar o mesmo terreno duas vezes. Bezerra alegou que o erro foi cometido por um funcionário público que não registrou em cartório a compra feita. Além disso, o ministro teria obtido em dezembro o adiamento da cobrança de uma dívida da prefeitura de Petrolina com a Codevasf, presidida por seu irmão, Clementino Coelho, nomeado interinamente para o cargo que ocupou até

anteontem, por um ano. Conselheiro? – Bezerra também nomeou, há quatro meses, o tio Osvaldo Coelho, ex-deputado federal pelo DEM, para integrar comitê técnico-consultivo para o desenvolvimento da agricultura irrigada. Osvaldo, que seria perito em irrigação, declarou recentemente à Agência Estado que estava "fazendo de conta que era conselheiro". "Mas, na realidade,não estou dando conselho algum", disse. "Não sei se é o conselho que está estático ou o ministro". O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), que

também integra a comissão representativa, afirmou que "a saída de Bezerra deve ocorrer em fevereiro, com a reforma ministerial". Ele se baseia em declaração feita pela presidente Dilma Rousseff de que não haverá uma mudança ampla entre os seus ministros, apenas mudanças pontuais para melhorar a gestão do governo. Raupp reconheceu ainda que os parlamentares da oposição vão pressionar o ministro, mesmo com a base governista mantendo "maioria folgada". Por isso, para o presidente do PMDB, "será um debate tranquilo". Nem tanto assim, se depender do líder do Democratas no Senado, Demóstenes Torres (GO). Ele anunciou que vai reforçar a tese de que todas as denúncias contra o ministro devem ser apuradas. Já o ex-governador de Minas Gerais e atual senador Aécio Neves (PSDB) sugeriu que os representantes do partido poupassem Bezerra. No entanto, o líder dos tucanos no Senado, Alvaro Dias (PR), avisou que a sua intenção "é explorar os fatos, difundir as denúncias à população para que tome conhecimento". Dias negou, porém, que tenha recebido qualquer pedido do PSDB para evitar críticas ao ministro, como se comentava ontem no Senado. O tucano não gostou também do fato de que a intenção de Aécio seria não se indispor com o PSB, partido que indicou Bezerra para o ministério. "Se essa informação for verdadeira, é descabida, seria uma proposta péssima", reagiu. (Agências)


p Governo libera verbas contra chuvas... DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O universo da Justiça é infinitamente maior e mais abrangente que o do Ministério Público. Eliana Calmon, corregedora nacional de JUstiça.

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Serão destinados R$ 75 milhões para trabalhos emergenciais em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Recursos deverão custear alimentos, abrigos e combustíveis.

O

governo federal decidiu liberar ontem R$ 75 milhões para ações emergenciais nos estados de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo afetados por fortes chuvas. Os recursos serão repassados aos governos estaduais e municipais para pagamento de despesas com alimentos, abrigo e combustível. Para Minas Gerais, serão destinados R$ 30 milhões; para o Rio de Janeiro, R$ 25 milhões; e o Espírito Santo receberá R$ 20 milhões. A transferência dos recursos deverá será feita por meio do cartão da Defesa Civil. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, informou ainda que a força-tarefa com 35 geólogos, anunciada na última segunda-feira, já está trabalhando nos três estados. Até o final da semana, 15 hidrólogos também estarão atuando nos estados para produzir um mapeamento pluviométrico da região.

A liberação dos recursos foi decidida após reunião sob coordenação da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, com os ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra, da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, e da Saúde, Alexandre Padilha. O ministro da Integração Nacional informou ainda que haverá uma nova reunião hoje para definir as ações emergenciais de atendimento aos estados da região Sul que sofrem com a seca. Créditos extraordinários – Os R$ 75 milhões anunciados ontem pelo governo federal destinados a ações emergenciais fazem parte da medida provisória que reabriu créditos extraordinários no valor de R$ 443,9 milhões destinados ao apoio e às obras preventivas de desastres do ministério da Integração. O ministro Fernando Bezerra informou que o governo fe-

Reforço: recursos deverão ampliar e melhorar os trabalhos de resgate nas áreas atingidas pelas enchentes, como na região de Sapucaia, no Rio de Janeiro.

deral já analisa os pedidos de recursos apresentados pelos governadores do Sudeste para reconstrução dos municípios que sofrem prejuízos com a destruição de prédios públicos, estradas e pontes. "Os estados começam a colocar seus pleitos para obras de reconstrução e o governo analisa essas solicitações", disse o ministro. "São recursos para recuperação de estradas, prédios públicos. Em breve, anunciaremos os valores a serem repassados para essas obras de reconstrução. Acredito que no início da semana esses núme-

Jadson Marques/Folhapress

ros estejam definidos". Os créditos liberados ontem destinam-se preferencialmente à aquisição de alimentos e remédios, além da manutenção de abrigos para os que perderam ou tiveram que abando-

nar suas casas. Segundo ele, a determinação da presidente Dilma Rousseff é assegurar dinheiro para socorrer os estados. "A presidente tem dito que não faltarão recursos", enfatizou Bezerra.

Até o momento, o governo federal enviou 8 mil cestas básicas, 15 toneladas de medicamentos e 300 barracas para os estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Espírito Santo. (Abr)

...e amanhã anuncia socorro contra seca Prorrogação das dívidas dos agricultores está entre as medidas em discussão pelo governo federal para minimizar os efeitos da estiagem nos estados do sul

O

governo federal deve anunciar amanhã medidas emergenciais para os produtores rurais da região sl afetados pelo longo período de seca que provoca perda de safra. O Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os estados mais afetados, além de alguns municípios do Paraná. A prorrogação das dívidas dos agricultores está entre as medidas em discussão, segundo o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. "Claro que deve ter anúncio para prorrogação dessas dívidas, contratação de custeios, que são instrumentos utilizados quando ocorre uma frustração de safra. Estamos estudando os pleitos do Rio Grande do Sul na transferência de

recursos para construção de cisternas e reforço na oferta de recursos hídricos", disse, após reunião na Casa Civil. Bezerra informou que cerca de R$ 3 bilhões foram financiados pelos produtores dos estados do Sul atingidos, mas boa parte desses recursos está protegida pelo seguro rural. Assim, a principal preocupação é com os pequenos agricultores que não têm o seguro e com as cooperativas que financiam esses agricultores. "A preocupação do governo é mais com aqueles que não têm o seguro rural e, portanto, estão vivendo uma dificuldade grande de concluir a safra frustada, manter a atividade de sua propriedade e contratar um novo custeio", destacou o ministro.

Apoio federal: produtores rurais de regiões como Cristal do Sul (RS), serão atendidos com recursos para a construção de cisternas e distribuição de água, promete o ministro Fernando Bezerra (Integração).

Diego Vara/Agência RBS/Folhapress

Anteontem, ocorreu uma reunião sob coordenação da Casa Civil para a elaboração das medidas e, amanhã (12), as ações devem estar finalizadas, segundo o ministro da Integração Nacional. Na sexta-feira (13), ele e o ministro da Agricultora, Mendes Ribeiro, devem se reunir com o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, quando as medidas podem ser anunciadas. (ABr)

902 mandados contra devassa

O

ministro Marco Aurélio Mello disse ontem que o Supremo Tribunal Federal (STF) já recebeu 902 mandados de segurança contra atos do Conselho Na-

cional de Justiça (CNJ). A grande massa de mandados foi proposta por oficiais de cartórios extra judiciais. Magistrados inconformados com as intervenções do CNJ integram a ou-

Carlos Humberto/STF

Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo: "Não se litiga, não se vai a juízo sem um motivo plausível minimamente".

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÃO Encontra-se aberto no Gabinete: PREGÃO PRESENCIAL 411/2011-SMS.G, processo 2011-0.324.413-9, destinado ao registro de preços para aquisição de AGENTE DE UNIÃO e ÁCIDO FOSFÓRICO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09 horas do dia 23 de janeiro de 2012, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.

tra banda de reclamantes que vão à corte máxima. Para Marco Aurélio, esses dados indicam supostos abusos do CNJ. Ele lembra que contra o Conselho Nacional do Ministério Público foram ajuizados apenas 106 mandados perante o STF. "Por meio desses mandados, os autores pedem que se afastem atos do CNJ, atacam esses atos sob alegação de abuso e violência a direito líquido e certo", assinala o ministro. "Isso demonstra, meu Deus, que algo vai mal. Não se litiga, não se vai a juízo sem um motivo plausível minimamente". "Vejo como resultado de uma atuação intensa do CNJ", reagiu a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional da Justiça. "O universo da Justiça é infinitamente maior e mais abrangente que o do Ministério Público". Juízes e magistrados vêm se estranhando com o CNJ já há um bom tempo – desde que o Conselho decidiu averiguar suspeições nas suas contas. Sentindo-se afrontados, passaram a contestar o poder da corregedoria de investigá-los e nessa empreitada contaram com o apoio do ministro, que mandou suspender as ações. A questão expôs publicamente o conflito no Judiciário, que ainda não tem data para acabar. Enquanto o STF tende ao esvaziamento do CNJ, entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pedem o seu fortalecimento como forma de dar transparência à Justiça. (AE)

Compra sem licitação levanta suspeitas no CNJ Sala-cofre de R$ 8,69 milhões abrigará equipamentos de banco de dados

U

ma nova compra milionária feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está provocando novas suspeitas entre os integrantes do próprio órgão. Depois de adquirir um sistema de banco de dados no valor de R$ 86 milhões por meio de concorrência colocada sob suspeita, o CNJ comprou, no apagar das luzes de 2011, uma sala-cofre de R$ 8,69 milhões sem licitação. A sala-cofre foi comprada no dia 29 de dezembro e será instalada, conforme o CNJ, no prazo de 150 dias. Nessa sala serão guardados os equipamentos que foram

adquiridos na licitação feita no ano passado, também a toque de caixa. Operação que, de acordo com a IBM, que tentou impugnar o edital, sofria de "grave direcionamento" e fatalmente levaria o CNJ a comprar produtos da Oracle, o que se confirmou ao final do processo. Por conta dessa licitação e das críticas que fez à compra, o diretor do Departamento de Tecnologia e Informação do CNJ, Declieux Dias Dantas, foi exonerado. Integrantes do CNJ dizem considerar no mínimo suspeita a nova compra. Um dos conselheiros

classificou como "assustador" esse processo de compras no Conselho. Diante das suspeitas, o assunto deve ser discutido publicamente na primeira sessão deste ano do CNJ, no próximo dia 26, quando os conselheiros se reunirão para votar o orçamento de 2012 do órgão. A cúpula do Conselho levou a proposta orçamentária para ser aprovada no final do ano passado. No entanto, conselheiros haviam recebido o texto no final do ano e exigiram, com base no regimento interno, que uma sessão exclusiva fosse agendada para isso. (AE)

AGU cobra prefeitos cassados

O

governo cobrará dos prefeitos cassados nos últimos anos as despesas geradas pelas eleições suplementares convocadas justamente porque os mandatos dos candidatos eleitos são posteriormente suspensos por crimes eleitorais ou seus registros de candidatura definitivamente indeferidos. Desde 2008, os eleitores de 176 municípios tiveram de voltar às urnas para substituir prefeitos cassados, cujos crimes acabaram por gerar também a anulação das eleições.

Outros quatro municípios ainda vão escolher novos prefeitos antes das eleições de 2012. Os gastos com essas votações suplementares podem chegar a R$ 5 milhões. Recado – A Advocacia-Geral da União (AGU) vai processar os prefeitos cassados e tentará tirar do bolso deles os gastos que a União teve com as novas eleições. O acordo entre o Tribunal Superior Eleitoral e a AGU, que tem validade de cinco anos, serve também de recado para os candidatos que dispu-

tarão as eleições municipais deste ano. O candidato que for eleito em outubro, mas que tiver praticado crimes eleitorais e for cassado por isso, será processado e ter de arcar com os custos de uma nova eleição. Pelo convênio, depois que prefeitos forem cassados em definitivo pela Justiça Eleitoral, os tribunais regionais eleitorais ou o TSE acionarão a AGU para que adote as medidas necessárias para cobrar judicialmente as despesas geradas pela nova votação. (AE)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

7 Tudo recomenda que o processo siga o contraditório regular, sem antecipação de tutela. Ari Pargendler, presidente do STJ.

olítica

Bruno Poletti/Frame/AE

STJ libera bens do prefeito de São Paulo Além disso, liminar desobriga nova licitação para empresa de inspeção veicular na cidade.

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p re f e i t o d e S ã o antecipação de tutela". ParP a u l o , G i l b e r t o gendler afirmou não ser possíKassab, conseguiu vel calcular o que seria mais no Superior Tribu- prejudicial para o interesse púnal de Justiça (STJ) desblo- blico: manter o contrato ou faquear seus bens e manter o zer uma nova licitação. contrato firmado com a emEm 2011, o Ministério Públipresa responsável pela inspe- co Estadual (MPE) pediu à Jusção veicular em São Paulo. tiça que anulasse a inspeção O presidente do STJ, minis- veicular alegando ilegalidatro Ari Pargendler, suspendeu des, fraudes e irregularidades nesta segunno contrato da-feira a lifirmado entre minar que a prefeitura e t o r n a v a i na empresa d i s p o ní v e i s Controlar. A os bens de Justiça de SP Kassab, do sedecidiu mandias era o prazo da cretário muter a inspeção licitação para nicipal do veicular, mas Ve r d e e d o deter minou contratação de M e i o A mque o municíempresa responsável b i e n t e , pio fizesse Eduardo Jornova licitação pela inspeção na frota ge (PV), de 13 em 90 dias pade veículos na cidade. empresários e ra a escolha Mas foi suspenso. d e s e i s e mde outra empresas. Na presa. O juiz decisão, ParDomingos de gendler também suspendeu a Siqueira Frascino, da 11ª Vara decisão da Justiça de SP que da Fazenda Pública, determiobrigava a prefeitura a promo- nou o bloqueio dos bens de tover, no prazo de 90 dias, nova dos os réus da ação civil públilicitação para contratação de ca até o valor da causa para gaempresa que ficaria responsá- rantir o pagamento dos suposvel pela inspeção na frota de t o s p r e j u í z o s a o s c o f r e s veículos na cidade. públicos. "Nesse contexto, e não sendo Ao ser informada sobre o possível mensurar o que é bloqueio dos bens, a Controlar mais deletério às finanças do se disse "foi surpreendida" pemunicípio de São Paulo, se a la decisão "precipitada, devido execução do contrato ou a de- à complexidade do assunto". O claração de sua nulidade, tudo contrato firmado em 4 de janeirecomenda que o processo siga ro de 1996, com prazo de 10 o contraditório regular, sem anos, foi suspenso.(Agências)

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Kassab: livre da sentença que tornava indisponíveis os bens dele, do secretário do Meio Ambiente, de 13 empresários e de 6 empresas.

