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DC 09/05/2012

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De cinema: 'piratas' saqueiam Ilhabela. Eram 4h quando uma Zafira parou no posto da PM na ilha do Litoral Norte. Os ocupantes dominaram e espancaram o soldado enquanto três lanchas chegavam trazendo o resto do bando. Os mais de 20 homens fortemente armados explodiram três caixas 24h, metralharam um carro de segurança e fugiram pelo mar levando ao menos R$ 220 mil. Pág. 10 Ano 87 - Nº 23.620

Conclusão: 23h50

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

www.dcomercio.com.br

São Paulo, quarta-feira, 9 de maio de 2012

ÉTICA 15 X 0 DEMÓSTENES Por decisão unânime do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, é aberto processo disciplinar que pode levar à cassação do senador Demóstenes Torres. Pág. 5

Febraban

A frase – uma aparente cutucada na estratégia do governo em forçar a queda dos juros – apareceu num informe da Febraban, que ontem tratou de explicá-la. Pág. 15

Este ano não é mesmo o das lembrancinhas. Pesquisa da Associação Comercial de São Paulo encomendada ao Instituto Ipsos mostra que 20% dos consumidores pretendem comprar celulares e eletroeletrônicos. Os bens duráveis fazem deste um bom Dia das Mães, diz Rogério Amato, presidente da ACSP – e só perdem mesmo para a imbatível dupla roupas e calçados, na lista de compras de 37,9% dos consumidores. Pág.13

A melhor notícia: filho desaparecido voltou. Levado pelo pai, Vinícius ficou longe da mãe, Janaína (foto), por 15 meses. Ela o recuperou e viverá com o filho um belo 13 de maio. Não será essa a história de muitas mães angustiadas e esperançosas: crianças e jovens somem diariamente. Como resgatá-los? Pág. 11

L.C.Leite/LUZ

Você pode levar um cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber água.

Dia das Mães, com presentes de verdade.

Cruz Vermelha clama pelos sírios

François Lenoir/Reuters

Denis Balibouse/Reuters

Jakob Kellenberger, presidente de comitê, precisa de US$ 27 milhões. Pág. 9

Indefinição grega Comissão cobra derruba bolsas auster idade Mercado europeu reflete José Barroso (acima), presidente da

China 'cassa' o Luz vermelha para visto e a jornalista vice do Iraque A americana Melissa Chan, que fazia críticas Procurado pela Interpol, Tariq al-Hashemi

a dificuldade de formação do novo governo na Grécia, depois das eleições de domingo. Pág. 16

ao sistema no canal em inglês da Al Jazeera, é acusado de terrorismo. Fugiu para a não teve visto renovado. Ou seja, foi expulsa Turquia em dezembro e está sendo (a 1ª desde 1998). O canal fechou. Pág. 9 julgado à revelia em Bagdá. Pág. 9

Comissão Europeia, foi claro no recado à Grécia: quem recebeu ajuda tem de adotar medidas de austeridade. Pág. 16

Arnd Wiegmann/Reuters

Copa: o governo calça a chuteira. Após mais de seis horas de reunião em Zurique, ficou acertado que o governo fará parte Comitê Organizador Local para 2014. À esq., Blatter observa Ronaldo. Pág. 7

HOJE Parcialmente nublado Máxima 24º C. Mínima 12º C.

ISSN 1679-2688

23620

AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 25º C. Mínima 13º C.

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Está cada vez mais visível a campanha de certa parte do establishment político brasileiro contra a imprensa. José Márcio Mendonça

pinião

ROSTO DA LIBERDADE

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JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA dade pura e simples, e nossa obstinação em defendê-la será compreendida se houver boa vontade para admitir que não há outra maneira de vencer de fato a guerra. É certo que toda liberdade tem seus limites. É preciso, ainda, que eles sejam reconhecidos. Sobre os obstáculos que hoje são postos à liberdade de pensamento, aliás, já dissemos tudo o que foi possível dizer e diremos novamente, à saciedade, tudo o que nos será possível dizer. Em particular, uma vez imposto o princípio da censura, jamais nos espantará o bastante ver que a reprodução de textos publicados na França e examinados pelos censores da metrópole seja proibida no Soir Républicain (jornal publicado em Argel, do qual Albert Camus era redator-chefe), por exemplo.

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fato de que, a esse respeito, um jornal dependa do humor ou da competência de um homem demonstra melhor do que qualquer outra coisa o grau de inconsciência a que chegamos. Um dos bons preceitos de uma filosofia digna desse nome é o de jamais se derramar em lamentações inúteis diante de um estado de fato, que não pode mais ser evitado. A questão na França não é mais a de saber como preservar as liberdades da imprensa. É a de procurar saber como, diante da supressão dessas liberdades, um jornalista pode permanecer livre. O problema não interessa mais à coletividade. Ele diz respeito ao indivíduo.

Reprodução

stá deixando de ser apenas surda – está cada vez mais visível a campanha de certa parte do establishment político brasileiro com o aval do PT e até de serviços de determinados órgãos e de alguns jornalistas contra a imprensa, visivelmente e confessadamente alvo nada oculto da CPI do Cachoeira para alguns desses grupos. Órgãos de imprensa e eventuais jornalistas engajados nesta campanha, por ódio, inveja, oportunismo ou desinformação, estão de namoro com uma tragédia. Como em qualquer sistema no qual a liberdade é falha, os colaboradores também acabam no cadafalso. Os patrocinadores da campanha estão de namoro com um País sem críticas, sem o contraditório, sem oposição, onde fica mais fácil vicejar o autoritarismo, as agressões à liberdade de expressão, a "demonização" dos que não comungam o pensamento e as ações oficiais. E onde "cachoeiras" e mensalões poderão brotar mais à vontade do que já brotam hoje. É preciso que o Brasil medite um pouco mais detidamente sobre esse risco que traz à vida uma imprensa com amarras, em que a liberdade de expressão é "relativa". Vale, neste momento, para aclarar memórias e avivar consciências, reproduzir um texto do filósofo Albert Camus, inédito durante mais de 50 anos e só recentemente divulgado, originalmente pelo jornal parisiense Le Monde, sobre a dignidade do jornalismo e sua suprema importância. "É difícil, hoje em dia, evocar a liberdade de imprensa sem ser tachado de extravagante, acusado de ser Mata Hari, sem se ver convencido de ser sobrinho de Stalin. No entanto, essa liberdade, entre outras, é só um dos rostos da liber-

O filósofo Albert Camus (19131960)

E justamente o que nos agradaria definir aqui são as condições e os meios pelos quais, no próprio seio da guerra e de suas servidões, a liberdade pode ser não somente preservada, mas também manifestada. Esses meios são quatro: a lucidez, a recusa, a ironia e a obstinação. A lucidez pressupõe a resistência aos movimentos do ódio e ao culto da fatalidade. No mundo de nossa experiência, é certo que tudo pode ser evitado. A própria guerra, que é um fenômeno humano, pode ser a todo momento evitada ou interrompida por meios humanos. Basta conhecer a história dos últimos anos da política europeia para nos convencermos de que a guerra, seja ela qual for, tem causas óbvias. Essa visão clara das coisas exclui o ódio cego e o desespero que deixa estar. Um jornalista livre, em 1939, não se desespera e luta pelo que acredita ser verdadeiro como se a sua ação pudesse influenciar o curso dos acontecimentos. Não publica nada que possa incitar ao ódio ou provocar o desespero. Tudo isso está em seu poder. Em face da maré de besteiras, é preciso igualmente opor algumas recusas. Nenhuma das limitações do mundo leva um espírito um pouco limpo a aceitar ser desonesto. Ora, por menos que conheçamos o mecanismo das informações, é fácil nos assegurarmos da autenticidade de uma notícia. É a isso que um jornalista livre deve dedicar a sua atenção. Pois, se ele não pode dizer o que pensa, pode não dizer o que não pensa ou o que acredita ser falso. E é assim que se mede um jornal livre: tanto pelo que diz como pelo que não diz. Essa liberdade bem negativa será, de longe, a mais importante de todas, se soubermos mantê-la. Pois ela prepara o advento da verdadeira liberdade. Em consequência disso, um jornal independente dá a fonte de suas informações, ajuda o público a avaliá-las, repudia as cascatas, suprime as injúrias, compensa, em comentários, a uniformização das informações e, em resumo, serve à verdade na medida humana de suas forças. Essa medida, por mais relativa que seja, lhe permite ao menos recusar aquilo que nenhuma força no mundo pode fazê-lo aceitar: servir à mentira. Chegamos, assim, à ironia. Podemos estabelecer que, em princípio, um espírito que tem gosto e os meios para impor limitações é impermeável à ironia. Não vemos Hitler, para tomar apenas um exemplo entre outros, utilizar a ironia socrática. Conclui-se que a ironia permanece como uma arma sem precedentes contra os poderosos demais. Ela completa a recusa na medida

em que permite não rejeitar o que é falso, mas muitas vezes dizer o que é verdadeiro. Um jornalista livre, em 1939, não tem muitas ilusões sobre a inteligência daqueles que o oprimem. Ele é pessimista no que diz respeito ao homem. A cada dez verdades ditas em tom dogmático, nove são censuradas. Essa disposição ilustra com bastante exatidão as possibilidades da inteligência humana. Ela explica também que jornais franceses como Le Merle ou Le Canard Enchaîné ( j o rnais satíricos parisienses) possam publicar regularmente os corajosos artigos que conhecemos. Um jornalista livre, em 1939, é, portanto, necessariamente irônico, ainda que, volta e meia, a contragosto. Mas a verdade e a liberdade são amantes exigentes, pois têm poucos apreciadores. Com essa atitude de espírito brevemente definida, é claro que ela não se poderia sustentar de modo eficaz sem um mínimo de obstinação. Não são poucos os obstáculos à liberdade de expressão. Não são os mais graves deles que poderão desencorajar um espírito. Pois as ameaças, os empastelamentos, as perseguições geralmente obtêm na França o efeito oposto ao que propõem.

É

preciso reconhecer, porém, que há obstáculos desencorajadores: a constância na tolice, a covardia organizada, a ininteligência agressiva – e por aí vai. Eis o grande obstáculo sobre o qual é preciso triunfar. A obstinação é aqui uma virtude cardeal. Por um paradoxo curioso, porém óbvio, ela se põe a serviço da objetividade e da tolerância. Eis, portanto, um conjunto de regras para preservar a liberdade até mesmo dentro da servidão. E depois?, diremos. Depois? Não sejamos tão apressados. Se cada francês quiser apenas manter em sua esfera tudo o que acredita ser verdadeiro e justo, se quiser ajudar de sua frágil parte a manutenção da liberdade, resistir ao abandono e divulgar sua vontade, então, e somente então, essa guerra estará ganha, no sentido profundo da palavra. Sim, é muitas vezes a contragosto que um espírito livre deste século faz sentir a sua ironia. O que encontrar de agradável neste mundo inflamado? A virtude do homem, porém, é a de se manter diante de tudo o que o nega. Ninguém quer recomeçar em 25 anos a dupla experiência de 1914 e de 1939. É preciso, portanto, testar um método ainda novo em folha, que seria a justiça e a generosidade. Mas estas só se exprimem nos corações já livres e nos espíritos ainda clarividentes. Formar esses corações e esses espíritos, ou melhor, despertá-los, é a tarefa ao mesmo tempo modesta e ambiciosa que se apresenta ao homem independente. É preciso se aferrar a isso sem olhar para mais à frente. A história vai levar em conta ou não esses esforços. Mas eles terão sido feitos.” (Tradução para a "Folha de S.Paulo" de Paulo Werneck) JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

IVONE ZEGER OBRIGAÇÃO X NECESSIDADE: ATÉ QUANDO?

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ão é fácil! Dia desses fui procurada por um cidadão aflito. Separado, pai de dois filhos menores e labutando para sair do sufoco financeiro, ele foi logo disparando a pergunta que tanto o angustiava: "Doutora, tenho que pagar pensão alimentícia 'em cima' do meu décimo-terceiro?" Para ele, e para tantos outros às voltas com a mesma dúvida, a resposta é: depende do que reza o acordo estipulado em juízo. A legislação brasileira não estabelece valores fixos para as pensões alimentícias. Segundo o Código Civil de 2002, essas obrigações devem ser fixadas na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada a pagar (artigo 1.694, parágrafo 1º). Ou seja, cabe ao juiz estipular, caso a caso, de quanto uma pessoa precisa e o quanto a outra pode pagar. Portanto, dependendo da situação, o juiz pode fixar o valor da pensão com base apenas no salário de quem irá pagá-la ou pode, também, incluir porcentagens sobre férias, décimoterceiro e bonificações.

E

o Fundo de Garantia, como fica nisso tudo? Se você atrasou o pagamento da pensão, cuidado. Uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que, em caso de atraso de pensão alimentícia, o saldo do FGTS, e também o PIS, podem ser bloqueados. Após o bloqueio, o juiz, a pedido do credor, emite uma ordem de pagamento, no valor da ação judicial, para a Caixa Econômica Federal, que é a gestora do FGTS, a fim de liberar o dinheiro. Se, no intervalo entre o bloqueio do fundo pela Justiça e o pedido de pagamento, o devedor pagar a sua dívida, ele deverá pedir ao juiz o desbloqueio. Porém, se ele continuar endividado, o valor do FGTS correspondente ao total da dívida será pago ao credor. Se o valor da dívida for maior do que o saldo do fundo, todo o dinheiro será bloqueado – cabendo ao juiz pedir a penhora de outros bens até completar o valor das parcelas atrasadas. E tem mais:

não existe prazo para que isso aconteça. A princípio, basta um mês de atraso no pagamento para que o bloqueio do FGTS seja solicitado.

C

onforme já ocorreu, a própria Caixa Econômica pode recorrer da decisão, alegando que o devedor precisa do fundo. Contudo, o entendimento que tem prevalecido nas instâncias judiciais é o de favorecer a pessoa que não está recebendo seus pagamentos, pois isso coloca em risco seu sustento e sua dignidade. Outra pergunta que todo mundo quer saber é: até quando é preciso pagar pensão? Mais uma vez, a resposta vai depender dos fatores envolvidos. Se o pagamento for para a ex-esposa, a obrigação cessa se ela contrair novas núpcias ou se ficar comprovado que não necessita mais desse auxílio. Os filhos, porém, são outra história. Eles devem receber pensão alimentícia até completarem 18 anos ou até terminarem os estudos. Contudo, é importante ressaltar que a obrigação não se extingue automaticamente quando essas condições são atingidas. Para que isso ocorra, o pagador deve ingressar com uma ação exoneratória solicitando o fim do pagamento.

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urante a ação é necessário provar que o filho, ao atingir a maioridade aos 18 anos, pode dispensar esse amparo porque já tem condições de se sustentar sozinho. No caso dos que concluíram os estudos, mesmo que ainda não tenham uma situação estável, o fato de terem se formado é considerado um indicativo de que já estão em condições de trabalhar e de prover seu sustento. No entanto, a decisão final dependerá da avaliação que o juiz fizer de cada caso. IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE

FAMÍLIA E SUCESSÃO E AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" WWW.IVONEZEGER.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Ed i to r - Ch e fe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 9 de maio de 2012

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O REGIME DE METAS DE INFLAÇÃO ESTÁ VIRANDO REGIME DE METAS DE JUROS

pinião

Mr. Smith e a nova poupança

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osso velhinho aposentado do Nebraska está de volta! Para os antigos leitores dessa coluna quinzenal, fazia um bom tempo que Mr. Smith não dava as caras. Para quem ainda não o conhece, o personagem ajudou em colunas anteriores a explicar os efeitos da valorização do real frente ao dólar e as consequências perversas em nossa economia. Mr. Smith tinha deixado de visitar o Brasil desde que observou que os preços dos hotéis, restaurantes, passagens de avião e do seu hambúrguer predileto eram muito superiores aqui nos trópicos do que em sua terra natal. Ele, que aparecia duas ou três vezes por ano, para conferir os ganhos que os juros mais caros do planeta proporcionavam ao seu fundo de aposentadoria, manteve suas aplicações financeiras aqui, mas voltou a tirar férias no Havaí, onde os preços são mais convidativos que os do Rio de Janeiro! Já era hora dele aparecer, pensei. Com a desvalorização do real ocorrida nos últimos sessenta dias – uma queda de quase 11% perante o dólar nos meses de março e abril – achei que ele ia querer conferir suas aplicações. Mesmo reclamando que tudo continua muito caro por aqui, apesar da desvalorização do real, Mr. Smith estava tranquilo quanto a suas aplicações. "Tomei um susto com as notícias sobre a poupança e tomei o primeiro voo para o

dimentos, só foi alcançado em 24 dos últimos 191 meses! E nem foi um ganho tão expressivo: em 2009, com a Selic em 9,5%, a remuneração da poupança atingiu 70,6% da Selic. Já em 2010, quando a Selic apontou para 9,4%, a remuneração da poupança foi de 71,4% da taxa Selic. Ou seja, o pequeno poupador nunca teve moleza. Talvez seja por isso que Mr. Smith disparou sua metralhadora giratória: "Já se sabia aqui no Brasil quem ganhava com os juros altos. Agora, sabe-se quem perde com os juros baixos!".

O

Brasil", disse ao explicar as razões de sua vinda. "Pensei em confisco, como aquele outro presidente fez no passado. Mas me acalmei depois que vi que essas medidas da poupança, na verdade, protegem o sistema bancário e os seus fundos, pois, ao reduzir o rendimento da poupança, evita que os clientes dos fundos abandonem suas carteiras", observou. Completando logo em se-

guida: "Porém, será necessário reduzir as taxas de administração que os fundos cobram. Do contrário, dependendo do patamar da Selic, o fundo deixará de ser atraente, porque a caderneta de poupança não cobra taxa de administração, nem sofre a incidência do Imposto de Renda. A menos, é claro, que essa mexida seja só o começo de novas mudanças. Há pouco mais de dois anos, o governo

não queria cobrar Imposto de Renda da caderneta de poupança?", me provocou com seu sotaque característico.

É

um ponto de vista, pensei. De fato, a diminuição dos ganhos da poupança atinge os pequenos poupadores. Prova disso é a escolha do patamar de 70% da taxa Selic como teto de remuneração para a poupança. Esse índice, que balizará os próximos ren-

pensamento de Mr. Smith, por mais estranho que seja, parece ter um fundo de verdade. Analistas econômicos estranharam que a medida provisória editada para dar força de lei às mudanças não carregue nenhuma obrigação para o setor bancário. Antes, os bancos "pagavam" para o poupador 6% + Taxa Referencial (TR) ao ano e emprestavam esses recursos a 12% + TR, no mínimo. Agora, os bancos vão captar a juros menores e não têm obrigação alguma de reduzir os juros para os tomadores de financiamento imobiliário e outros empréstimos. Essa operação do governo, mexendo na remuneração da poupança, não deixa de ser preocupante. Primeiro, porque há um efeito psicológico perverso, já que a caderneta de poupança é a mais velha forma de se poupar no país, criada em 1861, quando D. Pedro II ainda era Imperador do Brasil. Sua credibilidade foi colocada em risco. Segundo, a provável queda nas taxas de administração dos fundos, aliada à redução da remuneração da poupança e à quebra de confiança, poderá fazer com que os poupadores abandonem a caderneta e migrem para os fundos, drenando os recursos disponíveis para o setor imobiliário e pondo em risco uma das indústrias que mais emprega no país.

MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR Mas, finalizando, o pior de tudo é o aquecimento da inflação. Embora o Banco Central não admita, o regime de metas de inflação está virando regime de metas de juros. E o custo disso será um aquecimento da inflação em 2013. Como consequência, poderemos ter juros reais de 2%, como quer a presidente, mas a um custo de ter uma inflação em torno de 6%, se a Selic estacionar em 8%.

N

esse ponto, entre uma e outra xícara de café, não resisti à provocação e indaguei a Mr. Smith se isso não o preocupava. Ele, com o sorriso em dia, não se conteve: "Inflação de 6% ao ano para vocês, tupiniquins! Eu, nos Estados Unidos, vou continuar com inflação de 2% e usufruindo dos juros brasileiros, vou ter ganhos de 6% ao ano, sem riscos! I love Brazil!". O humor do meu amigo americano continua intacto. MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR É ECONOMISTA E DIRETOR DA

COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP). FOI PRESIDENTE DA EMPRESA PAULISTA DE PLANEJAMENTO METROPOLITANO (EMPLASA) E SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE SÃO PAULO.

