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DC 09/01/2013

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APAGÃO DE INFORMAÇÕES

Pode ter Não vai ter racionamento racionamento Especialistas dizem que capacidade de produção de energia elétrica está no limite. E o custo também.

Ano 87 - Nº 23.786

Conclusão: 23h50

Governo não vê risco de desabastecimento e insiste na promessa de redução da conta de luz.

Procura-se luz em Brasília

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

Comitê se reúne hoje na cidade (foto). Na pauta, medidas para incentivar a economia de energia. Pág. 11

São Paulo, quarta-feira, 9 de janeiro de 2013 Nasa

Futuro da Venezuela está na UTI Chico Ferreira/LUZ

Hugo Chávez deveria, conforme previsto na Constituição, tomar posse amanhã. Mas, em carta do vice-presidente lida pelo presidente da Assembleia, o governo venezuelano informou: a cerimônia está adiada até que Chávez (hospitalizado em Cuba) tenha condição de prestar o juramento – ou seja, indefinidamente. Pág. 7

Inconstitucional? Brasil topa.

Sem-teto invadem prédio de Lula

Já foi assim com Honduras, Paraguai... e agora, com a Venezuela. Falando nisso, o opositor Capriles (à dir.) quer uma posição da justiça venezuelana quanto ao adiamento.

Edifício na Cracolândia foi doado por Kassab para a instalação do "museu" do ex-presidente. Pág. 5

Jorge Silva/Reuters

Cracker espalha na rede dados de mensaleiros Telefones, e-mails e números de documentos dos condenados Zé Dirceu, Genoino e Delúbio foram parar na Internet. Pág. 5

ISSN 1679-2688

23786

Página 4

Leão caça brasileiros no exterior O Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações só dispensa optantes do Simples e microempreendores individuais, mas, a partir de US$ 20 mil de gasto por mês lá fora, vai atrás até de pessoas físicas. Pág. 20

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A presidente tem, para contrapor às pressões, sua enorme popularidade. Isso pode inibir revoltas. José Márcio Mendonça

pinião

FAZER MAIS POLÍTICA Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

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presidente Dilma Rousseff que assumiu o Palácio do Planalto há pouco mais de dois anos e a presidente Dilma Rousseff que está iniciando a segunda metade de seu mandato, vai uma distância muito grande na arte e nos mistérios de fazer política. Ela ainda não é – longe disso, aliás – alguém como seu mestre Lula da Silva, nem mesmo um Fernando Henrique Cardoso, mas está longe por exemplo do desastrado Fernando Collor de Mello, aquele que achava que podia prescindir dos partidos, do Congresso e acabou num retumbante fracasso, em todos os sentidos. A Dilma inicial também tinha aversão a essas coisas, mas bem aconselhada, fez para o gasto. Não foi de mesuras, cortou certos maus hábitos, foi menos licenciosa. Mesmo assim, amargou alguns desagradáveis dissabores no Legislativo. Por exemplo: as seguidas derrotas no Código Florestal, os desarranjos no caso dos royalties do petróleo e a não aprovação de seu preferido, Bernardo Figueiredo, hoje uma espécie de ministro da fato da infraestrutura, para a presidência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Neste segundo tempo, contudo, a presidente terá de se aperfeiçoar mais nesse campo – embora, mais e mais, ela esteja voltada para as questões econômicas e de infraestrutura, no afã de tirar o crescimento nacional do seu mau desempenho nos últimos dois anos. A conjugação de dificuldades na economia com o desenrolar das eleições gerais – presidência da República, governadores de estado, senadores, deputa-

A presidente terá de se aperfeiçoar no campo da política, embora esteja cada vez mais voltada para as questões econômicas e de infraestrutura, no afã de melhorar o crescimento nacional.

dos federais e estaduais – torna o mundo político muito mais sensível, inquieto e exigente. Com os governadores, também em fase descendente de seu mandato, e com os prefeitos eleitos, a presidente terá de encontrar uma fórmula, em meio às visíveis dificuldades de caixa do Tesouro Nacional, para aliviar as agruras financeiras de estados e prefeituras. Governadores precisam mostrar serviço para se reelegerem ou fazerem seus sucessores: a maioria, no momento, não anda nas boas graças da população. Prefeitos já pisaram em seus gabinetes com fortes demandas e cobranças. Se não desarmar com carinho esta bomba, Dilma dará força ao discurso federalista de Aécio Neves e Eduardo Campos, dois dos que ambicionam o lugar dela em 2014. O Congresso pode ser uma dor da cabeça para a presiden-

te, mais do que foi nos dois anos iniciais. Será totalmente comandado pelo PMDB, um partido que, desde que deixou de ser a referência de luta contra a ditadura militar, virou a legenda do "morde e assopra". A subida do PMDB aos dois tronos do Legislativo, fruto de um acordo do partido com o PT, nunca foi do agrado total de Dilma, mas ela teve de se render.

E

m algum momento, todavia, ela e seus operadores políticos acreditaram ser possível ao menos influenciar a escolha dos nomes do peemedebistas que a partir de fevereiro presidirão a Câmara e o Senado. Dilma nunca morreu de amores por Renan Calheiros (tentou afastá-lo da disputa oferecendo apoio à candidatura dele ao governo de Alagoas) nem por Eduardo Alves, com quem teve arrufos por causa de nomeações para

cargos federais. Acabou tendo de engoli-los. E como se sabe que o PMDB não está nada satisfeito com o espaço de que dispõe no governo, o partido ganha forte arma para pressionar a presidente. Se não podem tudo, os presidentes da Câmara e do Senado podem muito. Por exemplo: a instalação de CPIs está nas mãos deles; quem faz a pauta de votação das casas legislativas são eles (Dilma já teve dissabores nesta área com o correligionário Marco Maia). O PT também inspira cuidados. Nem vamos levar em conta as famosas divisões internas, sempre gerando disputas por lideranças e cargos. O fato é que o partido, por causa do julgamento do Mensalão e depois pelas revelações da Operação Porto Seguro e os bebês de Rosemary, com respingos em Lula, não teve um feliz 2012. Foi obrigado a ficar um pouco na

defensiva ou, à vezes, reagir um pouco acima do tom. O último documento do partido, preparatório do encontro nacional de 2014, mostra que o PT anseia também pela proteção presidencial. Há alas do petismo que acham que Dilma não é tão petista quanto gostariam e que ela foi omissa no caso dos mensaleiros. Preocupam também o petismo os avanços do PMDB, à direita, e do PSB, à esquerda. Dilma terá de abrir seu divã para eles.

F

inalmente, há a questão dos sindicatos e das centrais sindicais. Nesse campo vicejam as mais vigorosas viúvas de Lula. O ex-presidente tratava os sindicalistas com deferência; Dilma, se não os trata com desprezo, os mantém à distancia, delegando ao ministro Gilberto Carvalho o trato com eles. Nos dois anos passados as

NÓS, OS BRASILEIROS. A

frase de Hayek: "quanto mais o Estado planeja, mais difícil se torna para o indivíduo traçar seus próprios planos", continua atual quanto a um aspecto vital da estabilidade econômica de qualquer nação: o investimento. Estimulá-lo, interna e externamente, tornou-se grande preocupação dos responsáveis pela política econômica, quase consenso entre economistas de diferentes escolas. Menos percebida é a convergência do público e do pessoal no investimento. Em termos econômicos, fazer planos de vida significa investir. Nem sempre nos damos conta da importância do investimento para a nossa realização individual. Mas investir significa esperar confiando e a questão toma uma nova dimensão: a social. É da confiança generalizada no depósito das esperanças

materializadas monetariamente que nascem os recursos que permitirão a construção de nossos sonhos. Quando a capacidade de investir do indivíduo é comprometida e a confiança nas instituições de investimento é quebrada, assiste-se à deterioração das contas públicas. As mudanças e as improvisações que se introduzem então, em geral pouco transparentes, só agravam a situação, afastando mais o investidor, interno e externo. É o momento em que o planejador, paternalmente, comete prodígios legislatórios e o cidadão comum cria as mais inusitadas formas de salvar seu dinheiro e seus sonhos. Mas a questão do que fazer com o nosso dinheiro (e o direito de fazê-lo) decorre de outros fatores

menos evidentes que, na verdade, são cruciais para as nossas vidas. A começar pelo reconhecimento do dinheiro como instrumento da afirmação da soberania individual, enriquecendo todo ser humano que, independentemente de suas posses, o utiliza para realizar os seus talentos, predileções e aptidões.

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ma soberania de objetivos individuais é a garantia contra qualquer forma de opressão e nada é mais falso do que presumir ser a lei dispensável numa sociedade livre. Bem elaborada, na medida em que se desconhecem os efeitos particulares de sua aplicação, a lei é imprescindível para liberdade. Mas se uma lei pode ser injusta ou arbitrária, o que pode garantir a igualdade de todos os cidadãos? Só

ssim não é difícil entendermos a lei associada à política. Se "a política é a ação dos homens livres" (Crick) que se colocam de acordo sobre objetivos comuns para atingir propósitos distintos, é possível compreender a ideia da limitação da ação política. Esta só é exequível onde for possível estabelecer e perseguir objetivos comuns. Objetivos atingidos que não através da política foram estabelecidos por pessoas com os mesmos propósitos individuais, uma comunhão contrária aos desígnios de uma sociedade livre. Atribuir à política assuntos circunscritos à esfera

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

centrais sindicais ensaiaram alguma rebeldia, mas se contiveram, muito por influência de Lula. Agora, dão sinais de mais disposição para agir. Preparam manifestações em Brasília para depois que o Carnaval passar.

A

s centrais queixam-se de que Dilma faz tudo para os "patrões" e nada para a classe trabalhadora. E entre o Palácio do Planalto e os sindicalistas há no ar duas questões explosivas: as centrais querem de toda forma votar este ano o fim do fator previdenciário, inadmissível para Dilma; e Dilma tem planos para aprovar algumas mudanças na CLT, um tabu para os sindicatos. A presidente tem, para contrapor a essas pressões, sua enorme popularidade. Isso pode inibir alguma revoltas. No entanto, esta de nada adiantará se a presidente não conseguir dar fôlego maior na economia. Dilma Rousseff terá também de fazer mais política. No sentido amplo e da boa, se possível. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

SÉRGIO P. MUNIZ COSTA

o Estado de Direito, legitimado por uma ordem jurídica inspirada numa nomogênese autônoma poderá garantir a igualdade dos cidadãos perante a lei.

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JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

individual que não estejam catalisados em objetivos comuns é a melhor maneira de desacreditá-la. É o que se assiste hoje no Brasil.

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s descaminhos da política no País recomendam a reflexão sobre referências históricas que parecem esquecidas. A liberdade é o fim de toda ação política e é a limitação do poder que impede que ele seja arbitrário. Certos meios podem servir a diferentes fins, o que desmente a ideia de que os fins justificam os meios, principalmente na política. Foram os métodos de justiça distributiva que serviram ao carreamento de riquezas em benefício de

uma raça superior e foi o declínio do Estado de Direito em benefício do Estado Justo que redundou na supressão de todas as liberdades individuais. Mais: em qualquer país, os esforços para o controle de uma economia sempre caracterizaram uma luta pelo poder, jamais uma necessidade social. E, finalmente, nos países em que não se consolidou uma forte tradição parlamentar democrática, a única coisa que o socialismo conseguiu fazer foi abrir caminho para a ditadura. Muito bem: onde ficamos nós? SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA É HISTORIADOR

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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pinião

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TODA OBRIGAÇÃO MORAL OU LEGAL É R EL AT I VA , LIMITADA À DISPONIBILIDADE DE MEIOS.

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homas Sowell dizia: "Nunca entendi por que é ganância você querer conservar o dinheiro que ganhou, mas não é ganância querer tomar o dinheiro dos outros." Mutatis mutandis, a obrigação moral que os ricos têm de ajudar os pobres, mesmo quando ela seja tomada em sentido absoluto e intransigente, não implica jamais que os pobres tenham o "direito" de ser ajudados. Todo direito de um implica obrigações para algum outro, mas nem toda obrigação que pese sobre alguém gera direitos para quem quer que seja. A razão disso é simples e auto-evidente: toda e qualquer obrigação moral ou legal é relativa porque limitada à disponibilidade de meios, ao passo que um "direito", uma vez consagrado, é universal e incondicional. Decretado que os pobres têm "direito" à ajuda estatal ou privada, a simples inexistência dos meios de ajudá-los se torna automaticamente algo como uma ilegalidade ou um crime, e a sociedade inteira, quanto mais pobre, tanto mais merecerá o rótulo de criminosa, de modo que a pobreza de uns será uma espécie de mérito e a de todos um delito abominável. Se isto está muito sintético, analisem e verão que é certo. Da incompreensão dessa obviedade deriva a noção monstruosamente perversa de que uma sociedade onde haja pobres, ou muitos pobres, é uma "sociedade injusta". Em princípio, e à luz da razão, toda obrigação moral ou legal está condicionada à regra áurea do Direito: Ad impossibilia nemo tenetur, ou "ninguém é obrigado ao impossível". Por isso mesmo a obrigação de ajudar os pobres não dá a estes nenhum direito de exigi-la. A absurdidade dessa exigência aparece nítida no delírio de Luís da Silva no romance Angústia de Graciliano Ramos:

DIREITOS E POBREZA "Há criaturas que não suporto. Os vagabundos, por exemplo. Parece-me que eles cresceram muito, e, aproximando-se de mim, não vão gemer peditórios: vão gritar, exigir, tomar-me qualquer coisa."

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Luís da Silva não é nenhum burguês atemorizado ante a revolta dos infelizes. É ele mesmo um pobretão ressentido, sem dinheiro para o aluguel. Só no mundo das alucinações a pobreza é, por si, fonte de direitos. Antigamente, até os marxistas compreendiam isso. Julgavam que o proletariado industrial tinha o direito de expropriar a burguesia não pelo simples fato de ser pobre, mas por ser o criador material da riqueza social. A horda de miseráveis improdutivos, o l umpenproletariat, não lhes merecia senão desprezo.

OLAVO DE CARVALHO É o óbvio dos óbvios: ninguém se torna um "espoliado" pelo simples fato de estar sem dinheiro. Para ser um espoliado é preciso produzir primeiro algo e depois ser despojado dela injustamente. Como o proletariado se recusou a aderir às revoluções, os teóricos do marxismo promoveram a escória lumpenproletária ao estatuto de credora universal e portadora da autoridade intrínseca das virtudes morais faltantes ao resto da sociedade. Daí ao endeusamento dos delinquentes o passo é curto.

DROGA E ARMAS BARATAS? CLIQUE AQUI. Q uer comprar drogas ilegais na China? Não há problema: basta entrar na internet sobrecarregada e caótica aqui (estou em Pequim) e encomendar um pacote de US$ 50 ou US$ 100 de metanfetamina, ecstasy ou cocaína. Ele chegará à sua casa em poucas horas. "Nossa empresa tem pontos de entrega em todas as regiões da China", vangloria-se um site chinês, com fotos dos narcóticos ilegais que vende. "Temos serviço de entrega 24 horas por dia e temos estoques fartos. Com um telefonema, entregamos em suas mãos em cinco horas." Outro site chinês oferece metanfetamina no atacado por US$ 19.700 o quilo ou entrega em casa, em quantidades menores, em centenas de cidades em toda a China. Até na remota Província de Anhui, faz entrega em 21 cidades. Tudo isso é totalmente ilegal na China, onde os traficantes de drogas são executados com frequência. Mas esta não parece ser uma prioridade importante para o governo, já que esses sites não são fechados ou bloqueados. Dezenas de milhares de censores apagam referências aos direitos humanos, mas ignoram os

muitos sites chineses que vendem drogas, armas ou prostitutas. Não parece estranho que a China bloqueie o Facebook, o YouTube e o The New York Times, mas feche os olhos para, digamos, armas? A lei chinesa restringe severamente a posse de armas, mas bastam alguns minutos para que o serviço de busca em chinês encontre na internet sites vendendo uma pistola Springfield XD-9 9 milímetros ilegal por US$ 1.120, ou uma pistola militar chinesa semiautomática Type 54 por US$ 640, ou fuzis ou muito mais.

abertamente rifles de assalto e tambores com grande capacidade de balas. Se seus interesses vão para direções mais lascivas, a internet aqui também está repleta de sexo e prostituição. A GHB, mais conhecido como a droga do estupro, é bastante vendida com descrições picantes. "Se ela beber isso, será sua", promete um vendedor na internet, descrevendo a droga como o "líquido da obediência". Outro afirma: "Duas pílulas vão deixá-la num sono profundo; assim você pode movê-la de várias formas e ela não vai acordar. Depois, ela não lembrará de nada”.

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isso não é tudo. "Para saber os preços dos silenciadores, contatem o Serviço de Atendimento ao Cliente", avisa o site. (Os entusiastas de armas nos EUA geralmente dizem que precisamos de armas para nos proteger. Mas a situação na China sugere que o que os autocratas de fato temem não é tanto as pessoas com armas, mas cidadãos armados com informação e contas em mídias sociais.) Na verdade, a China é bem mais sensata do que os EUA sobre armas de fogo. Ao menos as autoridades chinesas não toleram lojas de armas vendendo

conclusão é que a maioria dos chineses não pode ler esta coluna, mas pode ir à rede para comprar armas ou drogas. De longe, os ocidentais às vezes veem a China como um país rigidamente controlado – mas de perto ela às vezes parece ser o oposto. Há regras, mas são frequentemente são frouxas ou negociadas. As autoridades escolhem áreas prioritárias sobre as quais mantêm pressão. Uma delas é controlar as informações que possam causar instabilidade política. Assim as autoridades bloqueiam os principais

Da insensibilidade a esses fatos vem a noção de "dívida social". Qualquer candidato que proponha a sua eleição como o pagamento de uma dívida social é, com toda a evidência, um charlatão do qual não se pode esperar nada de bom. Se a dívida existe e é social, não pode ser jamais resgatada mediante pagamento a um só indivíduo. O fato mesmo de que este se apresente como credor simbólico, herdeiro e resumo vivo de várias gerações de interesses lesados, já mostra que se trata de

sites das redes sociais e, recentemente, o The New York Times e a Bloomberg, depois de reportagens sobre parentes de líderes chineses que ficaram impressionantemente ricos. É um tributo ao esplêndido desenvolvimento econômico da China que o país agora tenha cerca de 540 milhões de usuários da internet, mais do que qualquer outro país. É triste ver os líderes atuais recaindo em uma visão mais estreita da internet. "Como podemos desenvolver nossas habilidades", perguntou-me retoricamente um amigo chinês, "se não podemos nem mesmo visitar alguns dos sites mais populares do mundo?". Muitos chineses saltaram sobre a Great Firewall (barreira digital) da China para acessar sites proibidos com uma rede particular virtual ou VPN. Mas, no mês passado, a China desenvolveu um novo software que interfere nos sites com VNP, mesmo naqueles usados pelas corporações

um vigarista, pois nem aceita pagamento simbólico nem tem como repassar o pagamento efetivo aos credores defuntos de cujo crédito se apropria indevidamente. Todo eleitor em seu juízo perfeito deveria pensar nisso antes de votar em tipos como Luís Inácio Lula da Silva ou Barack Hussein Obama. Mas, tão logo a pobreza se torna fonte de "direitos", é inevitável que o carreirista desprovido de méritos próprios se invista de prerrogativas imaginárias derivadas da pobreza alheia, impondo-se como recebedor único da "dívida social" – um vigarista elevado à segunda potência. DIREITA, ESQUERDA Se esbarrasse na rua com algum dos nossos políticos ditos "de direita", eu lhe perguntaria o seguinte: "Você quer des-

dos EUA para acessar suas redes internas. O governo também está tentando controlar o Sina Weibo, a versão chinesa do Twitter, exigindo que os usuários se registrem com seus nomes verdadeiros. Esses controles da internet irritam os jovens chineses, que talvez não pensem muito em democracia multipartidária, mas querem ver os vídeos do YouTube.

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inha esperança é que o novo líder chinês, Xi Jinping, entenda que a competitividade econômica da China e sua habilidade em combater a corrupção dependem da abertura. Deng Xiaoping costumava comparar as reformas a abrir uma janela, admitindo umas poucas moscas junto com o ar fresco. Durante a vigilância de Deng, a China abraçou tecnologias de comunicação

truir a esquerda, destrui-la politicamente, socialmente, culturalmente, de modo que ela nunca mais se levante, e que ser esquerdista se torne uma vergonha que ninguém ouse confessar em público?" Tenho a certeza absoluta de que a resposta do desgraçado será "Não", e que virá , provavelmente, acompanhada das usuais caretas de repugnância fingida com que os bons meninos da direita marcam sua distância de todo "extremismo". Bem, o fato é que aquilo que a direita não quer fazer com a esquerda é o que a esquerda já fez com a direita. Afinal, só quem precisa ostentar moderação é quem se envergonha da sua própria opinião ao ponto de admitir, cabisbaixo e submisso, que ela só vale alguma coisa quando usada em doses moderadas. Em doses moderadas, filhinho, até a estricnina vale alguma coisa. Só o que é indiscutivelmente bom, como a inteligência, a beleza, a santidade ou a saúde, vale tanto mais quanto maior a dose.

A

esquerda conseguiu convencer até os direitistas de que nenhuma dose de esquerdismo é excessiva, tanto que o sr. Luís Inácio Lula da Silva, vendendo uma imagem de moderado, não se vexava de presidir o Foro de São Paulo de mãozinhas dadas com um notório extremista, assassino e narcotraficante, o sr. Manuel Marulanda, nem muito menos se esquivou jamais de fazer parceria com o sr. Fidel Castro, que é o extremismo de esquerda encarnado. Já os homens "da direita" – digo "homens" cum grano salis – prefeririam antes morrer do que ser vistos ao lado de alguém que lhes pareça mais direitista que eles. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

NICHOLAS D. KRISTOF potencialmente problemáticas – máquinas de fotocópias, telefones celulares, máquinas de fax – porque elas também eram indispensáveis à modernização. Uma web livre também é. Assim, para o novo Politburo, uma sugestão:

que tal fechar sites que vendem armas e drogas e deixar em paz os que circulam ideias e informações? NICHOLAS C. KRISTOF É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES. CONTATEM KRISTOF NO FACEBOOK.COM/KRISTOF E NO TWITTER.COM/NICKKRISTOF. TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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GibaUm

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governo português reclama da dificuldade dos engenheiros lusitanos serem autorizados a trabalhar no Brasil.

gibaum@gibaum.com.br

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3 MAIS:

há duas décadas, dentistas brasileiros que tentavam se erradicar em Portugal eram perseguidos e mesmo mandados de volta.

k “As pessoas gostam de modéstia e a modéstia é a maior arrogância Saudade do sofá do ser humano, uma demonstração de superioridade.”

PAULO COELHO // agora transformado em filósofo amador. Fotos: Marcos Serra Lima

333 Nas duas conversas que teve com o governador Jaques Wagner, da Bahia, na Base Naval de Aratu, a presidente Dilma Rousseff confidentou que, se for mesmo candidata à reeleição, o cenário será muito diferente de 2010. Ela não será mais um poste fácil de carregar e Lula, por mais popular que ainda seja, não será mais presidente (fora que está debaixo de fogo cerrado pelas complicações de Rosemary Noronha). Dilma desabafa com Wagner (ele já foi ministro das Relações Institucionais no governo Lula): costurar alianças e seduzir aliados não é sua praia. E, muito provavelmente, Wagner começará a ajudar a Chefe do Governo nessa área – e sem cargo no Planalto.

NADADE NOVO 333 Uma associação de prostitutas de Belo Horizonte está convocando associadas e mesmo outras militantes desse tipo de trabalho a se inscreverem num programa de ensino de inglês, gratuito, para melhor atender turistas na Copa 2014 e na Olimpíada 2016. O que não chega a ser novidade, fora a gratuidade do curso: numa das páginas dositedoMinistériodoTrabalho, dedicado às profissionais do prazer, fora recomendações na área de higiene e competência de desempenho, há também a recomendação para que as moças façam cursos de idiomas, “para serem profissionais mais respeitadas”.

Novo comentarista Quem diria: o ex-ministro Ciro Gomes acaba de ser contratado pela rádio Verdes Mares, de Fortaleza, para ser comentarista esportivo. Vai acompanhar a preparação da seleção brasileira para a Copa das Confederações e Copa de 2014. Ciro já exerceu as mesmas funções no começo de sua carreira, na Radio Educadora de Sobral, cidade que é seu berço político e de seu irmão, o governador Cid Gomes, do Ceará.

333

GRANDEGOLPE 333 Catarina Migliorini, 20 anos, nascida em Itapema, Santa Catarina, é capa e recheio de Playboy : se não fosse anunciada como a garota queleiloousuavirgindadepela internet (teria sido arrematada por um japonês por R$ 1,6 milhão) passaria quase despercebida ou incluída naquele espaço onde candidatas a playmate mandam suas fotos. Para garantir a comprovação da virgindade, ela se submeteu a um exame médico, com direito a ginecologista de confiança da revista. Agora, começa a dizer que quer desistir do lance do japonês, que – surpresa – nunca existiu. É o mais caprichadogolpepromocional, com objetivo certo: posar para Playboy e levar R$ 120 mil, com automóvel no meio.

333 Gaucha, 33 anos, ex-miss, surfista, apresentadora de programa de esporte na televisão, da qual andava afastada, desde sua saída da Band, Luize Altenhofen volta a dar o ar da graça no reality show Nas Ondas do Rio do Esporte Espetacular (Globo). Mãe de Greta, de três anos, ela acaba de trocar o marido Frederico Galiotto pelo namorado Henrique Settani, dez anos mais novo do que ela. Dona de um corpaço repleto de tatuagens, 60 quilos distribuídos em 1m72 de altura, ela reaparece no Paparazzo, onde as fotos são comportadas perto de suas duas passagens por Playboy.

A volta de Luize

333 Ano novo, a mesma fome no mundo: 2013 começa com 870 milhões de pessoas famintas em todo o planeta. Ou seja: 12,5% da população mundial sobrevive em condições de subnutrição. São dados do relatório Estado da Insegurança Alimentar no Mundo, produzido pela FAO. Esse quadro já foi pior: em 1990, eram um bilhão de pessoas famintas, representando 18,6% da população da Terra. Na África subsaariana, a fome cresceu: saltou de 170 milhões em 1990 para 234 milhões (23% de sua população). No norte da África e Oriente Médio também: subiu de 22 milhões para 41 milhões. Juntas, somam 275 milhões de famintos. Na América Latina, são 42 milhões (7,7% da população) e Ásia, 563 milhões (13,9% da população). No Brasil, 12 milhões.

A marcha da fome

333 A brasileira Daiane Conterato, 22 anos, contratada da Ford Models, que estreou na passarela num desfile da Prada em 2006 (tinha 16 anos), é uma das estrelas da primeira aguardada campanha da Dior, agora sob direção de Raf Simons. A coleção vem com pegada minimalista, diferente das extravagâncias de John Galliano. Ela é uma campeã das semanas de moda de Milão, Barcelona, Tóquio, Nova York e Marie Claire já apontou Daiane como uma das top ten da nova safra mundial de modelos. Em março, deverá estar na SP Fashion Week.

Brasileira na campanha

O herói de Xerém Zeca Pagodinho, que está hospedado com a família no Grand Floridian, o mais luxuoso hotel da Disneyworld, impressionado com a repercussão de sua aparição na mídia na tragédia de Xerém (Duque de Caxias), foi aconselhado a retornar ao Brasil e voa de volta sexta-feira, com o filho Louis. Quer acompanhar a recuperação de Xerém, enquanto seus familiares permanecem em Orlando. O distrito já recebeu seis caminhões de donativos, mas faltam artigos de higiene pessoal e roupas intimas (adultos e crianças). Detalhe: Zeca quer colocar seu amigo Lula na linha de frente da defesa do Xerém.

JUNTOS DE NOVO 333 Malgrado eventuais desmentidos, o governador Geraldo Alckmin não quer apenas José Serra a seu lado (possivelmente, na Secretaria da Saúde): quer o exgovernador Alberto Goldman, o vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), mais PDT, PR, PSB e PTB. Todos que sabem que, à qualquer momento, serão convocados, tem uma certeza em comum: Alckmin é considerado ruim de negociação, de acordo e de composições.

