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DC 08/08/2012

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A canção esquecida no STF:

Joga a pedra na... Valério! Ano 87 - Nº 23.683

Página 4

Conclusão: 23h45

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Valerioduto entope de culpas. Pode explodir. Advogados canalizaram toda a culpa do Mensalão a Marcos Valério, ontem, no STF, inocentando seus clientes. Perigo: o "culpado de tudo" já avisou que não escoará sozinho para a sarjeta. Págs. 5 a 7 Dida Sampaio/AE

Jonne Roriz/AE

Musa, muda e 'cascateira'. Andressa, mulher de Cachoeira, ficou calada na CPI e irritou a senadora Kátia Abreu, que a chamou de 'mentirosa', 'cascateira' e a acusou de tentativa de intimidação. Pág. 7

West Plaza: alvará cassado às vésperas do Dia dos Pais.

OURO À VISTA

O shopping teve sua licença de funcionamento cassada pela Prefeitura por irregularidades e agora tem cinco dias úteis para regularizar a situação. Pág. 9 John Sommers II/Reuters

Inflação é ameaça com quebra da safra nos EUA Eduardo Nicolau/AE

Seca americana e colheita menor de grãos (milho e soja, principalmente) podem levar a aumento dos preços de alimentos em todo mundo. Pág. 27

ISSN 1679-2688

23683

9 771679 268008

No quinto set, as meninas do vôlei salvaram seis match points e, num jogo épico, superaram o fantasma russo. Agora, na semifinal, enfrentarão o Japão. E a busca do ouro pelo nosso futebol pode terminar no sábado. É que ontem a seleção bateu a Coreia do Sul por 3 a 0 e vai disputar o título contra o México. Pág. 11


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Graça, de graça, ganhou um crédito de confiança, mercadoria escassa na praça para outras áreas do governo. José Márcio Mendonça

pinião

Graça e sinceridade Tasso Marcelo/AE

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

N

uma atitude que ela mesma classificou como inabitual, a presidente da Petrobras, Maria das Graças (Graça) Foster deu as caras de público, ontem, para falar diretamente a investidores e analistas de mercado e explicar, com viés de verdade, as razões de a empresa que ela dirige ter passado de um lucro de mais de 10 bilhões de reais no segundo trimestre do ano passado para um prejuízo de mais de um bilhão no mesmo período deste ano. Do semestre de 2011 para o de 2012 a queda no resultado da estatal foi de cerca de 60%. G r a ç a n ã o s e a t e v e a e xplicações corriqueiras, como os efeitos da subida do dólar (ou queda do real) sobre as contas da companhia. Ela admitiu erros da empresa entre 2 0 0 8 e 2 0 1 2 , c o m p e r f urações de poços secos e m a i s d e s v i o s . E a i n d a d efendeu novos aumentos de combustíveis, além dos dois já autorizados nos últimos meses. É uma conversa que certamente desagrada seus chefes em Brasília – o chefe apenas formal, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, e a chefe de direito e de fato, Dilma Roussef. Sabe-se muito bem que na Petrobras, desde o primeiro minuto no governo Lula, não se dá um único suspiro sem que antes Dilma seja in-

A presidente da Petrobras, Graça Foster, divulga resultados da empresa e não esconde erros e problemas. formada. Ai de quem ousar! Até por esta razão, e pela proximidade das duas (os ditos de Graça não sofrem desmentidos públicos como os de José Sergio Gabrielli sofriam), a intervenção da presidente da Petrobras conseguiu comover o conhecido coração de pedra dos analistas e agentes do inquieto mercado financeiro. As ações da companhia, que no inicio do pregão de ontem chegaram a cair 5%, um número desastroso em qualquer circunstância, viraram de humor e encerraram a segunda-feira com uma

subida de 2%. Graça, de graça, ganhou um crédito de confiança, mercadoria escassa na praça para outras áreas do governo, que

sofrem no momento de um forte surto de confiança. No mesmo dia em que a presidente da Petrobras marcou este tento, os analistas

do mesmo mercado financeiro davam mais uma nota baixa para outros companheiros de governo de Graça – seus colegas da equipe econômica. Os 100 especialistas consultados para o Boletim Focus, do Banco Central, reduziram ainda um pouco mais as previsões para o crescimento da economia brasileira para este ano e para 2013 – e ao mesmo tempo aumentaram as expectativas de inflação para 2012. Os números estão cada vez mais distantes daqueles com que trabalham o Ministro da Fazenda, Guido Mantega (mais de 3% com a seta indicando para 4% ou 4,5% em dezembro) e o Banco Central (2,5% agora e mais de 4% em 2013). A presidente Dilma Rousseff não tem fugido muito dessa meia fantasia de seus auxiliares. Já o respeitado e ponderado economista José Roberto Mendonça de Barros baixou sua previsão de crescimento para 1,5% neste ano e para 3,5% no próximo.

E

ntende-se que as autoridades públicas não devam dar sinais de desânimo e sair por aí espargindo mau humor para todos os cantos. Mas os bons entendedores acreditam que está mais do que na hora de o governo tomar algumas doses de realismo e não ficar prometendo para amanhã o que não poderá entregar.

Com tanta expectativa frustrada, os agentes econômicos estão cada vez mais ressabiados, esperando para ver antes de crer. O risco é que, de tanto esperar, percam a confiança.

O SPED DE TODOS O

Serviço Público de Escrituração Digital – SPED – é irreversível. Mais de 25 milhões de indivíduos entregam suas declarações de rendimentos pela internet. Não há opção em forma de papel. Todas as empresas no regime do lucro real fazem o mesmo. Em alguns anos, as mais de 6 milhões de empresas e entidades no País também estarão informando tudo à Receita pela internet, em bases diárias, mensais e anuais. É reversível, porém, a atual falta de bom senso na implantação do SPED. Para isso, é preciso que haja mais movimentação das entidades profissionais e de classe. Afinal, todas as grandes implantações de automação eletrônicas exigem revisões

e racionalizações. O total da arrecadação do governo hoje excede R$ 1,6 trilhão. A primeira etapa de implantação do SPED – atingindo 400 empresas abertas e as de regime do lucro real, ou algo como 180.000 empresas – já trouxe aumento de arrecadação para o governo. Agora temos PIS/COFINS inseridos no SPED. Logo mais, todos os informes de recursos humanos das empresas estarão sendo transmitidas também para a Receita via SPED.

A

adoção do sistema está exigindo enorme investimento das empresas no regime do lucro real, e o mesmo acontecerá, nos próximos anos, com milhões de empresas no regime do

lucro presumido e regime simplificado. Os investimentos envolvem hardware e softwares, pessoal, treinamentos, atualizações e mudanças radicais nos processos e controles internos. Idem para os escritórios de contabilidade. É essencial que os benefícios de aumento de eficiência e de retidão de todos os contribuintes, muitos hoje na informalidade, sejam

A

gora, neste agosto – mês de desgosto para a política –, as promessas são renovadas com notícias de um novo pacotão de incentivos a ser dado à luz nos próximos dias. Com tantas expectativas frustradas, total ou parcialmente, os agentes econômicos estão cada vez mais ressabiados, esperando para ver antes de crer. O risco é que, de tanto esperar, percam a confiança. E, como num dito adaptado do centenário Nelson Rodrigues, não se fabrica nem um pirulito, nem se fabrica um mero picolé. Dilma, anunciase, reunirá os empresários na terça-feira para anunciar uma das dobras do pacotão. Certamente com pompa e discurso como está na cartilha dos marqueteiros oficiais. É uma oportunidade sensacional para o governo fazer a fantasia se aproximar do mundo real. Como acaba de mostrar Graça Foster, sinceridade é bom e rende frutos. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

CHARLES HOLLAND repassados às empresas e à sociedade como um todo. Caso contrário, só vamos aumentar o inchaço do governo, descapitalizando as empresas e os indivíduos. Com centenas de milhares de regras tributárias a serem seguidas, com certeza haverá um nível elevado de descumprimentos. É isso que queremos e almejamos? Vale lembrar que a lei de Lavoisier será usada no futuro pelas Secretarias das

É reversível a atual falta de bom senso na implantação do SPED. Para isso, entretanto, é preciso que haja uma movimentação maior por parte das entidades profissionais e de classe.

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

Já faz muito tempo que semana sim, semana não, surge uma autoridade avisando que as medidas de incentivo ao crescimento da economia – adotadas periodicamente desde agosto do ano passado, quando o Banco Central começou a baixar a taxa básica de juros – vão começar a produzir efeitos. E o PIB só patina.

Receitas Federais, Estaduais e Municipais. Por exemplo, as contas de consumo de água, luz, telefones, internet, cartões de crédito, Google Maps, fotos áreas , etc, serão usadas pelas fiscalizações das secretarias para comparar as declarações de renda com as atividades de consumo e de ocupação citadas. Com as novas tecnologias, é facílimo detectar sonegadores e descumpridores; o consumo real e ocupação física têm de harmonizar com receitas declaradas. Certamente será uma fonte interessante de arrecadação no futuro.

acumulam com o tempo. É essencial que as entidades profissionais e de classe colaborem e trabalhem mais de perto com os políticos para promover correções – e a reforma tributária, simples, inteligível e justa para todos. Devemos e precisamos continuar implantando o SPED. Mas nada impede que peçamos a racionalização na implantação do sistema e o compartilhamento do bônus de aumento de arrecadação, em especial com as 10 mil empresas hoje responsáveis por 80% da arrecadação das pessoas jurídicas. Desvios de bom senso precisam ser corrigidos.

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ontestações e pleitos construtivos são essenciais para a nossa democracia. Distorções sempre ocorrem e se

CHARLES HOLLAND É CONTADOR, CONSELHEIRO INDEPENDENTE DE COMPANHIAS ABERTAS E FECHADAS E DIRETOR EXECUTIVO DA ANEFAC.

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

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HOJE, O DESEJO É ESTAR PRESENTE COM UM OLHO MECÂNICO EM VEZ DE COM O CÉREBRO.

pinião

Enxame

eletrônico

F

az algum tempo, estava dando uma conferência na Academia Espanhola de Roma – ou melhor, tentava dar. Ficava distraído por conta de uma luz intensa que brilhava em meus olhos e dificultava a leitura de minhas notas – era a luz da câmara de vídeo de um telefone celular de uma mulher na plateia. Reagi de forma muito ressentida, comentando (como geralmente faço diante de fotógrafos impertinentes) que, de acordo com uma divisão adequada de trabalho, quando eu estou trabalhando eles deveriam parar de trabalhar. A mulher desligou sua câmara, mas com um jeito bem incomodado, como se tivesse sido submetida a uma verdadeira afronta. Já neste verão, em San Leo, quando a cidade italiana estava lançando uma iniciativa fantástica para homenagear a paisagem da região de Montefeltro – que aparece nas primeiras pinturas renascentistas de Piero della Francesca –, três pessoas estavam me cegando com os seus flashes e eu parei de falar para lembrá-las das regras do comportamento adequado. Vale observar que, nessas ocasiões, as pessoas que estavam fotografando não eram fotógrafos profissionais e não tinham sido enviadas para cobrir o evento. Eram simplesmente pessoas suspostamente educadas que tinham ido, por vontade própria, assistir a palestras que exigiam algum nível de informação. Entretanto, elas apresentavam todos os sintomas da "síndrome do olho eletrônico". Aparentemente, não tinham o menor interesse no que se estava falando: tudo o que queriam era gravar o momento e, talvez, pô-lo no YouTube. Tinham desistido de prestar atenção no momento que viviam e optado por gravar com seus telefones celulares, em vez de observar com seus próprios olhos.

francesas e durante a qual fotografei como um louco. Quando voltei para casa, me vi diante de uma série de fotografias muito medíocres – e sem nenhuma memória verdadeira do que tinha visto. Joguei fora a câmara e nas minhas viagens posteriores só gravei na memória o que vi. Comprei ótimos cartões postais, mais para os outros do que para mim, para ter lembranças futuras.

C

erta vez, quando tinha 11 anos, deparei-me com uma situação e emoção raras em uma avenida. A alguma distância, vi as consequências de um acidente. Um caminhão tinha batido em uma carroça guiada por um agricultor, que estava acompanhado da mulher. Ela tinha sido jogada ao chão. Sua cabeça se quebrara e ela jazia em uma poça de sangue e material cerebral. (Ainda me lembro com horror que, naquele momento, me pareceu que uma torta havia se estatelado no chão). O marido segurava a cabeça da mulher, chorando desesperadamente. Não me aproximei muito, porque estava assustado. Os membros da Não somente era a primeira vez plateia que estavam que estava vendo fotografando e um cérebro esparramado no solo filmando em Roma (e felizmente foi a e San Leo saíram última), mas também era a primeira vez que com algumas me encontrava na presença imagens dali, mas da morte. E da angústia sem muita ideia do e do desespero. O que teria ocorrido se eu que tinham visto. tivesse um telefone celular equipado com uma câmara de vídeo, como as que têm os meninos atualmente? Talvez tivesse gravado a cena para mostrar aos meus amigos que não estavam ali. E talvez tivesse posto meu tesouro visual no YouTube, para encantar outros devotos do "schadenfreude". Depois disso, quem sabe? Se eu tivesse continuado a gravar essas desgraças, teria ficado totalmente indiferente ao sofrimento dos outros. Em vez disso, conservei tudo em minha memória. Setenta anos depois, a imagem mental dessa mulher continua me perseguindo e, na verdade, me ensinou a identificar- me com o sofrimento alheio, em vez de ser indiferente. Não sei se os jovens de hoje terão as mesmas oportunidades que tive para amadurecer ao chegar à idade adulta – para não falar dos adultos que, com os olhos pregados nos celulares, já se perderam para sempre.

E

sse desejo de estar presente com um olho mecânico em vez de com o cérebro parece ter alterado a mente de um número significativo de pessoas que normalmente são educadas. Os membros da plateia que estavam fotografando e filmando em Roma e em San Leo provavelmente saíram de lá com algumas imagens, mas sem ter muita ideia do que tinham visto. Esse comportamento talvez seja justificado quando se esteja diante de uma stripper, mas não numa conferência acadêmica. E se, como imagino, essas pessoas passam pela vida fotografando tudo o que veem, elas estão condenadas a esquecer hoje tudo o que gravaram ontem. Em várias ocasiões já falei sobre como parei de tirar fotografias, em 1960, depois de uma viagem para conhecer as catedrais

UMBERTO ECO É O AUTOR DO ROMANCE "A MISTERIOSA CHAMA DA RAINHA LOANA", ALÉM DE "BAUDOLINO", "O NOME DA ROSA" E "O PÊNDULO DE FOUCAULT". TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

FELIZ DIA DO CUNHADO, PAPAI! Vicent Kessler/Reuters

I

magine a cena: a mãe ouve o filho chamar o pai, ex-marido dela, de cunhado. Deu nó? Parece filme, não é? Filme daqueles feitos por cineastas que retratam dramas existenciais e familiares, como os dirigidos por Woody Allen? Pois, na cena descrita, Woody Allen é um dos protagonistas, e o episódio é real. A mãe em questão é a atriz Mia Farrow, que viveu 12 anos com Allen e teve com ele três filhos, sendo dois adotivos e um biológico. É o filho biológico, Ronan Farrow, o autor da frase – uma flecha certeira, pode-se dizer –, que ficou famosa no último Dia dos Pais, nos Estados Unidos. Foi no twitter, para muita gente ver, que ele comemorou a data postando para o pai: "Feliz dia do Cunhado". Vamos aos fatos. Antes de viver com Allen, Mia Farrow foi casada com o cantor Frank Sinatra e com o pianista e maestro André Previn. Ao longo dos três casamentos, ela teve dez filhos adotivos e quatro filhos biológicos. Aliás, fazendo as contas, dá para perceber que quando Allen entrou para a família, a casa já estava cheia. Talvez por isso mesmo morassem em casas separadas. Entre as duas residências havia uma distância considerável: o Central Park, em Nova York.

Ao longo da carreira, Farrow trabalhou em 34 filmes, sendo 12 deles dirigidos por Allen. Em meio ao burburinho de filhos e filmagens, a atriz se deparou com fotos de uma de suas filhas com Previn, clicadas no apartamento de Allen. A moça Soon-Yi Previn, então com 21 anos, estava nua nas fotos. Crônicas acerca desse verdadeiro escândalo no mundo artístico, ocorrido em 1992, dão conta de que ainda houve uma reunião familiar na casa de Farrow para se avaliar a situação. Nesse encontro, Allen admitiu o relacionamento e ficou decidida a mudança da garota para o apartamento de Allen.

N

a época e com os nervos à flor da pele, o casal brigou na justiça e foram feitas as mais variadas acusações. Farrow quis piorar a situação de Allen, acusando-o de abuso sexual em relação à uma das meninas adotadas pelo casal. Allen, por sua vez, ameaçou pegar a guarda dos três filhos. No final das contas, nunca ficou provado que Allen tenha abusado sexualmente de sua filha. Tampouco obteve a guarda das crianças. Mas com Soon-Yi ele está casado até hoje e tem duas filhas adotivas, Bechet e Manzie Tio. O filho Ronan, atualmente com 24 anos

IVONE ZEGER – na época do imbróglio ele tinha apenas cinco – não se conforma. Para ele, obviamente, o pai casou com a irmã e essa escolha é considerada por ele uma "transgressão moral". As filhas de Allen, por exemplo, são ao mesmo tempo irmãs e sobrinhas de Ronan. Mia, por sua vez, diz que há muito tempo não considera mais Soon-Yi como sua filha. Se é difícil para o núcleo familiar elaborar uma situação dessas, tampouco a lei, pelo menos no Brasil, permitiria legalizar o relacionamento de Allen com Soon Yi. Aqui, eles não poderiam casar-se ou mesmo oficializar união estável. Padrastos e madrastas – não inventaram ainda nomes melhores para eles – são considerados parentes com afinidade em linha reta;

têm com seus enteados o mesmo grau de parentesco de sogros e sogras com seus genros e noras. Ocorre, então, que pessoas com esse grau de parentesco – e com os chamados parentes colaterais até terceiro grau – não podem se casar, nem mesmo legalizar união estável, de acordo com as leis vigentes no nosso País. E o que pouca gente sabe é que relações de parentesco não se extinguem a partir do divórcio ou da dissolução da união estável.

O

u seja, de nada adiantaria Allen separar-se de Farrow para, posteriormente, casar-se com Soon-Yi. Uma vez enteada, para sempre enteada. Assim como não é permitido a uma nora ou genro casar-se com ex-sogro

ou ex-sogra. Os parentes mais próximos possíveis de relacionamentos formais – casamento ou união estável – são os primos, denominados pela lei de "parentes colaterais de quarto grau". Desde 1988, as leis brasileiras entendem a família como o núcleo que se firma a partir de laços afetivos. Permeando as atuais configurações familiares, está o conceito de sócioafetividade, que vem, ao longo dos anos, transformando alguns aspectos do Direito de Família. Por exemplo, desde 1997, enteados e enteadas equiparam-se aos filhos para fins previdenciários. Mais recentemente, passou a ser permitido aos enteados requerer mudança em registros de nascimento para fazer constar o nome do

padrasto ou madrasta. Tal iniciativa ganha força quando há total afastamento do pai ou da mãe biológicos. Na verdade, fazer constar o sobrenome confirma o forte laço de afetividade e, justamente, a responsabilidade que surge a partir desse vínculo.

E

ntretanto, ter o nome do padrasto ou da madrasta não transforma enteados em herdeiros necessários deste ou desta. Isso significa que nos quesitos sucessão e herança, os direitos dos enteados não são equiparados aos direitos dos filhos. Embora, claro, padrasto e madrasta possam, em testamento, legar bens aos seus enteados. Assim, pelo menos diante das leis brasileiras, enteados serão sempre enteados, jamais maridos ou esposas. Antigamente, quando o mundo girava mais lento e as pessoas namoravam de fato costumava-se observar os parentes; e, não à toa, aos enamorados se dizia: cuidado, pois casa-se com toda a família! IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO. MEMBRO EFETIVO DA COMISSÃO DE DIREITO DE FAMÍLIA DA OAB/SP É AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS". WWW.IVONEZEGER.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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GibaUm

3 Por

força de muita exposição no episódio do mensalão, ministros do Supremo estão sendo tratados como artistas.

gibaum@gibaum.com.br

k Fui uma cabeça de jerico.

ANDRESSA MENDONÇA // mulher de Carlinhos Cachoeira, sobre sua tentativa de chantagear um juiz federal.

Foto: Paula Lima

Festa de genéricos 333 As jovens de famílias donas de bom saldo bancário elegeram as bolsas da Goyard como maior objeto de desejo: são grandes, coloridas, parecem sacolas – e custam mais de R$ 5 mil na primeira loja da marca no Brasil, no novo shopping JK Iguatemi, em São Paulo. Agora, nas lojas especializadas em genéricos – e uma delas, na Avenida Paulista – fazem sucessos as bolsas Goyard fakes, exatamente iguais e a R$ 500 cada uma. Também bolsas Michael Kors, usadas pela Carminha (Adriana Esteves) da novela Avenida Brasil, que custam em torno de R$ 450, já podem ser encontradas a R$ 100.

ENTOURAGE Quem irá representar a presidente Dilma Rousseff na festa de encerramento dos Jogos Olímpicos em Londres, no próximo final de semana, é o vice-presidente Michel Temer. Deverá ser acompanhado por uma estourage de nada menos do que 25 assessores, incluindo tradutores porque inglês não é o forte de Michel. Há quem aposte até que o candidato Gabriel Chalita, que não decola nas pesquisas em São Paulo, é capaz de aparecer ao lado de Temer por lá. E mais: o vice ocupará uma suíte no mesmo hotel onde Dilma ficou, o Millenium Hotel Mayfair (uma suíte sênior custa US$ 4 mil a diária). 333

Hoje em dia, para qualquer evento comercial ou promocional ter sucesso, basta recheá-lo com atrações do showbiz nacional, cujos cachês podem variar de R$ 5 mil a R$ 60 mil por uma ou duas horas de permanência no local. É uma formula para atrair consumidores e ganhar espaço nas revistas e sites de celebridades. Na inauguração da loja da Arezzo (280 unidades em 90 cidades brasileiras), no novo shopping JK Iguatemi, estavam, da esquerda para a direita, Juliana Paes, a Gabriela; Maytê Proença, a Sinhazinha da mesma novela; Letícia Persilles, protagonista de Amor Esterno Amor; a sempre animada Sheron Menezes; e a modelo Aline Weber. 333

Receita defesta

O inchaço na garganta de Lula ainda deverá permanecer por mais dois ou três meses, ele ainda enfrenta dificuldades para caminhar e até a velha bursite no ombro direito está de volta: é o quadro de saúde do expresidente que pretende mergulhar na campanha de Fernando Haddad em São Paulo. De cara, a alternativa que está sendo estudada é acomodar Lula, ao lado do candidato, num Haddadmóvel em carreatas na periferia da cidade. O artifício já foi usado na campanha de Dilma Rousseff, que se cansava das caminhadas e circulou a bordo de um Dilmamóvel em 2010. O ex-chefe do Governo também quer dedicar espaço para as campanhas do PT em Belo Horizonte e Recife. Já participar, de alguma forma, da campanha em 84 cidades com mais de 150 mil habitantes, com o PT na cabeça da chapa, é tarefa muito mais complicada. 333

De volta ao front

Chefs em preto

BRIGA INTERNA 333 A presidente Dilma Rousseff tem se queixando junto aos integrantes do núcleo doce (era duro ) da existência de uma verdadeira guerra interna em seu governo, onde até ministros não recebem outros ministros para discutirem determinados projetos e até mesmo secretários-executivos de ministérios alegam agenda lotada para marcar um encontro com outros secretários. Esse tipo de situação só é desembaraçada quando a própria Dilma pega no telefone, liga para ministro que anda se fazendo de importante e determina: “O ministro tal está indo aí agora e você vai recebê-lo já!”. Lideres de partidos da base aliada só conseguem chegar até as secretárias.

As revistas dedicadas à saúde, ginástica, alimentação e qualidade de vida continuam se transformando em vitrines onde as celebridades da televisão ou mesmo candidatas a celebridades , exibem suas curvas e dividem suas receitas de boa forma com as leitoras. Agora, Deborah Secco é capa e recheio de Nova (esquerda), usando um vestido totalmente transparente, com bordados e missangas nas áreas nobres, quase impossível de ser usado socialmente; Camila Rodrigues (à direita), contratada da Record, ex-mulher de Bruno Gagliasso, quase trintona, transbordando vigor. 333

Receita de vigor

Presidenta, não 333 Esta semana, depois de se submeter a exames de imagem e laboratoriais no Sírio-Libanês, em São Paulo, o expresidente Lula, que já engordou sete quilos, avisou os jornalistas: “Tenho de comer um bacalhau com a minha presidente”. Estava antecipando que iria almoçar com a presidente Dilma Rousseff, a quem jamais se referiu como presidenta – e não pretende fazê-lo. A versão presidenta nasceu na largada do governo Dilma, foi praticamente empurrada a ministros, governadores, empresários e mesmo funcionários de outros escalões, mas até hoje sofre uma certa resistência. Detalhe: quem ficar de olho no Diário Oficial da União poderá já ver, em algumas páginas, a expressão presidente – e não presidenta.

h IN

Xadrez míudo.

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333 Tradicionalmente, chefs de cozinha sempre se vestiram de branco. O dolmã, com variações de modelo, chega até abaixo da cintura. Muitos trabalham de jeans e tênis e algumas mulheres usam até saias longas, não obrigatoriamente pretas. Agora, o branco não é mais uma unanimidade entre os chefs: muitos estão aderindo a dolmã preto, alguns com vivos em cores. Alguns veteranos também aderiram ao novo look, criado apenas por vaidade (os que gostam, assumem), mas quando participam de grandes eventos, retornam ao branco total.

OUT

Pied-de-pouple e largo.

Voto antecipado 333 O ministro Cezar Peluso é tido como voto certo pela condenação de parte dos mensaleiros, está chegando a sua idade-limite para aposentadoria e poderá, malgrado questionamentos que advogados da defesa planejam fazer, votar antecipadamente. A antecipação consta do regimento interno do Supremo e para exercer esse direito, Peluso terá apenas de contar com a autorização do presidente Ayres Brito. Na história do STF muitos votos já foram antecipados, devidamente autorizados pelo presidente.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

3 MAIS:

se reconhecidos nas ruas, podem ganhar aplausos ou recomendações do tipo: "Quando votar, olha lá, hein, ministro?"

Craque do cartoon Um dos cartunistas mais aplaudidos atualmente, o ucraniano Vladimir Kazanevsky será jurado da 39ª edição do Salão Internacional do Humor de Piracicaba, interior de São Paulo, que começa no próximo dia 25. Ele já teve trabalhos anteriormente expostos no Salão e vem ao Brasil pela primeira vez. Vladimir é adepto das redes sociais e uma de suas obras mais simbólicas mostra um soldado sendo atacado pelo pássaro do Twitter, empunhando o logo do Facebook como arma. Ele coordenará também uma mostra de 50 desenhos de seus patrícios.

333

MEGA-DÍVIDA O veterano usineiro nordestino João Lyra, pai de Tereza Collor, até pretendia voltar à política aos 81 anos de idade: só que o volume da dívida de suas usinas sucroalcooleiras, mesmo com ajuda de Fernando Collor, há tempos, na Petrobras, já ultrapassou um bilhão de reais e a maioria de seus bens está bloqueado. Agora, vende a Lug Taxi Aéreo e sua frota: parte vai para abater a dívida, parte vai para Lyra viver. Hoje, ele mora no sítio Macambira, em Caruaru, de propriedade de seu filho João Lyra Neto.

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MISTURA FINA A ELEIÇÃO para reitor da Universidade de Brasília, marcada para os próximos dias 22 e 23, corre o risco de ser adiada. A desculpa é a greve nacional dos professores, mas alguns candidatos ao cargo desconfiam de que a real motivação é impedir a vitória da oposição, ou melhor, das oposições, já que dez chapas estão registradas com o objetivo de derrotar o atual reitor, cuja gestão é considerada desastrosa. 333

333 DEPOIS dos jatinhos, a Receita Federal e a Policia Federal estão de olho nos iates ancorados em diversos portos brasileiros e comprados no exterior por grandes empresários, numa operação considerada ilegal. Há pouco tempo, através da Operação Pouso Forçado, Receita e PF seqüestraram mais de 20 aviões em situação irregular.

333 A VETERANA e talentosa Bibi Ferreira, 90 anos, atriz, cantora e diretora, vai gravar um CD só com musicas natalinas.

OS CÃES da Base Aérea de Anápolis, em Goiás, devem ter paladar especial: os militares acabam de comprar 2,7 toneladas de ração por R$ 16,3 mil. A variedade surpreende: são 810 quilos de ração para filhotes de grande porte; 150 quilos para rotweillers adultos; e 300 quilos para labradores crescidos. Para pastores alemães, nada menos do que 1,4 tonelada. Detalhe: todas as rações são super premium e não possuem carne vermelha na composição. 333

NESSES dias de julgamento do mensalão, o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP), réu no processo, conversava com outros parlamentares sobre o estilo da presidente Dilma Rousseff. Aí, um deles tentou fazer uma comparação e disse que “ela é igual a comunista”. E Valdemar emendou: “Eu só sei que se os comunistas fossem iguais a ela, o comunismo não tinha acabado na Rússia”.

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Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

5 CHICO Compositor volta a ser citado no julgamento do Mensalão

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SINATRA Demóstenes Torres interpreta Let me try again em restaurante

Carlos Humberto/SCO/STF

Defesa unida: defensores dos réus do Mensalão alegam, num mesmo discurso, que seus clientes não participaram diretamente do esquema de compra de votos dos congressistas – só obedeciam ao "chefe".

Agora, todos juntos contra Valério. Advogados de ex-sócios e funcionários do publicitário agora despejam toda a culpa do Mensalão em cima dele e também negam repasses aos parlamentares.

Hora do espanto: ministro Ricardo Lewandowski expressa surpresa durante exposição dos advogados dos réus.

parte lícita era a atividade desenvolvida por Cristiano", afirmou o advogado. "A defesa pede, espera e confia na absolvição de Cristiano de Mello Paz como mais uma costumeira homenagem para que o tribunal faça justiça", concluiu. O advogado afirmou que a prova testemunhal colhida durante o processo comprovou que Cristiano Paz tinha como atividade "específica e

única" a criação de campanhas. Ele citou vários depoimentos para confirmar a tese, entre eles o do também publicitário Duda Mendonça, também réu na ação penal. A defesa criticou o fato de o Ministério Público nunca ter demonstrado no curso da instrução do processo qual a atuação específica do publicitário no caso. "Resta um fato indiscutível: Cristiano Paz era sócio da SMP&B. E me parece que só com base neste fato, de ser sócio de Marcos Valério e Ramon Hollerbach, que ele responde este processo", disse. Cheques – Não foi comentado por Guimarães, no entanto, o fato de Paz assinar alguns

dos cheques usados para saques no desenrolar do esquema. Reconheceu-se, porém, que a agência tinha atividades ilícitas, atribuídas ao sócio. "As atividades de Cristiano não se mesclavam porque eram inteiramente lícitas". O defensor de Rogério Tolentino foi na mesma linha. Paulo Sérgio Abreu e Silva destacou que seu cliente era advogado da agência, não tendo sociedade com Valério. Ele afirmou que o empréstimo de R$ 10 milhões feito no banco BMG a pedido do publicitário foi lastreado por uma garantia dada pela SMP&B e que não coube a Tolentino a destinação dos recursos. A defesa sustenta que Tolentino simplesmente repassou a Valério os recursos, tendo inclusive assinado cheques em branco. Segundo o Ministério Público apurou, o dinheiro foi parar na conta de uma empresa, que fez repasse a três deputados do PP. Roteiro de novela – Abreu e Silva usou várias expressões populares para tentar chamar a atenção dos ministros e desqualificar a acusação. "Essa denúncia é um roteiro para novela das oito", afirmou. "Acho que algum auxiliar do eminente procurador, que fez a sustentação em cima da denúncia do seu antecessor, não consultou todos os autos, teve preguiça mental de ler esses autos", disse, em outro momento. Para defender seu cliente, chegou a dizer ainda que Tolentino fez "turismo remunerado" ao viajar a Portugal com Valério não tendo participado

de reunião deste com o presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta. "O que Rogério Tolentino foi fazer em Portugal? Turismo remunerado. Deve ter comido um belo bacalhau, pastel de Belém, vinho não, porque não bebe", disse Abreu e Silva. Elas também – Os advogados das ex-funcionárias das agências Simone Vasconcellos e Geiza Dias jogaram a culpa no patrão. Focando em Valério, mais uma vez. "O que o patrão faz com o dinheiro, ainda que seja jogar no lixo, não cabe ao funcionário questionar", disse Leonardo Isaac Yarochewsky em defesa de Simone, ex-diretora financeira da agência. "Geiza era uma funcionária mequetrefe, de terceiro ou quarto escalão", afirmou Paulo Abreu e Silva, que também fez a defesa da gerente financeira da SMP&B.

Para isentar a atuação da ex-diretora financeira no processo, Yarochewsky disse que ela era assalariada e jamais recebeu vantagem. O advogado defendeu ainda a legalidade dos empréstimos. "Eu nun-

O que Tolentino foi fazer em Portugal? Deve ter comido um belo bacalhau, pastel de Belém... PAULO ABREU E SILVA ca vi alguém assaltar um banco e entregar a carteira da identidade", questionou, confessando, assim, o pagamento de caixa dois a políticos. Escrachado em alguns momentos, Abreu e Silva disse

que, se o MP em vez de denunciar Geiza e Simone, tivesse arrolado as duas como testemunhas, ele teria provado "tudo" da acusação. "O então procurador não sabe redigir uma denúncia", criticou, referindo-se a Antonio Fernando de Souza, que ofereceu denúncia no caso em março de 2006. O advogado finalizou sua apresentação citando mais uma vez uma música de Chico Buarque – o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, usou um trecho da música Vai passar para pedir a condenação dos 36 réus. Para contrapô-lo, Yarochewsky recitou: "Você que inventou esse Estado/Inventou de inventar/Toda escuridão/Você que inventou o pecado/Esqueceu-se de inventar o perdão/Apesar de você/Amanhã há de ser outro dia". (Agências)

Andre Dusek/AE

Beto Barata/AE

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publicitário Marcos Valério foi o culpado de tudo – embora já tenha sinalizado que teve muitas companhias nessa história. Essa foi a justificativa dada no segundo dia de defesa dos advogados no julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) em que foram ouvidos quatro defensores de sócios e funcionários das agências de publicidade envolvidas no esquema. Para tentar chamar a atenção dos ministros, os advogados chegaram a comparar a denúncia a um "roteiro de novela das oito" e desqualificar os próprios clientes para mostrar que eles não teriam como atuar na "sofisticada organização criminosa" a que se refere o Ministério Público. O advogado de Cristiano Paz foi o primeiro a repassar a culpa. Sócio de Valério, ele sustenta que atuava exclusivamente na área de criação publicitária. "A tarefa que lhe cabe (de criação) é superexaustiva. Ele se dedica integralmente a essa tarefa, impossibilitando, de forma muito clara, realizar qualquer outra atividade", argumentou Castellar Modesto Guimarães, seu defensor. "As atividades de Cristiano não se mesclavam (de criação com a de finanças), porque eram inteiramente lícitas, e a

Demóstenes, dono da voz, e Kakay, dono do Piantela: show inesperado na noite brasiliense.

Animado, Demóstenes toca e canta Sinatra. Empolgado com o apoio de advogados, ele vai ao piano e dá show em restaurante.

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m encontro inusitado na noite de ontem reuniu a nata dos advogados dos réus do mensalão e um cantor improvisado: o senador cassado e eximplacável acusador de mensaleiros, Demóstenes Torres. O palco da insuspeita confraternização foi o tradicional restaurante Piantella, em Brasília, que tem como

sócio o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende tanto Demóstenes no caso Cachoeira como Duda Mendonça no mensalão. Demóstenes recebeu palavras de incentivo de Luiz Pacheco, advogado que horas antes suara a beca na defesa de José Genoino no STF. "Senador, o senhor ainda vai recuperar seu prestígio",

disse Pacheco. Demóstenes também discutiu uma estratégia para reaver o mandato com a advogada e amiga Roberta Kaufmann. Empolgado pelas palavras de conforto, Demóstenes se animou a ir ao piano e entoar uma canção: "Let me try again", de Frank Sinatra. Foi aplaudido pelos caros causídicos. (Folhapress)


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Não dá para defender o indefensável. Roberto Jefferson sobre José Dirceu no Mensalão

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Sessão sem estrelas. E mais agressiva.

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o banco do réus do Mensalão não estavam estrelas do porte que foram defendidos na segunda-feira. Tanto que no afã de defender sua patrocinada, um dos advogados disse que ela era uma figura menor, "mequetrefe". Também na bancada dos advogados, não estavam astros de alta luz, do grupo que tem como seu astro-rei o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Portanto, produziram alguns momentos de mais agressividade do que os antecederam no dia anterior, e um chegou até a chamar o processo do Mensalão de uma "novela das oito". Outro chegou a dizer que o texto do procurador- geral denotava "preguiça mental". Mas nada disso causou emoção, por falta de "celebridades" – e por pouco não provocou outras sonecas dos juízes, como as flagradas em vídeo e em fotos, dos ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. Alguma emoção mesmo somente quando o advogado José Carlos Dias, do primeiro time dos defensores, tentou suspender a sessão por causa da ausência no plenário da ministra Carmem Lucia. Manobra claramente protelatória, como aquela encenada pelo jurista Thomaz Bastos. Tentou e colheu outra demonstração da monolítica unidade do STF na sua disposição de não se deixar enredar em filigranas jurídicas. O presidente do Supremo, Ayres Brito, poderia ter aceitado, monocraticamente, a questão de ordem

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA levantada por José Carlos Dias, defensor de Kátia Rabelo, do Banco Rural. Não há nada que diga que o STF só pode se reunir – e mesmo decidir – quando estão presentes todos os seus onze membros. Ayres Brito, no entanto, decidiu colocar o pedido em votação – foi acachapante: 10 a 0. Os advogados vão continuar tentando, é o papel deles fazer tudo em prol de seus clientes. Mas talvez daqui para frente devam tomar mais cuidado com suas manobras. Já na segundafeira, o próprio presidente do Supremo havia sinalizado que manobras um tanto quanto toscas não serão aceitas quando repeliu uma segunda questão de ordem tentada por outro advogado, depois que por 9 a 2 o tribunal rejeitara a arguição de Márcio Thomas Bastos. Normalmente suave, Ayres Brito não escondeu sua contrariedade com a insistência de Alberto Zacharias Toron, advogado do deputado João Paulo Cunha.

Dilma aos ministros: voltem ao trabalho.

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presidente Dilma Rousseff orientou ministros para que "não percam um minuto" de sua jornada de trabalho vendo o julgamento do Mensalão pela TV Justiça. A determinação foi confirmada ontem pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. "A ordem da presidenta Dilma é para que ninguém perca um minuto do seu trabalho vendo ou acompanhando o processo. Que se informe naturalmente nas horas vagas, mas que siga trabalhando com maior rigor, como é praxe da presidenta Dilma e do nosso governo", afirmou o minis-

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

tro, depois de participar de um evento da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Segundo Carvalho, a orientação da presidente é a de que todos sigam trabalhando "rigorosamente", assim como já orientara o ex-presidente Lula em 2005, na época do surgimento das denúncias sobre o Mensalão. "Seguiremos trabalhando porque temos certeza de que o que interessa ao povo, neste momento, é exatamente a continuidade do processo criado desde 2003, das mudanças que nós estamos operando no País", disse Gilberto Carvalho. (Folhapress)

Jefferson abre fogo contra Dirceu, Gurgel... Para ele, é impossível alegar que ex-ministro acusado não tenha participado das "maracutaias" do PT

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m recuperação da cirurgia para a retirada de um tumor maligno no pâncreas, o presidente nacional do PTB e deputado federal cassado, Roberto Jefferson, continua a disparar contra o ex-ministro José Dirceu em textos publicados em seu blog e no Twitter na web. Delator do esquema de corrupção chamado de Mensalão e um dos 38 réus do processo em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-parlamentar reclamou da estratégia do advogado José Luís Oliveira Lima, que defende o ex-ministro. Em suas alegações finais, Oliveira Lima negou que seu cliente mantinha controle sobre o PT na época do escândalo. "A defesa de Zé Dirceu quis também negar a participação do ex-homem forte do governo nas maracutaias de seu partido. Quis dizer que eu menti. Que absolvam o Zé por falta de provas produzidas na

Daniel Marenco/Folhapress -27.07.12

ação penal, vá lá. Mas não dá para apagar os depoimentos prestados na CPI, as provas lá produzidas", disse Jefferson. "Não dá para defender o indefensável. Não dá, principalmente, para varrer para debaixo do tapete o julgamento político que já aconteceu e que o condenou", concluiu. Jefferson também disparou contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o seu antecessor, Antonio Fernando de Souza, autor da denúncia que deu origem à Ação Penal 470 no Supremo. Segundo ele, enquanto os advogados de defesa basearam suas alegações nos depoimentos dados em juízo pelas testemunhas, os procuradores optaram por transcrever "os depoimentos que fizeram sucesso na CPI dos Correios. Assim, Gurgel pode pagar o preço da tática do antigo procurador-geral, que optou por denunciar as testemunhas", escreveu.(AE)

Jefferson: procuradores erram ao transcrever depoimentos de 2005

Marconi processado por demorar em exonerar Delúbio em Goiás Professor, o petista ganhava sem dar aula, e a demissão se deu 7 anos depois de o caso ser descoberto.

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governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), será processado por prática de improbidade administrativa, pelo Ministério Público de Goiás, por ter exonerado o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares de Castro, sete anos depois de ser descoberto recebendo salários sem trabalhar, na Secretaria de Educação (Seduc), num período de 100 meses, em Goiás. Delúbio Soares foi professor de Matemática na rede pública do Estado, as faltas foram descobertas em 2005, mas foi exonerado somente na sextafeira passada, dia 3. "O questionamento que se faz é o seguinte: por que o processo administrativo contra o Delúbio Soares somente foi concluído pela administração pública sete anos depois?", disse Fernando Aurvale da Silva Krebbs, da 57a. Promotoria de Justiça do MPE de Goiás. Ele requereu autorização, junto ao procurador-geral de Justiça, Benedito Torres Neto, para processar o governador tucano. A partir daí, o documento é analisado pela Assessoria Jurídica do ProcuradorGeral, que é irmão do senador cassado Demóstenes Torres. Explicou que embora o extesoureiro tenha sido condenado pelo Tribunal de Justiça

Wildes Barbosa/O Popular/AE/12.06.12

Marconi Perillo: processado pela demora em exonerar o professor Delúbio Soares do serviço público de GO de Goiás (TJGO) a devolver os salários que recebeu e perder direitos políticos no período de oito anos, o governador não teria assinado a exoneração. O promotor Fernando Aurvale Krebbs explicou que o então professor Delúbio Soares, na condição de servidor público, teria apresentado "atestados falsos de frequência". Ele acrescentou que isto lhe garantiu a permanência no cargo da Secretaria de Educação e na folha de pagamentos

– recebeu R$ 165,6 mil em salários, entre os meses de setembro de 1994 e janeiro de 1998, e entre fevereiro de 2001 e janeiro de 2005. Na época, o próprio Fernando Krebbs requereu abertura de processo administrativodisciplinar e inquérito policial na Delegacia estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública. Nos dois casos se descobriu, mais tarde, que Delúbio Soares de Castro morava na capi-

tal paulista. Por isso, ele não aparecia nas salas de aula para cumprir as obrigações profissionais. Estas ausências eram então acobertadas pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sintego), Noeme Diná Silva. No caso do governador, explicou Fernando Krebbs, cabe a ele aplicar a penalidade da demissão, o que não teria sido feito. A assessoria de imprensa do governador Perillo não comentou o assunto. (AE)

Mastrangelo Reino/Frame/AE - 27.07.12

Servidores contra o corte de ponto Dilma Rousseff: orientação para que equipe "não perca um minuto" da jornada de trabalho vendo o julgamento do processo do Mensalão pela TV Justiça

Funcionários federais vão recorrer até hoje da decisão do STJ que autoriza o corte de ponto de grevistas

O

s servidores federais do Distrito Federal vão recorrer até hoje da decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, suspendendo o mandado de segurança concedido pela Justiça Federal que impedia o corte de ponto dos grevistas. No último dia 24, o juiz federal Flávio Marcelo Borges, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), concedera liminar determinando não haver desconto nos salários. O documento está cassado.

O Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF (Sindsep-DF) informou que enviará petição ao colegiado do STJ para tentar reverter a decisão que autoriza o corte de ponto. A entidade também entrará com recurso no (STF). "A assessoria jurídica já está preparando os dois recursos e devemos entrar com eles no máximo até amanhã nos dois tribunais superiores", disse o presidente do Sindsep-DF, Oton Pereira. Para Pereira, corte de ponto fere o direito à greve, assegu-

rado pela Constituição Federal, permitindo recurso ao STF: "O que o governo está fazendo é cassar o nosso direito de greve, tanto por meio do corte de ponto como do decreto da presidenta Dilma ". Segundo o Sindsep-DF, apesar da decisão do juiz Flávio Borges a favor dos servidores, muitos tiveram ponto cortado. A entidade diz não ter levantamento desse total. Devido ao descumprimento da determinação judicial, o sindicato fez uma petição ao juiz e apresentou contrache-

ques dos prejudicados. Na última quarta-feira, o juiz ordenou a devolução dos valores suprimidos no prazo de 48 horas, em decisão que respondeu à petição incidental do sindicato. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que a nova decisão do juiz, dentro do processo do mandado de segurança, foi juntada ao pedido de suspensão feito ao STJ. Portanto, a determinação do presidente, ministro Ari Pargendler, autorizando o corte de ponto, também a englobaria. (ABr)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

7 Não abuse, pois em primeiro lugar vem a saúde como diz, do alto dos seus 92 anos, minha mãe. José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, réu do Mensalão.

olítica

Andressa se cala. A senadora, não. Mulher de Cachoeira permaneceu muda na CPI, ao contrário de Kátia Abreu. Ela contou episódio de chantagem por parte da moça, a quem chamou de 'cascateira'. Fernando Bizerra Jr/EFE

Dida Sampaio/AE

Senadora Kátia Abreu: "Pelo jeito, a bela resolveu ser fera".

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Beleza silenciosa: instruída por advogados, Andressa Mendonça assumiu o direito constitucional de permanecer em silêncio.

E consultor legislativo vira advogado A defesa de Andressa na CPMI será feita por Cláudio Demczuk de Alencar, que trabalha no Senado.

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mulher do bicheiro Carlos Cachoeira, Andressa Mendonça, relacionou um consultor legislativo do Senado entre os advogados que a representaram na CPI, em depoimento, o que ocorreu ontem. Andressa permaneceu muda durante a sessão, foi dispensada, e saiu calada da comissão.

O consultor Cláudio Demczuk de Alencar é um dos poucos especialistas em Direito Penal entre os consultores do Senado. E é um dos advogados do escritório do criminalista José Gerardo Grossi. Os dois atuam, entre outros, na defesa do deputado federal Eduardo Azeredo no "Mensalão Mineiro", que

tramita no Supremo Tribunal Federal. Alencar foi nomeado consultor legislativo em 2003 e foi cedido para o Ministério da Justiça, onde integrou a equipe de assessores especiais do então ministro Márcio Thomaz Bastos – que até a semana passada fazia a defesa do bicheiro. A CPI tem acesso a documentos privados, como

dados de sigilo bancário e também telefônico. O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDBPB) afirmou, na sessão de ontem, que o consultor Alencar não atua na CPI. Por isso, não há irregularidades. Andressa, que era considerada testemunha, passou à condição de investigada. (Folhapress)

Ed Ferreira/AE - 06.07.12

Julgamento não prejudica projeto político de Dilma

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Gilberto Carvalho: "Decepção para quem aposta em desgaste".

ministro da SecretariaGeral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse ontem que todos os que apostam no julgamento do Mensalão como forma de desgastar o projeto político da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula vão se decepcionar. "O que interessa ao povo brasileiro neste momento é exatamente a continuidade desse processo que o povo brasileiro testemunha desde 2003, das mudanças que nós estamos operando no País." "Aqueles que apostam nesse processo como um desgaste desse projeto político se decepcionarão, porque o povo avalia a sua vida, a sua realidade, a justiça, tem sabedoria para colocar cada coisa em seu lugar", afirmou Carvalho.

O ministro disse que também vão se decepcionar os que apostam que o Mensalão poderá provocar prejuízos eleitorais ao PT, na disputa municipal de 2012. O petista João Paulo Cunha, candidato do PT à prefeitura de Osasco, é um dos réus no julgamento no Supremo Tribunal Federal. "Se decepcionarão muito aqueles que parcializam julgamentos e opiniões, pensando que isso poderá gerar prejuízo, inclusive eleitoral". Para ele, o PT já enfrentou situação parecida: "Os que em 2005 apostaram que o processo das CPIs provocaria desconstrução do governo Lula, viram o resultado. Quando a espuma baixou, ficou a realidade (...) era um País que estava mudando, crescendo, distribuindo renda". (Folhapress)

mulher de Carlinhos Mais depoimentos – Ontem, Cachoeira, Andres- também esteve na CPI o polisa Mendonça, per- cial federal aposentado Joamaneceu calada on- quim Gomes Thomé Neto, tem na CPI que investiga os apontado como um dos aranegócios do contraventor de pongas do grupo de Cachoeijogos ilegais e sua relação com ra. Ele fora convocado em juagentes públicos e privados. lho, mas apresentou atestado "Vou exercer o direito consti- médico. Thomé obteve no STF tucional de permanecer em si- o direito de ficar em silêncio lêncio", disse Andressa – a durante o interrogatório. mesma atitude de Cachoeira Hoje, mais dois depoentes quando depôs na comissão. poderão se valer desse direiDepois de recusar a falar, to: a ex-mulher de Cachoeira, ela foi dispensada pelo presi- Andrea Aprígio, e o contador dente da CPI, Vital do Rêgo Rubmaier Ferreira de Carva(PMDB-PB), cerca de 10 minu- lho, tido como responsável petos após se sentar para o de- la abertura de empresas que poimento na sala da comis- seriam usadas como fachada são. A situação irritou a sena- por Carlinhos Cachoeira para dora Kátia Abreu (PSD-TO), lavar dinheiro. que chamou Andressa de Bela fera – Ontem, Kátia "mentirosa" e "cascateira", Abreu informou à CPMI do Cadepois de acusá-la de ser res- choeira que interpelou judiponsável por tentativa de inti- cialmente Andressa. Segundo midá-la na comissão. a senadora, a moça tentou inAnteontem, Vital do Rêgo timidá-la com declarações à havia negado pedido de adia- imprensa de que teria recebimento do advogado de An- do dinheiro de Cachoeira para dressa, José Gecampanha. rardo Grossi. Um "Entrei com indos motivos do terpelação condepoimento de Ela disse que tinha tra essa senhora, Andressa é a diante desses uma foto minha acusação de acontecimentos com o juiz Rocha tentativa de e da tentativa de Santos. Melhor chantagem ao me reter, me juiz federal Aldeamedrontar. Ela estar ao lado de rico Rocha Sandisse que eu não um juiz que de tos, da 11ª Vara saía da casa de um contraventor. Federal em Cachoeira para KÁTIA ABREU Goiânia. pedir dinheiro Ela foi detida para minhas no dia 30 de julho, por suspeita campanhas. Pelo jeito, a bela de tentar corromper Santos, resolveu ser fera". responsável pela ação penal Kátia informou que recebeu contra o grupo de Cachoeira, telefonema de alguém não que resultou na prisão do bi- identificado dizendo que Ancheiro, em fevereiro. dressa apresentaria à CPMI O juiz contou ao Ministério um dossiê contra ela. A polícia Público que Andressa dissera identificou o local como oreter um dossiê com informa- lhão em Taguatinga, cidade ções desfavoráveis a ele, feito do DF e câmeras que podem pelo jornalista Policarpo Ju- ter filmado o autor da ligação. nior, diretor de Veja em BrasíNo dossiê, disse Kátia, havelia, e que seria divulgado pela ria foto sua com o juiz Rocha revista, se ele não concordas- Santos. "Muito melhor estar se em revogar a prisão de Ca- ao lado de um juiz, do que do choeira. A PF cumpriu manda- lado de um contraventor". dos de busca e apreensão na Quando Andressa deixou a casa de Andressa; ela depôs e sala, Kátia disse a ela: "Mentipagou fiança de R$ 100 mil. rosa. Cascateira." (Agências) Ivaldo Cavalcante/Hoje em Dia/AE

Dirceu cumprimenta Lula por Haddad

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ex-ministro José Dirceu usou a internet ontem para para elogiar o ex-presidente Lula por entrar na campanha de Fernando Haddad e festejar a notícia de Lula ter sido liberado. Dirceu mandou recado de boas vindas ao ex-chefe, nesse que foi o primeiro texto desde que ele se recolheu em sua casa em Vinhedo, na quintafeira, dia do início do julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). No blog, o texto dizia: "Seja bem vindo presidente Lula. Precisamos de você. O povo te esperava". Segundo ele, o resultado dos exames médicos do ex-presidente, anunciados nesta segunda liberando-o para fazer campanha, "era aguardado pelo ex-presidente e pelo PT para definir o grau de sua participação na campanha eleitoral". Dirceu escreveu que em

uma reunião com Lula, há duas semanas, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, "reafirmou o desejo de participação do ex-presidente na campanha". E acrescenta: "Principalmente em capitais como São Paulo, Recife e Belo Horizonte, onde a disputa adquiriu conotações nacionais". O ex-ministro afirma que Lula gravará mensagens para propaganda na TV, o que, segundo ele, "é excelente, já que possibilita sua entrada na corrida eleitoral em praticamente todo o Brasil". Recolhido, o ex-ministro apontado como mentor do Mensalão, escreve a Lula: "Sua participação ativa à frente e ao nosso lado nessa construção é um alento, uma força". Aliás, ele se vale do blog para pedir que Lula se cuide e cita sua mãe. "Não abuse, pois em primeiro lugar vem a saúde como diz, do alto dos seus

92 anos, minha mãe Dona Olga, direto lá da nossa Passa Quatro (MG), minha e dela". No final, assina: "Desde Vinhedo, abraços do Zé, presidente Lula!" Rotina – Ontem, pela primeira vez desde que se enclausurou em sua casa em Vinhedo, Dirceu saiu para uma caminhada com a mulher, Evanise

Santos, dentro do condomínio, que tem dois lagos particulares e ampla área interna. Por volta das 15h30, Evanise rumou para São Paulo no carro de um funcionário. Dirceu também iria para a capital. Mas optou por ficar em Vinhedo até o fim de semana – no Condomínio Vale da Santa Fé, imprensa não entra. (AE)

Alexandre Monteiro/Brazil Photo Press/AE

Thomé Neto: como Andressa, preferiu ficar calado da CPI.

Alpha Serviços de Rede de Autoatendimento S.A. CNPJ no 09.092.759/0001-16 - NIRE 35.300.345.835 Ata Sumária da Assembleia Geral Ordinária realizada em 30.4.2012

Fernando Haddad: nome destacado na 'carta' de Dirceu a Lula.

Data, Hora, Local: Em 30.4.2012, às 16h, na sede social, Alameda Rio Negro, 585, Edifício Padauiri, 1 o andar, conjunto 11, parte, Alphaville, Barueri, SP, CEP 06454-000. Mesa: Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Antonio José da Barbara. Quórum de Instalação: Totalidade do Capital Social. Presença Legal: Administrador da Sociedade. Edital de Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, de conformidade com o disposto no §4 o do Art. 124 da Lei no 6.404/76. Deliberações: 1) aprovadas, sem reservas, as contas dos Administradores e as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2011, registrando que, tendo em vista a Sociedade enquadrar-se no disposto no “caput” do Artigo 294 da Lei n o 6.404/76 e de conformidade com o disposto no Inciso II do já mencionado Artigo, as referidas Demonstrações Contábeis não foram publicadas e serão levadas a registro juntamente com esta Ata; 2) fixado o montante global anual da remuneração dos Administradores, no valor de até R$60.000,00 (sessenta mil reais), a ser distribuída em Reunião da Diretoria, conforme determina a letra “g” do Artigo 9 o do Estatuto Social. Encerramento: Nada mais havendo a tratar e como ninguém se manifestou, foi a Ata lavrada no livro próprio e lida, sendo aprovada por todos e assinada. aa) Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Antonio José da Barbara; Administrador: Marcelo de Araújo Noronha; Acionista: Elo Participações S.A., representada por seu Diretor, senhor Alexandre Rappaport. Declaração: Declaro para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. a) Antonio José da Barbara - Secretário. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo Certifico o registro sob número 284.370/12-5, em 29.6.2012. a) Gisela Simiema Ceschin Secretária Geral.


p Polícia Federal devolve armas e distintivos DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A preocupação é adotar medidas que minimizem a greve, evitando fragilidade sanitária. Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa.

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Em greve, agentes dizem que paralisação pode atingir até 70% do efetivo – de 9 mil funcionários no País. Categoria quer piso de R$ 12 mil – igual a quem tem 3º grau. José Carlos Mazella/Fotoarena/AE

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gentes da Polícia Fe- gencial. Os policiais também deral em 26 estados prometem realizar operação e no Distrito Federal padrão nos aeroportos, portos entraram em greve e nos postos de fronteira. ontem, que pode ter a adesão Em São Paulo o atendimende até 70% do efetivo de cerca to ao público na sede do Dede 9 mil funcionários em todo o partamento de PF não foi afePaís. O governo ainda não se tado. Os serviços, como conmanifestou e o Ministério do cessão de certidão de antecePlanejamento, disse que o go- dentes criminais ou emissão verno está em negociação de passaporte, foram manticom a categoria e que estão dos – principalmente os agenprevistas reuniões entre os dados com antecedência. dias 13 e 17. Segundo o presidente da A categoria reivindica rees- Federação Nacional dos Politruturação de carreira, espe- ciais Federais, Marcos Wink, cialmente a de agentes, escri- não serão interrompidas as vães e papiemissões de los copist as. p a ss a p o rt e s Esses profisde emergêns i o n a i s , s ecia, investiVamos tentar gundo os sing a ç õ e s i mminimizar o dicatos regioportantes, a nais, estão insegurança de impacto do nosso seridos na testemunhas movimento para a carreira de níassim como a população, mas vel superior, custódia de todos os serviços m a s , a t u a lpresos. serão afetados. mente, receSegundo o bem salário Sindicato dos ALEXANDRE SANTANA SALLY. inicial de cerServidores c a d e R $ Públicos da 7.700,00, piso para profissio- Polícia Federal de São Paulo nais que possuem apenas En- (Sindpolf), o efetivo mínimo sino Médio. Os policiais exi- de 30%, definido por lei, será gem piso de R$ 12 mil – valor mantido para o cumprimento pago para quem possui tercei- dos serviços essenciais. ro grau completo "Já fizemos a comunicação Simbolismo – O início da gre- oficial aos órgãos de seguranve em São Paulo foi marcada ça pública e vamos tentar mipor um ato simbólico em que nimizar o máximo possível o os agentes entregaram as ar- impacto do nosso movimento mas e os distintivos na sede. para a população, mas todos Quase todos os serviços se- os serviços serão afetados", rão afetados com greve, entre disse o presidente do sindicaeles investigações sobre tráfi- to, Alexandre Santana Sally. co de drogas, inspeções em Sally avalia que o impacto empresas de segurança, vis- da greve deverá surtir ao lontoria em agências bancárias e go do dia. O sindicato inforemissão de passaportes que mou que a greve conta com não forem de caráter emer- adesão de quase a totalidade

Mario Angelo/Sigmapress/AE

da categoria, com cerca de 1,4 mil profissionais no estado. Rio adere – Os policiais federais do Rio de Janeiro vão iniciar hoje operação-padrão nos portos e aeroportos do estado, informou Telmo Correa, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do estado. A categoria se reuniu em assembleia ontem, quando discutiu a organização e estratégia do movimento grevista. Os policiais pretendem ainda paralisar as atividades em 7 delegacias descentralizadas: Angra dos Reis, Campos de Goytacazes, Macaé, Nite-

Policiais entregam armas no Recife oficializando o primeiro dia de paralisação da categoria (acima) e em São Paulo abrem mão, temporariamente, de seus distintivos.

rói, Nova Iguaçu, Petrópolis e em Volta Redonda. Os policiais rodoviários federais também estão mobilizados. Terão assembleia dia 13 e podem entrar em greve dia 20, se as negociações com o Ministério do Planejamento empacarem. (Agências)

Fernando Bizerra Jr/EFE

Servidores grevistas ocupam sede do Incra em BH A remuneração é das piores do serviço público federal, avisam eles em nota.

S

Operário é resgatado no Estádio Nacional de Brasília, que abrigará Copa das Confederações e a do Mundo.

Peritos investigam acidente em estádio em Brasília Equipe de técnicos analisa causas da queda 5 operários em estrutura de apoio

U

ma equipe de peritos está no Estádio Nacional de Brasília para investigar o acidente ocorrido na segunda-feira, por volta das 17h30, quando cinco operários ficaram feridos após caírem junto com uma estrutura de apoio da arquibancada superior, que está em construção. De acordo com o Consórcio Brasília 2014, responsável pela execução da obra, há suspeitas de que o concreto que estava sendo colocado na estrutura estivesse úmido no momento da queda. Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que, segundo a equipe médica que acompanha os cinco operários feridos, nenhum corre risco de morte. Um deles, em estado de saúde mais grave, está no Centro Cirúrgico do Hospital de Base; outro já recebeu alta; e outro ainda aguarda a conclusão do

Já adotamos todas as providências necessárias para apuração dos fatos, bem como apoio aos acidentados e suas famílias. NOTA DO GOVERNO DO DF

atendimento na Unidade de Cirurgia Geral. Dois aguardam o parecer da neurocirurgia. A perícia no local é acompanhada pela Defesa Civil, pela Policia Civil e pelo Ministério Público do Trabalho. Outra equipe, formada por técnicos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF), vai preparar um relatório independente sobre o caso.

O Consórcio Brasília 2014 está fazendo avaliação de engenharia no estádio, para evitar que o problema se repita. A obra está parada desde então e a expectativa é a de ser retomadas hoje. O governo do Distrito Federal (GDF) diz que vai se manifestar por meio de nota, e que, por enquanto, só dispõe das informações do consórcio. Em nota, o GDF lamentou o ocorrido e informou já ter solicitado ao Consórcio Brasília 2014 "a adoção de todas as providências que se fizerem necessárias para apuração dos fatos, bem como de apoio aos trabalhadores acidentados e suas famílias". Esse é o 2º acidente grave na obra. O 1º foi em junho, quando um ajudante de obra morreu após cair de uma laje a 30m de altura. O estádio sediará jogos da Copa das Confederações (2013) e da Copa do Mundo (2014). (ABr)

ervidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em greve ocuparam e fecharam ontem a a sede da instituição estatal em Belo Horizonte (MG). A categoria está em greve desde o dia 21 do mês passado. Os funcionários do Incra reivindicam recomposição salarial e protestam contra a falta de negociações por parte do Ministério do Planejamento. "A remuneração dos servidores do Incra está entre as piores do serviço público federal, sendo que em atribuições idênticas em outros órgãos da administração pública federal chega-se a perceber rendimento três vezes maior", informou nota divulgada pela Associação dos Servidores do Incra em Minas Gerais (Assincra/MG). Anvisa – Portos e aeroportos de Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco, Paraná e Espírito Santo têm prioridade na aplicação de regras que garantam importação de produtos sujeitos à fiscalização da Vigilância Sanitária. De acordo com o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, os locais enfrentam situação crítica de armazenamento de-

vido à greve deflagrada por fiscais do órgão desde o dia 16. Resolução publicada ontem pela agência reguladora prevê que seja concedido licenciamento antecipado de importação de forma imediata, quando a capacidade de armazenamento de cargas nos portos, aeroportos, fronteiras e recintos alfandegados for insuficiente e, ainda, nos casos em que o pedido para bens e produtos não tenha sido analisado em até 5 dias úteis, a partir da data de solicitação feita pelo importador. O diretor-presidente da Anvisa explicou que a estratégia para minimizar os efeitos da paralisação inclui buscar o apoio de servidores dos estados por meio de convênios. Segundo ele, foram firmadas parcerias com oito estados, para que técnicos possam ajudar nas inspeções das mercadorias. Dirceu Barbano lembrou que a indústria brasileira como a de remédios genéricos, por exemplo, depende de insumos importados que chegam pelos portos e aeroportos: "A grande preocupação consistem em adotar medidas que minimizem o impacto da greve e que, de maneira alguma, gerem fragilidade sanitária". (Agências)

ONGs voltam a protestar contra corrupção e impunidade Armando C. Serra Negra

O

s grupos de combate à corrupção e à impunidade reuniram-se novamente ontem sob o vão do Museu de Arte Moderna (MASP), na Avenida Paulista – que já se tornou o ponto de referência paulistano para esse tipo de evento. A divulgação nas redes sociais obteve 900 confirmações, e reuniu pouco mais de 60 militantes. Seguindo a temática de alerta à sociedade quanto à ação danosa da corrupção no País, desta vez escreveram no chão a fra-

se Justiça STF (Supremo Tribunal Federal) com 500 velas votivas, cada uma acondicionada em copo descartável. A primeira ação, na véspera do início do julgamento da Ação Penal 470, em 1º de agosto, teve 300 velas acesas, por 50 manifestantes, formando a palavra Mensalão. "Fomos vitoriosos na primeira reivindicação, de marcar a data do julgamento a tempo de evitar possíveis prescrições dos crimes, e seremos vencedores novamente, quando os culpados forem sentenciados; mas para isso sentimos o dever de continuar vigiando o jul-

gamento", diz Carla Zambelli, líder do grupo Nas Ruas, responsável pela organização. Declarados apartidários, o custeio dos produtos utilizados nas manifestações públicas – camisetas, cartazes, faixas, e, agora, velas – saem dos bolsos dos militantes e de doações de quem os apoia. O Nas Ruas, bem como os grupos cariocas 31 de Julho e Queremos Ética na Política se reunirão amanhã, em Brasília, com as ONGs Transparência Brasil, Contas Abertas e Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), para avaliar o caso do Mensalão.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

c

9 Newton Santos/Hype - 20/02/2012

ALVARÁ CASSADO A Prefeitura cassou a licença de funcionamento do shopping center West Plaza, na zona oeste da capital paulista.

idades

Mortes por atropelamentos caem 40% na região central

A

s mortes causadas por atropelamento tiveram queda de 40% na região central de São Paulo após o início da campanha de proteção ao pedestre. Foram 24 casos registrados entre maio de 2011 e maio deste ano, contra 40 óbitos ocorridos no mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados ontem pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e apontam que o número de mortes por atropelamento também caiu quando é considerada toda a cidade. O percentual, porém, é de 10,7%, inferior ao registrado quando é considerada apenas a região central. O programa de proteção ao pedestre teve início em maio de 2011, mas as multas começaram em 8 de agosto. Desde o início da fiscalização, a principal infração registrada foi a falta de seta para indicar a manobra (virar a esquina, por exemplo). A CET aponta ainda que 68,4% dos motoristas paulistanos não param na faixa para travessia dos pedestres. O número total de atropelamentos também caiu no primeiro ano da campanha de proteção ao pedestre. Apenas na região central, a redução foi de 645 para 424, resultando numa queda de 24%. Nesse aspecto o Centro paulistano também leva vantagem. Se for considerada toda a capital paulista, a queda foi de 7.132 para 6.632 – diminuição de 7%. (Folhapress)

Mulheres: agressões contra vítimas são diárias.

