São Paulo, quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
R$ 1,40
José Genoino
Marcos Valério
Roberto Jefferson
Demóstenes Torres
BLOCO DOS MENSALEIROS Desmascarados no processo do Mensalão caem no gosto popular – fazem sucesso como máscaras de Carnaval. Pág. 7
ABRE-ALAS MAIS MÁSCARAS
Conclusão: 23h40
www.dcomercio.com.br
Jornal do empreendedor Ano 87 - Nº 23.787
José Dirceu
As de Lula podem voltar logo à avenida (pág. 5), agora na companhia das máscaras de Rosemary (pág. 6), dos irmãos Vieira e do bicheiro Cachoeira.
Máscara de Barbosa, relator do Mensalão, é campeã de vendas – já é rara. Ueslei Marcelino/Reuters
Reprod
ução
Cuba com notícia sobre Chávez. Direto de Caracas. No dia em que a Suprema Corte da Venezuela autoriza o adiamento da posse de Chávez, jornal de Fidel não dá uma linha sobre o estado de saúde do ex-presidente, internado em Cuba. Pág. 8
Precisa de energia? Então melhor fazer a dança da chuva. Diante dos baixos níveis dos reservatórios das hidrelétricas (acima, Itumbiara, entre Goiás e Minas, que opera com 9% da capacidade), o governo aposta no aumento do volume de chuvas. Enquanto a água não vem, o negócio é acionar as termelétricas por pelo menos mais três meses, conforme o decidido ontem na 1ª reunião do Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico. E isso deve deixar sua conta de luz entre 2% e 3% mais cara. Pág. 14
Vem aí uma inflação um pouco menor do que a de 2012 IPCA do ano sairá hoje, e deve ficar em torno de 5,7%. Para 2013, economistas falam em 5,5%. Saiba por que na pág. 11 ISSN 1679-2688
23787
Página 4 9 771679 268008
DIÁRIO DO COMÉRCIO
2
o
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
O primeiro erro não tem nada a ver com o atual governo ou seus antecessores. Tem a ver com todos nós. Roberto Fendt
pinião
O JOGO DOS SETE ERROS
N
ão sei se ainda se publicam os "jogos dos sete erros". Eles consistiam em dois desenhos, colocados lado a lado, com mínimas diferenças entre eles. O jogo consistia em descobrir essas diferenças. O que parecia igual era de fato diferente. Pois bem. Corremos um risco, por enquanto de difícil avaliação, de falta de energia. O governo nega de forma peremptória que o risco exista e que possa vir a ser necessário um racionamento. Mas, se não chover rápida e suficientemente, o risco crescerá. A capacidade instalada das termoelétricas não será capaz de atender à demanda, ainda que operando a plena carga. Por trás da ameaça de falta de energia há, por analogia com o jogo, sete erros que não vêm sendo adequadamente expostos. O desenho da realidade não combina com o desenho da retórica oficial. O primeiro erro não tem nada a ver com o atual governo ou seus antecessores. Tem a ver com todos nós. Trata-se de termos aceitado o falso ambientalismo irracional aplicado à construção das barragens responsáveis pela parcela maior da oferta de energia elétrica. Um sistema calcado em fontes hídricas pode valerse de duas tecnologias. O primeiro consiste em usinas hidrelétricas a fio de água (run of the stream power plant), em que a oferta de água é abundante, regular e em grande volume todo o ano, não há necessidade de barragem para armazenar água. A eletricidade é gerada pelo fluxo de água passando pelas turbinas. Não é esse o caso da disponibilidade hídrica na maior parte do País. A segunda tecnologia que permite assegurar que haja água no volume suficiente para gerar energia todo o ano consiste nas usinas
ROBERTO FENDT tamanho do problema que se avizinha. Não é possível imaginar que só após o anúncio da redução do preço na ponta do consumo se tenha constatado que falta água para a geração. O sexto erro decorrerá de voltarmos a crescer 3% ou 4% em 2013. Se crescendo em torno de 1% o consumo está no limite da capacidade de geração hídrica, como atenderemos a demanda por energia com taxas de crescimento maiores?
F hidrelétricas de acumulação, com grandes reservatório de água. Três Marias e Furnas são exemplos desse tipo, em que não ocorrem problemas de falta de água para geração. O erro, portanto, foi aceitar o reclamo do falso ambientalista contra os reservatórios que inundam grandes áreas e conservam a água para geração. As usinas mais recentes têm reservatórios para o uso corrente e estão com o volume de água próximo de níveis crí-
ticos. O trágico dessa decisão é aceitar agora a emissão de gases decorrentes da queima de óleo combustível em usinas térmicas. O segundo erro, decorrente do primeiro, foi o atraso na construção de novas barragens. O início das obras ficou pendente da concessão de licenças ambientais, cujo processo decisório mostrou-se irritantemente longo e avesso à transparência. O terceiro erro, a partir dos dois primeiros, foi
a necessidade de utilizar mais intensamente as usinas térmicas para complementar a geração hídrica. Corremos agora o risco de escassez de óleo combustível e gás para outros usos, já que vêm sendo utilizados prioritariamente para a geração de energia. O quarto erro foi o anúncio da redução do preço da energia ao consumidor em meio ao verão que se aproximava e à queda da disponibilidade de água nas usinas. Há duas for-
AS METAS DA HABITAÇÃO A
crítica é livre. Mas mesmo já passadas as eleições, ainda tem gente abusando da má fé. Em recente matéria na Folha de São Paulo, o repórter afirma: "O governo Kassab não cumpriu a meta de atender 332 mil pessoas em seu programa de urbanização de favelas... Depois de mais de seis anos no cargo, conseguiu 77% da meta. Ou seja, mais de 75.000 pessoas ainda vivem em áreas com infraestrutura precária." A Meta 17 fala em 85.000 famílias, e não pessoas. E está em 92%. Apenas 6.800 famílias (8%) ainda não foram atendidas, embora já sejam beneficiadas pelas melhorias do entorno. E já não estão em "áreas com infraestrutura precária". Mas falar em "75.000 pessoas não atendidas" chama mais a atenção... Sobre o Renova SP (na Meta 17), a reportagem diz que as favelas de São
Miguel e Tremembé são as que menos receberam intervenções. Elas estão em fase de projeto, dentro do cronograma previsto. Esse programa foi inserido depois no Plano de Metas, mas como a informação é omitida, a impressão é que a prefeitura não fez nada.
C
ontinua o texto: "Nas grandes favelas, como Heliópolis e Paraisópolis, obras que devem beneficiar mais de 100 mil pessoas, não estão 100% concluídas." Bem, se fosse 99%, também não estariam concluídas. Mas as obras estão beneficiando todas essas famílias. E não se menciona o Jardim São Francisco (zona leste), terceira maior favela, com ruas asfaltadas, água encanada, coleta de esgoto, iluminação, creche, posto de saúde, etc., dando dignidade aos seus moradores e integrando-os à cidade. Nem é citado que os projetos de urbanização de
favelas ganharam diversos prêmios internacionais, além do Habitat Scroll of Honour, importante prêmio conferido pela ONU.
S
obre a Meta 54 (Urbanização de favelas e loteamentos em áreas de mananciais), com 114% em abril, lê-se apenas um lacônico "ultrapassada em 14%, segundo o governo". Uma informação: embora a meta seja atender 60.000 famílias, o programa é bem maior, com 81 projetos. Note-se: a meta é 60.000 famílias, e não 100% dos 81 projetos. Por isso, em dezembro, foram atendidas 73.911 famílias, 123% da meta, mesmo com algum projeto na fase inicial. O repórter passa uma inverdade, confundindo projeto com meta, quando afirma: "Para o poder público municipal, se existe um projeto para uma determinada área – mesmo que ele ainda não tenha sido
licitado – ou a obra esteja só 25% pronta, a meta é listada como atingida. Por isso, a Prefeitura diz que cumpriu 92% do objetivo de melhorar a situação de moradia de 85 mil pessoas". Falta de profissionalismo e/ou inteligência... E se confunde de novo falando em 85 mil pessoas: são famílias. Basta olhar as tabelas (http://agenda2012.com.br) para ver que a meta só é considerada atingida quando atende ou supera o valor definido. Se não, está "em andamento", o que é diferente de zero. Exemplo: Nova Jaguaré, com 4.500 famílias (Meta 17). Se a obra já atingiu a marca de 75%, é lógico se considerar que 3.375 famílias já foram atendidas, e toda a comunidade já está se beneficiando das obras. A Meta 18 fala de 180.000 famílias no Programa de Regularização Fundiária, um processo complexo e demorado. Foram atendidas
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
mas de racionar o uso de um produto escasso: por preço ou por quantidade. O preço é o melhor sinalizador de escassez e seu aumento induz voluntariamente a redução da demanda. A alternativa é o racionamento quantitativo da energia disponível. O anúncio da redução do preço sinalizou abundância na oferta de energia, em lugar da escassez. O quinto erro, que induziu o quarto, foi a falta de informação à senhora presidente do
inalmente, o sétimo erro diz respeito ao futuro. A confusão decorrente do anúncio das novas regras para a renovação das concessões na área elétrica criou a percepção, certa ou errada, de instabilidade jurídica com relação ao respeito aos contratos. Com isso retraem-se os investidores privados no setor elétrico e aumenta o risco que se queria evitar. Vai se formando um consenso entre os analistas de que é preciso rezar para que chova e o problema se solucione sozinho. Rezar não faz mal. Mas devemos rezar também para que não haja queda no preço da energia, decorrente do maior uso das usinas termoelétricas com maior custo de geração, para que o problema não fique ainda maior. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA
JOÃO CARLOS BELDA 176.400. Isso é meta não atendida, zero, ou é uma meta 98% atendida? A Meta 19 fala de 9.000 famílias no Programa de Recuperação de Cortiços; está em 135%. E a Meta 20, de 4.300 famílias, em prédios recuperados da área central e em programas de aluguel subsidiado, já está em 115%, apesar das invasões de prédios ocorridas no Centro após as eleições. Dia 26 de dezembro a prefeitura apresentou o balanço das metas. O prefeito falou em 81%. A imprensa criticou: foi 55%: Não cumpriu os 600 mil m² de calçadas, só fez 91% – 547 mil m² é nada? Não entregou os 3 hospitais. Seriam 175 leitos. Ora, foram disponibilizados 786 novos leitos em outros
hospitais, mas isso não vale. Não zerou o déficit nas creches. Em 2005 eram 60.000 vagas, hoje são 216.000. Mas...
E
vejamos: em assistência social, atingiu-se 96,2% – só faltou uma obra. Mais: os investimentos bilionários em saúde, educação e habitação mostram uma administração comprometida com a população carente. Temos de ver com um pouco mais de bom senso a questão das metas. O novo prefeito prometeu 55.000 novas moradias, atender 70.000 famílias com urbanização de favelas e apenas 172 creches. Vamos aguardar o seu Plano de Metas. JOÃO CARLOS BELDA É EMPRESÁRIO
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edito r-Ch efe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas @dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3180-3175. Fax 3180-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3180-3197, 3180-3983, Fax 3180-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3180-3544, 3180-3176 Esta publicação é impressa em papel certificado FSC®, garantia de manejo florestal responsável, pela S.A. O Estado de S. Paulo.
REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3180-3737 REDAÇÃO (011) 3180-3449 FAX (011) 3180-3046, (011) 3180-3983 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
o
3
MAIS UMA VEZ, CONVIVEMOS COM A TRAGÉDIA ANUAL DAS CHUVAS E SUAS CONSEQUÊNCIAS.
pinião
A glória que escapa entre os dedos
A
lguns pensadores e intelectuais, principalmente os de mais difícil acesso, porque donos de um pensamento elaborado ou devido à complexidade de seus temas, podem despertar no comum dos seus leitores um misto de fascinação e inveja que lhes aumenta a fama e às vezes multiplica a venda de seus livros. Não é raro haver entre seus admiradores e concorrentes uma forma branda de espionagem para saber o que agora estão pesquisando, ou em que seara da inteligência estarão trabalhando alguns homens originais para revelar ao mundo novas obras que lhes aumentarão a fama e a respeitabilidade. Nas últimas semanas do ano que acabou, houve uma corrida em Princeton para saber o que estaria lendo, com tanto zelo e paixão, François Balbeck, um francês que mora aqui há muitos anos e que no passado filiou-se com entusiasmo ao pensamento do filósofo francês Michel Foucault, para quem as pequenas lutas particulares é que formam e modificam a mentalidade das pessoas. O rival mais famoso de François na cidade sempre foi Mateo Rocco, um ousado dissidente que sonhava lançar moda e criar escolas intelectuais em Nova Jérsei. Ora, François Balbeck andava com um livro sob o braço há nada menos de um mês, e em toda parte se dizia que essa única obra era a semente da qual iria germinar um punhado de ideias como nunca se vira antes na América. O fato é que Balbeck não abria a
LUIZ CARLOS LISBOA obra em público e mandara encapá-la em papel negro para que não devassassem seu conteúdo.
O
mundo intelectual da cidade fremia de curiosidade, mas se continha por medo do ridículo. Pensava Rocco que aquele cuidado de François indicava a preciosidade do livro misterioso, uma antiga verdade que dentro em pouco viria à luz com uma brilhante interpretação do francês. Mateo me segredou por telefone que queria tomar de assalto aquela maravilha redescoberta, fosse ela qual fosse. Mais pela antipatia pelo francês vaidoso, que ele julgava um pedante, do que pelo desejo reforçar a própria reputação na universidade. Balbeck havia voltado de
Paris há pouco e devia ter trazido na bagagem alguma nova paixão, algo que em breve seria a febre dos meios filosóficos americanos, viciados ao se abeberarem em Princeton das novidades europeias. Mateo Rocco, que competia com o outro, queria tomar dele "aquela namorada", como me disse uma vez. Era um livro, como já disse, encapado de preto, um grosso volume apetitoso, que François segurava com sua mão muito branca, coberta de finas veias azuis.
N
o dia em que ambos tomavam um soylate no Cassandra, no centro de Princeton, em mesas separadas por uns vinte metros, Mateo foi até o lavatório e dali fez uma chamada no seu celular para o do professor Balbeck, dizendo-lhe que havia uma mensagem importante para ele no balcão do bar. Pela porta entreaberta do toalete Mateo viu quando o outro se levantou e, nesse mesmo instante, partiu na direção de sua mesa. Enquanto o francês perguntava se havia algo para ele na gaveta do bar, Mateo atravessou a sala em passo normal e colheu,
Nas últimas semanas do ano que acabou, houve uma corrida em Princeton para saber o que estaria lendo, com tanto zelo e paixão, François Balbeck, um francês que mora aqui há anos.
com as pontas dos cinco dedos, o pesado livro que era alvo da sua curiosidade. Antes de chegar à rua viu pelo espelho que François ainda falava, um tanto nervoso, com o gerente da casa, perguntando por sua mensagem.
R
occo correu até sua casa em Bellevue e passou a noite devorando o La joye sans objet, de Jean Klein. Era aquele o livro desejado. Sim, seu autor era um professor francês já falecido, que havia dedicado a vida ao estudo da obra de Coomaraswamy, de Aurobindo, de Krishnamurti e de René Guenon. Rocco logo entendeu que o Dr.
Klein era um refinado mestre na Vedanta Advaita, mas pela madrugada havia perdido o interesse pelo assunto, achando-o banal e repetitivo. Rocco acabou deixando o livro na caixa de correio do professor Balbeck, naturalmente sem se identificar. Que decepção, como os grandes homens às vezes eram banais. Oito meses depois, uma tese sobre essa obra de Jean Klein quase pôs Princeton de joelhos. Os jornais teceram loas ao refinamento da análise daquele antigo texto, e à maestria com que Balbeck lidou com ele, abrindo alamedas no pensamento do autor. A universidade se curvava em
reverências ao grande ensaísta Balbeck.
Q
uando Mateo Rocco foi indicado para saudá-lo no instituto de Altos Estudos de Princeton, viajou para Nova York e mandou dizer que lamentava ter de recusar a honra mas estaria em tratamento de saúde por alguns meses. Para seu grande sofrimento, recebeu um bilhete muito amável de Balbeck, agradecendo terlhe devolvido logo o tratado de Jean Klein. LUIZ CARLOS LISBOA É JORNALISTA E RESIDE EM PRINCETON, EUA. ALGUTE22@GMAIL.COM
A TRAGÉDIA (SEMPRE) ANUNCIADA A
ssim como não falha o carnaval, não falham no Brasil, também, as tragédias anunciadas a cada ano, devido à devastação causada nas regiões sujeitas a inundações por conta das chuvas. A região serrana do Rio de Janeiro é, como se dizia, tiro e queda. Não há janeiro que chegue sem que ocorram alagamentos, deslizamentos, soterramentos, mortes e desespero. Ano após ano a situação se repete, inclusive com a distribuição de donativos e de verbas públicas para os desabrigados, e para a reconstrução de cidades, casas, ruas e estradas destruídas. Repete-se também outro fenômeno. As doações desaparecem em grande parte pelo caminho e o dinheiro público liberado não é utilizado nas obras de reconstrução – e muito menos de prevenção. Para onde vai a dinheirama? Perguntem ao governador, aos prefeitos, aos políticos do estado do Rio de Janeiro. Bastam espocar os fogos em Copacabana, na virada do ano, para se saber que algumas horas depois a chuva desabará e, com ela, casas vão morro abaixo, vidas inocentes se perdem e tudo sob a já não existente vergonha na cara dos governantes. Sem falar na população que, mesmo diante de tanto descalabro,
Ricardo Trida/Estadão Conteúdo
não nos limitamos a ser solidários. Sofremos também na pele a temporada das chuvas. Todo ano é tudo igual...
BOAS FESTAS: AGRADECIMENTO.
A
Chuvas em São Paulo: um retrato que se repete todo ano. segue bovinamente esperando algo que sabe que não virá. Só virá mesmo chuva e tragédia.
A
inda existem ruínas e expectativa de obras por conta de destruições ocorridas há cerca de três anos nas cidades serranas do Rio, como Petrópolis, Teresópolis e outras. E novos desastres se sucedem. É verdade que instalaram alguns alarmes para a população ameaçada sair correndo. Grande progresso! Grande realização! Parte da culpa disso é de quem se instala em áreas de risco e depois fica aguardando providências do
poder público para regularizar a obra e fazer benfeitorias. Mas as mortes chegam quase sempre antes. A conjunção desses fatores se traduz no conhecimento do que vai ocorrer. E ocorre. E de novo as autoridades se esmeram em desculpas, em anúncios de liberação de verbas e sobrevoos de helicóptero.
E
nquanto isso, o nordeste do País arde na seca e as obras do governo Lula/Dilma, empacadas, anunciam outro tipo de tragédia: a desolação e morte pelo que sobra no sul e sudeste, as águas que vão até março. Nós, aqui em São Paulo,
cidade, sempre despreparada, pela falta de educação da população – que acumula lixo nas vias públicas, rios e córregos – e pela ausência de obras estruturais e emergenciais das autoridades, também se afoga nas inundações, em tragédias anunciadas. O prefeito Fernando Haddad assumiu e no dia seguinte já mandou mutirões de limpeza para esvaziar bueiros, limpar passagens das águas pluviais, no intuito de mostrar preocupação e algum tipo antecipado de providências. Ele sabe que será cobrado muito brevemente pelas enchentes que vão tomar conta da cidade. Pode até alegar que está se mexendo, que não tem culpa porque assumiu agora e tudo mais. Terá, todavia, quatro anos pela frente para de fato buscar soluções modernas que impeçam o paulistano de tremer de medo cada vez que o céu escurece mais cedo, anunciando a queda d'água que se aproxima. É calamitosa a situação da gestão pública no País. É lamentável o despreparo da população em termos de prevenção de sua parte e de falta de cobrança de ações eficazes por parte dos
PAULO SAAB eleitos. E estes aboletam-se nos cargos como se tivessem ganho um título de propriedade da coisa pública, na maioria das vezes despreparados também para o exercício da função. Aliás, despreparados para gerir até quitanda da esquina, se é que estas ainda existem e com o perdão do digno quitandeiro.
