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Diário do Comércio - 08/06/2011

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cai Palocci, sai

Ronaldo, caem cinzas, passa o vendaval

fenômenos Ano 86 - Nº 23.389

Conclusão: 0H20

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 8 de junho de 2011

Consultor Palocci demite o milionário caseiro civil

Sai a fera, vem a bela Gleisi Hoffmann.

Wilson Pedrosa/AE

Celso Junior/AE

O fenomenal enriquecimento do consultor Palocci foi um golpe fatal para o ministro Palocci. Sem revelar seus clientes, pressionado pela oposição e alvo de fogo amigo do PT, não resistiu: no 24º dia de crise, demitiu-se. Foi sua 2ª queda no governo. Páginas 5 e 6

Tida como "não tão fácil de se lidar", a senadora (PT/PR), mulher do ministro Paulo Bernardo, é a nova titular da Casa Civil

UMA FOTO HISTÓRICA: O FIM DE RONALDO

Ricardo Nogueira/Folhapress

O Fenômeno disputou ontem, no Pacaembu, contra a Romênia, sua última partida pela Seleção. Ovacionado, pediu desculpas: "Tive três chances e não consegui fazer um gol". Ah! O Brasil ganhou por 1 a 0. Pág. 12

Ventos de 79 km/h Página 10

HOJE AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 20º C. Mínima 7º C.

23389

9 771679 268008

Nelson Antoine/AE

ISSN 1679-2688

Ivan Alvarado/Reuters

Sol com pancadas de chuva Máxima 21º C. Mínima 9º C.

Vulcão chileno deixa 270 voos no chão Página 10


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Brasília não pode ficar com cara de paisagem só porque policiais e bombeiros são funcionários dos governadores. José Márcio Mendonça

pinião Bruna Prado/AE

IVONE ZEGER

FILHO DA MÃE. E O PAI, COMO FICA?

A

cada dia que passa nos deparamos com um sem número de novidades vindas das várias esferas governamentais – não que novidade tenha significado de positivo. Aliás, para dar uma ideia da capacidade criativa de nossas instituições, o Ministério da Educação tem dado mostras de seu árduo trabalho na tentativa de minimizar as discriminações: seja de ordem étnica, com o sistema de quotas para negros e pardos, seja no afã de evitar o preconceito sexual, com o abolido kit anti-homofobia, ou ainda com a auto-renúncia do dever de ensinar a norma culta da língua portuguesa ("nóis pega os peixe"). Quanto tempo e dinheiro desperdiçados! Enquanto isso, dados da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo continuam contabilizando cerca de 370 mil alunos matriculados na rede pública que não têm o nome do pai no registro de nascimento. Ter a paternidade legalmente reconhecida é um direito que nossa legislação garante a todos os brasileiros, mesmo os nascidos fora do casamento. E o procedimento não é tão complicado quanto se pensa.

o momento em que uma mãe solteira for ao cartório lavrar a certidão de nascimento do filho, o tabelião lhe perguntará o nome do suposto pai. A indicação é remetida ao juiz, que marcará uma audiência. Se o pai estiver de acordo, seu nome é incluído na certidão. Caso contrário, terá início um processo de investigação de paternidade. Uma vez a paternidade estabelecida, a filiação será reconhecida. Mas por desinformação ou receio de confrontar o parceiro ou ex-parceiro, muitas mulheres acabam abrindo mão desse direito e registrando seus filhos sem que o pai conste na certidão. Para tentar mudar essa situação, diversas iniciativas estão sendo feitas em diferentes cidades brasileiras, envolvendo prefeituras, secretarias de educação e ministério público. Forçastarefas compostas por agentes de saúde e diretores de escolas encarregam-se de fazer um levantamento dos filhos de "pais desconhecidos". Depois, suas mães e familiares são informados dos procedimentos necessários para obter o reconhecimento de paternidade. Se o filho for menor de 18 anos, a decisão de fazer o reconhecimento cabe à mãe, que poderá optar por registrar o nome do pai na certidão de nascimento

N

ou não. Nos casos em que o pai se recusar a fazer o registro da criança, as mães que quiserem mover ação de investigação de paternidade receberão a orientação e assistência jurídica necessárias. Se o filho for maior de 18 anos, cabe a ele concordar ou não em obter o reconhecimento de sua paternidade. odas essas iniciativas não visam apenas garantir aos filhos o direito de ter o nome do pai em suas certidões, usar os sobrenomes paternos e receber benefícios como pensões e heranças. Elas visam também amenizar o sofrimento e o estigma daqueles cujos pais são "desconhecidos". Contudo, por mais importante que seja o reconhecimento, ele não é, por si só, capaz de restabelecer vínculos afetivos desfeitos ou mesmo inexistentes. Para isso, é necessário transformar campanhas como essas no primeiro passo rumo à conscientização. Como bem observou o juiz da Vara da Fazenda de Lages (SC), Silvio Orsato, "o simples registro não supre as necessidades das crianças. Estamos trabalhando a formação de uma nova cultura". Essa nova cultura poderia incentivar, por exemplo, avanços como a guarda compartilhada, que elimina situações nas quais um dos pais fica com a responsabilidade e o outro com as visitas. Na guarda compartilhada, pai e mãe dividem, em igualdade de condições, os direitos e os deveres em relação aos filhos. Claro que para que isso ocorra é preciso que os pais resolvam de maneira civilizada suas divergências pessoais e cheguem a um acordo capaz de colocar o bem-estar da criança em primeiro lugar. Utopia? Talvez não. Muitos dos pais que foram chamados a participar das campanhas concordaram em reconhecer seus filhos de livre e espontânea vontade, sem que fosse necessária a abertura de processos de investigação de paternidade. Dados como esses levam a crer que o acesso à informação pode, em muitos casos, contribuir para que os laços familiares sejam restaurados.

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IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO, AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" - DA MESCLA EDITORIAL WWW.IVONEZEGER.COM.BR

FUMAÇA E FOGO N J em os governadores nem o Congresso Nacional nem a presidente Dilma dão indicações de que estão conscientes das dimensões do que está ocorrendo no Rio de Janeiro com o movimento de reivindicação salarial dos bombeiros, já com grave episódio de insubordinação. O próprio governador Sérgio Cabral, no território de quem explodiu primeiro a insatisfação das corporações militares estaduais, parece tratar do episódio como algo mais ou menos corriqueiro, um problema que resolverá com uma demonstração um tanto tardia de dureza, confundida com autoridade. Conta a crônica da política de Minas Gerais, tão cheia de saborosas histórias, que o depois senador e vice-presidente da República, e então governador de Minas nos idos dos anos 1950, Milton Campos, viu-se diante de uma greve, um tanto quanto selvagem, como se diria hoje, de uma categoria de servidores estaduais. A paralisação estaria já "perturbando a ordem pública" e servindo de mau exemplo. Diante desse quadro, o comandante da Força Pública, que fazia na época o papel dos secretários de Segurança, procurou o governador Campos e sugeriu enviar, para a região de greve mais conflagrada, um trem (no sentido literal, não no sentido mineirês de qualquer coisa) com um destacamento policial bem armado para desarvorar os grevistas. Liberal convicto, intelectual da geração de Pedro Nava e Carlos Drummond de Andrade, Campos ouviu o beligerante auxiliar, "matutou" como fazem os políticos astutos, e cortou as asas do coronel com uma perguntinha de não mais de que oito palavras: "Comandante, não seria melhor mandar um trem pagador?"

OSÉ MÁRCIO MENDONÇA

É inegável que os bombeiros fluminenses extrapolaram na última sexta-feira todos os direitos a eles devidos de protestar e reivindicar. Houve um seriíssimo momento de insubordinação. É inegável também, porém: 1) que há meses os bombeiros já vinham apresentando suas propostas, em conversas reservadas em em manifestações públicas em fins de semana de preferência na orla da zona sul carioca. E sem sinais de que a questão apresentada estava evoluindo; 2) que a situação geral das corporações de segurança nos estados – polícia civil, polícia militar, corpo de bombeiros – tanto a salarial quanto ao que se refere às condições de trabalho, não é de dar inveja a ninguém. Portanto, ao fazer vistas mais ou menos cegas à insatisfação que grassa entre eles de Norte a Sul, de Leste a Oeste, o governador do Rio, como o primeiro desafiado, e todos os outros governadores, estão alimentando um caldo de cultura que a capital fluminense nesses dias está mostrando no que pode dar. Basta ver os movimentos de solidariedade aos bombeiros fluminenses que já se armam no próprio Rio e em outras capitais. Brasília não pode ficar com cara de pai-

E O PROCURADOR DISSE "NÃO" A

pesar das notáveis evidências de um enriquecimento patrimonial extraordinário nos seus últimos dois anos como deputado federal, o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, disse não haver indícios de crime relativamente à probidade do ainda ministro Antonio Palocci. É de ressaltar-se que o Procurador está em fim de mandato e pode ou não ser reconduzido. Difícil para Gurgel decidir. O que me chamou a atenção na entrevista dada à Rede Globo

por Palocci foi que, além de dizer que todos os seus contratos têm cláusula de confidencialidade, os contratantes – cujo período contratual era em média de 5 anos – anteciparam o pagamento dos últimos anos de contrato, antes que ele assumisse a função de coordenador da campanha eleitoral de Dilma, ou seja, pagaram "na frente", mesmo sabendo que Palocci – cujo escritório era de um só profissional (ele) – não poderia mais prestar os "serviços" contratados. Isto configura que

pagaram a "success fee" antes de ter sucesso ou que os trabalhos contratados seriam cumpridos, mesmo informalmente. comum haver o contrário. Quando o contratado (no caso, Palocci) renuncia ao contrato (por impossibilidade ética), o mais comum é que ele (o consultor) devolva uma parte do que já recebeu (taxa de mobilização). As outras questões levantadas sobre a vida imobiliária de Palocci são igualmente constrangedoras,

É

a partir de sua própria residência. Não tenho dúvida de que os adiantamentos contratuais feitos a Palocci por seus contratantes é apenas uma antecipação da "success fee" de cada uma das empreitadas contratadas, tal como já ocorreu com a devolução de Imposto de Renda de um de seus contratantes em tempo recorde. Quem tem IR pago em excesso sabe que dois anos para receber o que foi excedido é um feito. Lula queria que Palocci continuasse. Para Dilma, ele era um grande passivo. A crise política é

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

sagem, como se não fosse com ela, somente porque segurança pública é responsabilidade estadual e os policiais e bombeiros são funcionários dos governadores. A "insegurança" pública é de todos. Uma polícia bem remunerada, bem treinada, assim sendo, satisfeita, é a base da paz nas ruas.

H

á, no Congresso, uma proposta para resolver o problema: a Proposta de Emenda Constitucional 300, já votada uma vez na Câmara. Ela equipara os ganhos dos policiais dos outros Estados aos dos de Brasília. Por conta dos custos elevados do reajuste – calculado mais R$ 60 bilhões anuais na folha salarial – divididos entre Estados e União, o Palácio do Planalto simplesmente resolveu sentar em cima da PEC. Não se negocia, não se conversa. Parece até a história do Código Florestal quando, num momento, a intransigência deu no que deu. O Rio dos bombeiros em estado de quase rebelião está mostrando que esse caso pode causar mais estragos políticos e sociais do que um comboio lotado de motosserras. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

ARTHUR CHAGAS DINIZ grave e inibe a presidente de agir em outras áreas onde percebe que sua liderança sofre contestações. Na Câmara dos Deputados, por exemplo. ARTHUR CHAGAS DINIZ É PRESIDENTE DO INSTITUTO LIBERAL

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Anna Lucia França, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repór teres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Globo e Reuters Impressão Diário S. Paulo Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

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RELAÇÕES ENTRE AGENTES ECONÔMICOS ESTÃO MAIS PAUTADAS PELA ESTABILIDADE QUE PELO CONFLITO.

pinião

MANUELITO MAGALHÃES JÚNIOR

HERANÇA BENDITA A

to 1 - Brasil, meados do ano de 2002. Os índices econômicos se deterioravam na exata proporção em que, nas pesquisas eleitorais, os índices do então candidato Lula assumiam a dianteira. Com base em documentos e debates internos do Partido dos Trabalhadores (PT), bem como em manifestações de economistas vinculados, o mercado precificou como de alto risco a vitória petista. Para termos uma ideia, em setembro de 2002, já sob a expectativa do governo Lula, o risco Brasil atingiu quase 2.500 pontos e o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) despencava a 2.300 pontos, enquanto no pior momento do governo de Fernando Henrique Cardoso, no início de 1999, o risco Brasil atingiu 1.300 pontos e a Bovespa estancava nos 4.000 pontos. Na prática, o risco embutido nas previsões econômicas, naquele momento, dizia respeito à possibilidade de calote nas dívidas externa e interna, bem como na "certeza" de um governo com características populistas, marcado pelo descontrole dos gastos públicos. Também se temia a reestatização de diversos setores, a ruptura com o sistema financeiro, aí incluído o Fundo Monetário Internacional (FMI). Superávit Primário era palavrão, pois o pagamento de juros aos "especuladores" era visto como uma aberração da ortodoxia econômica. Enfim, temia-se mais um Hugo Chávez na América Latina... Não foi por acaso que, de repente, o Brasil se viu sem acesso a financiamentos externos, com o fluxo de investimentos diretos externos próximo de zero, sem créditos para exportadores e com os juros na Lua! Com a "Carta ao Povo Brasileiro", Lula afastou as

apreensões sobre a visão de economia do PT. Ainda durante a campanha eleitoral, aprovou o acordo com o FMI, articulado pelo governo FHC. Após a posse, ampliou o superávit primário e apostou numa gestão cautelosa da economia, mantendo o Banco Central com suas funções clássicas. Ato 2 - Brasil, junho de 2011. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga os dados sobre o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre de 2011. A preocupação dos agentes econômicos, neste momento, concentrou-se em torno da resposta a uma única pergunta: as medidas de política econômica - vale dizer, a elevação dos juros e a restrição ao crédito -, adotadas pelo Banco Central (BACEN), conseguiram frear o ritmo de crescimento da economia e conter a ameaça inflacionária?

A

pergunta comporta dupla resposta, assim como num copo com água pela metade, que podemos traduzir por "meio cheio" ou "meio vazio". Ambas as respostas estão relacionadas a uma equação simples. A taxa de crescimento efetiva da economia em 2011 será maior ou menor do que a taxa de crescimento potencial de nossa economia? Por taxa potencial entende-se aquele crescimento do PIB que não provoca inflação. Hoje,

estima-se que essa taxa se situe entre 4,0 e 4,5% do PIB. Quando analisamos os dados sobre o primeiro trimestre de 2011, podemos perceber que o crescimento de 1,3% em relação ao trimestre anterior equivale a uma taxa anualizada de 5,3%. Da mesma forma, os quatro trimestres acumulados até março de 2011, quando comparados com os quatro trimestres imediatamente anteriores, apresentaram uma variação de 6,2%.

O

u seja, a economia ainda corre risco, segundo essa leitura, de um crescimento que gere inflação, portanto acima dos 4,0% a 4,5% a que nos referimos acima. Quem se fixar nessa interpretação defenderá, na próxima semana, a continuidade da elevação da taxa de juros pelo BACEN, hoje em 12% ao ano. Acrescentando a este raciocínio o fato de que os dados divulgados apontaram para crescimento dos gastos da administração pública. Por outro lado, os mesmos dados, publicados pelo IBGE, também podem ser lidos de forma diversa. A evolução do PIB no primeiro trimestre, quando comparado ao primeiro trimestre de 2010, aponta para uma variação de 4,2%. O consumo das famílias, depois de uma aceleração que já durava três trimestres, atingindo um crescimento de 2,3% no final de 2010, despencou para uma variação de apenas 0,6%. Assim,

Esses quase dez anos foram suficientes para que o ambiente econômico no Brasil conseguisse se desatrelar, ainda que não por completo, do ambiente político.

por essa ótica, haverá quem pense que as medidas já adotadas foram suficientes para atingir o dragão da inflação, ao reduzirem o ritmo de crescimento da nossa economia, conduzindo-o para um patamar aceitável, ou seja, abaixo da taxa de crescimento potencial do PIB. Em outras palavras, na próxima reunião do Copom (Conselho de Política Monetária), o ideal seria a manutenção da taxa de juros, dado o ambiente de incerteza que ainda gravita ao nosso redor. Entre os atos 1 e 2 há quase uma década de interregno. O ambiente político atual também é de tensão. A julgar pelos jornais

do fim de semana, quando essa coluna foi escrita, o governo federal está prestes a perder seu ministro de maior importância, fiador tanto da guinada na política econômica do PT, com Lula e ainda em 2002, quanto da credibilidade política e econômica da presidente Dilma Rousseff.

entre os diversos agentes econômicos estão mais pautadas pela estabilidade, do que pelo conflito. Muito devemos aos avanços institucionais de nosso País, herança bendita que se acumula, governo após governo, desde 1992. MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR É ECONOMISTA E DIRETOR DA

E

ntretanto, esses quase dez anos foram suficientes para que o ambiente econômico no Brasil conseguisse se desatrelar, ainda que não por completo, do ambiente político. Ou seja, alcançamos um grau de maturidade, em que as relações

COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP). FOI PRESIDENTE DA EMPRESA PAULISTA DE PLANEJAMENTO METROPOLITANO (EMPLASA) E SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE SÃO PAULO.

EMPREENDEDORISMO E FIM DA MISÉRIA A

presidente Dilma acaba de lançar um novo programa de governo, com o objetivo de erradicar a pobreza em nosso País. Nada mais oportuno e louvável, pois não se pode imaginar uma nação rica, com parte expressiva de seu povo passando fome. Portanto, a presidente merece nosso aplauso e nosso apoio pela iniciativa. Mas as medidas governamentais não devem parar por aí. É preciso criar oportunidade para que esses milhões de brasileiros possam se desenvolver, tornando-se pessoas capazes de produzir seu próprio sustento. É preciso "ensinar-lhes a pescar", como lembra aquele velho provérbio oriental. Isto porque só o trabalho traz dignidade ao ser humano e a dignidade ajuda a melhorar a autoestima das pessoas, libertando-as das amarras da miséria. As pessoas com autoestima ascendente podem progredir mais,

tornando-se mais felizes, aprendendo a caminhar com as próprias pernas. Para que esse sonho se torne realidade, torna-se necessária a implantação de programas educacionais para a integração social, qualificando as pessoas para se ajustarem ao mercado de trabalho. A instrução escolar, aliada à qualificação profissional, transformam-se em importantes instrumentos de integração social da espécie humana. Cabe ao Estado, portanto, proporcionar-lhes mais este mecanismo para o seu crescimento individual. partir deste ponto, certamente surgirão novos empreendedores, capazes de gerar trabalho e riqueza para o Brasil. A capacitação profissional permitirá que parte dessa gente resgatada da miséria encontre trabalho digno. E outra parte. ainda, transforme-se em micro empreendedores individuais, conseguindo prover suas necessidades e de sua família.

A

ROBERTO MATEUS ORDINE Este é o melhor caminho para o desenvolvimento da produção nacional. or tudo isso é que seria oportuna, também, a criação de um novo programa governamental destinado às micro e pequenas empresas, com o objetivo de impedir que a "síndrome da morte" ocorra com a maioria dessas recém-nascidas empresas, que começam a morrer já no primeiro ano de atividade – um grande percentual delas não consegue ultrapassar a barreira do quinto ano de existência, segundo dados divulgados pelo SEBRAE. Sabe-se que parte dessas

P

empresas "morre" cedo por falta de gestão adequada; mas, a outra parte morre por asfixia fiscal, em razão do nosso complexo sistema tributário. São tantas as obrigações fiscais, que os pequenos empreendedores não conseguem acompanhar o sistema, tornando-se inadimplentes – seja por falta de pagamento dos tributos, seja por excesso de obrigações burocráticas. anto isso é verdade que, nesta semana, a própria Receita Federal precisou editar medida cancelando os lançamentos das multas aplicadas aos micro

T

empreendedores individuais que deixaram de apresentar impresso fiscal (DASN-Simei). Esta obrigação acessória não estava prevista na legislação que criou o MEI; mas, o sistema fiscal, sim, e não perdoou aquela falta. Não fosse o bom senso das autoridades da RF e já teríamos milhares de micro empreendedores individuais inadimplentes perante o fisco, antes mesmo de desfrutar dos benefícios de sua nova condição. ara contornar esse grave problema, impedindo a "morte" do pequeno empreendedor, será preciso ajudá-los a crescer. Isto porque, se salvos, poderão amanhã transformar seu pequeno negócio em empreendimentos de sucesso, gerando riqueza e emprego, além de ajudar a melhorar a produção nacional. Seria muito oportuno se o Governo Federal pudesse implantar, para as micro e pequenas empresas, um

P

programa especial de desburocratização, destinado à sua proteção. Não podemos esquecer que foi desse mesmo modo – sem muita burocracia – que em recente passado surgiram boa parte das empresas brasileiras que depois se transformaram nos atuais sustentáculos da economia nacional. oram alguns brasileiros pioneiros e outros imigrantes recém chegados de seus países de origem que deram início aos atuais comércio e indústria brasileiros. Foram os pequenos empreendedores do passado que ajudaram a compor o quadro atual de nossa economia, criando um parque industrial de ponta e um comércio sofisticado. Foram eles que, junto com o agronegócio, transformaram o Brasil na 7ª economia mundial.

F

ROBERTO MATEUS ORDINE É VICE PRESIDENTE DA ACSP


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quarta-feira, 8 de junho de 2011

8 de Junho

E

ducado pelos Beneditinos de Novara (Itália), aos 21 anos ingressou na Ordem dos Irmãos Menores Franciscano. Depois de ordenado sacerdote, pregou em toda a Itália e ficou conhecido como "pregador da paz e do Evangelho". É autor da o Bem-Aventurad Suma Pacífica da Consciência. de Sereno

Pacífico

Solução

A C A G O E I N S S T A I A G NI P A L A I A J N N H A T A R C O E

R

S V E R A O U R U R I P I R A O L I N D U F O L O GO P I O A MA N A P G A AL O L V E AT R L T A G O A C R A G A T A T I MB A T C B S O AL O

4 -.GERAL

Por: José Nassif Neto 'Agente', em alemão. 'Passado', em inglês.

"Uma InstrumenDesmoroQualquer andorinha to de nar rapiser ina- só não faz percussão damente. nimado. (...)". africano. Símbolo de roentgen. (física)

Símbolo de Oxóssi.

Sadio; saudável.

(?) Guerra, escritor brasileiro.

Um mau negócio.

Ditador da extinta União Soviética.

