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Diário do Comércio - 09/01/2012

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São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 7, 8 e 9 de janeiro de 2012 Conclusão: 23h45

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Jornal do empreendedor Ano 87 - Nº 23.537

O guarda-chuva do ministro Bezerra protege Pernambuco – e a chuva teima em provocar estragos em Minas, Rio e Espírito Santo. Mas o tempo está mudando: raios do DEM e trovoadas do Planalto caem agora sobre ele próprio, esperado hoje para um encontro com Dilma, e podem já ter afundado seus planos eleitorais . Pág. 5 Diego Vara/Agências RBS/Folhapress

NYTimes

Outro dique se rompe no Rio Cerca de 900 pessoas estavam no caminho das águas, em Outeiro. www.dcomercio.com.br

A Sininho sexy é do artista J. Scott Campbell. Mas vá à página 10: Chapeuzinho Vermelho aparece de cinta-liga. L.C.Leite/LUZ

107 cidades sufocadas no Sul Intensidade da tragédia ameaça mais 35 municípios gaúchos. Perdas nas colheitas devem chegar a 35%. Pág. 9.

Eleita a palavra que reinou em 2011

Infeliz ano novo!

Os planos do vereador José de Paula Neto, do PCdoB, estão prontos. Falta a eleição. Pág. 6

A eleição, com 120 mil votos, é da Linguistic Society of America. Pág. 10

Cristiano Couto/ Hoje em Dia/AE

Netinho: "Se eu for eleito prefeito..." Ahmadinejad brinda o isolamento com Chávez, na Venezuela. Pág. 8

OCCUPY:

Heroínas infantis de lingerie

HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 28º C. Mínima 18º C.

AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 29º C. Mínima 19º C.

Um mês de chuva em 6 dias Belo Horizonte já teve 77% das chuvas de um mês. E o alerta máximo voltou ontem ao Estado do Rio. Pág. 9

ISSN 1679-2688

23537

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado, domingo e segunda-feira, 7, 8 e 9 de janeiro de 2012

Não quero ser leviano. Mas que esse "bullseye" é estranho, isso é! Rodrigo Constantino

pinião

CERTEIRO DEMAIS RODRIGO CONSTANTINO

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IBGE acaba de divulgar a inflação oficial de 2011, medida pelo IPCA. O acumulado no ano ficou em 6,50%. A meta do Banco Central é de 4,50%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima e para baixo. Ou seja, a inflação oficial cravou o topo da meta, incluindo a segunda casa decimal. Se a inflação ficasse acima do teto, o presidente do BC, Alexandre Tombini, teria que escrever uma carta com explicações para o ministro Guido Mantega. Que diferença uma casa decimal faz! As manchetes dos jornais já não precisam afirmar que a inflação rompeu a meta do BC no ano. Na competição de tiro ao alvo, o centro do alvo é conhecido como "bullseye". Se aceitarmos a meta oficial do governo, então o alvo seria 4,5% de inflação. Mas os investidores já perceberam há muito tempo que a meta verdadeira do BC tem sido os 6,5% do topo da banda de tolerância mesmo, e não o centro. Este é um governo que tolera "mais inflação" para ter "mais crescimento" – ainda que a inflação suba, mas não o crescimento,

mostrando se tratar de uma falsa dicotomia. A inflação oficial foi a mais alta desde 2004, e o crescimento do PIB não vai chegar nem aos míseros 3%. Mas o ponto aqui é que podemos afirmar que o BC fez um "bullseye". Se o IPCA fechasse o ano com alta de 6,55%, então todos os jornais publicariam que a inflação estourou a meta, e teria aquela cartinha incômoda do presidente do BC.

N

o imaginário do povo ficaria esta mensagem: a inflação superou a meta. Perda de controle? Agora, nada disso é necessário. Inflação dentro da meta. O comunicado do BC diz: "A meta para a inflação foi cumprida em 2011 pelo oitavo ano consecutivo". Lindo. E olha que não foi preciso nem arredondar a segunda casa decimal. Foi pura coincidência? Talvez. Tudo é possível. Mas se Hugo Chávez pode achar "muito, muito, muito estranho" os vários casos de câncer dos líderes latinoamericanos, insinuando que o governo americano pode estar por trás desta coincidência (quem precisa de comediante quando exis-

tem caudilhos assim?), então acredito que posso ao menos levantar suspeita similar: estranho, muito estranho! O governo trocou o presidente do IBGE faz pouco tempo, os pesos dos produtos no índice serão recalculados favorecendo o resultado final, o BC usou o modelo SAMBA (do crioulo doido) para reduzir na marra a taxa de juros, e agora a inflação oficial fica exatamente no topo da meta. Analisando cada caso isolado,

nada demais. Mas tudo junto, e com este governo "desenvolvimentista" que claramente tolera mais inflação, ainda mais tendo o exemplo da Argentina ao lado, então é legítimo ter calafrios. Não quero ser leviano. Mas que esse "bullseye" é estranho, isso é!

Se o IPCA fechasse o ano com alta de 6,55%, todos os jornais publicariam que a inflação estourou a meta. Com o seu "bullseye", o Banco Central evitou o transtorno.

RODRIGO CONSTANTINO É DIRETOR DO INSTITUTO LIBERAL

TODO ANO, TUDO IGUAL...

PAULO SAAB

Rafael Andrade/Folhapress

E

stamos naquela época do ano , em pleno verão de janeiro, em que as noticias de jornal, os telejornais e o noticiário das emissoras de rádio, além das revista – além da internet, claro, só não são copiadas e plastificadas dos anos anteriores, porque a situação de caos por conta das chuvas, inundações, deslizamento de encostas, desabamento de pontes, ruptura de barragens, fica pior a cada ano. É algo que provoca no cidadão consciente uma forte indignação, pela ausência de soluções e até de paliativos por parte das autoridades, sejam elas federais, estaduais ou municipais. Observe-se que não se pode eximir aqui o grau de responsabilidade da própria populacao, que se instala em areas de risco e joga lixo em córregos e rios, entupindo-os. Não é possível, entretanto, neste contexto, deixar de responsabilizar a autoridade pública. Antes a desculpa era a falta de verbas. Agora a culpa é da burocracia, porque o dinheiro não chega. A culpa é do favorecimento do ministro

isso é algo, infelizmente, ainda culturalmente arraigado nos brasileiros. Nós, brasileiros, somos mal educados, desrespeitosos e ainda não evoluímos o suficiente para parar de pensar e agir sempre buscando levar vantagem sobre os demais.

Moradores da região de Campo dos Goytacazes (RJ) usam barco para escapar das águas. que privilegia seu estado. A culpa, enfim, é de ninguém. E quem paga a alta conta é a população atingida, muitas vezes pagando-a com a própria vida. O leitor atento há de notar que outra situação é recorrente neste cenário, durante este periodo do ano: as autoridades que insistem em sair em férias, exatamente

quando as cidades e estradas estão submergindo nas águas do verão. Até a presidente Dilma entrou nessa. Nossos políticos não aprendem que mandato popular não dá direito a férias, e que estas não podem, pelo menos, ser usufruídas nesta época. O político brasileiro g oza de privilégios absurdos,

afrontosos, se comparados a outros países muito mais civilizados, desenvolvidos e ricos. É preciso, por dever de justica, lembrar – quando se vê esse caos anunciado, quando um ministro destina quase a totalidade das verbas para o País apenas ao estado em que pretende ser candidato a governador ( no caso, Pernambuco) – , que

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

ou dar um exemplo, de cansar a quem luta para buscar impedir que os espertos levem vantagem , tanto na vida pública como na privada. Num hotel hotel 5 estrelas fora do país, sete horas da manhã, um amigo do colunista observa pela janela de seu apartamento uma senhora colocando toalha e chapéu em duas cadeiras da piscina, absolutamente vazias ainda, "guardando-as" para si. Pensou tratar-se de hábito internacional e desculpou a má educacao dos brasileiros, até descobrir , mais tarde, que a ilustre senhora egoísta era uma brasileira em férias

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com a família. Repetia o gesto de esperteza, praticado à larga pelos nossos políticos e governantes, reflexo dessa mentalidade, que pratica na barraca da praia, na piscina do clube, em qualquer circunstância e local. Queremos que nossos políticos e governantes sejam mais sérios, honestos, probos. Eles são reflexo do meio. Somos nós mesmos. e todo modo, não desisto facilmente. Ajude, portanto, leitor, a mostrar ao País que estamos cansados e queremos mudar nosso comportamento. Entre no site www.euquerorespeito.org.br e dê seu apoio para que o STF julgue os denunciados no "mensalão" antes que os crimes prescrevam. Prescrição de crime contra o erário já é, em si, um absurdo.

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PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres:Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 7, 8 e 9 de janeiro de 2012

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ATUAL GOVERNO MEXICANO PASSARÁ POR PROVA DE FOGO NAS URNAS E NA PRÓPRIA HISTÓRIA.

pinião

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o final do quinto e penúltimo ano do mandato de Felipe Calderón como presidente do México, começa o debate sobre seu legado: o julgamento político, nas urnas; o julgamento legal, diante dos tribunais; e o juízo moral, diante da história. Os julgamentos dependerão de fatores internos e externos imprevisíveis. Pedro Calderón será recordado, elogiado ou condenado por uma só vertente de sua gestão: a guerra contra o narcotráfico. O julgamento político se dará nas eleições presidenciais de julho próximo. A eleição é um referendo sobre o desempenho de 12 anos do Partido de Ação Nacional (PAN), sob Calderón e seu antecessor, Vicente Fox, e em particular sobre os custos e resultados da guerra contra as drogas. Pesquisas realizadas no mês passado pelo instituto El Universal/Buendía & Laredo mostram que a popularidade de Calderón é apenas ligeiramente menor do que a de seus antecessores no mesmo período de sua presidência, e que os mexicanos aprovam a estratégia de Calderón de utilizar a participação do exército na guerra contra o tráfico. Mas os resultados das pesquisas dos pré-candidatos presidenciais apontam que Josefina Vazquez Mota, do PAN de Calderón, tem cerca de 20 pontos percentuais menos que Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), e quase empatada com Andres Manuel Lopez Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD). Se o PRI conseguir que os eleitores não sejam contra o retorno do PRI ao poder (depois de dominar a política mexicana durante sete décadas), e se não for registrada uma grande vitória na luta contra o tráfico de drogas, é improvável que o partido de Calderón reverta a desvantagem de 20 pontos. Este será o julgamento político dos eleitores. A campanha começou em 25 de novembro, quando ativistas mexicanos para os direitos humanos apelou ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, para investigar Calderón, assegurando que ele tolerou e acobertou crimes cometidos pelo exército e pela polícia durante a guerra contra as drogas. O gabinete de Calderón reagiu ameaçando processar os acusadores por difamação. A campanha na TPI pode não ser realista, mas o contexto é compreensível: o enorme custo em vidas na guerra contra o tráfico. Embora o governo tenha parado de publicar os números de baixas, a imprensa mexicana divulga os chamados "executômetros" toda semana. O

JORGE G. CASTAÑEDA líticas de seu governo. Quase certamente, Zedillo não será submetido a um julgamento. Quando alegações semelhantes foram movidas contra o ex-presidente da Colômbia Alvaro Uribe, hoje professor visitante na Universidade de Georgetown, em Washington, DC, a administração Obama,sob pressão do governo colombiano, recomendou que Uribe não fosse chamado para depor. Mas Zedillo teve de dar depoimentos, contratar advogados e enfrentar a ansiedade de um possível julgamento. Se o abate de Acteal pode gerar uma disputa judicial depois de 14 anos, como poderiam reagir os parentes de 40 mil vítimas da guerra contra as drogas? Em um caso apresentado contra Calderón, o governo dos EUA poderia estender-lhe uma imunidade semelhante à de Uribe – mas talvez não.

Felipe Calderón na balança mais confiável deles menciona 45.000 homicídios relacionados à droga de 2006 até agora.

E

m 9 de novembro, a Human Rights Watch divulgou um duro relatório sobre a na guerra contra o narcotráfico: de 35 mil homicídios cometidos pelo crime organizado entre dezembro de 2006 e janeiro de 2011, apenas 1.000 tinham sido investigados pelas autoridades federais. Em apenas um terço dos casos os suspeitos foram acusados – e apenas 22 deles foram condenados. Questionado sobre por que foram tão poucas as sentenças de culpa, autoridades mexicanas alegam uma série de circunstâncias atenuantes. ''No entanto,'' disse o relatório,''vários representantes afirmaram à Human Rights Watch que um dos maio-

res obstáculos para a investigação e efetivamente julgar esses casos, é a grande ocorrência de abusos cometidos por soldados e policiais.'' Os incontáveis casos de tortura, assassinato e desaparecimentos, a impunidade para os perpetradores dos crimes, e a rejeição sistemática de governo em promover mudanças para remediar esta situação estão criando uma sombra que pode

escurecer o futuro de muitas das autoridades envolvidas.

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inguém acusa o presidente Calderón ''ter ordenado estes abusos, mas ele está tolerando uma série de políticas equivocadas", disse o diretor executivo da Human Rights Watch, Kenneth Roth, em entrevista ao Financial Times. No México, há rumores de que

O México tem padecido nos últimos anos um enorme custo em mortes e gastos na guerra contra as drogas, e sofrido ainda uma grande perda de prestígio internacional.

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Calderón, deixando a Presidência, pretende um assento na ONU relacionados com as mudança climática, em um escritório baseado em Nova York. Se ele realmente decidir viver nos Estados Unidos, poderá utilizar um precedente legal. Em setembro, uma ação judicial alegando crimes contra a humanidade foi movida contra o presidente mexicano Ernesto Zedillo, que leciona na Universidade de Yale em New Haven, Connecticut.

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ação civil foi interposta em nome dos sobreviventes e das famílias das vítimas do que é conhecido como "o massacre de Actea". Em 22 de dezembro de 1997, na aldeia de Acteal, no estado de Chiapas, um grupo paramilitar massacrou 45 ativistas pela paz. Zedillo era o presidente na época, e os acusadores dizem que o crime ocorreu, em parte, devido às po-

possibilidade de um julgamento parece remota , se não quase impossível. No entanto, por vários motivos – animosidade política, vingança, ou a dor verdadeira causada pela perda de um ente querido – é possível que sejam intentadas ações, mais ou menos bem sucedidas, para levá-lo ao tribunal. E assim chegamos ao julgamento moral. O México tem padecido um enorme custo em mortes e gastos na guerra contra as drogas, bem como uma grande perda de prestígio internacional. Por que o México desperdiça tantas vidas, tanto dinheiro e prestígio? E agora é provável que o governo do México seja derrotado nas urnas em um julgamento político, vença no julgamento legal e tenha uma enorme perda no julgamento moral – que é o pior de todos. JORGE G. CASTAÑEDA É EX-MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO MÉXICO, PROFESSOR GLOBAL, DA UNIVERSIDADE DE NOVA YORK E ARTICULISTA DO NEW YORK TIMES. SEU LIVRO MAIS RECENTE É ”MAÑANA FOREVER? MEXICO AND THE MEXICANS” . TRADUÇÃO: VILMA PAVANI

Monalisa Lins/AE

AS VANTAGENS DO PLANEJAMENTO

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ma longa prática nos ensina que o bom planejamento não deve passar de cinco anos. Em geral, os planos decenais sugeridos pelo governo central, com raríssimas exceções, acabam fazendo água no meio do caminho. Há fatores imponderáveis que se interpõem, no processo, frustrando expectativas. Continua em discussão demorada, no Congresso Nacional, o Plano Nacional de Educação. Era para valer a partir de 2011, mas já se viu que foi adiado. Para quando? Só Deus sabe. A sua complicada regulamentação poderá durar meses, como ocorreu em outras oportunidades. Enquanto isso, os educadores discutem os seus postulados, como aconteceu na Editora Saraiva, em Ribeirão Preto(SP), com a participação de diversos educadores e Secretários de Educação de municípios brasileiros. A primeira estranheza que surgiu foi o número de

ARNALDO NISKIER vezes em que aparece a palavra "universalizar". É praticamente impossível alcançá-la, mesmo em itens tipo atendimento do ensino fundamental, porque ficamos sempre um pouco distantes dos 100%. arece que não se leva em conta o tamanho do Brasil, suas incríveis diversidades, e as dificuldades naturais de um país hoje com quase 200 milhões de habitantes. Persiste o número teimoso de 14 milhões de adultos analfabetos, como se fosse um estigma. Aí entre outra palavra desgastada, que é "erradicar". Há quanto tempo

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nossas leis citam a erradicação do analfabetismo, sem que se consiga estancar esse processo de discriminação social? etas quantitativas são sempre difíceis de alcançar. Veja-se o caso dos salários dos professores. Promete-se um piso nacional, mas a prática é outra. São muitos os estados em que o mínimo é desrespeitado, sendo comum a acomodação dos mestres desde que lhes seja facultada a assistência médica do SUS. Pode-se argumentar que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas é a realidade. O PNE não pode subsistir

M

Educação de qualidade exige harmonia entre governos municipais, estaduais e federais.

sem uma adequada harmonia entre os governos municipais, estaduais e o federal. Se cada um puxa para um lado, como acontece, isso fratura o espírito do plano, que deve ser harmonioso. o caso dos recursos para a educação (equivocadamente chamados de gastos), a soma dos investimentos nas várias esferas é que vai dar 7 ou 8% do PIB. Se isso não se cumpre, de acordo com os mínimos constitucionais exigidos (estados e municípios devem

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investir pelo menos 25% dos seus respectivos orçamentos em educação), tudo não passará de quimera inalcançável. Vão-se os planos por água abaixo.

