Ano 87 - Nº 23.579
Jornal do empreendedor
R$ 1,40
China: de algoz a cliente. Página 19
Conclusão: 23h45
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São Paulo, sexta-feira, 9 de março de 2012
AOS LEITORES que receberam o jornal de ontem com atraso, nossas desculpas: a rotativa quebrou.
Ambiente pesado ameaça Código Florestal
A foto ao lado do ministro Gilberto Carvalho reforça o que ele revelou: "A situação está tensa". Dilma convocou Temer para apaziguar o PMDB. Vai selar a paz com verbas. Derrotada anteontem, ela teme que o Código Florestal não passe. Pág. 5 Sérgio Lima/Folhapress
Perdoou secretário-geral da Fifa, aquele do "chute no traseiro" do Brasil. Pág. 9
Beto Barata/AE
Após 'chute', Dilma manda para frente. Khamenei.IR/AFP
Do aiatolá para Obama, com carinho. Pode?
Teixeira afastado pelo 'departamento médico' Presidente da CBF tira licença do cargo por 30 dias alegando problemas de saúde. Pág. 9 Divulgação
Ali Khamenei, líder supremo do Irã, faz surpreendente elogio ao "sábio presidente" por ele não defender a guerra. Pág. 13 Antonella Salem/DC
Paraíso em terra baiana tem nome: Trancoso. Despojamento é a palavra de ordem nas praias e pousadas de charme que abraçam histórico vilarejo. Boa Viagem. Pág. 46
Esta fera alcança 100 km/h em 4,6 segundos O compacto Audi RS3 é um puro-sangue que gosta mesmo é de velocidade. Pág. 45 Playarte/Divulgação
Divulgação
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Tiago Abravanel (esq.) revive a arte de Tim Maia, num musical aplaudido por 100 mil pessoas no Rio. Em SP, espera repetir o sucesso. Nas telas, estreia o filme W.E. - O Romance do Século (acima), dirigido por Maddona. Diva, mito: Marilyn Monroe (alto, à dir.), retratada em 125 obras, por 50 artistas, está numa caprichada exposição da Cinemateca. Mais: restauração do Palácio Capanema, no Rio (dir.); temporada de concertos e Roda do Vinho. cultura
Fernando Gabeira
Paula Giolito/Folhapress
HOJE Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 30º C. Mínima 15º C.
AMANHÃ Pancadas de chuva à tarde e à noite. Máxima 29º C. Mínima 17º C. ISSN 1679-2688
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 9 de março de 2012
O que há de errado conosco, que não conseguimos reproduzir o desempenho na velocidade que já tivemos no passado? Roberto Fendt
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EYMAR MASCARO
PT GOSTA DE BRINCAR COM FOGO
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PIBINHO RAQUÍTICO
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onfirmando a estimativa inicial do Banco Central, o IBGE informou que o PIB brasileiro cresceu 2,7% em 2011, abaixo do crescimento médio mundial, de 3,8%. Parece um resultado ruim. E é mesmo. A questão é que o resultado ruim não se limita ao ano passado. Ele vem de longe. Para não nos fixarmos no resultado apenas de 2011, talvez valha a pena considerar o que ocorreu nos dois últimos anos, quando o PIB brasileiro aumentou 10,4%, resultado robusto e equivalente a uma taxa média anual de 5,1%. Com essa velocidade de cruzeiro, o PIB dobraria em 14 anos e quadruplicaria em uma geração. É bem verdade que se ficarmos com somente esse número estaremos sendo perigosamente ufanistas. É preciso levar em conta que a população aumentou cerca de 1,8% nos dois anos, para chegarmos ao crescimento do PIB por habitante. Deduzido o aumento populacional, o PIB per capita cresceu 8,5% no período – suficiente para dobrá-lo, caso mantida a taxa, em 18 anos. Nada mal, se considerarmos a evolução do PIB per capita como indicador de melhoria do padrão de vida da população. Nada mal também se o padrão de comparação for o crescimento dos países desenvolvidos e daqueles estão à nossa volta, com a exceção do Chile. O problema é que os dois últimos anos não contam toda a história. Entre 2005 e 2011, o PIB real brasileiro cresceu a uma taxa média muito mais baixa, de 3,6% ao ano. No mesmo período, a população aumentou a uma taxa média anual de 0,97%. Com esses números, dobrar a renda per capita requereria agora 27 anos, uma geração inteira. O que há de errado conosco,
ROBERTO FENDT que não conseguimos reproduzir nosso desempenho na velocidade que já tivemos no passado? Vale a pena examinar os fatores que determinam o crescimento para responder a essa questão. Esses fatores são, em qualquer país, a acumulação dos fatores de produção, capital e trabalho, e o grau de eficiência com que operam esses fatores.
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m aumento da população contribui para o crescimento pelo fato singelo de que há mais gente trabalhando e produzindo. Um segundo fator importante relacionado com a mão de obra são os ganhos de produtividade dessa mesma mão de obra. Quando trabalhadores da agricultura de subsistência são transferidos para atividades urbanas, na indústria, no comércio e nos serviços, a produção por trabalhador aumenta. Essa é parte do segredo do exponencial crescimento da economia chinesa. A produtividade da mão de
obra aumenta também com a melhoria da qualificação dos trabalhadores. Onde a disponibilidade e qualidade da educação é alta, aumenta a produtividade do trabalho e sua contribuição para o produto nacional.
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acumulação de capital é o segundo ingrediente. Máquinas e equipamentos substituem a força bruta humana, multiplicando o produto de cada trabalhador. Quando o Brasil poupava e investia 25% do PIB, crescíamos em média a 7%, ano após ano, e não em surtos isolados. A China cresce o que cresce, não somente por deslocar trabalhadores da agricultura de subsistência para as cidades, mas também por proporcionar a esses trabalhadores mais capital para trabalhar, obtido de investidores externos. E a China poupa 40% do PIB, contra os míseros 17% que poupamos aqui. Finalmente, a incorporação de tecnologias aumenta a
Não devemos perder tempo tentando explicar o pibinho que tivemos em 2011. O que precisamos é atentar para as razões da escassa melhoria da nossa produtividade.
produtividade do capital e do trabalho. Essas novas tecnologias não se limitam à melhoria dos equipamentos, mas incluem também melhorias de processos, obtidas muitas vezes por ganhos de escala de produção. Esses ganhos, por seu turno, dependem do tamanho do mercado, o que sugere que o crescimento pode estar associado a uma maior abertura ao mercado exterior, o maior mercado existente, com mais exportações e importações na composição do PIB. Se assim é, fica claro que não devemos perder nosso tempo tentando explicar o pibinho raquítico que tivemos em 2011. O que devemos fazer é atentar para as razões que explicam a escassa melhoria da produtividade total dos fatores de produção.
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om uma taxa de poupança interna bem inferior a 20% do PIB não podemos aspirar a um crescimento maior do que o que temos. Não melhoramos a produtividade da mão de obra com a qualidade da edução pública brasileira; e com os maiores juros reais do mundo, com uma das maiores cargas tributárias, com um ambiente de negócios hostil à iniciativa privada, e com a enorme burocracia que asfixia o empreendedorismo, o que surpreende é que ainda estejamos crescendo. Podemos culpar as "incertezas do mundo" para justificar o baixo crescimento de 2011. É mais conveniente e não incomoda ninguém, aqui dentro. Mas se quisermos explicar porque crescemos abaixo da média mundial nos últimos anos, teremos que abandonar esse bode expiatório. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
ilma Rousseff tem dois motivos para saudar a candidatura de José Serra à prefeitura de São Paulo pelo PSDB: o primeiro, é que ela não vai enfrentar novamente o ex-governador em 2014, caso seja candidata à reeleição. Serra foi derrotado na eleição presidencial de 2010, mas alcançou 44 milhões de votos e foi vitorioso em 11 Estados. O segundo motivo é que o PT considera Aécio Neves uma presa mais fácil de ser batida nas urnas. O tititi do momento é que Serra pensa em votar em Dilma para ter o gostinho da vingança. Ele perdeu a eleição em 2010 nos dois turnos em Minas e, segundo serristas, por falta de empenho do senador Aécio Neves que, na época, governava o Estado. Foi o presidente do PT, Rui Falcão, quem revelou ter ouvido da boca do prefeito Gilberto Kassab que Serra estaria decidido em votar em Dilma, contra Aécio. Serra resolveu negar que tenha aposentado a ideia de não disputar mais uma eleição presidencial, que seria a terceira. Mas ele só voltaria a se empenhar em ser candidato ao Planalto em 2018, quando estiver completando 76 anos. a hipótese de ser eleito para a Prefeitura, Serra volta a prometer que cumprirá o mandato até o fim, embora o PT lembre que a mesma promessa o tucano fez na campanha de 2004, que não foi cumprida. Serra está preocupado com a insistência do PT em denunciar que, no caso de se eleger, o tucano vai renunciar outra vez ao cargo de prefeito, para ser candidato a presidente em 2014. Serra jura de pés juntos que a promessa de agora é pra valer, porque nenhum outro candidato a prefeito no País tem tanta necessidade de ganhar a eleição como ele. O medo do tucanato paulista é que se Serra perder outra eleição para um outro candidato ainda desconhecido dos eleitores, dificilmente voltará a se eleger para a chefia de um cargo executivo, seja prefeito, governador ou presidente. Mas até entre os adversários Serra é considerado um candidato forte à sucessão de Gilberto Kassab, como revela a pesquisa Datafolha, embora o tucano tenha que trabalhar para reduzir uma taxa de rejeição perigosa. Exemplos passados ensinam que candidatos que também exibiam um índice de rejeição alto sucumbiram no 2º turno. Na eleição para
Na eleição para a Prefeitura, Serra não vai polarizar a campanha só com Haddad: terá de enfrentar Lula, que será o carro-chefe da campanha do PT.
prefeito, Serra não terá de polarizar a campanha apenas com o petista Fernando Haddad: seu dilema será enfrentar Lula mais uma vez, que será o carro-chefe da campanha no partido. Detalhe: o ex-presidente ainda depende de ser liberado pelos médicos para se engajar na campanha eleitoral. addad quer ser impulsionado também pela máquina federal de Dilma Rousseff e herdar votos que a senadora Marta Suplicy tem na periferia. Em contrapartida, José Serra também vai contar com o apoio importante de duas máquinas administrativas de peso, o governo do estado, comandado por Geraldo Alckmin, e a prefeitura, pilotada por Kassab.
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polarização da campanha esperada entre os candidatos do PT e PSDB já está irritando outros pré-candidatos, como Gabriel Chalita (PMDB), Netinho de Paula (PC do B), Celso Russomano (PRB) e Soninha Francine (PPS), que perdem espaço nos meios de comunicação. PT e PSDB entendem que quem ganhar a eleição de prefeito em São Paulo estará dando um passo fundamental para sair em vantagem no estado nas campanhas de governador e presidente em 2014. O Estado de São Paulo continua sendo o principal colégio eleitoral, contabilizando 30 milhões do total de 130 milhões de votos no País. Melhor ainda para Dilma Rousseff no caso de Serra ganhar a eleição de prefeito e deixar de trabalhar para o presidenciável Aécio Neves em São Paulo.
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EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR
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CRESCIMENTO É UM P ROCESSO DE TENTATIVA E ERRO, VINCULADO AO SISTEMA DE LUCROS E PERDAS.
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ESTATISMO E CRESCIMENTO “O Estado é indispensável em funções que só devem ser exercidas por ele e perfeitamente dispensável nas que podem ser exercidas pela iniciativa privada” (Benjamin Constant)
JOÃO LUIZ MAUAD
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tropelado pelas circunstâncias, principalmente em razão dos péssimos serviços prestados pela Infraero e do aumento crescente do movimento aeroportuário no País, o PT colocou temporariamente a ideologia de lado e decidiu privatizar a operação dos aeroportos de Cumbica, Brasília e Campinas. É um ótimo sinal que o partido tenha resolvido, ainda que tardiamente, agir com pragmatismo, descartando, pelo menos momentaneamente, aquele discurso rançoso contra as privatizações, que vigorou até a última campanha presidencial. Definitivamente, não há qualquer argumento razoável para que o governo continue queimando dinheiro em funções que não lhe competem. Thomas Hobbes (1588 – 1679) descreveu a vida humana em seu estado natural como selvagem, vil e curta. A partir desta visão nada agradável, o filósofo inglês defendeu que a lei e a ordem produzidas pelo governo eram componentes necessários e essenciais à vida civilizada. É claro que nem todos concordam com a visão hobbesiana. Murray Rothbard (1926 – 1995), por exemplo, concebeu argumentos bastante interessantes para demonstrar que a iniciativa privada poderia, com mais competência e eficácia, suprir todas as funções normalmente delega-
das aos governos. No entanto, existe hoje quase um consenso no sentido de que certas funções exercidas pelos governos – especialmente em relação à proteção da vida, da liberdade e da propriedade – , além de facilitar a vida em sociedade, estimulam o crescimento econômico e a prosperidade geral. De acordo com os bons economistas, direitos de propriedade bem definidos, uma justiça rápida e eficiente no respaldo ao cumprimento dos contratos, bem como uma moeda estável e bem administrada, são partes integrantes e necessárias ao ambiente institucional que desencadeia o desenvolvimento econômico. Além disso, existem alguns produtos e serviços, chamados de "bens públicos", cuja oferta pode tornar-se bastante difícil (e cara) pelo mercado, notadamente em virtu-
de da dificuldade de cobrança individualizada e, consequentemente, da ocorrência dos chamados consumidores "caronas". Exemplos didáticos de bens públicos seriam os faróis costeiros, o arruamento, a iluminação pública e as Forças Armadas. Em geral, acredita-se que o provisionamento desses itens pelo Estado também beneficie a prosperidade econômica.
Muitos defendem ainda que o governo subsidie saúde e educação para todos, em virtude dos inegáveis benefícios que a oferta desses serviços produz, não só para os beneficiários diretos, mas para cada cidadão, ainda que indiretamente. Excetuando-se os serviços acima mencionados, no entanto, não há qualquer razão econômica para que o governo intervenha na economia
O papel do empresário é descobrir os melhores usos para os recursos escassos, transformando-os em produtos e serviços que são valorizados pelos consumidores.
como agente ativo (player). Muito pelo contrário. Quando os gastos públicos crescem e mais e mais recursos são alocados de acordo com as vontades políticas, e não pelas forças de mercado, os benefícios econômicos gerados pelas atividades precípuas do Estado serão neutralizados e até mesmo negativados. Em primeiro lugar, a cobrança exagerada de impostos ou o aumento da dívida pública, necessários para financiar os gastos do governo, exercem um efeito negativo na economia. Conforme o governo aumenta a taxação sobre os indivíduos, os incentivos ao investimento produtivo diminuem. Por outro lado, quanto mais o Estado toma recursos emprestados no mercado, menos eles estarão disponíveis para os investimentos privados. Portanto, ainda que a produtividade do setor público não fosse inerentemente mais baixa que a do setor privado, o simples fato de aumentar a arrecadação tributária e a dívida pública já são, por si sós, desincentivos suficientes ao crescimento econômico. Em segundo lugar, o processo político é muito menos dinâmico que o processo de mercado. Ao mesmo tempo que a competição premia a eficiência, ela impõe pesadas perdas e punições àqueles
que tomam decisões erradas e, consequentemente, fazem mau uso dos recursos à sua disposição. Por razões óbvias, agilidade, capacidade de adaptação e mudanças em geral são muito mais lentas no setor público que no privado. O tempo requerido para correção de eventuais erros e/ou adequações às novas circunstâncias é muito mais longo na esfera estatal do que no mercado, ainda que estejamos falando de governos tidos como eficientes.
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papel dos lucros e perdas é central neste processo. No mercado, os lucros fornecem aos tomadores de decisões fortes incentivos para a redução de custos, a inovação e a adoção de novas tecnologias com a necessária agilidade. Por outro lado, os prejuízos funcionam como punição àqueles que utilizam os recursos de forma improdutiva ou ineficiente. Com efeito, a dinâmica do mercado está constantemente direcionando os recursos para os melhores usos e, consequentemente, para as mãos daqueles que lhes conferem maior valor. Em larga medida, o crescimento econômico é um processo de tentativa e erro, estreitamente vinculado ao sistema de lucros e perdas. O papel do empresário é exatamente descobrir os melhores usos para os recursos escassos, transformando-os em produtos e serviços que são valorizados pelos consumidores. Este é o elemento central da criação de riquezas e, sobretudo, do crescimento econômico. Como não existe um mecanismo similar no setor público, nele o desperdício de recursos e riquezas é recorrente. JOÃO LUIZ MAUAD É EMPRESÁRIO E ESCREVE PARA O SITE WWW.MIDIAAMAIS,COM.BR
SALÁRIO DIFERENCIADO NÃO É DISCRIMINAÇÃO Alex Ribeiro/DC
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ma nova lei pode ser aprovada para estabelecer que as empresas sejam multadas toda vez que uma mulher ganhar menos do que um homem na mesma função. O leitor deve estar com uma pergunta na cabeça: e quando o homem ganhar menos do que a mulher? Mas, deixemos isso de lado. Examinemos a proposta. O Projeto de Lei 6.393/09 parte do pressuposto que, toda diferença de salários entre homens e mulheres caracteriza discriminação. O seu autor, deputado Marçal Filho (PMDB/MS) citou o Inciso XXX do artigo 7° da Constituição Federal, que proíbe a diferença de salários por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. Todavia, esse dispositivo não impede que se remunere com salários diferentes trabalhos de valor diferente. A legislação vigente é clara. Os salários devem ser iguais para trabalhos de igual valor (artigos 5º. e 461 da CLT). Isso significa que, no mesmo cargo ou função, as pessoas podem exercer trabalhos de valor diferente e, com base nisso, receber salários diferentes. É bom lembrar que, entre homens, há diferenças de salários para trabalhos de valor diferente. Seria isso uma discriminação? É claro que não. O que está em jogo no caso é o valor do trabalho. Para chegar ao valor do trabalho, as empresas do mundo inteiro levam em conta muitos fatores, dentre os quais destacamse: 1. experiência acumulada na profissão, no cargo e na empresa; 2. conhecimento da profissão e das
JOSÉ PASTORE as empresas para reconhecer e premiar o mérito de seus empregados? Além desses aspectos citados, a nova lei vai trazer inúmeras complicações operacionais. Quem vai dizer se a multa se aplica? Com base em que critérios? O auditor fiscal terá condições para fazer isso? Se for para a Justiça do Trabalho, como agirá o juiz? E se os homens (que ganharem menos) entrarem com ações para buscar equiparação com as mulheres? Isso tem o amparo da lei? omo se vê, ao afrontar a realidade de maneira tão escandalosa, a nova lei trará mais prejuízos do que benefícios, tornando as empresas resistentes à contratação de mulheres e inibindo os aumentos salariais dos homens. É mais um engessamento nas leis trabalhistas que, apesar da boa intenção, vai conspirar contra o bom ambiente de trabalho que hoje em dia se coloca como o principal desafio para as empresas ganharem competitividade e para os empregados preservarem seus empregos. Essa proposta é descabida e inoportuna.
C Homens e mulheres podem ter as mesmas funções, mas de valor diferente. E para chegar a esse valor, muitos fatores podem ser avaliados. demais profissões com as quais o empregado se relaciona; 3. desempenho pessoal produtividade, respostas, resultados; 4. "senioridade" tempo na firma e no cargo; 5. comprometimento com os objetivos da unidade de trabalho e da empresa; 6. assiduidade, pontualidade, zelo, relacionamento com clientes; 7. formação geral, cursos feitos, domínio de língua, habilidades especiais; 8. liderança, entrosamento com as equipes,
aceitação no grupo, facilidade de comunicação; 9. curiosidade, exposição a leituras, vontade de estudar continuamente; 10. amor pelo que faz etc. lista de atributos pessoais que pesam na determinação de salários é infindável. Trata-se de um conjunto complexo de indicadores que varia de empregado para empregado. Varia para o mesmo sexo, a mesma idade, a mesma cor e o mesmo estado civil. É nesse campo que a empresa
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guarda a sua liberdade para praticar as políticas de recursos humanos que reconhecem e valorizam o mérito dos seus empregados. A nova lei pretende confiscar essa liberdade. É uma absurda intervenção no domínio da iniciativa privada. Nada justifica o Poder Público querer impor às empresas salários iguais para pessoas que realizam trabalhos de valor diferente. Não conheço nenhum país democrático que tenha feito isso. No campo do salário, compete
ao Poder Público estabelecer o valor do salário mínimo e os pisos estaduais. Compete às negociações coletivas fixar os pisos salariais das categorias profissionais e demais condições de trabalho. E compete às empresas praticar as políticas de remuneração que consideram mais adequadas, respeitados o salário mínimo, os pisos indicados e os acordos e convenções coletivas de trabalho. Se tudo vier a ser "tabelado", que incentivos terão
JOSÉ PASTORE É PROFESSOR DE RELAÇÕES DO
TRABALHO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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CHARGE DO DIA
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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5 AMEAÇA Rebelado, o PMDB não esconde que pode impor novas derrotas.
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NEM TANTO Para o governo, perder faz parte do processo democrático.
Fábio Rodrigues Pozzebom/AE
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presidente Dilma Rousseff já sabe que a rejeição (36 votos a 31 e uma abstenção) pelo Senado ao nome de Bernardo Figueiredo para a Agência Nacional de Tr a n s p o r t e s Te r r e s t r e s (ANTT) foi apenas a ponta da insatisfação do PMDB com o governo. O pior está por vir neste jogo de forças. Ou ela começa a cumprir, e rápido, a promessa de liberação das emendas (dinheiro) ou os deputados vão contra o governo na votação do Código Florestal, na semana que vem. Dilma está muito preocupada. Tanto que convocou ontem o vice-presidente Michel Tem e r p a r a u m a re u n i ã o d e emergência no Palácio do Planalto, como apurou Veja, para "acertar os ponteiros" e evitar novas derrotas no Congresso.
Fui vítima de calúnia e de jogo político que não é da minha conta. Quem conhece a área sabe que fiz um trabalho correto. BERNARDO FIGUEIREDO A insatisfação do PMDB foi manifestada na semana passada, quando os parlamentares da legenda assinaram documento com uma série de reclamações contra o o governo e o PT. O clima esquentou na quarta-feira quando os senadores, com a ajuda do PMDB, rejeitaram a indicação de Figueiredo para a ANTT. Indicado por Dilma, ele era quem comandava o projeto do
A votação do Código Florestal não é questão de governo e meio ambiente, é questão de agricultura e pecuária. HENRIQUE EDUARDO ALVES
Bernardo Figueiredo, a primeira grande derrota de Dilma.
Revolta da base aliada mexe com a presidente Insatisfeito com o governo, PMDB ameaça votar contra o Código Florestal. E Dilma chama Temer. trem-bala. A presidente ficou irritadíssima com o resultado da votação, pois a aprovação de Figueiredo era dada como certa. A avaliação feita pelo Planalto revelou-se equivocada. De acordo com Veja, atri-
bui-se ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ter deixado a situação "ficar fora de controle". Coincidentemente, Renan e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), irão negociar a li-
beração das emendas junto aos ministérios. Fontes citadas por Veja disseram que a presidente "conteve a raiva" na reunião com Temer. Procurou demonstrar que "não estava ressentida". Inter-
locutores do Planalto observaram que o encontro foi cordial. "O tom foi de apaziguamento", ressaltou um interlocutor do vice-presidente. O Planalto espera que Temer reverta as ameaças dos depu-
tados na votação do projeto do Código Florestal, na semana que vem, quando o governo espera que a crise já tenha passado. O clima ainda é pesado e Temer está numa encruzilhada, pois não quer desagradar o partido e nem bater de frente com a presidente. Pelo menos enquanto o dinheiro não chega, a bancada está decidida a ir contra o governo na votação do código. "Não é questão de governo e meio ambiente, é questão de agricultura e pecuária", disse Henrique Alves. Embora a presidente Dilma tenha anunciado que "respeita a decisão do Senado", e que vai indicar um novo nome para a ANTT, que continua sob o comando interino de Ivo Borges, não deixou de "lamentar a rejeição" de um nome qualificado para o cargo. Foi a primeira derrota imposta a Dilma pela base aliada. Para reverter a situação, estão previstas conversas da presidente com as bancadas da aliança. Já Figueiredo disse que foi "vítima de calúnia e de jogo político que não é da minha conta", afirmou. "Inverteram a situação. Quem conhece a área sabe que fiz um trabalho correto no sentido do interesse público", garantiu. (Agências)
Wilson Dias/ABr
'Momento é de tensão', diz Carvalho Ministro não esconde a situação que envolve o Planalto e a base aliada, mas aposta no entendimento.
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Gilberto Carvalho: o governo vai manter o diálogo
o descrever a relação entre o Palácio do Planalto e a base aliada, o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, foi bem claro: "o momento é tenso". O ministro é um dos interlocutores mais próximos da presidente Dilma Rousseff. Há dois dias, o governo sofreu a sua primeira derrota no ano no Congresso Nacional, com a rejeição do nome de Bernardo Figueiredo à direçãogeral da Agência Nacional de Tr a n s p o r t e s Te r r e s t r e s (ANTT). Foram 36 votos contra e 31 favoráveis, mesmo depois de a presidente mandar liberar verbas na tentativa de agradar aliados, insatisfeitos com o controle sobre gastos dos ministérios na liberação de emendas dos parlamentares. Apesar dos obstáculos, Carvalho demonstrou tranquilidade. "Nossas relações com os partidos são duráveis, passam por momentos tensos e por momentos calmos". Quando
perguntado em qual momento perar esse momento difícil na estava a relação do governo relação com os partidos. com a base aliada, Carvalho Na Câmara – O racha na baconfirmou que se tratava de se governista no Senado não "um momento tenso", mas ob- vai contaminar as votações na servou que o governo iria "dia- Câmara dos Deputados, selogar, conversar, entender". gundo avaliação feita ontem Segundo ele, "não é hora de pelo líder do governo, Cândinenhuma dedo Vaccarezza claração preci(PT-SP). Empitada, é hora bora estivesse de entender surpreso com Não é hora de q u e a d e m oa rejeição ao declaração cracia implica n o m e d e F iprecipitada, é hora em vitória, em gueiredo, o derrota e vapetista garande entender que a mos avançandemocracia implica tiu que na Câdo", afirmou. mara a situaem vitória, em P a r a o m ição será difederrota e avanços. nistro, a relare n t e . " U m a ção do govercoisa é uma GILBERTO CARVALHO no com os parcoisa e outra tidos da base coisa é outra aliada é "suficientemente ma- coisa. Não tem nenhuma reladura" e "bem fundamentada". ção com a Câmara", minimi"Nã é o caso de a gente sair ras- zou Vaccarezza. gando roupas de preocupaCom o calendário de votação", explicou. "A gente vai ções complicadas marcadas com calma, conversar e recom- para a próxima semana, entre por a relação", afirmou, con- elas a do novo Código Floresfiante de que o governo vai su- tal, Vaccarezza argumentou
que uma eventual derrota da base não estará ligada ao ocorrido no Senado. "Não tem como associar uma derrota no Código Florestal a uma rebelião na base. A crise não tem nada a ver com o Código Florestal. Não acho que haja crise na base. Acho que foi uma votação que o governo perdeu. Não conheço um governo que tenha ganhado todas", disse. Essa opinião não é compartilhada pelo petista Lindbergh Farias (RJ). O senador afirmou que a derrota foi por "problemas na base aliada". "O que não teve aqui foi discussão de ANTT", afirmou. "O governo foi derrotado pela base com o PMDB centralizadamente", reiterou. Para o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDBRR) é "preciso entender o recado" e, a partir disso, "aprofundar as relações políticas" para "acabar com os problemas". Segundo as palavras de Jucá, "o governo tem que chegar mais junto".(Agências)
Para Gleisi, derrota não será a última A
ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, procurou minimizar a derrota do governo federal no Senado, com a rejeição do nome de Bernardo Figueiredo para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Fez isso durante homenagem recebida ontem, pelo Dia Internacional da Mulher, na Associação Comercial do Paraná, em Curitiba. Para a ministra, "ganhar e perder" faz parte do processo e "não é a primeira vez que o governo perde e não deverá ser a última", afirmou. "Isso faz parte do processo da política". A ministra evitou analisar a reação da base aliada. Disse
Dorivan Marinho/AE - 06.02.12
que essa função cabe a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. "Eu não trato de articulação política". Mas lamentou a decisão do Senado em relação a Figueiredo, a quem classificou de "um técnico de extrema qualidade, que conduziu até agora a ANTT e todos os seus processos que estão melhorando a infraestrutura brasileira". O secretário nacional de comunicações do PT nacional, deputado federal André Vargas (PR), também presente à solenidade, admitiu que a base aliada ao governo está emitindo "sinais" de insatisfação. "É necessário um diálogo maior e também uma prudên-
cia de nossos líderes", aconselhou. Para ele, a tensão é "natural" em ano eleitoral. "Temos só que administrar, entender, compreender, identificar as insatisfações e dialogar". Segundo ele, os peemedebistas não teriam motivos para estar insatisfeitos porque, na reforma ministerial, o PT perdeu dois ministérios, enquanto o PMDB manteve todos, entre eles os que administram as obras de infraestrutura no País. "No PT não tem crise e nem terá, porque nós temos a Presidência da República", afirmou. "O PMDB tem que olhar a vice-presidência e se sentir governo, não se comportar como base aliada".
Queixas – O líder do PR no Senado, Blairo Maggi (MT), atribuiu à falta de atenção da coordenação política do governo a rebelião da base aliada. "Na metade do baile, todo mundo já sabia como ele ia ser", afirmou Blairo, acrescentando: "Foi dado um recado e eu espero que faça sentido". Para o senador, é preciso mais atenção, porque "de repente o Senado pode fazer uma rebelião em cima de uma votação importante". Na conversa que ele manteve com a ministra Ideli, disse a ela que o governo "falhou". "Vocês deveriam ter corrido aqui. Quem deveria ter me ligado, não ligou". (AE)
Ministra é homenageada em Curitiba e evita falar da base aliada.
p
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Os partidos que temos são esses e temos que modificá-los, criticando e modificando a estrutura deles. Eleonora Menicucci, ministra de Política para Mulheres.
olítica
Dilma reivindica maior enaltecimento da mulher Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
E
m pronunciamento lembrou proposta do ministéem rádio e televisão rio da Saúde de ligar para as no Dia Internacional parturientes atendidas pelo da Mulher, a presi- SUS para ouvir a avaliação dente Dilma Rousseff afirmou dessas mulheres sobre o atenontem que a sua eleição foi dimento recebido. Ela mencio"um momento único de afir- nou que terá em seu gabinete mação da mulher na sociedade monitoramento on-line de serbrasileira". viços públicos. Ela citou programas do go"Vou ter também no meu gaverno destinados ao público binete monitores ligados a câfeminino e afirmou que a mu- meras para que eu e meus aslher é a quem mais sente as de- sessores possamos ver como ficiências do setor público, está o atendimento nos princimas que houve avanços. pais hospitais e como vai o an"Não esqueço isso um só mi- damento das grandes obras. É nuto e sei que nenhuma de vo- assim que nós mulheres goscês esquece disso quando olha tamos de cuidar das coisas, para mim. Minha eleição re- vendo todos os detalhes, tinforçou em alguns setores da tin por tin-tin". sociedade uma tendência de Renda menor – O salário enaltecimento da força da mu- das mulheres no Brasil é 28% lher", destacou. menor do que dos homens, de A presidente disse também acordo com levantamento do que as mulheres não devem IBGE (Instituto Brasileiro de aceitar o "falso Geografia e Estriunfalismo", tatística) divulmas também não gado ontem. devem se render Quero que vocês E m 2 0 11 , e l a s ao "amargor der- sejam os olhos receberam rotista". em média e o coração do D i l m a a r g uR$ 1.343,81 enmeu governo. mentou ainda que quanto eles gaum governo lide- Sejam a minha voz n h a r a m R $ rado por uma mu- e o meu ouvido. 1.857,63. lher não pode ter DILMA ROUSSEFF Dados da pes"uma política tímiquisa de empreda, ultrapassada e go do instituto meramente compensatória pa- mostram que a carga horário ra as mulheres", e citou diversos do sexo feminino também é, programas que hoje atendem as em média, menor do que a do demandas das brasileiras – que masculino. As mulheres trabacorrespondem a 51% da popu- lharam 39,2 horas, na média, lação. no ano passado ante as 43,4 hoA presidente citou como ras do homem. exemplos o fato de que 93% dos As informações foram combenefícios do Bolsa Família es- piladas pelo IBGE em hometão em nome de mulheres e que nagem ao Dia Internacional 47% dos contratos da primeira da Mulher. etapa do Minha Casa, Minha Vida A diferença de remuneração foram assinadas por mulheres. entre homens e mulheres foi Programas de saúde como tema de discussão atual no Rede Cegonha, voltada para ges- Congresso, que aprovou antantes, e de prevenção ao colo teontem um novo projeto de lei de útero e de mama foram res- sobre o assunto. Estudo do Banco Mundial saltados no pronunciamento. "Quero estreitar cada vez apresentado na Câmara tammais os laços entre nós. Quero, bém indicava a diferença. De antes de tudo, que vocês sejam acordo com a entidade, para os olhos e o coração do meu go- cada US$ 1 recebido por trabaverno. Sejam a minha voz e o lhadores homens, US$ 0,73 é pago a mulheres na mesma meu ouvido". Mon itoram ento – Dilma função. (Folhapress)
Em cadeia nacional de rádio e TV, presidente diz que sua eleição representou um "um momento único de afirmação da mulher na sociedade brasileira".
Auto-homenagem: presidente reconhece que a mulher é quem mais padece pela deficiência dos serviços públicos, mas destaca que essa realidade começa a mudar e cobra maior participação feminina em seu governo.
Ministra defende 'igualdade de gênero' Assim como a conquista do voto, deve haver equiparação em todas as áreas, reclama Eleonora Menicucci Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
U
ma reforma política que contemple a equiparação de gênero é o que defende a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República, para que o País possa avançar em termos democráticos. No contexto das comemorações dos 80 anos do voto feminino no Brasil, tema escolhido pelo governo para as comemorações do Dia Internacional da Mulher, a ministra reclama uma mudança nas regras de cargos eletivos como um dos pontos fundamentais para dar mais visibilidade às mulheres. "Esta reforma política tem que pautar a igualdade de gênero nas listas de candidatos, na alternância de poder no interior dos partidos, na alternância de candidaturas", destacou a ministra, que pediu também uma mudança de mentalidade dentro dos partidos políticos.
Espaço: ministra prega mudança de mentalidade nos partidos políticos para permitir maior participação feminina nas decisões do País.
M u d an ç a – Filiada ao PT, Eleonora discorda de que as legendas no Brasil representam um entrave à ascensão das mulheres, como defendem alguns estudiosos do processo político. "Os partidos que nós temos são esses e temos que modificá-los, criticando quando necessário, modificando a estrutura interna deles. Se para esse debate não há espaço, as mulheres desanimam de participar", explicou. "Evidentemente, a desigualdade de gênero é muito grande na política porque a estrutura política dos partidos não contempla a universalidade do voto, a igualdade de mulheres e homens na alternância de poder, na alternâncias das chapas que são homologadas para as candidaturas", comentou a ministra em seu discurso. "As cotas foram e são ainda uma afirmação da discriminação. Nem sempre os partidos respeitam", acrescentou.
No último dia 24 de fevereiro, o voto feminino no Brasil completou 80 anos. Na época, a conquista se deveu a um grupo de mulheres conhecidas como sufragistas, que conquistaram, mesmo que de forma pre-
As cotas foram e são ainda uma afirmação da discriminação. Nem sempre os partidos respeitam. ELEONORA MENICUCCI cária, o direito de votar. As casadas só podiam votar com a autorização do marido. As viúvas ou solteiras, só com renda comprovada. "Foi uma conquista com limites" ponderou a ministra. "Só depois, no Código Eleitoral de 1934, as mulheres conse-
guiram o direito ao voto pleno. Ainda assim, a obrigatoriedade do voto das mulheres foi efetivada em 1946, depois do Código Penal". Representatividade – Ainda é pequena a representação da mulher nas instâncias de poder. A atual bancada feminina na Câmara representa apenas 8,77% do total da Casa, com 45 deputadas. No Senado, há 12 senadoras entre os 81 lugares. Essa baixa proporção se repete em escala até maiores nos legislativos estaduais e municipais. Para Eleonora, o governo precisa dar condições para que as mulheres participem mais do cenário político. Nesse caso, segundo ela, é necessário priorizar a implantação de creches. "Se a mulher tem creche para deixar a criança, ela pode se candidatar, pensar na política. Se ela não tem e exerce a dupla, a tripla jornada de trabalho, não tem tempo". (ABr)
Magda Chambriard assume a ANP
A
presidente Dilma Rousseff decidiu nomeou ontem a engenheira Magda Maria de Regina Chambriard para o cargo de diretora-geral da Agência Na-
cional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Magda ocupa atualmente o cargo de diretora da ANP – o nome dela já foi aprovado pelo Senado em outubro de 2008.
Valter Campanato/ABr
Carreira: nova diretora-geral da agência entrou na Petrobras em 1980, como estagiária e integrou a área de Novos Negócios de Exploração.
Com a promoção ao cargo de diretora-geral, não será necessária outra apreciação do Congresso, informou a Secretaria de Comunicação da Presidência da República. A engenheira substituirá na direção-geral Florival Rodrigues de Carvalho, que ocupava o cargo interinamente com a saída de Haroldo Lima. Magda Maria nasceu no Rio de Janeiro, formou-se em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e tem pós-graduação em engenharia química pela instituição. Entrou na Petrobras em 1980, como estagiária. De 1998 a 2001, integrou a área de Novos Negócios de Exploração e Produção da Petrobras. Ela ingressou na ANP em 2002, na condição de assessora de diretoria, com atuação nas áreas de exploração e produção. (AE)
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Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 52.568.821/0001-22 Sede: Cidade de Deus s/nº - Prédio Marrom - Vila Yara - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Cotistas,
No exercício de 2011, a Bradesco Consórcios registrou Lucro Líquido de R$ 339,437 milhões, correspondente a R$ 1.057,44 por lote de mil cotas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, da Bradesco Administradora de Patrimônio Líquido de R$ 960,704 milhões e Ativos Totais de R$ 1,155 bilhão. Agradecemos aos nossos clientes a confiança e aos nossos funcionários e colaboradores a dedicação ao trabalho. Consórcios Ltda. (Bradesco Consórcios), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Osasco, SP, 14 de fevereiro de 2012. A Bradesco Consórcios tem a missão de “Administrar grupos de consórcios de clientes, correntistas ou não do Banco, com transparência e excelência no atendimento, norteadas pelos princípios da Organização Bradesco”. Diretoria
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS (Nota 7)...................................................................................................................... Créditos Específicos...................................................................................................................................... Diversos......................................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS (Nota 7)...................................................................................................................... Diversos......................................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 8) ........................................................................................................................... Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 9)................................................................................................................... Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ INTANGÍVEL (Nota 10).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................
2011 1.120.813 1.085.634 1.085.634 35.179 2.302 32.877 3.017 2.959 2.959 58 58 31.578 201 312 (111) 1.330 3.972 (2.642) 30.047 31.802 (1.755) 1.155.408
2010 896.023 873.935 873.935 22.065 2.979 19.086 23 23 13.236 13.236 13.236 28.588 201 312 (111) 1.561 3.896 (2.335) 26.826 27.382 (556) 937.847
PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 12a)............................................................................................................. Diversas (Nota 12b).......................................................................................................................................
2011 190.145 190.145 3.225 104.573 82.347
2010 303.369 303.369 135.000 82.060 86.309
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Diversas (Nota 12b).......................................................................................................................................
4.559 4.559 4.559
9.987 9.987 9.987
PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 13) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros.......................................................................................................................................
960.704
624.491
321.000 639.704
261.000 363.491
TOTAL ...........................................................................................................................................................
1.155.408
937.847
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil
2º Semestre
Exercícios findos em 31 de dezembro
2011 RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS................................................. Receitas de Prestação de Serviços (Nota 14) .............................................................. Despesas de Pessoal (Nota 15) .................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 16).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 17) ..................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 18)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 18)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 19) ............................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 23) ................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................... Número de cotas (Nota 13a) ......................................................................................... Lucro por lote de mil cotas em R$.................................................................................
2011
59.493 59.493 59.493 200.098 289.732 (12.330) (19.160) (31.728) 858 (27.274) 259.591 11.508 271.099 (91.294) 179.805
105.641 105.641 105.641 387.783 553.895 (22.024) (34.268) (60.331) 2.081 (51.570) 493.424 19.022 512.446 (173.009) 339.437
321.000.000 560,14
321.000.000 1.057,44
Capital Eventos
2010 75.850 75.850 75.850 291.471 433.235 (18.568) (31.356) (47.011) 2.810 (47.639) 367.321 15.092 382.413 (129.028) 253.385 261.000.000 970,82
Reservas de Lucros
Social
Legal
Estatutária
321.000
58.261
403.346
Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos.....................................................
-
8.990 -
169.107 -
Saldos em 31.12.2011...........................................................................
321.000
67.251
572.453
-
960.704
Saldos em 31.12.2009...........................................................................
242.000
37.610
226.496
-
506.106
Aumento de Capital ................................................................................ Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos.....................................................
19.000 -
12.669 -
(19.000) 240.716 (135.000)
Saldos em 31.12.2010...........................................................................
261.000
50.279
313.212
Aumento de Capital com Reservas ........................................................ Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos.....................................................
60.000 -
16.972 -
(60.000) 319.241 -
Saldos em 31.12.2011...........................................................................
321.000
67.251
572.453
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .........................
271.099
512.446
382.413
Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos.........................................................
1.182
2.035
1.624
Depreciações e Amortizações.....................................................................................
892
1.549
914
Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais .............................................
290
486
703
Perda na Venda de Bens do Imobilizado .....................................................................
-
-
7
Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social........
272.281
514.481
384.037
(Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos.
(91.296)
(211.699)
(125.875)
(Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens.............................
(6.784)
(2.910)
(9.091)
Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ...............................................................
6.538
(19.268)
22.264
Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos .........................................................
(43.023)
(141.065)
(104.359)
Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais .....................
137.716
139.539
166.976
Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Aquisição de Imobilizado de Uso.................................................................................
(54)
(128)
(205)
Aplicação Bens Intangíveis..........................................................................................
(2.664)
(4.612)
(11.745)
Alienação de Imobilizado de Uso ................................................................................
2
Redução do Intangível................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos...............
9
(2.716)
192 (4.539)
37 4.937 (6.976)
Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................
(135.000)
(135.000)
(160.000)
Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ...........
(135.000)
(135.000)
(160.000)
Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................
-
-
-
Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período .......................................................
-
-
-
Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ..........................................................
-
-
-
Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................
-
-
-
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
Totais
Saldos em 30.6.2011.............................................................................
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
2º Semestre 2011
Lucros Acumulados
Descrição 1 - RECEITAS ......................................................... 1.1) Intermediação Financeira......................... 1.2) Prestação de Serviços.............................. 1.3) Outras ........................................................ 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ....... Materiais, Água e Energia.................................. Serviços Técnicos Especializados ..................... Propaganda, Promoções e Publicidade............. Comunicações ................................................... Contribuições Filantrópicas................................ Processamento de Dados.................................. Viagens .............................................................. Transportes ........................................................ Manutenção e Conservação de Bens ................ Outras ................................................................ 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) ................. 4 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ............. 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) ............... 6 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO...... 6.1) Pessoal ...................................................... Proventos .................................................... Benefícios ................................................... FGTS .......................................................... Outros Encargos ......................................... 6.2) Impostos, Taxas e Contribuições ............ Federais ...................................................... Municipais ................................................... 6.3) Remuneração de Capitais de Terceiros .. Aluguéis ...................................................... 6.4) Remuneração de Capitais Próprios ........ Dividendos .................................................. Lucros Retidos ............................................
2º Semestre 2011 % 334.317 105,9 59.493 18,9 289.732 91,7 (14.908) (4,7) (18.113) (5,6) (398) (0,1) (4.451) (1,4) (3.308) (1,0) (4.384) (1,4) (2.750) (0,9) (1.065) (0,3) (730) (0,2) (457) (0,1) (58) (512) (0,2) 316.204 100,3 (892) (0,3) 315.312 315.312 9.937 5.143 3.488 286 1.020 125.415 119.882 5.533 155 155 179.805 1.708 178.097
100,0 100,0 3,1 1,6 1,1 0,1 0,3 39,8 38,0 1,8 57,1 0,5 56,6
179.805 (178.097) (1.708)
253.385 (253.385) 339.437 (336.213) (3.224) -
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 % 2010 629.069 105,7 479.348 105.641 17,8 75.850 553.895 93,0 433.235 (30.467) (5,1) (29.737) (32.415) (5,4) (30.174) (726) (0,1) (538) (8.408) (1,5) (7.416) (7.144) (1,2) (6.256) (8.029) (1,3) (7.057) (2.750) (0,5) (4.014) (2.033) (0,3) (2.188) (1.289) (0,2) (904) (855) (0,1) (703) (138) (179) (1.043) (0,2) (919) 596.654 100,3 449.174 (1.549) (0,3) (914) 595.105 595.105 17.418 9.330 5.826 550 1.712 237.946 227.415 10.531 304 304 339.437 3.224 336.213
100,0 100,0 3,0 1,6 1,0 0,1 0,3 40,0 38,2 1,8 0,1 0,1 56,9 0,5 56,4
448.260 448.260 14.169 7.613 4.438 506 1.612 180.438 171.773 8.665 268 268 253.385 135.000 118.385
782.607 179.805 (1.708)
253.385 (135.000) 624.491 339.437 (3.224) 960.704
% 106,9 16,9 96,6 (6,6) (6,7) (0,1) (1,7) (1,4) (1,6) (0,9) (0,5) (0,2) (0,2) (0,1) 100,2 (0,2) 100,0 100,0 3,2 1,7 1,0 0,1 0,4 40,2 38,3 1,9 0,1 0,1 56,5 30,1 26,4
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RECURSOS DE CONSÓRCIO - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DAS VARIAÇÕES NAS DISPONIBILIDADES DE GRUPOS - Em Reais mil
ATIVO CIRCULANTE E REALIZÁVEL A LONGO PRAZO..................................................................................... APLICAÇÕES FINANCEIRAS - Grupos em Andamento e Formação (Nota 20).......................................... Aplicações Financeiras.................................................................................................................................. Aplicações Financeiras Vinculadas a Contemplações .................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Direitos junto a Consorciados Contemplados ............................................................................................... Normais ....................................................................................................................................................... Em Atraso .................................................................................................................................................... Em Cobrança Judicial.................................................................................................................................. Bens Retomados ........................................................................................................................................... COMPENSAÇÃO.......................................................................................................................................... Previsão mensal de recursos a receber de consorciados............................................................................. Contribuições devidas ao grupo .................................................................................................................... Valor dos Bens a Contemplar........................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................
2011 7.424.998 3.394.816 366.474 3.028.342 4.030.182 4.026.350 3.982.765 18.566 25.019 3.832 27.773.365 268.905 14.508.987 12.995.473 35.198.363
2010 6.095.693 2.831.659 248.033 2.583.626 3.264.034 3.262.666 3.227.014 15.231 20.421 1.368 26.020.008 235.292 13.520.590 12.264.126 32.115.701
PASSIVO CIRCULANTE E EXIGÍVEL A LONGO PRAZO........................................................................................... Obrigações com Consorciados ..................................................................................................................... Valores a Repassar ....................................................................................................................................... Obrigações por Contemplações a Entregar .................................................................................................. Recursos a Devolver a Consorciados ........................................................................................................... Recursos dos Grupos.................................................................................................................................... COMPENSAÇÃO.......................................................................................................................................... Recursos mensais a receber de consorciados.............................................................................................. Obrigações do grupo por contribuições......................................................................................................... Obrigações por futuras contemplações......................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................
2011 7.424.998 2.813.789 35.590 3.028.342 1.121.977 425.300 27.773.365 268.905 14.508.987 12.995.473 35.198.363
2010 6.095.693 2.301.930 28.279 2.583.626 863.185 318.673 26.020.008 235.292 13.520.590 12.264.126 32.115.701
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DISPONIBILIDADES NO INÍCIO DO PERÍODO .......................................................... Aplicações Financeiras.................................................................................................. Aplicações Financeiras Vinculadas a Contemplações (Cotas de Fundos de Investimentos e LFT) .............................................................................................. (+) RECURSOS COLETADOS ..................................................................................... Contribuições para Aquisição de Bens.......................................................................... Taxa de Administração .................................................................................................. Contribuições ao Fundo de Reserva ............................................................................. Rendimentos de Aplicações Financeiras ...................................................................... Multas e Juros Moratórios ............................................................................................. Prêmios de Seguro........................................................................................................ Custas Judiciais............................................................................................................. Outros............................................................................................................................ (-) RECURSOS UTILIZADOS ....................................................................................... Aquisição de Bens......................................................................................................... Taxa de Administração .................................................................................................. Multas e Juros Moratórios ............................................................................................. Prêmios de Seguro........................................................................................................ Custas Judiciais............................................................................................................. Seguros Contratados - Quebra de Garantia.................................................................. Devolução a Consorciados Desligados ......................................................................... Outros............................................................................................................................ DISPONIBILIDADES NO FINAL DO PERÍODO........................................................... Aplicações Financeiras.................................................................................................. Aplicações Financeiras Vinculadas a Contemplações (Cotas de Fundos de Investimentos e LFT).................................................................
2º Semestre 2011 3.172.897 290.733
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 2.831.659 2.248.982 248.033 241.302
2.882.164 2.541.025 2.014.509 267.456 58.457 119.462 7.019 59.636 1.215 13.271 (2.319.106) (1.858.342) (271.661) (3.514) (59.955) (1.216) (40.068) (62.616) (21.734) 3.394.816 366.474
2.583.626 4.849.036 3.830.897 508.165 111.073 220.426 12.957 115.276 2.489 47.753 (4.285.879) (3.420.929) (517.553) (6.483) (115.972) (2.489) (75.950) (112.150) (34.353) 3.394.816 366.474
2.007.680 3.881.643 3.086.882 417.883 89.715 129.985 11.083 98.936 2.076 45.083 (3.298.966) (2.543.927) (424.934) (5.542) (98.599) (2.071) (59.535) (129.344) (35.014) 2.831.659 248.033
3.028.342
3.028.342
2.583.626
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. (Bradesco Consórcios), é uma Instituição que tem por objetivo a organização e administração de consórcios que se destinem à aquisição de bens imóveis e móveis duráveis, novos e usados, de fabricação nacional e estrangeira, a grupos de consorciados próprios ou de terceiros, isto é, de funcionários da Organização Bradesco, de outros grupos empresariais ou de participantes do público em geral. Como parte integrante da Organização Bradesco, utiliza-se, de forma compartilhada, da infraestrutura administrativa e tecnológica de seu Controlador (Banco Bradesco) e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DA ADMINISTRADORA E DOS GRUPOS DE CONSÓRCIO As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN), quando aplicável. Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda, títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros; e outras provisões, quando aplicável. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS DA ADMINISTRADORA a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço. A taxa de administração é reconhecida mensalmente em função dos recebimentos das contribuições pagas pelos grupos, e a comissão sobre venda de cotas de consórcio, cujo pagamento se dá em parcela única, é reconhecida quando da inclusão nos grupos. c) Caixa e Equivalentes de Caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Administradora de Consórcios para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Títulos e Valores Mobiliários - Classificação Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados ao valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. As aplicações em cotas de fundos de investimentos são valorizadas com base no valor da cota disponibilizada pelo administrador do fundo, Banco Bradesco S.A. (gestão da BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários), para a data-base. e) Ativos circulante e realizável a longo prazo São demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias (em base “pro-rata” dia).
f) Investimentos São avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment) quando aplicável. g) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens da entidade. Depreciado às taxas que levam em consideração a vida útil dos bens representados por: Instalações e Móveis e Equipamentos de Uso 10% a.a.; Equipamentos de Informática e Direito de Uso de Softwares 20% a.a. e ajustado por redução ao valor recuperável - impairment, quando aplicável. h) Intangíveis Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Administradora de Consórcios ou exercidos com essa finalidade. • Softwares São registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% a.a.), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante a vida estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. i) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. j) Passivos circulante e exigível a longo prazo Os valores demonstrados incluem, quando aplicável, os encargos e as variações monetárias (em base “pro-rata” dia) incorridas. A provisão para contingências é constituída considerando a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, o posicionamento dos Tribunais para causas de natureza semelhante e a experiência da Administração. Os passivos contingentes classificados como de perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, devendo ser apenas divulgados nas notas explicativas, quando individualmente relevante, e os classificados como remotos não requerem provisão e nem divulgação. Desta forma julgamos que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas prováveis dos respectivos processos judiciais. k) Impostos e contribuições Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10% e a provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. l) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 11a); continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
8
sexta-feira, 9 de março de 2012
...continuação
Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 52.568.821/0001-22 Sede: Cidade de Deus s/nº - Prédio Marrom - Vila Yara - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 13) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social no montante de R$ 321.000 mil (2010 - R$ 261.000 mil) totalmente integralizado, está dividido em 321.000.000 (2010 - 261.000.000) cotas ao valor nominal de R$ 1,00 cada uma. b) Movimentação do capital social Quantidade de Cotas R$ mil Em 31 de dezembro de 2010................................................................................................................. 261.000.000 261.000 Aumento de capital - AC de 27.04.2011 (1) ............................................................................................ 60.000.000 60.000 Em 31 de dezembro de 2011................................................................................................................. 321.000.000 321.000 (1) Em 20 de maio de 2011 foi homologado pelo BACEN a Ata da Alteração do Contrato Social, deliberando aumentar o capital social em R$ 60.000 mil, elevando-o de R$ 261.000 mil para R$ 321.000 mil, mediante a emissão de 60.000.000 cotas, no valor nominal de R$ 1,00 para cada cota, mediante capitalização de parte do saldo da conta “Reserva de Lucros - Reserva Estatutária”. c) Reservas de Lucros Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 639.704 363.491 4) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS DOS GRUPOS DE CONSÓRCIOS Reserva Legal (1) .................................................................................................................................... 67.251 50.279 • Aplicações Financeiras Reserva Estatutária (2)............................................................................................................................ 572.453 313.212 São demonstradas pelos valores de aplicação acrescidos dos rendimentos incorridos até a data do balanço. (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido As aplicações em cotas de fundos de investimentos são valorizadas com base no valor da cota disponibilizada pelo administrador do fundo, Banco Bradesco das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital S.A. (gestão da BRAM - Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários), para a data-base. ou para compensar prejuízos; e Esses valores representam os recursos disponíveis e não utilizados pelos grupos e são aplicados de acordo com as diretrizes da Circular nº 3.432/09, (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da sociedade, pode ser destinado em 100% do do BACEN. lucro líquido remanescente após destinações estatutárias até atingir 80% do capital social integralizado. Os rendimentos dessas aplicações são incorporados ao fundo comum e de reserva de cada grupo diariamente. d) Dividendos • Outros Créditos Aos cotistas estão assegurados dividendos mínimos obrigatórios, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos Outros créditos referem-se a direitos junto a consorciados contemplados e representam os valores a receber referentes às parcelas vincendas do fundo da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente semestrais e mensais, utilizando-se das comum e fundo de reserva, calculados com base no valor dos bens na data do balanço. contas de Lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de lucros a título de juros sobre o capital • Passivo Circulante próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. I - Obrigações com Consorciados As obrigações com consorciados representam o fundo comum recebido de consorciados não contemplados para aquisição de bens e o fundo comum, a Demonstrativo dos dividendos relativos aos exercícios findos em 31 de dezembro: R$ mil taxa de administração e o seguro recebido de consorciados dos grupos em formação são determinados com base no valor dos bens objeto da operação e 2011 2010 no percentual de pagamentos estabelecidos de acordo com o prazo de duração dos grupos. Lucro Líquido........................................................................................................................................... 339.437 253.385 II - Valores a Repassar (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (16.972) (12.669) Os valores a repassar referem-se a valores recebidos de consorciados a serem repassados, referentes à taxa de administração, prêmios de seguros, multas Base de cálculo ..................................................................................................................................... 322.465 240.716 e juros e outros. Dividendos propostos .............................................................................................................................. 3.224 III - Obrigações por Contemplações a Entregar Destinação de dividendos com utilização de Reservas (1) ..................................................................... (135.000) Correspondem ao valor de bens contemplados nos grupos, a serem entregues após a data das demonstrações contábeis, acrescidos dos rendimentos Percentual em relação à base de cálculo............................................................................................ 1,0% 56,1% financeiros entre a data de contemplação e a data do Balanço. (1) Conforme Ata de Reunião dos Sócio-Cotistas da Instituição, de 31 de maio de 2010, foi deliberado a destinação de dividendos no montante de R$ 135.000 mil, utilizando parte do saldo registrado em “Reservas de Lucro - Estatutária”, cujo pagamento foi efetivado em 29 de dezembro de 2011. IV - Recursos a Devolver a Consorciados Referem-se a valores a serem ressarcidos aos consorciados ativos por ocasião do encerramento do grupo, referentes a pagamentos a maior de parcelas, e 14) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS a valores a pagar aos consorciados desistentes e excluídos, atualizados pela variação do bem. As receitas de prestação de serviços, nos respectivos períodos correspondem aos valores de R$ 553.895 mil (2010 - R$ 433.325 mil) e referem-se V - Recursos dos Grupos basicamente à taxa de administração de grupos de consórcios. Referem-se aos recursos a serem rateados aos consorciados ativos quando do encerramento do grupo, pelos valores de fundo de reserva, remunerações de aplicações financeiras, multas e juros moratórios retidos pelo grupo, atualização da variação do preço do bem e valores de prestações não recebidas dos 15) DESPESA DE PESSOAL Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil consorciados após esgotados os procedimentos de cobrança. 2011 2010 • Contas de Compensação Proventos................................................................................................................................................. 9.330 7.613 I - Previsão Mensal de recursos a receber de consorciados e recursos mensais a receber de consorciados Encargos Sociais..................................................................................................................................... 5.156 4.905 Demonstram a previsão de contribuições a receber (fundo comum e fundo de reserva) de consorciados para o mês subsequente ao mês base das Benefícios................................................................................................................................................ 5.826 4.438 demonstrações contábeis. O montante foi calculado considerando o valor dos bens objeto das operações de consórcio em 31 de dezembro de 2011 Participação dos empregados nos lucros................................................................................................ 1.420 1.428 e de 2010. Treinamento............................................................................................................................................. 222 77 II - Contribuições devidas ao grupo e obrigações do grupo por contribuições Provisões trabalhistas ............................................................................................................................. 70 107 Referem-se aos valores totais das contribuições (fundo comum e fundo de reserva) devidas pelos consorciados ativos (grupos em andamento) até o final do Total ........................................................................................................................................................ 22.024 18.568 grupo, considerando o valor dos bens objeto das operações de consórcio em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. 16) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS III - Valor dos Bens a Contemplar e obrigações por futuras contemplações Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil Correspondem ao valor dos bens a serem contemplados em assembleias futuras, considerando o valor dos bens objeto das operações de consórcio em 31 2011 2010 de dezembro de 2011 e de 2010. Serviços técnicos especializados............................................................................................................ 8.408 7.416 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Comunicações......................................................................................................................................... 8.029 7.057 Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, a Instituição não apresentava saldos em disponibilidade e outras contas que seriam consideradas equivalentes Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... 7.144 6.256 de caixa. Contribuições filantrópicas ...................................................................................................................... 2.750 4.014 Processamentos de dados ...................................................................................................................... 2.033 2.188 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS Depreciações e amortizações ................................................................................................................. 1.549 914 a) Classificação por categorias e prazos Viagens.................................................................................................................................................... 1.289 904 Em 31 de dezembro - R$ mil Transportes.............................................................................................................................................. 855 703 Material.................................................................................................................................................... 726 538 2011 2010 Aluguéis................................................................................................................................................... 304 268 Valor de Valor de Marcação Valor de Marcação Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... 138 179 1 a 30 31 a 180 Acima de mercado/ custo a mercado/ a Outras...................................................................................................................................................... 1.043 919 Títulos (1) dias dias 360 dias contábil (2) atualizado mercado contábil (2) mercado Total ........................................................................................................................................................ 34.268 31.356 Títulos para negociação (3) Letras financeiras do tesouro ....... 1.126 985.603 986.729 986.729 813.750 17) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Certificados de depósito bancário 49.068 819 49.887 49.887 39.930 Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil Debêntures ................................... 2.062 18 7.537 9.617 9.617 6.491 2011 2010 Letras do tesouro nacional ........... 24.713 24.713 24.713 11.235 Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... 40.915 31.504 Notas promissórias....................... 6.410 6.410 6.410 Impostos sobre serviços - ISS................................................................................................................. 10.531 8.665 Notas do tesouro nacional............ 15 15 15 15 Contribuição ao PIS................................................................................................................................. 8.883 6.840 Outros...................................................................................................................................................... 2 2 Outras........................................... 1.362 72 6.829 8.263 8.263 2.514 Total ........................................................................................................................................................ 60.331 47.011 Total em 2011 .............................. 53.618 6.500 1.025.516 1.085.634 1.085.634 Total em 2010 .............................. 44.648 125 829.162 873.935 18) OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS (1) As aplicações em cotas de fundos de investimento, foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, e no caso de operações As outras receitas/(despesas) operacionais que nos respectivos exercícios comparativos correspondem aos valores de R$ 49.489 mil (2010 - R$ 44.829 mil), compromissadas, pelos respectivos papéis que estão lastreando as operações, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento estão representadas principalmente por despesas de comissões, gravames, Detran e taxa de avaliação. do exercício, os fundos exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 1.085.634 mil (2010 - R$ 873.935 mil). Na distribuição dos 19) RESULTADO NÃO OPERACIONAL prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não 2011 2010 houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo Taxas recuperação despesas.................................................................................................................. 18.635 10.755 Descontos obtidos ................................................................................................................................... 369 250 atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e Outras...................................................................................................................................................... 18 4.087 (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. Total ........................................................................................................................................................ 19.022 15.092 b) Resultado de títulos e valores mobiliários • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 11c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 11b). m) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011.
Títulos de Renda Fixa ............................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 105.641 75.850 105.641 75.850
7) OUTROS CRÉDITOS - ESPECÍFICOS E DIVERSOS
Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... Cobrança grupos encerrados .................................................................................................................. Créditos tributários (Nota 23c)................................................................................................................. Outros adiantamentos ............................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................
Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 16.798 12.163 14.782 16.155 2.411 2.188 2.302 2.979 1.647 1.686 198 130 38.138 35.301
8) INVESTIMENTOS 2011 - Certificados de investimentos - CI......................................................................................................... - Investimentos audiovisuais.................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. - Provisão para incentivos fiscais ............................................................................................................ Total geral dos investimentos ..............................................................................................................
Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 12 12 300 300 312 312 (111) (111) 201 201
20) APLICAÇÕES FINANCEIRAS - GRUPOS Nos respectivos exercícios, aplicações financeiras dos grupos de consórcio (em andamento e em formação) no valor de R$ 3.394.816 mil (2010 R$ 2.831.659 mil), estão compostas por (2010 - R$ 128.018 mil) em operações compromissadas com lastro em títulos públicos federais, junto ao Banco Bradesco S.A., e R$ 3.394.816 mil (2010 - R$ 2.703.641 mil) em cotas de fundos referenciado DI. A taxa de administração paga pelos grupos ao administrador de carteiras - Banco Bradesco S.A., no exercício foi de R$ 78.831 mil (2010 - R$ 63.052 mil). 21) RESUMO DAS OPERAÇÕES DE CONSÓRCIOS As operações de consórcios apresentam a seguinte posição em quantidades: Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 2.724 2.330 1.075 895 85.048 64.336 367.398 282.658 625.763 471.620 120.222 111.088 434.750 342.376 68.354 59.718 1,73% 1,87%
2011 Grupos em andamento............................................................................................................................ Grupos encerrados.................................................................................................................................. Bens entregues nos exercícios................................................................................................................ Bens entregues totais.............................................................................................................................. Consorciados ativos ................................................................................................................................ Desistentes e cancelados nos exercícios................................................................................................ Consórcios contemplados ....................................................................................................................... Bens pendentes de entrega .................................................................................................................... Taxa média de inadimplência .................................................................................................................. 22) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador estão assim representadas: 2011 Ativos (passivos)
2010 Ativos (passivos)
2011 Receitas (despesas)
R$ mil 2010 Receitas (despesas)
Dividendos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (3.224) (135.000) Aluguéis: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (254) (219) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. Para 2011, foi determinado o valor máximo de R$ 2.500 mil (2010 - R$ 2.000 mil) para remuneração dos Administradores (proventos e gratificações) e de R$ 2.500 mil (2010 - R$ 2.000 mil) para custear planos de previdência complementar de contribuição definida. Benefícios de Curto Prazo a Administradores Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 10) INTANGÍVEL Em 31 de dezembro - R$ mil Proventos................................................................................................................................................. 2.397 1.658 Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. 480 332 Valor residual Total ........................................................................................................................................................ 2.877 1.990 Taxa anual Custo Amortização 2011 2010 Benefícios pós-emprego 20% 31.802 (1.755) 30.047 26.826 Software ........................................................................................... Em 31 de dezembro - R$ mil Total em 2011 .................................................................................. 31.802 (1.755) 30.047 2011 2010 Total em 2010 .................................................................................. 27.382 (556) 26.826 Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... 2.430 1.726 Total ........................................................................................................................................................ 2.430 1.726 11) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da a) Ativos Contingentes Administração. Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. Outras informações b) Passivos Contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: A Instituição é parte em processos judiciais cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; Na constituição de provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. ou da Diretoria Executiva e seus familiares. I - Processos cíveis 23) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - ADMINISTRADORA São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento 2011 2010 de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... 512.446 382.413 II - Obrigações Legais - provisão para riscos fiscais Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente .... (174.232) (130.020) A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... (2.403) (3.017) obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. Outros valores ......................................................................................................................................... 3.626 4.009 III - Movimentação das Provisões Constituídas (129.028) Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (173.009) R$ mil b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Fiscais e Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil Cíveis Previdenciárias (1) 2011 2010 No início do exercício de 2011 ................................................................................................................... 1.294 20 Impostos correntes Constituição de provisão/reversões............................................................................................................... 478 8 Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... (172.970) (129.981) Pagamentos................................................................................................................................................... (22) Impostos diferidos No final do exercício de 2011 (Nota 12) ..................................................................................................... 1.750 28 Constituição/(realização) no exercício, sobre adições temporárias......................................................... (39) 953 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. Total dos impostos diferidos................................................................................................................ (39) 953 Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (173.009) (129.028) c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que figura como “autora” ou “ré” e amparada R$ mil na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as Saldo em Saldo em tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto os processos contingentes avaliados 31.12.2010 Constituição Realização 31.12.2011 como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Provisão para contingências fiscais e trabalhistas ................................. 7 10 7 10 d) Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. Provisão para contingências cíveis ........................................................ 440 185 30 595 12) OUTRAS OBRIGAÇÕES Provisão para perda de investimento ..................................................... 41 41 Outros (1) ............................................................................................... 1.198 222 419 1.001 a) Fiscais e previdenciárias Total dos créditos tributários sobre diferenças Em 31 de dezembro - R$ mil temporárias (Nota 7)........................................................................... 1.686 417 456 1.647 2011 2010 (1) Refere-se essencialmente à provisão para PLR e premiações. Provisão para impostos e contribuições sobre lucros ............................................................................. 98.525 77.087 d) Previsão da realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ 6.020 4.953 Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Provisão para riscos - fiscais (Nota 11b)................................................................................................. 28 20 Diferenças Temporárias Total ........................................................................................................................................................ 104.573 82.060 Imposto de Contribuição b) Diversas renda social Total Em 31 de dezembro - R$ mil 2012............................................................................................................................... 280 101 381 2011 2010 2013............................................................................................................................... 403 145 548 Valores a ressarcir a consorciados de grupos encerrados...................................................................... 69.829 78.605 2014............................................................................................................................... 405 146 551 Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... 7.489 9.572 2015............................................................................................................................... 123 44 167 Processos judiciais em andamento ......................................................................................................... 7.283 6.204 Total .............................................................................................................................. 1.211 436 1.647 Provisão para riscos - cíveis (Nota 11b).................................................................................................. 1.750 1.294 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. Outros valores ......................................................................................................................................... 555 621 O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação líquida dos efeitos tributários, monta R$ 1.539 mil Total ........................................................................................................................................................ 86.906 96.296 (2010 - R$ 1.547 mil). 9) IMOBILIZADO DE USO Demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear, de acordo com a vida útil-econômica dos bens. Em 31 de dezembro - R$ mil Valor residual Taxa anual Custo Depreciação 2011 2010 Imóveis de uso: Instalações, móveis e equipamentos de uso.......................................... 10% 2.343 (1.264) 1.079 1.281 Sistemas de segurança .......................................................................... 10% 15 (8) 7 9 Sistemas de processamento de dados .................................................. 20% 1.614 (1.370) 244 271 Total em 2011 ........................................................................................ 3.972 (2.642) 1.330 Total em 2010 ........................................................................................ 3.896 (2.335) 1.561
continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 9 de março de 2012
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...continuação
Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 52.568.821/0001-22 Sede: Cidade de Deus s/nº - Prédio Marrom - Vila Yara - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 24) OUTRAS INFORMAÇÕES
e) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações e a) Os consorciados mantêm seguros de vida e quebra de garantia, junto ao Grupo Bradesco Seguros e Previdência, cujos valores dos prêmios pagos orientações, foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. encontram-se demonstrados em prêmios de seguros e seguros contratados - quebra de garantia; Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: b) O Conselho Curador do FGTS editou a Resolução nº 616, de 15.12.2009, publicada no D.O.U. de 18.12.2009, e entrou em vigor a partir do dia 18.03.2010, estabelecendo critérios para utilização do saldo da conta vinculada do FGTS para amortização extraordinária, liquidação de saldo devedor e pagamento de • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); parte das prestações no âmbito do Sistema de Consórcio Imobiliário; • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); c) Em 16 de julho de 2010, o Banco Central do Brasil publicou a Circular nº 3.501/10 que dispõe sobre o funcionamento de componente organizacional de • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); ouvidoria das administradoras de consórcios; • Resolução nº 3.973/11 - Evento Subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento Baseado em Ações (CPC 10 - produzirá efeito a partir de 1º de Janeiro de 2012); e d) Gerenciamento de riscos • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012). A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o de forma prospectiva ou retrospectiva. alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. O Bradesco Consórcios como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional; e
A DIRETORIA Fernando Antônio Tenório - Diretor Nilton Pelegrino Nogueira - Diretor Superintendente Claudia Teixeira de Souza - Contadora - CRC 1SP177829/O-6
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
Aos Administradores da Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, bem como as demonstrações consolidadas dos recursos de consórcio em 31 de dezembro de 2011 e das variações consolidadas nas disponibilidades dos grupos de consórcios para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.
Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, bem como a posição patrimonial e financeira consolidada dos grupos de consórcios em 31 de dezembro de 2011 e as variações consolidadas das disponibilidades dos grupos de consórcios para o semestre e exercício findos naquelas datas, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Demonstrações do valor adicionado como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício Responsabilidade dos auditores independentes e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 14 de fevereiro de 2012 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes Cláudio Rogélio Sertório Zenko Nakassato apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP160769/O-0
p Teixeira pede licença da CBF por motivo de saúde olítica
A notícia da licença é natural. Já se tinha falado sobre isso muitas vezes. Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol. Ueslei Marcelino/Reuters - 31.10.11
Presidente da CBF se afasta do cargo por 30 dias e será substituído por José Maria Marin, que foi informado ontem.
A
legando problemas de saúde, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira se licenciou, e indicou para substituí-lo José Maria Marin. Vice mais velho da CBF, Marin havia sido convocado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e estava no Rio desde quarta-feira. Ele foi informado ontem que vai assumir, interinamente, a CBF. De acordo com Marin, Teixeira enviou comunicado aos presidentes de federações estaduais informando a sua decisão. Seu "padrinho", o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, não o acompanhou, segundo sua assessoria. A informação foi confirmada na tarde de ontem pelo presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto – e também pelo presidente da Federação Goiana, André Luiz Pitta Pires. Segundo ele, Teixeira pediu licença do cargo por 30 dias. Problemas de saúde – Em crise não só dentro de campo, com a seleção brasileira eliminada das últimas Copa do Mundo e Copa América logo nas quartas de final, como também, e principalmente, fora dele – em meio a novas denúncias de corrupção – o dirigente já vinha dando sinais de que poderia sair. Em 1989, o empresário mineiro Ricardo Teixeira foi eleito o 18º presidente da CBF, cargo que exerceu até a tarde de ontem. Teixeira – genro de João Havelange, que estava comando da Fifa – demitiu, no início
O chamado dossiê da ISL, do mês, o tio, Marco Antônio Teixeira, da secretaria-geral da ex-agência de marketing da entidade. Ele estava na função entidade, falida em 2001, será praticamente desde o começo avaliado pela Corte Federal da do mandato do sobrinho, no fi- Suíça e tem documentos considerados comprometedores nal da década de 1980. No fim do ano passado, Tei- para Teixeira. O processo, que tramita desxeira já havia nomeado o então presidente do Corinthians, de 2008, reúne os nomes de diAndres Sanchez, para diretor rigentes que, supostamente, de seleções. Além disso, o ex- receberam propina em negojogador Ronaldo foi colocado ciação pelos direitos de transmissão de Codentro do pas do MunCOL. do. Em 29 de sePres sio natembro, foi ind o , Te i x e i r a ternado em perdeu força um hospital para virar o n o R i o a p reanos e dois meses: sucessor de Josentando doesse foi o mandato seph Blatter r e s a b d o m ina presidência nais. O bolemais longo de um da Fifa após a tim médico presidente na história Copa de 2014, disse que Teino Brasil. xeira tinha da Confederação Em 2000, ele uma divertiBrasileira de Futebol, chegou a enculite (inflaa CBF. frentar duas mação na paCPIs (Comisrede do cólon, s õ e s P a r l aligado ao intestino grosso) não complica- mentares de Inquérito) no da. Assim, faria tratamento Congresso Nacional, mas o tíapenas com anti-inflamatório, tulo da seleção no Mundial de analgésicos e alimentação re- 2002, segundo ele próprio, sergulada, sem necessidade de ci- viu para revigorá-lo e mantêrurgia. Recebeu alta dois dias lo à frente da CBF. Seu mandato iria até 2015, depois. Enquanto esteve em observação, deu brindes para graças a uma manobra no estaas pessoas que cuidavam dele, tuto da confederação. Em como bonés e camisetas da se- 2008, ele conseguiu convencer os presidentes das federações leção brasileira. Teixeira vinha enfrentando estaduais a estender a gestão, a acusação de estar envolvido de quatro para sete anos, para no maior escândalo da história "não interferir" nos preparatida Fifa. Um mês antes, ele foi vos do País na Copa-2014. Sem ele, o estatuto da CBF alvo de protestos em várias cidades do País contra a sua ad- diz que assumirá o vice-presidente mais idoso. Ao todo, eles ministração.
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são cinco, um para cada região do País, e esse status ficaria com José Maria Marin, 79. Representante do Sudeste e ex-governador de São Paulo, o dirigente foi flagrado, recentemente, por câmeras de televisão. Ele colocava, no próprio bolso, uma das medalhas da premiação do título da Copa São Paulo de juniores conquistado no último dia 25 pelo Corinthians. A fa s t am e n to – "Foram 23 anos e 2 meses", destacou ontem o ESPN.com.br. "O mandato mais longo de um presidente na história da Confederação Brasileira de Futebol, a CBF. Uma era que pode ter chegado ao fim nesta quinta-feira, 8 de março de 2012. Ricardo Terra Teixeira pediu afastamento do cargo por licença médica". A informação foi confirmada ao ESPN.com.br pelo presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo del Nero. "A notícia da licença é natural. Já se tinha falado sobre isso muitas vezes. Não é nada de anormal. Não estipularam para mim o tempo de ausência". Segundo o estatuto da CBF, o prazo máximo para o afastamento do presidente é de 60 dias. Del Nero confirmou, também, que José Maria Marin assumirá o cargo. E, nas palavras do mandatário da FPF, pouca coisa deve mudar no comando da entidade máxima do futebol brasileiro. "Se ele é presidente, ele tem autonomia, de acordo com programação do presidente anterior. Ele vai seguir a mes-
Teixeira: gestão de conquistas nos gramados e denúncias fora deles.
ma linha do presidente anterior, até por lealdade", afirmou Del Nero ao ESPN.com.br. 23 anos no poder – O presidente da mais importante organização esportiva do País trocará a sede da Barra da Tijuca pela nova residência da família em Miami, onde pretende dedicar mais tempo à mulher, Ana Carolina Wingand, e à filha Antônia. Os rumores sobre sua saída do cargo, que exerceu com mão de ferro, começaram em fevereiro. À medida em que novas informações surgiram, a saída parecia mais próxima. Até que, ontem, finalmente, a notícia se tornou oficial.
A gestão de Ricardo Teixeira foi marcada pela oposição entre conquistas dentro dos gramados e denúncias fora dele. Nas últimas duas décadas, a seleção brasileira conquistou duas Copas, o País ganhou o direito de sediar um Mundial, e a CBF tornou-se uma instituição rentabilíssima, de contratos multimilionários. E Teixeira se viu envolvido em polêmicas e denúncias. Depois de sobreviver a duas CPIs, conseguiu se reeleger em 2003 e em 2007. Com a escolha do Brasil para sede do Mundial de 2014, seu mandato foi ampliado, mas Teixeira decidiu sair antes. (Agências)
Sergio Lima/Folhapress
Governo perdoa Valcke Aceitas as desculpas do secretário da Fifa, encontro reunirá Dilma e Blatter.
O
Presidente Dilma reuniu-se com representantes do Comitê Olímpico Internacional
governo federal aceitou as desculpas do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, que sugeriu na semana passada um "chute no traseiro" do Brasil para acelerar os preparativos para a Copa do Mundo de 2014. Ficou ainda de ser agendada uma reunião entre o presidente da entidade, Joseph Blatter, e a presidente Dilma Rousseff. Ontem, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, enviou uma carta a Valcke e outra a Blatter tratando deste tema. O
"perdão" foi concedido depois que Valcke se retratou. Ele culpou a tradução de uma frase em francês para o português, mas a entrevista que iniciou a polêmica foi em inglês. Aldo chegou a pedir à Fifa a troca do interlocutor nas negociações, mas recuou diante do pedido de desculpas do dirigente. Em resposta de apenas duas linhas, Aldo comunicou sua decisão: "Em atenção à sua correspondência do dia 5 de março de 2012, comunico a Vossa Senhoria, em nome do
governo brasileiro, que suas desculpas foram aceitas". Essa é a íntegra da carta a Valcke. No documento enviado a Blatter, Aldo reafirma que o pedido de desculpas foi aceito, mas faz uma cobrança. "Reafirmo a posição do governo brasileiro de que episódios como este não podem mais se repetir, em prol da boa preparação da Copa do Mundo no Brasil". Blatter propôs um encontro na semana que vem. Aldo disse que a data cabe ao cerimonial de Dilma. (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 9 de março de 2012
Columbus Holdings S.A. CNPJ 09.092.789/0001-22 Sede: Cidade de Deus, Osasco, SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,
Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários.
Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Columbus Holdings S.A.,
Cidade de Deus, 15 de fevereiro de 2012. Diretoria
relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes.
BALANÇO PATRIMONIAL - Em Reais mil ATIVO
31.12.2011
CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 5)........................................................................................................ Outros Ativos (Nota 6) ................................................................................................................................... Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 13d)........................................................................................ Dividendos a Receber (Nota 12a) ................................................................................................................. Créditos Tributários (Nota 13c) ...................................................................................................................... NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Realizável a Longo Prazo ........................................................................................................................... Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 13d)........................................................................................ Créditos Tributários (Nota 13c) ...................................................................................................................... Investimentos (Nota 7) ................................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................
31.12.2010
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
31.12.2011
31.12.2010
532.923 330.524 500 4.242 197.650 7 4.210.420 7.057 7.021 36 4.203.363
267.929 149.980 500 10.600 106.843 6 4.056.165 8.835 8.818 17 4.047.330
CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 13e).......................................................................................... Dividendos a Pagar (Nota 8d) ....................................................................................................................... Outras Obrigações ........................................................................................................................................
14.398 7.900 6.372 126
16.534 10.612 5.853 69
PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social (Nota 8a)................................................................................................................................. Reservas de Capital (Nota 8b) ...................................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 8c)....................................................................................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial Reflexo .......................................................................................................
4.728.945 700.000 2.956.812 1.080.962 (8.829)
4.307.560 202.235 3.454.577 650.748 -
4.743.343
4.324.094
TOTAL ...........................................................................................................................................................
4.743.343
4.324.094
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil
RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................................................................
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 681.468 632.474
Resultado de Equivalência Patrimonial (Nota 7) ...........................................................................................
658.475
599.512
Receitas Financeiras Líquidas (Nota 9) ........................................................................................................
22.993
32.944
Outras Receitas Operacionais.......................................................................................................................
-
18
DESPESAS OPERACIONAIS ......................................................................................................................
888
3.355
Despesas Tributárias (Nota 10) .....................................................................................................................
642
2.446
Despesas Gerais e Administrativas (Nota 11)...............................................................................................
246
909
RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................
680.580
629.119
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 13a) .................................................................
(9.848)
(12.965)
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO...............................................................................................................
670.732
616.154
Número de ações ..........................................................................................................................................
535.796.738
535.796.738
Lucro Líquido Básico por lote de mil ações em R$ .......................................................................................
1.251,84
1.149,98
Eventos Saldos em 31.12.2009..................... Realização de Reserva - Provisão de Dividendos ................................. Lucro Líquido do Exercício ............... Destinações: - Reservas................... - Dividendos Propostos (R$ 10,92 por lote de mil ações)............. Saldos em 31.12.2010..................... Realização de Reserva - Provisão de Dividendos ................................. Aumento de Capital com Reservas .. Reserva Reflexa ............................... Lucro Líquido do Exercício ............... Destinações: - Reservas................... - Dividendos Propostos (R$ 11,89 por lote de mil ações)............. Saldos em 31.12.2011.....................
Ajuste de Avaliação Patrimonial Reflexo
Reservas de Capital 3.454.577
-
-
30.808
(19.914) 579.493
-
616.154 (610.301)
(19.914) 616.154 -
202.235
3.454.577
71.255
579.493
-
(5.853) -
(5.853) 4.307.560
33.537
(234.146) 630.823
(8.829) -
670.732 (664.360)
(234.146) (8.829) 670.732 -
104.792
976.170
(8.829)
(6.372) -
(6.372) 4.728.945
497.765 700.000
(497.765) 2.956.812
Reservas de Lucros Legal Estatutária 40.447 19.914
-
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos: Resultado de Equivalência Patrimonial ....................................................................................................... Juros e Variações Monetárias, Líquidas ...................................................................................................... Lucro Líquido Ajustado .............................................................................................................................. Aumento/(Redução) em Empréstimos e Adiantamento a Instituições de Crédito ....................................... (Aumento)/Redução em Outros Ativos ........................................................................................................ (Aumento)/Redução em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades Operacionais ....................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Aquisição de Investimentos ......................................................................................................................... Juros sobre Capital Próprio Recebidos ....................................................................................................... Dividendos Recebidos ................................................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Investimentos................................................. Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Financiamentos.............................................. Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa........................................................................... Aumento/Redução de Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período.................................................... Aumento/Redução de Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ...................................................... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................
680.580
629.119
(658.475) (830) 21.275 (3.195) 698 18.778
(599.512) (743) 28.864 477.020 (9.238) (675) (2.475) 493.496
7.653 394.113 401.766
(433.357) 7.252 436.551 10.446
(240.000) (240.000) 180.544
(354.778) (354.778) 149.164
149.980 330.524 180.544
816 149.980 149.164
Prejuízos/ Lucros Acumulados -
Capital Social 202.235
2011 GERAÇÃO DO VALOR ADICIONADO RECEITAS........................................................................................ Outras Receitas................................................................................ INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ..................................... Serviços de Terceiros ....................................................................... Outros............................................................................................... VALOR ADICIONADO BRUTO........................................................ RETENÇÕES ................................................................................... VALOR ADICIONADO LÍQUIDO ..................................................... VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ........... Resultado de Equivalência Patrimonial ............................................ Receitas Financeiras ........................................................................ VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR................................ DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO TOTAL ........................ Impostos, Taxas e Contribuições .................................................. Federais............................................................................................ Remuneração de Capitais de Terceiros e Outros ........................ Remuneração de Capitais Próprios.............................................. Dividendos........................................................................................ Lucros Retidos..................................................................................
(208) (12) (196) (208) (208) 681.468 658.475 22.993 681.260 681.260 10.528 10.528 670.732 6.372 664.360
Exercícios findos em 31 de dezembro % 2010 100,0 96,7 3,3 100,0 100,0 1,5 1,5 98,5 0,9 97,6
18 18 (873) (15) (858) (855) (855) 632.456 599.512 32.944 631.601 631.601 15.447 15.447 616.154 5.853 610.301
Totais 3.717.173
% (0,1) (0,1) (0,1) (0,1) 100,1 94,9 5,2 100,0 100,0 2,4 2,4 97,6 0,9 96,7
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE - Em Reais mil
Lucro Líquido do Exercício ........................................................................................................................ Outros Componentes do Resultado Abrangente ..................................................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial Reflexo ....................................................................................................... Total do Resultado Abrangente do Exercício ...........................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 670.732 616.154 (8.829) (8.829) 661.903 616.154
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 2.8) Redução ao valor recuperável de ativos financeiros a) Ativos financeiros reconhecidos a custo amortizado Em cada data das demonstrações contábeis, a Companhia avalia se há evidências objetivas de que os ativos financeiros não contabilizados pelo valor justo por meio do resultado estejam com perda de seu valor recuperável. As perdas por redução ao valor recuperável são incorridas se, e apenas se, existirem evidências objetivas que demonstram a ocorrência de uma perda após o reconhecimento inicial do ativo financeiro e que a perda provoca um impacto nos fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou de grupos de ativos financeiros que podem ser estimados de modo confiável. 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo b) Ativos financeiros classificados como disponíveis para venda A Companhia avalia em cada data das demonstrações contábeis se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma. deteriorado. Se, em um período subsequente, o valor justo de um instrumento da dívida classificado como disponível para venda aumentar, e o aumento 2.1) Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis puder ser objetivamente relacionado a um evento que ocorreu após o prejuízo por redução ao valor recuperável ter sido reconhecido, a perda por redução As demonstrações contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis ao valor recuperável é revertido da demonstração do resultado. (CPCs). Elas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor com exceção dos Ativos Financeiros mensurados pelo valor justo por 2.9) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) meio do resultado, que foram avaliados ao seu valor justo. A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Os valores contábeis dos ativos não financeiros, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. No caso de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis, conforme Nota 4. A companhia adotou a faculdade prevista no CPC 36 que dispensa a apresentação de demonstrações contábeis quando uma entidade é controlada de estimado todo ano. outra entidade que divulga demonstrações contábeis consolidadas e quando acionistas deliberam pela adoção dessa faculdade. Assim sendo, não estão Uma perda por redução no valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor sendo apresentadas demonstrações contábeis consolidadas. em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as 2.2) Moeda funcional e moeda de apresentação condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para a finalidade de testar o valor Os itens incluídos nas demonstrações contábeis são mensurados utilizando-se a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo que (“moeda funcional”). As demonstrações contábeis foram preparadas em Real (R$), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a sua moeda de são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Para fins do teste do apresentação e estão sendo apresentadas em milhares de reais. valor recuperável do ágio, o montante do ágio apurado em uma combinação de negócios é alocado à UGC ou ao grupo de UGCs para o qual o benefício das sinergias da combinação é esperado. Essa alocação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins internos e não é maior que um segmento 2.3) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimentos, cujo vencimento das operações na operacional determinado de acordo com o IFRS 8 e o CPC 22. data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados para gerenciamento Perdas por redução no valor recuperável são reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas referentes o UGCs são inicialmente alocadas na redução de qualquer ágio alocado a esta UGC (ou grupo de UGC), e subsequentemente na redução dos outros ativos desta UGC (ou grupo de UGC) de forma pró-rata. de seus compromissos de curto prazo. Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a outros ativos, as perdas de valor recuperável é revertida somente 2.4) Ativos Financeiros na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado subdividido em: mantidos valor não tivesse sido reconhecida. para negociação e designados ao valor justo por meio de resultado; disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros 2.10) Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de no reconhecimento inicial. acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: a) Mensurados a valor justo por meio do resultado - Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou I - Designados no reconhecimento inicial decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da capacidade Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum ativo financeiro designado a valor justo por meio do resultado. de sua recuperação por recebimento ou compensação com passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados II - Ativos financeiros para negociação nas notas explicativas; Os ativos financeiros para negociação são os ativos mantidos pela Companhia com o propósito de negociar no curto prazo, ou que a Companhia mantém - Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os instrumentos financeiros complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. Os ativos financeiros mantidos para negociação são adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo - Passivos Contingentes: é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período. reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações b) Ativos financeiros disponíveis para venda Investimentos disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que não são classificados em mantidos até o vencimento ou para negociação classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e para os quais existe a intenção de mantê-los por um período de tempo indefinido e que podem ser vendidos em resposta a mudanças nas taxas de juros, - Obrigações Legais: Provisão para Riscos Fiscais decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. taxas de câmbio, preços de títulos de patrimônio ou necessidades de liquidez. Ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos inicialmente a valor justo, os quais correspondem ao valor pago incluindo os custos de transação, 2.11) Patrimônio Líquido e são mensurados subsequentemente a valor justo com os ganhos e perdas reconhecidos no patrimônio líquido em outros resultados abrangentes, com a) Lucro por ação exceção das perdas por valor não recuperável e dos ganhos e perdas cambiais de conversão. Se um ativo financeiro disponível para venda apresentar uma A Companhia apresenta dados de lucro por ação básico e diluído. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se lucro líquido atribuível aos perda por valor não recuperável, a perda acumulada registrada no resultado abrangente é reconhecida na demonstração do resultado. acionistas da Companhia pela média ponderada das ações ordinárias durante o ano, excluindo a quantidade média das ações ordinárias compradas A receita de juros é reconhecida no resultado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. pela Companhia e mantidas em tesouraria. Não há diferenças entre o lucro básico e diluído, pois não há instrumentos potenciais diluíveis. c) Ativos financeiros mantidos até o vencimento b) Dividendos a pagar Os investimentos mantidos até o vencimento são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e vencimento fixo que a A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, no período em que a distribuição Companhia tem intenção e capacidade de manter até o vencimento e que não são designados como avaliados pelo valor justo por meio do resultado, ou é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto da Companhia. como disponíveis para venda. Os ativos financeiros mantidos até o vencimento são reconhecidos inicialmente a valor justo incluindo os custos diretos e incrementais e contabilizados 2.12) Reconhecimento da Receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber no curso normal das atividades da Companhia. subsequentemente pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. A Companhia reconhece a receita quando o seu valor puder ser mensurado com segurança, for provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a Os juros sobre os ativos financeiros mantidos até o vencimento estão incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. A Companhia baseia suas estimativas em por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil do investimento e é reconhecida na demonstração do resultado. resultados históricos, levando em consideração, o tipo de transação. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros mantidos até o vencimento. Receitas Financeiras d) Empréstimos e recebíveis As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda), receita de dividendos Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou determináveis que não são cotados em um mercado ativo e que a Companhia (exceto para os dividendos recebidos de investidas avaliadas por equivalência patrimonial na controladora), ganhos na alienação de ativos financeiros não tem a intenção de vender imediatamente ou no curto prazo. disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, ganhos na reavaliação a valor Os empréstimos e recebíveis são mensurados inicialmente pelo valor justo mais os custos diretos de transação, e subsequentemente avaliados pelo custo justo de participação preexistente em controlada, ganhos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no resultado e reclassificações de ganhos amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. A Ativos financeiros adquiridos com compromissos de revenda são registrados como empréstimos e adiantamentos a instituições de crédito ou clientes, receita de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito do Grupo em receber o pagamento é estabelecido. As distribuições recebidas de conforme apropriado. A diferença entre o preço de venda e de recompra é tratada como juros e reconhecida ao longo do prazo do contrato com base na investidas registradas por equivalência patrimonial reduzem o valor do investimento. taxa efetiva de juros. Juros sobre empréstimos e recebíveis são incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável 2.13) Imposto de Renda e Contribuição Social é relatada como uma redução do valor contábil dos empréstimos e adiantamentos e é reconhecida na demonstração do resultado, como perda por redução A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, quando aplicável. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos. impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía empréstimos e recebíveis A despesa com imposto de renda corrente é calculada como a soma do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do 2.5) Passivos Financeiros exercício (líquido de quaisquer ajustes previstos para fins fiscais) e das mutações nos ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração A Companhia classifica seus passivos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado e custo amortizado. consolidada do resultado. a) Mensurados a valor justo por meio do resultado Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram São registrados e avaliados pelo valor justo, sendo as respectivas modificações do valor justo reconhecidas imediatamente no resultado. Estes passivos constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de sua realização, considerando os estudos técnicos podem ser subdivididos em duas classificações distintas: passivos financeiros designados a valor justo por meio do resultado e passivos financeiros e as análises realizadas pela Administração. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro mantidos para negociação. líquido do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não têm efeitos para fins de apuração do lucro real I - Designados no reconhecimento inicial da pessoa jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum passivo financeiro designado ao valor justo no reconhecimento inicial. vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos II - Passivos financeiros para negociação diferidos correspondentes. Os passivos financeiros para negociação são os passivos mantidos pela Companhia com o propósito de venda ou recompra no curto prazo, ou que mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS Os passivos para negociação são inicialmente reconhecidos e avaliados pelo valor justo no balanço e, os custos de transação são registrados diretamente no A Companhia é parte integrante da Organização Bradesco, sendo que seu gerenciamento de risco é realizado por área técnica especializada da resultado do período. Todas as mudanças no valor justo são reconhecidas no resultado em “Ganhos e perdas líquidos de ativos financeiros para negociação”. Organização, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía passivos financeiros mantidos para negociação. através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos. b) Passivos financeiros a custo amortizado São os passivos financeiros que não são avaliados pelo valor justo por meio do resultado. Estes passivos são inicialmente registrados pelo seu valor justo 3.1) Valor justo de ativos e passivos financeiros e subsequentemente mensurados ao custo amortizado. Incluem, dentre outros, recursos de instituições de crédito e de clientes, recursos de emissão de A Companhia aplica o CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações títulos de dívida e títulos de dívidas subordinadas. do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo: Nível 1 2.6) Determinação do valor justo O valor justo dos ativos financeiros é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de Preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. Ativos e passivos de Nível 1 incluem títulos de dívida e patrimoniais e contratos de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações derivativos que são negociados em um mercado ativo, assim como títulos públicos brasileiros que são altamente líquidos e ativamente negociados em mercados de balcão. ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. As aplicações em fundos de investimentos, são avaliadas com base no valor da cota divulgada pelo Administrador do fundo investidor, que reflete o valor de Nível 2 mercado dos investimentos que compõem a carteira do respectivo fundo. Dados observáveis que não os preços de Nível 1, tais como preços cotados para ativos ou passivos similares; preços cotados em mercados não ativos; ou outros dados que são observáveis no mercado ou que possam ser confirmados por dados observáveis de mercado para substancialmente todo o prazo dos 2.7) Investimento em Controladas São classificados como controladas as entidades as quais a Companhia exerce controle, ou seja, quando detém o poder de exercer a maioria dos direitos ativos ou passivos. Os ativos e passivos de Nível 2 incluem contratos de derivativos cujo valor é determinado usando um modelo de precificação com dados de voto. Poderá ainda existir controle quando a Companhia possuir, direta ou indiretamente, preponderâncias de gerir as políticas financeiras e operacionais que são observáveis no mercado ou que possam ser deduzidos principalmente de ou ser confirmados por dados observáveis de mercado, incluindo mas de determinadas entidades para obter benefícios em suas atividades, mesmo que a percentagem que detém sobre o seu capital próprio for inferior a 50%. A não limitados a curvas de rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio. existência e o efeito de potenciais direitos de voto, que são atualmente exercíveis ou conversíveis, são levados em consideração ao avaliar se a Companhia Nível 3 Dados não observáveis que são suportados por pouca ou nenhuma atividade de mercado e que sejam significativos ao valor justo dos ativos e passivos. controla outra entidade. Os investimentos em sociedades controladas e coligadas são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado do Os ativos e passivos de Nível 3 geralmente incluem instrumentos financeiros cujo valor é determinado usando modelos de precificação, metodologias de fluxo de caixa descontado, ou técnicas similares, assim como instrumentos para os quais a determinação do valor justo requer julgamento ou estimativa exercício como despesa (ou receita) operacional. O resultado das controladas adquiridas ou vendidas durante os exercícios são incluídos nas demonstrações contábeis a partir da data efetiva de aquisição significativos da administração. Esta categoria geralmente inclui certos títulos emitidos por instituições financeiras e empresas não financeiras e certos contratos de derivativos. ou até a data em que o controle deixar de existir. I - Ágio (Goodwill) 4) USO DE ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS O ágio (ou deságio) é originado no processo de aquisição de controladas, coligadas e joint ventures. Nas Demonstrações Contábeis foram utilizadas algumas estimativas e julgamentos contábeis elaborados a fim de quantificar determinados ativos e passivos. O ágio representa o excesso do custo de aquisição em razão do interesse da Companhia sobre o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis Tais estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e diversos outros fatores, incluindo expectativas de adquiridos de uma controlada e coligada na data da aquisição. O ágio originado na aquisição de controladas e coligadas são incluídos no valor dos eventos futuros, considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. investimentos. Quando o excesso é negativo (deságio) este é reconhecido imediatamente no resultado como ganho na data de aquisição. Determinados ativos, como outros intangíveis e investimentos pelo método da equivalência patrimonial, estão sujeitos à revisão de perda de valor recuperável O ágio é testado anualmente e sempre que for observado um evento que cause a redução ao valor recuperável, comparando-se valor presente dos fluxos (impairment). As despesas com perda de valor recuperável são registradas quando existem evidências claras de perda de valor recuperável, ou de nãode caixa futuros esperados de uma unidade geradora de caixa ao valor contábil de seus ativos líquidos, incluindo o ágio atribuível e contabilizado ao custo recuperabilidade do custo dos ativos. A avaliação do que constitui perda de valor recuperável é uma matéria que requer um nível significativo de julgamento. deduzido das perdas acumuladas por redução ao valor recuperável. Perdas por redução ao valor recuperável de ágio não podem ser revertidas. Ganhos e As informações sobre incertezas, premissas e estimativas que possuam risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro, estão incluídas na seguinte nota explicativa: Nota 13f – Previsão de realização dos créditos tributários. perdas auferidos na venda de uma entidade incluem o valor contábil do ágio relativo à entidade vendida. 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Columbus Holdings S.A. é uma Companhia que tem por objetivo a administração, locação, compra, venda de bens próprios e participação em outras sociedades como cotista ou acionista. A Columbus Holdings S.A. é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pela Diretoria em 15 de fevereiro de 2012.
continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 9 de março de 2012
11
...continuação
Columbus Holdings S.A. CNPJ 09.092.789/0001-22 Sede: Cidade de Deus, Osasco, SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2011 Disponibilidades em moeda nacional (1)................................................................................................. Fundos de Investimentos Financeiros (2)................................................................................................ Total de Caixa e Equivalentes de Caixa...............................................................................................
13 330.511 330.524
Em 31 de dezembro 2010 11 149.969 149.980
(1) Refere-se a depósito bancário à vista. (2) Referem-se a aplicações de renda fixa em Fundos de Investimentos Financeiros, exclusivos a integrantes da Organização Bradesco ou empresas a ele ligadas, que sejam considerados investidores qualificados, administrados pelo Banco Bradesco S.A., montante de R$ 330.511 (2010 - R$ 149.969). 6) OUTROS ATIVOS Referem-se a certificados de investimentos, pela aquisição de 500.000 cotas beneficiárias de incentivos fiscais.
7) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados na conta de Resultado de Equivalência Patrimonial e corresponderam, no exercício, a um resultado positivo de R$ 658.475 (2010 - R$ 599.512). b) A composição dos Investimentos está demonstrada a seguir: Patrimônio Líquido Ajustado 1.438.595 2.029.276 402.414
Quantidade de ações possuídas (em milhares) ON PN 156.395 736.804 111.962
Participação no Capital Social - % 28,6482 46,7619 27,0875
Capital Resultado Investimentos Empresas Social Ajustado 2011 2010 Cielo S.A. (1) ....................................................................................... 263.834 1.813.415 412.132 385.063 Everest Holdings Ltda. (1) (4).............................................................. 96.224 Tempo Serviços Ltda. (1)..................................................................... 1.575.650 258.508 948.928 832.744 Tapajós Holdings Ltda. (1) (4).............................................................. 413.333 8.652 109.004 Ágio - Cielo S.A. (3) ............................................................................. 2.733.299 2.733.299 Total .................................................................................................... 4.203.363 4.047.330 (1) Dados relativos a 31.12.2011; (2) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados pelas Companhias, a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, bem como os ajustes por avaliação de práticas contábeis, quando aplicáveis; (3) O ágio está fundamentado na rentabilidade futura, avaliado quando da aquisição de participação societária na Companhia Cielo S.A. O valor recuperável do ágio é baseado no valor de mercado das ações, para o qual não foi detectada a necessidade de provisionamento. (4) Subscrição de 111.961.537 cotas de investimentos, representados por 66.019.661 cotas de emissão da Everest Holding Ltda., na empresa Tapajós Holdings Ltda. 8) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Composição do capital social em ações O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal. Em 31 de dezembro 2011 2010 Ordinárias................................................................................................................................................ 535.796.738 535.796.738 Total ........................................................................................................................................................ 535.796.738 535.796.738 Em Assembleia Geral Extraordinária e Ordinária realizada em 29 de abril de 2011, deliberou-se aumentar o Capital Social no valor de R$ 497.765, elevando-o de R$ 202.235 para R$ 700.000, sem emissão de ações, mediante a capitalização de parte do saldo da conta “Reserva de Capital - Ágio na Emissão de Ações”, de acordo com o disposto do Parágrafo Primeiro do Artigo 169 da Lei nº 6.404/76, com a consequente alteração do “caput” do Artigo 6º do Estatuto Social. b) Reservas de capital A reserva de capital é composta principalmente por ágio pago pelos acionistas na subscrição de ações. A reserva de capital é utilizada para (i) absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros, (ii) resgate, reembolso ou compra de ações, (iii) resgate de partes beneficiárias, (iv) incorporação ao capital social e (v) pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa vantagem lhes for assegurada. c) Reservas de lucros Em 31 de dezembro 2011 2010 Reservas de lucros................................................................................................................................ 1.080.962 650.748 Reserva legal (1) ..................................................................................................................................... 104.792 71.255 Reserva estatutária (2)............................................................................................................................ 976.170 579.493 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Companhia, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, mediante proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho e deliberada pela Assembleia Geral, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. d) Dividendos Conforme disposições estatutárias aos acionistas estão assegurados dividendos que correspondam no mínimo a 1% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da Lei societária. A Assembleia deliberará sobre a destinação do resultado do exercício. Os cálculos dos dividendos relativos aos exercícios de 2011 e 2010 estão demonstrados a seguir: Em 31 de dezembro 2011 % (1) 2010 % (1) Lucro Líquido do Exercício ........................................................... 670.732 616.154 Reserva Legal .................................................................................. (33.537) (30.808) Base de Cálculo.............................................................................. 637.196 585.346 Dividendos mínimos obrigatórios ..................................................... 6.372 5.853 Total dos Dividendos ..................................................................... 6.372 1,0 5.853 1,0 (1) Percentual dos dividendos sobre a base de cálculo. Durante o exercício de 2011 ocorreram pagamentos de dividendos apurados com base em lucros de exercícios anteriores, no montante de R$ 240.000 (2010 - R$ 354.778). 9) RECEITAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS
Rendimento de Aplicações em Fundos de Investimentos Financeiros ................................................... Rendimento de Operações Compromissadas......................................................................................... Rendimento de Aplicações em CDB ....................................................................................................... Juros Ativos ............................................................................................................................................. Juros Passivos......................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 21.932 10.861 21.340 237 836 845 (12) (102) 22.993 32.944
10) DESPESAS TRIBUTÁRIAS
PIS/COFINS ............................................................................................................................................ IRRF ........................................................................................................................................................ Impostos e Taxas..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 641 1.859 191 1 396 642 2.446
11 ) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS
Editais e Publicações .............................................................................................................................. Doações .................................................................................................................................................. Patrocínios............................................................................................................................................... Serviços de Terceiros .............................................................................................................................. Contribuição Sindical Patronal................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 195 84 49 460 12 14 39 35 267 246 909
Em 31 de dezembro Ajuste Decorrente de Avaliação (2) 2011 2010 519.512 506.549 15.737 12.602 120.883 80.361 2.343 658.475 599.512
12) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com partes relacionadas estão assim representadas: Em 31 de dezembro 2010 Receitas (despesas)
2011
Ativo Receitas Ativo (passivo) (despesas) (passivo) Caixa e Equivalentes de Caixa: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 13 11 Aplicações Financeiras com Lastro em Debêntures: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 21.340 Aplicações Financeiras em CDB (1): Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 237 Dividendos a Receber: Cielo S.A. ......................................................................................... 91.518 1.762 Everest Holdings Ltda. ..................................................................... 120 Tempo Serviços Ltda. ...................................................................... 106.110 104.961 Tapajós Holdings Ltda. .................................................................... 22 Dividendos a Pagar: Caeté Holdings Ltda. ....................................................................... 1.265 1.163 Elba Holdings Ltda. .......................................................................... 2.088 1.918 Rubi Holdings Ltda. ......................................................................... 3.019 2.772 (1) A remuneração sobre a aplicação financeira em CDB foi de 90% do CDI e o resgate ocorreu em 05/04/2011. b) Remuneração do pessoal-chave da Administração A empresa é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. 13) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Resultado antes dos tributos (Imposto de Renda e Contribuição Social)....................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente. Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em controladas, tributadas nas empresas correspondentes ............................................ Despesas e provisões indedutíveis líquidas das receitas não tributáveis ............................................... Juros sobre o capital próprio ................................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 680.580 629.119 (231.397) (213.901) 223.881 (2.356) 24 (9.848)
203.834 (98) (3.170) 370 (12.965)
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos: Constituição/realização no exercício, sobre adições temporárias........................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos
(9.867)
(12.988)
19 (9.848)
23 (12.965)
Exercícios findos em 31 de dezembro 2010 Constituição Realização 2011 Outras provisões .............................................................................. 23 43 (23) 43 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 23 43 (23) 43 A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 40 mil. d) Tributos a compensar ou a recuperar Os tributos a compensar ou a recuperar no montante de R$ 11.264 (2010 - R$ 19.418) referem-se a imposto de renda retido na fonte sobre aplicações financeiras e imposto de renda de exercícios anteriores. e) Impostos e contribuições a recolher Os impostos e contribuições a recolher, no montante de R$ 7.900 (2010 - R$ 10.612), referem-se à Contribuição Social de R$ 825 (2010 - R$ 854), Imposto de Renda de R$ 7.075 (2010 - R$ 9.566), Cofins em 2010 no montante de R$ 158 e PIS em 2010 no montante de R$ 34. f) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social
2012............................................................................................................................... 2013............................................................................................................................... 2014............................................................................................................................... 2015............................................................................................................................... Total ..............................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro Diferenças Temporárias Imposto Contribuição de Renda Social Total 5 2 7 10 4 14 11 4 15 5 2 7 31 12 43
14) OUTRAS INFORMAÇÕES a) A Companhia, em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não possuía operações com Instrumentos Financeiros Derivativos. b) Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 não há processos com riscos fiscais, cíveis e trabalhistas avaliados como perda possíveis ou prováveis de natureza relevantes.
A DIRETORIA Edmar Carlos da Silva – Contador – CRC 1SP210689/O-2
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e Acionistas da Columbus Holdings S.A. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Columbus Holdings S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado e do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui,
também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Columbus Holdings S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Companhia, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado em 28 de janeiro de 2011, que não conteve qualquer modificação. São Paulo, 15 de fevereiro de 2012 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
Zenko Nakassato Contador CRC 1SP 160769/O-0
André Dala Pola Contador CRC 1SP214007/O-2
p STF revê decisão que invalidaria MPs Daqui pra frente, o Congresso pode deliberar apenas de acordo com a Constituição. Cezar Peluso, presidente do STF.
olítica
Menos de 24 horas depois, ministros do Supremo reconsideram decisão tomada e afirmam que maior rigor para medidas provisórias passa a valer a partir de agora.
P
ara evitar uma avalanche de ações na Justiça, o Supremo Tr i b u n a l F e d e r a l (STF) decidiu ontem que a mudança no rito de aprovação das medidas provisórias só valerá para as que forem editadas a partir de agora. Por consequência, a lei que criou o Instituto Chico Mendes a partir de uma MP editada pelo governo volta a ter validade. O Supremo tinha derrubado essa lei na sessão de quarta-feira. Na ocasião, o Supremo havia decidido que eram inconstitucionais as leis que desrespeitassem a regra, prevista na Constituição, que exige a análise das MPs por comissão mista, formada por parlamentares do Senado e da Câmara. Só depois de aprovada na comissão, é que a MP poderia ser votada no plenário do Congresso. A decisão foi tomada após análise de ação contra a lei que criou o Instituto Chico Mendes, vinculado ao ministério do Meio Ambiente. Nesse julgamento, os ministros consideraram ilegal uma resolução do Congresso que permitia "pular" a aprovação na comissão mista ao se analisar uma
Beto Barata/AE
MP. Essa regra estabelecia que, se a MP não fosse votada em 14 dias pela comissão mista, ela poderia seguir diretamente para análise em plenário. A questão foi rediscutida na tarde de ontem a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que sugeriu ao Supremo um prazo de 24 meses para que o Congresso se adaptasse à orientação. Porém, o STF ainda não determinou um prazo para que a comissão mista seja instalada e comece a funcionar efetivamente. "Não há necessidade de outorga de prazo para o Congresso. Daqui pra frente o Congresso pode deliberar apenas de acordo com a Constituição. Todas as leis aprovadas com observância da resolução são constitucionais", afirmou o presidente do Supremo, o ministro Cezar Peluso. O advogado-geral da União, Luís Inácio de Lucena Adams, afirmou que aproximadamente 400 MPs foram aprovadas por meio do rito anterior, considerado inadequado pelo STF. Essa ilegalidade poderia resultar na contestação de todas essas normas. Segundo Adams, ainda há cerca de 50
Gilmar Mendes e Celso de Mello: ministros do STF rediscutiram a questão ontem à tarde a pedido da AGU.
medidas provisórias tramitando no Congresso, sem passar pela comissão mista, e que também estariam passíveis de ataques na Justiça. A decisão do Supremo evita "insegurança" a respeito das normas analisadas pelo Congresso antes do julgamento da tarde de ontem. "De fato, a situação é muito
grave, talvez uma das mais graves com as quais já tenhamos nos deparado, tendo em vista que a dimensão vai muito além do que o caso que foi objeto da discussão", disse o ministro Gilmar Mendes. Satiagraha – O STF tem pela frente outra missão: decidir se a participação de servidores da Agência Brasileira de Inteli-
gência (Abin) na Operação Satiagraha tem o poder de anular todas as provas produzidas e a condenação por corrupção do banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, a dez anos de prisão. O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer, atendeu a recurso do Ministério Público Fede-
ral que pede que o Supremo dê a última palavra sobre se foi ilegal a cooperação de integrantes da Abin. Em junho do ano passado, a 5ª Turma do STJ entendeu, por três votos a dois, que a participação clandestina dos agentes da Abin contaminou toda a investigação. Deflagrada em julho de 2008, a Satiagraha foi uma das mais espetaculares e polêmicas ações comandadas pela Polícia Federal no governo Lula, levando para a cadeia, além de Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta e o empresário Naji Nahas. No recurso aceito pelo STJ, a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo afirmou que declarar ilícita todas as provas por causa da participação dos arapongas é violar a ordem jurídica, social e econômica do País. Lindôra disse que se chegou ao "cúmulo" de invalidar investigações que apuravam a prática de "gravíssimos crimes" contra o sistema financeiro, como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta, desvio de verbas públicas, formação de quadrilha. (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
12
sexta-feira, 9 de março de 2012
Alvorada Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros CNPJ 03.572.412/0001-94 Sede: Cidade de Deus - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Alvorada Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros, relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas e Relatório dos Auditores Independentes.
Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Cidade de Deus, 15 de fevereiro de 2012. Diretoria
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO
2011
CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 5)........................................................................................................ Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 12e)........................................................................................ Créditos Tributários (Nota 12c) ...................................................................................................................... Outros Créditos ............................................................................................................................................. NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. Créditos Recebíveis (Nota 6) ........................................................................................................................ Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 6)............................................................................. Créditos Tributários (Nota 12c) ...................................................................................................................... Outros Créditos ............................................................................................................................................. TOTAL ...........................................................................................................................................................
2010
64.493 61.717 962 1.812 2 3.996 3.996 35.023 (35.023) 3.637 359 68.489
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
57.490 54.960 718 1.810 2 3.987 3.987 35.421 (35.421) 3.628 359 61.477
2011
2010
CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 12f)........................................................................................... Dividendos a Pagar (Nota 7b) ....................................................................................................................... Outras Obrigações ........................................................................................................................................
2.523 2.373 60 90
1.736 1.635 41 60
PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social: - De Domiciliados no País (Nota 7a) ............................................................................................................. Reservas de Lucros (Nota 7c).......................................................................................................................
65.966
59.741
37.706 28.260
37.706 22.035
TOTAL ...........................................................................................................................................................
68.489
61.477
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011
RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................................................................ Resultado de Créditos Recebíveis (Nota 6b) ................................................................................................ Receitas Financeiras Líquidas (Nota 8) ........................................................................................................ DESPESAS OPERACIONAIS ...................................................................................................................... Despesas Tributárias (Nota 9) ....................................................................................................................... Despesas Gerais e Administrativas (Nota 10)............................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 12a) ................................................................. LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO...............................................................................................................
2010
10.896 4.444 6.452 1.393 490 903 9.503 9.503 (3.218) 6.285
Número de ações .......................................................................................................................................... Lucro Líquido Básico por lote de mil ações em R$ .......................................................................................
37.083.738 169,48
Eventos 7.798 2.880 4.918 1.225 357 868 6.573 6.573 (2.214) 4.359
37.083.738 117,56
Capital
Reservas de Lucros
Social
Legal
37.706
1.032
16.685
Lucro Líquido do Exercício ............................................................... Destinações: - Reservas................................................................... - Dividendos Propostos (R$ 1,12 por lote de mil ações).............................................................
-
218
4.100
4.359 (4.318)
-
-
-
(41)
Saldos em 31.12.2010.....................................................................
37.706
1.250
20.785
Lucro Líquido do Exercício ............................................................... Destinações: - Reservas................................................................... - Dividendos Propostos (R$ 1,61 por lote de mil ações).............................................................
-
314
5.911
6.285 (6.225)
-
-
-
(60)
Saldos em 31.12.2011.....................................................................
37.706
1.564
26.696
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .........................................................
9.503
Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos:........................................................................................
(4.429)
Juros, Variações Monetárias e Cambiais, Líquidas .....................................................................................
(4.031)
Provisão para Devedores Duvidosos...........................................................................................................
(398)
Lucro Líquido Ajustado ..............................................................................................................................
5.074
Redução (Aumento) em Outros Créditos ....................................................................................................
3.482
(Redução) Aumento em Outras Obrigações ...............................................................................................
36
6.573 (132) 13 (145) 6.441 (760) 203
Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos .........................................................................................
(1.794)
(1.489)
Caixa Líquido (Utilizado) das Atividades Operacionais ..........................................................................
6.798
4.395
Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................................................
(41)
(40)
Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Financiamentos..............................................
(41)
(40)
(Redução)/Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................
6.757
4.355
Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período .......................................................................................
54.960
50.605
Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ..........................................................................................