Papa de Estanho, símbolo mandioca. Lente de químico. aumento. Filme com duração mínima de 70 min.

Estado de Goiás. (abrev.)

Homem namorador Especialista inveterado. em óvnis. (gíria) Cachaça. Sinônimo de chato. (gíria)

Leito de um rio.

Canal marítimo da América Central.

Desordeiro. Djibouti é um pequeno (...) da África.

Galináceo macho.

Aquele que luta ninjútsu.

Sinistro.

Latitude. (abrev.)

'Bêbado como um (?)'.

Após. 'Chapéu', em inglês.

Sal do ácido láctico.

Brinco de forma circular. Cosme Tura, pintor. Bruce Lee, ator.

Dança Astúcia espanhola para do século distrair o XVII. advesário. O Deus grego do amor.

El. químico de número atômico 27 (símb.: Co)

(406) 3-hat; 4- trás; ago; 4- eiru; 5-verão; álveo; gambá; pirão; agent; 6-panamá; pinóia; 7-ufólogo; trágico; tárraga.


p

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

5 INOCENTE Inocentado pela PGR, Palocci deixa cargo anuciando sua honestidade.

olítica

CONSULTOR E se multiplicou o patrimônio, não cometeu nenhuma irregularidade.

Wilson Pedrosa/AE

A

ntonio Palocci não soube aproveitar a sua segunda chance no governo. Ele caiu ontem mais rápido do que na primeira vez. Como ministro da Fazenda permaneceu no cargo por três anos. Na Casa Civil, foram cinco meses. Palocci tropeçou e ainda coube à presidente Dilma Rousseff, em nota, "lamentar a perda de tão importante colaborador". Em declaração escrita, ele destacou "a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais no período recente, bem como a inexistência de qualquer fundamento, ainda que mínimo, nas alegações apresentadas sobre sua conduta", numa referência explícita à decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar pedido de investigação sobre enriquecimento ilícito e tráfico de influência. Talvez, por isso, Dilma tenha agradecido "os inestimáveis serviços que ele prestou ao governo e ao País". Palocci procurou realçar, na carta entregue à Dilma, que a sua permanência "poderia prejudicar suas atribuições no governo", e daí fez o esforço esperado. Um esforço descrito pelo presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão, como decisão que "engrandece Palocci". Ou "medida acertada", como afirmou o deputado Raul Pont, presidente do PT no Rio Grande do Sul. Uma atitude que "só trará benefícios para o Brasil", de acordo com a direção da Força Sindical. Ou ainda, como salientou Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), "é uma questão de governo, a vida continua e o Brasil vai continuar andando". Enquanto isso, a oposição no Congresso ia comemorando. Quem poderá sentir a sua saída é o mercado financeiro, segundo o analista político Rafael Cortês, da Tendências Consultoria. "O mercado o via como um líder dentro governo e defensor de uma agenda liberal", afirmou. Tanto que o setor sucroalcoleiro, assim que soube, lamentou perder "um dos principais interlocutores entre o governo e os usineiros". Médico por profissão e político de carreira, Palocci é filiado ao PT desde sua fundação, nos anos 80, quando ainda mi-

Antonio Palocci passou boa parte do dia de ontem ao lado da presidente Dilma Rousseff, a quem acompanhou em dois eventos. O ainda ministro até esbanjou sorrisos, mas já tinha acertado a sua saída da Casa Civil. É o primeiro a cair neste governo, mas não é sua primeira queda na vida política.

BYE, BYE! Desta vez, a passagem de Antonio Palocci pelo governo foi mais rápida e o escândalo também mudou litava na corrente trotskista Convergência Socialista. Com a chegada do PT ao poder ganhou prestígio tanto quanto perdeu. A ele imputaram toda a sorte de acusações: corrupção, mensalinho da máfia do lixo e licitações dirigidas para compra de molho de tomate

com ervilha, quando exerceu mandatos de prefeito em Ribeirão Preto (SP). Em Brasília, a quebra do sigilo bancário de Francenildo Santos Costa, o caseiro que revelou as idas de Palocci a uma mansão para reuniões com lobistas, custou-lhe a pasta da

Fazenda, em 2006. O mais novo capítulo, revelou um Palocci perspicaz para negócios, já que conseguiu multiplicar por 20 seu patrimônio nos últimos quatro anos, período no qual também dava expediente na Câmara, como deputado. Apesar da queda, no plano

criminal o ex-ministro está com o caminho livre. No âmbito civil é réu por ato de improbidade em ações na Justiça de Ribeirão Preto. Numa delas, por causa da compra do molho de tomate com ervilha. (Leia sobre a sucessora Gleisi Hoffmann na página 6). (Agências)

Celso Júnior/AE

Dilma fez o que Lula havia feito Por isso, o ex-presidente evitou comentar o que estava decidido

Marta, ao lado de Sarney, tentou apoiar Palocci. Faltaram assinaturas.

Marta tentou e a bancada do PT disse não

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ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, já tinha acertado ontem a sua saída do cargo, mas os senadores do PT provavelmente ainda não sabiam, tanto que a maioria rejeitou, em reunião fechada, divulgar uma nota de apoio a Palocci. O ministro consumou a sua saída em conversa com a presidente Dilma Rousseff, por 50 minutos. Foi no terceiro andar do Palácio do Planalto, pouco antes das 11 horas. Depois, de gravata vermelha, acompanhou discurso da presidente durante cerimônia de criação da Comissão e do Comitê Nacional de Organização da Rio + 20 e ainda almoçou com Dilma e parlamentares do PTB. Simulou tanto que chegou a esbanjar sorrisos.

A proposta de apoio foi sugerida na reunião pela senadora Marta Suplicy (PT-SP). No entanto, a maioria da bancada se posicionou contra o desagravo público. Relatos deram conta de que o argumento que prevaleceu foi o de que era preciso a bancada fortalecer a presidente. Ou seja, seria "imprudente" soltar naquela altura uma nota sem que seus exatos termos tivessem sido previamente combinados com o Planalto. Nem a decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar todas as representações contra Palocci, sensibilizou a maioria dos senadores. A bancada tem 15 e vários deles vinham cobrando explicações públicas do ministro. (Agências)

compromissos, se precisasse, seriam usados como justificativa para não ir a Brasília e evitar desgastar a autoridade da presidente. Mesmo assim, assessores próximos da presidente confirmaram que ela conversou com Lula. Sobre a saída de Palocci, o Planalto negou que houve demora na substituição e afirmou que o "timing" foi correto, após a

Procuradoria Geral da República ter inocentado o agora ex-ministro de irregularidades. A demissão teria sido "uma somatória de coisas que vinham ocorrendo no dia a dia". Sobre a escolha de Gleisi, a presidente disse a Lula que era "decisão pessoal" e com quem tem "afinidade". Dilma, inclusive, a chama pelo apelido de "Loura". (Agências)

Lula alegou que não sabia de nada. E que a possível saída do ministro seria uma questão pessoal. Por isso, não iria falar, porque sabia "como é", tinha "vivido isso". Eduardo Enomoto/News Free/AE

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ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou o quanto pode comentar ontem os momentos que antecederam a queda do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Após ser homenageado, em São Paulo, no Prêmio Top Etanol, negou que tivesse tratado da questão com a presidente Dilma Rousseff. "É uma questão muito pessoal. Eu já vivi isso, sei como é". O ex-presidente foi quem sugeriu Palocci para o cargo e Dilma aceitou. E com a situação cada vez mais delicada, Lula havia descartado ir para Brasília, pelo menos nesta semana, sugerindo que qualquer decisão não teria a sua interferência. Por alguns momentos, inclusive, trocou a agenda política pelo futebol, quando recebeu o ex-atacante Ronaldo, que faria ontem a sua despedida da Seleção Brasileira, no Pacaembu. Lula ganhou ingressos, mas disse não poderia ir. Hoje, o ex-presidente dará palestra para convidados da fabricante de embalagens Tetrapark, na capital paulista. Amanhã, está agendada viagem para Curitiba. Lá, o ex-presidente vai participar de um encontro com catadores de materiais recicláveis. Esses


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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Para nós, é um momento triste. É uma pena perder o ministro Palocci. Gleisi Hoffmann, nova ministra-chefe da Casa Civil

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Gleisi vira a dona da Casa Civil Convidada para comandar a pasta, a mulher do ministro Paulo Bernardo alia experiência política e gestão administrativa. E, dizem, não chega a ser de fácil trato. Moreira Mariz/Ag. Senado

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Gleisi Hoffmann: destaque na defesa do governo no Senado, ao atuar como líder do governo.

onvidada para suceder ao ex-ministro Antonio Palocci na chefia da Casa Civil, a senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) tem se destacado na defesa do governo no Senado. Ela praticamente trabalhava como líder do governo. Fontes do Planalto avalizam que Gleisi tem todas as condições para comandar a Casa Civil e o relacionamento com o Congresso. Também é tida como "não tão fácil de se lidar". Nome – Fã da musa norteamericana Grace Kelly, Gétulia Agda queria que a filha levasse o nome da atriz. Mas na hora do registro em cartório, o marido, Júlio Hoffmann, se confundiu. "Em vez do ‘r’, ele colocou ‘l’. Mas podia ter colocado mais simples, né? Maria, Ana...", explicou, rindo, a então senadora em entrevista concedida ao portal IG em abril deste ano. De família de origem alemã e catarinense, Gleisi Helena Hoffmann nasceu em Curitiba, em 6 de setembro de 1965 e se formou em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba, com especialização em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira. Dupla dinâmica – Ela é mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, com quem tem dois filhos, João Augusto e Gabriela Sofia. Seu primeiro casamento foi com o jornalista Neilor Toscan. Indagada se o tema política entra em casa ou é proibido, admitiu que não tem como evitar o assunto nas conversas. "Não tem jeito. A gente conversa sobre outros temas, mas política é o preponderante. É a

Política é o tema das nossas conversas. É a nossa vida. Ficaria até falso a gente falar de outros assuntos: é política e os filhos. GLEISI HOFFMANN

nossa vida. Ficaria até falso a gente falar de outros assuntos: é política e os filhos". Com o marido, Paulo Bernardo, Gleisi forma uma espécie de "dupla dinâmica" de aliados de primeira hora do Palácio do Planalto. Histórico político – A paranaense de 45 anos tem experiência política adquirida nas duas campanhas eleitorais, e reúne características técnicas, reforçadas durante o comando da diretoria de Finanças da Itaipu Binacional. Ex-presidente do PT no Paraná, Gleisi perdeu a eleição para o tucano Beto Richa à prefeitura de Curitiba em 2008, mas conseguiu se eleger ao Senado nas eleições do ano passado e contou com o apoio ostensivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da então candidata Dilma Rousseff. No Senado, Gleisi vinha se destacando como "líder informal do governo". Fazia intervenções e apartes a favor do governo federal a toda hora, sem deixar nenhum ataque da oposição sem resposta. A filiação de Gleisi ao PT veio em 1989. Ela foi secretária de Estado no Mato Grosso do

Sul, durante a gestão de ‘Zeca do PT’ e secretária de Gestão Pública da prefeitura de Londrina por alguns meses. Em 2002, fez parte da equipe de transição de governo de Lula. Foi então nomeada a diretora financeira da Itaipu Binacional, onde ficou até 2006, quando saiu para disputar –e perder – as eleições ao Senado. Em 2010, conseguiu vaga no Senado, elegendo-se como a mais votada, juntamente com Roberto Requião (PMDB). Campanha rica – Nas eleições do ano passado para o Senado, a nova ministra-chefe da Casa Civil, conseguiu o maior volume de arrecadações, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral. Foram pouco mais de R$ 7,9 milhões, enquanto o segundo colocado, o senador Roberto Requião (PMDB), obteve cerca de R$ 3 milhões. Além do diretório nacional do PT, que repassou R$ 1,9 milhão à campanha, o principal doador foi a empreiteira Camargo Corrêa, com R$ 1 milhão. A Construtora OAS foi responsável pela colocação de R$ 500 mil na campanha, enquanto a OAS Empreendimentos contribuiu com outros R$ 280 mil. Outra das grandes construtoras que ajudaram financeiramente na eleição da senadora é a CR Almeida, com R$ 250 mil. Entre os bancos, apenas o Fator aparece na prestação de contas, tendo doado R$ 100 mil. A vaga de Gleisi deve ser assumida pelo primeiro suplente, Sergio de Souza (PMDB). Assim, a bancada do PMDB, que já era a maior, passa a ter 20 senadores. (Agências)

Lula Marques/Folhapress

Foco será gestão de projetos Gleisi Hoffmann afirma que sua atuação vai ser mais técnica do que política

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m sua primeira entrevista, a nova ministra da Casa Civil, a petista Gleise Hoffmann disse, ontem, que a sua gestão vai ser mais técnica do que política. Sem comentar seu perfil duro nas negociações políticas, como ficou conhecida no Senado, Gleise afirmou que sabe da responsabilidade e do desafio que tem pela frente. O governo Dilma Rousseff enfrenta críticas de aliados e

da oposição em relação a articulação política. Gleise não quis comentar como ficará a negociação com o Congresso, que vinha sendo assumida por seu antecessor na Casa Civil, Antonio Palocci, que perdeu força desde que a Folha revelou em maio que ele multiplicou por 20 seu patrimônio. "Ela disse que meu perfil é um perfil que se adequa ao que ela pretende agora na Casa Civil, que é o

acompanhamento dos projetos do governo. Portanto, é uma ação de gestão. A presidente quer uma gestão mais técnica na Casa Civil". Sobre Palocci, disse que é um momento triste. "Sabemos do relatório da procuradoria (Ministério Público Federal), que colocou de forma clara a situação do ministro. É uma pena perder o ministro Palocci no governo pela sua qualidade ". (Folhapress)

No currículo, duas participações no Executivo De líder estudantil à diretoria da Itaipu, Gleise já atuou em MS e no Paraná

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posse da nova ministra da Casa Civil, Gleise Hoffmann, será hoje, 16h30, no Palácio do Planalto. Aos 45 anos, a mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, já atuou duas vezes em setores do Poder Executivo, como secretária extraordinária de Reestruturação Administrativa no primeiro mandato de Zeca do PT à frente do governo de Mato Grosso do Sul, em 1999, e como secretária de Gestão Pública da Prefeitura de Londrina, em 2001. Foi a responsável pela Diretoria Executiva Financeira da Itaipu Binacional entre 2003 e 2006. Ela já tentou, em 2008, conquistar o cargo de prefeita da capital paranaense, mas foi d e r ro t a d a p o r B e t o R i c h a (PSDB), hoje governador do estado. Em 2006, tentou uma vaga no Senado pela primeira vez, conquistando 45,14% do total da votação. Na segunda tentativa, em 2010, foi a candidata mais votada para o cargo, com mais de 3,1 milhões de voto. Contou com o apoio integral do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candi-

J. Freitas/Ag. Senado

No Senado: defesa do governo.

data Dilma Rousseff. A militância política vem dos tempos de estudante com os grêmios estudantis e, depois, como dirigente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). O contato com a classe política veio durante a faculdade. Para pagar os estudos, trabalhou como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná e como assessora do então vereador Jorge Samek (PMDB), eleito na Câmara Municipal de Curitiba. Depois, Samek a levou a um cargo em Itaipu Binacional, ocupado pe-

la primeira vez por uma mulher e ao PT, em 1989. Brasília descortinou-se para Gleisi em 1993, quando foi trabalhar no Congresso Nacional – na Comissão de Orçamento. Depois integrou a equipe de Zeca do PT, em MS, coordenando uma equipe que conduziu uma reforma administrativa, reduzindo secretarias e cargos em comissão. Secretária na gestão do prefeito Nedson Micheletti em Londrina, iniciou a discussão sobre o plano de carreira dos servidores e implantou o pregão eletrônico para compras – uma economia de 30%. Gleisi trabalhou com Palocci e Dilma na equipe de transição do então presidente Lula, em 2002. O prêmio foi o cargo de diretora financeira de Itaipu Binacional. Lá, comandou orçamento anual superior a US$ 3 bilhões. De sua equipe nasceu o sistema de gestão integrada com o Paraguai. Única mulher na diretoria, ela foi uma das vozes ativas na expansão do serviço de saúde, criação de uma rede de combate à prostituição infantil e atendimento à vítima de violência. (Agências)

Na berlinda: apático, ministro Luiz Sérgio não teria o perfil articulador esperado pelo Planalto.

Luiz Sérgio, o próximo? Ministro sempre foi considerado por Dilma como sem influência no Congresso

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om a queda de Antonio Palocci, a presidente Dilma Rousseff e a nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, farão uma dobradinha provisória na articulação política. A partir de agora, Dilma reservará boa parte da agenda para encontros e conversas com deputados e senadores. É a alternativa que ela achou diante da falta de nomes para comandar a Secretaria de Relações Institucionais, pasta que formalmente tem a responsabilidade de fazer a articulação. É o que dizem assessores do Planalto. O ministro Luiz Sérgio (Secretaria de Relações Institucionais) não conseguiu se fortalecer no cargo. A presença de Antonio Palocci, que

negociava com governadores e lideranças do Congresso, tirava o foco da secretaria. Luiz Sérgio sempre foi considerado por Dilma como ministro sem influência, mas até a noite de ontem sua demissão não era confirmada pelo gabinete da presidente. Dilma estava disposta a manter Luiz Sérgio por mais um tempo na pasta. Ao escolher Gleisi no lugar de Palocci, optou por uma mudança menos drástica de ministros, limitando-se à troca na Casa Civil. A presidente avalia que Gleisi é uma mulher hábil e de iniciativa, que poderá desempenhar o papel de gestora e, ao mesmo tempo, de articuladora, dizem assessores do governo. Embora sem experiência

política, Dilma vê em Gleisi uma senadora que conseguiu, em menos de seis meses, entender os "caminhos" do Senado. Ultimamente, Dilma esteve envolvida em questões internas do governo. Agora, quer se dedicar à conversas com parlamentares. Nos próximos dias, Dilma terá de escolher o novo líder do governo no Congresso. A função é desempenhada provisoriamente pelo deputado Gilmar Machado (PT-MG). Ela sabe que tem problemas com os líderes na Câmara e no Senado. Ontem, observou que a liderança de Romero Jucá (PMDB-RR) no Senado não evitou que mais de 20 senadores assinassem requerimento para instalar CPI contra Palocci. (AE)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de junho de 2011

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A saída do ministro, graças à pressão da sociedade, mostra que o governo padece de credibilidade. Rubens Bueno (PPS-PR)

olítica

Andre Dusek/AE - 06.04.11

Gurgel arquiva caso Francenildo... Procurador-geral diz que alegação não é suficiente para incriminar Palocci

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Indeferido: procurador-geral não vê provas contundentes de autoria da quebra de sigilo do caseiro.

Oposição comemora. E alerta: o caso não está encerrado. Queda do ministro até facilita investigação patrimonial, avaliam parlamentares

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oposição comemorou a saída do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, mas parlamentares alertam: a demissão do petista não encerra o caso. "Nós vamos continuar insistindo para que ele preste todas as informações", avisou o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP). "O suposto tráfico de influência e o extraordinário aumento de seu patrimônio ocorreram antes de ele entrar no governo. Os fatos que vieram a público podem ser apenas a ponta do novelo". Segundo Nogueira, os 20 dias em que se manteve em silêncio e as lacônicas entrevistas que concedeu na última sexta reforçam ainda mais os indícios de irregularidades nas atividades que desenvolveu como consultor. "Sua demissão não pode ser usada como pretexto para que as perguntas fiquem sem respostas: quem eram seus clientes? Que serviço prestou? E quanto recebeu?". O deputado federal Roberto Freire (SP), presidente nacional do PPS, afirmou que o pedido de demissão facilita a investigação sobre Palocci.

"Não haverá mais blindagem do governo Dilma na Câmara para convocação, por exemplo; o foro privilegiado acaba e a sociedade não fica refém da decisão do procuradorgeral, que foi omisso e se negou a investigar o ministro". O parlamentar afirmou que, com a demissão, o processo

Não haverá mais blindagem do governo, o foro privilegiado acaba e a sociedade não fica refém da decisão do procurador-geral. ROBERTO FREIRE (PPS-SP) contra Palocci será acelerado. "Ele vira um cidadão comum sem a proteção do governo". Já o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno, afirmou que Palocci sai do governo "pela porta dos fundos, sem dar explicação convincente à sociedade sobre os escândalos envolvendo seus negócios milionários".

Na avaliação do parlamentar, fica provado mais uma vez que a palavra do governo não é levada a sério pela sociedade. "O governo afirmou mais de uma vez que o caso envolvendo o patrimônio do ministro estava encerrado. A saída do ministro, graças à pressão da sociedade, mostra que a palavra do governo padece de credibilidade". Bueno também afirmou que a queda do ministro não encerra o caso. "Ao contrário, agora o Ministério Público terá mais facilidade para investigar a fortuna do ministro". "Medida acertada" – O deputado estadual e presidente do PT no Rio Grande do Sul, Raul Pont, considerou o afastamento "medida acertada". "A posição da ProcuradoriaGeral da República, que não encontrou ilegalidades ao analisar as denúncias, livrava o ministro da abertura de um processo, mas não do empenho da oposição de buscar enfrentamento político", avaliou Pont. "Ele devia fazer sua defesa fora do governo. A compreensão política de uma situação como essa vai além de uma situação pessoal". (Agências)

Evaristo SA/AFP - 19.03.07

Battisti: ministros já admitem que não querem nova polêmica e podem confirmar refúgio político.

p ro c u r a do r- g er a l da República, Roberto Gurgel, arquivou mais uma representação contra o ministro Antonio Palocci (Casa Civil), agora no caso envolvendo a violação dos dados bancários do caseiro Francenildo dos Santos Costa. A ação, apresentada pelo presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), pedia oferecimento de nova denúncia contra Palocci após a Folha de S. Pa ul o publicar no dia 25 de maio que a Caixa Econômica Federal informou à Justiça Federal que o responsável pela violação foi o gabinete do então ministro da Fazenda e hoje ministro da Casa Civil. No pedido, Roberto Freire alegou que a resposta da Caixa constituiria "informação inédita que pode levar ao egrégio Supremo Tribunal Federal novos elementos de convicção para apreciar nova denúncia contra Palocci". Sem novidade – Para Roberto Gurgel, o fato referido pelo deputado não consubstancia prova nova, apta a ensejar o oferecimento de outra denúncia por suposta violação do sigilo do caseiro.