Não se advoga a existência ditatorial do currículo único. Devem ser consideradas as peculiaridades locais, mas um certo sentido de organicidade é altamente defensável.

bordamos ainda, na citada reunião de especialistas, a questão dos currículos. Não temos planos municipais de educação em vigor, no País todo. Em muitos municípios, vigora o princípio do voluntarismo, cada um faz o que acha melhor. O resultado é uma confusão de conteúdos.

P

A

or isso, os sistemas de ensino estão ganhando espaço nas escolas públicas e particulares. Trazem conforto e segurança aos mestres que com eles trabalham. ARNALDO NISKIER É INTEGRANTE DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, PRESIDENTE DO CIEE/RIO E DOUTOR EM EDUCAÇÃO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 A famosa blogueira

cubana Yoano Sanchez está pedindo a Dilma em vídeo na internet que facilite sua vinda ao Brasil.

k Quem vai desaparecer primeiro: o ovo ou a galinha?

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gibaum@gibaum.com.br

MILLÔR FERNANDES // 88 anos, no Twitter, preocupado com a profecia maia do fim do mundo. Fotos: BusinessNews

sábado, domingo e segunda-feira, 7, 8 e 9 de janeiro de 2012

3 MAIS: Raul Castro já negou quatro vezes e Yoano quer também que Dilma acerte ainda que ela possa voltar a Cuba sem ser presa.

Controle total 333 O SBT que eleger, por votação na internet, O Maior Brasileiro de Todos os Tempos e diante da possibilidade de alguns votados terem tido seus nomes vazados, a emissora está adotando um rígido controle de apuração. O SBT também está ciente de que poderá haver votos em tom de brincadeira porque existe o bloco de sugestões. Terão acesso poucos funcionários munidos de senhas que os identificarão cada vez que forem utilizadas.

BOA DE BROWNIE Contratada da Record e quase dois anos fora do ar, a sempre elegante Silvia Pfeiffer, 54 anos, resolveu investir em outra de suas qualidades, que poucos conhecem. Elabora brownies inesquecíveis, que vende por encomenda e abastece um restaurante do Rio. E Silvia avisa que não pretende largar a carreira de atriz: “Só que, em vez de ficar correndo atrás de diretores ou fazendo plásticas, prefiro usar meu tempo de maneira mais produtiva e, claro, mais gostosa”. 333

Sherlock 2 Quem acaba de chegar ao Brasil é o ator Robert Downey Jr., o novo Sherlock Holmes do cinema: veio para pré-estréia de O Jogo das Sombras . Ele trouxe junto seu instrutor de artes marciais. Downey Jr., desde que começou a se livrar das drogas em 2003, ocupa seu tempo com luta, ioga e meditação. Mais: sua mulher Susan Levin, produtora, espera um filho para fevereiro.

É dos carecas que elas gostam Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula (ele não usa mais o nome Instituto de Cidadania), já avisou a escola de samba Gaviões da Fiel, ligada ao Corinthians, que o ex-presidente, agora enfrentando a radioterapia, é presença certa no desfile da escola. Okamoto ainda brincou, dizendo que o ex-presidente está preocupado com os ciúmes de Marisa Letícia, que estará a seu lado no carro alegórico. Como ainda estará sem barba e cabelos, Lula lembra que “é dos carecas que elas gostam mais”.

333

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Rendas artesanais.

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Dentro do verdadeiro festival de barbaridades ditas e cometidas no programa Mulheres Ricas, a arquiteta e decoradora Brunete Fracarolli (é uma das integrantes que fez plástica; a outra é Débora Rodrigues que turbinou os seios), que só usa rosa, à certa altura, mostra um cachorro com vocação gay. E esclarece: “Ele pensa que é menina”. 333

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Rendas industriais.

333

Ministério na gaveta 333 A empresária Luiza Trajano, comandante da rede Magazine Luiza e colecionadora de prêmios e homenagens em seu segmento de atuação, não consegue resolver – e há seis meses – pendências trabalhistas que são muito superiores ao que o próprio governo imaginava e que provocaram o adiamento de sua nomeação para ministra da Micro e Pequena Empresa. Ela já fez acordos de ajustamento de conduta com o Ministério Público, só que até a criação do novo ministério nem saiu do papel. Detalhe: essa novela trabalhista surpreendeu – e muito – Dilma Rousseff.

333 A ATRIZ Viviane Pasmanter e o ex-marido, Gilberto Zaborowsky, da construtora Zabo, envolvida em denúncias de falsificação no recolhimento de tributos municipais em São Paulo, estão em pé de guerra. Ele está pedindo na justiça redução na pensão alimentícia (teve dois filhos com Viviane) e ela estaria proibindo a visita dele, depois de seu casamento com Luisa Mell, apresentadora de programas sobre pets e ex- affair de Amilcare Dallevo, da Rede TV!.

NEM só de previsões econômico-financeiras vive Alexandre Tombini, presidente do Banco Central. Torcedor entusiasmado do Internacional, Tombini acha que o futebol brasileiro vive um momento difícil e que a seleção poderá fazer feio na Copa de 2014. O presidente do BC viu o jogo entre Santos e Barcelona e acredita que outras seleções de todo o mundo hoje apresentam aquele tipo de futebol.

Solução

L

ATÉ CACHORRO

333 Quem acompanhou, pelo Canal Brasil, nesses dias, a Mostra Antonio Meliante, pode rever no filme de episódios As Safadas , a atriz Zilda Mayo, uma das divas da época das pornochanchadas da boca do lixo de São Paulo, nos anos 70 e 80. Zilda fez nada menos do que 42 filmes do gênero e posou para todas as revistas masculinas. Agora – quem diria – aos 58 anos de idade e morando em Araraquara, interior de São Paulo, ela acaba de estrear, em sua cidade, num espetáculo do tipo stand-up, com grandes tiradas e com muito sucesso. E avisa que está em grande forma para um novo ensaio. “E sem retoques: não tenho estrias, nem celulite”.

E sem retoques

333 LEONARDO fará shows em todo o Brasil apenas no primeiro semestre e dedicará os últimos seis meses do ano para participar da produção do filme que contará sua história (ele é um dos produtores), desde o começo da dupla com Leandro. O filme vai se chamar Não Aprendi Dizer Adeus e roteiro e diálogos estão sendo escritos por Gloria Perez.

C F N E U R I N H A N T A Z A L M E S C O L

333 O governador Tarso Genro do Rio Grande do Sul, está passando férias em Cuba e só reassume dia 16. O bloco gaúcho do PT vem exigindo que ele faça uma reforma em seu secretariado, sob a ameaça de repetir a sina de governadores petistas lá: não se reeleger. Tarso, por enquanto, está esfriando a cabeça entre rum, rumbas, puros e até rumberas, segundo contou por telefone a chegados. “E não são dos tempos de Batista, não!”.

O PUBLICITÁRIO Felipe Barahona e a atriz Ana Ferraz, que trabalha na Daslu, estão namorando. Ele já manteve affairs com Daniela Cicarelli, Fernanda Barbosa (tem um filho com ela) e foi casado com Diana Noronha; ela namorou por dois anos o ator Marcelo Serrado, o Crô de Fina Estampa. 333

A

Até rumberas

O MINISTÉRIO da Justiça está contratando empresa especializada para desalojar pombos e até morcegos instalados em áreas do prédio principal do ministério e também nas instalações da Força Nacional de Segurança. A mesma empresa fará serviços de desinsetização, desratização e descupinização. 333

T O A R G T A

Malgrado os esforços de José Dirceu, hoje transformado no maior incentivador da ida de Ciro Gomes para o Ministério de Ciência e Tecnologia, a própria presidente Dilma Rousseff não consegue enxergar chance para um lugar ao ex-ministro em seu governo. E essa visão é a mesmo que tem desde que desembarcou no Planalto e formou seu time do primeiro escalão. Seu vice, Michel Temer, já foi chamado por Ciro de “chefe de um ajuntamento de assaltantes”, referindose ao PMDB, partido do qual Dilma, sem exagero, mantém uma certa dependência (fora o prestigio pessoal de Temer com ela). 333

MISTURA FINA

L E L C O A I S A E Q U U E L E F I

NÃO VAI DAR

333 O nome completo do ministro da Integração Nacional, que está debaixo de bombardeio por conta de verbas contra enchentes, é Fernando Bezerra Coelho. Por causa desse sobrenome é que não sairá do governo. Ele faz parte de esquema controlado por caciques políticos de velhas oligarquias do Norte e Nordeste que apoiaram Dilma Rousseff nas eleições, mantém controle sobre diversas áreas da União, solidamente ancorado na aliança com a presidente. Pioneiros do sertão pernambucano, os Coelho de Petrolina já renderam até tese de doutorado, atuando em grande região do interior do Estado. O senador Nilo Coelho foi um dos famosos integrantes desse antigo e sempre atuante coronelato nacional. Ex-prefeito de Petrolina por três mandatos (e possivelmente, candidato à prefeitura de Recife), Fernando Bezerra já foi secretário do Desenvolvimento do governo Eduardo Campos.

Bezerra é Coelho

B E I R C O D O D E S G A P

Há semanas, Eduardo Paes enviou emissários propondo ao deputado federal Romário (PSB-RJ) que aceitasse o cargo de secretário de Esportes da prefeitura do Rio e apoiasse o atual prefeito em sua tentativa de reeleição. Romário levantou o nariz, dizendo que não estava à venda e seria candidato este ano. Aí, o mesmo Eduardo Paes correu por fora e fechou um acordo com o PSB carioca, que o apoiará e não terá candidato próprio. A ficha, então, caiu para Romário e ele tentou avisar Paes que topava aceitar a secretaria de Esportes: só que agora, quem não quer é ele.

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333 Do alto dos US$ 90 milhões que faturou em 2011 sagrando-se campeã do ranking do showbiz da Forbes e depois de ter vendido, no mesmo ano, oito milhões de cópias em todo o mundo de Born This Way , Lady Gaga, 25 anos, reaparece num ousado e fantástico ensaio assinado pelo casal queridinho da moda, Inez Van Lamsweerde e Vinoodh Matadin, na Vogue Itália. O estilo, para a revista, mistura o trash dos anos 80 com uma figura “apocalíptica e desintegrada” e, pela primeira vez, ela exibe os seios au grand complet. E está encantada com a gravidez de Beyoncé: “Algum dia, também serei mãe. Mas, agora, meu próximo bebê será meu novo disco”.

Apocaliptica e desintegrada

P F I G L C U F L U A T E D I A A MU U A L C H E B E L R A

Reviravolta

Por: José Nassif Neto Medicamento para evitar gravidez.

O firmamento. Gal Costa, cantora.

Estampa colorida para álbum de coleção. Ter origem; emanar.

Boca das aves.

'Ele', em alemão.

A MODELO Alessandra Ambrósio vai participar da próxima SP Fashion Week, mesmo grávida e também será a madrinha do baile de carnaval que a revista Vogue promove, todos os anos, nos salões do Hotel Unique, em São Paulo. Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

Argola de corrente.

Embarcação de esporte radical. Sensação de vazio.

Fico aborrecido.

Parte de um endereço eletrônico. Reproduz material gravado nele.

Símbolo do carbono. (quím.)

Mecânica. (abrev.) Maior astro do sistema solar. Pertencente a ele.

Urânio, Poesia de símbolo estrofes químico. simétricas. Vogais de padre.

Maior mamífero dos servídeos.

Aposento do detento.

Folha-de flandres. Planta forrageira.

Que pessoa.

Regra social.

Saudável. Natural da Bélgica.

Colocar estampilha na carta. Flúor, símbolo químico.

Gênero de música popular.

Símbolo de tempo. (física)

Qualidade do que é lindo.

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333

Símbolo do A Capital nitrogênio. do Rio Grande (quím.) do Norte.

Derradeiro.

Fixa o olhar.

(382) 2-er; sã; 3-ode; céu; rap; 4-orga 5-disco; tédio; belga.

A nota sol na notação alfabética.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 7, 8 e 9 de janeiro de 2012

5 A EXPLICAR Bezerra deverá esclarecer a Dilma as concessões a Pernambuco

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A CONVENCER Ministro também deverá ser convincente aos parlamentares

Moreira Mariz/Agência Senado

Não existe política partidária pequena, miúda. Não se pode discriminar Pernambuco por ser o estado do ministro. Fernando Bezerra Coelho, ministro da Integração Nacional – natural de Pernambuco.

Valter Campanato/ABr

Chuvas: ministros avaliam o efeito Bezerra no País

Não recebi orientação ou determinação para intervir na execução orçamentária do Ministério da Integração Nacional. O ministro Fernando Bezerra é, e continua sendo, o responsável pela execução dos programas e projetos daquela pasta. Nota da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Não tenho, no momento, como fazer análise de mérito, mas precisamos ter equilíbrio na distribuição de verbas nos ministérios. Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação Aloizio Mercadante, sobre Bezerra ter destinado 90% dos recursos a Pernambuco.

Não tenho do que reclamar do ministro. Com o estado, o ministro tem sido muito atencioso e solícito, até por conta de uma relação de trabalho, de respeito. Governador do Paraná Beto Richa (PSDB), cujo estado recebeu do Ministério da Integração Nacional R$ 1,8 milhão para obras antienchentes – 14 vezes menos que Pernambuco: R$ 25,5 milhões.

rde/AE

Marcos Arcove

Fabio R. Pozzebom/ABr

Esse repasse ministerial afronta a todos os brasileiros, sobretudo aqueles que vivem em regiões de risco no País. Deputado federal Rubens Bueno (PR), líder do PPS, sobre verba destinada a Pernambuco.

Não tenho o que reclamar do ministro Fernando Bezerra. Um grande parceiro e proativo em todas as demandas. Governador do Rio Sérgio Cabral Filho (PMDB), sobre aplicação de recursos do Ministério da Integração Nacional para prevenção de enchentes em 2011. O Rio, palco da maior tragédia natural do País há um ano, foi preterido pela pasta.

Qualquer destinação de recursos públicos que fuja de critérios técnicos, sem observar as emergências de cada região, deve ser condenada e imediatamente corrigida. Senador Aécio Neves (PSDB-MG), sobre aplicação dos recursos do Ministério da Integração.

Nem precisaria ser convocado por deputados e senadores. O ministro teria que se autoconvocar, se dispor a ir lá e abrir esse debate. É obrigação dele (...) prestar contas ao Congresso Nacional. Deputado federal André Vargas (PT-PR), secretário nacional de Comunicação do partido, sobre distribuição das verbas do ministério da Integração Nacional e "ingerência política na Defesa Civil".

Charles Silva/AE - 06.01.12

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onvocados pela urgência em meio às férias, cinco ministros se reuniram no começo da noite de ontem para uma avaliação mais detalhada dos estragos das chuvas que inundaram dezenas de cidades mineiras, fluminenses e capixabas nos últimos dias. Só em Minas, segundo contabilizou ontem a Defesa Civil, 12 pessoas morreram desde outubro, e nada menos que 103 prefeituras decretaram situação de emergência. Os resultados dessa reunião serão divulgados mais amplamente hoje, na forma de um documento que será apresentado às 10 horas para a presidente Dilma Rousseff. No texto, o corpo ministerial deverá expor também as consequências igualmente graves da estiagem que assola os estados do Sul. O encontro sobre os disparates climáticos que castigam o País aconteceu no Centro Nacional de Gerenciamento de Risco e Desastres, onde se juntaram Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacion a l ) , A l o i z i o M e rc a d a n t e (Ciência, Tecnologia e Inovação), Paulo Sérgio Passos (Transportes) e Alexandre Padilha (Saúde), além de Humberto Viana, secretário Nacional da Defesa Civil. Quem coordena as ações é Gleisi Hoffmann, a quem a presidente Dilma devota as missões mais caudalosas do seu governo. No entanto, quem mais está sujeito às intempéries do Planalto é mesmo o titular da Integração, Fernando Bezerra Coelho. Inundado por acusações de favorecimento ao seu estado na distribuição dos recursos federais para prevenção de calamidades, o pernambucano terá de se explicar diretamente à presidente por ter drenado 90% do dinheiro oficial para lá, enquanto regiões de maior risco ficaram sem o guarda-chuva da União (veja na página 9). A explicar – Imagina-se que será uma conversa difícil. Bezerra, que se consolidou nos últimos dias como uma espécie de embaixador de Petrolina no governo federal, deverá dar esclarecimentos sobre sua generosidade ao município do sertão pernambucano, onde pretende fazer o filho prefeito

Excesso: ministro da Integração Fernando Bezerra terá de justificar desequilíbrio nos repasses federais. Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr - 012.12.11

Isso (verbas para a região) foi prometido, mas nunca conseguimos nada. Agora que ele (Bezerra) é ministro, vai! INÁCIO FULGÊNCIO CAVALCANTE

Dilma: presidente aguarda para hoje as explicações.

