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Diário do Comércio - 08/08/2011

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Conclusão: 23h40

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de agosto de 2011

Aula do Procon: tudo sobre troca de produtos. Hoje, uma cartilha para você. E mais Procon na página 20.

ESPECIAL

Ano 87 - Nº 23.431

Europa banca a trégua nos mercados O BC Europeu anunciou ontem a decisão de intervir mais agressivamente no mercado de títulos para proteger a Itália e a Espanha, acalmar as bolsas , hoje, e evitar o agravamento da crise financeira mundial. Páginas 15 e 19

Mas Ásia abriu caindo As bolsas do Japão e Austrália abriram em baixa, apesar dos esforços de países do G-20 e G-7 em conter a hemorragia nos mercados com o rebaixamento dos EUA. Tel-Aviv caiu 7%. Pág. 15

Espanha, goleada pela crise. Atlético de Madrid, Valencia, Sevilla e Villarreal perdem patrocinadores, de quem recebiam até 9 milhões de euros por ano. Pág. 24

O clic depois do gol

Marcio Fernandes/AE

Borges (foto): alegria no 1 a 0 do Peixe contra o Ceará. Na quarta, o Timão joga na Vila. E poderá liderar de novo. Página 21

Campo minado na Agricultura HOJE Parcialmente nublado Máxima 30º C. Mínima 16º C.

AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 28º C. Mínima 17º C.

ISSN 1679-2688

23431

9 771679 268008

O ministro Wagner Rossi, peemedebista e afilhado do vice-presidente Michel Temer, terá de explicar, 4ª-feira, no Senado, as evidências de loteamento jurídico e a atuação de um lobista na sua antessala. Enquanto isso, 12 auditores enviados pela Controladoria Geral da União investigam contratos e convênios da Agricultura e a oposição cobra uma 'dedetização' no ministério. Pág. 5

Na moda: seguroarrastão. Seguro ameniza perdas de clientes e lojas, nesta alta de arrastões. Pág. 10 Reprodução de vídeo/Foto: Patrícia Cruz/Luz


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de agosto de 2011

Quem faz o desenvolvimento é o setor privado, mas sob a indução de um Estado que sabe o que quer. Delfim Netto

pinião

PAULO SAAB

Setores de ponta da indústria brasileira estão sendo destruídos por culpa da super valorização do real, o que desestimula os investimentos orientados para as exportações industriais.

TOLERÂNCIA DEMAIS ELIMINA VALORES A estudante que vai à escola é estudanta? A moça da recepção é a atendenta? A oficial da PM é a tenenta? A mulher da barraca na feira é a feiranta? A mulher internada no hospital é a pacienta? A mulher que pilota jato é a comandanta? A cartomante que lê as mãos é a videnta? A passageira que viaja é a viajanta? A mulher que insiste é a insistenta? A medica recém formada no hospital é a residenta? A mulher bonita é atraenta? Por que a presidente mulher tem de ser presidenta?

N

Max

Real, atropelando a indústria

F

oi muito bom que o governo da presidente Dilma tenha encontrado a oportunidade para a execução de uma política industrial. Sempre existem muitas críticas de pessoas que creem que o mercado sozinho providencia o crescimento, que o Estado não tem um papel a desempenhar no processo de desenvolvimento. Mas isso é negado pela história dos países que se desenvolveram mais do que outros. Não é a história brasileira. A história do mundo ensina que nunca houve um processo de crescimento econômico correto e sustentável sem um Estado Indutor capaz de conduzi-lo. Foi assim no Império Britânico do século 18, foi assim na extraordinária história do desenvolvimento dos Estados Unidos e não foi diferente na Alemanha ou na França. Em todos esses países, o Estado Indutor forneceu os rumos para o setor privado realizar o crescimento. Não é preciso confundir as coisas: de fato, quem faz o desenvolvimento é o setor privado, mas sob a indução de um Estado que sabe o que quer. Em nosso caso, infelizmente, setores de ponta da

DELFIM NETTO indústria brasileira estão sendo destruídos por culpa dos equívocos acumulados nos últimos anos que permitiram a super valorização do real, desestimulando os investimentos orientados para as exportações industriais, com o abandono da atividade por parte de empresas altamente capacitadas para a competição nos mercados externos.

T

enho reclamado a atenção dos responsáveis pela política monetária, em diferentes ocasiões, para um raciocínio simples, que muitos insistem em ignorar, porque lhes parece que um horizonte de vinte anos é tão distante que não adianta se preocupar com o que estamos construindo (no caso, destruindo) agora: 2030 está ali à vista, é o tempo

de uma geração de brasileiros se tornar adulta – e nós estamos negligenciando a oportunidade de criar empregos de boa qualidade para os 150 milhões de brasileiros que terão entre 15 e 65 anos.

É

de uma evidência absoluta que nossa economia não terá as condições de atender as necessidades mínimas de empregos decentes para estes brasileiros, com o modelo atual sustentado na produção agrícola e mineral e dependente de exportações para a China. Em primeiro lugar, ninguém garante que a China vai continuar se comportando de forma a manter o ritmo atual de crescimento pelos próximos vinte anos. O que realmente pode nos dar a condição de retomar o desen-

volvimento e sustentá-lo pelas próximas décadas é a execução de um programa permanente de política industrial com dois objetivos fundamentais.

O

primeiro deles é que o programa estimule duramente a competição interna– quer dizer, que internamente o Brasil caminhe na direção de um sistema altamente competitivo. E o segundo objetivo é construir um sistema que proteja externamente e com inteligência a indústria nacional, de tal forma que ela só complete o seu custo mínimo na margem das exportações. Isso significa que o Brasil tem de usar o seu mercado interno, que é o maior ativo que possuímos, para sustentar os investimentos na ampliação e modernização da produção industrial, que nos permitam garantir níveis de emprego e a continuidade da inclusão social aos milhões de jovens que anualmente chegam ao mercado de trabalho. ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSOR EMÉRITO DA FEA-USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

ão pense o leitor que estou sendo intransigente. Aliás, se fosse mulher seria intransigenta? Apenas estou demonstrando, de público, de maneira certamente pouco sutil, o quanto ando incomodado, como o leitor, tenho certeza, com tudo de errado que vem acontecendo na vida nacional. O certo virou errado. O errado virou certo. As minorias se impõem. O respeito que a maioria deve às minorias não encontra reciprocidade. Hoje em dia, o chamado politicamente correto deturpou seu sentido original e o patrulhamento em cima dos comportamentos torna-se extenuante. Ser político virou definitivamente sinônimo de roubalheira. Até o Dia do Orgulho Heterossexual foi criado como forma de buscar antepor, imagino eu, a pressão para que a homossexualidade seja reconhecida como o estado natural. Ou algo assim, pela força da pressão existente nesse terreno, que é de simples questão de respeito entre os desiguais. Não ser gay hoje em dia é uma ofensa generalizada. (A defensora da causa gay é militanta?) Repito que estou apenas refletindo o cansaço que sinto nos leitores, nos amigos, com a falta de prumo nos valores, sem ser falso moralista ou bobagens do gênero. Quando se viaja para algum lugar, desejamos uma estrada asfaltada, sinalizada, segura. Por onde se possa trafegar sabendo os limites, as barreiras, os obstáculos, a

O certo virou errado e o errado virou certo. As minorias se impõem. O respeito que a maioria deve às minorias não encontra reciprocidade. bela paisagem e tudo o mais. Na atualidade, essa estrada, a vida nacional, está esburacada, sem sinalização, anda-se na contramão. O suposto vigilante é o infrator – e por aí vai. Até as nomenclaturas são trocadas. embra o leitor daquela história de tolerância zero? Na medida em que vamos cedendo, os avanços vão se alargando. Não estou pregando nenhuma onda reacionária nem querendo ser conservador, saudosista. Só entendo que a demasiada ausência de valores e referências nos deixa sem rumo e disso se aproveitam os desregrados para tirar proveito em benefício de suas bandeiras quase sempre contrárias aos interesses verdadeiros da sociedade. Esta, sem referências, se torna presa fácil dos aventureiros. Você, leitora, concordando comigo e defendendo a tese com ênfase, seria uma insistenta? Sendo contrária, seria uma dissidenta?

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PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de agosto de 2011

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A FA S E D A R E V O L U Ç Ã O C U LT U R A L T E R M I N O U ; J Á E S TA M O S E M P L E N A R E V O L U Ç Ã O S O C I A L .

pinião

M

ax Weber, quando o acusavam de exagerar em seus diagnósticos, respondia: "Exagerar é a minha profissão!" A boutade referia-se, naturalmente, à técnica dos "tipos ideais", com que o autor de A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, ao descrever uma conduta, um sentimento, uma atitude, ampliava certos traços típicos para maior nitidez do objeto puro, isolado de diferenças e semelhanças acidentais. Mas referia-se também, mais profundamente, à missão do cientista social em geral, que tem de olhar as coisas numa escala que não é a da atualidade patente, visível nos debates públicos e na mídia popular, mas deve cavar em busca das sementes, não raro modestas e discretíssimas, onde o futuro está se gerando longe dos olhos da multidão. Se há uma coisa que nenhum estudioso da sociedade e da História tem o direito de ignorar, é que o poder dos fatores determinantes do curso das coisas é, no mais das vezes, inversamente proporcional à sua visibilidade presente. Daí o descompasso entre os respectivos "sensos de realidade" dos observadores do dia a dia, meros constatadores do fato consumado, e o do estudioso que mergulha em águas profundas para saber o que há de vir à superfície amanhã ou depois. Com o agravante de que o fato consumado só faz sentido para quem o viu crescer desde as raízes. Para os demais, tudo é surp re s a d e s n o r t e a n t e o u m e r a coincidência. Mas, quando digo "cientista social", uso o termo como um tipo ideal weberiano. Refere-se ao que os cientistas sociais deveriam fazer para merecer o título, não ao que os profissionais universitários que o ostentam estão fazendo realmente no Brasil de hoje. Estes, coitados, não conseguem acompanhar nem o fato consumado, tão presos estão aos seus esquemas mentais rotineiros, à pressão dos seus pares e ao

PERGUNTAS PROIBIDAS

OLAVO DE CARVALHO

Epitácio Pessoa/AE

minarão sua pessoa e sua carreira – ao menos ele assim o imagina – tão logo comece a falar. Sim, o brasileiro de hoje em dia – e os cientistas sociais não são exceções – é aquele sujeito valente que teme olhares e caretas como se fossem balas de canhão, que enfia o rabo entre as pernas à simples ideia de que falem mal dele, que troca a honra e a liberdade por um olhar de simpatia paternal de quem o despreza.

É Invasão de terras pelo MST: assentados podem ter sido recrutados entre militantes urbanos, desfigurando o cenário do "conflito rural". temor de desagradar à mídia. Não ousam sequer fazer perguntas, como por exemplo: Quantos assentados do MST foram recrutados entre militantes urbanos, falsificando completamente o panorama dos "conflitos rurais"? Qual é o peso estatístico real de duzentos assassinatos de homossexuais num país que tem 50 mil homicídios por ano, mesmo sem averiguar quantos daqueles foram assassinados por seus parceiros? Quantas pesquisas sociológicas com resultado previamen-

te estabelecido pelas fundações estrangeiras que as financiaram foram realizadas nas universidades brasileiras nos últimos anos, e quantas foram em seguida usadas como material de propaganda por ONGs e "movimentos sociais", se não como argumento cabal para justificar leis e decretos? Quanto dos benefícios distribuídos pelo governo federal aos pobres foi pago com puro dinheiro de empréstimos, endividando as gerações vindouras para ganhar os votos da presente? Quantos crimes de

morte são praticados com armas legais registradas, e quanto com armas clandestinas cuja circulação o tal "desarmamento civil" não poderá diminuir em nada? Quantas leis e decisões federais vieram prontas de organismos internacionais e tiveram seu caminho aplanado por campanhas bilionárias financiadas do exterior? Quantas delas vieram de decisões tomadas no Foro de São Paulo com anos de antecedência, em assembleias promíscuas onde terroristas, narcotraficantes e seques-

tradores debatem em pé de igualdade com políticos eleitos? Se for liberado o comércio de drogas, quem terá mais chances objetivas de dominar esse mercado? Sem fazer essas perguntas, ninguém pode compreender nada do que está acontecendo neste País, muito menos o que está para acontecer. Mas cada uma delas é um tabu. O simples pensamento de vir a formulá-las um dia já basta para fazer um profissional universitário tremer desde os alicerces, prevendo os olhares de ódio que ful-

por isso que os processos históricos profundos, que estão mudando a face do Brasil com uma rapidez avassaladora, passam ainda despercebidos até àqueles mesmos que, arrastados na voragem de leis, decretos e portarias, perdem prestígio e poder a cada dia que passa e, iludidos por vantagens financeiras imediatas que o governo atira à sua mesa como migalhas, não ousam nem confessar uns aos outros que estão sendo jogados à lata de lixo da História. Não vi até agora um único analista político, na mídia ou nas universidades, declarar em voz alta aquilo que, nos altos escalões do petismo e do Foro de São Paulo, todo mundo sabe: a fase da revolução cultural terminou, já estamos em plena revolução social. Explicarei isso melhor no próximo artigo. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

ISRAEL: COMPRA E NÃO ROUBO DE TERRAS O

s sionistas roubaram as terras da Palestina: este é o mantra que tanto a Autoridade Palestina quanto o Hamas ensinam a seus filhos e propagam em seus meios de comunicação. Essa afirmação tem enorme importância, tal como explica o Palestinian Media Watch: "Ao apresentar a criação do estado israelense como um roubo e a sua existência como uma injustiça histórica, a Autoridade Palestina tem a base de sua justificativa para o não-reconhecimento do direito de Israel existir". A acusação de roubo também enfraquece a posição de Israel internacionalmente. Mas esta acusação é uma verdade? Não, não é. Ironicamente, a construção de Israel foi o mais tranquilo e pacífico processo de imigração e criação de um estado na história. Para entender o porquê é preciso examinar o sionismo no seu

devido contexto. De maneira direta e resumida: a conquista de territórios é a norma histórica; por todo o mundo, governos foram estabelecidos através da invasão de territórios e quase todos os estados surgiram à custa do estado de outros. Ninguém está permanentemente no topo, no comando e as raízes de todos os povos estabelecidos têm origem em algum outro lugar. s tribos germânicas, as hordas da Ásia central, os czares russos e os conquistadores espanhóis e portugueses redesenharam os mapas. Os gregos modernos têm apenas uma tênue ligação com os gregos da antiguidade. Quem é capaz de contar quantas vezes a Bélgica foi invadida? Os Estados Unidos originaram-se nas derrotas impostas aos indígenas.

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DANIEL PIPES Reis perambularam e saquearam por toda a África; tribos arianas invadiram a Índia. No Japão, as tribos de língua Yamato eliminaram todas as outras, exceto por alguns pequenos grupos, tais como os Ainu. O Oriente Médio, em função de sua centralidade e geografia, experimentou uma grande e talvez desproporcional quantidade de invasões, incluindo a dos gregos, romanos, cruzados, seljúcidas, timúridas, mongóis e as dos europeus modernos. No interior da região, frivolidades dinásticas causaram a conquista e a reconquista do mesmo

Hassan Bahsoun/EFE

Palestinos: manifestação em maio contra a "catástrofe" da fundação de Israel, em 1948 .

território – tal como o Egito. Muitas guerras por Jerusalém: o Imperador Tito celebrou a vitória sobre os judeus em 70 d.C. com um arco onde soldados romanos aparecem carregando uma menorá para fora do templo terra que hoje forma Israel não foi exceção. No livro Jerusalem Besieged: From Ancient Canaan to Modern Israel, Eric H. Cline escreve sobre Jerusalém: "Nenhuma outra cidade foi mais amargamente disputada ao longo da história". Ele respalda essa afirmação contando "pelo menos cento e dezoito (118) conflitos distintos, em ou por Jerusalém nos últimos quatro milênios". Cline calcula que Jerusalém foi totalmente destruída pelo menos duas vezes, sitiada vinte e três vezes, capturada quarenta e quatro vezes e atacada cinquenta e duas vezes. A Autoridade Palestina proclama a fantasia de que os palestinos de hoje são descendentes de uma antiga tribo de Canaã, os jebusitas; de fato, mas esses, por seu lado, descendiam de invasores e de imigrantes em busca de oportunidades econômicas. Em contraste com esse quadro de conquistas incessantes, violência, golpes e destruição, até 1948, os esforços sionistas para erigir sua presença na Terra Santa destacam-se por

A

suas características espantosamente suaves, como atividades mercantis, e não militares. Dois grandes impérios, o otomano e o britânico, governavam a Eretz Yisrael, enquanto os sionistas não dispunham de poder militar. Para eles, não havia nenhuma possibilidade de atingir a condição de Estado através da conquista. Em vez de conquistar, eles compravam terra. Adquirir propriedades, dunam por dunam[*], fazenda por fazenda, casa por casa, era o cerne do empreendimento sionista até 1948. O Fundo Nacional Judaico, criado em 1901 para comprar terras na Palestina a fim de "auxiliar na fundação de uma nova comunidade de judeus livres e engajados em atividades pacíficas", era a instituição chave - e não o Haganah, a organização clandestina de defesa fundada em 1920. s sionistas também se concentraram na recuperação daquilo que era árido e considerado inutilizável. Eles não só fizeram o deserto florescer como também drenaram pântanos, limparam canais, recuperaram terras devolutas, arborizaram colinas nuas, retiraram rochas e removeram o sal do solo. O trabalho judaico de recuperação e saneamento reduziu drasticamente o número de mortes por moléstias contagiosas. Foi apenas quando o poder mandatário britânico desistiu da Palestina, em 1948, seguido da tentativa geral dos estados árabes de esmagar e expulsar os sionistas, estes tomaram

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a espada em autodefesa e continuaram a obter terras através da conquista militar. Mesmo assim, conforme demonstra o historiador Efraim Karsh, no livro Palestine Betrayed, a maioria dos árabes abandonou suas terras; muito poucos foram forçados a sair. sta história contradiz o relato palestino, segundo o qual "gangues sionistas roubaram a Palestina e dela expulsaram seu povo", o que teria levado a uma catástrofe "sem precedentes na história" (de acordo com um livro-texto fornecido pela Autoridade Palestina aos alunos do último ano do ensino médio). Ou ainda: que os sionistas "saquearam a terra palestina e seus interesses nacionais, estabelecendo o seu Estado sobre as ruínas do povo árabe palestino" (como escreve um colunista no jornal diário da AP). Organizações internacionais, editoriais de grande jornais e petições de corpos docentes reiteram essa falsidade por todo o mundo. Os israelenses deveriam manter a cabeças erguida e chamar a atenção para o fato de que a construção do país baseou-se em um movimento menos violento e mais civilizado do que de qualquer outro povo na história. Gangues não roubaram a Palestina; comerciantes compraram a terra de Israel.

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DANIEL PIPES É JORNALISTA E HISTORIADOR, ESPECIALISTA EM TEMAS RELACIONADOS AO ISLAMISMO E ORIENTE MÉDIO, COLUNISTA DO NEW YORK SUN E

THE JERUSALEM POST. TRADUÇÃO: HENRIQUE DMYTERKO PUBLICADO POR WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR


DIà RIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

gibaum@gibaum.com.br

Lucas Lima, cantor violinista e marido de Sandy, que virou hit da internet por conta de Playboy, foi Ă TV.

k Eu nĂŁo disse fortinha. Eu disse fofinha. Fofinha!

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GibaUm

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JOSÉ SARNEY // presidente do Senado, consertando frase anterior sobre a ministra Ideli Salvatti.. Fotos: Bob Wolfenson / Status

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sĂĄbado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de agosto de 2011

MAIS: afirmou que jamais imaginou uma repercussĂŁo dessas. E confessou sua surpresa: "Estou sendo tratado como herĂłi!"

8 de Agosto

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ertencente à linhagem espanhola de Gusmão, o santo recebeu nobre formação e se tornou sacerdote aos 24 anos na Diocese de Osma. Homem de oração, ação e virtudes, foi um dos grandes pregadores contra a heresia albigense e, em 1215, fundou a Ordem dos Dominicanos. São Domingos

Guerra de saias A filĂłsofa gaĂşcha MĂĄrcia Tiburi dispara sua metralhadora giratĂłria, na nova edição de Lola, contra suas ex-colegas do programa Saia Justa. “As prĂłprias mulheres degrinem as mulheres. A MĂ´nica Waldvogel sacou isso. As outras nĂŁo tinham condição de entender o que estava se passando. A Luana Piovani era uma bobinha do mal. A MaitĂŞ Proença ĂŠ a Luana Piovani vezes dois. Era insuportĂĄvel. A Betty Lago era divertida, mas uma bobalhonaâ€?. 333

de GusmĂŁo

CAPELĂƒO

O TCU – Tribunal de Contas da União acaba de identificar rombo de R$ 157 milhþes no Senado. Oito diferentes açþes questionam gastos com pessoal, incluindo supersalårios. AtÊ servidores afastados do trabalho ganhavam horaextra. O MinistÊrio Público deverå pedir ressarcimento aos cofres públicos. 333

h

Fraquinha, fortinha, gordinha ou fofinha, quaisquer que sejam os rótulos dados à ministra Ideli Salvatti não escondem sua guerra declarada aos quilos a mais. Ainda no Senado, submeteu-se a uma cirurgia de redução do estômago, perdeu mais de trinta quilos e jå andou recuperando alguns. Seu problema maior, contudo, Ê a dimensão de seu quadril, que cirurgia ou regime algum consiga solucionar – e que vem aumentando com a idade. 333

h IN Pernas.

OUT

Busto.

Mônica Rousseff Em meio aos problemas do país e a troca de ministros (faz lembrar outra mulher presidente, Michele Bachelet, do Chile, que praticamente teve três ministÊrios de tantas trocas e os que chegaram ao final eram quase todos mulheres), Dilma Rousseff continua se divertindo com as imitaçþes que fazem dela, do Kibe Loco a Fabiana Carla, que då vida ao personagem Dilmaquinista no humorístico Zorra Total. Aministra da Comunicação, Helena Chagas, por outro lado, quando leva à presidente o clipping diårio (com observaçþes), tambÊm leva novos cartoons envolvendo a Chefe do Governo. Agora, morreu de rir com o cartunista Junião, que a transformou na Mônica, de Mauricio de Sousa, com direito a coelho na mão e tudo mais. 333

PARA quem tem memória curta: a permanência de Celso Amorim no MinistÊrio das Relaçþes Exteriores no período Lula foi tambÊm responsåvel por algumas viagens e tratativas de relaçþes comerciais com alguns países comandados por ditadores e onde não existem direitos humanos. Entre outros, Líbia e Irã, só para começo de conversa.

QuestĂŁo de quadril

Em sua versĂŁo online, o Financial Times comenta a queda do lucro do ItaĂş diante do aumento do calote de pequenas e mĂŠdias empresas brasileiras, engolfadas por juros que podem superar 150% ao ano. E profetiza que outras instituiçþes deverĂŁo ser igualmente afetadas porque, nas renegociaçþes, os bancos chegam a cobrar juros sobre outros juros praticados. Analisa ainda a festa de dinheiro do BNDES espalhado para grandes corporaçþes que pagam 6% ao ano e acabam aplicando em tĂ­tulos do Tesouro, hoje com juros de 12,50% ao ano. O Financial Times faz atĂŠ uma adaptação da expressĂŁo “caminho das pedrasâ€?, muito usada no Brasil, para rock way. 333

Na transição do governo, Dilma Rousseff jĂĄ havia pensado no nome de Celso Amorim para a Defesa. Na ĂŠpoca, Lula batalhou pela permanĂŞncia de Nelson Jobim que, em inĂşmeras vezes, havia lhe demonstrado total lealdade. Agora, quando decidiu defenestrar o mesmo Jobim, foi o ex-presidente que recomendou: “VocĂŞ nĂŁo queria antes o Celsinho? EntĂŁo, chama eleâ€?.

333

Caminho das pedras

333 EM OUTUBRO, MĂ´nica Bellucci, diva sensual do cinema italiano e francĂŞs Vincent Cassel, seu marido hĂĄ 16 anos, chegam ao Brasil para rodar aqui nova versĂŁo do filme Uma Jornada Particular, de Ettore Scola, interpretado em 1977 por Sophia Loren e Marcello Mastroianni.

SEMPRE ELE

A edição de setembro da Harper´s Bazaar mostrarĂĄ a atriz Jane Fonda, 73 anos, em grande forma, usando dois modelos repletos de transparĂŞncia. Na matĂŠria, Jane dĂĄ a receita; “Fui criada nos anos 50, meu pai me ensinou a olhar tudo o que importava. E dizia que, a menos que vocĂŞ pareça perfeita, vocĂŞ nĂŁo serĂĄ amadaâ€?. Vaidosa, Jane toma cuidados: “Aprendi a exibir milhas melhores partes, a cintura e o bumbumâ€?. Hoje, a veterana atriz de Barbarella, estĂĄ debruçada sobre um novo livro, Prime Time, com mais memĂłrias e confissĂľes. 333

Setentona em forma

333 ALGUNS peemedebistas de plantão logo se apressaram em dizer que o novo titular da Defesa, Celso Amorim, era um homem do partido. E foi: integrou, durante muito tempo, o PMDB. Só que, no final do governo Lula, filiou-se ao PT, para garantir alguma boquinha no governo que ia começar.

Solução

Mulher-gorgonzola 333 Atriz e escritora, Maitê Proença estå organizando um livro coletivo com autores convidados e tambÊm anônimos que passam por seu site. Quem quiser escrever uma história engraçada com 1.500 caracteres poderå se habilitar, desde que inspirado pela frase É duro ser cabra na Etiópia. A atriz Clarisse Niskier, 51 anos, que vem se apresentando (nua no palco) com espetåculo A Alma Imoral (apareceu tambÊm na sÊrie Macho Man ) vai escrever um texto comparando a mulher madura ao queijo gorgonzola. Sabor consistente e cheiro forte.