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ados divulgados pela Secretaria de Políticas para as Mulheres apontam que mais da metade (59,57%) das mulheres que sofrem violência são agredidas todos os dias. Os números fazem parte de um balanço da Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180. Conforme o levantamento, em 70% dos casos de violência doméstica o agressor é o marido ou companheiro da vítima. O estudo aponta que se forem considerados demais vínculos afetivos - ex-marido, namorado e ex-namorado - o percentual sobre para 89%. Ainda de acordo com os números, em 66% dos casos de agressão os filhos e filhas presenciam a cena da mulher sendo agredida. Dos mais de 2 milhões de atendimentos registrados pela Central de Atendimento desde 2006, 329.256 casos foram enquadrados na Lei Maria da Penha. Apenas este ano o serviço registrou 388.953 atendimentos. A média diária é de 2.150 registros por dia. Em seis anos de vigência da Lei Maria da Penha, a central registrou 2.714.877 atendimentos. A violência física esteve presente em 196.610 casos relatados pelas vítimas. Dos atendimentos registrados neste ano, 25.232 mulheres registraram qual foi o "risco sofrido". (Folhapress)

Nos EUA, estudo questiona cirurgia de câncer de próstata. Pesquisa realizada ao longo de 15 anos sugere que, em muitos casos, monitorar tumor é o essencial. Tara Parker-Pope *

U

m novo estudo mostra que a cirurgia de câncer de próstata, que frequentemente causa impotência ou incontinência urinária, não seria a melhor indicação para homens que estão nos estágios iniciais da doença. Em muitos casos, eles talvez não precisassem ter recebido tratamento algum. As descobertas são baseadas no maior estudo já feito, comparando a cirurgia de retirada da próstata com outra estratégia, a de monitoramento. Os pesquisadores acrescentam que a preocupação crescente com a detecção do câncer de próstata e os esforços de tratamento nos últimos 25 anos, particularmente nos Estados Unidos, têm sido equivocados, tornando milhões de homens impotentes, incontinentes e com medo de uma doença que sequer poderia matá-los. Cerca de cem mil a 120 mil cirurgias de retirada da próstata são feitas por ano nos EUA. "Esse estudo representa o início de uma nova fase", disse o professor de Urologia da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Leonard Marks, que não fez parte do estudo. "Ele chama atenção para o fato de que muitos dos casos de câncer de próstata diagnosticados hoje não são perigosos." A pesquisa, publicada recentemente pelo The New England Journal of Medicine e financiada pelo Ministério de Veteranos de Guerra, o Instituto Nacional do Câncer e a Agência de Pesquisa e Qualidade do Atendimento à Saúde não deve encerrar o debate sobre quais as melhores formas de tratamento para homens com câncer de próstata. Cautela - Um editorial que acompanha o relatório afirma que o estudo realizado com 731 homens, embora importante, é muito limitado para estabelecer conclusões definitivas sobre os benefícios relativos da retirada da próstata. Além disso, um número ligeiramente maior de homens que não foram submetidos à cirurgia desenvolveu metástases ósseas ao longo do estudo, que durou 15 anos. Não houve diferenças estatísticas nos riscos de morte provocados pela doença ou alguma outra causa entre homens aleatoriamente escolhidos para a cirurgia ou para o grupo de observação. Percebeu-se também que os homens que alcançaram uma pontuação muito alta em um teste que investiga a presença de um tumor na próstata possivelmente têm mais propensão a se beneficiar da cirurgia. PSA - O estudo incluiu apenas homens que estão nos estágios iniciais da doença, sendo que metade tinha descoberto a doença por meio do teste de PSA, um exame que mede o nível do antígeno específico da próstata no sangue. Cerca de 81% dos homens estavam no início da doença ou tinham um tumor localizado, o que significa que ele não havia se espalhado pela próstata. Segundo o diretor do Centro de Pesquisa e Tratamento do Câncer da Universidade do Texas, em San Antonio, as descobertas não são relevantes para homens que estão nos estágios mais avançados da doença. "O objetivo é focar nossos testes em pacientes que tendem a ter tumores mais agressivos e para os quais o tratamento parece fazer diferença. A maioria dos tumores descobertos não precisavam ter sido encontrados", diz Thompson, autor do editorial. "Deveríamos concentrar os exames em pacientes que têm propensão a desenvolver tumores mais agressivos, para os quais o tratamento parece fazer a diferença."

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Muitos que recebem diagnóstico de câncer de próstata acham que vão morrer da doença (...) isso não é verdade. Timothy J. Wilt, principal autor do estudo.

Neste ano, nos EUA, cerca de 242 mil homens receberão um diagnóstico de câncer de próstata, em grande parte por causa do exame que indica altos níveis de PSA no sangue. Cerca de 28 mil homens morrem de câncer de próstata anualmente, o que faz com que ele seja o segundo câncer mais letal no caso dos homens, só perdendo para o câncer de pulmão. Ainda assim, estudos mostram que a detecção precoce por exame de PSA faz pouca ou nenhuma diferença para determinar se um homem morrerá ou não de câncer de próstata. Polêmica - Em maio, a Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos emitiu recomendação controversa contra a realização regular do teste de PSA. Ela concluiu que o teste traz pouco ou nenhum benefício, sujeita os homens a ansiedade e a biópsias doloridas, além de frequentemente encaminhá-los para tratamentos invasivos e arriscados. Vários grupos médicos criticaram a recomendação e o teste de PSA continua a ser parte consagrada do atendimento à saúde masculina na meia idade. A pesquisa mais recente da área, chamada de Teste de Intervenção Versus Observação de Câncer de Próstata, ou PIVOT, concentra-se no que acontece após um homem receber um diagnóstico de câncer em estágio inicial, muitas vezes como resultado de um teste de PSA. Os homens que participaram do estudo foram designados aleatoriamente a se submeter ou à remoção cirúrgica da próstata ou encaminhados a um grupo de observação, no qual o câncer de que sofriam era monitorado, mas não tratado, a menos que mostrasse sinais de progressão. Embora o estudo tenha previsto inicialmente recrutar 2 mil homens, os pesquisadores não conseguiram alcançar essa meta e revisaram o plano de pesquisa, incluindo 731 homens. Resultados - Ao final do estudo, que

durou 15 anos, 354 homens tinham morrido, a maioria em decorrência de outra causa, mas não do câncer de próstata. Não se observou diferença estatística entre os índices de mortalidade geral no grupo cirúrgico, que teve 171 mortes, e os do grupo de observação, que teve 183 mortes. Durante o estudo, apenas 52 homens, ou cerca de 7% dos participantes do estudo, morreram de câncer de próstata. Ainda assim, não se observou diferença estatística entre os índices de mortalidade por câncer de próstata entre os grupos. Porém, em uma análise secundária, os pesquisadores encontraram uma diferença importante entre os grupos, sugerindo que a cirurgia pode beneficiar homens que têm a doença em estágio inicial e possuem dosagem elevada de PSA. Entre os homens com dosagem de PSA superior a 10 nanogramas por mililitro de sangue, a cirurgia diminuiu em 33% o risco de morte em comparação ao grupo de observação. No geral, entre os homens com dosagem elevada de PSA, houve 13% a menos de mortes no grupo cirúrgico em relação ao grupo de observação. Não se observou diferença entre os homens cuja dosagem de PSA foi de, no máximo, 10. Mais confiança - Timothy J. Wilt, principal autor do estudo e professor de medicina no Centro de Pesquisa de Doenças Crônicas de Veteranos de Guerra de Minneapolis, disse esperar que os resultados deem mais confiança aos pacientes que estão nos estágios iniciais da doença, dando a eles a opção do monitoramento. Cerca de 90% dos homens que descobrem ter a doença em estágio inicial escolhem se submeter ao tratamento imediato com cirurgia ou radioterapia, disse ele. "Muitos dos homens que recebem diagnóstico de câncer de próstata ficam com medo", disse Wilt. "Eles acham que, se não forem tratados, vão morrer da doença. Nossos resultados demonstram claramente que isso não é verdade. A esmagadora maioria não morre caso a doença não seja tratada." * (The New York Times New Service)

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Prefeitura cassa alvará do shopping West Plaza

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prefeitura cassou a licença de funcionamento do shopping West Plaza, localizado na Água Branca, na zona oeste, devido a irregularidades. O estabelecimento também foi multado em cerca de R$ 300 mil. A decisão foi publicada no Diário Oficial e, com isso, o shopping terá um prazo para se regularizar. Se a situação não for regularizada nesse período, pode ser aplicada nova multa e dado um prazo de 30 dias para a regularização. O West Plaza está entre os 28 shoppings da Cidade que apresentam irregularidades, segundo a Prefeitura. Outros, como o Pátio Paulista e o Higienópolis, chegaram a ter o alvará cassado, mas continuam funcionando com liminares. A blitz que encontrou as irregularidades foi deflagrada após a revelação de que Daniela Gonzalez, ex-diretora financeira da BGE, empresa do grupo Brookfield que administra vários shoppings, acusa a companhia de pagar propina para obter alvarás. O West Plaza foi notificado pela prefeitura em julho. Ele foi inaugurado em maio de 1991. A administração do shopping não irá se pronunciar. (Folhapress)

Justiça manda Ecovias pagar indenização a motorista

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juiz Sidney Tadeu Cardeal Banti, da 3ª Vara Cível do Fórum Regional da Lapa, na zona oeste, determinou que a concessionária Ecovias pague indenização de R$ 30 mil por danos morais a um dos motoristas envolvidos no engavetamento de 104 veículos ocorrido na Rodovia dos Imigrantes, em 16 de setembro de 2011. Uma pessoa morreu e 29 ficaram feridas no episódio. Na sentença, o magistrado afirma que os motoristas não tiveram culpa pelo engavetamento, tampouco a neblina ou a Polícia Rodoviária Estadual. "Ficou cabalmente demonstrado a ineficácia da segurança implantada pela ré (Ecovias), que liricamente confia apenas nos avisos de 'reduza a velocidade' e 'neblina na pista' e não implantou de forma correta operação de contenção de motoristas mais apressados", afirmou Banti. "Por se pagar pedágio caro, esperase que a concessionária efetue prestação de serviço compatível com aquilo que cobra", mencionou o magistrado. Em nota, a Ecovias informou que entrará com recurso nos próximos dias e lembrou que já obteve ganho de causa em outros processos. "Vale lembrar que, nas outras ações sobre o mesmo assunto, foram proferidas decisões favoráveis à concessionária, não tendo sido atribuído qualquer tipo de responsabilidade em relação ao acidente ocorrido em 15 de setembro de 2011", afirmou o comunicado da empresa que administra a principal estrada rumo ao litoral paulista. (AE)


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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

NÍVEL MELHOR O projeto beneficia alunos do 5º ao 9º ano, com o objetivo de elevar o nível de aprendizagem, tendo como base o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp).

Fotos: Del Gaiso/Divulgação

setor

Pulo do Gato... Tecnologia é usada pelos estudantes para melhorar o aprendizado nas disciplinas de matemática e português.

Projeto utiliza games para acelerar a aprendizagem e ajudar no reforço escolar. São beneficiados cerca de dois mil alunos de cinco escolas estaduais da capital paulista.

...para superar as dificuldades na sala de aula. Kelly Ferreira

O

segundo semestre deste ano começa com novidades para cerca de dois mil alunos, matriculados em cinco escolas estaduais da capital paulista, que apresentam dificuldade de aprendizagem em língua portuguesa e matemática. Trata-se do projeto Pulo do Gato, promovido pelo grupo Telefonica, através de sua fundação, em parceria com o Instituto Ayrton Senna, Instituto Natura e Joy Street, que pretende promover, com a utilização de games, a aceleração da aprendizagem e o reforço escolar. O projeto irá beneficiar alunos de 5º ao 9º ano, com o objetivo de elevar o nível de aprendizagem, tendo como base o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp). A

intenção é promover o engajamento das crianças, jovens e educadores do ensino fundamental em práticas inovadoras de leitura, escrita e matemática, por meio do uso de rede social e jogos digitais. Em todo o País, deverão ser beneficiados mais de dois milhões de estudantes. "Os alunos terão à disposição um sistema de informação com materiais para estudos diferenciados, como quiz, simulados e games", explicou a gerente da área de Educação e Aprendizado do grupo Telefonica, Milada Gonçalves. Ferramentas – Além da interatividade que possibilita aos alunos aprenderem com mais facilidade, o projeto inclui ferramentas para que os professores possam acompanhar o desenvolvimento do aluno, tanto sozinho como em grupo. "O modelo da tecnologia é fundamental para focar mais o aprendizado e permitirá en-

tender a dificuldade do aluno. O conteúdo é apresentado na linguagem deles, é moderno e dinâmico, mas não deixa de respeitar o ritmo de aprendizagem de cada um individualmente. É um reforço desafiador", disse Milada. O grupo Telefonica, que investe R$ 10 milhões por ano em iniciativas na área de educação, anunciou recentemente outros programas para este semestre, além do Pulo do Gato. O projeto Escolas que Inovam, no Rio de Janeiro, nasce como espaço de experimentação de práticas pedagógicas com uso de tecnologias. Outro projeto, desta vez dirigido à melhoria na qualidade educativa, é o Aula Fundação Telefônica, desenvolvido em municípios paulistas desde 2009. Já são 28 mil estudantes beneficiados em 46 escolas. Para atingir este objetivo, o projeto garante equipamento (30 classmates, no-

tebook e lousa digital) em cada unidade; forma professores e alunos que queiram atuar como monitores dos equipamentos, e parte do corpo gestor. Além disso, até o final do ano, respondendo a uma determinação da Anatel, a Telefonica|Vivo irá conectar 100 escolas em áreas rurais, oferecendo dois notebooks. Fundação – A Fundação Telefônica Vivo foi criada em 1999 e incorporou os projetos do Instituto Vivo em 2011, em função da fusão entre as duas empresas. A sua atuação é voltada para o acesso à educação, à melhoria da qualidade educativa e divulgação do conhecimento. A instituição desenvolve iniciativas de combate ao trabalho infantil, estímulo ao uso das Tecnologias de Informação e Comunicação na educação e aprendizagem, de desenvolvimento local e voluntariado empresarial. .

Divulgação

Anjos da guarda nas escolas de Santo André

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A Guarda Municipal (GM) de Santo André, no ABC, está desenvolvendo um projeto inédito na região com estudantes de escolas públicas. Intitulado Anjos da Guarda, o programa, acompanhando o calendário escolar, tem como objetivo a prevenção e a orientação de crianças, jovens e adultos em relação à violência e aos efeitos nocivos das drogas. Somente no primeiro semestre deste ano, os Anjos da Guarda visitaram mais de 17 mil estudantes em 25 escolas municipais de ensinos infantil e fundamental e instituições particulares. Outras três mil pessoas, entre adultos e crianças, acompanharam as apresentações feitas pela GM na Sabina, o Parque Escola do Conhecimento, durante o mesmo período. No total, foram mais de 20 mil atendimentos.

Teatro – Realizado em parceria com a Escola Livre de Teatro, o projeto adota linguagens artísticas para instruir e alertar os estudantes e conta com o apoio das Secretarias de Cultura Lazer e Turismo e Educação. Desde a sua criação, em março de 2010, o programa já atendeu 25,9 mil alunos, contemplando 45 escolas municipais e 26 instituições particulares. Com fantoches divertidos, jogos interativos, brincadeiras, apresentações musicais ao vivo e peças teatrais, os Anjos da Guarda abordam temas variados do cotidiano dos alunos, como bullying, violência doméstica, na escola e nas ruas e os perigos do uso de substâncias ilícitas, as drogas. A forma de abordagem é sempre escolhida de acordo com a faixa etária dos estudantes.

Multiplicação – Por meio da interatividade, os alunos são motivados a se tornar agentes multiplicadores, levando a mensagem para amigos, pais e familiares. As apresentações duram cerca de uma hora. “Nosso objetivo é fazer com que a comunidade se conscientize dos problemas das drogas e da violência que, infelizmente, estão presentes na vida de muitos. E as crianças, em um primeiro momento, são as principais multiplicadoras dessa prevenção”, explica Antonio Marcos Oliveira, coordenador do programa e guardamunicipal primeira classe. Além do trabalho lúdico, realizado com crianças de 4 a 10 anos, os Anjos da Guarda atendem outras faixas etárias em escolas particulares, instituições estaduais e em unidades de Ensino de Jo-

Os guardasmunicipais interagem com os alunos e orientam sobre o efeito nocivo das drogas e sobre violência.

vens e Adultos (EJA). “Já realizamos a atividade para um público de 70 anos”, conta o coordenador do projeto. Para um público mais velho, a abordagem é feita por meio de vídeos, com depoimentos de ex-usuários de drogas, e com apresentação teatral. A equipe realiza ainda um trabalho técnico com educadores, orientando-os para que possam detectar dependentes químicos entre estudantes e familiares, e

também a como ajudá-los a se libertar da dependência. Equipe – A equipe Anjos da Guarda é formada por nove integrantes da Guarda Municipal que, inicialmente, participaram de curso de capacitação de agentes multiplicadores na prevenção ao uso indevido de entorpecentes, com duração de 40 horas, ministrado por representantes do Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc). O grupo, por sua

vez, se propõe a estender o projeto a outros municípios, por meio da orientação e capacitação de guardas civis municipais. O principal critério usado para a seleção dos integrantes é não possuir nenhum tipo de vício. As escolas do município de Santo André interessadas em agendar a visita dos grupo Anjos da Guarda podem entrar em contato com a Guarda Municipal pelo telefone 4428-1700.


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David Moir/Reuters

Suzanne Plunkett/Reuters

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

V ÔLEI

Meninas despacham as gigantes

Ivan Alvarado/Reuters

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uma história de superação e uma comemoração catártica. O ginásio de Earls Court, única sede remanescente dos Jogos de 1948, ouviu o grito: "O campeão voltou". Era a reverência feita pela torcida brasi-

F UTEBOL

leira às suas meninas de ouro. A vitória teve sabor de vingança. Do outro lado estava a Rússia, que bateu o Brasil na semifinal em Atenas-2004 e nas finais dos Mundiais de 2006 e 2010. (Com Folhapress)

e d o p o t i d é n i o o d a Our b á s o n r a h l i br Eduardo Nicolau/AE

m uma partida tensa, com cara de final olímpica, a seleção feminina de vôlei superou o fantasma russo e avançou às semifinais dos Jogos, ontem, para enfrentar o Japão, que eliminou a China. Não valia medalha, mas foi celebrado como se valesse. O técnico José Roberto Guimarães deu quatro peixinhos na quadra depois que Fabiana, enfim, fez o ponto final da vitória, após um longo tie-break. "Eu tinha que correr, fazer alguma coisa porque estava muito difícil a nossa situação", afirmou Zé Roberto, que quebrou seu relógio de estimação em um dos mergulhos. Era o fim de uma vitória épica por 3 sets a 2 (24/26, 25/22, 19/25, 25/22 e 21/19), conquistada após o Brasil salvar seis match points. Um triunfo que reuniu quase todos os ingredientes de um momento olímpico memorável – um palco ilustre, uma vilã de longa data, uma protagonista inesperada (Sheilla),

V ÔLEI DE PRAIA Marcelo Del Pozo/Reuters

A busca obsessiva do futebol brasileiro por uma medalha de ouro olímpica pode estar próxima de terminar. A seleção de Mano Menezes venceu a Coreia do Sul ontem por 3 a 0, em Manchester, pela semifinal, e vai disputar o título com o México, no sábado, às 11 horas. Na 12ª participação do Brasil nos campeonatos de futebol dos Jogos Olímpicos, esta será a terceira final – nas duas anteriores, em 1984 e 1988, o País teve que se contentar com a prata.

Que tesouro guardam as areias? Emanuel se reinventou, transformou sua preparação e seu jogo. E, após três anos, tem a chance de colocar isso à prova e fazer história: se tornar o campeão olímpico mais velho da modalidade.

"Voltamos à decisão depois de 24 anos, o que deixa muito claro que não deve ser tão fácil chegar, ou teria acontecido mais vezes", disse o técnico canarinho. A equipe correu riscos diante da Coreia, mas apenas no início. Logo controlou seu nervosismo e aproveitou as chances de gol que criou: um de Rômulo e outros dois de Lenadro Damião. Pelo quinto jogo consecutivo, fez três gols – nenhuma outra seleção desta Olimpíada comemorou tantas vezes, 15.

¡Que venga! – O México, rival do Brasil na decisão, sempre foi o mais temido por Mano Menezes. Apesar de menos história do que Espanha e Uruguai, que fracassaram em Londres, a equipe é a mais rodada desta edição. "Eles fizeram as etapas como se deve fazer, com seleção e técnico separados", observou Mano. "Jogaram a Copa América, o Pan, passaram por dificuldades, encontraram as soluções e estão na final por méritos", disse o técnico. (Folhapress)

H ANDEBOL Quadro de medalhas

Flavio Florido/Folhapress

Ao lado de Alison, o curitibano de 39 anos conseguiu vaga na final (a prata está garantida). Eles enfrentam amanhã os alemães Brink e Reckermann. (Folhapress)

07/08, terça-feira

País

B ARREIRAS

1º China

34

21

18

73

2º Estados Unidos

30

19

21

70

3º Reino Unido

22

13

13

48

4º Coreia do Sul

12

5

6

23

2

1

5

8

23º Brasil

Lucy Nicholson/Reuters

Total

Grigory Dukor/Reuters

Despedida com sabor de vitória O Brasil perdeu para a Noruega, ontem, por 21 a 19, pelas quartas de final. E se despediu na sexta colocação. Jamais o handebol brasileiro alcançou tal feito em

Atleta não supera seus obstáculos Primeiro chinês a ganhar o ouro no atletismo, em 2004, Liu Xiang emocionou o estádio nas eliminatórias dos 110 m com barreiras. Ontem,

voltou a sentir uma lesão antiga, e cumpriu o percurso ao lado da pista aos pulos em um pé só. Ao final, abaixou-se e beijou a barreira.

A cobertura completa dos Jogos Olímpicos de Londres você acompanha em www.dcomercio.com.br

Olimpíada. Em quatro participações desde Sydney2000, o posto mais alto fora a sétima posição em Atenas2004. O feito foi comemorado pelas jogadoras. (Folhapress)

PESO-PESADO - O alemão Mattias Steiner (+105 kg) assustou o público ao não sustentar os 196 quilos.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

www.dcomercio.com.br

Os sapatos feitos em náilon pela Continuum Fashion são desenhados como redes de fios. O resultado: leveza e preço alto (US$ 900 o par). www.continuumfashion.com

Lego na cabeça Perucas feitas com blocos de Lego são a criação do designer holandês Elroy Klee para uma campanha publicitária. Para loiras, morenas e ruivas. http://elroyklee.com/Mindplay-bricks-on-me

C ULTURA D ESIGN

Parabéns, setentão.

O Transporte do futuro ECCO: conceito de carro individual do coletivo NAU, de Los Angeles. nau.coop

cantor e compositor Caetano Veloso completou ontem 70 anos e foi presenteado com o lançamento de um disco tributo inédito. A homenagem traz cantores de diversos países interpretando suas músicas mais clássicas. Intitulado A Tribute to Caetano Veloso, o disco traz 16 faixas compostas por Caetano, com interpretações de músicos como o uruguaio Jorge Drexler (Fora da Ordem), o espanhol Miguel Poveda (Força Estranha), a cantora portuguesa Ana Moura (Janelas Abertas nº 2), o ame-

ricano Beck (Michelangelo Antonioni), Marcelo Camelo (É de Manhã) e outros. Ao invés de celebrar seus 70 anos, o músico aproveitou para adiantar a gravação de um disco de músicas inéditas, que possui lançamento previsto para novembro. Além do disco tributo, Caetano receberá outra homenagem da Academia Latina das Artes e Ciências da Gravação, que anunciará o cantor baiano como a personalidade do ano durante a cerimônia de entrega do Grammy Latino. Caetano, em show na Espanha.

EFE

C IÊNCIA A NIMAIS

Em 2045, seremos imortais. Um empresário e uma equipe de cientistas russos anunciaram ontem que pretendem tornar os seres humanos imortais até 2045. Num projeto chamado Iniciativa 2045, os cientistas pretendem desenvolver um avatar holográfico humano, completamente funcional, com um cérebro artificial e capaz de pensar e sentir exatamente como os seres humanos. Lançando mão dos conhecimentos da neurociência, o grupo pede agora atenção de potenciais financiadores para o "campo da imortalidade cibernética".

Fotos: Ueslei Marcelino/Reutes

Salvando Fafá Fafá, uma leoa de 18 anos que vive no zoológico de Brasília, protagonizou ontem uma complexa missão veterinária – que incluiu sedativos, carregadores e maca especial – para ser levada a uma clínica onde foi submetida a tomografia computadorizada no peito, crânio e abdômen. Os veterinários tentam descobrir as origens de suas tonturas e sangramentos. Fafá fez uma cirurgia neste ano para a retirada dos ovários e do útero, mas os veterinários suspeitam que agora ela tenha problemas no fígado. Os resultados dos exames devem ser conhecidos nos próximos dias e a expectativa é que ela se recupere.

Len Price/Reu

ters

M ÚSICA

Morre compositor Marvin Hamlisch O premiado compositor Marvin Hamlisch, autor das canções de A Chorus Line e Nosso Amor de Ontem, morreu repentinamente, aos 68 anos, motivando homenagens calorosas de personalidades como Barbra Streisand, Liza Minnelli, Nancy Reagan e muitas outras. Hamlisch foi o autor das trilhas musicais de numerosos filmes e espetáculos da Broadway. Ele morreu na segundafeira, em Los Angeles, depois de uma "breve doença", segundo um porta-voz da sua família. Hamlisch acumulou a rara distinção de ter ganhado os prêmios Emmy, Grammy, Oscar e Tony. A RTE

C ASA

Tributo aos Beatles Fafá: 3 horas de exames recebendo sedativos e oxigênio.

E M

Panela minimalista RiceCube é uma panela de arroz com design minimalista criada por Michael Elmgreen. A panela é portátil e dispensou os botões. http://bit.ly/N1AEhW

L OTERIAS Concurso 1096 da DUPLA SENA Primeiro sorteio 05

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Concurso 2963 da QUINA 46

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A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Cidadãos britânicos poderão fazer apostas pelo Facebook valendo dinheiro Fundador do site Megaupload acusa polícia da Nova Zelândia de espancá-lo

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Pesquisa feita por psicólogos da Universidade de Notre Dame, nos EUA, mostrou que mentir prejudica a saúde física e psicológica. A pesquisa acompanhou cem pessoas entre 18 e 70 anos e apontou que, após uma bateria de perguntas em que as pessoas eram submetidas a um polígrafo, os mais honestos apresentaram saúde melhor que os mentirosos: em média quatro vezes menos queixas ligadas à saúde mental e três vezes menos dores físicas.

http://bit.ly/z0PpTs

Exposição 'Monolito' apresenta obras do artista Znort. Acervo da Choque Cultural. Rua Medeiros de Albuquerque, 250, Vila Madalena. Grátis.

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VISUAIS

Mentir faz mal à saúde

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Segundo sorteio 06

C A R T A Z

C OMPORTAMENTO

All together now: a tribute to the Beatles é uma série de ilustrações de mais de 70 artistas de várias países à banda de rock. As obras podem ser vistas no site.

Vulcão Tongariro, na Nova Zelândia, desperta após 115 anos de inatividade

I TÁLIA

Papa fará doações a vítimas de Arezzo O papa Bento XVI doará ao fundo de solidariedade às vítimas do terremoto de Arezzo, na Itália, mais de 130 mil euros. O dinheiro foi arrecadado na própria região, durante uma visita do papa a Arezzo, em maio deste ano, e seria destinado a obras de caridade do Vaticano. O dinheiro será distribuído de acordo com critérios dos párocos e das respectivas Caritas paroquiais.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

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Banco Bradesco S.A. Companhia Aberta CNPJ 60.746.948/0001-12 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

6.

Banco Bradesco BBI

9.4.

Risco de Liquidez

Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do Banco Bradesco S.A. O Bradesco BBI, Banco de Investimentos da Organização, assessora clientes em emissões de relativas ao primeiro semestre de 2012, elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no ações, operações de fusões e aquisições, estruturação e distribuição de instrumentos de dívidas, incluindo Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. debêntures, notas promissórias, CRIs, fundos imobiliários, FIDCs e bonds, no Brasil e Exterior, além de As preocupações com a Europa mantiveram-se no centro das atenções nos últimos meses, operações estruturadas de financiamentos de empresas e financiamentos de projetos na modalidade de período no qual o cenário global esteve caracterizado por perda de dinamismo da atividade econômica Project Finance. No semestre, realizou transações com volume superior a R$ 80,184 bilhões.

Está em vigor a Política de Gestão de Riscos de Mercado e Liquidez que, juntamente com as normas e procedimentos decorrentes, define não somente os níveis mínimos a serem observados, levando inclusive em consideração cenários de estresse, mas também em que tipo de instrumentos financeiros os recursos devem permanecer aplicados, e define ainda a estratégia de atuação a ser acionada em caso de necessidade.

e elevação da volatilidade e da aversão ao risco. O Brasil não está imune ao quadro internacional, 7. Grupo Bradesco Seguros e Previdência mas continua apresentando perspectivas melhores do que as verificadas em muitos países. Em Com marcante presença nas áreas de Seguro, Capitalização e Previdência Complementar resposta a vários estímulos monetários e fiscais adotados, espera-se que o crescimento econômico Aberta, o Grupo Bradesco Seguros e Previdência, em 30 de junho de 2012, registrou Lucro Líquido interno no segundo semestre seja melhor do que o verificado até então, influenciado pela retomada dos de R$ 1,786 bilhão e Patrimônio Líquido de R$ 17,202 bilhões. Os prêmios emitidos líquidos de investimentos e a manutenção da expansão do consumo das famílias. seguros, contribuições de previdência e receitas de capitalização somaram R$ 20,988 bilhões, Na Organização Bradesco, entre os acontecimentos relevantes do semestre, destacam-se: crescimento de 20,12% em comparação ao mesmo período de 2011. • em 5 de março, início das atividades da subsidiária Bradesco Securities Hong Kong Governança Corporativa Limited, em Hong Kong, na China, que tem como objetivo a prospecção de oportunidades e 8. A presença do Bradesco no mercado de capitais brasileiro data de 1946, quando suas ações distribuição de produtos de renda fixa e variável. Com isso, o Bradesco amplia seus canais de distribuição internacional, fortalecendo o contato com investidores globais que têm presença passaram a ser listadas em Bolsa de Valores, pouco mais de 3 anos de sua fundação. Em 2001, passou a negociar também na Bolsa de Valores de Nova York (American Depositary Receipts - ADRs naquele mercado, além de dar acesso a uma nova base de investidores institucionais; • em 7 de março, majoração em 10% do valor dos Dividendos Mensais, pagos por ação aos Nível II lastreados em ações preferenciais) e na Bolsa de Madrid - Espanha (Latibex). No mesmo ano, acionistas, a partir de maio de 2012, em conformidade com a Sistemática de Remuneração aderiu voluntariamente ao Nível 1 de Governança Corporativa da BM&FBOVESPA - Bolsa de Valores, Mensal, elevando-os de R$ 0,014541175 para R$ 0,015995293, relativos às ações ordinárias, Mercadorias e Futuros. Em março de 2012, entrou em vigor no mercado norte-americano o programa e de R$ 0,015995293 para R$ 0,017594822 às preferenciais. Em 20 de junho, o Conselho de de ADRs de Nível II lastreados em ações ordinárias. A administração do Bradesco é formada pelo Conselho de Administração e pela Diretoria. Os Administração aprovou proposta da Diretoria para o pagamento de Juros sobre o Capital membros do Conselho de Administração são eleitos anualmente em Assembleia Geral Ordinária, sendo Próprio Mensais, em substituição aos Dividendos Mensais, a partir de agosto de 2012; e responsáveis por eleger os membros da Diretoria. • em 13 de março, início das operações de ADRs - American Depositary Receipts lastreados O Conselho Fiscal, órgão de funcionamento não permanente, vem sendo instalado anualmente em ações ordinárias, na Bolsa de Nova York, nos Estados Unidos da América. O Programa atende à demanda dos investidores institucionais e de fundos de investimentos estrangeiros e, com desde 2002. A Assembleia Geral Ordinária realizada em 9 de março de 2012 deliberou sua manutenção e seus membros terão mandato até a próxima AGO de 2013. a medida, o Bradesco passa a ter suas ações preferenciais e ordinárias negociadas naquele País. Além do Tag Along de 100% para as ações ordinárias e de 80% para as ações preferenciais, 1. Resultado no Período o Bradesco mantém atrativa Política de Dividendos, assegurando aos seus acionistas, a título de O Bradesco registrou, no primeiro semestre de 2012, Lucro Líquido de R$ 5,626 bilhões, dividendo mínimo obrigatório, 30% do lucro líquido ajustado. Também confere às ações preferenciais equivalente a R$ 1,47 por ação e rentabilidade de 20,28% sobre o Patrimônio Líquido médio(*). O dividendos 10% maiores do que os atribuídos às ordinárias. retorno anualizado sobre os Ativos Totais médios foi de 1,42%, comparado a 1,65% do mesmo período Em julho de 2005, o Bradesco alcançou o rating AA (Excelentes Práticas de Governança do ano anterior. Corporativa), atribuído pela Austin Rating, que o elevou para AA+, em dezembro de 2011, pelo aperfeiçoamento e amadurecimento de diversas práticas de governança corporativa adotadas pelo Banco. No semestre, os impostos e contribuições, inclusive previdenciárias, pagos ou provisionados, totalizaram R$ 11,483 bilhões, sendo R$ 4,945 bilhões relativos aos tributos retidos e recolhidos de Ainda em 2011, o Bradesco aderiu voluntariamente ao Código de Autorregulação e terceiros, e R$ 6,538 bilhões apurados com base nas atividades desenvolvidas pela Organização Boas Práticas das Companhias Abertas, da Associação Brasileira das Companhias Abertas Bradesco, correspondente a 116,21% do Lucro Líquido. ABRASCA, adotando a prática “aplique ou explique”, sempre visando à melhora contínua de suas A título de Juros sobre o Capital Próprio e Dividendos, no primeiro semestre de 2012, foram práticas de governança. Em conformidade com a Instrução nº 381/03, da Comissão de Valores Mobiliários, a destinados aos acionistas R$ 1,916 bilhão, sendo R$ 1,122 bilhão pagos na forma de mensais e intermediários e R$ 794 milhões provisionados. Os Juros sobre o Capital Próprio intermediários, pagos Organização Bradesco, no semestre, não contratou e nem teve serviços prestados pela KPMG Auditores Independentes não relacionados à auditoria externa, em patamar superior a 5% do total em 18.7.2012, representam 10 vezes o valor dos Dividendos mensalmente pagos. dos honorários relativos aos serviços de auditoria externa. Outros serviços prestados pelos auditores externos foram procedimentos pré-acordados para revisões de informações financeiras e de controles e assistência no atendimento de requerimentos relacionados a assuntos fiscais. Lucro x Impostos e Contribuições A política adotada pelo Banco atende aos princípios que preservam a independência do auditor, (Inclusive Contribuições Previdenciárias) Bilhões (Reais) de acordo com critérios internacionalmente aceitos, quais sejam: o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho, nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover os interesses deste. 11,483 Resumo da exposição justificativa do Auditor Independente: no entendimento de nossos Auditores Independentes, a prestação dos serviços descritos acima não afeta a independência e nem a objetividade necessárias ao desempenho dos serviços de auditoria externa efetuados no Bradesco, na sua controladora e controladas/coligadas, conforme definições da regulamentação em vigor e da mencionada política.

O processo de gerenciamento do risco de liquidez contempla o acompanhamento diário da composição dos recursos disponíveis, do cumprimento do nível mínimo de liquidez e do plano de contingência para situações de estresse. O controle e o acompanhamento das posições são realizados de maneira centralizada.

5,626

Lucro

2.

8.1.

Impostos e Contribuições

Capital e Reservas

Ao final do semestre, o Capital Social realizado era de R$ 30,100 bilhões. Somado às Reservas Patrimoniais de R$ 33,820 bilhões, resultou o Patrimônio Líquido de R$ 63,920 bilhões, com aumento de 20,96% sobre igual período do ano anterior, correspondendo ao valor patrimonial de R$ 16,74 por ação. O Valor de Mercado do Bradesco, calculado com base na cotação de suas ações, em 30 de junho de 2012, alcançou R$ 104,869 bilhões, equivalente a 1,64 vezes o Patrimônio Líquido contábil. O Patrimônio Líquido Administrado equivale a 7,77% dos Ativos consolidados, que totalizaram R$ 830,520 bilhões, 20,49% de crescimento sobre junho de 2011. Com isso, o índice de solvabilidade atingiu 16,83% no consolidado financeiro e 16,96% no consolidado econômico-financeiro, superiores, portanto, ao mínimo de 11% estabelecido pela Resolução nº 2.099/94, do Conselho Monetário Nacional, de acordo com o Comitê de Basileia. No final do semestre, o índice de imobilização, em relação ao Patrimônio de Referência Consolidado, foi de 43,49% no consolidado financeiro e 18,19% no consolidado econômico-financeiro, dentro do limite máximo de 50%. Atendendo ao disposto no Artigo 8º da Circular nº 3.068/01, do Banco Central do Brasil, o Bradesco declara possuir capacidade financeira e intenção de manter até o vencimento os títulos classificados na categoria “títulos mantidos até o vencimento”. Declara, também, que as operações do Banco Bradescard S.A., atual denominação do Banco Ibi S.A., sua subsidiária, estão adequadas aos objetivos estratégicos definidos no Plano de Negócios, nos termos do Artigo 8º, Parágrafo 3º, do Regulamento Anexo à Resolução nº 3.040/02, do Conselho Monetário Nacional.

3.

Captação e Administração de Recursos

Os recursos globais captados e administrados pela Organização Bradesco, em 30 de junho de 2012, somaram R$ 1,131 trilhão, 21,04% superior em comparação ao mesmo período do ano anterior, a saber: R$

443,044

R$

383,589

R$

171,015

R$

111,789

R$

21,067

bilhões em Depósitos à Vista, a Prazo, Interfinanceiros, Outros Depósitos, Mercado Aberto e Cadernetas de Poupança, crescimento de 17,28%; bilhões em recursos administrados, compreendendo Fundos de Investimento, Carteiras Administradas e Cotas de Fundos de Terceiros, aumento de 23,47%; bilhões registrados na Carteira de Câmbio, Obrigações por Empréstimos e Repasses, Capital de Giro Próprio, Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados, Recursos de Emissão de Títulos, Dívida Subordinada no País e Demais Captações, evolução de 23%; bilhões em Provisões Técnicas de Seguros, Previdência Complementar Aberta e Capitalização, expansão de 19%; e bilhões em Recursos Externos, por meio de emissões públicas e privadas, Dívida Subordinada e Securitização de Fluxos Financeiros Futuros, representando US$ 10,423 bilhões.

Recursos Captados e Administrados Bilhões (Reais) - Evolução de 21,04% 1.131,504 933,960

4.

Jun/2012

Operações de Crédito

No final do semestre, o saldo das operações de crédito consolidadas, no conceito expandido, somou R$ 364,963 bilhões, crescimento de 14,12% em comparação ao mesmo período de 2011, incluindo-se nesse montante: R$

7,078

5.

Rede de Atendimento Bradesco

Dentre os planos de mitigação de riscos operacionais, destacamos a existência do gerenciamento de continuidade de negócios, que consiste em planos formais a serem adotados em momentos de crise, para garantia da recuperação e da continuidade dos negócios, assim como da prevenção de perdas.

10.

Recursos Humanos

São premissas da Política de Gerenciamento dos Recursos Humanos da Organização Bradesco reconhecer o valor do desempenho e o potencial realizador das pessoas. Por meio de intensos investimentos em programas de treinamento, buscam a capacitação e crescimento profissional do quadro de colaboradores, cujos resultados são cada vez mais positivos na qualidade do atendimento e na eficiência dos serviços prestados. No semestre, foram ministrados 1.675 cursos, com 1.137.945 participações. Os benefícios assistenciais para assegurar o bem-estar, a melhoria da qualidade de vida e a segurança dos funcionários e de seus dependentes, ao final do período, abrangiam 206.409 vidas.

11.

Sustentabilidade na Organização Bradesco

A questão socioambiental e seus impactos sobre o desenvolvimento econômico do País ocupam espaço importante no planejamento estratégico do Bradesco. Desde o início de suas atividades, temas como educação, desenvolvimento de pessoas, inclusão bancária e promoção da cidadania estão presentes em sua atuação. A Organização reúne suas ações em três grandes pilares: –

Finanças Sustentáveis - visam a promover o desenvolvimento sustentável com a criação de produtos que obedecem a critérios socioambientais. O conceito de desenvolvimento sustentável, com inclusão bancária e democratização do crédito, também está presente nas concessões de crédito e seu respectivo monitoramento, em produtos oferecidos como linhas de crédito, investimentos, cartões, seguros, previdência e títulos de capitalização; – Gestão Responsável - com ações pautadas por uma Política de Sustentabilidade, pela valorização e desenvolvimento dos funcionários e dos integrantes de toda cadeia de valor em que está inserido e, também, pelos compromissos que envolvem o Pacto Global, os Objetivos do Milênio e os Princípios do Equador, materializando-se na presença do Banco em índices de sustentabilidade (Índice de Sustentabilidade Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York e ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial e ICO2 - Índice de Carbono Eficiente, ambos da BM&FBOVESPA) e em numerosas certificações e reconhecimentos; e – Investimentos Socioambientais - por meio de investimento social privado, patrocínios e doações, a Organização contribui para a preservação ambiental, inclusão social e desenvolvimento das comunidades onde atua e em projetos e eventos de cunho educacional, ambiental e cultural. Entre as iniciativas, destacam-se a Fundação Bradesco, o Programa Bradesco Esportes e Educação, a Fundação SOS Mata Atlântica e a Fundação Amazonas Sustentável. Saiba mais sobre as iniciativas do Bradesco no site www.bancodoplaneta.com.br. Fundação Bradesco Principal ação social da Organização, a Fundação Bradesco, com suas 40 Escolas instaladas prioritariamente em regiões de acentuadas carências socioeconômicas, em todos os Estados Brasileiros e Distrito Federal, desenvolve amplo programa socioeducacional, com o objetivo de contribuir para a melhoria do ensino no País. Neste ano, o orçamento previsto de R$ 385,473 milhões lhe permitirá oferecer ensino gratuito e de qualidade a: a) 111.170 alunos em suas Escolas, na Educação Básica - da Educação Infantil ao Ensino Médio e Educação Profissional Técnica de Nível Médio -, Educação de Jovens e Adultos e na Formação Inicial e Continuada voltada à geração de emprego e renda; b) cerca de 300 mil alunos que deverão concluir ao menos um dos diversos cursos oferecidos na sua programação, na modalidade de educação a distância (EaD), por meio do seu portal e-learning; e c) 83 mil beneficiados em projetos e ações em parceria, como os CIDs - Centros de Inclusão Digital, o Programa Educa+Ação, e em cursos de Tecnologia (Educar e Aprender). Aos cerca de 50 mil alunos da Educação Básica, também são assegurados, gratuitamente, alimentação, assistência médico-odontológica, material escolar e uniforme. Realizado pelo 10º ano consecutivo, o “Dia Nacional de Ação Voluntária” reuniu 26.386 voluntários em 86 diferentes locais no Brasil, incluindo as 40 Escolas da Fundação Bradesco e pontos de atendimento próximos das unidades escolares. No total, promoveu mais de 431 mil atendimentos nas áreas de educação, lazer, esporte e meio ambiente, sendo mais uma vez exemplo de cidadania e solidariedade.

Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento ao Terrorismo O Bradesco mantém políticas, processos e sistemas específicos para prevenir e/ou detectar a utilização de sua estrutura e de seus produtos e/ou serviços para fins de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. Investimentos significativos são feitos para o constante aprimoramento da capacitação de nossos colaboradores, voltados especificamente aos assuntos de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo, mediante a disponibilização de treinamentos em diversos formatos, tais como cartilhas, vídeos, vídeos-aula, cursos e-learning e palestras presenciais. Os casos atípicos identificados são avaliados por uma comissão composta por várias áreas e Departamentos quanto à pertinência de encaminhamento às autoridades competentes. A efetividade das ações preventivas é assegurada pelo Comitê Executivo de Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento ao Terrorismo, o qual se reúne regularmente a cada três meses para avaliar os trabalhos e a necessidade de adoção de medidas com o intuito de alinhar procedimentos às normas emanadas pelos órgãos reguladores e às melhores práticas nacionais e internacionais.

Fundação Bradesco - Número de Alunos (milhares) 2012

111*

2011

112

2010

115

2009

109

2008

110

Validação Independente de Modelos 109 2007 Modelos Internos no apoio aos negócios, criados a partir de dados estatísticos ou mesmo com base no conhecimento de especialistas, facilitam a abordagem de assuntos críticos, aperfeiçoamento * Previsão de processos, padronização e agilização das decisões no contexto ao qual estão inseridos. Os Modelos Internos são submetidos a um processo contínuo de análise crítica, garantindo a qualidade e as Programa Bradesco Esportes e Educação respostas adequadas aos seus objetivos. O Programa Bradesco Esportes e Educação, há mais de 25 anos, tem como foco a cidadania Respondendo por esse processo há uma área especializada, independente em relação às e inclusão social de crianças e jovens, combinando ações de educação, saúde e bem-estar, por meio áreas que desenvolvem ou utilizam os Modelos, com reportes de suas atividades e dos resultados aos gestores, Auditoria Interna e ao Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, da prática esportiva. No Município de Osasco, SP, o Programa dispõe de 17 Núcleos de Formação e de Especialistas, observando as melhores práticas e as orientações e diretrizes contidas no Novo Acordo de Capitais para o ensino das modalidades de vôlei e basquete feminino, em seu Centro de Desenvolvimento Basileia II e os requisitos do Banco Central do Brasil. Esportivo, escolas da Fundação Bradesco, Centros Esportivos e escolas da rede pública municipal e Segurança da Informação escolas particulares. Atualmente, são atendidas cerca de 2 mil meninas com idades entre 8 e 18 anos, Na Organização Bradesco, a Segurança da Informação é constituída por um conjunto de reforçando o compromisso de defender um País cada vez mais aberto à valorização do talento, do controles, procedimentos, processos, estruturas organizacionais, políticas e normas, com o intuito de proteger as informações, nos seus aspectos de confidencialidade, integridade e disponibilidade. As esforço e do exercício pleno da cidadania. bases para a proteção dos ativos da informação estão descritas na Política e Normas Corporativas de 12. Segurança da Informação do Bradesco. Com base nas melhores práticas e padrões internacionais, os programas corporativos de conscientização e treinamento e a política e normas têm por foco a absoluta proteção dos dados de • clientes e das informações estratégicas da Organização. Para apreciar e aprovar diretrizes, medidas e orientações que assegurem o suporte aos processos e procedimentos relativos à Segurança da Informação na Organização, o Comitê Executivo • de Segurança Corporativa reúne-se trimestralmente.

Políticas de Transparência e Divulgação de Informações

O Bradesco, quanto ao seu relacionamento com investidores e o mercado em geral, promoveu, no período, 84 reuniões internas e externas com analistas do Brasil e do Exterior, 120 conferências telefônicas, 13 eventos no Brasil e 15 no Exterior. Entre esses eventos, foram realizadas 5 apresentações à APIMEC - Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais e o 3º Bradesco Open Day para analistas de todo o mundo. Também divulgou o Relatório de Análise Econômica e Financeira, uma compilação minuciosa das informações mais solicitadas pelos leitores especializados. Realizou, ainda, 2 Videochats com o Diretor de Relações com Investidores do Bradesco, direcionado ao investidor pessoa física e marcou presença nas feiras da ExpoMoney em Curitiba, PR, Florianópolis, SC, Recife, PE, e Salvador, BA. No semestre, 5 eventos realizados foram transmitidos ao vivo pela Internet com tradução simultânea para o inglês, democratizando o acesso às informações. Estão disponíveis no site de Relações com Investidores - www.bradesco.com.br/ri - informações relacionadas à Organização Bradesco, como, por exemplo, o seu perfil, histórico, estrutura acionária, relatórios de administração, resultados financeiros, últimas aquisições, reuniões nas APIMECs, além de outras sobre o mercado financeiro. O Banco distribui, trimestralmente, o informativo “Cliente Sempre em Dia”, com tiragem de 300 mil exemplares, o PrimeLine, 200 mil, a “Revista Bradesco”, 1.200, e o Fact Sheet, impresso sob demanda, que apresenta os principais destaques financeiros do Bradesco no período, todos voltados ao público externo. Anualmente, edita também o Relatório Anual e o de Sustentabilidade.

bilhões em Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio, para uma Carteira total de US$ 14,830 bilhões de Financiamento à Exportação; US$ 3,141 bilhões de operações em Financiamento de Importação em Moedas Estrangeiras; R$ 9,588 bilhões em Arrendamento Mercantil; R$ 15,624 bilhões em negócios na Área Rural; R$ 84,841 bilhões em Financiamento do Consumo, que inclui R$ 11,392 bilhões de créditos a receber de Cartões de Crédito; R$ 52,876 bilhões de Avais e Fianças; e R$ 30,747 bilhões das operações de repasses de recursos externos e internos, originários principalmente do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, destacando-se como um dos principais agentes repassadores de recursos. 9. Para as atividades de Crédito Imobiliário, em recursos para a construção e aquisição de casa própria, a Organização Bradesco destinou, no semestre, o montante de R$ 7,212 bilhões, 9.1. correspondendo a 41.268 imóveis. O saldo consolidado de provisão para créditos de liquidação duvidosa atingiu R$ 20,682 bilhões, equivalente a 7,41% do volume total das operações de crédito, com R$ 4,010 bilhões de provisão excedente em relação ao mínimo requerido pelo Banco Central.

Risco Operacional

A atividade de gerenciamento do risco operacional é imprescindível para a geração de valor agregado. O controle desse risco é realizado de maneira centralizada, por meio de identificação, mensuração, planos de mitigação e acompanhamento, de maneira consolidada e em cada empresa da Organização.

Controles Internos e Compliance

A efetividade dos controles internos da Organização é sustentada pela tríade: pessoas, processos e tecnologia. Nesse contexto, contamos com quadro de profissionais capacitados e com dedicação exclusiva, com processos previamente definidos e estabelecidos, e tecnologia adequada às necessidades de negócios. A Política de Controles Internos e Compliance e a Metodologia Corporativa encontram-se devidamente formalizadas, estando alinhadas com os principais frameworks de controles, como o COSO - Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission e o COBIT - Control Objectives for Information and Related Technology, que abrangem aspectos de Negócio e de Tecnologia, respectivamente, atendendo aos requisitos da Resolução nº 2.554/98, do Conselho Monetário Nacional, do PCAOB - Public Company Accounting Oversight Board e da Seção 404 da Lei Americana Sarbanes-Oxley. Por força desse último dispositivo, o 20-F, relatório que certifica a adequação dos controles internos, juntamente com as Demonstrações Contábeis em IFRS, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, foi arquivado na Securities and Exchange Commission - SEC, em abril de 2012. Os trabalhos de controles internos são desenvolvidos em conjunto com as diversas áreas gestoras de serviços, produtos e processos da Organização, cujos testes de aderência são aplicados com a periodicidade requerida, sendo os resultados reportados aos Comitês de Auditoria e de Controles Internos e Compliance e ao Conselho de Administração do Bradesco. Nos casos de não conformidade, faz-se o endereçamento da respectiva ação corretiva, com o devido acompanhamento. O conjunto dessas ações traduz-se em incremento da qualidade dos processos operacionais e difusão da importância da cultura de controle, ratificando o aprimoramento das melhores práticas.

8.2.

Jun/2011

9.5.

Reconhecimentos Rankings - No período, destacam-se os seguintes reconhecimentos ao Bradesco: Uma das 10 marcas mais valiosas do setor financeiro mundial, segundo levantamento realizado pela consultoria Brand Finance, em parceria com a revista inglesa The Banker, do grupo Financial Times. Entre os Bancos da América Latina, o Bradesco figura na primeira colocação; Empresa privada com a marca mais valiosa do País, segundo estudo elaborado pela consultoria especializada BrandAnalytics/Millward Brown, para a revista IstoÉ Dinheiro. No ranking geral, que inclui empresas públicas, figurou em segundo lugar, dentre 480 marcas pesquisadas de 32 categorias. Também pela mesma consultoria, o Bradesco foi considerado a instituição financeira com a marca mais valiosa da América Latina;

•

Um dos Bancos mais sólidos do mundo, de acordo com pesquisa divulgada pela Bloomberg News, principal agência internacional de notícias financeiras. O Bradesco ocupa o 13º lugar entre 20 instituições do mundo, sendo o único Banco genuinamente brasileiro do ranking;

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No anuário Melhores e Maiores, da revista Exame, é o primeiro no ranking dos 200 Maiores Grupos e dos 50 Maiores Bancos que atuam no Brasil. Foi também a instituição financeira privada campeã em depósitos à vista e crédito rural, com o maior número de correntistas e líder em números de cartões de crédito ativos. No segmento de seguros, o Grupo Bradesco Seguros e Previdência ocupa três posições entre as seis maiores seguradoras do País, com o Bradesco Saúde, no primeiro lugar, a Bradesco Vida e Previdência e a Bradesco Auto/RE;

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Destaque no ranking Top Gestão 2012, publicado na revista ValorInveste, do jornal Valor Econômico, em levantamento realizado pela Standard & Poor’s, que lista os melhores gestores de fundos de 2012;

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Prêmio As Melhores Empresas para Começar a Carreira, na categoria Retenção de Jovens Talentos, da revista Você S/A, em parceria com a Fundação Instituto de Administração - FIA;

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Prêmio Awards for Excellence 2012, da revista Euromoney, nas categorias Best Bank in LatAm e Best Bank in Brazil;

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Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente 2012, promovido pela revista Consumidor Moderno - Grupo Padrão, nas categorias Banco Premium e Cartões de Crédito;

Controle Integrado de Riscos Gerenciamento de Riscos

• O Bradesco BBI é o líder do ranking de originação em renda fixa de 2011, segundo a Associação A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais - Anbima. Pela revista Global complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização. O dinamismo Finance, publicação especializada em finanças internacionais, foi escolhido o melhor Banco de dos mercados nos conduz a um constante aprimoramento desta atividade. investimento do Brasil; e A Organização exerce o controle corporativo dos riscos de modo integrado e independente, A Bradesco Corretora, no ranking AE Projeções da Agência Estado, figurou na primeira preservando e valorizando o ambiente de decisões colegiadas, desenvolvendo e implementando • colocação nas categorias: Top 10 Geral e Top 10 Básico. metodologias, modelos, ferramentas de mensuração e controle, apoiada numa estrutura de Comitês Ratings - Agências e Entidades nacionais e internacionais distinguiram o Bradesco, no período, Estatutários - dentre eles o de Auditoria - e Executivos. Promove ainda a atualização dos colaboradores em todos os níveis hierárquicos, desde as áreas de negócios até o Conselho de Administração. com os mais altos índices de avaliação atribuídos a Bancos do País, dentre eles: O processo de gerenciamento permite que os riscos sejam proativamente identificados, • a agência de classificação de risco de crédito Fitch Ratings descontinuou os ratings individuais mensurados, mitigados, acompanhados e reportados, que se faz necessário em face da complexidade globalmente, substituindo-os por ratings de viabilidade. O Bradesco recebeu o rating de dos produtos financeiros e do perfil de atividades da Organização. viabilidade “a-”. Todos os nossos outros ratings foram mantidos;

A Organização Bradesco, presente em todas as regiões do País e em diversas localidades no Exterior, mantém uma Rede de Atendimento alicerçada em padrões de eficiência e avançada tecnologia, para oferecer aos clientes e usuários comodidade, facilidade e segurança. No final do semestre, a Rede dispunha de 53.850 pontos, provida paralelamente de 35.226 máquinas da Rede de Autoatendimento Bradesco Dia & Noite, 34.727 delas funcionando também aos finais de semana e feriados, além de 12.258 máquinas da Rede Banco24Horas, possibilitando aos clientes operações de saques, consulta de saldos, emissão de extratos, solicitação de empréstimo, pagamentos e transferências entre contas. 9.2. Risco de Crédito Contava, ainda, no segmento consignado, com 1.061 Correspondentes da Bradesco Promotora, e, no O gerenciamento de risco de crédito é um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, segmento de veículos, com a presença da Bradesco Financiamentos em 16.231 pontos de revenda: desenvolvimento, aferição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos; exige 7.893 Agências e Postos de Atendimento - PAs no País (Agências: 4.626 do Bradesco, 19 alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas e preserva a integridade do Banco Bradesco Financiamentos, 2 do Banco Bankpar, 1 do Banco Bradesco e a independência dos processos. São observados todos os aspectos pertinentes à concessão de crédito, tais como características do tomador, concentração, garantias e prazos, dos quais deriva a BBI, 1 do Banco Bradesco Cartões e 1 do Banco Alvorada; PAs: 3.243); qualidade da carteira. 3 Agências no Exterior, sendo 1 em Nova York e 2 em Grand Cayman; 10 Subsidiárias no Exterior (Banco Bradesco Argentina S.A., em Buenos Aires, Banco A Organização exerce continuamente o mapeamento de todas as atividades que podem gerar Bradesco Europa S.A., em Luxemburgo, Bradesco North America LLC e Bradesco exposição a risco de crédito, com as respectivas classificações quanto à probabilidade e magnitude, Securities, Inc., em Nova York, Bradesco Securities UK Limited, em Londres, assim como a identificação dos seus gestores, mensuração e plano de mitigação, sendo o controle Bradesco Securities Hong Kong Limited e Bradesco Trade Services Limited, em executado de maneira corporativa, centralizada e padronizada. Hong Kong, Bradesco Services Co., Ltd., em Tóquio, Cidade Capital Markets Ltd., em Grand Cayman, e Bradescard México, Sociedad de Responsabilidad Limitada, 9.3. Risco de Mercado O risco de mercado é cuidadosamente identificado, mapeado, mensurado, mitigado e no México); gerenciado. O perfil de exposição a risco de mercado da Organização é conservador, com diretrizes e 40.476 Pontos Bradesco Expresso; limites monitorados diariamente, de maneira independente. 1.476 Postos de Atendimento Eletrônico - PAEs; e 3.992 Pontos Externos da Rede de Autoatendimento Bradesco Dia & Noite e mais 10.459 O controle de todas as atividades expostas ao risco de mercado é realizado para todas as empresas da Organização de maneira corporativa e centralizada. da Rede Banco24Horas, sendo 2.059 pontos comuns entre as Redes.

•

a agência de classificação de risco de crédito Moody’s Investors Service afirmou o rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira: em ‘Baa2’, com perspectiva positiva; o rating de depósito de curto prazo em moeda estrangeira: em ‘Prime-2’; e o rating de dívida sênior de longo prazo em moeda estrangeira: em ‘Baa1’, com perspectiva positiva; e

•

a agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor’s elevou os ratings de curto prazo em moeda estrangeira e em moeda local de ‘A3’ para ‘A2’.

13.

Agradecimentos

A estratégia de crescimento do Bradesco, sempre alicerçada nos ideais de qualidade e eficiência, reafirma a vocação para superar expectativas, permitindo alcançar os resultados esperados no semestre. Nesse sentido, foram decisivos o apoio e a confiança dos nossos acionistas e clientes e o trabalho dedicado dos nossos funcionários e demais colaboradores. A todos eles, os nossos agradecimentos.

Cidade de Deus, 20 de julho de 2012 Conselho de Administração e Diretoria (*) Não considera o efeito da marcação a mercado dos Títulos Disponíveis para Venda registrado no Patrimônio Líquido. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

14

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

...continuação

Banco Bradesco S.A. Companhia Aberta CNPJ 60.746.948/0001-12 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE .................................................................................. DISPONIBILIDADE (Nota 6)............................................................. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Notas 3d e 7) Aplicações no Mercado Aberto ........................................................ Aplicações em Depósitos Interfinanceiros........................................ Provisões para Perdas ..................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Notas 3e, 3f, 8 e 33b) .................. Carteira Própria ................................................................................ Vinculados a Compromissos de Recompra ..................................... Instrumentos Financeiros Derivativos .............................................. Vinculados ao Banco Central ........................................................... Vinculados à Prestação de Garantias .............................................. Títulos Objeto de Operações Compromissadas com Livre Movimentação ................................................................................ RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS .................................................. Pagamentos e Recebimentos a Liquidar.......................................... Créditos Vinculados: (Nota 9) - Depósitos no Banco Central........................................................... - Tesouro Nacional - Recursos do Crédito Rural .............................. - SFH - Sistema Financeiro da Habitação ........................................ Correspondentes .............................................................................. RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS.............................................. Transferências Internas de Recursos ............................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Notas 3g, 10 e 33b) .......................... Operações de Crédito: - Setor Público .................................................................................. - Setor Privado.................................................................................. Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa (Notas 3g, 10f, 10g e 10h) .............................................................. OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Notas 2, 3g, 10 e 33b) ................................................................... Operações de Arrendamento a Receber: - Setor Público .................................................................................. - Setor Privado.................................................................................. Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil .............................. Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa (Notas 3g, 10f, 10g e 10h) .............................................. OUTROS CRÉDITOS....................................................................... Créditos por Avais e Fianças Honrados (Nota 10a-3) ...................... Carteira de Câmbio (Nota 11a) ........................................................ Rendas a Receber............................................................................ Negociação e Intermediação de Valores .......................................... Créditos Específicos......................................................................... Prêmios de Seguros a Receber ....................................................... Diversos (Nota 11b).......................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa (Notas 3g, 10f, 10g e 10h) .............................................................. OUTROS VALORES E BENS (Nota 12)........................................... Outros Valores e Bens...................................................................... Provisões para Desvalorizações ...................................................... Despesas Antecipadas (Notas 3i e 12b) .......................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO.................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Notas 3d e 7) Aplicações em Depósitos Interfinanceiros........................................ TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Notas 3e, 3f, 8 e 33b) .................. Carteira Própria ................................................................................ Vinculados a Compromissos de Recompra ..................................... Instrumentos Financeiros Derivativos .............................................. Moedas de Privatização ................................................................... Vinculados à Prestação de Garantias .............................................. Títulos Objeto de Operações Compromissadas com Livre Movimentação ................................................................................ RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS .................................................. Créditos Vinculados: (Nota 9) - SFH - Sistema Financeiro da Habitação ........................................ OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Notas 3g, 10 e 33b) .......................... Operações de Crédito: - Setor Público .................................................................................. - Setor Privado.................................................................................. Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa (Notas 3g, 10f, 10g e 10h) .............................................................. OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Notas 2, 3g, 10 e 33b) ................................................................... Operações de Arrendamento a Receber: - Setor Público .................................................................................. - Setor Privado.................................................................................. Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil .............................. Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa (Notas 3g, 10f, 10g e 10h) .............................................. OUTROS CRÉDITOS....................................................................... Carteira de Câmbio (Nota 11a) ........................................................ Rendas a Receber............................................................................ Negociação e Intermediação de Valores .......................................... Diversos (Nota 11b).......................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa (Notas 3g, 10f, 10g e 10h) .............................................................. OUTROS VALORES E BENS (Nota 12)........................................... Outros Valores e Bens...................................................................... Despesas Antecipadas (Notas 3i e 12b) .......................................... PERMANENTE ................................................................................ INVESTIMENTOS (Notas 3j, 13 e 33b)............................................ Participações em Coligadas: - No País........................................................................................... - No Exterior ..................................................................................... Outros Investimentos........................................................................ Provisões para Perdas ..................................................................... IMOBILIZADO DE USO (Nota 14).................................................... Imóveis de Uso................................................................................. Outras Imobilizações de Uso............................................................ Depreciações Acumuladas............................................................... IMOBILIZADO DE ARRENDAMENTO (Notas 3k e 14) ................... Bens Arrendados.............................................................................. Depreciações Acumuladas............................................................... DIFERIDO (Notas 3l e 15)................................................................ Gastos de Organização e Expansão................................................ Amortização Acumulada .................................................................. INTANGÍVEL..................................................................................... Ativos Intangíveis (Notas 3m e 16b)................................................. Amortizações Acumuladas............................................................... TOTAL ..............................................................................................

BRADESCO MÚLTIPLO 2012 2011 481.205.226 441.143.995 13.282.662 7.393.660 111.814.317 104.616.674 82.255.293 78.135.490 29.559.524 26.488.347 (500) (7.163)

BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 600.200.821 495.155.119 13.997.224 7.714.874 90.879.341 84.575.252 82.255.293 78.135.490 8.624.548 6.446.925 (500) (7.163)

157.108.964 17.770.275 132.267.452 2.785.447 2.711.549

141.015.887 15.827.289 119.563.422 2.190.787 1.301.564 1.065.960

254.725.288 177.386.354 69.663.742 2.790.138 3.310.813

179.004.354 116.844.984 55.976.522 2.132.589 1.301.564 1.681.830

1.574.241 62.176.572 1.801.862

1.066.865 67.431.231 2.268.210

1.574.241 61.081.583 643.934

1.066.865 66.167.257 942.100

60.356.633 578 4.738 12.761 840.767 840.767 99.149.125

65.149.945 578 3.768 8.730 350.085 350.085 88.152.070

60.369.358 578 4.738 62.975 886.060 886.060 119.765.169

65.162.438 578 3.768 58.373 351.747 351.747 105.362.190

321.422 108.172.409

652.559 95.183.525

321.422 131.898.333

652.559 114.789.148

(9.344.706)

(7.684.014)

(12.454.586)

(10.079.517)

(45.087)

(205.148)

4.771.440

6.286.286

300.008 (278.037)

451.114 (562.396)

1.379 9.223.613 (3.941.539)

7.915 11.990.230 (5.052.005)

(67.058) 36.209.034 4.772 14.026.353 6.213.779 3.544.399 12.631.934

(93.866) 31.678.736 2.221 13.929.604 5.654.362 494.364 11.838.564

(512.013) 51.277.939 8.553 14.026.353 645.354 4.003.933 2.429 2.766.572 30.535.432

(659.854) 44.134.183 2.221 13.929.604 577.556 775.579 2.241 2.288.886 27.206.452

(212.203) 668.872 363.501 (110.888) 416.259 194.873.324 24.780.855 24.780.855

(240.379) 710.800 269.677 (96.658) 537.781 149.667.434 21.254.973 21.254.973

(710.687) 2.816.777 1.162.736 (580.793) 2.234.834 214.862.040 1.978.788 1.978.788

(648.356) 1.558.976 651.886 (226.188) 1.133.278 182.415.829 1.571.961 1.571.961

63.201.581 15.157.733 47.205.078 359.371 7.657 306.526

33.574.023 11.904.669 21.521.231 122.357 8.101 17.665

67.781.988 38.744.376 27.790.998 361.803 77.905 641.690

52.420.217 31.487.514 20.213.275 126.483 84.482 508.463

165.216 542.574

513.597

165.216 542.574

513.597

542.574 89.088.271

513.597 80.383.821

542.574 109.806.071

513.597 97.325.583

161.514 94.526.776

421.086 84.635.696

161.514 116.272.505

421.086 102.279.805

(5.600.019)

(4.672.961)

(6.627.948)

(5.375.308)

(30.318)

63.739

3.933.203

6.173.084

116.481 (124.143)

596.529 (465.820)

8.644.461 (4.339.656)

1.213 12.699.616 (5.927.391)

(22.656) 17.041.282 323 227.419 16.817.609

(66.970) 13.774.198 379.756 331.265 13.065.144

(371.602) 29.588.675 323 40.177 227.419 29.325.945

(600.354) 23.875.332 27.492 331.265 23.517.811

(4.069) 249.079 249.079 111.621.897 100.234.731

(1.967) 103.083 103.083 100.969.257 88.974.676

(5.189) 1.230.741 392 1.230.349 15.457.567 1.889.084

(1.236) 536.055 565 535.490 11.736.065 1.698.969

98.543.570 1.685.115 49.446 (43.400) 2.715.496 42.952 6.213.500 (3.540.956) 3.934.082 5.002.929 (1.068.847) 31.897 1.344.806 (1.312.909) 4.705.691 6.094.500 (1.388.809) 787.700.447

87.625.916 1.342.307 38.348 (31.895) 2.105.302 5.185.689 (3.080.387) 6.781.415 8.349.975 (1.568.560) 87.777 1.384.864 (1.297.087) 3.020.087 3.886.522 (866.435) 691.780.686

1.392.154 771.421 (274.491) 4.523.337 1.268.346 9.061.663 (5.806.672) 9.045.146 15.275.328 (6.230.182) 830.520.428

1.165.547 796.546 (263.124) 3.656.011 1.136.336 7.800.510 (5.280.835) 1.857 11.783 (9.926) 6.379.228 11.433.948 (5.054.720) 689.307.013

PASSIVO CIRCULANTE .................................................................................. DEPÓSITOS (Notas 3o e 17a) ......................................................... Depósitos à Vista.............................................................................. Depósitos de Poupança.................................................................... Depósitos Interfinanceiros ................................................................ Depósitos a Prazo (Nota 33b) .......................................................... Outros Depósitos.............................................................................. CAPTAÇÕES NO MERCADO ABERTO (Notas 3o e 17b)............... Carteira Própria ................................................................................ Carteira de Terceiros ........................................................................ Carteira Livre Movimentação............................................................ RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS (Notas 17c e 33b) .......... Recursos de Letras Imobiliárias, Hipotecárias, de Crédito e Similares ......................................................................................... Obrigações por Títulos e Valores Mobiliários no Exterior................. RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS .................................................. Recebimentos e Pagamentos a Liquidar.......................................... Correspondentes .............................................................................. RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS.............................................. Recursos em Trânsito de Terceiros................................................... OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS (Notas 18a e 33b) ............... Empréstimos no Exterior .................................................................. OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS - INSTITUIÇÕES OFICIAIS (Notas 18b e 33b)........................................................... Tesouro Nacional.............................................................................. BNDES ............................................................................................. CEF .................................................................................................. FINAME ............................................................................................ Outras Instituições............................................................................ OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO EXTERIOR (Notas 18b e 33b) ........................................................................... Repasses do Exterior ....................................................................... INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Notas 3f e 33) .. Instrumentos Financeiros Derivativos .............................................. PROVISÕES TÉCNICAS DE SEGUROS, PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO (Notas 3p e 22) .................................................. OUTRAS OBRIGAÇÕES ................................................................. Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados.................... Carteira de Câmbio (Nota 11a) ........................................................ Sociais e Estatutárias ....................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 21a)................................................ Negociação e Intermediação de Valores .......................................... Fundos Financeiros e de Desenvolvimento...................................... Dívidas Subordinadas (Notas 20 e 33b)........................................... Diversas (Nota 21b)..........................................................................

