Ano 87 - Nº 23.765
Jornal do empreendedor
Conclusão: 23h45
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São Paulo, sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
A reabertura dos portos de dona Dilma I
A presidente Dilma lança pacote de R$ 54 bilhões para o setor portuário, montante que deverá ser investido de forma escalonada até 2017. "Nós damos um passo não só para as nações amigas, mas às forças produtivas do País e à iniciativa privada", disse a presidente, comparando a medida à tomada lá atrás por Dom João VI. Pág. 13
'Porto 24 horas' zarpa com pacote
Zilberman
Segundo José Cândido Senna, coordenador do Comitê dos Usuários de Portos e Aeroportos (Comus) da ACSP, ao estimular competitividade e redução de custos, medida casa com os objetivos do projeto, que prevê funcionamento ininterrupto do Porto de Santos. O Comus pretende agendar reunião com o governo para contribuir com o pacote e apresentar algumas ressalvas. Pág. 13
R$ 1.400.000.000.000,00 do leão De madrugada, o Impostômetro da ACSP atingiu a marca de 1,4 trilhão em impostos recolhidos neste ano, seis dias antes do que em 2011. Pág. 13 Fernando Bezerra Jr./ EFE
Amazon e Google para ler aqui
Hélvio Romero/Estadão Conteúdo
A Brasília dele dele se despede O corpo de Oscar Niemeyer foi velado na cidade que criou. Enterro será hoje, às 17h30, no Rio. Pág. 10
Gigantes do mundo eletrônico começam a vender livros digitais no País. Pág. 19
d Fabio Motta/Estadão Conteúdo-Arquivo
cultura
Ivan Ventura/DC
Caetano Veloso mostra, aos 70 anos, que está cada vez mais distante da acomodação com o CD Abraçaço – inclusive uma boa dica para o Papai Noel de plantão. Falando em Natal, a Cia. de Dança O Cisne Negro exibe O Quebra-Nozes (abaixo), tradicional obra natalina com música criada por Tchaikovsky. No cinemão, a visão de Heloisa Bortz/Divulgação Angelina Jolie sobre a guerra da Bósnia em seu Na terra de Amor e Ódio. Na Roda do Vinho, os espiões californianos que revelam os segredos das garrafas.
Divulgação
Maceió, um mar de negócios. Página 4
Praias paradisíacas compõem o cenário para um turismo de oportunidades. Boa Viagem. Pág. 22
ISSN 1679-2688
23765
9 771679 268008
Citroën DS5, um francês refinado. Ele fura a fila de lançamentos da montadora porque faz presença com suas linhas arrojadas. Pág. 21
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Para Delfim Netto a causa do problema é única e se define por um simples vocábulo: confiança. José Márcio Mendonça
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QUEM AVISA , AMIGO É... Michel Filho/Agência O Globo
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om a cautela de quem hoje é referência para a presidente Dilma Rousseff em matéria de opinião econômica, o ex-ministro Delfim Neto, também colaborador assíduo no DC, publicou nesta semana dois artigos – terça-feira no Valor Econômico e quarta-feira na Folha de S. Paulo – no qual toca no verdadeiro motivo pelo qual o investimento no Brasil vem caindo há cinco trimestres consecutivos, prejudicando o crescimento da economia até aqui e jogando pesadas sombras sobre 2013 e até mais. Naturalmente, o ex-ministro se referia ao retraimento dos investidores privados. Elegantemente, deixou de lado o pífio desempenho dos investimentos estatais, nesse caso explicados, para ficarmos numa expressão menos dura, por uma elevada dose de inapetência gerencial (ou distúrbios de execução) por parte da administração pública direta e das empresas estatais. Até a eficiente Petrobras está aquém do prometido por causa da imposição que lhe foi imposta, via preço dos combustíveis, de ajudar no combate à inflação. Para Delfim a causa é única e se define por um simples vocábulo: confiança. Parte dessa cautela decorre da insegurança com os ventos externos, mas grande parte – infere-se dos jeitosos artigos do ex-ministro– dos mais apetrechados e experientes economistas nacionais, dos temores em relação às ações do governo – tanto do medo do chamado "ativismo governamental" quanto da incerteza sobre a capacidade de executar o que se propõe. Aliás, esta tem sido a tônica das críticas, quase
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA pediu informalmente ao IBGE para rever seus cálculos. A instituição, centenária e com alguma credibilidade, rebateu com uma nota seca e dura. Mantega agiu como o médico cujos remédios não causam efeito contra a febre (seria por equívoco de diagnóstico?) e sem saber o que fazer mandam quebrar o termômetro.
Ex-ministro Delfim Netto faz uma advertência ao governo: administrador não deve brigar com os números. sempre reservadas, de grupos crescentes de empresários. Sem muitas reservas, foi explicitada há dias em debate no Instituto Fernando Henrique Cardoso pelo conselheiro da presidente Dilma Rousseff, Jorge Gerdau.
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ão contribuem para a retomada da confiança a queda de braço que o governo trava com algumas empresas de energia em torno da questão da redução da conta de luz, tema comentado aqui em outra ocasião. Por trás do meritório, necessário e até atrasado propósito de diminuir as elevadíssimas tarifas brasileiras de eletricidade, o governo quis impor, sem discussões,
sem debates, suas regras para a renovação de uma série de concessões no setor a vencerem entre 2015 e 2017. Algumas companhias não aceitaram a proposta, alegando, legitimamente, que seus negócios seriam prejudicados, comprometendo compromissos com seus acionistas e até seus planos futuros de investimento. A presidente não aceitou o revés e a seu estilo – além de atacar politicamente os que se recusaram a aceitar a proposta, por terem como acionistas majoritários governos de partidos de oposição – prepara o troco (ou seria vingança?) aos recalcitrantes. Birrinhas como esta não melhoram o ambiente empre-
sarial. Hoje foram as elétricas; amanhã quem será? Também não contribui para melhorar a confiança do empresário os constantes "tropeções" do ministro Guido Mantega em relação ao PIB.
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ntende-se que o governo não pode ficar destilando pessimismo por aí; precisa manter o "moral da tropa" elevado. Porém, é preciso manter um certo realismo para não desnortear os agentes econômicos. Quando Mantega insistiu – menos de cinco dias antes do IBGE soltar os números do PIB do trimestre encerrado em setembro – que este ficaria em 1,2% e depois o resultado fi-
cou pela metade, ele deixou ressabiado qualquer um de bom senso. É natural que se pense que ou o ministro quis iludir todo mundo ou o governo está acompanhando muito mal o que se passa na economia brasileira. A desculpa de que também os analistas privados erraram é diversionista. Ninguém dispõe das ferramentas que tem o ministro para acompanhar os movimentos da economia. Isto só amplia a crise de confiança: se ele errou aí... Pior ainda foi a reação posterior de Mantega, em depoimento no Congresso: desconfiar dos números do IBGE em relação aos investimentos do governo em educação. O ministro
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ão dá para saber se Delfim escreveu o artigo de quarta-feira antes das queixas de Mantega contra o IBGE, mas o recado vale para ele e todos aqueles que, no governo, costumam brigar com a realidade quando ela contraria seus propósitos: "O administrador deve aprender que não deve brigar com os números. Por mais desagradáveis que sejam, eles são o passado. Estão dados. O que não está dado é o futuro! Esse depende da capacidade do governo de cooptar o setor produtivo privado para aumentar os investimentos." JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO
TUCANATO DEVE DAR TRABALHO AO PT Leandro Martins/Futurapress
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em o escândalo Rosemary tirou de Lula a preocupação com as eleições para governador em 2014, como ficou evidenciado nos contatos que sustentou, há dias, com dirigentes do partido. O ex-presidente deixou claro, por exemplo, que a campanha em São Paulo será mais problemática do que foi a da sucessão de Gilberto Kassab. Mesmo conquistando a prefeitura da capital, com a vitória de Fernando Haddad, Lula acha que o PT vai encontrar um PSDB ferido que venderá Carão a derrota. Por isso, passou a pensar desde já nas eleições que serão realizadas somente daqui a dois anos. Um dos argumentos usados por ele para convencer o partido é que o PSDB está estruturado nos 645 municípios do Estado, o que não deixa de ser um trunfo importante
tese de apresentar novamente um candidato com a chancela do "novo", como fez com Fernando Haddad.
para ajudar os tucanos a continuar no poder em São Paulo, posição que ocupam há 20 anos. A eleição de governador em São Paulo ganha importância por ser o estado o colégio eleitoral nº 1 do Brasil, com mais de 30 milhões de votos, enquanto o País já ultrapassou a casa dos 130 milhões de eleitores.
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aso o PT seja bem sucedido na campanha da sucessão de Geraldo Alckmin, quem também se beneficiará será a presidente Dilma Rousseff, virtual candidata à reeleição. Para o PT, o PSDB vai disputar a eleição novamente com a dobradinha Alckmin-Afif, apesar da sombra sempre ameaçadora de um hábil José Serra, que faz política desde o tempo dos bancos universitários e que sempre é picado pela mosca azul quando seu partido tenta
Lula já está pensando nas eleições para aqui a dois anos. ocupar um cargo importante, como é o de governador de São Paulo.
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erra pode sentir saudade do tempo em que foi inquilino do Palácio dos Bandeirantes. Se falhar a candidatura ao governo estadual, ele não poderá pleitear a legenda tucana para concorrer outra vez ao Planalto, já que o candidato será Aécio Neves.
Parece que o destino reservou a Serra duas opções em 2014: alcançar expressiva votação para deputado ou se candidatar ao Senado na vaga de Eduardo Suplicy, cujo mandato se encerra em 2014. Lula mantém a disposição de indicar o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para concorrer com Alckmin, coerente com a
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
as o PT tem outros dois pretendentes à legenda, os ministros Aloizio Mercadante e Marta Suplicy. A oposição, contudo, ainda acha que o candidato a governador do PT será o próprio Lula. Para mostrar que não pretende se candidatar, o ex-presidente já pediu que Padilha transfira seu domicílio eleitoral do Pará para São Paulo. A sucessão em São Paulo mexe também com o PMDB, que deve lançar Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Outro que pretendia ser candidato no partido é Gabriel Chalita, que deve abrir mão da candidatura para assumir um ministério no governo de Dilma, em 2013.
EYMAR MASCARO Quem também está assanhado para ser candidato é Celso Russomanno, e como seu partido, o PRB, não tem força eleitoral no interior, o jeito é ele se projetar através da televisão, ocupando mais espaços em programas populares na TV Record. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR
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POLÍTICA TORNOU-SE ASSUNTO ESOTÉRICO E POUCOS CONSEGUEM DE FATO COMPREENDÊ-LA.
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s épocas luminosas da História são aquelas em que um mesmo corpo de crenças é compartilhado pelo povo e pelos sábios, diferindo apenas no grau de compreensão refletida com que apreendem substancialmente as mesmas verdades. Nas épocas de obscuridade, ao contrário, aquilo que os estudiosos sabem se torna dificilmente comunicável à população em geral, não por um mero descompasso de vocabulário técnico, mas por um abismo de diferença entre duas concepções do mundo mutuamente incompatíveis e intraduzíveis. É numa dessas épocas que vivemos. Um setor da experiência humana onde isso se mostra evidente são as ciências. Enquanto nos círculos de estudiosos high brow ninguém ignora que uma ciência cada vez menos inteligível e mais reduzida a produzir aplicações práticas em lugar de explicações teóricas representa no fim das contas um fracasso colossal da inteligência humana, na mídia e na educação popular essas mesmas aplicações são festejadas como a prova final da autoridade da ciência, do seu domínio sobre o mistério do mundo. Os cientistas vivem num inferno de dúvidas, perplexidades e temores; e a massa, em um paraíso de certezas inabaláveis, garantidas, segundo imagina, por esses mesmo cientistas. É como se no século 13 a população fiel continuasse a orar piedosamente enquanto nos conventos e nos claustros os monges e santos se vissem obsediados por toda sorte de dúvidas céticas e rejeições ateísticas. Isso não aconteceu, é claro. A religião de Santo Tomás e do quase ilegível John Duns Scot não era diferente da do camponês analfabeto, só mais elegante intelectualmente. Mas hoje um big shot como Brian Ridley, membro da Royal Society e portador da Medalha Paul Dirac por suas contribuições à física teórica, pode confessar que acha a relatividade
presta muita atenção aos germes. A maioria dos homens tem a visão curta. Espera que o problema se torne evidente, para só então atacá-lo." O pior é que, no tempo decorrido para o problema se tornar visível na praça pública, os meios de atacá-lo podem terse tornado cada vez mais escassos, débeis ou inacessíveis. Se desafiado pelo Parlamento e pela OEA, terá ainda o nosso STF o poder de fazer valer a condenação dos mensaleiros? Terá, a respaldá-lo, as Forças Armadas, ou estas, temendo o rótulo de golpistas, tomarão o partido de quem fala mais grosso?
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QUEM ERAM OS RATOS? e a teoria quântica cada vez menos compreensíveis, ao passo que a mesma confissão, publicada na mídia popular, atrairia sobre seu autor toda sorte de invectivas e chacotas. Definitivamente, Brian Ridley e o leitor de jornais não vivem no mesmo universo de crenças como Sto. Tomás e o camponês medieval.
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o setor da política, então, a diferença entre o mundo do co nn oi ss eu r e o do leigo ampliou-se de tal modo que os fatos se tornam tanto mais inverossíveis e inaceitáveis para o público geral quanto mais documentados e comprovados cientificamente. Quando o matemático Christopher Monckton, visconde de Brenchley, calculou que era da ordem de 1 para 75 tri-
OLAVO DE CARVALHO lhões a possibilidade de serem acidentais os pequenos e grandes defeitos da certidão de nascimento de Barack Hussein Obama, esse cálculo estatisticamente impecável não afetou em nada o sentimento de verossimilhança popular, o qual, sem cálculo nenhum, continua jurando que a possibilidade de um falsário elegerse presidente dos Estados Unidos ainda menor ou nula. Foi assim que, no Brasil de 2002, o sr. Luís Inácio Lula da
Silva se elegeu presidente com a estampa de reformador democrático, legalista e paladino da moralidade, quando doze anos de desempenho no Foro de São Paulo já o mostravam como um leninista cínico, disposto a todas as mentiras e todas as trapaças para manter o seu grupo no poder pelos séculos dos séculos. Um vídeo da campanha do PT de 2002 exibe um bando de ratos roendo a bandeira nacional, enquanto ao fundo uma voz so-
turna adverte: "Ou a gente acaba com eles, ou eles acabam com o Brasil" (vejam em h t t p : / / j o r g e i f r a i m . b l o g sp ot .c om .b r/ 20 12 /1 0/ vi de oprofetico.html). O vídeo, de autoria de Duda Mendonça, foi visto por todo mundo; as atas do Foro de São Paulo, por meia dúzia de pesquisadores curiosos cuja palavra, àquela altura, soava como a mais pura e doida "teoria da conspiração". Hoje até as crianças sabem que os ratos eram os próprios petistas, mas por que esperar uma década para admitir o que estava provado em 2002? O livro chinês dos Seis Estratagemas, que já citei aqui, ensina: "Todo fenômeno é no começo um germe, depois termina por se tornar uma realidade que todo mundo pode constatar. O sábio pensa no longo prazo. Eis por que ele
fato é que o germe cresceu demais, tornou-se um monstro arrogante, seguro de si, dificilmente controlável. Isso jamais teria acontecido sem a proteção da mídia cúmplice, que por dezesseis anos se recusou a manchar a reputação do seus queridinhos com alguma menção aos planos criminosos do Foro de São Paulo. Mesmo agora, quando tremem sob a ameaça do controle estatal, jornais e canais de TV ainda sonegam ao público o essencial da história, para não confessar sua parcela de culpa no embelezamento publicitário dos ratos. Os "meios de difusão" tornaram-se "meios de ocultação" numa escala tal que já não há nenhum exagero em dizer que a mídia popular tem hoje por missão principal ou única tornar a verdade inverossímil ou inalcançável. Qualquer pessoa que tenha os jornais e a TV como sua fonte principal de informações está excluída, in limine, da possibilidade de julgar razoavelmente a veracidade e a importância relativa das notícias. A política tornou-se um assunto esotérico, em que somente um reduzido círculo de estudiosos pode atinar com o que está acontecendo. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA
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A OUTRA E A TITULAR:
Washington Redskins sabíamos. A Outra e A Titular eram Irmã Sol e Irmã Lua; quando a Uma aparecia no AeroLula, a Outra sumia. A Outra fez umas 30 viagens internacionais, com passaporte oficial e todas as regalias do ramo, sempre que A Titular não estivesse na tripulação, e vice versa.
FALANDO DA VIDA ALHEIA.
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Ministro Marco Aurélio Mella levantou uma bola na rede para o Melandowski cortar e quase a dupla dinâmica melou o Julgamento do Mensalão. O nosso lado destruiu com tamanha competência a tentativa meladora, que demos o maior baile neles. Joaquinzão, Fux, Gilmar, Celso Mello e até a Camarilha – hoje dos Três – Toffoli, Weber e Carmem Lúcia trocaram de lado. E só se fala de Lula e Rose, sendo Rose "A Marilyn do Lula", como se isso tivesse qualquer importância na ordem das coisas, numa compulsão inaudita pra se meter na vida alheia. Eu si meto.O Gilberto Carvalho disse que esse monte de lixo voando por aí – JR Guzzo escreveu na Veja que "há 10 anos, Lula trouxe um monte de batedores de carteira"– é tudo culpa do FHC; no tempo dele os Federais "não tinham a independência que agora têm". Deve estar certo, ele é o Rei da Cocada Preta, da maior sabença deste mundo de Deus, supostamente sabe tudo sobre a morte do Celso Daniel. Lula chifrou A Titular com A Outra, formando modesta refeição de um baião de três, arroz, feijão e ovo frito mole, que virou escândalo
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maledicente confesso
Ferreira nacional. A Falha de S.Paulo deu nome aos bois (bois? as boisas são femininas; agora que temos Presidenta, temos boisas, oras). Apenasmente deu nome aos chifres e à que foi chifrada.
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Outra, móvel do ato talvez digno de repreensão, teria estabilidade no cargo que detinha desde 1993. "Estabilidade" vai por minha conta; no meu tempo, atingia estabilidade quem completasse 10 anos di sirviço no mesmo emprego; A Outra tinha uns 20. Ninguém tem nada de ficar enchendo os pacová do Lula porque manteve uma funcionária funcionando por esse tempo todo. Teria tanta confiança nela, como Segunda Dama, que ela virou Primeira; alegadamente (quem "alegou" foi o Deputado Garotinho) teria carregado na bagagem que viajava como Mala Diplomática o
troquinho de 25 milhões de Euros, uns 75 milhõezinhos de Reais, para depositar no Banco do Espírito Santo. Uma groja perto das quantias propinodutadas nas corrupções oficiais, privadas e "joint ventures" oficiais-privadas .
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er a mesma cumpanhera, esposa ou amante por toda essa eternidade de 20 anos é um feito admirável que por si só mereceria um troféu. Um dos dois, ou os dois em conjunto, devem possuir algo muito fora do comum; A Força está com eles, que os proteja e guarde. A discussão é se os honorários d´A Outra foram satisfeitos com dinheiro privado ou público; fora disso, nada tenho a declarar. Se você tiver, conte com meu respeito. Vivemos num país em que enquanto não houver o "Controle Social da Mídia", que é o codinome da Censura Cumpanhera,
Rosemary: a questão real é saber se ela usou dinheiro público. a livre expressão do pensamento ainda é livre; aproveite que está para acabar.
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ito de memória alguns figurões do maior respeito, homenageados com votos, biografias, estátuas, nomes de cidades, ruas, praças, avenidas, estradas, aeroportos, que trilharam os mesmos caminhos ínvios trilhados por Lula e que levavam aos leitos Caixa Dois das suas Casas Civil e Militar, como diz o outro (quem é esse "o outro" que diz coisas tão sábias?). Getúlio Vargas, Franklin Delano Roosevelt, Perón, JK, JFK, Miterrand, Bill Clinton, Tancredo, FHC e não ponho minha mão no fogo pela Kirchner (ela carrega a tiracolo pra cima e pra baixo
um jovem economista que é um gato), talequá Lula carregava A Outra no AeroLula. Lula pode contar com a aprovação e saudável inveja do "país dos mais 80%".
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erra e Ademar de Barros cabem no rol; não eram Chefes de Estado como os outros, mas chefiaram nas suas respectivas épocas um Estado muito mais rico e poderoso do que esses Estados mequetrefes, que só existem pra dar diplomas de "Doutor Honoris Causa" para PhDs em Ignorância Magna cum Laude. Como sói suceder com todo segredo de alcova, estes eram tão secretos quanto "secreto" era o de JFK com a Monroe, que só eu e a torcida do
ala-se agora que A Titular, na sua boa fé, nunca teria se aproveitado da cansativa posição na relação com Lula, a não ser para nomear Melandowski para o cargo de Ministro do STF, é só o que se sabe. Fala-se que A Outra nomeou muito mais e conquistou mais vultosos benefícios, prestando sirviços em idênticas posições às d´A Titular. Não teria muito tempo pra enfiar o pé na jaca, o que fez com competência. As más línguas matraqueiam 24 horas por dia, tacando mais veneno no "Rosegate". Esquecem-se de que amanhã será outro dia, e o escândalo do dia será outro e mais escandaloso ainda, como sói suceder nestes anos "DL". Anos DL são os Anos Depois de Lula.
O adeus ao Arquiteto de Brasília, no Palácio do Planalto, talvez o tenha deixado constrangido com o ninho de cobras em que a sua Brasília foi transformada. Comunista histórico, era um homem honrado. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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GibaUm
3 Os advogados dos
mensaleiros estão entrando em pânico: Joaquim Barbosa a função de juiz de execução penal.
gibaum@gibaum.com.br
k “Este caso está parecendo o Kama Sutra: cada um tem uma posição diferente.”
PEDRO TAQUES // senador (PDT-MG), sobre as muitas versões apresentadas sobre o Rosegate.
Fotos: Paula Lima
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3 MAIS: nessa condição, o presidente do Supremo poderia enviar todos os condenados juntos, para um único presídio federal.
Guerra declarada 333 De um lado, os dilmistas do PT fazem pressão para que a cúpula do partido convença Lula a dar explicações públicas; de outro, os lulistas entram em campo, defendendo o expresidente e ameaçando com sua candidatura em 2014. Acreditam que essa é a estratégia para encostar os dilmistas na parede. E até apostam que o lançamento prematuro de sua candidatura seria também uma forma de superar o episódio do Rosegate.
ABANDONADO
Ideli em campo O ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça e o próprio Luis Inácio Adams, da AdvocaciaGeral da União, fizeram um balanço depois de seus depoimentos e chegaram á conclusão que, do lado deles, pouco mais poderia ser feito. O lance principal, nesses dias, é segurar a possibilidade de uma convocação de Rosemary Noronha no Congresso, já que eles acham que a CPI de Rosemary não tem nenhuma chance. E acaba de entrar em cena a ministra Ideli Salvati, da Articulação Política: ela pretende empurrar com a barriga até a semana que antecede o Natal – e tudo se esvazia.
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NO MERCOSUL 333 O Mercosul deverá anunciar hoje o ingresso da Bolívia e do Equador como membros plenos, o que o governo brasileiro acha que reforça o eixo democrático no continente e fortalece o papel estratégico do grupo. Todos os Congressos dos países membros deverão aprovar – e não será fácil, começando pelo Brasil, onde a oposição enxerga Evo Morales e Rafael Correa como filhotes de Hugo Chávez que, a propósito, estaria enfrentando novo capítulo delicado de sua doença. Nos blogs políticos,asgozaçõesjá começaram. Uma delas: no futuro, coca boliviana será isenta de taxas de importação.
333 Madonna, 54 anos, fez sua segunda apresentação em São Paulo, atrasou hora e meia e não cantou Like a Virgin, para decepção de muita gente. Neste domingo, despede-se do Brasil com mais um show em Porto Alegre. Não conseguiu se encontrar com Dilma Rousseff e mandou uma foto autografada. E, de novo, usou playback, garantindo que, acima de tudo, é uma performer. No Morumbi, na segunda noite, entre muitas famosas, da esquerda para a direita, Guilhermina Guinle, sempre estimulante; Narciza Tamborindeguy; Karina Bacchi, um tanto desaparecida; Carla Lamarca; e Astrid Fontenelle, guerreira e nova apresentadora do Saia Justa .
Adeus de Madonna
Dilma Rousseff garante que o número de miseráveis no Brasil cairá para 2,5 milhões de pessoas a partir deste mês e até o final de 2014, a pobreza extrema estará erradicada no país. No ano passado, o IBGE registrou 16,2 milhões de brasileiros que vivem com menos de R$ 70 por mês. O Planalto prefere levar em conta dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) que em 2011, segundo levantamento feito junto a 360 mil pessoas, concluiu que os miseráveis eram apenas 8 milhões de pessoas (metade do registro pelo IBGE). Não significa que, por mágica, oito milhões de brasileiros deixaram a linha da extrema pobreza: é uma questão de metodologia. O governo, do seu lado, prefere ter como referencia dados mais agradáveis. Até explodir a realidade, como no caso do pibinho.
Miseráveis escondidos
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Em meados de novembro, foi apreendida com um grupo de narcotraficantes uma lista de computador com mais de 500 nomes, mais endereços residencial e comercial, telefones e celulares. A primeira vista, seriam de famílias libanesas e chinesas ou seus descendentes. A área coberta inclui cidades do interior de São Paulo como São José dos Campos, Taubaté, Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, Mogi das Cruzes e vizinhanças. Um nome da lista já foi assassinado, outros dois foram assaltados, mais um sofreu espancamento e torturas e há inquérito policial. Nada é secreto: só que até agora nenhuma veiculo da mídiadedicouumalinhasequer ouumminutoaoassunto.
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333 Dita Von Teese, a burlesque queen, posa – e loira – para a C Magazine (C é de Califórnia) usando um verdadeiro festival de modelos e acessórios de luxo: Etro, Gucci, Cartier, Dolce&Gabbana, Valentino, Lanvin, Louboutin e lingerie Von Follies , dela mesma. Hoje, é uma referência mundial de um estilo reverenciado por Mae West e Gypsy Rose Lee. Ela é única no seu gênero, tem dez apresentações mundiais por ano, está escrevendo o terceiro livro e lançando seu primeiro perfume.
Outra Dita
Um agente chamado Mosca 333 Um agente da Polícia Federal em São Paulo, escalado para monitorar Rosemary Noronha, flagrou a ex-chefe do Gabinete da Presidência, em situações que colocavam em risco o Planalto. Resolveu conversar com o chefe da inteligência do comitê de São Paulo, achando que as coisas estavam indo longe demais e as possibilidades de vazamento cresciam a cada dia. A partir daí, decidiu-se colocar na rua a Operação Porto Seguro. Segundo fontes da corporação, o agente teria flagrado até a própria intimidade de Rosemary. Há quem aposte que tem fotos e vídeos feitos à distancia – e guardados sob sete chaves. Codinome do agente: Mosca.
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Chapéus masculinos (para elas).
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NINGUÉM FALA
MISTURA FINA NO PRÓXIMO dia 13, o tenor italiano Andrea Bocelli se apresenta no Jockey Club de São Paulo. Ele já esteve entre nós no passado e, desta vez, Bocelli estará acompanhado por orquestra e coral, além de uma novidade. A cantora Sandy participará do espetáculo, como guest star .
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GILBERTO Gil contou, no programa do Jô Soares que vai ao ar hoje, que Stevie Wonder, que fará um show gratuito com o baiano, na praia de Copacabana, dia 25 de dezembro, lhe perguntou, por telefone, se era verdade que o Brasil agora tinha um presidente negro na Alta Corte e queria saber o nome dele. Aí, Gil disse: “É Joaquim”, gargalhando. Depois, emendou: “Wonder é um cara muito engajado nas causas negras”.
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O DESFILE das escolas do Rio, ano que vem, terá algumas debutantes: de um lado, Nanda Costa, a Morena de Salve Jorge, deverá sair na Grande Rio; de outro, Luana Piovani, a Vania de Guerra dos Sexos, sairá na Mangueira. 333
Até tu, Pitanga 333 A atriz Camila Pitanga, que ainda não desistiu de ser cantora e que apareceu totalmente nua no filme Eu receberia as piores noticias dos seus lindos lábios, aproveitou o embalo e posou para um ensaio nu só seu. Dois fotógrafos registraram a personagem Lavínia totalmente sem roupa, tomando água, relaxada e andando pela casa. Ela confessa que foi uma experiência estimulante, embora tenha sempre recusado convites de revistas masculinas. Numa edição da revista s/nº, de Bob Wolfenson, Camila, grávida, também posou totalmente nua. Virou edição de colecionador.