IDELI Salvatti riu amarelo quando JosÊ Sarney chamou-a de fortinha e Gilberto Carvalho providenciou um vidro de Biotônico Fontoura para ela, para tentar amenizar a fúria reinante no núcleo duro, no final da semana passada. Os blogs de humor, nesses dias, recomendavam ao ministro Paulo Bernardo, das Comunicaçþes, que comprasse um GPS para sua mulher melhor se orientar em Brasília. 333

O ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, nĂŁo devolverĂĄ o uniforme de camuflagem que usou em inĂşmeras missĂľes e com o qual posou para fotos atĂŠ segurando cobra. SerĂĄ um souvenir de seus tempos de ministĂŠrio. AlĂŠm disso, sua mulher, Adrienne Senna, exCoaf, achava que o maridĂŁo ficava muito garboso dentro do uniforme e atĂŠ com um certo jeito de John Wayne em seus muitos filmes de guerra. 333

MISTURA FINA

SOUVENIR

333 O que o ex-ministro Nelson Jobim disse sobre as ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffman ĂŠ exatamente o que os caciques polĂ­ticos do Congresso comentam, todos os dias, nos bastidores, incluindo-se piadas atĂŠ sobre o fĂ­sico de cada uma delas. A maioria chega a apostar que a troika formada no Planalto ĂŠ furada, nĂŁo darĂĄ certo e que a presidente Dilma Rousseff nĂŁo demorarĂĄ muito tempo para reconhecer. SĂł que mudar duas mulheres escolhidas pessoalmente por ela ĂŠ uma hipĂłtese remota. Nas reuniĂľes com as raposas felpudas de BrasĂ­lia mostramse inseguras, nĂŁo decidem nada sem consultar a chefa (elas prĂłprias usam essa expressĂŁo, numa variante de presidenta) e atĂŠ agora, nĂŁo conseguiram se impor. Detalhe; nem uma, nem outra, jamais haviam pensado, anteriormente, que um dia chegariam a ser ministras.

Troika furada

333 Nos Ăşltimos tempos, o exministro Nelson Jobim caminhou na contramĂŁo do que ele prĂłprio pregou, em julho de 2007, quando assumiu o ministĂŠrio em pleno caos aĂŠreo, citando Benjamin Disraeli, primeiroministro do Reino Unido durante a segunda metade do sĂŠculo 19: “Nunca se queixe, nunca explique, nunca se desculpe. Aja ou saia. Faça ao vĂĄ emboraâ€?. Ele desculpou-se com Dilma e ia fazer a mesma coisa com Ideli Salvatti (bateu o telefone) e Gleisi Hoffmann (nĂŁo o atendeu). No dia de seu afastamento, o ex-deputado Geddel Vieira Lima, hoje diretor da Caixa EconĂ´mica Federal e seu velho desafeto, nĂŁo resistiu e tuitou: “Passarinho que canta muito c...no ninhoâ€?.

333 Nem sĂł de mulheres vestidas como colegiais ou enfermeiras vive o imaginĂĄrio masculino em suas fantasias mais secretas. Inspirado em outra delas, que fica voando em torno de imagem de uma noiva (de outro, claro) depois do casamento e misturando cenas que remetem ao filme Noiva em Fuga, o fotĂłgrafo Bob Wolfenson clicou a modelo Michelle Alves, num ensaio onde corset e cinta-liga se associam ao tradicional vestido branco. O cenĂĄrio foi uma fazenda no interior de SĂŁo Paulo. Michelle ĂŠ a mulher de Guy Oseary, empresĂĄrio de Madonna.

Noiva em fuga

Na contramĂŁo

333 Nas horas que antecederam a escolha de Celso Amorim para a Defesa, acabou surgindo tambĂŠm o nome do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) na conversa. Crivella, que agora vem defendendo gorjeta de 20% para garçons que trabalhem namadrugada,ĂŠsobrinhodeEdir MacedoebispodaIgrejaUniversal do Reino de Deus. Gilberto Carvalho, secretĂĄrio-geral da PresidĂŞncia, catĂłlico praticante, nĂŁo resistiu: “Em tempo de guerra, ele poderia acumular as funçþes de capelĂŁoâ€?.

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NOS DIAS anteriores à demissão de Nelson Jobim, outras tantas figuras andaram sendo cotadas para seu lugar: de JosÊ Eduardo Cardozo, ministro da Justiça atÊ Ellen Gracie, que acaba de se despedir do Supremo Tribunal Federal. A idÊia de ter uma mulher na Defesa atÊ que agradava a presidente: só que Ellen quer morar no Exterior. 333

Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de agosto de 2011

5 MAL ESTAR Amorim assume como ministro da Defesa em clima de descontentamento

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SAIA JUSTA Fragilizado por mais denúncias no ministério, Rossi falará no Senado.

No Senado, Rossi terá de explicar lobby e inchaço

Eu acho até que esta declaração não combina com a ministra Ideli, porque a Ideli é até bem gordinha, não é bem fraquinha. Reação de José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado.

Dilma não pode proteger Rossi e deve fazer faxina na Agricultura, dizem parlamentares oposicionistas.

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Tem coisas que a gente não compreende. Por que falar de outros ministros? É tão mais fácil falar bem das pessoas, tão mais tranquilo. Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao comentar as declarações de Jobim.

Se o senhor não compreende, imagine eu. Reação do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que estava ao lado de Lula.

Wilson Dias/ABr

Eduardo Knapp/Folhapress

O governo Dilma Rousseff é atrapalhado. A Ideli Salvatti é fraquinha e a Gleisi Hoffmann não conhece Brasília. Declarações do então ministro da Defesa, Nelson Jobim, à revista Piauí, avaliando a presidente e as ministras de Relações Institucionais e da Casa Civil, respectivamente. Foi demitido.

Dida Sampaio/AE

Parentes no governo sempre criam problemas. Ou para o governo, ou para o parente. Do experiente José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado.

L. C. Leite/Folhapress

Jean Pierre Clatot/AFP

Conab, cabide de emprego.

O

ministro da Agricultura, Wagner Rossi, transformou uma empresa pública, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em cabide de empregos para parentes de líderes políticos de seu partido, o PMDB. O loteamento começou quando Rossi dirigiu a estatal, de junho de 2007 a março de 2010. Ele deu ordem para mais do que quadruplicar o número de assessores especiais do gabinete do presidente – de 6 para 26. Muitos cargos só foram preenchidos depois que o expresidente Lula escolheu Rossi para o comando da Agricultura – ministério ao qual a Conab está subordinada. Neste ano, já no governo Dilma, foram definidas 21

nomeações. Algumas contratações foram assinadas de próprio punho pelo ministro, homem de confiança do vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado do PMDB. Receberam cargos, entre outros, um filho de Renan Calheiros (AL), líder do PMDB no Senado; a ex-mulher do deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do partido na Câmara; um neto do deputado federal Mauro Benevides (CE); Adriano Quércia, sobrinho do falecido Orestes Quércia, ex-governador e expresidente do PMDB de São Paulo. E Adriano nunca foi visto por lá, dizem antigos funcionários. Os servidores indicados pelo PMDB recebem de R$ 7,8 mil a R$ 10 mil por mês. (Agências)

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS NOTIFICAÇÃO O Subprefeito de Vila Maria/Vila Guilherme, JOSÉ LUIZ SANCHES VERARDINO, em conformidade com o disposto no artº 5º, parágrafo 1º do Decreto 15.627/79 de 15/12/79 e item 2.4 da Portaria nº 022/SMSP/GAB/2005, notifica os proprietários dos veículos abaixo relacionados a comparecerem a esta Subprefeitura à Rua General Mendes nº 111, no prazo de 30 dias a contar da data desta publicação, para providenciarem sua retirada, satisfeitas as exigências legais, sob pena de serem alienados por meio de leilão:

Há um esquema de corrupção no Ministério da Agricultura, a partir da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que beneficiaria o PMDB e o PTB e envolveria o ministro Wagner Rossi. Oscar Jucá Neto, em entrevista à Veja, após ser demitido da Conab por liberar de forma irregular pagamento de R$ 8 milhões para uma empresa de armazenagem. O que o meu irmão disse não tem pé, nem cabeça. Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado e padrinho do irmão na Infraero, onde foi demitido, e na Conab, também demitido.

Dida Sampaio/AE

são do auxiliar direto de Rossi reforça a necessidade de investigação. "A demissão é um indício de que há muito mais a ser descoberto e investigado." A intenção dos tucanos é convidar todos os envolvidos a prestar esclarecimentos na Câmara. O PPS, por sua vez, pedirá que Rossi retorne à Câmara, e pensa pedir investigação do Ministério Público Federal nas suspeitas de fraudes em licitações na pasta. Apesar de ter assumido em abril do ano passado, Rossi começou a alterar a equipe apenas após ser mantido no governo Dilma. Em janeiro, ele trocou Gerardo Fontelles por Milton Ortolan na secretariaexecutiva. Mas manteve Fontelles no quadro como seu assessor especial. Agora, com a queda do apadrinhado, Rossi tem recebido sugestões para trazer de volta o auxiliar para a secretaria. O ministro ainda não decidiu quem colocará no lugar de Ortolan. (Agências)

Wagner Rossi: semana difícil. No Senado, terá que dar explicações sobre lobista e inchaço na pasta.

LUCIANO JOSÉ DE DEUS Placa CBP 3068 - SÃO PAULO Chassi 9BFBXXLBABFC052722 FORD/ESCORT L - MOD./1986 e FAB./1985 - VERMELHA Processo 2011-0.144.461-0

Pablo Valadares/AE

Queremos uma faxina e não apenas pegar coadjuvantes desse esquema de corrupção. Álvaro Dias, líder do PSDB no Senado, ao cobrar ação do Palácio do Planalto.

Alan Marques/Folhapress – 19/4/2011

ministro da Agricultura, Wagner Rossi, vai depor no Senado nesta quarta-feira. As evidências do loteamento político e inchaço no ministério devem tornar mais duro o depoimento dele, que inicia a semana mais fragilizado, pois a Controladoria Geral da União mandou 12 auditores fazer um levantamento sobre os últimos contratos e convênios feitos pelo Ministério da Agricultura. E ele terá de explicar a atuação de um lobista na antessala de seu gabinete. Além disso, a oposição cobra da presidente Dilma Rousseff uma faxina no Ministério da Agricultura nos mesmos moldes da feita na área de transportes. Para os parlamentares oposicionistas, ela não pode proteger Rossi simplesmente por ele ser do PMDB e afilhado do vice-presidente Michel Temer. A pressão cresce depois que o secretário-executivo da pasta, Milton Ortolan, caiu, após a revelação de seu envolvimento com o lobista Júlio Fróes. Para o líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), o objetivo da oposição é abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue as denúncias de corrupção nas diferentes esferas do governo. Ele destacou que a postura diferente de Dilma frente às acusações na área de Agricultura confere à sua atuação no caso do Ministério dos Transportes aspectos de jogo de cena: "O Ortolan é o próprio ministro, é homem de confiança do Wagner Rossi. Eles estão juntos há muitos anos. A presidente tem que dizer se a justiça dela é seletiva, porque não dá para dizer que o Rossi está menos comprometido do que estava o Alfredo Nascimento." Para Duarte Nogueira, líder do PSDB na Câmara, a demis-

Eu não sou lixo, meu partido não é lixo, nossos sete senadores não são lixos. Ex-ministro dos Transportes, senador Alfredo Nascimento, presidente nacional do PR, em discurso na tribuna do Senado, criticando a decisão da presidente Dilma Rousseff que o demitiu e mais 26 servidores da pasta, 24 deles filiados ao PR.

Marta e Haddad, o velho e o novo.

Amorim, agora à frente da Defesa.

"Nome novo" tem mais chances em SP, diz Haddad.

Amorim toma posse: o clima é de descontentamento.

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ministro da Educação e pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad defendeu ontem que o PT lance um "nome novo" nas próximas eleições municipais, independentemente de ser o escolhido para a cabeça de chapa do partido. Já para a principal oponente do ministro, a senadora Marta Suplicy, a sigla precisa de candidato com "raiz na cidade". Eles participaram do terceiro debate preparatório do PT para as eleições municipais em um centro comunitário de Sapopemba, ao qual compareceram cerca de 300 pessoas. Haddad é o preferido do expresidente Lula e da presidente Dilma para a disputa. Já Marta, que já foi prefeita da cidade (2001 a 2004), criticou a gestão do prefeito Kassab. Sente que ela "é a candidata que conhece as pessoas" . (Folhapress)

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ex-embaixador Celso Amorim toma posse hoje à frente do Ministério da Defesa em meio à insatisfação das Forças Armadas com o orçamento destinado à área. Ontem, em Brasília, um grupo de mulheres de militares e integrantes da reserva protestou durante solenidade da troca da bandeira nacional na Praça dos Três Poderes. Pediam melhores salários e criticavam o sucateamento das Forças. A manifestação ocorreu na presença do comandante-geral do Exército, general Enzo Peri. No sábado, ele e os comandantes da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, e da Marinha, almirante Júlio de Moura Neto, já alertaram Amorim das insatisfações sobre os cortes orçamentários e pediram ao ministro um trabalho para evitar cortes no Orçamento do próximo ano. (AE)

MOHAMED SALEH EL HINDI Placa BIZ 7914 - GUARULHOS - SÃO PAULO Chassi 9BFZZZ54ZNB255178 FORD/ESCORT L-MOD./FAB. 1992 - AZUL Processo 2011-0.145.973-1

JOSEFA VITORINO DA SILVA FABIANA MARCELA ARAUJO Placa BMG 6239 - SÃO PAULO Placa BMI 5771 - SÃO PAULO Chassi 9BWZZZ30ZPP214731 Chassi 9BWZZZ30ZKT096125 VW/SAVEIRO CL 1.8 VW/GOL GL - MOD./FAB. 1989 - AZUL - MOD./FAB. 1993 - PRETA Processo 2011-0.159.581-3 Processo 2011-0.145.987-1 VIVIAN PRISCILA DA SILVA FERREIRA Placa BGA 6007 - SÃO PAULO Chassi 9BWZZZ30ZDP070555 VW/VOYAGE LS - MOD./FAB. 1983 - BRANCA Processo 2011-0.159.589-9

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÃO Encontram-se abertos no Gabinete: REABERTURA - PREGÃO PRESENCIAL 185/2010-SMS.G, processo 2010-0.171.369-5, destinado à CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE VIGILÂNCIA/SEGURANÇA PATRIMONIAL COM MONITORAMENTO ELETRÔNICO, para as unidades da SMS: Gabinete do Secretário - SMS.G; Divisão Técnica de Transportes - DTT; Divisão Técnica de Transportes - PLLA; Centro de Formação dos Trabalhadores da Saúde CEFOR e Complexo Regulador do Município, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá às 14 horas do dia 22 de agosto de 2011, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 234/2011-SMS.G, processo 2011-0.190.880-3, destinado ao registro de preços para TIRA REAGENTE PARA DETERMINAÇÃO DE GLICOSE - USO HOSPITALAR E LANCETA PARA PUNÇÃO DIGITAL, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras /Área Técnica de Material Médico Hospitalar, tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá às 14 horas do dia 15 de setembro de 2011, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de agosto de 2011

A nossa Associação é a mais antiga entidade de classe das Américas e da Europa ibérica. Eduardo Morais de Castro, presidente da Associação Comercial da Bahia.

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Aos 200 anos, ACB anuncia: está pronta para o futuro. Associação Comercial da Bahia comemora dois séculos em nova fase: quer expandir as atividades, oferecer mais serviços e ampliar o quadro de associados. Mário Tonocchi

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o momento em que comemora 200 anos de fundação, completados no último dia 15 de julho, a mais antiga associação de classe das Américas e da Europa Ibérica, a Associação Comercial da Bahia (ACB) abre uma nova fase de expansão de atividades, serviços e do quadro de associados. Pronta para o futuro, segundo o atual presidente, Eduardo Morais de Castro, a entidade luta para estabelecer no Estado da Bahia a plena produção de bens de consumo com alto valor agregado. Quer a consolidação de uma sociedade industrial produtiva e de melhor distribuição de renda. Em entrevista ao Diário do Comércio, Castro fala das atividades e campanhas de hoje e do passado da Associação e das formas como a entidade procura propor mudanças e melhorias na sociedade soteropolitana. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Diário do Comércio – A Associação Comercial da Bahia tem atuação política partidária no estado? Eduardo Morais de Castro – Temos atuação política, porém, apartidária. Participamos, por exemplo, com vogais na Junta Comercial, com integrantes no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia, estamos em diversos conselhos da Secretaria de Indústria e Comércio, dos conselhos dos contribuintes do município de Salvador e do governo estadual, e dentro de órgãos técnicos e consultivos do governo federal. DC – O senhor também preside o Fórum Empresarial da Bahia... Castro – O Fórum é integrado por 22 entidades de classe das mais expressivas, como as federações da agricultura, do c o m é rc i o , d a i n d ú s t r i a , o CDL, o Sindlojas e muitas outras. É uma entidade virtual onde nos reunimos para apresentar proposições. DC – Quais são as grandes bandeiras da ACB? Castro – A maior delas refere-se à ordem tributária. Queremos mais justiça na cobrança de impostos, sejam municipais, estaduais ou federais. Ao longo de nossa história de 200 anos, temos várias lutas. Tivemos intensa participação na

Reprodução

– Arquivo/A

Cartão postal: ACB ocupa prédio histórico em frente ao Monumento à Batalha do Riachuelo.

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implantação do complexo petroquímico de Camaçari, que se deu em 1971. Inclusive seu ato de constituição foi firmado na Associação Comercial. Agora estamos na luta pela implantação de um polo automotivo na região, já que Camaçari mudou a matriz econômica do estado, que era eminentemente agrária, com produtores de cacau, fumo e sisal para exportação. Passamos de produtos primários sem valor agregado para uma sociedade industrial com mais produtividade e melhor distribuição de riqueza. DC – Historicamente, a Associação também está envolvida em grandes episódios? Castro – Sim, como o de uma epidemia de cólera que tivemos aqui no século 19. A casa se transformou em uma espécie de quartel general de combate à epidemia, que dizimou um terço da população de Santo Amaro e um quinto de Salvador. Também estivemos presentes em todo o período da Guerra do Paraguai, quando nos transformamos em um centro de assistência para as famílias dos combatentes mortos ou mutilados na guerra.

Salvador. O nome é uma questão histórica. Ela é a mais antiga entidade de classe das Américas e da Europa ibérica. Ela tem somente o Comercial no nome, apesar de na época de sua fundação já existir uma atividade industrial importante, a da cana-de-açúcar.

DC – A Associação tem quantos associados? Castro – Em torno de mil, entre pessoas físicas e jurídicas, porque aqui as pessoas físicas também podem se associar e se beneficiar dos nossos serviços.

DC – O que a Associação oferece hoje a seus associados? Castro – PriDC – A DC – Imagino que o senhor tenha m e i ro , t e m o s Associação tem um bom trabalho para ampliar nossas comispostos de esse número de associados. sões temáticas, atendimento Castro – Sim, mas veja, na Temos liberdade de descentralizados? Bahia temos uma série de ouque oferecem serviços gratuinos manifestarmos C a s t r o – tras entidades, como sindicatos, como a asN ã o . Te m o s tos e associações, e isso tudo como queremos, sessoria jurídiuma única se- pulveriza. Lembrando que asporque não ca. Emite carde, instalada sociar-se aqui é só de forma estemos amarras tões digitais pano Palácio da pontânea. Não é como uma fefinanceiras ra acesso à A s s o c i a ç ã o deração... Receita Federal Comercial, cucom ninguém. e dispõe de uma j o i n í c i o d e DC – A Associação está EDUARDO MORAIS DE CASTRO Câmara de construção foi preparada para o futuro? Conciliação e e m 1 8 11 e a Castro – Chegar a 200 anos Arbitragem, que depois das câ- conclusão em 1816. A inaugu- em um país conturbado como maras do Canadá e São Paulo é a ração foi em 28 de janeiro de o nosso, com épocas muito mais bem reputada no Brasil, 1817. Para nós, esta última é mais complicadas do que a com procedimentos muito mais uma data emblemática, pois que estamos passando hoje, voltados à nação do que à pró- era o nono ano de comemora- tem um grande mérito. E chepria Bahia, e dispõe de um cor- ção da abertura dos portos pa- gamos aos 200 incólumes, sem po de árbitros de alta qualifica- ra as nações amigas. Sempre nenhum acontecimento que ção. Também fazemos todo o nessa data temos um evento. pudesse macular nossa imaencaminhamento de que o em- Desde sua fundação, que acon- gem. Assim como também, presário necessite diante das teceu no dia 15 de julho de nesses 200 anos, aqui nunca autoridades constituídas. 1811, ela sempre funcionou entrou um centavo de dinheiro neste local. Este palácio é tom- público. Temos identidade e liDC – Como é a estrutura da bado pelo Iphan (Instituto do berdade de nos manifestarmos Associação, hoje? Patrimônio Histórico e Artísti- como queremos, porque não Castro – A ACB restringe-se a co Nacional) desde 1938. temos amarras financeiras

Divulgação ACB – 21/7/2011

Castro: luta pela produção de bens de consumo com alto valor agregado.

com ninguém. Agora, quanto ao futuro, é você se adaptar a uma nova realidade, globalização, novos tempos e novas exigências. Pensando nisso, temos um grupo de pensadores que atuam aqui para tentar antecipar o que devemos fazer para melhor operar de acordo com as novas exigências do futuro. DC – A Associação é autosustentável? Castro – Diferentemente de São Paulo, que detém as infor-

mações comerciais, aqui não temos essa fonte de receita. Isso ficou para o CDL (Clube de Diretores Lojistas), que opera o sistema e gera uma receita razoável. Mas nós temos também nossas fontes de renda, que são os serviços que prestamos, como os certificados de origem e cartões digitais. Também temos um edifício de 13 andares na área central, que é locado. E um estacionamento também no centro da cidade. A Associação é superavitária.

Leandro Moraes/Luz – 15/7/2011

Para ligar esta rádio, tecle enter. É a Rádio Web Câmara, para acompanhar e divulgar as atividades dos vereadores de São Paulo Victória Brotto

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Douglas Gonzaga, diretor e idealizador da Rádio Web Câmara.

Câmara Municipal de São Paulo acaba de inaugurar a Rádio Web Câmara, disponível no site www.camara.sp.gov.br e que se propõe a acompanhar e divulgar as atividades da Casa. As notícias estão no formato de podcasts, divididos em matérias e entrevistas. "Nós dividimos dessa forma, porque muitas vezes a pessoa só quer ouvir a opinião do parlamentar", explicou o diretor da rádio e idealizador do projeto, Douglas Gonzaga. A ideia de uma rádio na internet surgiu em 2003, quando Gonzaga assessorava o então presidente da Assembleia Legislativa, deputado Sidney Beraldo (PSDB). "Na época, queríamos divulgar as atividades do Legislativo para as rádios do interior. Hoje a proposta é

diferente. Não queremos só estar na mídia. Queremos também aproximar as pessoas do ambiente da Câmara". Entre os vereadores que mais utilizam o espaço da rádio para divulgar seus projetos estão os da base governista, F l o r i a n o P e s a ro ( P S D B ) e Cláudio Fonseca (PPS), e os da oposição, Eliseu Gabriel (PSB) e Aurélio Miguel (PR). "Eles perceberam rápido os benefícios que a internet pode trazer aos políticos que querem fazer campanha e divulgar suas ações", diz Gonzaga. Além dos projetos de lei dos vereadores e das sessões plenárias, estão disponíveis matérias externas sobre a vizinhança como, por exemplo, a padaria Palma de Ouro, mesmo nome do prêmio de maior prestígio do Festival de Cinema de Cannes. O estabelecimento trocou a fachada na década de 1960, quando o cineas-

ta brasileiro Anselmo Duarte, vencedor do festival com o filme O Pagador de Promessas, se mudou para o bairro. "Essa padaria é famosa. É a segunda casa dos vereadores", diz Célia Bravin, repórter responsável pela matéria. A Câmara não especifica qual é o custo da Rádio Web, mas, se-

gundo contrato renovado em abril deste ano, a verba anual destinada à rádio, à TV Câmara e ao site é de R$ 11.908.800,00 – o que dá pouco menos de R$ 1 milhão por mês. Outro projeto recente de comunicação é o semanário "Câmara Aberta", tablóide semanal distribuído nas estações de trem e de Metrô.

Leandro Moraes/Luz – 15/7/2011

A repórter Célia Bravin, e a história da Palma de Ouro na padaria.


p As novas forças políticas para 2012 sábado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de agosto de 2011

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A principal mensagem do PPL para 2012 será pela soberania nacional e contra as altas taxas de juros. Miguel Manso, presidente do PPL no Estado de São Paulo.

