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Diário do Comércio - 07/09/2011

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Ano 87 - Nº 23.453

Conclusão: 23h45

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

Marcello Casal Jr/ABr

7 DE SETEMBR

João Carlos Mazella/Fotoarena/AE

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O DESFILE DA INDIGNAÇÃO

Ueslei Marcelino/Reuters

Eduardo Anizelli/Folhapress

Outro dia de independência ocorreu paralelo ao 7 de Setembro. Nele, desfilaram palhaços, caras pintadas, sósias de Lula, Dilma, Zé Dirceu e Jaqueline Roriz. Em Brasília, os desfiles militar e civil tiveram apenas uma rua a separá-los. A convocação à indignação contra a corrupção foi feita através das redes sociais. Págs. 5 a 7. e Museu da Corrupção (www.muco.com.br)

Fim da obra de 8 anos. Aplausos.

Rogério Ceni, um líder a mil.

O Teatro Municipal chega ao centenário, dia 12, totalmente restaurado – uma obra de suspense, encenada por 8 anos. Pág. 11 HOJE AMANHÃ Nublado, com chuva a qualquer hora. Máxima 26º C. Mínima 17º C.

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9 771679 268008

Agliberto Lima/DC

ISSN 1679-2688

Rodrigo Coca/Fotoarena/Folhapress

Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 29º C. Mínima 16º C.

O goleiro completou mil jogos pelo São Paulo diante de mais de 60 mil torcedores (recorde do Brasileirão) na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-MG. "Isso aqui é a minha vida. Amo vocês", afirmou o capitão. Se o Corinthians perder hoje, o Tricolor, que chegou a 41 pontos, será o novo líder. Pág. 12


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

A CPMF nasceu e morreu sem que os serviços oficiais e saúde melhorassem ou piorassem. José Márcio Mendonça

pinião

Wilson Dias/ABr

ARISTÓTELES DRUMMOND

DEMOCRACIA COM DIGNIDADE Reino Unido tem No Brasil, a dado provas de democracia é compromisso violentada. Há com a democracia através da história. Aliás, o regime tolerância para do povo pelo povo teve sua com a desordem, melhor definição no século prejuízos, tudo na passado pelo inglês Winston total impunidade. Churchill, que o denominou de "o pior de todos os regimes, salvo os demais implantados até agora". sem precedentes. Nada foi Democracia é um regime apurado, nenhum inquérito associado à liberdade de identificou os marginais que a expressão, de empreender, imprensa nomeou e mostrou. do respeito à propriedade, Um deles foi até convidado, ao pluralismo religioso e meses depois, para um ato ideológico. Mas é, sobretudo, solene no Palácio do Planalto. associado ao cumprimento E novas invasões de das leis. E estas garantem os propriedades e ocupações de valores democráticos, nos repartições públicas – até um quais se inclui o respeito aos gabinete ministerial – ficaram símbolos nacionais e à ordem. por isso mesmo. Tudo Luke MacGregor/Reuters Londres é uma referência mundial nas passeatas organizadas, garantidas por policiamento e sem prejudicar a vida da cidade. Tudo pode ser feito e dito, mas em ordem e com respeito ao próximo. Mas quando se parte para a baderna, a polícia sabe agir com rigor, dentro de sua missão. Nesse Brasil em que vivemos, a democracia é violentada. Basta ver a tolerância para com a desordem, com a ocupação de espaços públicos Londres: rigor apenas contra baderna – inclusive de universidades – por baderneiros que impõem exibido pela televisão à prejuízos materiais de população perplexa . monta e ficam na impunidade. ecentemente, na os últimos governos, Inglaterra, o jovem tivemos exemplos Charlie Gilmour, filho do de fraqueza e de guitarrista do grupo Pink cumplicidade pela omissão Floyd, foi condenado a 16 do poder público realmente meses de cadeia por ter lamentáveis. Primeiro, a atirado uma lata de lixo no invasão e a ocupação, com carro da segurança do saque inclusive, de uma príncipe Charles e por ter propriedade parcial do então usado de modo desrespeitoso presidente da República, a bandeira britânica em um Fernando Henrique Cardoso. monumento a heróis de Ninguém foi preso e guerra. Isto é democracia e processado, segundo se sabe. justiça como devem ser. O noticiário sobre o crime A temporada de greves no foi farto, documentado Brasil vem aí. O povo será em fotos e filmes. O Brasil prejudicado– e a democracia inteiro viu baderneiros é pelo povo, segundo se (ou bandidos?) no sofá da presume. Vamos continuar a fazenda do presidente, agredir dessa forma a tomando bebidas da casa, democracia, incentivando a bem como os armários com violência, o desrespeito à roupas da primeira-dama propriedade, à lei e às remexidos. Inacreditável! autoridades? Até quando? E, como esta, centenas E como levar a sério um de invasões com saques país que até confraterniza filmados foram ignorados, com baderneiros? até pelo sempre atento Ministério Público. ARISTÓTELES DRUMMOND No governo passado, É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE o Congresso Nacional teve DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL sua sede depredada em atos DO RIO DE JANEIRO. de violência e vandalismo ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR

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Dilma e Alexandre Padilha: em vez de corte de desperdícios, passa-se a falar agora em mais imposto para financiar a saúde pública.

SAÚDE, IMPOSTOS E GASTOS.

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titular da pasta federal da Saúde, Alexandre Padilha, é médico, formação técnica que não faz necessariamente um bom ministro da área. Ele é também especializado em medicina social e tropical, com hibernação na Amazônia, condição que não faz necessariamente um bom gestor público. Mas Padilha é mesmo mestre, pós doutor e tudo o mais, em marketing político, tanto que conseguiu ser um festejado ministro das Relações Institucionais (leia-se, transações políticas) no balaio de cobras venenosas que é a base aliada do governo Lula, reproduzido no governo Dilma. Tanto que deixou saudades. E é como um grande marqueteiro que Padilha tem se comportado no papel de principal responsável pelo delicado setor de serviços médico-hospitalares públicos. Quando foi escolhido por Dilma para comandar o ministério, desalojando de lá um recalcitrante PMDB, cuja passagem pela pasta não deixou uma mínima boa lembrança, Padilha, ativista político desde os bancos universitários, entoou o canto de boa parte dos especialistas, de que o setor, antes de tudo, precisava passar por um choque de gestão – ou, para usarmos a palavra da moda, uma faxina. Era preciso cortar os conhecidos desperdícios por ineficiências e por pura e simples corrupção. Ato contínuo, com a pompa e a circunstância dos bons marqueteiros, convocou o empresário Jorge Gerdau, escolhido pela presidente Dilma para ser uma espécie

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA de guru de boa gestão da nova administração petista, para passar um aspirador de pó na Funasa, com extensão posterior a outras áreas do ministério. A Funasa – refresquemos a nossa memória – sempre patrocinou memoráveis histórias de má aplicação do dinheiro público.

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assados oito meses da iniciativa, pelo menos de público ainda não se tem notícia do trabalho do grupo de Gerdau no mundo burocrático-financeiro do Ministério da Saúde. Mas o ministro Padilha, talvez cansado de esperar, alterou o seu discurso. Em conformidade com que tem dito a presidente da República, prega agora a alocação de mais recursos para o setor, sem saber ainda se eles serão bem usados ou não.

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adillha vai mais longe. O ministro agora acha até pouco esses R$ 10 bilhões para melhorar a qualidade do atendimento à saúde dos brasileiros. Calcula que serão necessários mais de 20 bilhões a 25 bilhões para que as coisas fiquem saudáveis. E já começou sua cruzada pelo aumento de receitas: além de uma nova CPMF (que o governo Dilma não quer encampar diretamente, mas aceitaria docemente constrangido), estão na mesa, segundo a mais recente proposta de Padilha, au-

Padilha já começou a sua cruzada pelo aumento de receitas: além de uma nova CPMF, pôs na mesa um aumento nos impostos dos cigarros, das bebidas e dos automóveis.

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discussão, porém, deve partir de uma premissa: vale a pena despejar mais recursos na saúde (assim como na educação e outras obrigações do governo) sem antes aplicar uma bomba na administração desses setores? Será que não se vai apenas incentivar os desperdícios, que já são brutais? Em 2009, o Banco Mundial fez um levantamento no Brasil – está no livro Desempenho Hospitalar no Brasil – e comprovou que 30% das internações no País não eram necessárias. O custo disso foi de R$ 10 bilhões, o mesmo que acrescentará ao setor a Emenda 29. E isso foi somente num procedimento. Imagine-se no resto. A CPMF nasceu e morreu sem que os serviços oficiais e saúde melhorassem ou piorassem – com ela ou sem ela. A tendência é a mesma coisa acontecer com as "novas fontes de financiamento" pedidas pela presidente Dilma. Porém, no mundo oficial, é muito mais fácil aumentar impostos do que perseguir eficiência e competência gerencial. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

CONGRESSO MOSTRA COMPULSÕES DO PT As obsessões do PT reapareceram nesse último Congresso em Brasília; como principal, o controle dos meios de comunicação, a reforma politica com sua

Dilma quer mais dinheiro no Orçamento para aceitar a aprovação do regulamento da Emenda 29, cujo resultado seria a designação de mais R$ 10 bilhões anuais para os serviços públicos médicohospitalares.

mentos nos impostos dos cigarros, das bebidas e dos automóveis. Pode ser que funcione, embora seja bom lembrar que uma velha lei econômica ensina que o imposto, após certo limite, ao encarecer o produto, leva à queda nas vendas e, por consequência, queda na arrecadação. Mas esta é uma questão para economistas, não para especialistas em marketing.

roupagem de financiamento público de campanhas e o mais novo deletério: a extinção do Senado. Com esse embrião totalitário que tais medidas gestam só nos

resta – à oposição e aos cidadãos de bem – dar fim à essa maldita compulsão de se instalar uma "ditadura legal" no País aos moldes da vizinha Venezuela. Não podemos deixar que a democracia seja destroçada

por quem só pensa no poder e no seus próprios benefícios. Atenção: o País deve continuar nas mãos de todos os brasileiros! LeilaE. Leitão -São Paulo

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

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Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

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ÍNDIA E ESTADOS UNIDOS: VISÕES DIFERENTES SOBRE A INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA.

pinião

uem mora numa das grandes e congestionadas cidades brasileiras como Belo Horizonte, São Paulo e Recife bem que gostaria de ter um Nano porque ele é pequeno. Os pobres também gostariam, porque ele é barato – um minicarro de quatro lugares, vendido por menos da metade do preço dos populares, perto de R$ 4 mil. O Nano, contudo, não está disponível no Brasil: ele é fabricado na Índia pela Tata Motors e foi concebido por Ratan Tata, o presidente da empresa, como uma contribuição ao transporte das famílias indianas. Num país de grande pobreza e de pouco transporte público, não é raro ver uma moto carregando dois adultos e até duas ou três crianças. Os acidentes são inevitáveis – e muitas vezes, fatais. O milionário Tata, arquiteto formado pela universidade de Cornell, nos EUA, foi o principal articulador do projeto, iniciado por volta de 2003, com um desafio à equipe: ele queria inovação, inspiração e motivação em todos os aspectos. Sua ideia não era conseguir uma série de conquistas e inovações em engenharia, mas criar um transporte seguro, digno e acessível para as famílias que, antes do Nano, só conseguiriam comprar uma moto.

Paixão e inovação devem andar juntas cros para os acionistas. Daí em diante, afirma Lutz, a indústria em geral, e a GM em particular, ficou nas mãos dos contadores e perderam o passo.

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resultado foi excelente, contam Kevin Freiberg, Jackie Freiberg e Dain Dunston em Nanovation: How a Little Car Can Teach the World to Think Big and Act Bold (em português, "Nanovation: como um carro pequeno pode ensinar o mundo a pensar grande e agir com coragem", editora Thomas Nelson, 534 páginas). Jackie Freiberg é formada em comunicação e tem um título de doutorado em "Leadership" pela universidade de San Diego; seu marido Kevin, formado em literatura inglesa, fez o mesmo curso de doutorado e ambos ganham a vida fazendo palestras sobre liderança e inovação e melhores práticas em administração de empresas. Dain Dunston é também um especialista em estratégias de organização e liderança para empresas de grande porte. Ao analisar todo o processo

PAULO BRITO

Reuters

Nano: o carro indiano foi criação do presidente da empresa, buscando um transporte eficiente e barato.

por trás do desenvolvimento do Nano, os autores descobriram pérolas de administração, organização e inovação – o livro aborda principalmente a necessidade que existe nas empresas de inovar e crescer através da combinação certa de valores e de competências, diante do desafio de inovar a partir do zero. Como conhecem bem grandes empresas americanas, os autores puderam traçar paralelos com as operações da Starbucks, Apple, Pixar e mais algumas. Entre outras qualidades encontradas no projeto, eles destacam a construção de valores baseados no respeito à cultura dos clientes. Para entender esse conceito é preciso entender também que a cultura indiana tem milênios e a postura

do fabricante dentro dessa cultura começa pelo respeito a ela.

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ão é, portanto, um livro exatamente sobre o Nano, e nem para quem gosta de carros, mas sobre o desafio de inovar e conseguir quase o impossível com limitações de toda espécie – do tamanho ao preço, da potência aos materiais. Para os mais curiosos, é suficiente contar que apesar do tamanho (3 metros de comprimento e 1,49 metro de largura) o Nano tem quatro portas e um motor de 600 cm³, ou seja, o mesmo de uma moto de porte médio. A vantagem: faz 22 quilômetros com um litro de gasolina. O desafio vencido na criação do Nano é um contraponto ao que a indústria automobilística

americana deixou de fazer, na opinião de Bob Lutz, ex-vice-presidente da GM, autor de Car Guys vs. Bean Counters: The Battle for the Soul of American Business (em português, a melhor tradução seria "Apaixonados por carros versus contadores: a batalha pela alma do negócio americano"). Lutz está convencido de que os tradicionais fabricantes americanos são administrados há 30 anos só em função do dinheiro e não da paixão que já existiu pelos carros e pelos seus consumidores. Os apaixonados pelos carros são os que de dia trabalhavam na Chrysler, Ford ou GM e durante a noite mexiam nos próprios veículos como passatempo; os mesmos que nos fins de semana tiravam rachas e, no tempo livre,

também conversavam sobre o assunto com outros apaixonados.

EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA

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FRACASSO TAMBÉM ENSINA. om frequência, as revistas de negócios estampam em suas capas chamadas para leitura de reportagens especiais com empreendedores que, segundo essas publicações, realizam milagres à frente de suas empresas. Será mesmo que esses executivos são de fato superdotados como líderes nos seus respectivos ramos de atuação? As múltiplas competências desses executivos devem ser reconhecidas, é óbvio, mas algumas ponderações devem ser feitas sobre essas matérias bombásticas. Para começo de conversa, ninguém é super em nada. Podemos, isso sim, ter nível de excelência em várias atividades empreendidas, mas também

temos severas limitações em muitas áreas dos saberes humanos, especialmente nos dias atuais, quando as novas descobertas acontecem em velocidade alucinante. De fato, dormimos ignorando muitas coisas e acordamos a cada dia mais ignorantes ainda sobre "n" assuntos, até mesmo sobre as novidades dentro da nossa própria área de especialização. Ou não é assim? Não foi à toa, pois, que Sócrates, um dos grandes sábios da Grécia antiga, cunhou a máxima que entrou para a História: "Todo o meu saber consiste em saber que nada sei". Toda a nossa abissal ignorância está resumida aqui. Ponto final. Os executivos incensados como

Carlos Cecconello/Folhapress

A tarimbada Marília Gabriela amargou o fracasso no programa "Roda Viva".

"super empreendedores", embora com méritos, não fizeram sucesso sozinhos. Amparando-os, sem dúvida, até porque é impossível se chegar ao sucesso em voo solo, participaram equipes multidisciplinares, com talentos individuais de brilho intenso, não raro deixados no anonimato ao se focar o êxito retumbante desses CEOs. Como diria o Robin, "santo ego, Batman!". Ao longo de minha carreira profissional tenho encontrado, por exemplo, brilhantes executivos de finanças, porém analfabetos em matéria de relações humanas saudáveis na ambiência organizacional.

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xistem, ainda, gestores de RH que não sabem nada sobre os princípios de um DFC – Demonstrativo do Fluxo de Caixa, assim como há gerentes de vendas que não fazem a mínima ideia de como a empresa forma os preços de venda e determina a margem de contribuição dos produtos. Nem é preciso dizer que profissionais com esse perfil não têm perspectiva de vida longa nas modernas organizações deste terceiro milênio. Conforme já ensinava outro sábio da Grécia de priscas eras, Aristóteles, "a virtude está no meio". Ora, ter alta especialização num dado campo profissional não pode – nem deve – anular a busca dos conhecimentos essenciais de outros saberes que se complementam visando à excelência no exercício de qualquer profissão. Muito bem. Mas falar de sucesso na vida pessoal, profissional ou empresarial é sempre ótimo.

No entanto, somente apresentar "cases" de sucessos estrondosos, sem mencionar os insucessos acontecidos, é como falar da cachaça que o bebum ingere com prazer, mas sem contar os tombos que o infeliz leva. Os insucessos, sabem as pessoas e os profissionais curtidos pela vida, acontecem com todo mundo – e não é demérito nenhum reconhecê-los de pronto. Ninguém em sã consciência, é claro, sente "orgulho" de um insucesso; mas, por outro lado, não é preciso tentar esconder as derrapadas ocorridas, até porque muitas dessas derrapadas ficam escancaradas para o público em geral.

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PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE

utz começou a trabalhar na GM no início dos anos 60, quando seus presidentes acreditavam que para ganhar dinheiro bastava apostar em projetos inovadores e excelência na qualidade da fabricação. Foi o que levou a GM a liderar o mercado com marcas como Chevrolet, Cadillac, Buick, Pontiac, GMC e Oldsmobile. No início dos anos 80, com a ascensão da indústria automobilística japonesa e as pressões dos sindicatos, tanto a GM quanto os outros fabricantes passaram a apostar muito mais nas planilhas de custos e em todos os outros itens que maximizassem os lu-

INSUCESSO POSITIVO: C

que ele pensa sobre as indústrias se aplica a qualquer uma delas: "Fábricas de sapatos devem ser dirigidas por quem entende de sapatos, empresas de software por caras que entendem de software, e supermercados por caras que entendem de supermercados". Isso, diz, com o conselho e apoio de seus contadores. "Mas a palavra final vai para aqueles que vivem e respiram a experiência do cliente. Paixão e busca pela excelência devem sempre prevalecer sobre filosofias desapaixonadas e frias". Na última sexta-feira, 3 de setembro, Lutz foi recontratado pela GM como conselheiro.

m caso bem recente de insucesso, público e notório, envolveu a tarimbada jornalista Marília Gabriela. Convidada para ancorar o lendário Roda Viva da TV Cultura, ela meteu os pés pelas mãos à frente desse programa. Para começo de conversa, um de seus colegas da bancada fixa dos entrevistadores, amiúde destrambelhava a falar sem parar, sequer dando chance para o convidado concluir o raciocínio previamente engatado. Um desrespeito, além de tudo. Vários desses entrevistados, por seu lado, não tinham nada de relevante a dizer, a não ser um blablabá fútil. Erro crasso da produção do programa, o que também contribuiu para a sua derrocada. A própria Marília Gabriela mostrava uma alienação irritante com relação à biografia e os feitos de muitos de seus entrevistados. Resultado disso? Uma

LUIZ OLIVEIRA RIOS conversa mole para telespectador dormir e boi fugir de tanto tédio. O Roda Viva, sob a ancoragem de Marília Gabriela, se transformou numa espécie de Roda Morta. Que pena! Marília Gabriela has left the building. E, recentemente, acabou por deixar o comando desse programa.

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odo ato de empreender traz imbricado o potencial de insucesso. Mas esse tipo de insucesso é o que eu denomino de positivo, posto que oriundo da intenção explícita de acertar. O insucesso inadmissível é aquele ocorrido por negligência de quem, por dever e por expertise, deveria fazer tudo bem feito já na primeira vez; no entanto, por puro relapso, ou, a usar uma expressão meio enviesada, "faz tudo nas coxas" ( expressão da época da escravidão, quando os cativos, por não terem a forma padrão, se viam obrigados a fazer vários artefatos sobre as próprias coxas). O insucesso positivo não deve ser jamais temido, mas dele tirado um conjunto de lições afirmativas. Se errar "homo erectus est", reconhecer os erros é humildade – e aprender com esses erros é prova de maturidade pessoal e profissional. E que nunca nos esqueçamos: tanto o sucesso quanto o insucesso são dois impostores na vida: ambos cedo passam. Está dito. LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MARKETING E VENDAS E COLUNISTA DO DIÁRIO DO COMÉRCIO. E-MAIL: OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM


DIà RIO DO COMÉRCIO

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gibaum@gibaum.com.br

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k NĂŁo me arrependo de nada. SĂł do que nĂŁo fiz.

