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Diário do Comércio - 09/01/2014

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Corredores de ônibus: parada obrigatória.

'Pancadão'? Pode bater forte. Haddad vetou projeto de lei que proibia bailes funk em locais públicos, os "pancadões". Segundo o prefeito, o projeto inviabilizava eventos como a Virada Cultural. Pág. 8 Ano 90 - Nº 24.037

Conclusão: 23h55

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

Tiago Chiaravalloti/Folhapress

O prefeito Haddad foi brecado outra vez na implantação de um projeto caro à sua administração. A suspensão da licitação de R$ 4,7 bi para 150 quilômetros de corredores de ônibus teve algo em comum com o aumento do IPTU, derrotado no STF: precipitação. Se num caso a Câmara votou fora de hora, no outro faltam o próprio projeto básico e a lista de recursos que estão previstos no Orçamento. Agora, a Prefeitura tem 15 dias para desobstruir os corredores. Pág. 8

R$ 1,40

São Paulo, quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Mark Makela/The New York Times

Todo o mundo fala de Pedrinhas, menos Brasília.

Eis os 'ancestrais' de Edward Joseph Snowden O simpático casal da foto roubou documentos do FBI que revelaram espionagem do governo dos EUA contra dissidentes em 1971. Pág. 7 Paulo Pampolin/Hype

Sérgio Lima/Folhapress

Escândalo: espiões em RH de empresas.

Enquanto a imprensa dos EUA, Inglaterra, Espanha e Argentina fala da crise no sistema penitenciário do Maranhão e a ONU denuncia o "estado terrível" das prisões no Brasil, o governo brasileiro silencia sobre as atrocidades em Pedrinhas (MA). Mas não se preocupem: as geladeiras da governadora Roseana Sarney (PMDB) estão a salvo. Nesta semana, o Estado escolherá os fornecedores que garantirão 2,5 t de camarão fresco grande com cabeça, 2.500 garrafas de "refrigerante rosado" com "água gaseificada, açúcar e extrato de guaraná" (descrição do maranhense guaraná Jesus), 750 kg de patinha de caranguejo... Pág. 6

A francesa Virginie (foto) saiu de licença médica. Espionada, foi demitida. Agora, é a empresa que está sendo punida. Pág. 16

Dia de visitas a João Paulo, antes da Papuda.

O visitante Rainha (foto) disse, ao sair: "Inocente não tem medo de cadeia". Pág. 5

Theophile Trossat/The New York Times

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ulgaçã

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Holan

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Com aulas antecipadas por causa da Copa, comércio se prepara para atender possível pressão pelas compras de material escolar. Sindicato prevê avanço de até 8% nas vendas. Pág. 11

Mauro

Papelarias entram em campo

Novos sabores dos gelados. Em Sampa no verão. Sorveterias lançam novidades, restaurantes criam sobremesas geladas. A Cidade em clima de verão e férias. Pág. 9


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

As ameaças do sindicato local são absurdas, chegando a pregar a retirada de incentivos fiscais da empresa. Aristóteles Drummond

NOSSA POSIÇÃO

Desafios e perspectivas SXC

ão foram divulgados ainda os resultados de todos os indicadores da economia brasileira referentes ao ano de 2013. Mas pode-se considerar que o desempenho no ano foi apenas razoável em termos de crescimento do PIB, que deve ficar pouco acima da casa dos 2%, e medíocre no tocante à esperada redução da taxa de inflação, que ficou praticamente no mesmo patamar de 2012 e novamente acima do centro da meta, de 4,5%. A produção industrial apresentou recuperação modesta e o setor externo fechou o ano com dados preocupantes. O pequeno saldo positivo da balança comercial foi obtido com manobras nos dados sobre a exportação de plataformas de petróleo que na verdade nem deixaram o País. E aumentou de forma expressiva o déficit na conta de serviços.

Mesmo com a redução de alguns incentivos fiscais, é possível que o governo precise recorrer novamente a alguma receita extraordinária, talvez agilizando as “privatizações” na área de infraestrutura.

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ingresso de investimentos diretos do estrangeiro se reduziu. Embora o saldo negativo das contas externas não represente ameaça no curto prazo – graças ao volume das reserva – ele sinaliza para o excesso de consumo sobre a produção doméstica e um eventual desajuste do câmbio, cuja correção terá impacto negativo sobre a taxa de inflação. Já o desempenho do varejo pode ser considerado positivo, com crescimento superior ao do PIB, na casa dos 4,5% a 5%, sustentado pelo aumento do emprego, da renda e do cré-

s empresas em geral precisam se preparar para um ano atípico, em que a realização da Copa do Mundo deverá provocar paralisações das atividades em alguns dias de jogos do Brasil. Existe a possibilidade, também, da realização de manifestações. As eleições não deverão alterar as perspectivas de crescimento modesto da economia, pois a difícil situação fiscal da União e dos Estados deverá limitar uma expansão mais acentuada dos gastos públicos. Para os empreendimentos de menor porte, o cenário é de aumento da informatização da burocracia, como o e-Social e a nota fiscal eletrônica ao consumidor, o que exigirá grande esforço para o seu atendimento.

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dito, mas com tendência de desaceleração desses fatores nos últimos meses. A divulgação antecipada do resultado das contas públicas do governo federal, visando a acalmar a “a ns ie d ad e ” do mercado, mostrou um "superávit" de R$ 75 bilhões – acima, portanto, do valor fixado após várias revisões e descontos, de R$ 73 bilhões. O resultado, no entanto, não tranquilizou os agentes econômicos, porque esse saldo foi obtido com receitas temporárias, pa-

ra cobrir gastos permanentes, e também porque ainda não se conhecem os dados de estados e municípios que devem compor o superávit primário total. o entanto, o que mais frustrou o mercado foi a falta do anúncio do compromisso para 2014 em relação às contas públicas, ano sabidamente mais complicado pela expectativa de menor crescimento da receita tributária e maior dificuldade

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para o controle de gastos em virtude do processo eleitoral e gastos com a Copa do Mundo. Fatos positivos em 2013 foram os resultados dos leilões do Pré-Sal, de aeroportos e de rodovias, após a mudança - embora com grande atraso - da postura do governo, que procurou ajustar as licitações às expectativas do mercado, despertando o interesse do setor privado nas obras de infraestrutura. Para 2014, as projeções dos analistas indicam crescimen-

to modesto do PIB, manutenção da inflação no patamar de 2013, isto é, novamente acima do centro da meta, alguma recuperação da indústria e da balança comercial resultante da desvalorização do Real e expansão menor do consumo, em razão do menor aumento da oferta de emprego e de crédito. É provável que o governo federal fixe meta de “superávit primário” mais modesta neste ano, de forma a poder cumpri-la sem recorrer à “contabilidade criativa”.

m contrapartida, espera-se que as medidas que vêm sendo discutidas pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República e pelo Congresso, no sentido de simplificar procedimentos e de ampliar os benefícios, sejam efetivamente implementadas, propiciando um ambiente mais favorável aos negócios de menor porte.

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SÃO JOSÉ DOS CAMPOS VIRA TESTE Divulgação

fato econômico mais importante deste ano que se inicia é o evoluir da decisão da General Motors (GM) de encerrar suas atividades na unidade do Vale do Paraíba. Esta, talvez, seja a menor das unidades da grande empresa, atuando no Brasil há mais de um século. As ameaças do sindicato local são absurdas, chegando a pregar a retirada de incentivos fiscais que a empresa, como as demais do setor automotivo, recebe do governo federal. Ou seja, na prática, tornar a GM inviável a ponto dela ter de fechar suas demais unidades. E isso com a empresa que se destacou no ano passado pelos lançamentos de novos modelos e que ganhou pontos no mercado.

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sindicato do Vale do Paraíba reedita o ABC, quando os exageros levaram a indústria a se distribuir por outras cidades e estados. Pura e simplesmente o chamado sindicalismo selvagem. Só

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que o ABC fica na região metropolitana mais rica do Brasil e sobreviveu as perdas. Caso a intromissão indevida do sindicato na gestão da GM venha a ser acolhida no governo, ou mesmo no Judiciário, o ano de 2014 será mais difícil do que se imagina. Tal fato confirmará logo o clima hostil ao investimento que se percebe em alguns

setores da sociedade, incluindo governos e os poderes Legislativo e Judiciário, que vem se habituando a impor obrigações às empresas, onerando o investimento em nosso país.Nada para agradar o investimento, só para atrapalhar. Não se pode nem se deve admitir que as empresas sejam pressionadas a assumir responsabilidades

que não delas, que são de produzir com tecnologia, cumprir as obrigações trabalhistas e fiscais e atender ao consumidor em seus legítimos direitos. Qualquer passo em falso neste ano eleitoral pode estancar investimentos já programados de empresas estrangeiras. Rio de Janeiro, onde o governo coloca tapete

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vermelho para receber investidores, deve fechar o ano como o segundo polo automotivo do Brasil. Os empregos perdidos na banda paulista da região serão recuperados na banda fluminense. Nissan e Land Rover estão em obras. O investidor não é bobo e tem medo, não gosta de se arriscar. Nos leilões de estradas, não se verifica interesse de estrangeiros e a retomada das concessões no Rio Grande do Sul explica os riscos do negócio com governos que preferem a intervenção estatal à livre concorrência.A Bahia de ACM ganhou a Ford pelas dificuldades encontradas na Porto Alegre de Olívio Dutra . Hoje a Ford está entre os dez maiores contribuintes da Bahia. Duas importantes empresas, a Ford e a Volkswagen, estão em Taubaté e certamente estão observando o que se passa com a concorrente. Logo os prejuízos econômicos e sociais, que a eventual atenção que as ameaças sindicais vierem a merecer

ARISTÓTELES DRUMMOND do poder público, podem se alastrar. mundo moderno não comporta esse clima dos anos 60. Vivemos uma competição sem fronteiras,sem ideologias. A a liberdade não se limita à de opinião, do direito de ir e vir, mas inclui também o de gerir seu negócio dentro do estabelecido. Olho vivo no caso da GM . Pois qualquer recuo da empresa prejudicará o ambiente de que precisamos para gerar empregos e renda. E que são mais importantes do que votos.

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ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibellis e Sílvia Pimentel. Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Arte e Diagramação: José dos Santos Coelho (Editor), André Max, Evana Clicia Lisbôa Sutilo, Gerônimo Luna Junior, Hedilberto Monserrat Junior, Lino Fernandes, Paulo Zilberman e Sidnei Dourado. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

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Europeus vivem a ameaça da deflação, processo em que os preços caem e o emprego míngua.

A Europa em deflação ode parecer estranho para os brasileiros e os latino-americanos em geral que uma das grandes preocupações dos europeus, atualmente, seja a crescente possibilidade de virem a enfrentar uma deflação. Afinal, os brasileiros de hoje não tiveram a portunidade de conhecer a evolução dos preços na década de 1930. Naquela época, a média dos preços no Brasil caiu 3,6% em 1929; 12,4% em 1930; 10,9% em 1931, subindo 1,5% em 1932, para voltar a cair 2% em 1933. Para o período como um todo, a média dos preços teve queda de quase 18%. Nada pode ilustrar melhor o que é uma deflação: uma queda continuada e generalizada dos preços. Foi isso o que tivemos na década de 1930, um fenômeno que não mais ocorreu em nossa história desde então. Pelo contrário, depois disso passamos a experimentar o fenômeno inverso, a inflação, da qual não conseguimos mais nos livrar.

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e fato, a inflação brasileira média acelerouse, década após década, até a implementação do P l a n o Re a l . N a d é c a d a d e 1940, a inflação média do País foi de 12% ao ano; foi de 19% nos anos 50; 40% nas décadas de 1960 e 1970; 330% nos anos 80 e 764% entre 1990 e 1995. No final daquela década, a inflação já havia se reduzido para 8,6% (entre 1995 e 2000) e desde então tem permanecido abaixo desse patamar. Aprendemos a conviver com a inflação, a duras penas. Foram enormes os custos enfrentados pelas famílias e pelas empresas para protegerse dos seus efeitos daninhos. Desenvolveram-se, por exemplo, instrumentos financeiros sofisticados para os mais abonados, com pagamento de correção monetária diária sobre as aplicações. Com a expectativa de inflação em alta, elevavam-se os juros para compensá-la e para manter aplicados os recursos. Quem dispunha de dinheiro para aplicar no mercado financeiro, tinha ganhos – uma vez que os juros compensavam a inflação e deixavam ainda uma margem real a ser paga aos poupadores.

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ROBERTO FENDT Mas para a população em geral, a melhor forma de enfrentar a alta generalizada e persistente dos preços era livrar-se do dinheiro o mais rápido possível após recebê-lo – principalmente pela antecipação de compras e estocagem dos bens necessários à vida.

dução se retrai, uma vez que a demanda pelos produtos torna-se menor do que a existente anteriormente. Em consequência da queda na produção, vem o desemprego, já que os salários continuam fixos em moeda corrente mas a receita das empresas se reduz com a queda nos preços dos produtos e serviços. Naqueles países em que era possível reduzir os salários, o efeito da deflação dos preços sobre o emprego ainda era atenuado. Onde isso não ocorria, entretanto, os efeitos fo-

ram catastróficos. Os europeus tiveram uma experiência amarga com a deflação nos anos 30 – e a memória dessa tragédia persiste, da mesma maneira que a memória da hiperinflação na Alemanha na década de 20 permanece até hoje. Atualmente a inflação europeia está abaixo de 1% ao ano – e continua em queda. Grécia, Portugal e Espanha tiveram redução no índice geral de preços em 2013. Fenômeno similar ocorre também na Letônia e em Chipre. E fenômeno

Na deflação há uma queda continuada e generalizada de preços. Vivemos o fenômeno na década de 1930, o que não mais ocorreu em nossa história.

e certa forma ocorre o inverso no decorrer de uma deflação persistente e longa. As compras são postergadas, já que a expectativa é de preços menores mais adiante. Com isso, a pro-

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semelhante vem acontecendo no Japão desde o início da década de 1990. grande preocupação europeia com a deflação decorre de seus efeitos sobre o crescimento econômico e o nível de emprego. O desemprego se mantém elevado na maioria dos países europeus, hoje em torno de 12%, em média, e mais acentuado em alguns países, como na Espanha, por exemplo. Com os preços em queda e juros fixos, ainda que baixos, o custo do capital para as empresas torna-se proibitivo. Mesmo que os juros cobrados nos empréstimos dos bancos às empresas fossem similares à taxa básica do Banco Central Europeu – de 1,25% ao ano – a queda de 3% nos preços na Grécia implicaria juros reais positivos da ordem de 2,88% ao ano.

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Existe uma saída para o problema, é claro: a retomada do crescimento da economia em âmbito mundial. Os Estados Unidos estão voltando a crescer, a China continua crescendo, embora em um nível mais modesto, e muitos países emergentes já saíram da crise. Com a retomada da atividade econômica em várias partes do mundo, os países europeus que tomaram as medidas apropriadas e implementaram reformas poderão se beneficiar da retomada. problema é que poucos deles fizeram o dever de casa. Para esses, há ainda um longo período de baixo crescimento, alto desemprego e insatisfação popular. E, para culminar esse processo, o risco sempre presente da deflação dos preços.

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ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

E PROSSEGUE A INCÓGNITA... igo sempe aos leitores – e agora reitero, pela oportunidade – que há coisas que fogem e seguem fugindo à compreensão dos comuns mortais. Escrevo sempre que, no Brasil, por exemplo, o poder público é, no mínimo, sempre insuficiente, para não dizer incompetente,pararesolver com decência os graves problemas que afetam a vida de sua população. A saúde pública, como se pode ver quase todas as noites nos telejornais, é de uma precariedade criminosa.Hospitais, ambulatórios, tenham o nome pomposo que as autoridades incompetentes ( ou de má fé) lhes deem, não passam de depósitos humanos, cheios de pessoas sem atendimento,tratadas com indignidade e descaso. As vias públicas e as estradas, em feriados ou mesmo no uso diário,são de uma insegurança a toda prova. A razão de ser dos governantes é mesmo arrecadar. Seja por meio de impostos, de multas,taxas...Jamais a

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prioridade é a atenção à seguranca, à dirigibilidade, à fluidez. Em ocasiões especiais, nos entopem de comandos, blitz, com ampla cobertura da mídia, a título de orientar os motoristas e coibir quem dirige embriagado. Tudo figura de cena para que a população pense que as autoridades estão fazendo o que não fazem ao longo do ano inteiro. A não ser multar. este caso específico, grande parte é responsabilidade também dos ignorantes, que ao se sentar em frente ao volante de seus veículos, se sentem super-homens e usam as máquinas como armas de morte. Para si e para os terceiros. Isso é fruto da ignorância e da má educação que prevalecem ainda nas pessoas nascidas e criadas em nosso País. A segurança péblica é caso de polícia. Em todos os sentidos. Vive-se em estado permanente de guerra, seja urbana, seja rural,em todo o território nacional. Embora pareça que vai tudo bem, na visão das nossas autoridades.