"A autoria intelectual do delito pelo denunciado foi exatamente o fundamento da acusação apresentada pelo Ministério Público e que foi rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal", rebateu Gurgel. Ele explica que a denúncia proposta pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, descreveu uma série de fatos que

A autoria intelectual do delito pelo denunciado foi exatamente o fundamento da acusação rejeitada pelo Supremo. ROBERTO GURGEL comprovariam a atuação do gabinete do então ministro da Fazenda para a divulgação dos dados bancários na imprensa. "O Supremo Tribunal Federal, muito embora tenha afirmado a materialidade do crime, rejeitou a acusação quanto ao representado, exatamente pelo fundamento de que, não

detendo legitimamente a informação sigilosa, o representado não poderia ser autor do crime na modalidade revelar. Entendeu, também, que o Ministério Público não provou que o representado determinou ao presidente da Caixa que violasse o sigilo nem que o representado divulgou os dados para a imprensa", diz Gurgel no parecer. Nada feito – Na segundafeira, Gurgel decidiu arquivar todas as representações que pediam abertura de inquérito contra Palocci, relacionadas ao fato de seu patrimônio ter aumentado pelo menos 20 vezes de 2006 para 2010. Gurgel, disse ontem que adotou a posição que considera "correta" e que "as manifestações do Ministério Público nem sempre agradam". "O procurador-geral da República se manifesta de acordo com sua convicção. Foi o que eu fiz e com a mesma firmeza de quem sustentou oralmente contra o ministro Palocci no caso do caseiro", disse. "É da tradição do Ministério Público: suas manifestações. Ora agradam a uns e desagradam a outros, ora desagradam a uns e agradam a outros". (Agências)

...Câmara arquiva investigação contra Netinho... Vereador se livra de acusações juntamente com Ushitaro Kamia e Antonio Goulart Clayton de Souza/AE

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Câmara Municipal de São Paulo decidiu hoje arquivar os procedimentos disciplinares que investigavam denúncias contra os vereadores Netinho de Paula (PCdoB), Ushitaro Kamia (DEM) e Antonio Goulart (PMDB). Eles eram suspeitos, em casos diferentes, da utilização do cargo para proveito pessoal e poderiam até perder o mandato. Todos eles negam irregularidades. Para que as denúncias fossem investigadas, os processos tinham de ser aprovados por pelo menos 28 dos 55 vereadores – o que não ocorreu. O processo contra Netinho recebeu 18 votos a favor da investigação, 27 contra e cinco abstenções. No de Kamia, 18 vereadores votaram pela investigação, 29 contra e cinco se abstiveram. No caso de Goulart, foram 22 votos a favor da investigação, 24

Nada consta: Netinho está livre das acusações de uso de notas frias

contra e cinco abstenções. Processos – Goulart era suspeito de pagar, com recursos públicos, serviços prestados pela gráfica de sua mulher. Já contra Kamia pesava a suspeita de desvio de donativos destinados às vítimas das chuvas da região serrana do Rio. Netinho, por sua vez, seria

investigado pela suposta utilização de notas fiscais de empresas com endereços fantasmas para justificar gastos de seu gabinete na Câmara. Antonio Goulart argumentou, em nota, ontem, que tem "convicção" que agiu de "forma lícita na contratação" de serviços. (Folhapress)

...e CNJ arquiva processo de Dantas contra De Sanctis Conselho entendeu que não cabe, no caso, uma punição ao desembargador

Battisti: Supremo deve validar decisão contra extradição STF recomeça hoje a julgar italiano e pode seguir opinião do ex-presidente Lula

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epois de mais de dois anos de indefinição, o STF (Supremo Tribunal Federal) retoma hoje a discussão sobre o destino do italiano Cesare Battisti e deverá validar a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que negou, no último dia de seu mandato, pedido do governo da Itália para extraditá-lo. O caso já foi levado ao plenário do Supremo quatro vezes, quando os ministros decidiram autorizar a extradição de Battisti, deixando para o presidente a palavra final. Na última vez, ficou estabelecido que o chefe do

executivo não poderia desrespeitar o Tratado de Extradição entre Brasil e Itália. Battisti fez parte de grupo terrorista de extrema esquerda da Itália dos anos 70. Foi condenado pela Justiça italiana à prisão perpétua, por participar de quatro assassinatos, mas sempre negou a autoria dos crimes e alegou sofrer apenas perseguição política. O então ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, concedeu a ele, em 2008, o status de refugiado político. O argumento era haver "fundado temor de perseguição política" se

Battisti voltasse à Itália. Esse ato, porém, foi considerado ilegal pelo Supremo. Hoje, a Corte analisa a reclamação do governo da Itália, que diz que Lula, ao decidir pela permanência de Battisti, descumpriu a decisão do STF. A tese é: a presidência usou argumentação presente no tratado de extradição que, com outras palavras, afirma o mesmo que Genro disse para conceder o refúgio, já negado pelo Supremo. Ministros afirmaram ontem que a maioria do tribunal não irá criar nova polêmica. Ou seja, não vão anular o ato de Lula. (Folhapress)

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Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu ontem, por unanimidade, que não cabe punição ao desembargador Fausto De Sanctis, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3). O processo contra o magistrado foi aberto a partir de ações ajuizadas pelo banqueiro Daniel

Dantas, do Banco Opportunity. Ele alegou que De Sanctis teria agido de forma indevida na condução dos desdobramentos da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, no qual Dantas era um dos investigados. A defesa de Dantas apresentou duas reclamações ao CJN. Elas chegaram ao conselho de-

Rafael Andrade/Folha Imagem - 10.11.08

Sanctis: alegada desobediência ao STF não procede, decide CNJ.

pois que o TRF3 decidiu, em 2009, que De Sanctis não deveria ser punido. A primeira acusação afirmava que De Sanctis, então juiz da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, negouse a oferecer informações sigilosas sobre a Operação Satiagraha, quando ocorreu a primeira prisão do banqueiro. O argumento não foi aceito. A segunda acusação afirmava que De Sanctis havia desrespeitado o Supremo Tribunal Federal (STF) ao decretar a segunda prisão de Dantas, alegando fatos novos. Na ocasião, o banqueiro tinha obtido um habeas corpus do então presidente do STF, Gilmar Mendes. Ao dar o segundo habeas para Dantas, Mendes considerou o ato do juiz uma insubordinação ao STF. Como De Sanctis agora é desembargador, a pena não pode ser aplicada. Ele foi promovido em janeiro. (ABr)


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quarta-feira, 8 de junho de 2011

PERU Reuters: eleito, Humala garante que não vai imitar Chávez.

nternacional

AMBIÇÃO Irã diz que proposta alguma fará país parar de enriquecer urânio

Reuters

Bombas e bravatas na Líbia Otan intensifica ataques contra complexo de Kadafi. Líder diz que fica 'até o fim'.

AFP - 10/04/11

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terra, vivos ou mortos." Kadafi afirmou que está reunindo um enorme exército, com até 500 mil combatentes, para esmagar os insurgentes em Benghazi. O líder também exortou sua população a não ter medo e a seguir em frente. "Vocês nunca serão capazes de nos derrotar, um povo armado", declarou. Imagens de Kadafi e outros líderes foram transmitidas ontem, também pela TV estatal líbia. O local de gravação das imagens não foi identificado. Em uma sala pequena, o ditador aparece usando óculos escuros e trajes tradicionais. Desde o dia 30 de maio ele não aparecia na TV. Não se sabe quando a gravação foi feita. Ataques - O novo pronunciamento de Kadafi foi feito poucas horas depois de um

ataque da Otan, em plena luz do dia, às imediações de seu complexo residencial. Nos primeiros meses de sua operação na Líbia, os aviões da aliança geralmente realizavam ataques após o entardecer, mas nos últimos dias as operações diurnas se intensificaram. Segundo a Otan, os ataques diurnos têm como alvo o centro de comunicações das tropas do ditador líbio. A imprensa do país afirma, porém, que o alvo é a TV estatal. O porta-voz do governo líbio, Ibrahim Moussa, disse que foi o dia de bombardeios mais pesados contra a capital. Moussa afirmou que os quartéis que os aviões da Otan bombardearam ontem já haviam sido atingidos em ataques anteriores. Repórteres estrangeiros em

Trípoli disseram que os ataques destruíram prédios no complexo residencial e administrativo de Kadafi, o Bab al-Aziziya. Eles também viram o corpo de um homem nas ruínas. "Ao invés de dialogarem conosco, eles nos bombardeiam. Eles estão ficando loucos, perdendo completamente a cabeça", disse Moussa. Justiça - Ainda ontem, a filha do ditador líbio, Aisha Kadafi, entrou com uma ação contra a Otan em um tribunal de Bruxelas, através de advogados, acusando a aliança atlântica de assassinar quatro pessoas da família Kadafi, mortas em um bombardeio no final de abril. Aisha acusa a Otan de ter assassinado, em um bombardeio desfechado em 30 de abril, seu irmão Seif al-Arab Kadafi, de 29 Divulgação/AFP

Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) intensificou ontem seus ataques a Trípoli, capital da Líbia, matando pelo menos 31 pessoas. Os bombardeios causaram fortes explosões na região de Bab al-Aziziya, onde fica o palácio do governo. O ataque foi o mais intenso desde que a Otan começou a bombardear o país. Em resposta aos ataques da aliança ocidental, o ditador Muamar Kadafi anunciou que "vai lutar até o fim''. A mensagem de áudio foi transmitida ao vivo pela TV estatal da Líbia. "Apesar das bombas, nós nunca vamos ceder", afirmou Kadafi. "Eu estou perto do bombardeio, mas ainda estou resistindo. Nós só temos uma escolha: vamos ficar na nossa

Nós nunca vamos ceder... Nós só temos uma escolha: vamos ficar na nossa terra, vivos ou mortos. MUAMAR KADAFI

'É preciso recuperar a honra do pepino'

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O representante espanhol Francisco Sosa-Wagner defende o pepino em discurso no Parlamento Europeu

anos, seus sobrinhos Seif e Cartago, ambos de dois anos, e sua filha, Mastoura, de apenas quatro meses e que estava na casa do tio na hora do ataque. "O alvo foi um edifício civil, habitado por civis. Não era um quartel e muito menos um posto de comando militar" do regime líbio, diz a queixa. "A decisão da Otan de bombardear um prédio civil em Trípoli constitui um crime de guerra", disse o advogado Luc Brossollet, à agência France Presse. A Otan começou a bombardear a Líbia após a aprovação da resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que autorizou o uso da força para proteger civis líbios, que estariam sendo massacrados pelas forças de Kadafi. (Agências)

utoridades da União Europeia (UE) ofereceram ontem um pacote de 150 milhões de euros (US$ 220,2 milhões) como compensação aos produtores rurais pelos danos provocados pelo surto de Escherichia coli (E. coli), que matou 24 pessoas na Europa. Mas a Espanha, um dos principais afetados, considerou o valor insuficiente. Milhares de agricultores na Espanha, França e Itália estão furiosos, com toneladas de pepinos e tomates apodrecendo nos campos e armazéns, uma vez que muitos europeus não estão consumindo os vegetais porque temem que os alimentos estejam contaminados com a cepa letal da bactéria E. coli. Segundo ministros da Agricultura de vários países da região, os agricultores já acumu-

lam perdas de 417 milhões de euros (US$ 611 milhões). Origem - As conversas sobre indenizações surgiram depois que a Alemanha apontou como origem do surto pepinos importados da Espanha – acusação desmentida mais tarde por exames de laboratório. No último fim de semana, autoridades alemãs anunciaram ter identificado outra fonte: brotos de feijão e de outros legumes plantados em uma fazenda nas proximidades de Hamburgo, no norte do país. Novamente, foram desmentidas por testes. O comissário europeu da Saúde, John Dalli, criticou a Alemanha pelo seu manejo da crise, instando o país a parar de divulgar "conclusões prematuras'' sobre possíveis fontes do surto. "É crucial que autoridades nacionais não corram para dar

informações sobre a fonte de infecção que não sejam provadas por análises, pois isso espalha um medo desproporcional na população e cria problemas para que nossos produtores vendam seus produtos dentro e fora da UE'', afirmou Dalli. "É preciso recuperar a honra do pepino'', disse, por sua vez, o representante espanhol Francisco Sosa-Wagner, segurando um exemplar do legume. A Espanha sofreu não apenas por causa da acusação contra o pepino, mas porque fornece a maior parte dos vegetais consumidos na Europa. EUA - Ontem, as autoridades norte-americanas confirmaram um caso, entre quatro suspeitos no país, de contaminação com a bactéria. O paciente teria viajado recentemente a Hamburgo, na Alemanha. (Agências)

Ammar Awad/Reuters

Saúde (e governo) de Saleh em xeque

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s ferimentos provocados no presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, por um ataque de foguete contra seu palácio na semana passada eram mais sérios do que inicialmente informado, disse uma autoridade iemenita ontem, levantando dúvidas sobre seu governo. A primeira informação era de que Saleh havia sido ferido por estilhaços, e seu vice-presidente teria dito que o líder, no

poder há 33 anos, voltaria ao país em dias. Ele está sendo tratado na Arábia Saudita. Mas revelações de autoridades norte-americanas sugerem que Saleh não tem condições de retornar em breve. Três funcionários disseram que Saleh teve queimaduras em mais de 40% de seu corpo e sangramento craniano. Eles falaram em condição de anonimato. Por sua vez, funcionários iemenitas disseram que Saleh

sofreu queimaduras graves no rosto, pescoço e peito. A situação volátil no Iêmen preocupa as potências ocidentais e a vizinha Arábia Saudita, que temem que uma situação de caos possibilite ao braço local da Al-Qaeda operar com mais liberdade. Pelo menos 45 pessoas foram mortas ontem durante confrontos entre militantes islâmicos e as forças do governo em Zinjibar, ao sul do país, domina-

da há 11 dias por um braço da rede terrorista Al-Qaeda. Na capital Sanaa, milhares de manifestantes se reuniram para convocar uma "marcha de milhões'' em favor de reformas políticas e exigir que Saleh não volte da Arábia Saudita. Os manifestantes se concentraram diante da casa do vice-presidente Abed Rabbo Mansour Hadi e pediram que um governo de transição seja formado imediatamente. (Agências)

Manifestantes pedem que presidente fique na Arábia Saudita


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quarta-feira, 8 de junho de 2011

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9 MUNICIPAL COM AS ESCADAS VAZIAS Ao fim da restauração e a poucos dias da volta da programação, o Teatro Municipal decide, com apoio da GCM, proibir a permanência de pessoas em sua escadaria.

idades

GCM esvazia escadaria do Municipal Reformado e a poucos dias de reiniciar a programação, teatro impede que as pessoas, em especial os sem-teto, se sentem no local, com o apoio da guarda civil Fotos de Paulo Pampolin/Hype

Mariana Missiaggia

Filipe Redondo/Folha Imagem/16.10.2007

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Padre Júlio Lancellotti: ameaça ao direito de ir e vir da população

Para padre, teatro tem de incluir morador de rua Geriane Oliveira

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om a retirada final dos andaimes que envolviam a estrutura física do Teatro Municipal, erguidos ali em razão da nova reforma do prédio, as escadarias do local voltaram a ser procuradas como abrigo pelos moradores de rua. No entanto, a cada tentativa de se sentarem em um dos degraus, eles são convidados a se retirar por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Por conta disso, o padre Júlio Renato Lancellotti, de 62 anos, responsável pelo Vicariato Episcopal para a Pastoral do Povo de Rua (conhecido por Vicariato do Povo de Rua – entidade da Igreja Católica), essa medida é uma ameaça ao direito de ir e vir da população de rua e ao de se aproximar dos bens culturais que a cidade proporciona a todos os cidadãos. "O caminho é a inclusão na programação cultural do teatro e nunca a repressão". Diário do Comércio – Como o sr. vê a proibição da permanência de moradores de rua nas escadarias do teatro recém-reformado? Padre Júlio – Sabemos que é importante zelar pelo patrimônio público da cidade, sem dúvida, mas não é simplesmente alijando as pessoas dessa maneira. Nesse caso, existe a necessidade de se fazer algum encaminhamento, alguma proposta de aproximação desses moradores ao teatro. Isto poderia partir de sua pró-

pria administração. O caminho é a inclusão na programação do Teatro e nunca a repressão. É nisso que a gente acredita. DC – E como seria isso? Padre Júlio – A princípio, sugiro que o teatro programe uma apresentação cultural a essas pessoas para que elas possam, primeiro, conhecer o teatro e, a partir desse conhecimento, também participar de suas atividades culturais como um incentivo ao povo de rua em se beneficiar dos bens culturais da cidade. DC – Se o Vicariato do Povo de Rua não concorda com essa postura por parte do poder público municipal, o que pretende fazer? Padre Júlio – Continuamos trabalhando no sentido de acabar com essa imagem de que o teatro e outros lugares da cidade são bens culturais somente para um público elitizado. Por isso, vamos tratar desse assunto na próxima reunião do Conselho de Monitoramento da Política de Direitos das Pessoas em Situação, que fazemos parte, para tratar do assunto em conjunto. DC – O que o sr. aconselha aos moradores de rua em relação à proibição do teatro? Padre Júlio – O morador de rua já sabe que existe o Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. É um serviço para atender a denúncias em caso de constrangimento ou ofensas. A chamada é gratuita e o cidadão é atendido.

o próximo domingo, o Teatro Municipal de São Paulo vai reabrir suas portas para que o público possa se acomodar em suas poltronas vermelhas e aveludadas para, além de assistir a um espetáculo, apreciar o minucioso trabalho de restauração de seu interior. Do lado de fora, também será possível se encantar com a nobre fachada de arenito. Só que essa observação terá de ser feita de pé, já que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) tem ordens de impedir que qualquer pessoa sente-se nas escadarias do teatro. "Não pode mais. Com a reabertura ficou tudo muito bonito e o acúmulo de pessoas não proporciona um ambiente apresentável. E sabe como é morador de rua, senta e já vai se instalando. Mas não estamos tendo problema porque eles (moradores de rua) estão sabendo que se sentar na escadaria, o GCM logo aparece", relatou um dos seguranças do próprio Teatro Municipal. De fato, na tarde de ontem, as escadarias do Municipal estavam sem gente e formavam uma espécie de fundo para os inúmeros turistas que tiravam fotos do edifício restaurado, como lembrança da cidade. Ainda desinformados, a todo momento uma ou outra pessoa se sentava em um dos degraus para tomar um sorvete ou mesmo para ler um livro ou uma revista. Em poucos minutos, os guardas civis metropolitanos apareciam e pediam que essas pessoas se levantassem. O morador de rua Jurandir foi um dos convidados a se retirar. Sentado em uma mureta numa das laterais do Municipal e escondido dos olhos dos agentes da GCM, seu descanso durou pouco mais de 20 minutos. Perto, uma jovem bem vestida, sentada próxima ao morador de rua. Chamou a atenção a diferença de abordagens adotadas pelo GCM em atividade naquele momento. Com palavras educadas, o agente pediu à jovem que se retirasse daquele espaço. Com Jurandir, ele pareceu se esquecer dos bons modos, foi autoritário e pouco delicado para retirá-lo. Sem discutir, Jurandir levantou-se rapidamente, reproduzindo

Alessandro Buzas/Folhapress

Movimento dos bombeiros preocupa PM

GCMs vigiam o teatro e impedem que as pessoas, principalmente os sem-teto, se sentem na escadaria

Nas abordagens, a rigidez do guarda foi maior com o morador de rua

Para jurista Gandra Martins, medida do teatro está dentro da lei

uma cena corriqueira para tantos outros moradores de rua que vivem no Centro da cidade. Do ponto de vista jurídico, a medida da GCM está dentro da lei. "A GCM tem o direito e o dever de zelar pelo poder público e atua onde as proibições devem ser mais urgentes. Mesmo que não haja nenhum tipo de depredação, é um direito do teatro não ter pessoas sentadas em suas dependências, assim como qualquer proprietário de um imóvel particular. Só não podem ocorrer abordagens desse tipo nas calçadas da cidade", explicou o jurista e constitucionalista Ives Gandra Martins. Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana de São Paulo informou que a GCM não retira pessoas desses espaços. Acrescentou que o efetivo de agentes atua na proteção dos munícipes. No caso dos moradores de rua, disse que a GCM se encarrega da condução de pessoas em situação de risco para unidades municipais condizentes com cada caso. A Secretaria também garantiu que a GCM faz rondas periódicas em frente ao Municipal, e locais como, por exemplo, a Catedral Metropolitana de São Paulo, na Praça da Sé, orientando as pessoas que se aglomeram nas escadarias a se dirigir a um dos bancos da praça. Esse convite, segundo a nota, é feito para que essas pessoas (em geral, morador de rua) não fiquem em locais impróprios para sua saúde e integridade física.

Milton Michida/AE

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mobilização dos bombeiros por melhores salários preocupa a PM do Rio de Janeiro. Desde ontem, o comandante-geral da corporação, coronel Mario Sérgio Duarte, reú-

ne-se com oficiais para que eles tentem impedir a adesão de cabos e soldados ao movimento. Os bombeiros têm protestado em frente da Assembleia Legislativa. (Folhapress)

Cirque du Soleil volta ao Brasil

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epois de uma bem-sucedida turnê pelo Brasil em 2009-2010 com o espetáculo "Quidam", o Cirque du Soleil voltará ao País para apresentar novo show: o "Varekai". A es-

treia nacional será em SP, em 15 de setembro. Depois, até 12 de julho de 2012, se apresenta em mais 7 capitais. O espetáculo mistura teatro, dança, música e acrobacias circenses. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Olhei para a rua e o comércio começou a fechar. Era muito vento e chuva. Andrea Minelli, gerente administrativa de loja comercial

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Vento de 79 km/h provoca queda de árvores, apagão e onda no Pinheiros Um ciclone extratropical foi o responsável pelo mau tempo de ontem, com rajadas de vento de até 79 km/h. Houve apagões e uma pessoa morreu atingida por uma árvore.