BRADESCO MÚLTIPLO 2012 2011 509.109.894 406.566.542 195.659.085 194.905.017 32.699.890 33.029.929 62.308.096 54.810.856 56.713.531 60.698.754 43.937.568 46.365.478 225.345.315 148.532.751 150.693.103 106.763.289 66.800.409 35.226.172 7.851.803 6.543.290 27.309.608 8.400.220

BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 535.059.752 417.659.158 139.504.779 134.653.507 32.529.401 33.007.178 62.308.096 54.810.856 412.796 324.862 44.254.486 46.481.304 29.307 200.285.905 131.111.286 126.572.857 89.572.204 65.861.245 34.995.792 7.851.803 6.543.290 25.103.651 8.396.679

23.833.454 3.476.154 1.843.278 1.154.383 688.895 2.915.045 2.915.045 10.853.756 10.853.756

7.998.513 401.707 1.686.046 1.325.333 360.713 2.627.389 2.627.389 10.159.366 10.159.366

21.651.406 3.452.245 699.350 699.350 2.919.179 2.919.179 11.312.452 11.312.452

7.998.513 398.166 370.193 370.193 2.666.561 2.666.561 10.385.661 10.385.661

12.846.106 117.483 6.019.023 19.156 6.690.444 -

10.244.258 17.087 4.115.691 16.718 6.094.762 -

12.983.528 117.484 6.019.023 19.156 6.826.614 1.251

10.406.049 17.087 4.115.691 16.917 6.256.354 -

142.867 142.867 2.903.482 2.903.482

36.743 36.743 1.066.119 1.066.119

131.540 131.540 2.928.294 2.928.294

28.194 28.194 1.056.517 1.056.517

29.291.352 3.057.422 6.733.556 1.690.487 639.716 3.199.887 442 4.003.296 9.966.546

28.908.633 3.050.291 7.907.699 1.688.371 1.989.523 331.372 314 5.588.861 8.352.202

89.472.808 49.718.266 3.155.094 6.733.556 1.727.091 5.536.874 4.231.607 1.671 3.961.648 24.370.725

73.089.533 45.494.978 3.147.130 7.907.699 1.706.462 5.582.901 1.055.059 314 5.561.632 20.533.781

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO.......................................................... DEPÓSITOS (Notas 3o e 17a) ......................................................... Depósitos Interfinanceiros ................................................................ Depósitos a Prazo (Nota 33b) .......................................................... CAPTAÇÕES NO MERCADO ABERTO (Notas 3o e 17b)............... Carteira Própria ................................................................................ Carteira Livre Movimentação............................................................ RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS (Notas 17c e 33b) .......... Recursos de Letras Imobiliárias, Hipotecárias, de Crédito e Similares ......................................................................................... Obrigações por Títulos e Valores Mobiliários no Exterior................. OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS (Notas 18a e 33b) ............... Empréstimos no Exterior .................................................................. OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS - INSTITUIÇÕES OFICIAIS (Notas 18b e 33b)........................................................... BNDES ............................................................................................. CEF .................................................................................................. FINAME ............................................................................................ Outras Instituições............................................................................ INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Notas 3f e 33) .. Instrumentos Financeiros Derivativos .............................................. PROVISÕES TÉCNICAS DE SEGUROS, PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO (Notas 3p e 22) .................................................. OUTRAS OBRIGAÇÕES ................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 21a)................................................ Dívidas Subordinadas (Notas 20 e 33b)........................................... Diversas (Nota 21b)..........................................................................

214.646.359 90.889.503 13.580.576 77.308.927 27.816.410 27.811.273 5.137 26.054.278

232.354.833 117.116.110 38.238.597 78.877.513 33.807.222 33.791.212 16.010 22.609.392

230.338.330 77.565.155 58.765 77.506.390 25.688.347 25.683.210 5.137 26.054.278

217.700.996 78.907.404 3.645 78.903.759 33.093.209 33.077.199 16.010 20.646.883

17.122.483 8.931.795 1.064.120 1.064.120

16.069.615 6.539.777 909.525 909.525

17.122.483 8.931.795 1.072.206 1.072.206

14.107.106 6.539.777 894.805 894.805

22.217.162 6.665.410 44.381 15.506.790 581 627.516 627.516

23.275.692 8.794.621 54.890 14.425.554 627 123.023 123.023

22.394.552 6.665.410 44.381 15.684.180 581 639.791 639.791

23.492.920 8.794.621 55.845 14.641.827 627 164.815 164.815

45.977.370 10.552.141 30.129.473 5.295.756

34.513.869 9.865.257 19.002.079 5.646.533

22.316.296 54.607.705 19.302.197 30.129.473 5.176.035

20.848.770 39.652.190 16.822.804 19.002.079 3.827.307

RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS .................................... Resultados de Exercícios Futuros....................................................

24.106 24.106

16.543 16.543

615.363 615.363

505.228 505.228

PARTICIPAÇÃO MINORITÁRIA NAS CONTROLADAS (Nota 23)

-

-

586.895

598.863

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 24) ................................................... Capital: - De Domiciliados no País ................................................................ - De Domiciliados no Exterior ........................................................... Reservas de Capital ......................................................................... Reservas de Lucros.......................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial - Títulos Disponíveis para Venda Ações em Tesouraria (Notas 24d e 33b) ..........................................

63.920.088

52.842.768

63.920.088

52.842.768

29.721.761 378.239 11.441 30.442.327 3.551.255 (184.935)

29.696.713 403.287 11.441 23.055.876 (261.458) (63.091)

29.721.761 378.239 11.441 30.442.327 3.551.255 (184.935)

29.696.713 403.287 11.441 23.055.876 (261.458) (63.091)

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ADMINISTRADO PELA CONTROLADORA

63.920.088

52.842.768

64.506.983

53.441.631

TOTAL ..............................................................................................

787.700.447

691.780.686

830.520.428

689.307.013

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil BRADESCO MÚLTIPLO 2012

BRADESCO CONSOLIDADO 2011

2012

2011

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ................................................................................................ Operações de Crédito (Nota 10j)........................................................................................................................... Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 10j)................................................................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 8h) ................................................................. Resultado Financeiro de Seguros, Previdência e Capitalização (Nota 8h) ........................................................... Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 8e-v) ....................................................................... Resultado de Operações de Câmbio (Nota 11a) .................................................................................................. Resultado das Aplicações Compulsórias (Nota 9b) .............................................................................................. Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros..........................................................................

40.581.361 18.684.331 1.222.889 19.757.364 (2.149.545) 782.108 2.275.749 8.465

37.559.668 16.557.087 1.295.904 15.381.988 1.176.940 270.465 2.871.048 6.236

47.954.053 24.974.583 657.026 15.722.195 5.353.582 (1.850.576) 783.387 2.276.508 37.348

42.130.438 21.794.656 888.027 11.128.731 4.960.069 172.037 271.421 2.871.647 43.850

DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA .............................................................................................. Operações de Captações no Mercado (Nota 17e)................................................................................................ Atualização e Juros de Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização (Nota 17e)....................... Operações de Empréstimos e Repasses (Nota 18c) ............................................................................................ Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 10j)................................................................................................ Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Notas 3g, 10g e 10h)...............................................................

34.486.537 23.947.244 4.499.162 1.154.650 4.885.481

28.997.671 24.662.178 (455.456) 1.140.274 3.650.675

32.824.250 18.942.381 3.693.783 3.239.256 150 6.948.680

26.644.353 18.779.117 3.085.279 (441.349) 2.125 5.219.181

RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA...............................................................................

6.094.824

8.561.997

15.129.803

15.486.085

OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ........................................................................................... Receitas de Prestação de Serviços (Nota 25) ...................................................................................................... Outras Receitas de Prestação de Serviços......................................................................................................... Rendas de Tarifas Bancárias ............................................................................................................................... Prêmios Retidos de Seguros, Planos de Previdência e Capitalização (Notas 3p e 22d)...................................... Prêmios Emitidos Líquidos .................................................................................................................................. Prêmios de Resseguros ...................................................................................................................................... Variação de Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização (Nota 3p) .......................................... Sinistros Retidos (Nota 3p).................................................................................................................................... Sorteios e Resgates de Títulos de Capitalização (Nota 3p).................................................................................. Despesas de Comercialização de Planos de Seguros, Previdência e Capitalização (Nota 3p) ........................... Despesas de Pessoal (Nota 26) ............................................................................................................................ Outras Despesas Administrativas (Nota 27).......................................................................................................... Despesas Tributárias (Nota 28) ............................................................................................................................. Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 13b) .................................................................. Outras Receitas Operacionais (Nota 29)............................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 30).............................................................................................................

(1.648.305) 4.155.797 2.415.623 1.740.174 (4.666.308) (5.082.478) (869.321) 6.328.455 621.133 (2.135.583)

(2.965.490) 3.677.904 2.317.385 1.360.519 (3.899.388) (4.611.609) (953.728) 3.864.786 2.687.407 (3.730.862)

(7.522.716) 8.169.369 6.293.559 1.875.810 20.840.891 20.987.758 (146.867) (10.215.581) (6.189.861) (1.508.505) (1.097.177) (5.925.534) (6.612.367) (1.935.672) 58.777 1.652.956 (4.760.012)

(6.752.498) 7.043.422 5.487.536 1.555.886 17.352.002 17.472.664 (120.662) (8.245.408) (5.442.389) (1.190.916) (901.100) (5.040.556) (6.129.579) (1.923.341) 50.065 4.359.442 (6.684.140)

RESULTADO OPERACIONAL .............................................................................................................................

4.446.519

5.596.507

7.607.087

8.733.587

RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 31) ....................................................................................................

(52.025)

(37.763)

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO E PARTICIPAÇÕES .............................................

4.394.494

5.558.744

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Notas 35a e 35b) .............................................................

1.231.010

PARTICIPAÇÃO MINORITÁRIA NAS CONTROLADAS......................................................................................

-

-

LUCRO LÍQUIDO..................................................................................................................................................

5.625.504

5.487.428

JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO E DIVIDENDOS (Nota 24c) ................................................................... Número de ações em circulação (Notas 24a e 24b) ............................................................................................. Lucro por ação em R$ ...........................................................................................................................................

1.915.708 3.817.769.181 1,47

1.876.152 3.822.307.581 1,44

(71.316)

(112.236)

(129.542)

7.494.851

8.604.045

(1.835.580)

(3.018.917)

(33.767)

(97.700)

5.625.504

5.487.428

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

15

...continuação

Banco Bradesco S.A. Companhia Aberta CNPJ 60.746.948/0001-12 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil CAPITAL REALIZADO CAPITAL SOCIAL

Eventos

RESERVAS DE CAPITAL ÁGIO POR SUBSCRIÇÃO DE AÇÕES OUTROS

CAPITAL A REALIZAR

Saldos em 31.12.2010.......................................................................

30.000.000

(1.500.000)

Aumento de Capital com Reservas ....................................................

100.000

-

Aumento de Capital por Subscrição de Ações ...................................

-

1.500.000

Aquisição de Ações em Tesouraria ....................................................

-

Ágio na Subscrição de Ações.............................................................

-

Ajustes de Avaliação Patrimonial........................................................

-

AJUSTE DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL

RESERVAS DE LUCROS LEGAL

56.465

6.149

(56.465)

(6.149)

ESTATUTÁRIA

2.755.385

PRÓPRIAS

AÇÕES EM TESOURARIA

CONTROLADAS

172.294

-

-

-

-

-

-

-

-

1.500.000

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

11.441

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

(24.396)

(10.049)

-

TOTAIS

16.726.601

(37.386)

(163.995)

LUCROS ACUMULADOS

(53.042)

(245.361)

-

11.441

-

-

(269.757)

-

-

-

-

-

-

-

-

-

5.487.428

Destinações: - Reservas ....................................................................

-

-

-

-

274.371

3.336.905

-

-

-

(3.611.276)

- Juros sobre o Capital Próprio Pagos..........................

-

-

-

-

-

-

-

-

-

(1.560.353)

-

(315.799)

- Dividendos Pagos ......................................................

-

-

-

-

-

-

-

Saldos em 30.6.2011.........................................................................

30.100.000

-

11.441

-

2.992.370

20.063.506

147.898

(409.356)

(63.091)

(328.343)

(750.856)

Saldos em 31.12.2011.......................................................................

30.100.000

-

11.441

-

3.269.412

23.463.119

Aquisição de Ações em Tesouraria ....................................................

-

-

-

-

-

-

-

-

Ajustes de Avaliação Patrimonial........................................................

-

-

-

-

-

-

568.817

4.061.637

(53.042)

-

Lucro Líquido......................................................................................

-

48.042.850

5.487.428 (1.560.353) (315.799)

-

52.842.768

(183.109)

-

55.581.664

(1.826)

-

-

(1.826)

-

4.630.454 5.625.504

Lucro Líquido......................................................................................

-

-

-

-

-

-

-

-

-

5.625.504

Destinações: - Reservas ....................................................................

-

-

-

-

281.275

3.428.521

-

-

-

(3.709.796)

-

- Juros sobre o Capital Próprio Pagos e/ou Provisionados .............................................................

-

-

-

-

-

-

-

-

-

(1.548.500)

- Dividendos Pagos ......................................................

-

-

-

-

-

-

-

-

-

(367.208)

Saldos em 30.6.2012.........................................................................

30.100.000

-

11.441

-

3.550.687

26.891.640

240.474

3.310.781

(184.935)

-

(1.548.500) (367.208) 63.920.088

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

FLUXO DE CAIXA EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil BRADESCO MÚLTIPLO 2012

BRADESCO CONSOLIDADO 2011

2012

2011

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ...............................................................

4.394.494

5.558.744

7.494.851

8.604.045

Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos...............................................................................................

2.593.842

4.420.936

14.035.588

14.581.750

Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ...............................................................................................

4.885.481

3.650.675

6.948.680

5.219.181

Depreciações e Amortizações ...........................................................................................................................

887.393

787.252

1.328.551

1.170.985

Perdas por Impairment/Provisões/(Reversões) por Desvalorização de Ativos..................................................

(753)

(Reversão)/Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais.................................................................

1.397.805

Despesas com Atualização e Juros de Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização ............

5.766

-

5.967

3.711.840

1.929.883

4.905.664

-

3.693.783

3.085.279

-

Resultado de Participações em Coligadas e Controladas.................................................................................

(6.328.455)

(3.864.786)

(Ganho)/Perda na Venda de Investimentos ......................................................................................................

-

-

(Ganho)/Perda na Venda de Imobilizado ...........................................................................................................

5.928

2.996

(58.777)

(50.065)

(34.566)

-

6.538

2.784

(Ganho)/Perda na Venda de Bens não de Uso Próprio .....................................................................................

31.213

37.857

95.469

127.687

Outros ................................................................................................................................................................

1.715.230

89.336

126.027

114.268

Lucro Líquido Ajustado Antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ................................................

6.988.336

9.979.680

21.530.439

23.185.795

(Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez......................................................................

5.836.282

(667.943)

26.945.919

1.141.492

(Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos ..............................

38.299.971

(12.088.772)

12.985.346

(10.013.598)

(Aumento) em Relações Interfinanceiras e Interdependências .........................................................................

(1.391.082)

(1.431.801)

(1.441.678)

(1.493.745)

(Aumento) em Operações de Crédito e de Arrendamento Mercantil.................................................................

(11.915.991)

(19.650.284)

(15.325.511)

(22.497.236)

(Aumento) em Prêmios de Seguros a Receber .................................................................................................

-

-

Aumento em Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização .....................................................

-

-

Aumento/(Redução) em Resultados de Exercícios Futuros ..............................................................................

5.507

(Aumento) em Outros Créditos e Outros Valores e Bens ..................................................................................

(8.821.213)

(Aumento) em Depósitos Compulsórios no Banco Central do Brasil.................................................................

10.839.970

Aumento/(Redução) em Depósitos....................................................................................................................

(30.972.967)

(443.885)

(371.824)

4.442.329

3.675.933

(820)

(55.966)

(10.526.164)

(9.460.490)

36.337

144.873 (8.553.849)

10.841.398

27.039.716

34.581

(354.293)

20.360.312

Aumento/(Redução) em Captações no Mercado Aberto ...................................................................................

34.795.689

(4.001.405)

28.526.025

(7.292.665)

Aumento em Recursos de Emissão de Títulos ..................................................................................................

9.756.395

14.074.689

9.635.767

11.369.611

Aumento/(Redução) em Obrigações por Empréstimos e Repasses .................................................................

(5.414.863)

6.760.135

(5.352.660)

7.011.404

Aumento em Outras Obrigações .......................................................................................................................

8.842.381

7.561.596

10.203.704

4.364.515

Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos................................................................................................

(551.171)

Caixa Líquido Proveniente/Utilizado das Atividades Operacionais ...............................................................

(4.427.684)

(3.466.796)

56.297.244

16.588.202

(496.762)

88.248.760

17.598.803

(53.404.964)

(7.076.608)

Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (61.663.273)

(6.782.363)

(Aumento)/Redução em Títulos Mantidos até o Vencimento ...............................................................................

(Aumento) em Títulos Disponíveis para Venda....................................................................................................

612.450

1.954

(618.474)

(888.679)

Alienação de Bens Não de Uso Próprio ..............................................................................................................

34.192

37.142

57.219

104.863

Alienação de Investimentos .................................................................................................................................

-

-

116.216

2.594

Alienação de Imobilizado de Uso e de Arrendamento.........................................................................................

981.418

370.507

264.612

8.398

Redução do Intangível.........................................................................................................................................

9.633

13.439

-

-

Redução do Diferido ............................................................................................................................................

146

-

-

-

Aquisição de Bens Não de Uso Próprio ..............................................................................................................

(148.878)

(105.894)

(362.023)

(289.465)

Aquisição de Investimentos .................................................................................................................................

(39.271)

(218.126)

(2.233)

(130.249)

Aquisição de Imobilizado de Uso e de Arrendamento.........................................................................................

(320.288)

(337.679)

(895.310)

(439.797)

Aplicação no Intangível........................................................................................................................................

(512.715)

(433.769)

(842.560)

(630.921)

Aplicação no Diferido...........................................................................................................................................

-

Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos ......................................................................................

594.770

Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Investimentos.........................................................

(151) 6.334

-

-

54.332

49.765

(52.193.507)

(7.742.851)

(63.891.494)

(8.995.854)

Aumento/(Redução) em Dívidas Subordinadas ..................................................................................................

7.192.546

(1.752.481)

7.181.029

(1.751.235)

Aumento de Capital em Dinheiro e Ágio na Subscrição de Ações......................................................................

-

Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento:

Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Pagos .............................................................................................

1.511.441

(2.550.793)

Participações dos Acionistas Minoritários ...........................................................................................................

(2.300.298)

-

Aquisições de Ações Próprias .............................................................................................................................

-

-

(1.826)

1.511.441

(2.550.793)

(53.042)

(2.300.298)

(62.130)

29.627

(1.826)

(53.042)

Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Financiamento........................................................

4.639.927

(2.594.380)

4.566.280

Aumento/Redução de Caixa e Equivalentes de Caixa .....................................................................................

8.743.664

6.250.971

28.923.546

(2.563.507) 6.039.442

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ...............................................................................................

57.284.653

36.481.568

36.860.152

36.240.382

Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ..................................................................................................

66.028.317

42.732.539

65.783.698

42.279.824

Aumento/Redução Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa ......................................................................

8.743.664

6.250.971

28.923.546

6.039.442

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil BRADESCO MÚLTIPLO %

2011

%

BRADESCO CONSOLIDADO % 2011

Descrição

2012

2012

1 - Receitas.........................................................................................

38.402.362

361,4

36.681.760

332,0

48.313.318

307,0

43.541.615

% 274,0

1.1) Intermediação Financeira.....................................................

40.581.361

381,9

37.559.668

339,9

47.954.053

304,7

42.130.438

265,1

1.2) Prestação de Serviços..........................................................

4.155.797

39,1

3.677.904

33,3

8.169.369

51,9

7.043.422

44,3

1.3) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ..............

(4.885.481)

(46,0)

(3.650.675)

(33,0)

(6.948.680)

(44,1)

(5.219.181)

(32,8)

1.4) Outras ....................................................................................

(1.449.315)

(13,6)

(905.137)

(8,2)

(861.424)

(5,5)

(413.064)

(2,6)

2 - Despesas de Intermediação Financeira .....................................

(29.601.056)

(278,6)

(25.346.996)

(229,4)

(25.875.570)

(164,4)

(21.425.172)

(134,8)

3 - Insumos Adquiridos de Terceiros...............................................

(3.424.409)

(32,3)

(3.363.400)

(30,5)

(5.428.336)

(34,6)

(5.102.485)

(32,1)

Materiais, água, energia e gás.......................................................

(230.132)

(2,2)

(210.630)

(1,9)

(298.869)

(1,9)

(291.103)

(1,8)

Serviços de terceiros .....................................................................

(829.321)

(7,8)

(896.076)

(8,1)

(1.664.698)

(10,6)

(1.713.146)

(10,8)

Comunicação .................................................................................

(540.319)

(5,1)

(521.663)

(4,7)

(824.735)

(5,2)

(768.613)

(4,8)

Serviços do sistema financeiro ......................................................

(240.127)

(2,3)

(158.347)

(1,4)

(326.341)

(2,1)

(229.825)

(1,4)

Propaganda, promoções e publicidade..........................................

(186.123)

(1,8)

(228.146)

(2,1)

(314.701)

(2,0)

(395.887)

(2,5)

Transporte ......................................................................................

(374.473)

(3,5)

(309.902)

(2,8)

(427.026)

(2,7)

(358.904)

(2,3)

Processamento de dados ..............................................................

(382.218)

(3,6)

(312.167)

(2,8)

(530.148)

(3,4)

(444.380)

(2,8)

Manutenção e conservação de bens .............................................

(385.537)

(3,6)

(323.738)

(2,9)

(290.757)

(1,8)

(261.425)

(1,6)

Segurança e vigilância ...................................................................

(202.345)

(1,9)

(153.229)

(1,4)

(205.012)

(1,3)

(155.935)

(1,0)

Viagens ..........................................................................................

(22.453)

(0,2)

(32.744)

(0,3)

(66.492)

(0,4)

(70.881)

(0,4)

Outras ............................................................................................

(31.361)

(0,3)

(216.758) 7.971.364

(2,1)

17.009.412

(3,2) 108,0

(412.386) 17.013.958

(2,7)

5.376.897

50,5

5 - Depreciação e Amortização ........................................................

(1.078.609)

(10,1)

(7,1)

(1.328.551)

(8,4)

(1.170.985)

(7,4)

6 - Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade (4-5).........

4.298.288

40,4

7.184.112

65,0

15.680.861

99,6

15.842.973

99,7

7 - Valor Adicionado Recebido em Transferência ...........................

6.328.455

59,6

3.864.786

35,0

58.777

0,4

50.065

0,3

Resultado de Participações em Coligadas ....................................

6.328.455

59,6

3.864.786

35,0

58.777

0,4

50.065

0,3

8 - Valor Adicionado a Distribuir (6+7).............................................

10.626.743

100,0

11.048.898

100,0

15.739.638

100,0

15.893.038

100,0

9 - Distribuir Valor Adicionado .........................................................

10.626.743

100,0

11.048.898

100,0

15.739.638

100,0

15.893.038

100,0

9.1) Pessoal ..................................................................................

4.020.137

37,8

3.373.896

30,6

5.132.109

32,7

4.371.681

27,6

Proventos ................................................................................

2.170.545

20,4

1.775.859

16,1

2.755.509

17,5

2.341.764

14,7

Benefícios ...............................................................................

936.875

8,8

769.388

7,0

1.202.444

7,6

1.005.968

6,3

FGTS ......................................................................................

201.032

1,9

172.577

1,6

251.039

1,6

216.633

1,4

(787.252)

72,1

(479.557)

4 - Valor Adicionado Bruto (1-2-3)....................................................

107,1

Outros .....................................................................................

711.685

6,7

656.072

5,9

923.117

6,0

807.316

5,2

9.2) Impostos, Taxas e Contribuições ........................................

284.482

2,6

1.550.536

13,9

4.564.677

29,0

5.611.133

35,3

Federais ..................................................................................

110.874

1,0

1.397.393

12,5

4.289.434

27,3

5.384.172

33,9

Estaduais ................................................................................

1.059

-

1.252

-

3.592

-

2.109

-

Municipais ...............................................................................

172.549

1,6

151.891

1,4

271.651

1,7

224.852

1,4

9.3) Remuneração de Capitais de Terceiros ..............................

696.620

6,6

637.038

5,8

383.581

2,4

325.096

2,0

Aluguéis ..................................................................................

483.935

4,6

409.483

3,7

378.217

2,4

319.370

2,0

Arrendamento de bens ...........................................................

212.685

2,0

227.555

2,1

5.364

-

5.726

-

9.4) Remuneração de Capitais Próprios ....................................

5.625.504

53,0

5.487.428

49,7

5.659.271

35,9

5.585.128

35,1

Juros sobre o Capital Próprio .................................................

1.548.500

14,6

1.560.353

14,1

1.548.500

9,8

1.560.353

9,8

Dividendos ..............................................................................

367.208

3,5

315.799

2,9

367.208

2,3

315.799

2,0

Lucros Retidos ........................................................................

3.709.796

34,9

3.611.276

32,7

3.709.796

23,6

3.611.276

22,7

Participação dos Minoritários nos Lucros Retidos..................

-

-

-

-

33.767

0,2

97.700

0,6

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

...continuação

Banco Bradesco S.A. Companhia Aberta CNPJ 60.746.948/0001-12 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Apresentamos as Notas Explicativas que integram o conjunto das Demonstrações Contábeis do Bradesco, distribuídas da seguinte forma: 1)

CONTEXTO OPERACIONAL

13) INVESTIMENTOS

24) PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONTROLADOR)

2)

APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

14) IMOBILIZADO DE USO E DE ARRENDAMENTO

25) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

3)

PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS

15) DIFERIDO

26) DESPESAS DE PESSOAL

4)

INFORMAÇÕES PARA EFEITO DE COMPARABILIDADE

16) INTANGÍVEL

27) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

5)

BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO AJUSTADOS POR

17) DEPÓSITOS, CAPTAÇÕES NO MERCADO ABERTO E RECURSOS DE EMISSÃO DE

28) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

SEGMENTO DE NEGÓCIO - CONSOLIDADO

TÍTULOS

29) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

6)

CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

18) OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E REPASSES

30) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

7)

APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ

19) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E

31) RESULTADO NÃO OPERACIONAL

8)

TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS

9)

RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS - CRÉDITOS VINCULADOS

PREVIDENCIÁRIAS

32) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS (DIRETAS E INDIRETAS)

20) DÍVIDAS SUBORDINADAS

33) INSTRUMENTOS FINANCEIROS

10) OPERAÇÕES DE CRÉDITO

21) OUTRAS OBRIGAÇÕES

34) BENEFÍCIOS A EMPREGADOS

11) OUTROS CRÉDITOS

22) OPERAÇÕES DE SEGUROS, PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO

35) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

12) OUTROS VALORES E BENS

23) PARTICIPAÇÃO MINORITÁRIA NAS CONTROLADAS

36) OUTRAS INFORMAÇÕES

1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Bradesco S.A. (Bradesco) é uma companhia aberta de direito privado que, operando na forma de Banco Múltiplo, desenvolve atividades bancárias em todas as modalidades autorizadas, por meio de suas carteiras comerciais, de operações de câmbio, de crédito ao consumidor e de crédito imobiliário. Por intermédio de suas controladas, atua direta e indiretamente, em diversas outras atividades, com destaque para Arrendamento Mercantil, Banco de Investimentos, Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, Administração de Consórcios, Cartões de Crédito, Empreendimentos Imobiliários, Seguros, Previdência e Capitalização. As operações são conduzidas no contexto do conjunto das empresas da Organização Bradesco, atuando no mercado de modo integrado. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis consolidadas do Bradesco abrangem as demonstrações contábeis do Banco Bradesco, suas agências no exterior, empresas controladas e empresas de controle compartilhado, no país e no exterior, bem como entidades de propósito específico (EPE), e foram elaboradas a partir de diretrizes contábeis emanadas das Leis nº 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e nº 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (Bacen), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), quando aplicável, do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), da Superintendência de Seguros Privados (Susep), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e consideram as demonstrações contábeis das sociedades de arrendamento mercantil pelo método financeiro, com a reclassificação do imobilizado de arrendamento para a rubrica de operações de arrendamento mercantil, deduzido do valor residual recebido antecipadamente. Para a elaboração dessas demonstrações contábeis consolidadas, foram eliminadas as participações de uma empresa em outra, os saldos de contas patrimoniais, as receitas, as despesas e os lucros não realizados entre as empresas, bem como foram destacadas as parcelas do lucro líquido e do patrimônio líquido referentes às participações dos acionistas minoritários. No caso dos investimentos nas sociedades em que o controle acionário é compartilhado com outros acionistas, os componentes do ativo, do passivo e do resultado foram agregados às demonstrações contábeis consolidadas na proporção da participação no capital social de cada investida. Os ágios apurados nas aquisições de investimentos em empresas controladas/coligadas e empresas de controle compartilhado estão apresentados em investimentos e intangível (Nota 16a). A variação cambial das operações das agências e empresas controladas no exterior está apresentada nas rubricas de resultado com instrumentos financeiros derivativos e de operações de empréstimos e repasses, para eliminar o efeito dos instrumentos de proteção desses investimentos. As demonstrações contábeis incluem estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; cálculo de provisões técnicas de seguros, planos de previdência complementar e capitalização; e a determinação da vida útil de determinados ativos. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis consolidadas do Bradesco foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 20 de julho de 2012. Destacamos as principais sociedades, com participação direta e indireta, incluídas nas demonstrações contábeis consolidadas em 30 de junho: Participação total Atividade 2012 2011 Ramo Financeiro - País Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. ........................ Bancária 100,00% 100,00% Banco Alvorada S.A. .......................................................................................... Bancária 99,95% 99,95% Banco Bradesco Financiamentos S.A. .............................................................. Bancária 100,00% 100,00% Banco Bankpar S.A. .......................................................................................... Bancária 100,00% 100,00% Banco Bradesco BBI S.A. .................................................................................. Banco de investimentos 98,35% 98,35% Banco Boavista Interatlântico S.A. ..................................................................... Bancária 100,00% 100,00% Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. .............................................................. Arrendamento 100,00% 100,00% Banco Bradesco Cartões S.A. ........................................................................... Cartões 100,00% 100,00% Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. .................................................. Adm. de consórcios 100,00% 100,00% Banco BERJ S.A. (2) .......................................................................................... Bancária 100,00% Leasing S.A. Arrendamento Mercantil................................................ Arrendamento 100,00% 100,00% Bradesco Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários .................................. Corretora 100,00% 100,00% BRAM - Bradesco Asset Management S.A. DTVM ............................................ Adm. de ativos 100,00% 100,00% Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. ....................................... Corretora 100,00% 100,00% Banco Bradescard S.A. (5) ................................................................................. Cartões 100,00% 100,00% Cielo S.A. (1) ...................................................................................................... Prestação de serviços 28,65% 28,65% Cia. Brasileira de Soluções e Serviços - Alelo (1) .............................................. Prestação de serviços 50,01% 50,01% Tempo Serviços Ltda. ........................................................................................ Prestação de serviços 100,00% 100,00% Ramo Financeiro - Exterior Banco Bradesco Argentina S.A. ........................................................................ Banco Bradesco Europa S.A. ............................................................................ Banco Bradesco S.A. Grand Cayman Branch (3)............................................... Banco Bradesco New York Branch ..................................................................... Bradesco Securities, Inc. ................................................................................... Bradesco Securities, UK. ...................................................................................

Bancária Bancária Bancária Bancária Corretora Corretora

99,99% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00%

99,99% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00%

Ramo Segurador, de Previdência e de Capitalização Atlântica Capitalização S.A. ............................................................................... Bradesco Argentina de Seguros S.A. ................................................................ Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros ....................................................... Bradesco Capitalização S.A. ............................................................................. Bradesco Saúde S.A. ........................................................................................ Odontoprev S.A. ................................................................................................ Bradesco Seguros S.A. ..................................................................................... Bradesco Vida e Previdência S.A. ..................................................................... Atlântica Companhia de Seguros .......................................................................

Capitalização Seguradora Seguradora Capitalização Seguradora/Saúde Saúde dental Seguradora Previdência/Seguradora Seguradora

100,00% 99,90% 100,00% 100,00% 100,00% 43,50% 100,00% 100,00% 100,00%

100,00% 99,90% 100,00% 100,00% 100,00% 43,50% 100,00% 100,00% 100,00%

Outras Atividades Andorra Holdings S.A. ....................................................................................... Holding 100,00% 100,00% Bradseg Participações S.A. ............................................................................... Holding 100,00% 100,00% Bradescor Corretora de Seguros Ltda. .............................................................. Corretora de seguros 100,00% 100,00% Bradesplan Participações Ltda. ......................................................................... Holding 100,00% 100,00% BSP Empreendimentos Imobiliários S.A. (4) ...................................................... Imobiliária 100,00% Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi .............................................. Aquisição de créditos 100,00% 100,00% Columbus Holdings S.A. .................................................................................... Holding 100,00% 100,00% Nova Paiol Participações Ltda. .......................................................................... Holding 100,00% 100,00% Scopus Tecnologia Ltda. .................................................................................... Informática 100,00% 100,00% União Participações Ltda. .................................................................................. Holding 100,00% 100,00% (1) Empresa consolidada proporcionalmente, em consonância com a Resolução nº 2.723/00 do CMN e Instrução CVM nº 247/96; (2) Empresa adquirida em leilão realizado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro em maio de 2011 e consolidada a partir de novembro de 2011, quando da aprovação pelo Bacen; (3) Está sendo consolidada a entidade de propósito específico denominada International Diversified Payment Rights Company, sociedade participante da operação de securitização do fluxo futuro de ordens de pagamentos recebidas do exterior (Nota 17d); (4) Empresa constituída em outubro de 2011; e (5) Atual denominação do Banco Ibi S.A. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis consolidadas estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional do Bradesco. Substancialmente, as operações das agências e controladas no exterior são, na essência, uma extensão das atividades do Brasil, portanto, os ativos, os passivos e os resultados são ajustados às diretrizes contábeis vigentes no Brasil e convertidos para reais, de acordo com as taxas de câmbio da moeda local. Ganhos e perdas resultantes do processo de conversão são alocados no resultado do período nas rubricas de “Instrumentos Financeiros Derivativos” e “Operações de Empréstimos e Repasses”.

g) Operações de crédito, de arrendamento mercantil, adiantamentos sobre contratos de câmbio, outros créditos com características de concessão de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito, de arrendamento mercantil, adiantamentos sobre contratos de câmbio e outros créditos com características de concessão de crédito são classificados nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes da seguinte forma: Período de atraso (1) Classificação do cliente - de 15 a 30 dias......................................................................................................................................................................... B - de 31 a 60 dias......................................................................................................................................................................... C - de 61 a 90 dias......................................................................................................................................................................... D - de 91 a 120 dias....................................................................................................................................................................... E - de 121 a 150 dias..................................................................................................................................................................... F - de 151 a 180 dias..................................................................................................................................................................... G - superior a 180 dias................................................................................................................................................................... H (1) Para as operações com prazo a decorrer superior a 36 meses é realizada a contagem em dobro dos períodos de atraso, conforme facultado pela Resolução nº 2.682/99 do CMN. A atualização (accrual) das operações vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando, então, são baixadas contra a provisão existente e controladas em conta de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação são classificadas como nível “H”, e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidos quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação, ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. A provisão estimada para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em conta as normas e instruções do CMN e do Bacen, associadas às avaliações realizadas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. As modalidades, valores, prazos, níveis de risco, concentração, setor da atividade econômica, renegociação e receitas das operações de crédito, bem como a composição das despesas e das contas patrimoniais da provisão para créditos de liquidação duvidosa estão apresentados na Nota 10. Operações de arrendamento mercantil - Bradesco Múltiplo A carteira de arrendamento mercantil é constituída por contratos celebrados ao amparo da Portaria nº 140/84, do Ministério da Fazenda, que contém cláusulas de: a) não cancelamento; b) opção de compra; e c) atualização pós-fixada ou prefixada e são contabilizados de acordo com as normas estabelecidas pelo Bacen, conforme segue: I - Arrendamentos a receber Refletem o saldo das contraprestações a receber, atualizadas de acordo com índices e critérios estabelecidos contratualmente. II - Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor Residual Garantido (VRG) Registrados pelo valor contratual, em contrapartida às contas retificadoras de Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor residual a balancear, ambos apresentados pelas condições pactuadas. O VRG recebido antecipadamente é registrado em Outras Obrigações - Credores por Antecipação do Valor Residual até a data do término contratual. O ajuste a valor presente das contraprestações e do VRG a receber das operações de arrendamento mercantil financeiro é reconhecido como superveniência/insuficiência de depreciação no imobilizado de arrendamento mercantil, objetivando compatibilizar as práticas contábeis. Nas operações que apresentem atraso igual ou superior a sessenta dias, a apropriação ao resultado passa a ocorrer quando do recebimento das parcelas contratuais, de acordo com a Resolução nº 2.682/99 do CMN. III - Imobilizado de arrendamento É registrado pelo custo de aquisição, deduzido das depreciações acumuladas. A depreciação é calculada pelo método linear, com o benefício de redução de 30% na vida útil normal do bem, prevista na legislação vigente. As principais taxas anuais de depreciação utilizadas, base para esta redução, são as seguintes: veículos e afins, 20%; móveis e utensílios, 10%; máquinas e equipamentos, 10%; e outros bens, 10% e 20%. IV - Perdas em arrendamentos Os prejuízos apurados na venda de bens arrendados são diferidos e amortizados pelo prazo remanescente de vida útil normal dos bens, sendo demonstrados juntamente com o Imobilizado de Arrendamento (Nota 10k). V - Superveniência (insuficiência) de depreciação Os registros contábeis das operações de arrendamento mercantil são mantidos conforme exigências legais, específicas para esse tipo de operação. Os procedimentos adotados e sumariados nos itens “II” a “IV” acima diferem das práticas contábeis previstas na legislação societária brasileira, principalmente no que concerne ao regime de competência no registro das receitas e despesas relacionadas aos contratos de arrendamento mercantil. Em consequência, de acordo com a Circular Bacen nº 1.429/89, foi calculado o valor presente das contraprestações em aberto, utilizando-se a taxa interna de retorno de cada contrato, registrando-se uma receita ou despesa de arrendamento mercantil, em contrapartida às rubricas de superveniência ou insuficiência de depreciação, respectivamente, registradas no Ativo Permanente, com o objetivo de adequar as operações de arrendamento mercantil ao regime de competência (Nota 10k). h) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre prejuízo fiscal, base negativa de contribuição social e de adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e as provisões para as obrigações fiscais diferidas sobre superveniência de depreciação e ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários são registradas na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”, sendo que para a superveniência de depreciação é aplicada somente a alíquota de imposto de renda. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Os créditos tributários sobre prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social serão realizados de acordo com a geração de lucros tributáveis, observado o limite de 30% do lucro real do período-base. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas financeiras e do ramo segurador, e de 9% para as demais empresas. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. A composição dos valores de imposto de renda e contribuição social, a demonstração dos seus cálculos, a origem e previsão de realização dos créditos tributários, bem como os valores dos créditos tributários não ativados estão apresentados na Nota 35. i) Despesas antecipadas São representadas pelas aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, sendo registradas no resultado de acordo com o princípio da competência. Os custos incorridos que estão relacionados com ativos correspondentes, que gerarão receitas em períodos subsequentes, são apropriados ao resultado de acordo com os prazos e montantes dos benefícios esperados e baixados diretamente no resultado, quando os bens e direitos correspondentes já não fizerem parte dos ativos da instituição ou os benefícios futuros esperados não puderem ser realizados. A composição das despesas antecipadas está apresentada na Nota 12b.

j) Investimentos Os investimentos em empresas controladas, empresas de controle compartilhado e empresas coligadas, com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. b) Apuração do resultado As empresas controladas e de controle compartilhado foram consolidadas e a composição das principais empresas encontra-se na Nota 2. A composição O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados das empresas coligadas, bem como de outros investimentos, encontra-se na Nota 13. dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas k) Imobilizado em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério pro rata dia e Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. com base no método linear. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: imóveis de uso - 4% ao ano; móveis e utensílios e máquinas e equipamentos - 10% ao ano; sistemas de transportes - 20% ao ano; As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. Os prêmios de seguros e cosseguros deduzidos dos prêmios cedidos em cosseguro e resseguro e as comissões correspondentes, são apropriados ao e sistemas de processamento de dados - de 20% a 50% ao ano, e ajustado por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. resultado quando da emissão das respectivas apólices e faturas de seguro, e apropriados, em bases lineares, no decorrer do prazo de vigência das apólices, A composição dos valores dos custos dos bens e suas depreciações correspondentes, inclusive provenientes de arrendamentos mercantis operacionais, por meio de constituição e reversão da provisão de prêmios não ganhos e das despesas de comercialização diferidas (custos de aquisição diferidos). As bem como a mais-valia não registrada para imóveis e os índices de imobilização estão apresentados na Nota 14. receitas de prêmios e as correspondentes despesas de comercialização (custos de aquisição diferidos), relativas aos riscos vigentes ainda sem emissão l) Ativo diferido - Bradesco Múltiplo das respectivas apólices, são reconhecidas ao resultado no início da cobertura do risco, em bases estimadas. Está registrado ao custo de aquisição ou formação, líquida das respectivas amortizações acumuladas de 20% ao ano, calculadas pelo método linear. A As receitas e despesas decorrentes de operações de seguros do ramo DPVAT são contabilizadas com base nas informações recebidas da Seguradora Líder partir de 8 de dezembro de 2008, as novas operações passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357/08 do Bacen. dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A. As operações de cosseguros aceitos e de retrocessões são contabilizadas com base nas informações recebidas das congêneres e do IRB - Brasil Resseguros S.A., respectivamente. As operações de resseguro mantidas com o IRB Brasil Resseguros S.A. são contabilizadas com base nos movimentos operacionais e financeiros enviados pelo IRB e as operações mantidas com outros resseguradores são registradas com base em prestações de contas que estão sujeitas à análise pelos resseguradores. O diferimento dos prêmios de resseguros cedidos é realizado de forma consistente com o respectivo prêmio de seguro relacionado e/ou contrato de resseguro. As angariações e agenciamento das operações de seguros são diferidos e apropriados ao resultado, de forma linear, pelo prazo de 12 meses. As contribuições de planos de previdência complementar e os prêmios de seguros de vida com cobertura de sobrevivência são reconhecidos no resultado quando efetivamente recebidos. As receitas dos planos de capitalização são reconhecidas contabilmente quando de seu efetivo recebimento. A partir de 2011, a Companhia adotou a prática de reconhecimento de títulos prescritos. As receitas com planos de capitalização prescritos são reconhecidas após período de prescrição, nos termos do artigo 206 do Código Civil Brasileiro. As despesas com colocação de títulos de capitalização, classificadas como “Custos de Aquisição”, são reconhecidas contabilmente quando incorridas. Os pagamentos dos resgates por sorteios são considerados como despesas do mês em que os mesmos se realizam. As despesas com provisões técnicas de previdência e capitalização são contabilizadas simultaneamente ao reconhecimento das correspondentes receitas.

m) Intangível Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. É composto por: • Rentabilidade futura/carteira de clientes adquirida e aquisição de direito para prestação de serviços bancários: são registradas e amortizadas, quando aplicável, em um período no qual o ativo deverá contribuir, direta ou indiretamente, para o fluxo de caixa futuro, e ajustadas por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável; e • Software: são registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% a 50% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustado por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de software são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. A composição dos ágios e dos demais ativos intangíveis, incluindo a movimentação desses direitos por classe, está apresentada na Nota 16.

n) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment). Caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao Os valores das perdas por impairment, quando aplicáveis, estão apresentados na Nota 16 (b e c). custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. o) Depósitos e captações no mercado aberto A composição, os prazos e os rendimentos auferidos das aplicações interfinanceiras de liquidez estão apresentados na Nota 7. São demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base e) Títulos e valores mobiliários - Classificação pro rata dia. • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos A composição dos papéis registrados em depósitos e captações no mercado aberto, bem como seus prazos e valores contabilizados em contas patrimoniais dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; e de resultado, estão apresentados na Nota 17. • Títulos disponíveis para venda - são aqueles que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos, em contrapartida ao resultado do período e ajustados pelo valor de mercado em p) Provisões técnicas relacionadas às atividades de seguros, previdência e capitalização • Seguros de danos, saúde e seguros de pessoas, exceto vida individual: contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São – A provisão de prêmios não ganhos (PPNG) é calculada pro rata dia, com base nos prêmios líquidos de cessão de cosseguros, porém contemplando registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. as operações de transferência em resseguro, e é constituída pela parcela correspondentes aos períodos de riscos não decorridos dos contratos de Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são seguros e contempla estimativa para os riscos vigentes mas não emitidos (RVNE); demonstrados no balanço patrimonial consolidado pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado – A provisão complementar de prêmio (PCP) é constituída mensalmente para complementar a PPNG e considera estimativa para os riscos vigentes ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os mas não emitidos (RVNE); valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as – A provisão de insuficiência de prêmios é constituída quando constatada insuficiência na provisão de prêmios não ganhos para cobertura dos sinistros quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. a ocorrer, considerando o valor esperado de indenizações e despesas relacionadas, ao longo dos prazos a decorrer referentes aos riscos vigentes na A classificação, composição e segmentação dos títulos e valores mobiliários estão apresentadas na Nota 8 (a até d). data-base de cálculo. Para seguros de pessoas, a provisão é constituída para fazer face às diferenças resultantes entre o valor presente esperado de indenizações e despesas relacionadas futuras e o valor presente esperado dos prêmios futuros; f) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) – A provisão matemática de benefícios a conceder (PMBaC) é calculada pela diferença entre o valor atual dos benefícios futuros e o valor atual das São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em conta se sua finalidade é para proteção contribuições futuras, correspondentes às obrigações assumidas; contra risco (hedge) ou não. – A provisão de benefícios a conceder, da carteira de planos de saúde individual, refere-se à cobertura de remissão por cinco anos para os dependentes As operações que envolvem instrumentos financeiros derivativos destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global do titular em caso de falecimento deste, adotando a formulação constante na nota técnica atuarial aprovada pela ANS; do Bradesco, bem como para atender solicitações de seus clientes, no sentido de administrar suas posições. As valorizações ou desvalorizações são – A provisão de benefícios concedidos, da carteira de planos de saúde individual, é constituída pelas obrigações decorrentes das cláusulas contratuais registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. de remissão das contraprestações pecuniárias referentes à cobertura de assistência à saúde, e sua constituição obedece ao previsto na Resolução Os instrumentos financeiros derivativos utilizados para mitigar os riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado dos ativos e passivos Normativa nº 75/04 da ANS, e pelos prêmios de remissão por pagamento dos segurados participantes do seguro “Bradesco Saúde - Plano GBS”; financeiros são considerados como instrumentos de proteção (hedge) e são classificados de acordo com sua natureza em: – A provisão de resgates e outros valores a regularizar (PROVR) abrange os valores referentes aos resgates a regularizar e às devoluções de prêmios • Hedge de risco de mercado: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, bem como seus ativos e passivos financeiros relacionados, objeto ainda não transferidas para entidade receptora; de hedge, têm seus ganhos e perdas, realizados ou não realizados, registrados em conta de resultado; e – A provisão para sinistros ocorridos mas não avisados (IBNR) é apurada com base na estimativa dos sinistros que já ocorreram, mas que ainda não • Hedge de fluxo de caixa: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, têm parcela efetiva das valorizações ou desvalorizações registrada, foram avisados à seguradora; e líquida dos efeitos tributários, em conta destacada no patrimônio líquido. A parcela não efetiva do respectivo hedge é reconhecida diretamente em conta – A provisão de sinistros a liquidar (PSL) considera todos os avisos de sinistros recebidos até a data do balanço e os custos relacionados, tais como de resultado. despesas com regulação de sinistros, honorários de sucumbência, entre outros. A provisão é atualizada monetariamente e inclui todos os sinistros A composição dos valores registrados em instrumentos financeiros derivativos, tanto em contas patrimoniais quanto em contas de compensação, está em discussão judicial. apresentada na Nota 8 (e até h). c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pelo Bradesco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. A composição das disponibilidades e das aplicações registradas em caixa e equivalentes de caixa está apresentada na Nota 6.

continua...


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

17

...continuação

Banco Bradesco S.A. Companhia Aberta CNPJ 60.746.948/0001-12 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Outras provisões são constituídas, para a carteira de saúde individual, para fazer face às diferenças resultantes entre o valor presente esperado de indenizações e despesas relacionadas futuras e o valor presente dos prêmios futuros. Em relação aos seguros de danos, outras provisões técnicas referemse aos prêmios dos produtos de garantia estendida, que ainda se encontram no prazo de garantia do fabricante. • Seguros de vida individual, excluindo os seguros de contribuição variável com cobertura de sobrevivência: – A provisão de riscos não expirados (PRNE) é calculada pro rata dia, com base nos prêmios líquidos de cessão de cosseguros, porém contemplando as operações de transferência em resseguro, e é constituída pela parcela correspondente aos períodos de riscos não decorridos dos contratos de seguros e contempla estimativa para os riscos vigentes mas não emitidos (RVNE); – A provisão complementar de prêmio (PCP) é constituída mensalmente para complementar a PRNE e considera estimativa para os riscos vigentes mas não emitidos (RVNE); – A provisão matemática de benefícios a conceder (PMBaC) é calculada pela diferença entre o valor atual dos benefícios futuros e o valor atual das contribuições futuras correspondentes às obrigações; – A provisão de resgates e outros valores a regularizar (PROVR) abrange os valores referentes aos resgates a regularizar, às devoluções de prêmios e às portabilidades solicitadas e ainda não transferidas para a entidade receptora; – A provisão para eventos ocorridos e não avisados (IBNR) é apurada com base na estimativa dos sinistros que já ocorreram, mas que ainda não foram avisados à seguradora; – A provisão de benefícios a regularizar (PBR) considera todos os avisos de sinistros recebidos até a data do balanço e os custos relacionados, tais como despesas com regulação de sinistros, honorários de sucumbência, entre outros. A provisão é atualizada monetariamente e inclui todos os sinistros em discussão judicial; – A provisão de oscilação de riscos (POR) é constituída para a cobertura de eventuais desvios estatísticos entre os eventos esperados e os eventos observados; e – A provisão de oscilação financeira (POF) é constituída até o limite de 15% da provisão matemática de benefícios a conceder, relativa aos seguros de vida com garantia de rendimentos para cobrir eventuais oscilações financeiras. No cálculo dessa provisão, é utilizada a taxa de juros real de 4% ao ano. • Previdência complementar aberta e seguros de vida com cobertura de sobrevivência: – A provisão de riscos não expirados (PRNE) é calculada pro rata dia, com base nos prêmios líquidos de cessão de cosseguros, porém contemplando as operações de transferência em resseguro, e é constituída pela parcela, correspondentes aos períodos de riscos não decorridos dos contratos de seguros e contempla estimativa para os riscos vigentes mas não emitidos (RVNE); – A provisão matemática de benefícios a conceder (PMBaC) refere-se aos participantes cujos benefícios ainda não iniciaram. Nos planos de previdência, de benefício definido, a provisão representa a diferença entre o valor atual dos benefícios futuros e o valor atual das contribuições futuras, correspondentes às obrigações assumidas sob a forma de planos de aposentadoria, invalidez, pensão e pecúlio. A provisão é calculada segundo metodologia e premissas estabelecidas em notas técnicas atuariais; – As provisões matemáticas de benefícios a conceder vinculadas a seguros de vida e planos de previdência da modalidade “gerador de benefícios livres” (VGBL e PGBL), além dos planos de contribuição definida, representam o montante das contribuições efetuadas pelos participantes, líquidas de carregamento e outros encargos contratuais, acrescidas dos rendimentos financeiros gerados pela aplicação dos recursos em fundos de investimento em quotas de fundos de investimento especialmente constituídos (FIEs); – A provisão de resgates e outros valores a regularizar (PROVR) abrange os valores referentes aos resgates a regularizar, às devoluções de prêmios e às portabilidades solicitadas e ainda não transferidas para a entidade receptora; – A provisão matemática de benefícios concedidos (PMBaC) refere-se aos participantes que se encontram em gozo de benefícios e corresponde ao valor atual das obrigações futuras referentes aos pagamentos de benefícios continuados; – A provisão de insuficiência de contribuição (PIC) é constituída para fazer face a eventual oscilação desfavorável nos riscos técnicos assumidos na provisão matemática de benefícios a conceder e na provisão matemática de benefícios concedidos, considerando tendência de maior sobrevida dos participantes. Nos planos com risco de sobrevivência, a provisão é calculada atuarialmente e leva em consideração a tábua biométrica AT-2000 Male (suavizada) para homens e AT-2000 Female (suavizada) para mulheres, improvement de 1,5% ao ano e taxa real de juros de 4% ao ano. Nos planos com risco de sobrevivência de inválidos, a provisão leva em consideração a tábua biométrica AT-49 Male e taxa real de juros de 4% ao ano. Improvement é uma técnica que atualiza a tábua de sobrevivência automaticamente, considerando o aumento esperado da sobrevida futura; – A provisão de despesas administrativas (PDA) é constituída para cobrir as despesas administrativas futuras dos planos de benefício definido, de contribuição definida e de contribuição variável; – A provisão de excedente financeiro (PEF) corresponde à parte do rendimento financeiro obtido com a aplicação das provisões que excede à rentabilidade mínima dos planos de previdência com cláusula de participação de excedente financeiro; – A provisão de excedente técnico (PET) corresponde à diferença entre o valor esperado e o valor observado de eventos ocorridos no período para os planos de previdência com cláusula de participação em excedente técnico; – A provisão de eventos ocorridos mas não avisados (IBNR), relativa às operações de previdência, é constituída de acordo com as determinações da Circular Susep nº 288/05; – A provisão de benefícios a regularizar (PBR) considera todos os avisos de sinistros recebidos até a data do balanço e os custos relacionados, tais como despesas com regulação de sinistros, honorários de sucumbência, entre outros. A provisão é atualizada monetariamente e inclui todos os sinistros em discussão judicial; – A provisão de oscilação de riscos (POR) é constituída para cobertura de eventuais desvios estatísticos entre os eventos esperados e os eventos observados; e – A provisão de oscilação financeira (POF) é constituída até o limite de 15% da provisão matemática de benefícios a conceder, relativa aos planos de previdência na modalidade de contribuição variável com garantia de rendimentos para cobrir eventuais oscilações financeiras. No cálculo dessa provisão é utilizada a taxa de juros real de 4% ao ano. • Capitalização: – A provisão matemática para resgates é constituída para cada título ativo ou suspenso durante o prazo previsto nas condições gerais do plano e é calculada conforme metodologia descrita em notas técnicas atuariais; – As provisões para resgates são constituídas pelos valores dos títulos vencidos e também pelos valores dos títulos ainda não vencidos, mas que tiveram solicitação de resgate antecipado pelos clientes. As provisões são atualizadas monetariamente com base nos indexadores previstos em cada plano; – As provisões para sorteios a realizar e a pagar são constituídas para fazer face aos prêmios provenientes dos sorteios futuros (a realizar) e também aos prêmios provenientes dos sorteios em que os clientes já foram contemplados (a pagar); – A provisão de contingência é constituída para cobrir eventuais insuficiências para pagamento dos resgates solicitados e/ou dos prêmios de sorteios realizados; e – A provisão de despesa administrativa é constituída para cobrir as despesas de colocação e divulgação do plano, corretagem e demais despesas, e está em conformidade com metodologia estabelecida em nota técnica atuarial. Os valores das provisões técnicas por conta, por produto e por segmento, bem como os valores e composição dos ativos garantidores dessas provisões técnicas, estão apresentados na Nota 22.

7) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Composição e prazos Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO 1 a 30 dias

BRADESCO CONSOLIDADO 181 a 360 Acima de dias 360 dias

31 a 180 dias

2012 2011 Aplicações no mercado aberto: Posição bancada ................... 9.620.076 37.391.674 8.511.808 2.048.091 • Notas do tesouro nacional..... 5.957.129 5.083.840 1.563.343 • Letras do tesouro nacional .... 3.662.019 30.557.728 3.427.040 484.748 • Letras financeiras do tesouro 6.833.946 • Outros.................................... 928 928 Posição financiada ................ 66.620.499 35.244.687 55.620.083 10.060.593 • Letras financeiras do tesouro 128.443 17.506.530 128.443 • Notas do tesouro nacional..... 45.242.188 12.168.998 41.291.683 3.260.451 • Letras do tesouro nacional .... 21.249.868 5.569.159 14.199.957 6.800.142 Posição vendida .................... 6.014.718 5.499.129 4.017.624 1.997.094 • Letras do tesouro nacional .... 6.014.718 5.499.129 4.017.624 1.997.094 Subtotal .................................. 82.255.293 78.135.490 68.149.515 14.105.778 Aplicações em depósitos interfinanceiros: • Aplicações em depósitos interfinanceiros...................... 54.340.379 47.743.320 4.960.513 1.712.920 1.951.115 • Provisões para perdas .......... (500) (7.163) (131) (139) (230) Subtotal .................................. 54.339.879 47.736.157 4.960.382 1.712.781 1.950.885 Total em 2012 ......................... 136.595.172 73.109.897 15.818.559 1.950.885 % ............................................. 78,8 17,0 2,1 Total em 2011 ......................... 125.871.647 38.549.398 43.962.316 2.063.538 % ............................................. 44,8 51,0 2,4 b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração do resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários. BRADESCO MÚLTIPLO 2012 2011 Rendas de aplicações em operações compromissadas: Posição bancada .............................................................................. Posição financiada............................................................................ Posição vendida ............................................................................... Subtotal ........................................................................................... Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros................ Total (Nota 8h) ...............................................................................

714.610 2.951.147 444.365 4.110.122 2.776.576 6.886.698

-

1.978.788 1.978.788 1.978.788 2,1 1.571.961 1,8

2011 37.622.054 30.557.728 230.380 6.833.946 35.014.307 17.276.150 12.168.998 5.569.159 5.499.129 5.499.129 78.135.490

10.603.336 (500) 10.602.836 92.858.129 100,0

8.018.886 (7.163) 8.011.723 86.147.213 100,0

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011

1.639.993 2.426.697 503.373 4.570.063 2.524.199 7.094.262

785.165 2.880.852 444.365 4.110.382 441.650 4.552.032

1.704.746 2.362.127 503.373 4.570.246 310.424 4.880.670

8) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS Apresentamos as informações relativas a títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos: a) Resumo da classificação consolidada dos títulos e valores mobiliários por segmentos de negócio e emissor Em 30 de junho - R$ mil Seguradoras/ Financeiras Capitalização 115.241.271 3.360.876 76.706.503 1.118.163 35.382.827 2.242.713

Previdência 42.235.781 18.200 577.512

Outras Atividades 319.917 242.650 77.267

2012 161.157.845 78.085.516 38.280.319

%

Títulos para negociação ....... - Títulos públicos...................... - Títulos privados ..................... - Instrumentos financeiros derivativos (1) ........................ 3.151.941 3.151.941 - Títulos vinculados aos produtos PGBL/VGBL............ 41.640.069 41.640.069 Títulos disponíveis para venda .................................... 76.351.495 11.686.873 26.782.855 58.123 114.879.346 - Títulos públicos...................... 59.724.673 10.102.672 24.862.483 94.689.828 - Títulos privados ..................... 16.626.822 1.584.201 1.920.372 58.123 20.189.518 Títulos mantidos até o vencimento (4) ..................... 323.880 3.616.541 3.940.421 - Títulos públicos...................... 323.880 3.616.541 3.940.421 - Títulos privados ..................... Subtotal .................................. 191.916.646 15.047.749 72.635.177 378.040 279.977.612 Operações compromissadas (2) 1.984.099 7.045.542 33.433.999 66.024 42.529.664 Total geral............................... 193.900.745 22.093.291 106.069.176 444.064 322.507.276 - Títulos públicos...................... 136.755.056 11.220.835 28.497.224 242.650 176.715.765 - Títulos privados ..................... 55.161.590 3.826.914 2.497.884 135.390 61.621.778 - Títulos vinculados aos produtos PGBL/VGBL............ 41.640.069 41.640.069 Subtotal .................................. 191.916.646 15.047.749 72.635.177 378.040 279.977.612 Operações compromissadas (2) 1.984.099 7.045.542 33.433.999 66.024 42.529.664 Total geral............................... 193.900.745 22.093.291 106.069.176 444.064 322.507.276 q) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de b) Composição da carteira consolidada por emissor acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: 2012 • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais Valor de ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da mercado/ Valor de capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, 1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de contábil custo são divulgados nas notas explicativas; dias dias dias 360 dias (5) (6) (7) atualizado • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a Títulos (3) complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para Títulos públicos ............................. 37.605.700 1.736.951 22.992.947 114.380.167 176.715.765 167.665.110 Letras financeiras do tesouro .......... 265.942 148.939 830.229 6.681.685 7.926.795 7.923.387 a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; 959.548 13.634.613 45.892.921 89.674.484 88.259.078 • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência Letras do tesouro nacional .............. 29.187.402 Notas do tesouro nacional............... 8.126.165 539.270 8.027.584 61.050.282 77.743.301 70.268.678 somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. 19.218 18.474 496.629 675.571 1.209.892 1.066.251 Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados Títulos da dívida externa brasileira.. Moedas de privatização................... 77.905 77.905 65.007 em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e 67.259 58 67.317 67.307 • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade Títulos de governos estrangeiros .... 6.973 3.461 3.892 1.745 16.071 15.402 que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações Outros.............................................. Títulos privados............................. 15.121.346 4.299.414 2.038.927 40.162.091 61.621.778 62.456.143 contábeis. Certificados de depósito bancário ... 332.973 1.360.511 54.695 1.244.929 2.993.108 2.993.108 Detalhamento dos processos judiciais, bem como a segregação e movimentação dos valores registrados, por natureza, estão apresentados na Nota 19. Ações............................................... 5.100.498 5.100.498 6.841.694 r) Despesas associadas às captações de recursos - Consolidado Debêntures ...................................... 14.159 1.061.206 1.548.088 24.625.828 27.249.281 27.306.285 Nas operações de captação de recursos mediante emissão de títulos e valores mobiliários, as despesas associadas são apropriadas ao resultado de acordo Notas promissórias.......................... 129.425 1.053.058 6.158 1.188.641 1.193.135 com o prazo da operação e apresentadas como redutoras do passivo correspondente, e estão apresentadas nas Notas 17c e 20. Títulos privados no exterior ............. 132.945 21.234 7.136.679 7.290.858 7.019.956 Instrumentos financeiros s) Outros ativos e passivos 2.146.149 344.524 299.466 361.802 3.151.941 2.906.357 Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias e cambiais auferidas (em derivativos (1) ................................ 7.265.197 480.115 109.286 6.792.853 14.647.451 14.195.608 base pro rata dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos Outros.............................................. Títulos vinculados aos produtos dos encargos e das variações monetárias e cambiais incorridos (em base pro rata dia). PGBL/VGBL .................................. 9.334.581 3.432.623 2.769.195 26.103.670 41.640.069 41.640.069 t) Eventos subsequentes Subtotal .......................................... 62.061.627 9.468.988 27.801.069 180.645.928 279.977.612 271.761.322 Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para a sua emissão. Operações compromissadas (2) .. 39.941.728 2.554.159 225 33.552 42.529.664 42.529.664 São compostos por: Hedge - fluxo de caixa (Nota 8g)..... • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e Total geral....................................... 102.003.355 12.023.147 27.801.294 180.679.480 322.507.276 314.290.986 • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. c) Classificação consolidada por categorias, prazos e segmentos de negócio Não houve qualquer evento subsequente para as demonstrações contábeis consolidadas encerradas em 30 de junho de 2012. I) Títulos para negociação 4) INFORMAÇÕES PARA EFEITO DE COMPARABILIDADE Reclassificações Não houve reclassificações ou outras informações relevantes em períodos anteriores que afetem a comparabilidade com as demonstrações contábeis em 30 de junho de 2012. 5) BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO AJUSTADOS POR SEGMENTO DE NEGÓCIO - CONSOLIDADO a) Balanço patrimonial - Consolidado Em 30 de junho - R$ mil Financeiras Grupo Segurador Outras Eliminações Total (1) (2) (2) (3) Atividades (2) (4) Consolidado País Exterior País Exterior Ativo Circulante e realizável a longo prazo 640.612.927 79.267.926 136.999.486 6.295 877.301 (42.701.074) 815.062.861 Disponibilidades ............................... 9.646.082 4.288.832 233.160 385 6.662 (177.897) 13.997.224 Aplicações interfinanceiras de liquidez 90.754.900 2.103.229 92.858.129 Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos........ 184.138.061 10.438.626 128.286.206 3.849 435.169 (794.635) 322.507.276 Relações interfinanceiras e interdependências .......................... 62.510.217 62.510.217 Operações de crédito e de arrendamento mercantil.................. 214.348.388 61.685.258 (37.757.763) 238.275.883 Outros créditos e outros valores e bens ............................................. 79.215.279 751.981 8.480.120 2.061 435.470 (3.970.779) 84.914.132 Permanente ..................................... 51.888.976 64.062 3.310.866 170 312.125 (40.118.632) 15.457.567 Investimentos.................................... 40.107.790 19.227 1.712.799 152 167.748 (40.118.632) 1.889.084 Imobilizado de uso e de arrendamento ................................. 3.738.007 17.284 726.689 18 41.339 4.523.337 Intangível .......................................... 8.043.179 27.551 871.378 103.038 9.045.146 Total em 2012 .................................. 692.501.903 79.331.988 140.310.352 6.465 1.189.426 (82.819.706) 830.520.428 Total em 2011 .................................. 577.735.402 56.717.476 113.341.903 8.636 1.342.110 (59.838.514) 689.307.013 Passivo Circulante e exigível a longo prazo 627.833.398 57.338.800 122.512.435 1.817 412.706 (42.701.074) 765.398.082 Depósitos.......................................... 190.244.668 27.208.443 (383.177) 217.069.934 Captações no mercado aberto ......... 224.802.655 1.175.955 (4.358) 225.974.252 Recursos de emissão de títulos ....... 39.784.888 12.384.041 (1.011.000) 51.157.929 Relações interfinanceiras e interdependências .......................... 3.617.758 771 3.618.529 Obrigações por empréstimos e repasses ......................................... 78.064.940 7.364.221 (37.534.883) 47.894.278 Instrumentos financeiros derivativos 3.440.440 127.645 3.568.085 Provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização............. 111.788.019 1.085 111.789.104 Outras obrigações: - Dívidas subordinadas..................... 25.407.968 8.683.153 34.091.121 - Outras............................................. 62.470.081 394.571 10.724.416 732 412.706 (3.767.656) 70.234.850 Resultados de exercícios futuros 610.342 5.021 615.363 Participação minoritária nas controladas ................................... 138.075 21.993.188 17.797.917 4.648 771.699 (40.118.632) 586.895 Patrimônio líquido .......................... 63.920.088 63.920.088 Total em 2012 .................................. 692.501.903 79.331.988 140.310.352 6.465 1.189.426 (82.819.706) 830.520.428 Total em 2011 .................................. 577.735.402 56.717.476 113.341.903 8.636 1.342.110 (59.838.514) 689.307.013 b) Demonstração do resultado - Consolidado Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Financeiras Grupo Segurador Outras Eliminações Total (1) (2) (2) (3) Atividades (2) (4) Consolidado País Exterior País Exterior Receitas da intermediação financeira 42.034.585 769.289 5.353.153 20.163 (223.137) 47.954.053 3.693.783 (223.360) 32.824.250 746.535 Despesas da intermediação financeira 28.607.292 Resultado bruto da intermediação financeira....................................... 13.427.293 22.754 1.659.370 20.163 223 15.129.803 Outras receitas/despesas operacionais (8.852.855) 25.189 1.270.866 (95) 34.402 (223) (7.522.716) Resultado operacional ................... 4.574.438 47.943 2.930.236 (95) 54.565 7.607.087 Resultado não operacional............... (96.024) 3.645 (19.432) (425) (112.236) Resultado antes da tributação sobre o lucro e participações...... 4.478.414 51.588 2.910.804 (95) 54.140 7.494.851 Imposto de renda e contribuição social (724.526) (934) (1.096.031) (119) (13.970) (1.835.580) Participação minoritária nas controladas ..................................... (4.693) (28.901) (173) (33.767) Lucro líquido em 2012.................... 3.749.195 50.654 1.785.872 (214) 39.997 5.625.504 Lucro líquido em 2011.................... 3.982.352 (113.746) 1.561.313 (53) 57.562 5.487.428 (1) Segmento “Financeiras” é representado por instituições financeiras, empresas holdings que, basicamente, administram recursos financeiros, empresas administradoras de cartões de crédito, consórcios e de ativos; (2) Estão sendo eliminados os saldos de contas patrimoniais, as receitas e as despesas entre empresas do mesmo segmento; (3) Segmento “Grupo Segurador” é representado por empresas seguradoras, de previdência e de capitalização; e (4) Representam as eliminações entre empresas de segmentos diferentes, bem como entre operações realizadas no País e Exterior.