Alckmin congela R$ 784,7 milhões A contenção decorre das preocupações da administração estadual com os efeitos da crise mundial

O

governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, definiu ontem que serão contingenciados R$ 784,7 milhões dos recursos previstos no Orçamento do estado de São Paulo para 2012, que é de R$ 156,6 bilhões. A expectativa inicial do Palácio dos Bandeirantes

era que R$ 1,5 bilhão fosse congelado, como em 2011, mas Alckmin decidiu não cortar os recursos previstos para investimentos. O contingenciamento total refere-se apenas a recursos previstos para custeio e representa 20% do total desse tipo de gasto no Orçamento do estado. Exatamente como

o governador havia informado no final de 2011. No começo daquele ano, do total de recursos congelados, R$ 1,259 bilhão era voltado a investimentos. O contingenciamento decorre das preocupações da administração estadual com os efeitos da crise mundial, que poderiam comprometer a

Renato Silvestre/News Free/Folhapress

Alckmin: bloqueio de despesas só se refere a recursos para custeio e representa 20% do total desse tipo de gasto no Orçamento do Estado.

capacidade de investimentos do governo paulista. Parceria – A presidente Dilma Rousseff estará em São Paulo hoje, quando se encontra com o governador para firmar convênio do programa Minha Casa, Minha Vida. A parceria prevê a construção de cerca de 97 mil casas populares no estado. O encontro entre os dois será às 11h, no Palácio dos Bandeirantes. Em pouco mais de um ano de mandato, essa é a terceira vez que Dilma visita a sede do governo paulista. A iniciativa faz parte do programa federal Minha Casa, Minha Vida, que subsidia financiamentos de casa própria por meio da Caixa Economia Federal. O programa foi lançado em março de 2009 para atender famílias com renda mensal de até dez salários mínimos (R$ 5.450), sendo a maior parcela destinada a famílias que ganham até três salários mínimos (R$ 1.635). (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

ULTIMATO Iêmen dá 48 horas para grupos armados deixarem a capital Sanaa

nternacional

ESTADOS UNIDOS Favorito, Mitt Romney vence a primária republicana em New Hampshire.

Reuters

A PROFISSÃO MAIS PERIGOSA DO IRÃ Mais um cientista nuclear é morto em Teerã. EUA e Israel são os suspeitos.

O

Iranianos observam carro de cientista após atentado (acima). Roshan (à dir.) trabalhava na usina de Natanz.

Fars/AFP

AFP

France TV/Reuters

Coincidência: Assad discursa para multidão em Damasco (à esq.) com promessas de derrotar 'conspiradores estrangeiros'. Em Homs, o francês Gilles Jacquier (acima) morre em ataque suspeito.

... e a mais arriscada da Síria Cinegrafista francês morre no mesmo dia em que o presidente Assad critica interferência estrangeira

O

presidente da Síria, Bashar al-Assad, se juntou a milhares de partidários ontem, em uma manifestação na capital Damasco. Em uma rara aparição pública, ele prometeu derrotar os "conspiradores estrangeiros" que planejam pôr fim a seu governo. No mesmo dia, o cinegrafista francês Gilles Jacquier foi morto em Homs – o primeiro jornalista ocidental a morrer nos dez meses de conflito no país. O governo sírio culpou "um grupo terrorista armado" pelo ataque aos jornalistas, que tiveram sua viagem pelo país autorizada pelo regime. A ação, segundo a agência estatal síria Sana, matou outras oito pessoas e deixou vários feridos. "Terroristas atiraram morteiros contra jornalistas estran-

geiros enquanto eles inspecionavam os restos da destruição e do caos perpetrados por grupos terroristas armados", informou a Sana. Testemunhas, no entanto, afirmam que não é possível determinar quem atacou o grupo. O repórter Jens Franssen, que estava entre os jornalistas que percorriam Homs, contou à rede belga VRT que "três ou quatro granadas" explodiram muito próximo ao grupo. De acordo com a rede de TV France-2, as circunstâncias da morte do cinegrafista "precisam ser esclarecidas". O governo francês, um dos principais críticos da repressão, culpou o regime pela falta de proteção ao grupo. "Cabe às autoridades sírias garantir a segurança de jornalistas internacio-

nais em seu território e proteger essa liberdade fundamental que é a liberdade de informação", disse o chanceler Alain Juppé. Conspiração - Em seu pronunciamento ontem, Assad prometeu combater o terrorismo no país. "Vim aqui para unir nossas mãos, olhar em direção ao futuro e caminhar em frente. Colocar uma mão sobre as reformas e outra sobre a luta contra o terrorismo", afirmou ele à multidão, que acenava bandeiras e exibia imagens suas. Em resposta, seus apoioadores gritavam "Shabiha para sempre, para seus olhos, Assad", em referência às milícias leais ao regime que conquistaram reputação por serem temíveis ao reprimir os protestos. "Eu pertenço a essa rua", disse Assad, acrescentando que a

Síria enfrentava conspiradores estrangeiros. "Faremos desta fase o fim deles e dos planos deles. Venceremos, sem nenhuma dúvida". Farsa - Um dos mais de 160 observadores da Liga Árabe que estão na Síria abandonou ontem a missão, por considerála uma "farsa". "O que eu vi foi um desastre humanitário. O regime não está apenas cometendo um crime de guerra, mas uma série de crimes contra seu povo, denunciou o argelino Anwar Malek à rede Al Jazeera. Segundo o monitor, o regime não retirou os tanques das ruas, mas apenas os escondeu durante a passagem da missão. "Atiradores estão em todos os lugares, atirando em civis. Prisioneiros têm sido torturados e ninguém foi libertado", disse. (Agências)

cientista nuclear iraniano Mostafa Ahmadi Roshan foi morto ontem, quando uma bomba presa no carro dele por uma dupla em uma motocicleta explodiu nas proximidades de uma universidade em Teerã. O governo do Irã acusou os Estados Unidos e Israel pelo atentado, em mais um incidente na escalada da crise entre os países. Mas Washington negou categoricamente, através da secretária de Estado Hillary Clinton, qualquer participação no homicídio. O atentado ocorreu quando o cientista, que também era professor universitário, dirigia em uma rua movimentada perto da Universidade de Teerã durante a hora do rush, pela manhã. Segundo testemunhas, uma moto com duas pessoas a bordo se aproximou do carro, onde Roshan ia no banco do carona. O homem na garupa esticou o braço e grudou na lataria do Peugeot 405 um artefato magnético que explodiu segundos depois, quando a moto já havia desaparecido no caótico trânsito da capital. A explosão matou na hora o cientista, enquanto seu motorista morreu em decorrência dos ferimentos já no hospital. Um homem que passava pela rua sofreu escoriações. O atentado deixou destroços do carro pendendo de árvores e o chão tinha pedaços de vidro das janelas de prédios próximos. Carros à volta, porém, estavam intactos e não havia marcas de fogo – sinais de que a ação parece planejada para atingir de forma certeira o alvo. A nova morte ocorre em um momento de aumento na tensão internacional por causa do programa nuclear iraniano. Muitas nações ocidentais, lideradas pelos EUA, afirmam que Teerã busca secretamente armas nucleares, o que o governo iraniano nega, garantindo ter apenas fins pacíficos. Suspeitas - O primeiro vicepresidente iraniano, Mohammad Reza Rahimi, que governa enquanto o presidente

Mahmoud Ahmadinejad está na América Latina, alertou "os inimigos que atos terroristas não conseguirão deter o progresso científico do Irã". "Hoje aqueles que alegam combater o terrorismo atacaram cientistas iranianos. Eles (EUA e Israel) deveriam saber que os cientistas iranianos estão mais determinados que nunca em avançar para o progresso iraniano", afirmou ele. Rahimi qualificou o crime como "uma evidência de terrorismo financiado por um governo" estrangeiro. Os EUA negaram envolvimento no ataque. Israel não comentou. Mas, apesar da dificuldade de identificar autores, o ataque traz algumas marcas do trabalho de agências de inteligência sofisticadas, capazes de driblar o extenso aparato de segurança do Irã e também de mostrar cuidado em limitar os danos aos passantes. As suspeitas se voltam principalmente para o Mossad, o serviço secreto israelense cuja unidade Kidon é especializada em assassinatos seletivos. Na terça-feira, o chefe das forças israelenses, general Benny Gantz, disse que o Irã passará em 2012 por vários eventos "não naturais". Alvos - Segundo a agência Fars, Roshan, de 32 anos, supervisionava a usina de enriquecimento de urânio de Natanz, a mais importante do país. Outros cientistas iranianos supostamente vinculados ao programa nuclear de Teerã já foram objeto de atentados. Em julho passado, um físico foi executado na frente de casa, em Teerã, por homens armados em uma moto. Em novembro de 2010, um dos mais renomados cientistas iranianos foi morto por uma bomba acoplada a seu carro, e, há dois anos, um professor de física foi alvo de uma moto-bomba. Além das mortes dos cientistas, uma central nuclear iraniana foi atacada por um vírus de computador, o Stuxnet, que em 2010 interrompeu temporariamente o controle de algumas centrífugas – um elemento chave na produção de combustível nuclear. (Agências)

Enrique De La Osa/Reuters

Um doutor honoris causa em capitalismo

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presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, chegou ontem a Cuba para uma breve visita, que foi ofuscada pela morte de um cientista nuclear em Teerã. No entanto, o líder não fez nenhuma menção ao atentado nem às acusações sobre o programa nuclear de seu país. Em discurso, ele preferiu criticar o capitalismo, um sistema "decadente" cuja única opção que resta "é matar". "Quando já lhe falta lógica recorre às armas para matar e destruir. Hoje em dia a única opção que restou ao sistema

capitalista é matar", disse Ahmadinejad em uma conferência na Universidade de Havana, onde recebeu o título doutor honoris causa em Ciências Políticas. Ele ainda encorajou Cuba e seus universitários a trabalharem ao lado de seu país para criar uma nova ordem mundial baseada na justiça e que respeite todos os seres humanos. "Temos que estar alertas. Se nós não planejarmos a nova ordem do mundo, serão os herdeiros dos donos de escravos e os capitalistas que vão controlar e impor o novo siste-

ma", acrescentou. É a segunda vez que Ahmadinejad visita a ilha, onde esteve em 2006. Irã e Cuba estão na lista dos EUA de "patrocinadores do terrorismo", ao lado de Síria e Sudão. O líder iraniano ficaria em Cuba apenas 24 horas e tinha encontro previsto com Raúl Castro e com seu irmão, o exditador Fidel Castro. Essa é a terceira etapa de um giro a países esquerdistas aliados na América Latina. O líder iraniano já passou por Venezuela e Nicarágua, e hoje viaja ao Equador. (Agências)

Em Cuba, Ahmadinejad ignora pressões sobre programa nuclear e prefere discutir nova ordem mundial.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

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9 MINAS GERAIS Mais de 2,8 milhões de pessoas já foram afetadas pela chuva em 182 cidades.

idades

INSPEÇÃO A Prefeitura já divulgou o novo calendário da inspeção veicular.

Tragédia no Rio: após 1 ano, nada foi feito Em 2011, centenas de pessoas morreram após deslizamentos na serra fluminense. As chuvas voltaram com força, mas as obras prometidas não saíram do papel. Antonio Cruz/AE

U

m ano após as en- visita, na semana passada. Ele chentes que provo- criticou a falta de respeito ao caram a morte de planejamento por parte dos mais de 900 pessoas governos brasileiros e citou o na região serrana fluminense, exemplo do Japão, que conseapenas oito obras para sanar os guiu restaurar a maior parte problemas das mais de 170 das regiões afetadas pelo tsuáreas identificadas como de alto nami em março de 2011. "O Japão não tem engenharia risco de deslizamento de encostas tiveram início. Nenhuma melhor do que a nossa. Então, delas foi concluída até o mo- por que fizeram tanto em memento, segundo o 3º Relatório nos de seis meses e nós não fizede Inspeção à Região Serrana, mos nada ainda? Porque lá fora, divulgado ontem pelo Crea-RJ normalmente, o pessoal gasta (Conselho Regional de Enge- mais tempo no planejamento, mas, na hora de executar o cronharia e Agronomia do Rio). De acordo com o relatório, as nograma, o prazo é bem menor ações das autoridades nos últi- do que o nosso e as obras termimos 12 meses limitaram-se ao nam no prazo, sem novos ajusatendimento às famílias afeta- tes financeiros, e o nível de quadas pelas enchentes, e muito lidade da obra é muito grande. pouco foi feito para recuperar Diferente daqui, onde o desresas áreas atingidas pelos tem- peito ao planejamento é imenporais. O assessor de Meio so'', afirmou. Na visita aos locais afetados Ambiente do Crea, Adacto Otpelas chuvas toni, afirmou do ano passaque basta que do, os técnicos metade da do Crea-RJ chuva do ano con stata ram passado caia que persiste o em 2012 para processo de que haja uma pessoas morreram ocupação denova tragédia. em decorrência das sordenada do "Os pontos solo, sobretucríticos que sochuvas de 2011. Mais do para ativifreram as feride 170 áreas de risco dades agrícodas continuam las, desmatatotalmente fraforam identificadas. mento de gilizados e esNenhuma obra foi áreas de pretão gerando concluída. servação pergrande aporte manente, de sedimentos além da reocupara a drenagem e para os rios, o que pode pação das áreas de risco, com a agravar mais as inundações e o construção de casas. Fusca– Os bombeiros que tratransbordamento'', explicou Adacto, que apontou a burocra- balham no deslizamento em Jacia e a morosidade do governo mapará, na cidade de Sapucaia, como principais fatores para o no centro-sul fluminense, encontraram na tarde de ontem o atraso do início das obras. "Tivemos seis meses de es- carro modelo Fusca soterrado tiagem para atacar essas feri- onde estaria uma família inteidas e quase nada foi feito. Por ra. Uma pessoa que estava no isso, propomos que sejam fei- veículo foi resgatada. No total, tas as intervenções e um proje- chega a 18 o número de mortos to agora e, assim, começar as no município em razão do desconstruções na estiagem deste lizamento que aconteceu na ano para que, no verão do ano madrugada de segunda-feira. Segundo a Defesa Civil, as que vem, a bacia esteja preparada, pois hoje ela está fragili- vítimas entraram no Fusca pazada e a área pode voltar a ter ra se proteger da chuva. Estariam no carro Francisco Edénova tragédia'', disse Adacto. Ja pã o – O presidente do zio Lopes, de 46 anos, ValdiCrea-RJ, Agostinho Guerreiro, néia, as duas filhas do casal, lembrou que, em agosto, o pa- Francine, de 15 anos, e Vitória, norama era praticamente o de 7, e um primo, Sebastião mesmo encontrado na última Lopes. (Agências)

900

Ana Carolina Fernandes/Folhapress - 13/1/2011

Deslizamento em Teresópolis no ano passado: lição não foi aprendida

Alagamento provocado pela chuva em Campos, no interior do Rio: Região Sudeste enfrenta temporais e alagamentos desde o início do ano

Prefeito tranquiliza a população José Maria dos Santos

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mbora a cidade de Sapucaia, localizada a 150 quilômetros do Rio de Janeiro, na região central do estado, esteja sob estado de emergência, o prefeito Anderson Zanon (PSD), 48 anos, afirma que o município não está mergulhado no caos, como podem sugerir as cenas fortes mostradas pela televisão. " A s c h u va s c o n t i nu a m caindo e são uma ameaça.