Com denĂşncias sobre a mulher de seu chefe de gabinete, que tem empresa de lobby, Gleisi Hoffmann estĂĄ Ă beira de um colapso.

PAULO MALUF // na festa de seus 80 anos, entre o vice-presidente Michel Temer e o governador Geraldo Alckmin.

Fotos: Divulgação

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quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

MAIS: e seus mĂŠdicos mudam, de novo, seus medicamentos. Depois do Lexotan e do Rivotril, a ministra debuta no Frontal.

Mårcio em campo O ex-ministro da Justiça, Mårcio Thomaz Bastos, agora advogado de defesa constituído de JosÊ Roberto Salgado, exdiretor do Banco Rural, no processo do mensalão (seu cliente Ê acusado de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas), protocolou petição sustentando que o Supremo não pode julgar pessoas sem direito a foro especial. Seria o caso de Salgado que, igualmente, beneficiaria JosÊ Dirceu, Delúbio Soares e Marco ValÊrio, só para começo de conversa. 333

BEATO LULA

Por determinação de Dilma Rousseff, a Abin – Agência Brasileira de Inteligência, andou investigando, com discrição, como foram feitas as gravaçþes de figuras integrantes do governo (ministros Fernando Pimental e Gilberto Carvalho, deputado e líder na Câmara, Candido Vaccarezza e JosÊ SÊrgio Gabrielli, presidente da Petrobras, só para começo de conversa) chegando ao gabinete secreto de JosÊ Dirceu, à medida em que o Hotel Naoum garante que não instalou câmeras de vídeo lå. As primeiras informaçþes sinalizam que existem não apenas mais gravaçþes em vídeo, mas tambÊm, supostamente, conversas gravadas no interior da suíte, quando muito teria rolado e envolvendo atÊ a presidente Dilma. A Abin aposta que a montagem dessa verdadeira operação de espionagem foi feita por profissionais.

VĂ­deo e ĂĄudio

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333 Mesmo jĂĄ tendo enfrentado problemas de saĂşde, o deputado federal Paulo Maluf, na festa dos seus 80 anos, garantia ter “saĂşde de 30â€? e sacava do bolso, Ă toda hora, uma caixinha dourada onde guarda suas pĂ­lulas mĂĄgicas, que toma hĂĄ anos. E irradiava: “Esta ĂŠ de Ăłleo de peixe, esta ĂŠ de alho, as outras sĂŁo para afinar o sangue e para as juntasâ€?. Para os mais Ă­ntimos, contudo, que nĂŁo perdiam a oportunidade para gozaçþes, Maluf garantia “jamais ter chegado perto de um comprimido de Viagraâ€?.

Como nenhuma revista de moda convidou a transexual Ariadna Thalia, ex-BBB, para estrelar algum editorial usando grifes famosas, ela prĂłpria resolveu encomendar um ensaio no estilo do fotĂłgrafo Higor Bastos, que batizou se Who Run the World. Certa de que seu quinze minutos de fama jĂĄ evaporaram, vive de cachĂŞs por participaçþes em eventos. Sobre o ensaio, postou no Twitter: “Estou adorando as fotos. Totalmente sem Photoshop – aprendi a escrever Photoshop, hein?â€? Em outubro, farĂĄ nova plĂĄstica – e sĂł nĂŁo diz onde serĂĄ.

EstrĂŠia na moda

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Dilminha Malvadeza O secretĂĄrio-geral da PresidĂŞncia, Gilberto Carvalho, soube do episĂłdio e considerou ser uma medida tĂ­pica de “Dilminha Malvadezaâ€?, lembrando o antigo apelido de Antonio Carlos MagalhĂŁes. Irritada porque permitiram que o Congresso recebesse um projeto do orçamento 2012 que cortava reajustes do JudiciĂĄrio, a presidente chamou os ministros Guido Mantega e Miriam Belchior ao Planalto, brindou os dois com um chĂĄ de cadeira de duas horas e, depois, passou instruçþes a ambos por telefone. 333

Rendas.

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TafetĂĄ.

Cabelo liso A bispa Sonia Hernandes, de Renascer, casada com o apĂłstolo Estavam Hernandes, estĂĄ lançando um livro chamado Vivendo de Bem com a Vida, onde conta a trajetĂłria do casal no bloco evangĂŠlico, a fundação de sua igreja, fala muito de Deus e nada sobre a prisĂŁo dos dois em Miami, por lavagem de dinheiro. E atĂŠ lembra como Estevam chamou sua atenção, na primeira vez que o viu: “Acheio-o lindo, de cabelo liso. Sempre pedi a Deus para casar com alguĂŠm que dormisse e acordasse bonito, que tivesse o cabelo lisoâ€?. Na vida pessoal, hoje, a bispa Sonia, 52 anos, estĂĄ em guerra contra os quilos que ganhou nos Ăşltimos tempos. 333

333 DIA 27 próximo, o expresidente Lula recebe o título de doutor honoris causa da Sorbonne. É uma das universidades mais respeitadas, para muitos a mais respeitada do mundo, que jå produziu históricos representantes da inteligência do planeta. E Ê tambÊm onde FHC anteriormente recebeu o mesmo título.

O GOVERNADOR Cid Gomes (PSB), do CearĂĄ, resolveu fazer uma campanha conclamando os professores de seu Estado, que reivindicam aumento salarial, a “darem aulas por gosto, nĂŁo pelo salĂĄrioâ€?. A reação na internet foi imediata. Os professores lançaram tambĂŠm sua campanha: “Cid, doe seu salĂĄrio e governe por amorâ€?.

Solução

Integrante da “organização criminosaâ€?, como o exprocurador-geral Antonio Fernando de Sousa classificou o esquema do mensalĂŁo e reintegrado no PT, DelĂşbio Soares vem percorrendo o interior de GoiĂĄs, participando dos preparativos para as eleiçþesmunicipaisedetonando os tucanos – e especialmente o governadorMarconiPerillo.Ele tambĂŠm tenta unir forças para sua campanha a deputado federal em 2014, apostando que nĂŁo serĂĄ condenado pelo Supremo. E para nĂŁo dizer que vive com sobras dos “recursos nĂŁo contabilizadosâ€?, exibe um cartĂŁo onde estĂĄ escrito que ĂŠ diretor da empresa Geral ImĂłveis. 333

AUTORES de novelas assumida-mente homossexuais estão tentando burlar determinação da cúpula global, no que se refere a cenas mais intimas entre bibas. Agora, uma cena de Fina Estampa, onde o personagem Cro (Marcelo Serrado) aparecia flagrado com outro homem na cama pela sobrinha, foi devidamente cortada. No ar, vai aparecer apenas o calcanhar do parceiro do mordomo, com uma tatuagem de escorpião. 333

DELĂšBIO 2014

A SENADORA Marta Suplicy estå festejando seu percentual de votos para a prefeitura de São Paulo nas novas pesquisas – e não Ê bem assim. Em 2008, tinha 41% e perdeu para Gilberto Kassab. Agora, aparece com 31%. Por outro lado, primeiros percentuais para Fernando Haddad, o candidato de Lula (não passa de 2%), que jå estå levando o ministro da Educação ao desespero, significam pouco. Nas pesquisas, Ê considerado o melhor candidato para 20% e Lula aparece como principal eleitor para 40%.

NOS TEMPOS em que ocupava o MinistĂŠrio de Relaçþes Institucionais, Luis SĂŠrgio, hoje ministro da Pesca, era chamado de garçon porque “sĂł anotava pedidosâ€?. Nem era convocado para reuniĂľes do nĂşcleo central do governo. Em seu novo posto, nem sua substituta Ideli Salvatti anota seus pedidos. Em compensação, jĂĄ aprendeu a diferenciar um pintado de um pirarucu. Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

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333 A Miss Brasil Priscila Machado, gaĂşcha, que tambĂŠm ĂŠ boa de bola (marcou um gol num amistoso de futebol entre dois times de candidatas ao Miss Universo), nĂŁo conseguiu tirar da internet fotos de seus tempos de modelo, quando foi fotografada com o busto nu. A direção do concurso acabou perdoando a nudez de Priscila e para algumas colegas de empreitada que tambĂŠm viram as fotos, ela garantiu que, hoje, seu busto “atĂŠ estĂĄ mais bonito, depois que colocou sĂł 300ml de siliconeâ€?. E emenda: â€œĂ‰ pouquinho, nĂŁo ĂŠ mesmo?â€?.

MISTURA FINA 333

SĂł trezentos

Dentro de dias, nova pesquisa sobre a popularidade de Lula serĂĄ divulgada. Nela, os percentuais sinalizam que, mesmo fora do poder, a aprovação do ex-presidente jĂĄ teria passado de 90%, marca jamais alcançada por quaisquer figuraspĂşblicasbrasileiras,no governoouforadele.Gilberto Carvalho, secretĂĄrio-geral da PresidĂŞncia e considerado “os olhos de Lulaâ€? no Planalto, jĂĄ teve acesso a parte desses dados e arrisca: “SĂł falta ser beatificadoâ€?. 333

VIAGRA, NĂƒO

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Dia 18, serĂĄ lançado em BrasĂ­lia o filme JK no ExĂ­lio, um documentĂĄrio franco-brasileiro que começa com a imagem do passaporte de Juscelino, constando no espaço reservado Ă profissĂŁo a expressĂŁo “expresidente da RepĂşblicaâ€?. Mais: no mĂŞs que vem, o jornalista Nelson Coelho lança seu livro Testemunho da HistĂłria, onde conta um episĂłdio envolvendo JK, hĂĄ anos, no carnaval de JoĂŁo Pessoa, na ParaĂ­ba. Juscelino, convidado, estava mais do que animado, mandou passar o smoking e, na ĂŠpoca, comandantes militares da regiĂŁo se recusaram a comparecer ao baile: “NĂłs seremos vaiados e ele aplaudidoâ€?. Com seu humor habitual, tratou de mandar um recado aos militares: “Infelizmente, vocĂŞs nĂŁo terĂŁo oportunidade de conhecer pessoalmente o JK pĂŠ de valsaâ€?. 333

Ex-comentarista esportiva, exvereadora, ex-subprefeita da Lapa na gestĂŁo Gilberto Kassab e prĂŠcandidata do PPS ĂĄ prefeitura de SĂŁo Paulo, Soninha Francine vai aparecer, de novo, com pouca roupa na revista eletrĂ´nica Mymag. Anteriormente, apareceu de calcinha na revista Vip e toda nua (com sombras) para o calendĂĄrio de uma ONG que defende direitos de ciclistas. Na Mymag ela fala, pela primeira vez, sobre os boatos de seu suposto relacionamento com o ex-governador JosĂŠ Serra, garantindo que ele ficou “muito abaladoâ€?. Aos 44 anos, Soninha gosta de seu corpo: “Andar de bicicleta enrijece as coxas e a bundinhaâ€?.

Tudo durinho

PĂŠ de valsa

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

5 BOLA CHEIA Protesto contra a corrupção reúne 25 mil pessoas em Brasília.

olítica

BOLA MURCHA O Rio, em feriado com sol, levou 50 pessoas a ato contra a corrupção.

Pedro Ladeira/AFP

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erca de 25 mil pessoas, segundo cálculo da Polícia Militar do Distrito Federal, participaram ontem da Marcha contra a Corrupção, na Esplanada dos Ministérios, durante o desfile de comemoração do 7 de Setembro. Organizado por intermédio de redes sociais na internet, o protesto atacou a absolvição da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), o voto secreto no Congresso, os recentes escândalos de corrupção no governo Dilma Rousseff, a aplicação da Lei da Ficha Limpa e até Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A manifestação, que também aconteceu em outras capitais brasileiras, tem um espectro bem maior: prosseguirá nos próximos dias em 35 cidades de 20 estados. A convocação, ontem, foi feita por redes sociais e atendida por 130 mil internautas. Em Brasília, o protesto começou tímido na Catedral da cidade, com duas mil pessoas, mas foi crescendo com a adesão de quem foi assistir ao desfile oficial de 7 de Setembro, do outro lado da rua. A marcha passou por toda a Esplanada, pela praça dos Três Poderes e terminou em frente ao Ministério da Justiça. "Nosso balanço é de pelo menos 25 mil pessoas, pois muita gente acabou aderindo", disse a major Ana Luiza, da PM. Vestidos de preto e com narizes de palhaço, os manifestantes levaram instrumentos, faixas e cartazes com frases de protesto. Evitou-se o uso de referências partidárias. "Voto secreto, não, eu quero ver a cara do ladrão", era um dos gritos em referência à recente absolvição, em votação secreta, da deputada Jaqueline Roriz pelos colegas de Câmara. Ela foi processada por ser flagrada, num vídeo, recebendo dinheiro vivo do esquema de corrupção no Distrito Federal. "A absolvição dela foi o estopim para essa marcha", disse o estudante Marcos Maia, 18 anos, um dos organizadores do protesto. A rede social Facebook foi a principal ferramenta de

Em Brasília, manifestação reuniu 25 mil pessoas em protesto contra o voto secreto no Congresso, a absolvição da deputada Jaqueline Roriz até Ricardo Teixeira.

No 7 de setembro, o grito dos inconformados corre o Brasil Protesto contra a corrupção mobiliza várias capitais no País, mas mostra toda a sua força em Brasília convocação do protesto, lembrou Luciana Kalil, 30 anos, também da organização. Vestida de preto, a aposentada Alzerina Salles Pereira, 66, celebrou a marcha. "Aqui o dinheiro sobra para poucos, enquanto muitos passam fome". Paraná Em Curitiba, um grupo com aproximadamente 50 pessoas,

a maioria vestida de preto e com máscaras do personagem do filme V de Vingança, participou da manifestação que se concentrou no Centro Cívico, onde ficam as sedes dos três poderes. " No meio do grupo que congregava pessoas mais jovens, o aposentado Antonio Romero Ciconini, de 64 anos, fez questão de se manifestar. "O Brasil está sendo roubado desde que foi descoberto", dis-

se. "O Brasil podia ter saúde e educação de primeira, mas a corrupção, infelizmente, leva tudo embora". Rio Grande do Sul Em duas diferentes manifestações, centenas de pessoas protestaram em Porto Alegre, em atos paralelos ao 7 de Setembro. No primeiro, reuniu pelo menos 300 jovens. Com

rostos pintados com as cores da bandeira do Brasil, o grupo seguiu até o Parque da Redenção e exibiu frases como "Não podemos ter vergonha de sermos honestos". Na segunda, à tarde, participaram pelo menos 40 entidades. Em seu discurso, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) destacou que o Brasil "nunca foi modelo, mas talvez nunca tenha chegado tão baixo" em relação à ética, à

moral e ao trato público Rio de Janeiro O número de 50 participantes desapontou. Tanto que um dos organizadores, o estudante Mateus Mendonça, na Cinelândia, perguntava: "O Rio vai passar vergonha, é isso?" Às 15 horas, no feriado de sol, poucos cariocas quiseram protestar. Mais na página 6. (AE)


p O esperneio candango

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

Não é mole, não! No Congresso só tem ladrão! Palavra de ordem de manifestantes na avenida Paulista, ontem.

olítica

Uéslei Marcelino/Reuters

Indignados com a corrupção que floresce no País, brasilienses criaram sua própria parada

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riado para celebrar a independência do Brasil, o tradicional desfile militar de 7 de setembro, ontem, em Brasília, foi marcado por robustas e ruidosas manifestações contra a corrupção e a impunidade que ganham força e viço no País, sustentadas em especial pelos gabinetes ministeriais. Protagonizando cenas que não se viam desde o impeachment de Fernando Collor de Mello, os caras-

pintadas voltaram a ocupar a Esplanada dos Ministérios, numa marcha engrossada pela população. Munidos de vassouras, baldes e esfregões, eles lavaram calçadas e fachadas de prédios públicos, gritaram palavras de ordem, promoveram buzinaços e externaram com estrondo o repúdio coletivo contra as falcatruas denunciadas pela mídia. Veja outras imagens do protesto no Museu da Corrupção (MuCo) em www.muco.com.br. (Agências)

Quem quer dinheiro?: manifestante exibe notas para incorporar um dos personagens mais vistosos de Brasília – o corrupto.

José Cruz/ABr

Wilson Pedrosa/AE

Uéslei Marcelino/Reuters

À luta: estudante usa a bandeira para reforçar protesto.

Cerco: grupo adorna arredores do Congresso com faixa.

Céu aberto: vassouras dominam arquitetura de Niemeyer.

Andre Dusek/AE

Pedro Ladeira/AE

Uéslei Marcelino/Reuters

Homenagem: multidão saúda o presidente do Congresso.

Ensaboa: calçada ganha limpeza simbólica.

Megafone estudantil: estudante esbraveja em verde-amarelo.

E São Paulo desfila sua indignação Marcha de cerca de 3 mil pessoas levou à avenida Paulista o protesto da cidade contra os sucessivos casos de desvios nas mais diversas esferas do governo Guilherme Calderazzo e Victória Brotto

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riado a partir do Facebook, uma das redes sociais digitais da web, o protesto contra a corrupção política realizado ontem na avenida Paulista, em São Paulo, reuniu em torno de três mil pessoas, segundo organizadores do encontro. Reunidos a partir das 10 horas, no vão do Masp (Mu-

seu de Arte de São Paulo), os manifestantes fizeram uma passeata pela avenida a partir das 14h, e no final, por volta das 16h40, deram o encontro por encerrado ao retornaram ao museu. Chamado na rede social de "Manifeste-se contra a corrupção", para estimular a participação no protesto, o movimento contou com o apoio de quase 2 mil internautas indignados com a corrupção política no País. "Como o Facebook forma

NOTA DE FALECIMENTO DIRNA AMARAL DE ABREU Faleceu, no dia 02/09/2011, Dirna Amaral de Abreu, 75 anos, professora, esposa do Conselheiro G. Napoleão de Abreu. Deixa três filhos e cinco netos. O velório ocorreu no último dia 03, no cemitério da Paz, bairro do Morumbi.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete: PREGÃO ELETRÔNICO 294/2011-SMS.G, processo 2011-0.247.105-0, destinado ao registro de preço para o FORNECIMENTO de ANTIPARKINSONIANO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 20 de setembro de 2011, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

uma corrente, isto explica por que o número de presentes ao ato de protesto foi maior do que o de internautas que se cadastraram no movimento pela web'', explicou o jornalista Armando Serra Negra, organizador da manifestação. Apartidário, o evento deixou explícitas a indignação e a revolta contra a corrupção política e, bem de acordo com um dia de feriado, ainda teve como marca a descontração. Contou com a participação de pessoas de várias idades, desde jovens até casais acima de 70 anos. Da manhã até o fim do encontro, as principais palavras de ordem do evento foram: "Não é mole, não! No Congresso só tem ladrão!". Ou ainda: "Político ladrão, teu lugar é na prisão". Também ouviu-se: "Brasileiro, estão roubando seu dinheiro", e "Ficha Limpa já". A maioria dos manifestantes participou vestida com roupa comum, mas muitos pintaram o rosto de azul, verde e amarelo. Outros, expuseram a indignação usando nariz de palhaço e vestindo roupa preta. Muitos levavam cartazes com frases de protesto. Com as faixas, os caras-pintadas começaram a passeata na avenida Paulista estimulados por dois megafones utilizados por organizadores do movimento. A passeata ocupou duas faixas de carros da avenida e se estendeu por quase 300 metros. Do Masp seguiram até o cruzamento da Paulista com a avenida Consolação. Fizeram o retorno, entraram na pista contrária e caminharam dali

Fotos: Newton Santos/Hype

Intimidades: manifestantes reclamam contra dinheiro encontrado em cueca (acima). Com máscaras, grupo reclama em coro, nas escadarias da avenida.

até a avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Aí, mudaram de pista outra vez, voltaram ao Masp e encerraram o encontro. Na caminhada, além das palavras de ordem, os manifestantes cantaram várias vezes o Hino Nacional, entoado também no fim do evento.

