A terra desliza na Favela da Mata Virgem De mata não há mais nada, só casas no pé de um morro – cenário de tragédia anunciada, na divisa com Diadema. A Prefeitura fazia obras de contenção.
Um menino e uma grávida mortos A criança tinha 3 anos e a jovem, 18. Pág. 11 Jorge Araújo/Folhapress
Ano 87 - Nº 23.410
Conclusão: 23H45
Jornal do empreendedor
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São Paulo, sexta-feira, 8 de julho de 2011
9 de Julho Revolução Constitucionalista: bravos soldados no front. E ACSP na retaguarda para manutenção das tropas. Págs. 9 e 10
Inflação toma fôlego para voltar a subir É verdade que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho ( 0,15%) foi menor que o de maio (0,47%), mas nos últimos 12 meses ele já soma 6,71% – o maior índice em cinco anos. E as previsões dos economistas apontam para 0,24% em julho e até 6,4% no acumulado de 2011. Pág. 13. Editorial à pág. 2
Que venham os paraguaios!
Leandro Moraes/LUZ
Seleção joga amanhã, às 16h, em Córdoba. Retrospecto indica partida dura. Pág. 11
Está virando moda: promoções de estação (na foto, vitrine no Center Norte) começam cada vez mais cedo. Pág. 15
Wander Roberto/AE
Em pleno inverno, liquidações de... inverno. Divulgação
Dia da Pizza. Com frio, melhor ainda. Essa Cheetah Hunt é animaaaaal!!
O Ka com um quê espor tivo
Nosso especialista em montanhas-russas foi conferir a novidade na Flórida. Turismo, pág. 20
Destaque é motor mais potente DCarro, pág. 19
Pura magia em Londres Daniel Radcliffe, o Harry Potter, na estreia do último filme da saga do mágico. Pág. 12
AMANHÃ
9 771679 268008
23410
Jairo Goldflus/Div
ISSN 1679-2688
ulgação
Sol com nebulosidade crescente. Máxima 21º C. Mínima 6º C.
Fim de semana de teatro, com Desfile de Malidicências e Fábio Assunção (ao lado) estreando Adultérios, de Woody Allen. No Centro, um festival de atrações. E em toda Cidade, domingo, as pizzarias cultura cantam parabéns para seus mais do que apetitosos "discos".
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Toby Melville/Reuters
HOJE Parcialmente nublado. Máxima 18º C. Mínima 7º C.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
Na China há preocupação com o impacto do aumento das taxas básicas de juros sobre o endividamento das províncias. Roberto Fendt
pinião
EYMAR MASCARO
O CANDIDATO MÁRIO COVAS
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A inflação na China e no Brasil
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e alguém acha que nossos problemas com a inflação são como as jaboticabas, que só existem aqui, deveria prestar mais atenção ao que vai acontecendo no outro lado do mundo, na China. Lá, o governo do primeiro-ministro Wen Jiabao fixou a meta de inflação em 4% para 2011. Como aqui, a inflação está correndo muito acima da meta e já se dá como certo que não será possível atingi-la este ano. Em junho, a inflação anualizada deve ter alcançado 6%, o nível mais alto em três anos e muito acima da meta de inflação. As razões para a alta da inflação chinesa são parecidas com as razões para a aceleração da inflação brasileira. Há um choque externo de aumento dos preços dos alimentos, provocado em parte por condições climáticas ruins em muitos países produtores, e em parte pelo próprio aumento da demanda mundial por comida. Essas razões estão fora do controle das autoridades nacionais e nada há a fazer com relação a elas. Quaisquer que sejam essas razões, contudo, há outros fatores por trás da inflação dos dois países. A expansão do crédito se dá a taxas superiores ao crescimento do PIB, alimentando a demanda agregada e gerando pressões inflacionárias. O que fazer a respeito? Como aqui, lá o banco central vem aumentando as taxas básicas de juros. Na quarta-feira, as taxas referenciais de juros foram elevadas pela quinta vez nos últimos oito meses em 0,25% – para os empréstimos, que passou para 6,56%, e para os depósitos, que
ROBERTO FENDT passou para 3,5%. Argumenta-se na China que aumentos das taxas básicas de juros comprometem o crescimento da economia. Essa preocupação tem levado alguns analistas a sugerir que os aumentos nas taxas deveriam ser compensados com medidas fiscais "contracíclicas".
E
ssas medidas, obviamente, por expandirem a demanda, tornariam a elevação dos juros inócua. As autoridades chinesas não são ingênuas ao ponto de retirar com uma das mãos o que haviam feito com a outra. No Brasil também se argumenta que as elevações da taxa Selic comprometem o nosso crescimento. O problema com essa interpretação decorre do fato de que cerca de 40% do crédito aqui é contin-
genciado e ofertado a taxas muito inferiores à Selic. São os empréstimos do BNDES e ao crédito agrícola e imobiliário. Aumentos da Selic sequer arranham a TJLP, a taxa de juros de longo prazo que rege os contratos de financiamento do BNDES.
P
or essa razão, a política monetária no Brasil é menos eficaz que em outros países, onde não convivem taxas de juros tão díspares no mercado. Somente aumentos muito grandes da Selic são capazes de afetar a economia como um todo, ao atingir brutalmente os setores de atividade que não são beneficiados pelas taxas de juros subsidiadas do crédito oficial. Na China há uma preocupação com o impacto do aumento das taxas básicas de juros sobre o
A inflação chinesa está correndo muito acima da meta, como no Brasil. As razões para a alta na China são parecidas com as razões do aumento no Brasil.
endividamento das províncias e municípios. Esses entes se endividaram pesadamente no passado e precisam rolar suas dívidas a taxas de mercado. Um aumento nas taxas de juros torna essa rolagem mais onerosa. Já convivemos com esse problema no passado e hoje a preocupação maior é com a expansão do crédito e com os riscos de aumento na inadimplência. Em artigo recente no Financial Times, Paul Marshall e Amit Rajpal apontaram que a taxa média de juros no crédito ao consumidor no Brasil saltou de 41% ao ano, em 2010, para 47% em maio deste ano.
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om esse aumento na taxa, os gastos médios com o p a g a m e n t o d o s e mpréstimos subiu de 24% da renda disponível dos consumidores em 2010 para 28% em 2011. A situação é ainda mais grave para a classe média brasileira, cujo custo do endividamento, na opinião dos articulistas, deve estar próximo de 50% da renda disponível. A título de comparação, os "superendividados" consumidores americanos gastam somente 16% da renda disponível com o serviço da dívida. E na China, esse percentual é da ordem de um dígito. A moral da história das duas inflações é simples: não há jaboticaba no combate à inflação e não há como deixar de usar os mesmos instrumentos, que valem para o Brasil e a China. O mal foi feito na administração anterior e cabe à atual corrigi-lo. Como está fazendo o governo chinês. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
ernando Henrique declarou ao Estadão que seu candidato à presidência era Mário Covas. Os covistas, no entanto, lamentam que o expresidente não pensasse da mesma forma quando decidiu ser candidato à reeleição. No ano em que FHC concorreu à reeleição, o candidato natural do PSDB ao Planalto era Covas. Dizem até que Covas morreu magoado com FHC por não ter tido a oportunidade de disputar a presidência. O instituto da reeleição foi idealizado por FHC na presidência, para que ele pudesse tentar um mandato consecutivo. Coube ao então ministro Sérgio Mota mobilizar o Congresso para aprovar a emenda constitucional permitindo uma reeleição aos prefeitos, governadores e presidente da República. Antes da emenda ser aprovada, alguns deputados foram acusados de vender o voto ao governo. FHC completou 80 anos e recebeu homenagens merecidas. Sua trajetória política é rica, mas chegou a ser tumultuada devido ao movimento militar de 1964. Ele chegou a se exilar na França, pois estava ameaçado de prisão se permanecesse no Brasil. Professor da USP, FHC teve atuação destacada também no Cebrap, entidade que esteve na mira da polícia, acusada na época de abrigar intelectuais esquerdistas. á dias, o governador Geraldo Alckmin lembrou que FHC poderia ser o candidato tucano em 2014 à sucessão de Dilma Rousseff. A lembrança de Alckmin, contudo, não prosperou, porque em 2014, FHC estará completando 83 anos. Além disso, os fernandistas entenderam o comentário de Alckmin como um gesto simpático ao ex-presidente. Ou melhor: um presente de aniversário. Alckmin sabe, por exemplo, que o candidato do PSDB ao Planalto, em 2014, será Aécio Neves ou José Serra. Os tucanos não admitem que possa surgir no partido um outro pretendente, a não ser o próprio Alckmin. Aécio Neves manobrou o partido para fortalecer sua pré-candidatura, ao conseguir reeleger o deputado Sérgio Guerra presidente do PSDB por mais dois anos. Sérgio Guerra foi reeleito com o apoio das maiorias nas bancadas do partido na Câmara e Senado. Os mineiros não abrem mão da candidatura de Aécio, justificando que a fila andou no partido e que a hora do senador por Minas chegou.
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No ano em que Fernando Henrique Cardoso concorreu à reeleição, o candidato natural do PSDB ao Palácio do Planalto era Mário Covas.
Apesar da candidatura de Aécio estar na ordem do dia no partido, José Serra não entrega os pontos e ainda alimenta o sonho de tentar uma nova candidatura ao Planalto. Serra foi derrotado por Dilma Rousseff em 2010, mas alcançou expressiva votação. É com base nos 44 milhões de votos obtidos que o tucano paulista admite ter cacife eleitoral maior do que Aécio Neves.
a semana passada, Serra começou a usar a presidência do Conselho Político do PSDB para fazer dura oposição ao governo do PT. Até então, ele não dispunha de uma tribuna apropriada para alfinetar Dilma Rousseff. O tucano admite que a oposição a Dilma não pode ser entendida como "água com açúcar". Para Serra, o governo petista "é incompetente" e precisa ser desmascarado. Os serristas querem desgastar a imagem do PT, sobretudo porque Dilma e Lula continuam alcançando índices favoráveis nas pesquisas. A tese defendida no PSDB de São Paulo é de que o partido precisa se preparar para enfrentar nas urnas a presidente atual ou o próprio Lula. Tucanos e petistas tem algo em comum: admitem que mais uma vez vão disputar o Poder em 2014. Para os dois lados, não existe a hipótese de surgir um outro candidato a presidente por outro partido em condições de brigar pelo Poder com PT e PSDB.
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EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
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A ELEVAÇÃO À CATEGORIA DE VILA OCORREU POR CARTA DE DOM JOÃO V, EM 8 DE JULHO DE 1711.
pinião
Douglas Cometti/Folhapress
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PELA LEGALIZAÇÃO DA CORRUPA
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Antiga Vila Rica: mistura de história com lendas, religião e misticismo, fazendo do barroco uma miragem.
Vila Rica, o coração de Minas Gerais.
A
lceu de Amoroso Lima dizia que não se pode falar de Ouro Preto sem usar superlativos. Mas a gente pode tentar... As primeiras pepitas de ouro começaram a despontar entre os seixos das bateias no início da década de 1690. O núcleo que deu origem à cidade foi fundado em 24 de junho de 1698. A elevação à categoria de vila ocorreu, por carta régia de Dom João V, em 8 de julho de 1711. Comemoramos hoje, portanto, o 3º centenário da "Vila" que, em 1712, foi reconhecida e chamada de "Rica". É do famoso mineralogista francês Claude-Henri Gorceix, fundador da Escola de Minas, a célebre frase: "Minas é um peito de ferro onde pulsa um coração de ouro". O ouro foi sendo desentranhado "e se tornando pó, folha, barra, prestígio, poder, engenho", como escreveu Cecília Meireles. E foi o ouro deste território em que a natureza se excedeu em dádivas, se bem que na condição de colônia, que oxigenou por décadas o pulmão da voraz metrópole. O espírito das Minas Gerais, das quais praticamente pouco se sabia até o fim da primeira metade do século XVI, começou a tomar corpo em Vila Rica (de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto). Como todos os espíritos, também ele padeceu tormentos e contradições, às vezes de difícil superação, mas também de indizíveis alegrias. Se, de um lado, os que visitam a cidade se alegram com a arquitetura, a música, a literatura e a gastronomia excelsas, de outro lado também é verdade que o patrimônio da humanidade sofre com a precariedade e toda sorte de riscos. Neste tempo de comemorações, o melhor modo de celebrar Ouro Preto seria comprometer-se efetivamente com a sua preservação. Mistura de história com lendas, religião e misticismo, fazendo do barroco uma miragem, graças à sua espetacular monumentalidade, cada destaque da acidentada topografia é aproveitado da melhor maneira, na tentativa – sempre bem sucedida – de rivalizar com as colinas. O sítio abriga a beleza da natureza com a inventividade do ser humano. Vila Rica é a matriz de onde os sonhos barrocos deslizam pelas pedras, textos, sons, odores, sabores e amores. Auge da magnificência, da dramaticidade, a vila produziu o maior préstito de encomiástica religiosa do século XVIII, o
DOMINGOS ZAMAGNA Fábio Vendrame/AE
Virgens, ao Filho de Deus, tanto em glória quanto em escárnio. Em nenhum outro lugar do Brasil a manutenção das raízes tanto combina, e tão harmoniosamente, com a compulsão pelas ideias novas; nem sabemos se os séculos conhecerão outra amálgama do novo com o antigo, da tradição com a vanguarda. Tão antiga, tão conservadora, tão apegada às origens, e no entanto a mais aberta para o que de melhor e mais necessário requeria o Brasil. De fato, a liberdade foi uma ideia que nasceu em Minas. Ali foram lançadas as imorredouras sementes do anticonformismo, da conjura contra a opressão, da inconfidência contra a tirania, do brado contra a derrama, do talento artístico e político contra a natureza granítica e a empedernida escravidão. De lá ecoou, enfim, pelas montanhas de Minas e do Brasil, o capitoso grito de lucidez do alferes Tiradentes e seus companheiros, que fizeram crescer no coração dos brasileiros a chama da libertação.
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Comemoramos hoje o 3º centenário de criação da Vila, depois chamada de Rica. O melhor modo de celebrar Ouro Preto é comprometer-se com sua preservação.
Triunfo Eucarístico, símbolo da riqueza dos setecentos, com as faíscas dos maiores e melhores diamantes das Américas servindo para diluir os conflitos da desigualdade. Ninguém poderia duvidar do êxito do empreendimento aurífero. Ainda hoje serpenteiam as procissões naquele sacro, mas não menos sensual torrão, ora cedendo o espaço ao sopitado e pungente pranto da Paixão, ora recuperando os júbilos da Res-
surreição. Cada obra-prima dos aleijadinhos (em Minas tudo é plural) representa – é quando a estética galga as cimeiras – "a clara vitória da forma e da humana geometria", como ensinou o extasiado Murilo Mendes. Corpos macerados e suados, membros sangrentos e até leprosos deram forma – na talha, no lenho, nas tintas – ao trabalhador da terra, aos santos, às hierarquias celestes – dos anjos aos querubins – às
a Vila Rica, há duzentos anos, o curso da banalidade histórica foi revertido, foi lá que os nossos mártires exorcizaram o fetiche do destino, contrariando a sanha dos algozes, exatamente quando a todos ela parecia tão insaciável quanto irreversível. Vila Rica foi e continuará sendo o símbolo do parto da civilização dos trópicos, içada – mesmo com dor, traição, banimento, esquartejamento – aos píncaros da luminosa experiência da solidariedade e da paz. Se o passado testemunhou épocas de ambições causadas pela imaturidade política, ou entreveros oriundos da falta de diálogo, chegando a indispor regiões e povos tão entranhadamente brasileiros como São Paulo e Minas, não sejamos mais assombrados pelos emboabas; e já que desde há muito somos todos constituintes, o correto é olhar vigilantes para a frente e somar forças na construção de um Brasil de prosperidade para todos. Ainda hoje, através de seus estudantes, artistas, intelectuais, vive em Vila Rica-Ouro Preto uma gente consciente que conserva o viço de ser guardiães do dinamismo da memória de uma nação livre. DOMINGOS ZAMAGNA É JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA.
alvez fosse mais adequado falar "pela descriminalização da corrupa", não é. Sou moderadamente otário mas sei algumas coisas. Em matéria de legalês sou mudo que se mete a falar, surdo que escuta de vez em quando, cego que enxerga longe e burro que tenta explicar o inexplicável. O meu Houaiss confirma a existência de "criminalizar", que é considerar algo como crime submetê-lo às penas da lei. Isso é o que você pensa que é. Não é. Darei alguns exemplos de corrupa notória, tenho certeza de que você conhece outros maiores e melhores; você abre o jornal de hoje e tropeça com meia dúzia deles, o jornal de amanhã trará outra meia dúzia mais cabeluda ainda – neste país o amanhã é o hoje piorado. Mas como tudo na vida tem o seu lado bom ("menos os discos do Lulu Santos", definiria o escritor Ruy Castro), cada grande escândalo sempre é "apagado" pela descoberta de mais uma gigantesca reserva de petróleo pré-sal, o que nos torna poderoso membro da Opep, embora ninguém tenha visto ainda uma gotinha sequer desse petróleo milagroso. Vamos ao mais antigo que lembro do lullopetismo. Waldomiro Diniz, capitão do time do Dirceu, capitão do time do Lulla, ambos "founding fathers" da corrupa como a conhecemos hoje (Adhemar de Barros e PC Farias eram amadores perto desses profissas), filmado pedindo a um bicheiro uma groja em troca de não sei qual "favor". orrupa escrita e escarrada e o de cujus nunca foi "criminalizado", está aí lindo, leve e solto, como todos os outros que engordaram suas rendas e patrimônios de maneira suspeita, sem o pudor de disfarçar um pouquinho suas evidentes demonstrações de enriquecimento-relâmpago. Até o mais recente, o do sinistério dos Transportes, cujo sinistro (da "cota" do Lulla, como era o "Mermão" Paloffi) foi defenestrado pelo Poste dois dias depois de receber apoio e confiança desse mesmo Poste. O auxiliar de confiança do sinistro, o Pagot, não pagot, recebeut. O guri do sinistro, um arquiteto, foi apanhado montado num patrimônio que engordou 86.500%, Oitenta e Seis Mil e Quinhentos Por Cento, em apenas dois trabalhosos anos. A firminha nasceu com 60 continhos de capital e hoje, dois anos depois, tem um patrimônio de 58.000.000,00, Cinquentinha Milhões de Reais. "Mermão" Paloffi, que aumentou seu patrimônio só Vinte Vezes e ganhou em dois meses a mixaria de apenas 10.000.000,00, Dez Milhõeszinhos de Reais, é um escoteiro perto disso. Entre D. Diniz Primeiro (o Waldomiro) e D. Diniz Segundo (o Abilio) há a pequena distância de dois mandatos do Lulla, e anosluz de distância se marcada em zeros depois do primeiro ponto. Do troquinho da groja pedida por D. Diniz Primeiro ao obscuro "negócio Pão de Açucar", de D. Diniz Segundo, Quatro Bi e Seiscentos Mi de Reais, 4.600.000.000,00, espantosos anota aí: quatro, o primeiro ponto, seis e mais dez zeros de dinheiro do BNDES, dinheiro público, meu e seu. Um "negócio" das alturas do belo cartão postal carioca que empresta seu nome à... o quê mesmo? Ah, sim, à "formação de empresas brasileiras campeãs",
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conforme explicou... quem mesmo? O Mantega? Dado o tamanho do disparate poderia ser o Coutinho, presidente do BNDES. Entre uns e outros, cito de memória e sem ordem de entrada em cena, Dirceu e a Quadrilha dos Quarenta do mensalão, Delúbio, Silvinho Land Rover; "casos" Celso Daniel e Toninho de Campinas, ambos assassinados; Gilberto Carvalho no seu "Corsinha preto", alegadamente levando 500 mil dólares para Dirceu; os dólares na cueca do assessor do irmão do Genoíno; Genoíno assinando em nome do PT e "sem ter lido" contratos de 100 Milhões de Reais com o Banco Rural; Mercadante, os "aloprados" e o dossiê falso contra Serra, comprado por 1.700.000,00 Reais em grana viva, apreendidos pelos federais com o assessor do Mercadante, candidato ao governo de São Paulo; o falso e imundo dossiê feito sob o comando do Poste, então chefiando a Casa Civil, contra a falecida dona Ruth Cardoso, digna do respeito e admiração da nação inteira; Erenice e seus filhos; Lulla e seus Lullinhas; Sarney e seus sarneyzinhos; o Itaquerão, que até agora já levou 820 Milhões de dinheiro público, 400 milhões do BNDES e 420 milhões em renúncia fiscal da prefeitura de São Paulo; cansei, cara, complete você a lista, "please". enhum foi "criminalizado", ao que tudo indica crimes não cometeram nas suas inocentes corrupas. Inocentes porém ainda ilegais. Se assistimos à monumental Parada Gay, a mais de noventa marchas de maconheiros e à debochada marcha das vadias, por que não uma pela legalização da corrupa?
N
O guri do sinistro dos Transportes, um arquiteto, foi apanhado montado num patrimônio que engordou 86.500%, em apenas dois trabalhosos anos.
referência nacional, entranhada no nosso tecido social e aceita como um fato da vida, legalizar a corrupa seria poupar tempo aos noticiários de tevê, espaço aos jornais e o humor dos direitistas moralizadores, já que sabemos que quem protesta contra a corrupa é de direita. Lulla não sabia do mensalão; o pai, então sinistro dos Transportes, não sabia do filho enricando na porta ao lado; Erenice não sabia do marido e dos filhos aprontando no andar de baixo; o prefeito de Campinas, Dr. Hélio, não sabia que a mulher que dorme com ele chefiava uma quadrilha que desviava dinheiro. E eu... só sei que nada sei. PS: Se quiser saber mais sobre a corrupa que nos engole "como nunca antes neste paíz", visite o Museu da Corrupção aqui mesmo no DC ( www.dcomercio.com.br) MILLOR ESCREVEU: “QUEM FALA MAL DA CORRUPÇÃO ESTÁ CUSPINDO NO PRATO EM QUE NÃO COMEU”. FALOU E DISSE.
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NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 8 de julho de 2011
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egundo os registros, era monge da Ordem dos Cistercienses quando foi eleito Papa Eugênio III, em 1145. Muito inteligente e pacífico, enfrentou muitas dificuldades políticas até promover quatro Concílios e uma grande reforma na Igreja em defesa dos santos o Bem-Aventurad costumes. gênio III Eu
A C A G O E I N S S T A I A G NI P A L A I A J N N H A T A R C O R
Solução
E
S V E R A O U R U R I P I R A O L I N D U F O L O GO P I O A MA N A P G L O A A L V E AT R L T A G O A C R A G A T A T I MB A T C B S O O AL
4 -.GERAL
Por: José Nassif Neto 'Agente', em alemão. 'Passado', em inglês.
"Uma InstrumenDesmoroQualquer andorinha to de nar rapiser ina- só não faz percussão damente. nimado. (...)". africano. Símbolo de roentgen. (física)
Símbolo de Oxóssi.
Sadio; saudável.
(?) Guerra, escritor brasileiro.
Um mau negócio.
Ditador da extinta União Soviética.
Papa de Estanho, símbolo mandioca. químico. Lente de aumento. Filme com duração mínima de 70 min.
Estado de Goiás. (abrev.)
Homem namorador Especialista inveterado. em óvnis. (gíria) Cachaça. Sinônimo de chato. (gíria)
Leito de um rio.
Canal marítimo da América Central.