Mas o episódio em que tivemos mortes a lamentar, foi isolado", diz ele. Sapucaia, banhada pelo Rio Paraíba do Sul, não se encontra sob área montanhosa, tem cerca de 17 mil habitantes e vive basicamente das atividades agropecuárias. A seguir, trechos da entrevista do prefeito ao Diário do Comércio. Diário do Comércio - Já são mais de dez os mortos, vítimas das chuvas na cidade. Trata-se de uma tragédia anunciada, como ocorre em todo início de

verão no País? Anderson Zanon – Não. Foi uma surpresa. O problema foi localizado. Ocorreu em um distrito rural, Jamapará, que fica a 30 km da sede do município. É uma área de antiga ocupação, mais de 60 ou 70 anos, onde jamais foi registrado qualquer problema. De fato, havia uma encosta com pedras, que agora rolaram. Mas foi algo inesperado, restrito a oito casas soterradas. No restante do município, as famílias foram retiradas das áreas de risco ma-

peadas previamente. DC – Em todo caso, as imagens vistas na televisão passam outra impressão. Zanon – Temos que lamentar muito os mortos. Mas foi isso o que aconteceu. As pessoas foram surpreendidas dormindo. Estavam tão desprevenidas que uma senhora se levantou no meio da noite e foi à rua para examinar a extensão da chuva. Mas deixou o marido e a filha dormindo, não se preocupou em acordá-los. Somente ela se salvou.

Procurador defende investigação

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Procuradoria-Geral de Justiça defendeu ontem a instauração de um inquérito civil para investigar a ação da Polícia Militar na região da Cracolândia. A investigação do Ministério Público havia sido criticada anteontem pelo secretário de Segurança Pública do Estado, Antonio Ferreira Pinto. Procurador de Justiça licenciado, Ferreira Pinto criticou o órgão do qual faz parte. Em nota, a ProcuradoriaGeral de Justiça afirmou que a instauração do inquérito sobre a atuação policial na região é "uma contribuição necessária para o efetivo equacionamento da situação". No comunicado, o procurador-geral de Jus-

Danilo Verpa/Folhapress

Traficantes vendem drogas na Cracolândia: Rota entra na operação

tiça, Fernando Grella Vieira, também afirma que a Cracolândia não é um problema "meramente policial". Bala de borracha – O secre-

tário da Segurança Pública de São Paulo proibiu que a Polícia Militar utilize bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar usuários de

drogas na operação. A decisão, segundo ele, foi tomada após reportagem da Folha de S.Paulo, que mostrou policiais lançando bombas e atirando balas de borracha contra cerca de cem usuários de droga que se concentravam nas imediações . A Rota, tropa de elite da PM, passou ontem a integrar a operação. Com isso, o número de policiais militares na nova fase da intervenção passa a ser de 287 – 152 deles da Rota–, pouco mais que o dobro do efetivo até anteontem. Segundo a PM, a segurança foi reforçada em bairros como Bom Retiro, Santa Cecília e Higienópolis, para evitar que usuários se aglomerem em bairros próximos. (Folhapress)

Bruno Poletti/AE

SILICONE

A Ó RBITA

HEPATITE

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acinar cerca de 5,8 milhões de pessoas no Estado de São Paulo contra a hepatite B é o objetivo da Secretaria da Saúde, que montou uma força-tarefa para aproveitar o período de férias escolares a fim de imunizar a população, principalmente jovens entre 15 e 19 anos. Para ficar completamente protegido contra a doença, é preciso tomar três doses da vacina. (AE)

pós reunião com entidades médicas e os ministérios da Saúde e da Justiça, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou ontem que o governo federal vai permitir a troca de próteses mamárias rompidas da marca PIP e Rofil usando planos de saúde particulares ou o SUS (Sistema Único de Saúde). A medida vale também para as pacientes que colocaram o implante para fins estritamente estéticos. Antes da decisão, o Ministério da Saúde informava que o SUS cobriria a troca dos silicones apenas das pacientes que originalmente colocaram os implantes sintéticos após mastectomia. (Folhapress)

INTERDIÇÃO

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viaduto Pompeia, na zona oeste, ficará interditado pelo menos por 15 dias, de acordo com a Siurb (Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras da Prefeitura). O local foi atingido por um incêndio em um galpão da escola de samba Mocidade Alegre, localizado embaixo do viaduto, na segunda-feira. De acordo com a Siurb, neste período serão feitos testes e um levantamento para identificar os danos causados pelo fogo. Também serão definidas as intervenções necessárias para a recuperação da via. Com a interdição, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) recomenda que o motorista evite passar pela região. (Folhapress)

BICHEIRO PRESO

O

bicheiro e patrono da escola de samba Beija-Flor, Aniz Abrahão David, o Anísio, foi preso no início da tarde de ontem, em Copacabana, na zona sul do Rio, dois dias após o Tribunal de Justiça revogar o habeas corpus que garantia a liberdade dele. Além dos crimes ligados a contravenção, Anísio foi preso em flagrante por formação de quadrilha armada, pois estava acompanhado por um policial civil armado que fazia sua segurança. A prisão ocorreu quase um ano após a Operação Dedo de Deus da Polícia Civil, deflagrada para prender contraventores. Com arritmia, Anísio ficará preso no Hospital Psiquiátrico Penal, em Bangu. (AE)

PIRATARIA – O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, acompanhou na manhã de ontem a destruição de produtos piratas ou contrabandeados apreendidos na Operação Delegada realizada pela Subprefeitura da Mooca, na zona leste da Capital.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10 -.LOGO

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

www.dcomercio.com.br

Qais Usyan/AFP

Um tempo na violência Meninos jogam futebol em campinho da cidade de Mazar-i-Sharif, no norte do Afeganistão. O esporte é um dos mais populares no país, marcado pela violência e conflitos sectários.

Mais um motivo para começar a tomar chá. Os 'bonequinhos', presos à lateral da xícara, seguram o saquinho da bebida. Um charme. http://designyoutrust. com/2012/01/11/teafishing/

R ELÓGIO

T ECNOLOGIA

Cinco minutos para o fim do mundo

Kindle solar

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"Relógio do apocalipse" foi adiantado em um minuto e agora ele marca cinco para a meia noite, ou o fim do mundo. Criado em 1947 por cientistas atômicos americanos, ele leva em consideração o estado dos arsenais nucleares mundiais, biossegurança e clima, entre outros fatores, para estimar o quão próximo a humanidade pode estar da extinção. Na decisão, as mudanças climáticas ganharam peso. A última vez que o relógio havia sido movido foi em 2007, quando o otimismo em

torno da eleição do presidente dos EUA, Barack Obama, aumentou as esperanças de uma maior cooperação mundial e levou-o a marcar seis minutos para a meia noite. "Está claro que as mudanças que pareciam estar ocorrendo naquela época não se materializaram", explicou Lawrence Krauss, copresidente do Boletim dos Cientistas Atômicos, responsável pelo relógio. "Hoje, diante do perigo real e imediato da proliferação nuclear, das mudanças climáticas e do contínuo desafio de encontrar novas fontes

de energia sustentáveis, os líderes mundiais continuam a agir como se tudo estivesse bem." O "Relógio do apocalipse" esteve mais próximo de marcar o fim do mundo, em dois minutos para a meia noite, em 1953, quando EUA e a extinta União Soviética testaram armas termonucleares. Já em 1991 ele atingiu seu ponto mais afastado, 17 minutos para a meia noite, quando os dois países assinaram um ambicioso tratado de desarmamento e a chamada "cortina de ferro" se abria. (Agências)

A SolarKindle conta com um painel para captar a energia do sol, permitindo que você conecte seu e-reader e tenha pelo menos duas recargas reservas, sempre. Além de proteger o aparelho, ela tem também uma pequena lâmpada de LED que permitirá leituras no escuro por até 50 horas.

Facundo Arrizabalaga/EFE

P IXAR

S URTO

SP: procurado se entrega à polícia.

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VITÓRIA - Integrantes da equipe brasileira de ginástica olímpica se emocionam ao saber que conseguiram a classificação para os Jogos Olímpicos de 2012, ontem em Londres.

G IBIS

R EINO ANIMAL

NEYMAR NA TURMA DA MÔNICA

O artista canadense Mike Boon criou mais um alfabeto ilustrado, agora usando personagens da Pixar, como Buzz Lightyear (de Toy Story), Dory (Procurando Nemo) e o ratinho 'chef francês' de Ratatouille.

E M

Michel Goldfarb Costa, 35, suspeito de provocar vários acidentes em São Paulo na manhã de segunda se entregou à polícia ontem à noite. Ao chegar no 26º Distrito Policial, Costa afirmou que não tentou matar ninguém. Segundo ele, os tiros foram nas maçanetas dos veículos. "Estava em fuga e pedia para as pessoas saírem do carro. Eu falava: 'sai, sai'. E elas não saíam." De acordo com a polícia, ao menos 20 disparos foram feitos. Uma pessoa foi baleada. (Agências)

Considerado um ícone da nova geração, responsável por atrair grandes públicos por onde vai e tendo nove patrocinadores particulares, Neymar, em breve, deve se tornar desenho em quadrinhos. E entrará para um rol seleto de craques,

que foram para o gibi pelas mãos do cartunista Maurício de Sousa. As conversas estão bem encaminhadas e até o meio de fevereiro novidades serão divulgadas. Até hoje, apenas Pelé, Maradona, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho receberam

versões animadas feitas por Maurício. O cartunista está de férias no litoral norte de São Paulo, mas mantém contatos com o pai de Neymar para convencê-lo de que o garoto pode brilhar também nas páginas da revista em quadrinhos, o gibi. (AE)

Reprodução

C A R T A Z

J A PA O

Macacos fogem de zoo em Cascavel Oito macacos-prego estouraram o cadeado da área onde eram mantidos no zoológico de Cascavel (PR) e escaparam na madrugada de terça. O zoo passou o dia todo fechado. Os macacos, da mesma família, se espalharam pelo zoológico. Apenas dois foram recuperados até ontem à noite. Pessoas que tiverem contato com os animais não devem alimentálos para que eles retornem logo ao cativeiro. Segundo o zoo, os macacos não representam risco para as pessoas, mas alerta para que ninguém se aproxime. L OTERIAS

Obras do artista japonês Kiji Maru estão expostas na Galeria Deco. Rua dos Franceses, 153, Bela Vista, tel.: 3289-7067. Grátis.

Concurso 1209 da LOTOMANIA 05

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UNIÃO FAZ A FORÇA - Milhares de figuras plásticas seguram o piso de vidro desta instalação do artista sul-coreano Do Ho Suh na galeria Lehmann Maupin, em NY (EUA).

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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11 BNDES Banco cria linha de crédito de R$ 4 bilhões para elevar produção de cana

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CRÉDITO Em 2011, Caixa Econômica liberou mais de R$ 80 bi para empresas

Nani Goes/AFP Photo

Exportar produtos básicos divide opiniões

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Em 2011, produtos básicos, como a soja, representaram quase 50% das exportações em termos de valores. Em 2007, porém, respondiam por 32%

Commodities x manufaturas Na pauta de exportação brasileira, participação de produtos básicos é cada vez maior, em detrimento de itens de valor agregado. Para especialistas, governo negligenciou diversificação nos últimos anos. Renato Carbonari Ibelli

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Brasil terminou 2011 com saldo positivo em sua balança comercial de US$ 29,79 bilhões. Mas isso não significa que a saúde do nosso comércio exterior esteja boa. Como vem acontecendo nos últimos anos, as vendas externas brasileiras foram sustentadas principalmente por produtos básicos. Em especial, pelas commodities agrícolas. Porém, se o momento é altamente positivo para esses produtos, o problema é que, empolgado em surfar na onda das commodities, o governo brasileiro negligenciou a diversificação da pauta de exportação — o que, para alguns economistas, pode ter consequências negativas no futuro. Em 2011, os produtos básicos responderam por 47,8%, quase 50% da pauta de exportação quanto ao valor comercializado. É o maior patamar desde 1977, quando as vendas externas de produtos básicos atingiram 57,4%. Enquanto isso, a participação dos produtos manufaturados, que agregam mais valor, foi de 36% das vendas. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), levantados de janeiro a dezembro do ano passado. Nem sempre, porém, os nú-

meros mostraram essa realidade. Apenas quatro anos atrás, acontecia exatamente o contrário. Em 2007, enquanto os produtos básicos respondiam por 32% do valor obtido com as exportações, manufaturados ficavam com 52% das vendas. Nesse curto período, ocorreram eventos econômicos de amplitude global que ajudam a explicar a inversão na pauta de exportações brasileira. O principal, segundo o analista da Tendências Consultoria Integrada Bruno Lavieri, foi a crise financeira iniciada em 2008 nos Estados Unidos. Como resultado da recessão norte-americana, as econo-

mias de importantes mercados consumidores desaceleraram, fazendo preços dos produtos manufaturados produzidos por eles caírem — efeito natural da lei da oferta e demanda. Com preços menores, tais produtos passaram a “roubar” espaço dos manufaturados brasileiros, cujos preços, afirma a indústria nacional, não têm tanta margem de manobra para recuar devido ao chamado Custo Brasil (deficiência de infraestrutura e elevada carga tributária). O impacto do câmbio também foi pouco favorável às exportações do País. Essa situação acabou agravada mais recentemente com a

crise política na zona do euro. Naturalmente, com a recuperação das economias em dificuldade, o esperado é que os manufaturados nacionais voltem a ser competitivos mundo afora e recuperam importância na balança de exportação. Desequilíbrio — Mas essa recuperação da balança não deve ser tão simples assim. Segundo José Augusto de Castro, presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), as turbulências econômicas mundiais dos últimos anos só aceleraram o que já era uma tendência de mudança no perfil da indústria exportadora do País.

