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DC 09/08/2012

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Atenção: na estrada, a carga que pesa mais a cada segundo. Destino: 11 cidades e R$ 1 tri.

Newton Santos Hype

O caminhão do Impostômetro da ACSP e da Facesp chega hoje a Sorocaba. Além da carga fiscal mutante, carrega o Feirão do Imposto em que cada produto mostra seu preço, antes e depois do Leão. Pág. 13 Jornal do empreendedor

Ano 87 - Nº 23.684

Três tentativas frustradas

Página 4

Conclusão: 23h55

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

Ex-presidente e a atual bem que tentam, mas não conseguem falar ao celular. Pág. 20

São Paulo, quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Paraguai tira Brasil e Argentina da tomada após 'Mercochávez'

Na ribalta, a trilha sonora do Mensalão.

País suspenso do Mercosul avisa: nada de 'ceder' energia ao Brasil e à Argentina, dos quais é sócio em Itaipu e Yacyretá. Pág. 18

De Jorge Ben Jor a Chico Buarque, a poesia e a música que embalam o julgamento no STF. Pág. 6

Newton Santos/Hypecredito

Ivan Alvarado/Reuters

O vôlei está vivo: que venha a Itália ! Time de Bernardinho faz semi-final amanhã. Italianos desclassificaram campeões americanos. Pág. 11

Bastou uma vez para fazer história Na estreia do boxe feminino, Adriana Araújo volta com bronze. Pág. 11

Marcelo Del Pozo/Reuters

Ouro futuro Na academia onde Zanetti treina (foto), em São Caetano, o entusiasmo dos pequenos ginastas se multiplicou com a conquista olímpica do ídolo – ouro nas argolas. Pág. 10

Flavio Florido/Folhapress

ISSN 1679-2688

23684

9 771679 268008

BRONZE NA PRAIA

Larissa e Juliana viraram o jogo contra as chinesas Xue e Zhang no vôlei de praia e garantiram a 10ª medalha brasileira em Londres. Pág. 11


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Só é necessário racionar o acesso à universidade pública porque há mais demandantes do que vagas. Roberto Fendt

pinião Paulo Pinto/AE

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Senado da República aprovou na última terça-feira, em votação simbólica e com a única voz discordante do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), a reserva de pelo menos 50% das vagas nas universidades públicas e nas escolas técnicas federais para alunos que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Metade dessas vagas será distribuída entre alunos que se qualificam e que provenham de famílias com renda comprovada de até um salário mínimo e meio per capita, hoje valendo R$ 933,00. As vagas reservadas devem ser prioritariamente ocupadas por estudantes negros, pardos ou índios. A questão é: seria esse o melhor critério de dar oportunidades iguais de ponto de partida a estudantes oriundos de famílias pobres ou aos negros, pardos e índios? Compreendo a boa intenção dos que elaboraram e votaram favoravelmente ao projeto. Mas receio que esses legisladores estejam se furtando a encarar as mazelas de nossa educação pública e que estejam mirando as consequências dessas mazelas, em lugar de atentar para suas origens. Em primeiro lugar, parece que se tem esquecido que somente é necessário racionar o acesso ao ensino à universidade públicas e nas escolas técnicas federais porque há mais demandantes do que vagas oferecidas.

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"preço" de uma vaga tem sido pago, até agora, pelo critério da meritocracia: os que tirarem as maiores notas no vestibular ingressam no ensino superior público. Evidentemente, quem estiver mais bem preparado garante a vaga. Alguns estão mais bem preparados porque se dedicaram mais; entretanto, não há como negar que os que

Os problemas de qualidade do ensino público são os verdadeiros responsáveis pela atual dificuldade de ingresso dos estudantes nas universidades públicas.

e u q o : s a Cot e u q o e ê se v . ê v e não s frequentaram melhores escolas nos primeiro e segundo graus têm maior chance de ingresso. O problema do acesso ao ensino superior, portanto, se resolve de uma de duas alternativas. A primeira delas consiste em aumentar suficientemente o número de vagas no ensino superior, de forma a democratizar o acesso as todos. A segunda, em igualar a qualidade do ensino de primeiro e segundo graus, de forma que os alunos

das escolas públicas tenham ensino de qualidade semelhante ao das escolas particulares. Se a segunda alternativa fosse a escolhida, não haveria porque criar cotas no ensino superior, já que todos os alunos – pobres e ricos, negros, pardos, índios e brancos – concorreriam em igualdade de condições para ingressar na universidade. A opção adotada, contudo, não resolve o problema da escassez de vagas, porque ela não aumenta o número de vagas nem coloca nas mesmas turmas alunos com formação

ROBERTO FENDT ções. Com base nos resultados apurados por esses critérios, deveriam ser premiados os dirigentes das escolas públicas que tivessem melhor desempenho e substituir os de pior qualidade de ensino.

anterior semelhante. A justificativa para estabelecer cotas para os estudantes do ensino público é o reconhecimento de que a qualidade desse ensino é inferior, muito inferior, à qualidade do ensino particular. Caso contrário, não se deveria usar esse critério para a reserva de metade das vagas. Se o legislador reconhece explicitamente que a qualidade do ensino público é ruim, o que o impede de exigir qualidade semelhante no ensino público à média da qualidade do ensino particular? Há uma infinidade de critérios para medir a qualidade dos dois tipos de institui-

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legislador aproveitou a chance para sair pela tangente e jogar a bola para a plateia. Acaso os alunos que ingressarem no ensino superior pelo regime de cota não deverão fazer provas? Se o seu aproveitamento for insuficiente, serão reprovados? Ou serão automaticamente promovidos, terminando o curso sem saber nada? Ou haverá provas diferenciadas, com questões mais fáceis para os alunos cotistas, de forma a impedir a concorrência com os alunos de melhor formação? Ou ainda, cairá a qualidade do ensino superior, de forma a permitir que os alunos sem base possam tirar notas mínimas

que permitam a sua promoção, ano a ano, até a formatura? O que o legislador vê é que o atual sistema de ingresso no ensino superior é ruim. O que o legislador não quer ver nem resolver é o problema da má qualidade do ensino público de primeiro e segundo graus. Olhando o futuro, será necessário depois estabelecer cotas para as posições profissionais que utilizam os formandos das universidades públicas? Como por exemplo, nas diretorias das empresas estatais? Entre os ministros e seus secretários executivos? Haverá cotas nas assessorias dos senhores senadores, preenchidas pelos mesmos critérios? Pensando mais alto, por que não estabelecer cotas para o Senado e a Câmara dos Deputados? E por que não incluir nessas cotas outra "minoria" subrepresentada, a das mulheres? ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

PAC(QUINHO) 3; TUDO COMO ANTES. J

á escrevemos dois artigos sobre o famigerado e falso PAC(quinho) e o quanto se enganou o brasileiro, desde governantes, economistas, políticos, empresários, povo, todo mundo. Alguns não foram enganados: talvez seja possível completar, com eles, a lotação de alguns fuscas. Segundo um editorial recente da Folha de São Paulo, os gastos do Pac(quinho) deram marcha a ré de 2011 para 2012. De R$ 9,6 bilhões para R$ 8,4 bilhões. Menos de 0,2% do PIB. Assustador. O investimento nos transportes foi reduzido bem mais, de 70% do Pac(quinho) para 52% dele; são 18 pontos percentuais, ou 26%. Nossa matriz de transportes e nossa logística são, de longe, as piores possíveis entre os países que contam. E ainda reduzimos o investimento. Enquanto nossos concorrentes diretos, no BRIC, investem entre 4 e

5% da FIB (Felicidade Interna Bruta) em infraestrutura, nós investimos apenas 0,49%. O Fórum Econômico Mundial de 2011 já mostrou que estamos, entre 142 países, em 91º lugar em ferrovia, 110º em rodovia, 122º em aerovia e 130º em portos. Já estamos na rabeira do transporte e logística mundial, e continuamos trabalhando para piorar.

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ada funciona no PAC(quinho). Que, reiteramos, nunca existiu. Já dissemos que se trata da maior enganação econômica da história do "nunca antes neste país". Apenas foram juntados todos os investimentos dos quatro anos seguintes, agrupados num único bloco, e chamado de PAC(quinho). Nada foi mudado, nada f oi acrescentado. Os investimentos e valores eram os mesmos, mas agora bem

maiores em valores. Ou quatro vezes maiores, sendo igual, o que levou todos aos "equívocos" ocorridos. Em realidade, o que se fez foi do que o seguinte. Você e sua esposa se sentam todos os meses para fazer o orçamento. O marido diz à esposa (poderia ser o inverso: "Benzinho, temos R$ 3 mil por mês para gastar". Ela conclui que não há muita sobra. Não dá para trocar o sofá e as cortinas. Num determinado janeiro, o marido todo pimpão chega à esposa e diz: "Benzinho, temos uma renda anual de R$ 36 mil". Ela então conclui que agora o dinheiro está sobrando: afinal, R$ 36 mil é um valor respeitável. Agora dá pra trocar o sofá e as cortinas. Na verdade, nada mudou. São os mesmos R$ 3 mil ao mês. O número é tudo. Foi exatamente isso que o governo fez, e todos acreditaram que a vida havia melhorado, que o

investimento iria crescer agora... Falamos sobre o assunto duas vezes em artigos e centenas de vezes em salas de aula. Mas até hoje se fala na imprensa sobre o PAC (quinho), como se ele existisse e não fosse apenas um aglomerado, uma fantasia. E com os mesmos valores – já que à época nos demos ao trabalho de fazer os cálculos dos investimentos previstos e disponíveis. No Brasil, a maioria do povo gosta de ser enganado. Faz bem ouvir coisas boas, grandes números e valores. Notícia ruim, a realidade, não interessam. E la nave va... Pior é que as coisas, nem assim andaram. Quem acompanhou os últimos anos como deveria, percebeu que quase nada foi feito. E, como citamos anteriormente, com apenas 11% do PAC(quinho) 1 pronto, foi lançado o PAC(quinho) 2. E, pior ainda, no 2 constavam as coisas que

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

haviam sido previstas e não realizadas no 1. E todos voltaram a ficar contentinhos, a festejar o governo.

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resultado, todos temos visto nas eleições. E os resultados nefastos, na vida de cada um de nós. Alguns de nós sabiam disso. A maioria, porém, continuou campeã olímpica de natação: nada, nada, nada... Até onde isso irá? Se considerarmos as últimas décadas, em que apenas involuímos, sabemos que o resultado daqui a alguns anos será, fatalmente, o "Brasil: Buraco 2020"( título de um dos nossos próximos artigos). Brasil! Brazil! Brésil! Até quando? Todos acordam, menos nós? Onde está tamanho erro? Será que na letra do hino nacional, segundo o qual estamos eternamente deitados em berço esplêndido? Será que precisaremos voltar ao início

SAMIR KEEDI da República, mudar o hino? Ou começar de novo, lá de trás, no século 14? Parece que sim. E, a essa altura, não adianta querer, como se dizia, apagar a luz, fechar a porta e devolver a chave a Portugal. Aliás, será que aceitariam? Não. Então, é conosco mesmo. Temos de agir, mudar esta realidade e fazer um novo país, deixando para trás o grande acampamento que somos hoje. SAMIR KEEDI É BACHAREL EM ECONOMIA, PROFESSOR DA ADUANEIRAS E AUTOR DE VÁRIOS LIVROS EM COMÉRCIO EXTERIOR. SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

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INTRODUÇÃO LONGA TORNA IMPRATICÁVEL AOS ATLETAS CANTAR O HINO NACIONAL NO PÓDIO.

pinião Divulgação

A ponte Golden Gate, em Saõ Francisco, Califórnia: uma das atrações que encantam os turistas que vão para os EUA.

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Um certo cansaço de viajar

urismo "é a arte do esquecimento", diz Marcius Naylor, pensador, poeta bissexto e desocupado profissional em Princeton, Nova Jérsey. Ele se explica um pouco mais: "É uma arte pouco praticada por dois motivos: primeiro porque os que a exercem não têm uma noção clara do que estão fazendo; segundo porque ela exige algum dinheiro e há muito mais pobres do que ricos no mundo, até mesmo aqui nos Estados Unidos". Ele se lembra que leu no TownTopics, jornal da cidade, que os brasileiros são o povo que mais viaja no mundo, seja por paixão pelo turismo, seja porque as passagens para o exterior, no Brasil, podem ser pagas em prestações a perder de vista. "Beleza", murmura o

poeta com voz irônica. Naylor fuma um cachimbo apagado o dia todo, dando baforadas invisíveis para os lados a fim de não incomodar as pessoas próximas. Hoje ele fala sobre viagens – numa de suas aparições na cidade, depois de prolongadas ausências, que ele jamais esclareceu – mas no passado ele já falou também sobre o direito à preguiça, o mau uso do dinheiro, o sonho de enriquecer dos pequenos comerciantes americanos, a venda indiscriminada de armas e a péssima qualidade do pão nos Estados Unidos.

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Agora, na temporada que dedica ao turismo, ele se alonga sobre o comportamento do viajante que visita as grandes cidades da Europa e certas metrópoles

LUIZ CARLOS LISBOA do seu próprio país, as quais exercem grande fascínio sobre o povo da costa leste. Há pouco, Naylor passou um mês em São Francisco, na Califórnia, período, segundo ele exclusivamente dedicado a observar, ouvir, perguntar e anotar. Seus cadernos de notas estão cobertos com uma letra miúda e difícil de decifrar. Ali há nomes, números e dese-

nhos feitos com certo capricho, tudo a lápis. A ponte Golden Gate é fantasticamente detalhada, e até a neblina que encobre parte dela parece fumaça escapando das páginas do caderno. Naylor gesticula com lentidão e solenidade, pondo e tirando o cachimbo apagado na boca. "Os que vão daqui para lá – diz ele, vagaroso – têm a mesma paixão dos que vêm de lá para cá. Longe de casa, ocupam-de de coisas que não despertam seu interesse aqui, e assim se mantêm atarefados, como se estivessem sob a vigilância de um patrão exigente". Para Naylor, o turista não tem tempo para mais nada que não seja cumprir seu papel de turista, levando consigo mapas, câmeras de vários tipos, guias e pequenos blocos

para anotação. No fim da temporada, ele se pergunta se falta alguma coisa para ver em São Francisco, em Paris, em Lisboa ou em Lima. Se a memória ajuda, ele corre de câmera em punho, missionário dedicado que é, e esgota o resto da tarde examinando detalhes, ângulos e perspectivas que desprezaria completamente se estivesse na cidade em que mora.

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e uma ruela suja, afirma, "o turista precisa saber o nome, e descobrir se morou ali algum pintor famoso, ou um revolucionário célebre. Seu sonho é registrar tudo e, se possível, algo que ninguém registrou antes. No entanto, mais do que conhecer novas terras, ele quer descansar dos lugares que já co-

nhece bem demais." No fundo, no fundo mesmo, diz Naylor, com desencanto na voz, " ele se ocupa com o novo para descansar do velho, do deja vu, da paisagem que já não lhe promete nada" . Faz uma pausa e acrescenta: "É só isso o gosto de viajar". Ficamos olhando para o balcão de carvalho onde estão os nossos copos, e depois sorrimos de tudo aquilo. Afinal, estamos vivos, e isso é o que importa. E Princeton, ainda bem, está lá fora, banhada do sol da tarde, com seu casario normando sugerindo viagens, longe das nossas decepções e das bobagens que às vezes dizemos e que ouvimos. LUIZ CARLOS LISBOA É JORNALISTA E ESCREVE DE PRINCETON, EUA.

Mike Blake/Reuters

O INCANTÁVEL HINO BRASILEIRO A

nossa primeira medalha de ouro nessas Olimpíadas foi para a judoca piauiense Sarah Menezes. Enquanto as bandeiras dos três países classificados subiam, ela ouviu emocionada o Hino Nacional Brasileiro sem poder cantá-lo, porque fizeram uma versão reduzida e esqueceram de avisar o Brasil e o seu povo. Primeiro tocaram a introdução instrumental, cuja letra, de Américo de Moura, foi suprimida após a oficialização do Hino em 1922. A letra dizia o seguinte: "Espera o Brasil/ Que todos cumprais/ com o vosso dever/ Eia, avante brasileiros/ Sempre avante/ Gravai com buril/ Nos pátrios anais/ O vosso poder/ Eia avante brasileiros/ Sempre avante/ Serví o Brasil/ Sem esmorecer/ Com ânimo audaz/ Cumprí o dever/ Na guerra e na paz/ À sombra da Lei/ À brisa gentil/ O lábaro erguei/ Do belo Brasil/ Eia sus/ Ó sus!... Finda a introdução, entrou a melodia principal do "ouviram do Ipiranga às margens plácidas". Da primeira estrofe pularam para o verso final: "Mas ergues da Justiça a clava forte" ... e fim! Acabou! Ou melhor, acabaram com o nosso Hino. A nossa campeã ficou com cara de tacho lá no pódio, sem entender nada. Um hino deve ser cantado. Se ninguém mais canta essa

THEO DE BARROS introdução, não há motivo para conservá-la. Esse começo instrumental ocupa pelo menos um terço do tempo disponível para a execução dos hinos, tempo esse que já é exíguo. A solução seria fazer uma introdução curta e já entrar na melodia principal e reservar o atual começo para quando o hino fosse executado na sua plenitude.

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u me lembro que na Copa do Mundo de 1982 a câmera percorreu os rostos dos nossos jogadores durante a execução do "hino". Estavam todos de bicos calados. Era a introdução. Acabou a introdução e acabou o Hino. Só tocaram a introdução. Eu fiquei revoltado e imagino que a nossa seleção, idem. Era o jogo contra a Itália e nós perdemos. Não podemos culpar o Hino ou a ausência dele, pela nossa derrota. Mas é um fato desanimador. Numa competição internacional, cantar o hino do seu país exorta o patriotismo e a vontade de lutar. O presidente

da FIFA na época era um brasileiro de nome genuinamente caboclo: Jean-Marie Faustin Goedefroid de Havelange, o João Havelange. Ele não reclamou, ninguém protestou e ficou tudo por isso mesmo. Eu considero o Hino Nacional Brasileiro o mais belo de todos os que eu já ouvi. Não é patriotada. É por causa da música. A maioria dos hinos tem a melodia consonante e previsível. A do nosso, não. É dissonante, ousada, além de ser empolgante e emocional. A "Marselhesa" tem uma grande importância histórica e é valorizada por esse fato, mas o nosso é mais bonito. Musicalmente mais bonito. Consta que a música foi composta em 1822 pelo maestro Francisco Manuel da Silva, motivado pela abdicação de Dom Pedro I. Nessa ocasião, a música recebeu o título de "Hino 7 de abril". Mais tarde, com a letra de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, mudou de nome para "Marcha Triunfal". Em 1906, fizeram um concurso para eleger um novo hino nacional. Quem venceu foi Leopoldo Miguez. O então presidente provisório Marechal Deodoro da Fonseca, percebeu que o povo gostava mais do hino antigo e como bom político, deixou a coisa como

estava e o hino de Leopoldo Miguez foi adotado como Hino da Proclamação da República.

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m 1909, fizeram um concurso a fim de escolher uma nova letra para o hino de Francisco Manuel da Silva. Quem venceu foi Joaquim Osório Duque Estrada. Em 1922, o presidente Epitácio Pessoa adquiriu a letra por 5.000$ (cinco contos de réis) e oficializou a composição. Uma melodia que já suportou três letras diferentes desde 1822 é uma melodia vitoriosa e não pode ser aviltada. Quanto à letra, ela está por aí desde 1909, tempo suficiente para qualquer brasileiro decorá- la. O hino, a bandeira, as armas e o selo são os quatro símbolos oficiais da República Federativa do Brasil e devem ser respeitados. O hino de um país não pode sofrer reduções ou alterações de qualquer espécie, sem a devida autorização oficial. O fato de não executarem o Hino Nacional Brasileiro na sua versão integral, já é condenável. O Brasil vai ser o anfitrião da Copa das Confederações em 2014 e sediar as Olimpíadas de 2016. Estão todos preocupados com as cerimônias de abertura, os superfaturamentos e as

futuras maracutaias. A intenção é fazer a maior festa olímpica jamais vista. Já pensaram se os nossos atletas e o nosso povo não souberem cantar o próprio Hino Nacional? Espero que o governo se preocupe menos com as festas e mais com o vexame. Se toda uma nação ficar de boca fechada durante a execução do seu hino, o Brasil vai ganhar a Medalha do Descaso e a Taça da Vergonha. THEO DE BARROS É COMPOSITOR, AUTOR DE "DISPARADA" E "MENINO DAS

LARANJAS", ENTRE OUTRAS.

Arthur Nabarrete Zanetti, medalha de ouro nas argolas, ouve tocar o Hino Nacional. Mas só se toca a introdução, ou ele é truncado.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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GibaUm

3 Cada

vez que alguém reclama da gestão de Sérgio Gabrielli da Petrobras, Lula lembra que Dilma estava lá.

gibaum@gibaum.com.br

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

3 MAIS: é que ela permaneceu na presidência do Conselho Administrativo da estatal nos oito anos do governo de seu padrinho.

k Pelo jeito, a bela resolveu ser fera. Tem que tomar cuidado para não Bens protegidos ser enjaulada.

KÁTIA ABREU // senadora (PSD-TO), sobre Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, na CPI que investiga o contraventor.

Foto: Paula Lima

Andréa Aprígio, ex-mulher de Carlinhos Cachoeira, garante que não é laranja do ex-marido, só que o acordo de separação judicial entre eles foi fechado durante a CPI dos Bingos, em 2004. A solução objetivava, diante do cerco, não perder seus bens e por isso, Cachoeira passou todos eles para Andréa. Ela ficou com imóveis, incluindose a casa de Miami, empresas, entre elas o laboratório Vitaplan e uma gorda pensão para ser deduzida do IR de Cachoeira. Detalhe: até hoje, ele tem total confiança em Andréa. 333

MEGA-LARANJAL José Dirceu, que acompanha o julgamento do mensalão, de sua casa num condomínio em Vinhedo, interior de São Paulo, tem conversado com sua mãe, sua mulher Evanise e seu filho, sobre a possibilidade de ser preso. Só que também conversa sobre a chance de ser absolvido. Nesse caso, retornaria às urnas em 2014. Quando estava na Casa Civil de Lula, seu plano era sucedê-lo na Presidência em 2010, o que aconteceu com Dilma. Mais: se for redimido no julgamento, antes de qualquer outro projeto, haverá a reeleição de Dilma e supostamente, até a volta de Lula. E mesmo absolvido, a participação de Dirceu num segundo mandato de Dilma, ainda é uma hipótese a ser discutida.

333

DE VOLTA 333 Carlos Araújo, ex-marido da presidente Dilma Rousseff e ex-guerrilheiro, que continua mantendo boas relações com a chefe do Governo, acaba de se filiar ao PDT, partido do qual se afastou há algum tempo. Ele tem vontade de retornar ao jogo político, lá mesmo em Porto Alegre, onde protagonizou uma carreira, chegando a ser diretor geral da Câmara Municipal (na época, ainda casado, também levou Dilma para uma assessoria). A presidente, originalmente, era do PDT: só se bandeou para o PT quando desembarcou no governo Lula. E do PT, seu exmarido quer mais é distancia.

Antigos parceiros O Ministério Público de Minas Gerais investiga o funcionamento da empresa T&M Consultoria, de Rogério Tolentino, advogado, exsócio de Marcos Valério e velho amigo do publicitário (ele é também réu no mensalão), que teria o mineiro criador do sistema fraudulento atuando, sem aparecer oficialmente. A consultoria oferece serviços aos interessados em vencer licitações em órgãos públicos. Mais: nos últimos três anos, Valério teria comprado duas casas de alto padrão em Minas Gerais, colocando os dois imóveis no nome de sua filha de apenas 21 anos de idade. Estão devidamente declarados à Receita Federal.

