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DC 08/12/2011

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São Paulo, quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 Conclusão: 23h45

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40 Ano 87 - Nº 23.515

Shoppings a 6,5% Supermoderado

Alshop projeta crescimento nas vendas. "Confiança de varejistas e consumidores aumenta a cada dia", diz Nabil Sahyon.

O Papai Noel do economistachefe da ACSP, Marcel Solimeo, vai ser melhor que o de 2010, mas limitado a 3% a mais.

10% de alta O comércio paulista movimentará R$ 33,86 bilhões no Natal, prevê a Fecomercio – R$ 3,01 bilhões mais do que no ano passado.

Página 13 Daniel Teixeira/AE

Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Dada a largada para o ministro da vez: Pimentel. A convocação do ministro Pimentel não prosperou na Câmara, mas o PSDB recorreu à Comissão de Ética. Para evitar um novo Palocci, Dilma ordenou que ele explique tudo. Pág. 5 Scott Olson/Get ty Images/AFP

HOJE

Corrupção dá cadeia. Nos EUA. Rod Blagojevich, o ex-governador de Illinois que tentou leiloar a vaga de Obama no Senado, pegou 14 anos. Pág. 6

Aberturas de sol. Chuva a qualquer hora. Máxima 27º C. Mínima 19º C.

AMANHÃ Chuva à tarde e à noite. Máxima 24º C. Mínima 18º C. ISSN 1679-2688

23515

9 771679 268008

Reprodução

120 ANOS

Governo lança plano nacional de combate à droga, com ações de saúde e segurança na área das cracolândias, como a da região da Luz (foto). Pág.11

PAULISTA

R$ 4 bi para enfrentar o crack

Pág. 10


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Nesse caso, não adianta culpar a desarranjada oposição e muito menos a imprensa. José Márcio Mendonça

pinião

TENSÃO NA TABA Léo Barrilari

Fabio Rodriguez Pozzebom/ABr

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inusitado aconteceu anteontem, um fato sem precedentes no mundo das finanças internacionais: o Banco Central do Brasil emitiu uma nota oficial, assinada por seu presidente, Alexandre Tombini, para explicar que o desempenho cravado em zero da economia brasileira no trimestre encerrado em setembro – um Pibinho, como o classificaria o ministro Guido Mantega, se o ambiente tivesse mais leve para uma tirada de humor – não significa, na verdade, uma estagnação. Tombini apontou para o crescimento anualizado do PIB até aquele mês, de 3,7%, como prova de que não há um desastre. A nota do BC – vamos deixar de lado uma discussão que seria sem fim sobre se seus argumentos são consistentes ou não – é o grande sinal de que o Pibinho, embora mais ou menos esperado, tantos pelos analistas oficiais como pelos analistas não-oficiais, bateu forte no fígado de algumas áreas do governo. E, pelo tamanho da carapuça, foi pelos lados da autoridade monetária. O bode expiatório – de um governo que queria um crescimento de pelo menos 4,5% este ano e pode colher algo menor que 3% – vai recair sobre a turma de Tombini. Afinal, nesse caso não dá para botar a culpa na desarranjada oposição e menos ainda em um dos culpados preferidos de Brasília, a imprensa. O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, de um modo assim meio angelical, disse que essa retração do PIB no terceiro trimestre é coisa nossa – não nos chegou via aérea ou por navio, vinda da Europa ou dos Estados Unidos.

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

Guido Mantega e Tombini: o crescimento do PIB começa a gerar um possível atrito entre Fazenda e o Banco Central

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oincidindo com o diagnóstico de boa parte dos especialistas, a queda da atividade econômica é atribuída ao aumento da taxa de juros promovida pelo BC do fim de 2010 até meados de 2011 e a outras medidas "macroprudenciais" de contenção do crédito para esfriar o consumo. A contribuição europeia e americana para o Pibinho nacional, até agora, teria sido apenas periférica. Esqueceu-se a Fazenda, quem sabe com um excesso de macroprudência política, que a ação da autoridade monetária naquela direção, naquele momento, foi necessária porque era o único instrumento disponível para conter a ameaça de

desgarramento da inflação da meta superior de 6,5% neste ano e para trazê-la para o centro de meta de 4,5% no ano que vem. Foi uma batalha árdua e que não está totalmente vencida, co-

mo aliás mostram alguns índices parciais de preços divulgados ontem, mostrando que há ainda persistentes pressões inflacionárias. E o Banco Central, com a rigidez monetária desse período, estava

Só depois que o pessoal dos cofres da Fazenda começou a considerar a necessidade de maior disciplina fiscal é que as amarras ao consumo puderam ser liberadas, aos poucos.

apenas aparando as arestas da festa eleitoral de 2010.

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ó depois que o pessoal dos cofres na Fazenda começou a levar mais em conta a necessidade de maior disciplina fiscal é que as amarras ao consumo puderam ser liberadas, paulatinamente. Talvez tenha sido um pouco tarde, mas não dá para jogar o Banco Central na fogueira. É bom ter esta história bem clara porque o script pode se repetir. O momento é de afrouxamento – correto até segundo analistas que acharam que o BC errou quando começou a reduzir os juros no meio do ano. No horizonte do governo está um ano eleitoral

e uma meta de esticar o PIB até chegar aos 5% no fim de 2012. Há a promessa de manter o superávit primário em 3,1% do PIB, o que não ocorreu de fato em 2010. Já se sabe que para puxar o PIB os investimentos do governo devem crescer bem. Haverá condições de compensar esse aumento com cortes mais fundos nas despesas de custeio em ano eleitoral, como nunca houve antes neste País.

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or isso, está renascendo a tensão Ministério da Fazenda – Banco Central, que campeou durante a última fase do governo Lula. Quando ela pende demais para o lado do gasto, o resultado na frente, como em 2010/11, é pressão inflacionária e a volta do círculo vicioso – cresce, pára, cresce, pára. É o que se pode chamar de Ciclo Político dos Negócios ou Ciclo Eleitoral da Economia. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

E AINDA INSISTEM NO TREM BALA... J

á escrevemos anteriormente sobre o TAV - Trem de Alta Velocidade, que o governo quer enfiar goela abaixo do povo brasileiro. Mais um dos desvarios que assola o atual governo, e que vem do anterior, da mesma estirpe. Parece bem Brasil mesmo. Queremos construir uma inutilidade.-, e que será um saco sem fundo, absorvendo recursos que não temos. Algo de especial deve haver nele, que não conseguimos enxergar. Os primeiros valores davam conta de investimentos de cerca de 34 bilhões de reais para o governo e mais de 40 bilhões para empresários. Hoje o governo já fala em gastar mais de 40 bilhões – quando do primeiro valor, já havíamos dito que ficaria em uns 70 bilhões. Sem o Rachid, que ninguém é de ferro. E sem os inevitáveis acréscimos. Resumindo, uns 100 bilhões de reais no total. Agora, já nem sabemos mais.

O trem bala será nosso maior elefante branco. Não servirá para absolutamente nada. A primeira ideia é a passagem (Campinas- Rio) custaria R$ 199,00. Agora, certamente, mais do que isso. Pelo nosso valor, mais realista, R$ 600,00. Ninguém o usará. Ninguém deixará de utilizar o avião, mais barato, para usar o desvario ambulante do governo inconsequente. A menos que seja altamente subsidiado, o que significará que em vez de alguns pagarem o alto preço da passagem, todos os brasileiros o pagarão. sso depois de pagar o desvario oficial, o que acontecerá até o projeto ser abandonado – e de se ter gasto muito mais do que o País precisaria para ter todas as estradas federais em ordem.

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Em nossa opinião, ele nem sairá do papel, para gáudio de todos. E, se sair, jamais será terminado. Solução pior. Ou melhor. Não sabemos. trem bala só atenderá um ridículo trajeto, de Campinas a São Paulo e Rio de Janeiro, o que, com certeza, em nada melhorará o trânsito das três cidades. Ele acabará sendo um "condomínio horizontal", parado em algum lugar do sudeste, servindo de moradia a sem tetos. Temos de mudar isso e adaptá-lo para algo mais útil, como um trem e/ou metrô ligando Campinas a São Paulo, entre os três aeroportos que temos no estado. Na verdade, o que precisamos é de um trem que ligue quatro pontos, o que

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ajudaria muito mais. O trem útil ligaria o centro de São Paulo aos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos. Indiretamente, todos com todos. Para isso, basta a construção de apenas duas pequenas linhas: uma ligando o centro de São Paulo a Campinas, passando pelo aeroporto de Viracopos e outra unindo os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, com ambas se cruzando através de uma estação central. Esse desenho fará com que as duas linhas liguem os quatro pontos desejados. om isso, teríamos um forte reforço para o aeroporto de Viracopos, que deixaria de ser um fantasma quase desocupado e passaria a se integrar aos outros dois e todos eles com a cidade mais importante do País. Permitiria também conexões de voos entre eles, gerando uma verdadeira integração metropolitana no estado. Temos um sistema de metrô com ligação à estação da Luz. e ainda que ele seja ridiculamente pequeno, liga uma boa parte da cidade. Em conjunção com o sistema de trens, atingiria locais em que o metrô ainda não chegou. É fácil imaginar o ganho para

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Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

todos. Viracopos poderia se integrar ao sistema de forma definitiva – e é lá que o transporte aéreo deve crescer, pois tem o espaço e as possibilidades que a cidade de São Paulo e adjacências já não têm. ma ou duas novas pistas de pouso, quiçá três, em Viracopos, aliviariam o sistema São Paulo - Guarulhos por muitos anos, e sem necessidade de se construir o quarto aeroporto na região metropolitana. E, se algum dia precisássemos, poderia, quem sabe, ser construído mais à frente de Guarulhos, talvez próximo a Mogi das Cruzes . Não seriam apenas os passageiros dos aviões que ganhariam. A cidade de São Paulo e a região metropolitana também. Um típico caso de que não é necessário que alguém perca para que alguém ganhe. O trânsito da cidade de São Paulo teria um alívio sem precedentes. A maioria dos passageiros iria ao e voltaria do aeroporto sobre trilhos. Os trabalhadores desta imensa cidade e região metropolitana poderiam usar essas duas linhas para ir para o trabalho diário, tirando das nossas vias públicas milhares

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SAMIR KEEDI de automóveis e um tanto de ônibus. Com as vias públicas que temos, poderíamos ficar muitos anos sem abrir novas. E se o metrô pelo menos dobrar de tamanho, o que não é pedir muito, será o paraíso, o mesmo ocorrendo com os trens urbanos. odemos ainda sonhar um pouco mais. Quem sabe a linha ligando Viracopos à estação da Luz possa ser esticada até a Cidade de Santos. Temos milhares de paulistanos que trabalham na baixada e vice-versa. Esse trem aliviaria, inclusive, o trânsito de laser das pessoas que descem às praias nos finais de semana.

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SAMIR KEEDI É BACHAREL EM ECONOMIA, PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, CONSULTOR E AUTOR DE DIVERSOS LIVROS EM COMÉRCIO EXTERIOR. SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br) Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

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VITORIA DA IRMANDADE MUÇULMANA NO EGITO TRAZ MAIS PERGUNTAS DO QUE RESPOSTAS.

pinião

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fato de a Irmandade Muçulmana e o ainda mais fundamentalista Partido Salafista Nour terem conseguido cerca de 65% dos votos nas primeiras eleições parlamentares livres desde a queda do presidente Hosni Mubarak dificilmente seria uma surpresa. Dado à forma com que os regimes militares no mundo árabe aniquilaram todos os partidos seculares independentes nos últimos 50 anos, há pouca chance de qualquer país árabe ir de Mubarak a Jefferson sem passar por algum Khomeini. Mas ainda é preciso ver se isso é o fim da rebelião democrática egípcia, apenas uma fase dela ou uma expressão política religiosa inevitável que terá de coexistir com as agendas seculares e militares. As leis da gravidade, tanto política quanto econômica, ainda têm de se impor sobre quem vai liderar o Egito. Esse é a razão pela qual hoje eu estou em modo escutar e ver, com mais perguntas do que respostas. Primeira Questão: Os partidos reformistas mais seculares, que lideraram as manifestações na Praça Tahrir no começo do ano e no mês passado, aprenderam com seus erros? Segundo uma pesquisa realizada recentemente pelo Instituto Charney de Busca pela Paz Internacional, quando perguntaram aos egípcios se os protestos do mês passado na Tahrir eram necessários para se obter os objetivos da revolução ou agitações desnecessárias “numa hora em que o Egito precisa de estabilidade e de recuperação econômica”, de 53% a 35% dos egípcios queriam se focar na recuperação econômica. O s m a n i f e stantes pró-democracia mais seculares, que reviveram os protestos na Tahrir no mês passado, merecem crédito por terem conseguido que o Exército egípcio limitasse seu poder. Mas isso parece ter vindo com o preço de se indispor com alguns dos eleitores egípcios mais tradicionalistas – que consideram o Exército como uma fonte de estabilidade – e isso parece ter atrapalhado os reformistas seculares nos preparativos para concorrer nas primeiras eleições. O liberal Bloco Egípcio ficou em terceiro com 15% dos votos. Os reformistas se-

que possam concorrer no mercado mundial. Portanto, qualquer um que herde o poder no Egito terá de garantir uma forma de capitalismo menos corrupta, com mais concorrência, mais privatização e menos empregos públicos, num momento em que a economia egípcia está afundando. Como o egípcio Mohamed ElBaradei, um ganhador do Prêmio Nobel e líder reformista, declarou à Associated Press, "estou pensando que a Irmandade em particular e os salafistas deveriam enviar logo mensagens de rapidamente enviar mensagens de compromisso tanto dentro quando fora do país para dar garantias que a sociedade continua coesa, para garantir que os investimentos vão chegar".

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Egito, o começo ou o fim?

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o abordar os frequentes conflitos que ocorrem entre as gerações em uma empresa familiar, Mark T. Green, Diretor do Austin Entrepreneurship Program, da Escola de Administração de Empresas da Oregon State University, nos Estados Unidos, em seu recémpublicado livro Inside the MultiGenerational Family Business Symptoms of Generational Stack-Up and How to Cure Them (Palgrave MacMillan - 2011), criou uma interessante analogia entre esse tipo de empresa e a narrativa bíblica da Torre de Babel, no Gênesis. A ideia dos homens, segundo o Antigo Testamento, era construir uma torre em que o cume chegasse ao céu para tornar célebre o nome do homem . Era uma afronta a Deus, pois queriam igualar-se a Ele. Deus, então, castigou os homens, fazendo com que falassem várias línguas ao mesmo tempo, para que não se entendessem. Tamanha foi a desavença criada, que cada grupo partiu para um canto da Terra. Green diz que a empresa familiar, onde estão presentes várias gerações, é uma verdadeira Torre de Babel, cada geração falando a sua própria língua e tendo grandes dificuldades em entender a língua das outras gerações. Isso porque pessoas nascidas em gerações diferentes possuem valores e pontos de vista diferentes, inclusive atitudes diferentes para com o trabalho e para com a família. É preciso um processo de comunicação total e permanente entre todos os acionistas, gestores e sucessores da empresa familiar para conseguir um consenso e falar uma só língua. O autor discorre

culares do Egito precisam ser mais organizados e unificados. Segunda Questão: Os partidos islâmicos egípcios, que podem controlar um futuro gabinete, têm alguma ideia de como gerar crescimento econômico quando a economia egípcia está afundando? Atualmente o Egito está queimando cerca de US$ 1 bilhão de reservas cambiais por mês e agora elas estão abaixo dos US$ 21 bilhões. A libra egíp-

cia despencou para a menor cotação em sete anos. O desemprego entre os jovens está em 25%. No país, o principal arrecadador de moeda estrangeira é o turismo, obtendo US$ 39 bilhões no ano passado. Hoje a ocupação dos hotéis é baixa. Mas o principal foco dos salafistas não é promover a economia. É separar os sexos, proibir o álcool e garantir que as mulheres estejam com véu. A Irmandade Muçulma-

na tem sido menos doutrinaria, mas está longe de ser liberal. Como eles serão capazes de promover seus costumes religiosos/sociais fundamentalistas quando isso pode afugentar a principal fonte de renda do Egito, sem mencionar o investimento direto estrangeiro, sem mencionar a ajuda externa da União Europeia e dos EUA? Eu não sei. Só sei que um dos principais motivos pelo qual as for-

THOMAS L. FRIEDMAN ças de Khomeini foram capazes de permanecer tanto tempo no Irã foi porque os aitolás tiveram uma gigantesca e interminável fonte de recursos de petróleo com o qual subornaram seu povo e ignoraram o mundo. E mesmo eles enfrentaram uma revolta popular. O Egito não tem esses recursos. Sua única esperança de crescimento ainda é o capitalismo de livre mercado – a criação de empresas e trabalhadores

A EMPRESA FAMILIAR E A TORRE DE BABEL

m meados do ano passado Alencar Burti, na ocasião Presidente da Associação Comercial de São Paulo, em um excelente capítulo para o meu livro sobre empresas familiares, escreveu: "Uma das maiores riquezas de qualquer nação é a existência de forte espírito empreendedor, que permita a contínua criação de empresas, com produção de riquezas, a geração de empregos e a permanente renovação do tecido empresarial do país. As micros e pequenas empresas se constituem no caminho natural para a expansão do número de empreendimentos e contribuem não apenas para a democratização da economia, como para a própria democracia, de formar uma classe média forte, que é esteio dos regimes democráticos.".Segundo Burti, as empresas familiares “representam parcela expressiva

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um dos doze capítulos do livro traz um estudo de caso de uma empresa diferente e analisa os sintomas e as soluções para o "empilhamento generacional" em cada uma delas. Mark Green faz a seguinte classificação para as diferentes gerações que se "empilham" nas empresas familiares: 1) The GI Generation (1905-1924) – Nascidos no começo do século 20, os mais jovens dessa geração estão agora com 80 anos de idade; 2) The Silent Generation (1925-

1944) – Os pontos de vista desta geração foram formados por uma época de guerras e depressão; 3) Baby Boomers (1946-1964) –Seus membros nasceram após a 2ª Grande Guerra e estão se aproximando da aposentadoria; 4) Generation “X” (1965-1980) Os membros desta geração assistiram ao desmoronamento do Muro de Berlim, da União Soviética, da família nuclear, das lojas de departamentos e do emprego por toda a vida em uma

THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

JOSÉ CARLOS F. FERREIRA mesma empresa; 5) Generation “Y” (1981-2009) – Esse grupo faz parte da virada do século e é totalmente orientado para a tecnologia.

sobre o que ele chama de "síndrome do empilhamento generacional" na empresa familiar, que ocorre quando, com o correr dos anos, mais gerações vão chegando à empresa, cada uma delas trazendo consigo seu próprio estilo de trabalho e suas próprias ideias sobre os rumos da empresa e sobre dinheiro. Segundo ele, na medida que mais gerações vão sendo "empilhadas" na empresa familiar, estas "línguas" discrepantes levam a conflitos em várias áreas. Cada

erceira Questão: O Egito vai seguir o modelo do Iraque? Partidos religiosos e sectários no Iraque também foram vitoriosos na primeira eleição e, depois que tiveram um mau desempenho, o povo iraquiano se afastou deles e se virou para partidos mais pluralistas e seculares. Os eleitores árabes querem um governo limpo que crie empregos e forneça estabilidade. O Iraque também mostra que quando a guerra é interrompida, e começa a política, todos os tipos de arranjos começam a ser feitos entre partidos seculares e religiosos. A Irmandade Muçulmana e os salafistas são arqui-inimigos – não há nada como uma disputa dentro da fé – assim ninguém sabe quais coligações vão surgir. Resultado: A Irmandade Muçulmana e os salafistas viviam subterrâneos, focados principalmente no que eram contra e confinados por sua ideologia a banalidades como "o Islã é a resposta". Agora que estão saindo dos porões e chegando às ruas árabes, eles não só têm de definir o que defendem, mas fazer isso num contexto de uma economia global bastante competitiva, que vai deixar os 85 milhões de egípcios – cerca de um terço deles analfabeto – ainda mais para trás caso não comecem a agir. Eventualmente, isso vai exigir alguns ajustes ideológicos difíceis da Irmandade Muçulmana e dos salafistas à realidade. Esta história está apenas começando.

dos empreendimentos existentes na grande maioria dos países, tanto nos industrializados como nos emergentes, sendo que, nos Estados Unidos, sua participação é da ordem de 90% do total, percentual que, seguramente é maior no caso brasileiro. om relação aos conflitos entre as gerações na empresa familiar, o ex-presidente da ACSP afirmou que empresa e família, representam sistemas diferentes, com valores e lógicas distintas, que nem sempre são compatíveis. É isso, entende ele, que pode levar conflitos da empresa para a família, e vice-versa. "É preciso considerar, também, que tanto a família como a empresa passam por processos de transformação ao longo do tempo, e que as mudanças que ocorrem em cada uma delas acabam tendo reflexo na outra."