35,7 milhões foram transferidos para Petrolina, onde o filho de Bezerra disputa a prefeitura.

pela primeira vez. Na cidade há poucos sinais da crise na qual o ministro mergulhou. Ali, a abundância de verbas para o estado – vista como uso político indevido pelo resto do País, mas negada por ele – rendeu pontos entre aliados e eleitores. Só nos últimos quatro meses, o ministro esteve cinco vezes em Petrolina, de acordo com sua agenda oficial. Na úl-

tima visita, em 20 de dezembro de 2011, Bezerra assinou 16 ordens de serviço para a modernização de áreas irrigadas no município, no valor de R$ 35,7 milhões. Primogênito – O reduto de Bezerra, dependente de verbas federais sobretudo por conta das secas, foi "escolhido", segundo texto do ministério, como o primeiro beneficiário do programa Mais Irrigação, que compõe a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2), do qual a presidente Dilma é genitora, segundo o seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. No evento em que foram anunciadas as obras, Bezerra foi o protagonista, acompanhado do vice-governador de Pernambuco, João Lyra Neto (PSD). A cerimônia contou até com banda de forró, mas o prefeito da cidade, Júlio Lóssio (PMDB), que deve ser candi-

dato à reeleição, enfrentando o filho de Bezerra, diz que não foi nem convidado. Agricultores de uma das regiões que serão beneficiadas contam que pedem há quase 20 anos a pavimentação de ruas para facilitar o escoamento da produção de frutas, mas jamais haviam conseguido atenção do governo. "Isso foi prometido muitas vezes, há muito tempo, mas nunca conseguimos nada. Agora que ele (Bezerra) é ministro, vai!", comemora Inácio Fulgêncio Cavalcante, presidente da associação de moradores de Vila Esperança, no projeto irrigado N4. Por tudo isso, muito provavelmente Bezerra terá de ir ao Congresso e convencer os parlamentares da sua inocência nos repasses federais. Preocupado, ele já vê a sua candidatura a prefeito de Recife ir por água abaixo. (Agências)

DEM quer inquérito civil para investigar o ministro

O Ed Ferreira/AE

O Ministério da Integração deve ter as prioridades dele, mas a transposição é prioridade do Nordeste. Deputado Efraim Filho (DEM-PB).

Enxurrada de recursos canalizados para Pernambuco faltou para MG, RJ e ES. Dilma receberá relatório hoje.

líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), entrará com uma representação na Procuradoria-Geral da República na terça-feira, pedindo ao Ministério Público que investigue três denúncias contra o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Torres entende que Bezerra cometeu improbidade administrativa, valendo-se do cargo para fins eleitorais. "A forma como ele tem agido com certeza resultou em mortes que poderiam ser evitadas". Torres concorda que o governo, de olho nos votos do PSB, procura blindar o ministro para mantê-lo no cargo. Mas lembra que, na área jurídica, não há como preservá-lo das acusações. "O governo pode blindá-lo politicamente. Mas, juridicamente, ele tem de

Beto Barata/AE - 30.11.11

Torres: "Bezerra tem de prestar contas. É uma questão humanitária".

prestar contas, não é mais um problema de governo. Estamos diante de uma questão humanitária. Ele pode ter contribuído para a morte de pessoas de locais que, se tivessem sido atendidos, impediria a tragédia chegar ao ponto em que chegou".

Torres quer que o MP apure a denúncia de que Bezerra descumpriu com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ao proibir o nepotismo e o decreto presidencial de 2010, que reitera a proibição, ao manter no último ano seu irmão Clementino como presidente inte-

rino da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf). "Ele feriu o princípio da impessoalidade" A representação também pede providência pelo desrespeito à medida provisória, convertida em lei, que prioriza as áreas que mais sofreram com as enchentes no ano passado (Minas, Rio e Santa Catarina) ao privilegiar seu estado, Pernambuco, com 90% dos recursos destinados à prevenção de desastres. Outra denúncia é que Bezerra favoreceu o filho, deputado Fernando Bezerra Filho (PSBPE), distribuindo recursos para emendas parlamentares. Torres avisa que o DEM vai comparar o dinheiro liberado para as emendas do filho do ministro com as de outros políticos da base aliada. (AE)


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Essa é a primeira vez que um candidato é legitimamente oriundo do gueto. Netinho de Paula, vereador (PCdoB), pré-candidato à prefeitura de SP.

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L. C. Leite/Luz

vereador José de P a u l a Neto, conhecido c o m o N et in ho de Paula, é pré-candidato à prefeitura paulistana nas eleições deste ano pelo PCdoB. Cantor, compositor, apresentador de TV, político e criador de ações sociais em favor de crianças e adolescentes carentes, diz que, caso eleito prefeito de São Paulo, pretende dar mais poder às subprefeituras, incentivar a participação popular nas decisões do governo municipal e priorizar ações nas áreas social e ambiental, para que as políticas públicas possam melhorar a qualidade de vida dos pobres da capital. Leia a entrevista.

em um ano fundamental para a organização da Copa do Mundo. O povo não é bobo. As instabilidades que tentam criar no governo vêm em momento que precede eleições municipais muito importantes para o País. A presidente Dilma Rousseff agiu de maneira correta. Aceitou a saída do Orlando Silva e indicou o Aldo Rebelo para o posto. O ministro Aldo também é extremamente capaz e é um grande marco moral do nosso partido. Precisamos muito dele e também do Orlando conosco. Aliás, adianto que o Orlando será o coordenador da minha campanha a prefeito.

Acho que é a 1ª vez que São Paulo tem a chance de eleger um jovem paulistano de 41 anos, que cresceu usando transporte e hospital público.

Diário do Comércio – O PCdoB tem disputado a prefeitura paulistana coligado com o PT. Por que decidiu ter candidato próprio na eleição deste ano? Netinho de Paula – O PCdoB sempre viu nos candidatos apresentados pelo PT uma possibilidade de ganhar as eleições. Sou uma figura de expressão popular. Desde que me filiei à legenda, em 2008, mostrei-me disposto a concorrer em eleições majoritárias. O PCdoB considera legítima tanto essa minha aspiração quanto a atuação em pleitos com essas características. Tem-me dado apoio total. Nós e o PT sempre fomos partidos-irmãos. Mas à medida que procuramos autonomia, o que é comum e um direito de cada organização partidária, começamos a participar de eleições majoritárias com nomes próprios. No meu caso, disputei o Senado em 2010 e agora preparo-me para ser candidato a prefeito da capital. A disputa para o Senado foi uma experiência muito valiosa para mim. Perdi a eleição, mas fiquei em terceiro lugar na disputa. Mesmo perdendo, fui o negro mais bem votado da História do Brasil e da América Latina. Essa votação também anima o partido a aceitar minha candidatura à prefeitura da capital.

Não estamos fazendo uma escolha a dedo para encontrar aliados. Para nós, quem quiser contribuir com a evolução da cidade será aceito. DC – Quais críticas o senhor faz ao atual governo municipal? N et in h o – A crítica é feita desde o início do governo Kassab. Continuamos a fazê-la, mesmo sendo parte do governo. Diz respeito ao esvaziamento das subprefeituras, à falta de poder dos subprefeitos. Houve também um enfraquecimento da sociedade civil, já que os conselhos regionais da cidade, as organizações não governamentais e as entidades sociais perderam força. Enfim, houve redução da participação política popular. No governo da prefeita Marta Suplicy, entre 2000 e 2004, existiu um grande avanço em relação a essa participação. Nos governos do prefeito Kassab, entre 2006 e 2012, essa participação foi negligenciada. Por isso, a atuação da população e dos agentes políticos locais teve redução e perdeu influência. Ficaram quase sem canais para opinar e acompanhar a administração municipal. Essas são nossas principais críticas ao atual governo da cidade. DC – Caso seja candidato, o senhor buscará alianças com quais partidos? Netinho – Não estamos fazendo uma escolha a dedo para encontrar aliados. Para nós, quem quiser contribuir com a evolução da cidade será aceito.

Netinho de Paula: "Vamos mudar a forma de fazer política, não vamos nos agredir, iremos nos respeitar, mesmo que sejamos adversários".

Netinho prefeito? Ele já tem planos para a cidade. Cantor e apresentador, o vereador Netinho de Paula diz que, se eleito, dará prioridade às ações ambientais. Guilherme Calderazzo Temos mantido conversas constantes com vários partidos. Entre eles, com o PT, que é nosso aliado histórico. Também estamos conversando com o Partido Social Cristão (o PSC), com o Partido da República Brasileira, com o Partido Trabalhista Brasileiro e com o PMDB. Para mim, vivemos um momento diferente nesta eleição à prefeitura. É dado valor ao novo, a nomes novos – como o Chalita, pelo PMDB; o Haddad, pelo PT; a Soninha, pelo PPS; o Russomano, pelo PRB. São nomes que aparecem bem nas pesquisas eleitorais divulgadas até o momento. Em nossas conversas, já temos um acordo, um pacto: vamos mudar a forma de fazer política, não vamos nos agredir, daremos valor ao diálogo, iremos nos respeitar, mesmo que sejamos adversários, e, com o passar do tempo, aquele que estiver mais bem posicionado nas pesquisas, vai ser o cabeça de

chapa. Quem não estiver muito bem, e achar que pode compor uma aliança, cede. Esse é o jogo político. DC – Se o senhor for o cabeça de chapa, com base em quais dados avalia que ganhará a eleição? Netinho – Acho que é a primeira vez que a cidade de São Paulo tem a chance de eleger um jovem paulistano de 41 anos, que cresceu usando transporte público e hospital público. Além disso, que entende os problemas da periferia de São Paulo e que busca uma qualidade melhor de vida para todos. Não só isso. O eleitorado da capital vai conhecer um candidato cuja visão não é a de tirar nada dos mais ricos, mas abrir mais espaço para que os mais pobres possam melhorar de vida e sentir prazer de morar na cidade. Não tenho dúvida de que é a primeira vez que o eleitor paulistano encontrará um candidato a pre-

feito legitimamente oriundo do gueto, da periferia, que entende os problemas da cidade porque os viveu na pele. Algumas pessoas costumam questionar a experiência e o conhecimento adquirido pelo candidato. Em primeiro lugar, respondo que a vivência é primordial. Depois, digo que hoje nós temos excelentes gestores em todos os setores de atividade, e esses profissionais podem ser contratados para trabalhar na gestão pública. Além disso, temos planos de governo prontos na internet. Esses planos foram feitos por entidades, cientistas e especialistas, com base em estatísticas e estudos relacionados à capital. São profundos e mostram, apontam quais são os problemas da cidade e como podem ser resolvidos. Enfim, minha diferença em relação aos outros candidatos é ter sentido na pele o que é desigualdade, o que ela provoca e como agir

para superá-la. Isso me tornará um candidato competitivo. DC – O caso da queda do então ministro Orlando Silva poderá reaparecer e prejudicar a candidatura do senhor, se for o cabeça de chapa? N et i nh o – Espero que na campanha o debate tenha por base propostas para melhorar a vida do paulistano. Não vejo como esse assunto pode contribuir para o desenvolvimento da cidade. É preciso manter o debate em nível elevado. Para nós, tanto eu quanto o partido, a atitude do Orlando foi corretíssima. Não temos dúvida de que é inocente. Ele levou o caso para a Justiça, para provar que não fez nada de errado. O tempo dirá se perdemos um ministro que transformou o Esporte de ministério quase sem verba em uma das pastas mais cobiçadas da política brasileira. Ficará cada mais evidente que as denúncias contra o Orlando surgiram

DC – O que é preciso mudar nos setores social e ambiental na capital? Netinho – A grande diferença do PCdoB em relação à atual administração é que o partido age de maneira política e sem nenhum tipo de emoção nas relações políticas. O prefeito Gilberto Kassab foi bem e conseguiu avanços em segurança, investimento em saúde, cumprimento das leis orçamentárias e arrecadação de taxas e impostos. O orçamento da cidade de São Paulo para 2012 é de R$ 38 bilhões. Portanto, não temos problema de falta de dinheiro. Nós temos problemas de prioridades. Uma das minhas prioridades para a cidade é o investimento em transporte público. O trânsito da capital só será desafogado se houver transporte público de qualidade. Na educação, outra prioridade será investir em toda escola que já estiver em funcionamento. Não vou construir novos Céus, mas reformar as escolas já existentes, fazendo com que se tornem o orgulho dos alunos, professores, funcionários e famílias dos estudantes. As melhorias físicas e de conteúdo para os alunos vão estar presentes no meu programa de governo dentro do que chamamos de Escola da Família. O aluno vai estudar, e o local estará aberto tanto a ele quanto a sua família. Outro problema é que houve um corte significativo em verbas para investimentos em áreas de risco com moradias. Outra prioridade da nossa candidatura é investir mais nessas áreas. DC – E o ambiente? Netinho – É outra das nossas prioridades. Um dia desses, tive uma reunião longa com o Oded Grajew, presidente do Movimento Nossa São Paulo. Esse movimento tem um programa voltado ao meio ambiente e de defesa da sustentabilidade de altíssimo nível. Envolve várias atividades e tem por base estudos científicos. As ações do programa têm metas e prazos para serem cumpridos e alcançados. As propostas desse programa podem ser postas em prática de acordo com o orçamento e as leis da cidade. Aborda as questões e propõe mudanças de forma coesa e ampla, abrangendo o centro e a periferia da cidade. Esse equilíbrio para mim é fundamental. Por isso, esse programa será nosso guia na questão ambiental e da sustentabilidade, caso a gente ganhe a eleição. Também será nossa prioridade restabelecer a participação política popular em todos os bairros e periferias da cidade, além de garantir mais poder aos subprefeitos, para que atuem de forma mais integrada e mais democrática com todos os agentes políticos dos locais onde se encontram. Estes são meus compromissos com a cidade.


p DEM tem planos para crescer em 2012 DIÁRIO DO COMÉRCIO

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O DEM sinalizou que seria direita moderna, mas agiu como centro-direita, espaço do PMDB. Aldo Fornazieri, cientista político.

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Presidente da sigla afirma que, apesar da debandada do ano passado, o partido tem atuado e conquistado espaço. E deve se fortalecer no cenário nacional. Guilherme Calderazzo

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Democratas (DEM) chega a 2012 com uma estratégia diferente para se fortalecer no cenário político. Depois de perder parlamentares e prefeitos para o Partido Social Democrático (PSD) e avaliar que nem por isso está em crise, o partido decide intensificar a divulgação do próprio ideário, como a defesa da propriedade e mudanças no desempenho do Estado, para continuar influente na atual condição de legenda de oposição ao governo central. "Não há crise no Democratas. O que ocorreu é que fomos objeto de um ataque por parte de figuras do partido, que deixaram a legenda por causa de projetos políticos pessoais. Por isso, criaram uma nova legenda, para abrigar esses interesses pessoais", diz o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN). Sem prejuízo – Segundo ele, o partido não sofreu mudanças com a perda de filiados e militantes para a nova sigla. "Perdemos algumas figuras, mas foram perdas numéricas. Na essência, história e qualidade dos quadros que permaneceram no partido, não houve prejuízo. O que existiu foram perdas numéricas, que serão compensadas nas próximas eleições com prefeitos, vereadores e deputados federais. Disto eu não tenho dúvida." Para isso, o DEM também reforçará a divulgação da ideologia que o move. Segundo Agripino, nas eleições "vamos pôr as ideias do partido à frente

Moura Mariz/AE

dos seus líderes. Não vamos fazer o que é feito em partidos personalistas, nos quais as legendas são identificadas como de fulano ou beltrano". Ideário – De acordo com o senador, o DEM quer ser identificado como partido que "defende o direito à propriedade e um Estado com tamanho compatível com a qualidade do serviço público que deve oferecer ao cidadão". Quanto à redução e eficiência do Estado, acrescenta que o partido continuará a sustentar que é preciso diminuir o núme-

O que existiu foram perdas numéricas, que serão compensadas nas próximas eleições com prefeitos, vereadores e deputados federais. ro de ministérios – hoje são 38 pastas, contando as secretarias ministeriais – e baixar a carga e a quantidade de impostos ,para que as empresas sejam mais competitivas e tenham condições de crescer, valorizar o capital privado e acelerar o processo de concessões e privatizações se o capital público for insuficiente ou inexistente. Com maior presença nas eleições e mais divulgação do ideário, o DEM pretende aumentar o número de filiados e de eleitos, já que haverá mais sintonia entre os candidatos da legenda e uma parte da opinião pública, avalia Maia.