333

LONGO ALCANCE 333 Há quem aposte que, quando inventou a tese de caixa dois para o escândalo do mensalão (o que logo foi encampado por Lula, naquela famosa entrevista em Paris). Márcio Thomaz Bastos, que era ministro da Justiça, já imaginava que, se todo o imbroglio virasse um grande processo, que foi o que aconteceu, quando fosse a julgamento,essetipodecrime estaria prescrito. E os advogados de Delubio Soares e Marcos Valérioinsistemnateclado caixa dois porquetêmconhecimento da prescrição (e emplacando esse recurso, demais acusações não se sustentam).

Noite de largada

333 Quando esteve com Dilma Rousseff, há dias, no evento de ingresso da Venezuela no Mercosul, Hugo Chávez posou com aviõezinhos (da Embraer) nas mãos, garantindo uma super-compra e avisando que retornaria a investir na Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, em sociedade com a Petrobras. O complexo está custando US$ 17 bilhões e até agora a PDVSA, estatal venezuelana de petróleo, nunca enfiou um centavo. A garantia de que investiria na Abreu Lima provocou uma série de adjetivos – e todos impublicáveis – por parte de Graça Foster, presidente da Petrobras, que sabe que isso não acontecerá e estuda, juridicamente, a formula de botar a PDVSA para fora.

Festa de adjetivos

Novo levantamento feito pelo Ministério Público sobre as movimentações bancárias da Delta Construções revela que a empreiteira de Fernando Cavendish repassou, entre 2002 e 2012, mais de R$ 290 milhões a nada menos do que 16 empresas-fantasmas. E essa dinheirama paga ao laranjal de Cavendish pode ser ainda maior: a CPI de Cachoeira ainda não recebeu dados bancários da construtora, mas técnicos já encontraram perto de R$ 2,8 bilhões pagos pela Delta a destinatários totalmente desconhecidos. 333

MISTURA FINA NA DEFESA de Geiza Dias, ex-gerente do SMPB de Marcos Valério, o advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, chamou-a de mequetrefe em sua sustentação oral. No Houaiss, mequetrefe pode ser “individuo sem importância, inútil, insignificante, borra-botas, joão-ninguém”. Só que também pode ser “individuo intrometido, dado a meter-se no que não é de sua conta, enxerido” e “individuo de caráter duvidoso, patife, mariola, biltre”. 333

O RELATOR do mensalão, Joaquim Barbosa, vai propor ao Supremo que a sentença contra quem for condenado seja cumprida imediatamente, o que obrigaria a Corte a fazer uma nova interpretação das leis em vigor.

333

OS VÍDEOS gravados por Carlinhos Cachoeira, incluindo alguns feitos em sua própria casa, estão ameaçados de virar uma outra caixa preta na CPI. A Polícia Federal tratou de repassar todos para a Comissão, só que, até agora, nem sinal deles. Há quem aposte que poderiam até ter novos protagonistas de estreita ligação com o governo petista. 333

Nathália Rodrigues, 31 anos, a Natasha do cabaré Bataclã na novela Gabriela, é a atração da próxima Playboy, onde sob as lentes de Bob Wolfenson, acaba de transformando numa Marilyn Monroe, morta há 50 anos. No ensaio, louríssima, Nathália faz tudo o que tem direito: dedo na boca, fuma, arruma cílios postiços e generosamente se expõe aos seus admiradores. “Sou uma pessoal normal, não tive dificuldades em tirar a roupa, não sou sarada, nem tenho a pretensão de ser. Além do mais, faço terapia há dez anos”. E ela própria rola de rir. 333

Marilyn do Bataclã

EIKE Batista está na China, mantendo reuniões com grandes investidores. Ele anunciou o fechamento do capital da LLX e a próxima será a OSX. O bilionário alega que as ações estavam muito baratas. Da última semana de junho até a primeira de agosto, as empresas de Eike perderam R$ 9,2 bilhões em valor de mercado. Há quem aposte que o plano dele é simples: recompra as ações e na seqüência, trata de revendê-las. Se for para poderosos chineses, melhor. 333

Muita gente 333 Se for comparado o tamanho da equipe brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres com o número de medalhas conquistadas até agora, o resultado é que a performance da delegação nacional é uma das mais baixas dos últimos tempos. E se não houver grande investimento de olho em 2016, o Brasil, que abrigará a Olimpíada, passará por novo e colossal vexame. Para quem não tem idéia: foram nada menos do que 259 atletas brasileiros para Londres. E esse número não inclui técnicos, assistentes e claro, os cartolas de cada modalidade e do COB – Comitê Olímpico Brasileiro.

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Vitamina D (controlada).

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Sonho enterrado

São Paulo acaba de ganhar a primeira filial brasileira da Provocateur, endereço noturno mais movimentado de Nova York, na rua Jerônimo da Veiga, entre Jardins e Cidade Jardim. São sócios: Rubens Zogbi, Marcos Buaiz, Gutti Camargo, Zhu Yang, Ruly Vieira, Paulo Velloso e Junior Lopes. Na noite de largada, com a DJ Cris Proença comandado a pista, estavam, entre tantos, da esquerda para a direita, Iris (Siri) Stefanelli. Thayla Ayala (sem o marido Paulo Vilhena, que estava no Rio); Mari Alexandre; Bárbara Kobolt e Carol Castelo Branco, figura bonita do jornalismo do SBT. 333

OUT

Excesso de vitamina D.

CAROLINA Dieckmann vem acompanhando os capítulos calientes de Gabriela , onde quase todas as atrizes têm aparecido totalmente nuas (menos frontal). É um exercício antecipado da nudez que deverá exibir na novela Salve Jorge: “Meu corpo é para minhas personagens. Não tenho o corpo mais incrível do planeta, mas é meu. Vou mostrar muito mais do que a Teodora mostrou”. Ela viverá uma moça envolvida em redes de trafico de mulheres. 333

Seleção caprichada As feministas do grupo Femen, que protestam exibindo o busto nu, terão novas integrantes no Brasil, onde a líder Sara Winter, vem fazendo até testes em São Paulo. Ela não quer aceitar ninguém que objetive ganhar as páginas de revistas femininas. O que pouca gente sabe: nos testes, as candidatas fazem topless para Sara. Ela também não quer aceitar quem seja dona de poitrine esteticamente derrubada: aí, o efeito pode ser contrário – e, claro, alvo de gozações. Sara, 19 anos, é a primeira brasileira a participar do grupo Femen e está exibindo suas intimates (cobertas com frases de protesto), com flores na produção, na internet, num ensaio chamado de perfomático, clicado por Thiago Manzano. 333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

5 CULPA DO PAPEL Ayana teria sido condenada por causa de sua função. Só isso.

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LOTERIA 'R$ 1 bilhão? Isso só existe na loteria esportiva, aqui não', diz advogado.

Nelson Jr./SCO/STF

Márcio Thomaz Bastos, no plenário do STF, defende José Roberto Salgado, ex-vice-presidente do Banco Rural: era um 'falsário' – o ex-funcionário Carlos Godinho – que envolvia Salgado nas denúncias, diz ele.

Defensores falam de 'terrorismo', Kafka... Advogados recorrem ao terror para desqualificar denúncia do Ministério Público contra seus clientes e negar irrigação financeira ao esquema do Mensalão.

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ex-ministro da Jus- se o levantamento. O Rural tiça Márcio Thomaz não tinha gestão no Mercantil, Bastos chegou a fa- era minoritário. Realmente, lar em terrorismo dar para o PT e para Marcos Vaao descrever a denúncia do lério R$ 32 milhões para receMinistério Público (MP) no pro- ber R$ 1 bilhão era um bom necesso de Mensalão em relação gócio. Mas isso só existe na loao Banco Rural. Ele defende teria esportiva, aqui não. Na liJosé Roberto Salgado – um ex- quidação, o Rural recebeu diretor da instiR$ 96 milhões, tuição financeira estritamente por – e criticou a estisua participação mativa de R$ 1 acionária de Tenta-se dizer, bilhão em possí22%". Bastos interroristicamente, formou que o leveis ganhos do Rural com o levantamento só que o motivo vantamento da foi feito em mar(...) foi o pote de liquidação do ço de 2012. ouro de R$ 1 bi. banco Mercantil Ele destacou THOMAZ BASTOS de Pernambuco. que seu cliente O procurador só assumiu a viRoberto Gurgel atribuiu a essa ce-presidência operacional do expectativa de lucro a conces- banco em abril de 2004. Ansão de R$ 32 milhões em em- tes, Salgado era diretor na préstimos a agências de Mar- área internacional. Segundo cos Valério e ao PT. Bastos, José Augusto Dumont, "Tenta-se dizer, terroristi- já falecido, é quem foi o rescamente, que o motivo que le- ponsável pela celebração dos vou o Rural a dar aqueles três empréstimos. Salgado só parempréstimos foi o pote de ou- ticipou de duas renovações e, ro de R$ 1 bilhão se aconteces- segundo a defesa de Bastos, o

objetivo era justamente forçar Marcos Valério a honrar os compromissos. Bastos destacou ainda que dos 65 saques em espécie feitos na boca do caixa em agências do Rural, só 5 se deram com Salgado na vice-presidência. Disse que não se pode considerar que ele participava de quadrilha ou contribuísse com l a v a g e m d e d inheiro se sequer ocupava posto de cúpula no banco até abril de 2004. Para ele, apenas o depoimento de um "falsário", ex-funcionário do banco, Carlos Godinho, envolvia Salgado nas denúncias. Thomaz Bastos disse que essa testemunha foi "abandonada" pelo MP na sustentação oral de sexta-feira. Thomaz Bastos era ministro da Justiça na época da eclosão do escândalo do Mensalão. Defende Salgado, que não faz

parte do núcleo político apontado na denúncia pela Procuradoria-Geral da República. Sem vantagens – Maurício de Oliveira Campos Júnior – defensor do ex-diretor do Banco Rural Vinícius Samarane – foi o segundo advogado a contestar as acusações do MP no 5º dia de julgamento do Mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF). Samarane responde por crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisão. Segundo denúncia apresentada pelo MPF, ele faz parte do chamado núcleo financeiro – também integrado por José Augusto Dumond (já falecido), Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Ayanna Tenório, principais dirigentes do Banco Rural à época da denúncia do Mensalão. A denúncia do MPF diz que o

grupo visava obter vantagens há nada mais do que isso". indevidas e proporcionara a Segundo Mariz, o próprio MP outros dois núcleos, político e reduziu de 65 para 3 as acusaoperacional, o aporte de re- ções de lavagem de dinheiro. cursos que viabilizou diversos Enfatizou não haver nos autos crimes por meio de emprésti- acusação direta de conduta mos simulados, e mecanis- delituosa de Ayanna. Classifimos de lavagem para o repas- cou a acusação de "kafkaniase dos valores a políticos. na" (na obra de Franz Kafka, 'Kafkaniana' – A uma pessoa é defesa da ex-dicondenada sem retora do Banco saber porquê) e Rural, Ayanna pediu: "Encerro A pena da Tenório, destapedindo que abexecração cou em sua exposolvam Ayanna. sição no STF que Acho que o sofripública é ela não atuava na mento é indeléperpétua e área financeira. vel. A pena da cruel. O advogado execração públiMARIZ DE OLIVEIRA Antonio Cláudio ca é perpétua e Mariz de Oliveira cruel. A absolviafirmou que sua cliente só en- ção minimizará seu sofrimento t r o u n o b a n c o e m a b r i l d e e dará a ela condições de voltar 2004, depois da explosão do ao mercado de trabalho, visto escândalo do Mensalão e que que ela hoje conta com sua consua formação era na área de sultoria sobrevivendo quase recursos humanos: "Ayanna que à míngua". (Agências) está sendo responsabilizada pelo organograma. É responQuer ler mais sobre o sabilidade de papel, não de Mensalão? Vire a página. conduta. Rigorosamente, não


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Não se pode em hipótese nenhuma falar em peculato porque o trabalho foi prestado. Alberto Zacharias Toron, advogado.

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Os candidatos dos defensores a degola

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epois de terem desfilado pelo palco do Supremo Tribunal Federal os 15 defensores de quase metade dos réus do Mensalão, com destaque para o ex-ministro da Justiça e criminalista Márcio Thomaz Bastos, destaque menos pelo brilho da interpretação e mais pelo prestígio e a imagem, já se pode saber quem esses advogados elegeram como aqueles que devem pagar pelo tal delito que não existiu. São três as "Genis" ("Joga pedra na Geni (...) Ela é feita pra apanhar...", música de Chico Buarque) escolhidas. O primeiro escalado para pagar o pato foi o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, com a sua própria anuência e a de seu advogado, Arnaldo Malheiros Filho, ao admitir que seu cliente praticou um delito, mas apenas um "delito menor". Delúbio, que parece sentir estranho prazer em prestar mais esta canina fidelidade a seus companheiros, seria uma espécie de troféu oferecido à opinião pública pelo livramento do restante do "núcleo político" do Mensalão. O troféu oferecido na bandeja em nome do núcleo das finanças é, pasmese, um morto – o ex-diretor do Banco Rural José Augusto Dumont. Segundo os advogados José Carlos Dias (defendendo a dona da instituição bancária, Kátia Rabelo) e Thomaz Bastos (defendendo o ex-diretor do banco José Roberto Salgado), Dumont era quem autorizava os empréstimos a Valério e ao PT, sejam eles considerados legais ou ile-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

O cancioneiro do Mensalão Causídicos e políticos descobriram no plenário do Supremo a nova ribalta e desfilam ali sua verve musical. André Domingues

gais pelos ministros do STF. Está criado um problema para os doutos magistrados: que pena aplicarão em Dumont? Inferno direto ou temporada no purgatório? O terceiro "Geni" sacrificado em nome do núcleo operacional é o publicitário Marcos Valério. Seus exparceiros e funcionários mandaram dizer que apenas "cumpriam ordem", circulavam cheques e dinheiro sem saber as razões de tanta generosidade nem o destino dos cheques ou mesmo de, segundo a denúncia, de malas de dinheiro vivo. A grande incógnita é saber se Valério aceitará esse papel, se o script foi combinado com ele. Delúbio não é problema, aceita sua sina. E Dumont não pode se defender. O Mensalão, Ação Penal 470, está caindo na rotina, pela repetição das teses. As emoções estão reservadas agora para o momento em que os ministros começarem a dar seus votos, em cerca de 10 dias.

M

al raiava a manhã de quinta-feira passada, quando começou o julgamento do Mensalão, e o senador Delcídio Amaral (PT-MS) já pedia proteção no twitter pela música de Jorge Ben Jor: "Salve Jorge, para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem..." (trecho de Jorge de Capadócia). Presidente da CPI dos Correios – que pressionou Roberto Jefferson e o levou a denunciar o mega-esquema de corrupção agora em pauta –, Delcídio inaugurou, assim, a curiosa trilha sonora desse início de julgamento. Será que no final vai dar samba? O auge da cantoria no tribunal veio numa discussão feita por meio de músicas de Chico Buarque. Lembrava aqueles debates homéricos da boemia de décadas atrás, travados em torno de suadas tulipas de chope. De um lado, o procurador-geral Roberto Gurgel concluiu sua acusação com um trecho do hino da democratização Vai Passar, dizendo que "dormia/ a pátria mãe tão distraída/ sem perceber que era

subtraída/ em tenebrosas transações". De outro, o advogado Leonardo Yarochewsky, em defesa da ex-diretora financeira da SMP&B, Simone Vasconcelos, desqualificava as evidências com a desafiadora Apesar de Você: "Você, que inventou o pecado,/ esqueceu-se de inventar o perdão./ Apesar de você, amanhã há de ser outro dia...'". É bem possível, porém, que o autor não autorizasse nem um nem outro. Afinal, se Chico, sujeito digno e honesto, é interessado em limpar o País de transações como as mensaleiras, não se pode esquecer de que também é um confesso simpatizante do governo Lula, em que elas desembestaram a acontecer. Estará enganado quem, ouvindo Chico citado, pensar que o debate sobre desmandos do poder por meio de canções populares seja coisa daquela turma que se formou na oposição ao último governo militar. Já no começo do século passado era comum compositores expressarem suas críticas, especialmente em marchinhas e sambas. O destemido Freire Jr, por exemplo, foi perseguido duas

vezes por essa ousadia: primeiro, depois que zombou da subserviência do candidato (e futuro presidente) Arthur Bernardes, comparando-o a um cabritinho em Ai, Seu Mé, de 1921; depois, em 1930, por ter composto Seu Julinho Vem Aí, no ano anterior, tomando parte da campanha de Júlio Prestes, que foi impedido de assumir a Presidência da República pela Revolução de 1930. Não se deve pensar, também, que hoje não exista quem cante as mazelas políticas. Basta um rápido passeio pela internet para se ver que há uma enormidade de canções feitas para o Mensalão. O repertório vai do funk-melódico Mensalão, de um certo Claudinho Nervoso ("Quem comeu, comeu/Quem ganhou, ganhou/Quem buscou pão e tirou dindim no banco, deputado entregou"), até a Embolada do Mensalão, do violeiro Mírcio Bezerra de Menezes ("Vem, minha gente, que a briga começou/ Juro que eu não roubei, mas provo que você roubou"). Os estilos são diversos, mas as letras costumam cair nos mesmos pontos: falar em dinheiro na meia ou na cueca e

reclamar em coro "quero meu mensalão!". O maior destaque, aí, fica para uma dupla s Zé Mulato e Cassiano. É deles a divertidíssima toada Mensalão, que em certa estrofe diz "Não como lula, está me dando indigestão/ Nem tampouco do melhor o genuíno camarão/É um dilúvio de tanto cara de pau/ É caixa 2 é caixa 3, para eles isso é normal". O cancioneiro do Mensalão já é vasto e, dependendo do desfecho dado pelo STF, pode crescer ainda mais. Com o julgamento explodindo na mídia convencional e na internet, é natural que repercuta nas artes. Delúbio Soares foi até profético ao dizer que o julgamento seria "o maior espetáculo midiático do Brasil". Ninguém conhece mais o Mensalão do que ele. Só errou ao desmerecer o fato. Rebaixar o show, não pelo conteúdo, mas pela suposta má qualidade do palco e dos cartazes, é insensato. E pior é rebaixar ao mesmo tempo a plateia que o sustenta. Os fúteis, sádicos ou aproveitadores, em última instância, são os anônimos que assistem a tudo, cheios de esperança e indignação.

Para advogado de petista, denúncia é 'fantasmagórica'. Defesa de João Paulo Cunha recorre a frases de efeito para chamar atenção

E

m sua defesa no julgamento do Mensalão, o advogado do deputado e candidato a prefeito de Osasco, João Paulo Cunha (PTSP), usou a estratégia de apontar contradições do Ministério Público Federal. Segundo o advogado Alberto Zacharias Toron, "não se extrai nenhum tipo de crime" que tenha sido cometido pelo petista. Ele qualificou a denúncia como "fantasmagórica" e disse que o Ministério Público ignorou provas dos autos "nua e cruelmente" para sustentar sua tese. Durante mais de uma hora, ele usou frases de efeitos para chamar a atenção dos ministros e negar que Cunha tenha cometidos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Segundo Toron, a denúncia sustenta que não houve lavagem de dinheiro quando sua mulher sacou R$ 50 mil do Banco Rural. "Não tem lavagem do sacador". Ou, o dinheiro era do PT e foi usado para pesquisas eleitorais. Para a Procuradoria Geral da República (PGR), o empresário Marcos Valério, operador do esquema, procurou Cunha e ofereceu dinheiro para ser privilegiado em processo licitatório da Câmara, que era comandada por ele na época. Torou também negou a acu-

Beto Barata/AE - 11.02.12

sação de peculato. Cunha é acusado de contratar a empresa do jornalista Luis Costa Pinto para a Câmara. Segundo a denúncia, Pinto trabalhava para Cunha. Toron destacou que o Tribunal de Contas da União (TCU) atestou que houve a prestação de serviços. "Não se pode em hipótese nenhum falar em peculato porque o trabalho foi prestado, não havendo prova de que ele não trabalhou". Toron também negou acusação de peculato, que é a contratação da SMP&B, uma das agências de publicidade de Marcos Valério, considerado operador do Mensalão. "A lei não impedia a subcontratação e os laudos (da Polícia Federal) apontam que os serviços foram prestados".

João Paulo Cunha : segundo seu defensor, o MP ignorou provas dos autos "nua e cruelmente". Gushiken – A defesa do exministro da Comunicação Social Luiz Gushiken rejeitou a absolvição por falta de provas, como foi pedido pela PGR. Seus advogados pediram aos ministros que declarem sua inocência. Este foi o único réu, até agora, que teve dois defensores em plenário. Gushiken foi acusado de ter interferido junto ao BB para antecipar pagamentos à agência de Valério, a SMP&B. E teria feito pressão sobre Henrique Pizzolato, diretor do BB – mas, segundo próprio MP, o fato não ficou provado. (Agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

7 Os boletos é (sic) tudo no nome dele (Alexandre). Andressa Mendonça, ao explicar a Cachoeira como fazia compras.

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Wilson Dias/ABr

Andressa Mendonça: baseados em gravações da Operação Monte Carlo, da PF, CPI diz que que ela integraria grupo do marido.

Caso Cachoeira: Andressa sabia de tudo. Esta é a avaliação da CPI, com base em gravações da PF, nas quais o casal trata de negócios.

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ndressa Mendonça, mulher do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, conhecia o uso de "laranjas" e as negociações do marido, segundo gravações de diálogos entre os dois feitas legalmente pela Polícia Federal, divulgou ontem o site de notícias G1. As gravações foram feitas pela PF entre maio e agosto de 2011 e obtidas pela CPI que investiga as relações do bicheiro com políticos e empresários. Em um dos áudios, em uma compra de eletrodomésticos, Cachoeira orienta a mulher a

não aparecer e não emitir nota em nome dela. Andressa responde-lhe que está "tirando tudo no nome do Alexandre". Em outra gravação, Carlinhos Cachoeira diz a Andressa que vendeu a casa que era do governador Marconi Perillo (PSDB-GO) por R$ 2,1 milhões. Segundo o contraventor, R$ 100 mil foram dados a Marconi Perillo para não "perder um cliente de bilhões à toa". Segundo o G1 , Andressa é procurada pelo site desde segunda-feira. No entanto, não atendeu os telefonemas e nem respondeu aos recados deixados no seu celular.

A assessoria de imprensa do governador de Goiás disse que Perillo não pode ser responsabilizado por conversas de terceiros e que trechos de gravações editadas e desconectadas dos fatos não podem nem devem se contrapor à realidade. Informou ainda que a casa foi vendida por um R$ 1,4 milhão, valor de mercado, e pelo qual foi escriturada e declarada à Receita Federal. Integrante – Para a CPI, Andressa Mendonça era somente a mulher de Cachoeira, sem ligações com o grupo do contraventor. Agora, é vista pelos parlamentares como possível

integrante desse grupo. Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, ela disse desconhecer as supostas contravenções do marido e afirmou que ele "só opera negócios lícitos". "Meu marido não é bicheiro. O Carlos que eu conheço é empresário, faz consultoria para empresas. Trabalhou durante anos, aproximadamente dez anos, com a loteria do Estado de Goiás. Trabalhou no ramo de medicamentos", disse ao programa no ar em 1º de julho. Andressa Mendonça não respondeu a perguntas no depoimento de anteontem à CPI.