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JOSÉ CARLOS FONSECA FERREIRA É COORDENADOR ACADÊMICO DE

PÓS-GRADUAÇÃO, NÚCLEO DE ESTUDOS DE EMPRESAS FAMILIARES, DA ESPM

Empresa familiar, onde estão presentes várias gerações, é uma verdadeira Torre de Babel, cada geração falando a sua própria língua e tendo dificuldade em entender a língua das outras gerações.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

333 Tinha de tudo no lançamento do livro de Eike Batista, no Rio: na fila, misturavam-se executivos e recém-diplomados que levavam o livro e deixavam seus currículos e também moças de fino trato, elegantes e insinuantes, provavelmente imaginando que, um dia, poderiam suceder Flavia Sampaio, que sucedeu Luma de Oliveira. Além disso, surgiu até Sabrina Sato, do Pânico na TV, que pediu a Eike que patrocinasse Rubinho Barrichello. E até estipulou a quantia de R$ 5 milhões. Aí, o bilionário disse que deveria ser mais e Sabrina: “Você dá 99% e eu arrumo patrocínio para o resto”. Eike, a propósito, vai patrocinar o lutador da MMA, Minotauro.

CHEIRA AQUI! Na festa dos craques do Brasileirão, no auditório do Ibirapuera, em São Paulo, muitos dos presentes até reclamavam do excesso de perfume no ar, certamente resultado do esforço dos jogadores e de suas próprias mulheres. Andrés Sanches, do Corinthians e novo diretor de seleções da CBF, se orgulhava de não estar perfumado e oferecia o cangote: “Cheira aqui, pode cheirar”. Depois, avisava que estava usando um terno feito pela Alfaiataria Camargo, de São Paulo, lapela curta, pernas justas, que lhe dava um certo ar caricato. E bradava ter pago R$ 8 mil. 333

333 Não é parecido com Where Have All the Leaders Gone, de Lee Iaccoca e tem pouco a ver com Made in Japan , de Akio Morita, que viraram bestsellers mundiais: o livro O X da Questão, lançado esta semana no Rio, conta a história empresarial (e a mania de usar a letra “X” que é “símbolo de multiplicação”) do bilionário Eike Batista (na primeira foto à esquerda, com Sabrina Sato) e foi escrito pelo jornalista Roberto D’Ávila (segunda foto), depois de horas de conversas com ele. A namorada de Eike, Flávia Sampaio, de branco (terceira foto) foi uma atração-extra da noite, onde estavam também o scretário José Mariano Beltrame, o pacificador da Rocinha (quarta foto) e Thor, filho de Eike com Luma de Oliveira (à direita).

O livro de Eike

333 Quando o ex-poderoso global José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, 76 anos de idade, foi promover seu livro na Globo News e confessou ter cometido truques a favor de Fernando Collor no famoso debate com Lula, em 1989 (o ex-presidente e senador garante nunca ter tirado a gravata, usado glicerina para aparentar suor ou apresentar pastas vazias como ameaça), acabou dando um tiro de canhão na imagem do Doutor Roberto, o homem que construiu a Rede Globo, que transformou Collor no caçador de marajás e que sempre defendeu uma postura de imparcialidade. Os filhos de Roberto Marinho, se acharam que Boni se excedeu ou não, não abriram a boca. Ele ficou milionário na Globo e não precisa mais da emissora: fala e escreve o que bem entender e uma legião de globais fazem fila para lhe beijar a mão.

Outra imagem

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333 Figuras que melhor acompanham os subterrâneos do poder, em Brasília, apostam que, nesse episódio de milhões de reais faturados pela consultoria do ministro Fernando Pimentel, até mesmo em 2010, haveria o dedo de Antonio Palocci. Na campanha, Pimentel foi afastado por envolvimento em dossiês, aumentando o cacife de Palocci. Na constituição do principal núcleo do governo, Lula segurou no Planalto o mesmo Palocci e Gilberto Carvalho e Dilma nomeou, um tanto tardiamente, Pimentel que, depois, fez questão de virar as costas a Palocci. Esse, a propósito, sempre soube da consultoria do mineiro.

Depois de Status e Mymag, a atriz Milena Toscano, a Vanessa da novela Fina Estampa, resolve tirar a roupa, mais uma vez, para a capa e recheio da revista Corpo a Corpo, em fotos assinadas por André Schiliró. Numa delas, faz um topless e exibe um corpo de 49 quilos bem malhados para uma altura de 1m70 (passou a treinar por conta do personagem). Milena se preocupa tanto com alimentação que faz jantar e almoço ( quentinha ) que leva no dia seguinte ao Projac. 333

Milena, de novo

Sem glicerina

MISTURA FINA 333 LULA encontrou-se com Dilma Rousseff num hotel de São Paulo: usava camiseta sob uma camisa pólo e por cima, paletó. Na cabeça, chapéu de aba larga. Confessou sentir mais frio (era um dia ameno em São Paulo) por conta dos quilos que perdeu e de outros fatores do tratamento quimioterápico.

Durante anos, Alberico Souza Cruz foi acusado de ter feito uma condensação do debate entre Collor e Lula, em 1989, colocado no ar no dia seguinte e ter contribuído muito para a derrota do petista. Agora, Boni revela que seria uma posição da emissora e que passaria até por ele, não ligado ao jornalismo diretamente. Na época, Armardo Nogueira pilotava o jornalismo e se reportava diretamente a Roberto Marinho. O marqueteiro Chico Santa Rita, que trabalhou na Globo e na campanha de Collor, não se lembra dessa história da glicerina. E garante que as pastas tinham material de informação para debater assuntos quentes com Lula.

A ASSOCIAÇÃO dos Delegados da Policia Federal está em guerra contra o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, que há dias resolveu atacar as corregedorias da PF acusando-as de corporativas e de colocar a sujeira embaixo do tapete. A entidade dos delegados trabalha agora para desvincular a Policia Federal do Ministério da Justiça.

333

Solução

Por: José Nassif Neto Cidade dos girassóis do interior paulista.

Pescoço e ombros, formam o...

Assegurar; garantir.

Lado de onde sopra o vento.

Mau jogaAntigo povo da dor do jogo de azar. Cítia (fig.) asiática.

Desordem de rua.

333

h

UM E OUTRO

333 As fusões pretendidas por Dilma Rousseff para a reforma do ministério podem até não serem efetivadas totalmente, só que a Chefe do Governo enxerga nessa alternativa o primeiro passo para uma operação-enxuga que quer levar adiante: Portos passa para Integração Nacional; Pesca para Agricultura; Trabalho e Previdência ficam unidos; Cidades e Transportes viram Infraestrutura; e Ciência e Tecnologia funde-se com Educação.

333 SEGUNDA a edição desta semana da revista francesa Le Point, o Brasil poderia construir com know-how da França um porta-aviões Catobar, de última geração, que só os Estados Unidos, além dos franceses, possuem. Substituiria o veterano porta-aviões São Paulo, já comprado de segunda mão e a França acredita que essa seria uma forma de agradar mais o governo brasileiro, para ver se a venda dos caças Rafale sai no ano que vem.

Novas cadeiras O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que se prepara para lançar mais dois livros e que desembarcou nas redes sociais, vem mantendo uma média de uma palestra internacional, a cada dois meses, quando cobra US$ 100 mil. Igualmente participa de seminários e encontros domésticos que, dependendo, nem significam cachês devido suas implicações. Agora, FHC começa a descobrir – e não esconde que se sente fascinado – um novo filão, em novas cadeiras por assim dizer. Vem recebendo convites para participar de conselhos administrativos e consultivos de grandes empresas. De cara, seus representantes informam: ele é caro.

FUSÕES

E C D A G O R U V A I T A E I I S

Tinha de tudo

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Fotos: Paula Lima

Até Amaury Soares, diretor internacional da Globo (ele atuou na área de jornalismo, em São Paulo, no passado, nos tempos de Evandro Carlos de Andrade), ficou um tanto surpreendido com a performance de sua mulher, Patrícia Poeta, em sua estréia na bancada do Jornal Nacional, na terça-feira. Não exagerou nos gestos, manteve a cara trancada e sorriu ligeiramente quase no final, quando o assunto era esporte. No camarim, cumprimentada, Patrícia teria comentado: “Bem, acho que agora ninguém mais vai me chamar de mistura de Miss Brasil com Barbie...” 333

P A R T U O A Ç F A U G A E S C MO E L H A

LUIS FERNANDO VERÍSSIMO // escritor, em Playboy, sobre exageros do politicamente correto no humor brasileiro.

Mistura antiga

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calmente prejudicado.

fama" não melhorou seu relacionamento com os homens. "Eles me odeiam! Não faço a linha gostosa!"

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k Não podemos chegar ao extremo de chamar anão de cidadão verti-

3 MAIS: diz que "apesar da

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gibaum@gibaum.com.br

São novos tempos: o transexual Lea T. sai na capa da feminina Elle e faz confissões em Contigo, revista de famosos.

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GibaUm

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

M C O H I P O T L R O MA S L S E N H O S MI O N O ML A R R E O T A O O V N I I L T E R L C E L M A LL E

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Com legenda.

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Dublado.

Assim não dá O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, presidente da Câmara de Políticas de Gestão e Produtividade, que vem propondo à presidente Dilma Rousseff a redução do número de ministérios (e de assessores de confiança) como fórmula para aumentar eficiência e diminuir despesas, enfrenta resistências de todos os tipos no Planalto e mesmo na Esplanada dos Ministérios. O que nem chega a ser novidade: vai na contramão de milhares de pessoas que não querer abdicar de suas vantagens e mordomias. Não ajudam – e, ao contrário, atrapalham. E entre essas, Gerdau coloca em primeiro lugar Miriam Belchior, ministra do Planejamento. 333

DEPOIS do livro, filme e participação em A Fazenda, da Record, Raquel Pacheco, nome verdadeiro de Bruna Surfistinha, poderá estrear no carnaval paulista, desfilando pela Águia de Ouro, que sairá com enredo em cima do movimento Tropicália. A funkeira Valesca Popozuda, rainha da bateria da escola, tem levado Raquel aos ensaios. 333

FILHA da brasileira Andréa Dellal e eleita a designer do ano na maior premiação do Reino Unido, Charlotte Dellal, irmã da modelo Alice Dellal, que tem sua loja de sapatos Charlotte Olympia em Londres, vai abrir sua primeira unidade em Nova York na área de Uptown em janeiro. Ela também tem acessórios e um sapato de Charlotte não sai por menos de 500 libras (cerca de R$ 1.400).

Pequeno lago. Fazer adormecer. Porém.

Rápida retirada de tropas militares.

Soberano. Interjeição de alívio. 'Vida', em italiano. Elem. 'Os', símb. quím. Motocicleta. (apócope).

Lugar do rio onde se passa a pé. Verdadeiro.

Espaço de trinta dias.

Opção entre duas coisas ou mais.

(?) Barroso, compositor da música popular. Restabeleça. O dia Rua anterior. estreita.

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Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

Guindaste, movimentase em todas as direções.

'Para', em inglês. Sílaba de atalho.

Aqui está. 'Idade', em inglês.

Sufrágio. Mover-se de um lugar para outro.

Terra cercada de água pelos lados.

Voz, balido de cabra.

Descrença absoluta. Possuir. 'O', em espanhol.

Consoantes de alho.

Celular. (abrev.) 'As', em espanhol. Louis (?), diretor de cinema.

Consoantes de ver.

Dinheiro. (gíria)

(410) 2-ló; el; mé; to; 3-las; mês; age; 4-edão; vita; 5-ruaça; 8-niilismo.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

CONSULTORES Tucanos querem saber por que consultor Pimentel pode e Palocci não.

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Caso Pimentel: Dilma tenta evitar 'novo Palocci' das com a União". Cota pessoal – A atitude da base contraria orientação da presidente Dilma Rousseff, que falou que todos os seus ministros devem prestar os esclarecimentos necessários sobre suspeitas de irregularidades. "Os ministros virão na hora que a gente quer, do jeito que a gente quer", resumiu Cunha. Duarte Nogueira (SP), autor do requerimento de convocação, alegou que a atitude da base está relacionada com o fato de Pimentel ser da "cota pessoal" da presidente. "Eles são amigos de longa data, por isso mesmo não pode pairar sobre ele nenhuma suspeição", disse Nogueira. "Não há como separar a vida pública da privada, as duas caminham juntas". Para o líder tucano, "se Pimentel não vier aqui e não se explicar, a presidente Dilma terá que se desculpar com o exministro Antonio Palocci (Casa Civil) e trazê-lo de volta para o governo". Estratégia – Escolada com a crise que culminou com a demissão de Palocci, a presidente ordenou a Pimentel uma "terapia de choque" de publicidade para neutralizar as suspeitas de tráfico de influência. Dilma recomendou que o ministro

PROTEÇÃO Tucanos também destacam amizade dele com a presidente Dilma.

A presidente determinou que o ministro dê todas as explicações sobre a sua empresa de consultoria. Por enquanto, ele foi poupado de prestar esclarecimentos na Câmara. A base aliada derrubou a sua convocação, mas os tucanos protocolaram pedido na Comissão de Ética.

Ed Ferreira/AE

Duarte Nogueira (PSDB): rejeição ao requerimento deve-se ao fato de Pimentel ser da "cota pessoal" da presidente Dilma. Por isso, ele sugere desculpas a Palocci.

Dida Sampaio/AE - 29.06.11

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or 13 votos a 5, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara rejeitou ontem o requerimento de convocação do ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), para que ele explicasse a atuação da sua empresa, a P-21 Consultoria e Projetos, entre 2009 e 2010. Para contrapor, os líderes do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), e no Senado, Álvaro Dias (PR), protocolaram representação na Comissão de Ética Pública da Presidência da República c o n t r a o m inistro. Eles querem que o grupo abra processo administrativo para apurar a conduta de Pimentel. Deputados da base aliada argumentaram que o assunto não deveria ser debatido na Câmara, por se tratar da vida pessoal de Pimentel antes de assumir como ministro. "Querem discutir a vida pregressa de um ministro que não ocupava cargo público", afirmou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Isso aqui vai virar o que a gente não quer que vire: vamos fazer pequenas CPIs de questões municipais e estaduais não relaciona-

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não esconda nada e dê todas as explicações necessárias. Há uma forte preocupação no Planalto com o desgaste que ele possa sofrer caso persistam denúncias. Um interlocutor da presidente alega que está havendo "forçação de barra" para transformá-lo em "bola da vez", mesmo sabendo que ele não cometeu nenhum crime de tráfico de influência. Na mesma reunião na Comissão de Fiscalização, os deputados rejeitaram, em votação simbólica, a convocação

do ministro Fernando Bezerra Coelho, da Integração Nacional, para que explicasse as possíveis irregularidades nas obras de transposição do Rio São Francisco (leia mais na 6). Consultoria – Uma empresa de informática, que pagou R$ 400 mil à consultoria do ministro Pimentel, manteve contrato com a prefeitura de Belo Horizonte no período em que o petista administrou a capital mineira. A QA Consulting firmou contrato de R$ 173,8 mil com a Prodabel, empresa de

processamentos de dados, em agosto de 2005. Após Pimentel deixar a prefeitura, em 1º de janeiro de 2009, a QA contratou a consultoria do petista por R$ 400 mil, pagos em duas parcelas. Pimentel disse que não há irregularidade nas consultorias que prestou e classificou a QA como "pequena". Um dos donos da QA é filho de Otílio Prado, sócio de Pimentel na P-21, que hoje trabalha no gabinete do prefeito Márcio Lacerda (PSB). (Agências)

Se o Pimentel não vier se explicar, a presidente Dilma terá que se desculpar com o exministro Palocci e trazê-lo de volta. DUARTE NOGUEIRA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Tenho certeza de que os desafios da Conab serão integralmente cumpridos com a participação de Bona Garcia. Mendes Ribeiro, ministro da Agricultura.