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Na política, a corrupção é algo arraigado,de dimensões incontroláveis e o poder público tornou-se valhacouto de criminosos condenados, que se jactam de ter a consciência tranquila.Como se eles a tivessem... Na educação , a confusão só não é maior do a que sopa de siglas,entre enens, enads, susis etc. Enquanto isso, a qualidade do ensino afunda. Os professores são mal remunerados, sem estímulos, perseguidos,agredidos – mas tudo vai bem para os responsáveis –ou irresponsáveis. a economia, o Brasil segue seu rumo com menor crescimento . E os governantes declamam resultados positivos que só eles conhecem. E são obtidos pela manipulação oficial de dados. As obras de estrutura e infraestrutura não andam. Dobram ou triplicam seus orcamentos originais e não saem do lugar. A Copa está chegando e a FIFA não para de reclamar dos atrasos. A transposição do São Francisco virou piada e o tal

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do PAC está órfão. A total falta de planejamento,de políticas públicas, de compromissos e comprometimento com as promessas de campanhas eleitorais beira o absurdo. Apósas eleições tudo que deveria ser feito não pode mais. Não se faz. O "poste" eleito em São Paulo admitiu ter perdido seu primeiro ano de gestao. Fracasso geral na gestão paulistana. aíi vem a grande incógnita: em meio à negatividade do noticiário , em meio à realidade da vida de ampla maioria da população, com qualidade e dignidade abaixo de zero, os índices de satisfação revelados pelas pesquisas da opianião pública com o governo do País é elevado de forma inversamente proporcional à realidade constatada. O que explica isso? Os institutos de pesquisa mentem,erram? Por que tudo vai tão mal,no geral, mas parece que vai bem? Por que a massa que sofre diariamente no caos urbano das grandes cidades do País,no caos rural do conflito

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de terras, e por aí afora, dá aos governantes notas elevadas de satisfação e de aprovação? Hoje eu já sei que a propaganda oficial, por exemplo, através dos meios de comunicação de massa, do Banco do Brasil,Caixa Federal,Petrobras,Bndes, para citar alguns, além dos ministérios, favorece a verdade dos governantes ao apresentar realidades fantasiosas. Será por conta da profunda ignorância da massa em relação à vida política nacional? Por isso os genoinos e dirceus são tão arrogantes ,mesmo após julgados e condenados (e presos)pelas leis, em estado pleno de direito? O que explica essa equação : governantes em grande parte corruptos, aplaudidos? Políticos criminosos sem repulsa popular? Estará tudo errado na vida cotidiana e na mansidao bovina dos prejudicados? Não prego a violência. Ela já é muita, cometida pelo poder público contra os cidadaos ,os pagadores de impostos no Brasil? Em junho passado o povo foi as

PAULO SAAB ruas como sempre disse ser necessário. A manifestação pacífica foi substituída pela violência de grupos mascarados. Não mudou nada. Ainda... Continuo buscando respostas para essa incíognita que , sai ano, entra ano, vem eleição,vai eleição, não apresenta resposta coerente .Meu leitor de mais de três décadas já deve estar cansado de ler isso que escrevo repetidamente sem resposta convincente. Tudo que digo aqui já disse antes. Estamos de novo em ano eleitoral e de novo pergunto (pela segunda vez nesse início de 2014): vai ficar tudo igual, como sempre ?) Acordem brasileiros e brasileiras! PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Roseana Sarney tem

MAIS: poderia ter até

2 “O Mantega versão 2014 evoluiu da contabilidade criativa para a

Make-up borrada

informações de que bandidos de fora e dentro de Pedrinhas planejam um atentado contra ela.

gibaum@gibaum.com.br

contabilidade do calote.”

BETO ALBUQUERQUE // líder do PSB na Câmara, sobre as manobras do ministro da Fazenda para alcançar metas do superávit primário.

Fotos: Divulgação

O governador Sérgio Cabral, do Rio, completa 51 anos no próximo dia 27 e continua em pleno inferno astral: agora, o Ministério Público investiga gasto de verbas com publicidade de cada secretaria e o primeiro condenado pela justiça é Sergio Cortês, da Saúde, que aplicou em propaganda verbas destinadas à saúde. O pessoal do MP está convencido de que também verbas para reconstrução de Petrópolis e Angra dos Reis foram desviadas para publicidade. Detalhe: Cabral vinha sugerindo o nome de Cortês para suceder Alexandre Padilha no Ministério da Saúde.

PICUINHA O ex-ministro Antonio Palocci criticou até mesmo junto a Lula a atitude do ministro Guido Mantega de aumentar o IOF para saques e gastos no exterior, justamente no período de férias quando os brasileiros já estavam em viagem ou programados. Na volta, terão desagradáveis surpresas quando chegar as faturas dos cartões de crédito. Para Palocci, “parece picuinha”. Na outra ponta, os doleiros estão sorrindo e fazendo chegar lá fora dinheiro em espécie no próprio local da viagem. A taxa dos doleiros é menos do que o IOF aumentado.

Outras cores Os fabricantes de esmaltes vivem lançando diversas cores intermediárias, com nomes mais do que especiais e hoje, além das manicures, as mulheres possuem estojos com suas tonalidades favoritas. Agora, a indústria de tintas latex, resolveu seguir caminho semelhante, criando também cores especiais que, igualmente, recebem nomes surpreendentes. Algumas delas: “Lagoa Particular” (verde), “Chocolate Amargo” (roxo), “Campinas inglesas” (verde claro), “Quindim” (amarelo) e até “Crise de Consciência” (ocre).

É O BRASIL! Obra mais cara financiada pelo governo federal, a transposição do Rio São Francisco teve seu custo e prazo de entrega dobrados. O valor da construção saltou de R$ 4,7 bilhões para R$ 8,2 bilhões. Apenas em licitações, o Tribunal de Contas da União identificou sobrepreço de R$ 876 milhões, além de R$ 248 milhões em aditivos acima do limite estipulado pela lei. Iniciada em 2007 com previsão de entrega em 2012, a transposição só deve ser concluída em dezembro de 2015, quando levará água a 390 municípios do Nordeste.

Não é todos os dias que, numa cidade como São Paulo, um restaurante comemora 20 anos de funcionamento, inaugurado num Dia de Reis e num local fora de rota: é o caso do Spot, na Alameda Ministro Rocha de Azevedo, quase esquina com Avenida Paulista. Os donos Sérgio Kalil, Lygia Lopes, Maria Helena Guimarães e José Guilherme Meirelles festejaram com amigos e freqüentadores e aproveitaram para brindar ainda o sucesso do Spot 2, no shopping JK Iguatemi. No Spot original, da esquerda para direita, Raí e Viviane Lescher, Ricardo Bruno e Michella Cruz, César Giobbi, Tuna Duek e Cláudio Curi e Tato Gabus Mendes.

20 anos bem vividos

A presidente Dilma Rousseff foi devidamente avisada por Guido Mantega, da Fazenda – e com bastante antecedência – de que faria uma manobra orçamentária para anunciar meta do superávit primário de 2013, resultando numa falsa economia de R$ 75 bilhões e provocando um recorde histórico nos restos a pagar . A Chefe do Governo não sabia exatamente de cada detalhe, mas autorizou a jogada porque esses números acabarão sendo usados em sua campanha, mesmo que a grande maioria dos brasileiros não tenha a menor idéia do que é superávit primário. Contando com o aval presidencial, Mantega exagerou e ironizou os nervosinhos do mercado. Depois, sumiu e vai demorar para aparecer: será sempre cobrado pela pedalada.

Dilma sabia

É um outro orçamento: os restos a pagar não processados inscritos (ou seja, despesas apenas empenhadas em 2013) atingiram o valor de R$ 180,7 bilhões em 2014, o que aumenta o total (somando processados e não processados) para R$ 232 bilhões, recorde jamais atingido na história do país. E poderá aumentar até o final de janeiro. No ano passado, restos a pagar foram de R$ 176,6 bilhões, ou seja, o aumento até agora foi de R$ 55,3 bilhões. E toda essa maquiagem borrada terá influencia nos resultados deste ano.

ATÉ GOTEIRA No aeroporto Internacional do Galeão, tem de tudo para aumentar o sofrimento dos passageiros nacionais e internacionais. Vira e mexe, banheiros interditados sem prazo para voltar a funcionar, escadas rolantes são desligadas e dependendo do setor, o mau funcionamento do ar condicionado é diário. Agora, com as chuvas que estão desabando sobre o Rio, o Galeão acolheu novo contratempo: uma infinidade de goteiras por todos os lados.

MISTURA FINA DO PLANALTO, a presidente Dilma Rousseff trata de emitir sinais aos cearenses do Pros, avisando que “quem manda é ela”. Traduzindo: se Ciro Gomes começar a fazer cena e não quiser ir para o governo no cargo que Dilma oferece ao Pros, caberá à bancada indicar outro nome para representar a legenda no governo.

ROBERTO Justus e Ticiane Pinheiro passam férias juntos numa estação de esqui no Colorado, nos Estados Unidos e publicaram fotos com a filha Rafaela, no Instagram. Detalhe: Ana Paula Seibert, namorada do publicitário, também passa férias ao lado dele lá. Só que sai em outras fotos.

XUXA Meneghel não terá programa neste ano na nova grade da Globo – e eventualmente, tampouco no ano que vem. Por isso, deve ir morar nos Estados Unidos, onde sua filha Sasha, 15 anos, quer estudar. Sua mãe, Alda, que já viveu na Florida, acompanharia a filha e a neta. Luciano Szafir, pai de Sasha, é grande incentivador da mudança.

O romance entre Luiza Brunet e o bilionário Lirio Parisotto, que comemorou seus 60 anos com uma superfesta em São Paulo, na Casa Fasano, tem mão dupla: enquanto ela apresenta o namorado ao universo das celebridades da moda e da TV, ele lhe abre as portas das grandes viagens, restaurantes do primeiríssimo time e as maravilhas do mundo dos vinhos. Agora, em Nova York, na virada do ano, Lirio regou o réveillon com um RomanéeConti 2004, de US$ 4.800. O que fez Luiza, com bom humor, até lamber a garrafa vazia e postar no Instagram.

Lambendo a garrafa

Estilo gostosona As redes sociais estão fervendo com o desempenho da atriz Dira Paes, 44 anos, em Amores Roubados , dirigida primorosamente por José Luiz Villamarim: na pele de Celeste, ela capricha na performance sexual e na nudez em cenas que devolvem à TV o estilo Norminha, de Caminhos das Índias , ou seja, gostosona e brasileiríssima. Antes a mesma Dira Paes foi a Solineuza na série A Diarista. E nem poderia se esperar outra coisa: as revistas masculinas já emitem seus sinais.

/ IN Midi.

/

Inferno astral

infiltrados no Palácio dos Leões. Hoje, ela só anda com acompanhada de oito seguranças armados.

OUT

Mini.

Sapo cururu Desde seus tempos de líder do PT no Senado e, mais recentemente, até os ministérios que ocupou e ainda poderá ocupar, Aloizio Mercadante era e continua sendo chamado, à distância, de sapo cururu. O batráquio canta sozinho, é venenoso e meio solitário, alimentase de quase tudo, pesa mais do que dois quilos e chega a 20 centímetros. Para espantar os inimigos enche-se de ar parecendo ainda maior do que realmente é. Mercadante é o mais cotado para a Casa Civil mesmo assim: tem afinidade com Dilma, foi bem na Educação e foi professor da presidente na Unicamp.

A RECORD contratou Sabrina Sato, dobrou seu salário e prometeu maiores participações em comerciais, só que, até agora, não tem menor idéia de como aproveitar a esfuziante nissei. Diretores acham que ela pode fazer aparições em diversos programas nos primeiros tempos e estão convencidos de que, de cara, ela não agüenta tocar um programa exclusivo – e menos ainda nas tardes de sábado ou domingo.

A MODELO Cara Delevingne, que já teria namorado a cantora Rita Ora, está circulando em Nova York com Michele Rodriguez, atriz da série de filmes Velozes e Furiosos que, há poucas semanas, revelou ser bissexual. Por outro lado, a veterana atriz Lily Tomlin, 74 anos, que vive há 42 anos com a escritora e roteirista Jane Wagner, 78 anos, resolveu se casar com a companheira na passagem do ano.

Colaboração:

Paula Rodrigues / Alexandre Favero

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MENSALEIRO MÉDICO VAI TRABALHAR O mensaleiro e ex-deputado federal Pedro Henry (PP-MT) conseguiu autorização da Justiça para trabalhar fora da prisão. Receberá R$ 7.500 mensais e poderá trabalhar nos dias úteis das 7h às 17h. Ele poderá deixar o presídio a partir de hoje. Henry é médico com especialização em anestesia, perícia médica legal e medicina hiperbárica (tratamento baseado no uso de oxigênio puro para cicatrização de feridas e combate a infecções).

João Paulo: à vontade, antes da prisão.

Alan Marques/ Folhapress

José Rainha Júnior deixa apartamento funcional do deputado João Paulo Cunha, em Brasília, após encontro, e reafirma seu apoio ao petista.

Mensaleiro petista à espera de ordem de prisão encontra amigos e faz previsões deputado e ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) recebeu na tarde de ontem a visita de José Rainha Júnior, líder do "MST da Base", dissidência do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Após o encontro, Rainha disse que não chegou a falar sobre a possibilidade de renúncia com o parlamentar e que Cunha não teme ser preso. "Inocente não tem medo de cadeia. Eu fui 13 vezes preso. A última vez fiquei preso nove meses, acusado de tudo que se pode imaginar, e saí muito melhor". Rainha reafirmou seu apoio ao petista, que ele considera "injustiçado" e disse achar improvável que Cunha venha a renunciar o mandato. "Pelo que conheço dele, acho difícil", afirmou.

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Virgílio Guimarães (PT-MG).

Inocente não tem medo de cadeia. Eu fui 13 vezes preso. Na última vez, acusado de tudo que se pode imaginar, saí muito melhor. JOSÉ RAINHA JÚNIOR, DO MST

Cunha aguarda em Brasília a emissão do mandado de prisão pelo Supremo, para se apresentar à Polícia Federal. Ele também recebeu a visita do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares Rurais, Carlos Lopes, e dos ex-deputados Paulo Rocha (PT-PA), absolvido no julgamento do Mensalão, e

VAZAMENTO Ontem, num provável último almoço em liberdade antes da expedição do mandado, João Paulo Cunha fez uma série de avaliações sobre o quadro eleitoral deste ano. Parte da conversa pôde ser ouvida por jornalistas pela janela do apartamento do deputado, que fica no segundo andar de um prédio funcional no bairro da Asa Sul, em Brasília. Na ocasião, ele avaliou a situação da presidente Dilma Rousseff e fez o seguinte comentário: "Dilma fala que está tudo bem. Ter 40% (aprovação nas pesquisas) para uma eleição às vezes não é mais difícil do que chegar a 51%. De zero a 40% vai, mas de 40% para 51%?, comentou sobre o índice necessário para a eleição

de um candidato. O nome do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) também foi citado diversas vezes durante o almoço, que ocorreu entre meiodia e 13h30. Para Cunha, Aécio não representa o novo. Sobre o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), o petista disse que ele encontrará

dificuldade na eleição em razão da falta de capilaridade nos Estados. PALAVRAS SOLTAS O nome do ex-presidente Lula também foi lembrado. Uma das frases ouvidas, mas cujo autor não foi possível identificar, foi a seguinte: "Uma mentira que Lula con-

tou, mas que eu perdoei ele". Não foi possível precisar o contexto da frase, pois às vezes as falas durante o almoço eram totalmente audíveis, outras vezes, não eram. Não houve sobressaltos na fala de Cunha, o que demonstra que o clima não é de tensão diante da decisão iminente sobre sua prisão. (Agências)

Família pede doação a Genoino

Pedro Corrêa é transferido

Os membros agora lançam um site único para arrecadar doações e pagar multa

Ex-deputado condenado no Mensalão é transferido para presídio superlotado Alan Marques/Folhapress

amiliares e amigos do ex-presidente do PT José Genoino estão preparando um site central para receber doações que ajudarão a pagar a multa de R$ 468 mil estipulada para o petista pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Mensalão. Essa é a primeira vez que a família de Genoino participa da organização de uma plataforma para a arrecadação de fundos. "Meu pai e todos nós queremos

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ajuda com as doações. Estamos correndo contra o tempo", disse Miruna Genoino, filha do petista. "Vamos criar um site central, que deve entrar no ar amanhã para recebermos doações", explicou Miruna. O site "Doação José Genoino" com criação de Miruna e familiares, foi produzido por militantes do PT, mas tinha problemas estruturais. "Não foi um pedido do meu pai para que ele parasse de funcionar.