A CAÇADA A BIN LADEN M

anhunt, o livro do jornalista Peter Bergen sobre a morte de Osama Bin Laden, foi lançado exatamente no dia em que o fato completou um ano: 1º de maio. Na verdade, o título é mais comprido: Manhunt: From 9/11 to Abbottabad – the TenYear Search for Osama bin Laden (em português, "Caçada humana: do 11 de setembro a Abbottabad – a busca de dez anos por Osama Bin Laden", editora Crown, 384 páginas). Pela extensão e pela qualificação do autor, está sendo considerado o melhor trabalho já publicado sobre esse tema. Gente do mundo inteiro está interessada em detalhes sobre o ataque dos Seals ao prédio de Abbottabad, no Paquistão, onde ele morava com a família, sobre as investigações e sobre o que ainda pode acontecer de ruim ao ocidente como consequência de sua morte. Manhunt não traz respostas para tudo, mas é um relato de quem tem muita informação sobre Bin Laden e sobre a Al-Qaeda – Bergen escreve sobre isso desde 1997. O jornalista trabalhava para a CNN nessa época e teve a oportunidade de entrevistar o terrorista. Com as informações que

colecionou, foi possível escrever um livro no mínimo esclarecedor. É o quarto livro de Bergen sobre o assunto: o primeiro foi Holy War, Inc. ("Guerra Santa S/A"), publicado poucas semanas após o 11 de Setembro. No começo do ano passado, ele publicou The Longest War, um panorama sobre a guerra contra o terror, incluindo o 11 de Setembro e as guerras travadas pelos EUA no Afeganistão e no Iraque, e suas consequências para o país e para o Oriente Médio.

O

livro contém muito do material das obras anteriores, mas traz muitas informações novas, recolhidas em entrevistas com membros do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, com gente ligada à inteligência, e com ex-funcionários de Operações Especiais. Outra fonte de informações para Bergen foi o WikiLeaks: "Consultando documentos sobre Guantánamo, eu conseguia mapear o movimento de Bin Laden após os ataques de 9/11 e descobrir como os funcionários CIA foram capazes de localizar o mensageiro que os levou à porta do líder da Al-Qaeda". Desde março do ano passado, o governo americano tentava

PAULO BRITO confirmar se Bin Laden de fato estava no prédio onde foi morto. Como ele nunca saía de lá, só houve essa confirmação quando os Seals invadiram. Essa ausência de confirmação causou discussões que duraram muito tempo, mas a maioria dos assessores de Barack Obama – incluindo a secretária de Estado Hillary Clinton – acabou votando pela invasão. Havia outras duas alternativas: uma delas seria um bombardeio, que certamente vaporizaria a casa e seus habitantes, fazendo desaparecer todas as provas da presença de Bin Laden no local, e poderia causar a morte de inocentes. Outra seria um ataque com um avião sem piloto.

H

ouve dúvidas de muitas outras ordens, incluindo avisar ou não o governo paquistanês sobre a presença de Bin Laden no país e revelar onde era seu esconderijo. Obama e sua equipe decidiram não confiar nos paquistaneses,

já que a ajuda millitar de 25 bilhões de dólares prestada nos dez anos anteriores, justamente para encontrar Bin Laden, resultou em nada.

S

egundo os relatos obtidos por Bergen, hoje assessor da CNN para assuntos de segurança nacional, nem tudo correu bem: um dos helicópteros utilizados no ataque pousou mal e ficou destruído, mas seus ocupantes sobreviveram e foram resgatados por outra aeronave. Na hora do ataque, curiosamente faltou luz em todo o bairro, o que facilitou o trabalho dos militares na invasão do prédio. Bin Laden teria ficado uns 15 minutos escondido em seus aposentos, sem tomar nenhuma atitude. Depois disso, resolveu abrir a porta de metal do apartamento para ver o que estava acontecendo, pôs a cabeça para fora e ao voltar não trancou a porta. Foi por lá

que os soldados entraram. Sua última frase teria sido para sua mulher mais nova, Amal, a quem teria dito "não acenda a luz" – o que era inútil, porque o bairro todo estava sem energia. Dois tiros depois, ele estava morto.

A

avaliação de Bergen sobre as condições de Bin Laden é que ele estava quase apagado e a Al-Qaeda em dificuldades – Bin Laden ultimamente estava discutindo mudar o nome da organização para alguma coisa como "Grupo Monoteísmo e Jihad" ou "Grupo de Restauração do Califado". Além disso, sua vida não era nada confortável. Ele morava no terceiro andar do prédio no qual foi morto. O banheiro tinha azulejos nas paredes, mas o chão era puro cimento. Não havia bacia sanitária convencional – apenas uma bacia de campanha, praticamente um buraco no chão. Era ali que ele tingia os cabelos e a barba, para parecer mais jovem. Achar Bin Laden custou quase meio trilhão de dolares e foi um trabalho

exaustivo de inteligência, baseado nas ligações entre as pessoas e avaliação de suas funções na rede da Al-Qaeda. O mensageiro que levou a CIA a Bin Laden só ganhou importância depois de receber um telefonema de um membro da organização que morava no Oriente Médio. A caçada incluiu uma falsa campanha de vacinação orquestrada pela CIA, para comprovar que entre as crianças da cidade havia DNA da família Bin Laden. Depois da comprovação, as investigações se tornaram ainda mais intensas. PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 Está

próximo do final a batalha Banco Schahin vs. Ivan Zurita, ex-Nestlé, que tomou R$ 25 milhões e ainda não pagou.

gibaum@gibaum.com.br

k Muitos, dependendo do país, acham que o Seu é meu primeiro nome. Então, me chamam de Seu. u

SEU JORGE // cantor, em entrevista a Danilo Gentili.

Fotos: BusinessNews

quarta-feira, 9 de maio de 2012

3 MAIS:

ele já ofereceu uma fazenda (recusada porque valia menos) e depositou parte em juizo. Hoje, o total encosta em R$ 50 milhões.

Recordar é viver Em 2007, uma operação da Polícia Federal descobriu esquemas criminosos montados pela empreiteira Gautama e o escândalo teve repercussão nacional, alimentando a mídia por semanas seguidas. Depois, ninguém mais dedicou uma linha ao assunto e hoje, sabe-se que processos abertos na época, em Mato Grosso e Maranhão, para retomar dinheiro público desviado pela Gautama, estão parados. Quem está realmente interessado em descobrir verdadeiras ligações entre Cachoeira e Delta, teme que, mais à frente, a mesma coisa aconteça.

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CADEIRANTES Contra Gurgel 333 O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, já avisou que não irá depor na CPI do Cachoeira porque a legislação lhe permite a recusa. Se concordasse, seria obrigado, depois, a renunciar a seu trabalho no processo. Lula e José Dirceu, que estão monitorando a ação de petistas na CPI, querem combater, Gurgel de todas as maneiras: não esquecem que, em julho do ano passado, o procurador-geral pediu a condenação dos 36 réus por envolvimento no esquema do mensalão. Agora, os mesmos petistas espalham que Gurgel, supostamente, poderia ter ocultado provas da Operação Vegas.

NO DIVÃ 333 O GNT deverá produzir, ao lado da Moonshot, a versão brasileira da minissérie In Treatment , sucesso na TV americana, com Gabriel Byrne no papel do psicanalista. Do lado de cá, o terapeuta será vivido por Zé Carlos Machado e a direção será de Selton Mello. Maria Fernanda Cândido e Mariana Lima serão duas das pacientes e a supervisora dele será a veterana Selma Egrei. No passado, Selma foi uma das atrizes das pornochanchadas da boca do lixo, em São Paulo e depois, virou musa de Walter HugoKhouri.

Noite degala

O tradicional baile de gala anual do Metropolotan Museum, em Nova York, esteve mais estrelado do que nunca. Uma legião de superstars da moda e do showbiz desfilaram pelo red carpet, na entrada da exposição Impossible Conversations, que reunia trabalhos das italianas Elsa Schiaparelli e Miuccia Prada. Entra tantas, da esquerda para a direita, Gisele Bündchen, de Givenchy; Beyoncé, também de Givenchy; January Jones, de Mad Men , de Versace; Lea Michele, usando um Diane von Furstemberg; Scarlett Johansson, vestindo Dolce & Gabanna; e Rihanna, de Tom Ford. 333

No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma Rousseff não voltou a bater de frente nos bancos, aos quais dedicou, nos últimos dias, expressões como “lógica perversa” e “roubo”: preferiu pedir aos brasileiros que procurem taxas mais baixas no mercado. Nesse novo capítulo, Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban, peita o governo, ameaçando reduzir o crédito: “Você pode levar um cavalo à beira do rio, mas não pode abrigá-lo a beber água”. Na seqüência, um interlocutor do governo rebateu: “Você não pode obrigar um cavalo a beber água, mas ele também pode morrer de sede”. Nesse primeiro embate, cautela: Sardenberg não é Murilo Portugal, presidente da Febraban e o “interlocutor” não é Dilma, embora a frase tenha sido produzida no Planalto. 333

Briga de cavalos

Yasmin Brunet resolveu abrir seu baú de arquivos esta semana e divulgou fotos antigas no Twitter. Nas imagens, a modelo aparece abraçada à mãe, Luiza Brunet, totalmente sem roupa, num ensaio para uma revista de moda. Na época,Yasmin tinha 15 anos (hoje, tem 23 anos) e ela acha que a mãe, quase cinquentona, não mudou muito. Em 2010, as duas posaram nuas, fazendo a mesma pose (abaixando a calcinha na parte da frente) para um dos mais estimulantes livros de Terry Richardson.

Álbum defamília

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Novos alvos Quem imaginar que a presidente Dilma Rousseff tenha recuado nessa ofensiva contra as instituições financeiras, não perde por esperar. Até por pressão das centrais sindicais, ela se prepara para voltar ao ringue atirando contra juros de cartões de créditos (12% ao mês, em média). Na seqüência, vai dirigir sua metralhadora giratória contra as financeiras. Muitas encostam em 400% de juros ao ano e outras são de propriedade de grandes bancos. São essas financeiras que funcionam especialmente junto a redes de varejo. 333

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No Maranhão, verdadeiro feudodafamíliadopresidentedo Senado, o nome Sarney está em 161 escolas (sem contar hospitais, bibliotecas, ruas, praças e até bairros). Agora, o nome de Roseana Sarney substitui o de Paulo Freire, declarado patrono da educação brasileira, numa escola pública do bairro de Turu, em São Luiz. Para quem não sabe: o Maranhão é um estado onde 61% das pessoas, com dez anos de idade ou mais, não chegaram a completar a educação básica. O Estado é campeão de números negativos: 50% de seus trabalhadores não têm carteira assinada (a média nacional é de 28%). É o mais pobre estado brasileiro: 25,7% de sua população de 6,5 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da miséria (sobrevivem com menos de R$ 70 mensais).

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MAIS UM filme nacional, Paraísos Artificiais, de Marcos Prado, não consegue decolar: está em exibição em 233 salas de cinema e em três dias, teve apenas 82.300 espectadores. Nem as cenas calientes entre Natalia Dill e Lívia de Bueno conseguiram estimular maior volume de pagantes. 333

A ATRIZ Camila Pitanga (está aprendendo a tocar violão) acaba de ter uma recaída romântica: voltou a namorar o cantor Lucas Santana, evangélico por sinal.

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BALANÇO

MISTURA FINA

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Nem Dirceu Integrantes da cúpula do PMDB e PP foram reclamar com Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais, da demissão de seus apadrinhados na Petrobras, Jorge Zelada e Paulo Roberto Carlos (Abastecimento). E reclamavam mais que nem haviam sido avisados com antecedência. Ideli disse que não tinha nada a ver com isso, assunto que corre debaixo de Graça Foster e da presidente Dilma Rousseff, insinuando que nem José Dirceu soube também da demissão de Renato Duque (Serviços). Os reclamantes ainda tentaram saber que poderiam indicar outros nomes e Ideli saiu fora: “Melhor vocês tentarem falar com a Graça”.

Uma das socialites brasileiras mais famosas até mesmo em circuitos internacionais e hoje em cadeira de rodas, portadora de paraplegia tropical, Carmen Mayrink Veiga, não gosta mais de ir no cinema porque é obrigada a ficar na primeira fila, “com o pescoço esticado para ver a tela”. Para defender os cadeirantes nacionais, Carmen está avisando que só compra filmes piratas. “Estou doida para um policial tentar me prender. Vou dizer como o cadeirante é tratado no Brasil”. 333

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OUT

Paletós mais curtos.

Paletós clássicos.

A volta de Elke Depois de quinze anos afastada da televisão, Elke Maravilha estará de volta na minissérie humorística do Multishow, Morando Sozinho, na terceira temporada que começa no próximo dia 14. Ela viverá Dona Violeta, síndica de um prédio, “uma mulher louca, ninja, corrupta, que nasceu e foi criada no Japão como membro da Yakuza e que tem uma queda pela máfia russa”. Elke, para quem não sabe, é russa de nascimento e já está programando nova excursão nacional de seu show Do Sagrado ao Profano. Terá também uma participação especial num CD em homenagem a Luiz Gonzaga, o rei do baião. 333

333 O ACUPUNTURISTA Gu Hanghu está atendendo duas vezes por semana (pode ser muito cedo ou antes do jantar em família, no Alvorada) a presidente Dilma Rousseff. As agulhas são para combater o estresse que está levando a Chefe do Governo a comer mais. Ela não consegue mais tempo para caminhadas matinais – e ioga não é com ela.

QUEM vem a São Paulo, na última semana do mês, para participar de um seminário de saúde, é o endocrinologista indiano e guru Deepak Choppa, considerado um dos maiores fenômenos de autoajuda do planeta.

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333 QUASE depois de dois anos de terem comprado a rede mundial do Burger King, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira vão colocar em prática a mesma receita adotada pelo McDonald’s para crescer. De cara, apostam na decolagem em países emergentes e nos Estado Unidos; depois, reformulam o cardápio e até deverão acoplar cafés anexo às lojas.

NÃO SERÁ surpresa para esta coluna se, dentro de pouco tempo, a Deca, empresa do grupo Itaú e maior fabricante de metais sanitários do país, acabe se fundido com a Tigre, maior fabricante de tubos e conexões do Brasil. 333

333 POUCA GENTE sabe: o novo ministro do trabalho, Brizola Neto, chamado pelos amigos de Carlito, era surfista no Arpoador, no Rio e jogava bola na favela do Cantagalo, em Ipanema.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 9 de maio de 2012

5 GOLEADA Na votação do Conselho de Ética, Demóstenes não teve chance: 15 a 0.

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Wildes Barbosa/O Popular/Folhapress

om 15 votos a favor, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado aprovou ontem a abertura de processo disciplinar contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). A aprovação por unanimidade pelos integrantes do colegiado é um sinal de que Demóstenes deverá ter o mandato cassado assim que a ação chegar ao plenário. A ideia é fazer um rito sumário, mantendo o direito de defesa do senador, para que a eventual perda de mandato de Demóstenes seja julgada antes do início do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de junho. Os senadores

Quanto mais demorarmos nessa decisão, teremos um desgaste muito grande. É como se o Senado estivesse sangrando. ANTÔNIO CARLOS VALADARES querem evitar que o caso se arraste para o segundo semestre, quando o Senado ficará esvaziado em virtude das eleições municipais. Acima de qualquer suspeita – "Esse placar mostra que há unanimidade de pensamento. Quanto mais demorarmos nessa decisão, teremos um desgaste muito grande. É como se o Senado estivesse sangrando", disse o senador Antônio Carlos Valadares (PSBSE), presidente do conselho. Em sua avaliação, a situação "é muito desagradável" para a Casa, principalmente

VAZAMENTO Parlamentares alertam: pode acontecer até em sessão secreta.

É patente a participação de Demóstenes em conluio com a organização criminosa chefiada pelo sr. Cachoeira. RANDOLFE RODRIGUES

Demóstenes Torres disse para interlocutores que o resultado da votação no Conselho de Ética o fez "vítima de um massacre político".

POR UNANIMIDADE Conselho de Ética aprova por 15 votos processo contra Demóstenes Torres, que pode ser cassado. porque está se julgando "um senador que considerávamos acima de qualquer suspeita". Até Couto – A pressão no Senado para punir Demóstenes é tamanha que até o senador Mário Couto (PSDB-PA), que teria sido porta-voz do jogo do bicho no Pará, em 1988, votou pela instauração do processo. O inusitado na sessão ficou por conta de sua defesa a fa-

vor da legalização do jogo do bicho. "Se corrida de cavalo é liberada no Brasil, por que outros jogos não são? A contravenção está aberta nas ruas", defendeu Couto. Diante do placar por unanimidade, interlocutores do exlíder do DEM revelaram que ele se sentiu "vítima de um massacre político". Ele não apareceu na sessão do conse-

lho, apesar de ter marcado presença no painel do Senado. De acordo com seu advogado, Antônio Carlos de Almeida, Castro, ele teria passado o dia em Goiânia. Vapt-vupt – O relator do processo, senador Humberto Costa (PT-PE) quer ouvir as testemunhas de defesa e de acusação até o fim do mês. A proposta é tentar concluir o

processo até meados de junho. Se aprovado, o processo terá de passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável pelo aval à lisura de toda a ação. Só então seguirá para o plenário, onde a votação será secreta. Cachoeira – O conselho deverá aprovar amanhã a convocação do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos

Cachoeira, para depor. Ele foi arrolado tanto como testemunha de defesa quanto de acusação. A proposta é que ele deponha no dia 23, depois de o conselho ouvir os delegados da Polícia Federal e os procuradores da República responsáveis pelas Operações Vegas e Monte Carlo, que investigaram o esquema ilegal de Cachoeira e sua ligação com Demóstenes. O senador deverá ser o último a ser ouvido, antes de Costa elaborar o relatório final com o provável pedido de cassação do mandato. O senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), autor da representação que resultou na abertura do processo, disse ser "patente" a participação de Demóstenes "em conluio com a organização criminosa chefiada pelo senhor Cachoeira", afirmou Randolfe. "É lógico que tem que ser garantido nesse espaço o princípio constitucional do amplo direito de defesa ao representado. Mas não douremos a pílula, vamos direto ao cerne da questão". Para o senador Pedro Taques (PDT-MT), o conselho tem que investigar Demóstenes. "Aqui existem argumentos que fundamentam aqueles fatos. O relatório de Costa é absolutamente perfeito", defendeu Taques. (Agências)

André Dusek/AE

Defesa estuda recorrer ao STF e contesta áudios da PF

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Raul Alexandre: delegado que comandou a Operação Vegas compromete o procurador Roberto Gurgel.

Na sessão secreta, delegado fala e parlamentares revelam.