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Antonio Cruz/ABr

'Bezerra Coelho não precisa explicar nada' A transposição do rio São Francisco está abandonada e a base aliada não quer ouvir o ministro da Integração

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base aliada do governo federal conseguiu impedir na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara a convocação do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, para falar sobre o abandono das obras de transposição do Rio São Francisco. O pedido foi rejeitado mesmo após o líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), ter acertado com o ministro a mudança do requerimento, de convocação para convite e marcado a audiência para fevereiro de 2012. "Fizemos isso para mostrar que a base tem força", disse o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Denúncia da mídia mostrou que a obra foi abandonada pelas construtoras em diversos lotes e que parte do trabalho já

Fernando Bezerra Coelho: pedido de convocação rejeitado.

feito começa a se perder. Audi- um banco dos réus", afirmou o toria do Tribunal de Contas da vice-líder do governo na Casa, União (TCU) no eixo leste indi- Odair Cunha (PT-MG). cou um prejuízo estimado em Deputados da oposição se R$ 8,6 milhões com irregulari- revoltaram. "Acho melhor fedades no emcharmos as p re e nd i me nportas dessa to. Pressionacomissão, do, Coelho peporque estaAcho melhor diu ajuda ao mos ganhanfecharmos as tribunal para do dinheiro fiscalização público para portas dessa das obras. algo que não comissão, porque A votação estamos ganhando serve para nad o r e q u e r ida", protestou dinheiro público mento foi marNilson Leitão para nada. cada pela in(PSDB-MT). c re d u l i d a d e "É o cúmulo NILSON LEITÃO da oposição. d a h u m i l h aD u a r t e N oç ã o a c o m i sgueira ainda tentou argumen- são não aceitar nem que o mitar, mas integrantes da base nistro queira vir", reagiu Annão aceitaram. "Não podemos thony Garotinho (PR-RJ). transformar essa comissão em Aula na USP – Pouco mais

de um mês após ter deixado o ministério do Esporte, Orlando Silva (PCdoB) decidiu voltar a estudar. Na semana passada, o ex-ministro entrou com um requerimento na Universidade de São Paulo (USP) solicitando autorização para terminar o curso de Ciências Sociais, no qual ingressou em 98. Ele havia sido desligado da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas em 2009, depois de não renovar a matrícula por mais de dois anos. "Depois que saem do governo, alguns vão para Harvard, outros para a USP", disse Orlando. O recurso deve ser julgado até janeiro pela comissão de graduação da USP. Apesar da investida, Orlando quer, em 2012, disputar uma cadeira de vereador em São Paulo. (AE)

Alan Marques/Folhapress - 23.07.11

Justiça bloqueia os bens do ex-diretor da Valec valor de R$ 550 mil, em Goiânia, e uma fazenda no valor de R$ 3,3 milhões, também em Goiás. A sentença da ação, movida pelo Ministério Público Federal, atinge ainda bens da Constran e da Empresa Industrial e Técnica (EIT). Além de Juquinha, são citados Ulisses Assad, exdiretor de engenharia; Jorge Antônio Mesquita Pereira de Almeida, superintendência de projetos, e André Luiz de

Oliveira, superintendente. Todos são acusados de participar de esquema de superfaturamento da obra, contratada por R$ 245 milhões. O procurador da República, Helio Telho, disse que houve direcionamento e cada uma das sete empresas ganhou um lote. "Não houve disputa, houve divisão das fatias do bolo". O trecho superfaturado, em Goiás, tem 105 km e foi contratado em 2006. (Folhapress)

MP procura dinheiro do lobista Alcides Barbosa A Justiça quer saber a origem e o destino de R$ 5,2 milhões que ele aplicou

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Ministério Público (MP) de São José do Rio Preto (SP) apura informações para saber origem e destino de R$ 5,2 milhões que o lobista Alcides Fernandes Barbosa teria investido em empreendimentos imobiliários na cidade. Interceptações telefônicas feitas pelo MP do Rio Grande do Norte revelam que Barbosa disse a um interlocutor que participou de um contrato para investimentos no setor habitacional na cidade do interior paulista, totalizando cerca de R$ 5,2 milhões. Barbosa é um dos acusados pelo MP do Rio Grande do Norte de participar da quadrilha que controlava o serviço de inspeção veicular no Estado. Segundo os promotores, ele seria o "sócio oculto" do empresário Harald Peteer Zwettkoff, dono da Controlar, empresa responsável pelo mesmo tipo de serviço em São Paulo. Barbosa receberia 5% do faturamento da Inspar, empresa responsável pela inspeção veicular no Rio Grande do Norte, por ter impedido que a Controlar participasse da concorrência para o serviço naquele estado. O lobista teria entrado no esquema por indicação de João Faustino Ferreira Neto, suplente do senador José Agripino Maia, presidente do DEM, e ex-subsecretário da Casa Civil do governo do estado de São Paulo na gestão de José Serra. "Precisamos saber

quando foi que ele revelou, como foi, se ele já tinha o dinheiro ou se o dinheiro era fruto do esquema de fraudes no Rio Grande do Norte", afirmou o promotor Sérgio Clementino, de São José do Rio Preto. "Também precisamos saber que tipo de empreendimento é este, se é público ou privado", completou. Núcleo Paulista – A iniciativa de Clementino ocorre ao mesmo tempo em que a secretária de Administração de São José do Rio Preto, Eliane Beraldo Abreu, pede demissão depois de acusada pelo MP do Rio Grande do Norte de fazer parte do "núcleo paulista" da quadrilha que fraudava licitações no Detran e controlava o serviço de inspeção veicular naquele estado. É a segunda demissão de secretários do prefeito Valdomiro Lopes (PSB) pelo mesmo motivo. Na semana passada, o então procurador jurídico da prefeitura, Luiz Antonio Tavolaro, pediu demissão após ser apontado como um dos responsáveis pela elaboração de leis e de editais usados nas fraudes de licitações no Detran do governo do Rio Grande do Norte. Uma das fraudes seria justamente a do serviço de inspeção veicular, cuja concorrência teria sido dirigida para que o consórcio Inspar fosse o vencedor. Eliane e Tavolaro foram denunciados pelos crimes de fraude em licitação, peculato e formação de quadrilha. (AE)

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m juiz federal sentenciou o ex-governador de Illinois Rod Blagojevich a 14 anos de prisão, cerca de três anos depois de ele ser preso e acusado de um amplo caso de corrupção, incluindo uma tentativa de leiloar o assento deixado vago no Senado por Barack Obama, de acordo com uma reportagem do jornal The Wall Street Journal. Blagojevich, que chegou a ser uma estrela em ascensão no Partido Democrata, foi condenado em 18 acusações de corrupção.

Embora a defesa tenha argumentado que os deslizes de Blagojevich não custaram um centavo ao Estado, o juiz James Zagel afirmou que o verdadeiro custo era "a erosão da confiança no governo". Mais cedo, o ex-governador se dirigiu ao juiz de forma bastante contida, em contraste com sua presença geralmente animada. "Eu sou culpado", afirmou. "E eu me desculpo sinceramente. Eu não tenho a quem culpar a não ser a mim mesmo, minha estupidez."

Frank Polich/Getty Images/AFP

Nos EUA, governador pega 14 anos de prisão por corrupção

Rod Blagojevich: confissão

José Francisco das Neves, o Juquinha: depois de perder direção da Valec, pode ficar sem propriedades.

Ministro da Agricultura troca comando da Conab João Carlos Bona Garcia, juiz do TJM do RS, irá assumir a diretoria financeira.

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ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, anunciou ontem mudanças na direção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) após uma auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União) apontar irregularidades na companhia. João Carlos Bona Garcia, juiz aposentado do Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul, irá assumir a diretoria financeira da companhia. Segundo o ministro, Garcia fará uma revisão dos procedimentos de planejamento e execução orçamentária. "Tenho certeza de que os desafios da Conab serão integralmente cumpridos com a participação de Bona Garcia". Garcia também vai estruturar uma unidade de Controladoria que acompanhará as metas de resultado financeiro e proporá preços e tarifas pretendidas para a empresa, tanto na área de políticas públicas quanto na armazenagem de produtos em geral. Ribeiro destacou que o corpo de funcionários da estatal será fundamental na implementação dos ajustes estruturais e de gestão. "A companhia exerce um papel fundamental para as políticas públicas sociais, de abastecimento, de garantia de preço mínimo". O ministro ressaltou a importância da modernização administrativa como forma de alcançar resultados concretos no serviço público. "É uma exigência da presidente Dilma Rousseff fazer da Conab um órgão competente, capaz de gerir a política agrícola do ministério e ser parte ativa no aumento da produtividade brasileira". Recursos – Pelo contrato de gestão, o ministério da Agricultura disponibilizará re-

cursos orçamentários e financeiros à Conab, sempre respeitando o Plano Plurianual e da Lei Orçamentária Anual do Poder Executivo. Um Comitê de Acompanhamento e Avaliação do Plano de Trabalho fará a revisão do plano de trabalho anualmente ou sempre que for necessária a alteração dos objetivos. CGU – Relatório de auditoria da CGU mostra que operações irregulares de compra de produtos agrícolas feitas pela Conab podem ter levado a um prejuízo aos cofres públicos da ordem de R$ 228 milhões. Segundo a CGU, "a empresa Commerce Comércio de Grãos Ltda, que recebeu da Conab, por meio de sua filial em Jataí/GO, cerca de R$ 6,5 milhões, em 2011 e outros R$ 916 mil em 2010, está registrada em nome de 'laranjas' e tem sede de fachada". A denúncia foi feita pela Folha de S. Paulo. No total, o grupo que controla a Commerce recebeu outros R$ 27 milhões dos cofres públicos para a compra de milho de produtores de várias regiões do País. Segundo a CGU apurou, eles pagavam menos aos

produtores do que recebiam do governo. "O prejuízo estimado decorrente do descumprimento do preço mínimo e do limite de aquisição por produtor, praticados pelas empresas em aquisições de milho realizadas junto a alguns produtores rurais entrevistados pelos auditores, passa de R$ 1,1 milhão", diz o relatório. Auditoria – Denúncias de irregularidades em contratos levaram à demissão, em agosto, do então ministro Wagner Rossi. A auditoria da CGU foi realizada a pedido da presidente Dilma Rousseff e do próprio ex-ministro Rossi. "Várias pessoas foram afastadas, não sei quem. Não tive preocupação de afastar esse ou aquele até porque as pessoas não têm culpa de ser parente desse ou daquele". (Agências)

É uma exigência da presidente Dilma fazer da Conab um órgão competente, capaz de gerir a política agrícola do ministério. MENDES RIBEIRO

Uéslei Marcelino/Reuters/23.08.11

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Justiça Federal decretou a indisponibilidade de bens de José Francisco das Neves, o Juquinha, por suposta fraude de R$ 71 milhões em contrato para a construção da ferrovia NorteSul firmado pela Valec, empresa federal ligada ao ministério dos Transportes do qual ele era presidente até este ano. Os bens bloqueados são um apartamento avaliado em R$ 20 mil, uma casa no


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

7 A PF terá que esclarecer seu papel no episódio dos grampos no comitê tucano no Acre. Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB.

olítica

PF grampeou PSDB no Acre em 2010 Graças às interceptações, era possível monitorar a agenda e cada movimento do candidato tucano Tião Bocalon, que perdeu a eleição para Tião Vianna, do PT.

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P o l í c i a F e d e r a l da campanha de José Serra da grampeou o comi- falta de material de propagant ê e l e i t o r a l d o da do presidenciável tucano. "PSDB, Zeli, bom dia", atenPSDB no Acre na campanha de 2010. As escutas de a secretária do comitê tucatelefônicas às quais o Estado te- no. "Por favor, o Frank Lima esve acesso revelam detalhes da tá? É Silvana Rezende, da coorcampanha do candidato tuca- denação da campanha do Serno, Tião Bocalon, ao governo, ra em São Paulo. Eu precisava como definição de agendas, re- de muito santinho, de muito quisição de material de propa- adesivo, eu tenho cento e porganda. Até mesmo conversas rada de candidato (sic) estacom a coordenação nacional dual aqui, eles me pedem made José Serra à Presidência fo- terial do Serra, eu sou obrigado a dizer que não tenho", reclaram interceptadas. Graças às interceptações, era ma Lima. A seguir, ele admite possível monitorar a agenda e que recebeu pequena remessa de material, "do tamanho de cada movimento de Bocalon. uma caixa de A PF confirleite". mou ontem Lima lembra que, de fato, um que eles se fatelefone do DiVamos reagir lam no dia 19 de retório do com certeza a agosto, quase PSDB no Acre qualquer grampo, um mês e meio foi grampeado a qualquer de campanha, e pois, segundo o ele não tinha órgão, estava pretexto, no material de proem nome da deAcre ou em paganda. Silvaputada Antôqualquer lugar. na tenta mosnia Lúcia (PSCSERGIO GUERRA trar bom humor AC), alvo de ine reconhece: quérito por uso "Se demorar demais, chega de caixa 2 e fraude eleitoral. Daí porque, segundo a PF, depois da eleição", no que o inmuitas ligações para o partido, terlocutor dispara: "Na campara o comitê, ou originárias panha do (Geraldo) Alckmin, deste número, caíram na inter- isso infelizmente aconteceu". Em outro trecho, ele aponta ceptação. Na versão da Polícia Federal, a escuta foi indireta. A as falhas de comunicação na deputada nega que tenha cedi- campanha e critica a vice-presidente do PSDB: "Temos uma do o telefone ao comitê. Antônia Lúcia (PSC-AC), coordenadora do Norte que é a hoje deputada federal, foi coli- (senadora) Marisa Serrano, gada aos tucanos e adversária que não sabe nem onde fica do candidato Tião Viana (PT), Rondônia". Outro diálogo quase intergovernador eleito do Acre. As conversas relativas à de- cepta conversa do presidente putada Antônia Lúcia foram da Associação dos Magistraconsideradas ilegais e anula- dos do Acre, juiz Jordane Doudas pelo Tribunal Regional rado, com Bocalon. "Aqui é da Eleitoral (TRE) do Acre, em jul- Associação dos Magistrados, o gamento ocorrido em 19 de ou- presidente daqui, doutor Jortubro. "Não é possível a utili- dane, gostaria de falar com o zação de qualquer prova ati- candidato Tião Bocalon". A senente às interceptações telefô- cretária diz que ele não está e nicas existentes nos autos", repassa os celulares. Caso de Polícia – "A PF terá afirmou o juiz Marcelo Bassetto em seu voto, acolhido à una- que esclarecer seu papel nesse episódio", disse o presidente nimidade pelos julgadores. Serra – Em um dos diálogos, do PSDB, deputado Sérgio o secretário-geral do PSDB no Guerra (PE). Ele avisou que vai Acre, Frank Lima, reclama a pedir esclarecimentos ao miuma coordenadora nacional nistro da Justiça, José Eduardo

Helvio Romero/AE - 28.11.11

Serra: grampos são da mesma natureza das quebras ilegais de sigilo fiscal na tentativa de usá-los como armas eleitorais.

'É fato gravíssimo', acusa Serra Ex-governador de São Paulo cobra investigação 'a fundo' de grampo em comitê tucano no Acre

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ex-governador de São Paulo, José Serra, afirmou ontem, por meio de nota, que é um "fato gravíssimo" a informação, revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, de que a Polícia Federal (PF) grampeou o comitê eleitoral do PSDB no Acre durante a campanha eleitoral de 2010.

As escutas telefônicas a que o jornal teve acesso revelam detalhes da campanha do então candidato do PSDB ao governo estadual, Tião Bocalon (ve j a matéria ao lado) e conversas com a coordenação de campanha do então candidato José Serra, à sucessão presidencial no ano passado.

"É um fato gravíssimo que precisa ser investigado a fundo. Acrescenta-se a outros episódios da mesma natureza, como as quebras ilegais de sigilo fiscal na tentativa de usá-los como armas eleitorais", comentou o exgovernador. Em 2009, um ano antes da campanha eleitoral, o sigilo fiscal da filha de Serra, Ve-

Cardozo. "É uma denúncia muito grave. Vamos reagir com certeza a qualquer grampo, a qualquer pretexto, no Acre ou em qualquer lugar". A PF informou que todas as conversas sem relação com o crime investigado foram excluídas do relatório final do inquérito, mas não podiam ser

eliminadas dos autos. A lei prevê que todas as interceptações sejam preservadas, mesmo as imprestáveis, para investigações futuras em caso de abuso dos policiais. Segundo a PF, a denúncia da deputada não procede e foi arquivada pelo Ministério Público Federal, que considerou as

alegações "sem fundamento". O órgão garantiu que todos os telefones com conversas grampeadas estavam no nome da deputada. E que as interceptações das conversas recebidas ou feitas para aqueles números foram deferidas pela Justiça e submetidas à fiscalização do MP.

rônica Serra, foi quebrado, bem como de lideranças do PSDB. Jantar – Para angariar recursos para o partido, o PSDB promoveu jantar com empresários e sindicalistas. Serra elogiou o evento e disse que mesmo custando "R$ 500", estava mais cheio que em outros anos – havia cerca de 400 pessoas. (AE)

PT no Acre – Os irmãos petistas Tião Viana, governador do Acre, e Jorge Viana, senador e relator do novo Código Florestal, revezam-se no comando do estado há 20 anos. Tião Viana venceu Tião Bocalon no a n o p a s s a d o p o r m a rg e m apertada: cerca de 7 mil votos –ou 32% do eleitorado. (AE)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A legislação está de acordo com a visão desenvolvimentista de Dilma. The Wall Street Journal

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aprovação do texto-base da reforma do Código Florestal, na noite de terça-feira, permite o avanço da criação de camarões em parte das áreas de manguezais do País além de prever a recuperação de parte das áreas desmatadas, sobretudo às margens de rios. Por isso, entre outros itens, o texto final não agrada integralmente nem ruralistas nem ambientalistas, embora conte com o aval do governo. "Velhas teses dos dois lados foram abandonadas, mitos caíram", comentou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que participou dos bastidores do acordo. A expectativa era a de que o texto fosse votado no plenário da Câmara na próxima quinta-feira, mas o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), não há tempo hábil para tratar do assunto antes do recesso parlamentar, que começa no dia 21. Camarão – O lobby dos criadores de camarão foi forte. Pelo acordo selado, eles poderão ampliar sua atividade em até 10% nas áreas dos chamados apicuns da Amazônia e em 35% nessas áreas no Nordeste. A produção de sal também ficou liberada nesses limites. O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ca-

Sérgio Lima/Folhapress

Presidente Marco Maia reúne líderes para discutir pauta de votação do novo texto do Código recém-aprovado pelo Senado.

Código Florestal desagrada a todos Depois de muita briga em plenário, nem ambientalistas nem ruralistas ficaram satisfeitos com texto aprovado marão, Itamar Rocha, defendia a liberação completa da atividade, conforme previa texto aprovado pela Câmara, mas comemorou o acordo. O negócio movimenta R$ 1 bilhão por ano. A intenção do setor é a de

ampliar em até 50 vezes a área de cultivo. A proposta aprovada anteontem é um meio termo entre o que os dois blocos defendiam. Vegetação nativa – Dos cerca de 900 mil km² de vegetação

nativa desmatada em Áreas de P re s e r v a ç ã o P e r m a n e n t e (APPs) e de Reserva Legal, uma terça parte poderá ser recuperada ou compensada, de acordo com as novas regras em discussão. O relator Jorge Via-

na (PT-AC) estima que o novo código exigirá a recuperação de cerca de 20 mil km² de vegetação nativa por ano, nos próximos 20 anos. Os números não são precisos, porque dependem de in-

formações do futuro Cadastro Ambiental Rural, a que todos os produtores rurais ficarão obrigados a preencher no prazo de um ano, prorrogável por mais 12 meses. Pelo texto, ficam mantidas, para o futuro, as atuais regras de proteção da vegetação nativa em um porcentual de 20% a 80% das propriedades privadas do País, dependendo do bioma. Também ficam mantidas para o futuro as regras de proteção das APPs, de 30 a 500 metros às margens de rios, dependendo da largura deles. Foi aprovado ainda que pequenos produtores, com imóveis até 4 módulos fiscais (de 20 a 400 hectares, dependendo do município) terão condições especiais de recuperação da área desmatada, a começar pela dispensa de recomposição da reserva legal. Nas APPs, os pequenos terão de recompor de 15 a 100 metros às margens de rios. A estimativa é a de que o benefício alcançará 88% dos estabelecimentos rurais do País ou cerca de 4,5 milhões de imóveis, que usam pouco mais da quarta parte da área ocupada pela agricultura ou pecuária. Imóveis desmatados até 2008 poderão regularizar a ocupação por meio de regras que serão definidas pela União e detalhadas pelos Estados. (AE)

Beto Oliveira/Agência Câmara

Ruralistas reagem. E até ameaçam resistir

Caiado: providenciar laudo técnico para atestar a regularidade ambiental da propriedade vai sair caro, reclama o deputado.