Números oficiais do Mdic mostram que a tendência de evolução das exportações brasileiras de produtos básicos começou antes de 2007 (veja gráfico), embora acelere a partir daí. “O governo ficou embevecido com a elevação dos preços das commodities, e deixou de promover nossos produtos manufaturados nos mercados consumidores”, diz Castro. Levantamento que está em elaboração pela AEB aponta que, nos últimos 20 anos, nossas exportações de bens manufaturados para a China caíram de 31,5% para 4,5%. Mesmo no que pese o crescimento da demanda chinesa por commodities nesse período, Castro lembra que o governo brasileiro poderia ter equilibrado melhor as vendas externas. “No período de aproximação entre os países, o governo deveria ter feito acordos comerciais para garantir que nossos produtos manufaturados entrassem com mais facilidade na China”, aponta. Como o Brasil perdeu importância como exportador de produtos de maior valor agregado, segundo Castro, a simples recuperação das economias mundiais não estimularia, por si só, nossas vendas de manufaturados. “Para vendêlos é preciso, além de preço e qualidade, ter tradição. E isso nós não temos mais para oferecer aos compradores”, frisa.

e é fato que tradição se faz com o tempo, fica difícil imaginar a balança comercial brasileira menos dependente dos produtos básicos que não a longo prazo. O problema de ter uma pauta de exportação concentrada e perfil único de produtos é que, caso esses bens percam valor no mercado, não há um plano 'B' ao qual recorrer. “As commodities viraram ativo financeiro. Seus preços sobem e caem sem motivo concreto. No caso da soja, por exemplo, houve valorização de 20% nas últimas três semanas, pois se falou em quebra de safra. Mas da mesma maneira que sobem, os preços podem despencar”, argumenta José Augusto de Castro, da AEB. Além disso, exportar produtos básicos como minério de ferro, e importar produtos de maior valor agregado como o aço — cuja matéria-prima é o minério de ferro —, não parece lá muito inteligente, apontam especialistas. Isso reflete em nosso desempenho, em comparação com outras economias exportadoras. Embora os preços das commodities tenham disparado, e esses bens básicos vêm sendo exportados como nunca, em 20 anos o País só conseguiu avançar, em valor anual negociado, uma única posição entre os principais mercados exportadores: da 23° para a 22°, atualmente. Por outro lado, Bruno Lavieri, da Tendências Consultoria, acredita que é possível aceitar que o perfil da nossa economia é realmente dependente dos produtos básicos e, dessa forma, saber tirar proveito desta característica. Segundo ele, embora as exportações brasileiras sejam baseadas em commodities, os produtos são variados dentro desse segmento — o que anularia riscos de grandes prejuízos em eventuais quedas de preços. “Caso o minério perca preço, temos grãos, carne, petróleo. Somos diferentes de outros exportadores de commodities, como Austrália ou Noruega por exemplo. São países que têm uma pauta concentrada em poucos produtos”, completa.

A

s vendas de veículos importados em 2011 somaram 199.366 unidades, um crescimento de 87,4% em relação a 2010. Considerando dezembro, as vendas de importados atingiram 19.151, alta de 26,8% ante novembro, informou ontem a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). Vale lembrar que, em 16 de dezembro, passou a vigorar o aumento de 30 pontos percentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para esse tipo de veículo. Segundo a associação, o crescimento das vendas em

2011 se justifica pelo maior volume de novos modelos. No ano, os associados da Abeiva corresponderam a 5,82% do mercado brasileiro total, e a 23,35% do segmento dos importados. Os veículos importados do Mercosul e México estão fora do aumento do IPI. Para 2012, a projeção da Abeiva é que as vendas de importados recuem 20%, ante o total registrado em 2011. Janeiro — Nos primeiros 10 dias do ano, as vendas de veículos importados estão 40% menores na comparação com dezembro de 2011, quando somaram 19.151 unidades.

Paulo Pampolin/Hype

Antes do IPI, venda de importados sobe 87,4%

Maior volume de novos modelos puxou alta em 2011, disse Abeiva

O presidente da Abeiva, José Luiz Gandini, disse que o mercado nesse início de ano está

"andando de lado", e que as importadoras terão que esperar até março para "sentirem" co-

mo será a reação com a alta de 30 pontos percentuais do IPI para veículos com menos de 65% de nacionalização. No momento, segundo Gandini, muitos associados da entidade estão promovendo pequenas altas nos preços dos veículos, mas que devem ser implementadas até o fim de março, quando será possível analisar, de fato, o mercado. Em pesquisa informal da Abeiva, seus associados devem promover aumentos entre 15% e 28% em seus produtos. IPI - A negociação da Abeiva com o governo brasileiro será para tentar diminuir o IPI, mas

não no sentido de flexibilizar a medida de aumentar o imposto em 30 pontos percentuais. Segundo José Luiz Gandini, cada marca de veículos importados que tem interesse em montar uma unidade no País está procurando o governo para negociar, já que um índice de nacionalização de 65% pode inviabilizar o início das operações dessas montadoras. "Nosso objetivo não é flexibilizar, porque nem todos os associados irão se instalar no Brasil. Muitos deles têm volumes pequenos de vendas, e nem condições de instalar uma fábrica no País", ressaltou. (AE)


12 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

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conomia

Ela (Dilma) é conhecida como uma chefe durona, que não tem medo de criticar publicamente funcionários ou mesmo ministros que chegam mal preparados para as reuniões. Financial Times

BC: mais otimista que o mercado.

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heio de incertezas, 2012 começa com um Banco Central (BC) mais otimista que o mercado financeiro. O cenário previsto pela autoridade monetária aponta para o crescimento da economia com inflação menor nos próximos 12 meses. Para isso, a instituição trabalha com a expectativa de uma sequência de fatos, que vão desde a continuidade da queda dos preços no atacado até a desaceleração da economia chinesa, passando pelo efeito da alta do juro no primeiro semestre de 2012 e alguma moderação nas operações de crédito. No BC, segue a percepção de que as perspectivas para a economia são "positivas". Pelas contas da casa, a economia deve crescer 3,5% no ano – ante 3% de 2011. E a inflação deve cair dos 6,5% cravados no ano passado para 4,7% em 2012. O mercado discorda: prevê alta da economia de 3,3% e inflação de 5,31%. O quadro otimista do BC pode ser dividido em dois. Na primeira metade do ano, a instituição entende que os preços devem continuar em trajetória de desaceleração. A retração já é, para o BC, visível nos índices de atacado, que têm recuado nas últimas semanas. A acomodação dos preços das commodities é uma das causas desse recuo. Os preços seguem sob influência da política monetária mais rígida adotada no início de 2011. Além de esfriar um pouco a demanda interna, o aperto nos juros de um ano atrás deve, ainda, gerar algum efeito na desaceleração do crescimento do crédito em parte de 2012, o que ajuda a conter a remarcação de preços. Tudo isso vai resultar em inflação menor no primeiro semestre do ano. Pelas contas do BC, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve cair um ponto percentual nos próximos seis meses até atingir 5,5% no acumulado em 12 meses até junho. Segunda parte – Nos últimos seis meses do ano, as coisas mudam e a influência externa passa a ter um peso maior na receita do BC para manter os preços controlados. Cálculos da casa mostram que vai ser no segundo semestre que a economia passará a crescer mais rápido. Economia forte gera demanda maior, o que muitas vezes resulta em alta dos preços. Otimista, o BC calcula o IPCA em 4,7% em 12 meses entre o fim do terceiro trimestre e dezembro de 2012. (AE)

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A nossa 'Dama de Ferro' Financial Times comparou a presidente da República Dilma Rousseff à ex-primeira ministra inglesa Margaret Thatcher

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jornal britânico Financial Times (FT) divulgou ontem uma matéria falando sobre os desafios do Brasil para combater a desaceleração econômica e ao mesmo tempo lutar contra o fantasma da inflação em 2012. Além de uma página inteira com uma foto da presidente Dilma Rousseff e um gráfico, o texto contou inclusive com uma chamada na capa do periódico, na qual a presidente brasileira é descrita como a "Dama de Ferro dos Trópicos". A matéria aponta que, após uma expansão de quase 7,5% em 2010, no ano passado a economia brasileira cresceu menos da metade desse nível – sendo que no terceiro trimestre o desempenho trimestral ficou levemente negativo – enquanto o "inimigo histórico do país, a inflação, reapareceu com força". Neste ano, diz o artigo escrito por Joe Leahy, Dilma terá de ressuscitar a economia e mostrar que o País faz jus à reputação de um grande mercado emergente com alta taxa de crescimento, ou arrisca perder a confiança dos investidores. "A perspectiva ainda é bastante construtiva e as oportunidades existem, mas eu acredito que aos poucos eles estão percebendo que precisam trabalhar para fazer isso acontecer", diz na matéria do FT o economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs, se referindo às autoridades brasileiras. "O crescimento potencial do PIB (Produto Interno Bruto) é muito baixo", aponta. Mas Dilma é descrita como capaz de enfrentar o desafio que se apresenta. "Uma economista do desenvolvimento e leitora voraz com um olho clínico para detalhes, ela é conhecida como uma chefe durona, que não tem medo de criticar publicamente funcionários

ou mesmo ministros que chegam mal preparados para as reuniões. É um comportamento que lhe rendeu uma reputação de Margaret Thatcher tropical", diz o texto. Os escândalos que causaram a saída de sete ministros no primeiro ano do governo Dilma também são relembrados, mas o artigo afirma que, mesmo sem a popularidade de Lula, a presidente parece ter o apoio dos eleitores. "As pessoas identificam nela uma seriedade de

propósitos e um estilo reservado que é uma espécie de alívio, após os anos muitas vezes narcisistas e barulhentos de Lula", diz Paulo Sotero, do Centro Internacional para Acadêmicos Woodrow Wilson, em Washington. De acordo com a reportagem do FT, a taxa de aprovação de Dilma no fim de 2011 era de 72%, e a avaliação positiva sobre seu governo chegava a 56%. Entre os desafios que Dilma terá de resolver neste ano são cita-

dos a aprovação do código florestal e de projetos sobre o setor mineração e os royalties do petróleo. "Além de acabar com a corrupção, é difícil determinar qual realmente é a estratégia de longo prazo do governo Dilma. A administração parece ter abandonado o ímpeto para grandes reformas e mudanças da legislação", comenta João Augusto de Castro Neves em um artigo publicado pela Fundação Getúlio Vargas, que foi citado na matéria do FT. No campo econômico, o texto aponta que a economia brasileira provavelmente cresceu menos de 3% em 2011. O desempenho de setores importantes da indústria, como o automobilístico, teve uma forte desaceleração na segunda metade do ano passado, comenta o texto. "Outros setores, como a indústria têxtil e de sapatos, têm sido pressionados pelas crescentes importações chinesas e o fortalecimento do real ante o dólar." De acordo com o FT, economistas alegam que a rápida desaceleração expôs as limitações da economia do Brasil. O rápido crescimento em 2010 teria sido basicamente resultado das medidas de estímulo fiscal adotadas para conter os efeitos da crise financeira de 2008, que foram prorrogadas para chegar até o ano da eleição de Dilma. Para tanto, analistas afirmam que o Brasil precisa adotar os "duros reparos" necessários para melhorar a competitividade no longo prazo. O texto do jornal afirma que o sistema tributário brasileiro é opressivo e que é preciso investir mais em educação, treinamento, pesquisa & desenvolvimento e infraestrutura. "A taxa de investimento, de aproximadamente 19% do PIB, está bem abaixo das necessidades do país e dos níveis da China e da Índia." (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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A Infraero conseguiu executar, no ano passado, 76% do orçamento revisado para essa área, que era de R$ 1,513 bilhão.

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Caminhos opostos nos negócios

Passageiro Vip Divulgação

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im de casamento costuma deixar mágoas. Por isto, é bom dar o devido desconto às declarações elegantes sobre o que levou ao fim de uma relação de seis anos. De um lado a Associação Brasileira de Gestores de Viagens Corporativas (ABGEV), a principal associação brasileira que reúne gestores e fornecedores de viagens e recentemente também de eventos. Do outro, a The Global Business Travel Association (GBTA), a até recentemente sua musa inspiradora norte-americana, agora com pretensões globais, e que não se satisfaz mais em ser representada no Brasil – ela quer ser dona do seu destino. Sintonizados na resposta, tanto o veterano na indústria Wellington Costa, novo presidente da GBTA para o Brasil, como a empreendedora Viviânne Martins, que preside a ABGEV, dizem que a separação foi fruto de uma decisão conjunta diante de divergências em relação às prioridades para a América Latina. Seja lá o que isto significa, fica claro que o Brasil e, em segundo plano, a região latinoamericana, são a bola da vez em viagens de negócios. Como ocorre em qualquer disputa pelo mercado, quem ganha com isso são os profissionais da área, a maioria cansada de tanto "oba-oba" festeiro cercado de pouco conteúdo e profundidade nas discussões vitais para o setor. A verdade é que associações de classe costumam lutar com a falta de recursos. No caso brasileiro, isto é particularmente verdadeiro em viagens de negócios, um mercado oligopolizado em alguns setores, e engessado pela falta de concorrência em outros. Diante do triste quadro, volta e meia as associa-

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Pietro Ricciardi/SXC

Regis de Paula

O ções são obrigadas a passar o pires entre fornecedores para assegurar patrocínios de encontros em troca da docilidade no trato dos temas polêmicos. Com a raposa a tomar conta do galinheiro, o resultado são eventos com debates para lá de sonolentos, que pouco agregam ao exercício da atividade. Neles, sobra mesmo é o n et wo rk in g d os próprios com eles mesmos. N e s t e t re m e n d o f a z d e contas, quem entra pelo cano são os gestores do setor. Em vez de ter acesso a discussões proveitosas, cases que quebram paradigmas e apontam melhorias de processos, ou o acesso isento a ferramentas de produtivida-

de, esses profissionais são submetidos a lavagens cerebrais que por pouco não canonizam os patrocinadores. "O objetivo é trazer ao Brasil toda a gama de benefícios que GBTA oferece aos seus mais de 6 mil membros, e aumentar a sua presença – incluindo programas de educação, por meio da GBTA Academy, conferências globais, regionais e locais, além do networking de 17 mil profissionais da indústria de viagens", garante Wellington. "A nossa parceria era somente no LACTTE ( 6º Encontro Latinoamericano de Viagens Corporativas e Tecnologia), sempre organizado por nós, e por isto nada muda na operação da

ABGEV. Teremos mais flexibilidade para trabalhar com todas as outras associações globais", replica Viviânne. Enquanto os ex-pombinhos, agora recém-divorciados, disputam a partilha dos bens, a promessa de diversidade de players no mercado deve modificar o cenário modorrento, um modelo obsoleto e em descrédito no mundo. Por isso, GBTA, The Association of Corporate Travel Executives (ACTE), ABGEV, MPI, ou seja qual outra sigla vier, são todos bem-vindos. O sempre esquecido consumidor corporativo, encantado com as opções, agradece. E que os melhores conquistem corações e mentes.

nde a maioria vê tendências, ele percebeu oportunidades. Diante dos avanços tecnológicos e barateamento das comunicações, primeiro pelo telefone, e depois internet, Regis de Paula captou o momento certo para derrubar territórios e alavancar seus negócios "por mares nunca dantes navegados". Expressão que se encaixa como uma luva para quem como ele explora o mercado de cruzeiros. Paulistano estabelecido em Santo André, depois de três agências resolveu criar o site www.centraldecruzeiros. com.br. Apoiado por uma equipe especializada na

venda de cruzeiros online, tornou-se assim um dos líderes na comercialização desta modalidade no País. Regis também aposta no segmento corporativo: "Cruzeiros para seminários e viagens de incentivo são excelentes para as empresas em termos de custobenefício", comenta o ultrasimpático e dinâmico empreendedor. Sempre antenado, Regis está empenhado em novo projeto: um portal de compras coletivas especializado em turismo, o www.clubdeviagens. com.br. Será mais um sucesso garantido pelo seu maior talismã: Ana, sua mulher.

Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br

Infraero investe R$ 1,1 bi em 2011 Empresa destina R$ 845,4 milhões para obras e serviços de engenharia e R$ 299,6 milhões para equipamentos, móveis, utensílios e terrenos.

O

s investimentos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) somaram R$ 1,145 bilhão no ano passado. Em 2010, a execução orçamentária de investimentos da empresa havia alcançado a marca de R$ 645 milhões. Houve, portanto, um crescimento de 77,5%. Em 2012, os investimentos devem chegar a R$ 2 bilhões, informa o superintendente de Controladoria da Infraero, Elismar Lopes. Ao aplicar R$ 1,145 bilhão em investimentos em 2011, a

Infraero conseguiu executar 76% do orçamento revisado para essa área, que era de R$ 1,513 bilhão. Já o orçamento de custeio foi de R$ 3,254 bilhões. Do total investido em 2011, parcela de R$ 457,1 milhões envolveu recursos próprios, R$ 500 mil de convênios e R$ 687,5 milhões de verba do Adicional de Tarifa Aeroportuária (Ataero), que incide sobre tarifas como taxas de embarque, pouso e permanência. Do total arrecadado, 41,5% segue para a Infraero para ser aplicado em melhorias da infraestrutura aeroportuária.

Segundo Lopes, o aumento do volume de recursos investidos em 2011 reflete não apenas a necessidade de ampliação de obras nos terminais aéreos brasileiros, mas também resultados de aprimoramentos internos implantados ao longo do ano. Ele explica que as áreas de execução e de elaboração de projetos foram separadas, o que agilizou trabalhos nas duas atividades. A Infraero explica que, do total de recursos aplicados em investimentos no ano passado, R$ 845,4 milhões foram para obras e serviços de engenharia e R$ 299,6

milhões, em equipamentos, móveis, utensílios e terrenos. Dos R$ 2 bilhões previstos para investimentos em 2012, há verba que originalmente seria destinada a projetos nos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Campinas. Como essas três unidades estarão sob processo de concessão, passando a contar com participação da iniciativa privada, haverá uma "sobra" de recursos, o que permitirá à Infraero aumentar investimentos em outros aeroportos, explica Lopes. A navegação aérea é uma área que ganhará reforço nos investimentos, destaca. (AE)

Embraer recompõe carteira

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Embraer conseguiu no ano passado, pela primeira vez desde 2008, recompor sua carteira de pedidos na aviação comercial. A empresa encerrou 2011 com 249 jatos comerciais a serem entregues a clientes, uma unidade a menos que um ano antes, de acordo com dados divulgados ontem. Em junho passado, o presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado, declarou que o objetivo da companhia era ter ao menos um pedido firme para cada entrega em 2011 para voltar a recompor a carteira de pedidos. A carteira firme de pedid o s d a E m b r a e r e s t ava e m US$ 15,4 bilhões no mês de dezembro de 2011, ou US$ 200 milhões inferior à vista no encerramento do ano anterior.

A crise financeira e a recessão global de 2008 e 2009 tiveram sérios efeitos sobre a indústria aérea, motivando cancelamentos de pedidos para as principais fabricantes e postergação do recebimento de aviões por companhias aéreas. As entregas de aeronaves pela Embraer em 2011, porém, ficaram abaixo do previsto pela fabricante, que estimava 220 aviões comerciais e executivos. A empresa entregou 204 unidades, sendo 105 aeronaves comerciais e 99 jatos executivos. Para que a meta de entregas da companhia fosse atingida, a empresa teria que entregar cerca de 100 unidades no quarto trimestre, mas nos três últimos meses do ano a companhia entregou 82 aviões . (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

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OAS S.A.

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Livro Bege revela previsão positiva aos EUA Para Fed, economia melhorou no final de 2011

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s semanas finais de 2011 foram as mais fortes da economia desde a aparente recaída em uma recessão vista no término da primavera. Consumidores gastaram mais livremente, fábricas aumentaram a produção, americanos voltaram a viajar e a indústria automobilística teve o seu melhor desempenho neste ano. Este é o quadro mais otimista delineado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em seu relatório divulgado ontem. O documento, conhecido como "Livro Bege", é elaborado a partir dos informes das 12 divisões regionais que formam a autoridade monetária norte-americana. Desses, 11 reportaram algum crescimento entre o mês de novembro e o final do ano. Mas o Fed alerta que alguns setores, especialmente o imobiliário, permanecem enfraquecidos. "Comparados aos relatórios anteriores, os reportes (este mês) sugerem uma melhoria contínua das condições econômicas dos últimos meses, com a maioria dos distritos destacando cenários mais favoráveis do que os identificados nos reportes do fim da primavera até o início do outono (entre junho e setembro)", destaca o texto. Os diretores do Fed ressaltam que, na melhor das hipóteses, a economia entrou em um ritmo "moderado" de crescimento.

Empregos – Enquanto isso, o presidente dos EUA, Barack Obama, pediu a líderes empresariais, que representam várias indústrias, que tomem mais passos para trazer empregos de volta para o país. Executivos de gigantes como a Ford Motor e a Rolls-Royce, além de empresas menores como uma fabricante de móveis da Carolina do Norte, terão a oportunidade de um encontro com altos funcionários do governo para discutir como podem contribuir para o fenômeno chamado no país de insourcing, uma tentativa ainda em seus primórdios para trazer de volta empregos que deixaram o solo americano. Isso pode ocorrer também através de companhias estrangeiras que passem a gerar empregos no país norte-americano. Obama pediu aos empresários que aproveitem a oportunidade para trazer norte-americanos de volta ao trabalho. "É dessa maneira que iremos reconstruir uma economia onde o trabalho duro compensa e a responsabilidade é recompensada – e uma nação onde esses valores seguem vivos", afirmou o presidente. A Casa Branca informou também que o orçamento do presidente para o ano fiscal de 2013 incluirá um pedido por US$ 12 milhões em recursos novos para aumentar um programa federal que promove investimento em negócios dos Estado Unidos. (AE)

Mais capital alemão para fundo de resgate do euro

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chanceler da Alemanha, Ângela Merkel, disse ontem que seu país pode estar disposto a fornecer mais dinheiro para o Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM, na sigla em inglês), o fundo de resgate permanente da zona do euro, lançado no meio do ano. Ela reconheceu que os esforços para alavancar o tamanho da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, em inglês) foram mais difíceis do que o imaginado. Merkel disse também que a EFSF ainda tem 250 bilhões de euros para empréstimos, e que existe muito dinheiro disponível na estrutura da União Europeia e nos fundos de coesão —fundos do orçamento da UE reservados para os países e regiões mais pobres do bloco. A chanceler alemã se reuniu ontem com o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti. Os dois discutiram a proposta da introdução de um imposto sobre transações financeiras. Segundo Merkel, o governo alemão concorda com o imposto no nível da UE, mas não existe consenso dentro da administração se a introdução for apenas na zona do euro. Monti foi da mesma opinião, e disse que defenderia no âmbito da UE.

Elogios — No encontro com o primeiro-ministro italiano, Merkel elogiou a velocidade e o conteúdo das reformas econômicas implementadas pelo novo governo da Itália, e os esforços para reduzir as dívidas do país. "O primeiro-ministro italiano e seu governo concordaram com medidas importantes e notáveis, com relação à consolidação e à implementação das reformas estruturais. Isso vai fortalecer a perspectiva econômica para o país." Desde que assumiu o governo italiano, quase dois meses atrás, Monti tem implementado um pacote de austeridade de 22 bilhões de euros, elevando os cortes no orçamento da Itália para 80 bilhões de euros até 2013. Ele também está planejando um pacote de medidas para incentivar o crescimento econômico, que deve ser detalhado ainda este mês. O encontro dos dois líderes europeus é o último de uma série de reuniões em Berlim, para reativar a batalha contra a crise da da dívida na zona do euro, antes da reunião de cúpula dia 30. Líderes de França, Itália e Alemanha, disse Merkel, se reúnem dia 20 para formatar o pacto fiscal, que deve ser concluído até o fim do mês. (AE)

União Europeia propõe impor sanções à Hungria

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União Europeia propôs impor novas sanções sobre a Hungria em razão do fracasso do governo em agir para reduzir seu déficit de acordo com as metas estabelecidas. Em um comunicado, a Comissão Europeia disse que o governo de Budapeste não tomou uma ação efetiva para colocar o déficit dentro do limite de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) determinado para os países do bloco. De acordo com informações

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de uma fonte, a Comissão fará alertas na próxima semana para exigir que a Hungria volte atrás nas controversas mudanças em sua constituição ou, caso contrário, enfrentará uma possível ação judicial. A fonte afirmou que a Comissão está finalizando três cartas de alerta para o governo húngaro relacionadas à independência do banco central do país, ao setor judiciário e a serviços de proteção de informações. (AE)

Cooperativa de Produção, Recuperação, Reutilização, Reciclagem e Comercialização de Resíduos Sólidos Eletro Eletrônicos - Coopermiti Edital de Convocação de Assembleia Geral Ordinária nº 20120112 O Presidente Alex Luiz Pereira, no uso de suas atribuições, conforme artigo 24º do Estatuto Social, convoca os cooperados da Coopermiti – Cooperativa de Produção, Recuperação, Reutilização, Reciclagem e Comercialização de Resíduos Sólidos Eletro Eletrônicos, inscrita sob o CNPJ nº 11.258.736/0001-80, em condições de votar, para comparecerem à ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, que se fará realizar em sua sede social, à Rua Dr. Sergio Meira, nº 268, nesta cidade de São Paulo, no dia 27 de janeiro de 2012; em primeira convocação, às 15 horas, com 2/3 (dois terços) dos seus cooperados; em segunda convocação, às 16 horas, com metade mais um dos seus cooperados, ou em terceira convocação, às 17 horas, com o mínimo de 10 cooperados. Serão deliberados os assuntos para tratarem da seguinte ordem do dia: a. Prestação de contas do exercício de 2011; b. Eleição para cargos em vacância na Diretoria; c. Eleição para o Conselho Fiscal; d. Exclusão de membros inativos; e. Plano de devolução do valor investido pelo Sr. Ricardo Maximo; f. Deliberação sobre o plano de trabalho e investimentos.

FEDERAÇÃO DAS COOPERATIVAS DE TRABALHO DO RAMO TRANSPORTE DO ESTADO DE SÃO PAULO - FECOTRAT Assembleia Geral Extraordinária - Edital de Convocação A Federação das Cooperativas de Trabalho do Ramo Transporte do Estado de São Paulo - Fecotrat, sociedade cooperativa de segundo grau, com sede na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Maria Cândida, nº 442, Vila Guilherme, CEP 02071-000, devidamente inscrita no CNPJ/MF sob o nº 10.807.130/0001-94, neste ato representado por seu Diretor-Presidente, abaixo nomeado, no uso das suas atribuições estatutárias, com fulcro no artigo 17º, parágrafo primeiro, do Estatuto Social, CONVOCA todos os 5 (cinco) delegados devidamente indicados pelas Cooperativas Filiadas, para a participação na Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 31 de janeiro de 2012, na sede da Federação, situada na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Maria Cândida, nº 442, Vila Guilherme, CEP: 02071000, em primeira chamada às 08:00 h (oito horas) e em segunda às 09:00 h (nove horas), a fim de deliberar sobre a seguinte ordem do dia: 1) Encerramento das atividades da Federação; e, 2) O u tros assuntos de interesse social. São Paulo – SP, 10 de janeiro de 2012. Alexsandro Silva Conti - Diretor Presidente.

ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF SELEÇÃO DE FORNECEDORES – MODALIDADE COLETA DE PREÇOS Nº 002/2012 A Associação Saúde da Família – ASF comunica às empresas interessadas que se acha aberta a seleção de fornecedores objetivando a contratação de empresa especializada para a execução de obra de reforma na unidade básica de saúde situada à Av. Parapuã, 1.646 - Brasilândia - São Paulo - SP, através de empreitada global, incluindo o fornecimento de material e mão de obra. Informações e Edital: Sítio: www.saudedafamilia.org e Associação Saúde da Família - Praça Marechal Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Esclarecimentos: endereço eletrônico nmarussi@saudedafamilia.org e achinem@saudedafamilia.org. Entrega de documentos, material e abertura de envelopes dia 23/01/2012, às 9h30. Local da Sessão: Praça Marechal Cordeiro de Farias – 65 – Higienópolis – São Paulo/SP.

ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF SELEÇÃO DE FORNECEDORES – MODALIDADE COLETA DE PREÇOS Nº 003/2012 A Associação Saúde da Família – ASF comunica às empresas interessadas que se acha aberta a seleção de fornecedores objetivando a contratação de empresa para prestação de serviços de instalações elétricas em unidade de saúde localizada à Rua Rui de Moraes Apocalipse, nº 2 – Jardim Tiro ao Pombo – São Paulo – SP, incluindo o fornecimento de insumos materiais, mão de obra e equipamentos. Informações e Edital: Sítio: www.saudedafamilia.org e Associação Saúde da Família – Praça Marechal Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Esclarecimentos: endereço eletrônico nmarussi@saudedafamilia.org e achinem@saudedafamilia.org. Entrega de documentos, material e abertura de envelopes dia 24/01/2012, às 10h00. Local da Sessão: Praça Marechal Cordeiro de Farias – 65 – Higienópolis – São Paulo/SP.

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ARARAQUARA Aviso de Licitação Acha-se aberto, na Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura do Município de Araraquara, Av. Espanha, nº 188 – 6º andar – Centro – Araraquara – CEP: 14.801.130 – Fone/Fax nº 3301 1704, o Edital de Pregão Eletrônico nº 007/2012, que visa o “Registro de Preço para Medicamentos”. A informação dos dados para acesso deve ser feita no site www.licitacoes-e.com.br ou e-mail: licitacaosaude@araraquara.sp.gov.br. Abertura das propostas às 08h30 do dia 25 de janeiro de 2012. Início da sessão de disputa de preços: às 09h30 do dia 25 de janeiro de 2012. Araraquara, 09 de janeiro de 2012. Wagner dos Santos Tedesco - Gerente de Compras e Licitações.