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mbora o depoimento do delegado Raul Alexandre Marques de Souza, que coordenou a Operação Vegas, tenha ocorrido ontem, por decisão da maioria, em sessão secreta na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPMI do Cachoeira, também não faltaram críticas dos parlamentares. "Gostaria só de comunicar que tudo que aqui for falado vai vazar e serão as versões mais variadas, vai ser um horror", disse o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) ao delegado, que aguardava a porta da sala ser fechada para prestar os esclarecimentos. Ele foi o primeiro a depor na CPMI. Inscritos – De acordo com o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), o delegado utilizou 18 dos 20 minutos que tinha para fazer explanações aos parlamentares. Segundo Ferraço, o depoimento de Souza não trouxe novidades. "Nada que já não tenha sido divulgado antes", resumiu. Após a leitura do depoimen-

to, 26 parlamentares se inscreveram para fazer perguntas. Enquanto o delegado respondia, alguns deixaram a sala criticando o depoimento fechado. "Fazer uma sessão secreta dá um tom de sigilo a um assunto que não é mais sigiloso. É ridículo", disse o se-

Gostaria só de comunicar que tudo que aqui for falado vai vazar e serão as versões mais variadas, vai ser um horror. MIRO TEIXEIRA (PDT-RJ ) nador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Os parlamentares decidiram pelo depoimento fechado do delegado depois de votarem um requerimento de autoria do deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF) e da senadora Ká-

tia Abreu (PSD-TO), que pedia sessão secreta para delegados e procuradores que ainda serão ouvidos. O requerimento foi aprovado por 17 votos favoráveis e 11 contrários. Segundo Kátia Abreu, o objetivo foi evitar que investigados, que serão ouvidos posteriormente, saibam o que delegados e procuradores disseram à CPMI. Gurgel – Integrantes da comissão, após ouvir Souza, colocaram dúvidas quanto à atuação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Os parlamentares disseram que o delegado enviou, em setembro de 2009, pedido para que ele investigasse Demóstenes Torres (sem partidoGO) e outros parlamentares por suspeita de envolvimento com Carlinhos Cachoeira. Souza disse que as investigações, entre 2008 e 2009, foi paralisada no momento em que se depararam com os parlamentares. "Ficou ruim para o Gurgel", admitiram integrantes da CPMI. (Agências)

defesa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) deverá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Conselho de Ética do Senado que ontem negou pedido para o parlamentar ter mais dez dias para a sua defesa no colegiado. O advogado do senador, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que já esperava a decisão do conselho de abrir processo disciplinar contra Demóstenes. "Foi descumprido o devido processo legal, mas a decisão política de recorrer será do

senador. Eu sabia que o processo seria aberto, não tinha ilusão que o resultado não seria esse", afirmou. Com a abertura do processo disciplinar e o rito legislativo, Demóstenes passa a ter novo prazo para apresentar defesa ao conselho com a abertura do processo disciplinar, decidida ontem. Kakay disse que Demóstenes pretende enfrentar as denúncias sem renunciar ao mandato. O advogado disse que vai levar ao conselho um perito para analisar os áudios da Polícia Federal que flagraram conversas de Demóstenes

com Carlinhos Cachoeira. A defesa sustenta que teria havido adulteração nas gravações da Operação Monte Carlo. Delta – A Justiça Federal manteve ontem processo contra o dono da Delta, Fernando Cavendish, por fraude em licitação, no Ceará, que teria causado prejuízo de R$ 1,3 milhão. A questão agora fica para o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, escalado para assumir o conselho de administração da construtora, cuja venda para o grupo JBS deverá anunciada hoje. (Folhapress)


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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Um auto de infração de um fiscal não pode determinar a expropriação de uma propriedade. Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara.

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CPI da Arapongagem: 180 dias para apurar. Prazo de investigação do uso de escutas telefônicas pela Casa Militar foi definido ontem. Instalação da comissão desgasta ainda mais o governador Agnelo Queiroz.

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Comissão Parlamen- MI foi o presidente da Casa, tar de Inquérito (CPI) Cabo Patrício. da Arapongagem, na Segundo informações divulCâmara Legislativa gadas na imprensa, assessodo Distrito Federal, terá 180 res do governador do DF apadias para investigar a suposta receram em conversas gravainstalação de escutas ilegais das pela Polícia Federal com feitas pela Casa Militar do DF. pessoas ligadas à construtora Os parlamentares vão veri- Delta, que tem contrato para ficar informações de que te- recolhimento do lixo no DF. nham sido gravadas converA empresa Delta é acusada sas de cidadãos, de ter ligações jornalistas, políc o m o c o n t r aticos aliados e ventor suspeito As denúncias adversários do de comandar esgoverno. O prazo quema de jogos envolvendo começa a contar ilegais, Carlos Cachoeira e depois da publiAugusto Ramos, Agnelo se cação no Di ár io o Carlinhos Caavolumaram, Oficial da Câmara choeira, que agravando a Legislativa. está no Presídio Os partidos enda Papuda, em situação. tregaram os noBrasília. ROBERTO FREIRE mes no fim do PPS deixa base prazo, que termi– O governador nava às 17h de anteontem. Os Agnelo Queiroz também sointegrantes da CPI são, na freu ontem uma baixa na sua maioria, da base: Chico Vigi- base aliada – formada por PT, l a n t e ( P T ) , L u z i a d e P a u l a PMDB, PSB, PSL e PCdoB. A (PPS), Celina Leão (PSD), Si- Executiva Nacional do PPS dequeira Campos (PSC) e Cristia- cidiu, por unanimidade, deino Araújo (PTB). xar de integrar a base de apoio O presidente e o relator de- ao governo. A decisão inclui a vem ser escolhidos na primei- entrega de todos os cargos ra reunião da comissão, que ocupados pelo partido nas váainda não tem data definida. rias áreas do governo do DF. A comissão foi criada no dia A medida foi tomada pelo 24 de abril, mas correu o risco PPS como reação às denúnde não sair do papel por causa cias de envolvimento de Agde resistências da base do go- nelo com o contraventor Carverno. O PT orientou a banca- los Augusto Ramos, o Carlida a não assinar o requerimen- nhos Cachoeira, conforme into de criação. Segundo depu- v e s t i g a ç õ e s d a P o l í c i a tados do partido, a comissão Federal. pode provocar desgaste ainda A decisão foi definida em maior para o governador do uma longa reunião durante a Distrito Federal, Agnelo Quei- manhã, na qual estava preroz. O único distrital, entre os sente o presidente nacional do cinco do PT, que assinou o re- PPS, o deputado federal Roquerimento de criação da CP- berto Freire (PE). A decisão re-

Elza Fiíza/ABr - 27.06.11

Problema duplo: além da CPI, em curso, governador Agnelo Queiroz deixou de contar com o aopoio do PPS na base do governo. cebeu 16 votos favoráveis e nenhum contrário. Há cerca de duas semanas, o PPS distrital havia decidido manter-se na base aliada do governo do DF. Na esfera nacional, o PPS é um dos partidos que fazem oposição ao governo Dilma. Freire alertou sobre a necessidade de defender a "decência" por meio de exemplos e não só palavras. Segundo ele, "as denúncias envolvendo Carlinhos Cachoeira e Agnelo se avolumaram, agravando a situação. (ABr)

STF recusa desmembrar Mensalão Processo contra 38 acusados espera revisão para ir a julgamento na corte.

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ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, indeferiu novo pedido para desmembramento do processo do mensalão. O pedido foi apresentado pelo advogado Márcio Thomaz Bastos e implicaria que parte dos 38 réus da ação fosse julgada não pelo STF, mas pela Justiça comum. A decisão foi divulgada ontem, informa o portal G1. Um pedido semelhante já havia sido negado em dezembro de 2011, mas o advogado entrou com recurso contra a decisão. O ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos representa o exdirigente do Banco Rural, Jo-

sé Roberto Salgado, apontado pelo Ministério Público Federal como um dos responsáveis pelo financiamento do esquema em troca de vantagens. Salgado foi acusado pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta e formação de quadrilha, lembra o portal. Em favor de Salgado, Bastos argumenta que a permanência do processo no Supremo feriria a Constituição por não assegurar aos acusados o direito de eventualmente recorrer da decisão, já que o STF é a instância máxima da Justiça brasileira. O processo do mensalão permanece no STF devido ao

foro privilegiado dos deputados federais João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar da Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT). O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, justificou a negativa da mesma forma anterior, de dezembro. Segundo ele, o mesmo pedido, feito por outros réus já foi analisado e negado pelo plenário do Supremo repetidas vezes e não faria sentido acatá-lo agora. Para que a ação penal que apura a responsabilidade de 38 réus do Mensalão entre na pauta de julgamentos falta a liberação do processo pelo ministro revisor, Ricardo Lewandowski.

Sergio Lima/Folhapress

Atraso: ministra Maria do Rosário e artistas cobram do presidente Marco Maia votação da proposta.

PEC do Trabalho Escravo é adiada Mesmo pressionados, deputados transferiram votação da matéria para hoje.

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votação da PEC do Trabalho Escravo foi adiada para hoje, após a proposta encontrar resistência dos integrantes da bancada ruralista. Inicialmente, a votação estava prevista para ser votada ontem no plenário da Câmara. Os ruralistas argumentaram na reunião de líderes que havia uma suposta falta de definição sobre o que é trabalho escravo e os procedimentos que deverão ser adotados caso uma propriedade venha a ser alvo de expropriação. De acordo com a proposta, caso seja constatado que o dono de uma propriedade rural ou urbana faz o uso do traba-

lho análogo ao escravo, ele perde a posse da terra sem ter direito a indenização por parte do governo. Inclusão – A alternativa apresentada na reunião de líderes da Câmara é a inclusão de um artigo na PEC que prevê a criação de uma regra específica sobre o tema. Esse novo artigo só poderá ser adicionado pelos senadores, uma vez que a proposta tem como origem o Senado. "Há de fato a necessidade de regular os procedimentos. Não pode ser apenas um auto de infração de um fiscal que determina a expropriação de uma propriedade", argumenta o presidente da Câmara,

Marco Maia (PT-RS). O deputado, no entanto, rebate a tese sobre a dúvida sobre o que é o trabalho escravo. "É uma forma de ganhar tempo [por parte dos ruralistas]. Há uma previsão legal", afirmou Maia. Ele deve se encontrar amanhã com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para tentar buscar um acordo para as mudanças no texto. Ontem, grupo formado pelo ministro do Trabalho, Brizola Neto, a ministra da Secretaria de Direito Humanos, Maria do Rosário, artistas e integrantes de movimentos vieram a Câmara para pressionar os deputados a votar. (Folhapress)


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quarta-feira, 9 de maio de 2012

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Nas últimas semanas, reconhece-se que foram feitos vários avanços nas áreas de aeroportos e mobilidade urbana. Nota da Fifa

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COPA 2014

Arnd Wiegmann/Reuters

Governo entra no comitê organizador Um dos pontos acertados ontem, em reunião em Zurique, foi o Brasil integrar o COL para acelerar os preparativos

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pouco mais de dois Valcke reconheceu que foi anos do início da Co- um "erro" não ter incluído o gopa do Mundo, o go- verno no COL desde o início do verno federal vai in- processo de organização, mas tegrar o Comitê Organizador ontem afirmou que era "meLocal (COL) da competição pa- lhor resolver isso agora do que ra tentar acelerar os prepara- não resolver nunca". tivos do País para o Mundial, "Precisamos nos certificar que foram mais uma vez alvo de que, no pouco tempo que de cobranças da Fifa, ontem. temos, encontraremos resO Brasil tem sido constante- p o s t a s i m e d i a t a s p a r a a s mente criticado pela Fifa so- questões que se apresentam. bre a preparação da a Copa do Este foi o principal acordo hoMundo – principalmente por je. Trabalharemos juntos para atrasos nas obras de infraes- isso, e essa é uma mensagem trutura, como mobilidade ur- de comum acordo entre COL, bana e aeroportos. O atraso governo e Fifa". em aprovar a Lei Geral da CoO ministro do Esporte, Aldo pa, que deve ser finalmente Rebelo, que chegou a pedir o votada no Senado d e s c r e d e n c i ahoje, foi outro momento de Valcke tivo de críticas da como interlocutor Fifa. Após reunião da Fifa junto ao gode 6 horas na sede verno, garantiu de Se houve da Fifa, em Zurinovo que o caso lacunas, que, autoridades está encerrado. da federação in"Se houve lacuelas foram ternacional, gon a s elas foram preenchidas. verno e COL anunpreenchidas, se Agora, ciaram que o sehouve desvios de olhamos cr etá rio -ex ecu tirota eles foram para frente. corrigidos, e agora vo do ministério do Esporte, Luís nós olhamos daALDO REBELO Fernandes, fará qui para frente", parte do conselho afirmou o ministro de administração ao lado do durante a entrevista coletiva, presidente da entidade, José ao lado dos dirigentes da Fifa e Maria Marin, e dos ex-jogado- do COL. res Ronaldo e Bebeto. Reuniões – Valcke anunciou A medida repete o que foi que o novo comitê organizafeito na organização da Copa dor da Copa passará a ter reudo Mundo de 2010 na África do niões a cada 6 ou 8 semanas, Sul, onde o governo local par- no Brasil, para discutir o andaticipou ativamente dos prepa- mento dos preparativos. rativos para o torneio, que foi A reunião também serviu considerado um sucesso de para marcar a paz definitiva organização. entre governo federal e Fifa No Brasil, até agora, o go- após o mal-estar criado por verno só era responsável pe- Valcke, em março, ao dizer las obras de infraestrutura, que o País precisava de um deixando a organização do "chute no traseiro" para aceleMundial para o COL e a Fifa. rar as obras. "O principal objetivo da reuUnião – O ex-jogador Ronalnião foi juntar pela primeira do, integrante do comitê, levez este grupo em que temos o vou sua experiência nos camgoverno, a Fifa e o COL e enca- pos para a sede da Fifa: "Tem rar de maneira aberta e trans- uma coisa que eu acho que fiparente os desafios que temos cou marcada, é uma experiênpela frente", disse o secretá- cia de ex-jogador... a decisão rio-geral da Fifa, Jérôme Val- de jogarmos juntos, como um cke, em entrevista . time, unidos". (Reuters)

Bebeto, Valcke, Blatter, Ronaldo e Aldo Rebelo: acertos para enfrentar de forma conjunta os desafios que terão pela frente.

Lei deve ser votada hoje Acordo prevê que texto seja aprovado sem alterações em relação ao da Câmara

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g o v e r n o e s t á n e g ociando com os senadores para concluir a votação da Lei Geral da Copa no Congresso hoje, disse a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Segundo ela, os senadores aprovariam ontem duas medidas provisórias e o requerimento de urgência para limpar a pauta do plenário, o que permitirá a votação da Lei da Copa na Casa hoje. "Há uma movimentação forte de todos os partidos para que a gente possa fazer a votação nesta quarta-feira. Se não houver qualquer alteração, não precisará voltar para a Câmara e será encaminhada à sanção da presidenta. Nós estamos bastante animados que Andre Dusek/AE

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to trabalho. A Copa não tem mistério, não tem segredo, é a 20ª Copa". Para o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, o Brasil está "entrando em uma fase decisiva" em relação à realização do mundial. Segundo ele, até então o governo estava focado nas fases de investimento em infraestrutura e que agora é a hora de "planejar as operações". O presidente da CBF, José Maria Marin, afirmou que a reunião mostrou que haverá "total integração" entre Brasil e Fifa. "Não tenho a menor dúvida de que, com essa grande união, vamos promover a melhor copa de todos os tempos". (Agências)

res dos ingressos para os jogos, passando pela responsabilidades civis da Fifa e do governo, até a liberação do comércio de bebidas alcoólicas dentro dos estádios durante a competição. No texto aprovado na Câmara, em março, ficou valendo o dispositivo defendido pelo governo que suspende a proibição de venda de álcool nas arenas esportivas determinada pelo Estatuto do Torcedor. Assim, os estados que têm legislação própria proibindo a venda de cerveja nas arenas terão que rever sua legislação para atender à essa exigência da Fifa – que tem uma cervejaria entre seus patrocinadores oficiais. A aprovação da Lei Geral da Copa é cobrada pela Fifa desde 2007, quando o Brasil foi oficializado como sede do Mundial de 2014. A demora na tramitação já sofreu críticas da federação internacional. O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, chegou a declarar que o Brasil precisava de um "chute no traseiro" para fazer o evento acontecer, causando uma crise entre o governo e a federação. O incidente é considerado resolvido pelas duas partes. (Agências)

Ideli Salvatti: "Se não houver qualquer alteração, a lei não precisará mais voltar para a Câmara"

Fifa reconhece avanços

Aldo diz que 'Copa não tem mistério' pós reunião com dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa), o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou ontem, em Zurique, na Suíça, que o Brasil tem "confiança e convicção" que vai superar os desafios para a realização da Copa do Mundo de 2014: "A grande festa mundial do futebol, o esporte mais querido do planeta, que se realiza no Brasil em 2014, que seja de fato a celebração da fantasia, da paixão e das expectativas do povo brasileiro e da humanidade", declarou Aldo ao portal G1. "Encerramos a reunião com a FIFA com a confiança e convicção de que somos capazes de superar todos os desafios com mui-

Lei Geral da Copa será votada produção bastante acelerada nesta semana aqui no Sena- das matérias", disse. do", disse a ministra. O acordo negociado pelo De acordo com Ideli, apesar governo prevê que a Lei Geral do início dos trabada Copa seja aprolhos da Comissão vada no Senado Parlamentar Mista sem qualquer alde Inquérito (CPteração em relaHá uma MI) que apura o enção ao texto já foi produção volvimento de debatido pela Câagentes públicos e mara dos Deputabastante empresários com dos. acelerada o bicheiro CarliDesta forma, das nhos Cachoeira, depois de aprovamatérias. as votações no da pelos senadoCongresso não deres, o texto segue IDELI SALVATTI verão ser alterapara sanção da das. presidente Dilma "Tanto a Câmara quanto o Rousseff. Senado têm mantido o ritmo Definições – A lei estabelece de votações. Nós tiramos aqui regras para realização da Cohoje uma pauta e metas muito pa do Mundo de 2014 no Braclaras (...) Portanto, há uma sil, determinando desde valo-

Reunião em Zurique serviu para que organizadores resolvessem questões técnicas

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reunião entre a CBF, o Comitê Organizador Local (COL), o governo brasileiro e a Fifa, ontem, em Zurique, na Suíça, serviu não apenas para que o ministério do Esporte decidisse intervir no COL e fizesse, definitivamente, as pazes com Jérome Valcke, mas também para que os responsáveis pela organização da Copa do Mundo de 2014 acertassem, entre si, as questões técnicas para o sucesso do Mundial. Um dos problemas que precisam ser resolvidos com urgência diz respeito às obras de infraestrutura. Durante reunião de cerca de seis horas na sede da Fifa, o governo brasileiro apresentou dados que parecem ter tranquilizado um pouco a entidade máxima do futebol. "Nas últimas semanas, reconhece-se que foram

feitos vários avanços nas áreas de aeroportos e mobilidade urbana", diz a Fifa. Soluções – Mais tarde, em entrevista coletiva, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, falou da possibilidade de utilização de aeroportos militares para gar a n t i r a eficiência do transporte e n t r e a s s edes da Copa. "Temos o grupo da Copa que considera todas as soluções e possibilidades do âmbito dos desafios de organização de operação para a Copa e essa opção (aeroportos militares) é considerada. Mas a forma, o detalhe, as condições, só podem

ser reveladas quando resolvidas com o ministério da Defesa, que é em ultima instância a área responsável por essas operações", explicou Aldo. Outro ponto discutido foi a situação do Maracanã, que teve uma das empreiteiras que cuidam da sua reforma, a D e l t a , e nvolvida em escândalo de corrupção e, c o n s e q u e ntemente, foi retirada do consórcio. "A saída da Delta já obteve uma solução adequada, porque ela integrava um consórcio e foi simplesmente substituída pelas outras empresas que o integram. Como todos

sabem, o Maracanã é obra do governo do estado do Rio de Janeiro, mas o ministério tem acompanhado as obras e não achamos que haja nenhum atraso que comprometa a entrega do obra no prazo", comentou o ministro. Uma grande preocupação continua sendo a aprovação da Lei Geral da Copa, que ainda tramita no Senado. Aldo Rebelo garantiu que não há pressão do Executivo. "O Congresso é independente, soberano, e toma suas deliberações sem que o Executivo interceda". Já o presidente da Fifa, Joseph Blatter, fechou a entrevista pedindo "solidariedade" do legislativo brasileiro. "Convido não só o Executivo, mas também o Legislativo para olhar para frente em solidariedade do benefício do País".(AE)


p Prioridade no STF: julgar juízes corruptos. DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Terão prioridade de os processos contra juízes e servidores que respondem por improbidade , peculato ou corrupção. Carlos Ayres Britto, presidente do STF.

olítica

SECRETARIA DA SAÚDE AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL Torna público que realizará no dia e hora a seguir determinado: Pregão Presencial nº: 056/2012 - Processo nº 2012-0.046.860-7 Objeto: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE EMBALAGEM, SELAGEM, ESTERILIZAÇÃO, REESTERILIZAÇÃO E REPROCESSAMENTO POR BAIXA TEMPERATURA DE MATERIAIS E ARTIGOS MÉDICO-HOSPITALARES PARA AS UNIDADES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data Abertura: 22/05/2012 - às 09:00 horas Endereço: Rua Frei Caneca nº 1398/1402, 2º andar - Consolação São Paulo - Capital. Custo do Edital: R$ 7,95 O edital de pregão poderá ser consultado e/ou obtido no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou no Núcleo de Licitações da Autarquia Hospitalar Municipal, situada na Rua Frei Caneca, nº 1398/1402, - 9º andar - Consolação - São Paulo - Capital das 9:00 às 16:00 hs ou mediante depósito em nome da Autarquia Hospitalar Municipal - Conta Corrente: 5415-1 - Agência: 1897-X (Banco do Brasil) - (Apresentar comprovante do depósito).

