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Diário do Comércio - 09/10/2012

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Ano 87 - Nº 23.726

Conclusão: 23h45

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

www.dcomercio.com.br

São Paulo, terça-feira, 9 de outubro de 2012

Nelson Antoine/Folhapress

José Serra de olho na ética "É evidente que na questão nacional há um mal que não pode ser ignorado, que é a questão da ética, da verdade, da corrupção." Pág. 5

Ex-presidente Lula

Eleição togada

Partido entrega anéis para salvar dedos Olavo de Carvalho analisa o julgamento do Mensalão. Pág. 2

O julgamento do Mensalão, que será retomado hoje e pode acabar com a condenação de figurões do PT, entra de vez na campanha à Prefeitura paulistana. Para Serra, trata-se da grande novidade no País, que envolve uma questão ética. Haddad (acima, à dir.) diz que não fugirá ao debate. Ele acredita que o escândalo não interferirá na eleição. "Nas minhas andanças por São Paulo, nunca fui perguntado sobre o assunto." Pág. 5

São Paulo dividida entre PSDB e PT O mapeamento dos votos em José Serra e Fernando Haddad. Pág. 7

Yorgos Karahalis/Reuters

Um mercado que não é brincadeira Chico Fe

rreira/LU

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O comércio de games já movimenta R$ 2 bilhões por ano. A maior vitrine é a Brasil Game Show, que será aberta na quinta-feira. Informática, pág. 29

T.C.Worley/The New York Times

E lá vai ele. Para o pior trabalho do planeta.

Otimismo está voltando ao varejo

Antonis Samara, primeiro-ministro de uma Grécia mergulhada na crise, entra em seu escritório na Mansão Maximus, em Atenas. "Você acha que alguém conseguiria ser feliz com esse emprego?" E ele mesmo responde: "É puro sofrimento". Os protestos, conspirações e questionamentos quanto ao futuro do país não deixam dúvidas. Pág. 28

Coletor de órgãos, mas pode chamá-lo de salva-vidas.

ISSN 1679-2688

23726

9 771679 268008

Índice de Confiança do Empresário do Comércio cresceu 2,2% de agosto para setembro. É o segundo aumento em dois meses, mas ainda inferior ao verificado no mesmo período de 2011. Pág. 11

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Nos EUA, profissionais como John LeMay (à esq.) são especialistas em encontrar doadores. Pág. 9


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Os efeitos do embargo às compras de petróleo são expressivos sobre a economia iraniana. Roberto Fendt

pinião

A perigosa situação iraniana Brendan McDermid/Reuters

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om toda razão, passamos a última semana com a atenção voltada para as eleições municipais ocorridas no domingo. A prática democrática começa onde residem os cidadãos, em suas cidades e municípios, e é salutar perceber que emergem novas forças do centro do espectro político nas prefeituras. De olho nas eleições, talvez não tenhamos dado atenção a transformações importantes que estão ocorrendo em outras partes do mundo – e que podem contribuir para tornar ainda mais imprevisíveis os rumos da economia internacional. Na semana passada, a tropa de choque da polícia iraniana dissolveu uma manifestação popular em Teerã contra a inflação e a desvalorização da moeda local, o rial iraniano. Nesta segunda-feira, o parlamento iraniano deve convocar o presidente do banco central e o ministro do petróleo e da indústria para dar explicações sobre o ocorrido e, principalmente, sobre a escalada da inflação. Inflação alta, desemprego e pobreza são companheiros antigos na república islâmica. Estima-se que em 2011 a inflação tenha sido de 22,5%, que o desemprego seja de 15,3% da força de trabalho e que 18,7% da população viva abaixa da linha da pobreza – a despeito do país produzir mais de quatro milhões de barris de petróleo por dia e exportar mais de 2,5 milhões de barris diários. Na origem dos problemas re-

diu pagar 45 dólares por pessoa a 90% das famílias iranianas. O problema é que a inflação, já antes das sanções, comia progressivamente esse subsídio; agora, com as sanções e a queda da receita das exportações de petróleo, a inflação está acelerando e o problema se agravando.

ROBERTO FENDT Inflação e desemprego em alta no Irã estão minando a popularidade do presidente Ahmadinejad. centes está a falta de transparência do programa nuclear iraniano e a recusa de sua inspeção pela Agência Internacional de Energia Atômica, entidade autônoma das Nações Unidas, com sede em Viena, voltada para os usos pacíficos da energia nuclear. As funções da agência foram ampliadas para também contemplar inspeções e investigações de suspeitas violações do mandato das Nações Unidas a partir da década de 1990, com o aumento da proliferação de armas nucleares em todo o mundo. Não dispondo de outro instrumento, além da guerra, para obrigar o Irã a demonstrar o uso pacífico de seu programa nuclear, os Estados Unidos e a União Europeia iniciaram, em 2010, sanções contra o país.

Essas sanções se revestiram principalmente do boicote à compra de petróleo iraniano. Os efeitos do embargo às compras de petróleo são expressivos sobre a economia iraniana. O petróleo é responsável por 80% da receita de divisas do país. Quase metade da receita tributária do governo

provém do petróleo. O mesmo se passa com a acumulação de reservas internacionais do Irã, das quais 80% advêm das exportações de petróleo. A economia iraniana é marcada por abrangentes intervenções do Estado na economia e por um setor estatal ineficiente. Controles de preços,

O risco é que, além do apoio político ao presidente, também se perca o apoio ao programa de reformas. Aí a situação conflituosa poderá caminhar adiante para um conflito aberto.

CINGAPURA E NÓS

Luis Enrique Ascui/Reuters

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m 1965 Cingapura obteve a sua independência da Malásia. Na época era um país pobre, com renda per capita próxima à do Brasil. Hoje tem a terceira renda per capita do mundo, acima dos Estados Unidos, e com a expectativa de vida mais longa do planeta. Temos muito a aprender com Cingapura. Ou, de forma mais oportuna, resgatar nossa memória e práticas no passado. De 1970 a 1976 o Brasil apresentou as maiores taxas de crescimento do mundo de forma continuada. Greves em setores críticos, perturbações da ordem, invasão nos direitos coletivos da sociedade etc., não eram toleradas. O Estado – Executivo, Legislativo e Judiciário – eram enxutos, sobrando assim recursos para investimentos, obras e criação de empregos. Em setembro último voltei a Cingapura, depois de 23 anos. É outro país. Na visita anterior, Cingapura tinha uma renda per capita de US$ 4.181 contra US$ 3.261 do Brasil e US$ 21.210 dos EUA. Em 2011, a renda per capita de Cingapura foi de US$ 49.693

Hoje, Cingapura tem a terceira maior renda per capita do mundo. – contra US$ 10.383 do Brasil e US$ 41.728 dos EUA.

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ejamos algumas comparações, de forma simples, entre o Brasil e Cingapura na atualidade. 1 – Tributação sobre o PIB: no Brasil, é de 36,5%. Em Cingapura, 14,2%. 2 – Impostos sobre valor adicionado. No Brasil são quatro: ICMS usual, 18%; IPI, 0% a 330%; PIS e Cofins, 9,25%. Em Cingapura só existe o imposto sobre consumo, de 7%. Em 1972 o Brasil não tinha PIS e Cofins, nem ICMS. Os impostos sobre energia e comunicações eram baixos. Para aumentar a

arrecadação, mudou-se de ICM para ICMS, incluindo o setor de serviços. 3 – Impostos sobre a renda para Pessoas Jurídicas. No Brasil, 34%; em Cingapura, acima de US$ 250.000 anuais, 17% e abaixo de US$ 250.000, 8% em média. 4 – Ganhos de capital sobre imóveis e Bolsa: no Brasil, 15% na Bolsa e um esquema complexo de cálculo para imóveis. Em Cingapura, 0%. 5– Imposto de renda para pessoas físicas com renda anual de US$ 70.000: no Brasil, 24%; em Cingapura, 6,5%. Para uma renda anual acima de 250.000: aqui, 27,5% e em Cingapura, 20%.

6 – Auditoria independente obrigatória. No Brasil, a obrigação se aplica a 10 mil empresas. Em Cingapura, é obrigatória para todas as empresas, exceto para aquelas com receitas anuais abaixo de US$ 4 milhões. Entre nós, desde 1995, a Receita Federal tem dispensado a apresentação de prestação de contas via contabilidade para empresas no regime de apuração de lucro pelo presumido (cerca de 600 mil empresas) e empresas no regime Simples ( 4 milhões de empresas). O Código Civil também dispensa a contabilidade para empresas com receitas anuais abaixo de R$ 3.600.000. A dispensa de contabilidade (prestação de contas) de forma entendível foi introduzida pela Receita em 1995 em decorrência da alta inflação até 1994. Deveria ter sido revogada antes de 2000. Para reflexão coletiva, a maioria dos países em desenvolvimento e desenvolvidos exige, além de contabilidade, auditoria independente para todas as empresas, exceto as micro. 7 – Percentual de indivíduos na pobreza total,

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

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subsídios e outros entraves ao livre funcionamento da economia limitam as atividades do setor privado a pequenas empresas, agricultura familiar e serviços – com um florescente setor informal, sujeito a todo tipo de corrupção.

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esde o início da década de 1990 o governo reconheceu a necessidade de reduzir a interferência do Estado na economia e de nesta introduzir medidas liberalizantes, ainda que tímidas. O presidente Mahmud Ahmadinejad fez passar no Congresso, em 2010, legislação para reduzir os subsídios aos alimentos e à energia, essa última sujeita a racionamento desde 2007. Esses subsídios custaram cerca de 100 bilhões de dólares ao ano e beneficiaram, especialmente no caso dos combustíveis, as classes de mais alta renda do país. Para compensar a retirada dos subsídios, o governo deci-

segundo a definição de organizações internacionais: Brasil, 20%. Em Cingapura, é desprezível. 8 – Principal diferença de atitudes culturais: no Brasil acha-se normal manter na bandeira nacional o lembrete "Ordem e Progresso". Em Cingapura, os 5,14 milhões de habitantes sabem e praticam o lema "Ordem é progresso". Dispensam lembretes. 9 –Em Cingapura não se nota a presença de policiamento. A própria sociedade controla a sociedade, reportando prontamente desvios de comportamento à polícia, que aguarda os telefonemas para ser acionada. E, quando isso ocorre, usam o bom senso. Os presos são obrigados a trabalhar e a melhorar as suas habilidades. No Brasil, são dispensados de trabalhar e ganham uma bolsa-detento para sustentar as famílias – acima da média fornecida à maioria dos aposentados. Premiamos aqui a ociosidade, estimulando mais ociosidade. 10 – O sistema de transporte público em Cingapura é excelente; o mesmo se aplica à saúde, ensino, segurança e

ercebendo que a inflação tem potencial de acelerar ainda mais, os iranianos correram às casas de câmbio para comprar dólares e euros. Até dezembro de 2010 não havia qualquer diferença significativa entre a taxa oficial e a do mercado paralelo. A partir daí, com a introdução das sanções, o rial começou a se desvalorizar no mercado paralelo. Somente em setembro a moeda iraniana desvalorizou 9,75% no paralelo e acumula agora desvalorização de 65% em relação à taxa oficial. Com inflação e desemprego em alta, a popularidade do presidente Ahmadinejad está claramente em baixa diante de quem importa – os aiatolás. O grande risco, porém, é que, junto com a perda de apoio político do presidente, também o programa de reformas perca apoio . Pois se isso vier a acontecer, a situação conflituosa existente hoje no Irã poderá caminhar mais adiante para um conflito aberto – com consequências para o Oriente Médio e em todo o mundo. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

CHARLES B. HOLLAND moradia. No horário de pico é fácil obter transporte público sem desconforto em qualquer local do país. Todas as composições do metrô são modernas. No Brasil, só temos composições de metrô modernas na Linha Amarela, no município de São Paulo, da Estação da Luz para a Av. Faria Lima.

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ssim, em nosso país, temos duas opções: permanecer no "Programa de Aceleração de Encolhimento" (PAE), ou adotar de fato o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas isso exige ordem, resgate de direitos coletivos equilibrados e transparência na prestação de contas. A opção pelo PAE, em lugar de PAC, é a opção de fato que temos exercido há pelo menos 35 anos. CHARLES B. HOLLAND É CONTADOR, EMPRESÁRIO, DIRETOR EXECUTIVO DA ANEFAC E DA HOLLAND CONSULTING.

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edito r-Ch efe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas @dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 9 de outubro de 2012

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PARTIDO ENTREGA À JUSTIÇA SEUS AGENTES MENORES PARA PRESERVAR-SE POLITICAMENTE.

pinião

COMO SEMPRE

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ivendo num país onde, malgrado a corrupção nas altas esferas, o empenho diário de evitar o mal e fazer a coisa certa ainda é uma realidade vivente no seio de tantas famílias e uma referência incontornável até mesmo para a mídia mais mentirosa e vendida, a degradação dos padrões de julgamento moral no Brasil surge aos meus olhos com uma clareza estonteante. Notem bem: eu não disse padrões de conduta, disse padrões de julgamento. A prática do crime aí tornou-se tão normal e corriqueira que ela própria determina os critérios com que será julgada, nivelando tudo por baixo. O bem, o heroísmo e a santidade desapareceram do repertório das possibilidades humanas, até mesmo imaginárias, de tal modo que as virtudes mais banais e obrigatórias se tornaram a medida máxima de aferição das ações, e o simples fato de um funcionário cumprir o regulamento basta para elevá-lo ao céu dos modelos divinos. No julgamento do Mensalão, todo mundo esperava que os juízes agissem da maneira usual, isto é, se deixassem vender. Como não fizeram isso, como não fizeram vista grossa àquilo que até um cego podia enxergar com nitidez cristalina, foram instantaneamente transfigurados nas encarnações mais sublimes das virtudes pátrias, recebendo louvores que nunca foram concedidos a José Bonifácio de Andrada e Silva, ao Duque de Caxias ou ao Beato José de Anchieta. Não vai nisso, é claro, qualquer crítica ou tentativa de depreciar o desempenho de Suas Excelências. Quem está julgando errado não são os juízes, é a sociedade brasileira, que elevou a vigarice e o crime a símbolos convencionais da normalidade e já se deslumbra até o ponto do desvanescimento e do orgasmo quando alguém simplesmente se abstém de praticar a esperada sacanagem. Nessa escala diminuída, não é de espantar que a própria extensão dos delitos cometidos e punidos tenha sido reduzida à sua medida mínima, como se fossem meros pecados individuais e não a expressão direta, racional e inevitável da estratégia política global que dirige o curso dos acontecimentos neste País desde há uma década. Nenhum dos réus do processo agiu por conta própria, nem no seu interesse pessoal exclusivo. Todos tinham a consciência clara – e por isso mesmo, a seus próprios olhos, totalmente limpa – de trabalhar para a glória e o poder do seu partido, para a consolidação da hegemonia esquerdista, que se colocava acima das leis não por um desvio acidental, mas com o propósito deliberado de destruir o sistema vigente e legitimar, pelo hábito repetido, o império soberano de uma nova autoridade: o "poder onipresente

Wilson Pedrosa/Estadão Conteúdo

OLAVO DE CARVALHO da esquerda brasileira como um todo, seja, mais ainda, a tradição marxista que os inspira e determina. Todos julgam, assim, desde uma visão minimalista onde os detalhes aparecem soltos e o projeto maior permanece incólume por trás do sacrifício de seus estafetas e office boys. Quem quer que tenha estudado um pouco de estratégia comunista – o que não é o caso de nenhum desses ilustres opinadores – sabe que a conduta do partido revolucionário se orienta com o propósito de usar temporariamente o direito burguês como instrumento não só para impor em nome dele um direito novo e antagônico, mas de apressar a desaparição de todo o direito, substituindo-o pelos decretos onipotentes da elite iluminada que comanda o processo.

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Ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, do STF: o que há por trás dos fatos do julgamento. e invisível" de que falava Antonio Gramsci. Esquecer a dimensão estratégica desses crimes, usando as culpas individuais como cortina de fumaça para encobrir o plano global que os gerou, não é de maneira alguma fazer justi-

ça: é inocentar o grande culpado, punindo em vez dele os seus colaboradores. O fato é que nem os juízes, nem os analistas de mídia, nem os formadores de opinião em geral conhecem, seja os planos estratégicos

nde quer que um partido imbuído da ambição revolucionária de mudar a sociedade de alto a baixo ascenda ao poder, usando para isso os pretextos mais respeitáveis da moralidade convencional – como o fez o PT ao longo da sua fulgurante carreira de denunciador da corrupção alheia –, a imoralidade e o crime se imporão logo em seguida, não como desvios e aberrações, mas como instrumentos preferenciais para demolir o senso estabelecido da moral e da justiça e, na subsequente confusão geral das consciências, impor um novo padrão de julgamento, onde a vontade revolucionária é o critério supremo e único do bem e da verdade. Tudo isso está ocorrendo bem diante dos olhos sonsos e cegos de uma opinião pública que não apenas se contenta, mas entra em êxtase quando o partido criminoso entrega à justiça seus agentes menores para preservar-se politicamente, limpando-se na sua própria sujeira, como sempre. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

QUANDO UM GAROTO TEM TODOS OS BRINQUEDOS

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magine um jardim da infância com cem alunos, onde há muitos livros, lápis de cera e brinquedos. Mas você se assusta: um garotinho ganancioso segura, ciumentamente, um monte de brinquedos só para ele. Algumas outras crianças brincam calmamente com uns poucos brinquedos, e enquanto isso, 90% das crianças apenas olham desesperadamente – de mãos vazias. O menino avarento ficou com mais brinquedos do que todas as 90 crianças juntas! "O que está acontecendo?", você pergunta. "Vamos aprender a compartilhar! Uma criança não deveria ficar com tudo para si mesma." O menino ganancioso olha para você, indignado: "Você acredita em redistribuição?", diz, desconfiado e mostrando desprezo. "Eu não quero dividir. Isto é os Estados Unidos!" E depois ele chama seus seguranças particulares, que te arrastam para fora da sala. Bem, talvez não chegue a isso, mas você entendeu o ponto. A distribuição do jardim da infância é exatamente como a dos Estados Unidos. Nossa fortuna ficou tão torta que o 1% de ricos da população detém coletivamente mais dinheiro do que os 90% da base, segundo o Instituto de Política Econômica,

em Washington. Essa desigualdade é um desafio importante para os Estados Unidos atualmente e deveria estar recebendo mais atenção nesta campanha presidencial. Alguns dados mostram isso: 1) os seis herdeiros de Sam Walton, o fundador do Wal-Mart, têm tanta riqueza quanto os 100 milhões de norte-americanos mais pobres; 2) em 2010, 93% dos ganhos na renda nacional foram para o 1% mais rico; 3) o coeficiente Gini dos EUA, a clássica medida de desigualdade, atingiu recorde no mês passado – é o maior desde a Grande Depressão.

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sse terreno sombrio é explorado em um livro bem elaborado e recentemente lançado, The Price of Inequality (O Preço da Desigualdade), de Joseph Stiglitz, ganhador do Nobel que foi presidente do Conselho de Assessores Econômicos no governo do presidente Bill Clinton. É uma leitura dolorosa. "Estamos pagando um preço alto por nossa desigualdade – um sistema econômico que é menos estável e menos eficiente, com menos crescimento", alerta Stiglitz. O problema não é que os ricos sejam mercenários ou imorais, e eu compro o

NICHOLAS D. KRISTOF

mantra chinês da era reformista: "Ficar rico é glorioso". Mas o atual nível de desigualdade é incomum pelos padrões históricos norte-americanos e até pelos internacionais e, como observa Stiglitz, a evidência crescente é que a desigualdade, no nível a que chegamos, está sufocando o crescimento e o emprego.

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a maneira como vejo, o melhor caminho para criar uma sociedade mais igualitária não seria uma redistribuição ao estilo de Robin Hood, mas um foco na educação nos centros urbanos e na zona rural – incluindo a educação na primeira infância – e treinamento profissional. Essa abordagem poderia ampliar as oportunidades e afastar os ciclos de pobreza. Se o preço significa forçar os magnatas a pagarem

impostos levemente mais altos, que seja. A economia não iria sofrer. Afinal, os Estados Unidos desfrutaram um forte crescimento nos anos 1950, quando éramos um país mais igualitário, embora a maior taxa do imposto de renda naquela década fosse de mais de 90%.

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liás, foi só em 1987 que a maior taxa de imposto de renda caiu para menos de 50% nos Estados Unidos. A taxa de 15% que alguns magnatas pagam por causa de algumas brechas é um direito recente. Nesse aspecto, os norte-americanos parecem esquerdistas incendiários. Um estudo publicado no ano passado por pesquisadores da Harvard Business School e da Duke University perguntou aos norteamericanos em qual país eles gostariam de viver – se em

um com a distribuição de renda dos EUA ou em um com a distribuição da Suécia. (mas os países não eram chamados de EUA ou de Suécia). Revelou-se que mais de 90% dos norte-americanos prefeririam viver em um país com a distribuição sueca.

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alvez não se faça nada a respeito porque, nas pesquisas, os norteamericanos, em grande parte, subestimam o nível de desigualdade do país. O caso é que nós não só queremos viver na Suécia, mas também acreditamos que já estamos vivendo. Da mesma forma, é preocupante que uma fatia considerável da riqueza venha hoje da versão plutocrática da assistência social. Mitt Romney, por exemplo, se tornou rico com private equity, como muitos barões das finanças. Eles são inteligentes, empreendedores e há executivos que trabalham duro. Mas a private equity existe em grande parte por causa das vantagens fiscais para dívidas empresariais

que equivalem a um subsídio gigantesco.

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Instituto para Estudos Políticos, em Washington, calcula que as quatro principais isenções fiscais que encorajam pagamentos corporativos excessivos custaram aos contribuintes US$ 14,4 bilhões no ano passado. E 26 executivoschefes receberam mais em pagamentos, no ano passado, do que suas empresas pagaram em impostos corporativos federais. Muitas vezes o melhor caminho para a riqueza não é competir no mercado, mas fazer lobby no Congresso por uma isenção tributária. Essa é a razão pela qual, só da indústria da saúde, há seis lobistas para cada congressista. Toda essa desigualdade poderia ser chocante se ocorresse em um jardim da infância. Mas deveria ser mais ofensiva quando define nossa nação por toda a vida. NICHOLAS D. KRISTOF É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES.

TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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GibaUm

3 Ronaldo,

que tenta emagrecer no Fantástico com o preparador Márcio Atalla, não passa sem carne vermelha.

gibaum@gibaum.com.br

k Não estou com aquela bola toda, não posso falar do jeito de antes, gritando muito, porque não tenho mais o vozeirão.

