ESTREIA FERNANDO GABEIRA, O REPÓRTER. De volta ao jornalismo como repórter, Fernando Gabeira vai escrever três vezes por mês no DC.
São Paulo, quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
R$ 1,40
Igreja de Conceição do Mato Dentro
Minério achou o caminho direto de Minas ao mar. Os mineiros, não.
E o mar de Minas vai até a China, sô! Minério de Conceição do Mato Dentro (MG) vai por tubo até Porto Açu (RJ). E ganha o mar. Pág. 11
Outro efeito do crack: briga política.
Tiago Queiroz/AE
Conclusão: 23h40
Ano 87 - Nº 23.539
www.dcomercio.com.br
Fernando Gabeira
Jornal do empreendedor
Ano Novo chinês do dragão
Com um arsenal de acusações, Ministério Público quer investigar o que chama de "pirotécnia" na operação de PM e da Prefeitura na Cracolândia. Pág. 8
Lágrimas na despedida das vítimas em Sapucaia
ISSN 1679-2688
23539
HOJE Sol cpm pancadas de chuva Máxima 25º C. Mínima 18º C.
AMANHÃ 9 771679 268008
Sol com pancadas de chuva Máxima 30º C. Mínima 17º C.
Jadson Marques/AE
Deslizamentos em Sapucaia, no interior do Rio, mataram 13 pessoas. Há mais de 12 mil desabrigados no Estado por causa das chuvas que não param. Pág. 8
As "Algemas de Ouro" da corrupção vão para... Na preferência popular, ontem, ganhava José Sarney. Ouro, prata e bronze serão entregues dia 19. Pág. 5
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
O governo da presidente Dilma Rousseff, por indução dela e somente dela, trabalha com quatro metas para a economia neste ano. José Márcio Mendonça
pinião
A ECONOMIA DE 2012 F
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA grecer, fazer ginástica etc etc. Do ponto de vista econômico, o plano já está gerando muito debate e muita tinta ainda vai consumir até que se consiga saber se as quatro metas são alcançáveis ao mesmo tempo ou se uma não anula a outra. Até agora, pelo que se pode sentir das opiniões divulgadas, elas estão bem divididas entre os que creem no governo e os que não creem.
D
Fábio Rodrigues/ABr
ormal ou informalmente, de público ou de coração, o governo da presidente Dilma Rousseff, por indução dela e somente dela, trabalha com quatro metas para a economia brasileira neste ano. Questão fechada, uma vez que Dilma, no seu primeiro ano, teve de colher alguns dissabores, como a inflação exatamente no limite superior da meta (6,5%) e um crescimento bem abaixo de seus sonhos – provavelmente menos de 3% (a maior parte das previsões está em 2,8%) quando queria pelo menos 4%. Apesar das comemorações discretas do fim de ano, pelo fato de a inflação não ter fugido da meta cheia, e de um certo conformismo com o desempenho do PIB (será que Mantega o chamará de PIBinho?), Dilma quer recuperar as perdas de 2011. Na realidade, o binômio inaugurado com a gestão Mantega (Fazenda) e Tombini ( Banco Central), de aceitar-se um pouco mais de inflação desde que a economia tivesse um desempenho bom, não tão abaixo dos 7,5% do último ano de Lula, não funcionou. Culpa jogada nas costas principalmente dos europeus e americanos e suas crises, mas consequência também da necessidade de apertar os cravelhos internos durante alguns meses para compensar a farra eleitoral de 2010. Agora, a ordem é botar a carrua-
Alexandre Tombini, presidente do BC, e Guido Mantega, ministro da Fazenda: culpa dos europeus. gem no eixo, dessa forma: – Crescimento da economia de 4% a 5%, com o presidente e o ministro da Fazenda apostando no número maior, é óbvio. – Inflação perto do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%, no máximo ali no limite de 5%. Por
dever de ofício o Banco Central diz que acerta o alvo. – Juros básicos, a taxa Selic, em um algarismo até o fim do ano, com foco em 9% até dezembro. – Superávit primário, a economia para pagar juros da dívida pública, em 3,1% do PIB, cheios, ou seja, sem subterfúgios e sem
descontar, como permitido no Orçamento, parte de investimentos do PAC. São propósitos dignos de uma economia saudável. A questão que se põe é se são realizáveis ou não passam das chamadas boas resoluções de início do ano, como quase todo mundo faz para ema-
o ponto de vista político a situação é um pouco mais complicada. Como se está em ano de consultas às urnas, a presidente precisa de um sinal próprio de força eleitoral e os partidos aliados vão medir forças não apenas com a oposição, mas também entre si, duvida-se de que haja ambiente para manter algumas das metas. A primeira delas é a do déficit público. Em ano de eleição não há exemplo no Brasil de austeridade fiscal. O governo não só terá de soltar os seus investimentos, para fazer a economia crescer e agradar
VERDADES E MENTIRAS SOBRE T
o estado de civil que possuía antes da união. Só que existem outras consequências legais, que afetam, inclusive, a partilha dos bens do casal. Para esclarecer as principais dúvidas, reuni algumas das verdades e mentiras que, no imaginário popular, ainda cercam a anulação. Lembrando sempre que, aos que não puderem ter sua união anulada, resta a alternativa da separação ou do divórcio. E, é claro, todas essas regras referem-se apenas ao matrimônio civil. O religioso segue suas normas próprias, de acordo com a religião em que foi celebrado.
O casamento pode ser anulado quando... Um dos cônjuges descobre que se casou com a pessoa errada. Verdadeiro ou falso, dependendo da situação. O chamado erro essencial quanto à pessoa pode ser motivo para a anulação. Contudo, isso refere-se apenas a situações muito graves e devidamente comprovadas (por exemplo, se o cônjuge estava usando falsa identidade, se era foragido da polícia etc.), e desde que a pessoa que pleiteia a anulação desconhecesse esses fatos antes de se casar. Por outro lado, alegar que você se decepcionou com seu marido ou com sua mulher, e que ele ou ela não é exatamente o que você esperava, não é motivo para anulação. O bígamo pode ter casamento anulado. Verdadeiro. Se o marido ainda é casado com outra, então se considera nulo o segundo casamento. Porém, nulidade não é o mesmo que anulação. Casamento nulo é aquele que não cumpriu os requisitos legais para sua realização. É o caso da bigamia; do casamento entre parentes
em linha reta e colaterais e do doente mental que não tinha condições de tomar decisões ao se casar. Querer ser solteiro de novo. Falso. As razões para anular um casamento devem ser suficientemente graves. Assim, dizer que as coisas não estão transcorrendo de acordo com o esperado em relação ao cônjuge não justificaria, perante o juiz, o pedido de anulação do matrimônio e a volta ao estado civil anterior.
Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
sua esposa é homossexual. A mulher não era virgem. Falso. Não há nenhuma lei que obrigue a mulher a casar-se virgem. Um dos cônjuges é estéril. Falso. Não existe obrigatoriedade legal de se ter filhos durante um casamento.
Existe infidelidade conjugal. Falso. A infidelidade costuma ser considerada causa de divórcio, e não de anulação.
Um dos cônjuges é portador do HIV. Verdadeiro, desde que o cônjuge não soubesse da doença do outro antes de se casar. A anulação por motivo de doença é permitida se a enfermidade colocar em risco, por contágio ou herança genética, o cônjuge e seus descendentes.
O marido é homossexual. Verdadeiro, desde que a mulher prove que não sabia disso antes de se casar. O mesmo é válido para o marido que descobre que
O marido é impotente. Verdadeiro. Se a mulher provar que não sabia que o marido possuía um defeito físico irremediável, existe motivo para a anulação. A
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO
impotência pode se encaixar nessa categoria, desde que seja um problema permanente, e não uma condição temporária. A mulher não quer ter relações sexuais. Verdadeiro ou falso, dependendo do entendimento do juiz. Alguns consideram que a recusa permanente, por parte de um dos cônjuges, em manter relações sexuais, é motivo para anulação. Outros acreditam que há motivo apenas para a separação. Um menor se casa sem autorização. Verdadeiro. O casamento de um menor de 18 anos sem a autorização dos pais ou responsáveis pode ser anulado. A anulação pode ser pedida pelos pais, num prazo de 180 dias a partir da celebração do matrimônio, ou pela pessoa que se casou quando era menor, num prazo de 180 dias após completar 18 anos. IVONE ZEGER É ADVOGADA
Os ex-cônjuges voltam a ser solteiros e é como se o casamento nunca tivesse existido, certo? Errado. A anulação do matrimônio é um processo complexo.
Presidente Rogério Amato
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s aliados estão inquietos e a margem de manobra da presidente é estreita. Haja vista que ela teve de fazer olhar de paisagem para as estripulias do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, para não se indispor com o PSB e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Haja vista que a reforma ministerial, em algum momento anunciada como ampla e renovadora, deve se restringir a quatro ou cinco nomes. A política partidária e eleitoral mais uma vez deve condicionar o comportamento da política econômica.
IVONE ZEGER
A ANULAÇÃO DO CASAMENTO em muita gente por aí achando que a anulação de um casamento é a saída mais rápida e fácil para desfazer uma união na qual alguém entrou e logo depois se arrependeu. Afinal, anular um matrimônio é como passar uma borracha por cima. Os excônjuges voltam a ser solteiros de novo e é como se o casamento nunca tivesse existido, certo? Errado. A anulação é um processo complexo. Ela só é permitida em situações muito específicas. A pessoa que teve seu casamento anulado de fato volta a ter
parte do seu público, como também acabará tendo de ceder a pressões para outros gastos. E se falhar o controle fiscal, falha a meta de inflação e a confiança dos agentes econômicos fica comprometida. Foi assim em 2010 cujo preço foi pago em 2011.
ESPECIALISTA EM DIREITO DE
FAMÍLIA E SUCESSÃO, AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS". www.ivonezeger.com.br
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R E S S U R G E A G O R A A T E S E D A D I S P U TA N O RT E - S U L , E N T R E P A Í S E S R I C O S E P A Í S E S P O B R E S .
O Sul no Norte S
e você quer saber qual será a política de amanhã, leia as publicações acadêmicas de hoje: nada se grita nas praças que antes não se tenha sussurrado em sala de aula, longe das atenções dos "analistas políticos" da mídia, sempre os últimos a saber. O prazo de maturação em que as ideias dos professores se transformam em moda política é de uns vinte e cinco ou trinta anos, o tempo de uma troca de gerações. Decorridos alguns meses do desmantelamento da URSS, um amigo meu, militar de alta patente, veio entusiasmado me mostrar uns trabalhos publicados em revistas de estudos estratégicos, que falavam de uma nova divisão geopolítica do mundo: em vez do conflito LesteOeste entre regimes comunistas e capitalistas, tínhamos então a disputa Norte-Sul entre países ricos e países pobres. Em linguagem popularizada, dramatizada em slogans e chavões de fácil repetição, a tese ressurge agora pela boca de dois entre os mais notórios garotos-propaganda do esquerdismo internacional: o escritor uruguaio Eduardo Galeano e o deputado suíço Jean Ziegler (v. http://www.youtube.com/watch?v=MyxO-gL_ZnM). Falta só um pouquinho, portanto, para que a guerra Norte-Sul se consolide como verdade de evangelho, repetida em todos os jornais e botequins do universo pela "parcela mais esclarecida da população". No entanto, a teoria não se tornou nem um pouquinho melhor nesse ínterim. Ao contrário, a falsidade e a má intenção que a inspiravam no começo tornaram-se ainda mais patentes. Não preciso, por isso, senão repetir aqui o que naqueles dias remotos expliquei ao meu estupefato amigo. Primeiro: desníveis econômicos entre nações não podem, por si, ser causa de conflitos políticos ou de guerras sem que uma longa e complexa manobra estratégica e propagandística os converta nisso. Mas mesmo neste caso não se pode dizer que a pobreza seja a "causa" da disputa: a causa verdadeira é a ação política deliberada que a usou eficazmente como pretexto. E notem que não é do dia para a noite que se infunde na cabeça de um povo empobrecido por oligarquias ociosas e corruptas a ideia de que todos os seus males vêm do estrangeiro. Segundo: política e guerra custam muito dinheiro, especialmente numa era de tecnologia avançada, e nenhuma nação pobre se arriscaria a enfrentar os vizinhos mais prósperos, nem mesmo no campo puramente políticodiplomático, se não tivesse por trás um amigo rico e poderoso a instigá-la e financiá-la para isso. Mas neste caso o verdadeiro agente não seria a nação pobre e sim o aliado rico, empenhado em bater com mão alugada. Era exatamente a situação que se havia observado nas guerras da Coreia e do Vietnã, onde os americanos não se batiam contra tropas locais esfarrapadas, mas contra o bloco comunista inteiro que as movia como peças de xadrez. Havia também a possibilidade de tratar-se de uma falsa nação pobre, isto é, uma nação rica com povo pobre, cujas oligarquias exploradoras
OLAVO DE CARVALHO
tentassem aliviar conflitos internos canalizando o ódio popular contra bodes expiatórios estrangeiros, tal como faz hoje o Irã. Mas mesmo neste caso o dedo do aliado rico estaria lá, orientando e dirigindo tudo mais ou menos discretamente. Terceiro: a teoria original de Marx enfocava a luta de classes na escala das nações individuais, cada uma com sua burguesia e seu proletariado supostamente em antagonismo perpétuo. Mas já na década de 30 Josef Stálin
lançou a ideia de enfocar os conflitos internacionais, reais ou possíveis, como lutas de classes, as nações pobres no papel de "proletariado", as ricas no de "burguesia". Com a ajuda de centenas de milhares de agentes espalhados pelo mundo, e com aquela desenvoltura que os comunistas têm de tomar figuras de linguagem como se fossem descrições científicas da realidade, logo a ideia se universalizou sob a forma do
"terceiromundismo". Na época, só gente muito burra ignorava que as nações pobres alegadamente neutras, mas dedicadas a uma política antiocidental sistemática, eram manipuladas pelo bloco comunista. Sabendose que a queda da URSS não modificou substancialmente o esquema de poder na Rússia nem atenuou em nada a ação do movimento comunista internacional, a teoria Norte-Sul não passava em 1990, como não passa hoje, de uma reedição melhorada do "terceiromundismo" stalinista, a ser acionada em condições estratégicas mais que favoráveis. De um lado, o triunfalismo ocidental empenhado em celebrar afoitamente a "vitória na guerra fria" encobriu sob um manto de confortável invisibilidade a ação comunista internacional, dando-lhe o descanso necessário para se rearticular em novo formato (que já expliquei em inúmeros artigos, por exemplo http://www.olavodecarvalho.org/ semana/030309zh.htm, http://www.olavodecarvalho.org/ semana/110718dc.html e http://www.olavodecarvalho.org/ semana/060724dc.html) e reaparecer no mundo com identidade trocada, sem um centro de comando aparente e dispensada, portanto, de arcar com qualquer responsabilidade histórica pelos crimes da URSS e da China. De outro lado, o processo mesmo da "globalização" e o fortalecimento inaudito dos organismos internacionais como núcleos de um governo mundial em formação determinaram claramente o desmantelamento da indústria norte-americana, a transformação maciça da imigração forçada em arma de dissolução das soberanias nacionais no Ocidente, o desgaste dos EUA e da Europa em sucessivas crises econômicas e a emergência da China como potência concorrente ameaçadora. Que momento melhor haveria para um ataque geral ao Ocidente sob o pretexto de guerra dos pobres contra os ricos, do "Sul" contra "o Norte"? Quem, numa hora dessas, se lembrará de observar que os agentes principais do processo – Rússia, China, Irã – ficam no Norte? OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA
A META E O EQUILIBRISTA N
a sexta passada, foi divulgada a taxa de inflação oficial de 2011. O IPCA fechou o ano em 6,5%, atingindo o pico da meta prevista, mas sem ultrapassá-la. Um resultado que nos estimula a revisitar o regime de metas, seus conceitos e pressupostos, bem como os aspectos práticos de sua operação. Há treze anos o Brasil enfrentou aquele que é considerado por muitos como o maior desafio na condução da política econômica, desde o lançamento do Plano Real: a administração da enorme desvalorização cambial de janeiro de 1999, cuja origem foram os ataques especulativos contra a nossa moeda. Para evitar a elevação do nível geral de preços, os juros foram às alturas, as taxas superando 40% ao ano! Com o relativo sucesso dessa iniciativa, o Brasil iniciou o processo de implantação de um sistema de fixação da meta para a taxa de inflação, também conhecido como inflation target ou, mais popularmente, "regime de metas" para a inflação. Por esse sistema, o Banco Central (BC) adquiriu independência operacional para conduzir a política monetária de maneira a alcançar a taxa de inflação definida pelo governo. Naquele momento, o Brasil deu um passo importante em direção ao aumento da transparência na
política monetária, na medida em que passou a ser de conhecimento da sociedade, inclusive dos atores do mercado financeiro, o alvo do gestor da moeda: uma determinada taxa de inflação. Claro, caro leitor, que, como a economia não é uma ciência exata e como fatores extraordinários não previsíveis interferem nos resultados, adota-se um intervalo de variação para a meta pré-fixada, a chamada "banda"! om essa medida, deixamos (ou pretendíamos deixar) no passado a tradicional discricionariedade da autoridade monetária, onde os objetivos e pressupostos de sua atuação somente eram conhecidos, a priori, por um seleto grupo dirigente, responsável pelas decisões de política econômica. Em outras palavras, o regime de metas de inflação acaba por funcionar como elemento coordenador das expectativas dos agentes econômicos, que convergiriam em direção a um mesmo cenário, tornando-o factível e gerando, portanto, maior estabilidade econômica. O funcionamento de um sistema como esse requer que, a partir do anúncio da meta numérica para a inflação, a atuação do BC seja transparente, baseada em comunicação com a sociedade e com o mercado, a fim de dar conhecimento amplo sobre os
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objetivos e as decisões das autoridades monetárias. Além disso, deve haver um compromisso institucional do BC, no sentido de que a estabilidade dos preços será o objetivo primordial da atuação da política monetária, prevalecendo sobre qualquer outro. Dessa forma, a credibilidade do BC será determinada pelo grau de confiança dos agentes econômicos na sua capacidade, habilidade e determinação em alcançar a meta pré-estabelecida. Já a reputação da autoridade monetária passa a ser mensurada pelo seu grau de acerto no passado. Por isso, costuma-se dizer que o regime de metas para a inflação é baseado no trinômio transparência, credibilidade e reputação. Hoje, chega a ser engraçado relembrar uma das críticas feitas ao regime de metas inflacionárias, quando de sua implantação: a de que o BC, ao adotar o "novo" modelo, teria sua atuação restringida. Engraçado porque vários dos críticos, hoje com a
responsabilidade de conduzir nossa política econômica, não só se transformaram em ardorosos defensores da fixação de metas, como também se valeram de outros instrumentos de gestão da moeda, como o empréstimo compulsório e outras medidas macroprudenciais de restrição ao crédito, não se limitando, como apontavam no passado, ao instrumento mais tradicional: a fixação da taxa de juros!
sociedade aceita sacrifícios (menor nível de emprego e de renda, por exemplo), para alcançar uma determinada taxa de inflação? Nesse momento, o BC posicionou-se no sentido de que, para evitar escaladas maiores na taxa de juros, deixaria de perseguir, em 2011, a meta cheia de inflação (4,5%), com o argumento de que os choques exógenos (alta nos preços de alimentos e commodities) tornavam esse número inatingível.
ais interessante ainda é que aqueles que criticavam a excessiva importância que a fixação da taxa de juros assumiria na administração da política monetária sob o regime de metas inflacionárias levaram muitos anos para rever esse ponto. Precisamente, apenas no primeiro semestre do terceiro mandato presidencial, colocou-se a questão essencial que fundamentava essa crítica: considerando a relação de causalidade direta entre taxa de juros e nível da atividade econômica, até que ponto a
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A crise internacional desacelerou o crescimento. São tantas metas para perseguir que o "equilibrista" Banco Central poderá ter que escolher quais pratos deixará no ar e quais cairão. O ano de 2012 trará estas respostas!
ais que isso, a atuação subsequente do BC mostrou que a meta de inflação já não era o objetivo precípuo da política monetária. Haveria, assim, outras "metas" implícitas, como uma taxa de juros mais palatável, taxa de câmbio e taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) mais compatíveis com uma visão "desenvolvimentista" que caracterizaria o governo que se iniciava. Essa nova maneira de agir entoava um "réquiem" para o sistema de metas inflacionárias! Cabe aqui lembrar que, em 2001, a bordo da crise que se abateu sobre a Argentina e impactou nossa taxa de câmbio e nossos preços, o BC também abandonou, ainda que ligeiramente, o nível máximo fixado para a taxa de inflação naquele ano, com o objetivo declarado de não deprimir ainda mais o nível da atividade econômica, já debilitada pelo racionamento de energia em curso.