Desordeiro. Djibouti é um pequeno (...) da África.
Galináceo macho.
Aquele que luta ninjútsu.
Sinistro.
Latitude. (abrev.)
'Bêbado como um (?)'.
Após. 'Chapéu', em inglês.
Sal do ácido láctico.
Brinco de forma circular. Cosme Tura, pintor. Bruce Lee, ator.
Dança Astúcia espanhola para do século distrair o XVII. advesário. O Deus grego do amor.
El. químico de número atômico 27 (símb.: Co)
(406) 3-hat; 4- trás; ago; 4- eiru; 5-verão; álveo; gambá; pirão; agent; 6-panamá; pinóia; 7-ufólogo; trágico; tárraga.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 8 de julho de 2011
5 RISCO Blairo Maggi está relutante em substituir Alfredo Nascimento.
olítica
Todos querem Blairo no governo. Ele, nem tanto
SUMIÇO Ex-ministro volta a ser senador, mas nem aparece na Casa. Desaparece.
A presidente Dilma Rousseff fez o convite e o nome do senador é o primeiro da lista do PR, o seu partido. Mas Blairo Maggi não está tão certo de que seria uma boa alternativa trocar o Legislativo pelo Executivo, até porque tem empresas dele envolvidas com o governo. Dorival Marinho/AE
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s e n a d o r B l a i r o ça-feira, e na Câmara, na quarMaggi (PR-MT) é a ta-feira. Os depoimentos são aposta mais forte uma tentativa de reabilitá-lo do Planalto para politicamente e assim ganhar substituir o ex-ministro e sena- força para ficar no Dnit. Cargos relevantes – A exdor Alfredo Nascimento (PRAM) no Ministério dos Trans- pectativa é a de que ele se saia portes. Chamado para uma bem e, não por acaso, Blairo esconversa com a presidente Dil- tá pessoalmente empenhado ma Rousseff, na noite de quar- na reabilitação do amigo, ainta-feira, foi informado de que, da que a volta de Pagot não seja caso não aceite, a alternativa uma condicionante para aceido governo será manter o ex- tar o convite. Além disso, ao secretário-executivo Paulo longo de oito anos de mandato à frente do goSérgio Passos, verno de Mato que ocupa inGrosso, Pagot terinamente a esteve sempre pasta. A dúvida é se há com Maggi em Blairo teria impedimento p o s t o s r e l erespondido vantes. Foi seu que não aceijurídico por conta taria o convite, do envolvimento de secretário de mas com a empresas dele com In fr ae st ru tura, chefe da p re s s ã o q u e o governo. Casa Civil e sevem recebendo do Planalto LINCLON PORTELA, LÍDER DO PR c r e t á r i o d e Educação. e do PR estaria NA CÂMARA FEDERAL Tu d o i s s o "pensando" explica a irrino assunto. O líder do PR na Câmara, Lin- tação de Maggi durante concoln Portela (MG) confirmou versa com a ministra Ideli Salontem que Maggi era o 1º da vatti, das Relações Institucionais. O senador protestou, com lista do governo e do partido. Mesmo assim, a legenda es- veemência, contra o que acontaria querendo ganhar tempo e teceu com Pagot. "Não se pode só voltar a conversar com a desonrar um homem daquele presidente na semana que jeito", teria desabafado. Oficialmente, o líder Portela vem. O PR quer que a definição aconteça depois que o diretor afirmou que Blairo precisa de geral, Luiz Antonio Pagot, tempo para avaliar a situação. afastado e de férias do Depar- "A dúvida é se há impedimentamento Nacional de Infraes- to jurídico por conta do envoltrutura em Transportes (Dnit), vimento de empresas dele com seja ouvido no Senado, na ter- o governo", disse. Portela citou
Maggi não esconde o seu descontentamento com o governo pela maneira como tratou Luiz Antonio Pagot, seu amigo e secretário de governo.
o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Marinha, já que uma empresa dele opera na área da navegação e transporte fluvial para escoar soja. Um dirigente do PT admite que a preferência pessoal da presidente seria por Paulo Sérgio Passos, por se tratar de um quadro técnico eficiente que conhece a fundo a estrutura do ministério. Mas, sabendo das
resistências do PR, que não vê no ex-subordinado de Nascimento um representante da legenda no ministério, a presidente decidiu buscar um nome que pudesse obter o apoio do conjunto do partido. Extirpação – Além disso, como as denúncias de um suposto esquema de corrupção com pagamento de propina nos Transportes envolvem diretamente o secretário-geral do PR
e deputado Valdemar Costa Neto (SP), o Planalto não quer um novo ministro que tenha ligações com o acusado. Ao contrário, a presidente deixou claro a mais de um interlocutor que quer "extirpar" a influência de Costa Neto sobre os Transportes. Também pesa em favor de Blairo a conveniência de escolher um senador que possa se compor com o colega Nascimento.
Foi de posse dessa informação que Blairo começou a se articular com a bancada do PR ainda ontem. O primeiro a ser procurado foi Nascimento, com quem o senador teve um encontro reservado. Dessa conversa saiu a decisão de Blairo, Portela e Magno Malta, líder do PR no Senado, serem os interlocutores do partido na sucessão no Transportes. (AE)
Marcello Casal Jr/ABr - 9/10/2007
Nascimento reassume, não trabalha e o mandato corre risco O retorno foi automático, mas o PSol entrou com pedido no Conselho de Ética
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ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, reassumiu ontem seu mandato como senador. O retorno foi automático, sem a necessidade de comparecer à Casa. A posse só é necessária a primeira vez, o que ocorreu em 2007. A expectativa é a de que Nascimento só retorne de fato depois do recesso Legislativo, quando possivelmente a onda de denúncias contra o PR perderiam a sua força. O senador tem mais três anos e meio de mandato, mas há riscos para Nascimento. O ex-ministro é alvo de dois processos eleitorais em curso no Ministério Público Federal, no Amazonas, que podem levá-lo a perder o mandato. Além disso, o PSol pediu ao Conselho de Ética do Senado que abra um processo disciplinar por suspeita de quebra de
decoro. O PSol acusa Nascimento e seus assessores de suposto envolvimento em "práticas criminosas", como improbidade administrativa, formação de quadrilha e fraude à licitações. A senadora Marinor Brito (PSol-PA) ressaltou que "se Nascimento não serve para ser ministro, tampouco serve para ser senador". Para o senador Randolfe Rodrigues (PSolAP), as denúncias "são gravíssimas" e as respostas tem de ser convincentes. Mas Marinor acredita que o Conselho de Ética vai se eximir mais uma vez. Ela narrou que o presidente do Conselho, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), sugeriu que não fizesse representação contra Nascimento e chegou a chantageá-la, dizendo que ela também era alvo de uma representação, de iniciativa do deputado Jair Bolsonaro
(PP-RJ) e que a tendência era de aceitar o pedido. "Foi uma tentativa de intimidação". No Amazonas, o primeiro processo contra Nascimento, então candidato ao governo do estado, trata da distribuição de combustível a eleitores para ganhar votos em Humaitá, a 660 quilômetros de Manaus. O outro é uma ação de investigação judicial eleitoral por abuso de poder político, com uso indevido dos meios de comunicação. Ele usava, como plataforma de campanha em rádio e televisão, referências a obra do Ministério dos Transportes que não foram realizadas ou não apresentavam as características sustentadas por ele, como recuperação da BR319 e de portos no interior. Socorro – A empresa Socorro Carvalho e Cia, que teria comprado apartamento no va-
Alfredo Nascimento: processos na Justiça Eleitoral do Amazonas e sob muitas suspeitas.
lor de R$ 450 mil de Gustavo de Morais Pereira, filho do ex-ministro, também tem contratos com o governo do estado, assinados na gestão do ex-gover-
nador Eduardo Braga (PMDB). Os contratos para o recapeamento de estradas superaram os R$ 60 milhões entre 2009 e 2010.
A empresa é apontada como suposta ponte para o repasse de verbas públicas do Ministério dos Transportes para o filho do ex-ministro. (Agências)
Nas contas de Pagot, nada é superfaturado Diretor-geral do Dnit, afastado pela presidente, ele poderia explicar, no Senado, como uma obra começa com um preço e termina com outro
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Senado decidiu manter o convite para ouvir Luiz Antonio Pagot, afastado e em férias do cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestru-
tura de Transportes (Dnit). Ele vai prestar esclarecimento na terça-feira, dia 12. No dia seguinte, será ouvido na Câmara. Pagot é um dos quatro integrantes da cúpula do Ministério dos Transportes afas-
tados por determinação da presidente Dilma Rousseff, após as denúncias de superfaturamento em obras e recebimento de propina envolvendo servidores e órgãos ligados à pasta. A presidente determi-
Ueslei Marcelino/Folhapress - 07/08/2007
Ao saber que seria exonerado do cargo de diretor, Pagot pediu férias. Mas a presidente já avisou que, assim que ele voltar, será afastado sumariamente. Agora espera convencer o Congresso para voltar ao Dnit.
nou ainda que, assim que ele retornar das férias, seja afastado sumariamente do Dnit. Alfredo Nascimento, que caiu do ministério e reassumiu ontem o mandato no Senado, não deverá ser ouvido formalmente pelos colegas. Provavelmente fará uma explanação no plenário, como sugeriu o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP). A informação sobre a ida de Pagot ao Senado foi feita por Blairo Maggi (PR-MT), um dos autores do requerimento e apontado como o responsável pela indicação de Pagot para o cargo, ainda no governo Luiz Inácio Lula da Silva. Maggi também mostrou uma carta assinada por Pagot em que ele
A gente deve isso ao Pagot. Ele é trabalhador. Ele tem o direito a se defender. BLAIRO MAGGI (PR-MT), SOBRE A CONVOCAÇÃO DO AMIGO PARA SE EXPLICAR NO SENADO
se dispõe a prestar esclarecimentos aos senadores. "A gente deve isso ao Pagot. Ele é trabalhador", afirmou Maggi, acrescentando que o diretor do Dnit vai explicar por que uma obra começa com um preço e acaba com outro maior.
"Ele tem o direito a se defender", afirmou. A reportagem publicada pela revista Veja mostra uma série de contratos, inclusive de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que teriam sido superfaturados. Também foi publicado um suposto esquema de pagamento de propina no Dnit. Mesmo assim, Maggi, que é amigo de Pagot, o defendeu e disse que é seu desejo que ele consiga explicar todas as supostas irregularidades. "Espero que com o que ele tenha a dizer consiga colocar a verdade dos fatos", afirmou Maggi. "Eu confio no Pagot, sim. Trabalhou comigo por vários anos, confio nele", disse. (Agências)
p CGU pronta para auditar Transportes DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
Esse escândalo é muito grave para ser esquecido. Expedito Veloso tem muito a dizer, tem de ser ouvido. Senador Álvaro Dias (PSDB-PR)
olítica
Antonio Cruz/ABr - 04.05.11
Equipe já foi nomeada, mas apuração de propina cabe à PF, diz Jorge Hage
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Jorge Hage: "A saída do ministro Alfredo Nascimento não muda em nada a auditoria".
Senado vota convocação do 'aloprado' Expedito Veloso Ele teria acusado Mercadante de ser o mentor de dossiê contra José Serra Celso Júnior/AE - 22/09/2006
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esquema dos aloprados volta à pauta do Senado na semana que vem, com a votação de dois requerimentos convidando para depor o petista Expedito Veloso. Ele acusou o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, de ser o mentor do dossiê com informações falsas que o PT tentou divulgar em 2006 usando a imprensa. O Desembarque: petista deverá explicar denúncias da Veja. dossiê era para José Serra, adversário de Mercadante na campanha do governo de São Paulo. informações sobre o esquema dos aloprados, Reportagem da revista Veja também atribui uma das maiores fraudes eleitorais da história a Veloso a informação de que Mercadante brasileira. Esse escândalo é muito grave para seria um dos "arrecadadores" do R$ 1,7 milhão ser esquecido. Expedito tem muito a dizer, ele que seria usado para pagar o dossiê e de que a tem de ser ouvido". ex-senadora e atual ministra de Relações Os votos do PMDB, nesse caso, contam a Institucionais, Ideli Salvatti, sabia do esquema. favor da oposição, já que tanto o presidente O ministro, em depoimento, no Senado, do Senado, José Sarney (PMDB-AP), quanto o negou a participação e disse que algumas líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), deixaram militantes do PT se comportavam como se claro que nada farão em favor de Mercadante. estivessem desempenhando uma "missão A reação vem do fato de ele ter tido a ajuda heroica", o que levava a exageros, como tentar dos senadores para não ser investigado pela elegê-lo a qualquer custo. Polícia Federal e, mais na frente, ter se omitido Os presidentes das Comissões de Assuntos quando os senadores foram acusados de Econômicos (CAE) e de Constituição e Justiça quebra de decoro. (CCJ), senadores Delcídio Amaral (PT-MT) e 'Ele quer vir' – No PT, o líder Humberto Eunício Oliveira (PMDB-CE), prometeram votar Costa (PE) disse que caberá à ministra Ideli na próxima terça-feira os convites do líder do traçar a estratégia de ação do partido. PSDB, Álvaro Dias (PR). "Pelo que eu sei, ele (Veloso) é quem quer Dias afirma que a presença de Expedito vir depor", alegou. "Mas não traçamos Veloso tem por objetivo esclarecer as "novas nenhuma estratégia ainda". (AE)
ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, designou oito servidores da CGU para auditar as licitações, contratos e execução de obras que deram origem às denúncias sobre irregularidades no âmbito do Ministério dos Transportes e órgãos vinculados. Hage, afirmou também ontem que foram recolhidos documentos e computadores dos envolvidos nas denúncias de superfaturamento de obras no Ministério dos Tranportes. Ao final de sua participação no Seminário Internacional sobre Transparência e Acesso a Informação: Desafios de Implementação, em Brasília, Hage afirmou que a saída de Alfredo Nascimento do ministério não irá interferir na investigações. Hage também fez questão de esclarecer que a auditoria não busca verificar se houve pagamento de propina no ministério, mas averiguar irregularidades. "[Pagamento de propina] é tarefa de investigação policial. A CGU encaminha o resultado de suas auditorias regularmente, todas elas, para o TCU (Tribunal de Contas da União), que tem competência legal para aplicar penalidades administrativas, a car-
go dos órgãos de contas, que são aplicação de multa, condenações ao ressarcimento". Sem mudanças – "[A saída de Alfredo Nascimento] não muda nada. No momento em que estava preparando o expediente (portaria publicada no DOU sobre auditoria nas licitações), apresentando a equipe ao ministro Nascimento, tomei conhecimento do seu pe-
Simplesmente modifiquei o destinatário do ofício, que agora é o ministro em exercício (Paulo Sérgio Passos). JORGE HAGE dido de demissão. Simplesmente modifiquei o destinatário do ofício, que agora é o ministro em exercício". "A equipe já entrou no ministério, no Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), na Valec, recolheu os computadores das pessoas envolvidas e começou a coleta dos documentos", acrescentou Hage.
A portaria de nomeação da equipe foi publicada ontem no Diário Oficial da União. O grupo indicado pela CGU tem até 31 de agosto para concluir o processo de auditoria nas licitações, que já foram suspensas. Além disso, um servidor da CGU foi nomeado só para acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos da comissão de sindicância designada pelo ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Os oito servidores nomeados para a auditoria têm como atribuição revisar todas as licitações, contratos e obras que deram origem às denúncias de negócio superfaturados e pagamento de propina ao alto escalão da área de transportes do governo, especialmente no Dnit e na Valec. Nada ainda – A Polícia Federal informou ontem que ainda não recebeu nenhuma solicitação para investigar as denúncias contra o ministério dos Transportes e órgãos vinculados á pasta. De acordo com a PF, a investigação só pode ser iniciada após a conclusão da auditoria da CGU. Segundo a PF, antes da investigação policial, é necessária a apresentação desse parecer. Daí, a investigação pode ou não ser acionada. (Agências)
Carvalho: 'Aliados não podem ser mantidos a qualquer preço' Recado da presidente Dilma foi repassado ao ministro. "Quem cometer erro, cai."
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ministro Gilberto Carvalho (secretaria geral da Presidência) foi ontem porta-voz de dois recados da presidente Dilma Rousseff para a base aliada do governo. "Aliados não podem ser mantidos a qualquer preço", disse. "Num governo, quem cometer erro, cai". Avaliando o caso da suspeita de corrupção no ministério dos Transportes, Gilberto Carvalho disse que a presidente não tomou decisões precipitadas durante todo o processo. "Ela conversou com todos, não tomou nenhuma atitude intempestiva", afirmou. O ministro disse, ainda, que não há nenhum desentendimento entre Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "De jeito nenhum", afir-
Celso Júnior/AE - 24.05.11
Gilberto Carvalho: "Ela não tomou nenhuma atitude intempestiva."
mou. Amigo pessoal de Lula, Carvalho confidenciou que, numa conversa ontem, por telefone, o ex-presidente somente lamentou o afastamento de representantes do PR da área
dos Transportes. "Fazer o quê, né Gilbertinho? As pessoas acabam cometendo isso, a gente lamenta, mas é isso mesmo", relatou o ministro. (AE)
OAB: como documentos sumiram? Entidade cobra da PGR investigação sobre documentos do regime militar que, segundo Jobim, desapareceram
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desaparecimento de documentos do período do regime militar, revelado recentemente pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, levou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a pedir ao Ministério Público que investigue as circunstâncias do fato. De acordo com Jobim, documentos sigilosos da época
do regime de exceção (19641985) "desapareceram, foram consumidos à época". Para o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, a suposta destruição de documentos é crime previsto no Código Penal. Ele alertou que, segundo o Artigo 314 do Código Penal, é crime extraviar livro oficial ou qualquer documento guarda-
Marcello Casal Jr/ABR - 01/02/2010
Não vale: segundo o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, não cabe, nesse caso, a alegação de anistia.
do pelo Estado, sonegá-lo ou inutilizá-lo, total ou parcialmente, com pena de um a quatro anos de reclusão. A pena pode aumentar dependendo da gravidade dos fatos. Em requerimento encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), Ophir diz que documentos só são destruídos em caso fortuito, por negligência ou por ato criminoso. "Importa desde logo ressaltar que não cabe, no caso, a alegação de anistia, não só porque a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) expressamente a afastou, ao decidir em 24 de novembro de 2010 o caso Gomes Lund, como ainda porque não se sabe se a suposta destruição de tais documentos ocorreu após 15 de agosto de 1979, termo final de eficácia da Lei nº 6.683, de 28 de agosto daquele ano". Segundo o presidente da OAB, a prescrição não pode ser aplicada nesse caso, porque a mesma decisão da CIDH determina que ela não cabe em crimes contra a humanidade, conforme foram classificado os delitos de Estado cometidos durante o período. C on f ir m aç ã o – Foi confirmado oficialmente na noite de
quarta-feira o nome de Roberto Gurgel para continuar no comando da ProcuradoriaGeral da República (PGR). A decisão da presidente Dilma Rousseff foi divulgada no site da instituição e publicada ontem no Diário Oficial da União. Gurgel está no cargo desde julho de 2009, por indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu mandato acabaria no próximo dia 22. A recondução tem que passar ainda pela aprovação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e pelo plenário do Senado. A nomeação é finalizada por meio de decreto presidencial. Também concorriam ao cargo os subprocuradores Rodrigo Janot Monteiro de Barros e Ela Wiecko Volkmer. Os três faziam parte de uma lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República, na qual Gurgel era o mais votado. Na semana passada, Gurgel, disse, durante o lançamento do plano de gestão do MPF, que a prioridade do órgão neste semestre será a preparação para o julgamento dos 38 réus do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). (ABr)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 8 de julho de 2011
7 O Partido Verde se recusa a debater de forma ampla os problemas nacionais. Marina Silva, ex-senadora
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Rodrigo Coca/AE
Marina dá adeus ao Partido Verde Ex-senadora anunciou que deixa a legenda. Em nota, partido rebate críticas sobre divergências internas. Guilherme Calderazzo
Marina se explica: "Como todos os partidos, o PV se enrijeceu para a inovação, para a transformação".
Dilma inaugura teleférico do Alemão No evento, presidente elogia políticas do governo Lula, que permitiu a construção de obras como essa no Rio Marcos de Paula/AE
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om um discurso marcado por referências ao e x - p re s i d e n t e L u i z Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff inaugurou ontem o teleférico do Complexo do Alemão, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Ela estava acompanhada do governador do Rio, Sérgio Cabral, e do prefeito Eduardo Paes. A comitiva seguiu no teleférico do Morro do Alemão até o Morro do Adeus. O teleférico deve atender a cerca de três mil pessoas por hora, em média 30 mil por dia. O transporte tem 3,5 quilômetros de extensão e contará com 152 gôndolas. Seis estações foram construídas entre Bonsucesso e Fazendinha, mas inicialmente apenas três entrarão em funcionamento: Bonsucesso, Adeus e Baiana. Um dos projetos mais esperados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Rio, a obra do teleférico foi lançada pelo ex-presidente Lula em 2008, quando ele batizou a presidente Dilma, então ministra da Casa Civil, como a 'mãe do PAC', e o vice-governador do estado, Luiz Fernando Pezão, responsável pela obra, como 'pai do PAC'. "O teleférico será visto por todos com olhos da boa inveja", disse Dilma na cerimônia de inauguração, explicando que a obra, além de necessária, é bonita e mostra respeito aos moradores. Segundo ela, só faltava a presença do ex-presidente Lula, que tinha muito carinho e respeito pelo projeto. Dilma destacou que o projeto é "um símbolo" da capacidade do programa de melhorar a vida das pessoas.
Vanderlei Almeida/AFP
Dilma inaugura o novo transporte na zona norte do Rio, com capacidade para 30 mil pessoas por dia: "O teleférico será visto por todos com olhos da boa inveja".
"Não voltamos (por meio do PAC) a investir somente na infraestrutura de rodovias e de hidrelétricas. O que governo vem fazendo desde a época do presidente Lula, e o que vou aprofundar, é o investimento nas pessoas. Fazemos obras para beneficiar a vida diária de cada um".