Foram problemas técnicos. Quem fez pediu autorização, mas acabou não dando certo", disse Miruna. A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal decidiu intimar cinco mensaleiros a pagar as multas: além de Genoino, Marcos Valério (R$ 3 milhões), Cristiano Paz e Ramon Rollerbach (cerca de R$ 2,5 milhões e R$ 2,8 milhões respectivamente), João Paulo Cunha (R$ 370 mil) e Valdemar Costa Neto, (R$ 1 milhão). (Folhapress)

pós passar 12 dias em um centro de triagem na região metropolitana do Recife, porta de entrada do sistema prisional pernambucano, o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) foi transferido na manhã de ontem para uma unidade superlotada no interior do Estado. O Centro de Ressocialização do Agreste, em Canhotinho (a 206 km do Recife), tem capacidade para 400 detentos. Abriga 1.153

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Corrêa, cadeia perto da mulher.

presos. Condenado a 7 anos e 2 meses em regime semiaberto por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do Mensalão, Corrêa ficará a partir de agora em cela – com cama, banheiro e chuveiro – com outro preso, em ala destinada a detentos que trabalham. Em Canhotinho, sua mulher tem pousada. Mesmo sem conseguir emprego, Corrêa terá direito a 35 saídas ao longo deste ano, (Folhapress)


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Problema de Pedrinhas ilustra o que ocorre na imensa maioria dos 1.478 presídios do País. El Pais, jornal espanhol.

Governo federal se cala sobre caos no Maranhão Presidência da República, Ministério da Justiça, Secretaria de Direitos Humanos: ninguém tem a resposta. urpreendido com a denúncia da ONU contra o "estado terrível" das prisões no Brasil, o governo brasileiro evitou se posicionar ontem sobre as atrocidades no presídio de Pedrinhas, Maranhão, que registrou 62 mortes no ano passado. Oficialmente, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) afirmou que sequer há previsão de uma "resposta pública" ao órgão multilateral e ressaltou que tem um "diálogo natural" com a ONU. A Presidência da República também se negou a dar resposta, transferindo a responsabilidade para o Ministério da Justiça. A Pasta, comandada pelo petista José Eduardo Cardozo, informou que tampouco

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tem resposta. E a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência fez o mesmo. A ONU exige que o governo abra investigações para determinar o que ocorreu no Maranhão nas cenas divulgadas com decapitações de presos em Pedrinhas, processando os responsáveis. "Apelamos às autoridades para realizarem uma investigação imediata, imparcial e efetiva dos fatos e processar as pessoas consideradas como responsáveis", indicou Rupert Colville, porta-voz da Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Plilay. Em comunicado divulgado em Genebra como forma de constranger internacionalmente o governo brasileiro, o

Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos insistiu em atacar a situação das prisões no Brasil. FORÇA NACIONAL O Ministério da Justiça decidiu prorrogar por mais dois meses a presença da Força Nacional nas unidades penitenciárias da região metropolitana de São Luís(MA), a pedido do governo local. Homens da tropa federal estão na capital maranhense desde 24 de outubro, para, principalmente, tentar evitar confrontos entre facções criminosas dentro das prisões. "A tarefa é fazer a intervenção necessária e dar apoio à direção dos presídios na manutenção da rotina do sistema pri-

sional por conta de recentes rebeliões, informou o Ministério da Justiça. DECISÕES ATRASADAS Ontem ficou decidido que presos serão transferidos para presídios federais na aeronave da Polícia Federal. Diante da necessidade de separar os envolvidos com os ataques dentro e fora do presídio, serão necessários quatro dias para concluir as transferências. Caberá à PF ceder a aeronave e a tripulação. A escolta ficará por conta do (Departamento Penitenciário Nacional, órgão do Ministério da Justiça que coordena a política penitenciária. Ainda não está definido quando essa operação vai começar. (Agências)

Barbárie corre o mundo Mídia internacional dispara contra presídio maranhense e situação do Estado dominado pelo clã Sarney om os olhos voltados para o Brasil, a imprensa internacional tem noticiado e discutido falhas do País na contenção da crise no sistema carcerário do Maranhão. Em veículos dos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Argentina, a situação no Estado é considerada desumana. Para especialistas ouvidos pela BBC, as medidas tomadas pelas autoridades brasileiras em relação à crise – como a transferência de detentos e o controle das unidades pela Polícia Militar – são paliativas.

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Eles sugerem possibilidade construção de prisões menores para separar as facções. No caso da transferência, entende-se que o contato entre detentos de diversas facções pode agravar o problema, por meio da troca e da disseminação de técnicas de organização criminosa. Sobre a atuação da PM, dizem que não resolveria o problema, que desemboca na falta de investimento. A B BC menciona, ainda, a preocupação manifestada na última terça-feira pela Anistia Internacional sobre os proble-

mas no sistema penitenciário maranhense e a medida cautelar decretada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos. O canal norte-americano CNN cita o caso denunciado pelo juiz brasileiro Douglas Martins, que visitou Pedrinhas e documentou a violência contra as mulheres. Segundo ele, elas são obrigadas a ter relações sexuais com líderes de facções criminosas no presídio. No jornal espanhol El País, o Maranhão é considerado incapaz de apurar agressões em

suas cadeias. E cita a superlotação de Pedrinhas – para 1,7 mil pessoas e que tem mais de 2,5 mil – e informa que o local é dominado por facções criminosas. O jornal diz ainda que, apesar de o caso ser no Maranhão, o problema ilustra "o que ocorre na imensa maioria dos 1.478 presídios do País". O jornal informa que a crise maranhense não é novidade no Brasil e que o mesmo presídio já havia passado por uma rebelião em 2010, quando inspeção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) alertou para o potencial de crise no Estado. (ABr)

om os presídios em chamas há semanas, fome e miséria no Estado, o governo do Maranhão escolherá esta semana as empresas que abastecerão as geladeiras de Roseana Sarney (PMDB) em 2014. O Estado prevê gastar R$ 1,1 milhão para alimentar, até o fim do ano, o clã Sarney e seus convidados. A lista de iguarias a ser entregue na residência oficial e na casa de praia de Roseana inclui nada menos que 80 kg de lagosta fresca. O pacote para os palácios maranhenses também inclui 750 kg de patinha de caranguejo por R$ 39,5 mil. Sim, há ainda filé de pescada amarela fresca por R$ 40 mil. A seleção da governadora inclui ainda duas toneladas e meia de camarões frescos grande com cabeça, médio com cabeça para torta, seco torrado graúdo sem cabeça e casca, entre outros tipos (mais de R$ 100 mil de despesa). Outro item, no mínimo curioso para contrabalançar tanto alimento marítimo, é a ração para peixes, um gasto estimado em R$ 108 mil. O governo do Estado comprará ainda duas toneladas de peixe e mais de cinco toneladas de carne bovina e suína. Para adoçar a vida, as residências oficiais receberão 50 caixas de

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bombom e 30 pacotes de biscoito champanhe. E, para refrescá-la, 950 kg de sorvete de oito sabores, iguaria que custará aos cofres estaduais cerca de R$ 55 mil. JESUS NO COPO O edital ainda prevê a compra de 2.500 garrafas de 1 litro de "refrigerante rosado" com "água gaseificada, açúcar e extrato de guaraná". Descrição do guaraná Jesus, bebida do Maranhão. Com tantas encomendas, o governo fará duas licitações para escolher os fornecedores. O primeiro pregão, marcado para hoje às 14h30, é de R$ 617 mil. O segundo foi agendado para amanhã. FESTAS x FOME O banquete de Roseana e de seu clã para este ano (R$ 1,1 milhão no total) corresponde a 3.113 vezes a renda per capita média de quem mora no Maranhão, o Estado brasileiro que tem o pior indicador no Brasil. Segundo dados do Atlas do Desenvolvimento Humano de 2013 divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), os maranhenses têm renda de R$ 360,34, menos da metade da média nacional, que é de R$ 793,87. Esse valor é obtido pela soma dos salários da população dividido pelo número de habitantes. (Agências)

ATAQUES ELEITOREIROS

UNIÃO ESTRATÉGICA

Balada de Campos pegou mal

PSDB dá apoio ao PSB

Estratégia do governo é evitar que artigo no Facebook contra o pernambucano amplifique e prejudique o PT texto publicado na página oficial do PT no Facebook com duras críticas ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), recebeu o aval do vicepresidente nacional da sigla, Alberto Cantalice, responsável pelo setor de mídias sociais do partido. Segundo lideranças petistas, Cantalice aprovou o texto antes que ele entrasse no ar, mas não achou que a repercussão seria tão grande. O vice-presidente petista não identificou o autor do texto,

O

Em meio à crise nos presídios Roseana licita 80 kg de lagosta e mais...

disse que ele foi produzido "pela equipe que cuida do Facebook" e, após forte pressão de petistas, ponderou que o que foi escrito "não representa a posição oficial da sigla". A polêmica teve início com o post do PT nacional intitulado "A balada de Eduardo Campos". O artigo no Facebook diz, entre outros ataques, que o governador é um "tolo", "playboy mimado" e que "vendeu a alma à oposição" ao descartar aliança com o PT e decidir se lançar ao Palácio do Planalto. Cantalice disse que o artigo é

"fruto de uma insatisfação" e uma "resposta às críticas" que Campos tem feito a Dilma em seus perfis nas redes sociais. Recentemente, o governador ironizou a tentativa do governo federal de tentar baixar os p re ç o s d a s p a s s a g e n s d e avião na Copa do Mundo. O artigo causou reações no PSB. Em resposta, Campos escreveu no Facebook sobre "o ataque covarde" do partido da presidente Dilma. A estratégia do PT agora é não fazer autocrítica e não permitir que a história ganhe

maiores proporções, além das que já ocorreram. Apesar de ser um dos prováveis adversários de Dilma na eleição presidencial deste ano, a política de boa vizinhança com o ex-aliado ainda é forte dentro do PT. No Palácio do Planalto, a ordem é não comentar o assunto. Segundo interlocutores da presidente Dilma Rousseff, partido é partido, governo é governo. Nos bastidores, porém, o comentário é de que nem partido nem governo se beneficiam com esse tipo de episódio. (Folhapress)

Sigla diz que PT mostra sua face covarde e autoritária Executiva Nacional do PSDB divulgou ontem nota classificando como "flagrante demonstração de intolerância" o texto publicado na página oficial do PT no Facebook com críticas ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e a exsenadora Marina Silva (PSB). Segundo os tucanos, o PT nesse momento mostra a "sua face covarde e autoritária" e "confirma a incapacidade de conviver com adversários e ideias que se contrapõem ao atual projeto de poder". "Agora na oposição, o governador

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de Pernambuco e a líder do Rede Sustentabilidade experimentam a face covarde e autoritária do ativismo petista, da qual outros líderes das oposições têm sido vítimas contumazes, nas redes sociais: ataques organizados, quase sempre encobertos pelo anonimato de uma suposta militância edicada a destruir reputações, e que atua como um exército especializado em tentar transformar mentira em verdade e calúnia em informação", diz o texto da executiva tucana. (Folhapress)


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POR DENTRO DA CABEÇA DE GATES O jornal The Wall Street Journal divulgou trechos do livro do ex-secretário de Defesa dos EUA Robert Gates (em inglês). Acesse o link: http://t.co/jkzczZxjbg

Em pé de guerra com Obama O ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos Robert Gates afirma em seu novo livro de memórias que o presidente norte-americano, Barack Obama, seu chefe durante mais de dois anos, não acreditava em sua própria estratégia para o Afeganistão e desconfiava do conselho de seus assessores militares. A crítica está em "Duty: Memoirs of a Secretary at War" (Dever: Memórias de um Secretário em Guerra, na tradução livre), que será lançado no dia 14 de janeiro (à dir.). No início de 2010, o então secretário de Defesa já tinha claro que Obama "não acredita em sua própria estratégia (para a guerra do Afeganistão) e não considera que esta guerra seja sua", de acordo com trechos publicados pelo jornal The Washington Post. "Para ele, isto só se trata de sair (do Afeganistão)", acrescenta Gates no livro. Obama aprovou a estratégia de enviar 30 mil soldados adicionais ao Afeganistão e nomeou David Petraeus como chefe da missão, ainda que seus assessores tenham sido contrários. Gates lembra sua frustração durante um encontro em março de 2011, quando Obama mostrou seu enfado com os militares por vazamentos à imprensa, em uma aparente acusação ao general Petraeus. "Lembro que pensei: o presidente não confia em seu comandante, não suporta (o presidente do Afeganistão, Hamid) Karzai e não acredita em sua própria estratégia", comenta Gates. "A Casa Branca de Obama é de longe a mais controladora em segurança nacional de todas as que vi desde Richard Nixon", sustenta Gates, que trabalhou com oito presidentes. Mas nem tudo é crítica contra Obama. Gates diz que a autorização à operação que matou o líder da Al-Qaeda Osama bin Laden no Paquistão "foi das decisões mais corajosas que um presidente já tomou na Casa Branca". Ele também critica seu chefe anterior, dizendo que Bush "desperdiçou as vitórias iniciais no

Divulgação

Fotos: Mark Makela/The New York Times

Um golpe que nocauteou o FBI

Iraque e no Afeganistão com diversos erros". Diversos trechos do livro devem servir de munição na campanha presidencial de 2016. Gates critica também sua então colega Hillary Clinton, que era secretária de Estado, e o vicepresidente, Joe Biden. Gates diz que o vice "esteve errado em todos os assuntos de política externa e de segurança

nacional nos últimos 40 anos". Sobre Hillary, Gates diz que ela não quis aumentar as tropas no Iraque "por razões eleitoreiras". A Casa Branca afirmou que o presidente aprecia "os pontos de vista diferentes entre seu time de segurança nacional" e defendeu o vice, dizendo que Obama "conta com seu bom aconselhamento todos os dias". (Agências)

Um grupo de pacifistas confessou ontem que invadiu um escritório do FBI em Media, no Estado da Pensilvânia, em 1971, roubou vários arquivos e vazou parte do conteúdo para meios de comunicação. O caso, que nunca foi resolvido pela polícia, lembra as recentes revelações do ex-técnico da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) Edward Snowden. Décadas antes de Snowden revelar os programas de vigilância da NSA, o grupo expôs um programa de espionagem extenso utilizado pelo governo norte-americano desde 1956 e do qual eram alvos os grupos antibelicistas, as associações de estudantes dissidentes, as organizações políticas, os supostos comunistas e os líderes dos direitos civis. Os oito ativistas contrários à Guerra do Vietnã invadiram o escritório em 8 de março de 1971, na noite em que o país assistia à luta entre Muhammad Ali e Joe Frazier pela televisão. O grupo disse que analisou os documentos e enviou aos jornalistas apenas aqueles que mostravam as investigações do FBI contra civis e não os que pudessem comprometer a segurança nacional. O FBI nunca capturou os ladrões e, mais de 40 anos depois, eles já não podem mais ser julgados por aquele crime. Por isso, cinco deles decidiram vir a público para falar do caso. A ex-redatora do The Washington Post Betty Medsger, uma das pessoas que publicou os arquivos na época, convenceu os ativistas para que explicassem o roubo, faltando poucos dias para o lançamento de seu livro sobre o caso. Keith Forsyth que participou da ação e na época era um motorista de táxi de 20 anos, explicou que o grupo ficou calado até agora porque queria que o público prestasse atenção às informações dos arquivos. "Nós queríamos que o foco ficasse nos documentos que encontramos e não em nós", afirmou Forsyth durante coletiva de imprensa ontem. (Agências)

Namoro on-line? No Irã, não pode! O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, decretou que é moralmente ilícito pessoas de sexo oposto sem vínculo marital ou familiar conversarem na internet. A decisão foi anunciada ontem por meio de uma fatwa, decreto religioso, que surgiu como resposta a um questionamento postado no site oficial khamenei.ir, no qual um internauta perguntou ao aiatolá Khamenei o que ele achava das conversas por mensagens instantâneas entre homens e mulheres. "Diante da imoralidade que habitualmente se aplica a esses casos, não é permitido", escreveu o líder supremo. Embora a palavra de Khamenei possa ter grande impacto devido à sua estatura de autoridade espiritual absoluta na teocracia iraniana, não está claro se a declaração transforma o chat em ato criminoso a ser reprimido ou se ela reflete apenas uma reprovação moral dos flertes on-line. "Diante da escassez de opções de lazer no país, a maioria dos jovens iranianos passa muito tempo procurando sua cara metade nas redes sociais. Eles se encontram, se relacionam e tudo acaba mal", disse a secretária Morvarid Abassi, de 25 anos, à Fol hapress. "Talvez o líder supremo esteja certo ao dizer que é imoral", ironizou a jovem. O ataque aos chats surge

Homens e mulheres não podem conversar nas redes sociais no Irã. Para o aiatolá Ali Khamenei, as conversas são imorais. Mas muitos iranianos recorrem a antifiltros para acessar sites como Facebook e Twitter. dias depois de as autoridades bloquearem o WeChat, um aplicativo chinês gratuito de mensagens por celular integrado às redes sociais. Pouco depois, os usuários de redes como Instagram e Viber também sofreram problemas de conexão durante horas ou dias, mas, mais tarde as redes voltaram a funcionar. No início de janeiro, o secretário iraniano do Comitê para determinar o Conteúdo Criminoso na web, Abdolsamad Jorramabadi, declarou que aplicativos que compartilham fotos, mensagens e voz pelo celular e pelo computador são perigosos porque "podem ser trocados através deles conteúdos criminosos" e, especificamente, porque "permitiam colher e analisar informações de inteligência e enviá-

las aos estrangeiros". O eventual veto, porém, seria difícil de implementar no país onde metade dos 75 milhões de habitantes são usuários frequentes da internet, formando um dos maiores contingentes de internautas no Oriente Médio. Adeptos fervorosos das ferramentas de comunicação online, muitos iranianos recorrem a programas antifiltros que ajudam a despistar eventual rastreamento na internet e permitem contornar bloqueios do governo a milhares de sites estrangeiros, inclusive Facebook e Twitter. Aos olhos de setores ultraconservadores, as redes sociais, que em 2009 ajudaram a organizar os megaprotestos contra a reeleição supostamente fraudulenta de Mah-

moud Ahmadinejad, são de interesse dos inimigos do Estado teocrático. A promessa por maiores liberdades individuais e na internet foi um dos temas centrais da campanha que elegeu, em junho, o presidente Hassan Rohani, que pressiona desde então pelo alívio do cerco à internet. Rohani e vários de seus ministros possuem contas no Facebook e Twitter. O ministro da Cultura, Ali Janati, chamou os bloqueios às redes sociais de "ilegais". Mas, no fragmentado sistema de governo iraniano, os esforços do governo por maior liberalização esbarram na pressão contrário de clérigos e membros do aparelho securitário, que ainda detêm a palavra final em questões morais e sociais. (Agências)

Após mais de 40 anos de mistério, Keith Forsyth (acima) e o casal John e Bonnie Raines (no alto) confessaram ter roubado arquivos do FBI que revelaram a espionagem de civis.

Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações CNPJ n o 61.529.343/0001-32 - NIRE 35.300.053.800 Ata Sumária da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 6.1.2014 Data, Hora, Local: Aos 6 dias do mês de janeiro de 2014, às 11h, na sede social, Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, Salão Nobre do 5o andar, Prédio Vermelho. Mesa: Presidente: Lázaro de Mello Brandão; Secretário: Antônio Bornia. Quórum de Instalação: mais de dois terços do Capital Social. Edital de Convocação: publicado em 27 e 28.12.2013 e 3.1.2014, nos jornais “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, respectivamente, páginas 33, 9 e 8; “Diário do Comércio”, respectivamente, páginas 7, 5 e 7; e em 27.12.2013, 3 e 4.1.2014, no jornal “Diário da Região”, páginas 2; Deliberação: Aprovada, sem qualquer alteração ou ressalva, a Proposta do Conselho de Administração, registrada na Reunião daquele Órgão, de 23.12.2013, dispensada sua transcrição, por tratar-se de documento lavrado em livro próprio, para, com o objetivo de prover a Sociedade de recursos para a manutenção de suas atividades, aumentar o Capital Social no valor de R$611.900.000,00, elevando-o de R$11.600.000.000,00 para R$12.211.900.000,00. Esclareceu o senhor Presidente que: serão emitidas 185.987.842 novas ações ordinárias, nominativasescriturais, sem valor nominal, ao preço de R$3.290,00 por lote de mil ações, fixado com base no valor do patrimônio líquido da Sociedade na data-base de 31.10.2013; a subscrição particular pelos acionistas deverá ser feita no período de 10.1 a 13.2.2014, na proporção de 2,659343034% sobre a posição acionária que cada um possuir nesta data (6.1.2014), no Departamento de Ações e Custódia do Banco Bradesco S.A., Instituição Financeira Depositária das Ações da Sociedade, com endereço na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP; independentemente da data da entrega do Boletim de Subscrição, o pagamento de 100% do valor das ações subscritas ocorrerá em 7.3.2014, mesma data do pagamento dos Juros sobre o Capital Próprio Complementares declarados em 23.12.2013, devendo o acionista fazer a opção por uma das formas previstas no Boletim de Subscrição, conforme segue: - compensação com créditos de Juros sobre o Capital Próprio Complementares anteriormente citados. Nesse caso, o exercício do direito de subscrição às ações não importará em qualquer desembolso de novos recursos por parte dos acionistas inscritos nos registros da Sociedade em 23.12.2013; - débito em conta corrente mantida no Banco Bradesco S.A.; - cheque à ordem do referido Banco Bradesco S.A. no caso de ocorrerem sobras de ações, após decorrido o prazo para o exercício do direito de preferência, essas serão rateadas, na proporção dos valores subscritos, entre os acionistas que tiverem pedido, no Boletim de Subscrição, reserva de sobras, conforme determina o Parágrafo Oitavo do Artigo 171 da Lei no 6.404/76; a redação do “caput” do Artigo 5o do Estatuto Social será alterada após completado todo o processo do aumento do capital. Dando sequência aos trabalhos, o senhor Presidente declarou que: a) a Diretoria estava autorizada a dar andamento ao processo de aumento do Capital Social, abrindo a subscrição das ações dentro das condições estabelecidas na proposta do Conselho de Administração ora aprovada, e da legislação pertinente; b) após totalmente subscritas as novas ações emitidas, deverá ser convocada nova Assembleia Geral de ratificação para exame, pelos acionistas, dos atos praticados pela direção da Sociedade no andamento do processo. Quórum da Deliberação: unanimidade de votos dos acionistas presentes. Encerramento: lavrada e lida, foi esta Ata aprovada por todos os acionistas presentes e assinada. aa) Presidente: Lázaro de Mello Brandão; Secretário: Antônio Bornia; Acionistas: Lázaro de Mello Brandão, Antônio Bornia, Mário da Silveira Teixeira Júnior, João Aguiar Alvarez, Denise Aguiar Alvarez, Luiz Carlos Trabuco Cappi, Milton Matsumoto, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, Domingos Figueiredo de Abreu, José Alcides Munhoz, Aurélio Conrado Boni, Marco Antonio Rossi, Fundação Bradesco e Nova Cidade de Deus Participações S.A., por seu Diretor-Presidente, senhor Lázaro de Mello Brandão. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Cidade de Deus Companhia Comercial de Participações. aa) Lázaro de Mello Brandão e Antônio Bornia.


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TCM breca corredores de Haddad Tribunal de Contas suspende a licitação para os novos corredores de ônibus. Para o presidente do órgão, faltam o projeto básico e a garantia de recursos para as obras. Moacyr Lopes Júnior/Folhapress

Tribunal de Contas do Município (TCM) de São Paulo suspendeu ontem a licitação de R$ 4,7 bilhões para a construção de 150 quilômetros de novos corredores de ônibus, principal projeto da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT). De acordo com o presidente do TCM, conselheiro Edson Simões, faltam o projeto básico e recursos assegurados no orçamento para a realização das obras. "As causas que motivaram a suspensão dos editais são: projeto básico incompleto e falta de especificações técnicas; ausência de comprovação de recursos orçamentários suficientes para arcar com os custos das obras; falta de justificativa para a realização de concorrências individualizadas para cada uma das intervenções previstas no Plano de Mobilidade Urbana", elencou, em nota, a assessoria do TCM. A nota diz ainda que, por determinação de Simões, o pacote de obras será auditado, concomitantemente, desde a fase inicial até a conclusão. "Por envolver recursos federais e municipais, as obras serão fiscalizadas também pelo Tribunal de Contas da União", explica o texto. Notificada da suspensão, a São Paulo Transporte (SPTrans) tem prazo de 15 dias para o encaminhamento das respostas solicitadas pelo TCM. A Prefeitura afirmou que prestará as informações requeridas. "A decisão do TCM em relação à licitação para os corredores de ônibus é corriqueira, já tomada anteriormente pelo menos em duas questões (procedimento para uniformes escolares e contrato de auditoria de transporte coletivo). O TCM deu prazo de 15 dias para a Prefeitura responder e nós vamos explicar que os recursos são federais, provenientes do

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PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade e que existe projeto básico de engenharia e urbanismo", afirmou a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Transportes (SMT). Pri o r id a de – A gestão Haddad promete entregar 150 km corredores até o fim de 2016. A SMT já havia preparado, no fim de 2013, um projeto de 234 km de corredores, dos quais a previsão era de que 64 km começariam a ser construídos até março, em avenidas como Radial Leste, Aricanduva, na zona leste, e 23 de Maio e Bandeirantes, na zona sul, segundo o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto. A previsão era de que ficassem prontos em dois anos. Agora, porém, a licitação poderá ficar parada por até seis meses no TCM, o que pode atrasar o projeto. No caso do corredor da 23 de Maio, cada quilômetro custará, em média, R$ 29 milhões. Para efeito de comparação, um quilômetro de faixa de ônibus à direita custou cerca de R$ 50 mil. A diferença entre corredores e faixas exclusivas de ônibus é que o primeiro fica à esquerda e tem muito menos interferências do que as demais, que ficam sujeitas a estacionamentos e conversões de carros à direita. De acordo com a proposta da Prefeitura, o BRT Norte-Sul, que usará o canteiro central de avenidas como Tiradentes, 23 de Maio, Rubem Berta e Moreira Guimarães, terá uma passagem subterrânea sob a Praça Campo de Bagatelle, em Santana, na zona norte, e três viadutos na região do Parque do Ibirapuera, na zona sul. Avaliado em R$ 733 milhões, esse corredor contará com 34 paradas e 25,4 km de extensão, entre Santana, que ganhará um novo terminal de ônibus, e a região do Grajaú, na zona sul. (Estadão Conteúdo)

Construção de novos corredores de ônibus é a principal vitrine da gestão Fernando Haddad: licitação foi considerada suspeita pelo TCM.

Controlar demite os 800 funcionários A Joel Silva/Folhapress

Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na Cidade de São Paulo, vai demitir todos os seus 800 funcionários. Eles foram notificados e cumprirão aviso prévio a partir de hoje. A empresa diz que a medida não irá interferir na qualidade dos serviços e que "continua buscando demonstrar na Justiça a validade de seu contrato até o ano de 2018." A Prefeitura vai rescindir o contrato com a empresa em 31 de janeiro. Após essa data, a Cidade passará a ter um novo modelo do serviço, caso não haja nenhuma reviravolta na Justiça. As empresas que assumirão o serviço a partir de

f ev e re i ro , Antes no entand e a n u nto, ainda ciar a susnão foram pensão da e s c o l h iin sp eçã o, das. A lei o prefeito da nova Fern a nd o i n sp e ç ão , Haddad a pro v ad a (PT) já haem abril v i a c h ade 2013, mado de Funcionário da Controlar faz inspeção prevê que m o n o p óveículos com até três anos se- lio o contrato com a Controlar, rão isentos da avaliação. Até firmado na gestão Gilberto seu 8° ano, o veículo passará Kassab (PSD), e a própria inspor inspeções a cada dois peção de 'papa-níquel'. anos, e não anualmente, coA Controlar defende que o mo acontece hoje. Além disso, contrato firmado em 1998, na apenas os reprovados deve- gestão do ex-prefeito Celso rão pagar a taxa, que atual- Pitta, vale até 2018. Isso pormente custa R$ 47,44. que a validade de dez anos só

Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

Prefeitura libera pancadões Mariana Missiaggia prefeito Fernando H a d d a d v e t o u o ntem o projeto de lei que proibia a realização de bailes funk em locais públicos. O projeto que acabava como os chamados "pancadões" nas ruas e praças havia sido aprovado pela Câmara e dependia da sanção do prefeito para virar lei. De acordo com Haddad, o artigo 5º do projeto, que previa encerramento das atividades musicais nas ruas até

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as 22h, inviabilizaria eventos como a Virada Cultural e a festa de Réveillon na Avenida Paulista. O prefeito afirmou ainda que "o funk é uma expressão legítima da cultura urbana jovem, não se conformando com o interesse público sua proibição de maneira indiscriminada nos logradouros públicos e espaços abertos". Em nota, o autor do projeto, Coronel Camilo (PSD), deixou claro é a favor de toda manifestação cultural. “O funk é uma expressão legítima da cultura urbana jovem. Toda-

passaria a contar a partir de 2008, quando a gestão de Kassab deu a ordem de serviço para que a inspeção começasse a ser realizada. Já a Prefeitura acredita que os dez anos de vigência do contrato expiraram em 2012. Por isso, a gestão petista chegou a suspender o serviço, em 14 de outubro de 2013. Dois dias depois, no entanto, a Controlar obteve decisão judicial para manter a prestação do serviço até 31 de janeiro. Até essa data, portanto, valem as regras antigas. O motorista que decidiu não fazer a inspeção em 2013 está em condição irregular e sujeito à multa de R$ 550. (Agências)

via, entendo que, em uma sociedade civilizada, os direitos de uns terminam quando começam os de outros, para que haja harmonia e respeito mútuo entre os cidadãos." " A m i n h a ex p e c t a t i v a agora é que a Prefeitura crie urgentemente operações conjuntas entre os agentes do Psiu, CET, subprefeituras e a GCM - e se necessário for até com o apoio da PM - para atender a grande demanda de reclamações referentes aos 'pancadões', senão o poder público cairá em descrédito", completou Camilo. Cerca de 40 famílias moravam no edifício, na Rua Roberto Simonsen, desde agosto de 2013. Nelson Antoine/Estadão Conteúdo

CALOR – São Paulo teve ontem outro dia de forte calor, com os termômetros marcando mais de

33°C. O reservatório da Cantareira, um dos principais fornecedores de água para as casas da Capital, está com apenas 26% da capacidade total de armazenamento por conta da falta de chuvas.

Sem-teto são retirados de prédio histórico no Centro Polícia Militar cumpriu ontem de manhã uma ordem de reintegração de posse em um prédio de quatro andares tombado como patrimônio histórico próximo à Praça da Sé, no Centro de São Paulo. De acordo com a PM, a operação seguiu pacífica. Cerca de 40 famílias moravam no lugar, em um total de 112 pessoas, ligadas ao movimento Fórum de Moradia e Meio Ambiente. O edifício, com fachada que remete à arquitetura do início do século 20, fica na Rua Roberto Simonsen. Na decisão pela desocupação, o juiz Ch-

A

ristopher Alexander Roisin alegou que os ocupantes podiam causar danos ao patrimônio histórico. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), um grupo arrombou o portão de ferro e invadiu o edifício em agosto do ano passado. Antes da ocupação, o prédio foi colocado à venda em março de 2013. O pedido de reintegração foi feito pela proprietária do imóvel. Prefeito – O prefeito de São de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse ontem que suspendeu as desapropriações de áreas particulares para conter gastos da admi-

nistração municipal após o reajuste do IPTU ser cancelado pela Justiça. Agora, pastas importantes como saúde e educação não poderão desapropriar áreas para futuras obras. "A Prefeitura não tem dinheiro. A conta é simples. Sem o terreno para construir, não tem como usar dinheiro Federal que viria para estas pastas", afirmou Haddad. Segundo cálculos da Prefeitura, a decisão do Supremo Tribunal Federal, que no mês passado barrou o aumento do IPTU, tirou do orçamento cerca de R$ 800 milhões. (Agências)


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TV Arte 1: quem foi Orson Welles?

Cine MPB: tupiniquins no CCBB.

Na sexta (10), às 22h, e no domingo (12), às 19h, o canal pago

Hoje, a mostra CINE MPB, em cartaz no CCBB até o dia 25 deste mês,

Arte 1 transmitirá o documentário Nem Tudo é Verdade, que

exibe dois documentários imperdíveis. Às 17h Simonal - ninguém

mostra os bastidores da vinda do diretor Orson Welles ao Brasil.

sabe o duro que dei (2009), e às 19h30 Uma noite em 67 (2010).

TEATRO

Sérgio Pagano/Divulgação

GASTRONOMIA

Sabores do verão edir uma taça de sorvete e deixar o calor do lado de fora. Quem não aprecia a proposta? Sorveterias lançam novos sabores, restaurantes se esmeram em inventar sobremesas geladas. Reunimos algumas dicas de delícias refrescantes que podem ser desfrutadas na Cidade. A rede de sorveterias Mil Frutas criou para a estação o sabor tutti frutti, que leva morango, laranja, banana, maracujá e framboesa (foto). Leve, o sorbet (não contém leite) é feito à base de frutas frescas batidas com água e açúcar, sem corantes, conservantes, gordura hidrogenada ou aditivos químicos. Entre os sabores para o verão se mantém em alta abacaxi com hortelã, figo com água de coco e limão siciliano com framboesa. Os preços vão de R$10 (uma bola

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de sorvete) a R$285 (caixa com cinco litros). http://milfrutas.com.br/ Para beber Prefere um milk shake? Essa é uma das especialidades da lanchonete Mil & Mellow. Sozinho ou como acompanhamento de lanches e refeições, o milk shake custa R$23,30 no tamanho padrão e R$18,20 na taça mini. Vem nos sabores chocolate, morango, creme, coco ou flocos, com coberturas como castanhas, baunilha, ovomaltine, creme de avelã e amêndoas. A casa serve também banana split, sundae, brownie com sorvete, entre outras sobremesas geladas. www.milkmellow.com.br Sobremesas No restaurante Mimo a sobremesa que combina com a estação é o consomê de pêssego (R$17), que leva frutas, legumes,

sorbet de maçã verde e manjericão. www.mimorestaurante.com.br/ No italiano Nello’s, é época para o tartufo (R$16), com sorvete e cobertura. Simples e refrescante. www.nellos.com.br Já quem gosta do sorvete, mas procura algo light, pode aproveitar o lançamento da Diletto, o gelato de chocolate italiano zero açúcar. www.diletto.com.br Gatos e cachorros E quando você toma um sorvete e seu animal de estimação fica ali do lado, babando de vontade? Pode ser o caso de oferecer o Ice Pet, recémlançado sorvete para cachorros e gatos. Feito em sabores de frutas e carne. Vendido em pet shops, é preciso levar para a casa, congelar e então servir ao pet. www.icepet.com.br

CINEMA Diversão congelante

Fotos: Divulgação

Lúcia Helena de Camargo

Ricardo Blat, Telmo Fernandes: A Arte da Comédia.