MISTURA FINA QUINTO lugar no concurso Miss Universo, a representante do Brasil, Gabriela Markus, é sobrinha-neta da ex-primeiradama do país, Lucy e do expresidente (período militar) Ernesto Geisel. Ela foi eleita Miss Rio Grande do Sul na cidade de Teutônia, região onde predomina a colônia alemã.

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333 COM A NOVA tragédia das enchentes em Duque de Caxias, evidencia-se, mais uma vez, a discutida administração do governo Sergio Cabral: a União liberou R$ 80 milhões para construir 78 pontes destruídas há dois anos. Ele entregou só oito pontes e promete 12 até março. E quer prorrogar prazos para novas licitações, para não ser obrigado a devolver R$ 60 milhões.

O AUTOR da costura foi o líder do PSDB na Câmara, Henrique Alves (RN), que é candidato à presidência da Casa: o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab, fará o presidente da Comissão de Finanças e Tributação. É a segunda comissão mais importante da Câmara e o escolhido é Guilherme Campos (PSD-SP), no lugar de algum peemedebista. 333

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Outrapraia

333 Quando explodiu a Operação Porto Seguro , envolvendo a amiga do ex-presidente Lula, Rose Noronha, Dilma Rousseff avisou que iria fechar o escritório de representação da Presidência da República em, São Paulo. Quando viesse, ocuparia dependências do Banco do Brasil ou da Petrobrás. Nada disso: a Presidência está preparando licitações para obras de reforma de interiores do gabinete em São Paulo, fachada e até tratamento da piscina. Estima-se que poderá custar até R$ 45,4 mil anuais. Detalhe: o sofá favorito de Rose (ela própria escolheu) deverá ser mantido em seu antigo gabinete. Aos chegados, ela não esconde que tem saudade do sofá.

h IN Vinho rosé.

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Cerveja.

Atração especial A vinda ao Brasil de Megan Fox, atriz e modelo, 26 anos, 1m62 de altura, para ser a atração do camarote da Brahma no carnaval, deve estar ligada a alguma estratégia especial da cervejaria. Megan é conhecida entre nós especialmente pelo filme Transformers e foi eleita a mulher mais sexy do mundo pela revista FHM (em 2011). É assumidamente bissexual, já confirmou que usou cocaína e que, se a maconha fosse legalizada, “seria a primeira a comprar um pacote”. Teve relação com uma stripper e encantou-se com Olivia Wilde: “Ela é tão sexy que me faz querer estrangular uma montanha de bois com as próprias mãos”. 333

333 PAULINHO Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, garante que já tem 300 mil assinaturas para o registro de seu novo partido, a Solidariedade , inspirado em Lech Walesa. Acha que consegue mais 200 mil com facilidade, com apoio de todos os sindicatos da Força.

COM MUITA discrição, Paulo Coelho, 65 anos, que mora em Genebra, estaria enfrentando alguns complicados problemas de saúde.

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COMPOSITOR, cantor e ator, Jards Macalé, 69 anos, deverá registrar sua história no programa Depoimentos para a posteridade, este mês, no Museu da Imagem e do Som, no Rio. Antes que alguém lhe perguntasse, já avisou que sua ex-namorada (e ex-ministra da Cultura) Ana de Holanda ganhará um capitulo especial. 333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

5 MUNDO VIRTUAL Cracker protesta e coloca dados de mensaleiros e bicheiro na rede.

olítica

MUNDO REAL Famílias de semteto invadem prédio destinado ao Instituto Lula.

Sem-teto ocupam o 'Museu do Lula' Movimentos sociais defendem que mais importante do que o memorial é dar moradia para as famílias. Instituto não vai pedir reintegração de posse. Fotos: Chico Ferreira/LUZ

Ivan Ventura

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ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT chegaram ao poder com um discurso em defesa dos direitos sociais, como é o caso da moradia para os mais pobres. Para chamar a atenção da sociedade sobre o tema, muitos desses movimentos usam a tática da invasão ou ocupação, como preferem, em imóveis vazios – e com o apoio do PT. Mas esta semana, por uma dessas ironias do destino, Lula virou "vítima" desses mesmos movimentos sociais, que o apoiaram nas campanhas eleitorais ou mesmo durante o mandato na Presidência. No coração – Na última segunda-feira, três desses movimentos de moradia ocuparam o imóvel que abrigará o Memorial da Democracia, do Instituto Lula. O fato ocorreu durante a madrugada. Dezenas de famílias ligadas aos movimentos de moradia ocuparam dois imóveis na região central: um, no Brás, e o outro na Luz, no coração da Cracolândia. Mas o que chamou a atenção foi a ocupação do imóvel localizado no número 381 da rua General Couto Magalhães, a poucos metros da Estação da Luz e da sede da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que não conseguiu impedir a invasão do imóvel. Nova Luz – Durante quase quatro anos, o edifício foi a sede do consórcio Nova Luz, nome do projeto de revitalização para o bairro proposto pela administração de Gilberto Kassab que será alterado pelo prefeito Fernando Haddad. Em novembro, após uma intensa disputa entre políticos de São Paulo, a prefeitura, pro-

prietária do imóvel de seis andares, cedeu o seu uso para o Instituto Lula, por 99 anos, para a construção do Memorial da Democracia. Segundo a assessoria do Instituto Lula, o memorial irá exibir registros históricos que marcaram, principalmente, a redemocratização e, em tese, não terá nenhuma ligação com o PT. Ainda segundo o Instituto, a sua construção deve começar em dois anos. Ocupar e resistir – Os coordenadores responsáveis pelas ocupações sabem do projeto do memorial, consideram justa a sua construção, mas dizem que a prioridade não é a obra, mas o atendimento às pessoas sem moradia na cidade. No prédio, as famílias repetem o lema "ocupar e resistir", mesmo diante do que eles consideram um improvável pedido de reintegração de posse movido pelo Instituto. Solução pacífica – "Nós acreditamos que um memorial ou museu do Lula não é o mais importante. A gente só sai se for apresentada uma solução de moradia para as 150 famílias. Reintegração de posse? Acho que o Lula não faria isso com a gente", disse Maria da Conceição Guimarães, uma das coordenadoras da Unificação das Lutas de Cortiço. De fato, o Instituto Lula informou que não pedirá a reintegração de posse e que vai aguardar solução pacífica entre a prefeitura e as famílias do movimento. Ocupação – A invasão ocorreu na madrugada da última segunda-feira pela porta da frente e foi testemunhada pela GCM, que nada pode fazer para impedir o acesso ao edifício. Acionada, a Polícia Militar também não conseguiu evitar a entrada dos manifestantes. Até ontem, cerca de 150 pes-

No coração da região central de São Paulo, prédio que abrigará o futuro Instituto Lula é ocupado por famílias de sem-teto. O imóvel também já serviu de base para o projeto Nova Luz, que ainda não saiu do papel.

soas estavam no interior dos prédios. Lá dentro, as famílias utilizam apenas o hall de entrada e a cozinha, também no térreo. O acesso aos andares superiores foi proibido pelo movimento, por causa da grande quantidade de lixo. Num deles, no meio de tanto lixo, é possível ver contas de telefone em no-

me da Companhia City, empresa responsável pelo projeto Nova Luz, que ocupou o imóvel até o ano passado. No imóvel, as famílias utilizam a água e a luz, que não foram cortadas pelas concessionárias. A água, por exemplo, é usada na cozinha. Já a energia elétrica mantém uma TV e alguns ventiladores ligados. Al-

gumas famílias participam pela primeira vez da ocupação. É o caso de Natália dos Santos, operadora de caixa, de 25 anos. "Vim com o meu marido e dois filhos, uma menina de 10 anos e um menino de cinco. Aqui, em vez do museu do Lula, deveriam construir uma moradia para essas famílias. Memorial não é importante".

Nós acreditamos que um museu do Lula não é o mais importante. A gente só sai se for apresentada uma solução de moradia. MARIA CONCEIÇÃO GUIMARÃES

Cracker expõe dados dos mensaleiros Informações pessoais de José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e do bicheiro Carlinhos Cachoeira foram liberados e disseminados na internet, via Twitter.

U

m cracker – hacker de um colega para conseguir e que se dedica a "in- publicar os dados. vasões para o bem" As informações estão abri– divulgou ontem gadas na página intitulada uma página com dados pes- Leaked and Exposed – Vazado soais de José Dirceu, ex-minis- e Exposto, em tradução livre tro da Casa Civil; do deputado para o português. Lá, o crafederal José Genoino (PT-SP), cker criticou o direito de Gee do ex-tesoureiro do partido, noino tomar posse como deDelúbio Soares, condenados putado federal. "O Brasil viveu no julgamento do um dos momenMensalão. t o s m a i s c o n sOs telefones, trangedores de O governo endereços, esua história, não mails e os CPFs apenas por assisomite muitas dos três foram putir a posse na Câinformações. A blicados e dissemara de um corpopulação tem o minados na interr u p t o e q u a d r idireito de saber lheiro, condenanet via Twitter pequem está por lo perfil de um crado a seis anos e cker identificado 11 meses de pritrás do Brasil. por @nbdu1nder. são, mas pelo faCRACKER Procurado, afirto de ele ter sido mou, sem citar aplaudido por quando, mas em breve, que boa parte dos parlamentares, vai liberar mais dados de ou- entre eles todos os petistas, tros políticos envolvidos no es- como se fosse herói nacional", cândalo. "Isto é só o começo. descreve o cracker na página Muitas coisas ainda virão. Pou- da internet. cos perceberam, mas no texto Tanto na mensagem publique fiz, eu coloquei a data-ba- cada no Twitter quanto no site se do planalto.gov.br. É certe- em que expôs os dados dos peza que dados de muitos outros tistas, há menção ao portal do envolvidos serão divulgados", Palácio do Planalto. O invasor, afirmou o cracker. contudo, não detalhou de onte Segundo ele, a divulgação obteve as informações sobre foi uma forma de protesto e Dirceu, Genoino e Delúbio. um meio para que as pessoas Na página também há outro conheçam os políticos brasi- texto no qual ele diz que "coleiros. "O governo omite mui- mo prêmio" pela condenação, tas informações. A população Genoino será remunerado tem o direito de saber quem com dinheiro público no períoestá por trás do Brasil", disse, do em que ocupar o cargo na acrescentando que teve ajuda Câmara dos Deputados. O au-

Dirceu, Genoino, Delúbio e o bicheiro Cachoeira: dados expostos na rede virtual.

tor da mensagem convoca ainda a população a ir às ruas para protestar contra a posse do ex-presidente do PT. Também foram divulgados ontem dados pessoais do bicheiro Carlinhos Cachoeira,

como nomes dos pais, data de nascimento, números do CPF e do RG e o endereço de sua casa em Goiás. Condenado a 39 anos de prisão, ele continua solto por força de um habeas corpus. (Agências)

Justiça consagra direito de acesso à informação

N

o ano em que a Justiça brasileira teve destaque no cenário político, com o julgamento do Mensalão, um entendimento sobre o direito de acesso à informação pública também foi sedimentado pelo Judiciário. O ano de 2012 mal começava e o site Congresso em Foco foi alvo de uma avalanche de processos que ameaçavam a sua existência. Com pedidos de indenização que chegavam a cerca de R$ 1,16 milhão, 46 servidores públicos e um sindicato entraram com 50 ações semelhantes na Justiça por danos morais. O motivo foi a publicação de uma lista com 464 nomes de funcionários do Legislativo que receberam vencimentos acima do teto constitucional, fixado à época em R$ 26.723 por mês. Passado um ano, a

Justiça julgou improcedentes 42 processos e, dessa forma, consagrou a ideia de que é direito legítimo qualquer cidadão saber quanto recebe cada funcionário público, sobretudo os que extrapolam o limite. Resta o julgamento de oito processos que tendem a seguir o mesmo caminho dos demais. Cada servidor pediu o valor máximo permitido para os tribunais de pequena causa: R$ 21,8 mil, exceto três que acionaram a Justiça comum e pediram indenizações que chegam a R$ 82 mil. Todos os processos foram impetrados de forma idêntica e os servidores tiveram orientação do Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis), que cedeu seus advogados para os trabalhos. O Sindilegis chegou a pedir censura prévia das reportagens.


p PSDB protocola convocação de ministros DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Não temos uma situação urgente que exija que o ministro [Mantega] venha antes do final do recesso. Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara dos Deputados

olítica

Partido quer explicações de Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento) sobre manobra fiscal utilizada pelo governo para aumentar superávit primário Beto Barata/Estadão conteúdo

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vice-líder do PSDB Carlos Sampaio. na Câmara, depuConversa pessoal – Para tado Carlos Sam- aprovar a convocação, que paio (SP), protoco- obrigaria os ministros a irem lou ontem requerimento de ao Congresso, seria necessáconvocação dos ministros da rio que o presidente do ConFazenda, Guido Mantega, e do gresso, o senador José Sarney Planejamento, Miriam Bel- (PMDB-AP), marcasse uma chior, para prestarem explica- sessão para votar o pedido da ções no Congresso, ainda du- oposição. Carlos Sampaio afirrante o recesso do Legislativo, mou que pretende conversar sobre as medidas utilizadas pessoalmente com o presipelo governo no fim do ano dente Sarney hoje. No ano passado para aumentar o su- passado, houve um exemplo perávit primário de 2012 (eco- de depoimento durante as fénomia feita para pagar juros rias do Congresso. O ministro da dívida pública). As informa- da Integração Nacional, Ferções são do portal G1. nando Bezerra, prestou expliMais cedo, o cações na Copresidente da missão RepreCâmara, desentativa soputado Marco bre denúncias Esse superávit Maia (PT-RS) de corrupção primário, que foi havia afirmana pasta que do que não comanda. fruto de uma c o n s i de r a v a "Não é um manipulação, tem necessária a fato inusitado consequências convocação [ co nv oc aç ão drásticas na (leia ao lado). no recesso]. Já economia do País. O r e q u e r iaconteceu da mento do outra vez, o CARLOS SAMPAIO (PSDB-SP) PSDB foi proministro que ia tocolado junser convocado to à Mesa do Congresso Nacio- veio por conta própria [...] Os nal. O partido quer ouvir os mi- economistas mencionam sonistros em sessão da Comis- bre as manobras. É evidente s ã o R e p r e s e n t a t i v a d o que o assunto é sério e precisa Congresso, formada por 19 de explicações", diz Sampaio. deputados e senadores que Manobra – No fim de 2012, o trabalham em esquema de governo federal realizou "ma"plantão" no recesso, que ter- nobras contábeis", segundo mina em fevereiro. os críticos. Uma delas permi"É importante que haja uma tiu que o Banco Nacional de explicação sobre isso [supe- Desenvolvimento Econômico rávit] porque esse superávit e Social (BNDES) comprasse primário, que foi fruto de uma ações da Petrobras que estam a n i p u l a ç ã o , t e m c o n s e- vam no Fundo Fiscal de Invesquências drásticas na econo- t i m e n t o s e E s t a b i l i z a ç ã o mia do País. Demonstra que o (FFIE), que concentra as aplitema foi não tratado de forma cações do fundo soberano séria, transparente", disse brasileiro.

Preservação: presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS) acha dispensável a convocação de Mantega e Belchior.

Ida é desnecessária, diz Marco Maia.

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presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), classificou ontem de desnecessária a ida do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao Congresso durante o recesso parlamentar para dar explicações sobre o uso do Fundo Soberano do Brasil (FSB) a fim de reforçar o superávit primário. Ele defendeu a medida fiscal do

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os requerimentos apresentados e todo o encaminhamento da sessão. De quebra, os deputados também poderão acessar seus emails e sites na internet. A Câmara comprou 539 tablets da marca Samsung, para atender ao plenário e a algumas unidades da Casa, ao custo de R$ 609,75 mil no total, segundo a direçãogeral da Câmara. "Será uma economia brutal de papel", afirma o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Ele refere-se aos avulsos, como são conhecidas as publicações com o histórico do projeto em votação. Os impressos ficam em pilhas na entrada do plenário para que o deputado tome conhecimento. O plenário também está recebendo novo carpete. (Estadão Conteúdo)

Lula lidera com folga o 'Algemas de Ouro'

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O Troféu Algemas de Placar Troféu Algemas de O uro Ouro foi criado pelo 08/01/13 17 hs Demóstenes To grupo virtual carioca rres (ex-DEM) 1.577 Movimento 31 de Julho. Seu Eduardo Azered o (PSDB) objetivo é proporcionar aos 405 internautas a possibilidade Erenice Guerra (PT) de escolher, pelo voto, o 50 Fernando Pim campeão de impunidade entel (PT) 14 entre os envolvidos em Fernando Cave ndish (DELTA) escândalos de corrupção. O 33 primeiro colocado receberá Jader Barbalho (PMDB) uma placa com as Algemas 53 Jo sé R. Arruda (ex-DE de Ouro; o segundo, M) 158 Algemas de Prata; e o Lula (PT) terceiro, Algemas de 5.986 Bronze. A votação vai até o Paulo Maluf (P P) 228 próximo dia 15. Sergio Cabral (PMDB) Por enquanto, o 320 ex-presidente Luiz Inácio Lula TOTAL: da Silva lidera com imensa 8.824 folga a competição, cuja VOTE: https://www tabela passará a ser #!/questions/3 .facebook.com/ 669391000676 publicada diariamente pelo 51/ Diário do Comércio.

Representativa, que funciona no recesso parlamentar. "Neste momento, é desnecessário, não temos uma situação urgente ou premente que exija que o ministro venha, inclusive, antes do final do recesso. Acho que não interessa a nenhum brasileiro, esteja ele na situação ou na oposição, criar uma falsa polêmica sobre um tema que só vai atrapalhar o Brasil",

argumentou Maia. O presidente da Câmara disse que na volta dos trabalhos legislativos o ministro poderá comparecer ao Congresso para falar sobre temas importantes. "Não há irregularidade, nada que leve a um debate, a uma discussão mais acalorada por parte do Congresso. Depois que acabar o recesso, acho normal os ministros virem". (ABr)

União poderia economizar R$ 56,4 mi com milhagens

Deputados também ganham tablets s deputados terão à disposição uma nova tecnologia para acompanhar as votações no plenário a partir de fevereiro, na retomada dos trabalhos legislativos após o recesso. As 396 bancadas, as duas tribunas de discursos e a Mesa dos trabalhos passarão a ter tablets para facilitar o acompanhamento da sessão pelos parlamentares. Embora os tablets tenham a característica de serem equipamentos móveis, esses da Câmara serão fixados nas bancadas, usadas também pelos deputados para registrar presença e os seus votos durante as sessões. Pelo novo equipamento, o deputado poderá acessar, em tempo real, a pauta das votações, o texto do projeto, as emendas à proposta,

governo e disse que a convocação do ministro é apenas uma tentativa de se criar uma "falsa polêmica". Partidos de oposição criticaram o resgate R$ 12,4 bilhões do Fundo Soberano para reforçar o caixa do Tesouro Nacional a fim de ajudar o governo a cumprir a meta de superávit primário de 2012 e querem que Mantega preste esclarecimentos à Comissão

Valor dos créditos não repassados à administração pública daria para manter presidente da República por 237 anos

E

m 2012, a União desembolsou R$ 565,5 milhões em passagens aéreas. Desse valor, R$ 56,5 milhões poderiam ser economizados se os créditos dos programas de milhas fossem repassados para a própria administração pública, e não para os servidores, como é feito atualmente. Esse montante equivale à quase 2.846 meses do salário líquido pago à presidente Dilma Rousseff (R$ 19.818,49 no mês de outubro), por exemplo. A presidente poderia permanecer no cargo por 237 anos com a economia de apenas um exercício, informa o site Contas Abertas. O valor que poderia ser economizado é 10 vezes maior do que o previsto no Orçamento Geral da União de 2013 para o programa Promoção e defesa dos direitos da pessoa idosa. Com a economia, seria possível dobrar o orçamento de 2013 para a rubrica de "Fiscalização de atividades de desmatamento". A reserva serviria ainda para aumentar em quase 600% a verba prevista para ser gasta com Educação para a cidadania no trânsito neste ano. O levantamento foi feito tendo como base o banco de registro de milhagens do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), criado para utilizar os créditos de passagens aéreas custeadas com recursos públicos. Novidade – A medida do TCERS, que entrou em vigor no início de dezembro, é inédita no Estado e objetiva operacionalizar o disposto na Lei Estadual 12.711, de maio de 2007. A legislação estabelece exatamente que prêmios ou créditos de milhagens oferecidos pelas companhias de trans-

porte aéreo, quando resultan- previsão é que a proposta postes de passagens adquiridas sa gerar economia de até 10% com recursos públicos da ad- aos cofres públicos. ministração direta ou indireta Segundo Paulo Ricardo Barde qualquer dos Poderes do reto, auditor público externo e Rio Grande do assessor da Sul, serão inpresidência, a corporados ao criação da fórerário e utilimula não foi zados apenas fácil, e apesar em missões de parecer oficiais. simples, deve milhões foi o que o De acordo suprir o espegoverno federal c o m o p r e s ir a d o n o m odente do Trimento. "O serdesembolsou para bunal, Cezar vidor viaja e pagar passagens Miola, consiao retornar derando que presta contas. aéreas de as despesas Há o prazo de parlamentares e c o m a e m i s30 dias para servidores públicos. l a n ç a r a v i asão de passagens para viag e m n o p r ogens oficiais grama. Quansão custeadas pelo tesouro, do o funcionário atinge deterforam adotadas todas as me- minado número de milhas, didas possíveis para que esses elas são revertidas para uso créditos sejam utilizados na do próprio Tribunal", explica. aquisição de novos bilhetes, De volta – Depois de 11 dias em benefício dos entes da pró- de recesso na Base Naval de pria administração pública. A Aratu, em Salvador, a presi-

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Dinheiro no ar: montante equivale à quase 2.846 meses do salário líquido da presidente Dilma.

dente Dilma Rousseff retornou no início da tarde de ontem para Brasília. Dilma embarcou, junto com os familiares que a acompanhavam na viagem – a mãe, Dilma Jane, a filha, Paula, o genro, Rafael Covolo, e o neto, Gabriel –, em um helicóptero com destino à Base Aérea de Salvador, de onde decolou de volta à capital federal. A presidente chegou à base naval na tarde do dia 28 e, desde lá, manteve uma rotina de discrição. Passou a maior parte do tempo descansando na Casa da Boca do Rio, a reservada residência dos oficiais na base, e fez alguns passeios de lancha pela Baía de Todos os Santos. Ela não apareceu na Praia de Inema, de acesso restrito aos militares.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

7 ITÁLIA Berlusconi critica juízas 'feministas' por pensão de 200 mil euros por dia à ex-mulher

nternacional

ESTADOS UNIDOS Congresso é menos popular do que uma colonoscopia, segundo pesquisa.

CHÁVEZ, O DONO DO TEMPO. Posse de presidente venezuelano é adiada por prazo indefinido. Oposição aumenta pressão para que Suprema Corte decida sobre ausência do mandatário.

O

vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, formalizou o n t e m à A s s e mbleia Nacional do país pedido para adiar, sem nova data, a posse prevista para amanhã do novo mandato presidencial de Hugo Chávez. Segundo o presidente da Casa, Diosdado Cabello, a posse deverá ser suspensa por recomendação dos médicos, que decidiram "prolongar o repouso" de Chávez. A carta, lida por Cabello, diz que o pós-operatório de Chávez em Cuba vai se "estender para além de 10 de janeiro", data prevista pela Constituição para a posse na própria Assembleia. Como antecipado pelos governistas nos últimos dias, Maduro invocou o artigo 231 da Carta, que permite juramento ante à Suprema Corte do país – mas, na visão chavista, não estipula data para isso. Pela interpretação governista, o atual vice-presidente, Nicolás Maduro, que está no exercício da Presidência, e os ministros seguem em seus postos até a posse futura. Na prática, o atual mandato de Chávez foi estendido indefinidamente. O presidente, que sofre de severa infecção pulmonar depois da quarta cirurgia contra o câncer, não faz manifestações públicas desde 9 de dezembro. A partir de quinta-feira não haverá, portanto, nenhum prazo sendo contabilizado para a recuperação de Chávez. O governo fará no lugar da posse uma mobilização para a qual são esperadas as presenças de presidentes como José Mujica, do Uruguai. Oposição - A saída governista é energicamente rejeitada pela Mesa de Unidade Democrática (MUD), principal organização da oposição venezuelana. Em carta à Organização dos Estados Americanos (OEA), a coalizão classificou-a de "grave violação constitucional". Na visão da oposição, o mandato deveria terminar amanhã. O líder opositor Henrique Capriles pediu à Suprema Corte do país que se posicione sobre a ausência de Chávez "diante das interpretações que o governo quer dar à Constituição". Segundo ele, a Carta é "clara" ao estabelecer que em caso de ausência do presidente no dia 10 de janeiro deve assumir o titular da Assembleia Nacional. A Constituição "não é uma lista de formalidades", disse. "Não existe monarquia na Venezuela, nem um sistema cubano onde o poder passa de uma mão a outra." (Agências)

Jorge Silva/Reuters

Brasil: nem sempre em cima do muro.

A

O governo venezuelano confirmou ontem que, por recomendação médica, Chávez 'prolongará seu repouso' em Cuba e não comparecerá à cerimônia de posse. Mas o opositor Henrique Capriles (acima) afirma que o mandato de Chávez termina amanhã. Segundo ele, a Constituição venezuelana (à dir.) é 'clara' ao estabelecer que, em caso de ausência do presidente, deve assumir o titular da Assembleia Nacional. Ele ainda exortou a Suprema Corte do país que se posicione 'diante das interpretações que o governo quer dar à Constituição'. Em Havana, fiéis cubanos e diplomatas venezuelanos participam de missa dedicada aos enfermos (abaixo). Chávez sofre de severa infecção pulmonar depois da quarta cirurgia contra o câncer.

ilva/Re

Alejandro Ernesto/EFE

Síria: um novo pedido de diálogo. Oposição não cede ao apelo do regime. Enquanto isso, 1 milhão passa fome.

O

ministro de Informação da Síria, Omran al Zubi, convidou ontem todas as forças opositoras do país a participarem do diálogo nacional proposto pelo presidente Bashar al-Assad para colocar um fim à crise. O pedido foi feito no mesmo dia em que a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou não ter mais como ajudar 1 milhão de sírios que estão ficando sem alimentos. Em declarações à agência estatal Sana, Al Zubi explicou que o Conselho de Ministros formará um comitê para ligar para todas as forças políticas, nacionais e sociais a fim de iniciar um diálogo em conferência. Este diálogo deverá ser baseado, segundo Al Zubi, na rejeição à intervenção estrangeira e no respeito à soberania. A declaração foi feita dois dias depois que Assad fez um pronunciamento à nação no qual prometeu seguir sua "guerra contra o terrorismo" e

Jorge S

lançou uma proposta que prevê o fim da violência e a formação de um governo de consenso. A oposição já anunciou que rejeitará a proposta. Pelo menos 60 mil pessoas perderam a vida no conflito sírio desde março de 2011 até novembro de 2012, de acordo com os últimos dados da ONU.