MANUELITO P.MAGALHÃES JÚNIOR Há quase um ano, alertava neste espaço que o maior desafio a ser enfrentado pela política econômica, em 2011, era a volta da inflação. A crise das economias desenvolvidas desacelerou nosso crescimento e permitiu concluir o ano no teto da meta de inflação prevista. Mas, são tantas metas para perseguir, que o "equilibrista" Banco Central poderá ter que escolher quais pratos deixará no ar e quais cairão... O ano de 2012 trará estas respostas! MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR É ECONOMISTA E DIRETOR DA
COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP).
DIÁRIO DO COMÉRCIO
4 -.GERAL
GibaUm
3 Quanto mais jovem, melhor: 3 MAIS: ele mora em Nova Maitê Proença, 53 anos, está namorando o artísta plástico brasileiro Rica Ortiz Kugelmas, 30 anos.
k Você sabe que não engulo sapos. Nem frangos.
NARCISA TAMBORINDEGUY // em Mulheres Ricas, a Val Marchiori, ex-mulher do empresário Evaldo Ulinsk, dono do frigorífico Big Frango. Fotos: BusinessNews
O ator Robert Downey Jr. (primeira foto, à esquerda) foi simpático com todos na préestréia de Sherlock Holmes 2 – O Jogo das Sombras , no começo da semana, no cine Lagoon, no Rio, que teve até red carpet para muitos convidados especiais: da segunda foto à esquerda para a direita, a sempre inspiradora Renata Vasconcellos (Bom Dia, Brasil), Renata Ceribelli (Fantástico) e a atriz Daniela Escobar, do elenco da novela A Vida da Gente.
Sherlock em cena
333
Dieta palaciana 333 A Presidência da República está reservando R$ 104,3 mil para comprar polpas de frutas, lombo canadense, queijos, presuntos e salames, quase tudo light . É uma variante próxima da dieta sem carboidratos, só à base de proteínas, que, a propósito, a presidente Dilma Rousseff acaba de retomar, depois de poucos dias de folga na base naval de Aratú, na Bahia. Na fase 2 (manutenção), determinadas frutas podem entrar. E na famosa Dieta de South Beach , do médico Arthur Agatston, o lombo canadense é uma verdadeira pièce de resistence .
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OUT
Reality shows.
Séries de TV.
Menos e mais O novo programa Muito+ , com Adriane Galisteu e mais um verdadeiro festival de participantes, conseguiu o sexto lugar em audiência em sua estréia: média de 1,2, picos de 2 pontos a três minutos do final e outros 0,6. O esquema é velho, os assuntos requentados e há um certo ar de barraco no ar. Mais: nos bastidores, rola uma discreta rivalidade entre duas protagonistas de ensaios em Playboyy: de um lado, a própria Adriane Galisteu, 38 anos, que em seu remake vendeu 224 mil revistas; de outro, Mônica Apor, ex-TV Fama, 30 anos, dona de corpão, que vendeu 161 mil exemplares. Para o pessoal da técnica da Band, “muito mais” quem tem é Mônica Apor. 333
PRESTANDO bastante atenção nas entrevistas dadas, nos últimos dias, pelo governador Antonio Anastasia, de Minas Gerais, sobre verbas para prevenção de enchentes, muita gente já acha que há muito em comum entre a voz dele e a do médico Drauzio Varella. Outros acreditam que possa ser uma técnica de comunicação que exigiria anos de treinamento. 333
DIA 1º de fevereiro, Dilma Rousseff vai para o Haiti e conversa com o presidente Michel Martelly, em Porto Príncipe. Quer ampliar a ajuda nas áreas de saúde, agricultura, capacitação profissional e na construção da usina hidrelétrica sobre o Rio Artibonite. Na véspera, faz escala em Cuba para um encontro com Raul Castro – e possivelmente, uma visita a Fidel Castro.
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NAS CERIMÔNIAS de posse, neste começo de semana, de Daniel Ortega, na presidência da Nicarágua, quem estava lá carregando as cores do Brasil era o assessor Marco Aurélio Garcia. Era apresentado, na falta de cargo, como “representante do governo brasileiro”.
Solução
L
Com a suposta disposição de Gilberto Kassab a indicar um nome para a vice-prefeitura (no caso, seria a mesma viceprefeita Alda Marco Antonio) de São Paulo na chapa de Fernando Haddad, o jogo fica embaralhado. Se o acordo incluir eleições governamentais de 2014 e o PT, Lula e Dilma disputando a reeleição apoiarem Kassab ao Palácio dos Bandeirantes, Geraldo Alckmin fica seriamente ameaçado. O cálculo feito por Alckmin (ele disfarça, mas continua contra Serra e Kassab) pode dar errado: sua intenção é sair com um nome tucano e, no segundo turno, fazer uma aliança com o PMDB para eleger Gabriel Chalita.
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A PADARIA Galeria dos Pães, nos Jardins, em São Paulo, no lado de seus famosos sanduíches, está virando palco de famosos comendo de pé, com a barriga no balcão: há dias, Malvino Salvador e Sophie Charlotte, e esta semana, Ricardo Mansur e modelo Cíntia Dicker, com direito a beijos e abraços.
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C F N E U R I N H A N T A Z A L M E S C O L
EMBARALHADO
JÁ NÃO se fazem mais paraísos de socialites e milionários como antigamente: de Trancoso a Punta del Este, passando pelo Jurerê Internacional, em Florianópolis, a ordem é ficar com o olho grudado nas bolsas, que andam desaparecendo nos lugares mais badalados. No Rio de Janeiro, tem restaurante que oferece um tipo de pulseirinha de plástico que amarra a bolsa à cadeira. No reveillon, até no Fasano carioca, uma bolsa desapareceu. 333
A
A escola de samba Águia de Ouro terá como enredo Tropicália da Paz e do Amor, que homenageará Caetano Veloso e Gilberto Gil e colocará no sambódromo paulista o maior volume de famosos, entre veteranos da MPB e gente das novas gerações. Estarão lá, nos carros ou no chão, entre tantos, Fernando Meirelles, Maria Gadú, Valesca Popozuda, Vanusa, Wanderléia, Tom Zé, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Pepeu Gomes, Rita Cadillac, Toni Tornado, Bárbara Paz, Nicole Puzzi e até Bruna Surfistinha, ou melhor, Raquel Pacheco. 333
MISTURA FINA
T O A R G T A
Águia de famosos
333 A Presidência da República está gastando R$ 125 mil na compra de quatro esteiras eletrônicas, seis bicicletas ergométricas e seis aparelhos de flexão e extensão. Vai tudo para a academia de ginástica que funciona no Anexo 4 do Palácio do Planalto. Serve especialmente aos seguranças (há mulheres também nesse quadro) da Presidência e servidores que querem dar uma malhada depois do expediente.
L E L C O A I S A E Q U U E L E F I
333 A matéria sobre fraude em bombas de gasolina, apresentada no Fantástico de domingo e reapresentada no Bom Dia, Brasil e no Jornal Nacional de segunda-feira, como exclusiva, teve mesmo outra, praticamente igual, produzida pela Bandeirantes e exibida no JornaldaBand,emfevereirodo ano passado e que lhe rendeu o Prêmio Esso de Jornalismo. O fatodeproduzirreportagemigual pode até ser relevante. Grave é ter sido anunciada como “uma denúncia jamais apresentada na TV brasileira”. E ficou de fora o resultado de operações conjuntasdoInstitutodePesose Medidas,PoliciaCivileAgência Nacional de Petróleo para coibir as fraudes – e se é que foram mesmo realizadas – anunciadas desde a matéria do ano passado.
Depois de viver seis anos como refugiado na França (o país europeu havia reconhecido que sua vida era ameaçada no Brasil), quem está de volta ao país é Bruno José Daniel Filho, irmão do prefeito Celso Daniel (PT) de Santo André, assassinado em janeiro de 2002. Para quem tem memória curta: seu corpo foi encontrado com oito perfurações em Itapecerica da Serra, na região da Grande São Paulo. O PSOL quer lançar Bruno Daniel como candidato a prefeito da cidade, dez anos depois do crime que chocou o Brasil e que até hoje está mal esclarecido. Na época, atrás do assassinato, estaria a manutenção de esquema de propinas que iriam, segundo as denúncias, diretamente para o caixa do PT, envolvendo, supostamente, José Dirceu. Gilberto Carvalho e Miriam Belchior, ministros de Dilma, foram secretários de Celso Daniel (ela foi casada com ele). 333
Daniel 2012
SARADOS
B E I R C O D O D E S G A P
CLONE
333
333 No começo da semana, o ministro Fernando Haddad foi conversar com a presidente Dilma Rousseff, acertar data de saída do ministério e começo da campanha à prefeito de São Paulo. Ele quer descansar, pelo menos, quinze dias antes de começar sua peregrinação. Estava tudo muito calmo no Planalto e à saída, havia uma repórter e um fotógrafo esperando Haddad. Sob flashes, ele ficou assustado: “O que é que eu fiz desta fez?”. E a repórter: “Que eu saiba, nada. A não ser que o senhor esteja com a consciência pesada”;
P F I G L C U F L U A T E D I A A MU U A L C H E B E L R A
O ex-deputado federal Celso Russomano subiu nas tamancas e o presidente do PRB em São Paulo está avisando que a candidatura dele a prefeito da cidade é para valer e que não é balão de ensaio para futuras conversas com Fernando Haddad (PT) ou Gabriel Chalita (PMDB). Russomano está bem nas pesquisas, o partido não tem volume de horário na TV e continuará empurrando a candidatura até a hora de fazer acordo. A idéia de que a rede de templos da Universal (Edir Macedo é o inspirador do partido) pudesse entrar a favor de Russomano não existe: Marcelo Crivella, poderoso do PRB, quer apoiar Haddad – e ganhar um ministério no governo Dilma. 333
A modelo, it girl e um tanto bad girl, Daisy Lowe, 23 anos, inglesinha amiga de Kate Moss, será a atração especial de encerramento da Fashion Rio, no próximo dia 14, quando desfilará para a Auslander, a mesma que trouxe para a passarela o andrógino sérvio Andrej Pejic e o tatuado Zombie Boy. Daisy é filha da cantora Pearl Lowe e do músico Gavin Ross, atual marido de Gwen Stefani. Está em alta: no ano passado, foi capa e recheio de Esquire, na base de topless e em setembro, apareceu nua em Playboy. Já atuou para muitas grifes de peso e apareceu no Calendário Pirelli 2010 fotografada por Terry Richardson na Bahia. Detalhe: no ano passado, avisou que é bi.
Atração especial
York e já recheou sua coleção de affairs a modelo Raica Oliveira e a atriz Mariana Ximenez.
Consciência pesada
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gibaum@gibaum.com.br
É ou não é
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Por: José Nassif Neto Medicamento para evitar gravidez.
O firmamento. Gal Costa, cantora.
Estampa colorida para álbum de coleção. Ter origem; emanar.
Símbolo do A Capital nitrogênio. do Rio Grande (quím.) do Norte.
Derradeiro.
Boca das aves.
'Ele', em alemão.
Argola de corrente.
Qualidade do que é lindo. Embarcação de esporte radical.
Sensação de vazio.
Fico aborrecido.
Parte de um endereço eletrônico. Reproduz material gravado nele.
Símbolo do carbono. (quím.)
Maior astro do sistema solar. Pertencente a ele.
Urânio, Poesia de símbolo estrofes químico. simétricas.
Aposento do detento.
Folha-de flandres. Planta forrageira.
Que pessoa.
333
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
Mecânica. (abrev.)
Vogais de padre. Maior mamífero dos servídeos.
Regra social.
Saudável. Natural da Bélgica.
Colocar estampilha na carta. Flúor, símbolo químico.
Gênero de música popular.
Símbolo de tempo. (física)
Fixa o olhar.
(382) 2-er; sã; 3-ode; céu; rap; 4-orga 5-disco; tédio; belga.
A nota sol na notação alfabética.
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
5 PIERRÔ O presidente do Senado, José Sarney, lidera a votação.
olítica
O convite p ara o baile n o Clube dos D emocrático s permite que os convidados apareçam caracteriza dos como se u corrupto fa vorito, sem o risco de sere m presos.
A entrega do troféu para os campeões da impunidade será realizada no Rio de Janeiro. O pré-carnavalesco Pega Ladrão vai animar a festa no dia 19.
O
Movimento 31 de Julho, conhecido p e l o s p ro t e s t o s contra a corrupção, programou um grande baile pré-carnavalesco – o Pega Ladrão – para animar a solenidade de entrega do Troféu Algemas de Ouro, previsto para o dia 19, quando será conhecido o político, eleito pelos votos na internet, como o campeão da impunidade no Brasil. Os interessados podem participar do baile caracterizados como seu corrupto favorito. Cerca de seis mil pessoas já escolheram o político de sua preferência. A votação prosseguirá até o domingo, dia 15, e cada internauta pode votar apenas uma vez. Página do Facebook para votação: ht tp :/ /w ww.f ac eb oo k. co m/ qu estions/312564628763887/ Trilha musical – O baile e a entrega simbólica dos troféus Algemas de Ouro, de Prata e de Bronze serão realizados no Clube dos Democráticos, na rua do Riachuelo, 91, na Lapa, no Rio de Janeiro, a partir das 22 horas do dia 19, véspera do feriado municipal de São Sebastião, padroeiro da cidade. A festa será animada pelo conjunto Anjos da Lua, que executará marchinhas e sambas inspirados na corrupção e
na impunidade da política brasileira, como "Se gritar pega ladrão!", de Bezerra da Silva; "Lama", de Mauro Duarte; "Homenagem ao Malandro", de Chico Buarque de Holanda; e "Onde está a Honestidade?", de Noel Rosa (veja as letras das músicas ao lado). Para refletir – Ana Luiza Archer, uma das integrantes do Movimento 31 de Julho, afirmou, em entrevista ao site Contas Abertas, que a ideia do concurso surgiu em razão do frisson que se instalou no final do ano e que deixou questões importantes esquecidas. "O concurso lembra os fatos políticos que mais marcaram o ano passado", revelou. "Na base do deboche e com o espírito de brincadeira, nós não queremos deixar passar nenhum ato da política de 2011", garantiu. Para Ana Luiza, além de deixar o assunto em evidência, o concurso tem o intuito de gerar reflexão e consciência sobre o tema na população brasileira. "Nós sabemos que corrupção não é uma característica só do cenário brasileiro, mas a impunidade, infelizmente, é marca registrada do nosso País". Veja mais detallhes no endereço do blog do movimento: h t t p : / / m o v i m e n t o 3 1 d e j ulho.blogspot.com (DC)
COLOMBINA Jaqueline Roriz deixa mais de mil palhaços no salão e está em terceiro.
Reprodução
A corrupção em letras de Noel, Bezerra e Chico Onde Está a Honestidade? (Noel Rosa) Você tem palacete reluzente Tem joias e criados à vontade Sem ter nenhuma herança ou parente Só anda de automóvel na cidade... E o povo já pergunta com maldade: Onde está a honestidade? Onde está a honestidade? O seu dinheiro nasce de repente E embora não se saiba se é verdade Você acha nas ruas diariamente Anéis, dinheiro e felicidade...
Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão Se gritar pega ladrão, não fica um Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão Se gritar pega ladrão, não fica um Lugar meu amigo é a minha Baixada, que ando tranquilo e ninguém me diz nada E lá camburão não vai com a Justiça, pois não há ladrão e é boa a polícia Lá até parece a Suécia, bacana, se leva o bagulho e se deixa a grana, Não é como esse ambiente pesado, que você me trouxe para ser roubado.... Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão Se gritar pega ladrão, não fica um Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão Se gritar pega ladrão, não fica um
Vassoura dos salões da sociedade Que varre o que encontra em sua frente Promove festivais de caridade Em nome de qualquer defunto ausente... Se Gritar Pega Ladrão (Bezerra da Silva) Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão Se gritar pega ladrão, não fica um Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão Se gritar pega ladrão, não fica um Você me chamou para esse pagode, e me avisou: "Aqui não tem pobre!" Até me pediu pra pisar de mansinho, porque sou da cor, eu sou escurinho... Aqui realmente está toda a nata: doutores, senhores, até magnata Com a bebedeira e a discussão, tirei a minha conclusão:
Lama (Mauro Duarte) Pelo curto tempo que você sumiu nota-se aparentemente que você subiu mas o que eu soube a seu respeito me entristeceu ouvi dizer que pra subir você desceu você desceu Todo mundo quer subir
a concepção da vida admite ainda mais quando a subida tem o céu como limite Por isso não adianta estar no mais alto degrau da fama com a moral toda enterrada na lama Homenagem Ao Malandro (Chico Buarque) Eu fui fazer um samba em homenagem à nata da malandragem, que conheço de outros carnavais. Eu fui à Lapa e perdi a viagem, que aquela tal malandragem não existe mais. Agora já não é normal, o que dá de malandro regular profissional, malandro com o aparato de malandro oficial, malandro candidato a malandro federal, malandro com retrato na coluna social; malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal. Mas o malandro para valer, não espalha, aposentou a navalha, tem mulher e filho e tralha e tal. Dizem as más línguas que ele até trabalha, Mora lá longe e chacoalha no trem da Central.
Honoráveis candidatos aos troféus Andre Dusek/AE
Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE
Wilson Pedrosa/AE
Marcelo Casal Jr/ABr
Sarney: líder absoluto.
Dirceu: apesar do esforço, é o 2º.
Jaqueline: a dama do alheio.
Palocci em 4ª: o que vier é lucro.
Nascimento: 5ª colocação.
J
osé Sarney começou por baixo, mas subiu tanto que atualmente é o líder da votação no Algemas de Ouro, com 3.576 votos. O resultado parcial o coloca bem na frente de José Dirceu (1.111) e de Jaqueline Roriz, com 487 votos.
Líder do DEM pede a cassação de Bezerra O senador Demóstenes Torres (GO) quer ainda que o ministro da Integração Nacional seja proibido de ocupar cargo público. "Ele tem de sair", afirmou. Antonio Cruz/AE
O
líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), pediu o n t e m n a re p resentação feita à Procuradoria Geral da República (PGR), a cassação dos direitos políticos por oito anos do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e a proibição de ocupar função pública. Os pedidos estão embasados no favorecimento de Pernambuco, com 90% das verbas do ministério para prevenção de desastres naturais; de privilegiar o filho, o deputado federal Fernando Coelho Filho (PSB-PE), na distribuição de recursos para atender as suas emendas parlamentares e por burlar a Lei de Nepotismo ao manter por um ano o irmão Clementino Coelho interinamente na presidência da Companhia de Desenvolvimento dos Vale do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Para Torres, "o ministro
Já vi ministro corrupto sair do Senado aplaudido e no outro dia ser exonerado pela presidente Dilma Rousseff. DEMÓSTENES TORRES
usou critérios não republicanos nesses episódios, em clara ofensa ao dever de probidade que deveria conduzir a sua atuação como agente público", afirmou o senador, que ainda pleiteia o ressarcimento de dinheiro aos cofres públicos e o pagamento das multas correspondentes. Torres desqualificou o depoimento de Bezerra, amanhã no Senado. "Isso não significa nada, já vi ministro corrupto sair do Senado aplau-
Fernando Bezerra vai depor amanhã no Senado, mas Demóstenes Torres lembra que outros já foram e acabaram exonerados depois.
dido e no outro dia ser exonerado pela presidente Dilma Rousseff", disse. "Ele tem de sair", acrescentou o senador. Em nota, o ministério rebateu as acusações contra Bezerra apontadas em ações do Ministério Público Federal (MPF). "Os fatos apurados não abrangem acusações de enriquecimento ilícito, mas remetem a questões relacionados a atos praticados na administração" de Petrolina (PE). Neste caso, Bezerra, que foi prefeito por três mandatos, é agora acusado de ter comprado e pago pelo mesmo terreno por duas vezes. Ainda segundo a nota do ministério, Bezerra não foi notificado pelo MPF sobre as ações. (Agências)
Leia mais sobre o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, na página 6.
p Dilma quer trocar de 5 a 8 assessores em fevereiro DIÁRIO DO COMÉRCIO
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
O mais importante é fazer uma obra que tenha caráter preventivo e dê solução definitiva para a rodovia. Paulo Sérgio Passos, ministro dos Transportes.
olítica
Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr - 15.12.11
Presidente pretende fazer a mudança de ministros de uma vez só mas ainda não tem os nomes para os cargos
A
presidente Dilma Rousseff está com dificuldades para fazer a reforma ministerial até o fim deste mês. As mudanças só devem ocorrer em fevereiro. A intenção de Dilma é trocar de cinco a oito ministros, sem provocar atritos entre os partidos da base aliada. Disposta a promover a mudança na equipe de uma só vez, o ministro da Educação, Fernando Haddad – que já estava de malas prontas –, terá agora de esperar mais um pouco para começar sua campanha à Prefeitura de São Paulo. Dilma pediu a Haddad que esperasse até o final deste mês antes de passar o bastão para Aloízio Mercadante. Titular de Ciência e Tecnologia, Mercadante foi o escolhido para substituir Haddad. Embora já tenha comunicado à equipe sobre a troca, ainda terá que aguardar alguns dias.