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empo fechado e ventos de até 79 km/h causaram transtornos aos paulistanos na tarde de ontem, provocando apagões em semáforos e no fornecimento de energia elétrica e derrubando árvores. Também obrigou um avião a arremeter na hora de pousar no Aeroporto de Congonhas. O vendaval causou ainda um fenômeno inusitado: a formação de ondas no rio Pinheiros. À noite, a queda de uma árvore na avenida Rio Branco, no Centro, deixou uma pessoa morta e outra ferida. Moradores de várias regiões da Capital e de parte do ABC foram afetados pela falta de energia elétrica durante a tarde. Em Moema, na zona sul, estabelecimentos comerciais fecharam as portas nos arredores da avenida Ibirapuera. "Olhei para a rua e o comércio começou a fechar. Era muito vento e chuva", conta a gerente administrativa Andrea Minelli. "A empresa ficou parada, ninguém mais conseguia trabalhar." Segundo a AES Eletropaulo, objetos arremessados pelo vento contra os fios foram os principais causadores dos apagões. A companhia não informou quantas pessoas foram prejudicadas pelo problema, mas admitiu interrupções de energia "pontuais" em pelo menos 15 bairros. Desde cedo até as 19h, haviam caído 29 árvores, segundo os bombeiros, em bairros como Morumbi, Jardins, Indianópolis, Panamby, Lapa, Brás, Penha, Cangaíba, São Miguel Paulista, Vila Formosa e Freguesia do Ó. Trânsito - Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), pelo menos 71 semáforos ficaram inoperantes, prejudicando o trânsito. À 19h, havia 185 quilômetros de congestionamentos em São Paulo. Mesmo moderada, a chuva que atingiu a capital trouxe raios e trovões e provocou quatro pontos de alagamento, algo incomum nesta época do ano. Marginal do Pinheiros, Radial Leste, avenida Valdemar Ferreira, no Butantã, e Praça Marrey Júnior, em Perdizes, tiveram trechos alagados, mas transitáveis. Aviação - O mau tempo afetou também os aeroportos. Um avião comercial vindo de Florianópolis teve de arremeter por causa do vento, ao chegar ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul, às 13h. Não houve necessidade de transferir o pouso para outro aeroporto. Depois de realizar a manobra, a aeronave pousou sem problemas. O vento causou o fechamento do aeroporto entre 17h46 e 18h03. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), não houve necessidade de cancelar ou alternar voos. O vento também prejudicou o funcionamento do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos. No total, 26 voos foram desviados para os Aeroportos de Viracopos, Bauru, Galeão e Confins. Cumbica não chegou a fechar, mas teve de operar por instrumentos entre 16h38 e 17h. No interior de São Paulo, o vendaval foi ainda pior. Em Campinas, foram registradas rajadas de até 125 km/h no Aeroporto de Viracopos, prejudicando pousos e decolagens. Em Ribeirão Preto, a poeira levantada pelo vento diminuiu a visibilidade dos pilotos. Causa - Os vendavais foram provocados por um ciclone extratropical em formação no Atlântico, entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Comum nesta época do ano, o fenômeno é causado pela baixa pressão atmosférica e, associado à chegada de frentes frias, favorece o surgimento de ventos fortes no continente. A previsão é de que o tempo continue instável nos próximos dias, com temperatura em queda e chuva até o fim de semana em todo o Estado de São Paulo. (AE)

Rubens Cavallari/AE

São Paulo com chuva e às escuras: na avenida Rio Branco, esquina com a alameda Glete, uma árvore caiu sobre dois carros. Uma pessoa que passava pelo local morreu. Chiwi Giambintone/Reuters

França encerra buscas do AF-447

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Excesso de cinza vulcânica, oriunda do vulcão chileno Puyehue, desde sábado, impede voo de avião da Austral, no aeroporto de Bariloche

Cinza do vulcão afeta voos no País

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nuvem de cinzas que vem sendo expelida pelo vulcão chileno Puyehue, desde sábado, causou ontem caos nos aeroportos de Argentina, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. Pelo menos 270 voos foram cancelados na região por causa da presença no ar de material vulcânico, que oferece alto risco aos aviões. Desde a crise aérea de 2007 não se via no Brasil um índice tão alto de cancelamentos de voos internacionais – das 164 partidas programadas até as 19 horas de ontem, 60 (ou 36,6% do total) não ocorreram. Só a TAM teve 35 voos cancelados, enquanto a Gol Linhas Aéreas cancelou 19. Brasileiros que estavam em Assunção, Buenos Aires, Montevidéu, Santiago e Lima não conseguiram voltar para casa – a maioria espera ser realocada em outros voos durante a semana. Em Bariloche, um dos principais destinos turísticos da Argentina, quase todas as residências ficaram sem energia elétrica e água. A expectativa é de que a situação melhore a partir de hoje. Ontem à tarde, aeroportos da Argentina e do Chile voltaram a funcionar, mas, por precaução, a maioria das empresas preferiu não voar.

Francisco Ramos Mejia/AFP

Menino se protege com máscara contra cinzas do vulcão Puyehue, em rua de Bariloche, na Argentina

O Aeroporto de Guarulhos (SP) foi o mais prejudicado no País, com 43% de cancelamentos até as 19 horas. No fim da tarde, companhias aéreas não conseguiam encontrar quartos de hotéis suficientes na capital paulista para abrigar passageiros prejudicados – alguns foram avisados e tiverem de ser abrigados em estabelecimentos no litoral paulista. Ontem, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que as c i n z a s c h e g a ra m a o R i o Grande do Sul, em uma faixa de 5.500 a 7.600 metros de

altitude. Uma sala de crise chegou a ser montada no Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea do Aeroporto Santos Dumont, no Rio, com representantes da Anac, da Infraero, empresas aéreas e meteorologistas. "Estamos em contato direto com os centros de controle dos Estados Unidos e da Argentina, que mandam boletins para ajudar nas decisões", disse o diretor do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Ronaldo Jenkins. Céu alterado – Em Buenos

Aires, de manhã, o céu ficou cinzento por causa das partículas vulcânicas. Os governos das províncias de Neuquén, Río Negro e Chubut distribuíram máscaras cirúrgicas à população. Em Puerto Madryn, na província de Chubut, às margens do Oceano Atlântico, a 800 quilômetros de Bariloche, autoridades recomendaram à população não sair de casa. Assustados, moradores correram às farmácias para comprar máscaras e, ainda, aos supermercados para comprar água. (Agências)

m total de 154 corpos de vítimas do voo AF-447, da Air France, foram resgatados, dentre os 228 mortos no acidente de 31 de maio de 2009. O número final foi informado ontem pelo governo da França, que confirmou o fim das buscas no Oceano Atlântico. Segundo o embaixador francês Philippe Vinogradoff, encarregado do contato com as famílias de vítimas, a última operação de resgate foi encerrada na sexta-feira. O balanço: 102 corpos retirados do mar. Esse total se soma aos dois que haviam sido recuperados em abril passado e aos 50 encontrados em junho de 2009, nos dias que se seguiram ao acidente. O diplomata foi discreto ao fazer o balanço das expedições, reiterando as dificuldades técnicos encontradas no Atlântico após dois anos do acidente e a uma profundidade de 3,9 mil metros. "Os trabalhos tiveram uma performance técnica notável", disse Vinogradoff, lembrando a dor dos parentes de 74 das vítimas, que não receberão os corpos de volta. "É muito difícil falar, sobretudo diante do fato de que muitas famílias não terão os corpos de seus entes." No Rio, o presidente da Associação de Familiares de Vítimas do Voo AF-447, Nelson Faria Marinho, lamentou a decisão de encerrar as buscas. "Ficamos um tanto frustrados porque todos queriam os corpos de seus parentes de volta", afirmou, criticando as supostas contradições entre a Justiça francesa e o Escritório de Investigações e Análises para a Aviação Civil (BEA) relativas ao estado de conservação das vítimas. "Vai ficar uma sensação ruim para muitas famílias", afirmou. (AE)


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GRAMÁTICA As línguas de sinas não são somente mímicas. Elas têm gramática própria.

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Fotos: Newton Santos/Hype

comédia feita com as mãos

A apresentação do ator Bruno Motta, no Teatro Procópio Ferreira, tem tradução de Karina Zonzini, que realiza o trabalho no palco pela primeira vez. Os espetáculos são abertos também a portadores de outras deficiências. Na foto abaixo (à esquerda), plateia se diverte.

Deficientes auditivos podem assistir apresentações de stand up comedies com tradução em linguagem de sinais. Os ingressos são gratuitos. Kelly Ferreira

um deles disponibiliza tradutores de libras. Segundo Marcelo José de Jesus, o Marcelo J.J., produtor responsável pela implantação do plano de inclusão, o objetivo é criar uma cultura que transmita a real preocupação com o bem-estar e conforto destas pessoas. "Queremos que o teatro seja receptivo e acessível a todos. E é desse jeito que temos que aproveitar a acessibilidade dos teatros", disse.

Número – Não há um número especifico de lugares reservados por espetáculos. Em média, são 20 ingressos gratuitos por atração oferecidos para portadores de necessidades especiais – inclusive físicas e visuais. "Já chegamos a ter 40 deficientes em um espetáculo, uma grande surpresa. Gostaria, hoje, de ter de resolver o problema de colocar a tradução em libras duas vezes na semana, mas, infelizmente, ainda não atingimos tantas pessoas", disse. Uma das dificuldades da produtora, segundo ele, é encontrar parceiros que patrocinem o transporte dos convidados. Isso porque, geralmente, o horário dos espetáculos é tarde. A apresentação do do stand up é feita pela interprete de Libras Karina Zonzini, que, pela primeira vez, faz esse trabalho em teatro. "É um desafio grande traduzir comédia", afirmou. Segundo ela, não se trata apenas de mostrar o que estão falando, muitas vezes é necessário explicar o contexto. "Quando estou terminando uma piada, geralmente eles já estão duas à frente. Mesmo assim, consigo arrancar risadas dos deficientes auditivos e isso me deixa muito feliz. Penso: trabalho feito", diverte-se Karina.

O número de assentos reservados depende do tamanho do teatro. Ao todo são sete espetáculos em cartaz com artistas renomados, como Fernando Veras, do humorístico global Zor-

'Causos' do Eca darão prêmios

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Fundação Telefônica prorrogou para o dia 27 o final das inscrições para o 7º Concurso Causos do ECA, promovido por meio do Portal Pró-Menino. Aberto a todos, o concurso premia histórias reais de transformação social, ocorridas a partir da aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A novidade desta edição é a criação da categoria no formato vídeo: ECA atrás das Câmeras, voltada para organizações e produtoras que desenvolvem projetos com adolescentes e jovens para produção audiovisual. Os vídeos devem ter, necessariamente, de 1 a 5 minutos de duração e poderão ter a forma de documentário, animação, vídeo-arte etc.

A inscrição deverá ser feita pela organização ou produtora, mas os vídeos devem ser produzidos pelos próprios adolescentes e jovens ou ter a om a participação destes. Os interessados podem inscrever quantas histórias quiserem. Categorias – Como acontece todos os anos, o concurso premiará "causos" em duas categorias no formato texto: ECA como instrumento de Transformação, voltada para a divulgação de experiências gerais em que a aplicação do ECA tenha transformado a vida de crianças e adolescentes, e ECA na Escola, que prioriza a ação da instituição de ensino e de seus membros, e é destinada a histórias em que o estatuto tenha sido de-

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Libras – As línguas de sinais são as línguas naturais das comunidades surdas. Ao contrário do que muitos imaginam, as línguas de sinais não são simplesmente mímicas e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. Elas têm gramática própria. A Libras foi baseada na Língua de Sinais Francesa. Como em toda língua, tem expressões que diferem de região para região. O que diferencia as línguas de sinais das demais línguas é a sua modalidade visual-espacial. Os seus usuários podem discutir filosofia ou política e produzir poemas e peças.

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o próximo final de semana, acontece, no Lar Escola Cairbar Schutel (Lecs), o Bazar da Pechincha, com roupas, sapatos, utensílios domésticos e eletrodoméstico, entre outros materiais doados à entidade em bom estado de conservação. Antes de serem oferecidos ao

público, os produtos passam por uma triagem, são o separados, organizados e recebem preços simbólicos. Além de atender as necessidades da entidade, a receita obtida com os objetos ajuda a população carente das redondezas. Os bazares do Lar Escola Cairbar Schutel começaram há

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Fiat Automóveis, por meio do programa Árvore da Vida – Capacitação Profissional, oferece 32 vagas no curso de Técnico em Manutenção Automotiva para jovens entre 18 e 24 anos. As aulas serão no Senai Ipiranga, por 12 meses. Ao final do curso, os jovens com bom desempenho poderão ser contratados pelas

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Os ingressos são distribuídos em ONGs e instituições, o que não impede que pessoas com deficiência física, visual ou auditiva que não sejam ligados a uma instituição, possam também se divertir com uma boa comédia. Para adquirir os ingressos gratuitamente, basta efetuar reserva por meio do e-mail promocao@iquiririm.art.br ou pelo telefone 2667-7629.

mais de 30 anos, com voluntárias que se reuniam para fazer prendas. Desde o início, o objetivo era conseguir fundos para atender crianças e adolescentes em situação de risco social. O bazar acontece das 10h às 16h, na rua Francisco Preto, 213, no Morumbi. Informações no telefone 3742-0516.

Árvore da Vida abre vagas concessionárias. Para se inscrever é preciso ter renda de um salário mínimo por membro da família e ensino médio completo ou estar no último ano. Os alunos terão cesta básica, uniforme e material didático, almoço, lanches, vale transporte e seguro de vida. O curso é certificado pelo Senai e o início das aulas será em 15 de agosto. O

processo de seleção terá várias avaliações eliminatórias. Inscrições até 1º de julho na Funsai, rua Arcipreste de Andrade, 503, 1º andar, Ipiranga. É preciso levar cópia do RG, CPF, carteira profissional, CNH (se tiver), certificado de reservista (para os homens), comprovante de residência, de escolaridade e de renda dos membros da família.

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terminante para mudar uma situação na comunidade escolar. Os textos devem ter entre 2.800 e 6.000 caracteres e podem ter mais de um autor. Serão premiados os três primeiros colocados de cada categoria. Será concedido prêmio de R$ 15 mil para os primeiros colocados; de R$ 10 mil, para os segundos e de R$ 5 mil para os terceiros. Também haverá a premiação por Júri Popular. O internauta poderá votar pelo www.promenino.org.br, sendo possível realizar dois votos: um para texto e um para vídeo. Os vencedores receberão R$ 10 mil, cada. A escolha das 20 histórias finalistas no formato texto e dos vídeos será feita por comissões de especialistas.

ra Total. "Somos pioneiros nessa iniciativa. Infelizmente, não temos ninguém nos conduzindo para o acerto, mas estamos caminhando", disse o produtor Marcelo J.J.

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eficientes auditivos agora também podem aproveitar os momentos engraçados nas apresentações de stand up comedies. Shows como ImproRiso, Comédia ao Vivo, Senta Pra Rir, Falando A Veras e CDF oferecem tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais) para proporcionar boas risadas e diversão plena a essa parcela específica do público. Os espetáculos acontecem de segunda a sábado, em diferentes horários e teatros de São Paulo. A iniciativa é da Iquiririm Produções, responsável pelas apresentações. Há um rodízio de espetáculos, de forma que cada semana

INGRESSOS Em média, são 20 ingressos gratuitos oferecidos por atração.

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Ricardo Saibun/AGIF/AE

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C A R T A Z

Mostra 'Paulo Werneck – Muralista Brasileiro' traz painéis, fotografias, documentos e ilustrações. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 02, tel.: 3324-1000. R$ 6.

F UTEBOL

Gramados mais tristes

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C IÊNCIA Ilya Naymushin/Reuters

pedida, ele se desculpou, com um sorriso no rosto. "Gente, vocês são demais. Desculpem-me, eu tive três chances e não consegui fazer um gol nos meus últimos quinze minutos, o que seria uma pequena retribuição a tudo que vocês fizeram por mim. Meu muito obrigado por tudo que vocês fizeram pela minha carreira, por me aceitaram do jeito que sou, por terem chorado quando chorei, por terem sorrido quando sorri. Só tenho a agradecer do fundo do meu coração. Muito obrigado e até breve, dessa vez fora dos campos". Ronaldo entrou em campo aos 30 minutos do primeiro tempo, ovacionado. O primeiro toque na bola aconteceu logo aos 31 minutos. A primeira

chance de gol veio aos 35 minutos, quando Ronaldo recebeu um passe de Neymar que esbarrou na defesa do goleiro

romeno Tatarusanu. Aos 39 minutos, sem marcação dentro da área, Ronaldo recebeu passe de Robinho, mas chutou por cima do gol. Aos 41 minutos, a terceira e última chance, em outro passe de Neymar que Ronaldo recebeu da entrada da área e chutou cruzado no canto direito do goleiro romeno, que conseguiu espalmar para frente. Na saída do gramado, Ronaldo foi aplaudido por todos os jogadores e comissão técnica das duas seleções. Fez seu discurso e deixou o gramado como o ídolo de quatro copas (1994, 1998, 2002 e 2006), campeão de duas delas (2002 e 2006) e o maior artilheiro de todas as copas, com 15 gols.

Alexander Nemenov/AFP

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Jardineiros regam e podam arbustos em formato de animais no centro da cidade siberiana de Krasnoyarsk. jardins da cidade ganharam girafas, elefantes e outros animais em tamanho natural para a celebração de seus 383 anos, no próximo dia 12. A data é a mesma da comemoração do Dia da Rússia.

pós 18 anos de carreira, vestindo a camisa 9, com a qual construiu uma das carreiras mais vitoriosas do futebol mundial, o ex-atacante Ronaldo Luís Nazário de Lima se despediu ontem dos gramados como símbolo superação e paixão pelo futebol. Ronaldo foi a estrela do amistoso da seleção brasileira contra a Romênia, no estádio do Pacaembu. Foram apenas 15 minutos em campo, mas 90 minutos de aplausos e gritos dedicados a ele por 30 mil torcedores. O jogo terminou em Brasil 1 X O Romênia em clima melancólico, sem o tão esperado gol do eterno "Fenômeno". No intervalo do jogo, em um breve pronunciamento de des-

Ricardo Saibun/AGIF/Folhapress

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entre 40 a 60 neurônios. Os cientistas desenvolveram o projeto imitando a transmissão de sinais elétricos em nossos cérebros, estimularam os neurônios com eletricidade e o microbrain funcionasse por 12 horas. http://j.mp/lv5yjm

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G AMES

'Facebook' e 'Twitter' barrados na TV

ÍCONE

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mídias eletrônicas. Segundo a porta-voz do conselho, Christine Kelly, a lei serve apenas para impedir que algumas redes sociais sejam apresentadas como preferenciais pelos meios de comunicação franceses. "Se permitirmos que o Facebook e o Twitter sejam citados no ar, vamos abrir uma caixa de Pandora. Outras redes sociais vão reclamar e perguntar: por que não nós?", disse ela. O conselho recomendou que as emissoras utilizem termos genéricos como "mídias sociais", "redes sociais", "microblog" ou

outros semelhantes quando se referirem a alguma promoção ligada às redes. "Facebook" e "Twitter" só poderão ser citados quando alguma notícia específica sobre eles for transmitida. Alguns blogueiros franceses ridicularizaram a determinação e há ainda especulações de que a medida teria motivações nacionalistas. Como Facebook e Twitter são empresas norteamericanas, as autoridades francesas estariam dispostas a reduzir sua presença nos meios de comunicação do país.

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Novo Wii em 2012 A Nintendo anunciou ontem na feira de games E3 (Electronic Entertainment Expo), o Wii U, que começará a ser comercializado em 2012. O novo console terá tela sensível ao toque, duas câmeras, microfone, caneta stylus e controles analógicos. L OTERIAS Concurso 974 da Dupla Sena Primeiro sorteio 02

No Rio, COI cobra a oficialização da Autoridade Pública Olímpica

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Nave russa Soyuz leva três tripulantes à Estação Espacial Internacional

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Justiça suíça encontra 142 brasileiras em rede de tráfico e prostituição

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Segundo sorteio 08

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www.minehear t.com/editions.html

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O Conselho Superior de Audiovisual (CSA) da França publicou um alerta esclarecendo que os apresentadores de programas de rádio ou televisão não podem mencionar os nomes das redes sociais Facebook e Twitter nas suas transmissões. As redes de TV e rádio estão especialmente proibidas de usar frases do tipo "Nos procure no Facebook" ou "Siga-nos no Twitter". O CSA alega que a menção das redes sociais pelo nome pode violar uma proibição francesa à publicidade disfarçada por meio de

As cadeiras de balanço são cult e nos lembram as vovós de antigamente. Por isso a loja de design MineHeart a transformou em uma luminária.

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O DOUTOR DA MODA O estilista francês Pierre Cardin apresentou ontem no Kremlin, em Moscou, sua nova coleção. Cardin também recebeu o título de doutor honoris causa pela Universidade de Design e Tecnologia de Moscou.