61.717
54.960
(Redução)/Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................
6.757
4.355
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
-
-
-
Totais 55.423 4.359 (41) 59.741 6.285 (60) 65.966
Exercícios findos em 31 de dezembro Descrição
2010
Acumulados
Saldos em 31.12.2009.....................................................................
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
2011
Lucros
Estatutária
2011
1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Outras Receitas.................................................................. 1.2) Provisão/Rev. Creds. Liquidação Duvidosa..................... 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Custos dos Produtos, das Mercadorias e dos Serviços Vendidos...................................................................................... Serviços de Terceiros.................................................................. Outros ......................................................................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ...................................... 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) ......................................................................... 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Receitas Financeiras................................................................... 7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6).................. 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO TOTAL................... 8.1) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais. .............................................................................. Estaduais ............................................................................. Municipais ............................................................................ 8.2) Remuneração de Capitais de Terceiros e Outros .......... 8.3) Remuneração de Capitais Próprios. ................................ Dividendos. .......................................................................... Lucros Retidos .....................................................................
%
2010
%
398 398 (888)
4,0 4,0 (8,9)
148 148 (854)
2,1 2,1 (12,3)
(145) (743) (490) -
(1,4) (7,5) (4,9) -
(101) (753) (706) -
(1,5) (10,8) (10,1) -
(490) 10.513 10.513 10.023 10.023 3.723 3.707 16 15 6.285 60 6.225
(4,9) 104,9 104,9 100,0 100,0 37,2 37,0 0,2 0,1 62,7 0,6 62,1
(706) 7.664 7.664 6.958 6.958 2.586 2.571 15 13 4.359 41 4.318
(10,1) 110,1 110,1 100,0 100,0 37,2 37,0 0,2 0,2 62,6 0,5 62,1
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Alvorada Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros é uma companhia que tem por objetivo exclusivo a aquisição de créditos oriundos de operações de empréstimos, de financiamentos e de arrendamento mercantil contratadas por bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimentos, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades de arrendamento mercantil e companhias hipotecárias. A Alvorada Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas demonstrações financeiras devem ser entendidas neste contexto. A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pela Diretoria em 15 de fevereiro de 2012. 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma. 2.1) Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). Elas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas para refletir a mensuração dos ativos ao seu valor justo, quando aplicável. A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis, conforme Nota 4. 2.2) Moeda Funcional e Moeda de Apresentação Os itens incluídos nas demonstrações contábeis são mensurados utilizando-se a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua (“moeda funcional”). As demonstrações contábeis foram preparadas em Real (R$), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a sua moeda de apresentação e estão sendo apresentadas em milhares de reais.
b) Ativos financeiros classificados como disponíveis para venda A Companhia avalia em cada data das demonstrações contábeis se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está deteriorado. Se, em um período subsequente, o valor justo de um instrumento da dívida classificado como disponível para venda aumentar, e o aumento puder ser objetivamente relacionado a um evento que ocorreu após o prejuízo por redução ao valor recuperável ter sido reconhecido, a perda por redução ao valor recuperável é revertido da demonstração do resultado. 2.8) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) Os valores contábeis dos ativos não financeiros são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. No caso de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é estimado anualmente. Uma perda por redução no valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para a finalidade de testar o valor recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Para fins do teste do valor recuperável do ágio, o montante do ágio apurado em uma combinação de negócios é alocado à UGC ou ao grupo de UGCs para o qual o benefício das sinergias da combinação é esperado. Essa alocação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins internos e não é maior que um segmento operacional determinado de acordo com o IFRS 8 e o CPC 22. Perdas por redução no valor recuperável são reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas referentes o UGCs são inicialmente alocadas na redução de qualquer ágio alocado a esta UGC (ou grupo de UGC), e subsequentemente na redução dos outros ativos desta UGC (ou grupo de UGC) de forma pro-rata. Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a outros ativos, as perdas de valor recuperável é revertida somente na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida.
2.3) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimentos, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados para gerenciamento 2.9) Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes de seus compromissos de curto prazo (Nota 5). O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: 2.4) Ativos Financeiros Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado subdividido em: mantidos ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da para negociação e designados ao valor justo por meio de resultado, disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e empréstimos e recebíveis. A capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros provável, são divulgados nas notas explicativas; no reconhecimento inicial. Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a a) Mensurados a valor justo por meio do resultado complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para I - Designados no reconhecimento inicial a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum ativo financeiro designado a valor justo no reconhecimento inicial. Passivos Contingentes: é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não II - Ativos financeiros para negociação de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os Os ativos financeiros para negociação são os ativos mantidos pela Companhia com o propósito de negociar no curto prazo, ou que a Companhia mantém critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os instrumentos financeiros As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. Obrigações Legais: Provisão para Riscos Fiscais decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou Os ativos financeiros mantidos para negociação são adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente de aquisição e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período. nas demonstrações contábeis. b) Ativos financeiros disponíveis para venda 2.10) Patrimônio Líquido Investimentos disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que não são classificados em mantidos até o vencimento ou para negociação a) Lucro por ação para os quais existe a intenção de mantê-los por um período de tempo indefinido e que podem ser vendidas em resposta a mudanças nas taxas de juros, A Companhia apresenta dados de lucro por ação básico e diluído. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se lucro líquido atribuível aos acionistas da taxas de câmbio, preços de títulos de patrimônio ou necessidades de liquidez. Companhia pela média ponderada das ações ordinárias durante o ano, excluindo a quantidade média das ações ordinárias compradas pela Companhia e Ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos inicialmente a valor justo, os quais correspondem ao valor pago incluindo os custos de transação, mantidas em tesouraria. Não há diferenças entre o lucro básico e diluído, pois não há instrumentos potenciais diluíveis. e são mensurados subsequentemente a valor justo com os ganhos e perdas reconhecidas no patrimônio líquido em outros resultados abrangentes, com exceção das perdas por valor não recuperável e dos ganhos e perdas cambiais de conversão. Se um ativo financeiro disponível para venda apresentar uma b) Dividendos a pagar A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, no período em que a perda por valor não recuperável, a perda acumulada registrada no resultado abrangente é reconhecida na demonstração do resultado. distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto da Companhia. A receita de juros é reconhecida no resultado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. A Companhia em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não possuía ativos financeiros disponíveis para venda. c) Ativos financeiros mantidos até o vencimento Os investimentos mantidos até o vencimento são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e vencimento fixo que a Companhia tem intenção e capacidade de manter até o vencimento e que não são designados como avaliados pelo valor justo por meio do resultado, ou como disponíveis para venda. Os ativos financeiros mantidos até o vencimento são reconhecidos inicialmente a valor justo incluindo os custos diretos e incrementais e contabilizados subsequentemente pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Os juros sobre os ativos financeiros mantidos até o vencimento estão incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil do investimento e é reconhecida na demonstração do resultado. A Companhia em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não possuía ativos financeiros mantidos até o vencimento. d) Empréstimos e Recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou determináveis que não são cotados em um mercado ativo e que a Companhia não tem a intenção de vender imediatamente ou no curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são mensurados inicialmente pelo valor justo mais os custos diretos de transação, e subsequentemente avaliados pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Ativos financeiros adquiridos com compromissos de revenda são registrados como empréstimos e adiantamentos às instituições de crédito ou clientes, conforme apropriado. A diferença entre o preço de venda e de recompra é tratada como juros e reconhecida ao longo do prazo do contrato com base na taxa efetiva de juros. Os créditos recebíveis, oriundos de operações de securitização, são inicialmente registrados ao seu custo de aquisição, sendo mantidos sem qualquer atualização. Por ocasião do recebimento de qualquer parcela dos créditos adquiridos, esta é deduzida do custo de aquisição até o limite do mesmo; e o eventual valor excedente é reconhecido como resultado de créditos e recebíveis na conta “Rendas de Créditos e Recebíveis”. Juros sobre empréstimos e recebíveis são incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil dos empréstimos e adiantamentos e é reconhecida na demonstração do resultado, como perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos. e) Provisão para devedores duvidosos No final de cada período, a provisão para perdas com créditos recebíveis é ajustada com base em uma análise de nossa carteira, incluindo a estimativa das perdas em créditos recebíveis. A determinação da perda por redução do valor recuperável com créditos recebíveis exige, por sua natureza, que façamos julgamentos e suposições em relação à nossa carteira de créditos recebíveis, tanto em bases individuais, quanto em base de carteiras específicas. Quando revisamos a carteira como um todo, vários fatores podem afetar a estimativa da amplitude provável das perdas, incluindo qual metodologia usamos para mensurar as taxas de inadimplência históricas e qual período histórico consideramos para fazer tais mensurações. Fatores adicionais, que podem afetar nossa determinação da provisão para perdas incluem: (i) conjuntura econômica, (ii) experiência passada e (iii) riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Consequentemente, nossa provisão para perdas pode não ser indicativa das perdas futuras reais. 2.5) Passivos Financeiros A Companhia classifica seus passivos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado e custo amortizado. a) Mensurados a valor justo por meio do resultado São registrados e avaliados pelo valor justo, sendo as respectivas modificações do valor justo reconhecidas imediatamente no resultado. Estes passivos podem ser subdivididos em duas classificações distintas: passivos financeiros designados a valor justo por meio do resultado e passivos financeiros mantidos para negociação. I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum passivo financeiro designado ao valor justo no reconhecimento inicial. II - Passivos financeiros para negociação Os passivos financeiros para negociação são os passivos mantidos pela Companhia com o propósito de venda ou recompra no curto prazo, ou que mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os passivos para negociação são inicialmente reconhecidos e avaliados pelo valor justo no balanço e, os custos de transação são registrados diretamente no resultado do período. Todas as mudanças no valor justo são reconhecidas no resultado em “Ganhos e Perdas Líquidos de ativos financeiros para negociação”. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía passivos financeiros para negociação. b) Passivos financeiros a custo amortizado São os passivos financeiros que não são avaliados pelo valor justo por meio do resultado. Estes passivos são inicialmente registrados pelo seu valor justo e subsequentemente mensurados ao custo amortizado. Incluem, dentre outros, recursos de instituições de crédito e de clientes, recursos de emissão de títulos de dívida e títulos de dívidas subordinadas. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía passivos financeiros a custo amortizado.
2.11) Reconhecimento da Receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber no curso normal das atividades da Companhia. A Companhia reconhece a receita quando o seu valor puder ser mensurado com segurança, for provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração, o tipo de transação. a) Rendas de Créditos Recebíveis As receitas de créditos recebíveis são reconhecidas no resultado pelos recebimentos de valores de operações de créditos recebíveis oriundas de Instituições Financeiras, efetuadas de acordo com a Resolução nº 2686 de 26 de janeiro de 2000, do Conselho Monetário Nacional - CMN. b) Receitas Financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda), receita de dividendos (exceto para os dividendos recebidos de investidas avaliadas por equivalência patrimonial na controladora), ganhos na alienação de ativos financeiros disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, ganhos na reavaliação a valor justo de participação preexistente em controlada, ganhos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no resultado e reclassificações de ganhos previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. A receita de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito em receber o pagamento é estabelecido. Os dividendos recebidos dessa controlada são registrados por equivalência patrimonial e reduzem o valor do investimento. 2.12) Imposto de Renda e Contribuição Social A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, quando aplicável. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. A despesa com imposto de renda corrente é calculada como a soma do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício (líquido de quaisquer ajustes previstos para fins fiscais) e das mutações nos ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração consolidada do resultado. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de sua realização, considerando os estudos técnicos e as análises realizadas pela Administração. De acordo com a Medida Provisória nº 449/08 (convertida na Lei nº 11.941/09), as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não têm efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS A Companhia é parte integrante da Organização Bradesco, sendo que seu gerenciamento de risco é realizado por área técnica especializada da Organização, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos. 3.1) Valor justo de ativos e passivos financeiros A Companhia aplica o CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo: Nível 1 Preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. Ativos e passivos de Nível 1 incluem títulos de dívida e patrimoniais e contratos de derivativos que são negociados em um mercado ativo, assim como títulos públicos brasileiros que são altamente líquidos e ativamente negociados em mercados de balcão. Nível 2 Dados observáveis que não os preços de Nível 1, tais como preços cotados para ativos ou passivos similares; preços cotados em mercados não ativos; ou outros dados que são observáveis no mercado ou que possam ser confirmados por dados observáveis de mercado para substancialmente todo o prazo dos ativos ou passivos. Os ativos e passivos de Nível 2 incluem contratos de derivativos cujo valor é determinado usando um modelo de precificação com dados que são observáveis no mercado ou que possam ser deduzidos principalmente de ou ser confirmados por dados observáveis de mercado, incluindo mas não limitados a curvas de rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio. Nível 3 Dados não observáveis que são suportados por pouca ou nenhuma atividade de mercado e que sejam significativos ao valor justo dos ativos e passivos. Os ativos e passivos de Nível 3 geralmente incluem instrumentos financeiros cujo valor é determinado usando modelos de precificação, metodologias de fluxo de caixa descontado, ou técnicas similares, assim como instrumentos para os quais a determinação do valor justo requer julgamento ou estimativa significativos da Administração. Esta categoria geralmente inclui certos títulos emitidos por instituições financeiras e companhias não financeiras e certos contratos de derivativos.
2.6) Determinação do valor justo O valor justo dos ativos financeiros é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações 4) USO DE ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. As aplicações em fundos de investimentos, são avaliadas com base no valor da cota divulgada pelo Administrador do fundo investidor, que reflete o valor de Nas Demonstrações Contábeis foram utilizadas algumas estimativas e julgamentos contábeis elaborados a fim de quantificar determinados ativos e passivos. Tais estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e diversos outros fatores, incluindo expectativas de mercado dos investimentos que compõem a carteira do respectivo fundo. eventos futuros, considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. 2.7) Redução ao valor recuperável de ativos financeiros Determinados ativos, estão sujeitos à revisão de perda de valor recuperável (impairment). As despesas com perda de valor recuperável são registradas a) Ativos financeiros reconhecidos a custo amortizado quando existem evidências claras de perda de valor recuperável, ou de não-recuperabilidade do custo dos ativos. A avaliação do que constitui perda de valor Em cada data das demonstrações contábeis, a Companhia avalia se há evidências objetivas de que os ativos financeiros não contabilizados pelo valor justo recuperável é uma matéria que requer um nível significativo de julgamento. por meio do resultado estejam com perda de seu valor recuperável. As perdas por redução ao valor recuperável são incorridas se, e apenas se, existirem As informações sobre incertezas, premissas e estimativas que possuam risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício evidências objetivas que demonstram a ocorrência de uma perda após o reconhecimento inicial do ativo financeiro e que a perda provoca um impacto nos financeiro, estão incluídas na seguinte nota explicativa: fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou de grupos de ativos financeiros que podem ser estimados de modo confiável. Nota 12d – Previsão de realização dos créditos tributários. continua...
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...continuação
Alvorada Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros CNPJ 03.572.412/0001-94 Sede: Cidade de Deus - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
11) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Em 31 de dezembro 2010 18 54.942 54.960
a) As transações com partes relacionadas estão assim representadas: Exercícios findos em 31 de dezembro Disponibilidades em moeda nacional (1)........................................................................................ 7 2011 2010 Fundos de Investimentos Financeiros (2)....................................................................................... 61.710 Total de Caixa e Equivalentes de Caixa...................................................................................... 61.717 Ativo Receitas Ativo Receitas (1) Refere-se a depósito bancário à vista. (passivo) (despesas) (passivo) (despesas) (2) Referem-se a aplicações de renda fixa em Fundos de Investimentos Financeiros, exclusivos a integrantes da Organização Bradesco ou companhias a ele ligadas, que sejam considerados investidores qualificados, administrados pelo Banco Bradesco S.A., no montante de R$ 61.717 (2010 - R$ 54.960). Caixa e Equivalentes de Caixa: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 7 18 6) CRÉDITOS RECEBÍVEIS Dividendos a Pagar: a) Movimentação dos créditos recebíveis Embaúba Holdings Ltda. ................................................................. (60) (41) Em 31 de dezembro 2011 2010 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Saldo Inicial................................................................................................................................... A Companhia é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., Baixas por Recebimento ................................................................................................................ (398) (147) controlador da Companhia. Reversão de Provisões................................................................................................................... 398 147 Saldo Final .................................................................................................................................... 12) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - Créditos Recebíveis ..................................................................................................................... 35.023 35.421 - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ......................................................................... (35.023) (35.421) a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro b) Resultado de Créditos Recebíveis Em 31 de dezembro 2011 2010 2011 2010 Resultado antes dos tributos (Imposto de Renda e Contribuição Social).............................. 9.503 6.573 Recuperação de Crédito................................................................................................................. 4.046 2.732 Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, Reversão de Provisão de Créditos de Liquidação Duvidosa.......................................................... 398 148 respectivamente ........................................................................................................................... (3.231) (2.234) Total ............................................................................................................................................... 4.444 2.880 A carteira de créditos recebíveis é composta substancialmente por créditos vencidos a mais de 360 dias, as quais as perspectivas de realização são remotas Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: e foram efetuadas as provisões necessárias. Despesas e provisões indedutíveis de receitas não tributáveis ..................................................... (11) (22) Outros............................................................................................................................................. 24 42 7) PATRIMÔNIO LÍQUIDO Imposto de renda e contribuição social do exercício ............................................................... (3.218) (2.214) a) Composição do capital social em ações O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal. b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social Em 31 de dezembro Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 2011 2010 Ordinárias....................................................................................................................................... 37.083.738 37.083.738 Total ............................................................................................................................................... 37.083.738 37.083.738 Impostos correntes: b) Dividendos Imposto de renda e contribuição social devidos............................................................................. (3.229) (2.234) Conforme disposições estatutárias aos acionistas estão assegurados dividendos que correspondam no mínimo a 1% do lucro líquido do exercício, ajustado Impostos diferidos: nos termos da Lei societária. A Assembleia deliberará sobre a destinação do resultado do exercício. Constituição/realização no exercício, sobre adições temporárias.................................................. 11 20 Os cálculos dos dividendos relativos aos exercícios de 2011 e 2010 estão demonstrados a seguir: Imposto de renda e contribuição social do exercício ............................................................... (3.218) (2.214) Em 31 de dezembro 2011 % (1) 2010 % (1) c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos Lucro Líquido do Exercício ............................................................... 6.285 4.359 Exercícios findos em 31 de dezembro Reserva Legal .................................................................................. (314) (218) 2010 Constituição Realização 2011 Base de Cálculo.............................................................................. 5.971 4.141 Dividendos Mínimos Obrigatórios ................................................ 60 1,0 41 1,0 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 5.418 5.418 (1) Percentual dos dividendos aplicado sobre a base de cálculo. Outras provisões .............................................................................. 20 31 20 31 Durante o exercício de 2011 ocorreram pagamentos de dividendos apurados com base em lucros de exercícios anteriores, no montante de R$ 41 (2010 - R$ 40). Total dos créditos tributários ........................................................ 5.438 31 20 5.449 c) Reservas de Lucros d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social Em 31 de dezembro Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 28.260 22.035 Reservas de lucros....................................................................................................................... Diferenças Temporárias 1.564 1.250 - Reserva legal (1) .......................................................................................................................... Imposto de Contribuição - Reserva estatutária (2)................................................................................................................. 26.696 20.785 Renda Social Total (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital 2012............................................................................................................................... 1.332 480 1.812 ou para compensar prejuízos; e 2013............................................................................................................................... 1.332 480 1.812 (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% 1.333 480 1.813 do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, mediante proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho e deliberada pela Assembleia 2014............................................................................................................................... 2015............................................................................................................................... 5 1 6 Geral, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. 2016............................................................................................................................... 5 1 6 8) RECEITAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS Total .............................................................................................................................. 4.007 1.442 5.449 Exercícios findos em 31 de dezembro A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. 2011 2010 O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação praticada pela Organização Bradesco, líquida dos efeitos Rendimento de aplicações em Fundos de Investimentos Financeiros........................................... 6.467 4.931 Juros Passivos................................................................................................................................ (15) (13) tributários, no montante de R$ 5.150 (2010 - R$ 5.117) de diferenças temporárias. Total ............................................................................................................................................... 6.452 4.918 e) Tributos a Compensar ou a Recuperar 9) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Os tributos a compensar ou a recuperar no montante de R$ 962 (2010 - R$ 718) referem-se ao imposto de renda retido na fonte sobre aplicações financeiras Exercícios findos em 31 de dezembro e imposto de renda de exercícios anteriores. 2011 2010 f) Impostos e Contribuições a Recolher PIS.................................................................................................................................................. 68 50 Os impostos e contribuições a recolher, no montante de R$ 2.373 (2010 - R$ 1.635), referem-se ao PIS no montante de R$ 6 (2010 - R$ 5), Cofins no COFINS .......................................................................................................................................... 421 307 Impostos e Taxas............................................................................................................................ 1 montante de R$ 40 (2010 - R$ 34), Imposto de Renda Pessoa Jurídica no montante de R$ 2.101 (2010 - R$ 1.465) e da Contribuição Social no montante Total ............................................................................................................................................... 490 357 em R$ 226 (2010 - R$ 130). 2011
10) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS Serviços Prestados por Terceiros................................................................................................... Custas Judiciais.............................................................................................................................. Contribuição Sindical Patronal........................................................................................................ Manutenção de Veículos ................................................................................................................ Perdas com Títulos e Créditos........................................................................................................ Editais e Publicações ..................................................................................................................... Outras............................................................................................................................................. Total ...............................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 15 21 701 668 15 15 14 33 64 130 80 9 6 903 868
13) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 não há processos com riscos fiscais, cíveis e trabalhistas avaliados como perda possíveis ou prováveis de natureza relevantes. b) A Companhia, em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos. c) Devido às características da Companhia, não há componentes de outros resultados abrangentes.
A DIRETORIA Marco Antonio Cunha de Santana – Contador – CRC 1SP200234/O-9
RELATÓRIO DE REVISÃO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Outros assuntos
Aos Administradores da
Demonstrações do valor adicionado Revisamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Companhia, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram Introdução Revisamos o balanço patrimonial da Alvorada Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros, em 31 de dezembro de 2011, e as respectivas submetidas aos mesmos procedimentos de revisão descritos anteriormente e com base na nossa revisão, estão adequadamente apresentadas, em todos demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, incluindo o resumo das práticas os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. contábeis significativas e demais notas explicativas. A administração é responsável pela elaboração e apresentação adequada dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas Revisão dos valores correspondentes ao exercício anterior no Brasil. Nossa responsabilidade é a de expressar uma conclusão sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa revisão. Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente revisados por Alcance da revisão outros auditores independentes que emitiram relatório datado em 28 de janeiro de 2011, que não conteve qualquer modificação. Nossa revisão foi efetuada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de revisão. Essas normas requerem que a revisão seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança limitada de que as demonstrações contábeis apresentadas estão livres de distorção relevante. Uma revisão está São Paulo, 15 de fevereiro de 2012 limitada, principalmente, a indagações ao pessoal da entidade e a aplicação de procedimentos analíticos aos dados financeiros e, portanto, proporcionam menos segurança do que uma auditoria. Não realizamos uma auditoria e, consequentemente, não expressamos uma opinião de auditoria. Conclusão Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que as demonstrações contábeis não estão apresentadas KPMG Auditores Independentes André Dala Pola adequadamente, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil. CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP 214007/O-2 Alvorada Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros Osasco - SP
PAQUISTÃO Três viúvas de Bin Laden são indiciadas por entrada ilegal no país
nternacional
ESTADOS UNIDOS Republicanos avaliam indicar candidato à Casa Branca sem prévias
SORRISOS PARA OBAMA Por essa ninguém esperava: o aiatolá iraniano chama o presidente norte-americano de 'sábio' por defender a diplomacia na questão nuclear. Menahem Kahana/AFP
mais a Alemanha, o chamado 5+1, pediram ao Irã que abra um "diálogo sério" e "sem precondições" a respeito do programa nuclear. A última rodada de negociações chegou a um impasse em janeiro de 2011, em Istambul, quando o Irã insistiu em discutir precondições antes de iniciar um diálogo. Mas o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, criticou o Irã ontem por tentar deixar a agência de "mãos atadas" e de divulgar informações inverídicas sobre as recentes reuniões com inspetores em Teerã. "No último dia das discussões de fevereiro, o Irã reverteu à velha abordagem e tentou reimpor restrições ao nosso trabalho", disse ele, acrescentando que a AIEA está disposta a manter o diálogo, e espera que o Irã
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Khamenei: a figura mais poderosa do Irã deixou a hostilidade de lado.
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líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, fez ontem um raro elogio ao presidente norte-americano, Barack Obama, que pediu diplomacia, e não guerra, para solucionar as ambições nucleares de Teerã, afirmou a agência de notícias estatal iraniana IRNA ontem. "Dois dias atrás, ouvimos o presidente da América dizer: 'não pensamos em guerra contra o Irã'. Isto é bom. Muito bom. São palavras sábias. É uma saída da ilusão (da guerra)", afirmou Khamenei, durante discurso em Teerã. O líder supremo se referia a declarações nas quais Obama disse que havia uma "janela de oportunidade" para uma solução negociada e criticou correntes que pedem um ataque ao Irã. O tom que geralmente predomina na retórica do Irã acerca do governo dos Estados Unidos é de hostilidade aberta. Washington e Teerã não têm relações diplomáticas desde a tomada, em 1979, da embaixada dos EUA em Teerã por estudantes que fizeram diplomatas reféns. Mas o líder supremo também criticou Obama por "ainda cultivar a ilusão" de que sanções econômicas levarão o Irã a suspender seu programa nuclear, suspeito de ter fins militares – algo que Teerã nega. As declarações podem ser vistas como um reflexo da confiança adquirida por Khamenei após resultado favorável na eleição legislativa da semana passada. Khamenei afirmou que os iranianos deram "seu voto de confiança ao sistema islâmico" com sua participação no pleito, que o governo calcula em 64%. Diálogo - As afirmações de Khamenei foram feitas no mesmo dia em que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China,
não volte "à velha abordagem restritiva que busca nos deixar de mãos atadas". Ataque - Um eventual ataque militar não foi descartado. Israel analisa a hipótese de lançar um ataque preventivo contra as instalações nucleares de Teerã e novas informações surgem sobre a visita do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, a Washington no início desta semana. Segundo o jornal israelense Maariv, os EUA ofereceram armas e aeronaves em troca do compromisso de Israel em adiar um possível ataque até 2013 – em novembro deste ano haverá eleição presidencial nos EUA. De acordo com pesquisa do jornal Ha aretz, 58% dos israelenses se opõem a um ataque sem o apoio dos EUA. (Agências)
Máscaras e carnaval em Hebron, na Cisjordânia.
PURIM De volta ao passado
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antasiados, crianças e adultos foram às ruas ontem em todo o mundo para celebrar o feriado judaico de Purim. Mas, este ano, a data é uma ocasião especial em Israel. Motivo: o feriado comemora a salvação dos judeus de um líder opressor na Pérsia, conforme está escrito no Livro de Ester, um dos livros da Bíblia. Coincidência com os dias atuais? Autoridades israelenses afirmam que um Irã atômico poderá criar uma nova ameaça à existência do povo judeu. Em discurso nos Estados Unidos esta semana, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que não deixará "meu povo viver sob a sombra da aniquilação." Durante visita à Casa Branca, Netanyahu teria entregue uma cópia do Livro de Ester ao presidente norte-americano, Barack Obama. A mensagem não poderia ser mais clara. (Agências)
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Tibre Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 62.042.890/0001-51 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Cotistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, da Tibre Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (Tibre DTVM), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
No exercício a Tibre DTVM registrou Lucro Líquido de R$ 8,182 milhões, Patrimônio Líquido de R$ 41,196 milhões e Ativos Totais de R$ 42,609 milhões. Osasco, SP, 14 de fevereiro de 2012. Diretoria
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 7b)......................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7b)......................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 8) ........................................................................................................................... Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. TOTAL ...........................................................................................................................................................
2011 42.480 7 42.346 42.346 127 127 125 125 125 4 4 47 (43) 42.609
2010 33.698 11 33.554 33.554 133 17 116 124 124 124 410 410 453 (43) 34.232
PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 11c) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a)............................................................................................................. Diversas (Nota 10b)....................................................................................................................................... EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a)............................................................................................................. Diversas (Nota 10b)....................................................................................................................................... PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 11a) ........................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 11b).....................................................................................................................
2011
TOTAL ...........................................................................................................................................................
2010
1.395 1.395 78 1.193 124 18 18 2 16 41.196
1.124 1.124 16 990 118 16 16 1 15 33.092
18.000 23.196
18.000 15.092
42.609
34.232
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil
RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 12).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 13) ..................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 14)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 14)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 15) ............................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 17) ................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................... Número de cotas (Nota 11a) ......................................................................................... Lucro por lote de mil cotas em R$.................................................................................
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil
2º Semestre 2011 2.066 2.066 2.066 (234) (104) (103) 30 (57) 1.832 10.077 11.909 (4.740) 7.169
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 3.901 3.005 3.901 3.005 3.901 3.005 (413) (276) (229) (212) (210) (226) 106 340 (80) (178) 3.488 2.729 10.077 13.565 2.729 (5.383) (984) 8.182 1.745
18.000.000 398,28
18.000.000 454,56
18.000.000 96,94
Eventos Saldos em 30.6.2011............................................................................. Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos..................................................... Saldos em 31.12.2011........................................................................... Saldos em 31.12.2009........................................................................... Transferência dos Dividendos Propostos de Períodos Anteriores para Reservas ...................................................................................... Aumento de Capital. ............................................................................... Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos..................................................... Saldos em 31.12.2010........................................................................... Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos..................................................... Saldos em 31.12.2011...........................................................................
Capital Social 18.000 18.000 15.700 2.300 18.000 18.000
Reservas de Lucros Legal Estatutárias 767 15.328 358 6.743 1.125 22.071 1.653 12.550 (1.024) 87 716 409 1.125
1.460 (1.276) 1.642 14.376 7.695 22.071
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil
2º Semestre 2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos......................................................... Despesas com Provisões Trabalhistas ........................................................................ (Ganho)/Perda na Alienação de Investimentos ........................................................... Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social......... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez................................ (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos ................................................................................................................. (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens............................. Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Alienação de Investimentos ......................................................................................... Dividendos Recebidos ................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) de Atividades de Financiamentos ............. Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa........................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................... Aumento/(Redução) Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010
11.909 (10.076) 1 (10.077) 1.833 -
13.565 (10.076) 1 (10.077) 3.489 -
2.729 2.729 30.546
(8.076) 42 (129) (4.135) (10.465)
(8.793) (26) (114) (5.062) (10.506)
(32.980) (215) (1.310) (412) (1.642)
10.484 10.484
10.484 34 10.518
1.460 203 1.663
(16) (16) 3 4 7 3
(16) (16) (4) 11 7 (4)
(15) (15) 6 5 11 6
Descrição 1 - RECEITAS ......................................................... 1.1) Intermediação Financeira......................... 1.2) Outras ........................................................ 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ....... Publicação.......................................................... Serviços Técnicos Especializados ..................... Serviços do Sistema Financeiro ........................ Outras ................................................................
2º Semestre 2011 % 12.116 100,9 2.066 17,2 10.050 83,7 (104) (62) (29) (12) (1)
(0,9) (0,6) (0,2) (0,1) -
Lucros Acumulados 7.169 (7.101) (68) -
Totais 34.095 7.169 (68) 41.196 29.903
1.745 (1.729) (16) 8.182 (8.104) (78) -
1.460 1.745 (16) 33.092 8.182 (78) 41.196
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 % 2010 14.004 101,7 3.167 3.901 28,3 3.005 10.103 73,4 162 (229) (163) (47) (17) (2)
(1,7) (1,3) (0,3) (0,1) -
(212) (174) (30) (7) (1)
% 107,2 101,7 5,5 (7,2) (5,9) (1,0) (0,2) (0,1)
3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .................
12.012
100,0
13.775
100,0
2.955
100,0
4 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR ..............
12.012
100,0
13.775
100,0
2.955
100,0
5 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO...... 5.1) Impostos, Taxas e Contribuições ............ Federais ......................................................
12.012 4.843 4.843
100,0 40,3 40,3
13.775 5.593 5.593
100,0 40,6 40,6
2.955 1.210 1.210
100,0 40,9 40,9
5.2) Remuneração de Capitais Próprios ........ Dividendos .................................................. Lucros Retidos ............................................
7.169 68 7.101
59,7 0,5 59,2
8.182 78 8.104
59,4 0,6 58,8
1.745 16 1.729
59,1 0,6 58,5
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Tibre Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (Tibre DTVM) é uma Instituição financeira que tem por objetivo efetuar operações de intermediação no mercado aberto, além de gerir e administrar recursos de terceiros. É parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiro e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (Bacen). Incluem estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionados a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez São registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados ao valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%.
A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando à alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis, estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. g) Investimentos Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. h) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. i) Provisões, ativos e passivos contingentes O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução no 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM no 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 9a); • Provisões: são constituídas levando em conta à opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; e • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 9b e c). j) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridas (em base “pro-rata” dia). k) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2011 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... Total caixa e equivalentes de caixa .....................................................................................................
Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 7 11 7 11 7 11
5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a Instituição não possuía Aplicações Interfinanceiras de Liquidez. As receitas do exercício 2010 no valor de R$ 2.218 mil classificadas na “Demonstração do Resultado”, como Resultado de operações com títulos e valores mobiliários, correspondem às aplicações efetuadas durante o referido exercício (Nota 6b).
6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos Em 31 de dezembro - R$ mil 2010
2011 Valor de custo atualizado
Valor de Valor de 1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de mercado/ Marcação mercado/ Marcação Títulos (1) dias dias dias 360 dias contábil (2) a mercado contábil (2) a mercado Títulos para negociação (3): Letras financeiras do tesouro .............................................................. 183 1.290 20.617 22.090 22.090 21.827 Letras do tesouro nacional .................................................................. 898 898 898 304 Certificados de depósito bancários ..................................................... 123 423 949 1.495 1.495 741 Debêntures .......................................................................................... 310 310 310 164 267 267 Notas promissórias.............................................................................. 267 2.300 Outros.................................................................................................. 2.412 2.098 4.510 4.510 Operações compromissadas............................................................... 12.515 261 12.776 12.776 8.218 Total em 2011 ..................................................................................... 12.782 306 4.386 24.872 42.346 42.346 33.554 Total em 2010 ..................................................................................... 8.594 5.489 1.549 17.922 (1) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, e no caso de operações compromissadas, pelos respectivos papéis que estão lastreando as operações, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento exercício, os fundos exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam 42.346 mil (2010 - R$ 33.554 mil). Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. b) Resultado de títulos e valores mobiliários Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Receita de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5).................................................................... 2.218 Rendas de aplicações em fundos de investimento ................................................................................. 3.901 787 Total ........................................................................................................................................................ 3.901 3.005 c) A Tibre DTVM não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. 7) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a receber 2011 Dividendos............................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversos 2011 Devedores por depósito em garantia....................................................................................................... Créditos tributários (Nota 17c)................................................................................................................. Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 8) OUTROS INVESTIMENTOS
Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 17 17 Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 17 17 205 202 14 4 16 17 252 240
Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 Investimentos por incentivos fiscais ........................................................................................................ 46 46 Ações e Cotas (1).................................................................................................................................... 1 407 Subtotal .................................................................................................................................................. 47 453 Provisão para perdas em investimentos por incentivos fiscais................................................................ (43) (43) Total ........................................................................................................................................................ 4 410 (1) Em novembro de 2011, foram alienadas as ações da CETIP S.A. e baixado o valor de custo no montante de R$ 406 mil. 2011
do de
9) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões e passivos Contingentes classificados como perdas prováveis A Instituição é parte em processos judiciais de natureza trabalhista, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição de provisões a Administração leva em conta: à opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. II - Provisões Constituídas As provisões constituídas correspondem a contingências trabalhistas nos montantes de R$ 16 mil (2010 - R$ 15 mil) e estão registradas em “Outras obrigações - diversas” (Nota 10b). c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. 10) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e Previdenciárias 2011 Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 17c).................................................................. Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Impostos e contribuições sobre o lucro a pagar...................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 2 1 19 156 1.174 834 1.195 991 continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 9 de março de 2012
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...continuação
Tibre Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 62.042.890/0001-51 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Outras Obrigações - Diversas 2011 Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Provisão para passivos contingentes (Nota 9b) ...................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 124 118 16 15 140 133
11) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital Social Capital social no montante de R$ 18.000 mil (2010 - R$ 18.000 mil), totalmente subscrito e integralizado é composto por 18.000.000 cotas com valor nominal de R$ 1,00 cada. b) Reservas de Lucros Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 23.196 15.092 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 1.125 716 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 22.071 14.376 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 80% do Capital Social Integralizado. c) Dividendos Aos cotistas está assegurado dividendos mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. No exercício, foram provisionados dividendos no montante de R$ 78 mil (2010 - R$ 16 mil), correspondendo a R$ 4,33 (2010 - R$ 0,89) por lote de mil cotas. Os dividendos do exercício de 2010 foram pagos em 29 de dezembro de 2011. 12) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS
Publicação ............................................................................................................................................... Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 163 174 47 30 17 7 2 1 229 212
13) DESPESAS TRIBUTÁRIAS
Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 158 123 26 20 26 83 210 226
14) OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS
Atualização de impostos e contribuições ................................................................................................ Reversão de outras provisões operacionais............................................................................................ Dividendos recebidos/JCP ...................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 (80) (130) 11 39 65 210 30 43 26 162
15) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Refere-se ao lucro apurado na alienação das ações da CETIP S.A. (Nota 8). 16) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador e coligadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas por terceiros, e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 7 11 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 2.218 Dividendos: Banco Bradesco Financiamentos S.A. ............................................. (78) (16) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração.
Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2o grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 17) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social
Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente...... Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 13.565 2.729 (5.426) (1.092) 19 53 24 55 (5.383) (984) Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010
Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social, devidos..................................................................................... Impostos diferidos Constituição/(realização) no exercício, sobre adições temporárias......................................................... Total dos impostos diferidos................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos Saldo em 31.12.2010
(948)
3 3 (5.383)
(36) (36) (984)
7
4
R$ mil Saldo em 31.12. 2011 6 68 80 51
7 1 6
4 4
205 2 203
Constituição
Provisões para perdas trabalhistas .................................................. 6 Provisões para perdas de investimentos.......................................... 68 Provisões para desvalorização de títulos patrimoniais..................... 80 Outros............................................................................................... 48 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias (Nota 7b)................................................................... 202 Obrigações fiscais diferidas (Nota 10a)............................................ 1 Crédito tributário líquido das obrigações fiscais diferidas........ 201 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias
(5.386)
Realização
Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto de Contribuição renda social Total 2012............................................................................................................................... 64 39 103 2013............................................................................................................................... 32 17 49 2014............................................................................................................................... 27 13 40 2015............................................................................................................................... 5 4 9 2016............................................................................................................................... 4 4 Total (Nota 7b).............................................................................................................. 128 77 205 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculado considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 195 mil (2010 - R$ 192 mil) de diferenças temporárias. 18) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. A Tibre DTVM como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações e orientações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução no 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução no 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento Subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento Baseado em Ações (CPC 10 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.
A DIRETORIA Célio Magalhães – Contador – CRC 1SP199295/O-5
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da Tibre Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Tibre Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.
também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Tibre Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício Responsabilidade dos auditores independentes e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 14 de fevereiro de 2012 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes Cláudio Rogélio Sertório Zenko Nakassato apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP160769/O-0
Gostaríamos de ver o Brasil ajudar a pressionar Assad. O subsecretário de Assuntos Públicos dos EUA, Mike Hammer. nternacional GianLuigi Guercia/AFP
Síria: agora é a vez de Kofi Annan.
Ó RBITA
AS ARMAS DE KADAFI
Pressão diplomática também recai sobre o Brasil
governo do líder líbio Muamar Kadafi tinha O um programa secreto para
O
ex-secretário-geral d a O rg a n i z a ç ã o das Nações Unidas Kofi Annan, que foi nomeado pela ONU e pela Liga Árabe enviado especial para a turbulenta Síria, estava no Cairo ontem para conversas com autoridades às vésperas da visita dele a Damasco, onde tentará buscar um acordo político. Ele criticou a ideia de intervenção militar na Síria – possibilidade que também foi rechaçada pelos Estados Unidos. A alternativa é aumentar a pressão internacional pela renúncia do presidente sírio, Bashar al-Assad. Para tanto, os Estados Unidos disseram ontem que esperam que o Brasil contribua para reforçar a pressão contra o regime. "Gostaríamos de ver, obviamente, o Brasil trabalhar conosco e com o resto dos países para ajudar a pressionar Assad", disse o subsecretário de Assuntos Públicos do Departamento de Estado dos EUA, Mike Hammer, em Washington. O porta-voz foi questionado sobre a resistência brasileira em se alinhar com os norte-ameri-
canos no assunto. Segundo ele, a questão síria pode ser um dos temas a serem discutidos durante a reunião entre os presidentes Barack Obama e Dilma Rousseff, em 9 de abril. Apesar da cobrança, Hammer afirmou que os dois países têm relações muito estreitas e compartilham muitas posições. "Temos comunicações frequentes com o governo brasileiro, porque queremos conjugar quando possível nossas posições, porque acreditamos que, trabalhando juntos, podemos
enfrentar os desafios globais". Negociações - O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan terá como missão esta semana fechar um acordo político entre Assad e os opositores para encerrar a violência que já matou mais de 7.500 pessoas na Síria. "Assim que eu for para a Síria, faremos o que pudermos para insistir e pressionar pelo fim das hostilidades e encerrar o assassinato e a violência", afirmou Annan (acima, à esq.). Após se reunir no Egito com o secretário-geral da Liga Árabe,
Nabil Elaraby (acima à dir.), Annan disse que qualquer militarização adicional da crise síria irá "agravar a situação" no país. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, também afirmou ontem que os EUA ainda não veem condições de uma intervenção militar na Síria. "Continuamos com o grupo de Amigos da Síria (cerca de 70 países que declararam repúdio a Assad) e esperamos que termine em uma resolução política", afirmou. Fuga - Na Síria, surgem notícias de deserções de autoridades de alto escalão do regime. Em vídeo divulgado no YouTube, o vice-ministro do Petróleo, Abdo Husameddine, anunciou sua demissão. "Não quero passar minha vida servindo aos crimes deste regime", afirmou. A autenticidade do vídeo não pôde ser confirmada. Por sua vez, o porta-voz do Exército Livre da Síria, Khaled al Hamoud, anunciou que mais quatro comandantes desertaram e foram para a Turquia. Já seriam sete os altos militares sírios que se juntaram aos dissidentes. (Agências)
esconder armas nas embaixadas líbias ao redor do mundo, denunciou o atual vice-chanceler do país, Mohammed Abdul Aziz, ontem. Os funcionários de Kadafi enviaram armas para "muitos países". "Na África, na Ásia e na Europa. Não foi apenas para dois ou três países", disse Abdul Aziz. Entre as armas, havia revólveres, granadas e
materiais para a fabricação de bombas. Elas foram enviadas usando o malote diplomático. É possível que a intenção era usá-las em assassinatos de dissidentes líbios no exterior ou para operações contra os países que abrigavam tais missões diplomáticas. "Ninguém sabe qual era o plano. Seria para lidar com certos problemas com relação ao país anfitrião? Seria para ser usado contra os cidadãos líbios? Ninguém sabe", disse ele. (Reuters)
Eric Feferberg/AFP
FUTURO – O presidente da França, Nicolas Sarkozy, admitiu ontem que abandonará a política se não for reeleito no pleito de abril. A seis semanas do primeiro turno, as pesquisas mostram Sarkozy com 26% das intenções de voto, atrás do socialista François Hollande, que tem a preferência de 29% dos eleitores.
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EXEMPLO CATARINENSE As ciclovias de Joinville ocupam o espaço que seria destinado normalmente ao estacionamento de veículos. É uma faixa razoável, com dois metros de largura, mão de sentido duplo e muita segurança.
idades
Fotos: Divulgação
Entre outros títulos, Joinville, no norte de Santa Catarina, é conhecida como a Cidade das Bicicletas: 12% de seus 500 mil habitantes são ciclistas e dispõem de uma extensa rede de ciclovias e de bicicletários
Bikes de Joinville têm muito a ensinar a SP Na cidade catarinense de 500 mil habitantes, 12% são ciclistas. Eles dispõem de uma rede eficiente e segura de ciclovias, além de uma cultura de bike bem enraizada José Maria dos Santos
T
udo que se possa dizer sobre a cidade de Joinville, no norte de Santa Catarina, será obrigatoriamente elogioso. Está, por exemplo, entre os 10 melhores índices de desenvolvimento humano (IDH) do País; apresenta o ensino público de maior qualidade no estado e, por quatro anos consecutivos, liderou a classificação do Enem. Nos seus 161 anos de existência Joinville acumulou títulos que causam orgulho: Manchester Catarinense, devido ao desenvolvimento industrial; Cidade das Flores, por motivos óbvios; Cidade dos Príncipes, uma vez que sua origem está ligada ao casamento, em 1843, da princesa Francisca Carolina, filha de d. Pedro I, com o príncipe de Joinville, François Ferdinand, filho do rei Luis Felipe, da França; Cidade da Dança, que abriga o maior festival do gênero no planeta e que exibe a única escola do célebre Balé Bolshoi fora da Rússia e, finalmente, Cidade das Bicicletas. Este último, como a designação sugere, indica que, proporcionalmente, Joinville tem a mais numerosa concentração de ciclistas do Brasil: 12% entre sua população de 500 mil pessoas. Ali, ao contrário de outras cidades em que bicicletas e automóveis/veículos pesados invariavelmente se dão mal, as relações são mansas e funcionais. Nesta entrevista, o arquiteto e urbanista Vladimir Tavares Constante, 43 anos, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano da Prefeitura de Joinville, desvenda esse segredo. Mas é possível adiantar que o título de Cidade das Bicicletas é, ao mesmo tempo, uma consequência e fomentador dos demais. Diário do Comércio – Ao contrário de São Paulo, Joinville assiste a uma convivência harmoniosa entre bicicletas , carros e veículos pesados. Qual é a mágica? Vladimir Tavares Constante – A cidade tem uma antiga tradição no uso da bicicleta. Essa consolidação pode ser s i t u a d a n o s a n o s 6 0 . A l inham-se vários fatores. A geografia de Joinville era amigável, as distâncias eram boas, não havia vale-transporte e havia a influência da cultura alemã a respeito, que marca a cidade. A cidade incorporou naturalmente a presença da bicicleta. Um curioso indicativo dessa presença é que nos empreendimentos imobiliários comerciais de Joinville já é de praxe reservar um espaço para o estacionamento de bicicletas. Na cidade já é rotina haver estaciona-
Vladimir Tavares Constante, 43 anos, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano da Prefeitura de Joinville (esq.), expõe algumas razões do sucesso da bicicleta na cidade catarinense: atualmente Joinville tem 100 quilômetros de ciclovias, atendendo aos principais polos de destino. Desse total, 10 quilômetros estão separados da rede e atendem aos parques. Elas estão situadas nas principais artérias de circulação, com sinalização eficiente, isoladas por tachões e pintadas de vermelho.
mentos para bicicletas, assim como bicicletários nos terminais de transporte.
fortável, no sentido de se despender esforços sem exagero e com redução de riscos.
DC – Este relacionamento pacífico não poderia decorrer, proporcionalmente, do tamanho da cidade, como é o caso de Joinville e São Paulo? Da proximidade das pessoas, dos contatos pessoais mais frequentes? Constante – Este tema certamente poderia merecer estudos aprofundados. Mas posso dizer a respeito que, conforme pesquisas, quanto maior a cidade, menos se usa bicicletas. Esta redução pode ter a ver com o gigantismo, com as grandes distâncias a serem percorridas. Trata-se, sem dúvida, de uma circunstância, e consequentes análises, que merece atenção dos administradores. A distância considerada boa na utilização de bicicleta é a de oito quilômetros. É um percurso con-
DC – Mas, originalmente, houve incentivos para o uso de bicicletas em Joinville. Ou não? Constante – Houve estímulos. As próprias indústrias ofereciam bicicletas para seus funcionários. Uma boa amostragem dessa tradição é a Tupy (*), que está localizada no bairro Boa Vista-Tupi. Tem seis mil funcionários e 3.500 deles vão trabalhar de bicicleta. DC – Os números de Joinville relativos à bicicleta são extremamente expressivos. Constante – De fato, são. Nossa população está na ordem de 500 mil habitantes. Segundo as estatísticas disponíveis, nas cidades brasileiras entre 500 mil a um milhão de moradores o percentual médio de usuários de bicicleta é de
1,7%; aqui é de 12%. Atualmente, Joinville tem 100 quilômetros de ciclovias, atendendo aos principais polos de destino. Desse total, 10 quilômetros estão separados da rede e atendem aos parques. DC – Como essas ciclovias foram pensadas? Constante – Elas estão situadas nas principais artérias de circulação, com sinalização eficiente, isoladas por tachões, pintadas, é claro, de vermelho, como recomenda a legislação. Na sua instalação foram avaliadas algumas questões de interferência. Por exemplo: a prevenção de riscos referentes às vias laterais ou a presença de sombra. DC – Sombra? Constante – Sim. Por uma questão de conforto dos usuários. DC – E como as bicicletas
disputam o espaço, sem trocar socos, com carros e veículos pesados? Constante – Eles não se misturam. Nossas ciclovias foram concebidas da seguinte forma: ocupam na pista, no chamado tecnicamente leito carroçável, o espaço que seria destinado normalmente ao estacionamento de veículos. É uma faixa razoável, com dois metros de largura e mão de sentido duplo, na qual o ciclista se movimenta com seg u r a n ç a . Te m o s u m b o m exemplo do beneficio da ciclovia na avenida Monsenhor Gersino. Ali havia muitos acidentes, algo de 3,6/mês – número expressivo para uma cidade como a nossa. Após a implantação da ciclovias, houve redução para três. DC – A propósito de segurança, há algum adereço além do capacete protetor? Constante – A Prefeitura es-
timula a utilização de reflexivos nas bicicletas. Normal. No momento, estamos com uma campanha referente à faixa de travessia. DC – O senhor informou acima que os 12% de usuários de bicicletas em relação à população faz da cidade uma campeã das duas rodas em nosso País. Mas não poderia se sonhar com um percentual mais alto? Constante – Na verdade, já tivemos no passado um percentual de 30%. Houve essa redução nas últimas décadas e agora estamos presenciando um renascimento. Esse retorno não está contabilizado, mas dentro da própria Prefeitura temos um indício: os funcionários que utilizavam bicicletas era um contingente de 3%, que saltou para 10. (*) O Grupo Tupy é um tradicional complexo metalúrgico enraizado em Joinville com ramificações pelo País.
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17 Vamos operar 24 horas direto no fim de semana. Alísio Vaz
idades
Cristiano Novais/AE
Werther Santana/AE
Cartaz anuncia falta de combustível em posto de gasolina na zona leste. Após o protesto de caminhoneiros, situação começa a ser normalizada.
Gasolina: postos serão abastecidos até segunda
O
presidente do Sindicom (sindicato das distribuidoras de combustível), Alísio Vaz, disse ontem que 100% dos postos deverão ser totalmente abastecidos até a próxima segunda-feira. Para isso, haverá um esquema especial de entrega durante o fim de semana, inclusive no domingo, dia em que não é comum ocorrer abastecimento. A informação foi dada em entrevista coletiva ocorrida na tarde de ontem no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O evento contou também com a
participação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com o secretário de Segurança Pública do Estado, Antonio Ferreira Pinto, e com o comandantegeral da PM, Álvaro Camilo. "Vamos operar 24 horas direto no fim de semana para que, no máximo, na segunda ou na terça-feira, o consumidor possa encontrar combustível", disse Alísio Vaz. Alckmin disse no evento que a escolta aos caminhões de combustível pela Polícia Militar está mantida até a normalização do abastecimento. Vaz, no
entanto, afirmou que os caminhões já estão entregando combustível sem escolta. O comandante da PM informou que, desde anteontem, já foram feitas 127 escoltas a postos em 276 caminhões. Na noite de ontem, a polícia escoltou caminhões em comboio. O desabastecimento dos postos ocorreu devido ao protesto dos caminhões contra a restrição de circulação dos veículos pela marginal Tietê. Os caminhões flagrados na via entre as 5h as 9h, e entre as 17h e as 22h, de segunda a sexta-feira, e das 10h às 14h aos sábados, estão sendo multados desde a última
segunda-feira. Suspensão – Anteontem, as entidades chegaram a pedir oficialmente à Prefeitura que suspendesse a restrição aos caminhões na marginal Tietê por uma semana. O objetivo era permitir que uma forçatarefa agilizasse o reabastecimento dos postos no menor tempo possível. A Secretaria Municipal de Transportes informou que não iria atender ao pedido. A restrição já estava em vigor desde dezembro, mas as multas começaram na segundafeira, o que deflagrou os protestos. Prisões – Com o
Caminhão abastece posto ontem de madrugada, na zona sul: alívio
Distribuidoras farão um esquema especial de entrega nos postos de gasolina durante todo o fim de semana, inclusive no domingo. Objetivo é reabastecer os tanques dos estabelecimentos após o protesto contra a restrição de circulação na marginal Tietê. desabastecimento de diversos postos, estabelecimentos que ainda tinham o produto aproveitaram para subir os preços. Em um posto em Santana, zona norte, o valor da gasolina comum passou de R$ 2,79 o litro para R$ 4,49. A gasolina aditivada chegou a R$ 4,99. Os gerentes de nove postos de combustíveis foram presos em São Paulo sob suspeita de estarem vendendo álcool e gasolina a um preço muito acima do praticado anteriormente. Eles foram levados ao DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania) e devem responder por crime contra
a economia popular. Os nove prestaram depoimento e foram liberados em seguida. A pena para esse crime é de até dois anos de prisão. Os donos dos estabelecimentos também serão responsabilizados, já que determinaram o aumento. Na terça-feira, o Procon já tinha alertado para a possibilidade de aumentos abusivos do valor da gasolina e do álcool, e por isso orienta o motorista a exigir nota fiscal quando abastecer. O consumidor que tiver dúvidas ou quiser fazer uma reclamação deve ligar para o número 151. (Folhapress)
Newton Santos/Hype
Sérgio Castro/AE-29/03/2010
PEGAR O TREM À UNHA GINECOCRACIA
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A
CAFETÕES INOCENTES
A
redução da maioridade penal não se amarrava cachorro com linguiça, participará da reforma do Código abrigando crimes que merecem ser Penal, ora em andamento. O extintos e omitindo outros que não esclarecimento é da existiam no seu tempo, procuradora Luiza Nagib como os crimes de Eluf, que faz parte da internet e o aborto comissão especial anencefálico. No caso de instalada para aquela malfeitos ainda vigentes, finalidade. É que a mas que já caducaram, polêmica em torno do alinha-se, por exemplo, o assunto é de tal ordem rufianismo, praticado apaixonada que travaria pela figura do cafetão. todo o processo de Evidentemente, a reforma; a comissão exploração sexual optou pela alternativa de associada ao tráfico de fazê-la andar. Trata-se de seres humanos, decisão sábia, pois o escravidão, cárcere A procuradora código em vigor é de privado etc. continuará Luiza Nagib Eluf 1940, do tempo em que sendo penalizada. Masao Goto Filho/e-Sim-08/09/2009
propósito do Dia da Mulher, celebrado ontem, é oportuno lembrar que, nas últimas semanas, duas revistas respeitáveis, a alemã Der Spiegel e a inglesa The Economist, destacaram o predomínio de mulheres no governo brasileiro, genericamente referido como matriarcado. A presença feminina está em ascensão no primeiro escalão, embora ainda seja ínfima: 11 mulheres ocupam o primeiro patamar em seus países. A América Latina é a região mais representativa, com três presidentes: Dilma, Cristina Kirchner (Argentina) e Laura Chinchilla Miranda (Costa Rica). Mas a palavra matriarcado, apesar de mais simpática, não é adequada. Designa governo de família. O certo seria dizer ginecocracia – governo de mulheres.
s atribulações da Linha Quatro, tidas genericamente como panes, já têm um diagnóstico. O epicentro do problema se localiza em uma subestação abastecedora da rede, próxima à Estação Faria Lima. Haveria incompatibilidade de equipamentos. Normalmente as panes afligem os passageiros. Mas ali há um ingrediente a mais: os trens são conduzidos por computadores, circunstância que pode ampliar os temores devido a ausência humana no comando. Na verdade, sempre há um funcionário habilitado circulando pelos vagões. Se for necessário, ele assumirá a operação.
AIDS? E DAÍ?
M
etrópole – O Hospital Emílio Ribas está registrando, em média, cinco novos casos de sífilis por dia. Não é surpreendente, em se tratando de uma doença que parecia erradicada ou controlada? Francisco Ivanildo – Tudo indica que, realmente, na memória coletiva, a sífilis morreu. Mas a doença continua atuante, inclusive com essa curva ascendente. Metrópole – E qual seria a razão dessa retomada? Ivanildo – Está articulada com o quadro das DSTs - doenças sexualmente transmissíveis. A verdade é que está havendo uma negligência, um desinteresse, uma despreocupação generalizada em se manter relações sexuais sem proteção. O fenômeno está ocorrendo inclusive, e principalmente, com a aids. Essa questão ficou evidente em uma série de entrevistas que fizemos por conta dessa despreocupação para com o risco de contágio que foi constada. Metrópole – Mas a doença continua sendo incurável?
Ivanildo – Com os modernos medicamentos, tornou-se crônica. As pessoas infectadas vivem mais; talvez até tenham a sobrevida que teriam normalmente. A doença também envelheceu e surgiram circunstâncias que produziram um acomodamento ao seu redor. Antes, por exemplo, um infectado tomava de 15 a 20 comprimidos por dia, o que era muito desconfortável. Hoje, são três ou quatro. Por outro lado, a aids deixou de ser uma doença de guetos, sua distribuição é bem ampla. Antes tinha uma cara única e isso a tornava mais assustadora. Agora já não é mais assim. Metrópole – Aconteceu com a aidas a mesma trajetória da sífilis. Era um flagelo nos anos 30 e 40, surgiram os remédios e o medo desapareceu. Ivanildo – Exatamente. Nossas entrevistas mostraram que os entrevistados não estão nem aí com a aids. Há infectados que, mesmo conscientes do seu estado, têm relações sem proteção. Francisco Ivanildo, médico infectologista do Hospital Emílio Ribas
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18 -.LOGO
sexta-feira, 9 de março de 2012
Duas mil bolas de tênis compõem a instalação de Ana Soler na Mustang, galeria de arte de Alicante, na Espanha. Ao lado, Gustavo Kuerten e Maria Esther Bueno, brasileiros no Hall da Fama do esporte.
Logo Logo www.dcomercio.com.br
Hélvio Romero/AE
No Hall da Fama
Ditadores retratados como os moderninhos no poder: caricaturas do site Piccsy. http://bit.ly/yhG4ZC
P RÊMIO D ESIGN
Coragem reconhecida Jewel Samad/AFP
O
ntem, Dia Internacional da Mulher, a major Priscilla Azevedo, oficial da Polícia Militar do Rio de Janeiro, recebeu das mãos da primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, o Prêmio Internacional Mulheres de Coragem 2012. Ela foi a primeira mulher a comandar uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). A prêmio é oferecido pelo governo dos EUA a mulheres do mundo todo que se sobressaem em suas funções.
G AMES
Nasa adere à série 'Angry Birds' A batalha dos pássaros zangados contra os porcos que roubaram seus ovos continua. E agora, no espaço. Uma nova edição do jogo "Angry Birds", criada em colaboração pela Nasa e a empresa finlandesa Rovio, responsável pelo jogo, será lançada em 22 de março. O "Angry Birds Space" levará a batalha à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e terá efeitos especiais das aves desafiando a gravidade zero. Alguns pássaros serão evoluções espaciais de personagens dos jogos anteriores. Mas haverá também aves novas na aventura. L OTERIAS Concurso 2842 da QUINA 32
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M ULHERES Mohammad Ismail/Reuters
Conquistas e desafios
Uma estante para poucos A ideia de transformar um Jaguar em uma estante é do estúdio holandês Denieuwegeneratie. O carro teve o interior modificado e o motor retirado para ser preso à parede.
Imagens do Dia Internacional da Mulher, celebrado ontem, pelo mundo: ao lado, fotografia da inauguração de um café com acesso à internet apenas para mulheres no Afeganistão. O café foi aberto ontem para garantir que as mulheres de Cabul, capital do país, possam se comunicar com o mundo sem sofrer assédio moral ou sexual. Abaixo, à esquerda, passeata realizada ontem por mulheres ligadas a entidades de representação de direitos trabalhistas e a movimentos sociais na região central de São Paulo. Abaixo, à direita, estudantes iraquianas vestindo trajes tradicionais curdos, durante ato para comemorar suas conquistas políticas, econômicas e sociais.
http://bit.ly/zQbDpV
R EALEZA
Príncipe Harry chega hoje ao Brasil O príncipe Harry, da Inglaterra, desembarca hoje no Rio de Janeiro para uma visita oficial ao Brasil para celebrar o Jubileu de Diamante em comemoração aos 60 anos do reinado de sua avó, a rainha Elizabeth II. Amanhã à noite ele receberá convidados no Morro da Urca, na zona sul, onde fará o lançamento da campanha Great,
para promover a Inglaterra às vésperas dos Jogos Olímpicos de 2012 e estreitar os laços entre Brasil e Reino Unido. No sábado, Harry participará de uma corrida no Aterro do Flamengo ao lado de jovens e atletas e visitará uma comunidade. Embora o local não tenha sido divulgado, especula-se que seja o Complexo do Alemão.
Ernesto Rodrigues/AE
Safin Hamed/AFP
H ARRY POTTER
Pottermore chegará em abril O novo site Pottermore, da escritora J.K. Rowling, será lançado em abril, permitindo que fãs naveguem pelo mundo do meninomago Harry Potter e comprem livros eletrônicos e outros produtos. Uma nota no site disse que a Pottermore Shop em breve estará recebendo clientes, depois de um adiamento - a previsão inicial era
inaugurar em outubro. Pottermore está em fase de testes. Interativo, o site permitirá que os leitores naveguem por histórias de bruxaria nas quais Rowling baseou a trama sobre o aprendiz de feiticeiro e seus amigos. "Então, preparem-se para entrar na viagem Pottermore a espera está quase acabando", diz a nota.
H UMOR
O que você vai ser quando crescer O fotógrafo Malo, de Paris, criou uma série de imagens intitulada "Un jour mon enfant seras" (Um dia meu filho será) na qual um bebê aparece fantasiado em roupas de várias profissões. A série é uma crítica às expectativas dos pais e ao desemprego na França. http://bit.ly/xUMsVW
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sexta-feira, 9 de março de 2012
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19 GERDAU Empresa vai aumentar em 25% a produção de aço nos Estados Unidos
conomia
AMBEV Fabricante vai concentrar esforços de crescimento no Norte e Nordeste
Um negócio da China: vender para os chineses! Empresários brasileiros descobrem oportunidades do outro lado do mundo e negociam direto com a classe média oriental. Renato Carbonari Ibelli
O
s empresários brasileiros perderam tanto tempo reclamando da concorrência chinesa que esqueceram de olhar para a China como oportunidade de negócio. Surpreendentemente, a frase é de um fabricante nacional de calçados, segmento da indústria do País que mais sofre com a "ameaça vermelha". Seu nome é José Rosa Jacometi, dono da Anatomic Gel. Ele conta que há dois anos parou de reclamar e voltou os olhos para a gigantesca classe média ascendente chinesa, ávida a consumir produtos diferenciados, e, desde então, colocou seus produtos – sapatos masculinos – à disposição desse consumidor chinês. Agora, projeta fechar 2012 com 100 mil pares vendidos para esse público. A classe média chinesa é um público-alvo perfeito para os produtos estrangeiros. Em geral são trabalhadores que migraram do campo em busca de prosperidade nas grandes cidades, como Xangai. Trata-se de um contingente estimado em 400 milhões de pessoas, que cresce exponencialmente ano após ano na esteira da ex-
pansão da economia daquele país, que avança quase 10% a nu al m en te . Esse grupo sente a necessidade de se distanciar do restante da população e busca nas marcas importadas um dos meios de ganhar o status que o diferencie. Além disso, dentro desse universo, há 100 milhões de chineses pertencentes a uma chamada classe média alta. Estes, mais do que o desejo de se destacarem, têm condições financeiras compatíveis com seus anseios. Eles estão na mira de Jacometi. Seus sapatos sofisticados são vendidos em 12 lojas espalhadas por cidades chinesas. Não são lojas próprias, são de um parceiro inglês que até o final do ano projeta ter até 50 lojas na China. Aproveitando essa expansão, Jacometi espera que suas vendas naquele país saltem dos 30 mil pares atuais para os 100 mil pares. "Com esse número nossa marca se consolida por lá", afirma o empresário.
Consolidar a marca brasileira no mercado chinês é um desafio homérico. Isso, segundo os próprios empresários, porque por muito tempo desprezamos o potencial daquele mercado. Por termos perdido tempo, diferentes nichos que poderiam ser preenchidos por produtos brasileiros acabaram ocupados por itens importados de outros países. Castanha e café – Chega a ser desconcertante, mas, Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), lembra que a castanha do Pará, bastante apreciada pelo consumidor chinês, chega à China por meio
dos Estados Unidos. Outro exemplo é o café, importado da Suíça pelos chineses. Com vestuário ou calçados não é diferente. Hoje, o consumidor chinês que busca um calçado diferenciado vai encontrar uma profusão de marcas europeias por lá, especialmente as italianas. Isso porque há mais de 30 anos a Itália, por meio do seu instituto de internacionalização de produtos – uma espécie de Apex italiana – passou a promover os produtos do país em feiras e desfiles realizados na China. O mesmo fez a França, no caso do vinho, cujos rótulos dominam os restaurantes chineses (veja texto abaixo). Já o Brasil empacou no processo de internacionalização, que é recente. "Perdemos muito tempo pa-
ra divulgar nossas marcas na China. A qualidade dos produtos brasileiros é reconhecida por lá, mas nossas marcas não criam desejo no consumidor chinês", diz Marcelo Paludetto, gerente comercial da Democrata Calçados. "Agora temos que trabalhar para criar uma identidade forte para nossas marcas, para que consigamos vender o status que a classe média chinesa busca", complementa o gerente. Embora nossas marcas, em geral, ainda não despertem desejos no consumidor chinês, ter a qualidade nos produtos reconhecida – como afirma Paludetto – já é um grande passo para ganhar aquele mercado. Dentro das drásticas mudanças de perfil do consumidor médio chinês que ocorreram na última década, a busca por qualidade nos produtos é de
longe a mais interessante. Falso – Uma pesquisa realizada em meados de 2011 pela China Market Research, empresa que encabeça pesquisas no varejo local, apontou que 90% das mulheres chinesas entre 28 e 35 anos sentem vergonha de usar uma bolsa falsificada. Não é mero papo furado. Um outro levantamento, esse da McKinsey & Co, mostrou que a demanda por roupas e artigos de couro falsos na China caiu de 31%, em 2008, para 15% em 2010. As relações políticas e econômicas bilaterais são as melhores possíveis. As qualidades dos nossos produtos são reconhecidas no mercado chinês, cujos consumidores querem adquirir itens importados diferenciados – e passaram a ter condição financeira para isso. Resta agora recuperar o tempo perdido na promoção das marcas brasileiras por lá. Nesse caso, os empresários ouvidos na reportagem concordam que a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, será a oportunidade de ouro para fazer com que o made in Brazil ganhe valor como marca internacional.
Como vencer no mercado do gigante asiático O
s caminhosparaconsolidar uma marca em um novo mercado são diversos, mas o ideal é ter presença forte nele, com lojas próprias. Pelo menos é o que tem feito a brasileira Miolo Wine Group na China, que em janeiro deste ano inaugurou a segunda loja naquele país, por meio de uma parceria com um importador local. Com as duas lojas, a empresa espera vender de 60 mil a 65 mil garrafas naquele mercado até o final de 2012. A primeira loja da Miolo na China – que também é a primeira da marca fora do País – foi estruturada em Xangai. Trata-se de um complexo de quatro andares, que possui espaço para degustação e uma peculiar sala de estar no último andar da loja, montada para atender o cliente chinês como ele gosta: de maneira intimista. "Para ganhar o cliente chinês é preciso ficar amigo dele. Muitos levam a família toda para a loja", diz Morgana Miolo, gerente de relações internacionais da marca. Shopping – Essa loja inicial foi inaugurada em outubro de 2011, e já recebeu 50 mil garrafas. O número coloca a China como terceiro principal mercado das exportações da Miolo, com 14% das vendas externas, atrás apenas do que é comercializado na Inglaterra e na Holanda. Com a nova loja, que fica no porto de Ninnbo, local que concentra shoppings só de bebidas, Morgana espera chegar às 65 mil garrafas vendidas
Fotos divulgação
Para ganhar o cliente chinês é preciso ficar amigo dele. Muitos levam a família para a loja. MORGANA MIOLO, GERENTE DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DA MIOLO WINE GROUP
A primeira loja da Miolo Wine Group, localizada em Xangai, abriu espaço para a marca: meta é vender até 65 mil garrafas no mercado local.
no mercado chinês. No geral, são vinhos considerados premium, buscados pela classe média alta daquele país. D i f e re n t e m e n t e d o q u e aconteceu em outros setores da indústria brasileira – como o calçadista ou de vestuário –, que demoraram a promover suas marcas na Ásia, os fabricantes de vinhos nacionais não dormiram no ponto.
De acordo com Morgana, a evolução do consumo de vinho na China é um fenômeno relativamente recente. Entre 2010 e 2011, a importação chinesa de vinho cresceu 74%. Além do mais, os vinhos importados encontrados na China são basicamente franceses, que dominam quase 40% daquele mercado. "Há espaço para outros importados, em es-
pecial para os vinhos do novo mundo. Nesse segmento, estamos entrando na China praticamente junto com os vinhos chilenos e argentinos", conta a gerente da Miolo. Estratégia – A estratégia da Miolo de construir sua imagem na China por meio de lojas da marca vem obtendo sucesso por ser esse um segmento ainda pouco explorado e, em es-
pecial, pelo fato de a indústria chinesa de vinho ser incipiente. Mas esse não é um caminho fácil para setores como os de vestuário e calçados – cujas indústrias chinesas são as mais fortes que existem. Como exemplo, a Arezzo, tradicional fabricante brasileira de acessórios femininos, tentou emplacar uma rede de 200 lojas na China em meados de 2008, mas
desistiu do projeto original por conta da concorrência local. Nesse caso, o caminho usual é buscar varejistas locais para expor as marcas brasileiras, como tem feito a fabricante de calçados Anatomic Gel. Só depois de ter a marca consolidada em solo chinês é que se torna possível entrar com lojas próprias no mercado do gigante asiático. (RCI)
20 -.ECONOMIA
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21 Não somos contra as importações. Mas me dê condições iguais. Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq
conomia
Paulo Pampolin/ Hype
Governo ampliará desoneração da folha
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Assim como o Impostômetro da ACSP, o Desempregômetro da Abimaq é uma ferramenta que busca conscientizar o brasileiro.
Desempregômetro revela impacto das importações O painel estima quantos postos de trabalho a indústria deixa de gerar à medida que os importados avançam. Fátima Lourenço
Paulo Pampolin/ Hype
A
Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) inaugurou na manhã de ontem o Desempregômetro, painel eletrônico com o registro, em tempo real, do número de empregos que deixaram de ser gerados no Brasil como consequência, de acordo com a entidade, das importações crescentes e da perda do volume de exportações da indústria brasileira de transformação. A estimativa é que ao longo de 2012 esse processo iniba a geração de 765.090 postos de trabalho no Brasil. O painel da Abimaq é inspirado no Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pode ser visto por quem passa pelo número 2925 da Avenida Jabaquara, na zona sul da capital paulista, ou no site www.abimaq.org.br/desempregometro. No início da manhã de ontem, por volta das 10h20, ele apontava que 108.006 postos de trabalho já deixaram de ser gerados no Brasil em 2012. As importações do período, estampa-
Para Luiz Aubert Neto, País experimenta um tsunami de importações
das no mesmo painel, somavam R$ 4.125.842.470. "É um processo virulento de desindustrialização. Temos, aqui, um tsunami de importações", comentou o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto. Projeções – Deacordocomas estimativas da entidade, para cada R$ 1 milhão que a indústria de transformação deixa de produzir localmente (por causa de produtos importados e/ou perda de mercado externo), se deixa de gerar 7,2 empregos diretos, no respectivo setor, e 20,4 indiretos, ao longo da cadeia produtiva. "São empregos gerados
fora do País", disse Neto. As estimativas da Abimaq, elaboradas a partir dos dados da balança comercial, faturamento e total de empregos da indústria de transformação, apontam que entre 2006 e 2011 deixaram de ser gerados 4.241.056 postos no Brasil. "Mais da metade foi para a China", disse o presidente. A associação projeta, para 2012, déficit da balança comercial da indústria de transformação na casa de R$ 99.482 bilhões (dólar na paridade de R$ 1 por US$ 1,7). "Não somos contra as importações de máquinas. Mas
me dê condições iguais", reclamou Neto. Há, ressaltou, setores como os de petróleo, alimentos e bebidas, que estão bem; mas existem outros fortemente impactados, caso dos têxteis, exemplificou Neto. A proposta, com o Desempregômetro, é alertar o governo e a sociedade para o problema. Neto comentou que só entre os fabricantes de máquinas e equipamentos, "houve invasão" de importados em aproximados 800 (de um universo de 1,2 mil) grupos de produtos fabricados localmente. Para reverter a situação, a associação reivindica "medidas de emergência", já consolidadas no documento "Grito de alerta em defesa da produção e do emprego brasileiros", endossado por várias entidades de classe, além de sindicatos e centrais representantes dos trabalhadores. As entidades programaram mobilizações. Em São Paulo a manifestação está marcada para 4 de abril. Entre as demandas urgentes, Neto destacou a redução da taxa básica de juros (Selic); linhas de financiamento de longo prazo e combate ao capital especulativo que vem para o Brasil, entre outras.
Faturamento da indústria registra queda
A
pesquisa Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou queda de 1,4% no faturamento da indústria em janeiro na comparação com dezembro. Houve, no entanto, um aumento de 0,3% nas horas trabalhadas, na mesma base de comparação, e avanço de 0,5% no emprego, segundo dados com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo período de 2011, houve aumento no faturamento (3,4%) e no emprego (0,8%), enquanto as horas trabalhadas caíram 0,7%. Já o dado sobre massa salarial real mostrou alta de 9,7% no primeiro mês de 2012 em relação a um ano antes. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) passou de 81,3% no último mês de 2011 para 81,9% em janeiro deste ano, considerando o dado com ajuste sazonal. Em janeiro do ano passado, o Nuci com ajuste estava em 82,9%. Já o Nuci sem o ajuste sazonal passou de 79,4% em dezembro para 79,6% em janeiro deste ano, conforme a CNI. Um ano
Sebastião Moreira/AE
Mesmo faturando menos em janeiro, setor industrial está otimista.
atrás, o indicador sem o ajuste estava em 80,6%. Os setores industriais que apresentaram os melhores índices de faturamento em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2011, foram os de material eletrônico e de telecomunicações (40,8% a mais), de madeira (27,2%), papel e celulose (22,8%) e máquinas e equipamentos (17,8%), de acordo com o estudo. Avaliação – Apesar do faturamento real das indústrias
brasileiras em janeiro ter recuado 1,4%, a CNI avalia que a tendência para o setor é positiva para os próximos meses. Parte disso, segundo o gerente de Política Econômica da Confederação, Flávio Castelo Branco, se deve às medidas adotadas no ano passado pelo governo, que começam a surtir efeito agora. "A nossa expectativa é de melhora gradual para os próximos meses. Os dados de janeiro são ainda ambíguos, com
sinais positivos, mas também negativos, como na queda do faturamento. Houve, possivelmente, uma redução nos estoques. Isso pode significar que as empresas estejam voltando a um grau de normalidade", disse Castelo Branco durante o anúncio dos indicadores industriais referentes a janeiro. "Mas há medidas tomadas pelo governo no ano passado que começam a ter impacto", lembrou, referindose às desonerações tributárias adotadas pela atual equipe econômica. D e a c o rd o c o m C a s t e l o Branco, esse conjunto de ações, vindo acompanhadas de uma melhora no ambiente internacional e de soluções para os problemas fiscais da Europa, levarão as atividades da indústria a uma gradual recuperação. "Mas, para uma retomada mais forte, precisamos de medidas adicionais que reforcem a competitividade dos produtos brasileiros nos aspectos tributários, custo de capital, logística, desoneração além de agendas de longo prazo", completou. (Agências)
governo vai ampliar a desoneração da folha de salários para mais setores da indústria. Fabricantes de máquinas e equipamentos, autopeças, pneus e têxteis devem ser os beneficiados. A medida faz parte do "arsenal" de ações que a presidente Dilma Rousseff pretende lançar para ajudar a indústria e impulsionar a economia. Os quatro setores deixarão de recolher a contribuição patronal dos empregados para o INSS, aliviando seus custos. Em troca, pagarão um imposto sobre o faturamento. Segundo uma fonte do governo, as alíquotas do tributo serão negociadas por setor e calibradas para dar desoneração efetiva à indústria. O governo já começou as simulações. As alíquotas em estudo vão de 1% a 1,5% sobre o faturamento. Ainda podem
cair as alíquotas para setores que fizeram no fim de 2011 a migração da tributação da folha de pagamento para o faturamento. O segmento de móveis, que pediu para ser excluído da medida em 2011, e agora voltou a conversar com o governo, também será incluído nessa nova rodada. Na outra ponta, para tornar mais caras as importações dos mesmos setores, deve aumentar a Cofins sobre os produtos que vierem do exterior. Ainda está em estudo a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca (geladeiras e fogões), que acaba no fim do mês. No entendimento da equipe econômica, a principal defesa – evitar a valorização excessiva do real – já ocorreu. O momento agora seria o de adotar medidas de estímulo à economia. (AE)
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 405/2011-SMS.G, processo 2011-0.321.000-5, destinado ao registro de preço para o fornecimento de PASTA PARA TRATAMENTO DE ALVEOLITE, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/ Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 10 de abril de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 012/2012-SMS.G, processo 2011-0.245.440-7, destinado ao registro de preço para o fornecimento de MANDRIL DE AÇO, ESCOVA DE ROBSON E BROCA CIRÚRGICA ZECRYA, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09h30min do dia 27 de março de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.
SECRETARIA DA SAÚDE AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL Torna público que realizará nos dias e hora a seguir determinado: Pregão Presencial nº:026/2012 - Processo nº 2012-0.041.099-4 Objeto: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS NEUROLÓGICAS - CRÂNIO COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data Abertura:22/03/2012 - às 09:00 horas Endereço:Rua Frei Caneca nºs 1398/1402, 2º andar - Consolação - São Paulo - Capital. Custo do Edital: R$ 7,50 Pregão Presencial nº:027/2012 - Processo nº 2012 -0.047.877-7 Objeto: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS E NEUROLÓGICAS - COLUNA - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data Abertura:22/03/2012 - às 09:00 horas Endereço:Rua Frei Caneca nºs 1398/1402, 2º andar - Consolação - São Paulo - Capital. Custo do Edital: R$ 7,20 Pregão Presencial nº:023/2012 - Processo nº 2012 -0.049.678-3 Objeto: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS E NEUROLÓGICAS - COLUNA 1 - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTECENTES A AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data Abertura:22/03/2012 - às 14:00hs Endereço: Rua Frei Caneca, nºs 1398/1402 - 2º andar - Consolação - São Paulo Capital. Custo do Edital: R$ 6,75 Pregão Presencial nº:028/2012 - Processo nº 2012 -0.062.023-9 Objeto: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS - TRAUMA - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data Abertura:23/03/2012 - às 09:00hs Endereço: Rua Frei Caneca, nºs 1398/1402 - 2º andar - Consolação - São Paulo Capital. Custo do Edital: R$ 6,45 Pregão Presencial nº:029/2012 - Processo nº 2012 -0.041.169-9 Objeto: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS ORTOPÉDICAS - TRAUMA COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data Abertura:23/03/2012 - às 09:00hs Endereço: Rua Frei Caneca, nºs 1398/1402 - 2º andar - Consolação - São Paulo Capital. Custo do Edital: R$ 8,10 Pregão Presencial nº:017/2012 - Processo nº 2012-0.024.361-3 Objeto: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE VIGILÂNCIA PATRIMONIAL DESARMADA, SERVIÇOS DE MONITORAMENTO E GERENCIAMENTO LOCAL DE IMAGENS DE CFTV, CENTRAL DE ALARME E RONDA ELETRÔNICA COM INSTALAÇÃO, MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA DOS EQUIPAMENTOS, NAS DEPENDÊNCIAS DAS UNIDADES HOSPITALARES DR. ARTHUR RIBEIRO DE SABOYA E DR. BENEDITO MONTENEGRO, PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data Abertura:23/03/2012 - às 09:00 horas Endereço: Rua Frei Caneca nºs 1398/1402, 2º andar - Consolação - São Paulo Capital. Custo do Edital: R$ 7,95 Os editais dos pregões poderão ser consultados e/ou obtidos no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou no Núcleo de Licitações da Autarquia Hospitalar Municipal, situada na Rua Frei Caneca, nºs 1398/1402 - 9º andar - Consolação - São Paulo - Capital, das 09:00 às 16:00 hs ou mediante depósito em nome da Autarquia Hospitalar Municipal - Conta Corrente: 5415-1 Agência:1897-X (Banco do Brasil) - (Apresentar comprovante do depósito).
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sexta-feira, 9 de março de 2012
e LG quer receita 25% superior a US$ 3,1 bi Supermercadistas aumentaram as encomendas com os fornecedores de todos os produtos relacionados à Páscoa, segundo pesquisa da Abras.
conomia
Companhia investe em tecnologia, design e parcerias estratégicas para obter um resultado melhor em todas as categorias em que atua. Fotos: Mario Miranda/LUZ
A LG Brasil aposta nos aparelhos baseados em tecnologia 3D, como smart TVs, celulares e notebooks.
Karina Lignelli
E
nquanto alguns setores industriais reclamam de perda de mercado, a LG Brasil anunciou ontem, durante o evento "Digital Experience 2012", no pavilhão da Bienal, em São Paulo, que projeta crescimento de 25% em faturamento no Brasil neste ano – hoje, a segunda maior operação da companhia sul-coreana no
mundo, de acordo com o diretor de marketing Pablo Vidal. Ao apresentar a sua nova linha de produtos, composta de 350 itens, a LG Brasil aposta nos aparelhos baseados em tecnologia 3D, como smart TVs, celulares e notebooks, para crescer acima dos US$ 3,1 bilhões de desempenho financeiro que a companhia registrou no País o ano passado. "Nosso foco (para manter esse c res c i m en t o ) será em tecnologia, design e parcerias estraté-
gicas", disse Vidal, frisando que não será um determinado produto que puxará o crescimento da LG em 2012, mas o conceito de inovação aplicado a todas as categorias. "Não vamos consolidar (o foco) em uma só. Seremos agressivos em todas", garantiu. O crescimento nacional no segmento de smartphones em 2011 porém, do qual a LG saltou do sétimo lugar para a viceliderança, sinaliza que a área é estratégica para a companhia no País. Entre as apostas para se tornar a número um no segmento, o destaque é a evolução da linha de smartphones Optimus – que funcionam com o sistema operacional Android. Entre eles, os dual-chips L3 e o L5, e o 3D Max, que permite efeito tridimensional sem precisar dos óculos, com mais brilho que a versão anterior. Além da liderança nacional no "ecossistema 3D", segundo
Vidal, a empresa é o maior player na área de televisores (42,9% do mercado), além de assumir posição de destaque nos segmentos home theater (28,6%), vídeo (17%), categoria lava e seca "front lead" (56%) e profissional (como TVs para hotéis, 50%). "Nossa visão é de ser a número um total", disse. Um dos destaques entre os lançamentos da LG que devem chegar ao Brasil neste ano estão os televisores OLED EM9600. Eles são equipados com taxa de contraste infinito, função 4-Color Pixels, que reproduz com precisão as cores, e a função Cinema 3D Smart, sua moldura tem 4 mm de espessura e é considerada a mais fina do mundo. No segmento de computadores, a LG lança em maio dois modelos de ultrabooks – que combinam as vantagens "pouco peso mais pouca espessura" dos netbooks – uma versão
Nossa visão é de ser o número um (no mercado) total. PABLO VIDAL, DIRETOR DA
LG BRASIL
simplificada dos notebooks, mas com a mesma potência. A categoria cresceu 30% acima do mercado, disse o diretor-comercial Darvin de Moraes. Entre as diversas categorias de lançamentos anunciados no Brasil – que incluem home theaters, micro-ondas, aspiradores de pó, mini e micro systems –, os tablets ainda ficam de fora desta vez, de acordo com ele. "O mercado de tablets precisa ser avaliado antes. Você não pode competir com o iPad. Por enquanto, isso é apenas um sonho adormecido", afirmou Moraes.
No ano em que comemora 15 anos de início da produção no País, a LG Brasil deve finalizar também a ampliação de suas operações no polo industrial de Manaus. Lá, a planta da empresa, que hoje produz TVs e itens da linha branca, como refrigeradores, contará com duas novas fábricas. Uma delas vai ampliar a linha de ar condicionado, já produzida no local. A outra será de telas de cristal líquido. A LG também produz celulares, notebooks e monitores em sua planta de Taubaté, no interior do estado de São Paulo.
Vendas 11% maiores nesta Páscoa Para 85% dos supermercadistas ouvidos pela Abras, expectativa é de incremento nos negócios na data
A
s vendas de produtos típicos de Páscoa, como ovos de chocolate, bacalhau, bebidas e azeites, devem crescer em termos nominais 11,1% em relação a igual data do ano passado, divulgou ontem a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Segundo o levantamento, 85% dos empresários do setor supermercadista projetam vendas superiores às do ano passado, enquanto 15% estimam faturamento semelhante a 2011. A Páscoa é o segundo principal período de vendas dos supermercados, somente atrás do Natal. De acordo com a pesquisa, todos os produtos analisados tiveram crescimento, em termos de volume, nas encomendas com os fornecedores: bacalhau (11,3%), refrigerantes (10,4%), ovos de Páscoa (9,4%), azeites (8,8%), peixes em geral (8,0%), cervejas (6,0%), chocolates em geral (5,2%), vinhos nacionais (2,2%), vinhos importados (2,2%), importados em geral (1,8%) e colombas pascais (1,7%). Os consumidores encontra-
Edu Cavalcanti/Folhapress
Em volume negociado com fornecedores, os ovos de Páscoa tiveram acréscimo de 9,4%. Preço subiu 5,9%.
rão nas prateleiras dos supermercados preços mais altos neste ano em comparação com os de 2011. Os maiores reajustes foram detectados nos preços das cervejas (7,7%), seguidas pelos refrigerantes (5,9%), ovos de Páscoa (5,9%), chocolates (4%), colombas pascais
(3,4%), peixes em geral (3,2%) e vinho nacional (2,6%). Já a variação dos preços será menor entre os produtos importados, que de forma geral subiram 0,9% neste ano sobre a Páscoa do ano passado. Por produtos, houve aumento de 1,5% no bacalhau e 0,8% tanto
no azeite quanto nos vinhos importados. Na avaliação da Abras, os dados da pesquisa demonstram um otimismo por parte dos supermercadistas, que não acreditam em queda nas vendas em relação à Páscoa do ano passado. (AE)
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sexta-feira, 9 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 23
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Temos o prazer de submeter à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras individuais e consolidadas do Consórcio Alfa de Administração S.A. (“Empresa”), que incluem controladas diretas e indiretas, relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, acompanhadas do relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras e do parecer do Conselho Fiscal. Os documentos apresentados contêm os dados necessários à análise da performance da Empresa no exercício. Colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que venham a ser julgados necessários. Desempenho das Atividades Tratando-se de sociedade holding, o desempenho da Empresa reflete, basicamente, o comportamento de suas controladas. Estas, atuando em diversos segmentos da economia nacional, tais como: financeiro, processamento de dados, informática, seguros, serviços e outros, apresentaram resultados que permitiram à Empresa uma avaliação positiva de seus investimentos no valor de R$ 60.077 mil (R$ 52.976 mil em 2010). Preparação das Demonstrações Financeiras As Demonstrações Financeiras individuais foram preparadas e estão sendo apresentadas de acordo com as disposições da Lei das Sociedades por Ações e com as normas e procedimentos contábeis emitidos pela Comissão de Valores Mobiliários e pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis até 31 de dezembro de 2011. As Demonstrações Financeiras consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas em conformidade com as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (IASB), sendo também observadas as disposições da Lei das Sociedades por Ações e as normas e procedimentos contábeis emitidos pela Comissão de Valores Mobiliários e pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis até 31 de dezembro de 2011.
Resultado do Exercício A Empresa apresentou um lucro líquido de R$ 56.638 mil (R$ 50.724 mil em 2010), correspondendo a uma rentabilidade de 8,12% sobre o Patrimônio Líquido inicial de R$ 697.770 mil. Os resultados obtidos levam-nos a propor o pagamento dos seguintes valores por lote de mil ações, relativamente ao 2º semestre de 2011, a título de juros sobre capital próprio: R$ 0,93 para as ações ordinárias; R$ 1,02 para as ações preferenciais da classe “A”; R$ 1,02 para as ações preferenciais da classe “B”; R$ 1,02 para as ações preferenciais da classe “C”; R$ 1,02 para as ações preferenciais da classe “D”; R$ 1,02 para as ações preferenciais da classe “E” e R$ 1,02 para as ações preferenciais da classe “F”, já líquidos de imposto de renda, e a título de dividendos: R$ 3,49 para as ações ordinárias; R$ 86,59 para as ações preferenciais da classe “A”; R$ 209,24 para as ações preferenciais da classe “B”; R$ 121,63 para as ações preferenciais da classe “C”; R$ 86,59 para as ações preferenciais da classe “D”; R$ 104,11 para as ações preferenciais da classe “E” e R$ 3,84 para as ações preferenciais da classe “F”, que, somados aos juros sobre capital próprio do 1º semestre de 2011, totalizam R$ 8,40 para as ações ordinárias; R$ 175,22 para as ações preferenciais da classe “A”; R$ 420,52 para as ações preferenciais da classe “B”; R$ 245,30 para as ações preferenciais da classe “C”; R$ 175,22 para as ações preferenciais da classe “D”; R$ 210,26 para as ações preferenciais da classe “E” e R$ 9,24 para as ações preferenciais da classe “F”, já líquidos do imposto de renda na fonte. Patrimônio Líquido O Patrimônio Líquido atingiu o valor de R$ 755.893 mil em 31 de dezembro de 2011, com crescimento de 8,33% no ano, índice superior à inflação de 6,50% medida pelo IPCA no mesmo período.
Em 28 de abril de 2011, foi realizada Assembleia Geral Extraordinária, na qual se procedeu o aumento do capital social de R$ 232.784 mil para R$ 258.082 mil, mediante aproveitamento de parte das reservas de lucros. Divulgação sobre Serviços da Auditoria Independente Em atendimento à Instrução CVM nº 381/2003, informamos que a empresa contratada para auditoria das Demonstrações Financeiras da Empresa, ou pessoas a ela ligadas, não presta outros serviços que não os de auditoria externa. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do auditor, de acordo com os critérios internacionalmente aceitos, quais sejam, o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho nem exercer funções gerenciais no seu cliente, ou promover o interesse deste. Declaração dos Diretores Conforme Instrução CVM nº 480/2009, a Diretoria declara que, em reunião realizada em 29 de fevereiro de 2012, revisou e concordou com as opiniões expressas no relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras e com as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Agradecimentos Queremos, na oportunidade, agradecer aos nossos acionistas e fornecedores o apoio e confiança com que nos distinguiram, bem como a nossos funcionários, pela dedicação e trabalho. São Paulo, 29 de fevereiro de 2012 DIRETORIA Este Relatório da Administração, elaborado pela Diretoria, foi examinado e aprovado em reunião do Conselho de Administração de 29 de fevereiro de 2012, para encaminhamento à Assembleia Geral.
BALANÇO PATRIMONIAL (Valores expressos em Milhares de Reais) Notas Explicativas ATIVOS Ativo Circulante Caixa e disponibilidades em bancos Instrumentos financeiros derivativos Créditos de oper. com seguros e resseguros Despesas de comerc. de seguros diferidas Despesas de resseg. e retroc. diferidas Oper. de créd. e adiant. a instit. financeiras Oper. de créd. e adiant. a clientes Titulos para investimento Ativos tributários diferidos Ativos receb. em dação por recupe. de crédito Outros ativos Ativo não Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Instrumentos financeiros derivativos Créd. de oper. com seguros e resseguros Despesas de comerc. de seguros diferidas Despesas de resseg. e retroc. diferidas Oper. de créd. e adiant. a instit. financeiras Oper. de créd. e adiant. a clientes Títulos para investimento Ativos tributários diferidos Outros ativos Investimentos Investimentos em controladas e coligadas Imobilizado Ativos tangíveis Ativos intangíveis TOTAL DO ATIVO
INDIVIDUAL 31/12/2011 31/12/2010
CONSOLIDADO 31/12/2011 31/12/2010
7 8 24 9 10 11 12 2-d 17
6.054 59 – – – – – – 2.676 – – 3.319 754.008 1.738 – – – – – – 1.050 – 688
10.413 15 – – – – – – 7.779 – – 2.619 692.699 621 – – – – – – – – 621
2.859.629 6.086 19.342 109.832 37.873 9.270 254.583 1.415.716 960.151 6.260 1.325 39.191 2.426.854 2.246.921 16.712 735 16.192 47 52.234 956.730 1.059.782 41.445 103.044
2.591.292 5.185 17.377 105.479 31.499 11.315 369.803 1.378.585 612.674 21.178 1.354 36.843 2.192.470 2.040.476 21.843 – 6.226 136 147.251 761.457 974.750 30.114 98.699
13
752.177
692.075
176.155
148.597
14 15
33 60 760.062
3 – 703.112
3.013 765 5.286.483
3.189 208 4.783.762
6 7 8 24 9 10 11 12 2-d 16 17
Notas Explicativas PASSIVOS Passivo Circulante OBRIGAÇÕES Passivos com instituições financeiras Passivos com clientes Instrumentos financeiros derivativos Títulos emitidos Empréstimos e repasses Débitos de operações com seguros e resseguros Provisões e contingências Provisões técnicas de seguros e resseguros Obrigações fiscais Outros passivos Total das Obrigações Passivo não Circulante Exigível à Longo Prazo Passivos com instituições financeiras Passivos com clientes Instrumentos financeiros derivativos Títulos emitidos Empréstimos e repasses Provisões e contingências Provisões técnicas de seguros e resseguros Obrigações fiscais Outros passivos PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social Reservas de capital Reservas de lucros Ajustes de avaliação patrimonial Total do Patrimônio Líquido Individual Participação nas Investidas de Outros Acionistas Total do Patrimônio Líquido Consolidado TOTAL DO PASSIVO
18 19 7 20 21 22 23 24 33 25
18 19 7 20 21 23 24 25 26
INDIVIDUAL 31/12/2011 31/12/2010
CONSOLIDADO 31/12/2011 31/12/2010
– – – – – – – – – 4.163 4.163 6 6 – – – – – 6 – – –
– – – – – – – – – 5.342 5.342 – – – – – – – – – – –
1.033.877 452.320 11.865 291.433 228.336 33.533 25.483 566.260 44.605 72.052 2.759.764 1.494.445 1.494.445 322.001 122.895 31.650 570.347 290.257 114.072 35.138 2.502 5.583
860.088 381.457 13.690 132.103 243.861 33.598 89.174 508.254 16.552 13.302 2.292.079 1.555.712 1.555.712 244.917 331.941 18.020 493.350 272.532 68.259 19.298 42.608 64.787
258.082 7.195 466.478 24.138 755.893 – – 760.062
232.784 6.940 438.832 19.214 697.770 – – 703.112
258.082 7.195 466.478 24.138 755.893 276.381 1.032.274 5.286.483
232.784 6.940 438.831 19.215 697.770 238.201 935.971 4.783.762
As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO DO EXERCÍCIO E DO RESULTADO ABRANGENTE CONSOLIDADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em Milhares de Reais) Notas Explicativas
INDIVIDUAL 31/12/2011 31/12/2010 597 823 – – 597 823 487 551 (69) (78) 418 473 – – – – – – – – 60.077 52.976 25 893 61.117 55.165 – – (3.034) (3.294) (1.445) (1.147) – – 56.638 50.724 – – 56.638 50.724 – – – –
Receita de juros Despesas de juros Margem Financeira 27 Receitas de Serviços e comissões Despesas de serviços e comissões Resultado Líquido de Serviços e Comissões 28 Prêmios de seguros e resseguros ganhos Despesas de sinistro retidos Result. de instrumentos financeiros derivativos Resultado de variação cambial Resultado de participações em controladas Outras receitas 29 Resultado Bruto Resultado de perdas com impairment de ativos financeiros Despesas de pessoal 30 Gastos gerais administrativos 31 Outras despesas 32 Resultados antes dos Impostos Imposto sobre a renda corrente e diferidos Resultado Líquido do Exercício Atribuído a sócios da empresa controladora Atribuído a sócios não controladores Outros Resultados Abrangentes do Exercício – Resultado de avaliação a mercado de títulos disponíveis para venda Outros Resultados Abrangentes do Exercício, Líquido de Impostos – Total do Resultados Abrangentes do Exercício 56.638 Lucro por Ação (em Reais) Lucro Básico e Diluído por 1.000 Ações (em Reais - R$) Ações Ordinárias 735,83 Ações Preferenciais 809,42 Lucro Líquido Atribuído (em Reais Mil - R$) Ações Ordinárias 29.724 Ações Preferenciais 26.914 Média Ponderada das Ações Emitidas - Básica e Diluída (em Milhares) Ações Ordinárias 40.395 Ações Preferenciais 33.251 As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - INDIRETO (Em Milhares de Reais)
CONSOLIDADO 31/12/2011 31/12/2010 608.339 510.956 (416.268) (342.312) 192.071 168.644 15.429 11.237 (82.078) (68.074) (66.649) (56.837) 302.053 260.212 (153.702) (130.214) (24.209) (12.913) 15.206 783 21.344 20.608 30.511 42.486 316.625 292.769 1.718 284 (83.330) (74.806) (67.982) (65.407) (50.187) (55.160) 116.844 97.680 (37.172) (27.898) 79.672 69.782 56.638 50.724 23.034 19.058
– – 50.724
3.938 3.938 83.610
2.149 2.149 71.931
658,99 724,90
– –
– –
26.620 24.104
– –
– –
40.395 33.251
– –
– –
INDIVIDUAL Exercícios findos em: 31/12/2011 31/12/2010 ATIVIDADES OPERACIONAIS LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 56.638 50.724 AJUSTES AO LUCRO LÍQUIDO (60.073) (52.975) - Depreciações e amortizações 4 1 - Resultado de participação em controladas (60.077) (52.976) (AUMENTO)/REDUÇÃO NOS ATIVOS OPERACIONAIS (767) (314) Instrumentos financeiros derivativos – – Créditos de oper. com seguros, prev. e capitalização – – Despesas de comerc. de seg., resseg. e retrocessões diferidas – – Oper. de créd. e adiant. a inst. financ. e clientes – – Ativos tributários diferidos – – Ativos recebidos em dação por recuperação de crédito – – Outros ativos (767) (314) AUMENTO/(REDUÇÃO) NOS PASSIVOS OPERACIONAIS (1.173) (980) Passivos com instituições financeiras – – Depósitos de clientes – – Instrumentos financeiros derivativos – – Empréstimos e repasses – – Débitos de operações com seguros e resseguros – – Provisões técnicas de seguros e resseguros – – Provisões e contingências (4.515) (1.212) Obrigações fiscais – – Outros passivos 3.342 232 CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE DE (APLICADO) EM ATIVIDADES OPERACIONAIS (5.375) (3.545) ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS – – Aquisição de bens e investimentos (143) (87) Ativos tangíveis (34) – Ativos intangíveis (60) – Dividendos e juros sobre o capital próprio e recebidos 5.041 5.325 Alienação de bens e investimentos – – Títulos emitidos – – Títulos para investimentos (1.050) – Ajustes iniciais do IFRS – – Ajustes de variação patrimonial em empresas ligadas (4.923) 2.635 CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE DE (APLICADO) EM ATIVIDADES DE INVESTIMENTO (1.169) 7.873 ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS Dividendos e juros sobre o capital próprio prescritos 255 250 Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos (3.693) (5.275) Ajustes de variação patrimonial em empresas ligadas 4.923 (2.635) Participações de acionistas não controladores – – CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE DE (APLICADO) EM ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO 1.485 (7.660) AUMENTO (REDUÇÃO) LÍQUIDA DE CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA (5.059) (3.332) Caixa e equivalente de caixa no início do exercício 7.794 11.126 Caixa e equivalente de caixa no final do exercício 2.735 7.794 Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa (5.059) (3.332) As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras
CONSOLIDADO 31/12/2011 31/12/2010 79.672 (20.375) 969 (21.344) (41.372) 3.166 (5.088) (14.206) (22.167) 3.587 29 (6.693) 170.091 250.873 (138.183) 11.805 2.200 (65) 73.846 15.424 (45.355) (454) 188.016 – (6.332) (940) (572) 5.041 162 236.327 (414.555) – (4.923) (185.792)
69.782 (19.447) 1.161 (20.608) (171.507) 52.058 (33.891) (10.632) (176.147) 2.164 2.185 (7.244) (855.075) (736.849) (309.769) 7.744 69.395 6.525 101.142 (24.891) 25.319 6.309 (976.247) – (609) – 375 5.325 34 177.373 834.225 42.300 2.635 1.061.658
255 (3.693) 4.923 15.146 16.631 18.855 330.408 349.263 18.855
250 (5.275) (2.635) (44.446) (52.106) 33.305 297.103 330.408 33.305
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - CONSOLIDADO (Em Milhares de Reais)
Histórico Saldos em 31/12/2009 Distribuição do efeito IFRS: - Reserva legal - Reserva de lucros a realizar - Reservas estatutárias Ajustes em investimentos Aumento de capital: Com reservas Dividendos não reclamados Realização de lucros Lucro líquido do exercício Distribuição: Reserva legal Reserva de lucros a realizar Reservas estatutárias Dividendos/Juros s/cap. próprio (nota 26 c) Saldos em 31/12/2010 Ajustes em investimentos Aumento de capital: Com reservas Dividendos não reclamados Realização de lucros Lucro líquido do exercício Distribuição: Reserva legal Reserva de lucros a realizar Reservas estatutárias Dividendos/Juros s/cap. próprio (nota 26 c) Saldos em 31/12/2011
Reserva de Lucros Reserva Especial p/ Aumento Capital 173.871
Capital Subscrito e Realizado 215.424
Reserva de Capital 6.690
Reserva Legal 34.273
Reserva de Lucros a Realizar 143.918
– – – –
– – – –
834 – – –
– 3.961 – –
– – 10.696 –
– – 1.189 –
17.360 – – – – – – – – 232.784 –
– 250 – – – – – – – 6.940 –
– – – – – 2.536 – – – 37.643 –
– – (4.475) – – – 12.047 – – 155.451 –
(17.360) – – – – – – 31.807 – 199.014 –
– – – – – – – 3.534 – 46.724 –
– – – – – – – – – 19.214 4.923
25.298 – – –
– 255 – –
– – – –
– – (3.392) –
(25.298) – – –
– – – –
– – – –
– – – – 258.082
– – – – 7.195
– – 4.005 – 50.729
– – – – 24.137
2.832 – – – 13.452 – – – 36.048 – – – 40.475 165.511 209.764 As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - R$ MIL (Em Milhares de Reais) INDIVIDUAL 31/12/2011 31/12/2010 1. RECEITAS 1.109 2.267 Receita de juros 597 823 Receita de variação cambial – – Receita de serviços e comissões 487 551 Receitas com operações de seguros e previdência – – Result. de perdas com impairment de ativos financeiros – – Outras receitas operacionais 25 893 Benefício fiscal (Programa REFIS IV) Lei nº 11.941/2009 – – 2. DESPESAS 77 239 Despesas de juros – – Variação nas provisões técnicas de seguros – – Benefício e sinistros – – Despesa de instrumentos financeiros derivativos – – Outras despesas operacionais 77 239 3. MATERIAIS E SERVIÇOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS 851 372 Materiais, energia e outros (mat. de cons., tel. e água) 10 14 Serviços de comissões – – Serviços de terceiros 841 358 Outras – – 4. VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3) 181 1.656 5. DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO 4 1 6. VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5) 177 1.655 7. VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA 60.077 52.976 Resultado de participação em controladas 60.077 52.976 8. VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (6+7) 60.254 54.631 9. DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO 60.254 54.631 Despesas de Pessoal 3.034 3.293 Remuneração direta 2.439 1.881 Benefícios 479 1.300 F.G.T.S. 116 112 Imposto, Taxas e Contribuições 540 571 Federais 516 543 Estaduais – – Municipais 24 28 Remuneração de Capitais de Terceiros 42 43 Aluguéis 42 43 Outras (Doações Filantrópicas) – – Remuneração de Capitais Próprios 56.638 50.724 Juros sobre o capital próprio 2.058 5.275 Dividendos 1.635 – Lucros retidos do exercício 52.945 45.449 Participação dos não-controladores nos lucros retidos – – As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras
CONSOLIDADO 31/12/2011 31/12/2010 1.054.212 927.158 608.339 510.956 15.206 783 15.429 11.237 383.009 360.040 1.718 1.250 30.511 42.485 407 709.198 590.218 416.268 342.312 80.956 87.825 153.702 125.195 24.209 12.909 34.063 21.977 132.199 167.166 13.776 2.355 68.282 52.951 50.055 111.738 86 122 212.815 169.774 941 1.614 211.874 168.160 21.344 20.608 21.344 20.608 233.218 188.768 233.218 188.768 83.330 77.206 58.675 54.009 15.813 15.524 8.842 7.673 63.479 36.612 63.597 35.062 (1.323) 161 1.205 1.389 6.474 4.251 6.474 4.251 263 917 79.672 69.782 2.058 5.275 1.635 – 52.945 45.449 23.034 19.058
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em Milhares de Reais - Exceto Quando Indicado) NOTA 1 - ATIVIDADE E ESTRUTURA DO GRUPO O Consórcio Alfa de Administração S.A., que é uma Sociedade de capital aberto, originou-se com o nome de Cia. Mineira de Engenharia, fundada em 08/08/1952, com sede em Belo Horizonte-MG e que se dedicava a atividades de serviços de engenharia e construção civil. Em 28/12/1959, em Assembleia Geral Extraordinária da Cia. Mineira de Engenharia, deliberou-se o aumento de capital, a nova denominação social e a adoção de novo objeto social. Passou, então, a Sociedade a denominar-se Consórcio Brasileiro de Administração e Engenharia S.A. tendo por objeto social, entre outros, a participação societária em outras sociedades. Em 11/08/1969, a sede social foi transferida para São Paulo e, em Assembleia Geral Extraordinária de 12/04/1977, procedeu-se à alteração de sua denominação social para Consórcio Real Brasileiro de Administração S.A.. A A.G.E. de 08/04/1999 alterou a denominação social da Sociedade para Consórcio Alfa de Administração S.A. Sua atividade principal atual consiste em manter participações societárias em outras empresas, na qualidade de “holding”, com participações direcionadas, principalmente aos segmentos financeiros diretos e indiretos (Banco Alfa de Investimento S.A., Financeira Alfa S.A. - C.F.I. e Alfa Arrendamento Mercantil S.A.), ramo de seguros através
Reserva Especial p/Dividendos 42.001
Ajustes de Avaliação Patrimonial 21.849 – – – (2.635)
Lucros Acumulados 16.680
Patrimônio Líquido 654.706
Participação dos não Controladores 262.731 – – – (43.588)
Patrimônio Líquido Consolidado 917.437
(834) (3.961) (11.885) –
– – – (2.635)
– – – (46.223)
– – 4.475 50.724 – (2.536) (12.047) (35.341) (5.275) – –
– 250 – 50.724 – – – – (5.275) 697.770 4.923
– – – 19.058 – – – – – 238.201 15.146
– 250 – 69.782 – – – – (5.275) 935.971 20.069
– – 3.392 56.638
– 255 – 56.638
– – – 23.034
– 255 – 79.672
(2.832) (13.452) (40.053) (3.693) –
– – – (3.693) 755.893
– – – – 276.381
– – – (3.693) 1.032.274
da controlada direta Corumbal Participações e Administração Ltda. (Alfa Seguradora S.A. e Alfa Previdência e Vida S.A.) e serviços (Metro Tecnologia Informática Ltda. e Metro - Dados Ltda.). NOTA 2 - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As políticas contábeis utilizadas na preparação das demonstrações financeiras referentes a 31 de dezembro de 2011 são consistentes com as políticas utilizadas na preparação das demonstrações financeiras referentes a 31 de dezembro de 2010, divulgadas em conjunto para efeito de comparação. As notas explicativas às demonstrações financeiras contêm descrições narrativas e detalhes da composição das informações apresentadas nos balanços patrimoniais, nas demonstrações dos resultados abrangentes, na demonstração das mutações do patrimônio líquido e nas demonstrações dos fluxos de caixa. Estas demonstrações financeiras foram concluídas em 28/02/2012 e aprovadas pelo Conselho de Administração da Sociedade e suas controladas em 29/02/2012. Convergência com as normas internacionais de contabilidade Durante o ano de 2009, a CVM aprovou um conjunto de pronunciamentos e interpretações técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Conforme determinado pela Deliberação CVM nº 603 de 10/11/2009, a Sociedade e suas controladas adotaram estes procedimentos a partir das Demonstrações Financeiras de 31/12/2010. a. Declaração de conformidade As Demonstrações Financeiras individuais da Sociedade, para os exercícios findos em 31/12/2011 e 31/12/2010, estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, em observância às disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações complementadas pelos novos pronunciamentos, interpretações e orientações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC, aprovados por resoluções do Conselho Federal de Contabilidade - CFC e deliberações da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, sendo 1º de janeiro de 2009 a data da adoção inicial. As demonstrações financeiras consolidadas da Sociedade, para os exercícios findos em 31/12/11 e 31/12/10, estão sendo apresentadas em conformidades com as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (IASB), a também foram observadas as disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações complementadas pelos novos pronunciamentos, interpretações e orientações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis CPC, aprovados por resoluções do Conselho Federal de Contabilidade - CFC e deliberações da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, sendo, também, 1º de janeiro de 2009 a data da adoção inicial. b. Moeda funcional e de apresentação As Demonstrações Financeiras individuais e consolidadas estão sendo apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional da Sociedade e suas controladas. Exceto quando indicado, as informações financeiras expressas em Reais foram arredondadas para o milhar mais próximo. c. Base para avaliação As Demonstrações Financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas tomando por base o custo amortizado, com exceção dos ativos financeiros mantidos para negociação, investimentos disponíveis para venda e instrumentos financeiros derivativos, os quais são mensurados ao valor justo. O valor contábil de operações de arrendamento mercantil e as operações de crédito da Financeira Alfa S.A. designados como objeto de “hedge” em transações qualificáveis para “hedge contábil”, é ajustado ao valor justo no que diz respeito ao montante do risco “hedgeado”. d. Uso de estimativas e julgamentos No processo de elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Sociedade e suas controladas, a Administração exerceu julgamento e utilizou estimativas para mensurar certos valores reconhecidos nas Demonstrações Financeiras. As principais aplicações do exercício de julgamento e utilização de estimativas ocorrem com: • Redução ao valor de recuperação de operações de empréstimos e adiantamentos a clientes, a instituições financeiras e títulos de investimento; • Categorização e avaliação de instrumentos financeiros; • Passivos contingentes; e • Ativos tributários diferidos. e. Informações comparativas consolidadas Conforme requerido pelo IAS 1, as Demonstrações Financeiras devem incluir informação comparativa de no mínimo, 02 exercícios ou períodos. Estas Demonstrações Financeiras trazem informações dos exercícios findos em 31/12/2011 e 31/12/2010. f. Consolidação As Demonstrações Financeiras consolidadas da Sociedade e suas controladas diretas e indiretas para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, foram elaboradas pelo método proporcional, somando-se os saldos proporcionais nas demonstrações financeiras individuais das empresas subsidiárias abaixo listadas e eliminando-se as participações de uma empresa em outra, os saldos de contas, as receitas e as despesas correspondentes às operações realizadas entre as empresas integrantes. O método proporcional foi utilizado por tratar-se de Sociedades com controle compartilhado. As Demonstrações Financeiras das empresas controladas pela Sociedade utilizadas para fins de consolidação foram convertidas para os exercícios findos em 31/12/2011 e 31/12/2010, utilizando-se práticas contábeis consistentes. Para as controladas do ramo financeiro foram utilizadas para efeito de equivalência patrimonial, as demonstrações financeiras ajustadas pelos CPC’s e para efeito de consolidação foram utilizadas as Demonstrações Financeiras elaboradas de acordo com as normas internacionais de relatórios financeiros. As Demonstrações Financeiras consolidadas da Sociedade e de suas controladas diretas e indiretas consolidam juntamente com as Demonstrações Financeiras individuais da Sociedade, 5 (cinco) pessoas jurídicas controladas diretas e 6 (seis) controladas indiretas, todas sediadas no Brasil.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
24 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 9 de março de 2012
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em Milhares de Reais - Exceto Quando Indicado) Percentual de Participação no capital total Empresas Controladas - diretas 31/12/11 31/12/10 Área Financeira: Banco Alfa de Investimento S.A. 34,604 34,544 Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento 31,219 30,704 Serviços: Metro Tecnologia Informática Ltda. 51,080 51,080 Metro - Dados Ltda. 49,782 49,782 Corumbal Participações e Administração Ltda. (*) 45,784 45,784 Empresas Controladas - indiretas Banco Alfa S.A. 33,247 33,247 BRI - Participações Ltda. 32,915 34,544 Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários 43,011 42,975 Alfa Seguradora S.A. 58,107 58,107 Alfa Previdência e Vida S.A. 58,014 58,014 Uvale - Uvas Vale do Gorutuba Ltda. 45,330 45,305 (*) A Corumbal Participações e Administração Ltda. é totalmente consolidada (100% do capital) devido à participação direta e participações indiretas, que totalizam 58,121%. g. Desenvolvimentos contábeis futuros (consolidado) Novos pronunciamentos e interpretações foram emitidos pelo IASB (International Accounting Standards Board), porém ainda não são de adoção permitida. A adoção antecipada de pronunciamentos emitidos pelo IASB, pelas instituições financeiras no Brasil, está condicionada à aprovação específica pelo BACEN, conforme dispõe a Resolução CMN nº 3.853/10. Dentre os pronunciamentos emitidos, consideramos que os mencionados abaixo poderão ter efeito significativo sobre as Demonstrações Financeiras Consolidadas em IFRS da Sociedade e suas controladas: • IFRS 9 “Instrumentos Financeiros” introduz novos requerimentos para a classificação e mensuração de ativos financeiros. O pronunciamento é efetivo para períodos anuais que se iniciem a partir de 1º de Janeiro de 2013, com adoção antecipada permitida pelo IASB. • IFRS 13 “Mensuração do Valor Justo” tem como objetivo um maior alinhamento entre IFRS e USGAAP (Princípios de contabilidade geralmente aceitos nos Estados Unidos), aumentando a consistência e diminuindo a complexidade das divulgações, utilizando definições mais precisas de valor justo. O pronunciamento é efetivo para períodos anuais que se iniciem a partir de 1º de Janeiro de 2013. Ambos os pronunciamentos ainda não foram aprovados pelo BACEN (Banco Central do Brasil). Neste momento é incerto quando o BACEN irá autorizar o seu uso. Além dos pronunciamentos acima, também foram emitidos outros pronunciamentos a seguir relacionados, cujos efeitos neste momento estão sob análise, mas entendemos que serão insignificantes. • Alterações no IAS 01 - “Apresentação das demonstrações financeiras”. Esta alteração é efetiva para períodos anuais que se iniciem a partir de 1º de Julho de 2012 e exige que uma entidade apresente separadamente os itens dos outros resultados abrangentes que podem ser reclassificados para lucro ou prejuízo no futuro daqueles que nunca seriam reclassificados para lucro ou prejuízo. • Alterações no IAS 27 “Demonstrações financeiras consolidadas ”. O pronunciamento é efetivo para períodos anuais que se iniciem a partir de 1º de Janeiro de 2013. As alterações do IAS 27 têm o objetivo de estabelecer a contabilização e divulgação de investimentos em subsidiárias, “joint ventures”, e coligadas quando uma entidade optar, ou for exigida pelos regulamentos locais, a apresentar demonstrações financeiras separadas (somente para o Banco Alfa de Investimento S.A.). NOTA 3 - PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS As práticas contábeis discriminadas abaixo foram aplicadas nos exercícios apresentados nas Demonstrações Financeiras de forma consistente pela Sociedade e suas controladas. a) Caixa e disponibilidades em bancos O saldo em caixa e em bancos compreende disponibilidades em caixa, depósitos bancários a vista (no Brasil e no exterior) e saldo de reservas livres em espécie no Banco Central. b) Instrumentos financeiros ativos e passivos i. Reconhecimento e mensuração inicial Todos os instrumentos financeiros operados por controladas diretas e indiretas da Sociedade são reconhecidos inicialmente ao seu valor justo. No curso normal dos negócios, o valor justo de um instrumento financeiro no seu reconhecimento inicial é o preço da transação, acrescido (para instrumentos não avaliados subsequentemente a valor justo contra resultado) dos custos de transação que são incrementais, diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão. ii. Apresentação dos Instrumentos Financeiros Os instrumentos financeiros estão apresentados em uma das categorias apresentadas a seguir: • Ativos financeiros a valor justo contra resultados; i. Títulos e valores mobiliários detidos para negociação; ii. Instrumentos Financeiros Derivativos. • Operações de crédito e adiantamentos; • Títulos de investimento; i. Títulos e valores mobiliários disponíveis para venda; ii. Títulos e valores mobiliários mantidos até o vencimento. • Passivos Financeiros; i. Depósitos; ii. Títulos emitidos; iii. Empréstimos e repasses; e • Garantias financeiras. As práticas contábeis adotadas para cada uma das categorias de instrumentos financeiros são apresentadas em tópicos específicos deste capítulo. iii. Baixa Ativos financeiros são baixados quando expiram os direitos contratuais sobre os seus fluxos de caixa, ou quando os direitos de receber os fluxos de caixa contratuais são transferidos em uma transação na qual todos os riscos e benefícios da propriedade do ativo financeiro são substancialmente transferidos. Os passivos financeiros são baixados quando suas obrigações contratuais são extintas, canceladas ou se expiram. As controladas diretas e indiretas da Sociedade realizam operações de cessão de crédito com coobrigação nas quais ativos financeiros reconhecidos são transferidos, porém, em razão da coobrigação assumida, os riscos dos ativos cedidos são retidos. Nestas circunstâncias, conforme requer o IAS 39, parágrafo 20, os ativos cedidos não são baixados do balanço patrimonial e uma obrigação é reconhecida pelo montante captado na transação o resultado da operação é reconhecido tomando por base a taxa efetiva da operação ao longo do seu prazo remanescente. As controladas diretas e indiretas da Sociedade realizam a baixa de operações de crédito e adiantamentos e de títulos de investimento quando estes são considerados incobráveis. iv. Compensação de ativos e passivos financeiros Os ativos e os passivos financeiros são compensados e o valor líquido é apresentado no balanço quando, e somente quando, as controladas diretas e indiretas da Sociedade possuem o direito legal de compensar os valores, e a intenção de liquidá-los pelo valor líquido ou de realizar os ativos e liquidar os passivos simultaneamente. As receitas e as despesas são apresentadas em bases líquidas somente quando permitidas pelas normas contábeis. v. Mensuração ao custo amortizado O custo de um ativo ou passivo financeiro é o valor no qual o ativo ou passivo financeiro é avaliado quando do seu reconhecimento inicial, que inclui o montante de principal pago ou recebido e todos os custos incrementais diretamente atribuíveis à operação, deduzidos os pagamentos de principal e juros posteriores, adicionado ou reduzido dos juros da operação apurados utilizando-se o método da taxa efetiva de juros; deduzindo-se qualquer montante reconhecido de ajuste para redução ao valor de recuperação. vi. Mensuração ao valor justo Valor justo é o montante pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecidas e empenhadas na realização de uma transação justa de mercado, na data de balanço. Quando disponível, as controladas diretas e indiretas da Sociedade determinam o valor justo de instrumentos financeiros com base nos preços cotados em mercado ativo para aquele instrumento. Um mercado é reconhecido como ativo se os preços cotados são pronta e regularmente disponíveis e representam transações de mercado fidedignas e regulares ocorridas de forma justa entre partes independentes. Para os demais instrumentos financeiros sem preços cotados em mercados ativos, o valor justo é determinado utilizando-se técnicas de avaliação, que podem incluir preços de transações recentes realizadas entre partes independentes em condições justas de mercado, referência ao valor justo de instrumentos similares, método de fluxos de caixa descontados e modelos de precificação de opções. As técnicas de avaliação utilizadas pelas controladas diretas e indiretas da Sociedade utilizam o máximo possível de dados verificáveis amplamente utilizados pelo mercado, baseando-se o mínimo possível em estimativas específicas internas, e incorporam todos os fatores que os demais participantes do mercado consideram na determinação de um preço de negociação, e são consistentes com metodologias econômicas amplamente reconhecidas e utilizadas pelos demais participantes do mercado na precificação destes instrumentos financeiros. Os dados utilizados nas técnicas de avaliação representam razoavelmente as expectativas de mercado e avaliações dos fatores inerentes de risco e retorno do instrumento financeiro avaliado. A administração da Sociedade e suas controladas diretas e indiretas ponderam as técnicas de avaliação utilizadas e as testam para validação utilizando preços de transações de mercado observáveis do mesmo instrumento ou baseadas em outros dados de mercado observáveis. c) Apresentação dos contratos de seguros e de investimento (consolidado) As Seguradoras emitem apólices de seguro, que são contratos pelos quais a Seguradora aceita um risco de seguro significativo de outra parte, aceitando compensar o segurado no caso de um acontecimento futuro, incerto e específico afetar adversamente o segurado até o limite da importância segurada, contra o pagamento de um prêmio pelo segurado. Mensuração dos contratos de seguros Os prêmios de seguros e as despesas de comercialização são contabilizados por ocasião da emissão das apólices ou faturas, líquidos dos custos de emissão, sendo a parcela de prêmios ganhos reconhecida no resultado, de acordo com o período decorrido de vigência do risco coberto. As receitas de prêmios e as correspondentes despesas de comercialização, relativas aos riscos vigentes, ainda sem emissão das respectivas apólices, são reconhecidas ao resultado no início da cobertura do risco, em bases estimadas. Os juros cobrados sobre o parcelamento de prêmios de seguros são apropriados como “receitas financeiras” em base “pro rata dia” ao longo do período de pagamento das parcelas dos prêmios. As rendas com taxa de gestão pagas pelos fundos de investimentos especialmente constituídos são apropriadas ao resultado pelo regime de competência segundo taxas estabelecidas contratualmente. Uma provisão para perda no valor recuperável relativa aos prêmios a receber é reconhecida com base em estudo técnico do comportamento histórico de inadimplência observado na carteira. As operações de cosseguro aceito, de retrocessão, são contabilizadas com base nas informações recebidas das congêneres, dos resseguradores respectivamente. O diferimento dos prêmios de resseguros cedidos é realizado de forma consistente com o respectivo prêmio de seguro relacionado. d) Despesas de comercialização diferidas (consolidado) Compreende os montantes de comissões relativos à comercialização de apólices de seguros, sendo a apropriação ao resultado realizada de acordo com o período decorrido de vigência do risco coberto. e) Títulos e valores mobiliários detidos para negociação Os Títulos e Valores Mobiliários detidos para negociação são os ativos mantidos por controladas diretas e indiretas da Sociedade com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados, e incluem instrumentos derivativos não destinados ao gerenciamento de riscos. Os Títulos e Valores Mobiliários detidos para negociação são inicialmente reconhecidos e avaliados pelo valor justo, e os custos de transação são registrados diretamente no resultado do período. As receitas e despesas de juros são reconhecidas na margem financeira, enquanto as mudanças no valor justo destes ativos são reconhecidos como parte da receita líquida de negociação no resultado do período. f) Operações em moeda estrangeira As transações em moeda estrangeira são convertidas à taxa de câmbio em vigor na data da transação. Os ativos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos para Reais à taxa de câmbio de compra, divulgada através da cotação no mercado, da data do balanço. As diferenças cambiais resultantes desta conversão são reconhecidas em “resultado de variações cambiais”. g) Instrumentos financeiros derivativos Os instrumentos financeiros derivativos são reconhecidos inicialmente e subsequentemente reavaliados pelo valor justo. O valor justo de instrumentos financeiros derivativos negociados em bolsa é obtido através de preços de mercado cotados. O valor justo de instrumentos financeiros derivativos negociados em mercado de balcão é obtido através de técnicas de avaliação, que incluem modelos de fluxo de caixa descontado e de precificação de opções. Todos os ganhos e perdas decorrentes de mudanças no valor justo de instrumentos financeiros derivativos são reconhecidos no resultado, considerando que a Sociedade e suas controladas não operam com “hedge” de fluxo de caixa. Derivativos mantidos para gerenciamento de riscos incluem todos os derivativos ativos e passivos que não são classificados como mantidos para a negociação. A Sociedade e suas controladas designam derivativos mantidos para gerenciamento de riscos como instrumentos de hedge em relações de hedge contábil. Na designação inicial do hedge, a relação de hedge entre os instrumentos de hedge e os itens hedgeados é formalmente documentada, incluindo os objetivos de gerenciamento de risco e estratégias na contratação dos instrumentos de hedge, juntamente com a metodologia que será utilizada na mensuração da efetividade do hedge. A administração avalia, no início e em bases periódicas, se os instrumentos de hedge são esperados de serem altamente efetivos na compensação das variações no valor justo ou nos fluxos de caixa dos respectivos itens hedgeados, durante o período para o qual o hedge está designado, e se os resultados atuais de cada hedge estão dentro dos limites de 80% a 125% para serem considerados como altamente efetivos. A Sociedade e suas controladas possuem instrumentos derivativos mantidos para gerenciamento de risco designados como hedge de valor justo e registram imediatamente no resultado as variações no valor justo do instrumento derivativo utilizado e no valor justo dos itens hedgeados. h) Créditos de operações de seguros e resseguros (consolidado) Compreende os montantes de comissões relativos à comercialização de apólices de seguros, sendo a apropriação ao resultado realizada de acordo com o período decorrido de vigência do risco coberto e de prêmios a receber, contabilizados conforme a emissão das apólices, líquido de resseguros e são levados a resultado de acordo com a vigência das operações. i) Despesas de comercialização de seguros diferidos (consolidado) São valores de comissões, agenciamentos e outros, à serem diferidos conforme a vigência do risco. j) Operações de crédito e adiantamentos (consolidado) As operações de crédito e adiantamentos para instituições financeiras e clientes são ativos financeiros não derivativos, com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo, originados pelas investidas da Sociedade, reconhecidos por ocasião do seu desembolso e para os quais não existe intenção de venda no curto prazo. São baixados quando o cliente paga sua obrigação, quando baixados como prejuízo ou quando cedidos com transferência substancial de todos os riscos e benefícios. As operações de crédito e adiantamentos para instituições financeiras e clientes são inicialmente registradas pelo seu valor justo acrescido de qualquer custo incremental diretamente atribuível e são subsequentemente mensurados pelo seu custo amortizado utilizando o método da taxa efetiva de juros, reduzido por qualquer perda por ajuste ao valor de recuperação. Para as operações ou parcelas de operações de crédito e adiantamentos que sejam designados como objeto de hedge, e cujo relacionamento de hedge se qualifica para hedge contábil de valor justo, o valor de carregamento destas operações especificamente no que diz respeito ao risco hedgeado é ajustado a valor justo. Operações de compra de ativos financeiros com compromisso de revenda são registradas como operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras. A diferença entre o preço de compra e revenda é tratada como juros e apropriada de forma exponencial ao longo do prazo da operação. A controlada Alfa Arrendamento Mercantil S.A. é arrendadora em contratos de arrendamento mercantil financeiro que se caracterizam por transferir substancialmente todos os riscos e benefícios de propriedade sobre os ativos arrendados aos arrendatários. Estas operações são apresentadas como parte de “operações de crédito e adiantamentos a clientes” e são avaliadas pelo valor do investimento líquido no arrendamento acrescido dos encargos incrementais diretamente atribuíveis, sendo mensurados pelo custo amortizado, usando o método de taxa efetiva de juros.