LULA // lamentando suas limitações nos discursos de campanhas petistas. Fotos: Paula Lima

Ala especial Os mensaleiros já estão convencidos de que o núcleo político do processo será condenado – e com prisão em regime fechado – pelo Supremo Tribunal Federal. O voto de Ricardo Lewandowski é considerado uma espécie de gol de honra. Eles acham que levarão mesmo uma goleada. E – surpresa – estão discutindo com seus advogados, a possibilidade de recorrerem ao governador Geraldo Alckmin (e isso respaldados com muitos pareceres de conhecidos juristas) para que seja construída, na Penitenciaria de Tremembé, uma ala especial adequada a esse tipo de preso. 333

AMIGODE DILMA O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), reeleito com 65% dos votos (derrubou Manuela D’Àvila, do PCdoB e Adão Villaverde, do PT), é amigo pessoal da presidente Dilma Rousseff e de seu ex-marido Carlos Araujo. Era considerado “o candidato do coração de Dilma”. Petista histórico, ele foi vice-prefeito da cidade em 1997 e deixou a agremiação em 2002, depois de Tarso Genro, contrariando a tradição do partido em Porto Alegre, não quis lançá-lo candidato a prefeito.

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Maior evento de hipismo da América Latina, a Athina Onassis Horse Show, em sua sexta edição na Sociedade Hípica do Rio de Janeiro (na competição The Best of Brazil, foram classificados Doda Miranda e Rodrigo Pessoa), que trouxe animais num valor total de 200 milhões de euros, resolveu animar a área com a presença de celebridades do showbiz. Entre tantas que circulam por lá, da esquerda para a direita, Leona Cavalli, nova atração de Playboy; Christiana Torloni; Sabrina Sato (até montou contratada por patrocinador); Daniela Sarayba, a Sra. Wolf Klabin; e sempre evitando fotógrafos, a milionária (e dona do torneio) Athina Onassis. 333

Festa de hipismo

Aos 67 anos, Lula perdeu dois símbolos de sua identidade visual e mesmo sonora: envelhecido, mais gordo, muito preocupado com as cordas vocais, ele acha que não recuperará o vozeirão e também desconfia de não voltará a ter a barba que sempre o caracterizou. Depois de dez minutos de discurso, precisa tomar água (engole e faz gargarejo). Antes de sair de casa, faz exercícios recomendados pelo fonoterapeuta. Ainda tem um edema na garganta. Para quem tem memória curta: no final dos anos 70, ele fez um discurso num estádio de São Bernardo, sem microfone. Em seus oito anos de governo, fez mais de 2.500 discursos em 96 meses de mandato, não incluídos os da campanha de reeleição (2006) e campanha de Dilma (2010).

Sem voz, sem barba

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

3 MAIS: agora,

lê Dieta do Dr. Atkins e Dieta de South Beach, onde o prato corre solto. E quer acabar com o radicalismo de Atalla.

Cinema-denúncia A apresentadora Xuxa Meneghel, que voltou a ser loura e que, há meses, revelou ter sido vitima de abuso na adolescência, está debruçada sobre o projeto de um documentário que quer produzir sobre crianças molestadas. A idéia é tentar reunir pessoas já adultas que concordem em relatar os abusos sofridos, mesmo que não tenham denunciado seus agressores e falando sobre seqüelas de ordem psicológica e outras conseqüências. Xuxa está pedindo um reforço a profissionais da Globo, que conhece e com os quais já trabalhou. Quer uma espécie de cinema-denúncia.

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IN LOCO A nova mania entre as periguetes de São Paulo e Rio é usar calcinhas produzidas por estilistas jovens e criativas, cujo talento maior é escolher frases para serem estampadas na frente e atrás da lingerie. Algumas delas: “Obrigada. Volte sempre”, “Enjoy”, “Entre sem bater”, “Olá! Prazer em revê-lo”, “Que bom que você veio” e outras tantas. 333

MISTURA FINA 333 O DEPUTADO federal Paulinho Pereira da Silva (PDTSP), candidato a prefeito de São Paulo, que chegou a ter entre 4% e 6%, há muitas semanas, nas pesquisas de intenção de votos, ganhou nas urnas menos de um por cento. Sua votação equivale a menos de um quinto da votação dos primeiros colocados para a Câmara Municipal.

MAIS uma vez, a socialite paulista Ana Paula Junqueira (PMDB) não conseguiu se eleger para vereadora em São Paulo: 6,3 mil votos. É sua terceira derrota eleitoral. Também não é verdade que ela esteja se reconciliando com o empresário Johan Eliasch, dono das raquetes Head e que tinha um projeto entre o Alto Tocantins e o Pará, que está bloqueado pelo Ibama. 333

Quem tem culpa Nos corredores do poder, já se espalha a possibilidade de Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, voar por conta dos recentes apagões e diante da ameaça de outros tantos. Só que a própria presidente Dilma tratou de se antecipar e avisar que “Lobão está a salvo”, especialmente porque ela sabia dos cortes de investimentos na área de energia e depois, também porque Lobão é homem indicado por José Sarney. Os investimentos foram cortados pelo ministro Guido Mantega que, quando cobrado por Dilma, tratou logo de lembrar a Chefe do Governo que tudo havia sido submetido à apreciação dela, que deu o devido aval. 333

A tintura que o cabeleireiro de Lula vem usando nos cabelos e no bigode do expresidente faz com que as duas áreas atinjam uma cor especial. É como se fosse um acaju claro, meio castanho, que se mistura aos fios grisalhos. Mais: a primeira-dama Marisa Letícia gostaria que ele também fizesse um tratamento dermatológico para eliminar manchas de senilidade, especialmente nos cantos da testa e nas mãos. Ela vem fazendo, nos últimos anos, com muito sucesso. A dermatologista é Adriana Vilarinho, que também cuida do preenchimento de botox e gordura dela.

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O PRODUTOR Luis Carlos Barreto, já ouviu mil histórias de José Dirceu, seu amigo, sobre os tempos da rua Maria Antonia, em São Paulo, reduto de universitários sempre envolvidos em passeatas e protestos nos tempos da ditadura militar. Agora, começou a pensar num filme que teria como pano de fundo a famosa rua naquela época quando Dirceu, a propósito, tinha fama de conquistador.

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Papagaio de pirata Na maioria das eleições, sempre aparece uma papagaio de pirata atrás de alguma figura política importante: desta vez, desde a hora do voto de José Serra, ele estava atrás do governador Geraldo Alckmin e depois, no pronunciamento do tucano sobre sua passagem para o segundo turno, ocupava posição parecida – e não foi citado pelo ex-governador. Ele é o secretário particular de Alckmin, Marco Antonio Castelo Branco que, nos tempos de Franco Montoro governador, foi um chefe-relâmpago da Casa Civil.

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SOFT ACAJU

Stars e starlets gostam de receber elogios por suas boa forma, devidamente exibida nas capas e recheios de revistas de saúde, ginástica, estética, malhação, dieta e demais alternativas para ficar com tudo em cima. Na vitrine do mês, agora estão Letícia Wierman, filha do apresentador José Luis Datena (esquerda, em Tua Dieta); Flávia Alessandra (centro), na capa de Boa Forma (depois de dois ensaios de nudez, ela jura que não tira mais a roupa); e Nathália Rodrigues, a Natasha do Bataclã, que está se despedindo com Gabriela e que já passou por Playboy (direita, na capa de Shape ). 333

Vitrines de saúde

333 “HOMEM da minha idade é casado ou galinha. Então, prefiro ficar sozinha. Não quero, dá trabalho, atrapalha, a gente tem que dar muita explicação”. E Vera Fischer, sessentona, musa sensual de diversas gerações, sobre relacionamentos à essa altura da vida. Ela estará de volta às novelas em Salve Jorge, onde será uma cafetina, vilã, ligada ao tráfico de mulheres.

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Esmaltes claros.

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Esmaltes escuros.

Mudando a bomba Nos próximos dias, o governo federal vai aumentar de 20% para 25% o percentual de etanol na gasolina. A própria Graça Foster, presidente da Petrobras, defendeu a medida, na semana passada, em seminário em São Paulo. É “uma solução” para os problemas de caixa da estatal, que vem importando 100 mil barris/dia de gasolina para atender a demanda doméstica crescente. Esse combustível vem sendo colocado no mercado a preços subsidiados para não impactar a inflação, também ascendente pela alta de alimentos. A Petrobras está importando gasolina a R$ 1,65 para revender dentro do país a R$ 1,25: ou seja, prejuízo de 25% por litro ou R$ 0,40. 333

A DASLU, que já foi considerada sinônimo de luxo, elegância e preços altos, agora vai assinar uma coleção de roupas para a rede de varejo Riachuelo. A idéia é tentar transformar a grife, através de determinados produtos, em alguma coisa mais acessível às camadas mais baixas da população. Gisele Bündchen, apenas à título de comparação, já assinou duas coleções para a rede de varejo C&A.

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Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 9 de outubro de 2012

5 VITRINE Campanha de Serra vai explorar ainda mais o tema Mensalão.

olítica

REFORÇO Chalita vai anunciar apoio a Haddad. Russomanno ainda está pensando.

O Mensalão dita o tom do 2º turno José Serra quer aproveitar o escândalo para fortalecer o discurso ético da sua campanha. Haddad sinaliza que vai mostrar as origens que envolvem o tema. Vanessa Carvalho/Brazil PhotoPress/EC

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escândalo do MenPara o candidato tucano não salão deverá deter- há dúvida de que o julgamento m i n a r o t o m d a vai ter repercussão na eleição. campanha para o "É evidente que na questão segundo turno da eleição em nacional há um mal que não São Paulo. O candidato José pode ser ignorado, que é a Serra (PSDB) insiste em citar o questão da ética, da verdade, esquema em seus discursos. da corrupção", assegurou SerO adversário Fernando Had- ra. "É tratar governo como se dad (PT) responde que "esta- fosse propriedade privada". mos preparados para qualSerra, inclusive, levantou a quer discussão que sejam pro- questão do Mensalão assim postas ou a questão ética", que a apuração dos votos o mas aposta que a população confirmou no segundo turno. não dará importância ao caso O candidato tucano pontuou na hora de votar. que "a população gosta de disO julgamento, que será re- curtir valores, que é uma coisa tomado hoje pelo Supremo que no Brasil ameaçou sair de Tribunal Federal moda", numa re(STF), tem entre ferência ao PT e ao os 37 réus figuras escândalo. conhecidas da leSem fugas – A grande genda, como o exHaddad, porém, inovação ministro José Dirnão se perturbou ceu, da Casa Civil; hoje em dia é e disse pronto pao ex-presidente do ra responder a corrupção partido, José Gequalquer questiolevando noino, e o ex-tenamento que a gente para soureiro Delúbio população paulisa cadeia. Soares, que podetana desejar esrão ser condenaclarecido. "Não JOSÉ SERRA dos pelo crime de vou fugir de necorrupção ativa. nhuma pergunta Por enquanto Dirceu e Genoi- e de nenhum debate", explino receberam três votos pela cou o candidato, ontem em condenação e um pela absol- entrevista à rádio Estadão vição. Delúbio tem quatro vo- ESPN, ciente da menção do estos pela condenação. cândalo nas próximas semaNovidade – Restam ainda os nas de campanha. "A ética do votos de mais seis magistra- Serra é seletiva. Só vale para dos. Por isso, o escândalo é os seus adversários." usado como plataforma de críHaddad lembrou ainda que ticas de Serra a Haddad. "Fala- o processo do Mensalão "foi se muito de novidade no Bra- c o n c e b i d o n a g e s t ã o d e sil. A grande inovação hoje em Eduardo Azeredo (PSDB), em dia é a corrupção levando gen- Minas Gerais. Toda a tecnolote à cadeia, é a impunidade gia do Mensalão foi desenvolque começa a acabar. Não vida pelo PSDB. Vamos discutem novidade maior pra quem tir esse tema", garantiu. está atrás de novidade na vida Mesmo assim, e diferentepública brasileira", disse. mente de Serra, o petista não

acredita que o escândalo vai interferir na eleição. "Nas minhas andanças por São Paulo, nunca fui perguntado sobre este assunto. O eleitor estava preocupado com a administração, ele quer uma nova cara para São Paulo. O eleitor está preocupado se a sua vida vai mudar", observou. Massacre – Para Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria da Presidência da República e um dos amigos mais próximos de Lula, é provável que o julgamento tenha tirado votos do PT em campanhas como a de Haddad. "Ainda mais com o candidato tucano fazendo uso massacrante do tema" na campanha eleitoral. "É provável que tenhamos perdido ali, na disputa em São Paulo, votos, mas que não foram suficientes para tirar por outro lado aquilo que nós

agregamos com a forte presença do Lula e da presidente Dilma Rousseff", afirmou. "Em São Paulo, o Mensalão teve esse peso, é difícil quantificar. Foi uma saraivada".

Toda a tecnologia do Mensalão foi desenvolvida pelo PSDB. Vamos discutir esse tema. FERNANDO HADDAD

O ministro considerou "pesadas" e "massacrantes" as inserções da campanha de Serra, que procuraram associar Haddad aos principais personagens do escândalo.

Haddad vai ter o apoio do PMDB Mas antes de fazer o anúncio, Michel Temer quer se reunir com Gabriel Chalita e caciques do partido. Werther Santana/EC

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vice-presidente da República, Michel Temer, desembarca hoje em São Paulo para, ao lado de Gabriel Chalita, declarar o apoio do PMDB ao candidato do PT, Fernando Haddad, no segundo turno da eleição. Chalita, candidato pelo PMDB, cresceu no fim da campanha e obteve 13,6% dos votos válidos, ficando em quarto lugar na disputa pela prefeitura de São Paulo. Temer, que é presidente licenciado do partido, terá antes uma reunião com os integrantes dos diretórios municipal e estadual. Apoio natural – Embora Temer tenha evitado dizer diretamente que o apoio de Chalita a Haddad seria "um movimento natural", o que deve contar daqui para a frente foi o acerto que ele teria feito com a presidente Dilma Rousseff, ontem pela manhã, em reunião no Palácio do Planalto, quando discutiram os resultados das eleições e as possibilidades de alianças. Na conversa ficou acertado que, onde houver candidato do PT em disputa no segundo turno, o PMDB estará no mesmo palanque. E onde o PMDB estiver na frente, o PT vai retribuir o apoio que vai receber em São Paulo. Segundo turno – O PT disputa o segundo turno em seis capitais (São Paulo, Salvador, João Pessoa, Rio Branco, Fortaleza e Cuiabá) e o PMDB em duas (Campo Grande e Florianópolis). Salvador poderá ser a única exceção do acordo. Embora

Fernando Haddad: candidato é parte de uma aliança mais ampla. o PT esteja na disputa, a principal liderança do PMDB é o exdeputado federal Geddel Vieira Lima, que já foi aliado na Bahia, mas agora faz oposição ao governo petista. Geddel deverá ser chamado para uma conversa, porém a tendência é de que em Salvador ele fique com o caminho livre, ou seja: declare seu apoio a ACM Neto.

Temer, porém, lembrou que o resultado das eleições apontou um sinal positivo para a continuidade da aliança entre os dois partidos em 2014. "Fizemos uma análise geral das eleições e concluímos o que é óbvio: os dois maiores partidos são o PMDB e o PT", afirmou Temer. "Então, vamos tentar, onde há, segundo tur-

no, onde houver possibilidade de coligação PT-PMDB, vamos tentar fazer isso", explicou. Milhões – Vale lembrar que os dois partidos foram os mais votados em todo o País. O PT recebeu mais de 17,2 milhões de votos válidos para o cargo de prefeito (12,46% de todo eleitorado nacional), enquanto o PMDB ficou com a segunda posição, com 16,7 milhões de votos (12,07% do eleitorado). Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam ainda que o PMDB manteve a liderança em relação ao número de prefeitos eleitos no primeiro turno, com 1.025, mas encolheu em relação a última eleição, quando 1.193 prefeituras foram conquistadas pelo partido. Já o PT teve um aumento de 14%, pois elegeu 628 prefeitos contra 550 em 2008. O PSDB, por exemplo, encolheu 12%, passando de 787 para 693 eleitos. Quem também disse que o apoio do PMDB a Haddad é o "caminho natural" foi o prefeito reeleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMD), que esteve ontem em Brasília para agradecer apoio da presidente Dilma. Ele foi eleito com 64,60% dos votos válidos. Paes afirmou que não tinha dúvidas: "Essa vitória que tivemos é fruto de um governo que fez muita coisa, é muito fruto dessa parceria que a gente conseguiu implantar no Rio, e a presidente Dilma, desde a eleição de 2008, foi fundamental", explicou Paes. (Agências)

Por isso, Carvalho disse que é preciso analisar a questão com calma. "A tática destrutiva tem se revelado pouco eficiente, as últimas eleições presidenciais mostraram isso, a tentativa que o adversário usou à época para tentar atingir a presidente Dilma não se revelou eficaz". Protagonista – Mesmo assim, para o procurador de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo e professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ronaldo Porto Macedo, o escândalo e votação do Mensalão tendem a ser protagonistas na disputa do segundo turno. "No primeiro turno, houve uma cautela de evitar o confronto direto entre os candidatos. Havia uma preocupação de Serra e Haddad de não usar a munição pesada, pois pode-

José Serra já entrou em campanha para o segundo turno. Contato com a população nas ruas é considerado prioritário.

riam aumentar a rejeição", observou. "O assunto foi utilizado, mas de uma maneira suave, pelo menos em São Paulo. As imagens mais fortes do julgamento virão à tona agora, no segundo turno. A temperatura vai subir", avaliou. Crescimento – O resultado das eleições mostra que o PSDB e o PT são os partidos que mais irão disputar os segundo turno nas capitais. Os tucanos têm oito candidatos e os petistas, seis. Mas a briga será no maior colégio eleitoral do Brasil, São Paulo, com 8.619.170 de eleitores na mira de Serra e Haddad. (Agências)

Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. CNPJ no 74.552.142/0001-06 - NIRE 35.300.138.546 Ata Sumária da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 8 de outubro de 2012 Data, Hora e Local: Em 8.10.2012, às 8h30, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4o andar, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900. Mesa: Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Antonio José da Barbara. Quórum de Instalação: Totalidade do Capital Social. Edital de Convocação: Dispensada a publicação, de conformidade com o disposto no § 4o do Art. 124 da Lei no 6.404/76. Deliberações: aprovadas, sem quaisquer alterações ou ressalvas, as Propostas da Diretoria, registradas na Reunião daquele Órgão, de 5.10.2012, dispensada suas transcrições, por tratar-se de documento lavrado em livro próprio, para: 1) redução do capital social, de conformidade com o disposto no Artigo 173 da Lei no 6.404/76, em R$1.337.000.000,00 (um bilhão, trezentos e trinta e sete milhões de reais), sem o cancelamento de ações, a fim de ajustar o valor do capital próprio da Sociedade que se mostra excessivo às suas efetivas necessidades, consequentemente: a) a redução do Capital Social será concretizada mediante a restituição em dinheiro, ao Banco Bradesco S.A., único acionista da Sociedade, cujo pagamento será feito em até 5 (cinco) dias úteis a contar da aprovação do processo pelo Banco Central do Brasil, mediante transferência para a conta reserva bancária do Banco Bradesco S.A., mantida no Banco Central do Brasil; b) o “caput” do Artigo 6o do Estatuto Social passará a vigorar com a seguinte redação, após a homologação do processo pelo Banco Central do Brasil: “Art. 6o) O Capital Social é de R$1.707.000.000,00 (um bilhão, setecentos e sete milhões de reais), dividido em 5.009.948.649 (cinco bilhões, nove milhões, novecentas e quarenta e oito mil, seiscentas e quarenta e nove) ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal.”; 2) alteração do Estatuto Social no Artigo 7o, aprimorando a sua redação, com a inclusão de dispositivo que trata da extensão do mandato dos Administradores, em atendimento ao disposto no Artigo 10 do Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2.8.2012, do Conselho Monetário Nacional, consequentemente o Artigo 7o do Estatuto Social passará a vigorar com a seguinte redação, após a homologação do processo pelo Banco Central do Brasil: “Art.7 o) A Sociedade será administrada por uma Diretoria, eleita pela Assembleia Geral, com mandato de 1 (um) ano, estendendo-se até a posse dos novos administradores eleitos, composta de 2 (dois) a 11 (onze) membros, sendo 1 (um) Diretor-Presidente e de 1 (um) a 10 (dez) Diretores.”. Na sequência dos trabalhos, tendo em vista a aprovação da proposta para redução do Capital Social, disse o senhor Presidente que a Diretoria ficava autorizada a praticar todos os atos necessários e a tomar todas as providências complementares à operação ora aprovada. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que para as deliberações tomadas o Conselho Fiscal da Companhia não foi ouvido por não se encontrar instalado no período e como ninguém se manifestou, foi a Ata lavrada no livro próprio e lida, sendo aprovada por todos e assinada. aa) Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Antonio José da Barbara; Acionista: Banco Bradesco S.A., por seus Diretores, senhores Domingos Figueiredo de Abreu e Luiz Carlos Angelotti. Declaração: Declaro para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. a) Antonio José da Barbara – Secretário.