"Vou exercer o meu direito – Tá bom, amor. Mas nem lá constitucional de permanecer você pode ir. Tudo através decalada", afirmou Andressa ao le – reforça Cachoeira. ser indagada pelo presidente O nome do arquiteto que deda comissão, senador Vital do corou a casa que era de Perillo Rêgo (PMDB-PB), se estaria é Alexandre. Mas não é possídisposta a colaborar com as in- vel afirmar que Andressa se vestigações da refere a ele. À comissão. CPI, Alexandre Na semana Milhomem afirpassada, a muPrecisava passar mou não conhelher de Cachoeicer o governaesse trem logo ra foi acusada de dor e que foi conpara o nome dele tratado por Antentar chanta[Perillo] porque gear o juiz resdressa, para ponsável pelo não vamos perder decorar a casa. caso, Alderico Segundo o áuum cliente de Rocha, em Goiâdio, após o casal bilhões à toa. nia. Ela foi levasair da casa que CARLINHOS CACHOEIRA da à sede da Pofoi do governalícia Federal de dor Marconi PeGoiânia para prestar depoi- rillo, Cachoeira pede que Anmento, e teve de pagar fiança dressa retire móveis e pratade R$ 100 mil para não ser pre- rias, que, segundo ele, foram sa. Além da fiança, Andressa escondidos pelo ex-vereador foi proibida pela Justiça de visi- Wladimir Garcez, tido como tar Cachoeira no presídio. auxiliar de Cachoeira. Casa – Logo após se mudar Pelo serviço, Cachoeira propara a casa em Goiânia que mete para Andressa um carro havia pertencido ao governa- zero quilômetro. A casa, sedor Perillo, Andressa começou gundo Cachoeira afirma na a mobiliar a residência, segun- gravação, foi vendida por R$ do os áudios da PF. 2,1 milhões. O governador PeO custo da mobília chegou a rillo receberia uma parte do R$ 500 mil. Torecurso, diz Cadas as compras choeira a ela. foram feitas em – Wladimir foi nome de outra Meu marido não é lá mais cedo e pessoa, segunbicheiro. O Carlos e s c o n d e u a s do gravações da pratarias dentro que eu conheço é da cozinha. Vai PF. Cachoeira empresário. não queria nem lá pegar, por faque a mulher v o r – p e d e C aTrabalhou com aparecesse soloteria no Estado choeira. zinha na casa. – A m o r , m óde Goiás. – Manda 30 veis vai ficar tuANDRESSA MENDONÇA (R$ 30 mil). Cê do lá? – pergunta pode mandar 30 Andressa. hoje? – pergunta Andressa. – Eu ofereci R$ 300 mil pelos – Posso. Quanto deu tudo? – móveis e ele não quis – respondiz Cachoeira. de Cachoeira. – Aquele dinheiro que tu dis– Por quanto você vendeu? – se que ia fazer por 200, não vai pergunta Andressa. dar, não. Tenho de comprar – D o i s e c e m ( R $ 2 , 1 m ieletrodoméstico ainda. Não l h õ e s ) . T á b o m . C e m ( m i l tem jeito. Ainda consegui 30% reais) é do Marconi. Precisava de desconto onde a gente está passar esse trem logo para o comprando em pronta entre- nome dele porque não vamos ga. Mas não vai dar, não – diz perder um cliente de bilhões à Andressa. toa, né? – diz Cachoeira. – Tá bom. Não aparece, não – ... coisas de banheiro, nada – orienta Cachoeira. vai? – pergunta Andressa. – Não, estou tirando tudo no – Deixa do jeito que está. Penome do Alexandre. Os bole- ga só as pratarias. Para isso vai tos é (sic) tudo no nome dele – ganhar um carro zerinho – resdiz Andressa. ponde Cachoeira à mulher.

Na CPI, Andréa nega ser 'laranja' do ex-marido. Ela é sócia de empresas dos ramos de construção e farmacêutico, além de uma fundação, onde havia lavagem de dinheiro feita por Cachoeira, segundo a PF. Wilson Dias/ABr

As rendas das empresas são totalmente capazes de suportar o meu patrimônio e as transferências feitas por mim. ANDRÉA APRÍGIO

Andréa Aprígio: relação que mantém com Cachoeira é decorrente da "cordialidade do vínculo familiar".

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e x - m u l h e r d o b icheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Andréa Aprígio de Souza, negou ontem, durante 10 minutos, ao chegar à sala da Comissão Parlamentar de Inquérito do Cachoeira (CPI), ser uma "laranja" do ex-marido. Andréa é sócia de três empresas: uma construtora, um laboratório farmacêutico e uma fundação cultural. A Polícia Federal afirma que as empresas eram usadas pelo esquema de Carlinhos Cachoeira para lavagem de dinheiro. A ex-mulher disse não fazer sentido que Cachoeira deixasse bens em nome dela, mesmo após uma separação formalizada em juízo. Ela disse

que a relação que mantém com o bicheiro é decorrente da "cordialidade do vínculo familiar" existente entre eles. "Sempre respeitei seu dinamismo, mas tínhamos vidas profissionais distintas. Posso responder pelo que conheço e pela minha conduta". Das empresas registradas em seu nome, a principal delas é o laboratório Vitapan, sediado em Anápolis (GO), do qual detém 95% das cotas. Andréa disse que, em acordo decorrente da separação, ficou com as cotas da empresa. Diálogos gravados pela PF mostram que, apesar da separação, Cachoeira despachava nas dependências da Vitapan. "As rendas das empresas são totalmente capazes de supor-

tar o meu patrimônio e as transferências feitas por mim", disse Andréa Aprígio. Surpresa – A manifestação de Andréa surpreendeu de início os integrantes da CPI, já resignados com o silêncio das testemunhas convocadas para depor à comissão. Ela havia obtido um habeas corpus que a permitia se manter em silêncio diante dos parlamentares. Anteontem, a atual mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, permaneceu calada e acabou sendo dispensada em menos de dez minutos. Já a exmulher de Cachoeira destacou o receio de que o escândalo afete a vida dos dois filhos que teve com o contraventor. "Estou extremamente desconfortável com a exposição

excessiva de minha imagem e da minha família", disse. Segundo ela, os filhos estão sofrendo com a situação vivida pelo pai, preso desde fevereiro. "Neste momento, tenho de prestar a atenção nos meus filhos, que estão sofrendo com a situação vivida pelo pai (...) . Faço um apelo para que respeitem minha decisão. Cada um tem de responder a respeito dos seus fatos". Andrea, porém, não foi liberada pela Mesa da CPI. O presidente da Comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), não dispensou a depoente da comissão, apesar do habeascorpus que lhe dava o direito de permanecer calada. Segundo o senador, ao fazer a declaração inicial, Andréa deveria permanecer para ouvir as perguntas, mesmo que não fosse respondê-las. Mas, por sugestão do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), a sessão passou a ser secreta. Investigada – Embora tenha aceitado a proposta da transformar a sessão da CPI em secreta, Andrea se negou a responder às perguntas dos de-

putados e senadores. "O silêncio dela pode ter sido uma forma de assentir", afirmou o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG). Ele disse que Andréa saiu ontem da comissão na condição de investigada. "Esperávamos que a testemunha pudesse colaborar, mas por orientação da defesa, ela preferiu silenciar. Fizemos, então, um interrogatório negativo", disse o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), ao explicar que o silêncio dela complicou sua situação ao se recusar, por exemplo, a responder com detalhes às perguntas sobre sua evolução patrimonial. Uma das questões que ficou sem resposta foi o empréstimo no valor de R$ 1,9 milhão feito a ela por Cachoeira, em 2010. "Com certeza eu deveria estar precisando naquele momento", disse Andréa, para em seguida evocar o direito de ficar calada. Ela também manteve o silêncio quando foi perguntada sobre contas bancárias no exterior e sobre o Wilson Dias/ABr

cartão de crédito que mantém em conjunto com Cachoeira. Contador – A CPI também ouviu ontem o depoimento de Rubmaier Ferreira de Carvalho, que aparece como contador em várias empresas consideradas fantasmas no esquema do grupo de Cachoeira. Rubmaier negou conhecer o contraventor e pessoas de seu grupo, mas reconheceu ter criado a empresa Brava Construções e a Veloso e Conceição. De posse de um habeas corpus, o contador se recusou a responder sobre a empresa Qualix. Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ele teria recebido R$ 2,3 milhões da empresa entre julho e agosto de 2005. "Não quero falar sobre isso. Vou usar o direito constitucional de ficar calado", afirmou. (Agências)

Rubmaier Ferreira: acusado de ser o contador de empresas de Cachoeira, mas diz que não o conhece.


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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

8 Até 2014, vamos gastar em ações de reconstrução pelo menos R$ 2,6 bilhões. Fernando Bezerra, ministro da Integração Nacional.

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R$ 18,8 bi contra desastres naturais Governo anuncia conjunto de ações e recursos financeiros para prevenir e garantir socorro por meio de obras de prevenção e reconstrução e em monitoramento.

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m resposta a eventos "Vamos elaborar estes climáticos como os planos para fornecer infordeslizamentos de ter- mações para que estados e ra na região serrana municípios possam prever do Rio de Janeiro, que deixa- e apresentar projetos de ram mais de 900 mortos e mi- outras obras de prevenção lhares de feridos q u e a mem janeiro de pliem os re2011, o governo cursos já f e d e r a l a n u nd is po ni bi liciou ontem um zados pelo conjunto de governo feações e recursos deral", exbilhão de reais financeiros para plicou o miforam gastos nos p r e v e n i r e g anistro da rantir socorro Integração últimos 4 anos, mais rápido às N ac io na l, em obras de v í t i m a s d e d eF e r na n d o s a s t r e s n a t uBezerra. reconstrução. rais. P e l o Além da presimenos R$ dente Dilma Rousseff, de mi- 2,6 bilhões serão invesnistros e da ministra do Plane- tidos em medidas para jamento Miriam Belchior, o aumentar a capacidaevento contou com a partici- de de resposta dos espação de governadorres co- tados e municípios aos mo Sérgio Cabral (PMDB) do desastres. Bezerra exRio, ou Eduardo Campos (PSB) plicou que o governo de Pernambuco. tem gastado "muito" Segundo o Plano Nacional c o m r e c o n s t r u ç ã o . de Gestão de Riscos e Respos- Pelas contas do minista a Desastres Naturais, serão tro, nos últimos quainvestidos R$ 18,8 bilhões em tro anos, foram gastodo o País, em obras de pre- tos, em média, R$ 1,1 venção e reconstrução e em b i l h ã o p o r a n o e m monitoramento. obras de reconstruPresidente Dilma, Somados aos R$ 27,6 bi- ção: "Estamos agora governadores, m inistros e ministra Miriam Belchior – lhões já contratados entre priorizando a prevítima de "etique ta" estampada na 2007 e junho de 2012, o aporte venção. Ainda sim, saia. global feito pelo governo fede- estamos estimando ral para o setor chega a R$ 46 que, até 2014, vamos gastar Ribeiro, R$ 15,6 bilhões: Entre os R$ 362 milhões Inovação (MCTI) e do Centro bilhões. Os recursos serão in- em ações de reconstrução pe"O dinheiro está sendo usa- destinados a medidas de mo- Nacional de Gestão de Riscos vestidos até 2014. lo menos R$ 2,6 bilhões". do em contenção de encostas, nitoramento, está incluída a e Desastres (Cenad), do MinisMais de 820 municípios foSeca – A forte seca no Nor- drenagens, adutoras, e siste- melhoria do atual Sistema de tério da Integração. ram identificados por seu alto deste é o principal problema mas de abastecimento de Monitoramento e Alerta, com Todos os estados terão sarisco de deslizamento, enxur- previsto pelo governo. A maior água", afirmou. Desse total, ampliação da rede de obser- las de situação para monitorarada e inundação. As cidades, parte dos recursos está sendo foram selecionados projetos vação e da estruturação do mento hidrológico pela Agênmapeadas, terão planos de in- investida em obras para ga- que totalizam R$ 6,5 bilhões Centro Nacional de Monitora- cia Nacional de Águas (ANA), tervenção, com identificação rantir água e prevenir inunda- em projetos de obras em mu- mento e Alerta de Desastres que viabilizarão alertas de da vulnerabilidade das casas e ções, que somam, segundo o nicípios de AL, BA, CE, MA, RJ, Naturais (Cemaden), do Minis- possíveis ocorrências de deobras de infraestrutura. ministro das Cidades, Agnaldo MG, PI e RS. tério da Ciência, Tecnologia e sastres nas áreas mapeadas.

Fernando Bizerra

Jr/EFE

1,1

No setor da saúde, o governo prevê, em dois anos, capacitar 12 mil profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), formar 30 equipes de plantão e estruturar hospitais de campanha e estoques permanentes de materiais e medicamentos para atender a até três desastres simultaneamente. (ABr)

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Policiais rodoviários podem anunciar a 1ª greve da história Movimento dos rodoviários quer chamar atenção do governo para categoria carreira, de nível intermediário para nível superior, a ampliação do efetivo, com realização de mais concursos e a manutenção da aposentadoria com o salário da ativa. De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Policias Rodoviários Federais

O policial está sobrecarregado, com problemas psicológicos, de saúde. Não está dando conta da carga de trabalho. PAULO ARCOVERDE (FenaPRF), Pedro Cavalcanti, novas paralisações devem voltar a ocorrer hoje em todo o País, pela manhã. Segundo Pedro Cavalcante, os sindicatos de todos os estados vão realizar assembleias na semana que vem, entre segunda e sexta-feira, para deci-

dir se a categoria decreta greve ou não. "Tudo indica que, se nosso relacionamento com o governo continuar assim, a Polícia Rodoviária Federal terá a primeira greve de sua história", afirmou. O FenaPRF informou que há cerca de 9 mil policiais em todo o Brasil, efetivo que, segundo o movimento sindical, precisaria, no mínimo, ser dobrado. Outros Estados – No Rio Grande do Sul, agentes fizeram blitz-protesto nos dois sentidos da BR-290 que dá acesso a Porto Alegre. De acordo com a PRF-RS, os bloqueios começaram às 13h45 e causam 7 quilômetros de lentidão nos dois lados da pista. Às 15h14, a pista estava sendo liberada pelos manifestantes. Intervenções semelhantes também foram feitas em outras quatro cidades do estado: Uruguaiana (BR-290); Rio Grande (BR-392); São Borja (BR-285) e Monte Negro (BR-386). No Paraná, os bloqueios causaram lentidão na Ponte

da Amizade, em Foz do Iguaçu, a principal ligação do Brasil com o Paraguai. Também houve interferências no entorno de Curitiba. Pernambuco – Lá, os policiais rodoviários provocaram engarrafamentos nos dois sentidos da BR-232, que liga o Recife ao interior, com uma operação padrão para pressionar o governo federal a negociar com a categoria – que inicia greve nacional na próxima segunda-feira. Foram 10 km de engarrafamento no sentido

interior-capital e de cerca de 6 km quilômetros no sentido inverso, estimou o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado, Paulo Arcoverde. "Não aguentamos mais a enrolação do governo", afirmou ele, ao lembrar que a categoria busca uma negociação há dois anos, sem receber nenhuma proposta. "Muita gente foi afetada, se atrasou, mas a maioria compreendeu e nos deu apoio. As pessoas entendem que esta-

mos lutando também pela sua segurança", afirmou o líder sindical. Ele disse que Pernambuco tem 340 policiais na ativa, quando seriam necessários pelo menos 700. "Por dia, 60 policiais trabalham no policiamento de mais 2 mil quilômetros de rodovias federais em Pernambuco. O policial está sobrecarregado, com problemas psicológicos, de saúde, ele não está dando conta da carga de trabalho que lhe vem sendo imposta".(Agências)

Fogo, tumulto e prisões em PE.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃOTÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete,, os seguintes pregões: g p g PROCESSO:2012-0.158.626-3 - PREGÃO ELETRÔNICO Nº 264/2012-SMS.G 5ª COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO COMUNICADO DE ANTECIPAÇÃO DE PREGÃO OBJETO: Registro de preço para o fornecimento de Anagélsico, Antiflatulento, Corticosteróide e Beta-Bloqueador Comunicamos aos interessados que o certame supramencionado, a ser realizado através do sítio eletrônico COMPRASNET, terá sua data de abertura ANTECIPADA, tendo em vista, a necessidade desta Administração. Desta forma informamos a nova data de abertura como segue abaixo: De:11/09/2012 - 09:30 hs - Para:22/08/2012 - 09:30 hs O novo edital do pregão com as alterações constantes poderá ser consultado e/ou obtido pelo sítio da PMSP, no endereço: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, no gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar Vila Buarque - São Paulo/SP, ou ainda pelo sítio www.comprasnet.gov.br. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

Confronto entre policiais civil e militares em Brasília; desentendimento generalizado.

O

s cerca de 44 mil trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima, no município de Ipojuca, na região metropolitana do Recife, em Pernambuco, estavam literalmente com a cabeça quente, ontem. Inconformados com a proposta de reajuste salarial de 10,5% apresentada pelo sindicato da categoria, eles partiram para o ataque físico. Primeiro, começaram a apedrejar os representantes do Sintepav. Depois, passaram

a depredar os ônibus da empresa e, por fim, começaram a incendiá-los. Várias pessoas ficaram feridas no episódio e alguns manifestantes que correram, depois de atear fogo, abaram sendo presos. Para conter a fúria dos trabalhadores durante a negociação, a Polícia Militar precisou atirar balas de borracha e usar gás pimenta. O confronto se arrastou por algumas horas não se sabe ao certo se haverá alguma trégua para a retomada das negociações.

Guga Matos/JC Imagem/AE

U

m protesto de policiais rodoviários federais chegou a causar 10 quilômetros de congestionamento na Rodovia Presidente Dutra na altura de Guarulhos, na Grande São Paulo. Os agentes bloquearam duas das três faixas da estrada no sentido Rio de Janeiro e fizeram uma blitz na faixa restante, em um ato que começou pontualmente às 8h07, segundo a concessionária Nova Dutra. As filas se estendiam do km 208 ao km 218 por volta das 11h, mas o ato foi encerrado pouco depois e o trânsito voltou a fluir normalmente naquele trecho. Protestos semelhantes da categoria também causaram congestionamento em rodovias de outros quatro estados e no Distrito Federal. Em Goiás, Paraná e Minas Gerais, os atos acabaram pela manhã. No Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, as manifestações foram feitas durante o período da tarde. Os policiais rodoviários reivindicam a reestruturação da

Vários ônibus foram queimados na região metropolitana do Recife


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

9 CALOR 1 O mês de julho foi o mais quente da história dos Estados Unidos

nternacional

CALOR 2 A temperatura média de 25,3 graus Celsius é a maior em 113 anos

MÍSSEIS VOLTAM A CHOVER NO SINAI Após 40 anos de silêncio, foguetes são disparados na península para conter militantes islâmicos. Pelo menos 20 pessoas morrem em operação militar do Egito. Amir Cohen/Reuters

D

isposto a acabar com a violência na Península do Sinai, o presidente do Egito, Mohammed Morsi, demitiu ontem o chefe de inteligência do país e ordenou o bombardeio de alvos próximos da fronteira com Israel. Pelo menos 20 pessoas morreram na operação, considerada o maior ataque na região em quase 40 anos. A mudança na segurança e a ofensiva foram a resposta de Morsi ao assassinato de 16 policiais egípcios no Sinai por um grupo de militantes radicais, no domingo. Os bombardeios em torno da localidade de Sheikh Zuwaid, a 10 quilômetros da Faixa de Gaza, ocorreram após uma noite de confrontos entre homens armados e forças de segurança em vários postos de controle no norte da região egípcia do Sinai. A emissora Nile News disse que os helicópteros Apache da Força Aérea dispararam contra veículos de militantes. Essa foi a primeira vez que os militares egípcios dispararam foguetes no Sinai desde a guerra de 1973 contra Israel. Soldados ainda entraram na aldeia de Al Toumah, 20 quilômetros ao sul, depois de o Exército receber informações de que militantes islâmicos estavam lá, disseram comandantes militares à Reuters. De acordo com essas fontes, 20 militantes foram mortos e três carros blindados pertencentes a eles foram destruídos. A operação continua. Troca - Morsi ainda ordenou a aposentadoria do diretor de inteligência do país, Murad Muwafi, e outras mudanças nas fileiras militares e de inteligência que se estendem também ao chefe da Guarda Republica-

CHINA Começa hoje julgamento de esposa de ex-dirigente comunista Bo Xilai

na e o governador do Sinai do Norte, Abdel Wahab Mabruk. A decisão de demitir os funcionários parece uma medida para conter a indignação popular que se seguiu ao ataque contra os guardas de fronteira. O fato de o ataque ter ocorrido durante o Ramadã deixou a população ainda mais revoltada. Muwafi disse que Israel avisou sobre a possibilidade do ataque no domingo, mas que as autoridades egípcias não levaram o aviso em conta porque não acreditaram que muçulmanos iriam atacar muçulmanos durante o mês sagrado. Desafio - Não está claro quanto as trocas na segurança representam um ganho de autoridade de Morsi. A situação no Sinai é um teste para o primeiro presidente islâmico do Egito, no poder desde junho – no plano doméstico e nas relações com Israel e os palestinos. No ataque do domingo, os agressores surgiram de perto do litoral, mataram os guardas na fronteira com Israel e entraram em território israelense, onde foram repelidos por soldados e pela Força Aérea de Is- Fortemente armados, soldados israelenses mantêm guarda na passagem de Kerem Shalon, na fronteira entre Israel, Egito e Faixa de Gaza. Amr Abdallah Dalsh/Reuters rael. Depois voltaram com um veículo para o deserto no Sinai. O ataque de um specialistas suíços foram convidados a v i ã o i s r a eà Cisjordânia para fazer testes nos reslense matou tos mortais do líder palestino Yasser Arapelo menos fat, falecido em 2004, atrás de possíveis seis supostos sinais de envenenamento. militantes. No mês passado, o Instituto de MédiOficiais egípcos Radiologistas da Suíça disse que cios disseram detectou níveis elevados de polônioque ativistas 210 nas roupas de Arafat, o que revido grupo paveu os rumores no mundo árabe de lestino Hamas que ele foi envenenado. ajudaram no Na época de sua morte, médicos ataque contra franceses disseram que Arafat soos guardas freu um derrame cerebral. (AE) AE - 28/10/04 de fronteira. Tensão no Sinai testa autoridade de Morsi (à dir., ao lado de vice-presidente iraniano). (Agências)

Arafat foi envenenado?

E

FUGA Grupo de 18 cubanos chega à Flórida em barco de madeira com motor

Ó RBITA

Jessica Rinaldi/Reuters

Divulgação/R

euters

Romney comete nova gafe

Page: neonazista.