k) Títulos de investimento (Individual e consolidado) Os títulos de investimento, aqueles não destinados a serem negociados ativamente no mercado, são inicialmente mensurados pelo seu valor justo acrescido dos custos de transação incrementais diretamente relacionados à transação, e são avaliados subsequentemente conforme sua classificação, a saber: i. Mantidos até o vencimento (individual e consolidado) Os investimentos mantidos até o vencimento não são instrumentos financeiros derivativos, e com vencimentos e pagamentos fixos ou determináveis que a administração da Sociedade e suas controladas diretas e indiretas possuem intenção e capacidade de manter até o vencimento, e que não são classificados pelo valor justo contra resultado nem como disponíveis para venda. Os investimentos mantidos até o vencimento são contabilizados pelo custo amortizado utilizando o método da taxa efetiva de juros. Qualquer venda ou reclassificação de um montante significativo de investimentos mantidos até o vencimento não próximos de seu vencimento resultará na reclassificação de todos os títulos de investimento “mantidos até o vencimento” para “disponíveis para venda”, e impedirá a classificação destes títulos de investimento como “mantidos até o vencimento” no exercício social corrente e nos próximos dois subsequentes. ii. Disponíveis para venda (consolidado) Investimentos disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que a administração não pretende vender em curto prazo. Os investimentos disponíveis para venda são contabilizados pelo custo amortizado utilizando o método da taxa efetiva de juros, são subsequentemente reavaliados ao valor justo, onde as mudanças no valor justo são reconhecidas diretamente no patrimônio líquido em reserva de ajustes de avaliação patrimonial até que o investimento seja vendido ou uma perda por ajuste ao valor de recuperação seja verificada, quando o saldo da reserva no patrimônio líquido é transferido para o resultado. Dividendos são reconhecidos como resultado quando os direitos de seu recebimento são estabelecidos. l) Ajuste ao valor de recuperação de operações de crédito e adiantamentos (consolidado) Em bases contínuas, as administrações das controladas diretas e indiretas da Sociedade avaliam se existem evidências objetivas de que os ativos financeiros não contabilizados ao valor justo contra resultado apresentam necessidade de ajuste ao valor de recuperação. Os ativos financeiros são considerados com necessidade de ajuste ao valor de recuperação quando evidências objetivas demonstram que uma perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que esta perda representa um impacto nos fluxos de caixa futuros do ativo que podem ser estimados de modo confiável. A administração considera evidências de necessidade de ajuste ao valor de recuperação tanto para ativos específicos como em termos coletivos. Todos os ativos financeiros individualmente significativos são avaliados para se detectar perdas específicas. Todos os ativos significativos que a avaliação indique não serem especificamente deteriorados são avaliados coletivamente para detectar qualquer perda incorrida decorrente de ajuste ao valor de recuperação, porém que ainda não tenham sido identificados individualmente. Os ativos que não são individualmente significativos são avaliados coletivamente para se detectar necessidade de ajuste ao valor de recuperação agrupando-se ativos financeiros contabilizados a custo amortizado (operações de crédito e adiantamentos e títulos e valores mobiliários para investimento) com características de risco similares. As evidências objetivas de que os ativos financeiros (incluindo instrumentos de capital) possuem necessidade de serem ajustados ao seu valor de recuperação podem incluir inadimplência por parte do tomador do financiamento, reestruturação do financiamento ou adiantamento em termos que não seriam aceitos em outra situação, indicações de que o tomador do financiamento ou emitente entrará em falência, a não-existência de um mercado ativo para um título, ou outros dados observáveis relativos a um grupo de ativos, tais como, mudanças adversas no histórico de pagamento de tomadores ou emitentes no grupo, ou condições econômicas que se correlacionam com inadimplências no grupo. Na avaliação do ajuste ao valor de recuperação coletivo, as controladas da Sociedade utilizam modelo baseado nos históricos verificado de perdas, análises setoriais e macro econômicas. As perdas por ajuste ao valor de recuperação de ativos contabilizados pelo custo amortizado são mensuradas como sendo a diferença entre o valor contabilizado dos ativos financeiros e o valor esperado de recuperação dos ativos. As perdas são reconhecidas no resultado na conta “Resultado de perdas com ajuste ao valor de recuperação de ativos financeiros”. Os juros de ativos ajustados ao seu valor de recuperação continuam sendo reconhecidos enquanto existir a expectativa de recebimento, limitados a 59 dias, considerando que após este período a experiência de perdas indica que a probabilidade de perda aumenta significativamente. Quando um evento subsequente causa uma redução no valor de uma perda por ajuste ao valor de recuperação anteriormente reconhecida, esta é revertida contra o resultado do período. As perdas por ajuste ao valor de recuperação de títulos de investimento disponíveis para venda são reconhecidas transferindo-se a diferença entre o custo de aquisição amortizado e o valor justo atual do patrimônio líquido para o resultado do período. Quando um evento subsequente reduz o valor da perda por ajuste ao valor de recuperação anteriormente reconhecida em títulos de investimento disponíveis para venda, esta é revertida contra o resultado do período. Entretanto, quaisquer recuperações subsequentes no valor justo de um instrumento de capital disponível para venda anteriormente ajustado por uma perda por ajuste ao valor de recuperação, são reconhecidas diretamente no patrimônio líquido. m) Ativos recebidos em dação por recuperação de créditos (consolidado) Os ativos recebidos em dação de pagamento por recuperação de créditos são inicialmente classificados na rubrica de “ativos não correntes detidos para venda” e são registrados, no seu reconhecimento inicial, pelo menor entre seu valor justo, deduzidos custos esperados na venda, e o valor de balanço do crédito ou adiantamento concedido objeto da recuperação. Subsequentemente estes ativos são registrados pelo menor valor entre o valor de seu reconhecimento inicial e o seu valor justo atual deduzidos dos custos esperados na venda. As controladas diretas e indiretas da Sociedade obtêm avaliações regulares, efetuadas por peritos, destes ativos recebidos em dação em pagamento. n) Investimento em controladas e coligadas Participações em entidades sob controle comum, controladas diretas e indiretas e coligadas são avaliados pelo método de equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras individuais e nas demonstrações financeiras consolidadas. Para consolidação, são adotados os critérios descritos na nota nº 2 f. o) Ativos tangíveis (individual e consolidado) O imobilizado é demonstrado ao custo, excluindo os gastos com manutenção, deduzidas a depreciação acumulada e, se necessário, ajuste ao seu valor de recuperação. A depreciação é calculada usando o método linear para baixar o custo do imobilizado ao seu valor residual ao longo de sua via útil estimada. Terrenos não são depreciados. As vidas úteis estimadas de imobilizados são as seguintes: Descrição Tempo de vida útil estimado Edificações 40 anos Veículos e Equipamentos de Processamento de dados 5 anos Demais itens 10 anos O imobilizado é baixado na alienação ou quando benefícios econômicos futuros não são mais esperados do seu uso. Qualquer ganho ou perda gerada na alienação do ativo (calculado como a diferença entre a renda líquida da alienação e o valor contábil do ativo) é reconhecido em “outras receitas operacionais” na demonstração do resultado do ano em que o ativo foi alienado. p) Passivos financeiros Um instrumento é classificado como passivo financeiro quando existe uma obrigação contratual da sua liquidação ser efetuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro ativo financeiro, independentemente da sua forma legal. Os passivos financeiros não derivativos incluem recursos de depósitos captados junto a clientes e instituições financeiras, títulos emitidos, captações de empréstimos e recursos de repasses. Estes passivos financeiros são registrados inicialmente pelo seu valor justo acrescidos dos custos de transação incorridos e são subsequentemente avaliados pelo seu custo amortizado, com base no método da taxa de juros efetiva. Quando títulos são vendidos sujeitos a um compromisso de recompra a um preço predeterminado, estes ativos são mantidos no balanço e uma obrigação é registrada considerando o montante captado. A diferença entre o preço de venda e recompra é tratada como juros e reconhecida ao longo do prazo da operação. Da mesma forma, portfólios de operações de crédito e adiantamentos cedidos com cláusula de coobrigação são mantidos no balanço e uma obrigação é registrada considerando o montante captado. Os ganhos e perdas apurados nas operações de cessão com coobrigação são reconhecidos no resultado ao longo do prazo das operações através do método da taxa efetiva de juros. q) Garantias financeiras As garantias financeiras são contratos de fianças prestadas que requerem das controladas diretas e indiretas da Sociedade, pagamentos específicos no lugar do possuidor da garantia financeira em caso do mesmo deixar de efetuar um pagamento nos termos de um instrumento de dívida. Passivos de garantia financeira são inicialmente reconhecidos pelo seu valor justo, que é a comissão recebida ou a receber, a qual é reconhecida no resultado de forma linear ao longo do prazo do contrato da garantia financeira. O passivo de garantia financeira é subsequentemente contabilizado pelo maior valor entre o valor amortizado e a melhor estimativa de valor a ser desembolsado para liquidação da obrigação decorrente da garantia prestada. A Administração avalia em bases contínuas a necessidade de constituição de provisão para garantias financeiras, a qual, quando considerada necessária, é contabilizada em “Outros passivos”. r) Impostos sobre lucros Os impostos sobre lucros compreendem os impostos correntes e os impostos diferidos. Os impostos sobre lucros são reconhecidos no resultado, exceto quando estão relacionados com avaliação a valor justo de instrumentos financeiros disponíveis para venda quando são reconhecidos diretamente no Patrimônio Líquido. Os impostos reconhecidos no patrimônio líquido decorrentes de avaliação de instrumentos financeiros disponíveis para venda são posteriormente reconhecidos em resultado, no momento em que forem reconhecidos em resultado os ganhos e perdas que lhes deram origem. Os impostos correntes são os que se espera que sejam pagos com base no resultado tributável apurado de acordo com as regras fiscais em vigor e utilizando as alíquotas de impostos em vigor. Os impostos diferidos são calculados sobre as diferenças temporárias entre os valores contábeis dos ativos e passivos e sua base fiscal, utilizando-se as alíquotas de impostos em vigor na data do balanço. Os impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis. Os impostos diferidos ativos foram reconhecidos considerando a expectativa, baseada em estudo documentado, de que lucros tributáveis futuros serão capazes de absorver as diferenças temporárias dedutíveis. s) Provisões As provisões, que incluem demandas legais contra a instituição e garantias financeiras prestadas, tendo como origem fatos passados, são constituídas sempre que uma saída de recursos para sua liquidação seja avaliada como provável e possa ser exigível legalmente, e o seu valor possa ser estimado em bases confiáveis. As obrigações contingentes incluem demandas legais contra a instituição e garantias financeiras prestadas,decorrentes de fatos passados mas cuja existência somente possa ser confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros que não estejam sob o controle da instituição, são divulgadas em notas explicativas sempre que uma saída de recursos para sua liquidação seja avaliada como possível ou provável, neste último caso (provável), com a condição de que seus valores não possam ser estimados em bases confiáveis. t) Provisões Técnicas de Seguros e Resseguros (Consolidado) As provisões técnicas são calculadas de acordo com notas técnicas atuariais conforme determinações contidas nas Resoluções nº 162/2006, nº 181/2007 e nº 195/2008 do Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP. A Provisão de Prêmios não Ganhos (PPNG) representa as parcelas dos prêmios que serão apropriados ao resultado no decorrer dos prazos de vigência dos seguros. O cálculo é individual por apólice ou endosso dos contratos vigentes na data-base de constituição, pelo método “pro rata die”, com base nos prêmios líquidos de cessão de cosseguros e contemplando as operações de transferência em resseguro, tomando-se por base as datas de início e fim de vigência do risco segurado. O fato gerador da constituição dessa provisão é o início de vigência do risco da apólice ou endosso emitido. A Provisão de Prêmios não Ganhos dos Riscos Vigentes, mas não Emitidos (PPNG-RVNE), representa o ajuste da PPNG dada a existência de riscos assumidos pela Seguradora cuja apólice ainda não foi operacionalmente emitida. O cálculo é feito utilizando metodologia atuarial que apura a melhor estimativa com base no histórico de cada segmento de negócio em relação aos riscos emitidos em atraso. A Provisão para Insuficiência de Prêmios (PIP) é calculada atuarialmente, de acordo com metodologia própria descrita em Nota Técnica Atuarial (NTA), e é constituída se for constatada insuficiência da Provisão de Prêmios Não Ganhos (PPNG) para a cobertura dos sinistros a ocorrer, considerando o valor esperado de indenizações e despesas relacionadas, ao longo dos prazos a decorrer referentes aos riscos vigentes. Os cálculos realizados no período demonstraram não haver necessidade de constituição da PIP. A Provisão de Sinistros a Liquidar (PSL) é constituída por estimativa de pagamentos prováveis, brutos de resseguros e líquidos de recuperação de cosseguro cedido, com base nos avisos de sinistros recebidos até a data do balanço. Inclui também estimativa para cobrir o pagamento de indenizações, custos associados e atualizações monetárias oriundos de sinistros em discussão judicial. A Provisão para Sinistros Ocorridos mas Não Avisados (IBNR) é calculada, conforme metodologia definida em NTA, para quantificar o montante dos sinistros ocorridos e que não foram avisados pelos segurados/beneficiários. A metodologia tem como fundamento a projeção, com base no comportamento histórico observado, dos futuros avisos de sinistros relacionados com ocorrências anteriores à data-base de cálculo. A Provisão de Eventos Ocorridos mas Não Avisados, relativa às operações de previdência, é constituída de acordo com as determinações da Circular SUSEP nº 288 de 1º de abril de 2005. A Provisão Matemática de Benefícios a Conceder (PMBaC), vinculada a planos de previdência da modalidade “gerador de benefícios livres” (PGBL e VGBL), representam o montante dos prêmios e contribuições aportadas pelos participantes, líquido da taxa de carregamento e outros encargos contratuais, acrescido dos rendimentos financeiros auferidos na aplicação dos recursos em Fundos de Investimento Especialmente constituídos (FIEs). A Provisão de Insuficiência de Contribuições (PIC) é constituída para suportar o compromisso de cobertura de eventuais desvios no comportamento biométrico dos riscos técnicos assumidos na Provisão Matemática de Benefícios a Conceder e Concedidos em relação à tábua do plano. As tábuas adotadas para comercialização dos planos são conservadoras: AT-2000 suavizada em 10%, que vigorou até setembro de 2004 e, a partir daí, a suavização passou a ser de 15% (quanto maior a suavização introduzida, maior será a sobrevida projetada). As simulações dos cálculos atuariais realizados no período, que consideram o crescimento da expectativa de vida dos participantes, demonstraram não haver a necessidade da constituição da PIC. Conforme requerido pelo IFRS 4, a cada data de balanço deve ser elaborado o teste de adequação dos passivos para todos os contratos em curso. O teste foi realizado considerando as determinações da Circular SUSEP nº 410/10 e nenhuma insuficiência foi identificada. u) Margem financeira As receitas e despesas de juros são contabilizadas em rubricas contábeis de receita de juros e despesas de juros, na margem financeira, para todos os instrumentos financeiros utilizando o método da taxa efetiva de juros. A taxa efetiva de juros é a taxa que desconta os pagamentos e recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro com base nos contratos, para o valor corrente atual de balanço dos ativos e passivos financeiros. A taxa efetiva de juros é estabelecida no reconhecimento inicial dos ativos e passivos financeiros e é revista subsequentemente em casos de renegociações de operações de crédito e adiantamentos que impliquem em mudança no seu fluxo estimado de pagamentos. Para o cálculo da taxa efetiva de juros são estimados os fluxos de caixa futuros considerando todos os termos contratuais dos instrumentos financeiros, não considerando, no entanto, perdas de crédito futuras. O cálculo da taxa efetiva de juros inclui todos os encargos incrementais diretamente atribuíveis às operações, que incluem equalizações de taxas, ágios e deságios, e custos da transação que puderam ser atribuídos diretamente. No que se refere aos instrumentos financeiros mantidos para negociação, inclusive instrumentos derivativos que não os mantidos para gerenciamento de riscos, o componente de juros inerente à variação no valor justo não é separado e é classificado na rubrica de resultado de instrumentos financeiros mantidos para negociação. O ajuste decorrente de variação no valor justo dos instrumentos financeiros derivativos mantidos para gestão de riscos que se qualificam para “hedge contábil” do tipo “hedge de valor justo” são contabilizados como receitas e despesas de juros, na margem financeira, mesmas rubricas são registrados os ajustes de variação no valor justo das exposições ao risco de taxa de juros, objeto de hedge. As receitas de juros de operações de crédito e adiantamentos vencidas são reconhecidas até o 59º dia após o vencimento, quando deixam de ser reconhecidas pela fluência do prazo e passam a ser reconhecidas por ocasião do seu recebimento. v) Resultado líquido de serviços e comissões As receitas e as despesas de taxas e comissões que são incrementais e diretamente atribuíveis às operações de crédito integram a taxa efetiva de juros das operações e são apropriadas ao resultado nas rubricas de receitas ou despesas de juros, na margem financeira, ao longo dos prazos das operações. As demais receitas de taxas e comissões, que incluem comissões, taxas de administração de fundos de investimentos e outras, são reconhecidas à medida que os serviços relacionados são prestados. x) Resultado de instrumentos financeiros mantidos para negociação (consolidado) O resultado de instrumentos financeiros mantidos para negociação inclui todos os ganhos e perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos e passivos financeiros mantidos para negociação e os ganhos e perdas na venda destes ativos e passivos financeiros. y) Resultado por ação O resultado por ação básico é calculado dividindo o resultado líquido atribuível aos acionistas da empresa pelo número médio ponderado de ações em circulação, excluindo o número médio de ações em tesouraria. Para o cálculo dos resultados por ação diluídos, o número médio ponderado de ações em circulação é ajustado de forma a refletir o efeito de todas as potenciais ações diluidoras, como as resultantes de dívida conversível e de opções sobre ações próprias concedidas aos trabalhadores. z) Segmentos operacionais (consolidado) Os segmentos operacionais reportados são definidos em uma abordagem gerencial das controladas diretas e indiretas da Sociedade, ou seja, são aqueles regularmente revisados pela sua Administração para avaliação de performance e alocação de recursos.
NOTA 4 - RELATÓRIO POR SEGMENTO As atividades da Sociedade e suas controladas encontram-se organizadas de acordo com as seguintes linhas de negócios: i. Atacado: O segmento “atacado” é composto das atividades realizadas pelas entidades legais: Banco Alfa de Investimento S.A. e Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A.; BRI Participações Ltda. e Uvale - Uvas Vale do Gorutuba Ltda. ii. Varejo: O segmento “varejo” é composto das atividades realizadas pela entidade legal: Alfa Arrendamento Mercantil S.A., Financeira Alfa S.A. - C.F.I e Banco Alfa S.A. iii. Seguros: O segmento “seguros” é composto das atividades realizadas pela entidade legal: Alfa Seguradora S.A. e Alfa Previdência e Vida S.A. iiii. Serviços: O segmento “serviços” é composto das atividades realizadas pela entidade legal: Metro Tecnologia Informática Ltda. e Metro - Dados Ltda. A segmentação é baseada nas entidades legais que compõem a Sociedade e suas controladas considerando que a sua diretoria executiva revisa as informações, aloca recursos e avalia performance, considerando esta segmentação. a) Demonstração da posição financeira consolidada por segmento de negócio em IFRS. RELATÓRIO POR SEGMENTO EXERCÍCIO DE 2011 31/12/2011 SEGMENTOS ATACADO VAREJO SEGUROS SERVIÇOS TOTAL ATIVOS Caixa e disponibilidades em bancos 2.380 1.000 2.648 58 6.086 Instrumentos financeiros derivativos 7.583 28.471 – – 36.054 Créd. de Oper. com Seguros e Resseguros – – 110.567 – 110.567 Desp. de Comerc. de Seguros Diferidas – – 54.065 – 54.065 Despesas de resseguros e retrocessões diferidas – – 9.317 – 9.317 Oper. de crédito e adiant. a instituições financeiras 251.634 55.183 – – 306.817 Operações de crédito e adiantamentos a clientes 1.213.491 1.158.955 – – 2.372.446 Títulos para investimento 1.207.739 142.946 665.086 4.162 2.019.933 Investimentos em coligadas e controladas – – – 176.155 176.155 Ativos tangíveis 1.316 913 751 33 3.013 Ativos intangíveis 318 316 62 69 765 Ativos tributários diferidos 21.835 25.870 – – 47.705 Ativos não Correntes a Venda 57 1.268 – – 1.325 Outros ativos 34.116 66.882 30.193 11.044 142.235 Total dos ativos 2.740.469 1.481.804 872.689 191.521 5.286.483 OBRIGAÇÕES Passivos com instituições financeiras 1.158.628 197.250 – – 1.355.878 Passivos com clientes 570.396 4.819 – – 575.215 Instrumentos financeiros derivativos 3.902 39.613 – – 43.515 Títulos emitidos 411.109 450.671 – – 861.780 Empréstimos e repasses 469.519 49.074 – – 518.593 Obrigações fiscais 6.669 30.776 9.662 – 47.107 Passivos contingentes e obrigações legais 66.178 48.847 13.769 10.761 139.555 Débitos de Oper. com Seguros e Resseguros – – 33.533 – 33.533 Provisões Técnicas de Seguros e Resseguros – – 601.398 – 601.398 Outros passivos 13.566 22.254 37.869 3.946 77.635 Total das obrigações 2.699.967 843.304 696.231 14.707 4.254.209 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 40.502 638.500 176.458 176.814 1.032.274 Total das obrigações e patrimônio líquido 2.740.469 1.481.804 872.689 191.521 5.286.483 RELATÓRIO POR SEGMENTO EXERCÍCIO DE 2010 Segmentos ATACADO VAREJO SEGUROS SERVIÇOS TOTAL ATIVOS Caixa e disponibilidades em bancos 2.335 1.215 1.514 121 5.185 Instrumentos financeiros derivativos 1.257 37.962 – 1 39.220 Créditos de operações com seguros e resseguros – – 105.479 – 105.479 Despesas de comerc. de seguros diferidas – – 37.725 – 37.725 Despesas de resseguro e retrocessões diferidas – – 11.451 – 11.451 Oper. de créditos e adiant. a instit. financeiras 105.417 130.817 277.734 3.086 517.054 Operações de créditos e adiantamentos a clientes 1.115.372 893.793 – 130.877 2.140.042 Títulos para Investimento 1.068.762 63.387 322.314 132.961 1.587.424 Investimentos em controladas e coligadas – – – 148.597 148.597 Ativos tangíveis 1.341 1.005 802 41 3.189 Ativos intangíveis 65 66 58 19 208 Ativos tributados diferidos 23.208 27.341 – 743 51.292 Ativos não correntes mantidos para venda 62 1.292 – – 1.354 Outros Ativos 29.565 41.125 41.986 22.866 135.542 Total dos Ativos 2.347.384 1.198.003 799.063 439.312 4.783.762 OBRIGAÇÕES Depósitos de Instituições Financeiras 577.415 374.897 – 152.693 1.105.005 Depósitos de clientes 695.083 – – 18.315 713.398 Instrumentos financeiros derivativos 8.720 22.985 – 5 31.710 Tributos emitidos 142.071 483.382 – – 625.453 Empréstimos e repasses 444.973 71.420 – – 516.393 Débitos de operações com seguros e resseguros – – 33.598 – 33.598 Provisões 62.176 29.735 43.078 22.444 157.433 Provisões técnicas de seguros e resseguros – – 527.552 – 527.552 Imposto sobre a renda e contrib. social a pagar 7.432 43.466 6.892 1.370 59.160 Outros passivos 23.798 25.638 16.488 12.165 78.089 Total das obrigações 1.961.668 1.051.523 627.608 206.992 3.847.791 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 385.716 146.480 171.455 232.320 935.971 Total das Obrigações e Patrimônio Líquido 2.347.384 1.198.003 799.063 439.312 4.783.762 RELATÓRIO DO RESULTADO POR SEGMENTO EXERCÍCIO 2011 Segmento ATACADO VAREJO SEGUROS SERVIÇOS TOTAL Receitas de juros 324.413 195.847 86.247 1.832 608.339 Despesas de juros (285.882) (77.160) (52.718) (508) (416.268) Margem financeira 38.531 118.687 33.529 1.324 192.071 Receitas de serviços e comissões 8.732 1.414 2.971 2.312 15.429 Despesas de serviços e comissões (2.081) (8.032) (71.328) (637) (82.078) Resultado líquido de serviços e comissões 6.651 (6.618) (68.357) 1.675 (66.649) Resultado de instrumentos financeiros derivativos (8.067) (16.142) – – (24.209) Resultado de variação cambial 15.206 – – – 15.206 Prêmios de seguros e resseguros ganhos – – 302.053 – 302.053 Despesas de Sinistros Retidos – – (153.702) – (153.702) Resultado de participações em controladas – – – 21.344 21.344 Outras receitas 14.803 4.975 10.663 70 30.511 Resultado operacional 67.124 100.902 124.186 24.413 316.625 Resultado com ajuste a valor de recuperação de ativos financeiros 3.794 (2.076) – – 1.718 Despesas de pessoal (20.131) (27.597) (26.423) (9.179) (83.330) Gastos gerais administrativos (13.088) (18.496) (32.689) (3.709) (67.982) Outras despesas (8.255) (4.811) (37.001) (120) (50.187) Resultado antes dos impostos 29.444 47.922 28.073 11.405 116.844 Parcela do resultado dos acionistas não controladores – – – (23.034) (23.034) Imposto sobre a renda e contribuição social (8.740) (12.941) (10.307) (5.184) (37.172) correntes e diferidos Resultado líquido do período 20.704 34.981 17.766 (16.813) 56.638 RELATÓRIO POR SEGMENTO EXERCÍCIO 2010 Segmento ATACADO VAREJO SEGUROS SERVIÇOS Total Receita de juros 262.027 162.957 57.845 28.127 510.956 Despesas de juros (207.096) (86.285) (28.891) (20.040) (342.312) Margem financeira 54.931 76.672 28.954 8.087 168.644 Receitas de Serviços e comissões 6.221 458 – 4.558 11.237 Despesas de serviços e comissões (1.924) (5.562) (60.359) (229) (68.074) Resultado líquido de serviços e comissões 4.297 (5.104) (60.359) 4.329 (56.837) Prêmios de seguros e resseguros ganhos – – 260.212 – 260.212 Despesas de sinistro retidos – – (130.214) – (130.214) Resultado de instrumentos financeiros derivativos (6.746) (6.167) – – (12.913) Resultado de variação cambial 783 – – – 783 Resultado de participações em controladas – – – 20.608 20.608 Outras receitas 14.982 15.860 8.673 2.971 42.486 Resultado operacional 68.247 81.261 107.266 35.995 292.769 Resultado com impairment de ativos financeiros 3.137 (2.731) – (122) 284 Despesas de pessoal (18.915) (20.132) (24.849) (10.910) (74.806) Gastos gerais administrativos (14.378) (20.517) (25.860) (4.652) (65.407) Outras despesas (9.525) (16.445) (26.516) (2.674) (55.160) Resultados antes dos impostos 28.566 21.436 30.041 17.637 97.680 Parcela do resultado dos acionistas não controladores – – – (19.058) (19.058) Imposto sobre a renda corrente e diferidos (7.867) (5.295) (12.671) (2.065) (27.898) Resultado líquido do período/exercício 20.699 16.141 17.370 (3.486) 50.724 NOTA 5 - ATIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS Os ativos e passivos financeiros são avaliados em base contínua a valor justo ou ao custo amortizado. O resumo das práticas contábeis apresentado nos tópicos “3.b” a “3z” descreve como as classes de instrumentos financeiros são avaliadas, e como as receitas e despesas, incluindo os ganhos e perdas de ajuste a valor justo são reconhecidas. a) Classes de Ativos e Passivos Financeiros: A tabela a seguir apresenta a distribuição dos ativos e passivos financeiros por categoria conforme definido no IAS 39 e por classe de operação que corresponde a títulos contábeis no Balanço Patrimonial. Consolidado (EmpréstiAtivos e mo e rece- Passivos fiDesig. a Mantido Disponíbíveis nanceiros valor jus- até o to contra Venci- vel para custo amor- ao custo Descrição resultado mento Venda tizado) amortizado Total 31/12/2011 Ativos Financeiros Caixa e Disponibilidades em Bancos – – – – 6.086 6.086 Instrumentos financeiros derivativos 36.054 – – – – 36.054 Oper. de créd. e adiant. a instit. financ. – – – 306.817 – 306.817 Oper. de créd. e adiant. a clientes 71.804 – – 2.300.642 – 2.372.446 Títulos para Investimento – 44.467 1.975.466 – – 2.019.933 Total de ativos financeiros 107.858 44.467 1.975.466 2.607.459 6.086 4.741.336 Passivos Financeiros Passivos com Instituições Financeiras – – – – 1.355.878 1.355.878 Passivos com clientes – – – – 575.215 575.215 Instrumentos financeiros derivativos 43.515 – – – – 43.515 Títulos emitidos – – – – 861.780 861.780 Empréstimos e repasses – – – 518.593 – 518.593 Total de passivos financeiros 43.515 – – 518.593 2.792.873 3.354.981 31/12/2010 Ativos Financeiros Caixa e Disponibilidades em Bancos – – – – 5.185 5.185 Instrumentos financeiros derivativos 39.220 – – – – 39.220 Oper. de créd. e adiant. a instit. financ. – – – 517.054 – 517.054 Oper. de créd. e adiant. a clientes 93.574 – – 2.046.468 – 2.140.042 452.383 211.618 923.423 – – 1.587.424 Títulos para Investimentos Total de ativos financeiros 585.177 211.618 923.423 2.563.522 5.185 4.288.925 Passivos Financeiros Passivos com Instituições Financeiras – – – – 1.105.005 1.105.005 Passivos com clientes – – – – 713.398 713.398 Instrumentos financeiros derivativos 31.710 – – – – 31.710 Títulos emitidos – – – – 625.453 625.453 Empréstimos e repasses – – – 516.393 – 516.393 Total de passivos financeiros 31.710 – – 516.393 2.443.856 2.991.959 b) Critério de valorização de instrumentos financeiros: A tabela a seguir apresenta a distribuição dos ativos e passivos financeiros segundo a técnica utilizada para sua mensuração, conforme definido no IAS 39 e descrito no tópico 3.b destas demonstrações financeiras. Consolidado Nivel I Nível II Custo Amorti- Preços de mer- Técnicas de valorizado Taxa Efe- cado cotados em zação baseadas em Descrição tiva de Juros mercados ativos dados observáveis Total 31/12/2011 Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos 6.086 – – 6.086 Instrumentos financeiros derivativos – – 36.054 36.054 Oper. de créd. e adiant. a instit. financeiras 306.817 – – 306.817 Oper. de créd. e adiant. a clientes 2.300.642 – 71.804 2.372.446 Títulos de investimentos 684.943 1.308.130 26.860 2.019.933 Total de ativos financeiros 3.298.488 1.308.130 134.718 4.741.336 Passivos Financeiros Passivos com instituições financeiras 1.355.878 – – 1.355.878 Passivos com Clientes 575.215 – – 575.215 Instrumentos financeiros derivativos – – 43.515 43.515 Títulos emitidos 861.780 – – 861.780 518.593 – – 518.593 Empréstimos e repasses Total de passivos financeiros 3.311.466 – 43.515 3.354.981
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 9 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 25
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em Milhares de Reais - Exceto Quando Indicado) Consolidado Nivel I Nível II Custo Amorti- Preços de mer- Técnicas de valorizado Taxa Efe- cado cotados em zação baseadas em tiva de Juros mercados ativos dados observáveis
Descrição Total 31/12/2010 Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos 5.185 – – 5.185 Instrumentos financeiros derivativos – – 39.220 39.220 Oper. de créd. e adiant. a instit. financeiras 510.386 6.668 – 517.054 Oper. de créd. e adiant. a clientes 2.046.468 – 93.574 2.140.042 Títulos para Investimentos 198.941 1.388.483 – 1.587.424 Total de ativos financeiros 2.760.980 1.395.151 132.794 4.288.925 Passivos Financeiros Passivos com instituições financeiras 1.105.005 – – 1.105.005 Passivos com Clientes 713.398 – – 713.398 Instrumentos financeiros derivativos – – 31.710 31.710 Títulos emitidos 625.453 – – 625.453 Empréstimos e repasses 516.393 – – 516.393 Total de Passivos Financeiros 2.960.249 – 31.710 2.991.959 O IAS 39 define que a determinação do valor justo de um Ativo ou Passivo financeiro pode prever o uso de três abordagens quanto ao tipo de informação utilizada para avaliação, as quais são chamadas níveis de hierarquia de valor justo, a saber: - Nível I - preços negociados em mercados ativos para ativos e passivos idênticos; - Nível II - outros dados além daqueles cotados em mercado (Nível I) que podem precipitar os direitos e obrigações direta ou indiretamente, por exemplo, técnicas derivadas de valorização que utilizam dados de mercados observáveis; - Nível III - dados para precificação não estão presentes em mercados ativos. A sociedade não possui ativos ou passivos financeiros para os quais não existam dados para precificação disponíveis em mercados ativos, portanto, não apresenta saldo que tenha sido avaliado conforme nível III. Durante o exercício de 2011 não houve mudanças na forma de mensuração de ativos ou passivos financeiros que implicassem em reclassificações de ativos e passivos financeiros entre os diferentes níveis de hierarquia de valor justo. c) Distribuição dos ativos e passivos financeiros por faixa de vencimento: A tabela a seguir apresenta a distribuição dos ativos e passivos financeiros segundo suas faixas de vencimento. Consolidado: Distribuição dos Ativos e Passivos Financeiros por Faixa de Vencimento Operações Até 3 3 meses 1 ano a Acima de 3 Descrição Total Vencidas(a) meses (b) a 1 ano 3 anos anos Em 31 de Dezembro de 2011: Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos – 6.086 – – – 6.086 Instrumentos financeiros derivativos – 1.440 17.902 15.386 1.326 36.054 Operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras – 38.045 216.538 52.234 – 306.817 Operações de crédito e adiantamentos a clientes 3.099 626.124 786.493 707.423 249.307 2.372.446 Títulos de investimentos – 550.091 410.060 600.285 459.497 2.019.933 Total de ativos 3.099 1.221.786 1.430.993 1.375.328 710.130 4.741.336 financeiros Passivos Financeiros Passivos com instituições financeiras – 802.696 231.181 144.919 177.082 1.355.878 Passivos com Clientes – 144.195 308.125 115.194 7.701 575.215 Instrumentos financeiros derivativos – 2.939 8.926 20.683 10.967 43.515 Títulos emitidos – 43.219 248.214 556.437 13.910 861.780 Empréstimos e repasses – 77.484 150.852 189.975 100.282 518.593 Total de passivos – 1.070.533 947.298 1.027.208 309.942 3.354.981 financeiros Em 31 de Dezembro de 2010: Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos – 5.185 – – – 5.185 Instrumentos financeiros derivativos – 5.538 11.839 17.064 4.779 39.220 Operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras – 288.768 81.035 146.173 1.078 517.054 Operações de crédito e adiantamentos a clientes 2.419 731.500 644.667 615.926 145.530 2.140.040 – 357.227 255.447 608.119 366.631 1.587.424 Títulos para investimentos Total de ativos financeiros 2.419 1.388.217 992.988 1.387.282 518.018 4.288.924 Passivos Financeiros Passivos com instituições financeiras – 735.780 124.308 217.579 27.338 1.105.005 Passivos com Clientes – 122.062 259.395 299.808 32.133 713.399 Instrumentos financeiros derivativos – 4.301 9.389 12.820 5.200 31.711 Títulos emitidos – 20.268 111.835 471.089 22.261 625.453 – 42.940 200.921 225.892 46.640 516.394 Empréstimos e repasses Total de passivos financeiros – 925.351 705.848 1.227.188 133.572 2.991.959 a) Refere-se a parcelas vencidas há mais de 14 dias. b) Inclui caixa e disponibilidades em bancos, ações de companhia abertas e depósitos à vista sem data de vencimento. NOTA 6 - CAIXA E DISPONIBILIDADES EM BANCOS O valor desta rubrica é composto por: Caixa e Saldos em Bancos Centrais Individual Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Caixa – – 239 110 Depósito banc. de livre moviment. em moeda nacional 59 15 5.037 4.645 – – 810 430 Depósito banc. de livre moviment. em moeda estrangeira Total 59 15 6.086 5.185 NOTA 7 - INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (CONSOLIDADO) Em consequência ao crescente nível de sofisticação dos produtos financeiros utilizados pelo mercado, houve uma crescente demanda por instrumentos financeiros derivativos para administração dos riscos envolvidos, em função das variações em taxas de juros, câmbio e preços de ativos. Desta forma, o Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas participam de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos tanto para atender as necessidades de seus clientes como na execução de sua política de gestão de riscos. Tal política baseia-se na utilização de instrumentos financeiros derivativos como forma de minimizar os riscos resultantes das variações em taxas de juros, câmbio e preços de ativos contidos nos instrumentos financeiros em operações comerciais e financeiras, podendo-se valer, excepcionalmente, destas operações para a geração de lucro, desde que dentro dos limites de exposição aprovados para o Banco e com a autorização do Diretor de Tesouraria. Para comercializar instrumentos financeiros derivativos com os clientes é necessária a existência de limites de crédito previamente aprovados e tais operações são neutralizadas de forma a eliminar eventuais riscos trazidos para o Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas. Os principais fatores de risco dos instrumentos financeiros derivativos assumidos até 31/12/2011 eram relacionados a taxas pré-fixadas e taxas de câmbio e todas as operações foram efetuadas para neutralizar exposições com outros instrumentos financeiros da carteira. Portanto, na referida data-base não haviam instrumentos financeiros derivativos com outros objetivos que não fossem para proteção patrimonial. Os instrumentos financeiros derivativos são representados por operações de contratos futuros, a termo, opções e de swap, registrados na BM&FBOVESPA S.A. ou na CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos e na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), envolvendo taxas pré-fixadas, mercado interfinanceiro (DI), variação cambial ou índice de preços e correspondiam somente a operações para proteção patrimonial. Esses instrumentos financeiros derivativos têm seus valores registrados em contas de compensação e os ajustes/diferenciais em contas patrimoniais. Abaixo, composição dessa carteira por tipo de instrumento indexador, demonstrada pelo seu valor de custo, referencial e de mercado. Para apuração dos preços de mercado destes contratos foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexadores similares na data do balanço, conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A. a) Instrumentos Financeiros Derivativos Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Instrumentos Financeiros Derivativos para Negociação 3.512 (3.312) Instrumentos Financeiros Derivativos para Hedge (10.973) 18.577 (7.461) 15.265 Total b) Instrumentos Financeiros Derivativos para Negociação Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Contratos Custo Referência Valor Justo Custo Referência Valor Justo Swaps Pré 23.604 29.789 29.343 49.913 58.482 58.502 Mercado Interfinanceiro 254.799 262.624 262.624 34.449 36.961 36.961 Moeda Estrangeira – – – 2.351 2.313 2.311 Índices 4.230 4.643 4.692 1.267 1.330 1.312 Posição Ativa 282.633 297.056 296.659 87.980 99.086 99.086 Pré 254.799 262.091 263.470 34.727 37.647 37.692 Mercado Interfinanceiro 27.834 37.019 37.019 53.253 64.403 64.403 Posição Passiva 282.633 299.110 300.489 87.980 102.050 102.095 Contratos de Swaps – (2.054) (3.830) – (2.964) (3.009) Exposição Líquida Prêmio de Opções Ações/Futuro 19 19 12 (66) (66) (58) Contratos a Termo a receber - Vendas de Ações – – – 1.002 1.002 1.002 Operações de Câmbio Venda de Câmbio 3 353 3 145 4.058 145 Compra de Câmbio 7.327 60.231 7.327 (1.399) 37.091 (1.399) Total Operações de Câmbio 7.330 60.584 7.330 (1.254) 41.149 (1.254) Non Deliverable Forward NDF Posições Ativas – – – 278 284 283 Posições Passivas – – – (278) (276) (276) Exposição Líquida - NDF – – – – 8 7 Total – – 3.512 – – (3.312) Contratos Futuros Compromissos de Venda - DDI – (3.110) Compromissos de Compra - DI 7.932 243.314 Compromissos de Venda - DI (152.703) (53.162) Compromissos de Compra Dólar – 1.442 Compromissos de Compra - Índices – 121 Compromissos de Venda Índices – (121) Total Contratos Futuros (144.771) 188.484 c) Instrumentos Financeiros Derivativos para hedge de valor justo 31/12/2011 31/12/2010 Contratos Custo Referência Valor Justo Custo Referência Valor Justo Swaps Pré 108.891 169.890 177.725 210.449 289.413 299.642 Mercado Interfinanceiro 691.666 816.354 816.354 565.732 676.714 676.714 Índices 104 115 115 – – – Posição Ativa 800.661 986.359 994.194 776.181 966.127 976.356 Pré 691.666 835.909 855.564 565.732 700.949 695.601 Mercado Interfinanceiro 108.995 149.603 149.603 210.449 262.178 262.178 Posição Passiva 800.661 985.512 1.005.167 776.181 963.127 957.779 Contratos de Swaps - Exposição Líquida – 847 (10.973) – 3.000 18.577 581.031 – 648.460 88.671 – 93.195 Item Objeto de Hedge (1) 1) Contabilidade de Hedge: A administração do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas adota a política de proteger operações ativas pré-fixadas em consonância com suas políticas de gestão de riscos, levando em consideração as taxas de captação praticadas. Estas operações de “hedge” são realizadas na controlada Alfa Arrendamento Mercantil S.A. segundo o IAS 39, que exige documentação inicial e retrospectiva da estratégia de hedge e avaliação periódica de efetividade do “hedge”, com o registro a valor justo tanto do instrumento financeiro derivativo como dos itens objeto de “hedge”, considerando tratar-se de uma operação de “hedge” de valor justo. d) Os seguintes valores a receber (ativo) e a pagar (passivo) foram registrados em contas patrimoniais sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos”: 31/12/2011 31/12/2010 Ativo - Saldo a Receber Ativo - Saldo a Receber Hedge de Hedge de Operações Negociação valor justo Total Negociação valor justo Total De Swaps 73 28.639 28.712 216 37.964 38.180 De Vendas a Termo – – – 1.002 – 1.002 Opções 12 – 12 31 – 31 Câmbio 7.330 – 7.330 – – – Non Deliverable Forward – – – 7 – 7 TOTAL 7.415 28.639 36.054 1.256 37.964 39.220 31/12/2011 31/12/2010 Passivo - Saldo a Pagar Passivo - Saldo a Pagar Hedge de Hedge de Operações Negociação valor justo Total Negociação valor justo Total De Swaps 3.902 39.613 43.515 3.225 27.142 30.367 Opções – – – 89 – 89 Câmbio – – – 1.254 – 1.254 TOTAL 3.902 39.613 43.515 4.568 27.142 31.710
e) O saldo de instrumentos financeiros derivativos a pagar/receber estavam distribuídos segundo as seguintes faixas de vencimento: Negociação: 31/12/2011 Até 90 dias de 91 a 180 dias de 181 a 360 dias acima de 360 dias Total Swap (121) (982) (572) (2.155) (3.830) Opções 12 – – – 12 Câmbio (2.532) 8.069 1.793 – 7.330 Total (2.641) 7.087 1.221 (2.155) 3.512 31/12/2010 Até 90 dias de 91 a 180 dias de 181 a 360 dias acima de 360 dias Total Swap (354) (306) (257) (2.092) (3.009) Opções (58) – – – (58) Termo 1.002 – – – 1.002 Câmbio (634) (434) (186) – (1.254) NDF 6 1 – – 7 Total (38) (739) (443) (2.092) (3.312) Hegde de valor justo: 31/12/2011 Até 90 dias de 91 a 180 dias de 181 a 360 dias acima de 360 dias Total Swap 1.144 444 225 (12.786) (10.973) Total 1.144 444 225 (12.786) (10.973) Total (1.497) 7.531 1.446 (14.941) (7.461) 31/12/2010 Até 90 dias de 91 a 180 dias de 181 a 360 dias acima de 360 dias Total Swap 1.278 1.363 2.270 13.666 18.577 Total 1.278 1.363 2.270 13.666 18.577 Total 1.240 624 1.828 11.574 15.265 f) Os seguintes resultados foram apurados sob o título “Resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos”: 31/12/2011 31/12/2010 Hedge de Hedge de Operações Negociação valor justo Total Negociação valor justo Total De Swaps (2.594) (16.140) (18.734) (2.399) (6.338) (8.737) De Vendas a Termo 36 – 36 2.570 – 2.570 Futuro (5.936) – (5.936) (6.610) (650) (7.260) Opções 419 – 419 503 – 503 Non Deliverable Forward 6 – 6 11 – 11 Total (8.069) (16.140) (24.209) (5.925) (6.988) (12.913) g) O total dos ajustes, de marcação a mercado, registrado sob o título “Resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos”: 31/12/2011 31/12/2010 Hedge de Hedge de Operações Negociação valor justo Total Negociação valor justo Total De Swaps (1.725) (1.616) (3.341) (345) 6.347 6.002 De Vendas a Termo – – – (77) – (77) Opções (17) – (17) 9 – 9 Total (1.742) (1.616) (3.358) (413) 6.347 5.934 NOTA 8 - CRÉDITOS DE OPERAÇÕES COM SEGUROS E RESSEGUROS O saldo da rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Prêmios a receber 90.254 84.981 Operações com seguradoras 6.125 2.085 Operações com resseguradoras 9.595 13.382 Outros créditos operacionais 6.336 5.696 (–) Provisão para riscos de créditos (1.743) (665) Total 110.567 105.479 NOTA 9 - DESPESAS DE RESSEGURO E RETROCESSÕES DIFERIDOS (CONSOLIDADO) O saldo da rubrica é composto por: Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Provisão de prêmios não ganhos - resseguro cedido 8.682 10.270 Provisão de riscos vigentes mas não emitidos - resseguro cedido 635 1.025 Provisão complementar de prêmios - resseguro cedido – 156 Total 9.317 11.451 NOTA 10 - OPERAÇÕES DE CRÉDITO E ADIANTAMENTOS A INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS (CONSOLIDADO) a) Composição de operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras: O saldo da rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Aplicações em operações compromissadas 13.899 34.692 Aplicações em depósitos interfinanceiros 262.576 447.699 Aplicações em moedas estrangeiras 870 9.953 Operações de crédito adquiridas por cessão – 7.206 Repasses Interfinanceiros 25.566 17.295 Reservas compulsórias em espécie no Banco Central 3.906 – Outros depósitos no Banco Central – 209 Total 306.817 517.054 b) Análise das operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras por faixa de vencimento: As operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras distribuídas por faixa de vencimento são apresentadas a seguir: Consolidado 31/12/2011 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de 3 meses a 1 ano 3 anos anos Descrição Saldo Aplicações em operações compromissadas 13.899 – – – 13.899 Aplicações em depósitos interfinanceiros 17.284 193.058 52.041 193 262.576 Aplicações em moedas estrangeiras 870 – – – 870 Reservas compulsórias em espécie no Banco Central 3.906 3.906 Repasses Interfinanceiros 2.086 23.480 – – 25.566 Total 38.045 216.538 52.041 193 306.817 31/12/2010 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de 3 meses a 1 ano 3 anos anos Descrição Saldo Aplicações em operações compromissadas 34.692 – – – 34.692 Aplicações em depósitos interfinanceiros 241.920 59.905 144.796 1.078 447.698 Aplicações em moedas estrangeiras 9.953 – – – 9.953 Operações de Crédito Adquiridas por Cessão 1.994 3.836 1.376 – 7.206 Repasses Interfinanceiros – 17.295 – – 17.295 Outros depósitos no Banco Central 209 – – – 209 Total 288.767 81.036 146.172 1.078 517.054 NOTA 11 - OPERAÇÕES DE CRÉDITO E ADIANTAMENTOS A CLIENTES - (CONSOLIDADO) a) Composição do saldo de operações de crédito e adiantamentos a clientes: O saldo da rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Operações de crédito e adiantamentos a clientes Empréstimos e títulos descontados 1.256.718 1.015.038 Financiamentos 829.131 825.856 Financiamentos em moeda estrangeira 25.261 14.161 Financiamentos rurais 1.545 1.188 Arrendamento financeiro 171.539 246.817 Adiantamentos de contrato de câmbio 53.170 34.450 Empréstimos e títulos descontados - objeto de hedge 64.187 32.376 Total de operações de crédito e adiantamentos a clientes 2.401.551 2.169.886 (–) Empréstimos e títulos descontados (12.453) (12.524) (–) Financiamentos (14.208) (11.448) (–) Financiamentos em moeda estrangeira (234) (151) (–) Financiamentos rurais (11) (9) (–) Arrendamento financeiro (1.880) (5.120) (–) Adiantamentos de contrato de câmbio (319) (592) Total de perdas por ajuste ao valor de recuperação (29.105) (29.844) Saldo total de operações de crédito e adiantamentos a clientes 2.372.446 2.140.042 b) Análise das operações de crédito e adiantamentos a clientes por faixa de vencimento: As operações de crédito e adiantamentos a clientes distribuídas por faixa de vencimento são apresentadas a seguir: Consolidado 31/12/2011 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Saldo meses (1) a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2011 Descrição Saldos Vincendos Empréstimos e títulos descontados 499.909 410.556 293.354 115.151 1.318.970 Financiamentos 74.360 268.719 356.246 129.663 828.988 Financiamentos em moeda estrangeira amparado em carta de crédito 11.216 13.468 577 – 25.261 Financiamentos rurais 190 530 461 364 1.545 Arrendamento financeiro 30.974 68.323 66.386 5.265 170.948 Adiantamentos de contrato de câmbio 19.461 33.709 – – 53.170 Total de operações de crédito e adiantamentos a clientes vincendas 636.110 795.305 717.024 250.443 2.398.882 Saldos Vencidos Empréstimos e títulos descontados 890 900 145 – 1.935 Financiamentos 58 80 5 – 143 Arrendamento financeiro 290 274 27 – 591 Total de operações de crédito e adiantamentos a clientes vencidas 1.238 1.254 177 – 2.669 Total de operações de crédito e adiantamentos a clientes 637.348 796.559 717.201 250.443 2.401.551 31/12/2010 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Saldo meses (1) a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2010 Descrição Saldos Vincendos Empréstimos e títulos descontados 460.158 248.935 235.517 68.888 1.013.498 Financiamentos 104.390 311.614 314.870 94.628 825.502 Financiamentos em moeda estrangeira amparado em carta de crédito 2.848 10.974 339 – 14.161 Financiamentos rurais 144 256 547 238 1.185 Arrendamento financeiro 76.222 91.568 96.209 11.181 275.180 Adiantamentos de contrato de câmbio 16.384 17.920 – – 34.304 Total de operações de crédito e adiantamentos a clientes vincendas 660.146 681.267 647.482 174.935 2.163.830 Saldos Vencidos Empréstimos e títulos descontados 632 795 114 – 1.541 Financiamentos 333 18 3 – 354 Financiamentos rurais 1 1 – – 2 Arrendamento financeiro 622 1.314 993 1.084 4.013 Adiantamentos de contrato de câmbio 146 – – – 146 Total de operações de crédito e adiantamentos a clientes vencidas 1.734 2.128 1.110 1.084 6.057 Total de operações de crédito e adiantamentos a clientes 661.880 683.396 648.591 176.019 2.169.886 c) Análise da movimentação das perdas por ajuste ao valor de recuperação: A movimentação das perdas para ajuste ao valor de recuperação é apresentada conforme segue: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Saldo inicial 29.845 42.254 Complemento/Reversão 1.454 (284) Recuperações Indedutíveis 88 1.002 Baixados como prejuízo (2.282) (13.127) Saldo final 29.105 29.845 d) Análise da movimentação das perdas por ajuste ao valor de recuperação por tipo de operação: A movimentação das perdas para ajuste ao valor de recuperação por tipo de operação de crédito e adiantamento a clientes é apresentada conforme segue: Consolidado 31/12/2011 EmpréstiFinan- Financiamen- Arrenda- Adiantamento mos e títulos ciamen- tos em moeda mento fi- de contrato Descrição descontados tos estrangeira nanceiro de câmbio Outros Total Saldo inicial 31/12/2010 12.524 11.458 151 5.120 592 – 29.845 Complemento/Reversão 1.703 998 83 (1.056) (274) – 1.454 Recuperações – – – 88 – – 88 Baixados como prejuízo (1) – – (2.281) – – (2.282) Saldo final 31/12/2011 14.226 12.456 234 1.871 318 – 29.105 31/12/2010 EmpréstiFinan- Financiamen- Arrenda- Adiantamento mos e títulos ciamen- tos em moeda mento fi- de contrato Descrição descontados tos estrangeira nanceiro de câmbio Outros Total Saldo inicial 31/12/2009 15.083 18.088 410 5.410 3.263 – 42.254 Complemento/Reversão 845 (4.120) (259) 2.335 915 – (284) Recuperações 164 723 – 115 – – 1.002 Baixados como prejuízo (3.568) (3.233) – (2.740) (3.586) – (13.127) Saldo final 31/12/2010 12.524 11.458 151 5.120 592 – 29.845
NOTA 12 - TÍTULOS PARA INVESTIMENTO a) Composição dos títulos de investimento: O valor desta rubrica é composto por: Individual Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Títulos e Valores Mobiliários - Disponíveis para Venda - Livres Títulos de dívida pública – – 413.419 407.799 - Letras Financeiras do Tesouro – – 143.531 116.794 - Letras do Tesouro Nacional – – 50.243 238.652 - Notas do Tesouro Nacional – – 219.645 52.353 Ações de companhias abertas – – 2.419 4.278 Cotas de fundos de investimento 17 144 18.443 18.068 Debêntures – – 3.637 20.131 Certificado de Depósito Bancário 3.709 7.635 97.158 13.323 Títulos de dívida agrária – – 121 1.005 Subtotal 3.726 7.779 535.197 464.604 Títulos e Valores Mobiliários - Disponíveis para Venda - Vinculados Títulos de dívida pública – – 1.330.105 836.752 - Letras Financeiras do Tesouro – – 761.729 557.969 - Letras do Tesouro Nacional – – 479.453 261.384 - Notas do Tesouro Nacional – – 88.923 17.399 Ações de companhias abertas – – 18.890 – Debêntures – – 29.140 – Nota Promissória – – 2.116 – Subtotal – – 1.380.251 836.752 Total de títulos e valores mobiliários Disponíveis para Venda 3.726 7.779 1.915.448 1.301.356 Títulos e Valores Mobiliários - Mantidos até o vencimento - Livres Títulos de dívida pública – – 59.653 127.828 Letras de Câmbio – – 37.577 59.470 Debêntures – – 2.814 5.619 Subtotal – – 100.044 192.917 Títulos e Valores Mobiliários - Mantidos até o vencimento - Vinculados Títulos de dívida pública – – 4.441 93.151 Subtotal – – 4.441 93.151 Total de títulos e valores mobiliários Mantidos até o vencimento – – 104.485 286.068 Total de títulos de investimento 3.726 7.779 2.019.933 1.587.424 b) Composição de títulos de investimento por faixa de vencimento - Individual Trata-se de investimentos em fundos de aplicações financeiras e CDB’s no valor de R$ 3.726 (em 2010, R$ 7.779) com liquidez imediata. Consolidado 31/12/2011 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Saldo Descrição meses (1) a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2011 Títulos e Valores Mobiliários - disponíveis para venda Títulos de dívida pública 488.952 329.606 507.048 417.918 1.743.524 - Letras Financeiras do Tesouro 126.833 326.934 130.927 320.566 905.260 - Letras do Tesouro Nacional 187.984 2.667 339.045 – 529.696 - Notas do Tesouro Nacional 174.135 5 37.076 97.352 308.568 Ações de companhias abertas 21.309 – – – 21.309 Cotas de fundos de investimento 18.443 – – – 18.443 Debêntures 11.225 8.183 8.483 4.886 32.777 Nota Promissória – 2.116 – – 2.116 Certificado de Depósitos Bancários 5.065 7.340 84.753 – 97.158 Títulos de dívida agrária 121 – – – 121 Subtotal 545.115 347.245 600.284 422.804 1.915.448 Títulos e Valores Mobiliários - mantidos até o vencimento Títulos de dívida pública 4.076 60.018 – – 64.094 Letras de Câmbio 883 – – 36.694 37.577 Debêntures – 2.814 – – 2.814 Subtotal 4.959 62.832 – 36.694 104.485 Total de Títulos e Valores Mobiliários 550.074 410.077 600.284 459.498 2.019.933 31/12/2010 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Saldo meses (1) a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2010 Descrição Títulos e Valores Mobiliários - disponíveis para venda Títulos de dívida pública 313.976 208.073 355.871 366.631 1.244.551 - Letras Financeiras do Tesouro 170.426 128.950 10.233 366.631 676.240 - Letras do Tesouro Nacional 143.550 78.520 276.489 – 498.559 - Notas do Tesouro Nacional – 603 69.149 – 69.752 Ações de companhias abertas 4.278 – – – 4.278 Cotas de fundos de investimento 18.068 – – – 18.068 Debêntures 69 14.620 5.442 – 20.131 Certificado de Depósitos Bancários – 5.945 7.378 – 13.323 Títulos de dívida agrária 120 770 115 – 1.005 Subtotal 336.511 229.408 368.806 366.631 1.301.356 Títulos e Valores Mobiliários - mantidos até o vencimento Títulos de dívida pública 20.716 – 200.263 – 220.979 Debêntures – – 5.619 – 5.619 Subtotal 20.716 26.039 239.313 – 286.068 Total de Títulos e Valores Mobiliários 357.227 255.447 608.119 366.631 1.587.424 NOTA 13 - INVESTIMENTOS EM CONTROLADAS E COLIGADAS INVESTIMENTOS As participações em entidades sob controle comum, controladas diretas e indiretas e coligadas estão demonstradas a seguir: Entidades sob controle comum, controladas diretas e indiretas e coligadas Resultado de equivalência patrimonial % de participação Investimentos Individual Consolidado 2011 2010 2011 2010 2011 2010 2011 2010 Banco Alfa S.A. 17,45 17,45 11.396 10.607 1.100 483 – – Banco Alfa de Investimento S.A. 17,41 17,41 190.832 180.722 11.669 11.812 14.077 16.319 Financeira Alfa S.A. CFI 16,42 16,42 105.906 98.024 10.910 5.405 7.220 4.238 Corumbal Partic. e Administ. Ltda. 45,78 45,78 276.103 249.548 25.182 20.688 – – Metro - Dados Ltda. 39,67 39,67 58.957 52.940 4.061 7.390 – – Metro Tecnologia e Informática Ltda. 51,08 51,08 110.306 101.606 7.106 7.146 – – Outros Investimentos 765 716 49 52 47 51 Deságio na Aquisição de Investimentos (2.088) (2.088) – – – – Totais 752.177 692.075 60.077 52.976 21.344 20.608 O saldo remanescente de investimento do Banco Alfa de Investimento S.A. e Financeira Alfa S.A. - CFI, no consolidado é proveniente de participação indireta através da Corumbal Participações e Administração Ltda. Os valores do Ativo Total, Passivo e Patrimônio Líquido dessas empresas em 31/12/2011 eram: Empresas Ativo total Passivo Patrimônio Líquido Banco Alfa de Investimento S.A. 10.851.756 9.755.711 1.096.045 Financeira Alfa S.A. - C. F.I 3.984.331 3.339.467 644.864 NOTA 14 - ATIVOS TANGÍVEIS - CONSOLIDADO a) Composição dos ativos tangíveis: O valor desta rubrica é composto por:
Descrição Ativos tangíveis Edificações Instalações Móveis e equipamentos Sistemas de processamento de dados Sistemas de segurança Sistemas de transporte Benfeitorias em imóveis de terceiros Outras Imobilizações Total de ativos tangíveis Descrição Ativos tangíveis Edificações Instalações Móveis e equipamentos Sistemas de processamento de dados Sistemas de segurança Sistemas de transporte Benfeitorias em imóveis de terceiros Outras Imobilizações Total de ativos tangíveis b) Movimentação dos ativos tangíveis Descrição Ativos tangíveis - custo histórico Edificações Instalações Móveis e equipamentos Sistemas de processamento de dados Sistemas de segurança Sistemas de transporte Benfeitorias em imóveis de terceiros Outras Imobilizações Total de ativos tangíveis - custo histórico Ativos tangíveis - depreciação acumulada Edificações Instalações Móveis e equipamentos Sistemas de processamento de dados Sistemas de segurança Sistemas de transporte Benfeitorias em imóveis de terceiros Outras Imobilizações Total de ativos tangíveis - depreciação acumulada Total de ativos tangíveis - valor residual Descrição Ativos tangíveis - custo histórico Edificações Instalações Móveis e equipamentos Sistemas de processamento de dados Sistemas de segurança Sistemas de transporte Benfeitorias em imóveis de terceiros Outras Imobilizações Total de ativos tangíveis - custo histórico Ativos tangíveis - depreciação acumulada Edificações Instalações Móveis e equipamentos Sistemas de processamento de dados Sistemas de segurança Sistemas de transporte Benfeitorias em imóveis de terceiros Outras Imobilizações Total de ativos tangíveis - depreciação acumulada Total de ativos tangíveis - valor residual NOTA 15 - ATIVOS INTANGÍVEIS (CONSOLIDADO) Composição dos ativos intangíveis: O valor desta rubrica é composto por:
Descrição Ativos intangíveis Desenvolvimento de sistemas Outros Intangíveis Total de ativos intangíveis Descrição Ativos intangíveis Desenvolvimento de sistemas Outros Intangíveis Total de ativos intangíveis
Taxa anual de depreciação
Custo Histórico
5% 10% 10% 20% 10% 20% 20% 20%
1.003 449 3.472 11.644 42 517 773 1.087 18.987
31/12/2011 Depreciação Valor Acumulada residual
(314) 689 (253) 196 (2.575) 897 (10.788) 856 (4) 38 (347) 170 (606) 167 (1.087) – (15.974) 3.013 31/12/2010 Custo Depreciação Valor Histórico Acumulada residual
Taxa anual de depreciação
1.002 392 12.914 1.855 3 776 1.910 244 19.096
5% 10% 10% 20% 10% 20% 20% 20% Saldo em 31/12/2010
Adições
1.002 392 12.914 1.855 3 776 1.910 244 19.096
1 60 176 10.235 39 51 – 843 11.405
(291) (226) (11.581) (1.422) (2) (537) (1.604) (244) (15.907)
Baixas
Saldo em 31/12/2011
– (3) (9.618) (446) – (310) (1.137) – (11.514)
(291) (23) – (226) (31) 4 (11.581) (151) 9.157 (1.422) (9.698) 332 (2) (2) – (537) (243) 433 (1.604) (150) 1.148 (244) (843) – (15.907) (11.141) 11.074 3.189 264 (440) Saldo em 31/12/2009 Adições Baixas
711 166 1.333 433 1 239 306 – 3.189
1.003 449 3.472 11.644 42 517 773 1.087 18.987 (314) (253) (2.575) (10.788) (4) (347) (606) (1.087) (15.974) 3.013 Saldo em 31/12/2010
998 416 13.365 2.825 4 901 1.962 244 20.715
4 58 355 119 – 54 22 – 612
– (82) (806) (1.089) (1) (179) (74) – (2.231)
1.002 392 12.914 1.855 3 776 1.910 244 19.096
(267) (275) (12.007) (2.227) (4) (621) (1.344) (199) (16.944) 3.771
(24) (31) (351) (281) – (96) (334) (45) (1.162) (550)
– 80 777 1.086 2 180 74 – 2.199 (32)
(291) (226) (11.581) (1.422) (2) (537) (1.604) (244) (15.907) 3.189
Taxa anual de amortização
Custo Histórico
20% 20% 20%
1.388 42 1.430
Taxa anual de amortização
Custo Histórico
20% 20% 20%
790 68 858
31/12/2011 Amortização Acumulada
Valor residual
(651) 737 (14) 28 (665) 765 31/12/2010 Amortização Valor Acumulada residual (617) (33) (650)
173 35 208
DIÁRIO DO COMÉRCIO
26 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 9 de março de 2012
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em Milhares de Reais - Exceto Quando Indicado) NOTA 16 - ATIVOS NÃO CORRENTES MANTIDOS PARA VENDA (CONSOLIDADO) Composição dos ativos não correntes mantidos para venda: O saldo de ativos não correntes mantidos para venda é composto principalmente por bens recebidos por reintegração de posse e dação de pagamento. Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Ativos não correntes mantidos para venda Bens recebidos por reintegração de posse ou dação em pagamento: - Imóveis 524 408 - Veículos e afins 1.092 1.274 - Máquinas e equipamentos 19 6 – – - Outros Total de ativos não correntes mantidos para venda 1.635 1.688 Perdas por ajuste a valor de realização de ativos não correntes mantidos para venda (310) (334) Total 1.325 1.354 NOTA 17- OUTROS ATIVOS (CONSOLIDADO) Composição dos outros ativos: O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Outros ativos Despesas antecipadas 7.952 2.155 Depósitos judiciais 77.233 83.216 Rendas a Receber 380 615 Comissões por coobrigações a receber 29 63 Dividendos e bonificações a receber 5.863 6.655 Devedores por liquidações pendentes 4.209 11.830 Impostos e Contribuições a Compensar 5.407 16.961 Tributos Antecipados 20.509 2.874 Investimentos - Títulos Patrimoniais e Ações e Cotas 2.723 2.360 Opções por Incentivos Fiscais 4.607 4.946 Carteira de Crédito - Liquidações Pendentes 2.049 1.918 11.274 1.949 Diversos Total de outros ativos 142.235 135.542 NOTA 18 - PASSIVOS COM INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS - (CONSOLIDADO) a) Composição dos depósitos de instituições financeiras: O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Depósitos de instituições financeiras Obrigações por operações compromissadas 383.974 574.185 Depósitos à vista 3.913 6 Depósitos interfinanceiros 791.491 481.860 176.500 48.954 Obrigações por venda de ativos financeiros (cessão com coobrigação) Total de passivos com instituições financeiras 1.355.878 1.105.005 b) Composição dos depósitos de instituições financeiras por faixa de vencimento: 31/12/2011 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Descrição Saldo meses a 1 ano 3 anos 3 anos Depósitos de instituição financeira Obrigações por operações compromissadas 383.974 – – – 383.974 Depósitos à vista 3.913 – – – 3.913 Depósitos interfinanceiros 395.692 174.173 77.085 144.541 791.491 Obrigações por venda de ativos financeiros (cessão com coobrigação) 19.117 57.008 67.834 32.541 176.500 Total de depósitos de instituições financeiras 802.696 231.181 144.919 177.082 1.355.878 31/12/2010 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de meses a 1 ano 3 anos 3 anos Descrição Saldo Depósitos de instituição financeira Obrigações por operações compromissadas 574.185 – – – 574.185 Depósitos à vista 6 – – – 6 Depósitos interfinanceiros 162.420 103.050 192.032 24.358 481.861 Obrigações por venda de ativos financeiros (cessão com coobrigação) 7.149 13.436 25.668 2.701 48.955 Total de depósitos de instituições financeiras 743.760 116.486 217.700 27.059 1.105.005 NOTA 19 - PASSIVOS COM CLIENTES (CONSOLIDADO) a) Composição dos depósitos de clientes: O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Depósitos de clientes Depósitos à vista 8.480 17.220 Depósitos a prazo 492.001 584.192 74.734 111.986 Box de Opções (Captações) Total de passivos com clientes 575.215 713.398 b) Composição dos passivos com clientes por faixa de vencimento: 31/12/2011 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de meses (1) a 1 ano 3 anos 3 anos Descrição Saldo Depósitos de clientes Depósitos à vista de clientes (*) 8.480 – – – 8.480 Depósitos a prazo 129.177 263.680 91.443 7.701 492.001 Depósitos para investimento 6.539 44.444 23.751 – 74.734 144.196 308.124 115.194 7.701 575.215 Total de passivos com clientes 31/12/2010 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de meses (1) a 1 ano 3 anos 3 anos Descrição Saldo Depósitos de clientes Depósitos à vista de clientes (*) 17.220 – – – 17.220 Depósitos a prazo 100.378 232.894 218.788 32.132 584.192 4.463 26.501 81.022 – 111.986 Depósitos para investimento Total de passivos com clientes 122.061 259.395 299.810 32.132 713.398 (*) Operações sem data de vencimento NOTA 20 - TÍTULOS EMITIDOS - (CONSOLIDADO) a) Composição dos títulos emitidos: O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Títulos emitidos Aceites de títulos cambiais 158.082 304.787 Letras de crédito do agronegócio 29.587 3.338 Letras financeiras 409.973 140.876 Letras de arrendamento mercantil 263.875 174.883 263 1.569 Debêntures Total de títulos emitidos 861.780 625.453 A Financeira Alfa S.A. C.F.I realiza operações de captação através de “Aceites e Emissão de Títulos”. Parte destas captações é garantida por operações de crédito que na data destas demonstrações financeiras perfazem o montante R$ 14.146 (R$ 85.065 em 2010). b) Composição dos títulos emitidos por faixa de vencimento: 31/12/2011 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Descrição meses a 1 ano 3 anos 3 anos Saldo Títulos emitidos Aceites de títulos cambiais 10.909 24.188 110.748 12.237 158.082 Letras de crédito do agronegócio – 23.758 5.829 – 29.587 Letras financeiras – 130.030 279.354 589 409.973 Letras de arrendamento mercantil 32.047 70.238 160.506 1.084 263.875 Debêntures 263 – – – 263 Total de títulos emitidos 43.219 248.214 556.437 13.910 861.780 31/12/2010 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de meses a 1 ano 3 anos 3 anos Descrição Saldo Títulos emitidos Aceites de títulos cambiais 7.908 34.411 243.399 19.069 304.787 Letras de crédito do agronegócio 1.747 1.591 – – 3.338 Letras financeiras – – 139.798 1.078 140.875 Letras de arrendamento mercantil 10.613 74.497 87.659 2.114 174.882 Debêntures – 1.336 233 – 1.569 Total de títulos emitidos 20.268 111.835 471.089 22.261 625.453 NOTA 21 - EMPRÉSTIMOS E REPASSES - (CONSOLIDADO) a) Composição de empréstimos e repasses: O valor desta rubrica é composto por: Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Empréstimos e repasses Obrigações por empréstimos em moeda 86.539 45.426 Obrigações por empréstimos no exterior 25.364 17.054 Obrigações por repasses - BNDES 150.646 231.329 Obrigações por repasses - FINAME 256.044 222.584 Total de empréstimos e repasses 518.593 516.393 b) Composição de empréstimos e repasses por faixa de vencimento: 31/12/2011 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de meses (1) a 1 ano 3 anos 3 anos Descrição Saldo Empréstimos e Repasses Obrigações por empréstimos em moeda estrangeira 38.190 31.344 16.428 577 86.539 Obrigações por empréstimos no exterior 2.036 12.714 10.614 – 25.364 Obrigações por repasses - BNDES 16.961 44.637 67.738 21.310 150.646 Obrigações por repasses - FINAME 20.297 62.157 95.194 78.396 256.044 Total de empréstimos e repasses 77.484 150.852 189.974 100.283 518.593 31/12/2010 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de meses (1) a 1 ano 3 anos 3 anos Descrição Saldo Empréstimos e Repasses Obrigações por empréstimos em moeda estrangeira 17.969 27.118 339 – 45.425 Obrigações por empréstimos no exterior – 17.054 – – 17.053 Obrigações por repasses - BNDES 12.329 122.386 86.619 9.995 231.328 Obrigações por repasses - FINAME 20.679 57.178 108.081 36.646 222.584 Total de empréstimos e repasses 50.977 223.736 195.039 46.641 516.393 NOTA 22 - DÉBITOS DE OPERAÇÕES COM SEGUROS E RESSEGUROS (CONSOLIDADO) O saldo da rubrica é composto por: Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Prêmios a restituir 246 133 Operações com seguradoras 3.140 1.364 Operações com resseguradoras 10.151 8.972 Corretores de seguros e resseguros 19.172 18.297 Receitas de comercialização diferidas – 3.622 824 1.210 Outros débitos operacionais Total 33.533 33.598 NOTA 23 - PROVISÕES E CONTINGÊNCIAS a) Composição de provisões: O valor desta rubrica é composto por: 31/12/2011 31/12/2010 Fiscais e Previdenciárias 120.517 138.057 Cíveis e Trabalhistas 19.038 19.376 Total 139.555 157.433 No curso normal de suas atividades a Sociedade e suas controladas é parte em processos judiciais envolvendo ações fiscais e previdenciárias, cíveis e reclamações trabalhistas. Estes processos geram passivos contingentes e obrigações legais. A Administração da Sociedade e suas controladas, conforme prescrevem as regras do IAS37, e descrito na nota 3 “s”, constitui provisões para fazer frente a saídas de recursos estimadas para liquidação de passivos contingentes e obrigações legais, as quais são avaliadas por assessores legais levando em consideração a probabilidade de que recursos financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que os seus montantes possam ser estimados com suficiente segurança. b) Movimentação das provisões: O valor desta rubrica é composto por:
Movimentação Saldo Final em 31/12/2010 (+) Complemento e Atualização de Provisão (–) Baixa por Pagamento / Reversão Saldo Final em 31/12/2011
Consolidado Fiscais e Cíveis e Previdenciárias Trabalhistas 138.057 19.376 19.922 2.602 (37.462) (2.940) 120.517 19.038
Total 157.433 22.524 (40.402) 139.555
Consolidado Fiscais e Cíveis e Movimentação Previdenciárias Trabalhistas Total Saldo Final em 31/12/2009 169.507 12.817 182.324 (+) Complemento e Atualização de Provisão 26.511 8.735 35.246 (–) Baixa por Pagamento / Reversão (57.961) (2.176) (60.137) Saldo Final em 31/12/2010 138.057 19.376 157.433 A Sociedade e suas controladas diretas e indiretas, no curso normal de suas atividades, são partes em processos de natureza fiscal, previdenciária, trabalhista e cível. As respectivas provisões foram constituídas levando-se em consideração a legislação em vigor, a opinião de assessores legais, a natureza e complexidade dos processos, o posicionamento dos tribunais, histórico de perdas e outros critérios que permitiram estimar o seu valor. A Administração considera que as provisões existentes na data destas demonstrações são suficientes para fazer face aos riscos decorrentes destes processos. (a) As obrigações legais e as contingências fiscais e previdenciárias referem-se principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, com destaque para: (i) o alargamento da base de cálculo da COFINS determinado pela Lei nº 9.718/98, (ii) a cobrança da CSLL por alíquotas diferenciadas para o Sistema Financeiro (Isonomia - 1996 a 1998), (iii) a cobrança do PIS pelas Emendas Constitucionais 01/94, 17/97 e (iv) a dedução dos valores da CSLL na base de cálculo do IRPJ. As provisões existentes amparam o risco decorrente das obrigações legais e das contingências fiscais e previdenciárias consideradas como de perda provável, estas envolvendo nossas investidas do ramo financeiro. (b) A controlada Banco Alfa de Investimento S.A. possui outras contingências fiscais e previdenciárias avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco de perda não provável, conforme Deliberação CVM nº 594, de 15/09/09, com destaque para: (i) ISS sobre as operações de arrendamento mercantil: trata-se de autos de infração no montante de R$ 41.862, lavrados por diversos municípios para cobrança de ISS sobre as operações de arrendamento mercantil onde o bem é adquirido, ao passo que o tributo é recolhido ao município onde se
encontra a sede da arrendadora, nos termos do artigo 12 “a” do Decreto-Lei nº 406/68 e artigo 3º da Lei Complementar nº 116/03. (ii) ISS - Instituições Bancárias: trata-se de autos de infração no montante de R$ 14.002 lavrados pela Prefeitura de São Paulo para a cobrança de ISS sobre valores registrados em diversas contas contábeis sob a alegação de se tratar de receitas de prestação de serviços. (c) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. Em geral, os pedidos referem-se a horas extras, equiparação salarial, enquadramento na categoria dos bancários, indenização por danos morais e materiais, aviso prévio, férias, 13º salário, PLR, FGTS, indenização substitutiva alusiva ao seguro desemprego, adicional noturno/ insalubridade/periculosidade, etc. (d) Em sua maioria as ações judiciais de natureza cível referem-se a revisão de contratos, devolução de tarifas, devolução de valores supostamente cobrados indevidamente, danos morais pela inscrição nos órgãos de proteção ao crédito, exibição de documentos, prestação de contas e inexigibilidade de créditos cobrados face à constatação de fraude, dentre outros, envolvendo, principalmente, nossas investidas do ramo financeiro. Todos os processos cíveis são de responsabilidade de escritórios contratados, com acompanhamento pelo Departamento Jurídico. A Administração da Sociedade e de suas controladas diretas e indiretas considera desnecessária a constituição de provisão para as garantias financeiras prestadas em razão de que suas análises indicarem não ser provável uma saída de recursos para a liquidação destes compromissos. NOTA 24 - PROVISÕES TÉCNICAS DE SEGUROS E RESSEGUROS E DESPESAS DE COMERCIALIZAÇÃO DE SEGUROS DIFERIDAS (CONSOLIDADO) As provisões técnicas e as despesas de comercialização diferidas apresentam a seguinte composição: Despesas de Comercialização Diferidas Provisões Técnicas Descrição 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Automóvel 137.201 130.066 19.620 18.450 R.C.F. Veículos 52.122 47.998 4.672 3.913 Acidentes Pessoais 5.405 4.954 521 487 Compreensivo Empresarial 11.705 10.282 2.420 1.815 Compreensivo Residencial 6.033 5.060 1.660 1.216 Prestamistas 37.743 16.535 23.358 10.944 Seguro de Vida em Grupo 13.535 16.290 471 794 V.G.B.L. 129.382 104.826 – – P.G.B.L. 197.973 190.070 – – 10.299 1.471 1.343 106 Demais Total 601.398 527.552 54.065 37.725 NOTA 25 - OUTROS PASSIVOS (CONSOLIDADO) a) Composição dos outros passivos: O valor desta rubrica é composto por: Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Outros passivos Recursos em trânsito de terceiros 1.692 12.270 Adiantamentos em moeda nacional recebidos 256 13 Dividendos e bonificações a pagar 15.384 14.479 Participação nos lucros e gratificações a pagar 4.548 4.088 Credores conta liquidações pendentes 1.192 2.285 Outras obrigações por negociação e intermediação de valores 87 1.091 Contas a pagar 15.320 6.632 Rendas Antecipadas a Apropriar 548 545 Provisão de premios não ganhos 17.423 21.003 Valores em trânsito 16.886 3.270 4.299 12.413 Outros 77.635 78.089 Total de outros passivos NOTA 26 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Composição do capital social: Individual e Consolidado 2011 e 2010 Descrição Total Ordinárias Preferenciais Capital R$ mil Saldo inicial 73.646.388 40.394.932 33.251.456 232.784 Aumento de capital – – – 25.298 (*) Saldo final 73.646.388 40.394.932 33.251.456 258.082 (*) Aumento de capital pela Assembleia Geral Extraordinária de 28/04/2011, sem emissão de novas ações. As ações preferênciais estão assim distribuídas: Individual e Consolidado 31/12/2011 Classe de ações PNA PNB PNC PND PNE PNF TOTAL - Quantidade 164.936 2.330.271 219.863 2.059.517 6.759.345 21.717.524 33.251.456 Individual e Consolidado 31/12/2010 Classe de ações PNA PNB PNC PND PNE PNF TOTAL - Quantidade 164.936 2.330.271 219.863 2.059.517 6.759.345 21.717.524 33.251.456 As ações preferenciais, que não possuem direito de voto, mas possuem as seguintes vantagens: a) da classe “A”, o direito a um dividendo anual mínimo de 5% (cinco por cento) da parte do capital representada por essa classe de ações preferenciais, pago preferentemente, a qualquer outro dividendo; b) da classe “B”, o direito a um dividendo anual de 12% (doze por cento) da parte do capital representada por essa classe de ações preferenciais, pago preferentemente a qualquer dividendo das ações ordinárias; c) da classe “C”, o direito a um dividendo anual de 7% (sete por cento) da parte do capital representada por essa classe de ações preferenciais, pago preferentemente a qualquer dividendo das ações ordinárias; d) da Classe “D”, o direito a um dividendo anual de 5% (cinco por cento) da parte do capital representada por essa classe de ações preferenciais, pago preferentemente a qualquer dividendo das ações ordinárias; e) da Classe “E”, o direito a um dividendo anual de 6% (seis por cento) da parte do capital representada por essa classe de ações preferenciais, pago preferentemente a qualquer dividendo das ações ordinárias; f) da Classe “F”, os decorrentes da letra “g”, adiante; g) o direito de reembolso do capital no caso de amortização de ações ou de liquidação da sociedade. Na forma do artigo 17, § 1º, inciso II, da Lei de Sociedades por Ações, as ações preferenciais terão direito ao recebimento de dividendo, por ação, pelo menos 10% (dez por cento) maior do que o atribuído a cada ação ordinária. b) Reservas: Reserva legal É constituída à razão de 5% do lucro líquido apurado em cada exercício social nos termos do art. 193 da Lei nº 6.404/76, até o limite de 20% do capital social. Reservas de Capital As Reservas de Capital estão assim representadas: 2011 2010 Reservas de Manutenção do Capital de Giro 397 397 Reserva de Incentivos Fiscais 576 576 Outras Reservas de Capital 6.222 5.967 Total 7.195 6.940 Reserva de Lucros a Realizar Foi contabilizado na rubrica “Reserva de Lucros a Realizar” o montante de R$ 13.452 calculado sobre o resultado do exercício (R$ 12.047 em 2010 e o valor de R$ 3.961 calculado sobre o efeito do IFRS dos exercícios de 2009 e 2008, reserva essa aprovada em Assembleia Geral Ordinária realizada em 28/04/2011), sendo composto de dividendos postergados (Quadro I - abaixo) e realizado o valor de R$ 3.392 (R$ 4.475 em 2010) referente aos dividendos recebidos de coligadas, conforme disposição contida no artigo 197, da Lei nº 6.404/76, com redação dada pela Lei nº 10.303, de 31/10/2001. A Reserva de Lucros a Realizar está assim representada: Antes da Lei nº 10.303 Após a Lei nº 10.303 Soma Saldo Inicial em 31/12/2010 109.927 45.524 155.451 Constituição – 13.452 13.452 Realização – (3.392) (3.392) Saldo Final em 31/12/2010 109.927 55.584 165.511 Reservas estatutárias Nos termos da Legislação Societária, a Sociedade e suas controladas diretas e indiretas devem destinar 5% de seu lucro oficial anual, que pode ser utilizada para aumento de capital ou absorção de perdas, mas não pode ser distribuída na forma de dividendos. Lucros acumulados Qualquer lucro que restar após a distribuição de dividendos nos registros legais do Grupo e as apropriações às reservas legais será transferido à Reserva Especial para Aumento de Capital em 90% e Reserva Especial para Dividendos em 10%, até atingirem o limite de 80% e 20%, respectivamente, do Capital Social, e, quando houver excesso, este será eliminado com aumento de capital. c) Dividendos: O Estatuto prevê dividendo mínimo de 25% do lucro líquido, ajustado conforme o disposto no art. 202 da Lei das Sociedades por Ações. Conforme determina a Lei nº 6.404, artigo 17, § 1º, inciso II, estão sendo pagos dividendos 10% maiores para as ações preferenciais da classe “F” do que aos atribuídos às ações ordinárias, devido ao Estatuto não prever pagamento de dividendos fixos para as ações daquela classe. Os dividendos propostos nos exercícios de 2011 e 2010 estão demonstrados abaixo: Quadro I 2011 2010 - Lucro Líquido do Exercício 56.638 50.724 - (–) Resultado da Equivalência Patrimonial (60.077) (52.976) - = Prejuízo Financeiro (3.439) (2.252) - Lucro Líquido do Exercício - Ajuste pela Adoção do CPC - Valor Base para Destinação do Lucro - (–) Reserva Legal - Base de cálculo para dividendos - Dividendos Mínimos Obrigatórios (25%) - (–) Lucro Financeiro - Dividendos postergados em Reserva de Lucros a Realizar Quadro II Valores dos dividendos calculados sobre realizações de lucros, a serem adicionados obrigatórios:
56.638 – 56.638 (2.832) 53.806 13.452 – 13.452
50.724 16.680 67.404 (3.370) 43.981 16.008 – 16.008
aos dividendos mínimos
2011 2010 - Realização de Lucros de Exercícios Anteriores – – - Percentual 25% – – - Realização de Lucros no próprio exercício 3.392 4.475 - Total de dividendos líquidos 3.392 4.475 - Imposto de Renda devido de J.C.P. 301 800 - Total Bruto de J.C.P./Dividendos 3.693 5.275 Relativamente ao exercício de 2011, foram pagos juros de capital próprio, com base no balanço intermediário de 30 de junho de 2011, no valor total de R$ 1.686, já líquido do imposto de renda. Para o segundo semestre, estão sendo propostos R$ 71 de juros de capital próprio já líquidos do imposto de renda e o valor de R$ 1.635 a título de dividendos, conforme demonstrado abaixo: Valores pagos no Valores propostos para o 2º Semestre Valores totais 1º Semestre JCP JCP do exercício (líquidos de I.R.) (p/ Dividendos (p/lote de mil (líquidos de I.R.) Classes de Ações lote de mil ações) (p/lote de mil ações) (p/lote de mil ações) ações) ON 3,98 0,93 3,49 8,40 PNA 87,61 1,02 86,59 175,22 PNB 210,26 1,02 209,24 420,52 PNC 122,65 1,02 121,63 245,30 PND 87,61 1,02 86,59 175,22 PNE 105,13 1,02 104,11 210,26 PNF 4,38 1,02 3,84 9,24 d) Juros sobre o capital próprio: Os juros sobre o capital próprio são calculados com base nas contas do patrimônio líquido, limitando-se à variação da taxa de juros de longo prazo (TJLP), condicionados à existência de lucros computados antes de sua dedução ou de lucros acumulados e reservas de lucros, em montante igual ou superior a duas vezes o seu valor. Os dividendos são calculados sobre o lucro líquido, conforme determinado nas Demonstrações Financeiras elaboradas de acordo com a legislação societária e as normas e instruções da CVM. A política de remuneração do capital adotada pelo Grupo visa a distribuir juros sobre o capital próprio no valor máximo calculado em conformidade com a legislação vigente, os quais são computados, líquidos de Imposto de Renda na Fonte, no cálculo dos dividendos obrigatórios do exercício previsto no Estatuto Social. NOTA 27 - MARGEM FINANCEIRA (CONSOLIDADO) O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Receita de juros Operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras 39.847 40.343 Operações de crédito e adiantamentos a clientes 347.883 247.738 Rendimento dos Fundos de Previdência (PGBL e VGBL) 18.359 21.200 Receitas com Operações de Seguros 6.819 3.949 Títulos de Investimento 187.807 197.375 Rendas de Repasses Interfinanceiros 7.624 351 Total de receita de juros 608.339 510.956 Despesa de juros Depósitos de Instituições Financeiras (168.967) (145.658) Depósitos de Clientes (58.556) (83.908) Despesa com Fundos de Previdência (PGBL e VGBL) (18.359) (21.200) Despesas com Operações de Seguros (34.048) (3.799) Despesas com atualizações Monetárias (508) (6.942) Títulos Emitidos (63.204) (47.451) Empréstimos e Repasses (61.400) (32.467) Instrumentos financeiros detidos para negociação (542) (54) Box de Opções Flexíveis (10.684) (833) Total de despesa de juros (416.268) (342.312) Margem Financeira 192.071 168.644 NOTA 28 - RESULTADO LÍQUIDO DE SERVIÇOS E COMISSÕES (CONSOLIDADO) O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Receitas de serviços e comissões Administração de recursos de terceiros 4.820 5.297 Comissões sobre avais e fianças prestados 3.639 2.670 Corretagem de câmbio e valores mobiliários 916 1.123 Serviços de custódia 48 55 Tarifa de cadastro 63 – Tarifa de registro de contratos e garantias 59 – Outros serviços 5.884 2.092 Total de receitas de serviços e comissões 15.429 11.237 Despesas de serviços e comissões Comissões e intermediação (5.404) (3.235) Consulta Serasa, Sisbacen e Agências de Informações (1.627) (1.716) Despesas de Comercialização de Seguros (71.328) (60.359) Serviços de registro de contratos e garantias (204) (34) Outros (3.515) (2.730) Total de despesas de serviços e comissões (82.078) (68.074) Resultado líquido de serviços e comissões (66.649) (56.837) As receitas de administração de recursos de terceiros estão relacionadas aos honorários auferidos pelas empresas do ramo financeiro em atividades fiduciárias, nas quais mantém ou investe ativos em favor de seus clientes.
NOTA 29 - OUTRAS RECEITAS O valor desta rubrica é composto por: Descrição Reversão de provisões Receita com custos de apólices Renda de Câmbio Lucro na alienação de títulos de investimento Lucro na alienação de bens não de uso próprio Lucro na alienação de outros ativos tangíveis Desconto Recebido - Anistia Fiscal Ação Judicial - CPMF com Trânsito em Julgado Ajuste ao valor de recuperação de outros valores e bens Receita de Dividendos e Juros de Capital recebidos Outras Total NOTA 30 - DESPESAS DE PESSOAL O valor desta rubrica é composto por:
Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 6.702 18.752 9.789 8.686 3.272 355 7.107 3.434 185 363 – 1 – 4.402 – 4.771 56 35 1.301 1.437 2.099 251 30.511 42.486
Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Salários (34.877) (29.093) Benefícios (7.946) (6.786) Remuneração diretoria e conselho de administração (17.696) (14.596) Encargos sociais e previdenciários (16.711) (15.285) Outros (6.100) (9.046) Total (83.330) (74.806) A remuneração da Diretoria e do Conselho no exercício totalizou R$ 17.696 (R$ 14.596 em 2010). A Sociedade e suas controladas diretas e indiretas não têm por política oferecer plano de pensão e/ou quaisquer tipos de benefícios pós-emprego ou remuneração baseada em ações. NOTA 31 - GASTOS GERAIS ADMINISTRATIVOS O valor desta rubrica é composto por: Descrição Aluguéis, condomínio e manutenção de bens Comunicações Processamento de dados e informática Propaganda, publicidade, publicações e relações públicas Serviços de terceiros Vigilância e Segurança Transportes e Viagens Depreciação e Amortização Despesas tributárias Outras despesas administrativas Total NOTA 32 - OUTRAS DESPESAS O valor desta rubrica é composto por:
Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 (7.907) (6.491) (2.997) (3.337) (10.789) (8.795) (3.537) (6.903) (6.538) (9.058) (1.122) (756) (2.476) (1.703) (942) (1.465) (24.935) (15.070) (6.739) (11.829) (67.982) (65.407)
Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Contribuição ao FGC - Fundo Garantidor de Crédito (1.133) (1.732) Prejuízo na alienação de títulos de investimento (2.123) (1.828) Despesas com assistência ao segurado (297) (464) Despesas com manutenção e rastreamento de veículos (9.510) (8.968) Perdas na alienação de bens não de uso próprio (13.710) (12.373) Ajuste ao valor de recuperação de outros valores e bens (26) (45) Variações cambiais – (5) Provisão para contingências trabalhistas (8.052) (10.914) Processos operacionais (2.586) (11.384) Outros (12.750) (7.447) Total de outras despesas operacionais (50.187) (55.160) NOTA 33 - IMPOSTOS SOBRE A RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL CORRENTE - INDIVIDUAL Demonstração do cálculo dos encargos de imposto de renda e contribuição social 2011 2010 IRPJ C. Social IRPJ C. Social Lucros antes das tributações 56.638 56.638 50.724 50.724 - Adições Juros s/o Capital Próprio recebido de coligadas 5.041 5.041 5.324 5.324 Participação no lucro de Administradores (Prov.) 450 450 843 843 - Exclusões: Juros de Capital Próprio pagos/provisionados (2.058) (2.058) (5.275) (.5.275) Resultado de Equivalência Patrimonial (60.077) (60.077) (52.976) (52.976) Participação no lucro de Administradores (pago) – (392) – (446) Outras exclusões – – (884) (884) - Lucro ((Prejuízo) j ) fiscal antes das compensações p ç (6) (398) (2.244) (2.690) NOTA 34 - NOTAS À DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA Caixa e Equivalentes de Caixa O saldo de caixa e equivalentes de caixa é representado por disponibilidades e ativos financeiros de alta liquidez, com prazos contratuais inferiores a três meses, que possuem um risco insignificante de mudanças em seu valor justo, e tem como finalidade o gerenciamento dos compromissos de curto prazo da Sociedade e suas controladas diretas e indiretas. DEMONSTRATIVOS DOS FLUXOS DE CAIXA - INDIRETO O caixa e equivalente de caixa apresentado na demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: Individual Consolidado Exercícios findos em: 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Nota Explicativa: No início do exercício 7.794 11.126 330.408 297.103 Disponibilidade 15 26 5.185 6.158 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 7.779 11.100 811.271 707.691 Aplicação sem efeito de caixa (*) – – (486.048) (416.746) No final do exercício 2.735 7.794 349.263 330.408 Disponibilidade 59 15 6.086 5.185 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 2.676 7.779 551.531 811.271 Aplicação sem efeito de caixa (*) – – (208.354) (486.048) Variação em caixa e equivalentes de caixa (5.059) (3.332) 18.855 33.305 (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da aplicação foi igual ou inferior a 90 dias (*) Refere-se a Quotas de fundos de investimentos, títulos de renda variável vinculados à PG e VG (Seguradoras) NOTA 35 - GERENCIAMENTO DE RISCOS FINANCEIROS (CONSOLIDADO) O Gerenciamento de Riscos é um instrumento essencial para garantir o uso adequado do capital e a melhor relação do risco e o retorno para o Conglomerado Financeiro Alfa (Banco Alfa de Investimento S.A., Financeira Alfa S.A. - C.F.I, Alfa Arrendamento Mercantil S.A., Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., e Banco Alfa S.A.). O gerenciamento e monitoramento dos riscos envolvidos nas diversas atividades do Conglomerado são realizados por área independente através de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e do acompanhamento constante das posições assumidas através de técnicas específicas, consoante às diretrizes estabelecidas pela Administração. O gerenciamento dos riscos de liquidez e mercado no Conglomerado Financeiro Alfa é realizado de forma consolidada para todas as empresas integrantes do Conglomerado, isto decorre do fato de que o caixa das entidades integrantes do Conglomerado é gerenciado de forma unificada. Esta nota explicativa demonstra os dados em formato gerencial, tal como analisados pela administração do Conglomerado, e por este motivo estes dados refletem o consolidado operacional das empresas integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa. a) Risco de crédito Risco de Crédito é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes, dentre outras, mas principalmente, das seguintes situações: A. Da inadimplência dos tomadores de crédito (pessoas físicas, empresas, instituições financeiras) na liquidação dos compromissos assumidos sob posições de empréstimos, ativos financeiros e/ou seus respectivos instrumentos derivativos. B. Da possibilidade de desembolsos financeiros para honrar avais, fianças, compromissos de crédito, coobrigações ou operações de natureza semelhante. C. De possíveis renegociações, em termos mais desfavoráveis, das condições pactuadas na operação original. A estrutura de gerenciamento de risco de crédito do Conglomerado Financeiro Alfa deve, em conformidade com as disposições do Art. 3º, da Resolução nº 3.721 do Banco Central do Brasil de 30/04/2009, permitir a identificação, mensuração e controle dos riscos associados às operações de crédito, bem como a aplicação de mitigadores a estes riscos. Ressalta-se que, este objetivo estende-se a todas as empresas integrantes do Conglomerado Financeiro. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de crédito encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. i) Exposição máxima ao risco de crédito: Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Exposição ao risco de crédito Saldos de “Disponibilidades em Bancos” 9.645 8.929 Instrumentos financeiros derivativos 29.418 20.177 Operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras 3.058.166 987.408 Operações de crédito e adiantamentos a clientes 4.019.752 3.979.954 3.545.330 4.167.034 Títulos para investimento Subtotal 10.662.311 9.163.502 Avais e fianças prestados 713.692 745.504 Total de exposição ao risco de crédito 11.376.003 9.909.006 ii) Descrição das garantias Os instrumentos financeiros sujeitos ao risco de crédito são submetidos a criteriosa avaliação de crédito preliminar à contratação e desembolso e ao longo do prazo das operações. As análises de crédito se baseiam no entendimento das características operacionais dos clientes, sua capacidade de endividamento, considerando fluxo de caixa, histórico de pagamentos, reputação creditícia e consideram, subsidiariamente, as garantias que podem suportar estas operações. Os contratos celebrados preveem as garantias consideradas necessárias e autorizam chamadas para reforço de garantias sempre que a situação creditícia das contrapartes apresente deterioração que justifique tal procedimento, o que é acompanhado sistematicamente pelo Departamento de Crédito. As operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras são realizadas pelas Instituições Financeiras Alfa somente a instituições ranqueadas internamente como “AA”, e se constituem, conforme apresentado na nota 10, principalmente de aplicações em operações compromissadas às quais se caracterizam por estarem lastreadas/garantidas por títulos do governo federal. As operações de crédito e adiantamentos a clientes, conforme apresentadas na nota 11, estão representadas principalmente por operações de: • CDC de Veículo e operações de arrendamento mercantil financeiro, as quais têm como garantias os próprios bens financiados, para os quais é política do Grupo exigir uma participação inicial mínima do cliente com recursos próprios de no mínimo 20% o que faz assegurar a suficiência das garantias ao longo do prazo das operações. • Créditos consignados em folha de pagamento os quais são concedidos com vinculação e desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento destes funcionários, em sua maioria funcionários públicos estáveis, com comprometimento máximo de renda de até 30%, conforme determina a regulamentação específica do produto. • As Operações de Capital de Giro são garantidas por recebíveis, notas promissórias, avais e fianças prestadas pelos seus proprietários e ocasionalmente por garantias reais; • Repasses de recursos do BNDES/Finame são suportados por garantias reais; • Adiantamentos de contrato de câmbio são garantidos por notas promissórias, avais e fianças prestadas, e pelos recebíveis gerados por ocasião das exportações; • Operações de vendor são garantidas por recebíveis gerados pelo tomador final dos recursos e possuem garantia de aval ou fiança da empresa contratante. Os títulos para investimento são representados em sua grande maioria por títulos do governo federal, entendidos como de risco mínimo. Quotas de fundos de investimento e debêntures em geral são garantidas por notas promissórias e avais. iii) Concentração por segmento Operações de Operações créditos e de créditos InvestiAvais e Dispoadiantamentos e adiantaTítulos mentos fianças nibilidade a instituições mentos a de investi- financeiros presem Descrição financeiras clientes mentos derivativos tadas Bancos Total Em 31/12/2011 Atacado 324.314 1.217.341 1.205.645 7.572 246.538 2.375 3.003.785 Varejo 934.332 1.231.170 167.709 28.039 – 957 2.362.207 Seguros – – 686.667 – – – 686.667 Total 1.258.646 2.448.511 2.060.021 35.611 246.538 3.331 6.052.659 Em 31/12/2010 Atacado 227.755 1.125.735 1.424.437 1.257 257.527 2.334 3.039.044 Varejo 289.299 1.044.151 114.349 37.963 – 750 1.486.512 Seguros – – 48.638 – – – 48.637 Total 517.054 2.169.886 1.587.424 39.220 257.527 3.084 4.574.194 iv) Análise da composição do saldo de operações de crédito e adiantamentos a clientes por setor de atividade: A composição da carteira de operações de crédito e adiantamentos a clientes por setor de atividade é apresentada a seguir: 31/12/2011 31/12/2010 Setor de Atividade Saldo % Saldo % Setor Público 3.439 0,1% 6.469 0,3% Setor privado - rural 6.107 0,2% 8.680 0,4% - indústria 831.272 33,5% 679.173 31,3% - comércio 229.849 9,2% 271.276 12,5% - intermediários financeiros 92.503 3,7% 65.097 3,0% - outros serviços 482.839 19,4% 466.526 21,5% - pessoas físicas 841.073 33,9% 672.665 31,0% Total da Carteira 2.487.082 100,0% 2.169.886 100,0% v) Concentração da carteira de crédito e adiantamento a clientes: A concentração da carteira de operações de crédito e adiantamentos a clientes é composta conforme a seguir: Conglomerado Financeiro Alfa 31/12/2011 31/12/2010 Descrição Saldo % Saldo % Maior devedor 227.748 3,1 217.560 4,2 Total dos 20 maiores devedores 1.874.688 25,9 1.996.626 38,7 Total dos 50 maiores devedores 3.229.807 44,5 3.263.377 63,2 Total dos 100 maiores devedores 4.219.500 58,2 4.006.547 77,6 vi) Composição das operações de crédito e adiantamentos a clientes por faixa de vencimento: A composição operações de crédito e adiantamentos a clientes distribuídas por faixa de vencimento é apresentada a seguir: 31/12/2011 Descrição A vencer Vencidos Total % Parcelas vincendas - a vencer até 180 dias 1.039.865 953 1.040.818 41,8 - a vencer entre 181 e 360 dias 427.621 615 428.236 17,2 - a vencer acima de 360 dias 1.014.100 859 1.014.959 40,8 Total vincendas 2.481.586 2.427 2.484.013 99,8 Parcelas vencidas - vencidos até 60 dias – 928 928 – - vencidos de 61 a 180 dias – 1.058 1.058 0,1 - vencidos acima de 180 dias 315 768 1.083 0,1 Total vencidas 315 2.754 3.069 0,2 Total da Carteira 2.481.901 5.181 2.487.082 100,0
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 9 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 27
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em Milhares de Reais - Exceto Quando Indicado) 31/12/2010 Descrição A vencer Vencidos Total % Parcelas vincendas 910.454 1.906 912.360 42,0 - a vencer até 180 dias 415.219 874 416.093 19,2 836.927 1.437 838.364 38,6 - a vencer entre 181 e 360 dias - a vencer acima de 360 dias 2.162.601 4.217 2.166.817 99,8 Total vincendas - vencidos até 60 dias – 928 928 – Parcelas vencidas - vencidos de 61 a 180 dias – 1.058 1.058 0,1 - vencidos acima de 180 dias 315 768 1.083 0,1 315 2.754 3.069 0,2 Total vencidas Total da Carteira 2.162.916 6.971 2.169.886 100,0 b) Risco de Liquidez O controle e estratégia de liquidez são decididos pelo Comitê de Caixa que se reúne diariamente antes do início das operações, com o objetivo de avaliar o comportamento dos diversos mercados de juros, dólar e bolsas, domésticos e internacionais, bem como definir as estratégias do dia e avaliar o fluxo de caixa das empresas financeiras. O Comitê de Caixa gerencia o risco de liquidez concentrando sua carteira em ativos de alta qualidade e de grande liquidez, cujas posições são monitoradas on-line e casadas cuidadosamente quanto a moedas e prazos. Adicionalmente, os controles do risco de liquidez utilizam-se de fluxo de caixa projetado diariamente, adotando-se as premissas de fluxo de vencimento das operações financeiras, fluxo de caixa de despesas, o nível de atraso nas carteiras e antecipação de passivos. Gerenciamento do risco de liquidez A abordagem do Conglomerado Financeiro Alfa com relação ao gerenciamento de liquidez é assegurar, o máximo possível, que o Conglomerado terá sempre a liquidez necessária para cumprir com suas obrigações nos devidos vencimentos, sob condições normais e de estresse, sem incorrer em perdas inaceitáveis ou colocar em risco a reputação da organização. Análise dos instrumentos financeiros por prazo contratual remanescente A tabela abaixo demonstra em formato gerencial e consolidando dados financeiros de todas as entidades legais integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa os fluxos de caixa não descontados referentes aos ativos e passivos financeiros, tal como utilizados pela administração. As entradas e saídas brutas apresentadas na tabela abaixo referem-se ao fluxo de caixa não descontado contratual relacionado aos ativos e passivos financeiros. 31/12/2011 Até 3 De 3 meses De 1 ano Acima de Descrição meses a1 ano a 5 anos 5 anos Total Ativos Financeiros Disponibilidades 9.648 – – – 9.648 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 2.040.081 630.201 1.658.221 – 4.328.503 Títulos e Valores Mobiliários 549.114 77.836 2.452.211 693.547 3.772.708 Operações de Crédito 1.631.962 1.739.728 1.894.735 45.236 5.311.661 109.849 237.213 – – 347.062 Outros Créditos 4.340.654 2.684.978 6.005.167 738.783 13.769.582 Total de Ativos Financeiros Passivos Financeiros Depósitos Interfinanceiros 2.150.003 2.603.571 465.411 – 5.218.985 Depósitos a Prazo 228.014 964.430 872.856 – 2.065.300 Operações Compromissadas 2.591.246 – – – 2.591.246 Títulos Emitidos 1.965.478 66.502 205.909 – 2.237.889 129.724 211.837 1.658 – 343.219 Outras Obrigações Total de Passivos Financeiros 7.064.465 3.846.340 1.545.834 – 12.456.639 31/12/2010 Até 3 De 3 meses De 1 ano Acima de Descrição Total meses a 1 ano a 5 anos 5 anos Ativos Financeiros Disponibilidades 1.797 – – – 1.797 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 1.306.815 215.713 814.903 – 2.337.431 Títulos e Valores Mobiliários 1.508.840 1.065.711 2.053.798 33.581 4.661.930 Operações de Crédito 1.327.815 1.353.347 1.815.941 302.730 4.799.833 55.836 60.707 980 – 117.523 Outros Créditos (op. de câmbio) 4.201.103 2.695.478 4.685.622 336.311 11.918.514 Total de Ativos Financeiros Passivos Financeiros Depósitos Interfinanceiros 1.208.546 436.449 1.149.798 – 2.794.793 Depósitos a Prazo 299.191 792.837 900.237 69.065 2.061.330 Operações Compromissadas 2.511.871 – – – 2.511.871 Títulos Emitidos 75.997 478.022 2.382.967 43.510 2.980.496 54.639 106.474 980 – 162.093 Outras Obrigações - Câmbio 4.150.244 1.813.782 4.433.982 112.575 10.510.583 Total de Passivos Financeiros c) Risco de mercado O risco de mercado está relacionado à probabilidade de perda decorrente dos impactos de flutuações dos preços e taxas de mercado sobre as posições ativas e passivas da carteira própria do Conglomerado. A política global em termos de exposição a riscos de mercado é conservadora, sendo a estratégia e os limites de VaR (Value at Risk) definidos pelo Comitê de Gestão de Risco de Mercado e seu cumprimento acompanhado diariamente por área independente à gestão das carteiras, através de métodos e modelos estatísticos e financeiros desenvolvidos de forma consistente com a realidade de mercado. A metodologia para apuração do VaR é baseada no modelo paramétrico, com intervalo de confiança de 99% para o horizonte de tempo de um dia e as volatilidades são calculadas pela metodologia EWMA com a utilização de lâmbda de 0,94. Além do VaR, são adotados os parâmetros de risco acumulado mensal e cenários de stress em que são elaborados cenários históricos e hipotéticos para as taxas de mercado e verificados os possíveis impactos nas posições. As informações para elaboração das curvas de mercado são obtidas através da tabela de taxas médias divulgada diariamente pela BM&FBOVESPA S.A.. Complementando a estrutura de acompanhamento, controle e gestão de riscos de mercado, são calculados diariamente os valores exigidos de capital para cobertura das exposições ao risco de mercado, em conformidade com a Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.490 de 29/08/2007. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de mercado encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. i) Resumo da posição de VaR das carteiras do Conglomerado Financeiro Alfa: O quadro abaixo apresenta o VaR-Value at Risk calculado segundo o modelo paramétrico, com intervalo de confiança de 99% para o horizonte de tempo de um dia, considerando, tal como utilizado pela administração do Conglomerado, os dados consolidados de todas empresas integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa. Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Risco de variação cambial 73 57 Risco de taxas de juros 2.221 4.000 Outros riscos de preços 859 1.152 (1.304) (1.706) Covariância Geral 1.849 3.503 ii) Análise de sensibilidade ao risco de taxa de juros O gerenciamento do risco da taxa de juros em relação aos limites da diferença da taxa de juros é complementado pelo monitoramento da sensibilidade dos ativos e passivos financeiros do Conglomerado Financeiro Alfa, a vários cenários padrões e não padrões de taxas de juros. Uma análise da sensibilidade do Conglomerado Financeiro Alfa que inclui além do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas, a Financeira Alfa S.A. - C.F.I. e o Banco Alfa S.A., que integram no conjunto, o consolidado operacional conforme descrito na nota 1. Com relação
a um aumento ou diminuição nas taxas de juros do mercado é apresentado abaixo: Descrição
MTM Exposição
31/12/2011 Pré-fixado Índice de preços Variação Cambial Cupom cambial Geral
Estresse Alfa Cenário A
1.906.759 96.825 (3.702) (4.029) 1.995.853
Deterioração de 25% Cenário B
(9.184) (1.775) (393) (460) (11.812)
Deterioração de 50% Cenário C
(19.755) (1.238) (925) (1.059) (22.977)
(38.036) (2.448) (1.851) (2.118) (44.453)
31/12/2010 Pré-fixado 3.164.427 (44.357) (75.879) (146.409) Índice de preços 173.022 (4.243) (4.829) (9.446) Variação Cambial 5.309 (620) (1.327) (2.654) 1.859 (438) (465) (930) Cupom cambial Geral 3.344.617 (49.658) (82.500) (159.439) O quadro acima apresenta o valor das exposições em análise considerando o Conglomerado Financeiro Alfa, descrito na nota 1, e os testes de sensibilidade para três cenários de estresse possíveis: a) Situação de estresse determinada pela administração do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas e aprovado em seu Comitê de Gestão de Riscos de Mercado (CGRM); b) Situação de estresse com deterioração de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) na variável de risco considerada; e c) situação de estresse com deterioração de, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) na variável de risco considerada. É importante salientar que os cenários “b” e “c”, referem-se a cenários que a administração do Banco não acredita que possam ocorrer. Quanto ao cenário “a”, a administração entende que se trata de uma situação possível de ocorrer. Risco Operacional A Gestão de Risco Operacional tem por objetivo a identificação, avaliação e monitoramento dos riscos operacionais, conceituados na Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.380 de 29/06/2006, aos quais o Conglomerado está sujeito, e a consequente adoção de medidas preventivas. Tais ações visam resguardar nossa imagem de integridade e correção perante a comunidade, acionistas, colaboradores e autoridades reguladoras, gerando benefícios resultantes da boa gestão destes riscos. Em conformidade com a política institucional, o gerenciamento do risco operacional é de responsabilidade do departamento de Gestão de Riscos. Este departamento reporta-se diretamente à Controladoria, que além de coordenar diretamente as atividades inerentes ao processo, desempenha também o papel de disseminador da cultura de prevenção ao risco operacional pelo Conglomerado. É sua responsabilidade reportar ao Comitê de Controles de Risco Operacional a identificação e ações para correção de eventuais deficiências de controle e gerenciamento de riscos operacionais. Cabe ressaltar que as medidas tomadas e registradas em atas neste comitê serão acompanhadas diretamente pela Presidência e Conselho de Administração do Conglomerado. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco operacional encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. NOTA 36 - GERENCIAMENTO DE RISCOS DE SEGUROS A Alfa Seguradora está exposta a riscos provenientes de suas operações e que poderiam afetar os objetivos estratégicos e financeiros, tais como: risco de seguro, de crédito, de liquidez, de mercado, de capital e operacional. a) Risco de Seguros A gestão do risco de seguros é feita através da observação dos princípios de prudência na subscrição de apólices, aliada aos objetivos de rentabilidade e preservação da segurança das operações. Os elementos-chave da gestão de risco exercida pela Alfa Seguradora são: (i) manutenção de controle centralizado de subscrição para garantir que os procedimentos sejam adotados de forma consistente pela Seguradora. ii) análise de sua experiência histórica no momento de precificação dos produtos. A Alfa Seguradora define risco de seguro como sendo o risco transferido por qualquer contrato onde haja a possibilidade futura de que o evento de sinistro/benefício ocorra e haja incerteza sobre o valor de indenização resultado do evento do sinistro/benefício. A Alfa Seguradora entende que o principal risco transferido para uma Seguradora é o risco de sinistros avisados e pagamento de benefícios que excedam o valor contábil dos passivos de seguros. Isso ocorre quando, na prática, a frequência e a severidade de sinistros/benefícios são maiores do que as previamente estimadas, segundo metodologia de cálculo dos passivos de seguros. A área de controles internos realiza semestralmente avaliação dos controles existentes em cada departamento para garantir que todos estejam em conformidade com a natureza e extensão dos riscos. A Alfa Seguradora utiliza estratégias de diversificação de riscos e programas de resseguros garantindo que as retenções dos riscos não acarretem exposição de perda significativa. Os contratos de resseguros são efetuados considerando o limite técnico de retenção fixado pela SUSEP e são realizados com resseguradores que possuem rating de crédito de alta qualidade. Teste de sensibilidade 31/12/2011 Resultado Operacional Antes Índice dos Impostos Combina(R$ Mil) do* Premissas Atuariais Líquido de Resseguro 38.626 0,89 Sem alteração Bruto de Resseguro 45.951 0,88 Líquido de Resseguro 7.880 1,00 Aumento de 20% na Sinistralidade Bruto de Resseguro 1.686 1,02 Líquido de Resseguro 34.472 0,91 Aumento de 10% nas Despesas Administrativas Bruto de Resseguro 41.797 0,89 Líquido de Resseguro 38.015 0,90 Aumento de 20% nas Despesas de Sinistros Bruto de Resseguro 45.340 0,88 Líquido de Resseguro 25.808 0,91 Redução de 20% nos Salvados e Ressarcimentos Bruto de Resseguro 33.041 0,89 Líquido de Resseguro 7.025 1,00 Aumento de 20% na Severidade Bruto de Resseguro 12.249 0,98 Líquido de Resseguro 7.880 1,00 Aumento de 20% na Frequência Bruto de Resseguro 15.205 0,97 *Sem considerar os impostos **Para calcular os valores brutos, retiramos o resseguro tanto do prêmio quanto do sinistro. O teste de sensibilidade apresentado na tabela acima considera as premissas atuariais de sinistralidade; despesas administrativas; despesas com a liquidação de sinistros; salvados e ressarcimento e seus respectivos impactos sob o resultado operacional (brutos do efeito tributário) e no índice combinado. O índice combinado é o indicador que melhor reflete o resultado da atividade de seguros, sendo composto neste trabalho pelos índices de sinistralidade, comissão e despesa administrativa. As limitações da análise de sensibilidade. Os quadros acima demonstram o efeito de uma mudança em uma premissa importante enquanto as outras premissas permanecem inalteradas. Na realidade, existe uma correlação entre as premissas e outros fatores. Deve-se também ser observado que essas sensibilidades não são lineares, impactos maiores ou menores não devem ser interpolados ou extrapolados a partir desses resultados. Concentração de Risco - Dezembro de 2011 (em R$ mil) Ramo Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Total Auto 441.957 3.304.949 10.255.513 41.548.667 11.616.977 67.168.063 Compreensivo 309.887 1.271.205 3.166.748 15.196.331 3.175.846 23.120.017 Vida 134.845 50.742 25.366.442 1.122.775 28.865 26.703.669 405 977.532 2.356 177.153 3.691 1.161.137 Demais Ramos Total 887.094 5.604.428 38.791.059 58.044.926 14.825.379 118.152.886 A concentração de risco foi desenvolvida considerando a Importância Segurada dos planos vigentes no período de Janeiro de 2011 a Dezembro de 2011.