333 Nos últimos dias, o ato de desagravo convocado pelo filho de José Dirceu, o deputado Zequinha Dirceu, em Curitiba, acabou sendo um fiasco e tanto: além de pai e filho – e mais 150 estudantes – estava o secretário deComunicaçãodoPT,André Vargas. E mais ninguém. Haviam sido convocados os presidentes estadualemunicipal dopartido, Enio Verri e Roseli Isidoro, o deputado Dr. Rosinha e o casal de ministros Gleisi Hoffman e Paulo Bernardo. Ninguém mandou nem um torpedo de solidariedade pelo celular.
OUT
Chapelões femininos (para elas).
Inferno astral A presidente Dilma Rousseff comemora seus 65 anos de idade no próximo dia 14 e, como em anos anteriores, não quer nenhuma festa, especialmente porque estará em meio a sua viagem à Rússia. Na volta, até pode comemorar, num fim de semana, na Granja do Torto, com mãe Dilma Jane, a tia Arilda, a filha Paula, o genro Rafael – e claro, o neto Gabriel. Nos últimos dias, diante do pibinho e da Operação Porto Seguro, que ofuscaram novas ações governamentais de Dilma, ela tem confidenciado com assessores diretos no Planalto que “está em pleno inferno astral”. 333
COMEÇA hoje, em Brasília e estica até dominho, o encontro do Diretório Nacional do PT. Na mesa principal, ao lado de Rui Falcão, presidente do partido, estarão sentados José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. A idéia é soltar novo – e mais ácido – manifesto contra o Supremo Tribunal Federal e contra a mídia.
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333 CONVOCADO pelo governador Sérgio Cabral para cantar o Hino Nacional na manifestação do Rio que pedia à presidente Dilma vetar – e ela vetou – a Lei dos Royalties, Alcione acabou virando persona non grata em seu estado, o Maranhão. Os políticos de lá acharam que ela trabalhou contra sua própria terra natal.
333 A EXONERAÇÃO “a pedido” de Rosemary Noronha da chefia do Gabinete da Presidência em São Paulo (na verdade, demissão sumária exigida por Dilma Rousseff) deve-se a um pedido pessoal do ex-presidente Lula. A diferença entre ser demitida e sair “a pedido” é que Rose ainda pode acabar sendo encaixada em alguma boquinha discreta para garantir o orçamento doméstico daqui a pouco.
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
CHARGE DO DIA
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
5 ALÉM DA CORTE Ao cassar deputados, Barbosa ameaça gerar uma crise.
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MENSALÃO Auditoria do BB não descobriu desvios no Visanet, reclama Dirceu.
Quem vai cassar: STF ou a Câmara? Para Joaquim Barbosa, a palavra final é do tribunal. Para Ricardo Lewandowski, é dos parlamentares. Decisão ficou para o plenário da Corte. Alan Marques/Folhapress
Joaquim Barbosa: presidente do STF e relator do Mensalão entende que a decisão de cassar é do tribunal. À Câmara caberia apenas cumprir o ritual. Mas ele enfrenta oposição dentro da Corte.
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relator do processo do Mensalão, ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), votou ontem pela decretação da perda do cargo dos três deputados federais condenados na ação penal:
Valdemar Costa Neto (PR-SP), João Paulo Cunha (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT). Além disso, decidiu pela cassação do mandato de José Borba, prefeito de Jandaia do Sul (PR). Para Barbosa, a decisão do STF, se aprovada pela maioria dos ministros, é definitiva e
não precisará passar pela deliberação da Câmara. Com isso, os deputados devem perder o mandato após o trânsito em julgado do processo – quando não houver mais possibilidades de recursos. O revisor Ricardo Lewandowski votou pelo entendi-
mento de que a Câmara deve decidir sobre a perda dos mandatos. Os demais magistrados ainda vão votar. Uma decisão do STF só é válida com pelo menos cinco votos. Por enquanto, está um a um. Após o voto de Lewandowski, a sessão foi encerrada e o
julgamento somente será retomado na segunda-feira, mas Barbosa já deixou claro que não se pode colocar "em risco a autoridade" do STF. Para ele, basta o tribunal comunicar a Câmara, para que esta declare o cargo vago. "A decisão da Casa Legislativa tem efeito meramente declaratório", afirmou Barbosa. "Não pode rever nem tornar sem efeito decisão condenatória final proferida por essa Corte." O outro lado – O presidente da Câmara, deputado federal Marco Maia (PT-RS), em declaração feita na semana passada, dizia que a Constituição "é muito clara" sobre o assunto. "Cabe à Câmara determinar a perda de um mandato", afirmou, acrescentando que, caso o STF decidisse pela cassação, a Câmara debateria como proceder. João Paulo Cunha foi condenado a 9 anos e 4 meses, enquanto Valdemar Costa Neto teve pena fixada em 7 anos e
A decisão da Casa Legislativa tem efeito meramente declaratório. JOAQUIM BARBOSA
A Constituição é clara. Cabe à Câmara Federal determinar perda de um mandato. MARCO MAIA
A perda de mandato não decorre de decisão condenatória. RICARDO LEWANDOWSKI
10 meses e Pedro Henry pegou 7 anos e 2 meses. Dos três, apenas João Paulo deve cumprir pena em regime fechado. Os outros dois em semiaberto. Borba teve a pena transformada em restrição de direitos políticos e multa. Palavra do STF – Para declarar a perda de mandato, Barbosa citou entendimentos anteriores da Corte sobre o assunto e advertiu que a decisão do STF "não pode ser desqualificada". Ao seu ver, é evidente que "não há possibilidade de transigência", disse. O relator mencionou ainda que a Lei da Ficha Limpa estabeleceu como inelegíveis aqueles condenados por órgão colegiado, como é o tribunal. Palavra da Câmara – Essa visão não é compartilhada pelo revisor. Em seu voto, Lewandowski afirmou que a Constituição deixa bem claro que só a Câmara ou o Senado podem cassar um mandato parlamentar. "Penso que a decretação da perda do mandato depende de instauração de processo pela Câmara." Ele acrescentou que a perda não decorre de "decisão condenatória criminal." Segundo Lewandowski, o entendimento do STF "é torrencial no sentido de que a perda não é automática". O revisor lembrou que decisão do STF pela cassação poderá levar a um "conflito institucional" entre o Judiciário e o Legislativo. Argumentou ainda que a Lei da Ficha Lima não pode ter efeitos para os réus do Mensalão porque os mandatos em questão foram conquistados na eleição de 2010. Pedido de prisão – Depois de resolvida essa questão, os magistrados terão de votar sobre o pedido de prisão imediata feita pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para 23 dos 25 condenados. Dois tiveram penas de prisão substituídas por restrição de direitos. Além de Borba, o ex-secretário do PTB, Emerson Palmieri. (Agências)
'A Nação não aguenta mais', diz Barbosa. Relator usou de apelo popular sobre o Mensalão para evitar que o revisor do processo modificasse a aplicação das multas e, com isso, reduzisse os seus valores. Alan Marques/Folhapress
Ricardo Lewandowski: revisor do Mensalão alertou ao tribunal que a pena de multa não pode ser confundida com confisco penal. Proposta irritou Joaquim Barbosa.
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ministro Ricardo Lewandowski apresentava ontem, no início da 51ª sessão do julgamento do Mensalão, os ajustes nas multas que aplicou para os réus condenados por ele, para que Joaquim Barbosa, relator e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), perdesse a paciência. Irritado, sugeriu que a correção fosse restrita apenas para as penas que foram adotadas pelo plenário. "A Nação não aguenta mais esse julga-
mento", afirmou. "Está na hora de acabar. Como dizem os ingleses, Let's move on" – Vamos seguir em frente, em tradução livre –, disse Barbosa para Lewandowski. Redução nas multas – P ar a Lewandowski, revisor do Mensalão, "há uma discrepância muito grande" nos dias-multa aplicados aos réus. "Os diasmulta variam de 11 a 1.093. Cada dia que o réu é condenado a pagar corresponde a cinco ou dez salários mínimos vigentes na época do crime.
Como exemplo, o revisor citou a pena aplicada ao ex-presidente do PT, José Genoino, que ultrapassou, segundo Lewandowski, "duas vezes" o seu patrimônio declarado. Pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa, Genoino foi condenado a 6 anos e 11 meses e ao pagamento de 180 dias-multa de dez salários mínimos – o equivalente a R$ 468 mil em valores não atualizados. O revisor disse que "vale lembrar também, sobre a pe-
na de multa, que ela não se confunde com confisco penal", observou. "É com esse espírito que proponho à Corte a adoção de um critério objetivo", justificou. O revisor sugeriu aplicar uma pena-base pecuniária e acrescentar aumentos conforme as circunstâncias agravantes do crime. Operação matemática – Foi a gota d'água para Barbosa. "Não vamos terminar isso aqui desta forma, se ele for analisar um por um", disse. "Eu procurei ser o mais claro, o mais
transparente, eu distribuí os meus votos em todas as transformações. Isso me parece exagerado, agora, no final, o tribunal se debruçar sobre operações matemáticas". Lewandowski retrucou dizendo que "esses votos vão ficar para a história e eu quero deixar bem explicitado no meu voto o critério que eu adotei". O ministro Marco Aurélio Mello interferiu. "Não estamos correndo contra o relógio, não pode haver pressa nesta fase importantíssima", observou. A discussão levou ao adiamento do tema também para a semana que vem. Pedido nesse sentido acabou sendo feito pelo relator para poder analisar a proposta de Lewandowski. A forma apresentada pelo revisor estabelece que Marcos Valério pague uma multa de R$ 475,8 mil pelo crime de corrupção em vez dos R$ 585 mil aplicados. A multa de Valdemar Costa Neto passaria de R$ 1,080 milhão para R$ 396 mil, enquanto a de Roberto Jefferson cairia de R$ 304 mil para R$ 115 mil. Marco Aurélio, Carmen Lúcia e Rosa Weber sinalizaram que vão apoiar a revisão. Dias Toffoli preferiu examinar o sistema. Os outros não se manifestaram.
O STF errou – O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, postou ontem em seu blog reportagem da revista Retrato do Brasil deste mês na qual ela demonstra que o STF errou ao ver desvio de dinheiro no Banco do Brasil. O alegado desvio da Visanet nunca teria ocorrido. De acordo com a revista, o suposto desvio foi um dos pilares que o tribunal usou para sustentar a existência do Mensalão. A reportagem deixa claro que três auditorias com 20 mil páginas revelaram que o desvio não ocorreu. As auditorias são reforçadas por um outro documento. O STF se valeu da tese de que a DNA de Marcos Valério recebeu R$ 73,8 milhões do BB, via Visanet, mas não prestou o serviço. Com o dinheiro, comprou votos na Câmara, que também nunca se provou. As auditorias feitas pelo BB atestam que todos os serviços foram realizados. E os indícios de irregularidade encontrados não apontam para o desvio. Além disso, documento da Visanet preparado por um grande escritório de advocacia de São Paulo, encaminhado para a Receita Federal, lista todos os trabalhos feitos pela DNA, com todos os recibos e comprovantes. (Agências)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Ele [Paulo Vieira] gostaria de ter vinculado ao áreas como regulação, fiscalização e administrativa. Vicente Andreu Guillo, presidente da ANA.
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José Cruz/Agência Senado Joedson Alves/Estadão Conteúdo - 19.07.05
Aqui, não: presidente da ANA assegura que ex-diretor de Hidrologia, Paulo Vieira, não conseguiu manobrar procedimentos regulatórios enquanto esteve à frente do cargo.
Silvinho: acordo cumprido integralmente.
STF extingue punição de Sílvio Pereira
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presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, declarou extinta a punição a Sílvio Pereira, ex-secretário-geral do PT. Em sua decisão, Joaquim Barbosa disse que Sílvio Pereira cumpriu integralmente os termos do acordo judicial que fez no processo do mensalão. Ele se desfiliou do partido em julho de 2005, após a revelação de que recebera um carro Land Rover de uma pessoa cuja empresa prestava serviços à Petrobras. Silvinho, como era conhecido, foi o único dos quatro ex-integrantes da antiga cúpula do PT que escapou do julgamento pelo Supremo. O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares foram condenados a penas de prisão que serão cumpridas ini-
cialmente em regime fechado. O ex-presidente do PT José Genoino, em regime semiaberto. Há quatro anos, o ex-dirigente firmou um acordo, chamado de suspensão condicional do processo, com o ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Previsto em lei, esse pacto é permitido nos casos de crimes cujas penas mínimas não são superiores a um ano de prisão. É o caso do crime de formação quadrilha do qual Silvinho era acusado, com punições de um a três anos de prisão. Em 2007, o Supremo rejeitou denúncia contra ele por corrupção ativa e peculato. A ida do ex-secretário do PT à Justiça mensalmente por três anos e a prestação de serviços durante 750 horas eram as exigências para que o processo fosse extinto. (Estadão Conteúdo)
Prisões e buscas nas secretarias de Porto Velho
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s Ministérios Públicos Estadual e Federal, em conjunto com a Polícia Federal e o Tribunal de Contas de Rondônia, deflagraram na manhã de ontem as Operações Vórtice e Endemia, para desarticular uma organização criminosa instalada na Prefeitura de Porto Velho, e que desviava recursos por meio de fraudes em licitações milionárias, segundo investigações. A PF cumpre 18 mandados de prisão, 31 de busca e apreensão, 22 mandados de afastamento de cargo público e 22 mandados de indisponibilidade de bens dos investigados, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça. Segundo o MP, a organização criminosa fraudava contratos de prestação de serviços entre 2005 e 2012 com a prefeitura. As fraudes se deram nas secretarias municipais da Administração (Semad), Serviços Básicos (Semusb), Obras (Semob), Agricultura (Semagric), Procuradoria-Geral do Município (PGM) e Controladoria-Geral do Município. Empresas ligadas à organização criminosa teriam recebido mais de R$ 100 milhões de 2006 a 2012. Os investigados responderão por crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva, corrupção
ativa, fraude a licitação, tráfico de influência, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Por envolver recursos locais e também verbas federais, duas operações são feitas simultaneamente. Os fatos de competência da Justiça Federal são tratados na Operação Endemia e os de competência da Justiça Estadual, pela Operação Vórtice. Os secretários municipais Jair Ramires (Serviços Básicos), Miriam Saldaña (Obras) e Israel Xavier (Projetos Especiais) foram levados para a sede a PF, em Porto Velho, ontem, durante as operações que investigam desvio de recursos por meio de fraudes em licitações milionárias. Eles são suspeitos de participar de crimes contra o erário, segundo os Ministérios Públicos Federal e Estadual. O vereador Edvilson Negreiros também foi levado à sede da PF. A PF também cumpre mandados de busca e apreensão: malotes, equipamentos eletrônicos e documentos foram apreendidos pela polícia. Investigado pela Operação Vórtice, o prefeito de Porto Velho, Roberto Eduardo Sobrinho (PT), foi afastado pelo Ministério Público (MP) de Rondônia, ontem. (Agências)
Presidente da ANA nega uso de agência por Vieira Mesmo apontado como o articulador de fraudes em pareceres, diretor não alterou nada na ANA, diz Vicente Andreu.
E
m depoimento no Senado, o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, negou ontem que a estrutura da agência tenha sido usado para fraudar pareceres técnicos no esquema desmontado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Apesar de Paulo Vieira, exdiretor da agência, ter sido apontado pela polícia como um dos comandantes do esquema de fraudes, Andreu fez questão de destacar que a ANA, como órgãos, não está sob investigação. "[Tenho] completa convicção de que nada envolveu a ANA nos seus procedimentos regulatórios. Não houve fiscalização motivada por pedido do Paulo. Não houve outorga motivada por pedido pessoal do Paulo. Não houve contrato. Nada aconteceu em função da deliberação dele", disse, durante audiência na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado. Andreu confirmou que a agência abriu sindicância interna para apurar todas as denúncias apresentadas pela Polícia Federal, com foco na atuação de Paulo Vieira – a quem o presidente da ANA acusou de ter cometido atos de "delinquência" enquanto esteve à frente do cargo.
"Nenhum procedimento es"Foi um mecanismo que nós tá sob investigação no âmbito encontramos para reduzir, seda operação Porto Seguro", não eliminar –, e eu acredito ressaltou. "O que está em in- que eliminamos – a condição vestigação são os procedi- de uma posição que poderia mentos do diretor da agência ser diferente", afirmou aos seque utilizou esta infraestrutu- nadores. ra, o espaço que o cargo lhe A diretoria de Hidrologia foi proporciona, para delinquir escolhida, segundo Andreu, junto a um conjunto de pes- por ser mais "técnica e menos soas de outras organizações suscetível" a influências polítide esfera pública e privada". cas. A indicação de Paulo VieiA n d r e u ra para o carconfirmou na go também audiência não seguiu, que a indicasegundo o O que está em ção de Paulo presidente investigação são os Vieira para o da ANA, o tracargo foi medicional "roprocedimentos do ramente polídiretor que utilizou dízio" adotatica, sem que do entre os dio cargo lhe ele tivesse ao retores da proporciona, para m e n o s c oagência. delinquir. nh ec im en to Por esse técnico para motivo, Paulo VICENTE ANDREU a s s u m i r e sVieira teria se sas funções. sentido "desPor esse motivo, o presidente confortável" no órgão – e enda ANA disse que reduziu de tão se afastou da ANA ao performa "consciente" os pode- ceber que não teria, comop res de Vieira dentro da agên- imaginara, "concessões particia – confinando sua esfera de culares" depois de "disputar atuação tão somente à direto- autoridade" com os outros diria de Hidrologia, onde ele era retores do órgão. lotado. "É notório, no âmbito da "Ele (Vieira) não aprovava agência, duas etapas: a priessa indicação", comentou. meira, a chegada dele, do tipo "Ele gostaria de ter vinculado 'vou comandar a agência, vou ao seu mandato áreas como influir decisivamente na agênregulação, fiscalização e ad- cia'; e uma segunda etapa em ministrativa", disse. que há um afastamento", afir-
mou Andreu. No dia em que a Operação Porto Seguro foi deflagrada, o presidente da ANA disse que se reuniu com a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) para discutir o caso. A sindicância no órgão foi instaurada, segundo ele, a pedido da presidente Dilma Rousseff. Esvaziamento – O convite a Andreu foi aprovado na semana passada em acordo firmado com senadores da oposição e aliados da presidente Dilma. O presidente da ANA falou por cerca de 40 minutos com a presença apenas do presidente da comissão, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Somente depois da exposição inicial do convidado, outros parlamentares chegaram à comissão para ouvi-lo. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) esteve na comissão, acompanhou a audiência por cinco minutos e se retirou. A mesma postura foi adotada pelo senador Ivo Cassol (PP-RO). Na fase em que os parlamentares devem fazer perguntas, apenas Pedro Taques (PDT-MT) e Gim Argello (PTB-DF) estiveram presentes – mas somente Taques e Rollemberg fizeram questionamentos a Andreu, que foram respondidos prontamente. (Folhapress)
Weber é avalista da casa de Adams Auxiliar do advogado-geral da União, José Weber Holanda é quem garante o contrato de aluguel do ex-chefe. Pedro Ladeira/Frame/Estadão Conteúdo - 29.11.12
O
ex -adv ogado -ger aladjunto da União José Weber Holanda, indiciado por corrupção passiva pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro, é o avalista de um contrato de aluguel da casa em que vive o ministro Luís Inácio Adams, da Advocacia-Geral da União (AGU). Na prática, Weber poderia ser considerado responsável pelas dívidas de Adams, caso ele deixasse de fazer algum pagamento ao proprietário do imóvel. O ministro da AGU mora na quadra QI 9 do Lago Norte, em Brasília. A informação foi divulgada ontem no blog do jornalista Gerson Camarotti, no site G1. A AGU confirmou o fato e disse que Adams pediu à imobiliária a substituição de Weber como avalista depois do escândalo. A participação de Weber em um contrato de aluguel de Adams revela uma proximidade entre o advogado-geral da União e seu adjunto – que foi exonerado no dia 26 de novembro depois que a Polícia Federal o acusou de beneficiar empresas de aliados de Paulo
Relação perigosa: Luís Inácio Adams tem garantia contratual assegurada pelo excolega, a quem indicou para assumir cargo de adjunto.
Vieira, apontado como chefe do esquema desmantelado na Operação Porto Seguro. Em nota, Adams informou que chegou a frequentar a casa de Weber, mas alegou que a relação entre os dois era "profissional". "Eu conheci o Weber trabalhando na AGU. Durante esses dez anos de convivência, cheguei a frequentar a casa dele em alguns momentos. No entanto, na maioria
das vezes a minha relação com ele era técnica e profissional", afirmou o ministro. Na quarta-feira, no Senado, o advogado-geral da União disse que confiava em Weber, mas afirmou que se sentiu traído depois que foi descoberta a participação de seu adjunto no esquema de fraude de pareceres técnicos. "Eu levei um técnico, uma pessoa que acreditava que
cumpria uma função, mas infelizmente ele quebrou a confiança e a quebra da confiança é algo que não se recompõe", afirmou Adams. A Polícia Federal acusa Weber de ter recebido dinheiro e duas passagens de navio do grupo de Paulo Vieira para beneficiar processos do ex-senador Gilberto Miranda na AGU. Ele nega. Diz que pagou pelos bilhetes. (Estadão Conteúdo)
p Belo Monte: ONGs apelam ao BNDES
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
7 Tem muita gente dizendo que só sai [da área indígena de Marãiwatsédé] morto. Wanderley Perim, prefeito de Alto Boa Vista (PR)
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Valter Campanato/ABr - 20.04.12
Movimentos pedem que banco não libere R$ 22,5 bi para construir hidrelétrica
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ma carta aberta apontando várias irregularidades e problemas econômicos, jurídicos e socioambientais na construção Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, foi protocolada na quarta-feira na sede Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Rio de Janeiro, solicitando ao presidente da instituição, Luciano Coutinho, que não libere o financiamento de R$ 22,5 bilhões anunciado pelo banco na semana passada. No documento – assinado pelo movimento Xingu Vivo para Sempre e mais 38 organizações da sociedade civil brasileira e outras 31 internacionais – são apresentados pon-
tos que inviabilizam o projeto, entre eles, o descumprimento de condicionantes das licenças ambientais pelo Consórcio Norte Energia, responsável pelo projeto, e no ajuizamento, até agora, de 15 ações do Ministério Público Federal no Pará, além de 21 da Defensoria Pública e 18 ações de organizações da sociedade civil. Na carta, as organizações pedem a Coutinho que nenhum desembolso do empréstimo de R$ 22,5 bilhões do BNDES para a Norte Energia seja feito antes do cumprimento de medidas urgentes que constituem, na sua grande maioria, obrigações formais pré-existentes do banco, como a demonstração do cumprimento da leis nacionais e
internacionais aplicáveis para hidrelétricas e as diretrizes, critérios e demais compromissos enumerados em nove itens pelos signatários. Elas também solicitam uma audiência urgente com o presidente do banco para discutir as questões enumeradas, considerando a urgência e relevância do assunto, inclusive para assegurar a coerência entre os objetivos de responsabilidade social e ambiental do BNDES e suas operações. Noruega e Amazônia – O governo da Noruega anunciou ontem na COP-18 – conferência do clima da ONU que vai até hoje em Doha, no Qatar – a liberação de 1 bilhão de coroas norueguesas (cerca de US$ 180 milhões) para a pre-
Posseiros levam tensão a área indígena rada das famílias deve começar segunda-feira, por 31 propriedades. Até ontem, apenas 150 pessoas haviam sido cadastradas pelo Incra –o órgão do governo federal responsável pela regularização fundiária no País. A intenção, diz o prefeito de Alto Boa Vista, Wanderley Perim (PR), é conseguir um prazo maior para a retirada das famílias. Perim conta que o clima é "muito tenso" no município: "Tem muita gente dizendo que só sai morto". (Folhapress)
servação da Amazônia. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o dinheiro está prestes a ser entregue ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico). A verba da Noruega faz parte de um acordo bilateral assinado em 2008
que prevê a liberação de financiamento de US$ 1 bilhão até 2015, em repasses anuais condicionados aos bons resultados brasileiros na conservação da floresta amazônica. O repasse é referente à taxa de desmatamento do período entre julho de 2010 e junho de
2011, que ficou em 6.418 km², o que representou o terceiro recorde de consecutivo de redução do desmatamento. O dinheiro repassado irá para o Fundo da Amazônia, uma iniciativa do governo federal para financiar projetos de conservação no bioma. (Agências)
Pedal x corrupção
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Divulgação
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erminou ontem o prazo de 30 dias estabelecido pela Justiça Federal para que posseiros deixassem a área indígena de Marãiwatsédé, no nordeste de Mato Grosso. As famílias que ocupam a área desde 1992 estão agora obrigadas a sair da terra indígena de 165 mil hectares. Marãiwatsédé abrange os municípios de Alto Boa Vista, Bom Jesus do Araguaia e São Félix do Araguaia. A Secretaria-Geral da Presidência da República informou que a reti-
Parem as máquinas: organizações apontam irregularidades nas obras da hidrelétrica.
o próximo domingo, entre 9h30 e 10h30, grupos de relacionamento virtual comemorão o Dia Internacional de Combate à Corrupção de bicicleta. Sairão do estacionamento do prédio do Ministério Público (Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 35) na 1ª Bicicletada Não Aceito Corrupção, pedalando pelo centro até o fôlego acabar. A iniciativa é do grupo liderado pelo promotor Roberto Livianu. (ACSN)
p Energia: governo declara 'guerra' ao PSDB DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Como é que um partido como o PSDB resolveficar com o mico de ser a grande resistência à redução de tarifas? Fernando Pimentel, ministro da Indústria e Comércio.
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Ministro e governador reclamam de tucanos por atrapalhar redução maior de tarifa e admitem que agora a luta é política. ""Bateu, levou", avisa Fernando Pimentel.
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eguindo o tom adotado pela presidente Dilma Rousseff contra a oposição, petistas atacaram os tucanos que atrapalharam os planos do Planalto de reduzir o preço da energia para a população em 20% e deixaram claro que a luta, agora, é política. "Não fomos nós que partimos para cima dos tucanos. Eles é que vieram para cima da gente. Agora é assim: bateu, levou", avisou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. "Como é que um partido experiente como o PSDB resolve, nesse debate, ficar com o mico de ser a grande resistência à implantação do plano de redução de tarifas e um novo modelo do setor elétrico, que é fundamental para a retomada do crescimento? E, pior ainda, pega este mico e coloca no ombro de seu candidato à Presidência", ironizou o governador de Sergipe, o petista Marcelo Déda. A declaração de ambos foi dada após a cerimônia de lançamento de plano de reestruturação do setor portuário do País, quando a presidente Dilma dedicou parte de seu discurso a criticar os tucanos, pelo segundo dia seguido, mas sem citá-los. Erro – Marcelo Déda disse que a oposição erra em seu discurso, confundindo oposição ao governo, com oposição ao País. "Deus nos ajuda mais escolhendo nossos inimigos, do que recrutando nossos amigos", comentou Déda, acrescentando que "o PSDB
podia caçar onça, elefante, ou qualquer outra coisa, mas caçou um grande mico". O governador classificou a atitude do PSDB como a de um partido que tem uma "visão estreita". Ele disse ter ficado surpreso, como político, com a atitude dos tucanos de ficarem contra um benefício para a população de reduzir a conta de luz em 20%. "Um tema como esse, que é de interesse nacional, que toca nas famílias brasileiras, que dialoga com os empresários brasileiros, não pode ser criticado", observou. "Batalha política" – O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), concorda em que a discussão em torno da redução da tarifa de energia elétrica virou uma "batalha política" entre o governo federal e estados que não aceitaram aderir ao plano do Palácio do Planalto – no caso, São Paulo, Minas Gerais e Paraná, todos comandados pelo PSDB. "Virou uma batalha política", observou. "Acho que os dois lados têm razão. De fato, parte dos investimentos já foi amortizada. Então, precisa ser considerada essa amortização nas novas concessões. O governo federal tem razão nisso", disse Casagrande, após cerimônia de anúncio de investimentos para portos, ontem. Para o governador, falta diálogo entre as partes para "combinar os movimentos". Em sua opinião, o debate não antecipa a disputa eleitoral de 2014. (Estadão Conteúdo)
SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS SUBPREFEITURA SÉ
REALIZAÇÃO DE PREGÃO PRESENCIAL A SUBPREFEITURA SÉ COMUNICA aos interessados que está aberta a licitação na modalidade PREGÃO PRESENCIAL nº 017/SP-SÉ/2012 para Contratação de Empresa Especializada para o Gerenciamento da Subunidade de Mercadorias Apreendidas-SUDEMA, desta Subprefeitura. Processo nº 2012-0.100.696-8. O caderno de licitação, poderá ser obtido via internet no site da Prefeitura da Cidade de São Paulo www.e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br. ou mediante o recolhimento junto à rede bancária credenciada, da importância correspondente R$ 0,15 por folha, através de Guia de Arrecadação a ser fornecida pela Assessoria Técnica de Licitação, da Subprefeitura Sé, na Rua Álvares Penteado, nº 49, 6º andar, das 10:00 às 16:00 horas, telefone 3397-1229, até o último dia útil que anteceder a data designada para a abertura do certame, respeitado o horário de expediente bancário. A sessão de abertura ocorrerá no dia 20.12.2012 às 13:30 horas, na sala de reuniões 4º andar, situada na Rua Álvares Penteado, nº 49/53 - Centro São Paulo - SP, ocasião em que deverão ser entregues os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo a proposta de preços e os envelopes contendo os documentos de habilitação.