Principal queixa é contra os custos para regularização obrigatória da propriedade

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encida a etapa de aprovação no Senado, o projeto do novo Código Florestal pode agora enfrentar resistência na Câmara dos Deputados. Apesar das negociações promovidas pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD-TO), e pelo relator SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS

SUBPREFEITURA DE JAÇANÃ/TREMEMBÉ EXTRATO DO EDITAL TOMADA DE PREÇOS Nº 03/ SP - JT / 2011 TIPO:Menor preço REGIME DE EXECUÇÃO:Empreitada por preço unitário PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2009-0.184.887-1 I - OBJETO DA LICITAÇÃO A presente licitação tem por objeto a contratação de empresa para execução de READEQUAÇÃO/RECONSTRUÇÃO DE PASSEIOS PÚBLICOS COM IMPLANTAÇÃO DE MELHORIAS PARA ACESSIBILIDADE DA RUA BENJAMIN PEREIRA, TRECHO ENTRE A PRAÇA JOÃO BATISTA VASQUES E A RUA CALANDRA, na circunscrição da Subprefeitura de Jaçanã /Tremembé. II - DATA A sessão pública de abertura do certame será realizada às 11h00 horas do dia 19/12/2011, na Sala de Reuniões da Subprefeitura de Jaçanã /Tremembé, situada na Avenida Luis Stamatis, nº 300, Jaçanã.

SECRETARIA DO VERDE E DO MEIO AMBIENTE COMUNICADO DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL Nº 084/SVMA/2011 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2011-0.253.532-6 - OBJETO: CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TÉCNICOS DE MANEJO E CONSERVAÇÃO DOS PARQUES MUNICIPAIS DO GRUPO PIQUERI: PARQUE PIQUERI, PARQUE CHÁCARA DAS FLORES, PARQUE CHICO MENDES, PARQUE RAUL SEIXAS E PARQUE SANTA AMÉLIA. A COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO - CPL.4, COMUNICA aos interessados que a sessão de abertura do certame em epígrafe fica Redesignada para o dia 12 de dezembro de 2011 às 10h00, na Rua do Paraíso, 387/389, 11º andar, Capital, no prédio da SECRETARIA MUNICIPAL DO VERDE E DO MEIO AMBIENTE, quando as empresas interessadas em participar deverão entregar os documentos referentes ao Credenciamento, a Declaração de Cumprimento das Condições de Habilitação, os envelopes contendo a Proposta de Preços e os Documentos de Habilitação, diretamente ao Pregoeiro.

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS SUBPREFEITURA DE VILA PRUDENTE/ SAPOPEMBA

COMUNICADO DE ABERTURA Tomada de Preços: 06/SP-VP-SB/2011 Processo: 2011-0.257.312-0 Objeto: REVITALIZAÇÃO DE PRAÇA, REFORMA DE QUADRA POLIESPORTIVA, CALÇADA EM CONCRETO MOLDADO, PAISAGISMO, INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS, COM FORNECIMENTO DE MATERIAS E MÃO DE OBRA ESPECIALIZADA NA PRAÇA MARIA FARDO COLACCIOPO, CONFORME DESCRIÇÃO DETALHADA NO ANEXO I - MEMORIAL DESCRITIVO, ANEXO V PLANILHA QUANTITATIVA ORÇAMENTÁRIA E ANEXO VI - PROJETO EXECUTIVO. A abertura da sessão pública da Tomada de Preços ocorrerá às 14h00min do dia 26/12/11, na Avenida do Oratório, 172, Jd. Independência, no Auditório desta Subprefeitura Vila Prudente/Sapopemba. Os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas deverão ser entregues diretamente à Comissão de Licitação. O caderno de licitação composto do edital e anexos poderá ser consultado na Subprefeitura Vila Prudente/Sapopemba, no endereço mencionado, até o último dia útil que anteceder a ABERTURA DO CERTAME e poderá ser obtido em formato eletrônico, extensão “doc” (edital e anexos), nesse mesmo local, retirando-se disquete de 3,5”de alta densidade, mediante a entrega, no mesmo ato, de um disquete novo, ou ainda, gratuitamente, via internet no endereço da Prefeitura de São Paulo: http//e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br Data VisitaTécnica Obrigatória: 21/12/11 às 10h00 (tolerância máxima 15 minutos).

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SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS SUBPREFEITURA DE JAÇANÃ/TREMEMBÉ

EXTRATO DO EDITAL TOMADA DE PREÇOS Nº 04/SP-JT/2011 TIPO:MENOR PREÇO REGIME DE EXECUÇÃO:EMPREITADA POR PREÇO UNITÁRIO PROCESSO Nº:2009-0.184.885-5 1.OBJETO DA LICITAÇÃO A presente licitação tem por objeto a contratação de empresa para execução de READEQUAÇÃO/RECONSTRUÇÃO DOS PASSEIOS PÚBLICOS COM IMPLANTAÇÃO DE MELHORIAS PARA ACESSIBILIDADE NA RUA MARIA AMÁLIA LOPES DE AZEVEDO ENTRE A PRAÇA MARIQUINHA SCIASCIA E AV.NOVA CANTAREIRA na circunscrição da Subprefeitura de Jaçanã /Tremembé. 2.DATA A sessão pública de abertura do certame será realizada às 11h00 do dia 22/12/2011, na Sala de Reuniões da Subprefeitura de Jaçanã/Tremembé, situada na Av. Luis Stamatis, 300 - Jaçanã.

SECRETARIA EXECUTIVA DE COMUNICAÇÃO COMUNICADO PREGÃO PRESENCIAL 002/SECOM/2011 - PROCESSO 2010-0.120.795-1 OBJETO DA LICITAÇÃO: Contratação de empresa especializada na prestação de serviços técnicos necessários à implantação de procedimentos, operação e gestão continuada de central de atendimento telefônico, ativa e receptiva, exclusiva para a Prefeitura do Município de São Paulo, abrangendo todos os recursos necessários à sua operacionalização, incluindo conexão com os sistemas aplicativos hospedados na Prodam, para consulta às informações e registros das solicitações recebidas. ASSUNTO: Devolução dos Envelopes dos Documentos de Habilitação. O Pregoeiro comunica a todos os interessados que encontra-se à disposição das Licitantes os envelopes contendo os documentos de habilitação entregues na data de 28 de março de 2011. Os referidos envelopes poderão ser retirados entre os dias 08/12/2011 a 16/12/2011, das 09:00 às 17:00 horas, no Viaduto do Chá, nº 15, 6º andar, Setor de Licitações e Compras. Após o período supra, os envelopes que não forem retirados serão destruídos.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃOTÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 290/2011-SMS.G, processo 2011-0.228.787-0, destinado ao registro de preços para FORNECIMENTO DE SISTEMA PARA COLETA DE SANGUE À VÁCUO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Laboratório, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 21 de dezembro de 2011, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 293/2011-SMS.G, processo 2011-0.202.944-7, destinado ao registro de preços para FORNECIMENTO DE FILME RADIOLÓGICO OCLUSAL, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14 horas do dia 19 de dezembro de 2011, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 299/2011-SMS.G, processo 2011-0.245.416-4, destinado ao registro de preços para FORNECIMENTO DE CLORIDRATO DE LIDOCAÍNA 20MG/ML COM VASOCONSTRITOR, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 22 de dezembro de 2011, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

da matéria, senador Jorge Via- tar a regularidade ambiental na (PT-AC), com a bancada ru- da propriedade. ralista da Câmara, o texto que Crédito difícil – Além disso, foi aprovado na terça-feira e Caiado queixou-se do trecho não foi bem reda proposta cebido por um aprovada que dos represenimpedirá os É uma homenagem produtores irtantes da bancada ruralista na regulares de ao suicídio do Casa, o deputaconseguir créprodutor rural. do Ronaldo dito. "O texto DEPUTADO RONALDO CAIADO Caiado (DEMdo Senado é cla(DEM-GO), INCONFORMADO GO). ro. Em dois COM AS EXIGÊNCIAS DE " É u m a h oa n o s , 5 , 2 m iREGULARIZAÇÃO AMBIENTAL menagem ao l h õ e s d e p roIMPOSTAS AO TEXTO-BASE DO suicídio do propriedades terão dutor rural", de estar incluíNOVO CÓDIGO FLORESTAL. declarou Caiadas no plano de do ontem. Ele acha que as exi- regularização ambiental. Segências de regularização am- não, estarão bloqueadas, no fibiental, que estão no substitu- nal do quinto ano, de qualquer tivo aprovado no Senado, cus- crédito rural". tarão muito caro aos Apesar de Caiado defender produtores rurais. o texto elaborado na Câmara Caiado alega que o custo não antes da votação pelo Senado, será apenas o do refloresta- a senadora Kátia Abreu acredimento, mas também o da con- ta que a maioria dos ruralistas tratação de profissionais que irá votar a favor do substitutifazem laudo técnico para ates- vo de Jorge Viana. (ABr)

Aprovação foi destaque na imprensa internacional

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aprovação do novo Código Florestal pelo Senado representa "uma mensagem contraditória" do Brasil para o resto do mundo, segundo avaliou o jornal espanhol El País , em sua edição de ontem. A reportagem lembra que código "que flexibiliza as regras para preservar a vegetação e abre a porta para uma anistia para os que foram condenados por delitos de desmatamento, que contribuem para a mudança climática", foi aclamado pelo Senado logo depois – apenas um dia – de o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) alardear que a área desmatada na Amazônia no último ano até agosto foi a menor desde 1988. Segundo outro jornal espanhol, o AB C, o texto recémaprovado "deixa vulneráveis 400 mil quilômetros quadrados da Amazônia, um quinto dela". Seria como desmatar "uma Alemanha e uma Suíça inteiras", compara o jornal. "Mas há pesquisas que apontam que a área em perigo é de 700 mil km2, quase uma Espanha e meia desmatada".

"De nada serviram os alertas de diversas organizações não governamentais nacionais e internacionais, ecologistas e da comunidade científica brasileira frente ao poder da indústria agropecuária brasileira no Congresso". O fato também foi assunto dos jornais norte-americanos. O Wall Street Journal, por exemplo, registrou que a questão "divide a nação" e levanta "preocupações em relação aos custos ambientais da estratégia do Brasil de empregar seus vastos recursos naturais para gerar crescimento econômico". "Nos últimos anos, o Brasil abriu novas minas na Amazônia e está investindo dezenas de bilhões de dólares na construção de imensas usinas hidrelétricas na Amazônia para colher o potencial energético dos rios da floresta", ressalta. "A legislação está de acordo com a visão desenvolvimentista de Dilma, mas sancionála corre o risco de alienar os grupos ambientalistas no seu partido de esquerda, que já prometeram pressioná-la para vetar partes do Código", anotou o jornal. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

9 PERU Chefe da guerrilha maoísta do Sendero Luminoso pede trégua ao governo

nternacional AFP - 21/02/11

ISRAEL Ex-presidente Moshe Katsav começa a cumprir pena de sete anos por estupro

ELE VOLTOU D

iante das denúncias de fraude nas eleições parlamentares do último domingo, o último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, pediu ontem que as autoridades russas anulem os resultados e convoquem um novo pleito. "Os dirigentes do país devem admitir a ocorrência de inúmeras falsificações e fraudes, e que os resultados não refletem a vontade dos eleitores", disse Gorbachev à agência Interfax. As reformas promovidas por

As reformas promovidas pelo ex-líder soviético mudaram o mundo no último quarto do século 20

AFP

Gorbachev pede novas eleições

Putin quer voltar a ser presidente

Gorbachev, a Perestroika e a Glasnost, nos anos 1980, alteraram o curso da história ao acelerar o colapso da União Soviética e libertar o leste europeu. Ontem, manifestantes saíram

pelo terceiro dia às ruas de Moscou e São Petersburgo para contestar o pleito que deu maioria ao Rússia Unida, do premiê Vladimir Putin. No entanto, desta vez eles estavam em menor número: cerca de 300 em cada cidade. Enquanto os opositores foram às ruas, Putin registrou ontem sua candidatura para participar da eleição presidencial de março do ano que vem. Ele foi presidente de 2000 a 2008 e agora é premiê, mas continua o principal líder da Rússia. (Agências)

ASSAD FALA À REDE ABC

SÓ UM LOUCO MATA SEU POVO vante na Síria, o líder deixou escapar uma risada ao ser indagado se sente culpa pelos milhares de mortos na repressão iniciada em março. "Fiz o melhor para proteger meu povo", respondeu. "Você não pode se sentir culpado quando faz seu melhor", afirmou. "A maioria das pessoas que foram mortas é de simpatizantes do governo, não o contrário", acrescentou. ONU - Para o ditador, o relatório da comissão independente da ONU liderada pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, que acusou o regime de cometer crimes contra a humanidade, carece de provas. "Quem disse que a ONU é uma instituição com credibilidade?", questionou Assad. Em seguida, soltou uma gargalhada ao explicar por que, apesar da descrença, mantém embaixador na organização. "É um jogo que jogamos, não quer dizer que acreditamos (na ONU)", declarou ele. O líder sírio, que herdou o poder de seu pai, em 2000, insiste que extremistas com uma agenda externa para desestabilizar a Síria estão por trás das manifestações, não pessoas que de fato buscam reformas para abrir o sistema político autocrático da nação. No entanto, ativistas e membros da oposição refutam essas acusações, alegando que eles estão pedindo liberdades legítimas após mais de 40 anos de repressão sob a dinastia Assad. (Agências)

Ciro De Luca/Reuters

Zagaria (centro) era procurado pela polícia italiana há 15 anos

Assad (à esq.) disse à jornalista norte-americana que não tem controle sobre o Exército, mas admitiu que alguns membros foram longe demais.

Novo governo, novos poderes. Premiê egípcio toma posse com mais funções. Controle do Exército não é uma delas.

A

junta militar que governa interinamente o Egito outorgou ontem mais poderes ao recém-nomeado primeiro-ministro, Kamal alGanzouri. Ele assumirá algumas tarefas da Presidência, mas não terá controle sobre o Exército nem o Judiciário. Ganzouri, que foi premiê durante o regime de Hosni Mubarak, disse que seu objetivo era dirigir "um governo de salvação da revolução". O novo governo tomou posse ontem, duas semanas após a demissão do Executivo anterior por conta de protestos. El eiçõ es - As autoridades eleitorais confirmaram ontem que o Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade Muçulmana, venceu a primeira das três fases das eleições legislativas. O PLJ recebeu 36,6% dos votos, seguido pelo partido linha-dura Al-Nour, com 24,3%. (Agências)

Amr Abdallah Dalsh/Reuters

S

orridente e com a aparência descontraída, o presidente sírio, Bashar al-Assad, negou, em entrevista a uma TV norte-americana, que tenha ordenado a repressão a dissidentes que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), já deixou mais de 4 mil mortos. Segundo Assad, só um "louco" mata a sua população. Em resposta, o Departamento de Estado dos EUA, por meio do porta-voz Mark Toner, afirmou que Assad está "desconectado" da realidade ou de fato "louco" ao dizer que não era responsável pela morte dos manifestantes. "Nós não matamos nosso povo... nenhum governo no mundo mata seu povo, a menos que seja liderado por um louco," disse Assad à veterana jornalista Barbara Walters, em entrevista divulgada ontem. Questionado sobre a brutalidade das tropas sírias durante as repressões, Assad afirmou: "Elas são forças militares que pertencem ao governo. Não me pertencem. Sou o presidente. Não sou o dono do país." Ele admitiu, porém, que alguns membros de suas Forças Armadas foram longe demais, mas disse que eles foram punidos por suas ações. "Cada reação brutal foi cometida por um indivíduo, não por uma instituição, é isso o que vocês precisam saber", disse Assad. Na entrevista, que segundo a rede ABC foi sua primeira exclusiva cara a cara desde o le-

Divulgação/AFP

O presidente sírio, Bashar al-Assad, nega que tenha ordenado matar manifestantes e se esquiva de responsabilidade sobre as ações do Exército.

DISPOSIÇÃO – Uma egípcia carrega um botijão de gás distribuído pelo Exército no Cairo. Com a queda do regime de Hosni Mubarak, a falta de segurança no Egito resultou no crescimento do mercado negro de gás de cozinha e, consequentemente, no aumento nos preços.

Reuters - 07/02/05

A queda do chefão A

polícia italiana capturou ontem um dos supostos mafiosos foragidos mais procurados do país, Michele Zagaria, de um dos clãs mais sanguinários da Camorra, a máfia do norte de Nápoles. Procurado há 15 anos, Zagaria foi detido em um bunker em Casapesenna, na sua província natal de Caserta. Os agentes tiveram que escavar parte do local onde Zagaria estava escondido para poder capturá-lo. Ao ser deti-

do, ele disse: "Vocês venceram. O Estado venceu". O líder do poderoso clã Casalesi – apelidado "capastorta" ou "cabeça virada", em uma referência à sua brutalidade – é acusado de associação ilícita de tipo mafiosa, assassinato, extorsão e roubo a mão armada. O clã de Zagaria inspirou o best-seller "Gomorra: a história real de um jornalista," escrito por Roberto Saviano e que virou um filme premiado e graficamente violento. (Agências)

Fuga para o México U

No passaporte falso, o novo nome de Saadi era Daniel Béjar Hanan.

ma paradisíaca praia da costa oeste mexicana, reduto de celebridades como Lady Gaga e Charlie Sheen. Esse tinha sido o local escolhido por Saadi Kadafi, filho do ex-ditador líbio Muamar Kadafi, para se esconder com a família após a queda do regime. No entanto, o plano de fuga, divulgado ontem, fracassou. O México descobriu, em setembro, o esquema montado por dois mexicanos, uma canadense e um dinamarquês para

trazer o terceiro filho de Kadafi e sua família do Níger, onde está em prisão domiciliar, para a vila de Punta Mita. Os criminosos, presos entre 10 e 11 de novembro, já tinham comprado imóveis no México e providenciado documentos mexicanos falsos. Saadi, um ex-jogador de futebol profissional, viajaria em um avião particular aos EUA, Canadá, Kosovo e países do Oriente Médio antes de desembarcar no México. (Agências)


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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

MORADORES DA PAULISTA Rafael e Monica, moradores do trecho final da Avenida Paulista evitam usar a portaria principal a partir de determinado horário.

idades

Aos 120 anos, nem só de glamour vive a Avenida Paulista

HISTÓRIA EM TRÊS TEMPOS

Trecho entre a Consolação e a Angélica sofre com abandono e usuários de crack Valdir Sanches

Fotos de Chico Ferreira/Luz

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Newton Santo

s - 19/07/20

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Reprodução/Newton Santos - 19/07/2006

Reprodução/

iz-se que a Avenida Paulista é como casamento: começa no Paraíso e termina na Consolação. O ditado é espirituoso, mas tem um defeito. A Paulista começa na praça Oswaldo Cruz, no bairro do Paraíso, é verdade. Mas não termina na Rua da Consolação, como muita gente pensa. Ela atravessa essa rua e torna-se modesta via de pista única, com três faixas de trânsito. Passa pelo fim da Avenida Angélica e, aí sim, chega ao seu final, na Rua Minas Gerais. Dois pequenos quarteirões. No lado esquerdo, nessa Paulista desconhecida, abre-se uma praça, a Marechal Cordeiro de Farias. Pequena e com árvores, chega a dar à avenida certo aspecto bucólico. Este lugar esquecido, que em nada lembra a via mais famosa da cidade, parece ter sido redescoberto por estes dias. Justamente quando a Paulista chega aos seus 120 anos, data que se comemora hoje. Iluminação e pisos novos estão chegando para mudar uma triste realidade. De frente para a praça está o Metrópolis, bar que há 26 anos tem uma mesma atração: bandas de rock’n roll. Bill Harley e seus Cometas, e Elvis (covers) ainda aparecem por ali. Tudo muito agradável, às onze da manhã. Até que o gerente do bar, Hélio Diniz, começa a falar. Crack – Segundo ele, à noite a praça é escura e desprotegida. Bem ali perto, no túnel da alça que leva à Avenida Rebouças e nas proximidades, vivem mendigos e usuários de crack. Anoitece, eles ocupam a praça. “Os assaltos são constantes, principalmente contra mulheres.” No viaduto ocorrem arrastões. “Por um tempo uma viatura da polícia ficou por ali, mas foi retirada.” Muitas pessoas que chegam a esse trecho não sabem de nada disso. Se vieram para a Paulista, esperavam o movimentado corredor de duas pistas entre paredões de edifíc i o s , n o m á x i m o c o m s k inheads alucinados, mas nunca com uma cracolândia. Foi o que aconteceu com o síndico do Edifício Rio Negro, Wanderley Sitrini. Quando conseguiu o emprego, ficou contente porque ia trabalhar na Avenida Paulista. No dia em que chegou ao prédio, descobriu que ele está em uma ruazinha comum, adiante da Rua da Consolação. O Rio Negro tem advogados, médicos e escritórios comerciais. Alguns clientes chegam com o mesmo ar de espanto de Wanderley em seu primeiro dia. Ele, na verdade, está feliz. Acha o lugar agradável.