"O partido tem uma consistência ideológica permanente e muito nítida. Assim, repito, vamos crescer eleitoralmente, porque as ideias serão postas à frente dos líderes, que serão os arautos desse ideário." Estratégia – Em 2011, o DEM perdeu 17 deputados federais, entre 43 parlamentares. Deixaram a legenda: 1 senador, entre 6; 1 governador, de um total de 2; e vereadores, prefeitos e deputados estaduais. A maioria deles filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD), legalizado em setembro passado e criado por políticos vindos do próprio DEM. Para recuperar terreno e se fortalecer politicamente em 2012, o Democratas voltará a disputar as eleições municipais em capitais onde tem oportunidade de eleger seus candidatos. É o caso de Macapá (AP), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA) e Campo Grande (MS). "Nas cidades onde tivermos chances reais de vitória, vamos buscar alianças, preferencialmente com o PSDB, mas não compulsoriamente. Já nos locais onde não tivermos chances reais de vencer, iremos em contrapartida oferecer nosso apoio", adianta Maia. Papel fiscalizador – Para Maia, a atuação do DEM no Congresso contribui para seu fortalecimento. "Temos desempenhado bem nossas funções no Congresso. Ao nos opormos ao governo, temos feito o que o nosso número de parlamentares permite." Ele acrescenta que o DEM e outras legendas de oposição têm fiscalizado o Poder Executivo, denunciado casos de corrup-

Maia: "É preciso diminuir o número de ministérios e baixar a carga e a quantidade de impostos".

ção e recorrido ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas da União para que as denúncias sejam apuradas. Além disso, diz Maia, o DEM tem apresentado propostas para tornar o Estado mais enxuto, mais eficiente, menos gastador e menos arrecadador de impostos, "para melhorar os serviços oferecidos aos cidadãos e tornar a economia mais eficiente". Ainda segundo Maia, o desempenho do governo deve beneficiar os oposicionistas eleitoralmente. "Todo começo de gestão reserva ao governo uma força singular. Com o tempo, com a fadiga na relação entre os partidos da base do governo, a oposição vai conquistar espaços progressivamente no cenário político".

Um banco de dados da corrupção Victória Brotto

Reprodução

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om um banco de dados online que reúne e detalha quase 200 escândalos desde a década de 1980, pesquisadora paulista pretende manter viva na memória nacional o que há muito é indigesto para o brasileiro: a corrupção. Em entrevista ao Diário do Comércio, Rita de Cássia Biason, professora doutora de Ciência Política e Instituições Políticas Brasileiras no curso de Relações Internacionais da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), pontua que o site http:// w w w . g r u p o s o b r e c o r r u pc ao .c o m. br pretende resgatar os principais escândalos e permitir, assim, que o leitor analise os avanços e retrocessos no combate à corrupção. O site, que separa os escândalos por décadas – 1980, 1990 e 2000 –, surgiu primeiro como apenas uma lista dos principais escândalos. "Eu e meus orientandos (do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Corrupção – GEPC) tínhamos dificuldade de achar informações precisas sobre casos que ocorreram no Brasil nas últimas décadas. A partir de então, nós começamos a sistematizar as informações. Conforme íamos pesquisando, íamos separando. Nos dois últimos anos isso acabou evoluindo e foi criado um banco de dados." MuCo – Entre os raros exemplos de fontes confiáveis sobre corrupção brasileira, Rita de Cássia citou o Museu da Corrupção (MuCo), criado pelo Diário do Comércio e distinguido em 2009 com o Prêmio Ess o na categoria de Melhor Contribuição à Imprensa. "É o lado lúdico da corrupção. Ele é muito bem feito e o coloquei como link no site. Ele, ao mesmo tempo que torna a corrupção mais presente e urgente,

O que fazer para não definhar

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Pablo de Souza/Luz -– 06.12.2010

mula erros e D edistorções m oque lhe são c r ad e s f a v o r átas (DEM) veis, diz ele. E tem estratéexplica que o gia para recupartido não perar força conseguiu política, mas formar uma precisa supebase social de rar muitas diapoio consisficuldades e tente, nem se barreiras que tornar bem levam ao defio rg a n iz a d o , nhamento e à carecendo de inviabilidade identidade c o m o p a r t ipro gram átido, avalia o s o c i ó l o g o e Fornazieri: "Eleições fortalecem". ca e ideológica em âmbito cientista polínacional. tico Aldo Fornazieri. Espaço próprio – Outra difiA participação em eleições fortalece e consolida o partido, culdade do DEM é ocupar esjá que projeta líderes, torna a paço no espectro políticosigla mais organizada e identi- ideológico. Na passagem de ficada em torno de um progra- PFL para DEM, segundo Forma e de uma ideologia, abrin- nazieri, a sigla sinalizou que do-lhe mais espaço no cenário seria "uma direita moderna, mas começou a agir como de político, segundo Fornazieri. Na história, o PFL (Partido centro-direita, espaço já ocuda Frente Liberal), depois com pado pelo PMDB". Em consequência, o DEM o nome mudado para Democratas, segundo o cientista, disputa as sobras peemedebis"sempre se destacou como tas, o que não lhe garante futucaudatário do PSDB, ao menos ro. "Como disse, a estratégia do nas eleições mais gerais. Este DEM de participar mais das desempenho não viabiliza eleições e procurar se organipartido político algum. Vere- zar com base na divulgação do mos se a legenda conseguirá ideário político-ideológico é superar essa situação e se man- importante para que se fortaleça. Se será bem-sucedido com ter em atuação". Sem base social – Além dis- essa mudança, saberemos em so, há anos o PFL/DEM acu- bem pouco tempo." (GC)

Site do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Corrupção da Unesp reúne dados das últimas décadas Divulgação

traz uma certa ironia que eu acho que, apesar da seriedade do tema, acaba o tornando mais leve." Para acessar o banco de dados, o internauta precisa primeiro se cadastrar e receber uma senha que lhe permitirá ter acesso a ele. Nele, os casos aparecem em links que, ao serem clicados, abrem um documento com explicações e detalhes sobre o escândalo. Segundo Biason, por enquanto, o portal pretende só "trabalhar os fatos". Em um segundo momento, serão incluídas teses e artigos acadêmicos sobre corrupção que possam jogar luz sobre os reais avanços e retrocessos no combate à corrupção. "Desde o período de redemocratização e com a criação da Constituição Cidadã, em 1988, tivemos avanços significativos contra a corrupção: a adoção da urna eletrônica,

Rita Biason usa dados do MuCo.

que evita fraudes, antes muito frequentes; a Lei de Improbidade Administrativa; a Lei da Ficha Limpa; e a Lei da Responsabilidade Fiscal." Para ela, no rastro dos bons acertos do passado, devem vir uma reforma no Código Penal, um maior controle interno e externo nos três poderes e uma reformulação do setor de licitações – "um dos

pontos mais frágeis das instituições brasileiras". Se, por um lado, em 2011 a Polícia Federal realizou grandes ações, como a Operação Paraíso Fiscal, que fez a maior apreensão de dinheiro vivo da história do combate à corrupção (R$ 13,7 milhões), por outro, a pesquisadora ressalta que a "racionalidade do nosso Código Penal" é um fator desestruturante. "Em casos de corrupção, quem tem que apresentar provas é o acusador. E como você levanta provas de corrupção? É quase impossível. Os grandes escândalos foram revelados pela delação de envolvidos nos esquemas." Segundo ela, nesses casos, o entendimento jurídico deveria mudar. O acusado é quem deveria dar provas de inocência, como já ocorre na aplicação da Lei de Improbidade Administrativa.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 371/2011-SMS.G, processo 2011-0.163.044-9, destinado ao registro de preços para fornecimento de MEDICAMENTOS PARA ATENDIMENTO DE DETERMINAÇÕES DO PODER JUDICIÁRIO, MINISTÉRIO PÚBLICO E CONSELHOS TUTELARES - AÇÕES JUDICIAIS, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Ação Judicial, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá através do sítio www.comprasnet.gov.br, a partir das 11 horas do dia 20 de janeiro de 2012, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 412/2011-SMS.G, processo 2011-0.324.411-2, destinado ao registro de preços para aquisição de ANESTÉSICOS ODONTOLÓGICOS: MEPIVACAÍNA e BUPIVACAÍNA, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/ Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá através do sítio www.comprasnet.gov.br, a partir das 10 horas do dia 24 de janeiro de 2012, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, www.comprasnet.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado, domingo e segunda-feira, 7, 8 e 9 de janeiro de 2012

IÊMEN 1 Gabinete aprova projeto de lei que dá imunidade ao presidente Saleh

nternacional

O

presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, desembarcou ontem na Venezuela, onde inicia um tour pela América Latina que visa consolidar a rede de apoio político a Teerã, depois de países ocidentais terem imposto novas sanções ao setor petrolífero iraniano. Nas quatro etapas do roteiro, que desta vez não inclui o Brasil, Ahmadinejad será recebido por governantes de esquerda que compartilham as posições antiamericanas e terceiro-mundistas do Irã. Para os Estados Unidos, a viagem de Ahmadinejad seria uma demonstração de que o Irã "está desesperado para ter amigos". Depois da Venezuela de Hugo Chávez, o iraniano irá à posse do recém-reeleito Daniel Ortega na Nicarágua. Em seguida, visitará os irmãos Raúl e Fidel Castro em Cuba e encerrará o giro no Equador de Rafael Correa. Em rápidas declarações concedidas antes de embarcar, na base aérea do aeroporto Mehrabad de Teerã, Ahmadinejad rejeitou recentes alertas dos EUA contra países que têm boas relações com o Irã. "Hoje, os povos latino-americanos são pioneiros na luta contra o colonialismo e o expansionismo dos imperialistas", disse o presidente, que citou Cuba como "o país mais conhecido" da região. Apesar do comércio em alta entre o Irã e a América Latina, analistas concordam que o giro regional é movido pela necessidade de mostrar que Teerã não está isolada e é capaz de projetar influência fora do Oriente Médio, sua esfera de atuação natural. Para esta viagem, o Irã não contatou o Brasil para uma possível visita nem Ahmadinejad foi convidado, revelou a agência Folhapress. Teerã sinaliza ter entendido que a presidente Dilma Rousseff, embora mantenha relações cordiais com o país, tem procurado evitar a proximidade efusiva que uniu o líder iraniano e o presidente

Hermanos entram no jogo iraniano

Luiz Inácio Lula da Silva. Ahmadinejad visitou Brasília em 2009 e recebeu Lula em Teerã no ano seguinte. Sanções - O presidente dos EUA, Barack Obama, aprovou novas medidas na véspera do anonovo que dificultam ainda mais para a maioria dos países a compra de petróleo iraniano. A União Europeia está para anunciar algum tipo de proibição de compra do petróleo do Irã até o fim deste mês. As sanções têm por objetivo forçar o Irã a interromper seu programa nuclear, o qual os EUA e seus aliados dizem ter por objetivo a produção de bombas. Teerã nega as alegações. As medidas já vem causando problemas para os iranianos. Diante de preços em alta e a perda

IÊMEN 2 Ele ficará livre de ser julgado pela morte de centenas de manifestantes

de valor da moeda do país, o rial, eles vêm fazendo fila nos bancos para converter suas poupanças em dólares. Proteção - O Irã, no entanto, mostra sinais de que não se curvará às ameaças das potências ocidentais. O país deu início ao enriquecimento de urânio em uma nova instalação subterrânea bem protegida de possíveis ataques aéreos, revelou o jornal pró-regime Kayhan. Segundo o diário, que é ligado aos clérigos iranianos, o governo de Teerã começou a injetar gás urânio em centrífugas sofisticadas na instalação Fordo, nos arredores de Qom, a 120 quilômetros ao sul da capital iraniana. A planta, que terá uma proteção natural de 90 metros de parede rochosa, deverá operar em menor escala de produção, mas será mais rápida e eficiente do que as demais centrais iranianas. Construída ao lado de um complexo militar, Fordo foi mantida em segredo e só foi reconhecida pelo Irã depois que foi identificada por agências de inteligência ocidentais, em setembro de 2009. Linha vermelha - Ontem, o secretário de Defesa norte-americano, Leon Panetta, disse acreditar que o Irã não está desenvolvendo armas nucleares, mas sim as "capacidades industrial e científica" para construí-las. "Eles estão tentando desenvolver uma arma nuclear? Não. Mas nós sabemos que estão tentando desenvolver uma capacidade nuclear. E é isso que nos preocupa", disse Panetta à rede de TV CBS. "Para nós, a linha vermelha para o Irã é não desenvolver uma arma nuclear, bem como bloquear o Estreito de Ormuz". "Eles precisam saber disso: se eles derem esse passo, eles serão impedidos", ameaçou. A tensão cresceu entre Teerã e Washington, no último dia 3, após a advertência iraniana sobre a presença da Marinha norte-americana no Golfo enquanto realizavam manobras militares, despertando temores sobre o eventual fechamento do Estreito de Ormuz, área chave para o transporte do petróleo do Oriente Médio. Washington advertiu que manterá seus navios de guerra mobilizados no Golfo, enquanto a Casa Branca considerou que as advertências do Irã demonstravam sua "debilidade". O secretário de Defesa reforçou que o governo de Barack Obama não "retira nenhuma opção da mesa", mas que a atitude "responsável" a ser tomada no momento é "continuar colocando pressão diplomática e econômica" contra o Irã para garantir que o país não siga "com o desenvolvimento de armas nucleares". (Agências)

Leo Ramirez/AFP - 07/01/12

Chávez: risos contra os EUA. Com o fôlego recuperado, o presidente da Ve- lizando como desculpa o desenvolvimento da nezuela, Hugo Chávez (à dir.), retomou ontem energia nuclear com fins pacíficos", comentou o seu programa dominical "Alô Presidente", após chefe de Estado. sete meses de ausência. Durante o programa de "Andam inventando que o Irã está visitando cinco horas de duração, o mandatário aprovei- Venezuela, Cuba e Nicarágua para preparar atatou para atacar os Estados Unidos, ao declarar ques contra os EUA", frisou Chávez, advertindo que "o império ianque" lhe causa risadas ao re- que é preciso ver essa situação "com cuidado", comendar que os países evitem re- Divulgação pois se trata de uma ameaça contra lacionar-se com o Irã e pediu ao líseu país e contra a América Latina. der norte-americano, Barack ObaAlém disso, ele enviou uma saudama, que se ocupe dos problemas de ção ao presidente da Síria, Bashar alseu próprio país. Assad, e reiterou que contra esse país O líder venezuelano declarou "há uma agressão permanente". que os EUA estão desesperados paPersona non grata - A Casa Branra dominar o mundo, mas reiterou ca expulsou a cônsul-geral da Veneque "não vão conseguir". zuela em Miami, Livia Acosta No"Esqueça isso, Obama, dediqueguera, em meio a investigações do se mais aos problemas de seu país FBI sobre uma potencial participaque são muitos. Nós somos livres, ção da diplomata na elaboração do os povos da América Latina jamais plano de um ciberataque a computaCônsul envolvida em estarão presos e dominados pelo dores do governo dos EUA. Os ataciberataques império ianque", acrescentou. ques teriam sido orquestrados por Chávez também defendeu o podiplomatas iranianos e cubanos. lêmico programa nuclear do Irã. "Os iranianos Washington divulgou que passou a considedesenvolveram não sei quanta tecnologia de rar a diplomata persona non grata e que ela dedefesa... e o império está tentando freá-los uti- veria deixar o país até terça-feira. (Agências) Dario Leon/AFP - 07/01/12 Khaled Desouki/AFP

Prorrogação na Síria A Liga Árabe decidiu ontem manter sua missão na Síria e aumentar o número de observadores, após apresentar um primeiro relatório no qual constata que a violência continua nesse país. Em reunião na sede da Liga, no Cairo, o grupo de contato para a Síria decidiu dar mais tempo aos observadores para que completem seu trabalho e aumentar a ajuda destinada à missão. No momento, 165 monitores estão na Síria, mas a previsão inicial era enviar 500. Um relatório final será apresentado no próximo dia 19. Segundo o chanceler do Catar, Hamad bin Jassim bin Jaber al Thani, que preside o comitê árabe, o bloco está atento às críticas de ativistas de que o grupo não tem cumprido seu objetivo no país. "O que tem ocorrido é ideal? Nós queremos fazer mais", afirmou. Ele disse, porém, que o sucesso da missão "depende do gover-

no sírio, e isso significa parar os assassinatos, retirar as tropas das cidades e permitir que jornalistas entrem e trabalhem" no país. Segundo fontes que tiveram acesso ao relatório apresentado ontem, este ratifica que "as violações de direitos humanos continuam" na Síria, da mesma forma que os assassinatos e a ocorrência de "incidentes armados", informou a agência EFE. Ativistas dizem que 450 pessoas morreram desde o início da missão árabe, no fim de dezembro, levando centenas de pessoas a protestarem contra a repressão (à esq., manifestação contra o regime sírio, no Cairo). Os ministros do bloco não chegaram a um acordo para enviar especialistas da ONU com a missão, mas definiram que, a partir de agora, eles vão treinar, no Cairo, os monitores antes que sigam para a Síria. (Agências)