MARINGÁ S.A. CIMENTO E FERRO-LIGA CNPJ/MF nº 61.082.988/0001-70 - NIRE 35.3.0001745-5 Edital de Convocação - Assembléia Geral Extraordinária Ficam os srs. acionistas da Maringá S.A. Cimento e Ferro-Liga devidamente convocados a participarem, em 1ª convocação, da AGE que se realizará no dia 20/01/2012, 14hs, no prédio da sede da Cia., em SP/SP, R. São Bento, nº 329, 12º, Centro, CEP 01011-902, com a seguinte Ordem do Dia:(a) mudança do endereço da sede da Cia.; (b) outros assuntos de interesse da Cia.. São Paulo, 11/01/2012. A Diretoria. (12,13,14/01/2012)

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 11 de janeiro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

Requerente: Promax Produtos Máximos S/A Indústria e Comércio. Requerido: Máster Ollium Auto Mecânica e Comércio Ltda. ME. Rua Berta Melman, 107 – Vila Isa - 2ª Vara de Falências. Requerente: Four Factoring Fomento Mercantil Ltda. Requerido: Real Soluções Automação Comercial e Impressoras Ltda. Rua André Vidal, 318 - Tatuapé - 1ª Vara de Falências.

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Sociedade Anônima de Capital Fechado CNPJ/MF: 14.811.848/0001-05 - NIRE: 35.3.0038001-1 Ata de Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas Realizada em 30 de Dezembro de 2011 1 Data, hora e local: aos 30/12/2011, às 10:00 hs, na sede social da OAS S.A., sociedade por ações de capital fechado com sede na Av. Angélica, n°s 2.330/2.346/2.364, 9º andar, sala 904, Consolação, na cidade de São Paulo/SP, que é seu Foro, registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo, NIRE n° 35.3.0038001-1, por despacho de 31/05/2010, inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica do Ministério da Fazenda (“CNPJ/MF”) n° 14.811.848/0001-05 (“Companhia”). 2 Presença e convocação: presente os acionistas que representam 100% do capital votante da Cia., conforme descritos no item 6 abaixo (“Acionistas”), em razão do que fica dispensada a convocação, nos termos do Art. 124, §4º da Lei n° 6.404, de 15/12/1976, conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”), conforme se verifica pelas assinaturas lançadas no Livro de Presença de Acionistas. 3 Mesa: Sr. Cesar de Araújo Mata Pires (Presidente) e Sr. José Adelmário Pinheiro Filho (Secretário). 4 Ordem do dia: re-ratificação e consolidação das deliberações constantes da ata da Assembleia Geral Extraordinária da Cia. realizada em 29/12/2011, na qual foi aprovada, dentre outros, (i) a realização da 4ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie com garantia real e com garantia adicional fidejussória, em série única, para distribuição privada, no montante total de principal de R$250.000.000,00, na Data de Emissão (conforme abaixo definida) (“Emissão” e “Debêntures”, respectivamente), a qual terá as seguintes características e condições, a serem reguladas no “Instrumento Particular de Escritura da 4ª Emissão de Debêntures Simples, Não Conversíveis em Ações, em Série Única, para Distribuição Privada, da Espécie com Garantia Real e com Garantia Adicional Fidejussória, da OAS S.A.”, a ser celebrado entre a Cia., o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FI-FGTS, a Construtora OAS Ltda. (“Fiadora”), a OAS Investimentos S.A., a Investimentos e Participações em Infraestrutura S.A. - INVEPAR (“INVEPAR”) e o Agente Fiduciário (conforme abaixo definido) representando a comunhão dos titulares das Debêntures (“Escritura de Emissão”, e “Debenturistas”, respectivamente), (ii) a constituição das Garantias Reais da Emissão (conforme abaixo definida) prestadas pela Cia., (iii) autorizar a Diretoria e procuradores da Cia. a praticar todos e quaisquer atos necessários ao fiel cumprimento das deliberações ora tomadas, inclusive para firmar quaisquer instrumentos, contratos e documentos (e seus eventuais aditamentos) necessários à formalização da Emissão, e (iv) autorizar a publicação desta ata na forma prevista na Lei das Sociedades por Ações. 5 Deliberações por unanimidade de votos e sem quaisquer restrições: instalada a Assembleia, foi deliberada e aprovada, sem quaisquer restrições, pelos acionistas detentores de 100% do capital social votante da Cia., a re-ratificação e consolidação das deliberações constantes da ata da Assembleia Geral Extraordinária da Cia. realizada no dia 29/12/2011, que passam a vigorar conforme segue: i. Aprovar a realização da Emissão, a qual terá as seguintes características e condições, a serem reguladas na Escritura de Emissão: (a) Número da Emissão: a Emissão representa a 4ª emissão de debêntures da Companhia; (b) Valor Total da Emissão: o valor total da Emissão, na Data de Emissão (conforme definido abaixo), é de R$ 250.000.000,00; (c) Quantidade de Debêntures: serão emitidas 250 Debêntures; (d) Número de Séries: a Emissão será realizada em série única; (e) Valor Nominal Unitário: o valor nominal unitário das Debêntures é de R$ 1.000.000,00, na Data da Emissão (“Valor Nominal Unitário”); (f) Colocação e Procedimento de Distribuição: as Debêntures serão objeto de colocação e distribuição em caráter privado, sem qualquer esforço de venda perante o público investidor em geral e sem a intermediação de instituições financeiras integrantes do sistema de distribuição; (g) Registro para Custódia Eletrônica: as Debêntures serão registradas para custódia eletrônica e liquidação financeira de eventos na CETIP S.A. - Mercados Organizados (“CETIP”), por meio do SND - Módulo Nacional de Debêntures (“SND”), administrado e operacionalizado pela CETIP; (h) Banco Mandatário e Agente Escriturador: o banco mandatário e agente escriturador das Debêntures será o Banco Bradesco S.A., instituição financeira, com sede na Cidade de Osasco/SP, na Vila Yara, s/nº, Cidade de Deus, Prédio Amarelo, 2º Andar, CNPJ/MF nº 60.746.948/0001-12 (“Banco Mandatário” e “Agente Escriturador”); (i) Data de Emissão: para todos os efeitos legais, a data de emissão das Debêntures será dia 13/01/2012 (“Data de Emissão”); (j) Forma: as Debêntures serão emitidas sob a forma escritural, sem emissão de cautelas ou certificados; (k) Comprovação de Titularidade: para todos os fins de direito, a titularidade das Debêntures será comprovada pelo extrato dos registros realizados pelo Agente Escriturador. Adicionalmente, será reconhecido como comprovante de titularidade das Debêntures o extrato expedido pela CETIP em nome do Debenturista, caso as Debêntures venham a estar custodiadas eletronicamente no SND; (l) Espécie: as Debêntures serão da espécie com garantia real, e contarão com garantia adicional fidejussória, nos termos da alínea (m), subitem (iv) abaixo; (m) Garantias: o valor total da dívida da Cia. representada pelas Debêntures, acrescido da Remuneração (conforme definido abaixo) e dos encargos moratórios aplicáveis, bem como das demais obrigações pecuniárias a serem previstas na Escritura de Emissão, inclusive, mas não limitado, àquelas devidas ao Agente Fiduciário, contarão com as seguintes garantias: (i) penhor em segundo grau, em favor dos Debenturistas representados pelo Agente Fiduciário, de 8.531.973 ações ordinárias e de 17.063.946 ações preferenciais, todas de emissão da INVEPAR, detidas pela OAS Investimentos S.A., nos termos do “Contrato de Penhor de Ações de Emissão da Investimentos e Participações em Infra-Estrutura S.A. - INVEPAR e Outras Avenças” a ser celebrado entre INVEPAR, OAS Investimentos S.A. (“Prestadora da Garantia Real”), a Cia. e o Agente Fiduciário (“Contrato de Penhor de Ações”); (ii) cessão fiduciária, em favor dos Debenturistas representados pelo Agente Fiduciário, de recursos depositados e/ou mantidos pela Cia. na conta corrente na qual serão depositados os recursos decorrentes da Emissão (“Conta de Liquidação”) e dos investimentos realizados a partir dos recursos depositados na Conta de Liquidação, nos termos do “Instrumento Particular de Contrato de Cessão Fiduciária de Direitos Creditórios Conta de Liquidação, Cessão Fiduciária de Ativos Financeiros e Outras Avenças” a ser celebrado entre a Cia. e o Agente Fiduciário (“Contrato de Cessão Fiduciária Conta de Liquidação”); (iii) cessão fiduciária de direitos creditórios de titularidade da Cia. decorrentes da prestação de serviços objeto do “Contrato de Execução de Obras Civis no Sistema Rodoviário Raposo Tavares” celebrado em 05/03/2009 entre a Cia. e a CART - Concessionária Auto Raposo Tavares S.A. (“CART” e “Contrato de Prestação de Serviços”, respectivamente) e cessão fiduciária dos recursos depositados e/ou mantidos pela Cia. na conta corrente na qual serão depositados os valores referente aos direitos creditórios referidos decorrentes do Contrato de Prestação de Serviços (“Conta Pagamento”) e dos investimentos realizados a partir do depósito dos referidos recursos na Conta Pagamento, nos termos do “Instrumento Particular de Contrato de Cessão Fiduciária de Direitos Creditórios - Prestação de Serviços, Cessão Fiduciária de Ativos Financeiros e Outras Avenças”, a ser celebrado entre a Cia. e o Agente Fiduciário (“Contrato de Cessão Fiduciária Prestação de Serviços” e em conjunto com o Contrato de Cessão Fiduciária Conta de Liquidação e Contrato de Penhor de Ações “Contratos de Garantia”) (as garantias reais referidas nos subitens (ii) e (iii) acima, quando referidas em conjunto, as “Garantias Reais da Emissão”); e (iv) fiança prestada pela Fiadora, na qualidade de principal pagadora, pelo fiel e exato cumprimento de todas as obrigações de pagamento a serem previstas na Escritura de Emissão (“Fiança” e, em conjunto com as Garantias Reais da Emissão, “Garantias”); (n) Preço de Subscrição e Integralização: o preço de subscrição e integralização das Debêntures será o seu Valor Nominal Unitário (conforme abaixo definido), sem incidência de qualquer valor adicional. As Debêntures deverão ser subscritas e integralizadas em até 15 dias, contados a partir da Data de Emissão; (o) Forma de Subscrição e Integralização: as Debêntures serão integralizadas à vista, na data da subscrição, em moeda corrente nacional, fora do âmbito CETIP; (p) Condições de Negociação das Debêntures: os Debenturistas poderão livremente transferir, ceder, alienar, sob qualquer forma, as Debêntures, de forma privada, não sendo permitido o registro em mercado de balcão organizado e não organizado para negociação secundária das Debêntures; (q) Data de Vencimento: ressalvadas as hipóteses de resgate antecipado e vencimento antecipado das Debêntures previstas nos itens (t) e (u) e (y) abaixo, respectivamente, e a serem previstas na Escritura de Emissão, o vencimento das Debêntures ocorrerá em 13/01/2027 (“Data de Vencimento”); (r) Amortização das Debêntures: o Valor Nominal Unitário Atualizado (abaixo definido) será amortizado anualmente, a partir de 2015, à razão e nas datas a serem indicadas na Escritura de Emissão, sendo o primeiro pagamento devido em 13/01/2015 e o último na Data de Vencimento; (s) Amortização Obrigatória: caso (a) em qualquer data de verificação, pelo Agente Fiduciário, do atendimento pela Cia. dos índices financeiros a serem indicados na Escritura de Emissão, se verifique que um ou mais dos referidos índices financeiros encontra-se dentro dos intervalos a serem definidos na Escritura de Emissão, e cumulativamente (b) a Cia. declare ou tenha declarado dividendos, anuncie ou tenha anunciado o pagamento, pague ou tenha pago juros sobre o capital próprio ou outra forma de distribuição aos seus acionistas no respectivo período anual em que foram apurados os referidos índices em valor superior ao valor dos dividendos, juros sobre capital próprio ou outra forma distribuição recebida pela Cia. de suas controladas, excetuada a Prestadora da Garantia Real, no mesmo período anual (“Valor Excedente”), então a Cia. deverá amortizar as Debêntures em circulação, utilizando-se da quantia equivalente ao Valor Excedente, desde que assim determinado pelos Debenturistas reunidos em assembleia geral, observado o disposto na Escritura de Emissão. As amortizações obrigatórios a serem realizadas nos termos deste item não estão sujeitas à incidência de Prêmio (conforme abaixo definido) ou qualquer outro acréscimo. Independentemente de seu valor, o montante da amortização obrigatória contemplará, ainda que realizado pro rata, todas as Debêntures em circulação; (t) Resgate Antecipado e Amortização Facultativos: a Cia., a seu exclusivo critério, poderá, a partir de 1º de janeiro de 2015 e desde que tenha comprovado o uso da totalidade dos recursos decorrentes da Emissão, observados os termos e condições a serem estabelecidos na Escritura de Emissão, realizar o resgate antecipado total das Debêntures ou a amortização das Debêntures (“Resgate Antecipado” e “Amortização Facultativa”). O Resgate Antecipado ou a Amortização Facultativa serão feitos por meio do pagamento do (i) saldo do Valor Nominal Unitário Atualizado ou saldo devedor do Valor Nominal Unitário Atualizado, conforme o caso, na hipótese de Resgate Antecipado, ou (ii) do efetivo Valor Nominal Unitário Atualizado a ser amortizado pela Cia., no caso de Amortização Facultativa, em ambos os casos acrescido da Remuneração, calculados pro rata temporis desde a Data de Emissão ou da última data de pagamento da Remuneração, conforme aplicável, até a data do Resgate Antecipado ou da Amortização Facultativa, conforme o caso; e de prêmio de 2% incidente sobre o saldo do Valor Nominal Unitário Atualizado objeto do Resgate Antecipado ou da Amortização Facultativa, conforme o caso (“Prêmio”). As Debêntures resgatadas serão obrigatoriamente canceladas. A Cia. não poderá realizar resgates antecipados parciais das Debêntures. Independentemente de seu valor, o Resgate Antecipado e/ou a Amortização Facultativa contemplarão todas as Debêntures em circulação; (u) Resgate Antecipado Obrigatório: caso haja alteração da classificação de risco da Emissão pela Fitch Ratings Brasil Ltda. (“Agência de Rating”) que resulte em nota inferior a BBB- na escala local da Fitch Ratings Brasil Ltda., ou equivalente de qualquer outra agência de classificação de risco definida em assembleia geral de Debenturistas, então a Cia. deverá, em até 10 dias contados da referida alteração da classificação de risco da Emissão, resgatar a totalidade das Debêntures em circulação. O resgate antecipado obrigatório de que trata este item não está sujeito à incidência do Prêmio ou de qualquer outra espécie de acréscimo. As Debêntures resgatadas serão obrigatoriamente canceladas pela Companhia; (v) Atualização Monetária, Remuneração e Pagamento da Remuneração: o Valor Nominal Unitário será atualizado monetariamente, a partir da Data de Emissão até o final do período de atualização correspondente, pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA, apurado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (“Atualização” e “Valor Nominal Unitário Atualizado”), sendo o produto da Atualização automaticamente incorporado ao Valor Nominal Unitário ao final do período de atualização correspondente, de acordo com a fórmula a ser descrita na Escritura de Emissão. As Debêntures renderão juros remuneratórios pré-fixados à taxa de 7,8% ao ano, incidentes sobre o saldo do Valor Nominal Unitário ou saldo do Valor Nominal Unitário Atualizado, conforme o caso, calculados cumulativa e exponencialmente, por dias corridos, com base em um ano de 360 dias corridos, desde a Data de Emissão até o final de cada período de capitalização, ou, se for o caso, na data da liquidação antecipada resultante de um evento de vencimento antecipado das Debêntures, nos termos da alínea (y) abaixo, ou na data em que ocorrer o resgate antecipado das Debêntures, nos termos das alíneas (t) e (u) acima, de