Analisando os últimos 12 meses da carteira da Seguradora, não houve mudanças significativas nas distribuições dos riscos, tanto por ramo quanto por região. A região Sudeste continua apresentando a maior concentração nos ramos Auto, Compreensivo, com aproximadamente 62% e 66%, respectivamente. Já para os Demais Ramos, a região Nordeste vem com 84% do risco assumido, enquanto que a carteira do grupo de Vida é atualmente liderada pela região Centro-Oeste, com aproximadamente 95% do risco assumido pela Seguradora. b) Risco de Capital O principal objetivo da Seguradora na gestão deste risco é manter o montante de capital, a qualquer tempo, suficientes para atender aos requerimentos regulatórios determinados pelo CNSP e SUSEP, a fim de garantir os riscos assumidos inerentes à operação, ou seja, garantir a solvência. c) Risco de Crédito O risco de crédito considera a incerteza relacionada à probabilidade da contraparte de uma operação, ou o emissor de uma dívida não honrar total ou parcialmente seus compromissos financeiros. d) Risco de Liquidez As transações oriundas da atividade de seguros têm, na sua maior parte, vigência de 12 meses, e tendo em vista esta situação, a Alfa Seguradora tem por política garantir maior liquidez aos ativos financeiros através da aplicação em títulos públicos federais, pelo fato de que essas aplicações possuem um mercado ativo com grande liquidez. A área financeira acompanha periodicamente o casamento entre os ativos e passivos. e) Risco de Mercado O risco de mercado é o grau de probabilidade de ocorrências de perda proveniente de variação nos preços/ valores de qualquer ativo/instrumento financeiro num determinado grau de confiança e horizonte de tempo. A avaliação de risco de mercado consiste na observação diária de parâmetros de volatilidade, para que esta possa refletir a assertividade esperada onde cada operação é verificada quanto as suas características e forma de apreçamento, sendo utilizadas fontes de precificação. f) Risco Operacional A Alfa Seguradora define risco operacional como o risco de perda resultante de processos internos, pessoas e sistemas inadequados ou falhos e de eventos externos que ocasionem ou não a interrupção de negócios. A Alfa Seguradora possui agentes de controles internos (Gerentes dos Departamentos) alocados nas gerências operacionais, sendo de responsabilidade da Gerência de Controles Internos formalizar as matrizes de risco e controles. A instrução dos trabalhos a serem executados pelos agentes é de responsabilidade da Gerencia de Controles Internos. A metodologia para acompanhamento e formalização das matrizes de risco é o CSA (Control Self Assessment) - ciclo de auto-avaliação. O ciclo de auto-avaliação é realizado bienalmente, sendo formalizado pela Gerência de Controles Internos um cronograma de trabalho o qual é aprovado pela Diretoria. NOTA 37 - ÍNDICES DE SOLVÊNCIA O índice de solvabilidade atingiu 19,91% ao final do exercício demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil e o mínimo de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. Para efeito do cálculo, utilizamos as demonstrações financeiras combinadas das instituições financeiras (Consolidado Operacional), elaborado por nossas investidas do ramo financeiro. R$ mil Parcelas 31/12/2011 31/12/2010 Parcela PEPR 987.004 868.919 Parcela PCAM – 3.122 Parcela PJUR[1] 2.072 2.034 Parcela PJUR[2] – 109 Parcela PJUR[3] 1.966 7.136 Parcela PJUR[4] 1 49 Parcela PACS 195 1.479 Parcela POPR 84.169 73.902 Parcela RBAN 10.869 7.234 Patrimônio de Referência Exigido (PRE) 1.075.409 956.750 Patrimônio de Referência (PR) 1.862.365 1.731.852 Patrimônio de Referência para limite de compatibilização 1.862.365 1.731.852 776.268 767.868 Margem ou Insuficiência Índice de Basiléia 19,05 19,91 NOTA 38 - ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS DE TERCEIROS A controlada Banco Alfa de Investimento S.A. é responsável pela administração de recursos de terceiros. O patrimônio líquido dos Fundos de Investimentos e das Carteiras de Particulares administrados pelo Banco Alfa de Investimento S.A. totaliza R$ 4.373.508 (R$ 4.262.966 em 2010) na data do balanço. NOTA 39 - TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Sempre em concordância com os dispositivos legais vigentes e com as normas expedidas pelo Banco Central do Brasil, são efetuadas operações com empresas controladas e ligadas à taxas e valores médios usuais de mercado. Em 2011: Empresas Ativo Passivo Despesas Receitas Banco Alfa de Investimento S.A. 798.878 205.562 (13.388) 59.300 Corumbal Participações e Adm. Ltda. 5.625 27 – 1.789 Financeira Alfa S.A. - C.F.I. 279.986 750.614 (56.482) 21.271 Metro - Dados Ltda. 406 – (304) 837 Metro Tecnologia Informática Ltda. 6.382 138.932 (16.466) 2.993 Em 2010: Empresas Ativo Passivo Despesas Receitas Banco Alfa de Investimento S.A. 124 190.403 (29.437) 24.968 Corumbal Participações e Adm. Ltda. 110.725 80 – 41.950 Financeira Alfa S.A. - C.F.I. 15 5.342 (23.012) 16.168 Metro - Dados Ltda. 8 – (54) 1.825 Metro Tecnologia Informática Ltda. 488 – (1.143) 128 Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembleia geral anual dos acionistas é estabelecida a remuneração para os membros do Conselho da Administração e Diretoria. Em 2011, foi determinado o valor médio de remuneração mensal no montante em até R$ 100 (2010, R$ 100). (1) Benefícios - Conselho de Administração e Diretoria: Em 2011. no montante de R$ 1.183 (2010, R$ 1.145) e Participação no Resultado. R$ 392 (R$ 446 em 2010) . O Consórcio Alfa de Administração S.A. não possui para o pessoal-chave da Administração, benefícios pós-emprego, benefícios de longo prazo e de rescisão de contrato de trabalho. (2) Conforme legislação em vigor, o Consórcio Alfa de Administração S.A. não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; - Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; - Pessoas jurídicas que participem com mais de 10% da própria empresa, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau; Dessa forma, não são efetuados pelo Consórcio Alfa de Administração S.A. empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. (3) Participação acionária: Os membros do Conselho de Administração possuem em conjunto a seguinte participação acionária em 31 de dezembro de 2011: Preferenciais, 47,047% e do total de ações, 24,427%.
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
DIRETORIA
CONTADOR
PAULO GUILHERME MONTEIRO LOBATO RIBEIRO - Presidente LUIZ ALVES PAES DE BARROS JOSÉ ALOYSIO BORGES
PAULO GUILHERME MONTEIRO LOBATO RIBEIRO - Diretor Presidente RUBENS GARCIA NUNES - Diretor Vice-Presidente CHRISTOPHE YVAN FRANÇOIS CADIER - Diretor
Francisco Mafra Pereira Filho TCCRC 104.487-O-9
PARECER DO CONSELHO FISCAL Os membros do Conselho Fiscal do Consórcio Alfa de Administração S.A. aprovam, por unanimidade, o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, individuais e consolidadas, preparadas com base no IFRS. Os membros do Conselho Fiscal recomendam a sua aprovação pela Assembleia Geral. São Paulo, 29 de fevereiro de 2012 Paulo Caio Ferraz de Sampaio Luiz Henrique Coelho da Rocha Rogério Rey Betti RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Acionistas, Conselheiros e Diretores do Consórcio Alfa de Administração S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas do Consórcio Alfa de Administração S.A., identificadas como Individual e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB, e de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem
do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Consórcio Alfa de Administração S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas Em nossa opinião as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada do Consórcio Alfa de Administração S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro ( ) emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB e as práticas contábeis adotadas no Brasil. (IFRS) Ênfase Conforme descrito na nota explicativa n° 2, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso do Consórcio Alfa de Administração S.A. essas práticas
e
São Paulo, 29 de fevereiro de 2012
KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0
A área a ser colhida em 2012 deve somar 50,3 milhões de hectares, um aumento de 3,4% em relação à área em 2011, segundo o IBGE.
conomia
Safra agrícola menor Tanto a Conab como o IBGE estimam que a produção de grãos a ser colhida em 2012 será inferior
A
diferem da IFRS, aplicável às demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas e coligadas pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto. Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
produção brasileira de grãos na safra 2011/12 deve alcançar 157,81 milhões de toneladas, o que corresponde a uma queda de 3,1% (ou 5,03 milhões de toneladas a menos) em comparação com o período anterior (162,96 milhões de toneladas). O resultado faz parte do sexto levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado ontem. A Conab observa, no entanto, que na comparação com a pesquisa de anterior houve um aumento de 0,5% (ou 7444,2 mil toneladas a mais). De acordo com a estatal, o acréscimo pode ser atribuído à recuperação de parte da lavoura do milho primeira safra e do crescimento da produção na segunda safra do cereal (o Brasil colhe duas safras de milho por ano, uma no verão e a outra no inverno). A área a ser colhida em 2012 deve totalizar 50,3 milhões de hectares, um aumento de 3,4% em relação ao obtido em 2011.
Essa área é recorde para a pes- te, considerou somente os estaquisa, cuja série histórica co- dos do Tocantins e de Rondônia. As demais regiões mantimeçou em 1975. A safra de milho deve cres- veram as áreas da safra antecer 61,7 milhões de toneladas, rior, por causa do plantio ser uma alta de 7,5% ante a safra feito somente após o início das 2 0 1 0 / 11 chuvas. A pesquisa foi ( 5 7 , 4 1 m irealizada por lhões de toneladas). cerca de 60 técnicos, enO volume tre os dias 23 e de soja na saf r a 2 0 11 / 1 2 29 de fevereideve cair ro. milhões de toneladas IBGE – Já o 8,7%, totalide grãos estão le van tam enzando 68,749 milhões de to do Instituto previstas para a safra Brasileiro de toneladas. O 2011/12 no Brasil pela Geografia e milho e a soja são as cultuEstatística Conab. O IBGE (IBGE) mosras de maior estima 157,5 milhões tra que a safra peso na prode toneladas. dução agrícobrasileira de la, alcançangrãos em 2012 deve ser 1,5% do 83% de toda a safra, com um volume de menor do que a safra recorde 130,451 milhões de toneladas. do ano passado (159,9 milhões Os técnicos da Conab expli- de toneladas). A produção de cam que o sexto levantamento cereais, leguminosas e oleagiconsiderou, no caso da região nosas para 2012 está estimada Nordeste, apenas o oeste da em 157,5 milhões de toneladas. Bahia, o sul do Maranhão e sul A projeção de produção anundo Piauí. Já para a região Nor- ciada é 0,8% inferior ao prog-
157,8
nóstico da safra 2012 de janeiro (158,7 milhões de toneladas). Segundo o instituto, soja, milho e arroz serão as três principais culturas da safra de grãos de 2012 e representarão juntas 90,7% da produção total, com expectativa de ocupar 83,1% da área a ser colhida neste ano. O IBGE destacou que houve fortes reduções nas estimativas para a produção de 2012 em relação com o desempenho de 2011 em arroz e soja, respectivamente com recuos de 13,2% e de 9,3%. Entretanto, a projeção para a produção do milho em 2012 aumentou 12,8% em relação ao ano passado. Quanto à área a ser colhida, a do arroz teve queda de 9,6%: o milho, acréscimo de 11,3% e a soja, um aumento de 2,1%, ante ao apurado em 2011. Segundo o instituto, a produção prevista para os produtos da safra de verão (algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho e soja) é de 119,5 milhões de toneladas, 6,6% menor que a registrada para esse conjunto em 2011 (127,9 milhões de toneladas). (AE)
Preço da cesta básica recua em 12 capitais
O
preço médio da cesta básica caiu em fevereiro em 12 das 17 capitais do País pesquisadas pelo Depar tamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com os números da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada ontem, houve uma clara melhora no custo da alimentação se for levado em conta que em janeiro o valor havia diminuído em apenas em duas cidades. As reduções mais expressivas foram notadas pelos técnicos do Dieese em
Florianópolis, recuo de 5,8%, Salvador , queda de 4,52% e Curitiba, declínio de 4,04%. Dentre as cinco capitais brasileiras em que os preços da ração mínima essencial subiram, o destaque ficou para Natal, com aumento de 2,24%. Apesar de a queda no custo da cesta básica no município de São Paulo (de 3,15%) ter sido bem maior que a verificada na cidade de Porto Alegre (de 1,83%), a capital paulista continuou a registrar o maior valor para o conjunto de alimentos essenciais em fevereiro: R$ 276,54 ante os R$ 269,61 da cidade gaúcha. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
28 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 9 de março de 2012
ALFA HOLDINGS S.A. SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO CNPJ Nº 17.167.396/0001-69 ALAMEDA SANTOS Nº 466 - SÃO PAULO - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Temos o prazer de submeter à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras individuais e consolidadas da Alfa Holdings S.A. (“Empresa”), que incluem controladas, diretas e indiretas, relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, acompanhadas do relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras e do parecer do Conselho Fiscal. Os documentos apresentados contém os dados necessários à análise da performance da Empresa no exercício. Colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que venham a ser julgados necessários. Desempenho das Atividades Tratando-se de sociedade holding, o desempenho da Empresa reflete, basicamente, o comportamento de suas controladas. Estas, atuando em diversos segmentos da economia nacional, tais como: financeiro, processamento de dados, informática, serviços e outros, apresentaram resultados que permitiram à Empresa uma avaliação positiva de seus investimentos no valor de R$ 51.015 mil (R$ 45.478 mil em 2010). Preparação das Demonstrações Financeiras As Demonstrações Financeiras individuais foram preparadas e estão sendo apresentadas de acordo com as disposições da Lei das Sociedades por Ações e com as normas e procedimentos contábeis emitidos pela Comissão de Valores Mobiliários e pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis até 31 de dezembro de 2011. As Demonstrações Financeiras consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas em conformidade com as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade
(IASB), sendo também observadas as disposições da Lei das Sociedades por Ações e as normas e procedimentos contábeis emitidos pela Comissão de Valores Mobiliários e pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis até 31 de dezembro de 2011. Resultado do Exercício A Empresa apresentou um lucro líquido de R$ 47.835 mil (R$ 43.244 mil em 2010), correspondendo a uma rentabilidade de 7,91%, sobre o Patrimônio Líquido inicial de R$ 604.963 mil. Os resultados obtidos levam-nos a propor o pagamento dos seguintes valores por lote de mil ações, relativamente ao 2º semestre de 2011, a título de juros sobre capital próprio: R$ 20,40 para as ações preferenciais da classe “A”, já líquidos de imposto de renda, e a título de dividendos: R$ 184,70, que, somados aos juros sobre capital próprio do 1º semestre de 2011, totalizam R$ 322,58 para as ações preferenciais da classe “A”, já líquidos de imposto de renda. Para as ações ordinárias e preferenciais da classe “B” não houve pagamento de dividendos. Patrimônio Líquido O Patrimônio Líquido atingiu o valor de R$ 652.428 mil em 31 de dezembro de 2011, com crescimento de 7,85% no ano, índice superior à inflação de 6,50% medida pelo IPCA no mesmo período. Em 28 de abril de 2011, foi realizada Assembleia Geral Extraordinária, na qual se procedeu ao aumento do capital social de R$ 206.127 mil para R$ 227.641 mil, mediante aproveitamento de parte das reservas de lucros.
Divulgação sobre Serviços da Auditoria Independente Em atendimento à Instrução CVM nº 381/2003, informamos que a empresa contratada para auditoria das Demonstrações Financeiras da Empresa, ou pessoas a ela ligadas, não presta outros serviços que não os de auditoria externa. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do auditor, de acordo com os critérios internacionalmente aceitos, quais sejam, o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho nem exercer funções gerenciais no seu cliente, ou promover o interesse deste. Declaração dos Diretores Conforme Instrução CVM nº 480/2009, a Diretoria declara que, em reunião realizada em 29 de fevereiro de 2012, revisou e concordou com as opiniões expressas no relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras e com as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Agradecimentos Queremos, na oportunidade, agradecer aos nossos acionistas e fornecedores o apoio e confiança com que nos distinguiram, bem como a nossos funcionários, pela dedicação e trabalho. São Paulo, 29 de fevereiro de 2012 DIRETORIA Este Relatório da Administração, elaborado pela Diretoria, foi examinado e aprovado em reunião do Conselho de Administração de 29 de fevereiro de 2012, para encaminhamento à Assembleia Geral.
BALANÇO PATRIMONIAL (Valores expressos em milhares de Reais) Notas Explicativas ATIVOS Ativo Circulante Caixa e disponibilidades em bancos Instrumentos financeiros derivativos Oper. de créd. e adiant. a instit. financeiras Oper. de créd. e adiant. a clientes Títulos para Investimento Ativos tributários diferidos Ativos receb. em dação por recup. de crédito Outros Ativos Ativo não Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Instrumentos financeiros derivativos Oper. de créd. e adiant. a instit. financeiras Oper. de créd. e adiant. a clientes Títulos para Investimento Ativos tributários diferidos Outros Ativos Investimentos Investimentos em controladas e coligadas Imobilizado Ativos tangíveis Ativos intangíveis TOTAL DO ATIVO
INDIVIDUAL 31/12/2011 31/12/2010
7 8 9 10 2-d 15
5.001 63 – – – 1.651 – – 3.287 652.552 1.348 – – – 616 – 732
11
651.154
12 13
– 50 657.553
6 7 8 9 10 2-d 14 15
Notas Explicativas
CONSOLIDADO 31/12/2011 31/12/2010
PASSIVOS Passivo Circulante 8.628 1.454.882 1.700.250 Obrigações Passivos com Instituições Financeiras 11 2.417 1.838 Passivos com clientes – 13.152 11.828 Instrumentos financeiros derivativos – 192.014 256.717 Títulos emitidos – 1.001.905 995.003 Empréstimos e repasses Provisões e Contingências 6.120 221.902 403.283 Obrigações fiscais – 4.386 8.964 Outros passivos – 906 932 Total das obrigações Passivo não Circulante 2.497 18.200 21.685 Exigível à Longo Prazo 601.336 1.770.730 1.271.687 Passivos com Instituições Financeiras 702 1.577.901 1.101.394 Passivos com clientes – 11.189 14.730 Instrumentos financeiros derivativos Títulos emitidos – 56.493 103.865 Empréstimos e repasses – 679.479 525.323 Provisões e Contingências – 742.752 387.565 Obrigações fiscais – 28.462 26.649 Outros passivos PATRIMÔNIO LÍQUIDO 702 59.526 43.262 Capital social Reservas de capital 600.634 190.796 168.528 Reservas de lucros Ajustes de avaliação patrimonial Total do patrimônio líquido individual – 1.544 1.657 Participação nas investidas de outros acionistas – 489 108 Total do patrimônio líquido consolidado 609.964 3.225.612 2.971.937 TOTAL DO PASSIVO As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras
Nota Explicativa
23
24 7 11 25
26 27 28
21
16 17 7 18 19 20 29 21 22
CONSOLIDADO 31/12/2011 31/12/2010
– – – – – – – 5.123 5.123 2 2 – – – – – – – 2
– – – – – – – 5.001 5.001 – – – – – – – – – –
769.195 323.727 7.978 204.637 159.824 16.937 22.917 29.688 1.534.903 1.038.281 1.038.281 251.997 88.406 21.233 398.302 203.510 73.068 1.763 2
636.833 272.924 9.382 91.728 172.010 8.427 4.193 32.478 1.227.975 1.138.999 1.138.999 247.661 234.911 12.245 338.986 189.783 77.446 31.611 6.356
227.641 6.125 395.982 22.680 652.428 – 652.428 657.553
206.127 5.906 374.627 18.303 604.963 – 604.963 609.964
227.641 6.125 395.982 22.680 652.428 – 652.428 3.225.612
206.127 5.906 374.627 18.303 604.963 – 604.963 2.971.937
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - INDIRETO (Em Milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO DO EXERCÍCIO E DO RESULTADO ABRANGENTE CONSOLIDADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em Milhares de Reais)
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO Receita de juros Despesas de juros Margem financeira Receitas de Serviços e comissões Despesas de serviços e comissões Resultado líquido de serviços e comissões Resultado de instrumentos financeiros derivativos Resultado de variação cambial Resultado de participações em controladas Outras receitas Resultado operacional Resultado de perdas com impairment de ativos financeiros Despesas de pessoal Gastos gerais administrativos Outras despesas Resultados antes dos impostos Imposto sobre a renda corrente e diferidos Resultado líquido do exercício Outros resultados abrangentes do exercício Resultado de avaliação a mercado de títulos disponíveis para venda Outros resultados abrangentes do exercício, líquido de impostos Total do resultados abrangentes do exercício Lucro por Ação (em Reais) Lucro básico e diluído por 1.000 ações (em Reais - R$) Ações ordinárias Ações preferenciais Lucro líquido atribuído (em Reais mil - R$) Ações ordinárias Ações preferenciais Média ponderada das ações emitidas - básica e diluída (em milhares) Ações ordinárias Ações preferenciais
16 17 7 18 19 20
INDIVIDUAL 31/12/2011 31/12/2010
INDIVIDUAL
CONSOLIDADO
31/12/2011 422 – 422 95 (13) 82 – – 51.015 119 51.638 – (2.484) (1.319) – 47.835 – 47.835
31/12/2010 659 – 659 149 (7) 142 – – 45.478 898 47.177 – (2.796) (1.137) – 43.244 – 43.244
31/12/2011 372.007 (262.889) 109.118 11.190 (7.544) 3.646 (16.456) 10.712 17.421 14.045 138.486 1.338 (41.218) (24.385) (10.332) 63.889 (16.054) 47.835
31/12/2010 325.656 (228.201) 97.455 9.254 (5.300) 3.954 (8.917) 552 19.834 24.663 137.541 199 (37.151) (28.563) (17.536) 54.490 (11.246) 43.244
– – 47.835
– – 43.244
2.774 2.774 50.609
268 268 43.512
540,21 594,23
488,36 537,19
– –
– –
24.856 22.979
22.471 20.773
– –
– –
46.012 38.671
46.012 38.671
– –
– –
Exercícios findos em: Atividades Operacionais Lucro Líquido do Exercício Ajustes ao Lucro Líquido - Depreciações e Amortizações - Resultado de participação em controladas (Aumento)/Redução nos Ativos Operacionais Ativos Financeiros detidos para negociação Instrumentos financeiros derivativos Operações de créditos e adiantamento a instituições financeiras e clientes Ativos tributários diferidos Ativos recebidos em dação por recuperação de crédito Outros Ativos Aumento/(Redução) nos Passivos Operacionais Passivos com Instituições Financeiras Depósitos de clientes Instrumentos financeiros derivativos Empréstimos e repasses Provisões e contingências Obrigações Fiscais Outros Passivos Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado) em Atividades Operacionais Atividades de Investimentos Aquisição de bens e investimentos Ativos Tangíveis Ativos Intangíveis Dividendos e juros sobre o capital próprio e recebidos Alienação de bens não de uso próprio Títulos para Investimentos Títulos Emitidos Ajustes iniciais do IFRS Ajustes de variação patrimonial em empresas ligadas Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado) em Atividades de Investimento Atividades de Financiamentos Dividendos e juros sobre o capital próprio prescritos Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos Ajustes de variação patrimonial em empresas ligadas Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado) em Atividades de Financiamento Aumento (Redução) Líquida de Caixa e Equivalente de Caixa Caixa e equivalente de caixa no início do exercício Caixa e equivalente de caixa no final do exercício Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa
INDIVIDUAL 31/12/2011 31/12/2010
CONSOLIDADO 31/12/2011 31/12/2010
47.835 (51.015) – (51.015) (820)
43.244 (45.477) 1 (45.478) (279)
47.835 (16.896) 525 (17.421) (56.754)
43.244 (11.741) 8.093 (19.834) (73.814)
– – – – (820) 124 – – – – (4.266) – 4.390 (3.876)
– – – – (279) (1.052) – – – – (1.323) – 271 (3.564)
2.217 (48.983) 2.765 26 (12.779) 33.985 136.698 (95.702) 7.584 1.541 4.132 (11.124) (9.144) 8.170
36.984 (108.775) 1.774 1.552 (5.349) (697.772) (517.877) (235.579) 5.188 48.226 (15.783) 13.550 4.503 (740.083)
(177) – (50) 5.049 – (616) – – (4.377)
(54) – – 5.334 – – – – 2.473
(3.867) (520) (388) 3.397 115 (162.856) 172.225 – (4.377)
(608) (243) (6) 5.334 – 638.994 122.664 (4.214) 2.473
(171)
7.753
3.729
764.394
219 (4.966) 4.377
231 (5.275) (2.473)
219 (4.966) 4.377
231 (5.275) (2.473)
(370) (4.417) 6.131 1.714 (4.417)
(7.517) (3.328) 9.459 6.131 (3.328)
(370) 11.529 190.143 201.672 11.529
(7.517) 16.794 173.349 190.143 16.794
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Em Milhares de Reais) Histórico Saldos em 31/12/2009 Distribuição do efeito IFRS: - Reserva Legal - Reserva de Lucros a Realizar - Reservas Estatutárias Ajustes de Investimentos Aumento de Capital: Com Reservas Dividendos não reclamados Realização de Lucros Lucro Líquido do Exercício Distribuição: Reserva Legal Reserva de Lucros a Realizar Reservas Estatutárias Dividendos/Juros s/cap. próprio (nota 22 c) Saldos em 31/12/2010 Ajustes de Investimentos Aumento de Capital: Com Reservas Dividendos não reclamados Realização de Lucros Lucro Líquido do Exercício Distribuição: Reserva Legal Reserva de Lucros a Realizar Reservas Estatutárias Dividendos/Juros s/cap. próprio (nota 22 c) Saldos em 31/12/2011
Capital Subscrito e Realizado 190.924
Reserva de Capital 5.675
Reserva Legal 29.824
Reserva de Lucros a Realizar 116.307
Reserva de Lucros Reserva Especial p/Aumento Capital 158.782
Reserva Especial p/Dividendos 32.725
Ajustes de Avaliação Patrimonial 20.776
Lucros Acumulados 14.223
Total 569.236
– – – –
– – – –
711 – – –
– 3.378 – –
– – 9.121 –
– – 1.013 –
– – – (2.473)
(711) (3.378) (10.134) –
– – – (2.473)
15.203 – – –
– 231 – –
– – – –
– – (4.483) –
(15.203) – – –
– – – –
– – – –
– – 4.483 43.244
– 231 – 43.244
– – – – 206.127 –
– – – – 5.906 –
2.162 – – – 32.697 –
– 10.270 – – 125.472 –
– – 27.018 – 179.718 –
– – 3.002 – 36.740 –
– – – – 18.303 4.377
(2.162) (10.270) (30.020) (5.275) – –
– – – (5.275) 604.963 4.377
21.514 – – –
– 219 – –
– – – –
– – (8.321) –
(21.514) – – –
– – – –
– – – –
– – 8.321 47.835
– 219 – 47.835
– – – – 227.641
– – – – 6.125
2.392 – – – 11.361 – – – 33.693 – – – 35.089 128.512 191.897 As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras
– – 3.744 – 40.484
– – – – 22.680
(2.392) (11.361) (37.437) (4.966) –
– – – (4.966) 652.428
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO (Em Milhares de Reais)
1.
2.
3.
4. 5. 6. 7. 8. 9.
INDIVIDUAL 2011 2010 Receitas 636 1.706 Receita de Juros 422 659 Receita de variação cambial – – Receita de serviços e comissões 95 149 Resultado de perdas com Impairment de ativos financeiros – – Outras receitas operacionais 119 898 Benefício Fiscal (Programa REFIS IV) Lei nº 11.941/2009 – – Despesas 74 225 Despesas de Juros – – Variação nas provisões técnicas de seguros – – Despesa de instrumentos financeiros derivativos – – Outras Despesas Operacionais 74 225 Materiais e Serviços Adquiridos de Terceiros 741 361 Materiais, energia e outros (materiais de consumo, telefone e água) 8 5 Serviços de Comissões – – Serviços de terceiros 733 356 Outras – – Valor Adicionado Bruto (1-2-3) (179) 1.120 Depreciação, Amortização e Exaustão – – Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade (4-5) (179) 1.120 Valor Adicionado Recebido em Transferência 51.015 45.478 Resultado de participação em controladas 51.015 45.478 Valor Adicionado Total a Distribuir (6+7) 50.836 46.598 Distribuição do Valor Adicionado 50.836 46.598 Despesas de Pessoal 2.484 2.795 Remuneração direta 2.050 1.571 Benefícios 342 1.135 F.G.T.S. 92 89 Imposto, taxas e contribuições 476 515 Federais 476 507 Estaduais – – Municipais – 8 Remuneração de capitais de terceiros 41 44 Aluguéis 41 44 Outras (Doações Filantrópicas) – – Remuneração de Capitais Próprios 47.835 43.244 Juros sobre o Capital Próprio 2.322 5.274 Dividendos 2.644 – Lucros retidos do exercício 42.869 37.970 As notas explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras
CONSOLIDADO 2011 2010 409.292 361.293 372.007 325.656 10.712 552 11.190 9.254 1.338 882 14.045 24.663 – 287 279.635 231.613 262.889 228.201 – 4 16.456 8.914 290 (5.505) 31.643 46.081 1.658 1.675 – 2.357 29.907 41.932 78 117 98.014 83.599 466 504 97.548 83.096 17.421 19.834 17.421 19.834 114.969 102.930 114.969 102.930 41.218 39.610 29.547 28.382 8.803 9.359 2.868 1.870 22.743 16.768 21.973 15.831 2 5 768 932 2.976 2.662 2.976 2.662 197 645 47.835 43.244 2.322 5.274 2.644 – 42.869 37.970
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em Milhares de Reais - Exceto Quando Indicado) NOTA 1 - ATIVIDADE E ESTRUTURA DO GRUPO A Alfa Holdings S.A., que é uma Sociedade de capital aberto, originou-se com o nome de Participação e Administração S.A. PASA, fundada em 19/12/1959, com sede em Belo Horizonte - MG, e desde o início de suas atividades objetiva manter participações em outras empresas. Através da Assembleia Geral extraordinária realizada em 11/08/1969, foi aprovada a transferência da sede social para São Paulo-SP, e a modificação da denominação para Real S.A. Participações e Administração. A A.G.E. de 08/04/1999, alterou a denominação social para Alfa Holdings S.A. Sua atividade principal atual consiste em manter participações societárias em outras empresas, na qualidade de “holding”, com participações direcionadas, principalmente aos segmentos financeiros diretos e indiretos (Banco Alfa de Investimento S.A., Financeira Alfa S.A. - C.F.I. e Alfa Arrendamento Mercantil S.A.), ramo de seguros através da coligada direta Corumbal Participações e Administração Ltda. (Alfa Seguradora S.A. e Alfa Previdência e Vida S.A.) e serviços (Metro Tecnologia Informática Ltda. e Metro - Dados Ltda.). A Sociedade não possui filiais e seu controle é integralmente nacional. p g NOTA 2 - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As políticas contábeis utilizadas na preparação das demonstrações financeiras referentes a 31 de dezembro de 2011 são consistentes com as políticas utilizadas na preparação das demonstrações financeiras referentes a 31 de dezembro de 2010, divulgadas em conjunto para efeito de comparação. As notas explicativas às demonstrações financeiras contém descrições narrativas e detalhes da composição das informações apresentadas nos balanços patrimoniais, nas demonstrações dos resultados abrangentes, na demonstração das mutações do patrimônio líquido e nas demonstrações dos fluxos de caixa. Estas demonstrações financeiras foram concluídas em 28/02/2012 e aprovadas pelo Conselho de Administração da Sociedade e suas controladas em 29/02/2012. Convergência com as normas internacionais de contabilidade Durante o ano de 2009, a CVM aprovou um conjunto de pronunciamentos e interpretações técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Conforme determinado pela Deliberação CVM nº 603 de 10/11/2009, a Sociedade e suas controladas adotaram estes procedimentos a partir das Demonstrações Contábeis de 31/12/2010. a. Declaração de Conformidade As demonstrações financeiras individuais da Sociedade, para os exercícios findos em 31/12/11 e 31/12/10, estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, em observância às disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações complementadas pelos novos pronunciamentos, interpretações e orientações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC, aprovados por resoluções do Conselho Federal de Contabilidade - CFC e deliberações da Comissão de
Valores Mobiliários - CVM, sendo 1º de janeiro de 2009 a data da adoção inicial. As demonstrações financeiras consolidadas da Sociedade, para os exercícios findos em 31/12/11 e 31/12/10, estão sendo apresentadas em conformidade com as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (IASB), e também foram observadas as disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações complementadas pelos novos pronunciamentos, interpretações e orientações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC, aprovados por resoluções do Conselho Federal de Contabilidade - CFC e deliberações da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, sendo, também, 1º de janeiro de 2009 a data da adoção inicial. b. Moeda funcional e de apresentação As Demonstrações Financeiras individuais e consolidadas estão sendo apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional da Sociedade e suas controladas. Exceto quando indicado, as informações financeiras expressas em Reais foram arredondadas para o milhar mais próximo. c. Base para avaliação As Demonstrações Financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas tomando por base o custo amortizado, com exceção dos ativos financeiros mantidos para negociação, investimentos disponíveis para venda e instrumentos financeiros derivativos, os quais são mensurados ao valor justo. O valor contábil de operações de arrendamento mercantil e as operações de crédito da Financeira Alfa S.A. - CFI, designados como objeto de “hedge” em transações qualificáveis para “hedge contábil” é ajustado ao valor justo no que diz respeito ao montante do risco “hedgeado”. d. Uso de estimativas e julgamentos No processo de elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Sociedade e suas controladas, a Administração exerceu julgamento e utilizou estimativas para mensurar certos valores reconhecidos nas Demonstrações Financeiras. As principais aplicações do exercício de julgamento e utilização de estimativas ocorrem com: • Redução ao valor de recuperação de Operações de Empréstimos e Adiantamentos a Clientes, a instituições financeiras e títulos de investimento; • Categorização e avaliação de instrumentos financeiros; • Passivos Contingentes; e • Ativos tributários diferidos. e. Informações comparativas consolidadas Conforme requerido pelo IAS 1, as Demonstrações Financeiras devem incluir informação comparativa de no mínimo, 02 exercícios ou períodos. Estas Demonstrações Financeiras em IFRS, trazem informações dos exercícios findos em 2011 e 2010. f. Consolidação As Demonstrações Financeiras consolidadas da Sociedade e suas controladas diretas e indiretas para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, foram elaboradas pelo método proporcional, somando-se os saldos proporcionais das demonstrações financeiras individuais das empresas subsidiárias abaixo listadas e eliminando-se as participações de uma empresa em outra, os saldos de contas, as receitas e as despesas correspondentes às operações realizadas entre as empresas integrantes. As Demonstrações Financeiras das empresas controladas pela Sociedade utilizadas para fins de consolidação foram preparadas para os exercícios findos em 31/12/11 e 31/12/10 utilizando-se práticas contábeis consistentes. Para as controladas do ramo financeiro foram utilizadas, para efeito de equivalência patrimonial, as demonstrações financeiras ajustadas pelo efeitos decorrentes da aplicação dos CPC’s e para efeito de consolidação, foram utilizadas as Demonstrações Financeiras elaboradas de acordo com as normas internacionais de relatórios financeiros. As Demonstrações Financeiras consolidadas da Sociedade e de suas controladas diretas e indiretas consolidam juntamente com as Demonstrações Financeiras individuais da Sociedade, 4 (quatro) pessoas jurídicas controladas diretas e 4 (quatro) controladas indiretas, todas sediadas no Brasil. Percentual de Participação no capital total Empresas Controladas - diretas 31/12/11 31/12/10 Área Financeira: Banco Alfa de Investimento S.A. 24,378 24,366 Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento 20,717 20,604 Serviços: Metro Tecnologia Informática Ltda. 48,920 48,920 Metro - Dados Ltda. 49,782 49,782 Empresas Controladas - indiretas Banco Alfa S.A. 49,295 49,295 BRI- Participações Ltda. 29,517 29,474 Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários 34,369 34,343 Uvale - Uvas Vale do Gorutuba Ltda. 38,551 38,532 g. Desenvolvimentos contábeis futuros (consolidado) Novos pronunciamentos e interpretações foram emitidos pelo IASB (International Accounting Standards Board), porém ainda não são de adoção permitida. A adoção antecipada de pronunciamentos emitidos pelo IASB, pelas instituições financeiras no Brasil, está condicionada à aprovação específica pelo BACEN, conforme dispõe a Resolução CMN nº 3.853/10. Dentre os pronunciamentos emitidos, consideramos que os mencionados abaixo poderão ter efeito significativo sobre as Demonstrações Financeiras Consolidadas em IFRS da Sociedade e suas controladas: • IFRS 9 “Instrumentos Financeiros” introduz novos requerimentos para a classificação e mensuração de ativos financeiros. O pronunciamento é efetivo para períodos anuais que se iniciem a partir de 1º de Janeiro de 2013, com adoção antecipada permitida pelo IASB. • IFRS 13 “Mensuração do Valor Justo” tem como objetivo um maior alinhamento entre IFRS e USGAAP (Princípios de contabilidade geralmente aceitos nos Estados Unidos), aumentando a consistência e diminuindo a complexidade das divulgações, utilizando definições mais precisas de valor justo. O pronunciamento é efetivo para períodos anuais que se iniciem a partir de 1º de Janeiro de 2013. Ambos os pronunciamentos ainda não foram aprovados pelo BACEN (Banco Central do Brasil). Neste momento é incerto quando o BACEN irá autorizar o seu uso. Além dos pronunciamentos acima, também foram emitidos outros pronunciamentos a seguir relacionados, cujos efeitos neste momento estão sob análise, mas entendemos que serão insignificantes. • Alterações no IAS 01 - “Apresentação das demonstrações financeiras”. Esta alteração é efetiva para períodos anuais que se iniciem a partir de 1º de Julho de 2012, exige que uma entidade apresente separadamente os itens dos outros resultados abrangentes que podem ser reclassificados para lucro ou prejuízo no futuro daqueles que nunca seriam reclassificados para lucro ou prejuízo. • Alterações no IAS 27 “Demonstrações financeiras consolidadas”. O pronunciamento é efetivo para períodos anuais que se iniciem a partir de 1º de Janeiro de 2013. As alterações do IAS 27 têm o objetivo de estabelecer a contabilização e divulgação de investimentos em subsidiárias, “joint ventures”, e coligadas quando uma entidade optar, ou for exigida pelos regulamentos locais, a apresentar demonstrações financeiras separadas (somente para o Banco Alfa de Investimento S.A.). NOTA 3 - PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS As práticas contábeis discriminadas abaixo foram aplicadas nos exercícios apresentados nas Demonstrações Financeiras de forma consistente pela Sociedade. a) Caixa e disponibilidades em bancos (individual e consolidado) O saldo em caixa e em bancos compreende disponibilidades em caixa, depósitos bancários à vista (no Brasil e no exterior) e saldo de reservas livres em espécie no Banco Central. b) Instrumentos financeiros ativos e passivos i. Reconhecimento e mensuração inicial Todos os instrumentos financeiros operados por controladas diretas e indiretas da Sociedade são reconhecidos inicialmente ao seu valor justo. No curso normal dos
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 9 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 29
ALFA HOLDINGS S.A. SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO CNPJ Nº 17.167.396/0001-69 ALAMEDA SANTOS Nº 466 - SÃO PAULO - SP
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em Milhares de Reais - Exceto Quando Indicado) negócios, o valor justo de um instrumento financeiro no seu reconhecimento inicial é o preço da transação, acrescido (para instrumentos não avaliados subsequentemente a valor justo contra resultado) dos custos de transação que são incrementais diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão. ii. Apresentação dos Instrumentos Financeiros Os instrumentos financeiros estão classificados em uma das categorias apresentadas a seguir: • Ativos financeiros a valor justo contra resultados; i. Títulos e valores mobiliários detidos para negociação; ii. Instrumentos Financeiros Derivativos. • Operações de crédito e adiantamentos; • Títulos de investimento; i. Títulos e valores mobiliários disponíveis para venda; ii. Títulos e valores mobiliários mantidos até o vencimento. • Passivos Financeiros; i. Depósitos; ii. Títulos emitidos; iii. Empréstimos e repasses; e • Garantias financeiras. As práticas contábeis adotadas para cada uma das categorias de instrumentos financeiros são apresentadas em tópicos específicos deste capítulo. iii. Baixa Ativos financeiros são baixados quando expiram os direitos contratuais sobre os seus fluxos de caixa, ou quando os direitos de receber os fluxos de caixa contratuais são transferidos em uma transação na qual todos os riscos e benefícios da propriedade do ativo financeiro são substancialmente transferidos. Os passivos financeiros são baixados quando suas obrigações contratuais são extintas, canceladas ou se expiram. As controladas diretas e indiretas da Sociedade realizam operações de cessão de crédito com coobrigação nas quais ativos financeiros reconhecidos são transferidos, porém, em razão da coobrigação assumida, os riscos dos ativos cedidos são retidos. Nestas circunstâncias, conforme requer o IAS 39, parágrafo 20, os ativos cedidos não são baixados do balanço patrimonial e uma obrigação é reconhecida pelo montante captado na transação, o resultado da operação é reconhecido tomando por base a taxa efetiva da operação ao longo do seu prazo remanescente. As controladas diretas e indiretas da Sociedade realizam a baixa de operações de crédito e adiantamentos e de títulos de investimento quando estes são considerados incobráveis. iv. Compensação de ativos e passivos financeiros Os ativos e os passivos financeiros são compensados e o valor líquido é apresentado no balanço quando, e somente quando, as controladas diretas e indiretas da Sociedade possuem o direito legal de compensar os valores, e a intenção de liquidá-los pelo valor líquido ou de realizar os ativos e liquidar os passivos simultaneamente. As receitas e as despesas são apresentadas em bases líquidas somente quando permitidas pelas normas contábeis. v. Mensuração ao custo amortizado O custo de um ativo ou passivo financeiro é o valor no qual o ativo ou passivo financeiro é avaliado quando do seu reconhecimento inicial, que inclui o montante de principal pago ou recebido e todos os custos incrementais diretamente atribuíveis à operação, deduzidos os pagamentos de principal e juros posteriores, adicionado ou reduzido dos juros da operação apurados utilizando-se o método da taxa efetiva de juros; deduzindo-se qualquer montante reconhecido de ajuste para redução ao valor de recuperação. vi. Mensuração ao valor justo Valor justo é o montante pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecidas e empenhadas na realização de uma transação justa de mercado, na data de balanço. Quando disponível, as controladas diretas e indiretas da Sociedade determinam o valor justo de instrumentos financeiros com base nos preços cotados em mercado ativo para aquele instrumento. Um mercado é reconhecido como ativo se os preços cotados são pronta e regularmente disponíveis e representam transações de mercado fidedignas e regulares ocorridas de forma justa entre partes independentes. Para os demais instrumentos financeiros sem preços cotados em mercados ativos, o valor justo é determinado utilizando-se técnicas de avaliação, que podem incluir preços de transações recentes realizadas entre partes independentes em condições justas de mercado, referência ao valor justo de instrumentos similares, método de fluxos de caixa descontados e modelos de precificação de opções. As técnicas de avaliação utilizadas pelas controladas diretas e indiretas da Sociedade utilizam o máximo possível de dados verificáveis amplamente utilizados pelo mercado, baseando-se o mínimo possível em estimativas específicas internas, e incorporam todos os fatores que os demais participantes do mercado consideram na determinação de um preço de negociação, e são consistentes com metodologias econômicas amplamente reconhecidas e utilizadas pelos demais participantes do mercado na precificação destes instrumentos financeiros. Os dados utilizados nas técnicas de avaliação representam razoavelmente as expectativas de mercado e avaliações dos fatores inerentes de risco e retorno do instrumento financeiro avaliado. A administração da Sociedade e suas controladas diretas e indiretas ponderam as técnicas de avaliação utilizadas e as testam para validação utilizando preços de transações de mercado observáveis do mesmo instrumento ou baseadas em outros dados de mercado observáveis. c) Títulos e valores mobiliários detidos para negociação Os Títulos e Valores Mobiliários detidos para negociação são os ativos mantidos por controladas diretas e indiretas da Sociedade com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados, e incluem instrumentos derivativos não destinados ao gerenciamento de riscos. Os Títulos e Valores Mobiliários detidos para negociação são inicialmente reconhecidos e avaliados pelo valor justo, e os custos de transação são registrados diretamente no resultado do período. As receitas e despesas de juros são reconhecidas na margem financeira, enquanto as mudanças no valor justo destes ativos são reconhecidos como parte da receita líquida de negociação no resultado do período. d) Operações em moeda estrangeira As transações em moeda estrangeira são convertidas à taxa de câmbio em vigor na data da transação. Os ativos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos para Reais à taxa de câmbio de compra, divulgada através da cotação no mercado, na data do balanço. As diferenças cambiais resultantes desta conversão são reconhecidas em “resultado de variações cambiais”. e) Instrumentos Derivativos Os instrumentos financeiros derivativos são reconhecidos inicialmente e subsequentemente reavaliados pelo valor justo. O valor justo de instrumentos financeiros derivativos negociados em bolsa é obtido através de preços de mercado cotados. O valor justo de instrumentos financeiros derivativos negociados em mercado de balcão é obtido através de técnicas de avaliação, que incluem modelos de fluxo de caixa descontado e de precificação de opções. Todos os ganhos e perdas decorrentes de mudanças no valor justo de instrumentos financeiros derivativos são reconhecidos no resultado, considerando que a Sociedade e suas controladas não operam com “hedge” de fluxo de caixa. Derivativos mantidos para gerenciamento de riscos incluem todos os derivativos ativos e passivos que não são classificados como mantidos para a negociação. A Sociedade e suas controladas designam derivativos mantidos para gerenciamento de riscos como instrumentos de hedge em relações de hedge contábil. Na designação inicial do hedge, a relação de hedge entre os instrumentos de hedge e os itens hedgeados é formalmente documentada, incluindo os objetivos de gerenciamento de risco e estratégias na contratação dos instrumentos de hedge, juntamente com a metodologia que será utilizada na mensuração da efetividade do hedge. A administração avalia, no início e em bases periódicas, se os instrumentos de hedge são esperados de serem altamente efetivos na compensação das variações no valor justo ou nos fluxos de caixa dos respectivos itens hedgeados, durante o período para o qual o hedge está designado, e se os resultados atuais de cada hedge estão dentro dos limites de 80% a 125% para serem considerados como altamente efetivos. A Sociedade e suas controladas possuem instrumentos derivativos mantidos para gerenciamento de risco designados como hedge de valor justo e registram imediatamente no resultado as variações no valor justo do instrumento derivativo utilizado e no valor justo dos itens hedgeados. f) Operações de crédito e adiantamentos As operações de crédito e adiantamentos para instituições financeiras e clientes são ativos financeiros não derivativos, com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo, originados pelas investidas da Sociedade, reconhecidos por ocasião do seu desembolso e para os quais não existe intenção de venda no curto prazo. São baixados quando o cliente paga sua obrigação, quando baixados como prejuízo ou quando cedidos com transferência substancial de todos os riscos e benefícios. As operações de crédito e adiantamentos para instituições financeiras e clientes são inicialmente registradas pelo seu valor justo acrescido de qualquer custo incremental diretamente atribuível e são subsequentemente mensurados pelo seu custo amortizado, utilizando o método da taxa efetiva de juros, reduzido por qualquer perda por ajuste ao valor de recuperação. Para as operações ou parcelas de operações de crédito e adiantamentos que sejam designados como objeto de hedge, e cujo relacionamento de hedge se qualifica para hedge contábil de valor justo, o valor de carregamento destas operações especificamente no que diz respeito ao risco hedgeado é ajustado a valor justo. Operações de compra de ativos financeiros com compromisso de revenda são registradas como operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras. A diferença entre o preço de compra e revenda é tratada como juros e apropriada de forma exponencial ao longo do prazo da operação. A controlada Alfa Arrendamento Mercantil S.A. é arrendadora em contratos de arrendamento mercantil financeiro que se caracterizam por transferir substancialmente todos os riscos e benefícios de propriedade sobre os ativos arrendados aos arrendatários. Estas operações são apresentadas como parte de “operações de crédito e adiantamentos a clientes” e são avaliadas pelo valor do investimento líquido no arrendamento acrescido dos encargos incrementais diretamente atribuíveis, sendo mensurados pelo custo amortizado, usando o método de taxa efetiva de juros. g) Instrumentos financeiros derivativos Os instrumentos financeiros derivativos são reconhecidos inicialmente e subsequentemente reavaliados pelo valor justo. O valor justo de instrumentos financeiros derivativos negociados em bolsa é obtido através de preços de mercado cotados. O valor justo de instrumentos financeiros derivativos negociados em mercado de balcão é obtido através de técnicas de avaliação, que incluem modelos de fluxo de caixa descontado e de precificação de opções. Todos os ganhos e perdas decorrentes de mudanças no valor justo de instrumentos financeiros derivativos são reconhecidos no resultado, considerando que a Sociedade e suas controladas não operam com “hedge” de fluxo de caixa. Derivativos mantidos para gerenciamento de riscos incluem todos os derivativos ativos e passivos que não são classificados como mantidos para a negociação. A Sociedade e suas controladas designam derivativos mantidos para gerenciamento de riscos como instrumentos de hedge em relações de hedge contábil. Na designação inicial do hedge, a relação de hedge entre os instrumentos de hedge e os itens hedgeados é formalmente documentada, incluindo os objetivos de gerenciamento de risco e estratégias na contratação dos instrumentos de hedge, juntamente com a metodologia que será utilizada na mensuração da efetividade do hedge. A administração avalia, no início e em bases periódicas, se os instrumentos de hedge são esperados de serem altamente efetivos na compensação das variações no valor justo ou nos fluxos de caixa dos respectivos itens hedgeados, durante o período para o qual o hedge está designado, e se os resultados atuais de cada hedge estão dentro dos limites de 80% a 125% para serem considerados como altamente efetivos. A Sociedade e suas controladas possuem instrumentos derivativos mantidos para gerenciamento de risco designados como hedge de valor justo e registram imediatamente no resultado as variações no valor justo do instrumento derivativo utilizado e no valor justo dos itens hedgeados. h) Ajuste ao valor de recuperação de operações de crédito e adiantamentos (consolidado) Em bases contínuas as administrações das controladas diretas e indiretas da Sociedade avaliam se existem evidências objetivas de que os ativos financeiros não contabilizados ao valor justo contra resultado apresentam necessidade de ajuste ao valor de recuperação. Os ativos financeiros são considerados com necessidade de ajuste ao valor de recuperação quando evidências objetivas demonstram que uma perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que esta perda representa um impacto nos fluxos de caixa futuros do ativo que podem ser estimados de modo confiável. A administração considera evidências de necessidade de ajuste ao valor de recuperação tanto para ativos específicos como em termos coletivos. Todos os ativos financeiros individualmente significativos são avaliados para se detectar perdas específicas. Todos os ativos significativos que a avaliação indique não serem especificamente deteriorados são avaliados coletivamente para detectar qualquer perda incorrida decorrente de ajuste ao valor de recuperação, porém que ainda não tenham sido identificados individualmente. Os ativos que não são individualmente significativos são avaliados coletivamente para se detectar necessidade de ajuste ao valor de recuperação agrupando-se ativos financeiros contabilizados a custo amortizado (operações de crédito e adiantamentos e títulos e valores mobiliários para investimento) com características de risco similares. As evidências objetivas de que os ativos financeiros (incluindo instrumentos de capital) possuem necessidade de serem ajustados ao seu valor de recuperação podem incluir inadimplência por parte do tomador do financiamento, reestruturação do financiamento ou adiantamento em termos que não seriam aceitos em outra situação, indicações de que o tomador do financiamento ou emitente entrará em falência, a não-existência de um mercado ativo para um título, ou outros dados observáveis relativos a um grupo de ativos, tais como: mudanças adversas no histórico de pagamento de tomadores ou emitentes no grupo, ou condições econômicas que se correlacionam com inadimplências no grupo. Na avaliação do ajuste ao valor de recuperação coletivo, as controladas da Sociedade utilizam modelo baseado nos históricos verificado de perdas, análises setoriais e macro econômicas. As perdas por ajuste ao valor de recuperação de ativos contabilizados pelo custo amortizado são mensuradas como sendo a diferença entre o valor contabilizado dos ativos financeiros e o valor esperado de recuperação dos ativos. As perdas são reconhecidas no resultado na conta “Resultado de perdas com ajuste ao valor de recuperação de ativos financeiros”. Os juros de ativos ajustados ao seu valor de recuperação continuam sendo reconhecidos enquanto existir a expectativa de recebimento, limitados a 59 dias, considerando que após este período a experiência de perdas indica que a probabilidade de perda aumenta significativamente. Quando um evento subsequente causa uma redução no valor de uma perda por ajuste ao valor de recuperação anteriormente reconhecida, esta é revertida contra o resultado do período. As perdas por ajuste ao valor de recuperação de títulos de investimento disponíveis para venda são reconhecidas transferindo-se a diferença entre o custo de aquisição amortizado e o valor justo atual do patrimônio líquido para o resultado do período. Quando um evento subsequente reduz o valor da perda por ajuste ao valor de recuperação anteriormente reconhecida em títulos de investimento disponíveis para venda, esta é revertida contra o resultado do período. Entretanto, quaisquer recuperações subsequentes no valor justo de um instrumento de capital disponível para venda anteriormente ajustado por uma perda por ajuste ao valor de recuperação, são reconhecidas diretamente no patrimônio líquido. i) Ativos recebidos em dação por recuperação de créditos (consolidado) Os ativos recebidos em dação de pagamento por recuperação de créditos são inicialmente classificados na rubrica de “ativos não correntes detidos para venda” e são registrados, no seu reconhecimento inicial, pelo menor entre seu valor justo, deduzidos custos esperados na venda, e o valor de balanço do crédito ou adiantamento concedido objeto da recuperação. Subsequentemente estes ativos são registrados pelo menor valor entre o valor de seu reconhecimento inicial e o seu valor justo atual deduzidos dos custos esperados na venda. As controladas diretas e indiretas da Sociedade obtêm avaliações regulares, efetuadas por peritos, destes ativos recebidos em dação em pagamento. j) Investimento em controladas e coligadas Participações em entidades sob controle comum, controladas diretas e indiretas e coligadas são avaliados pelo método de equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras individuais e nas demonstrações financeiras consolidadas, para consolidação, são adotados os critérios descritos na nota nº 2 f. k) Ativos tangíveis (individual e consolidado) O imobilizado é demonstrado ao custo, excluindo os gastos com manutenção, deduzidas a depreciação acumulada e, se necessário, ajuste ao seu valor de recuperação. A depreciação é calculada usando o método linear para baixar o custo do imobilizado ao seu valor residual ao longo de sua via útil estimada. Terrenos não são depreciados. As vidas úteis estimadas de imobilizados são as seguintes: Tempo de vida Descrição útil estimado Edificações 40 anos Veículos e Equipamentos de Processamento de dados 5 anos Demais itens 10 anos O imobilizado é baixado na alienação ou quando benefícios econômicos futuros não são mais esperados do seu uso. Qualquer ganho ou perda gerada na alienação do ativo (calculado como a diferença entre a renda líquida da alienação e o valor contábil do ativo) é reconhecido em “outras receitas operacionais” na demonstração do resultado do ano em que o ativo foi alienado. l) Passivos financeiros (consolidado) Um instrumento é classificado como passivo financeiro quando existe uma obrigação contratual da sua liquidação ser efetuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro ativo financeiro, independentemente da sua forma legal. Os passivos financeiros não derivativos incluem recursos de depósitos captados junto a clientes e instituições financeiras, títulos emitidos, captações de empréstimos e recursos de repasses. Estes passivos financeiros são registrados inicialmente pelo seu valor justo acrescidos dos custos de transação incorridos e são subsequentemente avaliados pelo seu custo amortizado, com base no método da taxa de juros efetiva. Quando títulos são vendidos sujeitos a um compromisso de recompra a um preço predeterminado, estes ativos são mantidos no balanço e uma obrigação é registrada considerando o montante captado. A diferença entre o preço de venda e recompra é tratada como juros e reconhecida ao longo do prazo da operação. Da mesma forma, portfólios de operações de crédito e adiantamentos cedidos com cláusula de coobrigação são mantidos no balanço e uma obrigação é registrada considerando o montante captado. Os ganhos e perdas apurados nas operações de cessão com coobrigação são reconhecidos no resultado ao longo do prazo das operações através do método da taxa efetiva de juros.
m) Garantias financeiras (consolidado) As garantias financeiras são contratos de fianças prestadas que requerem das controladas diretas e indiretas da Sociedade, pagamentos específicos no lugar do possuidor da garantia financeira em caso do mesmo deixar de efetuar um pagamento nos termos de um instrumento de dívida. Passivos de garantia financeira são inicialmente reconhecidos pelo seu valor justo, que é a comissão recebida ou a receber, a qual é reconhecida no resultado de forma linear ao longo do prazo do contrato da garantia financeira. O passivo de garantia financeira é subsequentemente contabilizado pelo maior valor entre o valor amortizado e a melhor estimativa de valor a ser desembolsado para liquidação da obrigação decorrente da garantia prestada. A Administração avalia em bases continuas a necessidade de constituição de provisão para garantias financeiras, a qual, quando considerada necessária, é contabilizada em “Outros passivos”. n) Impostos sobre lucros Os impostos sobre lucros compreendem os impostos correntes e os impostos diferidos. Os impostos sobre lucros são reconhecidos no resultado, exceto quando estão relacionados com avaliação a valor justo de instrumentos financeiros disponíveis para venda quando são reconhecidos diretamente no Patrimônio Líquido. Os impostos reconhecidos no patrimônio líquido decorrentes de avaliação de instrumentos financeiros disponíveis para venda são posteriormente reconhecidos em resultado, no momento em que forem reconhecidos em resultado os ganhos e perdas que lhes deram origem. Os impostos correntes são os que se espera que sejam pagos com base no resultado tributável apurado de acordo com as regras fiscais em vigor e utilizando a alíquotas de imposto em vigor. Os impostos diferidos são calculados sobre as diferenças temporárias entre os valores contábeis dos ativos e passivos e sua base fiscal, utilizando-se as alíquotas de impostos em vigor na data do balanço. Os impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis. Os impostos diferidos ativos foram reconhecidos considerando a expectativa, baseada em estudo documentado, de que lucros tributáveis futuros serão capazes de absorver as diferenças temporárias dedutíveis. o) Provisões As provisões, que incluem demandas legais contra a instituição e garantias financeiras prestadas, tendo como origem fatos passados, são constituídas sempre que uma saída de recursos para sua liquidação seja avaliada como provável e possa ser exigível legalmente, e o seu valor possa ser estimado em bases confiáveis. As obrigações contingentes, incluem demandas legais contra a instituição e garantias financeiras prestadas, decorrentes de fatos passados mas cuja existência somente possa ser confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros que não estejam sob o controle da instituição, são divulgadas em notas explicativas sempre que uma saída de recursos para sua liquidação seja avaliada como possível ou provável, neste último caso (provável), com a condição de que seus valores não possam ser estimados em bases confiáveis. p) Margem financeira As receitas e despesas de juros são contabilizadas em rubricas contábeis de receita de juros e despesas de juros, na margem financeira, para todos os instrumentos financeiros utilizando o método da taxa efetiva de juros. A taxa efetiva de juros é a taxa que desconta os pagamentos e recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro com base nos contratos, para o valor corrente atual de balanço dos ativos e passivos financeiros. A taxa efetiva de juros é estabelecida no reconhecimento inicial dos ativos e passivos financeiros e é revista subsequentemente em casos de renegociações de operações de crédito e adiantamentos que impliquem em mudança no seu fluxo estimado de pagamentos. Para o cálculo da taxa efetiva de juros são estimados os fluxos de caixa futuros considerando todos os termos contratuais dos instrumentos financeiros, não considerando, no entanto, perdas de crédito futuras. O cálculo da taxa efetiva de juros inclui todos os encargos incrementais diretamente atribuíveis às operações, que incluem equalizações de taxas, ágios e deságios, e custos da transação que puderam ser atribuídos diretamente. No que se refere aos instrumentos financeiros mantidos para negociação, inclusive instrumentos derivativos que não os mantidos para gerenciamento de riscos, o componente de juros inerente à variação no valor justo não é separado e é classificado na rubrica de resultado de instrumentos financeiros mantidos para negociação. O ajuste decorrente de variação no valor justo dos instrumentos financeiros derivativos mantidos para gestão de riscos que se qualificam para “hedge contábil” do tipo “hedge de valor justo” são contabilizados como receitas e despesas de juros, na margem financeira, mesmas rubricas são registrados os ajustes de variação no valor justo das exposições ao risco de taxa de juros, objeto de hedge. As receitas de juros de operações de crédito e adiantamentos vencidas são reconhecidas até o 59º dia após o vencimento, quando deixam de ser reconhecidas pela fluência do prazo e passam a ser reconhecidas por ocasião do seu recebimento. q) Resultado líquido de serviços e comissões As receitas e as despesas de taxas e comissões que são incrementais e diretamente atribuíveis às operações de crédito integram a taxa efetiva de juros das operações e são apropriadas ao resultado nas rubricas de receitas ou despesas de juros, na margem financeira, ao longo dos prazos das operações. As demais receitas de taxas e comissões, que incluem comissões, taxas de administração de fundos de investimentos e outras, são reconhecidas à medida que os serviços relacionados são prestados. r) Resultado de instrumentos financeiros mantidos para negociação (consolidado) O resultado de instrumentos financeiros mantidos para negociação inclui todos os ganhos e perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos e passivos financeiros mantidos para negociação e os ganhos e perdas na venda destes ativos e passivos financeiros. s) Resultado por ação O resultado por ação básico é calculado dividindo o resultado líquido atribuível aos acionistas da empresa pelo número médio ponderado de ações em circulação, excluindo o número médio de ações em tesouraria. Para o cálculo dos resultados por ação diluídos, o número médio ponderado de ações em circulação é ajustado de forma a refletir o efeito de todas as potenciais ações diluidoras, como as resultantes de dívida conversível e de opções sobre ações próprias concedidas aos trabalhadores. t) Segmentos operacionais (consolidado) Segmento é um componente distinto das controladas diretas e indiretas da Sociedade que origina produtos ou serviços (segmento de negócio) ou fornece produtos ou serviços dentro de determinado ambiente econômico (segmento geográfico), e que está sujeito a riscos e benefícios diferentes daqueles dos demais segmentos. Os segmentos operacionais reportados são definidos em uma abordagem gerencial das controladas diretas e indiretas da Sociedade, ou seja, são aqueles regularmente revisados pela sua Administração para avaliação de performance e alocação de recursos. NOTA 4 - RELATÓRIO POR SEGMENTO As atividades da Sociedade e suas controladas encontram-se organizadas de acordo com as seguintes linhas de negócios: i. Atacado: O segmento “atacado” é composto das atividades realizadas pelas entidades legais: Banco Alfa de Investimento S.A., Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A.; BRI Participações Ltda. e Uvale-Uvas do Vale do Gorotuba Ltda. ii. Varejo: O segmento “varejo” é composto das atividades realizadas pela entidade legal: Alfa Arrendamento Mercantil S.A., Financeira Alfa S.A. - C.F.I e Banco Alfa S.A. iii. Serviços: O segmento “serviços” é composto das atividades realizadas pela entidade legal: Metro Tecnologia Informática Ltda., Metro - Dados Ltda. A segmentação é baseada nas entidades legais que compõem a Sociedade e suas controladas considerando que a sua diretoria executiva revisa as informações, aloca recursos e avalia performance, considerando esta segmentação. a) Demonstração da posição financeira consolidada por segmento de negócio em IFRS. RELATÓRIO POR SEGMENTO EXERCÍCIO DE 2011 31/12/2011 SEGMENTOS ATACADO VAREJO SERVIÇOS TOTAL Ativos Caixa e disponibilidades em bancos 1.677 678 62 2.417 Instrumentos financeiros derivativos 5.344 18.997 – 24.341 Operações de crédito e adiantamento a instituições financeiras 196.968 51.539 – 248.507 Operações de crédito e adiantamentos a clientes 854.886 826.498 – 1.681.384 Títulos para investimento 850.834 113.084 736 964.654 Investimentos em coligadas e controladas – – 190.796 190.796 Ativos tangíveis 927 617 – 1.544 Ativos intangíveis 224 206 59 489 Ativos tributários diferidos 15.383 17.465 – 32.848 Ativos recebidos em dação por recuperação de crédito 40 866 – 906 24.035 42.815 10.876 77.726 Outros ativos Total dos ativos 1.950.318 1.072.765 202.529 3.225.612 OBRIGAÇÕES Passivos com instituições financeiras 824.246 196.946 – 1.021.192 Passivos com clientes 401.835 10.298 – 412.133 Instrumentos financeiros derivativos 2.749 26.462 – 29.211 Títulos emitidos 289.620 313.319 – 602.939 Empréstimos e repasses 330.769 32.565 – 363.334 Obrigações fiscais 4.980 19.700 – 24.680 Passivos contingentes e obrigações legais 46.621 32.716 10.668 90.005 Outros passivos 9.558 15.101 5.031 29.690 Total das obrigações 1.910.378 647.107 15.699 2.573.184 39.940 425.658 186.830 652.428 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 1.950.318 1.072.765 202.529 3.225.612 Total das obrigações e patrimônio líquido RELATÓRIO POR SEGMENTO EXERCÍCIO DE 2010 SEGMENTOS ATACADO VAREJO SERVIÇOS TOTAL Ativos Caixa e disponibilidades em bancos 1.169 608 61 1.838 Instrumentos financeiros derivativos 851 25.706 1 26.558 Operações de créditos e adiantamento a instituições financeiras 158.831 197.101 4.650 360.582 Operações de créditos e adiantamentos a clientes 792.381 634.967 92.978 1.520.326 Títulos para Investimento 693.029 31.579 66.240 790.848 Investimentos em controladas e coligadas – – 168.528 168.528 Ativos tangíveis 931 698 28 1.657 Ativos intangíveis 46 48 14 108 Ativos tributados diferidos 16.114 18.983 516 35.613 Ativos não correntes mantidos para venda 43 889 – 932 20.525 28.549 15.874 64.947 Outros Ativos 1.683.920 939.128 348.889 2.971.937 Total dos Ativos OBRIGAÇÕES Depósitos de Instituições Financeiras 462.188 300.084 122.222 884.494 Depósitos de clientes 494.797 – 13.038 507.835 Instrumentos financeiros derivativos 5.948 15.676 3 21.627 Títulos emitidos 97.836 332.878 – 430.714 Empréstimos e repasses 311.755 50.038 – 361.793 Provisões e contingências 46.690 22.329 16.854 85.873 Imposto sobre a renda e Contribuição social a pagar – – 35.804 35.804 Outros passivos 15.002 16.162 7.670 38.834 Total das obrigações 1.434.216 737.167 195.591 2.366.974 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 249.704 201.961 153.298 604.963 Total das Obrigações e Patrimônio Líquido 1.683.920 939.128 348.889 2.971.937 RELATÓRIO DO RESULTADO POR SEGMENTO EXERCÍCIO 2011 SEGMENTO ATACADO VAREJO SERVIÇOS TOTAL Receitas de juros 228.544 142.655 808 372.007 Despesas de juros (201.400) (60.993) (496) (262.889) Margem financeira 27.144 81.662 312 109.118 Receitas de serviços e comissões 6.152 1.167 3.871 11.190 Despesas de serviços e comissões (1.466) (5.517) (561) (7.544) Resultado líquido de serviços e comissões 4.686 (4.350) 3.310 3.646 Resultado de instrumentos financeiros derivativos (5.684) (10.772) – (16.456) Resultado de variação cambial 10.712 – – 10.712 Resultado de participações em Controladas – – 17.421 17.421 Outras receitas 10.429 3.456 160 14.045 47.287 69.996 21.203 138.486 Resultado operacional Resultado de perdas com ajuste a valor de recuperação de ativos financeiros 2.673 (1.335) – 1.338 Despesas de pessoal (14.182) (19.095) (7.941) (41.218) Gastos gerais administrativos (9.220) (12.989) (2.176) (24.385) Outras despesas (5.816) (4.446) (70) (10.332) Resultado antes dos impostos 20.742 32.131 11.016 63.889 Imposto sobre a renda e contribuição social correntes e diferidos (6.157) (9.070) (827) (16.054) Resultado líquido do período 14.585 23.061 10.189 47.835 RELATÓRIO DO RESULTADO POR SEGMENTO EXERCÍCIO 2010 SEGMENTO ATACADO VAREJO SERVIÇOS CONSOLIDADO Receita de juros 188.322 117.119 20.215 325.656 Despesas de juros (150.786) (62.824) (14.591) (228.201) Margem financeira 37.536 54.295 5.624 97.455 Receitas de Serviços e comissões 5.123 377 3.754 9.254 Despesas de serviços e comissões (1.322) (3.821) (157) (5.300) Resultado líquido de serviços e comissões 3.801 (3.444) 3.597 3.954 Resultado de instrumentos financeiros derivativos (4.659) (4.255) (3) (8.917) Resultado de variação cambial 552 – – 552 Resultado de participações em controladas – – 19.834 19.834 Outras receitas 10.928 11.568 2.167 24.663 Resultado operacional 48.158 58.164 31.219 137.541 Resultado de perdas com impairment de ativos financeiros 2.198 (1.914) (85) 199 Despesas de pessoal (14.066) (14.971) (8.113) (37.151) Gastos gerais administrativos (10.385) (14.818) (3.360) (28.563) Outras despesas (5.831) (10.068) (1.638) (17.536) Resultados antes dos impostos 20.074 16.393 18.023 54.490 Imposto sobre a renda corrente e diferidos (5.810) (3.911) (1.525) (11.246) Resultado líquido do período/exercício 14.264 12.482 16.498 43.244 NOTA 5 - ATIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS Os ativos e passivos financeiros são avaliados em base contínua a valor justo ou ao custo amortizado. O resumo das práticas contábeis apresentado nos tópicos “3.b” a “3t” descreve como as classes de instrumentos financeiros são avaliadas, e como as receitas e despesas, incluindo os ganhos e perdas de ajuste a valor justo são reconhecidas. a) Classes de Ativos e Passivos Financeiros: A tabela a seguir apresenta a distribuição dos ativos e passivos financeiros por categoria conforme definido no IAS 39 e por classe de operação que corresponde a títulos contábeis no Balanço Patrimonial.
Consolidado Desig. a Valor Mantido Outros EmprésJusto até o Disponível Custos para timo e AmortizáContra VenciVenda Recebíveis Resultado mento veis
Descrição Em 31 de Dezembro de 2011: Ativos Financeiros Caixa e Disponibilidades em Bancos – – Instrumentos financeiros derivativos 24.341 – Oper. de créd. e adiant. a instit. financeiras – – Oper.de créd. e adiant. a clientes 50.585 – Títulos para investimento – 88.640 Total de ativos financeiros 74.926 88.640 Passivos Financeiros Passivos com instituições financeiras – – Passivos com clientes – – Instrumentos financeiros derivativos 29.211 – Títulos emitidos – – Empréstimos e repasses – – Total de passivos financeiros 29.211 – Em 31 de Dezembro de 2010: Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos – – Instrumentos financeiros derivativos 26.558 – Oper. de créd. e adiant. a instit. financeiras – – Oper. de créd. e adiant. a clientes 66.004 – Títulos para investimentos 3.679 207.067 Total de ativos financeiros 96.241 207.067 Passivos Financeiros Passivos com instituições financeiras – – Passivos com clientes – – Instrumentos financeiros derivativos 21.627 – Títulos emitidos – – Empréstimos e repasses – – Total de passivos financeiros 21.627 – b) Critério de valorização de instrumentos financeiros: A tabela a seguir apresenta a distribuição dos ativos utilizada para sua mensuração, conforme definido no demonstrações financeiras.