A entidade ainda alertou ontem que cerca de 1 milhão de sírios vão passar fome devido à dificuldade na entrega de mantimentos em zonas de conflito. Cerca de 1,5 milhão de sírios por mês recebem alimentos da ONU, ainda abaixo dos 2,5 milhões considerados em situação de necessidade. (Agências)

uters

decisão do governo brasileiro de apoiar o adiamento da posse do presidente Hugo Chávez vem provocando controvérsia, não só no Brasil como na Venezuela. Em Brasília, opositores do governo Dilma Rousseff criticaram a declaração do assessor da Presidência Marco Aurélio Garcia, que defendeu um prazo de até 180 dias para que Chávez assuma seu novo mandato. O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), afirmou que deve se reunir com outros partidos para defender o "cumprimento da Constituição" na Venezuela, com a realização de eleições. Em Caracas, o opositor Henrique Capriles pediu à presidente Dilma que "não se preste ao jogo de uma interpretação distorcida" dos chavistas. Passado - Esta não é a primeira vez em que a política externa brasileira é marcada por polêmica. No ano passado, o Paraguai foi suspenso do Mercosul, com apoio do Brasil, após o impeachment do presidente Fernando Lugo. O impeachment foi considerado constitucional pela Justiça do país. Mas houve, na visão brasileira, cerceamento do direito de defesa de Lugo. Em 2009, a embaixada brasileira em Tegucigalpa abrigou o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, por quatro meses. Por decisão da Justiça hondurenha, Zelaya foi destituído do poder sob a alegação de que havia traído à pátria e convocado um referendo para se reeleger sem autorização. O ato foi considerado um golpe de Estado pelo Brasil e vários países da região. Acusado de violar a Constituição do país, Zelaya ficou na embaixada brasileira até o fim de seu mandato, em janeiro de 2010, quando, então, partiu para o exílio na República Dominicana. (Agências)

Reuters

Fraude à francesa

A

Procuradoria de Paris anunciou ontem a abertura de uma investigação sobre o ministro de Orçamento da França, Jérôme Cahuzac, por lavagem e fraude tributária após informações de que ele teve uma conta bancária não declarada na Suíça. A investigação foi aberta depois que o site Mediapart publicou que Cahuzac possuía uma conta no banco suíço UBS, antes de transferi-la em 2010 a Cingapura. O ministro negou a alegação e entrou com uma ação por difamação contra o portal, informou a Procuradoria. A direção do site diz que possui uma gravação que data de 2000 na qual Cahuzac reconhece possuir a EFE - 03/01/13 conta na Suíça. O ministro negou que a voz dessa gravação fosse a sua e afirmou que tentou conseguir os r e l a t ó r i o s n ecessários para mostrar que nunca teve contas na Suíça, o que, disse, "não é fácil" nesse país. (EFE)

Manifestantes protestam contra censura oficial

A voz dos chineses

O

Partido Comunista da China (PCCh) lembrou ontem que o governo "ainda tem o controle absoluto" da imprensa e proibiu novos protestos a favor da liberdade de expressão, em resposta às manifestações de jornalistas que ocorrem no Cantão. Pelo segundo dia consecutivo, uma multidão se reuniu ontem em frente ao prédio do liberal Semanário do Sul, protagonista de uma rara revolta contra o controle sobre a imprensa na rica província de Guangdong. O impasse começou na semana passada, quando repórteres da publicação acusaram censores de substituir uma carta de Ano Novo, que defendia um governo constitucional, por um texto que louvava os feitos do Partido Comunista. (Agências)


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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

VILÕES Entre os vilões da alimentação saudável estão os alimentos prontos, biscoitos recheados, salgadinhos industrializados e refrigerantes.

setor fotos: Divulgação

Comer bem se aprende na escola Meu Pratinho Saudável vai ensinar alunos de 130 escolas a criarem hábitos saudáveis de alimentação. Kelly Ferreira

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preocupação com o aumento da obesidade e de sobrepeso em crianças de até 9 anos foi um dos fatores principais para a criação do programa Meu Pratinho Saudável, uma parceria das secretarias estaduais da Saúde e da Educação. O projeto tem como objetivo educar sobre a alimentação na idade escolar, para que as crianças cresçam com hábitos alimentares corretos, refletindo em uma vida adulta mais saudável. No próximo ano, os alunos de mais 130 escolas da rede estadual de ensino de São Paulo deverão ser beneficiados com o programa. O projeto chegará também às escolas do Rio de Janeiro. "O trabalho é feito com crianças de 6 meses a 10 anos que frequentam a rede estadual de ensino. Além de aprenderem o que devem comer e como montar um prato saudável, o programa conta com o apoio de um site e de um blog, cheios de dicas de pratos saudáveis", explicou a médica Elisabeth Almeida, diretora do programa Meu Pratinho Saudável, escritora e especialista em educação para uma vida saudável. Segundo ela, além do preparo da merenda saudável, as nutricionistas trabalham a orientação alimentar com todas as crianças da escola. Notas – Entre as atividades que serão desenvolvidas nas escolas participantes, haverá o jogo do Meu Pratinho Saudável para tablet. Nele, de maneira lúdica, a criança deve montar uma refeição, escolhendo seus alimentos preferidos. As notas serão dadas conforme a porcentagem de nutrientes que o prato idealizado atingiu. Também haverá dinâmicas em grupos, onde os alunos irão montar os pratos com alimentos feitos em resina. As nutricionistas então explicarão as propriedades de cada alimento e o que as crianças poderiam colocar a mais ou a menos para melhor a qualidade das refeições. Na cozinha, nutricionistas do programa vão orientar as merendeiras sobre a melhor maneira para montar o prato, de acordo com o recomendado pelo Meu Pratinho Saudável. Pratos divertidos, com montagens diferentes, para incentivar as crianças a consumirem alimentos saudáveis, também serão apresentados pelas nutricionistas. Para dar continuidade ao aprendizado, cada criança levará para casa a cartilha do programa Meu Pratinho Saudável, além do papel bandeja e um quebra-cabeça. Os professores, funcionários e merendeiras das escolas também receberão as cartilhas do programa. "Nosso principal objetivo é fazer com que a alimentação adequada tenha início desde cedo, fazendo com que o hábito saudável se estabeleça pelo resto da vida dessas crianças. Além disso, elas poderão ser multiplicadoras desses ensinamentos, repassando o que aprendem para os pais e amigos", afirmou Elisabeth Almeida.

Nutricionistas vão orientar as merendeiras sobre a melhor maneira para montar o prato. Refeições divertidas, com montagens diferentes, incentiva as crianças a consumirem alimentos saudáveis. O aumento da obesidade e de sobrepeso em crianças contribuiu para a criação do programa.

Preocupação - De acordo com o último Censo, de 2005 a 2009 os casos de obesidade em crianças de 5 a 9 anos aumentou em 391% e os de sobrepeso em 360%. Segundo Elisabeth, entre os vilões estão os alimentos prontos, biscoitos recheados, salgadinhos industrializados e refrigerantes. "Comer mal contribui para o aumento do peso. As classes C, D e E gastam mais na hora de comer, só que em produtos industrializados. Isso, somado à falta de exercícios, contribui para o aumento da obesidade e de diabetes e hipertensão infantil", disse. A médica também faz um alerta aos pais. "A concepção de que criança saudável é criança gordinha é coisa do passado. Criança não precisa de muita comida, precisa de uma refeição equilibrada a cada 3 horas, com refeições principais e lanchinhos intermediários. Nada é proibido, mas é preciso ter um equilibrio na escolha dos alimentos", disse Elisabeth. As crianças hoje comem 2,8 porções ao dia de carboidratos, proteínas e leguminosas. O ideal seria 5 porções diárias.

Ideal - Segundo Elisabeth, as refeições principais devem ter verduras e legumes (crus e cozidos) em metade do prato. "Para a outra metade, preencha o 1/4 do prato alimento rico em proteínas – carne vermelha, frango, peixe, ovos –, que deve ser complementada com leguminosas, como o feijão, grão de bico, soja ou lentilha. O outro 1/4 deve ter alimentos ricos em carboidratos, de preferência integral, como arroz, massa, batata, mandioca, mandioquinha e farinhas", disse.

A médica também faz um alerta sobre a importância do café da manhã e dos lanches intermediários, que devem conter pelo menos um alimento rico em proteínas, como por exemplo, os iogurtes, queijos magros e leite desnatado; um alimento rico em carboidratos, de preferência que seja fonte de fibras, como as torradas, os pães ou as barras de cereal; e um alimento de origem vegetal, podendo ser frutas, verduras ou legumes.

Unesp – U m software direcionado a alunos do ensino infantil e do primeiro ciclo do ensino fundamental, criado por cinco estudantes de pedagogia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Jaboticabal, p r e t e n d e e n s inar crianças a montar pratos saudáveis. O jogo intitulado Lanche Saud áv e l m os t ra , de maneira descon traída, a importância d e v a r i a r a a l imentação ao mesmo tempo em que se come bem. Os alimentos são divididos em categorias como frutas, saladas, carnes, leite e laticínios e guloseimas. Após a montagem, a criança recebe uma análise sobre os alimentos que usou no seu prato, que alerta para a existência de algum tipo de alimento em excesso ou em fal-

ta. Uma das motivações para a criação do jogo, afirmam os idealizadores, são as recentes pesquisas que evidenciam um aumento de casos de obesidade infantil. Para participar a c e s s e h t t p : / / s o u r c e f o rge.net/projects/lanchesaudavel e baixe o jogo.


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9 MÁ AVALIAÇÃO Além do Mackenzie e da PUC-SP, estão na mira do Ministério da Educação outras três universidades católicas e os institutos federais de Ciência e Tecnologia de Roraima, Ceará, Pará, do Sertão Pernambucano e Fluminense.

idades

Mackenzie e PUC reprovados pelo MEC Alguns cursos de graduação das universidades tiveram nota insatisfatória em avaliação feita pelo Ministério da Educação. Ministro promete rigor na criação de vagas.

Juliana Knobel/Estadão Conteúdo - 30/11/2012

Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

Cursos de História e Geografia da PUC-SP foram considerados insatisfatórios pelo Ministério da Educação

No Mackenzie, outra instituição tradicional paulista, a graduação de Arquitetura e Urbanismo foi reprovada.

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Ministério da Educação (MEC) divulgou ontem uma nova lista de cursos superiores que tiveram nota insatisfatória no CPC (Conceito Preliminar de Curso) em 2011. No total, 38 cursos de 21 instituições de ensino estão entre os mal avaliados. Entre eles, os cursos de História e Geografia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie. De acordo com o ministério, a lista publicada no Diário Oficial da União complementa outra que havia sido divulga-

da em dezembro do ano passado. Esses cursos não estavam na primeira listagem porque ainda passavam por processo de análise, que foi concluído agora. Em uma escala até 5, os conceitos 1 e 2 são considerados insatisfatórios. No caso dos cursos listados, essa é a primeira vez que eles apresentaram nota ruim e, com isso, deverão assinar um protocolo de compromisso com o MEC indicando as melhorias adotadas e não poderão aumentar o número de vagas ofertadas. Critérios – O CPC avalia o rendimento dos alunos, a infraes-

trutura e o corpo docente. Na nota do CPC, o desempenho dos estudantes conta 55% do total, enquanto a infraestrutura representa 15% e o corpo docente, 30%. Na nota dos docentes, a quantidade de mestres pesa em 15% do total. A dedicação integral, 7,5%, e o número de doutores, também 7,5%. Além dos cursos do Mackenzie e da PUC-SP, estão na lista cursos de outras três PUCs – Campinas, Goiás e Minas – e dos institutos federais de Ciência e Tecnologia de Roraima, Ceará, Pará, do Sertão Pernambucano e Fluminense. Também estão na lista quatro

cursos do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, no Rio. No ano passado, o MEC já havia divulgado que 207 cursos que tiveram avaliação ruim em 2011 já tinham tido o mesmo tipo de avaliação no ano de 2008. Com isso, as instituições de ensino também tiveram o vestibular para 2013 suspenso. Atípico – Em nota, o Mackenzie informou em nota que o curso de Arquitetura e Urbanismo teve um "desempenho atípico" no Enade 2011 e destacou que várias providências estão sendo tomadas, como a criação de uma "comissão in-

terna de avaliação, que envolverá toda comunidade acadêmica (professores, alunos, funcionários e gestores), para realizar o estudo aprofundado desses indicadores". A PUC-SP afirmou, através de sua assessoria, que "avaliará todos os componentes que levaram ao resultado não adequado obtido pelos cursos de Geografia e História, e buscará melhorar o que for necessário. Também observará as exigências do MEC em relação aos referidos resultados". Mercadante – Os cursos com qualidade insatisfatória punidos pelo ministério da Educa-

ção não terão "colher de chá" para retomar a expansão de vagas e o processo de vestibular, disse ontem o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. "Não vai ter jeitinho, não tem colher de chá. E se o plano de melhorias (da instituição) não for muito bem elaborado, não há a menor possibilidade de abertura de vestibular", afirmou o ministro. Sobre os cursos divulgados ontem, que incluem graduações da PUC-SP e do Mackenzie, o ministro afirmou ainda que a ampliação de vagas não será autorizada "enquanto não forem resolvidas as pendências". (Folhapress)

J.Duran Machfee/Estadão Conteúdo

Idosa de 69 anos é presa com 43 pés de maconha

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ma mulher de 69 anos foi presa ontem após a polícia encontrar 43 pés de maconha em sua casa, no bairro de Serraria, em Diadema, na Grande São Paulo. De acordo com informações dos policiais da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), a mulher é dona de casa e cultivava as plantas na laje do imóvel. O nome dela não foi divulgado, apenas as iniciais: M.C.G. A Polícia Civil chegou até a casa da suspeita após receber uma denúncia anônima. Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado, quando os policiais chegaram ao endereço, foram impedidos de entrar pela mulher e seu ex-marido, um aposentado de 62 anos que também mora no local. O casal chamou a Polícia Militar e permitiu a entrada dos policiais da Dise somente após a chegada do carro da PM. A mulher, que foi presa em

flagrante e indiciada sob suspeita de tráfico de drogas, chegou a dizer aos policiais que acreditava que as plantas em sua laje eram pés de tomate. Logo depois, ainda segundo a polícia, ela afirmou desconhecer a existência dos vasos com a droga. O ex-marido da dona de casa é deficiente visual e não tem acesso à laje da casa. Por isso, foi ouvido apenas como testemunha. Os vasos foram apreendidos pelos policiais e uma análise comprovou que as plantas eram, de fato, pés de maconha. A mulher foi encaminhada à carceragem do 7º Distrito Policial de São Bernardo do Campo (Taboão), também na Grande São Paulo. Cocaína – Na zona leste da Capital, a Polícia Militar prendeu anteontem três suspeitos que levavam três explosivos e 112 pinos de cocaína em um Fiat Stilo, na Vila Matias. (Folhapress)

Chuva forte pegou os paulistanos de surpresa na Avenida Paulista

Temporal deixa cidade em estado de atenção

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pós uma forte onda de calor, um temporal caiu sobre a cidade de São Paulo ontem à tarde. No início da noite, a Prefeitura decretou estado de atenção, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Às 19h50, o centro de monitoramento do CGE regis-

Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações

Confrontos: sai a PM, entra o Samu.

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esde ontem, os policiais de São Paulo que atenderem ocorrências com vítimas graves não poderão socorrê-las. Elas terão de ser resgatadas pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ou pela equipe de emergência médica local. A decisão do secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, está em uma resolução publicada no Diário Oficial. O objetivo da mudança é, entre outros, evitar que a cena do crime seja alterada por policiais e garantir que o atendimento às vítimas seja feito por profissionais habilitados. Nesse rol de crimes estão inclusos os que tiveram a participação direta de policiais.

Nivaldo Lima/Estadão Conteúdo

Um dos objetivos é evitar a descaracterização da cena do crime Para o sociólogo José dos Reis Filho, a medida é positiva ao preservar o local do crime, o que interfere na apuração futura dos fatos. A preocupação

trava 17 pontos de alagamentos, sete deles intransitáveis. Na zona leste, havia três: dois na Radial Leste e um na avenida Rangel Pestana, próximo à rua do Hipódromo. A aproximação de uma frente fria, hoje, deve provocar chuvas com raios e rajadas de vento, à tarde. (Agências)

dele, no entanto, é com os casos em que uma simples atuação do policial pode salvar uma vida. "Em um caso de urgência, sabendo que o socorro vai tar-

dar, o policial tem condições de fazer um torniquete, ele vai ficar parado, assistindo a pessoa morrer?", questionou. A resolução altera outros dois procedimentos. Um é o da nomenclatura no boletim de ocorrência dos crimes envolvendo confronto com policiais. O termo "resistência seguida de morte", quando a morte é em confronto, será trocado por "morte decorrente de intervenção policial". A outra mudança é que todas as vítimas e testemunhas de crimes devem ser levadas imediatamente para delegacias. Hoje, em alguns casos, elas são antes encaminhadas a um batalhão da Polícia Militar. (Folhapress)

CNPJ n o 61.529.343/0001-32 - NIRE 35.300.053.800 Ata Sumária da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 7.1.2013 Data, Hora, Local: Aos 7 dias do mês de janeiro de 2013, às 11h, na sede social, Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, Salão Nobre do 5o andar, Prédio Vermelho. Mesa: Presidente: Lázaro de Mello Brandão; Secretário: Antônio Bornia. Quórum de Instalação: mais de dois terços do Capital Social. Edital de Convocação: publicado em 27, 28 e 29.12.2012, nos jornais “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, respectivamente, páginas 31, 26 e 11; “Diário do Comércio”, respectivamente, páginas 7, 9 e 9; e “Diário da Região”, páginas 2; Deliberação: Aprovada, sem qualquer alteração ou ressalva, a Proposta do Conselho de Administração, registrada na Reunião daquele Órgão, de 21.12.2012, dispensada sua transcrição, por tratar-se de documento lavrado em livro próprio, para, com o objetivo de prover a Sociedade de recursos para a manutenção de suas atividades, aumentar o Capital Social no valor de R$616.300.000,00, elevando-o de R$9.700.000.000,00 para R$10.316.300.000,00. Esclareceu o senhor Presidente que: · serão emitidas 185.632.530 novas ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$3.320,00 por lote de mil ações, fixado com base no valor do patrimônio líquido da Sociedade na data-base de 30.11.2012; · a subscrição particular pelos acionistas deverá ser feita no período de 9.1 a 13.2.2013, na proporção de 2,726634657% sobre a posição acionária que cada um possuir nesta data (7.1.2013), no Departamento de Ações e Custódia do Banco Bradesco S.A., Instituição Financeira Depositária das Ações da Sociedade, com endereço na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP; · independentemente da data da entrega do Boletim de Subscrição, o pagamento de 100% do valor das ações subscritas ocorrerá em 7.3.2013, mesma data do pagamento dos Juros sobre o Capital Próprio Complementares declarados em 21.12.2012, devendo o acionista fazer a opção por uma das formas previstas no Boletim de Subscrição, conforme segue: - compensação com créditos de Juros sobre o Capital Próprio Complementares anteriormente citados. Nesse caso, o exercício do direito de subscrição às ações não importará em qualquer desembolso de novos recursos por parte dos acionistas inscritos nos registros da Sociedade em 21.12.2012; - débito em conta corrente mantida no Banco Bradesco S.A.; - cheque à ordem do referido Banco Bradesco S.A. · no caso de ocorrerem sobras de ações, após decorrido o prazo para o exercício do direito de preferência, essas serão rateadas, na proporção dos valores subscritos, entre os acionistas que tiverem pedido, no Boletim de Subscrição, reserva de sobras, conforme determina o Parágrafo Oitavo do Artigo 171 da Lei no 6.404/76; · a redação do “caput” do Artigo 5o do Estatuto Social será alterada após completado todo o processo do aumento do capital. Dando sequência aos trabalhos, o senhor Presidente declarou que: a) a Diretoria estava autorizada a dar andamento ao processo de aumento do Capital Social, abrindo a subscrição das ações dentro das condições estabelecidas na proposta do Conselho de Administração ora aprovada, e da legislação pertinente; b) após totalmente subscritas as novas ações emitidas, deverá ser convocada nova Assembleia Geral de ratificação para exame, pelos acionistas, dos atos praticados pela direção da Sociedade no andamento do processo. Quórum da Deliberação: unanimidade de votos dos acionistas presentes. Encerramento: lavrada e lida, foi esta Ata aprovada por todos os acionistas presentes e assinada. aa) Presidente: Lázaro de Mello Brandão; Secretário: Antônio Bornia; Acionistas: Lázaro de Mello Brandão, Antônio Bornia, Mário da Silveira Teixeira Júnior, João Aguiar Alvarez, Denise Aguiar Alvarez, Luiz Carlos Trabuco Cappi, Milton Matsumoto, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, Domingos Figueiredo de Abreu, José Alcides Munhoz, Aurélio Conrado Boni, Marco Antonio Rossi, Fundação Bradesco e Nova Cidade de Deus Participações S.A., por seu Diretor-Presidente, senhor Lázaro de Mello Brandão. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações. aa) Lázaro de Mello Brandão e Antônio Bornia.


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L AUDO

www.dcomercio.com.br

Amy Winehouse bebeu até morrer Inquérito divulgado ontem diz que Amy Winehouse morreu por intoxicação acidental devido a excesso de bebida. Ela foi achada morta em sua casa em julho de 2011. Segundo o laudo, a cantora tinha 4,16 ml de álcool por litro de sangue (cinco vezes o limite para motoristas na Inglaterra) – suficiente para "dormir e não acordar", disse a legista Shirley Radcliffe.

Mapa feito com dinheiro

Por 26 euros você leva para casa este encantador esquilo que aparece quando a planta do vaso onde ele se esconde é regada. Daqueles produtos que dá vontade de comprar correndo. www.design3000.com/en/Flowerpot+Log+Squirrel.html

Daniel Deme/E

P RAÇA ROOSEVELT

P ERU

Subprefeito pede bom senso

Recompensa por rapaz desaparecido

A Esquilo dá as caras quando vaso é regado

FE

Uma colagem de cédulas de dinheiro sobre um mapa-múndi virou sensação na internet e conquistou mais de 1 milhão de cliques em menos de 24 horas.

reunião ontem à tarde entre o subprefeito da Sé, Marcos Barreto, representantes da Associação Ação Local Roosevelt e skatistas terminou sem resultados concretos sobre o uso do espaço público na praça, no centro de São Paulo. Uma das ações para resolver o impasse entre moradores e skatistas é a realização de pequenas reformas e instalação de placas que orientem sobre o uso do espaço. O projeto foi pensado na gestão do prefeito

Gilberto Kassab (PSD), mas não foi colocado em prática. Barreto, há menos de uma semana à frente da Subprefeitura da Sé, disse que a solução dos problemas apresentados – como a discussão sobre a prática do skate no local – é uma das prioridades do órgão a partir de agora. Até que as obras sejam concluídas, o subprefeito pede que os usuários do espaço usem do bom senso. O encontro, que ocorreu em uma sala da base da GCM (Guarda Civil Metropolitana) a

portas fechadas, funcionou para informar a nova gestão sobre as principais reclamações e reivindicações referentes à praça. A discussão pelo uso da Roosevelt vem desde sua reinauguração no fim de 2012. Um vídeo feito na última sexta-feira flagrou o momento em que ao menos quatro guardas-civis metropolitanos se envolvem em confusão e usam spray de pimenta contra skatistas que andavam no local. Os GCMs foram afastados.

Por recomendação policial, a família do brasiliense Artur Paschoali, de 19 anos, desaparecido no Peru desde 21 de dezembro, está oferecendo recompensa entre R$ 200 e R$ 400 a quem der alguma informação que permita a localização do rapaz. A notícia da recompensa foi difundida por emissoras de rádio e redes sociais, mas não surtiu ainda o efeito desejado, aumentando a frustração dos familiares.

I NÉDITO C A R T A Z

EFE

FOTO

E M

Exposição Isaac Julien: Scopic Landscapes exibe fotografias do artista na Galeria Nara Roesler. Av. Europa, 655, tel.: 3063-2344. Grátis.

Lula gigante Cientistas e canais de TV do Japão e dos EUA anunciaram ontem ter filmado pela primeira vez uma lula gigante a 900 metros de profundidade no Oceano Pacífico.

D AVID BOWIE

O 'Camaleão' voltou David Bowie está de volta. O anúncio foi feito pelo próprio cantor ontem, no Twitter, com o lançamento do single Where Are We Now?, precisamente no dia em que o músico completou 66 anos. O single foi colocado em pré-venda no iTunes em 119 países, incluindo o Brasil, por US$ 12,99 (R$ 26). O novo disco, que sai em março, é o 30º da sua carreira. Nos últimos anos, Bowie havia se

mantido distante da mídia, sem sinais de querer regressar ao universo da música. Conhecido pela sua constante necessidade de reinvenção que lhe valeu o cognome de "camaleão", ele é considerado um dos mais influentes, geniais e invulgares artistas da música pop. Em março, o museu londrino Victoria & Albert dedicará uma exposição ao artista.

R IO DE JANEIRO Marcello Dias/Estadão conteúdo

P OLÍCIA

Um reencontro após 59 anos A americana Helen Puz, de 99 anos, reencontrou uma bicicleta que seu filho, então com 8 anos, ganhou de uma vizinha em 1954. Na época, o garoto, que foi presenteado após ter ficado órfão, disse à mãe que havia perdido a bike, mas na verdade ele tinha vergonha de usá-la por conta de ser um modelo feminino. Quase 60 anos depois, o boato de uma árvore que cresceu com uma bicicleta presa no tronco na A TÉ LOGO

Elisabete Sato à frente do DHPP A delegada Elisabete Ferreira Sato, 56, assumirá a diretoria do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa) em São Paulo. O cargo era ocupado por Jorge Carlos Carrasco desde março de 2011. A nomeação ainda será publicada no Diário Oficial do Estado. A delegada, que está na corporação há 36 anos, será a primeira mulher à frente do DHPP. O motivo da mudança não foi informado. L OTERIAS

região de Vashon Island, estado de Washington, chamou a atenção da família Puz, que voltou ao local para comprovar o murmurinho. Dito e feito: Don,

o filho, reconheceu sua antiga magrela, hoje chamada de Bicycle Tree. “Nada mais me surpreende na minha idade”, disse Helen.

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Concurso 1140 da DUPLA SENA Primeiro Sorteio 05

Medicina na Universidade Federal do Ceará é o curso mais procurado no Sisu

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Prefeitura quer comprar prédio do Belas Artes e transformá-lo em espaço cultural

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Período de matrículas na rede pública recomeça nas escolas de São Paulo

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Segundo Sorteio 02

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Vândalos atacaram mais uma estátua que homenageia um ícone da cultura carioca. Desta vez, o alvo foi o compositor Noel Rosa, que teve uma cadeira de bronze arrancada da calçada, em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro.

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Concurso 3089 da QUINA 04

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11 NO PAÍS Capacidade instalada de gerar energia cresceu 75% de 2001 a 2012

conomia

CHOVE LÁ Reservatório de Itaipu está com 80% de sua capacidade

Governo tenta minimizar risco de apagão e racionamento A falta de chuva deixou os reservatórios das hidrelétricas em níveis preocupantes. Todas as termelétricas foram acionadas e já estão operando no limite. Mas o governo só fala em manter a promessa de reduzir a conta de luz. Fernando Calzzani/ Estadão Conteúdo

Wilson Dias/

ABr

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sistema elétrico nacional caminha para uma situação de incerteza que pode levar a um racionamento de energia. Os reservatórios de água do Sudeste e do Centro-Oeste estão no nível mais baixo dos últimos dez anos – apenas 29,8% do total. Essa é a região que produz 70% da energia do país. A previsão para os próximos meses é de uma quantidade de chuvas menor do que nos anos anteriores. Para evitar apagões, todas as termelétricas do País foram ligadas e estão operando a plena capacidade. Atualmente, 24% da energia gerada no Brasil vem das térmicas. Apesar da situação crítica, o governo tenta acobertar os riscos. Ontem, o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse que o custo pela utilização das usinas termoelétricas não vai comprometer a redução de 20% no preço da conta de luz. O preço menor é determinação da Medida Provisória 579. A produção da energia termoelétrica custa mais caro do que a gerada por hidrelétrica, mas, segundo ele, não afeta o desconto previsto para começar a ser aplicado a partir de fevereiro. O secretário garantiu ainda que não falta combustível para abastecer as termoelétricas – carvão, gás natural e óleo. "Em 2001, o problema era a falta de usinas, hoje não. As usinas térmicas entram nos leilões de energia para serem usadas quando houver necessidade", afirmou Zimmermann.

As usinas térmicas entram nos leilões de energia para serem usadas quando houver necessidade. MÁRCIO ZIMMERMANN, DO MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA Entidades do setor elétrico e economistas consideram que a redução da conta de luz pode não ficar do tamanho estabelecido pelo Palácio do Planalto porque o uso das térmicas – que geram uma energia mais cara e mais poluente – será repassado aos consumidores. Usinas – Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), pelo menos 60 usinas termelétricas estão despachando energia, por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN), de todos os tipos de fontes: eólica, a carvão, a óleo diesel e combustível, nuclear e a gás natural.