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS COORDENADORIA GERAL DE LICITAÇÕES COMUNICADO Nº 012/SMSP/COGEL/2012 CONCORRÊNCIA Nº 06/SMSP/COGEL/2011 PROCESSO: 2011-0.278.369-9 DATA DA ABERTURA DO CERTAME: 25/05/2012 SESSÕES DE PROSSEGUIMENTO: 28 e 30/05/2012 e 01/06/2012 HORÁRIO DE ABERTURA DA SESSÃO: a partir das 11:00 horas LOCAL: Auditório da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras, COGEL - Coordenadoria Geral de Licitações localizado na Rua Líbero Badaró, 425, 33º andar - Centro - São Paulo/SP. SMSP. ENTREGA DOS ENVELOPES: até às 10:45 horas, do dia 25/05/2012 LOCAL DE ENTREGA DOS ENVELOPES: Mesmo local da abertura da sessão A PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, pela COORDENADORIA GERAL DE LICITAÇÕES-COGEL da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras - SMSP, torna público que, na data e a partir do horário acima assinalado, fará realizar licitação na modalidade CONCORRÊNCIA, do tipo MENOR PREÇO, em conformidade com as disposições do edital e respectivos anexos. OBJETO O presente tem por objeto a celebração de Ata de Registro de Preços para execução de serviços gerais de conservação, manutenção, adequação e execução de passeios públicos e implantação de melhorias para acessibilidade, com fornecimento de materiais de primeira linha e mão de obra especializada, cujas características, especificações técnicas e condições encontram-se descritas nos ANEXOS II e III do edital. EDITAL DE LICITAÇÃO, DO ACESSO ÀS INFORMAÇÕES E IMPUGNAÇÃO DO EDITAL O Edital de licitação, assim como seus anexos poderão ser fornecidos mediante pagamento correspondente ao custo da cópia reprográfica no valor de R$ 0,15 (quinze centavos de real) por folha, de acordo com a Tabela Integrante do Decreto Municipal nº 52.040/2010, valor este a ser recolhido aos cofres públicos através da guia de arrecadação - DAMSP, que será fornecida pela SMSP/COGEL, Rua Líbero Badaró, 425, 37º andar, das 09h30 às 17h00, até o último dia que anteceder a data designada para a abertura do certame. O Edital juntamente com seus Anexos, estarão ainda disponíveis no sítio eletrônico da Prefeitura do Município de São Paulo, endereço http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br/. As informações relativas ao presente certame, deverão ser formuladas por escrito e dirigidas ao Pregoeiro(a), na Coordenadoria Geral de Licitações - COGEL (Rua Líbero Badaró, 425 - 37º andar, Centro - São Paulo - SP) ou pelo Fax: (11) 3241-3957, até às 17:00 horas do segundo dia útil imediatamente anterior àquele marcado para a abertura do certame.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 080/2012-SMS.G, processo 2012-0.067.539-4, destinado ao registro de preço para o fornecimento de SOLUÇÕES PARENTERAIS DE GRANDE VOLUME II, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 22 de maio de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 111/2012-SMS.G, processo 2012-0.027.928-6, destinado ao registro de preço para o fornecimento de ANTI-INFECCIOSOS II, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09h30min do dia 04 de junho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 115/2012-SMS.G, processo 2012-0.073.517-6, destinado ao registro de preço para o fornecimento de MEDICAMENTOS DIVERSOS II, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/ realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09h30min do dia 28 de junho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 101/2012-SMS.G, processo 2011-0.072.364-8, destinado ao registro de preço para aquisição de LENÇOL DESCARTÁVEL COM ELÁSTICO PARA CAMA, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 26 de junho de 2012, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 114/2012-SMS.G, processo 2012-0.009.884-2, destinado ao registro de preço para aquisição de CATETER PERIFÉRICO INTRAVENOSO COM DISPOSITIVO DE SEGURANÇA CALIBRES 14G e 16G e DISPOSITIVO INTRAVENOSO COM SISTEMA DE SEGURANÇA CALIBRE 27G, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 27 de junho de 2012, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 116/2012-SMS.G, processo 2012-0.051.607-5, destinado ao registro de preço para aquisição de CALDO PARA IDENTIFICAÇÃO DIRETA DE STREPTOCOCCUS AGTALACTIAE, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Laboratório, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 25 de junho de 2012, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 136/2012-SMS.G, processo 2012-0.019.372-1, destinado à aquisição de Lâmpadas e Reatores, para a Divisão Administrativa de SMS.G, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10:00 horas do dia 23 de maio de 2012, a cargo da 6ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet. gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.

Informação foi dada pelo novo presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto, em sua primeira sessão. Sergio Lima/Folhapress

Ayres Britto: mudança de perfil em relação a Cezar Peluso.

N

a primeira sessão sob a presidência de Carlos Ayres Britto, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) estabeleceu ontem que terão prioridade de julgamento os processos administrativos contra juízes e servidores que respondem por suposta prática de improbidade administrativa, peculato ou corrupção. A decisão representa uma clara mudança de perfil em relação à gestão do ex-presidente, ministro Cezar Peluso. Esse foi um dos temas de maior polêmica do mandato de Peluso, que acabou discutindo publicamente com a corregedora da instituição, ministra Eliana Calmon exatamente por este assunto. Enquanto o primeiro acreditava que tais processos deveriam ser inicialmente julgados pelas corregedorias onde os magistrados atuam, a segunda defendia que o CNJ teria a competência de investigá-los diretamente, sem necessidade de esperar a Corte local. O caso acabou sendo decidi-

do pelo STF, que reconheceu o amplo poder investigatório do conselho. A partir de hoje, esses processos não são apenas válidos, mas prioritários. Imprensa – Os conselheiros também decidiram criar um fórum para monitorar o cumprimento da liberdade de imprensa pelo Poder Judiciário. Ele será chamado "Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa" e funcionará no próprio CNJ com o objetivo de evitar sentenças judiciais que contrariem a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que derrubou a Lei de Imprensa em 2009. A proposta foi feita pelo próprio Ayres Britto, que, como relator da ação julgada no STF, entendeu que a liberdade de imprensa é ampla e irrestrita, não podendo ser cerceada nem mesmo pelo Poder Judiciário. A criação deste fórum visa combater a censura imposta pelo Poder Judiciário, apontada como o maior problema para a liberdade de imprensa, hoje. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 9 de maio de 2012

9 AL-QAEDA NYTimes: agente da CIA fingiu ser suicida que explodiria avião.

nternacional

Jornalista atiça a China e sai chamuscada Correspondente da Al Jazeera é expulsa do país após reportagens negativas

A

Al Jazeera fechou a sucursal em Pequim de seu canal em inglês depois que autoridades chinesas rejeitaram a renovação do visto da sua correspondente, assim como o credenciamento de novos jornalistas, no que representa na prática a primeira expulsão de um jornalista estrangeiro desde 1998. A jornalista expulsa, Melissa Chan, é norte-americana e trabalhava para a Al Jazeera em Pequim desde 2007. Muitos de suas reportagens abordam temas delicados para o governo chinês, como a existência de prisões clandestinas e a apreensão ilegal de terras rurais. Em nota, a emissora de Catar disse que continuará solicitando credenciamento para um correspondente de seu canal em inglês e pediu coerência. "Assim como os serviços de notícias chineses cobrem o mundo com liberdade, nós esperávamos a mesma liberdade na China." O canal em árabe da Al Jazeera continuará tendo correspondente em Pequim. Geralmente, o credenciamento dos jornalistas estrangeiros é renovado anualmente, em dezembro. No caso de Chan, esse visto vinha sendo renovado por períodos curtos até que o último, de um mês, expirou. Ela deixou o país no domingo passado e disse que não comentará a expulsão. Em seu encontro regular com a imprensa, o porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei, foi perguntado se a expulsão de Chan deveria ser vista como um "aviso" a outros jornalistas. Hong não explicou por que Chan foi expulsa. "A mídia envolvida sabe no seu coração o que fez de errado", disse ele, acrescentando que "os jornalistas devem cumprir as leis e regulações chinesas, assim como seguir a ética profissional quando reportam sobre a China". Para o Clube dos Correspondentes Estrangeiros da China (FCCC, na sigla em inglês), do qual Chan era membro da junta diretiva, a decisão "é o exemplo mais extremo da recente moda de utilizar os vistos dos jornalistas como um elemento de censura e intimidação".

Jason Lee/Reuters

VENEZUELA Oposição pede a Tribunal Supremo que junta médica avalie Chávez

Síria perto de uma guerra civil O alerta foi feito por Annan. Para a Cruz Vermelha, a guerra civil já começou. Khaled Abdullah/Reuters

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enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Síria, Kofi Annan, disse ao Conselho de Segurança da entidade ontem que "níveis inaceitáveis de violência e abusos" continuam a ocorrer na Síria e alertou que o país poderá mergulhar em uma guerra civil se a missão de observadores da ONU fracassar em fazer cumprir o cessar-fogo que começou em 12 de abril. Ontem, o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, com sede em Londres, informou que 12 mil pessoas foram mortas no conflito sírio, que começou em 15 de março do ano passado. Annan disse que uma guerra civil na Síria afetaria a região inteira. Cerca de 60 observadores estão na Síria, sendo que outros 240 devem chegar até o final deste mês. Ele admitiu que a equipe é pe-

Mãos com bandeiras do Iêmen, Egito, Síria e Tunísia em protesto quena, mas mesmo nos lugares onde a ONU conseguiu colocar "dois ou três observadores" houve um efeito que acalmou os ânimos. A Cruz Vermelha, entretanto, já vê sinais de guerra civil. Segundo o presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Jakob Kellenberger, os combates são

tão intensos em regiões como Homs e Idlib que, em alguns momentos, a rebelião já pode ser classificada como uma guerra civil localizada. Kellenberger ainda afirmou que a CICV iniciou uma campanha para arrecadar US$ 27 milhões para ajudar os milhares de sírios afetados pelos combates. (Agências)

Na lista vermelha da Interpol O vice-presidente do Iraque, Tariq al-Hashemi, é acusado de terrorismo. Reuters - 16/06/11

A Melissa Chan é a primeira jornalista a ser expulsa do país desde 1998 A China aumentou as restrições aos jornalistas estrangeiros desde o último ano devido às tentativas de promover no país protestos similares aos da Primavera Árabe. Nos últimos dias, 12 correspondentes foram convocados pelo setor de vistos do Escritório de Segurança Pública de Pequim. Foram ameaçados de expulsão por terem entrado no estacionamento do hospital onde o dissidente cego Chen Guangcheng está internado. O caso de Chan é a primeira de expulsão desde 1998, quando essa medida foi aplicada ao correspondente do diário japonês Yomiuri Shimbun Yukihisa Nakatsu, acusado de "roubar segredos de Estado" devido a sua viagem ao Tibete. Na época, também foi expulso o jornalista da revista alemã Der Spiegel Jürgen Kremb, que também foi acusado de possuir segredos de Estado. Influência - Ao mesmo tempo em que Pequim endurece o trato aos jornalistas estrangeiros no país, a imprensa estatal chinesa está promovendo uma expansão sem prece-

dentes no exterior. Uma das iniciativas é o telão de 19 metros de altura instalado em 2011 pela agência estatal Xinhua na Times Square, em Nova York, e a inauguração, no mesmo local, de seu novo escritório. A agência tem 18 mil funcionários em todo o mundo e mais de 170 escritórios, sendo 140 localizados no exterior. Há dois anos, a Xinhua lançou o canal CNC World, com 24 horas de notícias em inglês, com o objetivo de melhorar sua influência no exterior. Só conseguiu resultados pífios. A ofensiva também inclui o Brasil. Há pouco mais de um ano, a emissora estatal CCTV inaugurou em São Paulo sua base de operações para a América Latina. A CCTV já realizou duas entrevistas exclusivas com a presidente Dilma Rousseff: uma no ano passado, durante uma visita dela à China, e outra, mais recentemente, para um documentário sobre os Brics. Leia mais na página 2

Interpol (Polícia Internacional) incluiu o vicepresidente do Iraque, Tariq al-Hashemi, em sua lista dos mais procurados ontem, depois que o governo iraquiano o acusou de terrorismo. Hashemi, que se encontra na Turquia, é suspeito de comandar e financiar esquadrões da morte cujos alvos eram autoridades do governo, forças de segurança e peregrinos xiitas. Hashemi, um líder político sunita islâmico, fugiu de Bagdá em dezembro. Ele nega as acusações afirmando que elas têm motivações políticas. O governo iraquiano é atualmente liderado por xiitas. Hashemi está sendo julgado à revelia em Bagdá. O governo iraquiano liga o vice-presidente a 150 atentados com bomba, assassinatos e outros ataques. Além disso, as autoridades alegam que os esquadrões da morte eram compostos por guarda-costas de Hashemi e outros empregados. A Interpol lançou um "alerta vermelho" para a detenção e entrega de Hashemi a pedido das autoridades iraquianas. Não houve reação imediata da Turquia, que é membro da organização. Segundo o jornal turco Milliyet, que no dia 16 de abril publicou uma entrevista exclusiva com o vice-presidente iraquiano, ele se encontra "em Istambul como hóspede do

Hashemi, que hoje mora na Turquia, diz que acusações são políticas. governo turco sob extremas medidas de segurança", e foi recebido pelo primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan. O diário turco afirmou que o vice-presidente iraquiano goza de proteção política na Turquia há muito tempo e perma-

neceria no país "tanto quanto fosse necessário". A casa onde Hashemi mora, situada na parte europeia de Istambul, já está sendo vigiada por policiais uniformizados e agentes à paisana, informou a agência Dogan. (Agências)

RIA Novosti/Reuters

Yuri Gripas/Reuters

Liderança ainda folgada para Obama

O Netanyahu surpreende e ganha força

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primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou ontem a formação de um novo governo de coalizão com o principal partido de oposição, o Kadima, em uma medida que aumenta

sua capacidade de atacar o Irã. Com o acordo inesperado, o premiê poderá ter apoio suficiente para uma ação contra o programa nuclear iraniano, que Israel considera uma ameaça. (Agências)

presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lidera as intenções de voto para as eleições deste ano, segundo pesquisa divulgada ontem pelo instituto Ipsos. De acordo com a enquete, o democrata aparece com 49% dos votos, contra 41% do provável candidato republicano, Mitt Romney. Os números são melhores para Obama do que a pesquisa de abril, que trouxe o atual mandatário com vantagem de apenas quatro pontos. Em ritmo de campanha, Obama pressionou ontem o

Congresso dos EUA a aprovar vários projetos, incluindo a criação de novos empregos e de incentivos fiscais para companhias que investem em projetos de energia limpa. Já a oposição a Obama ganhou reforço ontem depois que o ex-pré-candidato republicano Rick Santorum anunciou apoio a seu antigo adversário e provável escolhido do partido para as eleições, Mitt Romney. "Acima de tudo, nós dois concordamos que o presidente Obama precisa ser derrotado", justificou Santorum. (Agências)

Troca-troca na Rússia

O

Parlamento russo confirmou ontem o expresidente Dmitri Medvedev como primeiro-ministro, completando a troca de cargos entre os dois maiores líderes do país, um dia após Vladimir Putin ser empossado como presidente. Medvedev teve o apoio de 299 deputados da Câmara Baixa do Parlamento, a Duma, enquanto 144

parlamentares votaram contra a nomeação. A troca de cargos deixou muitos russos indignados, e a polícia atacou cerca de 150 pessoas que ocuparam um parque próximo ao Kremlin durante a noite. Pelo menos 22 pessoas foram detidas por não atenderem imediatamente à ordem da polícia para se dispersar para permitir a limpeza do parque. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 9 de maio de 2012 Reginaldo Pupo/AE

BARRICADA Para fugir de Ilhabela, os bandidos atearam fogo na Zafira roubada que utilizaram durante o arrastão feito na madrugada de ontem.

idades

MAX.

Piratas fazem arrastão em Ilhabela Numa ação ousada e com lances cinematográticos, cerca de 30 homens, segundo as primeiras informações da polícia, atacaram na madrugada de ontem o centro de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Com fuzis e metralhadoras, eles explodiram caixas eletrônicos e levaram mais de R$ 200 mil. Para a ação, o grupo chegou à ilha por terra e por mar, numa Zafira e em três lanchas. Ninguém ainda foi preso.

E

ram quase 4h da madrugada de ontem, numa insuspeita, ainda escura e tranquila terçafeira no centro de Ilhabela, litoral norte de São Paulo, a 210 quilômetros da Capital. Acostumados ao movimento nas temporadas de férias e nos fins de semana, quase ninguém dos que se preparavam para mais um dia de trabalho ligou para a Zafira que chegou rodando devagar. A bordo, observando o movimento ainda fraco na rua, estavam de cinco a sete homens, de acordo com as várias versões ainda em curso nas investigações. Encapuzados e fortemente armados, eles pararam o carro em frente à base da Polícia Militar. Desceram rapidamente e renderam o único soldado de plantão naquele momento. E não foi só isso: algemaram e espancaram o policial. Piratas - Ao mesmo tempo, do mar, como num sincronizado ataque de piratas, três lanchas se aproximaram do atracadouro do centro. Nelas, de 15 a 20 bandidos igualmente encapuzados e armados com pistolas, revólveres, fuzis e submetralhadoras. Todos se encontraram na praça principal, dividiram-se em dois grupos e partiram para um violento arrastão. Os bandos usaram explosivos para explodir dois caixas eletrônicos do Bradesco e um da Caixa Econômica Federal. As primeiras informações dão conta de um roubo da ordem de R$ 226 mil, segundo a Polícia Civil, além de cerca de R$ 8 mil deixados para trás durante a fuga. Dos dois caixas do Bradesco foram levados cerca de R$ 120 mil. Outros R$ 100 mil foram roubados do terceiro caixa, da Caixa. Rajadas - Durante o roubo, um veículo dirigido por um

Fotos de Jorge Mesquita/AE

Reginaldo Pupo/AE

Caixas eletrônicos do Bradesco: pelo menos R$ 120 mil roubados

Marca de tiro na vitrine de um estabelecimento comercial de Ilhabela: bando invade cidade e rouba bancos. Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

Bandidos usaram explosivos e danificaram as agências roubadas Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

Na praça principal da cidade, agência da Caixa Econômica Federal também foi atacada pelos bandidos. segurança passou pelo local do arrastão e foi recebido a rajadas de metralhadora. Estilhaços de vidro atingiram o motorista no rosto, mas sem gravidade. Um casal que também passava no momento do ataque foi ameaçado e obrigado a retornar. Os

projéteis destruíram vitrines de diversas lojas. Na fuga, os bandidos atravessaram a Zafira (que fora roubada em abril, no Guarujá) em uma rua da principal praça do centro. Para dificultar a chegada da polícia, que recebeu reforços de São Sebastião, atearam fogo ao

veículo. Todos os bandidos conseguiram fugir nas lanchas e até agora ninguém foi preso. O ataque está sendo investigado pelas polícias Civil, Militar e Federal. Câmeras - De acordo com a delegada Renata do Carmo Lourenço, da delegacia de

Polícia Federal entrou na investigação, além da Civil e da Militar. Ilhabela, o crime já está sendo investigado com base em imagens de câmeras instaladas nas agências bancárias, na base da Polícia Militar e nas lojas do comércio local. Por volta do meio dia de ontem, uma lancha foi localizada na costeira de

uma praia ao norte de Ilhabela, mas de acordo com a PM, não foi possível identificar seu proprietário. Soldados da Polícia Militar que estiveram no local não descartaram a possibilidade de a lancha ter sido utilizada como apoio na fuga dos bandidos. (Agências )


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 9 de maio de 2012

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Fotos: L.C.Leite/Luz

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Mãe duas vezes Neste Dia das Mães, comemorado no próximo domingo, Janaína vai passar ao lado do filho, Vinícius, que esteve desaparecido por mais de um ano. "É como se ele tivesse nascido de novo", diz a mãe. Mas a sua alegria não reflete o que realmente acontece com crianças e jovens que parecem evaporar: faltam dados oficiais e um cadastro nacional. Parte deles só é encontrado graças ao trabalho de instituições não-governamentais.