A presidente assinalou que o Estado assume sua função, que é gastar dinheiro público em benefício das pessoas que mais precisam, mas que foram "abandonadas anos e anos". Segundo ela, o direito aos principais serviços públicos era sonegado a esse segmento da população. (Agências)
Kassab doa reajuste salarial a hospital em São Paulo Cheque no valor de R$ 28 mil foi entregue ao presidente do A.C. Camargo
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prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, doou ontem um cheque no valor de R$ 28 mil à Fundação Antônio Prudente, mantenedora do Hospital A.C. Camargo, no Centro da capital paulista. O valor refere-se ao reajuste salarial que ele teve desde fevereiro deste ano. Ricardo Brentami, presidente do hospital especializado no tratamento de câncer, recebeu o cheque das mãos de Kassab. "Não esperava outra coisa do prefeito. Estamos muito agradecidos a ele". O pai de Kassab foi um dos fundadores da Fundação Antônio Prudente. "É uma doação pessoal, uma maneira de homenagear meu pai, que deu contribuição importante à ins-
tituição. Faço isso com alegria à instituição que tem ações de filantropia importantes". Os R$ 28 mil, segundo a assessoria de Kassab, referem-se à soma do reajuste de fevereiro
até agora. O salário bruto dele passou de R$ 12.384,05 para R$ 20.042,33. O total foi calculado sobre a diferença dos salários líquidos: R$ 9.376,97 e R$ 14.960,40. (Agências)
Eduardo Enomoto/AE
Gilberto Kassab afirma que pretende continuar com as doações.
partido se enrijeceu para a inovação, para a transformação", disse Marina Silva. De acordo iderados por Marina com ela, "o partido se recusa a Silva, militantes e um debater de forma ampla os grupo de expressivos problemas nacionais" e, ainda, integrantes do Parti- não abre espaço para que simdo Verde (PV) anunciaram ofi- patizantes e filiados sejam sucialmente ontem à tarde, em jeitos das decisões. Em razão dessa impossibilievento em São Paulo, sua desdade, segundo Marina e exfiliação da legenda. Ao mesmo tempo, informa- pressivos líderes do PV– como ram que vão dar continuidade Guilherme Nunes Leal, Ricara um movimento supraparti- do Young, João Paulo Capodário para agregar os grupos bianco, Alfredo Sirkis e Mauríque discutem as questões na- cio Brausadin – o grupo se empenha em expandir cionais e a sustentabilidade, por meio das redes sociais da um movimento suprapartidário para agreweb, e que esgar os interestão fora dos sados em departidos, por bater e enconnão se identifiNão pensamos em trar soluções carem com necriar novo partido. p a r a o s p ronhum deles. blemas do "Nossas deSe o movimento cisões não sigchegar à conclusão País, buscannificam um de que é preciso ter do uma sociedade baseada 'racha' no PV. um partido, então na sustentabiSão um transvamos criá-lo. lidade e na jusbo rd ame nt o, tiça social. já que o partiMARINA SILVA D e a c o rd o do é comandacom a ex-senado por um grupo que se recusa a demo- dora e seu grupo, a intenção é cratizá-lo, a abrir espaço para a fortalecer esse movimento, criação de uma nova forma de que é suprapartidário. "Não pensamos em criar um fazer política", explicou Alfredo Sirkis, deputado federal, novo partido. Caso o movique não sairá a legenda para mento se fortaleça, e dentro denão comprometer o mandato. le chegue-se à conclusão de Prevista há alguns meses, que é preciso ter um partido, quando vieram à tona os con- então começaremos a criá-lo." O evento, transmitido ao viflitos do grupo de Marina com a atual direção dos "verdes", a vo pela internet, reuniu mais decisão ocorreu, segundo o de 400 pessoas. Em nota, a digrupo que deixa o PV, pela fal- reção do PV lamentou a saída ta de acordo para a democrati- de Marina do partido e diz que o conflito interno é "polêmica zação interna da entidade. "Como todos os partidos, o artificialmente inflada".
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
INDEPENDÊNCIA Sudão do Sul se torna amanhã o mais novo país do mundo
nternacional
HONDURAS Deposição do presidente Manuel Zelaya foi ilegal, diz investigação.
O trágico fim do mundo O
Tacada de mestre ou suicida? O magnata Rupert Murdoch fecha o News of the World, o jornal de maior circulação do Reino Unido, após escândalo de escutas telefônicas ilegais. Em jogo, está a compra da BSkyB e o retorno dos anunciantes. Ex-editores do jornal podem ser presos.
Adrian Dennis/AFP
Divulgação
escândalo das escu- do primeiro-ministro britânitas telefônicas ile- co, David Cameron, pode ser gais fez o magnata preso hoje. Os agentes acrediRupert Murdoch tam que ele estava a par do cafechar o jornal de maior circula- so das escutas ilegais. ção no Reino Unido. Neste final Estratégia - O anúncio de onde semana será publicada a úl- tem chocou os 200 funcionários tima edição do News of the World, do News of the World e deu início que foi criado em 1843 e vende a especulações de que Murdoch em média 2,7 milhões de exem- planeja reabrir o tabloide com plares a cada domingo. um novo nome para evitar que o Para muitos, é uma tentativa escândalo dos grampos prejude Murdoch esfriar o caso e dique as negociações para a acabar com um título que pare- compra no setor de televisão, cia condenae m p r e e n d ido após os mento muito principais mais lucrativo. a nu nc ia nt es "A News cancelarem Corp. tomou a contratos de corajosa decipublicidade. são de parar de Havia tampublicar o bém uma News of the campanha World e encerpara que os rar o título. Coulson: ex-editor em apuros. leitores boicoCl ara ment e, tassem o jornal. Tudo provoca- Murdoch não deseja prejudicar do pelas revelações de que re- sua oferta pela BSkyB", disse a pórteres acessaram a caixa analista de mercados Louise postal do telefone de ao menos Cooper, do BGC Partners, em 4.000 pessoas, entre elas políti- Londres. "Murdoch mostrou o cos, celebridades, membros da brilhante operador que ele é." família real, vítimas de crimes Murdoch, que possui 39% e até familiares de soldados das ações da BSkyB, agora mortos nas guerras do Iraque e quer o controle total da maior do Afeganistão. provedora de TV por assinatu"O News of the Worldcobra res- ra no Reino Unido. ponsabilidade de outros", disse A compra precisa ser aprovaJames Murdoch, vice-diretor do pelo governo porque prooperacional da News Corpora- prietários de meios de comunition aos profissionais do jornal, cação rivais afirmam que fere que existe há 168 anos. "Ele fra- leis da concorrência. (Agências) cassou quando se tratou dele próprio", acrescentou ele, ao anunciar o fim do jornal. Ele revelou que toda a renda da edição final, que não terá anúncios, será destinada a "boas causas". Investigação - O fechamento do jornal, porém, não acaba com o inquérito público que será aberto para apurar os crimes cometidos pelo tabloide. A polícia também continuará com suas investigações e há expectativa de que executivos da News Corporation sejam detidos. Andy Coulson, que era editor do jornal em 2005 e depois foi secretário de Comunicação Murdoch fecha o News of the World, mas pode lançar novo tabloide. Scott Olson/AFP
Divulgação/AFP
AFP
O presidente venezuelano deixou a farda de lado durante visita à Academia Militar, em Caracas.
Chávez e a 'minoria enlouquecida'
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presidente da Venezuela, Hugo Chávez, criticou ontem uma "minoria enlouquecida" da oposição que questiona se ele de fato sofre de câncer durante uma visita à Academia Militar, em Caracas, com transmissão ao vivo pela TV. De roupa esportiva, Chávez caminhou pelas instalações e saudou cadetes, em sua primeira aparição fora do palácio presidencial desde que retornou na segunda-feira de Cuba, onde se tratava. "Alguns dizem que é mentira que fui operado duas vezes
Saleh, durante evento em abril (à esq.) e após o atentado que provocou queimaduras em seu corpo.
O SOBREVIVENTE são precisas. O governo iemenita chegou a dizer que ele havia tido 40% de seu corpo queimado. Surgiram rumores, inclusive, de que estava em coma. Diálogo - Em seu discurso, Saleh afirmou que está disposto a dialogar com a oposição e apoia uma divisão de poder dentro da Constituição. Ele fez um chamado "àqueles que entenderam erroneamente a democracia" e garantiu que seu governo apoia "a liberdade de expressão e as opiniões do outro sempre que sejam de maneira responsável". Neste sentido, Saleh disse que a participação popular é bem vinda "dentro do marco da lei e da Constituição baseada no pluripartidarismo". O presidente não fez, contudo, nenhuma referência a uma transferência de poder, hipótese defendida pelos países do Golfo Pérsico e assinada pela oposição iemenita. (Agências)
que não revelou onde é o câncer e que órgãos atingiu, voltou a dizer que esteve quatro dias na unidade de terapia intensiva, entre 20 e 24 de junho. "Avisei a todo o governo, a começar por meu vice-presidente", disse. A Venezuela só foi informada sobre a doença do mandatário – ontem a chamou de "emboscada da vida" – em 30 de junho. Ontem, em meio a rumores de que Chávez mudaria peçaschave em seu governo, foram ratificados em seus cargos o vice-presidente, Elías Jaua, os ministros de seu gabinete e a cúpula militar. (Agências)
ADEUS
Shah Marai/AFP
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contestado presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, fez ontem sua primeira aparição pública desde que foi ferido em uma explosão no palácio presidencial, no início do mês passado. Em um breve vídeo veiculado pela TV estatal iemenita, Saleh criticou aqueles que querem derrubá-lo depois de mais de três décadas no poder e disse que eles têm uma "compreensão incorreta da democracia". No vídeo de sete minutos de duração, Saleh estava perceptivelmente mais abatido e magro e tinha os braços engessados. Sua pele parece bem mais morena do que o de costume. Sentado rigidamente em uma cadeira e vestido de branco, ele relatou ter sido submetido "com êxito" a oito cirurgias, mas não revelou quando ou se regressaria ao Iêmen. Saleh recebe tratamento médico na Arábia Saudita desde 5 de junho. As informações sobre seu estado de saúde não
para extrair um tumor maligno. Se vissem meu abdômen", disse. "Na verdade, chego a pensar como diz o povo: que Chávez os enlouquece, uma minoria enlouquecida". No início da semana, o governador do Estado de Miranda e presidenciável da oposição, Henrique Capriles, disse que há dúvidas sobre a doença do mandatário e se referiu às duas operações de Chávez como "prováveis". Nas redes sociais, como Twitter, opositores do governo chamam o líder de "farsante". O presidente da Venezuela,
O Canadá se transformou ontem no primeiro país a encerrar suas operações de combate no Afeganistão (à esq., soldados do Canadá e dos EUA durante transferência do comando). No total, 157 canadenses morreram em combate desde 2002.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
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9 CONSTITUIÇÃO Objetivo da revolução era uma nova Constituição para o País.
idades
CAMPANHA ACSP liderou a campanha "Ouro para o Bem de São Paulo".
Fotos: Reprodução
1932: ao lado dos paulistas, ACSP não fugiu à luta Amanhã, 9 de julho, será comemorada a Revolução Constitucionalista de 1932. Associação Comercial de São Paulo exerceu papel importante no levante, como a promoção da campanha Ouro para o Bem de São Paulo
Ivan Ventura
A
manhã, São Paulo lembra a bravura dos soldados paulistas que lutaram contra as tropas do governo provisório de Getulio Vargas na Revolução Constitucionalista de 1932. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) participou ativamente do movimento. Além de organizar as despesas e obter fundos para a tropa constitucionalista com a Campanha "Ouro para o Bem de São Paulo", a ACSP também foi responsável pela execução de funções típicas do poder público nos meses de guerra, como abastecimento. Este compromisso da entidade com São Paulo e o País – e que mais tarde resultou no levante – tinham como premissas o desejo pelo fim do governo provisório getulista e a promulgação de uma nova Constituição, a lei maior do País e que fora revogada após o golpe de 1930 promovido por Vargas. Os empresários também pediam providências para a desvalorização da moeda nacional da época (milréis), a baixa cotação do café e o desequilíbrio da balança comercial. Na esfera política, protestavam contra a interferência direta dos interventores federais nos estados, entre eles São Paulo. A economia nacional era uma das grandes preocupações do empresário Carlos de Souza Nazareth, que no dia 11 de fevereiro de 1932 assumiu a presidência da Associação Comercial. Souza Nazareth era proprietário de empresas de sucesso no Brasil e no exterior, além de um atuante defensor dos interesses paulistas. A Associação Comercial apoiou intensamente o movimento paulista. Protesto – A insatisfação crescia na população de São Paulo e ficou evidente no dia 24 de fevereiro daquele ano, quando cerca de 200 mil pessoas foram à Praça da Sé para externar a indignação contra o governo provisório. Mesmo com toda a agitação política, o presidente da ACSP, Souza Nazareth, buscou um diálogo pacífico com o governo Getulio Vargas,
por meio de cartas. De nada adiantou o esforço. A tensão aumentou em maio com a morte dos cinco jovens no Centro da cidade de São Paulo, mortos a tiros por partidários do governo provisório. Eram eles Mario Martins de Almeida (Martins), Euclides Bueno Miragaia (Miragaia), Dráusio Marcondes de Sousa (Dráusio), Antônio Américo Camargo de Andrade (Camargo) e Orlando de Oliveira Alvarenga. MMDCA – A morte resultou na criação de um grupo contrário ao governo de Getulio, o MMDC, sigla revista décadas depois para MMDCA (para incluir Alvarenga). Finalmente, no dia 9 de julho de 1932, é tomada a drástica decisão paulista de pegar em armas contra o governo provisório de Getulio. Mais uma vez, a ACSP emprestou o seu prestígio que gozava no Estado e foi convidada a assumir funções típicas de um administrador público, passando a solucionar problemas de abastecimento no Estado, além de serviços ligados a assistência pública entre julho e outubro (período de guerra). Além disso, por intermédio do rádio e também dos seus associados, foi solicitado aos comerciantes que evitassem os aumentos de preços (inflação) no período da revolução. Campanha – Mas a maior participação da ACSP foi auxiliar as tropas revolucionárias com a criação e execução da campanha "Ouro para o Bem de São Paulo". A mobilização liderada pela entidade previa uma grande mobilização do povo paulista e outros ligados à revolução (caso do Mato Grosso do Sul) destinada à doação de objetos de valor para a compra de material bélico e todo o material necessário para o exército revolucionário de São Paulo. Entre meados de agosto e até outubro, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo assumiu a campanha em sua fase final. Segundo a contabilidade registrada em um livro de 1939 e produzida pela Santa Casa, em quase três meses os bancos e as 217 comissões regionais criadas pela Associação Comercial em São Paulo arrecadaram pouco mais de 9.100 contos
de réis, distribuídos em mais de 400 quilos de ouro e 730 quilos de prata, além de dinheiro, joias, anéis e até troféus doados por entidades esportivas. Sobre as joias doadas, o livro da Santa Casa resgata um curioso dado. De acordo com a contabilidade, uma parcela ainda desconhecida das joias foi parar na Europa. "... a diferença está determinada pela decadência do valor apurado com a venda de pedras preciosas cuja cifra ficou reduzida, depois de verificada a qualidade das mesmas e pela falta de compradores, não só na nossa praça, como nas praças de Paris e Londres para onde elas foram
Soldados paulistas da artilharia antiaérea no campo de batalha: ACSP levantou fundos para o movimento
Carlos de Souza Nazareth, presidente da ACSP em 32: apoio a São Paulo
enviadas, por intermédio da pessoa da confiança do chefe do escritório", conta o livro Campanha do Ouro, publicado em 1939. A campanha terminou no dia 4 de outubro, bem como o levante paulista contra o governo federal. Naquele momento, o Estado de São Paulo foi cercado por quase cem mil soldados legalistas. Constituição – São Paulo perdeu nas armas, mas venceu em seu ideal: em 1934, finalmente foi promulgada uma nova e tão desejada Constituição Federal. O saldo da guerra foi de 634 mortos, de ambos os lados. O dinheiro excedente arrecadado com a campanha do ouro foi doado à Santa Casa de Misericórdia. Mais do que manter a instituição, o dinheiro auxiliou na compra de materiais hospitalares para os feridos na guerra e também foi usado na assistência médica aos pobres. Capacete – A ACSP também esteve envolvida em outra campanha: "Capacete
de Aço para os Soldados Constitucionalistas", que era uma mobilização independente da campanha do ouro. Por intermédio de donativos, foram fabricados quase 70 mil capacetes para os soldados constitucionalistas. A quantidade era mais que suficiente para atender os mais de 40 mil soldados paulistas que foram para o combate, em especial na região do Vale do Paraíba. "Episódios como esse revelam que a participação da ACSP não se limitou apenas aos problemas dos empresários e os aspectos econômicos. Mas houve uma preocupação com o País. A revolução destacou a participação da entidade no campo político institucional. São Paulo perdeu nas armas, mas foi vitorioso no seu pleito, que era a convocação da constituinte que culminou na Constituição de 1934", explica Marcel Solimeo, economista e superintendente do IEGV – Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP.
Hélcio Toth/Luz - 05/11/2008
A Revolução destacou a participação da entidade no campo político institucional. São Paulo perdeu nas armas, mas foi vitorioso no seu pleito, que era a convocação da constituinte, que culminou na Constituição de 1934. MARCEL SOLIMEO, SUPERINTENDENTE DO IEGV
Revista A Ciga
rra destaca a
campanha do
ouro feita em
1932
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
Taça doada pelo Jóquei Clube foi devolvida por causa da sua preciosidade.
idades
Pelo bem de São Paulo, taças, medalhas e troféus
CENAS DE GUERRA
Campanha promovida pela Associação Comercial de São Paulo recebeu até objetos comemorativos de clubes
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ais do que arrecadar dinheiro joias, ouro e dinheiro, a campanha "Ouro para o Bem de São Paulo", promovida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) na Revolução Constitucionalista de 1932, recebeu até taças, troféus, medalhas e outros objetos comemorativos de tradicionais clubes ou associações esportivas do Estado. Foram 1.387 taças e três medalhas, segundo a contabilidade da Campanha do Ouro descrita no livro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Duas taças mereceram um olhar mais atento. Aliás, elas foram destaque no noticiário da época, inclusive no O Estado de S. Paulo. Uma delas é a Taça Penteado, que ficou desaparecida por 21 anos e reapareceu durante a campanha. A taça foi confeccionada a pedido do Conde Álvares Penteado, que a mandou vir de Paris pelo valor de 20 mil francos, para ser entregue ao vencedor em campeonatos de futebol. Em 1905, em disputa pela primeira vez, a taça foi levada pelo Club Athletico Paulistano. No ano seguinte, o Palmeiras ganhou a taça que, por sua vez, a entregou ao Esporte Clube Internacional, em 1907. Em 1908, a taça voltou às mãos do Paulistano. Por fim, em 1909 e 1910, o troféu ficou com o Palmeiras. Roubo – Em 1911, o Paulistano ganhou a taça, mas não levou o prêmio: ela foi roubada. Na época, a população comentava que a taça fora jogada no Rio Tietê e se perdera para sempre. Eis que, em agosto de 1932, em plena campanha do ouro, a taça foi devolvida por uma pessoa anônima. Na ver-
Fotos: Reprodução
Exposição de doações da campanha "Ouro para o Bem de São Paulo": movimento recebeu até artigos religiosos
paradeiro da taça. Provavelmente foi derretida. Outro objeto curioso foi a Ta ç a C o u t o Magalhães, doada pela diretoria do Jóquei Clube de São Paulo. A taça foi confeccionada a pedido do ex-presidente da província de São Paulo, Couto Magalhães, para premiar o vencedor do "Rei da Raia Paulistana", principal competição do turfe paulista praticada até hoje na
dade, havia um bilhete, irônico e que foi reproduzido no Estadão de 26 de agosto de 1932: "Um escafandro, passeando pelo Rio Tietê, encontrou a Taça Penteado. Aqui fica ela para que a Comissão da Campanha do Ouro. tire dela o maior partido possível para bem de São Paulo". Os anos se passaram e, hoje e m d i a , n i nguém sabe do
raia do Jóquei. A taça é toda em ouro e foi oferecida para a campanha, que logo foi devolvida por causa de sua preciosidade. O troféu está no Jóquei. Ivan Ventura
À esquerda, Taça Couto Magalhães, doada pelo Jóquei Clube. À direita, flagrantes nos campos de batalha de 1932 Fotos: Leandro Moraes/LUZ
Haroldo Abrantes/Folha Imagem-22/01/2008
LINDA GALERA...
O
Juliana Crifes se alonga (abaixo) antes de bailar ao som do forró (à esq.)
TARDE DE INVERNO! Tarde de quarta-feira com céu fechado, Praça da República recolhida. O frio castigava o Centro, a cabine vazia (abaixo) convidava ao aconchego. Por que não?
FORA PERCEVEJOS!
E
xiste um plano B para atender moradores de rua nas noites mais frias devido à maior demanda que sobrecarrega as 46 unidades da rede municipal. Trata-se do chamado "Pulmão", um abrigo com 80 leitos, situado no início da Radial Leste. O local é mantido semi-vazio e fica de sobreaviso para receber excedentes. Essa clientela eventual, chamada de pernoite, dá mais trabalho do que os moradores fixos, isto é, aqueles que já estão em processo de readaptação social. Um coordenador de abrigo contou à coluna que, na maioria das vezes, o mau estado das roupas é de tal ordem que elas são sumariamente incineradas para prevenir a propagação de parasitas.
DANÇANDO COM JULIANA Devanir Amancio
veleiro Cisne Branco estava, até ontem, atracado no porto de São Sebastião. O barco é uma espécie de símbolo da nossa Marinha. Acumula a função de navio-escola e de cartão de visitas do País em eventos náuticos internacionais. Este é o terceiro na linha de sucessão. Fabricado na Holanda em aço e alumínio, tem 76 metros de comprimento; 4,80 m de calado; 32 velas; um motor diesel auxiliar de 1001 HP, capaz de levar a embarcação à velocidade de 19.5 nós (creca de 35 km/h). Foi inspirado no modelo Clipper do século XIX, galera que se caracterizava pela agilidade e por ter três mastros. No caso do Cisne, o maior dos mastros tem 46,40 m. O barco foi lançado ao mar em 1999 para festejar os 500 anos do Descobrimento. Saiu do Rio Tejo, em frente à Torre de Belém, e cruzou o Atlântico rumo ao Monte Pascoal, exatamente como fez Pedro Álvares Cabral. Só que, ao contrário do Cisne, Cabral não tinha conversor de água do mar para água potável.
A propósito, os beliches oferecidos na rede são obrigatoriamente de ferro porque os de madeira, mais baratos e acolhedores, são excelentes hospedeiros de percevejos – o principal parasita trazido da rua pelos sem-teto – nas suas frinchas e encaixes.
Metrópole - O que vem a ser uma bolsista de dança? Juliana Crifes - É uma bolsista de uma escola de dança, no meu caso, a Interacto, na zona norte. Eu estudo gratuitamente e, em troca, presto serviços na escola. Por exemplo: se está faltando alguém para completar os pares em uma aula, lá vou eu. Metrópole - Você deve gostar muito de dançar. Juliana - Claro. Em criança, em fiz jazz. Agora, entrei na escola para aperfeiçoar meu diferencial como atriz de teatro. Mas estou me encaminhando para ser professora de dança.