Durante todo o trajeto, acompanhados de perto por policiais militares, os manifestantes eram saudados com buzinas pelos motoristas. Armando Serra Negra considerou o encontro um sucesso

e adiantou que haverá nova convocação de protesto contra a corrupção política para o dia 15 de novembro, feriado em que se comemora a Proclamação da República.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

7 O Brasil está buscando sua independência energética no lugar errado. Movimento Xingu Vivo para Sempre

olítica

7 DE SETEMBRO

Ueslei Marcelino/Reuters

Protestos? Dilma só viu a parada Protegida por tapumes de dois metros de altura, ela não assistiu às manifestações

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o primeiro desfile pelo Dia da Pátria sob comando da primeira mulher a chegar à Presidência da República, Dilma Rousseff, notaram-se duas diferenças marcantes em relação aos últimos anos. A primeira: o palanque presidencial reuniu quase todo o seu ministério – 32 de um

Mister Shadow/AE

Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff acena para o público assim que chega para o desfile militar, assistido pela maior parte dos ministros. Em São Paulo (ao lado), carros blindados passam pela plateia que foi ao Anhembi, no Sambódromo, prestigiar o Dia da Pátria.

total de 38 ministros. A segunda: a ausência do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP) – ele passou o feriado em Natal (RN). Os presidentes do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), e do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, também não compareceram. Já o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS) esteve presente. A decepção ficou para o público. Eram esperados entre 35 e 40 mil pessoas. Compareceram à Esplanada dos Ministérios entre 20 e 25 mil. Mesmo assim, o esquema de segurança foi reforçado por conta da manifestação contra a corrupção. (Mais detalhes nas 5 e 6). Dilma foi ao desfile acompanhada da filha Paula e do neto Gabriel, de um ano, que brincou muito com a avó e com a faixa presidencial que ela usava. Ao contrário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela não prestigiou a exibição da Esquadrilha da Fumaça, que arrancava aplausos do seu antecessor e da plateia. Assim que o último batalhão militar passou, a presidente e os

ministros foram embora. Protegidos por um forte esquema de segurança, que incluiu até tapume de mais de dois metros de altura, Dilma e seus auxiliares não chegaram a ver a manifestação contra a corrupção, que tomou o outro lado da Esplanada. A única atração do desfile foi o nadador César Cielo, que carregou o "fogo simbólico" e depois subiu no palanque presidencial, onde cumprimentou e tirou fotos com as autoridades. A contenção de verbas nas Forças Armadas reduziu o contingente de militares, carros e blindados no desfile. Ação inusitada – A segurança do desfile foi surpreendida logo cedo em uma situação inusitada. Um grupo de mil pessoas, proveniente de 14 estados, ocupou durante a madrugada a arquibancada bem em frente ao palanque presidencial. Eram familiares e exmilitares que integram a Associação Nacional de Ex-Soldados Especializados da Aeronáutica (Anese). Queriam reivindicar à presidente a reintegração à Aeronáutica. (AE)

30 mil acompanham desfile em São Paulo No Sambódromo, manifestantes aproveitaram para cobrar aprovação da emenda constitucional que fixa piso salarial nacional para agentes de segurança pública Tiago Queiroz/AE

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Vices presentes: Afif Domingos (à esquerda) e Alda Marco Antônio.

erca de 30 mil pessoas acompanharam o Desfile da Independência, que se apresentou no sambódromo do Anhembi, em São Paulo. O público acompanhou a passagem de tropas das Forças Armadas e das polícias, seguidos de veículos terrestres e aeronaves militares. O evento contou com as presenças do vice-governador Guilherme Afif Domingos, representando o governador Geraldo Alckmin, que se recupe-

ra de gripe, e da vice-prefeita, Alda Marco Antônio. PEC 300 – Policiais e parentes aproveitaram o desfile para fazer uma manifestação a favor da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300, que cria um piso salarial nacional para os agentes de segurança pública e ainda está em tramitação no Congresso Nacional. O grupo estendeu uma faixa na arquibancada do sambódromo, bem em frente ao palanque onde se concentravam

as autoridades do governo e os comandantes das forças de segurança. Os manifestantes também entregaram panfletos aos policiais que participaram do desfile para convocá-los para um ato na Assembleia Legislativa de São Paulo – com data marcada para a próxima segunda-feira, às 14h. Eles pretendem dar início a uma série de protestos para pressionar as autoridades do Estado a mobilizar suas bancadas na Câmara dos Deputados para aprovar o piso salarial pa-

ra policiais e bombeiros. O subtenente da Polícia Militar Clovis de Oliveira, um dos líderes do movimento, pediu que a PEC 300 volte a ter prioridade nos debates dos parlamentares, apesar da determinação de parte dos governos estaduais em evitar o aumento de gastos. "Os governantes não estão tratando o tema da segurança pública da maneira correta, o que faz com que policiais e bombeiros estejam cada vez mais desmotivados e despreparados". (Folhapress)

Grito dos Excluídos ecoa contra Belo Monte Promovida pela igreja católica, manifestação deste ano destaca questão ambiental

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om cartazes e gritos depalavras de ordem, centenas de integrantes de movimentos sociais e organizações ambientalistas aproveitaram o tradicional Grito dos Excluídos – promovido há décadas pela Igreja Católica no 7 de Setembro – para protestar contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Segundo integrantes do movimento Xingu Vivo para Sempre, o objetivo é alertar governos e sociedade mundial sobre os impactos que serão causados pela hidrelétrica, como a derrubada de 500 km² de área da floresta Amazônica. Na semana passada, o Mi-

nistério Público Federal impetrou a 13ª Ação Civil Pública contra Belo Monte, por danos irreversíveis à natureza e consequente deslocamento de comunidades indígenas. Além de Belém, Santarém e Itaituba, no Pará, as manifestações ocorreram em mais dez estados. O ativista do Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre em Belém (PA), Marcos Mota, disse que além de alertar as pessoas sobre os impactos causados pela hidrelétrica, os manifestantes querem a paralisação de Belo Monte e a rediscussão de grandes projetos desenvolvimentistas. Panfletos distribuídos em Belém pelo comitê metropoli-

tano do Movimento Xingu Vivo para Sempre dizem que "o Brasil está buscando sua independência energética no lugar errado. Não é expulsando ribeirinhos, índios e pequenos agricultores nem destruindo a fauna e a flora do rio Xingu que nós vamos acabar com os apagões e continuar crescendo economicamente. A vida dos povos indígenas e das florestas são muito mais importantes do que isto. Diga não a esse absurdo sócio-ambiental" . Os ativistas manterão os atos até o fim do ano para internacionalizar mais o debate sobre os impactos causados pela usina – polêmica que já dura mais de 20 anos. (AE)

Monica Alves/AE

Em São Paulo, o Grito dos Excluídos reuniu mais de 3 mil pessoas, em marcha da praça Osvaldo Cruz até o Monumento à Bandeira, no Ibirapuera.

Reunião Plenária (informações, debates e busca de soluções)

Etanol: Dificuldades e Desafios de Crescimento Presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar - UNICA MARCOS JANK Assista ao vivo no site www.acsp.com.br clique no banner WebTV ACSP

Dia: 12 de setembro de 2011, segunda-feira Horário: às 17 horas Local: Rua Boa Vista, 51 - 9º andar


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

ALERTA Pentágono reforça segurança em bases militares para o 11 de Setembro

Fotos: Reuters

nternacional

IRAQUE EUA estudam deixar até 4.000 soldados para treinar tropas locais

MIRAGEM NO DESERTO. SERÁ KADAFI? O lado brincalhão de Kadafi está à mostra em um vídeo caseiro divulgado ontem (imagens acima). O cenário é informal: Kadafi é visto brincan-

do com seus netos. "Você me ama?", pergunta o líder à sua neta. "Não", responde ela, rindo enquanto ele balbucia pela mão dela. (Reuters)

Uma grande empresa de armas ocidental estava atualizando equipamento militar para a brigada de segurança liderada pelo filho de Kadafi, Khamis, pouco antes do levante contra o líder líbio, revelam documentos. A empresa em questão é a filial britânica da General Dynamics, sediada nos EUA. "Acho que a lição é que, se você vai vender armas a ditadores, em algum momento vai se ver em situação constrangedora", disse Peter Bouckaert, diretor da Human Rights Watch. A empresa disse que a atualização não foi concluída. (Reuters)

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Cenas em família

Ele prefere armas de países ocidentais

O porta-voz do Conselho Militar de Trípoli, Anis Sherif, declarou ontem que o antigo comando rebelde da Líbia, agora no poder, sabe o paradeiro de Muamar Kadafi. Segundo Sherif, o ditador encontra-se dentro de um raio de 60 quilômetros da capital, cercado pelos combatentes do governo provisório. Sherif não informou a localização exata, mas acrescentou que Kadafi tem sido rastreado por meio de alta tecnologia e também por integrantes do grupo rebelde. Hisham Buhagiar, que coordena os esforços do Conselho Nacional de Transição (CNT) para capturar Kadafi, afirmou que o ex-governante tem viajado em um comboio de cerca de dez veículos pelo deserto do Saara desde que os insurgentes tomaram Trípoli, há duas semanas. Kadafi, segundo Buhagiar, abriga-se em uma tenda. "Sabemos que ele não quer ficar em uma casa", disse ao canal pan-árabe de televisão Al Jazeera. "As pessoas contaram que os carros vieram e eles armaram uma tenda." As fontes sugerem que Kadafi continua na Líbia. Já Abdullah Kanshil, que conduz as negociações do lado do CNT para a rendição de Bani Walid, declarou ontem acreditar que dois filhos do ditador, Saif al-Islam e Mua-

tassem, estejam na cidade situada 150 quilômetros a sudeste de Trípoli. Saif era preparado para ser o sucessor de Kadafi e Muatassem era o chefe do Conselho de Segurança Nacional. Em entrevista à agência Reuters, o negociador acrescentou que está averiguando uma informação de que o próprio Kadafi poderia estar lá: "Isso explicaria por que Bani Walid está resistindo. Os filhos dele estão lá, com certeza." Os combatentes do CNT cercam a cidade de 100 mil habitantes, reduto da tribo Warfallah, a mais numerosa da Líbia e principal base de apoio de Kadafi. Níger?- Além disso, um comboio escoltado por tuaregues (beduínos do deserto) armados foi visto atravessando o deserto na terça-feira e entrando no Níger vindo da Argélia, mas o governo local negou com veemência que Kadafi ou seus filhos estivessem nos veículos. "Queremos informar o mundo de que Kadafi não está no Níger", disse o ministro da Justiça do país, Marou Amadou. "Ele é um ex-chefe de Estado, ele não virá incógnito ao Níger. Se ele tiver de vir, nosso governo será informado, e se isso acontecer, irá informar vocês de nossa decisão". Amadou negou notícias de que entre 200 e 250 veículos carregando tropas de Kadafi haviam atravessado o deserto de Níger mais cedo esta semana, afirmando que o número real era muito inferior. "Mas não se pode ignorar que, enquanto estou falando aqui, mais pessoas cruzam a fronteira, até pessoas próximas ao governo de Kadafi", admitiu ele, referindo-se ao chefe de segurança de Kadafi, Mansour Dhao, que obteve permissão de entrar no país por "motivos humanitários". Mesmo após as declarações, o CNT enviou uma delegação ao Níger para pedir que as autoridades lhe entreguem Kadafi, seus filhos e aliados. "Estamos pedindo a todos os países para não aceitá-lo", disse Fathi Baja, responsável por assuntos políticos do CNT. "Ele está esperando uma chance de fugir", declarou Baja, acrescentando que Kadafi pode estar perto da fronteira com o Níger e a Argélia, no sul da Líbia. Além de ser procurado pelos rebeldes, que agora ocupam o governo da Líbia de forma interina, Kadafi tem contra ele uma ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede na Holanda. Alguns países da África, no entanto, podem oferecer asilo ao ditador em vez de entregá-lo à Líbia ou ao TPI. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

9 Disparos de metralhadoras dos tanques estão caindo sobre nós feito chuva. Um morador da cidade síria de Homs

nternacional Reuters

Rússia em luto: queda de aeronave mata time de hóquei. Um avião fretado por uma das principais equipes de hóquei no gelo da Rússia caiu ontem depois da decolagem, matando ao menos 43 das 45 pessoas a bordo. Os dois sobreviventes são um tripulante e uma das estrelas do time, Aleksander Galimov, de 26 anos, que teve 80% do corpo queimado. Testemunhas dizem que o avião, um jato Yak-42, com capacidade para cem passageiros, pegou fogo pouco depois de decolar do aeroporto em Yaroslav, cerca de 250 quilômetros ao norte de Moscou. A aeronave, construída em 1993, não conseguiu ganhar altitude após a decolagem e atingiu uma antena de rádio perto da pista antes de explodir.

Parte da fuselagem foi encontrada no Rio Volga (à dir.). Ainda não está claro, no entanto, se o piloto teria tentado um pouso de emergência no rio. A equipe do Lokomotiv, o terceiro colocado no campeonato russo de hóquei de 2011, pretendia viajar até Minsk, capital da Bielo-Rússia, onde participaria da temporada da Liga Continental de Hóquei, competição entre times de países da extinta União Soviética. Além de russos, o time tinha jogadores da República Checa, da Ucrânia, da Letônia e da Bielo-Rússia. O acidente aéreo foi o oitavo ocorrido na Rússia neste ano – seis somente em junho – ressaltando os problemas na segurança dos aviões russos. (Agências)

Reuters

Disparos sem fim na Síria

Susto no ar. Ameaça falsa.

Repressão de Assad mata pelo menos 20 pessoas em Homs. Liga Árabe decide pressionar ditador.

Duas aeronaves da Pakistan International Airlines (PIA) sofreram ameaças de bomba, ontem, provocando pânico entre os passageiros. Um dos aviões, que fazia a rota entre Grã-Bretanha e Paquistão, fez um pouso de emergência em Istambul (à esq.), e a segunda aeronave ficou parada em Kuala Lampur. Não foram achados explosivos. (Agências)

Forças sírias apoiadas por tanques mataram pelo menos 20 civis, ontem, na cidade de Homs, em uma das mais ferozes ações militares contra centros urbanos em seis meses de repressão aos protestos contra o presidente Bashar al-Assad, segundo ativistas e moradores. A ação de ontem foi motivada pela manifestação de aproximadamente 2.000 pessoas, que saíram às ruas na noite anterior em protestos contra o regime de Assad. Outras dezenas de manifestantes ficaram feridos.

Turquia e Israel, cada vez mais distantes. queio de Israel ao território palestino é legal, mas a reação dos militares israelenses, mesmo tendo sido recebidos com hostilidade e violência pela tripulação, foi excessiva. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que os soldados agiram em "legítima defesa" e o país não deve desculpas à Turquia. O vice-primeiro-ministro israelense, Moshe Yaalon, acusou ontem Erdogan de transformar a Turquia em uma "república islâmica". "Desde que assumiu o poder, ele (Erdo-

gan) decidiu se voltar para o Oriente, em vez do Ocidente. A Turquia deixou de ser uma república secular e virou uma república islâmica." Apesar de Ancara insistir que a viagem oficial de Erdogan não tem relação com Israel, tem sido difícil evitar a especulação. Há rumores – não confirmados – de que o primeiro-ministro pretenderia visitar Gaza e estaria apenas esperando uma autorização do governo egípcio para entrar no território palestino pelo posto fronteiriço de Rafah. (AE)

DC

O gabinete do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, informou ontem que o chefe de governo fará um giro por Egito, Tunísia e Líbia a partir da próxima segunda-feira. A viagem é uma tentativa de aumentar a influência da Turquia na região convulsionada por revoltas populares. No Cairo, Erdogan deve firmar pactos militares e comerciais com o governo egípcio. O anúncio da visita ocorre apenas uma semana depois de a Turquia ter rompido acordos de defesa com Israel. Será a primeira visita de um líder turco ao Egito em 15 anos. O ditador Hosni Mubarak, derrubado em fevereiro, via a Turquia com desconfiança e sempre rejeitou os gestos de aproximação de Ancara. O novo governo egípcio, no entanto, parece ansioso para ampliar sua relação econômica e estratégica com os turcos. Assessores de Erdogan garantem que a viagem não tem nenhuma relação com a crise com Israel. Na semana passada, a Turquia expulsou o embaixador de Israel, suspendeu acordos militares entre os dois países e rebaixou a relação bilateral ao nível hierárquico mais baixo na escala diplomática. Desculpas - A Turquia, que era um dos principais aliados de Israel no Oriente Médio, exige um pedido de desculpas pela morte de nove ativistas turcos assassinados por soldados israelenses, em águas internacionais, quando tentavam levar ajuda humanitária para a isolada Faixa de Gaza, em maio de 2010 – o território é controlado pelo Hamas, grupo islâmico palestino que TelAviv considera terrorista. Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a flotilha, divulgado na semana passada, diz que o blo-

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Segundo os Comitês de Coordenação Local, que ajudam a organizar os protestos, os serviços de comunicação e internet foram cortados durante a operação das forças do regime em vários bairros da cidade. Com a recusa de Assad em deixar o poder, a pressão internacional aumenta. A Liga Árabe anunciou que o seu secretário-geral irá visitar a Síria no sábado, e que chanceleres da região irão se reunir na semana que vem para transmitir sua preocupação com a repressão. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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c

quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

DROGAS Militar admite que o tráfico de drogas continua nas favelas do Alemão.

idades

DESERTO Cidades do interior paulista registram baixa umidade relativa do ar.

Rio: Exército reforça ocupação de favelas Traficantes e soldados trocaram tiros anteontem no Complexo do Alemão, na zona norte. General admite que o tráfico de drogas não foi extinto nas áreas ocupadas. Wilton Junior/AE

O

Exército vai enviar um reforço de 200 militares para o Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, em resposta aos conflitos de anteontem à noite no conjunto de favelas. O efetivo vai complementar o adicional de 100 fuzileiros já enviados pelo Exército. Além disso, as comunidades da Baiana e do Adeus e mais onze pontos próximos estão ocupados por 120 homens da Polícia Militar por tempo indeterminado, informou o comandante da instituição, Coronel Mário Sérgio. As duas localidades, de onde partiram os disparos de terça-feira, não estão incluídas na área ocupada pelo Exército desde novembro do ano passado. Segundo o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, um "número muito pequeno" de traficantes teria entrado de carro nas comunidades pela Vila Cruzeiro. Surpresa – Também presente na coletiva, o comandante militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, afirmou que os disparos foram feitos por traficantes de fora que tentavam entrar no complexo por meio dessas comunidades. Segundo ele, o Exército foi pego de surpresa pela ação dos criminosos, enquanto investigava incidentes acontecidos no conjunto de favelas no último fim de semana. De acordo com o comandante, os distúrbios teriam começado no domingo, depois que militares perseguiram dois jovens

Ó RBITA

CLIMA SECO

A

Militar durante patrulhamento no complexo do Alemão: Exército vai deslocar mais 200 homens para a região

flagrados vendendo drogas. Os soldados teriam entrado em um bar para onde os traficantes fugiram. O general explicou que os soltados teriam "perdido o controle", utilizando spray de pimenta e fazendo disparos com balas de borracha. Ele refutou a versão de que o que motivou a reação dos militares foi a recusa dos frequentadores de baixar o som da TV. O general admitiu que o Exército respondeu aos disparos feitos pelos traficantes com armamento pesado. Ele também confirmou que ainda há tráfico na região e que traficantes eventualmente circulam na área. "Existe tráfico lá dentro. Não há paz completa", disse. (AE)

Embu das Artes: apelido vira nome oficial da cidade

A

cidade de Embu, na Grande São Paulo, passa a se chamar oficialmente "Embu das Artes", segundo lei sancionada ontem pelo governador Geraldo Alckmin. Em maio, a população da cidade já havia incorporado o novo nome. Um plebiscito realizado no local teve 66% dos votos a favor de rebatizar o município para Embu das Artes, nome pelo qual há décadas é popularmente conhecido.