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Entre elas, o PSD e o PPL vão se juntar às 27 instituições partidárias já legalizadas. Tudo para disputar as eleições municipais do ano que vem no Brasil. Anderson Timóteo/News Free

Guilherme Calderazzo

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ntre os muitos partidos políticos em formação e em fase de legalização, no mínimo dois deles devem conseguir os registros definitivos neste mês e, assim, participar das eleições municipais do próximo ano. Um deles é o Partido Social Democrático (PSD) e o outro, o Partido Pátria Livre (PPL). Somando-se às 27 instituições partidárias legalizadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e com representantes no Congresso, ambos preparamse para entrar na disputa eleitoral, em outubro de 2012, com mensagens contra os juros altos, pela soberania nacional, redução dos impostos, defesa da propriedade, justiça social e sustentabilidade socioeconômica-ambiental. Uma das agremiações políticas nessa condição é o PSD. Organizado em especial a partir de São Paulo, por iniciativa de ex-integrantes dos Democratas (DEM), tendo como um dos destaques o atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o PSD surgiu em abril deste ano. O novo partido informa que já tinha 376 mil assinaturas certificadas até o dia 21 passado – são necessárias 482 mil para o registro definitivo. Já organizado em vários estados, o partido prevê que, até meados deste mês, deverá ter diretórios em 21 estados. A lei exige organização em um mínimo de nove unidades da federação, para que seja legalizada. "Nosso esforço é para que tenhamos as 482 mil assinaturas até o próximo dia 15. Em seguida, vamos apresentá-las ao TSE. Assim esperamos ter o registro definitivo ainda em agosto. Legalizados, iremos participar das eleições de 2012", adianta o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, ex-DEM e hoje outro líder expressivo do PSD. Para poder disputar a eleição municipal, um partido tem de registrar o estatuto no TSE até

Patrícia Cruz/Luz

O prefeito Gilberto Kassab e o vicegovernador Guilherme Afif Domingos preparam calendário para discutir com os filiados as 11 diretrizes da sigla. Tudo de baixo para cima.

Uma sigla para empresários e um movimento suprapartidário O Partido Novo defende a profissionalização do Estado. Marina fica na web.

Alfredo Sirkis e Marina Silva estão à frente do movimento suprapartidário, depois que a ex-senadora saiu do PV, inconformada com a falta de democracia interna.

federação, nos quais a justiça avalia a validade de quase 290 mil fichas de inscritos à sigla. "Dificilmente vamos conseguir as quase 500 mil assinaturas certificadas até o começo de outubro. Por isso, tudo indica que não teremos condição de lançar candidatos nas eleições de 2012", diz José Dionísio Amoedo, presidente da legenda. A meta do Novo, segundo ele, é conseguir a legalização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o começo do próximo ano. "Estamos em fase na qual as discussões e debates voltamse para a formação de diretórios estaduais e municipais, já que, nos estados, no momento, apenas temos coordenadores", diz Amoedo. E acrescenta que, ao mesmo tempo, com base no ideário do partido, o Novo poderá apoiar candidatos de outras legendas, caso haja identidade entre as propostas dessas candidaturas e as ideias do partido. Movimento – Insatisfeito com a direção do Partido Verde (PV) – a qual criticava porque supostamente se recusava a democratizar a legenda –, um grupo de

"verdes" se desfiliou do partido no começo do mês passado, sob o comando de alguns líderes, entre eles a exsenadora Marina Silva, que disputou a Presidência pela sigla, em 2010, conseguindo quase 20 milhões de votos. "Saímos porque no PV não havia espaço para a democracia interna, para o debate amplo", diz Maurício Brusadin, ex-presidente do PV no Estado de São Paulo. Segundo ele, o grupo não pretende agora criar um novo partido. "Estamos impulsionando o nosso movimento suprapartidário por meio das redes sociais na internet. Vamos consolidar o movimento com base nos debates sobre a justiça social, a cidadania plena e a sustentabilidade ambiental, social, econômica e cultural", diz Brusadin, um dos líderes do movimento. Ao deixar a legenda, Marina Silva adiantou que, se o movimento evoluir, e seus integrantes decidirem que é necessário criar um novo partido, então este será criado. Até lá, podem apoiar candidatos que se comprometam ou tenham afinidade com os "verdes" que estão fora do PV. (GC)

A responsabilidade é enorme. Após a legalização, a previsão é que seremos a terceira ou quarta força no Congresso. GUILHERME AFIF DOMINGOS essas ações e pedem que a Justiça apure as denúncias. Um deles é o prefeito Kassab, para quem, se houve irregularidade, o autor tem de ser punido judicialmente. Segundo o prefeito, no processo de criação do partido há brincadeiras, sabotagens e leviandades. Para ele, o PSD vai superar essas denúncias, com a ajuda da Justiça, e em breve deverá obter o registro definitivo. Seja como for, o PSD já definiu um calendário para discutir com os filiados, em âmbito nacional, como será o programa do partido e, ainda, quais serão as propostas a serem apresentadas para disputar as próximas eleições. As definições programáticas, ideológicas e eleitorais terão por base as 11 diretrizes da sigla, entre

elas a atenção ao social, a defesa da propriedade e a preocupação com o ambiente. "Vamos crescer de baixo para cima. Não vamos repetir os outros partidos, nos quais alguns luminares elaboram um programa que é imposto aos filiados. Até o fim do primeiro trimestre, pretendemos concluir esses debates e definir nosso programa e nossa atuação eleitoral", diz Afif Domingos. E acrescenta: "A nossa responsabilidade será enorme. Após a legalização, a previsão é que seremos a terceira ou quarta força no Congresso". Outra sigla – Organizado em 22 estados do País, nos quais em 11 já tem registro nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), o PPL apresenta ao TSE, no dia 24 de agosto, pouco mais de 540 mil assinaturas certificadas e, dessa forma, será mais uma das novas siglas no cenário político nacional. De orientação comunista, o PPL tem atuação desde o século passado. Atuava no Partido Comunista Brasileiro. Nos anos 60, rompeu com esse partido e criou o MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), que aderiu à esquerda militarizada de então, e atuou na luta armada contra a ditadura militar. Nos anos 70, deixou essa forma de luta e, depois da redemocratização, nos anos 80, abrigou-se no PMDB, em especial no de São Paulo, com o apoio do ex-governador Orestes Quércia. Segundo os líderes do PPL, em 2009, com a aliança de Quércia com José Serra (PSDB) para a disputa presidencial em 2010, o então MR-8 decidiu sair do PMDB e, por fim, criar a nova sigla. "Vamos participar das eleições com candidatos a prefeito e a vereador em todas as capitais e nas maiores cidades do País", diz Miguel Manso, secretário de Organização e Comunicação, além de presidente do partido no Estado de São Paulo. Segundo ele, a principal mensagem do PPL em 2012 será pela soberania nacional e contra as altas taxas de juros.

O cenário é de pobreza ideológica e de falta de ideias Cientistas sociais criticam a existência de muitos partidos. Tudo projeto pessoal.

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Antonio Cruz/ABr – 24/9/2009

O

eleitorado poderá conhecer uma nova sigla – o Partido Novo (PN) – e um movimento político que se desenvolve por meio de redes digitais na web, na eleição de 2012. Ambos deverão se apresentar aos eleitores, em 2012, por meio de participação em campanhas nas quais haverá identidade das ideias dos candidatos com o ideário do partido e do movimento. De centro-direita, defensor da não interferência do Estado na economia e formado por empresários e executivos, o Novo já procura se destacar como o partido que é contra o excesso de pagamentos de tributos no País e, ainda, que faz a defesa do Estado profissionalizado, para melhorar a gestão pública. Também empenhado em se legalizar, o Novo encontra-se mais bem organizado em 12 estados da

o dia 7 de outubro. Nesse período de empenho para se legalizar, o PSD enfrenta problemas em cidades de cinco estados – São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Amazonas e Rio de Janeiro. A Justiça desses estados apura denúncias de ilegalidades e fraudes em fichas de inscrições de filiados. Há suspeitas de que alguns inscritos no partido desconheciam essa filiação, já que uma terceira e única pessoa assinara por eles. O partido também é acusado de ter filiado pessoas que já morreram. Na capital paulista, funcionários de uma subprefeitura foram flagrados em ação para filiar pessoas ao partido, no local de trabalho, usando a estrutura da prefeitura. Líderes do PSD repudiam

om 27 instituições partidárias registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), número que deve chegar a 29 neste mês, o Brasil é o país com o maior número de partidos políticos nacionais em todo o mundo. Cientistas sociais analisam esse cenário de forma crítica. "Esse grande número de partidos e a criação de novas siglas não alteram em nada o quadro partidário brasileiro", avalia Marco Antonio Villa, sociólogo e professor de História na Universidade Federal de São Carlos. Para Villa, os partidos nacionais se destacam pela pobreza ideológica e escassez de ideias. "Tanto que, no geral, o eleitorado não se sente representado pelos partidos. Temos muitos partidos, e esse quadro prova que quantidade não é sinônimo de qualidade partidária." E acrescenta que o número elevado de siglas partidárias no País se justifica apenas "para acomodar projetos pessoais de políticos". Em sintonia com essa linha de avaliação encontra-se o cientista político Alberto Carlos Almeida, outro crítico do quadro partidário nacional. Para ele, "a existência de tantas siglas partidárias é a prova de que elas não têm significado doutrinário". E acrescenta que a proibição legal para a mudança de partido, na

qual o político corre o risco de perder o mandato, caso mude de sigla, é um dos fatores que favorecem a existência de tantas legendas partidárias. "Se fosse permitido sair do partido com mais facilidade, não seria necessária a criação de novas legendas e o número elevado delas no País." O Brasil tem em torno de cinco grandes partidos nacionais, segundo ele. "Não temos uma sexta grande ideia que justifique a presença de mais um ou de tantos partidos no cenário político atual."

Almeida diz que, desde 1994, as disputas políticas nacionais se dão entre dois partidos: PT e PSDB. "Nada indica que isso mudará, no curto e médio prazos. No momento, vemos que está para surgir um outro partido, o Social Democrático. Este partido não deverá deslocar o domínio do PT e do PSDB." Para Almeida, o PSD nasceu governista, e a tendência é a de que seja uma sigla média, no Congresso, e sempre a favor do governo de turno, como age hoje o PMDB. (GC)

Masao Goto Filho/e-Sim – 18/1/2010

Alberto Carlos Almeida diz que o Brasil comporta até cinco grandes legendas. "Não temos uma grande sexta ideia que justificaria a presença de mais um ou de todos esses partidos."


p Menos presos na cadeia. E mais juízes preocupados.

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olítica

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Se tivéssemos uma boa máquina judicial, não teríamos prisões infladas e pessoas presas indevidamente. Paulo Sérgio Oliveira, diretor do IBCCrim. Lula Lopes/Ag. Câmara – 5/5/2011

O gradativo esvaziamento das celas possibilitado pela reforma do Código de Processo Penal é bom, mas juízes e desembargadores cobram monitoramento. Victória Brotto

E

m um mês de vigência, e apesar dos bons porcentuais de reduç ã o d o n ú m e ro d e detentos recém-divulgados pelo governo de São Paulo, a reforma do Código de Processo Penal ainda gera muita polêmica entre profissionais da área. A principal preocupação dos juízes e desembargadores entrevistados pelo Diário do Comércio é com o frequente monitoramento que a determinação exige. A nova lei, entre outras questões, substitui a prisão provisória por medidas caute-

Patrícia Cruz/Luz – 9/3/2010

lares em crimes com pena inferior ou igual a quatro anos. Alguns desses crimes são formação de quadrilha ou bando, manutenção em cárcere privado, furto comum e homicídio culposo no trânsito. Os casos de prisão preventiva nos estados serão analisados de acordo com os critérios dos respectivos tribunais, segundo esclarece o Ministério da Justiça. Opções e monitoramento – São nove as medidas cautelares levadas em conta pelos juízes durante o processo: comparecimento periódico ao fórum; proibição de frequentar determinados lugares; proibição de sair do estado em que

reside; afastamento de pessoas específicas; proibição de sair a noite; suspensão do direito de ser funcionário público; arbitramento de fiança; internação em clínicas; e monitoramento eletrônico. O promotor paulista e doutor em processo penal pela Universidade de São Paulo Roberto Liviano considera que "as alternativas cautelares são positivas quando os juízes têm alternativas penais; no entanto, não adianta nada você criar opções, mas não ter aparatos para fiscalizar. Quem vai conferir se essa frequência está acontecendo ou não? Se não houver fiscalização, virará letra morta". Diminuição de presos – O objetivo central da reforma, segundo seu relator, João Campos (PSDB-GO), é desafogar as prisões brasileiras. Em São Paulo, segundo divulgou o governo do estado, em apenas duas semanas após a entrada em vigor da lei (4/7), houve re-

D'Urso: "A realidade carcerária brasileira exige mecanismos alternativos de restrição diante da superlotação".

Deputado João Campos (PSDB-GO), relator: objetivo central da reforma é desafogar as prisões brasileiras.

dução de 1,8 mil detentos. Antes da reforma, enquanto cem presos eram libertados, 137 chegavam ao sistema carcerário paulista, que tem uma população de 177.520 pessoas. Agora, as 149 prisões do estado registram 175.752 pessoas em regime de cárcere privado – uma diminuição de 37 presos por dia. Para o presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Luiz Flávio Borges D'Urso, "a realidade carcerária brasileira precisa buscar mecanismos alternativos de restrição diante da superlotação". Em contraponto, "a diminuição de presos não deve ser vista como meta da reforma, mas como sintoma", afirma o diretor do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), Paulo Sérgio Oliveira. Para ele, a redução da população carcerária no longo prazo só ocorrerá com melhor aparelhamento dos órgãos de segurança pública e do Judiciário. "Se tivéssemos uma boa má-

quina judicial, não teríamos prisões infladas e pessoas presas indevidamente." A reforma trata principalmente do processo penal ao prezar pela sua segurança, de acordo com Paulo Sérgio. "Por se tratar de uma lei sobre prisões, durante o julgamento o

Quem vai conferir se essa frequência está acontecendo ou não? Se não houver fiscalização, virará letra morta. ROBERTO LIVIANO que se pretende é assegurar o bom andamento dele e não qualquer outra coisa." Flagrantes – A reforma também trata das prisões em flagrante. Agora, ao ser surpreendido, o réu terá seu caso analisado em até 24 horas pelo juiz,

que decidirá por prisão provisória ou pelas medidas alternativas. Ao aumentar as opções de liberdade do réu, a reforma passa a ideia de "soltura em massa". Mas, segundo o presidente do Conselho-Executivo da ONG Movimento do Ministério Público Democrático, José Henrique Torres, não é isso o que ocorre de fato. "Essa lei cuida de medidas cautelares, não de medidas de punição. Portanto não se pode falar em impunidade. A lei não trata de prender ou não prender criminosos, e sim de pessoas acusadas." Dois dias após a vigência da lei, o Tribunal de Justiça de São Paulo ordenou a revisão dos mais de 60 mil processos de presos provisórios do estado. "Não significa que todos os provisórios serão libertados", ressalvou, na época, o juiz-auxiliar da Corregedoria do TJ, Marcelo Matias Pereira. "Só o serão os beneficiados pela lei. De 90% a 95% deverão continuar presos", estima.


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9 ESTADOS UNIDOS Atirador mata sete pessoas no estado de Ohio e é morto pela polícia

nternacional

BAHREIN Autoridades libertam mais de 140 pessoas presas durante protestos

Tanques de Assad avançam em cidades rebeldes Tropas sírias mataram pelo menos 52 pessoas em ofensivas realizadas com tanques em Deir el-Zour, ao leste do país, e na cidade central de Houleh, ontem, disseram ativistas, apesar do apelo da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe ao presidente Bashar alAssad (acima) para que parasse de usar a força contra civis. A estimativa do número de vítimas é de ativistas no local e não pode ser confirmada, pois o regime de Assad impede a entrada de jornalistas no país. Moradores relatam que tanques do Exército destruíram barricadas erguidas em Deir elZour para impedir a invasão. O evento ocorre uma semana após as forças de Assad terem atacado Hama, outra cidade palco de protestos contrários ao regime. Segundo o porta-voz dos Comitês de Coordenação Local, Mohammed al Abdullah, hospitais particulares foram obrigados a fechar na cidade, enquanto um hospital público foi cercado pelas tropas. Abdullah revelou ainda cortes de energia elétrica, água e comunicações em Deir elZour, cidade que, segundo ele, "vive uma catástrofe". Em outro ataque, o Exército bombardeou Houleh e outros povos dos arredores. As redes de telefonia fixa e móvel também foram cortadas na região. "Os números de vítimas estão aumentando a cada hora", disse por telefone de Damasco o ativista Suhair al-Atassi, membro do Comitê de Coordenação da Revolução Síria. Reação - O ataque foi lançado horas após o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pedir por telefone a Assad que ponha fim à campanha contra os opositores. "(Ban) transmitiu ao presidente sírio a clara mensagem enviada pelo Conselho de Segurança e pediu ao presidente que suspenda imediatamente o uso da força militar contra os civis", disse o porta-voz da ONU, Martin Nesirky. Por sua vez, a Liga Árabe, em uma rara resposta ao crescente derramamento de sangue na Síria, se juntou à onda internacional de críticas, ontem, chamando as autoridades a parar atos de violência contra manifestantes. A Arábia Saudita decidiu convocar seu embaixador na Síria para consultas. O rei Abdullah disse em comunicado que Riad não aceita o que está acontecendo na Síria, e que a repressão aos dissidentes no país é desproporcional. Resposta - Assad defendeu a campanha armada contra o que Damasco chama de uma inssurreição armada. "Lidar com foras da lei e condenados que praticam roubos em rodovias e lacram as cidades e aterrorizam a população é um dever nacional", disse o presidente ao chanceler libanês, Adnan Mansour, segundo a agência oficial Sana. (Agências)

Ira e tensão em Londres Fotos: Stefan Wermuth/Reuters

Morte de taxista inicia pior onda de violência vista em anos Saques, lojas incendiadas e conflitos atingiram bairros no norte de Londres no fim de semana, resultando em 55 pessoas presas e 26 policiais feridos. A onda de violência ameaça atingir outras regiões, com relatos de saques no sul da cidade. A polícia reforçou a segurança nas ruas da capital britânica ontem à noite, após responsabilizar "bandidos" pelos distúrbios, enquanto moradores atribuíam à ira e a tensões locais sobre a situação financeira cada vez mais difícil. Vários jovens destruíram na tarde de ontem uma viatura policial e invadiram vitrines de duas lojas na rua comercial de Enfield, um bairro humilde do norte de Londres. Segundo a emissora BBC, entre 100 e 120 jovens encapuzados corriam pela estação de Enfield, embora a situação parecia estar controlada (acima, jovem sendo detido pela polícia). Os distúrbios ainda se espalharam para Brixton, no sul, on-

de cerca de 200 pessoas foram vistas pilhando lojas, informou o jornal The Guardian. Os conflitos começaram em Tottenham, um dos bairros mais pobres de Londres, no sábado à noite. Manifestantes atiraram coquetéis molotov em viaturas, prédios e ônibus de dois andares, provocando in-

cêndios (acima, policiais observam prédio em chamas). A polícia disse que 26 policiais ficaram feridos ao serem atacados com garrafas pelos manifestantes, que saquearam prédios, inclusive bancos, lojas e escritórios de parlamentares, e incendiaram três viaturas perto da delegacia local, no

norte da cidade. Protesto - Os tumultos começaram no sábado à noite, depois que um protesto pela morte de um homem, morto a tiros por policiais na semana passada, ficou violento. Durante a madrugada de ontem, a Polícia Metropolitana, que vai ser responsável pe-

la segurança dos Jogos Olímpicos de Londres no próximo ano, enfrentou perguntas sobre como permitiu que os tumultos atingissem tal escala. Os distúrbios em Tottenham só foram controlados ontem, horas após confrontos esporádicos. A rua principal do bairro ficou fechada durante todo o dia. Fumaça saía de alguns prédios, tijolos cobriam as ruas e alarmes continuavam soando. O parlamentar David Lammy e chefes de policia pediram calma. "Isso deve parar", disse Lammy. "Uma comunidade que já estava em luto agora teve seu coração arrancado." Explicação - Uma comissão independente irá investigar a morte de Mark Duggan, que tinha quatro filhos e trabalhava como motorista de um serviço alternativo de táxis. Há informações de que ele teria sido morto após atirar em um policial, o que a família classificou de "ridículo". A polícia diz que a violência foi causada por criminosos que não moram no bairro e que se aproveitaram do protesto pacífico contra a morte de Duggan para iniciar a onda de saques. (Agências)

BOLETIM MÉDICO AFP - 10/07/11

AFP - 06/08/11

Já ele retornou a Cuba para nova sessão de quimioterapia

Ele recebeu alta de hospital O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh (acima), deixou o hospital na Arábia Saudita, ontem, disseram fontes médicas e governamentais, dois meses após sofrer ferimentos graves em um atentado em seu palácio em Sanaa. As fontes disseram que Saleh estava andando e em "boas condições" enquanto seguia para uma residência do governo na capital saudita Riad. Ainda não está claro quando o mandatário de 69 anos vai voltar ao Iêmen, que está paralisado por mais de seis meses de protestos contra seus 33 anos de governo. (Reuters)

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, demonstrou otimismo, ontem, em Havana, antes de se submeter a um segundo ciclo de quimioterapia para tratar um câncer que lhe foi diagnosticado em junho passado. Chávez recebeu autorização da Assembleia Nacional da Venezuela para permanecer em Cuba por tempo indeterminado. Ainda na Venezuela, o mandatário de 57 anos anunciou que sua viagem à ilha cubana duraria pelo menos uma semana e reiterou que voltaria em melhores condições físicas. Opositores venezuelanos criticaram a atitude de Chávez e de seus médicos, acusando o presidente de omitir a necessidade de repouso. Recentemente, o presidente venezuelano descartou estar sofrendo de alguma complicação adicional em consequência do câncer, mas disse que a quimioterapia resultou em queda de cabelo (à esq.) e em uma redução dos níveis de glóbulos brancos. (Agências)


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EM ALTA Indicadores da polícia mostram que os registros de roubos nos últimos seis meses tiveram um crescimento de 10% em comparação com o mesmo período de 2010.

idades

Comércio aciona o seguro-arrastão Fotos: Reprodução

Nas últimas semanas, uma nova modalidade de crime foi registrada na região da Vila Mariana, na zona sul da Capital. Trata-se de arrastões promovidos por um grupo de meninas que têm entre 10 e 15 anos de idade. Tais ataques engrossam as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, que nos últimos seis meses apontam um crescimento de 10% no número de roubos em relação ao mesmo período do ano passado. Para se proteger, os comerciantes, cada vez mais, aderem ao seguroarrastão, oferecido por várias companhias seguradoras e que mantêm seus números em discreto sigilo. O seguro atenua os prejuízos dos comerciantes e cobrem as perdas dos clientes. A sequência de fotos que vem a seguir foi obtida a partir dos vídeos gravados pela câmera de vigilância de uma loja que vende produtos...

... esportivos na rua Domingos de Morais. As três primeiras mostram a ação da "gangue das meninas". As duas últimas, mostram um assaltante levando uma mochila que encheu de calças e de camisetas Fotos: Patrícia Cruz/LUZ

Ivan Ventura

1.587 1.313

O

comércio estabelecido nos bairros de Pinheiros, Vila Madalena e, mais recentemente, na Vila Mariana, mostrou que os criminosos, independentemente de idade e sexo, já não se intimidam com vigilantes particulares, câmeras de segurança ou nem mesmo com a polícia. Agora, para amenizar as perdas com assaltos e roubos, algumas lojas começam a recorrer ao chamado seguro-arrastão, já oferecido por várias seguradoras. Na onda de assaltos e de arrastões ocorrida recentemente em Pinheiros e na Vila Madalena, alguns comerciantes que já haviam contratado o seguro conseguiram pagar os clientes que tiveram os seus bens roubados. Outros, desprotegidos, simplesmente vão amargar seus prejuízos. Seguradoras como a Porto Seguro, por exemplo, oferecem o serviço há pelo menos 10 anos, mas a mais nova investida de bandidos fez com que ele fosse reativado, embora os números sejam mantidos sob proteção. Em linhas gerais, a seguradora oferece três produtos destinados a cobrir os danos provocados pelos arrastões. Um deles cobre desde os prejuízos impostos aos clientes pelos criminosos até os danos dos bens dos comerciantes - é o caso, por exemplo, das louças, das porcelanas, cristais e outros. Segundo a seguradora, desde o início do ano já teriam sido registrados pelo menos 17 arrastões em comércios da Capital. Esse número, porém, estaria subestimado. Para o Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes de São Paulo (Sinhores/SP) pelo menos 50% dos comerciantes já atacados por arrastões não denunciaram o crime à polícia por medo de represálias ou por qualquer outro motivo. Outro dado que pode explicar a procura pelo seguro-arrastão são os recentes indicadores criminais divulgados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP). O DC solicitou dados

roubos foram registrados em seis meses na região da Santa Ifigênia.

roubos foram registrados nos últimos seis meses na região da Sé.