Total
–
–
2.417
2.417
–
–
–
24.341
– – 876.014 876.014
248.507 1.630.799 – 1.879.306
– 248.507 – 1.681.384 – 964.654 2.417 2.921.303
– –
– –
1.021.192 1.021.192 412.133 412.133
– – – –
– – 363.334 363.334
– 29.211 602.939 602.939 – 363.334 2.036.264 2.428.809
–
–
1.838
1.838
–
–
–
26.558
– – 580.102 580.102
360.582 1.454.322 – 1.814.904
– –
– –
– – – –
– – 361.793 361.793
– 360.582 – 1.520.326 – 790.848 1.838 2.700.152 884.494 507.835
884.494 507.835
– 21.627 430.714 430.714 – 361.793 1.823.043 2.206.463
e passivos financeiros segundo a técnica IAS 39 e descrito no tópico 3.b destas Consolidado
Custo Amortizado Taxa Efetiva de Juros
Nivel I Preços de mercado cotados em mercados ativos
Nível II Técnicas de valorização baseadas em dados observáveis
Descrição Total Em 31 de Dezembro de 2011: Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos 2.417 – – 2.417 Instrumentos financeiros derivativos – – 24.341 24.341 Oper. de créd. e adiant. a instit. financeiras 248.507 – – 248.507 Oper. de créd. e adiant. a clientes 1.630.799 – 50.585 1.681.384 40.219 924.435 – 964.654 Títulos de investimentos Total de ativos financeiros 1.921.942 924.435 74.926 2.921.303 Passivos Financeiros Passivos com instituições financeiras 1.021.192 – – 1.021.192 Passivos com clientes 412.133 – – 412.133 Instrumentos financeiros derivativos – – 29.211 29.211 Títulos emitidos 602.939 – – 602.939 Empréstimos e repasses 363.334 – – 363.334 Total de passivos financeiros 2.399.598 – 29.211 2.428.809 Em 31 de Dezembro de 2010: Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos 1.838 – – 1.838 Instrumentos financeiros derivativos 26.558 26.558 Oper. de créd. e adiant. a instit. financeiras Oper. de créd. e adiant. a clientes 354.196 6.386 – 360.582 Títulos para investimentos – – – Total de ativos financeiros 1.454.322 – 66.004 1.520.326 Passivos Financeiros 190.820 600.028 – 790.848 Passivos com instituições financeiras 2.001.176 606.414 92.562 2.700.152 Passivos com clientes Instrumentos financeiros derivativos 884.494 – – 884.494 Títulos emitidos 507.835 – – 507.835 Empréstimos e repasses – – 21.627 21.627 Total de passivos financeiros 430.714 – – 430.714 Empréstimos e repasses 361.793 – – 361.793 Total de passivos financeiros 2.184.836 – 21.627 2.206.463 O IAS 39 define que a determinação do valor justo de um Ativo ou Passivo financeiro pode prever o uso de três abordagens quanto ao tipo de informação utilizada para avaliação, as quais são chamadas níveis de hierarquia de valor justo, a saber: - Nível I - preços negociados em mercados ativos para ativos e passivos idênticos; - Nível II - outros dados além daqueles cotados em mercado (Nível I) que podem precipitar os direitos e obrigações direta ou indiretamente, por exemplo técnicas derivadas de valorização que utilizam dados de mercados observáveis; - Nível III - dados para precificação não estão presentes em mercados ativos. A sociedade não possui ativos ou passivos financeiros para os quais não existam dados para precificação disponíveis em mercados ativos, portanto, não apresenta saldo que tenham sido avaliados conforme nível III. Durante o exercício de 2011 não houve mudanças na forma de mensuração de ativos ou passivos financeiros que implicassem em reclassificações de ativos e passivos financeiros entre os diferentes níveis de hierarquia de valor justo. c) Distribuição dos ativos e passivos financeiros por faixa de vencimento: A tabela a seguir apresenta a distribuição dos ativos e passivos financeiros segundo suas faixas de vencimento. Consolidado: Distribuição dos Ativos e Passivos Financeiros por Faixa de Vencimento Operações Até 3 3 meses 1 ano a 3 Acima de Vencidas (a) meses (b) a 1 ano anos 3 anos
Descrição Em 31 de Dezembro de 2011: Ativos Financeiros Em 31 de Dezembro de 2011: – Ativos Financeiros – Caixa e disponibilidades em bancos Instrumentos financeiros derivativos – Oper. de créd. e adiant. a instit. financ. Oper. de créd. e adiant. a clientes 2.245 Títulos de investimentos – Total de ativos financeiros 2.245 Passivos Financeiros Passivos com instituições financeiras – Passivos com Clientes – Instrumentos financeiros derivativos – Títulos emitidos – Empréstimos e repasses – Total de passivos financeiros – Em 31 de Dezembro de 2010: Ativos Financeiros Caixa e disponibilidades em bancos – Instrumentos financeiros derivativos – Oper. de créd. e adiant. a instit. financ. Oper. de créd. e adiant. a clientes – Títulos para investimentos Total de ativos financeiros 1.706 Passivos Financeiros – Passivos com instituições financeiras 1.706 Passivos com Clientes Instrumentos financeiros derivativos – Títulos emitidos – Empréstimos e repasses – Total de passivos financeiros – Empréstimos e repasses – Total de passivos financeiros – a) Refere-se a parcelas vencidas há mais de 14 dias. b) Inclui caixa e disponibilidades em bancos, ações de vencimento. NOTA 6 - CAIXA E SALDOS EM BANCOS O valor desta rubrica é composto por: Caixa e Saldos em Bancos Centrais Descrição Caixa Depósito bancárioem moeda nacional Depósito bancário em moeda estrangeira
2.417 882
– 12.270
– 10.309
Total
– 880
2.417 24.341
–
248.507
39.466 152.548
56.493
444.817 554.843 198.373 23.529 685.955 743.190
500.614 406.651 974.067
178.865 1.681.384 336.101 964.654 515.846 2.921.303
604.895 106.658 1.983 30.763 54.324 798.623
164.300 217.069 5.995 173.874 105.500 666.738
122.067 82.981 13.804 389.003 133.061 740.916
129.930 1.021.192 5.425 412.133 7.429 29.211 9.299 602.939 70.449 363.334 222.532 2.428.809
1.838 3.792
– 8.036
– 11.523
– 3.207
1.838 26.558
199.558
57.159
103.105
760
360.582
545.580 447.717 236.583 166.700 987.351 679.612
425.470 359.681 899.779
99.853 1.520.326 27.884 790.848 131.704 2.700.152
510.024 89.957 2.961 14.025 30.288 647.255
221.273 212.246 8.753 323.938 156.885 923.095
26.388 884.494 22.665 507.835 3.492 21.626 15.048 430.714 32.898 361.793 100.491 2.206.463
126.809 182.967 6.421 77.703 141.722 535.622
companhia abertas e depósitos a vista sem data de
Individual
Consolidado
31/12/2011
31/12/2010
31/12/2011
–
–
193
31/12/2010 186
63
11
1.652
1.348
–
–
572
304
Total 63 11 2.417 1.838 NOTA 7 - INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (CONSOLIDADO) Em consequência ao crescente nível de sofisticação dos produtos financeiros utilizados pelo mercado, houve uma crescente demanda por instrumentos financeiros derivativos para administração dos riscos envolvidos, em função das variações em taxas de juros, câmbio e preços de ativos. Desta forma, o Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas participam de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos tanto para atender às necessidades de seus clientes como na execução de sua política de gestão de riscos. Tal política baseia-se na utilização de instrumentos financeiros derivativos como forma de minimizar os riscos resultantes das variações em taxas de juros, câmbio e preços de ativos contidos nos instrumentos financeiros em operações comerciais e financeiras, podendo-se valer, excepcionalmente, destas operações para a geração de lucro, desde que dentro dos limites de exposição aprovados para o Banco e com a autorização do Diretor de Tesouraria. Para comercializar instrumentos financeiros derivativos com os clientes é necessária a existência de limites de crédito previamente aprovados e tais operações são neutralizadas de forma a eliminar eventuais riscos trazidos para o Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas. Os principais fatores de risco dos instrumentos financeiros derivativos assumidos até 31/12/2011 eram relacionados à taxas prefixadas e taxas de câmbio e todas as operações foram efetuadas para neutralizar exposições com outros instrumentos financeiros da carteira. Portanto, na referida data-base não haviam instrumentos financeiros derivativos com outros objetivos que não fossem para proteção patrimonial. Os instrumentos financeiros derivativos são representados por operações de contratos futuros, a termo, opções e de swap, registrados na BM&FBOVESPA S.A. ou na CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos e na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), envolvendo taxas pré-fixadas, mercado interfinanceiro (DI), variação cambial ou índice de preços e correspondiam somente a operações para proteção patrimonial. Esses instrumentos financeiros derivativos tem seus valores registrados em contas de compensação e os ajustes/diferenciais em contas patrimoniais. Abaixo, composição dessa carteira por tipo de instrumento indexador, demonstrada pelo seu valor de custo, referencial e de mercado. Para apuração dos preços de mercado destes contratos foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexadores similares na data do balanço, conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A. a) Instrumentos Financeiros Derivativos Consolidado Descrição
31/12/2011
31/12/2010
2.475
(2.337)
Instrumentos Financeiros Derivativos para Hedge
(7.345)
6.751
Total
(4.870)
4.414
Instrumentos Financeiros Derivativos para negociação
DIÁRIO DO COMÉRCIO
30 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 9 de março de 2012
ALFA HOLDINGS S.A. SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO CNPJ Nº 17.167.396/0001-69 ALAMEDA SANTOS Nº 466 - SÃO PAULO - SP
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em Milhares de Reais - Exceto Quando Indicado) b) Instrumentos Financeiros Derivativos para negociação Consolidado 31/12/2011 Referência Valor Justo Custo
31/12/2010 Referência Valor Justo
Contratos Custo Swaps Pré 16.628 20.986 20.672 35.206 41.251 41.264 Mercado Interfinanceiro 179.502 185.014 185.014 24.299 26.071 26.071 Moeda Estrangeira – – – 1.658 1.632 1.630 Índices 2.981 3.271 3.306 895 938 926 Posição Ativa 199.111 209.271 208.992 62.058 69.892 69.891 Pré 179.502 184.639 185.610 24.495 26.555 26.587 Mercado Interfinanceiro 19.609 26.079 26.079 37.563 45.427 45.427 Posição Passiva 199.111 210.718 211.690 62.058 71.982 72.014 Contratos de Swaps Exposição Líquida – (1.447) (2.698) – (2.090) (2.123) Premio de Opções 14 14 9 (47) (47) (41) Ações/Futuro Contratos a Termo a receber – Vendas de Ações – – – 706 706 706 Operações de Câmbio Venda de Câmbio 2 248 2 102 2.862 103 Compra de Câmbio 5.162 42.432 5.162 (987) 26.163 (987) Total Operações de Câmbio 5.164 42.680 5.164 (884) 29.025 (884) Non Deliverable Forward - NDF Posições Ativas – – – 200 200 Posições Passivas – – – (196) (195) (195) Exposição Líquida - NDF – – – – 5 5 Total 2.475 (2.337) c) Instrumentos Financeiros Derivativos para hedge de valor justo Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Contratos Custo Referência Valor Justo Custo Referência Valor Justo Swaps Pré 72.938 113.695 118.916 142.462 195.907 202.809 Mercado Interfinanceiro 461.805 545.174 545.174 384.032 459.184 459.183 Índices 73 81 81 – – – Posição Ativa 534.816 658.950 664.171 526.494 655.091 661.992 Pré 461.805 558.264 571.370 384.032 475.617 477.768 Mercado Interfinanceiro 73.011 100.146 100.146 142.462 177.473 177.473 Posição Passiva 534.816 658.410 671.516 526.494 653.090 655.241 Contratos de Swaps Exposição Líquida – 540 (7.345) – 2.001 6.751 Item Objeto de Hedge (1) 388.376 – 433.255 88.671 – 93.574 1) Contabilidade de Hedge: A administração do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas adota a política de proteger operações ativas pré-fixadas em consonância com suas políticas de gestão de riscos, levando em consideração as taxas de captação praticadas. Estas operações de “hedge” são realizadas na controlada Alfa Arrendamento Mercantil S.A. segundo o IAS 39, que exige documentação inicial e retrospectiva da estratégia de hedge e avaliação periódica de efetividade do “hedge”, com o registro a valor justo tanto do instrumento financeiro derivativo como dos itens objeto de “hedge”, considerando tratar-se de uma operação de “hedge” de valor justo. d) Os seguintes valores a receber (ativo) e a pagar (passivo) foram registrados em contas patrimoniais sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos”: 31/12/2011 31/12/2010 Ativo-Saldo a Receber Ativo-Saldo a Receber Hedge de Hedge de Operações Negociação valor justo Total Negociação valor justo Total de swaps 51 19.117 19.168 152 25.668 25.820 de vendas a termo – – – 706 – 706 opções 9 – 9 22 – 22 câmbio 5.164 – 5.164 – – – non deliverable forward – – – 5 – 5 TOTAL 5.224 19.117 24.341 885 25.668 26.553 31/12/2011 31/12/2010 Passivo-Saldo a Pagar Passivo-Saldo a Pagar Hedge de Hedge de Operações Negociação valor justo Total Negociação valor justo Total de swaps 2.749 26.462 29.211 2.275 18.405 20.680 opções – – – 63 – 63 câmbio – – – 884 – 884 TOTAL 2.749 26.462 29.211 3.222 18.405 21.627 e) O saldo de instrumentos financeiros derivativos a pagar/receber estavam distribuídos segundo as seguintes faixas de vencimento: Negociação: 31/12/2011 31/12/2010 Até de 91 a de 181 a acima de Até de 91 a de 181 a acima de 90 dias 180 dias 360 dias 360 dias Total 90 dias 180 dias 360 dias 360 dias Total Swap (86) (692) (403) (1.517) (2.698) (250) (216) (181) (1.476) (2.123) Opções 9 – – – 9 (41) – – – (41) Termo – – – – – 706 – – – 706 Câmbio (1.784) 5.684 1.264 – 5.164 (447) (306) (131) – (884) – – – – – 4 1 – – 5 NDF Total (1.860) 4.992 861 (1.517) 2.475 (28) (521) (312) (1.476) (2.337) Hegde de valor justo: 31/12/2011 31/12/2010 Até de 91 a de 181 a acima de Até de 91 a de 181 a acima de 90 dias 180 dias 360 dias 360 dias Total 90 dias 180 dias 360 dias 360 dias Total Swap 758 297 128 (8.527) (7.345) 861 921 1.529 3.440 6.751 758 297 128 (8.527) (7.345) 861 921 1.529 3.440 6.751 Total Total (1.103) 5.289 988 (10.044) (4.869) 833 400 1.217 1.964 4.414 f) Os seguintes resultados foram apurados sob o título “Resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos”: 31/12/2011 31/12/2010 Hedge de Hedge de Operações Negociação valor justo Total Negociação valor justo Total de swaps (1.827) (10.772) (12.599) (1.693) (4.296) (5.989) de vendas a termo 26 – 26 1.813 – 1.813 Futuro (4.182) – (4.182) (4.660) (444) (5.104) opções 295 – 295 355 – 355 non deliverable forward 4 – 4 8 – 8 TOTAL (5.684) (10.772) (16.456) (4.177) (4.740) (8.917) g) O total dos ajustes, de marcação a mercado, registrado sob o título “Resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos”: 31/12/2011 31/12/2010 Hedge de Hedge de Operações Negociação valor justo Total Negociação valor justo Total de swaps (1.217) (1.140) (2.357) (243) 4.234 3.991 de vendas a termo – – – (54) – (54) opções (12) – (12) 6 – 6 TOTAL (1.229) (1.140) (2.369) (291) 4.234 3.943 NOTA 8 - OPERAÇÕES DE CRÉDITO E ADIANTAMENTOS A INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS (CONSOLIDADO) a) Composição de operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras: O saldo da rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Aplicações em operações compromissadas 12.878 24.471 Aplicações em depósitos interfinanceiros 213.265 311.662 Aplicações em moedas estrangeiras 613 7.020 Operações de crédito adquiridas por cessão – 5.082 Repasses Interfinanceiros 18.011 12.199 Reser. compul. em espécie no Banco Central 3.740 – – 148 Outros depósitos no Banco Central 248.507 360.582 Total b) Análise das operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras por faixa de vencimento: As operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras distribuídas por faixa de vencimento são apresentadas a seguir: Consolidado 31/12/2011 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Descrição Saldo meses a 1 ano 3 anos 3 anos Aplicações em operações compromissadas 12.878 – – – 12.878 Aplicações em depósitos interfinanceiros 20.765 136.007 56.365 128 213.265 Aplicações em moedas estrangeiras 613 – – – 613 Reservas compulsórias em espécie no Banco Central 3.740 – – – 3.740 Repasses Interfinanceiros 1.470 16.541 – – 18.011 39.466 152.548 56.365 128 248.507 Total Consolidado
Descrição
31/12/2010 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de meses a 1 ano 3 anos 3 anos
Aplicações em operações compromissadas
24.471
Aplicações em depósitos interfinanceiros
166.513
–
–
42.255 102.134
–
Saldo 24.471
760 311.662
Aplicações em moedas estrangeiras
7.020
–
–
–
Operações de Crédito Adquiridas por Cessão
1.406
2.705
971
–
5.082
–
12.199
–
–
12.199
148
–
–
–
148
Repasses Interfinanceiros Outros depósitos no Banco Central
7.020
199.559 57.158 103.105 760 360.582 Total NOTA 9 - OPERAÇÕES DE CRÉDITO E ADIANTAMENTOS A CLIENTES - (CONSOLIDADO) a) Composição do saldo de operações de crédito e adiantamentos a clientes: O saldo da rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Operações de crédito e adiantamentos a clientes Empréstimos e títulos descontados 915.056 705.130 Financiamentos 566.427 604.548 Financiamentos em moeda estrangeira 17.796 9.989 Financiamentos rurais 1.088 838 Arrendamento financeiro 120.847 174.095 Adiantamentos de contrato de câmbio 37.457 24.300 42.594 21.894 Empréstimos e títulos descontados - objeto de hedge 1.701.265 1.540.794 Total de operações de crédito e adiantamentos a clientes (–) Empréstimos e títulos descontados (8.673) (8.580) (–) Financiamentos (9.485) (7.746) (–) Financiamentos em moeda estrangeira (165) (106) (–) Financiamentos rurais (8) (7) (–) Arrendamento financeiro (1.325) (3.612) (225) (417) (–) Adiantamentos de contrato de câmbio (19.881) (20.468) Total de perdas por ajuste ao valor de recuperação 1.681.384 1.520.326 Saldo total de operações de crédito e adiantamentos a clientes b) Análise das operações de crédito e adiantamentos a clientes por faixa de vencimento: As operações de crédito e adiantamentos a clientes distribuídas por faixa de vencimento são apresentadas a seguir: Consolidado 31/12/2011 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Saldo Descrição meses (1) a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2011 Saldos Vincendos Empréstimos e títulos descontados 333.639 294.774 217.309 85.740 931.462 Financiamentos 76.265 182.445 242.261 89.910 590.881 Financiamentos em moeda estrangeira amparado em carta de crédito 7.902 9.488 406 – 17.796 Financiamentos rurais 132 367 646 254 1.399 Arrendamento financeiro 21.822 48.132 46.768 3.709 120.431 Adiantamentos de contrato de câmbio 13.710 23.747 – – 37.457 Total de operações de crédito e adiantamentos a clientes vincendas 453.469 558.953 507.391 179.613 1.699.426 Saldos Vencidos Empréstimos e títulos descontados 608 616 101 – 1.325 Financiamentos 39 55 4 – 98 Arrendamento financeiro 204 193 19 – 416 Total de operações de crédito e adiantamentos a clientes vencidas 851 864 124 – 1.839 Total de operações de crédito 454.320 559.817 507.515 179.613 1.701.265 e adiantamentos a clientes
Consolidado 31/12/2010 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de meses (1) a 1 ano 3 anos 3 anos
Descrição Saldos Vincendos Empréstimos e títulos descontados 327.198 172.694 161.827 46.471 Financiamentos 78.801 223.991 243.440 72.070 Financiamentos em moeda estrangeira amparado em carta de crédito 2.009 7.741 239 – Financiamentos rurais 127 282 486 204 Arrendamento financeiro 30.927 68.047 67.862 7.886 Adiantamentos de contrato de câmbio 11.556 12.639 – – Total de operações de crédito e adiantamentos a clientes vincendas 450.618 485.394 473.854 126.631 Saldos Vencidos Empréstimos e títulos descontados 424 534 76 – Financiamentos 314 12 2 – Financiamentos rurais – 1 – – Arrendamento financeiro 439 927 700 765 103 – – – Adiantamentos de contrato de câmbio Total de operações de crédito e adiantamentos a clientes vencidas 1.280 1.474 778 765 Total de operações de crédito e adiantamentos a clientes 451.898 486.867 474.631 127.396 c) Análise da movimentação das perdas por ajuste ao valor de recuperação: A movimentação das perdas para ajuste ao valor de recuperação é apresentada conforme segue:
b) Movimentação dos ativos tangíveis: Saldo 31/12/2010 708.190 618.302 9.989 1.099 174.722 24.195 1.536.497 1.034 328 1 2.831 103 4.297 1.540.794
Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Saldo inicial 20.468 29.314 Complemento/Reversão 960 (199) Recuperações Indedutiveis 62 675 (1.609) (9.322) Baixados como prejuízo Saldo final 19.881 20.468 d) Análise da movimentação das perdas por ajuste ao valor de recuperação por tipo de operação: A movimentação das perdas para ajuste ao valor de recuperação por tipo de operação de crédito e adiantamento a clientes é apresentada conforme segue: Consolidado 31/12/2011
Descrição Saldo inicial 31/12/2010
Empréstimos e títulos descontados
Financiamentos ArrendaFinan- em moeda mento Adiantamento ciamen- estrangei- financei- de contrato de tos ro câmbio Outros ra
Total
11.609
4.723
106
3.612
418
726
1.112
59
(744)
(193)
–
960
–
–
–
62
–
–
62
Baixados como prejuízo
(1)
–
–
(1.608)
–
– (1.609)
Saldo final 31/12/2011
12.334
5.835
165
1.322
225
– 19.881
Complemento/Reversão Recuperações
– 20.468
31/12/2010
Descrição
Financiamentos ArrendaEmpréstimos e títu- Finan- em moeda mento Adiantamento los des- ciamen- estrangei- financei- de contrato de tos câmbio Outros ra contados ro
Total
Saldo inicial 31/12/2009
10.436
12.453
290
3.827
2.307
Complemento/Reversão
3.663
(5.955)
(184)
1.637
640
–
(199)
110
485
–
81
–
–
676
(2.600)
(2.260)
–
(1.933)
(2.529)
– (9.322)
Saldo final 31/12/2010 11.609 4.723 NOTA 10 - TÍTULOS PARA INVESTIMENTO a) Composição dos títulos de investimento: O valor desta rubrica é composto por:
106
3.612
418
– 20.468
Recuperações Baixados como prejuízo
Descrição Ativos tangíveis - custo histórico Edificações Instalações Móveis e equipamentos Sistemas de processamento de dados Sistemas de segurança Sistemas de transporte Benfeitorias em imóveis de terceiros Total de ativos tangíveis - custo histórico Ativos tangíveis - depreciação acumulada Edificações Instalações Móveis e equipamentos Sistemas de processamento de dados Sistemas de segurança Sistemas de transporte Benfeitorias em imóveis de terceiros Total de ativos tangíveis depreciação acumulada Total de ativos tangíveis - valor residual
– 29.313
Individual Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Títulos e Valores Mobiliários - Disponíveis para Venda - Livres Títulos de dívida pública – – 265.656 177.983 - Letras Financeiras do Tesouro – – 87.312 57.849 - Letras do Tesouro Nacional – – 23.608 83.205 - Notas do Tesouro Nacional – – 154.736 36.929 Ações de companhias abertas – – – 3.017 Cotas de fundos de investimento 26 107 13.018 13.256 Debêntures – – 2.562 14.200 Certificado de Depósito Bancário 2.241 6.013 7.982 6.602 – – 86 709 Títulos de dívida agrária 2.267 6.120 289.304 215.767 Subtotal Títulos e Valores Mobiliários - Disponíveis para Venda - Vinculados Títulos de dívida pública – – 586.710 374.133 - Letras Financeiras do Tesouro – – 325.031 177.490 - Letras do Tesouro Nacional – – 208.428 184.370 – – 53.251 12.273 - Notas do Tesouro Nacional Subtotal – – 586.710 374.133 Total de títulos e valores mobiliários Disponíveis para Venda 2.267 6.120 876.014 589.900 Títulos e Valores Mobiliários - Mantidos até o vencimento - Livres Títulos de dívida pública – – 57.080 89.775 - Letras Financeiras do Tesouro – – 57.080 7.638 - Notas do Tesouro Nacional – – – 82.137 Letras de Câmbio – – 26.473 41.948 Debêntures – – 1.982 3.963 Subtotal – – 85.535 135.686 Títulos e Valores Mobiliários - Mantidos até o vencimento - Vinculados Títulos de dívida pública – – 3.105 65.262 - Letras Financeiras do Tesouro – – 3.105 8.674 – – – 56.588 - Notas do Tesouro Nacional Subtotal – – 3.105 65.262 Total de títulos e valores mobiliários - Mantidos até o vencimento – – 88.640 200.948 Total de títulos de investimento 2.267 6.120 964.654 790.848 b) Composição de títulos de investimento por faixa de vencimento: Consolidado 31/12/2011 Até 3 meses 3 meses 1 ano a 3 Acima de Saldo Descrição anos 3 anos 31/12/2011 (1) a 1 ano Títulos e Valores Mobiliários - disponíveis para venda Títulos de dívida pública 123.404 18.586 423.384 286.992 852.366 - Letras Financeiras do Tesouro 730 18.582 167.609 225.422 412.343 - Letras do Tesouro Nacional – – 232.036 – 232.036 - Notas do Tesouro Nacional 122.674 4 23.739 61.570 207.987 Cotas de fundos de investimento 13.018 – – – 13.018 Debêntures – – 2.562 – 2.562 Certificado de Depósitos Bancários 4.019 – 3.963 – 7.982 Títulos de dívida agrária 86 – – – 86 Subtotal 140.527 18.586 429.909 286.992 876.014 Títulos e Valores Mobiliários - mantidos até o vencimento Títulos de dívida pública 2.705 57.480 – – 60.185 - Letras Financeiras do Tesouro 2.705 57.480 – – 60.185 Letras de Câmbio 622 – – 25.851 26.473 Debêntures – 1.982 – – 1.982 Subtotal 3.327 59.462 – 25.851 88.640 Total de Títulos e Valores Mobiliários 143.854 78.048 429.909 312.843 964.654 31/12/2010 Até 3 Saldo meses 3 meses 1 ano a 3 Acima de Descrição (1) a 1 ano anos 3 anos 31/12/2010 Títulos e Valores Mobiliários - disponíveis para venda Títulos de dívida pública 200.262 136.896 187.074 27.883 552.116 - Letras Financeiras do Tesouro 96.741 102.576 8.140 27.883 235.340 - Letras do Tesouro Nacional 103.521 33.895 130.159 – 267.575 - Notas do Tesouro Nacional – 426 48.775 – 49.201 Ações de companhias abertas 3.017 – – – 3.017 Cotas de fundos de investimento 13.256 – – – 13.256 Debêntures 48 10.313 3.839 – 14.201 Certificado de Depósitos Bancários 6.013 582 7 – 6.602 Títulos de dívida agrária 84 543 82 – 709 Subtotal 222.682 148.334 191.002 27.883 589.900 Títulos e Valores Mobiliários - mantidos até o vencimento Títulos de dívida pública 13.902 – 141.135 – 155.037 - Letras Financeiras do Tesouro 13.902 – 2.410 – 16.312 - Notas do Tesouro Nacional – – 138.725 – 138.725 Cotas de fundos de investimento – 18.367 23.582 – 41.949 Debêntures – – 3.963 – 3.963 Subtotal 13.902 18.367 168.680 – 200.948 Total de Títulos e Valores Mobiliários 236.584 166.701 359.681 27.883 790.848 NOTA 11 - INVESTIMENTOS EM CONTROLADAS E COLIGADAS Entidades sob controle comum, Resultado de controladas diretas e indiretas e % de equivalência coligadas participação Investimentos patrimonial Consolidado 2011 2010 2011 2010 2011 2010 2011 2010 Banco Alfa S.A. 17,45 17,45 11.396 10.606 1.100 483 – – Banco Alfa de Investimento S.A. 17,45 17,45 191.260 181.127 11.695 11.838 – – Financeira Alfa S.A. CFI 16,44 16,44 106.041 98.150 10.924 5.413 – – Corumbal Partic. e Administ. Ltda. 29,78 29,78 179.602 162.327 16.380 13.458 17.421 19.834 Metro Dados Ltda. 39,67 39,67 58.974 52.955 4.063 7.392 – – Metro Tecnologia e Informática Ltda. 48,92 48,92 105.641 97.310 6.805 6.844 – – Outros Investimentos 783 702 48 50 – 3 Deságio na aquisição de investimentos (2.543) (2.543) – – – – Totais 651.154 600.634 51.015 45.478 17.421 19.834 NOTA 12 - ATIVOS TANGÍVEIS - CONSOLIDADO a) Composição dos ativos tangíveis - O valor desta rubrica é composto por: 31/12/2011 31/12/2010 Taxa anual de depreciaCusto Depreciação Valor Custo Depreciação Valor ção Histórico Acumulada residual Histórico Acumulada residual Descrição Ativos tangíveis Edificações 5% 706 (221) 485 706 (205) 501 Instalações 10% 311 (176) 135 273 (158) 115 Móveis e equipamentos 10% 1.782 (1.404) 378 1.780 (1.377) 403 Sistemas de processamento de dados 20% 1.417 (1.124) 293 1.310 (1.002) 310 Sistemas de segurança 10% 30 (3) 27 2 (2) 1 Sistemas de transporte 20% 361 (243) 118 389 (265) 124 Benfeitorias em imóveis de terceiros 20% 447 (339) 108 556 (350) 206 Total de ativos tangíveis 5.054 (3.510) 1.544 5.016 (3.359) 1.657
Saldo em 31/12/2010
Adições
Baixas
Saldo em 31/12/2011
706 273 1.780 1.312 2 389 554 5.016
– 41 55 364 28 35 – 523
– (3) (53) (259) – (63) (107) (485)
706 311 1.782 1.417 30 361 447 5.054
(205) (158) (1.377) (1.002) (2) (265) (350)
(16) (20) (68) (274) (1) (41) (102)
– 3 41 151 – 63 113
(221) (176) (1.404) (1.124) (3) (243) (339)
(3.359) 1.657 Saldo em 31/12/2009
(520) 2
370 (115)
(3.510) 1.544 Saldo em 31/12/2010
Descrição Adições Baixas Ativos tangíveis - custo histórico Edificações 705 1 – 706 Instalações 290 39 (56) 273 Móveis e equipamentos 2.174 88 (482) 1.780 Sistemas de processamento de dados 2.032 78 (800) 1.310 Sistemas de segurança 3 – (1) 2 Sistemas de transporte 478 36 (125) 389 Benfeitorias em imóveis de terceiros 606 – (50) 556 Total de ativos tangíveis - custo histórico 6.288 242 (1.514) 5.016 Ativos tangíveis - depreciação acumulada Edificações (189) (16) – (205) Instalações (192) (20) 54 (158) Móveis e equipamentos (1.779) (79) 481 (1.377) Sistemas de processamento de dados (1.602) (198) 798 (1.002) Sistemas de segurança (3) – 1 (2) Sistemas de transporte (351) (40) 126 (265) Benfeitorias em imóveis de terceiros (280) (118) 48 (350) Total de ativos tangíveis depreciação acumulada (4.396) (471) 1.507 (3.359) Total de ativos tangíveis - valor residual 1.892 (229) (7) 1.657 NOTA 13 - ATIVOS INTANGÍVEIS (CONSOLIDADO) Composição dos ativos intangíveis - O valor desta rubrica é composto por: 31/12/2011 31/12/2010 Taxa anual AmortizaAmortizade amorCusto ção AcuValor Custo ção AcuValor tização Histórico mulada residual Histórico mulada residual Descrição Ativos intangíveis Desenvolvimento de sistemas 20% 630 (148) 482 200 (120) 80 16 (9) 7 58 (30) 28 Outros Intangíveis 20% Total de ativos 646 (157) 489 258 (150) 108 intangíveis 20% NOTA 14 - ATIVOS NÃO CORRENTES MANTIDOS PARA VENDA (CONSOLIDADO) Composição dos ativos não correntes mantidos para venda: O saldo de ativos não correntes mantidos para venda é composto principalmente por bens recebidos por reintegração de posse e dação de pagamento. Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Ativos não correntes mantidos para venda Bens recebidos por reintegração de posse ou dação em pagamento: - Imóveis 354 275 - Veículos e afins 750 882 13 4 - Máquinas e equipamentos Total de ativos não correntes mantidos para venda 1.117 1.161 Perdas por ajuste a valor de realização de ativos (211) (229) não correntes mantidos para venda Total 906 932 NOTA 15 - OUTROS ATIVOS Composição dos outros ativos - O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Outros ativos Despesas antecipadas 5.307 1.474 Depósitos judiciais 50.459 44.828 Rendas a Receber 267 448 Comissões por coobrigações a receber 20 44 Dividendos e bonificações a receber 524 40 Devedores por liquidações pendentes 3.840 4.464 Impostos e Contribuições a Compensar 3.702 3.685 Tributos Antecipados 4.939 2.027 Investimentos - Títulos Patrimoniais e Ações e Cotas 2.009 1.665 Opções por Incentivos Fiscais 2.427 2.808 Carteira de Crédito - Liquidações Pendentes 1.360 1.352 2.872 2.112 Diversos 77.726 64.947 Total de outros ativos NOTA 16 - PASSIVOS COM INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS - (CONSOLIDADO) a) Composição dos depósitos de instituições financeiras - O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Depósitos de instituições financeiras Obrigações por operações compromissadas 289.124 291.332 Depósitos à vista de instituições financeiras 3.746 4 Depósitos interfinanceiros 569.299 542.786 Obrigações por venda de ativos financeiros (cessão com coobrigação) 159.023 50.372 Total de passivos com instituições financeiras 1.021.192 884.494 b) Composição dos depósitos de instituições financeiras por faixa de vencimento: 31/12/2011 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Descrição meses a 1 ano 3 anos 3 anos Saldo Depósitos de instituição financeira Obrigações por operações compromissadas 289.124 – – – 289.124 Depósitos à vista 3.746 – – – 3.746 Depósitos interfinanceiros 295.286 115.583 59.414 99.016 569.299 Obrigações por venda de ativos financeiros 16.738 48.718 62.653 30.914 159.023 (cessão com coobrigação) 604.894 164.301 122.067 129.930 1.021.192 Total de depósitos de instituições financeiras 31/12/2010 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Descrição Saldo meses a 1 ano 3 anos 3 anos Depósitos de instituição financeira Obrigações por operações compromissadas 291.332 – – – 291.332 Depósitos à vista 4 – – – 4 Depósitos interfinanceiros 212.097 112.940 194.695 23.054 542.786 Obrigações por venda de ativos financeiros (cessão com coobrigação) 6.591 13.869 26.578 3.334 50.372 Total de depósitos de instituições financeiras 510.024 126.809 221.273 26.388 884.494 NOTA 17 - DEPÓSITOS DE CLIENTES (CONSOLIDADO) a) Composição dos depósitos de instituições financeiras - O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Depósitos de clientes Depósitos à vista 11.049 16.779 Depósitos a prazo 348.435 412.066 52.649 78.990 Box de Opções (Captações) 412.133 507.835 Total de passivos com clientes b) Composição dos passivos com clientes por faixa de vencimento: 31/12/2011 Até 3 meses 3 meses a 1 ano a 3 Acima de 3 (1) 1 ano anos anos Descrição Saldo Depósitos de clientes Depósitos à vista de clientes (*) 11.049 – – – 11.049 Depósitos a prazo 90.251 185.759 67.000 5.425 348.435 4.607 32.061 15.981 – 52.649 Depósitos para investimento 105.907 217.820 82.981 5.425 412.133 Total de passivos com clientes 31/12/2010 Até 3 meses 3 meses a 1 ano a 3 Acima de 3 (1) 1 ano anos anos Descrição Saldo Depósitos de clientes Depósitos à vista de clientes (*) 16.779 – – – 16.779 Depósitos a prazo 70.792 164.274 154.335 22.665 412.066 Depósitos para investimento 3.148 18.693 57.149 – 78.990 Total de passivos com clientes 90.719 182.967 211.485 22.665 507.835 (*) Trata-se de operações sem prazos de vencimento. NOTA 18 - TÍTULOS EMITIDOS - (CONSOLIDADO) a) Composição dos títulos emitidos - O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Títulos emitidos Aceites de títulos cambiais 104.904 204.528 Letras de crédito do agronegócio 20.843 2.354 Letras financeiras 288.820 99.369 Letras de arrendamento mercantil 188.187 123.356 Debêntures 185 1.107 Total de títulos emitidos 602.939 430.714 A Financeira Alfa S.A. C.F.I realiza operações de captação através de “Aceites e Emissão de Títulos”. Parte destas captações é garantida por operações de crédito que na data destas demonstrações financeiras perfazem o montante R$ 9.388 (R$ 56.449 em 2010). b) Composição dos títulos emitidos por faixa de vencimento: 31/12/2011 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Descrição meses a 1 ano 3 anos 3 anos Saldo Títulos emitidos Aceites de títulos cambiais 7.239 16.051 73.493 8.121 104.904 Letras de crédito do agronegócio – 16.737 4.106 – 20.843 Letras financeiras – 91.605 196.800 415 288.820 Letras de arrendamento mercantil 23.338 49.482 114.603 764 188.187 Debêntures 185 – – – 185 Total de títulos emitidos 30.762 173.875 389.002 9.300 602.939 31/12/2010 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Descrição meses a 1 ano 3 anos 3 anos Saldo Títulos emitidos Aceites de títulos cambiais 5.307 23.092 163.333 12.796 204.528 Letras de crédito do agronegócio 1.232 1.122 – – 2.353 Letras financeiras – – 98.609 760 99.370 Letras de arrendamento mercantil 7.486 52.547 61.831 1.492 123.357 Debêntures – 942 165 – 1.107 14.025 77.703 323.938 15.048 430.714 Total de títulos emitidos NOTA 19 - EMPRÉSTIMOS E REPASSES - (CONSOLIDADO) a) Composição de empréstimos e repasses - O valor desta rubrica é composto por: Descrição Empréstimos e repasses Obrigações por empréstimos em moeda estrangeira Obrigações por empréstimos no exterior Obrigações por repasses - BNDES Obrigações por repasses - FINAME Total de empréstimos e repasses b) Composição de empréstimos e repasses por faixa de vencimento: Descrição Empréstimos e Repasses Obrigações por empréstimos em moeda estrangeira Obrigações por empréstimos no exterior Obrigações por repasses - BNDES Obrigações por repasses - FINAME Total de empréstimos e repasses
31/12/2011
31/12/2010
60.966 17.869 106.081 178.418 363.334
32.042 12.029 163.116 154.606 361.793
31/12/2011 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de meses a 1 ano 3 anos 3 anos 26.905 1.435 11.948 14.037 54.325
22.082 11.573 8.957 7.477 31.437 47.697 43.023 66.314 105.499 133.061
Saldo
406 60.966 – 17.869 14.999 106.081 55.044 178.418 70.449 363.334
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 9 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 31
ALFA HOLDINGS S.A. SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO CNPJ Nº 17.167.396/0001-69 ALAMEDA SANTOS Nº 466 - SÃO PAULO - SP
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em Milhares de Reais - Exceto Quando Indicado) 31/12/2010 Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Descrição Saldo meses a 1 ano 3 anos 3 anos Empréstimos e Repasses Obrigações por empréstimos em moeda estrangeira 12.675 19.128 239 – 32.042 Obrigações por empréstimos no exterior – 12.029 – – 12.029 Obrigações por repasses - BNDES 8.696 86.272 61.098 7.050 163.116 Obrigações por repasses - FINAME 8.917 24.293 95.548 25.848 154.606 Total de empréstimos e repasses 30.288 141.722 156.885 32.898 361.793 NOTA 20 - PROVISÕES E CONTINGÊNCIAS a) Composição de provisões - O valor desta rubrica é composto por: 2011 2010 Fiscais e Previdenciárias 77.009 72,244 Cíveis e Trabalhistas 12.996 13.629 90.005 85.873 Total No curso normal de suas atividades a Sociedade e suas controladas é parte em processos judiciais envolvendo ações fiscais e previdenciárias, cíveis e reclamações trabalhistas. Estes processos geram passivos contingentes e obrigações legais. A Administração da Sociedade e suas controladas, conforme prescrevem as regras do IAS37, e descrito na nota 3 “q”, constitui provisões para fazer frente a saídas de recursos estimadas para liquidação de passivos contingentes e obrigações legais, as quais são avaliadas por assessores legais levando em consideração a probabilidade de que recursos financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que os seus montantes possam ser estimados com suficiente segurança. b) Movimentação das provisões - O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Fiscais e Cíveis e Movimentação Previdenciárias Trabalhistas Total Saldo Final em 31/12/2010 72.244 13.629 85.873 (+) Complemento e Atualização de Provisão 9.650 1.494 11.144 (–) Baixa por Pagamento/Reversão (4.885) (2.127) (7.012) Saldo Final em 31/12/2011 77.009 12.996 90.005 Consolidado Fiscais e Cíveis e Movimentação Previdenciárias Trabalhistas Total Saldo Final em 31/12/2009 93.027 8.629 101.656 (+) Complemento e Atualização de Provisão 14.814 5.701 20.515 (–) Baixa por Pagamento/Reversão (35.597) (701) (36.298) Saldo Final em 31/12/2010 72.244 13.629 85.873 A Sociedade e suas controladas diretas e indiretas, no curso normal de suas atividades, são partes em processos de natureza fiscal, previdenciária, trabalhista e cível. As respectivas provisões foram constituídas levando-se em consideração a legislação em vigor, a opinião de assessores legais, a natureza e complexidade dos processos, o posicionamento dos tribunais, histórico de perdas e outros critérios que permitiram estimar o seu valor. A Administração considera que as provisões existentes na data destas demonstrações são suficientes para fazer face aos riscos decorrentes destes processos. (a) As obrigações legais e as contingências fiscais e previdenciárias referem-se principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, com destaque para: (i) o alargamento da base de cálculo da COFINS determinado pela Lei nº 9.718/98, (ii) a cobrança da CSLL por alíquotas diferenciadas para o Sistema Financeiro (Isonomia - 1996 a 1998), (iii) a cobrança do PIS pelas Emendas Constitucionais 01/94, 17/97 e (iv) a dedução dos valores da CSLL na base de cálculo do IRPJ. As provisões existentes amparam o risco decorrente das obrigações legais e das contingências fiscais e previdenciárias consideradas como de perda provável, estas envolvendo nossas investidas do ramo financeiro. (b) A controlada Banco Alfa de Investimento S.A. possui outras contingências fiscais e previdenciárias avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco de perda não provável, conforme Deliberação CVM nº 594, de 15/09/09, com destaque para: (i) ISS sobre as operações de arrendamento mercantil: trata-se de autos de infração no montante de R$ 41.862, lavrados por diversos municípios para cobrança de ISS sobre as operações de arrendamento mercantil onde o bem é adquirido, ao passo que o tributo é recolhido ao município onde se encontra a sede da arrendadora, nos termos do artigo 12 “a” do Decreto-Lei nº 406/68 e artigo 3º da Lei Complementar nº 116/03. (ii) ISS - Instituições Bancárias: trata-se de autos de infração no montante de R$ 14.002 lavrados pela Prefeitura de São Paulo para a cobrança de ISS sobre valores registrados em diversas contas contábeis sob a alegação de se tratar de receitas de prestação de serviços. (c) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. Em geral, os pedidos referem-se a horas extras, equiparação salarial, enquadramento na categoria dos bancários, indenização por danos morais e materiais, aviso prévio, férias, 13º salário, PLR, FGTS, indenização substitutiva alusiva ao seguro desemprego, adicional noturno/insalubridade/periculosidade, etc. (d) Em sua maioria as ações judiciais de natureza cível referem-se a revisão de contratos, devolução de tarifas, devolução de valores supostamente cobrados indevidamente, danos morais pela inscrição nos órgãos de proteção ao crédito, exibição de documentos, prestação de contas e inexigibilidade de créditos cobrados face à constatação de fraude, dentre outros, envolvendo, principalmente, nossas investidas do ramo financeiro. Todos os processos cíveis são de responsabilidade de escritórios contratados, com acompanhamento pelo Departamento Jurídico. A Administração da Sociedade e de suas controladas diretas e indiretas considera desnecessária a constituição de provisão para as garantias financeiras prestadas em razão de que suas análises indicarem não ser provável uma saída de recursos para a liquidação destes compromissos. NOTA 21 - OUTROS PASSIVOS a) Composição dos outros passivos - O valor desta rubrica é composto por: Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Outros passivos Recursos em trânsito de terceiros 1.445 8.655 Adiantamentos em moeda nacional recebidos 180 9 Dividendos e bonificações a pagar 10.246 5.747 Participação nos lucros e gratificações a pagar 3.494 2.240 Credores conta liquidações pendentes 840 1.612 Outras obrigações por negociação e intermediação de valores 61 770 Contas a pagar 9.179 4.190 Rendas Antecipadas a Apropriar 386 – Outros 3.859 15.611 Total de outros passivos 29.690 38.834 NOTA 22 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Composição do capital social: Individual e Consolidado 2011 e 2010 Descrição Total Ordinárias Preferenciais Capital R$ mil Saldo inicial 84.682.269 46.011.632 38.670.637 206.127 Aumento de capital 21.514 (*) Saldo final 84.682.269 46.011.632 38.670.637 227.641 (*) Aumento de capital pela Assembleia Geral Extraordinária de 28/04/2011, sem emissão de novas ações. As ações preferenciais estão assim distribuídas: Individual e Consolidado 31/12/2011 Classe de ações PNA PNB TOTAL - Quantidade 14.313.881 24.356.756 38.670.637 Individual e Consolidado 31/12/2010 Classe de ações PNA PNB TOTAL - Quantidade 14.313.881 24.356.756 38.670.637 As ações preferenciais, que não possuem direito de voto, mas possuem as seguintes vantagens: a) da classe “A”, o direito a um dividendo anual de 12% (doze por cento) da parte do capital representada por essa classe de ações preferenciais, pago preferentemente a qualquer dividendo das ações ordinárias; b) da Classe “B”, os decorrentes da letra “c”, adiante; c) o direito de reembolso do capital no caso de amortização de ações ou de liquidação da sociedade. Na forma do artigo 17, § 1º, inciso II, da Lei de Sociedades por Ações, as ações preferenciais terão direito ao recebimento de dividendo, por ação, pelo menos 10% (dez por cento) maior do que o atribuído a cada ação ordinária. b) Reservas: Reserva legal É constituída à razão de 5% do lucro líquido apurado em cada exercício social nos termos do art. 193 da Lei nº 6.404/76, até o limite de 20% do capital social. Reservas de Capital As Reservas de Capital estão assim representadas: 2011 2010 Reservas de Manutenção do Capital de Giro 377 377 Reserva de Incentivos Fiscais 667 667 5.081 4.862 Outras Reservas de Capital Total 6.125 5.906 Reserva de Lucros a Realizar Foi contabilizado na rubrica “Reserva de Lucros a Realizar” o montante de R$ 12.361, calculado sobre o resultado do exercício (R$ 10.270 em 2010 e o valor de R$ 3.378, calculado sobre o efeito da aplicação dos CPC’s no individual e IFRS do consolidado de sociedades controladas dos exercícios de 2010 e 2009, reserva essa aprovada em Assembleia Geral Ordinária realizada em 28/04/2011), sendo composto de dividendos postergados (Quadro I - abaixo) e realizado o valor de R$ 3.398 (R$ 4.483 em 2010), referente aos dividendos recebidos de coligadas, conforme disposição contida no artigo 197, da Lei nº 6.404/76, com redação dada pela Lei nº 10.303, de 31/10/2001, e realizado o valor de R$ 4.923 de reservas anteriores à Lei 10.303 para compor a base do valor para pagamento dos dividendos. A Reserva de Lucros a Realizar está assim representada: Antes da Lei nº 10.303 Após a Lei nº 10.303. Soma Saldo inicial 31/12/2010 92.931 32.541 125.472 Constituição – 11.361 11.361 Realização (4.923) (3.398) (8.321) 31/12/2011 88.008 40.504 128.512 Saldo Final Reservas estatutárias Nos termos da Legislação Societária, a Sociedade e suas controladas diretas e indiretas devem destinar 5% de seu lucro oficial anual, que pode ser utilizada para aumento de capital ou absorção de perdas, mas não pode ser distribuída na forma de dividendos. Lucros acumulados Qualquer lucro que restar após a distribuição de dividendos nos registros legais do Grupo e as apropriações às reservas legais será transferido à Reserva Especial para Aumento de Capital em 90% e Reserva Especial para Dividendos em 10%, até atingirem o limite de 80% e 20%, respectivamente, do Capital Social, e, quando houver excesso, este será eliminado com aumento de capital. c) Dividendos: O Estatuto prevê dividendo mínimo de 25% do lucro líquido, ajustado conforme o disposto no art. 202 da Lei das Sociedades por Ações. Conforme determina a Lei nº 6.404, artigo 17, § 1º, inciso II, estão sendo pagos dividendos 10% maiores para as ações preferenciais da classe “B” do que aos atribuídos às ações ordinárias, devido ao Estatuto não prever pagamento de dividendos fixos para as ações daquela classe. Os dividendos propostos nos exercícios de 2011 e 2010 estão demonstrados abaixo: Quadro I 2011 2010 - Lucro Líquido do Exercício 47.835 43.244 - (–) Resultado da Equivalência Patrimonial (51.015) (45.478) - = Prejuízo Financeiro (3.180) (2.234) - Lucro Líquido do Exercício 47.835 43.244 - Ajuste pela Adoção CPC/IFRS – 14.223 - Valor Base para Destinação do Lucro 47.835 57.467 (2.392) (2.873) - (–) Reserva Legal - Base de cálculo para dividendos 45.443 54.594 - Dividendos Mínimos Obrigatórios (25%) 11.361 13.648 - (–) Lucro Financeiro – – - Dividendos postergados em Reserva de Lucros a Realizar 11.361 13.648 Quadro II Valores dos dividendos calculados sobre realizações de lucros, a serem adicionados aos dividendos mínimos obrigatórios: 2011 2010 - Realização de Lucros de Exercícios Anteriores à Lei 10.303 4.923 – - Percentual 25% 1.231 – - Realização de Lucros no próprio exercício 3.398 4.483 - Total de dividendos líquidos 4.629 4.483 - Imposto de Renda devido de J.C.P. 337 792 - Total Bruto de J.C.P./Dividendos 4.966 5.275 Relativamente ao exercício de 2011, foram pagos juros de capital próprio, com base no balanço intermediário de 30 de junho de 2011, no valor total de R$ 1.693, já liquido do imposto de renda. Para o segundo semestre, estão sendo propostos R$ 291 de juros de capital próprio já líquidos do imposto de renda e o valor de R$ 2.645 a título de dividendos, conforme demonstrado abaixo: Valores propostos para o 2º Valores Semestre Valores pagos totais do no 1º Semestre JCP (líquidos Dividendos exercício (p/ JCP (líquidos de I.R.) de I.R.) (p/lote (por lote de lote de mil (p/lote de mil ações) ações) de mil ações) mil ações) Classes de Ações ON PNA PNB
0,00 117,48 0,00
0,00 20,40 0,00
0,00 184,70 0,00
0,00 322,58 0,00
d) Juros sobre o capital próprio: Os juros sobre o capital próprio são calculados com base nas contas do patrimônio líquido, limitando-se à variação da taxa de juros de longo prazo (TJLP), condicionados à existência de lucros computados antes de sua dedução ou de lucros acumulados e reservas de lucros, em montante igual ou superior a duas vezes o seu valor. Os dividendos são calculados sobre o lucro líquido, conforme determinado nas Demonstrações Financeiras elaboradas de acordo com a legislação societária e as normas e instruções da CVM. A política de remuneração do capital adotada pelo Grupo visa a distribuir juros sobre o capital próprio no valor máximo calculado em conformidade com a legislação vigente, os quais são computados, líquidos de Imposto de Renda na Fonte, no cálculo dos dividendos obrigatórios do exercício previsto no Estatuto Social. NOTA 23 - MARGEM FINANCEIRA O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Receita de juros Operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras 29.800 28.080 Operações de crédito e adiantamentos a clientes 245.304 170.992 Títulos de Investimento 91.531 126.336 Rendas de Repasses Interfinanceiros 5.372 248 Total de receita de juros 372.007 325.656 Despesa de juros Depósitos de Instituições Financeiras (125.636) (106.365) Depósitos de Clientes (41.252) (59.186) Despesas com atualizações Monetárias (496) – Títulos Emitidos (44.714) (32.516) Empréstimos e Repasses (43.102) (22.716) Instrumentos financeiros detidos para negociação (163) (38) (7.526) (7.380) Outros Total de despesa de juros (262.889) (228.201) Margem Financeira 109.118 97.455
NOTA 24 - RESULTADO LÍQUIDO DE SERVIÇOS E COMISSÕES (CONSOLIDADO) O valor desta rubrica é composto por: Consolidado 31/12/2011 31/12/2010
Descrição Receitas de serviços e comissões Administração de recursos de terceiros 3.395 3.736 Comissões sobre avais e fianças prestados 2.858 1.882 Corretagem de câmbio e valores mobiliários 645 792 Serviços de custódia 34 39 Tarifa de cadastro 42 – Tarifa de registro de contratos e garantias 39 – Outros serviços 4.177 2.805 11.190 9.254 Total de receitas de serviços e comissões Despesas de serviços e comissões Comissões e intermediação (3.666) (2.206) Consulta Serasa, Sisbacen e Agências de Informações (1.116) (1.188) Serviços de registro de contratos e garantias (137) (24) Outros serviços (2.625) (1.882) Total de despesas de serviços e comissões (7.544) (5.300) Resultado líquido de serviços e comissões 3.646 3.954 As receitas de administração de recursos de terceiros estão relacionadas aos honorários auferidos pelas empresas do ramo financeiro em atividades fiduciárias, nas quais mantém ou investe ativos em favor de seus clientes. NOTA 25 - OUTRAS RECEITAS O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Reversão de provisões 4.703 13.194 Renda de Câmbio 2.305 250 Lucro na alienação de títulos de investimento 5.007 2.422 Lucro na alienação de bens não de uso próprio 130 252 Lucro na alienação de outros ativos tangíveis – 1 Desconto Recebido - Anistia Fiscal – 2.921 Ação Judicial - CPMF com Trânsito em Julgado – 3.166 Ajuste ao valor de recuperação de outros valores e bens 39 24 Receita de Dividendos e Juros de Capital recebidos 898 993 Outras 963 1.440 Total 14.045 24.663 NOTA 26 - DESPESAS DE PESSOAL O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Salários (15.122) (12.936) Benefícios (3.363) (2.846) Remuneração diretoria e conselho de administração (9.795) (7.309) Encargos sociais e previdenciários (8.309) (6.897) Outros (4.629) (7.163) Total (41.218) (37.151) A remuneração da Diretoria e do Conselho no exercício totalizou R$ 9.795 (R$ 7.309 em 2010). A Sociedade e suas controladas diretas e indiretas não têm por política oferecer plano de pensão e/ou quaisquer tipos de benefícios pós-emprego ou remuneração baseada em ações. NOTA 27 - GASTOS GERAIS ADMINISTRATIVOS O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Aluguéis, condomínio e manutenção de bens (3.368) (2.764) Comunicações (1.194) (1.097) Processamento de dados e informática (4.860) (4.533) Propaganda, publicidade, publicações e relações públicas (1.956) (4.462) Serviços de terceiros (2.369) (3.654) Vigilância e Segurança (604) (392) Transportes e Viagens (1.147) (737) Depreciação e Amortização (466) (466) Despesas tributárias (6.429) (4.250) Outras despesas administrativas (1.992) (6.208) Total (24.385) (28.563) NOTA 28 - OUTRAS DESPESAS O valor desta rubrica é composto por: Consolidado Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Contribuição ao FGC-Fundo Garantidor de Crédito (791) (1.207) Prejuízo na alienação de títulos de investimento (1.496) (1.290) Despesas com assistência ao segurado (204) (324) Ajuste ao valor de recuperação de outros valores e bens (18) (31) Variações cambiais – (4) Provisão para contigências trabalhistas (5.558) (7.634) Processos operacionais (1.043) (7.683) Outros (1.222) 637 Total de outras despesas operacionais (10.332) (17.536) NOTA 29 - IMPOSTOS SOBRE A RENDA CORRENTES - INDIVIDUAL Demonstração do cálculo dos encargos de imposto de renda e contribuição social 2011 2010 IRPJ C. Social IRPJ C. Social Lucros antes das tributações 47.835 47.835 43.244 43.244 - Adições Juros s/o Capital Próprio recebido de coligadas 5.049 5.049 5.333 5.333 Participação no lucro de Administradores (Prov) 450 450 799 799 - Exclusões: Juros de Capital Próprio provisionados (2.322) (2.322) (5.275) ( 5.275) Resultado de Equivalência Patrimonial (51.015) (51.015) (45.478) (45.478) Participação no lucro de Administradores (pago) – (349) – (407) Outras exclusões – – (887) (887) - Lucro (Prejuízo) fiscal antes das compensações (3) (352) (2.264) (2.690) NOTA 30 - NOTAS À DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA Caixa e Equivalentes de Caixa O saldo de caixa e equivalentes de caixa, é representado por disponibilidades e ativos financeiros de alta liquidez, com prazos contratuais inferiores a três meses, que possuem um risco insignificante de mudanças em seu valor justo, e tem como finalidade o gerenciamento dos compromissos de curto prazo da Sociedade e suas controladas. Demonstrativos dos Fluxos de Caixa - Indireto Individual Consolidado Exercícios findos em: 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Nota Explicativa: O caixa e equivalente de caixa apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: No início do exercício 6.131 9.459 190.143 173.349 Disponibilidade 11 20 1.838 2.760 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 6.120 9.439 188.305 170.589 No final do exercício 1.714 6.131 201.672 190.143 Disponibilidade 63 11 2.417 1.838 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 1.651 6.120 199.255 188.305 Variação em caixa e equivalentes de caixa (4.417) (3.328) 11.529 16.794 (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da aplicação foi igual ou inferior a 90 dias NOTA 31 - GERENCIAMENTO DE RISCOS FINANCEIROS (CONSOLIDADO) O Gerenciamento de Riscos é um instrumento essencial para garantir o uso adequado do capital e a melhor relação risco x retorno para o Conglomerado Financeiro Alfa (Banco Alfa de Investimento S.A., Financeira Alfa S.A. - C.F.I, Alfa Arrendamento Mercantil S.A., Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., e Banco Alfa S.A.). O gerenciamento e monitoramento dos riscos envolvidos nas diversas atividades do Conglomerado são realizados por área independente através de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e do acompanhamento constante das posições assumidas através de técnicas específicas, consoante às diretrizes estabelecidas pela Administração. O gerenciamento dos riscos de liquidez e mercado no Conglomerado Financeiro Alfa é realizado de forma consolidada para todas as empresas integrantes do Conglomerado. Isto decorre do fato de que o caixa das entidades integrantes do Conglomerado é gerenciado de forma unificada. Esta nota explicativa demonstra os dados em formato gerencial, tal como analisados pela administração do Conglomerado, e por este motivo estes dados refletem o consolidado operacional das empresas integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa. a) Risco de crédito Risco de Crédito é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes, dentre outras, mas principalmente, das seguintes situações: A. Da inadimplência dos tomadores de crédito (pessoas físicas, empresas, instituições financeiras) na liquidação dos compromissos assumidos sob posições de empréstimos, ativos financeiros e ou seus respectivos instrumentos derivativos. B. Da possibilidade de desembolsos financeiros para honrar avais, fianças, compromissos de crédito, coobrigações ou operações de natureza semelhante. C. De possíveis renegociações, em termos mais desfavoráveis, das condições pactuadas na operação original. A estrutura de gerenciamento de risco de crédito do Conglomerado Financeiro Alfa deve, em conformidade com as disposições do Art. 3º, da Resolução nº 3.721 do Banco Central do Brasil, de 30/04/2009, permitir a identificação, mensuração e controle dos riscos associados às operações de crédito, bem como a aplicação de mitigadores a estes riscos. Ressalta-se que, este objetivo estende-se a todas as empresas integrantes do Conglomerado Financeiro. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de crédito encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. i) Exposição máxima ao risco de crédito: Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Exposição ao risco de crédito Saldos de “Disponibilidades em Bancos” 9.645 8.929 Instrumentos financeiros derivativos 29.418 20.177 Operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras 3.058.166 987.408 Operações de crédito e adiantamentos a clientes 4.019.752 3.979.954 Títulos para investimento 3.545.330 4.167.034 Subtotal 10.662.311 9.163.502 713.692 745.504 Avais e fianças prestados Total de exposição ao risco de crédito 11.376.003 9.909.006 ii) Descrição das garantias Os instrumentos financeiros sujeitos ao risco de crédito são submetidos a criteriosa avaliação de crédito preliminar à contratação e desembolso e ao longo do prazo das operações. As análises de crédito se baseiam no entendimento das características operacionais dos clientes, sua capacidade de endividamento, considerando fluxo de caixa, histórico de pagamentos, reputação creditícia e consideram, subsidiariamente, as garantias que podem suportar estas operações. Os contratos celebrados preveem as garantias consideradas necessárias e autorizam chamadas para reforço de garantias sempre que a situação creditícia das contrapartes apresente deterioração que justifique tal procedimento, o que é acompanhado sistematicamente pelo Departamento de Crédito. As operações de crédito e adiantamentos a instituições financeiras são realizadas pelas Instituições Financeiras Alfa somente a instituições ranqueadas internamente como “AA”, e se constituem, conforme apresentado na nota 8, principalmente de aplicações em operações compromissadas às quais se caracterizam por estarem lastreadas/garantidas por títulos do governo federal. As operações de crédito e adiantamentos a clientes, conforme apresentadas na nota 9, estão representadas principalmente por operações de: • CDC de Veículo e operações de arrendamento mercantil financeiro, as quais têm como garantias os próprios bens financiados, para os quais é política do Grupo exigir uma participação inicial mínima do cliente com recursos próprios de, no mínimo, 20%, o que faz assegurar a suficiência das garantias ao longo do prazo das operações. • Créditos consignados em folha de pagamento, os quais são concedidos com vinculação e desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento destes funcionários, em sua maioria funcionários públicos estáveis, com comprometimento máximo de renda de até 30%, conforme determina a regulamentação específica do produto. • As Operações de Capital de Giro são garantidas por recebíveis, notas promissórias, avais e fianças prestadas pelos seus proprietários e ocasionalmente por garantias reais; • Repasses de recursos do BNDES/Finame são suportados por garantias reais; • Adiantamentos de contrato de câmbio são garantidos por notas promissórias, avais e fianças prestadas, e pelos recebíveis gerados por ocasião das exportações. • Operações de vender são garantidas por recebíveis gerados pelo tomador final dos recursos e possuem garantia de aval ou fiança da empresa contratante. Os títulos para investimento são representados em sua grande maioria por títulos do governo federal, entendidos como de risco mínimo. Quotas de fundos de investimento e debêntures em geral são garantidas por notas promissórias e avais. iii) Concentração por segmento Consolidado Operações de créditos e Operações adiantamen- de créditos Títulos Investimentos a instituie adiantade tos Avais e Disponibilições finanmentos a investi- financeiros fianças dade em Descrição ceiras clientes mentos derivativos prestadas Bancos TOTAL Em 31/12/2011 Atacado 228.758 858.665 850.416 5.341 173.898 1.675 2.118.754 Varejo 655.713 881.252 138.246 18.904 – 675 1.694.790 Total 884.471 1.739.918 988.661 24.245 173.898 2.350 3.813.544 Em 31/12/2010 Atacado 160.650 793.672 685.876 887 181.650 1.646 1.641.085 Varejo 199.932 747.122 104.972 25.671 – 529 1.077.697 Total 360.582 1.540.794 790.848 26.558 181.650 2.175 2.718.782 iv) Análise da composição do saldo de operações de crédito e adiantamentos a clientes por setor de atividade: A composição da carteira de operações de crédito e adiantamentos a clientes por setor de atividade é apresentada a seguir: Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Setor de Atividade Saldo % Saldo % Setor Público 2.404 0,1% 4.563 0,3% Setor privado - rural 4.309 0,2% 5.720 0,4% - indústria 590.332 33,6% 493.967 32,1% - comércio 161.396 9,2% 189.274 12,3% - intermediários financeiros 61.402 3,5% 43.707 2,8% - outros serviços 337.111 19,2% 323.848 21,0% - pessoas físicas 601.069 34,2% 479.715 31,1% Total da Carteira 1.758.023 100,0% 1.540.794 100,0% v) Concentração da carteira de crédito e adiantamento a clientes: A concentração da carteira de operações de crédito e adiantamentos a clientes é composta conforme a seguir: Conglomerado Financeiro Alfa 31/12/2011 31/12/2010 Descrição Saldo % Saldo % Maior devedor 227.748 3,1 217.560 4,2 Total dos 20 maiores devedores 1.874.688 25,9 1.996.626 38,7 Total dos 50 maiores devedores 3.229.807 44,5 3.263.377 63,2 Total dos 100 maiores devedores 4.219.500 58,2 4.006.547 77,6
vi) Composição das operações de crédito e adiantamentos a clientes por faixa de vencimento: A composição operações de crédito e adiantamentos a clientes distribuídas por faixa de vencimento é apresentada a seguir: Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Descrição A vencer Vencidos Total % A vencer Vencidos Total % Parcelas vincendas - a vencer até 180 dias 731.567 704 732.271 41,8 631.914 1.376 633.290 41,2 - a vencer entre 181 e 360 dias 301.344 459 301.803 17,2 293.599 641 294.240 19,1 - a vencer acima 721.406 711 722.117 41,0 609.916 1.117 611.032 39,6 de 360 dias Total vincendas 1.754.317 1.874 1.756.191 100,0 1.535.429 3.134 1.538.563 99,9 Parcelas vencidas - vencidos até 60 dias – 616 616 – – 648 648 – - vencidos de 61 a 180 dias – 713 713 – – 740 740 – - vencidos acima de 180 dias – 503 503 – 302 540 842 0,1 Total vencidas – 1.832 1.832 – 302 1.928 2.230 0,1 Total da Carteira 1.754.317 3.706 1.758.023 100,0 1.535.731 5.062 1.540.794 100,0 b) Risco de Liquidez O controle e estratégia de liquidez são decididos pelo Comitê de Caixa que se reúne diariamente antes do início das operações, com o objetivo de avaliar o comportamento dos diversos mercados de juros, dólar e bolsas, domésticos e internacionais, bem como, definir as estratégias do dia e avaliar o fluxo de caixa das empresas financeiras. O Comitê de Caixa gerencia o risco de liquidez concentrando sua carteira em ativos de alta qualidade e de grande liquidez, cujas posições são monitoradas on-line e casadas cuidadosamente quanto a moedas e prazos. Adicionalmente, os controles do risco de liquidez utilizam-se de fluxo de caixa projetado diariamente, adotando-se as premissas de fluxo de vencimento das operações financeiras, fluxo de caixa de despesas, o nível de atraso nas carteiras e antecipação de passivos. Gerenciamento do risco de liquidez A abordagem do Conglomerado Financeiro Alfa com relação ao gerenciamento de liquidez é assegurar, o máximo possível, que o Conglomerado terá sempre a liquidez necessária para cumprir com suas obrigações nos devidos vencimentos, sob condições normais e de estresse, sem incorrer em perdas inaceitáveis ou colocar em risco a reputação da organização. Análise dos instrumentos financeiros por prazo contratual remanescente A tabela abaixo demonstra em formato gerencial e consolidando dados financeiros de todas as entidades legais integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa os fluxos de caixa não descontados referentes aos ativos e passivos financeiros, tal como utilizados pela administração. As entradas e saídas brutas apresentadas na tabela abaixo referem-se ao fluxo de caixa não descontado contratual relacionado aos ativos e passivos financeiros. 31/12/2011 De 3 Até 3 meses De 1 ano Acima meses a 1 ano a 5 anos de 5 anos Descrição Total Ativos Financeiros Disponibilidades 9.648 – – – 9.648 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 2.040.081 630.201 1.658.221 – 4.328.503 Títulos e Valores Mobiliários 549.114 77.836 2.452.211 693.547 3.772.708 Operações de Crédito 1.631.962 1.739.728 1.894.735 45.236 5.311.661 Outros Créditos 109.849 237.213 – – 347.062 4.340.654 2.684.978 6.005.167 738.783 13.769.582 Total de Ativos Financeiros Passivos Financeiros Depósitos Interfinanceiros 2.150.003 2.603.571 465.411 – 5.218.985 Depósitos a Prazo 228.014 964.430 872.856 – 2.065.300 Operações Compromissadas 2.591.246 – – – 2.591.246 Títulos Emitidos 1.965.478 66.502 205.909 – 2.237.889 Outras Obrigações 129.724 211.837 1.658 – 343.219 Total de Passivos Financeiros 7.064.465 3.846.340 1.545.834 – 12.456.639 31/12/2010 De 3 Até 3 meses a 1 De 1 ano Acima Descrição meses Total ano a 5 anos de 5 anos Ativos Financeiros Disponibilidades 1.797 – – – 1.797 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 1.306.815 215.713 814.903 – 2.337.431 Títulos e Valores Mobiliários 1.508.840 1.065.711 2.053.798 33.581 4.661.930 Operações de Crédito 1.327.815 1.353.347 1.815.941 302.730 4.799.833 Outros Créditos (op. de câmbio) 55.836 60.707 980 – 117.523 Total de Ativos Financeiros 4.201.103 2.695.478 4.685.622 336.311 11.918.514 Passivos Financeiros Depósitos Interfinanceiros 1.208.546 436.449 1.149.798 – 2.794.793 Depósitos a Prazo 299.191 792.837 900.237 69.065 2.061.330 Operações Compromissadas 2.511.871 – – – 2.511.871 Títulos Emitidos 75.997 478.022 2.382.967 43.510 2.980.496 54.639 106.474 980 – 162.093 Outras Obrigações - Câmbio Total de Passivos Financeiros 4.150.244 1.813.782 4.433.982 112.575 10.510.583 c) Risco de mercado O risco de mercado está relacionado à probabilidade de perda decorrente dos impactos de flutuações dos preços e taxas de mercado sobre as posições ativas e passivas da carteira própria do Conglomerado. A política global em termos de exposição a riscos de mercado é conservadora, sendo a estratégia e os limites de VaR (Value at Risk) definidos pelo Comitê de Gestão de Risco de Mercado e seu cumprimento acompanhado diariamente por área independente à gestão das carteiras, através de métodos e modelos estatísticos e financeiros desenvolvidos de forma consistente com a realidade de mercado. A metodologia para apuração do VaR é baseada no modelo paramétrico, com intervalo de confiança de 99% para o horizonte de tempo de um dia e as volatilidades são calculadas pela metodologia EWMA com a utilização de lâmbda de 0,94. Além do VaR, são adotados os parâmetros de risco acumulado mensal e cenários de estresse em que são elaborados cenários históricos e hipotéticos para as taxas de mercado e verificados os possíveis impactos nas posições. As informações para elaboração das curvas de mercado são obtidas através da tabela de taxas médias divulgada diariamente pela BM&FBOVESPA S.A.. Complementando a estrutura de acompanhamento, controle e gestão de riscos de mercado, são calculados diariamente os valores exigidos de capital para cobertura das exposições ao risco de mercado, em conformidade com a Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.490 de 29/08/2007. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de mercado encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. i) Resumo da posição de VAR das carteiras do Conglomerado Financeiro Alfa: O quadro abaixo apresenta o VaR-Value at Risk calculado segundo o modelo paramétrico, com intervalo de confiança de 99% para o horizonte de tempo de um dia, considerando, tal como utilizado pela administração do Conglomerado, os dados consolidados de todas empresas integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa. Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Risco de variação cambial 73 57 Risco de taxas de juros 2.221 4.000 Outros riscos de preços 859 1.152 Covariância (1.304) (1.706) Geral 1.849 3.503 ii) Análise de sensibilidade ao risco de taxa de juros O gerenciamento do risco da taxa de juros em relação aos limites da diferença da taxa de juros é complementado pelo monitoramento da sensibilidade dos ativos e passivos financeiros do Conglomerado Financeiro Alfa, a vários cenários padrões e não padrões de taxas de juros. Uma análise da sensibilidade do Conglomerado Financeiro Alfa que inclui além do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas, a Financeira Alfa S.A. - C.F.I. e o Banco Alfa S.A., que integram no conjunto, o consolidado operacional conforme descrito na nota 1. Com relação a um aumento ou diminuição nas taxas de juros do mercado é apresentado abaixo: Deterioração de Deterioração de MTM Estresse-Alfa 25% 50% Descrição Exposição Cenário A Cenário B Cenário C 31/12/2011 Prefixado 1.906.759 (9.184) (19.755) (38.036) Índice de preços 96.825 (1.775) (1.238) (2.448) Variação cambial (3.702) (393) (925) (1.851) (4.029) (460) (1.059) (2.118) Cupom cambial Geral 1.995.853 (11.812) (22.977) (44.453) 31/12/2010 Prefixado 3.164.427 (44.357) (75.879) (146.409) Índice de preços 173.022 (4.243) (4.829) (9.446) Variação cambial 5.309 (620) (1.327) (2.654) Cupom cambial 1.859 (438) (465) (930) Geral 3.344.617 (49.658) (82.500) (159.439) O quadro acima apresenta o valor das exposições em análise considerando o Conglomerado Financeiro Alfa, descrito na nota 1, e os testes de sensibilidade para três cenários de estresse possíveis: a) Situação de estresse determinada pela administração do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas e aprovado em seu Comitê de Gestão de Riscos de Mercado (CGRM); b) Situação de estresse com deterioração de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) na variável de risco considerada; e c) situação de estresse com deterioração de, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) na variável de risco considerada. É importante salientar que os cenários “b” e “c”, referem-se a cenários que a administração do Banco não acredita que possam ocorrer. Quanto ao cenário “a”, a administração entende que se trata de uma situação possível de ocorrer. Risco Operacional A Gestão de Risco Operacional tem por objetivo a identificação, avaliação e monitoramento dos riscos operacionais, conceituados na Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.380 de 29/06/2006, aos quais o Conglomerado está sujeito, e a consequente adoção de medidas preventivas. Tais ações visam resguardar nossa imagem de integridade e correção perante a comunidade, acionistas, colaboradores e autoridades reguladoras, gerando benefícios resultantes da boa gestão destes riscos. Em conformidade com a política institucional, o gerenciamento do risco operacional é de responsabilidade do departamento de Gestão de Riscos. Este departamento reporta-se diretamente à Controladoria, que além de coordenar diretamente as atividades inerentes ao processo, desempenha também o papel de disseminador da cultura de prevenção ao risco operacional pelo Conglomerado. É sua responsabilidade reportar ao Comitê de Controles de Risco Operacional a identificação e ações para correção de eventuais deficiências de controle e gerenciamento de riscos operacionais. Cabe ressaltar que as medidas tomadas e registradas em atas neste comitê serão acompanhadas diretamente pela Presidência e Conselho de Administração do Conglomerado. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco operacional encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. NOTA 32 - ÍNDICES DE SOLVÊNCIA O índice de solvabilidade atingiu 19,91% ao final do semestre demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil e o mínimo de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. Para efeito do cálculo, utilizamos as demonstrações financeiras combinadas das instituições financeiras (Consolidado Operacional), elaborado por nossas investidas do ramo financeiro. R$ mil Parcelas de capital 31/12/2011 31/12/2010 Parcela PEPR 987.004 868.919 Parcela PCAM – 3.122 Parcela PJUR[1] 2.072 2.034 Parcela PJUR[2] – 109 Parcela PJUR[3] 1.966 7.136 Parcela PJUR[4] 1 49 Parcela PACS 195 1.479 Parcela POPR 84.169 73.902 Parcela RBAN 10.689 7.234 Patrimônio de Referência Exigido (PRE) 1.075.409 956.750 Patrimônio de Referência (PR) 1.862.365 1.731.852 Patrimônio de Referência para limite de compatibilização 1.862.365 1.731.852 776.268 767.868 Margem ou Insuficiência Indice da Basiléia 19,05% 19,91% NOTA 33 - ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS DE TERCEIROS A controlada Banco Alfa de Investimento S.A. é responsável pela administração de recursos de terceiros. O patrimônio líquido dos Fundos de Investimentos e das Carteiras de Particulares administrados pelo Banco Alfa de Investimento S.A. totaliza R$ 4.373.508 (R$ 4.262.966 em 2010) na data do balanço. NOTA 34 - TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Sempre em concordância com os dispositivos legais vigentes e com as normas expedidas pelo Banco Central do Brasil, são efetuadas operações com empresas controladas e ligadas à taxas e valores médios usuais de mercado. Em 2011: Empresas Ativo Passivo Despesas Receitas Banco Alfa de Investimento S.A. 532.239 133.064 (7.986) 16.553 Financeira Alfa S.A. C.F.I. 185.799 498.004 (37.400) 14.115 Metro - Dados Ltda. 260 – (28) 580 Metro Tecnologia Informática Ltda. 4.456 94.265 (11.018) 2.051 Em 2010: Empresas Ativo Passivo Despesas Receitas Banco Alfa de Investimento S.A. 203.107 116.860 (14.349) 16.553 Financeira Alfa S.A. C.F.I. 119.037 181.357 (15.406) 10.850 Metro - Dados Ltda. 343 4 (54) 29 Metro Tecnologia Informática Ltda. 984 28.400 (3.350) 1.317 Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembleia Geral anual dos acionistas é estabelecida a remuneração para os membros do Conselho da Administração e Diretoria. Em 2011, foi determinado o valor médio de remuneração mensal no montante em até R$ 100 (2010, R$ 100). (1) Benefícios - Conselho de Administração e Diretoria: Em 2011, no montante de R$ 1.116 (2010 - R$ 1.105) Participação no Resultado, R$ 349 (R$ 407 em 2010). A Alfa Holdings S.A. não possui para o pessoal-chave da Administração, benefícios pós-emprego, benefícios de longo prazo e de rescisão de contrato de trabalho. (2) Conforme legislação em vigor, a Alfa Holdings S.A. não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; - Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital com mais de 10%; - Pessoas jurídicas que participem com mais de 10% da própria empresa, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau; Dessa forma, não são efetuados pela Alfa Holdings S.A. empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. (3) Participação acionária: Os membros do Conselho de Administração possuem em conjunto a seguinte participação acionária em 31 de dezembro de 2011: Preferenciais, 32,238 % e do total de ações, 16,803%.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
32 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 9 de março de 2012
ALFA HOLDINGS S.A. SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO CNPJ Nº 17.167.396/0001-69 ALAMEDA SANTOS Nº 466 - SÃO PAULO - SP CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
DIRETORIA
PAULO GUILHERME MONTEIRO LOBATO RIBEIRO - Presidente LUIZ ALVES PAES DE BARROS WALDIR DE CAMPOS ANDRADE
CONTADOR
PAULO GUILHERME MONTEIRO LOBATO RIBEIRO - Diretor Presidente RUBENS GARCIA NUNES - Diretor Vice-Presidente CHRISTOPHE YVAN FRANÇOIS CADIER - Diretor
FRANCISCO MAFRA PEREIRA FILHO TCCRC 104497-O-9
PARECER DO CONSELHO FISCAL Os membros do Conselho Fiscal da Alfa Holdings S.A. aprovam, por unanimidade, o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, individuais e consolidadas, preparadas com base no IFRS. Os membros do Conselho Fiscal recomendam a sua aprovação pela Assembleia Geral. São Paulo, 29 de fevereiro de 2012 Eurico Ferreira Rangel
Paulo Caio Ferraz de Sampaio
Rubens Barletta
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Acionistas, Conselheiros e Diretores da Alfa Holdings S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Alfa Holdings S.A., identificadas como Individual e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB, e de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante.
e
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Alfa Holdings S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas Em nossa opinião as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Alfa Holdings S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB e as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Ênfase Conforme descrito na nota explicativa n° 2, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Alfa Holdings S.A. essas práticas diferem do IFRS, aplicável às demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas e coligadas pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto. Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 29 de fevereiro de 2012
KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0
Não ficamos tentando ser concorrentes dos itens que os chineses trazem para cá, vamos atrás do diferencial, do design, da criatividade, do belo. Edvaldo Figueira, gerente nacional da Branyl
conomia
Têxteis estão otimistas para 2012 Apesar de desempenho negativo em janeiro, setor de cama, mesa e banho faz previsões positivas para este ano e vê recuperação ainda no primeiro semestre. Fotos: Divulgação/Edson Pelence
Exportação em baixa, mira no Brasil.
A
A linha Bionatural, da Altenburg (dir.), foi criada para atender a nova classe média.
Darlene Delello*
A
A coleção Generator Rex é um dos lançamentos para aumentar a receita da Lepper
Texfair Home 2012 traz na sua 13ª edição mais do que tendências do segmento cama, mesa, banho e decoração para os empresários do varejo. Ela sinaliza o otimismo dos fabricantes em uma retomada na produção e nas vendas, afetadas em 2011, em especial, pela crise do algodão. A maior feira da América Latina do setor têxtil, realizada em Blumenau (SC), reúne até hoje, 105 expositores e mais de 300 marcas. Além de um aumento de 15% no número de empresas participantes, o otimismo na Texfair é evidenciado pela estimativa de crescimento dos fabricantes neste ano, que varia entre 15% e 48%. Apesar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatí sticas (IBGE) ter divulgado na q ua r ta -f e ir a que a indústria têxtil teve queda de 5 , 6 % e m j aneiro deste ano, comparado com igual mês em 2011, o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex), Ulrich Kuhn, afirma que, neste primeiro semestre, o setor, principalmente o segmento de cama, mesa e banho, já teve uma retomada. "A ex-
pectativa para 2012 é de crescimento entre 5% e 6%. É sobre uma base fraca, no entanto o importante é que sinaliza recuperação." Kuhn aconselha os empresários a usar o tempo gasto para reclamar das importações da China para discutir o Custo Brasil, competitividade e inovações. "O que não pode é se acomodar. Tem de lutar. Um bom exemplo é a Buettner, que entrou com pedido de recuperação judicial e mesmo assim está na feira fechando negócios", afirma. Perspectivas – A Altenburg, de Blumenau, especializada na produção de enxovais para quartos, está apostando em dois lançamentos na Texfair: a Coleção Bionatural e a Coleção Blend. A primeira é confeccionada em ecopercal 180 fios e não passa pelo processo de alvejamento, o que economiza água. De acordo com Rafael Locks, gerente de desenvolvimento de produto da empresa, só nesta primeira edição, 250 mil litros de água já deixaram de ser usados. Já a Coleção Blend cria um conceito de sensações e texturas e mistura materiais como malha e o plush em microfibra. Gláucio Gil, diretor-comercial e de marketing, diz que a meta da Altenburg para este ano é ousada: crescer 25% sobre 2011, que teve queda de 15% na receita ante 2010. A Lepper, de Joinville (SC), especialista em licenciamento para cama e banho, levou para a feira grandes apostas: dois novos licenciamentos infantis, a coleção do Homem Aranha e a do desenho Generator Rex. Só com o Homem Aranha, a
empresa espera faturar 30% mais. Além das linhas importadas para bebê e cozinha. Para 2012, o crescimento aguardado pela Lepper é de 48% sobre 2011, que fechou com retração em relação a 2010, de acordo com o diretor de marketing, Ênio Kohler. A Branyl, fabricante de cortinas e tecidos de São Paulo, levou para a feira 19 lançamentos de cortinas e 30 novos tecidos para decora- Divulgação ção, colchões e indústria moveleira. A estimativa é que a participação na feira, além de já ter gerado clientes na Venezuela, Colômbia e Jordân i a , re s p o n d a por um aumento de 20% na produção. Para o ano de 2012, a expectativa é crescer 12% em relação ao ano passado. O segredo para o sucesso, na opinião de Edvaldo Figueira, gerente nacional da Branyl, é se antecipar. "Estamos preparando nossas coleções com antecedência. Não ficamos tentando ser concorrentes dos itens que os chineses trazem para cá, vamos atrás do diferencial, do design, da criatividade, do belo. Quem tem o que mostrar, suplanta qualquer dificuldade", garante Figueira. *A jornalista viajou a convite da organização da Texfair Home
O jogo de lençol do Homem Aranha pode ser comprado em vários tecidos com diferentes preços
queda de quase 50% nas exportações do segmento de cama, mesa e banho – 2011 fechou com vendas externas somando US$ 121 milhões em têxteis para o lar após embarques de US$ 227 milhões em 2010 –, que ocorreu pela forte retração dos mercados em crise e pelas medidas protecionistas, como as da Argentina, está fazendo com que os grandes fabricantes se voltem para o mercado interno. Segundo Ulrich Kuhn, do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex), conscientização e inovação são alguns dos remédios para alavancar o segmento em 2012 e gerar mais empregos formais. Pensando nisso, parte dos fabricantes tem apostado na classe média – o grupo consumidor que mais gasta atualmente com produtos para o lar – para criar coleções e alavancar vendas. Edvaldo Figueira, gerente nacional da Branyl, diz que, com o aumento do poder aquisitivo, a nova classe média está ficando mais exigente e quer o melhor para realizar seu sonho de consumo. "Tanto que desenvolvemos produtos voltados para a classe C, como a linha Different, que atende a exigência desse público pelo novo e belo, e cabe no seu bolso", diz Figueira. A linha Bionatural da Altenburg, com o ecopercal 180 fios, foi criada para a classe média, que, segundo o gerente de desenvolvimento de produto da empresa, Rafael Locks, acha "bacana" ser sustentável. Locks destaca ainda que a facilidade no crédito tem levado naturalmente a classe C a comprar os produtos da marca, antes direcionados para o público A e B. De olho nessa classe, a Lepper oferece produtos acessíveis para consumidores de diversas classes, como as coleções licenciadas. "Temos os mesmos produtos em materiais distintos. O jogo de lençol do Homem Aranha, por exemplo, poderá ser encontrado em 100% algodão, malha de algodão e tecido misto com poliéster, obviamente com custo mais baixo", explica o diretor de marketing, Ênio Kohler. (DD)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 9 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 33
BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. C.N.P.J. 60.770.336/0001-65 - CARTA PATENTE Nº 1461/1966 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO-SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO Ouvidoria: 0800-7220140
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à sua apreciação as demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A. correspondentes às atividades desenvolvidas no exercício de 2011, acrescidas das notas explicativas, do Relatório dos Auditores Independentes sobre as demonstrações financeiras e do Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria. 1. Cenário Econômico A Europa, que segue no foco dos mercados há vários meses, vem provocando muitas incertezas quanto ao rumo da economia global. Os impasses políticos para solucionar a crise de endividamento e os receios com a possibilidade de a região entrar em recessão vem provocando muita volatilidade nos ativos de risco. Nos últimos dias diversas nações da zona do euro foram acometidas por rebaixamentos em seus ratings de crédito em função da deterioração da capacidade de honrarem seus compromissos junto a credores (inclusive a França, que é a segunda maior economia da região) e o uso da linha de crédito overnight do BCE vêm atingindo recordes históricos - um forte indicador de que os bancos estão relutantes em emprestar recursos a outras instituições financeiras privadas. No entanto é importante destacar que por outro lado os últimos leilões de títulos soberanos foram bem-sucedidos, com forte demanda e redução das taxas de retorno aos investidores. As atenções durante o primeiro semestre deverão permanecer voltadas às rolagens das dívidas soberanas nos próximos meses e sobretudo à renegociação da dívida grega junto aos credores privados a fim de se evitar um default desordenado. Nos Estados Unidos, embora os últimos dados tenham agradado aos mercados, indicando retomada gradual da atividade, o desemprego e a falta de confiança dos consumidores ainda permanecem em níveis elevados, colocando em dúvida a eficácia do suporte da atual política monetária para incentivar a economia. Os impasses políticos para conciliar o aperto fiscal e o crescimento econômico seguem como o principal desafio para uma solução de longo prazo, e para as próximas semanas, os agentes deverão continuar a monitorar de perto os dados da maior economia do mundo. Quanto à China, que segue juntamente com outros países emergentes como a esperança de condutora do crescimento global, diminuiu por ora as preocupações de um hard landing com a divulgação do PIB do 4º Trimestre do ano passado - o crescimento foi de 8,9%, ante estimativas de 8,6%. Para os próximos meses o mercado aguarda novas medidas de estímulo do governo, como nova redução do compulsório a fim de prover mais liquidez à economia e deverá seguir acompanhando os indicadores de atividade. No Brasil, as incertezas vindas do exterior e os temores de desaceleração global fizeram o governo promover cortes sucessivos de juros desde agosto, mesmo diante de pressões inflacionárias. O IPCA de 2011 registrou avanço de 6,50%, no teto da meta. Declarações recentes de autoridades monetárias mostrando mais preocupação com a inflação ancoraram alta nas taxas futuras no início de janeiro. Ao longo dos próximos meses os investidores deverão continuar a avaliar os próximos dados de emprego e produção e o cenário externo, que deverão mexer com a expectativa dos investidores e trazer volatilidade para o mercado de juros. Em relação ao mercado de câmbio, o foco continuará no desenrolar da crise de confiança européia. Caso a economia global consiga mostrar alguma recuperação, mesmo que seja pequena, o desejo de ter dólar será menor entre os investidores. Entretanto, no caso de aprofundamento da desconfiança do investidor em relação à viabilidade da União Européia o dólar continuará se valorizando em 2012. 2. Desempenho das Atividades Resultado do Exercício O lucro líquido do Banco atingiu R$ 67,5 milhões no exercício, correspondendo à rentabilidade de 6,5%
(2010 8,4%) sobre o patrimônio líquido inicial de R$ 1.042,5 milhões. A cada lote de mil ações do capital social do Banco correspondeu o lucro líquido de R$ 748,24. Os juros sobre o capital próprio atingiram R$ 18,8 milhões no exercício, correspondendo aos valores brutos de R$ 99,25 e R$ 372,42 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, conforme nota explicativa nº 11 letra “b”. Os juros sobre o capital próprio referente ao primeiro semestre totalizaram R$ 8,4 milhões, correspondendo aos valores brutos de R$ 32,15 e R$ 186,21 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, e para o segundo semestre de 2011 foi aprovado o valor de R$ 10,4 milhões, correspondente a R$ 67,10 e R$ 186,21 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente. Patrimônio Líquido O patrimônio líquido atingiu o valor de R$ 1.092,4 milhões ao final do exercício. O valor patrimonial para cada lote de mil ações alcançou R$ 12.108,7, com crescimento de 4,8% no exercício. A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 28/04/2011, homologada pelo Banco Central do Brasil em 03/06/2011, aprovou o aumento do capital social para R$ 476,0 milhões mediante incorporação de reservas de lucros. O índice de solvabilidade instituído pelo Comitê da Basiléia e normatizado pelo Banco Central do Brasil atingiu 19,05% ao final do exercício, demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado tanto com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil quanto com o de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. Rating O Banco Alfa de Investimento S.A. e demais instituições integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, mantiveram suas boas avaliações de risco de crédito em nível nacional junto às seguintes agências de classificação de risco: • Austin Rating: classificação “AA+”. • Fitch Ratings: “F1+ (bra)” para crédito de curto prazo, “AA- (bra)” para crédito de longo prazo e “5” para suporte legal. • Moodys: “C-” para Força Financeira de Bancos, “Baa2”, para depósito global de longo prazo em moeda local, “Prime-3” para depósito global de curto prazo em moeda local, “Baa2” para depósito de longo prazo em moeda estrangeira, “Prime-3” para depósito de curto prazo em moeda estrangeira, “Aaa.br” para depósito de longo prazo na escala nacional brasileira, “BR-1” para depósito de curto prazo na escala nacional brasileira. Recursos Captados e Administrados O volume de recursos captados e administrados pelo Banco atingiu R$ 13.832,9 milhões e CONSOLIDADO R$ 13.718,7 milhões no final do exercício. Esses recursos estavam representados por R$ 3.976,0 milhões e CONSOLIDADO R$ 2.996,8 milhões incluindo depósitos à vista, interfinanceiros e a prazo; R$ 2.588,5 milhões em captações no mercado aberto (individual e CONSOLIDADO); R$ 1.033,4 milhões em repasses do BNDES (individual e CONSOLIDADO); R$ 215,9 milhões em box de opções flexíveis (individual e CONSOLIDADO); R$ 323,3 milhões em empréstimos obtidos no exterior (individual e CONSOLIDADO); R$ 1.270,2 milhões e CONSOLIDADO R$ 2.135,2 milhões em recursos de aceites e emissão de títulos; R$ 52,1 milhões em venda de ativos (individual e CONSOLIDADO) e R$ 4.373,5 milhões em fundos de investimento e carteiras administradas (individual e CONSOLIDADO). Ativos e Empréstimos O ativo total alcançou R$ 10.765,0 milhões e CONSOLIDADO R$ 10.853,1 milhões ao final do exercício.
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO (EM R$ MIL)
ATIVO
Individual 2011 2010 6.349.938 5.735.112 6.737 6.666 1.574.148 514.928 550.296 100.430 1.023.852 414.498
Circulante Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações no Mercado Aberto Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 04) 2.194.014 Carteira Própria 926.173 Vinculados a Compromissos de Recompra 1.265.726 Vinculados a Prestação de Garantias 1.924 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 14) 191 Relações Interfinanceiras 73.884 Créditos Vinculados: Depósitos no Banco Central – Repasses Interfinanceiros 73.884 Operações de Crédito (Nota 05) 2.300.103 Carteira - Setor Público 7.911 Carteira - Setor Privado 2.306.734 (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) (14.542) Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 05) – Carteira - Setor Privado – (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) – Outros Créditos 197.461 Carteira de Câmbio (Nota 06) 176.242 Rendas a Receber 3.055 Negociação e Intermediação de Valores 8 Diversos (Nota 07) 19.297 (Provisão p/ Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) (Nota 05) (1.141) Outros Valores e Bens (Nota 15a) 3.591 Outros Valores e Bens 164 (Provisão para Desvalorização) – Despesas Antecipadas 3.427 Realizável a Longo Prazo 3.775.097 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 1.470.952 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 1.470.952 Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 04) 1.074.438 Carteira Própria 146.619 Vinculados a Compromissos de Recompra 780.568 Vinculados a Prestação de Garantias 145.091 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 14) 2.160 Operações de Crédito (Nota 05) 1.120.761 Carteira - Setor Público 675 Carteira - Setor Privado 1.125.740 (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) (5.654) Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 05) – Carteira - Setor Privado – (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) – Outros Créditos 108.946 Diversos (Nota 07) 108.946 Outros Valores e Bens (Nota 15a) – Despesas Antecipadas – Permanente (Nota 2c) 640.042 Investimentos 635.509 Participações em Controladas No País (Nota 16) 635.466 Outros Investimentos (Nota 15b) 43 Imobilizado de Uso 3.723 Imóveis de Uso 2.897 Outras Imobilizações de Uso 10.295 (Depreciação Acumulada) (9.469) Imobilizado de Arrendamento – Bens Arrendados – (Depreciação Acumulada) – Intangível 738 Ativos Intangíveis 856 (Amortização Acumulada) (118) Diferido 72 Gastos de Organização e Expansão 352 (Amortização Acumulada) (280) Total Geral do Ativo 10.765.077
2.713.044 861.338 1.846.688 1.390 3.628 50.671
Consolidado 2011 2010 6.655.259 6.306.902 9.648 9.066 1.441.194 493.422 550.296 100.430 890.898 392.992 2.370.254 1.035.746 1.265.726 61.917 6.865 73.884
2.942.227 1.024.002 1.846.688 57.433 14.104 50.671
606 – 606 50.065 73.884 50.065 2.300.610 2.300.103 2.300.610 5.218 7.911 5.218 2.309.740 2.306.734 2.309.740 (14.348) (14.542) (14.348) – 243.229 338.250 – 245.776 341.956 – (2.547) (3.706) 148.903 210.748 169.634 120.010 176.242 120.010 4.132 1.243 1.971 2.898 2.443 4.434 23.233 31.961 44.589 (1.370) (1.141) (1.370) 290 6.199 3.022 182 2.233 2.433 – (369) (446) 108 4.335 1.035 2.822.408 4.184.963 3.046.930 603.421 1.543.089 422.285 603.421 1.543.089 422.285 1.145.893 1.181.302 1.248.732 392.376 252.660 489.153 665.937 780.568 665.937 87.568 145.091 87.568 12 2.983 6.074 975.223 1.120.761 975.223 13.508 675 13.508 967.079 1.125.740 967.079 (5.364) (5.654) (5.364) – 167.634 245.282 – 171.985 253.981 – (4.351) (8.699) 97.871 171.831 154.008 97.871 171.831 154.008 – 346 1.400 – 346 1.400 608.019 12.972 14.161 604.032 6.855 6.831 604.013 – – 19 6.855 6.831 3.749 3.803 3.856 2.897 2.897 2.897 10.148 10.519 10.378 (9.296) (9.613) (9.419) – 1.208 3.207 – 2.092 6.335 – (884) (3.128) 83 1.031 107 119 1.179 152 (36) (148) (45) 155 75 160 586 364 598 (431) (289) (438) 9.165.539 10.853.194 9.367.993
PASSIVO Circulante Depósitos (Nota 09) Depósitos à Vista Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo Captações no Mercado Aberto (Nota 09) Carteira Própria Carteira de Terceiros Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (Nota 09) Recursos de Letras Hipotecárias, Imobiliárias, de Crédito e Similiares Recursos de Letras de Arrendamento Mercantil Recursos de Debêntures Relações Interdependências Recursos em Trânsito de Terceiros Obrigações por Empréstimos (Nota 09) Empréstimos no Exterior Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais (Nota 09) BNDES FINAME Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 14) Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados Carteira de Câmbio (Nota 06) Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias (Nota 10) Negociação e Intermediação de Valores Diversas (Nota 15c) Exigível a Longo Prazo Depósitos (Nota 09) Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (Nota 09) Recursos de Letras Hipotecárias, Imobiliárias, de Crédito e Similiares Recursos de Letras de Arrendamento Mercantil Recursos de Debêntures Obrigações por Empréstimos (Nota 09) Empréstimos no Exterior Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais (Nota 09) BNDES FINAME Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 14) Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Fiscais e Previdenciárias (Nota 10) Diversas (Nota 15c) Resultados de Exercícios Futuros Resultados de Exercícios Futuros Participação de Acionista não Controladores Patrimônio Líquido Capital: (Nota 11a) De Domiciliados no País De Domiciliados no Exterior Reservas de Capital (Nota 11c) Reservas de Lucros (Nota 11c) Ajuste de Avaliação Patrimonial Total Geral do Passivo
Individual 2011 2010 6.748.328 5.625.961 2.800.372 2.181.149 18 18 1.665.063 1.219.526 1.135.291 961.605 2.588.544 2.502.168 2.038.371 2.502.168 550.173 –
Consolidado 2011 2010 6.180.564 5.465.251 1.896.855 1.726.373 18 18 761.546 764.750 1.135.291 961.605 2.588.544 2.502.168 2.038.371 2.502.168 550.173 –
444.420
9.663
746.052
259.912
444.420 – – 2.009 2.009 321.278 321.278
9.663 – – 35.520 35.520 179.891 179.891
444.420 300.872 760 2.009 2.009 321.278 321.278
9.663 246.385 3.864 35.520 35.520 179.891 179.891
343.103 177.293 165.810 152.236 152.236 96.366
526.052 385.352 140.700 93.161 93.161 98.357
343.103 177.293 165.810 160.131 160.131 122.592
526.052 385.352 140.700 102.386 102.386 132.949
1.197 575 1.199 576 2.147 23.947 2.147 23.947 17.021 16.614 18.974 18.926 9.446 7.118 23.942 24.351 127 7.272 3.696 9.773 66.428 42.831 72.634 55.376 2.922.668 2.495.475 3.466.586 2.753.541 1.175.639 1.064.822 1.099.997 998.832 878.549 335.275 802.907 269.285 297.090 729.547 297.090 729.547 825.835
407.817 1.389.201
668.373
825.835 – – 2.105 2.105
407.817 – – 980 980
407.817 259.878 678 980 980
825.835 563.366 – 2.105 2.105
690.346 581.210 690.346 581.210 254.738 279.692 254.738 279.692 435.608 301.518 435.608 301.518 72.911 240.617 77.180 246.946 72.911 240.617 77.180 246.946 155.832 200.029 207.757 257.200 146.503 136.413 194.482 186.840 9.329 63.616 13.275 70.360 1.584 1.554 – – 1.584 1.554 – – – – 113.547 106.652 1.092.497 1.042.549 1.092.497 1.042.549 476.000 446.000 476.000 446.000 437.637 410.080 437.637 410.080 38.363 35.920 38.363 35.920 59.251 57.917 59.251 57.917 557.245 538.600 557.245 538.600 1 32 1 32 10.765.077 9.165.539 10.853.194 9.367.993
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EM R$ MIL Eventos Saldos em 31/12/2009 Aumento de Capital - AGE de 15/04/2010 Outros Eventos: Dividendos não reclamados Ajuste ao Valor de Mercado de TVM e Derivativos Lucro Líquido do Exercício Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Saldos em 31/12/2010 Mutações do Período Saldos em 31/12/2010 Aumento de Capital - AGE de 28/04/2011 Outros Eventos: Dividendos não reclamados Ajuste ao Valor de Mercado de TVM e Derivativos Lucro Líquido do Exercício Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Saldos em 31/12/2011 Mutações do Período Saldos em 30/06/2011 Outros eventos: Ajuste ao Valor de Mercado de TVM e Derivativos Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Saldos em 31/12/2011 Mutações do Período
Capital Reservas de Capital Reservas de Lucros 420.000 56.841 505.460 26.000 – (26.000) – – –
Ajuste de Avaliação Patrimonial Lucros Acumulados (1.783) – – –
– – –
1.076 – –
– – 446.000 26.000 446.000 30.000
– – 57.917 1.076 57.917 –
– – –
1.334 – –
– – –
– (31) –
– – 67.509
– – 476.000 30.000 476.000
– – 59.251 1.334 59.251
48.645 – 557.245 18.645 530.490
– – 1 (31) 14
(48.645) (18.864) – – –
– –
– –
– –
(13) –
– 37.130
– – 476.000 –
– – 59.251 –
26.755 – 557.245 26.755
– – 1 (13)
(26.755) (10.375) – –
59.140 – 538.600 33.140 538.600 (30.000)
– 1.815 –
– – 82.078
– – 32 1.815 32 –
(59.140) (22.938) – – – –
Total 980.518 – 1.076 1.815 82.078 – (22.938) 1.042.549 62.031 1.042.549 – 1.334 (31) 67.509 – (18.864) 1.092.497 49.948 1.065.755 (13) 37.130 – (10.375) 1.092.497 26.742
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - EM R$ MIL (01) ATIVIDADE E ESTRUTURA DO GRUPO E APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS a) Atividade e estrutura do Grupo: O Conglomerado Financeiro Alfa têm suas origens no ano de 1925, com a fundação do Banco da Lavoura de Minas Gerais. Em 1972, o Banco da Lavoura alterou sua denominação para Banco Real S.A. e posteriormente criou as outras empresas financeiras que constituíam o Conglomerado Financeiro Real. Em 1998, o Banco Real S.A. teve seu controle acionário vendido ao ABN Amro Bank. As empresas financeiras não vendidas (então, Banco Real de Investimento, Cia. Real - CFI, Cia. Real Arrendamento Mercantil e Corretora Real) formaram o novo Conglomerado Financeiro Alfa. O qual foi completado logo depois com a criação do Banco Alfa S.A. (Banco Comercial). O Conglomerado Financeiro Alfa é composto de 7 entidades legais que atuam através de controle operacional efetivo, caracterizado pela administração ou gerência comum e pela atuação sob a mesma marca ou nome comercial. O Banco Alfa de Investimento S.A. é a instituição financeira líder do Conglomerado, a qual controla diretamente a Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., a Alfa Arrendamento Mercantil S.A. e a BRI Participações Ltda. e indiretamente a Uvale - Uvas do Vale do Gorotuba Ltda.. Além destas entidades o Conglomerado Financeiro Alfa é integrado pela Financeira Alfa S.A. - CFI e o Banco Alfa S.A.. O Banco Alfa de Investimento S.A. e a Financeira Alfa S.A. - CFI são companhias abertas com ações negociadas na BM&FBOVESPA S.A.. Com esta sólida história de mais de 85 anos, o Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas vêm desenvolvendo sua atuação principalmente nos segmentos de crédito a pessoas jurídicas e físicas, tesouraria e administração de recursos de terceiros. O Conglomerado está sediado em São Paulo, na Alameda Santos nº 466, e mantém filiais no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Campinas, Porto Alegre, Salvador, Brasília, Fortaleza, Recife, Vitória, Goiânia, Florianópolis, São José dos Campos, Piracicaba, Ribeirão Preto, Londrina e Sorocaba. Todas contando com modernas plataformas tecnológicas, o que permite maior agilidade nas decisões e no desenvolvimento de produtos. O controlador do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas possui ainda relevantes investimentos em áreas não financeiras: Seguros e Previdência (Alfa Seguradora S.A. e Alfa Previdência e Vida S.A.); Hotelaria (Rede Transamérica de Hotéis); Materiais de Construção (C&C Casa e Construção); Agropecuária e Agroindústria (Agropalma); Águas Minerais (Águas Prata); Alimentos (Sorvetes La Basque); Cultural (Teatro Alfa) e Comunicações (Rádio Transamérica e TV Transamérica). b) Apresentação das Demonstrações Financeiras: As demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A. foram elaboradas com base na legislação societária e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, em conformidade com as normas do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e, no que não conflitarem com as normas da Comissão de Valores Mobiliários - CVM. Essas demonstrações financeiras foram concluídas em 10/02/2012 e aprovadas pelo Conselho de Administração em 14/02/2012. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam de forma integrada no mercado financeiro, e certas operações têm a participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro, cujas atividades incluem as carteiras de arrendamento mercantil, administração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores mobiliários. Em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei nº 11.638/07, complementada pela Lei nº 11.941/09, as quais alteraram a Lei das Sociedades por Ações quanto às práticas contábeis adotadas no Brasil. Embora a referida Lei já tenha entrado em vigor, algumas alterações por ela introduzidas dependem de normatização por parte do CMN (Conselho Monetário Nacional). As alterações aprovadas pelo CMN foram: i) o tratamento contábil dos ativos intangíveis; ii) os procedimentos de mensuração do valor recuperável dos ativos; iii) a elaboração do fluxo de caixa em substituição da demonstração das origens e aplicações de recursos; iv) a divulgação em notas explicativas às demonstrações contábeis de informações sobre partes relacionadas; v) os procedimentos de reconhecimento, mensuração e divulgações de provisões, passivos e ativos contingentes; vi) pagamento baseado em ações; e vii) eventos subsequentes. Na avaliação da administração do Banco Alfa de Investimento e de suas controladas, que considera as normas do BACEN editadas até o momento, apenas os itens “iii”, “iv” e “v” impactaram e, portanto, foram acrescidas nestas demonstrações financeiras. (02) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS (a) Apuração do Resultado: As receitas e despesas foram apropriadas pelo regime de competência. As rendas das operações de crédito vencidas são reconhecidas até o 59º dia como receita, e, a partir do 60º dia, deixa de ser apropriada, e o seu reconhecimento no resultado ocorre quando do efetivo recebimento das prestações, conforme determina o art. 9º da Resolução CMN nº 2.682/99. (b) Ativos Circulante e Realizável a Longo Prazo: Demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, especificamente em relação ao registro e a avaliação contábil dos títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos estabelecidos
pelas Circulares Bacen nºs 3.068 e 3.082 (vide nota explicativa nº 04 “b” e 14). A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa foi constituída considerando a atual conjuntura econômica, a experiência de anos anteriores e a expectativa de realização da carteira, de forma que apure a adequada provisão em montante suficiente para cobrir riscos específicos e globais, associada à provisão calculada de acordo com os níveis de risco e os respectivos percentuais mínimos estabelecidos pela Resolução CMN nº 2.682 (vide nota explicativa nº 05 “d” e “e”). (c) Ativo Permanente: Demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, combinado com os seguintes aspectos: • Participações em Controladas, avaliadas pelo método de equivalência patrimonial (vide nota explicativa nº 16). • Depreciação do Imobilizado de Uso, calculada pelo método linear, às seguintes taxas anuais: Imóveis 2,5%; Veículos e Sistemas de Comunicação e de Processamento de Dados 20% e demais itens 10%. • Amortização, basicamente, de gastos com benfeitorias em imóveis de terceiros e com programas de processamento de dados, calculada pelo método linear, pelo prazo máximo de 05 anos. A Lei 11.638 eliminou a conta do Ativo Diferido. O Conselho Monetário Nacional autorizou as Instituições Financeiras a manter o saldo de 31 de dezembro de 2008 até a sua completa amortização ou baixa. (d) Passivos Circulante e Exigível a Longo Prazo: Demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, quando aplicável, os encargos e as variações monetárias ou cambiais incorridos, deduzidos das correspondentes despesas a apropriar. (e) Impostos e Contribuições: As provisões são calculadas considerando a legislação pertinente a cada encargo para efeito das respectivas bases de cálculo e suas respectivas alíquotas: Imposto de Renda (15% mais adicional de 10 %), Contribuição Social (15%), Pis (0,65%) e Cofins (4%).Também é observada pelo Banco a prática contábil de constituição de créditos tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças temporárias, às mesmas alíquotas vigentes utilizadas para a constituição das provisões fiscais (vide nota nº 08 letra “b”). (f) Estimativas Contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são determinados por estimativas baseadas na experiência passada, ambiente legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de eventos sujeitos ou não ao controle da Administração, etc.. Essas estimativas são revistas pelo menos por ocasião da elaboração das demonstrações financeiras, buscando-se determinar valores que mais se aproximem dos futuros valores de liquidação dos ativos ou passivos considerados. (g) Ativos e Passivos Contingentes e Obrigações Legais: Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são reconhecidos, avaliados e divulgados em conformidade com as determinações da Resolução CMN nº 3.823, de 16/12/2009 e Carta-circular BACEN nº 3.429 de 11/02/2010. Os ativos e passivos contingentes dizem respeito a direitos e obrigações potenciais decorrentes de eventos passados e cuja realização depende de eventos futuros. As obrigações legais são representadas por obrigações tributárias, cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação judicial. i) Ativos Contingentes - Não são reconhecidos, exceto quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização sobre as quais não cabem mais recursos. ii) Passivos Contingentes e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias e Cíveis e Trabalhistas (nota 10) - decorrem substancialmente de demandas judiciais e administrativas inerentes ao curso normal dos negócios, movidos por terceiros, ex-funcionários e órgãos públicos, em ações cíveis, trabalhistas e de natureza fiscal e previdenciária. Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são avaliadas por assessores legais e levam em consideração a probabilidade de que recursos financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que os seus montantes possam ser estimados com suficiente segurança. (h) Moeda Funcional e de Apresentação: As demonstrações financeiras individuais e consolidadas estão sendo apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas. Exceto quando indicado, as informações financeiras expressas em Reais foram arredondadas para o milhar mais próximo. (03) DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS (a) As demonstrações financeiras consolidadas foram elaboradas a partir de diretrizes contábeis emanadas das leis nº 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e nº 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às Normas e Instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários, quando aplicável, e consideram as demonstrações financeiras da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. pelo método financeiro, com a
Desse montante, R$ 6.313,5 milhões e CONSOLIDADO R$ 6.535,8 milhões estão representados por aplicações interfinanceiras de liquidez, títulos e valores mobiliários e derivativos representando 58,6% e CONSOLIDADO 60,2% desse ativo total. A carteira de títulos e valores mobiliários atingiu R$ 3.266,1 milhões e CONSOLIDADO R$ 3.541,7 milhões na data do balanço, sendo representada principalmente por 99,4% e CONSOLIDADO 94,9% em títulos de emissão do Tesouro Nacional. O Banco e o CONSOLIDADO mantiveram seu posicionamento de alta liquidez encerrando o exercício com uma carteira de títulos livres da ordem de R$ 1.072,7 milhões e CONSOLIDADO R$ 1.288,4 milhões. Conforme descrito na nota explicativa nº 04 letra “b”, o Banco classificou 47,5% e o CONSOLIDADO classificou 46,8% dos títulos e valores mobiliários na categoria “títulos mantidos até o vencimento”, em razão da intenção da Administração e da capacidade financeira do Banco e do CONSOLIDADO, comprovada com base em projeção de fluxo de caixa conforme exigência do BACEN, em mantê-los nesta categoria. A carteira de crédito, incluindo fianças prestadas, repasses interfinanceiros e outras coobrigações totalizando R$ 790,7 milhões e CONSOLIDADO R$ 787,5 milhões, alcançou R$ 4.385,4 milhões e CONSOLIDADO R$ 4.800,0 milhões. O volume de créditos vencidos acima de 15 dias totalizou R$ 0,3 mil e CONSOLIDADO R$ 7,0 milhões. O saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa atingiu R$ 21,3 milhões e CONSOLIDADO R$ 28,2 milhões, correspondente a 0,6% e CONSOLIDADO 0,7% da carteira de crédito, 107,5% e CONSOLIDADO 109,9% do mínimo exigido pelo Banco Central do Brasil e 5.629,8% e o CONSOLIDADO 397,8% dos créditos vencidos acima de 15 dias. Os investimentos em sociedades controladas não sofreram alterações no decorrer do exercício. 3. Ouvidoria O componente organizacional de ouvidoria encontra-se em funcionamento e a sua estrutura atende às disposições estabelecidas por meio da Resolução Bacen nº 3.849, de 25 de março de 2010. 4. Divulgação sobre Serviços da Auditoria Independente Em atendimento à Instrução CVM nº 381 de 14/01/2003, informamos que a empresa contratada para auditoria das demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A., ou pessoas a ela ligada, não prestou no período outros serviços que não sejam de auditoria externa. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do auditor, de acordo com os critérios internacionalmente aceitos, quais sejam, o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover o interesse deste. 5. Declaração dos Diretores Conforme Instrução CVM nº 480/2009, a Diretoria declara que em reunião realizada em 14 de fevereiro de 2012, revisou, discutiu e concordou com as opiniões expressas no Relatório dos Auditores Independentes e com as Demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. Agradecimentos É indispensável traduzir o reconhecimento do Banco Alfa de Investimento S.A. ao trabalho de seus funcionários e ao apoio de seus acionistas e, finalmente, a confiança de seus clientes e das instituições financeiras do mercado que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram. São Paulo, 14 de fevereiro de 2012 A Diretoria Este Relatório da Administração realizado pela Diretoria foi examinado e aprovado em reunião do Conselho de Administração de 14 de fevereiro de 2012 para encaminhamento à Assembleia Geral. Conselho de Administração DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Semestre Findo em 31 de Dezembro de 2011 e Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Individual Consolidado 2º Sem. Exercício Exercício Exercício Exercício 2011 2011 2010 2011 2010 Descrição Receitas da Intermediação Financeira 632.342 1.074.773 849.948 1.160.484 984.623 Operações de Crédito 226.745 401.133 287.433 401.133 287.433 Operações de Arrendamento Mercantil – – – 71.816 112.951 Resultado com Títulos e Valores Mobiliários 369.418 640.707 555.456 654.602 577.180 Resultado de Operações de Câmbio 36.179 32.933 7.059 32.933 7.059 Despesas da Intermediação financeira 558.890 948.324 745.469 945.779 780.589 Operações de Captação no Mercado 424.133 764.474 624.481 756.669 630.893 Operações de Empréstimos e Repasses 97.111 123.927 74.005 123.927 74.005 Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 14) 33.404 50.481 47.428 54.890 51.491 Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros 3.892 9.184 11.554 9.184 33.016 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 350 258 (11.999) 1.109 (8.816) Resultado Bruto da Intermediação Financeira 73.452 126.449 104.479 214.705 204.034 Outras Receitas/(Despesas) Operacionais (25.353) (41.219) (12.021) (98.631) (79.718) Receitas de Prestação de Serviços 10.695 22.335 24.469 25.167 28.080 Rendas de Tarifas Bancária 1.097 1.408 3 2.035 2.771 Despesas de Pessoal (26.529) (51.518) (48.161) (60.450) (62.114) Outras Despesas Administrativas (17.614) (33.615) (37.898) (44.976) (56.494) Despesas Tributárias (675) (1.366) (1.370) (6.683) (8.002) Resultado de Participações em Controladas (Nota 16) 17.985 35.988 45.659 – – Outras Receitas Operacionais (Nota 15d) 279 6.572 34.120 16.748 59.915 Outras Despesas Operacionais (Nota 15e) (10.591) (21.023) (28.843) (30.472) (43.874) Resultado Operacional 48.099 85.230 92.458 116.074 124.316 Resultado não Operacional (Nota 15e) 56 478 (110) – – Resultado antes da Tributação e Participações 48.155 85.708 92.348 116.074 124.316 Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 08) (7.970) (12.681) (4.999) (32.868) (26.356) Provisão para Imposto de Renda (2.462) (6.793) (3.756) (17.825) (24.531) Provisão para Contribuição Social (1.750) (4.165) (2.589) (10.032) (10.773) Ativo Fiscal Diferido (3.758) (1.723) 1.346 (5.011) 8.948 Participação de Acionistas não Controladores – – – (9.535) (9.768) Participações no Lucro (3.055) (5.518) (5.271) (6.162) (6.114) Empregados (1.555) (3.287) (2.346) (3.731) (2.709) Administradores - Estatutárias (1.500) (2.231) (2.925) (2.431) (3.405) Lucro Líquido 37.130 67.509 82.078 67.509 82.078 Lucro por Lote de Mil Ações - R$ (Nota 11a) 411,53 748,24 909,71 – – Outros Resultados Abrangentes do Período Resultado de Avaliação a Mercado de Títulos Disponíveis para Venda (31) 1.815 Outros Resultados Abrangentes do Período, Líquido de Impostos (31) 1.815 Total de Resultados Abrangentes do Período 67.478 83.893 Atribuição do Resultado Parcela do Resultado dos Acionistas Controladores 57.974 72.310 Parcela do Resultado dos Acionistas não Controladores 9.535 9.768 Total do Resultado do Período 67.509 82.078 Atribuição do Resultado Abrangente Parcela do Resultado Abrangente dos Acionistas Controladores 57.947 73.909 Parcela do Resultado Abrangente dos Acionistas não Controladores 9.531 9.984 Total do Resultado Abrangente do Período 67.478 83.893 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO - EM R$ MIL Semestre Findo em 31 de Dezembro de 2011 e Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Individual Consolidado Atividades Operacionais 2º Sem./2011 2011 2010 2011 2010 Lucro Líquido do Semestre/Exercício 37.130 67.509 82.078 67.509 82.078 Ajustes ao Lucro Líquido (11.255) (27.173) (69.019) 10.722 (17.565) Depreciações e Amortizações 385 734 810 2.599 3.598 Resultado da Avaliação de Invest. pelo Método de Equiv. Patrimonial (17.985) (35.988) (45.659) – – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 350 258 (11.999) 1.109 (8.817) Ajustes de Provisão de Passivos Contingentes 5.995 7.823 (12.171) 7.014 (12.346) (Aumento)/Redução dos Ativos Operacionais (840.997) (1.175.370) 822.800 (1.094.690) 1.324.991 Aplicações Intefinanceiras de Liquidez (1.081.538) (1.534.370) (567.219) (1.676.195) (387.331) Títulos e Valores Mobiliários 273.929 590.454 1.607.976 639.372 1.653.899 Relações Interfinanceiras (31.272) (23.213) (50.671) (23.213) (50.671) Operações de Crédito (2.028) (145.289) (86.027) (145.285) (86.027) Operações de Arrendamento Mercantil – – – 171.814 280.715 Outros Créditos (1.878) (59.633) (81.376) (58.937) (87.072) Outros Valores e Bens 1.790 (3.319) 117 (2.246) 1.478 Aumento/(Redução) dos Passivos Operacionais 1.213.923 1.541.767 (868.448) 1.421.344 (1.405.156) Depósitos 546.294 730.040 (1.541.767) 271.647 (1.871.343) Captações no Mercado Aberto 114.917 86.376 39.967 86.376 39.967 Recursos de Aceites e Emissão de títulos 618.750 852.775 397.340 1.206.968 500.627 Relações Interdependências (17.816) (33.511) 35.400 (33.511) 35.400 Obrigações por Empréstimos e Repasses 47.561 68.699 247.316 68.699 247.316 Instrumentos Financeiros Derivativos (65.908) (108.631) (28.758) (112.021) (24.644) Outras Obrigações (18.544) (37.637) (10.009) (34.130) (297.002) Resultados de Exercícios Futuros (658) 30 (197) – – Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social (10.673) (16.374) (7.740) (32.684) (35.477) Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades Operacionais 398.801 406.733 (32.589) 404.885 (15.652) Atividades de Investimentos Aquisição de Bens não de Uso Próprio – – (65) (1.409) (2.025) Aquisição de Imobilizados de Arrendamento – – – (481) (662) Aquisição de Imobilizados de Uso (380) (547) (717) (643) (766) Aquisição de Bens e Investimentos (24) (24) – (24) – Aplicações no Intangível (734) (737) (1) (1.068) (368) Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos 2.131 4.535 7.212 – – Alienação de Bens não de Uso Próprio – 18 6.009 1.532 8.418 Alienação de Imobilizados de Uso 1 4 25 90 25 Alienação de Imobilizados de Arrendamento – – – 716 3.121 Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Investimento 994 3.249 12.463 (1.287) 7.743 Atividades de Financiamentos Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Prescritos – 1.334 1.076 1.334 1.076 Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio (10.375) (18.864) (22.937) (18.864) (22.937) Variação de Partic. dos Acionistas não Controladores – – – 6.895 7.060 Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Financiamento (10.375) (17.530) (21.861) (10.635) (14.801) Aumento (Redução) Líquido de Caixa e Equivalentes 389.420 392.452 (41.987) 392.963 (22.710) Caixa e Equivalentes no Início do Semestre/Exercício 316.108 313.076 355.063 315.476 338.186 Caixa e Equivalentes no Final do Semestre/Exercício 705.528 705.528 313.076 708.439 315.476 Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes 389.420 392.452 (41.987) 392.963 (22.710) DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - R$ MIL Semestre Findo em 31 de Dezembro de 2011 e Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010
1. Receitas Intermediação Financeira Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Outras Receitas Operacionais Benefício Fiscal (Programa REFIS IV) Lei nº 11.941/2009 (Nota 15j) Resultados não Operacionais 2. Despesas da Intermediação Financeira 3. Materiais e Serviços Adquiridos de Terceiros Materiais, Energia e Outros (Materiais de Consumo, Telefone e Água) Serviços de Terceiros 4. Valor Adicionado Bruto (1-2-3) 5. Depreciação, Amortização e Exaustão 6. Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade (4-5) 7. Valor Adicionado Recebido em Transferência Resultado de Equivalência Patrimonial 8. Valor Adicionado Total a Distribuir (6+7) 9. Distribuição do Valor Adicionado Pessoal Remuneração Direta Benefícios F.G.T.S. Impostos, Taxas e Contribuições Federais (Nota 15j) Estaduais Municipais Remuneração de Capitais de Terceiros Aluguéis Outras (Doações Filantrópicas) Remuneração de Capitais Próprios Juros sobre o Capital Próprio Lucros Retidos do Semestre/Exercício Participação não Controladores
Individual Consolidado 2º Sem./2011 2011 2010 2011 2010 644.119 1.105.308 920.429 1.203.325 1.084.205 632.342 1.074.773 849.948 1.160.484 984.623 11.792 23.743 24.472 27.202 30.851 (350) 279 – 56 558.540 24.872
(258) 11.999 6.572 34.120
(1.109) 16.748
– – – 478 (110) – 948.066 757.468 944.670 48.514
8.816 58.737 1.178 – 789.405
60.488
65.809
89.405
1.085 23.787 60.707 385
1.879 2.233 46.635 58.255 108.728 102.473 734 809
2.238 63.571 192.846 791
2.986 86.419 205.395 857
60.322
107.994 101.664
192.055
204.538
17.985 17.985 78.307 78.307 29.584 21.656 6.505 1.423 8.985 8.697 – 288 2.453 2.453 155 37.130 10.375 26.755 –
35.988 45.659 35.988 45.659 143.982 147.323 143.982 147.323 57.036 53.432 41.234 38.304 12.650 12.118 3.152 3.010 14.686 7.152 14.096 6.568 1 18 589 566 4.579 4.273 4.579 4.273 172 388 67.509 82.078 18.864 22.938 48.645 59.140 – –
– – 192.055 192.055 66.612 47.955 14.807 3.850 42.000 40.087 1 1.912 5.828 5.828 571 77.044 18.864 48.645 9.535
– – 204.538 204.538 68.228 48.073 16.651 3.504 36.722 34.551 23 2.148 5.782 5.782 1.960 91.846 22.938 59.140 9.768
DIÁRIO DO COMÉRCIO
34 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 9 de março de 2012
BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. C.N.P.J. 60.770.336/0001-65 - CARTA PATENTE Nº 1461/1966 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO-SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO Ouvidoria: 0800-7220140
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - EM R$ MIL reclassificação do imobilizado de arrendamento para a rubrica de operações de arrendamento mercantil, deduzido do valor residual recebido antecipadamente, tendo sido eliminadas as participações nas empresas consolidadas, os saldos de contas, as despesas e receitas e os lucros não realizados entre empresas. Também foram destacadas as parcelas do lucro líquido e patrimônio líquido referentes às participações dos acionistas não controladores. Essas demonstrações financeiras consolidadas incluem as do Banco Alfa de Investimento S.A. e de suas controladas diretas e indiretas e seus respectivos percentuais de participação: Controladas 31/12/2011 31/12/2010 Alfa Arrendamento Mercantil S.A. 99,781% 99,781% BRI Participações Ltda. 99,543% 99,543% Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. 60,307% 60,307% (b) Relatório por Segmento: As atividades do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas encontram-se organizadas de acordo com as seguintes linhas de negócios: i. Atacado: O segmento “atacado” é composto das atividades realizadas pelas entidades legais: Banco Alfa de Investimento S.A., Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A.; BRI Participações Ltda. e Uvale - Uvas do Vale do Gorotuba Ltda. ii. Varejo: O segmento “varejo” é composto das atividades realizadas pela entidade legal: Alfa Arrendamento Mercantil S.A. A segmentação é baseada nas entidades legais que compõem o Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas considerando que a administração revisa as informações, aloca recursos e avalia performance, considerando esta segmentação. 31/12/2011 31/12/2010 Ativo Atacado Varejo Total Atacado Varejo Total Circulante 5.567.914 1.087.345 6.655.259 5.576.339 730.563 6.306.902 Disponibilidades 6.879 2.769 9.648 6.894 2.172 9.066 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez e Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos 2.980.147 831.301 3.811.448 3.068.776 366.873 3.435.649 Relações Interfinanceiras 73.884 – 73.884 50.671 – 50.671 Operações de Crédito 2.300.103 – 2.300.103 2.300.610 – 2.300.610 Operações de Arrendamento Mercantil – 243.229 243.229 – 338.250 338.250 Outros Créditos 203.298 7.450 210.748 149.092 20.542 169.634 Outros Valores e Bens 3.603 2.596 6.199 296 2.726 3.022 Realizável a Longo Prazo 3.803.705 381.258 4.184.963 2.739.850 307.080 3.046.930 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez e Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos 2.554.194 170.197 2.724.391 1.649.943 21.074 1.671.017 Operações de Crédito 1.120.761 – 1.120.761 975.223 – 975.223 Operações de Arrendamento Mercantil – 167.634 167.634 – 245.282 245.282 Outros Créditos 128.750 43.081 171.831 114.684 39.324 154.008 Outros Valores e Bens – 346 346 – 1.400 1.400 Permanente 11.578 1.394 12.972 10.901 3.260 14.161 Investimentos 6.855 – 6.855 6.831 – 6.831 Imobilizado de Uso 3.765 38 3.803 3.806 50 3.856 Imobilizado de Arrendamento – 1.208 1.208 – 3.207 3.207 Intangível 885 146 1.031 107 – 107 Diferido 73 2 75 157 3 160 Total Geral do Ativo 9.383.197 1.469.997 10.853.194 8.327.090 1.040.903 9.367.993 31/12/2011 31/12/2010 Passivo Atacado Varejo Total Atacado Varejo Total Circulante 5.675.518 505.046 6.180.564 5.165.687 299.564 5.465.251 Depósitos 1.712.397 184.458 1.896.855 1.704.867 21.506 1.726.373 Captações no Mercado Aberto 2.588.544 – 2.588.544 2.502.168 – 2.502.168 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 442.306 303.746 746.052 7.551 252.361 259.912 Relações Interdependências 2.009 – 2.009 35.520 – 35.520 Obrigações por Empréstimos 321.278 – 321.278 179.891 – 179.891 Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais 343.103 – 343.103 526.052 – 526.052 Instrumentos Financeiros Derivativos 152.235 7.896 160.131 93.161 9.225 102.386 Outras Obrigações 113.646 8.946 122.592 116.477 16.472 132.949 Exigível a Longo Prazo 2.772.544 694.042 3.466.586 2.278.156 475.385 2.753.541 Depósitos 1.070.126 29.871 1.099.997 817.696 181.136 998.832 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 745.732 643.469 1.389.201 403.726 264.647 668.373 Obrigações por Empréstimos 2.105 – 2.105 980 – 980 Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais 690.346 – 690.346 581.210 – 581.210 Instrumentos Financeiros Derivativos 72.911 4.269 77.180 240.617 6.329 246.946 Outras Obrigações 191.324 16.433 207.757 233.927 23.273 257.200 Participação de Acionista não Controladores 113.547 – 113.547 106.652 – 106.652 Patrimônio Líquido 821.588 270.909 1.092.497 776.595 265.954 1.042.549 Total Geral do Passivo 9.383.197 1.469.997 10.853.194 8.327.090 1.040.903 9.367.993 2011 2010 Descrição Atacado Varejo Total Atacado Varejo Total Receitas da Intermediação Financeira 995.756 164.728 1.160.484 844.688 139.935 984.623 Despesas da Intermediação Financeira (815.716) (130.063) (945.779) (697.472) (83.117) (780.589) Resultado Bruto da Intermediação Financeira 180.040 34.665 214.705 147.216 56.818 204.034 Outras Receitas/(Despesas) Operacionais (78.299) (20.332) (98.631) (58.572) (21.146) (79.718) Resultado Operacional 101.741 14.333 116.074 88.644 35.672 124.316 Resultado antes da Tributação e Participações 101.741 14.333 116.074 88.644 35.672 124.316 Imposto de Renda e Contribuição Social (28.968) (3.900) (32.868) (13.536) (12.820) (26.356) Participação de Acionista não Controladores (9.535) – (9.535) (9.768) – (9.768) Participações no Lucro (5.719) (443) (6.162) (5.751) (363) (6.114) Lucro Líquido 57.519 9.990 67.509 59.589 22.489 82.078 (04) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos Individual Consolidado Composta por: 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Títulos do Tesouro Nacional 1.053.651 1.162.746 1.106.195 1.200.955 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 322.180 185.442 374.724 223.651 Letras do Tesouro Nacional - LTN 96.518 488.653 96.518 488.653 Notas do Tesouro Nacional - NTN 634.953 488.651 634.953 488.651 Ações de Companhias Abertas – 12.383 – 12.383 Debêntures 18.641 74.343 18.641 74.542 Certificados de Depósitos Bancários 149 1.333 1.331 2.418 Cotas de Fundos de Investimento – – 53.296 47.792 Letras de Câmbio – – 108.592 172.156 Títulos da Dívida Agrária 351 2.909 351 2.909 Títulos Livres 1.072.792 1.253.714 1.288.406 1.513.155 Títulos do Tesouro Nacional 2.193.309 2.601.583 2.253.302 2.657.626 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 1.123.402 1.558.937 1.183.395 1.614.980 Letras do Tesouro Nacional - LTN 851.468 760.414 851.468 760.414 Notas do Tesouro Nacional - NTN 218.439 282.232 218.439 282.232 Títulos Vinculados 2.193.309 2.601.583 2.253.302 2.657.626 Total - Títulos e Valores Mobiliários 3.266.101 3.855.297 3.541.708 4.170.781 Swaps - Diferencial a Receber 2.315 624 9.812 17.162 Vendas a Termo a Receber - Ações – 2.901 – 2.901 Prêmios de Opções a Exercer 36 94 36 94 Outros Derivativos – 21 – 21 Total - Instrumentos Financeiros Derivativos (*) 2.351 3.640 9.848 20.178 Total Geral 3.268.452 3.858.937 3.551.556 4.190.959 (*) Vide detalhes na nota explicativa nº 14. b) Classificação de Títulos e Valores Mobiliários por Categoria: Individual Até 3 meses 1 ano a Acima de Saldo em Saldo em Títulos 3 meses a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2011 31/12/2010 Títulos do Tesouro Nacional 31.450 – 522.867 1.148.507 1.702.824 1.986.624 Letras Financeiras do Tesouro - LFT – – 263.817 895.946 1.159.763 1.708.985 Letras do Tesouro Nacional - LTN – – 215.761 – 215.761 126.083 Notas do Tesouro Nacional - NTN 31.450 – 43.289 252.561 327.300 151.556 Ações de Companhias Abertas – – – – – 12.383 Debêntures – – 10.508 – 10.508 58.078 Certificados de Depósitos Bancários 149 – – – 149 1.333 Títulos da Dívida Agrária 351 – – – 351 2.909 Títulos para Negociação 31.950 – 533.375 1.148.507 1.713.832 2.061.327 Títulos do Tesouro Nacional 15 – 1.903 – 1.918 35.440 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 15 – 1.903 – 1.918 35.394 Letras do Tesouro Nacional - LTN – – – – 46 Títulos Disponíveis para Venda 15 – 1.903 – 1.918 35.440 Títulos do Tesouro Nacional 471.828 15 1.070.375 – 1.542.218 1.742.265 Letras Financeiras do Tesouro - LFT – – 283.901 – 283.901 – Letras do Tesouro Nacional - LTN – – 732.225 – 732.225 1.122.938 Notas do Tesouro Nacional - NTN 471.828 15 54.249 – 526.092 619.327 Debêntures – 8.133 – – 8.133 16.265 Títulos Mantidos até o Vencimento 471.828 8.148 1.070.375 – 1.550.351 1.758.530 Títulos e Valores Mobiliários 503.793 8.148 1.605.653 1.148.507 3.266.101 3.855.297 % Concentração por Prazo 15,4% 0,2% 49,2% 35,2% 100,0% Consolidado Até 3 meses 1 ano a Acima de Saldo em Saldo em Títulos 3 meses a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2011 31/12/2010 Títulos do Tesouro Nacional 31.450 3.861 575.116 1.204.934 1.815.361 2.080.876 Letras Financeiras do Tesouro - LFT – 3.861 316.066 952.373 1.272.300 1.803.237 Letras do Tesouro Nacional - LTN – – 215.761 – 215.761 126.083 Notas do Tesouro Nacional - NTN 31.450 – 43.289 252.561 327.300 151.556 Ações de Companhias Abertas – – – – – 12.383 Cotas de Fundos de Investimento 2.449 – – – 2.449 1.962 Debêntures – – 10.508 – 10.508 58.277 Certificados de Depósitos Bancários 149 – 1.182 – 1.331 2.418 Títulos da Dívida Agrária 351 – – – 351 2.909 Títulos para Negociação 34.399 3.861 586.806 1.204.934 1.830.000 2.158.825 Títulos do Tesouro Nacional 15 – 1.903 – 1.918 35.440 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 15 – 1.903 – 1.918 35.394 Letras do Tesouro Nacional - LTN – – – – – 46 Cotas de Fundos de Investimento 50.847 – – – 50.847 45.830 Títulos Disponíveis para Venda 50.862 – 1.903 – 52.765 81.270 Títulos do Tesouro Nacional 471.828 15 1.070.375 – 1.542.218 1.742.265 Letras Financeiras do Tesouro - LFT – – 283.901 – 283.901 – Letras do Tesouro Nacional - LTN – – 732.225 – 732.225 1.122.938 Notas do Tesouro Nacional - NTN 471.828 15 54.249 – 526.092 619.327 Letras de Câmbio 2.551 – 106.041 – 108.592 172.156 Debêntures – 8.133 – – 8.133 16.265 Títulos Mantidos até o Vencimento 474.379 8.148 1.176.416 – 1.658.943 1.930.686 Títulos e Valores Mobiliários 559.640 12.009 1.765.125 1.204.934 3.541.708 4.170.781 % Concentração por Prazo 15,8% 0,4% 49,8% 34,0% 100,0% Os títulos foram classificados nas categorias: - “Títulos para Negociação” e “Títulos Disponíveis para Venda”: o valor contábil corresponde ao valor de mercado desses títulos na data do balanço e foi obtido principalmente através de coletas de preços de mercado, quando aplicável, as quais são comparadas com informações fornecidas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). a) O ajuste positivo dos Títulos para Negociação no montante de R$ 12.283 (31/12/2010 R$ 158 ajuste negativo), e CONSOLIDADO R$ 12.290 (31/12/2010 R$ 165 ajuste negativo), obtido entre os valores de custo R$ 1.701.549 (31/12/2010 R$ 2.061.485) e CONSOLIDADO R$ 1.817.710 (31/12/2010 R$ 2.158.990) e de mercado R$ 1.713.832 (31/12/2010 R$ 2.061.327) e CONSOLIDADO R$ 1.830.000 (31/12/2010 R$ 2.158.825), foi registrado em conta adequada do resultado. b) O ajuste positivo dos Títulos Disponíveis para Venda, individual e CONSOLIDADO no montante de R$ 1 (31/12/2010 R$ 55 ajuste positivo), obtido entre os valores de custo R$ 1.917 (31/12/2010 R$ 35.385) e CONSOLIDADO R$ 52.764 (31/12/2010 R$ 81.215) e de mercado R$ 1.918 (31/12/2010 R$ 35.440) e CONSOLIDADO R$ 52.765 (31/12/2010 R$ 81.270), foi registrado em conta adequada do patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários. - “Títulos Mantidos até o Vencimento”: classificados em razão da intenção da Administração e da capacidade financeira do Banco em mantê-los até o vencimento, comprovada com base em projeção de fluxo de caixa conforme exigência do BACEN. Esses títulos foram mantidos pelo seu valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos, os quais foram registrados no resultado do período. O valor de mercado desses títulos na data do balanço totalizava R$ 1.553.973 (31/12/2010 R$ 1.752.228) e CONSOLIDADO R$ 1.662.564 (31/12/2010 R$ 1.924.384). Em 2011, o Banco alienou títulos públicos federais - NTN-F no montante de R$ 252.466 e LTN no montante de R$ 1.140.054 e, para recomposição desta carteira, adquiriu títulos públicos federais com prazos de vencimentos mais longos. Esta operação gerou um lucro de R$ 6.211, líquido de tributos. Desde Setembro/2011, o Banco vem adotando a faculdade prevista no Art. 3º da Circular BACEN 3129 de 27/06/2002 e está cobrindo riscos de taxa de juros em sua posição de títulos mantidos até o vencimento, com a realização de operação