Paixões em cena Sérgio Roveri situação, aparentemente alarmante, é esta: um prefeito desavisado que mal conhece os moradores e os problemas da cidade que administra. Um assessor puxa-saco que se revela de pouca serventia quando o chefe mais necessita dele. O diretor de uma companhia teatral à beira da falência, que precisa urgentemente de apoio público para não fechar as cortinas. Uma moradora à beira da histeria, que implora para ser presa por um crime que só ela acredita ter cometido. E uma série de mal-entendidos que deixam turvas as fronteiras entre realidade e fantasia. Nas mãos hábeis de um dos maiores dramaturgos europeus do século passado, o italiano Eduardo de Filippo, estes elementos compõem a química de A Arte da Comédia, peça em dois atos que estreia no sábado, 11, no Teatro do Sesc Santana após uma temporada de grande sucesso e indicações a vários prêmios no Rio de Janeiro. “Este espetáculo reúne as duas principais paixões do dramaturgo: o teatro e a política”, diz o diretor Sérgio Módena. “Ao focalizar o ambiente político e o artístico, Filippo promove uma grande reflexão sobre a função do ator na sociedade. Em todas as suas peças é possível identificar um retrato das mazelas humanas. E sua abordagem política jamais se torna datada ou panfletária”. O texto, escrito por Filippo (1900-1984) em 1968, conserva uma impressionante atualidade ao desnudar, principalmente, o cotidiano das classes política e artística – e ganha peso justamente nos momentos em que mostra o embate entre elas. Na história, o personagem Orestes Campese (vivido pelo ator Ricardo Blat)

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desdobra-se para levantar alguns trocados que garantam a sobrevivência de seu paupérrimo grupo teatral, a companhia Barracão. Um dia, ele bate às portas do prefeito De Caro (Thelmo Fernandes), que além de não colaborar com nenhum centavo, ainda o expulsa da sede da prefeitura. Um golpe de sorte, no entanto, faz com que caia nas mãos de Campese uma lista com os nomes dos convidados que serão recebidos pelo prefeito naquele mesmo dia. Astuto, Campese faz com que chegue ao conhecimento do prefeito a informação de que entre os convidados da recepção estarão alguns atores da companhia, devidamente disfarçados. O prefeito e seu assessor, ainda pouco íntimos dos moradores, terão pela frente o desafio de administrar uma solenidade que pode abrigar uma grande farsa. No comando de uma produção com 12 atores, Sérgio Módena diz ter optado por uma encenação simples, que jogou todas as fichas no poder do texto e no trabalho do elenco. Segundo o diretor, esta opção pela simplicidade na maioria das vezes se revela o caminho mais árduo, mas, no caso de A Arte da Comédia, foi também o mais acertado. “Por em pé um espetáculo com 12 atores, nos dias atuais, é uma aventura quixotesca”, diz. “A ironia, neste caso, é que o próprio texto da peça fala do quanto é difícil manter uma companhia deste tamanho”. A Arte da Comédia. Sesc Santana. Avenida Luiz Dumont Villares, 579. Estreia sábado (11). Sexta e sábado, às 21h. Domingo, às 18h. Tel.: 2971-8700. R$ 24.

Noite de música instrumental lguma coisa acontece na música instrumental de São Paulo. Chama-se Baoba Stereo Club, trio formado por Bruno Gold (piano), Henrique Diaz (guitarra) e Paulo Soares (bateria). De volta ao País após uma turnê na Europa, a banda lança o seu terceiro disco, em vinil e em CD, hoje à noite no Sesc Pompeia. Misturando jazz, ritmos latino -americanos, percussão africana, rock e até música clássica, o Baoba produz um som original e de sabor contemporâneo há cinco anos. Reforçado, neste show e no disco, por outro personagem da cena

A ronicamente, a animação que está lotando os cinemas neste verão é o longa-metragem da Disney Frozen: Uma Aventura Congelante. Os números de bilheteria falam por si: mais de um milhão de espectadores e 13,9 milhões de reais em bilheteria no final de semana da estreia. Isto no Brasil. Pelo mundo, Fr o z e n já arrecadou mais de 639 milhões de dólares, ficando atrás somente de O Rei Leão (1994). A narrativa é inspirada no conto de Hans Christian Andersen, A Rainha da Neve, e conta a história de duas irmãs do reino fictício de Arendelle: Elsa e Anna. Após a morte de seus pais elas foram separadas, porém, depois de um tempo Elsa é coroada a rainha. Durante a cerimônia um acidente acontece: Elsa,

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que tinha um poder até o momento secreto, acaba congelando todo o povoado e criando severas nevascas. Envergonhada e aguniada, ela se esconde no palácio da Rainha da Neve É ai que Anna, – personagem que sai do padrão princesa da Disney: é desastrada, tagarela e divertida. Um pouco mais real – junta-se a seus amigos para resgatá-la. Estes são Kristoff, um vendedor de gelo que tem seu negócio prejudicado com a nevasca, e Olaf, o boneco de neve que rouba a cena no filme, e na versão brasileira é dublado por Fábio Porchat. Frozen já tem uma indicação ao Globo de Ouro de melhor animação e melhor canção original, por Let It Go, interpretada pela diva da broadway Idina Menzel.

VINÍCIUS NO SESC

underground paulistana, Maurício Takara (trompete e eletrônicos), o conjunto surge como destacado expoente da nova música instrumental. Produzido à margem da grande indústria fonográfica, o disco apresenta cinco faixas, gravadas em seções ao vivo no estúdio, e executadas com perfeição e acabamento profissional. “A impressão que tenho é que esse mercado independente está cada vez mais forte. Com disposição e esforço coletivo a gente faz as coisas acontecerem”, diz o pianista Gold. A arte da capa é assinada pelo cartunista Rafael Coutinho.

Destaque para a levada caribenha de (Adeus) Fidel e para a homenagem ao compositor Moacir Santos, em Para Moacir. A apresentação de hoje conta ainda com a presença do violonista sul-africano Guy Buttery. Convidado especial, Buttery já colaborou com grandes músicos como Dave Matthews, Piers Faccini e Missy Higgins. ( Felipe Carrilho) Baoba Stereo Club, Qui nta (9). 21h30. R$ 16; R$ 8 (meiaentrada); R$ 3,20 (comerciário). Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93. Tel.: 3871-7700.

O show Sem mais adeus: uma homenagem a Vinícius de Moraes, de Olívia e Francis Hime, acontecerá na sábado (10) e domingo (11), no Sesc Vila Mariana. O repertório revisa a obra do poeta. R$ 32.


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A artista colombiana Diana Herrera Beltran cria esculturas de aves usando papel. Além das técnicas clássicas de origami, ela também lança mão de colagens e recortes para obter o efeito realista das obras. dianabeltranherrera.com

.P..RIVACIDADE

França multa Google em 150 mil euros A Roupa grátis para quem está nu Christian Hartmann/Reuters

Uma loja da Desigual em Paris incentivou ontem sua clientela a tirar a roupa. Quem caminhasse por 100 metros fora da loja apenas com as roupas de baixo ganharia duas peças de roupa grátis.

Além de pagar a multa, o Google deverá publicar em sua página um comunicado os usuários sobre a sanção e deixá-lo no ar por 48 horas, indicou a CNIL. Pena máxima - A multa imposta ao Google é a máxima prevista pela legislação francesa para este tipo de faltas e a maior da história da CNIL. "Por causa do número de serviços relacionados, praticamente todos internautas franceses foram afetados por esta decisão", disse a CNIL. Contra o que o Google consi-

dera, a CNIL estima que os dados recolhidos por estes serviços são de "caráter pessoal", por isso a empresa deve respeitar as regras do país. O organismo reprova o Google por não informar suficientemente aos usuários sobre como seus dados pessoais são usados. Os internautas, diz a CNIL, não podem compreender nem a finalidade da coleta nem a amplitude dos dados coletados e, por isso. "não estão em condição de exercer seus direitos". Além disso, a CNIL também

estima que o Google não respeita a obrigação de obter o consentimento dos usuários para introduzir "cookies" em seus terminais e não informar qual é o tempo preciso que os dados dos usuários são conservados em seus sistemas. A CNIL indicou que as faltas cometidas pelo Google foram constatadas por 29 organismos europeus de proteção de dados e que as conclusões de sua análise "são similares com as das autoridades holandesas e espanholas" no final do ano passado.

.C..RIATIVIDADE

Gustavo Gargioni/Especial Palácio Piratini

.M..ARKETING

Comissão Nacional Francesa de Informática e Liberdades (CNIL) anunciou ontem que impôs uma sanção de 150 mil euros ao Google por não respeitar as regras do país em matéria de confidencialidade. A CNIL reprova o grupo por não respeitar a lei francesa em sua política de proteção de dados. Em março de 2012, o Google decidiu fundir as regras de confidencialidade de cerca de 60 serviços que presta, tais como o buscador tradicional, YouTube, Gmail e Maps.

O relógio que marca os dias do ano

.C..OPA 2022

Data do torneio permanece incerta em entrevista à rádio France Info. Valcke afirmou: "As datas da Copa do Mundo não serão em junho ou julho. Acho que a Copa será disputada entre 15 de novembro e 15 de janeiro, no máximo. Se você jogar entre 15 de novembro e, vamos dizer, o fim de dezembro, é o período em que o clima é o mais favorável", acrescentou Valcke. A temperatura média no Catar nos meses de junho e julho fica entre 35 e 45 graus Celsius. Em comunicado, a Fifa disse que Valcke manifestou "sua visão" e que a "data precisa do evento ainda é alvo de processo de consulta".

s

A declaração do secretáriogeral da Fifa, Jérôme Valcke, de que a Copa do Mundo de 2022 no Catar não será disputada nos meses de verão e seria adiada para novembro causou ainda mais polêmica em torno da realização do Mundial e levou a Fifa a negar que houvesse qualquer decisão. O anúncio de Valcke foi rebatido pelo vice-presidente da Fifa Jim Boyce que afirmou que apenas o comitê executivo da entidade pode decidir quando a Copa do Mundo será realizada. Em um comunicado posterior, a Fifa ainda minimizou as declarações de Valcke, feitas

GOL MONITORADO - O estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, já tem sensores eletrônicos que registram a ultrapassagem da bola pela linha das traves. O estádio receberá cinco jogos da Copa do Mundo 2014.

.I..NOVAÇÃO

Quer saber se falta muito para acabar o ano? Olhe para o relógio anual na parede. São 365 posições para o ponteiro, uma para cada dia do ano. A criação é do estúdio mssng peces (lê-se "missing pieces", os "ii" que faltam são uma brincadeira com o nome do estúdio). http://mssngpeces.com/

.M..ÍDIA

A IDEIA QUE BILL GATES APÓIA

Yahoo! investe em filtro de conteúdo A CEO do Yahoo!, Marissa Mayer, apresentou ontem na CES 2014, os novos projetos da empresa. A principal novidade é o Yahoo News Digest, app que ajudará o internauta a filtrar informações. As notícias serão exibidas em uma lista contendo apenas o resumo. Se o usuário optar por ler a notícia completa, o aplicativo filtrará as fontes que deram tratamento mais aprofundado ao tema. Com o app, a empresa abandona seu interesse pelo mercado de buscas na internet.

.V..ERÃO Antonio Lacerda/EFE

.T..ECNOLOGIA

Leão toma um "sorvete de carne" - um pedaço de carne em um cubo gigante de gelo no zoológico do Rio de Janeiro. Esse jeito diferente

de servir a alimentação é usado para refrescar os animais nos dias quentes. Ontem, as temperaturas chegaram a quase 40 °C.

Com uma ideia aparentemente simples - mas que ninguém teve antes -, o agrônomo brasileiro Mateus Marrafon, de 29 anos, conseguiu atrair não apenas a atenção da mídia internacional, mas também, e principalmente, o financiamento da Bill and Melinda Gates Foundation, instituição criada pelo fundador da Microsoft. A organização decidiu investir US$ 100 mil numa ideia desenvolvida por Marrafon para ampliar a produtividade de pequenos agricultores. Marrafon criou uma fita de celulose com nutrientes para plantas [foto ao lado] na qual são dispostas, a distâncias apropriadas, as sementes dos vegetais a serem cultivados. Depois, a fita é enterrada com a ajuda de um

equipamento simples [que o próprio Marrafon "pilota" na foto acima] ou até manualmente. A fita, que é biodegradável, se decompõe naturalmente à medida que as plantas crescem. Como as sementes plantadas foram dispostas a uma distância apropriada, as plantas alcançarão o melhor desenvolvimento e produtividade e o solo terá um aproveitamento mais racional. Marrafon tentou, durante cinco anos, obter apoio de empresas brasileiras para seu projeto. Não conseguiu. Agora, com o financiamento da fundação norteamericana, sua ideia entrará em testes na África.

Fotos: Pa

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Recursos quase obsoletos Com a ajuda de especialistas, a revista Time elaborou a lista dos cinco recursos tecnológicos que devem desaparecer nos próximos cinco anos. O item número um até que é óbvio: o acesso discado à internet. Mas também constam da lista as chaves de carro, o Blu-ray e o DVD, os aparelhos de GPS de carros e as câmeras digitais voltadas para o público amador.

.L..OTERIAS Enquanto isso, Marrafon poderá usar parte do dinheiro para desenvolver uma máquina para produzir a fita de modo mais preciso e em escala adequada para a disseminação do projeto.

Por problemas técnicos, a Caixa Econômica Federal (CEF) adiou os sorteios de ontem para a noite de hoje.


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CARROS SEM IPI As concessionárias de veículos de todo o País iniciaram o ano com quase 300 mil carros com preços de 2013, sem o reajuste do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vigente desde o início do mês. Paulo Pampolyn/Hype

Papelarias em clima de Copa Comércio já está com o time em campo. As aulas vão iniciar mais cedo neste ano por causa do campeonato mundial. Sindicato prevê avanço de até 8% nas vendas. Karina Lignelli Copa do Mundo 2014, marcada para j u n h o , m exe u a t é com o calendário da volta às aulas – tanto que, em São Paulo, o início do ano letivo foi antecipado para a segunda-feira, dia 27 de janeiro, nas escolas estaduais e particulares, e para 5 de fevereiro, nas municipais. Diante de possível pressão pelas compras de material escolar, o comércio varejista de papelarias também se preparou antecipadamente para atender à demanda, e já começa a perceber aumento, mesmo de forma sutil, no movimento diário. O Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório e Papelaria de São Paulo e Região (Simpa) espera crescimento nas vendas entre 5% e 8% na volta às aulas de 2014. "O consumidor já está na rua fazendo pesquisa, mas tem gente que começou em dezembro", afirma Antônio Martins Nogueira, presidente do Simpa, que diz que, por esse motivo, a maioria dos lojistas já vinha trabalhando com "99% do material estocado". Dono da papelaria São Miguel, no Centro da Capital paulista, Nogueira lembra que os lojistas vêm intensificando ações nos pontos de venda e nas redes sociais para atrair esse público, além de oferecer condições facilitadas de pagamento e muitos descontos – p ri n c ip a l-

A

Antônio Martins Nogueira, do Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório e Papelaria, afirma que os comerciantes estão a postos. mente aos que têm preferido comprar à vista. "As pessoas não estão querendo fazer dívidas", explica. Aparecida de Lurdes Mathias, proprietária da loja Golden Center, na Vila Alpina (Zona Leste da Capital), é uma das que se preparou antes por conta da Copa da Mundo, e afirma que já percebeu aumento no porcentual de listas para cotação que chegam à lo-

ja. Através de parcerias com escolas da região, o comércio, além de variedade e boas condições de pagamento, faz levantamento prévio dos itens de cada lista em várias faixas de preço para atender a todos os tipos de bolso – comodidade extra oferecida aos clientes para evitar que "fiquem batendo perna". "Antecipamos as compras dos itens mais comuns da lis-

ta, mas esperamos a virada do ano para adquirir novidades e lançamentos. Já percebemos aumento na clientela, e recebemos até listas de material de escolas de municípios vizinhos, como São Caetano do Sul. Por isso, a expectativa é que o total de listas, inclusive na loja virtual, aumente entre 30% e 40%", prevê. Redes sociais – Mas há comerciantes que estão céticos