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil CNPJ no 47.509.120/0001-82 - NIRE 35.300.151.381 Ata Sumária da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 8 de outubro de 2012 Data, Hora e Local: Em 8.10.2012, às 13h, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 2o andar, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900. Mesa: Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Antonio José da Barbara. Quórum de Instalação: Totalidade do Capital Social. Presença Legal: Representantes do Banco Bradesco S.A., único acionista da Sociedade. Edital de Convocação: Dispensada a publicação, de conformidade com o disposto no § 4o do Art. 124 da Lei no 6.404/76. Deliberações: Aprovadas, sem qualquer alteração ou ressalva, as Propostas do Conselho de Administração, registradas na Reunião daquele Órgão, de 5.10.2012, dispensada suas transcrições, por tratar-se de documento lavrado em livro próprio, para: a) redução do capital social, de conformidade com o disposto no Artigo 173 da Lei no 6.404/76, em R$5.500.000.000,00 (cinco bilhões e quinhentos milhões de reais), sem o cancelamento de ações, a fim de ajustar o valor do capital próprio da Sociedade que se mostra excessivo às suas efetivas necessidades, consequentemente: 1) a redução do Capital Social será concretizada mediante a restituição em dinheiro, ao Banco Bradesco S.A., único acionista da Sociedade, cujo pagamento será feito em até 5 (cinco) dias úteis a contar da aprovação do processo pelo Banco Central do Brasil, mediante transferência para a conta Reserva Bancária do Banco Bradesco S.A., mantida no Banco Central do Brasil; 2) o “caput” do Artigo 6o do Estatuto Social passará a vigorar com a seguinte redação, após a homologação do processo pelo Banco Central do Brasil: “Art. 6o) O Capital Social é de R$1.627.800.000,00 (um bilhão, seiscentos e vinte e sete milhões e oitocentos mil reais), dividido em 23.422 (vinte e três mil, quatrocentas e vinte e duas) ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal.”. b) alteração do Estatuto Social nos Artigos 8o e 12, aprimorando a sua redação, com a inclusão de dispositivo que trata da extensão do mandato dos Administradores, em atendimento ao disposto no Artigo 10 do Regulamento Anexo II à Resolução n o 4.122, de 2.8.2012, do Conselho Monetário Nacional, cuja redação passará a ser a seguinte, após a homologação do processo pelo Banco Central do Brasil: “Art. 8 o) O Conselho de Administração será composto de 3 (três) a 8 (oito) membros eleitos pela Assembleia Geral, com mandato unificado de 1 (um) ano, estendendo-se até a posse dos novos administradores eleitos, permitida a reeleição. Os membros eleitos escolherão, entre si, 1 (um) Presidente e 1 (um) Vice-Presidente. Art. 12) A Diretoria da Sociedade, eleita pelo Conselho, com mandato de 1 (um) ano, estendendo-se até a posse dos novos administradores eleitos, é composta de 3 (três) a 12 (doze) membros, sendo 1 (um) DiretorPresidente, de 1 (um) a 10 (dez) Diretores Vice-Presidentes e 1 (um) Diretor Gerente.”. Na sequência dos trabalhos, tendo em vista a aprovação da proposta para redução do Capital Social, disse o senhor Presidente que a Diretoria ficava autorizada a praticar todos os atos necessários e a tomar todas as providências complementares à operação ora aprovada. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que para deliberações tomadas o Conselho Fiscal da Companhia não foi ouvido por não se encontrar instalado no período e como ninguém se manifestou, foi a Ata lavrada no livro próprio e lida, sendo aprovada por todos e assinada. aa) Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Antonio José da Barbara; Acionista: Banco Bradesco S.A., por seus Diretores, senhores Domingos Figueiredo de Abreu e Luiz Carlos Angelotti. Declaração: Declaro para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. a) Antonio José da Barbara – Secretário.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Acho que o debate sobre ética é um campo desfavorável para o Serra. Rui Falcão, presidente nacional do PT.

olítica

Fernando Bizerra Jr./EFE Marcelo Casals Jr./ABr

RESCALDO DAS ELEIÇÕES

Mais de 22 milhões não votaram no País

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s eleições municipais de domingo terminaram com 16,41% de abstenções em todo o País, divulgou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número corresponde a 22.735. 725 pessoas que não compareceram aos postos eleitorais para votar neste 1º turno. O Brasil tem mais de 138,5 milhões de eleitores. Em comparação com as eleições para prefeito e vereadores de 2008, houve aumento nas ausências em todo o País. Na época, o TSE computou 18.721.420 faltas: 14,53% do total. No estado de São Paulo o número de pessoas que não votou também subiu. Este ano, houve 18,48% eleito-

res ausentes. Segundo TSE, 5.427.860 paulistas não foram às urnas no 1º turno. O estado tem, no total, 31.253 317 eleitores. As abstenções aumentaram em comparação com as eleições para prefeito e vereador de 2008. O TSE afirma que na última votação, o estado teve 14,8% de ausências: havia 29.143.285 eleitores. Na capital paulista o índice foi alto: 18,48%, representando 592.722 de eleitores que não votaram. A cidade de São Paulo tem eleitorado total de 8 619.170. O Maranhão teve a maior abstenção: 19,62% e Sergipo, a menor: 7% da população.(Estadão Conteúdo)

Cidades de CE, GO, e RN têm 98% de votos anulados

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uase todos os votos da disputa para prefeito em Monte Alegre (RN), Cedro (CE) e Bom Jesus de Goiás (GO) aparecem como nulos, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Isso acontece quando um TRE (Tribunal Regional Eleitoral) indefere as candidaturas dos concorrentes ao cargo. Aí, nenhum voto válido é contabilizado até que a Justiça Eleitoral decida pela liberação e o resultado seja conhecido. Em Monte Alegre, o TRE barrou a candidatura de Maria das Graças Marques Silva (PSD) e Severino da Irmã Dulce (PMDB) por irregularidades na campanha. Votaram 14.094 eleitores. Foram 248 votos (1,76%) brancos e os demais, anulados. A candidata do PSD, que liderava as pesquisas de

intenção de voto, teve sua candidatura indeferida por seu vice, Sólon Ubarana da Silva, ter suas contas rejeitadas. "É um fato inédito. Não se trata de falha. Assim que forem julgados, seja qual for a instância, sairá o resultado", disse o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RN, Osmar Fernandes. Na cearense Cedro, 98,62% dos votos dados a João Viana (PP) e Dr. Nilson (PSB) foram anulados pela Justiça Eleitoral. Viana teve o afastamento pedido pelo Ministério Público Federal, por suposto desvio de R$ 572.749,00 em contrato com empresa fantasma. Em Bom Jesus de Goiás (GO), o atual prefeito Adair Henriques (PSDB) e Fernando Luís (PMDB), cujos votos somam 98,09%, aguardam decisão do TSE. (Folhapress)

PM prende 261 por crimes eleitorais no estado de SP

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Polícia Militar de São Paulo divulgou de ontem os números finais da Operação Eleições, feita em todo o estado durante o domingo. Segundo a corporação, 261 pessoas foram presas e 88 adolescentes apreendidos em flagrante por crime eleitoral. A operação da PM empenhou 50 mil agentes nas ruas durante o período de votação. A polícia registrou 292 ocorrências de boca de urna e 113 apreensões de material político irregular. O boletim informa também a recaptura de 24 suspeitos foragidos e 128 veículos e motos procurados. Cerca de 45 armas de fogo foram apreendidas. Outros 1.534 eleitores foram submetidos ao teste do etilômetro (bafômetro) em todo o estado. Apenas dez deles foram presos em flagrante por estar dirigindo sob efeito do álcool.

TRE - SP – O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo confirmou a prisão de quatro candidatos a vereador em todo o estado pelo crime de boca de urna. Rosângela Zanon (PPL), da capital; Amauri Queiroz (PV), de Valinhos; Arlindo Bento do Nascimento (PT), de Iaras; e Mário Silva (PV), de Gabriel Monteiro, no interior paulista. Um eleitorem São José do Rio Preto, fotografou seu voto e foi preso por quebra de sigilo. No Taboão da Serra, 39 pessoas foram presas por crime de boca de urna. Eletrônicas– O TRE registrou 165 falhas em urnas eletrônicas no estado. O número representa 0,19% do total de equipamentos: 86.472. Na capital, 37 máquinas falharam, 0,15% do total de 23.779. No interior, houve 128 problemas em urnas, 0,20% das 62.693 urnas.(Estadão Conteúdo )

Pezão, Dilma, Paes e Cabral: presidente avalia como positivo o resultado das eleições e comemora o desempenho dos aliados.

Dilma parabeniza petistas e aliados Presidente telefona para os petistas Haddad e Nelson Pelegrino (Salvador) e recebe Eduardo Paes (PMDB-RJ).

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presidente Dilma Rousseff ligou para parabenizar o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, por seu bom desempenho no 1º turno das eleições. Haddad teve 28,98% dos votos válidos diante do tucano José Serra, 30,75%. Dilma também telefonou com o candidato do PT à Prefeitura de Salvador, Nelson Pelegrino, e recebeu o prefeito reeleito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB). Pelegrino disputará o 2º turno com Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM). A presidente também falou com o petista Patrus Ananias, derrotado na corrida pela Prefeitura de Belo Horizonte. Na capital mineira, a batalha elei-

toral foi considerada uma disputa pessoal contra o senador Aécio Neves (PSDB), seu potencial rival nas eleições presidenciais de 2014. Dilma não teria conseguido entrar em contato com o prefeito reeleito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT). Segundo a ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, Dilma presidente "certamente" voltará a subir no palanque de Haddad para a campanha do 2º turno: "Claro que a presidente irá a outros lugares, mas ainda não definiu quais". Chagas contou que a presidente avaliou como positivo o resultado das eleições em reunião com seu vice, Michel Temer e com os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral

da Presidência), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil). Lula festeja – Em sua página do Facebook, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou ontem o crescimento do PT nas eleições municipais e disse que o resultado das urnas "é o melhor resultado da história do PT". Com a eleição de 624 prefeitos no 1º turno em todo o Brasil – um aumento de 12% em comparação com o resultado de 2008 – e a ida de 22 candidatos petistas para o segundo turno, Lula disse que o resultado "mostra a força da nossa militância, dos nossos projetos e da nossa vontade de continuar melhorando a vida do povo brasileiro". Lula também comentou a

ida de Haddad para o 2º turno e admitiu a dificuldade do PT na capital paulista. "Tivemos também um bom resultado aqui em São Paulo. Não foi fácil, mas o povo paulistano acreditou na mudança, no novo, na vontade de transformar São Paulo em uma cidade mais humana e mais justa com todos os seus habitantes", disse. "Agora temos motivação de sobra para trabalhar ainda mais e garantir nossa vitória no segundo turno", completou. Lula finalizou a mensagem dizendo que a militância se mostrou "mais forte do que nunca" neste pleito e conclamando os petistas a "continuar trabalhando para garantir a eleição de nossos candidatos" no 2º turno. (Agências)

Falcão: PT não teme debater ética Para presidente nacional do partido, candidatos enfrentarão com segurança temas ácidos como o Mensalão

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o fazer um balanço do primeiro turno das eleições municipais, na tarde de ontem, o presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, disse não temer o embate sobre ética com os adversários, principalmente com o PSDB. Citando denúncias como a suposta compra de votos para a emenda da reeleição aprovada durante o mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o dossiê Cayman, e denúncias envolvendo privatizações no governo tucano, Falcão disse que o partido está preparado para esta discussão. "Há várias questões para debater no campo ético. Nós não tememos esse debate". A reação do presidente do PT foi uma resposta às afirmações do tucano José Serra – o adversário do candidato da sigla em São Paulo, Fernando Haddad, em São Paulo – que desde o domingo, quando foi anunciada sua ida ao 2º turno, invocou o Mensalão para dizer que pretende fazer comparações de biografias, discutir ética e valores nesta nova etapa das eleições para a Prefeitura de São Paulo. Já em campanha pelas ruas da cidade, no domingo, Serra acusou o PT de estar usando as eleições municipais para ''abafar'' o julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal. Ética – Falcão rebateu as declarações de Serra sobre o

uso do julgamento do Mensalão no debate eleitoral. "Acho que o debate sobre ética é um campo desfavorável para o nosso adversário travar". Falcão ressaltou que Haddad não tem denúncias "em seu prontuário". "Seria extremamente desfavorável para o nosso adversário fugir dos problemas da cidade pelos quais ele é responsável e querer travar um debate sobre ética, campo no qual ele fica devendo explicações. Para o cacique petista, o julgamento do Mensalão ocorre porque o governo do ex-presidente Lula deu condições para que a Polícia Federal (PF) e a ProcuradoriaEvelson de Freitas /Estadão Conteúdo

Geral da República (PGR) fossem reaparelhadas. Com isso, a antiga figura "do engavetador-geral da República" deixou de existir. "Hoje não há engavetador, há um procurador que inclusive opina sobre o resultado das eleições livremente". Mensalão e votos – O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, porém, admitiu ontem que o Mensalão pode ter tirado votos do PT em campanhas como a de Haddad. Para ele, Serra fez uso "massacrante" do tema na campanha. "É provável que tenhamos perdido votos ali, mas que não foram suficientes para

tirar por outro lado aquilo que nós agregamos com a forte presença do Lula e de Dilma. Em São Paulo, o Mensalão teve esse peso, é difícil quantificar. O ministro considerou "pesadas" e "massacrantes" as inserções da campanha de Serra que tentam associar Haddad a réus como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o extesoureiro do PT, Delúbio Soares. (Estadão Conteúdo)

Rui Falcão diz que Haddad não tem denúncias em seu prontuário: "Acho que o debate sobre ética é um campo desfavorável para o nosso adversário (Serra) travar".


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Alta rejeição de Serra detectada ainda no 1º turno é um sério limitador a um crescimento mais expressivo. Denis Rosenfield

olítica

A geografia da conquista

Tucano e petista em guerra territorial

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o final do primeiro turno da eleição municipal paulistana o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) se deparou com números no mínimo curiosos, pelo inusitado da disputa, mas as urnas mostraram algo bem delimitado no pleito: o tucano José Serra obteve 42% de votos na zona antipetista; e o petista Fernando Haddad tem 39% na petista. Para chegar ao 2.º turno em São Paulo, Serra teve 30,75% dos votos válidos, ante 28,98% do petista. Em números absolutos, foram 1.884.849 votos para Serra, e 1.776.317 para Haddad. Celso Russomanno (PRB), que ficou em terceiro, amargou apenas 21,6% dos votos, e Gabriel Chalita (PMDB) chegou em quarto, com 13,6%. Os votos brancos e nulos quase dobraram em relação aos índices de 2008 e chegaram, juntos, a 12,8% – e a conquista desse contingente é o que definirá o vencedor. Será a segunda vez que PSDB e PT se enfrentam no 2.º turno paulistano, e a sexta vez seguida que um candidato petista chega ao turno final na cidade. O 2.º turno ocorrerá em 28 de outubro. O horário eleitoral recomeça esta semana, com 20 minutos de TV para cada candidato.

O modelo de divisão do eleitorado criado pelo Estadão Dados em parceria com o Ibope teve 100% de acerto. Serra ganhou em todas as zonas eleitorais antipetistas; Haddad ganhou em todas as zonas eleitorais petistas. Os dois dividiram as zonas volúveis: Haddad venceu em cinco delas, e Serra, em duas. Russomanno e Chalita não venceram em nenhuma zona eleitoral da cidade. A divisão da cidade em zonas petista, antipetista e volúvel foi desenvolvida por Estado/Ibope com base em resultados históricos. As zonas petistas são aquelas onde os candidatos majoritários do PT em 2008 e 2010 foram os mais votados. Nas antipetistas, nenhum petista venceu nas últimas três eleições. Nas zonas volúveis, os petistas sempre alternaram vitórias e derrotas. As zonas antipetistas têm renda média 2,5 vezes maior do que as zonas petistas. Elas formam uma área homogênea e contígua no centro expandido. As zonas petistas estão distribuídas nas periferias sul, leste e norte da cidade. As zonas volúveis se localizam sempre entre as petistas e as antipetistas – e formam uma área de transição econômica e política.

No 1.º turno, Serra conseguiu 42% dos votos válidos no conjunto das zona antipetistas, contra apenas 21% de Haddad. Russomanno ficou em terceiro nessas áreas, com 18%, e Chalita, em quarto, com 14%. A zona antipetista foi responsável por 51% do total de votos válidos. A zona petista contribui com 38% dos votos válidos totais desta eleição. Haddad ficou com 39% dos votos válidos na zona petista, contra 27% de Russomanno, 17% de Serra e 13% de Chalita. O candidato do PT obteve proporcionalmente bem menos votos do que Marta Suplicy (PT) nessa área. Ela chegou a 51% em 2008. Maiores vitórias. Da zona volúvel vieram os 11% restantes dos votos em candidatos. Nessas sete zonas eleitorais, o resultado consolidado foi uma vitória de Haddad, com 30% dos votos válidos, seguido de Serra, com 27%, Russomanno com 23% e Chalita com 15%. A maior vitória de Serra ocorreu na zona eleitoral do Jardim Paulista, na região oeste. O tucano ficou com 67% dos votos válidos. A maior vitória de Fernando Haddad se deu na zona eleitoral de Parelheiros, na zona sul, onde conquistou 47% dos votos válidos. (Estadão Conteúdo)

Serra Haddad

Serra teve 42% de votos na zona antipetista; e Haddad chegou a 39% na petista.

Mudança de humor. E polarização. Denis Rosenfield

S

ão Paulo constituiu-se, sem dúvida, num caso à parte nessa eleição por vários motivos. Era, por exemplo, dada como quase certa a passagem do ex-deputado federal Celso Russomanno (PRB) para o 2º turno – a questão era saber com quem o jornalista disputaria: se com José Serra (PSDB) ou com Fernando Haddad (PT). Isso produziria uma mudança de eixo na política paulistana, já que os eleitores estariam reprovando a polarização PSDB x PT. Nos últimos dias da eleição, contudo, o humor do eleitorado mudou, e a polarização no 2º turno novamente se apresenta. Alvejado nas últimas semanas por todos os candidatos competitivos – Serra, Haddad e Gabriel Chalita (PMDB) –, Russomanno, que tinha pouco espaço na TV para se defender e estruturas partidárias pouco significativas como base, não sobreviveu para o 2º turno, ficando em terceiro com 21,6% dos votos. Serra venceu Haddad no primeiro

Em duas cidades, empate .

Uéslei Marcelino/Folha Imagem - 12.03.08

Denis: SP é um caso à parte. turno com uma magra diferença, 30,75% a 28,98%. Serra, na reta final, conseguiu se recuperar, enquanto que Haddad parece ter conquistado o patamar típico de um candidato petista em São Paulo. Criatura de Lula, agora no 2º turno o ex-presidente deve, ainda em maior intensidade, aparecer ao lado do candidato lhe emprestando apoio. O eleitorado anti-petista, por sua vez, considerável na cidade, e que nos dois últimos pleitos impediu o retorno do PT à prefeitura, tende a se

rearticular em torno de Serra. Contra o tucano, constam dois fatores que também podem ser decisivos para sua derrota: a vinculação ao governo de Gilberto Kassab (PSD) e uma alta rejeição detectada ainda no 1º turno. Essa rejeição é um sério limitador a um crescimento mais expressivo em sua votação. Note-se que desde que tomou a decisão de concorrer novamente a prefeito, dificilmente ultrapassou os 30% de intenção de voto. De outra parte, ele é o candidato de Kassab, contra quem pesa um governo altamente desaprovado. Para Haddad, resta "colar" o tucano à atual administração. Assim como no 1º turno, o 2º turno será muito interessante. Poderá ser ou a maior vitória de Lula, ou sua maior derrota. Foi grande o número dos que se abstiveram, votaram em branco ou nulo. Tudo somado, foi em torno de 30%, mostrando que o potencial de uma 3ª via estava presente, embora não tenha sido aproveitado. Qualquer deslocamento aqui poderia ter mudado o rumo das eleições.

Em Bananal (SP) e Balsa Nova (PR) os candidatos tiveram a mesma votação. ção

Fotos: Reprodu

Mirian: 1.849

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votos

chance de os dois principais candidatos a prefeito de um município receberem o mesmo número de votos é mínima, mas deu empate nas eleições municipais de Bananal (a 326 km de São Paulo) e de Balsa Nova (PR). De acordo com a Justiça Eleitoral, em casos de empate no total de votos válidos de uma disputa, o resultado é decidido pela idade dos candidatos. Vence o mais velho. Por isso, depois de obter 1.849 votos, Mirian Ferreira de Oliveira Bruno (PV), 62

anos, conquistou o direito de governar Bananal. O candidato do PSDB, Jorge da Silva Rodrigues Filho, conhecido por Peleco, vai ter de se resignar. Apesar da vantagem no critério de desempate, na urna a nova prefeita teve o apoio de apenas 29% do eleitorado. A cidade está sendo investigada pelo Ministério Público Eleitoral por suspeita de transferência irregular de títulos. "A minha idade foi a meu favor", brincou a candidata eleita, que já administrou a cidade entre 2005 e 2008. Bananal tem 10.223 habitantes e 8.245 eleitores. A cidade tem um orçamento de R$ 27 mi previsto para 2013. Em sua campanha, Mirian defendeu investimentos nas áreas de saúde e educação. "A saúde está muito inoperante e a educação é

Peleco: 1.849

votos

deficiente", afirma. Balsa Nova – Já em Balsa Nova, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), o novo prefeito Luiz da Costa (PMDB), 59, creditou a Deus a sua vitória nas eleições deste ano. Ex-juiz de Direito, ele também terminou a disputa rigorosamente empatado com Marcos Zanetti (PDT) com 3.869 votos. Com isso, vai assumir o cargo: Zanetti tem 41 anos. "Sempre esperamos pela vitória, mas o que aconteceu foi uma coisa divina", admirou-se. (Agências)


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ESTADOS UNIDOS Surto de meningite mata oito e deixa mais de 105 pessoas doentes

nternacional

EGITO Presidente anistia presos políticos detidos durante a Primavera Árabe

O NOME DELE É CAPRILES Pela primeira vez desde o início da corrida eleitoral, Chávez promete corrigir erros e reconhece nome de opositor, derrotado nas urnas.

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eeleito presidente da Venezuela, Hugo Chávez iniciou ontem um novo ciclo, prometendo intensificar sua "revolução" e corrigir os erros cometidos durante os últimos 14 anos. Um de seus primeiros atos foi conversar com seu adversário da oposição, Henrique Capriles, uma situação tão habitual em outros países quanto insólita na Venezuela, onde a polarização domina completamente a política. Pela primeira vez desde que foi eleito candidato da oposição em fevereiro, Henrique Capriles foi finalmente chamado por seu próprio nome por Chávez ontem. O presidente reeleito não usou nenhum de seus frequentes insultos humilhantes para se referir ao líder opositor. "Acreditem: tive uma agradável conversa telefônica com Henrique Capriles! Convido (a oposição) à unidade nacional, respeitando nossas diferenças!", disse Chávez no Twitter. Capriles confirmou posteriormente pela mesma rede social a conversa. "Recebi uma ligação do presidente Chávez. Em nome dos quase 6,5 milhões de venezuelanos que me apoiaram fiz um chamado à unidade do país e ao respeito a todos", afirmou. Ontem, o Conselho Nacional Eleitoral informou que Chávez ganhou sua terceira reeleição no domingo, com 55,5% dos votos, ante 44,39% de Capriles. O órgão disse que Chávez, de 58 anos, será proclamado na quar-

Jorge Silva/Reuters - 07/10/12

Carlos Garcia Rawlins/Reuters - 07/10/12

A corrida não acabou para Capriles, que poderá disputar a reeleição no Estado de Miranda em dezembro.

Chávez é reeleito pela terceira vez e pede unidade nacional à oposição ta-feira ganhador do pleito. Superado o teste das urnas, todos os olhares se voltam para a sua saúde, meses depois de Chávez se declarar curado de um câncer, e para as medidas destinadas a "blindar" seu polêmico projeto político nos próximos seis anos, período em que o presidente comple-

tará duas décadas no poder. "A Venezuela nunca mais voltará ao neoliberalismo! A Venezuela continuará transitando para o socialismo democrático e bolivariano do século XXI", bradou Chávez, eufórico, na madrugada de ontem, falando da sacada do Palácio de Miraflores para milhares de

seguidores após a divulgação dos resultados. Com uma Assembleia Nacional dominada por aliados, Chávez terá pelo menos dois anos para promover reformas que garantam seu projeto político antes que um novo Congresso tome posse, em 2015. O vice-presidente, Elias Jaua, disse à Reuters que, em seu novo mandato, Chávez manterá sua política de expropriação de empresas, especialmente em setores estratégicos, como energia, alimentação e construção. Oposição - Ao reconhecer a derrota, o candidato da oposição disse que não vai questionar os resultados da eleição,

mas disse que os 6,5 milhões de venezuelanos que votaram nele precisam ser ouvidos. "Lamento muito não ter conseguido. Não ganhei a presidência, mas ganhei milhões de irmãos, que são todos vocês . Sintam-se orgulhosos, porque vocês marcaram um caminho", disse o político de 40 anos. A oposição agora vai ter de se reagrupar para as eleições estaduais, em dezembro. A expectativa é que Capriles dispute a reeleição em Miranda, segundo Estado mais populoso do país (ele havia se afastado para competir contra Chávez). É possível que seu rival seja o vice-presidente, Elias Jaua.