E
m meio a tudo isso, numa demonstração de como os políticos desprezam a opinião pública, de como sapateiam na mínima dignidade, fazendo escárnio dos bons costumes, o Sr. José Genoino, condenado como criminoso pelo STF, assume uma vaga na Câmara na maior cara de pau do mundo, e ainda com ar arrogante, como de fato parece ser, mostrando que para ele o que importa é ele mesmo. PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR
O Presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo –FACESP e da Associação Comercial de São Paulo – ACSP, Rogério Amato, agradece e retribui votos de Boas Festas de: Antonio Oliveira Santos, Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo Carlos Dondeo Junior, Superintendente da Fundação Mudes Cláudia Vassallo, Diretorasuperintendente EXAME, Exame PME, VOCÊ S/A e INFO D'Urso & Borges Advogados Associados Domingos Zamagna Equipe OFC Farid Murad Hesio Cesar de Souza Maciel, Diretor presidente do Instituto Presbiteriano Mackenzie Ivan Hussni, Sebrae-SP Jácomo Spampinato Neto Joffre e Liliana, Belfort Segurança de Bens e Valores Luiz Flávio Borges D'Urso, presidente da OAB-SP Mara Gabrilli Marcel Domingos Solimeo Marcelo Crivella, Ministro de Estado da Pesca e Aquicultura Osmar Roncolato Pinho, Presidente da Associação Brasileira das Empresas de Leasing Paulo Soares de Oliveira Junior, Diretor-superitendente da Distrital Butantã Roberto Fagundes, Associação Comercial e Empresarial de Minas Roberto Simões, Presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae SESC São Paulo - Gerência de Relações com o Público
DIÁRIO DO COMÉRCIO
4
GibaUm
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
3 A União da Ilha desfilará 3 MAIS: a escola ainda não lembrando o centenário de Vinícius de Morais e Letícia Spiller, 39 anos, reviverá a Garota de Ipanema.
gibaum@gibaum.com.br
convidou a original, Helô Pinheiro, 67 anos que está, à propósito, em excelente forma, sem precisar de dublê.
k “Você acha que vai ter beijo gay num país em que as pessoas nem Contra gays sabem ler?”
MIGUEL FALABELLA // diretor e autor de novo seriado da Globo que terá casal homossexual, confrontando opção sexual com analfabetismo.
Fotos: BusinessBank/Divulgação
Quem articula o nome de Abílio Diniz para a presidência do Conselho de Administração da Brasil Foods (R$ 26 bilhões/ ano e 115 mil funcionários) são os poderosos fundos de pensão Previ, Petros e Valia, que entraram em rota de colisão com Nildemar Secches, atual presidente do conselho, expresidente da Perdigão e que costurou a fusão com a Sadia. Detalhe: ele foi indicado pelos fundos, que não admitem que não obedeça a cartilha. Se der certo e Abílio chegar lá, a primeira providencia será tirar Antonio do Prado Fay da presidência executiva da Brasil Foods.
333
ADORA ESPUMA Os mais íntimos de José Serra costumam dizer que ele “adora uma espuma”, ou seja, deixar que sejam espalhadas informações envolvendo seu nome, sem nenhuma chance de serem reais: uma delas é a possibilidade de se transferir para o PPS de Roberto Freire e disputar, de novo, o Planalto. Nem pensar, especialmente porque o partido tem apenas 40 segundos de TV. Mais: Serra não quer ser candidato à Presidência da Republica. Quer que Geraldo Alckmin seja o nome escolhido pelos tucanos – e não Aécio Neves. E ele poderia disputar, mais uma vez, o governo paulista – até com alguma chance.
333
Outra lancha A presidente Dilma Rousseff, em seu descanso na Base Naval de Aratu, na Bahia, deu um passeio, com os governadores Jaques Wagner (PT-BA) e Eduardo Campos (PSB-PE), a bordo de uma lancha chamada Amazônia Azul. Militares de altas patentes reclamaram: o barco estava descaracterizado e era na verdade a luxuosa lancha Intermarine Azimuth, que custa R$ 6 milhões e que ninguém sabe como apareceu lá e à qual organização militar pertence. Em 2006, Dilma esteve envolvida em outro imbroglio al mare: foi passear com o mesmo Wagner a bordo de uma lancha do empreiteiro Zuleido Veras, da Gautama que, em 2007, virou manchete devido a diversas ações recheadas de corrupção. 333
LULA EM ANGRA Mesmo tendo estreado em quarto lugar entre as emissoras abertas com média de 4 pontos, Mulheres Ricas 2 seria totalmente cômico, se não tivesse lances trágicos, ou melhor, medíocres de suas participantes novas, que representam uma camada emergente em busca de projeção. A loura da vez é Andrea Nóbrega, ex-mulher de Carlos Alberto de Nóbrega, que investiu contra o comediante, que espalhara que “ela não era rica coisa nenhuma”. A cena ficou com jeito de Casos de Família.Depois,alourainvadiu o palco de um show de Fábio Jr, roubou-lheumbeijoe,debrinde, levou tapinhas nas ancas.
Ex-miss São Paulo e segunda classificada no Miss Brasil (1982), professora de ginástica (seus vídeos são exibidos no Uol), modelo e apresentadora de TV (Band, Rede 21 e Rede TV!), ex-Casa dos Artistas, capa e recheio de Playboy (1999) e Sexy (2000), três filhos, dois casamentos (um com o ator Humberto Martins) e muitos romances, Solange Frazão chega aos 50 anos com um dos mais invejados corpos do país. E está na nova edição de Shape , contando quais as cinco abdominais que permitem manter esse corpo. Ascendência: índios e alemães. Medidas: 90-60-90. De quebra, 58 cm de coxa.
50anosbem distribuidos
333
O Operador Nacional do Sistema Elétrico acompanha diariamente as projeções de nível dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras e reduz, drasticamente, suas estimativas nos quatro subsistemas (Sudeste/ Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte): a falta de chuvas levará a um quadro assustador. Não haverá alternativa – e a saída é discutida no Planalto e especialmente, a forma de ser anunciada – a não ser racionamento de energia, o que poderá significar um tiro de canhão contra Dilma Rousseff (nos últimos dez anos, ela esteve no comando do setor). Muitas empresas já partiram para um racionamento branco e o Brasil já estaria em pleno racionamento oficial, caso as hidrelétricas projetadas nos oito anos de FHC não estivessem em funcionamento. 333
Comchoro e com vela
LULA EM ANGRA 333 O ex-presidente Lula está passando uns dias em Angra dos Reis, na casa do empresário José Seripieri Jr., da Qualicorp. A casa é um projeto de Claudio Bernardes e já foi do empresário Sergio Elias. Lula, Maria Letícia, um de seus irmãos e poucos amigos tem à sua disposição quatro funcionários 24 horas por dia. E nada de praia (só foi espiar fogos na virada do ano): prefere passeios de lancha.
MISTURA FINA 333 QUEM diria: o falante e ainda presidente da Câmara Federal, Marco Maia (PT-RS), preocupado com sua volta ao baixo clero, retornou de suas férias com um festival de bolhas inflamadas nos pés – e mancando. Durante o recesso parlamentar, decidiu correr para emagrecer, coisa que jamais fizera. Correu errado, com tênis errado e em pista errada.
HENRIQUE Alves (PMDBRN) já encomendou roupa nova para sua posse como presidente da Câmara Federal, tamanha a certeza que tem de sua vitória. E escolheu o veterano alfaiate de São Paulo, Severo, que cuida dos ternos de José Sarney.
333
FAVORITO para ser o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima está sendo convencido a cometer generoso gesto para deixar José Serra contente: pode abrir espaço para que Aloysio Nunes Ferreira assuma a liderança dos tucanos na Casa.
333
Depois de meses de muito trabalho, fazendo fotos com o alemão Wolfgang Pohn para a campanha da marca austríaca Wolford, a modelo Fabiana Semprebom, 28 anos, orgulho de Londrina, no Paraná, onde nasceu, vai se casar – e quer véu, grinalda e vestido de Valentino – depois de vários adiantamentos, com o tenista argentino Guilhermo Cañas, com quem vive, há mais de dois anos, no eixo Nova YorkMiami. Fabiana quer “família, filhos, tudo o que tem direito”. E Guilhermo, com sotaque, aprova e faz o trocadilho: “Siempre boa”.
Semprebom, siempreboa
333
Saudades de Lula As relações entre o Planalto e o Banco Itaú nem chegam a ser sociais, embora Roberto Setubal garanta que “não existe nenhum descontentamento do governo com a instituição” e que está sempre preocupado com o desenvolvimento do país e aprimoramento do sistema financeiro nacional. Em conversas mais fechadas e mesmo em palestras para grupos selecionadissimos de empresários poderosos, não é o que acha o ministro Guido Mantega, da Fazenda. Antes de suas férias, em São Paulo, chegou a resumir a opera : “Quem trabalha contra o governo, quem desafia o governo, não pode ter a amizade do governo”. E Setubal, nos bastidores, lamenta: tem saudades dos tempos de Lula.
333
333
h IN
Bicicleta fixa.
h
Poder dos fundos
O relatório é do Grupo Gay da Bahia, pilotado pelo antropólogo Luiz Mott: em 2012, mais de 300 homossexuais e transexuais foram assassinados no Brasil, superando os 266 de 2011. O grupo faz esse levantamento há muitos anos, recolhendo dados em delegacias de todo o país, mesmo estimando que a morte de muitos gays sejam registradas nas repartições oficiais sem nada a ver com motivos de intolerância. Com esses números, segundo Mott, o Brasil vira campeão mundial dos crimes homofóbicos, com mais da metade dos homicídios do planeta.
333
OUT
Bicicleta elétrica.
Educador online 333 O educador, empresário e ex-analista de hedge funds, Salman Amin Khan, fundador da Khan Academy, plataforma de educação online. A partir de um pequeno escritório nos Estados Unidos, em sua casa, já produziu mais de três mil vídeos ensinando especialmente matemática e ciências para quatro milhões de pessoas espalhadas pelo mundo. Só no começo deste ano, seu canal no YouTube atraiu 530 mil assinantes. Ele já foi capa de Forbes e está na lista da Time das 100 pessoas mais influentes do mundo. No dia 16, tem encontro com Dilma Rousseff e o ministro Aloizio Mercadante.
333 ESTA SEMANA, hidroelétricas respondem por 78,8% do consumo de energia do país e térmicas, por 20,5%. Resumo da ópera: significa energia gerada (térmicas) a um custo mais alto e que o país não tem outra saída que possa lançar mão se o calor continuar e as chuvas não chegarem. Com os reservatórios no limite, não será surpresa se alguma hidrelétrica pifar – com a chegada do inevitável apagão. Quem viver, verá.
JORNALISTA, professor e ex-BBB, o deputado federal Jean Wyllys (RJ) não é mais líder do PSOL na Câmara Federal: foi substituído por Ivan Valente (SP). Wyllys garante que a substituição foi feita porque “as causas que defende exigem muita dedicação”. Nos corredores do partido, há quem afirme que a troca está diretamente ligada às investidas recentes de Wyllys contra o Papa Bento 16, acusando-o de “homofóbico” e “nazista”, só para começo de conversa.
333
333 EX-Cleo Pires, João Vicente de Castro está circulando, pela noite de São Paulo, com Gisele Itiê.
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
CHARGE DO DIA
p
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
DIÁRIO DO COMÉRCIO
5 DESMENTIDO OFICIAL Ministério Público Federal desmente notícia de que o procurador-geral pediu investigação contra o ex-presidente Lula por envolvimento no Mensalão.
olítica
Gurgel nega investigação sobre Lula Procurador-geral esclarece que ainda vai analisar o depoimento de Marcos Valério, que incrimina o ex-presidente. Tendência é mandar para primeira instância.
O
p ro c u r a do r - g er a l A única informação nova seda República, Ro- ria a de que recursos proveberto Gurgel, divul- nientes do Banco Rural teriam gou ontem uma no- sido usados não só para alita na qual ele negou que já ti- m e n t a r o e s q u e m a c o m o , vesse decidido investigar o também, para pagar contas envolvimento do ex-presiden- pessoais do ex-presidente. te Luiz Inácio Lula da Silva no Sobre o assunto, Lula disse Mensalão, com base apenas que as declarações de Marcos na acusação feita pelo opera- Valério "são mentirosas" e o dor do sistema, o publicitário próprio Gurgel, no final do julgamento do Mensalão, o chaMarcos Valério. O texto do Ministério Público mou de "jogador", mas arguFederal (MPF) esclareceu que mentou que nada deixaria de Gurgel "ainda não iniciou a ser investigado. Absurdo – Para o presidente análise do depoimento, pois aguardava o término do julga- da Câmara, deputado federal mento do Mensalão". Ainda de Marco Maia (PT-RS), seria "abacordo com a nota, "somente s u r d a " a p o s s i b i l i d a d e d e após a análise poderá infor- abertura de investigação contra Lula, um tema mar o que será "e xau sti vam enfeito com o matete" investigado. rial". Portanto, Todas as pessoas " T e v e u m a C odestacou o MPF, m i s s ã o P a r l a"não há qualquer que tinham mentar de Inquédecisão em relaenvolvimento rito que tratou do ção a uma possíforam assunto e o invesvel investigação investigadas e t i g o u à e x a u sdo caso". suas vidas tão", afirmou. Gurgel já indi"Ao mesmo temcou que deverá devassadas. po o STF já invesenviar a denúnMARCO MAIA tigou, em várias cia para apuraoportunidades, ção da primeira instância, pois o ex-presiden- se houve envolvimento do exte não tem mais foro privile- presidente Lula e isso foi comgiado, que restringe investi- pletamente rechaçado", justigações e processos contra au- ficou Maia. Desmentido – Para o presitoridades a instâncias super i o r e s d a J u s t i ç a . E m s e u dente da Câmara não há fato último depoimento, Marcos novo para abertura de investiValério disse que recursos do gação contra Lula. "Todas as esquema foram utilizados pa- pessoas que tinham algum tira pagar despesas pessoais do po de envolvimento já foram investigadas e tiveram suas ex-presidente. Novidade – Caso os procura- vidas devassadas por esse dores da primeira instância processo." Além disso, destaentendam a ocorrência de in- cou Maia, Marcos Valério não é dícios poderão abrir uma in- uma fonte confiável. "É uma vestigação ou, caso contrário, pessoa condenada, que está pedir o arquivamento do pro- buscando criar um fato políticesso. Gurgel quando rece- co que possa atenuar sua conbeu as informações, no segun- dição. O prudente é mandar isdo semestre do ano passado, so para o arquivo", sugeriu. Em São Paulo, a assessoria avaliou que não havia fato bombástico, apenas informa- de Lula informou que o ex-preções que confirmariam o que sidente não vai se manifestar já havia sido dito ao Supremo até uma decisão oficial do proTribunal Federal (STF). curador-geral. Já o presidente
Carlos Humberto/SCO/STF – 03.08.12
Hélvio Romero/Estadão Conteúdo - 19-12-12
do Instituto Lula, Paulo Okamoto, divulgou nota lamentando notícia veiculada pelo O Estado de S. Paulo. "Lamento profundamente que o jornal tenha induzido ao erro seus leitores e outros órgãos da imprensa, já que não há nenhuma decisão oficial sobre o assunto por parte da Procuradoria Geral da República, de acordo com manifestação oficial do órgão desmentindo a matéria". Tucanos – O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), disse que uma investigação do MPF sobre Lula é "imprescindível" porque, para o senador, o País "não pode viver com esse esqueleto no armário, essa suspeita permanente. A socie-
Roberto Gurgel: procuradorgeral já anunciou que o novo depoimento de Marcos Valério não tem nenhum "fato bombástico". Ele indicou que, mesmo assim, deve encaminhar denúncia contra Lula para análise.
dade precisa de resposta". Para o tucano, há duas hipóteses para o caso. Se a eventual investigação não der em nada, Lula usará o episódio a seu favor. Se as denúncias forem comprovadas, "cria-se uma situação não apenas de constrangimento no partido, mas de desgaste irreparável para o PT, comprometendo seu projeto futuro". (Agências)
Lula ou Demóstenes? Veja a disputa pelo Algema de Ouro na pág. 7
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
6
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Se nos EUA falou-se bastante em abismo fiscal, aqui podemos afirmar que sofremos de cinismo fiscal. Deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS)
olítica
PPS pede a quebra dos sigilos de Rosemary Noronha Jorge Araújo/Folhapress – 03.06.09
O
líder do PPS na Câ- denúncias que vem sendo comara, deputado fe- locadas na mídia indicam que deral Rubens Bue- é preciso ser feito", afirmou o no (PR), protocolou parlamentar. "Com a quebra ontem uma representação no desses sigilos será possível Ministério Público Federal buscar muito mais informa(MPF) em São Paulo na qual so- ções e documentos necessálicita a quebra dos sigilos ban- rios para dar cabal sustentacário, fiscal, telefônico e tele- ção à ação que corre contra esmático de Rosemary Nóvoa de sa mulher", disse Bueno, logo Noronha, a Rose, ex-chefe de após protocolar o pedido. gabinete da Presidência da Na representação, o líder do República em São Paulo. PPS pede que o MPF investigue De acordo com o parlamen- os dados de Rosemary no petar, as investigações da Polícia ríodo entre 1º de janeiro de Federal feitas na Operação 2003 e 23 de novembro de Porto Seguro e também as de- 2012, data em que foi deflanúncias que se seguiram en- grada a Operação Porto Seguvolvendo Rose, indicam que ro. A solicitação de Bueno tem a s a t r i b u icomo base ções dela iam re por tag em O documento além do carda Veja desta apresentado pelo go no gabinesemana. SePPS será agora t e d a P r e s ig u n d o a r eencaminhado dência. "Ela vista, Rose ao gabinete do tinha influênteria usado o cia até na nocargo para inprocurador meação de difluenciar esresponsável retores de colhas do enpela avaliação bancos estatão presidendo caso. t a i s e n e g óte Luiz Inácio cios do goverLula da Silva no", afirmou Bueno. "Há uma para cargos no Banco do Brasérie de coisas acontecendo, sil, além de negociações enela se reuniu diversas vezes volvendo a Nossa Caixa. com representantes do Banco Nada fora – Além disso, o PPS do Brasil e tudo tem de ser in- já tinha protocolado no início vestigado", assegurou. da semana requerimento na Influência – Bueno incluiu no Comissão Representativa do documento uma solicitação Congresso, formado por senade aprofundamento nas in- dores e deputados durante o vestigações sobre eventual recesso parlamentar, para influência da ex-funcionária que o ministério da Fazenda, nas negociações que defini- ao qual o BB é subordinado, ram o comando do Banco do preste esclarecimentos. Brasil (BB) e do fundo de penBeuno disse esperar que o são do banco, a Previ, e tam- MPF busque essas informabém da aquisição do banco ções o quanto antes. "O MPF Nossa Caixa pelo BB. "Isso po- tem que indicar tecnicamente de ser tráfico de influência", o melhor caminho para que as explicou. De acordo com o investigações sejam feitas", MPF, o documento agora será disse o líder do PPS. "Se for paencaminhado ao gabinete do ra atrasar um pouco aquilo procurador responsável pela que já está acontecendo com avaliação do caso. a Operação Porto Seguro, que Bueno acredita que a que- se atrase um pouco, mas que bra dos sigilos pode acrescen- se busquem as informações tar informações relevantes à necessárias para não deixar investigação. "Isso não acon- nada fora disso que indicamos teceu até agora e as graves com a quebra de sigilos."