acordo com a fórmula a ser descrita na Escritura de Emissão (“Remuneração”). A Remuneração será paga a cada período de 12 meses contados da Data de Emissão, nas datas a serem indicadas na Escritura de Emissão, sendo o primeiro pagamento da Remuneração devido em 13/01/2013, e os pagamentos das demais parcelas devidos anualmente no mesmo dia dos anos subsequentes e a última parcela paga na Data de Vencimento, observadas as datas a serem descritas na Escritura de Emissão, sem prejuízo dos pagamentos em decorrência do resgate antecipado e vencimento antecipado, conforme previstos nas alíneas (t) e (u) acima e (y) abaixo, respectivamente; (w) Conversibilidade: as Debêntures serão simples, não conversíveis em ações de emissão da Cia.; (x) Repactuação: as Debêntures não serão objeto de repactuação; (y) Vencimento Antecipado: o Agente Fiduciário deverá declarar antecipadamente vencidas todas as obrigações objeto da Escritura e exigir o imediato pagamento, pela Cia., do saldo devedor do Valor Nominal Unitário Atualizado das Debêntures em circulação, acrescido da Remuneração, calculada pro rata temporis, desde a Data de Emissão ou a data de pagamento de Remuneração imediatamente anterior, conforme o caso, até a data do efetivo pagamento, sem prejuízo dos encargos moratórios devidos, quando for o caso, na ocorrência de alguma das hipóteses a seguir descritas: a. em relação à Cia., à Fiadora, à Prestadora de Garantia Real ou à INVEPAR, apresentação de pedido de recuperação judicial ou extrajudicial ou autofalência, decretação de falência, liquidação, dissolução ou extinção, não elidido no prazo de 30 dias úteis, ou quaisquer procedimentos análogos que venham a ser criados por lei, requeridos por qualquer uma dessas empresas ou decretados contra qualquer delas; b. não pagamento, pela Cia., nas respectivas datas de vencimento, do Valor Nominal Unitário Atualizado de cada uma das Debêntures, da Remuneração ou de quaisquer outras obrigações pecuniárias a serem previstas na Escritura de Emissão ou nos Contratos de Garantia, não sanado no prazo de até 3 dias úteis contados da data prevista para o seu pagamento; c. descumprimento, pela Cia., de quaisquer obrigações não pecuniárias a serem previstas na Escritura de Emissão, não sanada no prazo de até 10 dias úteis contados da data prevista para seu cumprimento original; d. utilização dos recursos obtidos por meio da Emissão para destinação diversa daquela prevista no plano de Investimentos a ser descrito na Escritura de Emissão ou de forma intempestiva em relação ao prazo de investimento a ser descrito na Escritura de Emissão; e. transformação da Cia. em sociedade limitada, nos termos dos artigos 220 a 222 da Lei das Sociedades por Ações; f. aprovação de qualquer operação de fusão, incorporação ou cisão envolvendo a Cia., a Fiadora, a Prestadora da Garantia Real ou a INVEPAR, sem a prévia e expressa aprovação dos Debenturistas, salvo se a operação envolver exclusivamente empresas do mesmo grupo econômico da Companhia; g. protesto legítimo de títulos contra a Cia. ou contra a Fiadora, ainda que na condição de garantidora de terceiros, cujo valor unitário ou agregado seja de, no mínimo, R$ 20.000.000,00, salvo se ficar comprovado que (a) o protesto foi efetuado por erro ou má-fé de terceiros; (b) o protesto foi cancelado ou sustado; ou (c) teve sua exigibilidade suspensa por sentença judicial; h. inclusão da Cia. ou da Fiadora em qualquer cadastro de proteção ao crédito, que não seja sanada ou declarada ilegítima no prazo de até 30 dias, cujo valor, individual ou em conjunto, do fato que resultou em sua inclusão em referido cadastro de proteção ao crédito, seja superior a R$20.000.000,00; i. inadimplemento ou vencimento antecipado de quaisquer dívidas e obrigações pecuniárias da Cia. ou da Fiadora, em valor agregado superior a R$ 20.000.000,00, sem a devida contestação ou comprovação de cumprimento da obrigação considerada inadimplida; j. uma ou mais sentenças arbitrais definitivas ou judiciais transitadas em julgado em face da Cia. ou da Fiadora, que resulte(m) ou possa(m) resultar, em conjunto ou isoladamente, em obrigação de pagamento para a respectiva empresa de valor unitário ou agregado superior a R$ 20.000.000,00 para as quais a respectiva empresa não tenha feito provisão para pagamento, conforme publicado em suas demonstrações de resultado mais recentes; k. alienação, oneração ou contratação de obrigação que, de qualquer forma, implique ou possa implicar que os respectivos atuais controladores diretos ou indiretos da Cia. deixem de deter, direta ou indiretamente, pelo menos 50% mais uma ação com direito a voto do capital da Cia., da Fiadora ou da Prestadora da Garantia Real, exceto se (i) o adquirente de pelo menos 50% mais uma ação com direito a voto do capital for empresa pertencente ao mesmo grupo econômico da Cia., e (ii) eventual novo bloco de controle seja resultante de sucessão familiar de quaisquer dos atuais acionistas controladores da Cia., desde que seja formado por cônjuges e/ou parentes até segundo grau dos atuais acionistas controladores da Cia.; l. a Escritura de Emissão ou quaisquer dos Contratos de Garantia seja repudiado, total ou parcialmente, por qualquer parte, ou a legalidade ou exequibilidade de qualquer de suas disposições relevantes seja questionada judicialmente por qualquer pessoa, e tal repúdio ou questionamento judicial não tenha seus efeitos suspensos no prazo de 20 dias, contados da data em que tal repúdio ou declaração judicial de nulidade ou inexequibilidade se tornar eficaz; m. cancelamento, rescisão ou declaração judicial de invalidade ou ineficácia total ou parcial de quaisquer aspectos da Escritura de Emissão ou de quaisquer dos Contratos de Garantia, exceto se comprovado pela Cia. que (a) houve erro ou má-fé de terceiros; (b) for revertido em 5 dias úteis; ou (c) tiver sua exigibilidade suspensa por sentença judicial; n. provarem-se falsas ou revelarem-se incorretas ou enganosas, em qualquer aspecto relevante, quaisquer das declarações ou garantias prestadas pela Cia., pela Fiadora ou pela Prestadora da Garantia Real na Escritura de Emissão; o. a Cia. deixar de ter suas demonstrações financeiras auditadas por auditor independente registrado na CVM; p. utilização, pela Cia., de notas fiscais ou faturas comprobatórias dos investimentos objeto do plano de investimentos a ser descrito na Escritura de Emissão, que foram objeto de outra fonte de financiamento, ocorrendo a duplicação do lastro do financiamento, a ser verificada por meio do parecer da auditoria dos investimentos; q. não renovação, cancelamento, revogação ou suspensão das autorizações e licenças, inclusive as ambientais, relevantes para o regular exercício das atividades desenvolvidas pela Cia. ou pela Fiadora, exceto se, dentro do prazo de 20 dias a contar da data de tal não renovação, cancelamento, revogação ou suspensão, a empresa em questão comprove a existência de provimento de autoridade competente autorizando a regular continuidade das atividades de tal empresa até a renovação ou obtenção da referida licença ou autorização; r. perda, caducidade, cassação definitiva, encampação ou extinção da concessão de serviço público detida pela Cia. ou suas afiliadas que resulte em um efeito materialmente adverso na capacidade de pagamento da Cia. e/ou Fiadora; ou s. observado o quanto disposto na Escritura de Emissão, ocorrência de evento de inadimplemento pela Cia., pela Fiadora ou por qualquer Controlada Relevante, em valor superior a R$30.000.000,00 em contratos financeiros vigentes de que sejam parte, ainda que a Cia., a Fiadora ou a Controlada Relevante, conforme o caso, tenha obtido qualquer forma de perdão (waiver) do credor da obrigação inadimplida; t. descumprimento, pela Cia., de quaisquer disposições relevantes dos contratos celebrados com a Agência de Rating e com o Agente Fiduciário; u. suspensão de quaisquer disposições da Escritura de Emissão ou de quaisquer dos Contratos de Garantia, desde que não sanada em 30 dias úteis contados da suspensão; v. prática de quaisquer atos em desacordo com o Estatuto Social ou Contrato Social, conforme aplicável, da Cia. ou da Fiadora, ou com a Escritura de Emissão que possam comprometer, a critério dos Debenturistas, o pontual e integral cumprimento das respectivas obrigações assumidas na Escritura de Emissão; w. autuação pelos órgãos governamentais de caráter fiscal, ambiental, ou de defesa da concorrência, entre outros, que possa afetar significativamente, a critério dos Debenturistas, a capacidade operacional, legal ou financeira da Cia. ou da Fiadora; x. transferência, ou qualquer forma de cessão ou promessa de cessão a terceiros, pela Cia. ou pela Fiadora, das obrigações assumidas na Escritura de Emissão, sem a prévia anuência dos Debenturistas reunidos em assembleia geral de Debenturistas especialmente convocada para este fim; y. alteração do objeto social da Cia. transcrito no item 3.1 acima que acarrete, efetiva ou potencialmente, a critério dos Debenturistas, redução da capacidade de pagamento da Companhia; z. realização de redução de capital social, resgate ou amortização de ações da Cia. ou da Fiadora, ou, ainda, reembolso de ações de acionistas da Cia. ou da Fiadora, nos termos do art. 45 da Lei das Sociedades por Ações, que representem mais de 10% do patrimônio líquido (conforme a última demonstração financeira auditada da Cia. ou da Fiadora disponível na ocorrência evento, conforme aplicável), exceto para absorção de prejuízos contábeis constantes das demonstrações financeiras da Cia. ou da Fiadora e/ou em razão de alterações nas práticas contábeis brasileiras; aa. não recebimento, pelo Agente Fiduciário, do relatório da auditoria dos investimentos no prazo da auditoria a ser descrito na Escritura de Emissão ou recebimento de parecer relativo à auditoria dos investimentos no qual conste impossibilidade de expressar opinião; bb. obtenção de parecer adverso ou com ressalvas do resultado da Auditoria dos Investimentos, desde que relativas à efetiva comprovação da utilização dos recursos da Emissão nos projetos constantes do plano de investimentos a ser descrito na Escritura de Emissão; cc. não entrega dos relatórios de uso dos recursos em forma, conteúdo e nas datas a serem estabelecidas na Escritura de Emissão; dd. não adequação do relatório de uso dos recursos, após período de 30 dias contado a partir de notificação, a critério dos Debenturistas reunidos em assembleia geral de Debenturistas, para substituição dos itens inadequados; ee. descumprimento da obrigação de manutenção dos índices financeiros a serem previstos na Escritura de Emissão; e ff. descumprimento da obrigação prevista na alínea “c” do item 2.2 do Contrato de Penhor de Ações, na forma e prazos lá previstos. A ocorrência de quaisquer das hipóteses previstas nas alíneas de (a) a (s) acima, acarretará o vencimento antecipado automático das Debêntures, independentemente do envio de comunicação à Cia. neste sentido. Na ocorrência dos demais eventos, os Debenturistas poderão optar, mediante decisão tomada em assembleia geral de Debenturistas, por não declarar o vencimento antecipado das Debêntures, observados os procedimentos a serem definidos na Escritura de Emissão. (z) Aquisição Facultativa: a Cia. poderá, a qualquer tempo, adquirir Debêntures em circulação, observado o disposto no § 3º do art. 55 da Lei das Sociedades por Ações, mediante prévia e expressa anuência, por escrito, dos respectivos Debenturistas. As Debêntures adquiridas pela Cia. poderão ser canceladas, permanecer na tesouraria da Cia., ou ser novamente colocadas no mercado. As Debêntures adquiridas pela Cia. para permanência em tesouraria nos termos desta cláusula, se e quando recolocadas no mercado, farão jus à mesma Remuneração das demais Debêntures em circulação; (aa) Destinação dos Recursos da Emissão: Os recursos desta Emissão serão depositados na Conta de Liquidação e deverão ser utilizados para investimento em projetos de construção, reforma, ampliação ou implantação de empreendimentos de infraestrutura em rodovias, portos, hidrovias, ferrovias, energia ou saneamento, por meio da Cia. ou por suas afiliadas, observados todos os demais termos e condições relativos à utilização dos recursos a serem descritos na Escritura de Emissão; e (bb) Agente Fiduciário: A Cia. constituiu e nomeou a BRL Trust Distribuidora de Valores e Títulos Mobiliários S.A., instituição financeira, com sede na Cidade de São Paulo/SP, na R. Iguatemi, n° 151, 19º andar (parte), CNPJ/MF nº 13.486.793/001-42 como agente fiduciário representando a comunhão dos titulares das Debêntures (“Agente Fiduciário”). ii. Aprovar a constituição das Garantias Reais da Emissão prestadas pela Cia., por meio (i) da cessão fiduciária, em favor dos Debenturistas representados pelo Agente Fiduciário, de recursos depositados e/ou mantidos pela Cia. na Conta de Liquidação e de investimentos realizados a partir dos recursos depositados na Conta de Liquidação, nos termos do Contrato de Cessão Fiduciária Conta de Liquidação; e (ii) da cessão fiduciária de direitos creditórios de titularidade da Cia. decorrentes da prestação de serviços objeto do Contrato de Prestação de Serviços, cessão fiduciária, em favor dos Debenturistas representados pelo Agente Fiduciário, de recursos depositados e/ou mantidos pela Cia. na Conta Pagamento e dos investimentos realizados a partir dos recursos depositados na Conta Pagamento, nos termos do Contrato de Cessão Fiduciária Prestação de Serviços; iii. Autorizar a Diretoria e os procuradores da Cia. a discutir, negociar e definir todos os demais termos da Escritura de Emissão, dos Contratos de Garantias e demais documentos relacionados à Emissão; (ii) firmar a Escritura de Emissão, os Contratos de Garantia, e quaisquer outros documentos relacionados à Emissão, incluindo eventuais aditamentos a esses documentos; (iii) praticar todos os atos necessários à realização, formalização e aperfeiçoamento da Emissão e das Garantias, especialmente, mas não se limitando, no que se refere à contratação do Agente Fiduciário, da(s) agência(s) de classificação de risco, do Banco Mandatário, do Agente Escriturador, dos assessores legais, bem como de quaisquer outros prestadores de serviços relacionados à Emissão podendo, para tanto, negociar e assinar os respectivos contratos; e (iv) a tomar todas as providências e praticar os atos necessários à implementação das deliberações ora tomadas; e iv. Autorizar a publicação desta ata na forma prevista no §2º do art. 130 da Lei das Sociedades por Ações. 6 Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a sessão foi suspensa para lavratura da presente ata, que foi lida, aprovada e assinada por todos, dela se tirando cópias autênticas para os fins legais. Cesar de Araújo Mata Pires (Presidente); José Adelmário Pinheiro Filho (Secretário); Acionistas Presentes: CMP Participações Ltda., p/Cesar de Araújo Mata Pires; e LP Participações e Engenharia Ltda., p/José Adelmário Pinheiro Filho. A presente ata, redigida sob a forma de sumário, nos termos do art. 130, § 1º, da Lei das Sociedades por Ações, é cópia fiel daquela constante do livro de atas de Assembleias Gerais da Cia., ficando autorizado pela unanimidade de acionistas seu registro e publicação. São Paulo, 30 de dezembro de 2011. Mesa: Cesar de Araújo Mata Pires - Presidente; José Adelmário Pinheiro Filho - Secretário; Acionistas presentes: CMP PARTICIPAÇÕES LTDA.: Cesar de Araújo Mata Pires; LP PARTICIPAÇÕES E ENGENHARIA LTDA.: José Adelmário Pinheiro Filho. JUCESP nº 25.779/12-6 em 09/01/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