Repercussão - A presidente Dilma Rousseff elogiou o processo de votação e classificou a reeleição de Chávez como um "processo democrático exemplar". Em conversa telefônica de 15 minutos de duração, ela disse ao colega que o Brasil "está pronto a colaborar com o presidente para a construção de uma América mais justa e igualitária". Os Estados Unidos congratularam o povo da Venezuela pelo resultado eleitoral, enquanto admitiram que têm "diferenças" com o líder bolivariano. Já o governo de Cuba comemorou como própria a vitória de Chávez, felicitando-o pelo "triunfo histórico". (Agências)

Um furo na cúpula de ferro israelense Irã comemora invasão em espaço aéreo inimigo

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Irã ridicularizou as defesas aéreas de Israel como fracas ontem, citando uma incursão de um avião teleguiado no espaço aéreo de seu arqui-inimigo, mas não disse se havia enviado a aeronave que foi derrubada pelos israelenses no fim de semana. Teerã também acusou Israel e seus aliados de planejar o que disse ser um ataque cibernético nas redes de comunicação de suas plataformas de petróleo e gás nas últimas semanas. Com a tensão elevada sobre o polêmico programa nuclear do Irã e as ameaças israelenses de atacar a nação, as observações feitas por Teerã apontam para os aspectos possíveis de uma guerra travada pelos dois rivais e talvez por aliados ocidentais de Israel, cujas sanções castigam a economia iraniana. Jamaluddin Aberoumand, vice-coordenador para a Guarda

Revolucionária do Irã, disse que a intrusão de aviões teleguiados mostrou que o sistema de defesa antimíssil Iron Dome (Cúpula de Ferro, em inglês) de Israel "não funciona e não tem a capacidade necessária", informou a agência Fars. A força aérea israelense abateu um drone no sábado passado, depois que ele atravessou o sul de Israel, segundo os militares, mas não ficou claro de onde a aeronave tinha vindo. O parlamentar israelense Miri Regev descreveu a aeronave como "um drone iraniano lançado pelo (grupo libanês) Hezbollah". Ataque virtual - Autoridades iranianas ainda denunciaram que plataformas de petróleo do país foram alvos de um ataque cibernético feito por Israel e seus aliados. As operações não foram afetadas, informou a agência Mehr. (Agências)

De igual para igual

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Shannon Stapleton/Reuters

d e s e m p enho de Mitt Romney no debate eleitoral com o democrata Barack Obama na última quarta-feira rendeu os primeiros resultados positivos ao candidato republicano: Romney conseguiu Romney: 'esperança não é estratégia'. zerar a vantagem do rival e aparece empatado com verno", disse ele, acusando Obama, segundo pesquisa do Obama de buscar uma estratéInstituto Gallup. Ontem, o repu- gia de "passividade", em vez de blicano aproveitou o bom mo- parcerias na região. mento para criticar a política Ao atacar a política externa externa do presidente. do atual governo, o republicano Em discurso no Instituto Mili- tenta reverter as pesquisas, tar da Virginia, Romney criticou que mostram que os eleitores Obama por não usar a diploma- acreditam que Obama é o mais cia para influenciar aconteci- preparado para lidar com a mentos no Oriente Médio. questão. Romney, porém, vem " Q u a n d o o b s e r v a m o s o recuperando terreno. Segundo Oriente Médio hoje... está claro o instituto Gallup, os dois candique o risco de conflito na região datos apareciam empatados está maior agora do que quan- com 47% das intenções de voto do o presidente assumiu o go- em 6 de outubro. (Agências)

Síria: 'pior cenário possível'.

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Turquia voltou a bombardear a Síria ontem em retaliação a uma bomba que atingiu um campo de algodão no país, com o que já se somam seis dias consecutivos de represálias. Ontem, o presidente da Turquia, Abdullah Gul, e o secretáriogeral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Kimoon, advertiram para o risco da escalada da violência na fronteira entre os dois países. Gul disse que a guerra civil na Síria e o impacto regional do conflito são "o pior cenário possível que nos atemoriza", acrescentando a ele o sofrimento dos civis sírios, "que também nos afeta". O chefe de Estado turco pode autorizar uma intervenção a qualquer momento, já que o Parlamento aprovou o uso militar contra o país vizinho.

O governo da província turca de Hatay, que fica na fronteira, disse que um projétil sírio caiu em território turco na tarde de ontem, causando resposta imediata das Forças Armadas, que reforçaram sua presença nos 900 quilômetros de fronteira com a Síria. Algumas pessoas estavam trabalhando na plantação quando a bomba caiu, perto da cidade de Altinozu, mas ninguém ficou ferido. ONU - Já o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que a escalada do conflito na fronteira turco-síria e o impacto da crise no Líbano são "extremamente perigosos". "A situação na Síria piorou dramaticamente. Ela está representando um sério risco à estabilidade dos vizinhos da Síria e à região inteira", disse, em reunião em Estrasburgo, na França. (Agências)


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9 T.C. Worley/The New York Times

CUIDADOS Muitas vezes, o transporte inadequado de órgãos acaba inviabilizando um transplante. Daí a necessidade de aperfeiçoamento constante. Nos EUA, 2.500 rins são descartados por ano.

idades

T.C. Worley/The New York Times

T.C. Worley/The New York Times

VIOLÊNCIA São Paulo vai ter mais 4 centros para o atendimento de vítimas de violência doméstica e sexual.

Ó RBITA

DROGAS Brasília: aprendidos quatro mil vidros de lança-perfume e 5 mil comprimidos de ecstasy.

Alex de Jesus/Estadão Conteúdo

John LeMay (à esq.) conversa com a família Brown sobre a doação de órgãos. Na foto à dir., embalagens para o rápido aproveitamento.

Doação de órgãos comprova que há vida após a morte O duro mas gratificante trabalho de pessoas cujo trabalho é obter órgãos para que outras pessoas vivam Kevin Sack

T.C. Worley/The New York Times

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o quarto 356, Curtis Kelly respirava com a ajuda de aparelhos. Um neurologista do Hospital Fairview Southdale havia declarado sua morte cerebral seis horas antes. A família de Kelly estava reunida em uma pequena sala na unidade de terapia intensiva, de modo que John P. LeMay pudesse pedir permissão para coletar seus órgãos e tecidos. Com a lista de verificação na mão, LeMay, coordenador de apoio às famílias da LifeSource, a organização responsável pela coleta de órgãos para doação em Minnesota, contabilizava as partes do corpo de Kelly que poderiam restaurar a saúde de pacientes que sofrem há tanto tempo. Como não havia registro de que Kelly, de 46 anos, tivesse se registrado como doador, LeMay pediu ao filho de Kelly, de 18 anos, Kello Brown, que aprovasse as solicitações. A expectativa era de coletar o coração, os rins, o fígado e os pulmões, explicou LeMay, bem como intestinos, pâncreas, vasos sanguíneos e pele. Sentado, Brown ouvia com as mãos em frente à boca. "Eu só quero que ele fique bonito", disse o filho. "Ele vai ficar bonito", disse LeMay. "A doação não vai afetar a aparência dele." Na busca de órgãos para suprir uma demanda crescente, poucas tarefas são tão delicadas como a de LeMay. Nos estados cobertos pela LifeSource, ele e outros dois coordenadores de apoio às famílias devem intervir junto aos enlutados, em momentos comoventes, a fim de aproveitar ao máximo cada oportunidade de doação. LeMay não precisou convencer a família de Kelly, um técnico de cabos de Burnsville, Minnesota, que teve um derrame devastador no dia 27 de agosto e morreu dois dias depois. Seus filhos e irmãos sabiam que ele queria ser doador de órgãos, embora não tivesse registrado essa vontade em sua carteira de motorista. LeMay apenas

Momento da decisão: Kello autoriza a retirada de órgãos de seu pai. orientou-os sobre o processo. Outros casos são mais complicados. Se o falecido não estiver registrado como doador, os parentes próximos são consultados e o índice de negação de consentimento das famílias na região coberta pela LifeSource é de 30%, disse Meg Rogers, diretora de coleta da agência. Elas podem expressar essa negação por razões morais ou religiosas, ou simplesmente por não terem certeza quanto ao desejo de seus entes queridos. O esgotamento e a dor que vivenciam podem drenar as forças que teriam para refletir sobre essa escolha. Os Estados Unidos estão divididos em 58 regiões de doação, sendo que cada uma delas é servida por uma organização sem fins lucrativos de coleta de órgãos como a LifeSource, que cobre Minnesota, Dakota do Sul e Dakota do Norte. Os orçamentos das agências (US$ 32 milhões no caso da LifeSource) são financiados por contribuições filantrópicas e encargos cobrados dos hospitais que realizam transplantes. Os hospitais, em

seguida, são reembolsados pelas seguradoras dos transplantados, principalmente a Medicare. Uma simples operação matemática indica que os 135 funcionários da LifeSource devem tratar as oportunidades de doação como preciosas. Cerca de 20 mil pessoas morreram em hospitais na região coberta pela organização em 2011, mas só 1.900 tinham órgãos em funcionamento. Sessenta e um por cento dos adultos na região se apresentam como doadores, índice acima da média nacional, de 43%. Mesmo assim, por conta de problemas de saúde ou da falta de consentimento das famílias, apenas 160 doaram órgãos em 2011, viabilizando 526 transplantes, enquanto 495 doadores forneceram tecidos. Há 3.300 pessoas esperando por órgãos na região. LeMay chegou à LifeSource após trabalhar como capelão da polícia de Minneapolis, um cargo no qual ele ainda atua em tempo parcial, notificando famílias sobre homicídios e mortes acidentais. Agora, sua

T.C. Worley/The New York Times

Equipe médica faz um momento de silêncio em homenagem a um doador

missão parece ser mais edificante. Depois que os documentos da doação foram assinados, LeMay convidou os membros da família de Kelly a também serem doadores. Kelly era uma figura e tanto. Com altura de 2,01 metro e cabeça raspada, às vezes era confundido com Shaquille O'Neal em shopping centers, ao que reagia dando autógrafos. Teve seis filhos com seis mulheres. Não se casou com nenhuma. Ele foi dedicado "a todos os filhos, sem exceção", disse seu irmão, Gary Kelly. Ele se vestia bem e gostava de conversar com funcionários de lojas. Escrevia poemas. Sempre convidava os familiares para aniversários e festas especiais. "Ele via algo de bom em cada pessoa", disse sua irmã mais velha, Jacqueline M. Hollins, "e colocava isso em evidência para fazer com que ela se sentisse especial". "Quando vocês me contam essas coisas, eu entro em contato com parte dele. É um presente que vocês me dão", disse LeMay à família." Um dia depois, na sala de cirurgia, outro funcionário da LifeSource pediu um momento de silêncio em homenagem a Kelly antes de os cirurgiões começarem seu trabalho. Pacientes diferentes receberam o fígado e rim direito de Kelly. O que recebeu o rim esperava pelo órgão há nove anos. O rim esquerdo, parcialmente danificado por conta do bloqueio de fluxo sanguíneo, foi oferecido a pacientes de todo o país, mas não foi utilizado, disse uma porta-voz da LifeSource. LeMay disse que o fato de trabalhar tão perto da morte, que tantas vezes ocorre súbita e acidentalmente, fez com que ele passasse a abraçar os filhos pequenos com um pouco mais de força ao voltar para casa. Ele disse que se sente profundamente gratificado quando as famílias dos doadores compreendem que uma morte também pode gerar vida. "Seja pela lembrança de entes queridos seja pelo legado da doação há, sim, vida após a morte." New York Times News Service

CASO BRUNO: JULGAMENTO EM NOVEMBRO

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Tribunal de Justiça de Minas marcou para o dia 19 de novembro o julgamento do ex-goleiro Bruno Fernandes e dos outros seis réus acusados de envolvimento na morte da ex-amante do jogador, Eliza Samúdio. O julgamento vai acontecer em Contagem (MG) e será presidido pela juíza Marixa Rodrigues. Bruno está preso em Contagem. Também são

acusados pelo crime Luiz Henrique Romão, o Macarrão (amigo e secretário de Bruno) e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola (ex-policial e suposto autor do homicídio), que também estão presos. Os três serão julgados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. (Folhapress)

PRÉDIOS LIBERADOS HORÁRIO DE VERÃO

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Defesa Civil liberou o condomínio comercial Lex Offices, na rua do Bosque, na Barra Funda (zona oeste) após interditar dois edifícios de 16 andares durante cinco dias. O local foi reocupado na última sexta-feira após a apresentação de laudos que aprovaram a segurança estrutural da construção. Durante dois meses, deverão ser apresentados novos laudos que comprovem a resistência dos edifícios a cada 20 dias. A Defesa Civil vai monitorar o condomínio. (Folhapress)

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horário de verão vai começar à 0h do próximo dia 21, domingo. Os relógios deverão ser adiantados uma hora nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, além do Estado da Bahia. A medida vai vigorar até 17 de fevereiro de 2013. O objetivo é aliviar as redes de transmissão nos períodos do dia em que o consumo é mais intenso, principalmente das 18h às 21h. Na última edição do horário de verão, a economia foi de 4,6%, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). (Folhapress)

Clayton de Souza/Estadão Conteúdo

RESSACA ELEITORAL – Garis limpavam ontem o lixo eleitoral acumulado na esquina da Avenida Direitos Humanos com a Avenida Engenheiro Caetano Álvares, na zona norte.

Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo

Diogo Frame/Estadão Conteúdo

Gabriela Biló/Futura Press/Estadão Conteúdo

PEREGRINAÇÃO – Romeiros de Guarulhos, na Grade São Paulo,

CALOR – Paulistanos aproveitavam ontem o forte calor nos parques da cidade. Os termômetros, mais uma vez, superaram os 30°C.

OUTRA VÍTIMA – Uma carreta atropelou e matou um ciclista

caminhavam ontem na Via Dutra em direção a Aparecida (SP).

ontem, na avenida Gastão Vidigal, na zona oeste de São Paulo.


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Fotos: Re uters

www.dcomercio.com.br

Ilya Naymushin/Reuters

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Vestido de Dorothy será leiloado

Balé do século 21

Entre 5 e 9 de novembro, no leilão Icons and Idols 2012, a Julien's colocará à venda mais de 800 itens de filmes de Hollywood, em especial figurinos e adereços. O item mais cobiçado é o vestido que Judy Garland usou no filme O Mágico de Oz.

Bailarinas profissionais durante uma competição em Krasnoyarsk, na Rússia. Os melhores bailarinos da Rússia competem ao longo de toda a semana para serem escolhidos entre os melhores dançarinos do século 21.

N OBEL

RODA DE TEMPEROS

Este suporte de frascos em formato de roda está disponível nas versões confeitos, temperos tradicionais ou indianos. www.kitchenpro.co.uk

F UTEBOL

I NTERNET

Daniel Alves e Alex Sandro cortados

Assange lança livro em novembro

Os laterais Daniel Alves e Alex Sandro estão desconvocados dos amistosos da seleção brasileira contra Iraque e Japão, neste mês, informou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ontem. Os dois jogadores sofreram contusão no músculo posterior da coxa esquerda. O técnico Mano Menezes não fará convocação para as vagas dos dois jogadores. Os outros laterais convocados para as partidas contra o Iraque, no dia 11, e o Japão, no dia 16, são Adriano (Barcelona) e Marcelo (Real Madrid). A delegação do Brasil já está em Wroclaw, na Polônia, e faz o primeiro treino hoje.

Julian Assange lançará em novembro um novo livro, Cypherpunks. Na obra, o fundador do Wikileaks, que está há mais de três meses na embaixada do Equador em Londres, discorre sobre liberdade e internet. Coescrito por Assange, Jeremie Zimmermann, Jacob Applebaum e Andy MüllerMaguhn, o livro estará à venda em 26 de novembro nos formatos tradicional e e-book. Requerido pela Justiça sueca por denúncias de abusos sexuais, Assange diz ter escrito o livro em resposta a sua preocupação pela vigilância e o controle de internet por parte de governos.

Retorno às células-tronco Os cientistas John Gurdon, de 79 anos, do Instituto Gurdon, em Cambridge, e Shinya Yamanaka, 50 anos, da Universidade de Kyoto, dividiram ontem o Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta de que células adultas podem ser reprogramadas para voltarem a ser células-tronco, que podem se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo. Os dois cientistas descobriram como desenvolver tecidos que se comportam como células embrionárias, eliminando a necessidade de colher embriões humanos. Eles dividirão o prêmio de US$ 1,2 milhão. "Essas pioneiras descobertas alteraram completamente nossa visão sobre o desenvolvimento e especialização das células", disse em nota o comitê ligado ao Instituto Karolinska, de Estocolmo. Há esperanças de que, no futuro, as célulastronco deem origem a tratamento para várias doenças.

Fotos: Reuters

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Rihanna desbanca Madonna

Shinya Yamanaka e John Gurdon descobriram como obter células-tronco sem embriões

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Com apenas sete anos de carreira, a cantora Rihanna foi escolhida a artista mais importante das duas últimas décadas pela revista Billboard, ficando na frente de figuras como Pink, Britney Spears, Mariah Carey e Madonna. De acordo com a lista de singles "Hot 100", a segunda mais importante entre 1992-2012 é Pink, seguida de Britney, Kelly Clarkson e Mariah Carey. www.billboard.com

C RIATIVIDADE

G AMES

Design com alimentos

Angry Birds em versão Star Wars

O site Creative Greed reuniu as melhores esculturas feitas com frutas, como o tubarão de melancia e a coruja de abacaxi e banana. Mais no link.

O famoso videogame Angry Birds, da finlandesa Rovio, voltará no dia 8 de novembro numa versão "Star Wars", desenvolvida pelos estúdios Lucasfilm. Batizado "Angry Birds: Star Wars", esta nova versão voltará a colocar em cena os famosos pássaros e porcos verdes fantasiados como os personagens da saga de George Lucas, incluindo Darth Vader. A Rovio divulgou também um novo game, o "Bad Piggies".

http://bit.ly/Q8gH7d

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Concurso 3015 da QUINA 03

C A R T A Z

Mito amoroso é tema da mostra 'A Louca Debaixo do Branco', de Fernanda Young. MIS. Avenida Europa, 158, tel.: 2117-4777. Grátis.

L OTERIAS Concurso 813 da LOTOFÁCIL

E M

YOUNG

C ASA

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www.rovio.com

PAPERCUTS O artista dinamarquês Peter Callesen usa apenas ferramentas cortantes e seu talento para dobraduras para criar esculturas e recortes como os que ilustram esta página. Callesen faz cada trabalho com apenas uma folha de papel e as esculturas usam apenas os restos retirados pelo recorte. http://bit.ly/SIX7Td

Técnica consiste em transformar o combinar a arte bidimensional do recorte com as três dimensões das esculturas.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 9 de outubro de 2012

e

11 SEM ROYALTIES Justiça suspende royalties sobre sementes da Monsanto em MT

conomia

PRÉ-PAGO Wal-Mart e a American Express criam cartão de compras pré-pago.

Paulo Pampolim/Hype

Varejistas apostam na recuperação das vendas e em novas contratações, motivados pelos incentivos do governo para recuperar a economia.

Comerciantes estão mais otimistas Entre agosto e setembro, houve melhora tanto na percepção sobre as condições atuais do comércio (3,8%) quanto nas expectativas para os próximos meses (1,6%).