Um goleiro fora dos gramados. E da lei. A polícia mexicana prendeu o ex-goleiro da seleção de futebol do país e do popular clube Monterrey, Omar Ortiz (a c ima), por suspeita de integrar um grupo de sequestradores. A gangue de Ortiz, que pertence a um cartel de tráfico de drogas, pedia em média 1 milhão de pesos de resgate por ví-

tima (cerca de US$ 73 mil), dos quais Ortiz recebia mais de 100 mil pesos. Ele admitiu ter ajudado a escolher duas vítimas, disseram autoridades de Nuevo León, no norte do México. O jogador de 35 anos responde à punição por doping nos jogos da Taça Libertadores da América de 2010. (Agências)


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sábado, domingo e segunda-feira, 7, 8 e 9 de janeiro de 2012

c

9 LAZER Teatro Grande Otelo leva cultura à região da Cracolândia.

idades

CLIMA Chuvas não dão trégua nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Sopro de cultura na Cracolândia Teatro Grande Otelo, instalado no Colégio Liceu Coração de Jesus, contribui para a revitalização da região. Palco é utilizado para peças infantis, adultas e comédias. Mariana Missiaggia Fotos: Paulo Pampolin/Hype

N

em só de proble- discutido internamente e foi mas vive a região realizada uma grande reforma. da Cracolândia, Com palco de inspiração itano Centro. Apesar liana e pé direito alto, as dependo dia-a-dia conturbado nas dências foram reformuladas ruas da região, o Colégio Liceu para atender as normas de Coração de Jesus, nos Campos acessibilidade para deficientes Elíseos, resiste ao cenário de- físicos e obesos. A porta que dá gradado e dá um sopro de es- acesso ao palco também foi moperança à região com mais um dificada e agora tem quatro mepalco, o Teatro Grande Otelo, tros de altura, o que permite a que passa a integrar o roteiro entrada de grandes cenários. cultural da Capital. Nov atos – Além disso, há O espaço de arte conta com a quatro camarins (um coletivo e sala de Teatro Grande Otelo três individuais), salas de enque tem capacidade para rece- saio, balcão com 250 lugares e ber cerca de 700 pessoas, salas dois tipos de sonorização para de ensaio, camarins, estacio- pequenos espetáculos e shows namento e também com uma de música popular brasileira – cafeteria. Inaugurado no fim MPB. “Além de receber grandes do ano passado, com a apre- nomes da música, vamos abrir sentação da cantora Luciana espaço para os novos talentos Mello, o local ganhou esse no- que precisam de apoio”, obserm e e m h o m evou Matos. nagem ao artisFundado em ta Grande Ote1885, o teatro lo, que foi aluno ganhou uma do colégio Lientrada indeceu Coração de pendente pela Jesus na década Alameda Node 1930. thmann, 233, Segundo o onde ficam a bipadre Benedito lheteria e a caSpinosa, direfeteria Arte & tor do colégio, Café Cultural. Otelo sempre Por estar sit e v e u m c a r ituado próximo nho muito esa uma área depecial pelo teagradada, os ortro, por ter ganizadores do atuado durante Grande Otelo: homenagem ao p ro g r a m a t eex-aluno do colégio anos naquele miam pela aupalco e por ter sência de públioferecido arte com qualidade co. “Felizmente, aconteceu o para a sociedade da época. contrário. E temos todos os tipos Durante décadas, o teatro de público, desde as faixas mefuncionou exclusivamente para nos favorecidas da sociedade, uso interno do Liceu. Há três até os de alto poder aquisitivo”, anos, o atual gestor do local e apontou Matos, acreditando idealizador do Programa Foco, que o estacionamento interno Luciano Matos, propôs à dire- do Colégio seja um ponto favoção do estabelecimento de ensi- rável para os frequentadores. no integrar o Grande Otelo à Medo – “Esperamos que programação teatral de São nosso trabalho traga mais visiPaulo. O Programa Foco é uma bilidade para o bairro e dimiempresa especializada em ad- nua o medo que as pessoas têm ministrar projetos culturais. de frequentar essa região que “A cidade proporciona diver- reúne importantes atrativos, sas possibilidades, mas falta es- como o Grande Otelo e o Sesc paço. E o Grande Otelo é um oá- Bom Retiro”, diz João Octávio sis no Centro de São Paulo, onde Mello, 25 anos, técnico de prodiretores, produtores e atores dução do Grande Otelo. poderão oferecer arte para o púOs alunos do colégio contiblico”, comentou Matos. Desde nuarão usando o teatro nos hoentão, o projeto começou a ser rários em que não haja espetá-

Diego Vara/Folhapress

João Octávio Mello, técnico de produção do Grande Otelo: espaço é uma maneira de ajudar as pessoas a perderem o medo de frequentar a área.

culos e terão descontos de 50% nos ingressos dos espetáculos. “Esse teatro sempre dialogou culturalmente com a região. Mas o ambiente ao nosso redor mudou muito e a interação com o bairro sofreu modificações. Por isso, entramos num movimento de retomada”, afirmou padre Spinosa. Comédias – A nova proposta ainda dá seus primeiros passos, mas já reuniu um público de até 650 pessoas em algumas apresentações. Além de peças infantis e adultas, a programação contempla comédias stand up, realizadas aos sábados à noite. “Queremos que as pessoas façam parte do Teatro e que realizem esse sonho conosco”, declarou Matos.

S ERVIÇO Teatro Grande Otelo Alameda Nothmann, 233, Campos Elíseos. Estacionamento interno, entrada pela Alameda Dino Bueno, 353. Tel: 3221-9878

SOL

Com capacidade para abrigar um público de até 700 pessoas, teatro passou por ampla reforma e teve todas as suas instalações modernizadas

Jadson Marques/AE

Agricultor caminha sobre leito seco de rio em Nova Palma (RS): perdas nas colheitas devem chegar a 25%

CHUVA

Casas e ruas alagadas na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ): estado já tem dois mil desabrigados

Seca atinge 107 cidades no Sul do País Rio e Minas em alerta contra enchentes

A

estiagem já colocou 107 municípios gaúchos em situação de emergência, segundo boletim divulgado ontem pela Defesa Civil. O número de pessoas afetadas pela seca chega a 460.714. Outras 35 cidades enviaram ao governo estadual notificação

preliminar de desastre, informando sobre os problemas enfrentados pela falta de chuva, principalmente nas lavouras. Entre os municípios abastecidos pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), sete estão em estado crítico, apesar de não estar in-

terrompido o fornecimento de água para consumo humano. Em algumas localidades, o abastecimento está sendo complementado com caminhões pipas e equipes realizaram a perfuração de poços artesianos em algumas das cidades afetadas. (AE)

O

Instituto Estadual do Ambiente colocou todos os nove municípios do norte-noroeste do Estado do Rio em alerta máximo, ontem à tarde, depois que chuvas da madrugada elevaram o volume de água do rio Muriaé na altura de Itaperuna.

Mais cedo, apenas cinco municípios haviam entrado em estado de alerta máximo. Ao todo os nove municípios somam cerca de 11 mil desalojados e 2 mil desabrigados. Itaperuna foi a cidade mais atingida pela enchente na região e já contabiliza 5.000 desa-

lojados e 106 desabrigados. Minas – Minas Gerais também sofre com as chuvas fortes. Em seis dias de janeiro, Belo Horizonte já registrou o acumulado de chuva de 228,7 mm. O índice representa 77% do total esperado para o mês . (Agências) Mais sobre chuva na página 5


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10 -.LOGO

Google e a eleição 2012

sábado, domingo e segunda-feira, 7, 8 e 9 de janeiro de 2012

www.dcomercio.com.br

De olhos nas eleições presidenciais de 2012 nos EUA, o Google criou logos para organizar o gigantesco volume de informação que o evento vai gerar. Visa ajudar desde os eleitores até a mídia.

Marlon Brando não pôs o Pé na Estrada

http://designyoutrust. com/2012/01/06/ google-google-politicselections-2012/

Jack Kerouac escreveu sua obraprima Pé na Estrada, livro que seria consagrado mais tarde como a "bíblia hippie", em apenas três semanas. Ele usava uma máquina de escrever e uma série de grandes folhas de papel manteiga, que cortou para servirem na máquina e juntou com fita para não ter de trocar de folha a todo momento. Na mesma máquina de escrever, redigiu uma carta ao galã Marlon Brando, em 1957. Nela, diz ao astro de Hollywood que "está rezando para que ele compre On The Road e o transforme num filme", o que não aconteceu.

R EBELDIA

Kerouac: "Sei como condensar e rearranjar um pouco a trama para torná-la mais aceitável para o cinema".

"Eu quero que você interprete Dean", disse a Marlon Brando.

F UVEST

2ª fase começa com abstenção alta

O

primeiro dia da segunda fase da Fuvest, ontem, teve 8,15% de abstenção, o que corresponde a 2.568 ausentes. O índice é maior que do ano passado, quando 3.007 candidatos deixaram de comparecer no primeiro dia de prov a , o q u e c o r re s p o n d e u a 7,88% do total. A segunda fase é composta

por 3 dias de provas dissertativas. Ontem, os convocados fizeram uma redação e responderam 10 questões de português. Hoje, serão 16 questões de história, geografia, matemática, física, química, biologia e inglês. Amanhã, os convocados devem responder 12 questões de duas ou três disciplinas correspondentes ao curso do candidato. Serão selecionados 10.952

candidatos para habilitações dos 99 cursos da USP (10.852 vagas) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (100 vagas). Sisu – O Sisu (Sistema de Seleção Unificada) recebeu 1,6 milhão de inscrições até o meio-dia de ontem. As inscrições começaram à zero hora de sábado e seguem até o fim da noite de quinta-feira.

O Sisu é um sistema de seleção para o ingresso em instituições públicas de ensino superior. O critério é o desempenho no Enem. No total, 862,7 mil alunos se inscreveram no sistema nas primeiras 36 horas. O número de estudantes difere do de inscritos, pois um aluno pode se candidatar para até duas opções de curso. (Agências)

Chris Helgren/Reuters

V OTAÇÃO

Occupy é a palavra do ano de 2011 A palavra de ordem que virou movimento mundial Occupy foi eleita a "Palavra do Ano" de 2011 pela American Dialect Society (sociedade do dialeto americano). A votação aconteceu durante a conferência nacional da Linguistic Society of America (sociedade linguística dos EUA), um grupo que inclui a sociedade do dialeto. Cerca de 120 dos mil participantes da conferência votaram na "competição". Occupy (ocupe) agora se junta à app (de aplicativo), eleita como a palavra do ano de 2010.

Princesas nada comportadas O artista Lupa1985 resolveu tirar a roupa das princesas da Disney e vesti-las com lingerie. Chapeuzinho Vermelho deixou o Lobo Mau sem graça ao aparecer de cinta-liga, enquanto Ariel foi vista em altos mares com uma pequena tanguinha... http://designyoutrust.com/ 2012/01/06/disney-

E M

princesses-in-lingerie/

L

S AÚDE

Chico Anysio: sem previsão de alta. O humorista Chico Anysio está respondendo bem à traqueostomia a que foi submetido na sexta, de acordo com boletim médico divulgado ontem. Ele está internado no CTI do Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, desde o último dia 22. Segundo o médico Luiz Alfredo

Lamy, o quadro clínico de Anysio é estável e ele precisa cada vez menos do respirador. Ainda segundo o boletim, a sedação está sendo reduzida diariamente e o processo de retirada do respirador continua. Ele ainda respira com a ajuda de aparelhos e seu estado clínico inspira cuidados. Não há previsão de alta. (Folhapress)

SEM CALÇAS - Passageiros que participavam da flashmob "No Trousers" são vistos no metrô de Londres. Essa flashmob, ou mobilização relâmpago, já virou tradição não só na capital britânica, mas como em diversas outras metrópoles, de Paris e Lisboa a São Paulo.

G UARUJÁ

Mudança na fila da balsa

C ONFERÊNCIA D ESIGN

Hawking não pôde ir a seu aniversário O famoso físico Stephen Hawking não estava suficientemente bem para participar de uma conferência marcada para celebrar seu 70º aniversário, informou Leszek Borysiewicz, vice-chanceler da Universidade de Cambridge. A carreira de Hawking foi homenageada como parte de uma conferência sobre cosmologia que durou todo o dia de ontem na universidade. A intenção era que Hawking comemorasse seu aniversário de uma maneira tipicamente ambiciosa: discutindo a natureza do universo. O cientista sofre de esclerose lateral amiotrófica, ou doença de Lou Gehrig. Borysiewicz afirmou aos presentes na conferência que Hawking foi liberado do hospital na sexta-feira e "infelizmente sua recuperação não foi rápida o suficiente para que ele pudesse estar aqui". (AE)

C A R T A Z

Que remédios! Os franceses, acostumados a coisas bonitas e luxuosas, não poderiam deixar de transformar prosaicas embalagens de remédios em recipientes luxuosos que mais se parecem destinados ao universo dos perfumes e cosméticos. C'est incroyable! http://designyoutrust.com/2012/01/06/habit/

A

fila da balsa para Santos vai mudar em caráter experimental no Guarujá. A fila de carros que esperam para entrar na balsa passará da faixa da direita para a faixa da esquerda da avenida Adhe-

mar de Barros. Hoje, começa a adequação da sinalização e a orientação aos usuários. Com a alteração, a faixa destinada ao trânsito local na avenida passará da esquerda para a direita. (Folhapress)

RUSSEL Mostra reúne obras inéditas do artista plástico Waldir Russel. Continental Shopping. Av. Leão Machado, 100, Jaguaré. Grátis.

F UTEBOL

São Paulo não sai do 0 x 0 na Copinha Os garotos do São Paulo decepcionaram Emerson Leão. Sob o olhar do treinador, que esteve presente na Arena Barueri para acompanhar a partida pela 2ª rodada do Grupo U da Copa SP de futebol júnior, o time não passou de um empate sem gols com o Sergipe. O São Paulo dominou o jogo, mas não conseguiu passar pela forte marcação do adversário. Saiu de campo vaiado. Com o empate de ontem, o time chegou aos quatro pontos e ocupa a segunda colocação. (Folhapress)


e CAIXA 1 conomia

O seu consultor financeiro

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sábado, domingo e segunda-feira, 7, 8 e 9 de janeiro de 2012

O desafio DE CUMPRIR PROMESSAS de ano novo

rar o Não estou to. orçamen star Evitar ga ue mais do q eu ganho por mês.

Newton Santos/Hype

Falta de atitude, seriedade e disciplina está na raiz do problema. Mas é possível terminar o ano satisfeito.

KARINA LIGNELLI

E

stá aberta a tradicional temporada das promessas: "neste ano eu vou emagrecer", "em 2012 eu vou trocar de carro", "de agora em diante vou parar de gastar sem necessidade". Quantas vezes já ouvimos – ou prometemos – coisas desse tipo? As promessas pessoais ou financeiras para o novo ano em geral mal sobrevivem ao fim das festas. E por vários motivos: falta de foco, de planejamento e até compulsão por gastos são alguns problemas apontados por especialistas em finanças pessoais para explicar a dificuldade da maioria das pessoas em cumprir metas, o que as leva a terminar o ano novo com uma baita frustração. A complicação está na promessa em si, na avaliação do consultor financeiro do programa Consumidor Consciente da Mastercard, Ricardo Pereira. Segundo ele, se surgem obstáculos ao longo do ano, é normal a pessoa "deixar para lá". "É preciso fazer planejamento em cima dos objetivos, não ficar só na palavra. Ou seja, agir para que a simples vontade se torne um objetivo palpável", observa.

dos Anotar to astos os meus g eber para perc os quais são o "ralos" d to. orçamen

Fazer um ento planejam mensal r para inicia reserva a. financeir

Planejamento e atitude

er Estabelec o claro um objetiv e da para part poupança ndo que prete fazer.

rio os Levar a sé objetivos . Não traçados a desistir n primeira de. dificulda

A falta de foco, que faz a pessoa se animar e fazer promessas na base do consumo, é outro problema, diz o professor de mercado financeiro e cenário econômico e diretor da Faculdade de Administração da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Tharcisio Souza Santos. Para ele, o ideal é subordinar o consumo a um objetivo maior: o longo prazo. "Está na macroeconomia: poupar é adiar consumo. É preciso aprender a poupar, lembrando que não vai dar para consumir no futuro caso se consuma muito no presente. É simplesmente ter foco, estabelecer objetivos claros e compatíveis com o que se quer", ressalta. Exemplo disso, de acordo com Pereira, da Mastercard, é a compra de um carro. Em primeiro lugar, é preciso escolher o modelo, estabelecer o valor, avaliar o que cabe no bolso, saber quanto será comprometido do seu orçamento... Enfim, ter objetivos estruturados e bem planejados antes de tentar colocar a "promessa" em prática. Caso contrário, o projeto tem grandes chances de naufragar em pouco tempo.