Embu se emancipou de Itapecerica da Serra em 1959 e ganhou o novo nome em razão da feira de artesanato organizada na cidade desde o final dos anos 1960 e que, todos os finais de semanas, atrai milhares de turistas. Graças a ela, o município chamou a atenção de artistas. Nos anos 1990, o roqueiro Mick Jagger aproveitou uma turnê no País da banda Rolling Stones para visitar a feira. (AE)

o menos oito cidades do interior de São Paulo enfrentaram clima de deserto no feriado, com índice abaixo de 12% de umidade relativa do ar, segundo as medições do Instituto Nacional de Meteorologia. Duas cidades registram o índice de ar mais seco do Estado: Votuporanga (521 quilômetros de SP) e Ituverava (413 quilômetros de SP), ambas com 9% de umidade relativa do ar. Anteontem, Votuporanga teve o menor índice do país: 6%. (Folhapress)

TRÂNSITO

A

CET padronizou em 60 km/h o limite de velocidade em vias da zona oeste de São Paulo. Ao todo, foram 17,6 quilômetros de avenidas regulamentadas nesta velocidade. A mudança aconteceu principalmente nas avenidas Olavo Fontoura e Joaquina Ramalho e na rua dos Machados, onde a velocidade máxima foi reduzida de 70 km/h para 60 km/h. Outras vias da cidade, como a 23 de Maio, também tiveram a velocidade reduzida. (Folhapress)

Luis Prates/AE

BALEIA ENCALHADA – Uma baleia encalhou ontem na praia do Pântano do Sul, em Florianópolis, capital de Santa Catarina. Desde as 7 horas da manhã, populares observavam a baleia, que não conseguia voltar para o mar aberto.


quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

11 Na seleta plateia do Municipal, a elite sentia-se partilhando o mundo civilizado Maria Elena Bernardes, historiadora

idades

Municipal completa cem anos de aplausos Espaço cultural mais importante da Capital chega ao centenário totalmente restaurado. Construção demorou oito anos e enfrentou até uma greve de operários. Reprodução

Valdir Sanches

A

o fim de oito anos de empenho, atrasos, custos duplicados e uma greve, a obra ficou pronta. Em 12 de setembro de 1911, a joia mais cara da cidade, seu prédio mais alto – o Teatro Municipal – resplandecia no topo do morro do Chá, no Centro, exibindo seus 3.609 metros quadrados de arte, luxo e muito ouro nos ornamentos. Uma nova técnica construtiva consumira 700 toneladas de ferro laminado e perfilado e 50 de ferro fundido, além de 4,5 milhões de tijolos. Os ferros eram importados, da mesma forma que as pedras de mármore, vitrais, mosaicos, tapeçarias e as instalações elétricas – enfim, quase tudo. Mas os trabalhos de marcenaria, ferro artístico, bronze e mobiliário foram feitos no Liceu de Artes e Ofícios, na cidade. Os artesãos, técnicos e mesmo os operários eram, na maioria, imigrantes italianos e espanhóis. Traziam conhecimentos de seu país. A decoração interna abundava em folheados a ouro, cristal, bronze e espelhos. As escadarias de mármore branco tinham, perfilados nas laterais, balaústres de mármore siena esculpidos. Este é só um detalhe. O outro é o seguinte: os painéis de mosaicos venezianos, em uma das paredes, representavam cenas das óperas Ouro do Reino e As Walquírias, do compositor Richard Wagner. Os painéis haviam sido executados por D'Angesi D'Angelo & Cia, de Veneza. R e st a u ro – Quem vai ao t e a t ro n a P r a ç a R a m o s d e Azevedo, hoje, não perde nada. Com o restauro concluído há poucos meses, tudo está lá, com o mesmo esplendor que havia antes. As informações citadas nesta reportagem baseiamse, em grande parte, na tese de doutorado da historiadora Maria Elena Bernardes, concluída em 2004. O trabalho chama-se "Estandarte Glorioso da Cidade: Teatro Municipal de São Paulo". Era assim, estandarte glorioso da cidade, que os jornalistas chamavam o teatro, na época da inauguração. Nos primeiros momentos, pensou-se em batizar a nova casa como Teatro São Paulo. Prevaleceu uma segunda proposta, Teatro Municipal de São Paulo. O projeto, como se fizera com o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, concluído dois anos antes (1909), inspirou-se na mais notável casa de ópera da época: a L'Opera, de Paris, erguida entre 1861 e 1874 pelo arquiteto francês Charles Garnier. O estilo do Municipal de São Paulo é descrito como eclético, que reúne várias tendências. A página oficial do espaço cultural diz apenas que a arquitetura exterior tem traços renascentistas barrocos do século 17. O trabalho da historiadora

1911 O Teatro Municipal, durante a sua inauguração, em 11 de setembro de 1911: noite de gala provocou o primeiro congestionamento da cidade. Fotos: Agliberto Lima/DC - 02/06/2011

2011 O novo teatro, após a restauração, concluída há poucos meses. Municipal chega ao centenário como o mais importante centro de cultura paulistano.

Maria Elena Bernardes prefere a descrição feita pelo arquiteto e arqueólogo Ricardo Severo. A arquitetura exterior traz "o renascimento barroco, ao qual os artis-

tas italianos chamam de seiscentos". "É o estilo clássico, com tipos e módulos da renascença grecoromana, mais variada, porém, na aproximação e ornamentação desses tipos e com maior liberdade imaginativa no emprego da linha curva, nos detalhes ornamentais." Arquiteto – A construção foi obra do escritório de Ramos de Azevedo, o mais produtivo e admirado Construção custou o dobro do previsto

arquiteto da época. Mas não foi ele quem o projetou. Na Resolução de Tombamento do Condephaat, o órgão estadual do patrimônio histórico, lê-se que o teatro foi projetado por Domiziano Rossi e Cláudio Rossi. Outras fontes detalham que o projeto é de Cláudio, o projeto de detalhamento de Domiziano, e a construção é deste e de Ramos de Azevedo. Domiziano nasceu em Gênova, Itália, e morreu em São Paulo, onde, durante 25 anos, foi professor do Liceu de Artes e Ofícios. Cláudio Rossi (nenhum parentesco), natural de Capri, morto na Baviera, Alemanha, era também decorador e cenógrafo, e esteve ligado a um outro teatro da cidade, o São José. Ambos eram associados ao escritório de Ramos de Azevedo. A Cláudio coube a missão

ção Operária, liderada pelos anarquistas, insurgia contra os baixos salários e excesso de horas trabalhadas. Cruzam os braços pedreiros, carpinteiros, costureiras e funcionários do Liceu de Artes e Ofícios. A polícia fechou a Federação Operária e prendeu muita gente, mas a paralisação só terminou no mês seguinte, em meados de junho. Os trabalhadores voltaram aos seus postos, com aumento de 10% nos salários e jornada de trabalho de oito horas. No fim das obras, Ramos de Azevedo pediu mais verba. Entre as despesas estava a ornamentação do jardim da esplanada. A Câmara autoriza e o prefeito entra com o dinheiro. No final, o local custaria o dobro do previsto: 4.500 contos de réis, algo como R$ 252 milhões. Mas sem dúvida compensou. Cetim – O deslumbramento que o teatro causou aos frequentadores, a fina nata da elite paulista, pode ser medido pela descrição do cronista de O Estado de S.Paulo, citado por Maria Elena Bernardes: "Da macieza dos cetins em decote, e da negrura das casacas, vinha uma nuvem finíssima de graça que se espalhava no ar balsâmico do recinto. Se olhava à volta, o ouro fosco da decoração fazia contraste com os diamantes, as safiras, as esmeraldas palpitando em busto de mulher." A historiadora fala das temporadas de teatro e dança, dos concertos, e do "grande momento", as temporadas líricas, entre julho e outubro. Descreve: "Na seleta plateia do Municipal, a elite paulista sentia-se partilhando o mundo civilizado, pois via São Paulo inserida no mundo cultural das principais capitais da Europa, tendo como pano de fundo a encenação lírica, consolidadora de um imaginário estético de refinado gosto, propiciadora de status e, mais de que tudo, talvez, pretexto para uma vida social que se pretendia elegante e mesmo luxuosa." "Os programas oferecidos pelo Teatro Municipal passam a ser um motivo para essa elite ouvir música de reconhecimento internacional, vestir-se na moda, exercitar os jogos de sedução, tomar champanhe no bar do teatro e ter uma vida 'cultural', claro", registrou Maria Elena.

de viajar para a Europa, pesquisar e comprar o material necessário para a obra do Municipal. Gastos – A construção seguiu seu ritmo, sob os olhares ansiosos dos paulistanos. No quinto dos oito anos de trabalho (1903 a 1911), um papel com o timbre "Direção de Obras do Grande Teatro Municipal de São Paulo" chegou à Câmara. Continha um pedido de complementação de verba. Entre as justificativas estavam gastos com as escadarias, a decoração do foyer (salão onde se espera o início do concerto), e pagamentos aduaneiros. Greve – Em maio de 1907, eclode uma greve. Restauração contemplou os belos A obra para. A Federa- vitrais espalhados pelo prédio Agliberto Lima/DC - 02/06/2011

Projeto previa salão para banquete e charutaria

A

s tentativas de se construir um teatro à altura da São Paulo vinham desde fins do século 19. O problema é que custava muito caro. Atrair empresários privados, a única solução à vista, estava difícil. Um projeto da Câmara Municipal propôs isenção de impostos por três anos. Não houve interesse. Mais tarde, outro ofereceu vinte anos. O edital previa que o "Theatro Municipal" seria um grande edifício, construído

com técnicas modernas, jardins e iluminação elétrica (e não a gás). Abrigaria o teatro, para companhias de ópera e dramáticas. Mas não só isso. No edifício haveria um salão para concertos, dois salões de luxo para banquetes, bailes e reuniões, cafés e charutarias de primeira ordem, conservatórios dramático e musical. Novamente, ninguém se apresentou. O período de isenção de impostos aumentou:

cinquenta anos. Desta vez, houve dois interessados. Um deles queria construir o teatro, com o nome de Ópera Paulista, na Praça da República. Os dois acabaram desistindo. Meses depois, o município fechou contrato com Giacomo Leone. O empreendedor viajou à Europa em busca de financiamento, mas não voltou. Morreu lá. Em fevereiro de 1903, o vereador Gomes Cardim apresentou um projeto que

finalmente vingou. O Estado cedeu o terreno que desapropriara um ano antes, para construir a sede da Prefeitura. Tratava-se de área entre as ruas Conselheiro Crispiniano, Barão de Itapetininga, Formosa e o prolongamento de uma rua a ser aberta, a 24 de Maio. O projeto foi apresentado em abril. O prefeito Antonio Prado fez a sua parte. Autorizou o crédito para as obras. (VS)

Municipal após a reforma: construção não atraiu os empresários


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12 -.LOGO

quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

Logo Logo R www.dcomercio.com.br

Rogério: mil. São Paulo: 2.

ogério Ceni cumpriu a sua palavra ao entrar na festa pelos 1.000 jogos em seus exatos 21 anos de São Paulo só quando o árbitro carioca Péricles Bassols Cortez apitou o final da partida em que o time bateu o Atlético-MG por 2 a 1, ontem, no Morumbi. Mas, assim que acabou o jogo que devolveu ao Tricolor a ponta no Campeonato Brasileiro, o capitão não segurou a emoção. Primeiro, reuniu os jogadores para aplaudir os 60.514 mil torcedores, que bateram o recorde de público do campeonato e ficaram no estádio para festejar. "Isso aqui é minha vida. Amo vocês", declarou o goleiro, pouco depois de repetir o gesto que começa a virar tradição: beijar o escudo sãopaulino que fica ao lado do gramado. "Uma festa bonita como essa, tinha de existir mais. A graça do espetáculo é o público". Aliás, os torcedores testemunharam outros dois recordes ontem: renda (R$ 1.566.195,00) e o gol mais rápido do Brasileirão (do são-paulino Lucas, aos 25 segundos). Cercado por jornalistas e fotógrafos, Rogério Ceni

A RTE

Tradição milenar

Eu só tenho de agradecer. Tenho a alegria de poder lembrar cada um dos mil jogos que disputei. Eu vivo cada jogo como se fosse o último. Ofereço para o meu pai, que foi um grande cara, foi quem me trouxe há 21 anos para cá e apostou em mim. ROGÉRIO CENI

voltou ao dia 7 de setembro de 1990 para lembrar seu pai, Eurydes Ceni, de 73 anos. "Eu só tenho de agradecer. Tenho a alegria de poder lembrar cada um dos mil jogos que disputei. Eu vivo cada jogo como se fosse o último. Ofereço para o meu pai, que foi um grande cara, foi quem me trouxe há 21 anos para cá e apostou em mim. E para quem todo dezembro eu corro para agradecer, ele é a minha fonte de inspiração. Ele aqui e minha mãe (Hertha) no céu estão sempre me iluminando." Após ensaiar uma volta

olímpica e dirigir-se aos vestiários, já que foi escolhido para fazer o exame antidoping, Rogério Ceni deixou a emoção de lado e retomou o lado de extremo profissionalismo, uma de suas marcas principais. Ao comentar o resultado, após uma série de tropeços em partidas como anfitrião, o ídolo disparou. "Mesmo com os mil jogos, se nós tivéssemos saído daqui com o empate ou a derrota, eu deixaria o Morumbi frustrado". Com 41 pontos, o Tricolor pode perder a liderança ao fim da 22ª rodada

se o Corinthians vencer ou empatar com o Flamengo hoje no Pacaembu. O clima que tomou conta do Morumbi na celebração para mais um recorde de Rogério Ceni foi usado pelos jogadores como incentivo para o restante do ano. "O Rogério merece essa festa. É um grande goleiro, um grande profissional e um amigo. Ainda bem que conseguimos essa vitória. Queremos o título e não podemos perder mais pontos aqui em casa. Tomara que daqui para frente o time não tropece mais no Morumbi", afirmou Rivaldo, trazido por Rogério Ceni ao Tricolor no início da temporada. "Ele é um cara bacana, trabalhador e que sofre bastante quando não conseguimos resultado. Tem muita pressão em cima dele, mas o que importa é que estamos todos no mesmo barco", disse Dagoberto, autor do gol da vitória. Agora, o goleiro de 38 anos faz parte da seleta lista de jogadores, que inclui apenas Pelé (1.114 jogos pelo Santos) e Roberto Dinamite (1.075 pelo Vasco), que atingiram mil partidas pela mesma equipe brasileira. (AE)

Rahel Patrasso/Frame/AE

A artista chinesa radicada nos EUA Beili Liu inspirou-se em uma lenda oriental para criar a série Floresta. A lenda diz que, quando as crianças nascem, são conectadas por invisíveis fios vermelhos às pessoas que encontrarão em suas vidas. Cada encontro, a partir de então, marcará a superação de distâncias e barreiras sociais. www.beililiu.com/08to09work/lurela.html

M AGRÃO

Sócrates 'convocado' por Chávez Assim que receber alta e deixar o hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde está internado desde anteontem, o ex-jogador Sócrates pensa em trabalhar com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A revelação foi feita ontem por Kátia Bagnarelli, mulher do ídolo corintiano. Chávez convidou Sócrates para fazer um trabalho social na Venezuela utilizando o esporte. O convite surgiu após Sócrates ter sido convidado para dirigir a seleção de Cuba. "O Hugo Chávez pensou: 'Agora que nossos amigos cubanos tiveram coragem de chamar o Sócrates, nós também queremos'", contou Kátia. Ela disse também que

Sócrates gostou do convite e já pretendia conversar com Chávez sobre os projetos – eles não se encontraram durante a visita do ex-jogador a Cuba, em razão do aniversário de Fidel Castro. A ideia de Sócrates é fazer do esporte uma ferramenta educativa importante para a população. "Ele (Sócrates) diz que 'com uma bola e com um educador é possível educar 300 crianças'", revelou Kátia. O exjogador foi internado pela primeira vez em 19 de agosto por conta de uma hemorragia digestiva. Teve alta no dia 27, mas voltou ao Hospital Albert Einstein, na 2ª-feira passada. Sócrates está na UTI. (Agências)

O goleiro Rogério Ceni agradece à torcida após a vitória do São Paulo por 2 a 1 sobre o Atlético-MG ontem no Morumbi

H OMENAGEM

T ÊNIS

P OLÍTICA

Guga, candidato ao Hall da Fama

Meia maratona para Steve Jobs

O tenista brasileiro Gustavo Kuerten é um dos indicados para fazer parte do Hall da Fama do Tênis mundial. Assim como a norteamericana Jennifer Capriati e o russo Yevgeny Kafelnikov, um de seus principais rivais, Guga poderá ser confirmado na classe de 2012 se for aprovado por 75% da imprensa internacional, em votação que acontecerá em janeiro. Caso seja selecionado, Guga estará figurando ao lado de John McEnroe, Bjorn Borg, Pete Sampras, entre outros. A única representante brasileira no Hall da Fama do Tênis até o momento é Maria Esther Bueno, com 18 títulos de Grand Slam. Guga já conquistou um total de 20 títulos.

O maratonista Joseph Tame prestou sua homenagem ao ex-CEO da Apple, Steve Jobs. Ele recriou, em um percurso de 21 quilômetros, o logotipo da companhia usando GPS e 2 iPhones. A foto ao lado mostra a rota que Tame percorreu, uma semana depois que Jobs saiu da Apple. Tame recorreu a um aplicativo, o RunKeeper, para acompanhar seu percurso pelo centro de Tóquio. "Eu quis mostrar o meu apreço pessoal a Steve por sua visão e liderança, que teve um impacto direto e positivo em minha vida. Eu gostaria de desejar tudo de bom a Steve, e espero que sua saúde melhore rápido. Agora ele pode se concentrar mais em seu bem-estar", declara Joseph Tame .

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L

Roberto Carlos clama por paz em show em Jerusalém

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Sem sedativos, Ricardo Gomes tem quadro estável

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A mostra De Dentro e de Fora apresenta obras de nomes importantes na arte urbana mundial. Masp: Av. Paulista, 1578, tel.: (11) 3251.5644. R$ 15.

Um presente para seu tato

Corinthians encara Flamengo e pressão por liderança

Impeachment no STF? O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) deve discutir hoje o pedido do advogado Alberto de Oliveira Piovesan que pede impeachment para o ministro Gilmar Mendes. Piovesan tomou essa providência porque Mendes teria recebido benesses de advogados, o que colocaria em dúvida a sua "isenção". Mendes foi presidente do Supremo entre 2008 e 2010. Na seção do último dia 17, o ministro Marco Aurélio Mello pediu vista do processo e prorrogou desfecho do caso – a discussão deve voltar com o voto de Marco Aurélio. (AE)


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quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

e

13 ETANOL EUA podem superar Brasil na exportação do combustível

Antonio Gauderio/Folhapress 4/12/2002

conomia

INDÚSTRIA Utilização da capacidade instalada caiu em agosto

O brasileiro não sente saudade das remarcações constantes de preço, como ocorriam nas décadas passadas. Para que isso não ocorra, a inflação deve estar sob controle.

CRISE DEVE SEGURAR INFLAÇÃO Turbulência pode ajudar a conter a alta do custo de vida. Com isso, governo pode baixar ainda mais os juros desde que aumente o superávit primário. abril deste ano, os preços dos alimentos subiram por causa do choque de oferta – em razão de fatores climáticos e aumento do consumo. Os alimentos acumularam alta de 10,04% em 12 meses até agosto, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Em segundo lugar, foram o aumento de gastos do governo em 2010 em razão das eleições, seguido pela elevação de tarifas públicas e do setor de serviços. Depois do pico de agosto, a expectativa de Carmo é de que a inflação perca fôlego em setembro e outubro e encerre o ano em 6,3%. "O declínio deve

ocorrer entre outubro e abril do próximo ano, mês em que a inflação pode chegar a 5% no acumulado de 12 meses. Essa projeção leva em consideração o roteiro do choque de preço dos alimentos", diz. Carmo afirma que também há tendência de desaceleração dos preços do setor de serviços. "Muitos profissionais da área de beleza, por exemplo, acabaram montando uma empresa própria, o que aumenta a oferta e pressiona menos a inflação desse segmento", afirma. O presidente do Corecon-SP diz que o governo precisa ter uma política agrícola de longo

prazo para regularizar o abastecimento de produtos como álcool, carne, arroz e feijão. "O preço está favorável e todos produzem. Então, despenca. É preciso utilizar novas técnicas de produção porque, por incrível que possa parecer, ela é importante para regularizar a inflação no curto prazo", afirma. Fiscal – A tendência é que o governo compense a redução da Selic com mais medidas de política fiscal. Na opinião de Alfieri, da ACSP, se a crise for moderada a inflação vai continuar pressionada. Se o governo ainda quiser manter a redução dos juros precisará au-

mentar o superávit primário, que é a economia para o pagamento dos juros da dívida pública. Segundo o economista, um passo foi dado nessa direção quando o governo anunciou aumento da meta de superávit primário em R$ 10 bilhões para este ano. A meta para 2012 é de R$ 139 bilhões. Se o governo continuar reduzindo a Selic também tende a diminuir o gasto com os juros da dívida pública, que hoje representam 5,7% do Produto Interno Bruto (PIB). No ano passado, o governo gastou R$ 195 bilhões com juros e, até o mês de julho, R$ 138 bilhões.