O

s empresários do comércio voltaram a ficar otimistas em setembro, pelo segundo mês consecutivo. A alta no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) foi de 2,2% em relação a agosto, para 125,3 pontos. No entanto, o patamar de confiança continua abaixo do verificado no mesmo período de 2011. A queda no indicador foi de 3,2% ante setembro do ano passado, segundo informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Entre agosto e setembro, houve melhora tanto na percepção sobre as condições atuais do comércio (3,8%) quanto nas expectativas para os próximos meses (1,6%). Na comparação com setembro de 2011 o humor dos empresários ainda teve deterioração de 11,3% sobre a situação atual, mas ficou estável (0,0%) em relação às expectativas para o futuro. O aumento no otimismo do comércio em setembro foi puxado pelos pequenos e médios empresários. Nas empresas com menos de 50 funcionários, o ICEC cresceu 2,3%, para 124,9 pontos. Nas companhias com mais de 50 funcionários, o indicador recuou 0,2%, embora permaneça em patamar elevado, aos 140,2 pontos. Intenção de contratar – Os empresários do comércio aumentaram a intenção de contratação de funcionários em setembro. A alta foi de 3,9% em relação a agosto, movi-

65,2 por cento dos empresários ouvidos pela CNC consideram adequado o nível atual de seus estoques

mento já esperado devido à aproximação do fim do ano. Entretanto, é imporante notar que também houve avanço em relação a igual período de 2011, de 2,2% – o que indica que o setor pode contratar ainda mais trabalhadores neste fim de ano do que ocorreu em 2011. "A expectativa é de aumento nas contratações", afirmou Izis Ferreira, economista da CNC, que atribui o aumento na intenção de geração de vagas à evolução positiva do mercado de trabalho nos últimos meses somada aos incentivos do governo federal à atividade econômica brasileira. Izis Ferreira ressaltou ainda que a avaliação do empresário do comércio sobre os níveis

atuais dos estoques melhorou 4,1% em relação ao igual período do ano passado. Na comparação com agosto, o indicador teve recuo de 1,2%, mas o movimento foi considerado estável pela CNC. "Houve um aumento na fatia dos empresários que considera adequado o nível atual dos estoques. O montante saiu de 63% em agosto para 65,2% em setembro", disse a economista. Os indicadores sobre geração de vagas e estoques compõem o indicador de Investimentos do Empresário do Comércio, que aumentou tanto na comparação com agosto (1,6%) quanto em relação a setembro de 2011 (0,5%). (Estadão Conteúdo)

Diminui o endividamento das famílias paulistanas

O

número de famílias com algum tipo de dívida caiu de 53,5% em agosto para 51,5% em setembro na capital paulista, informou ontem a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em setembro de 2011, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) apontava que 42,5% das famílias paulistanas possuíam dívida. Em números absolutos, o total de famílias endividadas recuou de 1,919 milhão em agosto para 1,846 milhão em setembro. Para a FecomercioSP, o endividamento está controlado e ainda há espaço para crescer, "observando a constante evolução, no decorrer do ano, dos indicadores de emprego e renda". O principal tipo de dívida registrado em setembro foi o cartão de crédito (72,6%), seguido por financiamento

de carro (23,4%), carnês (14,5%), financiamento imobiliário (10,7%) e crédito pessoal (9,8%). Os compromissos com financiamentos de carro e de imóveis subiram 8,53 pontos percentuais e 2,5 pontos percentuais, respectivamente, para os maiores níveis desde janeiro de 2010, informou a Fecomércio. Inadimplência – O número de famílias com contas em atraso caiu de 15,2% em agosto para 12,8% em setembro, a menor proporção desde fevereiro (12,1%). "O consumidor que estava com dificuldade para equacionar as dívidas contraídas no inicio do ano já está conseguindo liquidá-las", explicou a FecomercioSP por meio de nota. Entre as famílias inadimplentes, 48,2% têm contas vencidas há mais de 90 dias; 25,5%, entre 30 e 90 dias; e 24,7%, com até 30 dias. (Estadão Conteúdo)

Greve bancária afetou venda de material de construção

A

s vendas de material de construção no varejo em setembro caíram 2,5% ante agosto. Na comparação com setembro de 2011, a queda foi mais acentuada, de 6%. Com o resultado do último mês, as vendas de materiais de construção em 2012 acumulam queda de 2,5%, de acordo com dados divulgados ontem pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Segundo o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, o principal fator que influenciou a queda no faturamento foi a greve dos bancos no final do mês passado. "Com o início da greve no setor bancário e a forte dependência que o setor tem do movimento de cheques, bem como a dificuldade dos correntistas para obter informações referentes aos saldos, vimos as vendas despencarem na última semana, o que prejudicou o resultado final", afirmou Conz, em nota. A Anamaco observou que, assim que foi normalizado o movimento bancário, as vendas retomaram o movimento crescente. Para outubro e novembro, a associação espera um forte incremento de vendas, pois normalmente são os melhores meses para o setor. Na avaliação de Conz, a comercialização tende a crescer, impulsionada principalmente por ofertas mais agressivas de crédito para a compra de materiais. O movimento é encabeçado pela Caixa Econômica Federal, que reduziu os juros do Construcard – linha para financiamento de materiais – para um patamar a partir de 1,40% ao mês, com prazo de pagamento em até 96 meses. O banco criou também condições facilitadas para famílias mais pobres,

com renda mensal de até R$ 1, 6 mil que poderão tomar empréstimos a juros de 0,90% ao mês mais taxa referencial, e prazo de até 72 meses para pagar. A Anamaco também destacou a nova linha do Banco do Brasil em parceira com a associação, que oferece crédito com taxas de juros a partir de 1,49% ao mês. Entre os bancos privados citou o programa João-de-Barro, do Bradesco, com prazo de até 48 meses e taxas a partir de 1,89% ao mês. Previsão para o ano – Apesar da queda nas vendas registrada no mês de setembro, a Anamaco aumentou levemente sua expectativa de crescimento em 2012 de 3% para 3,5%. "Acreditamos que há um crescimento represado. O que não aconteceu na última semana de setembro deve acontecer em outubro", afirmou Conz, referindo-se ao impacto da greve bancária. "Temos de ir muito bem em outubro e novembro para poder chegar à projeção de 3,5%. Temos de crescer acima de 7% no trimestre para conseguir", disse. "Mas agora não é previsão, é torcida", afirmou. Mesmo com boas expectativas, Conz pondera que o setor pode enfrentar um novo tropeço em outubro caso os consumidores de materiais de construção troquem a reforma ou a ampliação de suas casas pela compra de um carro novo – já que no fim deste mês acaba a prorrogação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para veículos. "Muita gente depende do IPI reduzido para comprar carro. Então, pode ser que ocorra um desvio de consumo para o setor de veículos, temos que esperar para ver", comentou. (Estadão Conteúdo)

Paulo Pampolim/Hype

Vendas caem 2,5%, mas a expectativa é de recuperação por causa da oferta maior de crédito.


12 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 9 de outubro de 2012

e IGP-DI recua para 0,88% em setembro

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As cestas de serviços do Banco do Brasil que têm hoje preços entre R$ 40,60 e R$ 49,90 passam a custar R$ 38 por mês.

conomia

A FGV também anunciou que a inflação agropecuária desacelerou no atacado. Os preços agrícolas aumentaram 1,98%, após subirem 5,19% em agosto.

A

inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGPDI) desacelerou em setembro, com alta de 0,88% no mês passado, após subir 1,29% em agosto. O resultado foi anunciado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado que esperavam uma alta de 0,72% a 0,95%, e acima da mediana das expectativas (0,84%). Embora não seja mais usada para reajustar a tarifa de telefone, a taxa acumulada do IGP-DI ainda é usada como indexador das dívidas dos Estados com a União. Com este resultado, o indicador acumula altas de 7,46% no ano e de 8,17% em 12 meses. Atacado – A inflação agropecuária desacelerou no atacado. Os preços dos produtos agrícolas aumentaram 1,98% em setembro, após subirem 5,19% em agosto. A FGV instituição informou ainda que a inflação industrial atacadista acelerou. Os preços dos produtos industriais no atacado avançaram 0,76% em setembro, em comparação com a alta de 0,47% em agosto. O grupo Alimentação deve continuar influenciando a elevação da inflação esperada para os próximos meses deste ano, segundo o economista da FGV Salomão Quadros. Ele argumenta que altas registradas no atacado são aguardadas para o varejo. É o caso do arroz, que no atacado acumula alta no ano de 35,95%, enquanto no varejo avançou em proporções bem menores, de 16,56%, considerando o mesmo período de variação de preços.

Toni Pires/Folhapress

O economista aposta em alta da inflação de todo o grupo alimentação no varejo, captada pelo IGP-DI, de pelo menos 1% em outubro. "Vamos acabar de absorver o choque agrícola nos próximos meses. Para no início do ano que vem ver a inflação recuar, porque vai vigorar a desoneração da energia elétrica. É uma desoneração grande para um item que tem peso grande no índice. Em contrapartida, a economia vai crescer. A tendência é de elevação de preços. Em que intensidade, ainda teremos que observar", disse. Para o economista, a inflação voltou a ser prioridade para a equipe econômica do governo, em detrimento da preocupação com o aquecimento da atividade produtiva. Por isso, aposta que a Selic não será reduzida na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). "Já houve uma dose razoável de incentivo por parte do governo, com quedas consecutivas dos juros. Os benefícios vão se acumulando ao longo do tempo", disse. Dieese – O Índice do Custo de Vida (ICV), medido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), atingiu em setembro uma taxa de 0,42%, ante 0,2% em agosto. Junto com o vilão da inflação dos últimos meses na cidade de São Paulo, que são os preços dos alimentos, o grupo Habitação também pressionou o ICV de setembro, segundo o Dieese. A alta de 1,05% de Alimentação (de 0,64% em agosto) e de 0,24% de Habitação (ante recuo de 0,07%) contribuiu com 0,37 ponto percentual do índice em setembro.

No atacado o arroz acumula no ano alta de 35,95%, enquanto no varejo avançou em proporções menores, de 16,56%, no mesmo período. A alta dos custos do grupo Habitação, ressaltou a entidade, foi provocada principalmente pelo aumento na tarifa de água e esgoto (5,19%), reajustada a partir da segunda quinzena de setembro. A pesquisa mostra que os gastos dos paulistanos com alimentos ficaram mais altos em todos os subgrupos apurados em setembro: in natura e semielaborados (1,31%), produtos da indústria alimentícia (1,08%) e alimentação fora do domicílio (0,44%). A maior variação foi registrada no item raízes e tubérculos (8,99%), com destaque pa-

ra a alta expressiva de 17,78% no preço da batata e de 5,12% da cebola. Em seguida, ficou a categoria aves e ovos (4,33%). Na sequência, grãos subiram 3,12%, apesar da deflação de 3,53% no preço do feijão, compensada pelo aumento significativo do arroz (7,47%) no mês passado. O Dieese constatou que tanto as carnes bovinas (1,56%) quanto as suínas (2,30%) avançaram em setembro, o que impulsionou o item carnes (1,60%). As únicas categorias que tiveram deflação foram os legumes (-4,1%) e hortaliças (-4,14%). (Estadão Conteúdo)

PIB deve fechar em 1,57%

A

previsão de crescimento da economia brasileira em 2012 foi mantida em 1,57% pela terceira semana seguida na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central (BC) ontem. Há quatro semanas, a projeção estava em 1,62%. Para 2013, a aposta se manteve em 4% pela nona semana. A previsão agora é que

o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência para as metas do Banco Central, fique em 5,42%, em comparação com os 5,36% projetados na semana passada e os 5,24% há um mês. As projeções para a alta da taxa básica de juros, a Selic, permaneceram inalteradas em relação ao último levantamento em 7,5%. (Estadão Conteúdo)

Wilson Dias/ABr

Itaú estende cartão com juro menor para os correntistas

Com essa ação, o BB espera que, da mesma forma que ocorreu quando reduziu as taxas de juros com a estratégia BOMPRATODOS, crie-se um novo ciclo virtuoso e que a baixa de preços permita ao cliente consumir mais produtos e serviços BB gerando um ganho de escala.

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banco Itaú Unibanco vai estender, a partir de novembro, os benefícios do Itaucard 2.0, cartão de crédito lançado recentemente com juros menores, à toda a sua base de clientes de cartão de crédito. Os correntistas que têm o plástico tradicional podem solicitar a troca do produto sem custo. No caso dos clientes do Itaú Personnalité, os juros máximos cobrados no Itaucard 2.0 serão de 3,99% ao mês. Já para os correntistas do Itaú Uniclass a taxa máxima de 4,99% ao mês. Caso os clientes não se adaptem ao novo produto, conforme o Itaú, os mesmos têm até 90 dias para voltar ao cartão convencional. O Itaucard 2.0, com nova metodologia de cobrança dos juros, a partir da data de cada compra e não mais a partir da data de vencimento da fatura, conta com taxa máxima de 5,99% ao mês.(Estadão Conteúdo)

ALEXANDRE ABREU, BANCO DO BRASIL

BB reduz tarifas para clientes

O

Banco do Brasil (BB) reduziu o valor de sete pacotes de serviços e 24 tarifas prioritárias para pessoas físicas. De acordo com o banco, a redução vale a partir da próxima segundafeira, e pode chegar a 34%. Os serviços prioritários são: contas de depósito, cheque, saques, depósitos, consultas, transferências de recursos, transferências por TED/DOC e entre contas na própria instituição, ordens de crédito e cartões de crédito. A tarifa de saques, por exemplo, cai de R$ 1,70 para R$ 1,20. A instituição vai isentar novos clientes da tarifa de confecção de cadastro, que é de R$ 30. O pacote de tarifas padronizado pelo Banco Central (BC) passa de R$ 13,50 para R$ 9,90. As cestas de serviços que têm hoje preços entre R$ 40,60 e R$ 49,90 passam a custar R$ 38 por mês.

"Com essa ação, o BB espera que, da mesma forma que ocorreu quando reduziu as taxas de juros com a estratégia BOMPRATODOS, crie-se um novo ciclo virtuoso e que a baixa de preços permita ao cliente consumir mais produtos e serviços BB gerando um ganho de escala", disse o banco. O vice-presidente de Negócios de Varejo do Banco do Brasil, Alexandre Abreu, disse que o ganho de escala vai compensar a redução de tarifas bancárias para pessoas físicas. De acordo com Abreu, essa compensação virá do aumento na base de clientes registrado desde abril, quando o BB iniciou o processo atual de redução dos juros, e da expectativa de mais crescimento nesse número. Segundo o executivo do BB, a redução de tarifas não deverá ter grandes impactos no resultado do atual trimestre. "As

contas foram feitas nesse sentido, para que, no final, o resultado seja positivo para o banco e para os clientes", disse. "É a mesma lógica da redução dos juros." Abreu disse que as tarifas correspondem a 27% do resultado do banco, incluindo taxas com seguros, tarifas de fundo. Já as tarifas de conta corrente, que foram reduzidas, correspondem a 17% desse total. "O aumento que haverá até o final do ano no uso maior desses pacotes vai neutralizar esse resultado e por isso não esperamos grandes impactos no resultado do trimestre", completou o executivo do BB. Caixa – A Caixa Econômica Federal vai anunciar ainda nesta semana a redução de algumas tarifas bancárias para pessoas físicas, de acordo com o vice-presidente de Finanças do banco, Márcio Percival. (Estadão Conteúdo)


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e Juiz quer cobrança rápida de impostos Com legislação ultrapassada, a dívida ativa da União supera R$ 1 trilhão. Everardo Maciel, ex-secretário da Receita.

conomia

Em geral, o fisco inicia a cobrança de tributos não recolhidos cinco anos após a verificação da dívida. Com isso, surgem problemas de responsabilização. Sílvia Pimentel

dos mais frequentes nos processos de execução. Ela ocorre quando o empresário fecha as portas do seu negócio sem dar baixa em todos os órgãos públicos e pagar os tributos antecipadamente. "Juridicamente não é assim que se encerra uma empresa, e isso vai gerar uma responsabilização do patrimônio da pessoa física dos donos, que terão de pagar os tributos devidos pela empresa", alerta. Segundo ele, a única forma de o empresário não ter seu patrimônio bloqueado para o pagamento de dívidas passadas é requerer falência. O juiz também citou a interpretação equivocada do Código Tributário Nacional (CTN) como causa dos exageros cometidos pelo fisco na hora de cobrar seus créditos tributários. "A legislação é complexa, mas precisa ser compreendida em sua totalidade, e não nas extremidades, como ocorre hoje". De acordo com o juiz, existem votos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento de casos de responsabilização tributária com citações de autores espanhóis, sendo que o assunto é tratado em vários artigos da legislação brasileira. Na opinião do ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, a lei de execução fiscal brasileira está ultrapassada. Não sem razão, a dívida ativa da União soma hoje mais de R$ 1 trilhão, sendo que boa parte desse valor é incobrável. "O fluxo da dívida ativa é maior do que os valores creditados, e esse montante aumenta todos os anos, onerando o Estado e os contribuintes", disse. A mesma opinião foi compartilhada pelo presidente da Associação Comercial de São Paulo, Rogério Amato. "Esse volume de processos e de dinheiro que vai parar nas costas do contribuinte e das empresas faz parte do custo Brasil, o que nos impede de crescer. É preciso reduzir esse volume e investir na simplificação da legislação", defendeu.

O

juiz federal da 10ª Vara de Execuções Fiscais de São Paulo, Renato Lopes Becho, criticou ontem a morosidade do fisco em cobrar as dívidas com impostos, o que tem levado a equívocos e exageros na aplicação da responsabilidade tributária, que define quem deve pagar o tributo. Como regra geral, o fisco inicia a cobrança dos tributos que não foram recolhidos cinco anos após a verificação das dívidas. "É tempo demais. O prazo ideal seria três meses após o não pagamento. Se o Estado cumprisse esse prazo, as execuções fiscais dariam grande resultado e não haveria tantos problemas de responsabilização", disse o juiz, durante palestra realizada na reunião do Conselho de Altos Estudos de Finanças e Tributação (Caeft), da Associação Comercial de São Paulo, sob a coordenação do tributarista Luís Eduardo Schoueri. Além da demora, há falta de infraestrutura e pessoal qualificado para processar as execuções. De acordo com o juiz, na 10ª Vara há 39 mil execuções fiscais a serem distribuídas. O volume é grande e um dos obstáculos é que o Poder Judiciário não tem autonomia para comprar, por exemplo, os equipamentos que necessita. Essas compras são decididas pelo Executivo, que prefere investir em outras frentes. "O Brasil do Sped (Sistema Público de Escrituração Fiscal) não tem um computador razoável para distribuir as execuções fiscais da cidade de São Paulo", criticou, ao defender uma nova administração tributária porque o poder público exige muito da sociedade mas não dá a mesma contraprestação. Durante a palestra, o juiz explicou que os casos de dissolução irregular são alguns

Certificação digital ganha uma cartilha Publicação da Fenacon quer facilitar o entendimento desse dispositivo fiscal por parte do empreendedor

Paula Cunha

Q

uando um empreendedor decide certificar digitalmente sua empresa ele obtém ganhos em competitividade, pois agiliza seus processos produtivos, com mais segurança às suas movimentações financeiras, e confere à empresa uma identidade eletrônica que permite o controle destas operações com economia de tempo e redução de custos. Por isso, a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon) lançou uma cartilha sobre o tema com o objetivo de orientar micro e pequenos empreendedores que desejam obter a certificação e, com isso, ampliar seu campo de atuação. Os interessados podem ter acesso gratuito a todo o conteúdo do material através do e n d e r e ç o w w w . b e n e f icioscd.com.br. Nele, é possível encontrar o passo-a-passo para o processo de certificação e o seu uso. Ele é descrito em tópicos como definições e conceito,

possibilidade de uso, como adquirir (com informações detalhadas para pessoas físicas e jurídicas e a documentação necessária) e curiosidades. O download pode ser efetuado nos formatos PDF, iPad e Pageflip. Este último permite ao usuário virar as páginas como se estivesse lendo um livro ou um jornal. De acordo com a Infraestrutura de Chaves Públicas, autarquia ligada à Presidência da República, há hoje cerca de 5 milhões de certificados ativos e, apenas em 2011, foram concedidos 1,74 milhão. A região Sudeste concentra mais da metade das empresas já certificadas digitalmente. São 51,7% das 5,25 milhões de firmas que já adotaram o seu uso. Carlos Roberto Vitorino, autor da cartilha e diretor de tecnologia da Fenacon, ressalta que as micro e pequenas empresas já são obrigadas a utilizar a certificação, pois a Receita Federal e o Fisco estadual e municipal a exigem. Entretanto, há muitos empreendedores que ainda não sabem como se certificar e enfrentam problemas para pagar tributos e taxas obrigatórias. Segundo ele, um certificado digital beneficia

os empreendimentos e a cartilha conta com informações elaboradas em linguagem especial para o público que não domina totalmente o uso dos meios digitais. Atualmente, as pessoas físicas e jurídicas que precisam ter um certificado digit a l s ã o a s e mpresas obrigadas a emitir Nota Fiscal Eletrônica, empresas e órgãos que tenham empregados que contribuem para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou precisam enviar Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP), empregadores com mais de dez funcionários registrados (pessoas físicas, jurídicas e equiparados, como condomínios), firmas inscritas no regime tributário de Lucro Real ou Presumido, pessoas físicas contribuintes da Receita Federal com renda anual superior a R$ 10 milhões e advogados. Agilização – Além do passoa-passo, o conteúdo apresenta situações em que se utiliza a

Divulga

ção

certificação, e suas vantagens. "A certificação digital é o maior instrumento de desburocratização do País. Antes, um processo judicial levava 700 dias para ser avaliado e hoje, com o sistema digital, o prazo caiu para 300. Em segunda instância, o julgamento ocorria em 1,2 mil dias e agora não ultrapassa os 99. Outro serviço oferecido será a liberação de seguros-saúde pagos pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em 24 horas ", diz Vitorino. A cartilha teve Caroline Fortunato na elaboração do conteúdo, e o projeto gráfico e digital ficou a cargo do Estúdio Gracen, de Florianópolis.


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ECONOMIA/LEGAIS - 15


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A média diária exportada na primeira semana de outubro foi de US$ 1,071 bilhão, o que representou uma retração de 3,2% ante a média de outubro do ano passado.

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Balança comercial positiva no início do mês O superávit do País na primeira semana de outubro foi de US$ 812 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Fabian Bimmer/Reuters

A

balança comercial motivada por uma redução brasileira registrou nas exportações de manufaum superávit par- turados (-9,4%), por conta de cial de US$ 812 mi- automóveis de passageiros, lhões na primeira semana de veículos de carga, aviões, suoutubro (de 1.º a 7). Segundo co de laranja não congelado e dados divulgados ontem pelo máquinas/aparelhos para Ministério do Desenvolvimen- terraplenagem. to, Indústria e Também Comércio Exhouve retraterior (MDIC), ção nas venno período as das externas expor tações de produtos somaram US$ básicos (me5,356 bilhões nos 7,6%), debilhões de dólares é o vido a café em e as importaç õ e s c h e g agrão, minério superávit acumulado ram a US$ de cobre, peneste ano da balança 4,544 bilhões. tróleo e minécomercial brasileira. A média rio de ferro. diária exporPor outro laAs exportações t a d a n a p r ido, as exporchegaram até agora a tações de sem e i r a s e m aUS$ 185,952 bilhões. m i m a nu f a t una de outubro foi de US$ rados cresce1,071 bilhão, ram 30,2% o que representou uma retra- em igual período de comparação de 3,2% ante a média ve- ção, puxadas pelas vendas de rificada em outubro do ano óleo de soja em bruto, alumípassado (US$ 1,107 bilhão). nio em bruto, ouro em forma Segundo os dados divulga- semimanufaturada, estanho dos pelo MDIC, essa queda foi em bruto, açúcar em bruto e

16,5

Parceiro comercial do Brasil: navio cargueiro no porto de Hamburgo, na Alemanha. semimanufaturados de ferro/aço. Exportações – Na comparação com a média diária de setembro último (US$ 1,053 bilhão), as exportações cresce-

ram 1,8% na primeira semana de outubro devido ao aumento das vendas de semimanufaturados (41,4%) e básicos (1,4%). Já as exportações de manufaturados tiveram que-

da de 10,7% nessa base de comparação. As importações atingiram, na primeira semana de outubro, uma média diária de US$ 908,8 milhões, o que re-

presentou uma queda de 8,1% ante a média de outubro de 2011 (US$ 989,1 milhões) e de 1% na comparação com setembro deste ano (US$ 918 milhões). Na comparação com outubro do ano passado, diminuíram os gastos com combustíveis e lubrificantes (queda de 46,5%), borracha e obras (menos 23,8%), veículos automóveis e partes (menos 23,4%) e siderúrgicos (queda de 18,9%). Em relação a setembro, houve retração, principalmente, nas compras de siderúrgicos (queda de 21,7%), farmacêuticos (menos 20,2%), combustíveis e lubrificantes (menos 18,2%), químicos orgânicos/inorgânicos (de 16,9%) e aparelhos eletroeletrônicos (de menos 5,5%). No ano, a balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 16,537 bilhões. As exportações do País totalizam, no acumulado do ano, exatos US$ 185,952 bilhões e as importações, US$ 169,415 bilhões. (Estadão Conteúdo)


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O subsistema Nordeste teve um consumo de energia elétrica 6,3% maior em setembro do que há um ano e o subsistema Sul teve aumento de 3,8%.

conomia

Consumo de energia avança 3,5% Somente no Sudeste, que representa 60% da utilização, o aumento em setembro foi de 3,1%, auxiliado pelo reaquecimento da atividade econômica .