2012 10.559.899 6.647.183 3.911.788 928 65.680.676 128.443 44.552.134 21.000.099 6.014.718 6.014.718 82.255.293

2012

Títulos (3) - Financeiras .................................. Letras do tesouro nacional .............. Letras financeiras do tesouro .......... Certificados de depósito bancário ... Instrumentos financeiros derivativos (1) ................................ Debêntures ...................................... Notas promissórias.......................... Notas do tesouro nacional............... Títulos privados no exterior ............. Títulos de governos estrangeiros .... Ações............................................... Outros.............................................. - Seguradoras e capitalização ...... Letras financeiras do tesouro .......... Letras do tesouro nacional .............. Certificados de depósito bancário ... Notas do tesouro nacional............... Outros.............................................. - Previdência .................................. Letras financeiras do tesouro .......... Notas do tesouro nacional............... Títulos vinculados a produtos PGBL/VGBL................................... Outros.............................................. - Outras atividades ........................ Letras financeiras do tesouro .......... Certificados de depósito bancário ... Letras do tesouro nacional .............. Debêntures ...................................... Notas do tesouro nacional............... Outros.............................................. Subtotal .......................................... Operações compromissadas (2) .. Financeiras/Outras .......................... Seguradoras e capitalização ........... Previdência...................................... - PGBL/VGBL................................. - Fundos......................................... Total geral....................................... Instrumentos financeiros derivativos (passivo) ................... II) Títulos disponíveis para venda

Títulos (3) (8) - Financeiras .................................. Letras do tesouro nacional .............. Títulos da dívida externa brasileira.. Títulos privados no exterior ............. Notas do tesouro nacional............... Letras financeiras do tesouro .......... Certificados de depósito bancário ... Debêntures ...................................... Ações............................................... Moedas de privatização................... Outros.............................................. - Seguradoras e capitalização ...... Letras financeiras do tesouro .......... Notas do tesouro nacional............... Ações............................................... Debêntures ...................................... Outros.............................................. - Previdência .................................. Ações............................................... Letras financeiras do tesouro .......... Notas do tesouro nacional............... Debêntures ...................................... 6) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Outros.............................................. Em 30 de junho - R$ mil - Outras atividades ........................ BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO Certificados de depósito bancário ... 2012 2011 2012 2011 Outros.............................................. Disponibilidades em moeda nacional ............................................... 9.152.771 5.268.747 9.320.776 5.483.512 Subtotal .......................................... Disponibilidades em moeda estrangeira .......................................... 4.129.850 2.124.881 4.676.339 2.231.279 Operações compromissadas (2) .. 41 32 109 83 Aplicações em ouro .......................................................................... Seguradoras e capitalização ........... Total de disponibilidades (caixa) ................................................ 13.282.662 7.393.660 13.997.224 7.714.874 - Previdência.................................... Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) ....................................... 52.745.655 35.338.879 51.786.474 34.564.950 Fundos............................................. Total de caixa e equivalentes de caixa ......................................... 66.028.317 42.732.539 65.783.698 42.279.824 Subtotal .......................................... (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de Hedge - fluxo de caixa (Nota 8g)..... valor justo. Total geral (8) .................................

1 a 30 dias 35.258.782 18.149.767 238.123 305.518

31 a 180 181 a 360 Acima de dias dias 360 dias 3.216.375 5.445.724 71.320.390 27.071 1.190.084 34.932.450 59.357 664.989 5.181.227 456.253 44.359 272.584

57,6 27,9 13,7

2011 104.928.880 49.319.589 27.973.245

% 56,1 26,3 14,9

1,1

2.259.072

1,2

14,9

25.376.974

13,7

41,0 33,8 7,2

51.891.791 36.807.495 15.084.296

27,7 19,6 8,1

1,4 1,4 100,0

30.380.677 29.918.615 462.062 187.201.348 44.223.223 231.424.571 116.045.699 45.778.675

16,2 16,0 0,2 100,0

25.376.974 187.201.348 44.223.223 231.424.571

13,7 100,0

63,1 22,0 14,9 100,0

61,8 24,5

Em 30 de junho - R$ mil 2011 Valor de mercado/ Marcação contábil Marcação a mercado (5) (6) (7) a mercado 9.050.655 116.045.699 (356.636) 3.408 7.265.149 (43.707) 1.415.406 35.967.004 (149.641) 7.474.623 71.177.880 (251.488) 143.641 1.460.687 75.063 12.898 84.482 13.309 10 75.868 30 669 14.629 (202) (834.365) 45.778.675 (658.858) 1.884.451 (1.741.196) 4.083.407 (845.303) (57.004) 21.714.062 (16.430) (4.494) 191.312 (2.289) 270.902 3.631.192 141.537 245.584 451.843

2.259.072 12.015.179

65.267 (1.640)

- 25.376.974 8.216.290 187.201.348 (1.015.494) - 44.223.223 (948.962) 418.395 7.267.328 231.424.571 (597.099)

Em 30 de junho - R$ mil 2011 Valor de Valor de mercado/ Valor de mercado/ contábil custo Marcação contábil Marcação (5) (6) (7) atualizado a mercado (5) (6) (7) a mercado 115.241.271 113.894.354 1.346.917 75.571.460 (171.329) 54.299.372 53.363.689 935.683 24.874.629 (69.993) 6.143.696 6.141.047 2.649 5.931.111 (38.477) 1.078.714 1.078.714 378.259 -

2.146.149 5.951 123.851 8.122.015 444 843.424 5.323.540 1.317.575 25.002 629 1.291.944 9.836.483 -

344.524 526.509 1.019.455 409.574 67.259 306.373 254.562 50.424 171.702 32.436 3.433.148 525 -

299.466 361.802 1.548.088 23.665.269 1.670.467 5.986.558 17.412 43.143 58 10.859 877.299 130.223 1.658.516 115.131 875.937 10.566 7.529 487.764 1.405 39.698 6.158 244.551 2.769.195 26.196.955 5.279 12.394

245.584 2.259.072 (80.228) 20.239.214 (4.494) 147.325 256.645 16.842.384 (174) 55.519 10 75.868 (8.350) 64.349 (408) 4.703.730 2.867.662 583.919 27.407 472.086 576.020 1.208.230 1.176 26.156.252 6.973 1.176 57.667

65.267 (18.321) (2.284) (109.529) 1.008 30 (16) 986 (8) (8)

9.334.581 501.902 26.353 9.260 10.679 4.150 2.264 46.439.193 39.363.093 2.017.536 6.448.810 30.896.747 30.218.215 678.532 85.802.286

3.432.623 34.530 4.213 8.863 800 657 49 19.948 6.938.615 2.554.159 32.362 60.879 2.460.918 2.460.918 9.492.774

2.769.195 26.103.670 41.640.069 41.640.069 - 25.376.974 75.612 577.514 577.514 714.638 43.822 215.212 319.917 319.917 333.506 40.501 164.500 218.474 218.474 251.040 2.808 16.379 28.050 28.050 9.114 8.498 19.977 19.977 11.294 4.678 5.335 5.335 7.931 4.199 4.199 24.378 513 21.157 43.882 43.882 29.749 8.388.964 99.391.073 161.157.845 159.809.752 1.348.093 104.928.880 225 33.099 41.950.576 41.950.576 - 44.223.223 225 2.050.123 2.050.123 2.394.009 6.509.689 6.509.689 5.120.601 33.099 33.390.764 33.390.764 - 36.708.613 33.099 32.712.232 32.712.232 - 34.734.077 678.532 678.532 1.974.536 8.389.189 99.424.172 203.108.421 201.760.328 1.348.093 149.152.103

(171.337) (171.337)

(2.521.888)

(206.344)

(200.062)

(639.791)

3.151.941 2.906.357 25.745.817 25.826.045 1.143.306 1.147.800 16.188.614 15.931.969 60.999 61.173 67.317 67.307 843.424 851.774 6.518.071 6.518.479 3.360.876 3.360.876 1.041.492 1.041.492 35.568 35.568 667.624 667.624 41.103 41.103 1.575.089 1.575.089 42.235.781 42.234.605 5.804 5.804 12.394 11.218

(3.568.085) (2.984.499)

2012 1 a 30 dias 12.818.012 11.001.954 16.141 126.599 18.559 24.776 1.552.806 77.177 1.345.665 1.316.485 8.197 20.983 1.397.557 1.382.815 11 14.731 58.123 2.050 56.073 15.619.357 578.635 535.853 42.782 42.782 16.197.992 16.197.992

31 a 180 dias 1.875.749 931.677 18.474 9 34.420 723.694 8.269 159.206 141.961 141.961 383.025 383.025 2.400.735 2.400.735 2.400.735

181 a 360 dias 19.130.144 12.444.528 223.226 3.822 6.355.713 1.051 101.804 74 74 8.484 8.484 19.138.702 19.138.702 19.138.702

Valor de mercado/ Valor de Acima de contábil custo 360 dias (5) (6) (7) atualizado 42.527.590 76.351.495 75.052.310 10.941.408 35.319.567 34.839.844 628.171 886.012 742.371 7.093.536 7.223.957 6.952.881 16.644.401 23.000.123 22.614.954 378.470 432.500 431.954 468.202 1.216.672 1.216.672 713.271 721.540 721.472 1.552.806 2.031.449 77.905 77.905 65.007 5.582.226 5.920.413 5.435.706 10.199.173 11.686.873 10.422.231 16.757 16.831 16.810 10.085.842 10.085.842 8.307.771 1.316.485 1.813.104 90.935 241.093 229.858 5.639 26.622 54.688 24.993.789 26.782.855 22.478.485 1.382.815 2.140.398 59.513 67.997 67.804 24.794.485 24.794.485 19.740.907 139.791 522.827 510.907 14.731 18.469 58.123 58.123 2.050 2.050 56.073 56.073 77.720.552 114.879.346 108.011.149 453 579.088 579.088 535.853 535.853 453 43.235 43.235 453 43.235 43.235 77.721.005 115.458.434 108.590.237 77.721.005 115.458.434 108.590.237

(583.586)

(1.221.332)

37.301

Em 30 de junho - R$ mil 2011 Valor de mercado/ Marcação contábil Marcação a mercado (5) (6) (7) a mercado 1.299.185 48.460.056 (130.320) 479.723 11.026.933 (79.656) 143.641 680.975 73.875 271.076 3.570.673 140.530 385.169 24.520.456 (141.951) 398.488 (5.357) 546 984.358 68 727.874 142 (478.643) 1.220.760 (157.138) 12.898 84.482 13.309 484.707 5.245.057 25.926 1.264.642 1.566.017 (286.918) 21 18.939 1.778.071 (496.619) 1.323.472 (262.141) 11.235 192.163 1.542 (28.066) 31.443 (26.319) 4.304.370 1.660.889 (426.919) (757.583) 1.462.144 (426.008) 193 72.825 130 5.053.578 11.920 75.692 206 (3.738) 50.228 (1.247) 204.829 3.785 201.044 6.868.197 51.891.791 (844.157) 6.868.197 51.891.791 (844.157) (948.962) 418.395 5.919.235 51.891.791 (425.762) continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

...continuação

Banco Bradesco S.A. Companhia Aberta CNPJ 60.746.948/0001-12 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS III) Títulos mantidos até o vencimento 2012 1 a 30 31 a 180 Títulos (3) dias dias Financeiras............................................................. 3.077 Títulos da dívida externa brasileira.......................... 3.077 Seguradoras e capitalização ................................ Debêntures .............................................................. Notas do tesouro nacional....................................... Previdência ............................................................ 129.638 Debêntures .............................................................. Notas do tesouro nacional....................................... 129.638 Total geral (4) ......................................................... 3.077 129.638 d) Composição das carteiras distribuídas pelas rubricas de publicação

181 a 360 dias 273.403 273.403 273.403

Acima de 360 dias 47.400 47.400 3.486.903 3.486.903 3.534.303

Em 30 de junho - R$ mil 2011 Valor de Valor de custo atuacusto atualizado (5) (6) lizado (5) (6) 323.880 761.640 323.880 761.640 7.919.659 29.321 7.890.338 3.616.541 21.699.378 432.741 3.616.541 21.266.637 3.940.421 30.380.677 Em 30 de junho - R$ mil

BRADESCO CONSOLIDADO BRADESCO MÚLTIPLO 32.928.008 30.956.264 121.397 1.222.687 741.655 523.970 2.011.307 6.609.591 8.821.309 668.824 67.259 10.168.265 1.971.744 1.971.744 182.498.262 179.472.530 68.308.865 468.237 528.575 30.516.105 632.958 78.633.489 384.301 7.657 3.018.075 1.815.118 892.210 310.747 3.144.818

1 a 30 dias 90.928.206 85.827.708 265.942 39.941.728 8.126.165 13.901 332.973 20.271.497 125.167 14.159 129.425 9.334.581 7.272.170 5.100.498 1.531.810 3.568.688 8.929.000 8.929.000 8.915.905 5.317 7.778 2.146.149

31 a 180 dias 10.273.755 10.273.755 109.228 2.554.159 129.861 18.474 1.360.511 3.800 1.061.206 1.053.058 67.259 3.432.623 483.576 1.404.868 1.367.658 955.748 2.501 409.409 37.210 37.210 344.524

181 a 360 dias 6.118.080 6.118.080 773.069 225 233.046 252.717 54.695 346.475 21.234 1.548.088 6.158 2.769.195 113.178 20.659.529 20.356.810 12.419.055 243.912 4.521 7.689.322 302.719 144.864 52.639 105.216 299.466

Acima de 360 dias 108.810.689 108.810.689 4.405.483 33.552 38.427.377 456.563 1.244.929 207.132 6.511.499 24.625.828 58 26.103.670 6.794.598 70.491.751 66.801.272 43.018.157 219.008 521.553 22.417.374 625.180 77.905 3.612.574 1.670.254 1.736.789 205.531 361.802

Total Consolidado (3) (5) (6) (7) 216.130.730 211.030.232 5.553.722 42.529.664 46.916.449 741.655 2.993.108 20.828.904 6.657.900 27.249.281 1.188.641 67.317 41.640.069 14.663.522 5.100.498 1.531.810 3.568.688 101.485.148 97.454.740 65.308.865 468.237 528.575 30.516.105 632.958 77.905 3.952.503 1.815.118 1.826.638 310.747 3.151.941

Títulos Carteira própria...................................................... Títulos de renda fixa.............................................. • Letras financeiras do tesouro ................................ • Operações compromissadas (2) ........................... • Notas do tesouro nacional..................................... • Títulos da dívida externa brasileira........................ • Certificados de depósito bancário......................... • Letras do tesouro nacional .................................... • Títulos privados no exterior ................................... • Debêntures............................................................ • Notas promissórias ............................................... • Títulos de governos estrangeiros .......................... • Títulos vinculados aos produtos PGBL/VGBL....... • Outros.................................................................... Títulos de renda variável ...................................... • Ações de companhias abertas (provisão técnica) • Ações de companhias abertas (outras) ................ Títulos vinculados ................................................. A compromisso de recompra............................... • Letras do tesouro nacional .................................... • Títulos da dívida externa brasileira........................ • Letras financeiras do tesouro ................................ • Notas do tesouro nacional..................................... • Títulos privados no exterior ................................... • Debêntures............................................................ • Notas promissórias ............................................... Moedas de privatização ........................................ A prestação de garantias...................................... • Letras do tesouro nacional .................................... • Letras financeiras do tesouro ................................ • Notas do tesouro nacional..................................... Instrumentos financeiros derivativos (1) ............ Títulos objeto de operações compromissadas de livre movimentação ........................................ 1.739.457 724.219 1.015.238 1.739.457 724.219 997.378 1.721.597 • Letras do tesouro nacional .................................... 1.721.597 • Letras financeiras do tesouro ................................ 17.860 17.860 17.860 Total em 2012 ......................................................... 220.310.545 102.003.355 12.023.147 27.801.294 180.679.480 322.507.276 % ............................................................................. 100,0 31,6 3,7 8,6 56,1 100,0 Total em 2011 ......................................................... 174.589.910 60.856.534 9.208.683 23.512.138 137.847.216 231.424.571 % ............................................................................. 100,0 26,3 4,0 10,2 59,5 100,0 (1) Para efeito de comparabilidade com o critério adotado pela Circular nº 3.068/01 do Bacen e pela característica dos títulos, estamos considerando os instrumentos financeiros derivativos, exceto aqueles considerados como hedge de fluxo de caixa, na categoria “Títulos para Negociação”; (2) Referem-se a recursos de fundos de investimento e carteiras administradas aplicados em operações compromissadas com o Bradesco, cujos proprietários são empresas controladas, incluídas nas demonstrações contábeis consolidadas; (3) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos; (4) Atendendo ao disposto no Artigo 8º da Circular nº 3.068/01 do Bacen, o Bradesco declara possuir capacidade financeira e intenção de manter até o vencimento os títulos classificados na categoria mantidos até o vencimento. A capacidade financeira é evidenciada pela Nota 32a, na qual são demonstrados os vencimentos das operações ativas e passivas. Em 30 de junho de 2012, foram transferidos R$ 28.501.990 mil da categoria “Títulos Mantidos até o Vencimento” para a categoria “Títulos Disponíveis para Venda”, em função da reclassificação realizada pelo Grupo Segurador, em decorrência da adoção dos CPC’s 38 e 40; (5) Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (6) A coluna reflete o valor contábil após a marcação a mercado, de acordo com o item (7), exceto para os papéis classificados em títulos mantidos até o vencimento, cujo valor de mercado é superior ao valor de custo atualizado no montante de R$ 2.221.338 mil (2011 - R$ 3.457.591 mil); (7) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e (8) No 1º semestre de 2012, não foram realizadas perdas que não temporárias para os títulos classificados na categoria de disponíveis para venda. e) Instrumentos financeiros derivativos O Bradesco participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, registrados em contas patrimoniais e de compensação, que se destinam a atender necessidades próprias para administrar sua exposição global, bem como para atender as solicitações de seus clientes, no sentido de administrar suas exposições. Essas operações envolvem uma variedade de derivativos, inclusive swaps de taxas de juros, swaps de moeda, futuros e opções. A política de gestão de riscos do Bradesco é fundamentada na utilização de instrumentos financeiros derivativos com o objetivo, predominantemente, de mitigar os riscos decorrentes das operações efetuadas pelo Bradesco e empresas controladas. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial consolidado pelo seu valor justo estimado. O valor justo, geralmente, baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo pode exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. Para instrumentos financeiros derivativos, cotações de preço de mercado são usadas para determinar o valor justo destes instrumentos. O valor justo dos swaps é determinado utilizando técnicas de modelagem de fluxo de caixa descontado que usam curvas de rendimento, refletindo os fatores de risco adequados. As informações para construir as curvas de rendimento são obtidas, principalmente, na Bolsa de Mercadoria e Futuros - BM&FBOVESPA (BM&FBOVESPA) e no mercado secundário doméstico e internacional. Estas curvas de rendimento são utilizadas para determinar o valor justo dos swaps de moeda, de taxa de juros e swaps com outros fatores de risco. O valor justo dos contratos a termo e de futuros também é determinado com base em cotações de preços de mercado para derivativos negociados em bolsa ou utilizando metodologias similares àquelas descritas para swaps. O valor justo dos instrumentos derivativos de crédito é determinado com base em cotações de preços de mercado ou obtido junto a entidades especializadas. O valor justo das opções é determinado com base em modelos matemáticos, tais como Black & Scholes, usando curvas de rendimento, volatilidades implícitas e o valor justo do ativo correspondente. Os preços atuais de mercado são usados para precificar as volatilidades. Os instrumentos financeiros derivativos no Brasil referem-se, substancialmente, a operações de swaps e futuros, sendo registradas na Câmara de Custódia e Liquidação - CETIP (CETIP) e na BM&FBOVESPA. As operações envolvendo contratos futuros de índices e moedas são efetuadas pela Administração, no sentido de proteção das exposições globais da Instituição e nas operações para atendimento das necessidades dos clientes do Bradesco. Os instrumentos financeiros derivativos realizados no exterior referem-se a operações de swaps, termo, opções, crédito e futuros efetuadas, substancialmente, nas Bolsas de Chicago e Nova York, bem como mercado de balcão. I) Valor dos instrumentos financeiros derivativos registrados em contas patrimoniais e de compensação BRADESCO MÚLTIPLO 2012 Valor global

2011 Valor líquido

Valor global

Valor líquido

Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 Valor Valor Valor Valor global líquido global líquido

Contratos futuros Compromissos de compra: .. 51.433.234 31.497.162 51.433.234 31.497.162 - Mercado interfinanceiro......... 40.918.242 24.939.155 40.918.242 24.939.155 - Moeda estrangeira ................ 10.504.659 6.558.007 10.504.659 6.558.007 - Outros.................................... 10.333 10.333 Compromissos de venda:..... 234.554.989 144.442.740 234.555.190 144.442.898 - Mercado interfinanceiro (1) ... 199.271.175 158.352.933 127.331.903 102.392.748 199.271.376 158.353.134 127.332.061 102.392.906 34.158.916 23.654.257 15.859.337 9.301.330 34.158.916 23.654.257 15.859.337 9.301.330 - Moeda estrangeira (2) ........... - Outros.................................... 1.124.898 1.114.565 1.251.500 1.251.500 1.124.898 1.114.565 1.251.500 1.251.500 Contratos de opções Compromissos de compra: .. 52.578.448 19.851.710 52.988.139 20.296.581 - Mercado interfinanceiro......... 51.627.400 19.348.470 1.370 51.627.400 19.383.650 - Moeda estrangeira ................ 617.196 229.232 617.196 229.232 - Outros.................................... 333.852 274.008 743.543 683.699 Compromissos de venda:..... 67.411.635 21.735.374 67.411.635 22.606.874 - Mercado interfinanceiro......... 65.521.650 13.894.250 19.347.100 65.521.650 13.894.250 20.218.600 834.950 - Moeda estrangeira ................ 823.684 206.488 1.572.330 1.343.098 823.684 206.488 1.572.330 1.343.098 - Outros.................................... 1.066.301 732.449 815.944 541.936 1.066.301 322.758 815.944 132.245 Contratos a termo Compromissos de compra: .. 25.196.774 5.608.638 24.897.454 4.728.829 - Moeda estrangeira ................ 24.224.198 9.045.459 5.540.813 23.924.878 9.216.756 4.661.005 - Outros.................................... 972.576 67.825 972.576 67.824 Compromissos de venda:..... 16.437.833 7.024.440 15.967.216 6.324.938 - Moeda estrangeira ................ 15.178.739 6.614.988 1.074.175 14.708.122 5.915.486 1.254.481 - Outros.................................... 1.259.094 286.518 409.452 341.627 1.259.094 286.518 409.452 341.628 Contratos de swap Posição ativa:......................... 36.177.501 18.829.890 36.744.376 19.456.619 - Mercado interfinanceiro......... 7.088.986 2.588.482 7.380.073 2.886.823 - Prefixados ............................. 2.035.622 624.680 2.035.035 623.232 - Moeda estrangeira (3) ........... 23.112.162 12.979.323 4.463.061 23.241.531 13.144.704 4.373.384 - Taxa referencial - TR ............. 15.000 15.034 15.000 15.034 - Selic....................................... 21.273 21.012 32.345 5.991 21.273 21.012 32.345 5.991 - IGP-M .................................... 2.098.899 1.299.849 1.710.343 1.448.860 2.102.500 1.300.776 1.723.951 1.448.753 - Outros.................................... 1.805.559 1.057.161 879.683 676.859 1.948.964 968.518 1.030.530 587.263 Posição passiva:.................... 36.452.582 17.539.039 37.042.035 18.233.208 - Mercado interfinanceiro......... 7.456.684 367.698 6.619.769 4.031.287 7.676.179 296.106 6.806.431 3.919.608 - Prefixados ............................. 3.129.009 1.093.387 662.624 37.944 3.128.402 1.093.367 660.915 37.683 - Moeda estrangeira (3) ........... 23.208.103 95.941 8.516.262 23.343.946 102.415 8.771.320 - Taxa referencial - TR ............. 1.111.077 1.096.077 1.249.723 1.234.689 1.111.077 1.096.077 1.249.723 1.234.689 - Selic....................................... 261 26.354 261 26.354 - IGP-M .................................... 799.050 261.483 801.724 275.198 - Outros.................................... 748.398 202.824 980.446 443.267 Nos derivativos, estão incluídas as operações vencíveis em D+1. (1) Inclui hedge de fluxo de caixa para proteção de captações referenciadas ao CDI, no valor de R$ 43.208.629 mil (2011 - R$ 57.502.527 mil) (Nota 8g); (2) Inclui hedge específico para proteção dos investimentos no exterior, os quais totalizam R$ 22.039.753 mil (2011 - R$ 16.617.177 mil); e (3) Inclui operações de derivativos de créditos (Nota 8f). O Bradesco, com objetivo de obter maior garantia de liquidação nas operações com instituições financeiras e clientes, estabelece acordos de compensação e liquidação de obrigações no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, em conformidade com a Resolução nº 3.263/05 do CMN.

II) Composição dos instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos), demonstrada pelo seu valor de custo atualizado e valor de mercado Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO 2012 2011 Ajuste a Ajuste a Custo valor de Valor de Custo de valor Valor de atualizado mercado mercado atualizado mercado mercado Ajuste a receber - swap ........................................... 500.783 177.304 678.087 1.550.562 89.578 1.640.140 Compras a termo a receber..................................... 1.393.859 1.393.859 62.982 62.982 Vendas a termo a receber ....................................... 939.185 939.185 599.674 599.674 Prêmios de opções a exercer .................................. 62.690 70.997 133.687 28.859 (18.511) 10.348 Total do ativo.......................................................... 2.896.517 248.301 3.144.818 2.242.077 71.067 2.313.144 Ajuste a pagar - swap .............................................. (414.990) (538.178) (953.168) (367.825) 18.536 (349.289) Compras a termo a pagar........................................ (1.047.883) (1.047.883) (380.024) (380.024) Vendas a termo a pagar .......................................... (1.390.209) (1.390.209) (397.475) (397.475) Prêmios de opções lançadas .................................. (92.519) (47.219) (139.738) (74.228) 11.874 (62.354) Total do passivo..................................................... (2.945.601) (585.397) (3.530.998) (1.219.552) 30.410 (1.189.142) Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 Ajuste a Ajuste a Custo valor de Valor de Custo de valor Valor de atualizado mercado mercado atualizado mercado mercado Ajuste a receber - swap ........................................... 522.409 174.587 696.996 1.532.971 83.973 1.616.944 Compras a termo a receber..................................... 1.393.852 1.393.852 62.982 62.982 Vendas a termo a receber ....................................... 927.406 927.406 568.798 568.798 Prêmios de opções a exercer .................................. 62.690 70.997 133.687 29.054 (18.706) 10.348 Total do ativo.......................................................... 2.906.357 245.584 3.151.941 2.193.805 65.267 2.259.072 Ajuste a pagar - swap .............................................. (458.288) (536.367) (994.655) (413.402) 19.869 (393.533) Compras a termo a pagar........................................ (1.044.245) (1.044.245) (367.969) (367.969) Vendas a termo a pagar .......................................... (1.389.447) (1.389.447) (397.475) (397.475) Prêmios de opções lançadas .................................. (92.519) (47.219) (139.738) (79.787) 17.432 (62.355) Total do passivo..................................................... (2.984.499) (583.586) (3.568.085) (1.258.633) 37.301 (1.221.332) III) Contratos futuros, de opções, de termo e de swap - (Notional) Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO 91 a 180 181 a 360 Acima de Total 1 a 90 dias dias dias 360 dias 2012 2011 Contratos futuros ..................................................... 70.458.928 5.152.022 79.430.212 130.947.061 285.988.223 175.939.902 Contratos de opções ............................................... 15.976.750 510.009 103.294.015 209.309 119.990.083 41.587.084 31.036.368 2.556.921 3.283.940 4.757.378 41.634.607 12.633.078 Contratos a termo.................................................... Contratos de swap................................................... 11.821.687 12.662.872 3.393.724 7.621.131 35.499.414 17.189.750 Total em 2012 ......................................................... 129.293.733 20.881.824 189.401.891 143.534.879 483.112.327 Total em 2011 ......................................................... 69.769.497 56.956.036 55.064.551 65.559.730 247.349.814 Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO 91 a 180 181 a 360 Acima de Total 1 a 90 dias dias dias 360 dias 2012 2011 Contratos futuros ..................................................... 70.458.929 5.152.022 79.430.212 130.947.261 285.988.424 175.940.060 Contratos de opções ............................................... 16.386.441 510.009 103.294.015 209.309 120.399.774 42.903.455 Contratos a termo.................................................... 30.355.141 2.553.277 3.261.190 4.695.062 40.864.670 11.053.767 Contratos de swap................................................... 12.264.083 12.678.480 3.410.103 7.694.714 36.047.380 17.839.675 Total em 2012 ......................................................... 129.464.594 20.893.788 189.395.520 143.546.346 483.300.248 Total em 2011 ......................................................... 68.816.700 56.951.753 56.009.641 65.958.863 247.736.957 IV) Tipos de margem oferecida em garantia para instrumentos financeiros derivativos representados, basicamente, por contratos futuros Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 2012 2011 Títulos públicos Notas do tesouro nacional................................................................ 3.001.541 1.501.123 3.001.541 1.501.123 Letras financeiras do tesouro ........................................................... 34.700 31.315 Letras do tesouro nacional ............................................................... 3.553.173 1.293.866 3.553.173 1.293.865 Total ................................................................................................. 6.554.714 2.794.989 6.589.414 2.826.303 V) Valores das receitas e das despesas líquidas Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 2012 2011 Contratos de swap............................................................................ (543.212) 504.942 (544.268) 493.853 Contratos a termo............................................................................. 73.048 (273.187) 77.121 (280.480) Contratos de opções ........................................................................ 48.079 (359) 61.540 (350) Contratos futuros .............................................................................. (1.727.460) 945.544 (1.727.475) 945.547 Variação cambial de investimentos no exterior ................................ 282.506 (986.533) Total ................................................................................................. (2.149.545) 1.176.940 (1.850.576) 172.037 VI) Valores globais dos instrumentos financeiros derivativos, separados por local de negociação e contrapartes Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 2012 2011 CETIP (balcão) ................................................................................. 161.439.242 21.025.002 161.548.368 20.335.016 BM&FBOVESPA (bolsa) ................................................................... 280.309.752 213.371.480 280.309.953 214.278.318 Exterior (balcão) (1).......................................................................... 35.684.861 10.038.417 35.763.455 10.208.708 Exterior (bolsa) (1)............................................................................ 5.678.472 2.914.915 5.678.472 2.914.915 Total ................................................................................................. 483.112.327 247.349.814 483.300.248 247.736.957 (1) Compreendem operações realizadas nas Bolsas de Chicago e Nova York e no mercado de balcão. As contrapartes, em 30 de junho de 2012, estão distribuídas em pessoas jurídicas com 91%, instituições financeiras com 8% e pessoas físicas/outras com 1%. f) Derivativos de crédito (Credit Default Swap - CDS) Representam, de forma geral, um contrato bilateral no qual uma das contrapartes compra proteção contra um risco de crédito de um determinado instrumento financeiro (o risco é transferido). A contraparte que vende a proteção recebe uma remuneração que, normalmente, será paga de forma linear ao longo da vigência da operação. No caso de um evento de crédito (“default”), a contraparte que comprou a proteção receberá um pagamento, cujo objetivo é compensar a perda de valor no instrumento financeiro. Nesse caso, a contraparte que vende a proteção, normalmente, receberá o ativo objeto em troca do referido pagamento. Em 30 de junho - R$ mil Efeito no cálculo do Valor de risco de crédito patrimônio líquido exigido Consolidado 2012 2011 2012 2011 Transferido Swaps de créditos cujos ativos subjacentes são: • Títulos e valores mobiliários - Título da dívida pública brasileira ... (323.408) (452.719) • Derivativos com empresas ............................................................. (4.043) (3.122) (222) (172) Recebido Swaps de créditos cujos ativos subjacentes são: • Títulos e valores mobiliários - Título da dívida pública brasileira ... 656.922 476.136 • Derivativos com empresas ............................................................. 26.277 4.683 2.890 515 Total ................................................................................................. 355.748 24.978 2.668 343 Margem depositada.......................................................................... 5.053 6.357 O Bradesco realiza operações envolvendo derivativos de crédito com o objetivo de maximizar a gestão de sua exposição ao risco e de seus ativos. Os contratos relativos às operações de derivativos de crédito acima descritos possuem vencimentos diversos até 2013. A marcação a mercado das taxas de proteção que remunera a contraparte receptora do risco totaliza R$ 505 mil (2011 - R$ 654 mil). Durante o período não houve ocorrência de evento de crédito relativo a fatos geradores previstos nos contratos. g) Hedge de fluxo de caixa O Bradesco constituiu hedge com o objetivo de proteger o fluxo de caixa de pagamentos de juros das captações em CDB referente ao risco de taxa de juros variável do CDI, representados pelas variações do DI Cetip, tornando o fluxo de caixa prefixado. O Bradesco negocia contratos de DI Futuro na BM&FBOVESPA, desde 2009, com a finalidade de hedge contábil, tendo como objeto de hedge as captações referenciadas ao DI, sendo: Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 DI Futuro com vencimentos entre os anos de 2012 e 2017.......................................................................... 43.208.629 57.502.527 Captações referenciadas ao CDI .................................................................................................................. 41.691.552 57.473.929 Ajuste a mercado registrado no patrimônio líquido (1).................................................................................. (948.962) 418.395 Valor de mercado não efetivo registrado em resultado ................................................................................. (56) 17 (1) O ajuste no patrimônio líquido é de R$ (569.377) mil, líquido dos efeitos tributários (2011 - R$ 251.037 mil). A efetividade verificada na carteira de hedge encontra-se em conformidade com o estabelecido na Circular nº 3.082/02 do Bacen. h) Resultado com títulos e valores mobiliários, resultado financeiro de seguros, previdência e capitalização e instrumentos financeiros derivativos Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 2012 2011 Títulos de renda fixa ......................................................................... 12.857.360 8.302.453 11.154.464 6.239.210 Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 7b)............................. 6.886.698 7.094.262 4.552.032 4.880.670 Títulos de renda variável .................................................................. 13.306 (14.727) 15.699 8.851 Subtotal ........................................................................................... 19.757.364 15.381.988 15.722.195 11.128.731 Resultado financeiro de seguros, previdência e capitalização ......... 5.353.582 4.960.069 Resultado com instrumentos financeiros derivativos (Nota 8e V) .... (2.149.545) 1.176.940 (1.850.576) 172.037 Total ................................................................................................. 17.607.819 16.558.928 19.225.201 16.260.837 9) RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS - CRÉDITOS VINCULADOS a) Créditos vinculados Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO Remuneração 2012 2011 2012 2011 Compulsório sobre depósitos à vista................................. não remunerado 8.523.576 7.981.219 8.524.372 7.981.845 Compulsório sobre depósitos de poupança ...................... índice da poupança 12.348.150 10.907.864 12.348.150 10.907.864 Compulsório sobre depósitos a prazo (1).......................... taxa selic 15.059.103 19.538.124 15.059.103 19.538.124 Recolhimento recursos crédito rural (2) ............................ não remunerado 39.722 39.722 Compulsório adicional ....................................................... taxa selic 24.425.804 26.683.016 24.437.733 26.694.883 Depósitos de poupança..................................................... 6.173.067 5.453.932 6.173.067 5.453.932 Depósitos à vista ............................................................... 4.083.918 3.904.570 4.092.235 3.912.803 Depósitos a prazo (1) ........................................................ 14.168.819 17.324.514 14.172.431 17.328.148 Créditos vinculados ao SFH .............................................. taxa referencial - TR + juros 547.312 517.365 547.312 517.365 Recursos do crédito rural .................................................. não remunerado 578 578 578 578 Total .................................................................................. 60.904.523 65.667.888 60.917.248 65.680.381 (1) Para maiores informações sobre as novas regras do compulsório sobre recursos a prazo, veja Nota 35c; e (2) Em agosto de 2011, ocorreu a devolução dos recursos do crédito rural, recolhidos ao Bacen, conforme Circular nº 3.460/09. b) Resultado das aplicações compulsórias Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 2012 2011 Créditos vinculados ao Bacen (depósito compulsório)..................... 2.261.842 2.856.653 2.262.601 2.857.252 Créditos vinculados ao SFH ............................................................. 13.907 14.395 13.907 14.395 Total ................................................................................................. 2.275.749 2.871.048 2.276.508 2.871.647

10) OPERAÇÕES DE CRÉDITO Apresentamos as informações relativas às operações de crédito, que incluem adiantamentos sobre contratos de câmbio, operações de arrendamento mercantil e outros créditos com características de concessão de crédito: a) Modalidades e prazos Em 30 de junho - R$ mil

Empréstimos e títulos descontados (1) ............................................... Financiamentos ................................................................................... Financiamentos rurais e agroindustriais.............................................. Subtotal .............................................................................................. Operações de arrendamento mercantil ............................................... Adiantamentos sobre contratos de câmbio (2).................................... Subtotal .............................................................................................. Outros créditos (3)............................................................................... Total das operações de crédito........................................................ Avais e fianças (4) ............................................................................... Cessão de créditos (5) ........................................................................ Cessão de créditos - certificado de recebíveis imobiliários................. Coobrigações em cessões de crédito - rural (4).................................. Créditos abertos para importação (4).................................................. Créditos de exportação confirmados (4) ............................................. Aquisição de recebíveis - cartões de crédito....................................... Total geral em 2012 ........................................................................... Total geral em 2011 ...........................................................................

1 a 30 dias 17.438.282 3.887.270 996.924 22.322.476 519.729 972.847 23.815.052 4.826.244 28.641.296 1.691.250 27.482 17.094 70.368 18.821 588.077 31.054.388 30.241.497

31 a 60 dias 13.898.343 4.075.410 1.037.773 19.011.526 415.038 978.328 20.404.892 3.080.610 23.485.502 690.317 25.944 17.093 114.312 10.859 262.270 24.606.297 20.063.656

61 a 90 dias 8.784.187 3.256.876 953.538 12.994.601 403.242 1.330.308 14.728.151 1.390.832 16.118.983 1.410.271 24.558 17.092 49.071 5.576 186.822 17.812.373 16.194.233

91 a 180 dias 15.098.959 8.347.354 2.767.294 26.213.607 1.148.324 2.347.310 29.709.241 2.443.653 32.152.894 3.059.392 66.516 49.191 265.642 29.587 486.108 36.109.330 33.024.232

BRADESCO CONSOLIDADO Curso normal 181 a 360 Acima de dias 360 dias 18.576.101 47.494.693 15.482.327 56.062.746 3.021.865 6.525.997 37.080.293 110.083.436 1.945.549 3.862.360 1.438.441 3.063 40.464.283 113.948.859 1.533.837 505.678 41.998.120 114.454.537 4.410.366 41.614.554 103.481 92.450 73.413 246.821 130.734 665.109 525.258 10.212 14.373 550.429 133.087 47.811.130 157.211.814 41.241.955 139.448.019

2012 (A) 121.290.565 91.111.983 15.303.391 227.705.939 8.294.242 7.070.297 243.070.478 13.780.854 256.851.332 52.876.150 340.431 420.704 130.734 1.689.760 89.428 2.206.793 314.605.332

% (6) 38,7 29,0 4,9 72,6 2,6 2,2 77,4 4,4 81,8 16,8 0,1 0,1 0,5 0,7 100,0

2011 (A) 109.921.931 77.838.160 14.422.611 202.182.702 11.700.196 6.768.910 220.651.808 12.067.268 232.719.076 43.443.374 442.156 551.965 140.963 1.588.510 41.321 1.286.227 280.213.592

% (6) 39,1 27,8 5,1 72,0 4,2 2,4 78,6 4,3 82,9 15,5 0,2 0,2 0,1 0,6 0,5 100,0 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

19

...continuação

Banco Bradesco S.A. Companhia Aberta CNPJ 60.746.948/0001-12 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Em 30 de junho - R$ mil

Empréstimos e títulos descontados (1) ............................................... Financiamentos ................................................................................... Financiamentos rurais e agroindustriais.............................................. Subtotal .............................................................................................. Operações de arrendamento mercantil ............................................... Adiantamentos sobre contratos de câmbio (2).................................... Subtotal .............................................................................................. Outros créditos (3)............................................................................... Total geral em 2012 ........................................................................... Total geral em 2011 ...........................................................................

1 a 30 dias 1.040.426 238.815 21.956 1.301.197 68.853 3.964 1.374.014 2.140 1.376.154 1.239.759

31 a 60 dias 988.355 188.480 30.333 1.207.168 53.003 2.632 1.262.803 2.867 1.265.670 1.043.036

61 a 90 dias 904.857 112.439 8.174 1.025.470 32.470 845 1.058.785 2.775 1.061.560 956.317

91 a 180 dias 1.867.235 210.211 18.670 2.096.116 58.008 2.154.124 3.832 2.157.956 1.866.095

BRADESCO CONSOLIDADO Curso anormal Parcelas vencidas 181 a 540 dias 2.409.823 205.188 19.369 2.634.380 46.192 2.680.572 52.730 2.733.302 2.408.727

2012 (B) 7.210.696 955.133 98.502 8.264.331 258.526 7.441 8.530.298 64.344 8.594.642

% (6) 84,0 11,1 1,1 96,2 3,0 0,1 99,3 0,7 100,0

2011 (B) 6.219.141 683.263 86.883 6.989.287 391.866 19.170 7.400.323 113.611

% (6) 82,7 9,1 1,2 93,0 5,2 0,3 98,5 1,5

7.513.934

100,0 Em 30 de junho - R$ mil

Empréstimos e títulos descontados (1) ............................................... Financiamentos ................................................................................... Financiamentos rurais e agroindustriais.............................................. Subtotal .............................................................................................. Operações de arrendamento mercantil ............................................... Subtotal .............................................................................................. Outros créditos (3)............................................................................... Total geral em 2012 ........................................................................... Total geral em 2011 ...........................................................................

1 a 30 dias 649.397 220.091 5.462 874.950 62.280 937.230 96 937.326 700.557

31 a 60 dias 530.977 205.793 4.788 741.558 55.134 796.692 92 796.784 638.899

61 a 90 dias 431.409 201.339 4.829 637.577 53.783 691.360 91 691.451 564.841

91 a 180 dias 1.021.000 575.284 5.557 1.601.841 156.330 1.758.171 229 1.758.400 1.395.284

BRADESCO CONSOLIDADO Curso anormal Parcelas vincendas 181 a 360 Acima de dias 360 dias 1.459.390 3.280.061 986.447 2.899.873 31.158 170.649 2.476.995 6.350.583 265.518 442.445 2.742.513 6.793.028 327 565 2.742.840 6.793.593 2.151.791 5.150.034

2012 (C) 7.372.234 5.088.827 222.443 12.683.504 1.035.490 13.718.994 1.400 13.720.394

% (6) 53,8 37,1 1,6 92,5 7,5 100,0 100,0

2011 (C) 5.000.939 3.656.389 313.281 8.970.609 1.627.516 10.598.125 3.281

% (6) 47,1 34,5 3,0 84,6 15,4 100,0 -

10.601.406

100,0

Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO 2012 (A+B+C) 135.873.495 97.155.943 15.624.336 248.653.774 9.588.258 7.077.738 265.319.770 13.846.598 279.166.368 52.876.150 340.431 420.704 130.734 1.689.760 89.428 2.206.793 336.920.368

% (6)

2011 (A+B+C) 121.142.011 82.177.812 14.822.775 218.142.598 13.719.578 6.788.080 238.650.256 12.184.160 250.834.416 43.443.374 442.156 551.965 140.963 1.588.510 41.321 1.286.227

% (6)

Empréstimos e títulos descontados (1) ................................................................................................................. 40,4 40,7 Financiamentos ..................................................................................................................................................... 28,9 27,5 Financiamentos rurais e agroindustriais................................................................................................................ 4,6 5,0 Subtotal ................................................................................................................................................................ 73,9 73,2 Operações de arrendamento mercantil ................................................................................................................. 2,8 4,6 Adiantamentos sobre contratos de câmbio (2) - (Nota 11a).................................................................................. 2,1 2,3 Subtotal ................................................................................................................................................................ 78,8 80,1 Outros créditos (3)................................................................................................................................................. 4,1 4,1 Total das operações de crédito.......................................................................................................................... 82,9 84,2 Avais e fianças (4) ................................................................................................................................................. 15,7 14,6 Cessão de créditos (5) .......................................................................................................................................... 0,1 0,1 Cessão de créditos - certificado de recebíveis imobiliários................................................................................... 0,1 0,2 Coobrigações em cessões de crédito - rural (4).................................................................................................... Créditos abertos para importação (4).................................................................................................................... 0,5 0,5 Créditos de exportação confirmados (4) ............................................................................................................... Aquisição de recebíveis - cartões de crédito......................................................................................................... 0,7 0,4 Total geral em 2012 ............................................................................................................................................. 100,0 Total geral em 2011 ............................................................................................................................................. 298.328.932 100,0 No Bradesco Múltiplo, as operações de curso normal apuradas nas mesmas bases do quadro anterior montam a R$ 257.323.323 mil (2011 - R$ 229.403.452 mil), as parcelas vencidas montam a R$ 5.123.697 mil (2011 - R$ 4.458.329 mil), e as vincendas a R$ 8.903.597 mil (2011 - R$ 6.365.676 mil). (1) Inclui os empréstimos de operações com cartões de crédito e operações de antecipação de recebíveis de cartões de crédito, no montante de R$ 18.141.175 mil (2011 - R$ 16.713.840 mil); (2) Os adiantamentos sobre contratos de câmbio estão classificados como redutor da rubrica “Outras Obrigações”; (3) A rubrica “Outros Créditos” compreende créditos por avais e fianças honrados, devedores por compra de valores e bens, títulos e créditos a receber, rendas a receber sobre contratos de câmbio, créditos decorrentes de contratos de exportação e créditos a receber relativos a cartões de crédito (compras à vista e parcelado lojistas), no montante de R$ 12.582.104 mil (2011 - R$ 11.210.660 mil); (4) Registrados em contas de compensação; (5) Valor da cessão de crédito atualizado até 30 de junho de 2012, e 30 de junho de 2011, respectivamente, líquido das parcelas recebidas; e (6) Relação entre modalidade e o total da carteira de crédito, incluindo avais e fianças, cessão de créditos e aquisição de recebíveis. b) Modalidades e níveis de risco Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO Níveis de risco Operações de Crédito AA A B C D E F G H 2012 % (1) 2011 % (1) Empréstimos e títulos descontados............................ 28.024.126 42.182.255 8.259.876 24.224.793 3.649.109 2.219.578 1.206.691 1.106.067 6.090.134 116.962.629 54,6 106.390.715 55,2 Financiamentos .......................................................... 17.437.220 17.643.093 21.284.820 12.127.787 902.806 211.418 178.496 128.333 681.183 70.595.156 33,0 59.679.376 31,0 Financiamentos rurais e agroindustriais..................... 2.081.792 3.445.637 4.303.879 5.117.592 336.046 84.717 174.312 28.477 51.884 15.624.336 7,3 14.822.775 7,7 Subtotal ..................................................................... 47.543.138 63.270.985 33.848.575 41.470.172 4.887.961 2.515.713 1.559.499 1.262.877 6.823.201 203.182.121 94,9 180.892.866 93,9 Operações de arrendamento mercantil ...................... 692.858 53.170 71.154 17.299 11.286 10.384 7.461 55.729 919.341 0,4 2.298.033 1,2 Adiantamentos sobre contratos de câmbio (2)........... 3.786.193 1.317.026 1.239.407 654.352 57.695 4.232 2.283 1.580 14.970 7.077.738 3,3 6.788.080 3,5 Subtotal ..................................................................... 51.329.331 65.280.869 35.141.152 42.195.678 4.962.955 2.531.231 1.572.166 1.271.918 6.893.900 211.179.200 98,6 189.978.979 98,6 Outros créditos ........................................................... 29.539 2.614.730 73.812 63.622 13.579 6.296 5.238 4.002 87.543 2.898.361 1,4 2.619.046 1,4 Total geral em 2012 .................................................. 51.358.870 67.895.599 35.214.964 42.259.300 4.976.534 2.537.527 1.577.404 1.275.920 6.981.443 214.077.561 100,0 % ................................................................................ 24,0 31,7 16,5 19,7 2,3 1,2 0,7 0,6 3,3 100,0 Total geral em 2011 .................................................. 43.928.882 66.401.313 19.856.549 48.508.641 3.973.254 1.435.365 1.406.859 1.023.972 6.063.190 192.598.025 100,0 % ................................................................................ 22,8 34,6 10,3 25,2 2,1 0,7 0,7 0,5 3,1 100,0 (1) Relação entre a modalidade e o total da carteira de crédito sem avais e fianças, cessão de créditos e aquisição de recebíveis, coobrigações e cessão de créditos rural; e (2) Nota 11a. Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO Níveis de risco Operações de Crédito AA A B C D E F G H 2012 % (1) 2011 % (1) Empréstimos e títulos descontados............................ 28.866.666 55.794.661 8.883.335 25.087.749 4.095.355 2.516.998 1.509.816 1.378.589 7.740.326 135.873.495 48,7 121.142.011 48,3 Financiamentos .......................................................... 18.053.098 39.277.390 22.667.103 13.086.903 1.303.164 492.351 411.419 320.522 1.543.993 97.155.943 34,8 82.177.812 32,8 Financiamentos rurais e agroindustriais..................... 2.081.792 3.445.637 4.303.879 5.117.592 336.046 84.717 174.312 28.477 51.884 15.624.336 5,6 14.822.775 5,9 Subtotal ..................................................................... 49.001.556 98.517.688 35.854.317 43.292.244 5.734.565 3.094.066 2.095.547 1.727.588 9.336.203 248.653.774 89,1 218.142.598 87,0 Operações de arrendamento mercantil ...................... 86.332 2.303.277 1.588.823 4.345.602 439.581 139.656 108.888 87.430 488.669 9.588.258 3,4 13.719.578 5,4 Adiantamentos sobre contratos de câmbio (2)........... 3.786.193 1.317.026 1.239.407 654.352 57.695 4.232 2.283 1.580 14.970 7.077.738 2,5 6.788.080 2,7 Subtotal ..................................................................... 52.874.081 102.137.991 38.682.547 48.292.198 6.231.841 3.237.954 2.206.718 1.816.598 9.839.842 265.319.770 95,0 238.650.256 95,1 Outros créditos ........................................................... 238.282 10.103.503 429.816 2.532.135 124.479 35.361 28.824 21.419 332.779 13.846.598 5,0 12.184.160 4,9 Total geral em 2012 .................................................. 53.112.363 112.241.494 39.112.363 50.824.333 6.356.320 3.273.315 2.235.542 1.838.017 10.172.621 279.166.368 100,0 % ................................................................................ 19,1 40,2 14,0 18,2 2,3 1,2 0,8 0,7 3,5 100,0 Total geral em 2011 .................................................. 45.497.161 104.800.675 23.871.069 57.317.338 5.094.994 2.063.477 1.983.743 1.491.055 8.714.904 250.834.416 100,0 % ................................................................................ 18,1 41,8 9,5 22,9 2,0 0,8 0,8 0,6 3,5 100,0 (1) Relação entre a modalidade e o total da carteira de crédito sem avais e fianças, cessão de créditos e aquisição de recebíveis, coobrigações e cessão de créditos-rural; e (2) Nota 11a. c) Faixas de vencimentos e níveis de risco Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO Níveis de risco Operações em curso anormal AA A B C D E F G H 2012 % (1) 2011 % (1) Parcelas vincendas .................................................. 570.607 1.808.249 1.527.714 1.073.507 711.238 615.280 2.597.002 8.903.597 100,0 6.365.676 100,0 1 a 30.......................................................................... 82.504 156.488 80.315 50.980 36.955 46.190 188.169 641.601 7,2 474.864 7,5 31 a 60........................................................................ 77.512 147.615 77.651 50.923 37.335 30.120 146.304 567.460 6,4 439.508 6,9 61 a 90........................................................................ 56.910 112.200 67.290 45.714 32.704 26.613 128.708 470.139 5,3 371.164 5,8 91 a 180...................................................................... 82.608 238.315 175.537 124.234 89.008 74.138 354.349 1.138.189 12,8 851.407 13,4 181 a 360.................................................................... 108.673 341.848 273.480 202.599 134.788 115.689 537.768 1.714.845 19,3 1.254.275 19,7 Acima de 360.............................................................. 162.400 811.783 853.441 599.057 380.448 322.530 1.241.704 4.371.363 49,0 2.974.458 46,7 Parcelas vencidas (2) ............................................... 161.525 578.058 544.313 437.129 429.096 412.726 2.560.850 5.123.697 100,0 4.458.329 100,0 1 a 14.......................................................................... 23.793 72.375 45.348 27.251 15.655 13.304 64.634 262.360 5,1 216.152 4,8 15 a 30........................................................................ 133.505 186.053 84.213 30.847 21.115 14.722 73.129 543.584 10,6 494.826 11,1 31 a 60........................................................................ 4.227 312.018 176.656 88.126 51.934 31.658 136.907 801.526 15,6 621.552 13,9 61 a 90........................................................................ 5.951 222.855 113.778 74.259 46.657 231.628 695.128 13,6 629.917 14,1 91 a 180...................................................................... 1.661 15.241 173.145 256.601 276.626 558.260 1.281.534 25,0 1.073.425 24,1 181 a 360.................................................................... 3.982 9.532 29.759 1.437.144 1.480.417 28,9 1.323.515 29,8 Acima de 360.............................................................. 59.148 59.148 1,2 98.942 2,2 Subtotal ..................................................................... 732.132 2.386.307 2.072.027 1.510.636 1.140.334 1.028.006 5.157.852 14.027.294 10.824.005 Provisão específica .................................................... 7.321 71.590 207.202 453.191 570.167 719.605 5.157.852 7.186.928 5.706.041 (1) Relação entre prazos de vencimento e tipo de parcela; e (2) Para as operações com prazo a decorrer superior a 36 meses, é realizada a contagem em dobro dos períodos de atraso, conforme facultado pela Resolução nº 2.682/99 do CMN. Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO Níveis de risco Operações em curso normal AA A B C D E F G H 2012 % (1) 2011 % (1) Parcelas vincendas .................................................. 51.358.870 67.895.599 34.482.832 39.872.993 2.904.507 1.026.891 437.070 247.914 1.823.591 200.050.267 100,0 181.774.020 100,0 1 a 30.......................................................................... 4.196.425 10.247.472 1.853.739 4.082.755 215.799 54.021 29.154 19.586 171.691 20.870.642 10,4 20.483.853 11,3 31 a 60........................................................................ 4.398.163 7.426.574 1.579.093 3.897.085 195.104 34.898 20.426 16.425 156.756 17.724.524 8,9 14.464.528 8,0 61 a 90........................................................................ 2.912.554 5.258.980 1.538.729 3.068.392 130.070 55.333 15.884 12.387 94.890 13.087.219 6,5 12.246.012 6,7 91 a 180...................................................................... 5.999.117 8.740.302 3.753.375 5.818.593 293.809 96.042 37.623 29.878 207.557 24.976.296 12,5 23.698.000 13,0 181 a 360.................................................................... 9.309.028 10.892.970 4.977.606 6.117.088 418.878 148.013 51.425 41.967 374.240 32.331.215 16,2 27.470.008 15,1 Acima de 360.............................................................. 24.543.583 25.329.301 20.780.290 16.889.080 1.650.847 638.584 282.558 127.671 818.457 91.060.371 45,5 83.411.619 45,9 Provisão genérica....................................................... 339.478 344.828 1.196.190 290.451 308.067 218.535 173.540 1.823.591 4.694.680 4.591.125 Total geral em 2012 (2) ............................................. 51.358.870 67.895.599 35.214.964 42.259.300 4.976.534 2.537.527 1.577.404 1.275.920 6.981.443 214.077.561 Provisão existente ...................................................... 340.289 355.884 2.553.553 1.413.362 1.262.080 1.077.149 1.266.951 6.981.443 15.250.711 Provisão mínima requerida......................................... 339.478 352.149 1.267.780 497.653 761.258 788.702 893.145 6.981.443 11.881.608 Provisão excedente .................................................... 811 3.735 1.285.773 915.709 500.822 288.447 373.806 3.369.103 Total geral em 2011 (2) ............................................. 43.928.882 66.401.313 19.856.549 48.508.641 3.973.254 1.435.365 1.406.859 1.023.972 6.063.190 192.598.025 Provisão existente ...................................................... 332.954 202.324 2.363.670 1.113.300 708.639 955.819 1.020.261 6.063.190 12.760.157 Provisão mínima requerida......................................... 332.007 198.565 1.455.260 397.326 430.609 703.429 716.780 6.063.190 10.297.166 Provisão excedente .................................................... 947 3.759 908.410 715.974 278.030 252.390 303.481 2.462.991 (1) Relação entre prazos de vencimento e tipo de parcela; e (2) No total geral, inclui operações em curso normal de R$ 200.050.267 mil (2011 - R$ 181.774.020 mil) e operações em curso anormal de R$ 14.027.294 mil (2011 - R$ 10.824.005 mil). Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO Níveis de risco Operações em curso anormal AA A B C D E F G H 2012 % (1) 2011 % (1) Parcelas vincendas .................................................. 1.841.133 2.995.258 2.083.718 1.414.862 983.062 837.881 3.564.480 13.720.394 100,0 10.601.406 100,0 1 a 30.......................................................................... 144.710 258.490 109.695 69.000 51.722 58.485 245.224 937.326 6,8 700.557 6,6 31 a 60........................................................................ 133.735 201.910 104.012 67.227 50.710 41.192 197.998 796.784 5,8 638.899 6,0 61 a 90........................................................................ 111.554 165.604 92.766 61.381 45.389 37.220 177.537 691.451 5,0 564.841 5,3 91 a 180...................................................................... 236.718 390.230 246.819 167.867 124.193 103.556 489.017 1.758.400 12,8 1.395.284 13,2 181 a 360.................................................................... 369.874 595.668 391.437 273.807 191.887 163.591 756.576 2.742.840 20,0 2.151.791 20,3 Acima de 360.............................................................. 844.542 1.383.356 1.138.989 775.580 519.161 433.837 1.698.128 6.793.593 49,6 5.150.034 48,6 Parcelas vencidas (2) ............................................... 428.031 945.212 855.693 703.602 719.210 687.387 4.255.507 8.594.642 100,0 7.513.934 100,0 1 a 14.......................................................................... 60.641 131.072 65.983 38.613 24.420 20.390 96.797 437.916 5,1 325.138 4,3 15 a 30........................................................................ 339.676 256.386 115.711 46.600 32.906 23.721 123.238 938.238 10,9 914.621 12,2 31 a 60........................................................................ 27.514 532.251 242.629 120.445 76.199 49.129 217.503 1.265.670 14,7 1.043.036 13,9 61 a 90........................................................................ 200 18.843 396.529 159.280 104.747 66.916 315.045 1.061.560 12,4 956.317 12,7 91 a 180...................................................................... 6.660 34.841 326.843 457.653 480.559 851.400 2.157.956 25,1 1.866.095 24,8 181 a 360.................................................................... 11.821 23.285 46.672 2.555.263 2.637.041 30,7 2.231.665 29,7 Acima de 360.............................................................. 96.261 96.261 1,1 177.062 2,4 Subtotal ..................................................................... 2.269.164 3.940.470 2.939.411 2.118.464 1.702.272 1.525.268 7.819.987 22.315.036 18.115.340 Provisão específica .................................................... 22.691 118.214 293.941 635.540 851.136 1.067.687 7.819.987 10.809.196 8.668.946 (1) Relação entre prazos de vencimento e tipo de parcela; e (2) Para as operações com prazo a decorrer superior a 36 meses, é realizada a contagem em dobro dos períodos em atraso, conforme facultado pela Resolução nº 2.682/99 do CMN. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

...continuação

Banco Bradesco S.A. Companhia Aberta CNPJ 60.746.948/0001-12 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO Níveis de risco Operações em curso normal E F 1.154.851 533.270 87.654 54.390 57.488 36.897 64.022 21.822 114.727 49.724 168.399 62.901 662.561 307.536 346.455 266.635 3.273.315 2.235.542 1.601.637 1.512.240 981.995 1.117.771 619.642 394.469 2.063.477 1.983.743 996.566 1.335.842 619.043 991.871 377.523 343.971

AA A B C D Parcelas vincendas .................................................. 53.112.363 112.241.494 36.843.199 46.883.863 3.416.909 1 a 30.......................................................................... 4.607.329 15.369.272 2.365.022 5.452.727 326.634 31 a 60........................................................................ 4.535.578 11.722.868 1.793.983 4.757.101 269.005 61 a 90........................................................................ 2.992.754 7.538.528 1.669.963 3.519.139 161.807 91 a 180...................................................................... 6.293.901 14.160.515 4.021.624 6.832.880 364.410 181 a 360.................................................................... 9.560.389 18.517.661 5.360.174 7.342.376 505.107 Acima de 360.............................................................. 25.122.412 44.932.650 21.632.433 18.979.640 1.789.946 Provisão genérica....................................................... 561.209 368.432 1.406.516 341.692 Total geral em 2012 (2) ............................................. 53.112.363 112.241.494 39.112.363 50.824.333 6.356.320 Provisão existente ...................................................... 563.235 396.919 2.900.057 1.737.991 Provisão mínima requerida......................................... 561.209 391.123 1.524.730 635.633 Provisão excedente .................................................... 2.026 5.796 1.375.327 1.102.358 Total geral em 2011 (2) ............................................. 45.497.161 104.800.675 23.871.069 57.317.338 5.094.994 Provisão existente ...................................................... 525.550 243.668 2.707.230 1.379.030 Provisão mínima requerida......................................... 524.002 238.711 1.719.518 509.499 Provisão excedente .................................................... 1.548 4.957 987.712 869.531 (1) Relação entre prazos de vencimento e tipo de parcela; e (2) No total geral, inclui operações em curso normal de R$ 256.851.332 mil (2011 - R$ 232.719.076 mil) e operações em curso anormal de R$ 22.315.036 mil (2011 - R$ 18.115.340 mil).

G 312.749 39.372 29.102 16.766 38.497 50.071 138.941 218.925 1.838.017 1.797.325 1.286.612 510.713 1.491.055 1.461.835 1.043.738 418.097

H 2.352.634 338.896 283.480 134.182 276.616 430.391 889.069 2.352.634 10.172.621 10.172.621 10.172.621 8.714.904 8.714.904 8.714.904 -

2012 256.851.332 28.641.296 23.485.502 16.118.983 32.152.894 41.997.469 114.455.188 5.862.498 279.166.368 20.682.025 16.671.694 4.010.331

% (1) 100,0 11,2 9,1 6,3 12,5 16,4 44,5

2011 232.719.076 27.971.802 19.119.138 14.950.809 30.009.656 36.101.737 104.565.934 5.692.340

250.834.416 17.364.625 14.361.286 3.003.339

d) Concentração das operações de crédito

2012 Maior devedor.......................... 2.693.535 Dez maiores devedores........... 14.995.291 Vinte maiores devedores ......... 23.770.241 Cinquenta maiores devedores. 36.845.309 Cem maiores devedores.......... 47.917.396 (1) Em relação ao total da carteira Bacen. e) Setor de atividade econômica

% (1) 100,0 12,0 8,2 6,4 12,9 15,5 45,0

Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO % (1) 2011 1,3 2.241.710 7,0 14.545.231 11,1 22.728.420 17,2 35.828.083 22,4 45.321.747

% (1) 1,2 7,6 11,8 18,6 23,5

2012 2.695.001 15.034.781 23.849.797 37.099.425 48.492.619

BRADESCO MÚLTIPLO % 2011 0,2 1.073.645 0,1 739.614 0,1 739.614 0,1 334.031

2012 % 2012 Setor público.......................... 482.936 0,6 484.315 Federal.................................... 262.680 0,4 264.059 Petroquímica............................ 262.680 0,4 262.680 Intermediários financeiros ....... 1.379 Estadual.................................. 220.256 0,2 220.256 Produção e distribuição de energia elétrica ...................... 220.256 0,1 334.031 0,2 220.256 Setor privado ......................... 213.594.625 99,8 191.524.380 99,4 278.682.053 Indústria ................................. 50.901.999 23,8 46.729.532 24,3 53.708.416 12.696.193 5,9 12.182.167 6,3 13.031.279 Alimentícia e bebidas .............. Siderúrgica, metalúrgica e mecânica ............................... 7.710.526 3,6 7.474.271 3,9 8.437.376 Papel e celulose ...................... 4.137.794 1,9 3.240.695 1,7 4.182.487 Refino de petróleo e produção de álcool ................................ 3.590.208 1,7 2.868.516 1,5 3.614.232 Química ................................... 3.697.751 1,7 3.852.148 2,0 3.867.776 Têxtil e confecções.................. 2.861.785 1,3 2.818.500 1,5 3.109.838 Veículos leves e pesados ........ 2.691.222 1,3 2.403.524 1,2 2.722.629 Artigos de borracha e plásticos 2.410.834 1,1 2.256.976 1,2 2.604.477 Eletroeletrônica........................ 1.931.678 0,9 1.966.592 1,0 2.156.191 Móveis e produtos de madeira 1.786.758 0,9 1.556.826 0,8 1.962.424 Extração de minerais metálicos e não metálicos...................... 1.758.228 0,8 1.779.434 0,9 1.910.812 Materiais não metálicos........... 1.611.108 0,8 1.303.490 0,7 1.755.485 Autopeças e acessórios .......... 1.113.012 0,5 907.864 0,5 1.191.660 Artefatos de couro ................... 732.108 0,3 584.863 0,3 775.091 Edição, impressão e reprodução............................. 569.577 0,3 484.814 0,3 721.043 Demais indústrias .................... 1.603.217 0,8 1.048.852 0,5 1.665.616 39.781.135 18,6 36.076.492 18,6 43.517.495 Comércio ................................ Produtos em lojas especializadas ....................... 10.830.499 5,0 9.260.313 4,8 11.973.098 Produtos alimentícios, bebidas e fumo.................................... 4.715.153 2,2 4.162.535 2,2 5.143.131 Varejista não especializado ..... 3.986.233 1,9 3.553.412 1,8 4.272.247 Veículos automotores .............. 2.963.866 1,4 3.139.502 1,6 3.124.580 Vestuário e calçados ............... 2.953.833 1,4 3.194.922 1,7 3.347.543 Artigos de uso pessoal e doméstico .............................. 2.317.735 1,1 2.428.712 1,3 2.496.040 Reparação, peças e acessórios para veículos automotores..... 2.753.889 1,3 2.381.534 1,2 3.107.987 Combustíveis ........................... 1.732.510 0,8 1.629.949 0,8 1.840.109 Resíduos e sucatas ................. 1.886.225 0,9 1.533.487 0,8 2.094.463 Intermediário do comércio....... 1.449.042 0,7 1.412.945 0,7 1.587.697 Atacadista de mercadorias em geral....................................... 1.422.400 0,6 1.221.480 0,6 1.556.220 Produtos agropecuários .......... 1.425.458 0,7 1.050.962 0,5 1.472.555 Demais comércios ................... 1.344.292 0,6 1.106.739 0,6 1.501.825 635.990 0,3 1.364.037 Intermediários financeiros.... 1.190.825 0,6 Serviços.................................. 58.854.317 27,5 48.698.147 25,3 65.475.800 Construção civil ....................... 15.622.374 7,3 12.504.410 6,4 16.522.200 Transportes e armazenagens.. 13.647.946 6,4 12.479.086 6,4 15.408.340 Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas ............................... 9.788.343 4,6 8.565.112 4,4 11.115.340 Produção e distribuição de eletricidade, gás e água......... 4.997.251 2,3 4.743.553 2,5 5.016.796 Alojamento e alimentação ....... 2.230.097 1,0 1.829.908 1,0 2.460.979 Holdings, atividades jurídicas, contábeis e assessoria empresarial ............................ 2.604.601 1,2 1.489.928 0,8 3.028.824 Serviços sociais, educação, saúde, defesa e seguridade social...................................... 1.841.111 0,9 1.646.366 0,9 2.120.646 Atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas ............................ 1.840.513 0,9 1.258.850 0,7 2.196.741 Telecomunicações ................... 411.055 0,2 400.646 0,2 459.474 Demais serviços ...................... 5.871.026 2,7 3.780.288 2,0 7.146.460 Agricultura, pecuária, pesca, silvicultura e exploração 3.420.832 1,8 3.664.469 florestal................................. 3.486.303 1,6 Pessoa física.......................... 59.380.046 27,7 55.963.387 29,1 110.951.836 Total ........................................ 214.077.561 100,0 192.598.025 100,0 279.166.368 f) Composição das operações de crédito e da provisão para créditos de liquidação duvidosa

Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO % (1) 2011 % (1) 1,0 2.242.730 0,9 5,4 14.636.948 5,8 8,5 22.979.451 9,2 13,3 36.274.219 14,5 17,4 45.964.280 18,3

Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO % 2011 % 0,2 1.082.773 0,4 0,1 748.742 0,3 0,1 739.614 0,3 9.128 0,1 334.031 0,1 0,1 99,8 19,2 4,6

334.031 249.751.643 49.380.260 12.532.737

0,1 99,6 19,7 5,0

3,0 1,5

8.179.044 3.295.455

3,3 1,3

1,3 1,4 1,1 1,0 0,9 0,8 0,7

2.894.091 4.027.414 3.051.636 2.435.224 2.427.940 2.072.428 1.726.563

1,2 1,6 1,2 1,0 1,0 0,8 0,7

0,7 0,6 0,4 0,3

1.960.527 1.448.775 972.488 630.635

0,8 0,6 0,4 0,2

0,3 0,6 15,6

614.404 1.110.899 39.648.959

0,2 0,4 15,8

4,3

10.410.376

4,2

1,8 1,5 1,1 1,2

4.579.454 3.818.923 3.296.244 3.496.046

1,8 1,5 1,3 1,4

0,9

2.592.479

1,0

1,1 0,7 0,8 0,6

2.724.484 1.756.401 1.753.392 1.550.546

1,1 0,7 0,7 0,6

0,6 0,5 0,5 0,5 23,5 5,8 5,5

1.334.514 1.089.642 1.246.458 821.461 54.858.275 13.383.208 14.392.237

0,5 0,5 0,5 0,3 21,9 5,3 5,7

4,0

9.806.687

3,9

1,8 0,9

4.768.529 2.037.894

1,9 0,8

1,1

1.925.993

0,8

0,8

1.934.529

0,8

0,8 0,2 2,6

1.496.658 448.868 4.663.672

0,6 0,2 1,9

1,3 39,7 100,0

3.580.621 101.462.067 250.834.416

1,4 40,5 100,0

Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO Saldo da carteira Curso anormal Nível de risco Vencidas Vincendas AA............................................ A .............................................. B .............................................. 161.525 570.607 C .............................................. 578.058 1.808.249 Subtotal .................................. 739.583 2.378.856 D .............................................. 544.313 1.527.714 E .............................................. 437.129 1.073.507 F .............................................. 429.096 711.238 G.............................................. 412.726 615.280 2.560.850 2.597.002 H .............................................. Subtotal .................................. 4.384.114 6.524.741 Total geral em 2012 ............... 5.123.697 8.903.597 % ............................................. 2,4 4,2 Total geral em 2011 ............... 4.458.329 6.365.676 % ............................................. 2,3 3,3 (1) Relação entre nível de risco e total da carteira; e (2) Relação acumulada entre nível de risco e total da carteira.