Janaína e Vinícius: levado pelo pai, o menino ficou escondido em uma casa no Espírito Santo, não ia à escola e só foi encontrado depois que sua foto apareceu em um programa de TV, graças ao trabalho da Fundação Criança de São Bernardo do Campo. O menino diz que pedia todos os dias para ver a mãe e hoje chama o pai de ex-pai.

Kelly Ferreira

O

dia 27 de janeiro deste ano foi a data em que a auxiliar de produção Janaína da Paz se tornou mãe pela segunda vez do seu único filho. Pode parecer estranho, mas é exatamente dessa maneira que ela define o que sentiu ao reencontrar Vinícius, hoje com seis anos, que ficou desaparecido por um ano e três meses. "Meu Dia das Mães será muito mais especial este ano", diz. Segundo Janaína, reencontrar o filho foi uma emoção indescritível. "Foi uma sensação única. Parecia que tinha acabado de sair da maternidade. Quando ele me disse, ao me abraçar, que pensava em mim todos os dias e pedia para o papai do céu me encontrar de novo, desabei a chorar. O desaparecimento de Vinícius, levado pelo ex-marido durante uma visita quinzenal, quase enlouqueceu Janaína. Ela parou de trabalhar para buscar, todos os dias e incansavelmente, uma pista que a levasse até o menino. "Não podia acreditar no que estava acontecendo. O meu ex-marido teria de entregálo num domingo e não voltou. Liguei, fui atrás, mas ele já tinha desaparecido como se fosse fumaça. Ninguém da família dele sabia ou não queria falar onde eles estavam. Foram dias intermináveis". Aj ud a – Foi com a ajuda da Fundação Criança de São Bernardo do Campo que o martírio de Janaína chegou ao fim. Convidada para participar de um programa de televisão e contar o seu drama, Janaína mostrou uma foto do filho e do exmarido e logo recebeu muitos telefonemas. "Alguns foram trotes, mas um era uma indicação verdadeira", afirma. O ex-marido mantinha o menino preso em uma casa no Arquivo/DC

Ivanise da Silva, da Mães da Sé Fernando Donasci/Folhapress

Ariel Alves, da Fundação Criança

Espírito Santo. "O Vinícius, segundo informações de vizinhos, não ia à escola e mal saia de casa para brincar. No período em que ficou desaparecido, engordou 10 quilos. Fui atrás, acionei o Conselho Tutelar e com a maior frieza, o Marcelo disse: pode levar o garoto. Hoje, o Vinícius chama ele de expai", conta Janaína. Desaparecidos – Assim como Vinícius, outras crianças foram encontradas e poderão comemorar o Dia das Mães ao lado de suas famílias. Mas ainda há muitos Joãos, Josés e Marias desaparecidos e, como se tivessem evaporado, nunca mais foram vistos em nenhum lugar do País. Para as mães destas crianças, o Dia das Mães é uma esperança. "A dor de não ter notícias é pior do que a morte. Porque quando se enterra um filho, acaba um ciclo. Eu não tive isso e sofro muito nesses 16 anos de desapa recime nto. Vivo em uma incerteza, mas preciso acreditar que a Fabiana ainda vai aparecer", disse a presidente da ONG Mães da Sé, I v a n i s e E s p e r idião da Silva, que teve a filha Fabiana, desaparecida há 16 anos. Dados - Não há dados oficiais de desaparecidos no País, mas estimase que cerca de 200 mil pessoas estejam sumidas, sendo 40 mil delas crianças e adolescentes. A maioria delas é fugitiva. "Esse número é bem maior, considerando as sub-notificações – casos em que a pessoa está desaparecida e não foi registrada a ocorrência na delegacia de polícia", disse Vânia Brito Caires, psicóloga do projeto Reencontro da Fundação Criança de São Bernardo do Campo e especialista em Políticas Públicas Integradas à Infância e Juventude Para chegar a um número real ou aproximado sobre os desaparecidos no Brasil, há pouco mais de dois anos, foi lançado o Cadastro de Crianças e Adolescentes Desaparecidos. Mas o modelo ainda apresenta deficiência na integração com os órgãos de segurança pública dos estados brasileiros. “Falta integração, articulação e mobilização dos governos, por meio de seus órgãos de segurança pública e sociais. É inexplicável que tenhamos cadastros de imóveis,

de veículos, de telefonia, mas não de pessoas desaparecidas”, enfatiza Ariel de Castro Alves, presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo e vice-presidente da Comissão Especial da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB. Se o cadastro nacional funcionasse, os boletins de ocorrência de desaparecimento registrados gerariam um cadastro imediato no site e qualquer pessoa teria acesso, facilitando a localização. Mas isso não acontece. Sendo assim, o projeto, que completou dois anos em dezembro, está sendo reformulado. "Na nova versão, apenas para crianças e adolescentes desaparecidos, a população poderá ter acesso às informações após o preenchimento de um cadastro. Os cadastrados poderão verificar as informa-

ções e complementá-las. Acredito que deva entrar no ar no dia 25 deste mês, Dia Internacional da Criança Desaparecida", disse Ivanise Esperidião da Silva. Notas – Em nota oficial, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República informa que um dos entraves para o funcionamento do Cadastro Nacional é que "os estados, que reúnem essas informações, não possuem uma metodologia unificada para repassar esses dados". De acordo com o Ministério da Justiça, que também enviou nota oficial, "os estados que não divulgam os dados deixam de receber recursos de convênios firmados com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, além de ficarem proibidos de fecharem novos convênios com o Ministério da Justiça"

Como proceder

O

que fazer quando uma criança ou adolescente desaparece sem deixar pistas? Em primeiro lugar é necessário ser rápido, registrar o boletim de ocorrência imediatamente, com base na Lei 11.259, de 2006, na delegacia mais próxima ou pelo site www.ssp.sp.gov.br/bo/. É preciso ter uma foto recente da criança em mãos e fornecer à polícia detalhes sobre o físico, roupas que estava vestindo, lugares que costuma ou gosta de frequentar e comportamento. Além disso, ONGs como a Fundação Criança, Mães da Sé e Mães em Luta oferecem suporte psicológico, jurídico e social à família e apoio na divulgação de cartazes no comércio e órgãos públicos, em sites da Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos e de outras entidades. É possível saber mais nos sites www.fundacaocrianca.org.br, www.maesdase.org.br e www.maesemluta.org.br.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12 -.LOGO

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Fotos: Jim Young/Reuters

MARILYN

www.dcomercio.com.br

A estátua gigante da atriz Marilyn Monroe, de 8 metros de altura, foi desmontada ontem na Avenida Michigan, em Chicago, ontem estava exposta, e foi enviada para Palm Springs, na Califórnia. A estátua, que retrata a clássica cena do filme O pecado mora ao lado não agradava os moradores de Chicago que, desde julho do ano passado reclamavam que era "inapropriada". A obra é do artista plástico Seward Johnson e pesa 15 toneladas.

Doces logos Pirulitos com logos de marcas de luxo como Louis Vuitton, Apple e Chanel. http://bit.ly/Dl8vm

A RTE

L EILÕES P OLÊMICA

Currículo 'enfeitado'

O

conselho do Yahoo! se reuniu na tarde de segunda-feira para discutir o crescente desconforto quanto ao presidente-executivo Scott Thompson. Ele apresentou desculpas em função das revelações sobre suas credenciais acadêmicas, em um e-mail enviado a todos os funcionários do Yahoo! no dia 8. Em 3 de maio, Daniel Loeb, presidente-executivo do fundo de hedge Third Point, que detém 5,8% das ações do Yahoo!, exigiu formalmente em uma carta que a companhia de internet divulgue toda

a documentação referente à contratação de Thompson. O Third Point afirma que, apesar de se dizer formado em contabilidade e ciência da computação pela Stonehill College, perto de Boston, Thompson "floreou o histórico acadêmico" e se formou apenas em contabilidade. "Gostaria que vocês soubessem que lamento profundamente que a questão tenha afetado a companhia e vocês todos", afirmou Thompson em mensagem aos funcionários desde que surgiram as revelações, em 3 de maio. "Estamos todos trabalhando com afinco pelo avanço da empresa, e is-

so teve o efeito oposto. Assumo plena responsabilidade pelo problema, e gostaria de me desculpar com vocês". Thompson declarou que "respeitaria" os planos do conselho para conduzir uma revisão completa e independente. "Minha esperança é que o assunto seja resolvido o mais rápido possível", escreveu. O Yahoo!, cuja receita caiu em mais de 20% no ano passado, contratou Thompson, antigo presidente da PayPal, subsidiária do eBay, como presidente-executivo em janeiro, cinco meses depois de demitir sua predecessora, a executiva Carol Bartz.

Tyrone Siu/

Reuters

'Martian Pink', raridade à venda O"Martian Pink", diamante rosa de 12,04 quilates que será leiloado na Christie's de Hong Kong em 29 de maio. A pedra deve ser vendida por algo entre US$ 8 milhões e US$ 12 milhões, dizem os especialistas. C ELEBRIDADES

Louafi Larbi/Reuters

Pencilismo é o título de uma técnica de escultura que usa lápis como matérias-primas. A escultura da foto é de Federico Uribe. Veja outras obras e técnicas no link abaixo. http://bit.ly/ILpB7o

E M

C A R T A Z

VISUAIS

Lady Gaga em Tóquio

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Mostra 'Teimosia da Imaginação – Dez Artistas Brasileiros' exibe obras de mestres da arte de raiz. Instituto Tomie Ohtake. Av. Faria Lima 201, Pinheiros. Grátis.

FESTA - Membros de um grupo de dança de Setif, na Argélia, apresentam um número para o presidente Abdelaziz Bouteflika em memória da guerra que levou à independência do país em 1962. Fotos: Reuters

Submarinos caseiros Zhang Wuyi, de 37 anos, um agricultor chinês da província de Hubei inventou um inédito modelo de submarino de dois lugares usando apenas materiais simples. É a segunda invenção de Zhang, que conseguiu 15 mil euros por um modelo anterior, de seis lugares, em outubro de 2011.

M EIO AMBIENTE

Plástico do Pacífico aumenta 100 vezes

L OTERIAS Concurso 1070 da DUPLA SENA

A TÉ LOGO

Segundo sorteio 21

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Concurso 2891 da QUINA 05

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Noruega e Islândia são os melhores países para ser mãe, afirma ONG Organização dos Jogos Olímpicos abrirá venda para mais 900 mil ingressos

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Primeiro sorteio 01

Lady Gaga desembarcou ontem em Tóquio para uma série de shows. A cantora falou no Twitter sobre a recepção dos fãs. "Obrigada Tóquio pela boas vindas deliciosa. Me preparando para conhecer os drinks da Japanese Haus. Seu espírito é um arco-íris, assim como meu cabelo".

Estádio Olímpico de Londres registra primeira quebra de recorde mundial

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O enorme redemoinho de lixo plástico flutuante do norte do Pacífico aumentou 100 vezes nos últimos 40 anos, indica artigo que será publicado hoje no periódico Biology Letters, da Royal Society. Formado principalmente por de microplástico - partículas menores que 5 mm -, o lixo plástico pode alterar todo o ecossistema marinho e é mortal para diversas espécies.


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quarta-feira, 9 de maio de 2012

e

13 AS FILHAS Mulheres estão indecisas. Não sabem o que dar para as mães.

conomia

OS FILHOS Homens planejam dar dinheiro, chocolates e bombons.

Newton Santos/Hype - 04.04.11

A opção pelos pagamentos à vista ganhará destaque nas aquisições de DVDs (96%), celulares (61%); roupas e calçados (86%) neste Dia das Mães.

Os presentes escolhidos para as mães Fátima Lourenço

A

s roupas e calçados predominam na preferência de 37,9% dos consumidores brasileiros que planejam presentear as mães no próximo domingo, aponta estudo do Instituto Ipsos para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), divulgado ontem. No ranking dos mimos mais cotados para a ocasião, as joias, perfumes e bijuterias compõem, com 18,2% das intenções, a segunda categoria de produtos que têm maior chance de venda. Essas preferências reproduzem um comportamento histórico de compras típico da época. Há, no entanto, indícios de que o desempenho da categoria eletroeletrônicos (que inclui geladeira, fogão, micro-ondas, TVs, DVDs e computadores) também será estimulada pela data. Otimismo – "Os dados desta pesquisa mostram que o Dia das Mães promete ser bom, pois cerca de 20% das com-

pras serão de bens duráveis, perdendo apenas para roupas e calçados", analisou o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato. Pagamentos – A pesquisa Ipsos/ACSP para o Dia das Mães detectou a predominância do crediário para a compra de presentes como TV (com 54% entre os que planejam dar esse produto); geladeira (52%); fogão (entre as classes: C/D 83%); e tablet (aquisição exclusiva nas classes A/B: 53%). A opção pelos pagamentos à vista ganhará destaque nas aquisições de DVDs (para 96% dos entrevistados); celulares (61%); roupas e calçados (86%); joias, perfumes e bijuterias (87%); CDs (100%) e na compra de viagens (83%). A pesquisa também detectou algumas curiosidades. Entre elas, o fato de as mulheres serem maioria entre os indecisos sobre o presente a ser comprado para as mães e a liderança masculina entre os que planejam entregar flores nesse dia.

Zilberman

Pesquisa Ipsos/ACSP aponta a preferência por roupas, calçados, joias e perfumes. Este Dia das Mães não será só de lembrancinhas, 20% das compras serão de bens duráveis.

De acordo com o estudo, apenas os homens planejam presentar a mãe com dinheiro, chocolates e bombons. E só as mulheres declararam a intenção de comprar lembranci-

nhas; máquinas fotográficas digitais e enviar telemensagens. Se as intenções da pesquisa prevalecerem, as mães de consumidores das classes A/B – e apenas nessa faixa de

renda – poderão se surpreender, no próximo domingo, com um carro novo na garagem. O Ipsos ouviu os consumidores durante pesquisa em que também apurou o Índice Nacional de Confiança (INC) de abril. O estudo apresenta o consumidor brasileiro tão otimista como já aparecera no mês anterior. Otimismo – O INC do brasileiro se manteve em 164 pontos no mês de abril, repetindo a performance de março e superando o grau de otimismo observado no mesmo período dos anos passado e retrasado, quando chegou a 150. A análise do consumidor sobre a sua situação financeira, ponto de partida para se chegar ao indicador, é apurada mensalmente pelo Ipsos, a pedido da ACSP, por meio de entrevistas em todas as regiões do País. No estudo, com pontuação variável entre um e 200, o indicador acima de 100 sinaliza a evolução positiva das percepções. "A situação financeira atual com perspectiva de melhora e o crescimento do emprego e

da massa salarial explicam o atual otimismo do consumidor. Esse nível de otimismo (164 pontos) deve contribuir para a recuperação da atividade econômica a partir de maio", ressaltou Amato. Os principais componentes da pesquisa ratificam essa possibilidade de recuperação, considerando que 50% dos entrevistados consideraram boa a sua situação financeira em abril. No mesmo mês de 2011, esse índice ficou em 44% e, em 2010, ficou em 47. O otimismo também prevalece (com 60% das respostas) entre os que acreditam que a situação financeira futura melhorará, ante 52% em 2011 e 60% em 2010, na comparação com igual mês; e também entre os que declararam estar seguros no emprego (45%). "As regiões Norte e CentroOeste lideram o ranking regional do INC, com 198 pontos, reflexo das boas perspectivas para o setor agrícola, seguidas pelo Sudeste e Sul com 177 pontos, e Nordeste, com 127", comentou o economista da ACSP, Emílio Alfieri.

ACSP discute mudanças adotadas por Portugal Conselho de Altos Estudos de Finanças e Tributação (Caeft), da ACSP, avalia se medidas de mais rigor no Orçamento português servem ao Brasil. L.C.Leite/LUZ

Sílvia Pimentel

A

s regras de elaboração do Orçamento em Portugal estão passando por uma profunda reformulação. E, conforme dois pontos do acordo firmado pelo país com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com o Banco Central Europeu (BCE), estão sendo conduzidas para colocar as contas em ordem e cortar os gastos. No final do ano passado, por exemplo, foi criado o Conselho de Finanças Públicas que, entre outras coisas, visa dar mais transparência aos números apresentados pelo governo. "As projeções macroeconômicas oficiais dão sustentação para a elaboração da proposta orçamentária. A ideia desse conselho, que é independente, é garantir que os dados apresentados se-

jam reais e não fantasiosos", explicou o professor de Finanças Públicas e Direito Financeiro e Tributário da Universidade Técnica de Lisboa, João Ricardo Catarino, na segunda-feira, durante reunião do Conselho de Altos Estudos de Finanças e Tributação (Caeft), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Para o professor, ainda é cedo para avaliar se a instituição criada para aumentar o rigor orçamentário vai, de fato, atuar de forma independente e isenta. "Eu penso que sim, pelas pessoas nomeadas e designadas para essa função", completou. PP Ps– A reavaliação dos contratos das Parcerias Público Privadas é outra lição de casa, imposta pelo FMI e pelo BCE, que vem sendo feita por Portugal. De acordo com Catarino, a ideia desse modelo de gestão é muito bem con-

Amato (dir.), ACSP: dados sobre gastos públicos estão desorganizados. cebida. Ocorre que, em Portugal, essas parcerias foram mal conduzidas, talvez por ineficiência ou falta de experiência do governo na contratação. Ao longo dos anos, constatou-se que os grupos econômicos foram mais habilidosos para resguardar seus interesses do que o governo. "O resultado é que o

risco ficou para o Estado. Pelo acordo com o FMI e o BCE, as parcerias devem ser revistas para que esses riscos sejam repartidos, pois representaram um acréscimo de despesa pública difícil de dominar", afirmou o professor. Presente à reunião do Caeft, o consultor de Orçamento da Câmara dos Depu-

tados e ex-secretário do Orçamento Federal, o professor Hélio Martins Tollini, informou que o Brasil poderia ter um conselho independente similar ao que foi criado recentemente em Portugal, caso fosse regulamentado um dos últimos artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal, em vigor desde 2000. "A ideia do Conselho de Gestão Fiscal é permitir uma análise paralela às estimativas macroeconômicas do governo. Essa informação adicional poderia ser usada pelo Congresso Nacional na hora de avaliar o Orçamento da União", disse Tollini, ao lembrar que a aprovação do tema ainda esbarra em questões políticas. Um ponto incomum com o conselho português é que o brasileiro visa, também, uniformizar as regras relativas aos orçamentos dos estados.

Na opinião do consultor, o Orçamento da União no Brasil é um dos mais detalhados do mundo e já foi citado em vários rankings internacionais em posição "invejável" em termos de transparência. Em 2010, o País ficou em 8º lugar em um ranking de avaliação de gasto público. Ganhou da Noruega. Na ACSP, o tema gasto público passou a ser recorrente nas reuniões dos conselhos da entidade. Isso porque será lançado em breve o Gastômetro. "As informações sobre os gastos públicos são disponibilizadas pela União, estados e municípios, mas estão desorganizadas e dispersas. A ferramenta tem o objetivo de organizar e mostrar os dados de forma que a sociedade entenda, nos mesmos moldes do Impostômetro," concluiu o presidente da ACSP, Rogério Amato.