DEM insiste em ouvir Mantega
O
DEM protocolou ontem na Comissão Representativa do Congresso requerimento propondo a convocação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para explicar o sudo do Fundo Soberano do Brasil (FSB) para reforçar o superávit primário. É o segundo pedido de convocação para que Mantega compareça durante o recesso parlamentar. Um dia antes, o PSDB havia protocolado pedido semelhante para que ele e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, fossem ouvidos pela Comissão Representativa, que funciona no período do recesso. Para o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Mantega precisa explicar os motivos de o governo ter usado "ma-
Para o líder do partido, a atuação da ex-chefe de gabinete pode ir muito além do que foi apurado. Sua influência poderia ter interferido em nomeações do BB e em negócios do governo. Rubens Bueno quer esclarecer.
nobras contábeis" para alcançar as metas fiscais de 2012. "Se nos Estados Unidos falou-se bastante em abismo fiscal, aqui podemos afirmar que, há algum tempo, sofremos de um verdadeiro cinismo fiscal", disse. Na semana passada, o Diário Oficial da União publicou medidas tomadas no dia 31 de dezembro de 2012 que permitiram o ingresso de quase R$ 15,8 bilhões nos cofres do governo. Uma delas foi autorizada pela portaria 769, que permitiu ao BNDES comprar com títulos do governo federal ações da Petrobras que estavam no Fundo Soberano, captando R$ 8,847 bilhões para os cofres do Tesouro. O restante do valor também vieram de dividendos respassados ao governo. (ABr)
Andre Dusek/Estadão Conteúdo – 19.12.12
Guido Mantega: ministro é acusado de 'manobras contábeis'.
Indiciamento – Alvo da Operação Porto Seguro, da PF, que apurou suposto esquema de venda de pareceres técnicos do governo em favor de empresas privadas, Rose foi indiciada em dezembro por tráfico de influência, corrupção passiva, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Também em dezembro, a juíza federal Adriana Freisleben de Zanetti, da 5ª Vara Criminal de São Paulo, determinou que Rose cumpra medidas cautelares em substituição à decretação de sua prisão preventiva. Entre as medidas a serem cumpridas por Rose estão o comparecimento períodico em juízo, a proibição de ausentar-se da comarca e a suspensão do exercício de função pública quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais, entre outros. (Agências) Rosemary Noronha é o alvo dos pedidos do líder do PPS, deputado Rubens Bueno. Ele quer aprofundar as investigações para ver se há ligações com Lula. Leonardo Prado/Ag. Câmara – 14.06.12
Há uma série de coisas acontecendo, ela se reuniu diversas vezes com representantes do BB e tudo tem de ser investigado. RUBENS BUENO
Com a quebra dos sigilos será possível buscar mais informações para dar sustentação à ação que corre contra essa mulher. IDEM
Prisão para o deputado Donadon Roberto Gurgel pede ao STF a execução imediata da pena. Parlamentar foi condenado a mais de 13 anos.
O
procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a execução imediata da pena aplicada ao deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO). O pedido, segundo o site G1, foi solicitado na terça-feira. Donadon, em 2010, foi considerado culpado pelo STF de liderar uma quadrilha que desviava recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia. Os desvios teriam ocorrido entre 1995 e 1998, num total de R$ 8,4 milhões. O parlamentar foi condenado a 13 anos, 4 meses e 10 dias de prisão pelos crimes de peculato e formação de quadrilha. Unanimidade – Embora condenado, Donadon se mantém em liberdade enquanto não se esgotarem todas as possibilidades de recursos, o chamado trânsito em julgado. No fim do ano passado, os ministros do STF julgaram recursos apresentados pela defesa, mas mantiveram, por unanimidade, a sua condenação. Com base no recente entendimento dos magistrados do STF, Gurgel requisitou que seja expedido mandado de prisão contra o parlamentar, mesmo sem ainda ter sido publicado o acórdão do julgamento dos embargos, o que marcaria o trânsito em julgado e o fim da fase de apresentação de recursos. Na avaliação do procurador-geral da República é possível aplicar imediatamente a
pena contra o parlamentar na medida em que o acórdão do julgamento que o condenou em 2010 "carregar" a característica de "definitividade". Presunção da inocência – Para o advogado Nabor Bulhões, que defendeu Donadon no julgamento dos embargos de declaração, a solicitação de cumprimento imediato da pena "violaria" o princípio da presunção de inocência. "A pretensão do procurador-geral conflita frontalmente com o próprio teor do acórdão do STF publicado na ocasião da condenação do meu cliente", explicou. "O acórdão condicionou a expedição do mandado de prisão ao trânsito em julgaLeonardo Prado/Ag. Câmara
do, o que ainda não ocorreu", enfatizou Bulhões. Para Gurgel, no entanto, seu pedido não viola "o princípio da presunção de inocência", pois trata de decisão tomada pelo órgão de cúpula do Judiciário, "após ampla e exauriente discussão de todas as questões". Decisão – Na petição protocolada nesta semana no STF, Gurgel argumentou que "a eficácia do acórdão condenatório, longe de violar os direitos constitucionais do acusado, representa o reconhecimento da efetividade da decisão tomada pelo STF". O pedido poderá ser analisado pelo presidente do STF,
Joaquim Barbosa, ou pelo seu vice, Ricardo Lewandowski, durante o recesso do Judiciário, mas ainda não tem previsão de quando será julgado. Condenação – Donadon foi condenado em outubro de 2010 pelos desvios de R$ 8,4 milhões entre 1995 e 1998 na Assembleia Legislativa. A condenação por 13 anos, 4 meses e 10 dias de prisão foi decidida por 7 votos a 1. A defesa alegou que na função de diretor financeiro da Assembleia limitou-se a assinar cheques. Atraso: crime foi cometido entre 1995 e 1998 e a condenação de Natan Donadon ocorreu apenas em 2010.
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
7
É bom lembrar que todo teflon (material antiaderente) também tem o seu prazo de validade. Antonio Carvalho Teixeira (FGV), sobre o ex-presidente Lula.
olítica
Fábio Motta/Estadão Conteúdo
Ausência de Lula chama a atenção de analistas
A
ausência do ex-prePara o professor da FGV, sidente Luiz Inácio mesmo com a perspectiva Lula da Silva no ce- de que a saída de Lula do cenário político nacional, nário nacional poderá afenum momento em que au- tar a sua imagem e consementam as pressões para quente popularidade, ainque se investigue a sua da não é possível mensuconduta em determinados r a r , n e s t e m o m e n t o , o escândalos, como o que impacto que isso poderá ter envolveu a ex-chefe do es- n a s e l e i ç õ e s g e r a i s d e critório da Presidência da 2014. "Com relação à sua República em São Paulo afilhada política, a presiRosemary Noronha, tem dente Dilma Rousseff, creio c h a m a d o a a t e n ç ã o d e que ela poderá ser afetada analistas políticos. não pelo sumiço ou falta de Na avaliação de Marco explicações de Lula, mas Antonio Carvalho Teixeira, pela própria conjuntura cientista político, professor econômica e pela iminente e vice-coordenador do cur- c r i s e e n e r g é t i c a , c o m so de administração públi- ameaça de apagões e de reca da FGV, o sumiço de Lula dução de investimentos, o é sintomático, sobretudo que futuramente poderá para alguém que sempre se afetar o nível de emprego". expôs muiA mesma to na mídia opinião é e n ã o d e ip a r t il h a d a xava os adpelo espeversários cialista em O recolhimento s e m r e spe sq uis as indica que ele não postas, ineleitorais e tem muitas clusive na mark eting respostas a dar. Ele político Sideclosão do Mensalão. não foi nem na posse ney Kuntz. "Pode Na sua avade Haddad, seu ser que Luliação, o exafilhado político. la já sentiu p r e s id e n t e ANTONIO CARVALHO TEIXEIRA o golpe Lula está (desses d a n d o s iataques), nais de que pois o recolhimento indica quer fugir desses focos de que ele não tem muitas res- incêndio (os escândalos postas a dar neste momen- que envolvem o seu nome). to. Ele não foi nem na posse Para Kuntz, independentedo prefeito eleito Fernando mente do desfecho de uma Haddad, seu afilhado políti- investigação pela Procuraco", reitera o professor. doria Geral da União (PGU), Carvalho Teixeira – autor Lula deverá continuar 'reda expressão "efeito teflon colhido', esperando o inde Lula", para designar que cêndio se acalmar. nada grudava na imagem "É uma estratégia corredo então presidente que ta do ponto de vista eleitopudesse comprometer a ral, pois estamos ainda a sua popularidade – acredita dois anos do pleito e, neste que toda essa pressão so- momento, o eleitorado está bre o petista pode vir a afe- preocupado com outras tar a sua imagem, inclusive questões, como férias e fora do País. "É bom lem- carnaval", reitera o espebrar que todo teflon (mate- cialista em marketing polírial antiaderente) também tico. "Então, esse é o períotem o seu prazo de valida- do ideal pra ele se poupar". de", reitera. (Estadão Conteúdo)
Senador reage, mas está longe da liderança.
O
ex-senador Demóstenes Placar Troféu Algemas de O uro Torres (sem partido), 09/01/13 17 hs De m ós tenes Torres (e mostrou reação e chegou x-DEM) 4.050 ontem aos 4.050 votos, Eduardo Azered o (PSDB) alcançando a segunda 534 Erenice Guerra colocação na disputa pelo (PT) 59 Troféu Algemas de Ouro. Ainda Fernando Pim entel (PT) assim, está bem atrás do ex16 Fernando Cave presidente Luiz Inácio Lula da ndish (DELTA) Silva, que chegou ontem aos 51 Jader Barbalho 7.242 votos. A premiação foi (PMDB) 57 criada pelo grupo virtual carioca José R. Arruda (ex-DEM) Movimento 31. de Julho. Seu 163 Lula (PT) objetivo é proporcionar aos 7.242 internautas a possibilidade de Paulo Maluf (P P) escolher, pelo voto, o campeão 395 Sergio Cabral da impunidade entre os (PMDB) 469 envolvidos em escândalos de TOTAL: corrupção. O primeiro colocado 13.036 receberá uma placa com as VO https://www. TE: Algemas de Ouro; o segundo, #!/questions/3 facebook.com/ 669391000676 Algemas de Prata; eo terceiro, 51/ Algemas de Bronze.
À frente: máscara do ministro Joaquim Barbosa tem sido a mais procurada, mas sob forte concorrência dos sentenciados na Ação Penal 470.
Mensalão entra na folia e já faltam máscaras Presidente do STF, que desmascarou os réus do processo, lidera as vendas, aquecidas pelos condenados.
H
á um mês do Carnaval, as máscaras do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu pela condenação dos envolvidos no escândalo do Mensalão, estão sumindo das prateleiras do comércio carioca. Desde o início do julgamento, já foram vendidas mais de 25 mil máscaras do magistrado e, para o Carnaval, a fábrica prometeu um reforço de mais 15 mil itens. Ain-
da assim, os adereços estão em falta nas principais lojas do ramo. No centro do Rio, a máscara de Barbosa com óculos e ar sóbrio é um dos mais procurados pelos foliões. Recebendo novas encomendas diariamente, a fabricante limitou o número de pedidos aceitos nos últimos dias para tentar atender à grande demanda. "Em São Paulo, os pedidos vieram muito tarde e não sei se conseguiremos atender. Já
Cassado, ex-senador tentou reduzir prazo, mas o Ministério Publico Federal de Goiás indeferiu o pedido. Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr - 11.07.12
O
Ministério Público Federal em Goiás (MPFGO) indeferiu o recurso interposto pelo ex-senador Demóstenes Torres (sem partido) para reduzir seu período de inelegibilidade. Na decisão, proferida na terça-feira, o MPF quer que o senador cassado fique inelegível até 31 de janeiro de 2027, como determinou a 1ª Zona Eleitoral de Goiás, informa o portal G1. Cassado por quebra de decoro parlamentar em julho de 2012, Demóstenes ficou inelegível por oito anos. Ele entrou com recurso para reduzir de 2027 para 2023 o período em que fica impedido de se candidatar. A defesa do ex-senador pedia que o prazo comece a contar a partir de 2012, quando ele perdeu o mandato.
Nada feito: ex-senador teve pedido negado pelo MPF. Mas o MPF argumenta que, de acordo com a Lei Complementar 64/90 (Lei das Inelegibilidades), o prazo começa a contar a partir de 2019, quan-
No Piauí, foram impetradas 44 ações civis públicas contra ex-prefeitos e ex-gestores de saúde de Teresina.
O
2009 a 2010. O MPE também entrou com 17 ações contra ex-prefeito Elmano Férrer e Pedro Leopoldino, que presidiu a Fundação Municipal de Saúde, entre 2010 e 2012. "Os denunciados contrataram elevado número de funcionários como 'serviço prestado' sem o necessário concurso público, exigido pela Constituição Federal", afirmou o promotor de Justiça Fernando Santos, autor das ações. "Esses servidores exerciam as mais diversas funções na FMS, todas elas privativas de cargos efetivos", disse. Um dos acusados, Sílvio
lúbio Soares e o ex presidente do partido, José Genoino, já estão devidamente representados nos adereços e podem ser facilmente encontrados em lojas e no comércio de rua. Com as crescentes encomendas, eles já ultrapassaram até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em 2002 teve o seu rosto moldado em 15 mil unidades e, na opinião dos vendedores era um "fenômeno" que dificilmente seria superado. (Agências)
Demóstenes pode ficar inelegível até 2027
'Arrastão' do MP contra ex-prefeitos Ministério Público Estadual do Piauí (MPE) impetrou ontem 44 ações civis públicas de improbidade administrativa contra ex-prefeitos de Teresina e exgestores da Fundação Municipal de Saúde (FMS). De acordo com o site G1, apuração feita pelo MPE encontrou 714 contratações irregulares de servidores no período de 2005 a 2011 sem a realização de concurso público. Ao todo, são 13 ações contra os ex-prefeitos Sílvio Mendes e João Orlando, no período de 2005 a 2008, e mais 14 ações contra Firmino Filho, de
fizemos uma nova leva, mas ainda assim são muitas encomendas", contou Olga Valles, proprietária da fábrica. "Vamos tentar, não queremos que ninguém deixe de brincar o Carnaval com a máscara", garantiu a empresária. Mas a exemplo dos carnavais passados, os políticos, em especial os que foram condenados no processo, também estão em alta esse ano. O exministro da Casa Civil, José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT, De-
Mendes, ficou surpreso com a ações já que na época de sua gestão, o procurador Fernando Santos concordou com a nomeação de servidores para manter o atendimento à população. "Fiz mais de 20 concursos durante a minha gestão", alegou Mendes. "Em dez anos, o número de servidores saltou de 1.126 para mais de 9 mil. Entendemos que a demanda na saúde é muito grande e que sempre terá alguém de forma irregular, não só aqui, mas em todo o Brasil." Já Pedro Leopoldino, que segundo o MPE contratou 149 servidores de forma irregular,
disse que uma das medidas adotadas em sua gestão foi realizar concurso público para cadastro de reserva e criar o quadro de pessoal da FMS. "Procuramos moralizar o serviço e ainda respeitar todos os princípios da administração pública", garantiu. "Se alguém entrou na folha de pagamento de forma irregular, foi sem a minha autorização ou conhecimento. Não assinei nenhum contrato permitindo o serviço prestado." Firmino Filho reagiu dizendo que todas as suas contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado.
do terminaria o mandato do ex-Democrata. "A dupla contagem de um mesmo período para dois prazos distintos não merece acolhida, devendo ha-
ver contagem sucessiva, como em todas as demais hipóteses de inelegibilidade”, diz o parecer do órgão. O pedido de redução foi devolvido à juíza do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO) Doraci Lamar, relatora do processo, mas agora só deverá ser julgado após o dia 21 de janeiro, quando termina o recesso eleitoral. Procurado, o advogado do senador não foi localizado. Demóstenes Torres teve o mandato de senador cassado pelo plenário da Casa no dia 11 de julho do ano passado, por quebra de decoro parlamentar. Ele foi acusado de usar o mandato parlamentar para beneficiar o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira e a acusação foi aceita.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
8
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
SILÊNCIO EM HAVANA O jornal estatal cubano Granma deu destaque ontem à aprovação na Venezuela ao 'direito de recuperação' de Chávez. Recuperação de quê? Não se sabe. www.granma.cu
nternacional
A palavra final é do Supremo Tribunal alinhado ao governo de Hugo Chávez endossa decisão de adiar posse Jorge Silva/Reuters
P
ela primeira vez desde 1959, ano da redemocratização na Venezuela, não haverá cerimônia de posse hoje para marcar o início do novo mandato presidencial de Hugo Chávez, em uma decisão chancelada pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) venezuelano ontem. A Corte, dominada por juízes alinhados ao chavismo, avalizou o plano do governo de adiar indefinidamente a posse. Foi aberta ainda a possibilidade de a posse ocorrer em Cuba, onde Chávez se trata de um câncer. A mais alta corte do país concordou ontem com a interpretação dos governistas de que artigo 231 da Constituição permitiria postergar o juramento de posse. Mesmo sem o "formalismo" da juramento, o novo mandato de Chávez começa hoje, segundo o TSJ, porque se trata de uma reeleição. Pela continuidade administrativa, seguiu a corte, ministros e principalmente o vicepresidente Nicolás Maduro, que exerce funções executivas delegadas por Chávez, seguem em seus postos. Caso Chávez morra nos quatro primeiros anos de governo, no entanto, Maduro
Latinos já ouviram essa história A presidente do TSJ defendeu a legalidade da viagem de Chávez não fica automaticamente no cargo. Será realizada nova eleição em 30 dias. Apenas se a morte for nos últimos dois anos Maduro completa o mandato. "Sabemos que é necessário e que, indubitavelmente, vai ser cumprido o juramento. Mas neste momento não podemos adiantar quando, como, nem onde o presidente fará o juramento", disse a presidente do TSJ, Luisa Estela Morales. No lugar da posse, o chavismo prepara hoje em Caracas uma grande festa popular, com convidados como os presidentes Evo Morales, da Bolívia, e José Mujica, do Uruguai.