"Só tomando esses cuidados é possível apurar resultados para verificar o que está certo ou errado, e o que se pode melhorar. A simples vontade de 'ter' não quer dizer que o seu objetivo será conquistado. A determinação e a disciplina é que motivam a pessoa a guardar um percentual da renda todo mês para atingir a meta. Não tem segredo: atitude é a palavra-chave", diz Pereira. O professor da Faap dá outra dica para que a promessa financeira não seja quebrada: não eleger objetivos de consumo que sejam inatingíveis, pois nunca serão cumpridos. E ter claro que existem limites. "Basta 'não querer'. Excesso de consumo no presente significa problemas no futuro e excesso de poupança agora significa mau humor crônico. Moderação é o mais razoável para se atingir uma meta financeira", conclui.

10% da renda familiar mensal, pelo menos, deve ser separada como reserva financeira, diz professor da FGV.

Compromisso por escrito "Toda dieta é boa, desde que seja cumprida." A frase, do professor de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Luis Carlos Ewald, ilustra bem a situação. Segundo ele, para fazer a promessa de início de ano virar realidade, toda família deve se comprometer. E por escrito. "Todos têm que combinar no começo do ano: ninguém compra nada a prazo, só a vista e com planejamento. Cartão de crédito? Só se for para pagar integralmente. Não se deve deixar nenhuma dívida para o ano seguinte. Outra coisa: é totalmente proibido entrar no rotativo ou no cheque especial, exceto em emergências. E a dívida tem que ser quitada logo que entrarem os salários", recomenda. Para o compromisso se transformar em algo interessante para todos, é preciso que um 'vigie' o outro, brinca o especialista. O ideal, segundo ele, é colocar no papel o sonho de fazer uma viagem, por exemplo. E poupar 10%, 20% da renda para comprar à vista. Isso porque, diz, comprar a prazo traz o problema da taxa de juros, que vem sempre embutida. "Se todos mantiverem o compromisso de separar sua parte, não vão gastar. E se houver um objetivo definido, todo mundo corre atrás", garante.

Meus pais me ensinaram a passar o mês com certo valor e assim também eduquei meus filhos. ROSÂNGELA LEATI DE ROSSI, EMPRESÁRIA

PENSAR A LONGO PRAZO AJUDA A ATINGIR OS OBJETIVOS Uma pessoa que traça metas e cumpre. Assim se define a empreendedora do ramo de construção civil Rosângela Leati de Rossi. Rose, como prefere ser chamada, faz parte daquele seleto grupo que faz planilha dos gastos e separa as contas pessoais e as da empresa. Ela também garante que nunca tem surpresas financeiras desagradáveis. "Claro que imprevistos acontecem. Mas tento sempre me prevenir", frisa.

Sem o hábito de fazer promessas de início de ano de qualquer tipo, Rose conta que suas metas geralmente são para além de 12 meses. Ela sempre se programa para saber aonde pretende chegar. Como há cerca de seis meses, quando começou a diversificar a oferta de serviços de seu empreendimento e viu que o negócio promete. "Em dois anos, espero estar alugando equipamentos para construção civil em geral", afirma ela, que

planejou cuidadosamente fazer um financiamento em 2012, para quitar um imóvel e ampliar os negócios. "Meus pais me ensinaram a passar o mês com determinado valor, assim como eduquei meus filhos para administrarem a própria vida. Para 2012, me planejei para o financiamento baseada na avaliação de que posso pagar. E tenho certeza de que vou dar conta", afirma a empresária.

"Prometer é a arte de ter, de fato, intenção de querer mudar. O problema é que algumas pessoas conseguem cumprir, mas a maioria não." A definição é da professora de psicologia da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP) Maria Luisa Guedes. Segundo ela, o ser humano em geral se comporta motivado mais pela expectativa de resultados imediatos do que pelas consequências de suas ações ou omissões.

Exemplo disso é a atitude "compro agora, mas só pago no ano que vem". "É perigoso fazer prestação, dividir contando com o que 'se pode' ter pelo prazer do momento. Nós funcionamos assim. O ideal é trazer a consequência para perto para evitar problemas futuros, pois tendemos a esquecer coisas tardias", explica. No caso das promessas em geral (e não só de início de ano), contar aos outros o que se pretende fazer é

uma forma inconsciente de tentar aumentar as chances de cumpri-las. "Existem pesquisas bem fundamentadas que mostram que tudo o que a pessoa pretende 'é' cumprir. Porém, o imediatismo do consumo, o prazer de comprar, vira problema quando serve para a pessoa se esconder ou fugir de outros problemas. Mas só se faz o que se começa hoje. Ou então, pode esquecer", alerta a professora.


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conomia

CAIXA 1 O seu consultor financeiro

AGENDA 9

Segunda-feira

Fundação Getulio Vargas divulga resultado do IGP-DI de dezembro

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Terça-feira

Sai pesquisa industrial mensal de produção física de novembro, do IBGE.

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Quinta-feira

Divulgação, pelo IBGE, da pesquisa mensal do comércio de novembro.

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onfirmando a expectativa dos analistas no fim de 2011, o ano no mercado financeiro brasileiro começou com uma certa volatilidade, em especial na bolsa de valores. A primeira semana terminou com saldo positivo para o Ibovespa, mas o índice chegou a cair com um certo desconforto dos investidores com a falta de uma solução para a crise. Nos cinco primeiros pregões de 2012, o indicador acumulou alta de 3,25%. O Ibovespa chegou a ultrapassar o patamar de 59 mil pontos, mas fechou a sexta-feira com 58.600 pontos, em leve alta de 0,09%.

Novo ano, PAUTA VELHA no mercado. Em resumo, os mercados, no Brasil e no exterior, têm vivido das notícias pontuais de cada dia: se são todas positivas, as bolsas sobem, se há divergências entre os dados, as ações ou perdem valor ou ficam na mesma. Na sexta-feira, por exemplo, a continuidade das preocupações com a Europa (principalmente com o alto nível de juros pagos pelos governos para rolar

suas dívidas) acabou ofuscando os efeitos positivos do bom desempenho do mercado de trabalho norte-americano no mês de dezembro. De qualquer maneira, o dado animou os mercados no último dia da semana passada. A criação de 200 mil vagas nos Estados Unidos em dezembro superou as previsões dos analistas. Além disso, a taxa de desempre-

go caiu para 8,5% em dezembro, ante previsão de 8,7% – trata-se do menor nível desde fevereiro de 2009. Esses dados podem representar indícios de recuperação da economia do país – e retomada da atividade norte-americana é sempre uma boa notícia para os mercados. Na ponta oposta, entretanto, a Europa impediu uma valorização maior do Ibovespa. Na sex-

ta-feira, a agência de classificação de riscos Fitch rebaixou os ratings de longo prazo em moedas local e estrangeira da Hungria, para BB+ (grau especulativo), de BBB- e BBB, respectivamente, citando a deterioração no cenário fiscal e de financiamento externo e da perspectiva de crescimento do país. Os problemas da Hungria já começaram a contaminar a Áustria, onde o retorno ao investidor dos bônus do governo subiram, acompanhando o comportamento dos retornos dos bônus dos governos da Espanha e da Itália. São novos personagens para os investidores acompanharem. (DC, com agências)


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e Foi por pouco. Mas o dragão dos preços altos não voltou.

13 Se deixarem de usar esse modelo, voltamos ao que existia em 1980. Emílio Alfieri, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

conomia

Arquivo/AE - 06/11/1988

Fechamos o ano com a inflação dentro do limite, mas nem sempre foi assim. Rejane Tamoto

Norma Albano/AE - 31/01/1989

A

A inflação acumulada nos 15 anos que antecederam o Plano Real, em 1994, foi de 13,3 trilhões por cento. Mônica Vendramini/Folhapress - 16/03/1990

flação está sob controle – o que não significa que esteja baixa. Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri, o modelo de metas para a inflação usado no Brasil – exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI) importada da Nova Zelândia para socorrer o País após a desvalorização cambial em 1999 – não é adequado para combater a inflação estrutural – causada pelos choques de preços das commodities, o que influenciou os preços dos alimentos no ano passado. " E m c o n d ições normais, o sistema pode promover o controle da inflação pela elevação dos juros para reduzir a demanda. Mas não tem outro jeito. Se deixarem de usar esse modelo, voltamos ao que existia em 1980", diz. Promessas – Alfieri lembra que o fim dos anos de 1980 e o início da década de 1990 foram de promessas. "Evoluímos muito no combate à inflação desde os planos da terceira República, do governo Sarney. Passamos pelos planos Cruzado, Bresser e Verão. Nos descolamos da Argentina. Saímos de uma fase de panaceias e até de confiscos, como no caso do Plano Collor", disse.

Epitácio Pessoa/AE - 03/03/90

Murilo Clareto/AE - 15/08/91

Para quem não viveu ou mesmo esqueceu esse período conturbado da economia brasileira, uma dica de leitura é o livro "Saga Brasileira – a longa luta de um povo por sua moeda", da jornalista Miriam Leitão, editora Record. Na obra, ela esmiuça o drama que o brasileiro viveu em busca de uma moeda de valor. E lembra o quanto a correção monetária alimentou a inflação e como a memória inflacionária era difícil de ser apagada nos anos 1980. A inflação acumulada nos 15 anos que antecederam o Plano Real (1994) foi de 13,3 trilhões por cento. É uma leitura para recordar períodos tristes: quando os consumidores faziam longas filas no supermercado antes da remarcação de preços ou para abastecer o veículo antes de um aumento de preço de combustível. O congelamento de preços e o tabelamento provocaram verdadeira euforia na população que teve acesso mais fácil para o consumo de carne. Foi uma festa que termi-

nou em desabastecimento dos estabelecimentos, em enormes filas na madrugada em busca de alimentos – e não mais de preços. Em 1989, o IPCA atingiu o pico de 83% ao mês. Miriam Leitão mostra como o comércio e o varejo sofreram intervenções do governo em seus empreendimentos. O tabelamento não respeitava custos operacionais das empresas, nem margens e nem contratos assinados. Empresários ainda lembram como tinham de se cercar de advogados para enfrentar os tantos planos econômicos. Outra curiosidade que o livro traz é como a economia era pensada pelos dirigentes: nos anos 1950 havia quem pensasse que a inflação era boa para alimentar o crescimento econômico. A política fiscal e a prestação de contas remetiam a um país da Idade Média. Muita coisa melhorou, mas ainda é preciso avançar, na opinião do diretor da faculdade de administração e MBA da

Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Tharcisio Souza Santos. "Podemos dizer que o País de hoje é radicalmente diferente e atribuo isso ao sucesso do Plano Real. O Brasil poderia estar muito mais evoluído se tivesse melhor gestão. A política fiscal continua com defeitos crônicos, há os casos de corrupção e um gasto público ainda grande", afirmou o diretor.

Desabastecimento nos supermercados durante o Plano Sarney (no topo à esq.), o anúncio do Plano Collor (no meio à esq.), longas filas nos postos de combustíveis (no meio) e nos bancos para desbloquear os Cruzados Novos em 1991 (acima).

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inflação oficial bras i l e i r a e n c e r ro u 2011 em 6,5%, exatamente no teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e foi a maior desde 2004, ano em que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 7,6%. O resultado não surpreendeu os economistas, que defendem o aperfeiçoamento do sistema de metas para a inflação. O ano passado começou com medidas duras do governo para desaquecer a economia – como o aumento dos depósitos compulsórios e a alta da taxa básica de juros –, mas terminou com a redução da Selic e medidas de isenção fiscal para conter a desaceleração do crescimento da economia. O professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Heron do Carmo, disse que de 2006 até 2011 a inflação média tem sido de 5% ao ano – se calculados os res u l t a d o s anuais dos últimos seis anos. Para o professor, está na hora de mudar o centro da meta da inflação. "O que preocupa é manter esse percentual sem apresentar uma queda si gn if ic at iv a. Atribuo isso ao centro da meta ser de 4,5% desde 2006. Deveria mudar para 4%, com um reforço da política fiscal", afirma Carmo. Ele lembra que em julho deste ano o Plano Real completa 18 anos e entra na 'idade adulta'. O plano trouxe estabilidade para a moeda e normas de austeridade fiscal. Para Carmo, nessa idade do Plano Real, a in-


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e E Tombini escapou de escrever a carta Hoje é possível planejar e poupar. Mas o crédito fácil ainda tem taxas de juros altas. Carlos Alberto de Campos Salles, consultor de RH

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Com a inflação batendo no teto da meta de 6,5%, Alexandre Tombini, do BC, não precisará justificar os motivos do fracasso por escrito ao ministro da Fazenda. Rejane Tamoto

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om a inflação batendo no teto da meta de 6,5%, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, não precisará mais escrever uma carta ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. Desde 1999, quando foi iniciado o controle por meio do sistema de metas para a inflação, essa carta teve de ser escrita duas vezes. Em 2001, o Índice de Preços ao Consumidor A m p l o ( I PCA) foi de 7,7%, fora do centro da meta de então 4% e intervalo de tolerância de dois pontos percentua is. Em 2002, o índice chegou a 12,5% com um centro da meta ainda menor: de 3 , 5 % e t o l erância de dois p o n t o s p e rcentuais. Nestas ocasiões, a carta de justificativa teve de ser escrita pelo então presidente do BC, Arminio Fraga Neto. Em 2001, os motivos alegados por Fraga Neto para o estouro do índice foram o cenário externo difícil, com crise argentina e ataques terroristas nos Estados Unidos e, interna-

Wilson Dias/ABr

mente, o aumento de preços administrados por contrato – especialmente – das tarifas de energia elétrica. No ano seguinte, em 2002, a justificativa dada pelo BC foi a forte queda do real frente ao dólar, a evolução dos preços administrados por contrato e monitorados e a deterioração das expectativas para a inflação. Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri, naquela época a carta aberta para justificar o estouro da inflação não tinha o mesmo peso que teria hoje. Alfieri lembra que a carta acabava sendo escrita mais para o Fundo Monetário Internacional (FMI), que havia exigido o controle da inflação pelo sistema de metas e cobrava medidas para a economia do País, após um acordo. Nos primeiros anos do real, os preços eram controlados pela concorrência com os importados, já que o real tinha paridade de um para um com o dólar. "Foi uma ideia de congelar o dólar que deu certo por quatro anos. Só começou a causar problema porque a dívida pública só subia e não havia superávit pri-

Mantega (ao lado), já havia declarado em dezembro estar confiante de que Tombini (abaixo) não escreveria a carta. Antonio Cruz/A

Br

mário (economia do governo para pagar os juros da dívida)", lembrou o economista. Depois veio uma crise de confiança do mercado internacional e o

câmbio descontrolou. O FMI foi chamado e exigiu o freio fiscal – pelo controle de gastos ou aumento de impostos para gerar superávit – e aumento dos

juros. Em outras palavras, para conter tanto o gasto público quanto o privado.

Fotos: Newton Santos/Hype

Mais jovens nem imaginam viver inflação de até 20%

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Campos Salles: sensação de maior poder aquisitivo é ilusória.

Correção semestral dos salários não deu certo

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uando o consultor de Recursos Humanos (RH) Carlos Alberto de Campos Salles, de 61 anos, lembra dos tempos da inflação, a memória vai direto para outubro de 1979, quando o então ministro do trabalho Murilo Macedo implantou a correção semestral dos salários. Ele era gerente de RH e tinha de consultar tabelas, já que as empresas eram obrigadas a dar antecipações a cada seis meses por faixas. A ideia não deu certo e as negociações salariais voltaram. "A empresa pagava 80% de reajuste referente à inflação de abril a maio e mais 5% de produtividade. Bastou a inflação de maio ser maior para o trabalhador perder o ganho real. Então era ilusório dizer que o salário havia dobrado", lembra.