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o atingir em agosto o pico de 7,23% no acumulado de 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tende a perder o fôlego nos próximos meses e encerrar 2011 acima do centro da meta de 4,5%, mas dentro do intervalo de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. O resultado vai depender do agravamento da crise econômica internacional, de medidas do governo para prevenir o choque de oferta de alimentos e esforços fiscais por parte da União. Esses seriam mecanismos que poderiam controlar a inflação sem que o Banco Central (BC) tenha de aumentar a taxa básica de juros (Selic). Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, reduziu a Selic em 0,5 ponto percentual para 12% ao ano, em uma decisão que surpreendeu o mercado. Este instrumento de política monetária tradicionalmente é utilizado para controlar a inflação e, desde janeiro e, no ano, acumulou cinco altas.

O argumento do comitê foi o de que a crise que atinge os principais blocos econômicos contribuirá para reduzir os preços no Brasil. Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emílio Alfieri, o BC deve ter mais dados sobre a situação das economias da Europa e dos Estados Unidos que o faz acreditar que a crise é mais grave do que parece. Os dados da dívida da Itália, no começo da semana, derrubaram as principais bolsas do mundo. Resta saber se a crise aqui será, de fato, desinflacionária. Alimentos – A contribuição dos alimentos no IPCA de agosto foi de 45%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Da alta de 0,37% no mês passado, os alimentos contribuíram com 0,17 ponto percentual. Segundo Alfieri, o raciocínio do governo é o de que a crise internacional pode se agravar e segurar o preços das commodities e, consequentemente, o dos alimentos, como ocorreu em 2009. O presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), Heron do Carmo, diz que entre setembro do ano passado e

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14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

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15 As pessoas se sentem mais seguras no mercado de trabalho. Sandro Sacchet, técnico de pesquisa e planejamento do Ipea

conomia

Turbulência não derruba otimismo Situação positiva da economia brasileira eleva o nível de confiança da população com relação aos próximos meses, segundo estudo realizado pelo Ipea. Vivi Andreani/LUZ

Neide Martingo

A

crise nos países desenvolvidos não atingiu o humor dos brasileiros. O Índice de Expectativas das Famílias (IEF), apurado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), comprova essa tendência. O índice de agosto foi de 65,2 pontos – resultado 1,7 ponto superior ao do mês anterior. Em igual mês de 2010, o valor registrado foi de 62,8 pontos. A escala do levantamento do Ipea tem cinco patamares: de zero a 20 pontos, grande pessimismo; de 20 a 40, pessimismo; entre 40 e 60, moderação; 60 a 80, otimismo (número em que se enquadra o montante apurado no mês passado); e

grande otimismo, de 80 a 100 pontos. "A boa situação econômica se reflete no resultado do levantamento. As pessoas se sentem mais seguras no mercado de trabalho – elas acreditam que não vão perder o emprego", afirmou o técnico de pesquisa e planejamento do Ipea, Sandro Sacchet. Segundo ele, o índice apresentou algumas quedas ao longo do ano. Em maio, por exemplo, foi de 62,9 pontos. Mesmo assim, continuou no patamar de otimismo. "E a tendência continua, no médio e longo prazos". A pesquisa demonstra que 56,8% dos entrevistados esperam que o Brasil, nos próximos 12 meses, passe por momentos ainda melhores. Em relação a julho deste ano, isso significa alta de 3,6 pontos percentuais; para os próximos

dreani/LUZ

O

IDERALDO LUÍS MATIAS, ORIENTADOR SOCIAL

Índice apurado pelo Ipea apontou 65,2 pontos em agosto – resultado considerado positivo pelo órgão.

Esforço pessoal é a chave para aproveitar momento positivo

Fotos: Vivi An

Para melhorar a renda, pretendo voltar a estudar análise de sistemas.

cinco anos, o índice passou de 53% em julho para 56,4% em agosto deste ano. Consumo – Otimistas, as famílias se sentem seguras para consumir. Do total, 56,8% disseram que agosto era um bom período para as compras de bens duráveis; e 38,3% consideram um mau momento. A a v a l i a ç ã o d o I p e a d emonstra melhora no resultado em relação a julho. Na ocasião, 49,5% afirmaram que o cenário era propício para as compras de bens duráveis; e 45,4% discordaram desta avaliação. "Isso pode explicar os índices de elevação do consumo, e aponta para a sustentabilidade do impulso de crescimento da economia no curto prazo." O Ipea consultou os integrantes de 3,81 mil domicílios em 200 municípios.

Índice de Expectativas das Famílias (IEF) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), se reflete nas ruas. As pessoas registraram vitórias financeiras entre agosto de 2010 e de 2011. Mas há um consenso: se não houver um esforço pessoal – ou seja, atitudes tomadas com muito planejamento – não há cenário econômico que ajude. A pressa da empresária Sueli Leonello dá a certeza: o dia a dia dela é repleto de afazeres. Ela e o marido são sócios e tinham uma empresa de entregas de sanduíches. E decidiram abrir uma oficina mecânica. "A melhor parte é

que não fizemos dívidas para diversificar as atividades. O projeto recebeu R$ 10 mil em investimentos, feitos com recursos próprios. O movimento foi tão positivo que, em quatro meses, conseguimos o retorno." Ela disse ainda ter certeza que o empreendimento vai crescer. "Os negócios só melhoram e não temos dívidas." Ascensão – A boa notícia na vida profissional da bancária Luciana Fernandes foi a promoção, que garantiu 30% a mais na sua conta-corrente. Com isso, o consumo de roupas, sapatos e bolsas também subiu. "Eu me senti à vontade para sair e conhecer

restaurantes. Mas cortei. Não quero gastar mais do que ganho – cancelei os cartões de crédito", disse Luciana, que pretende planejar bem suas compras. Já a arquiteta Marcela Gimenez Rodrigues reconhece a melhora na economia, mas diz que a população tem que fazer a sua parte. "Há muitas oportunidades no mercado. Os profissionais, porém, não se preparam. Depois de pesquisar bastante, eu me especializei em gestão de obra. Minha renda cresceu 50%", disse. "O crescimento econômico realmente existe, o que provoca alta do investimento público. E as expectativas são boas."

Aper feiçoamento – O orientador social Ideraldo Luis Matias também vincula a melhora nas contas pessoais ao esforço para aprender mais. "Neste último ano, percebi que pude sair e me divertir mais. Para melhorar a renda, pretendo voltar a estudar análise de sistemas." O planejamento também integra a rotina do funcionário público José Lourenço Ferreira. Neste ano ele comprou um carro zero quilômetro, imóvel, e está sem dívidas. "Há seis anos comecei a priorizar os gastos e planejar antes de comprar. Sem isso, não há cenário econômico que ajude", ponderou. (NM)

Não quero gastar mais do que ganho – cancelei os cartões de crédito. LUCIANA FERNANDES, BANCÁRIA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

Temos investido em novos espaços para a comercialização de bebidas. José Roberto Graziano, superintendente municipal de Abastecimento

conomia

Cachaça, cada vez mais nobre. Com a redução internacional no consumo de destilados como conhaque e uísque, a bebida nacional tem hoje oportunidade de conquistar outras partes do mundo. Fotos: Leandro Moraes/LUZ

Paula Cunha

A

Este é o momento certo para expandir o mercado, pois podemos aproveitar eventos como a Copa do Mundo. JOSÉ MENDES, DO CBRC

A realização da ExpoCachaça Dose Dupla servirá como uma importante vitrina para a produção nacional da bebida

Pr ofi ss ion ali zaç ão – Essa movimentação também contribuiu para o crescimento das feiras e eventos de degustação no mercado interno, como a ExpoCachaça Dose Dupla, inaugurada na última terça-feira no Mercado Municipal de São Paulo e que se encerrará no domingo (leia texto ao lado). No entendimento de Mendes, essa feira tem o objetivo de divulgar o segmento e realizar negócios – e não se concentrar apenas na degustação das bebidas. Na sua avaliação, a exposição traz a vantagem de reforçar a estratégia de profissionalização do setor, uma vez que muitos dos participantes têm o suporte do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) – e, por essa razão, têm seus produtos certificados.

2010

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QUINTA-FEIRA, 08 DE SETEMBRO DE 2011

HÁ ALGUMA ESTABILIDADE PARA A EMPREGADA DOMÉSTICA EM VIAS DE SE APOSENTAR? Perante a legislação não há estabilidade à empregada doméstica em vias de se aposentar. AQUISIÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE CESTA BÁSICA AOS EMPREGADOS A legislação paulista estabelece procedimento específico para registro de aquisição e distribuição aos empregados de produtos acondicionados na forma de“cesta básica”? Saiba mais acessando a íntegra no site: [www.empresario.com.br/legislacao].

Outro objetivo do CBRC é apresentar a bebida a uma parcela mais jovem da população, uma vez que o consumo de destilados apresenta cresci-

mento mundial – o que também acontece no Brasil. Ele lembrou que a média de idade dos apreciadores da bebida é alta, e os evento podem ser um bom veículo para atrair proprietários de restaurantes e bares. O consumo per capita é de oito a nove litros por ano. Expansão – No caso das exportações brasileiras do produto, Mendes avaliou que, pa-

"Este é o momento certo para expandir o mercado, pois podemos aproveitar eventos como a Copa do Mundo, quando o País receberá um número significativo de turistas. Criaremos estratégias e ações para que os hotéis adotem a cachaça como ingrediente básico da caipirinha – bebida muito apreciada pelos estrangeiros que visitam o Brasil."

ra aumentar o percentual de vendas ao exterior, é necessário que o segmento invista na padronização e no aperfeiçoamento de embalagens e rótulos. Essas medidas poderão elevar, no médio prazo, este total para 5%. As marcas brasileiras mais comercializadas no mercado internacional são Pitu, 51, Ypioca, Velho Barreiro, Sagatiba e Cabana.

Mercadão, o novo lar da pinga.

P

ela primeira vez em São Paulo, a ExpoCachaça Dose Dupla ocupará o Mercado Municipal de São Paulo, localizado no centro da Capital. O local foi escolhido para abrigar o evento (que nasceu em Minas Gerais há 15 anos) por ser o quarto ponto turístico da cidade, depois do Parque do Ibirapuera, da avenida Paulista e do Museu de Arte de São Paulo (Masp). A expectativa é atrair mais de 100 mil visitantes e movimentar um montante superior aos R$ 17 milhões da última edição, em 2010. A feira foi organizada pela Prefeitura de São Paulo, pela Supervisão Geral de Abastecimento da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras e pelo Centro Brasileiro de Referência da Cachaça (CBRC). José Roberto Graziano, superintendente municipal de Abastecimento, ressaltou a

importância do evento para a diversificação dos produtos oferecidos pelo mercado para a população. "Nos últimos quatro anos, investimos em novos espaços para a comercialização de bebidas, e a cachaça é muito apreciada. Queremos explorar estes eventos como oportunidades de negócios e aproveitar um público diário de mais de 20 mil pessoas", complementou. Entre os estandes que participam da feira, a fabricante mineira Vale Verde espera crescimento de 30% nas vendas neste ano. O evento, segundo a gerente de marketing Mariana Corrêa, é uma oportunidade para mostrar ao consumidor que a cachaça evoluiu, e garantir que São Paulo continue como o segundo maior mercado para a empresa. "Cerca de 80% de nossa produção é consumida em Minas", disse.

A feira tem a expectativa de atrair mais de 100 mil visitantes e de movimentar um montante superior aos R$ 17 milhões registrados na última edição do evento, realizado em 2010.

Leandro Moraes/LUZ

cachaça abocanha c e rc a d e 8 6 % d o mercado de bebidas destiladas no Brasil, seguida pelo uísque e pelo conhaque, e sua cadeia produtiva movimenta aproximadamente R$ 7 bilhões anualmente. Apesar dessa cifra, considerada positiva, o segmento – composto por 40 mil produtores de cerca de 4 mil marcas, que equivalem a um volume de fabricação de 1,3 bilhão de litros – exportam apenas 1% deste total. Os investimentos de R$ 22 milhões em divulgação nos meios de comunicação estão voltados para ações de fortalecimento concentradas no aperfeiçoamento da qualidade da bebida – principalmente da sua variedade, uma vez que é a terceira mais consumida do mundo, perdendo apenas para a russa vodka e o oriental sochu. José Lúcio Mendes, presidente do Centro Brasileiro de Referência da Cachaça (CBRC), reforçou a constatação de que existe espaço para crescimento do mercado ao lembrar que a Escócia oferece atualmente de 40 a 50 marcas de uísque. "Não temos números a respeito do mercado informal brasileiro, mas o segmento pode crescer significativamente se apostar na profissionalização, principalmente do setor artesanal." Além disso, ele afirmou que o consumo de conhaque e uísque apresenta tendência de queda no mercado internacional, o que provocou o interesse de fabricantes de bebidas estrangeiras – como a italiana Davide Campari-Milano, que produz o Campari e adquiriu a marca Sagatiba. Outra ação que confirmaria o bom momento atual do segmento é a compra da marca mineira de cachaça Bendita pelo chef francês Claude Troisgros.

A marca mineira Dona Beja, de Araxá, também investe na feira como um meio de divulgação. Com produção anual de 150 mil litros, a

empresa exporta apenas 3% deste total para os Estados Unidos, Portugal e Espanha. Na feira, pretende conquistar mais clientes paulistas. (PC) DC

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quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

DIÁRIO DO COMÉRCIO

e Atendimento e serviços são cruciais para salões conomia

17 O cabeleireiro é um artista, e geralmente tem dificuldades para gerir tudo isso. Luciane Beltran, diretora-geral da Beauty Fair Divulgação

Segmento de beleza também deve atentar para a necessidade de dispor de uma administração eficaz Fátima Lourenço

A

implementação de u m a g e s t ã o e f iciente é, atualmente, o grande desafio para os donos de salão de beleza de todo o País. A necessária incorporação de novos serviços ao negócio demanda cuidados redobrados com o estoque do empreendimento, os funcionários e, claro, com o atendimento à clientela. E a concorrência nesse mercado é grande. De acordo com estimativas levantadas pelos organizadores da Beauty Fair – Feira Internacional de Cosméticos e Beleza, que acontece em São Paulo a partir deste sábado, ao final de 2011 o setor contabilizará crescimento de 10%

a 15% no número de empresas que atuam no segmento. No ano passado existiam 550,59 mil empreendimentos do ramo, conforme revela o estudo da Beauty Fair. "Há um salão em cada esquina. O diferencial é o atendimento e quanto maior o mix de serviços, maior a fidelidade e o número de clientes", comentou a diretora-geral da Beauty Fair, Luciane Beltran. Ela adiantou que uma pesquisa – que será detalhada durante uma palestra a ser realizada no evento – mostrará que os quesitos atendimento e mix de serviços – nessa ordem – são os atrativos que mais fazem a clientela retornar. Na opinião da diretora, para ser bem-sucedido o salão de beleza deve oferecer, além dos

serviços para cabelo, pelo menos os de manicure e pedicure; depilação e maquiagem. Receitas – Um terceiro estímulo, "ainda pouco explorado pelos salões", como acrescentou Luciane, é a venda de produtos. A cliente está interessada em fazer a manutenção, e o cabeleireiro deve atuar como um consultor, para ensiná-la a utilizar corretamente cada item adquirido. Essas vendas chegam a representar 40% do faturamento, "em salões que exploram bem essa área". A maior receita das empresas do ramo, no entanto, é gerada pelos serviços para cabelo, de tíquete médio alto. Mas é preciso cuidar detalhadamente de cada setor. A executiva lembrou que os cuidados com unhas da mãos e pés são um

importante chamariz para atrair novos clientes ao estabelecimento, especialmente no caso do serviço de manicure. "O cabeleireiro é um artista, e geralmente tem dificuldades para gerir tudo isso. As administrações de estoque e de pessoas são cruciais para o sucesso. Atualmente, o grande apelo é o conhecimento." E hoje os profissionais já têm à disposição uma ferramenta para ajudar nessa tarefa: os softwares específicos para gestão. Além disso, ela acrescentou que a indústria que abastece o setor possui equipes técnicas e academias próprias de ensino, que podem auxiliar o profissional a se atualizar. Durante a feira acontecem vários eventos paralelos voltados ao aprimoramento profissional.

Especialização traz mais clientes

O

cabeleireiro Leandro Pires abriu o próprio salão, o Fizz Cabelo e Imagem, há um ano, mas atua no mercado há 16. As primeiras lições ele aprendeu em casa: seu pai, a mãe e um irmão também são do ramo. O espaço próprio, no bairro de Pinheiros, foi montado por Pires depois de trabalhar por quatro anos e meio no salãomodelo da Ataiff, no qual ainda coordena a equipe de eventos para cabeleireiros. A especialidade do Fizz cabelo e Imagem é o visagismo,

que consiste em fazer a leitura das linhas de expressão do rosto, para adequá-lo (com maquiagem, corte e coloração dos cabelos) ao visual que a pessoa deseja destacar – mais emocional, familiar ou profissional, por exemplo. " Com essa especialização, atendo seis novos clientes todos os dias", comemorou Pires. Segundo sua análise, a profissão de cabeleireiro mudou muito. Mulheres e homens, comenta, estão cada vez mais exigentes. "De uns 15 anos para cá, todos entendem mais de

medicina e de salão de beleza. Para vender (um corte de cabelo) para o cliente, você tem que ter uma base de informação técnica, uma referência de formação artística, de moda, e saber como a pessoa vai usar isso a favor dela", disse. Pires atende de 950 a 1 mil pessoas por mês. Além do visagismo e dos serviços básicos, ele também oferece tratamentos estéticos e um atendimento com ambientes exclusivos para noivas e madrinhas de casamento. Atento aos detalhes, ele ainda criou uma lanchone-

te para o salão. "O cliente com fome vai embora", justificou. Ainda neste mês, o cabeleireiro irá acrescentar um novo espaço ao salão, com camarim e local para banho, onde a cliente poderá se preparar para a festa marcada após o expediente de trabalho e ter aulas sobre a manutenção dos cabelos e maquiagem. No salão de Pires, a venda de produtos representa de 16% a 20% do faturamento, "e poderá crescer a pelo menos 28%". Mas o segredo não é só atender e vender bem. "É importantís-

Luciane Beltran ressalta necessidade de gerir bem o negócio Newton Santo

s/Hype

S ERVIÇO 7ª Beauty Fair 2011, de 10 a 13 de setembro Expo Center Norte – São Paulo www.beautyfair.com.br

Pires: é preciso acompanhar as mudanças do ramo.

simo trabalhar o desperdício." O cabeleireiro disse que a adoção de métodos para isso, com

utilização de balanças de precisão e cadastro da clientela com dados da medição do volume de cabelos, já resultou em redução de 40% das despesas com desperdício. (FL)


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e

quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

No Aeroporto de Congonhas, de cada dez minutos, pelo menos nove são ocupados por anúncios nos alto-falantes.

conomia

Passageiro Vip

Os ruidosos alto-falantes Adam Jakubiak/SXC

de voos nas áreas públicas em todos os aeroportos da Infraero. Elas se restringem a dar informações e alertas de interesse geral, como cuidado com as bagagens, portarias e leis como a anti-fumo, em São Paulo, ou para localizar alguma pessoa. Esses avisos de utilidade pública são veiculados em média a cada 30 minutos. Já na sala de embarque de Congonhas, as empresas aéreas são orientadas a manter os passageiros informados sobre os voos por intermédio do

serviço de som. Aí reside o problema. Para cada voo, a Infraero determina três chamadas: embarque próximo, embarque imediato, e última chamada. Em caso de troca de portão, o que ocorre com frequência, não há um número mínimo de chamadas. Ora, basta fazer as contas para concluir que três anúncios de cerca de um minuto cada para as 17 decolagens por hora de Congonhas são pelo menos 51 minutos de anúncios. Isso quando uma compa-

nhia não comete algum abuso, como embutir no comunicado informações comerciais disfarçadas e irrelevantes. A Infraero diz adotar em seus aeroportos normas e recomendações internacionais e que tem flexibilidade para implantar novas diretrizes para aprimorar os trabalhos dos terminais, "visando a excelência no atendimento de passageiros e usuários". Então, não seria o caso de a empresa priorizar o sistema de painéis eletrônicos como meio de comunicação principal nos terminais, e que costumam ser eficazes e suficientes na maioria dos aeroportos civilizados do mundo? Será que não dá para reduzir o número e tempo dos anúncios feitos em alto-falantes ao mínimo necessário? Se houvesse um chamado a menos e o texto das companhias aéreas fosse padronizado, isso daria um ganho de 20 minutos por hora. Além disso, esta seria a forma de acabar com a sensação de feira livre nos aeroportos, resgatando o direito do viajante à tranquilidade – principalmente quando ele tem que se submeter a várias horas de espera.