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 9 de maio de 2012


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quarta-feira, 9 de maio de 2012

e

15 Em 2011, os financiamentos que usaram a poupança somaram R$ 80 bilhões, compatíveis com a construção ou aquisição de 493 mil unidades.

conomia

Zé Carlos Barretta/Hype

Baixa nos juros, imóvel atraente. As recentes mudanças monetárias podem refletir no setor imobiliário, diz Secovi. Renato Carbonari Ibelli

O

O crédito imobiliário concedido com recursos da poupança cresceu 9,9% no primeiro trimestre de 2012

segmento imobiliário acredita que a redução dos juros no mercado interno possa levar os investidores a direcionarem seus recursos para a compra de imóveis, considerada uma alternativa mais segura em momento de queda de rentabilidade de outros investimentos. Essa perspectiva positiva supera o receio de possíveis perdas para o setor decorrentes das alterações no cálculo da remuneração da caderneta de poupança – feitas pelo governo na semana passada –, que é uma das principais fontes de recursos para o financiamento de imóveis. Com as seguidas reduções da taxa básica de juros (Selic) – hoje em 9%, mas que deve cair neste mês para 8,5% –, a rentabilidade dos fundos de investimentos perde atratividade. Tendo essa perspectiva, Cláudio Bernardes, presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), acredita que "os investidores migrem seus recursos para aquisições imobiliárias". A expectativa do Secovi-SP é de que, ao longo deste

Febraban tenta desfazer mal estar

A

Federação Brasileira de Bancos (Febraban) procurou minimizar ontem a repercussão negativa causada na véspera por uma declaração do economista-chefe da entidade sobre a pressão do governo para forçar a queda dos spreads bancários. Segundo a entidade que representa os grandes bancos privados do País, o relatório assinado pelo economista Rubens Sardenberg baseou-se em dados públicos e "na pesquisa sobre expectativas, projeções e opiniões de analistas, que não podem ser interpretadas como um posicionamento oficial da entidade". Um trecho do documento da Febraban, assinado por Sardenberg, afirmava "você pode levar um cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber água", por considerar limitado o potencial do recente ciclo de cortes de juros do Banco Central (BC) sobre a expansão do crédito. Segundo a edição do jornal O Globo de ontem, um interlocutor próximo da presidente

Dilma Rousseff teria retruca- grou, no mês passado, uma do que "o cavalo poderia mor- ofensiva com os bancos públirer de sede", após tomar co- cos, que cortaram agressivanhecimento da declaração. mente as taxas em várias liReação – Além disso, o presi- nhas de crédito, em um movidente do Bradesco, Luiz Car- mento destinado a forçar uma los Trabuco, teria telefonado queda dos spreads bancários. para o ministro da Fazenda, Na época, o presidente da Guido Mantega, Febraban, Mutentando conrilo Portugal, tornar a reação foi a Brasília negativa cauapresentar ao Alguém já disse sada pela afirministro Manque você pode mação. tega uma lista levar um cavalo até de pré-condiDiante da polêmica, surgia beira do rio, mas ções ao goverram boatos no no antes que não conseguirá mercado sobre os bancos priobrigá-lo a a demissão de vados seguisbeber água. R u b e n s S a rs e m o m o v idenberg, o que mento. BOLETIM DA FEBRABAN o b r i g o u a a sA l i s t a i nsessoria de cocluía assuntos municação da Febraban a como redução dos depósitos emitir nota na noite de ontem compulsórios. informando que o economisUm dia depois do encontro, ta-chefe permanece no cargo porém, o HSBC anunciou core que em nenhum momento tes de juros, copiando o que já foi cogitada a demissão dele. haviam feito o Banco do Brasil O episódio voltou a mostrar e a Caixa Econômica Federal. a desarticulação entre a entiBradesco, Itaú Unibanco e dade e seus bancos sócios Santander Brasil posteriordesde que o governo defla- mente seguiram o movimento

que, na prática, desautorizou Murilo Portugal. Cenário externo – De acordo com a nota da Febraban, não há contradição entre o documento divulgado na segundafeira, no qual houve uma critica indireta ao governo, e a nota distribuída ontem. "Os números da nossa pesquisa de projeções seguem apontando uma postura cautelosa dos agentes econômicos, que reflete precisamente a deterioração do cenário externo, combinada com um nível ainda elevado de inadimplência no mercado doméstico", afirmou a entidade. Entre as projeções colhidas pela Febraban, as operações de crédito devem crescer 16,2% em 2012, ritmo inferior aos 16,6% no levantamento de março de 2012. O dado reflete que a seletividade na concessão de novos empréstimos bancários no País continuará, o que é considerado um fator negativo para estimular a economia como pretende a presidente Dilma Rousseff. (Agências)

Mantega irá debater nova poupança

A

Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado marcou para o próximo dia 15 uma audiência pública para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fale sobre as mudanças da caderneta de poupança. Ontem, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, havia acertado, durante um café da manhã com líderes partidários, que Mantega estaria à disposição dos parlamentares para explicar a Medida Provisória (MP) que altera a forma de remuneração da poupança. Após a aprovação do requerimento, o presidente da comissão, senador Eduardo Suplicy (PT-SP), informou que Mantega já confirmou participação na audiência. A MP é uma das apostas do governo para baixar a Selic para patamares inferiores a 8,5% ao ano, sem que haja uma migração de investimentos de fundos para a caderneta.

Márcio Fernandes/AE

Ministro da Fazenda irá ao Senado explicar a medida provisória que altera a forma de remuneração do investimento

Extratos – Os bancos começaram a emitir extratos da poupança de acordo com as novas regras, anunciadas pelo governo na semana passada. Em caso de saques, o dinheiro será retirado prioritariamente do saldo dos depósitos realizados a partir de 4 de maio. Após esses recursos serem esgotados, será usado o saldo anterior.

No entanto, pela nova regra da remuneração da poupança estabelecida pela MP 567, o cliente pode solicitar ao banco que o saque seja feito do dinheiro depositado antes do dia 4 de maio. Porém, é preciso que haja uma manifestação formal do titular da conta, por meio de carta ou telefonema. A nova regra estabelece

mudança na remuneração quando a taxa básica de juros, a Selic, estiver em 8,5% ao ano ou menor do que esse patamar. Nesse caso, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a Selic está em 9% ao ano. Assim, a remuneração continua sendo 0,5% ao mês mais a TR. (Agências)

ano, os preços dos imóveis tenham uma valorização média de 4,5%. A Selic é um dos fatores que compõe os juros concedidos pelo mercado. Com sua redução, os financiamentos oferecidos pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil ficaram menos onerosos. A tendência é de que as instituições privadas revisem suas taxas. Essa é outra aposta de Bernardes para estimular as vendas de imóveis. Um cálculo feito pelo Secovi-SP aponta que a redução dos juros dos empréstimos imobiliários oferecidos pela Caixa permite "a aquisição de um imóvel 10% mais caro com o mesmo número de prestações". Entretanto, as recentes mudanças na poupança atingem negativamente o segmento imobiliário. Como a Selic não tinha grande interferência na remuneração da poupança, o governo lançou mão de nova sistemática de cálculo para impedi-la de se tornar mais atrativa que os fundos de investimentos. O mercado teme que esse freio para a poupança possa ter um efeito negativo em seu saldo. Vale observar que, junto com o Fundo de Garantia do

Tempo de Serviço (FGTS), os recursos da poupança são a principal fonte de financiamento imobiliário. Na opinião de Bernardes, caso esse impacto negativo realmente atinja o segmento, ele se mostrará no médio ou longo prazo. Como o novo cálculo da poupança afetará apenas as novas aplicações, o presidente do Secovi-SP acredita em impacto mais tardio. "Hoje temos uma grande massa de recursos na poupança que não será afetada pelas mudanças", disse. Em 2011, os financiamentos que usaram a poupança somaram R$ 80 bilhões, compatíveis com a construção ou aquisição de 493 mil unidades. Os dados são da Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Eles mostram ainda que o volume de crédito imobiliário concedido com recursos da poupança cresceu 9,9% no primeiro trimestre de 2012, chegando a R$ 17,5 bilhões, ante R$ 16 bilhões no primeiro trimestre de 2011. Para 2012, a expectativa é de que o volume de crédito imobiliário oriundo da poupança cresça 30% em relação ao ano passado, para R$ 103,9 bilhões.

Lançamentos diminuem

O

número de imóveis lançados na capital paulista no primeiro trimestre foi 29,2% inferior ao observado em igual período de 2011, segundo balanço divulgado ontem pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Enquanto neste ano foram colocados no mercado 3.635 imóveis até março, no ano passado, os lançamentos chegaram a 5.133 em igual comparação. Por outro lado, a vendas deste ano avançaram 27% no trimestre, com negócios de R$ 2,73 bilhões, ante R$ 2,15 bilhões obtidos nos primeiros três meses do ano passado. Segundo Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, a redução do número de lançamentos é uma consequência da "acomodação natural do mercado", que busca o equilíbrio entre unidades lançadas e as vendas. O estoque na cidade de São

Paulo em março era de 18 mil unidades. Em igual mês de 2011, esse número era de 12,1 mil unidades. As projeções do SecoviSP para o ano são de avanço de 10% nas vendas e redução de 5% no número de unidades lançadas na cidade de São Paulo. Petrucci considera saudável o aumento das vendas do setor. "O financiamento médio ainda é baixo e o brasileiro costuma dar 37% do valor do imóvel na entrada. Depois de deixar esse montante, dificilmente o mutuário deixará de pagar. Isso torna a inadimplência do mercado baixa", disse. O valor médio dos financiamentos de imóveis no primeiro trimestre do ano foi de R$ 168 mil, conforme dados da Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). A inadimplência do setor foi de 2% nos meses de janeiro e fevereiro. (RCI)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Os chineses são duros na negociação, mas buscam aproximação, querem participação nos negócios. Roberto Ticoulat, coordenador do Ceciex da ACSP e conselheiro da São Paulo Chamber of Commerce

conomia

Grécia derruba bolsas na Europa Os mercados europeus encerraram a sessão de ontem em forte queda por causa do impasse político no Parlamento grego, após as eleições do último domingo.

A

s bolsas europeias fecharam em queda ontem, já que o impasse político na Grécia alimenta temores de mais turbulência econômica na zona do euro. O índice de ações grego caiu para o menor nível em quase duas décadas. O índice Stoxx Europe 600 terminou a sessão em baixa de 1,67%, aos 250,58 pontos. Em Atenas, o líder da Nova Democracia, Antonis Samaras, declarou que era impossível formar um governo de coalizão. Com isso, abriu-se uma porta para o segundo maior partido, a Coalizão de Esquerda Radical (Syriza), que prometeu renegociar as condições dos resgates para a nação. Na bolsa de Frankfurt, o índice DAX caiu 1,9%, fechando a 6.444,74 pontos. Reunião – Os chefes de Estado e governo da União Europeia realizarão uma reunião extraordinária no dia 23 de maio em Bruxelas, centrada no crescimento econômico como complemento às medidas de austeridade para sair da crise, anunciou ontem o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. A reunião terá o formato de um jantar com os líderes dos 27 países, e permitirá manter uma discussão geral e estruturar o debate frente ao Conselho Europeu de 28 e 29 de junho. Os resultados eleitorais na França (a eleição do presidente francês, o socialista François Hollande) e na Grécia aceleraram um processo de mudança na política econômica comunitária, que na realidade já tinha começado no início deste ano, embora de forma tímida, com a cúpula de fevereiro dedicada ao tema do crescimento e do emprego. O encontro será uma oportunidade para debater as ideias de Hollande, que defendeu em sua campanha a necessidade de tomar medidas que promovam o crescimento em vez de se concentrar ex-

Francois Lenoir/Reuters

clusivamente na austeridade – inclusive ele chegou a solicitar a renegociação do chamado "pacto fiscal", destinado a reforçar a disciplina orçamentária na União Europeia. "Todos estamos de acordo de que precisamos impulsionar o crescimento na Europa", afirmou ontem o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. Ele ressaltou que a região precisa de estabilidade e que a crise mostrou um crescimento insustentável baseado no aumento do endividamento. Flexíveis – Entretanto, Barroso afirmou que as regras fiscais da União Europeia são suficientemente flexíveis para absorver circunstâncias individuais de cada Estado membro, mas os países que receberam ajuda financeira não têm alternativa a não ser implementar medidas de austeridade. "Estados membros vulneráveis que ficaram sob escrutínio atento dos mercados, como Espanha, precisam enfrentar sua situação fiscal como parte da construção da confiança", recomendou. "Países membros com mais espaço fiscal deveriam deixar seus estabilizadores automáticos em pleno funcionamento." Ainda assim, ele alertou que, embora a comissão vá analisar os méritos de cada país e aceite o "princípio da diferenciação", os países que receberam ajuda, como Grécia, Irlanda e Portugal, devem continuar a conter os gastos. "Países com programas (de ajuste com o Fundo Monetário Inte rnaciona l) não têm outra opção além da consolidação fiscal que não seja um default desorganizado, o que não é uma opção", alertou. A zona do euro planeja pagar o próximo desembolso de ajuda para a Grécia no dia 10 de maio, confirmou a Comissão Europeia, mas os pagamentos futuros dependerão dos desdobramentos da política do país. (Agências)

Presidente da Comissão Europeia, José Barroso: reunião extraordinária em Bruxelas para conhecer as ideias do novo presidente da França.

Cooperação comercial entre São Paulo e Macau

Karina Lignelli

A

s trocas comerciais entre Brasil e China no ano passado, que cresceram 34,5% independentemente da desaceleração econômica global, e o papel da província chinesa de Macau como porta de entrada para oportunidades de negócios e cooperação entre os dois países foram o foco do seminário realizado ontem pela São Paulo Chamber of Commerce, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com o Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM), no Renaissance São Paulo Hotel, na Capital paulista. Nele, autoridades chinesas e brasileiras, responsáveis por fomentar os negócios en-

tre os dois países, apresentaram ambiente e tendência de investimentos futuros. Também assinaram protocolos de cooperação comercial entre ambos e entre os municípios de São Paulo e Macau. Outro ponto que facilita a aproximação entre Macau e Brasil é a questão tributária. A região é porto livre de tributos sobre importação e o imposto de renda é de 12%, informou o presidente do IPIM, Jackson Chang. "Empresas locais e investidores estrangeiros têm o mesmo tratamento." Com base em dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) que, em 2007, elegeu a província de Macau como a "economia mais aberta do mundo", Chang destacou que, no ano passado, a economia local cresceu 20,7% sobre 2010. "De 1999 a 2011, o au-

mento anual do produto interno bruto de Macau foi de 14% e, nos quatro primeiros meses do ano, as trocas comerciais entre os dois países foram de US$ 5,8 bilhões", completou. O secretário de Relações Internacionais de São Paulo, Alfredo Cotait Neto, que lembrou que o governo chinês elegeu a província como plataforma de acesso para o "Plano de Ação para Cooperação Econômica e Comercial" entre Brasil e China, também mencionou o desequilíbrio no saldo da balança comercial com o país: enquanto os paulistanos exportaram US$ 1,4 bilhão no ano passado, as importações atingiram US$ 3,2 bilhões. Roberto Ticoulat, coordenador do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (Ceciex) da ACSP e conselheiro da

São Paulo Chamber of Commerce, que assinou o acordo entre as cidades em conjunto com o representante do IPIM, disse que essa associação oferece condições para diminuir as "desigualdades". "É mais um passo para incentivar o desenvolvimento entre os dois países. Os chineses são duros na negociação, mas buscam aproximação, querem participação nos negócios", alertou. Para o vice-ministro de comércio da China, Jiang Xiaoping, as similaridades econômicas entre os dois países devem favorecer o acordo. "São grandes potências econômicas emergentes, que têm mercados domésticos com grande escala de crescimento. Isso só incentiva o aumento do comércio e estimula o interesse dos empresários."

A redescoberta da Nyse Rejane Tamoto

D

epois de mais de um ano de jejum no mercado internacional, as empresas brasileiras começam a voltar para a New York Stock Exchange (Nyse, a bolsa de valores de Nova York) e à plataforma Euronext. O primeiro lançamento brasileiro depois desse período foi o do banco de investimentos BTG Pactual, realizado simultaneamente nos mercados norte-americano e europeu. "Nos próximos dois meses uma empresa brasileira deve entrar na bolsa nova-iorquina. De toda América Latina serão quatro IPOs (Initial Public Offering, oferta pública de ações)", disse o vice-presidente e chefe regional para América Latina, Bermudas e Caribe da Nyse

Euronext, Alex Ibrahim, sem revelar os nomes das companhias envolvidas. As expectativas para o Brasil são positivas, embora o número de American Depositary R e ce i p ts (ADRs, recibos de ações de empresas estrangeiras negociadas na bolsa novaiorquina) não tenha aumentado. De acordo com Ibrahim, 27 companhias brasileiras estão listadas na bolsa e movimentam cerca de R$ 2,7 bilhões por dia. A última empresa a entrar com ADR foi a Eletrobras, há dois anos e meio. Po s i t i v o – O n t e m , a p ó s evento promovido pela Fundação Dom Cabral (FDC) sobre a importância da abertura de capital para pequenas e médias empresas, o vice-presidente executivo da Nyse Euronext, Scott Cutler, disse que a expectativa é positiva para a

economia brasileira. Em suas palavras, o governo brasileiro tem foco no crescimento econômico e em taxas menores de juros, o que será positivo para o mercado de capitais. Cutler destacou, ainda, setores que devem crescer junto com a nova classe média brasileira – e converterem-se em oportunidades para investidores – como o de bens de consumo, financeiro, de energia e de infraestrutura. O vice-presidente e chefe regional para a América Latina da Nyse Euronext, Ibrahim, lembrou que o ambiente para os investidores norte-americanos ainda continua volátil por causa da recuperação dos Estados Unidos e da crise na Europa. "O interesse por novos produtos existe, há dinheiro, mas o investidor ainda não está voltando ao mercado",

afirmou o executivo. Ibrahim disse que uma experiência bem-sucedida de listagem de empresas médias nos Estados Unidos foi a aprovação do programa de estímulo à criação de empregos e de novos negócios – o JOBS Act (Jumpstart Our Business Startups Act) – pelo presidente Barack Obama neste ano. Ele informou que o sistema permite que empresas médias se cadastrem na bolsa sob a condição de deixarem suas informações confidenciais durante dois meses, até que tudo fique alinhado com a agência reguladora norteamericana. "Essa regra se aplica a qualquer empresa que tenha menos de US$ 1 bilhão de receita. Acredito que companhias brasileiras possam entrar, seguindo o mesmo processo", disse Ibrahim.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 9 de maio de 2012

e

15ªVARACÍVELDACOMARCADACAPITAL/SP CITAÇÃO E INTIMAÇÃO. PRAZO 20 DIAS. PROC. Nº 583.00.2008.210021-2 (Nº DE ORDEM 1835/2008). A Drª. Daise Fajardo Nogueira Jacot, Juíza de Direito Titular da 15ª Vara Cível, Comarca da Capital, na forma da lei, etc... FAZ SABER a INSTITUTO CAMPINAS DE DIAGNÓSTICOS S/C LTDA., CNPJ/MF, 68.313.246/0001-57 e a ARNALDO MOISÉS WORTSMAN, CPF/MF 514.781.458-20 , que BANCO BRADESCO S/A lhes ajuizou AÇÃO DE EXECUÇÃO, para cobrança da quantia de R$ 15.932,86 (20/01/2009 fls. 29), dívida esta oriunda do Instrumento Particular de Contrato de Financiamento Taxa Prefixada (Capital de Giro nº 144/1.927.737), de 16/05/2007. Encontrando-se os executados em lugar ignorado, foi determinada a citação e intimação por edital, para que no prazo de 03 dias, a fluir após o prazo de 20 dias supra, paguem o débito atualizado. Em caso de pagamento dentro do tríduo, a verba honorária será reduzida pela metade. No prazo para Embargos, reconhecendo o crédito do exeqüente e depositando 30% do valor em execução incluindo custas e honorários advocatícios, poderão os executados requerer seja admitido pagar o restante em 06 parcelas mensais, acrescidas de correção monetária e juros de 1% (um por cento) ao mês (Lei nº 11.382/2006). No caso de não pagamento, o arresto procedido sobre o bem a seguir descrito, será convertido, em penhora, passando a fluir, automaticamente, o prazo de 15 dias para oferecimento de embargos à execução. Arresto procedido (sobre o terreno situado na confluência da Praça 7 e Rua Nova Odessa, antiga Rua 17, lote 3 da quadra 20, da 1ª Secção de Interlagos, no 32º Subdistrito-Capela do Socorro, com área de 561,42m², matriculado sob nº 17.445 no 11º CRI desta Capital). Fica ainda, pelo presente edital, ÂNGELA RODRIGUES ALVES WORTSMAN, RG 4.666.715-SSP/SP, CPF/MF 762.885.368-49, mulher do executado, intimada da constrição. Será o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei.

conomia

Fiesp: mais importações da Argentina.