"A presidente me pediu para para todos os cargos. esperar mais um pouquinho", Depois de demitir sete midisse Haddad, ontem. A cúpu- nistros em um ano – seis susla do PT queria que Dilma libe- peitos de corrupção–, Dilma rasse seu candidato até o dia 16 quer agora mexer na gestão do para que ele iniciasse a caça aos governo – e não só em nomes. E votos. Sem a saída de ser conhecido Haddad da e nunca ter Educação é a disputado única já anunA presidente eleição, ele ciada. Assim, me pediu para terá de se cona vaga de esperar mais formar com o M e rc ad a n t e um pouquinho. tempo do Plajá é disputada nalto. por PSB e PT. FERNANDO HADDAD, DA Haddad Devem sair, EDUCAÇÃO, QUE QUERIA DEIXAR havia pedido ainda, os miO CARGO LOGO PARA COMEÇAR A para deixar a nistros das CAÇA AOS VOTOS EM SÃO PAULO. Esplanada Cidades, Máe m n o v e mr i o N e g r obro. Dilma não deixou. Agora, monte (PP); Cultura, Ana de tinha programado sua saída Hollanda; e Políticas para Mupara a próxima semana. A pre- lheres, Iriny Lopes (PT). sidente pediu que aguardasse. Acusado de ter fraudado um Disse-lhe que não quer fazer parecer e permitir a alteração reforma a conta-gotas, mas de uma obra de transportes paanunciar as mudanças de uma ra a Copa de 2014 em Cuiabá, vez só. Ainda não há nomes Negromonte perdeu apoio do
seu partido no Congresso. Além disso, Dilma não gosta do trabalho dele. Acha que não correspondeu às expectativas da pasta, que tem alto orçamento e cuida de obras da 2º fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A presidente ainda procura novo nome para o ministério do Trabalho, interinamente comandado por Paulo Roberto Pinto, desde a saída de Carlos Lupi (PDT) – envolvido em denúncias de fraudes. O ministério da Pesca, a cargo de Luiz Sérgio (PT), deve ser incorporado à Agricultura, e o de Portos – conduzido por Leônidas Cristino (PSB) – pode ser acoplado a Transportes. Apesar das denúncias contra o ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho, Dilma tentará segurá-lo. No Planalto, comenta-se que ele só sairá se for concorrer à prefeitura do Recife pelo PSB. (AE)
Dilma: estratégia agora é mexer na gestão – e não só em nomes.
Ministros sobrevoam estragos da chuva Fernando Bezerra (Integração Nacional) e Paulo Passos (Transportes) veem do alto as áreas atingidas no norte fluminense e agora anunciam verbas para a região Antonio Cruz/AE
O
estado do Rio de Janeiro vai receber R$ 25 milhões em repasses do governo federal para atender os municípios mais atingidos pelas chuvas no norte fluminense, disse ontem o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, que sobrevoou a região de Campos dos Goytacazes na companhia do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. "Verificamos in loco a situação da grande cheia que ocorre nos rios Paraíba do Sul e Muriaé. Também nos solicitaram verbas para reconstrução do dique principal que protege a cidade de Campos", declarou Bezerra. Segundo o ministro, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, vai levantar as necessidades locais e encaminhá-las para análises. O ministro dos Transportes, Paulo Passos, disse que a situação da Rodovia BR-356, que teve a pista arrancada pelas águas na altura do km 118, só vai ser resolvida depois que as águas baixarem.
Para o ministro, "o mais importante é fazer uma obra que tenha caráter preventivo e dê solução definitiva para a rodovia, de tal forma que sirva de eixo de deslocamento das pessoas e também que cumpra bem esse papel de retenção e represamento de água".
Posso assegurar que não haverá dificuldade ou restrição de recursos para recuperar as estradas federais. PAULO SÉRGIO PASSOS A BR-356 é uma rodovia estratégica e é o principal eixo de ligação do norte fluminenses com cidades de mineiras. Atualmente, a estrada servia também como dique, fazendo a contenção de um canal entre o rio Muriaé e a Lagoa das Onças, na localidade de Três Vendas, em Campos.
"Aqui, na BR-356, a ação de natureza definitiva vai exigir um estudo hidrológico profundo. A partir daí, desenvolveremos um projeto de engenharia adequado e compatível com a topografia da região, para garantir segurança à rodovia e aos moradores". Ao fazer um balanço das rodovias prejudicadas pelas chuvas que atingem a região Sudeste desde o mês de dezembro, Passos contabilizou 42 trechos de 17 rodovias federais que sofreram com a queda de barreiras, deslizamento de encostas e destruição de pontes. Do total, 30 trechos estão no estado de Minas Gerais, seis no Espírito Santo, dois no Rio de Janeiro, dois em Goiás e dois em Mato Grosso (leia mais na página 8). Segundo o ministro, as equipes estão em alerta, no trabalho de recuperação das rodovias. Dos 42 trechos atingidos, 13 já estão liberados, 20 com tráfego parcial, em meia pista, e nove interrompidos. "Nosso desejo é investir o que for necessário. Posso asse-
Afif prefere PSD aliado a candidatos tucanos Vice-governador ressalva, porém, que partido "tem condição de conversar com todos"
O
vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), pré-candidato a prefeito de São Paulo, afirmou ontem que continuará a defender uma aliança de seu partido com o PSDB na sucessão municipal.
Na semana passada, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) propôs ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma dobradinha para apoiar o précandidato petista, Fernando Haddad, indicando um nome para vice.
Alessandro Shinoda/Folhapress
Opção declarada: "Continuarei lutando pela aliança com o PSDB", anunciou ontem o vicegovernador.
"Continuarei lutando pela aliança com o PSDB", disse Afif, ontem, ao chegar para uma reunião na sede do novo partido. O vice-governador afirmou que a visita de Kassab a Lula foi "de cortesia" e que a proposta de aliança com o PT, rival histórico do prefeito, é "natural". "Um partido que está no centro, como o PSD, tem condição de conversar com todos", justificou ele. Kassab fez ontem um aceno público ao PT ao dizer que não vê barreira para compor uma chapa com o partido. Aproveitou para elogiar a presidente Dilma Rousseff, o presidente do PT, Rui Falcão, e até a exprefeita e senadora petista, Marta Suplicy, de quem foi adversário em 2008. A declaração ocorre no momento em que Kassab aguarda uma resposta sobre o apoio do PSDB ao seu partido e é interpretada como um ultimato aos tucanos. "O PT escolheu um bom candidato, então não tem por que descartarmos uma aliança". (Agências)
Vista aérea: comitiva segue para as cidades inundadas e onde ainda chove.
gurar que não haverá dificuldade ou restrição de recursos para recuperar as estradas federais brasileiras". Seca – Os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e da Integração Nacional, Fer-
nando Bezerra, se reuniram ontem, com a ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, para tratar da seca que afeta o sul do País e já é responsável por perdas na safra agrícola. A expectativa é a de que se-
jam anunciadas medidas de apoio aos estados e produtores rurais tão logo seja possível. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a seca afetará safras de milho, soja e arroz. (Agências)
Irmão de Fernando Bezerra deixa presidência da Codevasf Casa Civil tenta botar panos quentes no caso e anuncia nome do substituto
G
uilherme Almeida Gonçalves de Oliveira foi nomeado para exercer interinamente o cargo de presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf ). A empresa era presidida por Clementino Coelho, irmão do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. A denúncia de nepotismo foi feita na semana passada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Mas ao anunciar a nomeação do novo presidente da companhia, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, dava a indicação de Guilherme como definitiva e não interinamente, como foi publicado ontem, no Diário Oficial da União. O decreto de nomeação é assinado pela presidente Dilma Rousseff. De acordo com o decreto publicado no D.O., Guilherme continuará com o cargo que ocupa atualmente, que é o de diretor da Área de Revitaliza-
ção de Bacias Hidrográficas. Ainda segundo a nota, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, encaminhou o pedido de nomeação de Almeida há 50 dias. O documento informa ainda que o irmão do ministro, Clementino de Souza Coelho, exercia o cargo provisoriamente por ser o integrante mais antigo da Codevasf. O irmão do ministro assumiu a presidência da Codevasf
21 dias após a posse de Bezerra no ministério da Integração Nacional – em 24 de janeiro de 2011. Na ocasião, Orlando Cézar da Costa Castro foi exonerado. Segundo o estatuto da empresa, o diretor mais antigo é que deve assumir o cargo interinamente – e Clementino se enquadrava nessa exigência. No ministério da Integração, a informação é que ele ocupou o cargo "de acordo com o estatuto da empresa". (Agências)
Andre Dusek/AE - 21.12.11
Gleisi: sinais de indicação definitiva
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
7 NAUFRÁGIO Navio dos EUA resgata seis iranianos em apuros no Golfo Pérsico
nternacional
FRANÇA Governo de Sarkozy expulsa número recorde de imigrantes em 2011
O 'PUNHO DE FERRO' DE ASSAD Ditador sírio insiste que não deixará poder e promete derrotar o 'terrorismo' e a 'conspiração estrangeira'.
E
m seu primeiro discurso em seis meses, o ditador sírio, Bashar al-Assad, disse ontem que não deixará o poder, insistindo que ele tem o apoio popular, apesar dos dez meses de protestos contra seu governo. Ele ainda condenou a Liga Árabe por isolar a Síria, chamou os manifestantes de "traidores" e prometeu "derrotar a conspiração estrangeira" contra seu país. Opositores consideraram o discurso uma incitação à violência e à guerra civil. A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, advertiu que "já passou da hora" de a entidade agir quanto à Síria. Desde o início da rebelião, Assad reage misturando repressão e promessas de reforma e diálogo. O líder sírio se mostrou disposto a incluir "todas as forças políticas" no seu governo, e manteve a perspectiva de realizar um referendo sobre uma nova Constituição em março e eleições parlamentares em maio. Assad disse que não deu ordens para que as forças de segurança abrissem fogo contra civis, durante os dez meses de protestos. E foi categórico sobre sua saída do poder: "Quando eu deixar esse posto será pela vontade do povo." Segundo ele, o governo combaterá o terrorismo "com punhos de ferro". "A batalha contra o terrorismo é uma batalha para todos, uma batalha nacional, não apenas do governo", afirmou.
Observadores - Assad ainda acusou a Liga Árabe – cujos membros visitam o país como observadores desde dezembro – de hipocrisia. "A situação deles (Liga) é como a de um médico fumante que recomenda a seu paciente largar o fumo, enquanto ele próprio tem um cigarro na mão." No final do ano passado, em meio à escalada da violência, o bloco árabe suspendeu a Síria e anunciou sanções contra o país. Em dezembro, após acordo com Assad para encerrar a violência na Síria, a Liga enviou um grupo de monitores ao país. As medidas são humilhantes para a Síria, que se considera uma potência do nacionalismo árabe. Inicialmente, Assad concordou com a missão. Agora, porém, esbravejou contra a Liga. O principal alvo foram as ricas monarquias do Golfo Pérsico. "Dinheiro não faz países ou culturas", disse. E questionou "com qual direito outros governos árabes tentam ensinar a Síria sobre democracia e reforma". Ontem, a Liga Árabe denunciou ataques a seus observadores nos quais 11 teriam sido fe-
em busca de refúgio. Em um discurso no Parlamento, o chefe do Estado Maior israelense, Benny Gantz, declarou que Assad "não é como (o ex-ditador líbio Muamar) Kadafi, do tipo dos que lutam até a última bala", e previu que o autoritário regime sírio desaparecerá nos próximos meses, informou o jornal Haaretz. Gantz acredita que a queda de Assad poderia provocar uma fuga dos alauitas, seita minoritária da qual pertence a elite dirigente e o próprio presidente. "O dia em que cair o regime sírio, será um golpe aos alauitas e nós estamos nos preparando para absorver esses refugiados", afirmou. (Agências) Divulgação/Reuters
ridos, na cidade de Latakia, no norte do país. Segundo o secretário-geral do bloco, Nabil el Arabi, a responsabilidade é de Damasco, "que falhou em garantir segurança". Arabi ainda revelou que a missão tem enfrentado uma "campanha tendenciosa" desde uma reunião da Liga Árabe sobre a Síria no domingo passado e advertiu que a missão
poderia ser interrompida se o ataque continuar. Segundo a ONU, mais de 400 pessoas morreram na Síria desde o início da missão da Liga Árabe no país, número que se soma às 5 mil vítimas contabilizadas desde o início da crise. Fuga - O Exército israelense acredita que líder sírio cairá em breve e prepara-se para uma possível chegada de sírios
Crianças participam de manifestação contra Assad em Homs
Uma grande família de hermanos O líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, chega à Nicarágua, seu segundo lar.
E
m seu giro pela América se se sentir em casa no país. Latina, o presidente do "Meu sentimento é que me enIrã, Mahmoud Ahma- contro como se estivesse entre dinejad, chegou ontem em Ma- os iranianos". Além de Ahmadinejad, ounágua para participar da posse de seu colega da Nicarágua, tros chefes de Estado particiDaniel Ortega, que inicia seu param da cerimônia de posse terceiro mandato de cinco de Ortega, incluindo o venezuelano Hugo Chávez. O prínanos, o segundo consecutivo, e a Divulgação/Reuters quem chamou de "irmão" – assim como fez com o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Logo após aterrissar em Manágua, Ahmadinejad se declarou "muito contente de estar na terra da revolução (sandinista), terra do presidente O r t e g a , m e u i rmão", e reafirmou que estreitará os laços com o país. "Minhas saudações de cora- cipe Felipe, herdeiro da Coroa ção, muito profundamente, Espanhola, também desemcordialmente, a meu irmão barcou no país. presidente Ortega, líder revoPassado - Ortega liderou a lucionário desta terra", conti- guerrilha sandinista durante a nuou o líder iraniano. ditadura de Anastasio SomoAhmadinejad chegou ao za, na década de 1970. Após a país procedente da Venezuela, queda da ditadura em 1979, ele durante viagem de cinco dias participou da junta de governo pela América Latina em um e foi presidente entre 1985 e momento no qual a comunida- 1990, mas perdeu as eleições de internacional aumenta a para Violeta Chamorro. pressão contra o Irã por seu Em 2006, Ortega conseguiu programa nuclear. vencer as eleições e em 2011 foi Ahmadinejad classificou reeleito, em meio a várias acuNicarágua como "terra da re- sações da oposição de fraudes volução". "As revoluções do no sufrágio. Ortega prometeu Irã e da Nicarágua são seme- seguir um caminho moderado lhantes", ressaltou ele, que dis- de esquerda. (Agências)
Amizade: Ahmadinejad é recebido em Manágua pelo chanceler da Nicarágua, Samuel Santos.
CHINA
U Ó RBITA
A. Majeed/AFP
Ao menos 35 pessoas morreram em um ataque contra milícias pró-governo no noroeste do Paquistão
ma poluição tão forte que não pôde ser medida cobriu a cidade de Pequim na segundafeira e provocou o atraso ou cancelamento de mais de 150 voos, mas o governo considerava a qualidade do ar "boa". As autoridades chinesas são acusadas regularmente de subestimar o risco da poluição. Segundo o site do aeroporto internacional de Pequim, o segundo mais movimentado do mundo, 155 pousos e decolagens foram adiados ou anulados. A embaixada dos Estados Unidos, que calcula de maneira independente a qualidade do ar, informou que a poluição na capital chinesa superava na manhã de segundafeira o nível "perigoso", o mais grave em seu índice. A nuvem de contaminação, que reduziu a visibilidade, se dissipou em boa parte no período da tarde. (Folhapress)
ESTADOS UNIDOS
U
ma pesquisa de boca-deurna feita pela Suffolk University aponta o exgovernador de Massachusetts Mitt Romney como vencedor das primárias republicanas em New Hampshire, ontem. A enquete diz que ele teria 37% dos votos, seguido pelo deputado texano Ron Paul, com 18% do total. Na campanha dos précandidatos republicanos não faltam ataques ao presidente Barack Obama e sua relação com o Brasil. "O presidente Obama quer ser o principal vendedor do petróleo brasileiro", afirmou o ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, em New Hampshire. Ele ainda acusou Obama de ter "dado US$ 2 bilhões ao Brasil" em sua visita ao país, em 2011, para prospectar petróleo em alto mar. A queixa já tinha sido feita por ele, e pelos pré-candidatos Michele Bachmann e Rick Perry em 2011, sem eco. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
INQUÉRITO Ministério Público vai investigar ação do governo do Estado e Prefeitura.
idades
CLIMA Subiu para 13 o número de mortos em consequência das chuvas no Rio.
MP investiga ação de PM na Cracolândia Promotores de Justiça classificam Operação Centro Legal como sendo "precipitada". Secretário da Segurança Pública promete manter Polícia Militar na região. Tiago Queiroz/AE
Movimento de usuários de drogas ontem na Cracolândia, na região central. Promotores criticam ação da Prefeitura e do governo estadual.
Ação no Centro de São Paulo vira debate político
H
á alguns dias, os principais jornais do País destacam que a discussão sobre o consumo do crack no bairro da Luz, inicialmente um problema de competência da polícia e dos órgãos de saúde pública, já invadiu o terreiro da política. Ontem, um novo capítulo sugere a politização do tema: o governo federal teria um plano de ação em que a Polícia Militar paulista só teria espaço para começar a agir em abril.
A polêmica começou no sábado, com a divulgação de uma notícia que sugeriu a antecipação da ação da PM sem o consentimento do prefeito Gilberto Kassab, do governador Geraldo Alckmin e pior: sem o comandante-geral da PM, Álvaro Batista Camilo . A ação policial somente teria início após a conclusão de um centro para tratamento de viciados, conhecido como o Complexo da Rua Prates, localizado no Bom Retiro. O prefeito Kassab, que esteve no local no sábado, disse que a obra ficará pronta até o final de fevereiro. Também no sábado, segundo o jornal O Estado de S.Paulo, Kas-
sab negou os boatos de antecipação da ação sem o seu consentimento e das autoridades do primeiro escalão da Prefeitura e do governo do Estado. Alckmin e Batista Camilo também negaram as especulações. Ontem, a informação de que o governo federal também participaria da operação causou estranheza e alimentou o debate político em torno da Cracolândia. Em seu blog na Veja.com, o jornalista Reinaldo Azevedo levantou a suspeita de que o governo federal teria violado as premissas do texto da Constituição Federal e a Constituição do Estado. "Dilma Roussef, por acaso, havia de-
cretado intervenção em São Paulo ao arrepio do Congresso?", indaga. Na prática, não é a primeira vez que a região vira o centro de uma queda de braço política. Há dois anos, um grupo de comerciantes, descontente com o projeto de revitalização chamado de Nova Luz, foi procurado por um grupo de deputados federais e estaduais do PT. Os parlamentares prometeram obter uma linha de financiamento federal para o custeio de um projeto de revitalização dos comerciantes, em uma clara oposição ao projeto do prefeito Kassab. Ivan Ventura, com agências
CHUVAS
Ana Carolina Fernandes/Reuters
"O
peração preci"Nosso propósito é tentar pitada", feita "à entender o fundamento terabase de cavalos, pêutico de impor dor e sofribombas de gás, mento aos dependentes. Essas balas de borracha, dor e sofri- pessoas já tiveram dor e sofrimento" e "aparentemente de- mento suficientes pela vida. sastrosa". Após criticar a Opera- Não é preciso que o Estado imção Centro Legal, o Ministério ponha uma dose suplemenPúblico (MP) anunciou ontem tar", explicou Valério. que instaurou inquérito civil Segundo o MP, o objetivo do para investigar as medidas ado- inquérito é apurar abusos cotadas por Estado e Prefeitura de metidos pela polícia e entenSão Paulo na Cracolândia. der os objetivos da ação, que A reação do governo veio rá- tem causado migração de pido. Minutos depois das de- usuários a outras regiões da ciclarações do Ministério Públi- dade. "Em curtíssimo prazo, co, o secretário de Estado da isso significa tornar essas pesSegurança Pública, Antonio soas inacessíveis aos técnicos Ferreira Pinto, definiu a atua- da assistência social, impedinção dos promotores como do a criação de vínculos", disse "oportunista", "pirotécnica" e Valério, porta-voz do grupo. "de interesse dos traficantes". Rua Prates – Ferreira Pinto "O destino desse inquérito é o negou que a ação tenha sido limbo dos arquivos", disse Pin- precipitada. E disse que a Preto, reclamanf e i t u r a d i sdo que os propunha dos motores nem e q u i pa m e nsequer ouvitos sociais e Queremos ram o Estado. de saúde nearticulação e " D e s a st r a d a cessários pafoi a maneira ra atender respeito em vez de como os proaos consumidor e sofrimento. motores estão dores de craEDUARDO FERREIRA VALÉRIO, abordando ck. "Dizer PROMOTOR DE JUSTIÇA DE esse tema", que era preciDIREITOS HUMANOS E completou o so esperar a INCLUSÃO SOCIAL secretário. abertura do A discussão centro da Rua foi mais um capítulo da polê- Prates é um despropósito." mica que começou na terça-feiPara os promotores, a operara da semana passada, com o ção tampouco serve para acacerco da Cracolândia pela Polí- bar com o tráfico. "Evidentecia Militar (PM). Um dia de- mente, onde estiver o consupois, o coordenador de Políti- midor, aí estará o traficante, cas sobre Drogas da Secretaria em qualquer lugar da cidade". de Estado da Justiça, Luís AlGastos – Eles também critiberto Chaves de Oliveira, disse caram os gastos na operação, que a estratégia da operação apontando a possibilidade de era forçar usuários a buscar tra- acusar os responsáveis por imtamento por meio de "dor e so- probidade administrativa. frimento" causado pela dificul- Ferreira rebateu afirmando dade de encontrar a droga. que as medidas estão sendo toArticulação – Ontem, os pro- madas com transparência. Por motores rebateram. "Queremos fim, afirmou que a polícia conarticulação e respeito em vez de tinuará na Cracolândia, includor e sofrimento", disse o pro- sive com a Rota, independenmotor de Justiça de Direitos Hu- temente do inquérito. Em nota, manos e Inclusão Social, Eduar- a Secretaria da Justiça, respondo Ferreira Valério, ao lado dos sável por coordenar as ações, também promotores Arthur teve outra posição. "O governo Pinto Filho, da Saúde, Luciana do Estado vê com bons olhos Bergamo Tchorbadjian, da In- todos os esforços de outras insfância e Juventude, e Mauricio tituições, como o Ministério Antonio Ribeiro Lopes, da Ha- Público, para aperfeiçoar o bitação e Urbanismo. combate a esta chaga social."