Reservatório da usina hidrelétrica de Marimbondo, entre Icém (SP) e Fronteira (MG), na bacia do Rio Grande: armazenamento abaixo dos 10%. Dos três, o gás é o insumo mais barato e mais limpo. Além do produto que vem do gasoduto Brasil-Bolívia, o país ainda importa gás liquefeito, mas a Petrobras está encontrando dificuldades em importar gás para os meses de janeiro e fevereiro, o que obrigaria a estatal a tirar gás dos consumidores industriais para continuar abastecendo as usinas térmicas. O gás é a fonte de energia empregada em 11,3% do parque industrial brasileiro. Os setores que mais dependem do gás para funcionar são o químico e petroquímico, o de

cerâmica e vidros e o de metalurgia. Qualquer aumento de demanda, portanto, pode levar a um racionamento ou desabastecimento. O ONS admitiu que os níveis dos reservatórios estão abaixo do normal e que no subsistema Sudeste/Centro Oeste o nível dos reservatórios das hidrelétricas é hoje de 28,9% – o mais baixo para os meses de janeiro dos últimos 12 anos – menor do que o verificado no mesmo mês de 2001, quando houve o último racionamento de energia elétrica no País. Em todos os subsistemas, o nível dos reservatórios está

abaixo ou próximo da Curva de Aversão ao Risco (CAR). No Nordeste, o nível dos reservatórios está em 30,96%; na Região Norte, em 40,48%; e no Sul, em 40,39%. Reunião – O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) se reúne hoje para decidir medidas alternativas que possam evitar a adoção de um racionamento compulsório de energia no País. Presidida pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a reunião já estava prevista desde dezembro passado, de acordo com nota do ministério. Entre as possibilida-

Custo está no limite, diz especialista. Fabio Motta/ Estadão Conteúdo

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mbora descarte um risco iminente de desabastecimento de energia e de confiabilidade para o Sistema Interligado Nacional (SIN), a falta de chuva, que vem deixando os reservatórios próximos da Curva de Aversão ao Risco (CAR), pode comprometer as metas do governo de reduzir o custo da energia elétrica para os consumidores, segundo o diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa. "O desconto que a Dilma previu talvez não se concretize. A previsão era de 16% para o consumidor residencial, o que não será mais possível acontecer este ano. De quanto ele será vai depender do esforço que o governo vai querer fazer", afirmou. O custo da energia, segundo ele, está no limite. "E isso vai acabar batendo no bolso do consumidor. Estamos ligando térmicas a um

UTE Termo Rio, a maior termelétrica do País, opera no limite para evitar apagão. custo muito alto e isto vai acabar refletindo na conta do consumidor final", explicou. A diferença do ponto de vista do abastecimento energético hoje em relação a 2001 – quando um blecaute que atingiu todo o País –

de acordo o professor, é que agora o Brasil tem as termelétricas. "O que dá segurança são as termoelétricas. Está é a diferença em relação a 2001. Lá não tinha as térmicas e, então, quando faltou água nos reservatórios, aconte-

ceu o blecaute. O total da potência das térmicas equivale a uma Usina de Itaipu". Pinguelli explicou que o País enfrenta uma "situação limite". "E eles, os governantes, estão segurando como podem: as nucleares estão ligadas, as eólicas também." Sobre a possibilidade de que possa haver problemas de abastecimento de energia ainda este ano, Pinguelli disse que tudo dependerá das condições climáticas e da incidência de chuva. "Tudo vai depender das chuvas, que estão atrasadas ou caindo no lugar errado – fora dos reservatórios." Se regularizar a chuva, a situação tenderá a se normalizar. "Mas se houver um ano extremamente seco – o que é perfeitamente possível, porque a temperatura do oceano está fora dos padrões normais – pode acontecer de enfrentarmos dificuldades ao longo do ano. Sempre pode haver problemas para o abastecimento." (ABr)

André Borges/ Folhapress

Presidente da CPFL diz que 'não há razão para pânico'

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presidente do Grupo CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), Wilson Ferreira Júnior, disse ontem que não há risco de apagão ou racionamento de energia no País. "Não há risco nesse momento de racionamento. Nós temos uma capacidade térmica quase quatro vezes maior do que tínhamos naquela época do racionamento de 2001", disse o executivo ao chegar ao Ministério da Fazenda.

"Nós estamos começando um período de chuvas, não há razão para que a gente tenha pânico no momento", acrescentou. Ferreira foi ontem ao Ministério da Fazenda para conversar com o ministro interino, Nelson Barbosa, sobre o cronograma de aquisição do Grupo Rede pela CPFL em parceria com o Grupo Equatorial. Segundo o presidente da CPFL, todo o processo deve estar concluído até junho.

"Temos 60 dias para apresentar o plano aos credores e os credores têm mais 120 para responder. Se formos seguir ao pé da letra, a operação pode ter 180 dias. Obviamente, queremos fazer isso mais rápido possível", afirmou. Os grupos CPFL e Equatorial fecharam acordo em dezembro para comprar o Grupo Rede por R$ 1, valor simbólico pago ao atual controlador, o empresário Jorge Queiroz Moares Junior.

As empresas do Grupo Rede acumulam dívidas de quase R$ 10 bilhões. Com a recuperação judicial, aprovada em dezembro pela Justiça, será possível renegociar com credores para reduzir o valor da dívida. (Folhapress)

"Estamos começando um período de chuvas", lembra Wilson Júnior, da CPFL.

des em estudo estão a "premiação" a consumidores que reduzirem seu consumo de eletricidade e o aumento da transmissão de energia do sistema Norte para as regiões Nordeste e Sudeste. Imp asse – Fontes do setor destacam que ainda existem dúvidas sobre quantas e quais medidas o governo federal pode vir a tomar para equacionar um eventual descompasso entre a oferta e o consumo de eletricidade. Tampouco há cálculos sobre qual seria a dimensão de uma potencial necessidade de redução do consumo de energia. (Agências)

Falta de energia ameaça mercado de trabalho

A

perspectiva para o mercado de trabalho é favorável para os próximos meses, a menos que a ameaça de falta de energia elétrica se concretize, segundo Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). "Se a crise de energia for mesmo grave como estão dizendo, a população ocupada despenca. As empresas não vão ter por que reter mão de obra se faltar energia. Vamos entrar numa crise como a do apagão lá de 2001, e não vai ter por que contratar mais trabalhador", alertou. O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) registrou recuo de 2,4% em dezembro ante novembro, o que, na avaliação da FGV, significa que haverá um leve recuo na taxa de desemprego medida pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE. "Isso significa que a taxa de desemprego de 4,9% em novembro iria para aproximadamente 4,7% em dezembro, quase estabilidade. A gente espera que o desemprego caia, mas muito pouco", afirmou Barbosa Filho. Em dezembro de 2011, a taxa de desemprego medida pelo IBGE ficou em 4,7%. O resultado é positivo, mas não há muito espaço para avançar mais. "Já estamos vendo um nível de desemprego na mínima histórica. Dá para melhorar isso? Dá, mas com uma reforma trabalhista", opinou o pesquisador. (Estadão Conteúdo)


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e

13 Das 151 categorias de produtos dos dez grupos do índice Fipe/Buscapé em dezembro, 105 tiveram queda de preço .

conomia Luiz Prado/LUZ

Juros recuam em 2012, diz Procon. Taxas médias mensais de empréstimo pessoal e do cheque especial ficaram em 5,54% e 8,59%, respectivamente.

O

s juros cobrados pelos bancos nas operações de empréstimo pessoal e na modalidade de cheque especial recuaram em 2012, informou ontem a Fundação Procon-SP. De acordo com levantamento da instituição, a taxa média do empréstimo pessoal foi de 5,54% ao mês no ano passado, 0,12 ponto percentual abaixo da taxa de 2011 (5,66%). Já a taxa média do cheque especial passou de 9,45% para 8,59% no período, queda de 0,86 ponto percentual. A pesquisa envolveu sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa

Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander. Segundo o Procon-SP, 2012 teve início com uma taxa média de 5,88% no caso dos empréstimos pessoais e fechou o ano com 5,35%. O banco que registrou a taxa média mais alta foi o Itaú, com 6,66%, enquanto na outra ponta ficou a Caixa: 4,35%. O levantamento mostrou que, na modalidade de cheque especial, 2012 começou com uma taxa média de 9,54% e encerrou o ano com 7,92%. O banco que apresentou a taxa média mais elevada foi o Safra, com 9,97%. Também nesse caso, a Caixa Econômica

Itaú teve a maior taxa média mensal do empréstimo pessoal Federal registrou a menor taxa, de 5,6%. O relatório destaca que em 2012, a taxa básica de juros acumulou queda de 3,75 pontos percentuais. Na última reunião do ano, realizada em novembro, o Copom manteve a Selic em 7,25% ao ano. "Pelos resultados das nossas pesquisas, foi possível observar que o impacto das reduções da Selic sobre as taxas de juros das operações de crédito foi

pequeno", afirma o relatório. Em nota, a diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP, Valéria Garcia afirmou que durante todo o ano passado o consumidor foi alertado sobre a necessidade de planejar o seu orçamento com critério e recorrer ao crédito somente em casos de real necessidade. "Neste ano o consumidor deverá manter a cautela", disse. Metodologia – O comparativo anual é feito com base nas

pesquisas mensais realizadas pelo Procon, que capta as taxas de juros máxima pré-fixada, para as modalidades empréstimo pessoal e cheque especial, praticadas no dia da coleta, para cliente pessoa física não-preferencial, independente do canal de contratação, sendo que para o empréstimo pessoal o prazo do contrato é de 12 meses e para o cheque especial o período é de 30 dias. (Agências)

Inflação na Capital paulista supera a de 2011 No acumulado de 2012, houve avanço de 6,41%, ante alta de 6,09% em 2011, apesar de o ICV, do Dieese, ter desacelerado em dezembro.

O

Índice do Custo de Vida (ICV) do paulistano desacelerou para 0,43% no mês de dezembro, em relação ao 0,57% em novembro, informou o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), ontem. O resultado, porém, não foi suficiente para impedir que o ICV de 2012 registrasse expansão em relação a 2011. No ano passado, o ICV teve avanço de 6,41%, na comparação com 6,09% em 2011 – incremento de 0,32

ponto percentual. Grupos – Dos dez grupos que compõem o índice do Dieese, quatro apresentaram em 2012 variações superiores à taxa acumulada no ano (6,41%): despesas pessoais (14,06%), alimentação (9,98%), educação e leitura (8,71%) e saúde (6,82%). Taxas menores foram verificadas nos grupos habitação (5,96%), despesas diversas (4,58%), recreação (1,78%), vestuário (0,41%), transporte (queda de 0,24%) e equipa-

mento doméstico (retração de 2,31%). No caso das despesas pessoais, os dois subgrupos registraram taxas elevadas: fumo e acessórios (19,21%) e higiene e beleza (9,81%). Os itens com variações anuais mais expressivas foram perfume (32,92%), cigarro (19,66%), desodorante (17,97%), pasta de dente (13,96%), serviços pessoais (9,8%), tintura para cabelo (9,63%), sabonete (8,4%) e xampu (7,49%). No grupo alimentação, os

Marcelo Soares/LUZ

Os produtos da indústria alimentícia avançaram 10,52% no ano passado

Preços no comércio eletrônico caem

O

s preços de produtos do comércio eletrônico registraram queda de 1,28% em dezembro ante novembro, de acordo com o índice da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e do site Buscapé (Fipe/Buscapé). O levantamento, divulgado ontem, reforça a tendência deflacionária dos preços no ecommerce nos últimos 23 meses, já que houve variação positiva apenas em agosto de 2011 (0,59%) e em janeiro de 2012 (0,9%). Das 151 categorias de produtos dos dez grupos pesquisados em dezembro, 105 tiveram queda de preço de, em média, 1,31%, enquanto 46 tiveram aumento de valor de, em média, 0,04%. No período acumulado de 12 meses encerrados em dezembro, o índice Fipe/Buscapé registrou queda de 7,79%, com baixa em nove dos dez grupos. Entre os grupos avaliados no mês passado, nove apresentaram recuo nos preços: brinquedos e games

(queda de 2,98%), eletrônicos (baixa de 2,93%), moda e acessórios (retração de 1,57%), esporte e lazer (diminuição de 1,23%), telefonia (recuo de 0,97%), casa e decoração (baixa de 0,83%), eletrodomésticos

(queda de 0,83%), fotografia (retração de 0,72%) e informática (perda de 0,33%). Apenas o grupo cosméticos e perfumaria registrou alta, de 0,34% na mesma base de comparação. (Estadão Conteúdo)

produtos in natura e semielaborados tiveram aumento de 9,16% nos preços, os produtos da indústria alimentícia avançaram 10,52% e a alimentação fora do domicílio apresentou expansão de 10,86%. Entre os produtos que mais apresentaram expansão nos preços estão pêssego (50,99%), batata (49,76%),

cebola (44,75%), feijão (37,22%), linguiça defumada (37,07%), arroz (35,33%), salsicha (26,91%), óleo (26,4%), cerveja (20,89%), ovos (16,15%), frango (15,15%) e café em pó (15,06%). Edu cação – O aumento de 8,71% na taxa anual do grupo educação e leitura se deu em consequência da elevação

nos dois subgrupos. Na educação, que subiu 8,86%, as variações mais expressivas foram verificadas nos livros didáticos (12,5%), cursos formais (8,91%) e cursos diversos (8,64%). Na leitura, que registrou avanço de 6,08%, o principal crescimento foi verificado em jornais (14,87%). (Estadão Conteúdo)


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e Receita turbinada cobra R$ 6,4 bilhões Fibria e Santos Brasil, como as outras grandes empresas autuadas, disseram ser remota a chance de perda da disputa com a Receita.

conomia

Fábio Pozzebom/ABr

Governo arrecada menos em 2012 e orgão federal quer, agora, bilhões em multas de quatro grandes empresas: MMX, Natura, Fibria e Santos Brasil.

O empresário Eike Batista, da MMX: o valor das autuações equivale a 87% do valor de mercado da empresa.

A

Receita Federal es- lizada pelo órgão. Na primeira tá cobrando um to- fase, a Receita disse que contal de R$ 6,4 bilhões centraria o trabalho num grude quatro grandes po de 317 grandes contribuine m p r e s a s l i s t a d a s n a tes com dívidas tributárias esBM&FBovespa, em autuações timadas em R$ 42 bilhões. realizadas em menos de um Na noite de segunda-feira, mês no momento em que o go- a empresa de cosméticos Naverno se esforça para fechar tura anunciou, em comunicaas contas diante de uma arre- do, que a Receita está exigincadação inferior à inicialmen- do o pagamento de R$ 627,8 te prevista. Na última ação, milhões, acrescidos de mult o r n a d a p útas e juros, blica ontem, por impostos a Receita ausupostamentuou a MMX, te não recomineradora lhidos por do empresáuma de suas rio Eike Batisc on tr ol ad as bilhões é quanto a ta, cobrando em 2008. A Receita Federal exige quase R$ 3,8 Natura recorbilhões por rerá e consida mineradora MMX, Imposto de dera que "o por Imposto de Renda e Conrisco de pertribuição Soda associado Renda e CSLL cial Sobre o a esse procenão recolhidos Lucro Líquido dimento fisem 2007. (CSLL) refec a l é r e m orentes a 2007 to", afirmanq u e n ã o t edo ter obserriam sido recolhidos. vado "a legislação vigente a A empresa MMX disse consi- época dos fatos". derar "totalmente improceAs ações de MMX recuavam dentes as autuações recebi- 1,1% após o anúncio da autuadas" e acreditar que elas serão ção, reduzindo perdas que rejeitadas. chegaram a mais de 3%, e NaEm setembro passado, a Re- tura tinha desvalorização de ceita Federal anunciou que es- 2,7% nesta manhã. tava iniciando a cobrança de Outras empresas com R$ 86 bilhões por impostos ações negociadas na bolsa atrasados, na maior ação de paulista que foram autuadas recuperação de débitos já rea- recentemente são a produto-

3,8

ra de celulose Fibria, cuja cobrança pela Receita Federal de R$ 1,666 bilhão foi feita em meados de dezembro, e a companhia de logística Santos Brasil, com suposta dívida com os cofres públicos de exa-

tos R$ 334,4 milhões. Fibria e Santos Brasil, como as outras grandes empresas autuadas, disseram ser remota a chance de perda da disputa com a Receita. As empresas de capital aberto normalmen-

te divulgam comunicados a respeito das autuações mesmo que considerem pequena a probabilidade de perda, como forma de manter os investidores informados sobre as ocorrências.

Recurso – A MMX, por exemplo, esclareceu no fato relevante que as autuações não impõem provisionamento contábil nem outras consequências financeiras imediatas. O texto diz: "A Companhia acrescenta que apresentará, tempestivamente, impugnação administrativa, implicando suspensão da exigibilidade do crédito, conforme estabelece o Código Tributário Nacional, bem como utilizará todos os meios legais disponíveis em defesa de seus direitos", afirmou em nota. O valor das autuações equivale a 87% do valor de mercado da empresa, de R$ 4,3 bilhões de reais, segundo dados da Thomson Reuters. As ações da MMX fecharam em queda de 4%, enquanto o Ibovespa teve queda de 1,3%. A economia mais fraca tem pesado sobre a arrecadação de tributos pelo governo, além das desonerações adotadas para estimular a atividade e melhorar o Produto Interno Bruto (PIB). Para atingir a meta de superávit primário de 2012 – a economia que o governo faz para pagar juros da dívida pública –, a União fez uma manobra contábil na semana passada que engordou o saldo positivo das contas do Tesouro em R$ 19,4 bilhões em dezembro. (Reuters).

Organização internacional sai em defesa da carne brasileira

O

diretor geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) pediu a países que estão impondo embargos às importações de carne bovina do Brasil, depois da descoberta de caso atípico da vaca louca no mês passado, que suspendam as restrições assim que possível, afirmando que a medida é injustificada. Na semana passada, a secretária de Comércio Exterior do Brasil disse que o país estava considerando recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) se os países que impuseram restrições ao produto brasileiro não levantassem os embargos. Desde o anúncio do caso atípico, dez países já impuseram restrições à carne do Brasil ou a seus derivados: Japão, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, China e Taiwan adotaram embargo total; Jordânia e Líbano restringiram o produto do Paraná; Peru suspendeu completamente por três meses; o Chile restringiu apenas a compra de farinha de carne e de osso. A Arábia Saudita, porém, já voltou a comprar o gado vivo. Os países informaram que estavam adotando restrições depois que a OIE divulgou informação do Ministério da Agricultura do Brasil de que os testes realizados com uma fêmea morta no Paraná em 2010 apontaram a existência do agente causador da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como mal da vaca louca. O Ministério da Agricultura informou que o animal nunca desenvolveu a doença, apenas tinha a forma de EEB considerada "atípica" por cientistas. O diretor geral da OIE, Bernard Vallat, disse que os países têm o direito de adotar embargos provisórios como resposta de emergência a surtos

de doenças que dependem de mais informações, mas ele diz que não há razão para tais restrições neste caso. "Um caso em uma população de 200 milhões de cabeças de gado não justifica a mudança de classificação", Vallat disse a repórteres. A organização com sede em Paris manteve a classificação para o produto do Brasil como risco insignificante para a EEB, o mais seguro entre as três categorias. Este status é concedido a países que mostraram que a doença não existe ou é extremamente restrita. "De acordo com os padrões

Um caso em uma população de 200 milhões de cabeças de gado não justifica a mudança de classificação. BERNARD VALLAT, DIRETOR GERAL DA OIE

da OIE, eles devem acabar com o embargo assim que possível", disse Vallat. A classificação para EEB do Brasil poderá ser discutida em encontro ordinário do comitê científico que deve acontecer em três semanas. O Ministério da Agricultura informou que dará um prazo até março para que os países levantem os embargos à carne bovina do Brasil antes de tomar qualquer ação legal na OMC. Vallat enfatizou que mesmo vindo de animais infectados, o consumo de carne vermelha pode ser considerado seguro para seres humanos, diferentemente do que ocorre com o cérebro ou a medula espinhal. Os embargos totais ou parciais à carne bovina do Brasil em reação ao caso atípico de vaca louca devem ter maior impacto no primeiro trimestre deste ano para as exportações brasileiras, mas a recuperação de importantes mercados e a demanda crescente dos emergentes devem garantir um aumento das vendas no ano, avaliam especialistas. (Reuters)


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ECONOMIA/LEGAIS - 15

Rio Jari SP Participações S.A. CNPJ 13.008.397/0001-00 Demonstrações FInanceiras

Balanços Patrimoniais em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais)