Edgar Werblowsky

Divulgação

N

o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o único passageiro que não costuma aparecer para embarcar chama-se Silêncio. Também pudera: pelo menos de cada dez minutos, nove são ocupados por anúncios nos alto-falantes. É comum ver viajantes, a maioria executivos e profissionais que viajam a negócios, nas salas de espera, tentando se concentrar em leituras, notebooks e smartphones, ou em grande esforço para ouvir ou ser ouvido pelos seus celulares. Este fato não difere do que ocorre em outros aeroportos brasileiros, mas se distancia anos-luz do que é praticado em outros países, mais civilizados. Lá, passageiros costumam se orientar mais por painéis eletrônicos do que por avisos histéricos feitos pelos estressados despachantes das companhias aéreas. O que ocorre em Congonhas? Ou o procedimento está errado, ou então há abuso das empresas aéreas. Provavelmente ambos. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informa que há dois sistemas de som. Um é usado em áreas públicas como o saguão, check-in e desembarque. Outro, apenas na sala de embarque. Os dois sistemas vinculam diferentes tipos de informações. Desde outubro de 2009, a fim de diminuir o ruído, não há mais chamadas

P

ercebendo que se enganara de profissão, este engenheiro paulistano buscou um trabalho que trouxesse realização pessoal. Foi assim que em 1983 nasceu a Freeway, agência pioneira no lazer de qualidade por meio de viagens à natureza. "A meta era retomar o contato das pessoas com a natureza, facilitar a descoberta de melhor forma de viver e repactuar os laços do brasileiro com sua terra e gente", resumiu Edgar. Engajado nas causas sociais e ambientais, ele inaugurou o turismo em destinos como a Serra do Cipó, Lençóis Maranhenses

e Chapada Diamantina, e ajudou a fazer da Jureia região ambiental protegida desde 1986. Preocupado com a sustentabilidade do turismo, faz parte da direção de organismos mundiais e projetos como a capacitação de destinos e contra a exploração infantil. Em 2006 criou Immaginare, trazendo ao País o conceito de experiências em viagens, e provocando grande demanda nas empresas e programas de incentivo. Empolgado com o tema, é responsável pelo curso de coordenadores do Comitê das Operadoras de Viagens de Incentivo (Covia).

Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

ECONOMIA/LEGAIS - 19

BV EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ: 08.959.996/0001-79 Avenida das Nações Unidas, 14171 - Torre A - 6º andar - Vila Gertrudes - CEP 04794-000

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 2010 Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras da BV Empreendimentos e Participações S.A., relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009, acompanhadas das notas explicativas e do relatório dos auditores independentes. A BV Empreendimentos e Participações S.A. é uma companhia de capital fechado que tem por objeto social, principalmente, a participação em empreendimentos ou incorporações imobiliárias, a prestação de serviços de consultoria, planejamento e assessoria empresarial, de qualquer natureza, que não dependam de registros ou autorizações governamentais ou do exercício de profissão regulamentada e a participação em outras sociedades, nacionais ou estrangeiras, como sócia, quotista ou acionista, bem como em fundos de

investimento em participação regulamentada pela CVM. Em 16 de setembro de 2010, a Votorantim Finanças S.A. cedeu e transferiu ao Banco Votorantim S.A. as quotas da BV Empreendimentos e Participações Ltda., livres e desembaraçadas de quaisquer ônus, encargos ou gravames de qualquer natureza, juntamente com todos e quaisquer direitos e vantagens inerentes. No mesmo mês, foi alterado o Contrato Social da BV Empreendimentos e Participações Ltda., passando de uma companhia constituída na forma de responsabilidade limitada para uma sociedade anônima com a denominação BV Empreendimentos e Participações S.A. Em 2010, BV Empreendimentos e Participações S.A. registrou lucro líquido de R$44,3 milhões (R$43,9 milhões em 2009). Já o patrimônio líquido evoluiu de R$241,4 milhões no encerramento de 2009 para

BALANÇOS PATRIMONIAIS em 31 de dezembro de 2010 e 2009 (Em milhares de Reais) Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Ativos financeiros Ativos tributários correntes Outros ativos Não circulante Participações em empreendimentos Total do ativo

2010 49.989 37 35.294 11.663 2.995 243.363 243.363 293.352

2010 24.409 11.049 10.525 2.835 268.943 178.600 90.343 – 293.352

2009 28.010 3.884 – 24.126 241.446 178.600 56.551 6.295 269.456

As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações financeiras

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 (Em milhares de Reais) Saldos em 31 de dezembro de 2008 Aumento de capital Ajuste de avaliação patrimonial Lucro líquido Destinações do lucro líquido: Reserva legal Reserva para expansão Saldos em 31 de dezembro de 2009 Ajuste de avaliação patrimonial Lucro líquido Destinações do lucro líquido: Reserva legal Reserva para expansão Dividendos (R$ 0,06 - p/ação) Saldos em 31 de dezembro de 2010

Capital social 138.600 40.000 – –

Reservas de lucros Legal Expansão – – – – – – – –

A Diretoria

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS

Passivo Circulante Passivos tributários correntes Dividendos a pagar Outros passivos Patrimônio líquido Capital social Reservas de lucros Ajustes de avaliação patrimonial Total do passivo

2009 143.838 101 128.952 258 14.527 125.618 125.618 269.456

R$268,9 milhões no mesmo período de 2010, representando crescimento de 11,4%. Aos acionistas da BV Empreendimentos e Participações S.A. é assegurado um dividendo mínimo obrigatório correspondente a 25% do lucro de cada exercício, deduzido da reserva legal. Desta forma, em decorrência do encerramento de 2010, a Administração propõe a distribuição de dividendos sobre o lucro do período no montante de R$10,5 milhões, o que está refletido nas demonstrações financeiras. Agradecemos aos nossos acionistas, clientes e parceiros pelo sucesso alcançado em 2010. São Paulo, 07 de setembro de 2011

Ajustes de avaliação patrimonial 1.626 – 4.669 –

Lucros acumulados 12.675 – – 43.876

Total 152.901 40.000 4.669 43.876

– – 178.600 – –

2.194 – 2.194 – –

– 54.357 54.357 – –

– – 6.295 (6.295) –

(2.194) (54.357) – – 44.317

– – 241.446 (6.295) 44.317

– – – 178.600

2.216 – – 4.410

– 31.576 – 85.933

– – – –

(2.216) (31.576) (10.525) –

– – (10.525) 268.943

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 (Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido do período por ações) 2010 Receitas/(Despesas) financeiras 2.663 Resultado de participações em empreedimentos 22.245 Outras receitas operacionais 32.852 Lucro Bruto 57.760 Outras despesas administrativas (1.132) Despesas tributárias (236) Outras despesas operacionais (1.033) Resultado antes da tributação sobre o lucro 55.359 Impostos e contribuições (11.042) Impostos e contribuições sobre a renda correntes (11.042) Impostos e contribuições sobre a renda diferidos – Lucro líquido do exercício 44.317 Lucro líquido por ações - R$ 0,25 As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações financeiras

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS ABRANGENTES Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 (Em milhares de Reais) 2010 Lucro líquido do exercício 44.317 Resultado abrangente total 44.317 Atribuível aos Acionistas controladores 44.317 Participações minoritários – As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações financeiras

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Contexto operacional A Companhia tem por objetivo social, principalmente, a participação em empreendimentos ou incorporações imobiliárias, a prestação de serviços de consultoria, planejamento e assessoria empresarial, de qualquer natureza, que não dependam de registros ou autorizações governamentais ou do exercício de profissão regulamentada e a participação em outras sociedades, nacionais ou estrangeiras, com a sócia, quotista ou acionista, bem como em fundos de investimento em participação regulamentados pela CVM. A Companhia atua como fornecedora de capital em empreendimentos ou incorporações imobiliárias para obter benefício econômico sobre as vendas dos projetos imobiliários construídos. O objetivo dessa estrutura é exclusivamente para venda das unidades imobiliárias dos empreendimentos, com o encerramento das atividades previsto após a venda total das unidades imobiliárias, tendo como principal retorno ao final do projeto o recebimento da distribuição do caixa resultante das vendas dos empreendimentos imobiliários. Em face da característica dessas participações, investimentos, esses recursos são apresentados como ativos não circulante, já que a intenção inicial da Administração é de não negociá-los no curto prazo. Em 16 de setembro de 2010 a Votorantim Finanças S.A., cedeu e transferiu ao Banco Votorantim S.A., as quotas, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus, encargos ou gravames de qualquer natureza, juntamente com todos e quaisquer direitos e vantagens inerentes às quotas da Companhia. O preço certo e ajustado pela compra das quotas foi de R$ 243.988, de acordo com seu respectivo valor patrimonial contábil, apurado em 31 de julho de 2010, que foi pago na sua totalidade em 30 de setembro de 2010. Após essa operação, o capital social, totalmente subscrito e integralizado, de R$ 178.600, dividido em 178.600.000 quotas, com valor nominal de R$ 1,00, passa a ser na sua totalidade de propriedade do Banco Votorantim S.A. Em 30 de setembro de 2010 foi alterado o Contrato Social da Companhia, passando de uma companhia constituída na forma de responsabilidade limitada para sociedade anônima. No mesmo momento, ocorreu a alteração da denominação da Companhia de BV Empreendimentos e Participações Ltda. para BV Empreendimentos e Participações S.A. Apresentação das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras foram elaboradas conforme as disposições previstas na legislação societária vigente, tendo a sua base de preparação as práticas contábeis adotadas no Brasil. Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Companhia. Os ativos financeiros classificados na categoria “mantidos para negociação” são apresentados no Balanço como ativo circulante, independente dos prazos de vencimento dos respectivos títulos. A emissão das demonstrações financeiras foi autorizada pela Diretoria em 19 de agosto de 2011. Base de preparação das demonstrações financeiras Estimativas contábeis e julgamento A elaboração de demonstrações financeiras requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Administração revisa as estimativas e premissas regularmente. Principais práticas contábeis a. Apuração do resultado As receitas e despesas financeiras são registradas de acordo com o regime de competência e são contabilizadas pelo critério “pro rata” dia, calculadas com base no método exponencial. O resultado de participações em empreendimentos, realizáveis a longo prazo, é contabilizado com base no método da equivalência patrimonial. b. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por caixa e depósitos bancários. c. Ativos financeiros Os ativos financeiros são registrados pelo valor efetivamente pago e classificados em função da intenção da Administração em três categorias distintas: i. Ativos financeiros mantidos para negociação - ativos adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São ajustados pelo seu valor justo em contrapartida ao resultado do período; ii. Ativos financeiros disponíveis para venda - ativos que não se enquadrem para negociação nem como mantidos até o vencimento. São ajustados pelo seu valor justo em contrapartida à conta destacada do patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários; iii. Ativos financeiros mantidos até o vencimento - ativos adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Nesta categoria, os títulos não são ajustados ao seu valor justo. A metodologia de avaliação ao valor justo foi estabelecida com observância de critérios consistentes e verificáveis, que levam em consideração o preço médio de negociação no dia da apuração ou na falta desse, o valor de ajuste diário das operações de mercado futuro divulgados por fontes externas ou o valor líquido provável de realização obtido com a utilização de curvas de valores futuros de taxas de juros, taxas de câmbio, índice de preços e moedas, além de eventuais ajustes nos preços de títulos de baixa liquidez. Os rendimentos auferidos com os ativos financeiros, independentemente da categoria em que estão classificados, são calculados “pro rata” dia, com base na variação do indexador e na taxa efetiva de juros, pelo método exponencial ou linear, até a data do vencimento ou da venda definitiva do título, sendo reconhecidos diretamente no resultado do período. d. Participações em empreendimentos As participações em empreendimentos, realizáveis a longo prazo, são avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. Registram-se como participações em empreendimentos as aquisições de ações e cotas de capital de empresas cuja expectativa de realização do ativo ocorra após o término do exercício seguinte. Na existência de expectativa de realização do ativo no curso dos doze meses seguintes, as participações em empreendimentos são apresentadas no ativo circulante como ativos financeiros. Os ágios pagos nas aquisições dos empreendimentos são registrados pelo custo de formação e não são amortizados por estarem baseados na expectativa de rentabilidade futura. O ágio tem o seu valor recuperável testado anualmente ou sempre que eventos ou alterações significativas nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperado. Quando o valor contábil exceder seu valor recuperável, a Companhia reconhecerá uma redução do valor desse ativo. e. Impostos e contribuições sobre a renda O Imposto de Renda foi apurado com base na alíquota de 15%, acrescido de adicional de 10% e a Contribuição Social foi apurada com base na alíquota de 9%, ambas, aplicáveis ao lucro tributável. Os ativos tributários diferidos são constituídos de acordo com estudo de capacidade de realização, preparado pela Administração. f. Outros ativos e outros passivos Outros ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias e cambiais auferidas (em base “pro rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Outros passivos estão demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias e cambiais incorridas (em base “pro rata” dia). Composição de caixa e equivalentes de caixa 2010 2009 Depósitos bancários 37 101 Total 37 101 Ativos financeiros 2010 2009 Valor de Valor justo Ganho/(perda) Valor de Valor justo Ganho/(perda) custo (contábil) não realizado custo (contábil) não realizado Mantidos para negociação Letras Financeiras do Tesouro 35.294 35.294 – 7.085 7.085 – Disponíveis para venda Companhia de Locação das Américas – – – 110.000 119.537 9.537 Estruturadora Brasileira de Proj. S.A. – – – 2.330 2.330 – Total 35.294 35.294 – 119.415 128.952 9.537 Em 2010, a Administração revisou a expectativa de realização da sua participação na Companhia de Locação das Américas. Com essa revisão, o ativo foi reclassificado de “Ativo financeiro - Disponíveis para venda” para “Não circulante - Participações em empreendimentos”. Essa reclassificação gerou o reconhecimento dos seguintes efeitos nas demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2010: i) Redução do Patrimônio Líquido da Companhia, no montante de R$ 6.295 líquido dos efeitos tributários, decorrente da reversão do saldo de ajuste ao valor justo, calculado com base no valor econômico, registrado na conta de Ajustes de avaliação patrimonial; ii) Registro do ativo como “não circulante - participação em empreendimentos”, segregando os valores do custo de aquisição e ágio; e iii) Resultado negativo de equivalência patrimonial no montante de R$ 6.444. Em 2009, as ações da Companhia de Locação das Américas foram avaliadas com base no valor econômico da respectiva Companhia e as principais premissas utilizadas na avaliação foram: • Fluxos de caixa projetados com base em resultados operacionais e no plano de negócios dos últimos três exercícios. A Administração acredita que este período de previsão foi justificado devido à natureza e características do negócio. • As receitas foram projetadas para os anos seguintes com base na evolução dos exercícios anteriores e o crescimento esperado das receitas anuais inclui a projeção de fluxos de caixa futuros. • A estimativa foi baseada na análise estatística de evolução dos preços no mercado ajustado anualmente para a experiência real. • O crescimento dos custos operacionais foi estimado com base nas variações de exercícios anteriores e refletem as alterações regulamentares ocorridas nas regiões em que a Companhia opera. Ativos e passivos tributários correntes Ativos tributários correntes 2010 2009 Impostos e contribuições a compensar 11.532 183 Imposto de Renda a recuperar 131 75 Total 11.663 258 Passivos tributários correntes 2010 2009 Impostos e contribuições sobre lucros a pagar 11.042 592 Impostos e contribuições sobre serviços de terceiros 7 49 Provisão para impostos e contribuições diferidas – 3.243 Total 11.049 3.884

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Outros ativos - Adiantamento para futuro aumento de capital 2010 – – – 50 – 697 – 1.130 1.118 2.995

2009 267 6.614 2.596 – 1.544 381 3.125 – – 14.527

Vista Alegre Empreendimentos Salaverry Empreendimentos Imobiliários S.A. Queirós Galvão Sabiá Empreendimentos S.A. Diálogo Ibiapava Empreendimentos Imob. S.A. Castelblanco Empreendimentos Imobiliários S.A. Advento Empreendimentos Imobiliários S.A. Abiatar Empreendimentos Imobiliários S.A. Joaquim Antunes Empreendimentos Imobiliários NS Empreendimentos Imob. Nordeste S.A. Total 9 Participações em empreendimentos Valor do Alienação/ Valor do investiRecebto./ investi% de mento Dividendos/ Resultado de mento 31/12/09 Aquisição Outros equivalência 31/12/10 Participação Queiroz Galvão Sabiá Empreend. 4.690 – – 731 5.421 40,44 Vista Alegre Empreendimentos 2.631 – – 308 2.939 20 Colméia Life Tower Empreend. 2.000 220 – 582 2.802 49,49 Advento Empreend. Imob. S.A. 5.772 – – 831 6.603 50 Alfa Empreend. Imobiliário S.A. (a) 78.985 – (20.979) 25.607 83.613 25 Castelblanco Empreend. Imob. (b) 4.195 4.916 – 1.326 10.437 26,76 Salaverry Empreend. Imob.S.A. 1.458 12.997 – (644) 13.811 50 Colméia Capim Macio Empreend. 1.283 261 – 623 2.167 50 Abiatar Empreend. 24.604 3.275 (27.846) (33) – – Cia. Locação das Américas (c) – – 110.000 (6.444) 103.556 34,62 NS Empreend. Imob. Nordeste (d) – 5.099 – (487) 4.612 35 Joaquim Antunes Empreend. Imob. – 1.629 – (155) 1.474 50 Diálogo Ibiapava Empreend. Imob. – 3.120 – – 3.120 50 Tolle Empreend. Imobiliário S.A. – 2.808 – – 2.808 39,99 Total 125.618 34.325 61.175 22.245 243.363 (a) Na aquisição das ações da Alfa Empreendimentos Imobiliários S.A., no montante de R$ 38.750, foi pago ágio no montante de R$ 30.924, o qual está fundamentado na previsão de resultados futuros. (b) Na aquisição das ações da Castelblanco Empreend. Imob., no montante R$ 4.375, foi pago ágio no montante de R$ 230, o qual está fundamentado na previsão de resultados futuros. (c) Na aquisição das ações da Companhia de Locação das Américas, no montante de R$ 110.000, foi pago ágio no montante de R$ 55.246, o qual está fundamentado na previsão de resultados futuros. (d) Na aquisição das ações da NS Empreendimentos Imobiliários Nordeste, montante de R$ 5.099, foi pago ágio no montante de R$ 2.847 o qual está fundamentado na previsão de resultados futuros. Lucro PL período PL empresa empresa + Evolução em 2009 (*) do PL em 2010 (*) Queiroz Galvão Sabiá Empreend. S.A. 11.725 1.680 13.405 Vista Alegre Empreendimentos S.A. 13.154 1.540 14.694 Colméia Life Tower Empreend. S.A. 4.001 1.661 5.662 Advento Empreend. Imob. S.A. 11.545 1.662 13.207 Alfa Empreend. Imobiliário S.A. 223.172 18.512 241.684 Castelblanco Empreend. Imob. S.A. 15.045 4.954 19.999 Salaverry Empreend. Imob. S.A. 2.915 (1.289) 1.626 Colméia Capim Macio Empreend. 2.566 1.768 4.334 Cia. Locação das Américas 134.985 4.540 139.525 NS Empreendimentos Imob. Nordeste (**) – 5.042 5.042 Joaquim Antunes Empreend. Imob. (**) – 2.947 2.947 Total 419.108 43.017 462.125 (*) Representados pelas demonstrações contábeis em um período de defasagem de até 60 dias antes da data das demonstrações contábeis da investidora. (**)Empreendimentos com início de atividades no exercício de 2010. 10 Outros passivos 2010 2009 Provisão de serviços de terceiros especializados 13 17 Mútuo a pagar – 10.700 Valores recebidos antecipadamente (a) – 10.972 Credores diversos 2.822 2.437 Total 2.835 24.126 (a) Refere-se ao valor recebido antecipadamente na distribuição de dividendos da investida Alfa Empreendimentos Imobiliários S.A. que ainda não haviam sido aprovados em assembléia de acionistas no encerramento do exercício social de 31 de dezembro de 2009. A aprovação ocorreu na Assembléia Geral Ordinária realizada em 30 de abril de 2010. 11 Patrimônio líquido a. Capital social O capital social da Companhia é representado por 178.600.000 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, subscritas e inteiramente integralizadas, (178.600.000 quotas em 31 de dezembro de 2009). Durante o 1º semestre de 2009, os quotistas efetuaram duas integralizações de capital, sendo a primeira em 08 de janeiro de 2009, no montante de R$ 25.000 ( 25.000.000 de quotas no valor R$ 1,00) e a segunda em 04 de fevereiro de 2009, no montante de R$ 15.000 (15.000.000 de quotas cada uma no valor de R$ 1,00). b. Reservas de lucros Reserva legal Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do período, até atingir o limite de 20% do capital social. A reserva legal poderá deixar de ser constituída quando acrescida do montante das reservas de capital exceder 30% do capital social. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos. Reserva para expansão No encerramento do exercício, a Administração propõe a destinação do lucro não distribuído para “Reserva para Expansão”. O saldo de reserva está à disposição dos acionistas para deliberação futura em Assembléia Geral. c. Dividendos Aos acionistas é assegurado um dividendo mínimo obrigatório, correspondente a 25% do lucro de cada período, deduzido da reserva legal. A Administração propõe a distribuição de dividendos sobre o lucro do período. 2010 Lucro líquido 44.317 Reserva legal (2.216) Base de cálculo 42.101 Juros sobre o capital próprio – Dividendos 10.525 Valor proposto 10.525 % sobre a base de cálculo 25% Montante por ação 0,06 12 Balanço patrimonial por faixas de vencimento A demonstração do “balanço patrimonial por faixas de vencimento” foi elaborada considerando o prazo de vencimento dos ativos e passivos, independente da categoria em que estão classificados. Dos ativos e passivos de prazo indeterminado, classificam-se as operações ativas no realizável a longo prazo e as operações passivas no passivo circulante. Na demonstração “Balanço Patrimonial”, os ativos financeiros classificados na categoria “mantidos para negociação” são apresentados como Ativo Circulante, independentemente dos prazos de vencimento dos títulos. a. Ativo Até De 1 De 3 Acima de Sem 360 dias a 3 anos a 5 anos 5 anos vencimento Total Caixa e equivalentes de caixa – – – – 37 37 Ativos financeiros 35.294 – – – – 35.294 Ativos tributários correntes 11.663 – – – – 11.663 Outros ativos 2.995 – – – – 2.995 Participações em empreendimentos – – 243.363 – – 243.363 Total 49.952 – 243.363 – 37 293.352 b. Passivo Até De 1 De 3 Acima de Sem 360 dias a 3 anos a 5 anos 5 anos vencimento Total Passivos tributários correntes 11.049 – – – – 11.049 Dividendos a pagar 10.525 – – – – 10.525 Outros passivos 2.835 – – – – 2.835 Patrimônio líquido – – – – 268.943 268.943 Total 24.409 – – – 268.943 293.352