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arrastões foram reportados nas áreas de Pinheiros, Vila Madalena e Paulista.

por cento dos comerciantes atacados não registraram queixa.

rão abandonado, situado na avenida Lins de Vasconcelos, próximo à estação Vila Mariana do metrô. A polícia suspeita que essas crianças estejam sendo usadas e manipuladas por adultos, que estimulam a prática dos crimes contra o comércio da região. "Seriam três ou quatro adultos e que ficam no metrô Ana Rosa, só olhando. Eles vigiam os seguranças das lojas e os movimentos da polícia. Quando a PM se afasta, as meninas correm para as lojas. Elas entram, mexem em tudo, pegam as mercadorias e saem correndo", disse um comerciante que preferiu não se identificar. Na semana passada, Adriana Fidalgo Andrade Santos, proprietária da loja Sapo Perereca, foi uma das vítimas da "gangue das meninas". "Elas são conhecidas. Eu fico de olho para ver se não mexem em nada. De repente, eu vi uma delas guardando um produto dentro da blusa e ameacei chamar a polícia. Elas saíram correndo com outros produtos. Corri atrás e peguei uma delas. O problema é que a polícia pega e solta. A lei é um problema, pois não pune os menores de idade", disse Adriana. No último dia 30, numa loja de roupas de surf, a ação da "gan-

gue das meninas" foi filmada do início ao fim. Segundo os funcionários (que pediram para não serem identificados), eram ao todo oito meninas. Elas chegaram juntas, mas logo se dividiram dentro da loja. Olharam sandálias, chinelos e tênis. Uma delas, de vermelho, até comprou uma sandália e pagou R$ 50. O problema começou quando duas outras meninas, as mais velhas, começaram a mexer em caixas e nos calçados. "Percebemos que uma delas pegou um par de chinelos e guardou sob da blusa. Elas já entraram aqui outras vezes e sempre temos de estar atentos para impedir o furto", disse uma vendedora. A mesma loja não chamou a atenção apenas da "gangue das meninas". Em junho, três homens (pelo menos dois deles armados) entraram e levaram mais de R$ 6 mil em roupas. A ação do trio também foi filmada pelas câmeras de segurança. "Foi o terceiro roubo à loja. No ano passado ocorreram outros dois. É por isso que o dono não vende relógio aqui, por exemplo. Daqui a pouco aparece outro criminoso e leva tudo", disse um vendedor.

Adriana Fidalgo Andrade Santos, proprietária da loja Sapo Perereca: "Corri atrás e peguei uma delas"

Na região da rua Santa Ifigênia soldados da Polícia Militar fazem ronda

sobre roubos e furtos em algumas das mais importantes ruas comerciais da cidade, mas não obteve resposta. No entanto, no site da SSP, os indicadores mostram que os registros de roubos nos últimos seis meses tiveram um crescimento de 10% em comparação com o mesmo período de 2010. Em consulta às superinten-

dências distritais da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que cobrem endereços como Brás, Santo Amaro, Sé e Santa Ifigênia, entre outros, o furto é mencionado como o campeão de reclamações direcionadas a essas entidades representativas do comércio. Além disso, a delegacia recordista em registros de roubos a co-

merciantes em São Paulo é o 3º Distrito Policial, localizado na região da rua Santa Ifigênia, na Luz. Nessa área está concentrado o maior comércio de eletroeletrônicos do Estado e um dos mais importantes do País. Na Vila Mariana, alguns comerciantes da rua Domingos de Moraes já admitem a contratação de um seguro-arrastão. E o motivo, segundo eles, é simples e esteve estampado nas páginas de todos os jornais da cidade, na última semana. Trata-se da ação de um grupo de arrastão composto por meninas menores de idade e que já recebeu um nome: a "gangue das meninas. São menores entre 10 e 15 anos e que passaram a circular pelo bairro. Nas ruas, elas são vistas sempre em grandes grupos, normalmente formado por 8 crianças. Existem dias, porém, em que esse número pode chegar a 15, entre crianças e adolescentes. Na Vila Mariana o DC apurou que algumas dessas meninas moram com suas famílias em diversos bairros do extremo leste da cidade. Todos os dias, elas se juntam e seguem para a região. O ponto de encontro das meninas, segundo foi apurado, é um casa-

Na página seguinte, a sempre visada rua Santa Ifigênia


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11 Eles escolheram a mercadoria, colocaram em uma kombi e fugiram. Érica Neto Silva, sobre o roubo em sua loja

idades

No semestre, Santa Ifigênia lidera roubos Ladrões atacam principalmente à noite, quando o policiamento na região é precário. Segundo os comerciantes, "nóias" não são os maiores responsáveis pelos furtos.

O

mais recente mapa da criminalidade feito pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) indica que a região da Santa Ifigênia registrou o maior número de roubos na cidade nos primeiros seis meses do ano. Segundo a polícia, a maior parte dos casos ocorrem na região do maior comércio de eletroeletrônicos de São Paulo. Segundo dados da secretaria, o 3.º Distrito Policial, na Santa Ifigênia, registrou 1.587 casos entre janeiro e junho deste ano. Em segundo lugar aparece o 1º DP (Sé), também na região central, que registrou 1.313 ocorrências de roubos no mesmo período. É na delegacia da Sé que seguem as ocorrências da região da rua 25 de Março.

Nesse período (madrugada), o policiamento é pequeno. Os criminosos se aproveitam e invadem o lugar. PAULO GARCIA O número e a liderança nos c a s o s d e ro u b o s i n d i c a m , mais uma vez, a presença de consumidores de crack, os "nóias", na região. De acordo com a polícia, os usuários são os responsáveis por grande parte dos casos roubos na área central. Durante o dia, o comércio local diz que as ocorrências são baixas, quase nulas. A explicação seria a maciça presença da Polícia Militar dentro da chamada Operação Delegada (policiais militares de folga prestam serviços à Prefeitura e recebem cerca de R$

Fotos de Patrícia Cruz/Luz

Policial militar faz o patrulhamento na região de Santa Ifigênia: população cobra mais policiamento à noite

Os criminosos de verdade não são os nóias. Eles ficam apenas com o resto da mercadoria. Tem bandido profissional nessa história.

Nos primeiros seis meses, Santa Ifigênia liderou ocorrências policiais

100 por dia de serviço). F u r t o – Outra questão é o furto, embora ele não apareça como o maior problema. Segundo o governo, foram registrados 3.949 furtos naquela área no primeiro semestre deste ano. Ví tim as – Na Santa Ifigênia, não é difícil encontrar um comerciante vítima da criminalidade. No entanto, eles relatam que o furto é o crime m a i s c o m u m e o c o r re , n a maior parte das vezes, à noite, após o fechamento dos estabelecimentos comerciais. A proprietária da loja Info Planet, Érica Neto Silva, de 33 anos, explicou o seu estabele-

cimento foi invadido em dezembro do ano passado. Tudo aconteceu durante a madrugada, por volta das 2 horas. "O pessoal estourou o cadeado e invadiu a loja. Eles escolheram a mercadoria, colocaram em uma kombi e fugiram. Eles deixaram a porta para trás. Como a loja ficou aberta, os usuários de drogas invadiram e ficaram no interior. Isso é uma prova que os criminosos de verdade não são os nóias. Eles ficam apenas com o resto da mercadoria. Tem bandido profissional nessa história", disse Érica. O prejuízo da comerciante foi de R$ 15 mil. Isso sem con-

ÉRICA NETO SILVA, COMERCIANTE

Érica Neto Silva: "nóias" ficam apenas com o resto das mercadorias

tar a compra de uma nova porta e um novo equipamento de segurança que, sozinho, custou R$ 10 mil. O presidente da Associação de Comerciantes da Santa Ifigênia, Paulo Garcia explica

que os usuários de drogas dificilmente se envolvem em invasões noturnas às lojas. Segundo ele, a participação é restrita a pequenos objetos e de baixíssimo valor. "Houve um tempo em que eles furta-

vam numeração de rua dos comércios ou os toldos das lojas. Nada muito complexo", explica o comerciante. Garcia, aliás, também foi vítima de uma quadrilha que ataca à noite. "Nesse período, o policiamento é pequeno. Os criminosos se aproveitam e invadem o lugar. Uma vez eles invadiram a minha loja e quebraram tudo", disse o presidente da associação, que é proprietário de uma loja de informática. (I.V.)

Agliberto Lima/DC

Paulistano respira dois meses de poluição Relatório de Qualidade do Ar da Cetesb mostra que o ano passado teve os piores índices desde 2007

Poluição sobre SP: o ozônio e o material particulado são os principais vilões da qualidade do ar nos últimos anos. O tráfego de veículos responde por até 80% da poluição de material particulado e da produção de ozônio.

M

oradores da Região Metropolitana de São Paulo respiraram em 2010 o equivalente a dois meses de ar poluído. Dados do Relatório de Qualidade do Ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) mostram que em 61 dias do ano passado os níveis do poluente ozônio foram inadequados. O número é o mais alto desde 2007. Segundo a Cetesb, as condições meteorológicas do ano passado foram preponderantes para a concentração de gases e partículas nocivas à saúde. O índice de material particulado – formado por poeira e partículas inaláveis – também ficou seis dias acima do padrão aceitável. Para a gerente de Qualidade do Ar da Cetesb, Maria Helena Martins, a alta nos registros está ligada ao grande número de dias com condições desfavoráveis para a dispersão dos poluentes no ano passado. Foram 59 dias com essa classificação. "Em

2010, houve um inverno Universidade de São com estiagem grande, de Paulo (USP), entende que meados de julho a começo a atual tendência de alta Há forte influência de setembro. Além de na concentração dos dois longos períodos de poluentes citados mostra do clima urbano, calmaria (dias sem vento) e um possível esgotamento pelos problemas de umidade relativa do ar de medidas de controle de de uso do solo baixa", explica. emissões - ações que e da mobilidade O ozônio e o material foram criadas nas últimas particulado são os décadas e, sem dúvida, PAULO SALDIVA, principais vilões da tiveram resultados. COORDENADOR DO LABORATÓRIO qualidade do ar nos últimos "Apesar de os DE POLUIÇÃO DA USP anos. O tráfego de veículos combustíveis e veículos responde por até 80% da serem cada vez menos poluição de material particulado e da poluentes, a frota vem aumentando e a produção de ozônio. O gás se forma na velocidade dos carros, caindo. Assim, eles atmosfera, em uma reação de dois compostos funcionam por mais tempo. Estamos na presença de luz solar. Por isso, seu controle vendo o fim de um modelo de gestão de é considerado mais difícil. Dias com sol e céu qualidade do ar, que se baseou, por claro facilitam a formação de ozônio. exemplo, no Programa de Controle da Controle – O médico Paulo Saldiva, Poluição do Ar por Veículos Automotores coordenador do Laboratório de Poluição da (Proconve) e na inspeção veicular."

A Cetesb ressalta que os registros estão bem longe de picos apurados no fim de década de 1990. Em 1997, por exemplo, a Região Metropolitana teve 162 ultrapassagens do limite do material particulado. Saldiva ressalta que as condições climáticas que influenciaram a concentração de poluentes no ano passado são também resultado da própria poluição. "Há forte influência do clima urbano, pelos problemas de uso do solo e da mobilidade." Sob controle – A boa notícia fica por conta do monóxido de carbono, cujos níveis – mesmo em condições meteorológicas desfavoráveis – estão entre os mais baixos da década. O dióxido de enxofre também se mostra controlado. A concentração média é a mais baixa registrada nos últimos dez anos. (AE)


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facesp

IDADE O PET de Conchal é dirigido a estudantes entre 14 e 21 anos

regionais

TRINTA A proposta inicial é capacitar 30 jovens de famílias desfavorecidas.

Conchal capacita estudantes Parceria entre a associação comercial e o Senac implantará o Programa Educação para o Trabalho. Objetivo é a colocação no comércio e nas empresas locais. André de Almeida

A

cidade de Conchal, a 186 quilômetros de São Paulo, contará, em breve, com um novo programa de educação para jovens carentes. Denominado Programa Educação para o Trabalho (PET), a iniciativa, uma parceria entre a Associação Comercial e Industrial de Conchal (Acico) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), tem como objetivo capacitar estudantes de 14 a 21 anos para trabalharem no comércio e nas empresas locais. A proposta básica do programa em Conchal é capacitar cerca de 30 jovens, de famílias socialmente desfavorecidas, oferecendo a oportunid a d e d e d esenvolvimento profis sional e de cidadania. Para que o PET seja definit i v a m e n t e i mplantado, as empresas da cidade poderão patrocinar a iniciativa com o valor desejado. A expectativa é que as aulas comecem no primeiro semestre de 2012. Encontro - Há aproximadamente um mês, representantes do Senac Mogi Guaçu – que abrange seis cidades da região, entre elas Conchal – apresentaram o programa na sede da Acico com mais de 30 empresários locais. Os empreendedores também ouviram depoimentos de quem conhece ou já foi beneficiado pela iniciativa. Uma das convidadas foi Zilah Bisigatto, gerente operacional da Unimed Baixa Mogiana, empresa que patrocinou diversas turmas do PET em Mogi Guaçu, onde o programa existe há nove anos. "Além de investirmos em responsabilidade social, já captamos ótimos funcionários que hoje integram a nossa

equipe. O jovem que passa pelo PET torna-se um profissional diferenciado", diz Zilah. A estudante Maria Aparecida Lima, de 16 anos, moradora de Mogi Guaçu, compareceu ao encontro e falou da experiência que obteve participando do programa. "Por causa do PET já estou empregada. Foi no programa que aprendi a me portar diante de um cliente e a entender o q u e e l e p ro c u r a . A p re n d i muito", ressalta. Metodologia - As 330 horas do curso levam entre cinco e seis meses. De acordo com a coordenadora do PET em Mogi Guaçu, Josiane Oliveira, o programa está div i d i d o e m t rê s módulos principais: aprender a aprender; aprender a ser; e aprend e r a c o n v iver. São trabalhados temas como desenvolvimento humano, saúde do trabalhador, comportamento e postura do profissional, comunicação verbal e não verbal, plano de negócios, informática, empreendedorismo, atendimento e relacionamento com o cliente. "Trata-se de um projeto muito interessante. A entidade, além de ser uma parceira para a concretização da iniciativa, está divulgando o programa entre seus associados. Queremos que os empreendedores conheçam melhor o PET e, consequentemente, possam patrociná-lo", afirma o presidente da Acico, Silverton Luiz de Souza. A ideia do dirigente é que o PET não fique restrito apenas a uma turma na cidade. "Queremos cursos ininterruptos no município. Para o comércio local será excelente, já que mais trabalhadores qualificados poderão ingressar no ramo".

Retorno - Não são apenas os jovens os únicos beneficiados pelo projeto. As empresas que investirem no programa, segundo a executiva de contas do Senac Mogi Guaçu, Vanessa Cecília Silva, também terão retornos positivos. Além de atuarem em responsabilidade social, uma preocupação das empresas hoje, os parceiros receberão do Senac/SP o selo Empresa que Educa. A marca poderá ser usada em todas as formas de publicidade: papel timbrado, envelopes, veículos, anúncios, pintura de fachada, site ou em outros meios, a critério do patrocinador. Os apoiadores ainda poderão utilizar o investimento no fortalecimento de sua imagem institucional, bem como em ações de marketing com a comuniReunião realizada dade e sua clientela. em Conchal para a "As empresas que parapresentação do PET: ticiparem do PET estacurso deve começar rão alçando seu nome a no próximo ano outro patamar na cidade, pois os consumidores e a comunidade como um todo reconhecem e valorizam quem investe em educação de jovens, sem falar na possibilidade de utilizarem o investimento na obtenção de isenções fiscais. Estamos confiantes no sucesso do p ro g r a m a e m C o nchal", afirma Vanessa. O PET foi criado há 15 anos e já capacitou 50 mil jovens no Estado de São Paulo. Estimativas do Senac apontam que 57% dos alunos que participam do programa ingressam no mercado de trabalho logo depois da conclusão do curso.

Agropecuária é a principal atividade

Queremos que os empreendedores da cidade conheçam melhor o PET e, dessa maneira, possam patrociná-lo. SILVERTON LUIZ DE SOUZA, PRESIDENTE DA ACICO

Fotos: Divulgação

Conchal fica a 186 quilômetros de São Paulo

A cidade possui 25 mil habitantes e tem na agropecuária a sua principal atividade econômica

A

principal atividade econômica da cidade de Conchal, que tem aproximadamente 25 mil habitantes, é a agropecuária, com destaque para a produção de citros, cana-deaçúcar, milho, mandioca e hortifrutigranjeiros. Os produtos abastecem mercados da região e de todo o Estado de São Paulo. A laranja representa 60% da produção rural. O parque industrial da cidade é formado majoritariamente pelas fábricas de farinha e amido de mandioca e pelas usinas de beneficiamento e transformação de cereais, algodão e laranja. Também destaca-se em Conchal a produção manufatureira de artigos de couro, como bolsas, carteiras e cintos. Este tipo de atividade teve início no final da década de 1980, chegando o município a conquistar o título na época de Capital das Bolsas de Couro. Pequenas empresas do ramo metalúrgico, com intensa atividade na confecção de portões, grades e estruturas metálicas, também estão instaladas em Conchal. (AA)


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acsp

ESTUDANTES O projeto atende adultos e adolescentes com mais de 15 anos.

distritais

PARCEIRAS O programa do Ciee já tem 115 empresas parceiras no Brasil.

Fotos: Paulo Pampolin/Hype

Passaporte para o mundo das letras

Em parceria com o Ciee, 12 distritais da ACSP participam de programa de alfabetização e suplência para adultos. O projeto existe desde 1997.

Maria Lúcia D'Urso

S

uprir carências na for- la Maria da ACSP estão inserimação educacional, das no projeto do Ciee. Por isresgatar a auto-estima so, já há algum tempo, promoe despertar o senti- vem, em igrejas ou em suas mento de dignidade humana. próprias instalações, cursos de Estas são algumas das propos- alfabetização para adultos. tas do Programa Ciee de AlfaA distrital Mooca destinou betização e Suplência Gratuita um espaço na paróquia São Fepara Adultos, desenvolvido lipe Néri, no parque São Lucas. pela instituição – dedicada à Uma das alunas da turma é a educação e ao desenvolvimen- s i m p á t i c a e a l e g re G r a ç a to de pessoas – em parceria Abreu de Gouveia, de 72 anos. com 12 distritais da Associa- Nascida em Portugal, ela é a ção Comercial de São Paulo mais idosa do grupo. O seu en(ACSP) e 115 empresas do País tusiasmo pelas aulas na igreja, inteiro. O projeto permite a no entanto, não fica nada a deadultos e jovens, com idade ver ao dos jovens. "Na classe eu acima de 15 anos, frequentar o aprendo e me distraio, o que é Ensino Fundamental e o Ensi- melhor do que ficar em casa no Médio e, no final dos cursos, sem fazer nada", afirma ela. receber um certificado da rede M o r a d o r a d a Vi l a E m a , oficial de ensino, para que pos- Graça já frequentou um curso sam prosseguir seus estudos. do gênero na igreja Nossa SeDe acordo com Zélia Vara- nhora Aparecida, também na jão Teixeira Soares, gerente Vila Ema. Isso lhe garantiu o e du c a ci o na l a pren d iz ad o do Centro de da leitura, mas não o da Integração escrita. "CheEmpresa EsO meu trabalho é guei aqui pacola (Ciee), o ra aprender a interesse por gratificante. Lido escrever meu esse progracom pessoas mais nome inteiro ma, criado velhas, carinhosas e e já estou conem 1997, vem boas, que têm um seguindo", a u m e nt a n d o garante. Comuito nos úlgrande potencial mo a maioria timos anos, para aprender. dos integranp r i n c i p a lCLÉLIA ANTONIO LOURENÇO tes da turma, mente por PERALHA, PROFESSORA faz elogios à parte das emp ro f e s s o r a . presas. "As companhias buscam profis- " E l a t e m m u i t a p a c i ê n c i a sionais bem qualificados. Por com a gente e explica tudo isso, se dispõem a promover muito bem", diz. Erli Fernandes de Souza, de esses cursos para os funcionár i o s q u e p r e c i s a m 62 anos, divorciada e mãe de retomar seu aprendizado escolar", assinala. Nesse programa, as empresas e entidades parceiras do Ciee comprometem-se a ceder espaço, vale transporte, material escolar e lanches para os alunos. Já a instituição encarrega-se de selecionar e contratar os professores, estagiários dos cursos de Pedagogia, Letras e Matemática, que vão dar as aulas. Alunos - As distritais Mooca, Butantã, Centro, Jaçanã, Ipiranga, Penha, Pirituba, Santo Amaro, São Miguel, Vila Formosa, Vila Guilherme e ViGraça e Maurícia (direita), professora Clélia e Erli (abaixo) durante aula na Paróquia São Felipe Néri, espaço conseguido pela Distrital Mooca para as aulas

três filhos, também chegou, há quatro meses, na classe da igreja São Felipe Néri, já sabendo ler, porque há muitos anos frequentou o antigo Mobral por um período de um ano e meio. Graças a isso, conseguiu realizar alguns sonhos, como aprender a dirigir e fazer cursos de corte e costura e cabeleireira. A intenção de Erli agora é dominar a escrita para melhorar sua qualidade de vida. Quando isso acontecer seu plano imediato é fazer um curso de computação, o que lhe permitirá se engajar mais na sociedade atual. Para atingir sua meta, a aluna da turma de alfabetização da igreja do Parque São Lucas empenha-se em fazer corretamente os exercícios dados pela professora na sala de aula. Além disso, realiza, com frequência, um treino de escrita por conta própria. Lê o romance popular Sabrina e anota alguns trechos do livro num caderno para melhorar sua letra. A professora Clélia Antonio Lourenço Peralha, de 41 anos,

tiveram a oportunidade de estudar na idade escolar", declara Julio Cesar Oliveira, superintendente da Distrital Mooca da ACSP. Segundo ele, estes cursos vêm tendo grande procura na sua área de atuação. Tanto que a entidade já tem interessados na fila de espera, aguardando a abertura de uma nova turma. Isso, no entanto, vai depender de um novo acordo a ser feito com o Ciee. Nas distritais Penha e Bué a mentora intelectual dessas alunas e de mais 17 estudantes tantã, a alfabetização de adulda classe. "O meu trabalho é tos é uma atividade que tammuito gratificante, porque li- bém vem mostrando resultados positivos. do com pes"Os professosoas mais veres têm prelhas, carinhoparo até para sas e boas, É emocionante atender pesque ainda soas com detêm um granacompanhar a ficiências e os de potencial alfabetização de alunos mosp a r a a p re nadultos que não tram uma d e r " , a r g upuderam estudar g r a n d e p amenta. Aluna na idade escolar. ciência para d o s e g u nd o aprender", semestre do JULIO CESAR OLIVEIRA, observa Eucurso de peSUPERINTENDENTE DA gênio Cantedagogia da DISTRITAL MOOCA ro S a n c h e z , Uninove, s u p e ri n t e nC l é l i a d i v idiu sua classe em três níveis: dente da Distrital Penha. Muito mais do que ensinar a 1,2 e iniciante. O primeiro é equivalente às 1ª e 2ª séries do ler e a escrever, a alfabetização Fundamental e o segundo, às resgata a dignidade de cidadãos que se encontram à margem da 3ª e 4ª séries. Entusiastas - Os superin- sociedade. A opinião é de Rita tendentes das distritais que de Cássia Campagnoli Acea, sufirmaram parceria com o Ciee perintendente da Distrital Sansão entusiastas deste progra- to Amaro. "O programa é de suma. "É uma experiência emo- ma importância para a nossa recionante acompanhar a alfa- gião, que possui índices elevabetização de adultos que não dos de analfabetismo", conclui.

GIr Agendas da Associação e das distritais

Hoje I Sudeste – Às 16h, Comitê

Técnico de Política Urbana da distrital. Rua Afonso Celso, 1.659. I Tatuapé – Às 19h30, reunião do Núcleo Automotivo do Projeto Empreender, coordenada pela agente Izildinha Franco Farro. Rua Apucarana, 1.388.

Amanhã I Vila Maria –Às 8h30,

7ª reunião ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor da distrital. Rua do Imperador, 1.660. I Noroeste – Às 19h, Fórum CTPU – Levantamento de impactos e suas compensações. Rua Luis Braille, 8. I Jabaquara – Às 19h30, 6ª reunião ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Avenida Santa Catarina, 641. I São Miguel – Às 19h30, 6ª reunião ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Avenida Marechal Tito, 1042.

Quarta I Noroeste – Às 14h,

reunião CTPU sobre Centro de Eventos Pirituba. Rua Luis Braille, 8 I Santo Amaro – Às 19h, 6ª reunião ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Avenida Mário Lopes Leão, 406. I Butantã – Às 19h30, reunião ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor da Distrital Butantã. Rua Alvarenga, 591.

Quinta I Penha – Às 9h30, curso

de coral infanto juvenil, realização Conselho da Mulher. Avenida Gabriela Mistral, 199. Informações: dpenha@acsp.com.br I Comex – O conselheiro da ACSP Roberto Ticoulat coordena a reunião do Conselho de Comércio Exterior (Comex). Às 17 horas, rua Boa Vista, nº 51/11º andar, salas Tadashi. I Lapa – Às 18h, Comitê Técnico de Política Urbana da distrital. Rua Pio XI, 418. I Centro – Às 18h30, palestra Interposição Fraudulenta, com Daniel Bettamio Tesser e Clayton Edson Soares. Confirmações: 3208-5753 ou dcentro@acsp.com.br. Rua Galvão Bueno, 83. I Vila Maria – Às 19h, lançamento do Programa Comércio Varejista de São Paulo – Sebrae-SP. Rua do Imperador, 1.660.

Sexta I Penha – Às 14h30, curso

de coral infanto juvenil, realização Conselho da Mulher. Avenida Gabriela Mistral, 199. Informações: dpenha@acsp.com.br

Domingo I Penha – Às 11h30,

5º Desfile e Exposição de Motos, Triciclos e Veículos Exóticos da Penha. Saída da praça da Sé e chegada às 12h30 na rua Santo Afonso, na Basílica da Penha. Informações: dpenha@acsp.com.br .


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Fotos: Reprodução

Plástica à moda antiga A ilustração ao lado apresenta uma engenhoca alemã dos anos 1920 capaz de resolver problemas de nariz (nariz de batata, em sela, em formato de bico, largo, pontudo, comprido ou adunco) deixando-o como o formato "normal" de um perfil "greco-romano". O "nariz ortopédico Zello" seria capaz de transformar a cartilagem nasal com o tempo. Para os dias de hoje, a curiosidade, apresentada no site Cory Doctorow, mais parece um instrumento de tortura.