Demonstrações de Resultados Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 (Em milhares de Reais) Controladora Consolidado Passivo Nota 2011 2011 Nota Controladora Consolidado Ativos 2011 Fornecedores 13 1.143 Operações em continuidade Representantes 690 Receita Líquida 20 70.667 Caixa e equivalentes de caixa 5 2.334 6.216 Empréstimos e financiamentos 14 11.552 Custo das vendas (29.823) 2.709 Lucro bruto Contas a receber de clientes 6 38.092 Impostos a recolher 40.844 19c 1.319 1.319 Despesas de vendas (9.136) Adiantamentos 4.855 Dividendos obrigatórios 2.066 Despesas administrativas (46) (1.145) Estoques 7 29.158 Salários e férias a pagar Receita diferida 111 Despesa com Pessoal (4.868) Impostos a recuperar 8 1.834 Outras contas a pagar 514 Despesa Geral da Fabrica (1.311) Despesas antecipadas 841 Total do passivo circulante 1.319 20.104 Outras receitas 410 Outros créditos 2 Empréstimos e financiamentos 14 78.121 Equivalência Patrimonial 13.960 Fornecedores em comodato 225 Outras despesas (32) (73) 0 Resultado antes das receitas (despesas) Total do ativo circulante 2.334 80.998 Juros sobre capital próprio Provisão para contingências 15 141 financeiras liquidas e impostos 13.882 24.721 Depósitos judiciais Impostos diferidos 9 7.189 Receitas financeiras 2.716 Impostos a recuperar 8 96 Total do passivo não circulante 85.676 Despesas financeiras (1) (5.285) Impostos diferidos 9 71.574 Patrimônio líquido 19 Receita (despesas) financeiras líquidas (1) (2.569) Equipamentos em comodato 226 Capital social 208.753 208.753 Resultado antes dos impostos 13.881 22.152 12.563 12.563 Imposto de renda e contribuição social Imobilizado 10 31.234 Reserva de lucros 16 (6.546) Corrente (3.824) Investimentos 11 220.301 - Ajustes de avaliação patrimonial 221.316 221.316 Diferido (2.722) Intangíveis 12 151.529 total do patrimônio líquido Acionistas não controladores 8.562 Participação acionista não controladores (1.725) Total do ativo não circulante 220.301 254.659 Total do patrimônio líquido e Acionistas Resultado do exercício 13.881 13.881 não controladores 221.316 229.878 Demonstrações dos fluxos de caixa Exercício findo Total do ativo 7 222.635 335.657 Total do passivo e patrimônio líquido 222.635 335.658 em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais) Demonstrações das Mutações do Patrimônio líquido Exercícios Findos em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de Reais) Controladora Consolidado 2011 2011 Reserva de Lucros Lucro líquido do exercício 13.881 13.881 Capital Reserva para Lucros Total Acionistas Total Acionistas Ajustes para reconciliar o resultado do exercício Social Legal Investimentos Acumulados Controladores Controladores Total com recursos provenientes de atividades operacionais: Aumento de capital 208.753 208.753 208.753 Depreciações S/ Mais Valia (1.343) Lucro Liquido do exercicio 13.881 13.881 1.725 15.606 3.359 Destinações propostas: - Impostos Diferidos s/Mais Valia Depreciações e Amortizações 2.796 Reserva legal 694 (694) Dividendos obrigatórios (1.319) (1.319) (1.319) Provisao Giro Lento Estoque Reserva de investimentos 11.868 (11.868) - Creditos Liquidacao Duvidosa Participação de Acionistas não Controladores 6.837 6.837 Provisao Contingencias Judiciais Saldos em 31 de dezembro de 2011 208.753 694 11.868 221.315 8.562 229.877 Juros/Atualizacao Financiamentos Ajuste a valor Presente Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras (Em milhares de Reais) Baixas do Imobilizados 3.239 1. Contexto operacional - Rio Jari SP Participações S.A. é uma sociedade anônima de capital fechado acumulada. A empresa optou por reavaliar os ativos imobilizados pelo custo atribuído (deemed cost). Os Impostos Diferidos (13.960) domiciliada no Brasil. O endereço registrado da Companhia é na Avenida Brigadeiro Faria Lima, n° 2.277, efeitos do custo atribuído aumentaram o ativo imobilizado tendo como contrapartida o patrimônio líquido, Resultado de Equivalência Patrimonial (79) 21.932 6º andar, sala 604, (parte), Torre B, Edifício Plaza Iguatemi, CEP 01452-000, em São Paulo, Estado de líquido dos efeitos fiscais. Embora a adoção do valor justo como custo atribuído e do conseqüente auVariação dos Clientes (7.803) São Paulo A Companhia tem por objetivo a Participação em outras sociedades civis ou comerciais, como mento na despesa de depreciação nos exercícios futuros a Empresa não alterará sua política de dividen(3.387) sócia, acionista ou quotista, podendo representar sociedades nacionais ou estrangeiras. Em 30 de agos- dos. O custo de um ativo imobilizado pode incluir reclassificações de outros resultados abrangentes Estoques (3.315) to de 2011, a Companhia adquiriu o controle acionário da Companhia Brinox Metalúrgica S.A. situada em qualificáveis de compra de ativo fixo em moeda estrangeira. Ganhos e perdas na alienação de um item Adiantamentos (870) Caxias do Sul-RS, Brasil. A investida tem por objetivo: a) a fabricação de utilidades domésticas, faquei- do imobilizado (apurados pela diferença entre os recursos advindos da alienação e o valor contábil do Fornecedores 235 ros, peças de cutelaria, panelas, tesouras, lixeiras, acessórios para banheiro, cubas, pias, lavatórios, imobilizado), são reconhecidas no resultado. ii.Custos subseqüentes - O custo de reposição de um com- Salários, Encargos e Provisões (3.438) móveis e artigos de decoração em aço inoxidável, latão, alumínio, alpaca, ferro, plástico, acrílico, madei- ponente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios Impostos e Contribuições Outros Ativos (1.837) ra, vidros e demais matérias primas disponíveis no mercado; b) comercialização dos produtos industria- econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Companhia e que o seu custo pode ser 512 lizados, bem como matérias primas destinadas à fabricação dos mesmos; c) beneficiamento, importação medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Outros Passivos e exportação dos produtos acima citados. 2. Base de preparação - a. Declaração de conformidade As Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorri- Recursos líquidos provenientes das (79) 2.029 presentes demonstrações financeiras incluem: As demonstrações financeiras consolidadas preparadas dos. iii.Depreciação - A depreciação é calculada sobre o valor depreciável. A depreciação é reconhecida atividades operacionais conforme as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accoun- no resultado baseando-se no método linear com relação às vidas úteis estimadas de cada item do imo- Fluxo de caixa utilizado nas atividades de investimentos ting Standards Board (IASB) e também de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR bilizado. As vidas úteis estimadas para o exercício corrente são aproximadamente as seguintes: (206.340) (205.078) 5 anos Em investimentos GAAP); As demonstrações financeiras individuas da controladora preparadas de acordo com o BR Computadores e softwares (2.264) 1 - 26 anos Imobilizado GAAP. As demonstrações contábeis individuais apresentam a avaliação dos investimentos em controla- Máquinas e equipamentos Impostos Diferidos Ágio (71.163) 10 anos das pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com a legislação brasileira vigente. Dessa forma, Móveis e utensílios Lucros Acumulados Agio 74.721 Moldes e Matrizes 1 13 anos essas demonstrações contábeis individuais não são consideradas como estando conforme as IFRSs, 10 anos Lucros Acumulados - Incorporacao que exigem a avaliação desses investimentos nas demonstrações separadas da controladora pelo seu Instalações Baixas ou Vendas Imobilizados 27 Veículos 6 8 anos valor justo ou pelo custo de aquisição. Contudo, não há diferença entre o patrimônio líquido e o resultado (14.199) consolidado apresentado pelo Grupo e o patrimônio líquido e resultado da companhia controladora em Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais são revistos a cada encerramento Valor Justo Imobilizado suas demonstrações financeiras individuais. Assim sendo, as demonstrações financeiras consolidadas de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como mudança de estimativas contábeis. Recursos líquidos provenientes das (206.340) (217.956) do Grupo e as demonstrações financeiras individuais da controladora estão sendo apresentadas lado-a- e.Estoques - São avaliados pelo custo médio de aquisição e de produção que não superam o valor de atividades de investimento lado em um único conjunto de demonstrações financeiras. A emissão das demonstrações financeiras mercado. Os estoques de produtos acabados e em elaboração incluem parte das despesas gerais de Fluxo de caixa proveniente das individuais e consolidadas foi autorizada pela Administração em 20 de junho de 2012. b. Base de men- fabricação alocadas com base nos níveis usuais de ociosidade. As provisões para estoques de baixa ro- atividades de financiamento 983 suração As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo de aquisição com exceção tatividade ou obsoletos são constituídas quando consideradas necessárias pela administração. f. Receita Captação de empréstimos e financiamentos (18.000) dos seguintes itens reconhecidos nos balanços patrimoniais: Os clientes são representados pelas faturas operacional - A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comer- Pagamento de dividendos e JCP Amortização Financiamentos (7.821) emitidas com base em valores nominais e adoção ao ajuste a valor presente. As contas a receber do cialização de produtos pelo regime de competência, considerando a transferência de riscos e benefí7.981 mercado externo estão atualizadas pelas taxas de câmbio vigentes na data do balanço; O ativo imobili- cios sobre a operação comercial. g. Receitas financeiras e despesas financeiras As receitas financeiras Ajuste de Avaliação Patrimonial 3.788 zado foi ajustado para refletir adoção do custo atribuído (deemed cost), conforme mencionado na nota abrangem receitas de juros sobre aplicação em Certificados de Depósitos Bancários e variações no valor Juros/Atualização Debentures 49 explicativa 5. c. Moeda funcional e moeda de apresentação Essas demonstrações financeiras são apre- justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio de resultado. As despesas financeiras Comissão Debêntures (6.809) sentadas em Real, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresen- abrangem despesas com juros sobre empréstimos e respectivos custos e variações no valor justo de Distribuição de Lucros 208.753 215.562 tadas em Real foram arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. h. Imposto de renda e contribuição Integralização ou Redução Capital Social d. Uso de estimativas e julgamentos contábeis críticos A preparação das demonstrações financeiras social O Imposto de Renda e a Contribuição Social do exercício corrente e diferido são calculados com Recursos líquidos (aplicados nas) 208.753 195.733 exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$ provenientes das atividades de financiamento Aumento (diminuição) no caixa e equivalentes 2.334 (20.194) contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem 240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido. Disponibilidades no início do exercício 26.410 divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda correntes e Disponibilidades no final do exercício 2.334 6.216 com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado. O imposto corrente 2.334 (20.194) e em quaisquer períodos futuros afetados. 3. Principais políticas contábeis As políticas contábeis é o imposto a pagar ou a receber esperado sobre o lucro ou prejuízo tributável do exercício, a taxas descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresen- de impostos decretadas ou substantivamente decretadas na data de apresentação das demonstrações Total 29.158 tados nessas demonstrações financeiras. a. Bases da consolidação - Controladas -As demonstrações financeiras. O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores 8.Impostos a recuperar financeiras de controladas são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas a partir da data em contábeis de ativos e passivos para fins contábeis e os correspondentes valores usados para fins de Curto Prazo que o controle, se inicia, até a data em que o controle, deixa de existir. As políticas contábeis de contro- tributação. O imposto diferido é mensurado pelas alíquotas que se espera serem aplicadas às diferenças Consolidado ladas estão alinhadas com as políticas adotadas pelo Grupo. Nas demonstrações financeiras individuais temporárias quando elas revertem, baseando-se nas leis que foram decretadas ou substantivamente 2011 da controladora as informações financeiras de controladas, são reconhecidas através do método de decretadas até a data de apresentação das demonstrações financeiras. Os ativos e passivos fiscais ICMS a recuperar 551 equivalência patrimonial. As demonstrações financeiras consolidadas apresentam os resultados da em- diferidos são compensados caso haja um direito legal de compensar passivos e ativos fiscais correntes, IPI a recuperar 2 presa Controladora e suas controladas, “Grupo”, como se constituíssem uma única entidade. As transfe- e eles se relacionam a impostos de renda lançados pela mesma autoridade tributária sobre a mesma PIS ativo permanente 20 rências entre as partes relacionadas e os saldos entre as empresas do grupo são, portanto, integralmen- entidade sujeita à tributação. Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferidos é reconhecido COFINS ativo permanente 92 te eliminados. As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com os por perdas fiscais, créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas quando é provável ICMS ativo permanente 74 princípios de consolidação da legislação societária brasileira, especialmente a NBC TG 36, compreen- que lucros futuros sujeitos à tributação estejam disponíveis e contra os quais serão utilizados. Ativos de Saldo negativo IRPJ 684 dendo informações da controladora e de suas controladas. b. Instrumentos financeiros não derivativos i. imposto de renda e contribuição social diferidos são revisados a cada data de relatório e serão reduzidos Saldo negativo CSLL 188 Ativos financeiros não derivativos A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis e depósitos na medida em que sua realização não seja mais provável. 4. Determinação do valor justo - Diversas Outros impostos 223 inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros são reconhecidos ini- políticas e divulgações contábeis da Companhia exigem a determinação do valor justo, tanto para os Total 1.834 cialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contra- ativos e passivos financeiros como para os não financeiros. Os valores justos têm sido apurados para Longo Prazo Consolidado tuais do instrumento. A Companhia baixa um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de propósitos de mensuração e/ou divulgação baseados nos métodos abaixo. i.Imobilizado - O valor justo 2011 caixa do ativo expiram, ou quando a Companhia transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa do imobilizado é o valor estimado para o qual um ativo poderia ser trocado na data de avaliação entre ICMS ativo permanente 96 contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação na qual essencialmente todos os riscos e bene- partes conhecedoras e interessadas em uma transação sob condições normais de mercado. O valor 96 fícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida justo dos itens do ativo imobilizado é baseado na abordagem de mercado e nas abordagens de custos Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS -O saldo é composto por créditos apupela Companhia nos ativos financeiros são reconhecidos como um ativo ou passivo individual. Os ativos através de preços de mercado cotados para itens semelhantes, quando disponíveis, e custo de reposição rados nas operações mercantis e de aquisição de bens do ativo imobilizado, utilizados em processos proou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, quando apropriado. ii.Estoques - O valor justo de estoques está baseado no custo de aquisição, descon- dutivos da Companhia. Pis e cofins O saldo é composto por valores de créditos originados da cobrança e somente quando, a Companhia tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de tado da taxa de juros decorrente do prazo de pagamento, quando relevante, e levando em consideração não cumulativa do PIS e da COFINS, apurados principalmente nas operações de aquisições de bens liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. Empréstimos e o prazo médio de permanência dos estoques. iii.Contas a Receber de Clientes O valor justo de contas do ativo imobilizado, utilizados em processos produtivos, que são compensados em parcelas mensais recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que a receber é estimado como o valor presente de fluxos de caixas futuros, descontado pela taxa de mer- sucessivas, conforme determinado pela legislação. Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI O não são cotados em mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido cado dos juros apurados na data de apresentação, quando relevante. iv.Fornecedores O valor justo de saldo compõe-se substancialmente de valores originados das operações mercantis. Imposto de Renda de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebí- fornecedores está amparado pelo custo de aquisição, descontado da taxa de juros decorrente do prazo e Contribuição Social – IRPJ e CSLL O saldo compõe-se substancialmente de valores originados das veis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer de pagamento, quando relevante. operações mercantis. Outros Impostos O saldo compõe-se de créditos oriundos de pagamentos em Controladora Consolidado duplicidade de impostos. perda por redução ao valor recuperável. Os empréstimos e recebíveis abrangem caixa e equivalentes de 5. Caixa e equivalente de caixa 2011 2011 9. Ativos e Passivos fiscais diferidos caixa e clientes e outros créditos. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem Consolidado 2.334 3.236 saldos de caixa e aplicações financeiras que estão registradas pelos seus valores de custo acrescidos Caixas e bancos 2011 2.981 IRPJ Diferido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, de acordo com as taxas pactuadas com instituições Aplicações financeiras 35 2.334 6.217 Contribuição Social Diferida financeiras e não superam o valor de mercado e são utilizadas na gestão das obrigações de curto prazo. 13 Passivos financeiros não derivativos - A Companhia reconhece títulos de dívida emitidos e passivos su- As aplicações financeiras são remuneradas de (100 a 105%) da taxa do CDI. IRPJ/CSLL Diferido (Lei 11.638) 363 Consolidado Contribuição Social Diferida bordinados inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros (incluindo 6.Contas a receber de clientes 18.837 2011 IRPJ Diferido passivos designados pelo valor justo registrado no resultado) são reconhecidos inicialmente na data de 52.326 38.574 Total negociação na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Clientes a receber - mercado interno 71.574 Clientes a receber exterior 683 Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada, cancelada ou 2011 (218) IRPJ Diferido vencida A Companhia classifica os passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos Provisão para créditos de liquidação duvidosa 4.331 (947) Contribuição Social Diferida financeiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quais- Ajuste a valor presente 2.858 38.092 Total quer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são 7.189 Consolidado O imposto de renda e a contribuição social diferidos são registrados para refletir os efeitos fiscais futuros atribuíveis medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. A Companhia tem os seguintes 7.Estoques 2011 às diferenças temporárias. Os principais saldos de Contribuição Social e Imposto de renda diferidos (R$ 18.837 e passivos financeiros não derivativos: empréstimos e financiamentos, fornecedores e outras contas a 9.113 R$ 52.326) são originários do efeito da incorporação da empresa anteriormente controladora Celle Participapagar. A Companhia avaliou o efeito de ajuste a valor presente (AVP) sobre saldos de passivos e não Produtos acabados 6.697 ções Ltda. por esta Companhia, tendo como fundamento o ágio por expectativa de rentabilidade futura gerado identificou valores materiais a serem ajustados. c.Moeda estrangeira - Transações em moeda estrangei- Produtos em elaboração 13.780 na aquisição da Brinox pela Celle. Os valores do imposto de renda e contribuição social diferidos resultam da ra Transações em moeda estrangeira são convertidas para a respectiva moeda funcional da Companhia Matérias-primas 98 aplicação dos conceitos da Interpretação ICPC 09 no momento da incorporação reversa de Celle Participapelas taxas de câmbio nas datas das transações. As diferenças de moedas estrangeiras resultantes na Material de uso e consumo (125) ções Ltda. A amortização do ágio para fins fiscais será efetuada em 84 meses, com base em laudo de especonversão são reconhecidas no resultado. d.Imobilizado i.Reconhecimento e mensuração. Itens do imo- Ajuste a valor presente (405) cialista que suporta os fundamentos do ágio. O valor contábil do ativo fiscal diferido é revisado mensalmente. bilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação Provisão para perdas 10.Ativo imobilizado Consolidado Custo Terrenos Prédios Instalações Maquinas e Equipamentos Moldes e Matrizes Móveis e Utensilios Computadores e Periféricos Veiculos Imobilizado em andamento Total 1° de janeiro de 2010 1.601 10.110 6.369 31.408 15.830 1.154 603 229 66 67.370 Adições 44 1.482 763 74 77 38 73 2.551 Alienações (92) (5) (26) (123) Baixas (68) (189) (1) (45) (303) 31 de dezembro de 2010 1.601 10.110 6.413 32.730 16.404 1.227 630 241 139 69.495 Adições 1.077 850 614 176 132 253 3.102 Alienações (17) (5) (22) Bens cindidos (1.601) (10.110) (6.413) (27) (4) (26) (18.181) 31 de dezembro de 2011 1.077 33.580 16.991 1.382 731 241 392 54.394 Terrenos Prédios Instalações Maquinas e Equipamentos Moldes e Matrizes Móveis e Utensilios Computadores e Periféricos Veiculos Imobilizado em andamento Total Depreciação 1° de janeiro de 2010 (1.078) (1.669) (9.641) (6.386) (520) (493) (96) (19.883) Depreciações no período (404) (640) (1.262) (1.716) (105) (102) (17) (4.246) Alienações 87 5 24 116 Baixas 17 170 1 49 237 31 de dezembro de 2010 (1.482) (2.309) (10.799) (7.932) (624) (541) (89) (23.776) Depreciações no período (101) (187) (1.271) (1.717) (102) (98) (24) (3.500) Alienações 11 3 14 Bens cindidos 1.583 2.470 22 27 4.102 31 de dezembro de 2011 (26) (12.070) (9.627) (715) (609) (113) (23.160) Valor contábil 01 de janeiro de 2010 1.601 9.032 4.700 21.767 9.444 634 110 133 66 47.487 31 de dezembro de 2010 1.601 8.629 4.104 21.931 8.472 603 90 152 139 45.718 31 de dezembro de 2011 1.051 21.510 7.364 667 122 128 392 31.234 Controladora Nota

Consolidado 2011

11.Investimentos Informações sobre a empresa Brinox Ações 54.230 Patrimônio Líquido em 31/12/2011 77.834 Informações sobre o investimento Número de ações possuídas 48.265 Percentual de participação 89% Saldos em 31 de dezembro de 2010 Adições 55.312 Ágio na aquisição 151.029 Equivalência patrimonial 13.960 Saldos em 31 de dezembro de 2011 69.272 12.Intangíveis Consolidado- R$ 151.029 refere-se ao valor do ágio pago na aquisição da Brinox S.A.; e R$ 501 refere-se a softwares e outros. 13.Fornecedores Consolidado 2011 Fornecedores 1.149 Ajuste a valor Presente (6) 1.143 14.Empréstimos e financiamentos Descrição BNDES TJLP + 3,15 a 3,65% a.a. FINAME FUNDOPEM 0- BNDES Banco Itaú – Debêntures (nota 18) Passivo circulante Passivo não circulante Vencimentos do não circulante 2013 2014 2015 2016 2017 2018 a 2022

Encargos 5.532 4.5% a.a. IPCA + 3% a.a. CDI + 2,85% a.a.

Consolidado 2011 657 3.484 80.000 89.673 11.552 78.121

18.440 16.309 16.485 16.587 8.578 1.722 78.121 Em garantias dos financiamentos do BNDES e FINAME foram dados os bens objeto dos contratos, para as debêntures avais dos acionistas. 15.Provisão para contingências - Os assessores jurídicos da Companhia descrevem em três grupos a probabilidade de ocorrência de perdas sobre os processos nos quais a Companhia figura como ré: a) perdas possíveis; b) perdas prováveis e c) perda remota. Tal classificação foi efetuada com base nas jurisprudências existentes sobre as questões discutidas e nas instâncias em que se encontram as discussões. Para os montantes considerados como perdas prováveis, foram constituídas provisões para contingências em 31 de dezembro conforme demonstrado a seguir : Consolidado Natureza 2011 Trabalhista 141 16.Despesas de impostos correntes Consolidado IRPJ CSLL Resultado antes dos impostos 22.152 22.152 Exclusões líquidas (10.835) (10.835) Base de cálculo 11.317 11.317 Alíquota (15% IRPJ e 9% CSLL) 1.698 1.019 Adicional IR de 10% 1.107 Total 2.805 1.0193.82417.Cobertura de seguros - A Companhia adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações financeiras, conseqüentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 18.Debêntures A Investida (Brinox) celebrou instrumento particular de escritura pública para a emissão de debêntures em 30 de junho de 2011, no valor nominal de R$ 80.000. A emissão ocorreu em série única, correspondendo a 80 (oitenta) debêntures. O vencimento das debêntures ocorrerá ao término do prazo de 6 (seis) anos contados da data de emissão, vencendo-se, portanto, em junho de 2017, ressalvados os eventos de vencimento antecipado, sendo: atraso de pagamentos; falência; morte, insolvência, interdição ou decretação de falência dos avalistas; em caso de proposta de plano de recuperação judicial e extrajudicial; vencimento antecipado de qualquer outro contrato firmado pela Companhia com o Credor; mudança ou alteração do objeto social da Companhia; alteração de composição de capital ou alteração de controle. O valor nominal unitário das Debêntures será amortizado em (10) parcelas semestrais a partir do 18º (décimo oitavo) mês contado da data de emissão, inclusive, devidas sempre no 30º (trigésimo) dia do referido ou no primeiro dia útil subsequente caso o mesmo não seja dia útil, ocorrendo o primeiro pagamento em 30 de dezembro de 2012. As Debêntures fazem jus a juros correspondentes à variação acumulada de 100% (cem por cento) da CDI, acrescida de taxa de 2,85% (dois inteiros e oitenta e cinco centésimos por cento) ao ano. Em 29 de dezembro de 2011 a Investida realizou o primeiro pagamento referente à remuneração dos juros no montante de R$ 5.815 mil. 19.Patrimônio líquido a.Capital social O capital social é de 208.753.445, divididos em 208.753.445 ações ordinárias todas nominativas e sem valor nominal. b.Reservas- Reserva de investimentos e capital de giro Constituída conforme o artigo 22, parágrafo primeiro do Estatuto Social. O saldo remanescente do lucro líquido do exercício, após as deduções ou

acréscimos por constituição da reserva legal e distribuição de dividendos terá a destinação que lhe for dada pela Assembléia Geral. Reserva legal É constituída à razão de 5% do lucro líquido apurado em cada exercício social nos termos do art. 193 da Lei nº 6.404/76, até o limite de 20% do capital social. c.Dividendos - Aos acionistas é assegurado o pagamento de dividendo mínimo obrigatório de 10% do lucro líquido ajustado do exercício, de acordo com o estatuto da Companhia. Receita líquida Consolidado 2011 Receita de produtos mercado externo 1.568 Receita de produtos mercado interno 103.953 Ajuste receita lei 11.638 (1.760) Impostos sobre vendas (31.819) Devoluções e abatimentos (1.275) 70.667 21.Resultado financeiro Consolidado 2011 70 Juros sobre a cobrança de clientes J uros sobre cobrança de aplicação 687 Descontos obtidos 100 Variações cambiais ativas 357 Ajuste a valor presente de clientes 1.502 Receitas 2.716 Descontos concedidos (668) Serviços e taxas bancárias (104) Juros sobre empréstimos e financiamentos (4.291) Variações cambiais passivas (114) Ajuste a valor presente de fornecedores (108) Despesas (5.285) Total (2.569) 22.Lucro por ação Básico - O lucro básico por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos acionistas da sociedade, pela quantidade média ponderada de ações ordinárias e preferenciais emitidas durante o exercício, excluindo as ações ordinárias compradas pela sociedade e mantidas como ações em tesouraria. 2011 Lucro atribuível aos acionistas 13.881 Quantidade de ações emitidas (em milhares) 208.753 Lucro por ação 0,07 23.Remuneração da administração - Não ocorreu remuneração ao pessoal-chave da administração, que contempla a Direção e o Conselho de Administração da Companhia em 2011. 24. Gerenciamento de risco financeiro A Companhia apresenta exposição aos seguintes riscos advindos do uso de instrumentos financeiros: Risco de crédito; Risco de liquidez; Risco de mercado; Risco operacional; Risco de estrutura de capital (ou risco financeiro). Essa nota explicativa apresenta informações sobre a exposição da Companhia a cada um dos riscos supramencionados, os objetivos da Companhia, políticas e processos para a mensuração e gerenciamento de risco, e o gerenciamento de capital da Companhia. Divulgações quantitativas adicionais são incluídas ao longo dessas demonstrações financeiras. Estrutura do gerenciamento de risco A Administração tem responsabilidade global pelo estabelecimento e supervisão da estrutura de gerenciamento de risco da Companhia. As políticas de gerenciamento de risco da Companhia são estabelecidas para identificar e analisar os riscos enfrentados pela Companhia, para definir limites e controles de riscos apropriados, e para monitorar riscos e aderência aos limites. As políticas e sistemas de gerenciamento de riscos são revisados freqüentemente para refletir mudanças nas condições de mercado e nas atividades da Companhia. A Companhia, através de suas normas e procedimentos de treinamento e gerenciamento, objetiva desenvolver um ambiente de controle disciplinado e construtivo, no qual todos os empregados entendem os seus papéis e obrigações. Risco de crédito Risco de crédito é o risco de prejuízo financeiro da Companhia caso um cliente ou contraparte em um instrumento financeiro falhe em cumprir com suas obrigações contratuais, que surgem principalmente dos recebíveis de clientes e de outros créditos. Contas a receber de clientes e outros créditos A exposição da Companhia ao risco de crédito é influenciada, principalmente, pelas características individuais de cada cliente. Entretanto, a Administração também considera a demografia da base de clientes, incluindo o risco de crédito da indústria e país onde os clientes operam, uma vez que estes fatores podem ter influência no risco de crédito. Geograficamente não há concentração de risco de crédito. A Companhia estabeleceu uma política de crédito sob a qual todo cliente tem sua capacidade de crédito analisada individualmente. Esta análise é efetuada primeiramente pelo analista de crédito, que avalia a capacidade de pagamento e pontualidade, histórico de compra junto à Companhia e a avaliação cadastral, referências bancárias e comerciais. As aprovações de créditos são realizadas conforme tabela de alçadas fixadas em políticas. Risco de liquidez Risco de liquidez é o risco da Companhia irá encontrar dificuldades em cumprir com as obrigações associadas com seus passivos financeiros que são liquidados com pagamentos à vista ou com outro ativo financeiro. A abordagem da Companhia na administração de liquidez é de garantir, o máximo possível, que sempre tenha liquidez suficiente para cumprir com suas obrigações ao vencerem, sob condições normais e de estresse, sem causar perdas inaceitáveis ou com risco de prejudicar a reputação da Companhia. A Companhia constantemente monitora suas exigências de fluxo de caixa operacional e otimização de seu retorno de caixa sobre investimentos. A Companhia garante que possui saldo suficiente para superar sua necessidade de capital de giro operacional, incluindo o cumprimento de obrigações financeiras; isto exclui o impacto potencial de circunstâncias extremas que não podem ser razoavelmente previstas, como desastres naturais. Risco de mercado Risco de mercado é o risco que alterações nos preços de mercado, tais como as taxas de câmbio e taxas de juros, impactem nos ganhos da Companhia ou no valor de suas participações em instrumentos financeiros. O objetivo do gerenciamento de risco de mercado é gerenciar e controlar as exposições aos riscos, dentro de parâmetros aceitáveis, e ao mesmo tempo otimizar o retorno. Risco de taxa de juros - Os resultados da Companhia estão suscetíveis a variações das taxas de juros incidentes sobre aplicações financeiras e empréstimos e financiamentos com taxas de juros variáveis, principalmente CDI e TJLP Risco de preço das mercadorias vendidas ou produzidas ou dos insumos adquiridos. Decorre da possibilidade de oscilação dos preços de mercado dos produtos comercializados ou produzidos pela Companhia e dos demais insumos utilizados no processo

de produção. Essas oscilações de preços podem provocar alterações substanciais nas receitas e nos custos da Companhia. Para mitigar esses riscos, a Companhia monitora permanentemente os mercados locais e internacionais, buscando antecipar-se a movimentos de preços. Risco operacional - Risco operacional é o risco de prejuízos diretos ou indiretos decorrentes de uma variedade de causas associadas a processos, pessoal, tecnologia e infra estrutura da Companhia e de fatores externos, exceto riscos de crédito, mercado e liquidez, como aqueles decorrentes de exigências legais e regulatórias e de padrões geralmente aceitos de comportamento empresarial. Riscos operacionais surgem de todas as operações da Companhia. O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional, visando evitar a ocorrência de prejuízos financeiros e danos à sua reputação, e buscar eficácia de custos e evitar procedimentos de controle que restrinjam iniciativa e criatividade. A principal responsabilidade para o desenvolvimento e implementação de controles para tratar riscos operacionais é atribuída à alta Administração. A responsabilidade é apoiada pelo desenvolvimento de padrões gerais da Companhia para a administração de riscos operacionais nas seguintes áreas: Exigências para segregação adequada de funções, incluindo a autorização independente de operações; Exigências para a reconciliação e monitoramento de operações; Cumprimento com exigências regulatórias e legais; Documentação de controles e procedimentos; Exigências para a avaliação periódica de riscos operacionais enfrentados e a adequação de controles e procedimentos para tratar dos riscos identificados; Exigências de reportar prejuízos operacionais e as ações corretivas propostas; Desenvolvimento de planos de contingência; Treinamento e desenvolvimento profissional; Código de ética e conduta; Padrões éticos e comerciais; e Mitigação de risco, incluindo seguro quando eficaz. Risco de estrutura de capital (ou risco financeiro) Decorre da escolha entre capital próprio (aportes de capital e retenção de lucros) e capital de terceiros que a Companhia realiza para financiar suas operações. Para mitigar os riscos de liquidez e a otimização do custo médio ponderado do capital, a Companhia monitora permanentemente os níveis de endividamento ligados a passivos originados em suas operações de acordo com os padrões de mercado. Controladora Consolidado 2011 2011 Total do passivo 1.319 105.780 Caixa e equivalentes de caixa (3.883) (6.216) Dívida líquida (A) (2.564) 98.245 Total do patrimônio líquido (B) 221.315 221.315 Relação dívida líquida sobre patrimônio líquido em 31/12/2011 e 31/12/ 2010 (A/B) (0,01%) 0,44% Classificação dos instrumentos financeiros - Brinox Metalúrgica S.A. A classificação dos instrumentos financeiros está apresentada no quadro a seguir, e de acordo com a avaliação da Administração, não existem instrumentos financeiros classificados em outras categorias além das informadas: Dez/2011 Valor Justo Através do Custo Ativos Nota Resultado Amortizado Total Caixa e equivalentes de caixa 6 3.883 3.883 Contas a receber clientes 7 38.092 38.092 Passivos Empréstimos e financiamentos 14 89.673 89.673 Fornecedores 13 1.143 1.143 Total 3.883 128.908 132.791 Riscos de crédito - Exposição a riscos de crédito - O valor contábil dos ativos financeiros representam a exposição máxima do crédito. A exposição máxima do risco do crédito na data das demonstrações financeiras foi: Controladora Consolidado Nota 2011 2011 Caixa e equivalentes de caixa 6 3.883 6.219 Contas a receber de clientes 7 38.092 38.092 Total 41.975 44.311 Em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010, a posição das contas a receber vencidas e a vencer é a seguinte: Consolidado 2011 Valores vencidos: Até 30 dias 996 31 a 60 dias 40 61 a 90 dias 20 91 a 180 dias 64 Mais de 181 dias 217 1.337 A vencer até 180 dias 37.920 39.257 Provisão para créditos de liquidação duvidosa (217) Ajuste a valor presente (947) Total líquido 38.092 Risco de liquidez - Consolidado - A seguir, estão as maturidades contratuais de passivos financeiros, incluindo pagamentos de juros estimados: Continua >>


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16 -.ECONOMIA/LEGAIS

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras (Em milhares de Reais)

>> Continuação

31 de dezembro de 2011 Passivos financeiros não derivativos Empréstimos e financiamentos Fornecedores

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Valor Contabil

6 meses ou menos

6-12 meses

1-2 anos

2-5 anos

Mais que 5 anos

89.673 1.143 90.816

5.776 1.143 17.336

5.776 5.776

18.440 18.440

58.508 58.508

1.173 1.173

: Análise de sensibilidade de valor justo para instrumento de taxa variável - Para os saldos de aplicações logia acima, apresentados apenas para fins de demons tração, são como segue: Consolidado financeiras mantido em caixa, equivalentes de caixa, sujeitos a variação de taxa da CDI, a administração Controladora 2011 2011 considerou o cenário provável a taxa da CDI na data de 31 de dezembro de 2011 sobre o % de variação de CDI médio ponderado a partir das características das aplicações mantidas pela Companhia (nota Valor Valor Valor Valor explicativa 6) de 100% da CDI. O cenário I considera a desvalorização de 25% desta taxa e o cenário II contábil justo contábil justo considera desvalorização de 50%. Ativos financeiros: Receita Anual Caixa e equivalentes de caixa 2.334 2.334 6.217 6.217 Sobre Indice Taxa Aumento Aumento Total 2.334 2.334 6.217 6.217 31/12/2011 provavel de 25% de 50% Passivos financeiros: Ativos financeiros sujeitos a Empréstimos e financiamentos 89.673 89.673 variação CDI: R$ 2.981 (principal) 10,88% 10,88% 8,16% 5,44% Total 89.673 89.673 Projeção anual sobre ativo financeiro 324 324 243 162 Na avaliação do valor justo dos instrumentos financeiros, foram consideradas as seguintes premissas pela Variação (81) (162) Administração da Companhia: Caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras - as aplicações Análise de sensibilidade de valor justo para instrumento de taxa fixa - Para os saldos de empréstimos e financeiras possuem liquidez diária com recompra considerando remuneração prevista na curva de rendifinanciamento sujeitos a variação de taxa da CDI, a administração considerou o cenário provável a taxa da CDI na data de 31 de dezembro de 2010. O cenário I considera o aumento de 25% desta taxa e o mento do instrumento e, desta forma, seu valor contábil reflete seu valor justo. Empréstimos e financiamentos - O valor justo dos empréstimos e financiamentos, que é determinado para fins de divulgação, é cenário II considera o aumento de 50%. calculado baseando-se no valor presente do principal e fluxos de caixa futuros, descontados pela taxa de Despesa Anual Sobre Indice Taxa Aumento Aumento mercado dos juros apurados na data de apresentação das demonstrações contábeis. As taxas de juros, 31/12/2011 provavel de 25% de 50% utilizadas para descontar fluxos de caixa estimados, quando aplicável, considera a taxa pré obtida através da BM&F Bovespa na data mais próxima a data da liquidação estimada do fluxo de caixa contratual. 25. Passivos financeiros sujeitos a variação CDI R$ 89.673 (principal) 10,88% 10,88% 13,60% 16,32% Eventos subseqüentes A Investida Brinox Metalúrgica S.A., em 15 de fevereiro de 2012, adquiriu 100% das quotas do capital social da empresa Coza Utilidades Plásticas Ltda., sediada na cidade de Caxias do Projeção anual sobre passivo financeiro (9.756) (9.756) (12.196) (14.635) Sul - RS. A transação foi concretizada no valor de R$ 35 milhões, pagos R$ 30 milhões na data do Variação (2.440) (4.879) fechamento do negócio e o saldo remanescente, no montante de R$ 5 milhões, será pago após 5 anos Valor justo - Os valores justos dos instrumentos financeiros “não derivativos” obtidos através da metodo- da data do fechamento do negócio. Relatório dos Auditores Independentes Sobre as Demonstrações Financeiras Aos Administradores e Acionistas da Rio Jari SP Participações S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Rio Jari SP Participações S.A. (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Rio Jari SP Participações S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas Em nossa opinião as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Rio Jari SP Participações S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Porto Alegre, 31 de julho de 2012 KPMG Auditores Independentes - CRC 2SP014428/F-7-RS ; Cristiano Jardim Seguecio - Contador CRC 1SP244525/O-9-T-RS

Risco cambial – Consolidado - Exposição a moeda estrangeira - A exposição da Companhia ao risco de moeda estrangeira – dólar norte-americano - foi a seguinte - base em valores nominais. Itens 2011 Clientes a receber – exterior (R$ mil) 683 Valor equivalente em US$ mil 374 As seguintes taxas de câmbio foram aplicadas durante o ano: Taxa à vista nas data das Taxa demonstrações média financeiras Reais 2011 2011 USD 1,6746 1,8758 Análise de sensibilidade para exposição à moeda estrangeira - A administração estima que, caso o dólar se desvalorize perante o Real em 10%, o total do ativo líquido em dólar norte-americano sofreria uma diminuição irrelevante considerando a posição em aberto em 31 de dezembro de 2011. Instrumentos financeiros derivativos A Companhia contratou instrumentos financeiros derivativos na modalidade de swap para proteger parte dos riscos de variação cambial de exportações. O efeito de destes contratos resultaram em uma perda de R$ 125, registrados no resultado. Risco de taxa de juros - Perfil-Brinox Metalúrgica S.A. Na data das demonstrações financeiras, o perfil dos instrumentos financeiros remunerados por juros da Companhia era: Valor contábil 2011 Instrumentos de taxa fixa Passivos financeiros (89.673) Instrumentos de taxa variável Ativos financeiros 2.981

e

1 milhão de smartphones são adicionados às redes móveis todos os dias, aproximadamente o dobro do número de bebês nascidos diariamente.

conomia Rick Wilking/Reuters

Las Vegas na era dos smartphones Steve Ballmer, o CEO da Microsoft (à esq.), e Paul Jacobs, da Qualcomm: encontro no palco de abertura da Consumer Eletronics Show, nos EUA.