Ó RBITA
INTERDIÇÃO
A
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último dia da segunda fase do vestibular da Fuvest, realizada ontem, teve 9,03% de abstenção, o que corresponde a 2.845 ausentes. No domingo, primeiro dia de prova, que seleciona os alunos para a USP, a abstenção foi de 8,15%. Já ontem o índice foi de 8,56%. A segunda fase é composta por três dias de provas dissertativas. Para esta etapa, foram 31.504 convocados. (AE)
Ayrton Vignola/AE
Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interditou, por 30 dias, a faixa de ônibus da Avenida Rebouças, entre as ruas Joaquim Antunes e Oscar Freire, no sentido Centro, para a realização de obras no corredor de ônibus. O bloqueio entre a Rua Joaquim Antunes e a Avenida Brasil começou ontem. Na sexta-feira, começará entre a Avenida Brasil e a Rua Oscar Freire. (AE)
FUVEST
Enterro de vítimas das chuvas na cidade de Sapucaia, no interior do Rio. Moradores afirmam que 11 pessoas ainda estão desaparecidas
Rio enterra seus mortos
M
VIADUTO – A Prefeitura ainda não sabe quanto tempo vai durar a interdição no Viaduto Pompeia, na zona oeste. A estrutura foi abalada por um incêndio embaixo da estrutura.
ais cinco corpos foram encontrados ontem e o número de mortos subiu para 13 em Sapucaia, no interior do Rio. Doze mortes foram provocadas por deslizamento de terra, que soterrou oito casas no distrito de Jamapará, e um homem morreu no desabamento de uma casa em localidade próxima. Sete cidades do interior estão em estado de emergência nas regiões norte e noroeste. Mais de 12 mil pessoas
estão desalojadas ou desabrigadas em 13 municípios. As rodovias BR-393 (antiga Rio-Bahia) e a Via Dutra estão com trechos parcialmente interditados por conta de quedas de barreiras. Em Campos, a BR-356 continua interditada no km 120 por conta da cratera, que se abriu na pista e alagou o bairro de Três Vendas. Enterros – Em Sapucaia, o dia ontem foi dedicado ao trabalho das equipes de resgate e aos en-
terros das vítimas. O pequeno cemitério de Jamapará não estava preparado para receber tantos enterros. Os velórios atraíram cerca de 200 pessoas. Até o início da noite de ontem, o funcionário da Prefeitura de Sapucaia Francisco Edézio Lopes, de 46 anos, a mulher dele e as duas filhas do casal, que estariam em um Fusca levado pelo deslizamento, não haviam sido localizados pelas equipes de resgate.
O secretário de Defesa Civil, Sérgio Simões, disse que os moradores garantem que 11 pessoas ainda estão desaparecidas e que o número de mortos na cidade pode subir para 20. Um dos desaparecidos é Pablo Antônio de Carvalho, de 28 anos, que gritou por socorro das 3h30, quando foi soterrado pela avalanche, até as 7 horas, mas não conseguiu ser localizado pelos vizinhos. (AE) Mais chuva na pág.6
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DISTÂNCIA O Odontomóvel já percorreu 22 estados e 400 mil quilômetros.
setor
KITS O projeto distribuiu também 70 mil kits de higiene bucal.
Kelly Ferreira
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Projeto Sorrindo com a Ford, também conhecido como Ford Odontomóvel – um consultório odontológico que roda as estradas de todo o Brasil prestando atendimento gratuito aos caminhoneiros e à comunidade –, está comemorando mais de 50 mil atendimentos. A iniciativa, idealizada pelo cirurgião-dentista Cássio de Melo, oferece, gratuitamente, profilaxias, raspagem, restaurações, cirurgias e atendimentos emergenciais. Além destas intervenções, dá orientações sobre prevenção da saúde bucal em todo o País. Os procedimentos são realizados dentro de um caminhão Ford Cargo 815, eletrônico e com baú, o famoso Odontomóvel – um consultório móvel completo que já percorreu 22 estados brasileiros e mais de 400 mil quilômetros. Segundo o gerente de Marketing da Ford Caminhões, Pedro Aquino, ao longo dos anos o público-alvo foi ampliado. "Os dentistas atendem também frentistas de postos e moradores das comunidades, além de promover palestras sobre saúde e higiene bucal em escolas para milhares de alunos", disse. O Odontomóvel possui equipamentos modernos para a realização de procedimentos simples, como limpezas e obturações, até os mais complicados, como restaurações, raspagens e cirurgias. Na área externa, tem pias, escovas, creme e fio dental, enxaguante bucal e tela com vídeos educativos para orientação sobre higiene bucal. O caminhão estaciona em locais estratégicos, como postos de combustível, feiras e distribuidores Ford, permanecendo por um período entre dois e três dias. Também faz visitas a escolas e eventos em parceria com concessionárias de rodovias e prefeituras. Os atendimentos no odontomóvel são realizados pelo dentista Cássio acompanhado de um auxiliar. "Quando estaciona nos postos de gasolina, atende também frentistas e pessoas da comunidade, além de promover palestras sobre saúde e higiene bucal em escolas, para milhares de alunos", explicou o gerente de Marketing da Ford Caminhões. Sem tempo - Em 12 anos de projeto, foram levantados dados relevantes sobre a saúde bucal dos caminhoneiros. Por exemplo: 63% deles visitarem só vai ao dentista apenas em casos de emergência e, na maioria das vezes, para extrair o dente afetado. Já 31% visitam o consultório dentário, em média, a cada três anos e 6% vão ao dentista uma vez ao ano. Outro dado apontado é que 93% dos caminhoneiros sofrem de doenças periodontais (da gengiva), sendo que a maioria já perdeu um ou mais dentes devido ao problema. 83% deles apresentam cáries, sendo que 72% dos motoristas com mais de 45 anos de idade já usam prótese total. Quase 100% já extraíram um ou mais dentes, 96% não usam fio dental, mas o palito de dentes é utilizado por 65%. A grande maioria dos caminhoneiros escova os dentes duas vezes ao dia (48%) e apenas 16% escovam três vezes ao dia. Para 89% dos motoristas, o descaso com a saúde bucal é devido à falta de tempo e de serviços adequados nas rodovias do País. "Encontramos caminhoneiros e familiares por mais de uma vez nas ações do Odontomóvel. Percebemos que o resultado foi positivo quando vemos melhora na escovação, no número de cáries, na higiene bucal e também na auto-estima. É muito bom ver o quanto um sorriso saudável e bonito muda a aparência e o bem estar dos caminhoneiros", disse Cassio.
Projeto Sorrindo com a Ford coloca um consultório móvel nas rodovias, montado em um caminhão, e leva atendimento odontológico para caminhoneiros e comunidades carentes e norte a sul do País. São 12 anos de prestação de serviços e mais de 50 mil atendimentos realizados até o momento.
Com o sorriso na estrada Fotos: Divulgação
Percebemos que o resultado foi positivo quando vemos melhora na escovação, no número de cáries, na higiene bucal e também na autoestima. CÁSSIO DE MELO, CIRURGIÃO-DENTISTA E IDEALIZADOR DO PROJETO
Consultório odontológico montado dentro do caminhão (à esquerda) e Pedro Aquino (direita), gerente de Marketing da Ford Caminhões
Iniciativa - A ideia do Odontomóvel surgiu da experiência do cirurgião-dentista paulista Cássio de Melo, de 50 anos, que dedicou boa parte de seus 24 anos de profissão ao atendimento em creches, escolas e asilos. Tudo começou em 1995, quando a t e n d i a c a m i n h o n e i ro s e atuava como consultor da revista Saúde Pública Hospita-
lar, destinada aos secretários de saúde de todo o Brasil. Viajando pelo País, Cassio percebeu que os motoristas não podiam fazer visitas periódicas ao dentista. No mesmo ano, decidiu lançar o programa Sorrindo na Boleia, com um consultório fixo instalado em um posto de serviços próximo à cidade de Embu, na Região Metro-
politana de São Paulo. O sucesso obtido foi acima do esperado. Em apenas cinco dias foram realizados 338 atendimentos. A partir daí, o dentista saiu em busca de patrocínio. A Ford tomou conhecimento da ideia e o procurou, dando início assim ao projeto Sorrindo com a Ford. O Projeto Sorrindo com a Ford foi criado em 2000 e. des-
de então, percorr o Brasil inteiro, de norte a sul, levando atendimento odontológico gratuito aos caminhoneiros e também às comunidades carentes por onde passa. O programa foi levado adiante, principalmente, por causa da constatação das dificuldades que os caminhoneiros enfretnam mpara cuidar dos dentes, devido à vida na estrada.
No total, além dos atendimentos, o projeto já distribuiu gratuitamente 70 mil kits de higiene bucal. Os dados ainda não estão contabilizados, mas a perspectiva é que oito mil pessoas tenham recebido atendimento no ano passado, em 40 mil quilômetros rodados, cobrindo desde o Rio Grande do Sul até as cidades do nordeste brasileiro.
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10 -.LOGO
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How Hwee Young
F ORAGIDO
ANO NOVO - Enorme dragão feito com 3 mil lanternas, em Pequim, para as celebrações do ano novo chinês, dia 23.
KOMBI? A primeiro Kombi, fabricada em 1950, estreou com um design atraente e simples, tornando-se um verdadeiro sinônimo de 'liberdade sobre rodas'. Agora, virou objeto de desejo em forma de bola. Os devotos da mais famosa perua da Volkswagen vão adorar. http://designyoutrust.com/ 2012/01/10/vw-van-ball/
Animação no prato
À caça de um artista em SP
A
Justiça determinou xar o local em seu Toyota Corola prisão temporária la blindado, com a mão direita (por dez dias) do ar- ao volante e a esquerda emputista plástico Michel nhando uma arma. Ele também Goldfarb Costa, 35, suspeito de trajava o colete. roubar quatro carros e atirar Imagens que poderiam ajucontra várias pessoas -duas de- dar na identificação do suslas acabaram feridas – no Saco- peito não foram registradas mã (zona sul Reprodução por câmeras da capital), da CET nas avenidas n a m a d r udos Bandeigada de domingo para rantes e Ta n c r e d o segunda. N e v e s . S eAté a noite de ontem ele gundo o del e g a d o seguia foraManfrim, os gido. Foi visto pela últiequipamenMichel Goldfarb Costa tos não estama vez na região da ponte da Casa Verde riam funcionando. (zona norte), depois de abandoA CET confirmou que o semáforo no cruzamento entre as nar um Celta batido no local. Costa não tinha porte de ar- avenidas Tancredo Neves e ma, segundo o delegado Mar- Nossa Senhora das Mercês, oncos Manfrin. Tinha apenas o re- de o atirador disparou várias gistro de uma pistola 380 e de vezes, está em manutenção. um colete à prova de balas. Costa será indiciado sob suspeiA polícia suspeita de que o ar- ta de tentativa de homicídio, tista sofreu um surto psicótico e, roubo, porte ilegal de armas e por isso, saiu roubando carros e disparo de arma de fogo. A namorada do suspeito, atirando a esmo pelas ruas. Uma testemunha, moradora do Luciane Rodrigues, 35, relatou condomínio em que o suspeito à polícia que ele sofria mania mora, disse ter visto Costa dei- de perseguição. (Folhapress)
www.dcomercio.com.br
O fotógrafo belga Jean-Francois De Witte criou uma série de imagens divertidas usando apenas utensílios de cozinha. http://designyoutrust.com/ 2012/01/09/creative-dishesphotography/
Patrick Baz/AFP
J AMAL
E NEM
Morre filhote de girafa do zoológico
71 alunos conseguem acesso à redação
O filhote de girafa Jamal, que nasceu no Zoológico de São Paulo, na zona sul da capital, em fevereiro do ano passado, morreu durante as festas de fim de ano. Ainda não há informação sobre o que causou a morte do animal. Jamal nasceu na madrugada de 4 de fevereiro de 2011, com 50 quilos e 2 metros de altura. Em março, após duas semanas de votação, o Zoológico anunciou o nome escolhido pelo público para o filhote de Mel e Palito, o casal de girafas que chegou em 2007 ao parque. (Agências)
O Ministério da Educação informou ontem que 71 alunos de todo o país, até agora, obtiveram na Justiça o direito ao acesso à redação corrigida do último Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Dentre eles estão os 12 estudantes que conseguiram o acesso à redação na Justiça Federal no Ceará. Até a noite de segunda, o ministério e o Inep, órgão responsável pela realização do Enem, reconheciam apenas alguns casos, como 11 liminares concedidas pela Justiça Federal do Rio de Janeiro e uma de São Paulo – único caso no qual um aluno conseguiu mudar a sua nota. (AE)
Apu Gomes/Folhapress
I MPLANTE
Agora, é a vez da prótese holandesa.
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LÍBANO BRANCO - A neve cobria ontem as montanhas de Oyoun al-Siman, no resort de Kfardebian-Faraya, perto da capital Beirute, vista ao fundo. O esqui pode ser praticado no local entre dezembro e abril, os meses mais frios na região.
M ARKETING
E M
C A R T A Z
C OPA 2014
Ricardo Teixeira fora da equação A Fifa e o governo brasileiro lançam uma operação para tentar marginalizar Ricardo Teixeira das decisões da Copa do Mundo de 2014 e fechar um acordo sobre os pontos pendentes até março. Na segunda-feira, Pelé, com um mandado da presidente Dilma Rousseff, se reuniu com a Fifa em Zurique. Ontem, foi a vez do presidente da entidade, Joseph Blatter, receber de forma discreta o deputado federal Romário para discutir a aprovação da Lei Geral da Copa no Congresso e uma estratégia de colaboração. (AE)
A Koleston teve uma ideia brilhante. Para enfatizar os ingredientes naturais de seu colorante capilar, foi colocado um outdoor com uma mulher numa praia, onde o céu e o mar ficaram visivelmente atrás do quadro. O efeito? Ver o cabelo mudando de cor de acordo com as fases do dia.
ARTE Mostra A Arte dos Direitos Humanos traz obras de 25 artistas plásticos sobre o tema. Reitoria da Unesp. Rua Quirino de Andrade, 215, Centro, tel.: 5627-0235. Grátis.
O comércio de próteses mamárias Rofil, fabricadas com silicone feito pela PIP, será proibido no Brasil. A Anvisa deve emitir um comunicado em breve sobre o cancelamento da autorização para a venda do produto pela Pharmedic Pharmaceuticals Importação no Brasil. Usuárias dos implantes holandeses já se queixaram do silicone, mas não há detalhes dos problemas. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica recebeu denúncias de que a Rofil usava o mesmo material que a fabricante francesa PIP colocava em seus implantes e que correm o risco de romper. (Folhapress) L OTERIAS Concurso 1036 da DUPLA SENA Primeiro sorteio 04
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Segundo sorteio 11
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Concurso 2794 da QUINA 01
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11 GREENPEACE Vale concorre a pior empresa do mundo em prêmio de ONG.
conomia
SHOPPING Aliansce adquire o controle de cinco centros de compras por R$ 574,5 mi.
A montanha pariu um gigante Grandiosidade que envolve a construção do superporto de Açu só não impressiona mais que sua relação com o próprio mar.
Fernando Gabeira texto e fotos
F
Gabeira agora no DC
O
jornalista Fernando Gabeira passa, a partir de hoje, a colaborar com três reportagens mensais para o Diário do Comércio. Nascido em Juiz de Fora (MG) em 1941, o escritor e jornalista começou sua carreira na imprensa mineira no início dos anos 1960. O estilo marcante de seus textos ficou famoso entre os colegas de redação. No final daquela década ingressou na luta contra o regime militar, foi preso e passou dez anos exilado. Sua farta produção literária se intensificou a partir da volta ao Brasil, em 1979, com obras sobre temas como as liberdades individuais e ecologia. Ganhador do Prêmio Jabuti de Literatura com o livro O que é isso Companheiro – depois transformado em filme –, Gabeira também escreveu O Crepúsculo do Macho, Entradas e Bandeiras, Hóspede da Utopia, Goiânia, Rua 57 e Vida Alternativa, entre outros. Carioca por opção desde 1963, Gabeira foi deputado federal pelo Rio de Janeiro.
oi a primeira visita ao Porto de Açu. Cheguei a ele por um curioso caminho. Seguia a trilha do minério de Conceição do Mato Dentro que seria enviado num tubo por um trajeto de 525 quilômetros. Os mineiros sempre pensaram numa saída para o mar. Na década de 1950, um político chamado Nelson Thibau fazia campanha instalando um navio na principal praça da Belo Horizonte. Prometia levar Minas ao mar, ou o inverso, dependendo da empolgação do momento. Os minérios conseguiram o caminho direto, os mineiros ainda não. Queria conhecer o Porto de Açu para responder à pergunta: como a montanha de Conceição do Mato Dentro chega ao mar e acaba na China? Descobri que não é caminho fácil. Tanto Minas como o mar precisam se adaptar a esse encontro, que foi possível graças à crescente demanda pelo minério brasileiro na Ásia. O superporto de Açu fica em São João da Barra, norte do estado do Rio de Janeiro. A construção é capitaneada pelo bilionário Eike Batista, com investimentos de US$ 40 bilhões. A imagem que tinha do superporto era da ponte e do píer, projetando-se para o mar e apontando para o horizonte. É possível imaginar alguns navios de grande dimensão, com capacidade de 400 mil toneladas, atracados nos berços do cais principal. E ainda há outro, menor, por onde pequenos navios chegam por um canal. Mas o projeto não vai apenas levar Conceição para a China. Ele é muito mais amplo, pois numa área de 90 quilômetros quadrados acolherá duas siderúrgicas, um estaleiro, indústria de automóvel e empresas de logística para o petróleo, já na fase do pré-sal. O grupo de Batista fez inúmeras negociações com o governo, autoridades ambientais e a própria cidade de São João, antes de iniciar as obras em 2007. Mas as imagens que mais me impressionaram revelam que o grande personagem é o oceano Atlântico. É com ele que se dão as transações mais complexas. A primeira dessas imagens, vista do alto, mostra algo parecido com uma superfície lunar: toneladas de areia branca. Toda essa areia é retirada do mar e se destina a criar uma base de quatro metros de altura para o complexo industrial que funcionará ali.
Toneladas de areia branca vinda do mar, um píer sobre o Atlântico e uma casinha cor de rosa: imagens de um megaprojeto.