O Leão vai à aula uem diria: no preço de uma simples e útil caneta, 47,49% são de impostos, conforme aponta levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). O Leão morde ainda apontadores, borrachas e cadernos (veja quadro ao lado). E é uma mordida sem dó – quase tudo tem tributação acima dos 35%. Entretanto, a redução da alta carga tributária no País de itens básicos de material escolar é alvo do Projeto de Lei 6705/2009, que tem origem no Senado e tramita no Congresso há mais de quatro anos. Atualmente, o projeto está em discussão na comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal. Mas a situação é aparentemente complicada, quando se fala em renúncia fiscal no Brasil:

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apesar da importância do segmento da área de Educação, levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae), realizado com o apoio do IBPT, aponta que o montante que o governo abriria mão seria inferior a R$ 500 milhões dentro do Orçamento – uma "gota no oceano", segundo Rubens Passos, presidente da Abfiae. "É um segmento que não tem peso no Produto Interno Bruto (PIB), como a indústria. A ideia é mostrar que a renúncia fiscal é possível. Em um País onde se cansam de afirmar que educação é prioridade, é contraditório a elevada carga tributária que incide sobre agendas, lápis, estojos ou canetas e até folhas para fichário", afirma ele, lembrando que o setor também tem

conversado com governos estaduais para reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestações de Serviços (ICMS) desses itens para 12%. Hoje, a carga de ICMS é de 18%. "Nesse caso é mais fácil ainda, pois o governador tem autonomia para reduzir", diz Passos. Na nota – Antônio Martins Nogueira, presidente do Simpa, afirma que o consumidor está começando a atentar para os altos tributos desses itens devido às informações do projeto Imposto na Nota Fiscal (hoje uma informação exigida por lei), já que a compra do material é necessária. Por enquanto, a preocupação principal, além dos preços, tem sido a qualidade. "A maioria procura artigos normatizados de acordo

com o Inmetro", explica, referindo-se ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia . Passos, da Abfiae, confima: a regulamentação do selo de segurança de material escolar pelo Inmetro surgiu devido à preocupação do consumidor, que vai além da questão tributária. "Este ano, a certificação entra em vigor para os fabricantes, e em 2015, para o varejo", diz. A luta pela redução da carga tributária do material escolar, segundo Passos, já dura mais de dez anos, mas se intensificou a partir de 2011 porque antes o setor era muito pulverizado. "A boa notícia é que ninguém é contra. Mas sem mobilização social, o projeto vai morrer na gaveta", alerta. (KL)

quanto a uma possível corrida às lojas devido à antecipação das aulas. Alguns, como Roberto Georges, sócio da Papel Fantasia, também no Centro, apostam mais nas redes sociais para ampliar vendas no período. Adepto do Facebook para demonstrar novidades em itens mais procurados, como mochilas, fichários e agendas, Roberto Georges acredita que

a tática é que vem ajudando a puxar as vendas, que em 2013 cresceram entre 20% e 30% dessa forma. "O aumento do movimento (na loja) ainda está abaixo do esperado. Por enquanto, o pessoal tem comprado mais produtos eventuais do que a lista inteira, talvez porque ainda seja cedo e as pessoas em geral costumam deixar tudo para a última hora. Tudo ainda está muito incerto, mas devemos manter o crescimento entre 10% e 15% sobre 2013 no volta às aulas deste ano. Dificilmente passará disso", diz. Indústria – Como o mercado em geral está se movimentando para o volta às aulas antecipado, fabricantes de cadernos, fichários e agendas como a Jandaia, por exemplo, aumentaram em 10% o volume de produção para atender a um mercado "bem aquecido", segundo o analista de marketing Thiago Dias. A companhia, segundo ele, também trabalha nos pontos de venda, com mais de 80 promotores espalhados pelo País para atender a um consumidor que, antes do preço, procura qualidade. "Nosso foco hoje são produtos de maior valor agregado, não commodities", diz Thiago Dias, lembrando que licenciamento, papel de primeira, miolo em quatro cores, verniz na capa, entre outros atrativos, devem levar a um crescimento de 15%, "bem acima do mercado", neste volta às aulas antecipado de 2014.


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Copa do Mundo e eleições são propulsores do consumo, mas os preços sobem nestas ocasiões Claudio Felisoni, presidente do Conselho do Provar/FIA

Consumidor inicia o ano mais otimista Zé Carlos Barretta/Hype

A intenção do brasileiro de ir às compras no início de 2014 é maior do que ao final do ano passado, mas endividamento pode ser um problema.

que foi realizada no ano passado. Os smartphones são outro destaque neste ano, já que eles contam com incentivo fiscal para estimular o cresci mento do acesso à banda larga no País e, naturalmente, haverá mais procura por artigos esportivos, estimulada pela Copa do Mundo em junho. Efeito Copa

Paula Cunha intenção de adquirir bens por parte dos consumidores paulistano é maior no primeiro trimestre de 2014 e atingiu os 49,6%, índice 2,8 pontos percentuais acima do observado nos últimos três meses de 2013, quando ele se situou em 46,8%. A notícia é positiva, mas o desempenho situou-se 7,2 pontos percentuais abaixo do resultado obtido no primeiro trimestre de 2013, que foi de 56,8%. Este é o resultado da pesquisa sobre expectativas de compras no varejo para a capital paulista divulgado ontem pelo Programa de Administração do Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA), em São Paulo. Esse humor dos consumidores - melhor no primeiro trimestre do que no final do ano passado - é o ponto central da análise dos economistas do Provar. Entretanto, isso não se traduzirá em uma expansão significativa do varejo neste ano, pois exatamente em função de eventos como Copa do Mundo e eleições, há a expectativa de pressão sobre os preços e dificuldades no campo fiscal que inibirão as medidas mais intensas de estímulo ao consumo. Claudio Felisoni de Ângelo, presidente do Conselho do Provar/FIA, ressaltou que o resultado da pesquisa é positivo, levando-se em conta que houve as festas de Natal no trimestre passado e normal-

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Patrícia Cruz/LUZ

Calçados, além de vestuário, lideram a intenção de compra neste início de ano; representam 17,8% do total.

ânimo do consumidor paulistano está abaixo da linha de tendência histórica desde 2012. Naquele ano, lembrou Felisoni, o governo federal adotou diversas medidas de estímulo ao consumo, o que ajudou no desempenho da economia. Já em 2013, o resultado ficou bem abaixo das expectativas. Mais procurados

mente o período imediatamente posterior apresenta recuo nas vendas. "É um resultado mais positivo que o do último trimestre, uma vez que o final de ano é a data em que o varejo costuma apresentar boas vendas e o primeiro tri-

mestre se comporta com retração. Este resultado pode ser compreendido como um bom sinal, mas é preciso ficar atento para o alto comprometimento da renda, que impede a alta do consumo", explicou. Segundo o levantamento, o

O estudo foi elaborado a partir de entrevistas com 500 consumidores na capital paulista em parceria com a e-bit – empresa que fornece informações sobre o e-commerce – e analisa a intenção de compra e de gasto de diversos produtos divididos em categorias como eletroeletrônicos, informática, cama, mesa e banho, cine e fotos, móveis, telefonia e celulares, material de construção, linha branca, vestuário e calçados, automóveis e motos, imóveis, eletroportáteis e viagens de turismo. Entre os itens que devem ser mais adquiridos pelos consumidores entre janeiro e

GM mantém demissões erca de 150 funcionários da linha de montagem do Classic do complexo industrial da General Motors (GM) de São José dos Campos (SP) realizaram uma assembleia na manhã de ontem, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, para discutir estratégias que evitem demissões na fábrica da montadora. O grupo também se encontrou com o vice-prefeito de São José, Itamar Coppio (PMDB), que decidiu apoiar os funcionários. Segundo ele, a

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prefeitura agora tentará agendar uma reunião com a montadora para tentar reverter as demissões anunciadas em dezembro. Na reunião que pretende agendar com a montadora ainda nesta semana a prefeitura de São José pretende também reforçar a intenção do município de contar com um novo projeto de fabricação da montadora na planta local. "Já fizemos um compromisso de incentivos caso a GM traga esse novo projeto para cá, como redução de IPTU e a criação de um distrito industrial voltado para

autopeças", afirmou o viceprefeito. Segundo o Sindicato do metalúrgicos, além da suspensão das demissões, os trabalhadores continuarão mobilizados para garantir a estabilidade no emprego e para cobrar a promessa de investimentos da GM. Na semana passada, ao deixar a reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o diretor de assuntos institucionais da GM, Luiz Moan, disse que a empresa desligou 1.053 trabalhadores da área de montagem e de manuseio

da sua unidade fabril de São José dos Campos (SP). Ele afirmou ainda ter informado o ministro do Trabalho, Manoel Dias, de que não há "a menor possibilidade de reversão" das demissões. O processo de demissão na fábrica de São José dos Campos, relacionada com o fim da produção do veículo Classic, constava em acordo assinado com o sindicato em janeiro de 2013, lembrou o executivo. A assessoria da montadora afirmou que não fará novos comentários a respeito dos questionamentos dos trabalhadores. (EC)

Desemprego pode crescer, pouco. desemprego em 2014 deve superar a taxa de 2013, mas ainda não deve refletir um desaquecimento no mercado de trabalho, prevê o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Segundo ele, uma elevação suave na desocupação pode fazer com que a média deste ano se aproxime de 6%, contra os 5,5% esperados para o ano passado. "O ciclo eleitoral deve ser mais suave, talvez o governo não possa fazer aquele impulso fiscal que se fez em 2010. As condições não são tão propícias para isso. Mas a Copa do Mundo deve gerar empregos

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temporários. Não espero nenhuma elevação absurda do desemprego", disse. Ainda segundo ele, "o desemprego não deve ser problema para a eleição, embora a renda esteja crescendo menos". Apesar disso, Barbosa Filho afirma que a dinâmica não é tão forte quanto antes. "O quão apertado está o mercado de trabalho, já que a dinâmica é dada por pessoas que não estão nele? Mercado de trabalho aquecido é com muita gente e muita geração de vagas", disse. Para ele, um ritmo de crescimento do pessoal ocupado de 1% ao ano é insuficiente para sustentar um baixo desemprego. Apesar de indícios de que o

desemprego, ajustado sazonalmente, deverá aumentar na passagem de 2013 para 2014, a geração de empregos deve voltar a subir, avaliou o economista Barbosa. "Pode ser uma boa notícia, porque o número de pessoal ocupado tem diminuído bastante", disse Barbosa Filho. O aumento de 1,2% no Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) em dezembro ante novembro sinaliza para esse aumento sazonal na desocupação, embora o economista admita que o índice não capte a estagnação na ocupação. "Quem tem ditado a dinâmica do desemprego tem sido a PEA (População Economicamente Ativa), e

nós não temos dados para captar isso. Estamos trabalhando para fazer esta medição", afirmou o economista. Barbosa reiterou, contudo, que haverá melhora na geração de emprego nos próximos meses, com base na alta de 2,1% observada no Indicador A n t e c e d e n t e d e E m p re g o (IAEmp) de dezembro sobre novembro. "Expectativas são boas para aumento da contratação", disse Barbosa Filho. "Tudo isso parece positivo, parece que haverá aumento na contratação nos próximos meses, mas isso pode ser mais uma vez frustrado como ocorreu nos anos anteriores. Essa tendência de aumento pode se reverter", advertiu. (EC)

março, destacam-se os de vestuário e calçados, com 17,8% das intenções. Em segundo lugar, está o grupo de viagens e turismo (13%), e linha branca (10,6%). Na contramão, as vendas na internet têm mais perspectiva de crescimento em 2014 em razão do grande espaço que existe para expansão do segmento, já que existem atualmente 110 milhões de internautas no Brasil e apenas 50 milhões de consumidores que utilizam a web para adquirir bens e serviços. Pedro Guasti, diretor geral da e-bit, especializada na análise de e-commerce, informou que as vendas registraram aumento nominal de 20% em 2013 sobre o ano anterior, com faturamento estimado em R$ 28,5 bilhões. Na sua avaliação, o segmento de eletroeletrônicos ainda tem espaço para crescimento nas vendas, em especial das TVs, mas alerta que o índice não será tão alto como querem os varejistas, já que houve o estímulo à aquisição destes itens na Copa das Confederações

Na avaliação de Felisoni de Ângelo, a Copa do Mundo e as eleições são propulsores para o estímulo ao consumo neste ano, mas é preciso lembrar que os preços sobem nestas ocasiões e os salários perdem força. Por isso, o governo terá que conter a inflação e, assim, terá pouco espaço de manobra para estimular o crescimento da economia. Ele acredita que o endividamento e o comprometimento da renda com estes compromissos ainda é alto, apesar da queda recente dos níveis de inadimplência. "No Brasil, os 10% mais ricos da população são responsáveis por 45% do consumo. Já na Alemanha, os 10% mais abastados respondem por 25% das compras", explicou, lembrando que os estímulos ao consumo para a população brasileira que foi beneficiada pelo crescimento de renda nos últimos anos foram positivos, mas a renda média do brasileiro é de R$ 2,5 mil, ainda baixa em relação aos países mais desenvolvidos. Em razão destas diferenças, ele defende um processo de estímulo ao crescimento da produção e da capacidade produtiva da indústria brasileira e de investimentos neste segmento. E opinou que estes devem ser superiores ao índice de 18% previsto para este ano. Segundo ele, se o País tivesse uma poupança interna maior ele dependeria menos da poupança externa e poderia investir mais no setor produtivo e não ficar vulnerável às recentes retiradas de estímulo à economia nos Estados Unidos, por exemplo.


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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A expansão de bens intermediários permite esperar novos resultados positivos. Rogério César de Souza, do IEDI

Após três meses de alta, indústria recua.

Jonne Roriz/ EC

A produção industrial em novembro do ano passado caiu 0,2% na comparação com outubro, menos que o esperado. A principal queda foi vista na indústria de bens de capital, que recuou 2,6%. Por outro lado, a produção de bens intermediários avançou 1,2%. indústria brasileira não sustentou o ritmo de recuperação ensaiado a partir de agosto do ano passado. A produção voltou a recuar em novembro, com queda de 0,2%, após três resultados positivos consecutivos, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, porém, veio melhor do que o esperado por economistas, que apostavam em uma queda maior. Na passagem de outubro para novembro, a atividade de veículos automotores registrou perdas de 3,2%, o principal impacto negativo sobre o total nacional. Houve redução na produção de automóveis pelo segundo mês consecutiv o , m a s n o v e m b ro t ro u xe também perdas na fabricação de caminhões, o que derrubou o resultado da categoria de bens de capital (-2,6%). No entanto, a informação ainda é pontual e não configura uma tendência, afirmou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. Por outro lado, a expansão de 1,2% verificada pela categoria de bens intermediários em novembro sinaliza que é

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possível esperar novos resultados positivos para a indústria em 2014, avaliou Rogério César de Souza, economistachefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). "O ano de 2012 e o primeiro semestre de 2013 foram de ajuste de estoques na indústria. Mas podemos começar 2014 com a expectativa de resultados melhores, embora nada muito robusto", previu Souza. A produção da categoria de bens intermediários cresce há quatro meses consecutivos, de agosto a novembro. Os bens intermediários respondem por cerca de 55% da indústria nacional, e alguns ramos produzem insumos para outras atividades industriais. "Esse aumento de intermediários pode ser os primeiros sinais do efeito do câmbio (desvalorização do real ante o dólar) sobre a produção", explicou o economista do Iedi. Macedo, do IBGE, ressalta que a melhora na produção de bens intermediários é recente, puxada, principalmente, pelo setor de refino de petróleo e álcool. "O setor de refino vem operando com nível da utilização da capacidade ins-

talada bem alto. Pode ser uma estratégia associada com a diminuição de importação de derivados do petróleo", disse Macedo, para quem as refinarias estão operando "seguramente acima de 90%" do uso da capacidade instalada. Aloísio Campelo, superintendente adjunto de Ciclos Econômicos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), lembra que o ano passado começou com projeções de recuperação mais vigorosa e bom ritmo de atividade industrial. No entanto, a partir do fim do segundo trimestre, a situação começou a deteriorar. O resultado desse processo foi o acúmulo de estoques e a consequente parada na produção. Contudo, segundo Campelo, houve um processo de ajuste de estoques na maioria dos segmentos e, agora, apenas a indústria automotiva segue com excessos. (EC)

Após um ano de ajuste de estoque, em 2013, a expectativa dos economistas é que a indústria retome o ritmo de crescimento em 2014.