2009 43.876 43.876 43.876 –

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 (Em milhares de Reais)

As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações financeiras

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS em 31 de dezembro de 2010 (Em milhares de Reais)

2009 6.076 40.813 19 46.908 (739) (686) (66) 45.417 (1.541) (1.442) (99) 43.876 0,25

Fluxos de caixa provenientes das operações Lucro líquido Ajustes ao lucro líquido: Ganho (Perda) na alienação de participações em empreendimentos Equivalência de participações em empreendimentos Variações patrimoniais Ativos financeiros Ativos tributários correntes Outros ativos Passivos tributários correntes Ajustes de avaliação patrimonial Outros passivos Caixa gerado/(Utilizado) pelas operações Fluxos de caixa provenientes das atividades de financiamento Caixa gerado/(Utilizado) atividades de financiamento Integralização de capital Fluxos de caixa provenientes das atividades de investimento Alienação de participações em empreendimentos Aquisição de participações em empreendimentos Dividendos recebidos Caixa gerado/(Utilizado) pelas atividades de investimento Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício Aumento/(Redução) no caixa e equivalentes de caixa

2010

2009

44.317 (55.078) (32.833) (22.245)

43.876 (40.813) – (40.813)

(16.342) (11.405) 20.508 7.165 (6.295) (21.291) (38.421) – – –

(55.245) (258) 1.949 2.908 4.669 13.154 (29.760) 40.000 40.000 40.000

61.942 (34.325) 10.740 38.357 (64) 101 37 (64)

11.307 (32.570) 10.972 (10.291) (51) 152 101 (51)

As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações financeiras

DEMONSTRAÇÕES DOS VALORES ADICIONADOS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 (Em milhares de Reais) 2010 Receitas 34.482 Receitas/(Despesas) financeiras 2.663 Outras receitas/(Despesas) operacionais 31.819 Insumos adquiridos de terceiros (1.024) Outras (1.024) Processamento de dados (1) Serviços técnicos especializados (643) Outras (380) Valor adicionado bruto 33.458 Valor adicionado líquido produzido pela entidade 33.458 Valor adicionado recebido em transferência 22.245 Equivalência de participações em empreendimentos 22.245 Valor adicionado a distribuir 55.703 Valor adicionado distribuído 55.703 Impostos, taxas e contribuições 11.278 No País 11.278 Despesas tributárias (exceto IR e CS) 236 Imposto de Renda/Contribuição Social 11.042 Remuneração de capitais de terceiros 108 Aluguéis 108 Remuneração de capitais próprios 44.317 Lucro retido 44.317 As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações financeiras

2009 6.029 6.076 (47) (732) (732) (16) (653) (63) 5.297 5.297 40.813 40.813 46.110 46.110 2.227 2.227 686 1.541 7 7 43.876 43.876

13 Receitas/(Despesas) financeiras Títulos e valores mobiliários Rendas com mútuos Outros Total 14 Outras receitas operacionais

2010 2.663 – – 2.663

2009 1.479 4.595 2 6.076

2010 2009 Lucro na alienação de participações e empreendimentos 32.833 – Atualização monetária de ativos – 19 Outras 19 – Total 32.852 19 Em 22 de setembro de 2010 a Companhia vendeu a sua participação na companhia Abiatar SPE Empreendimentos Imobiliários S.A. e transferiu as quotas, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus, encargos ou gravames de qualquer natureza, juntamente com todos e quaisquer direitos e vantagens inerentes às quotas. O preço certo e ajustado pela venda das quotas foi de R$ 61.500 acrescido de R$ 442, que corresponde a 50% do valor do caixa líquido da SPE na data da operação, totalizando R$ 61.942, que foi pago na sua totalidade em 22 de setembro de 2010. A receita gerada na operação de venda no valor de R$ 32.833 foi registrada no mês de Setembro de 2010. 15 Outras despesas administrativas 2010 (108) (1) (643) (292) (88) (1.132)

2009 (7) (16) (653) – (63) (739)

2010 – (235) (1) – (236)

2009 (31) (422) (92) (141) (686)

2010 Lucro antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social 55.359 Encargos à alíquota nominal vigente de 25% e 9% (18.822) Exclusões - Resultado de equivalência patrimonial 7.563 Exclusões - Outros 217 Imposto de Renda e Contribuição Social corrente (11.042) Imposto de Renda e Contribuição Social diferido – b. Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos com efeito sobre o resultado

2009 45.417 (15.441) 13.876 24 (1.442) (99)

2010

2009

–

(99)

2010 – – –

2009 (99) (99) 3.243

–

3.243

Despesas com aluguéis Despesas de processamento de dados Despesas de serviços técnicos especializados Despesas com contribuições filantrópicas Outras Total 16 Despesas tributárias PIS sobre faturamento IOF ISS sobre serviços COFINS Total 17 Despesas de impostos e contribuições sobre a renda a. Encargos devidos sobre as operações

Ativo fiscal diferido Adições/(exclusões) Prejuízo fiscal IR/Base negativa CS c. Composição dos créditos tributários e obrigações fiscais diferidas Ativo (Outros ativos) Prejuízo fiscal IR/Base negativa CS Passivo (Passivos tributários correntes) Decorrente do ajuste a valor de mercado de Ativos financeiros com efeitos no PL 18 Outras despesas operacionais

2010 2009 Contratos de mútuo (995) – Despesas com multa e juros ( 38) (66) Total (1.033) (66) 19 Partes relacionadas Os saldos das operações ativas, passivas, de receitas e despesas envolvendo partes relacionadas são os seguintes: Votorantim (a) 2010 2009 Ativos Caixa e equivalente de caixa Passivo Outros passivos Receita Receita/(Despesa) financeira

37

101

–

10.700

–

728

(a) Votorantim - compreendem as empresas que compõem o Conglomerado Votorantim.

continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS

quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

continuação

BV EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ: 08.959.996/0001-79 Avenida das Nações Unidas, 14171 - Torre A - 6º andar - Vila Gertrudes - CEP 04794-000

DIRETORIA Wilson Masao Kuzuhara

Milton Roberto Pereira

Walter Guilherme Piacsek Junior

CONTADOR Mário Antonio Thomazi

Marcos Lima Monteiro

Marcelo Rosas Betine - CRC: 1PR044644/“O” - 6 ”S” SP

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Administradores e aos Acionistas da BV Empreendimentos e Participações S.A. (Nova denominação social da BV Empreendimentos e Participações Ltda.) São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras da BV Empreendimentos e Participações S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em

e

conomia

nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os

aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da BV Empreendimentos e Participações S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos - Demonstração do valor adicionado Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado da BV Empreendimentos e Participações S.A. para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010, cuja apresentação está sendo efetuada de forma espontânea pela Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 19 de agosto de 2011

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 Zenko Nakassato Contador CRC 1SP160769/O-0

Luciana Liberal Sâmia Contadora CRC 1SP198502/O-8

É uma taxa de solidariedade – quem tem uma condição melhor paga por quem tem uma condição pior. Jaques Wagner, governador da Bahia

Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Lobão não quer pré-sal financiando a Saúde Na comemoração da Independência, ministro de Minas e Energia rejeita ideia de aplicar recursos do petróleo no sistema de saúde e governador da Bahia prega a criação de novo tributo, a CSS. Ministro Edison Lobão argumenta que recurso da exploração da camada do pré-sal vai demorar até oito anos para se concretizar

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alternativa em análise pelo governo de usar recursos do petróleo da camada pré-sal para o sistema público de saúde contrariou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Ontem, depois de participar das comemorações oficiais do 7 de Setembro, o ministro afirmou que a hipótese é uma solução distante para o setor, que precisa de dinheiro rapidamente. "O pré-sal vai produzir daqui a sete, oito anos, portanto não podemos ficar distribuindo recursos que hoje não existem", disse Lobão. "A saúde vai precisar de recursos já, o governo está preocupado com isso e procurando outras soluções", completou. Portanto, ele descartou o uso de dinheiro da Petrobras para custear as despesas que decorrerão da regulamentação da Emenda Constitucional 29 (EC 29), que define os gastos dos estados e dos municípios na área da saúde. "Não há a menor possibilidade", disse, sem se comprometer com a defesa da criação de uma contribuição específica, como a Contribuição Social para a Saúde (CSS), nova versão da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), defendida por alguns governadores. "Se os governadores realmente pedirem e o Congresso examinar, a decisão é deles", afirmou.

A maioria dos governadores decidiu apoiar a presidente Dilma Rousseff na criação de nova fonte de financiamento para a Saúde, diante da regulamentação da EC 29, que ampliaria os gastos do setor. Na terça-feira, pelo menos 15 dos 27 governadores haviam aderido ao movimento. S ol id ar ie da de – Ontem, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), defendeu claramente a criação de um novo imposto sobre movimentação financeira, como a CPMF. "Imposto justo é imposto direto na movimentação financeira, e em um valor abaixo dos 0,38% (alíquota da CPMF, extinta em 2007)", disse Wagner. "É uma taxa de solidariedade, quem tem uma condição melhor paga por quem tem uma condição pior", declarou. Wagner chamou de "equívoco" a extinção da CPMF e disse que a saúde no Brasil sofre com o subfinanciamento que penaliza as prefeituras e os governos estaduais. O governador da Bahia disse que é contra a ideia de aumentar os impostos cobrados sobre bebidas e cigarro para financiar a Saúde, conforme defende o ministro Alexandre Padilha (Saúde). "Qualquer imposto indireto é injusto porque o barão e o peão, quando vão comprar bebida, cigarro ou roupa, pagam o mesmo imposto", declarou.

Votação – Já o presidente da Câmara, deputado Marco Maia, descartou, ontem, em entrevista nas comemorações do 7 de Setembro, a possibilidade de criação de novo imposto para a Saúde e insistiu na tese do pré-sal. "A utilização dos recursos do pré-sal pode ser uma alternativa", afirmou. "Temos de viabilizar a votação da distribuição dos royalties para que, assim que haja condição de distribuição de seus recursos, eles sejam feitos, inclusive para a área da Saúde", disse o parlamentar. Marco Maia marcou para o dia 28 deste mês a votação da regulamentação da EC 29 no plenário da Câmara. O texto principal já foi aprovado com a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), mas a ideia é rejeitar um artigo do projeto, retirando a base de cálculo do imposto, justamente para inviabilizar a cobrança e anular o efeito da CSS. O presidente da Câmara garantiu que não vai colaborar para a criação de novo imposto. "Nós não temos nenhum clima para recriar ou instituir imposto novo no Brasil. Nós temos de buscar, a partir do que já temos, alternativas que viabilizem mais recursos para a área da saúde", declarou Maia, avisando, porém, que o Congresso é soberano e pode mudar de posição se for convencido. (Agências)

1 milhão de contribuintes recebem restituição do IR

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Receita Federal irá pagar a restituição do Imposto de Renda para 1 milhão de contribuintes no próximo dia 15. A consulta ao 4º lote multiexercício do IR – com restituições referentes a 2011, 2010, 2009 e 2008 – estará disponível a partir de amanhã. O contribuinte poderá checar se está nesse lote por meio de consulta feita diretamente no site da Receita ou pelo Receitafone, no número 146. Os con-

tribuintes irão dividir R$ 1 bilhão em restituição. A Receita informa, porém, que nos dias 10 e 11 (o fim de semana) o serviço de informação não estará disponível devido a manutenção no sistema. Serão creditadas restituições para 970.008 contribuintes que prestaram contas ao Leão neste ano, totalizando cerca de R$ 926 milhões, com correção de 5% pela taxa Selic (maio a setembro de 2011).

Outros 24.126 contribuintes irão dividir cerca de R$ 52,62 milhões referentes ao lote residual de 2010. Além destes, 7.893 contribuintes (R$ 13,8 milhões) são do lote de 2009, e 3.228 (R$ 7,58 milhões), do de 2008. A restituição será depositada na conta indicada na declaração do IR. Se o valor não for creditado, o contribuinte deverá procurar o Banco do Brasil ou ligar para 4004-0001 (capitais). (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

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21 Os Estados Unidos caíram na relação mundial de competitividade pelo terceiro ano consecutivo. Estão agora em quinto lugar.

conomia Paulo Pampolin/ HYpe

País fica mais perto do status de competitivo Fórum Econômico Mundial divulgou os resultados do ranking da competitividade ontem. Dentro do grupo Brics, o Brasil agora fica atrás apenas da China e da África do Sul. A lista é liderada pela Suiça.

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Brasil deu um salto de cinco posições no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial deste ano e agora figura no 53º lugar, entre 142 países analisados. Com o resultado, o Brasil ultrapassou a Índia (56º), mas ainda se encontra atrás da China (26º) e da África do Sul (50º) entre o grupo dos Brics (formado também pela Rússia, que ficou em 66º lugar). "É importante analisar a tendência de longo prazo e ver que o País subiu 13 colocações nos últimos seis anos", afirmou o diretor e economista do Centro para a Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial, Beñat Bilbao-Osorio. Ele nota que o Brasil obteve evoluções em itens que são considerados exatamente suas principais fraquezas, como a

competição no mercado local, a infraestrutura e a corrupção. São pontos em que ocorreram melhoras, mas ainda continuam com avaliações baixas e impedem que o País cumpra todo seu potencial. O Brasil fica em posição atrasada no ranking do Forum Econômico Mundial nos quesitos infraestrutura (104º lugar), desequilíbrios macroeconômicos (115º), má qualidade da educação (115º), rigidez no mercado de trabalho (121º) e pouco incentivo à competição (132º). Além da conhecida falta de infraestrutura adequada, Bilbao-Osorio avalia que a baixa concorrência entre as empresas ainda afeta a competitividade. "É uma preocupação o fato de algumas companhias representarem oligopólios", afirmou.

Emergentes diminuem diferença para desenvolvidos

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diferença de competi- em relação à crise internaciotividade entre os paí- nal e a perspectiva de crescises desenvolvidos e m e n t o e c o n ô m i c o v i e r a m em desenvolvimento está di- acompanhadas de aumento de minuindo, aponta o relatório competitividade", disse Bildo Fórum Econômico Mun- bao-Osorio Para continuar avançando dial, divulgado ontem em Genebra. "O resultado reflete a no ranking, os países latinomudança no centro de gravi- americanos precisam impledade da atividade econômica mentar reformas, acredita o dimundial", afirmou o diretor e retor, de forma a melhorar a seeconomista do Centro para a gurança, a infraestrutura e a Competitividade Global do competição internas. "São muFórum Econômico Mundial, danças difíceis, mas que terão de ser feitas." Beñat Bilbao-Osorio. Se os países emergentes esEnquanto o mundo desent ã o c o n s ev o l v i d o e nguindo resulcontra-se mertados mais fag u l h a d o n uvoráveis, as ma longa crinações desense, em razão volvidas vão da falta de ímregredindo. O peto da ativiposições no ranking principal dade dos Estada competitividade foi exemplo são dos Unidos e os Estados d o s p r o b l eo avanço da China Unidos, que mas de dívida nos últimos seis anos. deixaram a lina Europa, os derança do emergentes O gigante asiático ranking de exibem vigoestá agora em c om pe t it iv ir o s o c r e s c i26° lugar. dade obtida mento. q u a t ro a n o s A distância atrás para cair entre nações ricas e pobres passa por redu- até a quinta posição no levanção principalmente em razão tamento atual. O ambiente norte-americado desempenho da Ásia, especialmente a China, hoje no 26º no passou a sofrer deterioralugar do ranking de competiti- ção da situação fiscal e queda vidade, um avanço de oito po- de confiança dos empresários sições em seis anos. "A China no governo, diante do recente vem melhorando sistematica- debate criado em torno do aumente, mas, para estar no topo mento do teto da dívida. Bilbao-Osorio acredita que do levantamento, ainda precisa avançar principalmente no os emergentes continuarão no processo de fechar a diferença quesito da inovação", avalia. América Latina – Os países existente em relação aos delatinoamericanos também se senvolvidos, enquanto há um destacaram no resultado deste processo de estagnação entre ano. Assim como o Brasil, a Bo- os membros da Organização lívia avançou cinco posições, para a Cooperação e Desenvolpara 103º. O Equador subiu de vimento Econômico (OCDE), 105º para 101º. O México deu que representa os mais ricos. um pulo de oito lugares, para Alguns estão, inclusive, per58º, e o Peru, de seis coloca- dendo competitividade, como ções, para 67º. "A resistência a Grécia. (AE)

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Falta de infraestrutura adequada é uma das dificuldades que prejudica o ambiente de competitividade brasileiro. Educação também.

Ele acredita que o mercado de trabalho apresenta rigidez, como as dificuldades para contratar ou demitir um funcionário, fato que pesa sobre a avaliação do País – juntamente com o baixo nível de qualidade do sistema educacional. O diretor vê ainda desconexão entre os salários e a produtividade atualmente. "A produção deve se equalizar aos salários para não criar inflação." A avaliação do quesito corrupção avançou no levantamento, apesar das denúncias constantes de irregularidades. Para Bilbao-Osorio, o aumento da divulgação dos casos de corrupção mostra maior dis-

posição de sode negócios lucionar o proco ns ide ra do blema, o que sofisticado, pode ter conp r i n c i p a ltribuído para mente no meruma avaliação cado financeimais positiva ro, bom uso de colocações foi nesse quesito. tecnologia e quanto o Brasil Além de ter capacidade de melhorado em inovação. subiu no ranking pontos consiA Suíça connos últimos seis d e r a d o s f r atinua na lideanos. Com isso, cos, o Brasil rança do rantambém manking de comultrapassou a Índia. tém notas fapet itivid ade, voráveis em divulgado onalguns critétem, em Generios, como o tamanho. O País bra. Cingapura superou a Suétem o décimo maior mercado cia e ficou com o segundo luinterno do mundo, ambiente gar. Em seguida, aparecem a

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: ERRATA Referente ao Pregão (Eletrônico) de Registro de Preços nº 36/00496/11/05 - Objeto: Aquisição de Material Escolar Kit Escolar No subitem 5.1.4 “a” do Edital; Onde se lê: ATESTADO DE CAPACIDADE TÉCNICA em nome da licitante, pertinente e compatível com o objeto licitado, fornecido por pessoa jurídica de direito público ou privado, através do qual fique comprovada, para cada lote, a capacidade de fornecimento mínimo de 50% (cinqüenta por cento) da quantidade mínima anual de todos os itens do lote, num prazo máximo de 12 meses; Leia-se: ATESTADO DE CAPACIDADE TÉCNICA em nome da licitante, pertinente e compatível com o objeto licitado, fornecido por pessoa jurídica de direito público ou privado, através do qual fique comprovada, para cada lote, a capacidade de fornecimento mínimo de 50% (cinquenta por cento) da quantidade mínima anual de kit escolar, num prazo máximo de 12 meses; No Anexo II Especificações Técnicas; Lote 1, item 2 Caderno Universitário Reciclado Onde se lê: Caderno Universitário - 180 folhas (altura dos caracteres 4,5mm). Leia-se: Caderno Universitário - 200 folhas (altura dos caracteres 4,5mm). Lote 2, item 1 Caderno Universitário Onde se lê: Caderno Universitário - 200 folhas (altura dos caracteres 4,5mm). Leia-se: Caderno Universitário - 120 folhas (altura dos caracteres 4,5mm). Lote 2, item 2 Caderno Universitário Reciclado Onde se lê: Caderno Universitário - 180 folhas (altura dos caracteres 4,5mm). Leia-se: Caderno Universitário - 120 folhas (altura dos caracteres 4,5mm). Lote 3, item 6 Caneta Esferográfica Azul Onde se lê: Tinta de pasta esferográfica permanente nas cores azul, vermelha e preta, atóxica. Leia-se: Tinta de pasta esferográfica permanente na cor azul, atóxica.