Total - curso Curso anormal normal 51.358.870 67.895.599 732.132 34.482.832 2.386.307 39.872.993 3.118.439 193.610.294 2.072.027 2.904.507 1.510.636 1.026.891 1.140.334 437.070 1.028.006 247.914 5.157.852 1.823.591 10.908.855 6.439.973 14.027.294 200.050.267 6,6 93,4 10.824.005 181.774.020 5,6 94,4

Total 51.358.870 67.895.599 35.214.964 42.259.300 196.728.733 4.976.534 2.537.527 1.577.404 1.275.920 6.981.443 17.348.828 214.077.561 100,0 192.598.025 100,0

% (1) 24,0 31,7 16,5 19,7 91,9 2,3 1,2 0,7 0,6 3,3 8,1 100,0

% Acumulado em 2012 (2) 24,0 55,7 72,2 91,9

% Acumulado em 2011 (2) 22,8 57,4 67,7 92,9

94,2 95,4 96,1 96,7 100,0

95,0 95,7 96,4 96,9 100,0

Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO Provisão Mínima requerida % Mínimo de proviEspecífica sionamento Total Nível de risco requerido Vencidas Vincendas específica AA.................................... A ...................................... 0,5 B ...................................... 1,0 1.615 5.706 7.321 C ...................................... 3,0 17.342 54.248 71.590 Subtotal .......................... 18.957 59.954 78.911 D ...................................... 10,0 54.431 152.771 207.202 E ...................................... 30,0 131.139 322.052 453.191 50,0 214.548 355.619 570.167 F ...................................... G...................................... 70,0 288.908 430.697 719.605 H ...................................... 100,0 2.560.850 2.597.002 5.157.852 Subtotal .......................... 3.249.876 3.858.141 7.108.017 Total geral em 2012 ....... 3.268.833 3.918.095 7.186.928 % ..................................... 21,4 25,7 47,1 Total geral em 2011 ....... 2.910.155 2.795.886 5.706.041 % ..................................... 22,8 21,9 44,7 (1) Relação entre provisão existente e carteira, por nível de risco.

Genérica Total Excedente Existente 339.478 339.478 811 340.289 344.828 352.149 3.735 355.884 1.196.190 1.267.780 1.285.773 2.553.553 1.880.496 1.959.407 1.290.319 3.249.726 290.451 497.653 915.709 1.413.362 308.067 761.258 500.822 1.262.080 218.535 788.702 288.447 1.077.149 173.540 893.145 373.806 1.266.951 1.823.591 6.981.443 - 6.981.443 2.814.184 9.922.201 2.078.784 12.000.985 4.694.680 11.881.608 3.369.103 15.250.711 30,8 77,9 22,1 100,0 4.591.125 10.297.166 2.462.991 12.760.157 36,0 80,7 19,3 100,0

% Em 2012 (1) 0,5 1,0 6,0 1,7 28,4 49,7 68,3 99,3 100,0

% Em 2011 (1) 0,5 1,0 4,9 1,6 28,0 49,4 67,9 99,6 100,0

7,1 6,6

Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO Saldo da carteira Curso anormal Nível de risco Vencidas Vincendas AA............................................ A .............................................. 428.031 1.841.133 B .............................................. C .............................................. 945.212 2.995.258 Subtotal .................................. 1.373.243 4.836.391 D .............................................. 855.693 2.083.718 E .............................................. 703.602 1.414.862 F .............................................. 719.210 983.062 G.............................................. 687.387 837.881 H .............................................. 4.255.507 3.564.480 Subtotal .................................. 7.221.399 8.884.003 Total geral em 2012 ............... 8.594.642 13.720.394 % ............................................. 3,1 4,9 Total geral em 2011 ............... 7.513.934 10.601.406 % ............................................. 3,0 4,2 (1) Relação entre nível de risco e total da carteira; e (2) Relação acumulada entre nível de risco e total da carteira.

Total - curso anormal 2.269.164 3.940.470 6.209.634 2.939.411 2.118.464 1.702.272 1.525.268 7.819.987 16.105.402 22.315.036 8,0 18.115.340 7,2

Curso normal 53.112.363 112.241.494 36.843.199 46.883.863 249.080.919 3.416.909 1.154.851 533.270 312.749 2.352.634 7.770.413 256.851.332 92,0 232.719.076 92,8

Total 53.112.363 112.241.494 39.112.363 50.824.333 255.290.553 6.356.320 3.273.315 2.235.542 1.838.017 10.172.621 23.875.815 279.166.368 100,0 250.834.416 100,0

% (1) 19,1 40,2 14,0 18,2 91,5 2,3 1,2 0,8 0,7 3,5 8,5 100,0

% Acumulado em 2012 (2) 19,1 59,3 73,3 91,5

% Acumulado em 2011 (2) 18,1 59,9 69,4 92,3

93,8 95,0 95,8 96,5 100,0

94,3 95,1 95,9 96,5 100,0

BRADESCO CONSOLIDADO Provisão Mínima requerida % Mínimo de proviEspecífica sionamento Total Nível de risco requerido Vencidas Vincendas específica AA.................................... A ...................................... 0,5 B ...................................... 1,0 4.280 18.411 22.691 C ...................................... 3,0 28.356 89.858 118.214 Subtotal .......................... 32.636 108.269 140.905 D ...................................... 10,0 85.569 208.372 293.941 E ...................................... 30,0 211.081 424.459 635.540 F ...................................... 50,0 359.605 491.531 851.136 G...................................... 70,0 481.171 586.516 1.067.687 H ...................................... 100,0 4.255.507 3.564.480 7.819.987 Subtotal .......................... 5.392.933 5.275.358 10.668.291 Total geral em 2012 ....... 5.425.569 5.383.627 10.809.196 % ..................................... 26,2 26,1 52,3 Total geral em 2011 ....... 4.729.782 3.939.164 8.668.946 % ..................................... 27,2 22,7 49,9 (1) Relação entre provisão existente e carteira, por nível de risco. g) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa

Genérica 561.209 368.432 1.406.516 2.336.157 341.692 346.455 266.635 218.925 2.352.634 3.526.341 5.862.498 28,3 5.692.340 32,8

Total Excedente Existente 561.209 2.026 563.235 391.123 5.796 396.919 1.524.730 1.375.327 2.900.057 2.477.062 1.383.149 3.860.211 635.633 1.102.358 1.737.991 981.995 619.642 1.601.637 1.117.771 394.469 1.512.240 1.286.612 510.713 1.797.325 10.172.621 - 10.172.621 14.194.632 2.627.182 16.821.814 16.671.694 4.010.331 20.682.025 80,6 19,4 100,0 14.361.286 3.003.339 17.364.625 82,7 17,3 100,0

% Em 2012 (1) 0,5 1,0 5,7 1,5 27,3 48,9 67,6 97,8 100,0 70,5 7,4

% Em 2011 (1) 0,5 1,0 4,7 1,5 27,1 48,3 67,3 98,0 100,0 71,8 6,9

BRADESCO MÚLTIPLO 2012 2011 14.355.177 12.279.058 6.450.237 5.416.268 4.480.345 4.276.784 3.424.595 2.586.006 4.885.481 3.650.675 (3.989.947) (3.169.576) 15.250.711 12.760.157 7.186.928 5.706.041 4.694.680 4.591.125 3.369.103 2.462.991

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 19.540.448 16.289.671 9.875.415 7.898.327 5.654.244 5.389.925 4.010.789 3.001.419 6.948.680 5.219.181 (5.807.103) (4.144.227) 20.682.025 17.364.625 10.809.196 8.668.946 5.862.498 5.692.340 4.010.331 3.003.339

BRADESCO MÚLTIPLO 2012 2011 4.885.481 3.650.675 (1.062.402) (996.818) 3.823.079 2.653.857

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 6.948.680 5.219.181 (1.438.124) (1.317.571) 5.510.556 3.901.610

BRADESCO MÚLTIPLO 2012 2011 7.417.694 6.152.491 3.333.294 3.015.654 (1.496.322) (1.252.737) (1.358.605) (1.149.361) 7.896.061 6.766.047 5.069.630 4.319.015 64,2% 63,8%

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 8.658.167 6.911.604 4.078.542 3.772.143 (2.005.444) (1.670.474) (1.592.248) (1.208.949) 9.139.017 7.804.324 5.816.314 4.851.715 63,6% 62,2%

Saldo inicial..................................................................................... - Provisão específica (1)................................................................... - Provisão genérica (2) ..................................................................... - Provisão excedente (3)................................................................... Constituição.................................................................................... Baixas .............................................................................................. Saldo final ....................................................................................... - Provisão específica (1)................................................................... - Provisão genérica (2) ..................................................................... - Provisão excedente (3)................................................................... (1) Para operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; e (3) A provisão excedente é constituída considerando a experiência da Administração e a expectativa de realização da carteira de créditos, de modo a apurar a provisão total julgada adequada para cobrir os riscos específicos e globais dos créditos, associada à provisão calculada de acordo com a classificação pelos níveis de risco e os respectivos percentuais de provisão estabelecidos como mínimos na Resolução nº 2.682/99 do CMN. A provisão excedente por cliente foi classificada nos níveis de riscos correspondentes (Nota 10f). h) Despesa de PDD líquida de recuperações Despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa líquida da recuperação de créditos baixados (“Write-off”).

Constituição...................................................................................... Recuperações (1) ............................................................................. Despesa de PDD líquida de recuperações................................... (1) Classificadas em receitas de operações de crédito (Nota10j). i) Movimentação da carteira de renegociação

Saldo inicial..................................................................................... - Renegociação ................................................................................ - Recebimentos ................................................................................ - Baixas............................................................................................. Saldo final ....................................................................................... Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ Percentual sobre a carteira de renegociação................................... j) Receitas de operações de crédito e de arrendamento mercantil

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 2012 2011 Empréstimos e títulos descontados.................................................. 13.398.987 12.095.270 16.671.584 14.902.486 Financiamentos ................................................................................ 3.694.839 2.943.323 6.336.772 5.052.923 Financiamentos rurais e agroindustriais........................................... 528.103 521.676 528.103 521.676 Subtotal ........................................................................................... 17.621.929 15.560.269 23.536.459 20.477.085 Recuperação de créditos baixados como prejuízo........................... 1.062.402 996.818 1.438.124 1.317.571 Subtotal ........................................................................................... 18.684.331 16.557.087 24.974.583 21.794.656 Arrendamento mercantil, líquido de despesas ................................. 68.239 155.630 656.876 885.902 Total ................................................................................................. 18.752.570 16.712.717 25.631.459 22.680.558 k) Conciliação da composição da carteira de arrendamento financeiro, a valor presente, com os saldos contábeis - Bradesco Múltiplo (Notas 2, 3g e 10b) Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 Arrendamentos financeiros a receber ..................................................................................................... 416.489 1.047.643 Rendas a apropriar de arrendamentos financeiros a receber ................................................................. (402.180) (1.028.216) Bens arrendados financeiros + perdas em arrendamentos (líquidas)..................................................... 5.002.928 8.349.975 Depreciação acumulada sobre bens arrendados financeiros:................................................................. (1.068.847) (1.568.560) - Depreciações acumuladas .................................................................................................................... (4.499.209) (6.608.859) - Superveniência de depreciação ............................................................................................................ 3.430.362 5.040.299 Valor residual garantido antecipado (Nota 21b) ...................................................................................... (3.029.049) (4.502.809) Total do valor presente ......................................................................................................................... 919.341 2.298.033 11) OUTROS CRÉDITOS a) Carteira de câmbio Saldos patrimoniais BRADESCO MÚLTIPLO 2012 2011

Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011

Ativo - outros créditos Câmbio comprado a liquidar............................................................. 10.976.235 11.235.550 10.976.235 11.235.550 Direitos sobre vendas de câmbio ..................................................... 3.430.285 3.183.493 3.430.285 3.183.493 (-) Adiantamentos em moeda nacional recebidos ............................ (485.561) (539.566) (485.561) (539.566) Rendas a receber de adiantamentos concedidos ............................ 105.717 50.127 105.717 50.127 Total ................................................................................................. 14.026.676 13.929.604 14.026.676 13.929.604 Passivo - outras obrigações Câmbio vendido a liquidar ................................................................ 3.419.671 3.162.492 3.419.671 3.162.492 Obrigações por compras de câmbio................................................. 10.384.938 11.528.464 10.384.938 11.528.464 (-) Adiantamentos sobre contratos de câmbio.................................. (7.077.738) (6.788.080) (7.077.738) (6.788.080) Outras............................................................................................... 6.685 4.823 6.685 4.823 Total ................................................................................................. 6.733.556 7.907.699 6.733.556 7.907.699 Carteira de câmbio líquida............................................................. 7.293.120 6.021.905 7.293.120 6.021.905 Contas de compensação: Créditos abertos para importação .................................................... 1.689.760 1.588.510 1.689.760 1.588.510 Créditos de exportação confirmados................................................ 89.428 41.321 89.428 41.321 Resultado de câmbio Composição do resultado de operações de câmbio ajustado, para melhor apresentação do resultado efetivo Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 2012 2011 782.108 270.465 783.387 271.421 Resultado de operações de câmbio ............................................. Ajustes: - Rendas de financiamentos de moedas estrangeiras (1)................ 77.667 5.076 92.396 10.416 - Rendas de financiamentos à exportação (1).................................. 325.290 234.271 325.290 234.271 - Rendas de aplicações no exterior (2)............................................. 65.704 530 65.699 530 - Despesas de obrigações com banqueiros no exterior (3) (Nota 18c) ....................................................................................... (969.883) 7.852 (969.551) 8.309 - Despesas de captações no mercado (4)........................................ (165.185) (142.199) (165.185) (142.199) - Outros............................................................................................. 234.369 (109.302) 234.369 (109.302) Total dos ajustes ............................................................................ (432.038) (3.772) (416.982) 2.025 Resultado ajustado de operações de câmbio ............................. 350.070 266.693 366.405 273.446 (1) Classificadas na rubrica “Receitas de operações de crédito”; (2) Demonstradas na rubrica “Resultado de operações com títulos e valores mobiliários”; (3) Relativas aos recursos de financiamentos de adiantamentos sobre contratos de câmbio e financiamentos à importação, registradas na rubrica “Despesas de operações de empréstimos e repasses”; e (4) Referem-se a despesas com captações, cujos recursos foram aplicados em operações de câmbio. b) Diversos Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 2012 2011 Créditos tributários (Nota 35c).......................................................... 15.097.599 12.944.325 23.105.852 19.979.224 Operações com cartão de crédito .................................................... 4.163.120 3.006.628 15.077.147 12.496.887 4.168.964 3.625.248 10.332.319 8.251.539 Devedores por depósitos em garantia.............................................. Tributos antecipados......................................................................... 4.013.298 2.756.429 5.626.396 4.635.965 Devedores diversos .......................................................................... 421.669 858.955 2.788.909 2.671.777 Títulos e créditos a receber (1)......................................................... 873.738 917.266 1.715.668 1.353.959 Adiantamentos ao Fundo Garantidor de Créditos - FGC ................. 258.770 441.431 258.770 441.431 Pagamentos a ressarcir.................................................................... 161.801 143.241 494.626 455.950 Devedores por compra de valores e bens........................................ 22.311 22.282 59.285 66.910 Outros............................................................................................... 268.273 187.903 402.405 370.621 Total ................................................................................................. 29.449.543 24.903.708 59.861.377 50.724.263 (1) Incluem valores a receber por aquisição de ativos financeiros de operações de crédito sem transferência substancial de riscos e benefícios. 12) OUTROS VALORES E BENS a) Bens não de uso próprio/outros

Imóveis .................................... Bens em regime especial ........ Veículos e afins ....................... Estoques/almoxarifado ............ Máquinas e equipamentos ...... Outros...................................... Total geral em 2012 ............... Total geral em 2011 ...............

Custo 192.430 41.295 87.410 41.909 454 3 363.501 269.677

BRADESCO MÚLTIPLO Provisão Valor residual para perdas 2012 2011 (22.562) 169.868 84.227 (41.295) (46.971) 40.439 68.699 41.909 19.034 (60) 394 1.059 3 (110.888) 252.613 (96.658) 173.019

Custo 576.434 45.524 406.387 97.180 17.982 19.621 1.163.128 652.451

Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO Provisão Valor residual para perdas 2012 2011 (333.653) 242.781 113.212 (45.524) (176.399) 229.988 261.190 97.180 41.399 (6.653) 11.329 9.362 (18.564) 1.057 1.100 (580.793) 582.335 (226.188) 426.263 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

21

...continuação

Banco Bradesco S.A. Companhia Aberta CNPJ 60.746.948/0001-12 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Despesas antecipadas Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 1.715.706 854.569 1.153.224 523.900 126.060 87.999 470.193 202.300 3.465.183 1.668.768

13) INVESTIMENTOS a) Composição dos investimentos nas demonstrações contábeis consolidadas

BRADESCO MÚLTIPLO 2012 2011 Coligadas Comissão na colocação de empréstimos e financiamentos (1) ....... 181.368 168.123 IRB-Brasil Resseguros S.A. .................................................................................................................... Contrato na prestação de serviços bancários (2)............................. 208.263 324.350 Integritas Participações S.A. ................................................................................................................... Custos de aquisição diferidos de seguros (3) .................................. BES Investimento do Brasil S.A. ............................................................................................................. Despesas de propaganda e publicidade (4)..................................... 126.060 87.999 Outras...................................................................................................................................................... Outras (5) ......................................................................................... 149.647 60.392 Total em coligadas - país ...................................................................................................................... Total ................................................................................................. 665.338 640.864 Incentivos fiscais ..................................................................................................................................... (1) Comissões pagas a lojistas e revendedores de veículos e para correspondentes - crédito consignado; Outros investimentos ............................................................................................................................... (2) Valores desembolsados para aquisição de direito para prestação de serviços bancários, apresentados nas demonstrações contábeis consolidadas no Provisão para: intangível (Nota 16); - Incentivos fiscais ................................................................................................................................... (3) Comissões pagas aos corretores e representantes sobre as comercializações de produtos de seguros, previdência e capitalização; - Outros investimentos............................................................................................................................. (4) Despesas de propaganda e publicidade pagas antecipadamente, cuja veiculação na mídia ocorrerá em períodos futuros; e (5) No consolidado, refere-se, basicamente, a despesas pela emissão de cartões. Total geral dos investimentos ..............................................................................................................

2012 487.030 505.494 107.052 292.578 1.392.154 239.542 531.879

Em 30 de junho - R$ mil 2011 448.234 452.446 97.282 167.585 1.165.547 239.760 556.786

(211.555) (62.936) 1.889.084

(212.912) (50.212) 1.698.969

b) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica “Resultado de Participações em coligadas e controladas”, e corresponderam no 1º semestre de 2012 a R$ 6.328.455 mil (2011 - R$ 3.864.786 mil), BRADESCO CONSOLIDADO - R$ 58.777 mil (2011 - R$ 50.065 mil). R$ mil Participação Participação Lucro Valor Patrimônio Quantidade de Direta Consolidada Líquido/ Contábil Ajuste decorrente Capital Líquido ações/cotas possuídas no Capital no Capital (Prejuízo) Bradesco de avaliação Empresas Social ajustado (em milhares) Social Social ajustado Múltiplo (5) I - MÚLTIPLO ON PN Cotas 30.6.2012 30.6.2012 30.6.2011 A) Ramo financeiro........................................................................... 82.393.657 4.548.558 2.257.308 Banco Alvorada S.A. (1) ..................................................................... 14.750.000 24.837.682 209 99,952% 99,952% 1.179.761 24.825.664 1.179.190 1.134.611 Banco Bradesco BBI S.A. (1) ............................................................. 4.537.929 7.330.578 4.649.714 98,354% 98,354% 250.464 7.209.927 246.342 219.562 Banco Boavista Interatlântico S.A. (1) ................................................ 1.231.000 2.265.599 2.569.275 100,000% 100,000% 53.973 2.265.599 53.973 56.928 Banco Bradesco Argentina S.A. (1).................................................... 123.562 131.806 94.549 100,000% 100,000% 4.915 131.806 4.915 356 Banco Bradesco Europa S.A. (1)........................................................ 542.416 720.232 4 99,973% 100,000% 25.145 720.036 25.138 17.534 Banco Bradesco Financiamentos S.A. (1).......................................... 22.010.000 26.326.897 24.730.835 100,000% 100,000% 661.577 26.326.897 661.577 892.997 Bradesco Administradora de Consórcios Ltda. (1) ............................. 519.000 1.148.709 519.000 100,000% 100,000% 189.808 1.148.709 189.808 159.632 Bradesco Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (1)........................... 7.127.800 9.633.219 23 100,000% 100,000% 334.564 9.633.219 334.564 392.606 Banco Bankpar S.A. (1) ...................................................................... 318.000 128.367 347.487 100,000% 100,000% (31.945) 128.367 (31.945) 20.562 Banco Bradesco Cartões S.A. (1)....................................................... 1.768.359 3.185.469 115.663 115.663 100,000% 100,000% 251.850 3.185.469 251.850 176.885 Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. (1).... 3.044.000 4.935.330 5.009.949 100,000% 100,000% 145.967 4.935.330 145.967 148.514 Bradport - S.G.P.S. Sociedade Unipessoal Lda. (1)............................ 745.641 512.171 1 100,000% 100,000% 173 512.171 173 16.028 Banco BERJ S.A. (1) (3) (4) ............................................................... 4.227.315 48.768 20.734.350 15.431.569 100,000% 100,000% (18.799) 1.204.442 (18.799) Ganho/perda cambial das agências no exterior (1)............................ 1.499.210 (989.830) Demais empresas financeiras ............................................................ 166.021 6.595 10.923 B) Ramo Segurador e Previdência.................................................. 16.682.126 1.733.553 1.560.972 Bradseg Participações S.A. (1)........................................................... 7.869.558 17.183.545 7.456.226 97,082% 100,000% 1.785.658 16.682.126 1.733.553 1.560.972 C) Outras atividades......................................................................... 1.152.902 46.344 46.506 Serel Participações em Imóveis S.A. (1) ............................................ 165.500 1.170.405 7.074 48,984% 100,000% 49.573 559.833 24.283 25.983 Demais empresas controladas ........................................................... 593.069 22.061 20.523 BRADESCO MÚLTIPLO.................................................................... 100.228.685 6.328.455 3.864.786 II - NÃO CONSOLIDADAS BES Investimento do Brasil S.A. Banco de Investimento (1).............. 7.514 5.249 IRB-Brasil Resseguros S.A. (2) .......................................................... 58.496 32.343 Integritas Participações S.A.(2) .......................................................... (27.795) 1.997 Outros (2) ........................................................................................... 20.562 10.476 BRADESCO CONSOLIDADO ........................................................... 58.777 50.065 (1) Dados relativos a 30 de junho de 2012; (2) Informações contábeis utilizadas com defasagem de data; (3) Empresa adquirida em leilão realizado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro em maio de 2011 e consolidada a partir de novembro de 2011, quando da aprovação pelo Bacen; (4) Investimento com ágio na aquisição de R$ 1.155.674 mil; e (5) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados, periodicamente, pelas companhias e incluem variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, bem como os ajustes por equalização de práticas contábeis, quando aplicáveis. 14) IMOBILIZADO DE USO E DE ARRENDAMENTO

c) Recursos de emissão de títulos Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO DepreValor residual Custo ciação 2012 2011

BRADESCO MÚLTIPLO DepreValor residual Custo ciação 2012 2011

Taxa anual Imóveis de uso: - Edificações .................................... 4% 27.803 (856) 26.947 865.119 (367.348) 497.771 424.928 - Terrenos......................................... 15.149 15.149 403.227 403.227 351.197 Instalações, móveis e equipamentos de uso ............................................ 10% 3.922.266 (1.972.957) 1.949.309 1.385.170 4.614.485 (2.385.336) 2.229.149 1.623.213 Sistemas de segurança e comunicações................................ 10% 200.313 (131.160) 69.153 72.986 247.815 (142.228) 105.587 83.833 Sistemas de processamento de dados ............................................. 20 a 50% 2.039.685 (1.410.108) 629.577 636.896 4.143.895 (2.883.363) 1.260.532 1.161.161 Sistemas de transportes.................. 20% 51.236 (25.875) 25.361 10.250 55.468 (28.397) 27.071 11.679 Subtotal .......................................... 6.256.452 (3.540.956) 2.715.496 2.105.302 10.330.009 (5.806.672) 4.523.337 3.656.011 Imobilizado de arrendamento .......... 5.002.929 (1.068.847) 3.934.082 6.781.415 1.857 Total geral em 2012 ....................... 11.259.381 (4.609.803) 6.649.578 10.330.009 (5.806.672) 4.523.337 Total geral em 2011 ....................... 13.535.664 (4.648.947) 8.886.717 8.948.629 (5.290.761) 3.657.868 Os imóveis de uso da Organização Bradesco apresentam mais-valia não contabilizada de R$ 3.029.696 mil (2011 - R$ 2.889.995 mil), que decorre, substancialmente, da valorização do preço de mercado dos mesmos, baseada em laudos de avaliação elaborados por peritos independentes em 2012, 2011 e 2010. O índice de imobilização em relação ao patrimônio de referência “consolidado econômico-financeiro” é de 18,19% (2011 - 17,33%), e no “consolidado financeiro” é de 43,49% (2011 - 47,13%), sendo o limite máximo de 50%. A diferença entre o índice de imobilização do “consolidado econômico-financeiro” e do “consolidado financeiro” decorre da existência de empresas controladas não financeiras, que dispõem de elevada liquidez e baixo nível de imobilização, com consequente aumento do índice de imobilização do “consolidado financeiro”. Quando necessário, podemos realocar recursos para as empresas financeiras, mediante o pagamento de dividendos/JCP para empresas financeiras ou de reorganização societária entre as empresas financeiras e não financeiras, possibilitando, assim, a melhora deste índice. 15) DIFERIDO Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO Valor residual Custo Amortização 2012 2011 Desenvolvimento de sistemas (1)..................................................... 1.344.806 (1.312.909) 31.897 87.777 Total geral em 2012 ........................................................................ 1.344.806 (1.312.909) 31.897 Total geral em 2011 ........................................................................ 1.384.864 (1.297.087) 87.777 (1) Os valores registrados até 8 de dezembro de 2008 foram mantidos neste grupo até sua amortização, de acordo com a Carta-Circular Bacen nº 3.357/08, a partir dessa data passou a ser registrado no ativo intangível (Nota 16). 16) INTANGÍVEL a) Ágios - Consolidado O ágio apurado nas aquisições de investimentos totalizou R$ 3.921.105 mil, líquido das amortizações acumuladas, quando aplicável, sendo: (i) R$ 579.499 mil representado pela diferença entre o valor contábil e o valor de mercado de ações registradas no Ativo Permanente - Investimentos (ações da BM&FBOVESPA e Integritas/Fleury), amortizável mediante sua realização; e (ii) R$ 3.341.606 mil por rentabilidade futura/carteira de clientes, que é amortizado em até vinte anos, líquido das amortizações acumuladas, quando aplicável. No 1º semestre de 2012, foram amortizados ágios no montante de R$ 132.730 mil (1º semestre de 2011 - R$ 132.225 mil) (Nota 30). b) Ativos intangíveis Os ativos intangíveis adquiridos são compostos por: Em 30 de junho - R$ mil Taxa BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO Amortização AmortiValor residual AmortiValor residual (1) Custo zação 2012 2011 Custo zação 2012 2011 Aquisição de direito para prestação de serviços bancários.................... Contrato (4) 3.603.695 (894.589) 2.709.106 1.440.268 5.506.744 (2.589.375) 2.917.369 1.731.170 Software (2) ..................................... 20% a 50% 2.490.805 (494.220) 1.996.585 1.579.819 5.524.388 (2.789.587) 2.734.801 2.203.236 Rentabilidade futura/carteira de clientes (3) ..................................... Até 20% - 4.115.980 (774.374) 3.341.606 2.404.087 Outros.............................................. 20% 128.216 (76.846) 51.370 40.735 Total geral em 2012 ....................... 6.094.500 (1.388.809) 4.705.691 15.275.328 (6.230.182) 9.045.146 Total geral em 2011 ....................... 3.886.522 (866.435) 3.020.087 11.433.948 (5.054.720) 6.379.228 (1) A amortização dos ativos intangíveis é efetuada no decorrer de um período estimado de benefício econômico e contabilizada nas rubricas “outras despesas administrativas” e “outras despesas operacionais”, quando aplicável; (2) Software adquirido e/ou desenvolvido por empresas especializadas; (3) Compostos, basicamente, pelos ágios na aquisição da participação acionária no Banco Ibi - R$ 903.525 mil, Odontoprev - R$ 323.869 mil, Ágora Corretora - R$ 114.695 mil, Ibi México - R$ 24.245 mil, Europ Assistance Serviços de Assistência Personalizados - R$ 20.866 mil, Alelo (CBSS) R$ 130.674 mil, Cielo - R$ 408.014 mil e Banco BERJ - R$ 1.155.674 mil, líquidos de amortizações acumuladas, quando aplicável; e (4) Baseada na rentabilidade de cada convênio (pay-back). c) Movimentação dos ativos intangíveis por classe R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO Aquisição de direitos bancários Software Total Saldo em 31 de dezembro de 2011 ............................................................................ 2.788.506 1.835.038 4.623.544 Adições/baixas .............................................................................................................. 198.811 315.001 513.812 Amortização do período ................................................................................................ (278.211) (153.454) (431.665) Saldo em 30 de junho de 2012 ................................................................................... 2.709.106 1.996.585 4.705.691 R$ mil

Saldo em 31 de dezembro de 2011 ............................................... Adições/baixas ................................................................................. Amortização do período ................................................................... Saldo em 30 de junho de 2012 ......................................................

Aquisição de direitos bancários 3.064.089 248.651 (395.371) 2.917.369

BRADESCO CONSOLIDADO Rentabilidade futura/carteira Software de clientes Outros 2.516.295 3.353.106 44.073 442.060 121.230 12.173 (223.554) (132.730) (4.876) 2.734.801 3.341.606 51.370

• • • • •

2011 33.029.929 54.810.856 98.937.351 125.242.991

1 a 30 dias 32.529.401 62.308.096 183.763 15.518.783

31 a 180 dias

Depósitos à vista (1)............. Depósitos de poupança (1) .. Depósitos interfinanceiros .... 174.751 Depósitos a prazo (2) ........... 16.352.547 Outros - depósitos para investimentos ....................... Total geral em 2012 ............... 286.548.588 110.540.043 16.527.298 % ............................................. 51,0 7,6 Total geral em 2011 ............... 312.021.127 99.878.689 22.142.265 % ............................................. 46,8 10,4 (1) Classificados no prazo de 1 a 30 dias, sem considerar a média histórica do giro; e (2) Considera os vencimentos estabelecidos nas aplicações. b) Captações no mercado aberto

2012 2011 Títulos e valores mobiliários País: • Letras hipotecárias ............... 1.175.739 1.327.042 103.048 668.488 399.513 4.690 1.175.739 1.327.042 • Letras de crédito imobiliário.. 3.195.845 1.521.421 145.478 961.234 2.048.962 40.171 3.195.845 1.521.421 • Letras de crédito do agronegócio .......................... 3.278.002 1.835.032 303.507 1.043.504 1.469.646 461.345 3.278.002 1.835.032 • Letras financeiras ................. 33.306.351 19.384.633 767.192 4.583.099 9.157.735 16.616.277 31.124.303 17.422.124 Subtotal .................................. 40.955.937 24.068.128 1.319.225 7.256.325 13.075.856 17.122.483 38.773.889 22.105.619 Títulos e valores mobiliários Exterior: • MTN Program Issues (1) ...... 8.655.602 3.671.672 68.641 1.354.896 1.305.816 5.926.249 8.655.602 3.692.051 • Securitização do fluxo futuro de ordens de pagamentos recebidas do exterior (Nota 17d)............................. 3.752.347 3.269.812 7.705 346.945 368.242 3.029.455 3.752.347 3.269.812 • Custo de emissões sobre captações ............................. (23.909) (23.909) (23.920) Subtotal .................................. 12.407.949 6.941.484 76.346 1.701.841 1.674.058 8.931.795 12.384.040 6.937.943 Total geral em 2012 ............... 53.363.886 1.395.571 8.958.166 14.749.914 26.054.278 51.157.929 % ............................................. 2,8 17,5 28,8 50,9 100,0 Total geral em 2011 ............... 31.009.612 397.925 2.126.188 5.872.566 20.646.883 29.043.562 % ............................................. 1,4 7,3 20,2 71,1 100,0 (1) Emissão de títulos no mercado internacional para aplicação em operações comerciais de câmbio, pré-financiamento à exportação, financiamento à importação e financiamento de capital de giro, substancialmente, a médio e longo prazo. d) Desde 2003, o Bradesco utiliza determinados acordos para otimizar suas atividades de captação e administração de liquidez por meio de Entidade de Propósito Específico (EPE). Essa EPE, denominada International Diversified Payment Rights Company, é financiada com obrigações de longo prazo e liquidada por meio do fluxo de caixa futuro dos ativos correspondentes, que basicamente, compreendem fluxos de ordens de pagamento atuais e futuros remetidos por pessoas físicas e jurídicas localizadas no exterior para beneficiários no Brasil pelos quais o Banco atua como pagador. Os títulos de longo prazo emitidos pela EPE e vendidos a investidores são liquidados com os recursos oriundos dos fluxos das ordens de pagamento. O Bradesco é obrigado a resgatar os títulos em casos específicos de inadimplência ou encerramento das operações da EPE. Os recursos provenientes da venda dos fluxos atuais e futuros de ordens de pagamento, recebidos pela EPE, devem ser mantidos em conta bancária específica até que um determinado nível mínimo seja atingido. Demonstramos a seguir as principais características das notas emitidas pela EPE: Em 30 de junho - R$ mil Data de Valor da Total emissão operação Vencimento 2012 2011 28.7.2004 305.400 20.8.2012 (1) 30.972 11.6.2007 481.550 20.5.2014 220.837 268.109 11.6.2007 481.550 20.5.2014 220.723 267.937 20.12.2007 354.260 20.11.2014 (2) 202.656 20.12.2007 354.260 20.11.2014 181.603 202.656 Securitização do fluxo futuro de ordens de pagamentos 06.3.2008 836.000 22.5.2017 (3) 958.629 779.573 recebidas do Exterior 19.12.2008 1.168.500 20.2.2019 (4) 1.008.830 779.328 17.12.2009 133.673 20.11.2014 113.287 116.740 17.12.2009 133.673 20.2.2017 142.577 116.286 17.12.2009 89.115 20.2.2020 100.350 77.503 20.8.2010 307.948 21.8.2017 352.614 272.386 29.9.2010 170.530 21.8.2017 201.527 155.666 16.11.2011 (5) 88.860 20.11.2018 99.658 16.11.2011 (6) 133.290 22.11.2021 151.712 Total 5.038.609 3.752.347 3.269.812 (1) Título liquidado antecipadamente; (2) Título recomprado em 29.3.2012; (3) Prorrogada a data de vencimento de 20.5.2015 para 22.5.2017; (4) Prorrogada a data de vencimento de 20.2.2015 para 20.2.2019; (5) Emissão de títulos no exterior no montante de US$ 50.000; e (6) Emissão de títulos no exterior no montante de US$ 75.000. e) Despesas com operações de captações no mercado e atualização e juros de provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização

Depósitos de poupança.................................................................... Depósitos a prazo............................................................................. Captações no mercado aberto ......................................................... Recursos de emissão de títulos ....................................................... Outras despesas de captação.......................................................... Subtotal ........................................................................................... Despesas de atualização e juros de provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização............................................................. Total .................................................................................................

Total 8.977.563 824.114 (756.531) 9.045.146

No Exterior............................... Total geral em 2012 ............... % ............................................. Total geral em 2011 ............... % ............................................. b) Obrigações por repasses

2012 11.917.876 11.917.876

2011 11.068.891

11.068.891

2011 140.554.501 73.413.265 64.035.165 3.106.071 35.226.172

31 a 180 dias 19.404.838 82.451 19.322.387 2.052.830

23.947.244

24.662.178

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 1.833.114 1.801.454 5.494.718 6.513.021 9.111.085 9.136.641 2.306.922 1.147.331 196.542 180.670 18.942.381 18.779.117 3.693.783 22.636.164

1 a 30 dias 1.987.611 1.987.611 16,0 2.414.831 21,4

31 a 180 dias 5.637.175 5.637.175 45,5 4.725.350 41,9

BRADESCO CONSOLIDADO 181 a 360 Acima de dias 360 dias 3.687.666 1.072.206 3.687.666 1.072.206 29,8 8,7 3.245.480 894.805 28,8 7,9

31 a 180 dias 5.137.474 2.251.288 7.916 2.877.019 1.251 5.137.474 14,5 4.649.036 13,7

BRADESCO CONSOLIDADO 181 a 360 Acima de dias 360 dias 6.681.971 22.394.552 117.484 3.306.634 6.665.410 9.499 44.381 3.248.354 15.684.180 581 6.681.971 22.394.552 18,8 63,1 4.609.152 23.492.920 13,6 69,2

77.565.155 35,7 78.907.404 36,9

217.069.934 100,0

2011 33.007.178 54.810.856 328.507 125.385.063 29.307

213.560.911 100,0

BRADESCO MÚLTIPLO 2012 35.063.268 117.483 12.684.433 63.537 22.197.234 581 142.867 35.206.135

2011 33.519.950 17.087 12.910.312 71.608 20.520.316 627 36.743

Do País ................................... Tesouro nacional ..................... BNDES .................................... CEF ......................................... FINAME ................................... Outras instituições ................... Do Exterior ............................. Total geral em 2012 ............... % ............................................. Total geral em 2011 ............... 33.556.693 % ............................................. c) Despesas de operações de empréstimos e repasses

BRADESCO CONSOLIDADO 181 a 360 Acima de dias 360 dias 2012 9.509.287 25.683.210 152.256.067 301.659 95.338.120 9.207.628 25.075.255 55.741.992 607.955 1.175.955 65.861.245

Empréstimos: • No País........................................................................................... • No Exterior ..................................................................................... Carteira própria...................... Subtotal de empréstimos............................................................... Títulos públicos........................ Repasses do País: Debêntures de emissão própria • Tesouro nacional ............................................................................ Exterior .................................... • BNDES........................................................................................... Carteira de terceiros (1) ........ • CEF ................................................................................................ Carteira livre • FINAME.......................................................................................... movimentação (1) ................ 7.856.940 6.559.300 4.518.857 3.332.946 5.137 7.856.940 6.559.300 • Outras instituições.......................................................................... Total geral em 2012 (2) .......... 253.161.725 165.986.004 24.790.614 9.509.287 25.688.347 225.974.252 Repasses do Exterior: % ............................................. 73,4 11,0 4,2 11,4 100,0 • Obrigações com banqueiros no exterior (Nota 11a) ...................... Total geral em 2011 (2) .......... 182.339.973 109.502.097 11.923.542 9.685.647 33.093.209 164.204.495 • Outras despesas com repasses do exterior................................... % ............................................. 66,7 7,3 5,8 20,2 100,0 • Variação cambial de investimentos no exterior .............................. (1) Representada por títulos públicos; e (2) Inclui no consolidado R$ 42.529.664 mil (2011 - R$ 44.223.223 mil) de recursos de fundos de investimento aplicados em operações compromissadas Subtotal de repasses ..................................................................... com o Bradesco, cujos cotistas são empresas controladas, integrantes das demonstrações contábeis consolidadas (Notas 8a, b, c, d). Total ................................................................................................. 2012 178.504.376 98.338.120 78.606.464 1.559.792 66.800.409

1 a 30 dias 97.658.732 94.954.010 2.136.722 568.000 63.808.415

BRADESCO MÚLTIPLO 2012 2011 1.833.114 1.801.966 5.497.725 6.515.675 10.701.160 10.035.152 2.402.538 1.216.944 3.512.707 5.092.441 23.947.244 24.662.178

3.085.279 21.864.396

18) OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E REPASSES a) Obrigações por empréstimos

Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO

31 a 180 dias

2012 12.384.658 12.384.658 100,0

2011 11.280.466

11.280.466 100,0 Em 30 de junho - R$ mil

BRADESCO CONSOLIDADO 181 a 360 Acima de dias 360 dias 2012 32.529.401 62.308.096 54.282 58.765 471.561 12.383.156 77.506.390 121.760.876 12.437.438 5,7 12.632.553 5,9

1 a 30 dias

2011

BRADESCO CONSOLIDADO 181 a 360 Acima de dias 360 dias

Em 30 de junho - R$ mil

Em 30 de junho - R$ mil

2012 32.699.890 62.308.096 70.294.107 121.246.495

2012

BRADESCO MÚLTIPLO

17) DEPÓSITOS, CAPTAÇÕES NO MERCADO ABERTO E RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS a) Depósitos BRADESCO MÚLTIPLO

Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO

2011 122.649.403 72.428.367 47.114.965 3.106.071 34.995.792

1 a 30 dias 1.164.083 461.101 1.741 701.241 131.540 1.295.623 3,6 1.176.055 3,5

BRADESCO MÚLTIPLO 2012 2011

2012 35.378.080 117.484 12.684.433 63.537 22.510.794 1.832 131.540 35.509.620 100,0

2011 33.898.969 17.087 12.910.312 72.762 20.898.181 627 28.194

33.927.163 100,0

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011

6.811 69.792 76.603

894 35.469 36.363

7.074 75.324 82.398

1.363 38.251 39.614

605 411.316 2.500 632.070 991

341 368.581 2.890 453.995 842

605 411.319 2.503 642.575 26

341 368.581 2.950 466.188 11

969.883 2.405.194 4.422.559 4.499.162

(7.852) (1.310.616) (491.819) (455.456)

969.551 2.404.933 (1.274.654) 3.156.858 3.239.256

(8.309) (1.310.725) (480.963) (441.349) continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

...continuação

Banco Bradesco S.A. Companhia Aberta CNPJ 60.746.948/0001-12 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 19) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS b) Diversas a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes, porém, existem processos em curso cuja perspectiva de êxito é provável, tais como: a) Programa de Integração Social - (PIS), que pleiteia a compensação do PIS sobre a Receita Operacional Bruta, recolhido nos termos dos Decretos Leis nº 2.445/88 e nº 2.449/88, naquilo que excedeu ao valor devido nos termos da Lei Complementar nº 07/70 (PIS Repique); e b) outros tributos, cuja legalidade e/ou Operações com cartão de crédito .................................................... constitucionalidade está sendo questionada, que poderão ocasionar o ressarcimento dos valores recolhidos. Provisão para pagamentos a efetuar................................................ Provisões cíveis e trabalhistas (Nota 19b IV) ................................... b) Provisões classificadas como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias Credores diversos ............................................................................ A Organização Bradesco é parte em processos judiciais de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Credores por antecipação de valor residual (Nota 10k) ................... Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos Obrigações por aquisição de bens e direitos ................................... anteriores, a complexidade e o posicionamento dos tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. Obrigações por convênios oficiais.................................................... A Administração entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. Outras............................................................................................... O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre Total ................................................................................................. as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. 22) OPERAÇÕES DE SEGUROS, PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO

BRADESCO MÚLTIPLO 2012 2011 1.606.879 1.529.675 2.450.503 2.162.820 4.579.251 3.389.200 745.510 545.497 3.029.050 4.502.809 1.354.421 590.884 299.038 300.387 1.197.650 977.463 15.262.302 13.998.735

Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 12.149.223 10.881.090 4.500.664 3.850.215 5.926.274 4.629.117 3.409.162 2.526.619 1.947.510 1.101.374 299.038 300.387 1.314.889 1.072.286 29.546.760 24.361.088

a) Provisões técnicas por conta I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 224 Em 30 de junho - R$ mil da CLT. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas é constituído considerando a efetiva SEGUROS (1) VIDA E PREVIDÊNCIA (2) (3) CAPITALIZAÇÃO Total perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado dos pagamentos efetuados 2012 2011 2012 2011 2012 2011 2012 2011 de processos encerrados nos últimos 12 meses. Passivo circulante e exigível É certo que as horas extras realizadas são controladas por meio do sistema de “ponto eletrônico” e pagas durante o curso normal do contrato de trabalho, a longo prazo de forma que as ações oriundas de ex-funcionários do Bradesco, não têm valores relevantes. Provisão matemática de benefícios a conceder............ 627.589 690.423 84.005.788 69.176.011 84.633.377 69.866.434 II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial, na maioria referente a protestos, devolução de cheques, inserção de informações sobre devedores Provisão matemática de benefícios concedidos ........... 143.756 134.380 5.660.877 5.224.924 5.804.633 5.359.304 no cadastro de restrições ao crédito e a reposição dos índices de inflação expurgados resultantes de planos econômicos. Essas ações são controladas individualmente por meio de sistema informatizado e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores Provisão matemática para resgates ................................. 4.196.721 3.412.918 4.196.721 3.412.918 jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de tribunais. Provisão de IBNR .................... 1.154.261 1.092.651 867.054 702.334 2.021.315 1.794.985 A maioria dessas ações envolve Juizado Especial Cível (JEC), no qual os pedidos estão limitados em 40 salários mínimos e não constituem eventos capazes Provisão de prêmios não de causar impacto representativo no resultado financeiro. ganhos ................................... 2.099.448 1.892.095 168.472 115.566 2.267.920 2.007.661 Vale registrar a existência de expressiva quantidade de ações judiciais pleiteando a incidência de índices de inflação, que foram expurgados quando da Provisão de insuficiência de correção dos saldos de cadernetas de poupança, em razão de planos econômicos, que fizeram parte da política econômica do governo federal no combate contribuição (4) ...................... 3.805.376 3.553.018 3.805.376 3.553.018 aos índices inflacionários no passado. Embora o Banco tenha cumprido a ordem legal vigente à época, referidos processos vêm sendo provisionados, Provisão de sinistros a liquidar 2.903.036 2.306.015 1.029.881 927.114 3.932.917 3.233.129 considerando as ações efetivamente notificadas e as correspondentes perspectivas de perdas analisadas, considerando a jurisprudência atual do Superior Provisão de oscilação Tribunal de Justiça (STJ). financeira ............................... 607.032 619.739 607.032 619.739 Cabe ressaltar dois pontos quanto aos litígios a respeito de planos econômicos: a) inexistência de passivo potencial representativo, uma vez que se encontra Provisão de insuficiência de 404.326 547.090 404.326 547.090 prescrito o direito a novas postulações; e b) o Supremo Tribunal Federal suspendeu a análise de todos os recursos interpostos até decisão final que será prêmio.................................... Provisão de excedente proferida por aquela Corte. financeiro ............................... 392.748 373.782 392.748 373.782 III - Obrigações legais - provisão para riscos fiscais Provisão para sorteios e A Organização Bradesco vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente resgates ................................. 514.849 528.202 514.849 528.202 provisionados, não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazos, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. Provisão de despesas administrativas....................... 102.200 99.543 164.395 147.318 266.595 246.861 As principais questões são: 9.565 7.471 9.565 7.471 – Cofins - R$ 6.068.265 mil (BRADESCO CONSOLIDADO - R$ 7.024.222 mil): pleiteia calcular e recolher a Cofins, a partir de outubro de 2005, sobre o Provisão para contingências ... 1.776.723 1.735.638 1.155.007 652.071 2.931.730 2.387.709 efetivo faturamento, cujo conceito consta do artigo 2º da Lei Complementar nº 70/91, afastando-se, assim, a inconstitucional ampliação da base de cálculo Outras provisões ..................... Total das provisões ............... 8.704.813 7.851.202 98.198.761 81.991.192 4.885.530 4.095.909 111.789.104 93.938.303 pretendida pelo parágrafo 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98; – INSS Corretores Autônomos - (BRADESCO CONSOLIDADO - R$ 1.065.260 mil): discute a incidência da contribuição previdenciária sobre as (1) A linha de “Outras Provisões” de Seguros refere-se, basicamente, às provisões técnicas da carteira de “saúde individual”, constituídas para fazer frente às diferenças dos reajustes futuros de prêmios e aqueles necessários ao equilíbrio técnico da carteira; remunerações pagas aos prestadores de serviços autônomos, instituída pela Lei Complementar nº 84/96, e regulamentações/alterações posteriores à alíquota de 20% e adicional de 2,5%, sob o argumento de que os serviços não são prestados às seguradoras, mas aos segurados, estando, dessa forma, (2) Compreende as operações de seguros de pessoa e previdência; (3) A linha de “Outras Provisões” de Vida e Previdência refere-se, basicamente, à: ”Provisão de benefícios a conceder (Vida)”; “Provisão de Resgates e fora do campo de incidência da contribuição prevista no inciso I, artigo 22, da Lei nº 8.212/91, com nova redação contida na Lei nº 9.876/99; outros valores a regularizar”; e Provisão de Benefícios a Regularizar”; e – IRPJ/Perdas de Crédito - R$ 600.773 mil (BRADESCO CONSOLIDADO - R$ 752.176 mil): pleiteia deduzir, para efeito de apuração da base de cálculo (4) A provisão de insuficiência de contribuição para planos de aposentadoria e pensão é calculada de acordo com a tábua biométrica AT-2000, suavizada do IRPJ e da CSLL devidos, o valor das perdas efetivas e definitivas, totais ou parciais, sofridas no recebimento de créditos, independentemente do agravada em 1,5% a.a. (improvement), considerando, separadamente, homens (male) e mulheres (female), as quais têm uma maior expectativa de vida, atendimento das condições e prazos previstos nos artigos 9º a 14º da Lei nº 9.430/96 que só se aplicam às perdas provisórias; e com taxa real de juros de 4,0% a.a. Nos planos de invalidez, a provisão também é calculada atuarialmente e leva em consideração a tábua biométrica – CSLL - Dedutibilidade na base de cálculo do IRPJ - R$ 265.629 mil (BRADESCO CONSOLIDADO - R$ 651.997 mil): pleiteia calcular e recolher o imposto AT-49 (male) e taxa real de juros de 4,0% a.a. de renda devido, relativo ao ano-base de 1997 e subsequentes, sem efetuar a adição da CSLL na base de cálculo respectiva, determinada pelo artigo 1º, b) Provisões técnicas por produto da Lei nº 9.316/96, uma vez que essa contribuição representa uma despesa efetiva, necessária e obrigatória à empresa; e Em 30 de junho - R$ mil – PIS - R$ 290.447 mil (BRADESCO CONSOLIDADO - R$ 298.206 mil): pleiteia a compensação dos valores indevidamente pagos a maior nos anos-base SEGUROS VIDA E PREVIDÊNCIA CAPITALIZAÇÃO Total de 1994 e 1995 a título de contribuição ao PIS, correspondentes ao excedente ao que seria devido sobre a base de cálculo constitucionalmente prevista, 2012 2011 2012 2011 2012 2011 2012 2011 ou seja, receita bruta operacional, como definida na legislação do imposto de renda - conceito contido no artigo 44 da Lei nº 4.506/64, nele não incluídas Saúde ...................................... 4.180.157 3.887.910 4.180.157 3.887.910 as receitas financeiras. Auto/RCF................................. 2.682.107 2.348.777 2.682.107 2.348.777 IV - Provisões segregadas por natureza DPVAT ..................................... 163.478 117.960 360.474 283.649 523.952 401.609 Em 30 de junho - R$ mil Vida ......................................... 15.824 16.858 4.333.314 3.592.886 4.349.138 3.609.744 BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO Ramos elementares ................ 1.663.247 1.479.697 1.663.247 1.479.697 2012 2011 2012 2011 Plano Gerador de Benefícios Livres - PGBL - a conceder ... 16.092.687 13.916.893 16.092.687 13.916.893 Processos trabalhistas ..................................................................... 2.165.817 1.462.705 2.427.101 1.727.735 Vida Gerador de Benefícios Processos cíveis............................................................................... 2.413.434 1.926.495 3.499.173 2.901.382 Livres VGBL a conceder.... 58.259.616 46.194.320 58.259.616 46.194.320 Subtotal (1)...................................................................................... 4.579.251 3.389.200 5.926.274 4.629.117 Planos de previdência ............. 19.152.670 18.003.444 19.152.670 18.003.444 Provisão para riscos fiscais (2)......................................................... 8.465.912 8.539.940 13.609.925 13.274.393 Capitalização ........................... 4.885.530 4.095.909 4.885.530 4.095.909 Total ................................................................................................. 13.045.163 11.929.140 19.536.199 17.903.510 Total das provisões técnicas 8.704.813 7.851.202 98.198.761 81.991.192 4.885.530 4.095.909 111.789.104 93.938.303 (1) Nota 21b; e c) Garantias das provisões técnicas (2) Classificada na rubrica “Outras obrigações - fiscais e previdenciárias” (Nota 21a). V - Movimentação das provisões Em 30 de junho - R$ mil SEGUROS VIDA E PREVIDÊNCIA CAPITALIZAÇÃO Total Em 30 de junho - R$ mil 2012 2011 2012 2011 2012 2011 2012 2011 2012 Total das Provisões Técnicas 8.704.813 7.851.202 98.198.761 81.991.192 4.885.530 4.095.909 111.789.104 93.938.303 BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO (-) Parcela correspondente a Trabalhistas Cíveis Fiscais (1) Trabalhistas Cíveis Fiscais (1) resseguros contratados ...... (847.453) (702.416) (9.185) (7.977) (856.638) (710.393) Saldo no início do período ................................... 2.070.765 2.292.525 7.749.130 2.315.859 3.345.225 12.463.489 (-) Depósitos Retidos no IRB Atualização monetária ............................................. 131.852 146.708 295.591 131.852 221.408 467.304 e Depósitos Judiciais .......... (18.500) (39.644) (62.887) (73.230) (81.387) (112.874) Constituições líquidas de reversões e baixas.......... 236.604 164.381 422.669 255.814 158.861 694.644 (-) Direitos Creditórios ............. (906.533) (790.392) (906.533) (790.392) Pagamentos............................................................. (273.404) (190.180) (1.478) (276.424) (226.321) (15.512) (-) Provisões do Convênio Saldo no final do período ..................................... 2.165.817 2.413.434 8.465.912 2.427.101 3.499.173 13.609.925 DPVAT................................. (156.554) (109.947) (357.185) (280.051) (513.739) (389.998) (1) Compreendem, substancialmente, a obrigações legais. Total a ser coberto................. 6.775.773 6.208.803 97.769.504 81.629.934 4.885.530 4.095.909 109.430.807 91.934.646 c) Passivos contingentes classificados como perdas possíveis Cotas de fundos de A Organização Bradesco mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como investimento (VGBL e PGBL) 74.352.303 60.111.213 74.352.303 60.111.213 “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são Cotas de fundos de realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivada, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os investimento (exceto VGBL 7.030.957 6.490.665 16.794.830 15.201.968 4.463.478 3.717.142 28.289.265 25.409.775 processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Os principais processos com essa classificação e PGBL) ................................. 4.968.760 4.544.307 4.968.760 4.544.307 são os seguintes: a) ISSQN de empresas de Arrendamento Mercantil, cuja totalidade dos processos corresponde a R$ 1.092.677 mil, no BRADESCO Títulos públicos........................ 39.774 43.993 598.425 583.708 238.504 227.136 876.703 854.837 CONSOLIDADO, em que se discute a exigência do referido tributo por municípios outros que não aqueles onde as empresas estão instaladas, para os Títulos privados ....................... 3.248 2.945 1.254.973 1.373.551 273.589 351.665 1.531.810 1.728.161 quais o tributo é recolhido na forma da lei, havendo casos de nulidades formais ocorridas na constituição do crédito tributário; b) IRPJ e CSLL, relativos aos Ações....................................... Total das garantias das anos-bases de 2006 a 2009, lançados sobre glosa de amortização de ágio na aquisição de investimentos, no valor total de R$ 704.487 mil, no BRADESCO 7.073.979 6.537.603 97.969.291 81.814.747 4.975.571 4.295.943 110.018.841 92.648.293 CONSOLIDADO; e c) Autuação de IRPJ e CSLL, relativa à glosa de despesas com perdas no recebimento de créditos, no montante de R$ 291.739 mil, no provisões técnicas............... d) Prêmios retidos de seguros, contribuições de planos de previdência e títulos de capitalização BRADESCO CONSOLIDADO. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 20) DÍVIDAS SUBORDINADAS 2012 2011 Prêmios emitidos ..................................................................................................................................... 9.525.713 8.197.036 Em 30 de junho - R$ mil Contribuições de previdência complementar (inclui VGBL)..................................................................... 9.906.003 8.029.595 Prazo Receitas com títulos de capitalização ..................................................................................................... 1.731.796 1.399.757 original Valor da Prêmios de cosseguros cedidos.............................................................................................................. (113.438) (90.496) Vencimento em anos operação Moeda Remuneração 2012 2011 Prêmios restituídos.................................................................................................................................. (62.316) (63.228) No País: Prêmios emitidos líquidos.................................................................................................................... 20.987.758 17.472.664 CDB subordinado: Prêmios de resseguros............................................................................................................................ (146.867) (120.662) 100,0% da taxa CDI + (0,3440% a.a. - 0,4914% a.a.) ou Prêmios retidos de seguros, planos de previdência e capitalização ............................................... 20.840.891 17.352.002 2012 (1) .............................................. 5 1.419.126 R$ IPCA + (7,1019% a.a. - 7,632% a.a.) 2.358.911 3.314.217 23) PARTICIPAÇÃO MINORITÁRIA NAS CONTROLADAS 100,0% da taxa CDI + (0,344% a.a. - 1,0817% a.a.) ou Em 30 de junho - R$ mil 2013.................................................... 5 575.000 R$ IPCA + (7,74% a.a. - 8,1863% a.a.) 929.156 830.310 2012 2011 6 1.000.000 R$ 112,0% da taxa CDI 1.493.171 1.333.482 2014.................................................... Banco Bradesco BBI S.A. ....................................................................................................................... 120.690 112.232 IPCA + (6,92% a.a. - 8,55% a.a.) Outros (1) ................................................................................................................................................ 466.205 486.631 2015.................................................... 6 1.274.696 R$ 108% a 112,0% da taxa CDI 1.893.044 1.664.564 Total ........................................................................................................................................................ 586.895 598.863 2016.................................................... 6 500 R$ IPCA + 7,1292% a.a. 686 609 (1) Representada, basicamente, por participação minoritária na Odontoprev S.A. 100,0% da taxa CDI + 0,87% a.a. 2012 (2) .............................................. 10 228.029 R$ 101,5% da taxa CDI 889.422 5.459.081 24) PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONTROLADOR) 2019.................................................... 10 20.000 R$ IPCA + (7,76% a.a.) 29.154 25.728 a) Composição do capital social em quantidade de ações Letras Financeiras: O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal. 2011 (3) .............................................. 5 R$ 103,0% da taxa CDI 902.857 Em 30 de junho - R$ mil 2012 (9) .............................................. 5 R$ 103,0% da taxa CDI - 1.546.893 2012 2011 Taxa IGPM + 6,3874% a.a. Ordinárias................................................................................................................................................ 1.912.397.390 1.912.397.390 IPCA + (6,7017% a.a. - 6,8784% a.a.) Preferenciais............................................................................................................................................ 1.912.397.191 1.912.397.191 100% PRÉ + 13,0949% a.a. Subtotal .................................................................................................................................................. 3.824.794.581 3.824.794.581 2016.................................................... 6 102.018 R$ 108% a 110,0% da taxa CDI 124.106 110.775 Em tesouraria (ordinárias)....................................................................................................................... (2.559.000) (2.487.000) 100% da taxa CDI + (1,2685% a.a. - 1,3656% a.a.) Em tesouraria (preferenciais) .................................................................................................................. (4.466.400) Taxa IGPM + (5,7745% a.a. - 6,9588% a.a.) Total em circulação ............................................................................................................................... 3.817.769.181 3.822.307.581 IPCA + (5,6030% a.a. - 7,5482% a.a.) b) Movimentação do capital social em quantidade de ações Taxa PRÉ de (11,7493% a.a. - 13,8609% a.a.) Ordinárias Preferenciais Total 2017 (4) .............................................. 6 8.630.999 R$ 104% a 112,5% da taxa CDI 9.443.896 3.600.185 Quantidade de ações em circulação em 31 de dezembro de 2011......................... 1.909.910.390 1.907.930.791 3.817.841.181 100% da taxa CDI + (0,8831% a.a. - 1,3061% a.a.) Ações adquiridas e não canceladas.............................................................................. (72.000) (72.000) Taxa IGPM + (4,3287% a.a. - 6,2626% a.a.) Quantidade de ações em circulação em 30 de junho de 2012 ................................ 1.909.838.390 1.907.930.791 3.817.769.181 IPCA + (4,3973% a.a. - 6,2822% a.a.) c) Juros sobre o capital próprio/dividendos 100% PRÉ + (10,7224% a.a. - 12,1754% a.a.) As ações preferenciais não possuem direito a voto, mas conferem todos os direitos e vantagens das ações ordinárias, além da prioridade assegurada pelo 2018 (5) .............................................. 6 7.985.252 R$ 108% a 112% da taxa CDI 7.820.813 Estatuto Social no reembolso do capital e adicional de 10% (dez por cento) de juros sobre o capital próprio e/ou dividendos, conforme disposto no inciso II IPCA + 7,4163% a.a. do parágrafo 1º do Artigo 17 da Lei nº 6.404/76, com a nova redação na Lei nº 10.303/01. 2017.................................................... 7 40.100 R$ Taxa PRÉ + 13,1763% a.a. 52.390 46.292 Conforme disposição estatutária, aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendos que somados correspondam, no mínimo, a Taxa IGPM + 6,6945% a.a. 30% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da Lei societária. 2018.................................................... 7 141.050 R$ IPCA + (5,9081% a.a. - 7,3743% a.a.) 158.499 60.783 2018.................................................... 8 50.000 R$ Taxa IGPM + 7,0670% a.a. 60.553 53.760 Os juros sobre o capital próprio são calculados com base nas contas do patrimônio líquido, limitando-se à variação da taxa de juros de longo prazo (TJLP), condicionados à existência de lucros computados antes de sua dedução ou de lucros acumulados e reservas de lucros, em montante igual ou superior a IPCA + (5,0648% a.a. - 6,1757% a.a.) duas vezes o seu valor. Taxa PRÉ de 11,2162% a.a. - 11,7550% a.a. 2019.................................................... 7 54.961 R$ 110,5% a 111% da taxa CDI 56.223 A política de remuneração do capital adotada pelo Bradesco visa distribuir juros sobre o capital próprio no valor máximo calculado em conformidade com Taxa IGPM + 5,8351% a.a. a legislação vigente, os quais são computados, líquidos de Imposto de Renda na Fonte, no cálculo dos dividendos obrigatórios do exercício previsto no IPCA + (5,8950% a.a. - 6,3643% a.a.) Estatuto Social. 2019.................................................... 8 12.735 R$ Taxa PRÉ + 13,3381% a.a. 14.146 519 Em reunião do Conselho de Administração de 12 de dezembro de 2011, aprovou-se a proposta da Diretoria para pagamento aos acionistas de juros sobre o Taxa IGPM + 5,5341% a.a. capital próprio complementares, relativos ao exercício de 2011, no valor de R$ 2.309.800 mil, sendo R$ 0,576206221 (líquido de imposto de renda na fonte IPCA + (5,2033% a.a. - 6,1386% a.a.) de 15% - R$ 0,489775288) por ação ordinária e R$ 0,633826844 (líquido de imposto de renda na fonte de 15% - R$ 0,538752817) por ação preferencial, Taxa PRÉ de 11,1291% a.a. - 11,8661% a.a. cujo pagamento foi efetuado em 8 de março de 2012. 2020.................................................... 8 21.354 R$ 110,75% da taxa CDI 21.838 Em reunião do Conselho de Administração de 10 de fevereiro de 2012, aprovou-se a proposta da Diretoria para pagamento aos acionistas de dividendos em 2021.................................................... 9 7.000 R$ 111,0% da taxa CDI 7.003 complemento aos juros sobre o capital próprio e dividendos, relativos ao exercício de 2011, no valor de R$ 151.291 mil, sendo R$ 0,037741866 por ação Taxa IGPM + (6,0358% a.a. - 6,6244% a.a.) ordinária e R$ 0,041516054 por ação preferencial, cujo pagamento foi efetuado em 8 de março de 2012. IPCA + (5,8789% a.a. - 7,1246% a.a.) Em reunião do Conselho de Administração de 7 de março de 2012, aprovou-se a proposta da Diretoria para majorar em 10% o valor dos dividendos 100% PRÉ + 12,7513% a.a. mensais, pagos antecipadamente aos acionistas, em conformidade com a Sistemática da Remuneração Mensal, elevando-os de R$ 0,014541175 para 2021.................................................... 10 19.200 R$ 109,0% da taxa CDI 20.778 2.267 R$ 0,015995293, relativos às ações ordinárias e de R$ 0,015995293 para R$ 0,017594822, às ações preferenciais, em vigor desde os dividendos referentes Taxa IGPM + (4,1239% a.a.) ao mês de abril de 2012, pagos em 2 de maio de 2012, beneficiando os acionistas inscritos em 2 de abril de 2012. IPCA + (4,5564% a.a. - 6,0358% a.a.) Em reunião do Conselho de Administração de 20 de junho de 2012, aprovou-se a proposta da Diretoria para o pagamento de juros sobre o capital próprio Taxa PRÉ de 10,8585% a.a. - 12,4377% a.a. mensais aos acionistas da Sociedade, em substituição aos dividendos mensais. Os acionistas passarão a receber R$ 0,018817992 (líquido de imposto de 2022.................................................... 10 26.514 R$ 110% a 111,25% da taxa CDI 26.840 renda na fonte de 15% - R$ 0,015995293) por ação ordinária e R$ 0,020699791 (líquido de imposto de renda na fonte de 15% - R$ 0,017594822) por ação CDB Vinculados à Operação de preferencial, em vigor a partir do mês de julho de 2012, a serem pagos em 1 de agosto de 2012, beneficiando os acionistas inscritos em 2 de julho de 2012. Crédito: Em reunião do Conselho de Administração de 27 de junho de 2012, aprovou-se a proposta da Diretoria para pagamento aos acionistas de juros sobre o 2012 a 2016........................................ de 2 a 5 6.809 R$ 100% da taxa CDI 7.339 9.895 capital próprio intermediários relativos ao primeiro semestre de 2012, no valor de R$ 754.300 mil, sendo R$ 0,188184678 (líquido de imposto de renda Subtotal no País ............................... 25.407.968 18.962.217 na fonte de 15% - R$ 0,159956976) por ação ordinária e R$ 0,207003146 (líquido de imposto de renda na fonte de 15% - R$ 0,175952674) por ação No Exterior: preferencial, cujo pagamento foi efetuado em 18 de julho de 2012. 2011 (6) .............................................. 10 US$ Taxa de 10,25% a.a. 235.046 O cálculo dos juros sobre o capital próprio e dividendos, relativos ao 1º semestre de 2012, está demonstrado a seguir: 2012 (7) (9)......................................... 10 Yene Taxa de 4,05% a.a. 342.106 R$ mil % (1) 2013.................................................... 10 1.434.750 US$ Taxa de 8,75% a.a. 1.026.023 779.073 Lucro líquido do semestre ....................................................................................................................... 5.625.504 2014.................................................... 10 801.927 Euro Taxa de 8,00% a.a. 584.342 516.704 (-) Reserva legal ...................................................................................................................................... (281.275) 2019.................................................... 10 1.333.575 US$ Taxa de 6,75% a.a. 1.542.126 1.203.733 Base de cálculo ajustada...................................................................................................................... 5.344.229 2021.................................................... 11 1.600.000 US$ Taxa de 5,90% a.a. 3.313.162 2.552.061 Juros sobre o capital próprio (bruto) complementares e intermediários pagos e/ou provisionados ....... 1.548.500 2022 (8) .............................................. 11 1.100.000 US$ Taxa de 5,75% a.a. 2.259.148 (232.275) Custos de emissões sobre captações (41.648) (27.229) Imposto de renda na fonte relativo aos juros sobre o capital próprio ...................................................... Juros sobre o capital próprio (líquido)................................................................................................ 1.316.225 Subtotal no Exterior ......................... 8.683.153 5.601.494 Dividendos mensais pagos e provisionados ........................................................................................... 367.208 Total geral.......................................... 34.091.121 24.563.711 Juros sobre o capital próprio (líquido) e dividendos acumulados no 1º semestre de 2012 .......... 1.683.433 31,50 (1) Liquidação antecipada de dívidas subordinadas no montante de R$ 718.702 mil em junho de 2011 e R$ 461.505 mil em fevereiro de 2012; 1.642.099 31,50 (2) Liquidação antecipada de dívidas subordinadas no montante de R$ 2.960.895 mil em setembro de 2011 e R$ 1.065.699 mil em fevereiro de 2012; e Juros sobre o capital próprio (líquido) e dividendos acumulados no 1º semestre de 2011 .......... (1) Percentual dos juros sobre o capital próprio/dividendos sobre a base de cálculo ajustada. vencimento de operações de dívidas subordinadas no montante de R$ 570.470 mil em março de 2012; Foram pagos e provisionados juros sobre o capital próprio e dividendos, conforme segue: (3) Vencimento de operações de dívidas subordinadas em julho de 2011; R$ mil (4) Foram emitidas letras financeiras, sendo: (i) R$ 81.927 mil em julho de 2011; (ii) R$ 3.741.163 mil em agosto de 2011; (iii) R$ 923.460 mil em setembro Por ação (bruto) Valor pago/ Valor pago/ de 2011; (iv); R$ 27.250 mil em outubro de 2011; (v) R$ 260.442 mil em novembro de 2011; e (vi) R$ 95.986 mil em dezembro de 2011, com vencimentos provisionado IRRF provisionado em 2017; Ordinárias Preferenciais bruto (15%) líquido (5) Foram emitidas letras financeiras, sendo: (i) R$ 303.079 mil em janeiro de 2012; (ii) R$ 2.029.586 mil em fevereiro de 2012; (iii) R$ 859.438 mil em março Descrição Juros sobre o capital próprio complementares pagos...................... 0,233248 0,256573 936.153 140.423 795.730 de 2012; e (iv) R$ 4.192.444 mil em maio de 2012, com vencimentos em 2018; Juros sobre o capital próprio intermediários pagos.......................... 0,155521 0,171073 624.200 93.630 530.570 (6) Vencimento de operações de dívidas subordinadas em dezembro de 2011; Dividendos mensais pagos............................................................... 0,079316 0,087248 315.799 315.799 (7) Incluindo-se o custo de “swap” para dólar, a taxa se eleva para 10,15% a.a.; Total no 1º semestre de 2011......................................................... 0,468085 0,514894 1.876.152 234.053 1.642.099 (8) Em março de 2012, foram emitidas dívidas subordinadas no exterior no montante de US$ 1.100.000 mil, com taxa de 5,75% a.a. e vencimento em janeiro Juros sobre o capital próprio complementares provisionados ......... 0,197765 0,217542 794.200 119.130 675.070 de 2022; e Juros sobre o capital próprio intermediários pagos (1) .................... 0,188185 0,207003 754.300 113.145 641.155 (9) Vencimento de operações de dívidas subordinadas em abril de 2012. Dividendos mensais pagos e provisionados .................................... 0,091610 0,100770 367.208 367.208 Total no 1º semestre de 2012......................................................... 0,477560 0,525315 1.915.708 232.275 1.683.433 21) OUTRAS OBRIGAÇÕES (1) Pagos em 18 de julho de 2012. a) Fiscais e previdenciárias d) Ações em tesouraria Em 30 de junho - R$ mil Em reunião do Conselho de Administração de 20 de dezembro de 2010, foi deliberada a autorização para a aquisição de ações de própria emissão do BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO Bradesco em até 15.000.000 ações nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo 7.500.000 ordinárias e 7.500.000 preferenciais, para permanência em 2012 2011 2012 2011 tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, sem redução do capital social. A autorização vigorou até 21 de junho de 2011. Em reunião do Conselho Provisão para riscos fiscais (Nota 19b IV)........................................ 8.465.912 8.539.940 13.609.925 13.274.393 de Administração de 20 de junho de 2011, foi deliberada a renovação do prazo de aquisição de ações, com base nas mesmas condições anteriores. A Provisão para imposto de renda diferido (Nota 35f) ......................... 2.381.581 1.810.587 7.532.884 4.810.120 autorização vigorou até 22 de dezembro de 2011. Em reunião do Conselho de Administração de 21 de dezembro de 2011, foi deliberada a renovação do Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ................................ 1.168.820 2.610.252 3.416.483 prazo de aquisição de ações, com base nas mesmas condições anteriores. A autorização vigorou até 23 de junho de 2012. Em reunião do Conselho de Impostos e contribuições a recolher................................................. 344.364 335.433 1.086.010 904.709 Administração de 21 de junho de 2012, foi deliberada a renovação do prazo de aquisição de ações, com base nas mesmas condições anteriores. A nova autorização vigorará até 25 de dezembro de 2012. Total ................................................................................................. 11.191.857 11.854.780 24.839.071 22.405.705 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