Paulo Pampolin/Digna Imagem - 15/07/2004

Trecho final da Paulista, longe do famoso agito: assaltos a pedestres

Sua jornada de trabalho termina com a luz do dia. Às cinco, antes da ocupação da praça, volta para a sua casa. No primeiro quarteirão do trecho, entre Consolação e Angélica, fica o Edifício Anchieta. Residencial, tem dez andares. Na primeira vez que esteve no prédio, a pedagoga Mônica Maziê entrou pela garagem, que abre para a Avenida Angélica. Queria alugar um apartamento, e um corretor a levou. E st ra té gi as – Depois que ocupou o imóvel, descobriu que estava morando na Avenida Paulista. “Eu não sabia que não era na Angélica”, relembra. “Achei estranhíssimo este pedaço.” Mais estranho foi saber o que acontecia à noite, nesse trecho mal iluminado. Mônica e os dois filhos, um casal de jovens, adotaram certas regras estratégicas. Nunca entram no prédio pela portaria social, que fica na Paulista. Mesmo que eles cheguem de táxi, usam a portaria da garagem, por achar a Avenida Angélica mais segura. O filho, Raphael, estudante de Direito, leva o cachorro para passear. Mas evita a praça. A aparência do cão não estimula a aproximação de qualquer pessoa mal intencionada. Mônica o descreve assim: “Parece cruzamento de mula com porco, tem cara de tubarão e olho de japonês.” Trata-se de um bullterrier, raça descendente de buldogues. A família deve mudar-se em seis meses, quando concluir

Escultura em formato de arco-íris carece de limpeza e iluminação

negociações com um apartamento que está comprando. Antes, por 16 anos, morou em Higienópolis. Lá, conta Mônica, o problema eram os mendigos, mas sem crack. Acabou se acostumando a lidar com eles. Conta que, certo dia, foi abordada quando ia entrar no Pão de Açúcar. “O sujeito me pediu para comprar um pacote de cinco quilos de arroz, e disse a marca: Tio João.” A Praça Marechal Cordeiro de Farias, a deste trecho da Paulista, é também conhecida como Praça dos Arcos. Nela foi instalada, em 1991, no centenário da avenida, uma escultura formada por vários arcos coloridos, sob os quais as pessoas podem passar. Arco-íris – O gerente Hélio, do Metrópolis, descreve como os arcos ficavam iluminados, com focos de luz diferentes. "Muito bonito, parecia um arco-íris." A escultura também é chamada assim, Arco-Íris. Hoje tem a pintura gasta, e as luzes não se acendem mais. A praça, na verdade, tem duas áreas distintas. A primeira, onde estão os arcos, é pequena e está toda plantada por grama ou vegetação baixa. Uma pracinha... À sua direita fica um espaço maior, de cimento, inteiramente árido, a não ser pelo começo do arvoredo que desce para o Pacaembu. Essa área é toda cercada com uma mureta circular. No lado de dentro, correm, acompanhando o contorno, bancos de cimento. Na mureta, um anônimo declara seu amor por Mayra. É uma no pastiche de pichações, que dão um aspecto ruim ao lugar. Em certo ponto, há duas pequenas rampas de skate. Aos domingos, quando recebe skatistas, “isso aí fica bonito”, no dizer de Hélio. O último número da Avenida Paulista é o 2678, na esquina com a Rua Minas Gerais. Ali ficava o Zeibar’s, que fechou há uns oito anos. Restou a fachada, parcialmente coberta por tábuas, inteiramente pichadas. A Paulista, quem diria, termina em uma pichação.

Desde 1891, muitas transformações

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esde que foi inaugurada, no dia 8 de dezembro de 1891, a Avenida Paulista passou por diversas fases. A via foi aberta no século 19 por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, para abrigar paulistas que desejavam adquirir seu espaço na cidade, que começava sua expansão para além dos limites do Centro Velho. Quando foi

inaugurada, cogitou-se outros nomes, como Prado de São Paulo e Avenida das Acácias. Desde o começo, quando ainda parecia uma estrada aberta no meio do nada na colina (primeira foto), a Paulista sempre teve uma vocação para abrigar a aristocracia paulistana. Essa vocação seria confirmada no início do século 20, quando começaram a ser erguidos

os belos casarões para abrigar a aristocracia enriquecida pelo café (foto do meio). A partir de meados da década de 1950, e com mais intensidade a partir dos anos 1960, os velhos casarões começaram a ceder o espaço para os arranha-céus que caracterizam a atual avenida, um dos principais centros financeiros do País (foto acima). (Da Redação)

Prefeitura promete obras no trecho

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e as previsões se confirmarem, os moradores e os que trabalham no trecho final e pouco conhecido da Avenida Paulista (Rua da Consolação à Rua Minas Gerais) chegarão ao Natal com nova iluminação. O calçamento, que também será trocado, demora um pouco mais: um mês e meio. Como aconteceu em janeiro, na parte conhecida da avenida, o trecho final receberá postes decorativos. Na Praça Marechal Cordeiro de Farias, situada no trecho final, haverá postes de 7,5 metros com uma luminária. Os arredores, que concentram indigentes e usuários de crack, também receberão a nova ilu-

minação. Serão beneficiados o túnel da alça que leva da Paulista à Avenida Rebouças, o acesso da Avenida Dr. Arnaldo para a Paulista e um trecho da Rua Minas Gerais. O engenheiro Luiz Arruda, da empresa Conecta, contratada para o serviço, explica que as lâmpadas são de vapor metálico, que produz uma luz bem branca. Como as que, no trecho principal, substituíram as amarelas de vapor de sódio. O conceito técnico é de que essas lâmpadas consomem 30% menos de energia, iluminam melhor e têm vida útil mais extensa. Destacam mais as cores e o contorno dos objetos.

O calçamento do trecho final está gasto por décadas de uso. Os ladrilhos com o mapa estilizado do Estado de São Paulo, alternados em preto e branco, fizeram muito sucesso a partir dos anos 1960. A reforma das guias e sarjetas está quase pronta. Os ladrilhos serão retirados e, em seu lugar, virá o novo piso, com a mesma técnica usada no trecho principal da avenida, há dois anos: concreto moldado na própria calçada. As novas calçadas terão rampas de acesso a cadeirantes e faixa de piso podotátil. Este, com desenhos em alto relevo, pode ser sentido pelos pés – e assim orientam pessoas com visão deficiente. (VS)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

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Para enfrentar e vencer esse desafio, temos de ter a cabeça aberta e aceitar todas as iniciativas tomadas pela sociedade Dilma Rousseff

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Lula Marques/Folhapress

Daniel Teixeira/AE

Em Brasília, próximo à Esplanada dos Ministérios, usuário de crack (acima) prepara cachimbo para fumar a droga. À direita, movimento de dependentes na Cracolândia de São Paulo, localizada no bairro da Luz, zona central da cidade

R$ 4 bi contra a epidemia de crack O Com medidas na área da saúde e da segurança pública, o governo federal anunciou ontem plano ambicioso de combate às drogas em todo o País

governo federal lançou ontem um plano nacional para enfrentar o crack, com investimento estimado de R$ 4 bilhões e que prevê medidas nas áreas de saúde e segurança. Uma das medidas anunciadas em cerimônia no Palácio do Planalto é a instalação de câmeras em locais onde se concentram usuários da droga - as cracolândias. "Com câmeras fixas, teremos imagens que permitirão a fiscalização e policiamento das áreas", disse o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça. O ministro disse que as centrais de monitoramento também vão poder evitar eventuais "desvios de conduta" das autoridades. A intenção é manter um policiamento ostensivo nessas regiões e revitalizar esses espaços. Com o slogan "Crack, é possível vencer", as ações do plano de combate à droga estão divididas em três eixos: atendimento aos dependentes e familiares, combate ao tráfico de drogas e prevenção. Estados e municípios também devem colaborar com a iniciativa da União. "O crack tem a mesma dimensão do desafio de combate à Aids. Tecnicamente, estamos diante de uma epidemia do crack no País", disse o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, em referência ao aumento de número de casos de dependentes químicos e de sua distribuição no País.

André Dusek/AE

A presidente Dilma Rousseff ao anunciar o plano de combate ao crack

O plano prevê um total de 308 consultórios de rua em todo o País, até 2014. Formados por médicos, enfermeiros e psicólogos, devem atender os usuários de droga, com foco na população de rua. Outra novidade é a criação de enfermarias especializadas nos hospitais do SUS. Até 2014, o Ministério da Saúde prevê o repasse de recursos para a criação de 2.462 leitos, que serão usados para atendimentos e internações de curta duração durante crises de abstinência e em casos de intoxicações graves. O valor pago pela diária também crescerá quatro vezes, chegando a R$ 200. "Para enfrentar e vencer esse desafio, temos de ter a cabeça aberta e aceitar todas as iniciativas tomadas pela sociedade", disse a presidente Dilma Rousseff. O ministro da Saúde afir-

mou que o governo pretende ter 430 unidades de acolhimento para internação de usuários de drogas. Outras 188 unidades serão específicas para o atendimento de crianças e adolescentes dependentes. Padilha, no entanto, não detalhou como será feito o acolhimento e internação dessas pessoas, alvo de polêmica no Rio de Janeiro, onde desde 30 de maio o governo local realiza internação compulsória de crianças e adolescentes. O ministro também não apresentou o mapa encomendado pelo governo que identificou a presença de cracolândias em todo o País. O plano prevê ainda o financiamento público de atividades de comunidades terapêuticas. Versão preliminar do plano previa investimentos de R$ 300 milhões do governo federal, nos próximos quatro anos,

em projetos culturais, de habilidades sociais e esportivas desenvolvidas por comunidades terapêuticas. No mês passado, relatório do Conselho Federal de Psicologia apontou violações a direitos humanos em 68 dessas entidades visitadas aleatoriamente. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estima a presença de 3.000 comunidades terapêuticas no País, abrigando cerca de 60 mil dependentes. Na área da segurança, o objetivo do plano é a integração das áreas de inteligência da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e polícias estaduais, além do aumento do policiamento ostensivo nos pontos de uso de drogas. Também serão intensificadas as ações de combate ao tráfico nas regiões de fronteira. Para isso, o governo pretende contratar mais 2 mil policiais para a PF e PRF. Outra medida é a exigência de padronização, por parte dos Estados, nas estatísticas criminais enviadas ao governo federal. Somente no Programa de Prevenção do Uso de Drogas na Escola, a proposta é capacitar 210 mil professores e 3.300 policiais para a prevenção do uso de drogas em 42 mil escolas públicas. Outra medida é facilitar o acesso ao serviço VivaVoz, de orientação sobre drogas pelo telefone. O número passará do atual 0800-510-0015 para um de três dígitos, o 132. (Folhapress)

Pouca multa mostra maior adesão à lei Antiálcool Marisa Folgato

A

gentes da Vigilância Sanitária Estadual e municipais, além do Procon, já multaram 164 estabelecimentos comerciais nos primeiros 15 dias de vigência da Lei Antiálcool, que proíbe a venda de bebidas a menores de 18 anos. Da entrada em vigor da legislação, no dia 19 de novembro, até o dia 4, foram feitas 16,7 mil inspeções. “Esse resultado mostra o cumprimento da lei pela maior parte dos estabelecimentos. Vale ressaltar que a campanha é de prevenção e não de arrecadação. Nosso ganho vai ser diminuir o número de acidentes e de doenças em consequência do consumo do álcool”, disse a diretora da Vigilância Sanitária do Estado, Cristina Megid. Segundo ela, quanto menos multas, melhor. “É sinal de que a população paulista está cumprindo a lei.” Segundo Cristina, pesquisas internacionais apontam que 40% dos adolescentes que começam a beber cedo, por volta dos 15 anos, vão se

tornar adultos dependentes de álcool. “Isso é muito sério.” Pesquisa feita pelo Ibope, a pedido do governo do Estado, apontou que 18% dos adolescentes entre 12 e 17 anos bebem regularmente, e 4 entre 10 menores compram livremente bebidas alcoólicas no comércio. O maior número de multas foi registrado na Capital (109 no total). Em segundo lugar, ficaram as regiões de Campinas, Ribeirão Preto e Vale do Paraíba, com sete casos cada uma. A maioria das multas refere-se à venda de bebida alcoólica direta ou à presença de adolescentes consumindo o produto no interior dos estabelecimentos. Vender álcool a menores já era proibido, mas a legislação estadual veio para apertar a fiscalização. Denúncias ajudaram a Secretaria de Estado da Saúde na estratégia de fiscalização nos pontos mais críticos. Na primeira quinzena da lei, foram recebidas 214, sendo 92 na Capital. Quem quiser denunciar tem à disposição o telefone 08007713541 ou o site www.alco olparamenoreseproibido.sp.gov.br.

Fotos de Luiz Prado/Luz

Viaduto do Chá sofre ataque de vândalos que roubam reparos Mariana Missiaggia Elementos roubados (no detalhe acima) têm de ser substituídos por peças idênticas, pois o Viaduto do Chá é tombado pelo patrimônio histórico

C

artão-postal de São Paulo, o Viaduto do Chá tornou-se alvo de vandalismo. Há pouco mais de seis meses, o acabamento dos parafusos que fixam o parapeito do viaduto está sendo roubado durante a noite. Das quatro bancas que funcionam próximas ao viaduto, apenas uma percebeu a ausência dos elementos feitos de metal nobre. “O pessoal rouba mesmo. Não tem jeito. Já tentei observar durante o dia e não presenciei nada. Sem dúvida, eles agem durante a noite ou aos domingos”, opinou L.M.P., 52 anos, proprietária de uma das bancas de jornal, que não quis se identificar. Calcula-se que ao longo dos 180 metros de extensão do viaduto sobre o Vale do Anhangabaú, existam cerca de 330 elementos perfurados, totalizando 2.640 acabamentos de parafuso. Em média, faltam 990 peças em todo o Viaduto do Chá. E o vandalismo não se resume apenas ao parapeito. Na

No Viaduto do Chá, o acabamento dos parafusos são roubados à noite por vândalos. Pontas ficam expostas e podem ferir pedestres.

última semana, uma barra de proteção, que fica em frente à uma vitrine do Shopping Light, foi arrancada parcialmente. O aspecto dourado do material atraiu o olhar de vândalos que serraram metade da proteção. No início desta

semana, a administração do Shopping instalou uma nova peça no local. Reportagem publicada em agosto de 2003 pelo jornal "O Estado de S. Paulo", retratava problema semelhante ao que está acontecendo hoje no via-

duto, mas com consequências mais sérias. De acordo com a reportagem, dezesseis vagões de um trem descarrilaram em uma ferrovia próxima a Jacareí. O acidente foi provocado por ladrões que retiraram parafusos e grampos de fixação dos trilhos, deixando o trecho interditado por mais de 24 horas. No caso do Viaduto do Chá, o efeito não seria tão desastroso, já que a finalidade dos acabamentos é somente decorativa. No entanto, trata-se de um ponto turístico da cidade que requer cuidado. Segundo a assessoria de imprensa da Subprefeitura Sé, responsável pela manutenção do Viaduto do Chá, o furto é constante e já foi notado. Por isso, a subprefeitura está providenciando a recolocação do material, a ser feito

sob medida. Por tratar-se de patrimônio tombado, cada detalhe retirado deve ser substituído por outro idêntico. Origem – Em 1877, o engenheiro francês Jules Martin apresentou um projeto para atender as necessidades de crescimento da área central da cidade. Ele consistia em estabelecer a ligação entre a rua Direita e a rua Barão de Itapetininga, sobre o Anhangabaú, mediante a cobrança de um pedágio pela passagem (três vinténs por pessoa). Seu processo de execução foi lento e a inauguração da passagem se deu apenas em 1892, em estrutura metálica, importada da Alemanha, sendo a balaustrada decorada em ferro forjado, numa largura de 14 metros. Em 1896, o viaduto foi ad-

quirido pela Prefeitura, que anulou a cobrança de pedágio deixando-o livre à população. Com a substituição da tração animal dos bondes pela elétrica, foi necessário reformular a via que, inevitavelmente, com a evolução dos transportes, tornou-se inviável. Em 1938, o então prefeito Fábio Prado optou por sua demolição. No mesmo ano, foi erguida uma enorme e resistente estrutura de concreto, com largura duplicada. Desde então, poucas coisas mudaram no Viaduto do Chá. Em 1977, foi proibido o tráfego de veículos particulares e a calçada que liga a rua Xavier de Toledo à rua Falcão Filho foi alargada. Sua última reforma aconteceu em 1992, quando o viaduto teve seu piso totalmente reformado.


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FORMAS FEITAS

David Gray/Reuters

Peça por peça

Steve Jobs clássico Artista húngaro Erno Toth trabalha no modelo de cera de uma estátua de bronze de Steve Jobs, encomenda do CEO da empresa Graphisoft, Gabor Bojar.

Tradição milenar

O italiano Pietro D’Angelo cria esculturas em tamanho natural usando como material uma quantidade incontável de clips.