E SPAÇO

Google se junta à Nasa em desafio O Google se juntou à agência espacial norte-americana, a Nasa, para patrocinar o "Desafio Voo Verde". A iniciativa do desafio é da Nasa e propõe a empresas do setor aeronáutico que apresentem o projeto de uma nave espacial eco-amigável, capaz de voar com 200 passageiros e percorrer 300 km em menos de duas horas usando energia no máximo um litro de gasolina por ocupante. A aeronave também pode ser impulsionada por baterias, motores elétricos ou biocombustível. Todas as aeronaves serão apresentadas no dia 3 de outubro e o vencedor ganhará um prêmio de US$ 1,65 milhão.

http://bit.ly/pPsOQR

Hora do banho high-tech Cleanwater Baby Bathtub é uma banheira para bebês com tecnologia extra que garante que a temperatura da água seja sempre mantida na temperatura ideal. Custa US$ 90. http://bit.ly/oR6UV1

P ESQUISA V ÍDEO

3 amigos, 11 países: viagem de 3 minutos

Movimento da Ciência Devagar

U Três amigos australianos transformaram uma viagem por 11 países e quase 1 terabyte de imagens em 3 vídeos de 1 minuto cada. Mexer-se, Aprender e Comer

são o mais novo sucesso da internet. Confira no link abaixo.

m movimento que começou na Alem a n h a e s t á g anhando, aos poucos, os corredores acadêmicos. A causa é nobre: mais tempo para os cientistas fazerem pesquisa. Quem encabeça a ideia é a organização Slow Science (http:/ /slow-scienc e.org), criada por cientistas gabaritados da Alemanha. Aderir ao movimento signifi-

ca não se render à produção desenfreada de artigos em revistas especializadas, que conta muitos pontos nos sistemas de avaliação de produção científica. Hoje, quem publica em revistas científicas muito lidas e mencionadas por outros cientistas consegue mais recursos para pesquisa. Por isso, os cientistas acabam centrando seu trabalho nos resultados (publicações).

"Somos uma guerrilha de neurocientistas que luta para que o modelo midiático de produção científica seja revisto", disse o neurocientista Jonas Obleser, do Instituto Max Planck, um dos criadores do Slow Science. Manifesto – O grupo chegou a criar um manifesto, no final do ano passado, em que proclama: "Somos cientistas, não blogamos, não tuitamos,

temos nosso tempo". "A ciência lenta sempre existiu ao longo de séculos. Agora, precisa de proteção." O documento está na porta da geladeira do laboratório do médico brasileiro Rachid Karam, que faz pós-doutorado na Universidade da Califórnia. "A Slow Sciencenos daria tempo para analisar uma hipótese em profundidade e tirar conclusões acertadas." (Folhapress)

Natalia Kolesnikova/AFP

http://vimeo.com/27246366?utm

N AS ALTURAS

_medium=referral&utm_source= pulsenews

Ramadã 2 minutos mais longo em Dubai

A RTE

Moradores da torre mais alta do mundo, Burj Khalifa, em Dubai, têm de quebrar seu jejum de Ramadã diário dois minutos depois que o resto da cidade. O motivo? A uma altura de 828 metros, aqueles que moram nos andares superiores ainda conseguem ver o sol depois que ele se põe para o resto do centro financeiro e turístico do golfo. (Reuters) Karim Sahib/AFP

Altos-relevos L

A arquiteta Christina Lihan, dos EUA, cria altos-relevos em papel que reproduzem nos mínimos detalhes estruturas arquitetônicas como o Taj Mahal, a ponte George Washington [foto acima] e a Villa Rotonda, do arquiteto Andrea Palladio. As composições são reproduções de fotos que a própria artista registra.

'DIA VOADOR' - Competidores russos participam do 'Flugtag' Red Bull, em Moscou (Rússia). No evento, chamado de Dia Voador, 38 equipes fantasiadas tentam 'voar' com suas máquinas de uma plataforma de 6 metros.

G EOLOGIA

www.lihanstudio.com

E M

C A R T A Z

FOTOGRAFIA

T ERESÓPOLIS

Prefeito assume na 6ª e morre no domingo

Vulcões submarinos A equipe do vulcanólogo Philip Leat, da British Antarctic Survey, descobriu uma cadeira de 12 montanhas submarinas ao sul da Ilha Sandwich. São vulcões submarinos na região da Antártida, entre a América do Sul e África do Sul, vários deles ativos. Os cientistas utilizaram imagens em 3D [foto] para localizar os vulcões e agora estudam sua atividade. http://bit.ly/qM5oB0

A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Homem perde um braço com explosão de granada na zona oeste do Rio de Janeiro

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Bandidos invadem obra e roubam caminhão com 12 toneladas de fios de cobre

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Exposição Berlinscapes exibe fotos noturnas de Berlim feitas por Tuca Vieira. Fauna Galeria. Al. Gabriel Monteiro da Silva, 470, tel.: 3668-6572. Grátis.

Começa no próximo sábado a segunda etapa de vacinação contra a paralisia infantil

O prefeito interino de Teresópolis, Roberto Pinto (PR), de 67 anos, morreu na madrugada de ontem após sofrer um enfarte em casa. Ele chegou a ser levado à Casa de Saúde São José, mas morreu enquanto era socorrido. Pinto assumiu o cargo na última sexta-feira, três dias após o então prefeito, Jorge Mario Sedlacek (sem partido), ser afastado pelos vereadores pelo prazo de 90 dias para a investigação de supostas irregularidades na aplicação de verba recebida para a reconstrução da cidade após as chuvas de janeiro. O prefeito era médico e deixou seis filhos, além de netos. O cargo deverá ser ocupado interinamente pelo presidente da Câmara, Arlei Rosa (PMDB). (AE)


e CAIXA 1

AGENDA

conomia

O seu consultor financeiro

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Segunda-feira

Segunda-feira

Quinta-feira

Divulgação da pesquisa semanal Focus, com previsões econômicas do mercado.

Sai resultado do IGP-DI do mês de julho. Pesquisa é da Fundação Getulio Vargas.

IBGE divulga a Pesquisa Mensal do Comércio relativa ao mês de junho.

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sábado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de agosto de 2011 Tobias Schwarz/Reuters

E

m uma tentativa desesperada de evitar uma quebra das bolsas, o Banco Central Europeu e BCs de todo o continente tentarão dar uma demonstração de força. Eles prometem uma "intervenção decisiva" nos mercados para blindar a Europa depois do rebaixamento da nota de risco dos Estados Unidos pela Standard & Poor's na sextafeira passada. BCs comprarão títulos da dívida da Itália e da Espanha e injetarão recursos no mercado para evitar uma paralisia de créditos entre os bancos. Investidores temem que a medida pode ter vindo tarde demais. A medida foi tomada depois de uma frenética série de reuniões entre BCs, ministros de Finanças do G7 e do G20, que passaram o fim de semana mobilizados e pressionados a encontrar uma estratégia para acalmar os investidores. Os ministros corriam contra o relógio, para anunciar medidas antes da abertura dos mercados da Ásia. A atenção esteve direcionada especialmente para a Itália e a Espanha, terceira e quarta maiores economias da zona do euro. O risco país – taxa de juros cobrada pelos investidores para comprar títulos da dívida – dessas economias havia batido recordes na sexta-feira. A decisão do BCE é reiniciar a partir de hoje a compra de papéis do tesouro italiano e espanhol. Dezessete BCs nacionais de toda a Europa farão o mesmo, em uma ação coordenada para tentar mostrar força ao mercado. Em seu comunicado, o BCE não diz que comprará os títulos. Mas garante que agirá de forma "ativa" e elogiou Roma e Madri por seus esforços. Para os investidores, esse é um sinal claro que o banco voltará a comprar títulos dos dois países. Mais cedo, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, disseram que estão comprometidos com a imple-

Merkel: medidas para blindar a Europa.

Remédio forte para driblar a crise mentação das medidas aprovadas por líderes europeus em uma reunião no dia 21 de julho. Os dois líderes também ressaltaram que as medidas devem ser aprovadas pelos parlamentos francês e alemão até o final de setembro. Mudança de opinião – Na semana passada, o presidente do BCE, Jean Claude Trichet, provocou um terremoto nos mercados ao rejeitar a compra de títulos dessas economias. Trichet cobrava promessas de mais austeridade. Silvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano, fez sua parte e anunciou reformas para antecipar o equilíbrio em suas contas para 2013. Madri promete o mesmo para hoje, com mais um pacote de austeridade de 4,9 bilhões de euros. A esperança é que a medida

surta efeito e acalme investidores. Mas fontes no BCE e no governo espanhol disseram que, se isso não funcionar, o desastre pode ser maior. O raciocínio é que a dívida da Itália não pode ser resgatada pelo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), que dispõe de 440 bilhões de euros. Bruxelas faz lobby para que o fundo seja ampliado para 2,5 trilhões euros para lidar com o contágio de outros países. Mas a Alemanha é contra. E lo gi os – Berlim era também um dos governos que rejeitava a ação do BCE, temendo a inflação e a ira dos eleitores na Alemanha. Porém, acabou também cedendo. Em comunicado, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel, elogiaram as reformas anunciadas na Itália e na Espanha e se dis-

seram favoráveis à intervenção no mercado. Equilíbrio – "Todos estão com medo dos nossos bônus virarem um papel de rascunho, porém se anteciparmos o equilíbrio orçamentário em um ano, o BCE garantiu que vai comprá-los", declarou o ministro de Reformas Institucionais italiano, Umberto Bossi. "Para nós é uma solução, uma garantia", disse Bossi, que também é o líder do Partido Liga do Norte, principal aliado do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, na coalizão de centro-direita. "Nós absolutamente precisamos de bônus porque se não pudermos vendê-los não conseguiremos pagar aposentadorias ou tratamentos de saúde", acrescentou. (Agências)

Bolsa de Israel despenca quase 7% Nir Elias/Reuters

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Tel Aviv foi a primeira a sofrer o impacto do rebaixamento dos EUA

Bolsa de Tel Aviv fechou ontem com perd a s p ró x i m a s a 7 % , após suspender suas operações para acalmar a forte queda da abertura, em reação ao rebaixamento da dívida americana pela agência Standard & Poor's (S&P). O pregão na Bolsa de Tel Aviv chegou a ser suspenso para acalmar os ânimos dos investidores ontem depois de registrar uma queda superior a 6% do índice TA-100. A bolsa mais importante de Israel registrou perdas de 6,81% em suas ações gerais e conversíveis. O valor mais afetado foi o do índice TA-Insurance, que caiu 9,74 pontos, enquanto o

seletivo TA-25 recuava 6,99% e o TA-100 retrocedia 7,31%. Como a semana útil em Israel começa no domingo, o mercado financeiro de Tel Aviv foi o primeiro a sofrer o impacto do primeiro rebaixamento da dívida pública dos EUA, após a S&P revisar para baixo na sexta-feira a nota do país de AAA (máxima) para AA+. O mercado israelense aumentou suas perdas após passar por sua pior semana desde 2008, com oito pregões seguidos de queda. Ásia – Ontem à noite, em Seul, a bolsa caia 1,4%, atingindo o menor nível desde 15 de março. Em Tóquio, o índice de ações caia 1,13%. (Agências)

Aumenta a pressão sobre a China

O

rebaixamento da classificação de crédito dos Estados Unidos está adicionando mais pressão sobre a China para deixar a sua condição de economia apoiada em exportações, que produziu montanhas de reservas internacionais em dólares declinantes, embora os políticos chineses, assim como aqueles em Washington, frequentemente resistam ao confronto de decisões políticas duras necessárias para conduzir mudanças. Alguns analistas dizem que a dura retórica chinesa voltada aos Estado Unidos, após o rebaixamento do rating pela Standard & Poor's (S&P), demonstra o desejo

Banco Central Europeu vai comprar títulos da dívida da Itália e da Espanha depois do rebaixamento da nota de risco dos EUA pela Standard & Poor's

de Pequim de desafiar a liderança econômica mundial dos EUA, que a China acredita estar em declínio inexorável. Analistas também dizem que os comentários chineses são destinados a abrandar as críticas de que o gerenciamento econômico do governo chinês permitiu a elevação das reservas locais para mais de US$ 3 trilhões – de longe a maior reserva internacional do mundo. Em um editorial no sábado, a agência estatal de notícias Xinhua classificou o rebaixamento como uma "conta vencida que a América tem de pagar por seu próprio vício em dívida e política

É um despertar para a China ZHAO QINGMING, CHINA CONSTRUCTION BANK míope em Washington". O editorial também renovou a demanda de Pequim por uma "reserva cambial global nova, estável e segura". O rebaixamento é uma pancada, em particular, para a China, pois é o maior detentor de títulos dos EUA, em grande parte como resultado da política chinesa de

encorajar as exportações, restringindo o valor do yuan e usando os dólares para comprar Treasuries, único mercado mundial profundo e líquido o bastante para comprar em tal escala. Os líderes chineses têm mostrado preocupação sobre a segurança dos Treasuries que detêm, hoje estimados em US$ 1,2 trilhão. O rebaixamento pela S&P dá mais a eles para se preocupar. "É um despertar para a China", disse Zhao Qingming, analista do China Construction Bank, um dos quatro maiores bancos estatais do país. "A China deveria tentar balancear sua conta corrente o mais cedo possível". (AE)

Rating dos EUA pode ser rebaixado de novo

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diretor-gerente da agência de classificação de risco Standard & Poor's, John Chambers, afirmou ontem que existe uma em três chances de haver um novo rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos nos próximos seis meses a dois anos. "Temos uma perspectiva negativa... de seis meses a 24 meses", disse ele a um programa do canal de TV ABC. "E se a posição fiscal dos EUA se deteriorar mais ou se a contenção política se tornar mais arraigada, isso pode levar a um rebaixamento. A perspectiva indica pelo menos uma em três chances de rebaixamento nesse período". Chambers disse que levará algum tempo para que os Estados Unidos recuperem a nota máxima de crédito "AAA". "Exigiria uma estabilização da dívida como parte da economia e um eventual declínio. E exigiria, eu acho, maior habilidade para obter consenso em Washington do que vemos hoje", acrescentou. Greenspan – Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve (BC dos Estados Unidos), adverte que o rebaixamento da classificação da dívida dos

Estados Unidos pela Standard & Poor's significa mais problemas para os mercados financeiros "Considerando o fôlego com o qual o mercado caiu ao longo da última semana, é muito improvável, se a história pode servir de guia, que isso não irá levar um tempo até se estabilizar", disse o ex-chairman, em entrevista ao programa "Meet the Press", da rede NBC. "A reação inicial, na minha avaliação, vai ser negativa", afirmou. Greenspan não está prevendo um duplo mergulho dos EUA na recessão, mas espera desaceleração. Ele acrescentou que o mercado acionário de Israel, um dos poucos a estarem abertos ontem, "afundou" (leia mais ao lado), no entanto disse que é difícil determinar se a causa havia sido o rebaixamento ou protestos amplos contra o elevado preço ao consumidor em Israel. Greenspan disse que há "zero probabilidade" de que os EUA deem o calote nas suas obrigações, mas acrescentou que a decisão da S&P "atingiu a autoestima dos Estados Unidos, a alma... Está tendo um efeito muito mais profundo do que eu imaginei que poderia ocorrer". (Agências)

Geithner fica no Tesouro

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Secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, declarou ontem ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que pretende permanecer no cargo, de acordo com uma funcionária do Departamento do Tesouro. Geithner, que vinha considerando a possibilidade de deixar o governo, agora pretende continuar em seu posto para realizar "o importante trabalho que será necessário para superar os desafios que se colocam diante de nosso grande país", informou em comunicado à imprensa a assistente do Tesouro para Assuntos Públicos, Jenni LeCompte.

Um outro funcionário do Departamento disse que Geithner tem planos de permanecer até o outono de 2012 (primavera no Brasil). Geithner faz parte da administração Obama desde 2009 e tem desempenhado um papel central na condução da política econômica dos Estados Unidos, principalmente depois que vários assessores deixaram o governo. O Secretário do Tesouro havia dito a autoridades da Casa Branca que estava pensando em deixar seu posto assim que o debate sobre o aumento do teto da dívida do país estivesse concluído. (AE)


16 -.ECONOMIA

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sábado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de agosto de 2011


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A família da advogada Cristina enfrentou problemas com plano

Novas regras, velhas dúvidas. Escolher entre as opções de planos de saúde exige muito cuidado e paciência dos consumidores

ADRIANA GAVAÇA

13 milhões de pessoas físicas, aproximadamente, têm hoje planos de saúde no Brasil, de acordo com estimativa da ANS.

planos anteriores a 1999: é a hora de migrar? A advogada Cristina Farias Valero, por exemplo, pretende refazer as contas. "Há cerca de dois meses consultei corretores sobre preço e cobertura de outras operadoras, mas as carências, ainda que reduzidas, me desestimularam, principalmente porque havia processos de tratamento e doenças pré-existentes. Agora, posso repensar a migração", diz. O plano atual de Cristina foi contratado em julho de 2008 e é do tipo individual, com dependentes (ela é a titular do plano, sendo suas duas filhas e marido dependentes), fechado por meio de uma apólice coletiva vinculada à OAB/SP. O plano da advogada se enquadra nos 5 milhões de contratos,

de um universo de cerca de 13 milhões de usuários com planos de saúde pessoa física, segundo dados da ANS de 2008, que possuem contrato fechado de forma coletiva. A escolha desse tipo de produto, segundo Cristina, é feita principalmente pelo preço. Muitos podem não saber, mas contratar um plano por meio de uma entidade de classe ou associação permite reduções nos valores pagos mensalmente de até 30% em relação a um plano com as mesmas características e coberturas de um plano pessoa física, contratado individualmente.

mover, pois ocorre no mesmo momento em que o familiar está totalmente debilitado, à mercê do plano de saúde. Os planos anteriores a 1999 não são regidos pela Lei dos Planos de Saúde, portanto não são reajustados por faixa de idade e sim por índice de correção anual. Recentemente a ANS publicou uma regra que permite a migração ou adaptação do plano antigo às novas regras do mercado. Mas muitos usuários dizem que não pretendem fazer a troca por medo da mudança de preço conforme a idade.

Orientações O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) tem em seu site (www.idec.org.br) uma lista de dicas para quem quer fugir de problemas com planos de saúde e mostra o que o consumidor deve fazer quando se vê vítima de práticas abusivas. Outra forma de evitar transtornos é verificar nos outros órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, se há reclamações relativas às operadoras. A advogada Cristina aconselha também o usuário a se certificar a respeito da rede cre-

Mudanças tímidas Apesar de estar "tentada" a mudar, Cristina não ficou totalmente satisfeita com as regras divulgadas pela ANS e diz que esperava mais. "As mudanças foram positivas, mas a imposição de prazos atrelados ao aniversário do contrato me parece sem sentido. Além do mais, os contratos anteriores a janeiro de 1999 não foram contemplados. É uma pena, já que se trata de uma população bastante vulnerável, formada na maioria por pessoas idosas, que geralmente encontram mais dificuldades para mudar de plano." Neste ano, a advogada sentiu na pele o problema enfrentado por usuários de contratos anteriores a 1999. Primeiro, ela foi obrigada a entrar na Justiça exigindo a liberação da UTI para a sogra – o plano que ela possuía limitava o uso desse tipo de atendimento. Teve problemas também quando o sogro precisou de cirurgia. "Nos dois casos o Judiciário reconheceu a nulidade das cláusulas limitadoras, assim como a aplicação da Lei dos Planos de Saúde, que estabelece requisitos mínimos para um plano padrão, dando ganho de causa. Mas, apesar do reconhecimento judicial, o plano de saúde continua cometendo abusos, ameaçando não aprovar procedimentos", relata. Mesmo saindo vitoriosa, Cristina diz que não há como fugir do fator emocional que esse tipo de ação costuma pro-

Conheça os tipos de planos oferecidos no mercado 1 Ambulatorial: tem cober tura para exames e número de consultas médicas ilimitadas em consultório ou ambulatório. Não dá direito a internação hospitalar e a procedimentos que, mesmo sem exigirem internação, precisem de apoio de estrutura hospitalar por um período que seja maior que 12 horas ou de serviços como recuperação pós-anestésica, UTI, CTI e similares. 2 Hospitalar: cobre internações hospitalares, com número de diárias ilimitadas, inclusive em UTI. Além disso, cobre exames complementares durante a internação, medicamentos anestésicos, taxa de sala nas cirurgias, materiais utilizados e atendimentos de urgência e emergência. Em caso de pacientes com menos de 18 anos, ele cobre as despesas do acompanhante. Entretanto, neles não estão incluídas consultas e exames realizados fora do ambiente hospitalar.

denciada prometida antes de assinar o contrato, porque muitas empresas costumam descredenciar parceiros sem informar ao usuário do plano. De acordo com pesquisa de 2009 da ANS, 23% do total de usuários de planos de saúde eram na época atendidos por operadoras consideradas insatisfatórias, sendo um dos problemas apontados justamente a desconfiança quanto à saúde financeira da empresa. Se os problemas já parecem numerosos agora, eles se multiplicam no futuro, quando o usuário atinge 59 anos – o que as operadoras chamam de idade-limite para a contratação de um plano. Embora a ANS tenha publicado recentemente novas regras a esse respeito, reconhecendo o problema, muitas operadoras ainda preferem "dispensar" esse tipo de usuário, com a cobrança de mensalidades que acabam, muitas vezes, desestimulando o interessado em aderir ao plano.

50 por cento da renda mensal pode representar a despesa com o plano de saúde depois da aposentadoria

tende fazer um planejamento financeiro para o futuro deve considerar, justamente por causa do preço. "Na aposentadoria, os planos de saúde irão representar cerca de 40% a 50% da renda da pessoa. É um custo pesado que deve ser calculado bem antes", recomenda. A maior dificuldade para quem pretende fazer uma poupança para garantir um plano com as mesmas características do que tem hoje esbarra na questão da mudança de preço por faixa. "Um indivíduo que hoje tem renda X, com um plano de saúde top, dificilmente conseguirá mantê-lo, mesmo que consiga permanecer com a mesma renda, pois os preços dos planos se mantêm estáveis", argumenta.

Planejamento O professor da área de economia da Fundação Instituo de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) Mário Amigo observa que a contratação de um plano de saúde deve ser um dos itens que qualquer pessoa que pre-

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esde que a Agência Nacional de Saúde (ANS) divulgou as novas regras para os planos de saúde, que permitem, entre outras coisas, migração com carência reduzida, e obriga as operadoras a não restringir atendimento e aceitação de idosos, muitos usuários estão refazendo as contas para saber se podem se beneficiar. Ainda há, no entanto, quem reclame de velhas dúvidas a respeito do assunto. Que tipo de plano escolher: individual, coletivo ou empresarial? Qual cobertura é melhor, municipal, estadual ou nacional? Vale a pena migrar de um plano enfermaria para desfrutar de mais conforto em um particular? E quanto aos

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3 Hospitalar com obstetrícia: tem cobertura para tudo o que o plano hospitalar possui. Inclui ainda o prénatal, assistência ao parto e ao recém-nascido, seja ele natural ou adotivo, nos pr imeiros 30 dias de seu nascimento ou do dia que foi oficialmente adotado. Além disso, também nesse período, o bebê poderá ser inscrito no plano como dependente com isenção de carência.

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4 Referencial: é um plano mais abrangente, já que trata-se de uma combinação do plano ambulatorial com o hospitalar com obstetrícia. Não inclui tratamento odontológico. 5 Particular e acima dessa categoria: a cobertura é praticamente a mesma do referencial. A acomodação, em caso de internação, é em quarto particular. Possui uma rede credenciada superior à do referencial.

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A Grécia vive só de turismo e tem problemas de corrupção e má gestão. Nicolas Tinga, da Acrefi

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Newton Santos/ Hype

Empresa da iniciativa privada adere ao projeto Porto 24 Horas Fátima Lourenço

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Economista da área de crédito diz que desafio da Europa é encontrar o caminho do crescimento

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emergência vivida pela Europa é a da febre de 41 ºC indicando que alguma coisa grave ataca a saúde do organismo. Já foram dadas facilidades para rolar as dívidas soberanas da Grécia, Portugal e Irlanda e o bloco europeu tenta evitar que Itália e Espanha entrem no centro da crise. "No primeiro momento, a Europa tenta salvar o euro e, após isso, tem o desafio de crescer, mesmo sem soluções de financiamento", afirma o economistachefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Nicola Tingas, que tem experiência nacional e internacional no mercado financeiro (no Chemical Bank, WestLB e Febraban). Paulistano e filho de imigrantes gregos, Tingas viveu na Macedônia grega na década de 1970 e conhece bem a cultura do país de seus pais. Ele explica para o Diário do Comércio o impacto da crise da dívida grega no Brasil e os desafios para superá-la.

Diário do Comércio – Como começou a crise da dívida grega? Nicola Tingas – Para falar da crise é preciso lembrar da criação do euro, em 1999. Na época, o tamanho da criação do bloco do euro, em termos de Produto Interno Bruto (PIB), era comparável ao dos Estados Unidos. O apetite de fazer o bloco crescer era grande com a entrada de países periféricos.