Oposição - A ratificação legal de manter Chávez como presidente foi mais um revés para a oposição, que a considera inconstitucional e exigia que, na ausência de Chávez, o presidente da Assembleia Nacional, o chavista Diosdado Cabello, assumisse o poder no país. Ontem, a oposição enviou uma carta à presidente Dilma Rousseff para que ajude a impedir a "ruptura democrática" na Venezuela. O ex-embaixador da Venezuela em Brasília Milos Alcalay argumentou que o Brasil tem "um papel fundamental na América Latina" e deveria ser um guardião da democracia regional. (Agências)
A
tentados, bombardeios, rupturas do protocolo e até terremotos: tudo isto já ocorreu em posses presidenciais na América Latina antes do polêmico caso de Hugo Chávez. No passado, Tancredo Neves, eleito nas urnas para ser o primeiro presidente constitucional do Brasil após a ditadura militar, não assumiu na data marcada, 15 de março de 1985, pois na véspera teve que ser hospitalizado com fortes dores abdominais. Tancredo morreu em função de uma septicemia um mês depois e nunca chegou a assumir. No dia da posse, José Sarney jurou o cargo de vicepresidente e assumiu a che-
fia do Estado, que passou a exercer oficialmente após a morte de Tancredo. Algumas vezes, forças naturais impedem que as posses não ocorram como o previsto. Sebastián Piñera assumiu como presidente do Chile em 11 de março de 2010, duas semanas depois que um terremoto de 8,8 graus de magnitude devastou o país. Durante a cerimônia de posse, registraram-se duas réplicas de 6,9 graus na escala Richter que fizeram com que pedaços de gesso do teto caíssem, causando medo entre os presentes. Em outro exemplo conturbado na região, não foi a natureza que alterou a posse de Álvaro Uribe como presi-
dente colombiano em 7 de agosto de 2002, mas as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Minutos antes de Uribe entrar no Congresso, foguetes foram lançados contra a sede da Presidência e uma bomba explodiu perto do complexo, deixando 17 mortos e 20 feridos. Já a argentina Cristina Kirchner rompeu todas as regras do protocolo quando assumiu seu segundo mandato, em 10 de dezembro de 2011, ao evocar seu marido e antecessor no cargo, o falecido Néstor Kirchner, e receber a faixa presidencial das mãos de sua filha Florencia e pegar ela mesma o bastão de comando. (EFE)
Khaled al-Hariri/Reuters
Quanto valem 48 iranianos? Na Síria, 2.130 prisioneiros. Governo de Teerã alega que seus cidadãos eram peregrinos inocentes, mas rebeldes sírios afirmam que eles eram guardas de elite a serviço de Assad.
O
regime sírio começou a liberar ontem mais de 2 mil prisioneiros em troca de 48 iranianos que eram mantidos cativos por rebeldes sírios desde agosto do ano passado. A operação é a primeira grande troca de prisioneiros desde o início do conflito que opõe há quase dois anos insurgentes apoiados por países árabes e Turquia ao Exército do presidente Bashar al-Assad, aliado do Irã. Os iranianos chegaram a um hotel em Damasco, parecendo cansados, mas bem de saúde, a bordo de seis vans. Eles foram recebidos com beijos e abraços
pelo embaixador da República Islâmica, que entregou uma rosa a cada um. Eles não falaram com os jornalistas. O Irã agradeceu a dois de seus maiores rivais regionais, Turquia e Catar, pelas gestões junto aos rebeldes sírios que resultaram na libertação. A ONG islâmica turca Fundação de Amparo Humanitário disse ter sido responsável por realizar a troca de presos. O acordo foi obtido após Teerã convencer Assad a soltar 2.130 prisioneiros sírios e estrangeiros sob custódia do seu regime. Havia mulheres e crianças entre os libertados,
segundo Louay Moqdad, porta-voz rebelde mencionado pelo The Washington Post. Loqdad criticou o presidente sírio por priorizar o caso de dezenas de iranianos em vez de se preocupar com a grande quantidade de soldados sírios ainda em poder dos insurgentes: "Provou que não passa de marionete do Irã". Os rebeldes e os Estados Unidos acusam o Irã de apoiar militarmente o governo do presidente Assad com armas, pessoal e consultoria. Inocentes? - Não está claro o que os iranianos faziam na Síria. Eles foram capturados a
Iranianos são recebidos com flores e festa em hotel de Damasco após permanecer cinco meses em cativeiro bordo de um ônibus na periferia de Damasco. Segundo o Irã, eram peregrinos a caminho do santuário de Sayda Zineb, onde está enterrada a neta do profeta Maomé. Mas grupos armados rebeldes afirmaram que os capturados eram da Guarda Revolucio-
nária, a força de elite do Irã, enviados para lutar por Assad. A tese das forças da oposição ganhou força depois que elas divulgaram um vídeo no qual os iranianos ostentam documentos de identidade militar. Os insurgentes ameaçaram executá-los.
Em resposta, o governo iraniano disse que alguns dos prisioneiros eram ex-integrantes da Guarda, hoje aposentados. Teerã nega qualquer envolvimento militar no conflito sírio, que já matou 60 mil, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). (Agências)
Afif Diab/Reuters
Justin Lane/EFE
NEVASCA – Uma das piores tempestades de inverno já vistas no Oriente Médio provocou ontem a rara
ESTADOS UNIDOS – Pelo menos 85 pessoas ficaram feridas, duas em estado grave, após uma balsa ter se
aparição de neve na Jordânia e na Síria, causou acidentes fatais no Líbano e na Cisjordânia e interrompeu as operações de portos no Egito. Pelo menos nove pessoas já morreram na região e centenas de refugiados sírios, que já enfrentam a falta crônica de óleo de aquecimento e cortes diários de energia, agora sofrem com o frio e a neve (acima, refugiados no Líbano). A previsão é de que as temperaturas permaneçam baixas nos próximos dias.
chocado com o cais na região sul da ilha de Manhattan, em Nova York, ontem. O acidente aconteceu às 8h45 locais (11h45 em Brasília), quando a balsa, com cerca de 340 passageiros a bordo, preparava-se para atracar. Passageiros disseram que a embarcação, que vinha de Nova Jersey, chocou-se contra o cais, ao invés de aproximar-se lentamente. A costa de Nova York possui o terceiro maior tráfego de balsas no mundo.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
c
9 REVITALIZAÇÃO Prefeitura pretende revitalizar ruas comerciais, como a Teodoro Sampaio.
idades
Comércio aguarda rumos para a cidade Revitalização de ruas comerciais e o projeto Arco do Futuro são promessas do novo governo municipal. Nova Luz deve sofrer alterações, ainda não definidas. Ivan Ventura
U
m dos desafios do prefeito Fernando Haddad (PT) será cumprir as promessas feitas ao comércio de São Paulo durante a campanha eleitoral do ano passado. Na lista de Haddad estão previstos a revitalização de corredores importantes, como a Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, e a Santa Ifigênia, no Centro, e a criação de novos centros comerciais por meio de um projeto chamado Arco do Futuro. As conversas começaram no final do ano passado. Lojistas da Santa Ifigênia se encontraram com o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Chico Macena, para discutir um novo projeto de urbanização para a conhecida região de vendas de eletrônicos. No encontro, lojistas ouviram duas promessas: o comércio da Santa Ifigênia não será prejudicado pela revitalização e o polêmico projeto Nova Luz passará por mudanças, ainda não definidas. "Há uma promessa de mudança do projeto e de que o comércio não será afetado. Vam o s v e r a s p r ó x i m a s r e uniões", disse Paulo Garcia, dirigente da associação de comerciantes do bairro da Santa Ifigênia. Na pauta de Haddad há outros projetos de interesse do comércio, sendo que alguns devem ser aprovados pela Câmara Municipal. Um dos defensores dessas e outras propostas é o vereador e urbanista Nabil Bonduki (PT). Um dos projetos prometidos
pelo novo governo é o Arco do Futuro. Em linhas gerais, a proposta é criar novas centralidades na periferia, gerando empregos e evitando grandes deslocamentos da população. "A nossa ideia é atrair o comércio e a indústria para os corredores do Arco do Futuro. O primeiro será na Avenida JacuPêssego, no extremo leste da cidade. Haverá incentivo fiscal para empresas que se instalarem na região", disse Bonduki. Revitalização– O vereador petista explicou que o plano de governo de Haddad prevê a revitalização de ruas comerciais conhecidas na cidade. Uma delas é a Teodoro Sampaio, em Pinheiros. Os comerciantes, inclusive com o apoio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), pediram ao ex-prefeito Gilberto Kassab a revitalização da região, que não saiu por falta de dinheiro. "Queremos firmar parceria (com a iniciativa privada) para melhorar a calçada, aterrar a fiação e outras obras", disse Nabil Bonduki, escalado pelo governo municipal para pilotar as discussões sobre o novo Plano Diretor no legislativo municipal. Outro ponto de interesse do comércio é a revisão do Plano Diretor, que deve discutir o uso misto de imóveis na cidade. "O ideal é adicionar residências, comércios e serviços em um único imóvel. Defendo essa ideia. Ela ganhou força entre os especialistas e também está previsto no Plano anterior", disse Bonduki, que afirma que o Plano será discutido este ano e poderá ser colocado em votação em 2014. Continuidade – O vice-presidente da e coordenador do
Luiz Prado/Luz - 07/05/2009
Rua Santa Ifigênia, na região central: segundo a Prefeitura, os comerciantes locais não serão prejudicados pela revitalização de toda a área. Newton Santos/Hype
Conselho de Política Urbana (CPU) da ACSP, Antonio Carlos Pela, afirmou ser favorável a continuidade de projetos que de interesse do comércio. "Estive com ele três vezes. Antes e depois das eleições. Nessas ocasiões, Haddad propôs aproveitar o que há de bom da gestão anterior. É isso o que queremos. Defendemos a sequência de trabalho. Afinal, sob o ponto de vista do empreendedor, recomeçar é improdutivo. É sempre bom o continuísmo", disse Pela.
A ideia é atrair o comércio e a indústria para os corredores do Arco do Futuro. O primeiro será na Avenida JacuPêssego. NABIL BONDUKI, VEREADOR
Eduardo Anizelli/Folhapress
ATENTADO
U Ó RBITA
GUARUJÁ
O
Policiais militares examinam o local onde a jovem grávida foi baleada na cabeça: bandidos fugiram.
Grávida de nove meses é baleada na cabeça na zona sul
U
ma jovem de 25 anos que estava grávida de nove meses foi baleada na cabeça anteontem à noite, no Parque Munhoz, na zona sul. A assistente administrativa Daniela Nogueira de Oliveira foi levada para o Hospital do Campo Limpo, passou por uma cirurgia e seu estado é considerado gravíssimo. Segundo o boletim de ocorrência, Daniela estava a caminho do seu carro, um Ford Fiesta, na Rua Osiris de Camargo, quando teria sido abordada por dois homens. Eles estariam armados e anunciaram o assalto. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a vítima provavelmente reagiu ao assalto. Um tiro foi disparado, acertando a jovem na cabeça. O parto estava previsto para a próxima semana, mas os médicos que a atenderam
após o acidente optaram por submeter a jovem a uma cesariana. O bebê, uma menina, está na UTI neonatal, mas passa bem. A polícia ainda não tem pistas dos criminosos, mas analisa as imagens do condomínio para tentar identificar os suspeitos. A dupla fugiu sem levar nada. Testemunhas disseram que a grávida estava deitada e abraçada com a bolsa quando foi socorrida. O marido de Daniela, Josemar Araújo de Oliveira, de 26 anos, a observava da janela do apartamento onde moram e viu toda a cena. O Parque Munhoz é formado apenas por condomínios e tem as ruas desertas, principalmente à noite. De acordo com moradores da região, as ruas ficam vazias pois não há comércios próximos.
"São vários condomínios, um do lado do outro. Cada um fica dentro do seu e raramente você encontra alguém na rua, mesmo durante o dia", comenta a vice-presidente da associação de moradores do bairro, Susanne Spengler. Segundo ela, a região é formada por 25 condomínios e há outros em construção. Moradores do prédio de Daniela, que pediram para não serem identificados, dizem que a violência é frequente na região. "Acontece muitos roubos nas ruas e sempre são bandidos em motos", comentou um vizinho da vítima. Susanne diz que no condomínio onde mora Daniela há apenas uma vaga de garagem por unidade e que é comum os moradores pararem o segundo veículo da família na rua. (Agências)
dono de churrascaria José Adão Passos, 55 anos, que matou um cliente que discordou do valor da conta, foi preso ontem no Guarujá (SP). O empresário teve a prisão temporária decretada pela Justiça. Na véspera do Ano-Novo, ele deu três facadas no estudante Mário dos Santos Sampaio, 22. O estudante estava com um grupo de amigos e reclamou da diferença de R$ 7 por pessoa cobrada na conta. A prisão temporária vale por 30 dias. (Folhapress)
m casal de namorados de 19 e 21 anos ficou gravemente ferido após a explosão de uma bomba caseira dentro do carro em que estavam em Anápolis (GO). O crime foi registrado por câmeras de segurança. Segundo o delegado Eder Ferreira Martins, o exnamorado da jovem está entre os três suspeitos do crime já identificados. "Eu acredito que tenha sido passional", disse o delegado. O ex da garota teria tido ajuda de dois amigos. Nenhum deles havia sido detido até ontem à noite. Thais Mendes, 19 anos, e Guilherme Almeida, de 21 anos, tiveram queimaduras de terceiro grau e estão internados em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital da região. (Folhapress)
INDULTO
E
m quatro Estados brasileiros, 26.486 detentos foram beneficiados com a saída temporária de final de ano. Desse grupo, 1.571 não retornaram aos presídios do Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. Segundo o conselheiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, Davi Tangerino, do total de presos beneficiados, em todo o País, "apenas 5% não retornam." No Distrito Federal, 1.034 presos ganharam sete dias para comemorar o Natal e o Ano-Novo com a família, mas 11 deles não retornaram ao presídio. No Rio de Janeiro, 1.036 foram liberados e 18 estão foragidos. Em São Paulo, foram 22.848 presos beneficiados e 1.478 fugiram. (Folhapress)
Alexandre Moreira/Folhapress
QUEDA DE ÁRVORE – Uma árvore caiu sobre um ônibus e um carro na Avenida Nove de Julho, na região central da Capital, ontem à tarde. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o acidente aconteceu perto do Túnel Daher Elias Cutait (9 de Julho), na Bela Vista, e bloqueou os dois sentidos da via, próximo à Fundação Getulio Vargas. Um semáforo também foi atingido. Ninguém ficou ferido.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
10
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Uma faca das alturas Um presente para chefs ou amantes da cozinha que já têm de tudo: facas cujos dentes remetem às alturas das mais famosas montanhas da Suíça, país que popularizou o canivete, produzindo-o em centenas de modelos diferentes. http://www.swiss-miss.com/2013/01/swissalps-panorama-knife.html
KIAIIIIII! Parece de brinquedo, portanto, cuidado na hora de manusear esta faca que imita a mão na hora de um golpe de karatê. http://designyoutrust.com/2013/01/karatechop-knife/
Logo Logo www.dcomercio.com.br
RASTREADOR O Trakdot Luggage se encaixa a malas de diferentes tamanhos e manda relatórios de localização em tempo real para qualquer celular ou dispositivo capaz de enviar SMS.
C ONFUSÃO E M
C A R T A Z
D EBANDADA
CINE
Brasileira retida em Miami U ma brasileira de 15 anos foi detida em novembro nos EUA após viajar ao país para estudar inglês. A jovem paulista deverá ficar retida num abrigo em Miami até o final de janeiro, quando será realizada nova audiência sobre seu caso.
De acordo com relato de parentes, a adolescente – que não teve o nome divulgado – ficaria na casa de uma tia-avó que mora nos EUA. Porém, ao desembarcar no aeroporto de Miami as autoridades americanas detiveram a estudante por supostas irregularidades de sua con-
dição migratória. Pelas leis locais, uma menor de idade estrangeira só pode ser deportada após decisão da Justiça. A audiência judicial sobre o caso está marcada para o dia 31. O Itamaraty informou que o consulado brasileiro de Miami acompanha o caso.
Dennis M. Sabangan/EFE
Mostra "Louis Garrel, o ator fetiche do cinema francês" apresenta o filme "As Bem Amadas" no Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, Centro. 19h. S ÃO PAULO
Museus abertos por mais tempo Falta de tempo não é mais desculpa para não visitar alguns museus da cidade. O Museu da Língua Portuguesa passa a ficar aberto até 22h, durante todas as terças-feiras do ano. A Pinacoteca do Estado de São Paulo fica com as portas abertas todas as
quintas até 22h, inclusive com entrada franca das 18h às 22h. Às quintas também, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) estende seu horário até as 20h. Já a Casa das Rosas e o Museu da Imagem e do Som (MIS) adotaram horários bem flexíveis, fechando às 22h.
Outro ator francês de saída do país Com o cinema francês em crise após o ator Gérard Depardieu ter deixado o país para escapar dos altos impostos, uma outra estrela se diz motivada a mudar-se da França. O ator e diretor Mathieu Kassovitz, muito conhecido por seu papel como Nino Quincampoix em O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, revelou que está indo para o exterior. "Estou fora desse país", disse. "Criativamente falando, eu acho difícil continuar trabalhando num país que engessou seu cinema num tipo de cópia do modelo americano." "Eu amo filmes. Eles se tornaram uma indústria, mas são acima de tudo uma arte", acrescentou. L OTERIAS Concurso 853 da LOTOFÁCIL 02
03
05
06
08
09
11
12
17
18
19
20
21
22
23
M ARKETING
L
Christian Hartmann/Reuters
FÉ - Dezenas de milhares de devotos católicos filipinos lotaram as ruas de Manila ontem buscando uma oportunidade de tocar uma estátua negra de Jesus Cristo. Cerca de 1.500 policiais tentavam conter a multidão.
Concurso 1313 da LOTOMANIA 08
12
16
17
24
26
28
35
47
48
51
52
53
57
61
81
89
93
95
96
A DEREÇO
Colar genealógico Este adereço é para quem acha que família é muito mais que uma fotografia num portaretrato no canto da sala.
A marca espanhola Desigual fez ontem uma promoção inusitada em Paris. Os 100 primeiros clientes que chegassem só de roupa íntima levariam para casa produtos de graça. Os termômetros marcavam entre 1°C e 6°C.
http://boingboing.net /2013/01/07/gorgeousfamily-tree-photo-nec.html
Concurso 1458 da MEGA-SENA 02
03
Heinz-Peter Bader/Reuters
P
ara aliviar o desconforto causado pelas altas temperaturas registradas nesta época do ano, o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro está oferecendo sorvetes, picolés, sucos e frutas congeladas para os bichos. Os felinos recebem sorvete de carne. Já sorvetes e picolés de frutas são para os chimpanzés, macacos-aranha, orangotangos, ursos e elefantes.
E
16
33
44
Concurso 3090 da QUINA
M UNDO ANIMAL Fotos: Marcos de Paula/Estadão Conteúdo
04
nquanto os animais do Jardim Zoológico do Rio se refrescam com delícias oferecidas pelos funcionários, cachorro persegue dois gansos perto de um restaurante no Monte Cobenzl, ao norte de Viena, capital da Áustria.