Na cidade de Dangcheng, na China, as esculturas em pedra são produzidas há 2 mil anos. Hoje, as mais vendidas são imagens de anjos e de Cristo.

Gadgets de luxo

www.dcomercio.com.br

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R ETROSPECTIVA T RABALHO

53% das empresas bloqueiam redes Pesquisa realizada pela consultoria Kaspersky Lab em parceria com a empresa B2B Internacional aponta que 53% das empresas consultadas bloqueiam o acesso a redes sociais e outros 19% restringem esta atividade de alguma forma. Segundo a pesquisa, as redes sociais são vistas como uma das maiores ameaças à segurança, ao lado de diversas formas de compartilhamento de arquivos. No geral, os dados colocaram as redes como a 2º atividade mais proibida, perdendo apenas para os programas de

compartilhamento de arquivos (P2P). As outras atividades que aparecem na lista incluem jogos online, acesso a determinados sites, streaming de vídeo e serviços de mensagens instantâneas. Devido à popularidade e as vulnerabilidades, as redes tornaram-se um dos principais canais de distribuição de softwares maliciosos. De acordo com especialistas da Kaspersky Lab, as redes sociais são alvos de numerosos ataques, por isso a preocupação manifestada pelas empresas é justificada.

V INHOS

UFC, campeão no Facebook

O

Facebook divulgou ontem uma lista dos temas mais comentados pelos integrantes da rede social em 2011. O levantamento Memology 2011 é uma espécie de retrospectiva dos assuntos que mais mobilizaram as atenções dos mais de 800 mil usuários do Facebook ao longo do ano. No Brasil, onde a rede tem pouco mais de 30 milhões de usuários, o tema principal foi o UFC, sigla de Ultimate Fighting Championship,

competição que reúne os melhores lutadores da modalidade artes marciais mistas ou MMA. A competição, este ano, teve transmissão pela TV Globo. Na lista dos 10 principais temas brasileiros, o esporte tem destaque também com a menção de vários times de futebol. Em termos globais, o tema mais popular na rede social mais movimentada da web foi a morte de Osama Bin Laden. Veja ao lado a lista dos temas principais de 2011 no Facebook no Brasil e no mundo.

Jung Yeon-Je/AFP

Bobby Yip/Reuters

L

John Kapon, chefe executivo da empresa de leilões Acker Merrall & Condit exibe coleção de 55 garrafas de vinhos Domaine Romanée Conti lançados a partir de 1952. A expectativa é que esse lote seja vendido por US$ 800 mil em um leilão que acontece em Hong Kong entre hoje e amanhã.

A RTE

Muito mais do que cortar e colar

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O artista dinamarquês Peter Callesen Peter cria obras de arte em papel com uma técnica exclusiva e capaz de impressionar até os mais experientes mestres da cola e da tesoura. Tudo porque, além de usar essas ferramentas, ele consegue esculpir em papel

PAPAI NOEL NO AQUÁRIO - Mergulhador sul-coreano vestido como Papai Noel nada em um tanque do parque aquático Coex, em Seul. Metade da população da Coreia do Sul é cristã e as festividades natalinas no país acompanham as tradições ocidentais, tomando os espaços públicos. E M

C A R T A Z L OTERIAS

ESPETÁCULO A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Concurso 1343 da MEGA-SENA 19

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Cia Corpos Nômades apresenta o espetáculo 'Na Infinita Solidão Dessa Hora e Desse Lugar'. Espaço Cênico O Lugar. Rua Augusta, 325, tel.: 32373224. R$ 15. 21h

L

figuras de uma precisão incrível, tendo como matéria-pria apenas o pedaço de papel que ele removeu da folha origi nal. Nem uma tirinha a mais ou a menos. Suas peças, em duas e três dimensões, têm tamanhos que variam do tradicional formato A4 até murais com 7 metros de comprimento.

Concurso 1199 da LOTOMANIA

Palmeiras acerta com o lateral Juninho e deve ficar sem Pierre Diretor diz que o Corinthians vai contratar, mas sem fazer loucura

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São Paulo deve assinar contrato com o zagueiro Paulo Miranda hoje

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13 AEROPORTOS TCU aprovou edital de concessão de Cumbica, Viracopos e Brasília.

conomia

PAPÉIS BNDES prepara captação de debêntures no valor de R$ 10 bi.

Um super Natal a caminho Contrariando avaliação geral da economia e mesmo depois do resultado excepcional de 2010, Fecomercio-SP prevê quase 10% de alta nas vendas nas festas do fim deste ano, baseada na renda e no baixo endividamento. Paula Cunha

Para ACSP, alta será moderada.

A

s vendas de Natal serão maiores que as do final de 2010 e o comércio do Estado de São Paulo movimentará R$ 33,86 bilhões no último mês de 2011. O resultado será R$ 3,01 bilhões superior ao de dezembro do ano passado (alta de 9,7%). A previsão é da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), divulgada ontem em sua sede na capital paulista. "Os números do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados ontem (terça-feira) mostram a realidade até setembro, mas estão levando a conclusões precipitadas", disse o diretor-executivo da entidade, Antonio Carlos Borges. A Fecomercio avaliou que o consumidor brasileiro continua otimista porque acredita que a situação econômica do País seguirá favorável, com a continuidade de geração de postos de trabalho e o crescimento da massa real de rendimento das famílias, estimado em 5,7% neste ano. Segundo a entidade, o faturamento do varejo no estado será de R$ 331,96 bilhões em 2011, resultado 4% superior em termos reais ao do ano passado. Este montante corresponde a 28,76% do faturamento nacional do segmento, estimado em R$ 1,15 trilhão. Otimismo – Para o diretorexecutivo da Fecomercio, é importante lembrar que os índices de confiança do consumidor divulgados durante todo o ano mantiveram-se acima dos 150 pontos, indicando que este Natal será melhor que o de 2010 em razão destes fatores e também pela entrada de R$ 83 bilhões referentes à liberação do décimo terceiro salário. Além disso, outros componentes importantes que formam o quadro positivo são o baixo endividamento da população (41% na capital paulista),

Renato Carbonari Ibelli

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segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da Fecomercio. O levantamento mostra que apenas 8% das famílias têm alguma conta em atraso, ao lado do amplo acesso ao crédito. O representante da Fecomercio opinou que as medidas de restrição do crédito adotadas pelo governo federal no final de 2010 tiveram seu impacto reduzido depois, já que o

volume de liberação de empréstimos registrou aumento real de 4% e compensou a elevação de 5 pontos percentuais nos juros destinados às pessoas físicas. Por isso, Borges espera bons resultados nos primeiros meses de 2012, apesar das turbulências econômicas na Europa e nos Estados Unidos. "O mercado interno fortalecido foi o responsável pelo desempenho positivo do Brasil durante a crise internacional. Ele é o grande

herói da economia brasileira", afirmou. Borges sustentou suas previsões positivas para 2012, principalmente em razão dos baixos índices de endividamento dos consumidores. Ele mencionou que cerca de R$ 28 bilhões do total referente ao décimo terceiro salário serão destinados ao pagamento de dívidas neste final de ano, o que indica o grau de maturidade da população para administrar seu orçamento.

Regionalização – Outro fator que tem contribuído para o bom desempenho da economia brasileira, segundo o presidente da Fecomercio é o crescimento uniforme das economias das diversas regiões do País. Para ele, os bons resultados obtidos na região Nordeste, com a produção e exportação de bens agrícolas, e da pecuária no Centro-Oeste foram importantes para que o País alcançasse um desempenho mais homogêneo em todo o território nacional.

Crescimento de até 3,5% no PIB

expectativa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) para as vendas do varejo deste Natal é de crescimento moderado em comparação a igual data do ano passado. Para Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP, "os números aferidos até o momento pela entidade mostram algum crescimento em dezembro deste ano na comparação com dezembro passado, mas essa expansão deve ficar na casa dos 3%". Solimeo diz ainda que a elevação moderada que os dados da ACSP vêm revelando ao longo dos últimos meses foram corroborados pela recente divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, que apontaram acomodação da economia brasileira. Pondera-se, porém, que o crescimento esperado pelo economista-chefe da ACSP tem como referencial uma base forte. O Natal de 2010 foi considerado o melhor da década pelo varejo. Já os shoppings estão mais otimistas. A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) espera crescimento real de 6,5% na vendas deste Natal, na comparação com igual período do ano passado. Para Nabil Sahyoun, presidente da Alshop, a expansão dos centros de compras pelo País faz com que as principais datas para as vendas no varejo reflitam anualmente em desempenhos positivos para o setor. "A confiança dos varejistas e consumidores aumenta a cada dia e resulta em investimentos cada vez mais consistentes para o setor", diz o presidente da Alshop. De acordo com a entidade, para atrair os clientes, os 766 shoppings em atividade no País investiram R$ 450 milhões em decorações natalinas – 7% a mais do que no ano passado. A Alshop informa ainda que o tíquete médio para o período varia entre R$ 85 e R$ 125 e que produtos com tecnologia embutida estarão entre os mais procurados.

Divulgação

Economista-chefe do Santander afirma que melhor cenário possível para o PIB em 2012 é alta de 3,5%. Aposta é no mercado interno. Rafael Nardini

O

Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 3,5% no próximo ano, de acordo com estimativa apresentada ontem pelo economista-chefe da divisão brasileira do banco Santander, Maurício Molan. O número pode ser considerado, segundo ele, uma estimativa "bastante otimista", que para ser alcançada necessitará de todos os "impulsos do setor público". O relatório Focus, do Banco Central (BC), apresentado na segunda-feira, mostrou recuo na média das expectativas do mercado para o PIB em 2012, de 3,5% para 3,46% de alta. De acordo com o economista do Santander, se o governo quiser manter a taxa de crescimento do PIB acima dos 4% anuais, deverá ampliar a parcela dos investimentos, que

hoje giram entre 18% e 19% do total de riquezas geradas pelo País. "Para crescer 5%, os investimentos devem chegar a 25% (do PIB). A gente não vê isso há muito tempo." Em palestra a membros da Associação Brasileira de Embalagens (Abre) denominada "Crise e oportunidade", Molan explicou que a tendência para os próximos anos é de que o País obtenha taxas de crescimento menores que as vistas nos últimos anos, mas que 2012 será um ano de "recuperação". "A gente enxerga sinais de desaceleração na indústria, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Mas setores como construção civil, varejo e serviços ainda estão gerando empregos", afirmou. Ainda sem sinais claros de arrefecimento das crises instaladas na zona do euro e nos Estados Unidos, a previsão é de que o Brasil tenha de se confor-

mar com demandas de exportação menores e preços menos elásticos das commodities. "Esses produtos influenciaram em cerca de um ponto percentual nosso crescimento médio do PIB de 4,4% ao ano entre 2004 e 2011", disse ele, ressaltando a importância do comércio de itens básicos para a economia nacional. Uma das alternativas para enfrentar esse período de maior turbulência que se avizinha, segundo o representante do Santander, é que empresá-

rios e governo apostem na demanda doméstica, justamente um dos mais importantes motores da economia brasileira nos últimos anos. "A classe C cresce cerca de 3,5% ao ano no Brasil", disse. Outro fator que merece atenção especial é a tentativa de diminuir as importações, que acabaram sendo em parte sustentadas pela elevação nos preços das commodities vendidas pelo País. "Com a alta, conseguimos importar mais. Sem poder importar tanto, nossa demanda in-

terna precisará diminuir." Nem só de problemas é alimentada a perspectiva para os próximos anos. Molan vê com bons olhos a tendência de queda na taxa básica de juro (Selic) e crê que o real sofra menor valorização daqui em diante. O dólar, segundo estimativas apresentadas pelo economista, deve fechar o próximo ano cotado a R$ 1,80. "O mundo está difícil, há muita volatilidade, mas o Brasil tem armas e o governo está tentando fazer diferente", concluiu.

Mauricio Molan: juros menores e recuperação em 2012.


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e Veículos: produção e vendas melhoram. São Paulo representa 40% da produção nacional. Então São Paulo derrubou a produção brasileira. Fernando Abritta, do IBGE

conomia

Setor registrou expansão em novembro sobre outubro, mas índices são menores que os de igual mês do ano passado, de acordo com a Anfavea. Newton Santos/Hype

Safra de cana será insuficiente para etanol

Anderson Cavalcante

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produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mês de novembro foi de 274.487 unidades, número 3,4% maior que o de outubro, quando foram produzidos 265.571 autoveículos. No entanto, esses dados representaram uma queda de 9,1% se comparados ao mês de novembro do ano passado, quando foram fabricados 301.908 veículos. As estatísticas foram divulgadas ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No acumulado de janeiro a novembro, saíram das linhas de montagem no Brasil 3.144.166 unidades, 0,9% mais que em igual período de 2010. Ve nda s – O mesmo movimento de alta em relação ao mês anterior e queda na comparação anual aconteceu com as vendas. Elas alcançaram 321.560 veículos em novembro, 14,6% mais que em outubro, mas 2,1% a menos que em igual mês de 2010, quando foram emplacados 328.473 veículos. No acumulado de janeiro a novembro foram comercializados 3.284.833 unidades, 4,8% mais que em igual período do ano passado, com 3.133.522 unidades. Com o aumento maior nas vendas que na produção, os estoques que em outubro eram de 374.342 veículos, referentes a 40 dias de vendas, passaram a 373.573 unidades, suficientes para 35 dias. Para Cledorvino Belini, pre-

A

5,2 por cento foi quanto subiram as exportações de veículos de outubro (52.249) para novembro (54.950) sidente da Anfavea, o ano tem sido bom para a indústria automobilística nacional. Segundo as previsões da associação, 2010 vai fechar com crescimento de 1,1% na produção, pas-

sando de 3,38 milhões (2010) para 3,42 milhões de unidades em 2011. Para o próximo ano, a expectativa é de que o crescimento continue, atingindo 3,49 milhões de veículos, número 2% maior que na previsão de 2011. Belini informou ainda que as vendas devem também terminar o ano em alta, seguidas de otimistas previsões para 2012. "Devemos encerrar o ano com um crescimento de 3,3% no número de emplacamentos, alcançando a venda de 3,630 milhões de unidades contra 3,515 milhões do ano anterior. Para 2012, esperamos alta entre 4% e 5%, atingindo algo entre 3,770 milhões e 3,810 milhões. E xp or ta çõ es – As exporta-

Marcos Peron/Virtual Photo

Setor têxtil teve queda de 10,9% e foi um dos que contribuíram para o resultado negativo em novembro

Atividade industrial cai 2,6% em SP

A

produção no maior parque industrial do País, São Paulo, voltou a recuar em outubro. A queda foi de 2,6% em relação a setembro, após já ter registrado uma perda de 5,2% na leitura anterior, segundo divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As paralisações feitas por algumas montadoras no setor automotivo foram as principais responsáveis pelo desempenho negativo da região, tanto em setembro quanto em outubro. "A indústria automotiva está com os estoques elevados. Então a produção de automóveis foi reduzida para desovar esses estoques", explicou Fernando Abritta, pesquisador da Coordenação de Indústria do IBGE. Só em São Paulo, o setor de veículos automotores recuou 13,2% em outubro em relação ao mesmo período do ano passado. Em setembro, a queda tinha sido de 13%. "São

Paulo representa em torno de 40% do peso da produção nacional. Então São Paulo derrubou a produção brasileira", afirmou Abritta. Enquanto a produção total do Brasil teve queda de 2,2% em outubro em relação a igual mês de 2010, a indústria de São Paulo caiu 4,6% no período. A queda na indústria paulista é explicada pelo desempenho negativo em 14 das 20 atividades pesquisadas. Além dos veículos automotores, as principais contribuições negativas foram das atividades de edição e impressão (-11,6%), outros produtos químicos (-7,3%), borracha e plástico (-7,1%), máquinas e equipamentos (-3,6%), máquinas e aparelhos de materiais elétricos (-5,6%), alimentos (- 2,1%), e setor têxtil (-10,9%). No Brasil – A produção da indústria brasileira recuou, além de São Paulo, em outros seis locais dos 14 que

integram a Pesquisa Mensal de Indústria - Produção Física Regional, na passagem de setembro para outubro, na série ajustada sazonalmente, segundo o IBGE. Os recuos mais acentuados foram verificados em Goiás (-8%), Santa Catarina (-3,4%) e São Paulo (-2,6%). Com o resultado, Goiás eliminou a expansão de 8% assinalada no mês anterior, Santa Catarina acelerou o ritmo de queda observado no mês anterior (-1%), e São Paulo acumulou perda de 7,6% nos últimos dois meses. Os demais locais com redução na produção acima da média nacional (-0,6%) foram: Ceará (-1,5%), Pará (-1,4%), Pernambuco (-1%) e Rio de Janeiro (-0,9%). Na comparação com o mês de outubro de 2010, o setor industrial, que mostrou queda de 2,2% na média nacional, teve redução na produção em oito dos 14 locais investigados. (Agências)

ções passaram de 52.249 veículos em outubro para 54.950 em novembro, 5,2% mais. No acumulado do ano foram enviados para fora do País 493.165 unidades, o que representa um aumento de 4,7% em relação aos 11 primeiros meses de 2010. Em valores foram exportados US$ 1.343.754, somando autoveículos e máquinas agrícolas, no acumulado do ano somamse US$ 3.144.166, ou 0,9% mais que em igual período de 2010. Empregos – O nível de empregos manteve-se estável, com 199 funcionários a menos, momentaneamente, servindo o segmento de autoveículos e mais 228 funcionários para máquinas agrícolas, no total de 145.386 contratados.

Vendas de veículos novos atingiu no mês passado o melhor resultado do ano: 321.560 unidades. Anfavea espera encerrar 2011 vendendo 3,3% mais do que em 2010.

área de cana-de-açúcar destinada à moagem terá aumento de 4,5% no próximo ano, de acordo com o Canasat, sistema de satélite que monitora 160 usinas do centro-sul. Mesmo assim, segundo Antônio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), o número é insuficiente para cobrir a demanda por açúcar e, principalmente, álcool, pois o total de veículos flex já atingiu 51% da frota atual. A projeção é que em 2020 a frota de flex chegue a 81% dos veículos no País, o que demanda 28 bilhões de litros de etanol. Atualmente, as usinas do centro-sul produzem 11 bilhões, afirmou Rodrigues. "Seriam necessários 530 milhões de toneladas de cana em 2015 e 823 milhões de toneladas em 2020", disse. O diretor criticou as expectativas de safra já divulgadas por consultorias, que estimam que a colheita do próximo ano não deve ultrapassar os 515 milhões de toneladas. Para ele, essas previsões atendem a interesses "do mercado", já que o açúcar é cotado na Bolsa de Nova York e uma baixa previsão de produção pode elevar o preço do produto. "Temos capacidade instalada de (processar) 750 milhões de toneladas de cana no país. Com zero de investimento, somente focando em canavial, podemos crescer a oferta de cana em 160 milhões de toneladas, o que vai para (a produção de) etanol hidratado", disse Rodrigues. Para isso, bastaria aplicar as tecnologias já desenvolvidas em tipos de cana e trato da plantação, segundo ele. Apesar disso, o diretor não quis estimar o quanto a produção pode se elevar para a próxima safra. "É muito cedo para projetar. Ainda há indústrias processando." A estimativa de safra da Unica sai só entre março e abril do ano que vem. (Folhapress)


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A estimativa é de que, no prazo de até 12 meses, os programas de milhagens das empresas também funcionem de forma integrada.