Feira de tecnologia aponta a tendência do consumo

O

presidente-executivo da Qualcomm, Paul Jacobs, apresentou na noite da segunda-feira, em Las Vegas nos Estados Unidos, uma nova versão de chips para smartphones com a ajuda de convidados que foram de Steve Ballmer e Maroon 5 ao Garibaldo, de Vila Sésamo, durante discurso de abertura da maior feira de tecnologia de consumo do mundo. Jacobs abriu a Consumer Eletronics Show com o tema "Born Mobile", dizendo que cerca de 1 milhão de smartphones são adicionados às redes móveis todos os dias, aproximadamente o dobro do número de bebês nascidos diariamente. A CES, que atrai milhares de expositores e deve receber mais de 150 mil visitantes, é usada anualmente pela indús-

tria para lançar produtos que vão de celulares a televisores gigantes. No discurso, que é historicamente reservado à Microsoft, Jacobs transmitiu um clipe de um filme inédito usando o novo chip de sua empresa, o Snapdragon 800. A Qualcomm é a maior fabricante de chips para celulares do mundo. O executivo afirmou que o Snapdragon 800, que estará disponível no segundo semestre, será compatível com videogames para dispositivos portáteis, sendo capaz de processar um nível maior de detalhes que os celulares mais potentes disponíveis atualmente. "Isso é videogame de qualidade para consoles em um aparelho portátil", disse Jacobs. O chip também será compatível com vídeo de ultra-alta

Steve Marcus/Reuters

definição, que possui resolução cerca de quatro vezes maior que uma televisão de alta definição. Palco – O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, disse no ano passado que a CES 2012 seria a última vez que a empresa abriria o evento, já que a data da feira não coincide mais com o cronograma de lançamento de produtos da companhia. Mas Ballmer juntou-se a Jacobs no palco durante parte da apresen-

tação, promovendo celulares baseados no sistema operacional Windows 8. Outros convidados durante a palestra incluíram o cineasta Guillermo del Toro, que mostrou um clipe de seu novo filme, e o personagem Garibaldo, do programa de televisão Vila Sésamo, que exibiu um aplicativo para crianças chamado "Big Bird's Words". A banda de rock Maroon 5 encerrou o evento tocando vários sucessos. (Reuters)

Objetivo: ser a maior do mundo.

A

e Electrolux. "Estou confiante de que a Samsung vai se tornar a maior fabricante mundial de eletrodomésticos até 2015, com US$ 18 bilhões em vendas, porque estabelecemos um sistema muito bem-estruturado para os principais produtos e estamos avançando passo a

passo na direção desse objetivo, começando pelos refrigeradores", disse o presidente da divisão, Yoon Boo-keun, em entrevista durante a C o ns umer Electronics Show, em Las Vegas. Os analistas estimam que a Samsung Electronics tenha faturado 13 trilhões de won

Divulgação

Samsung Electronics anunciou que está a caminho de cumprir a meta de se tornar até 2015 a maior fabricante mundial de eletrodomésticos, com crescimento de vendas da ordem de 50% quando esse momento chegar. A Samsung Electronics, que fabrica mais chips, telas planas, celulares e televisores do que qualquer de seus concorrentes e tem entre seus produtos o smartphone mais vendido do planeta, quer reforçar suas operações de eletrodomésticos e reduzir a distância que a separa de companhias como a Whirlpool

ÁRVORE DO FUTURO – Uma das atrações em Las Vegas no estande da Intel é a Árvore Interativa feita com 176 Ultrabooks e que mede quase 6 metros de altura. Os visitantes da feira podem enviar flores, que criam nas telas, para a sua copa ao tocar os dispositivos. A empresa espera ter mais de 50 mil toques ao longo do evento, que devem formar 200 mil flores.

(US$ 12 bilhões) no ano passado com os eletrodomésticos, parte da divisão de bens eletrônicos de consumo da empresa. A Samsung Electronics deve abandonar as linhas de produtos que oferecem baixos lucros e reforçar as pesquisas sobre o gosto dos consumidores em diferentes mercados, afirmou Yoon. Lucros – "É um mercado que pode garantir um fluxo de caixa firme com pouca flutuação de receita, quando você tem um bom sistema em funcionamento", disse Yoon. "Existe grande potencial de que esse se torne o próximo propulsor de lucros da Samsung". Yoon, que até 2011 comandava as operações de televisores da Samsung, um ano atrás foi transferido ao comando das operações de eletrodomésticos, que oferecem baixa margem de lucro, com a missão de reproduzir lá o sucesso conquistado nos televisores. Conhecido como "Mr. TV", ele desempenhou papel central em derrubar o Japão de suas mais de três décadas de liderança na produção mundial de televisores, em 2006. "Vemos muitas oportunidades nos eletrodomésticos, mas não promovemos o devido crescimento do segmento. Ou seja, para resumir: ele não recebeu o tratamento devido", disse Yoon depois de mostrar um novo refrigerador com quatro portas e dotado de conexão com a internet, no estande na CES. (Reuters)

Huawei aposta em maiores e melhores telas

A

chinesa Huawei acordo com a Huawei. Technologies O maior smartphone aumentou o lançado pela Samsung até tamanho e melhorou a o momento, o Galaxy Note resolução das telas de II, tem tela de 5,5 seus celulares polegadas. inteligentes, exibindo na Eletrônicos – Richard Yu, véspera da Consumer que comanda a divisão de Electronics Show (CES), em bens eletrônicos de Las Vegas, dois novos consumo da Huawei, disse aparelhos cujo que a empresa objetivo é espera que desafiar rivais seus novos de porte muito smartphones Nossa ideia maior, como ofereçam é ter um Samsung e alternativa a Apple. pessoas que aparelho só A fabricante precisam para tudo de celulares, carregar isso. que está se laptops, RICHARD YU, esforçando tablets, DA DIVISÃO DE para expandir smartphones e BENS ELETRÔNICOS sua marca fora câmeras ao de seu mesmo tempo. mercado de "Nossa ideia origem, mostrou o Ascend é ter um aparelho só para D2 e o Ascend Mate na tudo isso", ele disse. CES. A empresa anunciou A Huawei espera que o Ascend D2 terá tela começar a vender ao de alta definição com 443 Ascend D2 na China em pixels por polegada (ppi), janeiro e no Japão e em comparada aos pouco outros países após isso. mais de 300 ppi dos mais O Ascend Mate começa a avançados modelos das ser vendido na China em Samsung e Apple. fevereiro e no restante dos O Ascend Mate tem tela mundo no decorrer do ano. de 6,1 polegadas, a maior A empresa não divulgou entre smartphones no os preços dos dois mundo atualmente, de produtos. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

ECONOMIA/LEGAIS - 17

Southern Cross Investimentos S.A. CNPJ/MF nº 11.074.641/0001-07 Demonstraçoes Financeiras

Balanços Patrimoniais 31/12/2011 e de 2010 (Em milhares de Reais) Passivo Circulante Empréstimos e financiamentos Fornecedores Obrigações trabalhistas Obrigações tributárias Partes relacionadas Contas a pagar Outros passivos Total do passivo circulante Não circulante Empréstimos e financiamentos Provisão para demandas judiciais Total do passivo não circulante Patrimônio líquido Capital social Prejuízos acumulados Outros resultados abrangentes

Notas 9 10 11 12

Controladora 31/12/11 31/12/10 -

Consolidado 31/12/11 31/12/10 14.009 7.215 3.975 3.447 2.164 368 640 4.051 227 1.209 961 26.227 12.039

9 13

-

-

2.467 451 2.918

51 51

14 a

173.285 (11.487) 73 161.871 161.871 161.871

165.473 (7.823) 157.650 157.650 157.650

173.285 (11.487) 73 161.871 18.772 180.643 209.788

165.473 (7.823) 157.650 17.430 175.080 187.170

Participação do acionista não controlador Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido

Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes

Notas 3 4

Estoques Impostos e contribuições sociais a compensar Adiantamentos a fornecedores Outras ativos Total do ativo circulante Não circulante Imposto de renda e contribuição social diferidos Partes relacionadas Depósitos judiciais Investimentos Imobilizado Intangível Total do ativo não circulante Total do ativo

Controladora 31/12/11 31/12/10 261 63 -

Consolidado 31/12/11 31/12/10 3.708 1.930 18.841 14.256

5

261

63

12.036 682 1.336 229 36.832

6.582 771 340 23.879

18 12

-

-

50.839 1.250 129

44.142 1.000 129

6 7 8

161.610 161.610 161.871

157.587 157.587 157.650

62 12.401 108.275 172.956 209.788

10.482 107.538 163.291 187.170

Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2011 e período de 11 de Março a 31 de Dezembro de 2010 (Em milhares de Reais)

Aporte inicial de capital em 11 de março de 2010 Saldo inicial do acionista não controlador Participação do não controlador na constituição de reserva especial de ágio na controlada Prejuízo do exercício Em 31 de dezembro de 2010 Aumento de capital Participação de não controlador no aumento de capital na controlada Prejuízo do exercício Ajuste na conversão de balanço Em 31 de dezembro de 2011

Notas 14.a

14 a

Patrimônio líquido atribuído ao acionista Participação do acionista controlado não controlador 165.473 8.337

Capital social 165.473 -

Prejuízos acumulados -

Outros resultados abrangentes -

165.473 7.812

(7.823) (7.823) -

-

(7.823) 157.650 7.812

11.643 (2.550) 17.430 -

11.643 (10.373) 175.080 7.812

173.285

(3.664) (11.487)

73 73

(3.664) 73 161.871

2.500 (1.182) 24 18.772

2.500 (4.846) 97 180.643

Patrimônio líquido total 165.473 8.337

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 (Em milhares de Reais, Exceto quando de outra forma indicado) Contexto operacional - A Southern Cross Investimentos S.A. (“Southern Cross”, “Companhia” ou, em conjunto com sua controlada, “Grupo”) é uma sociedade por ações, de capital fechado, que tem como objetivo principal a participação em outras empresas, que não pertençam ao segmento de instituições financeiras. A Southern Cross iniciou suas atividades em 11 de março de 2010. A sede da Companhia está localizada à Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 2277 - 6º andar - sala 604, Cidade de São Paulo - SP. 1.1. Companhia controlada Em 31 de dezembro de 2011, o investimento da Southern Cross era representado, exclusivamente, pela participação societária de 75% na Sistema Nacional de Implantes S.A. (“SIN”), companhia de capital fechado, que possui como principais atividades a industrialização, comercialização, importação, exportação e representação comercial de produtos voltados à aplicação nas áreas médico-odontológica, cirurgico-odontológica, protético-dentária, de laboratórios, implantes e outras, envolvendo mecânica fina e farmacêutica. Em 2011, como parte do plano de expansão de suas operações no mercado internacional, a SIN instalou-se no México, Espanha, Portugal e Chile, por meio das subsidiárias integrais Latandemt, S de R.L. de C.V., Sistemas de Implantes Espanã, S.L.U, Over-VER - Unipessoal, LDA, SIN - Sistema de Implantes Nacionales SPA, respectivamente. Ao fim daquele exercício, porém, a unidades encontravam em fase pré-operacional ou no início de suas operações comerciais. 1.2. Demonstrações financeiras do exercício anterior Em razão do início das operações da Companhia ter ocorrido em 11 de março de 2010, as demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, referentes àquele exercício, contemplam nove meses e 20 dias e, portanto, não podem ser comparadas com os mesmos relatórios para exercício findo em 31 de dezembro de 2011, que contém 12 meses completos. 2. Apresentação das demonstrações financeiras e principais práticas adotadas - A diretoria autorizou a apresentação das demonstrações financeiras em 27 de agosto de 2012. 2.1. Base de apresentação - As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais levam em consideração as disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações - Lei nº 6.404/76, alteradas pelas Leis nº 11.638/07 e 11.941/09, nos pronunciamentos, nas orientações e nas interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), homologados pelos órgãos reguladores. Como não existe diferença entre o patrimônio líquido e o resultado consolidado atribuíveis aos acionistas controladores, constantes nas demonstrações consolidadas, o patrimônio líquido e o resultado do controlador, constantes nas demonstrações financeiras individuais, a Companhia optou por apresentar essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas em um único conjunto, lado a lado. As demonstrações financeiras, individuais e consolidadas, foram elaboradas com base no custo histórico, exceto quando informado de outra forma, conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. As demonstrações financeiras da con troladora e de cada uma de suas controladas, incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas, são apresentadas em milhares de Reais, a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua. 2.2. Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas - Julgamento. A elaboração das demonstrações financeiras, individuais e consolidadas, exige que a Administração faça julgamentos e estimativas e adote premissas que afetam valores apresentados de receitas, despesas, ativos e passivos, bem como a divulgação de passivos contingentes, na data-base das demonstrações financeiras. Entretanto, as incertezas relativas a essas premissas e estimativas podem levar a resultados que necessitem ajustes significativos aos saldos contábeis dos ativo ou passivo, afetando períodos futuros. - 2.2. Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas--Continuação - Estimativas contábeis - As estimativas contábeis envolvidas na preparação das demonstrações financeiras, individuais e consolidadas, foram baseadas em fatores objetivos e subjetivos, com base no julgamento da Administração para determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações financeiras. Itens significativos sujeitos a estas estimativas e premissas incluem, principalmente, a análise do risco de crédito para determinação das provisões para créditos de liquidação duvidosa, perdas com a realização dos estoques, além da apuração das provisões para demandas judiciais. A liquidação das transações envolvendo estas estimativas poderá resultar em valores significativamente divergentes dos registrados nas demonstrações financeiras, devido ao tratamento probabilístico inerente ao processo de estimativa.- A Administração monitora e revisa periódica e tempestivamente estas estimativas e suas premissas. - 2.3. Procedimentos de consolidação - As demonstrações financeiras consolidadas incluem as demonstrações financeiras da Companhia, da investida SIN e das controladas da investida. O controle é obtido quando a Companhia tem o poder de controlar as políticas financeiras e operacionais de uma entidade, por meio de participação de mais de 50% do capital votante da investida ou por meio de influência significativa na Administração. A participação da Companhia no capital das investidas também ocorre de forma indireta, por meio de investimentos realizados pela controlada SIN. Os seguintes procedimentos foram adotados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas: Eliminação do patrimônio líquido das controladas; Eliminação do resultado de equivalência patrimonial; e - 2.3. Procedimentos de consolidação--Continuação • Eliminação dos saldos ativos e passivos, receitas e despesas entre as empresas consolidadas. Em 31 de dezembro de 2011 as participações nas controladas se apresentavam da seguinte forma: Data-base das demonstrações Controladas País-sede financeiras 2011 Sistema de Implantes Nacional S.A. Brasil 31/12/2011 75% (“SIN”) Latandemt, S. de R.L. de C.V. (“SIN México”) México 31/12/2011 100% (*) Sistema de Implantes España, S.L.U. (“SIN Espanha”) Espanha 31/12/2011 100% (*) Over-VER - Unipessoal, Ltda. (“SIN Portugal”) Portugal 31/12/2011 100% (*) SIN-Sistema de Implantes Nacionales SpA (“SIN Chile”) Chile 31/12/2011 100% (*) Sorrisocred Serviços de Correspondente de Intermediação de Negócios Ltda. (“Sorricred”) Brasil 31/12/2011 100% (*) 2.4. Moeda de apresentação e conversão de moeda estrangeira - As demonstrações financeiras são apresentadas em milhares de Reais, que é a moeda funcional da Companhia. Ganhos ou perdas com conversão dos itens monetários são registrados diretamente no resultado. Transações e saldos As transações em moeda estrangeira são inicialmente registradas à taxa de câmbio em vigor na data de transação. Ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira são convertidos à taxa de câmbio da moeda funcional em vigor na data do encerramento do balanço. Todas as diferenças são registradas na demonstração do resultado. Itens não monetários mensurados com base no custo histórico em moeda estrangeira são convertidos utilizando a taxa de câmbio em vigor nas datas das transações iniciais. 2.4. Moeda de apresentação e conversão de moeda estrangeira--Continuação - Empresas do Grupo - Os ativos e passivos das controladas no exterior são convertidos para Reais na data do balanço, e as correspondentes demonstrações do resultado são convertidas pela taxa média mensal do câmbio. As diferenças cambiais resultantes da referida conversão são contabilizadas separadamente no patrimônio líquido. 2.5. - Apuração do resultado - O resultado das operações (receitas, custos e despesas) é apurado em conformidade com o regime contábil de competência dos exercícios. A receita de venda de produtos é reconhecida quando seu valor puder ser mensurado de forma confiável e todos os riscos e benefícios são transferidos para o comprador. Para todos os instrumentos financeiros avaliados ao custo amortizado e ativos financeiros que rendem juros, a receita ou despesa financeira é contabilizada utilizando-se a taxa de juros efetiva, que desconta exatamente os pagamentos ou recebimentos futuros estimados de caixa ao longo da vida estimada do instrumento financeiro ou em um período de tempo mais curto, quando aplicável, ao valor contábil líquido do ativo ou passivo financeiro. A receita de juros é incluída na rubrica “Receita financeira”, nas demonstrações do resultado. 2.6. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa incluem numerário em caixa, depósitos bancários, investimentos de curto prazo com alto índice de liquidez de mercado e vencimentos não superiores há 90 dias ou para os quais inexistem multas ou quaisquer outras restrições para seu resgate imediato. As aplicações financeiras são classificadas em sua maioria na categoria “Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado”. - 2.7. Instrumentos financeiros- Os instrumentos financeiros somente são reconhecidos a partir da data em que a Companhia se torna parte das disposições contratuais dos instrumentos financeiros e incluem, principalmente, caixa e equivalentes de caixa, contas a receber e outros recebíveis, empréstimos e financiamentos, assim como contas a pagar e outras dívidas. Os instrumentos financeiros que não sejam reconhecidos pelo valor justo por meio de resultado, são acrescidos de quaisquer custos de transação diretamente atribuíveis. Posteriormente ao reconhecimento inicial, os instrumentos financeiros são mensurados, conforme descrito a seguir: (i) Instrumentos financeiros ao valor justo por meio do resultado - Um instrumento é classificado pelo valor justo por meio do resultado se for mantido para negociação, ou seja, designado como tal quando do reconhecimento inicial. Os instrumentos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia estes investimentos e toma a decisões de compra e venda com base em seu valor justo de acordo com a estratégia de investimento e gerenciamento de risco documentado pela Companhia. Após reconhecimento inicial, custos de transação atribuíveis são reconhecidos nos resultados quando incorridos. Instrumentos financeiros ao valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo e suas flutuações são reconhecidas no resultado. (ii) Empréstimos e recebíveis- Os empréstimos e recebíveis são mensurados pelo custo amortizado por meio da utilização do método da taxa efetiva de juros, reduzidos por eventuais reduções no valor recuperável. 2.8. Contas a receber - São apresentadas ao valor presente, quando o efeito for material e de realização. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é estabelecida quando existe uma evidência objetiva de que a Companhia não será capaz de cobrar todos os valores devidos, de acordo com os prazos originais das contas a receber. É constituída provisão em montante considerado suficiente pela Administração para os créditos cuja recuperação é considerada duvidosa. - 2.9. Estoques - Avaliados ao custo médio de aquisição ou de produção, não excedendo o seu valor de mercado. As provisões para estoques de baixa rotatividade ou obsoletos são constituídas quando consideradas necessárias pela Administração. 2.10. Investimentos- Inclui participação societária em controlada avaliada pelo método de equivalência patrimonial, onde o investimento é inicialmente reconhecido pelo custo e, posteriormente, ajustado pelo reconhecimento da participação atribuída à Companhia nas alterações do patrimônio líquido da investida, deduzidas de provisões para redução ao valor de mercado, quando aplicável. 2.11. Imobilizado - Registrado ao custo de aquisição e a depreciação dos bens é calculada pelo método linear que considera a vida útil dos bens. Durante o exercício de 2011, em consonância com o pronunciamento técnico CPC 27 - Ativo Imobilizado, a Administração revisou da vida útil de suas máquinas e equipamentos, única classe de imobilizado com valor material. De acordo com as análises preparadas pelos departamentos de engenharia e de produção, as taxas de depreciação adotadas no exercício de 2010, mencionadas na Nota Explicativa nº 7, permanecem adequadas para 2011 e, por isso, foram mantidas - 2.12. Intangível - Ativos intangíveis são apresentados aos seus valores de custo, diminuídos da amortização acumulada e perdas acumuladas de valor recuperável (quando aplicável). Ativos intangíveis com vida definida são amortizados ao longo da vida útil-econômica. 2.13. Avaliação do valor recuperável de ativos (teste de “impairment”) - A Administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos, com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando estas evidências são identificadas e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída provisão para deterioração, ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. Com base na avaliação de recuperabilidade efetuada pela Administração, não foi constituída provisão em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. 2.14. Outros ativos e passivos (circulantes e não circulantes) Um ativo é reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que seus benefícios econômicos futuros serão gerados em favor da Companhia e seu custo ou valor puder ser mensurado com segurança. Um passivo é reconhecido no balanço patrimonial quando a Companhia possui uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para liquidá-lo. São acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias ou cambiais incorridas. As provisões são registradas, tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. Os ativos e passivos são classificados como circulantes quando sua realização ou liquidação é provável que ocorra nos próximos 12 meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes. 2.15. Provisão para demandas judiciais e ativos contingentes - As práticas contábeis para registro e divulgação de ativos, provisão para demandas judiciais e obrigações legais são as seguintes: (i) Ativos contingentes são reconhecidos somente quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, transitadas em julgado. Os ativos contingentes com êxitos prováveis são apenas divulgados em nota explicativa; (ii) Demandas judiciais são provisionadas quando as perdas forem avaliadas como prováveis e os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. As demandas judiciais avaliadas como de perdas possíveis são apenas divulgados em nota explicativa e as demandas judiciais avaliadas como de perdas remotas não são provisionados, tampouco, divulgadas; e (iii) Obrigações legais são registradas como exigíveis independente da avaliação sobre as probabilidades de êxito. 2.16. Imposto de renda e contribuição social - O imposto de renda (25%) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (9%) são calculados observando-se suas alíquotas nominais, que conjuntamente, totalizam 34%. O imposto de renda diferido é calculado sobre todas as diferenças temporárias, inclusive aquelas decorrentes das mudanças das práticas contábeis. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que é provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para uso na compensação das diferenças temporárias, com base em projeções de resultados futuros, elaboradas e fundamentadas em premissas internas, e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações, aprovado pelos órgãos da Administração. 2.17. Resultado básico e diluído por ação - O resultado por ação básico e diluído é calculado por meio do resultado do período atribuível aos acionistas da Companhia e a média ponderada das ações em circulação no respectivo período, considerando ajustes de desdobramento ocorridos no período ou no evento subsequente capturado na preparação das demonstrações financeiras, quando aplicável. Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, a Companhia não possuía operações que influenciem na apuração do lucro diluído, portanto, o lucro diluído por ação é igual ao valor do lucro básico por ação.3. - Caixa e equivalentes de caixa Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Caixa e bancos 261 63 672 1.930 Aplicações financeiras 3.036 Total 261 63 3.708 1.930 As aplicações financeiras possuem liquidez diária e referem-se substancialmente a Certificados de Depósito Bancários (CDBs), remunerados às taxas baseadas na variação média de 100,05% sobre a taxa CDI. 4. Contas a receber Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Contas a receber de clientes 22.851 17.627 ( - ) Provisão para créditos de liquidação duvidosa (4.010) (3.371) Total 18.841 14.256 Para reduzir o risco de crédito, a Administração adota como prática a análise detalhada da situação patrimonial e financeira de seus clientes, estabelecimento de um limite de crédito e acompanhamento permanente do seu saldo devedor. A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi calculada com base na análise individual de riscos dos créditos, que contempla histórico de perdas, a situação individual dos clientes, a situação do grupo econômico ao qual pertencem, as garantias reais para os débitos e a avaliação dos consultores jurídicos e é considerada suficiente para cobrir eventuais perdas sobre os valores a receber. A abertura de saldos das contas a receber de clientes pelos seus vencimentos está assim demonstrada: Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 A vencer 14.217 10.304 Vencidos: / Até 30 dias 1.543 1.530 De 31 a 90 dias 2.022 625 De 91 a 180 dias 630 1.225 De 181 a 365 dias 244 177 Há mais de 365 dias 185 395 Total contas a receber 18.841 14.256 4. -Contas a receber--Continuação - A movimentação da provisão para crédito de liquidação duvidosa é conforme segue: 2011 2010 Saldo inicial

(3.371)

-

Constituição de provisão Saldo final 5.Estoques

(639) (4.010)

(3.371) (3.371)

Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Produto acabado 6.724 4.115 Produtos em elaboração 2.377 1.678 Materiais auxiliar, insumo e de consumo 1.061 1.037 Matéria-prima 1.520 1.687 Embalagem 289 271 Outros 944 197 ( - ) Provisão para perdas dos estoques (879) (2.403) Total 12.036 6.582 A provisão sobre os estoques foi registrada, principalmente, para fazer frente a perdas com itens que deixaram de ser produzidos em 2010 e que possuíam vencimento em 2011. A redução da provisão, em 2011, ocorreu devida a baixa parcial desses itens. A movimentação da provisão para perdas dos estoques é conforme segue: Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Saldo inicial (2.403) Constituição de provisão (2.403) Baixas dos estoques 1.524 Saldo final (879) (2.403) 6. Investimentos Controladora 31/12/2011 31/12/2010 Investimento - Participação societária na SIN 56.314 52.291 Ágio sobre aquisição de investimento 105.296 105.296 Total 161.610 157.587 Movimentação do investimento 2011 2010 Saldo inicial 52.291 Aquisição de participação societária (a) 28.258 Aportes de capital na investida (b) 7.500 Diminuição do investimento por distribuição desproporcional de dividendos (c) (3.248) Aumento de patrimônio da investida devido à constituição de reserva especial de ágio na investida (d) 34.929 Resultado de equivalência patrimonial (3.550) (7.648) Outros resultados abrangentes 73 Saldo final 56.314 52.291 Movimentação do ágio sobre investimento 2011 2010 Saldo inicial 105.296 Ágio gerado na aquisição da SIN (e) 136.977 Aumento do custo do ágio com a distribuição desproporcional de dividendos (c) 3.248 Diminuição do custo do ágio, devido ao aumento de investimento por constituição de reserva especial de ágio na investida (d) (34.929) Saldo final 105.296 105.296 Em 11 de março de 2010, a Companhia adquiriu 75% da participação societária da SIN, que correspondia a R$24.567. Em 31 de maio de 2010, os acionistas da SIN realizaram um aporte de capital adicional, no montante total de R$4.923, mediante a emissão de 580 mil novas ações ordinárias. A Companhia adquiriu 435 mil, pelo valor de R$3.691, perfazendo o montante de R$28.258. Em 08 de agosto de 2011, os acionistas reunidos em Assembleia Extraordinária aprovou o aumento de capital na investida no montante de R$10.000, mediante a emissão de 1.364 mil novas ações ordinárias. A Companhia subscreveu e integralizou 1.023 mil em 2011. A capitalização não alterou a participação de cada acionista no capital da SIN. Com base no contrato de compra e venda de participação societária, o acionista não controlador recebeu a totalidade dos lucros retidos pela SIN até maio de 2010. A operação não gerou redistribuição de participação societária ações. Dessa forma, o custo do investimento foi diminuído em R$3.248, correspondentes à participação de 75% dos dividendos que a Companhia teria direito, caso a distribuição tivesse ocorrido de forma proporcional à participação de cada um dos acionistas. Refere-se à participação de 75% sobre a reserva especial de ágio constituída na Controlada, no montante total de R$46.571, gerada na aquisição da SIN pela Companhia e posterior reestruturação societária. 6. Investimentos--Continuação - Movimentação do ágio sobre investimento--Continuação - Em 11 de março de 2010, os acionistas da Companhia deliberaram a aquisição de 100% da participação societária na Empresa Brasileira de Implantes e Participações Ltda. (“EBIL”), pelo montante de R$165.235. Nessa mesma data, a EBIL adquiriu 75% de participação no capital da SIN, à época uma empresa limitada denominada Sistema Nacional de Implantes Ltda., também por R$165.235, passando a controlá-la. O valor contábil da participação para fim do cálculo do ágio, gerado na aquisição, era de R$28.858. Em julho de 2010, os acionistas da SIN autorizaram a incorporação de sua controladora EBIL, sem a redistribuição das ações da Companhia e sem alteração na participação de cada um dos acionistas. Dessa forma, o controle da SIN passou a ser da Southern Cross. Essa incorporação foi registrada de acordo com o ICPC 09 - Demonstrações financeiras Individuais, Demonstrações financeiras Separadas, Demonstrações Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial. As operações geraram um ágio na Companhia, no montante de R$105.296. O ágio está fundamentado em rentabilidade futura e não há prazo de vida útil definida. Não foram identificados outros intangíveis para a alocação do ágio. O montante foi apurado pela diferença entre o valor pago na aquisição do investimento e o valor justo da investida. A recuperabilidade do ativo está suportada por fluxos de caixa futuros elaborado por empresa especializada independente, aprovado pelos Acionistas. Informações da controlada SIN 2011 2010 Participação societária da Companhia na investida 75% 75% Ativos totais 103.352 81.811 Passivos totais 28.267 12.090 Capital social 40.603 30.603 Patrimônio líquido 75.085 69.721 Resultado do exercício (4.733) (8.720) Contexto operacional da controlada - A SIN tem como atividades principais a industrialização, comercialização, importação, exportação e representação comercial de produtos voltados à aplicação nas áreas médicoodontológica, cirurgico-odontológica, protético-dentária, de laboratórios, implantes e outras, envolvendo mecânica fina e farmacêutica. 7. Imobilizado - O imobilizado foi registrado ao custo de aquisição ou formação. A depreciação é calculada de forma linear ao longo da vida útil do bem. Em 2011, a Administração revisou a vida útil da classe de ativos máquinas e equipamentos. Com base na análise, a Administração determinou que às taxas de depreciação adotadas em 2011 estavam adequadas: Consolidado % - Taxa de 31/12/2011 31/12/2010 depreciação Depreciação anual Custo acumulada Líquido Líquido Instalações 10 121 (9) 112 13 Máquinas e equipamentos 10 16.189 (9.854) 6.335 8.147 Móveis e utensílios 10 453 (175) 278 279 Veículos 20 160 (126) 34 58 Equipamentos telefônicos 10 15 (5) 10 7 Ferramentas 20 1.509 (534) 975 920 Equipamentos de informática 20 1.279 (597) 682 741 Equipamentos em comodato 10 2.228 (197) 2.031 317 Imobilizado em formação (a) 1.944 1.944 Total 23.898 (11.497) 12.401 10.482 (a) Em 31 de dezembro de 2011, a conta de imobilizado em andamento inclui o montante de R$1.944, relativo tornos(equipamentos) em construção, adquiridos por meio de arrendamento mercantil financeiro com Banco Itaú, conforme comentado na Nota Explicativa nº 9, registrado em conformidade com o CPC 6. As movimentações do imobilizado são conforme segue: 2011 2010 Saldo inicial 10.482 -Saldosincorporados com aquisição da SIN (*) 12.388 Aquisições 4.290 1.081 ( - ) Baixas (175) (214) Depreciação (2.196) (2.773) Saldo final 12.401 10.482 Arrendamento mercantil Em 2011, a controlada SIN firmou contratos de arrendamento financeiro, especificamente com o propósito de obter um ativo qualificável particular, os custos da operação que são diretamente atribuíveis ao ativo qualificável podem ser identificados prontamente. Desta forma, a SIN determinou o montante dos custos da operação elegíveis à capitalização como sendo aqueles efetivamente incorridos sobre tais empréstimos durante o período. As referidas capitalizações tiveram início em 2011, quando foram apurados R$63. 8. Intangível Consolidado % - Taxa de 31/12/2011 31/12/2010 amortização Amortização ao ano Custo Acumulada Líquido Líquido Software 25 3.604 (1.009) 2.595 2.078 Ágio apurado na aquisição da SIN (Nota 6) 105.296 105.296 105.296 Outros 384 384 164 Total 109.284 (1.009) 108.275 107.538 As movimentações do intangível são conforme segue: 2011 2010 Saldo inicial 107.538 Saldos incorporados com aquisição da SIN (*) 303 Ágio apurado na aquisição da SIN (Nota 6) 105.296 Aquisições 1.381 2.109 ( - ) Baixas (83) Amortização (561) (170) Saldo Final 108.275 107.538 9. Empréstimos e financiamentos Consolidado 31/12/2011 Descrição Encargos Vencimento final Circulante Não circulante Total Imobilizado - BNDES 1% a.m. out/15 291 640 931 Leasing CDI +2,51% a.m. dez/15 117 1.827 1.944 Capital de giro CDI +3,99% a.a jun/12 13.601 13.601 Total 14.009 2.467 16.476 As movimentações dos empréstimos e financiamentos são conforme segue: 2011 Saldo inicial Adições de empréstimos e financiamentos 16.119 Juros e variações monetárias 628 Amortizações (inclui juros e atualização monetária) (271) Saldo final 16.476 9. Empréstimos e financiamentos--Continuação - Os vencimentos da parcela de longo prazo estão distribuídos conforme segue: Ano 31/12/2011 2013 832 2014 832 2015 803 Total 2.467 Garantias - Os contratos empréstimos e financiamentos têm como garantias avais da Controladora, com exceção dos arrendamentos mercantis, para os quais são oferecidos como garantia os próprios bens arrendados, mencionados na Nota Explicativa nº 7. 10. Fornecedores Consolidado 31/12/2011 31/12/2010

Demonstrações do Resultado Exercício findo em 31/12/2011 e Período de 11/03 a 31 /12/2010 (Em milhares de Reais) Controladora Consolidado Periodo de Periodo de 11/03 a 11/03 a 31/12/10 31/12/10 Notas 2011 (*) 2011 (*) Receita operacional líquida 15 51.934 37.259 Custo dos produtos vendidos (12.322) (15.386) Lucro bruto 39.612 21.873 Despesas e outras receitas oper. Despesas administrativas 16 (111) (168) (25.531) (20.850) Despesas com vendas 16 (21.892) (8.658) Outras despesas/(receitas) oper. 17 (2.096) (1.199) Resultado da equivalência patrim. 6 (3.550) (7.648) Resultado antes das despesas e receitas financeiras (3.661) (7.816) (9.907) (8.834) Despesas/(receitas) financ. líquidas (3) (7) (1.624) (241) Resultado antes das de imposto de renda e contribuição social (3.664) (7.823) (11.531) (9.075) Imposto de renda e contrib. social sobre o lucro - Diferido 18 6.697 (1.122) Imposto de renda e contrib. social sobre o lucro - Corrente (12) (176) Prejuízo do período antes da particip. do acionista não controlador (3.664) (7.823) (4.846) (10.373) Participação do acionista não controlador 1.182 2.550 Prejuízo líquido do exercício (3.664) (7.823) (3.664) (7.823) Quantidade média de ações disp. no exercício (em lotes de mil) 168.676 165.473 168.676 165.473 Resultado básico diluído por ação (em R$) (21,72) (47,28) (21,72) (47,28) Demonstrações do resultado Abrangente Exercício Findo em 31/12/2011 e Período de 11/03 a 31/12/2010 (Em milhares de Reais) Controladora e consolidado Notas 2011 Período de 11/03 a 31/12/10 (*) Prejuízo do exercício (3.664) (7.823) Ajustes de conversão de balanço, líquidos 6 73 Resultado abrangente do exercício (3.591) (7.823) Demonstrações dos Fluxos de Caixa Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2011 e período de 11 de Março a 31 de Dezembro de 2010 (Em milhares de Reais) Controladora Consolidado Período de Período de 11/03 a 11/03 a 2011 31/12/10 (*) 2011 31/12/10 (*) Fluxo de caixa das atividades operacionais Prejuízo do exercício antes da participação de não controlador (3.664) (7.823) (4.846) (10.373) Ajustes ao prejuízo do exercício: Depreciação e amortização 2.757 2.943 Baixa do imobilizado e intangível 258 214 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 639 3.371 Provisão para perdas com estoques (1.524) 2.403 Imposto de renda e contribuição social diferidos (6.697) 1.298 Juros e encargos financeiros 357 Outras despesas e receitas (510) Resultado com equivalência patrimonial 3.550 7.648 Prejuízo ajustado (114) (175) (9.566) (144) Variações nos ativos e passivos operacionais Contas a receber (5.224) 1.488 Estoques (3.930) (1.161) Impostos a recuperar 89 1.275 Adiantamentos e outros ativos (229) 388 Fornecedores 3.240 2.164 Salários e obrigações trabalhistas 1.283 1.924 Obrigações tributárias (272) (702) Outras contas a pagar 34 381 Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) atividades oper. (114) (175) (14.575) 5.953 Fluxo de caixa das atividades de investimento Aquisição de imob. e intangível (5.671) (3.190) Investimentos em controladas (7.500) (165.235) (164.073) Caixa líquido gerado pelas atividades de investimento (7.500) (165.235) (5.671) (167.263) Fluxo de caixa das atividades de financiamento Aumento de capital por acionista controlador 7.812 165.473 7.812 170.396 Aumento de capital por acionista não controlador 2.500 Mútuos com partes relacionadas (4.051) (2.486) Liberações de empréstimos e financiamentos 15.762 Distribuição de lucros (4.330) Caixa líquido gerado pelas atividades de financiamento 7.812 165.473 22.023 163.580 Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa 198 63 1.777 1.930 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 63 1.930 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 261 63 3.708 1.930 Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa 198 63 1.777 1.930

Companhia. O vencimento está para agosto de 2013; Refere-se a direito de recebimentos do acionista não controlador, em relação a prováveis desembolsos que a Controlada SIN venha incorrer devido a processos judiciais, comentados na Nota Explicativa nº 13, pertencentes a períodos anteriores a março de 2010. O direito está previsto em contrato de venda de participação societária da SIN à Companhia; Mútuo com acionista não controlador, remunerados às taxas de juros de 1,5% ao mês, liquidado durante o exercício de 2011. Remuneração da Administração Durante o exercício de 2011, os administradores do Grupo receberam remuneração, a título de honorários, no montante de R$4.285 (R$3.158 em 2010), sendo contabilizadas na rubrica de “Despesas gerais”, administrativas e honorários da Administração, das demonstrações financeiras consolidadas. Não foram concedidos benefícios adicionais aos administradores. 13.Provisão para demandas judiciais Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, a controlada SIN assumiu responsabilidade por certos processos judiciais trabalhistas e cíveis, perante diferentes tribunais, avaliados como prováveis de perda, para os quais mantinha provisão, conforme segue: Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Trabalhistas (*) 365 51 Cíveis 86 Total 451 51 A movimentação das provisões é conforme segue: 2011 2010 Saldo inicial 51 Constituição de provisão (a) 400 51 Saldo final 451 51 O saldo de provisão constituída em 2011, no montante de R$400, refere-se a processos que tem como base reclamações de períodos anteriores a março de 2010. Nesses casos, se a controlada SIN for requerida a pagar os valores envolvidos, também fará jus a reembolso por parte do acionista não controladora, em razão de contrato de venda de participação societária, como comentado na Nota Explicativa nº 12. Processos com probabilidade de perda possível Em 31 de dezembro de 2011, além das demandas mencionadas acima, a Companhia possuía outros processos trabalhistas e cíveis, estimados de R$150, que foram avaliados pelos assessores jurídicos como possíveis de perda e, portanto, não foram provisionadas. 14. Patrimônio líquido Capital social - Em 11 de março de 2010, os acionistas, reunidos em Assembleia, deliberaram a subscrição e integralização inicial de capital, no montante de R$165.473, com a emissão de 165.573 mil ações ordinárias. 14. Patrimônio líquido--Continuação - Capital social--Continuação - Em 08 de agosto de 2011, foi aprovado o aumento de capital de R$7.812, mediante a emissão de 7.812 mil novas ações ordinárias, sendo adquiridas pelo acionista controlador SCG I Fundo de Investimentos e Participações, conforme ata de Assembleia Geral Extraordinária. Em 31 de dezembro de 2011, o capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado, era de R$173.285 (R$165.473 em 2010), representados 173.285 mil ações ordinárias (165.473 mil ações em 2010), todas nominativas e sem valor nominal. Destinação dos resultados O estatuto da Companhia assegura um dividendo mínimo anual correspondente a 25% do lucro líquido, ajustado pelas movimentações patrimoniais das reservas, conforme preconizado pela legislação societária. Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, a Companhia não apresentou lucro e, portanto, não foram registrados dividendos a pagar. 15. Receitas líquidas Consolidado 2011 11/03 a 31/12/11 Receitas com vendas de produtos 63.171 47.182 ( - ) Tributos incidentes (5.864) (5.183) ( - ) Devoluções e abatimentos (5.373) (4.740) Total 51.934 37.259 16. Despesas administrativas e de vendas 2011 Controladora Consolidado Administrativas Administrativas Vendas Despesas com pessoal 11.332 10.391 Depreciação e amortização 1.071 183 Fretes e carretos 3.189 Serviços profissionais 73 7.569 1.360 Energia elétrica 329 10 Aluguéis 2.007 120 Viagens 532 598 Feiras e eventos 4.036 Pesquisas 413 Comunicação 461 232 Rescisões de contratos com distribuidores 905 Taxas e contribuições 38 Despesas gerais 1.817 868 Total 111 25.531 21.892 17. Outras receitas/(despesas) operacionais Consolidado 2011 11/03a 31/12/10 Recuperação de despesas 1.116 Serviços de informática e consultoria (*) (2.716) Lucro das operações - Período de 11 a 31 de março 1.037 Resultado com baixa de imobilizado (214) Outras (496) (2.022) Total (2.096) (1.199) Referem-se, principalmente, a gastos não recorrentes com a recuperação e salvaguarda de informações do sistema de gestão integrado da Companhia, incorridos durante os meses de março e junho de 2011. 18. Imposto de renda e contribuição social - Imposto de renda e contribuição social diferidos O imposto de renda e contribuição social diferidos tem a seguinte composição: Consolidado 2011 Ágio gerado em incorporação (a) 117.264 Prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social (b) 23.582 Diferenças temporárias: Provisão para crédito de liquidação duvidosa 4.010 Provisão para perdas com estoque 879 Provisão para participação nos lucros 1.497 Outras diferenças temporárias 2.293 8.679 Base dos impostos diferidos ativos 149.525 Imposto de renda e contribuição social diferidos ativos - Alíquota de 34% 50.839 Refere-se ao saldo fiscal do ágio, apurado no contexto de reestruturação societária da SIN, ocorrido em 2010, comentado na Nota Explicativa nº 6. A Companhia reconheceu os créditos tributários sobre os prejuízos fiscais e bases negativas da contribuição social, que não possuem prazo prescricional e cuja compensação está limitada a 30% dos lucros anuais tributáveis. O reconhecimento inicial e posterior avaliação dos impostos diferidos ocorrem quando seja provável que o lucro tributável dos próximos anos esteja disponível para ser usado na compensação do ativo fiscal diferido, com base em projeções de resultado elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros. Em 31 de dezembro de 2011, a Administração projetava a utilização dos impostos conforme a seguir: Ano R$ mil 2012 3.356 2013 5.045 2014 6.035 2015 7.094 2016 8.444 2017 a 2019 20.865 50.839 Em 31 de dezembro de 2010, o imposto de renda e contribuição social diferidos ativos tinham como origem exclusiva o ágio sobre incorporação comentado anteriormente. A operação gerou uma despesa no montante R$1.122, registrado no resultado daquele exercício. 19. Gerenciamento de riscos e instrumentos financeiros - Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, a Companhia não mantinha qualquer contrato, em aberto, Fornecedores nacionais 6.391 3.369 envolvendo operações com instrumentos derivativos. Os valores contábeis dos instrumentos financeiros, atiFornecedores estrangeiros 824 606 vos, quando comparados com os valores que poderiam ser obtidos na sua negociação em um mercado ativo Total 7.215 3.975 ou, na ausência deste, com valor presente líquido ajustado com base na taxa vigente de juros no mercado, aproximam-se substancialmente de seus correspondentes valores de mercado. As operações da Companhia 11. Obrigações trabalhistas Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 e das suas controladas estão sujeitas aos fatores de riscos a seguir descritos: (i) Risco de crédito - A Companhia restringe a exposição a riscos de crédito associados à caixa e equivalentes de caixa, efetuando seus Salários e outras remunerações 11 - investimentos em instituições financeiras avaliadas como de primeira linha e com remuneração em títulos de Encargos sociais 1.224 549 curto prazo. Com relação a contas a receber, a Administração restringe a sua exposição a riscos de crédito Provisão para participação nos lucros (PLR) 1.497 1.134 por meio da seletividade de clientes e de análises de crédito contínua. Adicionalmente, inexistem históricos Provisão de férias 715 481 relevantes de perdas, por meio de acompanhamento dos limites individuais de posição, a fim de minimizar Total 3.447 2.164 eventuais problemas de inadimplência. (ii) Risco de taxa de juros - Decorre da possibilidade de a Companhia 12. Partes relacionadas Consolidado sofrer ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos Ativo 31/12/2011 31/12/2010 financeiros. A Companhia não possui operações com derivativos para proteção na variação de taxa de juros. Mútuos financeiro: As taxas de juros sobre empréstimos e financiamentos estão mencionadas na Nota Explicativa nº 9 e as taxas Sorrisocred 290 de juros sobre dos mútuos com partes relacionadas estão mencionadas na Nota Explicativa nº 12. (iii) Risco Instituto Nacional de Experimentos e com taxa de câmbio - O risco associado decorre da possibilidade da Companhia vir a incorrer em perdas Pesquisas Odontológicas - INEPO (a) 850 710 por causa de flutuações nas taxas de câmbio, que aumentem valores captados no mercado. A Administração 850 1.000 monitora periodicamente a exposição líquida de ativos e passivos em moeda estrangeira, porém, não possui Outras contas a receber: operações com derivativos para proteção na variação de taxa de câmbio. 20. Compromissos - Os comproAcionista da SIN - Pessoa física (b) 400 - missos do Grupo referem-se, substancialmente, ao contrato de locação de imóvel, com vencimento em março 400 de 2020 e possibilidade de renovação. Os valores dos aluguéis são compostos de valores fixos mensais reaTotal Ativo 1.250 1.000 justáveis anualmente pelo IGP-M. Os valores conhecidos dos compromissos assumidos em 31 de dezembro Consolidado de 2011 é conforme segue: Passivo 31/12/2011 31/12/2010 Ano R$ mil Mútuo financeiro 2012 2.130 Acionista da SIN - Pessoa física (c) 4.051 2013 2.130 Total Passivo 4.051 2014 2.130 Contratos de mútuos financeiros, remunerados à taxa de juros 2% ao ano, que não estão sendo cobrados pela 2015 2.130 Continua >>


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18 -.ECONOMIA/LEGAIS Continuação >>

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 (Em milhares de Reais, Exceto quando de outra forma indicado)

2016 2.130 considerados suficientes pelos departamentos técnicos e operacionais para cobrir eventuais riscos sobre seus aporte de capital foi autorizado pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária (AGE). Os recursos foram 2017 em diante 8.520 ativos e/ou responsabilidades. 22. Eventos subsequentes - Em 16 de março de 2012, os acionistas da Com- utilizados para aumento de investimento na SIN. A operação, entretanto, não modificou o percentual de partici21. Cobertura de seguros - A Companhia e sua controlada mantém cobertura de seguros por montantes panhia subscreveram e integralizaram de 13.161 mil novas ações ordinárias, que representam R$13.161. O pação da Southern Cross na investida. Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Aos Administradores da Southern Cross Investimentos S.A. São Paulo - SP - Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Southern Cross Investimentos S.A. (“Companhia”), identificadas como controladora e consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras - A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos, que a Administração determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras, livres de distorções relevantes independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes -Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. Base para opinião com ressalvas sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas Em 31 de dezembro de 2011, a controlada, SIN - Sistema Nacional de Implantes S.A. (“Controlada”), não apresentou documentação-suporte e conciliação dos valores registrados nas rubricas de “Outros ativos” e “Outros passivos”, cujos saldos somam R$229 mil e R$961 mil, respectivamente, nas demonstrações financeiras consolidadas. Consequentemente, não pudemos concluir sobre os efeitos de possíveis do assunto sobre os montantes, nas demonstrações financeiras consolidadas, bem como sobre os saldos de investimento e resultado da equivalência patrimonial, apresentados nas demonstrações financeiras individuais. Em 31 de dezembro de 2011, a controlada mantinha R$2.228 mil (R$ 2.031 mil, líquidos de amortização) de equipamentos em comodato (imobilizado), registradas nas demonstrações financeiras consolidadas conforme mencionado na Nota Explicativa nº 7. Não foi possível nos satisfazer sobre a existência dos equipamentos, com procedimento de confirmação de terceiros ou outro alternativo. Como consequência, não pudemos concluir sobre os valores da conta de equipamentos em comodato, nas demonstrações financeiras consolidadas, e sobre os possíveis efeitos do assunto sobre as contas de investimento e resultado de equivalência patrimonial, nas demonstrações financeiras individuais. Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto quanto aos possíveis efeitos dos assuntos mencionados no parágrafo “Base para opinião com ressalvas sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas”, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, acima referidas, apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Southern Cross Investimentos S.A., em 31 de dezembro de 2011, o resultado de suas operações e seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos Demonstrações financeiras individuais e consolidadas comparativas Como mencionado na Nota Explicativa nº 1.2 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, as operações da Companhia iniciaram em 11 de março de 2010 e, por esse motivo, as demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, referentes àquele exercício, contemplam nove meses e 20 dias e, portanto, não podem ser comparadas com as mesmas demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, que contém 12 meses completos. São Paulo, 30 de outubro de 2012. Acyr de Oliveira Pereira ERNST & YOUNG TERCO Emerson Fabri Contador CRC 1SP-220.266/O-0 Auditores Independentes S/S - CRC 2SP-015.199/O-6 Contador CRC 1SP-236.2656/O-6

e Nova descoberta no pré-sal de Santos No dia 1.º de janeiro a estatal processou 2,111 milhões de barris, um recorde.

conomia

Petrobras informa a perfuração de mais um poço na bacia de Santos, precisamente na área sul de Tupi, ao lado do campo de Lula. Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

A

Petrobras informou inclui a britânica BG Group ontem a descoberta (25% de participação) e a porde petróleo em poço tuguesa Galp (10%). perfurado na área O petróleo que vier a ser exsul de Tupi, no pré-sal da bacia traído do poço sul de Tupi será de Santos, em área próxima do governo, que capitalizou a ao campo gigante de Lula, a empresa em troca do óleo. maior reserva petrolífera do A Petrobras já perfurou cinBrasil. co poços dentro do contrato de "O poço comprovou a pre- Cessão Onerosa e descobriu sença de reservatórios de ex- indícios de petróleo em todos celente qualidade, em rochas eles. Os poços perfurados focarbonáticas, situadas abaixo ram o de Franco NW, Nordeste da camada de sal", informou a de Tupi, Sul de Guará e Franco estatal em comunicado. SW, além do Sul de Tupi. O óleo Segundo a Petrobras, a de- encontrado nos poços possui claração de comercialidade densidade similar, entre 26 e da área pode ser feita até se- 28 graus API. tembro de 2014, quando expiBacia de Santos – A bacia de ra a fase exploratória desse Santos é uma bacia sedimenbloco. tar localizada O petróleo na plataforfoi descoberma continento no quinto tal brasileira. O poço comprovou poço perfuraLimita-se ao a presença de d o p e l a e mnorte pela bapresa dentro c i a d e C a mreservatórios de do contrato pos, através excelente de Cessão qualidade, situados do Alto de CaOnerosa, bo Frio e, a abaixo da camada acordo assisul, com a bade sal. nado com o cia de Pelotas g o v e r n o f eatravés do alCOMUNICADO DA PETROBRAS deral dentro to de Floriado processo n ó p o l i s . E sde capitalização da estatal, tende-se desde o litoral sul do equivalente a 5 bilhões de bar- Estado do Rio de Janeiro, pelo ris de petróleo que serão reti- litoral paulista, até o norte do rados de seis áreas (Tupi Sul, estado de Santa Catarina. Florim, Tupi Nordeste, Guará, Refinarias – A Petrobras inFranco e Iara). formou também ontem que Avaliações preliminares in- atingiu um recorde de procesdicam a existência de comuni- samento de petróleo em suas cação entre os reservatórios refinarias de todo o País. da Cessão Onerosa Sul de TuNo dia 1.º de janeiro a estapi, dentro da área de Tupi Sul, tal processou 2,111 milhões e o campo gigante de Lula, ini- de barris, volume superior ao cialmente chamado de Tupi. total de petróleo produzido no Quando Tupi foi descoberto, País pela companhia durante as estimativas de reservas re- os últimos meses. cuperáveis variavam de 5 a 8 O recorde anterior de refino bilhões de barris de óleo equi- havia sido obtido em 12 de valente. agosto de 2012, quando foi Já Lula, que não integra a processado volume cerca de Cessão Onerosa, é operado 10 mil barris/dia inferior à marpela Petrobras, com 65% de ca do primeiro dia deste ano. participação no bloco BM-S"A marca foi alcançada res11, onde está o campo gigan- peitando as diretrizes de conte. O consórcio dono de Tupi fiabilidade operacional das

Itaú deve cortar funcionários para ter mais eficiência

O

Exploração no campo de Tupi: perspectivas favoráveis de recordes de produção. instalações, bem como os princípios de segurança, meio ambiente e saúde", afirmou a Petrobras em nota. Segundo a estatal, o resultado atingido contribui para a redução da importação brasi-

leiras de derivados. Entretanto, foi necessária importação de petróleo bruto para as refinarias, já que a produção de petróleo da empresa tem sido inferior ao volume processado.