Cérebro artificial tem memória e faz contas Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh criaram um minúsculo cérebro artificial que pode resolver problemas de matemática, pagar contas de telefone celular e "guardar na memória" o equivalente a 12 segundos. O microbrain é derivado de células do cérebro de ratos e tem

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13 FAO Preços dos alimentos devem continuar altos em 2012

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BACTÉRIA Comissão Europeia propõe pagar US$ 220 milhões a produtores

Milton Mansilha/LUZ

IPCA desacelera em maio Queda nos valores do grupo Transporte foi determinante para que índice recuasse

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inflação de maio medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,47%, segundo informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo levantamento de preços. Em abril, a inflação pelo IPCA havia sido de 0,77%. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 3,71% no ano e de 6,55% nos 12 meses encerrados em maio, acima do centro da meta de inflação do governo para este ano, de 4,5%. Os preços dos alimentos registraram leve aceleração de abril para maio, com a inflação no grupo passando de 0,58% para 0,63%. Entre os alimentos, os destaques negativos de abril para maio foram o tomate (de -18,69% para 9,41%) e o leite pasteurizado (de 2,66% para 3,15%). "O tomate voltou a pressionar, devido a problemas de clima", disse a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina dos Santos. "As carnes, apesar de não terem tido um aumento expressivo, saíram de uma queda em abril, então exercem influência na taxa. A alta de 0,27% em maio não foi generalizada, foi provocada por três regiões importantes onde houve aumento (dos preços) da carne." Tr an sp or te s– A queda de preços no grupo Transportes foi determinante para a desaceleração do IPCA de abril para maio. O grupo, que teve alta de 1,57% em abril, passou para uma queda de preços de 0,24% em maio, em grande parte devido ao comportamento dos combustíveis, que saíram de

uma variação positiva de 6,53% em abril para uma queda de 0,35% em maio. O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antonio Henrique Pinheiro Silveira, avaliou que a inflação medida pelo IPCA caminha para ficar mais próxima ao centro da meta prevista pelo governo (4,5%). "Com os índices recentes, em 2011 a inflação deve ficar entre 5% e 6%, bem próxima ao centro da meta, e não do teto de 6,5%", afirmou. Um cenário de alimentos in natura, álcool e commodities com preços em queda no atacado conduziu à taxa menor do IGP-DI em maio, que subiu 0,01% no mês passado, após avançar 0,5% em abril. Segundo o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, os preços dos alimentos in natura no atacado caíram 3,36% em maio, após subirem 5,5% em abril. Já o preço do álcool etílico anidro, beneficiado por uma melhor oferta da cana saiu de uma alta de 31,07% para uma queda de 28,25% de abril para maio. "Isso acabou ajudando a derrubar os preços de materiais para manufatura no atacado, que caíram 0,99% em maio", informou Quadros. Mas entre as quedas e desacelerações de preços no atacado, o comportamento das commodities agropecuárias foi destaque. Os preços das matérias-primas agropecuárias atacadistas caíram 3,16% em maio, a mais intensa queda desde agosto de 2008. Quadros explicou que, de

Os preços dos alimentos subiram de abril para maio, como o do leite pasteurizado que aumentou 3,15%. Em abril, a alta havia sido de 2,66%.

um modo geral, a oferta das matérias-primas agropecuárias está melhor neste ano que em 2010 tanto no mercado doméstico quanto no internacional. Isso ajudou a diminuir o ritmo de elevação de preços de vários itens e influenciou quedas de valores no setor, na análise do especialista. Baixa renda – Alimentos com preços menores derrubaram a inflação percebida pelo consumidor de baixa renda em maio, na análise do economista da FGV André Braz. Ele fez o comentário ao analisar a trajetória do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), usado para mensurar o impacto de preços entre famílias com ganhos mensais de até 2,5 salários-mínimos, e que passou de 0,84% para 0,56% de abril para maio. A inflação de alimentação desacelerou de 1,2% para 0,08% no período. "Temos 20 gêneros alimentícios pesquisados pelo IPC-C1. Destes, 12 tiveram recuo de preços", disse. Ele lembrou que as famílias pesquisadas para o IPC-C1 usam 40% do orçamento na compra de alimentos. (AE)

Dissídio versus inflação Rejane Tamoto

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Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve atingir 7,2% em agosto, segundo projeção do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP). Justamente neste período, começarão as negociações coletivas salariais entre as empresas e os sindicatos das categorias que mais empregam trabalhadores: dos bancários, que representa 135 mil, e dos metalúrgicos, com 107 mil trabalhadores. "Os dissídios que ocorrem no final do ano tomarão como influência a inflação passada, em torno de 7% ou mais. É provável que as categorias consigam reajuste acima da inflação pois os setores financeiro e automobilístico tiveram bons resultados", diz o presidente do Co-

recon-SP, Heron do Carmo. Além dos dissídios, o que pressionará a demanda, no período, serão os pagamentos de décimo-terceiro salário e de 30% das férias para os funcionários que param em janeiro. Para Carmo, a alta da massa salarial elevará a demanda agregada. O coordenador de relações sindicais do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos (Dieese), José Silvestre Prado de Oliveira, diz que as negociações salariais deste ano seguirão a trajetória dos ganhos reais, ou seja, para chegar a um percentual acima da inflação. De acordo com Oliveira, se em agosto a inflação atingir o patamar de 7%, provavelmente as categorias reivindiquem reajuste de 10% a 12% para obter ganho real de 3% a 5%. "Não parece que os ganhos reais venham pressionar a inflação."

"Há outros componentes como os preços das comm o d i t i e s, q u e e s t ã o e m queda. O consumo das famílias também diminuiu em razão das medidas de contenção do crédito, tomadas pelo governo", afirma. Sua expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), aumente os juros hoje. Na opinião dele, é necessário que o governo controle seus próprios gastos para obter superávit primário e continue contendo o crédito. "Essas medidas seriam compensatórias ao aumento da massa salarial e do consumo para que não tenhamos uma pressão inflacionária adicional no final do ano. O resultado da inflação neste ano vai depender dessas ações do governo", afirma. A projeção do presidente da entidade é que a inflação encerre o ano em 6,1%.

Especialistas esperam por nova alta da Selic Fátima Lourenço

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mercado conhecerá hoje a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) sobre a nova taxa básica de juros (Selic) e avalia que ela será reajustada para se manter a política de combate à inflação. Os analistas ouvidos pelo Diário do Comércio apostam na reajuste de 0,25 ponto percentual (p.p.), decisão que a elevaria ao patamar de 12,25% ao ano e contemplaria expectativas

do mercado, expressas no último Relatório Focus do BC. O documento aponta que a taxa anual da Selic chegará, no curto prazo, ao patamar de 12,5%. O mercado espera, portanto, um novo reajuste de 0,25 ponto percentual na próxima reunião, marcada para os dias 19 e 20 de julho. O economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emílio Alfieri, acredita que o Copom acompanhará o consenso do mercado, adotando o reajuste de 0,25 p.p., mas dis-

corda que ele seja necessário. "Os efeitos das medidas do governo (para frear o consumo e a inflação) já aparecem no desempenho das vendas a crédito do varejo e nas expectativas do Relatório Focus (com inflação anual caindo de 6,33%, há quatro semanas, para 6,22%, conforme o último boletim)", justifica o economista do IEGV. O analista da WinTrade, (home broker da Alpes Corretora), José Góes, mantém a previsão de que ainda acontecerão duas altas (de 0,25 p.p.) da Selic, além da prevista para hoje. Ele ressalva, no entanto, que o

comunicado do BC poderá surpreender, ao contrário do que aconteceu após a última reunião, em abril passado, quando ele indicava viés de alta para a taxa básica de juros. Góes comenta haver indicativos de que o processo de aumento da Selic chegue ao final. Entre os indicadores dessa tendência, ele menciona o cenário externo "deteriorado" nos últimos dias (falta de emprego nos EUA, por exemplo) e, internamente, o recuo na produção industrial e no consumo familiar. "O preço das commodities também caiu. A

Juros sobem pelo terceiro mês

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s taxas de juros das operações de crédito subiram pelo terceiro mês consecutivo em maio, conforme pesquisa divulgada ontem pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A taxa de juros média para pessoa física passou de 6,81% ao mês em abril para 6,87% em maio, atingindo o maior nível desde junho de 2010. Na mesma comparação mensal, a taxa média de juros para pessoas jurídicas avançou de 3,96% para 4,03% ao mês, sendo a mais alta desde julho de 2009. Segundo a Anefac, os aumentos podem ser atribuídos às medidas

que vêm sendo implementadas pelo Banco Central (BC) para frear o consumo interno e reduzir a inflação. Entre elas estão a elevação da Selic (a taxa básica de juros), o aumento dos depósitos compulsórios e a alta da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A expectativa da Anefac é de que as taxas de juros voltem a ser elevadas nos próximos meses por conta dos efeitos dessas medidas. Cheque especial – Das linhas de crédito para pessoas físicas pesquisadas pela Anefac, apenas as taxas de juros do cartão de crédito se mantiveram estáveis. Segundo a pesquisa, o pior

aumento foi verificado na taxa média de juros do cheque especial, que passou de 7,97% ao mês em abril para 8,12% ao mês em maio. Entre as demais linhas de crédito ao consumidor, as taxas médias de empréstimo pessoal bancário subiram de 4,7% para 4,75% ao mês; as de empréstimo pessoal em financeiras avançaram de 9,44% para 9,48% ao mês; as do comércio subiram de 5,68% para 5,73% ao mês; e as de financiamento bancário para automóveis subiram de 2,39% para 2,42% ao mês. Todas as três linhas de crédito destinadas às empresas e avaliadas pela Anefac tiveram alta entre os meses de abril e maio. (AE)

inflação poderá desacelerar", comenta. A WinTrade estima crescimento de 4% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 e inflação de 6,2%, "com viés de baixa", para o período. O professor de macroeconomia da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV/SP), Rogério Mori, também prevê crescimento de 4% para o PIB deste ano e taxa Selic na casa de 12,75%. "A inflação continua pressionando", justifica, embora ressalve que a continuidade da alta dos juros básicos dependerá do comportamen-

to da inflação no meio do ano. "Ela começou a mostrar arrefecimento na margem (recuo na produção industrial e vendas do comércio), mas ainda não é um quadro de desaceleração forte na demanda", opina o professor da FGV. Mori estima que a inflação de 2011 fique próxima ao teto da meta, estabelecido em 6,5%. A preocupação, comenta o especialista, é com o comportamento dela nos próximos três meses, porque isso determinará o fim ou não dos reajustes da Selic e o ritmo de crescimento da economia do País em 2012.


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e Indústria reduz uso da capacidade instalada, diz CNI.

15 A indústria é o setor que caracteriza a acomodação do crescimento do País. Flávio Castelo Branco, da CNI

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Epitácio Pessoa/AE

Indicador divulgado ontem aponta que a utilização da capacidade instalada da indústria do País baixou de 82,4% para 82%, o menor patamar desde fevereiro de 2010.

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Utilização da Capacidade Instalada (UCI) da indústria caiu pelo segundo mês consecutivo e chegou a 82% em abril, ante os 82,4% de março, com ajuste, conforme os Indicadores Industriais divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Utilização da Capacidade Instalada da indústria do País atingiu o menor patamar desde fevereiro de 2010. Em relação a igual mês do ano passado, a queda da UCI em abril foi de 1 ponto percentual. Já o faturamento real (descontada a inflação) da indústria brasileira cresceu 4,3% em abril ante março. Na comparação com abril do ano passado, a expansão foi de 4,9%. As horas trabalhadas também aumentaram em abril, em 1,5%, em relação a março, mas o ritmo ainda não é suficiente para recuperar o recuo de 2,2% do mês anterior. Em relação a abril de 2010, o aumento do indicador foi de 0,7% no quarto mês deste ano. Postos – O emprego na indústria brasileira voltou a ficar relativamente estável, com ligeira redução de 0,1% em abril ante março último.

Na comparação com abril do ano passado, esse indicador registrou alta de 2,8%. A massa salarial real desacelerou sua expansão, na comparação com meses de 2010. Em março deste ano, comparado com março de 2010, o crescimento era de 7,1%. Já na comparação de abril deste ano com igual mês do ano passado o avanço foi menor, de 4,3%. O rendimento médio real do trabalhador cresceu 1,5% em abril, na comparação com o quarto mês do ano passado. Acomodação – Na média dos quatro primeiros meses do ano, o faturamento das indústrias cresceu 6,5% quando comparado a igual período do ano passado. O g e re n t e - e x e c u t iv o d a Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, considera que o ritmo de expansão da economia brasileira está em acomodação. "A indústria é o setor que bem caracteriza essa acomodação do crescimento", afirmou Branco. Segundo o gerente da CNI, o menor ritmo de crescimento é resultado dos aumentos da taxa básica de juros, a Selic, e da queda do dólar ante o real,

que "prejudica as exportações e leva ao aumento da penetração das importações no mercado brasileiro". Ritmo menor – O rendimento médio real do trabalhador brasileiro caiu 4% em abril na comparação com o mês anterior. Na comparação com igual período de 2010, houve crescimento de 1,5%. D e a c o rd o c o m C a s t e l o Branco, o mercado de trabalho está se adaptando ao ritmo menor de expansão da economia, mas a expectativa é de que, na média, a taxa de crescimento do emprego seja positiva. "Mas serão taxas bem mais modestas do que as que dominaram 2009 e 2010", afirmou o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI. Os anos de 2009 e de 2010 foram períodos de recuperação da economia do Brasil, após a crise financeira internacional de 2008, que derrubou as bolsas de vários países. Mas os números divulgados ontem confirmam as análises do gerente Flávio Castelo Branco, ao revelar que em abril deste ano foi registrado o menor patamar da capacidade instalada da indústria do País desde fevereiro de 2010. (AE)

A era da moderna criação de gado Renato Carbonari ibelli

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tinuar com a pecuária extensiva, vai perder essa oportunidade", disse ontem o consultor do WAF, durante evento de lançamento da 17° Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), que se inicia no próximo dia 13. Os caminhos que os produtores terão de adotar para não

Brasil tem de rever seus métodos de criação de rebanho bovino se quiser manter a posição de destaque no fornecimento mundial de carne. A pecuária brasileira é predominantemente extensiva, reali- ALF Ribeiro/AE zada em grandes áreas de pasto, mas com produtividade baixa. Por essa sistemática, nas previsões de Osler Desouzart, consultor do World Agricultural Forum (WAF), o País não c o n s e g u i r á a c o m p anhar o aumento da demanda pelo produto. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o consumo de carne bovina deve aumentar em mais de 70% até 2050. Para Desouzart, a expansão da demanda prevista exigirá cada vez mais produtividade por hectare, além de condições naturais favoráveis, Pecuária extensiva (no campo) como amplo fornecimenteria baixa produtividade to de água para os rebanhos e clima favorável. "Apenas Brasil e Estados Uni- perder espaço no fornecidos terão esses fatores a favor mento mundial de carne separa adequar a produção ao au- rão debatidos em workshops mento de consumo dos próxi- realizados na Feicorte. mos 40 anos. Mas se o Brasil conTecnologia – O melhor, para

Desouzart, é a adoção de tecnologias para confinamento de gado, reprodução por meio de inseminação artificial, controle dos rebanhos por satélite, entre outras técnicas peculiares da pecuária intensiva, hoje pouco disseminadas no País. "A produtividade tem de ser, no mínimo, superior a oito animais por hectare. Hoje, a média no Brasil é de um animal por hectare. Se não houver esse rigor não será viável ao País produzir carne", disse. O Brasil é hoje o segundo maior produtor de carne bovina do mundo, pelos dados da United States Department of Agriculture (USDA). A produção do País no ano passado chegou a 9,2 milhões de toneladas. À frente aparecem apenas os Estados Unidos, com 12 milhões de toneladas. Mas o Brasil é o maior exportador de carne bovina, podendo chegar nesse ano a 2 milhões de toneladas vendidas para outros mercados. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que no País existem 205,3 milhões de cabeças de gado. No geral, o setor bovino movimenta cerca de R$ 50 bilhões por ano.

A dependência da suinocultura

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presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, disse que é ainda excessiva a dependência das exportações de carne suína para a Rússia. Ele observou que é difícil

redirecionar linhas de produção para outros mercados. Ele participou de reunião ontem com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, e outras entidades do setor, além de representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio

Exterior (MDIC) e do Itamaraty. "Acreditamos em uma rápida reversão desse quadro", disse. Camargo afirmou ter pedido a intervenção do vice-presidente da República, Michel Temer, para entrar em contato com o primeiroministro russo, Vladimir Putin. (AE)

Horas trabalhadas na indústria aumentaram em abril em 1,5%, em relação a março deste ano.

Aumenta receita com a venda de carne suína

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receita com exportações de carne suína em maio deste ano aumentou 7,34%, passando de US$ 117,990 milhões em maio de 2010 para os atuais US$ 126,645 milhões. Assim como em abril, o desempenho foi impulsionado pelo incremento do preço médio no período, de 9,82%, para US$ 2.815 a tonelada. Mas os embarques, em volume, continuam em queda. No período, o recuo foi de 2,26%, caindo de 46,028 mil toneladas para 44,988 mil toneladas. O movimento se repete quando analisados os números do acumulado do ano. Até maio, a receita cambial teve aumento de 7,2%, para US$ 583,133 milhões. Em maio do ano passado, a receita foi de US$ 543,958 milhões. O incremento dos preços médios no período foi de 11,53%, para US$ 2.724 a tonelada.

Volume – Em volume, a queda é de 3,88%, diminuindo de 222,745 mil toneladas nos cinco primeiros meses de 2010 para 214,101 mil toneladas em igual período de 2011. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, a expectativa do setor é de atingir as 600 mil toneladas ao ano, mas isso dependerá em 2011 do desempenho das vendas externas no segundo semestre. A notícia ruim para a meta vem da Rússia, que segue como principal destino da carne suína brasileira, com 39,23% de participação nas compras do produto em volume e de 44,86% em receita. O país anunciou suspensão temporária de compras, a ser efetivada a partir do dia 15. (AE)


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e Índice de confiança do consumidor volta a cair

Com o controle da inflação, o consumidor poderá recuperar seu entusiasmo. Rogério Amato, presidente da ACSP e da Facesp

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Leonardo Rodrigues/Digna Imagem

Levantamento feito pela ACSP e pela Ipsos revela uma postura mais apreensiva com relação à economia Paula Cunha

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s p re o c u p a ç õ e s com a inflação levaram a um recuo na confiança dos consumidores brasileiros. O Índice Nacional de Confiança (INC), divulgado mensalmente pela Ipsos Public Affairs e pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), terminou o mês de maio em 143 pontos – abaixo dos 150 de abril e dos 157 de março. Isso ocorreu em função das preocupações que a alta dos preços causou especialmente na classe C – que utiliza o crediário para adquirir bens de

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maior valor e que se prejudicou com as medidas de contenção do governo. Também c o l a b o ro u p a r a a q u e d a a apreensão dos segmentos D e E, especialmente da região Nordeste, quanto aos rumos da economia. Para o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, há esperança de retomada. "Apesar de os índices de confiança do consumidor registrarem alguma queda, devem permanecer no campo otimista. À medida em que a inflação seja controlada mais à frente, o consumidor poderá recuperar seu entusiasmo", avaliou.

Emílio Alfieri, economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da ACSP, considerou que os ajustes para conter a inflação poderão manter ou reforçar a posição cautelosa da classe C. Ele também afirmou acreditar que esta estratégia melhorará o humor dos segmentos D e E, mais afetados pela alta dos alimentos. Por isso, o índice destes últimos terminou em 125 pontos, ante 131 em abril. O segmento C fechou maio em 144 pontos, ante 154 no mês anterior. Entre as camadas A e B, houve estabilidade, com 143 pontos diante de 144. D et al ha m en to – A região Sul foi a mais otimista, com 173

pontos em maio (ante 155 em abril), pois tem poder aquisitivo maior que o de outras áreas do País. Em seguida, ficaram Norte e Centro-Oeste, com 169 pontos (ante 174 no mês anterior). Em terceiro lugar, a Sudeste passou de 156 para 151 pontos, e na Nordeste, com a população de menor poder aquisitivo, o índice recuou de 132 para 108 pontos. Na confiança do consumidor quanto à manutenção de seus postos de trabalho em maio, 39% dos entrevistados declararam otimismo frente a 42% em abril. Os menos confiantes somaram 22% das respostas, um ponto a mais que no mês anterior. Alfieri lembrou que, quando indagou-se aos pesquisados se conheciam alguém que perdeu o emprego, este índice parou de cair. Ele ficou em 2,7 pessoas conhecidas, ante 2,6 em abril e 2,8 em março. "Em maio de 2010 o total atingiu 3,6 pessoas, de modo que apesar de uma pequena reversão na tendência os dados atuais ainda são favoráveis frente ao ano passado", disse. No caso da intenção de compras, o resultado permaneceu positivo para a aquisição de eletrodomésticos em maio, apesar de ter caído um ponto – 44% dos entrevistados decla-

Refis da Crise: começa prazo. Receita abre período para as empresas que querem parcelar débitos dentro do programa

Receita Federal anunciou ontem o início da vigência dos prazos para as empresas indicarem os débitos que pretendem parcelar dentre do chamado Refis da Crise (Lei 11.941/2009). A opção pelo programa para refinanciar dí-

vidas tributárias terminou em novembro de 2009, e incluiu quase todos as obrigações que venceram até novembro de 2008 – durante a época em que a crise financeira mundial impactou o Brasil – com parcelamento em até 180 meses. Os prazos anunciados agora

fazem parte da nova etapa do programa e são referentes à consolidação dos débitos. O primeiro prazo vai até 30 de junho e é válido para as grandes companhias, que a Receita Federal classifica como empresas sujeitas a acompanhamento econômico-tributário diferenciado e especial. Também se aplica àquelas que optam pela tributação do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) referente ao lucro presumido. O segundo prazo começa no dia 6 de julho e termina no dia 29 do mesmo mês, e é para as demais empresas. Houve atraso na fase de consolidação porque a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional necessitavam de sistemas informatizados específicos para o cálculo exato das dívidas e suas parcelas, que só foram finalizados recentemente. Pessoas físicas – No mês de maio, terminou o prazo para consolidação dos débitos das pessoas físicas. A Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional reavaliam a reabertura do prazo para a consolidação das pessoas físicas em agosto. Caso haja novo prazo, é importan-

te que esses contribuintes não tenham deixado de pagar as antecipações relativas a maio, junho e julho. "São modalidades de parcelamento complexos, e nós tivemos que fazer sistemas para consolidar essas modalidades todas. Enquanto isso, quem aderiu ficou pagando antecipações com parcelas mínimas da dívida", disse o subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal, Carlos Roberto Occaso. Ao todo, 359.335 empresas optaram pelo Refis da Crise. A Receita aguarda a consolidação dos débitos de 147.216 na primeira etapa e de 212.119 em julho. A dívida total das empresas incluídas no programa é superior a R$ 364 bilhões. No caso das pessoas físicas, ela chega a R$ 8,9 bilhões. Com os incentivos, o volume total dessas dívidas será reduzido. Occaso lembrou que as empresas devem acessar, no início do prazo, ou o site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br) ou o da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (www.pgfn.faz enda.gov.br), nos quais estão publicadas as regras para consolidação dos débitos, incluindo vídeos sobre o assunto. (ABr)

Alfieri: medidas do governo poderão reforçar cautela da classe C.

raram se sentir mais à vontade para adquirir esses itens, diante de 28% que afirmaram estar com menos disposição para tal, ante 26% em abril. Já a percepção dos pesquisados quanto à sua situação financeira atual apresentou uma queda de 47% para 43% naqueles que a classificam como positiva. Já o total dos que a consideraram ruim subiu de 29% para 30%. Perspectivas – O ânimo para os próximos meses também arrefeceu. Em maio, 40% achavam que a economia de sua re-

gião ficará mais forte, ante 43% no mês anterior. O pessimismo cresceu, pois os que acreditavam que haveria enfraquecimento nas regiões onde vivem passou de 9% para 11%. A pesquisa nacional envolveu mil entrevistas domiciliares mensais em nove regiões metropolitanas e 70 municípios do interior do Brasil entre os dias 23 e 31 de maio. A margem de erro é de três pontos percentuais e o índice varia de zero a 200 pontos. Resultados acima de 100 pontos indicam otimismo.

IR: consulta do primeiro lote.