O

consumo de energia em setembro no Brasil cresceu 3,5% em relação a igual período de 2011, atingindo 60.462 megawatts-médios, segundo dados preliminares do Operador Nacional do Sistema (ONS) divulgados ontem. Em agosto, a carga de energia enviada ao Sistema

Interligado Nacional (SIN) havia crescido 2%, totalizando 59.620 megawatts-médios. O consumo no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, regiões que abrangem 60% do consumo de energia no País, sobretudo pela concentração da atividade econômica, subiu 3,1% em setembro ante o mesmo mês do ano anterior,

índice superior ao de agosto, quando subiu 1,1%. O ONS justifica o crescimento pela ocorrência de temperaturas elevadas durante o mês de setembro, que afeta principalmente as classes residencial e comercial. "Além disso, podem-se perceber sinais de reaquecimento das atividades econômicas na re-

gião, sustentado pelo consumo das famílias", informou em seu boletim. A recuperação do consumo de energia pela indústria pode ser percebida também na região Norte, que em agosto teve consumo negativo de energia (queda de 0,7%) e em setembro subiu 0,2%. "O desempenho da carga de energia

desse subsistema reflete principalmente o desempenho da produção dos grandes eletrointensivos (empresas que usam muita energia elétrica) conectados à rede básica, que detêm uma participação de cerca de 50% na carga desse subsistema. Dois terços pertencem ao setor metalúrgico e são voltados, basicamente,

para o mercado externo de commodities", afirmou o ONS em nota. O subsistema Nordeste teve um consumo 6,3% maior em setembro do que há um ano e o subsistema Sul teve aumento de 3,8%. Segundo o ONS, as taxas altas refletem o bom desempenho econômico das duas regiões. (Folhapress)


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e UnitedHealth negocia Amil por R$ 9,9 bi Em três anos, seremos uma empresa com outra cara, muito melhor. Edson de Godoy Bueno, fundador e presidente-executivo da Amil

conomia

A norte-americana vai pagar R$ 6,5 bilhões pelos 58,9% que estão nas mãos das controladoras. Haverá oferta pública de aquisição de ações para fechar capital.

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A norte-americana UnitedHealth Group (UHG) anunciou ontem a compra da operadora de plano de saúde Amil em um negócio que pode chegar a R$ 9,92 bilhões. A empresa vai pagar R$ 6,5 bilhões pelos 58,9% que estão nas mãos dos controladores da companhia, o fundador Edson Bueno e sua sócia e ex-esposa, Dulce Pugliese. O restante será pago aos acionistas minoritários por meio de uma oferta pública de aquisição de ações, que resultará no fechamento de capital da empresa. A p ó s o o p e r a ç ã o , a U n itedHealth será dona de 90% da Amil. Os antigos controladores continuarão a deter uma fatia de 10% da empresa por pelo menos cinco anos. Bueno permanecerá neste período como presidente da Amil, mas com a missão de preparar um sucessor. Ele comprou 0,9% das ações da UHG por US$ 470 milhões e se tornou seu maior acionista individual. Também será um dos dez conselheiros, o único estrangeiro. "Para nós, o potencial parece ser o mesmo que o mercado dos Estados Unidos tinha 20 anos atrás ou mais", afirmou ontem em teleconferência o presidente da UnitedHealth, Stephen J. Hemsley, mencionando a ascensão da classe média e políticas de estímulo ao setor de saúde no Brasil. A aposta da UnitedHealth tem como base o fato de atualmente os planos de saúde atenderem apenas 25% da população brasileira – 48 milhões de beneficiários–, comparado a 80% nos EUA.

Danny Moloshok/Reuters

Para nós, o potencial parece ser o mesmo que o mercado dos Estados Unidos tinha 20 anos atrás ou mais. STEPHEN J. HEMSLEY, UNITEDHEALTH

Ricardo Moraes/Reuters

A Amil faturou R$ 9,27 bilhões em 2011 e soma 5,8 milhões de beneficiários de seus planos. Esses números colocam a empresa na liderança do mercado brasileiro de planos de saúde, com cerca de 10% de participação, mas bem abaixo dos resultados de sua nova acionista. A UnitedHealth fechou o ano passado com cerca de 75 milhões de clientes no mundo todo e uma receita de US$ 102 bilhões. Bueno afirmou que nada muda para o cliente da Amil imediatamente, mas que a companhia receberá tecnologia e conhecimento da nova acionista. "A entrada da UnitedHealth vai dar um upgradena Amil. Em três anos, seremos uma empresa com outra cara, muito melhor", disse o

Operadora faturou R$ 9,27 bilhões em 2011 e soma 5,8 milhões de beneficiários de seus planos

fundador da Amil. "A United é uma empresa muito informatizada e vai tentar implantar esse sistema aqui", disse um consultor do mercado de saúde, que preferiu não se identificar. "Nos Estados Unidos, ninguém assina uma papelada ou precisa de guias. É tudo online, como é comprar com cartão de crédito. O desafio da empresa vai ser implantar esse sistema

aqui", afirmou o consultor. A UnitedHealth já fez mais de 140 aquisições. A Amil é a maior já feita fora dos Estados Unidos e a segunda mundialmente – só perde para a compra da californiana PacifiCare por US$ 9 bilhões, em 2005. Em apresentação a investidores, a companhia norteamericana justificou a compra da Amil pelas grandes oportunidades que vê no mercado

brasileiro. Hoje, cerca de 25% da população tem plano de saúde, índice que é de 78% nos Estados Unidos. A UnitedHealth também apontou que, no Brasil, há "significantes oportunidades de consolidação no mercado": há aqui cerca de 1,6 mil operadoras de planos de saúde, 3,6 vezes mais do que nos EUA. "Um das coisas que a UHG vai fazer é entrar com força

com o sistema de coparticipação", afirmou Bueno. Pelo sistema, o cliente paga à parte uma percentagem do custo dos serviços que usa. "Tentamos fazer isso, mas não deu certo. Mas essa é a melhor maneira de reduzir custo. Está cheio de aposentados e hipocondríacos que não têm o que fazer e vão ao centro médico, tomar café e passar por consulta", disse ele, em teleconferência com analistas. Papéis – A negociação entre as duas companhias começou há três anos, quando o diretor de relações com investidores da Amil, Erwin Kleuser, foi procurado por representantes da UHG. A conclusão do negócio ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do fechamento de capital. A estimativa da Amil é fazer a oferta pública no primeiro trimestre de 2013. Investidores brasileiros e norte-americanos receberam bem a operação – a ação da Amil disparou 14,98% e a da UnitedHealth fechou com leve alta, de 0,82%. Durante a coletiva de imprensa, Bueno foi indagado sobre a possibilidade de o negócio esbarrar nas restrições ao capital estrangeiro em hospitais brasileiros, uma vez que a compra inclui 22 centros médicos da Amil. A lei permite que planos de saúde tenham sócios estrangeiros, porém veta a operação de hospitais por estrangeiras. "Perguntamos isso à Advocacia Geral da União na época da abertura de capital, em 2007, e tivemos parecer favorável", afirmou Kleuser, da Amil. (Agências)


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A Sefaz tem interpretado, de forma equivocada. Elisabeth Libertuci, advogada tributarista

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Fisco eleva a arrecadação do imposto causa mortis

Portaria obrigarĂĄ postos a informar vantagem do etanol J.F. DiĂłrio/AE

Silvia Pimentel

Governo då sinais ao mercado de que ampliarå o uso de ålcool anidro, enquanto busca estimular o plantio e o processamento da cana-de-açúcar.

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Governo deve publicar aumento da mistura de ĂĄlcool anidro na gasolina, de 20% para 25%.

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governo vai exigir que os postos de abastecimento inf o r m e m d i a r i amente aos consumidores – e em "letras garrafais" – toda vez que o preço do litro do etanol estiver num patamar mais vantajoso que a gasolina. O objetivo da medida Ê estimular o uso do ålcool. Tradicionalmente, se o litro do etanol estiver abaixo de 70% do valor da gasolina, Ê mais rentåvel para o consumidor abastecer seu carro com o chamado combustível verde. A estratÊgia estå sendo estudada por um grupo de tÊcnicos dos ministÊrios de Minas e Energia e Agricultura e da Agência Nacional de Petróleo, Gås Natural e Biocombustíveis (ANP). A expectativa Ê de que uma portaria seja publica-

Imposto de Renda, que Ê a especialidade da empresa. "Hå qualidade nas decisþes acesso da dos julgadores estaduais e Secretaria da muitas delas são favoråveis Fazenda do aos contribuintes que Estado de São recorrem para contestar a Paulo (Sefaz-SP) aos dados cobrança", afirma. da declaração do Imposto Entretanto, hå casos de de Renda da Pessoa Física contribuintes leigos no (IRPF), entre outras assunto que pagam o medidas, tem gerado tributo de forma indevida aumento significativo na por medo da fiscalização. arrecadação do Imposto de Tåticas – De acordo com o Transmissão Causa Mortis e diretor adjunto da Doação (ITCMD). No mês de Administração Tributåria da agosto, a receita com o Sefaz, Leandro Pampado, tributo alcançou R$ 114,14 alÊm do uso de informaçþes milhþes, um aumento de da base de dados da Receita 40% sobre o montante Federal, um convênio recolhido em igual mês de firmado com cartórios tem 2001. Na comparação com permitido agilizar o julho, a expansão foi de recolhimento do tributo. 8,6%. Dados da Fazenda "Os cartórios são obrigados paulista mostram que, no a conferir o valor recolhido acumulado do ano, a receita do imposto e, nos casos jå soma de pagaR$ 821,9 mento milhþes, menor, o que eles resOs cartórios são representa pondem uma alta de como obrigados a con30,4% sobre devedores ferir e, nos casos o mesmo solidårios", de pagamento período. Foi explica. menor, respono tributo que O fisco dem como deveapresentou estadual o maior tambÊm dores solidårios. crescimento apertou a LEANDRO PAMPADO no mês e a fiscalização previsão Ê de nas åreas fechar 2012 com uma rurais por meio de parceria arrecadação de firmada com o Instituto de R$ 1,024 bilhão. Economia Agrícola, da A advogada tributarista Secretaria da Agricultura do Elisabeth Libertuci alerta Estado de São Paulo, que para os "exageros" faz avaliaçþes de terras. cometidos pelo fisco Essa medida, segundo estadual na cobrança do Pampado, provocou um imposto com base nos aumento de 400% na base dados da declaração do de cålculo do tributo. Isso Imposto de Renda (IR). "A porque a alíquota de 4% do Sefaz intimou um número ITCMD passou a ser expressivo de contribuintes aplicada sobre valores de para prestar mercado. AtÊ então, o esclarecimentos porque recolhimento era feito com tem interpretado, de forma base no Imposto Territorial equivocada, como passível Rural (ITR), que traz de tributação pelo ITCMD os valores irrisórios. dados informados no campo No caso dos imóveis transferências patrimoniais, urbanos, a Secretaria na declaração do IR", considera como base de explica. De acordo com ela, cålculo do ITCMD os valores no escritório, hå mais de cobrança do Imposto contencioso envolvendo o Sobre Transmissão de Bens tributo estadual do que o Intervivos (ITBI).

da em breve com detalhes sobre como deve ser a informação nos postos, como, por exemplo, o tamanho mínimo das letras e localização dos cartazes. Mistura – A portaria tambÊm deve definir o aumento da mistura de ålcool anidro na gasolina, de 20% para 25%. A decisão pela elevação jå foi tomada hå uns 15 dias, mas o documento estå em processo de finalização, pois deve contar com duas datas de entrada em vigor da nova margem. A primeira data, mais conservadora, deverå ser para o dia 1º de junho. Caso a safra seja robusta e a demanda crescente, o novo percentual passarå a valer antes, em maio ou mesmo abril. Publicar uma decisão com pelo menos seis meses de an-

tecedência Ê uma questão estratÊgica para o governo. A intenção Ê sinalizar ao mercado que o produto serå necessårio no futuro e, com isso, fazer com que os agricultores ampliem suas decisþes de plantio. Mais do que atender à demanda crescente do mercado, com a explosão de vendas de carros incentivadas pela desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), ou diminuir a necessidade de importação de combustíveis, o governo estå de olho no impacto sobre a inflação do ano que vem. Agora, o momento Ê de entressafra da cana, com baixa entrega de etanol no mercado. O temor Ê o de que o aviso tardio de que haverå mais consumo de anidro na gasolina leve à escassez do ålcool para

outros fins com consequente alta de preço. Isso em um contexto de expectativa para a inflação jå acima do centro da meta de 4,5% em 2013. A expectativa Ê de que, com a notícia, os agricultores se empenhem em aumentar o processamento da cana em 25 milhþes de toneladas. Esse montante significaria um volume extra de pouco mais de 2 bilhþes de litros de ålcool no próximo ano. O governo vem tentando estimular a produção de etanol por meio de vårias frentes, inclusive com financiamento a taxas baixas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os canaviais. A expectativa Ê de que haverå mais folga na oferta da safra 2013/2014. (Estadão Conteúdo)

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7ÂŞVAR VARA A CICEL CICEL DA DA COM COMARC ARCA AD DE E SOROCAB SOROCABA/ A/SP SP EDITAL DE CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O EXPEDIDO NOS AUTOS DA AĂ&#x2021;Ă&#x192;O MONITĂ&#x201C;RIA REQUERIDA POR JEANS DO PLANETA INDĂ&#x161;STRIA E COMĂ&#x2030;RCIO LTDA CONTRA ARMANDO ALVES DE SALES VESTUĂ RIO ME â&#x20AC;&#x201C; PROCESSO NÂş 1613/10, COM PRAZO DE VINTE (20) DIAS. O DOUTOR JOSĂ&#x2030; ELIAS THEMER, MM. JUIZ DE DIREITO DA 7ÂŞVARA CICEL DA COMARCA DE SOROCABA, ESTADO DE SĂ&#x192;O APULO, NA FORMA DA LEI etc. FAZ SABER a todos quantos este edital virem ou dele conhecimento tiverem e a quem interessar possa, especialmente Ă rĂŠ Armando Alves de Sales vestuĂĄrio me, CNPJ/MF 082.443.04/0001-06, que neste JuĂ­zo se processam os termos da ação monitĂłria em epigrafe, que tem por objetivo o crĂŠdito representado pelos cheques nÂşs. 598, 599 e 600 - conta nÂş195200 â&#x20AC;&#x201C; agĂŞncia 0152 â&#x20AC;&#x201C; Banco Bradesco S/A, no valor de R$ 493,32 cada. Encontrandose em lugar incerto e nĂŁo sabido, fica o executado ARMANDO ALVES DE SALES VESTUĂ RIO ME, CNPJ/MF 082.443.04/0001-06 CITADO para que, a partir do tĂŠrmino do prazo do edital, contado da publicação, terĂĄ 15 dias para efetuar o pagamento do dĂŠbito, no importe de R$ 1.639,63 (um mil, seiscentos e trinta e nove reais e sessenta e trĂŞs centavos), atualizados Ă ĂŠpoca do efetivo pagamento, ou oferecer embargos, sob pena de constituir-se, de pleno direito, o titulo executivo judicial. NADA MAIS. Dado e passado nesta cidade e Comarca de Sorocaba, em 23/08/12. Eu, (Eliana Maria Laureano Costa), Escrevente, digitei e subscrevi. Eu, (MĂĄrcio Heraldo Santos Pinhal), EscrivĂŁo Diretor, conferi e subscrevi. JOSĂ&#x2030; ELIAS THEMER â&#x20AC;&#x201C; Juiz de Direito.

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Receita abre consulta sobre o 5Âş lote do IR

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Receita Federal liberou ontem, às 9h, a consulta ao quinto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2012. O órgão tambÊm divulgou lotes residuais dos exercícios de 2011, 2010, 2009 e 2008. A relação dos beneficiados estå disponível na pågina da Receita na internet. A consulta tambÊm pode ser feita por meio do Receitafone (146). O dinheiro serå depositado no próximo dia 15, nas contas informadas na declaração do Imposto de Renda. Ao todo, a Receita liberarå R$ 1,5 bilhão para 1.574.219 contribuintes. Em relação ao lote de 2012 (ano calendårio 2011), serão beneficiados 1.542.538 contribuintes, que receberão R$ 1,438 bilhão. As restituiçþes serão acrescidas de 4,29%, correspondentes à taxa båsica de juros, a Selic, entre maio e outubro deste ano. A Receita pagarå ainda R$ 33,4 milhþes a

17.759 contribuintes que declararam Imposto de Renda em 2011 e terão a restituição corrigida em 15,04%. A Receita tambÊm informou que 5.799 contribuintes receberão R$ 13,5 milhþes referentes ao lote da malha fina de 2010, com correção de 25,19%. No lote de 2009, serão creditadas restituiçþes para 4.196 pessoas, em um total de R$ 8,6 milhþes. A correção totalizarå 33,65%. Em relação ao lote de 2008, 3.927 contribuintes receberão R$ 6,5 milhþes, atualizados pela taxa Selic de 45,72%. A restituição ficarå disponível no banco durante um ano. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte deverå ir a qualquer agência do Banco do Brasil. Nesse caso, deverå agendar o crÊdito em qualquer contacorrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. (ABr)


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Bolsa sobe 1,27%, puxada pelos papĂŠis da Vale.

A

Bovespa descolou dos mercados externos e fechou o pregão de ontem em alta, impulsionada pelas açþes da Vale, que se beneficiaram da forte valorização do minÊrio de ferro no mercado internacional. O Ibovespa subiu 1,27%, para 59.317 pontos, em mais um pregão de fraco giro financeiro. Foram movimentados R$ 5,8 bilhþes na Bolsa paulista, abaixo da mÊdia diåria de 2012, reflexo tambÊm do feriado do Dia de Colombo nos Estados Unidos. "Estamos vendo um movimento corretivo na Bovespa", disse o estrategista da FuturaInvest em Salvador, Adriano Moreno, lembrando que enquanto o Ibovespa acumulou queda nas três últimas semanas, os índices dos EUA encostaram nas måximas históricas. A valorização das açþes da Vale sustentou o Ibovespa no campo positivo, na esteira da forte alta dos preços do minÊrio de ferro, com a China, maior consumidora do produto, voltando ao mercado após uma semana de feriado. O índice de referência do minÊrio com teor de ferro de 62% fechou a US$ 110,4 por tonelada, alta de US$ 6,2. Com isso, a preferencial da Vale subiu 2,94% e a ordinåria teve alta de 3,31%. A MMX, mineradora do empresårio Eike Batista,

avançou 6,71% e foi a segunda maior valorização do dia. A ação da companhia de diagnósticos Dasa liderou os ganhos, com alta de 7,69%, para R$14, puxada pelo anúncio da compra da Amil Participaçþes pela norte-americana UnitedHealth. Os principais acionistas da Dasa são tambÊm os fundadores da Amil. As açþes da Amil, que não fazem parte do índice, saltaram 15,26%, para R$ 29,16. No setor de petróleo e gås, a OGX, tambÊm de Batista, subiu 2,88%, para R$ 5,71, enquanto a preferencial da Petrobras avançou 0,72%, para R$ 22,41. Em sentido oposto, o setor bancårio limitou a recuperação do Ibovespa. Banco do Brasil perdeu 2,98%, para R$ 22,80, após ter anunciado redução de tarifas e preços de pacotes a partir do dia 15. Na cena externa, pesou nos mercados o corte das projeçþes do Banco Mundial para o crescimento da economia chinesa, de 8,2% para 7,7% em 2012, renovando temores sobre a atividade global. Em Wall Street, o índice Dow Jones teve queda de 0,19%, e o principal índice europeu de açþes recuou 0,96%. A crise da zona do euro segue no foco dos investidores, assim como o início da temporada de resultados corporativos do terceiro trimestre nos EUA. (Reuters)

Banco ItaĂş BBA S.A.

CNPJ 17.298.092/0001-30 NIRE 35300318951 ATA SUMĂ RIA DA REUNIĂ&#x192;O DO CONSELHO DE ADMINISTRAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE 31 DE JULHO DE 2012 DATA, HORA E LOCAL: Em 31.7.12, Ă s 18h, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3.400, 4Âş andar, em SĂŁo Paulo (SP). PRESIDĂ&#x160;NCIA: Roberto Egydio Setubal. QUORUM: Maioria dos membros. DELIBERAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES TOMADAS POR UNANIMIDADE: 1. Registrado que o Diretor HENRIQUE RUTHER deixou de exercer suas funçþes a partir desta data, por interesse da Sociedade. Consignados, em ata, votos de agradecimento ao mencionado diretor, pelos relevantes serviços prestados Ă Sociedade. 2. Eleita Diretora VANESSA LOPES REISNER, brasileira, casada, bacharel em direito, RG-SSP/SP 11.566.368-X, CPF 146.940.908-95, domiciliada em SĂŁo Paulo (SP), na Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.400, 8Âş andar, para o mandato anual em curso, que vigorarĂĄ atĂŠ a posse dos eleitos na ReuniĂŁo do Conselho de Administração que suceder a Assembleia Geral OrdinĂĄria de 2013. 3. Registrado que a diretora eleita apresentou os documentos comprobatĂłrios do atendimento das condiçþes prĂŠvias de elegibilidade previstas nos arts. 146 e 147 da Lei 6.404/76 e na regulamentação vigente do Conselho MonetĂĄrio Nacional (â&#x20AC;&#x153;CMNâ&#x20AC;?), e serĂĄ empossada em seu cargo apĂłs a homologação da eleição pelo Banco Central do Brasil (â&#x20AC;&#x153;BACENâ&#x20AC;?). 4. Em atendimento Ă s normas do CMN, do BACEN e da ComissĂŁo de Valores MobiliĂĄrios (â&#x20AC;&#x153;CVMâ&#x20AC;?), foram atribuĂ­das a VANESSA LOPES REISNER as responsabilidades por Assuntos Relativos ao SPB (Circular BACEN 3.281/05) e Representante de Investidor nĂŁo Residente (Resolução CMN 2.689/00 e ICVM 325/00), sendo que, atĂŠ sua investidura, tais responsabilidades serĂŁo temporariamente conferidas ao Diretor Executivo MILTON MALUHY FILHO. ENCERRAMENTO: Encerrados os trabalhos, lavrou-se esta ata que, lida e aprovada por todos, foi assinada. SĂŁo Paulo (SP), 31 de julho de 2012. (aa) Roberto Egydio Setubal - Presidente; FernĂŁo Carlos Botelho Bracher - Vice-Presidente; Antonio Carlos Barbosa de Oliveira, Candido Botelho Bracher, Eduardo Mazzilli de Vassimon, Henri Penchas, JoĂŁo DionĂ­sio Filgueira Barreto AmoĂŞdo, JosĂŠ Roberto Haym e SĂŠrgio Ribeiro da Costa Werlang - Conselheiros. CĂłpia fiel da original lavrada em livro prĂłprio e homologada pelo Bacen. JUCESP - Registro nÂş 422.376/12-7, em 27.09.12 (a) Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

GOVERNO DO ESTADO DE SĂ&#x192;O PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO Referente ao PregĂŁo EletrĂ´nico de Registro de Preços nÂş 36/00475/12/05 - Objeto: REGISTRO DE PREĂ&#x2021;OS PARA AQUISIĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE CONSUMĂ?VEIS ATRAVĂ&#x2030;S DA REDE DE SUPRIMENTOS PARA AS ESCOLAS DA CAPITAL E GRANDE SĂ&#x192;O PAULO - LOTE 2. Tendo em vista a necessidade de alteração no subitem 5.1.3. alĂ­nea â&#x20AC;&#x153;dâ&#x20AC;? do edital, comunicamos que a sessĂŁo de processamento do referido PregĂŁo foi transferida para Ă s 13:30 horas do dia 23/10/2012 e serĂĄ realizada no endereço eletrĂ´nico www.bec.sp.gov.br. A data do inĂ­cio do prazo para envio da proposta eletrĂ´nica serĂĄ de 09/10/2012, atĂŠ o momento anterior ao inĂ­cio da sessĂŁo pĂşblica.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

GOVERNO DO ESTADO DE SĂ&#x192;O PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO Referente ao PregĂŁo EletrĂ´nico de Registro de Preços nÂş 36/00474/12/05 - Objeto: REGISTRO DE PREĂ&#x2021;OS PARA AQUISIĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE CONSUMĂ?VEIS ATRAVĂ&#x2030;S DA REDE DE SUPRIMENTOS PARA AS ESCOLAS DA CAPITAL E GRANDE SĂ&#x192;O PAULO - LOTE 1. Tendo em vista a necessidade de alteração no subitem 5.1.3. alĂ­nea â&#x20AC;&#x153;dâ&#x20AC;? do edital, comunicamos que a sessĂŁo de processamento do referido PregĂŁo foi transferida para Ă s 09:30 horas do dia 23/10/2012 e serĂĄ realizada no endereço eletrĂ´nico www.bec.sp.gov.br. A data do inĂ­cio do prazo para envio da proposta eletrĂ´nica serĂĄ de 09/10/2012, atĂŠ o momento anterior ao inĂ­cio da sessĂŁo pĂşblica.