Os investimentos feitos no aumento da eficiência operacional das refinarias e o trabalho integrado da Petrobras também contribuíram para o recorde, segundo comunicado da companhia. (Reuters)

BNDES empresta R$ 5, 4 bilhões para a Oi

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO S.A.

O

AVISO PREGÃO ELETRÔNICO N.º 107/2012 A IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO S/A-IMESP avisa aos interessados que fará realizar o Pregão Eletrônico n.º 107/2012, para aquisição de 01 (um) lote composto de 40.000 m² (quarenta mil metros quadrados) de chapas, em diversos formatos, sensíveis a laser térmico, com tecnologia computer to plate (CTP GRÁFICA), com base em alumínio litográfico, eletroquimicamente granulado e anodizada, resolução de 200 LPI (de 1% a 99%), para serem utilizadas em máquina digital automatizada laser, tipo térmica 830 NM, para tiragem mínima de 100.000 cópias sem queima, imagem de alta definição, processamento com químico. Deverão ser fornecidas as quantidades necessárias de revelador, reforçador e finalizador, compatíveis e proporcionais a quantidade de chapas fornecidas por parcela de entrega – OFERTA DE COMPRAS Nº 283101280902012OC00101. O edital deverá ser retirado no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, www.bec.fazenda.sp.gov.br ou www.e-negociospublicos.com.br. DATA DO INÍCIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRÔNICA: 10/01/2013. DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSÃO PÚBLICA: 23/01/2013 ÀS 09:30 HORAS. SP. 08 /01 /2013 Maria Felisa Moreno Gallego Diretora Vice Presidente Respondendo pela Presidência

CASA CIVIL RESPEITO POR VOCÊ

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEDRO DE TOLEDO/SP Aviso de Licitação - EDITAL RESUMIDO Modalidade: PREGÃO PRESENCIAL Nº 01/2013 - Processo Licitatório: 18/2013 Objeto: Contratação de serviços de Transporte Escolar com Monitor, conforme especificações constantes no anexo e o Calendário Escolar/2013, que integram este edital como anexos I e IV, ficando estabelecido o Transporte Escolar em 3 lotes e 25 (vinte e cinco) Rotas divididos da seguinte forma: Lote 01 - MICRO-ÔNIBUS x (4) unidades e ÔNIBUS x (3) unidades. Lote 02 ROTAS VAN x (3) unidades. Lote 03 - ROTAS KOMBI x (15) unidades. Todos os Veículos deverão contar além do Motorista com um Monitor cada (pessoa com nível médio completo) para acompanhamento e monitoria dos alunos durante as viagens nos veículos. Credenciamento: 21/01/2013, das 08:30 às 09:00 horas. Abertura dos envelopes: 09:00 horas. O Edital completo poderá ser adquirido no Depto. de Compras e Licitações, em horário comercial, sito à Av. Cel. Raimundo Vasconcelos, 230, Centro, Pedro de Toledo-SP, e/ou pelo site www.pedrodetoledo.sp.gov.br e/ou pelo e-mail: compras@pedrodetoledo.sp.gov.br, informações pelo fone: (13) 3419-1599. Pedro de Toledo, 08 de janeiro de 2013. Sergio Yasushi Miyashiro - Prefeito Municipal. Hidroservice Amazônia S/A - Agropecuária e Industrial CNPJ/MF 05.054.358/0001-10. Edital de Convocação - Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária Ficam convocados os Srs. Acionistas a comparecerem na sede social à Al. Ribeirão Preto, 401, 1º, parte, SP/SP, no dia 24/01/2013, às 10 hs, para reunirem-se em AGOE, a fim de deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: a) Exame, discussão e votação das demonstrações financeiras do exercício findo em 31/12/11; b) Eleição do Conselho de Administração e remuneração dos administradores; c) Outros assuntos de interesse social. (08,09 e 10/01/2013)

Centro Automotivo Royale Ltda , torna público que recebeu da Cetesb a Licença Prévia e de Instalação,45000617,e requereu a Licença de Operação para comercio de combust p/veic. automot. (posto revend.) .sito à Rua João Tibiriça,705- Lapa -São Paulo -SP

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 08 de janeiro de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Probanco Fomento Mercantil Ltda. Requerido: EPL-H Indústria e Comércio Ltda. Avenida Fagundes Filho, 191 – Conj. 107 D – Vila Monte Alegre - 1ª Vara de Falências. Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: J Prezado Indústria e Comércio de Tapetes Ltda. ME. Rua Marcelo Muller, 778 – Parque São Lucas - 2ª Vara de Falências.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a aprovação de financiamento de R$ 5,4 bilhões para plano de investimentos relativo ao triênio 2012-2014 do grupo de telecomunicações Oi. O projeto inclui investimentos na expansão e melhoria da capacidade instalada das redes de acesso de dados (banda larga), fixa e móvel, na infraestrutura de TV por assinatura e tecnologia da informação. O financiamento inclui apoio à aquisição de R$ 1,4 bilhão em equipamentos nacionais. Na telefonia fixa, os investimentos serão voltados para a conclusão da migração para a tecnologia NGN (Next Generation Network), especialmente indicada para a transmissão de dados, voz e mídia. Estão previstas melhorias na rede de acesso. Na rede móvel, o objetivo é melhorar a qualidade em áreas já atendidas e aumentar a cobertura do serviço de internet móvel 3G para novos municípios, além da implantação da tecnologia 4G em grandes cidades. (EC)

Itaú Unibanco seguirá focado em ganhar eficiência em 2013, estratégia que pode incluir a redução de pessoal, embora em velocidade menor que no ano passado, segundo o diretor corporativo de Controladoria e de Relações com Investidores do banco, Rogério Calderón. Esse esforço, no entanto, não será suficiente para que o maior banco privado da América Latina atinja a meta de eficiência prometida para este ano. "É muito pouco provável chegar ao índice (de eficiência) de 41% no final de 2013", disse Calderón. O índice de eficiência mede quanto um banco gasta para gerar receita. Quanto menor, melhor. Em setembro último, o do Itaú estava em 45,5%, enquanto o índice do Bradesco estava em 41,7% e a do Banco do Brasil, em 46,8%. Segundo Calderón, o banco seguirá atuando fortemente em 2013 para melhorar o indicador, tanto na redução de despesas quanto na geração de receitas com tarifas. "Nossas despesas devem crescer menos que a inflação neste ano", afirmou o executivo. O trabalho inclui novos esforços para reduzir duplicidade de funções, embora em velocidade menor do que recentemente. No período de 12 meses até setembro passado, o Itaú eliminou nove mil postos de trabalho. Cautela no crédito – Embora publicamente o Itaú esteja procurando mostrar compromisso com a campanha do governo federal para elevar a oferta de crédito para estimular a atividade econômica, na prática a realidade é outra. Em flagrante contraste com Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, cujas carteiras de financiamentos dispararam 43 e 20,5% em 12 meses até setembro, o Itaú avançou 9,3% no período, a menor taxa entre os grandes bancos do País. "No momento em que vivemos, não faz sentido ter aumentos tão agressivos do crédito", disse Calderón. "Se o mercado crescer de forma racional, sempre estaremos competindo cabeça a cabeça", acrescentou. Diretoria – Nos últimos meses, o Itaú teve as baixas de Claudio Yamaguti, que presidia a Redecard, e de Sergio Werlang, ex-diretor do Banco Central que ocupava a vice-presidência de Finanças e Risco do banco. Uma fonte familiarizada com o Itaú revelou que devem ocorrer mais mudanças na alta diretoria da instituição, com a integração de áreas do banco comercial à unidade de atacado do grupo, o Itaú BBA; da área de cartões com a Redecard, que teve o capital fechado em 2012; e das divisões de controle e risco. (Reuters)


DIà RIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

e

ECONOMIA/LEGAIS - 19 No total, 26,061 milhĂľes de pessoas estavam desempregadas em novembro, ou seja, 154 mil a mais que em outubro, segundo o Eurostat.

conomia

Zona do euro registra recorde de desemprego Segundo o EscritĂłrio Europeu de EstatĂ­sticas, o percentual de desempregados foi de 11,8% em novembro.

O

percentual de desempregados na zona do euro chegou a 11,8% em novembro, alta de 0,1 ponto percentual em relação a outubro. O número, revelado pelo Escritório Europeu de Estatísticas (Eurostat) ontem, Ê um novo recorde na sÊrie histórica, iniciada em 1999. A taxa de pessoas sem trabalho nos 17 países da moeda única europeia aumenta por causa da crise financeira causada pelo aumento da dívida pública na maioria dos Estados-membros. Os países mais afetados são os do sul da Europa, como Espanha e GrÊcia, que tambÊm apresentam os maiores percentuais de desempregados. O país em que o percentual Ê mais elevado Ê a Espanha, onde 26,6% da população economicamente ativa não têm trabalho, seguido pela GrÊcia,

com 26% de desempregados, registradas na à ustria (4,5%), de acordo com os últimos da- Luxemburgo (5,1%), Alemados revelados por Atenas, que nha (5,4%) e Holanda (5,6%), são de setembro. países que não foram intensaSegundo os dados da Euros- mente afetados pela crise fitat, na GrÊcia, a taxa de de- nanceira. semprego E m n ú m eavançou de r o s a b s o l u18,9% a 26% tos, 18,82 mientre setemlhþes de pesbro de 2011 e soas estavam setembro do s e m e m p r eano passado. go na zona do por cento da TambÊm e u r o e m n opopulação subiu consivembro, 113 de ra ve lm enmil a mais economicamente te no Chipre, que em outuativa não têm trabalho onde passou bro e 2,015 de 9,5% a milhþes a na Espanha, país da 14% entre mais que em zona do euro, em que novembro de novembro de a taxa Ê a mais alta. 2 0 1 1 e n o2011. vembro de N a c o n t a2012. Durang e m q u e i nte o mesmo período, passou clui os 27 países da União Eude 23% a 26,6% na Espanha, ropeia, a taxa se manteve esconforme o Eurostat. tåvel em 10,7% em novembro As taxas mais baixas foram em comparação com o mês de

26,6

outubro. No total, 26,061 milhþes de pessoas estavam desempregadas, ou seja, 154 mil a mais que em outubro e 2,012 milhþes a mais que em igual período do ano anterior, segundo o Eurostat. Comparativamente, nos Estados Unidos a taxa de desemprego era de 7,8% no mês de dezembro. No Japão, chegava a 4,1% em novembro. Compras no varejo – O Escritório Europeu de Estatísticas tambÊm divulgou o desempenho das compras no varejo em novembro, que subiram 0,1% após três meses de queda. Embora o sentimento empresarial tenha sido impulsionado por uma sÊrie de medidas para impedir a ruptura da zona do euro, a alta do desemprego e os fracos gastos do consumidor destacam que a recuperação econômica da zona do euro serå difícil. (Folhapress)

Os riscos globais para a prĂłxima dĂŠcada

A

combinação de economias frågeis e climas extremos elevou o risco global no ano passado, criando uma mistura cada vez mais perigosa para o mundo, de acordo com o Fórum Econômico Mundial (FEM). Mesmo a Europa evitando uma cisão do euro em 2012 e os Estados Unidos escapando do abismo fiscal, líderes empresariais e acadêmicos temem que os políticos não estejam conseguindo resolver os problemas fundamentais. Essa Ê a conclusão do relatório Riscos Globais 2013 do grupo, que entrevistou mais de 1 mil especialistas e chefes industriais e descobriu que eles estavam um pouco mais pessimistas sobre as perspectivas

para a próxima dÊcada do que um ano atrås. "Isso reflete uma perda de confiança na liderança de governos", disse Lee Howell, diretor-gerente do FEM, responsåvel pelo relatório. Graves diferenças na riqueza e finanças insustentåveis de governos foram vistas como as maiores ameaças econômicas que o mundo enfrenta – como eram em janeiro passado – e houve um aumento acentuado no foco sobre os perigos do clima severo. A anålise para os próximos dez anos vem antes da reunião Fórum Econômico Mundial em Davos, de 23 a 27 de janeiro, onde os ricos e poderosos vão ponderar o futuro do planeta. (Reuters)

Citação, Prazo 20 dias, Proc. 0085039-76.2011.8.26.0002. O Dr. Alexandre David Malfatti, Juiz de Direito da 7ª Vara Cível da Regional de Santo Amaro da Comarca da Capital. Faz Saber a Valmir Lima dos Santos, CPF/MF 528.922.555-20, que Alugue Festa Ltda, lhe ajuizou Ação Monitoria, para cobrança de R$ 36.018,95 (12/2011), representada pelos cheques sacados no Banco do Brasil S/A. Estando o requerido em local ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir após o prazo supra, pague o dÊbito (hipótese em que ficarå isento do pagamento das custas judiciais e dos honorårios advocatícios), ou apresente embargos, sob pena de constituir-se de pleno direito o titulo executivo judicial. Ante a vigência da Lei 11.232/2005, a(o) rÊ(u) fica intimada(o) de que, se houver conversão do mandado monitório em mandado executivo, a obrigação assumirå natureza de título judicial (sentença) e, então, independente de nova intimação, fluirå o prazo adicional de 15 dias, a partir de quando haverå incidência da multa de 10% prevista, no artigo 475-J do CPC. Serå o presente afixado e publicado na forma da lei.

EDITAL DE CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O E INTIMAĂ&#x2021;Ă&#x192;O-PRAZO 20 (VINTE) DIAS. Processo nÂş 224.01.2012.061929-3/000000-000 Ordem nÂş 2206/12. O(A) Doutor(a) PAULO ROGERIO BONINI, MM. Juiz(a) de Direito Auxiliar da 6ÂŞ. Vara CĂ­vel da Comarca de Guarulhos, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da lei....... FAZ SABER aos RĂŠus em local incerto e conhecimento de eventuais interessados e todos quantos o presente edital virem ou dele tiverem conhecimento, que foi proposta uma ação de USUCAPIĂ&#x192;O ajuizada por RAQUEL MOTA FONSECA contra VICENTE CARBONE, objetivando a CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DOS RĂ&#x2030;US em locais incertos e o conhecimento de eventuais interessados, para os atos e termos da ação e para que querendo contestem, no prazo de 15 dias a fluir em 20 dias da publicação deste, e que nos termos do artigo 285 do CĂłdigo Processo Civil, nĂŁo sendo contestada a ação, presumir-se-ĂŁo verdadeiros os fatos articulados pelo(s) autor(es). Alegando os autores que sĂŁo senhores e legĂ­timos detentores dos diretos possessĂłrios existentes sobre o imĂłvel com as seguintes especificaçþes: Um prĂŠdio residencial, situado a Rua Princesa Izabel nÂş 406, antigo nÂş 280 A, com uma ĂĄrea construĂ­da de 110,93m² e respectivo terreno constituĂ­do pelo lote 13 da quadra 22, loteamento denominado Jardim Vila GalvĂŁo Guarulhos/SP; com uma ĂĄrea de 200,00m², de forma regular, localizado entre as Ruas Dezoito de Fevereiro e Rua Princesa Izabel e seus azimute e distância, que assim estĂŁo descritas e caracterizadas, conforme levantamento topogrĂĄfico: de quem da Rua Dezoito de Fevereiro e da Rua Princesa Izabel olha para o lote 13 mede 8,03m em linha reta e azimute 353Âş35â&#x20AC;&#x2122;22â&#x20AC;&#x2122;â&#x20AC;&#x2122; e do lado esquerdo mede 27,00m, e azimute 93Âş16â&#x20AC;&#x2122;32â&#x20AC;&#x2122;â&#x20AC;&#x2122;, confrontando com o lote 12, no lado direito mede 26,83m e azimute 271Âş06â&#x20AC;&#x2122;35â&#x20AC;&#x2122;â&#x20AC;&#x2122;, confrontando com o lote 14, nos fundos mede 7,00m e azimute 173Âş37â&#x20AC;&#x2122;23â&#x20AC;&#x2122;â&#x20AC;&#x2122;, confrontando com o lote 05. Inscrição Municipal : 083.30.00.01179.01.001 / 01.002, que tem sua origem na transcrição nÂş 9.197 de 29/05/1964 e atual matrĂ­cula nÂş 92.927, ambas do 1Âş Oficial de Registro de ImĂłveis de Guarulhos. SerĂĄ o presente edital afixado no local de costume e publicado pela imprensa na forma da lei. Nada mais. Dado e passado nesta Cidade e Comarca de Guarulhos, Estado de SĂŁo Paulo, ao 30 de novembro de 2012. ! "# $ %&''%*$+< $=> ? @ # H K HKW! "# & %X &% +<Y = [ [[ [> \ [ [ ] # > % $%Y % ''*%Y^ &$+< " $'&_ ''*=> ` kKwK W K y #{ K "# $% ^^%&'&<X^=% K % # [ K | } [> k | ' ~ #\ # # [_H > > % ! H ` > Â&#x20AC; &+'< # # Â&#x20AC; % #Hy & X_ YY' k_H >  [ !WÂ&#x201A; y w H "Â&#x192;Â&#x192;Â&#x192;%| Â&#x201E; % %? = Â&#x2026; [ < > Â&#x2020; Â&#x2021;? Â&#x20AC;

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Citação, Prazo 20 dias, Processo nÂş 0015634-16.2012.8.26.0002. O Dr. Alexandre David Malfatti, Juiz de Direito da 7ÂŞ Vara CĂ­vel Regional de Santo Amaro da Comarca da Capital, na forma da lei, etc.Faz saber a Lyssandro Dimitriadis, RG 22.966.9372 e CPF nÂş 277.821.558-19, que Instituição Paulista Adventista de Educação e AssistĂŞncia Social lhe ajuizou ação MonitĂłria, objetivando recebimento de R$ 5.675,19 (11/2011) acrescidos de juros e correção monetĂĄria. Estando o rĂŠu em local ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir apĂłs o prazo supra, pague o dĂŠbito, ou apresente embargos, sob pena de constituir-se de pleno direito o titulo executivo judicial. Ante a vigĂŞncia da Lei 11.232/2005, a(o) rĂŠ(u) fica intimada(o) de que, se houver conversĂŁo do mandado monitĂłrio em mandado executivo, a obrigação assumirĂĄ natureza de tĂ­tulo judicial (sentença) e, entĂŁo, independente de nova intimação, fluirĂĄ o prazo adicional de 15 dias, a partir de quando haverĂĄ incidĂŞncia da multa de 10% prevista, no artigo 475-J do CPC. SerĂĄ o edital afixado e publicado na forma da lei. 3ÂŞ Vara CĂ­vel Central da Capital/SP 3Âş OfĂ­cio CĂ­vel Intimação. Prazo 20 dias. Proc. 0119531-04.2005.8.26.0100. O Dr. Fernando JosĂŠ CĂşnico, Juiz de Direito da 3ÂŞ Vara CĂ­vel da Capital. Faz Saber a Lilia Ribeiro Pereira, RG. 9.573.697 e CPF. 076.955.998-08 que, CondomĂ­nio EdifĂ­cios Ceci e Peri, lhe ajuizou ação de Rito SumĂĄrio, em fase de Cumprimento de Sentença, bem como em face de Alfredo JosĂŠ Pereira e Outra, para cobrança de R$ 51.057,17 (setembro/2010). Estando a rĂŠ em local ignorado, foi deferida sua intimação por edital, para que em 15 dias, a fluir apĂłs os 20 dias supra, pague o dĂŠbito reclamado, corrigido atĂŠ a data do pagamento, ou ofereça impugnação, nos termos da Lei nÂş 11.232/2005, sob pena de multa no percentual de 10% sobre o montante da condenação (art. 475-J â&#x20AC;&#x153;caputâ&#x20AC;? do CPC) e expedição de mandado de penhora e avaliação. SerĂĄ o edital, afixado e publicado na forma da lei. SĂŁo Paulo, 11 de dezembro de 2012. [ [ y W W # Â&#x2018; KH yKWy k "# k $&%X^$%Y$&_YYY <' = [[ [ [

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

20

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A multa para quem atrasar o envio das informações pelo Siscoserv é de R$ 5 mil por mês.

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FISCO QUER DADOS SOBRE GASTOS NO EXTERIOR

Governo está de olho no que os brasileiros estão gastando fora do País com serviços. A partir de US$ 20 mil por mês de gastos por pessoa física, o Leão exige mais uma obrigação acessória.

Sílvia Pimentel

S

iscoserv. Parece nome de empresa do setor de serviços. Não é. Sigla de Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações, trata-se da mais nova, complexa e abrangente obrigação acessória criada pelo governo. Abrangente porque vai atingir não só empresas, mas também pessoas físicas que gastam com serviços no exterior valor mensal superior a US$ 20 mil. O sistema, que já está em operação desde agosto (para alguns setores), gera dúvidas no meio empresarial e ocupa conteúdo de apostilas e material didático elaborados por empresas de consultoria. A multa para quem atrasar o envio das informações é de R$ 5 mil por mês. Para as informações omitidas, inexatas ou incompletas o valor da multa corresponderá a 5% do valor das transações. Até o momento, já foram registradas mais de 4,5 mil operações. O prazo para o envio dos dados é de 30 dias a partir do início do serviço (prestado ou tomado) – mas, excepcionalmente, até o final de 2013, será estendido a 180 dias. O Siscoserv é um sistema informatizado criado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e a Receita Federal do Brasil (RFB) para que sejam registradas as transações de compra e venda de serviços no exterior. Com a ferramenta, o governo terá estatísticas sobre o comércio exterior de ser-

viços, que historicamente acumula déficits. Estão livres de declarar a venda e compra de serviços as empresas optantes do Simples Nacional e os Microempreendedores Individuais (MEIs). "A obrigação tem causado dor de cabeça porque é totalmente nova, com um alto nível de detalhes. Ou seja, o almoço de um executivo em viagem a negócios no exterior, a compra de um software com cartão corporativo e gastos com hotéis devem ser declarados", exemplifica Sérgio Brotto, da Dascam Assessoria Empresarial, ao adiantar que, no futuro, essas informações serão abertas para os fiscos das três esferas de governo por meio de convênios assinados com a Receita Federal. Por causa do Siscoserv, já foram produzidas 700 páginas de notas explicativas. "É uma linguagem completamente nova. É como um novo dialeto que deve ser aprendido em dois meses", analisa Brotto. D i f e r e n t emente do que ocorre com a maior parte das obrigações acessórias impostas pelo governo, o envio das informações obedecerá a um cronograma baseado nos serviços comprados ou vendidos, e não no ramo de atividade empresarial. Os primeiros dados fo-

ram enviados em agosto deste ano e eram referentes aos serviços ligados à construção civil, correios, instalação ou reparos de equipamentos. Atualmente, as transações envolvendo 11 tipos de serviços já estão sendo enviadas ao sistema. Em 2014, com essa declaração, o governo terá informações de todos os investimentos brasileiros no exterior. De acordo com Sergio Brotto, uma das principais dificuldades encontradas pelas empresas obrigadas a prestar as informações é definir a data do início do serviço. A obrigação de registrar os dados começa nessa fase. "Não é a do pagamento. Isso gera uma certa insegurança para as empresas, porque é difícil precisar a data do início do serviço", explica. Não sem razão, a grande discussão é selecionar qual a área da empresa mais adequada para ficar responsável pelo processamento das infor-

mações. A ideia é deixar com a antes. Hoje, só existe um conárea financeira ou fiscal. "Mas trole efetivo para o comércio é a área de compra e venda de internacional de bens, por serviços que tem a informa- meio da Siscomex (Sistema de ção sobre a data do início do Comércio Exterior). O governo serviço. O ideal é o envolvi- quer mais informações sobre mento dos gestores de todos o setor de serviços para proos departamentos", recomen- mover políticas voltados ao da Brotto. comércio inDúvidas – t er n a ci o n al , De acordo por exemplo, com a gerenp a r a d a r i nA obrigação tem te de conteúcentivos fiscausado dor de do sobre Imcais, além de postos Direevitar a sonecabeça porque é tos da Thomgação", anatotalmente nova, son Reuters lisa. com um alto nível Tax AccounA declarade detalhes. t i n g - F i s c oção deve gesoft, Vanessa rar custos paSÉRGIO BROTTO, DA DASCAM Miranda, as ra as empreASSESSORIA EMPRESARIAL pessoas físisas com o decas são obrisenvolvimengadas a declarar quando os to de sistemas para processar gastos com serviços no exte- o s d a d o s , s o b r e t u d o p a r a r i o r ( h o t e l , a l i m e n t a ç ã o , aquelas com fluxo grande de transporte) superaram o limi- informações. De acordo com a te de US$ 20 mil no mês. "O Sis- consultora, o governo disponicoserv fornecerá ao governo bilizou um sistema online, gradados nunca disponibilizados tuito, em que é possível enviar

os dados. No entanto, essa é uma alternativa apenas para as empresas e pessoas físicas que lidam com volume pequeno de operações de serviços no exterior. Déficits – No balanço de pagamentos, a conta de serviços abrange viagens internacionais, seguros, royalties, transportes, serviços financeiros e muitos outros serviços profissionais – até passe de jogador de futebol. Entre 2007 e 2011, o déficit brasileiro de serviços cresceu 202%, de acordo com o MDIC. No ano passado, o déficit foi de US$ 36,7 bilhões, com variação de 23,8% em comparação com 2010. Já as exportações de serviços do País tiveram um acréscimo de 21% de 2010 para 2011. Pelo ranking mundial dos maiores exportadores, o Brasil ocupa a 30ª posição. No caso das importações, o País encontra-se na 7ª colocação entre os maiores importadores de serviços.

Um frenesi de consumo, diz FT. Para o jornal, a desaceleração da economia brasileira pode criar um círculo vicioso com efeitos negativos

A

desaceleração da atividade econômica brasileira pode criar um círculo vicioso com efeitos negativos em cascata. O alerta faz parte de análise de um texto publicado ontem no jornal britânico Financial Times (FT). Com o título Ritmo do consumo, o texto diz que "rachaduras" podem aparecer na economia turbinada pelo consumo, mas que, apesar disso, a "fé" de líderes empresariais no "frenesi de gastos continua inabalável". A análise começa na Rua 25 de Março, em São Paulo, onde Roberto Carlos, um desempregado, compra "freneticamente". Carregando sacolas, o desempregado leva roupas, sapatos e uma máquina de café. Consumidores como ele fizeram o Brasil ser catapultado para o hall dos quatro

maiores mercados globais de itens de consumo. "Mas o freio na economia tem gerado comparações infelizes com a China, onde uma desaceleração mais modesta afetou o espírito 'animal' dos compradores. Isso prejudicaria não apenas a indústria e os varejistas, mas colocaria toda a economia em um círculo vicioso", diz a análise. O texto chama atenção do grande peso do consumo na economia brasileira. "Na economia brasileira, o shopping é vital. O consumo das famílias, que representa 35% do PIB da China, contribui com 60% no Brasil". Diante da dependência do consumo, o texto diz que "rachaduras" começam a aparecer. Um exemplo é que o comprometimento da renda para pagar cartões de crédito e outros

empréstimos alcança um quinto do salário, nível recorde. Com isso, as vendas no varejo começam a fraquejar. O texto ressalta que "quase tudo" pode ser comprado a prazo no País: de papel higiênico a cirurgia plástica. Impostos – A reportagem, que ouviu executivos de grandes empresas instaladas no Brasil, diz que outro potencial risco é a lentidão da economia aumentar o desemprego mais à frente, o que potencializaria um cenário desfavorável. Outro ponto é a burocracia. Uma das empresas ouvidas pelo FT, a Unilever, utiliza mais gente nas áreas legal e tributária do que no setor de marketing. Mesmo assim, diz o jornal, a Unilever e outras grandes empresas permanecem confiantes nas potencialidades do consumo-Brasil.


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DC 09/01/2013 by Diário do Comércio - Issuu