LÍNGUA SOLTA

MORTE FATAL

O

candidato republicano à Casa Branca nas eleições de novembro, Mitt Romney, confundiu as palavras "sikh" e "sheik" (xeque), em um discurso quando fazia menção ao tiroteio que aconteceu no fim de semana passado em um templo dessa religião. A imprensa dos EUA repercutiu a gafe de Romney, que repetiu diversas vezes a palavra "sheik", título que se aplica a líderes religiosos e políticos árabes, por "sikh". Em visita ao Iowa, na terça-feira, Romney pediu "um minuto de silêncio para aqueles que perderam a vida no templo 'sheik'", e afirmou que "os 'sheiks', estão entre as pessoas mais pacíficas e afetuosas que se possa imaginar, assim como sua fé". (EFE)

O

atirador que matou seis pessoas em um templo sikh em Wisconsin morreu em decorrência de um tiro que ele mesmo disparou na cabeça, após ser ferido pela polícia, anunciou ontem o FBI (polícia federal dos EUA). De acordo com os agentes, o agressor disparou contra si mesmo na cabeça após um policial de Oak Creek ter atirado em sua barriga para evitar que continuasse a matar os fiéis. Em entrevista coletiva, a agente do FBI Teresa Carlson afirmou que o FBI ainda não sabe os motivos para o tiroteio. O atirador foi identificado como Wade Michael Page, de 40 anos, veterano do Exército e integrante de uma banda neonazista. (Agências)

A batalha por Alepo. Rua por rua. Tropas sírias e rebeldes travam luta em bairro estratégico da cidade

T

ropas do Exército da Síria lançaram uma ampla ofensiva terrestre contra áreas controladas por rebeldes na cidade sitiada de Alepo ontem. Foi um dos ataques mais violentos desde que rebeldes capturaram partes da maior cidade da Síria, há três semanas. Desde então, ativistas sírios e a comunidade internacional têm aguardado com apreensão pela apelidada "mãe de todas as batalhas". A agência estatal síria Sana alegou que as forças do presidente Bashar al-Assad retomaram o controle do bairro de Salaheddine, principal bastião rebelde em Alepo. Segundo a agência, os militares infligiram perdas pesadas nos "grupos terroristas armados" (como o governo chama os rebeldes). O regime afirmou que "centenas" de insurgentes foram mortos na retomada do bairro. Repórteres da Reuters notaram que os postos de controle da insurgência na região desapareceram, dando indícios do recuo da oposição. No entanto, o porta-voz dos rebeldes, Abu Muhammad, afirmou que as forças do regime ainda não tomaram o bairro por completo. A tomada de Alepo, centro comercial da Síria, é vista como essencial para o sucesso da repressão de Assad. Deserção - No começo desta semana, o regime sírio sofreu um golpe moral ao ver o primeiro-ministro do país, Riyad Hijab, desertar após dois meses de cargo. A Jordânia confirmou ontem que Hijab chegou ao seu territó-

Divulgação/Reuters

Foto divulgada pela oposição síria mostra o ex-premiê Riyad Hijab (à esq.) ao lado de rebeldes, em Deraa. Goran Tomasevic/Reuters

rio. O porta-voz de Hijab, Mohamed Atari, disse que o ex-premiê esperou até a noite de terça-feira para entrar no país a fim de garantir que não houvesse perigo, uma vez que as patrulhas de fronteira sírias estavam em alerta depois da divulgação, na segunda-feira, da notícia de sua deserção. Um vídeo fornecido pela oposição mostra Hijab em uma sala com homens e crianças sírias. Segundo os ativistas, a filmagem ocorreu em Al-Naimah, um vilarejo no sul da Síria, antes de ele cruzar a fronteira. Iranianos - O ministro de Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, revelou que a maioria dos homens feitos reféns por rebeldes sírios na capital síria é de militares aposentados da Guarda Revolucionária e funcionários de ministérios, mas

Moradores realizam buscas após bombardeio aéreo perto de Alepo negou que eles tenham ido ao país em missão militar. O sequestro do grupo iraniano, ocorrido no final de semana, deu início a uma crise diplomática regional. O Irã nega a acusação dos rebeldes sírios de que os 48 homens realizavam

uma missão de vigilância para o governo de Damasco e afirma que eles são peregrinos. Não havia novas informações sobre o destino dos iranianos. No início da semana, a brigada rebelde que os capturou ameaçou matá-los. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Newton Santos/Hype

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

idades

RUMO AO FUTURO Se depender do entusiasmo causado pelas medalhas ganhas em Londres, uma nova geração de ginastas brasileiros está a caminho.

Comando propõe gratificar PM que evitar violência

O

Comando-Geral da Polícia Militar vai criar uma remuneração variável para valorizar seus praças e oficiais. A letalidade policial fará parte da lista de indicadores que renderão gratificações maiores aos melhores agentes de segurança. Os PMs que menos se envolverem em ocorrências suspeitas de resistência seguida de morte ganharão pontos para aumentar seus vencimentos. Os PMs com mais pontos ao

longo do mês receberão bonificações maiores. Esse índice será feito com base em uma lista de metas ligadas à redução da criminalidade e à produtividade da ação policial relacionada, por exemplo, a apreensão de armas e revistas de suspeitos. Essas são algumas das medidas a serem apresentadas pelo comandante-geral da PM, Roberval Ferreira França, para reformar a corporação. O plano passou a ser execu-

tado nos primeiros dias de sua gestão. A ideia já foi apresentada ao governador Geraldo Alckmin e ao secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto. "O governador reagiu da seguinte forma: ‘meus parabéns, aprovo na totalidade e tem minha liberação para colocar 100% dessas propostas em realidade’", diz o comandante. Outra medida importante é a descentralização da Corregedoria, com a criação de 12 escritórios regionais na Capital,

Grande São Paulo e no interior. A estrutura atual de 800 homens deve permanecer. O comandante afirma que pretende mudar as normas internas para tornar mais rápidas a punição e a expulsão de policiais envolvidos em crimes. França diz que a reforma não tem o objetivo de responder notícias negativas na área da segurança que vieram à tona no período de sua gestão. (AE) Leia a íntegra desta reportagem em www.com.br

Chico Ferreira/Luz

Coronel Roberval Ferreira França, comandantegeral da Polícia Militar de São Paulo.

Paduardo/Fu

tura Press/AE

- 24/06/2012

Fotos de Newton Santos/Hype

Os medalhistas de ouro Arthur Zanetti, nas argolas, e Sarah Menezes, no judô, são exemplos para um grupo de crianças que cultivam o sonho de, em breve, representar o Brasil numa Olimpíada. Decididas, elas treinam (e falam) como gente grande. Júlia Ribeiro Antelo, 6 anos (esq.), e Reika Ribeiro, 8 anos, dão os primeiros passos na ginástica artística.

Medalhas em Londres fazem crianças sonhar com o pódio Mariana Missiaggia

A

s medalhas de ouro conquistadas nos Jogos Olímpicos de Londres pelo ginasta brasileiro Arthur Zanetti e pela judoca Sarah Menezes motivam pequenos atletas a também se tornarem futuros campeões. Na Associação de Ginástica Di Thiene (Agith), em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, onde Zanetti treina, 52 crianças seguem com entusiasmo uma dura rotina de gente grande rumo ao pódio. Desde os cinco anos, Lucas Mateus Silva de Souza, 11 anos, passa todas as suas manhãs (sábados e feriados incluídos) treinando na Agith. Entre um exercício e outro, ele aproveita para observar os movimentos de Zanetti durante sua exibição nas argolas. "Com ou sem medalha, ele é o meu ginasta favorito. Torci muito por ele e vendo que eu treino com alguém que alcançou essa conquista, vejo que com dedicação é possível conseguir o mesmo", disse, confiante, o garoto. Sem medo -Marcelo Rodrigues de Araújo, 23 anos, treinador da Agith, é o responsável por treinar meninos entre 9 e 11 anos, que fazem parte da primeira categoria competitiva do esporte. "A primeira coisa que observamos é a aptidão da criança. Tem de ser uma criança que não tenha medo de pular, de correr e de cair. Depois, avaliamos o desempenho. Por fim, analisamos o comprometimento, o foco, a disciplina e a presença", explica. E esses quatro últimos

Treino duro: em São Caetano, Arthur é exemplo para jovens ginastas.

Lucas Mateus Silva de Souza, 11 anos, no cavalo: "Com ou sem medalha, ele (Zanetti) é o meu ginasta favorito. requisitos citados por Araújo sobram em Lucas, que pretende se especializar no cavalo, modalidade que já lhe rendeu um lugar no pódio. Todos os dias, às 9h, o menino dá início a seu treino e só para às 11h30. Lá mesmo na Agith ele toma banho, veste o uniforme da escola, almoça no refeitório do clube e caminha para a escola com outros dois companheiros de ginástica artística. Exemplos - "Aqui eles têm bons exemplos. Parte da seleção brasileira masculina treina conosco. Nossos atletas possuem títulos nacionais e internacionais muito importantes. Os pequenos ficam observando os maiores nos aparelhos. Isso tudo acaba motivandoos", disse o treinador. O bom desempenho de Zanetti atarefou ainda mais a vida dos funcionários da Agith. Só na última segunda-

O treinador Marcelo Rodrigues de Araújo: "Aqui eles têm bons exemplos" feira, dia em que Zanetti ganhou a medalha de ouro, os funcionários do clube receberam mais de 20 ligações de pessoas interessadas em aulas nas argolas. A data casou bem com a próxima seletiva do clube, marcada para o dia

22. São apenas duas seletivas por ano, uma em fevereiro e outra em agosto. A procura por aulas experimentais também aumentou no Instituto Yashi, em Pinheiros, na zona oeste da Capital. Desde o início dos Jogos Olímpicos de

Londres, o número de ligações de interessados em informações sobre treinamentos cresceu cerca de 60%. E é lá que Reika Ribeiro, 8 anos, e Júlia Ribeiro Antelo, 6 anos, dão os primeiros passos na ginástica artística. Ídolos - Há pouco mais de quatro meses, as duas meninas vêm sendo treinadas por Isabela da Silva Gentil Miranda, 26 anos. De tanto ver vídeos na internet, Júlia convenceu a mãe a matriculá-la na ginástica. Também na internet, Júlia encontrou sua ginasta preferida, a russa Nastia Liukin. Mesmo com apenas 6 anos, Júlia fala com propriedade sobre as habilidades de Nastia na trave, aparelho preferido da aspirante a ginasta. Já Reika prefere valorizar os ginastas brasileiros e seguir os passos de Daiane dos Santos. "Ela é muito esforçada e representa o Brasil com muito carinho", disse uma bem informada Reika, que já traçou boa parte de seu futuro: ela disse que pretende se aposentar como ginasta apenas quando completar 39 anos. Sobre a apresentação de Arthur Zanetti nas argolas, elas não escondem a empolgação e provam que acompanham de perto a carreira do ginasta. "Ele já foi medalhista no Mundial e nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara", completou a menina Reika.

De Londres, com amor José Maria dos Santos

N

a madrugada de hoje, a família Zanetti empreendia o voo de regresso a São Paulo, proveniente de Londres. Se fosse o caso de escolher uma canção para servir de trilha sonora que reflita o estado de espírito deles, esta seria Fly me to the moon. Na linda canção do americano Bart Howard (1915-2004), que Frank Sinatra (1915-1998) imortalizou ao gravá-la em 1964, há versos expressivos – “...leve-me até a Lua /e deixe-me brincar com as estrelas/ deixe-me ver como é a primavera em Marte/ encha meu coração com música /e deixe-me cantar para sempre...” - que resumem a carga de felicidade que os acompanha desde segunda-feira. Não é preciso lembrar que foi o dia da medalha de ouro. São cinco pessoas: o casal Zanetti (Arquimedes e Roseane); Victor, 25 anos, o irmão mais velho; Arthur, o campeão olímpico das argolas e Juliana, sua namorada. Leia a íntegra deste artigo em www.dcomercio.com.br


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Ivan Alvarado/Reuters

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Toru Hanai/Reuters

Marcelo Del Pozo/Reuters

Neil Hall/Reuters

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Sergio Perez/Reuters

H ERMANOS

Picanha X Chorizo

O

Brasil enfrentou, ontem, seu principal rival sul-americano, a Argentina, em duas modalidades de esportes coletivos nas arenas londrinas. Pela manhã, os rapazes do vôlei despacharam os vizinhos de volta para casa e seguem na competição. À tarde, os jogadores brasileiros do basquete levaram a volta do hermanos, sendo eliminados dos jogos. A seleção brasileira masculina de vôlei está classificada para a semifinal. O time comandado por Bernardinho venceu por 3 sets a 0.

A seleção agora vai enfrentar a Itália, que eliminou os norte-americanos, atuais campeões olímpicos. A semifinal será realizada na sexta-fera. E a final, no domingo. Cesta vazia – O carrasco interrompeu, mais uma vez, o sonho da atual geração de jogadores do basquete de fazer história em um torneio. Pelas quartas de final, o Brasil perdeu por 82 a 77. O time do país vizinho agora enfrentará os Estados Unidos, que eliminaram os australianos da competição, em sua terceira semifinal olímpica consecutiva, na sexta-feira.

Olé – Maior jornal esportivo da Argentina, o Olé não perdeu tempo e lançou sua costumeira provocação, após a vitória de seus jogadores. Famoso pela irreverência de suas manchetes, principalmente quando envolve brasileiros, o diário usou o "portunhol" no título para ironizar a freguesia mantida pelos argentinos na modalidade em que o técnico do time verde-amarelo – Rubén Magnano – nasceu lá. "Son FILHOS nuestros", estampou o veículo na maior chamada de seu site. Os brasileiros também usaram a internet para revidar. (Com Folhapress)

B OXE V ÔLEI DE PRAIA

Murad Sezer/Reuters

Bronze de Adriana é a 100ª medalha do País

Marcelo Del Pozo/Reuters

Com o bronze conquistado, ontem, por Adriana Araújo, o Brasil alcançou a centésima medalha na história dos Jogos Olímpicos. A marca demonstra um salto de qualidade do esporte nacional nos últimos 20 anos. Mas não é nada excepcional quando comparada a outras nações. Os Estados Unidos, por exemplo, ostentam mais de 3 mil medalhas. Outros 30 países têm mais de 100 premiações. Masculino – Yamaguchi Falcão repetiu o feito do irmão, Esquiva, venceu o cubano Julio la Cruz e garantiu seu bronze, na categoria até 81 kg. Agora vai para a semifinal com o russo Egor Mekhontcev, na sextafeira, às 18 horas. (Folhapress)

Bronzeadas, com felicidade de ouro! A dupla brasileira formada por Juliana e Larissa virou o jogo contra as chinesas Xue e Zhang e conquistou a medalha de bronze no vôlei de praia, ontem, com parciais de 11/21, 21/19 e 15/12. Foi a 10ª medalha do Brasil, que tem mais quatro garantidas: com Alison e Emanuel no vôlei de praia, com os irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão no boxe e com a seleção masculina de futebol. Hipismo – Sem pódio em Londres, os cavaleiros brasileiros já miram a Olimpíada do Rio. E dizem que, para o País ter uma equipe competitiva em casa, é preciso investir em cavalos.

Lucy Nicholson/Reuters

"Precisamos de qualquer investimento, privado, comercial, doação. Precisamos de animais à altura dos nossos cavaleiros", afirmou Rodrigo Pessoa. "Falo de investimento de um, dois, três, quatro milhões de euros." O campeão em Atenas-04 terminou em 22º e último lugar. Álvaro Afonso de Miranda Neto, o Doda, terminou em 12º. Preciosa – Considerada uma 'Joia' de Quintino, no Rio, Joice Silva será a única brasileira na luta livre. Estreia hoje, em chave difícil: terá pela frente a japonesa Saori Yoshida, bicampeã olímpica até 55 kg. (Agências)

Quadro de medalhas 08/08,quarta-feira

País

RAIO - Em 20s18, o jamaicano Usain Bolt passou à final dos 200 m. E terá hoje a chance de se tornar o único a vencer os 100 e os 200 m em Olimpíadas seguidas. Já os brasileiros Aldemir Gomes da Silva e Bruno Lins foram eliminados.

Além do raio característico das comemorações de Bolt, corre pela internet sua lista de gadgets preferidos para manter tudo à sua volta em velocidade máxima: iPhone 4S, iPod Touch, o tênis Puma BoltEvo Spikes e uma BMW M3.

Total

1º China

35

22

19

76

2º Estados Unidos

34

22

25

81

3º Reino Unido

22

13

13

48

4º Coreia do Sul

12

7

6

25

2

1

7

10

25º Brasil

A cobertura completa dos Jogos Olímpicos de Londres você acompanha em www.dcomercio.com.br


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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Tea.Tanic (foto maior), brinca com o naufrágio do famoso navio.

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Hora do chá Infusores de chá são acessórios essenciais para quem curte a bebida. No link abaixo, os mais criativos. http://bit.ly/OMQYiC

Designs criativos dos infusores se inspiram em flores, folhas e até no corpo humano.

R ÚSSIA M ÚSICA

Dez anos no subsolo

Marcelo Soares/Hype

Morre Magro, do MPB4

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Antônio José Waghabi Filho, o Magro do MPB4, morreu ontem, aos 68 anos, vítima de câncer. Ele estava internado no Hospital Santa Catarina desde 11 de junho. Magro era cantor, compositor, tecladista, saxofonista, percussionista, arranjador. C INEMA

Vida de Pelé na mira de Hollywood A produtora do cineasta Ron Howard, Imagine Entertainment, iniciou projeto de um filme sobre a vida de Pelé, informou ontem o site Variety. O projeto foi impulsionado pelo presidente do Cosmos, Paul Kemsley, que possui os direitos sobre a biografia do Rei do Futebol. Na equipe de Nova York, o brasileiro atuou entre 1975 e 1977, ganhando o título americano em sua última temporada como jogador de futebol. E M

O roteiro ficará a cargo dos irmãos Jeff e Michael Zimbalist e será centrado nos primeiros anos de carreira do brasileiro, até a conquista da Copa do Mundo da Suécia, em 1958, quando o então desconhecido Pelé, com 17 anos de idade, foi fundamental para o primeiro título mundial do Brasil. Os Zimbalist já produziram documentário sobre a morte do defensor colombiano Andrés Escobar, após a Copa do Mundo de 1990.

etenta membros de uma seita islâmica passaram quase uma década vivendo sem luz do sol nem calefação num bunker subterrâneo e só neste mês foram descobertos nos arredores da cidade russa de Kazan. O grupo inclui 20 crianças, a mais nova delas com um ano e meio de idade. Muitos dos participantes da seita nasceram no subsolo e nunca haviam visto a luz do dia até que promotores descobrissem seu esconderijo, em 1º de agosto. O grupo foi retirado do local e levado para exames médicos. Descobriu-se então que uma moça do grupo, de 17 anos, está grávida.

Repressão – Essa religião era reprimida na União Soviética, que foi desmembrada em 1991, motivando o surgimento de vários cultos e seitas no vácuo que se seguiu. A seita subterrânea se chama fayzarahmanista, nome alusivo a Fayzrahman Satarov, de 83 anos, que diz ser profeta e que declarou sua própria casa como um Estado islâmico independente, segundo reportagem do canal de televisão russo Vesti. A emissora disse que seus seguidores eram estimulados a ler textos do "profeta", e que a maioria estava proibida de sair do bunker com oito andares

subterrâneos que foi escavado sob um edifício. Promotores abriram uma investigação criminal sobre a seita e disseram que ela será dissolvida se mantiver suas atividades ilegais, como privar seus membros de buscarem educação e atendimento médico. Ninguém foi preso, mas a polícia deve investigar as suspeitas de que algumas das crianças sofreram abusos sexuais. Um tribunal vai decidir se as crianças podem permanecer com os pais. A cidade de Kazan fica 800 quilômetros a leste de Moscou, no Tatarstão, uma república russa com população de maioria islâmica. (Reuters)

A RQUEOLOGIA

Acende o fósforo Peças de argila e pedra encontrados por cientistas da no vale do rio Jordão seria os primeiros fósforos da história. http://bit.ly/PSkIJv

Dominick Reuter/Reuters

C A R T A Z

VISUAIS Exposição traz pinturas de flores-mandalas criadas pelo artista plástico Luis Díaz. Clube Pinheiros. Galeria de Artes da Sede Social. Rua Tucumã, 142, Jardim Europa.

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F UTEBOL Eduardo Nicolau/AE

TERRORISTA? - Mural grafitado pelos artistas brasileiros Os Gêmeos causou polêmica em Boston, nos EUA. O trabalho recebeu comentários negativos na página de um canal de TV local no Facebook. Os moradores dizem que a figura 'parece um terrorista' e pedem que o mural seja retirado.

D ESIGN L OTERIAS

Dobradura A mesa Bambi, de Caroline Olsson, é inspirada nas articulações das pernas humanas. http://bit.ly/OZ7DSe

Concurso 789 da LOTOFÁCIL 02

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Lucas, o mais valioso. O São Paulo confirmou ontem a venda do meiaatacante Lucas [na foto, ao lado de Neymar em treino da seleção em Londres] para o Paris Sant-Germain (PSG) pelo valor recorde de R$ 108,3 milhões, a maior quantia paga a um clube brasileiro. O atleta de 19 anos, que disputa os Jogos

Olímpicos de Londres com a seleção brasileira, só vai se apresentar ao time francês em janeiro de 2013. Lucas, um jogador habilidoso com boa finalização ao gol, não conquistou títulos importantes com o São Paulo, mas suas atuações levaram clubes europeus a fazerem propostas.

Hitchcock e o pássaro Boneco de vinil do cineasta Alfred Hitchcock, criação do artista Atomic Blythe. http://bit.ly/O4J487

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13 VEÍCULOS Inadimplência nos financiamentos recua 0,1 ponto em junho após 17 meses de alta, segundo a Anef.

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Primeira parada: o veículo, que tem como objetivo educar as pessoas, chega hoje a Sorocaba.

Fotos: Newton Santos/Hype

Sílvia Pimentel

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ada mais apropriado d o q u e u m c a m inhão para mostrar à população a quantidade de impostos que transfere anualmente para o governo. O Impostômetro que está instalado na fachada da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) desde 2005 vai ganhar a estrada. Neste ano, para marcar a receita de R$ 1 trilhão a ser registrada no painel eletrônico entre o fim de agosto e início de setembro, um caminhão itinerante – que exibirá, a cada parada, uma réplica do Impostômetro no alto –, vai percorrer 11 cidades paulistas. Sorocaba será a primeira. O veículo chega hoje, por volta das 9 horas. Irá percorrer as principais avenidas, até chegar à Praça Coronel Fernando

O Impostômetro na estrada Caminhão com réplica do painel que mostra arrecadação tributária em tempo real e percentual dos impostos em produtos irá percorrer várias cidades do Estado de São Paulo em agosto. Prestes, no centro da cidade. Amanhã, o caminhão segue para Bauru. Nos municípios visitados pelo caminhão, os moradores vão conferir não só a receita tributária das três esferas do governo em uma tela de LED, mas também o recolhimento local de impostos. Em Sorocaba, por exemplo, desde o dia

1º de janeiro, os moradores já pagaram mais de R$ 1 bilhão em tributos. Dentro do veículo, foi montado um Feirão do Imposto, com produtos, seus respectivos preços e percentuais em tributos. O presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comer-

cial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, aposta na ação como uma alavanca para a conscientização das pessoas em relação ao excesso de impostos no Brasil. "Acredito que levar o Impostômetro até as cidades e mostrar fisicamente o quanto todos pagam de impostos cause um impacto forte nas pessoas. Muitas vezes, o cidadão desconhece que os tributos que ele paga é que mantém os serviços públicos. Por, essa razão, deve exigir melhorias e cobrar das autoridades competentes o melhor uso desse dinheiro". Após Sorocaba, o caminhão segue para Bauru (dia 10), Presidente Prudente (13), São José do Rio Preto (14), Ribeirão Preto (15), São Carlos (16), Campinas (17), São José dos Campos (20), Mogi das Cruzes ( 21), Santos (22) e São Paulo (23). Os internautas podem participar da campanha no h o t s i t e w w w . h o r a d e agir.com.br e dar a sua opinião com comentários ou vídeos. Ainda é possível pressionar os deputados para aprovarem o Projeto de Lei nº 1472/2007, que exige a discriminação dos impostos nas notas fiscais.