Distante 24,14 quilômetros do porto, há uma jazida com 100 milhões de metros cúbicos. Imensas dragas chinesas recolhem a areia no mar e a bombeiam através de tubos para a área das futuras indústrias. Vem do Atlântico a base física para o complexo. Por isso é o mar com seus recursos que oferece a visão de mais impacto, afora a ponte e o píer, expressões de engenharia humana. Uma outra imagem reforça a ideia do mar como personagem central: 4 milhões de toneladas de pedra que serão usadas para quebrar sua força e garantir proteção para os navios atracados. As pedras vêm de regiões próximas e estão sendo acumuladas para o quebra-mar. Além delas, foram trazidas do exterior algumas estruturas de cimento que parecem foguetes e se encaixam umas nas outras
como um lego. Os engenheiros calcularam a força das marés através de um estudo sobre seu comportamento nos últimos 100 anos. O mesmo processo foi feito pela usina de Fukushima, no Japão. Mas o tsunami excedeu os cálculos. Algo quase impossível no Brasil, dada a estabilidade das placas no Atlântico. De qualquer maneira, a areia que sai no mar e as pedras que se acumulam para contê-lo são dois grandes movimentos ao redor do Porto de Açu. Existe um outro, menos perceptível, mas que também está ligado ao oceano. É o trabalho de produção de mudas para recuperar a restinga, numa área de 40 quilômetros quadrados. Eike Batista comprou algumas fazendas em torno do empreendimento e uma delas, a Cacoara, será usada para o re-
plantio da restinga. As mudas estão sendo preparadas e o processo de recuperação já começou. Bem-sucedido e levado até o final, pode se tornar uma referência em restinga, para estudantes e pesquisadores. Esse trabalho é uma compensação pelo pedaço de vegetação destruído pela obra. O projeto prevê que a população de todo o entorno do Porto de Açu pode chegar a 700 mil pessoas. Só a pequena cidade de São João da Barra poderá atingir os 250 mil habitantes em 2025. Receber essa maré humana é mais complexo ainda do que domar os caprichos do oceano Atlântico. Presidente da LLX, empresa que constrói o porto, Otávio Lazcano afirma que já se investiram R$ 250 milhões em obras sociais, ambientais, formação de pescadores e agricultores e
preparação do comércio. A empresa pretende construir uma cidade de 50 mil habitantes, projetada por Jaime Lerner e com uma visão sustentável. Só o futuro dirá se os planos não são envolvidos pela realidade, como aconteceu com Brasília e Carajás: cidades satélites envolvendo o projeto piloto. A última imagem que eu trouxe do Porto de Açu é, na verdade, a questão ainda aberta: a recolocação dos moradores que vivem na área. É a imagem de uma casa cor de rosa com fogão, geladeira, móveis, tevê e computador. Foram entregues a 36 famílias. Mas há luta de alguns moradores em torno da desapropriação. O tema é tratado pelo governo porque foi ele quem desapropriou as terras. Há divergências sobre o número de famílias e, também, quanto ao valor da terra. O caso chegou ao Ministério Público que vai examiná-lo este ano. Uma visita e meia dúzias de imagens ainda não respondem à pergunta sobre como Conceição do Mato Dentro chegará até a China. Dará mais trabalho do que Nelson Thibau, o político que prometeu o mar a Minas Gerais, poderia imaginar.
12 -.ECONOMIA
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
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e Renda fixa lidera ranking Alimentos derrubam IPC-C1 em 2011 anual de investimentos A Muitos investidores ainda têm obsessão por ativos de menor risco. Demosthenes Pinho Neto, da Anbima
conomia
Em 2011, captação foi menor que em 2010. Por outro lado, patrimônio líquido dos fundos cresceu. Rejane Tamoto
O
s fundos de renda fixa e previdência lideraram a preferência dos investidores no ano passado, enquanto houve queda na captação dos multimercados, segundo balanço divulgado ontem pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Em 2011, a captação líquida do mercado de fundos chegou a R$ 84,928 bilhões, menor do que o recorde apurado em 2010, de R$ 114 bilhões, e do resultado de 2009, R$ 88 bilhões. Por outro lado, o patrimônio líquido dos fundos ficou em R$ 1,925 trilhão, alta de 16,07% em relação a 2010. O vice-presidente da Anbima Demosthenes Pinho Neto disse que o Brasil se tornou um centro de administração de recursos robusto. Até junho do ano passado, a participação desses fundos no mercado mundial era de 4,3%. "É a 6ª maior indústria de fundos do mundo, e deve passar a Irlanda e Luxemburgo quando os resultados de dezembro forem consolidados. Em três ou quatro anos, podemos alcançar a França", disse. A expectativa de Pinho Neto para este ano é que a economia cresça de 3% a 3,2%, ou
um pouco mais do que o mercado estima para 2011, entre 2,7% e 2,8%. Segundo ele, há alento nos números norteamericanos – que mostram crescimento pouco mais vigoroso do que o esperado – mas dados negativos para países da Europa. "No geral, o Brasil está em uma posição sólida, que permitirá à indústria de fundos continuar crescendo. E neste ano deve repetir a evolução de 2011." Renda fixa – De acordo com o vice-presidente da Anbima, a renda fixa influenciou muito o resultado da captação total dos fundos em 2011. "Muitos investidores ainda têm obsessão por ativos de menor risco", frisou. Elevações da taxa básica de juros (Selic) ao longo do ano também atraíram o investidor para a aplicação. Outro movimento específico foi a migração de um fundo multimercado do tipo Macro para renda fixa, no valor de R$ 28 bilhões, em fevereiro. Em 2011, a aplicação captou, ao todo, R$ 80 bilhões, o maior valor para um ano desde 2002. Pinho Neto espera que este tipo de fundo continue em boa posição. "Não espero que haja migração da renda fixa para a variável, porque a perspectiva de crescimento da economia, de 3%, deve refletir no balanço das empresas na bolsa. É bem
ministração dos fundos." Previdência – O segundo fundo que mais captou recursos em 2011 foi o de Previdência, com R$ 25,3 bilhões. O vice-presidente da Anbima atribuiu este resultado à maturidade das pessoas físicas, que têm aderido cada vez mais a essa poupança de longo prazo. "O crescimento da renda fez as pessoas subirem de escala e entrarem nestes fundos. É uma categoria que deve crescer muito nos próximos anos." Na contramão, a captação dos fundos multimercados caiu R$ 46,788 bilhões. Pinho Neto explica que esse tipo de investimento é de curto prazo, e tem uma natureza diferente. "O aplicador fica até a maturação de um projeto de investimento do setor real da economia, e então resgata", afirmou. A perspectiva do dirigente é que o desempenho deste fundo melhore, se houver solução para a crise europeia. Embora tenham registrado a maior saída de recursos, fundos multimercados ofereceram mais ganhos que a renda fixa. O multimercado do tipo Juros e Moedas rendeu 12,53% em 2011, frente aos 12,47% gerados pela renda fixa. O maior retorno, porém, foi o oferecido pelo fundo renda fixa Índices, que fechou 2011 com rentabilidade de 14,33%.
diferente de quando o crescimento era de 7%", afirmou. Mesmo que a taxa de juros mantenha a trajetória de queda esperada pelo mercado, Pinho Neto vê um cenário positivo para renda fixa. "Acho que a taxa não chegará a um nível que incomode o investidor. Se permanecer entre 9,7% e 10% ainda será alta. A competição entre as instituições também tende a reduzir as taxas de ad-
limentos mais baratos derrubaram a inflação das famílias de baixa renda em 2011. No entanto, na margem, o setor foi o que mais contribuiu para o avanço de preços entre os mais pobres de novembro para dezembro. A avaliação é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz. Segundo ele, o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) desacelerou de 11,33% para 5,98% de 2010 para 2011, favorecido pela perda de força da inflação dos alimentos (de 11,03% para 5,45%). Mas, de novembro para dezembro, o indicador saltou de 0,50% para 1%, pressionado por Alimentação (de 0,63% para 1,74%). B r a z e x p l i c o u q u e, e m 2011, a perda de dinamismo da economia global e a piora da crise europeia levaram ao arrefecimento no avanço dos preços das commodities, em particular as agropecuárias. Na prática, isso contribuiu para alimentos mais baratos no mercado doméstico. Ao mesmo tempo, o especialista lembrou, não houve quebra de safras expressivas, que causariam redução na oferta. De novembro para dezembro, aspectos sazonais como maior consumo de carnes e entressafras, levaram a redução de oferta em itens mais consumidos na cesta dos mais pobres. É o caso das altas de preços em carnes bovinas
(de 2,51% para 3,63%), aves e ovos (de 0,85% para 2,56%), panificados e biscoitos (de 0,75% para 1,62%), frutas (1,04% para 2,53%) e arroz e feijão (-1% para 3,59%). No entanto, ao longo do ano, as principais quedas foram no setor de alimentação. É o caso de arroz e feijão (5,91%), frutas (-0,12%), panificados e biscoitos (- 4,31%), aves e ovos (-5,56%), e carnes bovinas (-5,17%). "Não tivemos choque de oferta em itens essenciais da cesta básica. Ao contrário, os preços ficaram mais comportados." Para o especialista, a inflação entre os mais pobres deve seguir esse ritmo em 2012. Isso porque fatores que contribuíram para commodities mais baratas ainda devem permanecer este ano, pelo menos a curto e médio prazo. "Não acho que seja um ano de grande valorização de preços", acrescentou. Além disso, lembrou, notícias sobre safra até o momento são positivas. Entre famílias mais pobres, compras de alimentos respondem por 40% do orçamento mensal, enquanto que, entre famílias ricas, não ultrapassa 30%. Ou seja: a trajetória da inflação dos alimentos determina a trajetória do IPC-C1. "A inflação entre os mais pobres deve seguir ritmo de desaceleração. Se ficou mais baixa em 2011, também pode ficar mais baixa em 2012", explicou. (AE)
Novas atividades no cadastro do EI
André Dusek/Agência Estado
Para ex-ministro, presidente do BC é o 'grande heroi de 2011'
Bresser-Pereira elogia atuação de Tombini e Dilma
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presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, foi o grande herói de 2011, comentou ontem o ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira, sobre a atuação do presidente do BC sobre a gestão de política monetária no ano passado. "Me surpreendeu. Só os neoclássicos ficaram indignados. Felizmente, o BC só tem funcionários públicos no seu colegiado", destacou. Bresser-Pereira fez as declarações durante a terceira edição do Laporde -Latin America Advanced Programe on Rethinking Macro and Development Economics -, realizado na Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (Eesp/FGV), com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Ordem dos Economistas do Brasil (OEB). Para o ex-ministro, Tombini e a presidente Dilma Rousseff estão empenhados em reduzir o nível de juros nominais e reais no Brasil. "A eclosão da crise externa, no ano passado, provocou uma onda desinflacionária no mundo que permitiu ao BC no Brasil atuar de forma ativa para mitigar os efeitos
da desaceleração mundial sobre o País", ponderou. "O governo quer levar os juros reais para 2% a 3%", afirmou Bresser-Pereira, que acredita que tal fato ocorrerá até 2014, no final da administração de Dilma Rousseff. Em sua avaliação, a inflação no Brasil está baixando e ficará num nível menor neste ano, até porque a crise externa é vigorosa e não deve ser solucionada na Europa antes de 2014. Nesse contexto, ele não acredita que preços de commodities terão desempenho promissor. Outro elemento importante, segundo o ex-ministro, é que o nível de atividade está moderado a ponto de ainda não dar sinais claros de que o Brasil pode crescer 4% neste ano, como estima o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Para Bresser-Pereira, todos estes fatores dão indicações de que a taxa de juro básica, a Selic, poderá atingir um dígito neste ano. Para ele, a percepção do mercado financeiro de que a Selic continuará em dois dígitos em 2012 não se baseia numa análise macroeconômica séria. "A taxa de juro é um alimento muito importante para a rentabilidade de suas operações." (AE)
Divulgação
A
partir deste ano, outras atividades poderão ser desenvolvidas por empreendedores individuais (EIs) . O beneficiador de castanha, comerciante de produtos de higiene pessoal, o fabricante de amendoim e castanha de caju torrados e salgados, fabricante de polpas de frutas, o fabricante de sucos concentrados de frutas, hortaliças e legumes e o técnico de sonorização e de iluminação que possuem faturamento bruto anual de até R$ 60 mil podem se cadastrar neste regime. Essas novas atividades foram inseridas na relação de categorias permitidas ao Empreendedor Individual (EI), por meio da Resolução nº 94 do Comitê Gestor do Simples Nacional, da Receita Federal. A nova resolução retirou também duas categorias que antes podiam se formalizar como EI e agora não são mais permitidas. São elas o concreteiro e o mestre de obras. A lista completa com as 471 atividades do EI pode ser consultada no site www.previdencia.gov.br. Segundo a Receita Federal do Brasil (RFB), o País já ultrapassou 1,9 milhão de empreendedores individuais. Varejistas de roupas e cabeleireiros são as categorias que apresentam o maior número de formalizações. Em 2012, os estados que lideram os registros são São Paulo (1.302), Rio Grande do Sul (1.124), Minas Gerais (1.007), Ceará (691) e Rio de Janeiro (562). Podem se inscrever trabalhadores que atuam em uma das 471 atividades permitidas, que têm faturamento anual até o teto de R$ 60 mil e possuem, no máximo, um empregado com remuneração de um salário mínimo ou piso da categoria. O trabalhador que se enquadra deve se inscrever no Portal do Empreendedor. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae),
o novo teto da receita bruta anual do Empreendedor Individual (EI), que passou de R$ 36 mil para R$ 60 mil a partir de 1º de janeiro, já contribui para o crescimento do programa do governo federal. Apenas nos quatro primeiros dias úteis de 2012, 15.856 trabalhadores saíram da informalidade no Brasil. Outro levantamento realizado pelo Sebrae aponta que, em todo o país, 87% dos EI pretendem se tornar microempresários. Para o gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Bruno Quick, o novo limite beneficia principalmente os EI que estão estabelecidos em áreas urbanas. "Eles querem crescer e se modernizar, e o novo teto viabilizará seu crescimento." Benefícios - O trabalhador cadastrado como empreendedor individual passa a ter acesso aos benefícios da Previdência Social, como aposentadoria por idade ou por invalidez, auxílio-doença e saláriomaternidade. Além disso, a família do trabalhador passa a ter direito a pensão por morte e também auxílio-reclusão.
O empreendedor cadastrado paga a contribuição mensal de 5% do salário mínimo (R$ 31,10). Paga também mais R$ 1 de ICMS, caso trabalhe no comércio e na indústria, ou mais R$ 5 de ISS, para o caso de serviços. (Ag.Sebrae)
Comerciantes de produtos de higiene pessoal são alguns dos novos empreendedores que podem se cadastrar no programa a partir deste ano. Teto do faturamento anual para fazer inclusão é de até R$ 60 mil
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A demanda doméstica (chinesa) está se moderando, mas a um ritmo gradual, e deverá permanecer robusta pelos padrões internacionais. Analistas do banco Barclays Capital
conomia Alex Domanski/Reuters
Para a Fitch, a saída da Grécia da zona do euro continua sendo uma "opção potencial".
Itália oferece o maior risco para o euro Alerta foi feito pela agência de classificação de risco Fitch, que também anunciou que outros cinco países poderão ter suas notas rebaixadas.
A
agência de classificação de risco Fitch Ratings informou que seis países europeus podem ter notas de crédito rebaixadas até o fim deste mês e que a situação da Itália, atualmente nota A+, é a mais preocupante. David Riley, chefe da divisão de ratings soberanos globais, afirmou que a agência poderá rebaixar as notas de Itália, Espanha, Bélgica, Irlanda, Eslovênia e Chipre. A Fitch disse que a Itália é o país que oferece o maior risco para o euro em meio à crise da dívida soberana atual e o tama-
nho da sua carga tributária e da necessidade de o país acessar os mercados de títulos públicos são uma grande preocupação, pelo seu atual custo para obter empréstimos. A Itália enfrenta uma quantia "alarmante" de bônus governamentais que precisam ser pagos em 2012, e a falta de acordo entre os líderes europeus sobre como implementar uma "proteção" na região coloca pressão sobre o rating do país, afirmou Riley. Um yield (retorno ao investidor) dos bônus do governo italiano de 400 pontos-base sobre os bônus alemães combi-
nado com um crescimento zero do Produto Interno Bruto (PIB) poderão ser "explosivos" para o país, enquanto um spread de 150 pontos-base e um aumento de 1,5% do PIB tornariam o país solvente, conforme informou a agência. O chefe da divisão de ratings disse também que a saída da Grécia da zona do euro continua uma "opção potencial". França – Por outro lado, para alívio dos franceses, a Fitch informou que não prevê um rebaixamento no rating triplo A da França neste ano, segundo comentou uma porta-voz da companhia, citando um comu-
ANO XXV ANO XXV
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CENOFISCO Apoio: Cenofisco
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s conversas em torno de um desconto na dívida soberana entre a Grécia e os detentores de títulos do governo avançaram, disse ontem o vice-ministro de Finanças, Filippos Sachinidis, no entanto nenhum acordo foi alcançado. "Chegamos a um ponto satisfatório, mas não chegamos a um acordo. Não há um texto final", declarou o ministro grego. "Queremos um acordo voluntário no qual o setor privado participe e que garanta a sustentabilidade da dívida grega", disse Sachinidis. O governo grego está sob pressão para concluir um acordo com seus credores privados, buscando reduzir à metade
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QUARTA-FEIRA, 11 DE JANEIRO DE 2012
TABELA DO IRRF PARA 2012 Qual a tabela do IRRF para janeiro/2012? Saiba mais acessando a íntegra no site: [www.empresario.com.br/legislacao]. QUAL O PROCEDIMENTO QUE DEVE SER ADOTADO NA AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS PARA EMPRESA EFETUADA POR FUNCIONÁRIO, COMO REGISTRAR NO IMOBILIZADO ESSA COMPRA, POIS TEMOS APENAS A INVOICE? Entendemos que não houve processo de importação (Declaração de Importação, radar etc). Caso o funcionário tenha trazido a mercadoria em sua bagagem, caberá a emissão de nota fiscal de entrada,nos termos do artigo 136, inciso I alínea “a” do RICMS/00, aprovado pelo Decreto nº 45.490/2000,sem direito a crédito. COTAS DE APRENDIZES A contagem de cotas do aprendiz: deve ser contado apenas os cargos de nível médio e fundamental como base? Saiba mais acessando a íntegra no site:[www.empresario.com.br/legislacao]. A AQUISIÇÃO DE CANA DE AÇÚCAR POR INDÚSTRIA DE AÇÚCAR E ÁLCOOL PODE SER FATURADA DE FORMA CENTRALIZADA NA EMPRESA MATRIZ? Cumpre-nos informar que para efeitos fiscais cada estabelecimento é autônomo para cumprimento das obrigações fiscais,nos termos do artigo 15, §2º do RICMS/SP. Desse modo, cada estabelecimento deverá emitir a NF correspondente as suas próprias operações.
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China teve, em 2011, o menor superávit comercial anual desde 2005, apesar de em dezembro o resultado ter contrariado as previsões de queda, conforme divulgado ontem pelo governo. Se por um lado o dado anual é positivo ao indicar que o país está se tornando menos dependente de exportações, por outro, números mensais apontam para desaceleração da economia. O superávit comercial da China caiu 14,5% em 2011 na comparação com 2010, para US$ 155,14 bilhões, o terceiro declínio anual seguido no superávit chinês. O
ESTABILIDADE POR ACIDENTE DE TRABALHO Empresa pode pagar os meses de estabilidade por acidente de trabalho no termo de rescisão do contrato de trabalho? Saiba mais acessando a íntegra no site:[www.empresario.com.br/legislacao]. PAGAMENTO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA A pensão alimentícia tem uma percentagem exigida por Lei ou depende de uma ação Judicial para discriminar o valor? O próprio funcionário pode determinar uma quantia? Saiba mais acessando a íntegra no site: [www.empresario.com.br/legislacao].
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por cento deverá ser o crescimento máximo do Produto Interno Bruto (PIB) português neste ano visão para baixo. P or tu g al – Já a economia portuguesa não tem boas notí-
o estoque de 206 bilhões de euros da dívida do país. Esse desconto é parte integral do novo pacote de resgate de 130 bilhões de euros prometido pelas autoridades europeias e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) à Grécia em outubro do ano passado. Os comentários do vice-ministro grego antecedem a chegada do presidente do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), Charles Dallara, à Atenas para discutir o 'haircut' da dívida grega. O IIF representa mais de 400 bancos e seguradoras que estão entre os maiores credores privados da Grécia.