Dura Comer omercial Exportador tadora Dur omer cial Expor atex C tador a S.A. CNPJ 49.799.943/0001-15 NIRE 35300091116 AORDINÁRIA REALIZAD SUMÁRIA GERAL EXTR TRA AGOST GOSTO ATA SUM ÁRIA D DA A ASSEMBLEIA GER AL EX REALIZADA A EM 1º DE A GOST O DE 2011 TR HORA OCAL: DATA, HOR A E LLOC AL: Em 1º de agosto de 2011, às 10:00 horas, na Av. Paulista, 1938 - 8º andar, OC em São Paulo (SP). MESA: Flávio Marassi Donatelli (Presidente) e Roberto Szachnowicz (Secretário). QUORUM: Acionista representando a totalidade do capital social. EDIT EDITAL AL DE ONVOCA CONVOC AÇ ÃO : Dispensada a publicação de edital, face ao disposto no Artigo 124, § 4º, da Lei 6.404/76. DELIBER DELIBERA OMAD ADA UNANIMIDADE: A POR UNANIMID AÇ ÃO TOM AD ADE: Eleito para ocupar o cargo de Diretor Executivo VALMIR APARECIDO BUSCARIOLI, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG-SSP/SP 14.963.699-4, CPF 075.176.558-92, domiciliado na Av. Paulista, 1938, piso terraço, São Paulo (SP), com término de mandato coincidente ao dos demais Diretores, ou seja, até a A MENT O: ENCERRA MENTO posse dos que vierem a ser eleitos na Assembleia Geral Ordinária de 2012. ENCERR Nada mais havendo a tratar e ninguém desejando manifestar-se, encerraram-se os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada. São Paulo (SP), 1º de agosto de 2011. (aa) Flávio Marassi Donatelli - Presidente; Roberto Szachnowicz - Secretário. Acionista: Duratex S.A. (aa) Flávio Marassi Donatelli e Roberto Szachnowicz - Diretores Executivos. Certificamos ser a presente cópia fiel da original lavrada em livro próprio. São Paulo (SP), 1º de agosto de 2011. (aa) Flávio Marassi Donatelli - Presidente da Assembleia; Roberto Szachnowicz Secretário da Assembleia. Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo: certifico o registro sob o nº 354.380/11-4, em 05.09.2011. (a) Kátia Regina Bueno de Godoy Secretária Geral.

COMPANHIA METALÚRGICA PRADA

CNPJ nº 56.993.900/0001-31 Convocação Convocamos os Senhores Acionistas da Companhia Metalúrgica Prada (“Companhia”) a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária, que deverá se realizar às 10:00 horas do dia 15 de setembro de 2011, na sede social, à Rua Engenheiro Francisco Pita Brito, 138, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia (i) Em AGO: deliberação sobre os assuntos referidos no art. 132 da Lei nº 6.404/76 e (ii) Em AGE: aumento do capital social. São Paulo, 06 de setembro de 2011 Benjamin Steinbruch Presidente do Conselho de Administração

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 06 de setembro de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Carlito Som Ltda. EPP. Requerido: Omnix Industria e Comércio de Alto Falantes Ltda. Rua Plínio Schmidt, 447 – Jardim Marcel - 2ª Vara de Falências. Requerente: Kizzo Indústria e Comércio de Metais Ltda. Requerido: Anotech Suplementos Industriais Ltda. Rua Diorama, 105 – Jardim Jurema - 1ª Vara de Falências. Recuperação Judicial Reqte: Comercial Góes Ltda. EPP. Requerido: Comercial Góes Ltda. EPP. Rua Victorio Santim, 2.259 - Itaquera - 2ª Vara de Falências.

Finlândia, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Dinamarca, Japão e Reino Unido, para completar as dez primeiras posições. Quesitos – Divulgado anualmente, o ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial analisa 12 quesitos: infraestrutura, ambiente macroeconômico, saúde e educação primária, educação de nível superior e treinamento, eficiência do mercado de bens, eficiência do mercado de trabalho, sofisticação do mercado financeiro, preparo tecnológico, tamanho do mercado, sofisticação empresarial e inovação. (AE)

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/00282/11/02 - Construção de Ambientes Complementares e Reforma e Prédios Escolares - EE Profª Maria Mathilde C.Castilho - Rua Pref Fuad Eid, 190 - Cep: 16270-000 - Centro - Glicério/SP - 7,90; EE Agostinho Grigoleto - Rua Leopoldo Cubas, 222 - Cep: 16265-000 - Brejo Alegre - Brejo Alegre/SP - 69,10 - 120 - R$ 86.767,00 - R$ 8.676,00 - 09:30 - 26/09/2011. 69/00285/11/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Nsa. Sra. Navegantes - Rua Orlando Botelho Ribeiro, 2.008 Cep: 11400-000 - Santa Cruz dos Navegantes - Guarujá-SP - 11,68 - 210 - R$ 80.888,00 - R$ 8.088,00 - 10:00 26/09/2011. 70/00208/11/02 - Reforma (Restauro) de Prédio Escolar - EE Pereira Barreto - Rua Nossa Senhora da Lapa, 615 Cep: 05072-000 - Lapa - São Paulo/SP- 360 - R$ 145.953,00 - R$ 14.595,00 - 10:30 - 26/09/2011. 70/00224/11/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédios Escolares - EE Prof Miguel Oliva Feitosa - Rua Tarcon, 479 - Cep: 05223-070 - Jd. Adelfiori - São Paulo/SP – 180; EE Dep. Luíz Sérgio Claudino dos Santos - Rua Benedito Egidio Barbosa, 255 - Cep: 02837-170 - Brasilândia - São Paulo/SP – 150; EE Ver Luiz Alexandre dos Santos - Rua Ângelo Misson, s/nº - Cep: 07780-000 - Jd. Bandeirantes - Franco da Rocha/SP 150 - R$ 121.301,00 - R$ 12.130,00 - 11:00 - 26/09/2011. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 08/09/2011, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

Dur aflor a S.A. Duraflor aflora CNPJ 43.059.559/0001-08 NIRE 35300019261 SUMÁRIA GERAL EXTR TRA AGOST GOSTO AL EX ATA SUM ÁRIA D DA A ASSEMBLEIA GER TR AORDINÁRIA REALIZAD REALIZADA A EM 1º DE A GOST O DE 2011 HORA OCAL: DATA, HOR A E LLOC OC AL: Em 1º de agosto de 2011, às 9:00 horas, na Av. Paulista, 1938 - 9º andar, em São Paulo (SP). MESA: Flávio Marassi Donatelli (Presidente) e Roberto Szachnowicz (Secretário). QUORUM: Acionista representando a totalidade do capital social. EDIT EDITAL AL DE ONVOCA CONVOC AÇ ÃO : Dispensada a publicação de edital, face ao disposto no Artigo 124, § 4º, da Lei 6.404/76. DELIBER DELIBERA OMAD ADA UNANIMIDADE: A POR UNANIMID AÇ ÃO TOM AD ADE: Eleito para ocupar o cargo de Diretor Executivo VALMIR APARECIDO BUSCARIOLI, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG-SSP/SP 14.963.699-4, CPF 075.176.558-92, domiciliado na Av. Paulista, 1938, piso terraço, São Paulo (SP), com término de mandato coincidente ao dos demais Diretores, ou seja, até a O: ENCERRA MENTO posse dos que vierem a ser eleitos na Assembleia Geral Ordinária de 2012. ENCERR A MENT Nada mais havendo a tratar e ninguém desejando manifestar-se, encerraram-se os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada. São Paulo (SP), 1º de agosto de 2011. (aa) Flávio Marassi Donatelli - Presidente; Roberto Szachnowicz - Secretário. Acionista: Duratex S.A. (aa) Flávio Marassi Donatelli e Roberto Szachnowicz - Diretores Executivos. Certificamos ser a presente cópia fiel da original lavrada em livro próprio. São Paulo (SP), 1º de agosto de 2011. (aa) Flávio Marassi Donatelli - Presidente da Assembleia; Roberto Szachnowicz Secretário da Assembleia. Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo: certifico o registro sob o nº 354.370/11-0, em 05.09.2011. (a) Kátia Regina Bueno de Godoy Secretária Geral.

Sindicato dos Permissionários em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo CNPJ 62.707.278/0001-50 Edital de Convocação para Assembleia Geral Ordinária Convoca, nos termos do estatuto vigente, os associados do Sindicato dos Permissionários em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo, para a ordem do dia: a) Verificação e aprovação de balanço e prestação de contas do ano de 2010; b) Aprovação da previsão orçamentária para o exercício de 2011/2012, a se realizar em sua sede, na Av. Dr. Gastão Vidigal, 1.946, EDSED II Salas 17 a 22 - CEAGESP, V. Leopoldina - São Paulo-SP, no próximo dia 13/09/2011, em primeira instalação às 9:00 horas, com maioria absoluta dos associados, em segunda instalação, às 9:30 horas, para associados presentes. São Paulo, 06 de setembro de 2011 José Robson Coringa Bezerra - Diretor-Presidente


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quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de setembro de 2011

Os investidores estavam pescando as ações mais baratas. Mike Lenhoff, do Brewin Dolphin

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Alemanha e Itália animam as bolsas Os mercados reagiram positivamente ontem diante das decisões de tribunal da Alemanha, que garantiu ajuda à Grécia, e do Senado italiano, que aprovou cortes. Alex Domanski/Reuters

Alessia Pierdomenico/Reuters

O presidente da Corte Constitucional da Alemanha, Andreas Vosskuhle (esq.): ajuda à Grécia foi legal.

Ministro das Finanças da Itália, Giulio Tremonti (dir.): consultas antes da votação do plano de austeridade.

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Índices – Diante do novo cenário, o principal índice de ações europeias subiu fortemente, impulsionado por uma recuperação técnica com os investidores buscando pechinchas em setores que sofreram fortes vendas, incluindo montadoras e blue-chips alemãs. O FTSEurofirst 300, que mede o desempenho dos mais importantes papéis do continente, fechou em alta de 2,97%, para 930 pontos. Na sessão anterior, o indicador teve o pior fechamento em dois anos. O índice de automóveis e peças STOXX Europe 600 Automobiles & Parts subiu 6,09% e teve a melhor performance entre os setores depois de cair 12,8% nas quatro sessões ante-

s principais bolsas de valores de todo o mundo fecharam em alta ontem, repercutindo a reação positiva a duas notícias, uma na Alemanha e outra na Itália. A BM&FBovespa não abriu devido ao feriado da Independência. A Corte Constitucional da Alemanha rejeitou recursos que questionavam a legalidade dos resgates e garantias dadas por Berlim para a Grécia e outros países em crise da zona do euro no ano passado. A decisão se refere ao primeiro pacote de ajuda à Grécia, de 110 bilhões de euros. E também ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF), mecanis-

mo temporário de resgate da zona do euro, de 440 bilhões de euros. A chanceler alemã Angela Merkel disse que a decisão da corte confirmou a "transparência" com que seu governo vem lidando com a crise, em cooperação com o Legislativo. A corte determinou que, no futuro, medidas semelhantes devem passar antes pelo crivo da comissão de Orçamento do Bundestag, a câmara alta do Parlamento alemão. O mercado entendeu isso como sinal verde para futuras ajudas. Austeridade – Na Itália, outra decisão, animou os mercados. O Senado aprovou ontem as mudanças no plano de austeridade do premiê Silvio Ber-

lusconi. As medidas de austeridade incluem a elevação de 60 para 65 anos da idade de aposentadoria das mulheres empregadas pelo setor privado. A versão aprovada totaliza mais de 54 bilhões de euros em economias fiscais e aumenta a arrecadação de impostos. O objetivo do plano de austeridade é equilibrar o orçamento nacional até 2013 e ajudar o governo a reduzir a enorme dívida da Itália, que totaliza cerca de 120% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Trata-se da segunda maior proporção de endividamento da zona do euro, atrás apenas da Grécia. O plano seguirá hoje para a comissão de orçamento da Câmara dos Deputados.

Chanceler alemã diz que euro não fracassará Thomas Peter/Reuters

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chanceler alemã, Angela Merkel, disse ontem que a crise da zona do euro não poderá ser resolvida com soluções rápidas radicais, como títulos emitidos conjuntamente. Ela afirmou que o bloco enfrenta um caminho "longo e difícil" para cortar a dívida formada ao longo de décadas. Em um discurso à câmara baixa do Parlamento, pouco depois de importante decisão do principal tribunal da Alemanha, Merkel, vestida de preto por causa da morte do pai, disse que não se pode permitir que a moeda fracasse e que ela "não fracassará". No entanto, ela pediu que a Europa repense suas regras para garantir que os países pequenos, como a Grécia, não coloquem em risco toda a área da moeda, com 17 nações. "Estou convencida de que esta crise não pode ser combatida com uma atitude de 'ir levando', se é para se evitar uma grande crise no mundo ocidental. Precisamos de uma reconsideração fundamental", afirmou Merkel. "Precisamos deixar muito claro às pessoas que o problema atual, causado por uma dívida excessiva formada ao longo de décadas, não pode ser resolvido de uma só vez, com coisas como títulos do euro ou reestruturações da dívida. Não, esse será um caminho longo e difícil, mas o correto

Em discurso, Angela Merkel alerta que crise não terá solução rápida.

para o futuro da Europa," acrescentou. Críticas – Merkel, que não chegou a apresentar grandes novidades em seu discurso, foi interrompida diversas vezes por manifestações dos partidos de oposição de esquerda, que nas últimas semanas têm endurecido suas críticas em relação a como ela vem lidando com a crise da zona do euro. Antes do discurso da chanceler, Frank-Walter Stein-

meier, líder do Partido SocialDemocrata (SPD) no Parlamento e derrotado por Merkel na eleição de 2009, fez um duro pronunciamento denunciando as políticas da chanceler para a zona do euro. Ele acusou Merkel de falta de coragem e liderança. Personalidades de expressão no país, como o exministro das Relações Exteriores Hans-Dietrich Genscher já previam as críticas de Steinmeier. (Reuters)

riores. "Os investidores estavam pescando as ações mais baratas" , disse o estrategistachefe do Brewin Dolphin, Mike Lenhoff, sobre o comportamento dos investidores. Em Londres, o índice Financial Times fechou em alta de 3,14%, a 5.318 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX subiu 4,07%, para 5.405 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 ganhou 3,63%, a 3.073 pontos e em Milão o índice Ftse/Mib teve valorização de 4,24%, para 14.645 pontos. Na Espanha e Portugal, boa reação dos mercados. Em Madri, o índice Ibex-35 avançou 2,77%, a 8,156 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em alta de 2,16 %, para 6.135 pontos.

Obama anuncia hoje pacote de US$ 300 bilhões

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presidente americano, Barack Obama, vai anunciar hoje em sessão conjunta do Congresso um pacote de cerca de US$ 300 bilhões para estimular a economia e a criação de empregos. O montante, divulgado pela imprensa americana que cita democratas como fonte da informação, não foi confirmado pela Casa Branca. O plano chega em um momento em que o presidente é pressionado pelos mais recentes dados econômicos, como o relatório de ontem do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) que mostrou enfraquecimento da atividade no país. A expectativa é de que US$ 120 bilhões sejam usados para ampliar a duração do programa que corta a tributação sobre a folha de pagamentos e mais US$ 50 bilhões sejam direcionados ao seguro-desemprego. Outros US$ 130 bilhões devem ir para programas de infraestrutura (como estradas) e em auxílio aos Estados. O programa chega repleto de dúvidas. A primeira é sobre a sua viabilidade política.

120 bilhões de dólares é a parte destinada a ampliar o prazo de desoneração da folha de pagamentos. Os republicanos detêm maioria na Câmara dos Representantes e têm se mostrado contra iniciativas que impliquem em aumento de gastos. Uma parte do dinheiro poderia vir do aumento da tributação sobre os mais ricos, algo que a oposição também dificilmente aprovará. A outra grande questão é a eficácia do plano de Obama. Muitos economistas consideram os US$ 300 bilhões (cerca de 2% do PIB dos EUA) insuficientes para reanimar uma economia que cresceu menos de 1% no primeiro semestre e que tem desemprego de 9,1%.

FMI diminui previsão do PIB mundial

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Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou a diminuir sua previsão sobre o crescimento da economia mundial, desta vez de 4,2% para 4%, de acordo com a prévia do relatório Perspectivas econômicas mundiais, informou ontem a agência de notícias italiana "Ansa".

O documento será efetivamente divulgado só em 20 de setembro. Há um mês, o FMI lançou seu último relatório, com previsão de crescimento de 4,2% para o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2011 e 4,3% em 2012. Enquanto a prévia do estudo prevê uma queda para 4% neste ano, no próximo ano a previsão é

que o PIB chegue a 4,2%. O FMI também fez previsões sobre a zona do euro. O crescimento do PIB da região deve ser de 1,7% em 2011 e de 1,3% em 2012, ao contrário das taxas de 1,9% e 1,4% previstas anteriormente. Para os países emergentes, as previsões de crescimento do PIB eram de

América – Nos Estados Unidos, os principais índices acionários subiram também ontem. Os índices interromperam uma sequência de três sessões de queda e fecharam em forte alta, acompanhando as bolsas europeias e também impulsionados pelo otimismo em relação ao plano de empregos que o presidente norteamericano, Barack Obama deve divulgar hoje. O Dow Jones subiu 275,56 pontos, ou 2,47%, para fechar na máxima de 11.414,86 pontos. O Nasdaq avançou 75,11 pontos, ou 3,04%, para 2.548,94 pontos. O S&P 500 teve ganho de 33,38 pontos, ou 2,86%, para 1.198,62 pontos. (Agências)

6,6% e 6,4%, em 2011 e 2012, e caíram para 6,5% e 6,4%, respectivamente. Com relação à taxa de desemprego mundial, a "Ansa" adiantou que o relatório prevê queda no mundo inteiro, menos na zona do euro, onde deve permanecer em cerca de 10%. Ainda de acordo com as previsões do FMI, a

inflação deve subir em todos os países neste ano e voltar a cair em 2012. Na zona do euro, a taxa de inflação chega a 2,5% neste ano, e cai até 1,5% no próximo. Já nos Estados Unidos, a inflação passa de 1,6% para 3% até o final de 2011, para voltar a cair até o índice de 1,3% no ano que vem. (EFE)

Crescimento lento – A retomada da economia é considerada essencial para o sucesso de Obama na eleição presidencial do ano que vem, mas os dados recentes apontam para um cenário nada animador. O Livro Bege (uma compilação de dados econômicos feita pelo BC dos EUA em diversas regiões) mostrou ontem que a atividade perdeu força nos últimos dois meses. "A atividade econômica continua a se expandir com passos modestos, embora alguns distritos notaram atividades mistas ou enfraquecidas", informou o Fed. O crescimento estava modesto ou fraco em cinco distritos analisados, enquanto que os sete restantes tinham a atividade descrita "muito brando" ou "mais lenta". A indústria se desacelerou na maior parte do país e o setor imobiliário continua enfraquecido, completa o relatório do Fed. No documento divulgado em julho, o banco afirmou que a economia continuava a crescer, mas que o ritmo tinha diminuído em várias regiões. (Folhapress)

4 por cento, e não mais 4,2%, é a previsão que o Fundo deverá divulgar no próximo dia 20 deste mês para o crescimento global.


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Diário do Comércio - 07/09/2011 by Diário do Comércio - Issuu