SECRETARIA DE PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO - SEMPLA COORDENADORIA DE GESTÃO DE BENS E SERVIÇOS-COBES A PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO prorroga a realização de Consulta Pública para abertura de Pregão Eletrônico para Registro de Preços para PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DETELEFONIA MÓVEL PESSOAL A SECRETARIA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO SEMPLA, da PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO, está prorrogando a realização da Consulta Pública 002/COBES/2012 para colher subsídios que poderão ser utilizados na elaboração do Edital para Registro de Preços para “PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TELEFONIA MÓVEL PESSOAL, COM FORNECIMENTO DE APARELHOS TELEFÔNICOS EM REGIME DE COMODATO (CELULAR E SMARTPHONE)”. Com esta Consulta Pública, a Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão - SEMPLA, além de garantir maior transparência em todo o processo licitatório, aprofunda a qualidade da instrução do mesmo. Os interessados poderão consultar a Minuta do Edital que constará do site http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, no novo período de 07/12 a 14/12/2012. Após a análise da referida Minuta, poderão solicitar esclarecimentos e/ou apresentar sugestões ou opiniões, enviando-as para o endereço eletrônico: consultapublica@prefeitura.sp.gov.br, impreterivelmente dentro do período acima mencionado. Solicitamos que, ao enviar os comentários e sugestões, seja apontado o número da presente Consulta Pública (002/COBES/2012) e o(s) item(ns) da respectiva Minuta.
SECRETARIA DE PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO - SEMPLA COORDENADORIA DE GESTÃO DE BENS E SERVIÇOS-COBES A PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO prorroga a realização de Consulta Pública para abertura de Pregão Eletrônico para PRESTAÇÃO DE SERVIÇOTELEFÔNICO FIXO COMUTADO - STFC A SECRETARIA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO - SEMPLA, da PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO, está prorrogando a realização da Consulta Pública 001/COBES/2012 para colher subsídios que poderão ser utilizados na elaboração do Edital para Registro de Preços para “PRESTAÇÃO DE SERVIÇO TELEFÔNICO FIXO COMUTADO STFC, CONTÍNUO, POR MEIO DE LINHAS DIRETAS NÃO RESIDENCIAIS E ENTRONCAMENTOS DIGITAIS (E1), COM SERVIÇO DE DISCAGEM DIRETA A RAMAL - DDR, COM LOCAÇÃO OPCIONAL DE SISTEMA DE PABX COM DDR, COM SERVIÇO DE INSTALAÇÃO, GERENCIAMENTO E MANUTENÇÃO, POR EMPRESA ESPECIALIZADA E DEVIDAMENTE AUTORIZADA, DESTINADO AO TRÁFEGO DE CHAMADAS LOCAIS E DE LONGA DISTÂNCIA (NACIONAL E INTERNACIONAL) ENTRE UNIDADES DA PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E A REDE PÚBLICA, ATENDENDO ÀS NORMAS DA ANATEL/UIT-T.”. Com esta Consulta Pública, a Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão - SEMPLA, além de garantir maior transparência em todo o processo licitatório, aprofunda a qualidade da instrução do mesmo. Os interessados poderão consultar a Minuta do Edital que constará do site http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, no novo período de 07/12 a 14/12/2012. Após a análise da referida Minuta, poderão solicitar esclarecimentos e/ou apresentar sugestões ou opiniões, enviando-as para o endereço eletrônico: consultapublica@prefeitura.sp.gov.br, impreterivelmente dentro do período acima mencionado. Solicitamos que, ao enviar os comentários e sugestões, seja apontado o número da presente Consulta Pública (001/COBES/2012) e o(s) item(ns) da respectiva Minuta.
Valter Campanato/ABr - 21.08.12
Estilo Collor: ministro da Indústria e Comércio destaca que apenas governos tucanos não aceitaram proposta do governo e partiram para o ataque. Daqui por diante, terão resposta imediata à altura, alerta ele.
Festa de reajuste para os servidores
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Câmara aprovou ontem reajuste de 15,8% nos salários de 24 categorias de servidores públicos. Os valores serão pagos de forma escalonada nos próximos três anos. O projeto se soma a outros seis de aumento salarial e a três de criação de dez mil cargos já aprovados. Em 2013, o aumento será de 5%. Os projetos integram um pacote de reajustes negociados pelo governo
com os servidores públicos. Algumas carreiras ficaram fora do reajuste porque não houve acordo, entre elas os servidores do Banco Central da Receita Federal. Os representantes dessas carreiras continuam em negociação com o ministério do Planejamento. O acordo fechado e válido até 2015 livrou a presidente Dilma Rousseff de negociar reajustes salariais com a grande massa do
funcionalismo público até o fim do seu mandato. O texto aprovado beneficia as carreiras de diplomata, técnico de planejamento, oficial técnico de inteligência, procurador da Fazenda Nacional, advogado da União e procurador federal, entre outras. O custo previsto para cobrir o aumento é da ordem de R$ 624,80 milhões no ano que vem, de R$ 1,05 bilhão em 2014 e de
R$ 1,61 bilhão em 2015. O impacto no Orçamento para outros projetos aprovados chegam a R$ 11,5 bilhões. Entre eles, o reajuste dos ministros do Supremo Tribunal Federal, dos atuais R$ 26 mil para R$ 28 mil, a partir de janeiro. O valor não agradou aos magistrados que reivindicavam R$ 34 mil. O gasto de R$ 225,9 bilhões com pessoal em 2013 vai representar 4,54% do PIB. (Estadão Conteúdo)
Câmara homenageia simbolicamente deputados cassados Parlamentares que perderam seus direitos durante regime militar receberam honras como as da posse.
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erseguidos e cassados pelo regime militar, deputados e deputadas federais voltaram a subir a rampa do Congresso Nacional para, simbolicamente, reaver seus mandatos. Ontem à tarde, em ato solene, parlamentares que enfrentaram o regime militar e tiveram suas prerrogativas usurpadas pelo governo à época, receberam as honras de forma semelhante à tradicional posse que ocorre a cada quatro anos. Dos 173 parlamentares cassados ao longo de quatro legislaturas, entre 1964 e 1977, durante o regime militar, 28 estão vivos e passaram de novo pelo tapete vermelho usado na cerimônia de posse. Além deles, parentes dos 145 que já morreram foram recebidos pelo presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), e receberam documentos simbólicos sob forma de diplomas e broches de uso parlamentar. Diante de um plenário lotado, que contou com a presença de 18 ex-deputados vivos e familiares de outros 60 exparlamentares, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), autora da iniciativa, assegurou que o "processo de redemocratização do País permanecerá inconcluso" enquanto a Lei de Anistia não for revista. "A nossa preocupação é que esse gesto chegue à consciência dos cidadãos deste País. Sobretudo, das novas gerações. Essa é uma mancha desbotada na consciência das novas gerações. É preciso reavivar isso para consolidar a democracia. Para evitar que as violações dos direitos humanos aconteçam nos dias de hoje. Seja nos presídios ou nas ruas das grandes cidades", afirmou Erundina.
Renato Araújo/Ag. Câmara
Ed Ferreira/Estadão Conteúdo
Câmara reverencia parlamentares cassados durante regime militar: diante de um plenário lotado, eles receberam medalhas e broches. Depois, o artista plástico Elifas Andreato inaugurou o painel 'A Verdade Ainda que Tardia', em homenagem aos mesmos personagens (à esquerda).
"Esse tema todo tem a ver não só com o período triste da ditadura militar, mas também com o fato de que estamos virando a página da história brasileira, trazendo para os dias de hoje uma cultura de paz e contra a violência. Os direitos humanos estão sendo colocados com muita ênfase nas agendas dos governos e da so-
ciedade", acrescentou ela. Com a redemocratização e a aprovação da Lei da Anista, muitos deputados cassados durante o regime militar voltaram ao Parlamento por meio do voto popular. Entre os parlamentares homenageados estavam o exrelator da Assembleia Nacional Constituinte Benardo Ca-
bral, os ex-governadores de São Paulo Mário Covas, do Rio de Janeiro Leonel Brizola, do Distrito Federal José Aparecido e do Amazonas, Gilberto Mestrinho. Também figuraram da lista a sobrinha-neta do ex-presidente Getúlio Vargas, Ivete Vargas, o Padre Vieira e Rubens Paiva. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
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nternacional
Tanques nas ruas. E Morsi pede paz. Presidente egípcio chama oposição a participar de diálogo para resolver as 'diferenças políticas'. Manifestantes não arredam pé e mantêm protestos diante da sede do governo. O Exército garante que não usará a força contra a população.
E
nquanto tanques cercavam a sede do governo no Cairo, o presidente do Egito, Mohammed Morsi, estendeu a mão ontem à oposição para realizar um diálogo sobre a crise política no país. O mandatário afirmou que as diferenças devem ser resolvidas pelo diálogo e não com violência, mas insistiu que o polêmico referendo constitucional será realizado no dia 15 de dezembro. Em um esperado discurso à nação, Morsi convocou para o próximo sábado todos os grupos políticos, jovens da revolução e os juízes a fim de "conseguir um acordo global para sair da divisão". Os temas que serão abordados na reunião serão a lei eleitoral, o Conselho da Shura (Vâmara Alta do Parlamento) e o referendo sobre a nova Constituição, que enfrenta rejeição de grupos não islamitas. Apesar de abrir a opção para negociar sobre o plebiscito, Morsi ressaltou que "o Estado prepara-se para realizar o referendo, e se o povo o aceitar, começará a construção das instituições do Estado". Caso a Carta Magna seja rejeitada na consulta, o presidente indicou que formará uma nova Assembleia Constituinte, "seja por consenso ou eleição direta, para elaborar uma nova Constituição". Sobre o outro tema em disputa, o decreto constitucional promulgado há duas semanas, Morsi se ofereceu a renunciar ao artigo 6º, que estipula que "o presidente, em caso de amea-
Aref Hretani/Reuters
Mohamed Abd El Ghany/Reuters
Guerra civil já matou 30 mil pessoas e arrasou cidades como Aleppo
Chegou a vez da Síria? Regime diz que potências preparam intervenção militar
Após confrontos violentos, o palácio amanheceu protegido por tanques e uma cerca de arame farpado. ça à revolução, à união nacional ou à segurança da nação, poderá tomar todas as medidas que considerar necessárias". Morsi assinalou que "se o diálogo com as forças políticas assim decidir" renunciará a essas prerrogativas e insistiu que o artigo tinha o objetivo de "garantir a proteção do país, seu povo e sua segurança". Reação - O discurso, porém, não convenceu alguns opositores. O Movimento 6 de Abril, um dos grupos mais ativos na revolta que derrubou o presidente Hosni Mubarak, rechaçou o pedido e anunciou nas redes sociais sua participação, hoje, em um protesto para exigir a renúncia de Morsi. Entre os manifestantes pe-
rante o palácio presidencial, as primeiras reações foram de ira – muitos evocaram os últimos discursos de Mubarak. Os opositores, que durante o dia mantiveram uma presença pacífica nos arredores do local, tentaram romper o cordão estabelecido para proteger o prédio. Ao redor de Cairo, pelo menos três escritórios da Irmandade Muçulmana, grupo que apoia Morsi, foram queimados por manifestantes seculares. Protestos - Os atos de vandalismo ocorreram após um dia em que os tanques do Exército tomaram os arredores da sede presidencial para colocar um fim aos choques entre defensores e críticos de Morsi. Os tumultos deixaram pelo menos
cinco mortos e 644 feridos. A Guarda Republicana, corpo de elite das Forças Armadas, impôs um toque de recolher não declarado desde as 15h locais (11h de Brasília) em torno da sede presidencial. Mas os ativistas ignoraram o ultimato e a multidão, inclusive formada por mulheres, prosseguia protestando contra a Irmandade Muçulmana. O major general Mohammed Zaki, comandante da Guarda, disse que os militares não tomarão parte na disputa. "Os soldados não serão uma ferramenta para esmagar manifestantes e nenhuma força será usada contra egípcios", disse ele, segundo informou a agência estatal Mena. (Agências)
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vice-chanceler da Síria, Faissal Mekdad, acusou ontem as potências ocidentais de usarem a suspeita de que o regime sírio possa usar armas químicas para justificar uma possível intervenção militar. Segundo ele, a decisão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de enviar sistemas de mísseis Patriot à fronteira da Turquia "prepara o terreno para uma invasão terrestre". Mekdad afirmou que qualquer interferência militar estrangeira terá consequências "catastróficas" para a região. "No caso em que (potências estrangeiras) considerassem realmente uma agressão, eles devem considerar as conse-
quências. Eu acredito que o custo será alto." O anúncio foi feito no mesmo dia em que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, se reuniu com o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, e o enviado especial da ONU ao país árabe, Lakhdar Brahimi. Depois da reunião, em Dublin, Brahimi disse que a Rússia e os EUA vão buscar uma solução "criativa" para tirar a Síria da beira do abismo. O mediador disse que buscará a paz com base na chamada Declaração de Genebra, que prevê um governo de transição na Síria, onde há mais de 20 meses rebeldes tentam derrubar o presidente Bashar al-Assad. (Agências)
Marcos Brindicci/Reuters
Algo de podre em Buenos Aires Nuvem tóxica cobre cidade após incêndio
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Morador portenho protege rosto para evitar exposição à pesticida
m incêndio em um contêiner carregado de pesticida provocou uma nuvem tóxica sobre Buenos Aires, ontem. O cheiro forte, similar ao do gás de cozinha, se espalhou pelo centro, obrigando os moradores a transitar com bocas e narizes cobertos. Prédios tiveram de ser isolados. Segundo o vice-ministro da Segurança argentino, Sergio Berni, o pesticida, denominado tecnicamente Thio Dicarb, era de baixa periculosidade. No entanto, algumas pessoas procuraram hospitais com problemas respiratórios e irritação nos olhos. O incêndio ocorreu perto do famoso Puerto Madero, às margens do Rio da Prata. Entre os edifícios que foram esvaziados estão fóruns e a sede da Força Aérea. Moradores de bairros próximos, como o Retiro, foram orientados a permanecer em casa, com janelas fechadas.
Mídia - Na véspera do chamado "7D", data-limite para que 21 grupos de meios de comunicação se adequassem à Lei de Mídia argentina, um tribunal federal prorrogou ontem a medida cautelar solicitada pelo Clarín, maior conglomerado do setor, contra dois artigos da lei. A decisão estende a liminar até que haja uma "sentença definitiva" sobre a constitucionalidade da Lei de Mídia. O governo anunciou que irá à Suprema Corte para pedir a revisão da prorrogação. Terminaria à meia-noite de hoje o prazo para que empresas com mais de 24 licenças de rádio e TV abrissem mão de concessões que ultrapassassem o limite. O governo diz que a lei tem como objetivo democratizar os meios de comunicação e evitar monopólios. Mas o Clarín alega que ela está sendo aplicada de forma seletiva para prejudicar seus negócios. (Agências)
Banco Bradesco Cartões S.A. CNPJ no 59.438.325/0001-01 - NIRE 35.300.120.990 Ata sumária da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 31.8.2012 Data, Hora, Local: Em 31.8.2012, às 9h, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4 o andar, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900. Mesa: Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Ariovaldo Pereira. Quórum de Instalação: Totalidade do Capital Social. Presença Legal: Representantes do acionista e da KPMG Auditores Independentes. Edital de Convocação: Dispensada a publicação, de conformidade com o disposto no § 4o do Art. 124 da Lei no 6.404/76. Deliberações: aprovadas pelo Banco Bradesco S.A., único acionista, as propostas da Diretoria, registradas na Reunião daquele Órgão de 27.8.2012, para: I) incorporação de parte das ações da Bradescard Elo Participações S.A. (Bradescard Elo) pela Sociedade (Bradesco Cartões), tornando-a sua subsidiária integral, no contexto de um processo de centralização da administração e concentração de ativos e participações em empresas do segmento de meios de pagamento (Cartões) sob o controle do Bradesco Cartões, de conformidade com o disposto no Artigo 252 da Lei no 6.404/76. Os termos e condições da operação constaram do “Instrumento de Protocolo e Justificação de Incorporação de Ações”, firmado em 27.8.2012, nos termos dos Artigos 224 e 225 da Lei no 6.404/76; II) alteração do Estatuto Social no Artigo 7o , aprimorando a sua redação, com a inclusão de dispositivo que trata da extensão do mandato dos Administradores, em atendimento ao disposto no Artigo 10 do Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2.8.2012, cuja redação passará a ser a seguinte, após a homologação do processo pelo Banco Central do Brasil: “Art.7 o) A Sociedade será administrada por uma Diretoria, eleita pela Assembleia Geral, com mandato de 1 (um) ano, estendendo-se até a posse de seus substitutos, composta de 5 (cinco) a 23 (vinte e três) membros, sendo 1 (um) Diretor-Presidente, de 1 (um) a 10 (dez) Diretores Vice-Presidentes, 1 (um) Diretor Superintendente, 1 (um) Diretor Geral e de 1 (um) a 10 (dez) Diretores.”. Tendo em vista a aprovação da proposta para incorporação de ações representativas de parte do Capital Social da Bradescard Elo pelo Bradesco Cartões, deliberaram também: a) ratificar a indicação da KPMG Auditores Independentes, como responsável pelas avaliações dos Patrimônios Líquidos das Sociedades, a valor contábil, na database de 30.6.2012; b) aprovar o “Instrumento de Protocolo e Justificação de Incorporação de Ações da Bradescard Elo Participações S.A.”, firmado com o Banco Bradesco Cartões S.A., em 27.8.2012, bem como os Laudos de Avaliação e seus anexos, tanto na forma como no teor em que foram redigidos, especialmente quanto aos números neles contidos, cuja transcrição foi dispensada, o qual, rubricado pelos componentes da Mesa, ficará arquivado na Sociedade, nos termos da alínea “a” do Parágrafo Primeiro do Artigo 130 da Lei no 6.404/76; c) aumentar, de conformidade com o item 7 do “Instrumento de Protocolo e Justificação de Incorporação de Ações”, o Capital Social no valor de R$656.096.088,46, com base no valor do Patrimônio Líquido das ações objeto de incorporação devidamente suportado no Laudo de Avaliação anexo ao presente instrumento, elevando-o de R$1.768.358.971,46 para R$2.424.455.059,92, mediante a emissão de 47.645.208 novas ações, nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo 23.822.604 ordinárias e 23.822.604 preferenciais, a serem atribuídas ao Banco Alvorada S.A., acionista da Bradescard Elo, passando o Capital Social do Bradesco Cartões a ser representado por 278.971.552 ações nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo 139.485.776 ordinárias e 139.485.776 preferenciais, com a consequente alteração do “caput” do Artigo 6o do Estatuto Social do Bradesco Cartões, que passará a vigorar com a seguinte redação, após a homologação do processo pelo Banco Central do Brasil: “Art. 6o ) O Capital Social é de R$2.424.455.059,92 (dois bilhões, quatrocentos e vinte e quatro milhões, quatrocentos e cinquenta e cinco mil, cinquenta e nove reais e noventa e dois centavos), dividido em 278.971.552 (duzentos e setenta e oito milhões, novecentas e setenta e uma mil, quinhentas e cinquenta e duas) ações nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo 139.485.776 (cento e trinta e nove milhões, quatrocentas e oitenta e cinco mil, setecentas e setenta e seis) ordinárias e 139.485.776 (cento e trinta e nove milhões, quatrocentas e oitenta e cinco mil, setecentas e setenta e seis) preferenciais.”. Encerramento: Nada mais havendo a tratar e como ninguém se manifestou, foi a Ata lavrada no livro próprio e lida, sendo aprovada por todos e assinada. aa) Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Ariovaldo Pereira; Acionista: Banco Bradesco S.A., representado por seus Diretores, senhores Domingos Figueiredo de Abreu e Marcelo de Araújo Noronha; Empresa Avaliadora: KPMG Auditores Independentes, representada pelo senhor Cláudio Rogélio Sertório. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Banco Bradesco Cartões S.A. aa) Domingos Figueiredo de Abreu – Diretor Vice-Presidente e Marcelo de Araújo Noronha – Diretor Superintendente. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 503.854/12-8, em 23.11.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.
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Ed Ferreira/Estadão Conteúdo
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Oito cadetes da Polícia Militar do Distrito Federal subiram a rampa do Palácio do Planalto, carregando o caixão de Oscar Niemeyer. O corpo do arquiteto foi velado até o fim da tarde.
Paulo Whitaker/Reuters
Niemeyer: em Brasília, o criador e a criatura. O corpo do arquiteto Oscar Niemeyer foi velado ontem no salão do Palácio do Planalto, em Brasília, cidade por ele projetada. Ele será sepultado hoje à tarde, no Rio.
O Edifício Copan, no centro de São Paulo. Em forma de S, é um ícone da cidade.
Ueslei Marcelino/Reuters
O Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília
Ueslei Marcelino/Reuters
O edifício do Congresso Nacional, em Brasília, um ícone nacional.
Em www.dcomercio.com.br, veja material especial sobre o arquiteto e sua obra.
"L
eves como penas pousando no chão." Era assim que Oscar Niemeyer gostava de se referir às colunas do Palácio do Planalto, uma de suas obras-primas projetadas para Brasília. Ontem, a criatura e o criador voltaram a se encontrar, quando o caixão com o corpo do arquiteto subiu a rampa do palácio e foi colocado no salão nobre, carregado por oito cadetes da Polícia Militar do Distrito Federal. Um avião cedido pela Presidência da República transportou 16 pessoas da família e o corpo do arquiteto desde o Rio de Janeiro. A presidente Dilma Rousseff esperou o caixão ao lado da viúva, Vera Lúcia. A cerimônia foi acompanhada pelos presidentes do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa; do Senado, José Sarney (PMDB-AP); e da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Pelo menos uma dúzia de ministros e o vice-presidente Michel Temer também estiveram no velório. A Presidência decretou luto de sete dias. Emoção - O arquiteto Paulo Sérgio Niemeyer, afirmou que vai ser empenhar em levar adiante os projetos inacabados do bisavô. "O sofrimento das pessoas simples fez com que ele passasse a ser a pessoa que ele é", disse Ana Lúcia, uma das netas de Niemeyer. "Mais do que suas obras, acho que seu legado são seus conceitos, suas ideias, a solidariedade e sua preocupação com a justiça social", afirmou. Das 16h às 20h, o velório ficou aberto ao público e as manifestações de carinho das pessoas que pararam nas ruas e fizeram fila para dar adeus a Oscar Niemeyer emocionaram os netos do arquiteto. Canto - Para o estudante Hudson Oliveira, uma das muitas pessoas que ficaram duas horas na fila debaixo do sol brasiliense até conseguir chegar ao Planalto, Oscar Niemeyer ainda vive. "Brasília é Oscar Niemeyer, é Juscelino Kubitschek. Niemeyer planejou sua
Paulo Whitaker/Reuters
Arquiteto é tema na mídia internacional The New York Times “Uma geração mais jovem começou a adotar seu trabalho, intrigada com a consistência de sua visão e sua habilidade para alcançar efeitos voluptuosos em uma escala heróica. El País “Oscar Niemeyer, o último sobrevivente dos grandes mestres da arquitetura do século 20, o poeta da curva, o pensador multifacetado que encantou o mundo com a sinuosidade e beleza estética de sua obra, morreu aos 104 anos”.
Homenagem: a viúva Vera Lúcia, a presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente, Michel Temer. Antonio Lacerda/EFE
Emoção: centenas de pessoas acompanharam o cortejo e o velório. arte. Quer honra maior do que ser homenageado justamente por ela?", comentou. Dezenas de pessoas cantaram o Hino Nacional quando o caixão foi colocado no caminhão do Corpo de Bombeiros, que deixou o palácio de volta à base aérea de Brasília por volta das 19h40, rumo ao Rio. O fim do velório foi antecipado em 20 minutos porque, segundo a Presidência da República, o aeroporto Santos Dumont fecha para pousos. O corpo de Niemeyer voltou ao Rio para uma cerimônia fechada para familiares e amigos, no Palácio da Cidade, uma das sedes da Prefeitura. Na manhã de hoje, o velório será aberto ao público. A Santa Casa da Misericórdia
do Rio de Janeiro informou que o sepultamento do arquiteto está previsto para começar por volta das 17h30, no cemitério São João Batista, em Botafogo. Legado - A morte do arquiteto brasileiro teve ampla repercussão internacional e também mereceu destaque na imprensa (leia nesta página). Ontem, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Kimoon, lamentou a morte de Niemeyer, de quem destacou o "humanismo e compromisso global" que soube impregnar em suas obras. "Estou triste pela morte de Oscar Niemeyer, uma figura incrível e um dos arquitetos originais do edifício da sede das
Nações Unidas em Nova York", afirmou Ban Ki-moon em comunicado. O secretário-geral assegur o u q u e a c a r r e i r a d e N i emeyer foi "excepcionalmente longa" e que, além de seu "talento e energia", o que o transformou em um grande a r q u i t e t o é t e r s a b i d o i mpregnar suas obras "de um profundo sentido de humanismo e compromisso global". "Lembro que me senti maravilhado quando visitei algumas de suas obras-primas modernistas em Brasília, inscrita no Patrimônio Mundial da Unesco", destacou o secretário-geral. Ban Ki-moon, que enviou s u a s " s i n c e r a s c o n d o l ê ncias" à família de Niemeyer, ao governo e ao povo brasileiro, acrescentou que o desenho da sede da ONU em Nova York é "um de seus legados" à humanidade. "Lendário" - A representação diplomática dos Estados Unidos no Brasil emitiu nota de pesar pela morte do "lendário" arquiteto Oscar Niemeyer. "O Sr. Niemeyer foi um arquiteto inovador e mestre do desenho criativo que deixou sua marca na arquitetura de Brasília e em edifícios por todo o mundo, incluindo a sede das Nações Unidas em Nova York". (Agências)
BBC “ S e u s o u s a d o s d e s enhos futuristas em Brasília fizeram da nova capital uma declaração dramática de confiança no futuro do Brasil, e um ícone da arquitetura moderna. ” Corriere Della Serra “Era um profissional ativo na história cotidiana de sua cidade, Rio de Janeiro, e da sua Brasília, realmente sua até o fim”. The Guardian “Oscar Niemeyer, o arquiteto brasileiro que ajudou a moldar o século 20 e a visão da humanidade do futuro, morreu na quarta-feira com 104 anos.” Al Jazeera “Obras de Niemeyer podem ser encontradas na Argélia, Itália, Israel, Estados Unidos e Cuba, cujo antigo líder Fidel Castro foi um dos seus amigos”. The Washington Post “Oscar Niemeyer, considerado como o principal arquiteto da América Latina do século passado, trouxe uma abordagem ousada e dramática para projetar obras públicas”. Le Monde “Oscar Niemeyer, considerado um dos pais da arquitetura moderna, morreu quarta-feira, 5 de dezembro”.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
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11 Eu não assumi (a secretaria) em condições normais. Fernando Grella Vieira, secretário da Segurança Pública de São Paulo
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O TOSTÃO PRETO E BRANCO...