Sistema tributário para 'inglês' ler Renato Carbonari Ibelli

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excesso de obrigações acessórias, a multi-incidência de impostos, a enxurrada de regimes especiais, entre outras peculiaridades, tornam o regime tributário brasileiro um dos mais complexos do mundo. A dificuldade em compreendê-lo, por vezes, é um entrave à entrada de investidores estrangeiros no País, acostumados a regimes mais tradicionais. Com a proposta de introduzir esse público aos meandros tributários brasileiros, o advogado David Roberto R. Soares da Silva lançou o livro Brazil Tax Guide for Foreigners.

A publicação, apresentada na língua inglesa, traz exemplos didáticos da aplicação dos diferentes tributos correntes no País. Uma tarefa complexa, uma vez que um mesmo imposto tem formas de recolhimento distintas, alíquotas variáveis e minúcias aplicadas diferentemente de acordo com o porte da empresa, o setor no qual está enquadrada e a região em que atua. "Um dos problemas no nosso sistema é que as exceções viram regra", diz o autor. Além disso, a cada tentativa de descomplicar o sistema tributário do País, mais complexo ele fica. Silva exemplifica essa situação com a introdução da não-cumulatividade do

Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Pis/Cofins). Torná-los não-cumulativo daria neutralidade aos tributos, mas para tanto foi necessário criar a substituição tributária para eles. Além disso, como a neutralidade não foi atingida, foi necessário criar créditos presumidos para eles. Além de introduzir os conceitos de cada tributo, e exemplificar seu uso, o advogado inclui controvérsias relacionadas a eles. Isso é feito para explicar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Para o autor, o Brasil vive um momento positivo para os in-

vestidores estrangeiros, e o livro tem a intenção de facilitar o caminho para que eles de fato entrem no País. "É um guia que explica como lidar com a complexidade tributária do Brasil, mas também como registrar investimento no Banco Central (B C) , obter financiamento, ou seja, como permanecer no País".

Campanha do R$ 1 tri conquistou prêmio

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campanha de conscientização sobre o excesso de impostos cobrados no Brasil e o mau uso do dinheiro na prestação de serviços públicos, realizada no ano passado no dia em que o painel eletrônico registrou a marca de R$ 1 trilhão, foi uma das vencedoras do 18º Prêmio da Associação de Marketing Direto (ABEMD), na categoria mídias sociais. O diretor de planejamento da RS Digital Direct, Milton Angeli, responsável pelo case, lembrou que foram três meses de trabalho antes de colocar a campanha no ar. O mote era "R$ 1 trilhão. Você vai ficar quieto?". "Vencemos pelo bom uso da mídia online, que é moderna e atual, na divulgação de uma das principais e antigas bandeiras da centenária Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que é a de conscientizar a população sobre a

quantidade de impostos que paga", disse. Para engajar as pessoas em um amplo movimento que mostrasse a indignação generalizada em relação à excessiva carga de impostos foi criado o site www.horadeagir.com.br., com o objetivo de dar suporte às redes sociais e de ser um espaço para várias ações, distribuir conteúdo e permitir a gravação de textos e vídeos. Nos meses de setembro, outubro e novembro o movimento atingiu 43,2 mil seguidores no Twitter e mais de 8 mil fãs no Facebook. O diretor da RS Digital Direct explicou que, embora a campanha tenha sido lançada em setembro de 2011, quando foi atingido o montante de R$ 1 trilhão, o movimento continua vivo no universo da web. "O novo trilhão de 2012 vai dar um novo ânimo à campanha", concluiu. (SP)

Reprodução

S ERVIÇO Brazil Tax Guide for Foreigners Autor: David Roberto R. Soares da Silva Onde comprar: http://braziltaxguide.com.br ou http://braziltaxguide.com Valor: R$ 134

Site do projeto que mobiliza as redes sociais e o Twitter


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e Oferta menor pressionou IPCA em julho Possibilidade de aumento no preço da gasolina, levantada mais uma vez pelo ministro Edison Lobão, fez ações da Petrobras dispararem na bolsa de valores.

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Altas expressivas de preços de alimentos, como tomate e pão francês, fizeram inflação acelerar, passando de 0,08% em junho para 0,43% no mês passado. Márcio Fernandes/AE

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inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou entre junho e junho, de 0,08% para 0,43% no mês passado, divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o maior registrado desde abril (0,64%). O IPCA, indicador que serve de base para o sistema de metas de inflação, passou a acumular alta de 2,76% no ano. Nos 12 meses anteriores a julho, o avanço chega a 5,2% – acima, portanto, do centro da meta fixada para 2012, que é de 4,5%. Os produtos agrícolas, cuja oferta neste ano está comprometida por problemas climáticos no Brasil e queda de produção nos Estados Unidos, foram os principais fatores de pressão, segundo a coordenadora da pesquisa, Eulina Nunes. "Vários itens alimentícios subiram muito, liderados pelo tomate, que teve alta de 50,33%. Também encareceram pão francês (1,78%) e óleo de soja (1,02%), produtos vinculados a commodities, com preços influenciados pela quebra da safra norte-americana." A economista destacou que o resultado de julho não captou efeito inflacionário de eventual aceleração da economia – ou seja, a inflação tem mais a ver com a oferta menor que com a demanda maior.

Centro da meta mais distante

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Sozinho, tomate representou 25% da alta do IPCA de julho. A alta média do produto no País chegou a 50,33%. Clima desfavorável afetou oferta. Sozinho, o tomate respondeu por 25% da alta do IPCA de julho. No Rio de Janeiro, por exemplo, o preço do quilo do tomate subiu 94%, de R$ 2,50 em junho para R$ 4,85 em julho. "Não é possível dizer que houve uma alta generalizada dos alimentos. Foram apenas alguns produtos específicos. Itens como a carne apresentaram queda no mês", observou Eulina, citando a baixa de 1,13% do produto.

Alta concentrada – Se não fosse o reajuste pontual de alimentos, a elevação do IPCA de julho seria menor, de 0,3%. A avaliação é da economista da Rosenberg e Associados, Priscila Godoy. Segundo ela, o choque de oferta responderá por acréscimo ao índice de 0,3 a 0,4 ponto percentual neste ano, contribuindo para que o IPCA encerre o ano em 5,1%. Apesar desse fator, a economista ponderou que o fraco ní-

vel da atividade deve dar condições para que o Banco Central corte os juros para 7%, o que ocorreria com duas reduções de 0,5 ponto percentual cada uma, nas reuniões deste mês e de outubro. Hoje, a taxa Selic está em 8% anuais. A economista observou que a estabilidade do índice de difusão (que mede o alcance das altas entre os itens que compõem o índice) reforça a análise de que a alta em julho se

concentrou em determinados produtos. Em junho, esse índice havia atingido 61,64%, para um IPCA de 0,08%; no mês passado, alcançou 61,1%, para uma inflação de 0,43%. INPC – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou julho com alta de 0,43%, passando a acumular avanços de 3% e de 5,36% no ano e em 12 meses, respectivamente. Em junho, o índice havia ficado em 0,26%. (AE)

icou mais difícil o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrar 2012 perto do centro da meta (4,5%), após a alta de 0,43% em julho, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A avaliação é do coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. Segundo ele, a pressão dos serviços, um quadro menos tranquilo nos alimentos e a mudança de patamar do dólar desfizeram um cenário em que uma inflação mais próxima do centro da meta tornava-se possível, na passagem do primeiro para o segundo semestre. "O centro da meta não é alcançável para este ano, mas isso não quer dizer que a inflação se descontrolou ", avaliou Quadros. (AE)

Stephane Nahe/Reuters

Aceleração também em agosto

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avanço no preço das commodities agrícolas ultrapassou julho e continua influenciando a inflação neste mês. Na primeira prévia de agosto, divulgada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 1,21%, acelerando em relação a igual prévia do mês anterior (0,95%). Pelo segundo mês seguido, a soja em grão foi a vilã, com alta de 9,93%. O milho em grão também pressionou, com reajuste de 18,05%. "A soja, durante o mês de julho, teve altas muito fortes. Ainda verificamos o efeito dessa elevação, mas tenho a

impressão de que ela está começando a perder um pouco de força, ao contrário do que ocorreu no mês passado, quando foi se acelerando ao longo do mês", comentou o coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Salomão Quadros. Sinais de alívio na seca nos Estados Unidos – principal motivo para a elevação das cotações internacionais da soja, pois a produção norteamericana é a maior do mundo – e algumas quedas de preços nos últimos dias na Bolsa de Chicago são citados por Quadros como alguns sinais da provável desaceleração.

Já no milho, também influenciado pela seca norteamericana, uma maior defasagem de preços e a forte aceleração na primeira prévia podem se confirmar para o índice fechado de agosto. A inflação no atacado, medida pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), ainda não chegou ao consumidor. Outro componente do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), ficou em 0,08% na primeira prévia de agosto, ante 0,19% na primeira de julho. O grupo alimentação do IPC também desacelerou, de 0,61%, na primeira prévia de julho para 0,48%, no indicador divulgado ontem.

Tenho a impressão de que a alta da soja começa a perder força neste mês. SALOMÃO QUADROS, ECONOMISTA DA FGV

Quadros destacou, no entanto, que a inflação da soja e do milho já começa a se espalhar na agropecuária e pode chegar à ponta final. Os preços de ração subiram 4,69% na primeira prévia de agosto, contra alta de 1,68% na primeira aferição de julho. Com

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ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, reconheceu ontem que o governo federal estuda aumentar o preço da gasolina neste ano. A "maior preocupação", ressaltou, é com o impacto da medida sobre a inflação. Segundo ele, "existe a possibilidade" de aumento, mas ainda "não existe a decisão". "O governo gostaria de esperar um pouco mais, mas a necessidade é tão grande que o governo pode vir a ceder", acrescentou. Lobão também se referiu ao prejuízo da Petrobras no segundo trimestre, de R$ 1,3 bilhão, o primeiro registrado em 13 anos. Segundo ele, um reajuste seria importante para ajudar a empresa. "Não vislumbramos nenhum instrumento que socorra a Petrobras além do aumento." Ele informou que o percentual de

Thales Stadler/ABCDigipress/AE

Governo pode reajustar gasolina Centro Brasileiro de Infraestrutura calcula que a defasagem entre os preços da gasolina no Brasil e no exterior está em 23,1%

aumento é objeto de estudo nos Ministérios da Fazenda e de Minas e Energia. Ele lembrou que que há nove anos não se faz nenhum reajuste na bomba. O Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) calcula que a defasagem entre os preços dos combustíveis da Petrobras e os do

exterior está em 24,5% para diesel e 23,1% para gasolina. As declarações de Lobão contribuíram para a valorização dos papéis da Petrobras ontem no mercado acionário da BM&FBovespa. As ações preferenciais subiram 4,59% e as ordinárias 5,43%. Como têm grande peso, os papéis fa-

voreceram a alta de 2,12% da bolsa brasileira no dia. Os reajustes de combustíveis anunciados pela Petrobras em 25 de junho (gasolina 7,83% e diesel 3,94%) e 16 de julho (6% no diesel) só terão impacto nos resultados da companhia no terceiro trimestre. O prejuízo registrado entre abril e junho reflete apenas o aumento de 10% na gasolina e de 2% no diesel que estão em vigor desde novembro do ano passado. (Agências)

isso, os preços de carne de porco e frango também subiram mais – o mesmo não ocorreu com a carne bovina porque a pecuária extensiva tem peso maior na produção, explicou Quadros. O item suínos vivos, por exemplo, passou de deflação

de 2,41% (primeira prévia de julho) para inflação de 8,48% (primeira apuração de agosto). Nos frigoríficos, a carne de porco saiu de deflação de 0,33% (primeira prévia de julho) para inflação de 4,94% no primeiro levantamento do mês de agosto. (AE)

Presentes sobem menos

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inflação apurada em produtos com grande saída na comemoração do Dia dos Pais está mais suave neste ano. Segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) feito com 19 itens do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), os preços desse conjunto de produtos, entre agosto de 2011 e julho de 2012, subiram 4,79%, ante variação 5,65% verificada nos 12 meses anteriores.

Na lista, os produtos com baixa mais significativa de preços foram aparelho de DVD e blu-ray (-7,48%), telefone celular (-6,88%) e máquinas fotográficas e filmadoras (-5,71%). Entre os produtos que tiveram maior elevação de preços ficaram sapatos (9,38%), camisas (6,81%) e blazers (19,81%). Considerando a categoria serviços, subiram shows musicais (9,14%) e cinema (8,97%). (AE)


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e Governo cobra de bancos juro menor e mais crédito

O Etios será um verdadeiro carro brasileiro feito para brasileiros. Akio Toyoda, presidente da Toyota japonesa

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Representantes dos principais bancos públicos e privados do País são chamados para reunião em Brasília

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inda preocupado com o fraco desemp e n h o d a e c o n omia, o governo voltou a cobrar dos bancos novos cortes nas taxas de juros e no spread bancário, além da ampliação da oferta de crédito. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, convocaram o primeiro escalão dos principais bancos no País – tanto públicos quanto privados – para uma reunião fechada em Brasília. O tom da conversa foi ameno. "Foi uma cobrança, mas em clima cordial", informou uma fonte do governo ligada à área econômica. "O ministro deu uma cobrada nos banqueiros. Falou que a economia pode acelerar mais rapidamente se os bancos forem mais pró-ativos na concessão de crédito." De acordo com a fonte, Mantega reconheceu que houve redução de taxas, mas argumentou que ainda há espaço para os bancos irem além do que foi feito nos juros e spread – diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa de juros efetivamente cobrada do cliente final. Dados preliminares do BC sobre julho, no entanto, mostraram altas tanto nos juros quanto nos spreads. Para pessoas físicas, houve elevação de 1,3 ponto percentual na taxa média de juros no período. Na última sexta-feira, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, avaliou ainda que há uma "postura ligeiramente mais defensiva em termos de oferta (de crédito para o consumo da pessoa física)". O governo está bastante preocupado com o desempenho da atividade econômica, que insiste em não acelerar

Vendas de imóveis caem 32% em junho Filipe Araújo/AE - 04.04.12

Wilson Dias/ABr - 26.04.11

Segundo Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, houve alta nos juros e nos spreads.

com força, ainda impactada pela crise internacional. O temor é que ela não avance mais de 2% neste ano. Em abril, o governo havia endurecido o discurso contra os bancos, sobretudo os privados, para mais cortes nos juros e nos spreads bancários. Re açã o – Representantes dos bancos afirmaram que a expectativa é de que as concessões de crédito melhorem no segundo semestre em comparação com o primeiro. Participaram da reunião o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, o vice-presidente do Bradesco, Julio Araú-

jo, o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setúbal, Marcial Portela, presidente do Santander, Silvio Aparecido de Carvalho, vice-presidente do Safra, Helio Lima Magalhães, presidente do Citibank, André Brandão, presidente do HSBC, e Persio Arida, vice-presidente do BTG Pactual. "Foram discutidas na reunião, com todos os bancos, as perspectivas para o segundo semestre. A economia vai retomar e vamos ter um segundo semestre muito melhor do que o primeiro", afirmou Hereda, presidente da CEF. "Nossa avaliação é muito boa. O crédito vai indo muito bem e vai continuar crescendo no se-

gundo semestre. Estamos indo muito bem e a Caixa está contribuindo para o crescimento do País", declarou. Questionado sobre a redução do spread, ele respondeu: "A redução do spread já está acontecendo". Sobre o aumento do volume de crédito concedido, Hereda reafirmou que o segundo semestre será mais forte que o primeiro. "Esse é o pensamento de todos os bancos que estiveram na reunião." O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendini, se limitou a dizer que "a economia brasileira está reagindo bastante bem no segundo semestre". (Agências)

Redução de novos lançamentos reflete comportamento do mercado

A

s vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo somaram 1.846 unidades em junho, queda de 32% em relação ao mesmo período do ano passado, informou ontem o Sindicato da Habitação na Capital paulista (Secovi-SP). Na comparação com maio, a comercialização de novos imóveis também cedeu, em 32,3%, segundo a entidade, que justificou os números como resultado de uma "fase de ajuste" do mercado. Já no acumulado dos seis primeiros meses do ano, as vendas cresceram 2,6%, para o total de 11.981 unidades, ficando abaixo da estimativa do Secovi, que era de alta de 10% no fechado de 2012, o equivalente a 31 mil unidades vendidas. Em termos de Valor Geral de Vendas (VGV), foram contabilizados R$ 6 bilhões no primeiro semestre, ligeiramente abaixo dos R$ 6,1 bilhões apurados um ano antes. Os lançamentos, enquanto isso, atingiram 1.366 unidades na cidade

de São Paulo em junho, quedas de 57,1% e 39% sobre igual mês em 2011 e ante maio, respectivamente. De janeiro a junho, foram lançados 8.862 imóveis na Capital paulista, volume 37,2% menor ano a ano, segundo a Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp). O Secovi-SP manteve a previsão de que os lançamentos em 2012 sejam 21% inferiores ao resultado do ano passado, sendo que 70 % das 30 mil unidades previstas devem ser lançadas até dezembro. "Mudanças governamentais como as que alteraram as regras de remuneração da poupança, possibilitando a redução da taxa Selic para o menor nível histórico, podem tornar o mercado imobiliário ainda mais interessante a investidores, comparativamente a outros ativos financeiros", afirmou o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes. Segundo ele, a redução dos lançamentos reflete o mercado.(Reuters)

Toyota vai construir nova fábrica de motores no Brasil Montadora japonesa vai investir R$ 1 bilhão em fábrica que vai atender o Etios e o Corolla

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presidente mundial da montadora japonesa Toyota, Akio Toyoda, anunciou ontem que a empresa pretende investir R$ 1 bilhão na construção de uma fábrica de motores em Porto Feliz (SP). O anúncio foi feito após reunião do executivo com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Segundo ele, a nova fábrica deve começar a operar no segundo semestre de 2015 e vai fornecer motores para dois modelos da montadora, Etios e Corolla. Quando isso acontecer, o percentual de conteúdo nacional, ou seja, de insumos

produzidos no Brasil usados na produção desses dois veículos, vai passar de 65% para 85%, segundo o executivo. O Etios chega ao mercado na segunda quinzena de setembro. Ele vai ser produzido na nova fábrica que a Toyota inaugura hoje, em Sorocaba (SP). "Será um verdadeiro carro brasileiro. Feito por brasileiros, para brasileiros", disse o presidente da montadora. Atualmente, o governo elabora um novo regime automotivo que vai começar a vigorar em 2013. Um dos objetivos da administração de Dilma Rousseff com o novo regime é estimular o aumento do conteúdo nacional dos carros vendidos no Brasil. Em abril, quando foi anunciado que novas regras para o setor seriam elaboradas, o governo disse que a intenção era dar descontos progressivos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) quanto maior fosse o conteúdo nacional dos automóveis. Hisayuki Inoue, diretor da Toyota para a América Latina,

informou que a nova fábrica de Porto Feliz deve empregar, num primeiro estágio de produção, de 600 a 700 pessoas. Já a fábrica que a Toyota inaugura em Sorocaba vai produzir 70 mil carros por ano, empregando cerca de 1, 7 mil pessoas. A fábrica de Sorocaba consumiu US$ 600 milhões em investimentos para terraplanagem do terreno e construção da unidade. Até então, a Toyota produzia no Brasil apenas um modelo, o sedã Corolla, montado em fábrica em Indaiatuba, também no interior de São Paulo, desde 1998. O modelo acumula vendas de 31,8 mil unidades entre janeiro e julho deste ano, ante 28,5 mil no mesmo período de 2011. Segundo dados da associação brasileira de concessionárias de veículos, Fenabrave, a Toyota ocupa a oitava posição no ranking de vendas de automóveis e comerciais leves de 2012 no acumulado até julho, com participação de 2,78% no total de licenciamentos no País. (Folhapress)


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17 A decisão (de onde fazer um tratamento) depende principalmente da taxa do câmbio da ocasião. Julie Munro, presidente da Medical Travel Quality Alliance

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Passageiro Vip

Turismo médico, uma Q questão financeira. Agliberto Lima/AE

explosiva e dinâmica indústria. Assim, enquanto nos últimos anos a valorização da moeda afastou pacientes da Tailândia, Malásia e Brasil, o México, Turquia e África do Sul vivenciam processo inverso. Por exemplo: de acordo com o Banco Mundial, uma operação de artroscopia do ombro aumentou em dólares no Brasil mais de 60% em apenas oito anos, de US$ 5,6 mil em 2003 para US$ 9,4 mil em 2010. Enquanto isso, no período, o mesmo procedimento manteve custos estáveis na Índia, México e Singapura. Situação parecida ocorreu na Tailândia, onde um aumento do busto vendido em 2006 por

US$ 3 mil afastou potenciais interessadas pois hoje chega a US$ 4,5 mil. Diante do quadro de saúde cada vez menos clínico e mais financeiro, surgiu uma ferrenha disputa entre destinos, assunto que até inspirou o livro O Corpo Estranho, do médico-escritor Robin Cook. Na trama, o autor descreve uma conspiração para destruir a reputação do turismo médico na Índia. Em uma batalha que está agora no campo do marketing, destinos emergentes como Turquia e Coreia do Sul ocupam progressivo espaço de mercado. Até países menos conhecidos pelos seus méritos médicos como Polônia e Vietnã – esse roubando

da Tailândia pacientes de Bangladesh e Burma – metem a colher com vontade nessa lucrativa sopa. No aperto financeiro que assola o mundo, ficam para segundo plano nobres princípios da medicina. No lugar entram em cena sem qualquer constrangimento políticas e estratégias de negócios e programas mercadológicos. Como consequência, surgem diariamente pacotes financeiros mais populares e preços acessíveis. A oportunidade não deve passar em branco para economias como as da Grécia e Islândia, que podem se tornar em breve as mais novas estrelas do turismo médico. Com mais opções de destino, concorrência acirrada entre países, passagens aéreas mais baratas, e melhores níveis de informação aos pacientes sobre suas alternativas, o turismo médico deve experimentar um crescimento internacional. Não está longe o dia em que antes de ir ao dentista ou médico tornese rotina pesquisar qual o local do mundo que oferece o melhor serviço com preços mais baixos.

Divulgação

ual é o verdadeiro valor de um tratamento médico? Partindo do princípio de que a qualidade do procedimento é equivalente em vários lugares, será que vale a pena gastar mais, ou economizar ao viajar para lugares como a Índia, Coreia do Sul, Polônia, Turquia ou México para tratamentos, do simples como dentista e implante de busto ao complexo como transplante de órgão ou operação do coração? Os números confiáveis mundiais deste segmento são grandes, mas desconhecidos, e sempre tratados a sete chaves. Há apenas fortes indicadores da pujança desse movimento por ano. Na Inglaterra, estima-se em 100 mil o número de "turistas médicos". As Filipinas afirmam receber 92 mil pacientes só dos Emirados Árabes Unidos. A Coreia do Sul contabiliza 10 mil visitantes para tratamento de saúde. E apenas uma clínica dentária em Budapeste costuma atender até 4 mil pacientes vindos do exterior. Por incrível que pareça, a questão está deixando de ser médica para se tornar financeira. "A decisão depende principalmente da taxa do câmbio da ocasião", afirma Julie Munro, presidente da Medical Travel Quality Alliance, empresa que atua nessa

Bernard Wyss

O

vice-presidente da marca Paradisus Resort, que planeja inaugurar a primeira unidade no Brasil em Guarajuba, Camaçari, Bahia, no Natal de 2013 nasceu em Casablanca, Marrocos. Filho de suíço e argentina, ele foi criado no México, onde reside. "O gosto por viajar, conhecer novos destinos, gente interessante e aprender sobre a cultura e gastronomia de cada lugar, me levaram à graduação em gestão de hotéis em Montreux", revela Bernard Wyss. Com rica experiência em hotelaria em três continentes, apaixonado

por gastronomia e esportes, ele diz que o grupo Paradisus procura atrair eventos corporativos e grupos de incentivo, 30% dos seus negócios. "Há uma tendência do viajante corporativo buscar o turismo de luxo, com experiências únicas, gentileza no tratamento, serviço personalizado e alta gastronomia". Falando quatro idiomas, Bernard está animado com a construção do resort de luxo em um terreno de 5 milhões de m². "Além da economia em destaque no mundo, há imenso potencial turístico no Brasil".

Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br


DIà RIO DO COMÉRCIO

18 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A ideia ĂŠ assegurar o uso energĂŠtico e industrializar o paĂ­s. Federico Franco, presidente do Paraguai

conomia Robson Fernandes/ AE

Reprodução site

da PresidĂŞncia

do Paraguai

Itaipu, a maior produtora de energia elĂŠtrica limpa e renovĂĄvel do mundo, bate recorde de dois bilhĂľes de megawatts-hora

Paraguai ameaça nĂŁo ceder energia ao Brasil Depois de afastado do Mercosul, presidente paraguaio, Federico Franco, diz que vai cortar envio de energia para o PaĂ­s e para a Argentina, de usinas hidrelĂŠtricas comuns. (GLWDO GH &LWDomR GR H[HFXWDGR :ODGLPLU 7RPD] /DQGLQ H[SHGLGR QRV DXWRV GD DomR GH ([HFXomR SRU 7tWXOR ([WUDMXGLFLDO UHTXHULGD SRU %$1&2 %5$'(6&2 6 $ FRQWUD :ODGLPLU 7RPD] /DQGLQ SURFHVVR Qž ² 2UGHP Qƒ FRP SUD]R GH YLQWH GLDV 2 'RXWRU -RmR %DWLVWD GH 0HOOR 3DXOD /LPD 00 -XL] GH 'LUHLWR GD 3ULPHLUD 9DUD &tYHO GHVWD &LGDGH H &RPDUFD GH *XDUXOKRV Âą 63 QD )RUPD GD OHL (WF )D] 6DEHU DR H[HFXWDGR :ODGLPLU 7RPD] /DQGLQ EUDVLOHLUR VHSDUDGR 5* Qƒ H &3) 1ƒ TXH SHUDQWH HVWH -Xt]R H UHVSHFWLYR &DUWyULR GR ž 2ItFLR &tYHO SURFHVVDP VH RV WHUPRV GH XPD DomR GH ([HFXomR 3RU 7tWXOR ([WUDMXGLFLDO TXH DOHJDQGR HP VtQWHVH 2 ([HTXHQWH DRV FRQFHGHX DR H[HFXWDGR XP FUpGLWR QR YDORU GH 5 PHGLDQWH D HPLVVmR GD &pGXOD GH &UpGLWR Qƒ D VHU UHVWLWXtGR HP SDUFHODV PHQVDLV GH H DQXDO GH DOpP GDV WDULIDV H ,2) ( TXH HP FDVR GH PRUD LQFLGLULD RV MXURV PRUDWyULRV i WD[D GH DR PrV RX IUDomR MXURV UHPXQHUDWyULRV i WD[D GH PHUFDGR H D PXOWD FRQWUDWXDO GH VREUH R GpELWR DWXDOL]DGR 'HL[RX GH HIHWXDU SDJDPHQWR GDV SUHVWDo}HV YHQFLGDV D SDUWLU GH WRWDOL]DQGR R GpELWR QR YDORU GH 5 (QFRQWUDQGR VH R H[HFXWDGR HP OXJDU LQFHUWR H QmR VDELGR H[SHGLX VH R SUHVHQWH SRU PHLR GR TXDO ILFDP RV PHVPRV GHYLGDPHQWH FLWDGRV SDUD RV WHUPRV GD DomR SDUD QR SUD]R GH WUrV GLDV SDJDUHP R GpELWR DFLPD PHQFLRQDGR DFUHVFLGR GH MXURV H FRUUHomR VRE SHQD GH FRQYHUVmR GR DUUHVWR GR LPyYHO ORFDOL]DGR QD SUDLD H GLVWULWR GH 0DUHVLDV QR 0XQtFLSLR H &RPDUFD GH 6mR 6HEDVWLmR QD DOWXUD GH .0 PDLV P GD DQWLJD HVWUDGD GH URGDJHP 63 TXH OLJD 6mR 6HEDVWLmR D 6DQWRV DWXDOPHQWH GHQRPLQDGD $Y 'RXWRU )UDQFLVFR /RXS UHJLVWUDGR QR &DUWyULR GH 5HJLVWUR GH ,PyYHLV GD &RPDUFD GH 6mR 6HEDVWLmR 63 PDWUtFXOD Qƒ HP SHQKRUD TXH VH GDUi DXWRPDWLFDPHQWH 3DUD KLSyWHVH GH SDJDPHQWR IRUDP DUELWUDGRV RV KRQRUiULRV DGYRFDWtFLRV HP VREUH R GpELWR (P FDVR GH SDJDPHQWR LQWHJUDO GR GpELWR QR SUD]R GH WUrV GLDV ILFDP UHGX]LGRV SHOD PHWDGH RV KRQRUiULRV DFLPD FLWDGRV FLHQWLILFDQGR VH R H[HFXWDGR GR TXH WHUi TXLQ]H GLDV FRQWDGRV GD FLWDomR SDUD DSUHVHQWDU HPEDUJRV LQGHSHQGHQWH GD UHDOL]DomR GH SHQKRUD 1R SUD]R SDUD HPEDUJRV UHFRQKHFHQGR R FUpGLWR GD H[HTXHQWH H FRPSURYDQGR R GHSyVLWR GH GR YDORU HP H[HFXomR LQFOXVLYH FXVWDV H KRQRUiULRV GH DGYRJDGRV SRGHUi R H[HFXWDGR UHTXHUHU R SDJDPHQWR GR UHVWDQWH HP DWp VHLV SDUFHODV PHQVDLV DFUHVFLGDV GH FRUUHomR PRQHWiULD H MXURV GH PRUD GH DR PrV QD IRUPD GR DUWLJR $ GR &3& FRQWDGRV GR HVJRWDPHQWR GR SUD]R GH YLQWH GLDV GR SUHVHQWH HGLWDO 2 SUHVHQWH VHUi SXEOLFDGR H DIL[DGR QD IRUPD GD OHL &XPSUD VH QD IRUPD H VRE DV SHQDV GD OHL Ƈ

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decisão do governo Ê clara: não estamos dispostos a seguir cedendo nossa energia. E observem que utilizo bem a palavra ceder. Porque o que estamos fazendo Ê ceder ao Brasil e à Argentina, nem sequer estamos vendendo. A afirmação foi feita ontem pelo presidente do Paraguai, Federico Franco, ao apresentar um anteprojeto de lei de política energÊtica. O Paraguai Ê sócio do Brasil em Itaipu, uma das centrais hidrelÊtricas mais potentes do mundo, e da Argentina em Yacyretå – mas fornece a maior parte da produção de energia de ambas empresas a seus vizinhos por preços considerados menores em relação aos praticados no mercado, com base em acordos bilaterais firmados no passado. Franco, que assumiu a presidência do Paraguai hå pouco mais de um mês substituindo o destituído Fernando Lugo, disse que o Paraguai tem 85% do faturamento de energia baseado nas hidrelÊtricas, mas consome somente 15% porque a maior parte Ê utilizada por seus vizinhos. "Devemos procurar trazer nossa energia de Itaipu e Yacyretå, criar indústrias para que haja trabalho para nossa gente (...) e para isso a única alternativa Ê criar condiçþes de segurança para poder industrializar o país", acrescentou ele. O governo deposto de Fernando Lugo conseguiu tripli-

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car o montante do valor pago pelo Brasil pela eletricidade. Em seguida, foi firmado um acordo para a construção de uma linha de transmissão de 500 quilovolts entre Itaipu e Assunção, para que o país utilize mais da energia que lhe cabe na usina. Franco disse que este último projeto possibilitarå a instalação de um maior número de indústrias, que igualmente deverão ser encorajadas por um preço mais conveniente de energia. Pouco depois de assumir, o governo de Federico Franco iniciou negociaçþes com a multinacional Rio Tinto Alcan para a instalação de uma fåbrica de alumínio, que foram paradas por divergências sobre o preço da energia elÊtrica a ser fixada. "Estamos castigando o setor que mais produz e

PaĂ­s foi afastado do Mercosul

N

o dia 22 de junho de 2012, o então presidente do Paraguai, Fernando Lugo, foi destituído do cargo por votação no Senado. Ele sofreu um curto processo de impeachment de 36 horas. Em seguida, foi substituído pelo vice-presidente da República, Federico Franco. Lugo foi considerado culpado por 'mau desempenho' pelo Le-

Estamos castigando o setor que mais produz e como consequência brilha em toda São Paulo, Buenos Aires, e nós temos que andar no escuro no Paraguai. FEDERICO FRANCO, PRESIDENTE como consequência brilha em toda São Paulo, Buenos Aires, e nós temos que andar no escuro no Paraguai. Não tem sentido isso, temos que mudar", disse o presidente durante a apresentação do anteprojeto de lei de política energÊtica a autoridades.

gislativo daquele país. Mas países do continente reagiram ao que consideraram ser a deposição de um presidente eleito. Argentina, Brasil, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru decidiram de forma conjunta suspender a participação do Paraguai na reunião de presidentes do Mercosul, que ocorreu no fim de semana seguinte. Dias depois, o Paraguai foi afastado do mercado comum, atÊ que a "ordem democråtica seja restabelecida", conforme explicou na ocasião o MinistÊrio das Rela-

O presidente do Paraguai garantiu que o projeto de lei sobre o assunto serå enviado atÊ o final do ano ao Congresso. A ideia Ê "criar uma política industrial para assegurar o uso energÊtico e industrializar o país", explicou Franco. Participaram do anúncio do anteprojeto os ministros paraguaios de Obras Públicas e Comunicacþes, Enrique Salyn Buzarquis; do Ambiente, Heriberto Osnaghi; de Comunicação, Martín Sannemann; do Gabinete Presidencial, Martín Burt; alÊm de Franklin Boccia, diretor geral de Itaipú e Enrique Cåceres, diretor de Yacyretå , entre outros executivos. (Tsuli Narimatsu/Agências)

çþes Exteriores brasileiro. Ação foi vista tambÊm pela União das Naçþes Sul-Americanas (Unasul) como uma "violação da ordem democråtica". O processo relâmpago espantou porque a administração de Lugo estava no fim. O Brasil decidiu abrir o caminho para a Venezuela no Mercosul. Em discurso logo após a decisão do Legislativo de seu país, Lugo pareceu derrotado e sem capacidade de reagir. "Me despeço como presidente, mas não como cidadão", afirmou ele, que disse sofre um golpe branco. (DC)

Itaipu atinge recorde mundial

A

maior produtora de energia elÊtrica limpa e renovåvel do mundo gerou dois bilhþes de megawatts-hora (MWh), atÊ às 18 horas de ontem, exatamente no dia em que o presidente paraguaio Federico Franco surpreendeu com a sinalização de que haverå interrupção nos acordos para fornecimento de energia com o Brasil e a Argentina. A energia de Itaipu seria suficiente para cobrir o consumo

mundial por 39 dias. A marca de um bilhão de MWh foi alcançada em 7 de junho de 2001. Em 2023, uma nova marca de três bilhþes de MWh deve ser alcançada. Só então Itaipu terå coberto toda a sua demanda, estimando uma mÊdia mundial de 93 milhþes de MWh. Segundo um quadro comparativo, o volume de energia produzida por Itaipú em 28 anos seria suficiente para atender o consumo de eletrici-

dade do Brasil por quatro anos e oito meses; do Paraguai, por 183 anos; e de la Argentina, por 17 anos e nove meses. Na Europa, a França poderia ser abastecida de energia por quatro anos; Reino Unido, cinco anos e seis meses; Alemanha, três anos e seis meses de eletricidade. No ano 2008, Itaipu bateu sua própria marca de geração anual de energia chegando aos 94.684.781 de MWh. Para 2012, a marca jå serå superada. (DC)


DIĂ RIO DO COMĂ&#x2030;RCIO

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

e

ECONOMIA/LEGAIS - 19 Se não houver a interrupção imediata dos grevistas, parem a produção. Francisco Turra, presidente da União Brasileira de Avicultura

conomia Edson Silva/ Folhapress - 24.09.10

Greve ameaça exportaçþes

O Brasil Ê um dos líderes na exportação de carne bovina e depende dos fiscais para liberar o abate e o transporte

Fiscais agropecuĂĄrios estĂŁo parados desde segunda

"Quando o fiscal começa a não funcionar, começa a entupir a cadeia. Se eu não consigo tirar o produto da fåbrica, não consigo tirar o animal do campo. Tenho que parar abates. Complica toda a cadeia", afirmou. A associação que representa exportadores de soja e milho vai entrar com ação na Justiça contra a greve dos fiscais, pedindo que sejam garantidos os embarques de grãos. Os fiscais exigem aumento de salårio, reestruturação da carreira e a contratação de mais profissionais. (Reuters)

O

s entraves provocados pela greve de fiscais agropecuårios podem levar indústrias de carnes a parar as linhas de produção em dois ou três dias, ameaçando o abastecimento, alÊm de atrasar embarques de grãos do Brasil, disseram representantes do setor ontem. Os fiscais, que concedem autorizaçþes para abate de animais e transporte da carnes, alÊm de liberaçþes de

cargas como soja e milho nos portos, começou na segundafeira. As indústrias de aves e suínos dizem que, com a paralisação, não conseguem realizar os abates e o escoamento da produção atÊ os portos de exportação, por exemplo. AlÊm disso, hå risco de faltar produto nos supermercados. "Algumas empresas jå estão advertindo: se não houver interrupção imediata dos grevistas, parem as linhas de produção", disse Francisco Turra,

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

GOVERNO DO ESTADO DE SĂ&#x192;O PAULO

FDE AVISA: CONCORRĂ&#x160;NCIA A FUNDAĂ&#x2021;Ă&#x192;O PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - FDE comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: CONCORRĂ&#x160;NCIA NÂş - OBJETO - PRĂ&#x2030;DIO - LOCALIZAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - PRAZO - Ă REA (se houver) - PATRIMĂ&#x201D;NIO LĂ?QUIDO MĂ?NIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - ABERTURA DA LICITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O (HORA E DIA) 72/00153/12/01 - Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de PrĂŠdio Escolar - EE Prof. Alziro Barbosa Nascimento - Rua Bahia, 1 - Cep: 09450000 - Vila S. JoĂŁo - Rio Grande da Serra/SP - 210 - 302,10 - R$ 167.517,00 - R$ 16.751,00 - 09:30 - 12/09/2012. As empresas interessadas poderĂŁo obter informaçþes e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na SupervisĂŁo de Licitaçþes, na Av. SĂŁo LuĂ­s, 99 - RepĂşblica - CEP: 01046-001 - SĂŁo Paulo/SP ou atravĂŠs da Internet pelo endereço eletrĂ´nico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderĂŁo adquirir o Edital completo atravĂŠs de CD-ROM a partir de 09/08/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 17:00 horas, mediante pagamento nĂŁo reembolsĂĄvel de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverĂŁo estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada Ă SupervisĂŁo de Licitaçþes da FDE, conforme valor indicado acima. Os invĂłlucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O deverĂŁo ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da SupervisĂŁo de Licitaçþes - SLI na SEDE DA FDE, atĂŠ 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação serĂĄ processada em conformidade com a LEI FEDERAL nÂş 8.666/93 e suas alteraçþes, e com o disposto nas CONDIĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES GERAIS PARA A REALIZAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE LICITAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES E CONTRATAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES DA FUNDAĂ&#x2021;Ă&#x192;O PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - FDE. As propostas deverĂŁo obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSĂ&#x2030; BERNARDO ORTIZ Presidente

PREFEITURA DO MUNICĂ?PIO DE BRAGANĂ&#x2021;A PAULISTA AVISO DE ABERTURA DE LICITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O Acha-se aberto na Prefeitura do MunicĂ­pio de Bragança Paulista os seguintes certames licitatĂłrios: CONCORRĂ&#x160;NCIA PĂ&#x161;BLICA 003/2012 OBJETO: CONTRATAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE EMPRESA ESPECIALIZADA PARA REFORMA E COMPLEMENTO DA AMPLIAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DO PRĂ&#x2030;DIO DO FĂ&#x201C;RUM DATA DE ABERTURA: 10.09.2012, Ă&#x20AC;S 10 HORAS VALOR ESTIMADO: R$ 1.482.225,71 GARANTIA PARA LICITAR (CAUĂ&#x2021;Ă&#x192;O) ATĂ&#x2030;: 06.09.2012 VISITA TĂ&#x2030;CNICA ATĂ&#x2030; 06.09.2012 O presente edital ĂŠ publicado em resumo no DiĂĄrio Oficial do Estado (DOE), no DiĂĄrio do ComĂŠrcio, Jornal Local e afixado no quadro de avisos da Prefeitura Municipal. As informaçþes poderĂŁo ser obtidas na DivisĂŁo de Licitação, Compras e Almoxarifado da Prefeitura Municipal, sita Ă Avenida Antonio Pires Pimentel, nÂş 2.015, Centro,pelo site â&#x20AC;&#x153;www.braganca.sp.gov.brâ&#x20AC;? ou pelo telefone (11) 4034-7002/7106/7091, em dias Ăşteis, das 09:00 Ă s 16:00 horas. Bragança Paulista, 08 de agosto de 2012. JOĂ&#x192;O ALBERTO SIQUEIRA DONULA - SecretĂĄrio Municipal de Administração

'&+6#. &' %1081%#c­1 #55'/$.'+# )'4#. 1U %QPFzOKPQU 2TQRTKGVhTKQU FC #UUQEKCnlQ FQU 2TQRTKGVhTKQU FQ %QPFQOsPKQ 4QEJGNNG + PQ WUQ FCU CVTKDWKn|GU SWG NJG UlQ EQPHGTKFCU RQT NGK %QPFQOKPKCN (#< 5#$'4 C VQFQU SWG GO FG #)1561 FG PCU FGRGPFqPEKCU FQ %QPFQOsPKQ 4WC %CUC %QPFQOsPKQ 4QEJGNNG + iU JQTCU GO RTKOGKTC EQPXQECnlQ EQO RTGUGPnC FG EQPFzOKPQU SWG TGRTGUGPVCO FQKU VGTnQU FQU EQPFzOKPQU RTQRTKGVhTKQU G iU JQTCU GO 5GIWPFC EQPXQECnlQ EQO C RTGUGPnC OsPKOC FG &G\ EQPFzOKPQU RTQRTKGVhTKQU HCTh TGCNK\CT #55'/$.d+# )'4#. SWG VGTh C UGIWKPVG 14&'/ &1 &+# 816#c­1 2#4# 018# &+4'614+# &+5215+c­'5 # 5'4'/ %7/24+&#5 2QFGTlQ RCTVKEKRCT FC #UUGODNGKC VQFQU QU EQPFzOKPQU RTQRTKGVhTKQU 2QFGTlQ GZGTEGT Q FKTGKVQ FG XQVQ UQOGPVG QU EQPFzOKPQU RTQRTKGVhTKQU 1U XQVQU UGTlQ EQORWVCFQU RQT OCKQTKC UKORNGU FQU EQPFzOKPQU RTQRTKGVhTKQU RTGUGPVGU PC #UUGODNGKC %CTCRKEWsDC FG #)1561 FG %CTQNKPC 4QFTKIWGU 2QTVKQNNK 2TGUKFGPVG

'&+6#. &' %1081%#c­1 #55'/$.'+# )'4#. 1U %QPFzOKPQU 2TQRTKGVhTKQU FC #UUQEKCnlQ FQU 2TQRTKGVhTKQU FQ %QPFQOsPKQ 4QEJGNNG + PQ WUQ FCU CVTKDWKn|GU SWG NJG UlQ EQPHGTKFCU RQT NGK %QPFQOKPKCN (#< 5#$'4 C VQFQU SWG GO &' #)1561 &' PCU FGRGPFqPEKCU FQ %QPFQOsPKQ 4WC %CUC %QPFQOsPKQ 4QEJGNNG + iU JQTCU GO RTKOGKTC EQPXQECnlQ EQO RTGUGPnC FG EQPFzOKPQU SWG TGRTGUGPVCO FQKU VGTnQU FQU EQPFzOKPQU RTQRTKGVhTKQU G iU JQTCU GO 5GIWPFC EQPXQECnlQ EQO C RTGUGPnC OsPKOC FG &G\ EQPFzOKPQU RTQRTKGVhTKQU HCTh TGCNK\CT #55'/$.'+# )'4#. SWG VGTh C UGIWKPVG 14&'/ &1 &+# 24'56#c­1 &' %106#5 &1 Â? 5'/'564' &' '5%.#4'%+/'0615 51$4' # #nlQ %KXKN 2}DNKEC 816#c­1 2#4# %1/24# ' +056#.#c­1 &' 8Ă&#x2039;&'1 /10+614#/'061 2#4# # 2146#4+# &+5215+c­'5 # 5'4'/ %7/24+&#5 2QFGTlQ RCTVKEKRCT FC #UUGODNGKC VQFQU QU EQPFzOKPQU RTQRTKGVhTKQU 2QFGTlQ GZGTEGT Q FKTGKVQ FG XQVQ UQOGPVG QU EQPFzOKPQU RTQRTKGVhTKQU 1U XQVQU UGTlQ EQORWVCFQU RQT OCKQTKC UKORNGU FQU EQPFzOKPQU RTQRTKGVhTKQU RTGUGPVGU PC #UUGODNGKC %CTCRKEWsDC FG #)1561 FG %CTQNKPC 4QFTKIWGU 2QTVKQNNK 2TGUKFGPVG

FALĂ&#x160;NCIA, RECUPERAĂ&#x2021;Ă&#x192;O EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ&#x2021;Ă&#x192;O JUDICIAL Conforme informação da Distribuição CĂ­vel do Tribunal de Justiça de SĂŁo Paulo, foram ajuizados no dia 08 de agosto de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falĂŞncia, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Recuperação Judicial Requerente: Hidrus Equipamentos HidrĂĄulicos Ltda. EPP. Requerido: Hidrus Equipamentos HidrĂĄulicos Ltda. EPP. Avenida Dr. Lino de Moraes Leme, 1.061 â&#x20AC;&#x201C; Vila Paulista - 2ÂŞ Vara de FalĂŞncias.

Nós estamos falando de desabastecimento no mercado interno e impacto nas exportaçþes brasileiras", disse o executivo de uma grande empresa do setor de aves e suínos, que pediu para não ser identificado.

O Brasil Ê o maior exportador de carne de frango do mundo e um dos líderes na exportação de carne bovina. Disputa com os Estados Unidos a liderança na exportação de soja, e estå entre os principais exportadores de milho.