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Receita Federal libera hoje, a partir das 9 horas, a consulta ao primeiro lote de restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) do exercício 2011. De acordo com informações divulgadas ontem pela Receita, o lote será multiexercício, incluindo restituições referentes aos anos de 2010, 2009 e 2008. O valor a ser restituído estará à disposição do contribuinte no dia 15 de junho. A Receita informou que, para o exercício de 2011, serão creditadas restituições para um total de 1.509.186 contribuintes, em um total de R$ 1,9 bilhão, já acrescidas de 1,99% referente à taxa Selic do período maio e junho. Nesse primeiro lote, em cumprimento ao Estatuto do Idoso, cerca de 1,3 milhões de restituições referem-se a contribuintes da terceira idade, totalizando cerca de R$ 1,6 bilhão. Quanto ao lote residual do exercício de 2010, serão creditadas restituições para um total de 26.344 contribuintes, totalizando R$ 65,127 milhões. Com relação ao lote residual do exercício de 2009, serão creditadas restituições para um total de 10.227 contribuintes, totalizando R$ 20 milhões. Para o de 2008, serão creditadas restituições para um total de 5.120 contribuintes, totalizando de R$ 13,9 milhões. Todos os valores são corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic. Para saber se teve a declaração liberada, a pessoa física deve acessar a página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov br) ou ligar para o Receitafone 146. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte deve entrar em contato com qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. (AE) Newton Santos/Digna Imagem

Telefônica investirá em rede óptica

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Telefônica anunciou ontem que investirá cerca de R$ 200 milhões neste ano para a implantação e a ampliação de sua rede de fibra óptica na Capital, região metropolitana, interior e litoral de São Paulo. Os recursos destinados à internet de alta velocidade e TV superam em 185,7% os R$ 70 milhões aplicados em 2010. O serviço é fornecido tanto para os mercados residencial quanto corporativo. Na Capital, serão ampliados

os serviços nos bairros Butantã, Vila Madalena, Pinheiros, Consolação, Santa Cecília, Centro, Brás, Barra Funda, Jardim América, Jardins, Vila Mariana, Paraíso, Saúde, Planalto Paulista, Santana, Santo Amaro, Interlagos, Água Branca, Itaim e Alto de Pinheiros. Já no segundo semestre, o serviço chegará às regiões da Lapa, Tatuapé e Vila Formosa. A empresa informou que ampliou a oferta da fibra óptica no ABC, Campinas, Alphaville (Barueri), Granja Viana (Cotia), Santos e Ribeirão Preto, além de chegar pela primeira vez em Jundiaí, Piracicaba e São José dos Campos. No segundo semestre será a vez do

Empresa deverá também se expandir para outros municípios

município de São Vicente. Segundo a empresa, a fibra óptica de banda larga já possui cerca de 20 mil clientes e a rede atinge mais de 400

mil domicílios em São Paulo. A meta anunciada pela Telefônica é atingir um universo de 50 mil clientes até o final de 2011. (AE)


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ECONOMIA/LEGAIS - 17

EXTRAVIO

PREFEITURA MUNICIPAL DE MOGI MIRIM

A empresa SERVICOM TELECOMUNICAÇÕES LTDA -ME, situada à Rua Padre Pacheco, n°113 - Vila Sônia, São Paulo (SP), CEP:05627-020, CNPJ 96.464.847/0001-04, CCM 2.154.295-3 e I.E. 113748116116, comunica o Extravio dos talões de serviços de NFS série “A” de ordem n°651 a 800, de AIDF 101, e n°801 a 1.000, de AIDF 325. E talões de comércio de n°001 a 250, de AIDF 008.

EXTRATO DE REABERTURA DO EDITAL DO PREGÃO PRESENCIAL Nº 080/2011 Objeto: Aquisição de veículo automotor zero quilômetro. Data de credenciamento e abertura dos envelopes proposta dia 27/06/2011, às 09:00 horas. Informações: Departamento de Recursos Materiais, à Rua Dr. José Alves, 129, Centro, ou pelos telefones: (19) 3814-1059/1052/1046. Disponibilidade do edital: Diretamente na Divisão de Licitações, mediante o recolhimento de R$ 10,00 (dez reais), conforme guia emitida pelo Setor Competente da PMMM e/ou através do site www.mogimirim.sp.gov.br, sem ônus, até o ultimo dia útil anterior ao encerramento. Pregoeira.

SATYAM SERVIÇOS DE INFORMÁTICA LTDA., inscrita no CNPJ sob o nº 09.302.110/ 0001-82 e NIRE nº 35.222.018.801, estabelecida à Rua Quintana, nº 887 – 8º andar – cj. 81, na cidade de São Paulo – SP, declara, para os devidos fins, que, na data de 11/02/2011, foi extraviado o documento arquivado na JUCESP sob nº 292.389/09-7 de 19/08/2009, no qual se trata da nomeação da Sra. Carla Martins na administração da empresa supra.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA Processo Licitatório 51/11 – Pregão nº 26/11 – Objeto: Aquisição de materiais de escritório, escolar e informática. Edital de re-ratificação. A Prefeitura do Município de Andradina torna público as seguintes alterações ao edital do processo supra: Anexo I Termo de Referência, itens 183, 379, 404, 412, 421 e 422 passam ter a seguinte redação: Item: 183, DESCRIÇÃO: Grampo tipo trilho – T-80 caixa com 50 unidades, QTDE: 61, UNID: CX; Item: 379, DESCRIÇÃO: Stencil azul – boa qualidade – caixa com 100 unidades, QTDE: 116, UNID: CX; Item: 404, DESCRIÇÃO: Tinta acrílica para tela – 20 ml – azul cobalto nº66, QTDE: 02, UNID: UN; Item: 412, DESCRIÇÃO: Tinta acrílica para tela – 20 ml – terra siena natural nº62, QTDE: 02, UNID: UN; Item: 421, DESCRIÇÃO: Tinta acrílica para tela – 20 ml – azul cobalto, QTDE: 03, UNID: UN; Item: 422, DESCRIÇÃO: Tinta acrílica para tela – 20 ml – terra siena natural, QTDE: 02, UNID: UN; Em consequência, fica determinada a data para a entrega das propostas, do processo supra, para o dia 21 de junho de 2011, às 09 horas. Andradina-SP, 07 de junho de 2011. JAMIL AKIO ONO - PREFEITO FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 07 de junho de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

Reqte: Uniserv União de Serviços Ltda. Reqdo: Ply Indústria de Compensados Ltda. Av. Cardeal Santiago Luiz Copello, 115 – Vila Ribeiro de Barros - 1ª V. de Falências. Reqte: Banco Safra S/A. Reqdo: Sina Exportadora, Importadora e Comercial de Cosméticos Ltda. R. Marques de Itu, 837 – Vila Buarque - 2ª V. de Falências. Reqte: Gilberto Botelho de Almeida Ramalho. Reqdo: YB Revenda de Barcos Ltda. R. Joaquim Floriano, 466 4° Andar Conj. 402/403 – Itaim Bibi - 1ª V. de Falências.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO (ELETRÔNICO) DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 67/00007/10/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE LEITOR DE CÓDIGO DE BARRAS. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação de Registro de Preços para aquisição de leitor de código de barras. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 08/06/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 01/07/2011, às 09:30 horas e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 08/06/ 2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 05/01137/11/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Prof. Guines Affonso Morales - Rua Bady Bassit s/n 15120-000 - Centro - Neves Paulista/SP - 210 - 81,74 - R$ 82.062,00 - R$ 8.206,00 - 09:30 - 27/06/2011. 05/01139/11/02 - Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de Prédio Escolar - EE Prof. Justino Jerry Faria - Rua Ipiranga, 3.078 - 15020040 - Santos Dumont - São José do Rio Preto/SP - 210 - 33,63 - R$ 98.030,00 - R$ 9.803,00 - 10:00 - 27/06/2011. 05/01187/11/02 - Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de Prédio Escolar - EE Prof. Mariano de Oliveira - Rua Alm. Isaías de Noronha, 13 - 02919-100 - Vila Pereira Barreto - São Paulo/SP - 210 - 23,80 - R$ 77.546,00 - R$ 7.754,00 - 10:30 - 27/06/2011. 05/01188/11/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Dona Rosária Isolina de Moraes - Rua Rio Pinheiros, 25 08599-330 - Nova Itaqua - Itaquaquecetuba/SP - 210 - 122,27 - R$ 57.508,00 - R$ 5.750,00 - 11:00 - 27/06/2011. 05/01190/11/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Dep. Silva Prado - Rua Eng. Luiz Antônio Rantin Moutinho, 296 - 03672-010 - Jd. Popular - São Paulo/SP - 210 - 13,46 - R$ 97.236,00 - R$ 9.723,00 - 11:30 - 27/06/2011. 05/01191/11/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Profª Luzia Godoy - Rua Ausonia, 143 - 02308-050 Tucuruvi - São Paulo/SP - 210 - 74,17 - R$ 147.172,00 - R$ 14.717,00 - 13:00 - 27/06/2011. 05/01192/11/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Profª Aparecida Donizete de Paula - Rua São Lucas, 99 09913-060 - Jd. Pitangueiras - Diadema/SP - 210 - 42,89 - R$ 55.564,00 - R$ 5.556,00 - 13:30 - 27/06/2011. 05/01194/11/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Prof. Manoel Tabacow Hidal - Rua Manoel de Macedo, 247 - 04459-290 - Jd. Pedreira - São Paulo/SP - 210 - 68,40 - R$ 134.357,00 - R$ 13.435,00 - 14:00 - 27/06/2011. 05/01197/11/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Dr. Murtinho Nobre - Rua Ouvidor Portugal, 789 - 01551000 - Cambuci - São Paulo/SP - 210 - 55,26 - R$ 116.007,00 - R$ 11.600,00 - 14:30 - 27/06/2011. 05/01199/11/02 - Construção de Ambientes Complementares e Reforma de Prédio Escolar - EE Samuel Klabin - Rua Boris Alexandre, 189 - 05387-020 - Vila Dalva - São Paulo/SP - 120 - 164,06 - R$ 70.522,00 R$ 7.052,00 - 15:00 - 27/06/2011. 05/01201/11/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares - EE Profa Luiza Mendes Correa de Souza - Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Melo, 5.796 - 03294-100 - Pq. São Lucas - São Paulo/SP - 210 - R$ 143.169,00 - R$ 14.316,00 - 15:30 - 27/06/2011. 05/01205/11/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Matilde Macedo Soares - Rua José Soriano de Souza, 30 02555-050 - Vila Santista - São Paulo/SP - 210 - 11,68 - R$ 92.133,00 - R$ 9.213,00 - 16:00 - 27/06/2011. 05/01206/11/02 - Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Expedicionário Brasileiro - Rua Altinópolis, 501 - 02334001 - Água Fria - São Paulo/SP - 210 - 14,37 - R$ 116.747,00 - R$ 11.674,00 - 16:30 - 27/06/2011. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet, pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM, a partir de 08/06/2011, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI - na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

Brooklyn Empreendimentos S.A. CNPJ nº 61.364.022/0001-25 - NIRE nº 35.300.028.694 Ata da Assembléia Geral Ordinária, realizada em 29 de abril de 2011. Sumário dos Fatos: art.130 - § 1º da Lei nº 6.404/76. Local, horário e data: sede social - às 10:30hs - 29/04/2011. “Quorum”: 83,51%. Mesa: Presidente: Paulo Pompéia Gavião Gonzaga - DiretorPresidente; Secretário: José Roberto Martinez de Camargo - Diretor. Publicações: a) Documentos do art. 133 da lei nº 6.404/76 - Diário Oficial do Estado e Diário do Comércio, dia 30/03/2011. b) Convocação: Diário Oficial do Estado e Diário do Comércio dias 20, 21 e 26/04/2011. Deliberações: Assembléia Geral Ordinária. I - Aprovadas as demonstrações financeiras referentes ao exercício social de 2010, julgando-se corretas as contas dos administradores. II - Reeleitos diretores com mandato de 3 (três) anos os senhores: Paulo Pompéia Gavião Gonzaga para o cargo de Diretor Presidente e José Roberto Martinez de Camargo para o cargo de Diretor. Fixada a remuneração mensal global bruta dos diretores em até R$ 80.000,00 cabendo aos diretores ratearem entre si essa verba. Não havendo outros assuntos a Assembléia Geral Ordinária foi finalizada e com a aprovação da totalidade dos votos dos acionistas presentes, a presente Ata segue assinada. São Paulo/SP, 29 de abril de 2011. a) Paulo Pompéia Gavião Gonzaga - Presidente da Mesa; José Roberto Martinez de Camargo - Secretário. Paulo Pompéia Gavião Gonzaga - Acionista. Atestamos que a presente é cópia fiel do original. JUCESP. Certifico o registro sob o nº 209.055/11-0 em 03/06/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Não admito que o preço da gasolina seja fator limitante a investimentos. Ricardo Dornelles, diretor do Ministério das Minas e Energia

conomia

Governo: gasolina não limita expansão do etanol.

Raízen injetará US$ 7 bilhões até 2016 O Presidente da joint venture disse ainda querer transformar o etanol em commodity no mercado internacional Sérgio Neves/AE

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presidente da Raízen, Vasco Dias, afirmou ontem que a recém-criada joint venture da fusão de operações entre Shell e Cosan resultará em um investimento de US$ 7 bilhões no País nos próximos cinco anos. A maior parte desses recursos – cerca de US$ 5 bilhões – será empregada na ampliação da produção de etanol, açúcar e energia elétrica cogerada, ficando o restante para a rede de postos de combustíveis e operações de logística da Raízen. "A meta é ampliar de 60 milhões para 100 milhões de toneladas a moagem anual de cana das usinas", disse Dias, que participou ontem da reunião plenária de encerramento do Ethanol Summit, realizado em São Paulo (leia mais ao lado). A companhia possui ainda quatro projetos de novas unidades sucroalcooleiras que fazem parte do investimento. Dias não descartou ainda a possibilidade de aquisições de novas unidades, chamadas de greenfields, mas considerou difícil os investimentos n a s d e n o m i n a d a s b ro w nfields – ou seja, na ampliação

A meta é ampliar de 60 milhões para 100 milhões de toneladas a moagem anual de cana das usinas. VASCO DIAS, DA RAÍZEN de usinas já existentes. "Não é falta de dinheiro e de apetite da companhia, afinal temos o plano aprovado para esse investimento de US$ 7 bilhões. O direcionamento dos investimentos depende das ofertas de mercado, e os greenfields, por exemplo, já estão anunciados", afirmou o presidente da companhia. O executivo garantiu ainda que "os dois sócios acreditam que o etanol terá papel fundamental na produção de energia no País no futuro". Ele salientou ainda que uma das metas da Raízen é a eventual transformação do combustível em uma commodity, com a negociação realizada no mercado mundial. (AE)

Brasileiro usou mais o cartão de crédito no 1º tri

O

Recursos ampliarão produção de etanol, açúcar e energia elétrica.

Indústria gráfica registra recuo Fábio D'Castro/Hype

A

produção do setor de indústria gráfica teve queda de 5,2% no primeiro trimestre de 2011 em comparação com igual período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) divulgados ontem. Já em comparação com igual trimestre de 2010, a retração foi de 19,6%, puxada principalmente pelos produtos gráficos editoriais (com queda de 36,4%). Nos 12 meses entre abril de 2010 e março deste ano, o segmento contabilizou leve alta, de 1,1%. Na análise mensal, o setor também apresentou queda em março deste ano ante igual período de 2010: de 12,1%. Já em comparação a fevereiro de 2011, houve um crescimento de 11,4% na produção, puxado, de acordo com a Abigraf, pela expansão sazonal da produção do segmento editorial em março. Embalagens – O segmento de embalagens apresentou aumento na produção de 10,5% de março deste ano para fevereiro, sendo 14% para embala-

Na comparação com fevereiro de 2011 houve uma alta de 11,4%, puxada pela expansão sazonal do ramo editorial em março.

gens impressas em plástico e 9,8% para impressas em papel. No entanto, de acordo com a Abigraf, isso se deve a aspectos "puramente sazonais", uma vez que, ante março de 2010, houve queda de 7,8% (recuo de 20,2% para embalagens impressas em plástico e de 4,5% para as impressas em papel). Em relação a igual trimestre do ano passado, o segmento apresentou redução de 2,9% e, em 12 meses, teve au-

mento da produção em 1,6%. O segmento editorial foi outro que sofreu queda na produção em março. Ante igual mês de 2010 a retração foi de 12,4%. Se comparado o primeiro trimestre deste ano com igual período de 2010, o declínio foi de 1,5%. O segmento havia tido bons resultados em 2009 (alta de 5,3% no ano) e em 2010 (expansão de 9,1%) por conta da melhora na renda da população e das políticas de

compras governamentais. "Os dados recém-divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o início de 2011 não foi muito bom para este segmento", afirmou a Abigraf. Mesmo assim, segundo estimou a entidade, nos últimos 12 meses a atividade deste grupo cresceu 6,9%, "resultado muito próximo aos 6,8% verificados na média da indústria em geral". (AE)

Rakuten no mercado nacional

A

varejista online Rakuten anunciou ontem a compra da empresa de e-commerce Ikeda, com sede em São Paulo, marcando a primeira incursão da companhia japonesa no mercado brasileiro, em mais uma etapa de sua expansão no exterior. Maior varejista online do Japão em faturamento, a Rakuten não revelou o valor da operação, mas o negócio possibilita que ela tire proveito da crescente demanda de compras online na maior economia da América do Sul, que possui, aproximadamente, 40% dos usuários de internet da região. A Ikeda, importante fornecedora de serviços de e-commerce, ajuda as maiores companhias de varejo do Brasil a estabelecer suas lojas online. Juntas, as empresas deverão lançar um novo shopping center na internet brasileira, segundo informou à agência de notícias Dow Jones um fonte próxima ao assunto. Como muitas companhias japonesas que se depararam com a estagnação doméstica, a Rakuten voltou-se para os mercados externos em busca de crescimento. No ano passado, a empresa comprou a norte-americana Buy.com

diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério das Minas e Energia, Ricardo Dornelles, rechaçou ontem o argumento utilizado pelo setor produtivo de etanol de que a estabilidade da gasolina no País, atualmente mantida pelo governo federal, é um fator limitante para novos investimentos na produção do biocombustível. "Não posso admitir que o preço da gasolina possa ser apontado como o fator limitante", disse Dornelles durante o debate sobre políticas públicas para o abastecimento no Ethanol Summit, realizado em São Paulo. Dornelles justificou a avaliação do governo com um gráfico no qual aponta que, entre 2008 e o início deste ano, o preço da gasolina no Brasil foi maior do que no exterior, justamente por ter sido mantido pelo governo. "No crescimento do setor, até 2008, o preço da gasolina foi mais alto aqui do que lá fora", disse. O diretor do Ministério das Minas e Energia afirmou que a perda de competitividade do etanol para a gasolina e o aumento da oferta precisam ser revertidos com investimentos em produção, que virão no médio prazo. No curto prazo, ou seja, até 2013 ou 2014, com a oferta de etanol restrita, a ação do governo será necessária, na avaliação de Dornelles, que classificou o momento como crítico em relação à oferta. Para ele, é necessário que se adotem três ações para reduzir a demanda do combustível. "A redução da mistura do anidro à gasolina é ferramenta essencial para governo; além disso temos o financiamento de estoques de etanol e ações com a política tributária para dois ou três anos até o novo ciclo de crescimento", explicou Dornelles. (AE)

O varejo online está se transformando de forma tão rápida que nós precisamos nos movimentar à frente das tendências. HIROSHI MIKITANI, DA RAKUTEN por US$ 250 milhões e a francesa PriceMinister por 200 milhões de euros (US$ 263,3 milhões). Em outubro, a Rakuten lançou um serviço de vendas online na China, por meio de uma joint venture com a chinesa Baidu. No primeiro trimestre a Rakuten teve alta de 1,4% no lucro líquido, para 6,91 bilhões de ienes (US$ 86,17 milhões), na comparação com igual período de 2010. Seu lucro operacional subiu 8,4% , passando para 14,07 bilhões de ienes (US$ 175,458 milhões) e o faturamento cresceu 9,8%, para 86,92 bilhões de ienes (US$ 1,083 bilhão).

Expansão – O movimento da Rakuten no mercado brasileiro foi interpretado pelo jornal britânico Financial Times como uma forma de aproveitar melhor as potencialidades apresentadas por novos mercados. "Precisamos nos mover mais rápido, não apenas em termos de expansão de nossos negócios, mas também na criação de sinergias dentro do grupo", afirmou o executivo-chefe da empresa, Hiroshi Mikitani. "Esse negócio está se transformando de forma tão rápida que nós precisamos nos movimentar à frente das tendências." A comparação entre o dinamismo da economia brasileira e a estagnação do Japão também foi lembrada pelo Financial Times. "Em um período entre dez e 20 anos, a empresa não poderá mais crescer tanto", afirmou a analista do banco de investimentos Nomura em Tóquio, Yukio Maruyama. Apesar do número de casas no Brasil com acesso à banda larga ser ainda reduzido, há boas perspectivas. Segundo o fundador e presidente da Ikeda, Ricardo Yoiti Ikeda, existem no País 43 milhões de internautas ativos, dos quais 30 milhões compram online. (Com AE)

mercado de cartões teve faturamento de R$ 145,2 bilhões no primeiro trimestre de 2011, conforme dados apresentados ontem pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Desse total, os cartões de crédito responderam por R$ 83,7 bilhões, o que representa aumento de 23% em relação a igual período no ano passado. De acordo com a Abecs, o resultado foi potencializado pelo aumento dos gastos de brasileiros no exterior, que utilizaram em grande parte esse meio de pagamento. O crescimento no primeiro trimestre foi de 32%, frente a igual período do ano passado. Os cartões de débito registraram faturamento de R$ 43,3 bilhões, com crescimento acima da média, 25%, e os cartões private label responderam por R$ 18,2 bilhões, 21% de aumento. As transações também cresceram, em uma média de 17% em relação a igual período em 2010, por cento foi o reflexo do aumento do crescimento tíquete médio. Segundo a Abecs, verificado pela Abecs quando observada a na utilização de utilização do parcelamento (principal cartões de débito nos vantagem percebida três primeiros pelos portadores dos meses do ano cartões de crédito), o crescimento ficou estável nos primeiros meses do ano, alcançando 48% de participação no total faturado com esse tipo de cartão. "O tíquete médio dessa modalidade é quatro vezes maior do que nas compras da modalidade à vista, indicando a preferência do portador pelo parcelado quando a compra é de alto valor, o que não reflete as medidas de controle inflacionário", disse Claudio Yamaguti, presidente da Abecs. O crescimento no total faturado com cartões de crédito entre janeiro e março, quando comparado ao primeiro trimestre de 2010, foi similar em todas as regiões do Brasil. Já no consumo com cartões de débito, o faturamento das regiões Centro-Oeste, Norte e Sul apresentou taxas de crescimento bem expressivas, comparativamente ao mesmo período do ano passado. A Abecs mostrou que o faturamento de cartões de crédito apresentou crescimento maior nas categorias Outros Serviços e Profissionais Liberais (51%), Setor Primário, Indústria e Serviços Básicos (37%) que contempla segmentos de Educação e Saúde, e Demais Comércios Atacadistas e Varejistas (33%), que incluem segmentos como Comércio Atacadista e Materiais de Construção. Da mesma forma, para os cartões de débito, o aumento mais acentuado foi nas categorias Demais Comércios Atacadistas e Varejistas (49%), Setor Primário, Indústria e Serviços Básicos (39%) e Turismo e Entretenimento (30%). (AE)

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Beto Barata/AE

REFORMA TRIBUTÁRIA EM XEQUE – Em reunião com governadores de estados das regiões Norte e Centro-Oeste, o ministro Guido Mantega (Fazenda) encontrou resistências à redução e unificação das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS)interestaduais. Eles querem uma revisão nas alíquotas de juros pagos pelos estados. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 8 de junho de 2011

e Grécia: menos impostos. Sem dúvida o continente europeu superará a crise e emergirá mais forte. Angela Merkel, chanceler alemã

conomia

Governo estuda redução de algumas contribuições para ganhar apoio ao plano de austeridade

O

governo grego estuda diminuir em 2012 alguns tipos de impostos sobre o valor agregado (IVA) e de tributos incidentes sobre sociedades – uma medida proposta pela oposição conservadora e com a que o primeiro-ministro, Georgios Papandreou, quer ganhar apoio ao plano de austeridade para evitar a quebra do país. A televisão pública Net citou ontem fontes do Ministério das Finanças ao explicar que essa medida reduziria o IVA em três pontos e o imposto de sociedades em cinco, deixando-o em 15%. A proposta de mudança chegará ao Parlamento em setembro, fora do pacote econômico pactuado entre Atenas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia (UE) para manter aberto o fluxo de ajudas às maltratadas finanças do país mediterrâneo. Segundo a agência de notícias Ana, o ministro das Finanças grego, Georgios Papaconstantinou, expressou na véspera a intenção do governo de in-

Louisa Gouliamaki/AFP

A Grécia deverá ter novas greves nos dias 9 e 15 deste mês

corporar a esse pacote outras propostas da oposição. Estas propostas sugerem "na reserva" parte dos funcionários que vão perder o emprego no processo de fusão e no fechamento de empresas estatais. Esses trabalhadores manteriam um salário-mínimo à espera de seus serviços serem novamente necessários. Outra proposta é que os gregos com capital no estrangeiro invistam no país sem precisar revelar a origem do dinheiro.