Fora das histórias que viveu no ambiente de trabalho, Salles lembra de atitudes comuns do cotidiano da época, como o estoque de alimentos, as compras coletivas e a pesquisa para comprar supérfluos. "Hoje é possível planejar e poupar. Mas o crédito fácil ainda tem taxas de juros altas. Antigamente, para comprar um carro financiado só era possível em 24 meses", afirmou. Uma ilusão, na opinião do consultor, é a sensação de maior poder aquisitivo. "Quando teve a conversão de Unidade Real de Valor (URV ), em 1994, um auxiliar administrativo passou a ganhar R$ 500 e um gerente de terceiro escalão R$ 5 mil. Hoje, um contratado para estes cargos ganha quase o mesmo valor", disse.

analista jurídico Adriano Soares Lourenço, de 24 anos, nasceu quando o Brasil tinha de pagar a conta pelo consumo estimulado pelo congelamento de preços do Plano Cruzado, em maio de 1987. Aquele ano começou com uma inflação mensal de 16%, que antecedeu o Plano Bresser. Para Lourenço, a inflação significa a alta de preços. No ano passado, ele a observou no valor da alimentação fora de casa e dos transportes – como pedágios, álcool, gasolina e transporte público. "Nesses itens não temos muito como escapar. Trabalho na região dos Jardins e senti no bolso o aumento da refeição", disse. No ano passado, ele começou a financiar um apartamento e se prepara para casar. Lourenço diz que não consegue imaginar esse passado

Adriano Lourenço trabalha e sentiu no bolso o aumento do valor da refeição fora do lar no ano passado

da inflação brasileira. "Os gestores brasileiros estão muito atrasados. Este ano fechamos no teto da meta da inflação, o que parece bom para um País que já teve inflação de 83% ao mês, há mais ou menos 20 anos", disse. Para a geração do analista jurídico, os números mais exorbitantes da economia não são mais os da inflação e sim os dos impostos. "É o que mais me incomoda. Se eu quiser comprar um perfume de US$ 65 no Brasil, tenho de pagar quase R$ 300. Isso é, no mínimo, muito estranho", concluiu. (RT)


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e Para sua empresa começar bem 2012

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É mais 'economizar para o bacalhau' do que para armar uma grande festa. Reinaldo Messias, do Sebrae-SP

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Melhorar desempenho dos negócios e diminuir riscos são prioridades para empreendedores este ano. Por isso a importância de iniciar o novo exercício sem dívidas. Rafael Nardini

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no novo, vida nova. É o que diz o ditado, já gasto pelo uso. E 2011, ao que indicam os números apresentados até o momento, não foi lá para tantos fogos e rojões. Segundo pesquisa apresentada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as MPEs paulistas encerraram dezembro com aumento real de faturamento na faixa de 3,5%, resultado bem inferior aos 9,6% registrados no ano de 2010. Dados divulgados pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) já haviam informado também que as vendas do varejo na capital paulista cresceram 2,1% em dezembro, fechando 2011 com alta de 4%. Para melhorar o desempenho dos negócios e diminuir os riscos em 2012, o Diário do Comércio foi ouvir as dicas de especialistas neste assunto. O primeiro passo para organizar melhor a empresa é entender o cenário econômico vivido pelo País que, se não beira

Marcos Mendes/Luz

a estagnação ou as mínimas taxas de crescimento dos países europeus, já foi mais favorável. Neste cenário, o ideal é o empresário preparar seu negócio para a desaceleração nas vendas. Por isso, é importante iniciar 2012 sem dívidas. "É muito mais 'economizar para o bacalhau' do que para armar uma grande festa. A Europa inspira cuidados, e a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi de crescimento pequeno. Falam em 2,8% em 2011, e, para este ano, o mercado espera alta de 3,5%", ressalta o consultor do Sebrae-SP Reinaldo Messias. De acordo com a professora Celina Ramalho, do Departamento de Planejamento e Análise Econômica da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é extremamente importante ter sempre informações sobre o setor da economia em que se atua. "O empreendedor deve buscar dados dos empresários do setor, das associações, dos sindicatos e estudar bem o público-alvo." Ela também acredita na necessidade de conhecimento da qualificação do trabalhador, além de tentar che-

Frente à instabilidade do atual cenário econômico, não basta só usar a criatividade, diz Reinaldo Messias, do Sebrae-SP. "Planejamento financeiro é o primeiro ponto a ser repensado."

gar à maior contenção de custo com matérias-primas e aplicação de novas tecnologias. "Todas essas ações estratégicas vão impactar custo e finanças da empresa positivamente." Uma outra luz amarela foi acesa na Classe C, um dos motores mais favoráveis para a economia brasileira nos últimos anos. "Parece que aquele milagre começou a diminuir. As pessoas que propiciaram em boa parte o crescimento do País estão endividadas. Vamos ter de fazer o que costumeiramente fazíamos: vencer com a criatividade", diz Messias. Ele ressalta, no entanto, que apenas criatividade pode não melhorar os resultados. O planejamento financeiro é o primeiro ponto a ser repensado

no início do ano, combinado com um bom acompanhamento dos índices de confiança, de inadimplência e de endividamento divulgados no País. "No primeiro trimestre, normalmente as receitas são menores que no final do ano. Se a empresa fechou dezembro com R$ 100 mil de receita e registrou R$ 60 mil de gastos, agora terá de se readequar. Em média, a receita cairá para R$ 80 mil. Seguindo essa meta, os gastos devem ser reduzidos a R$ 48 mil". Além disso, lembrou, é fundamental estabelecer parcerias com fornecedores para capacitar a mão de obra logo no começo do ano. Saindo do vermelho – Para o empreendedor que já estiver endividado, o melhor a fazer é

Mínimo beneficia pequenos negócios Paulo Pampolin/Hype

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reajuste de 14% do salário-mínimo deve injetar R$ 47 bilhões na economia brasileira, de acordo com projeção feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os micro e pequenos negócios devem ser diretamente beneficiados com aumento do dinheiro em circulação. Segundo o Dieese, 48 milhões de pessoas têm renda vinculada ao valor do salário-mínimo e, portanto, serão diretamente favorecidas com o reajuste que elevou o montante de R$ 545 até dezembro, para R$ 622, valor que entrou em vigor neste ano. Os R$ 77 a mais que os trabalhadores e aposentados vão receber a partir deste mês devem ir diretamente para o consumo. A expectativa é que o dinheiro seja gasto principalmente em comércios próximos à moradia de quem recebe o mínimo, o que eleva a possibilidade de que as compras sejam feitas em micro e pequenos negócios. "A propensão destes R$ 47 bilhões irem para o consumo é quase 100%. Para quem ganha um, dois ou três mínimos, há muito pouco espa-

Expectativa é que o reajuste seja gasto em comércios próximos à residência de quem recebe o piso salarial. Isso aumenta a chance de que compras sejam feitas em micro e pequenas empresas

ço para investimentos. Essas pessoas vão comprar perto de casa, para não gastarem com transportes", analisa o economista do Dieese Ilmar Ferreira. Para o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, pequenos empresários devem buscar capacitação para aproveitar esse bom momento da economia. "O aumento da renda é incentivo natural aos negócios, mas faz crescer a concorrência. Empreendedores que buscam inovação e gestão profissionalizada

ampliam suas oportunidades." A expectativa é que a maior parte dos gastos se destine à alimentação, que consome cerca de 40% da renda de quem ganha um salário-mínimo, explica Ferreira. O empresário Martinho José Pimenta, dono de um mercado de pequeno porte em Ceilândia (Distrito Federal), espera movimento maior em suas vendas. "Prevejo aumento porque vai ter mais dinheiro na praça. Aqui perto há muita gente com salário atrelado ao mínimo que, com

certeza, vão consumir mais alimentos", afirma. Segundo ele, reajustes no salário abrem espaços para pessoas consumirem bens não considerados básicos, como iogurte ou refrigerante. O reajuste foi definido pelo Congresso. A lei que fixa a política de aumento estabelece que o valor será reajustado, até 2015, pela base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, mais o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. (Ag.Sebrae)

visitar o credor para tentar renegociar. Também é possível conseguir uma taxa mais baixa com os bancos. De acordo com a professora Celina, há novas instituições financeiras que atuam exclusivamente com os micro e pequenos empreendedores. Porém, segundo ela, estar endividado não é motivo instantâneo de pânico. O empresário deve avaliar, no entanto, se o fluxo de caixa da empresa se adequa às dívidas. Já para Messias, em momentos de aperto, é importante ter apoio dos colaboradores. "É preciso ouvir o empregado, envolvê-lo num projeto de redução de gastos e despesas para que se traduza na melhoria da lucratividade". Outra dica, segundo ele, é frear o impulso

do empresário brasileiro em cortar a mão de obra em momentos menos favoráveis. O micro e pequeno empreendedor também não deve hesitar em fazer uma reintegração de capital ao negócio se as contas caírem no vermelho. "Nada mais justo do que devolver à empresa aquilo que foi conseguido com ela. Também dá para abrir mão de parte do capital com a entrada de um sócio, por exemplo", destaca. Para ele, o bom empreendedor deve seguir a cartilha da boa educação financeira e correr riscos sempre, tentando descobrir novas operações para a empresa. "Muitas vezes estamos oferecendo produtos e, nesses momentos de crise, o melhor é oferecer soluções."


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e Oferta de crédito tem Primeiro-ministro britânico crescimento na China rejeita a criação de imposto O Grandes recompensas por fracassos fazem o sangue das pessoas ferver. David Cameron, primeiro-ministro da Grã-Bretanha

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David Cameron quer que os acionistas de companhias tenham o poder de vetar o pagamento de bônus a executivos

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primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, declarou pela primeira vez, ontem em entrevista à BBC, que vetaria um imposto europeu sobre transações financeiras a menos que a medida fosse imposta globalmente, aprofundando o confronto com os países gigantes da União Europeia, Alemanha e França. Ele afirmou, durante a entrevista, que a França deveria ser deixada à vontade para introduzir um imposto desse tipo no país por conta própria se desejar. Paris e Berlin têm pressionado por um imposto sobre transações financeiras com validade para toda a União Europeia, mas os britânicos resistem, temendo que isso danifique a City londrina – um centro financeiro global sobre onde pesaria mais fortemente uma medida como a elevação de taxações sobre movimentações financeiras. Isolada – Cameron irritou os colegas da União Europeia ano passado ao vetar um novo tratado no bloco, que buscava maior integração fiscal na zona do euro, com o objetivo de aliviar a crise de dívida. Críticos dizem que essa medida arriscou deixar a Grã-Bretanha isolada dos outros 26 países da UE. "A ideia de um novo imposto europeu quando não se terá esse imposto estabelecido em outros lugares, eu não acho que seja sensata e, portanto, eu irei bloqueá-la", disse o primeiro-ministro durante a entrevista. "A menos que o resto do mundo concorde ao mesmo tempo que todos nós teremos algum tipo de imposto, nós não iremos adiante com isso", acrescentou Cameron. Medidas tributárias para toda a União Europeia precisam da aprovação de todos os 27 Estados-membros para entrarem em vigor. Bônus – O Reino Unido estuda introduzir leis que garantam aos acionistas de empresas o poder de vetar o pagamento de bônus a exeSECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

Jeff Overs/Reuters

Cameron é contrário à taxação sobre transações financeiras sugerida por França e Alemanha

cutivos, afirmou o primeiro-ministro do país durante a entrevista. Cameron acrescentou que a medida tem como objetivo evitar que um pequeno grupo de diretores aprove salários excessivos para seus colegas em detrimento das companhias que comandam. Ele afirmou ter consciência de que muitas pessoas estão furiosas com o fato de executivos terem recebido remunerações elevadíssimas mesmo diante dos resultados fracos obtidos pelas empresas que chefiavam. "Grandes recompensas por fracassos fazem o sangue das pessoas ferver," disse Cameron.

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: CONCORRÊNCIAS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Obras: CONCORRÊNCIA Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 70/00999/11/01 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE João Amos Comenius - Av. Estevão Mendonça, 439 - Cep: 04372-050 - Vila Sta. Catarina - São Paulo/SP - 210 - 23,92 - R$ 177.670,00 - R$ 17.767,00 - 09:30 - 08/02/2012. 70/01201/11/01 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Regente Feijó - Rua Antonio de Couros s/nº - Cep: 02726000 - Vila Albertina - São Paulo/SP - 210 - 213,85 - R$ 162.700,00 - R$ 16.270,00 - 10:00 - 08/02/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 09/01/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 50,00 (cinquenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00799/11/05 OBJETO: SERVIÇOS GRÁFICOS DE PUBLICAÇÕES LOMBADA COLADA COM PUR - LOTE 02 A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Serviços Gráficos de Publicações Lombada Colada com Pur - Lote 02. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 09/01/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 23/01/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 09/01/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

Na opinião do primeiro-ministro, as leis que regulam os salários dos executivos devem ser apresentadas nos próximos meses. Não há detalhes sobre como elas funcionarão ou serão estruturadas, no entanto as medidas podem fazer parte de uma reforma que será proposta pelo secretário de Empresas, do Reino Unido, Vince Cable. Atualmente, os acionistas de uma companhia britânica só podem demonstrar que são contrários à remuneração dos executivos por meio de uma votação cujo resultado não necessariamente será acatado pelo conselho administrativo. (Agências)

SAX S/A Crédito, Financiamento e Investimento CNPJ/MF 07.747.410/0001-40 - NIRE 35.300.326.849 Ata de Assembleia Geral Ordinária realizada em 20 de Abril de 2011 Data, Hora e Local: Aos 20/04/2011, às 10hs., reuniram-se na sede social da Sax S/A - Crédito, Financiamento e Investimento (“Companhia”), localizada na Al. Tocantins, nº 280, sala 05, Bairro Alphaville Industrial, Município de Barueri/SP, os acionistas detentores da totalidade do capital social da Cia., conforme assinaturas apostas no Livro de Registro de Presença dos Acionistas da Cia.. Presentes, outrossim, os Diretores da Cia.. Convocação: Dispensadas: (i) a convocação, nos termos do art. 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76, tendo em vista a presença dos acionistas detentores da totalidade do capital social da Cia.; bem assim (ii) a publicação dos anúncios, nos termos do art. 133, § 5º, da Lei nº 6.404/76, tendo em vista as publicações das Demonstrações Financeiras e do Parecer de Auditores Independentes referentes ao exercício social de 2010, veiculadas em 31/03/2011 pelo Diário do Comércio, fl. 22 e pelo DOESP, fls. 85 e 86. Composição da Mesa: Assumiu a Presidência da Mesa o Sr. Marcio Luiz Goldfarb que, instalando a presente assembleia, convidou a mim, Paulo Sérgio Borsatto, para Secretário da Mesa. Incumbência aceita sem objeção, deu-se início aos trabalhos. Ordem do Dia: (i) apreciação das contas dos administradores da Cia., exame, discussão e deliberação acerca das Demonstrações Financeiras e do Parecer dos Auditores Independentes referentes ao exercício social de 2010; (ii) deliberar acerca da destinação do lucro líquido auferido pela Cia. no exercício social de 2010, bem como da distribuição de dividendos aos acionistas da Cia.; e (iii) eleição dos administradores da Cia.. Deliberações: Após exame e discussão da matéria, os sócios aprovaram, por unanimidade de votos e sem ressalvas: (i) as contas apresentadas pelos administradores da Cia., as Demonstrações Financeiras e o Parecer dos Auditores Independentes referentes ao exercício social de 2010, publicados em 31/03/2011 no Diário do Comércio, fl. 22 e no DOESP, fls. 85 e 86; (ii) a destinação do lucro líquido auferido pela Cia. no exercício social de 2010, equivalente, em moeda corrente nacional, a R$ 4.685.709,81, da seguinte forma: (a) R$ 3.338.568,24 para Reservas Especiais de Lucros da Cia.; (b) R$ 234.285,49 para a Reserva Legal da Cia.; e (c) distribuição de dividendos equivalentes, em moeda corrente nacional, a R$ 1.112.856,08 à acionista integral subsidiária da Cia., Max Participações Ltda.; (iii) a reeleição dos seguintes administradores com prazo de mandato de 03 anos, em vigor até 30/04/2014, cuja posse e exercício, condicionados à homologação pelo Banco Central do Brasil, se darão mediante assinatura do Termo de Posse, para o que declaram não estarem impedidos nos termos do art. 147, §§ 1º, 2º e 3º, da Lei nº 6.404/76: (a) Sr. Marcio Luiz Goldfarb, brasileiro, casado, empresário, RG nº 5.614.574-3 SSP/SP, CPF/MF nº 537.262.198-20, com domicílio na R. James Holland nº 422, Bairro Barra Funda, Município de São Paulo/SP, CEP 01138-000, para o cargo de Diretor Comercial; (b) Sr. Paulo Sérgio Borsatto, brasileiro, casado, economista, RG nº 13.189.239-3 SSP/SP, CPF/MF nº 050.288.47894, com domicílio na R. James Holland nº 422, Bairro Barra Funda, Município de São Paulo/SP, CEP 01138-000, para o cargo de Diretor Administrativo e Financeiro; e (c) Sr. Arquimedes José Rossi Salles, brasileiro, casado, engenheiro, RG nº 12.952.831-6 SSP/SP, CPF/MF nº 066.553.148-60, com domicílio na R. James Holland nº 422, Bairro Barra Funda, Município de São Paulo/SP, CEP 01138-000, para os cargos de Diretor Superintendente e Diretor de Ouvidoria. Encerramento: Em seguida, o Sr. Presidente da Mesa franqueou a palavra a quem dela quisesse fazer uso. Ante a ausência de manifestação pelos presentes, a presente ata foi lida, achada conforme e por todos assinada, tendo, ainda, sido lavrada em livro próprio. Presença de Sócios: Max Participações Ltda., representada por Marcio Luiz Goldfarb e Paulo Sérgio Borsatto. A presente é cópia fiel da ata lavrada em livro próprio. Barueri, 20/04/2011. Marcio Luiz Goldfarb - Presidente da Mesa - Por Max Participações Ltda., Paulo Sérgio Borsatto - Secretário da Mesa - Max Participações Ltda. JUCESP nº 474.509/11-4 em 29.11.2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Sec. Geral.