12
54
62
67
51
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
e
11 HERING Receita bruta da Cia Hering sobe 10,7% nos últimos três meses de 2012
conomia
DEMISSÕES Morgan Stanley planeja cortar 1,6 mil postos de trabalho
INFLAÇÃO
O que dá para esperar: quase no teto, quase no centro. O índice oficial do aumento dos preços no País em 2012, medido pelo IPCA, será conhecido hoje. Deve ficar em torno de 5,7%. Karina Lignelli Marcos Fernandes/LUZ
A
inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) de 2012, que deve ficar em torno de 5,7% e será divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fecha o ano acima do centro da meta do Banco Central (4,5%) pela nona vez consecutiva. O "choque agrícola" do segundo semestre, assim como a depreciação do real diante do dólar, foram alguns dos fatores que contribuíram para acelerar o índice, afirmam especialistas. Em 2013, apesar das perspectivas positivas de que as pressões "herdadas" de 2012 serão amenizadas – como no caso dos alimentos –, e da redução no preço das tarifas de energia elétrica, os reajustes previstos na gasolina e no transporte público em cidades, como São Paulo, indicam que novas pressões virão – e que a inflação manterá o estilo "metade da meta", fechando em torno de 5,5%. Mas, para entender esse movimento, é preciso analisar como 2012 influenciará o comportamento do índice em 2013. Se no ano passado o grupo "alimentos" pressionou o indicador, devido às secas na Rússia e nos EUA que comprometeram a oferta de commodities como milho, soja e trigo no mercado internacional, no Brasil, o tomate – que acumulou alta de 9,44% no ano –, o arroz e o feijão, que juntos subiram 33,98%, foram os grandes "vilões" que ajudaram a acelerar o IPCA por vários meses, explica André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Outro indicador que reforça ainda mais essa pressão divulgado ontem é o Índice Ceagesp, da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo, que fechou 2012 com alta de 12,95%. (leia reportagem nesta página). Segundo ele, enquanto de um lado o grupo puxou a inflação para cima do centro da meta, de outro o governo lançou mão de incentivos para a
Índices são confiáveis
S
Alimentos puxaram o custo de vida no ano passado. Por mais uma vez, a inflação fica acima do previsto pelo BC. É o estilo "metade da meta". economia não entrar em crescimento negativo e estimular a demanda, com o recuo da Selic e a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em automóveis novos e na linha branca. "Mas a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), em torno de 1%, ficou baixa mesmo nesse contexto. Imagine se não houvesse incentivos", pondera Braz. Porém, considerando que o ano foi de baixo crescimento, o IPCA não ficou tão alto, opina Braz, que lembrou de 2011, quando o PIB ficou em 2,5% e a inflação bateu no teto da meta (6,5%). "O crescimento foi pífio, mas a inflação recuou", afirma ele, que não projeta queda mais vigorosa no índice em 2013, que deve fechar em 5,5%. "É uma desaceleração consistente, frente às medidas de 2012. Mas ainda que tenham data para acabar, uma hora vão bater na inflação." Se 2013 deve iniciar de for-
ma "turbulenta", considerando o provável aumento da gasolina e a concentração dos reajustes de ônibus e de mensalidades escolares, o indicador ainda sofrerá efeitos da alimentação pressionada,
O crescimento foi pífio, mas a inflação recuou. ANDRÉ BRAZ, ECONOMISTA DO IBRE/FGV
que devem arrefecer ao longo do primeiro trimestre, explica o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros. "A redução do preço de energia contribuirá de maneira importante para a inflação ficar mais contida", diz, ainda que a redução não se dê no percentual
anunciado pelo governo. Barros projeta que o IPCA deve fechar 2013 em 5,3%, e terá comportamento inverso ao de 2012, quando o índice começou o ano refletindo o ritmo lento da atividade no Brasil e no mundo. Ou seja, acelera até meados do ano, mas desacelera no segundo semestre. "A recuperação esperada para o Produto Interno Bruto (PIB) do País e um crescimento melhor da economia mundial limitam uma desaceleração mais importante do índice." Bolívar Godinho, professor do Laboratório de Finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA), acredita, mesmo sem fazer projeções, que o indicador não deve ficar muito diferente do de 2012 – puxado principalmente pela inflação de serviços, que tem ficado muito acima do IPCA médio. "E com o aumento do salário mínimo, há muita demanda por esses serviços que continuam
pressionados, sem perspectiva de acalmar", opina. Mesmo que o governo trabalhe para o índice ficar próximo da meta, o mercado não aguarda convergência para o centro apesar da atividade fraca, diz Godinho. Para ele, o sinal está amarelo. "Parece que o discurso do governo para incentivar a atividade fez com que deixasse o centro da meta em segundo plano, mirando mais em não ultrapassar o teto. Isso cria expectativas negativas", frisa. Para André Braz, da FGV, com a projeção de safras melhores em 2013, e em consequência a alimentação subindo menos, além da energia elétrica mais barata, resta torcer para que o aumento da gasolina, do transporte, do preço do cigarro e a volta do IPI sejam compensados. "Mas fechar o ano próximo ou menor que os 4,5% é impossível. Se crescermos os 3% previstos, a demanda vai aumentar", diz.
Agliberto Lima/DC
Ceagesp indica alta de 12,9% no atacado
O
índice de preços no atacado dos principais produtos comercializados na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp) apresentou alta de 12,95% em 2012. De acordo com a companhia, com exceção do primeiro bimestre, os alimentos in natura apresentaram elevações de preços durante praticamente todo o ano, influenciando, inclusive, a variação da maioria dos índices que medem a inflação no Brasil. O economista da Ceagesp, Flávio Godas, diz em comunicado que problemas sazonais e climáticos
prejudicaram algumas culturas importantes, como tomate, batata, cebola, alho e pimentão, interferindo no volume e na qualidade ofertada. Com a demanda aquecida pelo aumento da renda da população, houve reajuste de preço em praticamente todos os setores. O setor de Frutas encerrou o ano com alta de 12,66%. As principais altas no comparativo entre janeiro e dezembro de 2012 foram: limão (196,1%), maracujá azedo (85,1%) e melancia (71,8%). Legumes (18,49%), Verduras (36,94%) e Diversos (63,13%) também registram alta no acumulado de 2012. Pimentão verde
(47%), tomate (18,5%), alface crespa (59,4%), couve-flor (44,89%), brócolis (36,54%), batata comum (80,6%), batata lisa (35,9%) e cebola (52,6%) foram as principais altas destes setores em 2012. O setor de Pescados recuou 4,15%, influenciado pelas queda de preços da sardinha (menos 56,23%) e da cavalinha (redução de 26,6%). Com a chegada do verão, época de chuvas quase diárias e altas temperaturas no País, a previsão é de preços elevados durante praticamente todo o primeiro trimestre do ano, nos setores de legumes e verduras. (Estadão Conteúdo)
Galpão da Companhia de Entrepostos: preços das frutas subiram, mas os dos pescados caíram.
e o sobe-e-desce de preços pode suscitar dúvidas quanto à veracidade dos dados de inflação em quem sente no bolso os reajustes do dia a dia, especialistas garantem: a confiabilidade dos índices oficiais que medem a inflação no Brasil é muito alta. Diferentemente da Argentina, que este mês completa seis anos de manipulação estatística da inflação pelo governo Cristina Kirchner, esses indicadores no Brasil possuem uma espécie de "selo de confiança", tanto pela antiguidade como pela confiabilidade das metodologias aplicadas. Exemplo disso é o Índice Geral de Preços (IGP), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que tem três versões e existe desde 1947. Outro é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em vigor desde 1939. Mesmo sendo um indicador paulistano, tem sido usado como referência em outras praças. "O uso deles como indexadores de contratos novos mostra como continuam a ser respeitados (caso do IGP), ou vêm ganhando mais respeito, como o IPC", diz o economistachefe do Bradesco, Octavio de Barros. Mas isso não quer dizer que nunca houve manipulação, diz Bolívar Godinho, professor da FIA. "A criação do IGP-M foi um pedido do mercado financeiro à FGV, que queria um índice diferente." (KL)
12 -.ECONOMIA
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
e
13 A alíquota do ICMS para o setor calçadista gaúcho foi reduzida de 12% para 10% para os negócios fechados entre fevereiro e maio deste ano
conomia
Vontade de comprar está em ritmo moderado Pesquisa do Provar/Fia indica que houve uma leve alta na intenção de aquisição de bens duráveis nos primeiros meses deste ano Paula Cunha
O
índice de consumidores paulistanos que pretendem realizar compras de bens duráveis no primeiro trimestre de 2013 foi de 56,8%, com elevação de 0,8 ponto percentual ante os últimos três meses de 2012, quando situou-se em 56%. Em relação aos primeiros três meses do ano passado, quando o índice foi de 60,6%, o recuo foi de 3,8 pontos percentuais. A queda, segundo a pesquisa realizada pelo Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), divulgada ontem, indica que o consumidor um pouco mais animado para consumir. Entretanto, o estudo indicou que ele está bem mais cauteloso em relação ao início de 2012 e planeja a aquisição de itens de maior valor com mais critério. Segundo Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Conselho do Provar, os fatores que impactaram na manutenção do total de entrevistados que pretendem realizar compras são a continuidade do crescimento da massa real de salários e do volume de crédito oferecido, a redução da taxa de juros em cerca de 2,5% ao mês (a menor desde 1994), os prazos médios de pagamento mantidos em torno de 620 dias, a queda no comprometimento da renda com novos
compromissos e a redução da inadimplência no final do ano passado. Na opinião do presidente do Provar, o índice de expectativa de crescimento para este trimestre ainda é positivo. Entretanto, ele pondera que é preciso que o governo federal mude a estratégia de alavancar o crescimento do País através apenas do consumo e da manutenção do poder aquisitivo dos salários e passe a adotar medidas no caminho de es-
As medidas de estímulo ao consumo, como a redução do IPI, registraram impacto menor nos últimos meses de sua vigência. CLAUDIO FELISONI, PROVAR/FIA timular os investimentos em produção. Produção industrial – Dados do IBGE divulgados ontem apontam que houve queda na produção industrial em novembro em seis das 14 áreas pesquisadas pelo Instituto, o que apontou recuo geral de 0,6% em novembro frente a outubro do ano passado. Na opinião de Felisoni, medidas de incentivo são fundamentais para alicerçar a capacidade produtiva brasileira e preci-
sam ser adotadas ao mesmo tempo em que seja mantida a política de reajuste do salário mínimo, por exemplo. "As medidas de estímulo ao consumo, como a redução (da alíquota) do Imposto sobre Produtos Industrializados, registraram impacto cada vez menor nos últimos meses de sua vigência", acrescentou. A pesquisa do Provar foi realizada com uma amostra de 500 consumidores para analisar a intenção de compra e de gasto de diversos tipos de produtos, como os eletroeletrônicos, de informática, cine e foto, móveis, telefonia e celulares, material de construção, linha branca, vestuário e calçados, automóveis e motos, eletroportáteis e viagens de turismo. No estudo, o segmento vestuário e calçados foi o que registrou maior elevação no primeiro trimestre deste ano (18,8%) ante os últimos três meses de 2012 no varejo (mercado físico). Em seguida, está o de informática (11%) e viagens e turismo (10,6%). Quanto à possibilidade de aumento nos gastos das famílias, a avaliação da entidade é de que os consumidores destinarão 11,4% de sua renda à aquisição de novos bens, o que indicou elevação ante os 9,4% apurados no último trimestre de 2012. Atualmente, o orçamento familiar concentra seus maiores comprometimentos com alimentação (22,1%), educação (20%) e crediário (14,8%).
De acordo com análise do estudo, a população passou a controlar o seu orçamento e passou a estudar o melhor momento e a forma mais adequada para adquirir bens de maior valor. Assim, o estudo também detectou que 28% dos entrevistados economizou algum dinheiro de outubro a dezembro do ano passado e outros 38,6% pretende poupar nos próximos três meses. Vendas online – Já na internet houve um recuo expressivo de negócios na maioria das categorias acompanhadas. De acordo com a e-bit, especializada na avaliação das vendas no varejo online e parceira do Provar/Fia no levan-
Empresário mantém otimismo em dezembro, diz FecomercioSP. negativa de 0,3%. De acordo com a FecomercioSP, 61,29% dos empresários consultados no período disseram acreditar que as condições atuais de suas próprias empresas melhoraram e 45,48% avaliaram que as condições da economia também estão melhores. Além disso, 45,97% deles observaram que as condições atuais do setor melhoraram. A expectativa positiva de crescimento fez 77,82% dos empresários responderem que pretendem contratar novos colaboradores e 59,43% disseram que vão ampliar o nível de investimentos na própria empresa. No entanto, os outros dois itens que sinalizam a confiança no futuro e que compõem o ICE tiveram retração no mês de dezembro, embora tenham permanecido na escala de otimismo. O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) diminuiu 2,3%, ao alcançar 152,3 pontos em relação aos 155,8 do mês de novembro; já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) teve recuo 0,8%, passando de 112,8 para 111,5 pontos. (Estadão Conteúdo)
O
número de inadimplentes apresentou aumento de 4,5% em 2012, de acordo com dados da Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), divulgados ontem. O número de maus pagadores apresentou crescimento principalmente nas regiões Centro-Oeste (6,7%), Sudeste (6%) e Sul (3,8%), segundo o levantamento. No Norte (0,0%) e no Nordeste (queda de 0,1%), houve estabilidade na quantidade de inadimplentes. A inadimplência no varejo teve aumento de 4,7% no ano passado, puxado também por consumidores do Sudeste (8,5%) e do Sul (5,5%). Nordeste (baixa de 1,5%), enquanto nas regiões Centro-Oeste (recuo de 1,2%) e Norte (diminuição de 0,9%) houve retração no registro de maus pagadores. Dezembro – Em dezembro, o número de inadimplentes avançou 1,1% em relação a novembro, descontada a influência sazonal, e aumentou 3,9% em comparação com dezembro de 2011. O valor médio das dívidas incluídas no mês de dezembro foi de R$ 1.082,03, cifra 6,9% menor que o observado em novembro após ajustes de sazonalidade e inflação. (Folhapress)
RS reduz ICMS para apoiar setor calçadista na Couromoda Calçados como os da marca Loucos & Santos serão beneficiados pela medida Divulgação
O
Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), medido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), ficou estável em dezembro, ao diminuir de 120,2 pontos em novembro para 120,1 no mês passado. O indicador varia de 0 a 200 pontos e aponta otimismo quando o resultado fica acima de 100. O índice se refere ao município de São Paulo. Em nota distribuída à imprensa, a assessoria técnica da FecomercioSP informou que o resultado de dezembro mostra um "avanço nas percepções correntes e uma manutenção dos indicadores nos patamares de otimismo". De acordo com o comunicado da federação, isso denota a confiança dos comerciantes em um crescimento no volume de vendas no varejo. O destaque positivo foi o Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), que apresentou crescimento de 4,5% na variação mensal. O indicador registrou recuperação em comparação com novembro, quando houve variação
tamento, as vendas realizadas na Black Friday antes do Natal de 2012 resultaram em ofertas que atraíram os consumidores. Assim, eles realizaram mais compras naquele período e depois indicaram que tomariam uma posição mais cautelosa no início do ano. Esse seria o motivo pelo qual, para o primeiro trimestre deste ano, a intenção de compra alcançou 83,9%, índice que apontou recuo de 1,9 ponto percentual ante aos três últimos meses de 2012, quando ficou em 85,8%. Em comparação com o primeiro trimestre de 2011, houve diminuição de 2,4 pontos percentuais.
Inadimplência tem alta de 4,5% em 2012
O
setor calçadista do Rio Grande do Sul terá redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os negócios fechados entre fevereiro e maio deste ano, de 12% para 10%. Segundo o secretário da
Fazenda do Estado, Odir Tonollier, esse é o período de faturamento dos pedidos fechados durante a Couromoda, maior feira de negócios do setor, que será realizada entre os próximos dias 14 e 17, no Pavilhão do Anhembi, na Capital paulista.
A medida é para garantir competitividade do Estado nos negócios. Ainda de acordo com o secretário, essa desoneração pontual corresponde à renúncia de R$ 30 milhões na arrecadação gaúcha. Presente na cerimônia de assinatura do decreto, na sede do governo do Estado, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Heitor José Müller, afirmou que todos os negócios do primeiro semestre dependem da feira de São Paulo, e sustentou que o impacto positivo, com incremento dos negócios, poderá ser medido pelo governo. (Estadão Conteúdo)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
14
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
e Impacto na conta de luz pode ser de 3% O regime brasileiro é hidrotérmico, despachamos as térmicas que forem necessárias. Edison Lobão, ministro de Minas e Energia
conomia
Governo admite que uso de usinas termelétricas encarece o custo da energia elétrica no Brasil e calcula um teto máximo de aumento se a falta de chuvas continuar Uéslei Marcelino/ Reuters
Hidrelétrica de Itumbiara, entre Goiás e Minas Gerais, está funcionando com apenas 9% da capacidade instalada por causa da falta de chuvas.
O
governo federal aposta em um aumento no volume de chuvas capaz de deixar a situação dos reservatórios das hidrelétricas mais favorável no fim de janeiro e estima impacto máximo de alta de 2 a 3%, em média, nas tarifas dos consumidores devido ao uso de termelétricas. Após a primeira reunião do ano do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), o presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse que o governo vai continuar usando por pelo menos mais três meses uma energia mais cara para garantir o abastecimento de eletricidade e evitar o racionamento.
Segundo o ONS, num cenário extremo as tarifas para os consumidores terão um aumento de 3% em 2014, se todas as usinas termelétricas permanecerem acionadas até o fim deste ano. Mas esse impacto pode ser atenuado, uma vez que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estuda alternativas para que o consumidor não pague sozinho o custo das termelétricas que estão em operação. Essa seria uma maneira de evitar que a redução tarifária de 20% nas contas de luz prometida pela presidente Dilma Rousseff seja cumprida. Em entrevista ao "Jornal Nacional" da TV Globo, na última segunda-feira, o ministro de Minas e Energia, Edison Lo-
400 milhões de reais por mês é a estimativa de aumento de custo da energia elétrica com o uso das térmicas bão, disse que a geração de energia térmica no País – necessária por conta do baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas –, vai custar cerca de R$ 400 milhões por mês aos brasileiros e levar a um aumento na conta de luz inferior a 1%. Além da volta das chuvas, o governo sustenta que não há risco de racionamento com base na entrada em operação de novas térmicas. O mercado de energia já começava a se preocupar com a possibilidade de um racionamento, com os reservatórios das hidrelétricas nos menores
níveis em uma década. Balanço – Os níveis dos principais reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e do Nordeste do País continuam em queda, com as represas do sistema Sudeste/Centro-Oeste caindo dos 28,43% de segunda-feira (7) para 28,32% na terça-feira (8). Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste respondem por 70% da capacidade de produção de energia hidrelétrica no País. No Nordeste, os reservatórios tiveram uma queda de quase meio ponto percentual em um dia, passando de 30,64% na segunda-feira para 30,20% na terça. O reservatório da hidrelétrica Sobradinho está em 25,43%. Também houve redução no Norte, de 40,23% para 39,88%. Somente no Sul houve recomposição das reservas, com o nível da água subindo de 41,36% na segunda para 43,40% na terça. Há térmicas a carvão da MPX, em Pecém, a térmica da Petrobras em Suape e as usinas de Maranhão IV e V. (Agências)
Ministro defende uso das térmicas
O
ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que o governo colocará as usinas termelétricas em funcionamento sempre que for identificada a necessidade de seu uso. "O regime brasileiro é hidrotérmico, despachamos as térmicas que forem necessárias. Temos ainda diversas térmicas que poderemos despachar se houver necessidade futura, mas acho que não terá", afirmou durante entrevista coletiva. Segundo o presidente do Operador Nacional do Sistema, Hermes Chipp, é possível agregar, até o fim de abril, mais 3.000 MW
de térmicas. Isso será feito, de acordo com ele, enquanto chuvas não chegarem de forma mais forte. "A previsão é de chuva na média região Sul, Sudeste e Norte", citou. Já no Nordeste, de acordo com ele, a previsão é de chuva abaixo da media até o fim de abril. Edison Lobão acrescentou que novos 8.500 MW devem ser incorporados ao sistema em 2013. "Jirau e Santo Antônio têm turbinas que começarão a funcionar este ano. Todo mês novas turbinas entram em operação", afirmou. (Estadão Conteúdo)
JP Morgan minimiza racionamento
O
risco de um racionamento de energia no Brasil como ocorrido em 2011 é improvável, avaliaram analistas do JP Morgan em relatório enviado ontem a clientes. Segundo Gabriel Salas e Pedro Manfredini, a chance de racionamento de energia permanece inferior a 10%,
embora a situação atual de chuvas seja similar à seca observada na temporada de 2000/2001. Isso ocorre graças às mudanças estruturais no sistema na última década – os analistas destacaram que o Brasil tem atualmente mais energia termoelétrica, eólica e nuclear à disposição, e um
sistema de transmissão melhor que permite a transferência do excesso de energia entre as regiões do País. Ainda assim, os preços no mercado spot devem permanecer elevados no primeiro semestre deste ano, segundo os analistas, e o acionamento das térmicas deve aumentar
os custos da energia elétrica para o consumidor final em 7% a 10%. Neste cenário, as ações das empresas Tractebel, Copel e Cesp devem ser as mais beneficiadas, ao passo que MPX e Energias do Brasil devem sofrer perdas no curto prazo. (Reuters)
Construção de usinas tem atraso de 7 meses
A
lém da falta de chuva que vem afetando o nível das reservas das usinas hidrelétricas brasileiras, o setor elétrico sofre com outro problema: o atraso na construção de usinas, subestações e linhas de transmissão. Em alguns casos, os contratos de licitação para essas obras foram assinados em 2005, mas as construções ainda não ficaram prontas. No caso da estrutura de transmissão, 76% das obras estão atrasadas, em média 15 meses atrás do cronograma estipulado. O quadro também é desanimador no caso das subestações, em que 55% dos
projetos estão fora do prazo, com atraso médio de seis meses. A mesma situação se repete no parque de geração, no qual 336 novas usinas estão sendo monitoradas. No total, 55% dessas obras estão atrasadas, em média sete meses atrás do cronograma original. Dados do Ministério de Minas e Energia revelam que esses problemas vêm afetando a capacidade de expansão na geração de energia. As falhas do setor vêm provocando descompasso entre a energia contratada pelas distribuidoras nos leilões e a que de fato é fornecida pelas geradoras. (Folhapress)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
e
15 As marcas apontadas por pesquisa da KPMG com possibilidades de perder participação incluem Subaru, Mitsubishi, Mazda e Suzuki.