Metrópole - Quais são seus gêneros preferidos? Juliana - Bolero, forró e gafieira. Metrópole - Fora o forró, os outros têm ar antigo. E você é jovem... Juliana - Já percebi que há preconceito contra escolas de dança, como coisa de gente mais velha. É um engano. A presença de jovens está crescendo cada vez mais. Nos anos 70 houve a separação dos corpos na dança. Agora eles estão voltando a se encontrar. (Juliana Crifes, 27 anos, atriz, moradora na Vila Souza)
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
c SP: terra desliza e deixa dois mortos
11 Justiça considerou a área de alto risco.
idades
Nilton Fukuda/AE
Deslizamento ocorreu em obra da Prefeitura de São Paulo, próximo à divisa de Diadema
U
m deslizamento de terra em uma obra da Prefeitura de São Paulo deixou dois mortos na manhã de ontem, na zona sul – uma grávida de 18 anos e uma criança de 3 anos. Outras duas pessoas ficaram feridas e encaminhadas para hospitais. O deslizamento ocorreu na Rua da Saúde, na favela da Mata Virgem, na divisa com Diadema. A Defesa Civil interditou 50 casas da região. Os bombeiros encontraram o corpo do garoto Yohan de Jesus, por volta das 17h. Ele estava desaparecido desde a hora do deslizamento, por volta das 11h. Seu irmão Igor de Jesus, 15, também resgatado pelos bombeiros, foi quem indicou o local onde estavam no momento do acidente. O marido de Tamires dos Santos Ferreira – a jovem grávida encontrada morta – está abalado. A outra pessoa socorrida
pelos bombeiros é uma menina de 16 anos que não teve o nome divulgado. Segundo os bombeiros, até o início da noite não havia mais informações de pessoas soterradas. Ontem à tarde eles trabalhavam na estabilização do terreno. Segundo a Prefeitura paulistana, as obras de urbanização na região começaram há aproximadamente um ano e meio. Neste período, cerca de 350 famílias foram transferidas e recebem o aluguel social (benefício para custear o aluguel até a entrega de uma moradia definitiva). A área é considerada de risco e passava por obras de contenção de encosta. Causas – As causas do deslizamento ainda serão investigadas. A suspeita é de que uma retroescavadeira que trabalhava na obra tenha caído e provocado o deslocamento da terra. Segundo os bombeiros, o deslizamento
Deslizamento ocorreu em obra de contenção da Prefeitura. Suspeita é que retroescavadeira tenha caído e provocado deslocamento da terra. Nacho Doce/Reuters
atingiu diretamente pelo menos 11 casas. Inquérito – O promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo Maurício Antonio Ribeiro Lopes instaurou inquérito civil para apurar as causas do deslizamento e se houve imperícia e negligência na realização das obras, como a construção de muros de contenção com população ainda em área de risco não removida. Lopes afirmou que, desde 2004, tramita uma ação na 6ª Vara da Fazenda Pública sobre a região do acidente. Na época, foi concedida medida liminar para remoção das famílias em
área de risco em 180 dias. Em março de 2007, a ação foi julgada parcialmente procedente, por sentença que fixou 90 dias para a Prefeitura "retirar os moradores das áreas indicadas na inicial e caracterizadas como de risco "muito alto' e 'alto', segundo levantamento feito em decorrência de ajustamento de conduta". De acordo com a assessoria do Ministério Público, uma série de recursos, entretanto, vem impedindo a execução da sentença. A subprefeitura de Cidade Ademar e a Secretaria de Habitação terão 15 dias para responder ao promotor. (Agências)
Mano faz mistério antes de encarar o Paraguai Treinador não revela a escalação da Seleção Brasileira que entra em campo amanhã Paulo Whitaker/Reuters
Felipe Carrilho
M
ano Menezes ouviu a voz do povo e escalou uma Seleção Brasileira ofensiva, com três atacantes habilidosos: Robinho, Pato e Neymar. Sem falar na aposta que fez em Ganso, o promissor meia do Santos de apenas 21 anos. O jogo de estreia do Brasil na Copa América, no entanto, teve um sabor amargo de desilusão. Um sonolento 0 a 0 contra a modesta seleção da Venezuela. Mano prefere fazer mistério sobre o time que enfrentará o Paraguai amanhã, às 16h, em Córdoba. Mas tudo indica que o esquema tático será mantido e que ocorrerão, no máximo, mudanças pontuais no modo de jogar. A avaliação feita pelo técnico é a de que o time não soube executar a planejamento traçado e, portanto, precisa de alguns pequenos ajustes de posicionamento. Para o jornalista esportivo Flávio Prado, o treinador brasileiro acertará se mantiver a equipe que idealizou. “Tem de continuar do mesmo jeito. Não é porque empatou com a Venezuela que agora vai mudar tudo. Se o Mano acredita nesse time, deve mantê-lo por uns três ou quatro jogos, pois os jogadores precisam de entrosamento.” Comentarista da rádio Jovem Pan e apresentador do programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, Prado não deixa de dar o seu pitaco na escalação brasileira: “Se eu fosse o treinador do Brasil, montaria um time diferente desde o começo. Para mim, é preciso escalar um primeiro-volante,
Robinho, Neymar e Fred aos risos durante o treino de ontem, em Los Cardales, na Argentina
Histórico do confronto na Copa América Jogos: 27 Vitórias do Brasil: 14 Vitórias do Paraguai: 6 Empates: 7 Gols marcados pelo Brasil: 59 Gols marcados pelo Paraguai: 27
para reforçar a marcação e dar mais consistência ao meio de campo”. Se a Seleção Brasileira fizer um mau primeiro tempo, o meio campista Elano e o atacante Lucas são os mais cotados para entrar na segunda
etapa. Os reservas atuaram nos momentos finais dos coletivos realizados durante a semana nas vagas de Ramires, que decepcionou no jogo de estreia, e de Robinho, que vive uma fase ruim no time nacional. O Brasil é o atual bi-campeão da Copa América. Venceu a Argentina nas finais das edições de 2004 e 2007, e ainda inspira respeito em seus adversários (leia entrevista ao lado). Mas, se depender do retrospecto recente das partidas contra o Paraguai, não encontrará a vitória facilmente. Do ano 2000 para cá, foram nove jogos entre as seleções, com quatro vitórias para cada e um empate. No histórico geral do confronto na Copa América, porém, a vantagem brasileira é ampla. O Brasil levou a melhor nas duas oportunidades
em que enfrentou o Paraguai em finais da competição. No longínquo ano de 1922, venceu por 3 a 0 e, quase três décadas depois, em 1949, aplicou a goleada de 7 a 0 nos rivais. Em ambas as oportunidades, o Brasil sediava os jogos. Do outro lado, a equipe do treinador Gerardo Martino promete ir ao ataque e jogar para vencer a Seleção amanhã, mas sem se descuidar da marcação dos principais jogadores brasileiros. A aposta deve ser nos contra-ataques rápidos, puxados pelo atacante argentino, naturalizado paraguaio, Lucas Barrios, destaque do Borussia Dortmund, atual campeão alemão. No jogo aéreo, a esperança paraguaia é o experiente Roque Santa Cruz, ótimo cabeceador de 1,91m.
Prefeitura já havia sido condenada por não retirar moradores do local
Recado para Neymar
E
ditor de esportes do Diário ABC Color, um dos mais importantes jornais paraguaios, Gabriel Cazenave, de 50 anos, minimiza a crescente rivalidade entre a seleção de seu país e a do Brasil e manda um recado a Neymar: "Tem grandes virtudes e pode um dia ser o melhor do mundo, desde que se livre de alguns vícios".
DC – Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, o goleiro Chilavert evocou a Guerra do Paraguai antes de enfrentar a Seleção Brasileira, dizendo que os brasileiros deveriam “devolver as terras que tomaram” no conflito. Pode-se dizer que existe uma rivalidade entre os países que extrapola o campo de jogo? Gabriel Cazenave – De maneira nenhuma. A fala de Chilavert representa um ponto de vista muito particular que em nada representa a opinião geral aqui no Paraguai. Ele, aliás, sempre fez questão de externar opiniões como essa. É um traço de sua personalidade. Foi um grande atleta, mas todos se recordam que ele ainda cuspiu no rosto do Roberto Carlos (ex-lateral da Seleção) nesse jogo. Chilavert o acusou de tê-lo chamado de ‘índio’ e, de algum modo, estendeu essa acusação a todos os brasileiros. Mas nós aqui sabemos que não é dessa maneira que o povo do Brasil nos vê. De modo que não se trata de travar uma guerra. O que teremos sábado é um grande encontro de futebol. O Brasil é uma potência futebolística e também econômica. E é isso que motiva os nossos jogadores para fazer uma grande partida. DC – O retrospecto recente aponta um rigoroso equilíbrio. A Seleção
Brasileira não impõe mais o respeito de antigamente? Gabriel Cazenave – O Brasil será sempre um adversário muito difícil – pela tradição e qualidade de seus jogadores. É como enfrentar a Argentina, sempre representa um desafio para o Paraguai. DC – Então não há diferença entre jogar contra Seleção Brasileira e contra a Argentina? Gabriel Cazenave – Para nós, é a mesma coisa. São adversários equivalentes. Ficamos mais motivados ao enfrentá-las. Brasil e Argentina são os dois grandes representantes do futebol sul-americano. O objetivo do Paraguai é estar à altura para jogar de igual para igual. DC – Neymar é apontado no Brasil como o maior do País e um dos melhores do mundo. Como é visto no Paraguai? Gabriel Cazenave – Neymar é muito bom jogador. Pudemos atestar isso recentemente em suas atuações contra o nosso Cerro Porteño pela Taça Liber tadores. Foi decisivo nas duas partidas, dando passe para gol na primeira e marcando o seu na segunda. Tem grandes virtudes e pode um dia ser o melhor do mundo, desde que se livre de alguns vícios, como o de tentar ludibriar os árbitros, por exemplo. Tem muito talento e não precisa dessas coisas. DC – Arrisca um palpite para o resultado do jogo? Gabriel Cazenave – Acho que um empate pode ser um bom resultado. DC – Sem gols? Gabriel Cazenave – Não, 1 a 1 fica de bom tamanho.
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12 -.LOGO
O mais veloz do mundo
sexta-feira, 8 de julho de 2011
A Hypermach apresentou em Paris o SonicStar. O jato fará a rota Londres–Nova York em duas horas e permitirá aos passageiros ver a curvatura da Terra. Já é chamado de "o novo Concorde".
C INEMA
www.dcomercio.com.br
Logo Logo
http://hypermach.com/
HARRY CHEGOU
O
Pintura interativa Os artistas Julie Evans, de Nova York, e Ajay Sharma, de Jaipur, Índia, realizaram uma série de pinturas interativas. Cada um adicionava um detalhe à pintura iniciada pelo outro. No site, você acompanha as fases do processo colaborativo. http://julieevans.blogspot.com/
M ODA William West/AFP
centro de Londres foi fechado ontem para receber 8 mil fãs do mago mais famoso do mundo na estreia mundial do último filme da saga de Harry Potter. E n t re c a r t a z e s , g r i t o s e aplausos, os espectadores do filme com maior bilheteria do mundo – até agora US$ 6,4 bilhões –, celebraram em grande estilo o final de uma era, encerrada por Harry Potter e As Relíquias da Morte: Parte 2. De todas as idades e nacionalidades, uma multidão suportou horas de espera sob a chuva em Trafalgar Square para conferir ao vivo a tão aguardada pré-estreia. O filme será lançado no mundo todo no dia 15. Rupert Grint (Ron Weasley), Robbie Coltrane (Rubeus Hagrid), Tom Felton (Draco Malfoy) e Julie Walters (Molly Weasley) desfilaram pelo percurso. Mas quando Emma Watson (Hermione), o protagonista Daniel Radcliffe e a escritora britânica JK Rowling, criadora da série, passaram pelo tapete vermelho, os gritos eufóricos se misturaram a lágrimas e muita emoção. A chorosa despedida da história que, desde 1997, mobiliza crianças e adultos se explica: a série Harry Potter é considerada a que gerou a maior mobilização de leitores e espectadores na história do cinema.
Dylan Martinez/Reuters
Tobby Melville/Reuters
Acima, fãs da série lotam Trafalgar Square, em Londres. Ao lado, Emma Watson e Rupert Grint fotografados em frente ao hotel St. Pancras, antes da estreia.
F UTEBOL
Três derrotas e... Adeus, Carpegiani Depois de muita pressão, o técnico Paulo César Carpegiani foi demitido do São Paulo. Ele não suportou a terceira derrota seguida no Campeonato Brasileiro e ontem o clube anunciou a saída. Para o confronto de amanhã contra o Cruzeiro, o time será comandado pelo auxiliar Milton Cruz, que assumiu todas as vezes que um treinador caiu. Hoje, ele comanda um treinamento no CT da Barra Funda. Milton será interino até a contratação de um novo técnico. Os nomes mais cotados são de Dorival Júnior, do Atlético Mineiro; Cuca, atualmente sem clube depois de sair do Cruzeiro; e Paulo Autuori, no Al-Rayyan, do Catar. Dorival é o grande sonho do presidente Juvenal Juvêncio, mas dificilmente o São Paulo pagará os quase R$ 2 milhões de multa rescisória. Até porque Carpegiani já receberá cerca de R$ 600 mil pela rescisão contratual. Ele preferiu não comentar a sua demissão, que foi comemorada pela torcida no Twitter. A RTE AFP
Mustafa Ozer/AFP
Recuperado em 48 horas
L
Scherri-Lee Biggs e outras candidatas desfilam de biquíni para os juízes da fase australiana do Miss Universo. Biggs, vencedora, representará a Austrália na final, no Brasil.
E CONOMIA
Atlantis sobe, desemprego também essas pessoas perderão seus empregos. Cerca de 8 mil trabalham na própria Nasa, mas o desemprego atingirá até quem trabalha em bares e hotéis próximos ao Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, que recebiam turistas interessados nos lançamentos.
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A Nasa programou para hoje – se as condições meteorológicas permitirem – o lançamento da Atlantis em sua última missão. É o fim da era dos ônibus espaciais. A notícia é ruim para 24 mil norteamericanos. Com o fim dos lançamentos de ônibus espaciais, A RQUEOLOGIA
BELA DEFESA - Robô goleiro fotografado em ação durante a RoboCup, que acontece em Istambul, na Turquia. A RoboCup é o maior e mais prestigiado evento de robótica do mundo e uma oportunidade para a exibição das novidades em inteligência artificial.
Descobertas em sítio maia
Festa em Machu Picchu
Arqueólogos descobriram no sítio maia de Toniná, no México, estátuas de 1,3 mil anos que, segundo a BBC, representariam guerreiros da cidade de Copán. Na época, Toniná estaria em guerra com Copán, que fica no atual território de Honduras. Arqueólogos acreditam que os homens reproduzidos nas esculturas foram enviados de Copán para Tonina numa missão, mas acabaram presos e mortos.
R
epresentantes dos quatro territórios do Império Inca e o presidente do Peru, Alan García, prestaram ontem uma homenagem a Machu Picchu, na cerimônia pelo centenário de seu registro pelo explorador nor teamericano Hiram Bingham. Ele "descobriu" a ci-
Fotos: AFP
dade em 24 de julho de 1911. A cerimônia começou com a encenação do tradicional Tinkay (rito inca). O Imperador Inca que junto com seus sacerdotes foi o encarregado de dirigir o ritual e realizou oferendas às montan h a s q u e, n a cultura andina, têm caráter de divindade.
L OTERIAS Concurso 650 da LOTOFÁCIL 01
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Hiram Bingham chegou ao local durante uma expedição científica
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Mundo está prestes a descumprir meta de redução da fome firmada em 2000, avisa ONU
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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:
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Concurso 2638 da QUINA
Machu Picchu foi eleita uma das novas Sete Maravilhas do Mundo, em 2007.
Primeira sessão de cinema do Brasil, que aconteceu no Rio, completa hoje 115 anos
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A Polícia de San Francisco conseguiu recuperar em menos de 48 horas uma obra do espanhol Pablo Picasso avaliado em mais de US$ 200 mil e roubado em uma ação quase ingênua, de tão simples. Na terçafeira, o ladrão entrou na galeria Weinstein, pegou a tela sem ser visto pelos seguranças, saiu e entrou tranquilamente em um táxi. O desenho Tête de Femme (Cabeça de Mulher), de 1965, tinha o tamanho de uma folha de papel A4. Graças às imagens da câmera de segurança do restaurante Lefty O' Doul's, próximo à galeria, a polícia conseguiu identificar e localizar o ladrão, Mark Lugo, que estava com a obra em um hotel.
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13 BARREIRA Rússia revê os termos de seu embargo à carne brasileira
conomia
AGRICULTURA O Banco do Brasil desembolsou R$ 39 bilhões na safra 2010-2011
Inflação pode vir maior
Otimismo é retomado em junho
Apesar do recuo, as projeções são de alta contínua.
Classe C e safra de grãos impulsionam avanço
Rejane Tamoto
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Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desacelerou em junho e fechou com alta de 0,15%. O resultado é menor que o de maio, de 0,47%, mas acima do mês de junho de 2010, que foi zero. Segundo o IBGE, a desaceleração do IPCA foi motivada pela queda dos preços dos alimentos e bebidas, em 0,26%, e do grupo de transportes, em 0,61%. No acumulado dos últimos 12 meses até junho, porém, o IPCA foi de 6,71%, o maior dos últimos cinco anos (veja gráfico abaixo). Economistas ouvidos pelo Diário do Comércio afirmam que a trégua nos preços de alimentos e combustíveis contribuíram para o resultado de junho, mas o cenário para o segundo semestre ainda é preocupante. A estimativa do economista e presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), Heron do Carmo, é de que a inflação seja maior em julho, de 0,24%, em razão do frio e das geadas. Em agosto, o índice deve atingir o pico de 7,2% a 7,3% no acumulado de 12 meses. Os vilões serão os preços dos serviços e os riscos de altas nos alimentos e combustíveis, em razão de choques de ofertas em períodos de entressafra. No último relatório trimestral de inflação, o Banco Central (BC) estima o IPCA em 5,8% para este ano, dentro da meta de 4,5%, com intervalo de dois pontos percentuais para cima e para baixo. Os economistas ouvidos pelo DC têm expectativas que variam de 6,1% a 6,4% para 2011. Serviços – Para o economista da LCA, Fábio Romão, os serviços tiveram alta relevante em junho, de 0,6%, e vão se manter nesse patamar em julho. "Os preços dos serviços devem encerrar o ano com aumento de 8,8%, diante de uma estimativa de IPCA de 6,1%", afirmou. Segundo ele, os preços dos servi-
ços subiram em razão do aumento da renda e da indexação dos preços. Os trabalhadores que mais estão conseguindo reajustes reais são a empregada doméstica, a cabeleireira, a massagista e os da construção civil. Outro fator que pode influenciar a alta de preços em serviços é o aumento do salário-mínimo, programado para ocorrer em janeiro de 2012, segundo o professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Alexandre Espírito Santo. Controle – Os economistas acreditam em, ao menos, duas altas da taxa básica de juros (Selic), de 0,25% cada, para controlar a inflação. "Precisamos saber qual é o ritmo de crescimento que precisamos ter para combater a inflação. As medidas de redução do consumo surtiram efeito, mas será preciso que a economia desacelere mais para convergir para o centro da meta", disse o economista da Santander Asset Management, Ricardo Denadai. O professor de macroeconomia da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Rogério Mori, diz que novas elevações da Selic influenciarão a inflação apenas no ano que vem. O presidente do Corecon-SP, Heron do Carmo, diz que há probabilidade de a inflação convergir para o centro da meta em abril de 2012. "Vai depender do clima e da ação do governo para evitar a falta de combustíveis e o aumento no preço dos alimentos, em razão de choque de oferta na entressafra. O planejamento para esses períodos deveria começar agora", afirmou. O economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri, disse que políticas de apoio à agricultura podem ajudar a controlar a inflação, sem aumentos da Selic. "Com mais oferta de alimentos, a inflação e os juros caem. Isso é importante, principalmente no começo do ano, quando o aumento do salário-mínimo deve levar muitos trabalhadores ao supermercado."
Fátima Lourenço
IGP-DI recua 0,13%
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Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) mostrou deflação de 0,13% em junho, após subir 0,01% em maio, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador acumula altas de 2,95% no ano e de 8,63% em 12 meses. Nos três indicadores que compõem o IGP-DI, o IPA-DI caiu 0,19% em junho, após queda de 0,63% em maio. O IPC-DI teve taxa negativa de 0,18% em junho, em comparação com a alta de 0,51% em maio. Já o INCCDI apresentou elevação de 0,37% em junho, após subir 2,94% em maio. Para o coordenador de Análises Econômicas da
FGV, Salomão Quadros, o indicador sinalizou que a deflação nos Índices Gerais de Preços (IGPs) mostra perda de força. "Não digo que os indicadores podem voltar a acelerar fortemente. Mas que a deflação pode chegar ao fim ainda em julho, isso é possível", explicou. Quadros explicou que a queda de 0,13% do IGP-DI de junho é mais fraca que as apuradas para os IGPs do mês, como o IGP-10 do mês passado (-0,22%); e o IGP-M (-0,18%). Um dos setores que pode contribuir para o fim da deflação é o atacado, que também mostrou queda mais fraca de preços, de maio para junho (de -0,63% para 0,19%) e representa 60% do IGP-DI. (AE)
ICV tem queda de 0,34%
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Índice do Custo de Vida (ICV) apresentou queda de 0,34% em junho na cidade de São Paulo, segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O resultado indicou uma desaceleração, de 0,38 ponto percentual, ante a inflação verificada em maio, de 0,04%. Também foi o primeiro resultado negativo para o indicador desde fevereiro de 2008, quando houve baixa de 0,03%. Nos últimos 12 meses encerrados em junho, a taxa acumulada
atingiu o nível de 6,82%. Os grupos que mais colaboraram com a queda da inflação em junho foram Transporte, com recuo de 2,07%; e Alimentação, com baixa de 0,83%. Também apresentaram declínio os preços dos setores de Vestuário (0,66%), Recreação (0,09%) e Educação e Leitura (0,03%). Na outra ponta, Habitação, com alta de 0,71%, Despesas Pessoais (0,48%) e Saúde (0,26%), neutralizaram, em parte, a queda. (AE)
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otimismo do consumidor brasileiro em relação à sua situação financeira e ao cenário econômico do País voltou a crescer em junho, ao atingir 149 pontos, depois de registrar cinco meses consecutivos de queda. Segundo o Índice Nacional de Confiança (INC) pesquisado pela Associação Comercial de São Paulo, em parceria com o Ipsos Public Affairs (ACSP/ Ipsos), entre janeiro e maio, o indicador recuou 20 pontos. A classe C foi destaque na retomada da curva ascendente de confiança, ao saltar dos 144 pontos de maio para 155 em junho. Na pontuação do estudo (de zero a 200), o otimismo aparece nos indicadores acima de 100 e pessimismo, abaixo desse patamar. O economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da ACSP, Emílio Alfieri, comentou que, em maio, a confiança da classe C (em 144 pontos) praticamente se igualava à das classes A/B (143); e superava a D/E (125). Em junho, o indicador da classe C atingiu 155 pontos (11 a mais, em relação a maio), enquanto as faixas A/B e D/E se mantiveram em 144 e 126 pontos, respectivamente. (veja quadro abaixo).
A retomada ascendente do otimismo foi mais intensa entre consumidores das regiões Sul (de 173 pontos em maio para 190 em junho) e Norte/Centro-Oeste (de 169 para 180). No Nordeste, houve pequena recuperação (de 108 para 119) e o Sudeste se manteve estável (de 151 para 150). "Acredito que houve influência da safra de grãos. A estimativa é que ela dará um salto, de 149 milhões de toneladas para a faixa de 161 a 162 milhões de toneladas. Isso gera dinheiro, emprego", analisou Alfieri. Ele acrescentou que, além do peso da classe C e do desempenho da safra de grãos, pesou a favor a desaceleração da inflação. "A queda no preço dos alimentos pode ter ajudado no ânimo do consumidor", comentou. Alfieri estima que o INC flutue de 140 a 150 pontos nos próximos meses. Entre os pesquisados, cresceu o percentual que considera boa a sua situação financeira atual e caiu o total que a avalia como ruim, na comparação com maio. A pesquisa ainda mostra aumento (de 39% em maio para 41% em junho) das pessoas confiantes no emprego, apesar da percepção manifestada por eles de que o número de desempregados cresceu, de 2,7 para 2,8 pessoas.