COOPCEO COOPERATIVA DE COMODITES AGR�COLAS Edital de Convocação para Constituição da COOPCEO Cooperativa de Comodites Agrícolas Os membros da Comissão Organizadora convocam para Constituição da COOPCEO Cooperativa de Comodites Agrícolas. Com sede à Rua Dr. Amâncio de Carvalho, 287 - sala 02 - Vila Mariana, cep 04012090, SP, a realizar-se no dia 16/10/2012, às 15:00 horas, em primeira, segunda e última convocação respectivamente, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: 1. Constituição da COOPCEO Cooperativa de Comodites Agrícolas. 2. Eleição dos membros do Conselho de Administração. 3. Leitura/ discussão do Estatuto Social. 4. Outros assuntos não deliberativos. São Paulo, 06 de outubro de 2012. Gilmar Antonio Rosa Dias

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Associação Regional das Franquias do Instituto Embelleze â&#x20AC;&#x201C; Master SĂŁo Paulo â&#x20AC;&#x201C; ARFIEMS CNPJ nÂş 09.601.262/0001-86 - Edital de Convocação Convocamos os Senhores Associados da Associação Regional das Franquias do Instituto Embelleze â&#x20AC;&#x201C; MASTER SĂ&#x192;O PAULO â&#x20AC;&#x201C; ARFIEMS para participarem da eleição dos novos membros da diretoria para o exercĂ­cio de 2013, estando abertas as inscriçþes para os associados adimplentes com a associação participarem do pleito a ser realizado atravĂŠs da votação on-line no site www.arfiems.com.br em 19/11/2012, das 00:00 h Ă s 23:59 h. SĂŁo Paulo, 08/10/2012. Sidney Eduardo Kalaes - Presidente

A ICON DO BRASIL IMPORTAĂ&#x2021;Ă&#x192;O E EXPORTAĂ&#x2021;Ă&#x192;O LTDA, CNPJ nÂş 08.644.622/ 0001-64, comunica que os documentos relacionados abaixo foram extraviados: BL HK/VIT 1202034, BLHK/VIT-1205033.

HOME UPGRADE S/A CNPJ Nº 04.491.550/0001-01 Demonstraçþes Financeiras Balanço Patrimonial em 31/12/2010 e 2009 - R$ 2010 2009 Ativo Circulante 2010 2009 Passivo Circulante 91.067,15 85.604,23 Caixa e Equivalente de caixa ................. 896.680,30 2.762.604,72 Fornecedores ......................................... Obrigaçþes Trab e Fiscais...................... 33.651,12 Adiantamento a terceiro ......................... 70.404,39 63.118,20 81.920,06 Impostos a Recuperar ............................ 2.962,07 70.410,08 IRPJ e CSLL a Recolher ........................ 228.768,19 57.800,95 970.046,76 2.833.014,80 Contas a Pagar....................................... 416.604,66 225.325,24 Não Circulante Não Circulante 90.000,00 6.413.126,63 Depósitos judiciais.................................. 74.888,33 37.382,89 Conta Corrente Sócios ........................... 90.000,00 6.413.126,63 Investimento em SCP............................. 14.558.944,06 27.698.944,06 Intangível líquido .................................... 4.530,50 4.530,50 Patrimônio Líquido 100.000,00 100.000,00 14.638.362,89 27.740.857,45 Capital Social.......................................... Lucros Acumulados ................................ 15.001.804,99 23.835.420,38 15.101.804,99 23.935.420,38 30.573.872,25 Total do Ativo ........................................ 15.608.409,65 30.573.872,25 Total do Passivo ................................... 15.608.409,65 Demonstração das Mutaçþes do Patrimônio Líquido em 2010 e 2009 - R$ Nota Explicativa Capital Social Reserva de lucros Resultado ano Total Saldos em 31/12/2008........................... 100.000,00 3.308.869,16 10.245.468,62 13.654.337,78 Distribuição de lucros ............................ 7.1 (25.564,10) (25.564,10) Lucro do exercício ................................. 10.306.646,70 10.306.646,70 Saldos em 31/12/2009.......................... 100.000,00 3.283.305,06 20.552.115,32 23.935.420,38 Transferência para reserva ................... 20.552.115,32 (20.552.115,32) Distribuição de lucros ............................ 7.1 (17.716.873,37) (17.716.873,37) Lucro do exercício ................................. 8.883.257,98 8.883.257,98 Saldos em 31/12/2010.......................... 100.000,00 6.118.547,01 8.883.257,98 15.101.804,99 Notas Explicativas às Demonstraçþes Contåbeis de 31 /12/2010 Federal; (e) intangível - ativo com vida util deduzido da amortização; 1. Contexto Operacional: A sociedade tem como atividade preponderante a (f) Avaliação do valor recuperåvel - anålise prÊvia da recuperabilidade compra, venda, incorporação e locação de imóveis próprios. 2. Apresentação de um ativo; (g) IRPJ/CSLL - são calculados com base nas alíquotas das Demonstraçþes Financeiras: As demonstraçþes contåbeis foram vigentes sobre o faturamento da sociedade, observando as regras do lucro elaboradas de acordo com as pråticas contåbeis adotadas no Brasil (Leis presumido; (h) Ajuste a valor presente - os ativos e passivos monetårios 6404/76 e 11639/07), orientaçþes do CPC e do Conselho Federal de são ajustados pelo seu valor presente no registro inicial da transação; Contabilidade (CFC), e aprovadas pela diretoria. 3. Sumårio das Principais (i) Provisão para devedores duvidosos - a administração da sociedade Pråticas Contåbeis: (a) Apuração do resultado - Ê apurado de acordo não prevê a perda com crÊditos a receber de seus clientes por ter a garantia com o princípio da competência dos exercícios. As receitas das unidades dos próprios imóveis; (j) Estoques de imóveis a comercializar - as imobiliårias estão sendo apresentadas brutas, não incluindo os impostos; aplicaçþes do setor imobiliårio, representada por imóveis a comercializar são (b) Uso de Estimativas - as demonstraçþes financeiras são elaboradas registradas ao custo de aquisição mais gastos com a construção inferiores com base em diversas bases de avaliação de acordo com o julgamento ao valor de mercado; (k) Capital Social - o Capital Social em 31/12/2010, da administração; c) Caixa e equivalentes de Caixa - incluem caixa, totalmente integralizado, Ê de R$ 100.000,00 (cem mil reais) representado saldos em conta movimento e aplicaçþes financeiras com liquidez imediata; por 100.000 (cem mil) açþes no valor de R4 1,00 (hum) real cada; (d) imobilizado - registrado ao custo de aquisição, sendo a depreciação (l) Cobertura de Seguros - a companhia contrata seguros por montantes calculada pelo mÊtodo linear, com base nas taxas divulgadas pela Receita considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a Parecer dos Auditores Independentes contåbeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as Aos administradores e acionistas da Home Upgrade S/A. Examinamos normas brasileiras. Essas normas requerem o cumprimento de exigências as demonstraçþes contåbeis da Home Upgrade S/A, que compreendem Êticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o o balanço patrimonial em 31/12/2010 e as respectivas demonstraçþes objetivo de obter segurança razoåvel de que as demontraçþes contåbeis de resultado, das mutaçþes do Patrimônio Líquido e dos fluxos de caixa estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito pråticas contåbeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da dos valores e divulgaçþes apresentados nas demonstraçþes contåbeis. administração sobre as demonstraçþes contåbeis: a administração Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor da companhia Ê responsåvel pela elaboração e adequada apresentação incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstraçþes dessas demonstraçþes contåbeis de acordo com as pråticas contåbeis contåbeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa adotadas no Brasil. Assim como pelos controles internos que ela determinou avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes como necessårios para permitir a elaboração dessas demonstraçþes para a elaboração e adequada apresentação das demonstraçþes contåbeis contåbeis livres de distorção relevante, independentemente de causada por da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são fraude e erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião responsabilidade Ê a de expressar uma opinião sobre essas demonstraçþes sobre a eficåcia desses controles internos da companhia. Uma auditoria

Demonstração do Resultado - R$ 2010 2009 Receita de Vendas ImĂłveis .................... 9.997.099,38 12.011.331,35 (-) Deduçþes da receita ........................ (361.893,91) (441.413,79) Receita LĂ­quida....................................... 9.635.205,47 11.569.917,56 Lucro Bruto ............................................. 9.635.205,47 11.569.917,56 (-) Despesas Operacionais..................... (449.182,48) (816.524,84) (-) Despesas Gerais.............................. (484.509,50) (942.433,32) (-) Despesas TributĂĄrias........................ (7.471,79) (11.611,97) (+) Rec Desp Financeiras ..................... 42.798,81 137.520,45 Resultado antes IRenda ......................... 9.186.022,99 10.753.392,72 (-) CSLL/IRPJ ......................................... (302.765,01) (446.746,02) Lucro LĂ­quido do ano........................... 8.883.257,98 10.306.646,70 Demonstração do Fluxo de Caixa - R$ Caixa atividades operacionais 2010 2009 Lucro do exercĂ­cio................................. 8.883.257,98 10.306.646,70 Lucro lĂ­quido ajustado ............................ 8.883.257,98 10.306.646,70 Impostos a recuperar ............................ (2.956,38) Adiantamento a Fornecedores.............. (39.148,41) Fornecedores........................................ 5.462,92 Obrigaçþes Trab / TributĂĄrias................ (23.935,23) (64.545,96) Contas a pagar ..................................... 228.553,79 (155.098,94) IRPJ e CLL pagos no ano ..................... (18.802,06) Caixa das atividade Operacionais ...... 9.071.581,02 10.047.853,39 (+) Aquisição investimentos .................. 13.140.000,00 (6.480.000,00) Caixa gerado financiamentos ................. 13.140.000,00 (6.480.000,00) DepĂłsitos judiciais / outros ................... (37.505,44) (10.101,88) Distribuição de lucros............................ (17.716.873,37) (25.564,10) Variação contas sĂłcios ......................... (6.323.126,63) (4.194.435,90) Caixa gerado financiamentos ................. (24.077.505,44) (4.230.101,88) Redução de caixa................................... (1.865.924,42) (662.248,49) DisponĂ­vel inicial..................................... 2.762.604,72 3.424.853,21 DisponĂ­vel em 31/12/2010 .................... 896.680,30 2.762.604,72 natureza de sua atividade; (m) ProvisĂŁo para contingĂŞncias - a sociedade no decorrer da sua atividade pode se tornar parte em processo judiciais e administrativos, envolvendo questĂľes trabalhistas, cĂ­veis e tributĂĄrias. Com base na anĂĄlise individual dos processos, tendo como suporte a opiniĂŁo de advogados, nĂŁo hĂĄ causas provĂĄveis para registro na rĂşbrica de â&#x20AC;&#x153;provisĂŁo para contingĂŞnciaâ&#x20AC;?. Marcus Aparecido Lopes - Contador CRC - 1SP173886/0-4 inclui, tambĂŠm, a avaliação da adequação das prĂĄticas contĂĄbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contĂĄbeis feitas pela administração, bem como pela avaliação da apresentação demonstraçþes contĂĄbeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidĂŞncia de auditoria obtida ĂŠ suficiente e apropriada para fundamentar nossa opiniĂŁo. OpiniĂŁo: Em nossa opiniĂŁo, as demonstraçþes contĂĄbeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Home Upgrade S/A, em 31/12/2010, o desempenho de suas operaçþes e os seus fluxos de caixa para o exercĂ­cio findo naquela data, de acordo com as prĂĄticas adotadas no Brasil. SĂŁo Paulo, 20 de agosto de 2012 SLM Auditoria e Consultoria S/C Ltda. CRC - 2SP019.905/0-1 Marcos Antonio Sanches - Contador CRC 1SP145.965/O-8 Membro da Câmara dos Auditores Independentes do Brasil


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26 -.ECONOMIA/LEGAIS

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Queremos que a Merkel deixe a Grécia em paz, pois suas medidas só trazem pobreza. Antigone Beza, vendedora de Atenas

conomia

Sob protestos, Merkel chega a Atenas. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, desembarca hoje na Grécia. É a primeira visita oficial de Merkel ao país desde que a crise da dívida explodiu em 2009. Orestis Panagiotou/EFE

tar e vamos resistir e vamos gritar ''Vá para casa!'" Segurança – A Grécia está preparando medidas abrangentes de segurança para a visita de seis horas nesta terça-feira. Será a primeira visita da chanceler da Alemanha à Grécia desde que a crise da dívida explodiu no país, em 2009. A polícia proibiu reuniões na maior parte do centro de Atenas e vai disponibilizar 6 mil policiais, assim como unidades anti-terroristas e francoatiradores. A líder alemã, que foi caricaturada como nazista na imprensa grega, abrandou sua retórica nos últimos meses, tendo aparentemente decidido que a Grécia deve permanecer na zona do euro. O governo grego está em negociações com credores internacionais sobre mais cortes orçamentários que garantam a próxima parcela de um resgate financeiro de 130 bilhões de euros. As medidas certamente levarão a mais protestos. O desemprego no país bateu recordes neste ano.(Agências) (Leia mais sobre os desafios do governo grego na página 28)

Recepção ruim: manifestantes ocuparam ontem a frente do parlamento grego com faixa onde se lê "Fora Merkel".

"Espanha não precisa de ajuda", diz ministro alemão.

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Espanha não precisa de ajuda financeira da zona do euro porque os seus problemas derivam do setor bancário e o país já está recebendo um empréstimo para recapitalizar seu setor financeiro, afirmou o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble. "A Espanha não precisa de um programa de ajuda", disse Schaeuble ao chegar ontem para uma reunião de ministros das Finanças da zona do euro em Luxemburgo, reiterando sua posição repetida nas últimas semanas. "A Espanha está fazendo todo o necessário, em política fiscal, em reformas estruturais. A Espanha tem

um problema com seus bancos como consequência da bola imobiliário dos últimos anos." Contágio – "É por isso que a Espanha está conseguindo ajuda com a recapitalização bancária. E é claro que a Espanha, como outros países, está sofrendo com o problema de contágio, especulação nos mercados financeiros, mas a Espanha não precisa de programa de ajuda", disse ele. O grupo de ministros das Finanças, conhecido como Eurogroup, está reunido para discutir os custos de empréstimos da Espanha e suas reformas. O ministro da Economia espanhola, Luis de Guindos, participa do encontro.(Reuters)

Yves Herman/Reuters

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erca de 8 mil manifestantes gritavam slogans ontem em Atenas contra as medidas de austeridade do governo e usavam bandeiras alertando a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, de que ela não é bem-vinda hoje na Grécia, data de rápida visita oficial. Organizada por sindicatos irritados com cortes de salários e benefícios durante três anos de austeridade, a manifestação foi convocada antes de Angela Merkel anunciar que estava indo à Grécia, em um gesto de apoio aos esforços de reforma fiscal do governo do primeiro-ministro Antonis Samaras. Mas os manifestantes não perderam a oportunidade de desabafar sua ira contra Merkel, que insistiu num duro programa de reforma apontado por muitos gregos como responsável pela situação de seu país. Em frente ao Parlamento, eles colocaram uma grande bandeira alemã com as palavras "Angela, você não é bem-vinda!". "Queremos que a Merkel deixe a Grécia em paz, pois suas medidas só trazem pobreza", disse ontem a manifestante Antigone Beza, de 48 anos, uma vendedora de Atenas. "Vamos lu-

O ministro da Economia espanhola, Luis de Guindos (de pé).

Na Itália, aumenta aperto no crédito.

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ancos italianos estão alocando seu dinheiro em títulos de dívida soberana em vez de emprestá-lo a empresas, mostraram dados do banco central do país divulgados ontem, sinalizando uma piora no aperto de crédito na terceira maior economia da zona do euro. Empréstimos a companhias não financeiras recuaram 1,9% em agosto ante o mesmo período no ano anterior. Declínio – É o quarto declínio mensal consecutivo e a pior queda desde que os dados passaram a território negativo em maio.

Ao mesmo tempo, bancos italianos mantiveram basicamente estável a quantidade de dívida soberana detida, a 316,4 bilhões de euros (US$ 413,2 bilhões) em agosto – 1 bilhão de euros a menos do que em julho. Em agosto de 2011, o total era de 212 bilhões de euros. Os bancos foram beneficiados por uma abundância de recursos do Banco Central Europeu (BCE) e uma alta em depósitos de clientes, mas crescentes níveis de inadimplência tornaram-nos cada vez mais relutantes a ampliar o crédito ao setor privado. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 9 de outubro de 2012

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conomia

Nicolas Bouvy/EFE

Jean Claude Juncker, do Eurogrupo, recebe Christine Largarde.

FMI reduz projeção para o crescimento do Brasil para 1,5% Relatório do Fundo Monetário Internacional aponta também menor avanço da economia global neste ano e retração de 0,4% no PIB da zona do euro

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Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu ontem sua projeção de crescimento do Brasil e para toda a América Latina em meio a deterioração do crescimento global e riscos de contágio, caso a crise da zona do euro se aprofunde e o crescimento da China desacelere mais do que o esperado. O FMI informou que espera que o Brasil cresça 1,5% neste ano, ante previsão de julho de crescimento de 2,5%. Segundo relatório do organismo, o crescimento geral na América Latina e o Caribe será moderado, a 3,2% neste ano – ante uma projeção de 3,4% em julho. O órgão ainda prevê uma recuperação em 2013, mas cortou sua previsão para uma expansão de 3,9% no ano que vem, ante 4,2% calculados em julho. EUA – O FMI cortou também a sua projeção de crescimento global pela segunda vez desde abril e alertou as autoridades dos Estados Unidos e da Europa de que uma falha ao corrigir os seus problemas econômicos poderia prolongar a crise. O crescimento global é muito fraco para trazer para baixo a taxa de desemprego e a pequena força existente está vindo dos bancos centrais, informou o FMI no seu Perspectiva Econômica Mundial, o relatório divulgado ontem. Para 2012, o FMI espera agora crescimento de 3,3%, abaixo da previsão de julho de alta de 3,5%, o que seria o menor crescimento desde 2009. Para o próximo ano, haverá apenas uma pequena melhora para alta de 3,6%, abaixo de sua estimativa de julho de 3,9%. Este relatório mostra que a economia da zona do euro contrairá mais do que o esperado neste ano e praticamente não crescerá em 2013 por conta de uma intensificação da crise de dívida soberana, que continuará sendo o principal risco para o crescimento. O FMI piorou sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro para uma contração de 0,4% neste ano, ante estimativa de queda de 0,3% em julho. No ano que vem, o fundo espera que a economia da zona do euro cresça apenas 0,2%, em vez dos 0,7% projetado em julho. A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, encontrouse ontem em Luxemburgo com ministros da Economia e

Finanças da zona do euro e com o presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker. Br asi l – A expectativa de crescimento para Brasil e México – as duas maiores economias da América Latina – foram reduzidas e o FMI fez um alerta aos governos. O Fundo avaliou que bancos centrais podem ter de reduzir taxas de juros no caso de uma intensificação da depressão econômica mundial, embora eles ainda tenham de atentar para uma alta da inflação. "Autoridades da região precisam estar alertas sobre o contágio de perspectivas mais fracas em economias avançadas e em importantes economias emergentes fora da região, fluxos voláteis de capital e riscos financeiros domésticos emergentes", diz o FMI. "A política monetária deve ser a primeira linha de defesa caso o crescimento global desacelere mais do que o esperado, especialmente em economias com estruturas de metas de inflação estabelecidas e testadas", acrescenta. China – O corpo econômico regional da Organização das Nações Unidas (ONU) também cortou suas projeções de crescimento, além de alguns economistas do setor privado, à medida que exportações de commodities são prejudicadas por crescimento mais fraco da China, um dos principais parceiros comerciais da América Latina. Uma avaliação dos riscos de contágio demonstrou que a América Latina será uma das regiões mais prejudicadas pela desaceleração econômica mais intensa do que o esperado na China, diz o FMI. A região também sofrerá mais do que as outras se os Estados Unidos não forem capazes de evitar o "abismo fiscal", um aperto da política fiscal em 2013. Embora os riscos de crescimento de curto prazo sejam negativos, recentes afrouxamentos de política econômica – em países incluindo Brasil e Colômbia – devem servir de base para uma reaceleração mais tarde neste ano. A projeção para o crescimento do México foi reduzida para 3,8% em 2012 e 3,5% em 2013, ambos diminuídos em 0,1 ponto percentual em relação às previsões de julho. O FMI espera que a Venezuela tenha crescimento de 5,7% em 2012, mas com desaceleração em 2013. (Reuters)

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O governo está pedindo mais tempo para implantar um novo pacote de US$ 15 bilhões de medidas de austeridade profundamente impopulares.

conomia Angelos Tzortzinis/NYT

O primeiro-ministro Antonis Samara em seu gabinete em Atenas: "Não existe absolutamente nenhum risco de a Grécia deixar o euro."