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essa altura, São Jorge (275-303) deve estar mergulhado em sérias dúvidas. Como demonstraram variadas reportagens, corintianos estão pedindo sua intervenção na disputa contra o Chelsea. Porém, se o santo é protetor do Timão, tornou-se igualmente, e há muito mais tempo, padroeiro da Inglaterra. Mais exatamente durante o reinado do Rei Ricardo Coração de Leão, aquele do Robin Hood, (1157-1199), que o nomeou patrono das Cruzadas, colocando a Inglaterra sob sua sombra. Alguns séculos depois, o Rei Eduardo III (1312-1377) fez dele o protetor da Ordem da
Jarreteira, criada em 1348, a mais antiga e de mais econômica concessão em todo Reino Unido. São Jorge enfrentou dilema parecido no dia 16 de novembro de 1965, uma terça-feira. Nessa data, o Corinthians, vestindo a camisa da Seleção Brasileira, enfrentou o Arsenal em Londres e foi derrotado por 2 a 0. Tratava-se de uma partida em homenagem ao centenário do clube inglês. Quem poderá saber se o santo influiu ou se o Timão decidiu não ofuscar a festa do anfitrião? Em todo caso, como São Jorge acumula a condição de padroeiro de Portugal, a indiretamente circunstância conta em favor do alvinegro. São dois contra um.
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Chelsea Football Club nasceu num típico pub inglês em 1905. O Corinthians, como estamos cansados de saber, viria luz cinco anos depois sob um lampião de rua no Bom Retiro. Depois, na sua busca por terras baratas para assentar sua sede, foi parar na então remota Zona Leste da década de vinte. Podese dizer que o atual bairro de Parque São Jorge desenvolveu-se ao seu redor. A comparação com o Chelsea sempre lhe será desfavorável. Sua população anda em torno de 30 mil pessoas e rua principal, o trecho da Avenida Celso Garcia, que o corta, não fará boa figura no cotejo com a King's Road. E também, como de resto toda a Zona Leste, não tem soberbas
Reprodução
instituições culturais a apresentar talvez porque se criou historicamente na administração municipal a ideia de que comunidades de trabalhadores não apreciam coisas belas. Porém, a região, instalada no distrito do Tatuapé, está conhecendo avanços. Ali estão brotando prédios residenciais com apartamentos de dois quartos na faixa dos R$ 230 mil. Mas tem uma espécie de afinidade fluvial com Chelsea. Está às margens do Tietê e eles, do Tâmisa.
Secretário cria gabinete para combater violência
Tiago Queiroz/AE
A GRANDE DÚVIDA DE SÃO JORGE
elo menos no capítulo dos cifrões, o Chelsea está vencendo o Corinthians. O Chelsea Football Club nasceu em berço de ouro no bairro que lhe emprestou o nome. Não se trata de força de expressão, pois o local, na região sudoeste de Londres é, como diria um cronista social dos velhos tempos, podre de chique. Ali, rotineiramente, se vende apartamentos por R$ 10 milhões ou R$ 15 milhões. Dois marcos resumem sua sofisticação: o King's College, fundado pelo rei Jorge IV em 1839 para atender os filhos da nobreza e a célebre King's Road, rua na qual, até 1930, só podia passar a família real e que, nos anos 60, viria a ser a passarela internacional das modas e tendências. Foi naqueles três quilômetros, por exemplo, que Mary Quant lançou a minissaia e que flores- Divulgação ceram os hippies e os punks. Chelsea também abriga a famosíssima Harrods e forma com o bairro de Kensington, com quem divide o território, um distrito real, isto é, consagrado oficialmente pela monarquia. São 12 km², com cerca de 159 mil moradores. Pelo lado de Kensington ergue-se a aristocrática casa de espetáculos Royal Albert Hall, inaugurada pela Rainha Vitória em 1871 em homenagem ao seu marido. E chega de sangue azul!
...CONTRA O MILHÃO AZUL
Fernando Grella Vieira admite crise na segurança pública e quer integrar as ações das polícias civil e militar.
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Moacyr Lopes Júnior/Folhapress
ão Paulo vive, sim, uma crise de segurança. O PCC (Primeiro Comando da Capital) não é uma lenda. Era necessário um gabinete com oficiais da Polícia Militar e delegados para integrar as polícias e planejar a ação contra a criminalidade. Essas são algumas conclusões do novo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, 54 anos, sobre a área que chefia desde o dia 22 de novembro, quando o governador Geraldo Alckmin o nomeou no lugar do demitido Antonio Ferreira Pinto. As afirmações de Grella contrariam seu antecessor e até mesmo o seu chefe, o governador, que tentaram minimizar o papel da facção criminosa na escalada da violência em todo o Estado de São Paulo. No discurso de despedida, Ferreira Pinto afirmou que "crise mesmo" havia em 2006, ano em que houve uma série de atentados do PCC. "Eu não assumi (a secretaria) em condições normais. Assumi em condições de dificuldade", afirmou Grella. Madrugada – Ao menos duas pessoas foram mortas a tiros e outras duas feridas, no Jardim Imbé, zona sul de São Paulo, na
Fernando Grella Vieira: atuação do PCC não deve ser minimizada. madrugada de ontem. Segundo a polícia, as vítimas conversavam em frente a um mercado na rua Etelvino Pedro dos
Santos quando homens em um Volkswagen Gol dispararam vários tiros e fugiram. Duas pessoas morreram no
local e outras duas feridas, uma delas em estado grave, foram levadas por moradores da região ao hospital M' Boi Mirim. O caso foi registrado no 47.º Distrito Policial, no Capão Redondo. Pr es os – A Polícia Militar prendeu na tarde de anteontem sete suspeitos de matar policiais na zona norte de São Paulo. Entre as supostas vítimas está o delegado da Polícia Civil Paulo Pereira de Paula, assassinado na marginal Tietê no dia 4 de agosto deste ano. Os suspeitos de integrarem uma quadrilha especializada em roubo e furto de motos foram presos na rua Otaviano Basílio da Silva, na Brasilândia (zona norte). No local, havia várias motocicletas, algumas parcialmente desmontadas. A ação da PM foi feita em conjunto com a Polícia Civil. No interior, a mulher do policial militar assassinado na manhã de anteontem em São Pedro (SP) confessou que foi ela quem efetuou os dois disparos contra o soldado, segundo a Polícia Civil. Gentil Brandini trabalhava há 22 anos na corporação e foi encontrado morto na casa dele, deitado na cama com um tiro na nuca e outro nas costas. (Agências)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Perolado "Vochol", carro decorado com 2,277 milhões de pérolas por artesãos do povo mexicano Huichol foi apresentado ontem pela VW em Wolfsburg, Alemanha.
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pós uma parada de um dia em Dubai, o Corinthians chegou ontem a Tóquio, no Japão, para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa, competição em que a equipe estreia no dia 12, no estádio Toyota às 8h30 (de Brasília). A delegação corintiana desembarcou no aeroporto de Narita por volta das 6h20 (de Brasília). Diferentemente do embarque, que reuniu 15 mil torcedores no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, a recepção da equipe no Japão foi presenciada por cerca de 30 torcedores. O Corinthians assegurou sua vaga no Mundial após vencer a Taça Libertadores 2012 e enfrentará, na primeira partida, o vencedor do jogo entre o egípcio Al Ahly, vencedor da última Liga dos Campeões da CAF, e o anfitrião Sanfrecce Hiroshima, que ontem, em Yokohama, venceu o neozelandês Auckland City por 1 a 0. Corinthians e Chelsea são os favoritos para a final. (EFE)
Águas-vivas
Sharapova joga hoje em São Paulo Maria Sharapova, segunda do ranking mundial, está em São Paulo para as partidas de exibição da Federer Tour. A russa joga hoje no Ginásio do Ibirapuera contra Caroline Wozniacki. C ELEBRIDADES
Rihanna vai liderar reality show
Paulinho (direita) e Danilo Fernandes no desembarque no Japão
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Nasa desmente fim do mundo
A cantora Rihanna vai estrelar um reality show que desafiará estilistas a criar roupas para um grupo de celebridades no canal de TV a cabo norteamericano Style Network. "Styled to Rock", que deve estrear no segundo semestre de 2013. A cantora também atuará como produtora executiva do programa sob seu nome de batismo, Robyn Rihanna Fenty. M ODA
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A Nasa está realizando vários esforços para desmentir, via redes sociais, os rumores sobre o advento do fim do mundo. Segundo uma enquete da empresa de pesquisas francesa Ipsos, 12% dos americanos acredita ser verdadeiro o suposto prognóstico maia que fixa o fim para o próximo dia 21 de dezembro: 20% dos chineses, 13% dos mexicanos, 12% dos argentinos e 10% dos espanhóis também acreditam no fim do mundo. Segundo o astrofísico da agência, David Morrison, a Nasa recebe pelo menos uma mensagem por semana de pessoas que "cogitam se suicidar" antes do dia do Juízo Final. No Facebook, Twitter e Google+, a Nasa começou a emitir diversos conteúdos nos quais desmentem, por meio de fatos provados cientificamente, as várias teorias sobre o fim do mundo. (EFE)
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COR E LUZ - Instalação do artista Skertzo para o 'Festival das Luzes', que acontece neste fim de semana em Lion, na França. O ensaio geral do evento, um dos mais importantes da cidade e que reúne designers de todo o mundo, aconteceu ontem. C RIANÇAS
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13 ENERGIA Cesp pretende reduzir custos em 50% até 2015
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LINX Empresa de softwares voltada para o varejo pediu registro para IPO
A reabertura dos portos de Dilma D Presidente lança pacote de mais de R$ 54 bilhões para o setor portuário do País e compara medidas à iniciativa de Dom João VI de pôr fim ao monopólio de Portugal Marcelo Justo/Folhapress
epois de meses de amigas nos séculos 18 e 19, discussão e muitos quebrando o monopólio porimpasses, o gover- tuguês. "Queremos eliminar no federal lançou as barreiras da entrada e auontem um pacote de mais de mentar o número de particiR$ 54 bilhões para o setor por- pantes Nós damos um passo tuário, a ser bancado pelo go- não mais às nações amigas, verno e também pela parceria mas às forças produtivas do privada. Além dos novos in- País e à iniciativa privada." vestimentos, previstos para Leilões – Para isso, o governo serem gastos de forma escalo- pôs fim às outorgas portuánada até 2017, o plano prevê o rias. "O critério agora é maior fim das outorgas como critério movimentação com menor tade licitação, na tentativa de rifa. Faremos leilão", explicou aumentar eficiência e compe- o ministro Leônidas Cristino titividade do setor. da Secretaria de Portos, dizen"Nosso objedo que o objetivo não é arre- Fernando Bizerra Jr/EFE tivo é aumencadar para a tar a competiF a z e n d a N atividade e eficional. Não ciência do queremos setor. com os portos A f o r m u l aganhar mais ção do pacote d i n h e i r o c ofoi costurada brando uma d u r a n t e m eo u t o r g a ses e em dezemaior. No pasn a s d e r e usado pode ter niões que mofeito sentido bilizaram isso, agora esprincipalmenNós damos um tamos num te a Casa Civil, passo não mais às outro momena Secretaria to, o da comde Portos, o nações amigas, petitiv idade", Ministério do mas às forças disse a presiprodutivas do País e Planejamento dente Dilma e a Advocaciaà iniciativa privada. G e r a l d a Rousseff. Ao apontar União. DILMA ROUSSEFF, PRESIDENTE, como o objetiDurante a NO ANÚNCIO DO PACOTE vo principal do discussão, p a c o t e o a usurgiram difemento da movimentação de rentes impasses para fechar o cargas com regras claras e programa de investimentos. precisas, a presidente Dilma A presidente desistiu, por Rousseff comparou o pacote à exemplo, de criar um novo óriniciativa de Dom João VI. O im- gão para controlar as Docas, perador declarou livres as in- que perderiam poderes de dústrias brasileiras e abriu os planejamento e estariam limiportos do Brasil às nações tadas à operação dos portos.
Governo resolveu centralizar todas as decisões da área portuária na Secretaria de Portos da Presidência da República A ideia de criar uma autoridade portuária nacional, contudo, foi barrada após análise jurídica. Contratos – Decidiu-se centralizar o planejamento do setor na Secretaria de Portos da Presidência da República e integrar a área de transporte e portuária na tentativa de otimizar a aplicação dos recursos. Até hoje, cada porto tinha autonomia para estabelecer metas e fechar contratos. O governo também não conseguiu estabelecer um critério único, como o de menor ta-
rifa apenas, para selecionar novos operadores. Pelo modelo lançado pela presidente, haverá pelo menos três diferentes critérios: menor tarifa, maior movimentação de cargas e maior investimento, a depender do edital. Hoje, o leilão é definido quase sempre pelo maior valor de arrendamento, com definição prévia de movimentação mínima e investimento. O governo vai licitar cinco blocos de portos. O vencedor fará manutenção desses portos por dez anos. Segundo Dil-
Tesouro vai bancar diferença na energia
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presidente Dilma Rousseff voltou a criticar ontem as empresas de energia que não aderiram nesta semana à proposta do governo para antecipar a renovação de concessões. "Fizemos uma proposta de reduzir o
preço da energia elétrica, essa proposta não foi feita com o chapéu alheio, esse chapéu que nós estamos usando é de todos os brasileiros, porque é deles que é a energia elétrica, eles pagaram por isso", disse a presidente.
Dilma assegurou que o Tesouro Nacional irá bancar a diferença da tarifa de energia elétrica para que o percentual de queda da conta de luz em 2013 seja o prometido pelo governo, apesar da falta de adesão das empresas.
ma, as dragagens precisam de um prazo maior. No pacote do governo, está previsto prazo de dez anos, que deverá ser aprovado pelo Congresso, segundo a própria presidente. Também foi anunciada a criação de uma comissão para controlar os serviços de praticagem, ou seja, de manobra de embarcações. Em parceria com a Marinha, essa comissão vai definir, por exemplo, quanto vale uma manobra por área. O governo decidiu ainda abrir, a partir de 5 de janeiro de 2013, 206 va-
Porto 24 horas, a favor. Pacote de Dilma beneficia o projeto que prevê operação contínua em Santos Chico Ferreira/LUZ
Coordenador do Comus, José Cândido Senna, disse que pacote dá força a projeto baseado em alta produtividade.
Impostômetro: novo recorde.
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Impostômetro, painel eletrônico da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alcançou na madrugada de hoje, por volta da 1 hora, R$ 1,4 trilhão em impostos federais, estaduais e municipais pagos por todos brasileiros desde o 1º dia do ano. O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, reafirma a necessidade de dar transparên-
cia aos impostos pagos no País. "Realizamos nesta semana o ato ‘Não Veta, Dilma’. Queremos que a presidente sancione o Projeto de Lei 1472/2007, que servirá para informar o cidadão sobre os impostos pagos na hora da compra de bens ou serviços", diz Amato. "Em 2011, essa marca de R$ 1,4 trilhão só foi alcançada em 13 de dezembro. Neste ano o pain e l a lc a n-
gas de prático e pretende flexibilizar critérios para que comandantes façam manobras. Recursos – A maior parte do investimento (R$ 31 bilhões) será feita em 2014 e 2015, com o restante nos dois anos seguintes. O programa inclui linha de financiamento corrigidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 2,5% ao ano. A TJLP está fixada em 5% a partir de janeiro. O governo fará a concessão de três novos portos para a iniciativa privada, com investimentos de R$ 4,3 bilhões. (Folhapress)
çará a mesma marca com seis dias de antecedência na comparação dos dois períodos." O Impostômetro foi inaugurado em 20 de abril de 2005. O painel eletrônico está instalado na fachada do prédio da sede da ACSP, no Centro da Capital. O seu site é www.impostometro.com.br.
Karina Lignelli
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anúncio do tão esperado "pacote dos portos", que prevê investimentos de R$ 54 bilhões no setor até 2017 para estimular a competitividade aliada à redução de custos deve impulsionar o andamento do projeto "Porto 24 horas", que prevê viabilizar operações no complexo portuário de Santos ininterruptamente para tornar mais eficientes processos de movimentação de carga. A opinião é de José Cândido Senna, coordenador do Comitê dos Usuários de Portos e Aeroportos (Comus), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que lidera o movimento a favor do projeto "Porto 24 horas". Discutido desde 2007 pelo comitê, o projeto seria impulsionado pelo pacote de Dilma pois o governo
mostrou preocupação com a questão da competitividade. "(A medida) reforça a questão do uso racional dos ativos nas instalações já existentes. No caso do "Porto 24 horas", os ganhos de produtividade e a ampliação dos serviços, neste momento, ganhariam mais força por essa razão", disse Senna. Porém, em relação ao pacote em si, há ressalvas, segundo Senna: apesar de meritório por focar os ganhos de competitividade e a redução de custos, a impressão é que o "tempo de trânsito" nas operações não recebeu a devida atenção – mesmo que o decreto preveja unir órgãos como Receita Federal e Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) em um guichê único, para reduzir a burocracia e melhorar o atendimento. "O tempo é a variávelchave. O custo financeiro da imobilidade da carga interfere muito nos custos
de estoque – em especial de contêineres, que geram despesas elevadas", explicou o coordenador. Senna também salientou que, a intenção de usar parte do montante até 2015 (um total de R$ 31 bilhões), é um número "otimista demais". Para ele, as medidas precisam ser entendidas de forma a evitar "sustos" que podem afetar o ambiente de negócios. Sem contar que os projetos de terminais precisam passar pelo crivo ambiental nas três esferas de governo. "O governo quer que as filas diminuam, que haja celeridade na movimentação de cargas e o tempo de permanência caia. Mas isso só será reconhecido quando o primeiro quilo de carga for movimentado nos novos empreendimentos. Temos que ser realistas", afirmou Senna, lembrando que o Comus programa reunião extra com o governo para discutir o pacote.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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15 Se em algum momento houver espaço, o BC pode reduzir os juros ainda em 2013. Eduardo Velho, economista-chefe da Planner Consultoria
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Perfil da dívida de brasileiro é preocupante Segundo o economista do banco Safra, Carlos Kawall, a maior parte das contas foi contraída junto de bancos. Lula Marques/Folhapress
Renato Carbonari Ibelli
A
s famílias brasileiras comprometem quase 23% da renda com o pagamento de dívidas, segundo os últimos dados do Banco Central (BC). Em termos percentuais esse volume não chega a assustar. Fica bem abaixo da maioria dos outros países. O problema no Brasil, segundo Carlos Kawall, economista-chefe do banco Safra e ex-secretário do Tesouro, é o perfil das dívidas. "As dívidas são quase que totalmente contraídas junto de bancos e, portanto, estão atreladas a um spread bancário e juros elevados quando comparados aos das demais economias", disse. Nos Estados Unidos mais de 100% da renda familiar fica comprometida com dívidas. No Chile, o comprometimento é de 60% da renda. Entretanto, em grande parte são dívidas firmadas diretamente com o varejo, com carnês, por exemplo. As dívidas contraídas junto ao setor bancário nestes países são proporcionalmente menores do que no Brasil. Nos Estados Unidos elas comprometem 11% da renda das famílias, ou seja, a metade da observada no Brasil. Entre os países latino-americanos elas comprometem entre 5% a 10% do que ganham as famílias. Em outras palavras, o comprometimento de renda do brasileiro com dívida é relativamente pequeno comparado aos de outras economias, mas a dificuldade para quitála é grande, o que faz da inadimplência um risco em potencial no País. Segundo Kawall, é justamente o perfil do endividamento brasileiro que explica por que a inadimplência veio crescendo ao longo do ano apesar do mercado de trabalho registrar os menores índices de desemprego da história
Ex-secretário do Tesouro, Carlos Kawall: não há sinais de descontrole da inadimplência no País. e os salários aumentarem. Em 2012 alguns setores sentiram os efeitos do endividamento das famílias. Evidentemente aqueles que dependem mais do crédito para vender, caso da indústria automotiva. Este setor, assim como o de eletrodoméstico e móveis, foram contemplados ao longo do ano com desonerações da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializado (IPI). Por outro lado, os supermercados, os comércios de vestuário, calçado, entre outros, menos dependentes do crédito, puxaram as vendas do varejo ao longo do ano. Conjuntura – Para o economista-chefe do Safra, a conjuntura econômica atual e as perspectivas para o próximos ano não apontam descontrole maior do nível de endividamento das famílias e, consequentemente, da inadimplência. Assim, as vendas no varejo, em geral, não devem ser afetadas em 2013. "Enquanto a renda estiver no patamar atual a inadimplência não trará risco algum para o varejo", disse Kawall ontem, durante
evento da Associação Brasileira de Embalagem (Abre). Salário – Destaca-se que ao longo de 2012 o salário mínimo teve um aumento real de 7,5%. Para 2013, o reajuste será de 2,7%, o que colocará, a partir de fevereiro, R$ 7 bilhões em renda a mais disponível para consumo. Para 2013, as perspectivas de Kawall são de melhora do ritmo da economia brasileira. Suas projeções apontam para um Produto Interno Bruto (PIB) de 3% – neste ano a economia deve crescer 1% – , com taxa de desemprego fixa em 5,5%, inflação de 5,1%, taxa básica de juros (Selic) em 7,25% e o câmbio mantido com o dólar elevado, valendo R$ 2,12. Para o economista, uma expansão maior da economia não se concretiza por causa da baixa taxa de investimento. Hoje, essa taxa é de 18% do PIB. Para 2013 ele projeta a taxa entre 18,5% e 19%. "Mesmo com redução de juros e desoneração da folha, entre outros estímulos, os investimentos não estão respondendo. A taxa ideal seria de 23% do PIB,
Captação da poupança tem o maior resultado desde 2009
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s depósitos em poupança superaram as retiradas em R$ 4,086 bilhões, em novembro, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). É a maior captação líquida para o mês desde 2009, quando o resultado ficou em R$ 4,469 bilhões. Em novembro, foi registrada a maior captação líquida de recursos no último dia do mês, 30, com registro de R$ 3,643 bilhões. No dia 30, terminou o prazo para o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário. De janeiro a novembro, a captação líquida da poupança chega a R$ 40,513 bilhões, valor recorde na série histórica do BC, iniciada em 1995. Em igual período de 2011, a captação líquida da poupança havia ficado em R$ 10,596 bilhões. Em todo o ano passado, a captação líquida ficou em R$ 14,186 bilhões. O resultado até novembro já supera o recorde anterior da série histórica registrado em 2010 (R$ 38,681 bilhões). O recorde na captação da
poupança ocorreu mesmo após a decisão do governo de mudar as regras de remuneração da poupança. Em maio deste ano, ficou definido que sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor que 8,5% ao ano, a forma de remuneração passa a ser 70% da Selic mais a taxa referencial (TR), calculada todos os dias pelo BC. Atualmente, a Selic está em 7,25% ao ano. Anteriormente, a regra de remuneração era TR mais
0,5% ao mês. Somente os depósitos feitos antes de 3 de maio continuam a ser remunerados pela regra antiga. Em outubro, a caderneta de poupança registrou captação líquida de R$ 3,241 bilhões em outubro. Tanto a captação de outubro como o resultado acumulado nos dez primeiros meses de 2012 são os maiores para esses períodos do ano da série iniciada pelo BC em 1995. (Estadão Conteúdo)
algo que só alcançaremos dentro de uns cinco anos, puxados principalmente pelas obras de infra-estrutura", disse Kawall. Com relação ao cenário externo, o economista destacou o impasse envolvendo o "abismo fiscal" no qual está prestes a mergulhar o governo Obama. No final de 2012 expiram vários estímulos fiscais estabelecidos pelos governos anteriores. O fim dos estímulos tiraria do mercado dos EUA US$ 600 bilhões, o equivalente a 4% do PIB. Para Kawall, isso significaria recessão na economia norte-americana.
Copom reforça que Selic ficará estável
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Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) informou ontem, por meio de sua ata, que o cenário prospectivo para preços é favorável e que a inflação tende a se deslocar na direção da trajetória das metas, "ainda que de forma não linear", ao mesmo tempo em que transmitiu a mensagem que os juros permanecerão estáveis por período prolongado. Analistas avaliam que o documento foi bastante parecido com o anterior, divulgado em outubro, reforçando a perspectiva de que a Selic ficará na atual mínima histórica de 7,25% ao longo de 2013 e até em parte de 2014. Mas já há projeções de que, por conta da economia ainda muito fraca, podem haver reduções no futuro. As equipes de economistas do Santander, do Barclays e do Itaú BBA, por exemplo, apostam na taxa em 6,25% ao ano. "A projeção para a inflação não está aumentando, isso fortalece a avaliação de que a Selic ficará em 7,25% em 2013 e 2014. Mas, se em algum momento houver espaço, o BC pode reduzir os juros ainda em 2013", comentou o economista-chefe da Planner Consultoria, Eduardo Velho, referindose aos minguados 0,6% de crescimento no terceiro trimestre.
O economista da Link Investimento, Thiago Carlos, também entende que a ata repete a estratégia do documento anterior, indicando que a tendência é de juro básico estável em todo o ano de 2013 e em parte de 2014. Na ata, o Copom avalia que o cenário prospectivo para a inflação apresenta sinais favoráveis e reafirma sua visão de que "a inflação acumulada em doze meses tende a se deslocar na direção da trajetória de metas, ainda que de forma não linear". O BC ajusta agora o rumo de sua política monetária de olho na inflação que, apesar de recentemente mostrar sinais de arrefecimento, ainda deve ficar bem acima do centro da meta do governo – de 4,5% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – neste e no próximo ano. A projeção de inflação para 2012 foi elevada, tanto pelo cenário de referência quanto de mercado, e ambos encontram-se acima do centro da meta, de 4,5% pelo IPCA. Na ata de outubro, as estimativas haviam sido mantidas, acima do centro da meta. Já para 2013, o Copom manteve suas estimativas para inflação nos dois cenários, mas também acima do centro da meta. No documento anterior, havia reduzido suas perspectivas de inflação, apesar de estarem acima da meta. (Reuters)
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Vendas nos supermercados paulistas deverão encerrar o ano em R$ 74 bilhões, segundo a Apas.
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ESPERANÇAS
INTERATIVIDADE com a Disney
O BAIXINHOS
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Tectoy, tradicional empresa de brinquedos eletrônicos, entra neste fim de ano no mercado de tabletes e baby care com produtos que devem fazer a cabeça dos baixinhos. Por meio de licenciamento com a Disney, vai permitir a interatividade com personagens do universo infantil. Foi-se o tempo das bonecas e dos carrinhos.
VEJA TUDO
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edição de dezembro da Playboy é sempre uma das mais aguardadas pelos fãs da revista. E, agora, traz uma novidade, além da capa que traz duas beldades idênticas – as irmãs gaúchas Débora e Denise Tubino –, os assinantes vão conferir 100% do ensaio fotográfico, em ação inédita da cerveja Itaipava, do Grupo Petrópolis. "Por que se contentar com parte, se você pode ter 100%?". Essa é a pergunta que apresenta o envelope encartado na última página da seleção de fotos publicadas pela revista, com mais de 100 imagens extras. Criada pela agência Y&R reforça o slogan da cerveja.
PLAYBOY traz 100% de ensaio fotográfico
Envie informações para esta coluna. E-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br
ano chega ao fim. É Natal. Não importa se será o das lembrancinhas ou, para poucos, o dos presentões, mas o varejo – sempre criativo – encontra um caminho para vender e atender o desejo dos consumidores. A inadimplência que assola as classes C, D e E face ao fraco Produto Interno Bruto (PIB) a despeito de medidas macroeconômicas, como juros em queda, estímulo ao investimento, Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), solapa muitos sonhos. Mas, enfim, é Natal. E, sobretudo, sobrevivemos à crise que jogou a Europa em depressão profunda. Nas agências de publicidade, a maioria delas em poder de grandes grupos estrangeiros, é hora de preparar o futuro. E ele chegou. O grupo europeu Publicis que comprou duas das mais importantes legendas da propaganda brasileira, a Talent e a DPZ, comemora, aqui, os resultados que nem de longe terá na França, onde está sediado. E o mercado publicitário, para alívio de veículos de comunicação, deposita esperanças em 2013. É que o Brasil entra na contagem regressiva da Copa de Futebol de 2014 e da Olimpíada de 2016, com a Copa das Confederações a ser disputada no ano que vem. Para veículos impressos, emissoras de televisão e rádios essa não deixa de ser uma excelente
oportunidade. As agências que acreditaram que apenas com redes sociais e internet – nos lares, no trabalho, nos celulares e nos tabletes – faria a ponte entre as marcas e seus consumidores estão revendo posições. O internauta que passa horas no Facebook e similares é a sua própria mídia e tende a
criticar e não navegar em promoções que invadam o seu espaço. Então, para convencê-lo, é preci-
so chegar a ele por meio da mídia tradicional. E as promoções em torno da Copa, que está no forno, devem invadir os veículos já neste fim de ano, num pré-aquecimento do que virá em 2014. A publicidade, desde que os irmãos Lumière, que criaram o cinema e assinaram o primeiro comercial em movimento, o do licor Cointreau, busca novidades, mas sem chegar ao público, o seu público-alvo, perde eficácia e, para isso, recorre à mídia tradicional, onde sabe que ele se encontra e onde está habituado ao apelo dos reclames. É claro que o fechamento de jornais em todo o mundo e, no Brasil, do Jornal da Tarde, que formou uma escola de excelentes profissionais e deu aulas de jornalismo até cair no limbo nos últimos derradeiros anos, é uma nota triste de 2012. Mas, as esperanças, agora, se voltam para 2013, inclusive dos consumidores que estão na forca, mas doidos para voltar ao consumo. Analistas de grandes instituições financeiras acreditam que, com as facilidades de rolagem de dívidas existentes e que podem e devem ser ampliadas, o brasileiro poderá deixar a bola rolar no gramado e consumir mais, compensando possíveis quedas nas exportações brasileiras. Caso contrário, deixaremos de ser o país do carnaval, do futebol e da alegria. Que venha 2013. Xô 2012! E que a taça nos estimule e desafie ainda mais.