O

presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que o Brasil pode elevar em US$ 6 bilhões as importações de produtos argentinos em menos de cinco anos. Os números servem para dar sustentação aos esforços da entidade na tentativa de frear as medidas protecionistas do governo argentino contra produtos brasileiros. Na segunda-feira, a Fiesp recebeu 500 empresários argentinos em um encontro de negócios na sede da Fiesp. O trabalho da Fiesp considerou uma lista de 38 produtos argentinos, considerados estratégicos para o governo de Cristina Kirchner. O levantamento da federação paulista mostrou que do conjunto de produtos pesquisados, o Bra-

sil compra apenas US$ 2,054 bilhões por ano. Ao mesmo tempo, as empresas brasileiras importam o equivalente a US$ 12,1 bilhões. A sondagem da Fiesp identificou que metade dos empresários brasileiros estão dispostos a comprar da Argentina em médio prazo. A lógica da Fiesp tem sido a de tentar elevar as compras brasileiras de produtos argentinos e, assim, reduzir o déficit comercial argentino com o Brasil, hoje de quase US$ 6 bilhões por ano. "O objetivo não é ficar, de forma criativa, criando obstáculos de um para o outro, e sim pensar em como eliminar os obstáculos e aumentar o comércio. O Brasil vendendo mais e comprando mais dos argentinos, buscando equilíbrio na balança comercial", disse Skaf. (Folhapress)

Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro Tomada de Preços 14/2012 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede à Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Tomada de Preços 14/2012, que objetiva a aquisição de material de limpeza, por fornecimento parcelado e a pedido. O edital poderá ser retirado diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 17:00 horas, de segunda a sexta-feira. Será exigido cadastramento prévio. Não serão enviados editais pelo correio ou por e-mail. Os envelopes com a documentação e a proposta deverão ser protocolados até às 9:30 horas do dia 29/05/2012 sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 10:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 08/05/2012. Paulo César Borges – Prefeito Municipal.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 08 de maio de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Banco Indusval S/A. Requerido: Un ipac Embalagens Ltda. Rua Arnaldo Magniccaro, 521 – Santo Amaro - 1ª Vara de Falência. Requerente: Única Fomento Mercantil Mooca Ltda. Requerido: GCP Transportes Ltda. ME. Rua Benito Meana, 100 - Sala 212 – Jardim Julieta - 2ª Vara de Falência. Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: Maison Gourmet Comércio e Representação Serviços Importação e Exportação Ltda. ME. Rua Luis Afonso, 86 – Vila Bonilha Pirituba - 1ª Vara de Falência. Requerente: Banco Fibra S/A. Requerido: Picolli Telecomunicações Comércio e Prestação de Serviços Ltda. Avenida Tulio Teodoro de Campos, 209 - Fundos Sala 3 – Vila Paulista - 2ª Vara de Falência. Recuperação Judicial Requerente: Lavoro Empreendimentos e Participações S.A. Requerido: Lavoro Empreendimentos e Participações S.A. Avenida Jose Cesar de Oliveira, 181 - Conjunto 101 – Vila Lepoldina - 1ª Vara de Falência.

17 D.K.T.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A. Em Constituição Ata da Assembléia Geral de Constituição realizada em 13/06/2011 Aos 13/06/11, 10:30hs, na R. Pamplona n° 818, 9°, cj 92, Bairro Jd Paulista, em SP/SP, reuniram-se os subscritores da totalidade do capital social da Cia., conforme se constatou pelas assinaturas na Lista de Presença e no Boletim de Subscrição. Escolhida por unanimidade, assumiu a Presidência dos trabalhos a Sra. Sueli de Fátima Ferretti, RG nº 7.743.932, SSP/SP, CPF/MF nº 764.868.778-04, que convidou a mim, Cleber Faria Fernandes, RG nº 23.360.684-1, SSP/SP, CPF/ MF nº 192.212.358-74, para Secretário. Assim composta a mesa, a Sra. Presidente declarou instalada a Assembléia e, iniciando os trabalhos, informou que seu objetivo era constituir a D.K.T.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A., cujo projeto de Estatuto Social e Boletim de Subscrição, devidamente assinados em duplicata por todos os subscritores, encontravam-se sobre a mesa. Declarou, ainda, a Sra. Presidente, que, de conformidade com o Boletim de Subscrição, o capital social subscrito é de R$ 500,00 em moeda corrente do país, dividido em 500 ações, sendo todas ordinárias nominativas e sem valor nominal. A seguir, foi colocado em discussão o Projeto do Estatuto Social, o qual foi aprovado por unanimidade, declarando a Sra. Presidente constituída a Sociedade, a reger-se segundo o Estatuto Social. Estatuto Social - Cap. I - Da Denominação, Sede, Objeto e Duração - Art. 1° - A D.K.T.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A. é uma sociedade anônima que rege-se por este Estatuto Social e pelas demais disposições legais que lhe forem aplicáveis. Art. 2° - A Cia. tem sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Pamplona n° 818, 9º Andar, conjunto 92, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, podendo abrir filiais, agências ou escritórios por deliberação da diretoria. Art. 3° - A Cia. tem por objeto social a participação em outras Sociedades, como sócia ou acionista, no país ou no exterior (“holding”).Art. Quarto - A Sociedade terá prazo indeterminado de duração. Cap. II - Do Capital - Art. 5° - O capital social é de R$ 500,00 (quinhentos reais), representado por 500 (quinhentas) ações, sendo todas ordinárias nominativas, sem valor nominal, sendo R$ 50,00 (cinquenta reais) integralizados e o restante a integralizar no prazo de 12 meses a contar desta assembleia. § 1° - Cada ação corresponde a um voto nas deliberações sociais. § 2° - As ações provenientes de aumento de capital serão distribuídas entre os acionistas, na forma da lei, no prazo que for fixado pela Assembléia que deliberar sobre o aumento de capital. § 3° - Mediante aprovação de acionistas representando a maioria do capital social, a Cia. poderá adquirir as próprias ações para efeito de cancelamento ou permanência em tesouraria, sem diminuição do capital social, para posteriormente aliená-las, observadas as normas legais e regulamentares em vigor. Cap. III - Da Assembléia Geral - Art. Sexto - A Assembléia Geral reunir-se-á, ordinariamente, nos 4 (quatro) primeiros meses após o encerramento do exercício social, e, extraordinariamente, sempre que os interesses sociais o exigirem. § 1° - A Assembléia Geral será presidida por acionistas ou diretor eleito no ato, que convidará, dentre os diretores ou acionistas presentes, o secretário dos trabalhos. § 2° - As deliberações das Assembléias Gerais Ordinárias e Extraordinárias, ressalvadas as exceções previstas em lei e sem prejuízo do disposto neste Estatuto Social, serão tomadas por maioria absoluta de voto, não computando os votos em branco. Cap. IV - Da Administração - Art. 7° - A administração da Cia. será exercida por uma diretoria, composta por no mínimo 2 (dois) e no máximo 10 (dez) membros, todos com a designação de diretores, podendo ser acionistas ou não, residentes no país, eleitos anualmente pela Assembléia Geral, permitida a reeleição. Vencido o mandato, os diretores continuarão no exercício de seus cargos, até a posse dos novos eleitos. § 1° - Os diretores ficam dispensados de prestar caução e seus honorários serão fixados pela Assembléia Geral que os eleger. § 2° - A investidura dos diretores nos cargos far-se-á por termo lavrado no livro próprio. Art. 8° - No caso de impedimento ocasional de um diretor, suas funções serão exercidas por qualquer outro diretor, indicado pelos demais. No caso de vaga, o indicado deverá permanecer no cargo até a eleição e posse do substituto pela Assembléia Geral. Art. 9° - A diretoria tem amplos poderes de administração e gestão dos negócios sociais, podendo praticar todos os atos necessários para gerenciar a Sociedade e representá-la perante terceiros, em juízo ou fora dele, e perante qualquer autoridade pública e órgãos governamentais federais, estaduais ou municipais; exercer os poderes normais de gerência; assinar documentos, escrituras, contratos e instrumentos de crédito; emitir e endossar cheques; abrir, operar e encerrar contas bancárias; contratar empréstimos, concedendo garantias, adquirir, vender, onerar ou ceder, no todo ou em parte, bens móveis ou imóveis. Art. 10° - A representação da Cia. em juízo ou fora dele, assim como a prática de todos os atos referidos no art. nono competem a qualquer diretor, agindo isoladamente, ou a um ou mais procuradores, na forma indicada nos respectivos instrumentos de mandato. A nomeação de procurador(es) dar-se-á pela assinatura isolada de qualquer diretor, devendo os instrumentos de mandato especificarem os poderes conferidos aos mandatários e serem outorgados com prazo de validade não superior a um ano, exceto em relação às procurações “ad judicia”, as quais poderão ser outorgadas por prazo indeterminado.§ Único: Dependerão da aprovação de acionistas representando a maioria do capital social a prestação de avais, fianças e outras garantias em favor de terceiros. Art. 11° - Compete à diretoria superintender o andamento dos negócios da Cia., praticando os atos necessários ao seu regular funcionamento. Cap. V - Conselho Fiscal - Art. 12° - A Cia. terá um Conselho Fiscal, de funcionamento não permanente que, quando instalado, deverá ser composto de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 5 p (cinco) membros efetivos e igual número de suplentes, acionistas ou não. § Único - Os membros do Conselho Fiscal serão eleitos pela Assembléia Geral Ordinária para um mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição. Cap. VI - Disposições Gerais - Art. 13° - O exercício social da Sociedade coincide com o ano civil, encerrando-se em 31 de dezembro de cada ano. Quando do encerramento do exercício social, a Sociedade preparará um balanço patrimonial e as demais demonstrações financeiras exigidas por Lei. Art. 14° - Os lucros apurados em cada exercício terão o destino que a Assembléia Geral lhes der, conforme recomendação da diretoria, depois de ouvido o Conselho Fiscal, quando em funcionamento, e depois de feitas as deduções determinadas em Lei. Art. 15° - Mediante decisão de acionistas representando a maioria do capital social, a Sociedade poderá preparar balanços intercalares a qualquer momento, a fim de determinar os resultados e distribuir lucros em períodos menores. Art. 16° - A Sociedade distribuirá, como dividendo obrigatório em cada exercício social, o percentual mínimo previsto e ajustado nos termos da legislação aplicável. Art. 17° - A Sociedade entrará em liquidação nos casos previstos em lei ou por deliberação da Assembléia Geral, com o quorum de acionistas representando a maioria do capital social, a qual determinará a forma de sua liquidação, elegerá os liquidantes e fixará a sua remuneração. Art. 18° - Qualquer ação entre os acionistas ou deles contra a Cia., baseada neste estatuto social, será proposta no foro da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo. Em seguida, a Sra. Presidente procedeu à eleição dos membros da diretoria da Sociedade, com mandato até a realização da primeira Assembléia Geral Ordinária, passando a Sociedade a ter os seguintes Diretores, sem designação específica: 1) Sueli de Fátima Ferretti, brasileira, solteira, analista, residente e domiciliada na Cidade e Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Pamplona, 818, 9º andar, conjunto 92, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, portadora da cédula de identidade RG nº 7.743.932, expedida pela SSP/SP, inscrita no CPF/MF sob o nº 764.868.778-04. 2) Cleber Faria Fernandes, brasileiro, casado, técnico em contabilidade, residente e domiciliado na Cidade e Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Pamplona, 818, 7º andar, conjunto 71, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, portador da cédula de identidade RG nº 23.360.684-1, expedida pela SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 192.212.358-74. Os diretores declaram, sob as penas da Lei, que não há nada que os impeça de exercer a atividade mercantil. Com referência à remuneração dos administradores, foi fixada a quantia global de até R$ 1.000,00 (mil reais), a ser distribuída entre os administradores. Nada mais havendo a tratar, a Sra. Presidente declarou encerrados os trabalhos e suspendeu a Assembléia pelo tempo necessário à lavratura da presente ata que, depois de lida e achada conforme, foi aprovada e assinada pelos presentes. (Ass.) Sueli de Fátima Ferretti e Cleber Faria Fernandes. São Paulo, 13 de junho de 2011. Sueli de Fátima Ferretti - Presidente - Cleber Faria Fernandes - Secretário - Visto da Advogada: Daniela Prado Kallas - OAB/SP 217.442. Jucesp sob NIRE 35.300.395.760 em 29/06/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral

ABIATAR SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A. CNPJ Nº 09.397.320/0001-00

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das notas explicativas e do parecer dos Auditores Independentes. Permanecemos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos necessários.

Balanços patrimoniais em 31 de dezembro (em milhares de reais) ATIVO Circulante Caixa e equivalentes de caixa (Nota 5)................... Títulos e valores mobiliários (Nota 6) ...................... Tributos a recuperar ................................................ Outros ativos ........................................................... Não circulante Propriedade para investimento (Nota 7).................. Sociedades ligadas (Nota 10) .................................

2011

2010

2.278 83.111 397 96 85.882

2.440

331.328 129.318 460.646

69.649

187 2.627

69.649

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Circulante Fornecedores ........................................................ Tributos a pagar .................................................... Salários e encargos............................................... Obrigações por compra de imóveis....................... Outros passivos..................................................... Não circulante Certificado de recebíveis imobiliários (Nota 8) ...... Sociedades ligadas (Nota 10) ............................... Tributos diferidos (Nota 7) ..................................... Patrimônio líquido (Nota 9) Capital social ......................................................... Capital a integralizar.............................................. Reservas de lucros................................................ Prejuízos acumulados ...........................................

546.528 72.276 Total do ativo ........................................................ Total do passivo e do patrimônio líquido ......... As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

2011

2010

1.535 606 322 2.494 162 5.119

10.446 169 2.494 13.109

308.404 551 49.267 357.671 100.000 (30.269) 114.007 183.738 546.528

551 100.000 (40.729) (655) 58.616 72.276

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido (em milhares de reais) Capital social 100.000

Capital a integralizar (43.749) 3.020

Reservas de lucros Reserva Reserva de legal lucros a realizar

Em 31 de dezembro de 2009........................................................... Aumento de capital (Nota 9).............................................................. Lucro líquido do exercício.................................................................. Em 31 de dezembro de 2010........................................................... 100.000 (40.729) Integralização de capital (Nota 9)...................................................... 10.460 Lucro líquido do exercício.................................................................. 5.733 108.274 Constituição de reservas (Nota 9) ..................................................... Em 31 de dezembro de 2011........................................................... 100.000 (30.269) 5.733 108.274 As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

Lucros (prejuízos) acumulados (784) 129 (655) 114.662 (114.007)

Total 55.467 3.020 129 58.616 10.460 114.662 183.738

Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 (em milhares de reais) 1 Informações gerais – A Abiatar SPE Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Abiatar” ou “Companhia”) foi constituída em fevereiro de 2008 e tem como objeto social o planejamento, a promoção, o desenvolvimento, a incorporação, a construção, a locação e ou venda do empreendimento imobiliário comercial, que será desenvolvido na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, nas Ruas Lemos Monteiro, Agostinho Cantú e Desembargador Armando Fairbanks, bem como o recebimento de todos os aluguéis e parcelas decorrentes da locação e da alienação, respectivamente, do referido empreendimento. A Abiatar é parte integrante da Organização Odebrecht, sendo controlada pela Odebrecht S.A. (“ODB”). 2 Resumo das principais políticas contábeis – As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão descritas abaixo. Essas políticas vêm sendo aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1 Base de preparação – As demonstrações financeiras individuais da controladora foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC’s). A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis da Organização. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras, estão divulgadas na Nota 3. As presentes demonstrações financeiras foram aprovados pela Diretoria da Companhia em 21 de março de 2012. 2.2 Caixa e equivalentes de caixa – Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez e com risco insignificante de mudança de seu valor de mercado. 2.3 Ativos financeiros. 2.3.1 Classificação – A Companhia classifica seus ativos financeiros sob a categoria de empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. (a) Empréstimos e recebíveis – Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos, com recebimentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São apresentados como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Em 31 de dezembro de 2011 compreendem “Caixa e equivalentes de caixa” e “Títulos e valores mobiliários” (Notas 5 e 6). 2.3.2 Reconhecimento e mensuração – As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação – data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. 2.3.3 Impairment de ativos financeiros e não financeiros. (a) Ativos mensurados ao custo amortizado – A Companhia avalia no final de cada período do relatório se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Para os ativos não financeiros que estão sujeitos à amortização, é feita uma revisão periódica pela Administração sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. A Companhia avalia em primeiro lugar se existe evidência objetiva de impairment. Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, não foram identificadas pela Companhia evidências objetivas que pudessem justificar o registro de perdas de impairment tanto para ativos financeiros, quanto para os não financeiros. 2.4 Propriedade para investimento – As propriedades para investimento são propriedades mantidas para obter renda com aluguéis e/ou valorização do capital (incluindo imobilizações em andamento para tal propósito). As propriedades para investimento são mensuradas inicialmente ao custo, incluindo os custos da transação. Após o reconhecimento inicial, as propriedades para investimento são mensuradas ao valor justo. Os ganhos e as perdas resultantes de mudanças no valor justo de uma propriedade para investimento são reconhecidos no resultado do período no qual as mudanças ocorreram. A propriedade para

investimento é baixada após a alienação ou quando esta é permanentemente retirada de uso e não há benefícios econômicos futuros resultantes da alienação. Qualquer ganho ou perda resultante da baixa do imóvel (calculado como a diferença entre as receitas líquidas da alienação e o valor contábil do ativo) é reconhecido no resultado do período em que o imóvel é baixado. 2.5 Outros ativos – São apresentados pelo valor de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas ou, no caso de despesas do exercício seguinte, ao custo. 2.6 Contas a pagar aos fornecedores – As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Na prática, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente. 2.7 Obrigações por compra de imóveis – As obrigações por aquisições de imóveis e terrenos são reconhecidas pelos valores correspondentes às obrigações contratuais assumidas. Em seguida, são apresentadas pelo custo amortizado, acrescidas, quando aplicável, de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”) e ajustado a valor presente. 2.8 Provisões – As provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente e é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e o valor tiver sido estimado com segurança. 2.9 Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido – A Companhia adota como base de mensuração o método do lucro real para apuração do imposto de renda e da contribuição social para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011. O imposto de renda e contribuição social diferidos são reconhecidos sobre as diferenças temporárias decorrentes de diferenças entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras. O imposto de renda e contribuição social diferidos são determinados usando as alíquotas de tributos vigentes na data do balanço, e que devem ser aplicadas quando o respectivo tributo for realizado ou quando o imposto diferido passivo for liquidado. 2.10 Regime Tributário de Transição – O Regime Tributário de Transição (“RTT”) terá vigência até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos fiscais dos novos métodos contábeis, buscando a neutralidade tributária da alteração societária brasileira, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pela MP nº 449/08, convertidas na Lei nº 11.941/09 de 27 de maio de 2009. O regime foi optativo nos anos-calendário de 2008 e de 2009 e, a partir do ano-calendário de 2010, obrigatório para as pessoas jurídicas optantes pelo lucro real. Assim, considerando que nenhuma legislação disciplinando os efeitos fiscais no contexto dos novos métodos contábeis foi editada, a Companhia permanece adotando os preceitos do RTT, quais sejam, de eliminar, para fins fiscais, os efeitos decorrentes dos novos regramentos contábeis, utilizando-se, para tanto, as regras contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. 3 Estimativas e julgamentos contábeis críticos – As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. 3.1 Estimativas e premissas contábeis críticas – Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício social, estão contempladas abaixo. (a) Imposto de renda, contribuição social e outros impostos – A Companhia está sujeita ao imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro. É necessário um julgamento significativo para determinar a provisão para impostos sobre a renda. Em muitas operações, a determinação final do imposto é incerta. A Companhia também reconhece provisões por conta de situações em que é provável que valores adicionais de impostos forem devidos. Quando o resultado final dessas questões é diferente dos valores inicialmente estimados e serão registrados, essas diferenças afetam os ativos e passivos fiscais atuais e diferidos no período em que o valor definitivo é determinado. (b) Propriedade para investimento – Durante o exercício de 2011, a Administração da Companhia adotou o critério estimativo na apuração do valor justo de propriedade para investimento de forma prospectiva conforme critérios definidos a seguir. A propriedade para investimento é avaliada pelo seu valor justo com base no fluxo de caixa descontado da operação do edifício em construção. O fluxo de caixa da operação foi elaborado com base nos custos de construção a incorrer até o término da obra e no fluxo de recebíveis do aluguel previsto a partir da data do início da operação, líquido dos impostos. As taxas de desconto utilizadas estão baseadas na operação de emissão de certificados de recebíveis imobiliários (“CRI”) realizada em 12 de