de SWAP (CDI x Pré) negociado pela BM&FBOVESPA, e na data-base 31/12/2011 alcançou o valor nocional de R$ 732.225. Em 2010, o Banco alienou títulos públicos federais - NTN no montante de R$ 97.063 e, para recomposição desta carteira, adquiriu títulos públicos federais com prazos de vencimentos mais longos. Esta operação gerou um lucro de R$ 784, líquido de tributos. Em 2010, o Banco reclassificou títulos públicos federais - LFT da categoria “Mantidos até o vencimento” para a categoria “Negociação” no montante de R$ 1.528.082. Esta operação gerou um resultado negativo de R$ 41. Os títulos privados são custodiados na CETIP, os títulos públicos no Selic e as ações na CBLC. (05) OPERAÇÕES DE CRÉDITO a) Composição da carteira de crédito: Individual Consolidado Composição 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Empréstimos (1) 2.344.865 2.167.915 2.344.865 2.167.915 Financiamentos 1.091.730 1.124.192 1.091.730 1.124.192 Financiamentos Rurais 4.465 3.438 4.465 3.438 Adiantamentos s/Contratos de Câmbio (2) 151.755 99.223 151.755 99.223 Leasing (3) – – 417.761 595.937 Outros Créditos (4) 1.896 507 1.896 507 Total da Carteira 3.594.711 3.395.275 4.012.472 3.991.212 Repasses Interfinanceiros 73.884 50.065 73.884 50.065 Avais e Fianças Prestadas (5) 716.145 747.940 713.692 745.504 Outras Coobrigações (6) 759 4.542 – – Total Global 4.385.499 4.197.822 4.800.048 4.786.781 (1) Em 2008 foram realizadas operações de cessão de créditos com coobrigação de contratos de capital de giro e nota de crédito de exportação no individual e no CONSOLIDADO também de operações de Leasing. Para registro destas operações foi adotada a faculdade prevista na Resolução CMN 3.627 de 30 de Outubro de 2008 de aplicação antecipada dos procedimentos definidos na Resolução CMN 3.533 de 31 de Janeiro de 2008. Assim, por se tratar de cessões com coobrigação, os valores cedidos permaneceram registrados no ativo pelo valor individual e CONSOLIDADO, na data do balanço, de R$ 52.952 (31/12/2010 R$ 80.060) e os recursos correspondentes a essas cessões, foram registrados no passivo, na rubrica “Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros” “Outras Obrigações Diversas” cujo saldo individual e CONSOLIDADO na data do balanço era de R$ 52.183 (31/12/2010 R$ 77.425). As despesas resultantes dessa obrigação no exercício foram de R$ 9.184 (2010 R$ 11.554) e CONSOLIDADO R$ 9.184 (2010 R$ 33.016) e estão registradas na Demonstração de Resultado sob a rubrica “Operações de venda ou de transferência de ativos financeiros”. Essas operações, efetivadas em 2008, geraram resultado negativo no valor total de R$ 9.495 e CONSOLIDADO R$ 9.588 que estão sendo reconhecidos no resultado ao longo do prazo das operações. O Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas realizam operações de captação através de “Letras de Crédito de Agronegócios” classificadas no grupo “Recursos de Aceites e Emissão de Títulos” conforme descrito na nota 09. Parte destas captações é garantida por operações de crédito que na data destas demonstrações financeiras perfazem o montante Individual e CONSOLIDADO de R$ 87.319 (2010 R$ 10.110). (2) Os adiantamentos sobre contratos de câmbio estão classificados no balanço como redução de “Outras Obrigações - Carteira de Câmbio”. (3) No CONSOLIDADO, as operações de Leasing estão demonstradas pelo método financeiro a valor presente dos contratos e não considera o valor residual dos bens das operações de Leasing operacional R$1.148 (31/12/2010 R$ 3.207). (4) Outros Créditos incluem rendas a receber sobre contratos de câmbio. (5) Avais e Fianças Prestadas estão registrados em contas de compensação. (6) Coobrigação assumida pela emissão e colocação privada de debêntures efetuada pela controlada Alfa Arrendamento Mercantil S.A.. b) Composição da carteira de crédito por setor de atividade Individual Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Setores de Atividade Valor % Valor % Valor % Valor % Setor Público 8.586 0,2 18.726 0,6 8.586 0,2 18.726 0,5 Setor Privado Rural 16.722 0,5 20.770 0,6 17.547 0,4 22.342 0,6 Indústria 2.074.738 57,7 1.606.837 47,3 2.175.588 54,2 1.685.658 42,2 Comércio 388.468 10,8 577.887 17,0 488.048 12,2 667.845 16,7 Intermediários Financeiros 71.214 2,0 143.971 4,2 71.889 1,8 144.748 3,6 Outros Serviços 1.032.030 28,7 1.023.916 30,2 1.127.493 28,1 1.144.339 28,7 Pessoas Físicas 2.953 0,1 3.168 0,1 123.321 3,1 307.554 7,7 Total da Carteira 3.594.711 100,0 3.395.275 100,0 4.012.472 100,0 3.991.212 100,0 c) Composição da carteira de crédito por faixas de vencimento Parcelas por Faixas de Vencimento Até 180 dias De 181 a 360 dias Acima de 360 dias Total Vincendas Até 60 dias De 61 a 180 dias Acima de 180 dias Total Vencidas Total da Carteira
Individual 31/12/2011 31/12/2010 A Vencer Vencidos Total % A Vencer Vencidos Total % 1.910.143 108 1.910.251 53,1 1.819.123 1.462 1.820.585 53,6 558.154 50 558.204 15,5 593.745 22 593.767 17,5 1.126.035 48 1.126.083 31,4 980.482 – 980.482 28,9 3.594.332 206 3.594.538 100,0 3.393.350 1.484 3.394.834 100,0 – 34 34 – – 436 436 – – 83 83 – – 5 5 – – 56 56 – – – – – – 173 173 – – 441 441 – 3.594.332 379 3.594.711 100,0 3.393.350 1.925 3.395.275 100,0
Parcelas por Consolidado Faixas de 31/12/2011 31/12/2010 Vencimento A Vencer Vencidos Total % A Vencer Vencidos Total % Até 180 dias 2.050.948 2.402 2.053.350 51,2 2.019.990 5.168 2.025.158 50,8 De 181 a 360 dias 658.901 1.498 660.399 16,5 735.433 2.248 737.681 18,5 Acima de 360 dias 1.295.525 1.297 1.296.822 32,3 1.222.191 2.998 1.225.189 30,7 Total Vincendas 4.005.374 5.197 4.010.571 100,0 3.977.614 10.414 3.988.028 100,0 Até 60 dias – 623 623 – – 1.276 1.276 – De 61 a 180 dias – 758 758 – – 1.239 1.239 – Acima de 180 dias – 520 520 – – 669 669 – Total Vencidas – 1.901 1.901 – – 3.184 3.184 – Total da Carteira 4.005.374 7.098 4.012.472 100,0 3.977.614 13.598 3.991.212 100,0 d) Classificação da carteira de crédito por níveis de risco: A Resolução CMN nº 2.682 de 21/12/1999 introduziu os critérios para a classificação das operações de crédito e para a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa, os quais são baseados em sistemas de avaliação de risco de clientes/operações. A composição da carteira de crédito e a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa nos correspondentes níveis de risco, conforme estabelecido na referida Resolução, estão demonstrados a seguir: Individual 31/12/2011 31/12/2010 Saldo da Carteira de Saldo da Carteira de Crédito Crédito Provisão Provisão Níveis de (*) A VenMínima Con(*) A VenMínima ConRisco Vencer cidos Vencer cidos Total Exigida tábil Total Exigida tábil AA 1.181.356 – 1.181.356 – – 1.594.335 – 1.594.335 – – A 1.287.502 – 1.287.502 6.438 7.925 1.024.731 – 1.024.731 5.124 8.069 B 1.033.768 – 1.033.768 10.338 10.338 649.685 101 649.786 6.498 6.498 C 90.127 55 90.182 2.705 2.705 106.888 1.819 108.707 3.261 3.261 D 1.579 66 1.645 165 165 12.764 – 12.764 1.276 1.276 E – – – – – 4.244 5 4.249 1.275 1.275 G – 180 180 126 126 – – – – – H – 78 78 78 78 703 – 703 703 703 Total 3.594.332 379 3.594.711 19.850 21.337 3.393.350 1.925 3.395.275 18.137 21.082
Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Saldo da Carteira de Saldo da Carteira de Crédito Crédito Provisão Provisão Níveis de (*) A VenMínima Con(*) A VenMínima ConRisco Vencer cidos Vencer cidos Total Exigida tábil Total Exigida tábil AA 1.226.247 – 1.226.247 – – 1.645.806 – 1.645.806 – – A 1.554.414 – 1.554.414 7.772 10.325 1.477.528 – 1.477.528 7.388 11.884 B 1.118.120 1.390 1.119.510 11.195 11.195 715.317 1.961 717.278 7.173 7.173 C 104.284 1.077 105.361 3.161 3.161 119.252 3.571 122.823 3.685 3.685 D 1.710 1.252 2.962 296 296 13.509 781 14.290 1.429 1.429 E 46 415 461 138 138 4.419 712 5.131 1.539 1.539 F 48 224 272 136 136 166 580 746 373 373 G 68 803 871 610 610 186 501 687 481 481 H 437 1.937 2.374 2.374 2.374 1.431 5.492 6.923 6.923 6.923 Total 4.005.374 7.098 4.012.472 25.682 28.235 3.977.614 13.598 3.991.212 28.991 33.487 (*) Inclui os créditos vencidos até 14 dias. e) Provisão para créditos de liquidação duvidosa: A provisão atingiu o saldo de R$ 21.337 (31/12/2010 R$ 21.082) e CONSOLIDADO R$ 28.235 (31/12/2010 R$ 33.487), correspondente a 0,6% (31/12/2010 0,6%) CONSOLIDADO 0,7% (31/12/2010 0,8%) do total da carteira. A provisão constituída acima do mínimo requerido pela Resolução CMN 2.682, decorre das análises internas e individuais dos clientes e é considerada adequada para suportar eventuais perdas. No decorrer do exercício foram amortizados créditos para prejuízo no montante de R$ 3 (2010 R$ 21.932) CONSOLIDADO R$ 6.594 (2010 R$ 29.865) e ocorreram recuperações no montante de R$ 5.619 (2010 R$ 1.370) CONSOLIDADO R$ 8.257 (2010 R$ 2.788). O saldo dos créditos renegociados, em 31/12/2011, era de R$ 1.265 (31/12/2010 R$ 11.941) e CONSOLIDADO R$ 10.770 (31/12/2010 R$ 27.443). A provisão constituída para estes créditos foi de R$ 57 (31/12/2010 R$ 357) e CONSOLIDADO R$ 634 (31/12/2010 R$ 2.008). O saldo apresentado considera como renegociação qualquer acordo ou alteração nos prazos de vencimento, e nas condições de pagamento originalmente pactuadas, em operações de crédito que tenham apresentado alguma deterioração nas condições de risco. (06) CARTEIRA DE CÂMBIO Individual e Consolidado Outros Créditos Outras Obrigações Composição 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Câmbio Comprado a Liquidar 174.057 107.373 – – Câmbio Vendido a Liquidar – – 1.019 11.748 Direitos sobre Vendas de Câmbio 1.028 12.167 – – Obrigações por Compras de Câmbio – – 152.883 111.422 Adiantamentos Recebidos (739) (37) – – Adiantamentos s/Contratos de Câmbio – – (151.755) (99.223) Rendas a Receber 1.896 507 – – Total Global 176.242 120.010 2.147 23.947 As responsabilidades por Créditos Abertos para Importação no valor de R$ 77.264 (31/12/2010 R$ 86.576) estão registradas em contas de compensação. (07) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS Individual Consolidado Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Créditos Tributários (nota nº 8 “b”) 59.535 61.234 73.689 79.132 Opções por Incentivos Fiscais 2.805 2.829 9.851 8.844 Depósitos Judiciais 51.505 47.484 89.947 81.945 Tributos Antecipados 10.604 4.665 17.290 8.321 Devedores Diversos e Adiantamentos 3.794 4.892 13.015 20.355 Total 128.243 121.104 203.792 198.597 (08) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Individual (a) Demonstração do cálculo dos encargos: 31/12/2011 31/12/2010 Lucro antes da Tributação, deduzido das Participações no Lucro 80.190 87.077 IR e CS às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (32.076) (34.831) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Juros sobre o Capital Próprio 7.546 9.175 Provisões Operacionais (4.746) (12) Créditos Amortizados para Prejuízo 7.830 (7.701) Resultado obtido com derivativos não liquidados (4.952) (720) Ajuste ao Valor de Mercado de Títulos e Derivativos 4.805 (887) Equivalência Patrimonial 12.581 15.570 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (102) 13.572 Outras Adições e Exclusões 1.357 (2.101) Total dos encargos devidos no exercício (7.757) (7.935) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social (1.723) 1.346 Obrigações Fiscais Diferidas (3.201) 1.590 Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social (12.681) (4.999) (b) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social Individual Origem 31/12/2010 Constituição Realização 31/12/2011 Contingências Fiscais, Trabalhistas e Cíveis 41.642 5.382 (889) 46.135 Provisão para Créditos de Liq. Duvidosa 8.433 15.075 (14.973) 8.535 Créditos Amortizados para Prejuízo 7.930 – (7.830) 100 Ajuste ao Valor de Mercado de Títulos e Derivativos 89 7.458 (4.079) 3.468 Outros Créditos Tributários 3.140 3.476 (5.319) 1.297 Total 61.234 31.391 (33.090) 59.535 % sobre Patrimônio Líquido 5,87% 5,45% A Administração do Banco, fundamentada em estudo técnico realizado tomando por base os dados contábeis disponíveis em 31/12/2011, estimou que a realização destes créditos tributários ocorrerá em até 5 anos na seguinte proporção: 22% no primeiro ano, 17% no segundo ano, 15% no terceiro ano, 18% no quarto ano e 28% no quinto ano. Na data do balanço, o valor presente dos créditos tributários, calculados com base na taxa Selic é de R$ 43.024 (31/12/2010 R$ 44.807). (09) DEPÓSITOS E CAPTAÇÕES a) Composição dos Recursos Captados Individual Consolidado Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Depósitos à vista 18 18 18 18 Depósitos Interfinanceiros 2.543.612 1.554.801 1.564.453 1.034.035 Depósitos a Prazo 1.432.381 1.691.152 1.432.381 1.691.152 Total de Depósitos 3.976.011 3.245.971 2.996.852 2.725.205 Captações no Mercado Aberto 2.588.544 2.502.168 2.588.544 2.502.168 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 1.270.255 417.480 2.135.253 928.285 Obrigações por Empréstimos no Exterior 323.383 180.871 323.383 180.871 Obrigações por Repasses - País 1.033.449 1.107.262 1.033.449 1.107.262 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 52.183 77.425 52.183 77.425 Box de Opções Flexíveis 215.970 324.184 215.970 324.184 Total - Recursos Captados 9.459.795 7.855.361 9.345.634 7.845.400
b) Composição de Recursos Captados por prazos de vencimento Individual Até 3 3 meses 1 ano Acima Total meses (*) a 1 ano a 3 anos de 3 anos 31/12/2011 Títulos Depósitos à Vista 18 – – – 18 Depósitos Interfinanceiros (a) 1.652.846 12.217 659.538 219.011 2.543.612 Depósitos a Prazo (b) 373.297 761.994 274.836 22.254 1.432.381 Total de Depósitos 2.026.161 774.211 934.374 241.265 3.976.011 Captações no Mercado Aberto 2.588.544 – – – 2.588.544 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (c) – 444.420 824.133 1.702 1.270.255 Obrigações por Empréstimos no Exterior (f) 116.248 205.030 2.105 – 323.383 Obrigações por Repasses (d, e) 89.146 253.957 416.238 274.108 1.033.449 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 7.946 44.237 – – 52.183 Box de Opções Flexíveis (g) 18.896 128.437 68.637 – 215.970 Total de Captações 4.846.941 1.850.292 2.245.487 517.075 9.459.795 % Concentração por Prazo 51,2% 19,6% 23,7% 5,5% 100,0% Individual Até 3 3 meses 1 ano Acima Total meses (*) a 1 ano a 3 anos de 3 anos 31/12/2010 Títulos Depósitos à Vista 18 – – – 18 Depósitos Interfinanceiros 1.008.353 211.173 335.275 – 1.554.801 Depósitos a Prazo 287.410 674.195 636.529 93.018 1.691.152 Total de Depósitos 1.295.781 885.368 971.804 93.018 3.245.971 Captações no Mercado Aberto 2.502.168 – – – 2.502.168 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 5.056 4.607 404.697 3.120 417.480 Obrigações por Empréstimos no Exterior 52.018 127.873 980 – 180.871 Obrigações por Repasses 72.287 453.765 446.194 135.016 1.107.262 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 11.151 13.112 53.162 – 77.425 Box de Opções Flexíveis 12.920 76.717 234.547 – 324.184 Total de Captações 3.951.381 1.561.442 2.111.384 231.154 7.855.361 % Concentração por Prazo 50,3% 19,9% 26,9% 2,9% 100,0% Consolidado Até 3 3 meses 1 ano Acima Total meses (*) a 1 ano a 3 anos de 3 anos 31/12/2011 Títulos Depósitos à Vista 18 – – – 18 Depósitos Interfinanceiros (a) 761.546 – 583.896 219.011 1.564.453 Depósitos a Prazo (b) 373.297 761.994 274.836 22.254 1.432.381 Total de Depósitos 1.134.861 761.994 858.732 241.265 2.996.852 Captações no Mercado Aberto 2.588.544 – – – 2.588.544 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (c) 98.654 647.398 1.384.367 4.834 2.135.253 Obrigações por Empréstimos no Exterior (f) 116.248 205.030 2.105 – 323.383 Obrigações por Repasses (d, e) 89.146 253.957 416.238 274.108 1.033.449 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 7.946 44.237 – – 52.183 Box de Opções Flexíveis (g) 18.896 128.437 68.637 – 215.970 Total de Captações 4.054.295 2.041.053 2.730.079 520.207 9.345.634 % Concentração por Prazo 43,4% 21,8% 29,2% 5,6% 100,0% Consolidado Até 3 3 meses 1 ano Acima de Total meses (*) a 1 ano a 3 anos 3 anos 31/12/2010 Títulos Depósitos à Vista 18 – – – 18 Depósitos Interfinanceiros 553.970 210.780 269.285 – 1.034.035 Depósitos a Prazo 287.410 674.195 636.529 93.018 1.691.152 Total de Depósitos 841.398 884.975 905.814 93.018 2.725.205 Captações no Mercado Aberto 2.502.168 – – – 2.502.168 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 35.781 224.131 659.134 9.239 928.285 Obrigações por Empréstimos no Exterior 52.018 127.873 980 – 180.871 Obrigações por Repasses 72.287 453.765 446.194 135.016 1.107.262 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 11.151 13.112 53.162 – 77.425 Box de Opções Flexíveis 12.920 76.717 234.547 – 324.184 Total de Captações 3.527.723 1.780.573 2.299.831 237.273 7.845.400 % Concentração por Prazo 45,0% 22,7% 29,3% 3,0% 100,0% (*) Inclui depósitos à vista, sem data de vencimento. c) Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo: Em 31 de dezembro de 2011, os recursos captados no País e no Exterior para repasses a clientes possuíam as seguintes características: a) Depósitos Interfinanceiros, no individual e CONSOLIDADO com vencimentos até 22/04/2016 à taxa prefixada de 10,65% a.a. até 13,62% a.a. e pós-fixada indexado de 100,00% até 117,00% do CDI; b) Depósitos a Prazo, no individual e CONSOLIDADO, com vencimentos até 18/12/2015 à taxa prefixada de 11,95% até 14,29% a.a., pós-fixada indexado à taxas que variam de 98,00% a 112,00% do CDI, pós-fixada indexados às taxas que variam de 6,13% a 6,55% a.a. mais 100,00% do IPCA, e pós-fixada indexado à taxas que variam de 99,75% a 104,50% do SELIC; c) Recursos de Letras Imobiliárias, Hipotecárias, de Crédito e Similares com vencimentos até 23/08/2016 à taxa prefixada de 11,91% até 14,02% a.a. e à taxas pós-fixada indexada que variam de 92,00% a 111,00% do CDI, às taxas prefixadas que variam de 5,25% a 5,95% a.a. mais 100,00% do IGPM e às taxas prefixadas que variam de 4,83% a 7,10% a.a. mais 100,00% do IPCA, no CONSOLIDADO Letras de Arrendamento Mercantil com vencimentos até 26/08/2016 à taxa prefixada de 10,93% até 14,05% a.a., e à taxa pós-fixada indexado que variam de 95,00% a 110,00% do CDI; Debêntures simples para colocação privada, não conversíveis em ações, no valor nominal de R$ 500, com vencimento em 18/01/2012 à taxa pós-fixada de 104,00% do CDI; d) Operações de BNDES, com vencimentos até 15/06/2018 à taxa prefixada de até 7,3% a.a. e pós-fixada até 4,5% a.a. mais TJLP; e) Operações de FINAME, com vencimentos até 16/11/2021 à taxa prefixada de até 8,73% a.a. e pós-fixada até 4,5% a.a. mais TJLP; f) Recursos captados no mercado internacional (inclui Resolução 2.770), com vencimentos até 19/04/2013 à taxa de 5,50% a.a. (indexado à taxa libor acrescido de spread); g) Box de Opções Flexíveis com vencimentos até 22/11/2013 à taxa prefixada de 5,33% até 13,36% a.a.. Os depósitos a prazo e os contratos de Box de Opções Flexíveis foram classificados de acordo com seus vencimentos contratuais e incluem o montante de R$ 697.754 (31/12/2010 R$ 1.531.545) e de R$ 80.342 (31/12/2010 R$ 143.961) respectivamente, referentes às captações com compromisso de liquidez que podem ser resgatados antecipadamente pelos clientes, todos registrados na Cetip S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos. (10) PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS Individual Consolidado Fiscais e Cíveis e Fiscais e Cíveis e Movimentação Previdenciárias Trabalhistas Previdenciárias Trabalhistas Saldo inicial em 01/01/2011 de contingências e obrigações legais 135.639 10.454 182.074 14.834 (+) Complemento e Atualização de Provisão 13.892 501 23.946 540 (–) Baixa por Pagamento/Reversão (*) (3.311) (1.626) (12.282) (3.309) Saldo final em 31/12/2011 de contingências e obrigações legais 146.220 9.329 193.738 12.065 Prov. para impostos e contribuição sobre o lucro – 11.796 Impostos e Contribuições a recolher 4.747 6.043 Prov. para I.Renda e Contrib. Diferidos 4.982 6.847 Total 155.949 218.424 (a) As obrigações legais e as contingências fiscais e previdenciárias referem-se principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, com destaque para: (i) o alargamento da base de cálculo da COFINS determinado pela Lei nº 9.718/98 (ii) a cobrança do PIS pelas Emendas Constitucionais 01/94, 17/97 e a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da cobrança do PIS pela Emenda Constitucional nº 10/96, e, (iii) a dedução dos valores da CSLL na base de cálculo do IRPJ. As provisões existentes amparam o risco decorrente das obrigações legais e das contingências fiscais e previdenciárias consideradas como de perda provável e encontram-se registradas no exigível a longo prazo na rubrica “Provisão para Riscos Fiscais” do grupo “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. (b) O Banco possui outras contingências fiscais e previdenciárias avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco de perda não provável, conforme Deliberação CVM nº 594, de 15/09/2009, com destaque para (i) a lavratura de autos de infração pela Prefeitura de São Paulo no montante de R$ 15.670 CONSOLIDADO R$ 16.393 para a cobrança do ISS sobre valores registrados em diversas contas contábeis, sob a alegação de se tratar de receitas de prestação de serviços, (ii) os autos de infração lavrados pela Receita Federal sob alegação de não pagamento de tributos nas operações de desmutualização e venda de ações da BM&FBOVESPA bem como da incorporação das ações da Bovespa Holding pela Nova Bolsa CONSOLIDADO R$ 89.595, e, (iii) as cobranças da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) efetuadas pela Receita Federal do Brasil relativas ao período de janeiro/92 a junho/94, mesmo a Companhia possuindo decisão judicial favorável transitada em julgado em 1991 exonerando-a do pagamento dessa contribuição no mencionado período, aguardando agora somente a confirmação, pelo STJ, do acórdão favorável à Companhia CONSOLIDADO R$ 10.017. (c) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se registrada na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo “Outras Obrigações - Diversas” (vide nota 15 “c”). (d) As contingências cíveis são originadas basicamente por ações judiciais movidas por terceiros, pleiteando indenizações por danos materiais e morais, sendo em sua maior parte julgadas pelos Juizados Especiais Cíveis. Para determinar o volume adequado de provisão a Administração divide o conjunto de ações entre “individualmente significativas” e as demais. Para as ações consideradas individualmente significativas são elaboradas análises individuais e constituída provisão para aquelas consideradas com risco de perda provável. Para as demais ações, ou seja, não consideradas individualmente significativas, é constituída provisão com base em um histórico de perdas. (*) Trata-se de reversão da CSLL do ano de 1996 em decorrência da inobservância da irretroatividade e anterioridade nonagesimal pela Emenda Constitucional nº 10/96, considerada inconstitucional pelo STF. (11) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital Social: Dividido em 53.948.999 ações ordinárias e 36.275.493 ações preferenciais, sem valor nominal. É assegurado às ações preferenciais, que não possuem direito de voto, um dividendo mínimo de 6% a.a. sobre a parte e respectivo valor do capital que essas ações representam. A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 28/04/2011, homologada pelo Banco Central do Brasil em 03/06/2011 aprovou o aumento do capital social para R$ 476.000 mediante incorporação de reservas de lucros. (b) Dividendos: O Estatuto Social prevê dividendo mínimo de 25% do lucro líquido anual, ajustado conforme o disposto no artigo 202 da Lei das Sociedades por Ações, podendo ser pago sob a forma de juros sobre capital próprio, conforme previsto no artigo 35 do Estatuto Social e artigo 9º da Lei nº 9.249 de 26/12/1995. Os juros foram contabilizados em conformidade com a Circular Bacen nº 2.739/97, Deliberação CVM nº 207/96 e em atendimento às disposições fiscais. Demonstrativo 31/12/2011 31/12/2010 Lucro Líquido do Exercício 67.509 82.078 (–) Reserva legal (3.375) (4.104) Lucro Líquido Ajustado 64.134 77.974 Juros sobre o Capital Próprio - Valor Bruto 18.864 22.938 (–) Imposto de Renda na Fonte - 15% (2.830) (3.441) Juros sobre o Capital Próprio - Valor Líquido 16.034 19.497 % sobre o Lucro Líquido Ajustado 25% 25% Os juros sobre o capital próprio totalizaram no exercício R$ 18.864 (2010 R$ 22.938), correspondendo aos valores brutos de R$ 99,25 (2010 R$ 190,51) e R$ 372,42 (2010 R$ 348,98) por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente. Foram pagos juros sobre capital próprio referente ao primeiro semestre no montante de R$ 8.489 (2010 R$ 13.140), correspondendo aos valores brutos de R$ 32,15 (2010 R$ 126,23) e R$ 186,21 (2010 R$ 174,49) por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, sujeitos à incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15%, quando aplicável. Para o segundo semestre foi aprovado o valor de R$ 10.375 (2010 R$ 9.798), correspondente aos valores brutos de R$ 67,10 (2010 R$ 64,28) e R$ 186,21 (2010 R$ 174,49) por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, sujeitos também à incidência de imposto de renda na fonte, quando aplicável. A adoção do pagamento desses juros sobre capital próprio aumentou o resultado do Banco em aproximadamente R$ 7.546 (2010 R$ 9.175), face ao benefício fiscal obtido. Os juros foram contabilizados em conformidade com a Circular Bacen nº 2.739/97, Deliberação CVM nº 207/96 e em atendimento às disposições fiscais. (c) Reserva de Capital e Reserva de Lucros: A reserva de capital é representada pelas reservas de incentivos fiscais R$ 29.751 (31/12/2010 R$ 29.751), de atualização de títulos patrimoniais R$ 4.255 (31/12/2010 R$ 4.255), de correção monetária especial da Lei nº 8.200/91 R$ 14.764 (31/12/2010 R$ 14.764) e dividendos não reclamados R$ 10.481 (31/12/2010 R$ 9.147). A reserva de lucros é composta pelas reservas legal R$ 68.067 (31/12/2010 R$ 64.692), estatutárias R$ 454.734 (31/12/2010 R$ 439.464) e lucros a realizar R$ 34.444 (31/12/2010 R$ 34.444). A reserva estatutária é composta pelas reservas para aumento de capital R$ 358.951 (31/12/2010 R$ 348.208) e especial para dividendos R$ 95.783 (31/12/2010 R$ 91.256). A realização da Reserva de Lucros a Realizar ocorre na medida em que as reservas de lucros nas controladas forem efetivamente realizadas ou distribuídas. No exercício não foi realizada a parcela de reserva de lucros a realizar em conformidade com a Lei nº 6.404/76, com alterações introduzidas pela Lei nº 10.303/01, tendo em vista que sua controlada BRI Participações Ltda. não distribuiu efetivamente parcela de seus lucros. (12) TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS (a) Sempre em concordância com os dispositivos legais vigentes e com as normas expedidas pelo Banco Central do Brasil, são efetuadas operações com empresas controladas e ligadas, conforme demonstramos a seguir: 31/12/2011 Ativos Receitas (Passivos) (Despesas) 312 – – 424 881.301 36.788 – – 7 (14) (110) – 2.132 4.534 366 – – 6 (561) (8.059) 71.214 10.942 954.661 44.621
31/12/2010 Ativos Receitas (Passivos) (Despesas) 323 – 7.403 2.433 (83.227) (2.110) – (17.137) 9 8 (2.002) – 2.632 6.736 357 – – 5 – (7.202) 122.942 9.806 48.437 (7.461)
Operações Disponibilidades Operações Compromissadas (1) Depósitos Interfinanceiros (1) Certificado de Depósito Bancário (1) Operações SWAP (1) Operações na BM&FBOVESPA S.A. (1) Juros sobre o Capital Próprio (1) Ressarcimento de Custos (2) Garantias Prestadas Prestação de Serviços (3) Aquisição de Ativos Financeiros Total Categoria Controlador – – – (1.080) Subsidiária (691.488) (58.869) (194.452) (2.484) Outras partes relacionadas 1.646.149 103.490 242.889 (3.897) Total 954.661 44.621 48.437 (7.461) (1) As aplicações e captações de recursos referem-se às operações envolvendo o Banco e empresas
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 9 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 35
BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. C.N.P.J. 60.770.336/0001-65 - CARTA PATENTE Nº 1461/1966 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO-SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO Ouvidoria: 0800-7220140
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - EM R$ MIL ligadas, efetuadas a taxas compatíveis com as taxas médias praticadas pelo mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Os ressarcimentos de custos referem-se basicamente, à sub-locação de imóvel com empresas ligadas de acordo com contrato mantido entre as partes. (3) Referem-se basicamente aos serviços contratados junto às empresas Metro Tecnologia e Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 3.354 (2010 R$ 3.661) e consultoria contábil R$ 210 (2010 R$ 188), Metro Sistemas de Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 1.622 (2010 R$ 1.097) e auditoria interna R$ 671 (2010 R$ 455), Metro Dados Ltda., sendo: tecnologia R$ 1.318 (2010 R$ 1.150), Instituto Alfa de Cultura R$ 100 (2010 R$ 49) e Metro Táxi Aéreo Ltda., sendo: transporte aéreo R$ 771 (2010 R$ 287). (b) Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembléia geral anual dos acionistas, é estabelecida a remuneração para os membros do Conselho de Administração e Diretoria. Em 2011 foi fixada em média mensal, a remuneração global no montante de até R$ 665 (2010 de até R$ 520), livre do Imposto de Renda na Fonte. (b.1) Benefícios - Conselho de Administração e Diretoria: No exercício o montante de R$ 10.760 (2010 R$ 10.520) sendo: Remuneração R$ 8.529 (2010 R$ 7.595) e Participação no Resultado R$ 2.231 (2010 R$ 2.925). O Banco não possui para o pessoal-chave da Administração, benefícios pós-emprego, benefícios de longo prazo e de rescisão de contrato de trabalho. (b.2) Conforme legislação em vigor, o Banco não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau. - Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; - Pessoas jurídicas que participem, com mais de 10%, da própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelo Banco empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. (c) Participação acionária: Os membros do Conselho de Administração possuem, em conjunto, a seguinte participação acionária, em 31 de dezembro de 2011: Ordinárias 3,268%, Preferenciais 22,771% e do total de ações de 11,109%. (13) GERENCIAMENTO DE RISCO O Gerenciamento de Riscos é um instrumento essencial para garantir o uso adequado do capital e a melhor relação risco x retorno para o Banco. O gerenciamento e monitoramento dos riscos envolvidos nas diversas atividades do Banco são realizados por área independente através de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e do acompanhamento constante das posições assumidas através de técnicas específicas, consoantes às diretrizes estabelecidas pela Administração. A estrutura de gerenciamento de riscos contempla os seguintes riscos segregados por natureza: Risco de Mercado - O risco de mercado está relacionado à probabilidade de perda decorrente dos impactos de flutuações dos preços e taxas de mercado sobre as posições ativas e passivas da carteira própria do Banco. A política global em termos de exposição a riscos de mercado é conservadora, sendo a estratégia e os limites de VaR (Value at Risk) definidos pelo Comitê de Gestão de Risco de Mercado e seu cumprimento acompanhado diariamente por área independente à gestão das carteiras, através de métodos e modelos estatísticos e financeiros desenvolvidos de forma consistente com a realidade de mercado. A metodologia para apuração do VaR é baseada no modelo paramétrico, com intervalo de confiança de 99% para o horizonte de tempo de um dia e as volatilidades são calculadas pela metodologia EWMA com a utilização de fator de decaimento (lâmbda) de 0,94. Além do VaR, são adotados os parâmetros de risco acumulado mensal e cenários de stress em que são elaborados cenários históricos e hipotéticos para as taxas de mercado e verificados os possíveis impactos nas posições. Complementando a estrutura de acompanhamento, controle e gestão de riscos de mercado, são calculados diariamente os valores exigidos de capital para cobertura das exposições ao risco de mercado, em conformidade com a Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.490. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de mercado encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Risco de Liquidez - O controle e estratégia de liquidez são decididos pelo Comitê de Caixa que se reúne diariamente antes do início das operações, com o objetivo de avaliar o comportamento dos diversos mercados de juros, dólar e bolsas, domésticos e internacionais, bem como, definir as estratégias do dia e avaliar o fluxo de caixa das empresas financeiras. O Comitê de Caixa gerencia o risco de liquidez concentrando sua carteira em ativos de alta qualidade e de grande liquidez, cujas posições são monitoradas on-line e casadas cuidadosamente quanto a moedas e prazos. Adicionalmente, os controles do risco de liquidez utilizam-se de fluxo de caixa projetado para atendimento à Resolução do Banco Central do Brasil nº 2.804, adotando-se as premissas de fluxo de vencimento das operações financeiras, fluxo de caixa de despesas, o nível de atraso nas carteiras e antecipação de passivos. Risco de Crédito - é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes, dentre outras, mas principalmente, das seguintes situações: (a) Da inadimplência dos tomadores de crédito (pessoas físicas, empresas, instituições financeiras) na liquidação dos compromissos assumidos sobre posições de empréstimos, ativos financeiros e ou seus respectivos instrumentos derivativos. (b) Da possibilidade de desembolsos financeiros para honrar avais, fianças, compromissos de crédito, coobrigações ou operações de natureza semelhante. (c) De possíveis renegociações, em termos mais desfavoráveis, das condições pactuadas na operação original. A estrutura de gerenciamento de risco de crédito do Conglomerado Financeiro Alfa deve, em conformidade com as disposições do Art. 3º da Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.721, permitir a identificação, mensuração e controle dos riscos associados às operações de crédito, bem como a aplicação de mitigadores a estes riscos. Ressalta-se que este objetivo estende-se a todas as empresas integrantes do Conglomerado Financeiro. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de crédito encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Risco Operacional - A Gestão de Risco Operacional tem por objetivo a identificação, avaliação e monitoramento dos riscos operacionais, conceituados na Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.380, aos quais o Conglomerado está sujeito, e a consequente adoção de medidas preventivas. Tais ações visam resguardar nossa imagem de integridade e correção perante a comunidade, acionistas, colaboradores e autoridades reguladoras, gerando benefícios resultantes da boa gestão destes riscos. Em conformidade com a política institucional, o gerenciamento do risco operacional é de responsabilidade do departamento de Gestão de Riscos. Este departamento reporta-se diretamente à Controladoria, que além de coordenar diretamente as atividades inerentes ao processo, desempenha também o papel de disseminador da cultura de prevenção ao risco operacional pelo Conglomerado. É sua responsabilidade reportar ao Comitê de Controles de Risco Operacional a identificação e ações para correção de eventuais deficiências de controle e gerenciamento de riscos operacionais. Cabe ressaltar que as medidas tomadas e registradas em atas neste comitê serão acompanhadas diretamente pela Presidência e Conselho de Administração do Conglomerado. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco operacional encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Conforme disposto no parágrafo 2º do Art. 15 da Circular do Banco Central do Brasil nº 3.477, as informações referentes à gestão de riscos, ao Patrimônio de Referência Exigido (PRE), estão disponíveis no site www.alfanet.com.br. (14) INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS Em consequência ao crescente nível de sofisticação dos produtos financeiros utilizados pelo mercado, houve uma crescente demanda por instrumentos financeiros derivativos para administração dos riscos envolvidos, em função das variações em taxas de juros, câmbio e preços de ativos. Desta forma, o Banco participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos tanto para atender as necessidades de seus clientes como na execução de sua política de gestão de riscos. Tal política baseia-se na utilização de instrumentos financeiros derivativos como forma de minimizar os riscos resultantes das variações em taxas de juros, câmbio e preços de ativos contidos nos instrumentos financeiros em operações comerciais e financeiras, podendo-se valer, excepcionalmente, destas operações para a geração de lucro, desde que dentro dos limites de exposição aprovados para o Banco e com a autorização do Diretor de Tesouraria. Para comercializar instrumentos financeiros derivativos com os clientes é necessária a existência de limites de crédito previamente aprovados e tais operações são neutralizadas de forma a eliminar eventuais riscos trazidos para o Banco. Os principais fatores de risco dos instrumentos financeiros derivativos assumidos até 31/12/2011 eram relacionados a taxas prefixadas e taxas de câmbio e todas as operações foram efetuadas para neutralizar exposições com outros instrumentos financeiros da carteira. Portanto, na referida data-base não haviam instrumentos financeiros derivativos com outros objetivos que não fossem para proteção patrimonial. Os instrumentos financeiros derivativos são representados por operações de contratos futuros, a termo, opções e de swap, registrados na BM&FBOVESPA S.A. ou na CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos e na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), envolvendo taxas prefixadas, mercado interfinanceiro (DI), variação cambial ou índice de preços e correspondiam somente a operações para proteção patrimonial. Esses instrumentos financeiros derivativos tem seus valores registrados em contas de compensação e os ajustes/diferenciais em contas patrimoniais. Abaixo, composição dessa carteira por tipo de instrumento indexador, demonstrada pelo seu valor de custo, referencial e de mercado. Para apuração dos preços de mercado destes contratos foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexadores similares na data do balanço, conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A.. Individual 31/12/2011 31/12/2010 Contratos Custo Referência Mercado Custo Referência Mercado Pré 83.727 102.419 101.564 144.490 169.298 169.355 Mercado Interfinanceiro 736.329 758.940 758.940 99.725 106.997 106.996 Moeda Estrangeira – – – 6.805 6.697 6.691 Índices 12.225 13.418 13.562 3.670 3.851 3.799 Posição Ativa 832.281 874.777 874.066 254.690 286.843 286.841 Pré 736.329 757.402 757.673 100.530 108.982 109.114 Mercado Interfinanceiro 95.952 123.255 123.255 154.160 186.438 186.438 832.281 880.657 880.928 254.690 295.420 295.552 Posição Passiva Contratos de Swaps – (5.880) (6.862) – (8.577) (8.711) Exposição Líquida Prêmio de Opções - Ações/Futuro 56 56 36 (191) (191) (165) Contratos a Termo a receber Vendas de Ações – – – 2.901 2.902 2.901 Box de Opções Flexíveis Prêmios recebidos (175.157) (215.476) (215.970) (288.679) (324.184) (324.184) Non Deliverable Forward - NDF Posições Ativas – – – 805 821 819 – – – 805 799 798 Posições Passivas Exposição Líquida - NDF – – – – 22 21 (222.796) (330.138) Total Ativo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Curto Prazo 191 3.628 Ativo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Longo Prazo 2.160 12 Passivo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Curto Prazo (152.236) (93.161) Passivo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Longo Prazo (72.911) (240.617) Contratos Futuros Compromissos de Venda - DDI – (9.002) Compromissos de Compra - DI 22.922 704.360 Compromissos de Venda - DI (441.288) (153.896) Compromissos de Compra - Dólar – 4.175 Compromissos de Compra - Índices – 350 Compromissos de Venda - Índices – (350) Contratos Futuros (418.366) 545.637
Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Contratos Custo Referência Mercado Custo Referência Mercado Pré 116.099 153.618 153.841 249.092 312.433 315.636 Mercado Interfinanceiro 935.222 1.002.094 1.002.094 470.634 534.983 534.983 Moeda Estrangeira – – – 6.805 6.697 6.691 Índices 12.525 13.748 13.895 3.670 3.851 3.799 Posição Ativa 1.063.846 1.169.460 1.169.830 730.201 857.964 861.109 Pré 935.222 1.008.520 1.012.960 471.439 551.400 552.655 Mercado Interfinanceiro 128.624 168.399 168.399 258.762 316.181 316.181 Posição Passiva 1.063.846 1.176.919 1.181.359 730.201 867.581 868.836 Contratos de Swaps - Exposição Líquida – (7.459) (11.529) – (9.617) (7.727) Prêmio de Opções - Ações/Futuro 56 56 36 (191) (191) (165) Contratos a Termo a receber - Vendas de Ações – – – 2.901 2.902 2.901 Box de Opções Flexíveis - Prêmios recebidos (175.157) (215.476) (215.970) (288.679) (324.184) (324.184) Non Deliverable Forward - NDF Posições Ativas – – – 805 821 819 Posições Passivas – – – 805 799 798 Exposição Líquida - NDF – – – – 22 21 Total (227.463) (329.154) Ativo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Curto Prazo 6.865 14.104 Ativo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Longo Prazo 2.983 6.074 Passivo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Curto Prazo (160.131) (102.386) Passivo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Longo Prazo (77.180) (246.946) Contratos Futuros Compromissos de Venda - DDI – (9.002) Compromissos de Compra - DI 22.922 704.360 Compromissos de Venda - DI (441.288) (153.896) Compromissos de Compra - Dólar – 4.175 Compromissos de Compra - Índices – 350 Compromissos de Venda - Índices – (350) Contratos Futuros (418.366) 545.637 O valor total das margens dadas em garantia era de R$ 147.015 (31/12/2010 R$ 88.958) CONSOLIDADO R$ 207.008 (31/12/2010 R$ 145.001) e estava composto por Títulos do Tesouro Nacional. Os seguintes valores a receber (ativo) e a pagar (passivo) foram registrados em contas patrimoniais sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos”: Individual 31/12/2011 31/12/2010 Ativo Passivo Ativo Passivo Saldo a Receber Saldo a Pagar Saldo a Receber Saldo a Pagar Operações De Swaps 2.315 9.177 624 9.335 De Vendas a Termo – – 2.901 – Opções 36 – 94 259 Box de Opções Flexíveis – 215.970 – 324.184 Non Deliverable Forward – – 21 – Total 2.351 225.147 3.640 333.778 Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Ativo Passivo Ativo Passivo Saldo a Receber Saldo a Pagar Saldo a Receber Saldo a Pagar Operações De Swaps 9.812 21.341 17.162 24.889 De Vendas a Termo – – 2.901 – Opções 36 – 94 259 Box de Opções Flexíveis – 215.970 – 324.184 Non Deliverable Forward – – 21 – Total 9.848 237.311 20.178 349.332 Os seguintes resultados foram registrados sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos”: 2011 2010 Operações Individual Consolidado Individual Consolidado De Swaps (3.782) (8.191) (6.944) (10.428) De Vendas a Termo 105 105 7.439 7.439 Futuro (17.155) (17.155) (19.123) (19.702) Opções 1.211 1.211 1.456 1.456 Box de Opções Flexíveis (30.877) (30.877) (30.289) (30.289) Non Deliverable Forward 17 17 33 33 Total (50.481) (54.890) (47.428) (51.491) O total do ajuste, de marcação a mercado, registrado no resultado foi de: 2011 2010 Operações Individual Consolidado Individual Consolidado De Swaps (848) (5.960) (999) (3.099) De Vendas a Termo 1 1 (222) (222) Opções (46) (46) 26 26 Box de Opções Flexíveis (495) (495) – – Non Deliverable Forward 1 1 (1) (1) Total (1.387) (6.499) (1.196) (3.296) Os instrumentos financeiros derivativos registrados possuíam os seguintes vencimentos: Individual 31/12/2011 31/12/2010 Até De 91 De 181 Acima Até De 91 Acima 90 a 180 a 360 de 360 90 a 180 De 181 a de 360 dias dias dias dias dias dias 360 dias dias Total Total Swap (341) (2.820) (1.587) (2.114) (6.862) (1.024) (886) (743) (6.058) (8.711) Opções 36 – – – 36 (165) – – – (165) Termo – – – – – 2.901 – – – 2.901 Box de Opções (18.896) (87.883) (40.554) (68.637) (215.970) (12.920) (5.389) (71.328) (234.547) (324.184) NDF – – – – – 16 5 – – 21 Total (19.201) (90.703) (42.141) (70.751) (222.796) (11.192) (6.270) (72.071) (240.605) (330.138) Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Até De 91 De 181 Acima Até De 91 Acima de 90 a 180 a 360 90 a 180 De 181 a de 360 dias dias dias 360 dias dias dias 360 dias dias Total Total Swap (77) (2.715) (3.177) (5.560) (11.529) (771) (371) (260) (6.325) (7.727) Opções 36 – – – 36 (165) – – – (165) Termo – – – – – 2.901 – – – 2.901 Box de Opções (18.896) (87.883) (40.554) (68.637) (215.970) (12.920) (5.389) (71.328) (234.547) (324.184) NDF – – – – – 16 5 – – 21 Total (18.937) (90.598) (43.731) (74.197) (227.463) (10.939) (5.755) (71.588) (240.872) (329.154) Contabilidade de “Hedge”: No Banco e em nossa controlada Alfa Arrendamento Mercantil adota-se a política de proteger operações ativas prefixadas em consonância com suas políticas de gestão de risco, levando em consideração as taxas de captação praticadas. Estas operações de “hedge” são realizadas em conformidade com a Circular Bacen nº 3.082 de 30/01/2002, que exige avaliação periódica de efetividade do “hedge” e o registro a mercado tanto do instrumento financeiro derivativo como do item objeto de “hedge”, considerando tratar-se de uma operação de “hedge” de risco de mercado, com exceção dos instrumentos derivativos utilizados como “hedge” de títulos e valores mobiliários classificados na categoria “mantidos até o vencimento”, os quais tal como definido no art. 3º da Circular Bacen 3.129 de 27/06/2002, em sua avaliação não são ajustados a valor de mercado (vide nota 4). Em 31 de dezembro de 2011 o valor contábil e de mercado dos itens objeto de “hedge” são, respectivamente, R$ 15.781 (2010 R$ zero) e R$ 16.746 (2010 R$ zero) CONSOLIDADO R$ 182.351 (2010 R$ 256.690) e R$ 190.757 (2010 R$ 270.884) e o valor de mercado dos instrumentos derivativos utilizados como hedge, na data-base destas demonstrações financeiras é de R$ 16.767 (2010 R$ zero) de SWAP ponta ativa e R$ 16.277 (2010 R$ zero) de SWAP ponta passiva CONSOLIDADO R$ 186.731 (2010 R$ 269.797) de SWAP ponta ativa e R$ 192.117(2010 R$ 272.870) de Swap ponta passiva. Para apuração do valor de mercado das parcelas dos ativos de crédito foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexador similar na data do balanço conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A., acrescidas dos custos de captação, de produção e operacionais, passíveis de verificação, necessários para a originação e manutenção até o vencimento dessas operações, de forma a refletir adequadamente os efeitos dessas taxas de juros no resultado. A avaliação dos ativos de crédito objeto de hedge a mercado gerou um ajuste positivo de R$ 965 e CONSOLIDADO R$ 8.405 (2010 R$ 14.194 ajuste positivo), o qual foi registrado na rubrica “Devedores Diversos” do grupo “Outros Créditos Diversos”. O ajuste positivo no exercício foi registrado em adequada conta de resultado de operações de crédito, no montante de R$ 965 (2010 R$ zero) e CONSOLIDADO R$ 5.789 ajuste negativo (2010 R$ 691 positivo). Análise de Sensibilidade: Em conformidade com a Instrução CVM nº 475, de 17/12/2008, o Banco realiza análises de sensibilidade de suas operações que possam expô-lo a riscos oriundos da volatilidade de fatores de riscos de mercado, a qual poderá gerar prejuízos materiais para suas operações e/ou fluxos de caixa. O quadro disposto abaixo traz valores das exposições em análise, bem como os testes de sensibilidade das mesmas, considerando-se três cenários de estresse possíveis: a) situação de estresse determinada pelo Banco e aprovado em seu Comitê de Gestão de Riscos de Mercado (CGRM), conforme a metodologia descrita na nota sobre Risco de Mercado; b) situação de estresse considerada pelo Banco com deterioração de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) na variável de risco considerada e; c) situação de estresse considerada pelo Banco com deterioração de, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) na variável de risco considerada. É importante salientar que os cenários “b” e “c” abaixo, estão sendo apresentados por exigência da Instrução CVM nº 475, entretanto, referem-se a cenários que a administração do Banco não acredita que possam ocorrer. 31/12/2011 Individual Estresse - Alfa Deterioração de 25% Deterioração de 50% Exposição MTM - Exposição cenário (a) cenário (b) cenário (c) Prefixado 838.162 (1.027) (4.461) (8.884) Índice de Preços 96.825 (1.775) (1.238) (2.448) Variação Cambial (3.702) (394) (926) (1.851) Cupom Cambial (4.029) (460) (1.059) (2.118) 31/12/2011 Consolidado Estresse - Alfa Deterioração de 25% Deterioração de 50% cenário (a) cenário (b) cenário (c) Exposição MTM - Exposição Prefixado 950.711 (1.459) (5.492) (10.885) Índice de Preços 96.825 (1.775) (1.238) (2.448) Variação Cambial (3.702) (394) (926) (1.851) Cupom Cambial (4.029) (460) (1.059) (2.118)
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente Fernando Pinto de Moura Humberto Mourão de Carvalho Luiz Alves Paes de Barros Rubens Garcia Nunes
31/12/2010 Individual Estresse - Alfa Deterioração de 25% Deterioração de 50% cenário (a) cenário (b) cenário (c) Exposição MTM - Exposição Prefixado 2.332.918 (28.727) (51.992) (100.875) Índice de Preços 173.023 (4.244) (4.829) (9.447) Variação Cambial 5.310 (620) (1.327) (2.654) Cupom Cambial 1.859 (438) (465) (930) 31/12/2010 Consolidado Estresse - Alfa Deterioração de 25% Deterioração de 50% cenário (a) cenário (b) cenário (c) Exposição MTM - Exposição Prefixado 2.587.714 (31.741) (57.335) (111.204) Índice de Preços 173.023 (4.244) (4.829) (9.447) Variação Cambial 5.310 (620) (1.327) (2.654) Cupom Cambial 1.859 (438) (465) (930) Considerou para a análise apresentada acima, a exposição líquida das operações (posições ativas menos posições passivas), ressaltando que estão incluídas todas as posições de derivativos contratadas. (15) OUTRAS INFORMAÇÕES (a) Outros Valores e Bens - Composto por valores recebidos em dação em pagamento e despesas antecipadas. (b) Outros Investimentos - Consolidado basicamente composto por ações da empresa BM&FBOVESPA S.A.. (c) Outras Obrigações - Diversas Individual Consolidado Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Provisões de Despesas de Pessoal e Administrativa 9.359 12.573 12.976 18.380 Contingência Trabalhista e Civel (vide nota 10) 9.329 10.454 12.065 14.834 Obrigações por Venda de Ativos Financeiros 52.183 77.425 52.183 77.425 Credores Diversos 4.886 5.995 6.520 10.360 Receitas de Exercícios Futuros – – 2.165 4.737 Total 75.757 106.447 85.909 125.736 (d) Outras Receitas Operacionais Individual Consolidado Composto por: 2011 2010 2011 2010 Atualização de Tributos a compensar e depósitos Judiciais 486 241 553 347 Crédito decorrente de ação judicial da CPMF com transitado em julgado favorável – – – 15.284 Dividendos e Juros sobre o capital recebidos ou declarados de investimentos avaliados pelo método de custo 41 67 2.493 2.811 Reversão de Provisões Operacionais 5.893 33.590 12.294 38.722 Benefício Fiscal (programa REFIS IV) – – – 1.178 Valorização de Aluguél de Ações – 187 – 187 Lucro na alienação de Investimentos – – 513 401 Lucro na alienação de Bens – – 512 838 Outras 152 35 383 147 Total 6.572 34.120 16.748 59.915 (e) Outras Despesas Operacionais Individual Consolidado Composto por: 2011 2010 2011 2010 Atualização de Tributos e complemento para provisão para contingências Fiscais, Trabalhistas e Civeis 13.175 22.124 18.370 27.897 Processos Operacionais 2.673 1.540 4.660 4.421 Créditos inadimplentes 267 227 735 908 Intermediação/Equalização/Comissão de Contratos 4.776 4.952 6.008 5.884 Prejuízo na alienação de bens – – 497 1.211 Despesas com Alocação de Contratos Cedidos – – – 3.553 Outras 132 – 202 – Total 21.023 28.843 30.472 43.874 (f) Resultado não Operacional: composto por renda de aluguel e lucros obtidos na venda de bens e investimentos. (g) O Banco administra e faz a gestão de Fundos de Investimento de Renda Fixa, de Ações e Multimercado, além de Carteiras Administradas de Particulares, cujos patrimônios líquidos na data do balanço totalizavam R$ 4.373.508 (31/12/2010 R$ 4.262.966). (h) O Banco tem como política segurar seus valores e bens a valores considerados adequados para coberturas de eventuais perdas. (i) Em atendimento à Deliberação CVM nº 600/09 informamos que o Banco e suas controladas não mantém planos de remuneração em ações (stock options) e outros benefícios de pós-emprego a seus empregados. (j) Índice de Solvabilidade: O índice de solvabilidade atingiu 19,05% (31/12/2010 19,91%) ao final do exercício demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil e o mínimo de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. Para efeito do cálculo, utilizamos as demonstrações financeiras combinadas das instituições financeiras (Consolidado Operacional), tendo em vista que é dessa forma que o Banco Central do Brasil exerce o monitoramento das Instituições Financeiras que integram um Conglomerado. 31/12/2011 Parcelas Parcela PEPR 987.004 Parcela PCAM – Parcela PJUR[1] 2.072 Parcela PJUR[2] – Parcela PJUR[3] 1.966 Parcela PJUR[4] 1 Parcela PCOM – Parcela PACS 195 Parcela POPR 84.169 Parcela adicional Pre BC – Parcela RBAN 10.689 Patrimônio de Refêrencia Exigido (PRE) 1.075.409 Patrimônio de Refêrencia (PR) 1.862.365 Excesso de recursos aplicados no ativo permanente – Patrimônio de Refêrencia para limite de compatibilização 1.862.365 Margem ou Insuficiência 776.268 Índice de Basiléia - em 31/12/2010 19,91% - em 31/12/2011 19,05% (16) PARTICIPAÇÕES EM CONTROLADAS Alfa Corretora Alfa BRI Arrendamen- de Câmbio Participae Valores to ções Ltda. Mercantil (a) Mobiliários (b) Total • Capital Social 178.300 120.000 26.868 • Patrimônio Líquido Ajustado 270.909 279.376 317.644 • Lucro do Período 9.990 23.501 18.568 • Quantidade de Ações Ordinárias Possuídas 10.416.839 5.651.072 – • Quantidade de Ações Preferênciais Possuídas 985.392 3.998.045 – • Quantidade de Cotas Possuídas – – 26.744.827 • % de Participação 55,661 60,307 99,543 • Resultado da Avaliação Exercício/2011 3.364 14.140 18.484 35.988 Exercício/2010 10.183 14.506 20.970 45.659 • Valor Contábil do Investimento Em 31/12/2011 150.791 168.483 316.192 635.466 Em 31/12/2010 148.033 158.271 297.709 604.013 (a) O Banco Alfa de Investimento S.A. possui participação na Alfa Arrendamento Mercantil S.A. direta de 55,661% e indireta de 44,12%, perfazendo o montante de 99,781%. (b) A BRI Participações Ltda. realiza gestão de recursos próprios (cash company), representados por aplicações financeiras. Possui participação de 44,324% na Alfa Arrendamento Mercantil no montante de R$ 120.078 (31/12/2010 R$ 117.881). (17) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: Individual Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 No início do período 313.076 355.063 315.476 338.186 Disponibilidade 6.666 7.786 9.066 10.109 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 306.410 347.277 306.410 328.077 No final do período 705.528 313.076 708.439 315.476 Disponibilidade 6.737 6.666 9.648 9.066 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 698.791 306.410 698.791 306.410 Redução de Caixa e equivalente de caixa 392.452 (41.987) 392.963 (22.710) (1) Refere-se a operações cujo o vencimento na data da aplicação foi igual ou inferior a 90 dias. (18) INFORMAÇÕES SOBRE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM IFRS A Resolução CMN nº 3.786/09 e as Circulares BACEN nº 3.472/09 e 3.516/10 estabelecem que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BACEN, constituídas sob a forma de companhia aberta ou que sejam obrigadas a constituir Comitê de Auditoria devem, a partir de 31 de dezembro de 2010, elaborar anualmente e divulgar em até 90 dias após a data-base de 31 de dezembro suas demonstrações contábeis consolidadas, preparadas de acordo com as normas internacionais de contabilidade (IFRS), seguindo os pronunciamentos internacionais emitidos pelo IASB - International Accounting Standards Board. Em atendimento aos mencionados requerimentos regulatórios, a administração realizou a divulgação em 25 de março de 2011 das demonstrações financeiras consolidadas em IFRS do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas, para a data-base 31 de Dezembro de 2010, comparativa com 31 de Dezembro de 2009 e com a data-base de primeira adoção 01 de Janeiro de 2009 no website alfanet.com.br. Estas demonstrações financeiras permanecem divulgadas no website do Banco Alfa de Investimento S.A., “alfanet.com.br”. Para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2011, em atendimento a estes requisitos regulatórios, a administração do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas irá promover dentro do prazo de 90 dias a divulgação naquele “website” das demonstrações financeiras consolidadas do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas em IFRS.
DIRETORIA
Adilson Herrero Beny Fiterman
CONTADORA
Fábio Alberto Amorosino - Diretor Presidente Antônio José Ambrozano Neto Benedito Carlos de Pádua Hugo Antônio de Campos Ferreira Roberto Musto Rubens Bution
Aucilene Moisés Neves Contadora CRC 1SP 197638/O-1
PARECER DO CONSELHO FISCAL Os membros do Conselho Fiscal do Banco Alfa de Investimento S.A. aprovam, por unanimidade, o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras, referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, elaboradas com base na legislação societária e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, em conformidade com as normas do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e, no que não conflitarem, com as normas da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, bem como o Estudo Técnico de Viabilidade de Geração de Lucros Tributáveis, e recomendam a sua aprovação pela Assembleia Geral. São Paulo, 14 de fevereiro de 2012 Flamarion Josué Nunes Paulo Caio Ferraz de Sampaio Rubens Barletta RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Ao Conselho de Administração e Acionistas do Banco Alfa de Investimento S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas do Banco Alfa de Investimento S.A., identificadas como Individual e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data para as demonstrações financeiras individuais e para as demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data para as demonstrações financeiras consolidadas, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração do Banco e de suas controladas é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras do Banco e de suas controladas para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco e de suas controladas. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
O Comitê de Auditoria constituído pelo Banco Alfa de Investimento S.A., instituição líder do Conglomerado Financeiro Alfa, exerce as atribuições e responsabilidades previstas em seu regulamento e dispositivos legais vigentes, desenvolvendo suas atividades no referido Banco e nas seguintes empresas: Banco Alfa S.A., Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos, Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. e Alfa Arrendamento Mercantil S.A. No estrito cumprimento de suas atribuições, responsabilidades e competências, focado nas atividades das Auditorias Interna e Externa, bem como nas áreas mais representativas e expostas a riscos, promoveu reuniões quinzenais com os Diretores e os principais responsáveis pelas áreas das empresas do Conglomerado, visando ao acompanhamento de suas atribuições, atividades e negócios. No segundo semestre de 2011, foram analisados os principais riscos decorrentes dos negócios do Conglomerado e dos processos em que se inserem, a par da qualidade dos controles e de aceitação respectivos, com ênfase à observância das normas aplicáveis, concluindo-se que os trabalhos estão dentro dos níveis adequados e foram considerados satisfatórios. Quanto às áreas de Ouvidoria e Serviço de Atendimento aos Clientes, o Comitê deu sequência ao monitoramento de suas atividades, através de reuniões e relatórios por elas produzidos.
Na área de Controles Internos, o Comitê considerou eficazes as atividades desenvolvidas, entendendo-as adequadas às necessidades das empresas do Conglomerado. Foram examinados pontos de controle, normas e técnicas de acompanhamento existentes e o cumprimento das regras internas e legais vigentes, constatando-se a preocupação com o aprimoramento dos sistemas de prevenção à lavagem de dinheiro e de pessoas politicamente expostas. Com relação à Auditoria Externa, efetivada no tocante às Demonstrações Financeiras das empresas do Conglomerado, o Comitê examinou e discutiu os programas de trabalho e seus relatórios e os resultados de suas atividades desenvolvidas no semestre. Relativamente à Auditoria Interna, o Comitê acompanhou o andamento dos trabalhos planejados para o semestre, relatórios produzidos, conclusões e cumprimento das recomendações. Ressalta-se, ainda, que durante este período o Comitê em nenhum momento foi acionado, nem tampouco se deparou com qualquer situação, prejudicial ou comprometedora da atuação e independência das Auditorias, na condução de suas atividades. Há de se frisar que nenhuma falha relevante foi constatada ou apontada em seus trabalhos, que viessem a prejudicar ou afetar os quesitos de integridade, qualidade, transparência e visibilidade das Demonstrações
Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Alfa de Investimento S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data para as demonstrações financeiras individuais e para o exercício findo naquela data para as demonstrações financeiras consolidadas, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Demonstração do valor adicionado Examinamos também a demonstração individual do valor adicionado (DVA) para o exercício e semestre findos em 31 de dezembro de 2011 e consolidada para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, elaborada sob a responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 14 de fevereiro de 2012 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0
RESUMO DO RELATÓRIO DO COMITÊ DE AUDITORIA DO SEGUNDO SEMESTRE DE 2011 Financeiras das empresas do Conglomerado, daí se concluindo como satisfatórias as atuações e trabalhos realizados pelas Auditorias. Considerando as avaliações satisfatórias das atuações das áreas de Controles Internos, Gestão de Riscos, Auditoria Interna e Externa, bem como os contatos mantidos com a área de Controladoria, responsável pela elaboração das Demonstrações Financeiras e, ainda, as constantes análises e exames procedidos pelo Comitê em relatórios, mapas e posições utilizados pelas mesmas para comprovação e confirmação de seus dados, conclui o Comitê de Auditoria que as Demonstrações Financeiras de 31 de dezembro de 2011, das empresas integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, atendem aos requisitos de integridade, qualidade, transparência e visibilidade, inclusive quanto à aplicação das práticas contábeis adotadas no Brasil e exigidas pelas normas vigentes. São Paulo, 14 de fevereiro de 2012 Eduardo de Azevedo Alvarenga Coordenador Cacildo Irondino da Rocha Fernando Luiz Ramos Pompeia
DIÁRIO DO COMÉRCIO
36 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 9 de março de 2012
FINANCEIRA ALFA S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS C.N.P.J. 17.167.412/0001-13 - CARTA AUTORIZAÇÃO Nº 40 DE 04/03/1955 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à sua apreciação as demonstrações financeiras da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos correspondentes às atividades desenvolvidas no exercício de 2011, acrescidas das notas explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes sobre as demonstrações financeiras. 1. CENÁRIO ECONÔMICO A Europa, que segue no foco dos mercados há vários meses, vem provocando muitas incertezas quanto ao rumo da economia global. Os impasses políticos para solucionar a crise de endividamento e os receios com a possibilidade de a região entrar em recessão vem provocando muita volatilidade nos ativos de risco. Nos últimos dias diversas nações da zona do euro foram acometidas por rebaixamentos em seus ratings de crédito em função da deterioração da capacidade de honrarem seus compromissos junto a credores (inclusive a França, que é a segunda maior economia da região) e o uso da linha de crédito overnight do BCE vêm atingindo recordes históricos - um forte indicador de que os bancos estão relutantes em emprestar recursos a outras instituições financeiras privadas. No entanto é importante destacar que por outro lado os últimos leilões de títulos soberanos foram bem-sucedidos, com forte demanda e redução das taxas de retorno aos investidores. As atenções durante o primeiro semestre deverão permanecer voltadas às rolagens das dívidas soberanas nos próximos meses e sobretudo à renegociação da dívida grega junto aos credores privados a fim de se evitar um default desordenado. Nos Estados Unidos, embora os últimos dados tenham agradado aos mercados, indicando retomada gradual da atividade, o desemprego e a falta de confiança dos consumidores ainda permanecem em níveis elevados, colocando em dúvida a eficácia do suporte da atual política monetária para incentivar a economia. Os impasses políticos para conciliar o aperto fiscal e o crescimento econômico seguem como o principal desafio para uma solução de longo prazo, e para as próximas semanas, os agentes deverão continuar a monitorar de perto os dados da maior economia do mundo. Quanto à China, que segue juntamente com outros países emergentes como a esperança de condutora do crescimento global, diminuiu por ora as preocupações de um hard landing com a divulgação do PIB do 4º Trimestre do ano passado - o crescimento foi de 8,9%, ante estimativas de 8,6%. Para
os próximos meses o mercado aguarda novas medidas de estímulo do governo, como nova redução do compulsório a fim de prover mais liquidez à economia e deverá seguir acompanhando os indicadores de atividade. No Brasil, as incertezas vindas do exterior e os temores de desaceleração global fizeram o governo promover cortes sucessivos de juros desde agosto, mesmo diante de pressões inflacionárias. O IPCA de 2011 registrou avanço de 6,50%, no teto da meta. Declarações recentes de autoridades monetárias mostrando mais preocupação com a inflação ancoraram alta nas taxas futuras no início de janeiro. Ao longo dos próximos meses os investidores deverão continuar a avaliar os próximos dados de emprego e produção e o cenário externo, que deverão mexer com a expectativa dos investidores e trazer volatilidade para o mercado de juros. Em relação ao mercado de câmbio, o foco continuará no desenrolar da crise de confiança européia. Caso a economia global consiga mostrar alguma recuperação, mesmo que seja pequena, o desejo de ter dólar será menor entre os investidores. Entretanto, no caso de aprofundamento da desconfiança do investidor em relação à viabilidade da União Européia o dólar continuará se valorizando em 2012. 2. DESEMPENHO DAS ATIVIDADES Resultado do Exercício O lucro líquido da Companhia no exercício atingiu R$ 76,9 milhões, correspondendo à rentabilidade de 13,27% sobre o patrimônio líquido inicial de R$ 579,4 milhões. A cada lote de mil ações do capital social da Companhia correspondeu o lucro líquido de R$ 727,29. Os juros sobre o capital próprio alcançaram R$ 21,4 milhões no exercício, correspondendo aos valores brutos de R$ 174,36 e R$ 240,28 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, conforme nota explicativa nº 08 letra “b”. Os juros sobre o capital próprio referentes ao primeiro semestre totalizaram R$ 10,0 milhões, correspondendo aos valores de R$ 75,00 e R$ 120,14 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais respectivamente e, para o segundo semestre de 2011 foi aprovado o valor de R$ 11,4 milhões, correspondendo a R$ 99,36 e R$ 120,14 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais respectivamente.
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - EM R$ MIL ATIVO
2011 2.213.579 7.382 617.026 617.026
Circulante Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 3) 237.426 Carteira Própria 11.732 Vinculados a Prestação de Garantias 188.577 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11) 37.117 Operações de Crédito 1.264.800 Setor Privado (Nota 4) 1.287.245 (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) - (Nota 4d) (22.445) Outros Créditos 76.440 Rendas a Receber 7 Diversos (nota 12a) 76.456 (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) (23) Outros Valores e Bens 10.505 Outros Valores e Bens 2.708 (Provisão para Desvalorização) (584) Despesas Antecipadas (nota 12b) 8.381 Realizável a Longo Prazo 1.757.764 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 619 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 619 Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 3) 46.118 Carteira Própria 25 Vinculados a Prestação de Garantias 326 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11) 45.767 Operações de Crédito 1.432.355 Setor Privado (Nota 4) 1.476.838 (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) - (Nota 4d) (44.483) Outros Créditos 267.011 Diversos (nota 12a) 267.038 (Provisão p/ Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) (27) Outros Valores e Bens 11.661 Despesas Antecipadas (nota 12b) 11.661 Permanente 5.440 Investimentos 2.145 Investimentos: Outros Investimentos 2.145 Imobilizado de Uso 2.288 Outras Imobilizações de Uso 5.848 (Depreciações Acumuladas) (3.560) Intangível 445 Ativos Intangíveis 501 (Amortização Acumulada) (56) Diferido 562 Gastos de Organização e Expansão 2.324 (Amortização Acumulada) (1.762) Total Geral do Ativo 3.976.783
2010 1.753.345 1.514 551.570 551.570 108.201 26.935 40.537 40.729 938.773 949.156 (10.383) 147.840 – 147.858 (18) 5.447 2.783 (586) 3.250 1.245.908 – – 76.317 10.158 1.853 64.306 1.045.171 1.100.512 (55.341) 123.395 123.512 (117) 1.025 1.025 5.574 2.145 2.145 2.308 5.426 (3.118) 41 50 (9) 1.080 2.808 (1.728) 3.004.827
PASSIVO Circulante Depósitos Depósitos Interfinanceiros Recursos de Aceites Cambiais Obrigações por Aceites de Títulos Cambiais Obrigações por Repasses do País Instituições Oficiais BNDES FINAME Instrumentos Financeiros Derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11) Outras Obrigações Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias (notas 07 e 12d) Diversas (nota 12d) Exigível a Longo Prazo Depósitos Depósitos Interfinanceiros Recursos de Aceites Cambiais Obrigações por Aceites de Títulos Cambiais Obrigações por Repasses do País Instituições Oficiais BNDES FINAME Instrumentos Financeiros Derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11) Outras Obrigações Fiscais e Previdenciárias (notas 07 e 12d) Diversas (Nota 8 e nota 12d) Resultados de Exercícios Futuros Resultados de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido Capital De Domiciliados no País (Nota 8a) De Domiciliados no Exterior (Nota 8a) Reservas de Capital (Nota 8c) Reservas de Lucros (Nota 8c) Total Geral do Passivo
IMÔNIO LÍQUIDO - EM R$ MIL DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO Ajuste de Avaliação Capital Reservas Reservas Realizado de Capital Eventos de Lucros Patrimonial Saldos em 31/12/2009 223.000 41.544 270.274 (6) Aumento de Capital - AGE 15/04/2010 24.000 – (24.000) – S EVENTOS: OUTROS Juros sobre o Capital Próprio não Reclamados – 568 – – Ajuste ao Valor de Mercado de TVM e Derivativos – – – 6 Lucro Líquido do Exercício – – – – Destinações: Reservas – – 44.088 – obre o Capital Próprio Juros sobre – – – – m 31/12/2010 Saldos em 247.000 42.112 290.362 – es do período Mutações 24 000 24.000 568 20.088 6 Saldos em 31/12/2010 247.000 42.112 290.362 – Aumento de Capital - AGE 28/04/2011 23.000 – (23.000) – Outros Eventos: Juros sobre o Capital Próprio não Reclamados – 460 – – Lucro Líquido do Exercício – – – – Destinações: Reservas – – 55.428 – – – – – Juros sobre o Capital Próprio Pagos e Propostos Saldos em 31/12/2011 270.000 42.572 322.790 – 23.000 460 32.428 – Mutações do período Saldos em 30/06/2011 270.000 42.572 293.212 – Lucro Líquido do Semestre – – – – Destinações: Reservas – – 29.578 – Juros sobre o Capital Próprio Propostos – – – – Saldos em 31/12/2011 270.000 42.572 322.790 – Mutações do período – – 29.578 – As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras
2011 1.070.448 742.401 742.401 112.422 112.422
2010 772.394 279.503 279.503 137.829 137.829
72.115 793 71.322 30.058 30.058 113.452
100.483 5.200 95.283 26.141 26.141 228.438
1.814 16.996 26.073 68.569 2.264.666 1.543.088 1.543.088 393.945 393.945
876 13.127 91.581 122.854 1.649.518 422.285 422.285 854.833 854.833
85.078 2.878 82.200 83.339 83.339 159.216 113.312 45.904 6.307 6.307 635.362 270.000 251.722 18.278 42.572 322.790 3.976.783
132.125 – 132.125 47.294 47.294 192.981 98.457 94.524 3.441 3.441 579.474 247.000 227.979 19.021 42.112 290.362 3.004.827
Lucros Acumulados – –
Total 534.812 –
– – 61.183
568 6 61.183
(44.088) (17.095) – – – –
– (17.095) 579.474 44 662 44.662 579.474 –
– 76.923
460 76.923
(55.428) (21.495) – – – 41.050
– (21.495) 635.362 55.888 605.784 41.050
(29.578) (11.472) – –
– (11.472) 635.362 29.578
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - EM R$ MIL (01) Atividade e Estrutura do Grupo e Apresentação das Informações Financeiras: a) Atividade e Estrutura do Grupo: A Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos pertence ao Conglomerado Financeiro Alfa, o qual é liderado pelo Banco Alfa de Investimento S.A. que tem suas origens no exercício de 1925, com a fundação do Banco da Lavoura de Minas Gerais. Em 1972, o Banco da Lavoura alterou sua denominação para Banco Real S.A. e, posteriormente, criou as outras empresas financeiras que constituíam o Conglomerado Financeiro Real. Em 1998, o Banco Real S.A. teve seu controle acionário vendido ao ABN Amro Bank. As empresas financeiras não vendidas (então, Banco Real de Investimento, Companhia Real de Investimento - C.F.I., Companhia Real de Arrendamento Mercantil e Corretora Real) formaram o novo Conglomerado Financeiro Alfa, o qual foi completado logo depois com a criação do Banco Alfa S.A. (Banco Comercial). O Conglomerado é composto de 7 entidades legais que atuam através de controle operacional efetivo, caracterizado pela administração ou gerência comum e pela atuação sob a mesma marca ou nome comercial. As seguintes instituições financeiras compõem o Conglomerado: - Banco Alfa de Investimento S.A. (instituição líder do Conglomerado) e suas controladas: Alfa Arrendamento Mercantil S.A. e Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A.; - Financeira Alfa S.A. Crédito, Financiamento e Investimentos; - Banco Alfa S.A. Com esta sólida história de mais de 85 anos, o Conglomerado Financeiro Alfa vem desenvolvendo sua atuação principalmente nos segmentos de crédito a pessoas jurídicas e físicas, tesouraria e administração de recursos de terceiros. O Conglomerado está sediado em São Paulo, na Alameda Santos nº 466, e mantém filiais no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Campinas, Porto Alegre, Salvador, Brasília, Fortaleza, Recife, Vitória, Goiânia, Florianópolis, São José dos Campos, Piracicaba, Ribeirão Preto, Londrina e Sorocaba. Todas contando com modernas plataformas tecnológicas, o que permite maior agilidade nas decisões e no desenvolvimento de produtos. O controlador do Conglomerado Financeiro Alfa possui ainda relevantes investimentos em áreas não financeiras: Seguros e Previdência (Alfa Seguradora S.A. e Alfa Previdência e Vida S.A.); Hotelaria (Rede Transamérica de Hotéis); Materiais de Construção (C&C Casa e Construção); Agropecuária e Agroindústria (Agropalma); Águas Minerais (Águas Prata); Alimentos (Sorvetes La Basque); Cultural (Teatro Alfa) e Comunicações (Rádio Transamérica e TV Transamérica). b) Apresentação das Demonstrações Financeiras: As demonstrações financeiras da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos foram elaboradas com base na legislação societária e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, em conformidade com as normas do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) no que não conflitarem com as normas da Comissão de Valores Mobiliários - CVM. Essas demonstrações financeiras foram concluídas em 10/02/2012 e aprovadas pelo Conselho de Administração em 14/02/2012. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam de forma integrada no mercado financeiro, e certas operações têm a participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro, cujas atividades incluem as carteiras de arrendamento mercantil, administração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores mobiliários. Em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei nº 11.638/07, complementada pela Lei nº 11.941/09, as quais alteraram a Lei das Sociedades por Ações quanto às práticas contábeis adotadas no Brasil. Embora a referida Lei já tenha entrado em vigor, algumas alterações por ela introduzidas dependem de normatização por parte do CMN (Conselho Monetário Nacional). As alterações aprovadas pelo CMN foram: i) o tratamento contábil dos ativos intangíveis; ii) os procedimentos de mensuração do valor recuperável dos ativos; iii) a elaboração do fluxo de caixa em substituição da demonstração das origens e aplicações de recursos; iv) a divulgação em notas explicativas às demonstrações contábeis de informações sobre partes relacionadas; v) os procedimentos de reconhecimento, mensuração e divulgações de provisões, passivos e ativos contingentes; vi) pagamento baseado em ações; e vii) eventos subseqüentes. Na avaliação da administração da Companhia, que considera as normas do BACEN editadas até o momento, apenas os itens “iii”, “iv” e “v” impactaram e, portanto, foram acrescidas às demonstrações financeiras da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos. (02) Principais Práticas Contábeis: (a) Apuração do Resultado: As receitas e despesas foram apropriadas pelo regime de competência. As rendas das operações de crédito vencidas são reconhecidas até o 59º dia como receita e, a partir do 60º dia deixam de ser apropriadas e o seu reconhecimento no resultado ocorre quando do efetivo recebimento das prestações, conforme determina o artigo 9º da Resolução CMN nº 2682/99. (b) Ativos Circulante e Realizável a Longo Prazo: Demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, especificamente em relação ao
registro e a avaliação contábil dos títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos estabelecidos pelas Circulares BACEN nº 3.068 e 3.082 (vide notas nº 03 letra “b” e 11). A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa foi constituída considerando a atual conjuntura econômica, a experiência de anos anteriores e a expectativa de realização da carteira, de forma que apure montante suficiente e adequado para cobrir riscos específicos e globais, associada à provisão calculada de acordo com os níveis de risco e os respectivos percentuais mínimos estabelecidos pela Resolução CMN nº 2.682/99 (vide nota nº 4 letra “c” e “d”). (c) Ativo Permanente: Demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, combinado com os seguintes aspectos: (c.1) Depreciação do Imobilizado de Uso, calculada pelo método linear às seguintes taxas anuais: Veículos, Sistemas de Comunicação e de Processamento de Dados 20% e demais itens 10% e (c.2). Amortização, basicamente, de despesas com benfeitorias em imóveis de terceiros e com programas de processamento de dados, calculada pelo método linear, pelo prazo máximo de 05 anos. A Lei 11.638/07 eliminou a conta do Ativo Diferido. O Conselho Monetário Nacional autorizou as Instituições Financeiras a manter o saldo de 31 de dezembro de 2008 até a sua completa amortização ou baixa. (d) Passivos Circulante e Exigível a Longo Prazo : São demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo os encargos e as variações monetárias incorridos, deduzidos das correspondentes despesas a apropriar. (e) Impostos e Contribuições: As provisões são calculadas considerando a legislação pertinente a cada encargo para efeito das respectivas bases de cálculo e suas respectivas alíquotas: Imposto de Renda (15% mais adicional de 10%), Contribuição Social (15%), Pis (0,65%) e Cofins (4%). Também é observada pela Companhia a prática contábil de constituição de créditos tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças temporárias, as mesmas alíquotas vigentes utilizadas para a constituição das provisões fiscais (vide nota nº 05 letra “b”). (f) Estimativas Contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são determinados por estimativas baseadas na experiência passada, ambiente legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de eventos sujeitos ou não ao controle da Administração, etc. Essas estimativas são revistas pelo menos por ocasião da elaboração das demonstrações financeiras, buscando-se determinar valores que mais se aproximem dos futuros valores de liquidação dos ativos ou passivos considerados. (g) Ativos e Passivos Contingentes e Obrigações Legais: Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são reconhecidos, avaliados e divulgados em conformidade com as determinações da Resolução CMN nº 3.823, de 16/12/2009 e Carta-Circular BACEN nº 3.429 de 11/02/2010. Os ativos e passivos contingentes dizem respeito a direitos e obrigações potenciais decorrentes de eventos passados e cuja realização depende de eventos futuros. As obrigações legais são representadas por obrigações tributárias, cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação judicial. i) Ativos Contingentes - não são reconhecidos, exceto quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização sobre as quais não cabem mais recursos. ii) Passivos Contingentes e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias e Cíveis e Trabalhistas (nota 07) - decorrem substancialmente de demandas judiciais e administrativas inerentes ao curso normal dos negócios, movidos por terceiros, ex-funcionários e órgãos públicos, em ações cíveis, trabalhistas e de natureza fiscal e previdenciária. Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são avaliadas por assessores legais e levam em consideração a probabilidade de que recursos financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que os seus montantes possam ser estimados com suficiente segurança. (h) Moeda Funcional e de Apresentação: As demonstrações financeiras estão sendo apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional da Financeira Alfa S.A - Crédito, Financiamento e Investimentos. Exceto quando indicado, as informações financeiras expressas em Reais foram arredondadas para o milhar mais próximo. (i) Relatório por Segmento: As atividades da Financeira Alfa S.A - Crédito, Financiamento e Investimentos encontram-se direcionadas substancialmente para o segmento de Varejo. (03) - Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos: a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos: Composta por: 31/12/2011 31/12/2010 Carteira Própria - Livres: Letras Financeiras do Tesouro - LFT 11.757 37.093 Vinculados a Prestação de Garantias: Letras Financeiras do Tesouro - LFT 188.903 42.390 Total - Títulos e Valores Mobiliários 200.660 79.483 Swaps - Diferencial a Receber (nota 11) 82.884 105.035 Total - Instrumentos Financeiros Derivativos 82.884 105.035 Total Geral 283.544 184.518
Ouvidoria: 0800-7220140
Patrimônio Líquido O patrimônio líquido atingiu R$ 635,3 milhões ao final do exercício. O valor patrimonial para cada lote de mil ações alcançou R$ 6.007,25 com crescimento de 9,64% no exercício, índice superior à inflação de 6,50% medida pelo IPCA no mesmo período. O índice de solvabilidade instituído pelo Comitê da Basiléia e normatizado pelo Banco Central do Brasil atingiu 19,05% ao final do exercício, demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras integrantes do Conglomerado Alfa, quando comparado tanto com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil quanto com o de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 28/04/2011, homologada pelo Banco Central do Brasil em 06/06/2011, aprovou o aumento de capital social para R$ 270,0 milhões, mediante incorporação de reserva de lucros. Recursos Captados O volume de recursos captados pela Companhia atingiu R$ 3.006,2 milhões na data do balanço. Esses recursos estavam representados por R$ 2.285,4 milhões em depósitos interfinanceiros, R$ 506,3 milhões em recursos de aceites cambiais, R$ 157,1 milhões em repasses do BNDES e FINAME e R$ 57,4 milhões via cessão de crédito. Ativos e Empréstimos O ativo total alcançou R$ 3.976,7 milhões ao final do exercício. A carteira de títulos e valores mobiliários e derivativos atingiu R$ 283,5 milhões na data do balanço. Conforme descrito na nota explicativa nº 3 letra “b” das demonstrações financeiras, a Companhia classificou 93,3% dos títulos e valores mobiliários na categoria “títulos para negociação” e 6,5% na categoria “mantidos até o vencimento”, em razão da intenção da Administração e da capacidade financeira da Companhia, comprovada com base em projeção de fluxo de caixa. A carteira de crédito, incluindo fianças prestadas no montante de R$ 0,7 milhões, atingiu R$ 2.774,5 milhões. O volume de créditos vencidos acima de 15 dias totalizou R$ 36,0 milhões, correspondente a 1,3% da carteira total. O saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa atingiu R$ 66,9 milhões, representando 2,4% do total da carteira de crédito, 228,9% acima
do mínimo exigido pela Resolução CMN nº 2.682 de 21 de dezembro de 1999. 3. OUVIDORIA O componente organizacional de ouvidoria encontra-se em funcionamento e a sua estrutura atende às disposições estabelecidas por meio da Resolução CMN nº 3.849, de 25 de março de 2010. 4. DIVULGAÇÃO SOBRE SERVIÇOS DA AUDITORIA INDEPENDENTE Em atendimento à Instrução CVM nº 381, de 14/01/2003, informamos que a empresa contratada para auditoria das demonstrações financeiras da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos, ou pessoas a ela ligadas, não prestou no período outros serviços que não sejam de auditoria externa. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do auditor, de acordo com os critérios internacionalmente aceitos, quais sejam, o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover o interesse deste. 5. DECLARAÇÃO DOS DIRETORES Conforme Instrução CVM nº 480/2009, a Diretoria declara que em reunião realizada em 14 de fevereiro de 2012, revisou, discutiu e concordou com as opiniões expressas no Relatório dos Auditores Independentes e com as Demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. AGRADECIMENTOS É indispensável traduzir o reconhecimento da Financeira Alfa S.A. Crédito, Financiamento e Investimentos ao trabalho de seus funcionários e ao apoio de seus acionistas e, finalmente, a confiança de seus clientes e das instituições financeiras do mercado que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2011
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA MÉTODO INDIRETO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2011
Descrição Receitas da Intermediação Financeira Operações de Crédito Resultado com Títulos e Valores Mobiliários Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros Despesas da Intermediação Financeira Operações de Captação no Mercado Operações de Empréstimos e Repasses Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Resultado Bruto da Intermediação Financeira Outras Receitas/(Despesas) Operacionais Receitas de Prestação de Serviços Rendas de Tarifas Bancárias Despesas de Pessoal Outras Despesas Administrativas Despesas Tributárias Outras Receitas Operacionais (nota 12e) Outras Despesas Operacionais (nota 12f) Resultado Operacional Resultado não Operacional (Nota 12 G) Resultado Antes da Tributação e Participações Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 5a) Provisão para Imposto de Renda Provisão para Contribuição Social Ativo Fiscal Diferido Participações no Lucro Empregados Administradores - Estatutárias Lucro Líquido do Período Lucro Líquido por Lote de Mil Ações - R$ (Nota 8a)
2º Semestre Exercício Exercício 2011 2011 2010 377.507 636.223 442.080 341.508 569.293 377.978 34.630
63.442
1.369
3.488
54.659 9.443
211.749 140.588
333.805 241.870
225.073 145.392
5.500
12.044
17.607
50.470
46.840
18.188
7.571
20.372
55.506
7.620
12.679
(11.620)
165.758
302.418
217.007
(98.592) (179.160) (147.564) 1.242 2.255 2.032 13.522 24.649 12.056 (36.402) (68.219) (46.427) (24.346) (45.247) (50.745) (6.670) (12.706) (8.772) 3.689 12.436 35.601 (49.627) (92.328) (91.309) 67.166 123.258 69.443 (129) (298) 436 67.037
122.960
69.879
(23.915) (11.767) (8.232) (3.916) (2.072) (1.472) (600) 41.050
(41.718) (20.744) (14.063) (6.911) (4.319) (2.669) (1.650) 76.923
(3.966) 840 584 (5.390) (4.730) (2.345) (2.385) 61.183
388,12
727,29
578,49
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2011 Descrição 1. Receitas Intermediação Financeira Prestação de Serviços e Rendas de Tarifas Bancárias Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Outras Receitas Operacionais Benefício Fiscal (Programa REFIS IV) Lei nº 11.941/2009 Resultados Não Operacionais 2. Despesas da Intermediação Financeira 3. Materiais e Serviços Adquiridos de Terceiros Materiais, Energia e Outros (Materiais de Consumo, Telefone e Água) Serviços de Terceiros 4. Valor Adicionado Bruto (1-2-3) 5. Depreciação, Amortização e Exaustão 6. Valor Adicionado Líquido Produzido Pela Entidade (4-5) 7. Valor Adicionado Total a Distribuir 8. Distribuição do Valor Adicionado Pessoal Remuneração Direta Benefícios F.G.T.S. Imposto, Taxas e Contribuições Federais Estaduais Municipais Remuneração de Capitais de Terceiros Aluguéis Outras (Doações Filantrópicas) Remuneração de Capitais Próprios Juros sobre o Capital Próprio Lucros Retidos do Exercício
2º Semestre Exercício Exercício 2011 2011 2010 388.211 662.586 480.585 377.507 636.223 442.080 14.764
26.904
14.088
(7.620) 3.689
(12.679) 12.436
(11.620) 21.500
– (129)
– (298)
14.101 436
204.129
321.126
213.453
68.946
125.069
134.857
2.529 66.417 115.136
4.642 120.427 216.391
3.540 131.317 132.275
603
1.197
1.248
114.533 114.533 114.533 38.474 26.054 10.527 1.893 31.586 30.839 6 741 3.210 3.210 213 41.050 11.472 29.578
215.194 215.194 215.194 72.537 49.040 19.777 3.720 59.504 58.077 6 1.421 6.002 6.002 228 76.923 21.495 55.428
131.027 131.027 131.027 51.156 34.854 13.420 2.882 13.286 12.508 – 778 4.699 4.699 703 61.183 17.095 44.088
b) Classificação de Títulos e Valores Mobiliários por Categoria e Vencimento: Acima de 3 Saldo em Saldo em Até 3 3 meses 1 ano a meses a 1 ano 3 anos anos 31/12/2011 31/12/2010 Títulos Títulos para Negociação Letras Financeiras do Tesouro - LFT (a) 3.505 171 109.886 73.692 187.254 – Títulos Disponíveis para Venda Letras Financeiras do Tesouro - LFT (b) – – 351 – 351 315 Títulos Mantidos até o Vencimento Letras Financeiras do Tesouro - LFT (2)13.055 – – – 13.055 79.168 Títulos e Valores Mobiliários 16.560 171 110.237 73.692 200.660 79.483 % Concentração por Prazo 8,3 0,1 54,9 36,7 100,0 (1) “Títulos para Negociação” e “Títulos Disponíveis para Venda”: o valor contábil corresponde ao valor de mercado desses títulos na data do balanço, obtido através de coletas de preços de mercado, quando aplicável, os quais são comparados com os preços fornecidos pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA). (a) Em 2011, o ajuste positivo dos Títulos para Negociação no montante de R$ 23, obtido entre os valores de custo R$ 187.231 e de mercado R$ 187.254, foi registrado em conta adequada do resultado. (b) Os valores de custo e mercado dos títulos classificados na categoria Disponíveis para Venda foram de R$ 351 (31/12/2010 R$ 315). Não foi apurado ajuste entre o valor de custo e o valor de mercado para esses títulos. (2) “Títulos Mantidos até o Vencimento”: classificados em razão da intenção da Administração e da capacidade financeira da Companhia em mantê-los até o vencimento. A capacidade financeira está comprovada com base em projeção de fluxo de caixa conforme exigência do BACEN. Esses títulos foram mantidos pelo seu valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos, os quais foram registrados no resultado do período. O valor de mercado destes títulos na data do balanço totalizava R$ 13.053 (31/12/2010 R$ 79.162). Os títulos públicos são custodiados no SELIC. (04) Operações de Crédito: a) Composição da Carteira de Crédito por Setor de Atividade: 31/12/2011 31/12/2010 Valor % Valor % Setores de Atividade Setor Privado Rural 1.402 0,1 1.219 0,1 Indústria 135.207 4,9 184.121 8,8 Comércio 155.581 5,6 76.737 3,7 Intermediários Financeiros 273.350 9,9 203.786 9,8 Outros Serviços 229.786 8,3 134.461 6,5 Pessoas Físicas 1.978.485 71,2 1.473.908 71,1 Total da Carteira 2.773.811 100,0 2.074.232 100,0 Empréstimos 1.231.939 44,4 992.982 47,9 Financiamentos 1.532.144 55,2 1.056.686 50,9 9.728 0,4 24.564 1,2 Outros Créditos (nota 12a) Total da Carteira 2.773.811 100,0 2.074.232 100,0 Avais e Fianças Prestadas 718 3.076 2.774.529 2.077.308 Total Global Avais e Fianças Prestadas estão registrados em contas de compensação. b) Composição da carteira de crédito por faixas de vencimento: 31/12/2011 Parcelas por Faixas de Vencimento A Vencer Vencidos Total % A vencer - até 180 dias 759.519 8.098 767.617 27,7 - de 181 a 360 dias 532.291 6.070 538.361 19,4 - acima de 360 dias 1.445.958 16.270 1.462.228 52,6 Total Vincendas 2.737.768 30.438 2.768.206 99,7 Vencidas - até 60 dias – 1.919 1.919 0,1 - de 61 a 180 dias – 2.156 2.156 0,1 - acima de 180 dias – 1.530 1.530 0,1 Total Vencidas – 5.605 5.605 0,3 Total da Carteira 2.737.768 36.043 2.773.811 100,0
São Paulo, 14 de fevereiro de 2012 A Diretoria Este Relatório da Administração realizado pela diretoria foi examinado e aprovado em reunião do Conselho de Administração de 14 de fevereiro de 2012 para encaminhamento à Assembléia Geral. Conselho de Administração
Atividades Operacionais Lucro Líquido do Período Ajustes ao Lucro Líquido - Depreciações e Amortizações - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa - Ajustes de Provisão de Passivos Contingentes Aumento dos Ativos Operacionais Títulos e Valores Mobiliários Aplicações Intefinanceiras de Liquidez Operações de Crédito Outros Créditos Outros Valores e Bens Aumento dos Passivos Operacionais Depósitos Recursos de Aceites e Emissão de Títulos Obrigações por Empréstimos e Repasses Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Resultados de Exercícios Futuros Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social Caixa Líquido Proveniente de Atividades Operacionais Atividades de Investimentos Aquisição de Bens não de Uso Próprio Aquisição de Imobilizados de Uso Aplicações no Diferido Alienação de Bens não de Uso Próprio Alienação de Imobilizados de Uso Caixa Líquido Aplicado em Atividades de Investimento Atividades de Financiamentos Dividendos e Juros Sobre o Capital Próprio Prescritos Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Caixa Líquido Aplicado em Atividades de Financiamento Aumento Líquido de Caixa e Equivalentes Caixa e Equivalentes no Início do Semestre/Exercício Caixa e Equivalentes no Final do Semestre/Exercício Aumento de Caixa e Equivalentes
2º Semestre Exercício Exercício 2011 2011 2010 41.050 76.923 61.183 13.020 15.125 12.065 595 1.188 1.248 7.620
12.679
(11.620)
4.805 1.258 22.437 (622.393) (913.517) (104.040) (109.612) (99.027) 51.361 (34) (619) – (433.306) (725.890) (173.847) (71.104) (72.215) 11.875 (8.337) (15.766) 6.571 790.276 914.808 1.008.708 1.583.701
159.765 479.822
(116.356) (486.295)
(1.782)
(42.404) (75.415) (61.202) 53.761 39.962 16.066 (110.481) (139.405) (262.787) 1.383 2.866 2.170 (4.335)
(10.606)
(12.522)
221.953
93.339
128.973
(1.271) (290) (422)
(3.979) (682) (443)
(2.535) (275) (29)
1.451 53
4.053 71
2.506 137
(479)
(980)
(196)
–
460
568
(11.472)
(21.495)
(17.095)
(11.472)
(21.035)
(16.527)
210.002
71.324
112.250
414.406
553.084
440.834
624.408 210.002
624.408 71.324
553.084 112.250
Parcelas por Faixas de Vencimento 31/12/2010 A vencer A Vencer Vencidos Total % - até 180 dias 559.046 5.143 564.189 27,2 - de 181 a 360 dias 400.090 3.417 403.507 19,4 1.092.966 8.650 1.101.616 53,1 - acima de 360 dias Total Vincendas 2.052.102 17.210 2.069.312 99,7 Vencidas - até 60 dias – 1.460 1.460 0,1 - de 61 a 180 dias – 1.886 1.886 0,1 - acima de 180 d dias – 1.574 1.574 0,1 Total Vencidas – 4.920 4.920 0,3 Total da Carteira 2.052.102 22.130 2.074.232 100,0 c) Classificação da carteira de crédito por níveis de risco: A Res Resolução CMN nº 2682 de 21/12/1999 introduziu os critérios para a classificação das operações de crédito e para a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa, os quais são baseados em sistemas de avaliação de risco de clientes/operações. A composição da carteira de crédito e a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa nos correspondentes níveis de risco, conforme estabelecido na referida Resolução, estão demonstrados a seguir: 31/12/2011 Saldo da Carteira de Crédito Provisão (*) Mínima A Vencer Vencidos Níveis de Risco Total Exigida Contábil AA 339.422 – 339.422 – 1.697 A 2.196.509 – 2.196.509 10.983 21.965 B 159.325 7.988 167.313 1.673 2.667 C 33.860 7.386 41.246 1.237 14.436 D 6.595 3.763 10.358 1.036 7.251 E 272 3.593 3.865 1.160 3.865 F 144 2.826 2.970 1.485 2.970 G 151 1.312 1.463 1.024 1.462 H 1.490 9.175 10.665 10.665 10.665 Total 2.737.768 36.043 2.773.811 29.263 66.978 31/12/2010 Saldo da Carteira de Crédito Provisão (*) Mínima A Vencer Vencidos Níveis de Risco Total Exigida Contábil AA 272.036 – 272.036 – 1.360 A 1.543.385 – 1.543.385 7.717 15.434 B 201.387 3.962 205.349 2.053 16.765 C 29.684 3.190 32.874 986 13.150 D 2.601 2.191 4.792 479 3.355 E 432 1.894 2.326 698 2.326 F 158 1.591 1.749 875 1.749 G 251 1.657 1.908 1.336 1.908 H 2.168 7.645 9.813 9.812 9.812 2.052.102 22.130 2.074.232 23.956 65.859 Total (*) Inclui os créditos vencidos até 14 dias. d) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: O saldo da provisão atingiu o montante de R$ 66.978 (31/12/2010 R$ 65.859), correspondente a 2,41% (31/12/2010 3,18%) do total da carteira, desconsiderando o montante de fiança. A provisão constituída acima do mínimo requerido pela Resolução CMN 2.682, decorre das análises internas e individuais dos clientes e é considerada adequada para suportar eventuais perdas. No exercício foram amortizados créditos para prejuízo no montante de R$ 14.154 (2010 R$ 24.494), e ocorreram recuperações no montante de R$ 10.876 (2010 R$ 12.500). O saldo das operações renegociadas era de R$ 30.737 (31/12/2010 R$ 20.145) na data do balanço. O saldo apresentado considera como renegociação qualquer acordo ou alteração nos prazos de vencimento, e nas condições de pagamento originalmente pactuadas, em operações de crédito que tenham apresentado alguma deterioração nas condições de risco. e) Cessão de Crédito: No exercício não foram realizadas operações de cessão de créditos com coobrigação. As operações realizadas no exercício 2010, no montante de R$ 20.487, geraram um resultado de R$ 1.713 que foi registrado na rubrica “Receitas da Intermediação Financeira - Operações de Crédito”. Para registro dessas operações foi observado o critério contábil estabelecido pela Circular Bacen nº 2.568/95, com a baixa integral do saldo na carteira ativa. Em 2008 e 2009 foram realizadas operações de cessão de créditos com coobrigação de operações de crédito pessoal consignado. Para registro dessas operações foi observado o critério contábil estabelecido pela Resolução CMN nº 3.533/08. Assim, adotamos a opção prevista na referida resolução de reconhecer o resultado dessas cessões, mensalmente, no prazo das operações. Estas cessões, permaneceram registradas no ativo pelo valor, na data do balanço, de R$ 58.934 (31/12/2010 R$ 158.612) e os recursos correspondentes a essas cessões, foram registrados no passivo, na rubrica “Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros” em Outras Obrigações Diversas, cujo saldo na data do balanço era de R$ 57.450 (31/12/2010 R$ 154.258). As despesas resultantes dessa obrigação no exercício foram de R$ 20.372 (31/12/2010 R$ 55.506), e estão registradas na Demonstração de Resultado sob a rubrica “Operações por venda ou transferência de ativos financeiros”. A Financeira Alfa S.A - Crédito, Financiamento e Investimentos realiza operações de captação através de “Aceites e Emissão de Títulos” conforme descrito na nota 6. Parte destas captações é garantida por operações de crédito que na data destas demonstrações financeiras perfazem o montante R$ 45.314 (31/12/2010 R$ 272.479). (05) - Imposto de Renda e Contribuição Social: a) Demonstração do cálculo dos encargos com Imposto de Renda e Contribuição Social: 31/12/2011 31/12/2010 Lucro antes da Tributação, deduzido das Participações no Lucro 118.641 65.149 IR e CS às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (47.456) (26.060) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Juros sobre o capital próprio 8.598 6.838 Créditos Amortizados para Prejuízo 414 98 Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (448) 13.287 Contingências Fiscais e Trabalhistas (3.707) 38.620 Dividendos recebidos de investimentos avaliados pelo método de custo 579 – Prejuízo fiscal de C.S e I.R. 4.048 (32.439) Ajuste ao valor de mercado de títulos e derivativos 24.231 (1.342) Resultado de Operações com derivativos não liquidados – 2.587 Outras Adições e Exclusões 4.619 (1.589) Total dos encargos devidos no período (9.122) – Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social (6.911) (5.390) Obrigações Fiscais Diferidas (25.685) 1.424 Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social (41.718) (3.966) continua
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 9 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 37
continuação
FINANCEIRA ALFA S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS C.N.P.J. 17.167.412/0001-13 - CARTA AUTORIZAÇÃO Nº 40 DE 04/03/1955 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO Ouvidoria: 0800-7220140
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - EM R$ MIL (b) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social: Origem 31/12/2010 Constituição Realização 31/12/2011 Contingências Fiscais, Trabalhistas e Cíveis/Prejuízo Fiscal 27.083 1.415 (4.728) 23.770 Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa 26.343 2.128 (1.680) 26.791 Outros Créditos Tributários 5.019 194 (4.240) 973 TOTAL 58.445 3.737 (10.648) 51.534 % sobre Patrimônio Líquido 9,3% 8,1% A Administração da Companhia, fundamentada em estudo técnico realizado tomando por base os dados contábeis disponíveis em 31/12/2011, estimou que a realização desses créditos tributários ocorrerá na seguinte proporção 27% no primeiro ano, 38% no segundo ano, 15% no terceiro ano, 11% no quarto ano e 9% no quinto ano. Na data do balanço, o valor presente dos créditos tributários calculados com base na taxa Selic é de R$ 40.939 (31/12/2010 R$ 46.654). Os créditos tributários não ativados totalizavam R$ 15.322 (31/12/2010 R$ 16.964). (06) Depósitos e Captações: a) Composição dos Recursos Captados: Composto por 31/12/2011 31/12/2010 Depósitos Interfinanceiros 2.285.489 701.788 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 506.367 992.662 Obrigações por Repasses - País 157.193 232.608 Obrigações por Venda de Ativos Financeiros (nota 12d) 57.450 154.258 Total - Recursos Captados 3.006.499 2.081.316 b) Composição de Recursos Captados por prazos de vencimento: Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Total meses(*) a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2011 Títulos Depósitos Interfinanceiros (a) 184.494 557.907 1.322.856 220.232 2.285.489 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (b) 34.943 77.479 354.748 39.197 506.367 Obrigações por Repasses (c) 20.531 51.584 69.531 15.547 157.193 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 10.137 22.229 23.121 1.963 57.450 Total de Captações 250.105 709.199 1.770.256 276.939 3.006.499 Total de Recursos Captados e Administrados 250.105 709.199 1.770.256 276.939 3.006.499 % Concentração por Prazo 8,3% 23,6% 58,9% 9,2% 100,0% Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Total meses(*) a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2010 Títulos Depósitos Interfinanceiros (a) 106.087 173.416 419.165 3.120 701.788 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (b) 25.755 112.074 792.726 62.107 992.662 Obrigações por Repasses (c) 26.178 74.305 107.930 24.195 232.608 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 19.373 56.046 65.242 13.597 154.258 Total de Captações 177.393 415.841 1.385.063 103.019 2.081.316 Total de Recursos Captados e Administrados 177.393 415.841 1.385.063 103.019 2.081.316 % Concentração por Prazo 8,5% 20,0% 66,5% 5,0% 100,0% c) Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo: Os recursos captados no País para repasses a clientes possuem as seguintes características: a) Depósitos Interfinanceiros: com vencimentos até 22/08/2016 indexados à taxa pré que variam de 12,33% a 14,30% a.a. e pós-fixada indexado em 100,00% à 117,00% do CDI; b) Aceites Cambiais: com vencimentos até 01/09/2016 indexados à taxas pré-fixada 8,00% a.a. mais 100,00% do IPCA , indexados às taxas que variam de 98,50% a.a. à 112,00% do CDI e indexados às taxas de 2,00% a.a. mais 100,00% do SELIC; c) Obrigações por Repasses do País - FINAME: com vencimentos até 16/04/2018 à taxa pós-fixada de 4,0% a.a. mais TJLP e pré-fixada de 8,710% a.a., garantidas por contratos. Os aceites cambiais foram classificados de acordo com seus vencimentos contratuais e incluem o montante de R$ 478.890 (31/12/2010 R$ 960.727) referentes às captações com compromisso de liquidez que podem ser resgatados antecipadamente pelos clientes, todos registrados no Balcão Organizado de Ativos e Derivativos (CETIP S.A.). (07) Passivos Contingentes e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias: As provisões constituídas e respectivas variações no período estão demonstradas a seguir: Fiscais e Cíveis e Previdenciárias Trabalhistas Movimentação Saldo inicial em 01/01/2011 de contingências e obrigações legais 60.504 17.308 (+) Complemento e Atualização de Provisão 5.675 3.527 (-) Baixa por Pagamento/Reversão (4.989) (712) Saldo final al em 31/12/2011 de contingências e obrigações legais 61.190 20.123 Impostos e Contribuições a recolher 5.812 Prov. para I.Renda e Contrib. Diferidos 72.383 Total 139.385 (a) As obrigações legais e as contingências fiscais e previdenciárias referem-se principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, com destaque para: (i) a cobrança do PIS pelas Emendas Constitucionais 01/94, 17/97 e a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da cobrança do PIS pela Emenda Constitucional nº 10/96, e (ii) a dedução dos valores da CSLL na base de cálculo do IRPJ. As provisões existentes amparam o risco decorrente das obrigações legais e das contingências fiscais e previdenciárias consideradas como de perda provável e encontram-se no exigível a longo prazo na rubrica “Provisão para Riscos Fiscais” do grupo “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. No dia 29 de Julho de 2011 foi pago integralmente o saldo remanescente de R$ 82.010 originário da adesão dos valores da COFINS à Anistia Fiscal concedida pela Lei nº 11.941/09 (REFIS IV) .O impacto no resultado correspondente a esta adesão, no valor de R$ 10.428, já havia sido reconhecido no resultado do exercício findo em 31 de dezembro de 2010. (b) A Companhia possui outras contingências fiscais e previdenciárias avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco de perda não provável, conforme Deliberação CVM nº 594, de 15/09/2009, com destaque para: (i) a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da majoração da alíquota da CSLL para o Sistema Financeiro em 1996, no montante de R$ 5.003 e (ii) a lavratura de autos de infração pela Prefeitura de São Paulo no montante de R$ 3.509 para a cobrança do ISS sobre valores registrados em diversas contas contábeis, sob a alegação de se tratar de receitas de prestação de serviços. (c) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se registrada na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo “Outras Obrigações Diversas” (vide nota 12 “d”). (d) As contingências cíveis são originadas basicamente por ações judiciais movidas por terceiros, pleiteando indenizações por danos materiais e morais, sendo em sua maior parte julgadas pelos Juizados Especiais Cíveis. Para determinar o volume adequado de provisão a Administração divide o conjunto de ações entre “individualmente significativas” e as demais. Para as ações consideradas individualmente significativas são elaboradas análises individuais e constituída provisão para aquelas consideradas com risco de perda provável. Para as demais ações, ou seja, não consideradas individualmente significativas, é constituída provisão com base em um histórico de perdas. (e) Adesão à anistia fiscal concedida pela Lei nº 11.941-09 (REFIS IV): Em 2010, com base na opinião de seus assessores legais bem como o posicionamento dos Tribunais e das esferas de julgamento administrativas, e considerando as grandes reduções nos valores dos juros, multas e encargos legais concedidos por essa Lei, a Companhia promoveu o pagamento à vista de alguns débitos cuja probabilidade de sucesso recente não vinha se mostrando tão consistente. Os efeitos da adesão a essa anistia fiscal no resultado estão demonstrados a seguir: 31/12/2010 (*) Reversão de provisões 14.101 Imposto de Renda e Contribuição Social 21.774 Crédito Tributário (25.447) Efeito Líquido no resultado 10.428 (*) Refere-se à adesão da Cofins à anistia (08) Patrimônio Líquido: a) Capital Social: Está dividido em 59.439.005 de ações ordinárias e 46.326.898 de ações preferenciais sem valor nominal. É assegurado às ações preferenciais, que não possuem direito de voto, um dividendo mínimo de 8% a.a. sobre a parte e respectivo valor do capital que essas ações representam. A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 28/04/2011, homologada pelo Banco Central do Brasil em 06/06/2011, aprovou o aumento do capital social para R$ 270.000, mediante incorporação de reservas de lucros. b) Dividendos: O Estatuto Social prevê dividendo mínimo de 25% do lucro líquido anual, ajustado conforme o disposto no art. 202 da Lei das Sociedades por Ações, podendo ser pago sob a forma de juros sobre capital próprio, conforme previsto no artigo 31 do Estatuto Social e artigo 9º da Lei nº 9.249 de 26/12/1995.
Demonstrativo 31/12/2011 31/12/2010 Lucro Líquido do Exercício 76.923 61.183 (–) Reserva Legal (3.846) (3.059) Lucro Líquido Ajustado 73.077 58.124 Juros sobre Capital Próprio - Valor Bruto 21.495 17.095 (–) Imposto de Renda na Fonte - 15% (3.224) (2.564) Juros sobre Capital Próprio - Valor Líquido 18.271 14.531 % sobre o Lucro Líquido Ajustado 25% 25% Os juros sobre o o capital próprio totalizaram R$ 21.495 no exercício, correspondendo aos valores brutos de R$ 174,36 e R$ 240,28 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente. Foram pagos juros sobre o capital próprio referentes ao primeiro semestre no montante de R$ 10.023 correspondente a R$ 75,00 e R$ 120,14 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, sujeitos à incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15% quando aplicável. Para o segundo semestre de 2011, foi aprovado o valor de R$ 11.472, correspondente a R$ 99,36 e R$ 120,14 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, sujeitos também à incidência de imposto de renda na fonte, quando aplicável. A adoção do pagamento de juros sobre o capital próprio aumentou o resultado da Companhia em R$ 8.598 (31/12/2010 R$ 6.838) face ao benefício fiscal obtido. Os juros foram contabilizados em conformidade com a Circular Bacen nº 2.739/97, Deliberação CVM nº 207/96 e em atendimento às disposições fiscais. c) Reservas de Capital e Reservas de Lucros: Reservas de Capital: Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Reservas de incentivos fiscais 29.777 29.777 Capital de Giro 8.718 8.718 Outras 4.077 3.617 Total 42.572 42.112 Reservas de Lucros: Descrição 31/12/2011 31/12/2010 Reserva legal 45.000 41.154 Reservas estatutárias - aumento de capital 229.776 204.505 Reservas estatutárias - dividendos 48.014 44.703 Total 322.790 290.362 (09) Transações Entre Partes Relacionadas: a) Sempre em concordância com os dispositivos legais vigentes e com as normas expedidas pelo Banco Central do Brasil, são efetuadas operações com empresas controladas e ligadas, conforme demonstramos a seguir: 31/12/2011 31/12/2010 Ativos Receitas Ativos Receitas (Passivos) (Despesas) (Passivos) (Despesas) Operações Disponibilidades 4.997 – 1.026 – Operações Compromissadas (1) – (1) – 1 Depósitos Interfinanceiros (1) (1.667.846) (106.020) (150.218) (10.273) Letra de Câmbio (1) (114.779) (19.289) (178.558) (16.351) Direitos por Venda de Ativos (4) 9.726 3.488 (24.502) 9.443 Ressarcimento Custos (2) (457) – 193 – Prestação de Serviços (3) (327) (5.129) – (4.798) Garantias Prestadas – (2.283) – (990) Aquisição de Ativos Financeiros (5) 262.657 33.735 178.702 28.342 Total (1.506.029) (95.499) (173.357) 5.374 Obs.: As transações com partes relacionadas são realizadas com empresas sob controle comum, não se tratando de empresas controladoras, controladas ou coligadas. (1) As aplicações e captações de recursos referem-se às operações envolvendo a Companhia e empresas ligadas, efetuadas a taxas compatíveis com as taxas médias praticadas no mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Os ressarcimentos de custos referemse basicamente, à agenciamento de operações e sublocação de imóvel com empresas ligadas de acordo com contrato mantido entre as partes. (3) Referem-se, basicamente aos serviços contratados junto às empresas Metro Tecnologia Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 2.356 (2010 R$ 2.466), consultoria contábil R$ 106 (2010 R$ 113) e segurança R$ 13 (2010 R$ 11), Metro Sistemas de Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 525 (2010 R$ 262), auditoria interna R$ 427 (2010 R$ 428), Metro Dados Ltda., sendo: tecnologia R$ 814 (2010 R$ 614), Instituto Alfa de Cultura, sendo divulgação da marca Alfa R$ 147 (2010 R$ 89) e Metro Táxi Aéreo Ltda., sendo transporte aéreo R$ 574 (2010 R$ 113). Inclui também, despesas à empresa Transamérica Hotéis no valor de R$ 167 (2010 R$ 89) de hospedagem. (4) Refere-se a aquisição de operações de crédito consignado junto à empresa ligada (com coobrigação), realizadas na vigência da Resolução CMN nº 3533. (5) Refere-se a aquisição de operações de crédito consignado junto à empresa ligada (com coobrigação), realizadas na vigência da Circular BACEN nº 2568. b) Remuneração dos Administradores: Em Assembléia Geral Ordinária dos acionistas, é estabelecida a remuneração para os membros do Conselho da Administração e Diretoria. Em 2011, foi determinado o valor médio de remuneração total mensal no montante de até R$ 330 (2010 R$ 270). b.1) Benefícios - Conselho de Administração e Diretoria: No exercício findo em 31 de dezembro de 2011 no montante de R$ 6.131 (2010 R$ 6.235) sendo: Remuneração R$ 4.481 (2010 R$ 3.850) e Participação no Resultado R$ 1.650 50 (2010 R$ 2.280). A companhia não possui para o pessoal-chave da Administração, benefícios pós-emprego, benefícios de longo prazo e de rescisão de contrato de trabalho. b.2) Conforme legislação em vigor, a Companhia não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: – Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; – Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; – Pessoas jurídicas que participem, com mais de 10%, da própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau; Dessa forma, não são efetuados pela Companhia empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria e seus familiares. c) Participação acionária: Os membros do Conselho de Administração possuem em conjunto a seguinte participação acionária em 31 de dezembro de 2011: Ordinárias 1,960%, Preferenciais 33,602% e do total de ações 15,8197%. (10) Gerenciamento de Risco: O Gerenciamento de Risco é um instrumento essencial para garantir o uso adequado do capital e a melhor relação risco x retorno para o Banco. O gerenciamento e monitoramento dos riscos envolvidos nas diversas atividades do Banco são realizados por área independente através de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e do acompanhamento constante das posições assumidas através de técnicas específicas, consoantes às diretrizes estabelecidas pela Administração. A estrutura de gerenciamento de risco contempla os seguintes riscos segregados por natureza: Risco de Mercado - O risco de mercado está relacionado à probabilidade de perda decorrente dos impactos de flutuações dos preços e taxas de mercado sobre as posições ativas e passivas da carteira própria do Banco. A política global em termos de exposição a riscos de mercado é conservadora, sendo a estratégia e os limites de VaR (Value at Risk) definidos pelo Comitê de Gestão de Risco de Mercado e seu cumprimento acompanhado diariamente por área independente à gestão das carteiras, através de métodos e modelos estatísticos e financeiros desenvolvidos de forma consistente com a realidade de mercado. A metodologia para apuração do VaR é baseada no modelo paramétrico, com intervalo de confiança de 99% para o horizonte de tempo de um dia e as volatilidades são calculadas pela metodologia EWMA com a utilização de fator de decaimento (lâmbda) de 0,94. Além do VaR, são adotados os parâmetros de risco acumulado mensal e cenários de stress em que são elaborados cenários históricos e hipotéticos para as taxas de mercado e verificados os possíveis impactos nas posições. Complementando a estrutura de acompanhamento, controle e gestão de riscos de mercado, são calculados diariamente os valores exigidos de capital para cobertura das exposições ao risco de mercado, em conformidade com a Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.490. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de mercado encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Risco de Liquidez - O controle e estratégia de liquidez são decididos pelo Comitê de Caixa que se reúne diariamente antes do início das operações, com o objetivo de avaliar o comportamento dos diversos mercados de juros, dólar e bolsas, domésticos e internacionais, bem como, definir as estratégias do dia e avaliar o fluxo de caixa das empresas financeiras. O Comitê de Caixa gerencia o risco de liquidez concentrando sua carteira em ativos de alta qualidade e de grande liquidez, cujas posições são monitoradas on-line e casadas cuidadosamente quanto a moedas e prazos. Adicionalmente, os controles do risco de liquidez utilizam-se de fluxo de caixa projetado para atendimento à Resolução do Banco Central do Brasil nº 2.804, adotando-se as premissas de fluxo de vencimento das operações financeiras, fluxo de caixa de despesas, o nível de atraso nas carteiras e antecipação de passivos. Risco de Crédito - é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes, dentre outras, mas principalmente, das seguintes situações: A. Da inadimplência dos tomadores de crédito (pessoas físicas, empresas, instituições financeiras) na liquidação dos compromissos assumidos sobre posições de empréstimos, ativos financeiros e/ou seus respectivos instrumentos derivativos. B. Da possibilidade de desembolsos financeiros para honrar avais, fianças, compromissos de crédito, coobrigações ou operações de natureza semelhante. C. De possíveis renegociações, em termos mais desfavoráveis, das condições pactuadas na operação original. A estrutura de gerenciamento de risco de crédito do Conglomerado Financeiro Alfa deve, em conformidade com as disposições do Art. 3º da Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.721, permitir a identificação, mensuração e controle dos riscos associados às operações de crédito, bem como a aplicação de mitigadores a estes riscos. Ressalta-se que este objetivo estende-se a todas as empresas integrantes do Conglomerado Financeiro. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de crédito encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Risco Operacional A Gestão de Risco Operacional tem por objetivo a identificação, avaliação e monitoramento dos riscos operacionais, conceituados na Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.380, aos quais o Conglomerado está sujeito, e a consequente adoção de medidas preventivas. Tais ações visam resguardar nossa imagem de integridade e correção perante a comunidade, acionistas, colaboradores e autoridades reguladoras, gerando benefícios resultantes da
boa gestão destes riscos. Em conformidade com a política institucional, o gerenciamento do risco operacional é de responsabilidade do departamento de Gestão de Riscos. Este departamento reporta-se diretamente à Controladoria, que além de coordenar diretamente as atividades inerentes ao processo, desempenha também o papel de disseminador da cultura de prevenção ao risco operacional pelo Conglomerado. É sua responsabilidade reportar ao Comitê de Controles de Risco Operacional a identificação e ações para correção de eventuais deficiências de controle e gerenciamento de riscos operacionais. Cabe ressaltar que as medidas tomadas e registradas em atas neste comitê serão acompanhadas diretamente pela Presidência e Conselho de Administração do Conglomerado. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco operacional encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Conforme disposto no parágrafo 2º do Art. 15 da Circular do Banco Central do Brasil n° 3.477, as informações referentes à gestão de riscos, ao Patrimônio de Referência Exigido (PRE), estão disponíveis no site www.alfanet.com.br. (11) - Instrumentos Financeiros Derivativos: Em consequência ao crescente nível de sofisticação dos produtos financeiros utilizados pelo mercado, houve uma crescente demanda por instrumentos financeiros derivativos para administração dos riscos envolvidos, em função das variações em taxas de juros, câmbio e preços de ativos. Desta forma, a Companhia participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos para atender sua política de gestão de riscos. Tal política baseiase na utilização de instrumentos financeiros derivativos como forma de minimizar os riscos resultantes das variações em taxas de juros, preços de ativos contidos nos instrumentos financeiros derivativos em operações comerciais e financeiras, podendo-se valer, excepcionalmente, destas operações para a geração de lucro, desde que dentro dos limites de exposição aprovados para a Companhia e com a autorização do Diretor de Tesouraria. Para comercializar instrumentos financeiros derivativos é necessária a existência de limites de crédito previamente aprovados e tais operações são neutralizadas de forma a eliminar eventuais riscos trazidos para a Companhia. Os principais fatores de risco dos instrumentos financeiros derivativos assumidos até 31/12/2011 eram relacionados a taxas prefixadas e todas as operações foram efetuadas para neutralizar exposições com outros instrumentos financeiros da carteira. Portanto, na referida data-base não haviam instrumentos financeiros derivativos com outros objetivos que não fossem para proteção patrimonial. Os instrumentos financeiros derivativos são representados por operações de contratos futuros e de swap, registrados na BM&FBOVESPA S.A. ou na CETIP S.A. Balcão Organizado de Ativos e Derivativos e na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), envolvendo taxas prefixadas e mercado interfinanceiro (DI). a) Esses instrumentos financeiros derivativos tem seus valores registrados em contas de compensação e os ajustes/diferenciais em contas patrimoniais. Abaixo, composição dessa carteira por tipo de instrumento indexador, demonstrada pelo seu valor de custo, referencial e de mercado. Para apuração dos preços de mercado destes contratos foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexadores similares na data do balanço, conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A. Composição da carteira por tipo de instrumento indexador 31/12/2011 Contratos Custo Referência Mercado • Pré 295.717 469.333 492.755 • Mercado Interfinanceiro 1.995.071 2.345.409 2.345.409 Posição Ativa 2.290.788 2.814.742 2.838.164 • Pré 1.995.071 2.399.220 2.457.552 • Mercado Interfinanceiro 295.717 411.125 411.125 Posição Passiva 2.290.788 2.810.345 2.868.677 Contratos de Swaps Exposição Líquida – 4.397 (30.513) Ativo - Instrumentos Derivativos - Curto Prazo 37.117 Ativo - Instrumentos Derivativos - Longo Prazo 45.767 Passivo - Instrumentos Derivativos - Curto Prazo (30.058) Passivo - Instrumentos Derivativos - Longo Prazo (83.339) Contratos 31/12/2010 Custo Referência Mercado • Pré 567.728 781.553 811.329 • Mercado Interfinanceiro 1.425.237 1.722.480 1.722.480 Posição Ativa 1.992.965 2.504.033 2.533.809 • Pré 1.425.237 1.785.174 1.794.288 • Mercado Interfinanceiro 567.728 707.921 707.921 Posição Passiva 1.992.965 2.493.095 2.502.209 Contratos de Swaps Exposição Líquida – 10.938 31.600 Ativo - Instrumentos Derivativos - Curto Prazo 40.729 Ativo - Instrumentos Derivativos - Longo Prazo 64.306 Passivo - Instrumentos Derivativos - Curto Prazo (26.141) Passivo - Instrumentos Derivativos - Longo Prazo (47.294) O valor total das margens dadas em garantia era de R$ 186.408 (31/12/2010 R$ 40.469) e estava composto por: Títulos do Tesouro Nacional. Os seguintes valores a receber (ativo) e a pagar (passivo) foram registrados em contas patrimoniais sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos”: 31/12/2011 Ativo - Saldo Passivo - Saldo a Receber a Pagar Operações • de swaps 82.884 113.397 Total 82.884 113.397 31/12/2010 Ativo - Saldo Passivo - Saldo Operações a Receber a Pagar . de swaps 105.035 73.435 Total 105.035 73.435 Os seguintes resultados foram registrados sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos”: Operações 31/12/2011 31/12/2010 • de swaps (46.840) (16.723) • Futuro (1.465) Total (46.840) (18.188) O total do ajuste, de marcação a mercado, registrado no resultado foi de: Operações 31/12/2011 31/12/2010 • de swaps (55.573) (23.034) Total (55.573) (23.034) Os instrumentos financeiros derivativos registrados possuíam os seguintes vencimentos: 31/12/2011 Prazos de Vencimento Até 90 de 91 a de 181 a acima de dias 180 dias 360 dias 360 dias Total Swaps 3.363 1.288 2.408 (37.572) (30.513) 31/12/2010 Prazos de Vencimento Até 90 de 91 a de 181 a acima de dias 180 dias 360 dias 360 dias Total Swaps 3.877 3.861 6.850 17.012 31.600 b) Contabilidade de “Hedge”: A Companhia adota a política de proteger operações ativas prefixadas em consonância com suas políticas de gestão de risco, levando em consideração as taxas de captação praticadas. Estas operações de “hedge” são realizadas em conformidade com a Circular Bacen nº 3082 de 30/01/2002, que exige avaliação periódica de efetividade do “hedge” e o registro a mercado tanto do instrumento financeiro derivativo como do item objeto de “hedge”, considerando tratar-se de uma operação de “hedge” de risco de mercado. Em 31 de dezembro de 2011 o valor contábil e de mercado dos itens objeto de “hedge” são, respectivamente, R$ 1.641.528 (31/12/2010 R$ 822.829) e R$ 1.847.130 (31/12/2010 R$ 912.304) e o valor de mercado dos instrumentos derivativos utilizados como “hedge” são, respectivamente, R$ 1.835.790 (31/12/2010 R$ 908.462) de SWAP ponta ativa e R$ 1.903.199 (31/12/2010 R$ 927.606) de SWAP ponta passiva. b.1) Para apuração do valor de mercado das parcelas dos ativos de crédito foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexador similar na data do balanço conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A., acrescidas dos custos de captação, de produção e operacionais, passíveis de verificação, necessários para a originação e manutenção até o vencimento dessas operações, de forma a refletir adequadamente os efeitos dessas taxas de juros no resultado. b.2) O saldo acumulado do ajuste de avaliação ao valor justo dos ativos de crédito objeto de “hedge” perfaz o montante de R$ 205.602 (31/12/2010 R$ 89.475), registrado em “Devedores Diversos - Outros Créditos Diversos” (vide nota 12“a”). c) Análise de Sensibilidade: Em conformidade com a instrução CVM nº 475, de 17 de dezembro de 2008, a Companhia realiza análises de sensibilidade das operações que possam expô-la a riscos oriundos da volatilidade de fatores de riscos de mercado, a qual poderá gerar prejuízos materiais para suas operações e/ou fluxos de caixa. O quadro disposto abaixo traz valores das exposições em análise, bem como os testes de sensibilidade das mesmas, considerando-se três cenários de estresse possíveis: a) situação de estresse determinada pela Companhia e aprovada em seu Comitê de Gestão de Riscos de Mercado (CGRM), conforme a metodologia descrita na nota sobre Risco de Mercado; b) situação de estresse considerada pela Companhia com deterioração de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) na variável de risco considerada e; c) situação de estresse considerada pela Companhia com deterioração de, pelo menos, 50% (cinqüenta por cento) na variável de risco considerada. É importante salientar que os cenários “b” e “c” abaixo, estão sendo apresentados por exigência da instrução CVM nº 475, entretanto, referem-se a cenários que a administração da Companhia não acredita que possam ocorrer. 31/12/2011 Estresse - Deterioração Deterioração Alfa de 25% de 50% Exposição MTM - Exposição cenário ( a ) cenário ( b ) cenário ( c ) Prefixada 843.382 (7.400) (13.290) (25.279)
31/12/2010 Estresse - Deterioração Deterioração Alfa de 25% de 50% Exposição MTM - Exposição cenário ( a ) cenário ( b ) cenário ( c ) Prefixada 543.038 (12.021) (17.580) (33.369) Foi considerada para a análise apresentada acima, a exposição líquida das operações (posições ativas menos posições passivas), ressaltando que estão incluídas todas as posições de derivativos contratadas. (12) Outras Informações: (a) Outros Créditos - Diversos: Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 Avaliação a valor de mercado de ativos de crédito objeto de Hedge (nota 11b) 205.602 89.475 Depósitos judiciais 61.581 60.126 Créditos tributários (Nota 5b) 51.534 58.445 Operações de cessão de crédito/Devedores por compra de valores e bens (1) e (Nota 4a) 9.728 24.564 Carteira de crédito - recursos em trânsito 6.384 9.174 Garantias a receber sobre contratos cedidos na realização de Cessão de Crédito 4.284 14.847 Tributos antecipados 1.969 11.944 Outros Créditos 2.412 2.795 Total 343.494 271.370 (1) Refere-se ao registro de vendas a prazo de valores e bens R$ 2 (31/12/2010 R$ 62), juntamente com o registro de estoque de operações de cessão de créditos com coobrigação de contratos de crédito pessoal consignado, adquiridas de instituições ligadas, no montante de R$ 9.726 (31/12/2011 R$ 24.502). Para registro das operações de cessão foi observado o critério contábil estabelecido pela Resolução CMN 3.533/08, em que a instituição cedente não baixou os créditos da sua carteira de crédito. (b) Despesas Antecipadas: refere-se substancialmente a valores pagos a título de intermediação de negócios às revendas de veículos e às lojas de departamento. Essas despesas, quando não são pagas ou financiadas pelos clientes, são apropriadas ao resultado com base no prazo contratual da operação de crédito. (c) Outros Investimentos: composto basicamente por ações da Cielo, registrados pelo seu valor de custo de aquisição. (d) Outras Obrigações: Fiscais e Previdenciárias: Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 Impostos e Contribuições a Recolher 5.812 82.836 Provisões para Impostos e Contribuições Diferidos 72.383 46.698 Provisões para Riscos Fiscais (nota 07) 61.190 60.504 Total 139.385 190.038 Diversas Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 Provisões de Pessoal e Administrativa 23.305 37.270 Contingência Trabalhista e Ação Civel (nota 07) 20.123 17.308 Obrigações por Venda de Ativos Financeiros (nota 4e) 57.450 154.258 Credores Diversos 13.595 8.542 Total 114.473 217.378 (e) Outras Receitas Operacionais: Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 Anistia Fiscal (1) – 14.101 Atualização de tributos a compensar e depósitos Judiciais 1.013 157 Dividendos e juros sobre o capital recebidos ou declarados de investimentos avaliados pelo método de custo 1.447 1.566 Receita de recuperação de encargos 5 4 Rendas de atualização de garantias a receber de créditos cedidos 1.522 3.040 Reversão de provisões operacionais 3.233 16.519 Reversão de provisões para riscos fiscais 4.839 – Outras rendas operacionais 377 214 Total 12.436 35.601 (1) 31/12/2010 - Reversão de provisão para passivos contingentes, conforme nota explicativa nº 07e. (f) Outras Despesas Operacionais: Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 Despesas com Intermediação/Equalização de contratos (67.369) (39.710) Atualização e complemento de provisão para riscos fiscais e de tributos a recolher (8.313) (37.975) Comissões (5.517) – Despesas com alocação de contratos cedidos – (1.623) Contingências trabalhistas e cíveis (6.404) (8.083) Despesas com créditos inadimplentes (990) (1.523) Perdas com processos operacionais (895) (1.227) Garantias tomadas (2.056) (990) Variação monetária de tributos (772) (160) Outras despesas operacionais (12) (18) Total (92.328) (91.309) (g) Resultado não Operacional: Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 Lucro na Alienação de Valores e Bens 50 337 Prejuízo na Alienação de Valores e Bens (459) (309) Provisão p/Desvalorização de Outros Valores e bens 2 22 Outras Receitas/Despesas não Operacionais 109 386 Total (298) 436 (h) A Companhia tem como política segurar seus valores e bens a valores considerados adequados para coberturas de eventuais perdas. (i) Em atendimento à Deliberação CVM nº 600/09 informamos que a Companhia não mantém planos de remuneração em ações (stock options) e outros benefícios pós empregos a seus empregados. (j) O resumo do relatório r elaborado pelo Comitê de Auditoria, instituído pelo Conglomerado Financeiro Alfa (comitê único) por intermédio da instituição líder (Banco Alfa de Investimento S.A.), está sendo publicado em conjunto com as demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A.. (k) Índice de Solvabilidade: O índice de solvabilidade atingiu 19,05% (31/12/2010 19,91%) ao final do exercício demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil e o mínimo de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. Para efeito do cálculo, utilizamos as demonstrações financeiras combinadas das instituições financeiras (Consolidado Operacional), tendo em vista que é dessa forma que o Banco Central do Brasil exerce o monitoramento das instituições financeiras que integram seu conglomerado. Parcelas 31/12/2011 Parcela PEPR 987.004 Parcela PCAM – Parcela PJUR[1] 2.072 Parcela PJUR[2] – Parcela PJUR[3] 1.966 Parcela PJUR[4] 1 Parcela PCOM – Parcela PACS 195 Parcela POPR 84.169 Parcela adicional Pre BC – Parcela RBAN 10.689 Patrimônio de Refêrencia Exigido (PRE) 1.075.409 Patrimônio de Refêrencia (PR) 1.862.365 Excesso de recursos aplicados no ativo permanente – Patrimônio de Refêrencia para limite de compatibilização 1.862.365 Margem ou Insuficiência 776.268 Índice de Basiléia em 31/12/2010 19,91% em 31/12/2011 19,05% (13) Caixa e Equivalentes de Caixa: O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: 31/12/2011 31/12/2010 No início do exercício 553.084 440.834 Disponibilidade 1.514 873 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 551.570 439.961 No final do exercício 624.408 553.084 Disponibilidade 7.382 1.514 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 617.026 551.570 Aumento de Caixa e equivalentes de caixa 71.324 112.250 (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da aplicação for igual ou inferior a 90 dias. (14) Informações sobre as Demonstrações Contábeis em IFRS: A Resolução CMN nº 3.786/09 e as Circulares BACEN nº 3.472/09 e 3.516/10 estabelecem que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BACEN, constituídas sob a forma de companhia aberta ou que sejam obrigadas a constituir Comitê de Auditoria devem, a partir de 31 de dezembro de 2010, elaborar anualmente e divulgar em até 90 dias após a data-base de 31 de dezembro suas demonstrações contábeis consolidadas, preparadas de acordo com as normas internacionais de contabilidade (IFRS), seguindo os pronunciamentos internacionais emitidos pelo IASB - International Accounting Standards Board. A Administração da Financeira Alfa S.A. - C.F.I., embora não obrigada pelas normas mencionadas, por tratar-se de uma instituição financeira individual, que não possui controladas, optou por realizar a divulgação das demonstrações financeiras em IFRS da Financeira Alfa S.A. - C.F.I., para a data-base 31 de Dezembro de 2010, comparativa com 31 de Dezembro de 2009 e com a data-base de primeira adoção, 01 de Janeiro de 2009 no website alfanet. com.br. Estas demonstrações financeiras foram divulgadas em 25 de março de 2011 e permanecem divulgadas no “website” da Financeira Alfa S.A. C.F.I., www.alfanet.com.br. Para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2011, a Administração irá promover dentro do prazo de 90 dias a divulgação naquele “website” das demonstrações financeiras da Financeira Alfa S.A. - C.F.I.. em IFRS.