San Gimignano Empreendimentos e Participaçþes S/A

GOVERNO DO ESTADO DE SĂ&#x192;O PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREĂ&#x2021;OS A FUNDAĂ&#x2021;Ă&#x192;O PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - FDE comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREĂ&#x2021;OS NÂş - OBJETO - PRĂ&#x2030;DIO - LOCALIZAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - PRAZO - Ă REA (se houver) - PATRIMĂ&#x201D;NIO LĂ?QUIDO MĂ?NIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - ABERTURA DA LICITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O (HORA E DIA) 69/01308/12/02 - Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de PrĂŠdio Escolar - EE Sen. Vicente Prado - Av. Paes de Barros, 446 - Cep: 17230000 - Centro - ItapuĂ­/SP - 210 - 116,67 - R$ 129.317,00 - R$ 12.931,00 - 09:30 - 27/08/2012. 69/01318/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de PrĂŠdio Escolar - EE Estação Dona Catarina - Rod. Castelo Branco, Km. 68 - Cep: 18120-000 - Dona Catarina - Mairinque/SP - 180 - R$ 30.782,00 - R$ 3.078,00 - 10:00 - 27/08/2012. 72/00073/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de PrĂŠdio Escolar - EE Camilo Castelo Branco - Rua Edmundo Aurioli, 85 - Cep: 08470-600 - Cid. Tiradentes - SĂŁo Paulo/SP - 210 - 600 - R$ 86.714,00 - R$ 8.671,00 - 10:30 - 27/08/2012. 72/00092/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de PrĂŠdios Escolares - EE Prof. Elias Zugaib - Rua JapĂŁo, 10 - Cep: 08565-130 - Jd. Obelisco â&#x20AC;&#x201C; PoĂĄ/SP; EE Dona RosĂĄria Isolina de Moraes - Rua Rio Pinheiros, 25 - Cep: 08599-330 - Nova ItaquĂĄ â&#x20AC;&#x201C; Itaquaquecetuba/SP; EE/Cel Pe. EustĂĄquio - Rua IrapuĂŁ, 80 - Cep: 08564-060 - Jd. Selma Helena â&#x20AC;&#x201C; PoĂĄ/SP - 150 - R$ 127.530,00 - R$ 12.753,00 - 11:00 - 27/08/2012. 72/00097/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de PrĂŠdio Escolar - EE Profa Jandyra Coutinho - Rua Augusto Souza de Aquino, 5 - Cep: 08696-410 - GardĂŞnia Azul - Suzano/SP - 150 - R$ 39.659,00 - R$ 3.965,00 - 11:30 - 27/08/2012. 72/00098/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista - EE Edmundo Luiz de Nobrega Teixeira Av. Jean Lieutaud, 280 - Cep: 09450-000 - Sta Tereza - Rio Grande da Serra/SP - 150 - R$ 44.540,00 - R$ 4.454,00 - 14:00 - 27/08/2012. 73/00142/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de PrĂŠdios Escolares - EE Profa Laura da Purificação de Castro Mendes - Rua Imaculada, s/nÂş - Cep: 07183-070 - Jd SĂŁo Manoel â&#x20AC;&#x201C; Guarulhos -SP; EE Dr Jose Leme Lopes - Rua Acapulco, s/nÂş - Cep: 07159-120 - Aguazul â&#x20AC;&#x201C; Guarulhos/SP; EE Prof. SilvĂŠrio Bertoni - Rua SĂŁo Geraldo, 303 - Cep: 07131-130 - Jd. Sta CecĂ­lia â&#x20AC;&#x201C; Guarulhos/SP - 150 - R$ 101.839,00 - R$ 10.183,00 - 14:30 - 27/08/2012. 73/00143/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de PrĂŠdios Escolares - EE/ETEC Paulo Eiro/Santo Amaro (Cl Descentr) - Av. Pe JosĂŠ Maria, 210 - Cep 04753-060 Sto Amaro - SĂŁo Paulo/SP; EE Prof. JoĂŁo Ernesto de Souza Campos - Rua Mns JosĂŠ Marinoni, 22 - Cep: 04430-350 - Vila MissionĂĄria - SĂŁo Paulo/SP; EE Prof. JosĂŠ Nascimento - Rua Luiza, 48 - Cep: 04424-030 - Cid. Julia - SĂŁo Paulo/SP - 150 - R$ 117.943,00 - R$ 11.794,00 - 14:30 - 27/08/2012. 73/00145/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de PrĂŠdios Escolares - EE Profa Marilsa Garbossa Francisco - Rua Paulo Lamore, s/nÂş - Cep: 05844-190 - Jd SĂŁo Luis - SĂŁo Paulo/SP; EE Yoshio Ninomiya - Rua JoĂŁo Andre Leyser, 100 - Cep: 05884-100 - Jd. ColĂŠgio - SĂŁo Paulo/SP - 150 - R$ 61.663,00 - R$ 6.166,00 - 15:30 - 27/08/2012. 73/00162/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de PrĂŠdio Escolar - EE ChĂĄc. Camponesa/Jd. Vassouras - Rua SĂŁo Domingos/Rua Hawai, s/nÂş - Cep: 07790-000 - ChĂĄcara Camponesa - Francisco Morato/SP - 150 - R$ 41.801,00 - R$ 4.180,00 - 16:00 - 27/08/2012. As empresas interessadas poderĂŁo obter informaçþes e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na SupervisĂŁo de Licitaçþes, na Av. SĂŁo LuĂ­s, 99 - RepĂşblica - CEP: 01046-001 - SĂŁo Paulo/SP ou atravĂŠs da Internet pelo endereço eletrĂ´nico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderĂŁo adquirir o Edital completo atravĂŠs de CD-ROM a partir de 09/08/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 17:00 horas, mediante pagamento nĂŁo reembolsĂĄvel de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverĂŁo estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada Ă SupervisĂŁo de Licitaçþes da FDE, conforme valor indicado acima. Os invĂłlucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O deverĂŁo ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da SupervisĂŁo de Licitaçþes - SLI na SEDE DA FDE, atĂŠ 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação serĂĄ processada em conformidade com a LEI FEDERAL nÂş 8.666/93 e suas alteraçþes, e com o disposto nas CONDIĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES GERAIS PARA A REALIZAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE LICITAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES E CONTRATAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES DA FUNDAĂ&#x2021;Ă&#x192;O PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - FDE. As propostas deverĂŁo obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSĂ&#x2030; BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

presidente da UniĂŁo Brasileira de Avicultura (Ubabef). HĂĄ ainda a possibilidade de haver cancelamento de abates, o que provocaria acĂşmulo de animais nas granjas. "Nos preocupa muito ĂŠ a possibilidade de nĂłs vivermos o caos.

Ativo/Circulante Caixa Bancos conta movimento Estoque de ImĂłveis Outros CrĂŠditos Ativo NĂŁo Circulante CrĂŠdito com Terceiros Imobilizado Investimentos Total do Ativo

CNPJ/MF nÂş 04.270.696/0001-27 Demonstraçþes Financeiras Balanço Patrimonial dos exercicios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 2011 2010 Passivo/Circulante 2011 2010 Emprestimos e Financiamentos 3.942.453,62 1.788.807,87 5,53 1.010,80 Obrigaçþes Sociais e Trabalhistas 90.758,57 61.400,67 250.000,00 253.582,69 ProvisĂľes Trabalhistas 66.232,35 39.648,33 347.526,41 â&#x20AC;&#x201C; 9.793.025,03 8.296.756,77 Outras Obrigaçþes 4.446.970,95 1.889.856,87 689.707,48 608.624,65 Passivo nĂŁo Circulante 6.435.440,31 3.979.095,84 10.732.738,04 9.159.974,91 Outras Obrigaçþes 6.435.440,31 3.979.095,84 PatrimĂ´nio LĂ­quido 1.000.000,00 1.000.000,00 474.630,90 â&#x20AC;&#x201C; Capital Social Adiantamento p/Futuro Aum. de Capital 5.488.271,01 7.165.248,21 94.218,56 56.470,63 Participaçþes SocietĂĄrias 6.020.363,38 2.946.171,99 568.624,02 16.569,57 10.851.660,79 8.332.551,39 Lucros ou PrejuĂ­zos Acumulados Lucro do ExercĂ­cio (1.806.421,38) 552.054,45 11.420.510,25 8.389.022,02 11.270.837,03 11.680.044,22 22.153.248,29 17.548.996,93 22.153.248,29 17.548.996,93 Total do Passivo

Demonstração das Mutaçþes do PatrimĂ´nio LĂ­quido dos exercicios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 Adiant Para Capital Fut. Aumento Participaçþes Resultado Eventos Social de Capital SocietĂĄrias Acumulado Total Saldos em 31 de dezembro de 2010 1.000.000,00 7.165.248,21 2.946.171,99 568.624,02 11.680.044,22 Adiantamento para Fut. Aumento de Capital (1.676.977,20) (1.676.977,20) Participaçþes SocietĂĄrias 3.074.191,39 3.074.191,39 Resultado LĂ­quido do ExercĂ­cio (1.806.421,38) (1.806.421,38) Saldos em 31 de dezembro de 2011 1.000.000,00 5.488.271,01 6.020.363,38 (1.237.797,36) 11.270.837,03 Notas Explicativas que Integram Ă s Demonstraçþes aplicação dos princĂ­pios fundamentais de contabilidade, preconizados na ContĂĄbeis Encerradas em 31 de dezembro de 2011 Resolução CFC nÂş 750/93 do Conselho Federal de Contabilidade e alte1. Contexto Operacional-A San Gimignano Empreendimentos e Partici- raçþes posteriores, e nas Normas TĂŠcnicas Brasileiras de Contabilidade. paçþes S/A ĂŠ uma sociedade por açþes, de capital fechado, constituĂ­da em A)Investimentos-Representados por investimentos em empresas contro15 de janeiro de 2010, tendo como objetivo social Holdings de instituiçþes ladas: Terras Altas SĂŁo JosĂŠ Empreendimentos ImobiliĂĄrios SPE Ltda., SPE nĂŁo financeiras, Incorporação de empreendimentos imobiliĂĄrios, aluguel de Lhasa Incorporadora Ltda., SPE Touro Empreendimentos ImobiliĂĄrios Ltda., imĂłveis prĂłprios e compra e venda de imĂłveis prĂłprios. A empresa estĂĄ Porbras Incorporaçþes e Construçþes S/A., Estrela Acquarius Empreenlocalizada a Rua Helena, 218, 10Âş Andar â&#x20AC;&#x201C; conjunto 1005/1006 â&#x20AC;&#x201C; Vila OlĂ­m- dimentos ImobiliĂĄrios Ltda., SG Ribatejo Empreendimentos ImobiliĂĄrios pia â&#x20AC;&#x201C; SĂŁo Paulo â&#x20AC;&#x201C; SP â&#x20AC;&#x201C; CEP 04552-050. 2. Apresentação das DemonsSPE Ltda. e TaguaĂş Empreendimentos ImobiliĂĄrios Ltda. B)Participaçþes traçþes ContĂĄbeis-As Demonstraçþes ContĂĄbeis foram elaboradas com SocietĂĄrias-Nesta rubrica estĂŁo registradas as participaçþes societĂĄrias na observância das prĂĄticas contĂĄbeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societĂĄria-Lei nÂş 6.404, de 15/12/76, com as modificaçþes intro- San Gimignano de outras empresas: Lhasa Incorporadora Ltda. e Snipes duzidas pela Lei nÂş 11.638 de 28 de dezembro de 2007 e pela Lei nÂş 11.941, II Investimentos e Participaçþes Empresariais S/A. c)Adiantamento para de 27 de maio de 2009 â&#x20AC;&#x201C; e os Pronunciamentos, Orientaçþes e Interpre- Futuro Aumento de Capital-Apresenta-se nesta rubrica os valores distaçþes emitidas pelo ComitĂŞ de Pronunciamentos ContĂĄbeis (CPC)e apro- ponĂ­veis pelos acionistas a disposição da Sociedade. 4. Capital Social-O vados pelo Conselho Federal de Contabilidade. 3. Principais PrĂĄticas e Capital Social subscrito e totalmente integralizado ĂŠ de R$ 1.000.000,00. Rubricas ContĂĄbeis-As Demonstraçþes ContĂĄbeis foram elaboradas com SP, 25 de Julho de 2012. Diretoria San Gimignano Empreeendimentos e Participaçþes S/A. - Cristiano Allodi â&#x20AC;&#x201C; Administrador - CPF nÂş 538.185.718-72 MHM Assessoria ContĂĄbil Ltda - Marco Aurelio Rogerio Franco â&#x20AC;&#x201C; Contador - CRC 1SP127276/O-5

Demonstraçþes Financeiras findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (-/+) Despesas/Receitas Operacionais 2011 2010 Despesas Administrativas (1.350.867,11) (460.703,01) Despesas de Impostos e Taxas (7.267,18) (2.428,79) Receitas Financeiras e Outras Operac. â&#x20AC;&#x201C; 1.174.597,06 Despesas Financeiras (439.759,07) (150.882,79) Depreciaçþes (8.528,02) (8.528,02) = Resultado Operacional (1.806.421,38) 552.054,45 = Resultado antes do IRPJ/CSLL (1.806.421,38) 552.054,45 = Resultado LĂ­quido do ExercĂ­cio (1.806.421,38) 552.054,45 Demonstração de Fluxo de Caixa dos ExercĂ­cios findos em 2011 e 2010 (expresso milhares de reais) 1. Fluxo de Caixa das atividades operac. 2011 2010 Resultado lĂ­quido do exercĂ­cio (1.806.421) 552.054 Depreciação e amortização 8.528 8.528 (1.797.893) 560.582 Aumento/Redução nas contas do ativo Contas a receber Estoques (1.496.268) 12.088.620 Adiantamentos e outros ativos (486.383) 2.592.983 Aumento/Redução nas contas do passivo EmprĂŠstimos 2.209.778 (3.974.375) Obrigaçþes trabalhistas 66.341 69.853 Obrigaçþes tributĂĄrias (10.399) 2.974 Contas a pagar e outros passivos 2.772.057 (11.086.428) = Caixa lĂ­quido gerado ou (utilizado) nas atividades operacionais 1.257.233 254.209 2. Fluxo de Caixa das atividades de investimento Aquisição de imobilizado e intangĂ­vel (46.276) (64.999) Investimentos em controladas (2.612.759) (7.686.104) = Caixa lĂ­quido utilizado ou (gerado) nas atividades de investimento (2.659.035) (7.751.103) 3. Fluxo de Caixa das atividades de financiamento Aumento de Capital 850.000 Adiantamento p/Futuro Aumento de Capital 1.397.214 6.707.823 = Caixa lĂ­quido gerado ou (utilizado) nas atividades operacionais 1.397.214 7.557.823 4. AcrĂŠscimo (redução) lĂ­quido em caixa e equivalentes de caixa (4.588) 60.929 5. Demonstração da variação do caixa e equivalentes de caixa No final do exercĂ­cio 250.005,53 254.593,49 No inicio do exercĂ­cio 254.593,49 193.664,23 Variação do caixa e equivalentes de caixa (4.588) 60.929

Euler Hermes Seguros de CrĂŠdito S.A.

Euler Hermes Seguros de CrÊdito à Exportação S.A.

CNPJ/MF nÂş 04.573.811/0001-32 - NIRE 35.300.186.206 Ata da Assembleia Geral OrdinĂĄria realizada em 30 de março de 2012 Data, Hora e Local: Aos 30 dias de março de 2012, Ă s 14:00 horas, na sede social da Euler Hermes Seguros de CrĂŠdito S.A. (a â&#x20AC;&#x153;Companhiaâ&#x20AC;?), situada na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Avenida Paulista, nÂş 2.421, 3Âş andar, Jardim Paulista, CEP 01311-300. Publicaçþes: Demonstraçþes Financeiras, referentes ao exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2011, publicadas no dia 17 de fevereiro de 2012 nos jornais DiĂĄrio do ComĂŠrcio e DiĂĄrio OďŹ cial do Estado de SĂŁo Paulo. Ordem do Dia: Deliberar sobre: (i) a apreciação do RelatĂłrio da Administração, bem como o exame, discussĂŁo e votação das Demonstraçþes Financeiras e do Parecer dos Auditores Independentes referentes ao exercĂ­cio social ďŹ ndo em 31 de dezembro de 2011; (ii) o resultado apurado no exercĂ­cio social ďŹ ndo em 31 de dezembro de 2011; (iii) a reeleição dos membros da Diretoria da Companhia e ratiďŹ cação da designação dos cargos ocupados por seus membros, em atendimento ao disposto na Carta-Circular SUSEP/DECON/GAB/NÂş 05/06; e (iv) a ďŹ xação do limite de valor da remuneração global anual dos administradores da Companhia para o exercĂ­cio social de 2012. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, nos termos do parĂĄgrafo 4Âş do artigo 124 e do parĂĄgrafo 4Âş do artigo 133 da Lei nÂş 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (â&#x20AC;&#x153;Lei das S.A.â&#x20AC;?), tendo em vista a presença de acionista representando a totalidade do capital social da Companhia, conforme assinatura constante do Livro de Registro de Presença de Acionistas da Companhia. Presentes tambĂŠm membros da administração. Mesa: Presidente: Guilherme Perondi Neto; e SecretĂĄrio: Nilton Yuji Sugiyama. Deliberaçþes: ApĂłs analisarem os itens constantes da ordem do dia, os acionistas presentes, representando a totalidade do capital social da Companhia, deliberaram por unanimidade de votos: (i) aprovar o RelatĂłrio da Administração, bem como as Demonstraçþes Financeiras da Companhia e o Parecer dos Auditores Independentes referentes ao exercĂ­cio social ďŹ ndo em 31 de dezembro de 2011; (ii) tendo a Companhia registrado prejuĂ­zo lĂ­quido no exercĂ­cio no montante de R$ R$ 444.674,19 (quatrocentos e quarenta e quatro mil, seiscentos e setenta e quatro reais e dezenove centavos), aprovar a proposta da Administração constante das Demonstraçþes Financeiras da Companhia relativas ao exercĂ­cio social ďŹ ndo em 31 de dezembro de 2011, de sua absorção parcial com a utilização total da Reserva de Lucros no montante de R$ 395.556,92 (trezentos e noventa e cinco mil, quinhentos e cinquenta e seis reais e noventa e dois centavos) remanescendo o montante de R$ 49.117,27 (quarenta e nove mil, cento e dezessete reais e vinte e sete centavos) na conta de PrejuĂ­zos Acumulados; (iii) reeleger para compor a Diretoria da Companhia, com mandato de 2 (dois) anos, atĂŠ a Assembleia Geral OrdinĂĄria a ser realizada em 2014, e ratiďŹ car, em atendimento ao disposto na Carta-Circular SUSEP/DECON/GAB/NÂş 05/06, a designação e distribuição dos cargos ocupados pelos diretores, conforme segue: o Sr. Guilherme Perondi Neto, brasileiro, casado, bacharel em relaçþes internacionais, portador da Carteira de Identidade RG nÂş M-7.469.276 SSP/MG, inscrito no CPF/MF sob o nÂş 027.592.316-90, residente e domiciliado na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, para o cargo de Diretor Presidente da Companhia para o exercĂ­cio das funçþes de (a) Diretor responsĂĄvel pelas Relaçþes com a SuperintendĂŞncia de Seguros Privados, (b) Diretor ResponsĂĄvel TĂŠcnico, (c) Diretor responsĂĄvel pelo cumprimento das regras relacionadas a registro de apĂłlices e endossos emitidos e de cosseguros aceitos, e (d) Diretor ResponsĂĄvel pelos Controles Internos especĂ­ďŹ cos para a prevenção de fraude; o Sr. NiltonYuji Sugiyama, brasileiro, casado, bacharel em ciĂŞncias contĂĄbeis, portador da Carteira de Identidade RG nÂş 12.471.948-X SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nÂş 039.896.85864, residente e domiciliado na Cidade de SĂŁo Caetano do Sul, Estado de SĂŁo Paulo, para o cargo de Diretor, sem designação especĂ­ďŹ ca, para o exercĂ­cio das funçþes de (a) Diretor Administrativo-Financeiro, (b) Diretor responsĂĄvel pelos Controles Internos da Companhia, (c) Diretor responsĂĄvel junto Ă SUSEP pelo acompanhamento, supervisĂŁo e cumprimento das normas e procedimentos de contabilidade e de auditoria independente; (d) Diretor responsĂĄvel pelo cumprimento do disposto na Lei nÂş 9.613/98, nos termos da Circular SUSEP nÂş 234/03, e (e) diretor responsĂĄvel pelos controles internos especĂ­ďŹ cos para a prevenção e combate dos crimes de â&#x20AC;&#x153;lavagemâ&#x20AC;? ou ocultação de bens, direitos e valores, bem como a prevenção e coação do ďŹ nanciamento ao terrorismo a prevenção Ă lavagem de dinheiro, nos termos da Circular SUSEP nÂş 380/08; e o Sr. Max Joaquin Ernesto Thiermann Weller, chileno, divorciado, engenheiro, portador do RNE nÂş V364200-0 CIMCRE/CGPMAF e inscrito no CPF/MF sob o nÂş 229.736.848-89, residente e domiciliado na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, para o cargo de Diretor, sem designação especĂ­ďŹ ca, todos com endereço comercial na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Avenida Paulista, nÂş 2.421, 3Âş andar, Jardim Paulista, CEP 01311-300. Os Diretores ora eleitos declaram nĂŁo estarem incursos em nenhum dos crimes previstos em lei que os impeça de exercer a atividade mercantil e que preenchem as condiçþes previstas na Resolução CNSP nÂş 136/05; e (iv) aprovar o limite anual da remuneração global dos administradores da Companhia no montante de atĂŠ R$ 1.500.000,00 (um milhĂŁo e quinhentos mil reais) para o exercĂ­cio social de 2012, conforme proposta da Administração. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, e como nenhum dos presentes quisesse fazer uso da palavra, foram encerrados os trabalhos, lavrando-se a presente ata na forma de sumĂĄrio, conforme o disposto no parĂĄgrafo 1Âş do artigo 130 da Lei das S.A., a qual lida, conferida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes em livro prĂłprio. Assinaturas: Mesa: Presidente: Guilherme Perondi Neto; e SecretĂĄrio: Nilton Yuji Sugiyama; Acionista: Euler Hermes Serviços de GestĂŁo de Riscos Ltda. (p.p. Guilherme Perondi Neto). Diretores: Guilherme Perondi Neto; Nilton Yuji Sugiyama; e Max Joaquin Ernesto Thiermann Weller. CertiďŹ co que a presente ĂŠ cĂłpia ďŹ el da ata lavrada em livro prĂłprio. SĂŁo Paulo, 30 de março de 2012. Nilton Yuji Sugiyama SecretĂĄrio. JUCESP nÂş 323.202/12-3 em 26/07/2012. Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