Tomate brasileiro para los hermanos Argentina, uma das maiores produtoras a g ro p e c u á r i a s d o mundo, está disposta a importar alimentos para garantir o êxito de um esforço para controlar preços ante a alta inflação no país, e pode comprar tomates do Brasil. A decisão marca uma mudança de estratégia do governo da presidente Cristina Kirchner, que impôs fortes restrições às importações de produtos para defender a indústria nacional. O chefe do gabinete de ministros, Jorge Capitanich, disse que Cristina já instruiu a compra de tomates do Brasil, uma vez que se espera um aumento no preço devido à falta do produto causada por problemas climáticos. "Vamos recorrer inclusive à importação de determinados produtos precisamente para garantir o preço e a quantidade", afirmou o ministro. A Argentina tem uma das maiores taxas de inflação do mundo. Os preços ao consumidor subiram em torno de 25% em 2013, segundo estimativas privadas, embora as desprestigiadas estatísticas oficiais coloquem a estimativa em cerca de 10%. A falta de investimentos, uma grande emissão monetária para satisfazer o elevado gasto público e as incertezas so-

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Inflação pelo IGP-DI encerrou 2013 com alta de 5,52% Í n d i c e G e r a l d e P r eç os –Disponibilidade Interna (IGP-DI) encerrou 2013 com alta de 5,52% – a ba i xo dos 8,10% de 2012 –, depois de subir 0,69% em dezembro, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). "A desaceleração se deu basicamente pelo efeito agrícola da soja, que teve quebra de safra nos EUA (em 2012)", explicou o economista da FGV, Salomão Quadros, destacando que a oleaginosa caiu 0,82% em 2013, depois de subir 65,62% no ano anterior. Em dezembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) registrou inflação de 0,78% e fechou 2013 com avanço de 5,07%. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), registrou alta de 0,69% levando o acumulado do ano a 5,63%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) avançou 0,10% em dezembro, encerrando 2013 com alta de 8,09%. A previsão da FGV é que em 2014 a inflação ficará ainda mais pressionada. A estimativa inicial é de que o IGP avançará para 5,8% e o IPC rondará os 6%. (Reuters)

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bre a economia local são alguns dos fatores que pressionam os preços para cima, segundo analistas. Mesmo que se negue a reconhecer a inflação, o governo deu início na última segunda-feira ao terceiro congelamento de preços em um ano. Mas abarca somente 200 produtos básicos e por enquanto se aplica apenas aos grandes supermercados em Buenos Aires e arredores. Capitanich disse que a importação de alimentos pode se estender "com o objetivo de garantir que o consumidor tenha todos os bens de preços monitorados perfeitamente garantidos em termos de abastecimento e preços." Os controles de preços usados anteriormente fracassaram porque os produtos incluídos não se encontravam disponíveis nas gôndolas dos supermercados. Capitanich reconheceu a persistência do problema. A Argentina é um dos maiores exportadores mundiais de trigo, milho e soja, assim como outros produtos agroindustriais. Atualmente, por conta de preocupações com a inflação e abastecimento interno, bloqueia as exportações de trigo, afetando especialmente o Brasil, o principal cliente. (Reuters)

Saída de divisas não afeta reservas internacionais fluxo cambial, entrada e saída de moeda estrangeira do país, registrou déficit de US$ 12,26 bilhões em 2013. As saídas de recursos, não apontam ainda para uma situação grave: em novembro de 2013, o Brasil possuía US$ 376 bilhões em reservas externas. Mas podem sinalizar pressões sobre o real. O resultado, segundo informou o Banco Central, é o pior desde 2002, quando o saldo foi negativo em US$ 13 bilhões e foi afetado pelo forte déficit na conta financeira --por onde passam os investimentos estrangeiros diretos e em portfólio -- de US$ 23,4 bilhões no período. Só em dezembro, houve saldo negativo de US$ 6,9 bilhões. Já a conta comercial registrou entrada líquida de US$ 11,1 bilhões, com o resultado de dezembro ficando negativo em US$ 1,9 bilhão. "O cenário internacional está mais complexo para o Brasil e para todos os países emergentes. Isso não significa fuga de capitais, mas deixa entrever uma saída (de dólares) de persistente a moderada", afirmou Rafael Bistafa, da Rosenberg & Associados. (Reuters)

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A nova onda de televisores de grande formato parece ser destinada a gerar mais impacto visual do que vendas

CONSUMER ELECTRONIC SHOW 2014

Tecnologia de consumo em transição Depois de esgotado o frenesi dos tablets e smartphones, os consumidores esperam o próximo fenômeno... e os fabricantes se empenham em atendê-los. Fotos: Steven Marcus/Reuters

Consumer Electronics Show (CES), evento mais importante da eletrônica de consumo, que se encerra amanhã em Las Vegas, confirma o momento de transição que vive o setor, já esgotado o frenesi comercial dos tablets e smartphones e à espera do próximo fenômeno. Os candidatos a liderar a nova revolução dão luz e cor aos 3.200 expositores que tentam cativar os 150 mil visitantes buscam novidades na feira. A cara mais chamativa dessa nova onda de produtos é a dos televisores de grande formato. No entanto, é destinada a gerar mais impacto visual do que vendas, já que o preço dos aparelhos é estratosférico (dezenas de milhares de dólares), além do que têm pouca praticidade para o uso em residências comuns. É o caso das mastodônticas telas curvas de 105 polegadas da Samsung e da LG, companhias sul-coreanas que chegaram à feira dispostas a evitar que a rival ganhasse todas as manchetes por uma questão de tamanho. Essas TVs são só a ponta do iceberg da nutrida coleção de telas que povoam o evento e que na maior parte oscilam entre as 85 e as 50 polegadas e se agrupam sob o qualificação de Ultra HD (UHD), termo que pouco a pouco substitui o que vinha sendo utilizado para qualificá-las – resolução 4K. A denominação não é assunto superficial, mais ainda depois da confusão que as companhias semearam ao empregar nomenclaturas diferentes para promover suas inovações, como constata um relatório do Consumer Electronics Association (CEA), organizadora da CES. Assim, convivem no mercado HD, UHD, 4K, oLed, LCD, Plasma e 3D para qualificar os tipos de televisores. Na feira tem aparecido um consenso no setor

Os planos do Yahoo! para voltar a crescer

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base dos planos de retomada de mercado e de crescimento do Yahoo! será o desenvolvimento de serviços para dispositivos móveis, informou ontem a executiva-chefe Marissa Mayer na CES 2014. Com o anúncio da compra do aplicativo Aviate, a empresa apresentou o objetivo de investir na pesquisa e desenvolvimento de um serviço de busca na tela inicial de aplicativos móveis. No app atual, o usuário vê na tela inicial doinformações locais e personalizadas recomendadas com base no comportamento e uso do produto pelo consumidor. Outro produto divulgado foi o Yahoo! Advertising, plataforma unificada para simplificar a reserva de anúncios dentro dos produtos oferecidos pela empresa, incluindo aí o Tumblr, comprado em 2013. O novo serviço será composto por um conjunto de produtos de publicidade para web, mobile e vídeo com diferentes tipos de exibição. A nova plataforma inclui os posts patrocinados do Tumblr. A empresa lançou também o aplicativo Yahoo Smart TV para ajudar a personalizar a recomendação de conteúdo aos usuários. A executiva informou ainda que o Yahoo! tem mais de 800 milhões de usuários ativos por mês utilizando seus serviços entre email, mobile e busca. (Folhapress)

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A Smart Home da Samsung (esquerda), que permite controlar a residência por telefone e os "smartwatchs" (abaixo), que se preocupam tanto com a estética quanto com a praticidade. para simplificar as coisas e está se impondo UHD, que acrescenta o conceito de "ultra" ao manjado HD para significar a maior resolução existente (4 vezes maior que o HD). Controle doméstico – As televisões de plasma parecem ter caído em desgraça, fadadas a desaparecer (em 2017, 92% do mercado será de telas LCD, segundo a CEA), o mesmo com o 3D, elemento estrela de CES em 2010 e que apesar dos esforços realizados pela indústria não pegou com os consumidores. Esta semana a empresa Vizio anunciou sua primeira tela UHD ao mesmo tempo em que notificou que deixa de incorporar o 3D em seus televisores. A conferir, se as telas curvas seguem o mesmo caminho que o 3D, e saem de moda, ou se têm futuro. As vendas de televisores subirão de forma progressiva durante a próxima meia década, segundo os prognósticos da

MUNICÍPIO DE NOVA ODESSA AVISO DE EDITAL DE LICITAÇÃO BENJAMIM BILL VIEIRA DE SOUZA, Prefeito do Município de Nova Odessa, torna público que se acha aberta Tomada de Preços nº. 09/TP/2013, com encerramento dia 24/01/2014, às 13h30min, junto ao respectivo Departamento de Compras, situado a Avenida João Pessoa, 777 – Centro, Nova Odessa/SP para Contratação de empresa especializada para execução de serviços de ampliação e melhorias no estádio Natal Gazzetta, com fornecimento de materiais, máquinas e mão de obra. ÚLTIMO DIA PARA CADASTRO: 21/01/2014. O edital completo poderá ser obtido no seguinte link de acesso: http://www.novaodessa.sp.gov.br/ Licitacoes.aspx. A vistoria é obrigatória e deverá ser realizada em horário de expediente, e agendada com antecedência pelo telefone (19) 3476-8600, ramais – Diretoria de Obras Públicas, ramais 218, 308 e 340. Nova Odessa, 08 de janeiro de 2014. Comissão de Licitações

CEA, apesar de a renda do setor tecnológico tender a cair globalmente. Estima-se em 1% o crescimento em 2014, uma vez superada a febre dos últimos cinco anos por tablets e smartphones. Atualmente 55% dos lares nos EUA têm pelo menos um tablet e mais de 60% dos cidadãos tem um smartphone, um panorama que se repete em outros países ricos; enquanto nas regiões em desenvolvimento se impõem os aparelhos inteligentes com menos funções, mas econômicos – o que diminui a renda do setor. A implantação em massa de telefones de alto padrão na sociedade abriu a porta para o desenvolvimento de um negócio incipiente que respira também no CES e foi batizado como "a internet das coisas". Essa expressão resume a ideia de conectar todos os elementos da vida cotidiana entre si, via internet, de forma

que desde a televisão e a lavadora, até o automóvel, interajam com o proprietário graças a uma série de aplicações administradas pot telefone. Como exemplos desta tecnologia está o conceito Smart Home da Samsung e a gama de eletrodomésticos inteligentes da LG cujos sistemas permitem saber através do telefone que produtos há na gela-

CBV EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA. Extrato para publicação CBV EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA., sociedade empresária limitada, com sede em São Paulo, Capital, no endereço Rua Tuim nº 186, conjunto 111, Vila Uberabinha, CEP 04514-100, devidamente inscrita no CNPJ/MF sob nº 04.928.217/0001-17, com seus atos constitutivos registrados na Junta Comercial do Estado de São Paulo, sob nº 35217251144 em sessão de 13/11/2001, última alteração registrada sob nº 463.136/13-5, em sessão de 04/12/2013, vem a público divulgar que foi deliberada na Reunião de Sócios realizada em 04 de dezembro de 2013, com fundamento nos artigos 1.082, II, e 1.084, do Código Civil Brasileiro, reduzir parcialmente o capital social de R$ 5.326.483,00 (cinco milhões, trezentos e vinte e seis mil, quatrocentos e oitenta e três reais) para R$ 4.076.483,00 (quatro milhões, setenta e seis mil, quatrocentos e oitenta e três reais) com uma redução de R$ 1.250.000,00 (hum milhão e duzentos e cinquenta mil reais) , com o competente cancelamento de 1.250.000 (hum milhão, duzentos e cinquenta mil) quotas, no valor unitário de R$ 1,00 (hum real), todas de titularidade dos sócios, nas seguintes proporções: De Sônia Maria Marques Aló, cancela 650.000 (seiscentos e cinquenta mil) quotas; De Camila Marques Aló, cancela 200.000 (duzentos mil) quotas; De Bruno Marques Aló, cancela 200.000 (duzentos mil) quotas; e 4) Victor Marques Aló, cancela 200.000 (duzentos mil) quotas, com a restituição total do capital reduzido aos referidos sócios, na mesma proporção das quotas canceladas, através de dação em pagamento de bem imóvel, contabilizado no Ativo de sociedade, conforme balancete de Setembro de 2013, representado pela unidade de nº 111, do Edifício Villa Farnese, localizado na Rua Tuim nº 186, devidamente inscrito e caracterizado na matrícula nº 92.200 junto ao 14º Cartório de Registro de Imóveis da Capital. Desta forma, receberão os sócios, parte ideal no referido imóvel, na mesma proporção que participam no Capital Social da Sociedade, a saber: Sonia Maria Aló receberá 52% (cinquenta e dois por cento) do imóvel, e os demais Camila Marques Aló, Bruno Marques Aló e Victor Marques Aló, receberão o percentual de 16% (dezesseis por cento) cada um, no imóvel partilhado. Diretor Executivo da Sociedade

LPP I Empreendimentos e Participações S.A. CNPJ/MF nº 15.019.552/0001-19 – NIRE 35.300.418.263 Ata de AGE realizada em 20 de Dezembro de 2013 1. Data, Hora e Local: Em 20/12/2013, às 16hs, na sede da Cia. em SP/SP, na Rua Tenente Negrão, 166, 5º andar, parte, Itaim Bibi. 2. Presença e Convocação: Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas apostas no Livro de Presença de Acionistas,dispensadaaconvocaçãoprévia,nostermosdoArt.124,§4º,daLei6.404/76.3.ComposiçãodaMesa:(i)Pres.:AméricoGenzini Filho; e (ii) Secr.: Clarisse Etcheverry de Arruda Gomes.4. Ordem do Dia: Deliberar sobre (a) a redução do capital social, e (b) a alteração do Art. 5º do Estatuto Social. 5. Deliberações: A Assembleia Geral, por unanimidade de votos: 5.1. Por considerar o capital excessivo em relação às atividades da Cia., aprovou a redução do capital social, nos termos do Art. 173 da Lei 6.404/76, de R$ 2.000.000.000,00, para R$ 1.119.377.238,00, sendo a redução de R$ 880.622.762,00, com o cancelamento de 880.622.762 ações ordinárias, realizada mediante: (a) a dispensa, ao acionista LPP Investimentos Fundo de Investimento em Participações, do pagamento da parcela do capital ainda não integralizada, no valor total de R$ 821.622.761,31, e (b) a devolução de capital em dinheiro ao acionista LPP Investimentos Fundo de Investimento em Participações, no montante total de R$ 59.000.000,69.Considerando que o acionista Américo Genzini Filho detém apenas uma ação de emissão da Cia., tal acionista renuncia expressamente ao seu direito de receber qualquer valor em decorrência da redução de capital mencionada acima. 5.2. Uma vez efetivada a redução ora aprovada, o capital social da Cia. passará a ser de R$ 1.119.377.238,00, dividido em 1.119.377.238 ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal, e o Art.5º do Estatuto Social passará a vigorar com a seguinteredação:“Art.5º-OcapitalsocialdaCia.,totalmentesubscritoeintegralizado,édeR$1.119.377.238,00,divididoem1.119.377.238 ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal.”5.3.A Assembleia Geral determinou que a Diretoria da Cia.proceda à publicação da presente Ata, tornando-se efetiva a presente redução de capital apenas após decorrido o prazo de 60 dias contados da publicação da presente Ata e seu arquivamento, nos termos do Art. 174 da Lei 6.404/76. 6. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a AGE e lavrada esta Ata, que foi lida, aprovada e assinada pelos presentes. Assinaturas: Américo Genzini Filho - Pres. da Mesa; Clarisse EtcheverrydeArrudaGomes-Secr.daMesa;Acionistas:LPPInvestimentosFundodeInvestimentoemParticipações-porseuadministrador Citibank Distribuidora deTítulos eValores Mobiliários S.A.;e Américo Genzini Filho.SP, 20/12/2013.Américo Genzini Filho - Pres.da Mesa; Clarisse Etcheverry de Arruda Gomes - Secr.da Mesa.

deira, datas de validade e o andamento do preparo de um prato no forno. Nesse mesmo contexto estão os sensores que medem a atividade física, o ritmo cardíaco, o açúcar no sangue e os relógios "smartwatch", tecnologia de usar que tem ganhado território e que não se preocupa só em ser prática, mas também com a estética. (EFE)

Ambev S.A.