23

...continuação

Banco Bradesco S.A. Companhia Aberta CNPJ 60.746.948/0001-12 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Até 30 de junho de 2012, foram adquiridas e permaneciam em tesouraria 2.559.000 ações ordinárias e 4.466.400 ações preferenciais, no montante b) Remuneração do pessoal-chave da Administração de R$ 184.935 mil. O custo mínimo, médio e máximo por ação ON é de R$ 23,62221, R$ 25,36814 e R$ 26,83286, e por ação PN é de R$ 26,20576, Anualmente na Assembleia Geral Ordinária são fixados: R$ 26,87120 e R$ 27,54291, respectivamente. O valor de mercado dessas ações, em 30 de junho de 2012, era de R$ 25,00 por ação ON e • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração, a ser paga aos membros do R$ 29,94 por ação PN. próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários 25) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS e Administradores da Organização Bradesco. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Para 2012, foi determinado o valor máximo de R$ 344.400 mil para remuneração dos Administradores e de R$ 334.000 mil para custear planos de previdência BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO complementar de contribuição definida. 2012 2011 2012 2011 Benefícios de curto prazo a administradores Rendas de cartão ............................................................................. 386.208 345.799 2.717.745 2.278.772 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Conta corrente.................................................................................. 1.544.063 1.322.239 1.552.915 1.330.220 2012 2011 Operações de crédito ....................................................................... 796.470 732.726 1.031.780 967.025 Administração de fundos .................................................................. 416.067 380.937 1.060.740 944.994 Proventos................................................................................................................................................. 173.026 119.449 Cobrança .......................................................................................... 596.071 548.820 635.802 574.897 Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. 38.830 26.758 Serviços de custódia e corretagens ................................................. 132.763 114.535 236.335 210.137 Total ........................................................................................................................................................ 211.856 146.207 Administração de consórcios............................................................ 293.190 249.911 Benefícios pós-emprego Arrecadações ................................................................................... 157.809 153.377 157.993 153.377 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Underwriting/Assessoria financeira .................................................. 275 224.268 151.395 2012 2011 Outras............................................................................................... 126.071 79.471 258.601 182.694 Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... 138.135 94.024 Total ................................................................................................. 4.155.797 3.677.904 8.169.369 7.043.422 Total ........................................................................................................................................................ 138.135 94.024 O Bradesco não possui benefícios de longo prazo de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da 26) DESPESAS DE PESSOAL Administração. Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO Outras informações 2012 2011 2012 2011 I) Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: Proventos.......................................................................................... 2.170.545 1.775.859 2.755.509 2.341.764 a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos seus respectivos cônjuges e parentes até Benefícios......................................................................................... 936.875 769.388 1.202.444 1.005.968 o 2º grau; 847.203 698.069 1.044.464 885.508 Encargos sociais .............................................................................. Participação dos empregados nos lucros......................................... 426.000 348.000 529.825 429.817 b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e Provisão para processos trabalhistas............................................... 236.605 263.678 330.693 319.451 c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria Treinamentos .................................................................................... 49.080 44.394 62.599 58.048 instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Total ................................................................................................. 4.666.308 3.899.388 5.925.534 5.040.556 Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 27) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Semestres findos em 30 de junho - R$ mil II) Participação acionária BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO Os membros do Conselho de Administração e da Diretoria possuíam em conjunto a seguinte participação acionária no Bradesco: 2012 2011 2012 2011 Em 30 de junho Serviços de terceiros........................................................................ 829.321 896.076 1.664.698 1.713.146 2012 2011 Comunicação.................................................................................... 540.319 521.663 824.735 768.613 • Ações ordinárias................................................................................................................................... 0,74% 0,74% Serviços do sistema financeiro......................................................... 240.127 158.347 326.341 229.825 • Ações preferenciais .............................................................................................................................. 0,99% 1,03% Depreciação e amortização.............................................................. 961.449 611.171 800.450 701.998 • Total de ações (1) ............................................................................................................................... 0,86% 0,89% Transporte ........................................................................................ 374.473 309.902 427.026 358.904 (1) Em 30 de junho de 2012, a participação acionária direta e indireta dos membros do Conselho de Administração e da Diretoria no Bradesco totalizou Propaganda, promoções e publicidade ............................................ 186.123 228.146 314.701 395.887 3,06% de ações ordinárias, 1,04% de ações preferenciais e 2,05% do total de ações. Aluguéis............................................................................................ 483.935 409.483 378.217 319.370 Processamento de dados................................................................. Manutenção e conservação de bens................................................ Segurança e vigilância ..................................................................... Água, energia e gás ......................................................................... Materiais........................................................................................... Viagens............................................................................................. Outras............................................................................................... Total .................................................................................................

382.218 385.537 202.345 119.337 110.795 22.453 244.046 5.082.478

312.167 323.738 153.229 104.170 106.460 32.744 444.313 4.611.609

530.148 290.757 205.012 130.411 168.458 66.492 484.921 6.612.367

444.380 261.425 155.935 115.306 175.797 70.881 418.112 6.129.579

28) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

Contribuição à Cofins ....................................................................... Contribuição ao PIS.......................................................................... Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS ...................... Despesas com IPTU......................................................................... Outras............................................................................................... Total .................................................................................................

BRADESCO MÚLTIPLO 2012 2011 563.753 665.292 91.564 108.083 143.337 126.798 28.210 25.093 42.457 28.462 869.321 953.728

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 1.272.605 1.325.645 214.989 229.514 224.888 199.185 29.957 25.668 193.233 143.329 1.935.672 1.923.341

29) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 2012 2011 Outras receitas financeiras............................................................... 269.983 107.625 832.814 525.946 Reversão de outras provisões operacionais..................................... 24.107 75.766 196.754 182.471 Resultado na venda de mercadorias................................................ 33.375 25.953 Receitas de recuperação de encargos e despesas ......................... 31.204 32.305 123.505 71.490 Outras (1) ......................................................................................... 295.839 2.471.711 466.508 3.553.582 Total ................................................................................................. 621.133 2.687.407 1.652.956 4.359.442 (1) No 1º semestre de 2011, inclui receita de créditos fiscais a compensar - R$ 2.306.804 mil (Bradesco Consolidado - R$ 2.911.634 mil). 30) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS Semestres findos em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO 2012 2011 2012 2011 Outras despesas financeiras ............................................................ 464.657 473.120 1.862.110 1.327.550 Despesas com perdas diversas ....................................................... 478.262 420.448 743.134 632.505 Amortização de intangível - aquisição de direitos bancários ........... 117.160 176.081 395.371 336.762 Despesas de outras provisões operacionais (1) (2) ......................... 303.033 2.602.066 473.262 3.413.326 Amortização de ágio (Nota 16a)....................................................... 132.730 132.225 Outras............................................................................................... 772.471 59.147 1.153.405 841.772 Total ................................................................................................. 2.135.583 3.730.862 4.760.012 6.684.140 (1) Inclui provisão para processo cível - planos econômicos no 1º semestre de 2012 - R$ 143.045 mil (1º semestre de 2011 - R$ 122.193 mil); e (2) No 1º semestre de 2011, inclui provisão para riscos fiscais - R$ 2.306.804 mil (Bradesco Consolidado - R$ 2.911.634 mil).

33) INSTRUMENTOS FINANCEIROS a) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando condições para o alcance dos objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controle de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, o qual é apoiado por comitês específicos e políticas de gerenciamento de riscos aprovadas pelo Conselho de Administração. Gerenciamento de risco de crédito O risco de crédito é representado pela possibilidade de ocorrer perdas associadas ao não cumprimento, pelo tomador ou contraparte, de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, bem como à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na renegociação, aos custos de recuperação e a outros valores relativos ao descumprimento de obrigações financeiras da contraparte. O gerenciamento de risco de crédito da Organização é um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico, através de modelos, instrumentos e procedimentos; exige alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas e preserva a integridade e a independência dos processos. A Organização controla cuidadosamente a exposição ao risco de crédito, que decorre principalmente de operações de crédito, de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos. Há também o risco de crédito em obrigações financeiras relacionadas a compromissos de empréstimo ou prestação de garantias financeiras. Gerenciamento de risco de mercado O risco de mercado é representado pela possibilidade de perda financeira por oscilação de preços e taxas de juros dos ativos financeiros da Organização, uma vez que suas carteiras ativas e passivas podem apresentar descasamentos de prazos, moedas e indexadores. Este risco é cuidadosamente identificado, mapeado, mensurado, mitigado e gerenciado. O perfil de exposição a risco de mercado da Organização é conservador, com diretrizes e limites monitorados diariamente, de maneira independente. O controle do risco de mercado é realizado para todas as empresas da Organização de maneira corporativa e centralizada. Todas as atividades expostas a risco de mercado são mapeadas, mensuradas e classificadas quanto à probabilidade e magnitude, com seus respectivos planos de mitigação devidamente aprovados pela estrutura de governança. Apresentamos o balanço patrimonial por moedas: 2012

Em 30 de junho - R$ mil 2011 Estrangeira Estrangeira (1) (2) (1) (2)

Balanço Nacional Ativo Circulante e realizável a longo prazo ........................................... 815.062.861 759.268.524 55.794.337 44.751.399 Disponibilidades ............................................................................... 13.997.224 9.320.885 4.676.339 2.231.279 Aplicações interfinanceiras de liquidez............................................. 92.858.129 89.642.121 3.216.008 1.442.756 Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos 322.507.276 311.344.950 11.162.326 7.657.872 Relações interfinanceiras e interdependências................................ 62.510.217 62.510.217 Operações de crédito e de arrendamento mercantil ........................ 238.275.883 213.284.731 24.991.152 21.013.991 Outros créditos e outros valores e bens........................................... 84.914.132 73.165.620 11.748.512 12.405.501 31) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Permanente ..................................................................................... 15.457.567 15.412.402 45.165 38.776 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Investimentos.................................................................................... 1.889.084 1.888.772 312 224 BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO Imobilizado de uso e de arrendamento ............................................ 4.523.337 4.506.035 17.302 12.492 2012 2011 2012 2011 Intangível .......................................................................................... 9.045.146 9.017.595 27.551 26.060 Resultado na alienação e baixa de valores, bens e investimentos (1) (37.141) (40.853) (67.441) (130.471) Total ................................................................................................. 830.520.428 774.680.926 55.839.502 44.790.175 Constituição/reversão de provisões não operacionais ..................... (48.682) (20.290) (70.584) (11.930) Passivo Outros............................................................................................... 33.798 23.380 25.789 12.859 Circulante e exigível a longo prazo............................................... 765.398.082 697.436.662 67.961.420 51.031.922 Total ................................................................................................. (52.025) (37.763) (112.236) (129.542) Depósitos.......................................................................................... 217.069.934 190.084.281 26.985.653 18.201.956 (1) Inclui no consolidado de junho de 2012, resultado na alienação das ações da CETIP, no montante de R$ 29.205 mil. Captações no mercado aberto ......................................................... 225.974.252 224.798.297 1.175.955 3.106.071 Recursos de emissão de títulos ....................................................... 51.157.929 38.773.888 12.384.041 6.937.944 32) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS (DIRETAS E INDIRETAS) 3.618.529 1.837.481 1.781.048 1.809.128 a) As transações com partes relacionadas (diretas e indiretas) são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, Relações interfinanceiras e interdependências................................ Obrigações por empréstimos e repasses......................................... 47.894.278 35.108.936 12.785.342 11.619.546 quando aplicável, vigentes nas datas das operações. As principais transações estão assim representadas: Instrumentos financeiros derivativos ................................................ 3.568.085 3.311.064 257.021 266.916 Em 30 de junho - R$ mil Provisão técnica de seguros, previdência e capitalização ............... 111.789.104 111.788.019 1.085 957 2012 2011 Outras obrigações: Ativos Receitas Ativos Receitas - Dívidas subordinadas..................................................................... 34.091.121 25.407.968 8.683.153 5.601.494 (passivos) (despesas) (passivos) (despesas) - Outras............................................................................................. 70.234.850 66.326.728 3.908.122 3.487.910 Juros sobre o capital próprio e dividendos: ............................... 5.430.439 5.261.482 Resultados de exercícios futuros ................................................. 615.363 615.363 Cidade de Deus Companhia Comercial de Participações (1) .......... (366.111) (366.151) Participação minoritária nas controladas .................................... 586.895 586.895 (139.405) Fundação Bradesco (1) .................................................................... (130.986) Patrimônio líquido .......................................................................... 63.920.088 63.920.088 Banco Alvorada S.A. (2) ................................................................... 1.902.028 1.891.451 Total ................................................................................................. 830.520.428 762.559.008 67.961.420 51.031.922 Tempo e Serviços Ltda. (2)............................................................... 407.307 Posição líquida de ativos e passivos............................................ (12.121.918) (6.241.747) Bradesco Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (2)......................... 79.459 429.127 Derivativos posição líquida (2).......................................................... (7.129.571) (5.343.675) Elba Holdings Ltda. (2) ..................................................................... 257.074 427.742 Outras contas de compensação líquidas (3) .................................... (147.416) 23.386 Bradseg Participações S.A. (2)......................................................... 3.585.180 2.340.198 Posição cambial líquida (passiva) ................................................ (19.398.905) (11.562.036) Outros controladores, controladas e controle compartilhado........... 103.795 271.213 Depósitos à vista/Poupança: ........................................................ (458.790) (226) (242.200) (766) (1) Valores expressos e/ou indexados, basicamente, em dólares norte-americanos; Bradesco Vida e Previdência S.A. (2)............................................... (131.233) (80.719) (2) Excluídas as operações vencíveis em D+1, a serem liquidadas em moeda do último dia do mês; e Banco Bradesco Cartões S.A. (2)..................................................... (21.854) (9.824) (3) Referem-se a outros compromissos registrados em conta de compensação. Brasília Cayman Investments II Limited (2) ...................................... (160.467) (123.938) VaR Modelo Interno - Carteira Trading Pessoal-chave da Administração (4) ................................................ (17.916) (226) (17.065) (254) Em 30 de junho - R$ mil Outros controladores, controladas e controle compartilhado........... (127.320) (10.654) (512) Fatores de riscos 2012 2011 Depósitos a prazo: ......................................................................... (228.974) (17.733) (183.861) (12.394) Prefixado ................................................................................................................................................. 120.806 39.678 Cidade de Deus Companhia Comercial de Participações (1) .......... (24.302) (30) (30.982) (44) Cupom cambial........................................................................................................................................ 19.751 4.799 Cia. Brasileira de Soluções e Serviços - Alelo (3) ............................ (32.535) (2.244) (160) (2) Moeda estrangeira................................................................................................................................... 32.825 30.270 Pessoal-chave da Administração (4) ................................................ (129.718) (6.015) (132.441) (7.604) IGP-M/IPCA............................................................................................................................................. 101.845 11.200 Outros controladores, controladas e controle compartilhado........... (42.419) (9.444) (20.278) (4.744) Renda variável......................................................................................................................................... 24.247 9.100 Depósitos no exterior em moedas estrangeiras: ........................ 6.388 2.245 Soberanos/Eurobonds e Treasuries ........................................................................................................ 18.836 186 Banco Bradesco Europa S.A. (2)...................................................... 6.378 2.237 Outros...................................................................................................................................................... 9.576 4 Banco Bradesco Argentina S.A. (2).................................................. 10 8 Efeito correlação/diversificação ............................................................................................................... (81.852) (35.984) Aplicações em moedas estrangeiras: .......................................... 1.893.530 4 1.238.499 26 VaR (Value at Risk) ................................................................................................................................ 246.034 59.253 Banco Bradesco Europa S.A. (2)...................................................... 1.893.530 4 1.238.499 26 Análise de sensibilidade Captações/aplicações em depósitos interfinanceiros (a): Captações: ..................................................................................... (69.826.246) (3.317.708) (98.629.640) (4.913.664) A Carteira Trading também é acompanhada diariamente por análises de sensibilidade, que medem o efeito dos movimentos das curvas de mercado e dos Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. (2).. (4.268.732) (187.788) (4.093.727) (216.083) preços sobre nossas posições. Além disso, é realizada trimestralmente análise de sensibilidade das exposições financeiras (Carteiras Trading e Banking) da Banco Alvorada S.A. (2) ................................................................... (14.036.612) (584.027) (12.366.661) (661.861) Organização, seguindo as determinações da Instrução CVM nº 475/08. Banco Bradesco Financiamentos S.A. (2)........................................ (26.149.168) (1.162.682) (27.686.448) (1.462.736) Cabe ressaltar que os impactos das exposições financeiras da Carteira Banking (notadamente nos fatores taxa de juros e índices de preços), não Banco Boavista Interatlântico S.A. (2) .............................................. (596.596) (26.263) (558.785) (29.528) necessariamente representam potencial prejuízo contábil para a Organização. Isto ocorre porque parte das operações de crédito que estão na Carteira (233.093) Banking é financiada por depósitos à vista e/ou poupança, os quais são “hedge natural” para eventuais oscilações de taxa de juros, bem como as oscilações Banco Bradesco BBI S.A. (2) ........................................................... (5.283.478) (230.877) (4.394.766) (568.021) (24.738) (1.045.423) (51.410) de taxa de juros não representam impacto material sobre o resultado da Instituição, uma vez que a intenção é manter as operações de crédito até o seu Banco IBI S.A. (2) ............................................................................. Bradesco Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (2)......................... (18.016.963) (1.100.488) (47.391.540) (2.242.822) vencimento. Outros controladores, controladas e controle compartilhado........... (906.676) (845) (1.092.290) (16.131) Análise de Sensibilidade - Carteiras Trading e Banking Aplicações: ..................................................................................... 42.512.596 2.349.536 38.769.080 2.226.394 Em 30 de junho - R$ mil Banco Bradesco Financiamentos S.A. (2)........................................ 38.435.840 2.139.798 34.533.220 1.992.366 Carteira Trading e Banking (1) Banco Bankpar S.A. (2) .................................................................... 947.276 42.333 856.165 43.445 2012 2011 Banco Bradesco Cartões S.A. (2)..................................................... 2.758.412 140.151 3.130.756 173.408 1 2 3 1 2 3 Outros controladores, controladas e controle compartilhado........... 371.068 27.254 248.939 17.175 Taxa de juros em reais Exposições sujeitas a variações de Captações/aplicações no mercado aberto (b): Captações: ...................................................................................... (27.854.669) (1.619.638) (18.701.654) (928.080) taxas de juros prefixadas e cupom Ágora CTVM S.A. (2)........................................................................ (428.423) (23.021) (384.583) (25.205) de taxas de juros (8.822) (1.830.479) (3.540.762) (7.026) (2.137.828) (4.089.479) Alvorada Administradora de Cartões Ltda. (2) ................................. (175.338) (7.712) (164.841) (9.916) Índices de preços Exposições sujeitas à variação da Alvorada Serviços e Negócios Ltda. (2) ........................................... (744.836) (32.981) (711.015) (37.407) taxa dos cupons de índices de preços (12.238) (1.261.830) (2.323.495) (11.079) (1.454.501) (2.584.329) Banco Bradesco Financiamentos S.A. (2)........................................ (27.605) (7.489) (71.825) (7.901) Cupom cambial Exposições sujeitas à variação da taxa Banco Bradesco Cartões S.A. (2)..................................................... (88.393) (22.767) (290.498) (14.642) dos cupons de moedas estrangeiras (1.030) (96.445) (180.994) (152) (14.192) (27.792) Tempo e Serviços Ltda. (2)............................................................... (30.430) (1.053.895) (60.153) Moeda estrangeira Exposições sujeitas à variação cambial (5.378) (134.442) (268.884) (13.510) (337.745) (675.491) Banco Bradesco BBI S.A. (2) ........................................................... (39.514) (4.457) (150.144) (5.781) Renda variável Exposições sujeitas à variação do preço Bradesco Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (2)......................... (24.541.496) (1.405.756) (14.366.202) (680.955) de ações (15.493) (387.323) (774.646) (15.481) (387.017) (774.035) Bradesco S.A. - CTVM (2) ................................................................ (248.816) (14.612) (230.380) (11.411) Soberanos/Eurobonds Exposições sujeitas à variação da taxa Bradesplan Participações Ltda. (2)................................................... (756.962) (28.321) (548.287) (29.395) e Treasuries de juros de papéis negociados no Pessoal-chave da Administração (4) ................................................ (666.745) (29.559) (566.176) (29.567) mercado internacional (4.950) (124.966) (249.429) (551) (19.803) (42.192) Outros controladores, controladas e controle compartilhado........... (136.541) (12.533) (163.808) (15.747) Outros Exposições que não se enquadram nas (11.629) 6.019 79.568 12.558 Instrumentos financeiros derivativos (Swap) (c): ....................... definições anteriores (99) (2.502) (5.004) (12) (303) (607) Tempo e Serviços Ltda. (2)............................................................... 6.173 (1.438) 14.763 3.878 Total sem correlação dos fatores de risco (48.010) (3.837.987) (7.343.214) (47.811) (4.351.389) (8.193.925) Banco Bradesco BBI S.A. (2) ........................................................... (19.016) 10.194 60.749 8.029 Total com correlação dos fatores de risco (28.009) (3.021.183) (5.765.838) (19.185) (3.128.587) (5.841.763) Outros controladores, controladas e controle compartilhado........... 1.214 (2.737) 4.056 651 (1) Valores líquidos de efeitos fiscais. Obrigações por empréstimos e repasses no exterior (d): ......... (141.778) (1.377) (251.570) (1.308) Demonstramos também a seguir, a análise de sensibilidade exclusivamente da Carteira Trading, que representa as exposições que poderão causar impactos Banco Bradesco Europa S.A. (2)...................................................... (141.778) (1.377) (192.065) (1.193) relevantes sobre o resultado da Organização, valendo ressaltar que os resultados apresentados revelam os impactos para cada cenário numa posição Outros controladores, controladas e controle compartilhado........... (59.505) (115) estática da carteira. O dinamismo do mercado faz com que essas posições se alterem continuamente e não obrigatoriamente reflitam a posição aqui Prestação de serviços (e): ............................................................ (22.483) (270.477) (17.770) (207.505) demonstrada. Além disso, conforme comentado anteriormente, temos um processo de gestão contínua do risco de mercado, que procura, constantemente, Scopus Tecnologia Ltda. (2) ............................................................. (24.337) (231.503) (16.649) (170.953) pelo dinamismo do mercado, formas de mitigar/minimizar os riscos associados, de acordo com a estratégia determinada pela Alta Administração. Assim, Fidelity Processadora e Serviços S.A. (3) ........................................ (8.437) (57.476) (9.726) (52.275) em casos de sinais de deterioração de determinada posição, ações proativas são tomadas para minimização de possíveis impactos negativos, visando Cia Brasileira de Soluções e Serviços - Alelo (3) ............................. 10.256 18.402 8.573 15.585 maximizar a relação risco retorno para a Organização. Outros controladores, controladas e controle compartilhado........... 35 100 32 138 Aluguéis de agências: ................................................................... (164.294) (147.128) Análise de Sensibilidade - Carteira Trading Fundação Bradesco (1) .................................................................... (651) (249) Em 30 de junho - R$ mil Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. (2).. (4.126) (3.502) Carteira Trading (1) Outros controladores, controladas e controle compartilhado........... (159.517) (143.377) 2012 2011 Títulos e valores mobiliários: ....................................................... 61.380.944 2.875.107 59.659.722 2.718.744 1 2 3 1 2 3 Bradesco Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (2)......................... 61.380.944 2.875.107 59.659.722 2.718.744 Taxa de juros em reais Exposições sujeitas a variações de Operações de securitização (f): ................................................... (457) taxas de juros prefixadas e cupom Cia. Brasileira de Meios de Pagamento - Cielo (3)........................... (457) de taxas de juros (1.786) (366.463) (707.358) (1.727) (522.985) (1.001.940) Dívidas subordinadas: .................................................................. (15.324) (1.873) (36.572) (12.092) Índices de preços Exposições sujeitas à variação da Cidade de Deus Companhia Comercial de Participações (1) .......... (633) (1.534) (8.195) taxa dos cupons de índices de preços (1.870) (186.281) (360.669) (669) (110.693) (214.829) Fundação Bradesco (1) .................................................................... (15.324) (1.240) (35.038) (3.897) Cupom cambial Exposições sujeitas à variação da taxa Obrigações por emissão de letras financeiras: .......................... (2.182.049) (100.662) (1.962.510) (101.110) dos cupons de moedas estrangeiras (939) (88.703) (166.028) (59) (5.815) (11.362) Bradesplan Participações Ltda. (2)................................................... (123.648) (5.704) (111.208) (5.608) Moeda estrangeira Exposições sujeitas à variação cambial (9.745) (243.627) (487.254) (14.736) (368.399) (736.797) STVD Holdings S.A. (2) .................................................................... (764.304) (35.259) (687.406) (37.406) Renda variável Exposições sujeitas à variação do preço Tempo e Serviços Ltda. (2)............................................................... (252.565) (11.651) (227.154) (11.454) de ações (2.137) (53.423) (106.846) (1.821) (45.535) (91.070) Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi (2)....................... (812.493) (37.482) (730.747) (36.847) Soberanos/Eurobonds Exposições sujeitas à variação da taxa Andorra Holdings S.A. (2)................................................................. (229.039) (10.566) (205.995) (9.795) e Treasuries de juros de papéis negociados no (1) Controladores; mercado internacional (4.427) (114.687) (228.605) (37) (684) (1.362) (2) Controladas e Coligadas; Outros Exposições que não se enquadram nas (3) Controle Compartilhado; (89) (2.251) (4.502) (1) definições anteriores (4) Pessoal-chave da Administração; Total sem correlação dos fatores de risco (20.993) (1.055.435) (2.061.262) (19.049) (1.054.111) (2.057.361) (a) Aplicações interfinanceiras de liquidez - depósitos interfinanceiros com taxas equivalentes às do CDI - certificado de depósito interfinanceiro; Total com correlação dos fatores de risco (11.711) (660.095) (1.281.204) (12.769) (729.975) (1.416.962) (b) Recompras e/ou revendas a liquidar, de operações compromissadas, lastreadas em títulos públicos, com taxas equivalentes às do “overnight”; (1) Valores líquidos de efeitos fiscais. (c) Diferenciais a receber e a pagar de operações de “swap”; (d) Empréstimos no exterior, captados em moeda estrangeira, para financiamento à exportação, com encargos equivalentes à variação cambial e juros do As análises de sensibilidade foram efetuadas a partir dos cenários elaborados para as respectivas datas, sempre considerando as informações de mercado na época e cenários que afetariam negativamente nossas posições, conforme exemplos abaixo: mercado internacional; (e) Basicamente, contratos celebrados com a Scopus Tecnologia Ltda. para serviços de manutenção de equipamentos de informática e com a Fidelity Cenário 1: Com base nas informações de mercado (BM&FBOVESPA, Anbima, etc.) foram aplicados choques de 1 ponto base para taxa de juros e 1% de variação para preços. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 30.6.2012 a cotação Real/Dólar foi de R$ 2,03. Para o cenário de Processadora e Serviços S.A. para processamento de cartões de crédito; e juros a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 30.6.2012 foi de 7,59% a.a.; (f) Operações de securitização do fluxo futuro de recebíveis de faturas de cartão de crédito clientes residentes no exterior. continua...


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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

...continuação

Banco Bradesco S.A. Companhia Aberta CNPJ 60.746.948/0001-12 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Foram determinados choques de 25% com base no mercado. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 30.6.2012 a cotação b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Real/Dólar foi de R$ 2,52. Para o cenário de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 30.6.2012 foi de 9,48% a.a. Os cenários BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO para os demais fatores de risco também representaram choque de 25% nas respectivas curvas ou preços; e 2012 2011 2012 2011 Cenário 3: Foram determinados choques de 50% com base no mercado. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 30.6.2012 a cotação Impostos correntes: Real/Dólar foi de R$ 3,02. Para o cenário de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 30.6.2012 foi de 11,38% a.a. Os cenários Imposto de renda e contribuição social devidos ........................ (428.006) (1.834.916) (4.453.355) (5.399.512) para os demais fatores de risco também representaram choque de 50% nas respectivas curvas ou preços. Impostos diferidos: Risco de Liquidez Constituição/realização no período sobre adições temporárias....... 1.681.603 1.877.871 2.684.127 2.615.853 Risco de Liquidez é a possibilidade da não existência de recursos financeiros suficientes para que a Organização honre seus compromissos, em razão dos Utilização de saldos iniciais de: descasamentos entre pagamentos e recebimentos, considerando as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações. Base negativa de contribuição social ............................................... (23.883) (79.222) (42.519) (97.014) A Organização possui uma política de liquidez que define não só os níveis mínimos que devem ser observados, levando inclusive em consideração cenários Prejuízo fiscal ................................................................................... (57.475) (128.733) (105.653) (269.613) de estresse, mas também em que tipo de instrumentos financeiros os recursos devem permanecer aplicados, e define ainda a estratégia de atuação a ser Constituição/Utilização no período sobre: acionada em caso de necessidade. Base negativa de contribuição social ............................................... 39.128 33.845 47.700 44.906 19.643 59.839 34.120 86.463 O processo de gerenciamento do risco de liquidez contempla o acompanhamento diário da composição dos recursos disponíveis, do cumprimento do Prejuízo fiscal ................................................................................... 1.659.016 1.763.600 2.617.775 2.380.595 nível mínimo de liquidez e do plano de contingência para situações de estresse. O controle e o acompanhamento das posições são realizados de maneira Total dos impostos diferidos......................................................... Imposto de renda e contribuição social do período ................... 1.231.010 (71.316) (1.835.580) (3.018.917) centralizada. c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos Apresentamos o balanço patrimonial por prazos - Consolidado R$ mil Em 30 de junho - R$ mil BRADESCO MÚLTIPLO Prazo Saldo em Saldo em 1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de indeter31.12.2011 Constituição Realização 30.6.2012 dias dias dias 360 dias minado Total Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 8.000.938 2.215.394 1.652.901 8.563.431 Ativo Provisões cíveis................................................................................ 917.010 109.818 61.454 965.374 Circulante e realizável a longo prazo .................. 484.048.640 90.998.815 52.330.484 187.684.922 815.062.861 Provisões fiscais............................................................................... 2.626.136 273.369 24 2.899.481 Disponibilidades ...................................................... 13.997.224 13.997.224 Provisões trabalhistas ...................................................................... 828.306 175.563 137.542 866.327 Aplicações interfinanceiras de liquidez.................... 73.109.897 15.818.559 1.950.885 1.978.788 92.858.129 Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ................. 17.615 9.392 717 26.290 Títulos e valores mobiliários e instrumentos Provisão para desvalorização de bens não de uso.......................... 35.838 17.690 10.673 42.855 financeiros derivativos (1) (2)................................. 274.226.860 2.804.717 4.870.829 40.604.870 322.507.276 Ágio amortizado ............................................................................... 167.722 167.722 Relações interfinanceiras e interdependências....... 61.967.643 542.574 62.510.217 Provisão de juros sobre o capital próprio (1).................................... 317.655 317.655 Operações de crédito e de arrendamento mercantil 25.414.687 59.955.309 39.166.613 113.739.274 238.275.883 Outros............................................................................................... 547.125 510.065 84.032 973.158 Outros créditos e outros valores e bens.................. 35.332.329 12.420.230 6.342.157 30.819.416 84.914.132 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 13.140.690 3.628.946 1.947.343 14.822.293 Permanente ............................................................ 318.659 1.395.671 1.193.925 8.693.313 3.855.999 15.457.567 Prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social do Investimentos........................................................... 1.889.084 1.889.084 País e Exterior ................................................................................ 191.796 58.771 81.358 169.209 Imobilizado de uso e de arrendamento ................... 58.334 291.660 349.992 3.420.124 403.227 4.523.337 Subtotal (2)...................................................................................... 13.332.486 3.687.717 2.028.701 14.991.502 Intangível ................................................................. 260.325 1.104.011 843.933 5.273.189 1.563.688 9.045.146 Ajuste a valor de mercado dos títulos disponíveis para venda (2) ... 218.894 218.894 Total em 2012 ......................................................... 484.367.299 92.394.486 53.524.409 196.378.235 3.855.999 830.520.428 Contribuição social - Medida Provisória nº 2.158-35/01................... 109.898 3.801 106.097 Total em 2011 ......................................................... 357.359.096 116.979.648 42.634.252 169.875.837 2.458.180 689.307.013 Total dos créditos tributários (Nota 11b)...................................... 13.661.278 3.687.717 2.251.396 15.097.599 Passivo Obrigações fiscais diferidas (Nota 35f) ........................................ 1.899.279 847.839 365.537 2.381.581 Circulante e exigível a longo prazo...................... 413.739.441 69.393.150 51.927.161 230.338.330 765.398.082 Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas .. 11.761.999 2.839.878 1.885.859 12.716.018 Depósitos (3) ........................................................... 110.540.043 16.527.298 12.437.438 77.565.155 217.069.934 - Proporção dos créditos tributários líquidos sobre o Captações no mercado aberto (2)........................... 165.986.004 24.790.614 9.509.287 25.688.347 225.974.252 patrimônio de referência (Nota 33a)........................................... 16,5% 14,1% Recursos de emissão de títulos .............................. 1.395.571 8.958.166 14.749.914 26.054.278 51.157.929 - Proporção dos créditos tributários líquidos sobre o ativo total 1,6% 1,6% Relações interfinanceiras e interdependências....... 3.618.529 3.618.529 (1) O crédito tributário sobre os juros sobre o capital próprio é contabilizado até o limite fiscal permitido; e Obrigações por empréstimos e repasses................ 3.283.234 10.774.649 10.369.637 23.466.758 47.894.278 (2) Os créditos tributários das empresas dos segmentos financeiro e de seguros foram constituídos considerando a elevação da alíquota de contribuição Instrumentos financeiros derivativos ....................... 2.521.888 206.344 200.062 639.791 3.568.085 social, determinada pela Lei nº 11.727/08 (Nota 3h). Provisões técnicas de seguros, previdência e R$ mil capitalização (3)..................................................... 85.234.612 2.908.072 1.330.124 22.316.296 111.789.104 BRADESCO CONSOLIDADO Outras obrigações: Saldo em Saldo em - Dívidas subordinadas............................................ 141.500 3.249.021 571.127 30.129.473 34.091.121 31.12.2011 Constituição Realização 30.6.2012 - Outras.................................................................... 41.018.060 1.978.986 2.759.572 24.478.232 70.234.850 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 10.983.555 3.287.398 1.887.986 12.382.967 Resultados de exercícios futuros ........................ 615.363 615.363 Provisões cíveis................................................................................ 1.284.877 160.470 94.226 1.351.121 Participação minoritária nas controladas ........... 586.895 586.895 Provisões fiscais............................................................................... 4.087.345 417.872 4.646 4.500.571 Patrimônio líquido ................................................. 63.920.088 63.920.088 Provisões trabalhistas ...................................................................... 915.778 188.600 144.433 959.945 Total em 2012 ......................................................... 414.354.804 69.393.150 51.927.161 230.338.330 64.506.983 830.520.428 Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ................. 406.068 11.562 2.895 414.735 Total em 2011 ......................................................... 323.190.542 49.302.836 45.671.008 217.700.996 53.441.631 689.307.013 Provisão para desvalorização de bens não de uso.......................... 93.539 65.405 54.443 104.501 Ativos líquidos acumulados em 2012.................. 70.012.495 93.013.831 94.611.079 60.650.984 Ajuste a valor de mercado dos títulos para negociação................... 16.195 500 1.838 14.857 Ativos líquidos acumulados em 2011.................. 34.168.554 101.845.366 98.808.610 50.983.451 Ágio amortizado ............................................................................... 411.617 1.486 40.411 372.692 (1) As aplicações em fundos de investimento estão classificadas no prazo de 1 a 30 dias; Provisão de juros sobre o capital próprio (1).................................... 317.680 317.680 (2) As operações vinculadas a compromissos de recompra estão classificadas conforme o prazo da operação; e Outros............................................................................................... 1.191.621 644.212 180.180 1.655.653 (3) Os depósitos à vista, de poupança e as provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização, representadas por produtos “VGBL” e “PGBL”, estão Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 19.390.595 5.095.185 2.411.058 22.074.722 classificados no prazo de 1 a 30 dias, sem considerar a média histórica do giro. Prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social do País e Exterior ........................................................................................ 513.396 81.820 148.172 447.044 Risco Operacional 19.903.991 5.177.005 2.559.230 22.521.766 O risco operacional é representado pela perda resultante de processos internos, pessoas e sistemas inadequados ou falhos e de eventos externos. Essa Subtotal (2)...................................................................................... Ajuste a valor de mercado dos títulos disponíveis para venda (2) ... 841.421 202.140 600.317 443.244 definição inclui o risco legal, mas exclui o estratégico e o reputacional. Contribuição social - Medida Provisória nº 2.158-35/01 (3) ............. 144.643 3.801 140.842 A atividade de gerenciamento do risco operacional é imprescindível para a geração de valor agregado. O controle deste risco é realizado de maneira Total dos créditos tributários (Nota 11b)...................................... 20.890.055 5.379.145 3.163.348 23.105.852 centralizada, por meio de identificação, mensuração, planos de mitigação e acompanhamento, de maneira consolidada e em cada empresa da Organização. Obrigações fiscais diferidas (Nota 35f) ........................................ 4.824.991 3.580.774 872.881 7.532.884 Dentre os planos de mitigação de riscos operacionais, destacamos a existência do gerenciamento de continuidade de negócios, que consiste em planos Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas .. 16.065.064 1.798.371 2.290.467 15.572.968 formais a serem adotados em momentos de crise, para garantia da recuperação e da continuidade dos negócios, assim como da prevenção de perdas. - Proporção dos créditos tributários líquidos sobre o patrimônio de referência (Nota 33a)........................................... 22,5% 17,3% Gerenciamento de Capital 2,1% 1,9% O processo de gerenciamento de capital é realizado de forma a proporcionar condições para o alcance dos objetivos estratégicos da Organização, levando - Proporção dos créditos tributários líquidos sobre o ativo total (1) O crédito tributário sobre os juros sobre o capital próprio é contabilizado até o limite fiscal permitido; em consideração o ambiente econômico e comercial onde atua. Este processo é compatível com a natureza das operações, complexidades dos produtos e (2) Os créditos tributários das empresas dos segmentos financeiro e de seguros foram constituídos considerando a elevação da alíquota de contribuição serviços e com a dimensão da exposição a riscos da Organização. social, determinada pela Lei nº 11.727/08 (Nota 3h); e Sob a ótica do Bacen, as instituições financeiras devem manter, permanentemente, capital (Patrimônio de Referência) compatível com os riscos de suas (3) Até o final do exercício, há previsão de realização do valor de R$ 31.072 mil, que será contabilizado quando de sua efetiva utilização (item d). atividades, representado pelo Patrimônio de Referência Exigido (PRE). O PRE é calculado considerando, no mínimo, a soma das parcelas de risco de d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social e crédito crédito, risco de mercado e risco operacional. tributário de contribuição social MP nº 2.158-35 O processo de adequação do Patrimônio de Referência é acompanhado diariamente e visa assegurar que a Organização mantenha uma sólida base de Semestres findos em 30 de junho - R$ mil capital para apoiar o desenvolvimento das atividades e fazer face aos riscos incorridos, seja em situações normais ou em condições extremas de mercado, BRADESCO MÚLTIPLO além de atender aos requerimentos regulatórios de capital. Prejuízo fiscal Apresentamos a seguir o cálculo do Índice de Basileia: Diferenças temporárias e base negativa Em 30 de junho - R$ mil Imposto Contribuição Imposto Contribuição de renda social de renda social Total 2012 2011 2012.................................................................................................. 1.595.038 936.072 2.531.110 EconômicoEconômico2013.................................................................................................. 2.909.037 1.723.881 19.644 39.128 4.691.690 Base de cálculo - Índice de Basileia Financeiro financeiro Financeiro financeiro 2014.................................................................................................. 2.901.154 1.719.902 4.621.056 Patrimônio Líquido......................................................................... 63.920.088 63.920.088 52.842.768 52.842.768 2015.................................................................................................. 1.047.977 606.085 94 54.283 1.708.439 Redução dos ativos diferidos, conforme Resolução nº 3.444/07 817.090 467.554 56.060 1.340.704 do CMN........................................................................................... (139.872) (223.833) (197.221) (279.101) 2016.................................................................................................. 2017 (1º sem.) .................................................................................. 66.997 31.506 98.503 Redução dos ganhos/perdas de ajustes a valor de mercado em Total ................................................................................................. 9.337.293 5.485.000 19.738 149.471 14.991.502 DPV e derivativos, conforme Resolução nº 3.444/07 do CMN....... (1.865.419) (1.865.419) 1.947.294 1.947.294 Minoritários/outros............................................................................ 187.211 586.895 176.560 598.863 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Patrimônio de referência nível I .................................................... 62.102.008 62.417.731 54.769.401 55.109.824 BRADESCO MÚLTIPLO Soma dos ganhos/perdas de ajustes a valor de mercado em DPV Crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35 e derivativos, conforme Resolução nº 3.444/07 do CMN ............... 1.865.419 1.865.419 (1.947.294) (1.947.294) 2014 2015 2016 Total Dívida subordinada/outros................................................................ 26.025.344 26.025.344 9.491.195 9.491.195 Total ................................................................................................. 3.542 47.374 55.181 106.097 Patrimônio de referência nível II ................................................... 27.890.763 27.890.763 7.543.901 7.543.901 Semestres findos em 30 de junho - R$ mil Patrimônio de referência total (nível I + nível II) .......................... 89.992.771 90.308.494 62.313.302 62.653.725 BRADESCO CONSOLIDADO Dedução dos instrumentos de captação, conforme Resolução Prejuízo fiscal nº 3.444/07 do CMN ....................................................................... (107.052) (107.052) (96.828) (130.064) Diferenças temporárias e base negativa Patrimônio de referência (a) .......................................................... 89.885.719 90.201.442 62.216.474 62.523.661 Imposto Contribuição Imposto Contribuição Alocação de capital (por risco) de renda social de renda social Total - Risco de crédito.............................................................................. 53.055.883 52.050.305 43.209.088 43.324.158 2012.................................................................................................. 2.649.743 1.512.420 27.830 13.862 4.203.855 - Risco de mercado .......................................................................... 3.142.932 3.142.932 846.567 846.567 2013.................................................................................................. 4.335.881 2.537.114 55.462 65.415 6.993.872 - Risco operacional........................................................................... 2.543.458 3.312.555 1.883.392 2.690.028 2014.................................................................................................. 4.474.672 2.595.118 36.000 20.369 7.126.159 Patrimônio de referência exigido (b) ............................................ 58.742.273 58.505.792 45.939.047 46.860.753 2015.................................................................................................. 1.313.811 749.429 37.001 71.769 2.172.010 Margem (a - b) ................................................................................. 31.143.446 31.695.650 16.277.427 15.662.908 2016.................................................................................................. 1.184.529 612.774 41.557 77.624 1.916.484 Ativo ponderado pelo risco (c)...................................................... 534.020.665 531.870.834 417.627.700 426.006.845 2017 (1º sem.) .................................................................................. 74.028 35.203 120 35 109.386 Índice de Basileia (a/c) ................................................................... 16,83% 16,96% 14,90% 14,68% Total ................................................................................................. 14.032.664 8.042.058 197.970 249.074 22.521.766 b) Valor de mercado Semestres findos em 30 de junho - R$ mil O valor contábil líquido, das provisões para desvalorização, dos principais instrumentos financeiros está apresentado a seguir: BRADESCO CONSOLIDADO Em 30 de junho - R$ mil Crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35 Lucro (prejuízo) não realizado sem efeitos fiscais 2012 2013 2014 2015 2016 Total Valor Valor de Total ........................................................................ 31.072 2.505 4.188 47.374 55.703 140.842 contábil mercado No resultado No patrimônio líquido A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. Carteira 2012 2012 2011 2012 2011 O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 14.323.952 mil (2011 Títulos e valores mobiliários e instrumentos R$ 12.037.983 mil) BRADESCO CONSOLIDADO - R$ 21.544.937 mil (2011 - R$ 18.258.148 mil), sendo R$ 14.072.561 mil (2011 - R$ 11.840.738 mil) financeiros derivativos (Notas 3e, 3f e 8)............... 322.507.276 324.728.614 8.140.573 3.031.829 2.221.338 3.457.591 BRADESCO CONSOLIDADO - R$ 20.999.136 mil (2011 - R$ 17.653.909 mil) de diferenças temporárias, R$ 156.113 mil (2011 - R$ 92.428 mil) BRADESCO - Ajuste de títulos disponíveis para venda CONSOLIDADO - R$ 416.172 mil (2011 - R$ 465.465 mil) de prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social e R$ 95.278 mil (2011 - R$ 104.817 mil) (Nota 8cII) .............................................................. 5.919.235 (425.762) BRADESCO CONSOLIDADO - R$ 129.629 mil (2011 - R$ 138.774 mil) de crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35. - Ajuste de títulos mantidos até o vencimento (Nota 8d item 6) ..................................................... 2.221.338 3.457.591 2.221.338 3.457.591 e) Créditos tributários não ativados Operações de crédito e de arrendamento Não foram constituídos créditos tributários no montante de R$ 1.478.186 mil (2011 - R$ 2.578 mil), os quais serão registrados quando atenderem aos mercantil (1) (Notas 3g e 10) ................................. 279.166.368 280.702.891 1.536.523 (574.261) 1.536.523 (574.261) aspectos regulamentares e/ou apresentarem efetivas perspectivas de realização, de acordo com estudos e análises elaboradas pela Administração e pelas Investimentos (2) (Notas 3j e 13)............................. 1.889.084 14.599.712 12.710.628 7.312.832 12.710.628 7.312.832 normas do Bacen. No saldo de junho de 2012, inclui R$ 1.476.229, referente ao crédito tributário não ativado proveniente da aquisição do Banco BERJ, Ações em tesouraria (Nota 24d).............................. 184.935 197.699 12.764 3.511 consolidado a partir de novembro de 2011. Depósitos a prazo (Notas 3o e 17a)........................ 121.760.876 121.583.426 177.450 223.827 177.450 223.827 Recursos de emissão de títulos (Nota 17c)............. 51.157.929 51.421.225 (263.296) (175.053) (263.296) (175.053) f) Obrigações fiscais diferidas Em 30 de junho - R$ mil Obrigações por empréstimos e repasses BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO (Notas 18a e 18b) .................................................. 47.894.278 47.803.923 90.355 586.484 90.355 586.484 2012 2011 2012 2011 Dívidas subordinadas (Nota 20) .............................. 34.091.121 34.939.668 (848.547) (1.028.800) (848.547) (1.028.800) Ajuste a valor de mercado de instrumentos financeiros derivativos. 839.425 186.830 3.312.670 222.709 Lucro não realizado sem efeitos fiscais.............. 21.543.686 9.376.858 15.637.215 9.806.131 Superveniência de depreciação ....................................................... 857.591 1.260.075 2.925.560 3.796.765 (1) Inclui adiantamentos sobre contratos de câmbio, operações de arrendamento mercantil e outros créditos com características de concessão de créditos; e Atualização de depósitos judiciais e outros...................................... 684.565 363.682 1.294.654 790.646 (2) Inclui, basicamente, a mais-valia das participações em controladas e coligadas (Cielo, Odontoprev, Serasa e Fleury) e outros investimentos Total ................................................................................................. 2.381.581 1.810.587 7.532.884 4.810.120 (BM&FBOVESPA). As obrigações fiscais diferidas das empresas dos segmentos financeiro e de seguros foram constituídas considerando a elevação da alíquota de contribuição Determinação do valor de mercado dos instrumentos financeiros: social, determinada pela Lei nº 11.727/08 (Nota 3h). • Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos, investimentos, dívidas subordinadas e ações em tesouraria baseiam-se em cotação de preços de mercado na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, 36. OUTRAS INFORMAÇÕES modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes; a) A Organização administra fundos de investimento e carteiras, cujos patrimônios líquidos em 30 de junho de 2012 atingiram R$ 383.588.580 mil (2011 • Operações de crédito prefixadas foram determinadas mediante desconto dos fluxos de caixa estimados, adotando as taxas de juros praticadas pela R$ 310.681.731 mil). Organização Bradesco em novos contratos de características similares. As referidas taxas são compatíveis com as de mercado na data do balanço; e b) Recursos de Consórcios • Depósitos a prazo, recursos de emissão de títulos e obrigações por empréstimos e repasses foram calculados mediante o desconto da diferença entre os Em 30 de junho - R$ mil fluxos de caixa nas condições contratuais e as taxas praticadas no mercado na data do balanço. 2012 2011 Previsão mensal de recursos a receber de consorciados....................................................................... 274.134 256.202 34) BENEFÍCIOS A EMPREGADOS 14.367.536 14.355.392 O Bradesco e suas controladas são patrocinadores de um plano de previdência complementar para seus funcionários e administradores, na modalidade Obrigações do grupo por contribuições................................................................................................... 12.846.148 12.954.892 Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL). O PGBL é um plano de previdência do tipo de contribuição definida, que permite acumular recursos financeiros Consorciados - Bens a contemplar ......................................................................................................... 3.326.158 2.882.164 ao longo da carreira profissional do participante mediante contribuições pagas por ele mesmo e pela empresa patrocinadora, sendo os recursos investidos Créditos à disposição de consorciados ................................................................................................... em um FIE (Fundo de Investimento Exclusivo). Em Unidades 2012 2011 O PGBL é administrado pela Bradesco Vida e Previdência S.A. e a BRAM - Bradesco Asset Management S.A. DTVM é a responsável pela gestão Quantidade de grupos administrados...................................................................................................... 2.735 2.534 financeira dos fundos FIEs. 676.087 524.984 As contribuições dos funcionários e administradores do Bradesco e suas controladas são equivalentes de no mínimo 4% do salário, exceto para os Quantidade de consorciados ativos ........................................................................................................ .......................................................................................................... 187.526 141.689 Quantidade de bens a contemplar participantes que, em 2001, optaram por migrar do plano de benefício definido para o plano de contribuição definida (PGBL), cujas contribuições foram c) No 2º trimestre de 2012, o Bacen visando otimizar a liquidez do sistema financeiro e incentivar as vendas de automóveis e veículos comerciais leves, mantidas nos níveis que vigoravam no plano de benefício definido quando da transferência de plano, observando sempre o mínimo de 4% do salário. permitindo às indústrias a possibilidade de reduzir seus estoques, alterou e redefiniu as regras do compulsório sobre recursos a prazo, cujos principais As obrigações atuariais do plano de contribuição definida (PGBL) estão integralmente cobertas pelo patrimônio do FIE correspondente. impactos foram: Além do plano (PGBL) anteriormente apresentado, está assegurado aos participantes que optaram em migrar do plano de benefício definido, um benefício proporcional diferido, correspondente aos seus direitos acumulados nesse plano. Para os participantes do plano de benefício definido, migrados ou não para Descrição Regra anterior Regra atual o PGBL, participantes aposentados e pensionistas, o valor presente das obrigações atuariais do plano está integralmente coberto por ativos garantidores. O Banco Alvorada S.A. (sucessor por cisão do Banco Baneb S.A.) mantém planos de aposentadoria complementar de contribuição definida e de benefício Recolhimento compulsório O Bacen remunerava o menor entre os seguintes valores: O Bacen passará a remunerar o menor entre os seguintes I - da exigibilidade subtraída das deduções de até 64%; valores: definido, por meio da Fundação Baneb de Seguridade Social - Bases (relativos aos ex-empregados do Baneb). As obrigações atuariais dos planos de sobre recursos a prazo I - da exigibilidade subtraída das deduções de até 64%; contribuição definida e benefício definido estão integralmente cobertas pelos patrimônios dos planos. II - da exigibilidade limitada pelo percentual de: II - da exigibilidade limitada pelo percentual de: O Banco Bradesco BBI S.A. (atual denominação do Banco BEM S.A.) patrocina planos de aposentadoria complementar de benefício definido e de - 80% no período entre 13 e 24.2.2012; - 64% no período entre 22.6 a 20.2.2014; contribuição definida, por meio da Caixa de Assistência e Aposentadoria dos Funcionários do BEM - Capof. - 75% no período entre 20.4 a 21.6.2012; - 73% no período entre 21.2 a 24.4.2014; A Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. (Alvorada CCFI) (incorporadora do Banco BEC S.A.) patrocina plano de benefício definido - 70% no período entre 22.6 a 23.8.2012; por meio da Caixa de Previdência Privada do BEC - Cabec. - 82% no período entre 25.4 a 19.6.2014; e - 64% no período entre 24.8 a 20.2.2014; Os recursos garantidores dos planos de previdência são investidos de acordo com a legislação pertinente (títulos públicos e privados, ações de - 100% a partir de 20.6.2014. - 73% no período entre 21.2 a 24.4.2014; Companhias abertas e imóveis). - 82% no período entre 25.4 a 19.6.2014; e O Bradesco, em suas dependências no exterior, proporciona para seus funcionários e administradores plano de pensão de acordo com as normas - 100% a partir de 20.6.2014. estabelecidas pelas autoridades locais, que permite acumular recursos financeiros ao longo da carreira profissional do participante. Não havia esta dedução. O Bacen passou a autorizar a dedução no compulsório sobre Operações elegíveis para As despesas com contribuições efetuadas durante o 1º semestre de 2012 totalizaram - R$ 201.907 mil (1º semestre de 2011 - R$ 137.609 mil), BRADESCO dedução no compulsório recursos a prazo, do valor a ser recolhido, referente ao saldo CONSOLIDADO - R$ 263.260 mil (1º semestre de 2011 - R$ 187.047 mil). das operações de crédito para financiamento e arrendamento sobre recursos a prazo Além desse benefício, o Bradesco e suas controladas oferecem aos seus funcionários e administradores outros benefícios, dentre os quais: seguro saúde, referente a financiamentos mercantil de automóveis e veículos comerciais leves, contratados a partir de 22.5.2012. assistência odontológica, seguro de vida e de acidentes pessoais e treinamento profissional, cujo montante dessas despesas, incluindo as contribuições de veículos mencionadas anteriormente, totalizaram no 1º semestre de 2012 - R$ 985.955 mil (1º semestre de 2011 - R$ 813.782 mil) BRADESCO CONSOLIDADO d) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) R$ 1.265.043 mil (1º semestre de 2011 - R$ 1.064.016 mil). emitiu alguns pronunciamentos contábeis, suas interpretações e orientações, os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovados pelo CMN. 35) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); Semestres findos em 30 de junho - R$ mil • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); BRADESCO MÚLTIPLO BRADESCO CONSOLIDADO • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); 2012 2011 2012 2011 • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Resultado antes do imposto de renda e contribuição social..... 4.394.494 5.558.744 7.494.851 8.604.045 • Resolução nº 3.973/11 - Evento Subsequente (CPC 24); Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (1) ............................... (1.757.798) (2.223.498) (2.997.940) (3.441.618) • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento Baseado em Ações (CPC 10); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23). Efeito no cálculo dos tributos: Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será Participações em coligadas.............................................................. 1.927.577 1.941.837 23.511 20.026 Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis ............. (126.476) (80.364) (220.114) (174.897) de maneira prospectiva ou retrospectiva. A Resolução nº 3.786/09 do CMN e as Circulares nº 3.472/09 e nº 3.516/10 do Bacen estabeleceram que as instituições financeiras e demais instituições Juros sobre o capital próprio (2)....................................................... 619.400 581.381 619.400 581.381 Outros valores (3)............................................................................. 568.307 (290.672) 739.563 (3.809) autorizadas a funcionar pelo Bacen, constituídas sob a forma de Companhia aberta ou que sejam obrigadas a constituir Comitê de Auditoria, devem, a Imposto de renda e contribuição social do período ................... 1.231.010 (71.316) (1.835.580) (3.018.917) partir de 31 de dezembro de 2010, elaborar anualmente e divulgar em até 90 dias após a data-base de 31 de dezembro suas demonstrações contábeis (1) A alíquota da contribuição social para as empresas dos segmentos financeiros e de seguros foi elevada para 15%, de acordo com a Lei nº 11.727/08, consolidadas, preparadas de acordo com as normas internacionais de contabilidade (IFRS), seguindo os pronunciamentos internacionais emitidos pelo IASB - International Accounting Standards Board. permanecendo em 9% para as demais empresas (Nota 3h); (2) Inclui juros sobre capital próprio pagos e a pagar; e Conforme estabelecido na Resolução do CMN, o Bradesco divulgou em seu website, em 30 de março de 2012, suas demonstrações contábeis consolidadas (3) Inclui, basicamente, a variação cambial sobre investimentos no exterior e equalização da alíquota efetiva da contribuição social em relação à alíquota de 31 de dezembro de 2011 e 2010, preparadas de acordo com as IFRSs. Na avaliação da Administração, as reconciliações entre o lucro líquido e o patrimônio líquido para 30 de junho de 2012 são consistentes com os valores apresentados nas reconciliações de 31 de dezembro de 2011. (40%) demonstrada. Cenário 2:

continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

25

...continuação

Banco Bradesco S.A. Companhia Aberta CNPJ 60.746.948/0001-12 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO Data-Base 10.7.2012

Conselho de Administração Presidente Lázaro de Mello Brandão

Vice-Presidente Antônio Bornia

Diretores Adjuntos Altair Antônio de Souza André Marcelo da Silva Prado Denise Pauli Pavarina Luiz Fernando Peres Moacir Nachbar Junior Octávio de Lazari Júnior

Octavio Manoel Rodrigues de Barros Paulo Aparecido dos Santos Paulo Faustino da Costa Roberto Sobral Hollander Rogério Pedro Câmara Waldemar Ruggiero Júnior Walkiria Schirrmeister Marquetti

Comitê de Auditoria Carlos Alberto Rodrigues Guilherme - Coordenador José Lucas Ferreira de Melo Romulo Nagib Lasmar Osvaldo Watanabe

Comitê de Controles Internos e Compliance

Membros Mário da Silveira Teixeira Júnior João Aguiar Alvarez Denise Aguiar Alvarez Luiz Carlos Trabuco Cappi Carlos Alberto Rodrigues Guilherme Milton Matsumoto Ricardo Espírito Santo Silva Salgado

Diretoria Diretores Executivos Diretor-Presidente Luiz Carlos Trabuco Cappi

Diretores Vice-Presidentes Julio de Siqueira Carvalho de Araujo Domingos Figueiredo de Abreu José Alcides Munhoz Aurélio Conrado Boni Sérgio Alexandre Figueiredo Clemente Marco Antonio Rossi

Diretores Gerentes Candido Leonelli Maurício Machado de Minas Alexandre da Silva Glüher Alfredo Antônio Lima de Menezes André Rodrigues Cano Josué Augusto Pancini Luiz Carlos Angelotti Marcelo de Araújo Noronha Nilton Pelegrino Nogueira

Diretores Departamentais Adineu Santesso Amilton Nieto André Bernardino da Cruz Filho Antonio Carlos Melhado Antonio de Jesus Mendes Antonio José da Barbara Arnaldo Nissental Aurélio Guido Pagani Cassiano Ricardo Scarpelli Clayton Camacho Diaulas Morize Vieira Marcondes Junior Douglas Tevis Francisco Edilson Wiggers Eurico Ramos Fabri Fernando Roncolato Pinho Frederico William Wolf Glaucimar Peticov Guilherme Muller Leal João Albino Winkelmann João Carlos Gomes da Silva Joel Antonio Scalabrini Jorge Pohlmann Nasser José Luis Elias José Luiz Rodrigues Bueno José Ramos Rocha Neto Júlio Alves Marques Laércio Carlos de Araújo Filho Layette Lamartine Azevedo Júnior Lúcio Rideki Takahama Luiz Alves dos Santos Luiz Carlos Brandão Cavalcanti Junior Marcos Aparecido Galende Marcos Bader Marcos Daré Marlene Morán Millan Nobuo Yamazaki

Diretores

Mário da Silveira Teixeira Júnior - Coordenador Carlos Alberto Rodrigues Guilherme Milton Matsumoto Domingos Figueiredo de Abreu Marco Antonio Rossi Alexandre da Silva Glüher Clayton Camacho Frederico William Wolf Roberto Sobral Hollander Rogério Pedro Câmara

Antonio Chinellato Neto Cláudio Borges Cassemiro Cláudio Fernando Manzato João Sabino Osmar Roncolato Pinho Paulo Manuel Taveira de Oliveira Ferreira Renan Mascarenhas Carmo Roberto de Jesus Paris Vinicius José de Almeida Albernaz

Diretores Regionais Comitê Executivo de Divulgação (Órgão não Estatutário)

Alex Silva Braga Almir Rocha Antonio Gualberto Diniz Antonio Piovesan Carlos Alberto Alástico Delvair Fidêncio de Lima Francisco Aquilino Pontes Gadelha Francisco Assis da Silveira Junior Geraldo Dias Pacheco João Alexandre Silva José Sergio Bordin Leandro José Diniz Luis Carlos Furquim Vermieiro Mauricio Gomes Maciel Volnei Wulff Wilson Reginaldo Martins

Luiz Carlos Angelotti - Coordenador Julio de Siqueira Carvalho de Araujo Domingos Figueiredo de Abreu Marco Antonio Rossi Alexandre da Silva Glüher Moacir Nachbar Junior Antonio José da Barbara Marcos Aparecido Galende Paulo Faustino da Costa Haydewaldo R. Chamberlain da Costa

Comitê de Conduta Ética Milton Matsumoto - Coordenador Carlos Alberto Rodrigues Guilherme Julio de Siqueira Carvalho de Araujo Domingos Figueiredo de Abreu Marco Antonio Rossi Alexandre da Silva Glüher André Rodrigues Cano Josué Augusto Pancini Clayton Camacho Frederico William Wolf

Comitê de Remuneração Lázaro de Mello Brandão - Coordenador Antônio Bornia Mário da Silveira Teixeira Júnior Luiz Carlos Trabuco Cappi Carlos Alberto Rodrigues Guilherme Milton Matsumoto Sérgio Nonato Rodrigues

Glaucimar Peticov José Luiz Rodrigues Bueno Júlio Alves Marques Rogério Pedro Câmara

Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital Julio de Siqueira Carvalho de Araujo - Coordenador Domingos Figueiredo de Abreu José Alcides Munhoz Aurélio Conrado Boni Sérgio Alexandre Figueiredo Clemente Marco Antonio Rossi Alexandre da Silva Glüher Alfredo Antônio Lima de Menezes Luiz Carlos Angelotti Antonio de Jesus Mendes Roberto Sobral Hollander

Conselho Fiscal Efetivos Domingos Aparecido Maia - Coordenador Nelson Lopes de Oliveira Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva

Suplentes João Batistela Biazon Jorge Tadeu Pinto de Figueiredo Renaud Roberto Teixeira

Ouvidoria Júlio Alves Marques - Ouvidor

Departamento de Contadoria Geral Marcos Aparecido Galende Contador-CRC 1SP201309/O-6

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Ao Conselho de Administração e aos Acionistas do

que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco Bradesco S.A Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Examinamos as demonstrações contábeis individuais e consolidadas do Banco Bradesco S.A., identificados como “Bradesco Múltiplo” e “Bradesco Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Consolidado” respectivamente, que compreendem os balanços patrimoniais em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das Opinião mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais Em nossa opinião, as demonstrações contábeis individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, notas explicativas. a posição patrimonial e financeira do Banco Bradesco S.A. em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis do Brasil. A Administração do Banco Bradesco S.A. é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela Outros assuntos Banco Bradesco S.A. Osasco - SP

determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por Demonstrações do valor adicionado fraude ou erro. Examinamos também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração do Banco Responsabilidade dos auditores independentes Bradesco S.A., para o semestre findo em 30 de junho de 2012, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 20 de julho de 2012 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante Cláudio Rogélio Sertório nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos KPMG Auditores Independentes Contador CRC 1SP212059/O-0 relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis do Banco Bradesco S.A. para planejar os procedimentos de auditoria CRC 2SP014428/O-6

RESUMO DO RELATÓRIO DO COMITÊ DE AUDITORIA Governança Corporativa e as Respectivas Responsabilidades O Conselho de Administração do Banco Bradesco S.A. optou por Comitê de Auditoria único para todas as empresas integrantes do Conglomerado Financeiro, inclusive para as do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência (Grupo Segurador). São de responsabilidade da Administração a definição e implementação de sistemas de informações contábeis e gerenciais que produzem as demonstrações contábeis das empresas que compõem a Organização Bradesco, em observância às práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, e às normas do Conselho Monetário Nacional, do Banco Central do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, do Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP, da Superintendência de Seguros Privados - Susep e da Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS. A Administração é também responsável por processos, políticas e procedimentos de controles internos que assegurem a salvaguarda dos ativos, o tempestivo reconhecimento de passivos e o gerenciamento dos riscos das operações da Organização Bradesco. A Auditoria Independente é responsável por examinar as demonstrações contábeis e emitir relatório sobre sua aderência aos princípios contábeis. Adicionalmente, como resultado dos trabalhos para fins de emissão do relatório mencionado, produz relatório de recomendações sobre procedimentos contábeis e controles internos, sem prejuízo de outros relatórios que também deva preparar, como os das revisões limitadas das informações trimestrais ao Banco Central do Brasil e à CVM. A Auditoria Interna (Departamento de Inspetoria Geral) tem como atribuições aferir a qualidade dos sistemas de controles internos da Organização Bradesco e a regularidade das políticas e dos procedimentos definidos pela Administração, inclusive daqueles adotados na elaboração dos relatórios contábeis e financeiros. Compete ao Comitê de Auditoria avaliar a qualidade e a efetividade das Auditorias Interna e Independente, a efetividade e a suficiência dos sistemas de controles internos da Organização Bradesco e analisar as demonstrações contábeis, emitindo, quando aplicável, as recomendações pertinentes. Dentre as atribuições do Comitê de Auditoria estão, também, aquelas requeridas pela Lei Americana Sarbanes-Oxley para as Companhias registradas na U.S. Securities and Exchange Commission e cotadas na Bolsa de Valores de Nova York. O Comitê de Auditoria disponibiliza seu Regimento no site www.bradesco.com.br, área de Governança Corporativa.