FLORESTA FUTEBOL CLUBE
A
Brahma, marca da AmBev, deu o pontapé na campanha Alegria no Pé é Floresta de Pé: 1 gol = 100 árvores no final do Brasileirão. É que a marca fechou acordo com o Instituto IPÊ para plantar árvores e deixar o Brasil mais verde. Tomara que no próximo ano tenhamos mais e mais gols para que a ação assinada pela agência Lynx venha a resultar num gol de placa. O verde Palmeiras, dessa vez, ficou devendo gols à torcida e à campanha.
SONHO de R$ 180 milhões
MEGA DA VIRADA
A
agência Borghi/Lowe assina a campanha da Caixa Econômica Federal que tem tudo para fazer o brasileiro sonhar neste fim de ano: a Mega da Virada, com prêmio de R$ 180 milhões. No comercial e nos pontos de vendas, as famosas lotéricas, será destacada a possibilidade do "bolão legal", aquele com garantia da Caixa de que o participante não ficará de fora do rateio. Mesmo sem a campanha, as lotéricas já sentem o movimento aumentar. Sonhar, neste caso, custa apenas o valor do bilhete.
FecomercioSP prevê um Natal feliz Estimativa de bom resultado é creditada ao crescimento da renda real e à manutenção das taxas de desocupação
C
om o aumento na renda real e a manutenção de baixos níveis de desemprego, o Natal na região metropolitana de São Paulo deste ano deve ser melhor que o de 2011. A expectativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é de crescimento de 4,5% no faturamento do comércio varejista neste mês ante dezembro do ano passado, descontada a inflação – deve ser gasto R$ 1,8 bilhão a mais do que os R$ 15,7 bilhões registrados em 2011, em valores nominais. Com relação à média de consumo dos demais meses do ano, em dezembro devem ser gastos R$ 4 bilhões a mais e quase metade disso (R$ 1,8 bilhão) irá para a compra de presentes. O valor médio que o paulista deve gastar em cada presente de Natal também deve subir e ficar entre R$ 60 e R$ 65 neste ano, ante R$ 55,12 em 2011. Só na Capital paulista os gastos com presentes devem chegar a R$ 916,6 milhões. "O Natal será melhor neste ano. As pessoas gastarão em todos os níveis de renda", disse o diretor executivo da instituição, Antonio Carlos Borges, durante divulgação dos dados. O fraco desempenho da economia, demonstrado pelo crescimento de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo para o terceiro trimestre, não muda o panorama para o comércio. A expectativa é fechar o ano com faturamento de R$ 429,1 bilhões no Estado de São Paulo, crescimento real de 7% na comparação com 2011, quando o montante foi de R$ 379 bilhões. "O comércio responde a outros fatores. Vive descolado dos comportamentos dos demais setores, na medida em que depende muito de renda real, emprego e nível de crédito", comentou. De acordo com Borges, são
Marcelo Prates/Folhapress
O valor médio que o paulista deve gastar em cada presente de Natal deve subir e ficar entre R$ 60 e R$ 65 neste ano, ante R$ 55,12 em 2011.
responsáveis pelo cenário positivo para o comércio em 2012 a redução das taxas de juros, a elevação do salário mínimo, os baixos índices de desemprego, os estímulos concedidos pelo governo ao consumo e a expansão do crédito. "Isso tende a continuar, afirmam especialistas, que também projetam alta nas vendas para 2013, mesmo na comparação com um ano considerado forte para o consumo. Para 2013, a expectativa da FecomercioSP é de o comércio cresça 6% no Brasil e 5% na região metropolitana e no Estado de São Paulo, com R$ 1,5 trilhão em vendas no País. A tendência é de emprego e renda real em crescimento. Para a federação, o mercado de trabalho continuará aquecido no próximo ano, com uma esperada recuperação da indústria em 2013. (Estadão Conteúdo)
Mercados devem vender 6% mais
A
Associação Paulista de Supermercados (Apas) prevê que as vendas em faturamento dos supermercados paulistas deverão encerrar o ano com taxa de crescimento de 6% ante 2011, em R$ 73 bilhões, podendo chegar a R$ 74 bilhões. No ano passado, as redes do estado faturaram R$ 68 bilhões, 30% da receita total das lojas nacionais. O percentual é maior do que o projetado para todos os estabelecimentos do País pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que é de 5%. De acordo com o
economista da entidade paulista, Rodrigo Mariano, em encontro com jornalistas, apesar de um relativo alto grau de endividamento das famílias, o aumento de renda da população, com a ascensão da Classe C, e a necessidade básica por alimentos e bebidas continuarão estimulando as vendas dos itens nos estabelecimentos. Até outubro, conforme o Índice de Vendas dos Supermercados medido pela Apas, as vendas em todas as lojas do Estado cresceram 3,19%, enquanto no conceito "mesmas lojas" (abertas há, pelo menos, 12
meses) o avanço foi de 5,89%. Em outubro, ante igual mês do ano passado, as vendas gerais cresceram 0,67% e as "mesmas lojas", 0,91%. Na comparação com setembro, os percentuais de incremento de vendas foram de 1,41% e de 0,53%, respectivamente. Em volume, de janeiro até outubro, conforme levantamento da Apas com a Nielsen, houve queda de 3,1% nas vendas nos estabelecimentos paulistas. No Brasil, a Abras havia divulgado recuo de 0,4% na mesma base de comparação. "Houve uma qualificação do consumo, ou
seja, as pessoas compraram menos em volume, mas mais itens de maior valor agregado, mais caros", explicou Mariano. Entre as categorias que influenciaram o resultado estão a queda de 0,8% de bebidas não alcoólicas, de 1,2% de higiene e limpeza e 4,6% de mercearia doce. Para as vendas para o Natal paulista, a Apas aguarda crescimento de 5%, em termos reais, neste ano ante 2011, puxado pela sidra, panetone, champanhe, entre outros. No âmbito nacional, a Abras espera alta de 14,4% nas negócios. (Estadão Conteúdo)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
e
17 O arroz, o milho e a soja respondem por 85,2% da área a ser colhida e 91,3% da estimativa da produção, segundo o IBGE.
conomia
Conab eleva previsão de exportação de soja e milho A safra total de grãos do País deverá atingir 180,2 milhões de toneladas, aumento de 8,4%. Celso Junior/ Estadão Conteúdo - 04.09.08
A
Vendas externas de soja devem aumentar. Um dos motivos é o crescimento da demanda chinesa. As importações para o país asiático devem subir de 7 a 10%.
s exportações de soja do Brasil em 2012/13 foram projetadas em 36,4 milhões de toneladas, levemente acima das 36,25 milhões previstas no mês passado, segundo relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado ontem. A estatal prevê uma produção recorde no Brasil em 12/13, de 82,6 milhões de toneladas. Na safra passada, o País registrou perdas por conta da seca. Na temporada 11/12, a Conab prevê uma exportação de soja de 32,6 milhões de toneladas. As vendas externas devem aumentar, entre outros motivos, pela maior demanda chinesa, cujas importações devem crescer de 7 a 10%. A China é o maior importador global da oleaginosa. No topo – Se concretizada a previsão, o Brasil deverá superar pela primeira vez em uma t empora da o volume produzido pelos Estados Unidos, tradicionalmente o maior produtor de soja. Na previsão mais recente, o Departamento de Agricultura norte-americano aponta a produção da oleaginosa do país na atual temporada em 80,9 milhões de toneladas. A safra norte-americana já foi colhida, enquanto a brasileira ainda dependerá das condições climáticas. Até o momento, segundo a Conab, tudo vai bem em termos climáticos para a lavoura
de soja do Brasil. "O quadro se apresenta favorável em todas as regiões produtoras do País, com destaque para os Estados do Mato Grosso, Paraná e Goiás", afirmou a Conab em relatório. A soja é a principal cultura semeada no Brasil e deverá dar a maior contribuição em exportações de commodities para o País. A Conab prevê que o plantio passe de 25 milhões de hectares em 11/12 para 27,24 milhões de hectares em 12/13, aumento de quase 9%. O País está no final do plantio da safra de soja 12/13. A colheita deve começar efetivamente em janeiro. A Conab prevê que a safra total de grãos do Brasil atingirá 180,2 milhões de toneladas, aumento de 8,4% na comparação com a safra passada. Milho – Já as exportações de milho 2012/13 foram estimadas em 15 milhões de toneladas, estável em relação ao relatório do mês passado. Para 2011/12, as vendas do grão foram revisadas para um recorde de 20,5 milhões de toneladas, ante as 19 milhões previstas em novembro. A Conab afirmou que a projeção deve se realizar uma vez que "ainda existem compromissos com negociações externas e os Estados Unidos continuam dando prioridade na comercialização do milho para a demanda interna", aumentando o espaço do produto brasileiro no mercado internacional. (Reuters)
IBGE usa outro critério mas também prevê alta
A
safra brasileira de grãos em 2013 deve ser 6,9% maior do que a safra de 2012, de acordo com o segundo prognóstico divulgado na manhã de ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2013 foi estimada em 173,8 milhões de toneladas, em comparação com 162,6 milhões colhidos em 2012. A área a ser colhida deve somar 51,511 milhões de hectares, um aumento de 5,4% em relação à área em 2012. Em 2013, entre os dez produtos de maior importância analisados para a próxima safra de verão, seis mostraram aumento na produção em relação a 2012, segundo o IBGE: arroz (1,3%), feijão 1ª safra (26,5%), fumo (6,9%), mandioca (2,8%), milho 1ª safra (7,4%) e soja (23,9%). Houve estimativa de redução, entretanto para a safra de algodão (-22,5%), amendoim 1ª safra (-7,8%), batata-inglesa 1ª safra (-1,1%) e cebola (-4,0%). Quanto à área colhida em 2013, a estimativa é de aumento para o arroz (0,1%), feijão 1ª safra (18,4%), milho 1ª safra (4,6%) e soja (7,5%). Os produtos que devem ter redução na área em relação a 2012 são o algodão herbáceo (-22,4%), amendoim 1ª safra (-0,3%), batata-inglesa 1ª safra (-3,9%), cebola (-0,6%), fumo (-0,3%) e mandioca (-4,8%). Ano – Para 2012, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de novembro projeta safra de 162,6 milhões de toneladas, montante estável em relação ao levantamento de outubro, segundo o IBGE. Se confirmada, a safra será 1,6% superior à do ano passado, que foi de 160,1 milhões de toneladas. A área a ser colhida em 2012 será de 48,9 milhões de hectares, aumento de 0,4% em relação à área colhida em 2011. No entanto, houve redução de 0,2% na comparação com a avaliação do mês anterior. O arroz, o milho e a soja respondem por 85,2% da área a ser colhida e 91,3% da estimativa da produção. Em relação ao ano anterior o arroz apresenta redução na área de 13,6%, o milho um acréscimo de 7,9% e a soja, aumento de 3,6%. Quanto à produção, a do milho será 27,3% maior, enquanto a de arroz sofreu redução de 15,1% e a de soja, de 12,5%, na comparação com o ano passado. (Estadão Conteúdo)
FRENTE PARLAMENTAR DO EMPREENDEDORISMO E COMBATE À GUERRA FISCAL II Seminário Empreendedorismo em São Paulo
Convite
Programa: Foco no ambiente empreendedor municipal. Mensagem aos (às) novos (as) Prefeitos e Vereadores (as). 0 – Café de boas-vindas 1 – Abertura pelas autoridades presentes: Deputados, Vereadores e Titulares das Instituições. 2 – Informes e propostas em tramitação: a. Substituição Tributária – (SEFAZ-CAT) b. Plano Estadual de Contratações Públicas ( Sec. Plan. Des. Regional); c. Educação Empreendedora na Rede Pública Estadual (Secret. Estad. Educação); d. Estatuto Paulista das MPEs (Carlos Leony/Subsecretaria Empreendedorismo) e. Banco do Povo Paulista (Antonio Mendonça)
Os deputados Itamar Borges, presidente, e Luiz Claudio Marcolino, vice-presidente da FREPEM, têm o prazer de convidá-lo para o:
II Seminário Empreendedorismo em São Paulo Dia 10 de dezembro de 2012 das 15h às 18h, no Auditório Paulo Kobayashi - ALESP Participantes: Deputados e Instituições da FREPEM, Secretarias e Órgãos do Governo do Estado, Prefeitos e Vereadores Eleitos, Gestores, Técnicos e Agentes de Desenvolvimento Municipal. Também haverá a participação da Frente Parlamentar das Pequenas Empresas do Congresso Nacional, da Câmara Municipal de São Paulo e da Secretaria Especial do MEI da Prefeitura Municipal de São Paulo.
RSP: Favor Confirmar Presença. Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo 011 - 3886-6852, 3886-6857 frenteempreendedorismo@al.sp.gov.br
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
3 – Exemplos de Políticas Públicas Municipais de Apoio ao Empreendedorismo: a. Jamil Akio Ono (PT) – Prefeito Empreendedor eleito de Andradina. “Lei Geral Municipal, crédito e capitalização aos empreendedores locais.” b. João Cury Neto ( PSDB) – Prefeito Empreendedor reeleito de Botucatu. “Formalização de pequenos agricultores passaram a fornecer alimentos para a merenda escolar”. c. Marco Aurélio Bertaiolli (PSD) – Prefeito Empreendedor reeleito de Mogi das Cruzes. “Conjunto de medidas que beneficiam as micro e pequenas empresas adotadas pela administração municipal”. d. Milton Carlos de Mello (PTB) – Prefeito Empreendedor de Presidente Prudente. “Parque Tecnológico e Incubadora de Empresas incentivam o surgimento de empreendimentos que trabalham com inovação”. e. Rodrigo Antonio de Agostinho Mendonça (PMDB) – Prefeito Empreendedor reeleito de Bauru. “Jovens recém-formados nos cursos superiores da cidade recebem incentivos para se tornarem pequenos empresários”. 4 – Lançamentos: Distribuição do ABC do Prefeito Empreendedor e Anúncio dos Encontros Regionais sobre Políticas Públicas Empreendedores pelo SEBRAE-SP e Parceiros, com Agentes Públicos do Estado de São Paulo no ano de 2013; Divulgação, pelo Instituto do Legislativo Paulista – ILP, do curso de capacitação para pequenos empresários venderem mais para o Estado. Lançamento da carta de São Paulo II, com a pauta das MPEs para 2013. Lançamento, pelo SEBRAE Nacional, do Termo de Referência sobre Compras Governamentais com o objetivo de estabelecer diretrizes para a atuação do Sebrae UF junto aos governos estaduais, na promoção de políticas de compras governamentais que impactem positivamente no fomento dos pequenos negócios.
Palácio 9 de Julho - Av. Pedro Álvares Cabral, 201 - Ibirapuera - São Paulo - SP CEP 04097-900 - Fones: (11) 3886-6852 - (11) 3886-6857 - www.al.sp.gov.br
DIà RIO DO COMÉRCIO
18 -.ECONOMIA/LEGAIS
e Revista britânica sugere demissão de Mantega
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Dilma Rousseff parece crer que o Estado deve direcionar as decisĂľes de investimento privado. The Economist
conomia
Tiago Queiroz/ EstadĂŁo ConteĂşdo - 03.11.08
E desafia a presidente Dilma Rousseff a provar que ĂŠ pragmĂĄtica
A
penas dois anos atrĂĄs, quando Dilma Rousseff foi eleita presidente do Brasil, a economia do PaĂs vivia um "boom". Ficou paralisada e agora luta para se recuperar. Apesar do crescente esforço de estĂmulo do governo, a 'criatura moribunda' cresceu apenas 0,6% no terceiro trimestre, metade do previsto pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. A descrição acima ĂŠ da revista britânica The Economist em reportagem publicada nesta semana sobre a perda de confiança na atual equipe econĂ´mica do governo brasileira. No texto, a publicação sugere a demissĂŁo de Mantega como uma alternativa para Dilma retomar a confiança dos investidores e alcançar um segundo mandato diante da jĂĄ anunciada candidatura de AĂŠcio Neves (PSDB) Ă PresidĂŞncia da RepĂşblica. Fatores como a desaceleração nos preços das commodities e o endividamento das famĂlias sĂŁo citados como as travas atuais da atividade econĂ´mica do PaĂs. O termo "custo Brasil" tambĂŠm ĂŠ usado pela revista para explicar por que o governo precisarĂĄ contar com um esforço maior do lado da oferta – nĂŁo do consumo – para garantir o crescimento nos prĂłxi-
Queixa foi feita pela Tramontina, em 2010.
Brasil sobretaxa talheres chineses como pena antidumping mos anos, com mais investimento e aumento de produtividade. Apesar de iniciativas como a redução dos juros e a desoneração da folha de pagamentos, a taxa de investimento vem caindo nos últimos trimestres e representa hoje 18,7% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 30% no Peru e 27% no Chile, diz a revista. Clima de desconfiança – A avaliação da The Economist Ê que a intromissão do governo sobre a taxa de retorno em negócios como bancos e elÊtricas gerou desconfiança entre os investidores. "AtÊ mais que o antecessor, Luiz Inåcio Lula da Silva, Dilma Rousseff parece crer que o Estado deve direcionar as decisþes de investimento privado". Diante do quadro apresentado no texto, a sugestão final Ê de que o Banco Central errarå se decidir por mais um corte na taxa de juros e que o gover-
no deve focar na redução de custos deixando livre o "espĂrito animal" do investimento privado. A revista vai mais longe. Indica a Dilma que prove ser pragmĂĄtica como diz ser demitindo o ministro Mantega, "cujas projeçþes superotimistas minaram a confiança dos investidores", e nomeie uma equipe econĂ´mica capaz de reconquistar de vez a confiança. (Folhapress)
A
Câmara de ComÊrcio Exterior (Camex) decidiu aplicar direitos antidumping por cinco anos sobre importaçþes brasileiras de talheres de luxo e de aço inoxidåvel, provenientes da China. A decisão foi publicada na edição de ontem do Diårio Oficial da União. A Camex prevê sobretaxa de US$ 19,70 por quilo de material importado. A investigação foi iniciada após queixa em dezembro de 2010, da Tramontina, de
Inova O Petro tem 58 projetos inscritos
programa de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento EconĂ´mico e Social (BNDES) para projetos inovadores na ĂĄrea de petrĂłleo e gĂĄs concluiu sua primeira etapa de anĂĄlise de emprĂŠstimos, com demanda de R$ 2,7 bilhĂľes, informou ontem banco. O programa Inova Petro ĂŠ uma iniciativa conjunta do
4ÂŞ Vara CĂvel da Capital Citação. Prazo 20 dias. Proc. nÂş 583.00.2009.224239-3 (2775/2009). O Dr. Anderson Cortez Mendes, Juiz de Direito da 4ÂŞ Vara CĂvel da Capital, na forma da lei, etc. Faz Saber a Antonio Paulino Silva, RG. 8537124-X e CPF. 233.118.678-23 que, Dibens Leasing S/A lhe ajuizou uma ação de Reintegração de Posse do veĂculo marca Honda, tipo Fit LX-MT 1.4, cor preto, ano de fabricação/modelo 2008, placas DZJ6337, Renavan 980294428 e Chassi 93HGE57408Z210425, a qual foi CONVERTIDA EM PERDAS E DANOS. Estando o rĂŠu em local ignorado, foi deferida sua citação por edital, para que no prazo de 15 dias, a fluir apĂłs os 20 dias supra, conteste o feito, sob pena de presumirem-se verdadeiros os fatos alegados, requerendo ainda, a condenação ao pagamento da quantia de R$ 15.031,66 (quinze mil, trinta e um reais e sessenta e seis centavos), correspondente ao valor do dĂŠbito, que deverĂĄ ser acrescida de juros de mora e correção monetĂĄria desde 29/05/2012 atĂŠ a data do efetivo pagamento, bem como ao pagamento de custas processuais e honorĂĄrios advocatĂcios. SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei. SĂŁo Paulo, 22 de outubro de 2012.
Edital de Citação Prazo 20 dias Processo nÂş 405.01.2011.050490-0-a Ordem 2022/2011. A Dra. Ă‚ngela Moreno Pacheco de Rezende Lopes, JuĂza de Direito da 2 Vara CĂvel da Comarca de Osasco/SP, na forma da lei, etc..Faz Saber a Ger eral aldo do Ferreir Ferreira Lima Lima, CPF CP nÂş nÂş037. 037.694. 694.428428 57, RG nÂş 12.282. 12. 282.773/SP 773/S , que Sidnei idne Paiola Paiola, lhe ajuizou ação Monitoria, para cobrança de R$ 54.633,27 em 11/2008, representado cheque nÂş TC 000333 do Banco ItaĂş, Agencia 1145, conforme costa na inicial, pelo emitente sem pagamento. Estando o rĂŠu em local ignorado, citada fica para que em 15 dias a afluir apĂłs 20 dias supra pague o debito ou oponha embargos sob pena de converte-se o mandado inicial em mandado executivo (art. 1102 CPC) serĂĄ o edital afixado e publicado na forma da lei.
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que a China praticava dumping , ou seja, exportando talheres totalmente de aço inoxidåvel para o Brasil a preço inferior do praticado no mercado chinês. "Ficou determinada a existência de dumping nas exportaçþes do produto em questão da China para o Brasil e dano à indústria domÊstica decorrente de tal pråtica", diz o texto publicado no Diårio Oficial. No entanto, as açþes do governo federal para refor-
BNDES, da Petrobras e da Finep. "O objetivo ĂŠ apoiar fornecedores brasileiros para a cadeia produtiva da indĂşstria de petrĂłleo e gĂĄs natural, contribuindo, dessa forma, para o cumprimento da polĂtica de conteĂşdo local e para o ganho de competitividade e sustentabilidade da cadeia nacional de fornecedores", informou o BNDES em nota.
çar a defesa comercial com imposição de tarifas contra produtos artificialmente mais baratos da China nĂŁo tĂŞm funcionado. SĂŁo considerados talheres de elevado padrĂŁo todos os utensĂlios de cozinha utilizados para cortar, misturar, servir ou levar os alimentos Ă boca. Fazem parte desta categoria todos os tipos de facas, alĂŠm de pinças para açúcar, escumadeiras, conchas e artefatos semelhantes. (AgĂŞncias)
A demanda de R$ 2,7 bilhĂľes corresponde a 58 projetos apresentados na primeira etapa do programa, concluĂda em 30 de novembro. Os recursos solicitados estĂŁo prĂłximos do orçamento total previsto para o programa, de R$ 3 bilhĂľes. A previsĂŁo ĂŠ que em meados de janeiro seja divulgado o resultado da seleção. (Reuters)
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Citação. Prazo 20 dias. Proc. 0109616-23.2008.8.26.0003. O Dr. Paulo Furtado de Oliveira Filho, Juiz de Direito da 3ÂŞ Vara CĂvel Regional do Jabaquara, Faz Saber a Henrique Wanderson Vieira Gandra, RG 26.658.743-4-SSP/SP, CPF/MF 254.645.968-60, que Instituto Educacional SeminĂĄrio Paulopolitano, lhe ajuizou ação SumĂĄria, para cobrança de R$ 6.943,82, oriunda de prestação de serviços educacionais, devidas de fevereiro a junho de 2006, bem como dos cheques nÂşs 010034, 010035, 010036, 010037 e 010038, no valor de R$ 362,11 cada, devolvidos por falta de fundos. Estando o rĂŠu em lugar ignorado, pelo presente edital, fica citado para que no prazo de 15 dias, apĂłs os 20 dias supra, conteste a ação, sob pena de revelia, presumindo-se verdadeiros os fatos alegados.
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DiĂĄrio do ComĂŠrcio
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DIà RIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
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ECONOMIA/LEGAIS - 19 A fração de jovens desempregados com atÊ 25 anos de idade na França subiu para 24,9%.
conomia
Amazon.com e Google lançam lojas no Brasil
Desemprego na França Ê o maior em 13 anos
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Ambas jå começaram a vender livros digitais. A loja do Google tambÊm permite o aluguel de filmes.