Demonstrações dos resultados Exercícios findos em 31 de dezembro

Demonstrações dos fluxos de caixa Exercícios findos em 31 de dezembro (em milhares de reais)

(em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) 2011 2010 Operações continuadas Ganho com valor justo da propriedade para investimento (Nota 7)......................................................... 179.151 (225) (263) Despesas gerais e administrativas.......................... Lucro (prejuízo) operacional ................................ 178.926 (263) Receitas financeiras (Nota 11) ................................ 394 Despesas financeiras (Nota 11) .............................. (14.939) (2) Lucro do exercício antes da contribuição social 163.987 129 e do imposto de renda .......................................... (49.325) Imposto de renda e contribuição social (Nota 7) ..... Lucro líquido do exercício.................................... 114.662 129 Lucro por ação das operações continuadas atribuível aos acionistas da Companhia durante o exercí1.910,36 2,18 cio (expresso em R$ por ação) ............................... Não houve outros elementos componentes de resultados abrangentes além do lucro líquido nos exercícios apresentados, razão pela qual as demonstrações do resultado e do resultado abrangente apresentam os mesmos valores. As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. janeiro de 2011 (Nota 8). 4 Gestão de risco financeiro. 4.1 Fatores de risco financeiro – A Companhia restringe sua exposição a riscos de créditos associados a bancos e a aplicações financeiras, efetuando seus investimentos em instituições financeiras de primeira linha e com remuneração em títulos de curto prazo. (a) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros – Considerando que a Companhia não tem ativos significativos em que incidam juros, o resultado e os fluxos de caixa operacionais da Companhia são, substancialmente, independentes das mudanças nas taxas de juros do mercado. O risco de taxa de juros da Companhia decorre substancialmente do CRI. Os certificados emitidos às taxas fixas expõem a Companhia ao risco de valor justo associado à taxa de juros. (b) Risco de liquidez – É o risco de a Companhia não dispor de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. A Companhia possui e segue políticas financeiras que definem as diretrizes para o gerenciamento de riscos. Nos termos dessas políticas, a natureza e a posição geral dos riscos financeiros é regularmente monitorada e gerenciada a fim de avaliar os resultados e o impacto financeiro no fluxo de caixa e na liquidez de suas operações. 31/12/2011 31/12/2010 5 Caixa e equivalentes de caixa Caixa e bancos – conta movimento ................... 373 2.440 1.905 Aplicações de liquidez imediata ......................... 2.278 2.440 As aplicações financeiras de liquidez imediata são mantidas para negociação diária e frequente, sendo substancialmente certificados de depósito bancário (“CDB”) e aplicações em debêntures com remuneração entre 90% e 100% do certificado de depósito interbancário (“CDI”). 31/12/2011 6 Títulos e valores mobiliários 83.111 Títulos e valores mobiliários ...................................................... 83.111 Os recursos aplicados estão atrelados ao certificado de recebíveis imobiliários (“CRI”) emitido em janeiro de 2011 e sua liberação ocorre através da aprovação por parte de seu agente fiduciário. Os títulos e valores mobiliários estão sujeitos à liberação de acordo com o cronograma de evolução financeiro da obra, sendo substancialmente aplicações em debêntures com remuneração entre 102,6% e 104,2% do certificado de depósito interbancário (“CDI”). 31/12/2011 31/12/2010 7 Propriedade para investimento Custo de aquisição – terrenos............................ 27.588 25.727 Custos com imóvel ............................................. 28.481 28.481 Custos com obras............................................... 89.340 15.441 Estoque de materiais.......................................... 728 Adiantamentos concedidos a fornecedores ....... 6.040 179.151 Ajuste a valor de mercado (i).............................. 331.328 69.649 (i) O ajuste a valor de mercado foi calculado com base no fluxo de caixa descontado da operação do edifício, tomando como base para sua elaboração os custos a incorrer para a conclusão do empreendimento, estimada para dezembro de 2013 e os recebíveis do contrato de locação do imóvel, vigente de janeiro de 2014 até janeiro de 2029, deduzidos do Pis e Cofins incidentes à alíquota de 9,25%. A taxa de desconto utilizada para o desconto do fluxo de caixa projetado foi de 10,5% + TR, baseada na operação de emissão do CRI, ao longo dos 205 meses de contrato de forma a obter o valor justo do imóvel, o qual totalizou R$ 331.328 que, descontado do custo contábil do imóvel de R$ 152.177, totalizou um ajuste a valor de mercado de R$ 179.151. Os tributos diferidos sobre o ajuste a valor de mercado foram calculados à alíquota efetiva de imposto de renda e contribuição social de 27,5%, sendo apurado o montante de R$ 49.267. 8. Certificado de recebíveis imobiliários – Em 12 de janeiro de 2011, foi realizada uma operação de certificado de recebíveis imobiliários (“CRI”) relacionada ao empreendimento da Abiatar no valor de R$ 276.000 distribuídos pelo Banco Itaú S.A., sendo a RB Capital Securitizadora S.A. a emissora e, como agente fiduciário, a Pentágono S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. Nesta operação não existem carteiras de recebíveis atreladas ao contrato de CRI, uma vez que a mesma está vinculada ao pagamento do contrato de locação do imóvel. As garantias da operação são as ações da Abiatar e os terrenos do empreendimento com suas benfeitorias. Em 31 de dezembro de 2011, o saldo destes certificados monta a R$ 308.404 e vem sendo atualizado monetariamente a uma taxa anual de 10,50% + TR. A Companhia não efetuou pagamentos de juros à Cessionária do CRI durante o exercício de 2011 devido ao período de carência da operação que se encerra em janeiro de 2014 e com prazo de amortização de 216 meses da data de emissão com vencimento em janeiro de 2029. O montante não circulante tem a seguinte composição, por ano de vencimento: 31/12/2011 2014........................................................................................... 20.560 2015........................................................................................... 20.560 2016........................................................................................... 20.560 2017........................................................................................... 20.560 2018........................................................................................... 20.560 2019........................................................................................... 20.560 2020........................................................................................... 20.560 2021 em diante.......................................................................... 164.484 308.404

Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro do exercício antes do imposto de renda e contribuição social........................................... Ajustes para reconciliação do lucro do exercício Valor justo de propriedade para investimento ....... Juros e variações monetárias, líquidas ................. Variação dos saldos de ativos e passivos Títulos e valores mobiliários .................................. Outros ativos ......................................................... Fornecedores ........................................................ Obrigações sociais e fiscais .................................. Certificado de recebíveis imobiliários .................... Outros passivos..................................................... Caixa líquido proveniente das operações......... Fluxos de caixa das atividades de investimento Aquisições de propriedade para investimento....... Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento.................................................................. Fluxos de caixa das atividades de financiamento Integralização de capital........................................ Sociedades ligadas ............................................... Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento............................................................... Redução de caixa e equivalentes de caixa, líquidos................................................................... Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício ...................................................................... Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício ......................................................................

2011

2010

163.987

129

(179.151) 14.939 (225)

129

(83.111) (306) (8.911) 701 293.465 10.622 212.235

(158) 10.440 163 (1.410) 9.164

(82.528)

(14.059)

(82.528)

(14.059)

(129.869)

3.020 551

(129.869)

3.571

(162)

(1.324)

2.440

3.764

2.278

2.440

As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras. 9 Patrimônio líquido. (a) Capital social – Em 2010, a Companhia realizou nova integralização de capital no montante de R$ 3.020, passando o seu capital social integralizado de R$ 56.251 para R$ 59.271. No dia 31 de dezembro de 2011 foi aprovada em Assembleia a integralização de capital de R$ 10.460 passando o capital social integralizado de R$ 59.271 para R$ 69.731. O capital social da Companhia em 31 de dezembro de 2011 é de R$ 69.731 (2010 – R$ 59.271) subscrito e integralizado por pessoas jurídicas nacionais, representado por 100.000.000 de ações ordinárias, nominativas, no valor nominal de R$ 1,00, das quais 30.269.000 serão integralizadas ao capital da Companhia no decorrer do exercício de 2012. (b) Apropriações do lucro – De acordo com o estatuto social, as importâncias apropriadas às reservas de lucros são determinadas como descrito abaixo, sendo que o saldo remanescente após essas apropriações e a distribuição de dividendos, terá a aplicação que decidir a Assembleia Geral dos Acionistas. (i) Reserva legal – É constituída mediante apropriação de 5% do lucro líquido do exercício até alcançar 20% do capital social ou até que o saldo dessa reserva, acrescido do montante da reserva de capital, exceda a 30% do capital social. (ii) Reserva de lucros a realizar – Essa reserva foi constituída com base em lucros não realizados de acordo com os incisos I e II do parágrafo 1º do artigo 197 da Lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07, cuja realização futura se dará nos termos da legislação pertinente. 10 Sociedades ligadas – Os saldos mantidos em Sociedades ligadas são integralmente relacionados à controladora ODB e estão regidos pelo instrumento contratual “Contrato de conta corrente e gestão única de caixa”, firmado entre as empresas da referida Organização. A natureza das operações é de repasses de recursos, cessões de créditos e assunções de obrigações e não há incidência de encargos financeiros. 31/12/2011 31/12/2010 11 Resultado financeiro Receitas financeiras Rendimentos de aplicações financeiras ............. 194 200 Descontos obtidos .............................................. 394 Despesas financeiras Comissões bancárias ......................................... (4) (1) Atualização CRI – parcela não capitalizada ....... (14.913) Tributos sobre operações financeiras ................ (8) (1) (14) Outros................................................................. (14.939) (2) (14.939) 392 12 Cobertura de seguros – A uniformidade no tratamento de riscos na Organização Odebrecht é assegurada através da sua Política de Seguros e Garantias (“Política”), que define os conceitos básicos, diretrizes gerais e competências para a contratação e administração dos mesmos e para o relacionamento com o mercado segurador. A Política, que inclui seguros e garantias contratados junto as seguradoras é: (i) observada pela ODB e suas controladas de capital fechado; (ii) serve de orientação à elaboração da Política das empresas de capital aberto controladas pela ODB; e (iii) como referência para voto dos seus representantes na aprovação de políticas semelhantes nas empresas com empresariamento ou controle compartilhado. A OCS – Odebrecht Administradora e Corretora de Seguros Ltda., subsidiária integral da ODB com experiência internacional e atuação global, em alinhamento com a ODB, é responsável pela aplicação da Política e pelo apoio ao empresariamento do risco no âmbito da Organização Odebrecht, assegurando a contratação a preço certo das coberturas adequadas a cada contrato ou empreendimento do segmento de engenharia e construção. No exercício findo em 31 de dezembro de 2011 a Política foi cumprida em toda sua extensão, não havendo notícia de qualquer risco sob o amparo da Política que não tenha sido devidamente analisado e mitigado, ou de ocorrência de sinistro sem cobertura adequada. A Abiatar mantém seguros de risco de engenharia, responsabilidade civil e garantia de término de obra. A cobertura contratada é considerada suficiente pela Administração para cobrir eventuais riscos sobre seus ativos e/ou responsabilidades. DIRETORIA André Amaro da Silveira – Diretor Mônica Bahia Odebrecht – Diretora Paulo Aridan Soares Mingione – Diretor Paulo Ricardo Baqueiro de Melo – Diretor Sergio Bernardi Benini – Contador CRC 1SP 172182/O-2

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos Administradores e Acionistas Abiatar SPE Empreendimentos Imobiliários S.A. Examinamos as demonstrações financeiras da Abiatar SPE Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras – A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes – Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com

as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de

auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião – Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Abiatar SPE Empreendimentos Imobiliários S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Salvador, 23 de março de 2012.

PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5

Felipe Edmond Ayoub Contador CRC 1SP187402/O-4


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18

e Natal já chegou para atacadista e importador

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Cipolatti criou 30 temas para a decoração natalina de shoppings neste ano, totalizando aproximadamente 600 possibilidades de ambientação.

conomia

Fotos: Mário Miranda/LUZ

Enquanto todo o comércio está às voltas com as vendas para o Dia das Mães, um grupo de empresários está bem à frente no calendário: preparam a decoração especial do Natal deste ano. Prazos para encomendas de importados e dificuldades logísticas antecipam os preparativos para a principal data do varejo. Fornecedores apresentam tendências em feira na próxima semana, em São Paulo.

Inovação com o uso de vidro nos enfeites natalinos, como pingentes (acima) deve ser um dos destaques das decorações neste ano. Bonecos em tons de azul e árvores douradas também devem aparecer muito.

Fátima Lourenço

O

Divulgação

Jardim de borboletas deve ganhar espaço na ambientação natalina de centros de compras

comércio está às voltas com o Dia das Mães, mas já reina um clima de Natal entre muitos atacadistas, varejistas e decoradores, que se preparam antecipadamente para enfeitar a festa cristã no final do ano. A Cipolatti, empresa especializada na decoração de grandes áreas corporativas, especialmente shopping centers, começou a receber clientes para a escolha da ambientação natalina ainda em março. O showroom da Cromus, em Mauá, na Grande São Paulo, recebe a clientela desde o final de abril, em open house, com término previsto para 28 de maio. Antes disso, entre os dias 19 e 21, acontece na capital paulista a 17ª Christmas Fair. O evento é voltado para os negócios do ramo, com grande presença de importadores, mas também de fabricantes locais, como a baiana G-Light, que aproveita para divulgar suas soluções de iluminação para a ocasião, a principal data de vendas no varejo.

A logística, nesse ramo, exige rapidez. "Grande parte dos produtos são importados", afirma o diretor comercial e de marketing da Cromus, Fernando Hachul. Os produtos em exposição no showroom da empresa, acrescenta, já estão em produção no exterior, majoritariamente na China. Hachul informa que, para 2012, a Cromus terá cerca de 7.000 itens, ante 5.500 no ano passado. A proposta é ofere-

Divulgação

cer a grade completa para a decoração. No caso das árvores de Natal (verdes, brancas, nevadas ou iluminadas) há opções de preço ao lojista de R$ 50 a R$ 500. "Crescemos muito com a parte de iluminação para árvores e guirlandas", diz o executivo. Além disso, segundo ele, a empresa ampliou a linha de velas e a de presépios (neste último caso, com preços ao lojista na faixa de R$ 20 a R$ 2,5 mil). Entre os destaques, ele menciona as bolas e pingentes de vidro, já utilizadas para a decoração em geral, mas ainda pouco frequentes no Natal brasileiro. Tendência – O diretor da Cromus comenta que as cores dourado, prata, vermelho e verde se mantêm em alta. As opções misturando vermelho com prata ou pink com rosa também tendem a ser frequentes, bem como os azuis. "Temos uma família de bonecos em vários tons de azul", exemplifica. Ele destaca, como inovadora, a combinação laranja com marrom, presente na "árvore flex" do showroom, exemplar para ser pendurado. "É para o lojista se diferenciar, decorar uma vitrine", sugere. A expectativa da Cromus é de faturar de 14% a 15% mais com o Natal de 2012 em relação à festa do ano passado. A empresa apresentará, em agosto, seu catálogo de embalagens para a data. Por enquanto, a Cromus está voltada aos pedidos de decoração. E oferecerá, aos visitantes da Christmas Fair (leia sobre a feira nesta página), condução gratuita até o showroom de Mauá. A agilidade na escolha das encomendas é fundamental para que, já na segunda quinzena de agosto, as entregas cheguem aos pontos de venda dos clientes. Logística – Essa agilidade também pode trazer vantagens financeiras. Na Cipolatti, quanto mais rápida a decisão do cliente sobre a decoração de Natal, maior o desconto. "A logística de tudo isso é uma loucura. Muita coisa vem de fora e nesta época já estamos no

Crescemos muito com a parte de iluminação para árvores de Natal e guirlandas. FERNANDO HACHUL, DIRETOR COMERCIAL E DE MARKETING DA CROMUS

gargalo da importação. As encomendas ficam mais caras ou têm que vir de avião. Mas sempre temos uma cartinha na manga para alguma decoração de última hora", diz a diretora artística e fundadora da empresa, Conceição Cipolatti. Ela afirma que as importações vêm da China, mas também da Europa – caso dos produtos premium, com robótica agregada, por exemplo. A Cipolatti criou 30 temas para a decoração natalina de shoppings neste ano, totalizando aproximadamente 600 possibilidades de ambientação. Conceição ressalva que o objetivo é não aumentar o número de centros de compras atendidos em mais de 5%. Na prática, isso significa a concepção de, no máximo, 130 projetos. "Eu quero fazer cada vez melhor. E não, mais."

A empresária afirma que, no período de Natal, o número de funcionários da empresa, em torno de 300, salta para 1.500. "Os shoppings exigem serviço perfeito. São decorações grandiosas. Temos que ficar lá, ver se a luz está funcionando, se o Papai Noel está confortável. Nós fazemos o projeto, a instalação, a manutenção e depois a desmontagem." Os novos temas da Cipolatti são segredo, por exigência dos clientes. Mas Conceição conta que a demanda por tecnologia incorporada à ambientação natalina (jogos em geral, games) se mantém entre as tendências. Há temas do ano passado que também continuam atrativos, comenta Conceição – entre eles, as borboletas douradas, "um Natal sem vermelho na decoração e muita tecnologia"; o bos-

que, feito para um shopping do Paraná; e a bailarina, em cenário concebido por meio de parceria entre a Cipolatti e a bailarina Ana Botafogo.

S ERVIÇO Christmas Fair De 19 a 21 de maio Transamérica Expo Center Das 9h30 às 20 horas Entrada gratuita. Visitante precisa apresentar CNPJ Divulgação

Jordão vê crescimento da feira nos últimos anos. Em 2012, são esperados 14 mil compradores.

Feira apresenta novidades

A

s opções para a decoração natalina também serão apresentadas na Christmas Fair, evento da Grafite Feiras, que acontecerá entre 19 e 21 de maio no Transamérica Expo Center, das 9h30 às 20 horas. A entrada é gratuita, mas o visitante precisa apresentar o CNPJ. "O evento atende toda a cadeia produtiva envolvida com a decoração de Natal. São varejistas do ramo, atacadistas e em-

presas de decoração. É uma feira de negócios", afirma o presidente da empresa, Tarso Jordão. Segundo ele, a feira terá entre 80 e 90 expositores, a maioria importadores. A baiana G-Light, que tem fábrica na Bahia e um centro de distribuição em Carapicuíba, cidade da Grande São Paulo, apresentará durante o evento as variadas opções de iluminação para o Natal, um braço de negócio mais

recente na empresa, especializada em iluminação. De acordo com Jordão, a Christmas Fair recebe lojistas de aproximadamente 800 cidades brasileiras. É pouco, na opinião dele, se for levado em conta o fato de o País ter cerca de 5.500 municípios. Ainda assim, afirma, o evento tem atualmente 14 mil compradores – ante os 3 mil registrados nos primeiros anos. (FL)


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DC 09/05/2012 by Diário do Comércio - Issuu