conomia
Passageiro Vip
Reprodução
N
em mesmo quem passou os últimos anos em Marte acredita ser mais possível operar um hotel, agência, prestação de serviços ou destino sem levar em conta as redes sociais. Nunca o consumidor acumulou tanto poder de compartilhar a sua experiência e influenciar instantaneamente milhões de desconhecidos. Neste contexto, a opinião do viajante ganhou tamanha relevância que consegue tanto enterrar como catapultar reputações de empresas. Por isso, tornou-se missão prioritária de todos os que transitam pela cadeia de valor de viagens e turismo acompanhar de perto estas ferramentas tão poderosas. E na área de viagens, nenhuma é mais emblemática que a TripAdvisor (ww w.t r ip a dv isor.com.br), que sozinha registra avaliações de 75 milhões de turistas. Maior site de viagens do mundo, é operado em 30 países e visitado todo mês por 60 milhões de pessoas – ou 74 milhões, se combinadas as 19 marcas sob seu controle. Uma pesquisa feita pelo PhoCusWright comprova que
98% dos entrevistados consideram as avaliações de hotéis registradas no TripAdvisor como precisas e verdadeiras, e 95% recomendam o site como referência para outros viajantes. Por isto, convém fazer parte do site, tanto ao se posicionar de forma proativa para alavancar negócios, assim como saber agir diante de críticas, negativas ou positivas. Com o surgimento do Trip Advisor, nasceram vários mitos que na maioria das vezes se mostram falsos. O maior deles é achar que a maioria das avaliações é sempre negativa. A realidade demonstra o contrário: 75% dos comentários feitos costumam
se classificar entre "muito bom" e "excelente". A pesquisa mencionada acima também rejeita a ideia de que os comentários no Trip Advisor só servem para o viajante reclamar de situações negativas. Dos entrevistados, 74% afirmam que a maior motivação de seus comentários no site é compartilhar boas experiências com outras pessoas. O levantamento confirma também uma alta receptividade das avaliações, já que 53% não fazem reservas em hotéis que não têm qualquer comentário de seus hóspedes. Há outra conclusão que revela um saudável discernimento do consumidor. Embo-
ra 87% dos participantes da pesquisa sintam-se mais seguros ao encontrar registros com experiências de outros no estabelecimento, 59% ignoram críticas extremadas, e preferem se basear na tendência geral dos comentários. Apenas 5% se concentram em avaliações negativas ao exercer sua escolha. O que o usuário do TripAdvisor leva em conta? As informações básicas, quem as escreveu (71%), e eventuais fotos tiradas pelos viajantes (67%). Restaria então ao hotel aceitar resignadamente críticas negativas dos hóspedes? Óbvio que não! De acordo com 57% dos pesquisados, os estabelecimentos que mais agradam são os que respondem aos comentários. Para 84%, uma resposta positiva aprimora a boa impressão e serve como demonstração de preocupação da gerência com seus hóspedes. Já um posicionamento agressivo ou defensivo é percebido por 64% como algo negativo. Conclusão: hoteleiros espertos incentivam clientes a registrar as suas impressões, sejam quais forem.
Marcio Bruno/Divulgação
Avaliações que valem negócios Sérgio Luiz Macera
D
escendente de italianos, espanhóis e portugueses, Sérgio Luiz Macera, o sóciofundador da Renase Eventos, Viagens e Incentivos, nasceu em Serra Negra, cidade que integra o Circuito das Águas de São Paulo. Lá morou e trabalhou na loja do pai até os 17 anos, quando mudou-se para a Capital paulista. "Tive uma infância feliz de cidade do interior", lembra Macera. Formado em Administração com foco em marketing, o primeiro estágio foi em comércio exterior, área onde atuou por 11 anos, incluindo uma temporada nos EUA.
"Viajar a trabalho é algo que me agrada, pelo desafio de trabalhar com culturas diferentes, conhecer novos lugares, ou apenas sair da rotina". Em 1990, realizou o sonho de abrir seu negócio, ao lado do amigo Reinaldo Brandão. Surge, assim, a Renase Eventos, com foco inicial em festas de fim de ano, mas que depois passa a atuar em grandes eventos. "Esta é uma indústria crescente, e não podemos ceder às pressões por prazos longos de pagamento de alguns clientes. Os organizadores de eventos deveriam se unir contra abusos e excessos", conclui Macera.
Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br
Nilton Fukuda/AE
Volks e BMW, as apostas para ganhar mercado. As duas montadoras foram as mais citadas em pesquisa da KPMG em relação a avanço global
A
Volkswagen e a BMW são as montadoras favoritas para ganhar participação de mercado na indústria automotiva global nos próximos cinco anos, segundo pesquisa com altos executivos do setor realizada pela consultoria KPMG divulgada ontem. A Toyota teve uma grande recuperação em sua posição, e enquanto a combinação da Hyundai com a Kia ainda permanece em quarto, o número de executivos que sentiu que as montadoras ganharão fatia de mercado caiu, de acordo com a pesquisa. A Volkswagen lidera a lista pelo terceiro ano consecutivo, e a porcentagem de executivos que acreditam que a montadora alemã vai aumentar sua presença no mercado global subiu 11 pontos para 81%, conforme o levantamento da KPMG. A BMW ficou em segundo lugar, com 70%, sete pontos a mais que a pesquisa do ano passado. "A Volkswagen
81 por cento dos executivos acreditam que a Volkswagen vai aumentar sua presença no mercado global, segundo pesquisa da KPMG. tem sido a líder pelos últimos três anos, mas continuar e ter um aumento de 11%, realmente me surpreendeu", disse Gary Silberg, da área de veículos da KPMG. A Toyota, que sofreu um forte impacto em sua imagem após recall de quase 19 milhões de veículos em todo o mundo desde 2009 até o início de 2011, registrou o maior ganho, segundo a KPMG. A montadora terminou em terceiro
com 68%, uma alta de 44% ante o ano passado. A Hyundai e a Kia ficaram com 61%, dois pontos a menos que no ano passado e 11 pontos a menos que o resultado de 2011, segundo a KPMG. A Nissan foi a quinta, com 50%, seguida por Ford e General Motors (GM), com 44% cada. Em 2010, apenas 13% dos pesquisados achavam que a GM aumentaria a fatia de mercado. A Fiat e sua unidade Chrysler ficaram em nono, com 37%, entre a Daimler (41%) e a Honda (34%). As marcas apontadas pela pesquisa com possibilidades de perder participação incluem Subaru, Mitsubishi, Mazda e Suzuki. Quando se inclui marcas emergentes, as dez principais incluem quatro chinesas: BAIC Group (terceira posição), SAIC Motor (6ª), FAW Group (7ª) e Geely (8ª), bem como a indiana Tata (10ª). Porém, suas participações são muito menores, então ganhos não devem ser surpresa. (Reuters)
No levantamento da KPMG, a BMW ficou em segundo lugar, com 70% dos votos dos entrevistados.
Tráfego aéreo mundial aumenta 4,6% em novembro
A
demanda por viagens aéreas cresceu 4,6% em novembro, em relação a igual mês de 2011, informou ontem a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês). A oferta de assentos aumentou 3,2% em novembro, na mesma comparação. Com isso, a taxa média de ocupação ficou em 77,3%. O transporte de cargas, por sua vez, cresceu 1,6%. Na comparação com outubro, o tráfego de passageiros cresceu 0,6% em novembro, com destaque para a expansão de mercados domésticos, especialmente na China. Já os volumes de frete aéreo aumentaram 2,4% em novembro, ante outubro. "Isso reflete uma mudança de compras sazonal pa-
ra varejistas online, que dependem fortemente de carga aérea. Também mostra que a confiança do consumidor melhorou nos Estados Unidos", disse a entidade, em comunicado. No acumulado em 11 meses, a demanda de passageiros registrou expansão de 5,3%, acima da evolução da oferta de assentos, de 4%. A taxa média de ocupação no período é de 79,2%. Já o transporte de cargas recuou 1,6%. O diretor-geral da Iata, Tony Tyler, afirmou, em nota, que novembro trouxe alguns sinais positivos para a demanda por transporte aéreo – particularmente para o segmento de carga. (Estadão Conteúdo)
DIà RIO DO COMÉRCIO
16 -.ECONOMIA/LEGAIS
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
e Aposentados vĂŁo receber 6,15% mais O aumento para quem ganha acima do salĂĄrio mĂnimo representarĂĄ um impacto de R$ 9,1 bilhĂľes aos cofres pĂşblicos
conomia
O teto pago pela PrevidĂŞncia serĂĄ elevado para R$ 4.157,05. Atualmente, o valor mĂĄximo ĂŠ de R$ 3.916,20.
O
s aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem acima do valor do salĂĄrio mĂnimo terĂŁo um reajuste de 6,15% nos benefĂcios neste ano. Os dados foram publicados no DiĂĄrio Oficial da UniĂŁo (DOU) de ontem. Uma aposentadoria de R$ 1.000, portanto, serĂĄ reajustada para R$ 1.061,50. O teto pago pela PrevidĂŞncia serĂĄ elevado para R$ 4.157,05. Atualmente, o valor mĂĄximo pago pela PrevidĂŞncia ĂŠ de R$ 3.916,20. O aumento mĂĄximo, portanto, serĂĄ de R$ 240,85. De acordo com cĂĄlculos da PrevidĂŞncia, o aumento para quem ganha acima do salĂĄrio mĂnimo representarĂĄ um impacto de R$ 9,1 bilhĂľes aos cofres pĂşblicos. O percentual de reajuste corresponde Ă correção pelo Ă?ndice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), estimado pelo governo no Orçamento. O Ăndice oficial serĂĄ divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂstica (IBGE). Desde 2011, o governo sĂł tem dado a correção da inflação do ano anterior. O maior reajuste dos Ăşltimos anos foi em 2010, com correção de 7,72%, em um ano de inflação de 3,45%. Para aqueles segurados que tiveram o benefĂcio concedido a partir de fevereiro de 2012, o
Paulo Pampolim/Hype
IPVA começa a vencer a partir de amanhã
O Para quem recebe um salĂĄrio mĂnimo, hoje em R$ 622, o reajuste serĂĄ maior, de 9%, subindo para R$ 678. reajuste serĂĄ menor, referente Ă inflação acumulada entre o mĂŞs de concessĂŁo do benefĂcio e dezembro. Quem se aposentou em fevereiro, por exemplo, terĂĄ um reajuste de 5,61%. Ou seja, se recebe um benefĂcio de R$ 1.000, passarĂĄ a ganhar R$ 1.056,10. Aposentados em dezembro de 2012 terĂŁo reajuste de apenas 0,69%. SalĂĄrio mĂnimo – Quem ganha um salĂĄrio mĂnimo, atualmente em R$ 622, terĂĄ direito a um reajuste maior, de 9% (R$ 678), jĂĄ que esse ĂŠ o aumento que o governo estipulou para o piso nacional. Como
esse tambĂŠm ĂŠ o menor valor pago pelo INSS, alguns segurados que antes nĂŁo recebiam o mĂnimo passarĂŁo a ganhar pelo piso. É o caso de benefĂcios atĂŠ R$ 638, que ficariam abaixo do novo salĂĄrio mĂnimo com o reajuste de R$ 678. O impacto previsto com o reajuste dos benefĂcios equivalentes ao mĂnimo vĂŁo significar um gasto adicional de R$ 10,7 bilhĂľes aos cofres pĂşblicos. Segundo o INSS, esta faixa compreende 20 milhĂľes de segurados. Co ntri buiç ĂŁo – A contribuição previdenciĂĄria do trabalhador serĂĄ maior em feverei-
ro. O reajuste de 6,15% aplicado Ă s aposentadorias foi estendido para as contribuiçþes ao INSS. A menor alĂquota, de 8%, passa a ser aplicada a quem ganha atĂŠ R$ 1.247,11. Antes, era aplicada para quem recebia atĂŠ R$ 1.174,86. O desconto de 9% passa a incidir sobre salĂĄrios de R$ 1.247,12 atĂŠ 2.078,52. A maior alĂquota, de 11%, serĂĄ aplicada sobre salĂĄrios acima de R$ 2.078,53. A alĂquota, porĂŠm, incide sĂł atĂŠ o novo teto previdenciĂĄrio (R$ 4.157,05). Assim, a contribuição mĂĄxima dos assalariados serĂĄ de R$ 457,28. (Folhapress)
s proprietĂĄrios de veĂculos usados registrados no Estado de SĂŁo Paulo jĂĄ podem fazer o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de VeĂculos Automotores (IPVA) deste ano. O prazo final de pagamento começa a vencer nesta sexta-feira, para os veĂculos com placas de final 1. No dia 24, vence o prazo para as de final 0. Neste mĂŞs, vence o prazo de pagamento da cota Ăşnica, com desconto de 3%, ou da primeira das trĂŞs parcelas. Todos os bancos credenciados estĂŁo habilitados a receber o imposto. O pagamento com o desconto ĂŠ vantajoso em relação ao sem desconto, em fevereiro. É que os 3% equivalem a juros de 3,1%, rentabilidade nĂŁo obtida em nenhuma aplicação durante um mĂŞs. No inĂcio deste mĂŞs, cerca de 16 milhĂľes de contribuintes começaram a receber em casa os avisos de
vencimento do IPVA 2013 enviados pela Fazenda paulista. O aviso ĂŠ apenas um lembrete e traz todas as informaçþes sobre o valor do imposto e opçþes de pagamento, inclusive do seguro obrigatĂłrio (DPVAT). Para fazer o pagamento, o contribuinte deve ir a uma agĂŞncia bancĂĄria credenciada, com o nĂşmero do Renavam (Registro Nacional de VeĂculos Automotores), e efetuar o recolhimento no caixa. O pagamento tambĂŠm pode ser feito nos terminais de autoatendimento, pela internet ou por dĂŠbito agendado ou em outros canais oferecidos pelos bancos. Os contribuintes que nĂŁo receberem o comunicado devem acessar o site da Fazenda para obter informaçþes sobre o IPVA. Mesmos sem o recebimento do aviso, o imposto ĂŠ devido e deve ser pago no vencimento, conforme o calendĂĄrio deste ano. (Folhapress)
Citação, Prazo 20 dias, Proc. 0085039-76.2011.8.26.0002. O Dr. Alexandre David Malfatti, Juiz de Direito da 7ÂŞ Vara CĂvel da Regional de Santo Amaro da Comarca da Capital. Faz Saber a Valmir Lima dos Santos, CPF/MF 528.922.555-20, que Alugue Festa Ltda, lhe ajuizou Ação Monitoria, para cobrança de R$ 36.018,95 (12/2011), representada pelos cheques sacados no Banco do Brasil S/A. Estando o requerido em local ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir apĂłs o prazo supra, pague o dĂŠbito (hipĂłtese em que ficarĂĄ isento do pagamento das custas judiciais e dos honorĂĄrios advocatĂcios), ou apresente embargos, sob pena de constituir-se de pleno direito o titulo executivo judicial. Ante a vigĂŞncia da Lei 11.232/2005, a(o) rĂŠ(u) fica intimada(o) de que, se houver conversĂŁo do mandado monitĂłrio em mandado executivo, a obrigação assumirĂĄ natureza de tĂtulo judicial (sentença) e, entĂŁo, independente de nova intimação, fluirĂĄ o prazo adicional de 15 dias, a partir de quando haverĂĄ incidĂŞncia da multa de 10% prevista, no artigo 475-J do CPC. SerĂĄ o presente afixado e publicado na forma da lei.
Citação, Prazo 20 dias, Processo nÂş 0015634-16.2012.8.26.0002. O Dr. Alexandre David Malfatti, Juiz de Direito da 7ÂŞ Vara CĂvel Regional de Santo Amaro da Comarca da Capital, na forma da lei, etc.Faz saber a Lyssandro Dimitriadis, RG 22.966.9372 e CPF nÂş 277.821.558-19, que Instituição Paulista Adventista de Educação e AssistĂŞncia Social lhe ajuizou ação MonitĂłria, objetivando recebimento de R$ 5.675,19 (11/2011) acrescidos de juros e correção monetĂĄria. Estando o rĂŠu em local ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir apĂłs o prazo supra, pague o dĂŠbito, ou apresente embargos, sob pena de constituir-se de pleno direito o titulo executivo judicial. Ante a vigĂŞncia da Lei 11.232/2005, a(o) rĂŠ(u) fica intimada(o) de que, se houver conversĂŁo do mandado monitĂłrio em mandado executivo, a obrigação assumirĂĄ natureza de tĂtulo judicial (sentença) e, entĂŁo, independente de nova intimação, fluirĂĄ o prazo adicional de 15 dias, a partir de quando haverĂĄ incidĂŞncia da multa de 10% prevista, no artigo 475-J do CPC. SerĂĄ o edital afixado e publicado na forma da lei.