O primeiro-ministro grego se encontrou ontem com deputados e dirigentes de seu partido para explicar a necessidade de ratificar essa estratégia de austeridade. Na segunda-feira, durante o conselho de ministros, as maiores objeções de alguns integrantes do governo estavam nos planos para aumentar os impostos de propriedade imobiliária, as demissões de funcionários, os cortes de salários e na previdência e a pri-

vatização das empresas que atuam nos segmentos de abastecimento de água e fornecimento de energia elétrica. Papandreou convocou para hoje um novo conselho de ministros para ratificar o programa de economia, passo prévio à apresentação nesta semana no Parlamento, onde deve ser votado até o fim do mês. Protesto – Dezenas de milhares de gregos responderam no domingo à chamada das redes sociais para protestar contra o último acordo do governo com a UE e o FMI. A chamada foi direcionada para todos os gregos e europeus, como um convite a cem cidades europeias e especialmente, a Madri, onde está previsto que uma gigantesca tela transmita ao vivo na Porta do Sol o que ocorre em Atenas. Os sindicatos majoritários convocaram uma greve geral de 24 horas para 15 de junho, e os trabalhadores de empresas estatais que devem ser privatizadas convocaram outra paralisação para 9 de junho em Atenas e Salônica. (EFE)

Lagarde quer apoio de Índia e China

A

Índia não garantiu seu apoio à ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, em sua candidatura à diretoria do Fundo Monetário Internacional (FMI). Lagarde esteve na segunda-feira no país, depois de ter visitado o Brasil na semana passada, e seguiu ontem para a China, onde ficará dois dias. Pranab Mukherjee, ministro de Finanças indiano, afirmou querer que a seleção para o cargo de diretor-geral do FMI seja baseada no mérito e feita por meio de um processo transparente. O ministro disse também que um amplo consenso é necessário para

Merkel: crise será superada.

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chanceler alemã, Angela Merkel, disse ontem ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que a Europa irá superar sua crise da dívida soberana e emergirá com mais força. A declaração foi divulgada pelo porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, à emissora alemã ARD. Merkel manteve essa conversa em um jantar privado, na noite de segunda-feira, durante sua visita aos EUA. Ela afirmou que "sem dúvida" o continente europeu superará a crise da dívida e emergirá "mais forte, mais competitivo e mais sólido". A visita é apresentada pelos dois governos como uma forma de reforçar uma parceria de trabalho, como informou o Wall Street Journal. M er k el apresentou a Obama suas ações para lidar com a crise da dívida europeia, ainda uma importante preocupação, sobretudo nas economias da zona do euro da Grécia e de Portugal. D issonâncias – Os EUA e a Alemanha já demonstraram diferenças em importantes pontos de política econômica recentemente. O ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schauble, um aliado próximo de Merkel, disse que a ação de novembro do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de comprar mais US$ 600 bilhões em títulos para estimular a economia norteamericana poderia pressionar negativamente a recuperação global. Já o secretário de Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, visitou Schauble em maio em Berlim, para pedir que a Alemanha aja mais decisivamente para fortalecer os parceiros da zona do euro em dificuldade. (AE)

nomear o próximo ocupante do cargo. "A Índia gostaria de fazer parte desse consenso e nós estamos trabalhando junto com outros países, particularmente os do grupo Brics", declarou Mukherjee. Os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) têm criticado a vontade da Europa de se manter no FMI, mas até agora não conseguiram chegar a um acordo sobre um candidato que possam apresentar. "Por enquanto não é possível dizer se haverá um candidato comum ou não", disse o ministro indiano. China – Lagarde está visitando alguns países em

busca de apoio para sua candidatura. Ontem, a candidata se reuniu com o vice-primeiro-ministro chinês, Wang Qishan, com o presidente do Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país), Zhou Xiaochuan, e com o ministro de Finanças, Xie Xuren. O governo da França tem afirmado que a China apoia a candidatura de Lagarde, mas Pequim ainda não confirmou a informação. Alguns analistas ponderam que a China provavelmente não vai impor um obstáculo a Lagarde se ela conseguir apoio suficiente de outros países. A visita de Lagarde a Brasil,

Índia e China reflete a crescente influência dessas economias. No entanto, nações asiáticas e outras em desenvolvimento geralmente têm dificuldades para chegar a um consenso sobre candidatos para cargos importantes. Esse fato, somado à rápida renúncia de Dominique Strauss-Kahn ao cargo de diretor-geral do FMI, em razão de acusações de agressão sexual, acabaram garantindo que um europeu surgisse como o principal candidato para o posto. Recentemente, também visitou o Brasil o candidado mexicano ao posto, Agustín Carstens. (Com AE)

I taúsa Empr eendimen Empreendimen eendimenttos S.A. CNPJ 51.713.907/0001-39 NIRE 35300004540 TR AORDINÁRIA E ORDINÁRIA REALIZAD AL EX A EM 29 DE ABRIL DE 2011 A ASSEMBLEIA GER ATA SUM TRA REALIZADA EXTR GERAL DA SUMÁRIA ÁRIA D DATA, HOR A E LLOC OC HORA OCAL: AL: Em 29 de abril de 2011, às 17:00 horas, na Av. Paulista, 1938 - 17º andar, em São Paulo (SP). MESA: Alfredo Egydio Arruda Villela Filho (Presidente) e Henri Penchas (Secretário). QUORUM: acionistas representando a totalidade do capital EGAL: administradores da Sociedade e representantes da PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes. social. PRESENÇ PRESENÇA A LLEGAL: AÇÃO : dispensada a publicação de edital, face ao disposto no Artigo 124, § 4º, da Lei 6.404/76. AVISO A EDIT ONVOC AOS EDITAL CONVOC ONVOCA AL DE C OS ACIONIST AS: dispensada a publicação dos avisos aos acionistas a que se refere o Artigo 133, nos termos do seu § 4º, da Lei 6.404/76. CIONISTAS: A Ç T A A DELIB ER ÕES OM AD AS POR UNANIMID ADE: EM P UT DELIBER ERA OMAD ADAS UNANIMIDADE: Após discussão dos temas abaixo, os Acionistas deliberaram: PAUTA AORDINÁRIA: 1. Aprovar proposta de aumento do capital social de R$ 48.000.000,00 para R$ 52.000.000,00, sem emissão EX EXTR TRA TR de novas ações, mediante capitalização de R$ 4.000.000,00 consignados no balanço de 31.12.2010 na conta “Reserva Especial”, sendo R$ 486.190,96 referentes a lucros apurados em 2000, R$ 449.807,56 em 2001, R$ 1.079.771,00 em 2002, R$ 120.243,56 em 2003, R$ 1.515.567,15 em 2004 e R$ 348.419,77 em 2005. 2. Em decorrência, alterar o “caput” do Artigo 3º do Estatuto Social, ÇÕES - O capital social é de R$ Ar t. 3º - C APIT para refletir o novo valor do capital social, passando a ter a seguinte redação: “Ar Art. CAPIT APITAL AÇ AL E A 52.000.000,00 (cinqüenta e dois milhões de reais), representado por 752.189 (setecentas e cinqüenta e duas mil, cento e oitenta e nove) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.” 3. Reformar o Estatuto Social com o objetivo de instituir Conselho de Administração, com adequação e renumeração dos demais dispositivos, passando a norma de regência social a vigorar com a AUT A ORDINÁRIA: 4. Após tomarem conhecimento dos Relatórios da UTA PA redação consolidada no anexo desta ata. EM P Administração e dos Auditores Independentes, aprovar as Contas dos Administradores e as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31.12.2010, publicados em 27.04.2011 nos jornais “Diário Oficial do Estado de São Paulo” (págs. 3 a 5) e “Diário do Comércio” (págs. 17 e 18). 5. Aprovar a destinação do lucro líquido do exercício de 2010, no montante de R$ 3.801.595,37, conforme segue: (a) R$ 186.581,77 para a conta de Reserva Legal; (b) R$ 3.509.603,06 para a conta de Reserva Especial; (c) R$ 69.960,00 à conta de Reserva de Lucros/Fundação Itaúsa Industrial, para a qual também estão sendo destinados R$ 636.240,00 decorrentes de ajustes de exercícios anteriores; (d) R$ 35.450,54 para pagamento, nesta data, do dividendo obrigatório referente ao exercício de 2010, tendo como base de cálculo, para os fins previstos no Artigo 205 da Lei nº 6.404/76, a posição acionária hoje registrada. 6. Compor o Conselho de Administração, para o mandato anual que vigorará até a posse dos que vierem a ser eleitos na Assembleia Geral Ordinária de 2012, conforme segue: (i) ALFREDO EGYDIO ARRUDA VILLELA FILHO, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 11.759.083-6, CPF 066.530.838-88, domiciliado em São Paulo (SP), na Rua Sansão Alves dos Santos, 102, 5º andar; (ii) JOSÉ CARLOS MORAES ABREU, brasileiro, viúvo, advogado, RG-SSP/SP 463.218, CPF 005.689.298-53, domiciliado em São Paulo (SP), na Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100 - Torre Olavo Setubal - 10º andar; (iii) LAERTE SETUBAL FILHO, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 721.228, CPF 006.819.208-82, domiciliado em São Paulo (SP), na Avenida Paulista, 1938 - 5º andar; (iv) MARIA DE LOURDES EGYDIO VILLELA, brasileira, divorciada, psicóloga, RG-SSP/SP 2.497.608-8, CPF 007.446.978-91, domiciliada em São Paulo (SP), na Av. Paulista, 149, 7º andar; (v) OLAVO EGYDIO SETUBAL JÚNIOR, brasileiro, casado, administrador, RG-SSP/SP 4.523.271, CPF 006.447.048-29, domiciliado em São Paulo (SP), na Praça Alfredo Egydio de Souza Aranha, 100, Torre Olavo Setubal, 10º andar; e (vi) RICARDO EGYDIO SETUBAL, brasileiro, casado, advogado, RG-SSP/SP 10.359.999, CPF 033.033.518-99, domiciliado em São Paulo (SP), na Av. Paulista, 1938 - 5º andar; 7. Registrar que os eleitos atendem às condições prévias de elegibilidade previstas nos Artigos 146 e 147 da Lei 6.404/76. 8. Fixar a verba global e anual destinada à remuneração dos membros do Conselho de Administração e da Diretoria em até R$ 5.000.000,00, que compreende também as vantagens ou benefícios de qualquer natureza que eventualmente vierem a ser concedidos, reajustada de acordo com a política de remuneração adotada pela Sociedade e que será rateada na forma que vier a ser deliberada pelo Conselho de AL: Não houve manifestação do Conselho Fiscal, por não se encontrar em funcionamento. Administração. CONSELHO FISC FISCAL: D OCUMENT OS ARQUIV AD OS NA SEDE: os Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes e as Demonstrações OCUMENTOS ARQUIVAD ADOS AMENT O : Nada mais havendo a tratar e ninguém desejando Financeiras do exercício encerrado em 31.12.2010. ENCERR ENCERRA MENTO manifestar-se, encerraram-se os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi assinada por todos. São Paulo (SP), 29 de abril de 2011. (aa) Alfredo Egydio Arruda Villela Filho - Presidente; Henri Penchas - Secretário; Acionista: Itaúsa - Investimentos Itaú S.A. por si e na qualidade de usufrutuária (aa) Henri Penchas e Roberto Egydio Setubal - Diretores Vice-Presidentes. Certificamos ser a presente cópia fiel da original lavrada em livro próprio. São Paulo (SP), 29 de abril de 2011. (aa) Alfredo Egydio Arruda Villela Filho - Presidente da Assembleia; Henri Penchas - Secretário da Assembleia. Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo: certifico o registro sob nº 202.006/11-6, em 31.05.2011 (a) Kátia Regina Bueno de Godoy ATUT O SOCIAL - Ar t. 1º - DENOMINA Ç ÃO, PR AZ O E SEDE - A sociedade anônima fechada regida por este Secretária Geral. EST ESTA TUTO Art. DENOMINAÇ PRAZ AZO AÚSA EMPREENDIMENT OS S.A. Estatuto, denominada IT ITA EMPREENDIMENTOS S.A., com duração por tempo indeterminado, tem sua sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço na Avenida Paulista nº 1938 - 17º andar, CEP 01310-942, e poderá abrir filiais, agências, escritórios, depósitos ou representações em qualquer ponto do território nacional, a critério da Diretoria, observadas t. 2º - OBJE TO - A sociedade tem por objeto: a) empreendimentos e negócios com imóveis, relativos a: as exigências legais. Ar Art. OBJET (i) compra e venda; (ii) incorporações imobiliárias; e (iii) administração e locação; b) loteamentos e urbanização; c) apoio às empresas da área industrial do Conglomerado Itaúsa mediante suporte técnico, jurídico e administrativo compatível com o t. 3º - C APIT AL objeto social dessas empresas; e d) participação no capital social de outras sociedades, no País ou no exterior. Ar Art. CAPIT APITAL EA ÇÕES - O capital social integralizado é de R$ 52.000.000,00 (cinqüenta e dois milhões de reais), representado por 752.189 AÇ tificados (setecentas e cinquenta e duas mil, cento e oitenta e nove) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. 3.1. Cer ertificados de A Açções - A sociedade poderá emitir certificados de múltiplos de ações e substituí-los ou desdobrá-los, a pedido de acionista, a ias A preço de custo. 3.2. Aquisição das P Prrópr óprias Açções - A sociedade poderá adquirir as próprias ações, a fim de cancelá-las ou t. 4º - ADMINISTR AÇ ÃO mantê-las em tesouraria para posterior alienação, mediante autorização do Conselho de Administração. Ar Art. ADMINISTRA - A sociedade será administrada por um Conselho de Administração e uma Diretoria. O Conselho de Administração terá, na forma prevista em lei e neste Estatuto, atribuições orientadoras, eletivas e fiscalizadoras, as quais não abrangem funções operacionais ou a - Os administradores serão investidos nos cargos mediante executivas, que serão de competência da Diretoria. 4.1. Investidur estidura assinatura de termos de posse nos livros de atas do Conselho de Administração e da Diretoria, conforme o caso. ação - A Assembleia Geral fixará a verba global e anual destinada ao pagamento da remuneração dos 4.2. R emuner emuneração administradores, cabendo ao Conselho de Administração regulamentar a utilização dessa verba. 4.3. M anda andatto - Os administradores exercerão os mandatos pelo prazo de 1 (um) ano, podendo ser reeleitos, e permanecerão nos cargos até a t. 5º - C ONSELHO DE ADMINISTR AÇ ÃO - O Conselho de Administração será composto de 3 (três) a 6 posse dos substitutos. Ar Art. CONSELHO ADMINISTRA (seis) membros, eleitos dentre os acionistas pela Assembleia Geral, sendo 1 (um) Presidente escolhido pelos Conselheiros entre ões - O Presidente indicará o Conselheiro que o substituirá em suas ausências ou impedimentos os seus pares. 5.1. Substituiç Substituições temporários. Ocorrendo vaga no Conselho de Administração, os Conselheiros remanescentes poderão nomear acionista para aç ões - O Conselho de Administração, convocado pelo Presidente, reunir-se-á completar o mandato do substituído. 5.2. D eliber eliberaç ações sempre que necessário, deliberando validamente com a presença da maioria absoluta de seus membros em exercício. Em caso ência - Compete ao Conselho de Administração: 5.3.1. fixar a de empate, caberá ao Presidente o voto de qualidade. 5.3. Compet ompetência orientação geral dos negócios da sociedade; 5.3.2. eleger e destituir os diretores da sociedade e fixar-lhes as atribuições, observado o que a respeito dispõe este Estatuto; 5.3.3. fiscalizar a gestão dos diretores, examinar, a qualquer tempo, os livros e papéis da Sociedade, solicitar informações sobre contratos celebrados ou em via de celebração, e quaisquer outros atos; 5.3.4. convocar a Assembléia Geral; 5.3.5. manifestar-se sobre o relatório da administração e as contas da Diretoria; 5.3.6. escolher e destituir os auditores independentes; 5.3.7. deliberar sobre distribuição de dividendos e/ou juros sobre o capital próprio; 5.3.8.