CNPJ/MF nÂş 05.809.815/0001-30 - NIRE 35.300.196.546 Ata da Assembleia Geral OrdinĂĄria realizada em 30 de março de 2012 Data, Hora e Local: Aos 30 dias de março de 2012, Ă s 10:00 horas, na sede social da Euler Hermes Seguros de CrĂŠdito Ă Exportação S.A. (â&#x20AC;&#x153;Companhiaâ&#x20AC;?), situada na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Avenida Paulista, nÂş 2.421, 3Âş andar, Jardim Paulista, CEP 01311-300. Publicaçþes: Demonstraçþes Financeiras, referentes ao exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2011, publicadas no dia 17 de fevereiro de 2012 nos jornais DiĂĄrio do ComĂŠrcio e DiĂĄrio OďŹ cial do Estado de SĂŁo Paulo. Ordem do Dia: Deliberar sobre: (i) a apreciação do RelatĂłrio da Administração, bem como o exame, discussĂŁo e votação das Demonstraçþes Financeiras e do Parecer dos Auditores Independentes referentes ao exercĂ­cio social ďŹ ndo em 31 de dezembro de 2011; (ii) a destinação do lucro lĂ­quido do exercĂ­cio social ďŹ ndo em 31 de dezembro de 2011; (iii) a reeleição dos membros da Diretoria da Companhia e ratiďŹ cação da designação dos cargos ocupados por seus membros, em atendimento ao disposto na Carta-Circular SUSEP/DECON/GAB/NÂş 05/06; e (iv) a ďŹ xação do limite de valor da remuneração global anual dos administradores da Companhia para o exercĂ­cio social de 2012. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, nos termos do parĂĄgrafo 4Âş do artigo 124 e do parĂĄgrafo 4Âş do artigo 133 da Lei nÂş 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (â&#x20AC;&#x153;Lei das S.A.â&#x20AC;?), tendo em vista a presença de acionista representando a totalidade do capital social da Companhia, conforme assinatura constante do Livro de Registro de Presença de Acionistas da Companhia. Presentes tambĂŠm membros da administração. Mesa: Presidente: Guilherme Perondi Neto; e SecretĂĄrio: Nilton Yuji Sugiyama. Deliberaçþes: ApĂłs analisarem os itens constantes da ordem do dia, os acionistas presentes, representando a totalidade do capital social da Companhia, deliberaram por unanimidade de votos: (i) aprovar o RelatĂłrio da Administração, bem como as Demonstraçþes Financeiras da Companhia e o Parecer dos Auditores Independentes referentes ao exercĂ­cio social ďŹ ndo em 31 de dezembro de 2011; (ii) aprovar a proposta da Administração constante das Demonstraçþes Financeiras da Companhia relativas ao exercĂ­cio social ďŹ ndo em 31 de dezembro de 2011 de destinação do lucro lĂ­quido, apĂłs as deduçþes legais para provisĂŁo de imposto de renda e contribuiçþes sociais, correspondente ao montante de R$ 857.249,66 (oitocentos e cinquenta e sete mil, duzentos e quarenta e nove reais e sessenta e seis centavos), da seguinte forma: (ii.a) R$ 42.862,48 (quarenta e dois mil, oitocentos e sessenta e dois reais e quarenta e oito centavos) para a constituição da reserva legal; e (ii.b) R$ 814.387,18 (oitocentos e catorze mil, trezentos e oitenta e sete reais e dezoito centavos) para retenção de lucros em conta especĂ­ďŹ ca de Reserva de Lucros, ao amparo do artigo 202, §3Âş, inciso II, da Lei das S.A.; (iii) reeleger para compor a Diretoria da Companhia, com mandato de 2 (dois) anos, atĂŠ a Assembleia Geral OrdinĂĄria a ser realizada em 2014, e ratiďŹ car, em atendimento ao disposto na Carta-Circular SUSEP/DECON/GAB/NÂş 05/06, a designação e distribuição dos cargos ocupados pelos diretores, conforme segue: o Sr. Guilherme Perondi Neto, brasileiro, casado, bacharel em relaçþes internacionais, portador da Carteira de Identidade RG nÂş M-7.469.276 SSP/MG, inscrito no CPF/MF sob o nÂş 027.592.316-90, residente e domiciliado na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, para o cargo de Diretor Presidente da Companhia para o exercĂ­cio das funçþes de (a) Diretor responsĂĄvel pelas Relaçþes com a SuperintendĂŞncia de Seguros Privados, (b) Diretor ResponsĂĄvel TĂŠcnico, (c) Diretor responsĂĄvel pelo cumprimento das regras relacionadas a registro de apĂłlices e endossos emitidos e de cosseguros aceitos, e (d) Diretor ResponsĂĄvel pelos Controles Internos especĂ­ďŹ cos para a prevenção de fraude; o Sr. NiltonYuji Sugiyama, brasileiro, casado, bacharel em ciĂŞncias contĂĄbeis, portador da Carteira de Identidade RG nÂş 12.471.948-X SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nÂş 039.896.85864, residente e domiciliado na Cidade de SĂŁo Caetano do Sul, Estado de SĂŁo Paulo, para o cargo de Diretor, sem designação especĂ­ďŹ ca, para o exercĂ­cio das funçþes de (a) Diretor Administrativo-Financeiro, (b) Diretor responsĂĄvel pelos Controles Internos da Companhia, (c) Diretor responsĂĄvel junto Ă SUSEP pelo acompanhamento, supervisĂŁo e cumprimento das normas e procedimentos de contabilidade e de auditoria independente, (d) Diretor responsĂĄvel pelo cumprimento do disposto na Lei nÂş 9.613/98, nos termos da Circular SUSEP nÂş 234/03, e (e) diretor responsĂĄvel pelos controles internos especĂ­ďŹ cos para a prevenção e combate dos crimes de â&#x20AC;&#x153;lavagemâ&#x20AC;? ou ocultação de bens, direitos e valores, bem como a prevenção e coação do ďŹ nanciamento ao terrorismo a prevenção Ă lavagem de dinheiro, nos termos da Circular SUSEP nÂş 380/08; e o Sr. Max Joaquin Ernesto Thiermann Weller, chileno, divorciado, engenheiro, portador do RNE nÂş V364200-0 CIMCRE/CGPMAF e inscrito no CPF/MF sob o nÂş 229.736.848-89, residente e domiciliado na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, para o cargo de Diretor, sem designação especĂ­ďŹ ca, todos com endereço comercial na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Avenida Paulista, nÂş 2.421, 3Âş andar, Jardim Paulista, CEP 01311-300. Os Diretores ora eleitos declaram nĂŁo estarem incursos em nenhum dos crimes previstos em lei que os impeça de exercer a atividade mercantil e que preenchem as condiçþes previstas na Resolução CNSP nÂş 136/05; e (iv) aprovar o limite anual da remuneração global dos administradores da Companhia no montante de atĂŠ R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) para o exercĂ­cio social de 2012, conforme proposta da Administração. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, e como nenhum dos presentes quisesse fazer uso da palavra, foram encerrados os trabalhos, lavrando-se a presente ata na forma de sumĂĄrio, conforme o disposto no parĂĄgrafo 1Âş do artigo 130 da Lei das S.A., a qual lida, conferida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes em livro prĂłprio. Assinaturas: Mesa: Presidente: Guilherme Perondi Neto; e SecretĂĄrio: Nilton Yuji Sugiyama; Acionista: Euler Hermes Serviços de GestĂŁo de Riscos Ltda. (p.p. Guilherme Perondi Neto). Diretores: Guilherme Perondi Neto; Nilton Yuji Sugiyama; e Max Joaquin Ernesto Thiermann Weller. CertiďŹ co que a presente ĂŠ cĂłpia ďŹ el da ata lavrada em livro prĂłprio. SĂŁo Paulo, 30 de março de 2012. Nilton Yuji Sugiyama - SecretĂĄrio. JUCESP nÂş 324.461/12-4 em 27/07/2012. Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

PASSAPORTE BRASIL S.A. CNPJ/MF nÂş 03.445.349/0001-25 - NIRE 35 3 0017393 7 Ata de ReuniĂŁo do Conselho de Administração DATA: 20 de abril de 2012. HORĂ RIO: 09:30 horas. LOCAL: Sede Social, Alameda Santos, nÂş 466 - 2Âş andar - Cerqueira CĂŠsar - SĂŁo Paulo-SP. Reuniu-se o Conselho de Administração da Passaporte Brasil S.A., presentes seus membros infra-assinados. Na ocasiĂŁo, os senhores Conselheiros trataram da eleição da Diretoria, segundo preceitos legais e estatutĂĄrios, para mandato com prazo de 1 (um) ano, o qual se estenderĂĄ atĂŠ a posse dos eleitos na primeira ReuniĂŁo do Conselho de Administração que se realizar apĂłs a Assembleia Geral OrdinĂĄria de 2013. Resolveram, assim, por unanimidade, reeleger para Diretores os Srs.: JOSĂ&#x2030; ELANIR DE LIMA (CPF/MF nÂş 000.701.906-82, RG nÂş M-164.409-SSP-MG), brasileiro, casado, advogado, residente e domiciliado em SĂŁo Paulo - SP, com escritĂłrio na Alameda Santos, 466 - 9Âş andar e LUIZ HENRIQUE SOUZA LIMA DE VASCONCELLOS (CPF/MF nÂş 011.505.96600 - RG nÂş 5.459.225-SSP-SP), brasileiro, separado judicialmente, economista, re-sidente e domiciliado no Rio de Janeiro-RJ, com escritĂłrio em SĂŁo Paulo - SP, na Alameda Santos, 466. Os Diretores preenchem as condiçþes prĂŠvias de elegibilidade previstas nos artigos 146 e 147 da Lei nÂş 6.404/76 e nĂŁo estĂŁo incursos em crime algum que vede a exploração de atividade empresarial. Nada mais a tratar, foi encerrada a reuniĂŁo, da qual se lavrou esta ata que, lida e achada conforme, vai por todos assinada. SĂŁo Paulo, 20 de abril de 2012. Luiz Henrique Souza Lima de Vasconcellos - Presidente do Conselho de Administração. FlĂĄvio MĂĄrcio Passos Barreto - Conselheiro. Renato Rubens R. G. de Oliveira - Conselheiro. Esta ata ĂŠ cĂłpia fiel da original lavrada em livro prĂłprio. JosĂŠ Elanir de Lima - Diretor. CertidĂŁo: Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo. Certifico o registro sob o nÂş 345.663/12-3, em 06.08.2012. Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

COOPERATIVA HABITACIONAL POLLI-COOP

Destilarias Melhoramentos S.A. CNPJ/MF nÂş 45.777.166/0001-57 - NIRE 35.300.088.298 Assembleia Geral ExtraordinĂĄria - Edital de Convocação p Ficam os senhores acionistas da Destilarias Melhoramentos S.A. (â&#x20AC;&#x153;Companhiaâ&#x20AC;?) devidamente convocados a participarem, em primeira convocação, da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria que se realizarĂĄ no dia 17 de agosto de 2012, Ă s 10:30 horas, no prĂŠdio da sede da Companhia, localizada no MunicĂ­pio de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Rua SĂŁo Bento, nÂş 329, 12Âş andar, a fim de deliberarem sobre a proposta de (a) grupamento das açþes representativas do capital social da Companhia, nos termos do artigo 12 da Lei nÂş 6.404/76, na proporção de 5.000 (cinco mil) açþes para 1 (uma) ação; (b) subscrição de valores pelos acionistas detentores de fraçþes de ação para perfazer uma ação por inteiro; (c) alteração do artigo 5Âş do Estatuto Social, para registrar a nova quantidade de açþes representativas do capital social da Companhia e (d) ratificação do endereço da sede da Companhia e respectiva unidade operacional, com a conseqĂźente alteração do artigo 2Âş do Estatuto Social da Companhia. Informaçþes Gerais: Em conformidade com o artigo 135, parĂĄgrafo 3Âş, da Lei nÂş 6.404/76, encontram-se Ă disposição dos acionistas, na sede social da Companhia, todos os documentos e informaçþes necessĂĄrios Ă deliberação das matĂŠrias previstas na ordem do dia. SĂŁo Paulo, 06 de agosto de 2012. A Diretoria.

Companhia AgrĂ­cola Usina Jacarezinho CNPJ/MF n. 61.231.478/0001-17 â&#x20AC;&#x201C; NIRE 35.3.0001135-0 AssemblĂŠia Geral ExtraordinĂĄria â&#x20AC;&#x201C; Edital de convocação. A Diretoria da Companhia AgrĂ­cola Usina Jacarezinho (â&#x20AC;&#x153;Cia.â&#x20AC;?) vem pela presente cancelar a convocação ocorrida nos dias 02, 03 e 04 de agosto ficando os acionistas devidamente convocados a participarem, em primeira convocação, da AssemblĂŠia Geral ExtraordinĂĄria que se realizarĂĄ no dia 17/08/2012, Ă s 10:00 horas, na sede social da Cia., situada na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Rua Leopoldo Couto de MagalhĂŁes, n° 110, CondomĂ­nio EdifĂ­cio JK Tower, conjuntos 21 e 22, parte, Jardim Paulista, CEP 04542-000, com a seguinte Ordem do Dia: (a) re-ratificar as deliberaçþes da AssemblĂŠia Geral ExtraordinĂĄria ocorrida no dia 17 de julho de 2012 que aprovou a 2ÂŞ emissĂŁo de debĂŞntures da Companhia, para distribuição pĂşblica com esforços restritos de colocação (â&#x20AC;?Oferta Restritaâ&#x20AC;?), nos termos da Instrução da ComissĂŁo de Valores MobiliĂĄrios nÂş476, de 16 de janeiro de 2009, para alterar determinadas caracterĂ­sticas das debĂŞntures. SĂŁo Paulo, 08/08/2012. A Diretoria 09,10,11/08/2012

ALUMECRYL IND. COM. DOMOS BOX LUMINOSOS LTDA. torna público que recebeu da CETESB a Renovação da Licença de Operação Simplificada nº 33000325, vålida atÊ 23/07/2016, para Artefatos de material plåstico, reforçados ou não com fibra de vidro, sita à Rua Alto do Bonfim, 75 - Vila Santa Catarina - São Paulo/SP.

Convocação - Assembleia OrdinĂĄria Convoco os senhores Cooperados da COOPERATIVA HABITACIONAL POLLI-COOP, a reunirem-se em ASSEMBLEIA ORDINĂ RIA, a ser realizada no prĂłximo dia 26 de agosto, Ă s 9:00h, em primeira chamada com no mĂ­nimo 2/3 (dois terços) dos cooperados presentes, Ă s 10:00h, em segunda chamada com no mĂ­nimo 1/3 (um terço) dos cooperados presentes e, Ă s 11:00h, em terceira e Ăşltima chamada com o nĂşmero de cooperados presentes, no SalĂŁo de eventos, situado na Av. Presidente Vargas nÂş 757ItanhaĂŠm â&#x20AC;&#x201C; SP, a fim de deliberarem a seguinte ORDEM do dia: 1Âş- Pauta referente ao mercado imobiliĂĄrio; 2Âş- Sorteio unidade habitacional. Gledson Bulzico - Presidente.

Antonio Veiga Neto , torna público que requereu da Cetesb a Licença PrÊvia, para comercio varejista de combustiveis e lubrificantes, sito à Avenida Vitor Odorico Bueno, 289 - Jardim São Francisco I - Mairiporã-SP

Maxxi Posto de Serviços Ltda , torna público que recebeu da Cetesb a Licença de Operação,30007830, valida atÊ 08/08/2017 para comercio varejista de combustiveis e lubrificantes à Rua Abadiania ,682 -Vila Matilde - São Paulo-SP

Nova Laredo Auto Posto Ltda , torna público que recebeu da Cetesb a Renovação Licença de Operação,30007850, valida atÊ 08/08/2017 para comercio varejista de combustiveis e lubrificantes à Av.Marechal Tito, 1688 -São Miguel - São Paulo-SP


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

e Serviço inova no pagamento por celular O varejo vai se transformar porque o cliente exige cada vez mais conveniência. Mário Mello, presidente da PayPal na América Latina

conomia

A Telefônica Vivo e o PayPal lançaram ontem, em São Paulo, mais um recurso para a quitação de contas por meio da telefonia móvel. O sistema não usa a internet. Rejane Tamoto

Divulgação

A

tentas ao potencial do mercado de pagamentos por celular, a Telefônica Vivo e o PayPal – empresa de pagamento online que opera com 25 moedas em 190 países – lançaram ontem um serviço para clientes pré e pós-pagos da operadora que têm aparelhos com a tecnologia GSM. O sistema permite que o usuário faça recargas de créditos telefônicos pré-pagos sem custos, além de oferecer a possibilidade de fazer ou receber pagamentos, mas estas duas opções são cobradas. Hoje, das 75 milhões de linhas da Vivo, 58,5 milhões são prépagas. Segundo o diretor-geral da Telefônica Vivo, Paulo Cesar Teixeira, mais de 50 milhões de recargas são realizadas a cada mês. A empresa vai iniciar uma campanha de divulgação em seu site, redes sociais e por SMS. O serviço da PayPal também permite fazer ou receber pagamentos de bens ou serviços pelo celular, mas o usuário tem de pagar uma tarifa de R$ 1 para a operadora. Em qualquer caso, os gastos serão quitados pelo cliente quando ele receber a fatura do cartão de crédito. A empresa ou pessoa física prestadora de serviços que optar pelo serviço para rece-

O diretor de novos negócios da Vivo, Christian Gebara (à esq.) e o presidente da PayPal na América Latina, Mário Mello: parceria visa o varejo. ber pagamentos de clientes arca com uma taxa para a PayPal, que varia de 5,4% a 6,4% do valor de cada transação. O presidente da PayPal na América Latina, Mário Mello, diz que a tarifa varia conforme o volume transacionado. "O varejo vai se transformar porque o cliente exige cada

vez mais conveniência", diz. Risco – Mello explica que a taxa embute três itens: análise de risco e segurança antifraude a partir de padrões internacionais, pagamento antecipado em 24 horas na conta-corrente e a tarifa de transação que seria paga à máquina POS. O público que

Governo quer compartilhamento de infraestrutura na telefonia

O

ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse ontem, durante audiência pública no Senado, que o governo está atuando para tornar obrigatório o compartilhamento da infraestrutura entre as empresas de telefonia móvel. "A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) se prepara para votar um regulamento que vai, entre outras coisas, determinar o compartilhamento da infraestrutura. O Brasil tem dimensões continentais e não é razoável que cada empresa tenha cada uma a sua rede", disse o ministro. "As operadoras concentram esforços nos grandes centros e, quando vamos para o interior, temos grandes dificuldades. Tem que fazer o compartilhamento. É uma obrigação que será imposta ao setor e vamos fazer a fiscalização", acrescentou. O presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), Eduardo Levy, ressaltou que há dificuldades técnicas para as empresas compartilharem as antenas usadas para transmissão de sinal 2G e 3G. "Na tecnologia 4G, vamos estar 100% compartilhados, mas já nas outras tecnologias há uma dificuldade grande." Entre as dificuldades apresentadas por Levy está o fato

das antenas estarem configuradas para o sistema específico de cada operadora. Segundo Levy, o País precisa dobrar o número de antenas até 2017 para atender à grande demanda da Copa do Mundo e da Olimpíada. O presidente da Anatel, João Batista de Rezende, disse ontem que não descarta novas punições às empresas de telefonia móvel, caso não seja comprovada a melhoria dos

2017 é o ano em que o País deverá ter o dobro do número de antenas atuais. Isso para atender demanda da Copa e da Olimpíada.

serviços. "Não está descartado que as empresas possam ser punidas novamente. Precisamos agora fazer o acompanhamento e cobrar a melhoria do serviço", disse. Relatório – O vice-presidente da TIM, Mario Girasole, disse em depoimento no Senado que o relatório que acusa a companhia de derrubar intencionalmente as chamadas

não é um posicionamento oficial da Anatel, mas resultado de um documento feito por um "escritório regional com metodologias claramente erradas e inadequadas". Girasole foi ao Congresso para tratar da restrição às vendas das operadoras, mas a mesa da comissão que trata das restrições impostas pela Anatel decidiu convidá-lo para comentar a suspeita sobre a TIM. Para ele, deve haver uma clara distinção entre a qualidade dos serviços prestados pela companhia e as "práticas criminosas" que a empresa foi acusada de praticar. "As medidas adotadas pela Anatel não se comentam, se cumprem. Nós fizemos um grande trabalho técnico, com aceleração de investimentos. Mas, como foi colocado aqui, estamos falando de crime. E crime precisa de respaldo técnico e documental de altíssima segurança para ser colocado nas costas de pessoas físicas ou jurídicas", disse. Girasole afirmou que existem erros básicos no relatório, como considerar como queda por problemas técnicos aquela que ocorre com fim da bateria ou com o deslocamento do usuário. "A rede não sabe qual é o plano de serviço do usuário. Respeitamos a meta de 2% para queda de chamadas. Fiscalizações podem errar, todo mundo erra." (AE)

Alan Marques/Folhapress

O vicepresidente da TIM, Mario Girasole, disse no Senado que o relatório que acusa a companhia não é oficial e está baseado em erros.

as empresas miram é o profissional liberal e os prestadores de serviços. A ideia é que o serviço seja usado para pagamentos de pequenos valores, que não ultrapassem os R$ 200. Por enquanto, todo pagamento ou recarga no serviço devem ser feitos com o número do cartão de crédito

do usuário. "Hoje, de 80% dos clientes da Vivo que têm celulares pré-pagos, 70% têm cartão de crédito. Inicialmente o sistema deve ser mais usado no modo de recarga de créditos", afirma Mello, da PayPal. O diretor-executivo da marca, novos negócios e estratégia da Vivo, Christian Gebara,

disse que até o final do ano a empresa pretende ampliar a base de clientes que possuem cartões de crédito da operadora. Até agora, já emitimos 1,2 milhão de plásticos em parceria com o Banco Itaú. "Vamos lançar um segundo cartão com o Santander até o final do ano", diz. Mello, da PayPal, diz que o serviço pelo celular também aceita cartões pré-pagos com as bandeiras Visa e MasterCard, mas ainda não permite o pagamento pela opção de débito. Hoje, a empresa trabalha com estas duas bandeiras e anunciou que, em breve, aceitará a American Express (Amex), Hipercard e Elo. No ano passado, a PayPal transacionou um volume de US$ 117 bilhões. Mello estima que 9% deste total, ou US$ 10 bilhões, sejam transacionados pelo celular neste ano. Tec n o lo g ia – O serviço funciona a partir de uma tecnologia chamada USSD, que funciona como uma ligação e é parecida com o SMS, sem exigir que o cliente utilize nenhuma rede de dados ou de internet. Primeiro, o usuário digita *777# para aceitar os termos do serviço, cadastrar dados pessoais e de pagamentos. O serviço é ativado em um menu, que aparece na tela do celular, na qual o usuário informa o número do cartão de crédito e senha. Uma ligação da Vivo completa a operação.

Alô, Lula? A ligação caiu... Era a Dilma.

Presidente Dilma Rousseff teve dificuldades para falar por meio do celular com o expresidente Lula. A linha caiu três vezes.

A

presidente Dilma Rousseff e o expresidente Lula não estão livres das inconvenientes quedas de chamadas de celulares no País. Segundo relatou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na semana passada, Lula e Dilma tiveram de repetir a chamada por três vezes antes de

Pedida CPI da telefonia

O

presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), defendeu a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o setor de telefonia celular no País. Um grupo de deputados

conseguirem conversar pelo celular. "Eu estava com a presidente e, para minha falta de sorte, enquanto eles tentavam se falar, a ligação caiu três vezes. Portanto, fui duplamente alertado por causa disso", brincou o ministro. Ele não informou qual era a operadora dos celulares. Ainda de acordo

com Paulo Bernardo, a ligação era interurbana. O ex-presidente Lula estava dentro de um carro, na rodovia Anchieta, em São Paulo, enquanto a presidente Dilma, em Brasília. "Ela disse a ele [Lula]: o Paulo Bernardo está aqui e vai tomar providências", confidenciou o ministro. (Folhapress)

protocolou na manhã de ontem um requerimento de criação da CPI para apurar o sistema de cobrança de tarifas entre as operadoras, a chamada interconexão, e os efeitos desse custo para o usuário: altas tarifas e os problemas da má qualidade na prestação dos serviços "Sou a favor da CPI. Ela pode contribuir para a defesa

dos interesses da sociedade", disse Maia. Ele vai analisar se o requerimento cumpre as determinações para a criação da CPI. A comissão, no entanto, não deverá entrar em funcionamento logo. Na ordem de apresentação, a CPI da telefonia celular está na sexta posição. O total comissões em funcionamento simultâneo é de cinco. (AE)


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