A Grécia só foi incorporada ao euro em 2001, em condições difíceis, porque não conseguia atingir os parâmetros fiscais de déficit público até 3% e dívida até 60% do PIB. DC – E como ela conseguiu se enquadrar? NT– Na época, a contabilidade grega foi feita de uma forma que a enquadrou. A crise das "ponto com" nos Estados Unidos, no começo da década, gerou uma liquidez global grande em busca de mercado e de investimento. Países da Europa se beneficiaram com a abundância de capital. Na Grécia houve investimentos em aeroportos, estradas, construção civil, reformas. Foi um momento eufórico de aumento do nível de atividade, consumo e renda. Isso também aumentou o endividamento das famílias, das empresas e dos estados. O modelo europeu de bem-estar social, baseado em empresas estatais, emprego público e bolsas sociais entrou em colapso. DC – Qual a relação do modelo de bem-estar social com a crise da dívida? NT – Esse modelo não tem mais fonte de financiamento. A economia da Grécia tem crescimento baixo e arrecadação menor. Os países da Europa tem benefícios sociais que não são compatíveis com a capacidade de geração de riqueza. É dicotômico. O endividamento público cresceu para financiar esses modelos. A Grécia vive só de turismo e tem problemas de corrupção e má

Nicola Tingas, de ascendência grega, analisa crise da zona do euro.

gestão. É uma dificuldade estrutural porque o modelo de emprego público da Grécia é o mesmo da França. A diferença é que a primeira se manteve na periferia enquanto a segunda desenvolveu tecnologia em moda, indústria automobilística e design. DC – Qual a participação dos Jogos Olimpícos na má gestão da Grécia? N T – A Olimpíada acentuou o gasto público e o investimento em infraestrutura de aeroportos, estradas e campos olímpicos, que é o que vem acontecendo com o Brasil agora. Na Grécia, parte foi financiada pela Alemanha e a outra parte pelos bancos. O retorno foi baixo e a dívida, que foi crescendo, ficou para o Estado. O prêmio de risco do país foi se deteriorando e ficou cada vez mais oneroso de girar. Usando uma metáfora, é como se tivessem feito um empréstimo de médio e longo prazos no cheque especial, em que se sai de uma taxa de 4% ao mês para uma de 10% ao mês. Virou uma bola de neve. DC – Qual a diferença entre a crise da dívida grega e a norteamericana? NT – O problema da Europa é de insolvência e, por isso, está sendo socorrida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE) e governos fortes.

Os Estados Unidos têm a moeda mais velha do mundo, que continua sendo o porto seguro. Tanto que não se mexeu nos títulos do Tesouro de longo prazo. O presidente Obama ganhou tempo com o acordo, mesmo não tendo resolvido a questão fiscal. A economia dos Estados Unidos é a maior do mundo, tem fontes, tecnologia, competitividade e pode se reinventar. Na Europa isso é mais difícil. A população envelheceu, diminuiu o número de jovens e o tamanho dos mercados. Além disso, ela está acostumada a um estado de bem-estar social que não tem como financiar mais. O desafio da Europa é como crescer. DC – Qual o impacto que a crise na Grécia ainda pode trazer ao Brasil? NT – A queda da atividade na Europa, com redução das importações, não atinge tanto o Brasil, que hoje tem relação comercial de importações e exportações diversificada. O reflexo da crise na Europa pode afetar o mercado financeiro. Uma sequência de moratórias na Europa e a derrocada vinda com uma crise de proporção global podem fazer com que o dinheiro saia daqui para cobrir um buraco de caixa lá. Isso poderia levar a taxa de câmbio a se desvalorizar. É um cenário que por enquanto não está aberto, a não ser que também houvesse moratória nos Estados Unidos.

Projeto Porto 24 Horas, concebido com o objetivo de viabilizar a realização das operações no complexo portuário de Santos de forma ininterrupta – e, com isso, imprimir mais eficiência aos processos de movimentação de cargas – ganhou nova adesão na semana passada. A Granport Multimodal anunciou seu apoio à iniciaNewton Santos/Hype tiva na última quinta-feira, durante a reunião promovida pelo Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), que aconteceu na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Na ocasião, o vicepresidente e sóciofundador da Granport, José Roberto Luiz Ramos, falou da importância do funcionamento contínuo das instalações portuárias e das atividades que estão próximas do porto (as retroportuárias) para os trabalhos de Senna: apoio privado ao Porto 24 Horas. cabotagem – que são especialidade da sua emSegundo os cálculos do presa. Entre as dificuldades, empresário, se toda a cadeia está o fato de o cliente não trabalhasse afinada o valor do operar 24 horas; a falta de mão custo final do serviço cairia de obra especializada no seg- em pelo menos 10%. mento de logística e os juros Ambiente – A busca de adealtos. "Sofro como todo mun- são da iniciativa privada é uma do para retirar os contêine- das vertentes dos trabalhos res", disse ele. "Mas os juros desenvolvidos no âmbito do são nosso maior inimigo, por- Projeto Porto 24 Horas, coque precisamos investir." mentou o coordenador do CoO conjunto de problemas mus, José Cândido Senna. na cabotagem mostra que o A sinergia das operações tempo necessário para a en- (nas instalações portuárias e trega de uma carga de São retroportuárias), afirmou SenPaulo no porto de Manaus é de na, pode trazer ganhos precio20 dias, ante o tempo deseja- sos em tempo, especialmente do de 16 dias. O aquecimento se levadas em consideração as da demanda na segunda me- restrições para ampliação das tade do ano imprime um tem- instalações portuárias. po adicional de cinco dias para A pauta de discussões do a operação de cabotagem, comitê prevê debater brevecom acréscimos de custos. mente os aspectos ambientais Ramos afirmou que o custo envolvidos nesta questão.

Otimismo na economia se mantém Renato Carbonari Ibelli

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confiança do consumidor permaneceu em um patamar considerado positivo em julho, como aponta o Índice Nacional de Confiança (INC) divulgado pelo Instituto Ipsos em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O INC registrou 147 pontos, praticamente estável comparado com o resultado de junho (149 pontos), lembrando que a margem de erro da pesquisa é

de três pontos percentuais. Em julho do ano passado o índice estava em 144 pontos. Ele varia de zero a 200 pontos e é usado para medir a per-

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do transporte da tonelada de carga via cabotagem é, em média, de 15% a 20% menor (no primeiro semestre) que o modal rodoviário, seu principal concorrente. Na segunda metade do ano, comparou, a cabotagem perde competitividade, porque os seus custos, com o tempo adicional para viabilizar a operação, chegam a ser superiores ao rodoviário. "Não é só por causa do porto. É toda a cadeia envolvida."

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cepção do brasileiro com relação à situação de momento e futura da economia pessoal e da região onde vive. Ao fazer um corte por camadas sociais a pesquisa mostra que a classe C é a que demonstra maior confiança, com INC de 153 pontos, embora no mês anterior ele tenha alcançado 155 pontos. Já as classes D e E aparecem como as menos confiantes, com 128 pontos. Nesse caso, houve elevação do índice na comparação com junho (126 pontos). Para Emílio Alfieri, economista da ACSP, o controle da

inflação dos alimentos tem levado otimismo às classes de menor renda. "Os gastos com alimentos têm impacto elevado na renda das classes mais baixas, assim, a estabilidade dos preços desses produtos contribui para elevar a confiança dessa camada social", diz o economista. Por região, Norte e CentroOeste aparecem com o índice mais positivo em julho, com 185 pontos, o que configura elevação de cinco pontos percentuais em relação ao mês anterior. Já a região Nordeste aparece com o menor índice de confiança, com 126 pontos, mas com avanço ante o resultado de junho (119 pontos). Embora o INC geral permaneça positivo, os dados de julho apontam um consumidor preocupado com a estabilidade no emprego. Com relação ao futuro da economia, a pesquisa mostrou que o percentual otimista era de 41% dos ouvidos. Em junho, 43% acreditavam que ela melhoraria. DC

e Giro: a visão global de Nicola Tingas.

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19 O governo brasileiro, para Madeira, tem experiência e "um arsenal bem reforçado" de medidas para acalmar o mercado daqui para a frente.

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Para consultor, decisão da S&P deve elevar risco Brasil. A economia nacional deve levar à depreciação do real e a alterações no comércio de commodities, na opinião de economista.

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reação dos mercad o s a o r e b a i x amento do rating da dívida dos Estados Unidos pela Standard & Poor's será negativa ao menos em um primeiro momento, mas há fatores que podem atenuar o pânico dos mercados, inclusive no Brasil. A avaliação é do economista Antonio Madeira, sócio da MCM Consultores Associados. "Só vamos saber o impacto mesmo quando os mercados abrirem e as autoridades começarem a se manifestar", disse. Madeira avaliou que para a economia nacional, a decisão da S&P deve levar a um pequeno aumento no risco Brasil, à depreciação do real e a alterações no comércio de commodities. De acordo com o econo-

mista, o rebaixamento do rating norte-americano pressiona o dólar por uma alta. O economista afirmou que caberia, então, ao Banco Central (BC) brasileiro monitorar as condições de liquidez. "É normal que nesses momentos de nervosismo o dólar se aprecie", disse, ao destacar que pode haver um movimento de encurtamento de prazos das operações. "O BC tem uma posição ativa no mercado de dólar futuro com swap reverso de cerca de US$ 10 bilhões, sem contar todo estoque de reservas. A autoridade monetária não vai agir para conter a alta do dólar, mas pode vender para dar liquidez ao mercado." Arsenal reforçado – Além da interferência no câmbio, o governo brasileiro, na avalia-

ção de Madeira, tem experiência e "um arsenal bem reforçado" de medidas para acalmar o mercado daqui para a frente, que inclui política fiscal e monetária. A equipe econômica da presidente Dilma Rousseff pode, por exemplo, fazer alterações no depósito compulsório e na taxa básica de juros (Selic) e também reduzir a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o crédito. Poderia, assim, estimular a demanda interna em um cenário externo de difícil recuperação econômica. "São instrumentos de política econômica que tendem a ser eficazes", afirma. Com relação à indústria nacional, o economista prevê reforço da presença de produtos importados uma vez que os ex-

portadores mundiais buscarão novos mercados para suprir o enfraquecimento da demanda global por seus produtos. Ao mesmo tempo, o Brasil pode continuar atraindo investimentos. "Com a entrada efetiva da produção do Pré-sal, mais a importância da agroindústria na economia brasileira, somados a um mercado doméstico robusto, o Brasil deve atrair investimentos", disse. Pontos favoráveis – No contexto internacional, alguns fatores, de acordo com Madeira, podem mitigar as consequências da decisão da S&P. O principal deles é a observação de que apenas uma das três grandes agências de classificação de risco rebaixaram a nota dos EUA. "Os administradores de fundos de pensão e segura-

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Entendendo o rebaixamento

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agência de classificação de risco Standard &Poor's (S&P) rebaixou a nota da dívida norte-americana para AA+ devido aos riscos políticos e ao peso da dívida dos Estados unidos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Na sexta-feira, já havia rumores de que a nota americana, que era AAA desde 1917, seria rebaixada. Pelo comunicado, o rebaixamento reflete "nossa opinião (da S&P) que o plano de consolidação orçamentária que o Congresso aprovou recentemente fica aquém do que, seria necessário para estabilizar a dinâmica do débito do governo a médio prazo". A disputa entre os partidos sobre a política fiscal americana também deixou a agência pessimista sobre a capacidade dos Estados Unidos conter o déficit. A perspectiva da nova classificação é negativa, afirmou a

S&P em comunicado, um sinal de que outro rebaixamento da nota é possível nos próximos 12 a 18 meses. A nota da dívida americana pode ser rebaixada para AA caso haja menos redução de gastos do que o previsto, taxas de juros mais elevadas ou aumento da trajetória da dívida maior do que o esperado. O rating AAA permitia que o país tomasse emprestado recursos a uma taxa de juros mais baixa, pois governo é considerado estável, e seus títulos são tidos como seguros. Agora, os títulos do Tesouro dos EUA, uma vez vistos como o investimento mais seguro do mundo, estão classificados abaixo de títulos emitidos por países como Reino Unido, Alemanha, França ou Canadá. Em tempos de crise, investidores vendem suas ações em mercados emergentes, como o Brasil, e procuram abrigo em títulos seguros. (Folhapress)

Opções para investir

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bolsa de valores está arriscada e os mercados nervosos? O Brasil ainda tem os maiores juros do planeta para aplicações em renda fixa com baixo risco, que atraem investidores de todo o mundo em época de instabilidade global. São investimentos que têm rendimento bruto perto de 12,5%, a nova taxa de juros da dívida pública (Selic). Uma taxa que pode voltar a cair no início de 2012 se a crise segurar a inflação e a economia precisar de estímulo. Para o investidor pessoa física, a melhor opção em renda fixa está no Tesouro Direto, (www.tesourodireto.gov.br). Por meio dele, o governo vende aos pequenos aplicadores títulos com o mesmo valor e taxa que oferece a bancos e fundos de investimento gigantes. Quem precisar do dinheiro pode vender os papéis às quartas ao próprio Tesouro. Os CDBs só dão taxas boas (perto da Selic) para grandes investidores e os fundos de investimento cobram taxas de administração pesadas para pequenos volumes, tornando o retorno menor do que o da poupança. Na semana passada, os papéis da dívida prefixada (que têm uma taxa pré-definida) voltaram a subir com a pers-

pectiva de redução dos juros em 2012. Antes do agravamento da crise, os investidores se voltavam para títulos pós-fixados, como a Letras Financeiras do Tesouro (LFT), que paga taxa Selic e têm menor risco de flutuação. No Tesouro Direto era possível comprar na sexta-feira passada uma Letra do Tesouro Nacional (LTN) com vencimento em 2017 com taxa de 12,47%. Para janeiro de 2013, a taxa era de 12,31% – embutia queda de 0,25 ponto nos juros em 2012. "É muito provável que haja uma migração de títulos pós para prefixados", disse Alexandre Espírito Santo, professor do Ibmec-RJ. Para Fabio Colombo, administrador de investimentos, os pós-fixados ainda deverão render mais do que os prefixados em agosto por conta do aumento de juros. "São opções de diversificação para investidores moderados e agressivos." "Dentro da corretora, o investidor tem a opção de aplicar no Tesouro Direto, que é mais barato e menos arriscado que um CDB ou um fundo. É um jeito de manter o dinheiro na corretora, para, quando a bolsa voltar a subir, levar rapidamente os recursos de volta às ações", disse Leandro Martins, da Walpires. (Folhapress)

CNPJ/MF nº 61.274.155/0001-00 – NIRE 35.300.014.723 Ata da Assembléia Geral Extraordinária realizada em 11 de julho de 2011 Data e Local: Em 11 de julho de 2011, às 10:00 horas, em sua sede social, na Avenida Paulista, nº 37 – 19º andar, na Capital do Estado de São Paulo. Presença: Acionistas representando a totalidade do Capital Social, conforme se verificou pelas assinaturas constantes do Livro de Presença de Acionistas, dispensada a publicação de Editais de Convocação, conforme disposto no artigo 124, § 4º, da Lei 6.404/76. Mesa Diretora: Presidente da Mesa: Yasushi Nagai; Secretário da Mesa: Takashi Tamura. Ordem do Dia: 01) Nomeação dos Srs. MASAKI HAYASHI para o cargo de Diretor Presidente, e SHINTA SHIMABUKURO para o cargo de Diretor Gerente; 02) Destituição do Sr. YUTAKA WASHIZU do cargo de Diretor Presidente; e 03) Outros assuntos de interesse da sociedade. Deliberações: Foram aprovados por unanimidade de votos de todos os acionistas, com exceção dos legalmente impedidos: 01) A destituição do Sr. YUTAKA WASHIZU do cargo de Diretor Presidente a partir de 17/04/2011 em virtude do seu retorno ao Japão, em sua substituição a nomeação do Sr. MASAKI HAYASHI, japonês, casado, do comércio, portador da cédula de identidade RNE nº V 745.081-Z, inscrito no CPF/MF nº 234.879.308-38, residente na cidade de São Paulo – SP, a partir de 07/06/2011 para o cargo de Diretor Presidente; e a nomeação do Sr. SHINTA SHIMABUKURO, japonês, solteiro, do comércio, portador da cédula de identidade RNE nº V700.402-G, inscrito no CPF/MF sob nº 855.351.410-20, residente na cidade de São Paulo – SP, a partir de 20/05/2011 para o cargo de Diretor Gerente, e os seus mandatos terminarão junto com os demais diretores, previsto para 30/04/2012, declaram expressamente, sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercer o comércio ou a administração da sociedade mercantil, em virtude de condenação criminal, nos termos do artigo 153 da lei nº 6.404 de 15 de dezembro de 1976. Encerramento: Nada mais havendo a tratar o Sr. Presidente ofereceu a palavra a quem dela quisesse fazer uso e como ninguém se manifestou, declarou suspensos os trabalhos pelo tempo necessário à lavratura desta Ata em livro próprio, a qual foi lida, aprovada e por todos assinada. São Paulo, 11 de julho de 2011. Presidente da Mesa – Yasushi Nagai e Secretário da Mesa – Takashi Tamura. (Aa). ITOCHU CORPORATION – Pp.Yasushi Nagai; e MASAKI HAYASHI. A presente é cópia fiel do original. São Paulo, 11 de julho de 2011. (ass.) Yasushi Nagai – Presidente da Mesa; Takashi Tamura – Secretário da Mesa. JUCESP – Certifico o registro sob o nº 292.598/11-7 em 28/07/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy – Secretária Geral.

A autoridade monetária não vai agir para conter a alta do dólar, mas pode vender para dar liquidez ao mercado. ANTONIO MADEIRA, MCM CONSULTORES ASSOCIADOS

doras têm o argumento de que duas agências (a Moody's e a Fitch) dão classificação máxima aos títulos e, com isso, podem evitar movimentos mais fortes nas carteiras", explicou. Madeira citou ainda reunião do Federal Reserve (o banco

central norte-americano) marcada para hoje, quando a instituição pode dar sinais de intervenção para evitar o aumento de juros de longo prazo. "O Fed pode nem tomar a decisão, mas um sinal já bastaria para acalmar os mercados". (AE)

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 05 de agosto de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Reqte: Niazitex Importação e Exportação de Tecidos Ltda. Reqdo: Decora Comércio de Tapetes e Carpetes Ltda. Rua Guaipa, 1.483 - 1ª V. de Falências. Reqte: Bannucci Comércio, Importação e Exportação de Auto Peças Ltda. EPP. Reqdo: Sustentare Serviços Ambientais S/A. Rua Verbo Divino, 1.661 - 1ª V. de Falências. RECUPERAÇÃO JUDICIAL Reqte.: Silflex Indústria e Comércio de Produtos Ltda. Reqdo.: Silflex Indústria e Comércio de Produtos Ltda. Rua Capital Federal, 354 - conjto. 95 - 1ª V. de Falências.

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FOZ DE PORTO FERREIRA S.A. EM CONSTITUIÇÃO

Ata da Assembleia Geral de Constituição da Sociedade por Ações 1. Data e local: Realizada no dia 01 de julho de 2011, às 10:00 horas, no local onde será a sede social da Companhia, na Avenida Rebouças, 3.970, 31º andar, sala, Pinheiros, São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 05402-920. 2. Quorum: Presentes as fundadoras e subscritoras, representantes da totalidade do capital social inicial da Companhia, a saber: a) Foz do Brasil S.A., sociedade com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Rebouças, nº 3.970, 31º andar, parte, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05402-920, inscrita no CNPJ/MF sob nº 09.437.097/0001-79 e no NIRE sob o nº 3530035877-5, neste ato representada por seus Diretores, Srs. Luiz Fernando de Castro Santos, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da carteira de identidade nº 032710485 IFP/RJ, inscrito no CPF/MF sob o nº 693.125.917-20, e Ticiana Vaz Sampaio Marianetti, brasileira, casada, engenheira civil, portadora da carteira de identidade nº 4.835.223 SSP/BA, inscrita no CPF/MF sob o nº 544.408.075-34, ambos residentes e domiciliados na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço na Avenida Rebouças, 3.970, 31º andar, parte, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05402-920; b) Construtora Norberto Odebrecht Brasil S.A., sociedade com sede no Município do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, na Praia de Botafogo, nº 300, 11º andar, CEP 22250-040, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 10.220.039/0001-78, NIRE 33300287591, neste ato representada por seus Diretores, Srs. Carlos Armando Guedes Paschoal, brasileiro, divorciado, engenheiro civil, portador da carteira de identidade nº 3.139.657-4, inscrito no CPF/MF sob o nº 485.258.128-20, e Adriano Chaves Jucá Rolim, brasileiro, casado, advogado, portador da carteira de identidade nº 11.320 OAB/BA, inscrito no CPF/MF sob o nº 508.511.015-34, ambos com endereço na Avenida Rebouças, nº 3.970, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05402-920. 3. Mesa: Presidida pelo Sr. Luiz Fernando de Castro Santos e secretariada pela Sra. Renata Pereira Lobo e Silva. 4. Ordem do dia: O Sr. Presidente declarou instalada a Assembleia e informou que, como já era do conhecimento de todos, tinha a mesma por finalidade a constituição de uma sociedade por ações, nos termos da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e posteriores alterações, sob a denominação de Foz de Porto Ferreira S.A., na forma do projeto de Estatuto Social que se achava sobre a mesa. Passou-se, então, à leitura e discussão do projeto de Estatuto Social, o qual foi aprovado por unanimidade dos presentes e anexado, em sua íntegra, à Ata desta Assembleia como seu Anexo I. 5. Informou o Sr. Presidente que sobre a mesa encontrava-se igualmente o Boletim de Subscrição das ações representativas do capital social, o qual foi assinado pelas Acionistas fundadoras, que subscreveram o capital social da Companhia no valor total de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais), representado por 2.000.000 (dois milhões) de ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, emitidas pelo valor de R$ 1,00 (um real) cada uma, tendo as Acionistas integralizado neste ato, em moeda corrente nacional, 10% do capital social, ou seja, R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Conforme consta do Boletim de Subscrição, que passa a fazer parte integrante da presente Ata como seu Anexo II, o capital social foi subscrito pelas Acionistas fundadoras da seguinte forma: a) a Acionista fundadora Foz do Brasil S.A. subscreveu, em moeda corrente nacional, 1.980.000 (um milhão, novecentos e oitenta mil) ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, representativas do capital social, no valor total de R$ 1.980.000,00 (um milhão, novecentos e oitenta mil reais), tendo integralizado neste ato 198.000 (cento e noventa e oito mil) ações, no valor total de R$ 198.000,00 (cento e noventa e oito mil reais); b) a Acionista fundadora Construtora Norberto Odebrecht Brasil S.A. subscreveu, em moeda corrente nacional, 20.000 (vinte mil) ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, representativas do capital social, no valor total de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), tendo integralizado neste ato 2.000 (duas mil) ações, no valor total de R$ 2.000,00 (dois mil reais). Para os fins estabelecidos no art. 81 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, o comprovante de depósito bancário do valor integralizado pelas Acionistas fundadoras foi apresentado aos presentes e passa a integrar esta Ata como Anexo III. 6. Atendidos os requisitos preliminares exigidos nos termos do art. 80 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, o Sr. Presidente declarou constituída a Companhia de pleno direito. 7. Passou-se, a seguir, nos termos do Estatuto Social, à eleição dos membros da Diretoria da Companhia, tendo sido eleitos, por unanimidade pelas Acionistas fundadoras, com mandato até a realização da Assembleia Geral Ordinária da Companhia em 2013, os Srs. (A) Diretor – Guilherme Pamplona Paschoal, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da carteira de identidade nº 19673754 SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 462.632.921-72, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. Rebouças, nº 3.970, 31º andar, parte, Pinheiros, São Paulo, SP; (B) Diretor – Paula Alessandra Bonin Costa Violante, brasileira, casada, engenheira química, portadora da carteira de identidade nº 13.655.155-5 SSP/SP, inscrita no CPF/MF sob o nº 123.655.758-11, com endereço comercial na Rua Tiradentes, 943, Limeira, SP; (C) Diretor – Luiz Fernando de Castro Santos, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da carteira de identidade nº 032710485 IFP/RJ, inscrito no CPF/MF sob o nº 693.125.917-20, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. Rebouças, nº 3.970, 31º andar, parte, Pinheiros, São Paulo, SP; (D) Diretor – Renato Amaury de Medeiros, brasileiro, divorciado, engenheiro civil, portador da carteira de identidade nº 051981793 SSP/RJ, inscrito no CPF/MF sob o nº 788.718.407-04, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Avenida Rebouças, 3.970, 31º andar, parte, Pinheiros, São Paulo, SP; (E) Diretor – Ticiana Vaz Sampaio Marianetti, brasileira, casada, portadora da carteira de identidade nº 4.835.223 SSP/BA, inscrita no CPF/MF sob o nº 544.408.075-34, residente e domiciliada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. Rebouças, nº 3.970, 31º andar, parte, Pinheiros, São Paulo, SP; para o cargo de Diretores sem designação específica. 8. A remuneração anual global dos Diretores obedecerá ao disposto no Estatuto Social e será aprovada pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária convocada para este fim. 9. Os membros da Diretoria da Companhia aceitaram os cargos para os quais foram eleitos, afirmando expressamente, sob as penas da lei, que não estão impedidos, por lei especial, de exercer a administração da Companhia, e nem condenados ou sob efeitos de condenação a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade. 10. O Sr. Presidente, por fim, esclareceu que os Diretores ora eleitos ficam incumbidos de ultimar as formalidades remanescentes para registro da constituição da Companhia perante os órgãos competentes. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembleia, da qual se lavrou a presente Ata que, lida e achada conforme, foi por todos assinada. Mesa: Luiz Fernando de Castro Santos, Presidente; Renata Pereira Lobo e Silva, Secretária. Acionistas: Foz do Brasil S.A. e Construtora Norberto Odebrecht Brasil S.A. Certifico e dou fé que esta ata é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. Luiz Fernando de Castro Santos, Presidente; Renata Pereira Lobo e Silva, Secretária; Foz do Brasil S.A. e Construtora Norberto Odebrecht Brasil S.A. Advogada responsável: Renata Pereira Lobo e Silva, OAB/RJ 110.047. Anexo I – ESTATUTO SOCIAL DA FOZ DE PORTO FERREIRA S.A. – I. Denominação e Prazo de Duração – Art. 1º – Foz de Porto Ferreira S.A. é uma companhia que se rege por este Estatuto e pelas disposições legais aplicáveis, com prazo de duração por tempo indeterminado (“Companhia”). II. Sede e Dependências – Art. 2º – A Companhia tem sua sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Rebouças, 3.970, 31º andar, sala, Pinheiros, CEP 05402-920, podendo, onde e quando convier, instalar filiais, sucursais, agências, escritórios, representações e dependências similares em qualquer parte do território nacional ou no exterior, mediante deliberação da Diretoria. III. Objeto Social – Art. 3º – A Companhia tem por objeto a prestação do serviço público de abastecimento de água e esgotamento sanitário no Município de Porto Ferreira, Estado de São Paulo. IV. Capital Social e Ações – Art. 4º – O capital social é de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais), dividido em 2.000.000 (dois milhões) ações ordinárias nominativas, todas sem valor nominal, totalmente subscritas e a serem integralizadas em moeda corrente nacional ou em bens. Art. 5º – Cada ação ordinária dá direito a 1 (um) voto nas Assembleias Gerais. As ações preferenciais que eventualmente venham a ser emitidas pela Companhia não terão direito de voto nas Assembleias Gerais, salvo nos casos previstos em lei, mas gozarão de prioridade no reembolso do capital em caso de liquidação da Companhia. § 1º – As despesas de desdobramento, grupamento ou substituição de certificados de ações, quando solicitado pelo acionista, correrão por sua conta, por