Com base nas informações e observações colhidas, o Comitê de Auditoria julga que o sistema de controles internos da Organização Bradesco é adequado ao porte e complexidade de seus negócios e foi estruturado de modo a garantir a eficiência das suas operações, dos sistemas que geram os relatórios financeiros, bem como a observância às normas internas e externas a que se sujeitam as transações. Auditoria Independente O planejamento dos trabalhos de auditoria independente para o exercício de 2012 foi discutido com a KPMG Auditores Independentes (KPMG) e, no decorrer do 1º semestre de 2012, as equipes de auditoria encarregadas dos serviços apresentaram os resultados e principais conclusões ao Comitê de Auditoria. Os pontos relevantes apontados no relatório sobre o estudo e a avaliação dos sistemas contábil e de controles internos, elaborado em conexão com o exame das demonstrações contábeis e respectivas recomendações para aprimoramento desses sistemas, foram discutidos com o Comitê, que solicitou acompanhamento das implementações das melhorias nas áreas responsáveis. Com base no planejamento apresentado pelos auditores e nas discussões subsequentes sobre os resultados, o Comitê considera que os trabalhos desenvolvidos pelas equipes foram adequados aos negócios da Organização. Auditoria Interna O Comitê solicitou à Auditoria Interna que considerasse no seu planejamento, para o ano de 2012, diversos trabalhos em linha com os temas abrangidos na agenda do Comitê. No decorrer do 1º semestre de 2012, as equipes encarregadas da execução dos trabalhos planejados reportaram e discutiram com o Comitê de Auditoria as principais conclusões na visão de processo e riscos inerentes. Com base nas discussões sobre o planejamento dos trabalhos da Auditoria Interna, com foco nos riscos, processos e na avaliação dos seus resultados, o Comitê de Auditoria julga que aquela Dependência tem respondido adequadamente às demandas do Comitê e às necessidades e exigências da Organização e dos órgãos reguladores.

Demonstrações Contábeis Consolidadas No 1º semestre de 2012, o Comitê reuniu-se com as áreas de Contadoria Geral, de Planejamento, Orçamento e Controle e de Auditoria Interna para avaliação das demonstrações contábeis mensais, trimestrais e semestral. Nessas reuniões, foram analisados e avaliados os aspectos de preparação dos balancetes e balanços, individuais e consolidados, as notas explicativas e os relatórios financeiros publicados em conjunto com as demonstrações contábeis Atividades no 1º semestre de 2012 consolidadas. O Comitê participou de 94 reuniões com áreas de negócio, de controle e de gestão de riscos e com os auditores internos e independentes, conferindo, por Foram também consideradas as práticas contábeis adotadas pelo Bradesco na elaboração das demonstrações contábeis e a observância às práticas meio de diferentes fontes, as informações sobre os aspectos considerados relevantes ou críticos. contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, bem como o cumprimento da legislação O programa de trabalho do Comitê de Auditoria, para o exercício de 2012, teve como foco os principais processos e produtos inerentes aos negócios da aplicável. Organização Bradesco. Dentre os aspectos considerados mais relevantes, destacamos: Antes das divulgações das Informações Financeiras Trimestrais (IFTs) e do balanço semestral, o Comitê reuniu-se com a KPMG para avaliar os aspectos de independência dos auditores e do ambiente de controle na geração dos números a serem divulgados. • processos de elaboração e divulgação dos relatórios financeiros a acionistas e usuários externos da informação contábil-financeira; • sistemas de gerenciamento e controle de riscos de mercado, de crédito e operacional, preparação para a utilização de modelos internos em linha com as Com base nas revisões e discussões acima mencionadas, o Comitê de Auditoria recomenda, ao Conselho de Administração, a aprovação das demonstrações contábeis auditadas relativas ao semestre findo em 30 de junho de 2012. condições estabelecidas pelo Novo Acordo de Capital (Basileia II) e a regulamentação do Banco Central do Brasil sobre o assunto; e • aperfeiçoamentos nos sistemas de controles internos decorrentes dos projetos nas áreas de Tecnologia e de Gestão de Riscos. Cidade de Deus, Osasco, SP, 20 de julho de 2012 Sistemas de Controles Internos CARLOS ALBERTO RODRIGUES GUILHERME Com base no programa de trabalho e na agenda definidos para o exercício de 2012, o Comitê de Auditoria informou-se sobre os principais processos dentro (Coordenador) da Organização, avaliando a sua qualidade e o comprometimento dos dirigentes com o seu aperfeiçoamento contínuo. JOSÉ LUCAS FERREIRA DE MELO Como resultado das reuniões com as áreas da Organização Bradesco, o Comitê de Auditoria teve a oportunidade de oferecer ao Conselho de Administração ROMULO NAGIB LASMAR sugestões de melhoria nos processos, bem como de acompanhar as implementações de recomendações para melhoria, identificadas no decorrer dos trabalhos das auditorias e nas discussões com as áreas de negócios. OSVALDO WATANABE

PARECER DO CONSELHO FISCAL Os infra-assinados, membros do Conselho Fiscal do Banco Bradesco S.A., no exercício de suas atribuições legais e estatutárias, tendo examinado o Relatório da Administração e as Demonstrações Contábeis relativos ao primeiro semestre de 2012, e o estudo técnico de viabilidade de geração de lucros tributáveis, trazidos a valor presente, que tem por objetivo a realização de Ativo Fiscal Diferido de acordo com a Instrução CVM nº 371/02, Resolução nº 3.059/02, do Conselho Monetário Nacional, e Circular nº 3.171/02, do Banco Central do Brasil, e à vista do relatório da KPMG Auditores Independentes, apresentado sem ressalvas, são da opinião de que as citadas peças, examinadas à luz das práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, refletem adequadamente a situação patrimonial e financeira da Sociedade. Cidade de Deus, Osasco, SP, 20 de julho de 2012 Domingos Aparecido Maia

Nelson Lopes de Oliveira

Ricardo Abecassis E. Santo Silva

O governo sírio tem a determinação de limpar a nação de terroristas. O presidente da Síria, Bashar al-Assad. nternacional Reuters - 25/05/06

LA VIUDA MILLONARIA Cristina Kirchner herda US$ 6,8 milhões de marido e antecessor

A

O patrimônio de Cristina diminuiu após a partilha da herança de Néstor com os dois filhos.

presidente da Argentina, Cristina Kirchner, recebeu 31,6 milhões de pesos (US$ 6,8 milhões) de herança após a morte de seu marido e antecessor, Néstor Kirchner, em 2010. A informação foi publicada pela imprensa argentina ontem, com dados da declaração de imposto de renda da mandatária. Segundo o Escritório Anticorrupção, que exige a apresentação dos bens e rendimentos a todos os membros do governo argentino, o patrimônio de Cristina chegou a 39,6 milhões de pesos em 2011, menos que os 70,5 milhões que tinha em conjunto com Néstor em 2010. A redução se deve à partilha dos bens do ex-presidente

após sua morte. Metade do patrimônio de Néstor ficou com Cristina e a outra metade foi dividida entre seus dois filhos, Máximo e Florencia. Em maio de 2003, quando Néstor Kirchner assumiu a Presidência, o casal declarou um patrimônio de 6,8 milhões de pesos (cerca de US$ 2,5 milhões ao câmbio da época). Dentre os bens de Cristina, estão uma casa, terrenos de 47 mil metros quadrados e a participação em dois hotéis de luxo em El Calafate, estância turística na Província de Santa Cruz, no extremo sul da Argentina. A vila, onde Néstor morreu, é definida por Cristina como "seu lugar no mundo". Parte das propriedades foi obtida com valo-

res abaixo do mercado com uso dos chamados "terrenos fiscais", pertencentes ao Estado e que foram vendidos a pessoas do círculo íntimo dos Kirchner quanto Néstor era governador de Santa Cruz. A declaração ainda exibe um depósito bancário de US$ 3 milhões que a chefe de Estado transformou em pesos, tal como anunciou semanas atrás, em sintonia com as restrições que o governo impõe à compra de dólares para "desdolarizar" a economia local. Como rendimentos, a presidente recebe 331.809 pesos anuais, que incluem seu salário e os aluguéis das propriedades, além da participação nos lucros dos dois hotéis. (Agências)


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RÚSSIA Promotoria pede três anos de prisão para banda feminina punk Pussy Riot

nternacional

NIGÉRIA Grupo ataca igreja durante estudo da Bíblia e mata 19 pessoas

O EIXO DA RESISTÊNCIA

Assad reúne-se com o aliado iraniano (abaixo, à esq.) e declara sua determinação na luta contra os rebeldes. O regime sírio mantém o cerco a Alepo, onde os insurgentes mantêm suas posições.

Sinai sob ataque. Novamente. Tiroteio contra posto de controle perto de Israel ocorre quatro dias após a morte de 16 guardas de fronteira

H

omens armados abriram fogo contra um posto de controle, nesta quarta-feira (horário local), em Al-Arish, no Egito, na Península do Sinai, afirmou a mídia estatal, quatro dias após o assassinato de 16 guardas de fronteira na mesma região. A troca de tiros continuou até o anoitecer, mas não havia relato imediato de feridos, segundo a agência estatal egípcia Mena. "Homens armados desconhecidos abriram fogo contra uma base de controle na principal estrada entre AlArish e Rafah (cidade localizada na fronteira entre Egito e Israel)", disse a agência. Enquanto as autoridades egípcias avaliam como reagir ao mais letal ataque em várias décadas na tensa Península do Sinai, uma multidão indignada participou do funeral militar dos guardas no Cairo. O ataque aconteceu nodomingo, supostamente por homens vinculados a grupos jihadistas. (Agências)

Mohamed Abd El Ghany/Reuters

O

presidente da Síria, Bashar al-Assad, fez uma rara aparição pública ontem para desafiar os "terroristas", como define os insurgentes que buscam derrubar seu regime, e reforçar seus vínculos com seu aliado principal, o Irã, com o qual forma o chamado "eixo da resistência" ao Ocidente. Enquanto Assad declarava sua determinação na luta contra os rebeldes, o ex-primeiroministro sírio, Riad Hijab, que desertou de Damasco e fugiu na noite do domingo para a Jordânia, disse ontem que o mandatário conduz um "genocídio" contra o próprio povo, acrescentando que as mais de quatro décadas de governo da família do presidente na Síria estão entrando em colapso. Apesar do grande golpe sofrido com a saída de Hijab, o regime sírio manteve ontem os bombardeios contra os insurgentes e a população, enquanto Assad insistiu que seu governo tem a "determinação de limpar a nação de terroristas". Ao menos 140 pessoas morreram ontem, segundo a rede de ativistas Comitês de Coordenação Local (CCL), um número que o Observatório Sírio de Direitos Humanos registrou em 130, dos q u a i s , d e t al h o u , 9 5 s eriam civis e reO Irã não permitirá b e l d e s e 3 2 , soldados. que o eixo Apoio - O de presidente síresistência rio se reuniu ontem com o seja destruído. secretário do Conselho SuSAEED JALILI premo de Seg u r a n ç a N acional do Irã, Saeed Jalili, em reunião da qual a televisão mostrou imagens e que é apenas sua segunda aparição pública desde que um atentado em Damasco matou quatro altos dirigentes do país, em 18 de julho. A viagem de Jalili a Damasco expõe a preocupação do Irã com o enfraquecimento do principal aliado regional e com a situação dos iranianos capturados por insurgentes sírios em circunstâncias obscuras. "O Irã não permitirá que o eixo de resistência, do qual considera a Síria uma parte essencial, seja destruído de qualquer maneira que seja", disse Jalili, que também é o principal nome de Teerã nas negociações nucleares. Este "eixo de resistência" seria uma aliança formada por Irã, Síria, o grupo libanês Hezbollah (misto de milícia xiita e partido político) e o Hamas, que domina a Faixa de Gaza, para se contrapor aos interesses do Ocidente e de Israel na região. A expressão ecoa o "eixo do mal" decretado por George W. Bush, então presidente dos EUA, em 2002, para definir os maiores inimigos do Ocidente após os atentados de 11 de setembro de 2001: Iraque, Irã e Coreia do Norte. O Irã, governado por um regime xiita, está alinhado à tese oficial de Assad – cujo clã xiitaalauita controla a Síria – de que o levante é um complô terrorista a mando de países ocidentais e islâmicos sunitas, como Catar, Arábia Saudita e Turquia. Segundo analistas, o Irã quer evitar a queda de Assad, temendo um eventual isolamento regional. Para tanto, o governo iraniano organizou um encontro nesta quinta-feira em Teerã para tratar sobre o conflito na Síria. Dez países confirmaram presença na reunião. O Brasil foi convidado, mas o Itamaraty disse que não participará da discussão. (Agências)

Fotos: Reuters

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, reforça a aliança com o Irã contra o Ocidente e promete esmagar a rebelião.

Mulher chora durante funeral de soldado morto em ataque no Sinai. Cairo disse que os atiradores chegaram de Gaza ao Egito por túneis.

Erik De Castro/Reuters

O mundo aquático das Filipinas

F

As chuvas torrenciais deixaram mais da metade de Manila submersa. Quinze pessoas já morreram.

ortes chuvas inundaram a capital das Filipinas e nove províncias próximas, provocando a morte de pelo menos 15 pessoas e obrigando 33 mil pessoas a deixarem suas casas, segundo o Centro Nacional de Prevenção de Desastres. As enchentes, as piores desde 2009, foram causadas por chuvas de monções que provocaram o transbordamento das principais represas e rios em Manila e nas províncias contíguas. As Filipinas já haviam sofrido os efeitos do tufão Saola, que passou pelo país na semana passada. Saola deixou pelo menos 53 mortos no país. "É como um mundo aquático", disse Benito Ramos, chefe da agência governamental de resposta a desastres. Ele afirmou que as chuvas inundaram

50% da região metropolitana de Manila na noite de segundafeira e que cerca de 30% continuava com água pelo menos na altura da cintura, ontem. Com mais da metade de Manila submersa, o presidente Benigno Aquino ordenou o fechamento dos colégios e dos órgãos governamentais, exceto as agências de emergência. Por recomendação das autoridades, o Palácio Presidencial, a Suprema Corte, o Parlamento, a Embaixada dos Estados Unidos e a sede da Bolsa de Valores de Manila, inundada, também fecharam suas portas. Segundo o escritório de meteorologia de Manila, uma tempestade tropical na costa leste da China intensificou as chuvas de monções nas Filipinas, que devem terminar amanhã. (Agências)


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e

27 EMBARQUES Exportação de café verde do Brasil tem crescimento de 0,9% em julho

conomia

CEPEA Concentração no setor bovino não influencia preços no mercado

Marcelo Justo/Folhapress

Os contratos futuros de milho na bolsa de Chicago já tiveram aumento de mais de 50% nos últimos dois meses e os de soja, em torno de 30%.

Safra menor, inflação maior. Quebra de produção de grãos nos Estados Unidos preocupa analistas com o aumento nos preços de alimentos no mundo todo.

N

ão é só o Brasil que está sentindo o impacto nos preços da quebra de safra dos grãos nos Estados Unidos. Para nações como China e Índia, que lutam para conter a inflação enquanto estimulam o crescimento, mesmo com a economia global enfrentando os desafios da crise da dívida da Europa, a redução da colheita nos EUA também pode ser uma dor de cabeça adicional, à medida que o valor dos alimentos sobe. Acrescente a tudo isso o tempo seco no leste da Europa diminuindo as perspectivas de colheita em grandes exportadores de grãos, como Rússia e Cazaquistão, uma monção mais fraca na Índia, e os problemas para os formuladores

de políticas poderiam se transformar em grandes desafios. Essas nações deverão receber um alerta sobre a gravidade dos problemas que podem enfrentar quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) revelar na próxima sexta-feira o seu relatório de oferta e demanda, que trará as estimativas de colheita para os Estados Unidos, o principal exportador de grãos. "Se as estimativas de milho e soja do USDA estiverem muito abaixo das expectativas comerciais, pode haver implicações negativas para a China e sua taxa de inflação", disse o analista de grãos veterano Rich Feltes, da RJ O'Brien em Chicago.

Há ótimas razões para estar preocupado. Os contratos futuros de milho na bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês) registraram crescimento de mais de 50% nos últimos dois meses e os de soja, aproximadamente 30%, à medida que a pior seca em 56 anos devastou as plantações. O USDA reduziu sua estimativa da safra de milho dos Estados Unidos – a maior do mundo – em 12% no mês de julho, e analistas consultados estão esperando que o departamento corte a estimativa em outros 15% na sexta-feira, para 11,026 bilhões de bushels. Isso diminuiria os estoques finais nos Estados Unidos para o menor nível em 17 anos, deixando o país vulnerável a quaisquer

choques adicionais de produção em outras partes do mundo. Analistas esperam que a USDA reduza sua estimativa de produção de soja nos Estados Unidos em torno de 8% em relação aos 3,05 bilhões de bushels de julho, e esperam que os estoques de soja sejam os menores desde 1980, em 112 milhões de bushels. Goldman Sachs – O banco de investimento Goldman Sachs afirmou ontem que projeta que a produção internacional de trigo – excluindo a da China e Índia – diminua abaixo da estimativa do USDA de 665 milhões de toneladas em 2012/13, ao menor nível desde 2007/08. "Uma deterioração maior das condições, potenciais restrições

Falta organização para lucrar mais Brasil se beneficiaria com quebras da colheita de grãos nos EUA se houvesse mais planejamento no agronegócio nacional.

de países da ex-União Soviética nas exportações e uma demanda crescente criam riscos para os estoques de trigo caírem ainda mais", informou o banco. Calor – Chuvas e temperaturas mais amenas são esperadas nesta semana em boa parte da região produtora devastada pela seca do Meio-Oeste dos Estados Unidos, no entanto um retorno ao calor e à secura é provável até a próxima semana, informou um meteorologista agrícola ontem. "Havia muitas chuvas boas neste fim de semana e uma nova rodada de chuvas é esperada no noroeste do Meio-Oeste hoje (ontem) e amanhã (hoje)", declarou Don Keeney, meteorologista da MDA EarthSat Weather. (Reuters)

Cadeia da cana sofre forte queda

Roosewelt Pinheiro/ABr

Renato Carbonari Ibelli

O

mundo precisará de pelo menos dois anos para normalizar a oferta de grãos (milho e soja), muito afetada pela quebra de safra nos Estados Unidos. Essa é a posição de Alexandre Mendonça de Barros, diretor da MB Agro. Projeções feitas por ele apontam que a safra norteamericana para este ano fique 140 milhões de toneladas aquém da esperada, o que rebaixaria os estoques de grãos daquele país a 7% da produção, nível perigosamente baixo e inédito. Nesse cenário, abre-se uma janela de oportunidade para o Brasil, mas que pode ser desperdiçada por falta de organização nacional. Estimativas feitas por Barros mostram que os EUA produzirão 260 milhões de toneladas desses grãos ao final de 2012. A projeção no início do ano era chegar a 380 milhões de toneladas. No caso da soja, a estimativa é de que a safra chegue a 70 milhões de toneladas, quando se esperava 90 milhões de toneladas. "Este mês será decisivo. Caso a seca continue nos EUA, a situação será pior que aquela de 1988, quando da última grande quebra de safra. E o problema é que as previsões para o clima não são favoráveis", disse Barros ontem, durante o 9º Congresso da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio.

Para Rodrigues, FGV: falta agregar valor às exportações agrícolas brasileiras. O problema com a safra norteamericana ocorre em um momento em que a demanda por commodities agrícolas é crescente. Barros afirmou que nos últimos anos houve um forte processo de urbanização nos países asiáticos, acompanhada do aumento da renda. Tais fatores aquecem a demanda por alimentos. A China, por exemplo, projeta que, em quatro anos, terá que importar 50 milhões de toneladas de milho. O volume é quase que a produção brasileira total do grão atualmente. Para Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Brasil poderia se aproveitar da fragilidade atual dos EUA. Segundo ele, esse é o momento de o País negociar modelos de expor-

tação de longo prazo. "Vai faltar milho para fazer etanol nos Estados Unidos e alimentar frangos no mundo? Em vez de suprir essa necessidade por milho, temos de exportar etanol e frango, de preferência embalado, com o selo de fabricado no Brasil", disse. "Podemos atrelar cláusulas nos novos contratos de exportação que beneficiem nossas vendas de suco de laranja, setor que passa por graves problemas", comentou. Segundo Rodrigues, o Brasil precisa aproveitar o momento em que se encontra em posição de vantagem. O agronegócio está minguando em tradicionais produtores mundiais, mas no Brasil ele cresce. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostram que o saldo comercial agríco-

la dos EUA caiu de US$ 25 bilhões, em 1990, para US$ 19 bilhões, em 2010. No mesmo período, o saldo brasileiro subiu de US$ 7 bilhões para US$ 58 bilhões. "O problema é que, para aproveitar este momento, é preciso ter coragem. E não vejo isso acontecendo por aqui", disse Rodrigues. Para ele, falta estratégia nas políticas públicas e empresariais que permitam agregar valor às exportações agrícolas. Ou seja, que permitam exportar etanol e frango em vez de milho. "O preço do milho sobe e, de um momento para o outro, vendemos tudo em vez de renegociar contratos", disse Rodrigues, que é ex-ministro de Agricultura. Como exemplo dessa situação, a chamada safrinha deste ano tem previsão de 35 milhões de toneladas, superior à safra principal. Grande parte da produção já foi comprometida com o mercado externo, vendida para traders. Para Rodrigues, um dos problemas é o desalinhamento estratégico de autarquias governamentais. "O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), entre outros órgãos, desconstróem os projetos que permitiriam agregar valor ao agronegócio. No mesmo governo tem órgãos que apoiam e outros que emperram. E foi assim nos últimos 40 anos. Não tem estratégia conjunta", criticou.

A

redução na produção de derivados de cana de açúcar determinou a queda do setor de produtos industriais derivados da agricultura de 7,3% no primeiro semestre do ano, ante igual período de 2011. A produção de açúcar cristal caiu 38% e a de álcool, 28,5%. Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra prejudicou o resultado dos derivados da cana. Houve redução da área plantada e menor produtividade, em função das condições climáticas desfavoráveis, que atrasaram o início da moagem e reduziram o teor de sacarose da cana de açúcar. "Embora os derivados da agricultura tenham recuado no primeiro semestre de 2012, pressionados sobretudo pelos resultados negativos dos derivados da cana de açúcar (recuo de 32,4%), a previsão para a safra de grãos deste ano, é de 160,7 milhões de toneladas, 0,4% superior à safra recorde de 2011", informou o IBGE. Além disso, influenciou o desempenho a opção dos motoristas por abastecer os seus carros com gasolina, em vez de álcool hidratado. O preço da gasolina esteve mais favorável do que o do etanol em muitos estados. A crise econômica mundial justificou a redução dos investimentos na renovação dos canaviais, o que provocou perda de produtividade. Com uma produção de derivados da agroindústria mais fraca, a taxa da produção da agroindústria brasileira no primeiro semestre do ano caiu. A queda foi de 3,9% ante igual período do ano anterior. No último trimestre, a agroindústria recuou 9,9%, ante alta de 4,2% no primeiro trimestre, ante igual período de 2011. (AE)


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e Alimento pressiona custo de vida em SP A alta de 1,11% em alimentação em julho teve contribuição de 0,44 ponto percentual para a inflação das famílias de menor renda, diz o Dieese.

conomia

Conclusão é do Dieese, que apurou inflação de 0,42% no mês passado, mais que o dobro da taxa de 0,23% de junho. De janeiro a julho, alta chega a 3,86%.

O

s elevados preços dos alimentos voltaram a pressionar os gastos dos consumidores da capital paulista no mês de julho, pelo terceiro mês consecutivo, de acordo com levantamento divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A instituição apurou que o Índice do Custo de Vida (ICV) ficou quase duas vezes maior no mês passado, atingindo 0,42%. Em junho, a taxa havia sido de 0,23%. Nos 12 meses anteriores a julho, a inflação dos paulistanos acumula alta de 6,37% e nos primeiros sete meses de 2012 é de 3,86%. A aceleração do ICV no intervalo de junho para julho foi impulsionada, de acordo com análise de técnicos do Dieese, pela inflação dos itens alimentícios. O grupo alimentação teve um aumento de 1,11% e contribuiu, sozinho, com 0,33 ponto percentual do ICV no período em análise. O movimento, segundo o Dieese, foi puxado pelos preços mais elevados de produtos dos subgrupos alimentos in natura e semielaborados (1,38%), itens da indústria alimentícia (0,93%) e alimentação fora do domicílio (0,85%). In natura – Como têm mostrado outros indicadores de inflação divulgados recentemente, os alimentos in natura continuaram na lista das maiores elevações nos gastos dos paulistanos. Dentro do subgrupo, os legumes subiram 20,07% em julho frente a junho, com destaque para o persistente aumento nos pre-

Newton Santos/Hype – 16/11/11

Preços de in natura tiveram alta de 1,38% em julho. Destacaram-se os legumes, cujos preços subiram 20%. ços do tomate (32,79%), seguido por pimentão (22,73%) e berinjela (18,58%). As hortaliças (8,46%) também encareceram no mês passado. Já as raízes e os tubérculos apresentaram deflação (-0,44%), assim como os preços dos grãos (-0,51%). Em julho, o preço do feijão caiu 2,5%; o do arroz, por sua vez, subiu 1,10% em julho. Além da influência de preços mais altos dos alimentos, as despesas dos consumidores de São Paulo com saúde (0,28%) e habitação (0,23%) impediram um ICV menor em julho na comparação com junho. No caso desse último grupo, de acordo com o Dieese, houve equilíbrio nas taxas dos subgrupos. "A alta em habita-

ção derivou de taxas pequenas nos subgrupos locação, impostos e condomínio (0,03%), e operação do domi-

cílio (-0,12%), contrabalançadas por forte aumento em conservação do domicílio (1,9%), por causa do fato de o custo da

mão de obra na construção civil ter sido reajustado em 3,18%", explicaram os técnicos do Dieese em nota. Já no grupo saúde, os especialistas do órgão informaram que a inflação desse conjunto de preços foi puxada pela valorização em assistência médica, de 0,3% em julho, e também por produtos farmacêuticos (0,16%). Entre os demais grupos pesquisados pelo Dieese em julho, ficaram no campo positivo despesas pessoais (0,45%), despesas diversas (1,79%) e educação e leitura (0,02%). Na contramão desse movimento de alta, a instituição constatou deflação em transporte (-0,07%), vestuário (-0,23%) e equipamento doméstico (-0,73%). Hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o resultado de julho do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que serve de base para o sistema de metas de inflação adotado pelo governo. (AE)

Inflação maior para mais pobres A inflação para os paulistanos de menor renda voltou a ser mais significativa do que a média e também foi superior à verificada para a população da capital paulista de maior renda em julho. Os resultados de julho do Índice do Custo de Vida (ICV), do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-

econômicos (Dieese) mostram que o índice para os mais pobres (os que têm renda média mensal de R$ 377,49) ficou em 0,56%, enquanto o indicador para os mais ricos (renda média de R$ 2.792,90) ficou em 0,36% no mês passado. Os preços elevados dos vários itens de alimentos, que deixaram o ICV geral

maior em julho frente ao mês anterior, também pressionaram os gastos das famílias com menor poder aquisitivo. O grupo alimentação (inflação de 1,11%) teve impacto de 0,44 ponto percentual no estrato dos menos abonados. Para as famílias paulistanas com renda mais alta, esse peso foi de 0,26 ponto. (AE)

Pais: diferença de 100% nos presentes.

A

o procurar por um presente para o Dia dos Pais, o consumidor pode se deparar com algumas armadilhas. De acordo com pesquisa do Procon-SP, a variação dos produtos pode superar 100%. No caso de uma câmera fotográfica, típico presente dessa data, a variação foi de 100,33%, a maior constatada. O modelo DSC W530, da Sony, custa R$ 299 em uma loja de departamento e R$ 599 em uma rede de supermercados. Para o estudo, realizado entre os dias 10 e 11 de julho em dez estabelecimentos da capital, foram pesquisados 63 itens, como barbeadores, máquinas de corte de cabelo, câmeras fotográficas digitais, smartphones, tablets, notebooks e home theaters. Vendas – As vendas nos shoppings devem crescer 14% no Dia dos Pais ante igual data do ano passado. A expectativa é da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), que estima um aumento de 10% no fluxo de pessoas e cita como presente mais procurados eletroeletrônicos, vestuário e calçados. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), as vendas para a data devem crescer de 4% a 5%. (AE)


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e 'A solução é a volta do etanol', diz Graça. Temos um conjunto de custos operacionais que são dolarizados. Vamos trabalhar forte para reduzi-los. Graça Foster, presidente da Petrobras

conomia

Presidente da Petrobras, Graça Foster, afirma que o problema de importação de gasolina deve ser resolvido com o aumento da produção do etanol no País. Renato Cerqueira/AE

A

Petrobras não possui neste momento qualquer projeto que permita uma elevação expressiva da oferta da gasolina no curto prazo, mas a estatal acredita na melhora da oferta de etanol entre 2013 e 2014 como forma de aliviar as importações da gasolina. A informação foi dada ontem pela presidente da Petrobras, Graça Foster. Dizendo-se "rígida" quanto à possibilidade de mudanças no escopo de projetos já em curso, a executiva afirmou que a solução para a crescente necessidade de importação brasileira de gasolina está na indústria sucroalcooleira. "A forma mais rápida de solucionar isso é a volta do etanol", afirmou ela, após participar do 13º Encontro Internacional de Energia promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). "A indústria de etanol é uma indústria vigorosa. Tenho certeza que o etanol volta. É uma situação que será resolvida para o bem da indústria sucroalcooleira e da de hidrocarbonetos", acrescentou. Perguntada sobre a afirmação da diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Cambriard, de que uma parte da produção de nafta brasileira poderia ser utilizada para aumentar a oferta de gasolina, Graça destacou que os técnicos da Petrobras podem ter estudos que viabilizem uma maior oferta de gasolina no curto prazo. Há, porém, uma cautela em relação à necessidade de gasolina no médio e longo prazos. "Comentava-se sobre a possibilidade de fazermos unidades adicionais nas atuais refinarias. Mas e quando o etanol voltar, como ficamos?", disse Graça, mostrando confiança de que a situação de oferta de etanol no mercado doméstico apresentará uma nova configuração já a partir de 2013, com resulta-

A presidente da Petrobras, Graça Foster, fez palestra ontem no 13º Encontro Internacional de Energia promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Após palestra, afirmou que estatal espera aumento da produção de etanol no País já em 2014.

dos mais efetivos a partir de 2014. Ela afirmou que a Petrobras definiu suas metas para 2020 considerando a existência e o crescimento da indústria de etanol no Brasil. A presidente também afirmou que tem conversado com o governo federal sobre os usineiros que pedem que o governo volte a aumentar a mistura de etanol na gasolina, o que reduziria a demanda interna por gasolina. Já a adição da oferta de gasolina deve ocorrer somente a partir de 2017, com a entrada em operação de unidades em construção no Maranhão e no Ceará. Além disso, a Petrobras aguarda o aumento da eficiência operacional das refinarias já em operação e projetos me-

nores, como a unidade de coque na refinaria localizada em Araucária (PR). Câmbio – A presidente da Petrobras afirmou ainda que a companhia não mudará a política de proteção a variações do câmbio, inerentes à própria operação da estatal. Para se proteger dos efeitos cambiais, apontados por Graça como

principal razão para o prejuízo reportado pela companhia no segundo trimestre, a prioridade será apenas a redução dos custos de operação. O objetivo será reunido em plano cujo lançamento deve ocorrer no próximo mês e cuja prioridade é aumentar a eficiência operacional da empresa. "Temos um conjunto de

custos operacionais que são dolarizados. Vamos trabalhar forte para reduzi-los e, com isso, vou retirar a pressão do dólar em nossas contas", afirmou a executiva. Na lista de custos citados por Graça estão desde gastos com logística até despesas com afretamento de plataformas. A companhia obtém financiamentos

em moedas estrangeiras e por isso tem grande parte da dívida denominada em dólar. Foi justamente o efeito da variação cambial no endividamento da Petrobras o principal vilão dos resultados da estatal entre abril e junho. Graça sinalizou que não deve alterar a estratégia de captação de recursos no exterior. (Agências)

Usinas precisam de R$ 130 bi A quantia é necessária para ajustar a produção de etanol ao consumo, diz a Unica, associação do setor. Nelson Almeida/AFP Photo

O

presidente interino da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), Antonio de Pádua Rodrigues, disse ontem que as usinas precisam investir R$ 130 bilhões para atender o consumo interno de etanol caso a participação de biocombustível na matriz de combustíveis atinja 50%. A participação de 50% do etanol na matriz de combustíveis (por meio do consumo de hidratado ou aumento da mistura do anidro à gasolina) é considerada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) como o cenário mais eficiente para reduzir as importações do combustível fóssil e preservar a balança comercial brasileira. Segundo Rodrigues, esses R$ 130 bilhões seriam suficientes para elevar a oferta de cana em 400 milhões de toneladas. Projetos – Do total, 100 milhões de toneladas seriam provenientes de usinas já

existentes. "São projetos que precisam crescer e complementar a sua capacidade original", disse. As outros 300 milhões de toneladas seriam de novos projetos. "Mas o quanto vai ser investido efetivamente depende da definição de qual será a participação do etanol na matriz de combustíveis nos próximos anos", disse ele ontem, após participar do 13º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O representante da Unica apontou a falta de política pública para o etanol no País como a principal razão para o baixo nível de investimentos no setor. "Para investir, é preciso conhecer claramente as regras do jogo", afirmou. Só neste ano, 14 usinas pararam de operar ao prever prejuízo no Centro-Sul, principal região produtora. Além de metas para o con-

Confiança do empresário tem queda em todo o País

A

confiança do empresário do setor comercial teve uma queda no segundo trimestre deste ano em todas as regiões do País, refletindo uma percepção desfavorável em relação ao desempenho da economia brasileira e do setor varejista.

É o que afirma levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgado ontem. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), segundo a pesquisa da CNC, apresentou queda de

Produção: oferta de cana chegaria a 400 milhões de toneladas. sumo, Rodrigues voltou a defender a redução da carga tributária sobre o etanol, o que poderia tornar o álcool mais competitivo em comparação com a gasolina. "A desoneração deve acontecer via mercado, aumentando efetivamente o preço da gasolina ao consumidor, ou via Tesouro Nacional, por meio da desoneração da folha de pagamentos ou mu-

2,3% no trimestre finalizado em julho, em relação a igual período do ano passado. Já na comparação mensal, o Índice de Confiança caiu 7,9% em relação ao mês anterior (junho) e 9,1% ante o mês de julho de 2011. Condições – De acordo com a divisão econômica da confederação, o resultado negativo revelado pela pesquisa foi influenciado principalmente por uma deterioração nas condições atuais do empresário do

danças na cobrança de PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social)", disse. A redução da carga tributária no setor sucroalcooleiro é tema de debate há meses em Brasília. "Eu tenho confiança de que ainda neste ano tenhamos notícias positivas", acrescentou o dirigente da Unica.(Folhapress)

setor, que recuaram 11,1% no trimestre e 14,9% na comparação com o mês anterior, além de terem despencado 23,3% em relação ao mês de julho de 2011. Com 115,7 pontos em julho, o Índice de Confiança, porém, continua acima dos 100 pontos, indicando que o empresário brasileiro do comércio permanece confiante nos rumos da economia brasileira. Esse patamar separa o otimismo do pessimismo. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ECONOMIA - 31

BIU Participações S.A. CNPJ 08.845.753/0001-00 Sede: Cidade de Deus, Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Cidade de Deus, 30 de maio de 2012.

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da BIU Participações S.A.,

Diretoria

relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO

31.12.2011

31.12.2010

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 5)........................................................................................................ Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 12b)........................................................................................ Juros sobre Capital Próprio/Dividendos a Receber (Nota 11a).....................................................................

41.735 34.694 3.951 3.090

73.552 67.324 3.159 3.069

NÃO CIRCULANTE ......................................................................................................................................

271.635

254.802

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 12b)........................................................................................

-

423 423

INVESTIMENTOS (Nota 6) ...........................................................................................................................

271.635

254.379

TOTAL ...........................................................................................................................................................

313.370

328.354

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 12c).......................................................................................... Dividendos a Pagar (Nota 7c)........................................................................................................................ Outras Obrigações ........................................................................................................................................ PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social: - De Domiciliados no País (Nota 7a) ............................................................................................................. Reservas de Lucros (Nota 7b)....................................................................................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial Reflexo ....................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

31.12.2011 7.093 6.992 101 306.277

31.12.2010 24.619 5.876 18.641 102 303.735

73.999 230.779 1.499 313.370

40.491 263.244 328.354

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................................................................ Receitas Financeiras Líquidas (Nota 8) ........................................................................................................ Resultado de Equivalência Patrimonial (Nota 6a) ......................................................................................... Outras Receitas Operacionais.......................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 110.836 85.271 8.823 5.586 101.995 79.685 18 -

DESPESAS OPERACIONAIS ...................................................................................................................... Despesas Tributárias (Nota 9) ....................................................................................................................... Despesas Gerais e Administrativas (Nota 10)...............................................................................................

1.498 1.334 164

2.492 1.979 513

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................

109.338

82.779

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 12a) .................................................................

(7.374)

(8.215)

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO...............................................................................................................

101.964

74.564

Número de ações .......................................................................................................................................... Lucro Líquido básico por lote de mil ações em R$........................................................................................

922.865 110,49

922.865 80,80

Capital Social 40.491 -

Eventos Saldos em 31.12.2009........................... Reversão de Dividendos Provisionados .. Transferência de Reservas ..................... Lucro Líquido do Exercício ..................... Destinações: - Reservas......................... - Dividendos Propostos (R$ 20,20 por lote de mil ações)................... Saldos em 31.12.2010........................... Integralização de Capital Social ............. Pagamentos de Dividendos.................... Lucro Líquido do Exercício ..................... Ajuste de Avaliação Patrimonial Reflexo............................... Destinações: - Reservas......................... - Dividendos Propostos (R$ 105 por lote de mil ações)................... Saldos em 31.12.2011...........................

Reservas de Lucros Legal Estatutária A Realizar 8.098 189.210 10.013 33.508 (33.508) 55.923

33.508 (33.508) -

Ajuste de Avaliação Patrimonial Reflexo -

221.638 (100.921) -

-

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

67.324 34.694 (32.630)

63.962 67.324 3.362

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

(18.641) 303.735 (100.921) 101.964

5.098

-

-

1.499 -

5.098

73.999

13.196

-

96.866 217.583

1.499

(96.866) -

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil

(65.808) (65.808) 3.362

(18.641) 101.964

-

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

(119.563) (119.563) (32.630)

Totais 237.799 10.013 74.564 -

8.098 -

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - Em Reais mil

Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos:........................................................................................ Resultado de Equivalência Patrimonial ....................................................................................................... Juros, Variações Monetárias e Cambiais, Líquidas ..................................................................................... Lucro Líquido Ajustado .............................................................................................................................. Aumento/(Redução) em Outros Créditos .................................................................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Dividendos Recebidos de Coligadas e Controladas.................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ........................................... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

74.564 (55.923)

40.491 33.508 -

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 109.338 82.779 (101.956) (79.692) (101.995) (79.685) 39 (7) 7.382 3.087 1.797 (1.361) (3.251) 670 (3.050) (999) 2.878 1.397 84.055 67.773 84.055 67.773

Lucros Acumulados

Descrição 1 - RECEITAS .................................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Serviços de Terceiros.................................................................. Outros ......................................................................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE ....................................................................... 5 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Resultado de Equivalência Patrimonial....................................... Receitas Financeiras................................................................... Outras Receitas .......................................................................... 6 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (4+5).................. 7 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO TOTAL................... Impostos, Taxas e Contribuições............................................. Federais ...................................................................................... Remuneração de Capitais Próprios ........................................ Dividendos .................................................................................. Lucros Retidos ............................................................................

2011 (140) (139) (1) (140) (140) 110.836 101.995 8.823 18 110.696 110.696 8.732 8.732 101.964 96.866 5.098

Exercícios findos em 31 de dezembro % 2010 (0,1) (490) (0,1) (99) (391) (0,1) (490) (0,1) 100,1 92,1 8,0 100,0 100,0 7,9 7,9 92,1 87,5 4,6

(490) 85.271 79.685 5.586 84.781 84.781 10.217 10.217 74.564 18.641 55.923

1.499 -

306.277

% (0,6) (0,1) (0,5) (0,6) (0,6) 100,6 94,0 6,6 100,0 100,0 12,0 12,0 88,0 22,0 66,0

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 2.8) Redução ao valor recuperável de ativos financeiros a) Ativos financeiros reconhecidos a custo amortizado Em cada data das demonstrações contábeis, a Companhia avalia se há evidências objetivas de que os ativos financeiros não contabilizados pelo valor justo por meio do resultado estejam com perda de seu valor recuperável. As perdas por redução ao valor recuperável são incorridas se, e apenas se, existirem evidências objetivas que demonstram a ocorrência de uma perda após o reconhecimento inicial do ativo financeiro e que a perda provoque um impacto nos fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou de grupos de ativos financeiros que podem ser estimados de modo confiável. 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS b) Ativos financeiros classificados como disponíveis para venda As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo A Companhia avalia em cada data das demonstrações contábeis se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma. deteriorado. Se, em um período subsequente, o valor justo de um instrumento da dívida classificado como disponível para venda aumentar, e o aumento 2.1) Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis puder ser objetivamente relacionado a um evento que ocorreu após o prejuízo por redução ao valor recuperável ter sido reconhecido, a perda por redução As demonstrações contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis ao valor recuperável é revertido da demonstração do resultado. (CPC). Elas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas para refletir a mensuração dos ativos ao seu valor justo, 2.9) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) quando aplicável. Os valores contábeis dos ativos não financeiros são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Caso ocorra tal indicação o valor recuperável do ativo é estimado. No caso de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis, conforme nota 4. estimado todo ano. A Companhia adotou a faculdade prevista no CPC 36 que dispensa a apresentação de demonstrações contábeis quando uma entidade é controlada de outra Uma perda por redução no valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável. entidade que divulga demonstrações contábeis consolidadas e quando acionistas deliberam pela adoção dessa faculdade. Assim sendo, não estão sendo O valor recuperável de um ativo ou UGC é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de apresentadas demonstrações contábeis consolidadas. caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para a finalidade de testar o valor recuperável, os ativos 2.2) Moeda funcional e moeda de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações contábeis são mensurados utilizando-se a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo que são em grande parte (“moeda funcional”). As demonstrações contábeis foram preparadas em Real (R$), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a sua moeda de independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Para fins do teste do valor recuperável do ágio, o montante do ágio apurado em uma combinação de negócios é alocado à UGC ou ao grupo de UGCs para o qual o benefício das sinergias da apresentação e estão sendo apresentadas em milhares de reais. combinação é esperado. Essa alocação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins internos e não é maior que um segmento operacional 2.3) Caixa e equivalentes de caixa determinado de acordo com o IFRS 8 e o CPC 22. Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimentos, cujo vencimento das operações na Perdas por redução no valor recuperável são reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas referentes às UGCs são inicialmente alocadas na redução de data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados para gerenciamento qualquer ágio alocado a esta UGC (ou grupo de UGC), e subsequentemente na redução dos outros ativos desta UGC (ou grupo de UGC) de forma pro-rata. Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a outros ativos, as perdas de valor recuperável é revertida somente de seus compromissos de curto prazo. na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de 2.4) Ativos Financeiros valor não tivesse sido reconhecida. A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado subdividido em: mantidos para negociação e designados ao valor justo por meio de resultado, disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e empréstimos e recebíveis. 2.10) Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: financeiros no reconhecimento inicial. • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais a) Mensurados a valor justo por meio do resultado ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da I - Designados no reconhecimento inicial capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum ativo financeiro designado a valor justo por meio do resultado. são divulgados nas notas explicativas; • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a II - Ativos financeiros para negociação complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para Os ativos financeiros para negociação são os ativos mantidos pela Companhia com o propósito de negociar no curto prazo, ou que a Companhia mantém a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os instrumentos financeiros • Passivos Contingentes: é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de Os ativos financeiros mantidos para negociação são adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações de aquisição e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período. classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros para negociação. • Obrigações Legais: Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou b) Ativos financeiros disponíveis para venda constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente Investimentos disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que não são classificados em mantidos até o vencimento ou para negociação nas demonstrações contábeis. para os quais existe a intenção de mantê-los por um período de tempo indefinido e que podem ser vendidas em resposta a mudanças nas taxas de juros, 2.11) Patrimônio Líquido taxas de câmbio, preços de títulos de patrimônio ou necessidades de liquidez. Ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos inicialmente a valor justo, os quais correspondem ao valor pago incluindo os custos de transação, a) Lucro por ação e são mensurados subsequentemente a valor justo com os ganhos e perdas reconhecidas no patrimônio líquido em outros resultados abrangentes, com A Companhia apresenta dados de lucro por ação básico. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se lucro líquido atribuível aos acionistas da Companhia exceção das perdas por valor não recuperável e dos ganhos e perdas cambiais de conversão. Se um ativo financeiro disponível para venda apresentar uma pela média ponderada das ações ordinárias durante o ano, excluindo a quantidade média das ações ordinárias compradas pela Companhia e mantidas em tesouraria. Não há diferenças entre o lucro básico e diluído, pois não há instrumentos potencias diluíveis. perda por valor não recuperável, a perda acumulada registrada no resultado abrangente é reconhecida na demonstração do resultado. b) Dividendos a pagar A receita de juros é reconhecida no resultado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Os lucros apurados em cada exercício terão o destino que a Assembleia Geral lhes der, conforme recomendação da Diretoria. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros disponíveis para venda. 1) CONTEXTO OPERACIONAL A BIU Participações S.A. é uma empresa que tem por objetivo específico a participação acionária na Serasa S.A. não podendo participar, como sócia ou acionista, de quaisquer outras sociedades. A BIU Participações S.A. é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pela Diretoria em 30 de maio de 2012.

c) Ativos financeiros mantidos até o vencimento Os investimentos mantidos até o vencimento são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e vencimento fixo que a Companhia tem intenção e capacidade de manter até o vencimento e que não são designados como avaliados pelo valor justo por meio do resultado ou como disponíveis para venda. Os ativos financeiros mantidos até o vencimento são reconhecidos inicialmente a valor justo incluindo os custos diretos e incrementais e contabilizados subsequentemente pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Os juros sobre os ativos financeiros mantidos até o vencimento estão incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil do investimento e é reconhecida na demonstração do resultado. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros mantidos até o vencimento. d) Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou determináveis que não são cotados em um mercado ativo e que a Companhia não tem a intenção de vender imediatamente ou no curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são mensurados inicialmente pelo valor justo mais os custos diretos de transação, e subsequentemente avaliados pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Ativos financeiros adquiridos com compromissos de revenda são registrados como empréstimos e adiantamentos à instituições de crédito ou clientes, conforme apropriado. A diferença entre o preço de venda e de recompra é tratada como juros e reconhecida ao longo do prazo do contrato com base na taxa efetiva de juros. Juros sobre empréstimos e recebíveis são incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil dos empréstimos e adiantamentos e é reconhecida na demonstração do resultado, como perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía empréstimos e recebíveis.

2.12) Reconhecimento da Receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber no curso normal das atividades da Companhia. A Companhia reconhece a receita quando o seu valor puder ser mensurado com segurança, for provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração, o tipo de transação. Receitas Financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda), receita de dividendos (exceto para os dividendos recebidos de investidas avaliadas por equivalência patrimonial na controladora), ganhos na alienação de ativos financeiros disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, ganhos na reavaliação a valor justo de participação preexistente em controlada, ganhos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no resultado e reclassificações de ganhos previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. A receita de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito do Grupo em receber o pagamento é estabelecido. As distribuições recebidas de investidas registradas por equivalência patrimonial reduzem o valor do investimento.

I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum passivo financeiro designado ao valor justo no reconhecimento inicial. II - Passivos financeiros para negociação Os passivos financeiros para negociação são os passivos mantidos pela Companhia com o propósito de venda ou recompra no curto prazo, ou que mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os passivos para negociação são inicialmente reconhecidos e avaliados pelo valor justo no balanço e, os custos de transação são registrados diretamente no resultado do período. Todas as mudanças no valor justo são reconhecidas no resultado em “Ganhos e perdas líquidos de ativos financeiros para negociação”. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía passivos financeiros mantidos para negociação. b) Passivos financeiros a custo amortizado São os passivos financeiros que não são avaliados pelo valor justo por meio do resultado. Estes passivos são inicialmente registrados pelo seu valor justo e subsequentemente mensurados ao custo amortizado. Incluem, dentre outros, recursos de instituições de crédito e de clientes, recursos de emissão de títulos de dívida e títulos de dívidas subordinadas.

3) GERENCIAMENTO DE RISCOS A Companhia é parte integrante da Organização Bradesco, sendo que seu gerenciamento de risco é realizado por área técnica especializada da Organização, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos.

2.6) Determinação do valor justo O valor justo dos ativos financeiros é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. As aplicações em fundos de investimentos, são avaliadas com base no valor da cota divulgada pelo Administrador do fundo investido, que reflete o valor de mercado dos investimentos que compõem a carteira do respectivo fundo.

5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

2.13) Imposto de Renda e Contribuição Social A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, quando aplicável. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. A despesa com imposto de renda corrente é calculada como a soma do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício (líquido de quaisquer ajustes previstos para fins fiscais) e das mutações nos ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração consolidada do resultado. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de sua realização, considerando os estudos técnicos 2.5) Passivos Financeiros e as análises realizadas pela Administração. A Companhia classifica seus passivos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado e custo amortizado. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não têm efeitos para fins de apuração do lucro real a) Mensurados a valor justo por meio do resultado São registrados e avaliados pelo valor justo, sendo as respectivas modificações do valor justo reconhecidas imediatamente no resultado. Estes passivos da pessoa jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis podem ser subdivididos em duas classificações distintas: passivos financeiros designados a valor justo por meio do resultado e passivos financeiros vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. mantidos para negociação.

4) USO DE ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS Nas Demonstrações Contábeis foram utilizadas algumas estimativas e julgamentos contábeis elaborados a fim de quantificar determinados ativos e passivos. Tais estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e diversos outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. Determinados ativos, como outros intangíveis e investimentos pelo método da equivalência patrimonial, estão sujeitos à revisão de perda de valor recuperável (impairment). As despesas com perda de valor recuperável são registradas quando existem evidências claras de perda de valor recuperável, ou de nãorecuperabilidade do custo dos ativos. A avaliação do que constitui perda de valor recuperável é uma matéria que requer um nível significativo de julgamento.

2011

Em 31 de dezembro 2010 14 67.310 67.324

Disponibilidades em moeda nacional (1)................................................................................................. 2 Fundos de Investimentos Financeiros (2)................................................................................................ 34.692 Total de Caixa e Equivalentes de Caixa............................................................................................... 34.694 (1) Refere-se a depósito bancário à vista. 2.7) Investimento em Controladas (2) Referem-se a aplicações de renda fixa em Fundos de Investimentos Financeiros exclusivos aos integrantes da Organização Bradesco ou Companhia a São classificados como controladas as entidades as quais a Companhia exerce controle, ou seja, quando detém o poder de exercer a maioria dos direitos ele ligadas, que sejam considerados investidores qualificados, administrados pelo Banco Bradesco S.A., no montante de R$ 34.692 (2010 - R$ 67.310). de voto. Poderá ainda existir controle quando a Companhia possuir, direta ou indiretamente, preponderâncias de gerir as políticas financeiras e operacionais de determinadas entidades para obter benefícios em suas atividades, mesmo que a percentagem que detém sobre o seu capital próprio for inferior a 50%. 6) INVESTIMENTOS A existência e o efeito de potenciais direitos de voto, que são atualmente exercíveis ou conversíveis, são levados em consideração ao avaliar se a Companhia a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados na conta de Resultado de Equivalência controla outra entidade. Patrimonial e corresponderam, no exercício, a um resultado positivo de R$ 101.995 (2010 - R$ 79.685). Os investimentos em sociedades controladas e coligadas são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado do b) A composição dos Investimentos está demonstrada a seguir: exercício como despesa (ou receita) operacional. Em 31 de dezembro O resultado das controladas adquiridas ou vendidas durante os exercícios são incluídos nas demonstrações contábeis a partir da data efetiva de aquisição Quantidade ou até a data em que o controle deixar de existir. de cotas ParticiAjuste I - Ágio (Goodwill) Patrimônio Lucro possuídas pação decorrente de O ágio (ou deságio) é originado no processo de aquisição de controladas, coligadas e joint ventures. Capital Líquido Líquido (em milhano capital Investimentos avaliação (2) O ágio representa o excesso do custo de aquisição em razão do interesse da Companhia sobre o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis Empresas Social Ajustado Ajustado res) - ON social - % 2011 2010 2011 2010 adquiridos de uma controlada e coligada na data da aquisição. O ágio originado na aquisição de controladas e coligadas são incluídos no valor dos Serasa S.A. (1) (2) (3).......................... 145.000 1.112.984 418.110 909 24,3943 271.635 254.379 101.995 79.685 investimentos. Quando o excesso é negativo (deságio) este é reconhecido imediatamente no resultado como ganho na data de aquisição. Total .................................................... 271.635 254.379 101.995 79.685 O ágio é testado anualmente e sempre que for observado um evento que cause a redução ao valor recuperável, comparando-se valor presente dos fluxos (1) Informações contábeis utilizadas com defasagem de data. de caixa futuros esperados de uma unidade geradora de caixa (UGC) ao valor contábil de seus ativos líquidos, incluindo o ágio atribuível e contabilizado (2) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados pelas Companhias, a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das ao custo deduzido das perdas acumuladas por redução ao valor recuperável. Perdas por redução ao valor recuperável de ágio não podem ser revertidas. investidas não decorrentes de resultado, bem como os ajustes por avaliação de práticas contábeis, quando aplicáveis. Ganhos e perdas auferidos na venda de uma entidade incluem o valor contábil do ágio relativo à entidade vendida. (3) Investimento inclui o deságio de R$ 1.369. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

32 -.ECONOMIA

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

...continuação

BIU Participações S.A. CNPJ 08.845.753/0001-00 Sede: Cidade de Deus, Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 7) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Composição do capital social em ações O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal. Ordinárias................................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Reservas de Lucros

11) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS

2011 922.865 922.865

Em 31 de dezembro 2010 922.865 922.865

Em 31 de dezembro 2011 2010 Reservas de lucro.................................................................................................................................. 230.779 263.244 Reserva legal (1) ..................................................................................................................................... 13.196 8.098 Reserva de Lucros a Realizar (2)............................................................................................................ 217.583 221.638 Reserva estatutária (3)............................................................................................................................ 33.508 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; (2) Constituída conforme art. 197 da Lei nº 6.404/76. Os dividendos provisionados serão pagos à medida que houver a realização do resultado de equivalência patrimonial; e (3) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Companhia, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, mediante proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho e deliberada pela Assembleia Geral, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. c) Dividendos Conforme disposições estatutárias aos acionistas estão assegurados dividendos em cada exercício social, que correspondam o percentual mínimo previsto. A Assembleia deliberará sobre a destinação do resultado do exercício. Os cálculos dos dividendos relativos aos exercícios de 2011 e 2010 estão demonstrados a seguir: Em 31 de dezembro 2011 % 2010 % (1) Lucro Líquido do Exercício ........................................................... 101.964 74.564 Reserva Legal .................................................................................. (5.098) Base de Cálculo.............................................................................. 96.866 74.564 Dividendos Propostos....................................................................... 96.866 Dividendos mínimos obrigatórios ..................................................... 18.641 Total dos Dividendos ..................................................................... 96.866 95,0 18.641 25,0 (1) Percentual dos dividendos sobre a base de cálculo. 8) RECEITAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS 8.861 4 (42) 8.823

Em 31 de dezembro 2010 5.578 41 (33) 5.586

238 1.096 1.334

Em 31 de dezembro 2010 353 1.626 1.979

12 127 25 164

Em 31 de dezembro 2010 15 84 23 180 186 25 513

2011 Rendimento de Aplicações em Fundos de Investimentos Financeiros ................................................... Juros........................................................................................................................................................ Variação Monetária.................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................ 9) DESPESAS TRIBUTÁRIAS 2011 PIS........................................................................................................................................................... Cofins ...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

a) As transações com partes são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, vigentes nas datas das operações, e as transações estão assim apresentadas: Em 31 de dezembro 2011 Ativo (passivo) Caixa e Equivalentes de Caixa: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Dividendos a Pagar: Embaúba Holdings Ltda. .................................................................. Banco Itaú Unibanco S.A. ................................................................ Dibens Leasing S.A. Arrendamento Mercantil.................................. Juros sobre Capital Próprio/Dividendos a Receber: Serasa S.A. ......................................................................................

2010 Receitas (despesas)

Ativo (passivo)

2

-

-

-

3.090

14.417

Receitas (despesas)

14

-

(6.309) (7.766) (4.566)

-

3.069

14.197

b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Os administradores não recebem qualquer remuneração pelos cargos que ocupam nos Órgãos da Companhia. 12) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Em 31 de dezembro 2011 Resultado antes dos tributos (Imposto de Renda e Contribuição Social)....................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente .................................................................................................................. Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos Participações em controladas, tributadas nas empresas correspondentes ............................................ Despesas e provisões indedutíveis líquidas das receitas não tributáveis ............................................... Juros Sobre Capital Próprio .................................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

2010

109.338

82.779

(37.175)

(28.145)

34.678 (34) (4.902) 59 (7.374)

27.093 (271) (4.827) (2.065) (8.215)

b) Tributos a Compensar ou a Recuperar Os tributos a compensar ou a recuperar no montante de R$ 3.951 (2010 - R$ 3.582) referem-se ao imposto de renda retido na fonte sobre aplicações financeiras e sobre de juros capital próprio. c) Impostos e Contribuições a Recolher Impostos e Contribuições a Recolher, no montante de R$ 6.992 (2010 - R$ 5.876), referem-se ao PIS no montante de R$ 60 (2010 - R$ 60), Cofins no montante de R$ 276 (2010 - R$ 274), Imposto de Renda no montante de R$ 5.415 (2010 - R$ 4.360) e Contribuição Social no montante de R$ 1.241 (2010 - R$ 1.182). 13) OUTRAS INFORMAÇÕES

10) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS 2011 Serviços de Terceiros .............................................................................................................................. Editais e Publicações .............................................................................................................................. Contribuição Sindical Patronal................................................................................................................. Doações .................................................................................................................................................. Multas Dedutíveis .................................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas............................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................

a) Não houve componentes de outros resultados abrangentes e por esta razão não está sendo apresentada a Demonstração do Resultado Abrangente; b) Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 não há processos com riscos fiscais, cíveis e trabalhistas avaliados como perdas possíveis ou prováveis de natureza relevantes; e c) A Companhia, em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos.

A DIRETORIA Daniel José Liberati – Contador – CRC 1SP178435/O-6

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da BIU Participações S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela Examinamos as demonstrações contábeis da BIU Participações S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o Outros assuntos resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Aos Administradores e acionistas da BIU Participações S.A. Osasco - SP

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Companhia, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para Companhias abertas. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado em 10 de março de 2011, que não conteve qualquer modificação. Osasco, 30 de maio de 2012

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

André Dala Pola Contador CRC 1SP 214007/O-2

e Captação de fundos atinge pico

O saque do saldo do PIS/PASEP só é permitido hoje ao titular ou a qualquer de seus dependentes portadores de neoplasia maligna ou do vírus HIV.

conomia

Foram R$ 72,6 bilhões captados em 2012, o maior resultado histórico desde o início do levantamento feito pela Anbima.

A

captação líquida dos fundos de investimento alcançou R$ 72,6 bilhões no acumulado do ano até julho, maior resultado, da série histórica apurada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), que iniciou este tipo de levantamento mensal a partir de 2002. A captação é resultado de R$ 1,636 bilhão aplicados e R$ 1,563 bilhão resgatados em 2012, segundo boletim divulgado ontem. Apesar do resultado favorável, em julho houve resgate líquido de R$ 4,7 bilhões – R$ 225,5 bilhões investidos e R$ 230,2 bilhões sacados. Por patrimônio líquido, ou seja, o total de dinheiro investido, os principais fundos de investimento são: Renda Fixa (31,8% do total), Multimercados (20,3%), Previdência (12,3%), Referenciado DI (12,1%), Ações (9,0%), Estruturados (7,4%), Curto Prazo (4,2%) e Outros (2,9%).

Yasuyoshi Chiba/AFP

Em julho, as ações "small caps" registraram alta de 3,80%.