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
DIRETORIA
CONTADORA
Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente Humberto Mourão de Carvalho Luiz Alves Paes de Barros
Rubens Bution - Diretor Presidente Adilson Herrero Fábio Alberto Amorosino Rubem Clóvis Rocha Cecchini
Regiane Conceição dos Santos CRC 1SP 261.243/O-4
PARECER DO CONSELHO FISCAL
Os membros do Conselho Fiscal da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos aprovam, por unanimidade, o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, elaboradas com base na legislação societária e nas praticas contábeis adotadas no Brasil, em conformidade com as normas do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e, no que não conflitarem, com as normas da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, bem como o Estudo Técnico de Viabilidade de Geração de Lucros Tributáveis, e recomendam a sua aprovação pela Assembleia Geral. São Paulo, 14 de fevereiro de 2012 Flamarion Josué Nunes
Luiz Gonzaga Ramos Schubert
Paulo Caio Ferraz de Sampaio
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Ao Conselho de Administração e Acionistas da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Financeira é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja
planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Financeira para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Financeira. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e
os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Demonstração do valor adicionado Examinamos também a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da administração da Financeira, para o exercício e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 14 de fevereiro de 2012
Auditores Independentes KPMG A di CRC 2SP014428/O-6
Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0
DIÁRIO DO COMÉRCIO
38 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 9 de março de 2012
BANCO ALFA S.A. C.N.P.J. 03.323.840/0001 - 83 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP Ouvidoria: 0800-7220140
RELATÓRIO DA DIRETORIA
Senhores Acionistas: Submetemos à sua apreciação, as demonstrações financeiras do Banco Alfa S.A., correspondentes às atividades desenvolvidas durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, acrescidas das notas explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes sobre as demonstrações financeiras. Agradecimentos: É indispensável traduzir o reconhecimento do Banco Alfa S.A. ao trabalho de seus funcionários, ao apoio de seus acionistas e, finalmente, à confiança de seus clientes e instituições financeiras do mercado, que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram. São Paulo, 14 de Fevereiro de 2012 A Diretoria BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - EM R$ MIL ATIVO Circulante Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 03) Carteira Própria Vinculados a Prestação de Garantias Instrumentos Financeiros Derivativos Relações Interfinanceiras Pagamentos e Recebimentos a Liquidar Créditos Vinculados: Depósitos no Banco Central Correspondentes Operações de Crédito (Nota 04) Operações de Crédito: Setor Privado (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) Outros Créditos (Nota 05) Diversos Outros Valores e Bens Despesas Antecipadas (Nota 12b) Realizável a Longo Prazo Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 03) Carteira Própria Vinculados a Compromissos de Recompra Vinculados a Prestação de Garantias Operações de Crédito (Nota 04) Setor Privado (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) Outros Créditos (Nota 05) Diversos Permanente Investimentos Outros Investimentos (Nota 12a) Imobilizado de Uso Outras Imobilizações de Uso (Depreciações Acumuladas) Intangíveis Ativos Intangíveis (Amortização Acumulada) Diferido Gastos de Organização e Expansão (Amortização Acumulada) Total Geral do Ativo
2011 258.927 243 17.005 17.005
2010 101.779 200 9.283 9.283
159.538 158.488 1.049 1 7.788 –
28.662 28.661 – 1 3.777 2
7.645 143 71.886
3.772 3 57.574
72.876 (990) 2.065 2.065 402 402 13.088
58.508 (934) 1.538 1.538 745 745 129.362
– – – – 8.908 9.922 (1.014) 4.180 4.180 529 354 354 71 255 (184) 90 98 (8) 14 32 (18) 272.544
105.265 96.911 7.414 940 21.316 22.338 (1.022) 2.781 2.781 457 350 350 71 218 (147) 12 17 (5) 24 69 (45) 231.598
PASSIVO Circulante Depósitos Depósitos à Vista Depósitos Interfinanceiros Outros Depósitos Captações no Mercado Aberto Carteira Própria Relações Interfinanceiras Recebimentos e Pagamentos a Liquidar Relações Interdependências Recursos em Trânsito de Terceiros Instrumentos Financeiros Derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias (Nota 09) Diversas (Nota 12c) Exigível a Longo Prazo Outras Obrigações Fiscais e Previdenciárias (Nota 09) Diversas (Nota 12c) Patrimônio Líquido Capital: De Domiciliados no País (Nota 07a) Reservas de Capital Reservas de Lucros Reserva Legal Reserva Estatutária Reserva para Aumento de Capital Reserva para Dividendos
Total Geral do Passivo
2011 195.932 176.678 30.696 145.982 – – – 179 179 1.952 1.952 8 8 17.115
2010 152.325 120.619 35.589 84.678 352 7.403 7.403 421 421 1.588 1.588 10 10 22.284
143 1.868 3.267 11.837 5.666 5.666 178 5.488
90 1.372 795 20.027 15.828 15.828 55 15.773
70.946
63.445
33.000 420 37.526 3.175 34.351 30.738 3.613
30.000 420 33.025 2.711 30.314 26.930 3.384
272.544
231.598
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EM R$ MIL
Eventos Saldos em 31/12/2009 Aumento de Capital - AGE - 15/04/2010 Lucro Líquido do Exercício Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Saldos em 31/12/2010 Mutações do Período Saldos em 31/12/2010 Aumento de Capital - AGE 28/04/2011 Lucro Líquido do Exercício Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Pagos e Propostos Saldos em 31/12/2011 Mutações do Período Saldos em 30/06/2011 Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Propostos Saldos em 31/12/2011 Mutações do Período
Capital 27.000 3.000 –
Reservas de Capital 420 – –
Reserva de Lucros 30.948 (2.503) –
Lucros Acumulados – – 6.357
Total 58.368 497 6.357
– – 30.000 3.000 30.000 3.000 –
– – 420 – 420 – –
4.580 – 33.025 2.077 33.025 (2.186) –
(4.580) (1.777) – – – – 9.280
– (1.777) 63.445 5.077 63.445 814 9.280
– – 33.000 3.000 33.000 –
– – 420 – 420 –
6.687 – 37.526 4.501 33.912 –
(6.687) (2.593) – – – 5.015
– (2.593) 70.946 7.501 67.332 5.015
– – 33.000 –
– – 420 –
3.614 – 37.526 3.614
(3.614) (1.401) – –
– (1.401) 70.946 3.614
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e Semestre findo em 31 de dezembro 2011 2º Semestre Exercício 2011 2011 Receitas da Intermediação Financeira 22.521 42.662 Operações de Crédito 13.560 25.963 Resultado com Títulos e Valores Mobiliários 8.951 16.684 Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos 10 15 Despesas da Intermediação Financeira 9.884 17.948 Operações de Captação no Mercado 8.052 13.152 Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros 1.457 3.711 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 375 1.085 Resultado Bruto da Intermediação Financeira 12.637 24.714 Outras Receitas/(Despesas) Operacionais (4.808) (10.151) Receitas de Prestação de Serviços 1.237 2.293 Rendas de Tarifas Bancárias 330 627 Despesas de Pessoal (2.112) (3.794) Outras Despesas Administrativas (Nota 12d) (3.186) (6.285) Despesas Tributárias (35) (69) Outras Receitas Operacionais (Nota 12e) 601 654 Outras Despesas Operacionais (Nota 12f) (1.643) (3.577) Resultado Operacional 7.829 14.563 Resultado não Operacional (Nota 12g) 5 9 Resultado antes da Tributação e Participações 7.834 14.572 Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 8) (2.459) (4.615) Provisão para Imposto de Renda (1.316) (2.735) Provisão para Contribuição Social (863) (1.666) Ativo Fiscal Diferido (280) (214) Participações no Lucro (360) (677) Empregados (120) (197) Administradores - Estatutárias (Nota 10b1) (240) (480) Lucro Líquido do Período 5.015 9.280 Lucro por Lote de Mil Ações - R$ (Nota 7a) 202,76 374,64 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA MÉTODO INDIRETO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e Semestre findo em 31 de dezembro 2011 2º Semestre Exercício Atividades Operacionais 2011 2011 Lucro Líquido do Período 5.015 9.280 Ajuste ao Lucro Líquido 479 1.470 Depreciações e Amortizações 23 49 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 375 1.085 Ajustes de Provisão de Passivos Contingentes 81 336 (Aumento)/Redução dos Ativos Operacionais (23.590) (27.731) Títulos e Valores Mobiliários (18.214) (25.611) Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (2.820) 6.463 Operações de Crédito 484 (2.990) Outros Créditos (1.202) (1.926) Outros Valores e Bens 119 343 Relações Interfinanceiras (1.957) (4.010) Aumento/(Redução) dos Passivos Operacionais 33.762 33.108 Relações Interfinanceiras (4.673) (242) Relações Interdependências 1.932 364 Depósitos 49.763 56.059 Operações Compromissadas – (7.403) Instrumentos Financeiros Derivativos (4) (2) Outras Obrigações (12.397) (13.645) Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social (859) (2.023) Caixa Líquido Proveniente de Atividades Operacionais 15.666 16.127 Atividades de Investimentos Aquisição de Bens e Investimentos (5) (5) Aquisição de Imobilizados de Uso (2) (37) Aplicações no Diferido (78) (78) Caixa Aplicado em Atividades de Investimento (85) (120) Atividades de Financiamentos Aumento de Capital – 814 Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Pagos e/ou Propostos (1.401) (2.593) Caixa Líquido Proveniente de Atividades de Financiamento (1.401) (1.779) Aumento (Redução) Líquido de Caixa e Equivalentes 14.180 14.228 Caixa e Equivalentes no Início do Semestre/Exercício 248 200 Caixa e Equivalentes no Final do Semestre/Exercício 14.428 14.428 Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes 14.180 14.228
Exercício 2010 46.268 33.600 12.668 – 19.446 9.289 9.746 411 26.822 (18.868) 1.006 411 (3.292) (6.163) (123) 1.108 (11.815) 7.954 6 7.960 (973) (959) (563) 549 (630) (150) (480) 6.357 260,28
Exercício 2010 6.357 (519) 77 412 (1.008) 52.899 (11.206) 3.142 54.138 (1.297) 9.565 (1.443) (57.791) 406 (952) 76.754 (96.601) 10 (36.137) (984) 1.233 – – – – 497 (1.777) (1.280) (47) 247 200 (47)
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - EM R$ MIL (01) - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: As demonstrações financeiras do Banco Alfa S.A. foram elaboradas com base na legislação societária e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, em conformidade com as normas do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Essas demonstrações financeiras foram concluídas em 10/02/2012 e aprovadas pela reunião de Diretoria em 14/02/2012. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam de forma integrada no mercado financeiro, e certas operações têm a participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro, cujas atividades incluem as carteiras de arrendamento mercantil, administração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores mobiliários. Em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei nº 11.638/07, complementada pela Lei nº 11.941/09, as quais alteraram a Lei das Sociedades por Ações quanto às práticas contábeis adotadas no Brasil. Embora a referida Lei já tenha entrado em vigor, algumas alterações por ela introduzidas dependem de normatização por parte do CMN (Conselho Monetário Nacional). As alterações aprovadas pelo CMN foram: i) o tratamento contábil dos ativos intangíveis; ii) os procedimentos de mensuração do valor recuperável dos ativos; iii) a elaboração do fluxo de caixa em substituição da demonstração das origens e aplicações de recursos; iv) a divulgação em notas explicativas às demonstrações contábeis de informações sobre partes relacionadas; v) os procedimentos de reconhecimento, mensuração e divulgações de provisões, passivos e ativos contingentes; vi) pagamento baseado em ações; e vii) eventos subseqüentes. Na avaliação da administração da Companhia, que considera as normas do BACEN editadas até o momento, apenas os itens “iii”, “iv” e “v” impactaram e, portanto, foram acrescidas às demonstrações financeiras do Banco Alfa S.A. (02) - PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS: (a) Apuração do Resultado: As receitas e despesas foram apropriadas pelo regime de competência. As rendas das operações de crédito vencidas são reconhecidas até o 59º dia como receita, e, a partir do 60º dia, deixa de ser apropriada, e o seu reconhecimento no resultado ocorre quando do efetivo recebimento das prestações, conforme determina o art. 9º da Resolução CMN nº 2.682/99. (b) Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo: Demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, especificamente em relação ao registro e a avaliação contábil dos títulos e valores mobiliários estabelecido pela Circular Bacen nº 3068 (vide nota nº 03). A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa foi constituída considerando a atual conjuntura econômica, a experiência de anos anteriores e a expectativa de realização da carteira, de forma que apure a adequada provisão em montante suficiente para cobrir riscos específicos e globais, associada à provisão calculada de acordo com os níveis de risco e os respectivos percentuais mínimos estabelecidos pela Resolução Bacen nº 2682 (vide nota nº 04). (c) Ativo Permanente: Demonstrado ao custo, combinado com os seguintes aspectos: c.1) Depreciação do Imobilizado de Uso, representado por sistemas de processamento de dados, calculada pelo método linear à taxa anual de 20% e c.2) Amortização, representado basicamente, por gastos com aquisição e desenvolvimento de logiciais, calculada pelo método linear, pelo prazo máximo de 5 anos. A Lei 11.638 eliminou a conta do Ativo Diferido. O Conselho Monetário Nacional autorizou as Instituições Financeiras a manter o saldo de 31 de dezembro de 2008 até a sua completa amortização para baixa. (d) Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo: Demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, quando aplicável, os encargos e as variações monetárias incorridos, deduzidos das correspondentes despesas a apropriar. (e) Impostos e Contribuições: As provisões são calculadas considerando a legislação pertinente a cada encargo para efeito das respectivas bases de cálculo e suas respectivas alíquotas: Imposto de Renda (15% mais adicional de 10%), Contribuição Social (15%), PIS (0,65%) e COFINS (4%).Também é observada pelo Banco a prática contábil de constituição de créditos tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças temporárias, às mesmas alíquotas vigentes utilizadas para a constituição das provisões fiscais (vide nota nº 08). (f) Ativos e Passivos Contingentes e Obrigações Legais: Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são reconhecidos, avaliados e divulgados em conformidade com as determinações da Resolução CMN nº 3823, de 16/12/2009 e Carta-circular BACEN nº 3429 de 11/02/2010. Os ativos e passivos contingentes dizem respeito a direitos e obrigações potenciais decorrentes de eventos passados e cuja realização depende de eventos futuros. As obrigações legais são representadas por obrigações tributárias, cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação judicial. i) Ativos Contingentes - não são reconhecidos, exceto quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização sobre as quais não cabem mais recursos. ii) Passivos Contingentes e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias (nota 09) e Cíveis e Trabalhistas (nota 12 “c”) - decorrem substancialmente de demandas judiciais e administrativas inerentes ao curso normal dos negócios, movidos por terceiros, ex-funcionários e órgãos públicos, em ações cíveis, trabalhistas e de natureza fiscal e previdenciária. Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são avaliadas por assessores legais e levam em consideração a probabilidade que recursos financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que os seus montantes possam ser estimados com suficiente segurança. (g) Estimativas Contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são determinados por estimativas baseadas na experiência passada, ambiente legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de eventos sujeitos ou não ao controle da Administração, etc. Essas estimativas são revistas pelo menos anualmente, buscando-se determinar valores q que mais se aproximem dos futuros valores de liquidação passivos considerados. p q ç dos ativos ou p (03) - TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS: a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Derivativos: Composta por: 31/12/2011 31/12/2010 Carteira Própria - Livres: Letras Financeiras do Tesouro - LFT 158.488 125.572 Vinculados a Prestação de Garantias: Letras Financeiras do Tesouro - LFT 1.049 8.354 Total - Títulos e Valores Mobiliários 159.537 133.926 Swaps - Diferencial a Receber (nota 11) 1 1 Total - Instrumentos Financeiros Derivativos 1 1 Total Geral 159.538 133.927 b) Classificação de Títulos e Valores Mobiliários por categoria 3 meses Acima de Saldo em Saldo em a 1 ano 3 anos 31/12/2011 31/12/2010 Títulos • Títulos do Tesouro Nacional - LFT 31.995 10.045 42.040 28.661 • Títulos para Negociação 31.995 10.045 42.040 28.661 • Títulos do Tesouro Nacional - LFT 117.497 – 117.497 105.265 • Títulos Mantidos até o Vencimento 117.497 – 117.497 105.265 Títulos e Valores Mobiliários 149.492 10.045 159.537 133.926 % Concentração por Prazo 93,7 6,3 100,0 a) “Títulos para Negociação”: o valor contábil R$ 42.040 (31/12/2010 R$ 28.661) corresponde ao valor de custo e de mercado desses títulos na data do balanço e foi obtido através de coletas de taxas junto ao mercado, quando aplicável, e validado através de comparação com informações fornecidas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). b) “Títulos Mantidos até o Vencimento”: R$ 117.497 (31/12/2010 R$ 105.265) foram classificados em razão da intenção da Administração e da capacidade financeira do Banco em mantê-los até o vencimento. Esses títulos foram mantidos pelo seu valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos, os quais são registrados em conta adequada do resultado. O valor de mercado desses títulos na data do balanço totalizava R$ 117.479 (31/12/2010 R$ 105.251). (04) - OPERAÇÕES DE CRÉDITO: a) Composição da Carteira de Crédito: Composição 31/12/2011 31/12/2010 Empréstimos e Titulos Descontados 71.183 65.881 Financiamentos 11.615 14.965 Total da Carteira 82.798 80.846 b) Composição da Carteira de Crédito por Faixa de Vencimento: 31/12/2011 Parcelas por Faixas de Vencimento A Vencer Vencidos Total % a vencer até 180 dias 69.030 245 69.275 83,7 a vencer de 181 a 360 dias 3.846 195 4.041 4,9 a vencer acima de 360 dias 8.391 816 9.207 11,1 Total Vincendas 81.267 1.256 82.523 99,7 vencidas até 60 dias – 79 79 0,1 vencidas de 61 a 180 dias – 106 106 0,1 vencidas acima de 180 dias – 90 90 0,1 Total Vencidas – 275 275 0,3 Total da Carteira 81.267 1.531 82.798 100,0 31/12/2010 Parcelas por Faixas de Vencimento A Vencer Vencidos Total % a vencer até 180 dias 50.884 246 51.130 63,3 a vencer de 181 a 360 dias 7.625 196 7.821 9,7 a vencer acima de 360 dias 20.806 794 21.600 26,7 Total Vincendas 79.315 1.236 80.551 99,7 vencidas até 60 dias – 76 76 0,1 vencidas de 61 a 180 dias – 104 104 0,1 vencidas acima de 180 dias – 115 115 0,1 Total Vencidas – 295 295 0,3 Total da Carteira 79.315 1.531 80.846 100,0
c) Composição da Carteira de Crédito por Níveis de Risco: Demonstramos a seguir, o saldo da carteira de crédito e da provisão para créditos de liquidação duvidosa nos correspondentes níveis de risco, conforme estabelecido na Resolução CMN nº 2.682 de 21/12/1999: 31/12/2011 Saldo da Carteira de Crédito Provisão Mínima Exigida Níveis de Risco (*) A Vencer Vencidos Total Contábil AA 3.288 – 3.288 – – A 66.057 – 66.057 330 595 B 3.310 27 3.337 33 70 C 8.604 50 8.654 260 406 D 1 228 229 23 23 E – 210 210 63 63 F 6 248 254 127 127 G – 162 162 114 114 H 1 606 607 606 606 Total Carteira 81.2 81.267 1.531 82.798 1.556 2.004 31/12/2010 Saldo da Carteira de Crédito Provisão Mínima Níveis de Risco (*) A Vencer Vencidos Total Exigida Contábil ontábil AA 29.708 – 29.708 – – A 38.390 – 38.390 192 192 B 283 91 374 4 8 C 10.902 142 11.044 331 845 D 16 326 342 34 34 E – 46 46 14 14 F 7 113 120 60 60 G – 63 63 44 44 H 9 750 759 759 759 Total Carteira 79.315 1.531 80.846 1.438 1.956 (*) Inclui os créditos vencidos até 14 dias. d) A carteira de crédito estava composta por operações de títulos descontados, crédito pessoal e cheque especial, realizadas junto a pessoas físicas R$ 19.342 (31/12/2010 R$ 37.918) e jurídicas R$ 63.456 (31/12/2010 R$ 42.928). e) Durante o exercício foram realizadas, com partes relacionadas, operações de cessão de créditos com coobrigação de contratos de crédito pessoal consignados no montante de R$ 221.408 (31/12/2010 R$ 144.924). O resultado das cessões, no montante, de R$ 9.763 (2010 R$ 4.552 positivo), foi registrado na rubrica “Receitas da Intermediação Financeira - Operações de Crédito”. Para registro destas operações foi observado ao critério contábil estabelecido pela Circular BACEN 2568, com a baixa integral do saldo da carteira de crédito cedido. Para as cessões com coobrigação efetuadas no período de Outubro de 2008 à Outubro de 2009 foi adotada a faculdade prevista na Resolução CMN 3627 de 30 de outubro de 2010 da aplicação antecipada dos procedimentos definidos na Resolução CMN 3533 de 31 de janeiro de 2010, onde os valores cedidos permaneceram registrados no ativo pelo valor, na data do balanço, de R$ 10.309 (31/12/2010 R$ 26.110) e os recursos correspondentes a essas cessões, foram registrados no passivo, na rubrica “Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros” cujo saldo na data do balanço era de R$ 10.308 (31/12/2010 R$ 26.107). As despesas resultantes dessa obrigação no exercício foram de R$ 3.711 (2010 9.746) e estão registradas na Demonstração de Resultado sob a rubrica “Operações por venda ou transferência de ativos financeiros”. f) O saldo da provisão, atingiu o montante de R$ 2.004 (31/12/2010 R$ 1.956) correspondente a 2,42% do total da carteira. A provisão constituída acima do mínimo requerido pela Resolução CMN 2.682, decorre das análises internas e individuais dos clientes e é considerada adequada para suportar eventuais perdas. No exercício, os créditos amortizados para prejuízo totalizaram R$ 1.227 (2010 R$ 2.217), sendo recuperados no mesmo período R$ 448 (2010 R$ 378). O saldo das operações renegociadas era de R$ 6.340 (31/12/2010 R$ 578). O saldo apresentado considera como renegociação qualquer acordo ou alteração nos prazos de vencimento, e nas condições de pagamento originalmente pactuadas, em operações de crédito que tenham apresentado alguma deterioração nas condições de risco. (05) - OUTROS CRÉDITOS: a) Composição de Outros Créditos Diversos: Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 Tributos Antecipados – 2 Depósitos Judiciais 3.165 1.711 Opções por Incentivos Fiscais 340 345 Créditos Tributários (nota 5b) 1.194 1.408 Devedores Diversos 1.301 627 Antecipação Salarial 1 – Outros Adiantamentos e Valores a Ressarcir 244 226 Total 6.245 4.319 b) A Administração do Banco, fundamentada em estudo técnico, estima que a realização desses créditos tributários ocorrerá na seguinte proporção: 49% no primeiro ano, 44% no segundo ano, 6 % no terceiro ano e 1% no quarto ano. Na data do balanço, o valor presente desses créditos tributários, calculado com base na taxa Selic correspondia a R$ 1.019 (31/12/2010 R$ 1.177). (06) - PASSIVO CIRCULANTE E EXIGÍVEL A LONGO PRAZO: Em 31 de dezembro de 2011, as captações em depósitos interfinanceiros possuem as seguintes características: Vencimentos até 04/01/2012 à taxa pré-fixada de 10,86 % a.a. e pós-fixada indexada a taxa de 100,00% do CDI. (07) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO: (a) Capital Social: O capital social é composto por 24.732.721 ações ordinárias, sem valor nominal. A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 28/04/2011, homologada pelo Banco Central do Brasil em 25 de maio de 2011, aprovou a elevação do capital social de R$ 30.000 para R$ 33.000; sendo R$ 2.186 mediante a utilização de parte do saldo da conta Reserva para Aumento de Capital e R$ 814 mediante emissão de 310.590 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. (b) Dividendos: O Estatuto prevê dividendo mínimo de 25% do lucro líquido anual, ajustado conforme o disposto no art. 202 da Lei das Sociedades por Ações, podendo ser pago sob a forma de juros sobre o capital próprio, conforme previsto no artigo 19 do Estatuto Social e artigo 9º da Lei nº 9249 de 26/12/1995. Os juros sobre capital próprio referente ao primeiro semestre totalizaram R$ 1.192, correspondente a R$ 48,19 por lote de mil ações ordinárias, sujeito à incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15%. Para o segundo semestre de 2011, foi aprovado o valor de R$ 1.401, correspondente a R$ 56,66 por lote de mil ações ordinárias, respectivamente, sujeito também à incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15%, quando aplicável. Os juros foram contabilizados em conformidade com a Circular Bacen nº 2.739/97, Deliberação CVM nº 207/96 e em atendimento às disposições fiscais. (c) O índice de solvabilidade instituído pelo Comitê da Basiléia e normatizado pelo Banco Central do Brasil atingiu 19,05% (2010 19,91%) ao final do exercício, demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado tanto com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil, quanto com o de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. (08) - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: Demonstração dos cálculo dos encargos com Imposto de Renda e Contribuição Social 31/12/2011 31/12/2010 Lucro antes da Tributação, deduzido das Participações no Lucro 13.895 7.329 IR e CS às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (5.558) (2.932) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Créditos Amortizados 133 (216) Juros sobre o capital próprio 1.037 711 Ajuste ao Valor de Mercado de Títulos e Derivativos 1 (2) Provisão para Devedores Duvidosos (19) 711 Provisões Operacionais (61) (75) Outras Adições e Exclusões (84) 68 Passivos Trabalhistas 150 213 Total dos encargos devidos no exercício (4.401) (1.522) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social (214) 549 Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social (4.615) (973) (09) - PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS: O Banco, no curso normal de suas atividades, é parte em processos de natureza fiscal, previdenciária, trabalhista e cível. As respectivas provisões foram constituídas levando-se em conta a legislação em vigor, a opinião dos assessores legais, a natureza e complexidade dos processos, o posicionamento dos tribunais, o histórico de perdas e outros critérios que permitam a sua estimativa da forma mais adequada possível. A Administração considera que as provisões existentes na data destas demonstrações são suficientes para fazer face aos riscos decorrentes destes processos. As provisões constituídas e respectivas variações no período estão demonstradas a seguir:
Previdenciárias Cíveis e e Fiscais Trabalhistas Movimentação Saldo Inicial em 01/01/2011 de contingências e obrigações legais 55 469 (+) Complemento e Atualização de Provisão 123 222 (–) Reversão de Provisão – (598) Saldo Final em 31/12/2011 de contingências e obrigações legais 178 93 Imposto e Contribuição a recolher 2.898 Prov. para I. Renda e Contrib. Diferidos 369 Total 3.445 (a) As obrigações legais e as contingências fiscais referem-se principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial. O Banco possui contingências fiscais avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco de perda não provável, com destaque para os autos de infração no montante de R$ 626 lavrados pela Prefeitura de São Paulo para a cobrança de ISS sobre valores registrados em diversas contas contábeis, sob a alegação de se tratar de receitas de prestação de serviços. (b) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se registrada na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo “Outras Obrigações - Diversas” (vide nota 12 “c”). (c) As contingências cíveis são originadas basicamente por ações judiciais movidas por terceiros, pleiteando indenização por danos materiais e morais, sendo em sua maior parte julgadas pelo Juizado Especial Cível. Para determinar o volume adequado de provisão a Administração divide o conjunto de ações entre “individualmente significativas” e as demais. Para as ações consideradas individualmente significativas são elaboradas análises individuais e constituída provisão para aquelas consideradas com risco de perda provável. Para as demais ações, ou seja, não consideradas individualmente significativas, é constituída provisão com base em um histórico de perdas. (10) - TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS: a) Sempre em concordância com os dispositivos legais vigentes e com as normas expedidas pelo Banco Central do Brasil, são efetuadas operações com empresas controladas e ligadas, conforme demonstramos a seguir: 31/12/2011 31/12/2010 Ativo/ Receita/ Ativo/ Receita/ (Passivo) (Despesa) (Passivo) (Despesa) Operações Depósitos à Vista (7.522) – (3.282) – Operações Compromissadas (1) – (438) (7.403) (2.432) Operações SWAP (7) 14 (9) (8) Depósitos Interfinanceiros (1) (131.796) (12.384) (84.678) (6.650) Obrigações por Venda de Ativos (3) (9.726) (3.488) (24.502) (9.443) Res. Custos e Prestação de Serviços(2) 207 (1.406) 183 (734) Garantias Prestadas (2) – 2.283 – 990 Total (148.844) (15.419) (119.691) (18.277) Categoria Controlador (12) – – – Outras partes relacionadas (148.832) (15.419) (119.691) (18.277) Total (148.844) (15.419) (119.691) (18.277) (1) As aplicações e captações de recursos referem-se às operações envolvendo o Banco e empresas ligadas, efetuadas a taxas compatíveis com as taxas médias praticadas no mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Referem-se, basicamente aos serviços contratados junto às empresas Metro Tecnologia Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 790 (2010 R$ 932), assessoria técnica R$ 115 (2010 R$ 106) e segurança R$ 6 (2010 R$ 6), Metro Sistemas de Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 256 (2010 R$ 111), auditoria interna R$ 214 (2010 R$ 180) e Metro Táxi Aéreo Ltda., sendo transporte aéreo R$ 16 (2010 R$ 13). (3) Refere-se às cessões de operações de crédito consignado junto à empresa ligada (com coobrigação), realizadas na vigência da Resolução CMN nº 3533. (b) Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembléia geral anual dos acionistas, é estabelecida a remuneração para a Diretoria. Em 2011, foi determinado o valor médio de remuneração total mensal no montante de até R$ 112 (2010 R$ 110). (b.1) Benefícios - Conselho de Administração e Diretoria: Em 2011 no montante de R$ 1.915 (2010 R$ 1.829) sendo: Remuneração R$ 1.435 (2010 R$ 1.349) e Participação no Resultado R$ 480 (2010 R$ 480). (b.2) Conforme legislação em vigor, o Banco não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; - Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; - Pessoas jurídicas que participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau; Dessa forma, não são efetuados pelo Banco empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria e seus familiares. (11) - INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS: O Banco participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, representadas por operações de contratos de troca de moedas ou indexadores - “Swap”, com a finalidade de reduzir a exposição a riscos de taxas de juros. O gerenciamento e monitoramento dos riscos envolvidos são realizados por área independente através de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e do acompanhamento constante das posições assumidas através de técnicas específicas, consoante as diretrizes estabelecidas pela Administração. A estrutura de gerenciamento de riscos contempla os seguintes riscos segregados por natureza: Risco de Mercado; Risco de Liquidez, Risco de Crédito e Risco Operacional. a) Esses instrumentos financeiros derivativos são registrados na BM&FBOVESPA S.A. e na CETIP S.A., envolvendo taxas pré-fixadas e mercado interfinanceiro (DI). A posição em 31 de dezembro desses instrumentos financeiros derivativos tem seus valores registrados em contas de compensação e os ajustes/diferenciais em contas patrimoniais. Para a apuração dos preços de mercado foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexadores similares na data do balanço conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A. 31/12/2011 Contratos Custo Referência Mercado Mercado Interfinanceiro 2.851 2.902 2.902 Posição Ativa 2.851 2.902 2.902 Pré 2.851 2.900 2.909 Posição Passiva 2.851 2.900 2.909 Contratos de Swaps - Exposição Líquida – 2 (7) 31/12/2010 Contratos Custo Referência Mercado Mercado Interfinanceiro 3.322 3.349 3.349 Posição Ativa 3.322 3.349 3.349 Pré 3.322 3.347 3.358 Posição Passiva 3.322 3.347 3.358 Contratos de Swaps - Exposição Líquida – 2 (9) Os valores dos diferenciais a receber e a pagar registrados em contas patrimoniais do ativo e do passivo sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos” correspondiam a R$ 1 (31/12/2010 R$ 1) e R$ 8 (31/12/2010 R$ 10 negativo) na data do balanço, respectivamente. O total do ajuste positivo de marcação a mercado registrado no resultado do exercício foi de R$ 14 (2010 R$ 10 negativo). Os contratos de swaps registrados em contas de compensação possuíam vencimentos: 31/12/2011 31/12/2010 Até de 91 a Até de 91 a 90 dias 180 dias 90 dias 180 dias Total Total Swap (4) (3) (7) (5) (4) (9) (12) - OUTRAS INFORMAÇÕES: a) Outros Investimentos: representados basicamente por quotas da Câmara Interbancária de Pagamentos. b) Despesas Antecipadas: representada basicamente pela equalização de operações de Crédito Direto ao Consumidor com Interveniência R$ 375 (31/12/2010 R$ 725). c) Outras Obrigações - Diversas: Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 Provisões de Despesas de Pessoal e Administrativa 425 385 Contingência Trabalhista e Cível 93 469 Obrigações por Venda de Ativos Financeiros 10.308 26.107 Credores Diversos 6.499 8.839 Total 17.325 35.800 d) Outras Despesas Administrativas: Composto por : 31/12/2011 31/12/2010 Despesa de aluguel 552 482 Despesa de processamento de dados 2.392 2.398 Despesa de Propaganda e Publicidade 310 394 Despesas de serviço do sistema financeiro 596 496 Despesa serviço de terceiros 357 262 Despesa Vigilância e segurança 329 313 Despesa Técnico especializado 725 654 Outras despesas Administrativas 1.024 1.163 Total 6.285 6.163
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 9 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 39
BANCO ALFA S.A. C.N.P.J. 03.323.840/0001 - 83 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP
Ouvidoria: 0800-7220140
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - EM R$ MIL e) Outras Despesas Operacionais: Composto por: Atualização de Tributos a Recolher Provisão para Riscos Fiscais Provisão Contingências Trabalhistas e Cíveis
31/12/2011 (7) (114) (822)
31/12/2010 (5) (49) (451)
Despesas com Equalização de Contratos Processos Operacionais
(2.492)
(11.216)
(142)
(94)
Total
(3.577)
(11.815)
f) Outras Receitas Operacionais: Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 Variações monetárias ativas s/tributos a compensar e depósitos judiciais 1 3 Dividendos e Juros sobre o capital recebidos ou declarados de investimentos avaliados pelo método de custo 3 6 Reversão de Provisões para Passivos Contingentes e Administrativa 650 1.098 Total 654 1.108 g) Resultado não Operacional: composto basicamente por ganhos de capital de R$ 5 (2010 R$ 5). h) O Banco tem como política segurar seus valores e bens a valores considerados adequados para coberturas de eventuais perdas. i) O resumo do relatório elaborado pelo Comitê de Auditoria, instituído pelo Conglomerado Financeiro Alfa (comitê único) por intermédio da instituição líder (Banco Alfa de
Investimento S.A.), está sendo publicado em conjunto com as demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A. (13) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA: O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: 31/12/2011 31/12/2010 No início do exercício 200 247 Disponibilidade 200 247 No final do exercício 14.428 200 Disponibilidade 243 200 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 14.185 – Aumento/(Redução) em caixa e equivalentes de caixa 14.228 (47) (1) Refere-se as operações cujo o vencimento na data da aplicação foi igual ou inferior a 90 dias.
DIRETORIA Antonio César Santos Costa
Rubens Bution Diretor Presidente
CONTADORA Christophe Y. François Cadier
Fabio Alberto Amorosino
Paula Sanches Lourenti de Araujo CRC 1SP 253015/O-4
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS À Diretoria do Banco Alfa S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras do Banco Alfa S.A., que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras: A administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria.
Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras do Banco para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opi-
nião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Alfa S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 14 de fevereiro de 2012
KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0
e Estoque da dívida federal deve crescer Nosso objetivo é impedir entrada especulativa, que vem para ficar não se sabe quanto tempo. Arno Augustin, secretário do Tesouro Nacional
conomia
A expansão deve ser de 4,5% a 9,8% em relação ao estoque da dívida no ano passado, que fechou em R$ 1,866 trilhão.
O
governo projeta que a dívida pública federal encerre o ano acumulada entre R$ 1,95 trilhão e R$ 2,05 trilhões em 2012. Os números constam do Plano Anual de Financiamento (PAF) que foram divulgado ontem pelo Tesouro Nacional. Eles representam um crescimento de 4,5% a 9,8% em relação ao estoque da dívida no ano passado. Em 2011, o estoque fechou em R$ 1,866 trilhão. A banda de variação do estoque da dívida prefixada esperada pelo Tesouro é de 37% a 41% no fim do ano, enquanto que para os papéis remunerados por índice de preços é de 30% a 34%. Já os papéis atrelados à taxa básica de juros (Selic) têm mínimo de 22% e máximo de 26% e os ligados ao câmbio, de 3% a 5%. No documento divulgado, o Tesouro salienta que o objetivo para este ano é fazer com que o percentual de títulos prefixados somados aos papéis indexados à inflação fique acima de 65% do estoque, em uma projeção conservadora. E em um cenário otimista, o estoque deve ficar superior a 70%. O Tesouro informou ainda que está destinando US$ 7,4 bilhões para recompra de títulos da dívida externa, para pagar 49% do total a vencer até 2015. Na prática, isso equivale a mais uma arma para o governo intervir no câmbio por meio de compra da moeda norte-americana. Ainda de acordo com o Tesouro, seu colchão de liquidez equivale a seis meses da dívida pública federal. O Tesouro Nacional mostrou que está alinhado com o g o v e r n o p a r a e n f re n t a r a "guerra cambial" e conter a excessiva valorização do real. O secretário do órgão, Arno Augustin, indicou ontem que pode ir a mercado para adquirir mais US$ 7,5 bilhões para quitar o vencimento integral da dívida externa que vence até 2015, ou até mesmo mais longe, a partir de 2016. Também podem vir emissões externas em real. (veja matéria ao lado) Em janeiro, o estoque da dívida pública federal caiu 3,5%, fechando o mês em R$ 1,801 trilhão, ante resultado de R$ 1,866 trilhão verificado em dezembro. O resultado é decorrente da concentração de vencimentos de títulos públicos no início do ano. Isso ocorreu porque o governo resgatou mais papéis do que emitiu, o que resultou em um saldo líquido de R$ 76,16 bilhões. No primeiro mês do ano, o Tesouro Nacional emitiu papéis no valor de R$ 10 bilhões, que foram emprestados para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esse lançamento completa os R$ 55 bilhões autorizados em 2011. (Agências)
SXC
Sobe o volume de títulos protestados
D
O Tesouro Nacional emitiu papéis no valor de R$ 10 bilhões no mês de janeiro. Esse volume de recursos foi emprestado ao BNDES.
Tesouro: nova emissão externa. Rodrigo Pozzebom/ABr
O
secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse ontem, durante a divulgação do Plano Anual de Financiamento (PAF), que o governo continuará a trabalhar para evitar a valorização excessiva do real. O secretário salientou que os investimentos estrangeiros de longo prazo são importantes para o País. "Vemos com bons olhos os investimentos de longo prazo. Já a entrada em que o investidor está olhando o ganho de curto prazo, não achamos bom", considerou. Segundo ele, está claro que o Brasil também recebe esse tipo de investimento e evitou comentar a possibilidade de o governo taxar o Investimento Estrangeiro Direto (IED). "O que tenho a dizer é que vamos continuar a ser proativos para ter câmbio adequado. De que forma? A cada momento veremos o que é mais adequado", esquivou-se. "Nosso objetivo é impedir entrada mais especulativa, que vem para ficar não se sabe quanto tempo". O secretário do Tesouro Nacional informou ainda que haverá nova emissão externa nas próximas
Arno Augustin, secretário do Tesouro, não quer investidores que buscam ganho de curto prazo.
semanas, mas não precisou os volumes nem em qual moeda – real ou dólar – isso ocorrerá. "Vamos continuar com a estratégia bem definida de redução e melhoria da nossa curva de juros", afirmou. O secretário disse que as emissões serão relevantes em 2012 e que as taxas menores obtidas pelo Tesouro nas emissões têm ajudado a reduzir o custo para a captação de recursos das companhias brasileiras
no exterior. A atuação do Tesouro no mercado pode ocorrer a qualquer momento, constituindo-se em mais uma arma do governo contra a valorização cambial. O governo tem atuado com força para evitar mais altas do real frente ao dólar, como as intervenções do Banco Central no mercado cambial e limitações em financiamento à exportação. Até mesmo a presidente Dilma Rousseff já afirmou
que, se for necessário, o governo tomará novas medidas para evitar que a moeda norte-americana perca ainda mais valor diante do real. Para efetivar a possível atuação, o Tesouro terá que aprovar no Conselho Monetário Nacional (CMN) pedido de ampliação do prazo atual para a recompra antecipada. Augustin disse que o critério será a maior ou menor volatilidade do câmbio. (Agências)
ados da Boa Vista Serviços (BVS) mostram que no primeiro bimestre de 2012 houve aumento de 11,7% no número de títulos protestados sobre o mesmo período de 2011. Para as empresas o aumento foi de 16,5% e, para pessoas físicas, o número de protestos subiu 3,5%. Em relação ao mês de janeiro, o número de protestos caiu 21,6%, somando os protestos de pessoas físicas e de pessoas jurídicas. Ao desmembrar o resultado chega-se que, para as companhias, a queda foi de 23,6%. Já para pessoas físicas, os protestos caíram 17,8%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, os protestos permaneceram praticamente estáveis, com pequeno aumento de 0,04%. Houve elevação nos títulos protestados das empresas, que chegaram a 6,04%, e queda para as pessoas físicas de 9,49%. O valor médio dos títulos protestados em fevereiro de 2012 foi de R$ 1.711 para pessoas físicas e de R$ 2.266 para as pessoas jurídicas. Os títulos protestados de empresas em fevereiro representaram aproximadamente 65%, do total dos protestos no País. Analisando regionalmente, no período acumulado, a Região Sudeste lidera o crescimento dos protestos, com 25,4% de crescimento no período, contra uma média nacional de 16,5%. Em janeiro, a região foi responsável por 48,6% dos protestos, seguida pelo Sul com 25,6%, Nordeste, com 12,5%, Centro-Oeste, que obteve, 8,5% e Norte onde verificou-se 4,7%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o número de títulos protestados de pessoas jurídicas no Sudeste foi 11,3% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado. Na comparação mensal, a região apresentou forte queda de 25,1%, compensando o aumento de 38% observado em janeiro de 2012 em relação a dezembro de 2011. O valor médio dos títulos protestados em dezembro na Região Sudeste foi de R$ 2.554, um valor acima da média nacional, que é de R$ 2.266.
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40 -.ECONOMIA/LEGAIS
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ALFA ARRENDAMENTO MERCANTIL S.A. C.N.P.J. 46.570.800/0001-49 SEDE: ALAMEDA ARAGUAIA, 933 - CONJUNTO 32 - BARUERI - SP Ouvidoria: 0800-7220140
RELATÓRIO DA DIRETORIA
Senhores Acionistas: Submetemos à sua apreciação, as demonstrações financeiras da Alfa Arrendamento Mercantil S.A., correspondentes às atividades desenvolvidas durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, acrescidas das notas explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras. É indispensável traduzir o reconhecimento da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. ao trabalho de seus funcionários, ao apoio de seus acionistas e, finalmente, à confiança de seus clientes e instituições financeiras do mercado que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram. Barueri, 14 de Fevereiro de 2012 A DIRETORIA BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - EM R$ MIL ATIVO 2011 2010 2011 2010 PASSIVO Circulante 860.522 406.357 Circulante 651.151 529.437 Disponibilidades 2.769 2.172 Depósitos 184.458 21.506 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 769.469 312.908 Depósitos Interfinanceiros (Nota 06a) 184.458 21.506 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 769.469 312.908 Recursos de Aceites Cambiais e Títulos e Valores Mobiliários e Emissão de Títulos 303.746 252.361 Instr. Financeiros Derivativos (Nota 03) 61.833 53.965 Recursos de Letras de Arrendamento Carteira Própria 34.078 29.285 Mercantil (Nota 06b) 302.986 248.497 Vinculados à Prestação de Garantias 21.080 14.204 Recursos de Debêntures (Nota 06c) 760 3.864 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 10a) 6.675 10.476 Instrumentos Financeiros Derivativos 7.896 9.226 Operações de Arrendamento Mercantil 16.406 14.044 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 10a) 7.896 9.226 Operações de Arrendamento a Receber: Outras Obrigações 155.051 246.344 Setor Privado 262.448 376.768 Sociais e Estatutárias 2.548 2.482 (Rendas a Apropriar de Arrendamento Fiscais e Previdenciárias (Nota 12c) 2.485 3.983 Mercantil) (243.495) (359.018) Diversas (Nota 12c) 150.018 239.879 Valores Residuais a Realizar 153.056 241.813 Exigível a Longo Prazo 783.450 748.527 (Valores Residuais a Balancear) (153.056) (241.813) Depósitos 29.871 181.136 (Provisão p/Créd. de Arrend. Mercantil Depósitos Interfinanceiros (Nota 06a) 29.871 181.136 de Liq. Duvidosa) (2.547) (3.706) Recursos Aceites em Títulos 643.469 264.647 Outros Créditos 7.449 20.542 Recursos de Letras de Arrendamento Diversos (Nota 12a) 7.449 20.542 Mercantil (Nota 06b) 643.469 263.969 Outros Valores e Bens 2.596 2.726 Recursos de Debêntures (Nota 06c) – 678 Outros Valores e Bens 2.069 2.251 Instrumentos Financeiros Derivativos 4.269 6.329 (Provisões para Desvalorizações) (369) (446) Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 10a) 4.269 6.329 Despesas Antecipadas (Nota 12b) 896 921 Outras Obrigações 105.841 296.415 Realizável a Longo Prazo 199.200 53.099 Fiscais e Previdenciárias (Nota 12c) 12.470 16.705 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 169.374 15.012 Diversas (Nota 12c) 93.371 279.710 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 169.374 15.012 Resultados de Exercícios Futuros 581 3.183 Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Resultados de Exercícios Futuros 581 3.183 Financeiros Derivativos (Nota 03) 823 6.062 Patrimônio Líquido 270.909 265.954 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 10a) 823 6.062 Capital: Operações de Arrendamento Mercantil (14.423) (8.699) De Domiciliados no País 178.300 178.300 Operações de Arrendamento a Receber: Reservas de Lucros 92.609 87.654 Setor Privado 171.985 271.350 Reserva Legal 17.500 17.001 (Rendas a Apropriar de Arrendamento Reservas Estatutárias 75.109 70.653 Mercantil) (182.057) (271.350) Reserva para Aumento de Capital 51.508 47.498 Valores Residuais a Realizar 112.892 300.904 Reserva Especial para Dividendos 23.601 23.155 (Valores Residuais a Balancear) (112.892) (300.904) (Provisão p/Créd. de Arrend. Mercantil de Liq. Duvidosa) (4.351) (8.699) Outros Créditos 43.080 39.324 Diversos (Nota 12a) 43.080 39.324 Outros Valores e Bens 346 1.400 Despesas Antecipadas (Nota 12b) 346 1.400 Permanente 646.369 1.087.645 Imobilizado de Uso 38 50 Outras Imobilizações de Uso 129 125 (Depreciações Acumuladas) (91) (75) Imobilizado de Arrendamento (Nota 05) 646.184 1.087.592 Bens Arrendados 1.275.798 1.918.143 (Depreciações Acumuladas) (629.614) (830.551) Intangível 145 – Ativos Intangíveis 152 – (Amortização Acumulada) (7) – Diferido 2 3 Gastos de Organização e Expansão 9 9 (7) (6) (Amortização Acumulada) TOTAL GERAL DO ATIVO 1.706.091 1.547.101 TOTAL GERAL DO PASSIVO 1.706.091 1.547.101 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EM R$ MIL Eventos Saldo em 31/12/2009 Lucro Líquido do Exercício Destinações: Reservas Dividendos Saldos em 31/12/2010 Mutações do Período Saldos em 31/12/2010 Lucro Líquido do Exercício Destinações: Reservas Juros s/Capital Próprio Saldos em 31/12/2011 Mutações do Período Saldos em 30/06/2011 Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Propostos Saldos em 31/12/2011 Mutações do Período
Capital 178.300 –
Reserva de Lucros 72.678 –
Lucros ou Prejuízos Acumulados – 22.489
– – 178.300 – 178.300 –
14.976 – 87.654 14.976 87.654 –
(14.976) (7.513) – – – 9.989
– (7.513) 265.954 14.976 265.954 9.989
– – 178.300 – 178.300 –
4.955 – 92.609 4.955 89.954 –
(4.955) (5.034) – – – 5.172
– (5.034) 270.909 4.955 268.254 5.172
– – 178.300 –
2.655 – 92.609 2.655
(2.655) (2.517) – –
– (2.517) 270.909 2.655
Total 250.978 22.489
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - R$ MIL (01) - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: As b) Classificação de Títulos e Valores Mobiliários por categoria 3 meses 1 ano a Acima de Saldo em Saldo em demonstrações financeiras da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. foram a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2011 31/12/2010 elaboradas com base na legislação societária e nas práticas contábeis Títulos adotadas no Brasil, e em conformidade com as normas do Conselho Títulos do Tesouro 2.229 35.823 17.106 55.158 43.489 Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Essas Nacional - LFT demonstrações financeiras foram concluídas em 10/02/2012 e aprovadas Títulos para Negociação 2.229 35.823 17.106 55.158 43.489 pela Diretoria em 14/02/2012. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam de forma integrada no mercado Títulos e Valores Mobiliários 2.229 35.823 17.106 55.158 43.489 financeiro,, e certas operações têm a p participação p ç p ç ou a intermediação ç de instituições ões associadas, integrantes do sistema financeiro, cujas atividades % Concentração por Prazo 4,0 65,0 31,0 100,0 incluem as carteiras de arrendamento mercantil, administração de fundos Títulos para Negociação” Negociação : o valor contábil corresponde ao valor de mercado timentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores mobiliários. “Títulos de investimentos, Em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei nº 11.638/07, desses títulos na data do balanço, obtido através de coletas de taxas junto ao complementada mentada pela Lei nº 11.941/09, as quais alteraram a Lei das mercado, quando aplicável, e validado principalmente através de comparação des por Ações quanto às práticas contábeis adotadas no Brasil. com informações fornecidas pela Associação Brasileira das Entidades dos Sociedades Embora a referida Lei já tenha entrado em vigor, algumas alterações por Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). a) O ajuste positivo dos Títulos duzidas dependem de normatização por parte do CMN (Conselho para Negociação no montante de R$ 3 (31/12/2010 R$ 3 negativo), obtido entre ela introduzidas rio Nacional). As alterações aprovadas pelo CMN foram: i) o os valores de custo atualizado R$ 55.155 (31/12/2010 R$ 43.492) e de mercado Monetário tratamento nto contábil dos ativos intangíveis; ii) os procedimentos de R$ 55.158 (31/12/2010 R$ 43.489), foi registrado em conta adequada do mensuração do valor recuperável dos ativos; iii) a elaboração do fluxo de resultado. Os títulos públicos são custodiados no SELIC. caixa em substituição da demonstração das origens e aplicações de (04) - OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL: A carteira está recursos; iv) a divulgação em notas explicativas às demonstrações representada pelas operações de leasing financeiro, demonstradas pelo contábeis de informações sobre partes relacionadas; v) os procedimentos valor presente dos contratos, cujo saldo totalizava R$ 417.761 (31/12/2010 de reconhecimento, mensuração e divulgações de provisões, passivos e R$ 595.937) na data do balanço. A Alfa Arrendamento Mercantil S.A., ativos contingentes; vi) pagamento baseado em ações; e vii) eventos realiza operações de captação através de “Letras de Arrendamento subseqüentes. Na avaliação da administração da Companhia, que Mercantil”, conforme nota 6b. Parte destas captações realizadas em 2010, considera as normas do BACEN editadas até o momento, apenas os itens é garantida por operações de crédito que na data-base de 31 de dezembro “iii”, “iv” e “v” impactaram e, portanto, foram acrescidas às demonstrações de 2010 perfaziam o montante de R$ 36.363. No exercício de 2011 não foram realizados operações de captações com garantias. financeiras da Alfa Arrendamento Mercantil S.A.. a) Composição das Operações Apresentada nas Diversas Contas (02) - PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS: (a) Apuração do Resultado: Patrimoniais As receitas e despesas foram apropriadas pelo regime de competência. 31/12/2011 31/12/2010 As rendas das operações de arrendamento mercantil vencidas são Arrendamento a receber - setor privado 434.433 648.118 reconhecidas até o 59º dia como receita, e, a partir do 60º dia, deixa de ser Rendas a apropriar de arrendamento mercantil (425.553) (630.368) apropriada, e o seu reconhecimento no resultado ocorre quando do efetivo Imobilizado de arrendamento líquido recebimento das prestações, conforme determina o art. 9º da Resolução de depreciação (1) 644.975 1.084.383 CMN nº 2.682/99. (b) Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo: Credores por antecipação de valor residual (2) (236.094) (506.196) Demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos Valor Presente dos Contratos de dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão Arrendamento Mercantil 417.761 595.937 para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, especificamente (1) Esse saldo não considera as operações de leasing operacional em relação ao registro e a avaliação contábil dos títulos e valores R$ 1.148 (31/12/2010 R$ 3.209) (2) Credores por Antecipação de Valor mobiliários estabelecidos pela Circular BACEN nº 3.068 (nota 03). Residual estão classificados no balanço na rubrica “Outras Obrigações Os contratos de arrendamento mercantil estão registrados pelo valor Diversas.” contratual, em contrapartida à conta retificadora de rendas a apropriar de b) Composição da Carteira por Faixas de Vencimento arrendamento, corrigidos de acordo com as condições determinadas nos Parcelas por Faixas de 31/12/2011 contratos de arrendamento, cujo efeito de correção é nulo no resultado. Vencimento A Vencer Vencidos Total % A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa foi constituída a vencer até 180 dias 140.805 2.294 143.099 34,3 considerando a atual conjuntura econômica, a experiência de anos a vencer de 181 a 360 dias 100.747 1.448 102.195 24,5 anteriores e a expectativa de realização da carteira, de forma que apure a a vencer acima de 360 dias 169.490 1.249 170.739 40,9 adequada provisão em montante suficiente para cobrir riscos específicos e Total Vincendas 411.042 4.991 416.033 99,7 globais, associada à provisão calculada de acordo com os níveis de risco e vencidas até 60 dias – 589 589 0,1 os respectivos percentuais mínimos estabelecidos pela Resolução CMN vencidas de 61 a 180 dias – 675 675 0,1 nº 2.682 (nota 04d). (c) Ativo Permanente: Demonstrado ao custo vencidas acima de 180 dias – 464 464 0,1 corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, considerando os – 1.728 1.728 0,3 Total Vencidas seguintes aspectos: (i) Depreciação dos Bens Arrendados, calculada pelo Total da Carteira (*) 411.042 6.719 417.761 100,0 método linear, às taxas permitidas pela Legislação Fiscal com redução de Parcelas por Faixas de 31/12/2010 30% na vida útil do bem e obedecem às Portarias nº 431 de 23/12/1987 e Vencimento A Vencer Vencidos Total % nº 113 de 23/02/1988. As taxas anuais de depreciação, sem consideração a vencer até 180 dias 200.867 3.706 204.573 34,3 da referida dedução, são: máquinas e equipamentos de 10% a 30%, a vencer de 181 a 360 dias 141.688 2.226 143.914 24,2 veículos e afins de 20% a 25% e outros bens de 4% a 20%. Quando do a vencer acima de 360 dias 241.709 2.998 244.707 41,1 exercício da opção de compra, caso a diferença entre o Custo de Aquisição Total Vincendas 584.264 8.930 593.194 99,6 e o valor da Depreciação Acumulada for maior que o valor residual pago vencidas até 60 dias – 840 840 0,1 pelo arrendatário, tal excesso é transferido para a conta Perdas de vencidas de 61 a 180 dias – 1.234 1.234 0,2 Arrendamento a Amortizar, para amortização pelo restante do prazo da vencidas acima de 180 dias – 669 669 0,1 vida útil normal do bem; se, entretanto for menor, será reconhecido como Total Vencidas – 2.743 2.743 0,4 receita de acordo com a Portaria nº 564 do Ministério da Fazenda. Total da Carteira (*) 584.264 11.673 595.937 100,0 (ii) Depreciação do Imobilizado de Uso, calculada pelo método linear, às seguintes taxas anuais: Veículos e Equipamentos de Processamento de (*) Esse saldo não considera as operações de leasing operacional R$ 1.148 Dados 20% e demais itens 10%. (iii) Amortização do Diferido, basicamente, (31/12/2010 R$ 3.209). representado por benfeitorias em imóveis de terceiros e programas de c) Composição da Carteira por Setor de Atividade 31/12/2011 31/12/2010 processamento de dados, calculada pelo método linear pelo prazo máximo Setores de Atividade Valor % Valor % de 05 anos. A Lei 11.638 eliminou a conta do Ativo Diferido. O Conselho 100.850 24,1 78.821 13,2 Monetário Nacional autorizou as Instituições Financeiras a manter o saldo Indústria Comércio 99.580 23,8 89.958 15,1 de 31 de dezembro de 2008 até a sua completa amortização ou baixa. 675 0,2 777 0,1 (d) Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo: Demonstrados por Intermediários Financeiros 95.463 22,9 120.423 20,2 valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, quando aplicável, os encargos Outros Serviços Pessoas Físicas 120.368 28,8 304.386 51,1 e as variações monetárias e cambiais incorridos, deduzidos das 825 0,2 1.572 0,3 correspondentes despesas a apropriar. (e) Impostos e Contribuições: Rural 417.761 100,0 595.937 100,0 As provisões são calculadas considerando a legislação pertinente a cada Setor Privado 417.761 100,0 595.937 100,0 encargo para efeito das respectivas bases de cálculo e suas respectivas Total da Carteira (*) alíquotas: Imposto de Renda 15% mais adicional de 10%, Contribuição (*) Esse saldo não considera as operações de leasing operacional R$ 1.148 Social 15%, PIS 0,65% e COFINS 4%. Também é observada pela (31/12/2010 R$ 3.209). Companhia a prática contábil de constituição de créditos tributários de d) Classificação da Carteira por Níveis de Risco: A composição da carteira Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças temporárias, e a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa nos calculadas às alíquotas 15% mais adicional de 10% e 15%, respectivamente correspondentes níveis de risco, conforme estabelecido na Resolução (nota 07b). (f) Ativos e Passivos Contingentes e Obrigações Legais: CMN nº 2.682 de 21/12/1999, estão demonstrados a seguir: Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são reconhecidos, 31/12/2011 avaliados e divulgados em conformidade com as determinações da Saldo da Carteira de Crédito Provisão Resolução CMN nº 3823, de 16/12/2009 e Carta-Circular BACEN nº 3.429 (*)A Mínima (**) de 11/02/2010. Os ativos e passivos contingentes dizem respeito a direitos Níveis de Risco Vencer Vencidos Total Exigida Contábil e obrigações potenciais decorrentes de eventos passados e cuja realização AA 44.891 – 44.891 – – depende de eventos futuros. As obrigações legais são representadas por A 266.912 – 266.912 1.340 2.400 obrigações tributárias, cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de B 84.353 1.390 85.743 858 858 contestação judicial. i) Ativos Contingentes - não são reconhecidos, C 14.157 1.022 15.179 455 455 exceto quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua D 131 1.186 1.317 132 132 realização sobre as quais não cabem mais recursos. ii) Passivos E 46 415 461 138 138 Contingentes e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias (nota 11) e F 48 224 272 136 136 Cíveis e Trabalhistas (nota 12 “c”) - decorrem substancialmente de G 68 623 691 484 484 demandas judiciais e administrativas inerentes ao curso normal dos H 436 1.859 2.295 2.295 2.295 negócios, movidos por terceiros, ex-funcionários e órgãos públicos, Total 411.042 6.719 417.761 5.838 6.898 em ações cíveis, trabalhistas e de natureza fiscal e previdenciária. Os ativos 31/12/2010 e passivos contingentes e obrigações legais são avaliados por assessores Saldo da Carteira de Crédito Provisão legais e levam em consideração a probabilidade que recursos financeiros (*)A Mínima (**) sejam exigidos para liquidar as obrigações e que os seus montantes Níveis de Risco Vencer Vencidos Total Exigida Contábil possam ser estimados com suficiente segurança. (g) Estimativas AA 51.471 – 51.471 – – contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas A 452.797 – 452.797 2.264 3.816 contábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são B 65.632 1.860 67.492 675 675 determinados por estimativas baseadas na experiência passada, ambiente C 12.364 1.752 14.116 423 423 legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de eventos sujeitos ou não D 745 781 1.526 152 152 ao controle da Administração, etc. Essas estimativas são revistas pelo E 175 707 882 265 265 menos anualmente, buscando-se determinar valores que mais se aproximem F 166 580 746 373 373 dos futuros valores de liquidação dos ativos ou passivos considerados. G 186 501 687 481 481 (03) - TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS H 728 5.492 6.220 6.220 6.220 FINANCEIROS DERIVATIVOS: Total 584.264 11.673 595.937 10.853 12.405 a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos (*) Inclui os créditos vencidos até 14 dias. (**) Inclui saldo de provisão para Financeiros Derivativos Composta por: 31/12/2011 31/12/2010 perdas em arrendamento operacional de R$ 10 (31/12/2010 R$ 12). Títulos do Tesouro Nacional - LFT 34.078 29.285 e) Cessão de Crédito: No exercício não foram realizadas operações de cessão de créditos com coobrigação. As operações realizadas no exercício Títulos Livres 34.078 29.285 de 2010, no montante de R$ 123.173, geraram um resultado de R$ 4.109 Títulos do Tesouro Nacional - LFT 21.080 14.204 que foi registrado na rubrica “Receitas da Intermediação Financeira Títulos Vinculados 21.080 14.204 Operações de Crédito”. Para registro dessas operações foi observado o Total - Títulos e Valores Mobiliários 55.158 43.489 critério contábil estabelecido pela Circular Bacen nº 2568/95, com a baixa Swaps - Diferencial a Receber (nota 10) 7.498 16.538 integral do saldo na carteira ativa. Para operações de cessões de créditos Total - Instrumentos Financeiros Derivativos 7.498 16.538 com coobrigação realizadas no período de outubro de 2008 à outubro de Total Geral 62.656 60.027 2009 foi observado o critério contábil estabelecido pela resolução nº 3.533
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2011
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Exercícios Findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2011 Descrição
2º Semestre Exercício Exercício 2011 2011 2010
Receitas da Intermediação Financeira
287.322
581.572
797.069
Operações de Arrendamento Mercantil
230.157
488.796
770.085
Resultado com Títulos e Valores 57.165
92.776
26.984
Despesas da Intermediação Financeira 271.300
Mobiliários
546.908
740.250
Operações de Captação no Mercado Operações de Arrendamento Mercantil
71.309
124.666
54.409
194.909
416.981
657.133
4.546
4.409
4.064
–
–
21.462
536
852
3.182
16.022
34.664
56.819
(20.275)
(21.214)
Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Resultado Bruto da Intermediação Financeira Outras Receitas/(Despesas) Operacionais Receitas de Prestação de Serviços Rendas de Tarifas Bancárias
(9.028) 2
13
205
260
627
2.768
Despesas de Pessoal
(3.387)
(7.633)
(12.785)
Outras Despesas Administrativas (Nota 12f)
(3.401)
(7.448)
(15.115)
Despesas Tributárias
(1.620)
(3.329)
Outras Receitas Operacionais (Nota 12d)
1.353
4.527
20.353
Outras Despesas Operacionais (Nota 12e)
(2.235)
(7.032)
(11.794)
Resultado Operacional Resultado não Operacional (Nota 12g)
6.994 (77)
14.389 (54)
(4.846)
35.605 67
Resultado antes da Tributação s/o Lucro e Participações
6.917
14.335
35.672
Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 07a) Provisão para Imposto de Renda Provisão para Contribuição Social Ativo Fiscal Diferido Participações no Lucro Empregados Resultado do Período
(1.514) (1.082) 74
(3.902)
(12.820)
351
(13.597)
(276)
(4.630)
(506)
(3.977)
(231)
(444)
5.407 (363)
(231)
(444)
(363)
5.172
9.989
22.489
252,43
487,62
1.097,83
Resultado por Lote de Mil Ações R$ (Nota 08a)
do Banco Central do Brasil. As despesas resultantes dessa obrigação no exercício de 2010 foram de R$ 21.462 e estão registradas na Demonstração de Resultado sob a rubrica “Operações de Venda ou Transferência de Ativos Financeiros”. Estas operações foram liquidadas no decorrer do 3º trimestre de 2010. f) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: O saldo da provisão para crédito de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa atingiu o valor de R$ 6.898 (31/12/2010 R$ 12.405), correspondente a 1,65% (31/12/2010 2,08%) do total da carteira. A provisão constituída acima do mínimo requerido pela Resolução CMN nº 2.682, decorre de análises internas e individuais dos clientes e é considerada adequada para suportar eventuais perdas. No exercício, os créditos amortizados para prejuízo totalizaram R$ 6.591 (31/2/2010 R$ 7.933), sendo recuperados no mesmo período R$ 2.638 (31/12/2010 R$ 1.260). Em 31 de dezembro de 2011, o saldo das operações renegociadas era de R$ 9.505 (31/12/2010 R$ 15.502). O saldo apresentado considera como renegociação qualquer acordo ou alteração nos prazos de vencimento, e nas condições de pagamento originalmente pactuadas, em operações de crédito que tenham apresentado alguma deterioração nas condições de risco. (05) - IMOBILIZADO DE ARRENDAMENTO 31/12/2011 31/12/2010 Máquinas e Equipamentos 288.625 306.261 Máquinas e Equipamentos Leasing Operacional – 4.043 Veículos e Afins 917.689 1.522.200 Veículos e Afins - Leasing Operacional 1.719 1.356 Aeronaves 12.197 21.226 Outros Bens Arrendados 7.792 7.836 Perdas em Arrendamentos a Amortizar 95.809 99.181 Perdas em Arrend. a Amortizar Leasing Operacional 2.076 2.037 Amortização Acumulada (48.402) (44.896) Amortização Acumulada Leasing Operacional (1.707) (1.101) Total Bens Arrendados 1.275.798 1.918.143 Depreciações Acumuladas (615.213) (808.903) Depreciações Acumuladas Leasing Operacional (884) (3.128) Superveniência/(Insuficiência) de Depreciações (13.517) (18.520) Total Depreciação Acumulada (629.614) (830.551) Total Geral 646.184 1.087.592 Em atendimento às diretrizes contábeis estabelecidas pela Circular BACEN nº 1.429/89, e objetivando compatibilizar práticas contábeis específicas (nota 02) com o valor presente dos fluxos futuros das carteiras de arrendamento, foi calculado o valor atual dos Arrendamentos a Receber utilizando-se a taxa interna de retorno de cada contrato. O valor assim apurado foi comparado com o valor residual contábil dos bens arrendados, registrando-se a diferença em Insuficiência ou Superveniência de Depreciação, em contrapartida do resultado. Em consequência, a Companhia registrou um ajuste positivo no exercício de R$ 5.002 (31/12/2010 R$ 142.287 negativo). (06) PASSIVO CIRCULANTE E EXIGÍVEL A LONGO PRAZO: Em 31 de dezembro de 2011 os recursos captados no país para repasses a clientes, possuem as seguintes características: a) Depósitos Interfinanceiros com vencimentos até 17/06/2013 pós-fixada indexada as taxas que variam de 108,50% a 112,42% do CDI; b) Letras de Arrendamento Mercantil com vencimentos até 26/08/2016 à taxa pré-fixada que variam de 10,93% a 14,05% a.a. e pós-fixada indexada que variam de 95,00% a 110,00% do CDI; e c) Debêntures simples para colocação privada, não conversíveis em ações, no valor nominal de R$ 500, com vencimento em 18/01/2012 e taxa pós-fixada de 104,00% do CDI. (07) - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do Cálculo dos Encargos com Imposto de Renda e Contribuição Social Demonstração do Cálculo dos Encargos 31/12/2011 31/12/2010 Lucro Antes da Tributação, Deduzido das Participações no Lucro 13.891 35.309 IR e CS às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (5.556) (14.123) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Juros sobre o capital próprio 2.014 3.005 Créditos baixados para prejuízo 187 (204) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 2.203 1.767 Ajuste ao valor de mercado de títulos e derivativos (4.744) (561) Resultado obtido com derivativos não liquidados – (33) Superveniência/Insuficiência de depreciação 1.250 (25.238) Contingências Fiscais e Trabalhistas (811) (1.052) Outras Adições e Exclusões 457 (513) Total dos Encargos Devidos no Exercício (5.000) (36.952) Obrigações Fiscais Diferidas 5.075 600 Imposto de Renda Diferido sobre o ajuste financeiro das operações de leasing – 18.125 Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social (3.977) 5.407 Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social (3.902) (12.820) (b) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social Saldos Consti- RealiOrigem 31/12/2010 tuição zação 31/12/2011 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 4.962 2.550 (4.753) 2.759 Créditos baixados para prejuízo 1.579 882 (1.069) 1.392 Superveniência/Insuficiência de Depreciação e Prejuízo Fiscal 4.807 2.317 (3.745) 3.379 Contingências Fiscais, Cível e Trabalhistas 2.229 1.357 (1.084) 2.502 Outros Créditos Tributários 1.665 709 (1.140) 1.234 Subtotal 15.242 7.815 (11.791) 11.266 Contribuição Social a Compensar 456 63 (519) – Total 15.698 7.878 (12.310) 11.266 % sobre Patrimônio Líquido 5,9% 4,2% A Administração da Companhia, fundamentada em estudo técnico realizado tomando por base os dados contábeis disponíveis em 31/12/2011, estimou que a realização desses créditos tributários ocorrerá na seguinte proporção: 34% no primeiro ano, 32% no segundo ano, 13% no terceiro ano, 16% no quarto ano e 5% no quinto ano. Na data do balanço, o valor presente dos créditos tributários, calculados com base na taxa Selic é de R$ 9.066 (31/12/2010 R$ 12.807). (08) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO: (a) Capital Social: Está dividido em 20.485.056 de ações nominativas, sendo 12.291.033 de ações ordinárias e 8.194.023 de ações preferenciais, sem valor nominal. (b) Dividendos: O Estatuto prevê dividendos mínimos de 25% do lucro líquido anual, ajustado conforme o disposto no art. 202 da Lei das Sociedades por Ações, cabendo às ações preferenciais, prioridade na percepção de um dividendo anual de 6% a.a. sobre o valor nominal do capital correspondente a essas ações. O pagamento desses dividendos está vinculado à deliberação da Assembléia Geral. Para o 2º semestre de 2011, foi aprovado o pagamento de juros sobre o capital próprio no valor bruto de R$ 2.517 apenas para ações preferenciais que corresponde ao valor bruto de R$ 307,20 por lote de mil ações. No 1º semestre de 2011 foram pagos juros sobre o capital próprio no valor de R$ 2.517 apenas para ações preferenciais que corresponde ao valor bruto de R$ 307,20 por lote de mil ações, sujeitos à incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15%, quando aplicável. Os juros foram contabilizados em conformidade com a Circular Bacen nº 2.739/97, Deliberação CVM nº 207/96 e em atendimento às disposições fiscais. (09) - TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS: a) Sempre em concordância com os dispositivos legais vigentes e com as normas expedidas pelo Banco Central do Brasil, são efetuadas operações com empresas ligadas, conforme demonstramos a seguir: 31/12/2011 31/12/2010 Ativo Receita Ativo Receita (Passivo) (Despesa) (Passivo) (Despesa) Operações Disponibilidades 2.088 – 1.850 – Depósitos Interfinanceiros (1) 724.514 59.642 125.278 1.148 Operações Compromissadas (1) – 14 – (1) Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio (2.517) (7.249) (6.203) (400) Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (1) (108.764) (4.916) (19.229) (8.792) Negociação e Intermediação de Vlrs. (1) – – – (6) Ressarcimento Custos (2) (66) (6) (695) – (39) (768) (109) (1.648) Prestação de Serviços (3) Total 615.216 46.717 100.892 (9.699) Categoria Controlador 480.253 42.103 130.145 (7.143) 134.963 4.614 (29.253) (2.556) Outras partes relacionadas Total 615.216 46.717 100.892 (9.699)
2º Semestre Exercício Exercício Atividades Operacionais 2011 2011 2010 Lucro Líquido do Período 5.172 9.989 22.489 Ajustes ao Lucro Líquido 167.594 361.765 612.179 - Depreciações e Amortizações 162.702 367.265 467.408 - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 536 852 3.182 - Ajustes de Provisão de Passivos Contingentes (772) (1.350) (698) - Superveniência (Insuficiência) de Depreciação 5.128 (5.002) 142.287 (Aumento)/Redução dos Ativos Operacionais (210.781) (195.177) 35.820 Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (6.100) (2.629) 68.275 Aplicações Intefinanceiras de Liquidez (208.423) (205.474) (15.404) Operações de Arrendamento Mercantil 637 2.510 (9.923) Outros Créditos 2.518 9.337 (8.478) Outros Valores e Bens 587 1.079 1.350 Aumento/(Redução) dos Passivos Operacionais (206.708) (274.821) (355.573) Depósitos (57.081) 11.687 160.688 Instrumentos Financeiros Derivativos 1.837 (3.390) 4.114 Outras Obrigações (147.883) (274.087) (497.734) Resultados de Exercícios Futuros (744) (2.602) (4.882) Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social (2.837) (6.429) (17.759) Caixa Líquido Proveniente de Atividades Operacionais (244.723) (98.244) 314.915 Atividades de Investimentos Aquisição de Bens não de Uso Próprio (670) (1.409) (1.960) Aquisição de Imobilizados de Arrendamento (81.836) (201.588) (453.919) Aquisição de Imobilizados de Uso – (9) (3) Aplicações no Diferido (23.873) (58.404) (52.226) Alienação de Bens não de Uso Próprio 706 1.514 2.410 Alienação de Imobilizados de Arrendamento 170.250 339.014 402.882 Caixa Líquido Proveniente de Atividades de Investimento 64.577 79.118 (102.816) Atividades de Financiamentos Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 29.668 430.207 107.568 Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Pagos (2.517) (5.034) (7.513) Caixa Líquido Proveniente de Atividades de Financiamento 27.151 425.173 100.055 Aumento (Redução) Líquido de Caixa e Equivalentes (152.995) 406.047 312.154 Caixa e Equivalentes no Início do Semestre/Exercício 873.730 314.688 2.534 Caixa e Equivalentes no Final do Semestre/Exercício 720.735 720.735 314.688 Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes (152.995) 406.047 312.154 (1) As aplicações e captações de recursos referem-se às operações envolvendo a Companhia e empresas ligadas, efetuadas a taxas compatíveis com as taxas médias praticadas no mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Os ressarcimentos de custos referem-se basicamente à agenciamento de operações e sublocação de imóvel com empresas ligadas de acordo com contrato mantido entre as partes. (3) Referem-se a serviços contratados de tecnologia e informática, auditoria interna, divulgação da marca, transporte aéreo e consultoria contábil. b) Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembléia Geral anual dos acionistas, é estabelecida a remuneração para a Diretoria. Em 2011, foi determinado o valor médio de remuneração total mensal no montante de até R$ 62 (2010 R$55). (b.1) Benefícios - Diretoria: No exercício findo em 31 de dezembro de 2011 no montante de R$ 825 (2010 R$ 688). A Companhia não possui para o pessoal-chave da Administração, benefícios pós-emprego, benefícios de longo prazo e de rescisão de contrato de trabalho. (b.2) Conforme legislação em vigor, a Companhia não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; - Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; - Pessoas jurídicas que participem, com mais de 10%, da própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau; Dessa forma, não são efetuados pela Companhia empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria e seus familiares. (10) - INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS: A Companhia participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, representadas por contratos de troca de moedas ou indexadores - “Swap”, com a finalidade de reduzir a exposição a riscos de taxas de juros. O gerenciamento e monitoramento dos riscos envolvidos são realizados por área independente através de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e do acompanhamento constante das posições assumidas através de técnicas específicas, consoante às diretrizes estabelecidas pela Administração. A estrutura de gerenciamento de riscos contempla os seguintes riscos segregados por natureza: Risco de Mercado; Risco de Liquidez, Risco de Crédito e Risco Operacional. a) Esses instrumentos financeiros derivativos são registrados na BM&FBOVESPA S.A. e na CETIP S.A., envolvendo taxas pré-fixadas e mercado interfinanceiro (DI). A posição em 31 de dezembro desses instrumentos financeiros derivativos tem seus valores registrados em contas de compensação e os ajustes/diferenciais em contas patrimoniais. Para a apuração dos preços de mercado foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexadores similares na data do balanço conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A. 31/12/2011 Contratos Custo Referência Mercado Pré 32.372 51.199 52.278 Mercado Interfinanceiro 198.893 243.153 243.153 Índices 300 331 332 Posição Ativa 231.565 294.683 295.763 Pré 198.893 251.118 255.285 Mercado Interfinanceiro 32.672 45.144 45.145 Posição Passiva 231.565 296.262 300.430 Contratos de Swaps Exposição Líquida – (1.579) (4.667) 31/12/2010 Contratos Custo Referência Mercado Pré 104.602 143.135 146.282 Mercado Interfinanceiro 370.909 427.987 427.986 Índices – – – Posição Ativa 475.511 571.122 574.268 Pré 370.909 442.418 443.542 Mercado Interfinanceiro 104.602 129.743 129.743 Posição Passiva 475.511 572.161 573.285 Contratos de Swaps Exposição Líquida – (1.039) 983 Os valores dos diferenciais a receber e a pagar registrados em contas patrimoniais do ativo e do passivo sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos” correspondiam a R$ 7.498 (31/12/2010 R$ 16.538) e R$ 12.165 (31/12/2010 R$ 15.555) na data do balanço, respectivamente. O total do ajuste negativo de marcação a mercado registrado no resultado do exercício foi de R$ 5.112 (2010 R$ 2.101 negativo). Os contratos de swaps e de futuro registrados em contas de compensação possuíam vencimentos: 31/12/2011 Até De 91 a De 181 a Acima de 90 dias 180 dias 360 dias 360 dias Total Swap 263 105 (1.589) (3.446) (4.667) 31/12/2010 Até De 91 a De 181 a Acima de 90 dias 180 dias 360 dias 360 dias Total Swap 253 513 484 (267) 983 b) Contabilidade de “Hedge”: A Companhia adota a política de proteger operações ativas pré-fixadas em consonância com suas políticas de gestão de risco, levando em consideração as taxas de captação praticadas. Estas operações de “hedge” são realizadas em conformidade com a Circular BACEN nº 3.082 de 30/01/2002, que exige avaliação periódica de efetividade do “hedge” e o registro a mercado tanto do instrumento financeiro derivativo como do item objeto de “hedge”, considerando tratarse de uma operação de “hedge” de risco de mercado. Em 31 de dezembro de 2011 o valor contábil e de mercado dos itens objeto de “hedge” são, respectivamente, R$ 166.571 (31/12/2010 R$ 256.690) e R$ 174.011 (31/12/2010 R$ 270.884). O valor de mercado dos instrumentos derivativos utilizados como hedge, na data-base destas demonstrações financeiras é de R$ 169.964 (31/12/2010 R$ 269.797) de SWAP ponta ativa e R$ 175.840 (31/12/2010 R$ 272.870) de SWAP ponta passiva. b.1) Para apuração do valor de mercado das parcelas dos ativos de crédito foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexador similar na data do balanço conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A., acrescidas dos custos de captação, de produção e operacionais, passíveis de verificação, necessários para a originação e manutenção até o vencimento dessas operações, de forma a refletir adequadamente os efeitos dessas taxas de juros no resultado. b.2) A avaliação dos ativos de crédito objeto de hedge a mercado gerou um ajuste positivo de R$ 7.440 (2010 R$ 14.194 positivo), o qual foi registrado na rubrica “Devedores Diversos” do grupo “Outros Créditos Diversos”. O ajuste negativo no exercício foi registrado em adequada conta de resultado de operações de arrendamento mercantil, no montante de R$ 6.754 (2010 R$ 691 positivo). (11) - PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS: A Companhia, no curso normal de suas atividades, é parte em processos de natureza fiscal, previdenciária, trabalhista e cível. As respectivas provisões foram constituídas levando-se em conta a legislação em vigor, a opinião dos assessores legais, a natureza e complexidade dos processos, o posicionamento dos Tribunais, o histórico de perdas e outros critérios que permitam a sua estimativa da forma mais adequada possível. A Administração considera que as provisões existentes na data destas demonstrações são suficientes para fazer face aos riscos decorrentes destes processos. As provisões constituídas e respectivas variações no período estão demonstradas a seguir: (a) Fiscais e (b) Cíveis e Previdenciárias Trabalhistas Movimentação Saldo inicial em 01/01/2011 de contingências e obrigações legais 12.714 4.204 (–) Baixa por Pagamento/Reversão (*) (7.380) (1.683) (+) Complemento e Atualização 6.676 29 Saldo final em 31/12/2011 de contingências e obrigações legais 12.010 2.550 Impostos e Contribuições a Recolher 1.082 Provisão para imposto de renda e contrib. diferidos 1.863 Total 14.955 (a) As obrigações legais e as contingências fiscais e previdenciárias referem-se principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, com destaque para: (i) a cobrança do PIS pelas Emendas Constitucionais 10/96 e 17/97 e (ii) a dedução dos valores da CSLL na base de cálculo do IRPJ. As provisões existentes amparam o risco decorrente das obrigações legais e das contingências fiscais e previdenciárias consideradas como de perda provável e encontram-se registradas no exigível a longo prazo na rubrica “Provisão para Riscos Fiscais” do grupo “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. A Companhia possui outras contingências fiscais e previdenciárias avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco de perda não provável, com continua
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 9 de março de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 41
continuação
ALFA ARRENDAMENTO MERCANTIL S.A. C.N.P.J. 46.570.800/0001-49 SEDE: ALAMEDA ARAGUAIA, 933 - CONJUNTO 32 - BARUERI - SP Ouvidoria: 0800-7220140
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - R$ MIL destaque para: (i) os autos de infração no montante de R$ 62.408 lavrados por diversos Municípios para a cobrança do ISS sobre as operações de leasing sob alegação de que o imposto é devido onde o bem é adquirido, ao passo que o tributo é recolhido para o Município onde se encontra a sede da Companhia, nos termos do artigo 12 “a” do Decreto-Lei nº 406/68 e artigo 3º da Lei Complementar nº 116/03; (ii) a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da majoração da alíquota da CSLL para o Sistema Financeiro em 1996 no montante de R$ 2.519 e (iii) a aplicação da alíquota zero da CPMF nas operações que constituem o objeto social da Companhia, cuja contingência monta a R$ 11.772. (b) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos os direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se da na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo registrada “Outras Obrigações - Diversas” (nota 12c). (c) As contingências cíveis são originadas as basicamente por ações judiciais movidas por terceiros, pleiteando do indenizações por danos materiais e morais, sendo em sua maior parte julgadas gadas pelos Juizados Especiais Cíveis. Para determinar o volume adequado do de provisão a Administração divide o conjunto de ações entre “individualmente l t significativas” i ifi ti ” e as demais. d i Para P as ações õ consideradas id d individualmente significativas são elaboradas análises individuais e constituída provisão para aquelas consideradas com risco de perda provável. Para as demais ações, ou seja, não consideradas individualmente significativas, é constituída provisão com base em um histórico de perdas. (*) Trata-se de reversão da CSLL do ano de 1.996 em decorrência da inobservância da irretroatividade e anterioridade nonagesimal pela Emenda Constitucional nº 10/96, considerada inconstitucional pelo STF.
(12) - OUTRAS INFORMAÇÕES: a) Outros Créditos - Diversos Composto por 31/12/2011 31/12/2010 Tributos Antecipados 2.010 2.031 Depósitos Judiciais 26.953 24.883 Opções por Incentivos Fiscais 979 979 Créditos Tributários (nota 5b) 11.266 15.699 Devedores Diversos 1.876 2.074 Antecipação Salarial 5 6 Avaliação ao valor de mercado de ativos de crédito objeto de Hedge (nota 10b) 7.440 14.194 Total 50.529 59.866 b) Despesas antecipadas: referem-se substancialmente a valores pagos a título de intermediação de negócios às revendas de veículos. Essas despesas, quando não são pagas ou financiadas pelos clientes, são apropriadas ao resultado com base no prazo contratual da operação de leasing. c) Outras Obrigações - Composto por Fiscais e Previdenciária Previdenciárias 31/12/2011 31/12/2010 Impostos e Contribuições a Recolher 1.082 1.036 Provisões para Impostos e Contribuições Diferidos 1.863 6.938 Provisões para Riscos Fiscais 12.010 12.714 Total 14.955 20.688 Diversas 31/12/2011 31/12/2010 Contingência Trabalhista e Cível 2.550 4.205 Credores Diversos 1.468 4.309 Credores por Antecipação de Valor Residual 236.094 506.196 Provisões de Despesas de Pessoal e Administrativa 3.277 4.879 Total 243.389 519.589
Rubens Bution - Diretor Presidente
Fábio Alberto Amorosino - Diretor
À Diretoria da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. Barueri - SP Examinamos as demonstrações financeiras da Alfa Arrendamento Mercantil S.A., que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Sociedade é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Sociedade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Sociedade. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis
d) Outras Receitas Operacionais Composto por 31/12/2011 31/12/2010 Recuperação de encargos e despesas 25 – Atualização de Tributos a Compensar 26 27 Reversão de Processos Fiscais 2.508 2.698 Reversão Provisão - Ação Civil 800 – Reversão Provisão - Contingência Trabalhista – 600 Reversão Provisão - PIS emenda constitucional 10/96 e 17/97 – 1.000 Trânsito Julgado Ação CPMF – 15.284 Reversão Provisão Alocação custo contratos Cedidos 1.168 744 Total 4.527 20.353 e) Outras Despesas Operacionais Composto por 31/12/2011 31/12/2010 Atualização de Tributos (85) (197) Despesa de Intermediação, Comissão e Equalização de Contrato (1.241) (2.772) Despesas decorrentes de Créditos Inadimplentes (468) (680) Processos Operacionais (685) (992) Provisão para Contingências Fiscais e Trabalhistas (4.553) (3.600) Provisão Alocação custo contratos Cedidos – (3.553) Total (7.032) (11.794) f) Outras Despesas Administrativas Composto por 31/12/2011 31/12/2010 Despesa de aluguel (812) (1.080) Despesa de processamento de dados (1.350) (1.502) Despesas de serviço do sistema financeiro (2.182) (1.897) Despesa serviço de terceiros (2.229) (6.763) Outras despesas Administrativas (875) (3.873) Total (7.448) (15.115)
g) Resultado não Operacional: representado basicamente por prejuízo obtido na venda de bens não de uso. h) A Companhia tem como política segurar seus bens a valores considerados adequados para coberturas de eventuais perdas. i) Índice de Solvabilidade: O índice de solvabilidade atingiu 19,05% (31/12/2010 19,91%) ao final do exercício demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil e o mínimo de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. Para efeito do cálculo, utilizamos as demonstrações financeiras combinadas das instituições financeiras (Consolidado Operacional), tendo em vista que é dessa forma que o Banco Central do Brasil exerce o monitoramento das instituições financeiras que integram seu conglomerado.. j) O resumo do relatório elaborado pelo Comitê de Auditoria, instituído pelo Conglomerado Financeiro Alfa (comitê único) por intermédio da instituição líder (Banco Alfa de Investimento S.A.), está sendo publicado em conjunto com as demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A. (13) - CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA: O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: 31/12/2011 31/12/2010 31/12/20 No início do exercício 314.688 2.534 2.5 Disponibilidade 2.172 2.134 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 312.516 400 No final do Exercício 720.735 314.688 Disponibilidade 2.769 2.172 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 717.966 312.516 Aumento de caixa e equivalente de caixa 406.047 312.154 (1) Refere-se as operações cujo vencimento na data da aplicação foi igual ou inferior a 90 dias.
DIRETORIA
CONTADORA Rubem Clóvis Rocha Cecchini - Diretor
Danielle Silva Moreira - CRC 1SP 282.811/P-0
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras A Sociedade registra as suas operações e elabora as suas demonstrações financeiras com a observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, que requerem o ajuste a valor presente da carteira de arrendamento mercantil como provisão para superveniência ou insuficiência de depreciação, classificada no ativo permanente, conforme mencionado na nota explicativa às demonstrações financeiras nº 5. Essas diretrizes não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com as disposições da Lei nº 6.099/74, para as rubricas do ativo circulante e realizável a longo prazo, e rendas e despesas de arrendamento, mas resultam na apresentação do resultado do exercício e semestre e do patrimônio líquido findo em 31 de dezembro de 2011, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto pelos efeitos do assunto descrito no parágrafo “Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras”, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 14 de fevereiro de 2012
KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0
e América Latina resiste à crise, diz IIF.
A América Latina se tornou uma fonte de apoio para a economia global. Ramon Aracena, economista sênior do Instituto para Finanças Internacionais
conomia
Instituto para Finanças Internacionais (IIF) afirma que, ao contrário do passado recente, a AL se tornou ponto de estabilidade no cenário internacional.
O
Instituto para Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), que reúne as principais instituições financeiras globais, projeta um crescimento de 3,7% para a América Latina em 2012, um leve recuo frente aos 4% de 2011. A perspectiva é de uma retomada em 2013, com a região atingindo uma alta de 4,5% em seu Produto Interno Bruto (PIB). Documento divulgado ontem pela instituição diz que embora a inflação esteja acima da meta em muitos países da América Latina, a expectativa é de que ela recue nos próximos meses. "A América Latina se tornou uma fonte de apoio para a economia global ao invés de uma fonte de instabilidade como anos atrás. Esses países estão conseguindo superar bem as adversidades. A posição fiscal mais forte em relação às economias maduras e regime de câmbio flexível ajuda esses países", disse Ramon Aracena, economista sênior do IIF para a América Latina. Ele citou como riscos para a economia da região a questão cambial, para ele uma oportunidade dos países aprenderem a conviver com uma moeda mais forte e ampliar sua competitividade. Citou ainda a preocupação com o avanço de governos populistas. O relatório apontou ainda que os países latino-americanos estão mais resilientes a choques internacionais devido a políticas cambial e monetária flexíveis, altas reservas internacionais e um sistema
Lula Marques/Folhapress
3,7 por cento é o crescimento previsto para a América Latina em 2012, conforme dados do Instituto para Finanças Internacionais (IIF)
Sede do Banco do Brasil: sistema bancário do País foi fortaleza contra a crise, já que apenas 19% dos ativos financeiros são de estrangeiros.
bancário sólido. China – Mas a crescente dependência da China e a valorização das moedas locais impõem a necessidade de reformas que levem os países a ter maior produtividade, segundo o Instituto Internacional de Finanças. "Há condições de competir globalmente, mas é preciso implementar uma agenda de reformas", disse o diretor-gerente do IIF, Charles Dallara. Segundo o relatório, de maneira geral, as posições fiscal e externa da América Latina até melhoraram comparativamente em relação ao resto do
mundo. Parte disso deveu-se à constituição de mais reservas internacionais, que subiram 18% em 2011, mesmo com a piora internacional e a políticas fiscais mais ortodoxas. Isso abriu espaço para a flexibilização monetária para incentivar o mercado doméstico, ponto considerado importante contra a fraqueza global. Para o IIF, uma piora na Europa teria efeitos limitados, já que o continente responde por apenas 16% da corrente de comércio com a região. Os europeus não só mantiveram como elevaram o investimento em 25% na
América Latina em 2011, e deve continuar a ter um crescimento "vibrante" em 2012 e 2013, já que as perspectivas de crescimento de longo prazo da região são animadoras. Bancos – O sistema bancário foi outra fortaleza local citada no relatório, com destaque para o Brasil, onde apenas 19% dos ativos financeiros são dominados por estrangeiros. No entanto, para o IIF, a América Latina também está tendo "sorte" por ser uma grande exportadora de commodities, cujos preços permanentemente elevados têm ajudado
Sobe reclamação de clientes contra bancos
A
umentaram as reclamações dos clientes de grandes bancos sobre os serviços prestados. Levantamento mensal do Banco Central (BC) mostra que o número de queixas sobre cinco grandes instituições financeiras cresceu 19,5% em janeiro na comparação com igual mês de 2011. Ante dezembro, o volume de insatisfeitos aumentou 8%. Lideram o ranking dos mais reclamados Santander, Itaú e Banco do Brasil. Em janeiro, o BC registrou 846 reclamações consideradas "procedentes" em cinco grande bancos: Itaú, BB, Santander, Bradesco e HSBC, pela ordem de reclamações. Segundo esse levantamento, o Itaú registrou 252 reclamações procedentes em janeiro para universo de 24,3 milhões de clientes. Nessa pesquisa, o BC divulga um índice de reclamações – ponderado
pelo volume de queixas e o número de clientes – que alcançou 1,03 ponto no caso do Itaú. Esse é o segundo mês seguido em que o banco paulista lidera o ranking de reclamações do BC. O Banco do Brasil, ficou com 0,78 ponto no ranking e o Santander com 0,68 ponto. O levantamento também mostra que o débito indevido em contas correntes (que abrange cobranças erradas) é a queixa mais frequente dos clientes há dois anos seguidos: o tema segue na liderança desde fevereiro de 2010. Em janeiro último, 21% de todas as reclamações consideradas procedentes pelo BC diziam respeito apenas a esse problema. Tarifas – A cobrança irregular de tarifas está em segundo lugar no ranking das queixas. Em seguida, são listados: esclarecimentos incompletos ou incorretos, des-
cumprimento de prazos, cobrança irregular em cartão de crédito, operações de crédito, conta salário e crédito consignado. Trabalhadores dizem que um dos motivos para o aumento das reclamações pode estar relacionado à dinâmica de oferta de serviços financeiros e o estabelecimento de metas. "Esse modelo baseado na pressão por venda de produtos financeiros só tem resultado no aumento das reclamações de clientes", reclama a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira. Pesquisa recente dessa entidade diz que 72% dos caixas e 63% dos gerentes declararam sofrer "pressões abusivas para superar as metas". As fusões decorrentes de aquisição de um banco também produzem problemas, caso do Santander, após a compra do Real. (AE)
ou "mascarado" a fraqueza nas contas externas e fiscais de vários países. "Preços maiores explicam muito do aumento das exportações nos últimos cinco anos", afirmou o órgão, para quem três quartos de tudo o que a América Latina (excluindo o México) exportou em 2011 foi matéria-prima. A pressão inflacionária de commodities mais caras também impede maior flexibilização monetária para impulsionar o crescimento econômico. A dinâmica de juro alto para conter os preços atrai capital es-
trangeiro de curto prazo, valorizando as moedas locais, roubando-lhes a competitividade. Na terça-feira, o Banco Central brasileiro cortou o juro básico em 0,75 ponto, a 9,75% ao ano, em meio aos esforços do governo justamente para tentar conter a apreciação do real e acelerar o crescimento. Juro – Para o IIF, esse cenário não vai mudar tão cedo, já que as economias desenvolvidas devem manter o juro perto de zero por pelo menos mais dois anos, afugentando capital para economias com mais potencial de rentabilidade, como as latino-americanas. "As moedas de países em desenvolvimento vão continuar fortes", disse o economistachefe do instituto, Phillip Suttle. "É a vida." O órgão prevê expansão de 3,7% para o Produto Interno Bruto (PIB) da região neste ano e de 4,5% em 2013. Para o Brasil, a expectativa é de crescimento de 3,4% neste ano e de 5,2% no próximo. (Agências)
IOF: normas esclarecidas.