Apple tira parte de produção da China para os EUA
A
Apple planeja levar de volta aos Estados Unidos em 2013 parte da produção dos computadores Mac que estĂŁo sendo fabricados na China, disse ontem o presidenteexecutivo Tim Cook. Os custos trabalhistas mais baixos fizeram as companhias norteamericanas transferirem a produção para a China, mas a tendĂŞncia de alta salarial no paĂs asiĂĄtico tem diminuĂdo essa "vantagem" perante os Estados Unidos. A companhia vai gastar mais de US$ 100 milhĂľes para montar os computadores nos Estados Unidos, afirmou Cook em entrevista Ă Bloomberg. Segundo Cook, somente uma das linhas do Mac serĂĄ fabricada exclusivamente nos Estados Unidos, o restante serĂĄ dividido. (Reuters)
O
mercado brasileiro de livros eletrĂ´nicos iniciou um novo capĂtulo a partir de ontem, quando as lojas online da Amazon.com e do Google chegaram ao PaĂs e deram mostra da crescente concorrĂŞncia neste segmento, resultado da disseminação de tablets e smartphones. Na madrugada de quintafeira, a Amazon.com lançou sem alarde a versĂŁo brasileira de sua loja de ebooks, ingressando em um mercado que jĂĄ estĂĄ sendo explorado por nomes nacionais como Saraiva, Livraria Cultura e Iba. Segundo alguns usuĂĄrios, na estreia da Amazon.com foram registrados problemas de tradução de itens do inglĂŞs para o portuguĂŞs. AlĂŠm disso, parte das mensagens de confirmação de compra veio em inglĂŞs e nĂŁo em portuguĂŞs. Enquanto isso, o Google anunciou que a loja Play passou a vender livros digitais e filmes, alĂŠm dos aplicativos para Android que jĂĄ oferecia. A loja online da Amazon foi aberta com catĂĄlogo de cerca de 1,4 milhĂŁo de livros digitais, mais de 13 mil deles em
Shannon Stapleton/Reuters
portuguĂŞs. A maior varejista da Internet informou ainda que começarĂĄ a vender no Brasil "nas prĂłximas semanas" o prĂłprio leitor de ebooks, o Kindle. O preço sugerido pela Amazon para o Kindle no Brasil ĂŠ de R$ 299, enquanto nos Estados Unidos ele custa a partir de US$ 69 (cerca de R$ 140). O Kobo, da Livraria Cultura, sai por R$ 399. A estreia da Amazon ocorreu apĂłs meses de rumores sobre a chegada ao Brasil da companhia, inclusive com especulaçþes de uma possĂvel associação com um grupo local para entrar no PaĂs com mais força. Com a chegada da Amazon ao Brasil, a empresa tambĂŠm lançou plataforma de publicação KDP para autores e editores independentes, que poderĂŁo disponibilizar seus livros pela companhia. JĂĄ a iniciativa do Google tambĂŠm permite o aluguel de filmes de estĂşdios como NBCUniversal, Paramount, Sony, Fox e Walt Disney, serviço esse que jĂĄ conta com nomes como Netflix, Netmovies e Net. (Reuters)
O preço sugerido pela Amazon para o Kindle no Brasil Ê de R$ 299
desemprego na França chegou a 10,3% no terceiro trimestre de 2012, o maior nĂvel em 13 anos, segundo publicação do escritĂłrio de estatĂsticas INSEE. A taxa, baseada nos critĂŠrios definidos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostrou o tamanho do desafio que enfrenta o presidente François Hollande, enquanto ele tenta reverter a tendĂŞncia de alta. A fração de jovens desempregados subiu consideravelmente para 24,9%, ante os 23,6% registrados anteriormente entre a população de atĂŠ 25 anos de idade. Foi o nĂvel mais alto registrado desde o inĂcio da medição, em 1996. Descontando-se territĂłrios como as ilhas caribenhas da Martinica e Guadalupe, o desemprego no territĂłrio francĂŞs foi de 9,9% no perĂodo, 0,1 ponto percentual acima do trimestre anterior. Significa que 2,83 milhĂľes de pessoas estĂŁo sem trabalho no paĂs, cerca de 3% a mais do que no ano anterior. Segundo medição do MinistĂŠrio do Trabalho, que nĂŁo leva em conta os mesmos critĂŠrios da OIT, sĂŁo 3 milhĂľes de desempregados, o maior Ăndice em 14 anos. (Folhapress)
Ivory Administração e Participaçþes S/A - CNPJ 10.743.356/0001-79 - Relatório da Diretoria - Demonstraçþes Contåbeis encerradas em 31 de dezembro de 2011 Balanço Patrimonial Ativo Circulante Disponibilidades Total do Circulante Não Circulante Imobilizado Total do Não Circulante Total do Ativo
2011
Demonstração de Fluxo de Caixa - MÊtodo Direto
Demonstração do Resultado do ExercĂcio 2010
2.855.139,35 2.855.139,35
411.803,47 411.803,47
9.818.254,00 9.818.254,00 12.673.393,35
8.209.754,00 8.209.754,00 8.621.557,47
Passivo 2011 2010 Circulante Contas a Pagar 2.828.495,83 3.306.210,00 Obrigaçþes TributĂĄrias 53.933,29 15.936,35 EmprĂŠstimos e Financiamentos 3.746.566,18 950.000,00 Total do Circulante 6.628.995,30 4.272.146,35 PatrimĂ´nio LĂquido Capital Social 3.244.755,00 3.244.755,00 Reserva de Lucros 2.799.643,05 1.104.656,12 Total do PatrimĂ´nio LĂquido 6.044.398,05 4.349.411,12 Total do Passivo 12.673.393,35 8.621.557,47
Receita Operacional Bruta Impostos e Cancelamentos Receita Operacional LĂquida Custos dos Serviços / Vendas Lucro Operacional Bruto Despesas Operacionais Despesas Administrativas Despesas com Pessoal Despesas TributĂĄrias Receitas / Despesas Financeiras Outras Despesas Resultado Operacional LĂquido Resultado NĂŁo Operacional Lucro LĂquido antes ProvisĂľes ProvisĂŁo IR e CS Lucro LĂquido do PerĂodo
2011 1.664.544,28 (234.741,43) 1.429.802,85 0,00 1.429.802,85
2010 1.208.310,21 (151.567,46) 1.056.742,75 0,00 1.056.742,75
(196.888,32) 0,00 (93.042,71) 15.115,11 0,00 1.154.986,93 540.000,00 1.694.986,93 1.694.986,93
(93.563,16) 0,00 (46.136,75) (1.510,99) 0,00 915.531,85 915.531,85 915.531,85
Demonstração das Mutaçþes do PatrimĂ´nio LĂquido Capital Social
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ‡ĂƒO
GOVERNO DO ESTADO DE SĂƒO PAULO
FDE AVISA: PREGĂƒO ELETRĂ”NICO DE REGISTRO DE PREÇOS NÂş 57/00199/12/05 OBJETO: CONTRATAĂ‡ĂƒO DE SERVIÇOS DE INFRAESTRUTURA COM MANUTENĂ‡ĂƒO CORRETIVA, MANUTENĂ‡ĂƒO PREVENTIVA, INSTALAÇÕES, DESINSTALAÇÕES E REMANEJAMENTOS EM REDE DE TELEFONIA, LĂ“GICA E ELÉTRICA, EM UNIDADES ESCOLARES DA REDE PĂšBLICA ESTADUAL DE SĂƒO PAULO E DEMAIS Ă“RGĂƒOS VINCULADOS A FUNDAĂ‡ĂƒO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ‡ĂƒO - FDE comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta licitação para contratação de serviços de infraestrutura com manutenção corretiva, manutenção preventiva, instalaçþes, desinstalaçþes e remanejamentos em rede de telefonia, lĂłgica e elĂŠtrica, em Unidades Escolares da Rede PĂşblica Estadual de SĂŁo Paulo e demais ĂłrgĂŁos vinculados. As empresas interessadas poderĂŁo obter informaçþes e verificar o Edital a partir de 07/12/2012, no endereço eletrĂ´nico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na SupervisĂŁo de Licitaçþes, na Av. SĂŁo LuĂs, 99 - RepĂşblica - CEP: 01046-001 SĂŁo Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 17:00 horas, ou verificar o edital na Ăntegra, atravĂŠs da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessĂŁo pĂşblica de processamento do PregĂŁo EletrĂ´nico serĂĄ realizada no endereço eletrĂ´nico www.bec.sp.gov.br, no dia 20/12/2012, Ă s 09:30 horas, e serĂĄ conduzida pelo pregoeiro com o auxĂlio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epĂgrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverĂŁo obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serĂŁo encaminhadas, por meio eletrĂ´nico, apĂłs o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do inĂcio do prazo para envio da proposta eletrĂ´nica serĂĄ de 07/12/2012, atĂŠ o momento anterior ao inĂcio da sessĂŁo pĂşblica. HERMAN JACOBUS CORNELIS VOORWALD Respondendo pela PresidĂŞncia Decreto s/nÂş de 03/10/2012
Equatorial Sistemas S/A - CNPJ/MF nÂş 01.111.976/0001-02 - NIRE 35.300.319.231 Edital de Convocação para a Assembleia Geral ExtraordinĂĄria de 13 de dezembro de 2012 Conforme determina o artigo 28 do Estatuto Social da Equatorial Sistemas S/A, ficam os Srs. Acionistas convocados para comparecer Ă Assembleia Geral ExtraordinĂĄria da Companhia, que serĂĄ realizada no dia 13 de dezembro de 2012, Ă s 14:00 horas, na sede social localizada na cidade de SĂŁo JosĂŠ dos Campos, Estado de SĂŁo Paulo, na Av. Shishima Hifumi, nÂş 2911, sala 109, Parque TecnolĂłgico UNIVAP, bairro Urbanova, a fim de deliberar acerca da seguinte ordem do dia: (a) o aumento do capital social da Companhia no montante de R$ 5.500.000,00 (cinco milhĂľes e quinhentos mil reais), mediante a emissĂŁo de 5.500.000 (cinco milhĂľes e quinhentas mil) novas açþes ordinĂĄrias, nominativas e sem valor nominal, com preço de emissĂŁo de R$ 1,00 (um real) cada, passando o capital social de R$ 5.500.000,00 (cinco milhĂľes e quinhentos mil reais) para R$ 11.000.000,00 (onze milhĂľes de reais); (b) a redução do capital social da Companhia no montante de R$ 5.500.000,00 (cinco milhĂľes e quinhentos mil reais), mediante a absorção de prejuĂzos acumulados registrados no Balanço Patrimonial de 31 de dezembro de 2011 e de parte dos prejuĂzos do exercĂcio corrente registrados no Balancete de Verificação de 31 de outubro de 2012, sem o cancelamento de açþes, passando o capital social de R$ 11.000.000,00 (onze milhĂľes de reais) para R$ 5.500.000,00 (cinco milhĂľes e quinhentos mil reais); (c) a alteração do Artigo 5Âş do Estatuto Social da Companhia, em consequĂŞncia do aumento e da redução do capital social; (d) a alteração do Artigo 13 do Estatuto Social da Companhia e consolidação do Estatuto Social; e (e) a renĂşncia do Sr. Vincent Jacob do cargo de membro do Conselho de Administração e a eleição da Sra. Vanessa Csala como novo membro do Conselho de Administração. SĂŁo JosĂŠ dos Campos / SP, 4 de dezembro de 2012. CĂŠsar Celeste Ghizoni - Presidente do Conselho de Administração PREFEITURA MUNICIPAL DE SĂƒO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAĂšDE – FUNDO MUNICIPAL DE SAĂšDE PREGĂƒO ELETRĂ”NICO FMS NÂş 114/2012 – PROCESSO ADMINISTRATIVO NÂş 2753/2012 Faço pĂşblico, de ordem do Senhor SecretĂĄrio Municipal de SaĂşde, que se encontra aberto o PregĂŁo EletrĂ´nico FMS nÂş 114/2012, tendo como objeto o registro de preços de insumos mĂŠdico-hospitalares para uso em nossas Unidades de SaĂşde e outros departamentos, conforme caracterĂsticas, especificaçþes e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na Ăntegra poderĂĄ ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitaçþes. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ĂŁo atĂŠ as 8 horas do dia 21 de dezembro de 2012, e o inĂcio da sessĂŁo de disputa de preços serĂĄ Ă s 9 horas do dia 21 de dezembro de 2012. Maiores informaçþes pelo telefone (16) 3362-1350. SĂŁo Carlos, 06 de dezembro de 2012. Marcelo Sorrechia - Pregoeiro
COMUNICADO - BRILHANTE RECREAÇÕES LTDA. – ME. CNPJ nÂş 00.834.257/0001-49, CCM 2.399.0805, comunica o extravio dos documentos fiscais: NFS. sĂŠrie “Aâ€? do nÂş 001 A 600, autorização 129 e livros fiscais mod. 51 e 57 nÂş 01. AVISO DE RESCISĂƒO DE CONTRATO - Informamos a Senhora ANALIA LACERDA HOTT que o Instrumento Particular de Promessa de Venda e Compra e Outras Avenças, firmado com VESPOLI ENGENHARIA E CONSTRUĂ‡ĂƒO LTDA, em 15/12/2007, encontra-se rescindido conforme clĂĄusula 6.2.1 alĂnea b, desde 05/12/2012; outrossim, informamos que aguardamos contato para efetuar os trâmites finais previstos no referido Instrumento.
FALĂŠNCIA, RECUPERAĂ‡ĂƒO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ‡ĂƒO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição CĂvel do Tribunal de Justiça de SĂŁo Paulo, foram ajuizados no dia 06 de dezembro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falĂŞncia, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: UBR Partners Administração e Serviços Ltda. Requerido: Espaço Arte ComĂŠrcio e Montagens Especiais Ltda. – ME. Avenida Celso Garcia, 2.024 – BrĂĄs - 1ÂŞ Vara de FalĂŞncias.
Descrição Saldo em 31/12/2010 Subscrição do Capital Social Lucro LĂquido apurado no PerĂodo Distribuição de Lucro aos SĂłcios TransferĂŞncia para Reserva de Lucros Saldo em 31/12/2011
3.244.755,00 0,00 0,00 3.244.755,00
Reservas de Lucros
Lucros Acumulados
1.104.656,12 0,00 0,00 1.694.986,93 2.799.643,05
Distribuição de Lucros
0,00 0,00 1.694.986,93 0,00 -1.694.986,93 0,00
GOVERNO DO ESTADO DE SĂƒO PAULO EDITAL DE PREGĂƒO ELETRĂ”NICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE MISTURA PARA O PREPARO DE LEITE COM (MORANGO, MORANGO TIPO MILK SHAKE, FRUTAS, FRUTAS E AVEIA, IOGURTE E FRUTAS, BAUNILHA, CHOCOLATE E CEREAIS TIPO FRAPĂŠ) / MISTURA PARA O PREPARO DE CAFÉ COM LEITE / MISTURA PARA O PREPARO DE CAFÉ COM LEITE TIPO CAPUCCINO. PREĂ‚MBULO - EDITAL DE PREGĂƒO ELETRĂ”NICO n° 094/2012. PROCESSO n° 12664/0000/2012. OFERTA DE COMPRA N° 080358000012012OC00125. ENDEREÇO ELETRĂ”NICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. DATA DO INĂ?CIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRĂ”NICA: 07/12/2012. DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSĂƒO PĂšBLICA: 20/12/2012 – 10:00 h. EDITAL DE PREGĂƒO ELETRĂ”NICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE SUCO DE LARANJA INTEGRAL E NÉCTAR DE ABACAXI. PREĂ‚MBULO - EDITAL DE PREGĂƒO ELETRĂ”NICO n° 095/2012. PROCESSO n° 12667/ 0000/2012. OFERTA DE COMPRA N° 080358000012012OC00126. ENDEREÇO ELETRĂ”NICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. DATA DO INĂ?CIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRĂ”NICA: 07/12/2012. DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSĂƒO PĂšBLICA: 20/12/2012 – 10:00 h. EDITAL DE PREGĂƒO ELETRĂ”NICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE CARNE BOVINA EM CONSERVA E ALMĂ”NDEGA BOVINA AO MOLHO. PREĂ‚MBULO - EDITAL DE PREGĂƒO ELETRĂ”NICO n° 096/2012. PROCESSO n° 12671/0000/2012. OFERTA DE COMPRA N° 080358000012012OC00127. ENDEREÇO ELETRĂ”NICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. DATA DO INĂ?CIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRĂ”NICA: 07/12/2012. DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSĂƒO PĂšBLICA: 20/12/2012 – 10:00 h.
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ‡ĂƒO
COORDENADORIA DE INFRAESTRUTURA E SERVIÇOS ESCOLARES
DAMOVO DO BRASIL S.A. CNPJ nÂş 56.795.362/0001-70 - NIRE 35.300.113.691 Edital de Convocação para AssemblĂŠia Geral ExtraordinĂĄria Ficam os Srs. Acionistas convocados, nos termos do artigo 124, §1Âş, inciso I, da Lei das Sociedades AnĂ´nimas (Lei nÂş 6.404/76) e nos termos do artigo 8Âş do Estatuto Social da Companhia, para se reunirem em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria, que se realizarĂĄ no prĂłximo dia 17 de dezembro de 2012, Ă s 09:00 horas, na sede social, localizada no MunicĂpio de Barueri, Estado de SĂŁo Paulo, na Alameda MamorĂŠ, 535 – Alphaville Industrial - 19Âş andar - sala 1.902, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: (i) aprovar a nova redação ao artigo 22 do Estatuto Social da Companhia, com fundamento no artigo 175 da Lei das Sociedades AnĂ´nimas, para alterar o exercĂcio social da Companhia para o perĂodo compreendido entre o dia 1Âş de fevereiro de um ano ao dia 31 de janeiro do ano seguinte, ressaltando que o primeiro exercĂcio social apĂłs a aprovação desta modi cação, e somente este, terĂĄ duração de um (1) ano e um (1) mĂŞs; (ii) aprovar a distribuição de dividendos intermediĂĄrios/intercalares, no montante global de R$1.200.000,00 (um milhĂŁo e duzentos mil reais), com base no balanço levantado em 30 de junho de 2012, nos termos dos artigos 23 do Estatuto Social da Companhia e 204 da Lei das Sociedades AnĂ´nimas; SĂŁo Paulo, 06 de dezembro de 2012. Diretor Presidente. (06, 07 e 08/12)
Companhia AgrĂcola Usina Jacarezinho CNPJ/MF nÂş 61.231.478/0001-17 - NIRE 35.3.0001135-0 Edital de Convocação - AssemblĂŠia Geral ExtraordinĂĄria Ficam os senhores acionistas da Companhia AgrĂcola Usina de Jacarezinho (“Companhiaâ€?) devidamente convocados a participarem, em primeira convocação, da AGE que se realizarĂĄ no dia 18/12/2012, Ă s 17hs, no prĂŠdio da sede da Companhia, localizada nesta Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Rua Leopoldo Couto de MagalhĂŁes, 110, CondomĂnio EdifĂcio JK Tower, cjs. 21 e 22, parte, Jardim Paulista, CEP 04542-000, para deliberarem sobre (i) o aumento do capital social da Companhia em atĂŠ R$ 80.000.000,00, com a emissĂŁo de novas açþes; (ii) o laudo de avaliação da Companhia e demais documentos a serem utilizado para o aumento de capital; (iii)os atos da Diretoria para o aumento do capital social; (iv) demais assuntos correlatos e de interesse da Companhia. Os documentos relacionados aos temas a serem deliberados na Assembleia se encontram Ă disposição dos acionistas na sede da Companhia. SĂŁo Paulo, 07/12/2012. A Diretoria. (7, 8 e 11/12/2012)
COMPANHIA METALĂšRGICA PRADA
CNPJ NÂş 56.993.900/0001-31 CONVOCAĂ‡ĂƒO Convocamos os Senhores Acionistas da Companhia MetalĂşrgica Prada (“Companhiaâ€?) a se reunirem em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria, que deverĂĄ se realizar Ă s 14:00 horas do dia 14 de dezembro de 2012, na sede social, Ă Rua Engenheiro Francisco Pita Brito, 138, a fim de deliberar sobre a seguinte ordem do dia: (i) aprovar a homologação do aumento do capital social da Companhia e (ii) aprovar a alteração do Artigo 5Âş do Estatuto Social da Companhia, de forma a refletir o aumento do capital social. SĂŁo Paulo, 7 de dezembro de 2012 A Diretoria
Câmara de ComÊrcio Brasil - Costa CNPJ/MF nº 08.036.265/0001-51 Edital de Convocação Neste ato, representada por seu Diretor-Presidente, CONVOCA todos os membros de sua diretoria, Conselho Fiscal e demais interessados, a participarem de AssemblÊia Geral Ordinåria e Extraordinåria, que farå realizar-se no dia 17/12/2012, às 8:30 e às 11:00 hs. da manhã, no endereço sito na Rua 24 de Maio, 77 – 12º Andar – Cj. 1202 – Centro – SP. David Cruz Costa e Silva – Diretor-Presidente
Total Geral -
4.349.411,12 1.694.986,93 6.044.398,05
Atividades Operacionais (+) Recebimento de Receitas 2.007.799,79 (-) Pagos a Fornecedores e Empregados (477.714,17) (-) Pagamento IRPJ e CSLL (-) Outros Pagamentos (298.132.,79) (=) Caixa LĂquida Atividades Operacionais 1.231.952,83 Atividades de Financiamento (+) EmprĂŠstimos obtidos 2.796.566,18 (=) Caixa LĂquida Atividades de Financiamentos 2.796.566,18 Atividades de Investimentos (-) Aumento do Ativo NĂŁo Circulante (1.608.500,00) (+) Juros recebidos 23.316,87 (=) Caixa LĂquida Atividade de Investimentos (1.585.183,13) Aumento / Redução no Caixa e Equivalentes 2.443.335,88 Caixa e Equivalentes - ano 2010 411.803,47 Caixa e Equivalentes - ano 2011 2.885.139,35 Notas Explicativas Ă s Demonstraçþes Financeiras SumĂĄrio das Principais PrĂĄticas ContĂĄbeis 1. Apresentação das Demonstraçþes Financeiras. As Demonstraçþes Financeiras estĂŁo elaboradas em conformidade com a Lei das Sociedades AnĂ´nimas e Legislação TributĂĄria em vigor. 2. Principais PrĂĄticas ContĂĄbeis: As principais PrĂĄticas ContĂĄbeis adotadas na elaboração e apresentação das demonstraçþes financeiras sĂŁo resumidas como seguem: a) apuração do resultado: As Receitas e Despesas estĂŁo demonstradas obedecendo ao regime de competĂŞncia. 3. Capital Social: O Capital Social ĂŠ de R$ 3.244.755,00 (trĂŞs milhĂľes, duzentos e quarenta e quatro mil, setecentos e cinquenta e cinco reais) totalmente subscrito e integralizado, representado por 3.244.755 (trĂŞs milhĂľes, duzentos e quarenta e quatro mil, setecentos e cinquenta e cinco) açþes, no valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada uma. Christopher Ivy Horner Hoe - Presidente; Carlos Eduardo Mendes Clivati - Contador - CRC1SP166841/O-2
PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA ABERTURA EDITAL RESUMIDO PREGĂƒO PRESENCIAL NÂş 271/2012 A Prefeitura torna pĂşblico que se acha reaberto no Depto. de Licitaçþes e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, nÂş 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nÂş 271/12, referente Ă â€œContratação de empresa especializada para locação de serviços de trator sobre esteiras, modelo D4, a ser utilizado pela Secretaria de Obras e Serviçosâ€?, com encerramento dia 19/12/12 Ă s 15h30, e abertura Ă s 16h. O edital estarĂĄ disponĂvel no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informaçþes poderĂŁo ser obtidas no endereço supra das 8h Ă s 17h ou atravĂŠs do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 06 de dezembro de 2012. PREGĂƒO - REGISTRO DE PREÇOS NÂş 341/2012 A Prefeitura torna pĂşblico que se acha aberto no Depto. de Licitaçþes e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, nÂş 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PPRP nÂş 341/12, referente Ă â€œAquisição de material de expedienteâ€?, com encerramento dia 19/12/12 Ă s 08h, e abertura Ă s 08h30. O edital estarĂĄ disponĂvel no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informaçþes poderĂŁo ser obtidas no endereço supra das 8h Ă s 17h, ou atravĂŠs do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 06 de dezembro de 2012. PREGĂƒO - REGISTRO DE PREÇOS NÂş 342/2012 A Prefeitura torna pĂşblico que se acha aberto no Depto. de Licitaçþes e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, nÂş 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PPRP nÂş 342/12, referente Ă â€œAquisição de materiais de consumo diversosâ€?, com encerramento dia 19/12/12 Ă s 14h, e abertura Ă s 14h30. O edital estarĂĄ disponĂvel no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informaçþes poderĂŁo ser obtidas no endereço supra das 8h Ă s 17h, ou atravĂŠs do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 06 de dezembro de 2012.
DVB PARTICIPAÇÕES LTDA
CNPJ/MF NÂş 13.005.377/0001-85 – NIRE: 35.224.940.251 Extrato da 3ÂŞ Alteração do Contrato Social (Redução de Capital) Os sĂłcios I. DANIEL DE VASCONCELOS BRETT; II. LUIZA HELENA DE VASCONCELOS BRETT; Ăşnicos sĂłcios da DVB PARTICIPAÇÕES LTDA., sociedade empresĂĄria limitada, com sede na Rua Ourânia, nÂş. 77, apto. 42, Alto de Pinheiros, em SĂŁo Paulo/SP, inscrita no CNPJ nÂş 13.005.377/000185 (“Sociedadeâ€?), com seu ato constitutivo arquivado na Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo (“JUCESPâ€?) sob o nÂş 35.224.940.251 e Ăşltima alteração contratual arquivada na JUCESP sob 83.028/11-0, em 10.03.2011; aprovaram a alteração do Contrato Social da Sociedade conforme o estabelecido a seguir: 1. Tendo em vista julgarem ser excessivo o atual capital social da Sociedade em relação ao desenvolvimento de suas atividades atuais e futuras, os sĂłcios deliberaram e aprovaram, com fundamento no artigo 1.082, II do CĂłdigo Civil, por unanimidade, reduzir o capital social em R$ 487.166,00 (quatrocentos e oitenta e sete mil, cento e sessenta e seis reais), representado por 487.166 (quatrocentas e oitenta e sete mil, cento e sessenta e seis) quotas, as quais sĂŁo, neste ato, devidamente canceladas proporcionalmente, de acordo com a participação de cada sĂłcio no capital social. 2. O montante da redução de capital aprovada deverĂĄ ser restituĂdo ao sĂłcio DANIEL DE VASCONCELOS BRETT, observando a proporção de sua respectiva participação no capital social da Sociedade, conforme detalhado na 3ÂŞ Alteração do Contrato Social da Sociedade, cuja via assinada por todos os sĂłcios em 03/12/2012, encontra-se arquivada na sede da Sociedade e serĂĄ levada a registro na JUCESP apĂłs o decurso do prazo legal de 90 dias da publicação deste extrato. 3. SĂŁo Paulo, 04 de dezembro de 2012. DANIEL DE VASCONCELOS BRETT.; LUIZA HELENA DE VASCONCELOS BRETT.
Monte Santo Mineradora e Exportadora S/A. CNPJ nº 62.644.505/0001-46 Edital de Convocação para AssemblÊia Geral Extraordinåria Ficam convocados os Senhores Acionistas desta sociedade para a Assembleia Geral Extraordinåria que se realizarå no dia 15 de Janeiro de 2013, às 09 horas, em 1ª convocação, na Avenida São João, nº 239, 2º andar, sala 03, Bairro Centro, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 01035-000, para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia: 01.) Eleição da Diretoria; 02.) Outros assuntos de interesse social. Desde jå ficam os Srs. Acionistas advertidos que as deliberaçþes que vierem a ser tomadas na referida Assembleia, vincularå todos os acionistas, ainda que ausentes ou dissidentes. São Paulo, 05 de Dezembro de 2012. Monte Santo Mineradora e Exportadora S/A., João Dias – Diretor Presi(06, 07 e 08/12/2012) dente.
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
O empresário deve prever o retorno do investimento que está fazendo. Weniston Abreu, consultor da Unidade de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae
conomia
Ajuste o fluxo de caixa agora para não faltar amanhã Consultores do Sebrae dão dicas de como o empresário deve planejar as contas da empresa para evitar desequilíbrio nas finanças futuramente. Rejane Tamoto
É
mês de consumo – o melhor do ano para empresas de diversos segmentos, como o de varejo – e o empresário precisa ficar atento ao que vem pela frente. Mesmo com o caixa movimentado pelas vendas, o pequeno e médio empresário deve olhar para frente e planejar as finanças da empresa e o fluxo de caixa para 2013. Isso deve ser feito o quanto antes, já que o planejamento do fluxo de caixa é importante para evitar problemas em épocas sazonais de baixa entrada de recursos. Segundo o consultor da Unidade de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional, Weniston Ricardo de Andrade Abreu, o planejamento ajuda o empresário a fazer uma reserva financeira principalmente para o começo do ano. "Janeiro e fevereiro Essas despesas fixas devem já estar s ã o m e s e s nos quais as no plano, para que o empresas ainempresário não da estão imtenha de fazer pactadas pelos gastos adidívidas no banco. cionais de fim WENISTON RICARDO DE de ano, como ANDRADE ABREU, SEBRAE o décimo-terceiro salário dos funcionários e férias. Essas despesas fixas devem já estar no plano, para que o empresário não tenha de fazer dívidas no banco", diz o consultor do Sebrae nacional. Por isso, é hora de arrumar um tempo para sentar em frente a um computador e fazer o planejamento do fluxo de caixa para 2013. "Pode ser feito em um software especializado em gestão ou manualmente, em planilha eletrônica. O ideal é pensar nisso em novembro. Quem ainda não fez o planejamento, deve correr", afirma Abreu. O analista da unidade de Inteligência de Mercado do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), Luiz Ricardo Grecco, diz que o planejamento do fluxo de caixa deve, inclusive, prever os gastos extras com estoques no fim de ano e contratação de profissionais temporários. "O empresário que deixa para fazer isso na última hora pode contratar profissionais por um salário muito maior. Entidades de Isso também comércio e deve ser plaindústria nejado. Além transmitem disso, quem conhecimento e se antecipa pode pesquiperspectivas, o que ajuda o empresário sar melhores condições a tomar decisões. com forneceLUIZ RICARDO GRECCO, dores", afirma Grecco. SEBRAE-SP Segundo ele, essa tarefa deve ser feita com antecedência e ser revisada mensalmente. O ideal é que as projeções de caixa sejam para os próximos três meses, com revisões. Abreu, consultor nacional do Sebrae, diz que o objetivo do planejamento do fluxo de caixa é projetar o futuro (receitas e despesas) a partir de informações do histórico da empresa. Ao fazer essa projeção, com base em dados do passado, o empresário deve incluir a possibilidade de ocorrer eventos imprevistos, para os quais deve fazer uma
Dicas para entrar em 2013 com o pé direito
provisão de recursos. Para Grecco, analista do Sebrae-SP, além de seguir essa fórmula, o empresário deve acompanhar as projeções para a economia de seu País, que acabam interferindo no negócio. "É importante ser associado a entidades de comércio e indústria. Elas transmitem conhecimento e perspectivas, o que ajuda o empresário a tomar decisões", afirma. Faça sua reserva – Abreu, do Sebrae nacional, diz que um erro comum do empresário é não ter reserva financeira para imprevistos. "Ele pode fazer aquisições e, depois, não vender como esperava e a entrada de recursos não acontecer. Quem não tem reserva financeira para honrar pagamentos com fornecedores, acaba recorrendo às linhas de capital de giro dos bancos. Ao fazer isso, aumenta o custo financeiro da empresa porque terá de pagar juros", explica Abreu. Ao optar por linhas de capital de giro "extras", ou seja, para cobrir lacunas de recursos não previstos, o empre-
sário tem sua lucratividade afetada. Outro tipo de evento que impacta no fluxo de caixa é a própria variação cambial, que pode pegar de surpresa empresas que importam produtos para vender no varejo. O consultor do Sebrae nacional diz que o empresário deve verificar o quanto pode guardar para fazer uma reserva financeira em uma aplicação líquida que ao mesmo tempo, proteja o dinheiro. O valor poupado depende de cada empresa e de momentos em que ela pode guardar para fazer um fundo de reserva. No caso de empresas novas e que não têm esse histórico, Abreu recomenda uma cautela maior e a formação de uma reserva financeira de 20% a 30% do faturamento para eventuais momentos de baixa. Os recursos da reserva financeira podem ser aplicados, mas com cautela. "É bom que o dinheiro tenha um rendimento, mas deve ficar em uma aplicação líquida para que o recurso possa ser resgatado sem carência – caso te-
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nha de ser usado em uma emergência", diz Abreu. O u t r a r e g r a d o p l a n e j amento financeiro é que ele não deve ser esquecido. Tem de ser revisto a cada mês e no meio do ano, para que seja exercido. Assim, quanto mais os empréstimos bancários estejam relacionados com a operação da empresa, maior será a capacidade de aumentar os fluxos de caixas no futuro – o que consequentemente ajudará a remunerar sócios e credores. "É preciso planejar de forma adequada um empréstimo. É recomendado que seja destinado à expansão da empresa, como, por exemplo, para comprar uma máquina ou fazer uma reforma. O empresário deve prever o retorno do investimento que está fazendo", afirma Abreu.