O pior emprego do mundo: o de primeiro-ministro da Grécia. O próprio premiê grego, Antonis Samara, admite que é infeliz no cargo. Desde que assumiu o posto em junho deste ano, enfrenta rotina de manifestações, conspirações políticas e dívidas que se multiplicam. Mas afirma que encontra forças no amor pelo povo. Rachel Donadio e Liz Alderman *

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le esperou a vida toda por este momento, e muitos europeus o veem como a última esperança de estabilidade da Grécia. Mas para Antonis Samaras, comandar seu país não é nada divertido. "Você acha que alguém conseguiria ser feliz sendo primeiro-ministro da Grécia?" perguntou ele em uma entrevista, apoiando os cotovelos nos joelhos. "Este é o emprego mais difícil do mundo. É puro sofrimento." Desde que assumiu o poder em junho, após duas tumultuadas eleições, Samaras vem trabalhando para restaurar a credibilidade da Grécia e dissipar todos os temores de que o país possa deixar a zona do euro – mesmo enquanto a rígida austeridade necessária para manter o país na moeda gera uma nova onda de agitação social. Sentado em seu escritório na Mansão Maximos, ele quase declarou ter atingido esse objetivo. "Não existe absolutamente nenhum risco de a Grécia deixar o euro", declarou ele. Mas ele deu a entender que a permanência viria a um custo político e econômico crescente. Em uma semana em que violentos protestos irromperam na Grécia e Espanha, contra o aperto das medidas de austeridade e o aumento do desemprego, e após outras manifestações em Portugal, Samaras aconselhou que a comunidade internacional preste muita atenção a "este novo fenômeno social" que varre a Europa. "Isso é o produto dessa enorme crise e dessa enorme recessão que estamos enfrentando", disse ele. "E isso deve servir de alerta aos nossos aliados e ao mundo ocidental: se isso acontece na Grécia e na Espanha e amanhã em outros países, eles devem se certificar de que não vai se intensificar." Enquanto luta para manter o lugar da Grécia na Europa, Samaras vem travando uma dura batalha para conter os danos em casa.

Desemprego – O desemprego está em 24% e subindo, e acima de 50%% para os jovens – situação que ele chama de "problema número 1". O Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 25% desde 2009, e cerca de 400 mil pequenas empresas correm o risco de fechar as portas. É por isso que Samaras está pedindo mais tempo – até 2016, em vez de 2014 – para implantar um novo pacote de US$ 15 bilhões de medidas de austeridade profundamente impopulares, incluindo cortes no setor público e aposentadorias e US$ 2,6 bilhões em novos impostos. A Grécia precisa tomar essas medidas para, no próximo mês, desbloquear US$ 40 bilhões em ajuda financeira de seus credores internacionais. Sem essa liquidez, avisou Samaras, o país pode enfrentar o colapso. Samaras disse que um de seus dias mais felizes desde que assumiu o cargo foi quan-

Você acha que alguém conseguiria ser feliz sendo primeiro-ministro da Grécia? Isso é puro sofrimento. ANTONIS SAMARAS, PRIMEIRO-MINISTRO do seu governo obteve um acordo básico sobre as medidas de austeridade. Mas a tríade de credores – a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional (FMI) – ainda precisa decidir se assinará o pacote, quando as negociações forem retomadas em Atenas. A história recente não é promissora. Negociadores da tríade recentemente irritaram a Grécia, questionando se o país poderia realmente honrar suas promessas após falhar repetidamente com as metas financeiras. Coalização – Mais disputas também são esperadas na indisciplinada coalizão de Samaras, que, pela primeira vez

na história grega moderna, conseguiu reunir seu partido de centro-direita, o Nova Democracia, os socialistas e um partido menor, a Esquerda Democrática. O sucesso ou fracasso do primeiro-ministro irá determinar se o seu governo conseguirá sobreviver ao inverno – ou cumprir seu mandato de quatro anos, como ele espera. Samaras está determinado para que isso aconteça. "Este é um governo de quatro anos", afirmou ele. Sua mensagem aos gregos foi clara: não percam a fé, dias melhores estão à frente. "O que estou dizendo é que existe esperança", disse ele. "Isso é tudo que posso oferecer." Mas sua mensagem à Europa foi clara: sem ajuda, suas promessas ficam vazias. "Estamos mudando, mas ao mesmo tempo vocês precisam nos ajudar, vocês precisam ajudar a situação." A alternativa, segundo ele, poderia significar "o fim da Grécia". Samaras insistiu que esta rodada de austeridade seria a última. Embora poucos gregos pareçam acreditar nele – e muitos estejam irritados com um escândalo de corrupção envolvendo seu partido, o Nova Democracia –, ele diz que as medidas poderiam ser viáveis, caso os credores permitissem que sua aplicação fosse realizada gradualmente, ao longo de quatro anos, em vez de tudo de uma vez. Os credores não deram qualquer indicação de que estariam prontos para aceitar esse pedido. Nesse meio tempo, Samaras está trabalhando para atrair investimentos de volta ao país, e delineou uma agenda pró-europeia que, segundo ele, já avançou bastante em polir a credibilidade e imagem do que ele chama de Marca Grécia. Isso inclui iniciativas de liberar mercados, erradicar a corrupção e trocar a mão pesada de oligarcas, cartéis e favoritismo por um sistema de meritocracia. Em um país altamente volátil, Samaras parece pouco agitado. Um homem alto e magro de 61 anos, ele nasceu na classe dominante do país e passou toda sua vida adulta na políti-

ca. Educado no Amherst College, em Massachusetts, onde o ex-primeiro-ministro George A. Papandreou ficava no mesmo dormitório, ele fala de forma suave e lenta, sorrindo apenas ocasionalmente. Vestindo um terno cinza-escuro e gravata azul, no dia da entrevista ele disse estar combatendo uma febre. Questionado se ele havia enfrentado as dificuldades que surgiram para muitos gregos, ele respondeu: "Cada um de nós, de uma forma ou de outra, enfrentou privações muito difíceis. Eu sou um político; fiquei em minha casa por 11 anos por causa da política". Esse foi o período em que ele deixou o partido Nova Demo-

Síria – Na entrevista, Samaras declarou que "ondas de imigrantes ilegais" estavam varrendo a Grécia, um "problema enorme" que pode piorar – se a Síria implodir e mais refugiados cruzarem a Turquia e chegarem à Grécia. "Os imigrantes ilegais tomaram conta de Atenas", garantiu ele, causando "um problema de saúde pública" e um aumento na criminalidade. Mesmo ecoando algumas de suas palavras, porém, o primeiro-ministro disse que o Aurora Dourada é "uma bolha que vai estourar", e que seus membros não são "seguidores ideológicos" – mas se juntaram ao partido por um desespero "antissistema" de tem-

Yannis Behrakis/Reuters

Aposentados enfrentam policiais nas ruas de Atenas em protesto contra o governo cracia, na década de 1990, devido a uma disputa interna. "Graças à minha família eu não tive problemas desse tipo", acrescentou ele, referindo-se a dificuldades financeiras. Mas afirmou ter empatia pelo povo grego. "Eu sinto a dor deles em cada segundo." O Nova Democracia chegou ao poder em parte usando sentimentos populistas, atacando diretamente a imigração em eleições que resultaram na entrada do partido neonazista Aurora Dourada, conhecido por seus ataques a imigrantes, no parlamento pela primeira vez. Pesquisas de opinião hoje colocam o Aurora Dourada em terceiro, depois do Nova Democracia e do partido de esquerda Syriza.

pos econômicos difíceis. Ele diz não acreditar em proibir o grupo extremista, que votou com o Nova Democracia em diversas sessões parlamentares. "Acho que a democracia é tão forte que você não precisa tomar medidas extremas", explicou Samaras. Mesmo assim, os próximos meses serão um duro teste para a democracia grega. Enquanto refletia sobre os desafios à frente, Samaras apontou para uma grande pintura alegórica na parede, uma imagem da liberdade conduzindo o povo grego. "Quando você chega pela manhã e olha para isso", disse ele, "você ganha forças". * The New York Times


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O apoio do governo é zero. A política de impostos é muito agressiva. Marcelo Tavares, presidente da Brasil Game Show

nformática

Brasil avança de fases no setor de jogos O País movimenta cerca de R$ 2 bilhões no comércio de jogos para PCs, consoles, plataformas online e dispositivos móveis, avalia o organizador da Brasil Game Show que se inicia na próxima quinta-feira. Mas o potencial brasileiro é muito maior. Fernando Porto

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mercado de games no Brasil deixou há alguns anos de ser tratado como simples brincadeira. O setor movimenta em torno de R$ 2 bilhões ao ano no País, mas pode crescer muito mais se houver a redução de impostos prometida pelo governo federal e incentivo ao desenvolvimento de jogos e consoles. A análise é do empresário Marcelo Tavares, presidente da Brasil Game Show, o maior evento especializado na indústria de jogos, que começará na quintafeira e que deverá reunir cerca de 100 mil pessoas, entre empresários e consumidores finais. "Somos o único evento que vai reunir os três maiores fabricantes – Sony, Microsoft e Nintendo", afirma Tavares. Ele destaca ainda os estandes de 150 empresas, entre distribuidoras, publicadoras, estúdios nacionais e internacionais, atacadistas, varejistas e fabricantes de placas de video. Além de dar oportunidade aos gamers para jogarem os lançamentos mais recentes de consoles, PCs e mobile, o evento terá rodadas de negócios entre desenvolvedores brasileiros e distribuidores internacionais. O interesse no País se deve à estagnação do setor na Europa e na Ásia, enquanto o mercado consumidor brasileiro aumenta a cada ano. "Estamos falando do terceiro maior mercado do mundo, que está abaixo apenas dos EUA e Japão", observa o empresário, de 33 anos, que organiza o evento desde 2008 e sonha com esse sucesso desde criança, quando começou a sua coleção. Hoje ela conta com mais de 230 consoles e cerca de 3.000 jogos. "Mas meu grande sonho é transformá-lo no maior evento de consumidor do mundo, superando até a E3 americana", acrescenta. O perfil do público mudou bastante nos últimos anos. "Atualmente, os jogos atraem um público mais velho porque há jogos com temáticas mais adultas." Segundo o empresário,

além do público infantil e da faixa etária adolescente (11 a 17 anos), há muitos jogadores de 18 a 35 anos de idade. Marcelo Tavares lembra que a indústria de jogos tem muito a evoluir no desenvolvimento de jogos de consoles, mas já vem ganhando respeito na criação de jogos mobile. "Hoje, temos no País cerca de 100 empresas desenvolvedoras e 80% produzem jogos para smartphones e para a rede Facebook." E apesar de o governo federal sinalizar com incentivos ao desenvolvimento da indústria no Brasil, o empresário tem suas críticas. "O apoio do governo é zero. A política de impostos é muito agressiva. Os encargos não são compensadores para que surjam empresas de diferentes portes. Hoje, as grandes companhias dominam 90% do mercado." Ele lembra que os únicos avanços partiram da iniciativa privada, como o exemplo da multinacional Microsoft, que passou a produzir o console Xbox 360 no Brasil e, com incentivos e sem o peso dos impostos de importação, reduziu o preço do aparelho, jogos e acessórios de 40 a 45%. "Um jogo que custava R$ 300 há três anos, custa hoje de R$ 100 a R$ 130", afirma. Outro segmento que impulsiona a indústria de jogos no Brasil, segundo Tavares, é o de jogos online, que reúnem milhares de usuários, os chamados MMORPG (sigla para Massively Multiplayer Online Roleplaying Game) – um modelo de negócio interessante já que o download é gratuito e paga-se apenas por itens opcionais para desenvolver os personagens. "Eles representam o fim da venda de mídia física. O fenômeno do momento é a Riot Games, que vai pagar um premio de US$ 80 mil aos finalistas." O organizador do evento se refere à produtora multinacional, com sede na Califórnia (EUA) e escritório no Brasil, responsável pelo badadado game League of Legends – o mais jogado no mundo no gênero e que combina elementos de RPG e

estratégia com ação de combate. A Riot Games terá um estande de 273 m² e o prêmio de US$ 80 mil será disputado entre as principais equipes brasileiras do game, com transmissão ao vivo para o evento e também via streaming. Incentivo – A Brasil Game Show (BGS) promoverá também o Festival de Jogos, patrocinado pela empresa ZAP Games, com objetivo de estimular a produção de jogos por empresas e profissionais independentes. A cerimônia de premiação será na quinta-feira, às 18h.

S ERVIÇO Brasil Game Show De 11 e 14 de outubro no Expo Center Norte, das 11h às 20h. Ingressos: R$ 40 (meia entrada) Crianças de até 5 anos têm entrada franca. Menores de 12 anos devem estar acompanhados de um responsável maior de idade. Pessoas que doarem 1 kg de alimento não perecível terão direito a meia entrada, assim como estudantes com carteirinha. http://www.brasilgameshow.com.br

Guerra de gigantes

O

s empresários da indústria de jogos devem aproveitar a feira para a concretização de novos negócios. No entanto, o show, como é de se esperar numa feira de games, fica por conta da batalha de campeões de vendas dos grandes fabricantes do setor. A Sony, do badalado console Playstation 3, apresentará em seu estande o aguardado God Of War: Ascension (versão multiplayer e single) e também a segunda versão do jogo Everybody Dance, para seu controle de movimentos PS Move. Promoverá também um torneio no evento do jogo multiplayer Battle Royale. Das estrelas em "carne e osso", a Sony Brasil confirma a presença de Katsuhiro Harada, celebridade dos games e responsável pela série Tekken, da produtora Namco. Harada distribuirá autógrafos todos os dias do evento. A Activision, produtora da premiada série de guerra Call of Duty, colocará para os jogadores

Acrobat XI para a geração 'touch' A

Divulgação computação em nuvem e a popularização do uso de dispositivos móveis criaram novas necessidades no mundo corporativo. Por essa razão, o caminho lógico dos grandes fabricantes de softwares é aperfeiçoar seus produtos para essa nova realidade. Não seria diferente com a Adobe que apresentou seu Acrobat XI com diversos recursos já incorporados na nuvem. "Não é uma revolução, mas sim uma evolução", define André Akira Mizokami, gerente de produto. Nada mais emblemático que essa inovação chegue agora ao software do famoso formato PDF, que resistiu ao tempo e está próximo de completar 20 anos no mercado. Para Akira, a força do produto persiste pela tendência irreversível de digitalização de documentos e aponta um estudo global do IDC, que calcula um custo anual de US$ 15,9

Acrobat XI Pro, a versão mais completa do famoso conversor de documentos

milhões na produção e manutenção de documentos impressos para uma companhia de mil funcionários - uma ineficiência equivalente à contratação de 213 novos funcionários. "O Acrobat XI foi desenvolvido para diminuir a

perda de documentos e facilitar o reaproveitamento das informações de um documento", explica o executivo. Entre as inovações para a nova era de domínio dos tablets e, consequentemente, dos trabalhos na dinâmica mobile, o consultor de soluções Fernando Gonçalves destaca o recurso de "toque amigável" do botão touch mode, que otimiza a interface do Acrobat ou Reader, principalmente quando se usa o ambiente vitualizado (acesso remoto do PC via tablet). Das facilidades da "nuvem", ele destaca também o serviço do Adobe Forms Central, que permite a criação e acesso a funcionários e clientes de formulários preenchíveis em PDF ou formulários HTML para coletar respostas com rapidez e eficiência. "A tendência é que o formato do Forms Central substitua aos poucos o formulário PDF", prevê Gonçalves. Entre as opções de compras, a Adobe disponibiliza as versões Acrobat XI Standard, Acrobat XI Pro e Adobe Reader XI. Informações sobre preços em http://www.adobe.com/br/ Fernando Porto

testarem Call of Duty: Black Ops 2, que começou a ser vendido nas lojas de São Paulo para Xbox 260 e Playstation 3 e também a versão para consoles de Angry Birds – sucesso em tablets e smartphones. Outra apresentação muito aguardada pelos gamers é o preview de Assassin's Creed III, da Ubisoft Entertainment, continuação de uma das séries mais vendidas do mundo – que se transformou também em série de best sellers literários. Da Capcom, haverá apresentação inédita para o público brasileiro dos jogos DmC: Devil May Cry e Lost Planet 3, além do game Resident Evil 6 – última versão do sucesso nos consoles e das versões cinematográficas. Na Electronic Arts, o destaque é Fifa 13 para todas as plataformas que, na versão brasileira, traz narração do jornalista Tiago Leifert e comentários do ex-jogador Caio Ribeiro.

n SOFTWARES

Nero 12 traz novos recursos de edição

A

edição 12 do software multimídia Nero, acaba de chegar ao mercado com ferramentas inéditas para a edição caseira de arquivos de som, filmes e fotografias. Com interface em português do Brasil, o Nero 12 se destaca pelo suporte a dezenas de formatos diferentes de arquivos e equipamentos. Dessa forma, é possível acessar conteúdos HD em qualquer tipo de dispositivo, de PCs e players Blu-ray a HDTV, decodificadores habilitados para stream, tablets e consoles de jogos, explica Martin Stein, diretor chefe de Produtos da Nero. "O que andava faltando era uma forma fácil de converter, customizar e conectar os conteúdos a qualquer um desses equipamentos", comenta. Entre as várias funções do Nero 12, o usuário pode copiar DVD, discos Blu-ray e vídeos AVHCD com conteúdos pessoais, bem como vídeos de fontes online; converter vídeo para execução otimizada em XBOX 360, PS3/PS Vita, iPad, iPhone, tablets Android e vários outros dispositivos. Em versão download (www.nero.com/ptb), o Nero 12 tem como preço de lançamento R$ 199. Para a versão Platinum, custa R$ 269. Para quem tem edições anteriores, há atualização a partir de R$ 84.


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Quase todos os recursos do iPhone 5 foram aprimorados, com foco no que importa: tela, som, câmera e velocidade. nformática Beck Diefenbach/Reuters

iPhone 5: bom, mas com reservas. A tela maior, o peso inferior e a maior velocidade de processamento mostram uma evolução no aparelho. O problema está no conector.

O processador do iPhone 5 é duas vezes mais rápido, diz a Apple. Poucas pessoas reclamavam da velocidade do modelo anterior, mas este certamente ganha. E agora a tela possui melhor reprodução de cores.

David Pogue, do The New York Times

S

e você estivesse fazendo uma aula na faculdade chamada iPhone 1, seu professor poderia identificar três fatores que tornaram o smartphone da Apple um sucesso sem tamanho. Primeiro, o design. Uma única empresa, conhecida por sua obsessão por detalhes, produz tanto hardware quanto software. O resultado é um todo coeso e coerente. Segundo, componentes superiores. Como a maior empresa de tecnologia do mundo, a Apple tem maior poder com seus fornecedores de peças. Ela pode incorporar novas tecnologias frequentemente – o vidro Gorilla resistente a riscos, por exemplo, ou a tela supernítida Retina. Terceiro, compatibilidade. A onipresença do iPhone levou a um universo de acessórios para ele. Entre num quarto de hotel, e provavelmente haverá um conector para iPhone embutido no rádio-relógio. Se tivesse de escrever uma monografia para essa aula, você poderia abrir com este argumento: ao criar o novo iPhone 5 (US$ 200 com contrato), a Apple fortaleceu suas duas primeiras vantagens – mas entregou a terceira de bandeja para seus rivais. O novo aparelho, todo preto

1,3 centímetro é a diferença de altura de tela do iPhone 5 em relação ao 4S. É uma boa mudança do telefone, mas não revolucionária. ou branco, é lindo. Especialmente o preto, cujo brilhante corpo de vidro e alumínio traz as linhas de design de um bombardeiro fantasma. Havia muitos rumores de que o iPhone 5 teria uma tela maior. Conforme se revelou, a tela atualizada do iPhone nem se aproxima do tamanho Imax de seus concorrentes. São os mesmos 5,8 centímetros de largura, mas com a altura maior em 1,3 centímetros – 176 minúsculos pixels.É uma boa mudança, mas não revolucionária. Você ganha uma fileira extra de ícones na tela inicial, mais mensagens nas listas de e-mails, teclas maiores no teclado virtual em modo paisagem e uma visão ampla dos aplicativos incluídos.

Com 0,76 centímetro, o telefone é surpreendentemente mais fino do que antes – o mais fino do mundo, segundo a Apple. Ele também é mais leve, com pouco menos de 113 gramas; ele desaparece em seu bolso. Este iPhone é tão leve, alto e fino que está no caminho certo para se tornar um marcador de livro. Segunda vantagem: componentes. Não há recurso revolucionário desta vez. Mesmo assim, quase todos os recursos foram aprimorados, com foco no que importa: tela, som, câmera, velocidade. Seu novo processador é duas vezes mais rápido, diz a Apple. Poucas pessoas reclamavam da velocidade do modelo anterior, mas este certamente ganha. Agora a tela possui melhor reprodução de cores. A câmera frontal captura vídeo em alta definição (720p). A bateria oferece o mesmo tempo de conversa (oito horas), mas soma duas horas adicionais para navegação na web (oito horas) – mesmo em redes LTE. A câmera é uma das melhores já colocadas num celular. Suas fotos com pouca luz arrasam os mesmos esforços num iPhone 4S. Seu tempo de uma foto a outra melhorou em 40%. E você pode tirar fotos

mesmo enquanto grava um vídeo (alta definição de 1080p). Tudo bem até aqui. Mas agora vem o terceiro ponto, a compatibilidade universal. Hoje em dia, o conector de recarga do iPhone/iPad/iPod (que já existe há uma década) está em toda parte: carros, relógios, docks, até mesmo dispositivos médicos. Mas o novo iPhone não é compatível com nenhum deles. A Apple chama o substituto de conector Lightning. Ele é muito mais resistente do que o antigo conector, e muito menor – 0,79 centímetro de largura, contra 2,1 do anterior. E não há lado certo para cima – você pode conectar o cabo dos dois lados. Ele faz um clique satisfatório ao se encaixar, e mesmo assim sua

remoção é suave. Bem, está ótimo. Mas ele não se encaixa em nenhum acessório, carregador ou dock existente. A Apple vende um plugue adaptador por US$ 30 (ou US$ 40 com um cabo de 20 centímetros). Se possui alguns acessórios, você pode facilmente gastar US$ 150 em adaptadores para um telefone de US$ 200. Isso não é apenas um tapa na cara dos clientes fiéis – é um direto bem no meio dos olhos. Mesmo com o adaptador, nem todos os recursos do velho conector estão disponíveis; por exemplo, você não pode enviar a saída de vídeo do iPhone a um cabo de TV. O novo telefone vem com novo software, chamado iOS 6. As maiores atrações são no-

vos talentos para a Siri, a assistente ativada por voz (agora ela responde a perguntas sobre filmes, esportes e restaurantes); e respostas prontas para chamadas telefônicas. Há também um novo modo panorama para a câmera, que funde diversas imagens numa única foto ultra-grande-angular de 28 megapixels. Se você possui um iPhone 4S, comprar o iPhone 5 talvez não valha a pena pela coleção de pequenos ajustes da versão 5. Mas se você teve a disciplina de esperar durante algumas gerações de iPhone – uau, você se deu muito bem. Mesmo assim, a mudança do conector é uma grande pena. A Apple não se preocupa em perder a lealdade do consumidor?


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