Paulista quer consumir mais
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Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 3,1% em junho em relação ao mês anterior, conforme levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio). O indicador alcançou 137,6 pontos, número próximo ao de junho de 2010, quando atingiu 137,3. Segundo a Fecomercio, os dados apontam para a primeira importante elevação neste ano e demonstram que as famílias paulistas estão sa-
tisfeitas com suas condições financeiras. A variação positiva do índice em junho, de acordo com a Fecomercio, mostra um ajuste natural de satisfação das famílias paulistas, já que, de dezembro de 2010 a maio deste ano, o indicador registrou queda de 9,3%. Em relação aos resultados semestrais, houve redução de 2,1% da média de pontos do primeiro semestre deste ano ante o segundo semestre de 2010. Segundo a pesquisa, as
razões para o recuo no semestre são a pressão dos preços e o encarecimento do crédito. O item Renda Atual teve retração de 2% e o Acesso a Crédito, de 4,5%. O recuo também foi sentido nos itens Nível de Consumo Atual e Perspectiva de Consumo, com quedas de 7,8% e 6,2%, respectivamente. Por outro lado, registraram elevação de 1,3% e 3,2%, respectivamente, os itens Emprego Atual e Perspectiva Profissional. Os resultados mos-
tram que o impacto no cenário de preços e juros mais onerosos é expressivo no bolso do consumidor, porém não atinge do mesmo modo sua situação profissional. Apesar da variação positiva da ICF, a Fecomercio alegou que o resultado "parece não ser uma reversão da tendência negativa prevista para os próximos meses, pois as variáveis, inflação e a taxa de juros, continuam elevadas e influenciam o comportamento do consumidor". (AE)
14 -.ECONOMIA
DIÁRIO DO COMÉRCIO
COMÉRCIO
sexta-feira, 8 de julho de 2011
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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15 Todas as companhias e grupos envolvidos devem estar de acordo. Luiz Eduardo Melin, diretor-executivo do BNDES
conomia Fotos: Leandro Moraes/LUZ
Comércio antecipa promoções de inverno
MPE fatura mais
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faturamento das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas voltou a crescer em maio, de acordo com dados da pesquisa Indicadores de Conjuntura, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP). É o 18° mês seguido de alta. O faturamento das MPEs foi estimado em R$ 27,6 bilhões. Na comparação com maio de 2010, houve aumento real de 6,1%. O comércio foi o setor que teve o melhor desempenho (alta de 8,7%), seguido pela indústria (3,7%) e serviços (2,9%). Na comparação de maio com abril deste ano, a receita apresentou expansão real de 7,7%, beneficiada pelo Dia das Mães. As empresas do Grande ABC tiveram o maior aumento no faturamento (9,3%), na comparação com maio de 2010. Na Capital, o faturamento também foi positivo, com crescimento de 6,7%. As empresas do interior e da Região Metropolitana também apresentaram expansão na receita, de 5,6% e 6,5%, respectivamente. (AE)
Várias lojas já anunciam descontos de até 70%
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manhã a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) realizará o seminário "O Futuro de São Paulo", promovido pelos deputados federais Arnaldo Jardim e Dimas Ramalho. O encontro terá palestras do governador Geraldo Alckmin, de seu secretário de Energia, José Aníbal, e do chefe da Casa Civil, Sidney Beraldo. A Fecomercio-SP fica localizada na rua Doutor Plínio Barreto (paralela à avenida Nove de Julho), e o seminário acontecerá a partir das 9 horas. Mais informações podem ser obtidas com Sérgio Murilo, pelo fone (11) 9166 -6646.
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Comerciantes antecipam suas vendas promocionais de olho nas férias dos consumidores – e já pensam nas tendências da moda de primavera-verão.
Tesouro Nacional conseguiu captar US$ 500 milhões de investidores norte-americanos e europeus com taxa de juros de 4,188% ao ano – o menor valor da história para emissões no exterior. O dinheiro veio da emissão de títulos da dívida externa com vencimento em janeiro de 2021, feita ontem. Segundo o Tesouro Nacional, a demanda pelos papéis brasileiros permitiu conseguir juros mais baixos no mercado. A procura, informou o governo, foi maior que a oferta de títulos, mas os técnicos não divulgaram o valor exato. A diferença entre a taxa do título brasileiro e dos títulos do Tesouro norte-americano (considerados os papéis mais seguros do mundo) foi 105 pontos, também a menor da história. (ABr)
Bolsa é a 2ª pior
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índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas na BM&FBovespa, caiu ontem 0,57%, aos 62.207 pontos. No resultado do ano – quando já acumula um recuo de 9,72% – o indicador teve o segundo pior desempenho entre as principais bolsas de valores do mundo. Só perdeu para o mercado que enfrenta a pior crise dos últimos meses, o da Grécia. Entre os demais Brics, a Índia registrou a segunda pior queda no mercado de ações, de 8,7%. (Agências)
BNDES já vê fusão com ceticismo Vanderlei Almeida/AFP
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polêmica envolvendo os empresários JeanCharles Naouri, do grupo francês Casino, e Abilio Diniz, da rede Pão de Açúcar, resultou num desgaste que leva a direção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a ver com mais ceticismo a possibilidade de um acordo em torno da fusão da varejista brasileira com o Carrefour no Brasil. O Casino divide com Diniz o capital do Pão de Açúcar e tem o direito de assumir o controle em 2012. O entendimento entre os sócios é condição primordial para a participação do BNDES na operação, com aporte de até R$ 4,5 bilhões. Entendimen to – Segundo uma fonte que acompanha o processo, a decisão do BNDES é esperar que, em um prazo curto, haja uma solução entre as partes. O documento do BTG Pactual propondo a fusão tem validade de 60 dias a contar da apresentação da proposta, em 26 de julho. Como a apresentação feita por Naouri na segunda-feira ao presidente do banco, Luciano Coutinho, não trouxe qualquer novidade, nada mudou na dispo-
CASA CRUZ
Banco teme efeitos de controle do Casino sobre o Pão de Açucar
sição do banco de participar da operação. Mas ficou claro que o entendimento é difícil. "Para os fornecedores, para a indústria brasileira e para a economia, em última instân-
cia, é ruim a mudança de controle. Mas isso é uma disputa legal e o banco não tomará partido", disse a fonte. O principal temor do BNDES é que, sob o controle do Casino, o Pão de DC
Seminário discutirá o futuro
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m pleno frio, as lojas de rua e de shopping anunciam a liquidação dos produtos de inverno. Os descontos chegam a 70%, e as promoções da estação começam cada vez mais cedo – os lojistas estão abrindo mão de cobrar o preço cheio da mercadoria. Os descontos de até 60%, no Shopping Center Norte, começaram na semana passada e devem se estender até o final de julho. Do total das 331 lojas, 60% promovem liquidação. De acordo com a diretora de Marketing do grupo Center Norte, Gabriela Baumgart, são dois os motivos que levam às promoções precoces. Uma é a São Paulo Fashion Week, considerado o evento de moda mais importante do País – e que mostrou a coleção primaveraverão das grifes. O mercado tem que acompanhar este movimento, para não perder vendas e evitar o encalhe de peças. "O calendário da moda foi muito antecipado. Em agosto os produtos de verão já estão chegando ao comércio", disse. Gabriela afirmou que outro fator são as férias de julho. Os lojistas querem vender antes de o consumidor viajar. Caso contrário, as pessoas voltarão da viagem sem dinheiro e não vão comprar. E, pelo jeito, a estratégia é rentável: Gabriela estimou que as vendas, neste inverno, sejam 15% maiores do
que as da estação de 2010. No Shopping Ibirapuera, os descontos de também até 60% podem ser encontrados em itens de moda feminina, roupa infantil, jóias e calçados. A expectativa é de que as vendas cresçam 16%. Os shopping centers Taboão, Santana Parque Shopping e Continental Shopping anteciparam as promoções outono-inverno. Os descontos chegam a 70%. C o n t ra p o n t o – Os comerciantes da Rua João Cachoeira, na zona Sul, não aderiram à tendência. "Os lojistas estão aproveitando o clima frio para praticar o preço cheio. E o movimento está tão positivo que a expectativa é de que o aumento estimado de vendas, de 5%, seja superado", disse o presidente da associação que reúne os lojistas da região, Felipe Naufel. "A promoção deverá começar só no final de julho." Para o coordenador do Instituto Provar, Claudio Felisoni, os comerciantes não podem correr o risco de ficar com estoque. "As promoções são chamarizes para que as pessoas comprem itens fora da promoção", afirmou. Já para o professor da pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Gilmar Marques, os meteorologistas já haviam previsto que o frio seria mais rigoroso – o que não foi levado em conta pelas confecções. "As peças não estão adequadas para as atuais temperaturas. Sem promoção haverá encalhe de estoque."
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Açúcar se transforme em um centro de custos e vendas do grupo francês – uma plataforma de importação. O Pão de Açúcar já vem aumentando a venda de produtos Casino. Fumaça – O diretor-executivo da divisão de Internacional e de Comércio do BNDES, Luiz Eduardo Melin, afirmou ontem que "há mais fumaça do que fogo" no caso da fusão. Segundo ele, o banco de fomento recebeu uma proposta e tinha a obrigação de analisá-la. A conclusão foi de que o negócio seria economicamente interessante e viável para todos os parceiros envolvidos. Ele reforçou que o comitê de crédito do BNDES, que avaliou o caso, colocou precondições. "Todas as companhias e
grupos envolvidos devem estar de acordo", disse. Repercussão – Os desentendimentos em torno da união de Pão de Açúcar e Carrefour chegaram à edição desta semana na revista britânica The Economist, que circulou ontem. Em reportagem especial sobre a proposta, a publicação ponderou que a condução do assunto mostra a fragilidade da legislação antitruste brasileira. "O veredito sobre a fusão deverá vir do BNDES, e não do Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O resultado da disputa poderá depender de vários fatores – estratégicos, legais ou políticos. O bem estar do consumidor, contudo, não estará entre eles", avaliou. (Com AE)
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A empresária Cristiana Arcangeli investe R$ 4 milhões para divulgar sua nova marca, a beauty'in®, linha de aliméticos.
conomia
CUBA DANCE
ção
SAUÍPE dá vida mansa para seduzir cliente
O HÓSPEDE m agosto de 2010, a Costa do Sauípe e a agência Escala criaram o concurso "O Hóspede" para eleger um embaixador digital do complexo hoteleiro Costa do Sauípe, no litoral baiano. Desde novembro de 2010, Guilherme Missumi passou a morar no resort e a produzir diariamente posts, tweets, fotos e vídeos para mostrar nas redes sociais a beleza natural do Costa do Sauípe. "Foram os seis meses mais incríveis da minha vida", conta ele. Mas, diferentemente do previsto, Guilherme ainda não irá se despedir da Costa do Sauípe. Agora, ele irá abastecer o conteúdo das campanhas publicitárias do complexo. Um sonho de vida mansa que seduz muita gente. Mais uma novela bem sucedida de transformar o consumidor em protagonista.
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De narrador da histórica, Seu Jorge entra na tela e interage com a consumidora, como velhos amigos. Cilene, é claro, reúne todo mundo ao redor para mostrar como está importante. Não chega a ser tarefa difícil dar respostas a esses anseios do consumidor. Os sabonetes Assepxia – grafados assim mesmo, com "x" – prometem em promoção levar consumidores para o camarim e o show do cantor pop sertanejo Luan Santana. Com isso, estão conseguindo vender muito sabonete e gel para combater cravos e espinhas. Melhor ficar com Seu Jorge na tela, ainda que o Windows 7 nos dê um pouco de dor de cabeça, com suas constantes atualizações. Só o da dona Cilene, de Rio das Pedras, parece ser perfeito e bem ritmado pelo cantor que, com a personagem da vida real, protagoniza a história.
NA ESTRADA Loducca lança amanhã campanha para apresentar o novo produto da Firestone: a linha de pneus Multihawk. Sob o conceito "O melhor caminho é aquele que você constrói. Novo Firestone Multihawk. Vai mais longe", as peças publicitárias enfatizam a cumplicidade da Firestone com seus consumidores, além de buscar rejuvenescer a marca, presente no Brasil há mais de 80 anos. O fabricante garante que com desenho mais moderno e um desempenho equilibrado, tanto em pistas secas quanto molhadas, o Multihawk traz outras
importantes novidades: maior resistência ao desgaste, garantia de três meses contra impactos, cortes e furos e baixa resistência ao rolamento (que proporciona maior economia de combustível). Além disso, é capaz de rodar 20% a mais do que a concorrência. O comercial gravado no Chile reforça os atributos dos pneus. Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revista publicitta. com.br
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Samelo, empresa fundada em 1936, aposta no segmento de franquias para tornar a marca referência em calçados masculinos. Ela se vale de dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) de que o setor cresceu 20,4% em 2010. O faturamento total das empresas que atuam sob esse modelo de negócio alcançou a marca de R$ 76 bilhões. O montante representou 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano passado. Só o setor de calçados respondeu por R$ 15 bilhões desse faturamento. A Samelo colocou o pé na estrada e está inaugurando lojas de franqueados em todo o País, de olho nesse montante que disputa com outras marcas, mas certa de que dará o passo certo.
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NOS PÉS
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empresária Cristiana Arcangeli está investindo R$ 4 milhões para tornar conhecida a sua nova marca, a beauty'in®, linha de aliméticos. Com o slogan "Aliméticos fazem bem por dentro e ainda cuidam por fora", a empresária, que já foi dona da Phytoervas e ganhou muito dinheiro com a venda para a Procter & Gamble, espera dar mais uma tacada certeira. A agência Multi Solution assina o plano de mídia com o qual Cristiana Arcangeli quer mostrar ao consumidor o que é esse conceito de alimentos benéficos para a saúde e a beleza em situações cotidianas, bem humoradas. Que ninguém duvide do poder dessa empreendedora.
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publicidade descobriu uma coisa que não chega a ser novidade para nenhum salão de beleza ou estética: as pessoas adoram ler revistas de celebridades, ver como se vestem, como vivem e o que fazem os famosos. É claro que sonham em ser iguais a eles, mas se contentam, na maioria das vezes, em ter algo igual visto na revista – ainda que um simples objeto, uma cópia de um vestido ou um corte de cabelo. Assim, se sentem a um passo do sonhado universo, mesmo que possa levar uma eternidade para ele chegar. Então, os paliativos são importantes, inclusive para a autoestima – a publicidade sabe bem disso, pois muitos consumidores atestam que um produto é bom porque foi usado por aqueles a quem admira. É assim desde que o mundo é mundo. Diante desse cenário, porém, as agências, em diversas ações, decidiram encurtar o caminho e colocar o consumidor no centro, torná-lo protagonista da história e transformar o sonho em realidade. Melhor: com a cara dessa pessoa, com a sua história e não a tomada emprestada do mundo das celebridades. O grupo de agências comandadas por Roberto Justus, que conhece melhor do que ninguém o sonho de ser celebridade – caminho que o próprio trilhou – está saindo na frente desse filão. A Casas Bahia oferece a chance da fama por um dia, com direito a flashes de fotógrafos e a história contada nas ferramentas digitais da líder do varejo. A Casas Bahia, diga-se, é a principal conta da Y&R e que mantém a agência de Justus no topo do ranking quando o assunto é compra de mídia. Agora a Wunderman, também do grupo de Justus, está realizando algo similar para a Microsoft. Trata-se de uma websérie intitulada "As crônicas de um PC" e protagonizada por uma usuária do sistema operacional Windows. O resultado pode ser conferido no endereço www.windowsblog.com.br/pc. A surpresa nessa semana de encerramento da websérie fica por conta da aparição de Seu Jorge. Não aquele do boteco, mas o cantor e compositor de samba, hoje referência desse universo. O episódio de encerramento mostra como o computador de Cilene Medeiros da Silva Pereira, moradora de Rio das Pedras, no Rio de Janeiro, passou a ser um aliado até para organizar festas na casa da consumidora, com direito a transmissão online para a amiga de Cilene que mora em São Paulo, e edição das fotos para divulgar os melhores momentos nas redes sociais.
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VOCÊ EM CENA Fotos: Divulga
fabricante de cigarros Souza Cruz patrocina a turnê do Ballet Clássico de Cuba, dirigido por Alicia Alonso, uma das lendas vivas da dança, ao Brasil, com espetáculo em São Paulo, no Ibirapuera, entre 27 e 30 deste mês – sendo que no dia 30 a apresentação será gratuita no Teatro Anhembi Morumbi. Os ingressos têm que ser retirados com antecedência. Os laços da Souza Cruz com Cuba são antigos. A empresa brasileira é sócia em 50% da estatal cubana na Brascuba, que produz os cigarros mais populares da ilha de Fidel Castro. Foi um dos primeiros lances de abertura comercial de Cuba, e a Souza Cruz tem o direito de preferência em caso de privatização.
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PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 049/2011 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 1352/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 049/2011, tendo como objeto o REGISTRO DE PREÇOS DE MATERIAL PARA ATENDIMENTO A PACIENTES ESTOMIZADOS, conforme características, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.bb.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 27 de julho de 2011 e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 27 de julho de 2011. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 07 de julho de 2011. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 07 de julho de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: RECUPERAÇÃO JUDICIAL Requerente: GSV Segurança e Vigilância Ltda. - Requerida: GSV Segurança e Vigilância Ltda. - Rua Professor Aprígio Gonzaga nº 42 - São Judas - 1ª Vara de Falências
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
É preciso evitar o excesso. Não adianta colocar todas as marcas na vitrine. Gustavo Carree, consultor do Sebrae-SP
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É com atenção aos detalhes que se faz uma loja modelo Cuidados básicos com a pintura, iluminação, limpeza e correta exposição do preço podem ampliar o faturamento da loja em até 12%, segundo o Sebrae. Fotos: Newton Santos/Hype
Fátima Lourenço
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adoção de algumas providências básicas no ponto de venda, como pintura e melhoria da iluminação, traz reflexos imediatos no desempenho do negócio. Apenas com essas medidas, o faturamento mensal do estabelecimento pode crescer de 10% a 12%, segundo o consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), criador e coordenador do Programa Comércio Varejista, Gustavo Carree. O crescimento tende a ser maior se o ponto estiver muito feio. Mas cai para a faixa de 6% a 8% nas lojas com ambientes mais bem cuidados, ressalvou o especialista. Ele comentou que a pintura deve ser feita regularmente. "Às vezes, anualmente, por causa da poluição do ar ou tipo de solo da região", exemplificou Carree. A experiência acumulada com as 7,8 mil empresas atendidas desde 2006 pelo programa mostra, segundo ele, que a maior dificuldade dos lojistas é escolher os produtos que serão expostos na vitrina e interior do estabelecimento. "É preciso evitar o excesso. Não adianta colocar todas as marcas da loja na vitrine", recomendou o consultor. Ele sugere trocar os produtos pelo menos uma vez por semana, ou em intervalos menores quando houver alto fluxo de pedestres. A vitrina e a fachada precisam refletir a essência do negócio. "É muito frequente o empresário mudar de segmento, ou ampliar o mix, e a fachada da loja não refletir a mudança." A lista das falhas mais frequentes inclui iluminação inadequada (lâmpadas apagadas, ou substituídas por modelos diferentes daqueles previstos no projeto original, ou que distorcem a cor dos produtos); improvisação na organização dos móveis; e falta de atenção com detalhes, como ausência de preço nos produtos ou excesso de comunicação. A exposição do preço, além de ser obrigatória, ajuda a concretizar as vendas. "O cliente tem vergonha de perguntar. Ele nem sempre está ali para comprar, mas o preço poderá atraí-lo", justificou Carree. A falta de provadores adequados é outra das falhas. Entre os erros estão a iluminação que distorce a cor dos produtos; falta de gancho para pendurar roupas e bolsas; tamanho dos espelhos; climatização deficiente; porta sem tranca ou cortina em tamanho que compromete a privacidade; e falta de bancos. As questões acima se alinham a um conjunto de 20 itens estudados no primeiro ciclo do programa do Sebrae-SP. Limpeza geral, condições dos banheiros, música ambiente, acesso à loja e facilidade de fluxo são alguns deles. Para ter acesso ao programa, totalmente gratuito, o lojista deve procurar o posto do SebraeSP da sua região. "Visitamos a loja para fazer um diagnóstico do visual merchandising. Depois, a empresa recebe um documento, com fotos, apontando os problemas e um conjunto de sugestões para as melhorias", explicou Carree. A fase de implantação é acompanhada por especialistas do projeto – que oferecem, no período de seis a oito meses, cerca de 20 horas de consultoria ao comerciante. "Procuramos trabalhar aspectos práticos, de implementação rápida", afirmou Carree.
A unidade da Armazém Erva Doce instalada na Paulista já nasceu sob a concepção do chamado "visual merchandising". As lojas marca são pequenas, com 40 m², possuem ar condicionado, provadores no fundo da loja, para oferecer mais privacidade, e suas vitrinas são atualizadas semanalmente.
Mudando para atender melhor
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o grupo paulistano de moda feminima Erva Doce – dono de uma rede com sete lojas homônimas e da bandeira Armazém Erva Doce, com dez pontos de venda – a concepção do visual merchandising desses pontos resulta de um conjunto amplo de informações, afirmou o sócio e diretor de operações, Mauricio Cestari. O trabalho, comandado por arquitetos, envolve pesquisas sobre as tendências de mercado no segmento – dentro e fora do País, junto à clientela e ao
público interno (estilistas, por exemplo). É um trabalho que precisa ser renovado, lembrou Cestari. "A cliente também muda com o tempo. Precisamos acompanhar essa mulher." A Armazém Erva Doce, aberta há quatro anos na Avenida Paulista, já nasceu sob um visual redesenhado e na próxima atualização terá os provadores reestruturados, com divisórias em pano, para que, fora dos horários de maior movimento, a cliente possa desfrutar de um
espaço mais amplo. As lojas da marca são pequenas, com 40 m²; mantêm provadores na parte dos fundos, para oferecer maior privacidade; ar condicionado; araras, para que a cliente possa tocar as roupas; e vitrinas atualizadas semanalmente, com os novos produtos que chegam às lojas. Além disso, acrescentou Cestari, há oferta de café e água, sonorização renovada a cada nova coleção e preocupação para que a iluminação não altere a cor dos produtos. (FL)
Compras online: hora de inovar. Divulgação
Paula Cunha
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epois da explosão de acessos, a procura pelos sites de compras coletivas começa a passar por um processo de acomodação. Os índices mostram que ainda há crescimentos constantes, mas menos expressivos que os observados até o final do ano passado. Em abril deste ano, 14,1 milhões de internautas brasileiros navegaram nesses endereços virtuais, ante mais de 7,4 milhões em outubro de 2010, segundo o Ibope Nielsen Online. De acordo com analistas, o segmento movimentará R$ 800 milhões neste ano. Para especialistas, esse movimento é normal, pois todas as novidades lançadas na web costumam atrair atenção, gerando um volume significativo de negócios e depois registram declínio no interesse. Para Ludovino Lopes, vice-presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), o sistema de vendas virtuais está em constante evolução e, por isso, é preciso compreender que as compras coletivas não são um meio eletrônico de oferta de produtos, mas de serviços que atendem regiões específicas. O vice-presidente da Camara-e.net lembra que há grande concentração nesse segmento de negócio. Apenas cinco ou seis empresas concentram de 80% a 90% do faturamento do setor. Ele acredita que a regionalização é fundamental para a sua sobrevivência e para a entrada
de mais empreendedores no mercado. Na opinião de Lopes, o setor também se ajustará naturalmente se os empresários estruturarem bem seus negócios. É fundamental a implantação de uma plataforma que funcione, um sistema de pagamentos eficiente e seguro, e um mecanismo de processamento de pedidos rápido e que não prejudique as entregas. Segundo o executivo, o mercado brasileiro está na fase de identificar boas práticas de atuação que poderão, futuramente, ser a base de uma legislação específica para o segmento. "Talvez seja adequado que o mercado discuta essas regras para depois criar uma legislação – se essa for muito rígida, poderia engessar o setor. Isso não seria benéfico, pois esse segmento está renovando o comércio online", opinou. Para o analista do Ibope Nielsen Online, José Calazans, a enorme adesão a essa modalidade de vendas ocorreu em função da divulgação maciça desses endereços na internet (leia mais ao lado). Bolha – O presidente da Associação Brasileira de Relações Empresa-Cliente (Abrarec), Roberto Meir, opinou que os sites de compras coletivas não possuem estrutura e consistência para atender à demanda que atraíram. Para ele, esses empreendimentos podem ser classificados como mais uma bolha na internet, e surgiram em razão da grande liquidez de algumas empresas que decidiram investir em novos canais. E alerta que a rapidez com que o mercado se expandiu pode reduzir o seu tempo de vida.