Anuncie
no
O Em Jor pr nal ee d nd o ed or
Ligue: 3180-3175 Fone: 11
www.dcomercio.com.br ! "# # $ % $ ! "# # &'( )*+ ,*-./0, 1 + )*23 0 3-0/,4$ 5 # ( # 6 7 "# & 1 2+.*3/3* + 03 4$ $ 8 9 : ; < +) *+ * ++.*+ 3//+0- & < ))35 ++.4 ; = (" ' 6 7 ' !7 # &'( *32,* )3 1 + ,*,3-*3--0+/4* * ' % > $ ? @ / 8 5 $ : $ * 1 A B ' = $ : % 2-.0 % * 6 2 ,5 ++. !?5 $ C A"D '6 E # #F &GGG*@ H * * 4 I 0 $ J K %
8 ? + )$ ,L)+ > $ / ? + )$ ,L)+ > % 0 = % $ : 9J % 8 / ? + )$ ,L) > $ . 1 + )$ ,L)+ > $ > 9 $ = J % = $ : ,+M & * 2. * ) * 6 * 2 ,5 ++.4 $ : I * 6N #L " #
< +3$ = < .$ ' % $ < *.3,$ $ ? $ $ $ 8 $ $ J 2+$++ = $ +$++ : ' % $ = > % $ = 2$++ $ : < +2$ 2$++ $ : < +-$ +$++ : $ : < +,$ +$++ % B C%% * < /* *++*+3*+++3*+
*+ *++* 9 6 8 /*., ' * B E1 ! ' L : 8 $ : * & -5+35 .-/4$ C % = < .3,* : $ O : * ,. $ 0 % % $ +) $ 8 $ $ @ > $ > $ J 8 $ $ @ > > $ J 8 .)$), P* # QF L 'R ).*,++$++ &? 5 + 4$ = J @ : S * E QT E L 8 GGG*@ H * * * # # ' L J @ $ 6 A H $ ?" < ) -$ $ ?" < 3// ?> B $ ?" < 3.,$ > % 1J A H $ ?" < 3 .* ( 6 E! ' B '' 6 ! QF 0
$ C % 9 B B * * & %U 4 C GGG* * * @ / > @ $ J # C % > J $ ! ; ! : U S 8 $ @ C + & 4 K
# : L 1 A H ; 1 ,*3,)* )-0 2$ B K$ %U )3,2$ 5 / ),0/* C , >
# $
J I ;
: *
@ =
> @ $ : J > 66* ? 8@ % 8 * % J ,M
$ *
J : %
: I % * $ J % @ , $ )+M
& * 2.+ 4* ' 6 QF V "QF L & 4& 4 & 4& 4$ 8% : $ % 8 9 & 4 & 4 & 4 & 4$ : % 2, $ % $ J C > % $ %
: % > : @ = O $ : % * E $ J & 4 & 4 % W @ 8 $ 9 $ $ > J 8 # : ,M & 4 % & 8 =X 4* ' L : $ J & 4 & 4 %
,M & 4 * Y # ' 6 E! L :
O $ : $ @ %C $ < *..2$ 2< $ 7 % $ ; $ $ : & 4 -/0+.++ L Z@ H * * 1 & 4 & 4& 4 & 4& 4$ E! 6 & 4& 4 % I $ > @ 8% : .5 5 + +$ % : @ * E > 9 % * [ S $
J
[$ \ > J O % $ : % /$ $ * J : J ] ^ = * J $ $ : : * _
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
e
Segundo o Deutsche, Peru e Venezuela serão os países da América Latina que mais vão crescer em 2013, respectivamente 6% e 5%.
conomia
Deutsche prevê PIB de 4,2%. No Brasil. O banco alemão aposta em recuperação da economia brasileira e calcula um crescimento de 3,5% no PIB em 2013 e ainda superior a esse em 2014. tanto, considerado "medíocre" pelo banco alemão, continuará sendo um dos fatores de impedimento para acelerar a expansão econômica do País neste ano. Apesar da recuperação, o Brasil vai ter taxa de crescimento menor do que alguns outros países da América Latina. Pelas previsões do Deutsche, Peru e Venezuela serão os países da região que mais vão crescer em 2013, respec-
tivamente 6% e 5%. O Chile e a Colômbia também serão destaques, com expansão do PIB na casa dos 4,5%. O pior desempenho, novamente, vai ficar com a Argentina, que deve se expandir 2,1% e ter uma inflação de 26,5% Emergentes – Os mercados emergentes, no geral, vão continuar crescendo mais que os países desenvolvidos. No caso desses mercados na Ásia, por exemplo, o cresci-
Abilio surge em disputa pelo comando da BRF articulação para a entrada de Abilio Diniz na presidência do conselho da Brasil Foods ocorre no momento em que a atual gestão da empresa vem sendo pressionada pelos acionistas a ser mais agressiva. Um dos principais pontos de discordância está na política de preços. Os fundos de investimento, principais acionistas da BRF, avaliam que a empresa deveria utilizar mais o poder de fogo conquistado com a fusão entre Sadia e Perdigão. "A BRF tem potencial para ser a Ambev dos alimentos", diz uma fonte ligada a um dos fundos. Os maiores acionistas da Brasil Foods são os fundos de pensão estatais Previ (12% das ações) e Petros (10%), além do fundo privado Tarpon (8%). Apesar do valor de mercado da BRF ter dobrado desde 2009, quando a fusão foi anunciada, os fundos estão descontentes com a estratégia adotada pela empresa. O ano de 2012 não foi fácil para a BRF. A empresa apresentou margens de lucro
menores por causa da alta no preço dos grãos, dos custos envolvidos na venda de ativos imposta pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da desaceleração das exportações. De janeiro a setembro, a margem bruta foi de 21,4%, ante 25,3% no mes-
A Brasil Foods tem potencial para ser a Ambev dos alimentos. FONTE LIGADA AO FUNDOS QUE SÃO ACIONISTAS DA BRF mo período em 2011. Na visão dos analistas, o ano de 2012 não foi dos melhores, mas também não foi catastrófico. "O problema é que o mercado estava acostumado com crescimento de dois dígitos", diz Sandra Peres, da Coinvalores. "É normal os acionistas questionarem a diretoria em um ano difícil", diz Gabriel Vaz de Lima, do Barclays. Troca – Para um acionista
da BRF, o ciclo de Nildemar Secches, presidente do conselho de administração, que liderou o crescimento da Perdigão e a fusão com a Sadia, chegou ao fim. "Ele hoje tem se dedicado aos diversos conselhos em que atua e está caminhando para se tornar um conselheiro profissional." Se a troca de Nildemar por Abilio Diniz realmente ocorrer na próxima reunião do conselho no dia 9 de abril, pode significar uma mudança profunda na BRF. O presidente, José Antonio do Prado Fay, e sete dos oito vicepresidentes estão fortemente ligados a Nildemar. O nome de Abilio teria sido sugerido pelo Tarpon, que já foi um sócio relevante do empresário no Pão de Açúcar. No fim de 2012, Abilio tratou do tema em reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega – os fundos estatais, Previ e Petros, têm 22% da BRF. Desde 2011, Abilio está envolvido em uma disputa com o seu sócio no Pão de Açúcar, a rede francesa Casino. (Estadão Conteúdo)
mento médio será de 6,7%, puxado pela China, destaca o Deutsche. A Rússia deve crescer 4,3% e a Índia, 6,8%. A Europa deve ter recuo de 0,3%, considerando os países da zona do euro. Os Estados Unidos vão se expandir 1,9%. O crescimento maior de mercados emergentes deve beneficiar em 2013 ações de empresas norte-americanas mais expostas internacionalmente, indica o estrategista
de ações do banco alemão, David Bianco. Companhias exportadoras ou com presença forte em mercados como China e Brasil, especialmente do setor de alimentos e consumo, podem ser beneficiadas, e ter vendas maiores e resultados financeiros melhores que companhias voltadas apenas para o mercado dos EUA. UBS – Analistas do UBS Securities reduziram as estima-
tivas de lucro em 2013 para os maiores bancos brasileiros em uma média de 2%, citando lento crescimento econômico, aumento da concorrência, ambiente desfavorável para ganhos e avaliações que não conseguem refletir os riscos crescentes. O UBS tem recomendação "underweight" (abaixo da média do mercado) para os banco na América Latina, principalmente por causa do Brasil, apesar da visão positiva sobre as instituições mexicanas. Entre as empresas do setor financeiro, excluindo bancos, o UBS tem recomendação neutra com preferência para aquelas com pressão competitiva limitada, como a BM&FBovespa. Dentre os banco, o menos recomendado pelo UBS é o Banco do Brasil, enquanto o Itaú Unibanco segue como o único banco brasileiro com recomendação de compra pela casa. (Agências)
José Manuel Ribeiro/Reuters
A
economia brasileira deve ter melhora "significativa" neste ano e em 2014, prevê o Deutsche Bank. Depois de crescer apenas 1% em 2012, conforme previsões do governo, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vai se recuperar e avançar 3,5% em 2013 e 4,2% em 2014, de acordo com projeções do banco alemão divulgadas ontem em entrevista à imprensa em seu escritório em Wall Street. A recuperação da economia brasileira vai ser puxada pelo ciclo de corte de juros (Selic) promovido pelo Banco Central no ano passado e pelas políticas de estímulo adotadas na gestão de Dilma Rousseff. O Deutsche, porém, não descarta a possibilidade de haver mais cortes na Selic neste ano. O banco estima, ainda, ligeira queda da inflação, de 5,4% de 2012 para 5,3% em 2013. O baixo nível de investimento industrial no Brasil, no en-
A
ECONOMIA/LEGAIS - 17
DESCONTOS EM LISBOA – Uma mulher caminha em rua da capital de Portugal onde um outdoor anuncia o extraordinário desconto de uma loja. A cena foi fotografada ontem e mostra o esforço do comércio para reacender as vendas em um país tomado pela crise econômica. Os países que fazem parte da zona do euro lutam para sair da estagnação, que aumenta o desemprego.
LinkedIn tem 11 milhões de brasileiros
O
Brasil é o segundo País onde o acesso ao LinkedIn por aparelhos móveis mais aumentou, atrás apenas da China. Em número total de usuários, o País está em terceiro lugar (empatado com os países do Reino Unido), com 11 milhões. Os Estados Unidos estão
em primeiro lugar neste ranking, com 74 milhões de profissionais, e o segundo é a Índia. Ontem, a rede anunciou que chegou a 200 milhões de usuários. A pessoa com mais seguidores na rede é o fundador do grupo Virgin, Richard Branson, que também escreveu livros
sobre negócios. O segundo é o presidente norteamericano Barack Obama. O terceiro é o guru indiano Deepak Chopra. Tony Robbins, um norteamericano que escreve livros de autoajuda, é o quarto. O quinto é o diretor-executivo do próprio LinkedIn, Jeff Wiener. (Folhapress)
Birch Hills Assessores Consultoria e Intermediação de Recursos Financeiros S.A. confissão de falência ou pedido de concordata; (viii) outorga ou modificação de direitos e participações nos lucros ou na
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE BRAGANÇA PAULISTA AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO Acham-se abertos, na Prefeitura do Município de Bragança Paulista, os seguintes certames licitatórios: PREGÃO PRESENCIAL Nº 04/2013 OBJETO: REGISTRO DE PREÇOS PARA AQUISIÇÃO DE TÊNIS ESCOLARES DATA DE ABERTURA: 22/01/2013 às 11h30. PREGÃO PRESENCIAL Nº 05/2013 OBJETO: REGISTRO DE PREÇOS PARA AQUISIÇÃO DE UNIFORMES ESCOLARES DATA DE ABERTURA: 22/01/2013 às 14h30. Os editais completos estarão disponíveis no site da prefeitura www.braganca.sp.gov.br. As informações poderão ser obtidas na Divisão de Licitação, Compras e Almoxarifado da Prefeitura Municipal, sita à Av. Antonio Pires Pimentel, nº2.015, Centro, ou por tel: (11) 4034 – 7056, em dias úteis, das 09h00 às 16h00. Bragança Paulista, 09 de janeiro de 2013. DARWIN DA CRUZ GONÇALVES SECRETÁRIO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO
Hidroservice Amazônia S/A - Agropecuária e Industrial CNPJ/MF 05.054.358/0001-10. Edital de Convocação - Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária Ficam convocados os Srs. Acionistas a comparecerem na sede social à Al. Ribeirão Preto, 401, 1º, parte, SP/SP, no dia 24/01/2013, às 10 hs, para reunirem-se em AGOE, a fim de deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: a) Exame, discussão e votação das demonstrações financeiras do exercício findo em 31/12/11; b) Eleição do Conselho de Administração e remuneração dos administradores; c) Outros assuntos de interesse social. (08,09 e 10/01/2013)
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 09 de janeiro de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Four Factoring Fomento Mercantil Ltda. Requerido: Prensas Mahnke Ltda. Alameda Terceiro Sargento Alcides de Oliveira, 461 – Parque Novo Mundo - 2ª Vara de Falências. Requerente: Four Factoring Fomento Mercantil Ltda. Requerido: Flexobox Indústria e Comércio de Embalagens Ltda. Rua Uburna, 74 – Vila Carioca - 1ª Vara de Falências. Requerente: SG Viagens e Turismo Ltda. Requerido: Finambra Empreendimentos Turísticos Ltda. Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 4.187 – Jardim Paulista - 1ª Vara de Falências.
CNPJ/MF nº 06.015.727/0001-29 – NIRE 35.300.355.695 Extrato da Ata de Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 20 de dezembro de 2012 Data, horário e local: Em 20/12/2012, às 11 hs., na sede social. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, dada a presença da totalidade dos acionistas. Mesa: Presidente: Richard Freeman Lark Junior, Secretário: Ricardo Quintero. Deliberações da Ordme do Dia, aprovadas por unanimidade de votos: Aprovado a redução do Capital Social com a redução de 1.000.000 ações ordinárias e com valor nominal de R$ 1,00 cada, pelo preço de R$ 1.000.000,00, passando assim, o Capital Social de R$ 21.000.000,00, para R$ 20.000.000,00, cujas ações encontram-se totalmente subscritas, das quais R$ 18.731.000,00, estão integralizados. A redução do Capital de R$ 1.000.000,00, foi efetuado do montante dos R$ 2.069.000,00, relativas às ações que restam a ser integralizadas, para compor o Capital Social de R$ 21.000.000,00, portanto o Capital Social a ser integralizado pelo Fundo de Investimento em Participações – FIP Vela, até a data de 01/12/2013 passa a ser de R$ 1.069.000,00. Foi ratificado e aprovado neste ato, que as Ações a serem integralizadas, devido a redução do Capital Social, não mais precisarão ser integralizadas. Aprovado a alteração do Art. 4º do Estatuto Social que, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 4º. O capital Social totalmente Subscrito é de R$ 20.000.000,00, dividido em 20.000.000 de ações, todas ordinárias e nominativas.” Tendo em vista as deliberações supra, os acionistas deliberaram, ainda, aprovar a consolidação e a publicação do estatuto social que, com a alteração do Art. 4º, passará a vigorar com a redação prevista no Anexo 1. Justificativa: De acordo com disposto no Art. 174 da Lei 6404/76 a redução de Capital dar-se-á, devido o valor subscrito ser maior que o necessário para o desenvolvimento do negócio da Cia., de modo que os acionistas julgam o mesmo excessivo. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembléia, sendo lavrada a presente Ata. São Paulo, 03/10/2012. (ass.) Mesa: Richard Freeman Lark Junior – Presidente da Mesa, Ricardo Quintero – Secretário. Acionistas: Fundo de Investimento em Participações – FIP Vela. – P.p. Ricardo Quintero, André Masetti. Anexo 1 – Estatuto Social. Nome e Duração – Art. 1º. Birch Hills Assessores – Consultoria e Intermediação de Recursos Financeiros S.A. (“Sociedade”) é uma sociedade por ações de capital fechado, com prazo de duração indeterminado, regida pelo disposto no presente Estatuto Social e pelas disposições legais aplicáveis, em especial a Lei 6.404/76 e suas alterações posteriores (“Lei das S.A.”). Sede Social – Art. 2º. A Sociedade tem sua sede na na R. Luis Coelho, 320, 2º andar, São Paulo-SP, podendo, a critério da Diretoria, abrir e encerrar estabelecimentos, sucursais, filiais, escritórios, depósitos, agências, postos de serviços ou subsidiárias em qualquer parte do território nacional ou estrangeiro e associar-se com terceiros, pessoas físicas ou jurídicas. Objeto Social – Art. 3º. A Sociedade tem por objeto: a) serviços de consultoria em estruturação de operações financeiras, captação de recursos, serviços de assessoria empresarial, intermediação de negócios; b) prestação de serviços correlatos, inclusive, mas não se limitando a assessoria e consultoria nas áreas de planejamento financeiro, investimentos em geral e atividades complementares; c) gestão de fundo de investimento; e d) participação em empreendimentos, empresas ou negócios na qualidade de sócia, quotista e ou acionista. Capital Social e Ações – Art. 4º. O capital Social totalmente Subscrito é de R$ 20.000.000,00, dividido em 20.000.000 de ações, todas ordinárias e nominativas. Art. 5º. Cada ação ordinária confere ao seu titular o direito de 01 voto nas Assembleias Gerais de Acionistas, cujas deliberações serão tomadas na forma da legislação aplicável. Art. 6º. A propriedade das ações será comprovada pela inscrição do nome do Acionista no livro de “Registro de Ações Nominativas”. Mediante solicitação de qualquer Acionista, a Sociedade emitirá certificados de ações. Os certificados de ações, que poderão ser agrupadas em títulos múltiplos, quando emitidos, serão assinados por 02 Diretores da Sociedade. Art. 7º. Os Acionistas terão preferência para a subscrição de novas ações em aumentos de capital da Sociedade, na proporção das ações já possuídas anteriormente. Art. 8º. Salvo disposição em contrário da Assembleia geral, a sociedade efetuará o pagamento dos dividendos e dos juros do capital próprio devido aos Acionistas, no prazo de 60 dias a partir da data em que forem declarados e, em qualquer caso, dentro do exercício social na forma prevista na Lei 6.404/76. Art. 9º. As condições de resgate das ações, emitidas pela sociedade, deverão ser deliberadas pela Assembleia Geral. Art. 10º. Nos casos de reembolso de ações previstas na Lei das SA. (Lei 6.404/76), o valor do reembolso corresponderá ao valor de patrimônio líquido constante do último balanço aprovado pela Assembleia Geral. Art. 11º. Em qualquer emissão de ações, debêntures conversíveis em ações e bônus de subscrição, cuja colocação seja feita nos termos da lei de sociedades anônimas, o direito de preferência dos antigos acionistas poderá ser excluído por deliberação da Assembleia Geral. Das Assembleias Gerais – Art. 12º. A Assembleia Geral reunir-se-á ordinariamente nos 04 meses seguintes ao término do exercício social e extraordinariamente sempre que a Lei, o Estatuto Social ou os interesses da sociedade aconselharem ou exigirem a deliberação dos acionistas, mediante convocação (i) pelo Presidente da Diretoria e (ii) pelos Acionistas ou pelo Conselho Fiscal, nos casos previstos em lei. Art. 13º. A Assembleia será instalada e presidida pelo Presidente da Diretoria, que convidará um dos presentes para secretariar os trabalhos. Art. 14º. Na ausência do Presidente, a Assembleia será instalada pelo Vice-presidente. Art. 15º. As deliberações da Assembleia Geral, ressalvadas as exceções previstas em Lei, neste Estatuto e nos acordos de acionistas arquivados na sede da sociedade, serão tomadas por maioria de votos. Art. 16º. Compete à Assembleia Geral deliberar, sobre as matérias a ela cometidas pela Lei 6.404/76. § Único. A Assembleia Geral será presidida pelo Presidente da Diretoria e, no seu impedimento, pelo Vice-Presidente. Art. 17º. Dependerão de aprovação dos Acionistas titulares de ¾ das ações ordinárias reunidos em Assembleia Geral, as seguintes deliberações: (i) qualquer alteração do Estatuto Social; (ii) Aprovar as demonstrações financeiras; (iii) sobre a proposta de destinação do resultado, incluindo eventual retenção dos lucros para constituição de reserva de qualquer natureza; (iv) modificação nos direitos e vantagens das ações existentes na sociedade; (v) criação de ações preferenciais, criação de outra classe de ações com direitos, preferências ou privilégios iguais ou mais vantajosos do que aqueles atribuídos às ações existentes; (vi) resgate de ações da sociedade, independentemente de classes; (vii) aumento de capital social e consequente aumento do número de ações, acima dos limites, valores e condições instituídos no Plano Anual e/ou Planos Plurianuais aprovados. (viii) emissão pública ou privada de novas ações, emissão de debêntures conversíveis ou não em ações, de bônus de subscrição, opções de compra e venda de ações ou qualquer outro título ou valor mobiliário; liquidação e dissolução da sociedade e nomeação do liquidante, bem como
ALLIANCE INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA.