CNPJ nº 07.526.557/0001-00 - NIRE 35.300.368.941 Companhia Aberta

AVISO AOS ACIONISTAS A administração da Ambev S.A. (“Companhia”), em razão da incorporação da Ambev Brasil Bebidas S.A. (CNPJ nº 73.082.158/0001-21) (“Ambev Brasil”) pela Companhia, aprovada em 2 de janeiro de 2014 (“Incorporação”), vêm informar aos Srs. Acionistas o que segue: Relação de substituição de ações 1. Em virtude da Incorporação, cada 1,019657 ação ordinária de emissão da Ambev Brasil dará direito ao recebimento por parte de seu titular de uma ação ordinária de emissão da Companhia. Direito de Retirada 2. Em cumprimento ao disposto no §1º do artigo 137 da Lei nº 6.404/76, os acionistas da Ambev Brasil que não tenham votado favoravelmente à Incorporação na assembleia da Ambev Brasil ocorrida em 2 de janeiro de 2014, poderão exercer o direito de retirada relativamente às ações ordinárias de emissão da Ambev Brasil de que eram, comprovada e ininterruptamente, titulares desde 3 de dezembro de 2013. 3. O prazo para exercício do direito de retirada iniciar-se-á em 10 de janeiro de 2014 e encerrar-se-á em 10 de fevereiro de 2014. 4. Caso venha a ser exercido o referido direito, o reembolso a ser pago pela Companhia será, nos termos do §3º do artigo 264 da Lei nº 6.404/76, a critério do acionista, (i) o valor patrimonial contábil da ação de Ambev Brasil que, em 31 de dezembro de 2012, corresponde a R$2,861419 por ação, ressalvado o direito de levantamento de balanço especial, ou (ii) o valor de R$1,835073 por ação, apurado em conformidade com o laudo do patrimônio líquido a preços de mercado, elaborado na forma do artigo 264 da Lei nº 6.404/76. 5. O valor do reembolso será depositado nas contas correntes dos acionistas dissidentes, ou na impossibilidade disto, ficará à sua disposição, na sede da Companhia. Crédito das Ações e Frações 6. As ações da Companhia serão creditadas em favor dos acionistas da Ambev Brasil até o dia 11 de fevereiro de 2014. Até 13 de março de 2014 (inclusive) os acionistas da Ambev Brasil titulares de frações de ações da Companhia poderão, a seu exclusivo critério, ajustar as suas posições, através da compra ou venda, mediante negociação privada, de sorte a formarem inteiros. 7. A partir de 14 de março de 2014, o valor correspondente às ações que não puderem ser atribuídas por inteiro para cada acionista da sociedade incorporada será pago aos seus titulares, pela Companhia, em moeda corrente nacional, conforme aprovado na assembleia da Companhia ocorrida em 2 de janeiro de 2014, com base no valor patrimonial contábil apurado em 31 de dezembro de 2012, isto é R$ 3,92 por ação. Tal pagamento ocorrerá até o dia 1º de abril de 2014. Para os acionistas que não tenham indicado conta bancária ou estejam com o cadastro desatualizado, o valor correspondente à venda permanecerá disponível na sede da Companhia. São Paulo, 9 de janeiro de 2014 Nelson José Jamel Diretor Financeiro e de Relações com Investidores

Pró Metalurgia S.A. CNPJ nº 56.994.924/0001-05 - NIRE n° 35.300.049.49/7

EMPRESA MUNICIPAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS – EMPRO AVISO DE LICITAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Nº 001/2014 Objeto: Contratação de empresa especializada para execução, sob demanda, de serviços de expansão e manutenção de rede de fibra óptica, com fornecimento de materiais, conforme condições e especificação técnica no anexo I, deste Edital. Edital completo na sede da Empro: Av. Romeu Strazzi, 199 – Bairro Vila Sinibaldi, São José do Rio Preto/SP, ou pelo site http:/ /www.empro.com.br. – Fone: (17)3201-1201/1216. Estimativa de Custo: R$ 1.427.631,00. (Um milhão, quatrocentos e vinte e sete mil, seiscentos e trinta e um reais). Abertura: 21 de janeiro de 2014, às 09h30. São José do Rio Preto/ SP, 08 de janeiro de 2014. Cássio Domingos Dosualdo Moreira – Pregoeiro.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP DIVISÃO DE LICITAÇÕES. SEÇÃO DE REGISTRO CADASTRAL EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO Por este edital, ficam convidados todos os interessados em ingressar no Registro Cadastral de Fornecedores ou procederem a atualização dos registros existentes, nos termos do § 1º do art. 34 da Lei Federal 8666/93. Castilho – SP, 08 de janeiro de 2014. Luiz Antonio Modesto Ferreira. Diretor da Divisão de Licitações. A Debitar (09.01.14)

DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO MARCELO MICHALUÁ, portador da cédula de identidade RG sob o nº 16.323.178 - SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 127.314.838-06, DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração na RB CAPITAL DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução nº 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL - Departamento de Organização do Sistema Financeiro Deorf - Gerência Técnica em São Paulo II - GTSP2 - Av. Paulista, 1.804 - 5º andar - 01310-922 - São Paulo (SP).

PREFEITURA MUNICIPAL DE BIRIGUI TOMADA DE PREÇOS Nº 07/2013 COMUNICADO DE SUSPENSÃO A Prefeitura Municipal de Birigui, TORNA PÚBLICO, que encontra-se suspensa a Tomada de Preços nº 07/2013, que objetiva a Contratação de empresa especializada para execução da obra de cobertura da quadra poliesportiva do Ginásio Municipal de Esportes, com fornecimento de mão de obra, materiais e equipamentos, conforme Memorial Descritivo, Planilha Orçamentária, Cronograma Físico-Financeiro e Projetos elaborados pela empresa Concreaço Ltda. EPP, cuja abertura está marcada para 13/01/2014, às 08:30 horas, para que seja adequada a reserva orçamentária. Pedro Felício Estrada Bernabé, Prefeito Municipal. Birigui, 08 de janeiro de 2014.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA COMUNICADO A Fundação Para o Desenvolvimento da Educação - FDE comunica a todos os interessados em licitar e contratar na área de Obras, Serviços de Engenharia, Outros Serviços, Fornecimento de Material e/ou Equipamentos Diversos e instituições de Ensino, que seu Departamento de Cadastro encontra-se permanentemente aberto para novas inscrições, bem como para atualização dos registros existentes. A retirada dos procedimentos cadastrais poderá ser feita na sede da FDE – Av. São Luís, 99 – República – 5º andar, das 8:30 às 17:00 horas nos dias úteis, ou ainda via Internet: www.fde.sp.gov.br.

Data, hora e local: Em 29/11/2013, às 10:00 hs, na sede da Sociedade, na Cidade de Atibaia, Estado de SP. Presença: Estiveram presentes a maioria dos membros do Conselho de Administração.Composição da Mesa:Presidente:Luiz AugustoTrindade, que escolheu a mim, Jacinto Gonçalves, para secretariar o ato. Ordem do Dia: Conforme convocação publicada em 26/11/2013, no Diário Oficial do Estado de SP à fl. 23 e no Diário do Comércio, à fl. 48, deliberar sobre as providências a serem tomadas tendo em vista a rescisão de contratos relevantes. Deliberações: Os Conselheiros, após discutir o tema, concluíram pela inviabilidade da manutenção das atividades industriais da Pró Metalurgia S.A., tendo em vista a rescisão de contratos comerciais relevantes.Os conselheiros ainda fazem constar em ata que, não obstante os esforços por parte da administração, não se logrou êxito na obtenção de novas oportunidades comerciais capazes de viabilizar, de modo sustentável, a continuidade das operações.Por tais razões, não restou outra alternativa aos conselheiros, senão deliberarem, por unanimidade, pelo encerramento total e definitivo das atividades industriais, comerciais e operacionais da Pró Metalurgia S.A. Encerramento: Nada mais havendo por tratar, foi encerrada a Reunião, da qual se lavrou a presente ata na forma sumariada que, lida e tida em conformidade, foi assinada por todos os membros do Conselho de Administração. Certificamos que a presente é cópia fiel da ata transcrita no Livro de Registro de Atas de Reunião do Conselho de Administração da Pro Metalurgia S.A.Luiz AugustoTrindade - Presidente;Jacinto Gonçalves - Secretário;Luiz AugustoTrindade - Presidente do Conselho de Administração; Jacinto Gonçalves - Conselheiro. JUCESP nº 476.316/13-3 em 16/12/2013. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA

EXTRATO DO 5° ADITAMENTO CONTRATUAL. PROCESSO Nº 57/10 – TOMADA DE PREÇOS Nº 09/10. Objeto: Contratação de empresa especializada para execução de pavimentação asfáltica e construção de guias e sarjetas. CONTRATANTE: Prefeitura do Município de Andradina. CONTRATADO: DEMOP PARTICIPAÇÕES LTDA. Fica ajustado entre as partes que o prazo de vigência do contrato será prorrogado para até 05/02/2014. As demais cláusulas e condições do contrato supra permanecem inalteradas. ANDRADINA 26 de dezembro de 2013. JAMIL AKIO ONO – Prefeito PRISCILA M. RODRIGUES EMBALAGENS EPP torna público que recebeu da CETESB a Licença Prévia, de Instalação e de Operação nº 30001388, válida até 27/12/2017, para Caixas e estojos de material plástico para embalagem; fabricação de, à Rua Marcelo Muller, 828 - Vila Independência - São Paulo - SP.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A privacidade se tornou tão importante na França quanto a tríade nacional da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Espionar funcionários, um mau negócio. A filial da empresa Ikea na França contratou detetive para revirar a vida particular de funcionários. A ação do 007 terminou nos tribunais. Fotos de Theophile Trossat/The New York Time

Nicola Clark* voz de Virginie Paulin ainda treme quando ela conta como foi mandada embora de seu trabalho dos sonhos na empresa Ikea francesa. "Me senti completamente confusa, fiquei atordoada", afirmou. Depois de 12 anos trabalhando para o grupo fabricante de móveis da Suécia, Paulin havia se tornado vicediretora de comunicações e merchandising das mais de duas dezenas de lojas da Ikea em toda a França. Porém, após um ano de licença médica, ela foi forçada a sair – para descobrir em seguida que uma investigação a seu respeito havia sido realizada pela sede da Ikea na França, que suspeitava que ela não estivesse tão doente quanto havia dito. A empresa deu seu número da previdência social, número de telefone celular pessoal, detalhes da conta bancária e outros detalhes pessoais a um detetive particular. Um tribunal regional em Versailles, nos arredores de Paris, está examinando agora se os executivos da Ikea na França burlaram a lei ao realizar uma investigação em nível pessoal – não apenas de Paulin, mas de centenas de pessoas ao longo de uma década, segundo denúncia. Uma revisão dos dados do tribunal feita pelo The New York Times indica que as investigações da Ikea foram realizadas por diversas razões, incluindo o veto a candidatos, tentativas de levantar informações contra funcionários acusados de má conduta e, até mesmo, tentativas de minar os argumentos de consumidores que estivessem falando contra a empresa. Cobranças – A taxa que era cobrada pelos investigadores particulares variava de 80 a 180 euros, segundo documentos do tribunal. Entre 2002 e 2012, o departamento f i n a n c e i ro d a I ke a Fr a n c e aprovou mais de 475.000 euros em cobranças de investigadores particulares. O caso causou indignação pública na França, não apenas por conta do grande número de clientes da empresa no país – o terceiro maior mercado da Ikea, depois da Alemanha e dos Estados Unidos –, mas porque a suposta espionagem feita pelos executivos franceses ocorreu em um país onde, em plena era digital, a privacidade se tornou tão importante quanto a tríade nacional da Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Até o momento, não houve qualquer tipo de alegação de que esse tipo de vigilância tenha ocorrido em qualquer um dos 42 outros países em que a Ikea opera, e ainda não se sabe por que a Ikea francesa fez isso de forma tão profunda. A Ikea pode utilizar uma parcela muito pequena dos dados de vigilância que coletou contra seus alvos. Todavia, documentos do tribunal indicam que os investigadores suspeitam que a Ikea pode ter utilizado essas informações pessoais para eliminar conflitos de trabalho, ou para forçar um pedido de demissão. "É difícil imaginar que esse tipo de coisa ocorra em uma sociedade democrática como a França. Isto aqui não é a Rússia soviética", afirmou Sofiane Hakiki, advogada que representa Paulin e diversos sindicatos que processaram a Ikea por conta do caso. A empresa, que foi obrigada

A

Intriga internacional: a sede da empresa Ieka, em SaintHerblain na França (ao lado), e a exfuncionária Virginie Paulin (foto abaixo). Ela foi investigada porque estava de licença médica.

a pagar US$ 500 mil ao tribunal em novembro, realizou a própria revisão do caso no ano passado, depois de uma série de e-mails internos detalhando a espionagem que vazou para a imprensa francesa. A pesquisa interna levou à demissão de diversos executivos, incluindo o ex-executivochefe, Jean-Louis Baillot. Contudo, a Ikea se negou a comentar publicamente os dados específicos sobre as alegações. Em novembro, o atual chefe da empresa, Stefan Vanoverbeke, e o diretor financeiro, Dariusz Rychert, foram questionados ao lado de Baillot durante 48 horas pela polícia jurídica antes que fossem colocados formalmente sob investigação. Isso colocou em ação um processo que, caso se concretize, resultará em acusações criminais. Históricos criminais – Os três executivos, ao lado de nove outros suspeitos de quebrar a lei, seja por saber ou por participar ativamente da coleta de informações pessoais de indivíduos, incluindo históricos criminais, registros de automóveis e de propriedade.

Advogados que representam os três executivos se negaram a fazer qualquer comentário, uma vez que as investigações ainda estão em curso e podem demorar meses até que sejam encerradas. Entretanto, o tribunal de Versailles já entrevistou dezenas de testemunhas e seus agentes fizeram buscas nos escritórios e casas de diversos funcionários, investigadores particulares e até mesmo policiais suspeitos de fornecer informações privilegiadas das bases de dados do governo. No caso de Paulin, quando ela foi despedida em 2009, a razão oficial era a necessidade urgente de preencher seu posto de forma permanente na Ikea. Ela estava impossibilitada de trabalhar há um ano, desde que havia descoberto que possuía hepatite C, no início de 2008. Em uma entrevista telefônica recente concedida em sua casa no oeste da França, Paulin, de 53 anos, afirmou que não sabia que, durante sua ausência, seus chefes haviam duvidado da gravidade de sua doença, em função da qual ela

ainda está sendo tratada. Atestados – De acordo com as regras francesas, Paulin havia enviado uma série de atestados médicos para o departamento de recursos humanos da Ikea. Ela também ia regularmente às reuniões com o agente de previdência social, que aprovou a extensão de sua licença e até deu permissão para que ela viajasse, em mais de uma ocasião, para seu apartamento no Marrocos. Mais do que isso, ela se manteve em contato com diversos colegas, para os quais falou que tinha intenções de reassumir o trabalho assim que o médico permitisse. "Fiz um grande investimento em minha vida profissional na Ikea. Talvez tenha sido demais, mas meu trabalho era uma parte importante da minha identidade e eu tinha orgulho dele", afirmou Paulin. Por isso, quando ela descobriu que a empresa tinha intenção de mandá-la embora, Paulin contratou um advogado. Em abril de 2009, Paulin foi convidada a comparecer a uma reunião com Claire Héry,

chefe de recursos humanos da Ikea. Quando ela chegou, ela ficou surpresa ao descobrir que o executivo-chefe da unidade francesa na época, Baillot, também estava presente. Os dois executivos, segundo Paulin, a acusaram de exagerar de forma fraudulenta a gravidade de sua doença – muito embora não tenham apresentado nenhuma evidência que comprovasse o que diziam, afirmou. Alguns dias depois, Paulin conta que tentou se matar. A Ikea, por meio de seu advogado, Emmanuel Daoud, não quis comentar o relato de Paulin sobre a reunião. Héry, a chefe de recursos humanos, estava entre as pessoas que foram despedidas em 2012, embora não seja alvo de investigações. Seu advogado, Olivier Baratelli, não respondeu aos pedidos de contato. Gérard Vergne, advogado de Baillot, se negou a comentar o caso. Baillot deixou a Ikea France em dezembro de 2009 para trabalhar na equipe de gestão na sede da empresa, antes de ser despedido no

mesmo ano, após as alegações de espionagem. Mesmo depois da reunião, Paulin entrou com a ação e, em 2010, um juiz decidiu que sua dispensa "não tinha justificativas sérias ou reais". Ela não quis tentar reassumir o cargo, mas recebeu quase 60.000 euros de indenização. Ainda assim, ela afirmou que a razão pela qual seus chefes a haviam acusado ainda era um mistério. A questão poderia ter terminado ali, não fosse por uma série de e-mails da empresa que v a z a r a m p a r a a i m p re n s a francesa no início de 2012. Os e-mails, que agora fazem parte dos registros do tribunal, pareciam indicar uma vigilância pessoal massiva por parte da Ikea na França, desde 2002. A série de mensagens, muitas das quais parecem ter sido escritas por Jean-François Paris, chefe de gestão de risco da unidade francesa, expunha detalhes sobre as investigações da Ikea em relação à Paulin e dezenas de outras pessoas. Paris foi despedido após a investigação interna e está entre os investigados pela justiça. Paris reconheceu sua participação para os investigadores franceses, afirmou sua advogada, Étienne Bataille. No entanto, Paris insiste que suas atividades foram aprovadas pelos gestores da Ikea France – e que, em diversas ocasiões, foram conduzidas de acordo com instruções da diretoria. "Não há dúvidas de que aquela era uma prática comum", afirmou Bataille a respeito da espionagem. Valores – A empresa expressou arrependimento público em relação ao fato de que alguns gestores tenham tomado decisões "contrárias a nossos valores e padrões éticos", além de incluírem o respeito à privacidade individual no novo código de conduta. Depois disso, a Ikea tem se mantido em silêncio profundo. "Ninguém nunca me ligou ou veio até mim para se desculpar pessoalmente pelo que foi feito contra a minha pessoa. Esse é o tipo de gesto que eu esperava – não uma investigação desnecessária", afirmou Virginie Paulin. * The New York Times


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