São Eutiquiano Participações S.A.

O Jornal do Empreendedor

CNPJ nº 12.125.536/0001-12 – NIRE nº 35.300.417.577 Assembléia Geral Extraordinária Edital de Convocação Ficam os Srs acionistas da Cia. devidamente convocados a participarem, em primeira convocação, da AGE que se realizará dia 20/01/12, 10hs, na sede da Cia., localizada em SP/SP, na Av. Paulista, 1842, Torre Norte, 12º, cj 125, s/ 39, Cerqueira César, com a seguinte Ordem do Dia: (a) mudança do endereço da sede da Cia.; (b) outros assuntos de interesse da Companhia. São Paulo, 11/01/2012 - A Diretoria 12,13,14/01/2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e Nasce maior empresa privada de energia do Brasil conomia

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Pessoalmente acredito muito na energia solar. Vejo uma crise surgindo no megawatt instalado na eólica. Eike Batista, do grupo EBX Sergio Moraes/Reuters

A MPX Energia e alemã E.ON dividirão investimentos em projetos de usinas termelétricas na América do Sul, objetivo é atingir geração total de 20 GW.

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pós alguns dias de especulações no mercado, o empresário Eike Batista oficializou ontem a entrada da gigante alemã E.ON no capital de sua empresa de energia, a MPX, em operação intrincada. O empresário vai repassar os valiosos ativos de carvão da empresa na Colômbia para uma nova companhia, retirando-os do negócio, e depois venderá 10% da MPX para a E.ON por R$ 850 milhões. Por fim, criará uma joint venture com o grupo de participação igualitária. A MPX vai manter 50% da sua carteira de empreendimentos térmicos não contratados e repassará a outra metade à joint venture. No total, esses projetos tem capacidade para gerar 10,35 gigawatts (GW) de energia. A joint venture ficará com projetos de energia reno-

Eike Batista confirmou presença da MPX no leilão de energia nova A-3, em março, mas não detalhou projetos.

vável e as atividades de suprimento e comercialização da MPX. Em teleconferência, Eike confirmou ter negociado com outros grupos, mas viu o melhor potencial na E.ON. "Falamos com todos, mas no final casamos com a noiva certa", disse. Já o presidente da E.ON, Johannes Teyssen, negou que a MPX fosse sua segunda opção após a tentativa frustrada de compra de 22% da EDP, em dezembro. As negociações com Eike são anteriores e duraram meses "Esse era o nosso plano A", afirmou. A joint venture deve participar do próximo leilão A-3, em que entram projetos que devem começar

a gerar energia três anos após a realização da concorrência, prevista para março. Financiamento – Um dos principais interesses da MPX na aproximação com a E.ON é a facilidade no acesso a capital. "A MPX passa a ter acesso farto e barato a financiamento e potencial de caixa praticamente inesgotável para expansão de capacidade instalada, que pode até dobrar em 2012", disse o analista de energia da Ativa, Ricardo Corrêa. Para concretizar a cisão dos ativos de carvão, Eike depende da aprovação da conversão de debêntures da MPX em ações ordinárias, por parte dos detentores desses pa-

péis. A partir daí, os ativos vão para a CCX, empresa listada de forma independente no Novo Mercado da BM&FBovespa. Parte da produção colombiana, com carvão de alta qualidade, será remetida para a América do Sul. A operação começa em 2013, com 5 milhões de toneladas por ano, podendo chegar a 35 milhões de toneladas. Além do carvão, ficaram de fora do negócio com a E.ON os empreendimentos de geração de 3 GW da MPX já contratados. Apesar de o acordo ser avaliado como positivo, as ações fecharam em queda de 5,9%, com acionistas realizando lucro ou minoritários se

Bancos: tarifas estão entre as menores.

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Fernando Donasci/Folhapress

s taxas dos bancos brasileiros estão entre as menores do mundo, aponta estudo da consultoria Accenture que avaliou os preços dos pacotes de serviços bancários em 15 países. Nesta análise, dos sete maiores bancos brasileiros, o valor médio mensal

praticado oscilou entre o preço máximo de R$ 59,60 e de R$ 27,70, como mínimo. Entre os países pesquisados, tal custo só é menor na Índia, México e França. Já os países com preços médios de tarifas mais altos foram Singapura (de R$ 141,60 a R$ 214,10 mensais), Alemanha (entre R$ 104,90 e R$ 147,40 mensais) e Rússia (entre R$ 84,8 e R$ 158,50 por mês). O estudo divulgado também levou em consideração a cobrança do pacote básico de serviços de cada País. No Brasil, este conjunto reúne operações (saque, quatro extratos por mês, dois extratos do mês anterior e quatro transferências de recursos entre a mesma instituição como definido pelo Banco Central) a custos entre R$ 11 e R$ 16. Em relação às tarifas cobradas pelo fornecimento de talões de cheques, a pesquisa aponta que clientes brasileiros não pagam até a décima folha de cheque utilizada. A partir da 11ª folha, entre-

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Inflação atingiu 5,02% em 2011 nos supermercados

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tanto, instituições cobram, em média, R$ 1,50 por unidade. De acordo com o estudo, a Turquia é o país que mais cobra por talão adicional – em média, R$ R$ 28; o México tem o custo mais baixo entre as nações pesquisadas (R$ 0,83). Sobre a fidelidade dos clientes aos bancos, a pesquisa constatou que alguns não são

Serviços bancários ficaram mais caros alanço da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgado ontem mostra que das 29 tarifas mais utilizadas pelos consumidores de serviços bancários dez aumentaram em 2011, duas caíram e 17 ficaram inalteradas. Os dados são do Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros (Star), que faz uma média das tarifas cobradas por 14 bancos. De acordo com a Febraban, apenas a tarifa relativa a fornecimento presencial do extrato mensal de conta-corrente e poupança apresentou aumento (de 7,19%) acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011, que foi de 6,5%. "Mas os valores foram reajustados por três grandes bancos após permanecerem estáveis em 2008, 2009 e 2010", afirmou a Federação em nota. Tiveram reajuste abaixo do IPCA a taxa de exclusão de emitentes de cheque sem fundos (4,83%); saque presencial de dinheiro de conta-corrente e poupança (0,7%); saque em caixa eletrônico (3,49%); fornecimento de extrato de conta-corrente e poupança no autoatendimento ou outros meios eletrônicos (4,74%); fornecimento presencial do extrato de conta-corrente e poupança por um determinado período

desfazendo de papéis diante de uma diluição prevista. O analista Rafael Andreata, da Planner, disse que a E.ON pagará um prêmio para entrar na MPX, já que avaliou a brasileira em R$ 7,5 bilhões, sem incluir a operação colombiana. O valor de mercado da MPX é de R$ 6,3 bilhões. Os executivos não detalharam os planos de investimentos da joint venture, que prevê alcançar 20 mil megawatts de energia, sendo 11 mil já licenciados. Mas informaram que, em geral, gasta-se R$ 1 bilhão para cada 1 GW de energia térmica a gás, e R$ 2 bilhões em térmicas a carvão. (AE)

(6,08%); fornecimento do extrato para determinado período em caixa eletrônico ou internet (3,07%); fornecimento de microfilme ou microficha de cheques (1,98%); ordem de pagamento (0,9%) e, no caso de operações de crédito e arrendamento mercantil, a tarifa de concessão de adiantamento a depositante (1,94%). As quedas ocorreram nas tarifas de transferência de contas dentro da mesma instituição financeira (14,53%) e transferência pelo caixa eletrônico ou meios eletrônicos (12,16%). Ficaram estáveis em 2011 as tarifas de confecção de cadastro para novo cliente; fornecimento de segunda via de cartão com função de débito e poupança; contra ordem e sustação de cheque; folhas de cheque; cheque administrativo; cheque visado; saque de conta-corrente ou poupança via correspondente não bancário; depósito identificado; consulta de extrato mensal de conta-corrente ou poupança para um período específico via correspondente não bancário; fornecimento do extrato mensal de contacorrente e poupança via correspondente não bancário; transferência de valores (DOC/TED) e transferência agendada feita pessoalmente, pelo caixa eletrônico e internet. (AE)

muito leais às instituições financeiras. Entre 36% e 43% dos correntistas mudaram de banco no último ano. Além disso, 7% declararam a intenção de mudar em breve. Cartão de crédito – A taxa média de anuidade dos cartões de crédito nacionais cobrada no Brasil é de R$ 51,85, de acordo com o estudo da Accenture. Segundo o levantamento, a taxa está na média entre os países pesquisados. A mais cara foi verificada na Argentina, onde os clientes pagam R$ 83,03 por ano para utilizarem o cartão de crédito. Na Alemanha, a anuidade custa em média R$ 69,70. Já nos Estados Unidos e na Inglaterra, a anuidade dos cartões de crédito é gratuita. (veja quadro). Os dados fazem parte da 1ª edição do "Estudo Global de Custo, Qualidade e Satisfação de Serviços Bancários". Para a elaboração do estudo, foram consultados os principais bancos de varejo de 15 Países (Argentina, México, EUA, França, Inglaterra, Alemanha, África do Sul, Índia, Rússia, Turquia, Japão, Hong Kong, Cingapura e Austrália, além do Brasil). Classe C – O estudo da Accenture destaca ainda o papel da classe C emergente no cenário bancário nacional. O estudo mostra que quase 50% dos consumidores pertencentes a esta classe possuem contas bancárias e que 53% têm cartão de crédito de um grande banco, suportado também por uma grande bandeira. "Independente das classes sociais, o correntista brasileiro é cada vez mais exigente e atento ao que o mercado oferece", diz a consultoria. (Agências)

Fidelidade: pesquisa constatou que entre 36% e 43% dos correntistas mudaram de banco no último ano e 7% têm intenção de mudar em breve.

Índice de Preços dos Supermercados (IPS) apresentou elevação de 1,34% em dezembro ante novembro e 5,02% em 2011, segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas). Em novembro, a variação foi de 0,36%. Segundo a Apas, o aumento já era esperado, por conta da alta de demanda provocada pelas festas de fim de ano. Em dezembro de 2010 o IPS havia apresentado alta de 0,77%. A evolução dos preços ao longo de 2011 nos supermercados apresentou desaceleração quando comparado a 2010. Para 2012 a tendência é manter o mesmo ritmo principalmente no que diz respeito às bebidas. Já alimentos devem apresentar desaceleração. "Mesmo diante da elevação de 5% nos últimos 12 meses, o indicador aponta evolução favorável em relação a 2010; quando comparado com os demais indicadores de preços da economia, se mantém como destaque positivo", diz, em nota, o diretor do departamento de Economia da Apas, Martinho Paiva Moreira. Em 2011, as categorias que mais influenciaram a elevação dos preços nos supermercados foram as bebidas alcoólicas (11,81%), as bebidas nãoalcoólicas (9,45%) e os produtos industrializados (6,39%). Os preços dos semielaborados (carnes, cereais e leite) apontaram elevação de 2,43% em dezembro em decorrência, principalmente, do aumento de preços de carnes bovinas (3,92%), cereais (3,91%) e carne suína (3,54%). No acumulado de 2011 a elevação nos preços é de 0,39%. Os cereais subiram 3,91% em dezembro em relação a novembro. A alta está relacionada a estiagem na região sul do País, que prejudica o cultivo de milho e arroz, principalmente, ocasionando pressão sobre os preços. Os preços dos alimentos industrializados apresentaram elevação de 1,02% em dezembro. Os maiores impactos da categoria foram em derivados de leite (1,07%) e panificados (1,16%) e derivados de carnes (1,11%). Ao longo de 2011 houve aumento de 6,39% nos preços dos produtos industrializados. Os preços dos produtos hortifrutigranjeiros (in natura) apresentaram aumento de 1,06% em dezembro, com destaque para elevação nos preços de verduras (2,42%), tubérculos (1,58%) e frutas (1,07%). Em 2011 a alta foi de 2,93%. Os preços dos produtos de limpeza subiram 1,15%, impactados pela elevação no preço do sabão em barra (2,15%), do sabão em pó (0,91%) e detergente (1,33%). No ano o aumento foi de 8,47%. Os artigos de higiene e beleza apontaram alta de 0,99% impactados pela elevação do preço do sabonete (5,01%) e da escova dental (4,88%). Ao longo de 2011 o aumento foi de 5,11%. (AE)


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DC 12/01/2012 by Diário do Comércio - Issuu