Andrade: só endereços aptos a atender a clientela terão espaço.
Seleção natural
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om mais de 9 milhões de usuários cadastrados em maio deste ano, ante mais de 5 milhões em dezembro de 2010, o Peixe Urbano é um exemplo de endereço virtual de compras coletivas que conseguiu crescer desde a sua criação, no início do ano passado. Ele já atua em mais de 60 municípios brasileiros, com mais de mil ofertas mensais, e também na Argentina. O sócio-fundador, Emerson Andrade, atribui o sucesso do site à oferta do que existe de mais atrativo nas cidades participantes e à sua boa estrutura de atendimento. Para Andrade, o atual momento do setor é de seleção natural dos endereços mais aptos a atender a clientela com ofertas de empresas idôneas com capacidade para cumprir seus compromissos. O perfil do consumidor do Peixe Urbano é diversificado, mas a maioria está entre 25 e 45 anos de idade, tem um bom poder aquisitivo, usa sempre a internet e possui cartão de crédito. Os acessos são divididos igualmente entre homens e mulheres, mas as primeiras efetuam de 65% a 70% das compras. (PC)
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A linha de importados VW –Touareg, Passat e Passat Variant, 2012 – ganhou hotsite www.vw.com.br/premium. Nele, proprietários e futuros consumidores têm todas as informações sobre os modelos.
FORD KA 2012
O melhor da mudança está na potência O Ka ganhou força no motor 1.0. Passa dos 160 km/h e está mais barato que o 2010. O esportivo, com motor 1.6, chega aos 181 km/h. Seu alvo é o Chevrolet Celta.
Fotos: Divulgação
CHICOLELIS
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exemplo de outros modelos, o pequeno Ford Ka recebeu poucas mudanças no seu visual. A grade agora é semelhante a aquelas dos demais modelos da marca, como Focus e Fiesta, seus faróis receberam a máscara negra que lhe deu mais "cara" de esportivo, o mesmo ocorrendo com as lanternas traseiras. O que mais se pode ressaltar no Ka é o aumento da potência do seu motor, tanto na versão normal, quanto na esportiva. No primeiro caso, ela subiu para 72,8 cv (álcool) e 68,5 (gasolina). O esportivo, que tem propulsor 1.6, foi para 107 cv, usando álcool e 102,4, quando abastecido com gasolina. Usando o combustível derivado do petróleo e da cana de açúcar, alcança, respectivamente, 162 e 181 km/h. Os pneus 195/55 R15 "calçam" rodas aro 14", na versão 1.0, cobertas com calotas ou liga leve. O aro 15" aparece no modelo esportivo. Os preços
do Ka 2012 começam em R$ 24.500 na versão de entrada e vão até R$ 36.900 com a motorização 1.6, quando vem com air bag. No modelo anterior o 1.0 ficou mais barato, a linha 2010 custava R$ 25.420. Celta, o alvo -O Ka responde por 20% das vendas da marca, concorrendo com outros modelos de duas portas, como o Fiat Palio. Mas o grande desafio, para a Ford, é conquistar os compradores do Chevrolet Celta, líder do segmento e que custa R$ 26.350, ou seja, R$ 1.850 a menos que o modelo da norte-americana. E custa cerca de R$ 1 mil a menos que o carro da italiana. Em razão desta busca pelo lugar do Celta, a Ford realizou mudanças na mecânica do seu pequeno carro, melhorando sua suspensão, tornando-o melhor no rodar e mais silencioso. E, como o torque também melhorou, a versão 1.0 tem uma boa retomada de velocidade na estrada.
Impressões - Andando, o 1.0 mostra-se um carro confortável. O barulho está dentro do razoável, assim como se sente pouca vibração, até mesmo nas péssimas, em sua maioria, ruas e avenidas de São Paulo. Como acontece com qualquer veículo equipado com motor 1.0, o Ka não foge à regra de perder muita potência quando o ar-condicionado é ligado. Você ganha o conforto do sistema, mas perde força, especialmente em pistas inclinadas. Mas o 1.6, com seu belo
motor de mais de 100 cv, compensa mesmo que se ligue o arcondicionado. A versão esportiva 1.6 será facilmente identificada por onde passar. Suas cores são extravagantes. Muito extravagantes mesmo, a começar pelo laranja Ibiza, com suas faixas pretas, laterais, sobre o capô e teto. Para se ter uma ideia das cores (branco Ártico, vermelho Bary, preto Ebony e prata Geada), a mais discreta é o vermelho, com as mesmas faixas.
O Ka 1.0 ficou mais potente e mais barato. Ele ainda ganhou uma versão esportiva, com motor 1.6.
DUAS RODAS
Para aventuras e velocidade A japonesa Kawasaki mostra suas forças: a maxi trail Versys e a Z 750 Divulgação
ANTÔNIO FRAGA
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unho foi especial para os amantes de motocicletas diferenciadas. Em menos de trinta dias, a Kawasaki apresentou duas novas super motocicletas: a Z 750 e maxi trail Versys. A nona motocicleta a ser montada na planta fabril da Kawasaki, em Manaus (AM), chega na versão 2011 com muitas novidades. O design da Kawasaki Versys, principalmente na parte frontal, proporciona ao modelo elegância e robustez. Para reforçar esse aspecto, o farol ganhou nova localização e formato. O painel de instrumentos agora vem equipado com iluminação por LEDs, melhorando a visibilidade noturna. Completo, o conjunto tem velocímetro digital, conta-giros do motor e marcador do nível de combustível, além de hodômetro parcial e total. A moto recebeu nova suspensão de curso mais longo e um ajuste de molas. Ambos proporcionam maior controle ativo e mais segurança, independente do tipo de piso. Além disso, a maxi trail vem equipada com rodas diantei-
As novas Kawasaki: Z 750, com visual agressivo, e Versys, elegante e robusta.
ras e traseiras 17'' e pneus 120/70 na dianteira e 160/60 na traseira. O motor que equipa a Versys é bicilíndrico paralelo de 649 centímetros cúbicos, que oferece ao seu piloto uma potência máxima de 64 cavalos a
8.000 rpm e torque de 6,2 kgfm a 6.800 rpm. A versão 2011 trará novas cores: Metallic Spark Black e Metallic Imperial Red, custando R$ 30.716 e R$ 33.749, respectivamente sem e com ABS. Nova Z 750 - Líder de ven-
das na Itália, França e Espanha, a nova Kawasaki Z 750 tem visual extremamente agressivo e desempenho de uma super bike, já tradicional na linha Z da marca japonesa. O motor de 750 centímetros cúbicos desenvolve 106 cavalos a 10.500
rpm, e entrega um torque máximo de 8,0 kgfm a 8.300 rpm. Os freios acompanham a alta performance da motocicleta, destaque para os da dianteira com pinças de duplo pistão em forma de pétalas, o que, segundo a marca, garante a melhor
frenagem da categoria. A dirigibilidade é excelente, mesmo quando conduzida esportivamente. A Z 750 conta com garfo telescópico dianteiro invertido e ajustável e na traseira com a suspensão Uni-Trak, exclusiva da marca, e amortecedor ajustável, que também pode ser adaptado ao estilo de pilotagem. O painel é completo, de fácil visualização e possui conta-giros, velocidade, temperatura do motor e nível de combustível. Seu tanque, com capacidade de 18,5 litros, proporciona grande autonomia e conforto. Quando equipada com ABS, o seu preço é R$ 38.281. Sem ele, custa R$ 34.848.
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O GUEPARDO Espécie em extinção inspirou a nova atração do Busch Gardens. Visitante tem a chance de descobrir tudo sobre o felino.
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Convidamos um aficionado por montanhas-russas para ir à inauguração da Cheetah Hunt, novidade da temporada na capital da diversão. Confira!
Divulgação
Fotos: Emerson de Souza
André Abujamra
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m belo dia, um amigo que não via há muitos anos me fez um convite perfeito e inesperado: ir conferir em primeira mão a inauguração de uma grande montanha-russa na Flórida. Inesperado, pois, como músico e ator, nunca experimentei o papel de "turista profissional". Perfeito porque sou louco por esses brinquedinhos que mexem com a nossa adrenalina. Sempre gostei de parque de diversão e perdi a conta de
quantas montanhas-russas já fui na vida. Durante as turnês da minha banda Karnak pela Costa Oeste americana aproveitei para ir a todas as montanhasrussas da Califórnia. O parque que mais visitei? O Six Flags, em Los Angeles. Agora, desembarcaria na capital da diversão para uma première radical. Cheguei a Orlando. Parte de um grupo restrito de jornalistas ciceroneados pela empresa SeaWorld Parks & Entertainment (que opera dez parques temáticos nos Estados Unidos), fomos a um hotel do lado do SeaWorld, um dos parques
One Ocean, o famoso show das baleias orca (foto no topo), e a montanha-russa Manta (acima): imperdíveis no SeaWorld. No parque Aquatica, Taumata Racer, uma corrida de tobogãs (abaixo).
n o p ro g r a m a . C o m o u m a criança, mal conseguia controlar a emoção. No dia seguinte, partimos para a cidade de Tampa para a estreia da tão esperada Cheetah Hunt, no Busch Gardens. A montanha-russa foi desenhada a partir da tecnologia linear Synchronous Motor (LSM), que se utiliza da força de imãs para impulsionar os visitantes a uma velocidade de 100 km/h e inspirada no disparo de um guepardo (felino) em busca de sua presa. Antes da abertura, fui a todas as montanhas-russas do Busch e como não enfrentava filas, como convidado especial, curti muito! Uma que me impressionou foi a SheiKra. Depois de subir 60 metros, o carrinho fica parado por uns cinco segundos (dá tempo de pensar!) antes de uma queda de 90 graus. Além das montanhas-russas, o Busch Gardens tem muitos animais. Eu não sou muito chegado a bicho, mas como estava trabalhando fui fazer um safári. Então, me surpreendi: encontrei com 14 girafas e me apaixonei por elas. O jipe andava e elas enfiavam a cabeça dentro do veículo e quem estava lá podia alimentá-las com alface e fazer carinho no pescoço. Sabe como é que você distingue uma girafa da outra? Pelas suas manchas. São como as nossas impressões digitais. Guepardos – Depois de andar o dia todo pelo parque, chegou a hora da grande inauguração. O sistema da Cheetah é tão diferente que pela primeira vez vi um carrinho acelerar na subida e lembrei das turnês da minha banda, quando me esbaldei nas montanhas-russas da Califórnia. Muita adrenalina, muito rápido! Senti estar na infância e adolescência de novo! Ta m b é m faz parte dessa nova megaatração, o lar de 14 guepardos, espécie que inspirou o projeto. Painéis com vídeos e telas "touch screen" servem como ferramenta interativa de educação e conscientização sobre a saga dos guepardos na vida selvagem e explicam por que eles estão em extinção. Hoje existem apenas 10 mil guepardos no mundo.
SERVIÇO
André Abujamra: o músico e ator adorou o novo brinquedo radical do Busch Gardens (foto acima) e descobriu sua paixão por golfinhos (à esq.) no Discovery Cove.
Mundo marinho - No outro dia, fomos para o SeaWorld. Já na chegada, vimos uma foca maravilhosa e fiquei emocionado de perceber o amor que os tratadores têm pelos bichos, lá é uma coisa linda! No parque também tem muitas montanhas-russas e a mais legal de todas é a Manta (uma arraia grandona). Nela, você fica deitado que nem o Super-Homem e parece que está voando. Foi incrível! Depois vimos a apresentação das baleias orca. Há alguns anos houve um acidente terrível com uma tratadora e uma orca e agora os cuidadores não podem mais entrar na piscina. Mesmo assim, o show é imperdível. Andamos o dia inteiro e me diverti a valer! Voltando para o hotel percebi que não tinha mais 17 anos e meus pés doíam muito. No dia seguinte iríamos para um parque aquático e achei que não c on s eg ui r ia . Fomos para o Aquatica e, mesmo com toda dor, esqueci de tudo e voltei a parecer criança. Fui a todos os brinquedos, todos eles aquáticos! E o que mais gostei: Taumata Racer, uma corrida em tobogãs de água. Para fechar a viagem com chave de ouro, visitamos o Discovery Cove, o parque onde os visitantes podem alimentar pássaros exóticos, praticar snorkelling em lindas lagoas
de água doce e salgada e relaxar em praias de areias. A nova área The Grand Reef, um arrecife que recria os ambientes tropicais do mundo, é um show! E lá, no Discovery Cove, tive a experiência mais emocionante da minha vida: nadar com golfinhos. Viagem a convite da SeaWorld Parks & Entertainment
Internet: confira o site SeaWorldParksandEntertainment.com. Pacotes: para SeaWorld, Discovery Cove, Aquatica e Busch Gardens, nas operadoras credenciadas. Em São Paulo, Agaxtur (www.agaxtur.com.br), MMT Grapnet (www.gapnet.com.br), Nascimento (www.nascimento.com.br), RCA (www.rcatours.com.br) Suncoast USA (www.suncoastusa.com.br), TAM Viagens (www.tamviagens.com.br) e Trade Tours (www.tradetours.com.br) Hotéis parceiros: 25 hotéis próximos aos parques oferecem benefícios como passe que dá direito a acesso às atrações sem filas e descontos (veja no www.seaworldvacation.com). Seis hotéis são oficiais e oferecem mais vantagens – Doubletree by Hilton Orlando, Renaissance Orlando, Hilton Garden Inn Orlando, SpringHill Suites Orlando, Fairfield Inn & Suites Orlando e Hilton Grand Vacations.
Durante o safári no Busch Gardens (acima e abaixo), turistas alimentam e acariciam 14 girafas.
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cultura
Allen no palco do Frei Caneca Estreia Adultérios, com Fábio Assunção. Sérgio Roveri
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s pequenas neuroses, opinar sobre o relacionamento do o ciúme patético, os autor com a amante. Fábio Assuntraumas de infância ção viverá o sem-teto Fred nas sesque ainda reverberam sões de sexta e na das 22h do sábana idade adulta e mais uma infindá- do. Na primeira sessão do sábado, às vel lista de desconfortos sociais que 20h, e na do domingo, será o escritor costumam marcar a obra de Woody Jim. Desta maneira, caberá a Norival Allen não são mais monopólio do ci- Rizzo interpretar o escritor Jim na nema. Com a estreia de Adultérios sexta-feira e na segunda sessão do nesta sexta (8), o inconfundível e por sábado, e o mendigo Fred na primeivezes hilariante universo do cineas- ra sessão do sábado e também na ta nova-iorquino chega aos palcos de domingo. do Teatro Frei Caneca pelas mãos do "No início, os atores estranharam diretor Alexandre Reinecke, que muito este modelo", diz Reinecke. consumiu um ano e meio em nego- "Mas, ao longo dos ensaios, fomos ciações com agentes de quatro cida- percebendo que com isso teríamos des (Rio de Janeiro, Buenos Aires, duas peças diferentes a partir da Nova York e Los Angeles) para con- mesma história, já que cada ator, em seguir a liberação deste texto que razão do tipo físico, da idade e da forentrou em cartaz nos Estados Uni- ma de interpretar, vai imprimir sua dos em 1995. "Conheço vários tex- personalidade ao personagem." tos de Woody Allen para teatro, mas A peça inicia temporada no monenhum deles despertou tanto a mento em que o último filme de Wominha atenção quanto Adultérios", ody Allen, Meia-Noite em Paris, goza diz Reinecke. "É um texto rico, cômi- de imenso prestígio da crítica e resco e que, seguramente, traz mais um ponde por boas bilheterias. Coincipersonagem inspirado na figura dentemente, tanto Adultérios quando próprio Allen." to o filme trazem como protagonisAd ult érios (do inglês Central ta um escritor em crise. "Só que Gil, o Park West) marca o retorno ao tea- personagem do ator Owen Wilson tro do ator Fábio Assunção, que em Meia-Noite em Paris, tem certeza não pisava num palco desde o clás- de que é um escritor menor, isto está sico Quem Tem Medo de Virginia explícito. Na peça, o personagem Woolf?, encenado entre os anos de Jim apenas desconfia de que não se2000 e 2001. "Não é que eu tenha ja assim tão bom", explica Reinecke. me afastado propositadamente O ator Norival Rizzo não vê probledo teatro", diz o ator. "É que neste mas em possíveis comparações já período fiz muitos filmes e nove- que, para ele, "todos os personalas. Escolhi fazer outras coisas, o gens centrais de Woody Allen são o que não significa que eu tivesse próprio Woody Allen". "Na obra dedesejado passar tanto tempo as- le, isso não é coincidência, é proposim longe do teatro." Assunção di- sital. Talvez por isso, nesta peça, nós vide o elenco com os atores Norival Rizzo (com quem fará um revezamento de personagens) e Carol Mariottini. Ad ulté rio s, encenada pela primeira vez no Brasil, tem como cenário as margens do Rio Hudson, em Nova York, onde Jim Swain, um escritor de carreira modesta que só muito recentemente conheceu o sucesso com um roteiro chamado A Jornada, encontra-se à espera da amante Barbara, com Fotos: Jairo Goldflus/Divulgação quem deseja terminar a relação. Antes da chegada da procuramos fugir daquele estereóbela e aproveitadora jovem, quem tipo que ele criou – o do homem surge é o sem-teto Fred, um lunático eternamente nervoso, confuso e gaque acusa Swain de ter-lhe roubado go. Estamos fazendo um personaa história de A Jornada. Sarcástico e gem de Woody Allen, mas não da verborrágico, em pouco tempo o maneira como ele costuma fazer." mendigo estará à vontade até para Reinecke apostou neste reveza-
Público nacional descobre a graça de Woody
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novo filme de Woody Allen a chegar aos cinemas brasileiros, MeiaNoite em Paris estreou no País com 97 cópias, recorde para trabalhos do cineasta. Uma semana depois do lançamento, obteve outro feito inédito: aumentou o número de salas nas quais está sendo exibido, chegando a 103. Segundo dados da FilmeB, o filme acumula público de 379 mil pessoas e R$ 4,5 milhões em bilheteria nacional. Nos EUA, a cifra bate em US$ 30 milhões e deve se firmar como a maior arrecadação da carreira do Allen em seu país. Estrelado por Owen Wilson, a comédia tem Carla Bruni, primeira-dama da França, no elenco. (LHC)
Adultérios. Estreia nesta sexta (8). Teatro Shopping Frei Caneca. Rua Frei Caneca, 569. Tel.: 3472-2229. Sexta às 21h30, sábado às 20h e 22h e domingo às 19h. R$ 50 a R$ 70.
Desfile de maledicências A Escola do Escândalo traz a vida na corte inglesa no século XVIII
epois de ter criado e roteirizado o seriado A Vida Alheia, poucos autores se sentiram mais credenciados para falar da fofoca quanto Miguel Falabella. Apresentado pela Rede Globo no primeiro semestre do ano passado, o programa mostrava o cotidiano de uma revista de celebridades cuja diretora de redação não economizava esforços, lícitos ou nem tanto, para garantir um escândalo semanal em suas capas. Engana-se quem pensou que as bisbilhotices haviam saído do cardápio diário de Falabella. Prova disso é a chegada da superprodução A Escola do Escândalo, texto do dramaturgo
irlandês Richard Brindley Sheridan (1751-1815) que estreou em Londres em 1777 e permanecia inédito no Brasil até hoje. Falabella adaptou, condensou os cinco atos originais da peça em apenas três, reduziu o número de personagens e assina a direção da montagem que entra em cartaz nesta sexta (8), no Teatro Raul Cortez. A peça, um feérico desfile de maledicências e diz-que-diz, traz no elenco os atores Tonico Pereira, Maria Padilha, Bianca Comparato, Bruno Garcia e Cristina Mutarelli, entre outros. Desde sua estreia, o texto de Sheridan, ambientado nas alcovas da corte e nos salões da alta burguesia da Londres do século
Guga Melgar/Divulgação
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mento de atores justamente por acreditar que os personagens do autor e do mendigo sejam complementares, duas faces de uma mesma pessoa. "O mendigo, que resolveu atormentar a vida do escritor e cobrar pelos direitos autorais de uma obra que ele acredita ser sua, no fundo diz tudo aquilo que o escritor sempre teve vontade de dizer e nunca conseguiu."
XVIII, se revelou um desses raros sucessos com fôlego para atravessar os séculos. O indisfarçável interesse dos ingleses pelos tablóides sensacionalistas é a prova do vigor sempre atual de A Escola do Escândalo. O espetáculo mostra as
desavenças entre um comendador mal humorado (Tonico Pereira) e sua mulher Rosália (Maria Padilha), uma ex-camponesa que, desde o casamento, realizado há apenas sete meses, mostra-se cada vez mais extasiada com os prazeres da vida na corte. Entre as
preocupações do comendador está a de arranjar um bom casamento para a sobrinha Maria (Bianca Comparato) – o que não seria assim tão trabalhoso se metade da corte não estivesse interessada em atazanar a vida da bela e casta jovem. (SR)
A Escola do Escândalo. Teatro Raul Cortez. Rua Doutor Plínio Barreto, 285. Tel.: 3254-1700. Sexta, 21h30. Sábado, 21h. Domingo, 18h. R$ 80.
Nesta edição: Música, com os mestres arranjadores e homenagem a Cyro Pereira. Bar: a bela mortadela! Fotografia: uma agência de imagens brasileiras. Cinema: Winnie, The Pooh, desenho Disney à antiga. Gastronomia: Dia da Pizza. Roda do Vinho: Exilados de Montparnasse. Televisão: estreia O Astro, no novo horário das 23h da Globo. Leitura: Vargas Lhosa e a Guerra de Canudos. No Centro, atrações no palco de dança, no teatro, no metrô...