preço não superior ao custo. § 2º – A Companhia poderá, a pedido do acionista, emitir certificados de ações. Os certificados de ações, ou títulos múltiplos que as representem, serão assinados por 2 (dois) Diretores. § 3º – Qualquer alteração no controle societário da Companhia deverá ser submetida à autorização prévia do Poder Concedente. Art. 6º – Os acionistas têm preferência para a subscrição de novas ações, na proporção das ações já anteriormente possuídas. Caso algum acionista desista, por escrito, do seu direito de preferência, ou não se manifeste dentro de 30 (trinta) dias contados da data da Assembleia Geral que aprovar o aumento do capital social, caberá aos demais acionistas, na proporção das ações possuídas, o direito à subscrição dessas ações. V. Administração da Companhia – Art. 7º – A administração da Companhia cabe a uma Diretoria, constituída de, no mínimo, 2 (dois) e, no máximo, 5 (cinco) Diretores, eleitos em Assembleia Geral, com prazo de gestão de 2 (dois) anos, podendo ser reeleitos, com atribuições fixadas de conformidade com as disposições legais e deste Estatuto, ficando dispensados de caução de gestão. § 1º – Todos os membros da Diretoria são investidos em seus cargos mediante a assinatura dos respectivos termos de posse, devendo permanecer no exercício do cargo até a investidura de seus sucessores. § 2º – A Assembleia Geral fixará o montante global da remuneração dos membros da Diretoria, e sua individualização será deliberada em reunião da Diretoria. Art. 8º – Em caso de impedimento ou de ausência de qualquer dos membros da Diretoria, o Diretor ausente deverá indicar seu substituto, conforme o caso, dentre os demais Diretores. Parágrafo único – Ocorrendo a hipótese prevista neste artigo, o substituto terá direito ao seu voto e ao do substituído nas reuniões da Diretoria. Art. 9º – Em caso de vacância na Diretoria, deve ser convocada Assembleia Geral para deliberar sobre a substituição. Art. 10 – Compete aos Diretores a representação da Companhia e a prática dos atos regulares de gestão que lhes são atribuídos por lei e por este Estatuto. Art. 11 – Compete a qualquer dos Diretores da Companhia, dentre outras atividades próprias de sua função: a) coordenar o processo de fixação dos rumos negociais e de elaboração dos programas e atribuições dos demais Diretores, bem como acompanhar a sua execução, inclusive a elaboração dos respectivos relatórios; b) providenciar a elaboração do relatório anual da Administração e das demonstrações financeiras da Companhia; c) promover a execução das deliberações da Assembleia Geral; d) convocar as Assembleias Gerais em nome da Diretoria; e) presidir as Assembleias Gerais e designar um dos presentes para funcionar como secretário; e f) convocar e presidir as reuniões da Diretoria. Art. 12 – Deverão ser deliberadas em reunião da Diretoria as seguintes matérias: a) propostas sobre constituição, alteração do objeto social, transformação, incorporação, fusão, cisão, dissolução ou liquidação de sociedade de que participe a Companhia; b) participação em consórcios, associações com outras sociedades e acordos de acionistas; c) concessão de avais, fianças ou outras garantias; d) alienação de participações societárias e de bens imóveis da Companhia; e) antecipação do pagamento de dividendos; f) instalação, transferência ou encerramento de filiais, sucursais, agências, escritórios, representações e dependências similares, no território nacional ou no exterior; g) negociação com ações de emissão da Companhia para efeito de cancelamento ou permanência em tesouraria e respectiva alienação; h) designação de auditores independentes; e i) emissão de valores mobiliários, inclusive para distribuição pública. § 1º – As reuniões da Diretoria serão convocadas, salvo quando de caráter urgente, com 5 (cinco) dias de antecedência, no mínimo, realizando-se, normalmente, na sede da Companhia e, excepcionalmente, em qualquer outro local previamente estabelecido. § 2º – As reuniões da Diretoria realizar-se-ão com a presença da maioria de seus membros, sendo as deliberações tomadas por maioria de votos dos Diretores presentes, considerando-se como presente aquele que estiver, na ocasião, representado por outro Diretor. Art. 13 – A representação da Companhia, em juízo ou fora dele, seja ativa ou passivamente, perante terceiros e repartições públicas federais, estaduais ou municipais, bem como a prática de todos os atos necessários ou convenientes à administração dos negócios sociais, inclusive a celebração e rescisão de contratos, concessão de avais, fianças ou outras garantias, respeitados os limites previstos em lei e no presente Estatuto Social, competirão sempre: (a) a 2 (dois) Diretores em conjunto; ou (b) a 1 (um) Diretor em conjunto com 1 (um) procurador; ou ainda (c) a 1 (um) procurador com poderes especiais e específicos, devidamente outorgados na forma do parágrafo 2º deste artigo 16, abaixo. § 1º – Entende-se por atos necessários ou convenientes à administração dos negócios sociais aqueles necessários para implementar o objeto social da Companhia, bem como os atos ordinários de gestão, sendo certo que todo e qualquer ato que não se encaixe nesses conceitos, como também qualquer ato cuja caracterização suscite dúvidas, deverá ser objeto de deliberação por parte da Assembleia Geral. § 2º – As procurações outorgadas em nome da Companhia o serão sempre por dois Diretores em conjunto, devendo prever poderes específicos, a impossibilidade de substabelecer e ser outorgadas por um período máximo de validade de 1 (um) ano, com exceção das procurações para representação em processos judiciais ou administrativos, as quais poderão ser por prazo indeterminado e permitirão o substabelecimento. § 3º – Na ausência de determinação de período de validade nas procurações outorgadas pela Companhia, presumir-se-á que as mesmas foram outorgadas pelo prazo de 1 (um) ano. § 4º – Sendo convocada Assembleia Geral mencionada no parágrafo 1º acima, até que esta se realize, a Diretoria não poderá deliberar e/ou praticar o ato, ou similar, que será objeto de deliberação da referida Assembleia. § 5º – Não obstante o previsto nos demais dispositivos deste Estatuto Social, competirá à Diretoria decidir sobre qualquer despesa cujo montante envolvido já esteja previsto no Plano de Negócios da Companhia. VI. Assembleias Gerais – Art. 14 – A Assembleia Geral reunir-se-á ordinariamente uma vez por ano, dentro dos quatro meses após o término de cada exercício social, competindo-lhe tomar as deliberações previstas em lei. Art. 15 – A Assembleia Geral reunir-se-á extraordinariamente sempre que os interesses sociais, este Estatuto ou a legislação em vigor exigir o pronunciamento dos acionistas. Art. 16 – A Assembleia Geral, ordinária ou extraordinária, será instalada e presidida por qualquer Diretor, que designará um dos presentes para funcionar como secretário. Art. 17 – Somente poderão tomar parte na Assembleia Geral os acionistas titulares de ações que estiverem registradas em seu nome, no livro próprio, até 48 (quarenta e oito) horas antes da data marcada para a realização da Assembleia. VII. Conselho Fiscal – Art. 18 – O Conselho Fiscal somente funcionará nos exercícios sociais em que for instalado, a pedido de acionistas que preencham os requisitos exigidos por lei. Art. 19 – O Conselho Fiscal, quando em funcionamento, será constituído no mínimo por 3 (três) e no máximo por 5 (cinco) membros efetivos e igual número de suplentes, acionistas ou não, eleitos pela Assembleia Geral, podendo ser reeleitos, com as atribuições previstas em lei. Parágrafo único – A remuneração dos membros do Conselho Fiscal será fixada pela Assembleia Geral que os eleger. VIII. Exercício Social – Art. 20 – O exercício social termina em 31 de dezembro de cada ano, quando será levantado o balanço patrimonial e demais demonstrações financeiras. § 1º – Do resultado do exercício, após as deduções de prejuízos acumulados e da provisão para o Imposto de Renda, serão deduzidas as participações dos administradores da Companhia, se e quando deliberado pela Assembleia Geral, nos limites e formas previstos em lei. § 2º – Apurado o lucro líquido do exercício, dele deduzir-se-ão inicialmente 5% (cinco por cento) para constituição da reserva legal, até esta alcançar 20% (vinte por cento) do capital social ou até que a soma desta e de outras reservas do capital exceda a 30% (trinta por cento) do mesmo capital. § 3º – Do lucro líquido ajustado, nos termos do art. 202, inciso I, alínea “a”, da Lei nº 6.404/76, destinarse-ão: a) 25% (vinte e cinco por cento), no mínimo, ao pagamento de dividendo anual obrigatório; e b) até 75% (setenta e cinco por cento) para a reserva de realização de investimentos. § 4º – O saldo que houver, após o cumprimento do disposto nos parágrafos anteriores deste artigo, terá a aplicação que decidir a Assembleia Geral. § 5º – A Companhia poderá levantar balanços intermediários, a qualquer tempo, para atender exigências legais ou conveniências sociais, inclusive para distribuição de dividendos. IX. Liquidação – Art. 21 – A Companhia entrará em liquidação nos casos previstos em lei, competindo à Assembleia Geral estabelecer o modo de liquidação, eleger o liquidante e o Conselho Fiscal para tal finalidade. São Paulo, 01 de julho de 2011. Luiz Fernando de Castro Santos, Presidente; Renata Pereira Lobo e Silva, Secretária. Secretaria da Fazenda. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certidão. Certifico que este documento foi registrado sob número e data estampados mecanicamente. Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral. JUCESP reg. sob nº 35300396201. Jul. 13 2011.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

sábado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de agosto de 2011

A lei não deixa espaço para restituições de compras no estabelecimento. Jorge Tadeu Mudalen, deputado federal (DEM-SP)

conomia

De acordo com as estatísticas do órgão, um percentual entre 70% e 80% dos casos que chegam são resolvidos logo no primeiro contato com o consumidor.

Sua empresa manda o cliente ao Procon?

Prejuízo atinge a imagem da marca

A

Colin Brough/SXC

E

mbora os números do Cadastro de Reclamações Fundamentadas de 2010, divulgados recentemente pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), ligado ao Ministério da Justiça, podem não refletir os reais problemas da atualidade do consumidor brasileiro – o que era problema há um ano pode não ser mais hoje –, é fato que as empresas continuam estimulando alguns de seus clientes a buscarem soluções de seus questionamentos nos Procons, na imprensa, nos sites de reclamações etc. O que chama a atenção, especificamente no caso do Procon-SP, é que entre 70% e 80% das demandas são resolvidas já no primeiro contato do órgão com a empresa, conforme informou o diretor Paulo Arthur Góes. E é ele mesmo quem questiona: por que o consumidor precisa recorrer à instituição se já há uma predisposição da empresa em sanar a pendência assim que ela chega ao órgão público de defesa do consumidor? D e m a n d a – A re s p o s t a também vem do diretor do Procon-SP. Segundo ele, vivemos um período de grande demanda de bens, produtos e serviços. Isso faz com q u e a s e m p r e s a s m a n t enham a visão de investir mais na venda, deixando de lado o pós-venda. Se perder um cliente em razão de um atendimento negativo, há

Divulgação

s empresas mandam pel, ou seja, que têm o dever de parte de seus clientes atender bem seu cliente seja com problemas para na hora da venda, seja em sios Procons por pura falta de vi- tuações de conflitos. Algumas empresas, disse, ao são de imagem, causando desgaste e custos ao cliente, em- terem seu nome divulgado pepurrando para o governo o los cadastros de reclamações, ônus da solução das questões usam do argumento da proconsumeristas e comprome- porcionalidade – ressaltando tendo a própria imagem. A que tem Y clientes e só menos avaliação partiu de Alexandre X foram buscar ajuda no ProDiogo, que preside o Instituto con. "Essa justificativa é absurda e, em um fuIbero-Brasileiro Divulgação turo muito próde Relacionaximo, esses memento com o nos X poderão Cliente (IBRC). provocar um "Nossas comprejuízo enorpanhias não me na imagem trabalham o da empresa se marketing de decidirem ir pare laci onam enra as mídias soto, e sim de prociais em vez dos d u t o . T r a b aProcons", avilham sua prosou Diogo. dutividade nos Para o presiSACs de segundente do IBRC, da instância Diogo: empresas as empresas sem se preocunão trabalham com trabalham par com a qualirelacionamento. muito o SCC (sidade do atendigla de "se colar, mento e a resolutividade das demandas. colou") e não conseguem enDiante dessas constatações, xergar que não vivemos mais sobra para o consumidor ir pa- a época do boca a boca, mas a ra o Procon, ato que, por fim, do clique a clique. "O consumidor brasileiro esapavora a empresa, razão pela qual ela procura resolver no tá caminhando a passos larórgão público a reclamação o guíssimos na busca de outras mais rápido possível, tendo esferas de solução de suas demandas, que são muito mais ou não razão o consumidor." Conforme Diogo, ao mandar danosas para a marca da emseu consumidor para o Procon, presa do que os cadastros dos a empresa assume que não tra- Procons e possivelmente trata a causa que está provocan- rão forte impacto nos lucros do as reclamações, mas sim ca- das companhias. Já temos da caso individualmente. Fa- exemplo de empresa que teve zem dos Procons o intermediá- de tirar uma linha inteira de rio entre ela e seu cliente e são produção em razão de postararas as que assumem seu pa- gens nas mídias sociais."

Para a empresa, resolver o questionamento do cliente é dizer que há uma parceria. PAULO ARTHUR GÓES, DIRETOR DO PROCON-SP

Fique por dentro

O QUE DIZ O CDC Artigo 4 A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios (redação dada pela lei 9.008/1995): I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; II - ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta; b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas; c) pela presença do Estado no mercado de consumo; d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, segurança, durabilidade e desempenho. III - harmonização dos interesses dos participantes das

relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (artigo 170 da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores; IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo; V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo; VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores;

VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos; VIII - estudo constante das modificações do mercado de consumo. Artigo 5 Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder público com os seguintes instrumentos, entre outros: I - manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor carente; II - instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, no âmbito do Ministério Público; III - criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de infrações penais de consumo; IV - criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução de litígios de consumo; V - concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do Consumidor. Artigo 6 São direitos básicos do consumidor: VI - a efetiva prevenção e reparação

muitos outros consumidores ávidos por consumir. "Nos mercados em que há uma relação de equilíbrio e n t re o f e r t a e p ro c u r a , o atendimento pós-venda passa a ser um diferencial muito grande. Resolver o questionamento do cliente sem que ele necessite de interferências externas é dizer que há uma relação de parceria", assinalou Paulo Góes. Estimular o consumidor a buscar a solução de sua demanda em outros locais que não sejam a própria empresa é um risco para a imagem de uma companhia. No Procon, por exemplo, além de ter o nome incluído nas listas de empresas mais reclamadas, a reclamação também será anotada no Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Sindec), cujos números de 2010 foram divulgados na semana passada. Mas as consequências não param por aí. A empresa poderá, dependendo do tipo de infração denunciada pelo consumidor, sofrer um processo de fiscalização, receber multas, perder o cliente. Além de corroborar na conclusão para o cidadão de que a empresa é ineficiente. "O consumidor é a peçachave na relação de consumo e ele é capaz de fazer a seleção natural do mercado se tiver garantido a informação, a educação e a liberdade de escolha", acrescentou o diretor do Procon-SP.

de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados; VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências; Artigo 44 Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor. § 1° - É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer interessado.

Consumidor poderá desistir de compra

O

direito de arrependimento na compra por impulso é o que estabelece o projeto de lei 625/2011, apresentado pelo deputado federal Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) e está sendo analisado pela Câmara dos Deputados. Conforme a proposta, o consumidor terá direito de desistir de uma compra e reaver seu dinheiro no prazo de 48 horas, ainda que ela tenha sido feita pessoalmente no estabelecimento comercial. Para tanto, ele terá de devolver o item adquirido nas mesmas condições em que o recebeu, caso contrário, a loja não precisará aceitar a devolução. A proposta tem o apoio

de 76% dos internautas que votaram na enquete da página virtual da Câmara e altera o Código de Defesa do Consumidor (lei 8.078/1990), que permite o arrependimento de até 7 dias para compras realizadas na internet, por telefone ou na porta de casa. Conforme o deputado autor do projeto de lei, a medida garante o arrependimento imotivado, aquele que ocorre quando o consumidor compra por impulso e se arrepende por entender que aquele produto não tem utilidade. "A legislação hoje não deixa espaço para restituições no caso de compras feitas dentro do estabelecimento co-

mercial", afirmou Mudalen. Segundo o deputado, a prática mais comum no comércio, nesses casos, é trocar por outro produto do mesmo valor ou oferecer um crédito ao consumidor para ser utilizado na loja. Trâmite – A proposta foi apensada ao projeto de lei 5.995/2009, que estende o direito de arrependimento pelo prazo de sete dias (hoje válido para compras à distância) ao consumidor que adquire produtos ou serviços pessoalmente. Os projetos serão analisados em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição, Cidadania e Justiça.

Angela Crespo é jornalista especializada em consumo. E-mail: doislados@dcomercio.com.br

Indenização por dano em celular U m consumidor de São Paulo terá direito de reaver a quantia de R$ 799 (acrescido de correção monetária) pago por um aparelho celular que apresentou defeito após seis meses de uso. A decisão é do Tribunal de Justiça de São Paulo, que não concedeu indenização por danos morais, conforme reivindicava o dono do celular, por

entender o relator do recurso, desembargador Renato Sartorelli, que a situação não trouxe sofrimento nem humilhação. Após constatar o defeito, o consumidor procurou uma assistência técnica da LG, que não solucionou a questão porque o fabricante alegou

que houve oxidação da placa por exposição à umidade excessiva, caracterizando mau uso. Mas, conforme o Código de Defesa do Consumidor, é dever do fabricante comprovar que o defeito era de culpa exclusiva do c o n s u m i d o r, o que não foi feito.


sábado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de agosto de 2011

e

DIÁRIO DO COMÉRCIO PALMEIRAS Após empate, time estreia na Copa Sul-Americana. Pág. 22

sporte

Com o empate por 1 a 1 diante do Atlético, no Paraná, Corinthians cede a primeira colocação do Brasileiro para o Flamengo. Agora, joga para recuperá-la na Vila Belmiro, em partida adiada contra o Santos, que fez 1 a 0 no Ceará, no Pacaembu, e saiu da zona de rebaixamento

21 SELEÇÃO Brasil inicia “era de amistosos” contra a forte Alemanha. Pág. 23

Heuler Andrey/AE

Na Arena da Baixada, em Curitiba, Willian desespera-se com um gol perdido. Corinthians ficou no 1 a 1 com o Atlético-PR e cedeu o primeiro lugar ao Flamengo

O LÍDER SAI NA QUARTA U

ma rápida olhada na classificação do Campeonato Brasileiro após a rodada do fim de semana mostrará que após o empate de domingo por 1 a 1 diante do AtléticoPR, em Curitiba, o Corinthians cedeu a liderança do Campeonato Brasileiro ao Flamengo. O rubro-negro, por sua vez, derrotou o Coritiba no sábado por 1 a 0, com um gol marcado já aos 44 minutos do segundo tempo. Essa realidade, no entanto, pode mudar em questão de horas. No meio da semana não haverá rodada do Brasileiro. Mas na quarta-feira Santos e Corinthians estarão em campo na Vila Belmiro, cumprindo partida adiada da quinta rodada. Em caso de vitória — ou mesmo de empate —, nesse jogo, o Corinthians voltará à liderança. Domingo, em Curitiba, o jogo marcou a estreia do goleiro corintiano Danilo Fernandes, de 23 anos, depois de o técnico Tite barrar Renan por conta de falhas cometidas nos jogos contra Cruzeiro, Avaí e América-MG. E dessa vez o goleiro não influiu no resultado, pois ambos os gols do empate por 1 a 1 foram marcados em cobranças de pênaltis: Cléber Santana, para o Atlético-PR, aos 35 minutos do primeiro tempo, e Alex, para o Corinthians, aos 2 do segundo. “Criamos possibilidades para vencer, porém não temos do que reclamar. Foi um ponto ganho aqui, então vamos comemorá-lo”, acredita Alex. O lateral Fábio Santos endossa essas palavras: “Temos um ponto menos que o Flamengo, vamos tentar ultrapassá-lo no jogo com o Santos”. Diante do Corinthians, o Santos cumprirá a primeira das três partidas a menos que disputou neste Brasileiro (as outras serão cumpridas contra o Fluminense, no dia 24, e o Grêmio, em 5 de outubro). Também no domingo, no Pacaembu, mesmo sem Neymar (suspenso), conseguiu vencer após três derrotas seguidas: 1 a 0 no Ceará, gol de Borges. Com o resultado, saiu da zona de rebaixamento. Por ter partidas a menos que os adversários, essa situação pode ser ilusória, desde que faça sua parte em campo. Como o Corinthians.

Ayrton Vignola/AE

No Pacaembu, Borges comemora seu gol, o único na vitória por 1 a 0 sobre o Ceará que, após três derrotas seguidas, tirou o Santos da zona de rebaixamento

Cícero vira o jogo para o São Paulo Rubens Chiri/AE

Tricolor perdia para o Avaí quando o meia marcou dois gols

O

São Paulo pode colocar na conta de Cícero a vitória por 2 a 1 sobre o Avaí, de virada, conquistada no domingo, no estádio da Ressacada, em Florianópolis. Afinal, até os 20 minutos do segundo tempo, o Tricolor perdia por 1 a 0, gol de William, marcado cinco minutos antes. Cícero empatou e quatro minutos depois fez o gol da vitória que colocou o São Paulo a dois pontos do Flamengo e a um do Corinthians. “Fiquei 50 dias parado. Foi a minha primeira partida como titular desde que cheguei”, lembrou o

jogador, que substituiu Rivaldo, poupado para o jogo de quarta, contra o Ceará, pela Copa SulAmericana. “Nosso time é muito qualificado. Dá para jogar ao lado de todo mundo. Se der um jeitinho dá para jogar com todo mundo”, completou o meia, que disse ter merecido uma “nota 8” após a atuação. O primeiro gol foi de cabeça. No outro, com extrema frieza, Cícero deu um leve toque de cobertura sobre o goleiro Felipe. “Gol brilhante foi o segundo. Foi a frieza do Cícero”, opinou o goleiro e capitão são-paulino Rogério

Ceni na saída do gramado. “O primeiro é o talento do cabeceio. Ele cabeceia muito bem. Aí no segundo é a calma para fazer o gol.” Como na quarta-feira Lucas estará servindo a Seleção no amistoso contra a Alemanha, Cícero deverá ter vaga no time mais uma vez, no jogo contra o Ceará, em Fortaleza. Pelo Campeonato Brasileiro, o próximo jogo do São Paulo será contra o Atlético-PR, sábado, no Morumbi. Como Vasco e Palmeiras não venceram, a equipe tem pelo menos o terceiro lugar garantido até o final da 16ª rodada.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de agosto de 2011

O Palmeiras precisa mais de um título brasileiro que de uma Sul-Americana.” Marcos

sporte

Piervi Fonseca/AE

MARCOS PREFERE O BRASILEIRO N

Empate ( 0 a 0) em casa com o Grêmio preocupou o goleiro, que não concorda em priorizar a Sul-Americana

o ano passado, depois da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari, o Palmeiras concentrou todas suas forças na tentativa de conquistar a Copa Sul-Americana para garantir vaga na Libertadores. Este ano, o plano é novamente tentar usar a competição internacional como atalho para o torneio mais cobiçado das Américas. Mas se depender do maior ídolo do clube a história não será bem essa. Após o empate de sábado por 0 a 0 com o Grêmio, no Canindé, o goleiro Marcos defendeu que a equipe não deixe o Brasileiro de lado para se concentrar na SulAmericana, torneio em que o time estreia na quinta, contra o Vasco, no Rio de Janeiro. Na quarta, também estreiam enfrentando-se os seguintes times brasileiros: Atlético-MG x Botafogo, Ceará x São Paulo e Flamengo x Atlético-PR. “Ano passado a gente se dedicou à Sul-Americana e deixou o Brasileiro de lado. Mas

SÉRIE B

Fábio Rubinato/AE

P

o clube tem mais chances de ser campeão este ano, sobretudo por ser um torneio em mata-mata, especialidade de Scolari. O dilema de escolher dar mais atenção à Sul-Americana ou ao Brasileirão já deve ocorrer logo na primeira rodada do torneio internacional. E envolverá Marcos. Como o Palmeiras terá dois jogos contra o Vasco com datas próximas (quinta pela Sul-Americana e domingo pelo Brasileiro, ambos em São Januário), o goleiro acredita que só terá condições físicas de atuar em uma e que o treinador terá de definir em qual delas ele jogará. “Acho que não dá para jogar quinta e domingo. É muito perto um jogo do outro, não sei se dá tempo de me recuperar.” Felipão gostou da indicação de Presidente Prudente para receber o clássico contra o Corinthians, no dia 28, se bem que ele ainda preferia o Morumbi. Só em um lugar não queria de jeito nenhum mandar o jogo contra o arquirrival: “No Pacaembu, não.”