CNPJ/MF 08.440.746/0001-28 - NIRE 35.221.095.097 ATA DE REUNIÃO DE SÓCIOS REALIZADA EM 01 DE DEZEMBRO DE 2008 Data, Hora e Local: 01/12/2008, 10hs., sede. Convocação: Dispensada. Quroum: 100%. Mesa: José Manoel Biagi Amorim, Presidente e Sergio Luís Wasserstein, Secretário. Deliberações: A) Aprovada apuração dos lucros na controlada Coomex Empresa Operadora do Mercado Energético Ltda., conforme balanço 31/11/2008; B) Do lucro apurado no balanço da controlada Coomex Empresa Operadora do Mercado Energético Ltda, efetuou-se distribuição aos sócios: Alliance Investimento e Participações Ltda: R$ 576.872,90; José Manoel Biagi Amorim: R$ 592.793,29. Sócia Alliance Investimento e Participações Ltda, empresta o valor total ora recebido a título de distribuição de lucro da Coomex Empresa Operadora do Mercado Energético Ltda., sendo R$ 74.462,67 a Sergio Luís Wasserstein, R$ 291.311,17 a Cassiano Augusto Agapito e R$ 211.099,06 a Beatriz Pupo Monteiro da Costa, conforme contrato de mútuo assinado na presente data; Encerramento: Lavrada, lida, aprovada e assinada no inteiro teor. SP, 01/12/2008. José Manoel Biagi Amorim: Presidente e Sergio Luís Wasserstein: Secretário. Jucesp nº 60.442/10-4 em 10/02/2010.
distribuição dos dividendos. (ix) fusão ou cisão da Cia.; (x) incorporação, pela Cia., de outra sociedade ou de parcela do patrimônio de outra sociedade ou incorporação da Cia. em outra sociedade; (xi) redução de capital, ressalvado que a diminuição do patrimônio da Cia. em decorrência de prejuízo não será considerada redução de capital; (xii) abertura do capital da Cia.; (xiii) resoluções relativas à falência, concordata, dissolução e/ou liquidação da sociedade e/ou cessação do estado de liquidação, ou ainda, atos voluntários de reestrutração financeira; (xiv) fixação dos honorários dos membros da Diretoria; (xv) autorização quanto à emissão de quaisquer instrumentos de créditos para captação de recursos pela sociedade ; e (xvi) sem prejuízo das demais matérias aqui listadas, qualquer deliberação da Cia. com respeito às matérias listadas no Art. 136 da Lei 6.404/76, bem como qualquer operação que possibilite aos acionistas da Cia. exercerem o direito de retirada nos termos da referida lei. Art. 18º. O Acionista poderá ser representado na Assembleia Geral, observados os dispositivos legais pertinentes, desde que o instrumento de procuração tenha sido depositado na sede social até 24 horas antes da hora para a qual estiver convocada a Assembleia. Da Administração – Art. 19º. A sociedade será administrada por uma Diretoria, observadas as disposições legais, este Estatuto, acordos de acionistas arquivados na sede da sociedade e deliberações da Assembleia Geral. Art. 20º. Os membros da Diretoria serão investidos em seus cargos mediante assinatura, dentro dos 30 dias que se seguirem à sua eleição, de termo de posse no livro de atas da Diretoria. Art. 21º. Caso ocorra vacância, o Diretor eleito em substituição a outro, completará o mandato do substituído. Art. 22º. Findo os respectivos mandatos, Diretores permanecerão em pleno exercício do cargo até a eleição e posse dos substitutos § Único. Os membros da Diretoria ficam dispensados de prestar caução como garantia de sua gestão. Da Diretoria – Art. 23º. A Diretoria será composta de 02 Diretores, sendo 01 Diretor Presidente, e 01 Diretor Vice-Presidente, com prazo de gestão de 03 anos, eleitos e destituídos pela Assembleia Geral. Art. 24º. O Presidente da Diretoria, em suas ausências ou p impedimentos, será substituído pelo Vice-Presidente. Art. 25º. Em caso de ausência ou impedimento de qualquer Diretor seus encargos serão assumidos por outro Diretor, mediante designação do Presidente. § Único. Em caso de destituição, renúncia, substituição, impedimento permanente de qualquer Diretor da Cia., deverá ser convocada uma Assembleia Geral para eleição do substituto, no prazo máximo de 15 dias da ocorrência do evento. O novo Diretor eleito ficará no cargo pelo tempo que faltava ao substituído. Art. 26º. O Presidente da Diretoria e os Diretores não poderão ausentar-se do exercício do cargo por mais de 30 dias. Art. 27º. O Diretor, quando na Presidência, exercê-la-á na integralidade dos poderes estatutários conferidos ao cargo. Art. 28º. A Diretoria é o órgão de administração geral da sociedade cabendo-lhe, principalmente, exercer a gestão dos negócios da sociedade de acordo com a missão, os objetivos, as estratégias e diretrizes fixadas pela Assembleia dos Acionistas. Art. 29º. Compete à Diretoria: (i) elaborar o plano estratégico; (ii) elaborar e submeter à aprovação da Assembleia Geral as bases e diretrizes para a elaboração dos planos anuais e plurianuais da sociedade, bem como os planos anuais e plurianuais com os respectivos projetos; (iii) aprovar os critérios de avaliação técnico-econômica para os projetos de investimentos e os estudos de viabilidade técnico-econômica; e (iv) elaborar a Política Salarial dos empregados da sociedade; (v) Elaborar as Demonstrações Financeiras da sociedade. Art. 30º. Compete ao Presidente da sociedade, além de coordenar a ação dos diretores e de dirigir a execução das atividades relacionadas com o planejamento geral da sociedade: (i) convocar e presidir as reuniões da Diretoria; (ii) manter os Acionistas informados sobre as atividades da sociedade e o andamento de suas operações; Art. 31º. Todos os documentos que importem responsabilidade comercial, bancária, financeira ou patrimonial para a Cia., tais como escrituras de qualquer natureza, letras de câmbio, cheques, ordens de pagamento, contratos em geral ou quaisquer outros documentos ou atos que importem responsabilidade ou obrigação para a Cia. ou que, total ou parcialmente, exonerem terceiros de suas obrigações para com a Cia. somente serão válidos com a assinatura de: (a) 2 Diretores, conjuntamente; ou (b) Diretor Presidente isoladamente. § 1º. Os mandatos em nome da Cia. serão sempre assinados por 2 Diretores em conjunto e outorgados para fins específicos e por prazo determinado, não superior a 01 ano, salvo os que contemplarem os poderes da cláusula ad judicia. § 2º. A Diretoria poderá designar um dos seus membros para representar a Cia. em atos e operações no País ou no Exterior, ou constituir um procurador apenas para a prática de ato específico, devendo a ata que contiver a resolução de Diretoria ser arquivada na Junta Comercial, se necessário. § 3º. A Cia. será representada isoladamente por qualquer dos membros da Diretoria, sem as formalidades previstas neste artigo, nos casos de recebimento de citações ou notificações judiciais e na prestação de depoimento pessoal. Do Conselho Fiscal – Art. 32º. O Conselho Fiscal não funcionará permanentemente e será instalado a pedido dos Acionistas, nos termos da Lei 6.404/76. Art. 33º. Quando instalado, o Conselho Fiscal será composto por 03 membros efetivos e igual número de suplentes, Acionistas ou não, eleitos pela AGO, podendo ser reeleitos e com honorários e reembolso de despesas fixadas pela Assembleia Geral. Do Exercício Social, das Demonstrações Financeiras e da Destinação dos Lucros – Art. 34º. O exercício social terá início em 1º de janeiro e terminará em 31 de dezembro de cada ano. Ao fim do exercício social serão elaboradas as demonstrações financeiras, previstas no art. 176 da Lei 6.404/76, as quais serão submetidas ao exame e parecer de auditor independente. A sociedade fica autorizada a levantar balanço semestral. § 1º. As demonstrações financeiras da Sociedade elaboradas ao final de cada exercício deverão ser auditadas por auditor independente registrado na CVM. Dissolução e Liquidação – Art. 35º. A sociedade entrará em liquidação nos casos previstos em lei ou em virtude deliberação da Assembleia Geral, competindo a esta estabelecer o modo de liquidação, bem como o Conselho Fiscal que deverá funcionar neste período, obedecidas as formalidades legais. Disposições Gerais – Art. 36º. A Cia. observará os acordos de acionistas registrados na forma do Art. 118 da Lei 6.404/76, cabendo à administração da Cia. abster-se de registrar transferências de ações contrárias aos respectivos termos e ao Presidente da Assembleia Geral abster-se de computar os votos lançados em desacordo com as suas disposições. Art. 37º. As partes elegem a Comarca de São Paulo-SP, para dirimir quaisquer questões relativas a arbitragem acima prevista, sem que a presente cláusula implique aceitação da via judicial como alternativa à arbitragem. São Paulo, 03/10/2012. (ass.) Richard Freeman Lark Junior – Presidente, André Masetti – Secretário. Diretores investidos nos cargos: Richard Freeman Lark Junior – Diretor Presidente, André Masetti – Diretor Vice-Presidente. Acionistas presentes: Fundo de Investimento em Participações Peconic Bay – p.p. Ricardo Quintero, André Masetti.
PREFEITURA MUNICIPAL DA ESTÂNCIA HIDROMINERAL DE ÁGUAS DE SÃO PEDRO
TOMADA DE PREÇOS 01/2013 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede na Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Tomada de Preços 01/2013, que objetiva a aquisição de combustíveis, por fornecimento parcelado e a pedido, visando o abastecimento e manutenção da frota municipal. O edital poderá ser retirado diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 17:00 horas, de segunda a sexta-feira. Será exigido cadastramento prévio. Os envelopes com a documentação e a proposta deverão ser protocolados até às 12:30 horas do dia 29/01/2013 sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 13:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 08/01/2013. Paulo César Borges - Prefeito Municipal.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
18
e
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Os produtores optaram por culturas mais rentáveis. Mauro Andreazzi, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE
conomia Jonas Oliveira/ Folhapress - 21.02.11
De grão em grão: o crescimento esperado para a safra 2012/2013 se dá em cima de uma projeção maior para a soja.
Brasil terá outra safra recorde de grãos O arroz, o milho e a soja foram os três principais produtos de 2012. Depois da colheita recorde, a produção agrícola deverá ser 10% maior.
O
Brasil, um dos maiores produtores mundiais de alimentos, teve uma colheita de grãos recorde de 162,1 milhões de toneladas em 2012, 1,2% a mais do que no ano anterior e um retrocesso de 0,3% frente à previsão de novembro, segundo cálculos oficiais divulgados ontem. A superfície colhida de cereais, leguminosas e oleaginosas foi de 48,8 milhões de hectares, 0,3% a mais que em 2011, quando foi colhida uma área de 48,7 milhões de hectares, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, essa extensão implica um retrocesso de 0,1% em comparação com previsão do mês anterior, quando foi estimada uma superfície de colheita de 48,9 milhões de hectares. O arroz, o milho e a soja foram os três principais produtos. Responderam, juntos, por 91,6% da estimativa da pro-
dução nacional e por 85,1% da área colhida. Em relação a 2011, o arroz teve uma redução na área de 13,7%, enquanto o milho apresentou aumento de 7,3%, e a soja, expansão de 3,7%. Já a produção do milho foi 27% maior em 2012 em relação a 2011. A de arroz encolheu 15,4% e a de soja ficou 12,3% menor. Para 2013, o IBGE prevê uma colheita de 178 milhões de toneladas, 9,9% a mais que em 2012. "A soja só teve queda na produção em 2012 por causa da estiagem. Este ano, todos os Estados produtores informaram acréscimo. Parte deles é recuperação das perdas de estiagem em 2012, mas tenho visto cidades que nunca plantaram soja antes e agora começam a plantar. No Mato Grosso do Sul, temos visto pastagens cedendo área para a soja, com produtores empurrando o gado e plantando o grão", disse Mauro Andreazzi,
gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE. O órgão atribui o aumento da previsão deste ano à recuperação das regiões do Sul e Nordeste, que sofreram com as condições meteorológicas no ano passado. Como resultado, a soja vai recuperar em 2013 a liderança na produção nacional de grãos, que foi perdida para o milho em 2012. A fatia da soja na safra brasileira este ano ficará em 46,3%, ante uma participação de 40,5% no ano passado. Já o milho verá sua fatia encolher de 44,1% em 2012 para 39,2% em 2013, apesar do crescimento de 7,2% esperado para a primeira safra do produto. O arroz terá a participação reduzida de 7,0% para 6,7%, embora a expectativa para a produção seja 4,6% maior. "O arroz, em 2013, está com previsão de produção de 11,9 milhões de toneladas. Não vai atender ao consumo interno, mas está bem próximo disso",
contou Andreazzi. O consumo brasileiro de arroz é de 12,1 milhões de toneladas. Quanto ao milho, houve redução na área plantada na primeira safra porque perdeu lugar para a soja. Mas a expectativa de produção foi maior, uma vez que o clima tem colaborado com a produção. Métodos tecnológicos mais avançados de cultivo estão garantindo uma soja com ciclo mais curto e o milho também
A
Fernando Donasci/ Folhapress - 12.10.08
O
diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto, salientou ontem que o crescimento esperado para a safra de grãos 2012/2013 se deu basicamente em cima da projeção de maior expansão da colheita de soja. "Temos cli-
avanços aguardados para arroz (4%) e as primeiras safras de milho (2,5%) e feijão (4,8%) são mais modestos. Essas culturas devem somar, respectivamente, 12 milhões, 34,7 milhões e 1,2 milhão de toneladas. "Mesmo com temperaturas elevadas e chuvas irregulares, não há comprometimento da produtividade da safra de grãos brasileira", avaliou o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Silvio Porto. Ele salientou que a ocorrência de chuvas a cada 10 ou 15 dias garante a produção e não compromete as culturas.
ma bom, mesmo com chuvas irregulares, temos expectativa de ganho sobre produtividade e temos ganho ou recuperação para Estados que não foram tão bem, além de um acréscimo de área", pontuou. Conforme o quarto levantamento da safra de grãos apresentado ontem pela Co-
"Por isso esperamos safra recorde", completou. O espaço que o milho perdeu para a soja na safra de verão deve ser, em parte, compensado pelo produtor de trigo, principalmente no Paraná. "Deve haver uma substituição severa de plantio de trigo por milho na segunda safra (de inverno)", afirmou Porto. A troca já foi vista no ano passado. Por isso, o governo federal não acredita em uma produção de trigo que chegue a 5 milhões de toneladas, o que torna o País ainda mais dependente da vizinha Argentina. (Estadão Conteúdo)
nab, a colheita de soja na safra 2012/2013 deve ser de 82,68 milhões de toneladas, um aumento de 24,5% sobre o ciclo anterior. O único Estado que pode ter alguma influência negativa da menor quantidade de chuvas para a agricultura este ano é a Bahia, em especial na região Oeste. (EC)
Conab estima 48,6 milhões de sacas de café em 2013/14 Mauricio Lima/ AFP - -1.03.06
A
Neste ciclo, o milho cedeu espaço para o cultivo da soja.
O feijão, a mandioca e a cana-de-açúcar também devem apresentar produção maior em relação a 2012. No entanto, o algodão herbáceo terá uma queda de 23,1%, devido à redução de 25% na área plantada. "Algodão não é alimento. Os estoques já foram regularizados e, com a crise europeia, os preços não estão bons. Os produtores optaram por culturas mais rentáveis", explicou. (Agências)
Soja puxará crescimento
Chuvas elevam a expectativa de colheita irregularidade das chuvas, que tanto preocupa o setor elétrico, ajudou a elevar a produtividade do cultivo de soja e a aumentar ainda mais a previsão de que a safra de grãos 2012/2013 será recorde. O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, disse ontem que a menor precipitação tem sido até um benefício para a cultura, em especial no Mato Grosso. "O excesso de chuva acaba provocando muitas doenças", explicou. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apresentado ontem, projeta que serão colhidos 180,4 milhões de toneladas de grãos no atual ciclo, o que representa um aumento de 8,6% sobre a safra anterior, que já tinha sido a maior da história. O avanço esperado é maior do que a ampliação da área total destinada à produção no período, de 2,2%, para 52 milhões de hectares. Mudança – Neste ciclo, o milho cedeu espaço para a soja, que deve ser a estrela agrícola da safra. A expectativa é de expansão de 24,5% da quantidade do grão, para um total de 82,7 milhões de toneladas. Os
com ciclo mais rápido. Desta forma, é possível plantar e tirar a soja a tempo de semear a segunda safra de milho no lugar, sem correr tantos riscos de já ter passado a época de chuva e entrado o clima de geada. "A soja chegou a R$ 80 a saca de 60kg em setembro. Agora, está em torno de R$ 68. Mas, acima de R$ 35, o produtor planta soja com tranquilidade, porque ele não tem prejuízo", citou Andreazzi.
safra de café do Brasil, o maior produtor e exportador mundial, em 2013/14 foi estimada em 48,57 milhões de sacas de 60 kg, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu primeiro relatório para a atual temporada. Será um recorde de produção para uma safra de baixa no ciclo bianual do café arábica, variedade que responde por cerca de 75% da produção nacional. A projeção é o ponto médio do intervalo de 46,98 milhões a 52,16 milhões de sacas para a nova safra. No último ciclo de baixa, em 2011/12, a produção brasileira de café foi de 43,5 milhões de sacas. Na safra mais recente, a de 2012/13, de alta no ciclo dos cafezais, a produção foi estimada em 50,83 milhões de sacas. "Observa-se que as diferenças nos últimos anos, entre as safras de alta e baixa bienalidade vem diminuindo", disse a Conab em seu relatório. Entre os fatores que explicam esse fenômeno, segundo o órgão, estão tratos culturais mais adequados, maior utilização de irrigação, manejo de podas nos cafeeiros, adensa-
No último ciclo de baixa, em 2011/12, a produção brasileira de café foi de 43,5 milhões de sacas.
mento das lavouras, plantio de variedades mais produtivas e melhores adaptadas, e por fim, a renovação constante dos cafezais. Área cultivada – A área plantada com as variedades arábica e robusta – também conhecida como conilon – soma 2,37
milhões de hectares no Brasil na safra 2013/14, um aumento de 2% sobre a área de 2,33 milhões de hectares da safra anterior. Minas Gerais, principal produtor do País, concentra 52,5% da área total com café, com predomínio arábica. (Reuters)