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sexta-feira, 8 de julho de 2011 Caroline Bittencourt/Divulgação
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cultura
Diversidade sonora Notas no Ar, novo disco de Michel Freidenson, vai além do jazz. E traduz exuberância melódica. André Domingues
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a falta de outra definição melhor, pode-se dizer que é jazz o que o pianista Michel Freidenson faz no ótimo disco Notas no Ar, lançado há pouco. A improvisação constante, a experimentação harmônica e mesmo uma boa parte do repertório levam a isso. Há nele, porém, algo que escapa ao jazz, e não só ao norteamericano, mas também europeu e latino. É uma diversidade no material rítmico e sonoro, uma falta de barreiras entre gêneros, uma exuberância melódica que são vistas, no mínimo, como exóticas no hemisfério norte. Tratase, porém, de uma característica bem assentada da música instrumental brasileira, fruto de um impulso de assimilação de tudo o que aparece por aqui e da estreita proximidade com o canto. Sem outro nome mais preciso, continue-se chamando de jazz, mas com a consciência de que há algo mais ali. Notas no Ar tem cara de uma boa brincadeira entre amigos, em que entram e saem músicos como Hermeto Pascoal, Raul de Souza, Toninho Ferragutti, Chiquinho Oliveira e Thijs Van Leer. A Michel cabe um papel de anfitrião, preparando a mesa com bons temas, servidos em arranjos convidativos para a improvisação, a exemplo da sua ousada versão de Trenzinho do Caipira, de Villa-Lobos. Esse papel de anfitrião não para nos preparativos iniciais. Também nas execuções, Michel Freidenson fica de olho no bem estar geral. Entre um tema e outro, seu piano econômico e percussivo conduz a conversa, propondo com segurança os assuntos que lhe interessam, mas também permitindo, elegante-
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mente, que cada c o nv i d a d o s e j a ouvido com toda a atenção. Algo muito interessante em Notas no Ar é o uso de vozes em alguns temas. Tirando Ciranda do Indaiá (de Ivan Lins e Vitor Martins), aproveitada para o desfecho do disco, as demais entradas vocais acontecem sem flertar com a popularidade da música cantada, compor tando-se, mesmo, como instrumentos no meio dos arranjos. O melhor exemplo é Viola Violar (de Milton Nascimento e Márcio Borges), em que o coro fo r m a d o p o r Yvette Matos, Daisy Cordeiro, Filó Machado e outros até entoa algumas palavras, mas só como tempero para a sofisticada trama sonora, que segue soberana. Entre os participantes do disco, destacam-se dois antigos amigos, em cujas bandas Michel já tocou: Hermeto e Raul. Hermeto participa de dois números de autoria de Michel, Cosmic For All e 1000 HP, sendo especialmente marcante no primeiro, um mix de ritmos nordestinos, como arrasta-pé, baião e xaxado, em que faz um solo deslumbrante de piff (que, segundo informa o en-
Cyro Pereira: sofisticadas orquestrações de música popular.
A orquestra como forma de expressão N
Michel Freidenson: experimentação harmônica. carte, é um pífano adaptado pelo próprio Bruxo para ter melhor afinação). Hermeto ainda aparece como autor de um outro tema, o bonito Montreux. Já Raulzito põe seu magnífico trombone na boa versão de Roda, de Gilberto Gil e João Augusto, e no standard Samba de Verão, de Marcos e Paulo Sérgio Valle. Há entre ele e Michel uma fina sintonia: ambos seguem uma estética clean, buscando atingir o máximo de expressividade em poucas notas.
Notas no Ar teve um show de lançamento em maio, no Auditório Ibirapuera, mas é um daqueles discos que, pela quantidade de assunto e pela dificuldade de divulgação, deve continuar ser lançado por meses, com mais ou menos formalidade. Quem quiser uma data especial, porém, pode esperar o dia 7 de agosto, quando Michel irá se apresentar no acolhedor Museu da Casa Brasileira, ao meio-dia, com ingressos grátis.
Os pioneiros e seus arranjos históricos A
história dos arranjadores brasileiros tem um início à altura da tradição musical do País. No início dos anos de 1930, quando a RCA chegou ao país, quis garantir a qualidade dos seus discos contratando arranjadores fixos, uma novidade, já que essa função era apenas uma ocupação ocasional por aqui. Foram contratados, então, o já tarimbado Pixinguinha (foto) e o jovem pianista e compositor Radamés Gnattali, dois gigantes da MPB. Pixinguinha trazia a valiosa bagagem das bandas marciais, dos conjuntos regionais e dominava os arranjos de músicas ligeiras, sobretudo as de carnaval. Além de criar introduções que ficavam tão famosas quanto as próprias músicas (veja-se, por exemplo, O Teu Cabelo Não Nega ou Linda Morena), costumava fazer caprichosas modulações nas exposições instrumentais das melodias e explorava muito bem as possibilidades sonoras dos
instrumentos que tinha à mão. Já Radamés, vindo da música erudita nacionalista, ficou mais com os arranjos orquestrais, mostrando grande habilidade nas harmonias e também nos coloridos timbrísticos. Não demorou a se tornar o mais importante arranjador da sua época – e de todos os tempos –, assinando arranjos históricos como os de Aquarela do Brasil, cantada por Francisco Alves, em 1939, e Copacabana, cantado por Dick Farney, em 1946 (neste, aliás, já se nota uma sensível influência do jazz). Os estilos de Radamés e Pixinguinha reinaram até os anos de 1950, mas tiveram destinos diferentes. Enquanto o primeiro frutificou bastante, abrindo oportunidades para outros
maestros vindos da música erudita, como Lindolpho Gaya, Lírio Panicalli e Léo Peracchi, o de Pixinguinha foi se apagando, sobrevivendo apenas em alguns grupos de choro. O aparecimento da bossa nova mudou esse panorama no final da década de 1950. Primeiro, destacou-se Tom Jobim, discípulo de Radamés, com orquestrações econômicas e harmonizações de evidente aprendizado jazzístico. Em seguida, apareceram outros que cultivavam igualmente conhecimentos brasileiros e norteamericanos, como Moacyr Santos, Luiz Eça, Eumir Deodato, Dori Caymmi. Firmou-se, então, uma terceira voz nos arranjos brasileiros, além dos eruditos-nacionalistas e dos mestres de banda-chorões.
A linguagem bossa-novista rapidamente se tornou a mais badalada, mas seu reinado não chegou a uma década. Ainda no final dos anos de 1960, eclodiu o tropicalismo, que chamou bastante atenção com sua mistura livre das três maiores escolas nacionais com vanguardas eruditas e música pop. Foi o momento de glória, então, do maestro Rogério Duprat, principal representante da tendência. Atualmente, prevalece uma vizinhança amigável entre todas essas escolas. Cada uma delas absorveu elementos das demais e se enriqueceu com a assimilação de outros mais recentes, como as pesquisas de percussão tradicional, os grooves de black music e as sonoridades eletrônicas. Sem radicalismos, enfim, a MPB vem se mostrando um dos solos mais férteis na música mundial também nos arranjos. (AD)
A belíssima mortadela
este sábado (9), completa-se um mês do falecimento de um dos maiores arranjadores da MPB de todos os tempos, o maestro e compositor gaúcho Cyro Pereira, então com 81 anos. Trata-se de uma perda significativa, visto que era, também, um dos últimos representantes natos daquelas sofisticadas orquestrações de música popular consagradas na chamada Era de Ouro do rádio. Cyro, que dirigiu orquestras na Rádio e na TV Record, entre muitas outras, há anos vinha se concentrando na Orquestra Jazz Sinfônica, a principal preservadora desse formato no Brasil. Nela, exercia o prestigioso cargo de Compositor-Residente, tanto pela competência, quanto pela participação no grupo desde a fundação e, sobretudo, pela sua profunda identificação com a proposta. “Não sou sinfonista e não quero ser!”, dizia ele, satisfeito com o trabalho de dar um tratamento mais sofisticado para a música popular, costumeiramente desprezada no repertório orquestral. Em homenagem a Cyro, a Jazz Sinfônica fará neste sábado, em Campos do Jordão, um concerto só com obras suas. O programa traz seis fantasias criadas a partir de compositores que ele admirava muito: Tom Jobim, Noel Rosa, Edu Lobo, Astor Piazzolla, Duke Ellington, Cole Porter e George Gershwin. Fábio Prado, Maestro Assistente da Jazz Sinfônica, comenta que Cyro foi um caso raro de artista que sempre se considerou como um músico popular, mas utilizou a orquestra como principal forma de expressão. “O Cyro foi criador de uma obra sólida,
perene, um dos maiores que esse país já teve. Ele tentava o tempo inteiro cativar a atenção do ouvinte, explorando com maestria de todos os recursos que a orquestra possui. Ele tinha um senso de equilíbrio praticamente perfeito, tinha muito claro todo o peso de cada instrumento”, descreve. O amigo Théo de Barros, compositor e arranjador, também ressalta o valor do aprendizado que Cyro acumulou: “Cyro foi um mestre graças à experiência vital - um verdadeiro privilégio - de estar constantemente dentro de orquestras, fazendo delas o seu laboratório”. Essa vivência cotidiana é, na opinião de Théo, o que mais dificulta o aparecimento de seguidores da arte de Cyro Pereira. A Jazz Sinfônica resta, assim, como um dos últimos redutos em que essa experiência é possível. Lá, arranjadores mais jovens como Tiago Costa e Rodrigo Morte, ex-alunos do Cyro, vêm tendo a oportunidade de desenvolver novos trabalhos de arranjo, assim como alguns dos músicos da própria orquestra, a exemplo de Fernando Corrêa, Marcelo Ghelfi, Maurício de Souza, Newton Carneiro e Cintia Zanco. Sobra um pouco, até, para convidados ocasionais, como Proveta, Douglas Fonseca, e Spok. Essa possibilidade de sequência da linhagem de Cyro Pereira é reconfortante. Ao menos nessas mãos, a batuta do mestre não vai virar artigo de antiquário. (AD) Orquestra Jazz Sinfônica. Homenagem a Cyro Pereira. Praça de Capivari, Campos do Jordão. Neste sábado (9). 12h30. Grátis.
Fotos: Paulo Pampolin/Hype
Armando Serra Negra
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he bella mortadella! E há melhor que a do boteco? Bem, depende do boteco... Embutido de segunda categoria até os anos 1970, Sofia Loren alçou-a ao estrelato na comédia italiana La Mortadella (1971), de Mario Monicelli (19152010). Com Willian Davane e Danny de Vito, a diva fica retida na alfândega de Nova York, impedida de entrar no país devido a uma mortadela gigante que trouxe para o noivo. Como as leis norteamericanas são extremamente rígidas com o desembarque de comestíveis, La Loren põe-se a comer a sua, atraindo os holofotes. No vasto cardápio da charcutaria, não há páreo para a mortadela: talvez seja difícil - ou impossível estabelecer preferências, mas é fato que não existe um bar ou restaurante voltado exclusivamente para um embutido, que não seja
ela. Embora também apresente opções extra-curiculares, como sanduíche de bacalhau (com lascas, azeite extravirgem e tempero especiais – R$ 17), de sardinha escabeche (assadas e curtidas com temperos e ervas finas – R$ 10), ou de pernil artesanal (temperado, R$ 17) tão bom e bem mais graúdo, que o do Bar Estadão (R$ 10), o boteco Mortadela Brasil, no mezanino do Mercado Municipal, é campeão. A começar pela marca oferecida, Marba, alternativa gastronômica ao padrão de qualidade da Ceratti. A palavra charcutaria é de origem francesa medieval – chair cuit – remetendo à "carne picada e cozida", vendida exclusivamente nas charcuteries, uma arte de preparo da carne de seis mil anos, muito popular na Roma antiga, e daí espalhando-se pelo resto da Europa. A mor-
tadela é um derivado da salsicha, temperado com murta – um arbusto de cheiro agradável – em vez de pimenta, e designada pelos romanos como farcimem mirtatum. Tal os melhores presuntos crus produzidos em Salamanca, na Espanha, ou em Parma e San Danieli, na Itália, o título de melhor mortadela do mundo também vai par os italianos, de Bolonha. Mas a do Mercadão... Pão especial - "Recebemos o pãozinho francês sob encomenda, em dimensões especiais para o recheio caprichado, evitando o desmonte no manuseio", especificam os sócios e irmãos José Maurício e José Carlos Freitas: 20 cm x 9 cm, com 250 gramas de iguarias. É uma refeição! Mas impossível de comer um só: Junior (100 gramas, R$ 7); Brazuca (o mais vendido – bacon crocante, queijo cheddar e alface
americana) e O Fenômeno (o preferido do jogador, pasta de gorgonzola, provolone fatiado, queijo prato, cream cheese e alface americana) – ambos com 80 gramas de queijo parmesão e mortadela bologna – designação protegida, de acordo com as normas da União Europeia (R$ 15). Água mineral (R$ 2,50), chope (claro e escuro, R$ 5,50), sucos naturais (R$ 4 a R$ 5,50). Entrada também aos domingos e feriados, até as 16h, e sábados até as 18h. O último cliente fecha a porta. Buon appetito! Mortadela Brasil. Mercado Municipal. Mezanino. Box 4. Rua da Cantareira, 306. Centro. Tel.: 3311-0024. Bar Estadão. Viaduto 9 de Julho, 143. Centro. Tel.: 3257-7121.
O suculento sanduíche. E um chope. No Mercadão.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
LAZER - 23
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cultura
Paulo Pampolin/Digna Imagem
O frio paulistano por Paulo Pampolin: jovem agasalhada dentro de um carro que passa pela rua.
Imagens que revelam o Brasil Lúcia Helena de Camargo Lalo de Almeida/Revelar Brasil
Clóvis Ferreira/Revelar Brasil
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Ferrovia sobre paralelepípedos, por Clóvis Ferreira.
ara marcar a abertura da agência de imagens Revelar Brasil, foi montada a mostra Impressões, no Armazém Piola (Rua Aspicuelta, 547. Vila Madalena) com fotos de 24 autores que participam da empreitada. A exposição segue em cartaz até o dia 24. Todos os trabalhos expostos estão à venda. Os fotógrafos participantes são Lalo de Almeida, Patrícia Araujo, Rogério Assis, Marlene Bergamo, Pedro Bonacina, Marcella Camillo, Fernando Donasci, Juan Esteves, Fernanda Faya, Ana Carolina Fernandes, Clóvis Ferreira, Maura Grimaldi, Ricardo Hantzschel, Na Lata, Adi Leite, Jéssica Mangaba, Fernando Costa Netto, Daigo Oliva, Paulo Pampolin, Denilson Takeda, Ed Vigiani, João Wainer, Helena Wolfenson e Mônica Zarattini. Mônica Maia, idealizadora do projeto, explica que a Revelar Brasil é uma agência que trabalha com fotojornalismo, imagens históricas, ensaios documentais, trabalhos autorais e ilustrações. A missão declarada da agência é "divulgar e difun-
dir o trabalho dos fotógrafos e dos artistas visuais brasileiros." Na mostra, trabalhos de jovens artistas convivem com imagens de fotógrafos experientes. Na foto exposta clicada por Paulo Pampolin, proprietário da agência Hype e colaborador do Diário do Comércio, vemos o frio de São Paulo em 2005, na imagem de uma jovem agasalhada dentro de um carro que passa pela rua, tendo ao fundo o prédio do Banespa, um dos ícones de São Paulo. Clóvis Ferreira retrata o grafismo de uma estrada de ferro em uma rua de paralelepípedos. "A Revelar Brasil acredita que compartilhar a memória, através de imagens de diferentes autores e de várias épocas, é possibilitar o retorno constante ao que foi criado, a nossa história imagética, com a finalidade de colaborar com as futuras produções que refletem nosso tempo. O site é um espaço para que os fotógrafos abram seus arquivos com a intenção de criarmos um grande banco de imagens do Brasil", completa Maia.
Um mapa, uma mesa, uma arma, um naco do País. Tradução na imagem clicada pelo fotógrafo Lalo de Almeida.
www.revelarbrasil.com.br
Um Disney à moda antiga. Com canções. Fotos: JPerry/Disney/Divulgação
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Winnie the Pooh: louco por mel.
ão há cenas em 3D, nenhuma explosão, nada de barulhos de motores. Na animação infantil Winnie the Pooh, que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta (8), a graça está na história simples, contada com delicadeza, sobre o ursinho Pooh e sua turma no Bosque dos 100 Acres. Ele não é muito esperto. Isso até as crianças pequenas conseguem perceber. E costumam achar engraçadas as trapalhadas justamente por isso. Seu colega Leitão, fiel companheiro, ajuda naquilo que consegue, mas também não chega a ser nenhuma inteligência brilhante. O burro Ió, por sua vez, é um eterno depressivo. E perdeu o rabo, que os animais farão de tudo para encontrar. Há a mamãe canguru e seu filhote (Can e Guru), Coelho, Tigrão, o Corujão sabe-tudo (ou nem tanto, já que dele partirá a notícia da chegada de um terrível vilão que talvez seja algo bem diferente do que todos imaginam...), além do menino Christopher Robin e o balão vermelho – com importante papel na trama. É bom lembrar que os bichos são de pelúcia. O ursinho tem estofo em vez de órgãos. E o rabo de Ió pode ser fixado com um prego sem que ele sinta qualquer dor. Para deixar isso bem claro, em determinado momento o algodão do interior de Pooh começa a sair.
Os desenhos feitos à mão são iguaizinhos aos das páginas do livro. As letras se derramam pela tela, misturando-se aos cenários. Como isso acontece com o texto em inglês, crianças que estão aprendendo o idioma podem aproveitar um pouco mais, já que em muitas dessas passagens há divertidos trocadilhos. No original em inglês, a atriz e cantora Zooey Deschanel interpreta as canções. Nas cópias dubladas em português a performance ficou com Fernanda Takai, que desempenha muito bem o seu papel. A dublagem dos personagens não conta com nomes famosos. Apenas competentes dubladores profissionais. A dupla de diretores – Stephen J. Anderson e Don Hall – fez também A Família do Futuro e Viagem ao Centro da Terra. Pooh nasceu em uma coleção de histórias escrita em 1926 pelo inglês A.A. Milne (1882-1956). O nome do ursinho foi dado em homenagem a Winnie, um urso negro canadense que então vivia no zoológico de Londres; e Pooh, um cisne que ele e seu filho encontraram. Os cineastas visitaram a Ashdown Forest, onde Milne escreveu os livros, em busca de referências para imprimir nos cenários da animação. O roteiro foi criado com a reunião de cinco
A turma do Bosque dos 100 Acres: eles precisam desvendar dois mistérios.
O garoto Christopher Robin e o balão vermelho, importante personagem na trama. À direita, Tigrão e Ió.
histórias de Milne, levando o ursinho Pooh à tela grande depois de 35 anos afastado do cinema. O DVD do filme está previsto para ser lançado em agosto. E dezenas de produtos relacionados – brinquedos, livros, acessórios infantis – já estão nas lojas. (LHC) Winnie the Pooh (EUA, 2011, 70 minutos). Direção: Stephen J. Anderson e Don Hall.
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A sede dos exilados de Montparnasse
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cultura
José Guilherme R. Ferreira
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arte e a literatura devem muito da sua história ao ambiente de efervescência da Paris das primeiras décadas do século XIX, especialmente dos anos 20 aos 40, cujos personagens (de Picasso a James Joyce são mais de 250 nomes) não dispensavam as Hemingway e Scott. Abaixo, Joyce na Shakespeare & Co. varandas dos cafés, dos bares, e as mesas dos restaurantes. A ebulição era estimulada pelos achados de Auguste Escoffier (18461935), chef, restaurateur e escritor que renovou as técnicas da culinária francesa e também pela retomada das casas vinícolas, no Entre-guerras. Muito já se escreveu sobre esse clima – o livro paradigma é Paris é uma Festa, de Ernest Hemingway, que chegou ao país em 1921. Um episódio, resgatado em Os Exilados de Montparnasse (Record/2009), de pedia conselhos ao "doutor" Hemingway, Jean-Paul Caracalla, dá nome aos tintos que que receitava bons goles de Mâcon, vinhos foram combustíveis da época. Em carta ao produzidos no Mâconnais, na Borgonha. O poeta Ezra Pound, Hemingway conta uma refúgio boêmio desses artistas não era viagem que fez à Côte D'Azur, com Zelda e restrito a bares, o que não significava falta de Scott Fitzgerald. Ao chegar, em 1924, o bebidas. O eixo passara de Montmartre a americano estava terminando seu clássico O Montparnasse, com uma sucessão de casas Grande Gatsby. Com um Renault sem capota, que reuniam tout-Paris, como La Coupole. O percorreram a paisagem deslumbrante da ateliê de Gertrude Stein era um dos região sem perder uma só safra, entre festejados pontos de encontro, assim como Montrachet e Chambertin. Na viagem de duas livrarias. Uma delas, a Shakespeare & volta, com muita chuva, paravam nos bares Company, de Sylvia Beach, era a embaixada para se abastecerem. De garrafas. da literatura inglesa em Paris – Sylvia lançou Hemingway escreveu que o amigo ficava Ulisses, de Joyce. La Maison des Amis des excitado ao beber no gargalo. Livres, de Adrienne Monnier, era uma Hipocondríaco e como medo do que aquela biblioteca de empréstimo de obras clássicas roupa molhada poderia causar, Fitzgerald e livros de poesia de vanguarda. Adrienne gostava da boa mesa e reunia artistas entre livros, jantares, queijos e vinhos. Não há que temer nem os molhos nem os vinhos, dizia, desprezando a tirania da silhueta.
DIA DA PIZZA No domingo, a festa da redonda. Lúcia Helena de Camargo
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uentinha, recém-saída do forno à lenha, coberta com muito queijo e outras delícias. Neste inverno, pizza é uma boa pedida para as noites frias, em casa ou na pizzaria. E como neste domingo (10) se comemora o Dia da Pizza, muitas casas na Cidade fazem promoções. Escolha sua redonda e bom apetite! Vinho grátis
José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG)
Tadeu Brunelli/Divulgação
O restaurante Via Castelli vai oferecer uma garrafinha de 187 ml (uma taça) de vinho aos clientes que pedirem pizza no domingo. Entre os sabores, Via Castelli, que leva polpa de tomate fresco, escarola no alho e óleo, filé de anchova coberta com mussarela e bacon (R$ 49); Piemonte, feita com molho de tomate, calabresa, mussarela e manjericão (R$ 46,20) e, entre outras, a de abobrinha (R$ 37). Rua Martinico Prado, 341. Higienópolis. Tel.: 3662-2999. A Pizzaria Famiglia Mancini não faz entregas, já as pizzas são feitas para serem consumidas no local, imediatamente depois de prontas. Há as clássicas calabresa, catupiry, napolitana e marguerita, e também sabores como a Criação 34, que leva mussarela, mostarda picada e queijo de cabra tipo Chevrè Au Huile. Custa R$ 53 grande e R$ 43 a individual; e ainda a Marietta, com abobrinha fatiada salpicada e parmesão (R$ 51 a grande e R$ 41 a individual). Rua Avanhandava, 25. Bela Vista. Tel.: 3231-0033. A Veridiana , que se orgulha de preparar as redondas como se faz em Nápoles, o berço da pizza, tem no menu a tradicional marguerita (R$ 51), além de sabores como La Campioníssima (R$ 56), feita com delicados tomates colhidos nas encostas sulfurosas do monte Vesúvio, ricota fresca e queijo parmesão ralado. Delicada e saborosa, a redonda vem em massa média. A La Vera Napoletana (fatias de alho sobre molho de tomate fresco e manjericão) custa R$ 45. A Veridiana reverterá uma parte da renda da venda das pizzas nesta semana para a Fundação Ação Criança, que combate a desnutrição infantil. Rua Dona Veridiana, 661, Higienópolis. Tel.: 3151-5533.
Fotos: Divulgação
No alto, abobrinha da Via Castelli. A marguerita da Veridiana; Chocolate com morangos da Carlitos. E brie da La Gloria. Tadeu Brunelli/Divulgação
Combinado a R$ 70 A Speranza, instalada há 53 anos na Cidade, promove suas pizzas “verace napoletanas”, de domingo (10) até a sexta (15), nas unidades de Moema e Bixiga. O combinado inclui uma fatia do Tortano (pão de lingüiça napolitano, receita original da Famiglia Tarallo), uma entre as três opções (margherita, caprese ou marinara) de pizzas certificadas Verace Napoletanas e uma garrafa do vinho Speranza 50 anos, elaborado pela Vinícola Salton especialmente para a Speranza. Tudo custa R$ 70. Rua 13 de Maio, 1004, Bixiga. Tel.: 3288-8502. Entregas pelo telefone: 5051-1229.