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FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00805/11/05 OBJETO: SERVIÇOS GRÁFICOS DE PUBLICAÇÕES LOMBADA COLADA COM PUR - LOTE 01. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Serviços Gráficos de Publicações Lombada Colada com Pur - Lote 01. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 09/01/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet, no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 20/01/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 09/01/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

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FDE AVISA: ERRATA Referente ao Pregão Eletrônico nº 15/01418/11/05 - Objeto: Prestação de Serviços para Confecção, Impressão e Acabamento de Publicações do Projeto Ler e Escrever. No subitem 6.15.1 do Edital, Onde se lê: A aceitabilidade será aferida a partir dos preços de mercado vigentes na data da apresentação das propostas, apurados mediante pesquisa realizada pela FDE, cujo valor total estimado é de R$ 8.764.640,00 (Oito milhões, setecentos e sessenta e quatro mil e seiscentos e quarenta reais). Leia-se: A aceitabilidade será aferida a partir dos preços de mercado vigentes na data da apresentação das propostas, apurados mediante pesquisa realizada pela FDE, cujo valor total estimado é de R$ 6.483.972,00 (seis milhões, quatrocentos e oitenta e três mil, novecentos e setenta e dois reais).

EMPRESA MUNICIPAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS – EMPRO EXTRATO DE AVISO DE LICITAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Nº 002/2012 Objeto: O pregão objetiva o REGISTRO DE PREÇOS para aquisição, sob demanda, de papéis A4 e A3, e de Sulfite e High Gloss para Plotter, conforme especificação técnica no anexo I, deste edital. Edital completo na sede da Empro: Av. Romeu Strazzi, 199 – Bairro Vila Sinibaldi, São José do Rio Preto/SP, ou pelo site http://www.empro.com.br – Fone: (17)3201-1201/1216. Abertura: 19 de janeiro de 2012, às 09h30. São José do Rio Preto/SP, 05 de janeiro de 2012. Cássio Domingos Dosualdo Moreira – Pregoeiro.

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EMPRESA MUNICIPAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS - EMPRO

FDE AVISA: ERRATA Referente ao Pregão Eletrônico de Registro de Preços nº 57/00062/11/05 - Objeto: Aquisição de notebooks para atendimento a programas específicos da Rede Estadual de Ensino da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. No item 4.5 do Edital, Onde se lê: A licitante deverá apresentar planilha de proposta contemplando os valores unitários, de acordo com o Anexo III - Modelo de Proposta. Leia-se: A licitante deverá apresentar planilha de proposta contemplando os valores unitários, de acordo com o Anexo IV - Modelo de Proposta. No subitem 1.13.1 do Anexo II - Especificações Técnicas, Onde se lê: Peso de até 2,4kg (Já com todos os itens instalados, inclusive fonte de alimentação). Leia-se: Peso de até 2,4kg (Já com todos os itens instalados, inclusive bateria).

COMUNICADO DE SUSPENSÃO - PREGÃO PRESENCIAL N ° 009/2011 O presente Pregão Presencial 009/2011, Processo 016/2011, marcado para o próximo dia 09 de janeiro de 2012, em razão do oferecimento do pedido de esclarecimentos e de impugnação ao edital, e ainda, por deliberação proferida por este Pregoeiro, fica suspenso, por prazo indeterminado. São José do Rio Preto/SP, 06 de janeiro de 2012. Cássio Domingos Dosualdo Moreira – Pregoeiro. Egap n° 2993.

MARCRIS-LOTERIAS E SERVIÇOS LTDA, com sede na rua Cristóvão Colombo, 59, Centro, São Paulo, SP, COMUNICA que se encontram extraviados os Talões de Notas Fiscais de Serviços – série A, numeradas de 001 a 250, CCM 2.948.588-6, objeto da AIDF 327 de 27/09/2000.

s bancos da China aceleraram o ritmo de concessão de crédito no último mês de 2011 para 640,5 bilhões de yuans (US$ 101,51 bilhões), ante 562,2 bilhões de yuans em novembro, enquanto o Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês) afrouxava a política monetária para amortecer em casa o impacto da desaceleração econômica internacional. O crescimento anual de oferta de crédito acelerou para 13,6% em dezembro, ante 12,7% em novembro, segundo dados do PBOC chinês divulgados ontem. Analistas previam 600 bilhões de yuans em novos empréstimos e um crescimento de 12,7% para dezembro. Em 30 de novembro, o banco chinês anunciou um corte na quantia de capital que os bancos precisam manter como reservas, e mais reduções no depósito compulsório são esperadas para os próximos meses. Os investidores estão de olho nos números de crédito e liquidez na China para medir o quão longe foi o PBOC para liberar capital e ajudar a evitar um esfriamento econômico acentuado. Os dados mais fortes que o esperado podem reforçar expectativas de que Pequim possa estar firme no caminho para revelar mais medidas pró-crescimento diante da diminuição da inflação, o que poderia impulsionar os mercados de ações e commodities. Em comunicado publicado ontem, o PBOC informou que a China continuará a implementar uma política monetária estável e aumentará a flexibilidade da taxa de câmbio da moeda chinesa. "Nós aprimoraremos ainda mais o mecanismo de formação da taxa de câmbio do yuan e aumentaremos a flexibilidade do yuan", disse o banco chinês em seu site. Tornar a moeda nacional mais flexível é há muito uma política declarada da autoridade monetária chinesa. O PBOC informou que fará mais preparativos para o lançamento de um sistema de seguro de depósitos e reiterou que vai manter sua posição de política monetária prudente neste ano, ao mesmo tempo que a ajustará "em momentos adequados e em graus apropriados". (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 7, 8 e 9 de janeiro de 2012

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ECONOMIA/LEGAIS - 17 Brasil deve chegar a 2016 com vendas de 4 milhões a 6 milhões de veículos

conomia

3º em consumo O de veículos

Brasil vai subir à terceira posição no ranking global de maiores mercados de veículos do mundo em 2016, atrás de China e Estados Unidos, segundo estudo da consultoria KPMG, divulgado anteontem. Quinto maior mercado

mundial em 2011, em um momento em que países da América do Norte, Europa e Japão enfrentaram fraqueza em suas economias, o Brasil deve chegar a 2016 com vendas de 4 milhões a 6 milhões de veículos, após encerrar o ano passado com negócios somando 3,6 mi-

lhões de unidades. Seguindo de perto o país está a Índia, em que o levantamento da KPMG – que compila previsões de 200 altos executivos da indústria automotiva mundial – prevê com vendas de 3 a 5 milhões de unidades em 2016. A China seguirá na

primeira posição com vendas estimadas entre 20 milhões e 24 milhões de veículos. Para os respondentes da pesquisa, o excesso de capacidade nos Brics é visto como "mal necessário" para se manterem competitivos diante dos mercados mais maduros. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado, domingo e segunda-feira, 7, 8 e 9 de janeiro de 2012

Para não se ter problemas com os órgãos de defesa do consumidor, é imprescindível que a informação seja a mais clara possível e não induza o consumidor a erro.

conomia

As determinações que devem ser cumpridas estão listadas no CDC, nos artigos 30 a 35 (oferta) e 36 a 38 (publicidade)

Toda liquidação tem regras mente dirigidos aos fornecedores e devem ser cumpridos integralmente", informa Ana Paula Satcheki, diretora do Procon de Santo André. Caso uma das determinações seja relegada pelos fornecedores, esses incorrerão até em crime (caso da publicidade enganosa) e estarão sujeitos às penalidades conferidas nos artigos 67 e 68. Para não se ter problemas com possíveis fiscalizações dos órgãos de defesa do consumidor, é imprescindível que a informação seja a mais clara possível e não induza o consumidor a erro. É importante dizer o estado geral do produto para que a venda não se torne futuramente um problema para o fornecedor. É igualmente importante ficar atento aos termos divulgados para o "limpa estoque". Se a promoção ou liquidação for apresentada de forma correta, isso protegerá também o fornecedor, principalmente de uma reclamação nos órgãos de defesa do consumidor e até de uma ação judicial movida pelo consumidor ou pelo Ministério Público do Consumidor. Isso sem falar nas multas aplicadas pelos fiscais do Procon. Estoque – Alguns especialistas em defesa do consumidor alertam para o cuidado com a quantidade que se tem em estoque. Se um determinado item tem poucas unidades, isso tem de ficar bem claro, caso contrário o fornecedor pode incorrer no ato de irresponsabilidade. Ou seja, o consumi-

Cena cada vez mais comum em São Paulo: a promoção. Para o Código de Defesa do Consumidor (CDC) qualquer liquidação é uma "oferta".

Ale Vianna/Folhapress

A

cena se repete todo início de ano. O varejo em geral aproveita essa época para limpar estoques de itens que não têm mais grade completa, para fazer caixa e até mesmo para "desovar" aqueles artigos ou produtos que não tiveram boa saída no período de festas. Chamar a atenção do consumidor para que retorne às lojas pós-Natal e aproveite para comprar artigos a um preço mais interessante não tem sido uma grande dificuldade. Até porque alguns consumidores já deixam para realizar algumas compras no primeiro mês do ano justamente porque têm a certeza da queda dos preços. Mesmo assim, são utilizadas as mais diferentes expressões para falar com o consumidor que estamos em época de liquidação. Um passeio rápido por lojas de ruas ou de shoppings, e até mesmo nas lojas virtuais, é fácil encontrar termos como of, sale, queima total, baixamos os preços, descontos de 20%, 30%, 50%, rapa, família... vende tudo, compre 2 e leve 3, compre 3 e a 4ª sai de graça. Mas o que pouca gente sabe é que, independentemente do termo empregado, para o Código de Defesa do Consumidor (CDC) qualquer promoção ou liquidação chama-se "oferta" e as regras que devem ser cumpridas estão listadas nos artigos 30 a 35 (oferta) e 36 a 38 (publicidade) da lei consumerista. "Esses artigos são basica-

Consumidor tem direito de se arrepender

dos e os detalhes dos defeitos. Essa pequena medida garante ao fornecedor, caso o consumidor reclame posteriormente, que ele estava ciente do que estava levando para casa. Mesmo com pequenos defeitos, o manual de instrução e o termo de garantia preenchido devem acompanhar os produtos. Fabricante – Outro detalhe importante é avisar o consumidor que o produto comprado na liquidação ou promoção não será trocado. "No entanto, se o eletroeletrônico apresentar algum vício que o torne impróprio para o uso, o consumidor deverá recorrer ao fabricante para exigir o reparo em garantia, que terá 30 dias para solucionar a questão, conforme o artigo 18 do CDC", esclarece Ana Paula. Só vencido esse prazo e a

dor pode obter uma liminar obrigando a empresa a vender o produto pelo valor anunciado ou um similar, desde que esse último tenha o preço próximo. É claro que isso é o extremo e há poucas notícias de consumidores que tenham buscado esse expediente. Nas liquidações e promoções, o Procon-SP recomenda que os varejistas informem previamente ao consumidor quais são os pequenos defeitos (partes amassadas, riscos) de eletrônicos, eletrodomésticos, computadores etc., ou que é um item de mostruário. No caso de vestuário, mostre se há manchas, pequenos furos, partes descosturadas etc. Para qualquer item é imprescindível que se escreva na nota fiscal, recibo ou pedido, quais os problemas apresenta-

questão não tendo sido solucionada, o consumidor poderá exigir a troca por outro igual, desconto no preço pago ou a devolução do dinheiro. "É imprescindível que fique claro que o consumidor, mesmo ciente do defeito do produto, se este for durável, tem direito à garantia legal, isso porque ela é de adequação, ou seja, acompanha todos os produtos", acrescenta a diretora do Procon de Santo André. Se o caso é de vício oculto, aquele que o consumidor não constata facilmente e só é identificado por técnico especializado, o prazo para o consumidor reclamar começa a ser contado no momento do aparecimento do vício e cabe também ao fabricante o reparo – ele terá 30 dias para solucionar o problema.

Q

uanto às liquidações em lojas virtuais, as regras pouco diferem das físicas. Os fornecedores devem observar atentamente os artigos do CDC que tratam da "oferta" e da "publicidade", acrescentando o artigo 49, que dá direito ao arrependim e n t o d o c o n s u m i d o r. "Não há excludente para promoção ou liquidação. O consumidor que desejar desistir tem amparo no CDC e pode devolver o item em até sete dias após o recebimento, mesmo que tenha tido ciência do estado do item, que tenha recebido todas as informações por parte de quem vendeu etc", afirma Ana Paula, do Procon de Santo André. Sobre o direito à devolução, não importando se o produto tenha sido adquirido em liquidação ou não, o que diz o artigo 49 pode não ser cumprido em algumas situações. Uma loja virtual pode se recusar a aceitar a devolução se o consumidor, por exemplo, compra com frequência um determinado produto ou ele danifica o item recebido. Mas a empresa tem de provar no caso da frequência, embora isso não seja difícil uma vez que devem ser registrados os pedidos de cada cliente e o que ele adquire. Quanto ao item danificado pelo consumidor, cabe à loja o ônus da prova.

O QUE DIZ O CDC Artigo 30 Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. Artigo 31 A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem co-

mo sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. Parágrafo único. As informações de que trata este artigo, nos produtos refrigerados oferecidos ao consumidor, serão gravadas de forma indelével. (Incluído pela Lei nº 11.989, de 2009) Artigo 32 Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo, na forma da lei.

Artigo 33 Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial. Parágrafo único. É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina (incluído pela Lei nº 11.800, de 2008). Artigo 34 O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos.

Artigo 35 Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha: I – exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade; II – aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente; III – rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos. Artigo 36 A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal. Parágrafo único.

A

empresa Alimentos Zaeli foi multada em R$ 548 mil por deixar de informar no rótulo do produto a existência de ingrediente transgênico em sua farinha de milho. A penalidade foi aplicada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça. A fiscalização foi coordenada pelo DPDC com os Procons Estaduais do Mato Grosso, São Paulo e Bahia. Dentre os diversos produtos coletados pelos órgãos estaduais para análise, a Farinha de Milho – Fubá Fino Mimoso, fabricada pela

Alimentos Zaeli, apresentou resultado positivo para a presença de transgênicos sem informar no rótulo do produto. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor e com o Decreto 4.680/2003 é obrigatório informar no rótulo do alimento a presença de mais de 1% de ingredientes transgênicos. Análise de laboratório confirmou a presença de 22% de milho geneticamente modificado. O valor da multa deverá ser depositado em favor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos do Ministério da Justiça. Fonte: DPDC

Angela Crespo é jornalista especializada em consumo. E-mail: doislados@dcomercio.com.br

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. § 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço. § 4° (Vetado). Artigo 38 O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina.

Cliente não será indenizada por restaurante

Fique por dentro

Empresa é multada por falta de informação sobre transgênicos

O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem. Artigo 37 É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

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m restaurante do Distrito Federal (DF) não deverá indenizar uma consumidora que entrou com ação por ter tido a bolsa furtada no estabelecimento. A decisão é da 3ª Turma Recursal do TJDF, que entendeu que a culpa é exclusiva da consumidora. Tudo começou quando a autora da ação foi comemorar o aniversário de um amigo em um restaurante de um shopping. Ao retornar do banheiro não encontrou sua bolsa, fato comunicado à gerência do estabelecimento, de quem ouviu que se responsabilizaria pelo ocorrido, mas depois o ressarcimento foi negado porque ela divulgou o fato por e-mail. O restaurante e o shopping foram condenados em 1ª Instância e recorreram. O primeiro alegou, em suma,

que não se comprometeu a prestar serviços de guarda de pertences pessoais bem como não praticou nenhum ato ilícito a ensejar a reparação. Já o segundo, sustentou excludente de responsabilidade, culpa exclusiva da vítima e de terceiros. Para os julgadores, a culpa foi da consumidora, pois ela agiu com falta de cautela na prática de atos do cotidiano. Conforme narrado por ela própria, o fur to ocorreu enquanto tinha os bens sob sua guarda, quando saiu da mesa para ir ao toalete. Os magistrados ressaltam, ainda, que

"não obstante a responsabilidade objetiva prevista no Código de Defesa do Consumidor, a autora/recorrida é a principal responsável pela guarda e observância de seu patrimônio, cabendo a ela, em primeiro lugar, tomar os cuidados necessários para não sofrer nenhum dano". Acrescentaram, por fim, que "não há dever de guarda e vigilância a ser imposto às rés, pois a prestação de serviços contratada não inclui tal incumbência às fornecedoras, estranha à sua atividade". Fonte: Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF)


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Diário do Comércio - 09/01/2012 by Diário do Comércio - Issuu