Sindicatos – A central sindical do setor privado da Grécia, GSEE, disse ontem que está disposta a discutir maneiras de reduzir os custos com grupo patronais, para impulsionar a competitividade do país, mas que recusa demandas dos credores internacionais da Grécia, que defendem fortes cortes nos salários. Autoridades da Comissão Europeia, do FMI e do Banco Central Europeu (BCE) – que formam a chamada troica – devem aumentar a pressão para que o governo grego acelere as reformas estruturais, em um esforço para restaurar a competitividade do país e impulsionar a economia. (AE)
China apresenta desaceleração nas importações
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cias. A situação econômica lusitana ficará "praticamente estagnada" neste ano, com um crescimento de até 0,3% do PIB português, de acordo com projeções publicadas ontem pelo Banco de Portugal (BdP), que apresentou estimativas mais pessimistas que as do governo e da Comissão Europeia (CE). O banco central português anunciou que prevê uma recessão 'sem precedentes' de 3,1% do PIB, em linha com as previsões do governo e de Bruxelas (queda de 3%), devido principalmente às medidas de austeridade previstas pelo Estado. (Agências)
Acordo sobre dívida grega ainda distante
2010
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nicado divulgado no mês passado. "Caso não haja um choque adverso substancial, mais provavelmente associado a uma piora dramática da crise na zona do euro, a Fitch não deve resolver a perspectiva negativa antes de 2013", informa o texto liberado pela agência em dezembro. A porta-voz reiterou essa declaração. David Riley disse que as revisões negativas impostas sobre os ratings de países da zona do euro serão resolvidas até o fim deste mês. A França não está nesse grupo: o rating do país tem perspectiva negativa, no entanto não foi colocado em re-
superávit anual menor em 2011 pode aliviar críticas dos EUA e de outros países às práticas comerciais chinesas. Provavelmente, o número será usado por autoridades locais como evidência de progresso no reequilíbrio da economia, em direção à demanda doméstica. No entanto, o superávit inesperadamente aumentou para US$ 16,52 bilhões em dezembro, acima de US$ 14,53 bilhões em novembro e dos US$ 7,8 bilhões previstos, pela forte desaceleração nas importações (11,8% em dezembro, depois de 22,1% em novembro). O enfraquecimento alimenta
expectativas de intervenção do governo para estimular a demanda doméstica. Analistas do banco Barclays Capital, porém, afirmaram em nota a clientes que ainda não há motivos para preocupação, já que a demanda doméstica está se moderando, mas a um ritmo gradual. Por isso, deve permanecer robusta pelos padrões internacionais. "Os dados dão suporte à nossa opinião de que a economia chinesa continua no caminho para uma desaceleração suave (soft landing), com a fraqueza externa sendo o maior risco de negativo." (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 15
ODEBRECHT REALIZAÇÕES IMOBILIÁRIAS E PARTICIPAÇÕES S.A. NIRE 35.300.387.872 – CNPJ/MF Nº 12.346.670/0001-43
Ata de Assembleia Geral Extraordinária realizada em 05 de outubro de 2011 1. Data, hora e local da Assembleia: Realizada no dia 05 de outubro de 2011, às 11:00 horas, na sede social, localizada na Avenida das Nações Unidas, 4.777, 3º andar, parte, Edifício Villa Lobos, Alto de Pinheiros, CEP 05477-000, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. 2. Convocação e presença: Dispensada a publicação de Editais de Convocação conforme o disposto no artigo 124, § 4º, da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”), tendo em vista a presença da totalidade dos acionistas da Companhia, conforme assinaturas constantes do “Livro de Presença de Acionistas”. 3. Mesa: Os trabalhos foram presididos pelo Sr. Rodrigo José de Pontes Seabra Monteiro Salles, que convidou a Sra. Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer para secretariá-lo. 4. Ordem do dia: Deliberar sobre as propostas de (i) alteração da denominação social da Companhia; (ii) alteração do caput do art. 1º do Estatuto Social; e (iii) consolidação do Estatuto Social. 5. Deliberações: Os acionistas detentores da totalidade das ações ordinárias do capital da Companhia, por unanimidade de votos, e sem quaisquer restrições, deliberaram o quanto segue. 5.1. Alterar a denominação social da Companhia de Odebrecht Realizações Imobiliárias e Participações S.A. para Odebrecht Realizações e Investimentos S.A. 5.2. Em virtude da deliberação tomada acima, aprovar a alteração do caput do art. 1º do Estatuto Social da Companhia, que passa a vigorar com a seguinte redação: “A Odebrecht Realizações e Investimentos S.A., sociedade por ações, com sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, nº 4.777, 3º andar, parte, Edifício Villa Lobos, Alto de Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05477-000 (“Companhia”), rege-se por este Estatuto e pela legislação que lhe for aplicável”. 5.3. Em consequência desta deliberação, foi aprovada a consolidação do Estatuto Social, que passa a vigorar com redação consolidada no Anexo I da presente ata, cujo conteúdo foi lido e achado conforme pelos acionistas. 6. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembleia, da qual se lavrou a presente ata que, lida e achada conforme, foi por todos assinada. São Paulo, 05 de outubro de 2011. (aa) Rodrigo José de Pontes Seabra Monteiro Salles – Presidente; Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer – Secretária. Acionistas detentores da totalidade das ações ordinárias: Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A., p.p. Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer. Confere com a original, lavrada em livro próprio. Cristiana de Povina Cavalcanti Shayer, Secretária. Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 421.300/11-5, em 24.10.11. Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral. Anexo I – ESTATUTO SOCIAL DA ODEBRECHT REALIZAÇÕES E INVESTIMENTOS S.A. – NIRE 35.300.387.872 – CNPJ/MF Nº 12.346.670/0001-43 – Capítulo I – Nome, Sede, Objetivo e Duração. Artigo 1º – A Odebrecht Realizações e Investimentos S.A., sociedade por ações, com sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, nº 4.777, 3º andar, parte, Edifício Villa Lobos, Alto de Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05477-000 (“Companhia”), rege-se por este Estatuto e pela legislação que lhe for aplicável. Parágrafo único – A Companhia, mediante ato de sua Diretoria, pode abrir e encerrar filiais, agências e escritórios, em qualquer parte do território brasileiro ou no exterior. Artigo 2º – A Companhia tem por objeto social a participação, na qualidade de sócia, acionista ou quotista, em outras sociedades, simples ou empresárias, nacionais ou estrangeiras e que tenham por objeto o desenvolvimento de atividades no setor imobiliário. Parágrafo único – A Companhia poderá exercer as atividades de seu objeto social no país, seja diretamente ou através de subsidiárias, ou através de participação no capital de outras sociedades. Artigo 3º – O tempo de duração da Companhia é indeterminado. Capítulo II – Capital e Ações. Artigo 4º – O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é de R$ 77.153.462,00 (setenta e sete milhões, cento e cinquenta e três mil, quatrocentos e sessenta e dois reais), dividido em 145.521.084 (cento e quarenta e cinco milhões, quinhentos e vinte e um mil e oitenta e quatro) ações, sendo 74.838.348 (setenta e quatro milhões, oitocentos e trinta e oito mil e trezentas e quarenta e oito) ações ordinárias e 70.682.736 (setenta milhões, seiscentas e oitenta e duas mil, setecentas e trinta e seis) ações preferenciais resgatáveis, das quais 20.293.500 (vinte milhões, duzentos e noventa e três mil e quinhentas) são ações preferenciais resgatáveis classe A, 20.293.499 (vinte milhões, duzentos e noventa e três mil, quatrocentas e noventa e nove) são ações preferenciais resgatáveis classe B, 15.047.869 (quinze milhões, quarenta e sete mil, oitocentas e sessenta e nove) são ações preferenciais resgatáveis classe C e 15.047.868 (quinze milhões, quarenta e sete mil, oitocentas e sessenta e oito) são ações preferenciais resgatáveis classe D, todas nominativas e sem valor nominal (tais ações preferenciais resgatáveis, em conjunto, “Acões Preferenciais Resgatáveis”). Parágrafo 1º – Cada ação ordinária dará direito a um voto nas deliberações da Assembleia Geral. Parágrafo 2º – As Ações Preferenciais Resgatáveis terão direito a voto restrito, nos termos do artigo 5º, parágrafo terceiro, deste Estatuto Social. Parágrafo 3º – Os titulares das Ações Preferenciais Resgatáveis adquirirão o exercício integral do direito de voto caso a Companhia deixe de realizar o pagamento dos Dividendos Fixos Cumulativos por 3 (três) exercícios sociais consecutivos e conservarão tal direito até que sejam pagos todos os Dividendos Fixos Cumulativos em atraso. Artigo 5º – As Ações Preferenciais Resgatáveis terão os seguintes direitos e vantagens adicionais, observadas as demais disposições deste Estatuto Social: (a) dividendos fixos, prioritários e cumulativos a serem pagos semestralmente (“Dividendos Fixos Cumulativos”), nas seguintes datas (cada data, uma “Data de Pagamento de Dividendo Fixo”), independentemente de deliberação da Assembleia Geral e de levantamento de balanço ou balancete especial para tanto: (i) Ações Preferenciais Resgatáveis Classes A e B: 17 de junho de 2011, 19 de dezembro de 2011, 18 de junho de 2012, 17 de dezembro de 2012, 17 de junho de 2013, 17 de dezembro de 2013, 17 de junho de 2014, 17 de dezembro de 2014, 17 de junho de 2015, 17 de dezembro de 2015, 17 de junho de 2016 e 19 de dezembro de 2016; (ii) Ações Preferenciais Resgatáveis Classes C e D: 28 de dezembro de 2011, 28 de junho de 2012, 28 de dezembro de 2012, 28 de junho de 2013, 30 de dezembro de 2013, 30 de junho de 2014, 29 de dezembro de 2014, 29 de junho de 2015, 28 de dezembro de 2015, 28 de junho de 2016, 28 de dezembro de 2016 e 28 de junho de 2017; (b) os Dividendos Fixos Cumulativos, a serem pagos em cada Data de Pagamento de Dividendo Fixo: (i) para cada Ação Preferencial Resgatável Classe A e B, será o valor em reais equivalente ao resultado de 100% (cem por cento) da Variação do Índice (abaixo definido), acrescido de 1,15% (um inteiro e quinze centésimos por cento) ao ano desde a respectiva data de subscrição ou desde a Data de Pagamento de Dividendo Fixo imediatamente anterior, conforme o caso, inclusive, até a Data de Pagamento de Dividendo Fixo em questão, exclusive, multiplicado por R$ 3,69576474; e (ii) para cada Ação Preferencial Resgatável Classe C e D, será o valor em reais equivalente a 109% (cento e nove por cento) do montante resultante da Variação do Índice (abaixo definido), aplicada sobre R$ 4,98409459, pro rata temporis, desde a respectiva data de subscrição ou desde a Data de Pagamento de Dividendo Fixo imediatamente anterior, conforme o caso, inclusive, até a Data de Pagamento de Dividendo Fixo em questão; (b.1) para fins do disposto no item (b) acima, a “Variação do Índice” significa o fator cumulativo resultante das taxas médias diárias referenciais dos depósitos interfinanceiros – CDI Extra Grupo, apuradas e divulgadas pela CETIP S.A. – Balcão Organizado de Ativos e Derivativos, com base em um ano de 252 (duzentos e cinquenta e dois) dias úteis, expressas na forma percentual ao ano (“Índice”); (b.2) caso, em qualquer Data de Pagamento de Dividendo Fixo, não haja divulgação do Índice em tempo hábil, será aplicada a Taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (“SELIC”), apurada e divulgada pelo Banco Central do Brasil, pro rata temporis, não sendo devida qualquer compensação financeira entre a Companhia e os titulares de Ações Preferenciais Resgatáveis em questão quando da divulgação posterior do Índice que seria aplicável. Caso o Índice deixe de ser divulgado por prazo superior a 10 (dez) dias consecutivos, aplicar-se-á o disposto no item (b.3) abaixo; (b.3) no caso de extinção, ausência de apuração e/ou divulgação por mais de 10 (dez) dias consecutivos após a data esperada para sua apuração e/ou divulgação, ou impossibilidade legal de aplicação do Índice ao valor do Dividendo Fixo Cumulativo, os titulares de Ações Preferenciais Resgatáveis e a Companhia decidirão, de comum acordo, no prazo máximo de 30 (trinta) dias a contar do evento, os novos parâmetros aplicáveis, sendo que, caso não haja acordo, prevalecerá o índice legal que substituir o Índice, ou, na falta deste, a taxa SELIC; (c) prioridade no recebimento do Dividendo Fixo Cumulativo, em relação ao pagamento de dividendos, juros sobre capital próprio e quaisquer outras distribuições, bonificações, pagamentos ou proventos, de qualquer natureza, a que possam fazer jus as demais ações de emissão da Companhia. A prioridade prevista neste item é também válida entre as Ações Preferenciais Resgatáveis, devendo as ações preferenciais Classe “D” sempre ter a prioridade no recebimento dos Dividendos Fixos Cumulativos em relação às demais ações preferenciais, seguida das ações preferenciais Classe “C”, das ações preferenciais Classe “B” e das ações preferenciais Classe “A”; (d) serão resgatáveis, nos termos previstos neste Estatuto Social; (e) prioridade no pagamento de resgate, conforme previsto no parágrafo segundo abaixo, em relação a quaisquer outras classes de ações que venham a ser emitidas pela Companhia; (f) direito de voto em Assembleia Geral Especial nos termos do parágrafo terceiro abaixo; (g) em caso de liquidação da Companhia, os Dividendos Fixos Cumulativos serão distribuídos à conta do capital social, conforme facultado pelo artigo 17, § 3º, da Lei das Sociedades por Ações. Parágrafo 1º – Caso a Companhia deixe de realizar, nas respectivas datas, qualquer pagamento dos Dividendos Fixos Cumulativos por ausência de resultado suficiente, observadas as disposições legais, os valores em atraso serão acumulados e pagos em conjunto na Data de Pagamento de Dividendo Fixo imediatamente subsequente. Caso a Companhia possua resultado suficiente e ainda assim deixe de realizar, nas respectivas datas, qualquer pagamento dos Dividendos Fixos Cumulativos, os valores devidos e não pagos, além de acumulados e pagos na Data de Pagamento de Dividendo Fixo imediatamente subsequente, serão (i) no caso das Ações Preferenciais Resgatáveis Classes A e B, corrigidos por 100% (cem por cento) da Variação do Índice acrescida de 3% (três por cento) ao ano, calculados pro rata temporis entre a data de vencimento aplicável e a data do efetivo pagamento dos valores em atraso, e (ii) no caso das Ações Preferenciais Resgatáveis Classe C e D, calculados pela variação de 130% (cento e trinta por cento) da Variação do Índice até o seu efetivo pagamento. Parágrafo 2º – O resgate de cada uma das classes de Ações Preferenciais Resgatáveis, nos casos em que tal resgate é devido nos termos deste Estatuto Social, será efetuado da seguinte forma: (a) O resgate de cada Ação Preferencial Resgatável se dará pelos valores indicados na tabela a seguir, líquidos de qualquer imposto, taxa e/ou tributo, a serem pagos em moeda corrente nacional, em fundos imediatamente disponíveis, nas seguintes datas: Classe de Ação Preferencial Data de resgate Valor do resgate Classe A ............................................................ 17 de dezembro de 2015 R$ 3,69576474 Classe B ........................................................... 17 de dezembro de 2016 R$ 3,69576474 Classe C ........................................................... 28 de junho de 2016 R$ 4,98409459 Classe D ........................................................... 28 de junho de 2017 R$ 4,98409459 (b) Sem prejuízo do disposto no item (a) acima, a totalidade das Ações Preferenciais Resgatáveis poderá ser, mediante deliberação majoritária da Assembleia Geral Especial de acionistas detentores de tais ações, integralmente resgatada, dentro do prazo de 10 (dez) dias a contar de tal deliberação caso: (A) ocorra qualquer redução, direta e/ou indireta, da participação acionária da Odebrecht Realizações Imobiliárias S.A. (“OR”) na Companhia; ou (B) alteração do Controle, direto ou indireto da OR, exceto se tal alteração ou aquisição do Controle seja para, com ou entre controladoras, controladas e/ou sociedades sob Controle comum da OR. Para fins deste Estatuto Social “Controle” significa, em relação a uma pessoa jurídica, (a) o poder de eleger, por meio de acordo de voto ou propriedade de valores mobiliários, a maioria dos administradores e de determinar e conduzir as políticas e administração da pessoa jurídica em questão e/ou (b) a titularidade, direta ou indireta, de pelo menos 50% (cinquenta por cento) mais uma ação ordinária ou quota do capital votante da pessoa jurídica em questão; ou (C) a Companhia deixe de efetuar, integral e pontualmente, o pagamento (i) de Dividendos Fixos Cumulativos por 2 (duas) vezes consecutivas; e/ou (ii) de Dividendos Fixos Cumulativos por 3 (três) vezes não consecutivas; e/ou (iii) de qualquer um dos resgates das Ações Preferenciais Resgatáveis; ou (D) a Companhia e/ou qualquer de suas controladoras
(diretas e/ou indiretas), controladas ou sociedades sob Controle comum (i) tenham realizado pedido de autofalência, recuperação judicial ou extrajudicial, ou (ii) tenham tido decretada a falência ou aprovado o processamento de recuperação judicial ou extrajudicial da Companhia, e/ou de qualquer de suas controladoras (diretas e/ou indiretas), controladas e/ou sociedades sob Controle comum; ou (E) a Companhia e/ou qualquer de suas controladoras (diretas e/ou indiretas), controladas ou sociedades sob Controle comum deixarem de cumprir qualquer obrigação prevista neste Estatuto Social aplicável a elas; (F) caso não sejam arquivadas perante a JUCESP as alterações dos contratos sociais das sociedades de propósito específico contribuídas ao capital social da Companhia, incluindo a Companhia como sua quotista majoritária. Na hipótese referida neste item (F), o resgate antecipado de cada uma das (I) Ações Preferenciais Resgatáveis Classes A e B será feito por valor equivalente ao (w) seu respectivo preço de emissão multiplicado (x) por 100% (cem por cento) da Variação do Índice, acrescido de 1,15% (um inteiro e quinze centésimos por cento) ao ano desde a data de emissão das Ações Preferenciais Resgatáveis Classes A e B até a data do seu efetivo resgate pela Companhia, e (II) Ações Preferenciais Resgatáveis Classes C e D será feito por valor equivalente ao (y) seu respectivo preço de emissão multiplicado (z) por 109% (cento e nove por cento) da Variação do Índice, desde a data de emissão das Ações Preferenciais Resgatáveis Classes C e D até a data do seu efetivo resgate pela Companhia. (c) O preço de resgate antecipado de cada uma das Ações Preferenciais Resgatáveis será um percentual do preço constante do item (a) deste parágrafo segundo. O percentual aplicável será aquele correspondente ao ano em que se dará eventual resgate antecipado da totalidade das Ações Preferenciais Resgatáveis, conforme tabela abaixo: Ano Percentual 1º ano a contar da data de subscrição das Ações Preferenciais Resgatáveis ................ 140% 2º ano a contar da data de subscrição das Ações Preferenciais Resgatáveis ................ 140% 3º ano a contar da data de subscrição das Ações Preferenciais Resgatáveis ................ 135% 4º ano a contar da data de subscrição das Ações Preferenciais Resgatáveis ................ 125% 5º ano a contar da data de subscrição das Ações Preferenciais Resgatáveis ................ 115% 6º ano a contar da data de subscrição das Ações Preferenciais Resgatáveis ................ 