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Delta investe US$ 100 mi na Gol Aporte da empresa aérea norte-americana será para comprar em torno de 3% da brasileira. Um dos objetivos é ter acesso ao mercado internacional.

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Venda de passagens e milhagens

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Ayrton Vignola/AE

Gol anunciou ontem, por meio de fato relevante, um acordo com a companhia aérea norte-americana Delta Air Lines, que comprará uma participação acionária minoritária – em torno de 3% – de US$ 100 milhões no capital da empresa brasileira. O aumento de capital será de aproximadamente R$ 280 milhões, incluindo direito de subscrição dos demais acionistas da empresa aérea. A companhia norte-americana vai investir o montante em troca de American Depositary Receipts (ADRs) lastreados em ações preferenciais (PN) da Gol que serão emitidas a um preço médio de R$ 22. Os papéis da aérea brasileira encerraram na terça-feira cotados a R$ 14,96. Desse modo, o ágio que está sendo pago pela Delta é de 47%. Com o investimento, a Delta poderá ter um representante no Conselho de Administração da Gol, "desde que, entre outras condições, ele mantenha uma posição de pelo menos 50% das ADRs adquiridas no investimento da Gol", afirmou a companhia brasileira. Com a aliança, Delta e Gol vão ampliar acordos de compartilhamento de voos, "permitindo à Delta colocar seu código em mais voos Gol no Brasil, Caribe e América do Sul, e à Gol colocar seu código em serviços Delta entre Brasil e Estados Unidos, e a partir do país norte-americano para outros destinos". O acordo acontece em meio à fusão da rival TAM com a chilena LAN, que deverá criar a maior companhia aérea da América Latina. Líderes– Entre os objetivos do acordo estão otimizar a conexão dos voos e alinhar serviços e benefícios a clientes dos programas de milhagem Smiles e Sky Miles. "A aliança com a Delta está em linha com a estratégia da companhia de cria-

Richard Anderson, CEO da Delta (esq.), e Constantino de Oliveira Junior, presidente da Gol, disseram estar orgulhosos do negócio.

ção de parcerias internacionais com empresas líderes no mercado global, que agreguem valor ao serviço oferecido para seus passageiros por meio de acúmulo ou resgate de milhas entre os programas de milhagem combinado a oportunidade de viagens de longa distancia para os passageiros da Gol", informou a companhia brasileira no fato relevante. O aporte da Delta na Gol, previsto para ser feito no dia 21 deste mês, deverá passar pelo conhecimento do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), afirmou ontem o conselheiro Ricardo Ruiz. Um dos principais objetivos da Gol ao firmar o acordo com a Delta é ter acesso ao mercado internacional, cada vez mais aquecido no Brasil, mesmo que indiretamente. "Nós queríamos ampliar a nossa pre-

ANO XXV ANO XXV

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QUINTA-FEIRA, 08 DE DEZEMBRO DE 2011

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280 milhões de reais será o aumento de capital, incluindo direito de subscrição dos demais acionistas da empresa aérea. sença nesse mercado, que está crescendo, mas não queremos nos próximos anos fazer voos diretos para os Estados Unidos sozinhos. A parceria com a Delta é perfeita nesse sentido, é complementar", disse o diretor vice-presidente de Finanças da Gol, Leonardo Pereira. Atualmente, a Gol (por meio

SOCIEDADE DE PARTICIPAÇÃO FORMADA POR ESTRANGEIROS PARA INVESTIR EM EMPRESAS NO BRASIL, QUAIS SÃO AS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS QUE DEVE ENTREGAR? Perante a nossa área de Imposto de Renda, deve entregar as seguintes obrigações acessórias: DIPJ/DACON/DCTF/DIRF/INFORME DE RENDIMENTOS/SPED CONTÁBIL/EFD PIS COFINS e Declaração de Capital Estrangeiro no Banco Central do Brasil- BACEN.Se Sociedade Anônima deve atender a Lei nº 6.404/76 (compilada).

O

Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem por unanimidade a parceria entre Banco do Brasil (BB), Banco Bradesco e Caixa Econômica Federal (CEF) para a operação da bandeira de cartões Elo. No entendimento do órgão antitruste, a bandeira não tem potencial de prejudicar a concorrência no mercado brasileiro sendo, pelo contrário, até mesmo positiva em um contexto dominado por poucas marcas. Com operação nas modalidades de crédito e débito desde o mês de abril, a bandeira nacional também deve começar a atuar na emissão de vales benefícios – de refeição e alimentação – em 2012. De acordo com o conselheiro relator do

QUANDO A EMPRESA ESTÁ EM PROCESSO DE ENCERRAMENTO, COMO PROCEDER COM O IRPJ/CSLL? Até não encerrar deve entregar todas as obrigações acessórias, ou seja, DIPJ/DCTF/DACON e etc. Se não há receita não há obrigatoriedade de recolhimento de IRPJ/CSLL/PIS/COFINS. PRAZO PARA HOMOLOGAÇÕES Qual o prazo para efetuar as homologações das rescisões dos contratos de trabalho? Saiba mais acessando a íntegra do conteúdo no site: [www.empresario.com.br/legislacao]. ACORDO DE COMPENSAÇÃO Empresa deseja que os empregados compensem o sábado durante a semana, qual procedimento deve ser adotado? Saiba mais acessando a íntegra no site:[www.empresario.com.br/legislacao]. FUNCIONÁRIO QUE SE ENCONTRA PRESO Quais os procedimentos que a empresa deverá tomar em relação ao funcionário que se encontra preso? Serão descontadas as faltas ou encaminhar ao INSS? Saiba mais acessando a íntegra do conteúdo no site: [www.empresario.com.br/legislacao].

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Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem a compra da cervejaria Schincariol pelo grupo japonês Kirin. Para o órgão antitruste, a operação não traz danos à concorrência, uma vez que o mercado brasileiro de bebidas é amplamente dominado pela Ambev. Em agosto, a Kirin adquiriu dos majoritários 50,45% do capital da empresa por R$ 3,95 bilhões. Mas os minoritários foram à Justiça. Alegaram ter direito de preferência à compra das ações. Eles conseguiram uma liminar impedindo a venda, mas que foi posteriormente derrubada. No mês passado, a Kirin acertou a compra da participação restante de 49,55% que estava nas mãos dos acionistas minoritários da Schincariol. O acordo foi de R$ 2,35 bilhões – menos do que os irmãos José Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol queriam, porém mais do que a Kirin pretendia pagar para ter 100% da cervejaria brasileira. (AE)

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seram orgulhosos do negócio. O presidente da norte-americana Delta será membro independente do conselho de administração da Gol e o montante investido entra para a empresa já no mês de dezembro e será utilizado no aumento de caixa e redução da alavancagem. (Agências)

processo no Cade, Alessandro Octaviani, a entrada da Elo no mercado de débito e crédito seria pró-competitiva uma vez que Visa e Mastercard detêm mais de 90% das operações nessas modalidades. Além disso, a atuação de Banco do Brasil, Bradesco e Caixa na emissão dos cartões da nova bandeira não teria potencial de limitar a concorrência na atividade devido à existência de outros emissores, como os bancos Santander e Itaú-Unibanco. Octaviani, porém, destacou que não deve haver discriminações à participação dessas outras instituições nas emissões de cartões da bandeira Elo, conforme exige o marco legal para esse mercado. (AE)

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Queríamos ampliar a presença nesse mercado, que está crescendo, mas não queremos nos próximos anos fazer voos diretos para os EUA sozinhos.

Cade aprova criação e operação da bandeira Elo

2010

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também da marca Varig) oferece voos internacionais na América do Sul (Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Venezuela e Chile) e no Caribe (Barbados, Aruba e República Dominicana). A Delta, por sua vez, tem voos para 70 países. "Com a parceria da Delta, também diversificaremos as nossas receitas, porque estaremos mais expostos ao mercado internacional sem assumir o risco de fazer algo que ainda não sabemos fazer, que são esses voos internacionais de longa distância", disse Pereira. Além de Constantino e do diretor financeiro da Gol, Leonardo Gomes Pereira, participaram do anúncio, Richard Anderson e Ed Bastian, respectivamente, CEO e presidente da Delta. Os executivos trocaram miniaturas de aeronaves das duas companhias e se dis-

lientes da Gol poderão comprar passagens diretamente no site da Delta e vice-versa a partir do terceiro trimestre de 2012. "Vamos começar a trabalhar na integração dos dois sistemas a partir de fevereiro", disse ontem Constantino de Oliveira Junior, presidente da companhia aérea brasileira. As duas empresas esperam implantar no próximo ano um sistema de compartilhamento de venda de passagens. Ou seja, um cliente dos Estados Unidos com destino a Manaus, por exemplo, pode comprar o trecho no mercado doméstico brasileiro no site da Delta, no caso uma passagem da Gol. E vice-versa: o passageiro da Gol verá no site da empresa como um dos destinos possíveis os Estados Unidos. "É a primeira vez que teremos esse tipo de parceria para venda de passagens no mercado internacional", afirmou Pereira. Além da venda integrada de passagens, a estimativa é de que, no prazo de até 12 meses, os programas de milhagens das empresas também funcionem de forma integrada. Constantino disse que o acordo não altera as previsões de desempenho da Gol apresentadas ao mercado até o momento. Os bancos que assessoraram as empresas foram o Barclays, no caso da Delta, e o Morgan Stanley, pelo lado da Gol. (Agências)

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

e

17 As remessas de dólares para o exterior somaram US$ 25,069 bilhões em novembro e superaram os ingressos no Brasil, que totalizaram US$ 21,599 bilhões.

conomia

Inflação do IGP-DI sobe para 0,43% Seis das sete classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação em novembro na comparação com outubro

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Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna ( I G P - D I ) r e g i strou uma inflação de 0,43% em novembro, 0,03 ponto percentual acima da taxa observada em outubro (0,4%), segundo informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice acumula altas de 5,17% no ano e de 5,56% nos últimos 12 meses. No mês passado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,34%, ante alta de 0,48% em outubro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), por sua vez, avançou 0,53% em novembro, acima da taxa apurada no mês anterior, de 0,26%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou taxa positiva de 0,72%, acima do resultado de 0,23%, na mesma base de comparação. O IGPDI de novembro foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1 e 30 do mês de referência. Preços ao consumidor – O Índice de Preços ao Consumidor acumula altas de 5,52% no ano e de 6,28% nos últimos 12 meses até novembro, no âmbito do IGP-DI. Apenas em novembro, o IPC subiu 0,53%, acima da taxa de 0,26% registrada em outubro. No período, seis das sete classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação de preços. O destaque ficou para Alimentação, que passou de estabilidade (0%) para 0,78%, na mesma base de comparação. Neste grupo, os destaques partiram dos itens: hortaliças e legumes (-3,84% para 0,05%);

Newton Santos/Hype

frutas (-0,68% para 2,2%) e carnes bovinas (1,15% para 3,2%), ainda em base mensal. Entre as demais classes de despesa, também apresentaram avanço os grupos: transportes (-0,10% para 0,08%); despesas diversas (0,15% para 0,41%); saúde e cuidados pessoais (0,39% para 0,43%); vestuário (0,76% para 0,87%); e educação, leitura e recreação (0,3% para 0,39%). Em contrapartida, o grupo habitação foi a único a apresentar decréscimo em sua taxa de variação, em novembro ante outubro, passando de 0,53% para 0,52%. Nesta classe de despesa, o principal responsável pela redução foi o item taxa de água e esgoto residencial (de 1,04% para 0%). Construção civil – Na construção civil, a inflação apurada pelo INCC-DI acumula altas de 7,37% no ano e de 8,09% em 12 meses até novembro. A aceleração na taxa do INCC-DI, na passagem de outubro para novembro (de 0,23% para 0,72%), foi influenciada por taxa de inflação mais forte em mão de obra (de 0,16% para 1,19%), ofuscando a desaceleração da alta de preços em materiais, equipamentos e serviços (de 0,3% para 0,24%). No atacado – A inflação atacadista medida pelo IPA-DI acumula altas de 4,69% no ano e de 4,91% em 12 meses até novembro, informou a FGV. Os preços dos produtos agropecuários no atacado acumulam aumentos de 3,64% no ano e de 3,83% em 12 meses. Já os preços dos produtos industriais registraram taxas positivas de 5,07% no ano e de 5,3% em 12 meses.

Grupo alimentação passou de estabilidade 0% para 0,78%. Destaque para hortaliças e legumes (-3,84% para 0,05%); e frutas (-0,68% para 2,2%).

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPAEP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais apresentaram aumentos de 3,57% no ano e de 2,95% em 12 meses. Por sua vez, os preços dos bens intermediários tiveram elevações de 3,35% no ano e de 3,91% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas acumulam altas de 7,74% no ano e de 8,54% em 12 meses. (AE)

Saída de dólares ganha força

A

saída de dólares do País acentuou-se em novembro. Dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) mostram que o mês terminou com a saída líquida de US$ 942 milhões do Brasil, resultado superior ao fluxo cambial negativo de outubro, que foi de US$ 134 milhões. A saída em novembro foi liderada pelas operações financeiras, responsáveis pelo fluxo negativo de US$ 3,470 bilhões no mês passado. O valor foi gerado porque as remessas de dólares para o exterior, que

somaram US$ 25,069 bilhões, superaram os ingressos, que totalizaram US$ 21,599 bilhões. Nessa conta estão todas as transferências de dólares para negociação de ações e títulos de renda fixa, empréstimos, remessas de lucros e investimentos produtivos, entre outras operações. A saída de dólares da conta financeira foi parcialmente compensada pelo resultado da conta comercial, que terminou com entrada líquida de US$ 2,528 bilhões no mês passado. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

e Comércio Exterior com mais agilidade Com a crise, o Brasil precisa encontrar nichos. Luiz Roberto Gonçalves, vice-presidente da ACSP

conomia

Representantes da ACSP anunciam que o Conselho das Empresas de Exportação e Importação da entidade ganha identidade jurídica própria. Fotos: Chico Ferreira/LUZ

Roberto Ticoulat: identidade jurídica deve ampliar atuação do Ceciex.

Fátima Lourenço

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Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (CECIEx), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), ganhará identidade jurídica própria, com o objetivo de ampliar e dar agilidade à sua atuação nacional. O anúncio foi feito pelo coordenador do conselho e também diretor da ACSP, Roberto Ticoulat, ao final do III Encontro Nacional das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras, realizado ontem na Capital paulista. "Nós já representamos o setor nacionalmente. Tanto que temos parceria com a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – ApexBrasil), no projeto Trading do Brasil", esclareceu Ticoulat. Novo portal – Durante o evento, a Apex apresentou a nova versão do Diretório das Tradings do Brasil, um am-

É necessário aumentar as vendas dos manufaturados, para recuperar o ritmo do setor industrial nacional. LUIZ ROBERTO GONÇALVES, ACSP biente eletrônico que já proporcionava interação entre micro e pequenas empresas e as comerciais exportadoras interessadas nos seus produtos. "Aprimoramos o que existia e a grande novidade é o diretório com cerca de 500 compradores internacionais, de 20 países", detalhou o coordenador de Projetos Especiais da Apex, Maurício Manfré. As tradings cadastradas no diretório, agora denominado Brasil Trade Guide (www.brasiltradeguide.com.br), têm acesso gratuito à lista de compradores internacionais. Segundo Manfré, a base de dados gerada a partir das pesquisas que o

portal possibilita (com buscas por razão social, setor de atuação ou país de origem), podem ser copiadas em plataforma excel pelas empresas brasileiras cadastradas. As estrangeiras só têm acesso à relação dos exportadores locais. O portal redesenhado está disponível em português, espanhol, inglês e mandarim. P ar c er i as – "A Associação Comercial de São Paulo sempre entendeu a importância das comerciais importadoras e exportadoras para as exportações das micro e pequenas empresas. Por isso criou o CECIEx", comentou o vice-presidente da entidade, Luiz Roberto Gonçalves. Ele representava, na ocasião, o presidente da ACSP, Rogério Amato.

"Quando analisamos a pauta de exportação, constatamos o resultado pela venda de commodities. É importante manter as vendas do agronegócio e as dos produtos primários, mas é necessário aumentar as dos manufaturados, para recuperar o ritmo do setor industrial nacional", comentou Gonçalves. Segundo o raciocínio do empresário, as comerciais exportadoras, com a experiência acumulada no ramo (e por exportarem produtos que compram da indústria) contribuem para ampliar a pauta. "Com a crise, o Brasil precisa encontrar nichos", ressaltou. "Atualmente, há um conceito mais amplo de negócios, para além do conceito de comprar e vender, para que a

parceria possa perdurar", acrescentou o secretário-adjunto de Relações Internacionais da cidade de São Paulo, Guilherme Mattar, representando, na ocasião, o titular Alfredo Cotait. "Desde o slogan dos anos 1970, 'exportar é o que importa', houve uma reinvenção do comércio exterior, com parcerias e novos tipos de convívio entre o poder público e a iniciativa privada", comparou. Debates – O encontro promovido pelo CECIEx foi marcado também por dois painéis de debates, moderados pelo jornalista Heródoto Barbeiro, com abordagem dos entraves e possíveis soluções para ampliar a atuação das empresas comerciais exportadoras.

Participaram das discussões o presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro; o coordenador do Centro de Excelência em Logística e Cadeias de Abastecimento da Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP), Manoel de Andrade Reis; o técnico da AEB/RJ, Edmundo Marcos de Pinho Ayres; o presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbur Holmes Jácome. Além deles, o representante do CECIEx no Fórum das Micro e Pequenas Empresas do governo federal, Marcelo Rolemberg; a coordenadora da área de logística de exportação da Duratex, Camila Scátola Alves; e a CEO da Venicomex, Leda Maria Cimino Meirelles.

Alex Almeida/Folhapress

Micro e pequenas participam do Proex

A

Secretaria de Comércio Exterior (Secex) assinou ontem uma portaria que permitirá que as micro e pequenas empresas que exportam bens sem a exigência de Registro de Exportação (apenas para vendas limitadas a até US$ 50 mil) possam participar do Programa de Financiamento às Exportações (Proex). O documento foi assinado durante a 20ª Reunião Plenária do Fórum Permanente das Micro e Pequenas Empresas. As exportações feitas por meio da Declaração Simplificada de Exportações, que dispensa o registro, somaram US$ 784 milhões ao longo do ano passado, e foram feitas por 9.171 empresas. O Proex é um financiamento direto ao exportador brasileiro, que recebe o valor de sua venda à vista e pode oferecer ao importador um prazo maior para o pagamento de cada transação. Para acessar o financiamento, os empresários terão que fazer o Registro de Crédito (RC) no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), sem necessidade de fazer o registro de exportação. (Folhapress)

Exportação de café deve ter receita de US$ 8,4 bi Apesar de mesmo volume embarcado, a receita será 48% maior.