S ERVIÇO Informações de cursos do Sebrae-SP pelo tel.: 0800 570 0800 e www.sebraesp.com.br
Empresário já planeja 2013
O
empresário Anilton Gulfier é dono de duas lojas de materiais de construção em São Paulo desde 1997, mas só hoje consegue planejar suas finanças. Neste ano, Gulfier acumulou R$ 1,5 milhão em dívidas com os bancos pela falta de planejamento financeiro e de controle de seu fluxo de caixa. "Eu tinha a gestão informatizada, mas não entendia os conceitos e tinha problemas para organizar os recursos, as contas e saber onde comprar e os prazos", diz o pequeno empresário. Há seis meses, Gulfier buscou a consultoria do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (SebraeSP) e fez cursos para aprender a fazer o planejamento e controle do caixa. Aproveitou e aprendeu a formar preços. "Fazia tudo na marra, sem ter noção de nada. Minha visão mudou e sei para onde estou indo. Em seis meses fazemos mais caixa nas lojas do que fizemos nos últimos anos", afirma. O empresário conta que já começou a fazer o de 2013. "Já vou me preparar para os meses em que vou vender menos", diz. (RT)
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A JAC aumentou de 5 mil km para 10 mil km os intervalos das revisões dos seus modelos. A decisão é resultado das análises do estado dos mais de 45 mil veículos vendidos no País. A garantia de 6 anos sem limite de quilometragem foi mantida.
Nº 443
DCARR CITROËN DS5
'Premium' à francesa Imagine um modelo top francês. Refinado, detalhes surpreendentes, como costura de pulseira de relógio nos bancos e tetos panorâmicos individuais. Tudo muito chique, tudo muito francês, por R$ 124.900. CHICOLELIS
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isto por fora, o Citroën DS5 impressiona com suas linhas arrojadas, seu tamanho imponente, seus detalhes curiosos, como aquele no formato de uma espada cromada, que sai da frente do carro, sobre os faróis (bi-xênon direcionais), seguindo até a altura do primeiro vidro lateral do carro. Difícil não ter a atenção chamada pelas rodas de 17" ou 18" (único opcional no carro), pela traseira alongada e as duas saídas do escape. O carro realmente impressiona. Mas é por dentro que o requinte francês mostra sua força. Os bancos, em couro, têm a costura nos mesmos moldes da pulseira dos relógios de marcas sofisticadas. Um relógio com mostruário análogo encanta a vista. Para os dias de sol, um teto solar para o motorista, outro para o passageiro da frente e um terceiro, para quem senta no banco traseiro. O ar-condicionado também é personalizado. O DS5 "furou" a fila na chegada ao Brasil, que já recebeu o DS3 e esperava pelo DS4. Mas a estratégia da fábrica foi colocar o top de linha na frente, para atrair mais compradores para a marca. Então, o DS4 virá em março do próximo ano. Continuando o "passeio" pelo interior do DS5 encontra-se uma decoração do tipo cockpit de avião. Muitos controles estão no teto, como os dos tetos solares, dividindo-os. O volante, recortado na parte inferior, oferece posição de um modelo esportivo e tem controle de todo o sistema de som e de velocidades: limitador e piloto automático.
Os bancos são verdadeiras poltronas e o do motorista oferece um "serviço" de massagem para aliviar o estresse do dirigir. O console central é alto, separando bem os bancos dianteiros. No banco traseiro, mesmo os mais altos ficam confortáveis nos três lugares, graças ao entreeixos de 2.727 mm. Andando – O motor THP 1.6 16V, com 165 cv e torque de 240Nm (a partir de 1.400 rpm) turbo, garante uma boa viagem, respondendo prontamente aos "reclamos" do pé direito. A máxima é de 211 km/h e a marca dos 100 km/h é atingida em 8,9s. O carro conta com os modernos sistemas de segurança, a começar pelo ABS com REF (repartidor eletrônico de frenagem) e AFU, que auxilia nas freadas de emergência. Para facilitar o dirigir, ESP (controle de estabilidade), ASR, o antipatinagem. E tem também seis air bags (frontal, lateral e cortina). O câmbio é automático, de seis velocidades, a direção eletro-hidráulica e, nas rodas, está a única escolha – além das cores – do comprador: 17" Houston, com pneus 225/50 R17 ou 18" Canaveral, calçadas com pneus 235/45 R18. O carro tem câmera de ré com tela colorida e ajuda na partida em aclives, quando ele permanece imóvel por cerca de 2 segundos após o motorista tirar o pé do freio. Um GPS tem mapeado todo o Brasil e o sistema multimídia abriga CD, MP3, tomadas USB e Jack, Bluetooth. A garantia do DS5 é de três anos e as revisões têm preços fixos, segundo o diretor geral da Citroën, Francesco Abbruzzesi.
Fotos: Divulgação
Couro, alumínio escovado, faróis bi-xênon direcionais, som de primeira linha. Tudo com a elegância francesa.
ECOSPORT
Agora, também automático. O utilitário esportivo está completo com a chegada da versão automática PowerShift, com caixa de seis velocidades e o mesmo motor 2.0 16v Flex.
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Nova transmissão garante conforto, economia e, quando o motorista quiser, boa condução esportiva para o EcoSport.
EcoSport chega em sua versão automática com câmbio inédito nos modelos nacionais, o PowerShift, câmbio automático, com seis velocidades e dupla embreagem. E ainda oferece a possibilidade de utilização manual, o que lhe confere desempenho esportivo. Com motor Duratec 2.0 16V Flex, estará à venda no início do próximo ano, em duas versões, a partir de R$ 63.390, chegando a R$ 70.890. Com dupla embreagem, as trocas de marchas são mais rápidas e suaves. Uma embreagem engata as marchas ímpares e a segunda, as pares, incluindo a ré. Assim, como explicam os engenheiros da Ford, "a próxima marcha está sempre engatada no momento em que é feita a troca". Quando o motorista dirige na posição D (automática), as trocas privilegiam o conforto e a economia, executando as trocas de marchas de forma rápida e suave, com economia. Mas se o pé direito exige
aceleração máxima, o sistema atende ao pedido com alta performance, retomando o modo econômico quando o pedal é aliviado. Além disso, o recurso do "Living Drive", através do acionamento de um botão promove reduzidas temporárias em ultrapassagens ou curvas. Tudo volta ao normal, ao D, quando a velocidade volta a ser constante. Há também o modo automático S, para condução esportiva. O motor produz 146/140 cv, com álcool e gasolina, respectivamente, e torque de 193(A)/185(G) Nm (@ 4.250 rpm). Também 4x4 – Este mesmo motor equipará a versão 4x4 permanente, que será lançada também no início do ano, mas ainda sem preços definidos. Este modelo terá câmbio manual de seis velocidades. O EcoSport 4x4 foi testado em pista de off-road e mostrou-se eficiente com seu sistema que aumenta a tração nas rodas traseiras quando o terreno assim exigir.
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NOVO DESTINO DA AVIANCA De olho nos turistas de lazer e negócios, a companhia lançou voos diários para Maceió partindo de São Paulo (escala em Salvador), Rio e Brasília.
urismo
Fotos: Divulgação
Maceió: praias e negócios. Na capital de Alagoas, praias e piscinas naturais servem de cenário para o crescente turismo de negócios Ivan Ventura
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á faz alguns anos que a cidade de Maceió, conhecida carinhosamente como a "sereia do Nordeste", é muito mais do que "O Céu, o Sal e o Sol", segundo o trecho da música Ponta de Lápis, composta por Roberto Barbosa e Marcos Maceió. Bem ao lado das piscinas naturais e suas as alvas praias, a capital de Alagoas floresce em ritmo acelerado também como um vasto e crescente cenário para o turismo de negócio. A expectativa sobre esse filão movimenta desde o governo local, o comércio e até o mais simples prestador de serviços de Maceió. Por toda a cidade, é cada vez mais visível o empenho daqueles que trabalham em oferecer não apenas um local de passeio, mas um ambiente propício para o fechamento de bons negócios ou exposição de uma marca. E, de preferência, à beiramar, regado a água-de-coco e sem os formais paletós e gravatas tão comuns neste universo pelos lados de São Paulo. Em Alagoas, o grande negócio é atrair bons negócios, sem aquele ambiente cinzento das grandes capitais ou cidades do Sul e Sudeste. E se há um marco para essa mudança de mentalidade, não há dúvidas de que foi a abertura do Centro de Exposições Ruth Cardoso, uma justa homenagem à falecida primeira-dama do expresidente, Fernando Henrique Cardoso. Inaugurado em 2005, o Centro de Exposições rapidamente passou a recepcionar os mais variados tipos de eventos e profissionais. Em seu auditó-
Acima, vista aérea da Praia do Francês, a 20 km do centro de Maceió. Ao lado, o Centro de Exposições Ruth Cardoso. Meta é acolher um grande evento por semana.
rio ou pela praça de eventos, já passaram engenheiros, profissionais da área de aviação, médicos, entre outros que usufruíram das boas instalações montadas no local. Desde que abriu as portas, a quantidade de novos eventos no espaço saltou de pouco mais de 100 eventos, em 2006, para 209 eventos, em 2009. "Para o Centro de Convenções, a nossa meta é chegar a um grande evento por semana. E já estamos pensando na ampliação do espaço", disse a secretária de Turismo do Estado, Danielle Novis. Nos últimos anos três anos, porém, a quantidade de eventos no Centro de Exposição diminuiu. Desinteresse pelo turismo de negócio? Na verdade, ele ganhou muitos concorrentes. As redes de hotéis, sejam novas ou já antigas, investiram em espaços amplos para a realização de congressos e eventos similares e se transformaram em um aliado estratégico para o complexo, muitos deles a poucas quadras do Centro de Convenções.
Alagoas possui atualmente 15 mil leitos e outros dois hotéis serão inaugurados até o fim do ano. "Serão 2 mil novos leitos criados somente esse ano, muitos deles a menos de dez minutos do Centro de Exposições", explicou Novis. O comércio local também se beneficiou dessa "brisa" de Maceió para os negócios. E chegou em altíssimo nível. Além da qualificação da produção local, lojas de outros Estados e até grifes estrangeiras se instalaram na capital alagoana há alguns anos. Para completar, Maceió viu seus antigos quiosques serem transformados em verdadeiros restaurantes de alto padrão quase na areia da praia. Alguns deles oferecem uma qualificada gastronomia com requisitados chefs locais e até "importados" e cultivam parcerias com empresas ou indústrias reconhecidas por oferecer produtos "AAA". Um exemplo é o bar e restaurante Lopana, do empresário Eduardo Sales. Sales se especializou em criar eventos à beira da praia, em casas noturnas de Maceió ou até mes-
mo em alto-mar, todos com a marca do seu notório empreendimento. O grande investimento de Sales ainda para 2012 também está relacionado ao turismo de negócios. Até o fim deste mês, ele lançará ao mar um barco de grandes proporções, mais parecido com uma plataforma, e que será utilizada na realização de grandes eventos. "Será um espaço para o lançamento de um carro ou outro produto em alto-mar. Será o primeiro de Maceió e possivelmente de todo o Nordeste", afirmou Sales, que mostrou os croquis da sua nova atração ao DC. Belezas naturais – Com a novidade de Sales, serão dois barcos que levam o nome Lopana. O primeiro, mais modesto, faz passeios diários até as famosas piscinas naturais de Pajuçara, uma espécie de trunfo inconfundível do turismo alagoano. Mas existem outras formações naturalmente belas por Alagoas, para quem pretende conciliar trabalho e passeio. É o caso das piscinas naturais de Maragogi, a pouco mais de 100 quilômetros de Maceió. E,
então, pela distância, vale ao menos dormir uma noite. Se não quiser ir tão longe, porém, ao sul (cerca de 30 km), vizinha da capital alagoana, há uma boa opção de passeio para quem gosta de história. A cidade de Marechal Deodoro – que leva esse nome em homenagem ao protagonista da Proclamação da República e que é natural de lá –, reúne construções antigas, muitas delas do século retrasado. Além das referências ao velho marechal, as residências passaram por um minucioso processo de restauração, o que inclui os restaurantes no centro, com comidas típicas. Nos menus, bobó de camarão e outras iguarias à base de frutos do mar. O muncípio, aliás, abriga a famosa e bela Praia do Francês.
De volta a Maceió, comprar uma lembrança desta viagem será inevitável. Então, vá à feira de artesanato na Praia de Pajuçara. Alguns dirão que se trata de mais uma feira à beira do mar, mas não é bem assim. Além de comidinhas e bebidas tradicionais, uma curiosidade: as lojinhas estão abarrotadas de colares, brincos e outros acessórios feitos de capim dourado, material típico do Tocantins. Essas bijuterias, nota-se, viraram uma febre entre as mulheres de Maceió e facilmente se adaptam a qualquer "look" feminino. "Depois do evento, temos muitas opções para que aproveitem a cidade, que é ótima", disse a secretaria de Turismo. Viagem a convite da Avianca
Galés de Maragogi: beleza alagoana a partir de Maceió.
Fotos: Ivan Ventura
RAIO X COMO CHEGAR A Avianca (www.avianca. com.br) opera desde 15 de outubro voos diários entre São Paulo (Guarulhos) e Maceió, escala em Salvador. Ida-e-volta a partir de R$ 685. Divulgação
ONDE DORMIR Jatiúca Hotéis e Resort: Rua Dr. Mário Nunes Vieira, 220, tel. (82) 2122-2000, www.hoteljatiuca. com.br/. Até o dia 15, diária a partir de R$ 374, com café. Hotel Ritz Lagoa da Anta: Av. Brig. Eduardo Gomes, 546, Lagoa da Anta, tel. (82) 2121-4000, www.ritzlagoada anta.com.br/. A partir de R$ 405. Matsubara Hotel: Av. Brig. Eduardo Gomes, 1551, tel. (82) 3214-3000, www.matsubarahotel. com.br/. A partir de R$ 180. Grand Oca Maragogi: www.grandocamaragogiresort.com/. A dica de resort em Maragogi.
Bar e restaurante Lopana, do empresário Eduardo Sales (à dir.), que se dedica a viabilizar eventos à beira da praia e em alto-mar.
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Nas ondas da Rádio Nacional Fotos e áudios revelam a intimidade da primeira grande voz do Brasil Rita Alves Fotos:Divulgação
Mostra Uma Rádio Ligando o Brasil: Memória da Rádio Nacional expõe acervo da emissora, como a foto acima de Herivelto Martins ao violão.
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A Nacional foi criada nos anos 30, quando o Brasil ainda estava buscando uma cara, uma imagem para si e para o resto do mundo. Carlos Eduardo França, curador da mostra.
partir deste sábado (8), o público da cidade poderá apreciar na Caixa Cultural a exposição Uma Rádio Ligando o Brasil: Memória da Rádio Nacional. A mostra tem curadoria do historiador Carlos Eduardo França e conta a história da emblemática emissora por meio de 75 fotografias do acervo da Rádio Nacional do Rio de Janeiro e gravações de programas sob guarda do Museu da Imagem e do Som (MIS/RJ). Entre os destaques, o curador cita um conjunto de fotografias de bastidores da emissora com imagens, por exemplo, de como funcionavam as radionovelas da época. Outro ponto relevante da mostra são os áudios com programas de auditório, gravações musicais, radionovelas, programas de variedades etc. No espaço, os visitantes terão a oportunidade de sentar e escutar as gravações com calma por meio de fones de ouvido. França ainda salienta outra sessão de fotos. "O terceiro destaque é um conjunto de imagens que não foram registradas na épo-
ca com o intuito de perpetuar a imagem da rádio. São fotografias muito simples que foram tiradas no calor da hora, mais para o registro do momento do que algo feito para o futuro", explica. O curador ainda esclarece que tais imagens mostram a intimidade da Rádio Nacional com fotografias de artistas como Paulo Gracindo, Herivelton Martins, Luiz Gonzaga e Dorival Caymmi (à dir.) Além de tratar sobre a trajetória da Rádio Nacional, inaugurada no dia 12 de setembro de 1936, a exposição também resgata a importância do veículo dentro da história do País. " A característica mais marcante da Rádio Nacional é a sua narrativa ampla no sentido de criar uma ideia de Brasil", diz França. "Vale lembrar que a Nacional foi criada nos anos 30 quando o Brasil ainda estava buscando uma cara, uma imagem para si e para o resto do mundo. Por ser uma rádio estatal, ela sempre teve essa preocupação de trazer todas essas influências culturais dispersas pelo
território e incluir dentro de um discurso mais unificador." Outra marca da Rádio Nacional foi a criação de mestres como Ary Barroso, Francisco Alves, Angêla Maria, Carmen Miranda, Chico Anysio, Flávio Cavalcanti (abaixo) e o programa Repórter Esso. "A Nacional foi o espaço que fomentou a arte no Brasil na primeira metade do século XX", afirma França. "Muito da concepção que a gente tem hoje do entretenimento nos grandes meios de comunicação, e a televisão é o maior exemplo deles, foi gerado na Rádio Nacional e em emissoras congêneres, como a Mayrink Veiga."
A Nacional foi o espaço que fomentou a arte no Brasil na primeira metade do século XX. Idem.
Muito da concepção que temos do entretenimento nos grandes meios de comunicação, e a tevê é o maior exemplo, foi gerado na Nacional e em emissoras congêneres. Idem.
Caixa Cultural. Praça da Sé, 111, Centro. Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: 3321-4400. Grátis. Censura: livre. Até 24 de fevereiro de 2013.
Por ser uma rádio estatal, ela sempre teve essa preocupação de trazer todas essas influências culturais dispersas pelo território e incluir dentro de um discurso mais unificador. Idem.
DOCUMENTÁRIOS Mostra reúne pontos-chave de Peter Watkins Cena de Punishment Park, um dos filmes exibidos dentro da mostra Jogo da Verdade - Os Documentários de Peter Watkins, na Caixa Cultural.
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Caixa Cultural exibe até o próximo dia 16 a mostra Jogo da Verdade – Os Documentários de Peter Watkins, com 10 filmes documentais do cineasta, crítico e teórico britânico Peter Watkins. O ciclo de filmes tem curadoria de Laura Faerman e Fernando Oliva e apresenta na próxima terça (11) um de seus destaques, o longa Edvard Munch (1973). O documentário, formado por um elenco amador, trata sobre a trajetória do pintor norueguês, cheia de dramas semelhantes à
vida de Watkins. "Outro destaque é Culloden (primeiro documentário dirigido por Watkins), uma reencenação da Batalha de Culloden e The Freethinker, docudrama sobre o dramaturgo August Strindberg", diz Laura. A curadora conta que a seleção de filmes foi feita com o objetivo de apresentar as principais questões do trabalho do cineasta, como sua crítica ao papel das mídias de massa audiovisuais e seu impacto para a sociedade, a política e o meio
Nesta edição: longa Na Terra de Amor e Ódio, roteiro, direção e produção de Angelina Jolie. Teatro: inspirações de Clarice Lispector na peça Prazer. Ensaio: internet, ratoeira de viciados. Dança: O Quebra-Nozes no Alfa. E mais: gastronomia, Casa Godinho e Caetano Veloso (à dir.).
ambiente. "Watkins coloca no centro de seu debate o próprio gênero documental na medida em que usa a linguagem dos noticiários de televisão para criar falsos documentários e assim colocar em xeque o 'acordo' do gênero com o espectador: a ideia de que o documentário exibe uma verdade absoluta." (RA)
Caixa Cultural. Praça da Sé, 111, tel.: 3321-4400. Grátis. Censura: 16 anos.
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A Guerra da Bósnia, sob o olhar de Jolie. Lúcia Helena de Camargo Paris Filmes/Divulgação
Prazer alimentado por Clarice Sérgio Roveri Ajla (Zana Marjanovic) foge dos soldados sérvios, com um colega muçulmano. Imovision/Divulgação
Argentina também tem favelas
Infância Clandestina: mãe e menino em momento ameno.
O garoto e a luta armada
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período da última ditadura militar na Argentina (1976 a 1983) é mostrado em Infância Clandestina (A rgenti na, 2011, 112 minutos) sob o prisma do garoto Juan (Teo Gutierrez Romero), cujos pais (Natalia Oreiro, e Cesar Trancoso) estão engajados na luta armada. A casa em que moram é o quartelgeneral do grupo de resistência. Aliás, as casas, porque mudam de endereço constantemente. A tensão é constante. E as conversas à mesa jamais são banais. Nos dias mais amenos, o assunto é a organização de protestos; nos mais furiosos são debatidas maneiras radicais de derrubar o governo. Quem quebra a seriedade e inventa brincadeiras é sempre o tio Beto (Ernesto Alterio). Baseado em fatos muito reais, o longa é ambientado em 1979, quando Juan chega a uma nova escola. A família está na clandestinidade. Assim, todos assumem novas identidades. O garoto, que acaba de completar 12 anos, vira Ernesto. Tem novo sobrenome e nova data de aniversário. Quando a escola prepara um "parabéns a você" em classe para ele, Juan fica genuinamente surpreso, pois desconhecia a data de nascimento anotada nos novos documentos. De todo modo, resolve que dará uma festa para os colegas. E essa é a hora em que consegue brincar, correr, se divertir e dançar com Maria, a menina que lhe atrai a atenção. Selecionado para ser o representante argentino na indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o roteiro do filme foi escrito em parceria com o brasileiro Marcelo Muller e é uma coprodução entre Brasil e Argentina. Benjamin Ávila dirige, usando na história sua própria experiência ao longo da ditadura.
O cinema argentino continua na boa fase. Em 2010 foi o ganhador do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira com o forte O Segredo dos Seus Olhos (El Secreto de Sus Ojos, 2009), de Juan José Campanella, com o incrível ator Ricardo Darín. Este ano lançou no mercado diversas boas produções. Entre as melhores está Elefante Branco (Elefante Blanco, 2012), que tem também Darín à frente do elenco. Dirigido por Pablo Trapero, o drama conta uma história baseada em fatos reais, dos padres Julián (Darín) e Nicolás (Jérémie Renier), que trabalham para ajudar moradores da favela de Villa Virgen, periferia de Buenos Aires. O local, um antro de violência, tráfico de drogas e miséria, se assemelha muito às favelas brasileiras. A polícia é corrupta e os religiosos não conseguem alterar o curso da realidade, já que o comando local da Igreja também não parece interessado em resolver os problemas. É um filme angustiante, que mostra um lado da capital argentina bem diferente daquele se vê nos programas turísticos, que costumam exibir arredores da Casa Rosada, Café Tortoni, Teatro Colón e os belos jardins e parques do bairro da Recoleta. (LHC)
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o lado do poeta Fernando Pessoa, Clarice Lispector é, seguramente, a escritora em língua portuguesa cuja obra realiza com mais constância a travessia entre a estante e o palco. O universo introspectivo e nem sempre solar da autora, esteja ele expresso em suas crônicas, romances, contos infantis ou mesmo nas reportagens que produziu, tem servido de inspiração e modelo para dramaturgos e companhias teatrais de todo o País há décadas. A fonte teatral de Clarice volta a jorrar agora em Prazer, mais recente trabalho da companhia mineira Luna Lunera, com sede em Belo Horizonte. Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, sexto livro de Clarice, publicado em 1969, está na origem da peça em cartaz no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil. Mas, neste caso, Clarice desponta mais como um ideal, um conceito, um modelo de emoção a ser capturado – o texto que surge em cena é uma criação coletiva do grupo e não emprestou uma frase sequer da autora. Apenas sua aura. "Clarice Lispector foi um deflagrador para este espetáculo, um alimento inicial.
Adriana Bastos/Divulgação
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eleza não é tudo. Mas ajuda bastante. A atriz Angelina Jolie sabe disso. Hoje já provou seu talento como atriz. O fato de ser muito bonita apenas lhe abriu as portas iniciais. Casada com o também bonitão Brad Pitt, forma com ele um dos pares mais badalados de Hollywood. Antenada com os problemas do mundo, a bela decidiu também dirigir filmes. Sua primeira incursão atrás das câmeras foi em 2007, com o documentário A Place in Time, que combina 27 sequências filmadas em diferentes pontos do mundo. Agora escreveu roteiro, dirige e produz Na Terra de Amor e Ódio (In the Land of Blood and Honey, 2011, Estados Unidos, 127 minutos) que estreia nesta sexta (7). O longa conta a história da bósnia muçulmana Ajla (Zana Marjanovic), que conhece e começa um namoro com o sérvio Daniel (Goran Kostic). Porém, começa a Guerra da Bósnia, em 1992 (terminaria em 1995). Ela é separada da irmã Lejla (Vanessa Glodjo) e do sobrinho e levada para um campo de prisioneiros, juntamente com outras mulheres jovens que são humilhadas, estupradas e colocadas para executar tarefas de cozinha e limpeza no quartel sérvio. Daniel encontra Ajla em meio às prisioneiras. Embora sem disfarçar a truculência, ele proporciona a ela certa proteção. A mulher hesita e cabe ao espectador interpretar o que se passa em sua cabeça. Ela pode ter decidido fingir ainda gostar dele para matá-lo no momento oportuno. Ou estar resignada dentro da insólita situação de prisioneira com privilégios. Pintora, ela ganha tintas e cavaletes para exercer sua arte no cárcere. O general Nebojsa (Rade Serbedzija), pai e superior hierárquico de Daniel, usa seu poder para forçar o rompimento do casal. A câmera de Jolie vai mudando a perspectiva. Em um momento enxergamos com os olhos da pintora, depois sob a ótica do militar. Em outro, terrível, estamos na pele da mãe cujo bebê é morto a tiros, simplesmente porque não parava de chorar e os soldados sérvios viram como solução atirar na criança para que se calasse. O filme custou US$ 10 milhões e não chegou a render nem um décimo disso na bilheteria dos Estados Unidos. Embora não tenha caído no gosto dos americanos, não chega a ser ruim. Nem ótimo. É um bom longa-metragem para se entender um pouco as atrocidades dessa guerra étnica, na qual morreram 200 mil pessoas e 50 mil mulheres foram estupradas.
Em especial, um trecho de Aprendizagem, aquele que diz "apesar de, devemos viver'', diz o ator Zé Walter Albinati, um dos integrantes da Luna Lunera. "A autora foi uma mobilização na fase inicial. Mas, no caminho, nos estimulamos às nossas próprias escritas, que geraram cenassolo e, posteriormente, travamos relações possíveis entre estas personagens e situações inéditas." Pra ze r é uma ação entre amigos, uma tentativa de capturar o cotidiano por aquilo que ele oferece de poesia, coragem e angústia. Enquanto preparam uma refeição possivelmente para celebrar um reencontro, quatro amigos (os atores Cláudio Dias, Isabela Paes, Odilon Esteves e Marcelo Souza e Silva) narram suas experiências pessoais em tom de depoimentos. Tentam preencher, com palavras, o hiato causado pela ausência física de um na vida do outro. São passagens a princípio triviais, que ganham significado à medida que as inúmeras histórias paralelas se revelam e se cruzam. Difícil apontar um eixo que conduza a narrativa de Prazer. A dramaturgia, que teve supervisão do autor carioca Jô Bilac, abre-se em tantos e tão diversos leques que sua ambição não parece outra senão a de encontrar, entre as inquietações comuns a todas as pessoas, um espaço para uma possível felicidade.