Pais e filhos na cozinha: pode ser divertido.
Na La Gloria, quem pedir uma redonda no Dia da Pizza ganha como cortesia uma porção de crostine (massinha de pizza assada, polvilhada com parmesão e ervas, normalmente vendida a R$ 21). Entre os sabores, calabresa, pepperone e criações como a brie, que leva molho de tomates, peito de peru, queijo brie e aspargos. A combinação funciona. A pizza é muito saborosa. E na sobremesa, vale pedir a Cioccolate, feita com uma generosa camada de chocolate, coberta por morangos
frescos (R$ 52). Preços entre R$ 49 e R$ 61. Av. Macuco, 685, Moema. Tel.: 5051-5329. E a Carlitos foca nos pequenos em férias. Se os pais pedirem uma pizza grande, a criança ganha uma brotinho de mussarela ou de chocolate e morangos. Entre os 60 sabores, há a Oriental, que leva mussarela, shitake, shimeji ao alho e alho porró, além de picanha com cheddar e cebolas carameladas, variam. Os preços ficam entre R$ 52 e R$ 58. Rua França Pinto, 1347. Vila Mariana. Tel.: 5579-7385.
Marguerita da Pizzaria Famiglia Mancini: somente para comer no local.
Fotos: Reprodução
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erá que criança só gosta de cachorro quente, hambúrguer e batata frita? A fast food de lanchonetes pode ser uma opção durante as férias, mas aproveitar o tempo junto dos pequenos para inventar juntos na cozinha pratos que sejam ao mesmo tempo saudáveis e divertidos talvez seja um programa interessante para ambos. A recém-lançada obra Gastrokid - O Livro da Gastronomia Infantil (Editora Gaia, 2011, 160 páginas, R$ 69,90) reúne receitas e dicas para aumentar a inventividade alimentar da família. Os autores, Hugh Garvey e Matthew Yeomans (com tradução e adaptação para o português por Daniela de Araújo Narciso Pacheco e André Boccato) ensinam a incluir milho grelhado na salada, um truque para fazer as crianças comerem folhas. Colorido e agridoce, fica "melhor que pipoca doce". Adicionar um ingrediente totalmente inusitado pode ser uma boa pedida também. Na história contada na seção "Brincar de espremer", contam como Desmond, filho de Hugh, esqueceu o refrigerante e o trocou feliz por uma limonada, quando o pai teve a feliz ideia de colocar suco de cacto (néctar de agave) na mistura. "Se a mesa de jantar é um campo de batalha em potencial, o café da manhã é um conflito entre guerrilhas: a ausência de sutilezas, pressão pelo horário da escola e do trabalho", começam os autores no capítulo sobre o assunto. Some-se a isso o baixo nível de cafeína dos adultos... Para um café da manhã saudável e sem brigas, a sugestão é mingau de aveia preparado no dia anterior (aquecido na hora). "Acrescente um ovo pochê e/ou uma vitamina, e você terá dado a seu filho uma base para começar bem o dia, sem recorrer a cereais em caixa, totalmente processados e com açúcar em excesso."
Gastrokid: pais e filhos em férias na cozinha, comendo alimentos saudáveis.
SOPAS NO PÁTRIA MINAS Mingau com couve, canja e outras sete opções. R$ 21,90 por pessoa. Tel.: 2973-1470.
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cultura
Minha Primeira Vez... Montrose. Carlos Celso Orcesi
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inha primeira vez esteve próxima do desastre. Resolvi encarar sozinho e de repente lá estava nervoso sem que o sonho correspondesse à realidade. Até que a moça me perguntou: "- diga-me garoto essa é a sua primeira vez?". Respondi a verdade e para minha surpresa ela mudou de comportamento, começou a participar, me ensinou a beber da taça, degustar com calma, enfim, dar os primeiros goles. Na lua de mel Mary e eu visitamos a Chianti Ruffino em Pontassieve na Toscana. 1976. Ganhamos duas garrafas de "Riserva Ducale", uma delas a nº 1 de minha adega para nunca ser aberta. Na longa estrada da vida superei a fase dos Valpolicella Bertani, dos Grandjós adocicados e Mateus-Calamares frisantes, o salto aos Corvos di Salaparruta e todas as Santas chilenas, principalmente Helena e Carolina, até os primeiros franceses de "appelation controlée" que naquele Brasil velho tinham a importação praticamente proibida de tão caros.
precisa dizer que eu desceria ao inferno para lhe trazer bons resultados. A lógica da contrapartida me faz concluir que chefes estúpidos e mandões são precisamente aqueles com medo da própria incompetência. Na 1ª classe da Varig serviram-me champagne sem pressa e no jantar me foi dada a opção: meia garrafa de Chateau Montrose de Bordeaux ou meia de Clos de Vougeots da Borgonha. "Pode ser os dois?" Claro. Com dois copos pude beber rei e rainha, vinhos com os quais apenas havia sonhado. Em três dos cinco dias em Caracas cumpri furiosamente a missão e desfrutei no sábado e domingo da piscina do Hotel Tamanaco e os vinhaços franceses dos restaurantes da capital da Venezuela. A "cidade de duas faces": o lado rico de Chacao e Las Mercedes com casas espetaculares muito maiores do que as do Morumbi em contraste com os "barrios" ou favelas empilhadas nos morros. Bem à frente de São Paulo em termos
Para quem começava a vida na dureza era boa opção viajar para Assunción, aonde bebíamos Bordeaux no cassino a custo quase zero e comprávamos brinquedos eletrônicos para os nossos filhos. Tomávamos Chateauneuf no "La Preferida" como se fôssemos ricos. Nosso cruzeiro ou cruzado valia o dobro no vizinho Paraguai. Certa feita comprei meia dúzia de "Marques de Murrieta Reserva", que meu amigo Cesar abriu durante a madrugada numa roda de viola que puxaram na última fileira do ônibus para Foz do Iguaçu. Quando acordei só havia sobrado uma. Porém o salto real de qualidade aconteceu a trabalho. O cliente de meu pai e ele me encarregaram de voar a Caracas, para citar o presidente da Toddy venezuelana. Luiz Pinto Thomás falou: "advogado meu só viaja de 1ª classe"! Este sim era um verdadeiro lorde, tratava-me aos 28 anos como se já fosse o maior advogado brasileiro. Também não
O livro preferido de Vargas Llosa
de sofisticação, em Caracas (1979) descobri a figura hoje comum do someliê: "Señor, mi sugerencia es Chablis 1er Cru"! O Chateau Montrose foi a verdadeira revolução. Classificado em 1855 (3º nível ou 3ème cru), quando a Associação Comercial de Bordeaux elaborou a famosa lista dos "cru classes" para a Exposição Universal de Paris de 1855, o Montrose me fez saltar do Fusca ao Porsche. Nada se aproximava em termos de aroma, potência e equilíbrio: Boeing. O excepcional Clos de Vougeot seria assim elegante: Planador. Neste sábado abri um bom Montrose 1999 (Saint-Estèphe, produtor Charmolüe) entrado em minha adega em "maio de 2007". Prato: ojo de bife e chimichurri do "Pobre Juan". O avião continua voando como sempre voou, embora convenha aqui lembrar a genial propaganda de Agnelo Pacheco (cujo filho também talentoso foi meu aluno na FGV): a primeira vez a gente jamais esquece.
O Astro do século XXI. No novo horário das 23h.
A Guerra do Fim do Mundo é relançado pela Alfagarra Renato Pompeu
Regina Ricca TV Globo/João Miguel Júnior
Paulo Pampoli
n/Digna Imag
em
Arquivo DC
Mario Vargas Lhosa e aquela que considera sua obra mais perfeita. Ele levou apenas três anos para escrevê-la, depois de ficar impressionado com o relato de Euclides da Cunha sobre a Guerra de Canudos em Os Sertões.
Salomão (Daniel Filho) em seu escritório. E Lili (Alinne Moraes), moça simples e ingênua.
P
oucos dias depois de Odete Roitman morrer pela segunda vez na reprise de Vale Tudo levada ao ar pelo canal Viva, a Globo estreia a partir desta terça (12), um de seus clássicos de teledramaturgia da década de 1970 – O Astro, a novela que celebrizou o bordão "Quem matou Salomão Hayalla?" uma década antes de o país inteiro se perguntar "Quem matou Odete Roitman"?. O suspense fez parte da rotina até do poeta Carlos Drummond de Andrade, que cravou em uma crônica jornalística logo após o fim da novela: "Agora que O Astro acabou vamos cuidar da vida, que o Brasil está lá fora esperando". Em nova versão – o de minissérie em 60 capítulos –, a releitura do famoso folhetim de Janete Clair, considerada até hoje uma das melhores novelas já produzidas em todos os tempos no país, leva as assinaturas de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro e vai inaugurar um novo horário para a teledramaturgia na Globo: de terça a sexta-feira, às 23h. Com o remake de O Astro a Globo pretende comemorar os 60 anos da teledramaturgia no Brasil. Além de usar o suspense do "quem matou" com maestria (recurso que hoje faz parte do manual de socorros de vários autores de novela que precisam turbinar o Ibope), Janete Clair deu em O Astro outras lições de teledramaturgia. Surpreendeu o país, por exemplo, ao apresentar um protagonista de moral duvidosa, Herculano Quintanilha, tipo charmoso, sedutor, mas completamente charlatão. Em 1977, Herculano foi defendido por Francisco Cuoco – agora a tarefa coube a Rodrigo Lombardi. Carolina Ferraz, por sua vez, o par romântico do mágico trapaceiro Herculano, será Amanda Assunção, interpretada originalmente por Dina Sfat. Já Alinne Moraes e Regina Duarte viverão, respectivamente, Lili e Clô Hayalla – que conhece-
Avelar
luta contra o latifúndio e contra a exploração dos seres humanos do campo, Vargas Llosa o apresenta, e a seus seguidores, também como tão "bárbaros" quanto seus algozes. Um dado importante: durante todo o livro não há nenhuma fala do Conselheiro, tudo que ele disse é transmitido por terceiros. Cumpre notar ainda que não se trata, a rigor, de um romance histórico, pois o autor não se preocupou em reproduzir fielmente o que fizeram seus personagens realmente existentes – uma diferença em relação a Tolstoi – e os colocou em situações e diálogos da exclusiva imaginação de Vargas Llosa. Assim como o escritor inventou outros personagens, tão magistralmente como o fez Tolstoi. O escritor peruano também "criou" personagens fictícios inspirados porém em personagens reais, havendo dúvidas sobre quem seriam o chamado barão de Canabrava e o anarquista escocês que exercita a frenologia, antiga ciência que atribuía traços de personalidade a conformações físicas do crânio, como as bem conhecidas "bossas" disso e daquilo. Um desses personagens assim inventados mais significativos é o jornalista míope, talvez em parte inspirado em Euclides da Cunha, que alegoriza a incapacidade dos intelectuais, não só brasileiros como latinoamericanos em gerail, em "enxergar" as mazelas sofridas pelas nossas camadas sociais mais populares, e alegoriza também a sua "cegueira" em relação às possibilidades de encaminhar soluções para esses problemas. Talvez essa situação perdure até hoje.
Reprodução
www.4shared.com/document/ LQtyS-pN/Vargas_Llosa_Mario__La_guerra.html, já foi publicado no Brasil em 1982, logo depois de seu lançamento em castelhano, e dois anos antes do lançamento da tradução em inglês. O projeto inicial de Vargas Llosa era fazer o roteiro de um filme do diretor Ruy Guerra, mas, talvez por causa dos altos custos, os produtores desistiram do filme. E ele o transformou em romance. Apesar de se tratar de uma obraprima, de um romance emocionante, com literalmente dezenas de personagens inesquecíveis, até mesmo comparável a Guerra e Paz, do russo León Tolstoi, o mais famoso romance ocidental sobre um conflito militar, a recepção entre o público culto brasileiro na época não foi tão entusiástica quanto o livro realmente merece. De um lado, setores do público culto do Brasil sentiram que um "autor estrangeiro" tinha "roubado" um tema "genuinamente nacional". De lá para cá, com a intensificação da globalização cultural nas últimas três décadas, a nova edição deverá encontrar uma receptividade maior entre os brasileiros, principalmente entre os leitores mais jovens, menos "nacionalistas" no mau sentido desse termo. Afinal, no original em castelhano, Vargas Llosa torna o leitor estrangeiro familiar com a cultura brasileira, ao empregar sem notas explicativas termos tão brasileiros como "jagunço" e nomes de frutas. De outro lado, enquanto na maioria do público culto brasileiro, praticamente já desde o lançamento de Os Sertões por Euclides da Cunha logo no início do século XX, o Antônio Conselheiro vem sendo considerado um herói, pioneiro da
TV Globo/Estevam
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esmo no Brasil, onde se passa a ação de A Guerra do Fim do Mundo, romance de 1981 agora relançado em recémfeita tradução pela Alfaguara, os livros mais populares do escritor peruano Mario Vargas Llosa, 75 anos, são A Cidade e os Cachorros, A Casa Verde; Conversa na Catedral e Tia Julia e o Escrevinhador. Mas A Guerra do Fim do Mundo é considerada pelo próprio Vargas Llosa como a sua obra mais perfeita, mais bem acabada, a sua obra-prima. A sua opinião é corroborada por ninguém menos que Roberto Bolaño, chileno que é considerado o principal escritor até agora surgido no século XXI, e por Harold Bloom, um dos mais famosos críticos literários do mundo e o mais importante dos Estados Unidos na contemporaneidade, que o incluiu em seu célebre cânone dos livros ocidentais. Vargas Llosa levou apenas três anos para escrever essa obra-prima épica de mais de 600 páginas sobre a Guerra de Canudos no fim do século XIX no sertão da Bahia, mas desde muitos anos antes, impressionado com a leitura do grande ensaio Os Sertões, de Euclides da Cunha, um dos poucos livros brasileiros de importância universal, esteve pesquisando a saga do Antônio Conselheiro em arquivos e bibliotecas – e passeando a pé por todos os remotos grotões em que se passou o conflito. O título que escolheu é dúbio: o "fim do mundo" tanto pode se referir à profecia do Conselheiro como indicar como, geográfica e culturalmente, Canudos estava longe da chamada "civilização". O livro, que está disponível na Internet, no original em castelhano, em
mos em 1977 na pele de Elizabeth Savalla e Teresa Rachel. Clô, uma mulher em eterna ebulição, é casada com Salomão Hayalla (vivido por Daniel Filho agora e por Dionísio Azevedo na versão anterior), um ricaço dono de uma rede de supermercados que cai de amores por Lili, uma moça simples que se apaixonará por Márcio Hayalla (Thiago Fragoso), herdeiro de Salomão, um tipo que despreza o dinheiro da família. Cuoco, o sedutor "Falar sobre O Astroé reviver alegrias e sentimentos bons. Sinto-me recebendo uma grande homenagem", afirma Francisco Cuoco, convidado pelos autores para viver Ferragus, um sujeito misterioso e sedutor com quem Herculano esbarra na cadeia e que se torna seu mestre na arte do ilusionismo. Se Herculano é um sujeito trapaceiro ou realmente um homem com poderes fora do comum vamos saber no decorrer da trama. O fato é que ele saiu de sua pequena cidade natal em 2002 dentro de um camburão para passar oito anos numa prisão estadual e desembarca no Rio de Janeiro para se tornar com seus shows de adivinhação a grande atração da Kosmos, uma soturna casa de espetáculos na Lapa. É na cidade do Redentor que ele conhecerá dois personagens que mudarão o rumo de sua história: a sua paixão,
Amanda Assunção, e seu grande amigo, Márcio Hayalla. Enquanto isso, no mundo dos ricos, um crime está por acontecer. Na noite em que Clô consegue pegar no cofre de Salomão papéis que incriminam seu amante, Felipe (Henri Castelli), o marido é encontrado morto, assassinado em circunstâncias misteriosas. A investigação policial, assim, toma conta da trama. E diversos são os possíveis assassinos, todos com motivos para matar o empresário. Os irmãos de Salomão, Samir (Marco Ricca), Youssef (José Rubens Chachá) e Amin (Tato Gabus), apesar das divergências e suspeitas mútuas, se unem e pedem que Herculano convença Márcio a assumir o lugar do pai na empresa, enquanto Samir, o irmão mau caráter, ocupa interinamente a presidência. Movido por sua ambição de poder, Herculano coage Márcio a assumir a presidência do grupo Hayalla e é nomeado por ele seu assessor. É o grande momento do Astro: ele finalmente chegou lá. "Estamos preservando os pilares básicos da história original. A nossa preocupação tem sido deixar as tramas com ares do século XXI e, assim, os personagens agirão em consonância com os hábitos dos anos atuais", explica o autor Alcides Nogueira. "Mas acho que a única forma saudável de se revisitar a obra dela é não sacralizar Janete. Acho que nem ela gostaria que fosse assim. Janete sempre ousou. Então, ousemos por ela." O amor rasgado, um dos pilares da novela, permanece com força total na releitura do folhetim, garante Alcides Nogueira, mesmo ele estando por vezes tão longe do agitado cotidiano atual. "Mostraremos o amor rasgado da maneira mais despudorada possível! O amor é livre, não tem amarras. O mundo anda feio, meio sem graça... E o amor pode trazer mais alegria e emoção para os telespectadores."
DAVID BYRNE EM FÓRUM SOBRE MOBILIDADE NO SESC Músico, autor de Diários de Bicicleta, debate com cicloativistas e representante da Prefeitura. Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195. Tel.: 3095-9400. Terça (12), 19h. R$ 10.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
26 -.LAZER
sexta-feira, 8 de julho de 2011
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Fotos: Divulgação
cultura
Corpo Vivo - Carrosel das Espécies: espetáculo da Cia. Ivaldo Bertazzo integra o mês dedicado à dança no Teatro Municipal.
Centro das atrações Rita Alves
T
mo ficou o Teatro Municipal (Praça Ramos de Azevedo, s/n. Bilheteria: 3397-0327. R$ 10 a R$ 40) após sua reabertura. É lá que estará neste final de semana o Balé da Cidade de São Paulo estreando as coreografias Nos Outros, de Lara Pinheiro e Cidade Incerta, de André Mesquita. O espetáculo D ivineia, de Jorge Garcia, também integra a programação. As apresentações do grupo acontecem nesta sexta (8), às 21h, sábado (9), às 20h, e domingo (10),
Cazuza - O Tempo Não Para: atração da mostra de filmes na Galeria Olido. às 17h. O palco do Municipal também será ocupado pelos bailarinos da Cia. Teatro Dança Ivaldo Bertazzo na próxima terça (12) e quarta (13), às 21h. O grupo apresentará Corpo Vivo - Carrosel das Espécies, espetáculo com concepção, dire-
Rafael Lejtrejer/Divulgação
eatro Municipal, Centro Cultural Banco do Brasil, Caixa Cultural, Galeria Olido. As opções para se divertir são diversas e ocupam o mesmo território: o Centro da Cidade. E, com a proximidade dos locais, dá até para fazer o roteiro a pé e ainda colocar a caminhada em dia neste mês de férias. Vai de metrô? Aproveite o passeio antes mesmo de sair da estação. Na São Bento, os artistas da Oficina Virando do Avesso reutilizaram embalagens de pizza para criar obras de arte. O resultado está na mostra Nem Tudo Acaba em Pizza, exposta na plataforma de embarque e desembarque do metrô. Se a preferência for pela estação Sé, o usuário pode conhecer um pouco da história do bairro Vila Zelina, situado no distrito de Vila Prudente. É possível admirar imagens da região desde a sua fundação, em 27 de outubro de 1927, até os dias de hoje. O passar do tempo não acabou com as tradições, costumes, dança e gastronomia do bairro, fundado por 11 comunidades, entre elas búlgaras, croatas e ucranianas. Pelas ruas do Centro, uma boa pedida é caminhar rumo à Praça Ramos de Azevedo e conhecer co-
Fernando Cabrera: músico uruguaio no CCBB.
ção e coreografia de Ivaldo Bertazzo. Movimentos e particularidades de répteis, pássaros, peixes e quadrúpedes serão demonstrados por meio da dança e da música. Uma esticada até a Galeria Olido (Avenida São João, 473, tel.: 33970171. R$ 1) garante uma boa trilha sonora. No mês em que se comemora o Dia Mundial do Rock (13 de julho), o espaço homenageia o gênero musical com uma programação dedicada ao tema. Entre as atrações, a mostra Rock Cinema Clube - Volume 3, com curadoria de Luiz Calanca, colecionador de discos e produtor musical. O evento reúne filmes de ficção e documentár ios. Nos dias 12 (15h) e 22 (17h), será exibido o longa Cazuza - O Tempo Não Pa ra , cinebiografia do cantor e compositor, interpretado pelo ator Daniel de Oliveira. Outro local indispensável para quem passeia pelo Centro fica no número 112 da rua Álvares Penteado. Trata-se do Centro Cultural Banco do Brasil (Tel.: 3113-3651), sede da bela exposição O Mundo Mágico de Escher, em cartaz até o dia 17 de julho. Além do artista, o garoto Biliri também ocupa o CCBB. Ele é o protagonista da peça infantil Biliri e o Pote Vazio, dirigida por Ricardo Karman. A montagem, com recursos multimídia, mescla o teatro de sombras e a técnica de animação computadorizada para contar uma história da tradição oral chinesa sobre perseverança, honestidade e amor. A peça gratuita estreia neste sábado (9) em duas sessões: 11h e 15h. Depois, segue temporada às sextas e sábados, às 11h e 15h, e aos domingos, às 15h. Se a preferência é por música, aproveite a programação do projeto Soy Loco Por Ti America, com direção artística do cantor e compositor Paulinho Moska. No próximo dia 12 (terça), às 13h e às 19h30, o encontro no palco do CCBB é entre os cantores Pedro Luis e Fernando Cabrera, representante do Uruguai no projeto. A Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111, tel.: 3321-4400) também traz exposições e espetáculos. Entre os infantis está o gratuito Filhotes da Amazônia, de Beto Andreetta, apresentado de sexta a domingo, às 16h. Três atores/manipuladores e cinquenta bonecos feitos de materiais naturais ocupam o palco para tratar da relação entre pais e filhotes do reino animal Quer passear mais? Então aproveite a localização para partir em busca de outros programas na zona norte, sul, leste e oeste da cidade.
Filhotes da Amazônia: peça infantil com atores e bonecos na Caixa Cultural.
Mãos à obra
A
ula nas férias? Só se for de piano, brincando entre amigos no metrô. Na estação Sé, o pianista é o próprio usuário. Desde o dia 24 de março, o local abriga um piano, do tipo vertical, fabricado pela Fritz Dobbert, instalado para ser tocado até o fechamento da estação, à meia-noite. "A intenção é tornar mais agradável o ambiente em nossas estações e privilegiar a
arte, em suas diversas manifestações", diz Sérgio Avelleda, presidente do Metrô. Desde a instalação do piano, a trilha musical da estação tem sido constante e executada tanto por quem sabe tocar quanto por curiosos. Além da Sé, as estações Santana (Linha 1 - Azul), Tamanduateí (Linha 2 - Verde) e Largo Treze (Linha 5 - Lilás) possuem um piano no mezanino. (RA)