105% (d) Imediatamente antes do (mas na mesma data do) pagamento do resgate, ainda que antecipado, a Companhia deverá pagar aos titulares das Ações Preferenciais Resgatáveis todos os Dividendos Fixos Cumulativos, pro rata temporis, devidos até a Data de Resgate. (e) Os resgates (antecipado ou não) das Ações Preferenciais Resgatáveis nas hipóteses previstas neste Estatuto Social serão efetivados nos termos aqui previstos, independentemente de aprovação por Assembleia Geral, restando a Diretoria autorizada e obrigada a praticar todos os atos necessários à sua implementação. Parágrafo 3º – As seguintes matérias somente poderão ser adotadas e/ou aprovadas pela Companhia após sua aprovação, em Assembleia Geral Especial, por voto favorável de pelo menos 50,01% (cinquenta vírgula zero um por cento) da totalidade dos acionistas detentores de Ações Preferenciais Resgatáveis: (a) qualquer alteração das disposições do Estatuto Social da Companhia e/ou de suas controladas, conforme o caso, em questões relacionadas a: (i) duração da respectiva sociedade; (ii) objeto social; (iii) direitos, preferências e vantagens atribuídos às Ações Preferenciais Resgatáveis e demais classes de ações emitidas pela Companhia, incluindo, mas sem limitação, conforme aplicável, Dividendos Fixos Cumulativos, prazos de resgate de ações e conversibilidade em ações ordinárias da Companhia; (iv) redução de capital da Companhia; (v) criação de outras espécies ou classes de ações; (vi) exercício social; (vii) destinação do lucro líquido do exercício; (viii) transformação do tipo societário da Companhia; (ix) aumento de capital com a contribuição de ativos; e (x) emissão de novas Ações Preferenciais Resgatáveis; (b) capitalização da reserva de capital da Companhia, ou qualquer outra forma de redução ou utilização da conta de reserva de capital da Companhia, que não seja resultante do ou objetivando o pagamento de resgates (antecipado ou não) das Ações Preferenciais Resgatáveis; (c) capitalização de reservas de lucro da Companhia, ou qualquer outra forma de redução ou utilização das contas de reserva de lucro da Companhia que não seja resultante do ou objetivando o pagamento de Dividendos Fixos Cumulativos ou de resgates (antecipado ou não) das Ações Preferenciais Resgatáveis; (d) utilização da conta de reserva de capital da Companhia para pagamento de Dividendos Fixos Cumulativos; (e) criação e utilização de quaisquer outras reservas pela Companhia, tais como reserva para contingências e outras reservas estatutárias; (f) obtenção ou renovação de empréstimos, financiamentos e/ou emissão ou renovação de títulos de créditos comerciais ou valores mobiliários que impliquem aumento do endividamento das controladas da Companhia, ficando excetuadas as captações de recursos destinadas exclusivamente ao desenvolvimento de projetos imobiliários pela Companhia e/ou suas controladas; (g) requerimento de falência, recuperação judicial e extrajudicial da Companhia e/ou qualquer de suas controladas ou, ainda, a dissolução, liquidação ou cessação do estado de liquidação da Companhia e/ou qualquer de suas controladas; (h) associação estratégica da Companhia, sob qualquer forma, com outras sociedades, bem como a criação de subsidiária integral ou aquisição de participação societária em outras sociedades, consórcios, associações e parcerias, bem como a criação de grupos de sociedades ou a participação da Companhia e/ou de suas controladas em grupos de sociedades, exceto pela realização de quaisquer das atividades acima pela Companhia e/ou suas controladas com as sociedades integrantes do mesmo grupo econômico da OR; (i) concessão, pela Companhia, ou por suas controladas, de quaisquer garantias a terceiros, seja ela real ou fidejussória, incluindo a celebração de qualquer instrumento de penhor, hipoteca, alienação ou cessão fiduciária, gravame ou oneração de quaisquer direitos, negócios, ativos ou bens da Companhia ou de suas controladas, inclusive ações de tais sociedades, exceto as garantias necessárias para captações de recursos destinadas exclusivamente ao desenvolvimento de projetos imobiliários pela Companhia e/ou suas controladas; (j) a celebração, pela Companhia, ou por suas controladas, de quaisquer acordos, contratos, negócios, associações ou arranjos de qualquer natureza com Partes Relacionadas e a resolução dos mesmos pela Companhia, qualquer que seja o valor envolvido, exceto (i) se relacionados à consecução do objeto social da Companhia e/ou das suas controladas, conforme o caso, incluindo financiamentos e empréstimos; (ii) se celebrado com a OR e suas controladas; ou (iii) na hipótese de alienação, a preço de mercado, de unidade imobiliária objeto de empreendimento de qualquer controlada da Companhia para Parte Relacionada. Para fins deste Estatuto Social o termo “Partes Relacionadas” significa em relação a uma sociedade, quaisquer outras sociedades ou pessoas físicas que, direta e/ou indiretamente, a qualquer tempo, controle, seja controlada por, ou esteja sob Controle comum, conforme aplicável; (k) aprovação de qualquer operação societária envolvendo a Companhia e/ou suas controladas, incluindo, mas sem limitação, aquisição, fusão, cisão, incorporação, incorporação de ações, transformação, criação de subsidiárias, sociedades controladas e/ou coligadas da Companhia com a participação de terceiros; (l) aprovação de quaisquer declarações, distribuição e/ou pagamento de dividendos pela Companhia, ou por suas controladas, incluindo dividendos intermediários e/ou intercalares, bem como juros sobre o capital próprio; (m) aprovação do pagamento de resgate antecipado das Ações Preferenciais Resgatáveis, nos termos do artigo 5º, parágrafo segundo, item (b), deste Estatuto Social; (n) alienação de quaisquer ativos pela Companhia ou por suas controladas, exceto a venda de unidades imobiliárias objeto de tais controladas, no exercício ordinário de suas atividades; (o) escolha e destituição de auditores independentes, com exceção da Deloitte, Pricewaterhouse Coopers, KPMG e Ernst & Young; (p) aprovação do pagamento de resgate das ações ordinárias detidas pela OR, que está condicionado ao prévio pagamento de Dividendos Fixos Cumulativos e resgates (antecipado ou não) das Ações Preferenciais Resgatáveis; (q) aprovação de qualquer contratação pela Companhia de empregados, incluindo, mas sem limitação, aqueles contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho; (r) celebração pela Companhia ou por suas controladas de quaisquer operações de derivativos; e (s) criação de qualquer participação dos administradores da Companhia ou de suas controladas nos lucros destas. Parágrafo 4º – As Assembleias Gerais Especiais mencionadas no parágrafo terceiro acima serão convocadas pela Companhia ou por acionistas representando, pelo menos, 30% (trinta por cento) das Ações Preferenciais Resgatáveis, devendo a primeira convocação ser feita com, no mínimo, 8 (oito) dias de antecedência, contados da primeira publicação do edital de convocação. Não se realizando tal assembleia, será publicado edital de segunda convocação com antecedência mínima de 5 (cinco) dias, sendo certo que, em qualquer hipótese, a Assembleia Geral Especial deverá ser realizada com antecedência mínima de 3 (três) dias à Assembleia Geral que deliberará sobre as mesmas matérias ou à adoção de tais matérias pela Companhia, conforme o caso. Parágrafo 5º – As Assembleias Gerais Especiais mencionadas no parágrafo terceiro acima serão instaladas com a presença de: (i) titulares de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das Ações Preferenciais Resgatáveis, em primeira convocação; e (ii) com qualquer número de Ações Preferenciais Resgatáveis emitidas pela Companhia, em segunda convocação. Parágrafo 6º – Independentemente das formalidades previstas nos parágrafos acima, serão consideradas regulares as Assembleias Gerais Especiais a que comparecerem todos os acionistas detentores de Ações Preferenciais Resgatáveis. Parágrafo 7º – O pagamento dos Dividendos Fixos Cumulativos devidos às Ações Preferenciais Resgatáveis será realizado, primeiramente, com os lucros apurados no exercício social (i) encerrado anteriormente ao ano do pagamento dos respectivos Dividendos Fixos Cumulativos ou (ii) corrente. Caso tais lucros apurados não sejam suficientes, os Dividendos Fixos Cumulativos serão pagos à conta de reserva de lucros e, finalmente, à conta de reserva de capital da Companhia, sempre respeitada a ordem aqui prevista e, neste último caso, desde que aprovado pelos acionistas titulares das Ações Preferenciais Resgatáveis. Capítulo III – Órgãos Permanentes da Companhia. Artigo 6º – São órgãos permanentes da Companhia: a) a Assembleia Geral; e b) a Diretoria. Capítulo IV – Assembleia Geral. Artigo 7º – A Assembleia Geral se reunirá ordinariamente nos 4 (quatro) primeiros meses que se seguirem ao término de cada exercício social e extraordinariamente sempre que os interesses da Companhia o exigirem (inclusive para a aprovação das matérias previstas no parágrafo terceiro do artigo 5º deste Estatuto Social). Parágrafo único – A Assembleia Geral será convocada pelo Diretor Presidente ou na forma da lei. Artigo 8º – A convocação para a Assembleia Geral se fará pela imprensa, observadas as disposições legais. Artigo 9º – Só poderão tomar parte da Assembleia Geral os acionistas titulares de ações que estiverem registradas em seu nome, no livro próprio, até 48 (quarenta e oito) horas antes da data marcada para a realização da Assembleia. Parágrafo único – O acionista poderá fazer representarse por procurador, respeitadas as disposições da lei. Artigo 10 – As Assembleias Gerais serão presididas pelo Diretor Presidente. O Presidente da Assembleia Geral indicará um dos presentes para ocupar a função de Secretário, sendo a Mesa responsável por registrar as discussões e deliberações ocorridas em atas, as quais serão lavradas na forma sumária. Capítulo V – Diretoria. Artigo 11 – A Diretoria é composta de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 10 (dez) membros, sendo um Diretor Presidente e os demais Diretores sem designação específica, eleitos pela Assembleia Geral. Artigo 12 – O mandato da Diretoria será de 2 (dois) anos, permitida a reeleição. Parágrafo 1º – Os Diretores serão investidos nos seus cargos mediante assinatura de termo de posse lavrado no Livro de Atas de Reuniões da Diretoria. Parágrafo 2º – Os Diretores permanecerão em seus cargos, no exercício pleno de seus poderes, até a posse de seus substitutos. Artigo 13 – Nas ausências e impedimentos de qualquer dos Diretores, caberá ao Diretor Presidente a indicação de seu substituto, entre os demais Diretores. Parágrafo único – O Diretor Presidente poderá indicar, dentre os demais Diretores, seu substituto temporário em caso de ausências temporárias e impedimentos. Artigo 14 – Ocorrendo vacância no cargo de Diretor, caberá à Assembleia Geral eleger o substituto que exercerá o cargo pelo período remanescente do mandato. Caso a Diretoria seja composta de 5 (cinco) ou mais membros, será facultado à Assembleia Geral preencher ou não o cargo vago. Artigo 15 – Compete à Diretoria: a) a prática de todos os atos necessários ao funcionamento da Companhia, exceto os que, por lei ou por este Estatuto, sejam atribuição de outros órgãos; b) elaborar o relatório anual da Administração, as demonstrações financeiras e a proposta de destinação de resultado
do exercício, a serem submetidas à Assembleia Geral; e c) elaborar o Plano de Ação Anual, o qual deverá estabelecer, dentre outros pontos, os limites anuais para a realização de investimentos e de endividamento consolidado da Companhia e das empresas controladas por ela Companhia. Artigo 16 – Compete ao Diretor Presidente: a) propor à Assembleia Geral a macroestrutura organizacional da Companhia; b) definir o âmbito de responsabilidade e coordenar a atuação dos Diretores na execução do Programa de Ação do Diretor Presidente para a Companhia que deve incluir, dentre outros itens, os objetivos empresariais e estratégicos de curto, médio e longo prazo e os orçamentos anuais e plurianuais da Companhia, e acompanhar a sua execução; c) representar a Companhia ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, sem prejuízo do disposto no artigo 18 deste Estatuto; e d) convocar e presidir as reuniões da Diretoria. Artigo 17 – É facultado à Companhia nomear procuradores, devendo o instrumento respectivo ser assinado por 2 (dois) membros da Diretoria. Parágrafo único – As procurações deverão conter poderes específicos e, com exceção daquelas outorgadas a advogados para representação da Companhia em processos judiciais ou administrativos, terão prazo de validade limitado a, no máximo, 1 (um) ano e vedarão o substabelecimento. Artigo 18 – Com as exceções constantes neste Estatuto, a Companhia só será obrigada pela assinatura conjunta de: a) 2 (dois) Diretores; ou b) 1 (um) Diretor e 1 (um) Procurador ou 2 (dois) Procuradores com poderes específicos conferidos na forma do artigo 17 deste Estatuto. Parágrafo 1º – Poderão ser assinados por apenas 1 (um) Diretor, ou por 1 (um) Procurador nomeado na forma deste Estatuto Social, os seguintes atos: a) endosso de cheques e ordens de pagamento para depósito bancário na conta da Companhia; b) autorização para movimentação da conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; c) registro e emissão de documentos relacionados a assuntos trabalhistas, fiscais e alfandegários; e d) recebimento de quaisquer importâncias devidas, assinando os recibos e dando quitação. Parágrafo 2º – Em casos especiais poderão ser outorgados a 1 (um) só Diretor ou Procurador, poderes expressos para a prática de atos especificados nos respectivos instrumentos, respeitada a regra do artigo 17 deste Estatuto. Artigo 19 – A Diretoria se reunirá quando convocada pelo Diretor Presidente. Parágrafo único – A Diretoria poderá reunir-se com a presença de, no mínimo, a metade dos seus membros em exercício, sendo um deles o Diretor Presidente ou seu substituto, na forma do artigo 13, parágrafo único. Artigo 20 – É vedado à Diretoria: a) contrair empréstimos em instituições que não sejam bancos que integrem a rede bancária oficial ou privada, no país ou no exterior, salvo mediante autorização expressa da Assembleia Geral e, nos casos previstos no item “(f)” do parágrafo terceiro do artigo 5º deste Estatuto, da Assembleia Geral Especial; e b) a prática de atos de qualquer natureza relativa a negócios ou operações estranhas ao objeto social, tais como a prestação de garantias a obrigações de terceiros, exceto às empresas controladas, ou se autorizado expressamente pela Assembleia Geral e, nos casos previstos no item “(i)” do parágrafo terceiro do artigo 5º deste Estatuto, pela Assembleia Geral Especial. Capítulo VI – Conselho Fiscal. Artigo 21 – O Conselho Fiscal, composto de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 5 (cinco) membros e seus respectivos suplentes, eleitos pela Assembleia Geral, funcionará de forma não permanente, na forma da lei. Artigo 22 – O mandato do Conselho Fiscal será de 1 (um) ano, permitida a reeleição, sendo que a eleição deverá acontecer sempre por ocasião da Assembleia Geral Ordinária. Parágrafo único – O Conselho Fiscal deverá adotar um Regimento próprio no qual serão estabelecidos procedimentos sobre suas atribuições. Artigo 23 – Os membros do Conselho Fiscal terão a remuneração que for estabelecida pela Assembleia que os eleger, observado, a respeito, o que dispuser a lei. Capítulo VII – Exercício Social, Demonstrações Financeiras e Distribuição de Lucros. Artigo 24 – O exercício social se inicia em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro de cada ano. Artigo 25 – Ao fim de cada exercício social, será levantado o balanço patrimonial e preparadas as demais demonstrações financeiras exigidas por lei, as quais deverão ser preparadas e auditadas por empresa de auditoria independente registrada perante a Comissão de Valores Mobiliários. As demonstrações financeiras da Companhia elaboradas em 30 de junho de cada ano civil, também serão revisadas por empresa de auditoria independente registrada perante a Comissão de Valores Mobiliários. Parágrafo 1º – Do resultado do exercício, após as deduções dos prejuízos acumulados e das provisões para o Imposto de Renda, serão deduzidas, observados os limites legais, as participações nos lucros eventualmente concedidas aos administradores e/ou empregados da Companhia por deliberação da Assembleia Geral Ordinária, que somente aprovará a distribuição de tais participações após assegurado aos acionistas preferencialistas os Dividendos Fixos Cumulativos e aos acionistas ordinaristas o dividendo mínimo obrigatório previsto no artigo 202 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das S.A.”). Parágrafo 2º – Do lucro líquido verificado na forma da lei, serão deduzidos 5% (cinco por cento) para a constituição da reserva legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social. Parágrafo 3º – O montante do lucro líquido não destinado à reserva legal e ao pagamento dos Dividendos Fixos Cumulativos será retido em reserva estatutária de lucros da Companhia, cujos recursos serão utilizados única e exclusivamente para pagamento dos Dividendos Fixos Cumulativos nos termos previstos neste Estatuto Social, até o limite do capital social, observado o disposto no artigo 199 da Lei 6.404/76 e no parágrafo 8º abaixo. Parágrafo 4º – Fica facultado à Companhia o levantamento de balanços trimestrais e/ou semestrais; havendo lucro em tais balanços e no balanço anual, poderá haver distribuição de dividendos, observadas as disposições da lei, por deliberação prévia da Assembleia Geral e da Assembleia Geral Especial, vedada a distribuição ad-referendum pela Diretoria. Parágrafo 5º – A Assembleia Geral poderá declarar dividendos intermediários à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral e, no caso de pagamento às ações ordinárias, desde que previamente aprovado pela Assembleia Geral Especial. Parágrafo 6º – A Companhia, por deliberação da Assembleia Geral e da Assembleia Geral Especial, poderá pagar juros sobre o capital próprio aos seus acionistas, nos termos do artigo 9º, parágrafo 7º, da Lei nº 9.249, de 26.12.95, e legislação pertinente, imputando-se o valor dos juros pagos ou creditados ao valor do dividendo obrigatório, mas não deverão ser considerados como valor dedutível dos Dividendos Fixos Cumulativos, previstos no artigo 5º deste Estatuto. Parágrafo 7º – Se o valor do lucro do exercício for inferior aos pagamentos relativos aos Dividendos Fixos Cumulativos devidos às Ações Preferenciais Resgatáveis, os titulares das Ações Preferenciais Resgatáveis receberão a totalidade do lucro do exercício, e o valor remanescente de Dividendos Fixos Cumulativos devido às Ações Preferenciais Resgatáveis será pago à conta dos lucros acumulados, à conta da reserva de lucros, ou ainda, à conta da reserva de capital e, neste último caso, desde que aprovado pelos acionistas titulares das Ações Preferenciais Resgatáveis. Parágrafo 8º – Enquanto houver Ações Preferenciais Resgatáveis e a Companhia auferir lucro contábil, a Companhia obriga-se a destinar recursos suficientes à reserva de lucros, mencionada no parágrafo 3º acima, até que esta alcance o montante equivalente a 120% (cento e vinte por cento) dos Dividendos Fixos Cumulativos a serem pagos na próxima Data de Pagamento de Dividendo Fixo e do valor de resgate a vencer (“Valor Mínimo”), comprometendo-se ainda a comprovar aos titulares das Ações Preferenciais Resgatáveis a disponibilidade da integralidade dos recursos necessários ao pagamento dos Dividendos Fixos Cumulativos a serem pagos na próxima Data de Pagamento de Dividendo Fixo e do valor do resgate devido na próxima Data de Resgate. Caso a reserva de lucros não alcance o Valor Mínimo, sem prejuízo das demais obrigações previstas neste Estatuto Social, a Companhia compromete-se a apresentar em condições financeiramente aceitáveis pelos acionistas detentores das Ações Preferenciais Resgatáveis, projeção de lucro e de geração de caixa para o semestre seguinte que complemente a reserva de lucros até o Valor Mínimo. Parágrafo 9º – A reserva de capital da Companhia, constituída com os recursos decorrentes da subscrição das Ações Preferenciais Resgatáveis, será utilizada apenas e exclusivamente para os resgates (antecipado ou não) das Ações Preferenciais Resgatáveis, desde que aprovado pelos acionistas titulares das Ações Preferenciais Resgatáveis, ou para o pagamento dos Dividendos Fixos Cumulativos a que as Ações Preferenciais Resgatáveis fizerem jus. Parágrafo 10 – As Ações Preferenciais Resgatáveis não participarão dos lucros remanescentes após a distribuição dos Dividendos Fixos Cumulativos. Artigo 26 – Os dividendos e os juros sobre o capital próprio de que trata o parágrafo 5º do artigo 25, atribuídos aos acionistas não renderão juros e, se não reclamados após 3 (três) anos a contar da data em que forem colocados à disposição dos acionistas, prescreverão em favor da Companhia. Capítulo VIII – Acordos de Acionistas. Artigo 27 – Os Acordos de Acionistas devidamente registrados na sede da Companhia que, dentre outras disposições, estabeleçam cláusulas e condições para compra e venda de ações de emissão da Companhia, preferência para adquiri-las, exercício do direito de voto, ou poder de controle, serão respeitados pela Companhia, por sua Administração e pelo Presidente das Assembleias Gerais. Parágrafo único – As obrigações e responsabilidades resultantes de tais acordos serão válidas e obrigarão terceiros tão logo tais acordos tenham sido devidamente averbados nos livros de registro da Companhia. A Administração da Companhia zelará pela observância desses acordos e o Presidente da Assembleia Geral deverá agir de acordo com o estabelecido em lei. Capítulo IX – Arbitragem. Artigo 28 – A Companhia, seus acionistas, administradores e os membros do Conselho Fiscal obrigam-se a resolver toda e qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre eles, relacionada ou oriunda, em especial, da aplicação, validade, eficácia, interpretação ou liquidação das obrigações aqui previstas e à violação de quaisquer das disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações e no Estatuto Social da Sociedade (“Disputas”), as quais serão definitivamente resolvidas por meio de arbitragem, nos termos da Lei nº 9.307/96, de acordo com o Regulamento do Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (o “Regulamento Brasil-Canadá”). Parágrafo 1º – A arbitragem será realizada em português na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, e será administrada pelo Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá. O tribunal arbitral será composto por 3 (três) árbitros, competindo a uma parte indicar 1 (um) árbitro e à Sociedade e/ou uma outra parte indicar 1 (um) árbitro, sendo o terceiro árbitro indicado de comum acordo pelos árbitros, conforme as disposições do Regulamento Brasil-Canadá. Parágrafo 2º – Independentemente da controvérsia a ser dirimida por meio de arbitragem, todos os acionistas dela deverão participar, seja como parte (quando a disputa o envolver diretamente, na qualidade de requerente, requerido ou reconvinte), seja na qualidade de terceiro interessado (quando o acionista puder ser, de alguma forma, direta ou indiretamente afetado pelas decisões a serem proferidas no curso ou ao fim da arbitragem). Da mesma forma, a sentença arbitral será definitiva e vinculante a todos os acionistas, independentemente da recusa, por qualquer deles, em participar do procedimento arbitral, seja como parte ou como terceiro interessado. Parágrafo 3º – Sem prejuízo da validade desta cláusula arbitral, qualquer das partes envolvidas terá o direito de recorrer ao Poder Judiciário com o objetivo de, se e quando necessário, requerer medidas cautelares de proteção de direitos para garantia do resultado útil da arbitragem ou para a execução das decisões arbitrais, incluindo, mas sem limitação, o laudo final. Para tanto, as partes elegem o foro da Comarca da Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, renunciando a qualquer outro foro, por mais privilegiado que seja ou venha a ser, ficando ressalvado que esta eleição de foro não será interpretada como limitação das disposições deste artigo 28. Parágrafo 4º – A parte vencida pagará à parte vencedora todas as custas e despesas em relação à arbitragem, honorários advocatícios, limitados a 10% (dez por cento) do valor em discussão, e os custos dos árbitros. Parágrafo 5º – O laudo arbitral, emitido de acordo com as regras do Regulamento Brasil-Canadá, será prolatado na sede da arbitragem e será definitivo e obrigatório para as partes envolvidas, e a sentença sobre ele poderá ser executada em qualquer juízo que tiver jurisdição. Capítulo X – Disposições Gerais. Artigo 29 – A Companhia se dissolverá nos casos previstos em lei. Parágrafo único – Em caso de dissolução extrajudicial da Companhia, compete à Assembleia Geral determinar o modo de liquidação, eleger o liquidante e o Conselho Fiscal para funcionar durante a fase de liquidação. Artigo 30 – Os casos omissos neste Estatuto serão resolvidos pela Assembleia Geral e regulados de acordo com o que preceitua a Lei das S.A.