An áli se– O bom desempenho da BM&F Bovespa em julho – alta de 3,21% no Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira–, refletiu positivamente na rentabilidade dos principais tipos fundos de investimento. Segundo a Anbima, o bom desempenho de segmentos do mercado capturado pelo

Ibovespa e pelo IMA-Geral e seus componentes refletiu positivamente na rentabilidade dos principais tipos da indústria de fundos de investimento no mês. Rentabilidade – Em julho, as ações "small caps" registraram alta de 3,80%. Nas categorias renda fixa e multimercados, os tipos renda fixa índi-

ces e multimercados macro voltaram a se destacar, apresentando valorização de 2,45% e 2,28%, respectivamente. Esses fundos também continuam apresentando os maiores retornos da indústria em um ano, superados apenas pelo tipo cambial, cujo retorno foi de 32,73%. A indústria registrou resgate líquido de

R$ 4,7 bilhões em julho, sendo R$ 3 bilhões em apenas um fundo da categoria FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios). Pelo segundo mês consecutivo, a maior captação líquida mensal foi da categoria previdência, com R$ 1,8 bilhão. No ano, a captação líquida acumulada de R$ 72,6 bilhões permanece sendo a maior da série histórica. As categorias renda fixa (R$ 20,8 bilhões) e referenciado DI (R$ 18,6 bilhões) foram as de maior captação líquida, sendo esta última concentrada em um único fundo do segmento corporate. A análise da evolução da composição dos ativos na carteira dos fundos até junho, feita pela Anbima, revela um aumento da participação relativa das operações compromissadas e dos títulos públicos. Quanto aos investidores, os segmentos relativos ao poder público, private e corporate também ampliaram sua participação. (Folhapress)

Saque do PIS será alterado

A

Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou ontem, em caráter terminativo, projeto de lei que estende a autorização para sacar o saldo das contas individuais dos participantes do PIS/PASEP a todos os portadores de doenças graves. O saque do saldo do PIS/PASEP só é permitido hoje ao titular ou a qualquer de seus dependentes portadores de neoplasia maligna ou do vírus HIV. Outras enfermidades, não. O projeto foi aprovado por unanimidade e pelo caráter terminativo poderá ser encaminhado à Câmara dos Deputados, sem ser votado no plenário, se não houver recurso assinado por pelo menos oito senadores. (AE)

Vem aí 3º consulta ao lote do IR

A

Receita Federal libera hoje, a partir das 9h, a consulta ao terceiro lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2012. No lote, também há restituições que caíram na malha fina em 2011, 2010, 2009 e 2008. O dinheiro será depositado no banco no próximo dia 15. No total, serão depositados R$ 2,2 bilhões, dos quais R$ 2,134 bilhões se referem ao exercício de 2012.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet ou ligar para o Receitafone (146). Para o exercício de 2012, serão creditadas restituições para 2.286.395 contribuintes, com correção de 3,06%. Para o exercício de 2011, serão creditadas restituições para 16.051, com correção de 13,81%. Malha fina – Do lote de 2010, serão creditadas

restituições para 7.664 contribuintes, corrigidas em 23,96%. Em relação ao lote residual de 2009, serão creditadas restituições para um total de 5.427 contribuintes, corrigidas em 32,42%. No caso do de 2008, serão creditadas restituições para 2.582 contribuintes, com correção de 44,49%. Caso a restituição do Imposto de Renda não seja creditada no banco, o

contribuinte poderá entrar em contato com qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento da instituição por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (pessoas com deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. (ABr)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

e Indústria cresce em sete regiões

Se a indústria de São Paulo cresce, é possível esperar crescimento como um todo. Júlio Gomes de Almeida, economista do Iedi

conomia

Aumento da produção industrial registrado em São Paulo deve impulsionar o País como um todo no segundo semestre

A

Divulgação

produção industrial nacional avançou em sete dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de maio para junho. Os destaques foram as expansões no Amazonas (5,2%), que recuperou parte da perda de 7,4% acumulada no período de março a maio de 2012. Os demais resultados positivos foram no Espírito Santo (2,3%), em Pernambuco (2,2%), na Bahia (2,1%), em Minas Gerais (1,3%), em São Paulo (1,0%) e na Região Nordeste (0,5%). No lado das retrações, a produção da indústria brasileira também caiu em sete unidades da Federação. Foram elas: em Goiás (menos 6%), Rio de por cento foi o Janeiro (queaumento da da de 4,3%), Pará (4,2%), produção industrial P a r a n á registrado no Estado (3,7%) e Rio Grande do de São Paulo, acima Sul (3,1%), de 0,2% da média onde as taxas nacional. negativas foram mais int e n s a s , e nquanto Ceará (2,2%) e Santa Catarina (1,4%) tiveram recuos mais moderados. Perfil – Já na comparação com junho de 2011, 13 dos 14 locais pesquisados apresentaram recuo na produção industrial, movimento classificado pelo IBGE como um "perfil generalizado de taxas negativas". A exceção foi o Pará, com alta de 0,9%.

Nessa base de comparação, as perdas mais intensas, acima da média nacional (de menos 5,5%), foram verificadas no Rio de Janeiro (8,6%), Espírito Santo (8,5%), Paraná (7,5%), São Paulo (7,2%) e Rio Grande do Sul (7%). Os demais resultados negativos foram registrados por Amazonas (queda de 5,3%), por Goiás (5,2%), Pernambuco (3,9%), Santa Catarina (3,4%), Ceará (3%), Bahia (2,6%), Região Nordeste (1,9%) e Minas Gerais, com menos 1,4%. Previsão otimista – A produção industrial brasileira deve fechar o ano estável, em comparação com 2011, e São Paulo deve liderar o crescimento

no segundo semestre. É o que prevê o professor da Unicamp e consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Júlio Gomes de Almeida. Segundo ele, a queda de 3,8% acumulada pela indústria do País no primeiro semestre será compensada por uma alta de julho a dezembro, impulsionada pelas medidas do governo de incentivo ao consumo e ao investimento. De acordo com os dados do IBGE divulgados ontem, a indústria paulista apurou alta de 1% em junho ante maio, acima de 0,2% da média nacional. E o dado em São Paulo é classificado por Almeida como um ponto de reversão. A expecta-

Capacidade instalada estável

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nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria ficou em 80,8% em junho, praticamente estável em relação ao número revisado para 80,9% de maio, segundo a pesquisa Indicadores Industriais divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, este é o menor patamar do indicador desde setembro de 2009. Apesar da queda do NUCI, os demais indicadores da pesquisa melhoraram, em sua maioria. O faturamento real subiu 2,9% em junho ante maio, considerando dados dessazonalizados. Na compa-

ração com junho do ano passado, houve um aumento de 2,4% no faturamento real. No semestre, o avanço é de 3,1% em relação aos primeiros seis meses de 2011. O número de horas trabalhadas em junho deste ano teve alta de 1,8% ante maio, considerando dados com ajuste. Na comparação com junho do ano passado, porém, houve uma queda de 1,8%, levando o resultado do semestre a ficar negativo em 1,4% ante igual período de 2011. Em relação ao emprego, o comportamento foi similar: houve alta de 0,3% em junho ante maio, considerando também dados dessazonalizados.

Mas, na comparação com junho de 2011, houve queda de 0,2%. No semestre, este indicador ficou estável. Os dados industriais da CNI mostram também que a massa salarial real aumentou 6,3% em junho na comparação com junho do ano passado, enquanto o rendimento médio real avançou 6,5% em igual base de comparação. Esses dois indicadores registraram alta de 6,8% na primeira metade do ano. "O crescimento da atividade em junho é modesto e não reverte a perda no segundo trimestre do ano, quando comparado com o trimestre anterior", afirmaram os técnicos da entidade. (AE)

Lucas Lacaz Ruiz/AE

Metalúrgicos da fábrica da GM, em São José dos Campos, aceitam licença remunerada e abertura do programa de demissão voluntária

Metalúrgicos da GM fazem acordo s trabalhadores dos três turnos aprovaram ontem a proposta de licença remunerada para 940 metalúrgicos e a abertura de um programa de demissão voluntária (PDV) para outros 900, considerados excedentes na unidade da General Motors de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP). Nas assembleias, trabalhadores comentaram o desconforto de votar sob pressão. "Desde janeiro que estamos

No semestre, desempenho foi fraco.

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tensos. Só se ouve falar em demissão lá dentro", comentou o metalúrgico Carlos Roberto Chaves, que trabalha na GM há 32 anos na área de injeção de plásticos. Uma funcionária, enquanto os sindicalistas apresentavam a proposta, se limitou a comentar que agora é "esperar para saber o que vai acontecer", quando questionada sobre a expectativa para o futuro na empresa. O Sindicato dos Metalúrgicos deve buscar agora uma

mobilização dos trabalhadores para pressionar os governos em São Paulo e em Brasília para que a cidade receba novos investimentos e torne possível a reversão na planta da GM em São José dos Campos, que busca a competitividade. "Queremos que todos tenham a estabilidade do emprego", afirmou o sindicalista Luiz Carlos Prates, que descartou a possibilidade de negociação para a redução de salários na unidade. (AE)

tiva é de que outras expansões sejam registradas nos próximos meses. "Se a indústria de São Paulo cresce, é possível esperar crescimento da indústria como um todo e não só de uma atividade. O crescimento de São Paulo irradia para outros estados pelas suas compras", afirmou o economista do Iedi. Almeida lembra que o resultado da indústria no segundo semestre independe de novos cortes no juro básico. "Não se trata do que o Banco Central ainda irá fazer. Qualquer medida daqui para frente só terá efeito em 2013. O importante é o que já foi feito", disse ele, em referência às reduções da taxa básica de juros. (AE)

Queda de 3,8% acumulada pela indústria do País no primeiro semestre deve ser compensada por alta de julho a dezembro

produção industrial brasileira ficou menor em oito dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no primeiro semestre de 2012. As principais quedas foram registradas no Rio de Janeiro (menos 7,1%), Amazonas (de 6,3%), em São Paulo (5,9%) e no Espírito Santo (5,9%). Todas essas quedas ficaram acima da queda média nacional, que foi de 3,8% no período. Santa Catarina (menos 3,4%), Rio Grande do Sul (2,1%), Ceará (2%) e Minas Gerais (1,4%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas no fechamento dos seis primeiros meses de 2012. O menor dinamismo foi particularmente influenciado pelos setores relacionados à redução na fabricação de bens de consumo duráveis (automóveis, motos, aparelhos de ar-condicionado, telefones celulares e relógios) e de bens de capital (especialmente caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques e veículos para transporte de mercadorias), além da menor produção vinda dos setores extrativos (minérios de ferro), têxtil, vestuário, farmacêutica e metalurgia básica. Goiás (9,2%), Paraná (3,6%), Bahia (3,1%) e Pernambuco (2,8%) apresentaram as maiores altas. A alta em Goiás refletiu a maior produção de medicamentos. O Paraná foi favorecido por livros e impressos didáticos. E a Bahia pelas resinas. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

34 -.ECONOMIA/LEGAIS

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

No plano Infinity, cerca de 40% das chamadas com cinco minutos de duração são interrompidas pela TIM, ante 10% fora do plano.

conomia

TIM é acusada de derrubar ligações O índice médio de desligamentos no plano Infinity pela operadora de celular é de 35,23%, quatro vezes maior do que a média fora desse plano.

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s interrupções de chamadas da TIM são mais frequentes para clientes do plano Infinity, no qual a tarifa é cobrada por ligação. A informação está em relatório de fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de 30 de maio. Segundo o documento, o índice médio de desligamentos no Infinity pela operadora é de 35,23%, quatro vezes maior do que a média fora do plano. Hoje, 97,6% dos 58,87 milhões de clientes da TIM usam o plano Infinity, lançado em 2009. A oferta permite que o cliente pague R$ 0,25 por liga-

ção, independente do tempo que ela durar. O relatório da Anatel aponta que o índice de interrupção das chamadas é maior quando a cobrança é por ligação e não por minuto. No plano Infinity, cerca de 40% das chamadas com cinco minutos de duração são interrompidas pela TIM, ante 10% fora do plano. Nas chamadas de 80 minutos, os índices são maiores: 50% para o Infinity e 20% para as ligações feitas "fora do Infinity". Os indicadores estão bem acima da meta de qualidade da Anatel – de 2%. "Ratifica-se que a rede da prestadora trata de forma de-

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Ratifica-se que a rede da prestadora trata de forma desigual os clientes dos planos 'não Infinity' e planos Infinity. RELATÓRIO DA ANATEL

sigual os clientes dos planos 'não Infinity' e planos Infinity, havendo maior taxa de desligamento deste em relação ao outro. Em consequência, os usuários do plano Infinity são obrigados a realizar novas ligações para completar as comunicações", diz o relatório.

A TIM disse, em nota, que "nega veementemente que eventuais quedas de chamadas de seus clientes Infinity sejam motivadas por ação deliberada da companhia". A empresa afirmou também que o relatório da Anatel contém "graves erros de proces-

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36ª Vara Cível da Capital Citação. Prazo 20 dias. Proc. 583.00.2011.193237-6 (1963/2011). A Dra. Stefânia Costa Amorim Requena, Juíza de Direito da 36ª Vara Cível da Capital. Faz Saber a Marcos Alves da Silva, RG. M 8.148.013-SSP/MG e CPF. 815.163.126-00 e a Marcia Regina de Miranda Silva, RG. 21.756.684-4 e CPF. 163.642.658-12 que, Condomínio Edifício Bahia lhes ajuizou uma ação de rito Sumário, para cobrança de R$ 4.106,26 (setembro/2011), referente às despesas condominiais da unidade autônoma nº 1313 do condomínio-autor, vencidas e não pagas, bem como das que se vencerem no curso da lide, devidamente corrigidas e acrescidas das cominações legais. Estando os réus em local ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, contestem o feito, sob pena de presumirem-se aceitos como verdadeiros os fatos alegados pelo autor. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 17 de julho de 2012. 4 % 2 A# = - !/ # % !! , -

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samento, que alteram as informações apresentadas e levam a conclusões errada". "Uma coisa é queda de chamada; outra coisa é essa alegação absolutamente absurda de derrubada de chamada", afirmou o diretor de Assuntos Regulatórios da TIM, Mario Girasole. "Se isso for provado, é crime. Se não for provado, significa que a qualidade de fiscalização não era do nível que normalmente a Anatel costuma ter em suas atividades técnicas", disse. O presidente da Anatel, João Rezende, afirmou que o relatório de fiscalização é "preliminar" e não tem julgamento

de mérito. Segundo ele, é preciso aguardar a conclusão do processo administrativo, que será julgado pelo conselho do órgão regulador. Rezende ressaltou que a empresa terá direito de defesa e evitou adiantar novas punições. O consumidor lesado pela falha no serviço tem direito a indenização, disse a coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), Maria Inês Dolci. Ela sugere que o cliente anote todas as vezes que houver queda na chamada para questionar a operadora na Anatel e nos órgãos de defesa do consumidor. (AE)

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Pedidos de falência crescem 29,4% em julho A maior expansão foi verificada entre as empresas de micro e pequeno portes.

O

número de empresas de todo o País que pediram falência apresentou aumento de 29,4% no mês de julho na comparação com junho, informou ontem a Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Em comparação com julho do ano passado, foi verificado crescimento de 22,2%. No

acumulado dos sete primeiros meses deste ano, o avanço é de 17,4% em relação ao mesmo período de 2011. O número de falências decretadas, no entanto, registrou recuo em julho: 10,2% em comparação com junho e 25,4% sobre o mesmo mês do ano passado. No acumulado deste ano até o mês de julho, as falências decretadas subiram 0,8%.

ECONOMIA/LEGAIS - 35 De acordo com a Boa Vista Serviços, o aumento da inadimplência e a desaceleração da economia prejudicaram o desempenho financeiro das empresas e reduziram a capacidade de pagamento das companhias. Dos pedidos de falência verificados no mês de julho, 77% foram feitos por micro e pequenas empresas e 23%, por médias e grandes. Na análise por setores, 39% dos

requerimentos foram de negócios do setor industrial, 30%, de comércio e 31%, de serviços. Das falências decretadas ao longo do sétimo mês do ano, 95% foram de micro e pequenos negócios. A maior parte das falências decretadas foi observada entre as corporações do setor de comércio (43%), seguido de serviços (30%) e, por último, indústria (27%). (AE)

S.A. CNPJ. 97.837.181/0001-47 Companhia Aberta NIRE 35300154410 ATA SUMÁRIA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, REALIZADA EM 17 DE JULHO DE 2012 DATA, HORA E LOCAL: Em 17 de julho de 2012, às 9:00 horas, na Av. Paulista, 1938, 5º andar, em São Paulo (SP). MESA: Salo Davi Seibel - Presidente; e Carlos Roberto Zanelato - Secretário. QUORUM: A totalidade dos membros eleitos, com manifestação por email. DELIBERAÇÕES TOMADAS: Os Conselheiros deliberaram, por unanimidade: 1) Aprovar, dentro do limite do capital autorizado previsto no Estatuto Social, a elevação do capital social subscrito e integralizado da Companhia de R$ 1.550.034.194,46 para R$ 1.550.239.501,51, mediante emissão de 15.590 novas ações ordinárias escriturais, sem valor nominal, subscritas e integralizadas por debenturista que, em 10.07.2012, conforme correspondência em poder da Companhia, manifestaram a intenção de converter 1.559 debêntures adquiridas nos termos da Escritura Particular da Primeira Emissão Privada de Debêntures Conversíveis em Ações Ordinárias da Companhia, aprovada pela Assembleia Geral Extraordinária de 08.02.2012. 1.1) O preço unitário de emissão dessas novas ações foi fixado em R$ 13,1691501, com base no valor nominal unitário das debêntures convertidas, atualizado pelos critérios fixados na respectiva escritura de emissão. 2) As ações emitidas terão as mesmas características e condições e gozarão dos mesmos direitos e vantagens estatutariamente atribuídos às ações ordinárias de emissão da Companhia hoje existentes e participarão integralmente dos resultados que vierem a ser declarados pela Companhia a partir da data da solicitação da conversão pelos debenturistas, inclusive dividendos e juros sobre o capital próprio. 3) Consoante disposto no § 3º do Artigo 171 da Lei 6.404/76, os atuais acionistas da Companhia não tem direito de preferência na subscrição desse aumento do capital social. Desta forma, o capital social subscrito e integralizado da Companhia resultou elevado para R$ 1.550.239.501,51, passando a ser dividido em 550.053.521 ações ordinárias escriturais, sem valor nominal, devendo oportunamente ser convocada Assembleia Geral para proceder à conseqüente alteração do Estatuto Social. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar e ninguém desejando manifestar-se, encerraram-se os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada. São Paulo (SP), 17 de julho de 2012. (aa) Salo Davi Seibel Presidente; Carlos Roberto Zanelato - Secretário; Alfredo Egydio Arruda Villela Filho e Ricardo Egydio Setubal - Vice-Presidentes; Alcides Lopes Tápias, Álvaro Antonio Cardoso de Souza, Andrea Laserna Seibel, Fábio Schvartsman, Olavo Egydio Setubal Júnior e Rodolfo Villela Marino - Conselheiros. Certificamos ser a presente cópia fiel da original lavrada em livro próprio.São Paulo (SP), 17 de julho de 2012. (aa) Salo Davi Seibel - Presidente da Reunião; Carlos Roberto Zanelato - Secretário da Reunião. JUCESP sob nº 341.148/12-0, em 02.08.2012 - Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP PROCESSO N° 38563/2012 – INEXIGIBILIDADE N° 011/2012 TERMO DE RATIFICAÇAO Pelas razões amplamente expendidas no parecer jurídico, e considerando a regularidade do procedimento, hei por bem RATIFICAR e autorizar a contratação da empresa JC EVENTOS S/S LTDA., estabelecida na Rua Olímpio Silva de Moraes, nº 1.041, bairro centro, em Aparecida do Oeste, estado de São Paulo, inscrita no CNPJ nº 06.333.902/0001-26, para a realização de serviços de locução de rodeio profissional, dos locutores Oscimar Custodio da Silveira e Luciano de Oliveira, na realização da 35ª FIAP e 40ª Festa do Peão de Pereira Barreto/SP, que será realizada no período entre os dias 08 e 12 de agosto, no recinto de exposições Heitor Berreta s/nº, na cidade de Pereira Barreto/SP. INEXIGIBILIDADE: 011/2012 – PROCESSO: 38563/2012 EXTRATO CONTRATO Nº 4999/2012 Contratante: Prefeitura da Estância Turística de Pereira Barreto Contratada: JC Eventos S/S Ltda. Objeto: Prestação de serviços de locução de rodeio profissional, dos locutores Oscimar Custodio da Silveira e Luciano de Oliveira, na realização da 35ª FIAP e 40ª Festa do Peão de Pereira Barreto/SP, que será realizada no período entre os dias 08 e 12 de agosto, no recinto de exposições Heitor Berreta, localizado na Avenida Humberto Liedtke s/nº, na cidade de Pereira Barreto/SP. Valor: R$ 22.000,00. Vigência: 08 a 12 de agosto de 2012. Pereira Barreto/SP, 03 de agosto de 2012. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: Pregão Eletrônico de Registro de Preços nº 13/00046/12/05 OBJETO: FORNECIMENTO KIT LANCHE A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Fornecimento Kit Lanche. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 08/08/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 21/08/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 08/08/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

Opção Bauru Indústria Plástica Ltda. CNPJ N° 09.630.068/0001-29 – NIRE 35222605722 Ata de Assembléia de Transformação de Tipo Jurídico em Sociedade Anônima Data, Hora e Local: 25/05/10, 9hs, em Bauru/SP, na R. Lincoln de Queiroz Orsini n° 6-36, s/ 06, Jd Europa; Presenças: Totalidade dos quotistas, a saber: Luís Fernando Resegue,RG n° 32.388.094-0 SSP/SP, CPF/MF n° 215.083.858-31;e Camila Avelar Urbano, CRA nº 108.585, RG n° 28.275.521-4 SSP/SP, CPF/MF n° 309.483.738-73; Mesa Diretora dosTrabalhos: Luis Fernando Resegue – Presidente e Camila Avelar Urbano - Secretário. Deliberações: a) Tendo em vista que as deliberações tomadas na AGE realizada no dia 04/07/08, não se efetivaram faticamente, logo inclusive, efetivamente a sociedade não se enquadrou como empresa de pequeno porte, resolvem retornar o tipo jurídico, de Sociedade Empresária Limitada para sociedade por ações - Sociedade Anônima; b) Transformação das quotas em ações ordinárias, com valor de R$1,00 cada ação; c) mudança e adequação da nova denominação social que de Opção Bauru Indústria Plástica Ltda. passa a ser: Opção Bauru Administração de Bens S/A.; d) a distribuição do capital social, conforme a Lista de Subscrição de Ações a seguir: Luís Fernando Resegue, RG n° 32.388.094-0 SSP/SP, CPF/MF n° 215.083.858-31, com R$59.400,00, representados por 59.400 ações ordinárias; e Camila Avelar Urbano, CRA nº 108.585, RG n° 28.275.521-4 SSP/SP, CPF/MF n° 309.483.738-73, com R$600,00, representados por 600 ações ordinárias; e) Mudar a sede social da R. Jacy Stevaux Villaça nº 2-78, Jd Contorno, em Bauru/SP, para a R. Lincoln de Queiroz Orsini n° 6-36, s/ 06, Jd Europa – Bauru/ SP; f) aprovar o estatuto a seguir descrito, que passa a reger a sociedade: Estatuto Social - Cap. I - Da Denominação, da Sede, dos Objetivos e da Duração - Art. 1º - A sociedade girará sob a denominação comercial de Opção Bauru Administração de Bens S/A., como sociedade de capital fechado, que se regerá por este estatuto e pela legislação em vigor, podendo adotar outro tipo jurídico, sendo seu prazo de duração indeterminado, encerrando suas atividades com a observância das disposições legais e estatutárias. Art. 2º - A sede e foro da Cia. é na Cidade de Bauru, Estado de São Paulo, na Rua Lincoln de Queiroz Orsini n° 6-36, Sala 06, Jardim Europa – Bauru, Estado de São Paulo - Cep 17017-370. Art. 3º - A sociedade tem por objetivo a constituição, administração e locação de bens imóveis e mobiliários próprios. Art. 4º - A critério da diretoria, a sociedade poderá instalar manter ou extinguir, filiais, agências, escritórios, depósitos e quaisquer estabelecimentos necessários ao desempenho das atividades consubstanciadas no objetivo social, em qualquer parte do território nacional ou no exterior, respeitada as prescrições e exigências legais pertinentes. Cap. II - Do Capital Social e das Ações - Art. 5º - O capital social será de R$60.000,00 (Sessenta mil reais), representado por 60.000 (sessenta mil) ações Ordinárias Nominativas, no valor de R$1,00 (um real) cada uma, totalmente subscritas e integralizadas em moeda corrente nacional.Art.6º - Cada ação ordinária corresponderá direito a 1 (um) voto nas deliberações das sociais. Art. 7º - Não serão emitidos certificados de ações representativas do capital social, as quais são indivisíveis em relação à sociedade e são Ordinárias. Art. 8º - Os acionistas terão preferência na subscrição de novas ações decorrentes do aumento do capital social, fixando-se o prazo de 30 (trinta) dias, a contar da publicação da sua deliberação, como limite para o exercício deste direito. Art. 9º - A sociedade, por deliberação da Assembléia Geral, poderá criar a qualquer tempo outras classes de ações. § único: As decisões relativas ao “caput” deste art., serão tomadas por maioria do capital social com direito a voto, não se computando os votos em branco. Art. 10° - As deliberações sobre cisão, incorporação, fusão e aumento de capital, mediante subscrição e venda de bens e direitos integrantes do ativo da Cia. serão tomados de acordo com o § único do art. anterior. Art. 11° - Os acionistas possuidores ou detentores de ações Ordinárias, pretendendo transferi-las, deverão comunicar à Diretoria, por escrito, dando o prazo e condições de pagamento, a fim de que, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, contados da data de comunicação, os demais acionistas exerçam ou renunciem ao direito de preferência, em igualdade de condições e na proporção das suas participações. Decorrido este prazo, sem que haja sido exercido o direito de preferência, as ações poderão ser livremente transferidas. § único: As disposições deste art. não se aplicam em caso de doação a descendente ou ascendente. Cap. III - Da Administração da Sociedade, da Diretoria e suas Atribuições - Art. 12° - A sociedade será administrada por uma Diretoria, composta de 2 (dois) membros, sendo Diretor-Presidente e Diretor-Vice-Presidente, residentes no país, acionistas ou não, eleitos em Assembléia Geral para um mandato de 3 (três anos), podendo ser reeleitos por mais um mandato. Art. 13° - No caso de vagar um cargo de diretor, as suas funções serão exercidas pelos demais, até a primeira Assembléia Geral que se realizar, a qual elegerá o novo diretor, exercendo este as funções do aludido cargo, até o final do mandato que está sendo substituído.§ Único: Findo o mandato os Diretores permanecerão em seus respectivos cargos, até a posse e investidura dos novos eleitos.Art. 14° - A sociedade se obriga validamente em todos os atos pela assinatura isolada, indistinta e individual de quaisquer um dos diretores; § Primeiro: Será admitida, também, a utilização da denominação social por procuradores, devidamente constituídos mediante Instrumentos Públicos e ou Particulares, firmados pela assinatura conjunta de dois Diretores independentemente da nomenclatura e ou ordem de nomeação, cujo mandato estabelecerá a forma de representação, finalidade e os poderes conferidos, com exceção dos procuradores com a cláusula “ad judicia”, que serão constituídos na forma prescrita no “caput” deste art.; § Segundo: Para os atos de venda, cessão, alienação, permuta, hipoteca, penhor e constituição de quaisquer outras garantias sobre imóveis e participações pertencentes ao ativo social da Cia., serão pela assinatura conjunta de dois Diretores independentemente da nomenclatura e ou ordem de nomeação, ou por procurador especialmente nomeado para esses fins, precedida da competente autorização da Assembléia Geral.Art. 15° - Compete à Diretoria, respeitado o art. 14º e seus §§, independentemente da nomenclatura e ou ordem de nomeação, as seguintes atribuições: 1) Convocar e presidir as reuniões da Diretoria; 2) Representar a sociedade em juízo e fora dele, nas relações com terceiro, com o Governo da União, dos Estados e dos Municípios e das Autarquias; 3) Convocar, presidir e instalar as Assembléias Gerais. 4) Exercer as atribuições e os poderes que a Lei e este Estatuto lhe conferem para assegurar o andamento regular da sociedade; 5) Zelar pelo cumprimento das deliberações tomadas nas assembléias gerais, nas reuniões do Conselho de Administração e suas próprias reuniões; 6) Pagar e receber tudo quanto se refira à situação financeira da sociedade; 7) Nomear, contratar e demitir empregados em todas as categorias, determinando suas atribuições, salários e participações;8) Participar efetivamente dos negócios sociais, inclusive dos assuntos de ordem contábil, fiscal, legal e trabalhista; 9) Organizar a direção e supervisionar a estrutura comercial e administrativa da sociedade; 10) Independentemente de autorização expressa da assembléia geral, vender, hipotecar, penhorar ou compro-

VRE SP CT Cotia Desenvolvimento Imobiliário S.A.

Banco Alfa de Investimento S.A. CNPJ/MF nº 60.770.336/0001-65 e NIRE 35 3 0005322 2 Data: 04 de junho de 2012.Horário: 09:00 horas.Local: Sede social, Alameda Santos, 466, 4º andar, São Paulo - SP.Reuniu-se o Conselho de Administração do Banco Alfa de Investimento S.A., presentes seus membros infra-assinados.1. Na ocasião, os membros do Conselho de Administração decidiram destituir o Sr. Antonio José Ambrozano Neto do cargo de Diretor da Sociedade. 2. Em seguida, os senhores Conselheiros, segundo preceitos legais e estatutários, resolveram, por unanimidade, eleger para o mesmo cargo de Diretor o Sr. Adilson Augusto Martins Júnior (CPF/MF nº 289.905.088-51 - RG nº 29157705-2 - SSP-SP), brasileiro, casado, administrador de empresas, residente e domiciliado em São Paulo - SP, com escritório na Alameda Santos, 466. O mandato do Diretor ora eleito estender-se-á até a posse dos eleitos na primeira reunião do Conselho de Administração que se realizar após a Assembleia Geral Ordinária de 2013. O Diretor preenche as condições prévias de elegibilidade previstas nos artigos 146 e 147 da Lei nº 6.404/76, na Resolução nº 3.041/02 do Conselho Monetário Nacional e na Instrução nº 367/02 da Comissão de Valores Mobiliários, bem como não está incurso em crime algum que vede a exploração de atividade empresarial.Nada mais a tratar, foi encerrada a reunião, da qual se lavrou esta ata que, lida e achada conforme, vai assinada pelos Conselheiros presentes. São Paulo, 04 de junho de 2012. Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente do Conselho de Administração. Rubens Garcia Nunes - Conselheiro. Luiz Alves Paes de Barros - Conselheiro. Fernando Pinto de Moura Conselheiro. Esta ata é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. Adilson Herrero - Diretor. Beny Fiterman - Diretor. Certidão: Junta Comercial do Estado de São Paulo.Certifico o registro sob o nº 341.730/12-9, em 03/08/2012.Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

RB Capital Holding S.A. - CNPJ/MF nº 10.140.272/0001-40 - NIRE 35.300.360.346 Extrato da Ata da Assembleia Geral Extraordinária em 11.06.2012 Hora, Data, Local: 11.06.2012, às 09hs., na sede, R. Amauri, 255, 5º and., parte, SP/SP. Convocação: Dispensada. Presença: Totalidade do capital social. Mesa: Presidente: Marcelo Pinto Duarte Barbará; e Secretário: Marcelo Meth. Deliberações Aprovadas por Unanimidade: (i) cancelar a declaração de dividendos aprovada na AGE de 15.05.2012, no valor de R$ 9.000.000,00; e (ii) retificação do endereço da filial, aberta no Rio de Janeiro/RJ. O endereço correto da filial é: Av. Ataulfo de Paiva, 204, sl. 201 (parte do and.), Leblon Empresarial, CEP 22440-030. Alterando-se o Art. 2º do Estatuto Social: “Art. 2º: A Cia. tem sede e foro na R. Amauri, 255, 5º and., parte, Jd. Europa, CEP 01448-000, em SP/SP, e lial no Rio de Janeiro/RJ, Av. Ataulfo de Paiva, 204, sl. 201 (parte do and.), Leblon Empresarial, CEP 22440-030, podendo abrir liais, agências ou escritórios por deliberação da Assembleia Geral de acionistas.”. Encerramento: Nada mais. JUCESP 321.871/12-1 em 25.07.12. Gisela Simiema Ceschin - Sec. Geral.

Destilarias Melhoramentos S.A. CNPJ/MF nº 45.777.166/0001-57 - NIRE 35.300.088.298 Assembleia Geral Extraordinária - Edital de Convocação Ficam os senhores acionistas da Destilarias Melhoramentos S.A. (“Companhia”) p devidamente convocados a participarem, em primeira convocação, da Assembleia Geral Extraordinária que se realizará no dia 17 de agosto de 2012, às 10:30 horas, no prédio da sede da Companhia, localizada no Município de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua São Bento, nº 329, 12º andar, a fim de deliberarem sobre a proposta de (a) grupamento das ações representativas do capital social da Companhia, nos termos do artigo 12 da Lei nº 6.404/76, na proporção de 5.000 (cinco mil) ações para 1 (uma) ação; (b) subscrição de valores pelos acionistas detentores de frações de ação para perfazer uma ação por inteiro; (c) alteração do artigo 5º do Estatuto Social, para registrar a nova quantidade de ações representativas do capital social da Companhia e (d) ratificação do endereço da sede da Companhia e respectiva unidade operacional, com a conseqüente alteração do artigo 2º do Estatuto Social da Companhia. Informações Gerais: Em conformidade com o artigo 135, parágrafo 3º, da Lei nº 6.404/76, encontram-se à disposição dos acionistas, na sede social da Companhia, todos os documentos e informações necessários à deliberação das matérias previstas na ordem do dia. São Paulo, 06 de agosto de 2012. A Diretoria.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 07 de agosto de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Nicoletti Indústria Têxtil S/A. Requerido: MNK Confecções de Roupas Ltda. EPP. Rua Barão de Ladário, 779 - Brás - 2ª Vara de Falências. Requerente: Condomínio do Centro Empresarial Brasília. Requerente: Flavio Augusto Nogueira Noronha. Requerido: Gazeta Mercantil S/A. Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 229 – Sala 801 – Vila Nova Conceição - 1ª Vara de Falências. Requerente: Centenário Diesel Ltda. Requerido: Enterpa Engenharia Ltda. Rua Cecilia Maria, 83 – Vila Progresso (Zona Norte) - 2ª Vara de Falências. Requerente: Frefer Metal Plus S/A. Requerido: Rodotec Indústria Comércio e Prestação de Serviços Rodoviários Ltda. – ME. Rua Cesar Cavassi, 74 – Jardim Gilda Maria - 1ª Vara de Falências.

CNPJ/MF Nº 12.541.760/0001-95 – NIRE: 35.300.393.341 Ata de Assembleia Geral Extraordinária realizada em 12 de junho de 2012 1. Local, horário e data: Na sede, 8:30hs dia 12/06/12. 2. Presença: Totalidade,, ficando dispensada a publicação do Edital de Convocação. 3. Mesa: Presidente: Aline Carli Lex e Secretária: Ana Lúcia dos Santos Souza. 4. Ordem do dia: (i) Aceitar a renúncia dos diretores da Cia.; (ii) aumentar o capital social da Cia. e proibir a emissão de partes beneficiárias pela Cia.; (iii) Alterar a administração da Cia. mediante a criação do Cons. de Adm.; (iv) Alterar os arts. referentes à Diretoria, considerando a criação do Cons. de Adm., em especial aqueles referentes à eleição dos diretores e a forma de representação da Cia.; (v) Indicar os membros do Cons. de Adm.; (vi) Aderir à Câmara de Arbitragem para resolução de conflitos societários, alterando assim o Cap. VIII do Estatuto Social; (vii) Renumerar os arts. e consolidar o Estatuto Social. 5. Deliberações: (i) Aceitar a renúncia dos administradores Marcelo Passaglia Paracchini, RG nº 21.808.054-2 SSP/SP, CPF nº 150.699.568-33, e Fabio Mituru Tsubouchi, RG nº 25.827.433-5 SSP/SP e CPF/MF nº 288.032.52851. As cartas de renúncia dos diretores aqui mencionados encontram-se devidamente arquivadas na sede da Cia.. (ii) Aumentar o capital social da Cia. do atual valor de R$ 13.001.000,00, para R$17.669.784,00, com valor nominal unitário de R$ 1,00, mediante a emissão de 4.668.784 novas ações ordinárias, mediante a capitalização de Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital efetuados e contabilizados na Cia. e incluir proibição de emissão de partes beneficiárias pela Cia.. Em consequência, a redação do art. 5º do estatuto social passa a vigorar da seguinte forma: “Art. 5º. O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é de R$17.669.784,00, representado por 17.669.784,00 ações ordinárias. § 1°. A ação é indivisível perante a Cia. e a cada ação ordinária corresponderá a um voto nas Assembleias Gerais. § 2°. A Cia. não poderá emitir partes beneficiárias.” (iii) Alterar a administração da Cia., passando essa a ser administrada por um Cons. de Adm. e por uma Diretoria, na forma da lei e do Estatuto Social, alterando assim o art. 8º, inserindo os arts. que estabelecem o número de conselheiros e o funcionamento deste órgão colegiado, conforme abaixo: “Art. 8º – A administração da Cia. será exercida pelo Cons. de Adm. e pela Diretoria, na forma da lei e deste Estatuto. Art. 9º – A Assembleia Geral fixará anualmente o montante global da remuneração dos administradores da Cia., cabendo ao Cons. de Adm. efetuar a distribuição da verba individualmente, observando o disposto neste Estatuto. Art. 10 – É expressamente vedado e será nulo de pleno direito o ato praticado por qualquer administrador, procurador ou empregado da Cia. que envolva negócios e operações estranhos ao objeto social. Seção I - Do Cons. de Adm. - Art. 11 – O Cons. de Adm. será composto por 3 membros efetivos, todos acionistas da Cia., residentes ou não no País, eleitos pela Assembleia Geral, com mandato unificado de 2 anos, permitida a reeleição. § Único – Findo o mandato, os Conselheiros permanecerão no exercício dos cargos até a investidura dos administradores que os substituam, nos termos da lei e deste Estatuto. Art. 12 – O Cons. de Adm. terá entre seus membros: (a) um Presidente, que convocará e presidirá suas reuniões; e (b) um Vice-Presidente, que substituirá o Presidente em seus impedimentos e ausência temporárias, sendo ambos eleitos pela Assembleia Geral. Art. 13 – O Cons. de Adm. reunir-se-á, ordinariamente, 1 vez a cada trimestre e, extraordinariamente, por convocação de seu Presidente, lavrando-se atas dessas reuniões em livro próprio. § 1º – As reuniões serão convocadas mediante comunicação por escrito, expedida com pelo menos 5 dias de antecedência, devendo constar da referida convocação local, data, hora e ordem do dia da reunião. Os materiais a serem examinados pelos Conselheiros previamente deverão ser enviados juntamente com a convocação referida neste § 1º. § 2º – A convocação prevista no § anterior será dispensada sempre que estiver presente à reunião a totalidade dos membros em exercício do Cons. de Adm.. § 3º – Respeitadas as disposições de acordos de acionistas arquivados na sede social, as reuniões do Cons. de Adm. somente se instalarão com a presença da maioria de seus membros em exercício, no mínimo, sendo considerado como presente aquele que tenha enviado seu voto por escrito ou que participe por vídeo ou teleconferência ou por qualquer outro meio que permita a identificação do Conselheiro e a comunicação simultânea com os demais participantes da reunião. Respeitadas as disposições de acordos de acionistas arquivados na sede social, se houver, as matérias submetidas ao Cons. de Adm. serão aprovadas pelo voto afirmativo da maioria de seus membros, no mínimo, exceto às matérias que exigem quorum qualificado, conforme expressamente indicado neste Estatuto. Art. 14 – Em caso de vacância, inclusive por renúncia, de cargo de membro titular, o respectivo suplente, se houver, ocupará o seu lugar, não havendo suplente, seu substituto será nomeado pelos conselheiros remanescentes, e servirá até a primeira assembleia geral. Art. 15 – Compete ao Cons. de Adm.: (a) Fixar a orientação geral dos negócios da Cia.; (b) Eleger e destituir os diretores da Cia. e fixar-lhes as atribuições; (c) Fiscalizar a gestão dos diretores, examinar, a qualquer tempo, os livros e papéis da Cia., solicitar informações sobre contratos celebrados ou em via de celebração, e quaisquer outros atos; (d) Convocar as Assembleias Gerais de Acionistas; (e) Deliberar sobre as contas da Diretoria e as demonstrações financeiras, manifestando-se previamente sobre o Relatório de Administração e demais documentos a serem submetidos à Assembleia Geral de Acionistas; (f) Deliberar sobre a emissão de valores mobiliários, naquilo que não competir à Assembleia Geral; (g) Distribuir a remuneração fixada pela Assembleia Geral aos membros da diretoria; (h) Escolher e destituir os auditores independentes. § Único – As matérias indicadas nos itens ´b´, ´e´, ´f´ e ´g´ acima dependerão do voto da unanimidade dos membros do Cons. de Adm. para sua aprovação.” (iv) Alterar os arts. referentes à Diretoria, considerando a criação do Cons. de Adm., em especial aqueles referentes à eleição dos diretores e a forma de representação da Cia. e renumerar os arts. referentes à Diretoria, que passam a vigorar com a seguinte nova redação: “Seção II - Da Diretoria - Art. 16. A diretoria será composta por, no mínimo, 2 e no máximo 5 membros, podendo ser acionistas ou não, residentes no país, eleitos pelo Cons. de Adm. e por ele destituíveis, permitida a reeleição. Vencido o mandato, os diretores continuarão no exercício de seus cargos, até a posse dos novos eleitos. § 1° - Os Diretores serão investidos em seus cargos mediante assinatura de termo de posse no “Livro de Atas de Reuniões de Diretoria”, dentro dos 30 dias que se seguirem à sua eleição. O prazo de gestão estender-se-á até a investidura dos novos administradores eleitos. Art. 17. Os Diretores terão prazo de mandato de 3 anos podendo ser reeleitos, e perma-

VRE SP CT Cotia Desenvolvimento Imobiliário S.A. CNPJ/MF nº 12.541.760/0001-95 – NIRE: 35.300.393.341 Ata da Reunião do Conselho de Administração realizada 12/06/12 1. Local, horário e data: Na sede, 10:30hs dia 12/06/12.2. Presença:Totalidade, ficando dispensada a convocação por escrito. 3. Mesa: Presidente: Aline Carli Lex e Secretária: Ana Lúcia dos Santos Souza. 4. Ordem do dia: (i) Aceitar a renúncia dos diretores da Cia. e (ii) Indicar novos diretores. 5. Deliberações: Os acionistas deliberaram por unanimidade e sem restrições as seguintes matérias: (i) aceitar a renúncia dos diretores Marcelo Passaglia Paracchini, RG nº 21.808.054-2 SSP/SP, CPF nº 150.699.568-33, e Fabio Mituru Tsubouchi, RG nº 25.827.433-5 SSP/SP e CPF/MF nº 288.032.528-51. As cartas de renúncia dos diretores aqui mencionados encontram-se devidamente arquivadas na sede da Companhia. (ii) indicar como novos diretores da sociedade Aline Carli Lex, RG nº 25.178.723-0 SSP/SP e CPF/MF nº 289.662.738-31, que passará a ser a Diretora-Presidente, Ana Lúcia dos Santos Souza, RG nº 19.745.570-0 SSP/SP e CPF/MF nº 144.280.738-52. As diretoras ora eleitas (i) tomam posse em seus cargos, nesse ato, mediante a assinatura do respectivo termo de posse lavrado no respectivo Livro de Reunião de Diretoria e (ii) declaram, neste ato, sob as penas da lei, que não estão impedidas, por lei especial, de exercer a Adm. da Cia., e nem foram condenadas ou estão sob efeitos de condenação, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade. 6. Lavratura: Foi aprovada a lavratura da ata desta RCA em forma sumária. 7. Encerramento: Nada mais. SP, 12/06/12. Aline Carli Lex - Presidente - Ana Lúcia dos Santos Souza - Secretária da Mesa - Diretores Eleitos: Aline Carli Lex - Ana Lúcia dos Santos Souza. Conselheiros Presentes: Aline Carli Lex - Alessandra Maria Zamith Boin - André Xavier da Silva - Visto Advogada: Alessandra Maria Zamith Boin - OAB/SP 155.439. Jucesp n° 269.605/12-5 em 27/06/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

missar a venda de bens imóveis, cederem ou prometerem cederem direitos à aquisição dos mesmos, estipulando preços, prazos e condições, assinando todos os atos, papéis e instrumentos públicos ou particulares relacionados com essas transações;11) Comprar, vender, compromissar a compra ou prometer a venda de bens móveis, mercadorias, máquinas, veículos e demais utensílios necessários à execução dos objetivos sociais; 12) Receber dinheiro, emitir e endossar cheques, ordens de pagamentos, abrir e movimentar contas bancárias em estabelecimentos públicos ou particulares, contrair empréstimos e financiamentos em estabelecimentos públicos, particulares e com terceiros, e, desde que com autorização expressa da Assembléia Geral, dar garantias necessárias às operações dessa natureza, inclusive hipotecando ou penhorando bens sociais, aceitando, emitindo, endossando e sacando títulos a efeitos de crédito de todo e qualquer gênero e espécie; 13) Praticar, enfim, quaisquer atos que por Lei ou por este estatuto não venham a ser vedados. § único: Para a prática dos atos enumerados neste art., poderão ser constituídos procurador ou procuradores, cujo mandato estabelecerá a forma de representação, finalidade e os poderes conferidos. Art. 16° - A Diretoria apresentará anualmente o relatório, o balanço patrimonial e as demonstrações financeiras de todas as operações sociais, na forma do disposto no Art. 133 da Lei nº 6.404 de 15 de dezembro de 1976. Art. 17° - A Assembléia Geral fixará o montante global ou individual da remuneração dos diretores (administradores), nos termos do Art. 152 da Lei nº 6.404 de 15 de dezembro de 1976. Cap. IV - Do Conselho Fiscal - Art. 18° - A sociedade terá um Conselho Fiscal, composto por 3 (três) membros e 3 (três) suplentes, que funcionará em caráter não permanente, sendo que este somente se instalará a requerimento de acionistas, na forma do disposto no Art. 161 da Lei nº 6.404. Sendo que a competência do Conselho Fiscal é prevista no Art. 163 da mesma Lei. Art. 19° - Para investidura no cargo, será necessário que cada um prove os requisitos legais. Cada período de funcionamento do Conselho Fiscal terminará na primeira Assembléia Geral Ordinária após sua instalação. Art. 20° - A remuneração dos membros do conselho Fiscal, sempre que requerido o seu funcionamento, será determinado pela Assembléia Geral que o elegeu, observados os limites da lei. Cap. V - Das Assembléias Gerais - Art.21° - A Assembléia Geral reunir-se-á:I - Ordinariamente, nos quatro primeiros meses seguintes ao término do exercício social para: a) Tomar as contas da diretoria; b) Discutir e votar as demonstrações financeiras do exercício; c) Determinar a destinação dos resultados; d) Eleger os administradores e membros do Conselho Fiscal, quando for o caso; e) Aprovar e capitalizar a correção da expressão monetária do capital realizado, quando houver. II - Extraordinariamente sempre que os interesse da sociedade o exigir, inclusive para deliberar sobre alteração e reforma dos Estatutos Sociais. § único: As assembléias gerais, ressalvadas as exceções previstas em lei, instalar-se-ão, em primeira convocação com a presença de acionistas que representem, no mínimo, 1/4 (um quarto) do capital social com direito a voto;em segunda convocação, com qualquer número.Art.22° - As Assembléias Gerais serão convocadas por anúncio publicado na forma da Lei e no qual constarão a Ordem do Dia, ainda que sumariamente, a data, hora e o local da reunião. § único: Ficará dispensada a convocação desde que se façam presentes à Assembléia Geral, acionistas representando a totalidade do capital social, cientes da mesma previamente. Art. 23° - Poderá ser nula a Assembléia que não obedecer aos preceitos deste Estatuto e as normas legais vigentes. Cap.VI - Do Exercício Social, do Balanço, dos Lucros e dividendos - Art.24° - O Exercício social encerrar-se-á em 31 de dezembro de cada ano ocasião em que serão levantados o Balanço Patrimonial, apuradas as Contas de Resultados, e as Demonstrações Financeiras, com observância das prescrições legais. Art. 25° - Do Lucro Líquido apurado no Balanço, destinar-se-á: I - 5% (cinco por cento) para a constituição do Fundo de Reserva Legal, até atingir 20% (vinte por cento) do capital; II - 25% (vinte e cinto por cento) para dividendo mínimo obrigatório; II - o saldo terá o destino que a Assembléia Geral deliberar. § Primeiro – Os dividendos não reclamados prescreverão, em proveito do fundo de reserva da Cia., em 3 (três) anos, contados da data em que tenham sido postos à disposição dos acionistas. § Segundo – A reserva de capital constituída por ocasião do balanço de encerramento do exercício social e resultante da correção monetária do capital realizado será capitalizada por deliberação da assembléia geral que aprovar o balanço. Cap. VII - Da Liquidação - Art. 26° - A sociedade entrará em liquidação nos casos previstos em Lei, competindo à Assembléia determinar o modo, nomeando o Liquidante e o Conselho Fiscal que deverão assumir o funcionamento no período de liquidação, fixando-lhes as suas remunerações. Art. 27° - O Liquidante e os conselheiros Fiscais terão atribuições e poderes a eles outorgados por Lei. Art. 28° - A qualquer tempo, a Assembléia Geral poderá destituir o Liquidante e os membros do Conselho Fiscal. Cap. VIII - Dos acordos de acionistas - Art. 29° - Os acordos de acionistas devidamente registrados na sede da Cia.que estabeleçam cláusulas e condições em caso de cessão e oneração de ações de sua emissão, disciplinem o direito de preferência na respectiva aquisição, regulem o exercício do direito de voto dos acionistas ou estabeleçam regras para a composição dos órgãos de administração serão respeitados pela Cia. e pela sua administração. Os acionistas da Cia. zelarão pela observância destes acordos e os Diretores eleitos à época, deverão declarar a ineficácia do voto proferido pelo acionista em contrariedade com os seus termos. Cap. IX - Disposições Finais - Art. 30° - Os casos omissos neste Estatuto serão regulados pela Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e demais leis aplicáveis, e o seu foro será aquele da sede e local da Cia.. 3) Em ato contínuo, conforme previsto no Art. 12° do Estatuto Social, ora aprovado, passaram a eleição da Diretoria, sendo aprovado por unanimidade, que para o primeiro período estatutário de 03 anos, a contar desta data, ou seja, de 25 de Maio de 2.010 até 24 de Maio de 2.013, a Diretoria fica assim composta: Diretor Presidente – Luis Fernando Resegue, Brasileiro, solteiro, maior e capaz, Empresário, portador da cédula de identidade RG n° 32.388.094-0 SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob n° 215.083.858-31, residente e domiciliado na Rua Dr. Fuas de Mattos Sabino n°. 5-97, Jardim América, na Cidade de Bauru, Estado de São Paulo – CEP 17017-332; e Diretora Vice Presidente – Camila Avelar Urbano, Brasileira, Solteira, maior e capaz, Administradora de Empresas inscrita no CRA sob nº 108.585, portadora da cédula de identidade RG n° 28.275.521-4 SSP/SP, inscrita no CPF/MF sob n° 309.483.738-73, residente e domiciliada na Rua Dr. Fuas de Mattos Sabino n°. 5-97, Jardim América, na Cidade de Bauru, Estado de São Paulo – CEP 17017-332; Fixados os honorários da Diretoria deste exercício, consoante o limite máximo individual, mensal, previsto na legislação do Imposto de Renda. 4) Todas as decisões assembleares foram tomadas por unanimidade de votos. 5.) Esgotada a ordem do dia, os trabalhos foram encerrados, tendo sido lida, aprovada e assinada. O presente é cópia fiel da ata transcrita no livro próprio. Bauru (SP), 25 de Maio de 2.010. Camila Avelar Urbano - Secretária - Luis Fernando Resegue - Presidente. Jucesp sob NIRE 35.300.355.521 e sob n° 360.512/10-0 em 05/10/2010. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral necerão no exercício da função dos respectivos cargos até a investidura de seus sucessores. § Único. A remuneração dos diretores será estabelecida e distribuída entre os mesmos de acordo com o que for determinado pela Assembleia Geral nos termos da legislação aplicável. Art. 18. No caso de impedimento ocasional de um diretor, suas funções serão exercidas por qualquer outro diretor, indicado pelos demais. No caso de vaga, o indicado deverá permanecer no cargo até a eleição e posse do substituto pelo Cons. de Adm.. Art. 19. A diretoria tem amplos poderes de administração e gestão dos negócios sociais, podendo praticar todos os atos necessários para gerenciar a Cia. e representá-la perante terceiros, em juízo ou fora dele, e perante qualquer autoridade pública e órgãos governamentais federais, estaduais ou municipais; exercer os poderes normais de gerência; assinar documentos, escrituras, contratos e instrumentos de crédito; emitir e endossar cheques; abrir, operar e encerrar contas bancárias; contratar empréstimos, concedendo garantias; adquirir, vender, onerar ou ceder, no todo ou em parte, bens móveis ou imóveis. Art. 20. A representação da Cia. em juízo ou fora dele, assim como a prática de todos os atos referidos nos Arts. 16 a 20 acima, dependem da assinatura: (i) 2 diretores, em conjunto, ou (ii) de 1 diretor em conjunto com um ou mais procuradores, constituídos conforme § 1° abaixo; ou (iii) por 2 procuradores, constituídos conforme § 1° abaixo. § 1°. A nomeação de procurador(es) dar-se-á pela assinatura conjunta de 2 diretores, devendo os instrumentos de mandato especificarem os poderes conferidos aos mandatários e serem outorgados com prazo de validade não superior a um ano, exceto em relação às procurações “ad judicia”, as quais poderão ser outorgadas por prazo indeterminado. § 2°. Dependerá da aprovação de acionistas representando a maioria do capital social a prestação de avais, fianças e outras garantias em favor de terceiros.” (v) Eleger os 3 membros do Cons. de Adm. a saber: (a) Aline Carli Lex, RG nº 25.178.723-0 SSP/SP e CPF/MF nº 289.662.738-31, quem passará a ser a Presidente do Cons. de Adm.; (b) Alessandra Maria Zamith Boin, RG nº 23.682.756-X SSP/SP e CPF/MF nº 150.935.048-90, quem passará a ser a Vice-Presidente do Cons. de Adm.; e (c) André Xavier da Silva, RG nº 28.931.336-3 SSP/SP e CPF/MF nº 213.382.128-77; Os membros do Cons. de Adm. ora eleitos (i) tomam posse em seus cargos, nesse ato, mediante a assinatura do respectivo termo de posse lavrado no respectivo Livro de Registro de Atas e (ii) declaram, neste ato, sob as penas da lei, que não estão impedidas, por lei especial, de exercer a administração da Cia., e nem foram condenadas ou estão sob efeitos de condenação, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade. (vi) Aderir ao Centro de Mediação e Arbitragem da Câmara de Comércio Brasil-Canadá para resolução de conflitos societários, incluindo, assim, as seguintes previsões no Estatuto Social da Cia.: “Cap. VIII - Arbitragem - Art. 25 - Quaisquer conflitos ou divergências decorrentes deste Estatuto Social serão solucionados por arbitragem, a ser conduzida de acordo com as regras do Centro de Mediação e Arbitragem da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (“Câmara Arbitral”), em português, e realizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, Brasil. Art. 26 - O Tribunal Arbitral será composto por 3 integrantes, sendo 1 indicado por uma das partes envolvidas na demanda, 1 pela outra parte envolvida na demanda, e o terceiro, que será o presidente do Tribunal Arbitral, será indicado pelos árbitros indicados pelos dois outros integrantes indicados pelas partes. Art. 27 - O Tribunal Arbitral não poderá recorrer à equidade para resolução da controvérsia a ele submetida. Art. 28 - A decisão arbitral será final e vinculativa para as partes envolvidas na demanda. Os acionistas e a Cia. renunciam expressamente a qualquer forma de recurso contra a sentença arbitral, ressalvado o pedido de correção de erro material ou de esclarecimento de obscuridade, dúvida, contradição ou omissão da sentença arbitral, conforme previsto no art. 30 da Lei nº 9.307, de 23/09/96. Art. 29 - Os acionistas e a Cia., conforme o caso, poderão recorrer ao Poder Judiciário exclusivamente para obter as seguintes medidas: (a) obter medidas urgentes para proteção de direitos antes da confirmação pelo tribunal arbitral; (b) executar qualquer decisão do tribunal arbitral, inclusive a sentença arbitral final; (c) obter execução específica; e (d) buscar qualquer outro procedimento expressamente permitido pela Lei nº 9.307/96. Art. 30 - Qualquer requerimento de medida urgente, bem como de medidas de cunho executivo dirigido ao Poder Judiciário, não será considerado um ato incompatível com a submissão da controvérsia à arbitragem nos termos deste Estatuto, tampouco implicará renúncia aos termos da cláusula compromissória ora contratada ou aos limites da jurisdição do Tribunal Arbitral. Art. 31 - Todas as despesas e custas da arbitragem (inclusive os honorários advocatícios razoáveis dos acionistas e da Cia., conforme o caso) serão suportadas conforme determinado pelo Tribunal Arbitral. Art. 32 - A menos que as partes envolvidas na demanda concordem expressamente por escrito em sentido contrário e a menos que exigido por lei, as referidas partes, seus respectivos representantes, as testemunhas, peritos, assistentes técnicos, secretários da Câmara de Arbitragem e o Tribunal Arbitral comprometem-se, como princípio geral, a manter em sigilo a existência, o conteúdo e todos os laudos e sentenças pertinentes ao procedimento arbitral, juntamente com todo material nele utilizado e criado para os fins a ele pertinentes, bem como outros documentos produzidos por outra parte durante o procedimento arbitral que de outra forma não sejam de domínio público - salvo se e na medida em que essa divulgação possa ser exigida de uma parte, em decorrência de dever legal, visando proteção ou busca de direito legal, execução ou questionamento de uma sentença em procedimentos legais de boa fé perante autoridade judicial.” (vii) Os acionistas aprovam a ratificação e renumeração dos arts. não alterados por essa Assembleia, conforme acima, e a consolidação do Estatuto Social. Os acionistas dispensam a publicação do Estatuto Social. 6. Lavratura: Foi aprovada a lavratura da ata desta Assembleia Geral em forma sumária, nos termos do art. 130, § 1º da Lei 6.404/76. 7. Encerramento: Nada mais. SP, 12/06/12. Aline Carli Lex - Presidente - Ana Lúcia dos Santos Souza - Secretária da Mesa - Acionistas Presentes: Veremonte Real Estate Participações Ltda. - Aline Carli Lex - Conselheiros - Aline Carli Lex - Alessandra M. Z. Boin - André Xavier da Silva - Visto Advogado: Alessandra M. Z. Boin - OAB 155.439. Jucesp 269.604/12-1 em 27/06/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

BV Leasing - Arrendamento Mercantil S.A. Companhia Aberta - CNPJ/MF Nº 01.858.774/0001-10 - NIRE Nº 35.300.150.082 ATA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, REALIZADA EM 20 DE JUNHO DE 2012 1. Data, Horário e Local: Dia 20 de junho de 2012, às 12:00 horas, na sede social da Companhia, localizada na Cidade de Barueri, Estado de São Paulo, na Alameda Rio Negro, nº 161, 12º andar, Sala A, Condomínio West Point, Alphaville Industrial, CEP 06454-000. 2. Presença eConvocação: Dispensada a convocação, em virtude da presença da totalidade dos Conselheiros.3.Mesa Dirigente: João Roberto Gonçalves Teixeira, Presidente;Marta Cibella Knecht, Secretária.4. Ordem do Dia: Eleição dos Srs.Wagner Roberto Pugliese e Ricardo Ramos de Arruda, abaixo qualificados, para compor a Diretoria da BV Leasing – Arrendamento Mercantil S.A.(“BV Leasing”).5. Deliberação: Os Conselheiros, por unanimidade de votos, aprovaram a eleição dos Srs. Wagner Roberto Pugliese, brasileiro, casado, contador, portador da Cédula de Identidade RG nº 10.311.777-5 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nº 006.233.488-37;e Ricardo Ramos de Arruda, brasileiro, casado, advogado, portador da Cédula de Identidade RG nº 11.702.011 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nº 038.673.314-72, ambos com endereço comercial na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 18º andar, Vila Gertrudes, para ocuparem os cargos de Diretores sem designação específica da BV Leasing. O mandato dos Diretores ora eleitos vigorará até a primeira Reunião do Conselho de Administração que suceder a Assembleia Geral Ordinária da BV Leasing a realizar-se em 2013. A posse dos Diretores em seus respectivos cargos fica condicionada à prévia homologação de seus nomes pelo Banco Central do Brasil, ocasião em que assinarão os termos de posse correspondentes. Os membros da Diretoria ora eleitos declaram que: (a) preenchem os requisitos mencionados na Resolução nº 3.041, de 28/11/2002, do Banco Central do Brasil, conforme alterada; (b) não estão incursos em nenhum dos crimes previstos em lei que os impeçam de exercer a atividade mercantil; e (c) atendem às demais exigências legais e estatutárias para o exercício do cargo. 6. Observações Finais: O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação. Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretária e demais Conselheiros presentes. (aa) João Roberto Gonçalves Teixeira, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária; João Roberto Gonçalves Teixeira; Walter Guilherme Piacsek Junior; Elcio Jorge dos Santos.A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio.São Paulo, 20 de junho de 2012.Marta Cibella Knecht - Secretária. Arquivado na JUCESP em 27.07.12, sob nº 324.626/12-5. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

e Idosos sustentam famílias espanholas As aposentadorias dos idosos estão entre os poucos benefícios que não foram cortados pelo governo.

conomia

O desemprego no país, que chega a 25% da população ativa, criou uma realidade nova: os aposentados mantêm os filhos e até os netos sem ocupação. Fotos Carlos Lujan/NYT

Suzanne Daley*

D

olores Fernandez Mora, de 76 anos, e o marido, Mariano Blesa Julve, de 75 anos, chegaram a pensar que terminariam seus dias com conforto relativo na cidade de Zaragoza, na Espanha. Eles têm a casa quitada e uma pensão sólida de aproximadamente US$ 1.645 por mês. Em vez disso, estão sustentando a filha desempregada de 48 anos e dois de seus netos adultos desempregados que agora moram com eles em uma minúscula casa de dois quartos nesta cidade ao norte do país. Eles assumiram as dívidas da filha. Às vezes o dinheiro mal dá para a comida. "Enquanto ela não trabalhar, não boto dentadura nova e ponto final", afirmou Dolores recentemente, em sua sala de estar, enquanto mostrava as falhas no sorriso. À medida que os efeitos de anos de recessão se acumulam na região, mais e mais famílias espanholas – com o seguro-desemprego terminando e presos a hipotecas que não podem saldar – estão dependendo dos parentes mais idosos. E há pouco alívio à vista. A última rodada de medidas de austeridade parece ter ajudado pouco a restaurar a confiança do investidor. As novas estatísticas do emprego divulgadas no final de julho mostraram que o índice de desemprego bateu um recorde, chegando a 25%. As aposentadorias dos idosos estão entre os poucos be-

Na casa simples, em Zaragoza, ao norte da Espanha, o casal Dolores Fernandez Mora e Mariano Blesa Julve é a esperança da família. A pensão do casal sustenta ainda uma filha e dois netos adultos.

nefícios que não foram cortados, embora estejam congeladas desde o ano passado. Segundo especialistas, os espanhóis são conhecidos pelos fortes laços familiares e a maioria dos avós está disposta a ajudar, sem querer admitir a estranhos o que está acontecendo. Contudo, quem trabalha com idosos afirma que não es-

tá sendo fácil. Muitos agora lutam para alimentar três gerações, com as casas superlotadas e as tensões da situação por vezes transformando suas vidas num inferno. Em alguns casos, as famílias estão removendo os parentes de asilos para poder embolsar as aposentadorias. É uma tendência que leva defensores dos idosos a se preocuparem com o

fato de as gerações mais jovens talvez estarem indo longe demais, mesmo com a concordância dos avós em se mudar ou doentes demais para perceber. Geração – "A crise espanhola está afetando os idosos de uma maneira muito especial", disse o reverendo Angel Garcia, que comanda um grupo sem fins lucrativos voltado a crianças e idosos. "Muitos avós querem dar o que podem e dão. Porém, infelizmente, às vezes o que acontece é que a geração mais nova está explorando a mais velha. Estão tirando tudo que eles têm." Uma pesquisa recente da Simple Logica, sócia da Gallup na Espanha, constatou um salto no número de idosos sustentando familiares. Em uma

Muitos avós querem dar o que podem. Às vezes, o que acontece é que a geração mais nova está explorando a mais velha. ANGEL GARCIA, REVERENDO pesquisa telefônica realizada em fevereiro de 2010, 15% dos adultos com mais de 65 anos afirmaram sustentar pelo menos um parente mais jovem. No estudo de fevereiro de 2012, o número subiu para 40%. Para especialistas, tais números refletem o desespero crescente na Espanha, que tem a taxa de desemprego mais alta da zona do euro. Segundo cifras recentes do governo, praticamente uma em cada dez famílias não contava com um adulto trabalhando. De acordo com especialistas, os aposentados, ao dividir as aposentadorias e sacar as economias, têm sido os heróis silenciosos da crise econômica e que sem eles, a Espanha veria um clamor social muito maior. Em muitos casos, eles estão a meio caminho entre os filhos de meia-idade e os semteto. "Por que não existem mais pessoas protestando por comida nas ruas?", questionou Gustavo Garcia, diretor da Casa Amparo, o asilo municipal de Zaragoza. "A resposta são os idosos." Sem dúvida, foi esse o caso de Petri Oliver, 53 anos, e o marido, Pedro Grande, 53 anos, os quais revelaram que somente sobreviviam até pouco tempo atrás porque es-

tavam cuidando da mãe de 80 anos de Oliver em casa em vez de colocá-la em uma clínica de repouso. A mãe, portadora do mal de Alzheimer, teve três derrames no ano passado, ficando em estado vegetativo. Enquanto a mãe de Oliver estava viva, ela permaneceu em um leito de hospital na abafada sala de estar do casal, cercada por pilhas de suprimentos médicos, como as refeições líquidas. O pai de Oliver recebia 300 euros mensais do Estado para cuidar da esposa, dinheiro repassado à filha. "Se ela for para um asilo, não teremos o que comer", Oliver afirmou em julho. Contudo, uma semana mais tarde, a mãe faleceu. Até dois anos atrás, o marido de Oliver trabalhava na construção, apesar de um acidente de trabalho ter lhe custado a visão de um olho. Agora, a única renda do casal são os cerca de US$ 1.200 mensais da pensão por invalidez. Porém, a hipoteca é de quase US$ 1 mil. Eles não podem visitar a filha, que mora a duas horas de viagem de Barcelona, porque não podem pagar a gasolina. A filha também está desempregada. "Não sabemos o que vamos fazer agora", disse Oliver. Nos subúrbios de Barcelona, Mari Angeles Ramiro Trenado ganhava apenas US$ 150 mensais e pagava aluguel de US$ 615 quando ela e o irmão decidiram tirar a

Enquanto ela não trabalhar, não boto dentadura nova e ponto final. DOLORES FERNANDEZ MORA, APOSENTADA DA CIDADE DE

ZARAGOZA, REFERINDO-SE À AJUDA QUE DÁ À FILHA

mãe da clínica de repouso neste ano. Em tarde recente, Mari, que também tem um filho adulto deficiente mental em casa, afirmou que cuidar da mãe a deixava exausta e deprimida. Porém, apesar de todo o esforço, a mãe, frágil a ponto de não poder sair de casa e sofrendo de lapsos mentais, exigia ser levada de volta à clínica. Mari, faxineira em meio período em um banco no povoado de Ripollet, contou que ela e o irmão acatariam a decisão, embora a mãe levasse junto uma pensão de US$ 740 mensais. "Quero que

ela fique. Tenho de admitir que me ajudaria bastante." Segundo especialistas, os idosos espanhóis têm de lidar com os aspectos financeiros da crise e também sofrem ao observar o colapso das vidas dos filhos. Antonio Martin afir-

Eu falei para ela vir. É uma reação normal. Ela tinha emprego e casa e, agora, não tem nada. ANTONIO MARTIN, APOSENTADO, SOBRE A FILHA

mou ter perdido a visão do olho direito depois que a filha Antonia, 41 anos, e a neta foram morar com ele, que adquiriu problemas sérios de pressão. Antonio se diz feliz por ajudar Antonia, que perdeu o emprego quando a construtora na qual trabalhava faliu. "Eu falei para ela vir. É uma reação normal." Entretanto, o que realmente o incomodou foi perceber tudo que a filha perdeu. "Ela tinha emprego e casa e, agora, não tem nada. Por isso é tão duro." Poucos encaram facilmente a dependência dos pais idosos. Na meia-idade, eles se veem de volta aos papeis abandonados décadas atrás. Antonia Martin mora no quarto minúsculo no qual cresceu, com os pertences empilhados até o teto. Ela tem de pedir dinheiro para comida e roupas da filha. "Às vezes levo bronca como se tivesse 12 anos", disse Antonia. "Porém, pelo menos tenho os meus pais. Existe gente que não tem nem isso." Durante algum tempo, Dolores Fernandez e o marido tentaram sustentar a clínica de aromaterapia e massagem da filha, mas o negócio fechou. Agora, eles pagam a hipoteca do apartamento da filha, embora, para economizar os gastos com eletricidade e água, ela não resida mais no local. Todavia, para pagar o financiamento, abriram mão do seguro contra incêndio e roubo da própria casa, além de muitas outras pequenas despesas. Contudo, a fachada de coragem some de tempos em tempos. Ela se preocupa em particular com o que acontecerá se o marido morrer antes dela, reduzindo a pensão da família para um terço. * The New York Times


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