A
Receita Federal informou ontem que empresas exportadoras já estão fazendo a compensação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as operações de hedge no mercado de derivativos desde janeiro, data do primeiro pagamento. Ontem, a Receita divulgou instrução normativa para esclarecer aos exportadores que já é possível fazer essa compensação, que estava prevista na lei sobre taxação de derivativos cambiais, mas não havia sido incluída na instrução publicada sobre a questão. As empresas também já podem pedir, desde fevereiro, a restituição do imposto, caso não possam fazer a compensação com outros tributos. Para isso, segundo a Receita,
devem seguir as mesmas regras de compensação e restituição aplicadas a outros tributos. Exportadoras – Alexandra Gru ginski, coordenadora especial da Receita, afirmou que algumas exportadoras já fizeram a compensação desses valores nos pagamentos de janeiro. Não há informações ainda sobre pedidos de restituição, pois aqueles encaminhados em fevereiro só entrarão na base de dados da Receita no final de março. "Algumas pessoas estavam com dúvida, e nós atualizamos a instrução para deixar claro", afirmou. No ano passado, o governo instituiu a cobrança de 1% de IOF nas operações de derivativos, umas das medidas para reduzir a especulação com o dólar. (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
42 -.ECONOMIA/LEGAIS
sexta-feira, 9 de março de 2012
ALFA CORRETORA DE CÂMBIO E VALORES MOBILIÁRIOS S.A. C.N.P.J. 62.178.421/0001-64 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP
RELATÓRIO DA DIRETORIA Ouvidoria: 0800-7220140 Senhores Acionistas: Submetemos à sua apreciação, as demonstrações financeiras da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., correspondentes às atividades desenvolvidas durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, acrescidas das notas explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes sobre as demonstrações financeiras. É indispensável traduzir o reconhecimento da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. ao trabalho de seus funcionários, ao apoio de seus acionistas e, finalmente, à confiança de seus clientes e instituições financeiras do mercado que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram. São Paulo, 14 de fevereiro de 2012 A Diretoria BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - EM R$ MIL ATIVO Circulante Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários (Nota 03) Carteira Própria Vinculados a Prestação de Garantias Outros Créditos Rendas a Receber Negociação e Intermediação de Valores (Nota 9a) Diversos (Nota 04) Outros Valores e Bens Despesas Antecipadas Realizável a Longo Prazo Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Outros Créditos Diversos (Nota 04) Permanente Investimentos Participações em Controladas: No País (Nota 9b) Outros Investimentos (Nota 9c) Imobilizado de Uso Outras Imobilizações de Uso (Depreciação Acumulada) Intangível Ativos Intangíveis (Amortização Acumulada) Diferido Gastos de Organização e Expansão (Amortização Acumulada) Total do Ativo
2011 296.534 116 185.552 185.552 108.226 69.313 38.913 2.628 – 2.554 74 12 12
2010 242.995 217 141.867 141.867 96.593 54.754 41.839 4.312 77 4.092 143 6 6
15.909 8.276 8.276 7.633 7.633
56.510 50.978 50.978 5.532 5.532
9.716 9.528
9.392 9.312
2.881 6.647 39 91 (52) 148 171 (23) 1 3 (2) 322.159
2.665 6.647 54 94 (40) 24 33 (9) 2 3 (1) 308.897
PASSIVO Circulante Outras Obrigações Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias (Nota 8) Negociação e Intermediação de Valores (Nota 9a) Diversas (Nota 9d)
2011 13.913 13.913 3.099 6.519 3.688 607
2010 18.822 18.822 3.950 8.743 5.057 1.072
Exigível a Longo Prazo Outras Obrigações Fiscais e Previdenciárias (Nota 8) Diversas (Nota 9d)
28.870 28.870 28.707 163
27.633 27.633 27.477 156
Patrimônio Líquido Capital: De Domiciliados no País Reservas de Capital Reservas de Lucros Reserva Legal Reservas Estatutárias Reserva para Aumento de Capital Reserva Especial para Dividendos
279.376
262.442
120.000 34.176 125.200 12.814 112.386 108.056 4.330
112.000 34.176 116.266 11.639 104.627 101.873 2.754
Total do Passivo
322.159
308.897
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EM R$ MIL Eventos Saldos em 31/12/2009 Aumento de Capital - AGE 15/04/2010 Lucro Líquido do Exercício Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Pagos e Propostos Saldo em 31/12/2010 Mutações do Período Saldo em 31/12/2010 Aumento de Capital - AGE 28/04/2011 Lucro Líquido do Exercício Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Pagos e Propostos Saldos em 31/12/2011 Mutações do Período Saldos em 30/06/2011 Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Propostos Saldos em 31/12/2011 Mutações do Período
Capital 100.000 12.000 – – – – 112.000 12.000 112.000 8.000 – – – – 120.000 8.000 120.000 –
Reservas de Capital 34.176 – – – – – 34.176 – 34.176 – –
Reservas de Lucros 110.895 (12.000) –
Lucros Acumulados – – 24.107
Total 245.071 – 24.107
17.371 – 116.266 5.371 116.266 (8.000) –
(17.371) (6.736) – – – – 23.501
– (6.736) 262.442 17.371 262.442 – 23.501
– – 34.176 – 34.176 –
16.934 – 125.200 8.934 117.316 –
(16.934) (6.567) – – – 10.942
– (6.567) 279.376 16.934 271.492 10.942
– – 120.000 –
– – 34.176 –
7.884 – 125.200 7.884
(7.884) (3.058) – –
– (3.058) 279.376 7.884
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 e Semestre Findo em 31 de Dezembro de 2011 Descrição 2º Semestre/2011 Exercício/2011 Exercício/2010 Receitas da Intermediação Financeira 16.598 32.255 26.131 Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários 16.598 32.255 26.131 Resultado Bruto da Intermediação Financeira 16.598 32.255 26.131 Outras Receitas/(Despesas) Operacionais (1.421) (788) (38) Receitas de Prestação de Serviços 1.330 2.827 3.412 Despesas de Pessoal (656) (1.234) (1.115) Outras Despesas Administrativas (Nota 9e) (1.897) (3.632) (3.243) Despesas Tributárias (586) (1.576) (1.340) Resultado de Participações em Controladas 114 216 168 Outras Receitas Operacionais (Nota 9f) 1.270 4.397 4.059 Outras Despesas Operacionais (Nota 9g) (996) (1.786) (1.979) Resultado Operacional 15.177 31.467 26.093 Resultado não Operacional (Nota 9h) – 243 180 Resultado antes da Tributação e Participações 15.177 31.710 26.273 Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 05) (4.235) (8.009) (1.686) Provisão para Imposto de Renda (2.575) (5.358) (2.192) Provisão para Contribuição Social (1.659) (3.339) (1.690) Ativo Fiscal Diferido (1) 688 2.196 Participações no Lucro – (200) (480) Administradores - Estatutárias (7b.1) – (200) (480) Lucro Líquido do Período 10.942 23.501 24.107 Lucro por Lote de Mil Ações - R$ (Nota 06a) 683,88 1.468,81 1.506,69 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 e Semestre Findo em 31 de Dezembro de 2011 2º Semestre/2011 Exercício/2011 Exercício/2010 Atividades Operacionais Lucro Líquido do Período 10.942 23.501 24.107 Ajustes ao Lucro Líquido (91) (1.146) 377 - Depreciações e Amortizações 16 29 22 - Resultado da Avaliação de Invest. pelo método de Equiv. Patrimonial (114) (216) (168) - Ajustes de Provisão de Passivos Contingentes 7 (959) 523 (Aumento)/Redução dos Ativos Operacionais (4.451) 18.430 33.044 Títulos e Valores Mobiliários (15.261) (11.633) (11.608) Aplicações Intefinanceiras de Liquidez 5.254 30.486 44.299 Outros Créditos 5.550 (417) 343 Outros Valores e Bens 6 (6) 10 Aumento/ (Redução) dos Passivos Operacionais (8.803) (2.713) (4.349) Outras Obrigações (7.781) 1.094 1.008 Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social (1.022) (3.807) (5.357) Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades Operacionais (2.403) 38.072 53.179 Atividades de Investimentos Aquisição de Imobilizados de Uso (85) (85) (46) Aplicações no Intangível (94) (138) – Alienação de Imobilizados de Usos 85 85 – Caixa Líquido Aplicado em Atividades de Investimento (94) (138) (46) Atividades de Financiamentos Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Pagos (3.058) (6.567) (6.736) Caixa Líquido Aplicado em Atividades de Financiamento (3.058) (6.567) (6.736) Aumento/(Redução) Líquido de Caixa e Equivalentes (5.555) 31.367 46.397 Caixa e Equivalentes no Início do Semestre/Exercício 179.006 142.084 95.687 Caixa e Equivalentes no Final do Semestre/Exercício 173.451 173.451 142.084 Aumento de Caixa e Equivalentes (5.555) 31.367 46.397
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - EM R$ MIL (01) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: As demonstrações financeiras da (04) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS: Fiscais e Cíveis e Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. foram elaboradas com base na legislação so- Outros Créditos Previdenciárias Trabalhistas Movimentação 31/12/2011 31/12/2010 Saldo Inicial em 01/01/2011 cietária e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, e em conformidade com as normas do Conselho Composto por: 27.477 156 74 140 (–) Baixa por Pagamento/Reversão Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN), concluídas em 10/02/2012 e apro- Tributos antecipados (1.190) – 4.649 3.236 (+) Complemento e Atualização 2.420 7 vadas pela reunião de Diretoria em 14/02/2012. As operações são conduzidas no contexto de um Depósitos judiciais Créditos tributários (Nota 4a) 2.887 2.199 Saldo Final em 31/12/2011 28.707 163 conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a 97 97 Provisão p/IR e Contr. Social s/Lucro 5.859 participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro, admi- Opções por incentivos fiscais Total 7.707 5.675 Imposto e Contribuição a Recolher 660 nistração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores mobiliários. Os 35.226 benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e ad- a) A Administração da Companhia, fundamentada em estudo técnico, estima que a realização desses Total (a) As obrigações legais e as contingências fiscais referem-se principalmente a obrigações tributárias ministrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou indi- créditos tributários ocorrerá na seguinte proporção: 20% ao ano até o 5º ano. Na data do balanço, o cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, vidualmente. Em 28 de dezembro de 2007 foi promulgada a Lei nº 11.638/07, complementada pela Lei valor presente dos créditos tributários, calculado com base na taxa Selic, é de R$ 2.162 (31/12/2010 com destaque para (i) a cobrança do PIS pelas Emendas Constitucionais 01/94, 17/97 e a não obsernº 11.941/09, as quais alteraram a Lei das Sociedades por Ações quanto às práticas contábeis adota- R$ 1.640). Os créditos tributários não ativados totalizavam R$ 519 (2010 R$ 1.560). vância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da cobrança do PIS pela Emenda das no Brasil. Embora a referida Lei já tenha entrado em vigor, algumas alterações por ela introduzidas (05) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: Constitucional nº 10/96 e (ii) a dedução dos valores da CSLL na base de cálculo do IRPJ. As provisões dependem de normatização por parte do CMN (Conselho Monetário Nacional). As alterações aprova- Demonstração do cálculo dos encargos 31/12/2011 31/12/2010 existentes amparam o risco decorrente das obrigações legais e das contingências fiscais consideradas pelo CMN foram: i) o tratamento contábil dos ativos intangíveis; ii) os procedimentos de mensuradas como de perda provável e encontram-se registradas no exigível a longo prazo na rubrica “Provisão 31.510 25.793 para Riscos Fiscais” do grupo “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. (b) A Companhia posção do valor recuperável dos ativos; iii) a elaboração do fluxo de caixa em substituição da demonstra- Lucro antes da Tributação, Deduzido das Participações no Lucro (12.604) (10.317) sui outras contingências fiscais avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco ção das origens e aplicações de recursos; iv) a divulgação em notas explicativas às demonstrações IR e CS às Alíquotas de 25% e 15%, Respectivamente de perda não provável, com destaque para (i) a não observância da irretroatividade e da anterioridade contábeis de informações sobre partes relacionadas; v) os procedimentos de reconhecimento, mensu- Efeito das Adições e Exclusões no Cálculo dos Tributos: 2.627 2.694 nonagesimal quando da majoração da alíquota da CSLL para o Sistema Financeiro em 1996, (ii) os ração e divulgações de provisões, passivos e ativos contingentes; vi) pagamento baseado em ações; • Juros sobre o Capital Próprio (15) 2.565 autos de infração de R$ 89.595 lavrados pela Receita Federal sob alegação de não pagamento de e vii) eventos subsequentes. Na avaliação da administração da Companhia, que considera as normas • Contingências Fiscais e Trabalhistas 810 760 tributos nas operações de desmutualização e venda de ações da BM&F e Bovespa bem como da indo BACEN editadas até o momento, apenas os itens “iii”, “iv” e “v” impactaram e, portanto, foram • Dividendos Recebidos em Investimentos pelo Método de Custo 4 1 corporação das ações da Bovespa Holding pela Nova Bolsa, e, (iii ) as cobranças da Contribuição acrescidas às demonstrações financeiras da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. • Ajuste ao Valor de Mercado de Títulos (02) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS: (a) Apuração do Resultado: as receitas e despesas fo- • Provisões Operacionais 281 – Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) efetuadas pela Receita Federal do Brasil relativas ao período de janeiro/92 a junho/94 no montante de R$ 10.017, mesmo a Companhia possuindo decisão judicial faram apropriadas pelo regime de competência. (b) Ativos Circulante e Realizável a Longo Prazo: • Outras Adições e Exclusões 200 415 vorável transitada em julgado em 1991 exonerando-a do pagamento dessa contribuição no mencionademonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos Total dos Encargos Devidos no Exercício (8.697) (3.882) do período, aguardando agora somente a confirmação, pelo STJ, do acórdão favorável à Companhia. até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social 688 2.196 (c) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam especificamente em relação ao registro e a avaliação contábil da carteira de títulos e valores mobiliá- Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social (8.009) (1.686) obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se rios estabelecido pela Circular BACEN nº 3068 (vide nota nº 03). (c) Ativo Permanente: demonstrado (06) PATRIMÔNIO LÍQUIDO: (a) Capital Social: está dividido em 16.000.000 de ações nominativas, registrada na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo “Outras Obrigações - Diversas”. ao custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, considerando os seguintes aspectos: sendo 8.000.000 de ações ordinárias e 8.000.000 de ações preferenciais, sem valor nominal. A As- (d) Adesão à Anistia Fiscal concedida pela Lei nº 11.941/09 (REFIS IV). Em 2010, com base na opic.1) Participações em Controladas no País: avaliadas pelo método de equivalência patrimonial; sembleia Geral Extraordinária realizada em 28/04/2011, homologada pelo Banco Central do Brasil em nião de seus assessores legais bem como o posicionamento dos Tribunais e das esferas de julgamenc.2) Outros Investimentos representadas basicamente, pelas ações da BM&FBOVESPA S.A.; c.3) to administrativas, e considerando as grandes reduções nos valores dos juros, multas e encargos le06/06/2011, aprovou o aumento do capital social para R$ 120.000 mediante incorporação de reservas Depreciação dos bens do Ativo Imobilizado é calculada pelo método linear, às seguintes taxas anuais: gais concedidos por essa Lei, a Companhia promoveu o pagamento à vista de alguns débitos e aderiu de lucros. (b) Dividendos: O Estatuto prevê dividendos mínimos de 25% do lucro líquido anual, ajusao parcelamento de outro cujas probabilidades de sucesso recente não vinham se mostrando tão Processamento de Dados e Veículos 20%, Móveis e Utensílios e Instalações 10%; e c.4) Amortização de gastos com benfeitorias em imóveis de terceiros e com programas de processamento de dados, tado conforme o disposto no art. 202 da Lei das Sociedades por Ações. O pagamento desses dividen- consistentes. Os efeitos da adesão a essa anistia fiscal no resultado estão demonstrados a seguir: 31/12/2010 calculada pelo método linear pelo prazo máximo de cinco anos. A Lei 11.638 eliminou a conta do Ativo dos está vinculado à deliberação da Assembleia Geral. Os juros sobre capital próprio totalizaram 1.178 Diferido. O Conselho Monetário Nacional autorizou as Instituições Financeiras a manter o saldo de 31 R$ 6.567 no exercício, correspondendo aos valores brutos de R$ 390,88 e R$ 429,97 por lote de mil - Reversão de Provisões Crédito Tributário (1.450) de dezembro de 2008 até a sua completa amortização ou baixa. (d) Passivos Circulante e Exigível ações ordinárias e preferenciais, respectivamente. Foram pagos juros sobre o capital próprio referenImposto de Renda e Contribuição Social 1.620 a Longo Prazo: demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, quando aplicável, os tes ao primeiro semestre no montante de R$ 3.509 correspondente a R$ 208,88 e R$ 229,77 por lote - Efeito líquido no resultado 1.348 encargos e as variações monetárias incorridos. (e) Impostos e Contribuições: As provisões são de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, sujeitos à incidência de impostos de renda (09) OUTRAS INFORMAÇÕES: (a) Negociação e Intermediação de Valores: os saldos são comcalculadas considerando a legislação pertinente a cada encargo para efeito das respectivas bases de na fonte à alíquota de 15%, quando aplicável. Para o segundo semestre de 2011, foi aprovado o valor postos por operações com valores mobiliários por conta de clientes a liquidar, a saber: Ativo - Caixa cálculo e suas respectivas alíquotas: Imposto de Renda (15% mais adicional de 10%), Contribuição de R$ 3.058, correspondendo a R$ 182,00 e R$ 200,20 por lote de mil ações ordinárias e preferen- de registro e liquidação R$ 1.490 (31/12/2010 R$ 1.265), Devedores por conta de liquidações pendenSocial (15%), Pis (0,65%) e Cofins (4%). Também é observada pela Companhia a prática contábil de ciais, respectivamente, sujeitos também à incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15%, tes R$ 1.064 (31/12/2010 R$ 2.730) e Operações com Ativos Financeiros e Mercadorias a Liquidar constituição de créditos tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças tem- quando aplicável. Os juros foram contabilizados em conformidade com a Circular Bacen nº 2739/97, R$ zero (31/12/2010 R$ 97) e Passivo - Caixas de registro e liquidação R$ 2 (31/12/2010 R$ 84) e porárias, calculadas às alíquotas 15% mais adicional de 10% e 15%, respectivamente (vide nota Deliberação CVM nº 207/96 e em atendimento às disposições fiscais. (c) O índice de solvabilidade Credores por conta de liquidações pendentes R$ 3.686 (31/12/2010 R$ 4.973). (b) Participações em nº. 05). (f) Ativos e Passivos Contingentes e Obrigações Legais: Os ativos e passivos contingentes Controladas no País: a Companhia possui 35.856.794 ações ON, 721.399 ações PNA, 7.509.480 instituído pelo Comitê da Basiléia e normatizado pelo Banco Central do Brasil atingiu 19,05% (19,91% ações PNB e 4.293.186 ações PNC, as quais representam 71,26% do capital social da Uvale - Uvas e obrigações legais são reconhecidos, avaliados e divulgados em conformidade com as determina31/12/2010) ao final do exercício, demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições finando Vale do Gorutuba Ltda. O lucro líquido e o patrimônio líquido da controlada correspondiam a R$ 303 ções da Resolução CMN nº 3823, de 16/12/2009 e Carta-circular BACEN nº 3429 de 11/02/2010. Os ativos e passivos contingentes dizem respeito a direitos e obrigações potenciais decorrentes de even- ceiras do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado tanto com o mínimo de 11% exigido pelo e R$ 4.042, respectivamente. (c) Outros Investimentos: representados basicamente por ação da empresa BM&FBOVESPA S.A. R$ 6.647 (31/12/2010 R$ 6.647). (d) Outras Obrigações - Diversas: tos passados e cuja realização depende de eventos futuros. As obrigações legais são representadas Banco Central do Brasil, quanto com o de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. por obrigações tributárias, cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação judicial. i) (07) TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS: a) Sempre em concordância com os dispo- composta basicamente por provisões para pagamento de despesas administrativas, de pessoal e para contingência trabalhista. sitivos legais vigentes e com as normas expedidas pelo Banco Central do Brasil, são efetuadas opeAtivos Contingentes - não são reconhecidos, exceto quando da existência de evidências que propi(e) Outras Despesas Administrativas ciem a garantia de sua realização sobre as quais não cabem mais recursos. ii) Passivos Contingentes rações com empresas controladas e ligadas, conforme demonstramos a seguir: Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias (nota 8), Cíveis (Nota 8d) e Trabalhistas (nota 8c) 31/12/2011 31/12/2010 Aluguéis (434) (419) Ativo Receita Ativo Receita decorrem substancialmente de demandas judiciais e administrativas inerentes ao curso normal dos Comunicações (198) (223) Operações (Passivo) (Despesa) (Passivo) (Despesa) negócios, movidos por terceiros, ex-funcionários e órgãos públicos, em ações cíveis, trabalhistas e de (167) (379) 107 – 73 – Contribuições Filantrópicas natureza fiscal e previdenciária. Os ativos e passivos contingentes e obrigações legais são avaliadas Disponibilidades (838) (757) 193.828 21.974 192.845 17.886 Processamento de Dados por assessores legais e levam em consideração a probabilidade que recursos financeiros sejam exigi- Depósito Interfinanceiros (1) Propaganda e Publicidade (189) (153) Negociação e Intermediação de Valores 110 – 2.002 – dos para liquidar as obrigações e que o os seus montantes possam ser estimados com suficiente seDividendos e Juros sobre o Capital Próprio (1.829) (3.928) (2.329) (4.029) Serviços Sistema Financeiro (310) (476) gurança. (g) Estimativas contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas conResssarcimento Custos (2) (40) – (38) – Serviço Técnico Especializado (1.065) (432) tábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são determinados por estimativas baseadas Prestação de Serviços (3) (37) (802) – (717) Outras Despesas Administrativas (431) (404) na experiência passada, ambiente legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de eventos sujei- Total 192.139 17.244 192.553 13.140 Total (3.632) (3.243) tos ou não ao controle da Administração, etc. Essas estimativas são revistas pelo menos anualmente, Categoria (f) Outras Receitas Operacionais buscando-se determinar valores que mais se aproximem dos futuros valores de liquidação dos ativos Outras Partes Relacionadas 192.139 17.244 192.553 13.140 Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 ou passivos considerados. Total 192.139 17.244 192.553 13.140 2.452 2.744 (03) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS: a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e Ins- (1) As aplicações referem-se às operações envolvendo a Companhia e empresas ligadas, efetuadas a Dividendos e Juros s/Capital Próprio 1.925 89 trumentos Financeiros Derivativos: taxas compatíveis com as taxas médias praticadas no mercado, vigentes nas datas das operações. Reversão de Provisões Operacionais Variações Monetárias 10 40 Composta por: 31/12/2011 31/12/2010 (2) Os ressarcimentos de custos referem-se basicamente, à cobertura de despesas relativas ao agenBeneficio Fiscal - Programa REFIS IV – 1.178 • Títulos do Tesouro Nacional - LFT 18.466 8.924 ciamento de operações com empresas ligadas, cobradas de acordo com contrato mantido entre as 10 7 Outras • Cotas de Fundos de Investimento 50.847 45.830 partes. (3) Referem-se a serviços contratados de tecnologia e informática, auditoria interna, divulga4.397 4.059 Total Títulos Livres 69.313 54.754 ção da marca, transporte aéreo entre outros serviços. Realizado por empresas sob controle comum, (g) Outras Despesas Operacionais • Títulos do Tesouro Nacional - LFT 38.913 41.839 não controladas e coligadas. b) Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembléia Composto por: 31/12/2011 31/12/2010 38.913 41.839 Títulos Vinculados geral anual dos acionistas, é estabelecida a remuneração para a Diretoria. Em 2011, foi determinado Atualização e Complemento de Provisão 108.226 96.593 Total - Títulos e Valores Mobiliários o valor médio de remuneração total mensal no montante de até R$ 4 (31/12/2010 R$ 4). (b.1) Benefípara Riscos Fiscais e Tributos a Recolher (1.670) (1.976) b) Classificação de Títulos e Valores Mobiliários por categoria e prazos de vencimento: (78) (2) (*) Até 3 meses 1 ano a Acima de Saldo em Saldo em cios - Diretoria: No exercício findo em 31/12/2011 no montante de R$ 228 (31/12/2010 R$ 506) sendo: Contingências Trabalhistas e Cíveis 3 meses a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2011 31/12/2010 Remuneração R$ 28 (31/12/2010 R$ 26) e Participação no Resultado R$ 200 (31/12/2010 R$ 480). Outras Títulos (38) (1) • Títulos do Tesouro Nacional - LFT – 1.632 16.426 39.321 57.379 50.763 A Corretora não possui para o pessoal-chave da Administração, benefícios pós-emprego, benefícios Total (1.786) (1.979) •Títulos para Negociação – 1.632 16.426 39.321 57.379 50.763 de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho. (b.2) Conforme legislação em vigor, a Companhia (h) Resultado não Operacional: No exercício, composto por lucros não recorrentes no montante de • Cotas de Fundos de Investimento 50.847 – – – 50.847 45.830 não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos con- R$ 243 (31/12/2010 R$ 180) obtidos na alienação de ações classificadas no ativo permanente da • Títulos Disponíveis para Venda 50.847 – – – 50.847 45.830 sultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos. (i) A Companhia tem como política segurar 50.847 1.632 16.426 39.321 108.226 96.593 2º grau; -Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; -Pessoas jurí- seus bens a valores considerados adequados para coberturas de eventuais perdas. (ii) O resumo do Títulos e Valores Mobiliários 47,0 1,5 15,2 36,3 100,0 % Concentração por Prazo dicas que participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou admi- relatório elaborado pelo Comitê de Auditoria, único instituído pelo Conglomerado Financeiro Alfa (co(*) Inclui Cotas de Fundos de Investimento, sem data de vencimento. nistradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau; mitê único) por intermédio da instituição líder (Banco Alfa de Investimento S.A.), está sendo publicado “Títulos para Negociação” e “Títulos Disponíveis para Venda”: o valor contábil corresponde ao Dessa forma, não são efetuados pela Companhia empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidi- em conjunto com as demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A. (10) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA: O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução valor de mercado desses títulos na data do balanço, obtido através de coletas de taxas junto ao mer- ária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria e seus familiares. CMN nº 3604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: cado, quando aplicável, e validado principalmente através de comparação com informações fornecidas (08) PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS: 31/12/2011 31/12/2010 pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). a) O 142.084 95.687 A Companhia, no curso normal de suas atividades, é parte em processos de natureza fiscal, previden- No início do exercício ajuste Positivo dos Títulos para Negociação no montante de R$ 4 (31/12/2010 R$ 4 Negativo), obtido Disponibilidade 217 175 entre os valores de custo atualizado R$ 57.375 (31/12/2010 R$ 50.767) e de mercado R$ 57.379 ciária, trabalhista e cível. As respectivas provisões foram constituídas levando-se em conta a legisla- Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 141.867 95.512 (31/12/2010 R$ 50.763) foi registrado em conta adequada do resultado. b) Os valores de custo e ção em vigor, a opinião dos assessores legais, a natureza e complexidade dos processos, o posicio- No final do exercício 173.451 142.084 mercado, obtidos através do Extrato do Fundo, dos títulos classificados na categoria Disponíveis para namento dos Tribunais, o histórico de perdas e outros critérios que permitam a sua estimativa da forma Disponibilidade 116 217 Venda correspondiam a R$ 50.847 (31/12/2010 R$ 45.830) relativo à aplicação do Fundo de Investi- mais adequada possível. A Administração considera que as provisões existentes na data destas de- Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 173.335 141.867 mento Alfa Estratégia FI Multimercado IQ. Os títulos privados são custodiados na CETIP e os títulos monstrações são suficientes para fazer face aos riscos decorrentes destes processos. As provisões Aumento de Caixa e equivalente de caixa 31.367 46.397 (1) Refere-se a operações cujo o vencimento na data da aplicação foi igual ou inferior a 90 dias. públicos no Selic. constituídas e respectivas variações no período estão demonstradas a seguir: DIRETORIA Antonio César Santos Costa
CONTADOR Gilberto Cabeleira Alves CRC 1PR 040031
José Elanir de Lima RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
À Diretoria da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Corretora é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Corretora para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Corretora. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. em 31 de dezembro de 2011 o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 14 de fevereiro de 2012
KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6
Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0
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sexta-feira, 9 de março de 2012
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ECONOMIA/LEGAIS - 43 A economia da eurozona se contrairá neste ano em média 0,1%, ante ao desempenho médio de 0,3% estimado em dezembro.
conomia Alex Domanski/Reuters
Europa projeta inflação de 2,4%
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Banco Central Europeu (BCE) não conseguirá cumprir sua meta de inflação neste ano, disse o presidente da autoridade monetária, Mario Draghi, durante entrevista à imprensa realizada ontem, após a instituição manter a taxa de juros inalterada em 1% ao ano, em linha com as expectativas. O presidente do BCE informou que os preços de energia mais altos que o esperado, junto com os aumentos de vários preços administrados pelo Estado, significam que "a inflação deverá ficar acima de 2% em 2012, com os riscos de alta prevalecendo". De acordo com declarações de Draghi, a previsão central da inflação para 2012 é agora de 2,4%, acima dos 2% projetados três meses atrás. No comunicado que introduz a entrevista do presidente do Banco Central Europeu, a instituição especifica que a projeção para
o índice de preços harmonizado para a União Europeia (HICP) é de um intervalo entre 2,1% e 2,7%, em 2012, e de entre 0,9% e 2,3%, em 2013. As projeções ficaram levemente acima das previsões feitas no mês de dezembro pelo Eurosystem, que inclui o BCE e os bancos centrais nacionais dos países da zona do euro. Draghi declarou, contudo, que "a perspectiva econômica ainda está sujeita a riscos de queda", principalmente provocados pela tensão renovada nos mercados financeiros e suas repercussões na economia real. Ele também mencionou o risco dos preços das commodities mais altos. PIB – O comunicado do BCE mostra uma previsão do desempenho anual do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro. O presidente do BCE, Mario Draghi, declarou que a economia da eurozona se contrairá neste ano em média 0,1% (entre -0,5% e 0,3%), ante o de-
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO Nº 14/12 - CONCORRÊNCIA Nº 02/12 Processo Licitatório 14/12. Concorrência 02/12. Objeto: Concessão de direito real de uso de 22 (vinte e dois) lotes, localizados numa área desmembrada do imóvel denominado “Fazenda Paraíso”, localizada na margem da pista leste da Rodovia Marechal Rondon SP – 300, denominada Distrito Industrial Benedito Rodrigues de Matos, relativa à matrícula 29.012, com área superficial de 74.530,00 metros quadrados ou 7,4530 hectares, para a implantação, expansão e/ou ampliação de empresas industriais, agroindustriais e comerciais. Edital de Rerratificação. 1 - O item 5.3 do edital passa a ter a seguinte redação: A oferta de remuneração mensal, a ser paga até o dia 10 (dez) do mês subsequente ao da concessão ao Município de Castilho, pelo uso, não poderá ser inferior a R$ 0,07 (sete centavos) o metro quadrado para os lotes da Quadra A, R$ 0,08 (oito centavos) o metro quadrado para os lotes da Quadra B e R$ 0,13 (treze centavos) o metro quadrado para os lotes da Quadra C. 2 – O prazo previsto no item 1.2 do edital, relativo à data para apresentação dos documentos de habilitação e proposta, passa a ser até o dia 11 de abril de 2012, às 9 horas. 3 – As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas. Castilho – SP. 07 de março de 2012. Antonio Carlos Ribeiro – Prefeito. A Debitar (09.03.12)
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 04/12. CONCORRÊNCIA 01/12 Termo de Homologação e Adjudicação. Processo Licitatório 04/12. Concorrência 01/12. Objeto: Concessão de uso administrativo de uma unidade industrial de fécula de mandioca e derivados, com capacidade de moagem de 200 (duzentos) toneladas/dia, instalado numa área de terras rurais, com 10 alqueires na medida paulista, contendo várias benfeitorias, pelo período de 30 (trinta) anos; ou, a concessão de uso administrativo de uma área de terras rurais, com 10 alqueires na medida paulista, contendo várias benfeitorias, pelo período de 30 (trinta) anos, para a instalação e funcionamento de uma unidade industrial de qualquer setor. Considerando a regularidade do procedimento, hei por bem, com base no inciso VI, do artigo 43, da Lei Federal nº 8.666/93, de 21/06/1993, Homologar e Adjudicar o item do objeto licitatório, à empresa abaixo delineada: Ellen V. O. T. Citro ME. Rua Luiz Obice, 45 – Centro. Andradina – SP. CNPJ (MF): 08.733.436/0001-00. Item: 02. Valor: R$ 2.000,00 (Dois mil reais) por mês. Castilho – SP, 08 de Março de 2.012. Antonio Carlos Ribeiro - Prefeito. A Debitar (09.03.12)
Banco Bradesco BBI S.A.
CNPJ no 06.271.464/0001-19- NIRE 35.300.335.791 Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária Edital de Convocação Convidamos os senhores acionistas desta Sociedade a se reunirem em Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária a serem realizadas cumulativamente no próximo dia 19 de março de 2012, às 8h, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4o andar, Vila Yara, Osasco, SP, a fim de: Assembleia Geral Ordinária: I) tomar conhecimento dos Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes e examinar, discutir e votar as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2011; II) deliberar sobre proposta da Diretoria para a destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31.12.2011 e distribuição de dividendos; III) eleger os membros da Diretoria da Sociedade; IV) fixar o montante global anual da remuneração dos Administradores. Assembleia Geral Extraordinária: · deliberar sobre proposta da Diretoria para alterar o Estatuto Social, na alínea “g” do Artigo 9 o, aprimorando a sua redação. Documentos à Disposição dos Acionistas: este Edital de Convocação e as Propostas da Diretoria encontram-se à disposição dos acionistas na Sede da Sociedade e na Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, Instituição Financeira Depositária das Ações da Sociedade, na Avenida Paulista, 1.450, 7o andar, Bela Vista, São Paulo, SP. Cidade de Deus, Osasco, SP, 8 de março de 2012. Luiz Carlos Trabuco Cappi - Diretor-Presidente. 9, 10 e 13.3.12
SINDICATO DOS PERMISSIONÁRIOS EM CENTRAIS DE ABASTECIMENTO DE ALIMENTOS DO ESTADO DE SP - SINCAESP Edital de Convocação para Assembleia Geral Extraordinária Convocamos nos termos do estatuto vigente, os permissionários especificamente do varejão de sábado e domingo do Pavilhão MLP para deliberação sobre: “Discussão e Deliberação sobre a reforma do Pavilhão MLP/Mudança do local até findar a reforma”, em caráter excepcional e urgente, a se realizar em sua sede, a Av. Dr. Gastão Vidigal, 1.946, EDSED II Salas 17 a 22 – CEAGESP, V. Leopoldina – São Paulo-SP, no próximo dia 14/03/2012, em primeira convocação para “PERMISSIONÁRIOS DO VAREJÃO DE SÁBADO E DOMINGO do Pavilhão MLP”, às 11:00 h, com maioria absoluta dos permissionários e segunda, às 11:30 h, para permissionários presentes. São Paulo, 08 de Março de 2012. Celso Tadashi Ichigi - Diretor Vice-Presidente
José Kalil S/A Participações e Empreendimentos CNPJ nº 60.937.653/0001-23 Aviso aos Acionistas Encontram-se à disposição dos Senhores Acionistas, na sede social, na Rua Professor Cesare Lombroso nº 259, nesta Capital, os documentos a que se refere o artigo 133 da Lei nº 6.404/76, relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, São Paulo, 08 de março de 2012. João Carlos Piccelli - Diretor Presidente. 09,10,13/03/2012
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 08 de março de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Texquim Produtos Químicos Ltda. Requerido: Giuseppe Antonio Pingaro ME. Rua da Bolsa, 19-A – Vila Bancária - 2ª Vara de Falências. Requerente: Netplus Teleinformática Ltda. Requerido: Eletro Rio Ltda. Avenida Itaquera, 2.555 – Sala 01 – Jardim Itaquera - 1ª Vara de Falências. Requerente: Kenia Indústrias Têxteis Ltda. Requerido: Jae Hyun Kim. Rua Silva Pinto, 199 - 7° Andar Sala 75 – Bom Retiro - 2ª Vara de Falências Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: JBM Confecção de Produtos Infantis Comércio, Importação e Exportação Ltda. Rua Doutor Virgilio do Nascimento, 65 – Brás - 2ª Vara de Falências. Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: MS Produtos de Confeitaria, Importação e Exportação Ltda. Avenida Coronel Sezefredo Fagundes, 3.350 – Tucuruvi - 1ª Vara de Falências. Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: JWA Modas Ltda. Rua Mendes Junior, 253 – Brás - 2ª Vara de Falências.
sempenho médio de 0,3% estimado em dezembro. Para 2013, o BCE prevê crescimento médio de 1,1%, oscilando entre zero e 2,2%, o que representa uma pequena revisão para baixo em relação ao 1,3% previsto em dezembro (entre 0,3% e 2,3%). (Agências)
Mario Draghi, presidente do BCE, declarou que "a perspectiva econômica ainda está sujeita a riscos de queda".
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sexta-feira, 9 de março de 2012
O Brasil, com a Copa do Mundo e a Olimpíada, será o cenário das grandes inovações.
conomia
Fotos: Divulgação
OLHOS VIOLETA enhuma atriz seduziu tanto apenas com o olhar como Liz Taylor. Seus olhos violetas, aos quais emprestou para grandes filmes, como Cleópatra, a cada reapresentação cinematográfica reacendem a paixão de muitos, pelo cinema e pela mulher. E são esses olhos a chave do sucesso do perfume "Violet Eyes", cujas vendas continuam em alta, mesmo depois da atriz se tornar definitivamente uma estrela, em outra dimensão.
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BORBULHANTE race Kelly de atriz virou princesa. Bela, a atriz preferida de Alfred Hitchock estampou diversas campanhas publicitárias antes de reinar no Principado de Mônaco. Entre as campanhas, a da champanhe Taittinger onde as curvas sensuais do corpo retratam uma mulher borbulhante. Campanha que certamente hoje seria criticada por mulheres que veriam no reclame que era dependurado em bares e restaurantes o uso da imagem como objeto.
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O APARELHO mais cobiçado é o da Apple, o iPhone.
FEBRE DE SMARTS
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febre dos smartphones, os aparelhos celulares que permitem navegação pela internet, se espalhou pelo mundo. Pesquisa do Ibope Inteligência, em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN), revela que 32% dos consumidores mundiais têm a intenção de comprar um smartphone neste ano, enquanto 24% pretendem comprar um celular comum. A Apple, é claro, é dona do aparelho mais cobiçado, o iPhone, com 38% das intenções de compra, mais que o dobro da preferência pela segunda colocada, a Samsung, com 15%. Também foram citadas Nokia (8%), RIM/Blackberry (7%), HTC (6%) e LG (3%). No último ano, a posse de smartphones quase dobrou, passando de 19% em 2010 para 35% em 2011. Já os celulares não considerados smartphones apresentaram uma pequena queda na posse. Em 2011, cerca de 80% da população mundial possuía esse aparelho, contra 86% em 2010. No Brasil, apenas 10% dos que possuem celular têm um smartphone. É esse rico mercado brasileiro o alvo dos grandes fabricantes, o drama é que, mesmo produzindo o iPhone aqui, o produto da Apple ainda custa, ao consumidor, uma fortuna, e as operadoras reduziram as regalias especialmente para 80% da base de consumidores no País, constituída por usuários de linhas pré-pagas. É, portanto, justamente os consumidores pós-pagos a maioria dos 10% de brasileiros portadores de smartphones. O varejo, especialmente os grandes centros de compras, bares, hotéis e restaurantes, está dando uma contribuição importante para
essa onda, ofertando acesso Wi-fi, sem fio, à internet, assim como o crescimento das redes sociais, com as pessoas cada vez mais conectadas. O mercado publicitário surfa nessa onda e começa a estudar modelos como o inglês, da Vodafone, que reduz do custo da tarifa do consumidor aquilo que ele aceita receber como publicidade e com as inovações dos smartphones não são poucas as novidades ao consumidor. Além dos famosos games, clips musicais, algumas grandes empresas americanas estudam oferta de catálogo, mercado ainda pouco ou quase nada explorado no Brasil. O País, que vai receber a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016, será o palco central dessas inovações. Grandes patrocinadores já começam a estudar inclusive oferta em tempo real, criando uma relação de grandes marcas com esses consumidores. Redes sociais como o Facebook já começam a testar mecanismos, com o consumidor permitindo o acesso a seus dados, e com isso a base de dados dos amigos desse consumidor passa a visualizar amigos curtindo marcas – em troca ofertam algum mimo digital, em alguns casos reais, como descontos na compra e cupons. Os smartphones quebram distância e tudo vai ficando realmente redondo. Uma febre para a qual não se tem disponível no mercado nenhum analgésico que não seja o isolamento.
UMA PRINCESA no anúncio
MULHERES s mulheres sempre foram a alma da publicidade. Seduzem e, ao mesmo tempo, são consumidoras. Uma das maiores inovações em publicidade ficou por conta de Dove, da Unilever, ao usar mulheres reais nas suas campanhas. Faturou prêmios e conquistou a simpatia delas. E, na publicidade, não só no 8 de março, é sempre dia da mulher como nos exemplos desta página, ainda que resgatados do fundo do baú publicitário.
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Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revista publicitta. com.br
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Voo cancelado teria prejudicado família
sabonete Lux, nas décadas de 1950 a 1980, buscou estrelas em todo o mundo para protagonizar suas campanhas publicitárias e se valer, globalmente, quando a publicidade ainda não pensava em unificação de linguagem, mas a Unilever se tornava uma grande multinacional, o seu slogan: "o preferido de nove entre dez estrelas do cinema". Claro que entre as estrelas não poderia faltar Sophia Loren. Todas essas campanhas glamourosas destacadas pela coluna, perderam, no entanto, espaço para as mais politicamente corretas como a de Dove. É que os tempos são outros. Ficam os registros e a homenagem a elas que são locomotivas do varejo.
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MODELOS com medidas reais
Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a companhia aérea Gol a indenizar uma família que perdeu o almoço de Natal devido ao cancelamento de um voo. Segundo a decisão, a família Pereira Netto havia comprado passagens para viajar do Rio de Janeiro para Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), com conexão em São Paulo, no dia 25 de dezembro de 2004. Como o voo de São Paulo para Ribeirão foi cancelado, a família teve de fazer o trajeto de ônibus e não conseguiu passar o almoço de Natal com outros familiares em Franca (400 km da capital paulis-
ta), conforme havia planejado. "Havia uma expectativa de confraternização que foi frustrada", disse Eduardo Costa Berbel, advogado da família. Os valores a serem pagos pela companhia aérea são de R$ 4.160 por danos morais e R$ 738,10 por danos materiais. Em seu recurso, a Gol alegou que avisou previamente seus clientes sobre o cancelamento do voo e que não foi responsável pelo fato, que teria ocorrido devido a problemas da malha aérea. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Gol, mas a empresa não havia respondido até o início da tarde de ontem. (Folhapress)
Divulgação
Blue Tree assume complexo Airport em Congonhas
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rede hoteleira Blue Tree assume em abril a operação do complexo hoteleiro Airport Hotels & Airport Suítes, no Campo Belo, em São Paulo, próximo ao Aeroporto de Congonhas. A companhia da empresária Chieko Aoki venceu 13 concorrentes e substituirá a Atlantica Hotels, que operava o empreendimento há dez anos com a bandeira Quality. O conjunto de edifícios de 22 andares que somam 528 apartamentos passará a se chamar Blue Tree Premium Congonhas e receberá investimentos na renovação das instalações que integram o orçamento de R$ 56 milhões que a companhia pretende aplicar neste ano nas outras 23 unidades da rede em todo o País. A conquista do novo empreendimento reposiciona a presença da rede em São Paulo depois da perda do Blue Tree Jardins para o grupo americano Wyndham, que converteu o
imóvel de 64 quartos da Alameda Santos para a bandeira Ramada em janeiro. "Fizemos um reposicionamento do nosso portfólio. Estamos avaliando o que agrega mais valor. Temos vocação pra empreendimentos de peso e uma carteira de clientes corporativos que cobra presença e espera muito de nós", disse Chieko. Ela explicou que a chegada ao Campo Belo é parte da estratégia da companhia de focar no segmento de luxo para executivos, que inclui os investimentos na renovação de toda a rede. Segundo a empresária, a Blue Tree registrou um lucro de R$ 98,8 milhões em 2011, alta de 20% em relação a 2010. Ela espera uma elevação do faturamento de R$ 255,5 milhões em 2011 para R$ 320 milhões em 2012. Vitrine – Chieko vê a Copa do Mundo e a Olimpíada como vitrines do turismo do Brasil, mas a Blue Tree segue no rastro dos hotéis de negócios. Lan-
SOPHIA e o sabonete
LUX PARA ELAS
Gol condenada por almoço de Natal Helvio Romero/AE
ESTRELA oferece perfume
çou este ano projetos em Barueri (Alphaville), Sorocaba (que recebe uma fábrica da Toyota) e no polo agrícola de Valinhos, que abrem as portas em 2014. O agronegócio levou a rede a Rio Verde, em Goiás, onde abre este ano. Ao mesmo tempo, a Blue Tree defende a presença em São Paulo, onEmpresária Chieko Aoki diz que de já tinha 1,7 mil de seu mercado está aquecido total de 4 mil quartos. Chieko não gostou nada de perder a unidade dos Jar- São Paulo, numa região atraendins, mas diz que a disputa ca- te para eventos e com um merda vez mais acirrada por imó- cado corporativo sem opções", veis no aquecido setor hotelei- diz a empresária. ro já está em sua rotina. "Quem Rafael Guaspari, vice-presitudo quer nada tem." dente de Desenvolvimento da Para ela, São Paulo ainda Atlantica, lamentou a perda. comporta hotéis de luxo. O "Fizemos uma boa proposta, Blue Tree junto a Congonhas mas decidiram que era hora de será reposicionado em um pa- mudar. Os critérios não foram drão mais sofisticado para só hoteleiros. Tínhamos a atrair reuniões e executivos maior diária média. Renovaque temem o trânsito. mos 11 contratos nos últimos "É o terceiro maior hotel de seis meses." (AE)
Peixe Urbano compra Groupalia e chega a mais países O site de compras coletivas passou a ter, com a aquisição, 20 milhões de usuários.
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site de compras coletivas Peixe Urbano anunciou ontem a compra das operações do rival Groupalia em seis países: Brasil, Argentina, México, Chile, Colômbia e Peru. Nesses dois últimos mercados, o Peixe Urbano ainda não atuava. O valor do negócio não foi revelado. Com a aquisição, o site passa dos atuais 16 milhões de usuários cadastrados para mais de 20 milhões. Por enquanto as marcas serão mantidas, mas tudo deverá migrar para "Pez Urbano", o nome em espanhol. As negociações entre os dois sites começaram na virada do ano, segundo Julio Vasconcellos, cofundador e presidente do Peixe Urbano. Segundo ele, o site brasileiro não estava em busca de aquisições, mas, em conversas informais, foi procurado pelo grupo espanhol, que estava interessado em focar suas operações na Europa, deixando a América Latina. Estratégia – "A gente não estava com uma estratégia de aquisição. Apareceram oportunidades interessantes que se encaixavam com o nosso objetivo e a gente aproveitou. A nossa estratégia de crescimento é muito mais ficar sempre atento ao mercado, empresas novas, ou empresas como o Groupalia, que estejam, talvez, querendo sair do mercado e podem ser uma oportunidade para a gente. Avaliamos caso a caso", disse Vasconcellos. O Peixe Urbano inaugurou o negócio de compras coletivas no Brasil em março de 2010, reunindo três amigos
empreendedores – Emerson Andrade, Alex Tabor e o próprio Vasconcellos. Desde então, diversos competidores foram atraídos para o setor. A empresa estima que, no ano passado, mais de 2 mil chegaram a atuar no mercado, número que pode estar em cerca de 1 mil atualmente. "No começo, muitos acharam que era um mercado fácil de se aventurar e acabaram fechando as portas. Hoje, o mercado brasileiro tem forte peso em duas empresas", diz Vasconcellos, ao falar do principal concorrente, o Groupon. Atualmente, o setor de compras coletivas anda movimentado. Os pequenos negócios não têm sobrevivido à competição com os grandes e há uma onda de aquisições. No início de 2012, o Peixe Urbano anunciou a terceira rodada de investimentos, liderada pela Morgan Stanley Investment Management e pela T. Rowe Price Associates. "Parte dos recursos será usada para expansão na América Latina e parte para serviços complementares ao negócio principal", diz. A compra do Groupalia é a segunda aquisição neste ano. Em fevereiro, a empresa comprou o site de reservas em restaurantes e outros estabelecimentos Zuppa. O objetivo é fazer com que o consumidor consiga já agendar o serviço logo após comprar um cupom. Em 2011, o Groupalia já havia comprado o site brasileiro Oferta X. "Estamos abertos a novos negócios, mas no momento não temos plano para nenhuma aquisição específica", afirma Vasconcellos. (AE)
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Nº 408
DCARR
Na próxima semana, a BMW apresenta o novo Série1 e a Mini, o seu roadster, ambos no Estado de São Paulo. A JAC escolheu Salvador (BA) para mostrar o sedan J5.
APRESSADINHO
O compacto mais veloz O
rante segurança em curvas, junto com todos os controles de tração oferecidos no mercado, bem como ABS com EDB. O EDB controla eletronicamente a estabilidade e oferece um modo Sport, mas que pode ser desligado por completo para você demonstrar sua habilidade ao volante. Uma coisa curiosa no RS3 é que suas rodas e pneus traseiros são mais estreitos que os dianteiros, respectivamente com as medidas 225/35 e 235/5. Segundo o engenheiro que fez a apresentação do carro, Lothar Werninghaus, isto causa um certo "frisson" no comando do carro. O automóvel tem uma aparência de "bravo" que agrada a quem reconhece um "puro-sangue" pelo ronco de seu motor e pelo arranque. O curioso é que ao se olhar o Audi RS3 pela traseira, tem-se a sensação de que ele não vai conseguir sobreviver aos inúmeros buracos e irregularidades dos nossos pisos. Ele tem a suspensão muito baixa e a todo instante parece que vai perder o sistema de escape. Qual o que, ele anda bem, sem maiores problemas e sem nenhuma faisquinha que denuncie que se arraste no chão.
girar da chave de ignição já revela rugido insuspeito. Debaixo daquele capô tem uma fera que quer andar. E forte. Alavanca de câmbio no "D", o pé direito encostando levemente no acelerador e a "besta" começa a se agitar. Os buracos e irregularidades das ruas são capazes de domá-la. Então, roncando baixo, ela segue em direção à estrada, onde poderá, ainda que respeitando todos os limites, mostrar sua força. Rodovia dos Imigrantes. Os 340 cavalos de potência e seus 450 Nm de torque nos confundem. Parece até que os outros carros andam de ré. Os 120 km/h regulamentares são alcançados em segundos, sem precisar acionar o lado esportivo da fera. E ela quer mais. Nem começou e o pé direito já alivia. Em alguns momentos tem-se a impressão de que o motor vai se revoltar e levar o RS3 aos seus 250 km/h, independente da vontade do motorista, com seu turbo que gera 1,2 bar de pressão. Mas isto só pode acontecer nas belas pistas da Alemanha, sua terra natal, ou, aqui, numa pista fechada. Aqui temos que andar na mesma velocidade que os caminhões VUC, cujos motoristas estão cada vez mais abusados, fazendo manobras radicais nas estradas, trafegando sempre pela esquerda. Um absurdo! São sete velocidades na transmissão S tronic, de dupla embreagem, que evita trancos na mudança das marchas. E a tração é permanente nas quatro rodas, o que ga-
Da inércia aos 100 km/h em apenas 4,6 segundos. Assim é o Audi RS3 Sportback, que está chegando ao Brasil custando R$ 299 mil. Caro, mas uma delícia de andar. CHICOLELIS
Divulgação
Tem cara de "bravo". É mais do que parece ser. Acelerar este compacto é um grande prazer. Nas curvas, transmite segurança e nas arrancadas mostra sua força. Apaixonante!
PARA AQUECER O MERCADO MÁRIO TONOCCHI
À
venda no Brasil desde 2006, a Kasinski GT Comet 650R recebeu injeção eletrônica em 2009 e chega agora ao modelo 2012 com novo grafismo e alterações no desenho que ressaltam seu discreto estilo italiano de design. A esportiva de média cilindrada desembarca com preços sugeridos de R$ 25,3 mil em uma cor e R$ 25,4 mil no modelo "dual tone". Uma categoria que vê a briga esquentar agora, pois a Kawasaki aguarda com sua Ninja 650R de dois cilindros paralelos por R$ 25,9 mil, na promoção. A motorização da Comet R talvez precise de mais atenção da coreana Hyosung – que produz o modelo importado pela Kasinski. Com dois cilindros em V a 90 graus, comando duplo de cabeçote, quatro válvulas por cilindro e refrigeração líquida, a moto tem vibração característica desse tipo
Duas rodas
ganha modelo renovado
A GT Comet 650R 2012 vem para o Brasil com novo design e deve agitar o setor de motocicletas no segmento das médias. Ela custa menos que a concorrência.
Mário Tonocchi
de motor, mas muito intensa com marcha baixa e giro alto. Ademais, o motor tem boa potência, respostas condizentes com a proposta e em rodovias, co-
mo a Bandeirantes. A motocicleta segue o ritmo de 120 Km/h tranquila e confortávelmente mesmo com a ergonomia esportiva de pilotagem.
A capacidade do tanque é de 17 litros e o consumo médio de 19 km/l. A potência máxima chega a 89,6 cv a 9.250 rpm e sua velocidade final é de 247 Km/h.
Na cidade, é ágil e dá para acompanhar bem motoboys nos corredores. O encaixe do piloto no tanque é bom e mesmo os semiguidões fixados na bengala não cansam tanto. Uma ajuda são os ajustes de altura das pedaleiras do condutor, o que oferece mais conforto. No ambiente urbano, o modelo esquenta bastante como é comum em motos carenadas. O quadro suficientemente rígido e as suspensões dianteira telescópica invertida e traseira com balança monoschoc,k com possibilidade de ajustes, também contribuem para uma pilotagem segura e respeita as características do piloto. Passageira - A garupa gostou do banco com modelagem firme, mas com maciez suficiente para não causar dores, e das alças de segurança bem posicionadas. Os
assentos do piloto e do passageiro ficaram mais altos e mais estreitos. Mesmo as pedaleiras altas que poderiam causar desconforto não chamaram a atenção da garupa que não pediu para parar em uma viagem de 150 km. O painel é de fácil leitura. Tem conta-giros analógico, medidores de velocidade e temperatura digitais. No modelo avaliado, com pouco mais de mil quilômetros rodados, o ponteiro do conta-giros travou sempre que ultrapassou 11 mil rpm ou chegou ao limite de 13 mil rpm, quando o giro do motor corta automaticamente. No pacote de mudanças, a traseira foi remodelada. Também foram redesenhadas as carenagens laterais e a alça do carona. A lanterna traseira recebeu LEDs e escapamento agora é em aço inox anodizado pintado de preto.
Fotos: Divulgação
DCARRO POR AÍ
SALÃO AO AUTOMÓVEL: INGRESSOS À VENDA
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HATCHBACK PREMIUM
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Volvo apresentou o compacto Premium V40 no Salão Internacional de Genebra, na última terçafeira. O hatchback conta com cinco motorizações a gasolina, duas delas com 180 cv, e outras com 150, 213 ou
254 cv de potência, ou ainda com propulsores abastecidos com diesel: com 115, 150 ou 177 cavalos. A marca não divulgou informações sobre qual motorização ou quando o modelo virá para o Brasil.
ocê já pode comprar ingressos para o Salão do Automóvel 2012, que acontecerá em São Paulo entre 24 de outubro e 4 de novembro, no Parque de Exposições do Anhembi, na marginal do Tietê. A compra pode ser feita pelo site www.ingressorapido.com.br, e os preços vão de R$ 20 a R$ 40, para meia entrada e entrada normal, respectivamente, valendo só para o primeiro dia. Também haverá venda em mais 70 pontos em 11 Estados, listados no link "Pontos de Venda", na parte inferior do website. Promovido pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, o Salão deverá atrair um público superior a 700 mil pessoas, segundo a SPTuris. O evento, que antecipa a última etapa da F-1 (no dia 25 de novembro), é o que mais movimenta o turismo de negócios na Capital.
2013 JÁ CHEGOU
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Nissan do Brasil já está lançando sua linha 2013 do monovolume Livina. O modelo ganhou uma nova grade dianteira e uma maior gama de itens de série, mas a principal novidade foi a chegada da no-
va versão 1.8 S com transmissão automática que custará R$ 49.990. Os preços do Livina 2013, com motorizações 1.6 e 1.8 litro, começam em R$ 44.990, na versão de entrada, e vão até R$ 54.090, na top de linha.
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BAIXA ESTAÇÃO Evento Música em Trancoso promete agitar o destino neste mês.
urismo
Fotos: Antonella Salem
O paraíso chamado Trancoso Praias lindas, um vilarejo simples e histórico e uma coleção de pousadas e restaurantes charmosos. Bem-vindo a um dos destinos mais cobiçados do País.
Mariana Missiaggia
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e você é amante de sossego, mar e brisa, Tr a n c o s o é a s u a praia. Ao contrário da maior parte dos destinos baianos, que garante muita badalação, este encanta por nos permitir vivenciar o cotidiano simples de um povo que usufrui do bom e do melhor sem ostentação em praias maravilhosas bordadas por coqueirais e manguezais. E embora circule por ali o jet set internacional, impera a atmosfera despojada e despretensiosa. A 40 minutos de Porto Seguro, Trancoso oferece rústica e charmosa infra-estrutura e um cardápio farto em belezas naturais para salgar o corpo e fincar o pé na areia. O burburinho acontece na bela Praia dos Nativos, que é praticamente um prolongamento da Praia dos Coqueiros, separadas apenas por um rio, onde se concentra a maior movimentação de turistas, que têm a opção de conhecer a região alugando um cavalo. Famosa por suas piscinas naturais, a Ponta de Itaquena é uma boa opção para famílias com crianças. Mas se a intenção for apreciar o silêncio da natureza, sem abrir mão de um bom banho de mar, vale a pena caminhar despreocupado pela areia até eleger um pedaço quase deserto, como a Praia de Itapororoca. Praticamente inabitada, não tem barracas, nem restaurantes e não se veem as casas er-
guidas ali, mata adentro. Encontrar uma sombra é missão difícil, por isso o protetor solar torna-se indispensável. Mesmo que você esteja encantado com as belezas naturais de Trancoso e não queira sair de lá, vale a pena conhecer suas vizinhas. É possível se surpreender com o passeio até a Praia de Caraíva ou à Praia do Espelho. Alugue um carro ou contrate um transfer com o receptivo local e prepare-se para sacolejar numa estrada de terra. Saindo de Trancoso são quase 30 km até o Espelho, verdadeiro paraíso que compensa cada buraco encontrado no caminho. Chegando lá é só escolher entre uma das camas de palha com almofada de chita e apreciar a vista preciosa que é um convite ao descanso à beira mar.
O Quadrado – Depois de curtir sol e praia é hora de conhecer o Quadrado de Trancoso, tão famoso quanto as praias. Lá é possível comprar peças de artesanato local, visitar a igreja secular de São João Batista, assistir a ensaios de capoeira, visualizar os quilômetros de praias transparentes no mirante atrás da igreja e até mesmo degustar o típico acarajé. Foi uma antiga aldeia jesuítica denominada São João Batista dos Índios que deu lugar ao Quadrado e embora seja assim chamado, o espaço tem o formato retangular. Na época, o povoamento de jesuítas se concentrou nas imediações da igreja formando uma espécie de vila, e que hoje sobrevive da atividade turística. Ao entardecer, a iluminação do Quadrado fica por conta de
Quarto de uma das dez casas do Uxua Casa Hotel , projetado pelo designer holandês Wilbert Das em colaboração com artesãos locais.
Índia da tribo pataxó (acima) caminha na areia vendendo seu artesanato. À dir., a Igreja de São João Batista, as casinhas coloridas do Quadrado, o bar de praia do Uxua Casa Hotel e o rio que divide a Praia dos Nativos e a dos Coqueiros.
velas que criam um clima mágico emoldurado pelas casinhas coloridas, abrigando pousadas, lojas e charmosos restaurantes. Simples e saborosa, a gastronomia local é oferecida por uma variedade de restaurantes, que servem da honesta culinária caseira baiana à sofisticação da cozinha contemporânea brasileira. Outra atração gastronômica local é o sorvete artesanal. Cupuaçu, cajá, capim-santo, graviola e tapioca despertam a curiosidade de qualquer turista, principalmente, os estrangeiros, que saem seduzidos pelos sabores tropicais que só o Nordeste brasileiro pode oferecer. Se ainda sobrar disposição para conhecer a vida noturna, o endereço certo é o bar de forró São Brás, que durante o verão tem no pequeno palco grandes estrelas como Elba Ramalho e Vanessa Da Matta.
MÚSICA ERUDITA SOBRE FALÉSIAS
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assada a folia de Carnaval, a música ganhará um novo tom em Trancoso no primeiro festival de música erudita do Brasil, entre os dias 17 e 24 deste mês. O projeto Música em Trancoso (MeT, www. musicaemtrancoso.org.br) – idealizado por Sabine Lovatelli, do Mozarteum Brasileiro, os empresários Carlos Eduardo Bittencourt e Reinold Geiger e o arquiteto François Valentiny - levará para as falésias baianas uma série de concertos que reunirá a Orquestra Juvenil da Bahia e dez renomados solistas internacionais. A atuação desses artistas, porém, não se limitará aos palcos. Eles comandarão
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ONDE DORMIR Uxua Casa Hotel: Quadrado Histórico, s/nº, tel. (73) 3668-2277, www.uxua.com. Dez casas temáticas – projetadas pelo designer holandês Wilbert Das em colaboração com artesãos locais. Diárias a partir de R$ 790 o casal. Pousada Campestre: Rua do Bosque, s/nº, tel. (73) 3668-1022, www.pousadacampetre.com. Confortável – e bem mais econômica, fica próxima do centro e da praia. Diárias a partir de R$ 250 o casal, com café da manhã.
Capim Santo: Quadrado Histórico, s/nº, tel. (73) 3668-1122, www.capimsanto.com.br. Um charme, fica a poucos passos do Quadrado, tem piscina e abriga um dos melhores restaurantes locais. A partir de R$ 205 por casal, com café. ONDE COMER Capim Santo: Quadrado Histórico, tel. (73) 3668-1122. Tem um menu variado de peixes e saladas. Destaque para o prato de camarão com curry e capim-santo. Restaurante da Silvana: Quadrado Histórico, tel. (73) 3668-1049. Serve com simplicidade a típica comida caseira baiana. Una Bistrô: Rua Carlos Alberto Parracho,66. Além da diversidade em acarajés, conta com um rico cardápio de risotos. Gelateria do Beco: Rua do Beco, 48, Quadrado, tel. (73) 3668-1122. Serve 15 sabores de sorvetes artesanais bem caprichados.
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COMO CHEGAR Saindo de São Paulo, a Gol (www.voegol.com.br) tem voos diretos para Porto Seguro a partir de R$ 769,90, ida-e-volta. A TAM (www.tam.com.br) oferece pacotes com passagem e hospedagem a partir de R$ 869,18. Partindo de Viracopos, pela Azul (www.voeazul.com.br), a partir de R$ 350, cada trecho. Os táxis no aeroporto fazem o traslado por R$ 150 até Trancoso.
aulas básicas de música para alunos de escolas públicas da região e ministrarão cursos de aperfeiçoamento em violino, viola, flauta, violoncelo, clarinete, percussão, trompa e fagote para estudantes de música. O espaço, arquitetado especialmente para o MeT, acomoda 600 pessoas em um anfiteatro a céu aberto, com acústica natural. O evento cultural concebeu um novo ponto atrativo para turistas, uma fonte geradora de desenvolvimento econômico para a região, instrumento de crescimento pessoal e de desenvolvimento e inserção social. (MM)
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Três horas no palco. Com Tim Maia. Estreia em SP biografia do maior cantor soul do Brasil. O ator Tiago Abravanel segura com talento os 180 minutos do musical. Sérgio Roveri Caio Gallucci/Divulgação
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jornalista e produtor musical Nelson Motta manteve, por quase 30 anos, uma amizade intensa com o cantor carioca Tim Maia, o maior nome da soul music nacional. Os dois se conheceram em 1969, quando Motta apresentou Tim a outro gigante da música brasileira, Elis Regina. Deste encontro entre os dois vozeirões, nasceria a antológica These Are the Songs, lançada em disco de Elis. A convivência de Motta com o cantor se estenderia até 1997, quando Tim Maia, com 55 anos e pesando quase 150 quilos, morreu de infecção generalizada. Com paixão, apuro jornalístico e uma pesquisa hercúlea, Nelson Motta transportou seu conhecimento sobre o cantor no livro Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia, de 2007, que serviu de base para o espetáculo Tim Maia - Vale Tudo, o Musical, que entra em cartaz nesta sexta (9) no Teatro Procópio Ferreira, após uma concorrida temporada carioca que atraiu mais de cem mil espectadores. Escrito pelo próprio Nelson Motta com auxílio do diretor João Fonseca, o musical se apoia em uma narrativa temática e cronológica para mostrar a vida do cantor nascido no
bairro carioca da Tijuca. Surgem em cena as principais fases musicais e as turbulências na trajetória de Tim, como sua partida para os EUA em 1959, de onde seria deportado após uma acusação de roubo de carro e porte de droga, o retorno ao Brasil, o contato com Roberto e Erasmo, Elis e Jorge Ben Jor, a gravação do primeiro disco e o imenso sucesso no comando da banda Vitória Régia. Todo o empenho de Motta e João Fonseca correria o risco de cair no vazio se à frente do elenco não estivesse Tiago Abravanel, um jovem ator de 24
anos que no palco reencarna Tim Maia em toda sua opulência física, vocal e de personalidade. Neto do apresentador Silvio Santos, Tiago já havia atuado em sete musicais em São Paulo - mas em nenhum deles seu excepcional talento havia florescido como agora. "Tim Maia trazia influência do soul americano, mas eu tinha que interpretar um artista brasileiro, não um americano, e isso teve muito reflexo no meu trabalho vocal", diz o jovem. "Meu desafio foi grande porque não vivi a época do Tim Maia. Quando ele morreu, eu tinha 11 anos".
A maior parte do espetáculo de quase três horas de duração se passa em dois ambientes - o palco e os estúdios de gravação. Há 14 trocas de cenários, uma para cada bloco em que a vida de Tim foi dividida. A infância pobre no bairro da Tijuca, por exemplo, é mostrada em meio a varais de roupa e objetos de praia, enquanto que semáforos e lambretas decoram as cenas da primeira banda. A pesquisa musical leva para a cena os principais sucessos de Tim, como Vale Tudo, Do Leme ao Pontal, Azul da Cor do Mar, Primavera e Gostava Tanto de Você. Apesar de todo barulho que se criou em torno deste musical, Silvio Santos ainda não viu a performance do neto. "Meu avô não viu a peça e não tivemos a oportunidade de conversar sobre isso", desconversa o ator. "Difícil mesmo foi fazer o espetáculo quando a Fernanda Montenegro, a Ivete Sangalo e a Xuxa estavam na plateia". Tim Maia - Vale Tudo, o Musical. Sexta (9). Teatro Procópio Ferreira. Rua Augusta, 2823. Tel.: 3083-4475. Quinta e sábado. 21h. Sext6a. 21h30. Domingo. 18h. R$ 50 a R$ 120.
Azul da cor do mar André Domingues pelos EUA, onde se envolveu com a efervescente cultura marginal dos bairros negros, além de drogas e pequenos delitos). Sua intervenção foi muito além disso. Ele se empenhou em formar uma black music brasileira, original e tropicalista, na combina-
tonando o potencial explosivo da mescla em Coroné Antônio Bento, Cristina, Padre Cícero, Primavera (Vai Chuva), Azul da Cor do Mar e Eu Amo Você, entre outras ótimas canções. Outro desvio frequente da crítica é exaltar o vozeirão de Tim Maia e es-
ção do que ouviu nos subúrbios novaiorquinos com temas nacionais e ritmos como o baião e o samba. Seu primeiro e melhor disco, Tim Maia (1970), é exemplar nesse sentido, de-
quecer o que o cantor fazia com ele. Sem dúvida alguma, sua voz tinha potência, timbre, afinação e alcance muito especiais, mas poucas vezes foi motivo de mero exibicionismo.
Derly Marques/Folhapress
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sucesso da temporada carioca do musical Tim Maia ratificou o que prenunciava a boa vendagem da biografia Vale Tudo - o Som e a Fúria de Tim Maia, de Nelson Motta: a vida de Sebastião Rodrigues "Tim" Maia (foto) é uma excelente história. Tanto que, nessa esteira, ainda está para ser rodado um filme longa-metragem, com direção Mauro Lima. O personagem saboroso que se entrevê nos êxitos radiantes e nas tristezas profundas de Tim Maia, porém, não deve ofuscar a música que ele deixou. Tim foi não só um brilhante cantor e compositor, mas também um artista de rara sofisticação conceitual em sua produção. Basta repassar sua obra para notar as bases sólidas e os voos ousados que deixou. Um equívoco comum na avaliação da música de Tim Maia é tomá-lo como o introdutor da black music no Brasil. Por um lado, Roberto Carlos, Wilson Simonal e outros artistas pop já estavam em contato com o soul americano em 1968, quando Tim começou a se profissionalizar (depois de uma breve e alucinada passagem
Basta comparar Tim com seu sobrinho Ed Motta, de características vocais bastante parecidas, para se notar o quanto foi mais econômico em ornamentações virtuosísticas e, consequentemente, mais comprometido com o sentido global das canções. A ampla compreensão de Tim Maia sobre o próprio trabalho, aliás, pode ser medida por uma célebre crítica feita ao início de carreira do mesmo Ed Motta, quando disse que o jovem precisava evoluir e aprender a fazer música romântica. Não se tratava, aí, de reprimir o gosto do sobrinho por músicas dançantes - coisa que ele próprio cultivava muito -, mas de, simplesmente, notar a necessidade de atender à enorme demanda do público por temas passionais. Tim Maia, enfim, costumava colocar o resultado acima das pretensões pessoais, e estava aí um dos seus grandes segredos. Não por acaso, além de se tornar famoso com músicas dançantes, colheu enorme êxito em viagens sentimentais, como Me Dê Motivo, Dia de Domingo, Você e Paixão Antiga.
Zezé Macedo, uma atriz camicase.
Arquivo DC/Guga Melgar/Divulgação
É
Betty Gofman interpreta Zezé Macedo (esq.).
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oucas atrizes brasileiras foram tão reféns de um tipo como Zezé Macedo. O rosto miúdo, a voz estridente e a economia de atributos físicos num corpo de um metro e meio fizeram dela a atriz ideal para encarnar personagens desglamurizadas e de apelo popular. Poucas atrizes brasileiras, por outro lado, souberam tirar tanto proveito disso e construir uma carreira tão versátil e longeva: 108 filmes (um recorde no cinema nacional), quatro livros de poemas publicados entre 1954 e 1997 e dezenas de participações em novelas e programas humorísticos da Rede Glo-
bo, com destaque para a Escolinha do Professor Raimundo, onde criou a personagem Dona Bela e seu inesquecível bordão "Só pensa naquilo". Da trajetória desta atriz, camicase no cinema e na tevê e profundamente reservada e melancólica na vida real, se ocupa o espetáculo A Vingança do Espelho: a História de Zezé Macedo, que entra em cartaz nesta sexta (9) no Teatro Vivo. Longe dos palcos há quase seis anos, a atriz Betty Gofman dá vida a Zezé no espetáculo escrito por Flávio Marinho e dirigido por Amir Haddad. A peça faz parte de um projeto mais amplo, a Trilogia do Riso, que
pretende resgatar no palco a vida de atrizes que fizeram carreira nas comédias e nas chanchadas. As próximas da fila são Consuelo Leandro e Sônia Mamed. O produtor carioca Eduardo Barata afirma que decidiu criar este projeto após constatar que, à exceção de Dercy Gonçalves, não havia livros ou espetáculos baseados nas outras grandes atrizes cômicas brasileiras. A Vingança do Espelho não pretende ser uma biografia no sentido mais tradicional da atriz nascida em 1916 e morta em 1999, aos 83 anos. Cheia de idas e vindas no tempo, a peça mostra um grupo de teatro pesquisando a vida de Zezé Macedo
com o objetivo de encenar uma peça sobre ela. Desta pesquisa emergem episódios pouco conhecidos da vida da atriz antes da fama, como a perda do único filho, o trabalho em pensões no Rio de Janeiro e os anos em que foi secretária do dramaturgo Dias Gomes. (SR) A Vingança do Espelho: A História de Zezé Macedo. Sexta (9). Teatro Vivo. Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860. Tel.: 7420-1520. Sexta. 21h30. Sábado. 21h. Domingo. 19h. R$ 40 a R$ 50.
Ben Jor, a bossa do improviso. tão insensato esperar grandes novidades de um show de Jorge Ben Jor quanto de João Gilberto. O texto de divulgação da apresentação que Jorge faz nesta sexta (9), no Via Funchal, não deixa dúvidas de que esta será semelhante a muitas anteriores. "Jorge Ben Jor, acompanhado da excelente banda do Zé Pretinho, comandará um festival de sucessos, transformando a plateia num grande coral". O assunto, enfim, será não o que ele tem feito nos últimos meses, mas nas últimas décadas, com um repertório que, obviamente, prioriza hits como Mas que Nada, O Telefone Tocou Novamente, Filho Maravilha, País Tropical, Zazueira e Chove Chuva. A diferença entre os shows de Jorge e de João é que, enquanto, no segundo, a plateia fixa atenção nos pequenos detalhes estudados para refazer a mesma coisa, no primeiro, o interesse são as alterações que inevitavelmente nascem por improviso. A comparação de tipos artísticos distantes como Jorge Ben Jor e João Gilberto não é abusiva. Apesar de Jorge ser o extremo da espontaneidade e João manter uma relação cerebral com a música, os dois se tornaram grandes modelos da criação musical no Brasil. A consagração de João é antiga, data da época da bossa-nova,
ao passo que a de Jorge veio crescendo aos poucos, sobretudo a partir do tropicalismo, com a idolatria de Caetano Veloso. "O artista Jorge Ben Jor é o homem que habita o país utópico transhistórico que temos o dever de construir e que vive em nós", escreveu certa vez o baiano, bem ao seu estilo. Mais recentemente, foi o compositor e semioticista Luiz Tatit quem se destacou na defesa da centralidade de Jorge, considerando-o "a força máxima da composição que faz da fala coloquial um produto
estético". São elogios de muito peso. Aliás, verdadeiros convites a uma postura pública como a que convém ter diante de um João Gilberto: se não de admiração, de respeito incondicional. (AD) Jorge Ben Jor. Via Funchal. Rua Funchal, 65. Vila Olímpia. Tel.: 3846.2300. Sexta (9). 22h. R$ 70 a R$ 130.
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ENVOLVENTES, DE BELEZA ESPETACULAR, TALENTO ÍMPAR, AS MULHERES DO CINEMA CONTEMPORÂNEO ALÇAM VOOS MAIS ALTOS. MERYL STREEP SE DESTACA ENTRE AS PREMIADAS COM O OSCAR. ANGELINA JOLIE E MADONNA TOMARAM AS RÉDEAS DAS CÂMERAS E DIRIGEM SEUS PRÓPRIOS FILMES. W.E., DIRIGIDO PELA POP STAR, ENTRA EM CARTAZ NESTA SEXTA. O FILME DE JOLIE, SOBRE A GUERRA NA BÓSNIA, VEM MAIS TARDE. E GRETA GARBO, INESQUECÍVEL.
Playarte/Divulgação
cultura
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Um romance real. Por Madonna. Lúcia Helena de Camargo Riseborough), mulher por quem o rei Edward VIII (James D'Arcy), da Inglaterra, abdicaria do trono em favor do irmão Bertie – cuja trajetória é contada em O Discurso do Rei, vencedor do Oscar de Melhor Filme no ano passado, que também deu o prêmio de atuação para Colin Firth, brilhante na representação do monarca gago que luta contra o problema de fala para ser capaz de executar os pronunciamentos oficiais exigidos pelo cargo. O roteiro esperto – escrito pela própria diretora em colaboração com Alek Keshishian – inclui uma americana dos tempos atuais, Wally Winthrop (Abbie Cornish) obcecada pela saga de Wallis. O ano é 1998. A moça vive em Nova
York e, quando é aberta uma exposição com objetos do casal Wallis-Edward (W.E.) que serão leiloados, ela passa a visitar a casa de leilões diariamente, parando para olhar cada taça ou jóia, e imaginar intersecções entre a própria vida e a dessa mulher que vivera oito décadas no passado. Não são poucos os pontos de contato. A começar por seu nome, Wally, homenagem de sua mãe a Wallis Simpson. Wally é casada, o que não a impede de ser uma solitária. Está tentando engravidar. E enfrenta a distância do marido, o psiquiatra William (Richard Coyle). Tudo piora à medida que ela segue aceitando o tratamento que ele lhe dispensa, como se ela fosse um ser humano
lher e
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Imovision/Divulgação
autoridades de imigração. O garoto Idrissa (Blondin Miguel) foge. Por coincidência ou destino, Marcel passa a ajudar o menino africano. O idioma não é entrave, já que os gaboneses têm o francês como língua oficial. Idrissa mostrase inteligente e prestativo. Os vizinhos de Marcel ajudam na tarefa de despistar o antipático e meio pateta detetive encarregado de localizar o imigrante ilegal. Enquanto outro vizinho (JeanPierre Léaud) o denuncia. O engraxate se lança na missão de encontrar a família de Idrissa. Segue-se uma busca entre moradores de campos de refugiados. No momento mais engraçado do filme, Marcel se apresenta como um "negro albino", para ter acesso aos parentes de Idrissa. Quando a história do filme termina, muita coisa ainda pode dar errado. Mas O Porto apenas funciona como um recorte singelo de certa realidade: a pobreza que leva africanos a imigrar ilegalmente a países como a França, e o tratamento que recebem dos locais. O Porto (Le Havre, 2011, França/ Alemanha/ Finlândia, 93 minutos). Direção e roteiro: Aki Kaurismäki. Jean-Pierre Darroussin, Blondin Miguel. , Elina Salo, Evelyne Didi, Quoc Dung Nguyen, Laïka, François Monnié, Roberto Piazza.
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aylor Kitsch (foto) vive o papel-título em John Carter: Entre Dois Mundos (EUA, 2012, 95 minutos), estreia desta sexta (9). Baseado no romance A Princess of Mars
lgação
ondade desinteressada e vontade genuína de ajudar podem fazer a diferença na vida de outro ser humano. Essa parece ser a lição a ser tirada de O Porto, filme dirigido pelo finlandês Aki Kaurismäki, em cartaz na Cidade. Na cidade francesa de Le Havre, vive Marcel Marx (André Wilms), um escritor que desistiu das letras e trabalha como engraxate. São poucos os cliente, pois a maioria das pessoas usa tênis, sandálias, chinelos. Sempre de olho nos pés dos transeuntes, quando surge alguém calçando sapatos nos quais uma graxa e lustro cairiam bem, os olhos de Marcel brilham. Alguns param, muitos seguem em frente. Ele mal ganha para o próprio sustento e da mulher, Arletty (Kati Outinen). Levam uma vidinha modesta e tranquila. O único luxo de Marcel é tomar uma ou outra taça de vinho no bar mais próximo. O cotidiano é alterado quando Arletty cai doente. O marido a visita diariamente no hospital, sempre levando flores. O diagnóstico demora a acontecer. Nesse meio tempo, outro evento altera o curso da vida do engraxate: a chegada ao porto de um contêiner com famílias de imigrantes ilegais vindos do Gabão. O destino pretendido do grupo era Londres. Mas uma vez descobertos, são desembarcados na França e enviados para campos de refugiados próximos a Callais. Nem todos, porém, caem nas mãos das
Meryl Streep, atriz que este ano ganhou o prêmio de Melhor Atriz dado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, é a recordista absoluta em número de indicações: 17 no total, sendo que venceu antes em duas ocasiões: em 1979, por Kramer vs Kramer e em 1982, por A Escolha de Sofia. Sua atuação como a britânica Margaret Thatcher em A Dama de Ferro (2011) rendeu o terceiro Oscar. No discurso que fez ao ser premiada, ela disse que provavelmente seria a última vez que subiria naquele palco para receber uma estatueta. É provável que esteja certa. Porém, não é impossível que essa excelente atriz, de 62 anos, ainda se equipare ao recorde de Katharine Hepburn, de quatro vitórias na premiação. Hilary Swank, de 37 anos, tem maiores chances – pelo menos cronologicamente – de ir mais longe, já que a atriz saiu-se vencedora em duas ocasiões, em 1999
Disney/Divu
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filmasse cenas na antiga casa de Edward e Wallis, no Bois de Boulogne, na França, como deu acesso a cartas do casal, que pertencem à sua coleção particular. OK. Eles se gostavam e esse foi o motivo principal para ficarem juntos. No entanto, apenas amor não bastaria. Complicações de toda ordem surgiram. Wallis precisou pedir o divórcio pela segunda vez, enfrentar o julgamento da sociedade, entre outros problemas. Enquanto isso, nos EUA, a retraída Wally passa maus bocados até encontrar o russo Evgeni (Oscar Isaac). O ponto controverso é a suposta ligação do casal Wallis/Edward com as ideias nazistas. Eles chegaram a ser
recebidos por Hitler e isso é fato. Em O Discurso do Rei, procura-se mostrar que tais afinidades existiram. Já W.E. - O Romance do Século enfatiza que eles queriam distância de Hitler, como todos os seres humanos de bem. E, na verdade, foram mal interpretados. Pode ser. Mas fica a dúvida. De todo modo, não seria uma obra de Madonna, se não contivesse uma pitada de polêmica. W.E. - O Romance do Século (W.E., 2011, Reino Unido, 119 minutos). Direção: Madonna. Elenco: Abbie Cornish, Andrea Riseborough, James D'Arcy, Oscar Isaac Evgeni, Richard Coyle, David Harbour.
GARBO A JOLIE: CARISMA NAS TELAS.
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Um garoto. A Europa.
de segunda categoria. Curiosamente, Wallis, muitos anos antes no tempo, fora uma mulher independente e senhora do próprio destino, além de visualmente exuberante, apesar de pouco bonita. A segurança foi justamente a qualidade que tanto fascinou Edward e o fez abrir mão do trono por ela. Madonna tenta investigar o outro lado: do que teria abdicado a mulher para ficar com aquele homem da família real inglesa? A diretora traça um sutil paralelo com a princesa Diana (1961-1997), outra personagem que causou comoção mundial ao embarcar em um romance com o plebeu Mohamed Al-Fayed. O ex-namorado de Diana não apenas permitiu que a cantora
por Meninos Não Choram e 2004, com Menina de Ouro, dirigida por Clint Eastwood. Já uma das queridinhas de Hollywood, por render bilheterias milionárias, ganhou um Oscar em 2000 por Erin Brockoviche foi duas vezes antes indicada. Mas desde então, Julia Roberts vem fazendo papéis de pouca repercussão, como a professora em Larry Crowne - O Amor está de Volta, no qual contracena com Tom Hanks. Outra bela que também é garantia de venda ingressos, começou a se aventurar atrás das câmeras. Angelina Jolie tem um Oscar de Atriz Coadjuvante por Garota, Interrompida, de 1999, e uma indicação por A Troca, de 2008. Em 2011 dirigiu In The Land of Blood and Honey (Na Terra de Sangue e Mel), sobre o relacionamento de um casal em meio a conflitos na Bósnia, pelo qual vem recebendo críticas favoráveis. Também entre as grandes, a francesa Marion Cotillard (Oscar por Piaf - Um Hino ao Amor, em 2007) ainda pode brilhar bastante. Por alguns comparada a Greta
(A Princesa de Marte), de Edgar Rice Burroughs, o filme é dirigido por Andrew Stanton (também diretor de Wall•E). Conta a história do rapaz inexplicavelmente transportado para Marte, onde se vê envolvido em um conflito de proporções épicas entre os habitantes do planeta, incluindo Tars Tarkas (Willem Dafoe) e a princesa Dejah Thoris (Lynn Collins). Carter terá que provar seu heroísmo.
A francesa Marion Cotillard como Edit Piaf, no filme Piaf Um Hino ao Amor (2007). Oscar pelo trabalho.
Europa Filmes/Divulgação
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adonna, quem diria, fez um filme terno, com começo, meio e fim, sem maluquices. Exagerada, midiática, a mais famosa estrela viva da música pop (havia Michael Jackson nessa categoria...) dirigiu seu segundo longa-metragem: W.E. - O Romance do Século, que chega nesta sexta (9) aos cinemas brasileiros. Você nunca ouviu falar do primeiro filme? Tudo bem. A maioria as pessoas também não. Foi Filth and Wisdom (Sujeira e Sabedoria), que passou despercebido nos Estados Unidos. E nem chegou por aqui. Já W.E. tem inegáveis qualidades cinematográficas. A base da trama é a história de Wallis Simpson (Andrea
Garbo (1905-1990), pela beleza algo etérea, não é semelhante à sueca na reclusão. A reservada Garbo concedeu, durante toda a vida, apenas 14 entrevistas. Foi indicada três vezes: por Anna Christie (1929); A Dama das Camélias(1937); e Ninotchka(1939). Só levou um Oscar honorário em 1954. A estatueta trazia a seguinte inscrição: "A Greta Garbo, por suas inesquecíveis performances na tela". Quem a viu
Entre as curiosidades relacionadas ao filme estão as cenas de batalhas envolvendo cerca de mil figurantes que receberam bronzeamento profissional. Outra: mais de 120 mil cristais Swarovski foram usados no traje de noiva de Dejah Thoris – incluindo seu vestido, a cauda, a coroa e pulseiras – e cada pedra foi aplicada à mão, uma a uma. Vingança Chega aos cinemas também O Pacto (Seeking Justice / Solo Per Vendetta, 2011, EUA / Itália). Com direção de Roger Donaldson, traz no elenco January Jones, Nicolas
atuar, de fato, não esquece. Até o brasileiro Mario Quintana prestoulhe homenagem em versos. "O teu sorriso é imemorial como as pirâmides", comparou. A colega Bette Davis (1908 -1989), declarou: "Seu instinto, seu domínio sobre a máquina, era pura feitiçaria. Não posso analisar a interpretação dessa mulher. Sei apenas que ninguém trabalhou com tanta perfeição frente à câmera". (LHC)
Cage, Guy Pearce, Jennifer Carpenter, Harold Perrineau, entre outros. Depois que sua esposa é assaltada e estuprada, Nick Gerard (Cage) contrata os serviços de um grupo especial para ajudá-lo a se vingar. Baleias Em O Grande Milagre (Big Miracle, EUA 2012), um repórter (John Krasinski), no Alasca, convida sua ex-namorada (Drew Barrymore), voluntária do Greenpeace, a uma campanha para salvar baleias presas no gelo do Ártico. Dirigido por Ken Kwapis, o mesmo de Licença Para Casar.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 9 de março de 2012 Peter Blake
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Peter Beard
Henri Cartier-Bresson
Cecil Beaton
Douglas Kirkland
Ernst Haas
MARILYN A diva, o mito. Segundo 50 artistas. Rita Alves
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para a revista Vogue, seis semanas antes de sua morte. Entre as fotografias mais conhecidas está a que exibe Marilyn com o vestido levantado, clicada durante as filmagens do clássico O Pecado Mora ao Lado, de Billy Wilder. Apesar de a imagem ter ficado popular, a versão final da comédia mostra apenas as pernas da musa e não a lingerie. Ricardo Comissoli, produtor da exposição, conta que a mostra estava sendo planejada para vir ao País desde 2008. E uma novidade na edição brasileira é a presença do quadro feito pelo artista plástico Vik Muniz, Marilyn Monroe – Pictures of Diamonds. "É a primeira vez que a obra dele faz parte da exposição", diz. Destaques? Comissoli afirma que é difícil elegê-los, já que a mostra traça um panorama da carreira da estrela com uma série de preciosidades. "Mas certamente o público vai reconhecer os trabalhos mais fa-
mosos como os de Andy Wahrol, por exemplo." O produtor ainda cita as imagens da musa com 24 anos, pertencentes a série One Night With Marilyn, feitas por Douglas Kirkland, em 1961, para a revista Look, e as da sessão Red Velvet Pose, clicadas por Tom Kelley, em 1949. Alguns pensamentos de Marilyn foram reproduzidos no cenário. "São as frases mais famosas dela e que fazem parte do catálogo original da exposição", explica Comissoli. "Elas mostram um pouco o modo como ela pensava. Uma delas fala sobre a projeção das pessoas em relação a ela e demonstra um pensamento complexo." A frase em questão, dita pela atriz, diz: "As pessoas costumavam olhar para mim como se eu fosse algum tipo de espelho ao invés de uma pessoa. Elas não me viam. Elas viam seus próprios pensamentos lascivos, e então velavam a si mesmos dizendo que eu era a lasciva."
Marilyn também declarou: "Eu não estou interessada em dinheiro. Eu só quero ser maravilhosa". Além de conferir na exposição que realmente ela foi, o visitante pode vê-la na telona, dentro da mostra de filmes exibidos pela Cinemateca até o dia 25 de março. Entre os clássicos estão os longas Quanto Mais Quente Melhor (Billy Wilder), Os Homens Preferem a s Lo i ra s ( H o w a r d H a w k s ) e A Malvada (Joseph L. Mankiewicz). A programação completa dos filmes está em www.cinemateca.gov.br.
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entra-e-sai na portaria da Cinemateca Brasileira em plena segunda-feira não é nada comum. Mas na última, dia 5, o movimento singular tinha um motivo especial: todos queriam ver Marilyn Monroe (1926-1962). A diva do cinema americano é tema da mostra Quero Ser Marilyn Monroe!, patrocinada pela Oi, Shopping Iguatemi e Fox Filme, e visitada apenas na estreia (dia 4) por 2 mil pessoas. A exposição, em cartaz até 1º de abril, acontece no ano do cinquentenário da morte da atriz e chega ao Brasil depois de ter passado pelos Estados Unidos, Canadá e Europa. Na Cinemateca, o público tem à disposição 125 obras de 50 artistas. Estão lá desde fotos tiradas na época em que ela era a ruiva e desconhecida Norma Jeane Baker até as últimas imagens feitas por Bert Stern
Cinemateca Brasileira. Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, tel.: 3512-6111. Segunda a cultura domingo, das 10h às 22h. Grátis. Até 1º de abril.
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UMA FOTÓGRAFA PAULISTANA NO AUGE Kety Shapazian Fotos: Debby Gram/Divulgação
Ensaio feito na área do Sambódromo conhecida como "cemitério do carnaval"
"Estudem iluminação", sugere Debby às jovens que estão começando.
fotógrafo de Madonna), a francesa Sarah Moon, o italiano Paolo Roversi, a pioneira Debora Turbville e o britânico Tim Walker como suas principais referências. "Me considero feliz em fazer algo que um dia era somente hobby. Hoje eu consigo viver da fotografia, mas não é tão fácil assim porque existe, sim, um preconceito em relação às mulheres – o mercado ainda é machista. Além de fotógrafa, a mulher tem de ser mãe, esposa e dona de casa e isso acaba dificultando muito as chances de pegar algum trabalho porque ele exige muito tempo, não só durante a sessão de fotos, mas antes e depois também", diz. Debby sugere às jovens que queiram ingressar no ramo "estudar muito a parte analógica da fotografia e depois ir para a digital". Quem quiser apreciar um pouco do trabalho dela pode visitar uma das lojas da grife UMA em São Paulo (há dois endereços, nos Jardins e na Vila Madalena). Para anunciar a coleção de inverno da marca, Debby trabalhou com dupla exposição e deu às imagens movimento e efeito tridimensional, criando vitrines para lá de originais.
FETICHE
Ellen Von Unwerth/Reprodução
Acima, Debby Gram, um dos principais nomes no mercado da fotografia de moda hoje no País. Seu trabalho é baseado em estudos de luz e experimentos com técnicas de fotografia, como múltiplas exposições e light painting, ou "pintura de luz".
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os 16 anos, ela teve o primeiro contato com a câmera – uma semiautomática do pai. Mas apenas em 2000, passou a fotografar profissionalmente. Hoje, Debby Gram é um dos principais nomes da fotografia de moda no Brasil. E do assunto, essa paulistana de 48 anos entende. Trabalhou na Vogue durante oito anos e foi assistente do editor de moda Giovanni Frasson. Saiu da revista em 1999 para ser assistente de outra fera, o fotógrafo Cesar Cury. Quatro meses depois, alçou voo solo. Seu trabalho é baseado em estudos de luz e experimentos com técnicas de fotografia, como múltiplas exposições e light painting, ou "pintura de luz". O procedimento, que existe há pelo menos seis décadas, consiste em fazer figuras utilizando fontes de luz, como as imagens de Pablo Picasso registadas em 1949 pelo fotógrafo Gjon Mili. "Eu acabo criando na hora da foto porque tudo é muito imprevisível e, com a fotografia, você tem uma certa liberdade de improvisar, de transformar. O trabalho acaba se transformando em um exercício", conta Debby sobre seu processo de criação. Pintura, cinema e música influenciam seu trabalho. Cita ainda o fotógrafo e pintor americano Man Ray, Steven Meisel (descobridor da top Linda Evangelista e
Em Fraulein, livro da alemã Ellen Von Unwerth, beleza e fetiche se misturam.
Por falar em mulher poderosa no mundo da fotografia, a editora Taschen lançou recentemente Fraulein, o mais novo livro da alemã Ellen Von Unwerth, cujas fotos, como esta à esquerda, misturam fantasia, fetiche e muita feminilidade.
Efeito tridimensional
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Fotos: Divulgação
A volta triunfal dos 'pingüinos' José Guilherme R. Ferreira
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cultura
Magret de marreco ao molho de vinho: prato principal no almoço do La Marie. Servido ao ponto, pode ser pedido mal passado, como o magret de pato.
Levezas e doces, para agradar às mulheres. Veja opções de menus "femininos" no evento Restaurant Week na Cidade. Lúcia Helena de Camargo
Abacate gratinado com frutos do mar: entrada do La Marie.
vendido mais do que esperava, durante o evento. E já cogita precisar pedir mais lagostas ao fornecedor. "A casa está lotando todos os dias", comemora. La Marie. Rua Francisco Leitão, 16. Pinheiros. Tel.: 3086-2800. Salada e sobremesa Mulher adora um doce. De posse dessa informação nada secreta, o Brown Sugar, estreante no RW, oferece menu que começa leve, com carpaccio ou salada Ceasar; continua com penne ou salmão ao limão e concentra fogo na sobremesa, terminando com uma respeitável torta de creme de
avelã. Como alternativa, há também a torta de limão. Opção vegetariana
ouve época em que o "pingüino", uma jarra destinada ao vinho tinto da casa, era presença obrigatória, principalmente no típico "bodegón porteño". Pois esse pichet dos argentinos está de volta não só em bairros populares de Buenos Aires, onde nasceram, como também invadiram bares da moda e restaurantes de Palermo Hollywood e Palermo Soho. Em Palermo Viejo, um batalhão de "pingüinos", no mais clássico desenho portenho, está de prontidão na cultuada loja Calma Chicha, em prateleiras ao lado de outras peças de design. Nas mesas, entretanto, é preciso estar atento ao conteúdo das jarras coloridas, de vidro ou porcelana, para que a celebração do vinho argentino de qualidade seja completa. Esse parece ser o desejo do jornalista argentino Damián Weizman, especialista em vinhos do Diário Los Andes e um dos grandes entusiastas da volta desse objeto que é uma verdadeira instituição portenha. No site de Los Andes, Damián brinca: esse pinguim não é K (pingüino era um dos apelidos de Néstor Kirchner). Acrescento: e nada tem a ver com a campanha pessoal de Cristina Kirchner, atual ocupante da Presidência de La Nación, que tem retratos seus colados a cada ponto de ônibus da capital. O movimento dos "pingüinos", não orquestrado, embalado informalmente pelos amantes do vinho argentino, acaba entretanto sintonizado com as várias campanhas oficiais de valorização do vinho do país, a começar pelo difundido slogan: "El vino nos une". O mote esteve estampado até a semana passada nos cartazes que promoveram a 10ª Festa da Colheita de Mendoza, um evento já
Outro que integra o SPRW pela primeira vez, Pimenta Fantasma Spicy Bistrô, chega com menu que inclui risotos de polvo e de broto de bambu e rolinhos vietnamitas de folhas com mix de cogumelos, na opção vegetariana. E para sobremesa, torta de pistache e cerejas húngaras, sorvete de chocolate meio amargo, calda de chocolate e aguardente de pera.
tradicional, com calendário artístico de mão cheia, que tem sua apoteose no palco plantado nas barbas do Aeroporto Internacional de Mendoza. Em 2000, graças à iniciativa do Fondo Vitivinícola Mendoza, um vinhedo de 3 hectares da uva Malbec passou a ser cuidado na área do aeroporto, como um portal de boas-vindas aos apreciadores do vinho mendocino. O palco é cercado pelas videiras. Artista da festa, o vinhedo também é iluminado pelos holofotes. A partir de 2005, um vinho da "uva aeroportuária" começou a ser engarrafado com o rótulo Destino, mais uma peça em nome do vinho argentino. Os comandantes dos voos que ali chegam não errariam ao anunciar: "senhores passageiros, estamos pousando no vinhedo do Aeroporto Francisco Gabrielle, de Mendoza.
José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome)
Todos os menus e endereços: www.restaurantweek.com.br
Música invulgar Aquiles Rique Reis
Rafael Wainberg/Divulgação
D Rolinhos vietnamitas de folhas com cogumelos: Pimenta Fantasma.
Beto Riginik/Divulgação
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té o dia 18 acontece na Cidade a 10ª edição do Restaurant Week. Como nas demais vezes, cada casa oferece cardápios fechados, com entrada, prato principal e sobremesa, ao preço de R$ 31,90 no almoço e R$ 43,90 no jantar. É sugerida uma doação de R$ 1 a cada refeição destinada a ações sociais. O evento cresce a cada temporada. Desta vez há 57 restaurantes estreantes. Entre eles, o Brown Sugar, a Hamburgueria Nacional, Le Petit Bistrot e Pimenta Fantasma Spicy Bistrô. No total, há 250 participantes, incluindo restaurantes de cinco cidades do interior paulista. Os organizadores esperam atrair 400 mil clientes. E como ontem, quinta (8) foi o Dia da Mulher e as comemorações se estendem final de semana adentro, aproveitamos o evento para sugerir pratos que possam ser considerados legítimas representações de "comida feminina". Mas será que as mulheres, de modo geral, possuem paladar diferente? Edson di Fonzo, chef e proprietário do restaurante La Marie, acha que sim. "Geralmente elas preferem um tempero mais leve. Muitas gostam de finalizar o prato à mesa, adicionando azeite ou sal, de acordo com o gosto pessoal", diz. "Não há dúvida de que o paladar feminino é mais sensível e apurado", afirma. "Pela minha experiência posso atestar também que elas sentem mais o ácido e o azedo. Assim, preciso colocar menos vinagre ou limão quando o prato é destinado a uma mulher." O steak tartar – à base de carne bovina crua – está entre os pratos preferidos pelas mulheres em seu restaurante. Mas os campeões de pedidos por elas são os peixes e frutos do mar. No cardápio do Restaurant Week, o La Marie oferece abacate gratinado com frutos do mar na entrada; magret de marreco do molho de vinho para prato principal e fantasia de morango com suspiro, compota de fruta e sorvete de creme para sobremesa. No jantar, ostras gratinadas, lagosta com papardelle de Merlot e mousse de maracujá. "A lagosta faz sucesso entre as mulheres", relata Di Fonzo. Tem
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Torta de creme de avelã do Brown Sugar.
éa Trancoso é mineira do Vale do Jequitinhonha. Cantora e compositora, sua música está entrelaçada à beleza e à miséria da terra que a viu nascer. Amparada na beleza, em meio à solidão, fez-se menestrel de sua gente e intérprete de suas almas - tantas e tão profundas que, não lhe cabendo no corpo, escapam para flutuar em meio à magia da viagem, plena de muitos atalhos. Ao gravar Serendipity (Tum Tum Tum Discos), testamento aberto em plena vida, ela retratou em canções um ser humano que, diante das pedras no meio do caminho, não resistiria a alguns compassos de sua existência sem a música. São onze músicas só dela, uma com Chico César, uma com Badi Assad e outra com Rogério Delayon. Ele, convidado por Déa, coproduziu o álbum com ela e tocou violão de aço, de nylon, de sete e de doze cordas, guitarra, banjo, ukelele e viola caipira. Em sete faixas, apenas ela e ele estão juntos. E se bastam. Água Serenada é uma composição de Déa. Inspirada num mote de seu avô, o impacto é perturbador. As cordas de aço do violão de Rogério Delayon amparam o carinho que deságua da boca da intérprete. Os ouvidos reparam a saudade e buscam nela o conforto. Minha Voz é homenagem prestada por Déa a Gilberto Gil, canção rica em versos e em harmonia, que dá à autora a chance de se dar com voz ainda mais delicada. O violão de doze de Delayon ponteia e, como que se recusando a terminar algo tão belo, dá de repetir e de repetir um mesmo acorde... Fim. Em Pra Tavinho (homenagem a Tavinho Moura), Delayon toca violão com cordas de aço,
viola caipira e guitarra. Mais uma moda bem mineira, suave, lírica, bela. Com Chico César, Déa compôs Bordado. O banjo de Delayon começa. O violão vem com a voz de Déa. Logo o banjo está de volta. O baião flui serenado. Meu Colo, Tua Casa (Badi Assad e Déa) é um dos mais belos momentos do disco. O arranjo e o violão são da própria Badi Assad. E é ela quem começa cantando. Mesmo sussurrada, sua voz ressoa. A vez de cantar passa a ser de Déa. A canção vai ganhando ares de doce força. Enquanto Déa canta para finalizar, ouve-se, lá longe, bem em segundo plano, a voz ainda mais sussurrada de Badi Assad... Meu Deus! Gismontiana (Déa) é valsa feita por Déa em louvor a Egberto (ele que bem a merece). Juarez Moreira harmonizou, fez o arranjo e tocou violão com cordas de nylon. Uma beleza! Corpo (Déa) é moda de viola tocada com sitar. A voz de Déa soa como a do cantador da feira. As cordas do instrumento originado da Índia fazem as vezes de viola, ponteiam como ela e resultam em instigante estranhamento. Déa Trancoso é única. Seus agudos são fiéis depositários de sua emoção. As palavras, espelho de vida vivida. A voz carrega a afinação, é parceira dela. Seus passos são dados com a convicta certeza de que a cada um mais ela se aproximará da realização da missão de ser, ela própria, música - fêmea, feminina, mulher, símbolos, quase sinônimos do dom de refletir a beleza em som. Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
MEMÓRIA Titãs: três décadas. O grupo toca na íntegra o disco Cabeça Dinossauro, para lembrar 30 anos de estrada. Sérgio Britto, Tony Bellotto, Paulo Miklos e Branco Melo dão show no Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000. Sexta (9), sábado (10). Tel.: 2076-9700. 21h30. R$ 40.
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Alentejo, o Sertão Português Carlos Celso Orcesi da Costa
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e Portugal é pequeno Brasil, o Alentejo é o sertão. E como diz o mestre o sertão são os todos, as gerais, o raso pior havente. Guimarães Rosa talvez descrevesse o Alentejo como o sertão português de planuras intermináveis, o tudo fervente de sol ou causticado de frio ausente de meio-termo! Sobreiros, laranjeiras, pinheiros e figueiras, estevas, anêmonas do vento, gerânios selvagens e... ovelhas. Miguel Sousa Tavares rediz: "Évora. Meiodia. O comboio tinha parado na estação, no coração do Alentejo... Vendedores de refrescos e de comida percorriam as carruagens do lado de fora, vendiam queijos de ovelha, enchidos, mel, frutas e ervas medicinais. Eis a pátria no seu esplendor" (Equador, romance). Acontece que o mundo está em transformação. O sertão de Rosa foi pego no contrapé da transição, quando o Brasil de Kubitscheck, o bandeirante mineiro, passou a cuidar das entranhas do território despovoado. Assim também o sertão lusitano, como descobrimos no L'and Wine Resort em Montemor-o-Novo, condomínio em que cerca de 80 proprietários escolherão casas de seis arquitetos (mantida certa unidade), com direito a
L'and Wine Resort e Monte da Ravasqueira fan nos premiou com "vieira e girolle em sabayon trufado com tosta fina de pão alentejano". Anotei dez porque minha classificação não ia até onze! Depois a excursão foi bater na Herdade de São Miguel, instalações moderníssimas de maquinário italiano (Gai), sob direção de Nuno Franco. Produz 3 milhões de garrafas com o dobro de capacidade. A família proprietária vem da indústria de cimento e não faz vinho para vencer concurso. Visa lucro, porque não? Ao cair da noite chegamos à Monte da Ravasqueira. Dispensável rever a linha
dois hectares de vinhedos próprios monitorados pela enóloga Patrícia Baptista (ex-Esporão). No centro o hotel futurista desenhado pelo brasileiro Marcio Kogan (foto) tem spa, catering, lavanderia, segurança e até babysitting para cuidar das crianças. Afinal os pais precisam dedilhar i-pads e responder a correios... E à noite degustar o próprio vinho: nada mau! No restaurante sobre o lago o almoço se iniciou com Esporão Verdelho 2010, branco vivo e de acidez equilibrada e terminou com Land 2009 que Patrícia salvou de má colheita. De entrada o chefe Miguel Laf-
de produção com todos os brilhosos reservatórios de aço inox e barris de carvalho novo, pelo que saímos ao frio abaixo de zero para ver troleis, arreios e carruagens de seu belo Museu. A grande lareira no centro do refeitório nos aguardava com robusto cozido a portuguesa, acompanhado de vários brancos e tintos. O ousado Monte da Ravasqueira (60% Alicante Bouchet, 30% Syrah e 10% Petit Verdot, obra do notável enólogo Rui Reguinga) é vendido a R$ 55 na Vinci. Eis vinho perfeito para quem pretende começar... além do Tejo. O MR Premium custa se-
te vezes mais: R$ 434. Agradecemos à equipa do diretor Joaquim Guimarães, Maria João e o alto staff da vinícola que se fazia presente, a nos mostrar que certas coisas permanecem as mesmas: a hospitalidade alentejana. Sob a direção eficiente das duas Sónias Vieira e Fernandes, cicerones da ViniPortugal, chegamos à Pousada dos Lóios em Évora (patrimônio da humanidade Unesco) por volta das 10;30. Curioso relembrar como começa o Grande Sertão: Nonada, que o italiano Edoardo Bizzarri traduziu como non é nulla, acertando o sentido mas falhando
na poesia. Impossível traduzir Rosa porque o tradutor teria que criar palavras: nonulla. Importa que o não é nada da abertura do maior romance escrito, conforme o jeito mineiro que não gosta de alardear, ensimesmado e matreiro, assume o sentido contrário de é-tudo: o medo e a coragem, a violência e o amor, o regional e o universal. Faltou-nos ver a pisa dos pés descalços a fermentar as uvas, os lagares de cimento e as talhas de barro que talvez continuem a estocar vinhos de mesa, talvez subir ao alto a Portalegre ou descer a Beija no sul, esbarrar a leste na fronteira d'Espanha. Faltou Esporão, Mouchão, Perdigão, Cortes de Cima, Monte dos Cabaços, Cartuxa e Carmin e o lado bucólico que talvez pudéssemos encontrar... com o auxílio do gps. Desse fragmento novo que mestre Dias Lopes (Gosto), Susana Barelli (Menu), Alexandre Lalas (bloguista e profundo conhecedor), Alexandre de Angola e eu assistimos, ficou-nos a sensação de que o Alentejo reúne o melhor dos mundos d'a Cidade e a Serra de Eça de Queiróz: a tradição da planície e a modernidade da civilização. Assim como era antes e agora e sempre, o Alentejo é o tudo.
Misturando tendências e estilos (#)
Romance mítico sobre os Bálcãs
Armando Serra Negra
Renato Pompeu massa, e que ele encontrou várias vezes, durante anos, em diferentes lugares, sem que o homem jamais demonstrasse qualquer envelhecimento. Essa história se enovela com outra, a de uma surda-muda da aldeia natal do avô, que durante a infância dele se torna amiga de um tigre que tinha fugido de um zoo. Assim define a autora o seu livro: "É uma saga de família que ocorre numa província fictícia dos Bálcãs. É sobre uma narradora e seu relacionamento com o avô, que é médico. É uma saga sobre médicos e seus relacionamentos com a morte durante todas essas guerras nos Bálcãs". Co-
mo pano de fundo de todas as histórias, está a guerra onipresente. Mas Téa Obreht chama a atenção para o fato de que seu romance não é autobiográfico. Ela não testemunhou em sua vida nenhuma cena de guerra, e seu avô não era médico, e sim engenheiro aeronáutico. Além disso, as histórias que seu avô lhe contava não eram imaginárias, nem produtos do folclore, e sim sobre experiências reais que ele tinha tido em meio a sua carreira que o levou para diferentes regiões da antiga Iugoslávia e até para diferentes países. O que está preservado no livro, diz ela, é o cálido relacionamento que ela tinha com o avô. O livro é literalmente encantador, apesar de estar envolto pela guerra e pela violência mesmo em tempos de paz.
S A Ç N A I R C
oras
Lições son
diz de jeto Apren anda o Pro ças e Adolesm co ) to o n o (f o para Cria do cio Galind oão Maurí lizado pela Associaçã o e divertido, G alin d a lee ja , o a id , n sp a ro e t m s D e Ma fim de se (Tucca). e r st e e c n N e . â a C ã d m criança os de Jo o centes co com trech e música à , d a s ra e er b p o çõ , Ó li a e e h d transmit lo Cenas ro de Sevil , e o Barbei o espetácu va ao palco bula de Humperdinck fá Maria, uma belas e alee d a d rechea sta ias, compo d lo e m s as gre m a ip i. Partic por Rossin as M anuela ric cantoras lí a s. b ia n a Po rt a F e a u Fre Jú ça ra P aulo. Sala São P Te l. : 3 2 2 3 s. li o P re s te o (1 0 ). 1 1 h . ad b á S . 6 6 9 3 Arquivo DC 60. (MMJ) R$ 55 a R$
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Meios tons, trabalhados por engenhosos jogos de luz, criam os cenários do Alberta#3. Convite para os de 30 curtir conversas, dançar e beber em paz.
À
noite, o Centro de São Paulo tem um "Q". E um "#". Antigos postes de luz, cúpulas de alabastro iluminando praças e avenidas, de modo indireto sem ofuscar, esparramam luz homogênea e difusa convidando ao romance. Sugerem a beleza da Cidade, cantos e encantos ocultos durante o dia. Propõe alta boemia: bares e boates transados vão abrindo as portas. Sem a balbúrdia dos bairros da moda. Dos muitos piQues do Centro, embalados pela arquitetura histórica de Ramos de Azevedo (18511928), Jacques Pilon (1905-1962), Rino Levi (1901-1965), e cinzel de Luigi Brizzolara (1868-1937), Victor Brecheret (1894-1955), Bruno Giorgi (1905-1993), entre outros, estão as várias esculturas da praça Dom José Gaspar, observando os notívagos da
balada Alberta#3. Usado em diferentes propósitos numerais, eletronicamente o number sign (#) indica links de acesso no Tweeter, digitado no inicio das palavras-tópico. Dígitos contemporâneos alinham-se ao classicismo ao redor, pequena fachada de cortinas azuis transparecem nos vidros da porta dupla de madeira clara. Porteiro a caráter, terno e gravata, roda a maçaneta dourada e permite entrar. Sob o letreiro de neon. O "#" do bar é misturar tendências no estilo offBroadway, luxo despojado que só o Centro sabe oferecer. Educada revista, a concierge libera o cartão-comanda: caipirinha, caipiroska, sakerita (R$ 14); chopes Braumeister (R$ 4, R$ 8), Colorado Appia (R$ 6, R$ 12), Guinness (R$ 9, R$
15); uísque Black Label (R$ 20), drinques e refris. LPs reciclados em cardápios: chips Ramona (banana, inhame, mandioca, pastas de queijo, ervas e shimeji - R$ 22) etc. Uma mesa de DJ para noites mais calmas (terçafeira) distrai a atenção do pôster P&B de Bob Dylan que vai até o teto. Compacto balcão ao fundo, o ambiente é pequeno, repetindo-se no andar superior: sofá Chesterfield de couro marrom suporta mezinhas de tampo de cerejeira, pés cinzelados como os postes da avenida, confortáveis poltroninhas clássicas, tacheadas como os cadeirões do balcão maior. Neil Young alheio, esparramado entre baixos e guitarras. O #top do lugar revela-se depois das 22h - as festas bombam. Ingressos de R$ 25 a R$ 35: ou mande um e-mail com seu nome e ganhe desconto.
Underground na acepção, irados Mick Jagger e Keith Richards conduzem por 17½ degraus estreitos, inclinados e descendentes, à pista. DJs de subsolo teclam o melhor do rock (desde os clássicos), indi e soul. Mixam novidades para a galera acima de 30 anos. Porão inteiro pintado de preto (à espera de adesivos brancos nas paredes), a cor fica por conta das luzes frenéticas que piscam à elegância discreta das meninas que dançam, na mais completa tradução dos negros gatos que acompanham... #enjoy it ! Alberta#3. Avenida São Luiz, 272. Centro. Tels.: 3151-5299 e 3159-1435. www.alberta3.com.br clubealberta@gmail.com
Aberta a temporada de concertos
O
programa mais curioso da semana é a apresentação da Orquestra Jovem do Estado, conduzida pelo inglês Frank Shipway (foto), venerado pedagogo na Europa, que gosta de trabalhar no Brasil. Ele é professor no Conservatório Real de Música de Bruxelas, e excepcional regente de ópera (atuou na Nacional Inglesa, na Real de Copenhagen e no Teatro Nacional de Manheim). Com a Estadualzinha, interpreta obras de Wagner, Schubert e Dvorák. Sala São Paulo. Praça Júlio Mesquita. Tel.: 3223-3966. Domingo (11). 11h. Grátis. Sinfônica Heliópolis Isaac Karabtchevsky dirige a orquestra neste fim de semana, com um programa vibrante: Concerto para Orquestra, de Béla Bartók; Concerto para Piano e
Orquestra Nº 5 em Mi Bemol Maior Op. 73 - Imperador, de Beethoven (solo de Jean Louis Steuerman). A Heliópolis, consagrada até no exterior, tem como patrono um dos mitos da regência, o indiano Zubin Mehta. Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes. Tel.: 3223-3966. Sábado (10). 21h. R$ 20 a 30. Sinfônica da USP Sob a batuta de Wagner Polistchuk (também 1º trombonista da Osesp), toca peças de Shostakovich, Lutolawski e John Adams. Repertório dinâmico, moderno e ousado. Participa a violinista americana Elizabeth Pitcaim, que sola o Concerto para Violino e Orquestra em Mi Menor Op. 64, de Mendelssohn. Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes. Tel.: 32233966. Domingo (11). 17h R$ 12 a 60.
Osesp Com a americana Marin Alsop, agora regente titular no pódio, interpreta Terra Brasilis - Fantasia sobre o Hino Nacional Brasileiro, de Clarice Assad; Concerto Nº 22 em Mi Bemol Maior K492, de Mozart (solo do francês David Fray) e a Sin-
Arquivo DC
Sérvia: Rio Danúbio congelado.
Fotos: Paulo Pampolin/Hype
primeira coisa a se notar sobre o romance A Noiva do Tigre, de Téa Obreht, 27 anos, escritora de origem bósnia e eslovena (seu avò materno era um esloveno católico romano e sua avó materna, uma bósnia muçulmana), nascida na Sérvia em 1985 e radicada desde os 12 anos nos EUA, onde o livro foi lançado no ano passado e já ganhou o prestigioso Prêmio Orange (foi a autora mais jovem jamais contemplada com essa premiação), é que a tradução alterou o titulo original, que era, traduzido corretamente, A Esposa do Tigre. Tratase de uma visão mítica sobre o conturbado cotidiano dos Bálcãs, bastante bem escrita e envolvente. Tea Bajraktarevic, seu nome original, viveu em Belgrado, onde nasceu, com a mãe e os avós maternos - o pai nunca foi uma presença em sua vida -, mas saiu com a família da antiga Iugoslávia, por causa da eclosão da guerra dos Bálcãs, indo primeiro para Chipre e depois para o Egito. Em 1997, seus avós retornaram para Belgrado, mas a mãe e ela foram para os EUA, tendo a jovem se formado em literatura e escrita criativa na Universidade da Califórnia do Sul e na Universidade Cornell. O avô morreu em 2006, logo depois de pedir que a neta escrevesse com o sobrenome dele, Obreht. A relação de uma jovem médica com seu avô cirurgião do Exército é o centro do primeiro romance de Téa Obreht, justamente A Noiva do Tigre. Herdeira de três culturas dos chamados eslavos do Sul, as da Bósnia, Eslovênia e Sérvia, a autoria situa a trama num país não-identificado dos Bálcãs, cobrindo o período desde a Segunda Guerra Mundial até agora. O avô conta à neta histórias de sua vivência, como a de um homem que nunca iria morrer, mas que estava sempre presente onde havia mortes em
Arquivo DC
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fonia Nº 5 em Ré Menor Op. 47, de Shostakovich. Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes. Tel.: 3223-3966. R$ 26 a R$ 149. Sexta (9). 21h. Sábado (10), 16h30. Parque da Independência. Rua dos Patriotas. Ipiranga. Tel.: 3223-3966. Domingo (11). Grátis. (MMJ)
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Palácio Capanema: modernismo no estaleiro. A casa que abrigou o Ministério da Educação na era Vargas será restaurada. É investimento de R$ 12 milhões. Fernando Gabeira Da portaria principal do edifício vê-se o pátio com azulejos internos
Gustavo Capanema (1900 - 1985) entrou na vida política em 1927, como vereador à câmara municipal da cidade mineira de Pitangui, onde nasceu. Amante das artes, considerado um intelectual, comandou o Ministério da Educação no governo de Getúlio Vargas.
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arco da arquitetura moderna no Brasil, o Palácio Gustavo Capanema, construído no centro do Rio de Janeiro, entre 1936 e 1945, para ser o Ministério da Educação, vai para o estaleiro. O governo resolveu investir R$ 12 milhões na sua reparação e, possivelmente, além do estaleiro, o Palácio Capanema vai também para o sofá: o que fazer com essa herança cultural do modernismo no Brasil? Ao ser construído, no governo Getúlio Vargas, o Ministério era dirigido por Gustavo Capanema, um intelectual que pretendia, também, impulsionar a arte moderna no País. Embora, pessoalmente, não fosse um adepto do modernismo, Capanema considerava sua tarefa mais ampla do que dirigir programas escolares. O próprio Getúlio Vargas, a julgar pelas recentes revelações de seus discursos carbonários da juventude, talvez se identificasse com a irreverência do movimento. O Palácio Capanema inspirou-se nos esboços do pioneiro da arquitetura moderna, o francosuíço Le Corbusier e acabou agregando, além dos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, pintores como Candido Portinari e escultores como Bruno Giorgio e o
Entrada privativa das autoridades (acima) e o auditório (abaixo): à espera de um resgate. Foto maior: o mezanino, usado agora para exposições. No detalhe, maquete de Lúcio Costa. Imagem da Fundação Lúcio Costa.
Fotos: Fernando Gabeira/DC
paisagista Burle Marx . Nos 27 mil m² de construção há pegadas dos maiores talentos do movimento modernista que, apesar de tender para esquerda, apoiou-se no governo Vargas para realizar seu projeto estético. O elo entre Capanema e os intelectuais era o poeta Carlos Drummond de Andrade, seu chefe de gabinete. Abria uma janela que o próprio governo Vargas estava buscando para entrar no mundo moderno. Lúcio Costa afirmava que o projeto, além da preocupação social, contribuía com a vida introduzindo formas límpidas numa cidade dominada pela monotonia conservadora. Como suspeitava Mário de Andrade, a arte não iria mudar o rumo do País. Tanto que as formas límpidas foram rapidamente envolvidas pelo crescimento caótico da metrópole. Visitar o Palácio Capanema num calor de 39,6 graus no Rio revela um dos maiores desafios do projeto de restauração. Como climatizar um prédio de 14 andares, sem desfigurá-lo? Há outros problemas, como os elevadores que devem ser substituídos em 300 dias, segundo o projeto de restauração. Le Corbusier parece ter antevisto os detalhes climáticos. Sua proposta inicial era a de que o prédio fosse construído à beira-
mar, onde, além da vista, há a brisa. enguiçados, imensos espaços Ele introduziu também o brisevazios lembram algumas soleil, placas destinadas a proteger instalações de países socialistas na a fachada norte do edifício. São fase mais decadente. placas de cimento amiantado que, O governador do Rio, Sérgio na época de sua introdução, Cabral, chegou a anunciar, no representavam a vanguarda. Um exterior, que o Palácio Capanema dos participantes do projeto, seria usado como sede da Carlos Stroebel, propôs que fossem coordenação da Copa do Mundo. acionados por células fotoelétricas. Seria uma pisada das chuteiras Hoje, o amianto está em via de na arte moderna brasileira, mas a ser proibido e os brise-soleil pouco reação dentro das próprias podem contra as altas instituicões culturais do governo temperaturas do Rio. detonou a sugestão de Cabral. Logo na entrada do prédio, Hoje, o mezanino do Palácio envolvido na penumbra, há um Capanema é usado para busto de Vargas. exposições de O lugar de honra arte. Encontrei é destinado ao em plena presidente da instalação de sua época. O prédio obra o pintor foi construído Paulo Paes, com sobre pilotis e a balões de papel. ideia era a de Como alguns ocupar todo o funcionários que quarteirão mas, encontrei nas Fundação Lúcio Costa/Divulgação ao mesmo escadas, ele tempo, permitir que as pessoas reclamou do calor: "O lugar é transitassem com liberdade ótimo, mas muito quente". entre as colunas. O calor está presente, também, O grupo que projetou o edifício em outras opções da época: pela mais tarde levaria algumas das primeira vez no Brasil, construíamideias para a construção de Brasília. se fachadas de vidraça. Mais tarde, Pé direito alto, sem paredes surgiram as vidraças em ray ban, divisórias, o prédio acabou sendo que detêm mais ainda o calor e são utilizado pela burocracia do contraditórias com o projeto Ministério da Cultura. Hoje, é uma modernista de fazer uma arte que repartição. Rachaduras nas não mimetize a europeia, adaptada colunas, insetos, elevadores às condições locais.
Pátio: trânsito livre; Lúcio Costa e imensa biblioteca, subutilizada.
Se um dia o Palácio Capanema deixar de ser um espaço burocrático, pode se transformar num museu vivo, uma introdução à arte moderna moderna no Brasil. Fará melhor à Copa do que se tornar sede administrativa. Seria programa para os estrangeiros. Para quem passa na Avenida Graça Aranha, as laterais do prédio têm alguma coisa mais elaborada para ver para ver do que os grafites urbanos: azulejos de Portinari. São temas marinhos. O prédio estava relativamente perto do mar. E não se imaginou que o mar ficaria distante quando o crescimento o envolvesse. O mar nas paredes é uma espécie de saudade antecipada. No interior, os painéis de Portinari tentam reconstruir o desenvolvimento econômico do Brasil. Capanema era muito simpático com os artistas, mas a correspondência entre ele e Portinari mostra que os painéis foram encomendados nos detalhes. Era preciso que Portinari pintasse o gaúcho, o sertanejo, que lesse antes os Sertões de Euclides da Cunha, enfim que seguisse a orientação de Capanema. Ao longo dos andares que percorri há bustos de vários modernistas, como o próprio Lúcio Costa, e mesmo Mário de Andrade. Os jardins de Burle Marx, também
um pouco imprensados na paisagem urbana, são uma espécie de antevisão do que ele faria adiante na Pampulha, no Aterro do Flamengo, no Rio, e em Brasília. Tudo no edifício lembra a aurora do modernismo e enfatiza as relações ambíguas dos intelectuais com o governo Vargas. Se, um de lado, Capanema tirou proveito político do movimento, de outro, os artistas encontraram uma forma de mostrar seu talento e de se preparar para novos projetos. Dizem que, no princípio, havia peixes com a cara de Capanema nos azulejos. Era uma espécie de homenagem ao ministro. Com os novos tempos, os peixesCapanema foram retirados e podem estar arquivados no acervo do Ministério da Cultura. Mais do que apenas um edifício, o Palácio Capanema, com seus grandes salões empoeirados na penumbra, é uma história do choque do idealismo dos modernistas com a realidade. Deixá-lo decair longe de nossos olhos é quase tão triste como transformá-lo em sede administrativa da Copa do Mundo. No entanto, sacrificá-lo ao futebol ou à falta de imaginação burocrática, é um falso dilema. As pessoas deveriam andar pelos seus corredores com a mesma liberdade com que transitam entre suas colunas.