ECONOMIA/LEGAIS - 19 Banco Alfa S.A. CNPJ/MF nº 03.323.840/0001-83 - NIRE 35 3 0017275 2 Ata das Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária Data: 28 de abril de 2011. Horário: 08:00 horas, Assembleia Geral Ordinária e, em seguida, Assembleia Geral Extraordinária. Local: Sede social, Alameda Santos, 466 - 4º andar, parte, São Paulo - SP. Presença: Acionistas representando a totalidade do capital social e auditoria externa independente, KPMG Auditores Independentes, CRC 2SP 014428/O-6, representada por Alberto Spilborghs Neto, CRC 1SP167455/O-0. Mesa: Rubens Bution - Presidente. Christophe Yvan François Cadier - Secretário. Adilson Herrero - Secretário. Ordem do Dia: Em Assembleia Geral Ordinária 1. Tomar as contas dos Administradores, examinar, discutir e votar o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras, o Relatório dos Auditores Independentes e o Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010; 2. Deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício; 3. Eleger a Diretoria e; 4. Fixar as verbas máximas para remuneração da Diretoria e para participação nos lucros dos Diretores. Em Assembleia Geral Extraordinária: Examinar, discutir e votar as seguintes Propostas da Diretoria: “Senhores Acionistas: (i) As Demonstrações Financeiras do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010 acusam excesso de reservas em relação ao capital social, razão pela qual a Diretoria propõe o aumento do capital social em R$ 2.186.254,60 (dois milhões, cento e oitenta e seis mil, duzentos e cinquenta e quatro reais e sessenta centavos), elevando-o de R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais) para R$ 32.186.254,60 (trinta e dois milhões, cento e oitenta e seis mil, duzentos e cinquenta e quatro reais e sessenta centavos), visando eliminar referido excesso. (ii) A Diretoria sugere que esse aumento seja levado a efeito mediante a capitalização de igual valor a ser retirado da conta “Reservas Estatutárias - Reserva para Aumento de Capital”, sem emissão de novas ações. Dada a natureza desse aumento, não haverá incidência de qualquer ônus fiscal para a Sociedade nem para os seus acionistas. (iii) A Diretoria propõe ainda: (a) elevar o capital social em mais R$ 813.745,40 (oitocentos e treze mil, setecentos e quarenta e cinco reais e quarenta centavos), passando o capital social de R$ 32.186.254,60 (trinta e dois milhões, cento e oitenta e seis mil, duzentos e cinquenta e quatro reais e sessenta centavos) para R$ 33.000.000,00 (trinta e três milhões de reais), com a emissão de 310.590 (trezentos e dez mil quinhentos e noventa) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal; (b) fixar o preço de emissão das referidas ações em R$ 2,62 (dois reais e sessenta e dois centavos) por ação; (c) que as ações relativas a esse aumento de capital sejam integralizadas mediante a utilização de créditos de acionistas decorrentes do pagamento de juros sobre o capital próprio pela Sociedade e (d) que a Assembleia Geral estabeleça as demais condições dos aumentos de capital ora propostos. (iv) A Diretoria propõe, finalmente, a consequente reforma do Artigo 5º do Estatuto Social. São Paulo, 24 de março de 2011. Rubens Bution. Antônio Cesar Santos Costa. Christophe Yvan François Cadier. Fábio Alberto Amorosino”. Publicações: Demonstrações Financeiras, Notas Explicativas, Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010: Diário Oficial do Estado de São Paulo e Diário do Comércio, edições de 23/03/2011. Leitura de Documentos: Todos os documentos citados no item 1 da Ordem do Dia da Assembleia Geral Ordinária e a Proposta da Diretoria foram lidos e colocados à disposição dos acionistas para consulta. Deliberações Tomadas em Assembleia Geral Ordinária: Após análise e discussão, os acionistas, com abstenção dos legalmente impedidos, deliberaram por unanimidade: 1. Aprovar as contas dos Administradores, o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras com base nos padrões contábeis exigidos pelo Banco Central do Brasil (BRGAAP) e também aquelas com base nos padrões contábeis internacionais (IFRS), o Relatório dos Auditores Independentes e o Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria relativos ao exercício encerrado 31 de dezembro de 2010; 2. Aprovar a destinação do lucro líquido do exercício, já refletida nas demonstrações financeiras, sendo a importância de R$ 317.825,17 para Reserva Legal e o saldo remanescente do lucro líquido, de R$ 6.038.678,26, para Reservas Estatutárias e distribuição, a saber: R$ 3.835.771,45 para Reserva para Aumento de Capital e R$ 426.196,77 para Reserva Especial para Dividendos; bem como ratificar o pagamento de juros sobre o capital próprio relativos ao 1º e 2º semestres de 2010, no montante de R$ 1.776.710,04, já distribuídos e imputados ao valor do dividendo obrigatório de 2010; 3. Reeleger, para compor a Diretoria com mandato até a posse dos eleitos na Assembleia Geral Ordinária de 2012: para Diretor Presidente - Rubens Bution, CPF/MF nº 012.626.258-66 - RG nº 9.541.400-SSP-SP, brasileiro, separado judicialmente, contador, residente e domiciliado em São Paulo - SP; e, para Diretores sem designação especial: Antonio César Santos Costa, CPF/MF nº 269.855.436-34 - RG nº M-748.863-SSP-MG, brasileiro, casado, engenheiro civil, residente e domiciliado em São Paulo-SP, Christophe Yvan François Cadier, CPF/MF nº 128.492.178-67 - RG nº 9.895.807-SSP-SP, brasileiro, casado, advogado, residente e domiciliado em São Paulo-SP e Fábio Alberto Amorosino, CPF/MF nº 073.874.508-11 - RG nº 12.854.760 SSP-SP, brasileiro, casado, administrador de empresas, residente e domiciliado em São Paulo - SP, todos com escritório na Alameda Santos, nº 466. Os Diretores preenchem as condições prévias de elegibilidade previstas nos artigos 146 e 147 da Lei nº 6.404/76 e na Resolução nº 3.041/02 do Conselho Monetário Nacional e não estão incursos em crime algum que vede a exploração de atividade empresarial; 4. Fixar em até R$ 112.000,00 (cento e doze mil reais) mensais, livre de imposto de renda na fonte, a verba máxima para remuneração da Diretoria, nos termos do Estatuto Social, a vigorar a partir do mês de abril corrente, verba essa que poderá ser reajustada com base no IGP-M/FGV. Caberá à Diretoria deliberar, em reunião, sobre a forma de distribuição dessa verba entre os seus membros. Poderá a Sociedade proporcionar aos seus administradores transporte individual e, para alguns, serviço de segurança; 5. Atribuir aos administradores, na forma do Estatuto Social, uma participação de até 76 (setenta e seis) milésimos do lucro líquido ajustado relativo ao último exercício, cabendo à Diretoria deliberar sobre a forma de distribuição dessa verba entre os seus membros. Em Assembleia Geral Extraordinária: Após análise e discussão, os acionistas, com abstenção dos legalmente impedidos, deliberaram, por unanimidade: 1. Autorizar a elevação do capital social em R$ 2.186.254,60 (dois milhões, cento e oitenta e seis mil, duzentos e cinquenta e quatro reais e sessenta centavos), sem emissão de novas ações, mediante a capitalização de igual valor a ser retirado da conta “Reserva para Aumento de Capital”, passando o capital social de R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais) para R$ 32.186.254,60 (trinta e dois milhões, cento e oitenta e seis mil, duzentos e cinquenta e quatro reais e sessenta centavos); 2. Autorizar nova elevação do capital social, em mais 813.745,40 (oitocentos e treze mil, setecentos e quarenta e cinco reais e quarenta centavos), com a emissão de 310.590 (trezentos e dez mil quinhentos e noventa) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, nos precisos termos da Proposta da Diretoria; 3. Fixar em R$ 2,62 (dois reais e sessenta e dois centavos) o preço unitário de emissão das ações; 4. Dispensar a fixação do prazo para o exercício do direito de preferência legal na subscrição das ações, bem como a publicação do respectivo Aviso aos Acionistas, para que as subscrições pudessem se processar livre e imediatamente; 5. Declarar que as ações relativas ao aumento de capital ora autorizado haviam sido integralmente subscritas e realizadas mediante a utilização de créditos, nos precisos termos da Proposta da Diretoria, conforme lista de subscrição que se encontrava sobre a mesa; 6. Em consequência das deliberações tomadas nos itens anteriores, reformar o Artigo 5º do Estatuto Social, que passa a ser assim redigido: “Art. 5º - O capital social é de R$ 33.000.000,00 (trinta e três milhões de reais), integralmente realizado e dividido em 24.732.721 (vinte e quatro milhões, setecentos e trinta e dois mil e setecentos e vinte e uma) ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal”; 7. Autorizar a publicação desta ata nos termos do parágrafo 1º, do Artigo 130 da Lei de Sociedades por Ações. Lida e aprovada, vai esta assinada pelos presentes. São Paulo, 28 de abril de 2011. Rubens Bution - Presidente da Mesa, Christophe Yvan François Cadier - Secretário, Adilson Herrero - Secretário. Os Acionistas: Administradora Fortaleza Ltda. a.) Aloysio de Andrade Faria. Alfa Holdings S.A. a.a.) Paulo Guilherme M. L. Ribeiro. Christophe Yvan François Cadier. Consórcio Alfa de Administração S.A. a.a.) Paulo Guilherme M. L. Ribeiro. Ricardo Ananias de Oliveira. Metro Tecnologia Informática Ltda. a.a.) Adilson Herrero. José Elanir de Lima. Esta ata é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. Christophe Yvan François Cadier - Secretário. Certidão. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 208.945/11-8, em 03/06/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral. Banco Alfa S.A. CNPJ/MF nº 03.323.840/0001-83 e NIRE 35 3 0017275 2. Boletim de Subscrição do aumento do capital social de R$ 32.186.254,60 (trinta e dois milhões, cento e oitenta e seis mil, duzentos e cinquenta e quatro reais e sessenta centavos) para R$ 33.000.000,00 (trinta e três milhões de reais), sendo o aumento de R$ 813.745,40 (oitocentos e treze mil, setecentos e quarenta e cinco reais e quarenta centavos), com a emissão de 310.590 (trezentos e dez mil quinhentos e noventa) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, integralizadas no ato, mediante a utilização de créditos relacionados ao pagamento de juros sobre o capital próprio relativos ao segundo semestre de 2010, autorizado pela Assembleia Geral Extraordinária de 28/04/2011. Subscritor. Ações Ordinárias Subscritas. Valor - R$. Realização 100%. Administradora Fortaleza Ltda., CNPJ/MF nº 17.167.321/0001-88, sociedade com sede na Alameda Santos nº 466 - São Paulo - SP. 16. 41,92. Alfa Holdings S.A., CNPJ/MF nº 17.167.396/0001-69, sociedade com sede na Alameda Santos nº 466 - São Paulo - SP. 54.209. 142.027,58. Consórcio Alfa de Administração S.A., CNPJ/MF nº 17.193.806/0001-46, sociedade com sede na Alameda Santos nº 466 - São Paulo - SP. 54.209. 142.027,58. Metro Tecnologia Informática Ltda., CNPJ/MF nº 46.568.226/0001-94, sociedade com sede na Alameda Santos nº 466 - 11º andar - São Paulo - SP. 202.156. 529.648,32. Total. 310.590. 813.745,40. São Paulo, 28 de abril de 2011. Banco Alfa S.A. Christophe Yvan François Cadier - Diretor.

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TORIA - A Diretoria terá de 3 (três) a 15 t. 6º - DIRE deliberar sobre a aquisição das próprias ações, em caráter não permanente. Ar Art. DIRET (quinze) membros, acionistas ou não, residentes no País e eleitos pelo Conselho de Administração. Não poderá ser eleito diretor quem já tiver completado 65 (sessenta e cinco) anos de idade na data da eleição. Extinguir-se-á o mandato do diretor no último dia do mês de dezembro do ano em que atingir o limite etário. 6.1. Composição - Comporão a Diretoria: 1 (um) Diretor Presidente e de 2 (dois) a 14 (catorze) Diretores Vice-Presidentes, Diretores Executivos ou Diretores Gerentes, na conformidade do que for estabelecido pelo Conselho de Administração ao prover esses cargos. Um mesmo diretor poderá ser designado, em es - À Diretoria compete administrar e oderes caráter efetivo ou interino, para exercer cumulativamente mais de um cargo. 6.2. Poder representar a sociedade, com poderes para contrair obrigações, transigir, ceder e renunciar direitos, podendo, ainda, independentemente de autorização do Conselho de Administração, onerar e alienar bens sociais, inclusive os integrantes do ões - Além das atribuições normais que lhe são conferidas por lei e por este estatuto, compete, ibuiç ibuições tribuiç ativo permanente. 6.3. Atr especificamente, a cada membro da Diretoria: a) ao Diretor Presidente, presidir as Assembleias Gerais, convocar e presidir as reuniões da Diretoria, coordenando a ação desta; b) aos Diretores Vice-Presidentes e aos Diretores Executivos, colaborar com o Diretor Presidente na gestão dos negócios e na estruturação e direção dos serviços da sociedade; c) aos Diretores Gerentes, a gestão das áreas específicas de atuação da sociedade que lhes forem atribuídas pelo Conselho de Administração. 6.4. ões - O Diretor Presidente indicará o Diretor Vice-Presidente que o substituirá em suas ausências ou impedimentos Substituiç Substituições temporários. Para os demais diretores, a própria Diretoria escolherá o substituto interino dentre seus membros. 6.5. tação - A representação da sociedade far-se-á: a) por dois diretores em conjunto, sendo um deles obrigatoriamente o R epr esen esentação epresen Diretor Presidente ou um Diretor Vice-Presidente; b) por um procurador em conjunto com o Diretor Presidente ou com um Diretor Vice-Presidente; ou c) por dois procuradores. Fora da sede social, especialmente perante órgãos da administração pública, direta ou indireta, a representação poderá ser feita isoladamente por um diretor ou por um procurador com poderes específicos, ressalvada a assunção de obrigações, cessão, renúncia ou qualquer tipo de transação envolvendo direitos da sociedade. Na constituição de procuradores a Sociedade será representada por dois diretores em conjunto, sendo um deles obrigatoriamente o Diretor Presidente ou um Diretor Vice-Presidente. Todos os mandatos, exceto os judiciais, terão t. 7º - C ONSELHO FISC AL - A sociedade terá um Conselho Fiscal Art. CONSELHO FISCAL obrigatoriamente prazo de validade, não superior a um ano. Ar de funcionamento não permanente, composto de 3 (três) a 5 (cinco) membros efetivos e igual número de suplentes. A eleição, t. 8º instalação e funcionamento do Conselho Fiscal atenderá aos preceitos dos Artigos 161 a 165 e 277 da Lei nº 6.404/76. Ar Art. ASSEMBLEIA GER AL - Os trabalhos de qualquer Assembleia Geral serão presididos pelo Diretor Presidente, ou seu substituto, e GERAL t. 9º - EXERCÍCIO SOCIAL - O exercício social secretariados por um acionista por ele designado. Cada ação dá direito a um voto. Ar Art. terminará em 31 de dezembro de cada ano sendo, entretanto, facultado o levantamento de balanços intermediários em Ç ÃO D t. 10 - DESTINA UCRO LÍQUID O - Juntamente com as demonstrações financeiras, o Conselho de qualquer data. Ar Art. DESTINAÇ DO LÍQUIDO O LLUCRO Administração apresentará à Assembleia Geral Ordinária proposta sobre a destinação do lucro líquido do exercício, observados os preceitos dos Artigos 186 e 191 a 199 da Lei nº 6.404/76 e as disposições seguintes: 10.1. antes de qualquer outra destinação, serão aplicados 5% (cinco por cento) na constituição da Reserva Legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital t. 11 social; 10.2. será especificada a importância destinada a dividendos aos acionistas, atendendo ao disposto no Artigo 11. Ar Art. TÓRIO - Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório, em cada exercício, importância - DIVIDEND DIVIDENDO OBRIGAT O OBRIGA não inferior a 1% (um por cento) do lucro líquido apurado no mesmo exercício, ajustado pela diminuição ou acréscimo dos valores especificados nos incisos I, II e III do Artigo 202 da Lei nº 6.404/76. 11.1. A parte do dividendo obrigatório que tiver sido paga antecipadamente mediante dividendos intermediários à conta da Reserva Especial será creditada à mesma reserva. 11.2. Por deliberação do Conselho de Administração poderão ser pagos juros sobre o capital próprio, imputando-se o valor dos t. 12 - RESER VA juros pagos ou creditados ao valor do dividendo obrigatório, com base no Artigo 9º, § 7º, da Lei nº 9.249/95. Ar Art. RESERV ESPECIAL - Sob esta denominação será constituída reserva especial objetivando possibilitar a formação de recursos com as seguintes finalidades: a) exercício do direito preferencial de subscrição em aumentos de capital das empresas participadas; b) futuras incorporações desses recursos ao capital social; c) pagamento de dividendos intermediários, distribuíveis por deliberação do Conselho de Administração, “ad referendum” da Assembleia Geral. 12.1. Esta reserva será formada: a) por valores provenientes do saldo do lucro líquido; b) pela parcela revertida da Reserva de Lucros a Realizar para Lucros Acumulados, sem prejuízo do cômputo dessa parcela no cálculo do dividendo obrigatório, no exercício em que for feita a reversão; c) pela reversão, nos termos do subitem 11.1, do valor de dividendos intermediários. 12.2. Por proposta do Conselho de Administração serão periodicamente capitalizadas parcelas desta reserva, para que o respectivo montante não exceda o limite de 95% (noventa e cinco por cento) do capital social. O saldo dessa reserva, somado ao da Reserva Legal, não poderá ultrapassar o capital social. 12.3. A reserva discriminará em subcontas distintas, segundo os exercícios de formação, os lucros destinados à sua constituição, e o Conselho de Administração especificará os lucros utilizados na distribuição de dividendos intermediários, que poderão ser debitados em diferentes subcontas em função da natureza dos acionistas. ATA SUM ÁRIA D A REUNIÃ OD OC ONSELHO DE ADMINISTR AÇ ÃO REALIZAD A EM 29 DE ABRIL DE 2011 SUMÁRIA DA REUNIÃO DO CONSELHO ADMINISTRA REALIZADA DATA, HOR A E LLOC OC AL: Em 29 de abril de 2011, às 18:00 horas, na Av. Paulista, 1938 - 17º andar, em São Paulo (SP). HORA OCAL: PRESIDENTE: José Carlos Moraes Abreu. QUORUM: A totalidade dos membros. DELIBER AÇÕES TOM AD AS POR DELIBERA OMAD ADAS UNANIMID ADE: Os Conselheiros deliberaram assim compor os órgãos de administração da Sociedade, para o mandato UNANIMIDADE: anual que vigorará até a posse dos que vierem a ser eleitos na primeira reunião do Conselho de Administração que suceder AÇ Ã O : designar P r esiden a Assembleia Geral Ordinária de 2012: CONSELHO DE ADMINISTR ADMINISTRA esidentt e JOSÉ CARLOS MORAES TORIA: (i) fixar em 10 (dez) o número de cargos a serem providos, sendo Diretor Presidente, 2 (dois) Diretores ABREU. DIRE DIRET Vice-Presidentes, 3 (três) Diretores Executivos e 4 (quatro) Diretores Gerentes; (ii) reeleger as pessoas a seguir qualificadas, et or P que atendem às condições prévias de elegibilidade previstas nos Artigos 146 e 147 da Lei nº 6.404/76: Dir Diret etor Prr esiden esidentt e: ALFREDO EGYDIO ARRUDA VILLELA FILHO, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 11.759.083-6, CPF 066.530.838-88, et or es Vic e -P domiciliado em São Paulo (SP), na Rua Sansão Alves dos Santos, 102, 5º andar; Dir Diret etor ores ice -Prr esiden esidentt es: RICARDO EGYDIO SETUBAL, brasileiro, casado, advogado, RG-SSP/SP 10.359.999, CPF 033.033.518-99, e RODOLFO VILLELA MARINO, brasileiro, casado, administrador, RG-SSP/SP 15.111.116-9, CPF 271.943.018-81, domiciliados em São Paulo (SP), na Av. et or es Ex ecutiv os: HENRI PENCHAS, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 2.957.281, CPF Paulista, 1.938, 5º andar; Dir Diret etor ores Executiv ecutivos: 061.738.378-20, domiciliado em São Paulo (SP), na Av. Paulista, 1.938, Piso Terraço; MÁRIO ANSELONI NETO, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 18.137.526-6, CPF 099.445.508-92, e REINALDO RUBBI, brasileiro, casado, engenheiro mecânico, RG-SSP/SP 3.430.051, CPF 206.972.448-49, domiciliados em São Paulo (SP), na Av. Paulista, 1.938, 5º andar; Dir or es G er en Diret etor ores Ger eren entt es: CARLOS ROBERTO ZANELATO, brasileiro, casado, bacharel em direito, RG-SSP/SP 5.143.150, et CPF 638.101.908-53, domiciliado em São Paulo (SP), na Av. Paulista, 1.938, 19º andar; EDUARDO JORGE ABRÃO FILHO, brasileiro, casado, engenheiro, RG-SSP/SP 6.951.740, CPF 049.690.758-16, domiciliado em São Paulo (SP), na Av. Paulista, 1.938, 17º andar; IRINEU GOVÊA, brasileiro, casado, economista, RG-SSP/SP 4.120.107, CPF 371.823.668-00, e JOÃO CARLOS REDONDO, brasileiro, casado, tecnólogo, RG-SSP/SP 17.915.145-9, CPF 120.130.178-55, domiciliados em São Paulo (SP), na A MENT O : Nada mais havendo a tratar e ninguém desejando manifestar-se, Av. Paulista, 1.938, 19º andar. ENCERR ENCERRA MENTO encerraram-se os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada. São Paulo (SP), 29 de abril de 2011. (aa) José Carlos Moraes Abreu - Presidente; Alfredo Egydio Arruda Villela Filho, Laerte Setubal Filho, Maria de Lourdes Egydio Villela, Olavo Egydio Setubal Júnior e Ricardo Egydio Setubal - Conselheiros. Certificamos ser a presente cópia fiel da original lavrada em livro próprio. São Paulo (SP), 29 de abril de 2011. (aa) Alfredo Egydio Arruda Vilela Filho - Diretor Presidente; Henri Penchas - Diretor Executivo. Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo: certifico o registro sob nº 209.837/11-1, em 06.06.2011 (a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Fotos Newton Santos/Hype

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CASA COR Novidades da moda, luxo e números expressivos, em um só local. A marca Casa Cor gera hoje R$ 100 milhões em negócios.

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CORES MILIONARIAS A Casa Cor, o mais importante evento de decoração do País, comemora bodas de prata. A feira teve início modesto em São Paulo.

Neide Martingo

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Casa Cor, o mais importantes eventos de decoração do País, começou em 1987. De lá para cá, muita coisa mudou. De uma pequena mostra, 25 anos depois tornou-se uma grife rentável, capaz de movimentar R$ 100 milhões de reais. O montante representa um aumento de 20%, em relação ao faturamento registrado em 2010. Há ainda as "divisões" do evento: Casa Cor, com tendências em decoração, arquitetura e paisagismo; a Casa Kids, voltada para o universo infantil; a Casa Hotel, destinada aos profissionais de hotelaria, e a

Casa Talento, uma oportunidade para os novos talentos da arte e do design mostrarem seus trabalhos. Além disso, a grife está presente também em produtos licenciados e livros. A Casa Cor, atualmente, acontece em 17 cidades brasileiras e em quatro países. Por enquanto, a Casa Cor é pensada e organizada para a classe A. Mas a alta na renda do público que integra os segmentos C e D está inspirando ideias aos organizadores do evento. De acordo com o presidente da Casa Cor, Angelo Derenze, a classe C, que pertencia, há pouco tempo, à classe D, vai alcançar a B rapidamente.

"O setor tem que se preparar para isso. Em breve muitas novidades serão anunciadas para atender todos os públicos", disse Derenze. Os participantes da Casa Cor também percebem, nos negócios, a participação da classe C. Mas, no caso das sócias da Zero11 Arquitetura, empresa que só atende a classe A, Mariana Bottini e Elisa Gontijo, a tendência só as favoreceu. "Como mais pessoas passaram a ter acesso a produtos de luxo, quem está na classe A exige cada vez mais exclusividade. Isso é um desafio para os profissionais: os clientes querem peças, acabamentos, fornecedores exclusivos - e pagam a mais por isso", afirmou Elisa. Elisa e Mariana são responsáveis pelo Bangalô da Casa Cor. Elas investiram R$ 350 mil no projeto, com produtos importados, que deram um ar aconchegante a um ambiente de luxo. "O retorno é garanti-

Expectativa é de que as vendas apresentem alta de 25% em 2011. GUSTAVO MERA, DO GRUPO FORTALEZA

Os clientes querem peças e acabamento exclusivos. ELISA GONTIJO, DA ZERO11 (À DIR.), E A SÓCIA MARIANA.

do. A expectativa é de que o investimento gere um faturamento de R$ 1 milhão até o final do ano. Nosso público é o hoteleiro", detalhou Mariana. Celebridade – Os arquitetos Isabela Augusto de Lima e João Meirelles, responsáveis pela suíte celebridade do cantor Ney Matogrosso na Casa Cor, participam pela primeira vez da mostra. Eles desenvolveram um projeto intimista, com tendência clássica e tecnologia. E já registraram crescimento na procura pelos serviços da empresa. "O retorno foi imediato. Depois da divulgação da mostra, fechamos oito grandes projetos em sete semanas", disse Isabela. A alta no faturamento, no segundo semestre deste ano, em relação a igual período de 2010, será de pelo menos 40%. "Participar da Casa Cor é muito positivo", acrescentou Meirelles. Para o gerente comercial do Grupo Fortaleza, Gustavo Mera, estar na Casa Cor é uma maneira de reforçar o relacionamento com os profissionais especializados em decoração e arquitetura, além de expor os produtos para o cliente final. Mera garantiu que a participação no evento será responsável pelo aumento de pelo menos 15% nos negócios no segundo semestre. "A expectativa é de que as vendas apresentem alta de 25% em 2011, em comparação ao ano passado." O Grupo Fortaleza tem 12 lojas: uma com a marca Vitrine, localizada nos Jardins, em São Paulo, e as demais com a g r i f e H o m e & O ff i c e , q u e atende a público diverso.


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Diário do Comércio - 08/06/2011 by Diário do Comércio - Issuu