O

diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Guilherme Braga, informou ontem que a receita cambial esperada para o setor em 2011 está estimada em US$ 8,4 bilhões. O resultado corresponde a um aumento de 48% em comparação com 2010, apesar de o volume embarcado até o encerramento do ano ser praticamente o mesmo do ano anterior. Em comunicado, Braga explicou que um dos principais motivos para o bom desempenho financeiro são os preços, que se mantiveram em níveis mais altos ao longo de 2011, notadamente para os grãos da variedade arábica (preço médio de US$ 200,22 a saca em 2010, em comparação com US$ 294,69 em 2011). O volume exportado de 2.993.513 sacas de 60 kg (verde, torrado e moído e solúvel) em novembro representou a uma queda de 5,7% em relação a novembro de 2010, quando foram embarcadas 3.175.871 sacas. De acordo com o Cecafé, essa redução no volume decorre da safra corrente ser inferior à passada, observando-se que a diminuição concentra-se nas vendas de café arábica (menos 9,6%).

Em contrapartida, as exportações de robusta apresentaram um crescimento de 51% no período. Segundo o relatório, em novembro do ano passado, 86% do café exportado foi da qualidade arábica, 9% de solúvel e 5% de robusta. Mercados – De janeiro a novembro de 2011, o balanço revela que os principais mercados importadores de café do Brasil foram: Europa, com 52% do total, seguida pela América do Norte, com 25%; Ásia, com 17% e América do Sul, com 3%. Em primeiro lugar na lista dos países que mais importaram café do Brasil nesse período estão os EUA com 22% (6.632.318 sacas). Em seguida está a Alemanha, com 19% (5.681.690 sacas importadas); Itália, com 8% (2.455.823 sacas), e Japão, com 7% (2.306.205 sacas). Em quinto lugar ficou a Bélgica, com 7% do total (2.149.266 sacas). Até o mês de novembro de 2011, os embarques de café foram realizados principalmente pelo Porto de Santos, que embarcou 76,8% total exportado (23.367.941 sacas), pelo Porto de Vitória, que escoou 15% do total (4.571.368 sacas) e pelo Porto do Rio de Janeiro, de onde saíram 6,1% do total (1.860.765 sacas). (AE)

Os preços se mantiveram em níveis mais altos ao longo de 2011

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

ECONOMIA/LEGAIS - 19

e Senado aprova Emenda 29, sem a CSS. Os preços subiram em 17 das 23 atividades pesquisadas pelo IBGE na indústria de transformação.

conomia

Senadores votam emenda que regulamenta os gastos para a área de saúde, mas rejeitam o retorno da Contribuição Social para a Saúde, taxa semelhante à CPMF.

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Senado aprovou na noite de ontem a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que determina os gastos com saúde nos três níveis de governo, e após muito esforço, o Executivo evitou que o texto final obrigasse a União a investir 10% de sua receita na área. Os senadores aprovaram a regulamentação por 70 votos a 1. Na votação de ontem, os senadores também rejeitaram a possibilidade da criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), defendida pelo líder do PT, Humberto Costa

4

bilhões de reais devem ser injetados no Sistema Único de Saúde (SUS) já em 2012 por conta da Emenda 29 (PE). A arrecadação do tributo, segundo a proposta, seria destinada para a área da saúde, nos moldes do que previa a extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (a CPMF, o imposto do cheque). A votação da Emenda

29 na Câmara dos Deputados ocorreu em setembro deste ano. Os deputados também rejeitaram o artigo que tratava da CSS, inviabilizando a cobrança. Na prática, o novo tributo foi rejeitado. Agora a matéria segue para

a sanção da presidente Dilma Rousseff. Com a votação desse projeto, o caminho fica livre para que os senadores analisem a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga até 2015 a Desvinculação de Receitas da União (DRU), mecanismo que permite ao Executivo aplicar livremente 20% do seu orçamento. O projeto aprovado no Senado prevê que os estados apliquem pelo menos 12% de suas receitas com saúde e os municípios ao menos 15%. Já a União fica obrigada a aplicar o mesmo valor que investiu no ano anterior corrigi-

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votos a favor e um contra marcaram ontem a regulamentação da emenda que determina os gastos dos três níveis de governo do pela variação do Produto Interno Bruto (PIB). A regulamentação descreve ainda que tipo de gastos podem ser considerados para os percentuais previstos na lei, evitando, por exemplo, que investimentos em saneamento

básico sejam computados como gastos em saúde. Segundo a Frente Parlamentar da Saúde, formada por deputados e senadores, isso deve injetar cerca de R$ 4 bilhões no Sistema Único de Saúde (SUS) já no ano que vem. (Agências)

Acordo amplia acesso aos dados do SCPC

U

m convênio assinado ontem com a Boa Vista Serviços (BVS), administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), permitirá que lojistas associados a federações e associações comerciais e empresariais de todo o País utilizem 350 milhões de dados de transações realizadas por consumidores. Ao todo, 27 federações e 2,3 mil associações comerciais brasileiras passarão agora a ter acesso aos dados de análise e proteção de crédito da Boa Vista Serviços, que incluem também 42 milhões de registros sobre empresas. O anúncio foi feito pelo presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil

(CACB), Paulo Dornelles Cairoli e pelo presidente da BVS, Dorival Dourado. "Nossa ideia é fortalecer o sistema associativista e beneficiar, assim, as entidades na ponta, oferecendo um sistema eficiente, rápido e que traga segurança", disse Cairoli. Ele acrescentou que o acordo beneficiará 2 milhões de associados. Dourado, da Boa Vista Serviços, informou que a empresa colocará à disposição das associações toda a estrutura de marketing, capacitação e logística para que elas possam oferecer o serviço. O presidente da Boa Vista disse que a empresa nasceu dentro do movimento associativista e considera natural pulverizar o SCPC pela parceria com a CACB.

Crédito imobiliário deve crescer até 40% em 2012

O

presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz França, estimou, ontem, que o crédito no setor deve crescer de 30% a 40% em 2012. Apesar de projetar uma desaceleração da economia do País, com alta menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, na faixa de 3%, França avaliou que os bons níveis de emprego e renda continuarão a sustentar a expansão do crédito.

França também projetou que o crédito deve passar de quase 5% do PIB em 2011 para 11% até 2014. Ele ponderou, no entanto, que a expansão vai depender de captações no mercado financeiro. "A caderneta de poupança cresce cerca de 15% ao ano e, nos próximos anos, não será suficiente para abastecer os financiamentos. Chegará um momento em que o crédito terá de ser obtido por meio do mercado financeiro, o que é comum em outros países", disse. (AE)

Custo ao produtor desacelera 0,85% em outubro

A

pós o repique de setembro, a valorização do dólar deu uma trégua em outubro e contribuiu para que a inflação da indústria da transformação, medida pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP), desacelerasse para 0,85%, após ter registrado alta de 1,23% na leitura anterior. No entanto, a variação ainda foi a segunda maior do ano, pressionada, principalmente, por aumentos nas atividades de alimentos (0,85%) – suco de laranja, carnes bovinas e derivados de soja –, outros produtos químicos (2,74%), produtos de metal (3,46%) e veículos automotores (0,97%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Outubro geralmente é época de lançamento dos novos automóveis. A linha de crédito para caminhões também aumentou de preço. E há provavelmente também a influência do aumento do dólar sobre as peças", explicou Manuel Souza Neto, técnico da Coordenação de Indústria do IBGE.. Os preços subiram em 17 das 23 atividades pesquisadas da indústria da transformação. Após sucessivas quedas, o setor de equipamentos de informática e eletrônicos registrou um aumento de 0,47% em outubro. Os aparelhos de televisão ficaram mais caros, possivelmente pelo aumento da demanda do Natal. Porém, a atividade registra queda de dois dígitos no ano. (AE)

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO A Comissão Julgadora de Licitações comunica que, em virtude do Decreto nº 57.570 do Senhor Governador do Estado de São Paulo, publicado em 03/12/11, fica adiado o recebimento dos envelopes e a data de abertura referente às licitações abaixo discriminadas: PROCESSO HORÁRIO DATA ABERTURA NOVO HORÁRIO NOVA - DATA ABERTURA

CONSINT ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA. CNPJ nº 51.702.181/0001-39 CONVOCAÇÃO Ficam os sócios quotistas da CONSINT ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA., CNPJ nº 51.702.181/0001-39, convidados, de acordo com o Artigo 1.152 do Código Civil, para se reunirem na sede da Sociedade à Rua Pequetita nº 145, 9º andar, conj. 91, na cidade de São Paulo, dia 15 de dezembro de 2011, às 15 horas, em primeira convocação com a presença dos sócios que representem a totalidade do Capital com direito a voto; e, em segunda convocação, às 16 horas, com a presença de qualquer número, para deliberarem a respeito da seguinte Ordem do Dia: a) Atualização do Padrão Monetário e Contábil; b) Aumento de Capital Social; c) Consolidação do Contrato Social; d) Eleição de Diretores. São Paulo, 30 de novembro de 2011. Getê Administração e Participações S/S Ltda.

CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SANTA FILIPPA CNPJ 59.953.554/0001-56 Edital de Convocação para Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária Conforme instruções recebidas do Síndico Dr. Kenzi Tagomori e obedecendo ao disposto na cláusula décima segunda da Convenção do Cond. Edif. Santa Filippa, com endereço na Av. Paulista nº 688, nesta Capital, fica V.Sª. convocada para a Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 08 de dezembro de 2011, às 14:00h em 1ª convocação e às 15:00h em 2ª e última convocação, na Av. Paulista nº 688, 7º andar, a fim de serem apreciadas as seguintes ordens do dia: 1) – Aprovação do orçamento de execução do projeto de segurança. 2) – Assuntos de interesse geral do condomínio.

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FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 07 de dezembro de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Nova Fátima Comércio de Ferro e Aço Ltda. Requerido: AP Comercial de Aços e Hidráulica Ltda. Rua Damásio Pinto, 281 - Itaquera 2ª Vara de Falências. Requerente: Fábio Aparecido de Paula. Requerido: NST Serviços de Saúde S.C. Ltda. Rua Araupuá, 47 - 1ª Vara de Falências. Requerente: Impulso Fomento Mercantil Ltda. Requerido: SP Farma Ltda. Rua Laplace, 106 - 2ª Vara de Falências.

União Cultural Tcheco-Brasileira. CNPJ/MF 43.306.240/0001-21 Edital de Convocação Assembléia Geral Extraordinária De acordo com as atribuições que me são conferidas pelo estatuto social da União Cultural Tcheco-brasileira (“UNIÃO”), venho, por meio deste, convidá-los para participarem da AGE (“AGE”) que acontecerá no próximo dia 15/12/11, às 18:00 horas em primeira convocação e, em não havendo quorum em segunda convocação às 18:30 horas, em sua sede social na Rua Cassiano Ricardo, 195, nesta Capital do Estado de São Paulo, a fim de deliberar sobre: a venda do imóvel em que se encontra a atual sede da UNIÃO acima citada pelo valor mínimo de R$ 1.500.000,00 a ser pago no período não superior a 90 dias a contar da realização da AGE ora convocada. São Paulo, 06/12/2011. José Hlavnicka - Presidente 07,08,09/12/2011


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Nós estamos convencidos de que precisamos agir sem atrasos. Nós precisamos tomar uma decisão na reunião do Conselho Europeu. trecho da carta de Nicolas Sarkozy, presidente francês, e Angela Merkel, chanceler da Alemanha

conomia

Em jogo hoje o destino da Europa Líderes começam a decidir, em reunião de cúpula da União Europeia, como enfrentar de vez a crise. França e Alemanha querem soluções definitivas.

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presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, enviaram ontem ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, uma carta aberta detalhando as propostas que haviam apresentado na segunda-feira para alterar os tratados da União Europeia (UE), fortalecendo a fiscalização sobre orçamentos nacionais e tornando mais duras as sanções contra aqueles que descumprem os limites de déficit e dívida. As mudanças precisam ser adotadas na cúpula europeia que se realiza hoje e amanhã em Bruxelas. Será um momento decisivo para o continente. Mas o governo alemão também afirmou que os líderes europeus podem fracassar em chegar a um acordo nesta sexta-feira em torno do plano que adote as medidas propostas. Neste caso, poderia demorar até o Natal para que os países europeus chegassem a um acordo para mudar o tratado da União Europeia, o que é um passo crítico para salvar o euro, disse sob anonimato um funcionário graduado do governo da Alemanha. As agências de rating alertaram nesta semana que poderá acontecer um rebaixamento das notas de 15 países europeus, a menos que a UE encontre rapidamente uma solução para sair da crise que atinge a zona do euro. No texto proposto ontem, os dois líderes comentam que a crise expôs grandes falhas na estrutura da zona do euro e que é necessário um compromisso renovado entre os membros do bloco. Eles propõem que as mudanças sejam obrigatórias para todos os 27 membros da UE, mas dizem que caso outros países não queiram aderir, a zona do euro deve prosseguir com as mudanças. A dupla franco-alemã deixa claro que a decisão sobre a ado-

Ognen Teofilovski/Reuters

ção das mudanças deve ser tomada amanhã pela cúpula da UE, mas afirma que os "contornos" da proposta precisam ser aprovados até março de 2012. Fundos – Sarkozy e Merkel também defendem mudanças nos regimentos dos fundos de resgate da zona do euro. Quando essas alterações forem feitas, elas devem deixar claro que a participação do setor privado em pacotes de resgate para países problemáticos do bloco só aconteceu no caso da Grécia e não vai mais se repetir. A dupla também propõe que a implementação do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM, na sigla em inglês) seja antecipada de 2013 para 2012. "Nós estamos convencidos de que precisamos agir sem atrasos. Nós precisamos tomar uma decisão na nossa reunião do Conselho Europeu, para termos as novas provisões para os tratados prontas até março de 2012", diz a carta. Outro ponto defendido por Sarkozy e Merkel é a realização de reuniões mais frequentes entre os líderes europeus – ao menos duas por ano. (AE)

Representantes de 27 países do continente estarão nesta quinta-feira em Bruxelas, discutindo mudanças que podem afetar o futuro do euro.

Reunião estratégica

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ários dirigentes europeus, entre eles o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, realizarão hoje uma reunião prévia à cúpula da União Europeia (UE) para tentar aproximar posições. Os presidentes do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, também participarão da reunião, que precederá o jantar informal que abrirá a cúpula em Bruxelas. Estes seis dirigentes formam o chamado Grupo de Frankfurt, depois que, junto com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, participaram no final de ou-

Bolsas caem na véspera de olho em Bruxelas

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s principais bolsas de valores da Europa fecharam em queda ontem, em meio às incertezas sobre as chances de que um acordo abrangente seja alcançado hoje ou amanhã para ajudar a acabar com a crise na zona do euro. O índice FTSEurofirst 300, que reúne as blue chips do continente, caiu 0,13%, para 988 pontos, segundo dados preliminares. Mais cedo, o indicador alcançou 1.002 pontos, maior nível desde final de outubro. "Se os líderes europeus apenas afirmarem que vão ter alguns limites orçamentários, mas ninguém forçar sua implementação, o mercado vai reagir muito negativamente", disse o consultor sênior do Credit Suisse Bob Parker. A queda das ações se deu na maioria dos setores, com o financeiro entre as de pior desempenho. Os papéis do grupo bancário e de seguros ING, da Holanda, caíram 4,8%, após a companhia informar que assumirá até 1,1 bilhão de euros em encargos em sua carteira de seguros nos Estados Unidos. Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 0,39%, a 5.546 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,57%, para 5.994 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,11%, a 3.175 pontos. (Reuters)

tubro nessa cidade alemã da despedida do presidente em fim de mandato do Banco Central Europeu (BCE), JeanClaude Trichet, que foi substituído por Mario Draghi. Na reunião, os participantes tentarão aproximar posições depois que funcionários alemães insistiram em diminuir as perspectivas de um acordo, já que, segundo Berlim, "há atores importantes que ainda não compreenderam a gravidade da situação". O governo alemão mantém diferenças com as propostas que Van Rompuy apresentou ontem aos 27 membros da União Europeia, em particular sobre como seria uma reforma dos tratados comunitários para definir a disciplina fiscal dos países da zona do euro e sobre a possibilidade de emitir títulos de dívida comum a longo prazo. (EFE)

Agência ameaça rebaixar bancos portugueses

Secretário dos EUA pressiona a favor de acordo "potente" na UE A

O

s líderes de Alemanha e França não deixarão a cúpula da União Europeia (UE) sem que um acordo "potente" seja alcançado sobre a crise de dívida da zona do euro, disse o governo francês ontem, enquanto o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, cobrou medidas mais ousadas. Geithner, que viaja pela Europa para exigir uma ação mais incisiva das autoridades, expressou confiança em um plano franco-alemão para reformar o tratado da UE. "Eu tenho muita confiança no que o presidente da França e o ministro estão fazendo. Eles estão trabalhando com a Alemanha para construir uma Europa mais forte", disse Geithner a jornalistas após reunião com o ministro francês das Finanças, François Baroin. Dias antes da reunião, novas ideias surgiam sobre como melhorar a aptidão do bloco em combater a crise. Autoridades da UE disseram que os líderes podem decidir elevar o limite de empréstimo combinado do

Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF) e de seu sucessor, o permanente Mecanismo Europeu de Estabilidade. Detalhes das propostas franco-alemãs somente devem ser conhecidos hoje ou amanhã. "Nem Nicolas Sarkozy, nem Angela Merkel deixarão a mesa de negociação desta cúpula até que haja um

acordo potente", disse o ministro Baroin à TV Canal+, ressaltando que a França está batalhando duro para manter sua nota de crédito. "Muito depende do que acontecer na sexta-feira, de como for recebida a resposta dada pelos chefes de Estado", disse ele. Geithner seguiu para ver o primeiroministro da Espanha, Mariano Rajoy. (Reuters)

O presidente da França trabalha com a Alemanha para construir uma Europa mais forte. TIMOTHY GEITHNER, SECRETÁRIO DOS EUA

Philippe Wojazer/Reuters

No encontro em Paris: Timothy Geithner (à esq.), François Baroin e o presidente Nicolas Sarkozy.

agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's anunciou ontem que colocou em revisão para possível rebaixamento os ratings das instituições financeiras portuguesas Caixa Geral de Depósitos, Banco Comercial Português, Banco Espírito Santo, Banco Espírito Santo de Investimento, Banco BPI, Banco Português de Investimento e Banco Santander Totta. A revisão dos ratings dos sete bancos é consequência direta da decisão anunciada na segunda-feira pela S&P de colocar em revisão o rating soberano de Portugal e de mais 14 países da zona do euro. Segundo a S&P, o rating de Portugal pode ser cortado em até dois graus, o que terá consequências similares para os bancos em questão. Mensagem – A Grécia deve lutar para continuar sendo um membro da zona do euro, afirmou ontem o ministro de Finanças e vice-primeiroministro da Grécia, Evangelos Venizelos. "É uma necessidade urgente para a Grécia manter sua posição dentro da União Europeia e da zona do euro", defendeu. "Tenho certeza de que na reunião em Bruxelas, que termina amanhã, os líderes da UE enviarão mensagem clara aos mercados", disse. (AE)


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DC 08/12/2011 by Diário do Comércio - Issuu