PELO BRASIL

Ponte segue na cola da Lusa ouca coisa mudou na classificação da Série B após o encerramento da 15ª rodada. A Portuguesa (que na terça-feira fez 2 a 0 no Criciúma, jogando no Canindé) segue isolada na liderança. A três pontos está a Ponte Preta, graças à vitória de sábado, fora de casa, por 2 a 0, sobre o Americana. Os gols da vitória ponte-pretana foram marcados um em cada tempo, por Ricardinho, no último minuto do primeiro, e Leandro Silva, de pênalti, no início do segundo. Em terceiro lugar, com uma partida disputada a menos (o clássico com o Sport, remarcado para amanhã), aparece o Náutico, que na sexta-feira, jogando no Recife, fez 1 a 0 no ASA. Completa o G-4 o Paraná Clube, apesar da derrota em casa por 3 a 1 para o Grêmio Barueri, também na sexta-feira. Ocupam a zona de rebaixamento para a Série C: Icasa (empatou com o ABC, em Natal, por 1 a 1, no sábado), São

acho que temos de pensar mais no Brasileiro. O Palmeiras precisa mais de um título de campeão brasileiro do que de uma Sul-Americana”, argumenta Marcos. Ele se baseia na boa campanha que o time tem feito até agora na competição nacional, embora tenha empatado as últimas duas partidas. O Palmeiras é o quinto colocado, com 27 pontos, e levou apenas 10 gols em 15 rodadas. Outro bom motivo para Marcos defender a prioridade no nacional é a seca de títulos na competição. No Brasileirão já se foram 17 anos desde a última conquista, em 1994. Entre os clubes que já foram campeões e estão na Série A nesta temporada, apenas Internacional, Bahia, Coritiba e Atlético-MG estão há mais tempo sem levantar o troféu. O plano da diretoria e também de Felipão, porém, é mesmo tentar ser campeão na SulAmericana. O treinador e os dirigentes avaliam que é na competição internacional que

Pela Série C, o Santo André

Pela Série D, o Santa Cruz

foi a Joinville e acabou sendo

pernambucano, que vem

derrotado por 2 a 0. O

sendo o campeão de público

resultado mantém a equipe

das quatro divisões do País

do ABC paulista apenas na

neste ano, folgou nesta

quarta e penúltima posição

rodada. E acabou perdendo a

do Grupo D, uma vez que o

liderança do Grupo 3 para o

Caxias, último colocado,

Santa Cruz do Rio Grande do

também perdeu: 2 a 0 para o

Norte, que jogando em casa

Brasil, em Pelotas.

fez 2 a 1 no Alecrim.

A outra equipe paulista que No Grupo 7 estão as duas Vitória por 2 a 0 em Americana manteve a equipe na vice-liderança

Caetano (perdeu para o Guarani, em Campinas, por 1 a 0, na terça-feira), Salgueiro (derrotado por 2 a 0 pelo Vitória, em casa, no sábado) e Duque de Caxias (o último colocado, que também perdeu, 3 a 0 para o Bragantino, fora, na terça-feira). Completando a rodada, no sábado, Goiás e Vila Nova empataram o clássico goiano (1 a 1) no Estádio Serra Dourada.

Amanhã, além de Sport x Náutico (jogo adiado da 14ª rodada), enfrentam-se São Caetano x Goiás e Vila Nova x Duque de Caxias. Na sexta-feira, jogam ASA x Boa, Icasa x Guarani e Vitória x Americana. No sábado, completam a rodada: Ponte Preta x Criciúma, Bragantino x Salgueiro, Sport x Portuguesa, Grêmio Barueri x Náutico e Paraná x ABC.

disputa a terceira divisão

equipes paulistas que

nacional, o Marília, folgou

disputam a quarta divisão.

nesta rodada pelo Grupo C,

Elas se enfrentaram no

em que o líder Brasiliense fez

sábado, em Itápolis, com

2 a 0 no Ipatinga, jogando

vitória do visitante Mirassol

em Minas, e Madureira e

sobre o Oeste por 1 a 0.

Macaé empataram (1 a 1).

O líder é o Cene-MS, com

Ainda assim, o Ipatinga é o

7 pontos, seguido pelo

segundo colocado.

próprio Mirassol, com 6.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de agosto de 2011

e

23 Acho que o City aprendeu uma lição de como o futebol deve ser jogado.” Rooney, do Manchester United

sporte

TESTE DOS GRANDES C

omeça nesta quartafeira a segunda fase da Seleção Brasileira sob o comando de Mano Menezes. A equipe enfrenta a Alemanha, em Stutgart, e inicia um período de quase dois anos em que fará apenas amistosos, uma vez que, fora das Eliminatórias, como país-sede da Copa do Mundo de 2014, a equipe só terá de novo um compromisso oficial em junho de 2013, a Copa das Confederações. Por conta disso, Mano já avisou que não quer saber de moleza e pediu à CBF que dê preferência a seleções de alto nível na hora de marcar amistosos. Seu pedido foi atendido: até o fim do ano, a seleção só tem pedreira pela frente. Em 14 e 28 de setembro, serão dois jogos

Michaela Rehle/AFP

contra a Argentina, na ressurreição da Copa Roca, em que as duas equipes devem ter apenas jogadores que atuam na América do Sul. Em 11 de outubro, está marcado um amistoso contra o México, em Toprreón. E, em datas ainda indefinidas, a seleção ainda deve encarar a Itália, uma de suas mais tradicionais rivais, e a Espanha, atual campeã mundial. Vale lembrar que, com Mano, a Seleção até agora só decepcionou contra rivais de alto nível: empatou com a Holanda e perdeu para a Argentina e a França em amistosos. Contra a Alemanha, às 15h45 (de Brasília) de quartafeira, o Brasil terá três estreantes para acabar com esse princípio de tabu: o zagueiro Dedé, do Vasco, e os volantes Ralf, do

Corinthians, e Luis Gustavo, do Bayern de Munique, este mais conhecido dos adversários do que da torcida brasileira. Revelado pelo CorinthiansAL, assim como os “portugueses” Deco e Pepe, ele quase obteve a cidadania alemã, mas recebeu um recado de que interessava a Mano e decidiu esperar até receber sua chance. Dos jogadores que já vinham sendo convocados, estão ausentes o volante Lucas Leiva, suspenso por ter sido expulso contra o Paraguai, no jogo de eliminação da Copa América, e o zagueiro David Luiz, machucado. “Acho que estamos no caminho certo. Ainda estamos na etapa de encontrar jogadores com capacidade de suportar esta transição”, explicou Mano.

Luis Gustavo, do Bayern, pode ser a novidade do Brasil contra a Alemanha: mais conhecido pelos rivais

PELO MUNDO BRASIL Ian Kington/AFP

Manchester United ganha Supercopa

O

Manchester United conquistou neste domingo o título da Supercopa da Inglaterra, tradicional jogo de abertura da temporada, ao vencer o rival Manchester City por 3 a 2. O português Nani brilhou e marcou os dois últimos gols do United, o decisivo aos 47 minutos do segundo tempo. Na semana que vem, a bola começa a rolar no Inglês: o Manchester United estreia no domingo, contra o West Bronwich, e o City joga na segunda-feira, contra o Swansea, que estreia na elite.

Milan bate a Inter de virada na China

O

principal clássico italiano foi atração na China no sábado: o Milan, campeão nacional, bateu a Inter, vencedora da Copa da Itália, por 2 a 1, de virada, e ficou com o título da Supercopa italiana. A Inter abriu o placar no primeiro tempo, com Sneijder, em cobrança de falta, mas o Milan virou o jogo na etapa final, com Ibrahimovic, em jogada iniciada por Robinho, e Boateng. “Por ser a primeira partida oficial da temporada, jogamos muito bem”, disse o técnico Massimiliano Allegri.

Leonardo perde em estreia no PSG

E

m seu primeiro jogo oficial sob o comando do técnico brasileiro Leonardo, o Paris Saint-Germain foi derrotado por 1 a 0 pelo Lorient, em casa, na rodada de abertura do Campeonato Francês. O Lille, atual campeão, só empatou por 1 a 1 com o Nancy, e o Olympique de Marselha ficou no 2 a 2 com o Sochaux. O melhor time da primeira rodada foi o Rennes, que goleou o Dijon por 5 a 1, fora de casa. O brasileiro Jussiê marcou pelo Bordeuax, mas o time levou 2 a 1 do Saint-Étienne, em casa.

rincipal favorito ao título alemão, depois de se reforçar com o goleiro Neuer, ex-Schalke, o Bayern de Munique tropeçou na rodada de estreia e perdeu por 1 a 0 para o Borussia Moenchengladbach, em casa, gol do brasileiro Igor de Camargo, que joga pela seleção da Bélgica. O Borussia Dortmund, atual campeão, fez 3 a 1 no Hamburgo, e o Stuttgart bateu o Schalke por 3 a 0, com um gol de Cacau, que defenderá a Alemanha no amistoso desta quarta-feira contra o Brasil.

Thiago Camilo é o novo milionário

Maurren de olho no México

M

P

PELO BRASIL STOCK CAR

PELO AT LETBRASIL ISMO

uitos atletas veem os Jogos Pan-Americanos como uma competição de segunda classe, mas esse certamente não é o caso de Maurren Maggi. A campeã olímpica do salto em distância não esconde que sua prioridade para 2011 é conquistar o tricampeonato da competição, em outubro, no Pan de Guadalajara, no México - ela venceu em Winnipeg-1999 e no rio2007. O Mundial de Atletismo, que será disputado neste mês, em Daegu, na Coreia do Sul, será apenas um estágio a mais em sua preparação. Neste domingo, Maurren acrescentou a seu currículo mais um título do Troféu Brasil a sua coleção, vencendo a prova no Ibirapuera, em São Paulo, com a marca de 6,74 m. Embora tenha ficado longe de seu melhor salto no ano, de 6,89 m, a saltadora mostrou otimismo com suas chances no ano. “Meu objetivo é saltar mais de 7 m no Pan do México e ganhar o tricampeonato da competição. No Mundial, vou fazer o melhor possível. De repente consigo também uma marca de 7 m”, projetou. Em Pequim-2008, Maurren precisou de 7,04 m para ser campeã olímpica. Em São Paulo, a marca importou menos do que sua simples presença no Ibirapuera, para os fãs e até para as demais atletas. ”É muito bom servir de referência do

Bayern começa mal no Alemão

Filipe Araújo/AE

T

O Pan de Guadalajara é a prioridade para a campeã olímpica, que vai usar o Mundial como preparação

meu esporte para o público. Gosto de receber o carinho da torcida e de retribuir com boas atuações”, agradeceu. O Troféu Brasil acabou neste domingo e ficou marcado pela quebra de três recordes sulamericanos que já tinham criado raízes no livro de marcas. No revezamento 4x400 m feminino, o time da BM&F/Bovespa marcou 3min26s68, superando em 0s14 marca de 2005, da equipe brasileira no Mundial de Helsinque. Na sexta, Ana Cláudia Silva fez 22s48 nos 200 m rasos e bateu a

marca de 22s60 que pertencia a Lucimar Moura desde 1999. Nos 10.000 m, a desconhecida Simone Alves da Silva anotou 31s16s56 e baixou em mais de meio minuto o recorde que Carmem de Oliveira havia marcado em 1993. A principal surpresa aconteceu no salto triplo, uma das provas mais importantes para o atletismo brasileiro por recordar os astros Adhemar Ferreira da Silva, Nelson Prudêncio e João do Pulo. Sem o contundido Jadel Gregório, que não participou e ficou de fora

do Mundial, brilharam Jefferson Sabino, vencedor da prova com 17,07 m, e Hilton da Silva, vice, com 16,93 m. Os dois garantiram vaga no Mundial de Daegu, que começa no dia 27. “Vinha treinando bem, mas sem conseguir acertar os saltos. Agora é seguir treinando para conseguir um melhor resultado no Mundial, que será forte, com a presença de vários finalistas olímpicos. Vou trabalhar também para controlar minha ansiedade, porque isso às vezes me atrapalha um pouco”, contou Sabino.

hiago Camilo ganhou um “problema” neste domingo, em Interlagos. O piloto venceu a Corrida do Milhão, que valeu também como a sétima etapa da temporada da Stock Car, e ele precisa decidir qual será o destino do prêmio de R$ 1 milhão. “Confesso que ainda não sei o que fazer com o dinheiro.” Até agora, o piloto estava mais preocupado em conquistar seu primeiro título na categoria. E a prova paulistana lhe foi útil também por isso: com a vitória, foi a 122 pontos e assegurou, com uma prova de antecipação, a condição de primeiro colocado para o playoff, as quatro últimas corridas que definirão o campeão. Para vencer, Camilo precisou de inteligência para superar o pole position, Marcos Gomes, que liderava a prova mas,

mesmo com problemas mecânicos, conseguiu segurar os rivais e manter a liderança por quase 10 voltas. Primeiro a passar, o piloto abriu boa vantagem e venceu mesmo com problemas na direção. “O Marquinhos segurou todo mundo e eu consegui abrir.” Daniel Serra ficou em segundo e Max Wilson foi o terceiro, numa incrível corrida de recuperação em que largou na 30ª posição. “O carro estava muito bom e a quantidade de carros que ultrapassei deixou a corrida mais divertida”, disse. Convidado especial, o canadense Jacques Villeneuve, campeão da Fórmula 1 em 1997, foi apenas o 18º colocado. “Eu me diverti muito durante a corrida, que foi bem disputada. Quem sabe eu não faça mais corridas? Foi muito legal a experiência”, elogiou.

Marcio Fernandes/AE

PELO BRASIL GRAND PRIX FIVB

Início animador para o Brasil

F A reserva Fernanda Garay entrou contra a Coreia e fez nove pontos

oram três jogos, três vitórias e apenas um set perdido. Um começo bastante animador para o Brasil no Grand Prix, na opinião do técnico José Roberto Guimarães. Neste domingo, nos 3 a 0 contra a Coreia, ele pôde até testar a ponteira reserva Fernanda Garay, que jogou o terceiro set e fez nove pontos. “Conseguimos impor o nosso jogo e fiquei feliz por ajudar

o time. Aos poucos vou ganhando espaço e o grupo passa a ter mais confiança no meu jogo”, disse a atacante. “O time jogou melhor, bloqueamos e defendemos bem”, afirmou. No próximo fim de semana, o Brasil joga no Cazaquistão, contra a seleção da casa, a Tailândia e a forte Itália. As duas seleções e a Rússia lideram o torneio, depois de saírem invictas da primeira semana.

Piloto acertou na estratégia e faturou R$ 1 milhão em Interlagos


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24 -.ESPORTE

sábado, domingo e segunda-feira, 6, 7 e 8 de agosto de 2011

FIM DE JOGO

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Empresário do técnico Cuca diz que ele pode ir para o Atlético Mineiro

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Wallyson fratura perna e deve desfalcar o Cruzeiro até o fim do ano

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Ricardo e Pedro Cunha vencem a etapa da Áustria no vôlei de praia

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Vídeo em destaque - Real Madrid vs. 109 chineses - www.dcomercio.com.br www.dcomercio.com.br/esporte/

FUTEBOL CAMPEÃO DO MUNDO BRASIL 6 x2 ARGENTINA Bia Alves/Folhapress

A crise entra em campo Fundação do Catar banca o Barça, mas Villarreal, Valencia, Sevilla e Atlético perdem patrocinadores

O

A vaga para a Copa do Mundo já estava garantida,

mas a seleção brasileira entrou na Arena Copacabana, no Rio, disposta a coroar a boa campanha nas eliminatórias sul-americanas com mais uma vitória sobre a Argentina. Até que a final foi equilibrada, mas o Brasil deslanchou nos últimos minutos e acabou vencendo os argentinos por 6 a 2, gols de André, Larreta (contra), Sidney, Buru, Benjamin e Anderson. Assim, Brasil, Argentina e Venezuela, terceira colocada, juntam-se à anfitriã Itália e a Rússia, Ucrânia, Suíça, Portugal, México, El Salvador, Taiti, Omã, Japão, Irã, Nigéria e Senegal na briga pelo título mundial. Domingo, 7

GP BRASIL Wilton Junior/AE

Azarão vence maior prova do turfe

B

elo Acteon era tido como um azarão. O manual do Grande Prêmio Brasil de Turfe, distribuído na entrada do Hipódromo da Gávea, no Rio, anunciava que o cavalo “tentaria somente uma colocação”, sem grande esperança de título. No entanto, montado por Henderson Fernandes, Belo Acteon venceu a prova mais importante do turfe brasileiro. Na reta final, sobrou emoção: Belo Acteon foi ameaçado por Too Friendly, montado por Luiz

Duarte, mas se manteve na ponta e cruzou a linha de chegada com uma cabeça de vantagem. “Quando o Too Friendly botou de lado, achei que ia perder, mas, como não passou, tive a certeza da vitória”", vibrou o jóquei Henderson Fernandes, de 19 anos, que entrou na Escola de Profissionais do Turfe há três anos e bateu o recorde de vitórias como aprendiz - já são mais de 300 conquistas.

aprofundamento da crise econômica na Europa ameaça a saúde financeira do futebol campeão do mundo e atinge clubes espanhóis de tradição. Quinze dos 40 clubes da Primeira e da Segunda Divisão do país estão ameaçados de falência. A Federação Espanhola foi obrigada a criar um fundo de resgate para ajudar clubes a pagar salários atrasados de jogadores, pois muitas agremiações nem sequer podem tomar mais empréstimos nos bancos locais. A economia espanhola está estagnada: 20% da população não trabalha e os bancos já temem um terremoto financeiro na quarta maior economia da Europa. Diante desse cenário, o futebol não ficou imune. Nesta semana, Villarreal, Valencia, Sevilla e Atlético de Madrid perderam seus patrocinadores e n ã o co n s e g u e m e n co n t ra r substitutos. As empresas que financiavam esses quatro clubes tradicionais optaram por abandonar o futebol, em medida de corte de custos. Por ano, esses clubes recebiam entre 4 e 9 milhões de euros, recursos fundamentais para o pagamento de salários. No caso do Villarreal, o patrocínio era do Aeroporto de Castellón. Mas, como se trata de um órgão público e diante das medidas de austeridade na Espanha, o acordo foi rompido. Já o Atlético de Madrid perdeu o financiamento da Kia, empresa sulcoreana de automóveis. A fuga dos patrocinadores de equipes tradicionais promete aprofundar a crise da dívida dos clubes espanhóis. Segundo a Federação, o déficit nas contas dos clubes chega a 3,5 bilhões de euros. Só com o fisco espanhol, a dívida dos clubes é de 607 milhões de euros. Para continuar operando e contratando jogadores,

Aaron M. Sprecher/AFP

Universidade teme bolha

S

egundo um estudo feito pela Universidade de Barcelona, a pedido da Uefa, há risco de que a bolha financeira do futebol europeu estoure ainda nesta temporada. A projeção das perdas das cinco maiores ligas europeias - Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França - chega a 1,5 bilhão de euros para a temporada 2011/2012. "A viabilidade financeira do futebol demanda gastos que estejam em linha com a realidade dos clubes", alerta o estudo. "Caso contrário, essa hemorragia econômica será incontrolável, gerando uma quebra financeira", prevê o relatório que está sendo analisado pelaUefa.

Clubes querem limitar seleções

O 93% dos recursos usados são empréstimos, o que amplia o déficit nas contas. Diante da crise e das dificuldades cada vez maiores para ter acesso a crédito bancário, a Federação Espanhola anunciou nesta semana a criação de um fundo de 7 milhões de euros que será utilizado para ajudar os clubes a pagarem os salários de jogadores. O fundo de resgate, por exemplo, injetará recursos no Zaragoza, que deve 13 milhões de euros a seus jogadores. Em busca de novos recursos, os clubes espanhóis querem agora que as rádios paguem pelo direito de transmitir jogos, o

que era cobrado apenas de tevês. A esperança é arrecadar 15 milhões de euros, mas as rádios resistem à exigência dos clubes. Os clubes que conseguem se financiar estão obtendo recursos com empresas de fora da Europa. É o caso do Barcelona, que investe cada vez mais na formação de jogadores (como o meia Thiago Alcântara, filho do brasileiro Mazinho) e agora é patrocinado por uma fundação do Catar, entidade que também passou a investir pesadamente no Paris Saint-Germain, da França. Investimentos de empresários árabes também salvaram o futebol do Málaga. (AE)

Domingo, 7

DANÇA DOS TÉCNICOS

NO ENGENHÃO

Leonardo Morais/Folhapress

Zagallo dá sorte ao Bota e vira estátua

M

ário Jorge Lobo Zagallo, que fará 80 anos nesta terçafeira, mostrou mais uma vez que é um homem de sorte ao dar o pontapé inicial do clássico carioca Botafogo x Vasco. Antes que a bola começasse a rolar para valer no Engenhão, Zagallo foi homenageado ao lado do botafoguense Loco Abreu. Deu sorte ao centroavante, que acabou marcando dois gols, e ao Botafogo, que goleou o Vasco por 4 a 0. O clube resolveu retribuir e, assim, Zagallo vai ganhar uma estátua no Engenhão, ao lado dos ex-companheiros Nilton Santos e Garrincha.

Douglas Shineidr/AE

s principais clubes europeus pediram à Fifa que elimine do seu calendário os amistosos entre seleções durante o mês de agosto. Estão programadas 50 partidas para esta quarta-feira, incluindo Alemanha x Brasil, Itália x Espanha, Inglaterra x Holanda e EUA x México. As equipes devem ceder seus jogadores por três dias, apesar de muitos nem terem iniciado a temporada. “As seleções controlam tudo e seguirão ditando a agenda”, reclama Pep Guardiola, técnico do Barcelona, obrigado a ceder oito jogadores à seleção espanhola até quarta-feira.

Domingo, 7

Ale Vianna/AE

Metade já foi embora

A

quatro rodadas do fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, apenas dez dos vinte times ainda são comandados pelo técnico da estreia: Flamengo - Luxemburgo Corinthians - Tite Vasco - Ricardo Gomes Palmeiras - Scolari Botafogo - Caio Junior Figueirense - Jorginho Coritiba - Marcelo Oliveira Ceará - Vagner Mancini Bahia - Renê Simões Santos - Muricy Ramalho

Dorival Junior seria o 11º da lista se não tivesse sido demitido ontem, poucas horas depois da derrota do Atlético Mineiro para o Figueirense por 2 a 1. O desemprego deve durar pouco, pois ele é pretendido pelo Internacional, que ainda não substituiu Paulo Roberto Falcão. Enquanto uns saem, outros voltam: antecessor de Falcão no Inter, Celso Roth finalmente começou a trabalhar neste Brasileirão, agora comandando o Grêmio, que, assim, tem seu terceiro técnico na competição.

Reprodução/UH - Arquivo Público do Estado de São Paulo

almanaque

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Celso Unzelte

Zagallo: 80 anos, 4 Copas conquistadas

A

manhã, 9 de agosto, completa 80 anos o maior vencedor da história das Copas do Mundo: Mário Jorge Lobo Zagallo. Ele foi campeão mundial duas vezes como jogador (em 1958 e 1962), uma como técnico (em 1970) e outra como coordenador técnico (em 1994). Ao lado, o supersticioso Zagallo aparece comandando um treino do Botafogo em maio de 1969, com seu número favorito, o 13, às costas.

A Holanda é boa, mas não me preocupa. Estou pensando na final com a Alemanha.” A mais polêmica frase de Zagallo, proferida antes da derrota por 2 a 0 para os holandeses na Copa de 1974, em que ele obteve sua pior colocação em Mundiais como técnico.

lagoano de Maceió, Zagallo mudou-se para o Rio com 8 meses. Como jogador do América, do Flamengo e do Botafogo, notabilizou-se por ser um dos primeiros pontas a recuar para ajudar o meio-campo. Pelo Brasil, foi titular no bi mundial, em 1958 e em 1962. Na conquista do tri, no México, em 1970, Zagallo era o técnico, o primeiro a ganhar a Copa como atleta e treinador. No tetra, nos Estados Unidos, em 1994, Zagallo era o auxiliar do técnico Parreira. Treinou o Brasil em mais duas Copas (quarto colocado em 1974 e vice em 1998).

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vezes Zagallo esteve a serviço da Seleção. o Foram 36 partidas com ; jogador, de 1958 a 1964 134 como técnico, de 1967 a 2002; 96 como coordenador técnico, entre 1991 e 1994 e de o 2003 a 2006; e 23 com técnico da seleção olímpica, em 1996.

CURTAS

Também há 80 anos, em

8 de agosto de 1931, circulava no Rio a edição nº 1 do Jornal dos Sports, primeira publicação esportiva diária do País. E também em 8 de

agosto, mas de 1932, nasceu outro jogador bicampeão mundial em 1958 e 1962: José Ely de Miranda, o Zito.


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Diário do Comércio - 08/08/2011 by Diário do Comércio - Issuu