UNOTEL TELECOM S.A.
Octante Securitizadora S.A. - CNPJ/MF Nº 12.139.922/0001-63 - NIRE 35.300.380.517
Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações
CNPJ/MF nº 08.356.224/0001-42 - NIRE 35.300.381.343 Ata dasAssembleias Gerais Ordinária e Extraordinária Em 09/12/11, às 14 hs., em São Paulo/SP, reuniram-se os acionistas representantes da maioria do capital social. Convocação feita nos termos dos arts. 124, §1º, inciso I e 289, caput, da Lei 6.404/76. Mesa: Presidente: Cesar Sales Borges; Secretário: Marcio Faria. Deliberações: a) Aprovação das demonstrações financeiras do exercício social encerrado em 31/12/10, por maioria qualificada dos acionistas presentes, com voto contrário do Acionistas Paulo Renato Borges de Almeida; b) Eleitos para o mandato subsequente os seguintes Conselheiros Fiscais: Paulo Renato Borges deAlmeida; Fabio Escorpioni dos Reis;WilsonAntonio dos Santos Ribeiro; c) Eleitos como Suplentes para o Conselho Fiscal: Alair Mendes Fragoso; Rodolfo Perna Ferreira. Nada mais havendo a tratar, a presente ata foi lida e assinada por todos os presentes. São Paulo, 09/12/11. Secretário: Marcio Faria. JUCESP 24.193/12-4 em 06/01/12. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 10 de janeiro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:
Ata da Assembleia Geral Ordinária da Cia. em 28.04.11 (lavrada na forma de sumário, art. 130, §§1º e 2º da Lei nº 6.404/76) 1. Data, Hora e Local: Assembleia realizada às 11hs., do dia 28.04.2011, na sede da sociedade, em São Paulo/SP, na R. dos Pinheiros, nº 870, 14º and., conj. 143, Pinheiros. 2. Convocação: conforme previsto no § 4º do art. 124 da Lei nº 6.404/76, foi dispensada a convocação visto estarem presentes sócios representando a totalidade do capital social da Cia.. 3. Presença e Quorum de Instalação: Presentes acionistas representando 100% das ações de emissão da Cia., conforme assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas. 4. Ordem do Dia: 4.1. Tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras; e 4.2. Deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos. 5. Mesa: a Sra. Martha de Sá, Presidente do Conselho de Administração da Cia., foi indicada para atuar como Presidente da Assembleia, nos termos do art. 7º, § 2º do Estatuto Social da Cia., e solicitou ao Sr. Laszlo Cerveira Lueska para atuar como Secretário da Assembleia e redigir a ata. 6. Deliberações: Colocadas em discussão as matérias da Ordem do Dia, os acionistas decidiram por unanimidade: 6.1.Aprovar os documentos e as contas da Administração, bem como as demonstrações financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31.12.2010; e 6.2. Considerando que a Cia. se encontra em fase pré-operacional e que não foi apurado lucro líquido no exercício encerrado em 31.12.2010, não distribuir dividendos. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, e como ninguém mais desejasse fazer uso da palavra, a Assembleia foi encerrada às 12:00 hs do dia 28.04.2011, com a lavratura da presente ata, que, após lida e conferida, foi assinada pelo Presidente e pelo Secretário. A Presidente certifica que essa ata é uma cópia da ata lavrada em livro próprio. SP, 28.04.2011. Martha de Sá - Presidente, Laszlo Cerveira Lueska Secretário. JUCESP nº 188.930/11-5 em 19.05.11. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.
Requerente: BBF Comercial Ltda. - Autofalência. Requerido: BBF Comercial Ltda. - Autofalência. Avenida Ministro Petrônio Portela, 1.548 – Freguesia do Ó. 2ª Vara de Falências. Requerente: Global Locações Manutenção e Comercio de Equipamentos para Construção Ltda. EPP. Requerido: Blokos Engenharia Ltda. Avenida Doutor Cardoso de Melo, 1.460 – Vila Olímpia - 1ª Vara de Falências
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O Jornal do Empreendedor
ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS - ASHC ERRATA O Sr. Eudes da Silva não é candidato da Chapa 1 - Garantia de Luta - ASHC e Hagaceanos em 1º Lugar - à vaga de Conselheiro Fiscal, a foto e o seu nome constantes no material de propaganda da Chapa 1 decorrem do fato de que o referido servidor, por ocasião da inscrição de chapa no processo eleitoral interrompido por ordem judicial, havia assinado ficha de inscrição na chapa 1. O Sr. Eudes da Silva foi registrado como candidato da chapa 3 - Novo Rumo - encabeçada pelo Sr. Sérgio de Oliveira, para disputar o cargo de 2º Vice-Presidente nas eleições da Associação dos Servidores do Hospital das Clínicas, que irão se realizar nos próximos dias 12 e 13. São Paulo, 09 de janeiro de 2012. Comissão Eleitoral da ASHC - Eleições 2012-2014.
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CNPJ nº 12.865.507/0001-97 - NIRE 35300133340 Extrato da Assembleia Geral Extraordinária Em 10/06/2011, às 10:00hs., foi aprovada a eleição como Diretor Vice-Presidente do Sr. Eduardo Rosa Pinheiro, com remuneração definida na AGEO realizada em 29/04/2011, cujo mandato se estenderá até a posse dos que forem eleitos na AGO de 2014. Acionistas: Nelson Nogueira Pinheiro e Eduardo Rosa Pinheiro. JUCESP nº 481.092/11-0 em 30/11/11. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.
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CNPJ nº 12.865.507/0001-97 - NIRE 35300133340 Extrato da Assembleia Geral Extraordinária Em 10/06/2011, às 10:30hs, foi aprovada a eleição como Diretor Executivo do Sr. Valdir Moreno, com remuneração definida na AGE/O realizada em 29/04/2011, cujo mandato se estenderá até a posse dos que forem eleitos na AGO de 2014. Acionistas: Nelson Nogueira Pinheiro e Eduardo Rosa Pinheiro. JUCESP nº 481.091/11-7 em 30/11/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.
CNPJ no 61.529.343/0001-32 - NIRE 35.300.053.800 Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 9.1.2012 Data, Hora, Local: Aos 9 dias do mês de janeiro de 2012, às 11h, na sede social, Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, Salão Nobre do 5o andar, Prédio Vermelho. Presenças: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença acionistas da Sociedade representando mais de dois terços do capital social com direito a voto. Constituição da Mesa: Presidente: Lázaro de Mello Brandão; Secretário: Antônio Bornia. Ordem do Dia: examinar proposta do Conselho de Administração para aumentar o Capital Social no valor de R$430.000.000,00, elevando-o de R$8.293.000.000,00 para R$8.723.000.000,00, mediante a emissão de 161.654.135 novas ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$2.660,00 por lote de mil ações, para subscrição particular pelos acionistas no período de 11.1 a 13.2.2012, na proporção de 2,432182223% sobre a posição acionária que cada um possuir na data da Assembleia (9.1.2012), com integralização à vista, de 100% do valor das ações subscritas, em 8.3.2012. Publicação Prévia: O Edital de Convocação foi publicado em 27, 29 e 30.12.2011, nos jornais “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, respectivamente, páginas 17, 16 e 27; “Diário do Comércio”, respectivamente, páginas 14, 15 e 15; e “Diário da Região”, páginas 2. Leitura de Documentos: O Edital de Convocação e a Proposta do Conselho de Administração foram lidos, colocados sobre a mesa e entregues à apreciação dos acionistas. Deliberação: Aprovada a Proposta do Conselho de Administração, registrada na Reunião daquele Órgão, de 26.12.2011, a seguir transcrita: “Tendo por objetivo prover a Sociedade de recursos para a manutenção de suas atividades, vimos propor o aumento do Capital Social no valor de R$430.000.000,00, elevando-o de R$8.293.000.000,00 para R$8.723.000.000,00, mediante a emissão de 161.654.135 novas ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$2.660,00 por lote de mil ações, para subscrição particular pelos acionistas no período de 11.1 a 13.2.2012, na proporção de 2,432182223% sobre a posição acionária que cada um possuir na data da Assembleia (9.1.2012), com integralização à vista, de 100% do valor das ações subscritas, em 8.3.2012. O preço de emissão teve como base o valor do patrimônio líquido da Sociedade. Independentemente da data da entrega do Boletim de Subscrição, o pagamento de 100% do valor das ações subscritas ocorrerá em 8.3.2012, mesma data proposta para o pagamento dos Juros sobre o Capital Próprio Complementares, que será em montante superior ao que caberá a cada acionista subscrever ao exercer o direito de preferência no aumento proposto, devendo o acionista fazer a opção por uma das formas previstas no Boletim de Subscrição, conforme segue: - compensação com créditos de Juros sobre o Capital Próprio Complementares anteriormente citados. Neste caso, o exercício do direito de subscrição às ações não importará em qualquer desembolso de novos recursos por parte dos acionistas inscritos nos registros da Sociedade em 26.12.2011, data da declaração dos já mencionados Juros sobre o Capital Próprio Complementares; - débito em conta corrente mantida no Banco Bradesco S.A.; - cheque à ordem do referido Banco Bradesco. No caso de ocorrerem sobras de ações, após decorrido o prazo para o exercício do direito de preferência, essas serão rateadas, na proporção dos valores subscritos, entre os acionistas que tiverem pedido, no Boletim de Subscrição, reserva de sobras, conforme determina o Parágrafo Oitavo do Artigo 171 da Lei no 6.404/76. As ações subscritas no referido aumento de capital terão direito a dividendos e/ou juros sobre o capital próprio que vierem a ser declarados a partir da data em que ocorrer a sua aprovação, que dar-se-á em Assembleia Geral de ratificação, fazendo jus também, de forma integral, a eventuais vantagens atribuídas às demais ações a partir da citada aprovação. Em consequência, a redação do “caput” do Artigo 5o do Estatuto Social será alterada após completado todo o processo do aumento do capital.”. Dando sequência aos trabalhos, o senhor Presidente declarou que: a) a Diretoria estava autorizada a dar andamento ao processo de aumento do Capital Social, abrindo a subscrição das ações dentro das condições estabelecidas na proposta do Conselho de Administração ora aprovada, e da legislação pertinente; b) os acionistas que desejarem exercer o direito de preferência, deverão fazê-lo no período de 11.1 a 13.2.2012 no Departamento de Ações e Custódia do Banco Bradesco S.A., Instituição Financeira Depositária das Ações da Sociedade, com endereço na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP; c) após totalmente subscritas as novas ações emitidas, deverá ser convocada nova Assembleia Geral de ratificação para exame, pelos acionistas, dos atos praticados pela direção da Sociedade no andamento do processo. Quorum da Deliberação: unanimidade de votos dos acionistas presentes. Aprovação e Assinatura da Ata: lavrada e lida, foi esta Ata aprovada por todos os acionistas presentes e assinada. aa) Presidente: Lázaro de Mello Brandão; Secretário: Antônio Bornia; Acionistas: Lázaro de Mello Brandão, Antônio Bornia, Mário da Silveira Teixeira Júnior, João Aguiar Alvarez, Denise Aguiar Alvarez, Luiz Carlos Trabuco Cappi, Milton Matsumoto, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, Domingos Figueiredo de Abreu, Fundação Bradesco e Nova Cidade de Deus Participações S.A., por seu DiretorPresidente, senhor Lázaro de Mello Brandão. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações. aa) Lázaro de Mello Brandão e Antônio Bornia.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
16
e
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A ascenção da classe média foi mais impactante, no Brasil, do que as novas tecnologias. Gustavo Carrer, do Sebrae
conomia Fernando Martinho/Folhapress
Divulgação
Fátima Lourenço
NRF trará estudos e tendências
O
comércio brasileiro tem tudo para brindar um feliz 2012, apontam especialistas do ramo, às vésperas da maior convenção mundial do varejo a 101ª Retail´s Big Show, a ser realizada em Nova York (EUA) a partir do dia 15. O crescimento geral do setor, ressalvam, dificilmente alcançará os patamares de 2010, ano de recordes em vendas. Em contrapartida, não são esperados grandes impactos negativos, levando-se em conta o atual cenário econômico local e internacional. O coordenador do Conselho de Varejo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Nelson Kheirallah, estima que segmentos voltados à nova classe média crescerão pelo menos 10% em 2012. "A crise internacional não atinge tanto esse público. Estou muito otimista com as perspectivas do varejo para este ano", justifica. O executivo coordena delegação da ACSP que acompanhará o congresso da NRF. Ainda sobre 2012, Kheirallah ressalva, no entanto, que persistirão os entraves associados à burocracia governamental, à falta de financiamento do governo para o empreendedor de pequeno porte e à falta de mão de obra. Tecnologia – Na opinião do consultor de marketing do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), Gustavo Carrer, não haverá mudanças profundas em 2012 e tendências já apontadas, como o uso de novas tecnologias, continuarão sendo incorporadas pelo varejo. "A ascenção da classe média foi mais impactante, no Brasil, do que as novas tecnologias". O varejo está no processo de aprender como vender para
O Boa parte do consumo está sustentada em cima de crédito. RICARDO PASTORE, DA ESPM
Varejo: cenário é otimista para 2012. Estimativa é que segmentos voltados à nova classe média cresçam até 10% esse público, acrescenta. Permanece, segundo o consultor, a tendência de integração crescente entre a loja física, a internet e os celulares. O quanto de tecnologia será incorporado nisso é que pode variar bastante. Ele não faz projeções de crescimento, mas está otimista. "O nível de confiança do consumidor brasileiro ainda não foi abalado de forma incisiva." Expansão – O cenário continua favorável, ratifica o sóciosênior da GS&MD – Gouvêa de Souza, Luiz Goes. O varejo não perderá fôlego em consumo, opina. "Em 2011, ele cresceu acima do PIB e em 2012
também crescerá." A consultoria GS&MD projeta salto de 6,2% para este ano. "Não é como 2010, mas é excepcional." Goes comenta que o Brasil, despontando como um mercado promissor, salta aos olhos das redes internacionais. "Um dos movimentos é promover expansão, crescer para evitar a entrada, ou para por a cereja no bolo, para ser comprado." O movimento requer atenção do pequeno varejista. A expansão interna levará grandes redes para novos mercados. O pequeno comerciante pode responder com diferenciais que grandes empresas nem
sempre conseguem oferecer, como o atendimento personalizado, recomenda. Entre as pressões negativas para o setor, Goes menciona o custo de implantação e operação, que deverá se manter em patamar alto, e a carência de mão de obra qualificada. No cenário geral, ele afirma que a grande massa (classes B2 e C) continuará sendo o foco da atenção, a renda crescerá, a oferta de crédito também, e a taxa de desemprego ficará em patamar baixo. O coordenador do Núcleo de Varejo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Ricardo Pastore, acredita que a retomada do consumo acontecerá ainda neste primeiro semestre. Entre as grandes redes, comenta, muitas iniciaram 2012 cautelosas, anunciando redução no plano de expansão previsto inicialmente. "Eu não acredito nisso. Depois do zero de crescimento registrado no terceiro trimestre do ano passado, o comércio apresentou re-
cuperação no final de 2011." Os shopping centers continuarão crescendo, as redes de franquias também, afirma. A favor do varejo, acrescenta, também pesa ser o segundo ano do governo Dilma, "já mais estável". Além disso, a crise econômica no mercado internacional cria, para o governo local, uma dependência do mercado interno. "A população teve um aumento de salário mínimo generoso. O que preocupa um pouco é o desemprego em áreas afetadas pela crise econômica internacional, como empresas estrangeiras com operações locais, além de exportadoras, de uma maneira geral." Desafios – A inflação ganha destaque na análise do professor de finanças do Ibmec, Nelson de Sousa. As classes C e D, comenta, continuarão despontando, mas eles sentem o efeito da inflação e o consumo desse público já não está tão acelerado. O crédito tenderá a ser mais seletivo, segundo Sousa. Ele analisa que o endividamento das famílias, acompanhado de taxas de juros ainda elevadas, tem impacto no orçamento familiar. A inflação, acrescenta, também afeta e a quantidade de recursos diminui. "Boa parte do consumo está sustentada em cima de crédito", alerta. O professor acredita, no entanto, que a partir de abril aparecerão os efeitos benéficos das medidas do governo para estimular o consumo.
R.Donask/LUZ
A crise internacional não atinge tanto esse público (a nova classe média). Estou muito otimista com as perspectivas do varejo para este ano.
varejo mundial se reúne em Nova York (EUA), entre 15 e 18 deste mês, na 101ª Retail´s Big Show, convenção e exposição anual realizada pela National Retail Federation (NRF). É o maior eve n t o d o s e t o r, c o m apresentações apontando os últimos estudos e tendências, além de exposição de produtos e serviço com soluções para o comércio varejista. A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), em conjunto com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), coordena uma das delegações brasileiras que acompanharão o evento. A iniciativa conta com parceria do escritório paulista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP) e seu equivalente mineiro (Sebrae-MG), em dobradinha com a federação das associações comerciais daquele estado. Os 56 empresários de pequeno porte beneficiados pela parceria com o Sebrae terão subsídio de 40% no pacote. A viagem é coordenada pelo Conselho de Varejo da ACSP e a organizada pelo Departamento de Comércio Exterior da entidade, explica o coordenador do conselho, Nelson Kheirallah. Segundo o executivo, a programação da comitiva tem início nesta sexta-feira, antes da abertura da NRF, com duas visitas técnicas, uma delas à loja da Apple. O grupo será acompanhado por especialistas em marketing e merchandising, recursos humanos, design e arquitetura, entre outras áreas. Para o bom aproveitamento das palestras simultâneas da convenção, os especialistas selecionaram as de maior interesse para o grupo. Disney - Além da participação na NRF, a delegação par ticipará, em Orlando, de um curso exclusivo no Disney Institute. Na pauta, lições sobre como construir e manter uma marca, e a estruturação do varejo e logística que sustentam o empreendimento. Kheirallah explica que em Orlando acontecerão visitas técnicas a dois shoppings de luxo. A proposta, sintetiza, é apresentar diferentes experiências de varejo daquele mercado. O grupo retorna ao Brasil no dia 21 de janeiro.
NELSON KHEIRALLAH, DA ACSP
Confiança do setor deve melhorar
A
s percepções dos empresários dos ramos automotivo e do atacado foram as que mais pesaram para o recuo de 6,8% no Índice de Confiança do Comércio (Icom) no último trimestre de 2011, comparado a igual período de 2010. O indicador, medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) reflete as variações negativas daquele momento, observadas nos segmentos pesquisados. A maioria das empresas sondadas em dezembro, no entanto, espera melhora de vendas e das tendências para o negócio nos próximos meses. "A percepção do setor de veículos sobre as vendas pesou (nos -6,8%), porque em 2010 elas foram muito fortes", justificou o economista do Ibre, Silvio Sales. Além de veículos (Icom
de -13,9%) e do atacado (-7%), estão na sondagem o varejo ampliado (-6,7%, com veículos); varejo restrito (-5,6, sem setores automotivo e de material de construção); e material de construção (-4,2%). "Não significa queda de faturamento para o comércio", ressalvou Sales. A sondagem feita em dezembro aponta, na visão dos empresários ouvidos, que o ritmo de atividade, naquele momento, deve ser menor que o registrado em igual período de 2010. Futuro – Sales detalhou que a composição do Icom contempla o Índice da Situação Atual (ISAIcom) e o Índice de Expectativa (IE-Icom). "O ISA pressionou o índice (de -6,8%) para baixo, porque ele caiu 9,7% no trimestre finalizado em dezembro (ante igual período de 2010). Na mesma base de comparação, o IE–Icom recuou 4,6%. As
perspectivas de redução das vendas nos próximos três meses foram a variável que mais pesou na composição negativa do Índice de Expectativas do último trimestre de 2011 (com variação negativa de 5,1%). Ainda assim, 56,2% das empresas sondadas esperavam melhorar as vendas nos próximos três meses; outras 10% aguardavam piora. "O cenário é positivo. O IE só reforçou que a economia está crescendo menos (na comparação com 2010)", justificou o economista. A sondagem daquele ano, no mesmo período, apontou expectativa de melhora nas vendas entre 60,7% das empresas e piora entre 6,7%. Na variável tendência dos negócios, 54,9% dos entrevistados apostaram na melhoria (ante 58,8% em 2010) e 6,8% na piora (ante 4,4%). (FL)