Prazer. Em cartaz no Centro Cultural do Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112. Centro. Tel.: 3113-3651. Sexta às 20h. Sábado às 17h e 20h. Domingo às 19h. R$ 6.
A vida de Tocqueville, o padrinho da democracia. Renato Pompeu
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randes vidas precisam de grandes biógrafos e isso é justamente o que é Alexis de Tocqueville – O Profeta da Democracia, do historiador, jornalista e empresário de celulares inglês Hugh Brogan, livro lançado no Brasil pela Editora Record seis anos depois de sua edição original na Inglaterra, sob um título que teria sido mais bem traduzido por Alexis de Tocqueville – Profeta da Democracia na Era da Revolução. Se a vida do mais famoso pensador da democracia de todos os tempos é digna de uma biografia monumental como esta, de mais de 700 páginas, não menos capacitado para escrevê-la é o autor Brogan. Afinal, este é o seu terceiro livro a respeito de Tocqueville, e Brogan passou cinco décadas se documentando e pesquisando a vida de seu biografado. Assim como Tocqueville era filho de um conde do Antigo Regime francês, Brogan é filho de um "sir" inglês e nasceu em
1936. Formado na famosa Universidade de Cambridge, ele começou a trabalhar como jornalista, aos 24 anos de idade, nada mais nada menos do que no mais prestigiado órgão jornalístico do mundo, a revista inglesa The Economist. Depois, estudou história mais profundamente nos Estados Unidos, do mesmo modo que Tocqueville foi morar nos EUA aos 25 anos, em 1831. Brogan se tornou professor em Cambridge e na Universidade de Essex, de onde saiu em 1998 para fundar a Sendo, fábrica de celulares que em 2005 vendeu para a Motorola. No ano seguinte, lançou o livro agora publicado no Brasil. Em 1973, Brogan já havia publicado um ensaio sobre seu personagem, intitulado Tocqueville. Em 1991, publicou uma coletânea da correspondência de Tocqueville. No intervalo, tinha ficado famoso entre o grande público com a edição de uma monumental história dos Estados Unidos, em
1985 pela Longman e em 1990 pela Penguin. No novo livro, Brogan conta como Tocqueville nasceu em 1805, em Paris, filho de um conde descendente de nobres normandos que ajudaram Guilherme, o Conquistador, a se apoderar da Coroa inglesa em 1066. O conde e sua mulher haviam servido o rei Luís XVI e em 1794 escaparam por pouco da guilhotina, simplesmente porque o líder da Revolução Francesa que os pretendia decapitar, Robespierre, foi ele próprio preso e decapitado. Em seguida, o conde e a condessa se refugiaram na Inglaterra, mas voltaram para a França ainda no tempo de Napoleão. O filho Alexis estudou na cidade de Metz. Com a queda de Napoleão em 1814, o conde assumiu altos postos na monarquia restaurada. Em 1830, aos 24 anos, o jovem
Alexis foi eleito deputado pelo Departamento da Mancha, mas, como não gozava da confiança da direita, por ser abolicionista e partidário do livre comércio, nem da esquerda, por ser de origem nobre, pediu ao rei para fazer uma viagem de inspeção a prisões e penitenciárias nos Estados Unidos. Ali chegou em 1831 e ali passou nove meses, dos quais tanto tempo observando e aprovando a punição física pela chibata e, principalmente, pela solitária, aos presos quanto participando de festas e banquetes. De volta, publicou um relatório sobre sua missão, mas, principalmente, lançou em 1835 o seu monumental livro Sobre a Democracia na América, um clássico sobre as virtudes políticas e econômicas da democracia de livre mercado, que na sua visão não só permitia o máximo de liberdades
individuais a que uma sociedade humana pode aspirar, como também garantia um maior bem-estar social a todos os cidadãos. Depois Tocqueville continuou ativo na política até 1851, tendo visitado ainda a Inglaterra e a Argélia recém-colonizada pela França, e ajudou a escrever a Constituição da Segunda República após a revolução de 1848. Quanto à Argélia, foi favorável à segregação entre franceses e árabes; na Constituinte, defendeu o sufrágio universal, mas não por radicalismo democrático e sim por considerar que o voto da maioria nacional de pequenos camponeses conservadores contrabalançaria e superaria o voto socialista das maiorias urbanas. Decepcionado com o fim da Segunda República e com a instauração do Segundo Império, Tocqueville abandonou a política depois de 1851, dedicando-se a fazer um balanço crítico do
Antigo Regime, vindo a falecer em 1859. Se essa é a vida pública de Tocqueville, igualmente interessantes, ou talvez ainda mais interessantes, são os aspectos privados de sua vida tal como são descritos por Brogan. Um desses aspectos é que, apesar de Tocqueville ter passado à história como ferrenho defensor da democracia, durante toda a sua vida ele sofreu a nostalgia da nobreza perdida por sua família. Uma perda que foi traumática: além de seus pais terem sido ameaçados de execução, seis membros da família foram efetivamente guilhotinados durante o chamado Terror. Ao mesmo tampo, Tocqueville sentia necessidade de escapar das origens nobres, tanto que se casou com uma plebeia inglesa nada próspera, a quem dedicou cartas apaixonadas. Sofreu também várias crises de saúde, particularmente da tuberculose que o matou aos 53 anos.
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ENSAIO
Internet: essa grande ratoeira de viciados. Roberto Taddei
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Viramos consumidores de algo que, na falta de outro termo, chamamos de conteúdo, de informação, de notícia. O que menos importa, nesse padrão de comportamento, são as informações e as notícias.
ciência provou: internet vicia. Como o crack e o caça-níqueis. Tira maior proveito quem não tem pena de explorar o vício alheio. A lógica é simples: sites da internet são construídos de acordo com uma estrutura de busca e recompensa. Cada vez que se clica em um link, há uma recompensa. O link é a busca. A página que acessamos, a recompensa. É como um sistema de biblioteconomia onde os livros estão catalogados em fichas. Para cada ficha há um título correspondente. Achando-se a ficha, encontra-se o livro. A diferença é que, na biblioteca, você lê ou consulta trechos do livro. E só então passa para outra obra. Você exercita assim a capacidade de articulação e de lidar com narrativas e grandes blocos de informação. Na internet, a página que você visita traz, muito frequentemente, muito pouco texto. O suficiente para prender sua atenção por pouco mais de um minuto. Um texto curto, uma foto, um vídeo, alguns comentários, e só. E então logo você encontra, nessa mesma página, um link para outra página, e depois outra, e enfim, muitos links para muitas páginas, numa espiral infinita de páginas. Com o Facebook, nem é mais preciso clicar em um link. Basta esperar que a sua timeline se atualize automaticamente, trazendo sempre um novo conteúdo, um texto curto, uma pequena imagem, pílulas de informação, e muita opinião. Quando você se distrai do ritmo de atualizações, o Facebook espalha
iscas acendendo um contador em vermelho que indica a quantidade de "notificações" que você não viu.
T
odo esse mecanismo é o suficiente para estimular nossos cérebros na formação de sinapses dentro de um processo chamado de reforçamento positivo. Ou seja, quanto mais clicamos em links ou esperamos pela atualização de nossa timeline e quanto mais recebemos em troca informações variadas, cada vez mais nos condicionamos a esperar respostas fáceis e imediatas aos nossos cliques, aos nossos impulsos e desejos. Viramos consumidores de algo que, na falta de outro termo, chamamos de conteúdo, de informação, de notícia. O que menos importa, nesse padrão de comportamento, são as informações e as notícias. O que queremos, como os viciados em crack e em caça-níqueis, é a sensação física desencadeada pelo cérebro a partir da obtenção da recompensa. Essa estrutura de funcionamento está toda detalhada no livro Geração Superficial, o que a internet está fazendo com os nossos cérebros (de Nicholas, Carr, Editora Agir, 2011). Seria injusto chamar os sites de informação, os portais de conteúdo e as redes sociais apenas de "fornecedores", seguindo essa analogia do vício. O fato é que um se aproveita do outro numa relação que não é, digamos, muito virtuosa. Como disse aqui na semana passada, a lógica comercial dos sites é toda construída sobre o número de
"usuários" e de páginas visitadas. Quanto mais páginas, maior o retorno comercial de um site. Como se trata de um processo de vício, não é difícil perceber que o trabalho dos sites em conquistar audiência é fácil como roubar pirulito de criança. O problema é a concorrência. São muitos disputando os mesmos pontos de venda. A maioria acaba apelando.
Nós não sabemos se somos leitores, clientes ou dependentes. Que dirá cidadãos. Na dúvida, somos chamados apenas de "usuários". A parte mais difícil é fazer com o que o usuário entre em um site. Só então é possível colocar a operação de busca e recompensa em movimento. No jargão da internet, as maneiras para se fazer isso são chamadas de técnicas (Search Engine Optimization–SEO, Viral Marketing, Brand Blogging, Seeding, e por aí vai). Como um Cyrano de Bergerac com vergonha da própria aparência, muitos sites utilizam-se dessas técnicas para oferecer aquilo que não são, na expectativa de atrair usuários. Outros, como Narcisos, acreditam tanto no que dizem ser que não temem afogar-se na própria imagem.
O
SEO, por exemplo, consiste em um conjunto de procedimentos para que páginas de um site sejam melhor identificadas e catalogadas (indexadas) por mecanismos de busca como o Google, Yahoo! e Bing. Quanto melhor indexada no Google, por exemplo, maior a chance de uma página receber visitas de usuários soltos pela rede. Entre as técnicas está a criação de títulos com palavras-chave relacionadas ao conteúdo da página. Assim, o título de um texto sobre a partilha dos recursos do pré-sal entre os Estados brasileiros deveria conter os termos Dilma, royalties, petróleo, Rio de Janeiro, Estados, partilha, disputa, Congresso e educação. Um "técnico" de SEO deve ser capaz de fazer um "bom" título com todos esses termos. Esse é apenas o estágio básico das possibilidades perniciosas do SEO. O Google tem no ar uma ferramenta (http://www.google.com.br/ trends/) onde é possível comparar os termos mais procurados relacionados a cada assunto. Assim, o "técnico" de SEO poderá saber se o termo "royalties" traz mais usuários do que "recursos", e se "petróleo" é mais apropriado do que "pré-sal". Da mesma maneira, o Google responde se é melhor escrever Rousseff ou Dilma, quando se trata da presidente da República. Ou, ainda, se presidente ou presidenta. Com essas técnicas, alguns sites conseguem índices
de até 50% de visitas provenientes do Google. O Google também fornece, em outro endereço (https://adwords.google.com/ o/KeywordTool), uma lista dos termos que podem atrair mais visitantes, uma previsão de acessos a páginas com esses termos e até mesmo quanto será possível arrecadar com anúncios caso o "técnico" em SEO utilize corretamente todas as palavras sugeridas.
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ssim, os sites de conteúdo não precisam ter muito trabalho. Basta que criem páginas, muitas páginas, que semeiem os títulos e textos com muitas palavras-chave, e que passem tudo pelo crivo de um bom "técnico" de SEO. Depois, é só esperar que cheguem os usuários. Em muitos lugares, ferramentas de SEO substituem as pautas. A partir das informações do Google, determina-se o que será escrito e publicado. E assim, aos poucos, os "técnicos" vão ocupando o lugar de jornalistas. Não existe mais uma divisão clara entre as equipes editorial, comercial e de marketing. Na confusão, nós, do outro lado, não sabemos se somos leitores, clientes ou dependentes. Que dirá cidadãos. Na dúvida, somos chamados apenas de "usuários". Este texto faz parte da série sobre internet, redes sociais, notícias e o comportamento dos usuários online. Os anteriores estão disponíveis em www.dcomercio.com.br.
Sabine Wenzel/Divulgação
NATAL Presente com pitadas de magia Rita Alves Heloisa Bortz/Divulgação
Festival reúne grupos de todo mundo
Cisne Negro Cia. de Dança exibe O Quebra-Nozes, tradicional história natalina, com música do russo Tchaikovsky (à dir.).
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Cisne Negro Cia. de Dança ocupa o palco do Teatro Alfa para exibir o espetáculo O Quebra-Nozes. A tradicional obra natalina tem trilha sonora do compositor russo Tchaikovsky e direção artística de Hulda Bittencourt. O balé conta a história de uma menina chamada Clara
que se encanta especialmente por um de seus presentes de Natal: um boneco quebranozes. "O quebra-nozes se transforma em um príncipe e leva a protagonista Clara para o Reino das Neves e para o Reino dos Doces. Depois, ela acorda com o seu boneco e vê que tudo não passou de um sonho, mas
até isso acontecer a viagem é grande", conta Dany Bittencourt, diretora de ensaios da Cisne Negro. Na estrada há 35 anos, a companhia de dança exibe sua 29ª edição de O Quebra-Nozes, sempre fazendo reformulações no cenário ou no elenco, por exemplo, para benefício do público.
Teatro Alfa. Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, tel.: 5693-4000. Segunda a Quinta, 21h. Sexta, 21h30. Sábado, 17h e 21h. Domingo, 16h e 19h. R$ 60 a 100. Censura: livre. Até 16 de dezembro.
Diversos grupos brasileiros e internacionais de dança integram a 12ª edição do Panorama Sesi de Dança, em cartaz até o próximo dia 16. No próximo sábado (8) e domingo (9), a atração são os alemães da Cia. Toula Limnaios com o espetáculo Wut (raiva em alemão), peça que trata sobre choque e protesto. (RA)
Teatro do Sesi. Av. Paulista, 1313. Metrô Trianon-Masp. Até dia 16. Quarta a sábado, 20h30. Domingo, 19h30. Grátis.
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Fotos: Tadeu Brunelli/Divulgação
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cultura
De espiões e gangues do bem Robalo assado, com purê de palmito pupunha e abóbora tostada. Leve e gostoso.
Aconchego e comida boa no restô
Drinque feito com cachaça, limão galego, limão Taiti, xarope de açúcar e licor de laranja.
Restaurante serve manjuba frita e cocadinha quente com castanha do Pará Lúcia Helena de Camargo
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ão é um restaurante grande. O Restô 607 tem apenas 40 lugares. Instalado dentro do hostel boutique Guest 607, a graça está justamente no tamanho menor, com cada canto decorado como se fosse uma casa. Essa foi a ideia da proprietária, a empresária Cassia Saldanha, ao montar o empreendimento. Ela espalhou pelos salões objetos que garimpou em suas viagens pelo Brasil e exterior. Nas paredes, quadros de artistas como Eduardo Sued e Romero Britto. Pão artesanal - O restaurante serve hóspedes e comensais eventuais, já que possui entrada tanto pela rua quanto por dentro do hostel. No café da manhã (das 7h30 às 11h), você encontra os pães feitos ali. E todos os dias há diferentes variedades. Aparecem pão francês, croissant, pão de milho, entre outros. Quem comanda a cozinha é Gustavo Rodrigues, que acaba de
retornar do Belém do Pará, onde trabalhou no Remanso do Peixe e Remanso do Bosque. O estilo dos pratos definido por ele é "brasileiro contemporâneo sem pretensão". Toda semana podem aparecer novos pratos, que incluem ingredientes encontrados por ele no Mercadão e feiras livres. "Criamos receitas e procuramos aperfeiçoar as do cardápio." Para começar, o couvert: o pão artesanal, manteiga e amuse bouche, a R$ 9 por pessoa. Na entrada, entre as melhores pedidas estão a porção de manjuba frita, servida com maionese caseira e molho de pimenta (R$ 16) e a porção de bolinho de charque com queijo coalho (R$ 17). Para prato principal, entre os mais pedidos (e deliciosos) está o arroz de galinha na panela (R$ 42). Ou prove o leve e também gostoso robalo assado, com purê de palmito pupunha e abóbora tostada (R$ 52). E a boa sobremesa é cocadinha de colherada com cas-
tanha do Pará (R$ 14). Natal - O Restô 607 servirá, no dia 24, a Ceia de Natal. Como opções de entrada, caldo verde, salada de folhas com parmesão, tomate seco e azeitonas; favas brancas com lascas de bacalhau. Para prato principal, a escolha fica com peru assado recheado com farofa; french rack de cordeiro fatiado ao molho de figos e costela de porco assada ao molho barbecue. Como acompanhamentos serão preparados arroz integral com castanhas brasileiras e frutas secas; farofa de bacon com ovo e risoto de pera com gorgonzola. E na sobremesa, os natalinos rabanada e panetone, além de creme brulê. A ceia custará R$ 180 por pessoa, incluindo espumante à vontade. As demais bebidas e o serviço serão cobrados à parte.
José Guilherme R. Ferreira
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ois “espiões” com base em Sonoma, na Califórnia, desde agosto de 2007 infiltram-se em vinhedos e adegas de todo mundo para revelar segredos de vinhos de qualidade. Concluída a espionagem, disparam “informes confidenciais” aos cadastrados no site The Wine Spies. O objetivo dos agentes Red (Jason Seeber) e White (Brandon Stauber) é ajudar os consumidores a decifrar os “códigos” do mundo do vinho. É evidente que são também agentes duplos, cooperando com pequenas vinícolas, pinçando garrafas raras e de qualidade, oferecendo pechinchas na internet. Neste momento, Red e White estão “disfarçados” com gorro de Papai Noel e podem facilmente disparar: “Sigam aquele Cab!”. No Brasil, o serviço de “vinhos legais, preços (quase) ilegais” é feito há poucos anos por uma gangue (quase) “escondida” no site SmartBuy Wines. Um serviço “limpo”, diga-se aqui emulando o humor desses negociantes virtuais. A semelhança com os espiões californianos está na carta de intenções: “Conseguimos isso (preços menores) porque somos fuçadores. E porque detestamos os preços exagerados que cobram por aí”. A empresa importa vinhos pontuados, com destaque para os californianos de primeira linha, como “investigou” e “fez carimbar os dedos" o crítico Luiz Horta, do Estadão. Mas há ofertas de vinhos italianos e argentinos também de bom calibre. SmartBuy Wines faz inteligentes tiradas à luz da história da Lei Seca nos Estados Unidos, mas esclarece todo “esquema”, a pedido dos consiglie-
ri jurídicos: o comércio das “muambas” estão dentro das mais rígidas normas de importação e distribuição, apesar dos precinhos com a cara dos praticados por “contrabandistas”. Quer um Chardonnay cult, do Chateau Montelena, a vinícola que já desbancou Chablis franceses no célebre Julgamento de Paris? A gangue “pode arranjar” por um preço camarada. Ou está procurando um Petite Sirah da família Foppiano, que desde 1896 faz vinhos na Califórnia e sobreviveu a todas as intemperanças da Lei Seca? A SmartyBuy Wines separa algumas garrafas que estavam escondidas "atrás da parede falsa" para você. Para outros “rolos” da empresa, visite o descontraído site, onde é fácil descobrir como se juntar à “quadrilha” ou como se candidatar a uma vaga de “atravessador”.
José GuilhermeR. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome) http://www.smar tbuywines.com.br
ACADEMIA INTERNACIONAL DE GASTRONOMIA Vinhos da serra gaúcha foram servidos no restaurante DOM para convidados e 19 membros da Academia Internacional de Gastronomia (AIG), em visita ao Brasil, de 1 a 8 de dezembro. No almoço de quarta-feira, comandado pelo chef Alex Atala, as harmonizações foram feitas com
Restô 607. Rua João Moura, 607, Pinheiros. Tel.: 2619-6001. http://guest607.com.br
Cave Geisse Brut 2010, Pizzato Chardonnay 2011, Pizzato Fausto Verve 2009, Miolo Lote 43 2008 e Perini Licoroso. Os encontros enogastronômicos em São Paulo e no Rio foram organizados pela anfitriã Academia Brasileira de Gastronomia.
Ofício de sambista Aquiles Rique Reis
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A decoração dos salões do Restô 607 e quartos do hostel Guest 607, da empresária Cassia Saldanha, incluem objetos que ela garimpou em suas viagens pelo Brasil e exterior. Nas paredes, quadros de artistas como Eduardo Sued e Romero Britto. O objetivo é tornar o ambiente aconchegante, parecido ao de uma casa.
m seu primeiro disco, Tania Malheiros canta músicas de qualidade, mostra-se uma intérprete de muita sensibilidade e voz saborosa. Niteroiense, jornalista, filha do saudoso cavaquinhista Mucio de Sá Malheiros, ela tem alma de sambista. Daí tratar o gênero com o respeito de quem nele reconhece a cara e o jeito carioca de ser e se manifestar. Portanto, é no samba que se ampara o repertório do CD Deixa eu me benzer (independente), para se fazer delicioso de se ouvir. Nele, Tania contou com a rica participação do maestro, pianista e arranjador Gilson Peranzzetta. O engajamento se traduziu na direção musical do trabalho, fundamental para o resultado conquistado. Peranzzetta imprime seu toque de classe em tudo o que toca. Lá está ele brilhando nos arranjos para oito dos quatorze sambas do álbum; os outros seis ficaram a cargo dos arranjos do violonista José Roberto Leão. As bases são simples, sem excessos nem mirabolantes demonstrações de virtuosidade. Bases que permitem à harmonia e ao suingue se revelarem em cada um dos doze sambas inéditos e nos dois regravados. Assim, Tania se permite cantar como se estivesse numa roda de amigos no Candogueiro, em Niterói, ou no Cariocando, no Rio de Janeiro. Sambas inéditos- Cristal Partido (Adilson Gavião e Sereno) tem arranjo de Gilson Peranzzetta. A introdução conta com gaita (Rogério Siri), acompanhada do violão de seis (Rafael Lobo) e de sete (Fernando Brandão), mais a percussão de Felipe Tauil. Com o piano de Peranzzetta, Tania desliza com graça por entre os fraseados.
Vagabundo (Anselmo Ferraz e Carlos Gomes) tem arranjo de José Roberto Leão, que toca violões de seis e de sete cordas. Eles iniciam. Chega o canto. Tania vem maneira, pisando macio. O bandolim e o cavaco de Henrique Garcia somam sua inconfundível sonoridade às baixarias do sete. A percussão (Neném Chama e Binho) dita o samba. Quem Não Sabe Amar (Gilson Peranzzetta e Paulo César Pinheiro), arranjo de Peranzzetta, tem piano e clarineta tocados por ele. O som grave da clarineta dá ao lento samba ainda mais beleza. Os versos do poeta, cantados por Tania, são como sempre belos. Palavras de Cal (Tuninho Galante e Marceu Vieira) é um samba delicado. A flauta (Dudu Oliveira) toca a introdução do arranjo de Peranzzetta. Tania se desvela nos tristes versos do samba pungente, dos mais belos do CD. Primazia (Wilson Moreira e Marcos Paiva) tem arranjo de José Roberto Leão, que também toca violões de seis e de sete cordas. E são eles que fazem a introdução. A percussão de Neném e Binho chama o samba. O sete endoida em fraseados, enquanto Tania segue seu ofício de ser sambista. Impressiona como ela o exerce: como se nada quisesse, mas tudo querendo, quebrando tudo. Fazendo do samba o seu dom. E seguindo dando um banho de tranquilidade e total ausência de afetação. Parecendo cantar para si, sem se importar com quem a ouve, mas a todos se achegando, dandolhes arrepios de incontida satisfação.
Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
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Comparação de preços entre as maiores importadoras (1) Carlos Celso Orcesi da Costa
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eber ou colecionar vinhos é um prazer caro. Portanto, causa prazer encontrar a melhor oferta, até como desculpa psicológica pelo gasto: "comprei aquele vinhaço de 200 reais por 150 porque o preço estava... imperdível". Neste mercado também há espaço para muito engodo, porque a oferta mundo afora é imensa. Não é como automóveis ou computadores, em que há 100 modelos para comparar. Difícil saber se o preço de venda é correto ou artificial. E ninguém pode conhecer todos os vinhos, sequer todos de alguma região. Por exemplo, Barolo: há produtores que cobram 100, outros 200 e outros 300. Exclusive gastos de marketing ou a fama, é difícil compreender como o "mesmo Barolo" pode custar o triplo de seu vizinho. No Brasil são várias as causas dos preços altos, a começar pela escorchante carga tributária. Pelo menos, de cada três copos que servimos, um vai para a garganta ou ralo do governo. Há também o lucro das importadoras, o chamado custoBrasil e os intermediários. Outro fator pouco analisado é o capitalismo perverso da exclusividade, que permite a cada
importadora agregar "outros critérios" ao preço real. Nos Estados Unidos você encontra Catena Zapata ou Chateaux de Beaucastel em centenas de lojas e importadoras. Lá funciona o tal do capitalismo! Persiste também a ideia de que vinho seria um "produto de luxo", pelo que os supermercados (apesar do poder de compra) cobram caro pelos "rótulos que todos compram", fiandose na ingenuidade do consumidor. Costumo dizer que apenas os ricos compram vinho em supermercado. Como a única saída é pesquisar, a solução está em utilizar a internet. É o que vem fazendo há cinco anos o enófilo Oscar Daudt do blog EnoEventos. Com a ajuda da web, Daudt compara os preços do mercado nacional com a média dos 5 melhores preços encontrados no mercado norte-americano, utilizando o site wine searcher dos EUA. Então, por exemplo, colhem o preço de um Rioja espanhol lá e o preço da mesma garrafa no Brasil, apurando o "índice de
divergência". É claro que a carga tributária e demais custos aqui são maiores, porém o objetivo não é apurar o como, mas sim o resultado da soma de todos os preços de cada importadora. Apuram qual delas aplica a menor margem de lucro, ou seja, qual delas têm, na média de todo o portifólio, o menor índice de divergência. E o Oscar Daudt do barato vai para a... Cellar, do caro Amauri Faria. Caro no sentido de barato! A
5ª edição da estatística da EnoEventos apurou que o índice de divergência da Cellar foi de 118% acima do preço americano, enquanto as duas piores colocadas (as importadoras brasileiras que, na média, praticam os mais altos preços), a última KMN pratica uma margem média de 363% e a penúltima Península 353%. Isso significa que, se uma garrafa custa US$ 10 nos Estados Unidos (média dos 5 melhores preços), seria vendido por US$ 21,80
na Cellar, por US$ 35,30 na Península e por US$ 36,30 na KMN. Em 2º lugar aparece a "Nova Fazendinha" (119%) de nome tão estranho, em 3º lugar a Qualimpor (148%), que a meu ver não deveria fazer parte da classificação por vender apenas quatro produtores, em 4º lugar a Vinci da Rua Pamplona (153%), em 5º lugar a Casa Flora (154%) e em 6º lugar a Mistral (158%). Justiça seja feita, Ciro Lilla posicionou bem as suas duas importadoras (4º e 6º) no ranking, estas sim com imenso portifólio e condições de ditar eventual rumo descendente dos preços. Em 7º lugar está a Decanter (159%), em 8º lugar a Vinhos do Mundo (180%). Com preços médios estão a Zahil-SP (208%) e a Zahil-RJ (216%) em 9º e 10º lugares. Em 11º lugar se posiciona a World Wine (221%), depois a Taste-Vin (223%) e em 13º lugar a Ana Import (227%). Em seguida – no final da fila – aparecem as importadoras com preços altos,
em 14º lugar a Inovini (235%), 15º lugar a Vinea (238%), depois a Enoteca Fasano (244%, que não existe mais, tendo sido comprada pela WWine), em 16º a Ravin (247%), em 17º a Grand Cru (248%), em 18ª a outrora líder de mercado Expand (269%), em 19º a Península (353%) e na derradeira e 20ª posição a KMN (363%). Consumidores: fiquem espertos. Esse artigo estava pronto há bom tempo. Tanto demorei para finalizá-lo que o EnoEventos divulgou a 6ª edição-2012. Leiam também (ao menos os que não gostam de pagar caro) o texto da semana que vem. Vamos usar nossa única arma: divulgar e selecionar. A Constituição Federal reza: "nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística" (art. 220). Mas não é que a turminha brava do radicalismo tenta discutir uma "lei sobre a mídia"!! Radical sou eu, absolutamente contrário a qualquer tipo de restrição. Uma das vantagens do capitalismo é justamente a competição e a ausência de segredo. Para tanto não há remédio melhor do que a informação.
TRADIÇÃO
Desde 1888, bacalhau tem nome: Casa Godinho. Armando C. Serra Negra Fotos: L.C. Leite/LUZ
Mercearia Godinho comemora 124 anos de tradição em quitutes e bacalhau norueguês.
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oje é sexta-feira. Louco por um quitute, levar para casa um bom vinho, de mãos dadas o casal atravessa o Vale do Anhangabaú no fim do expediente. Em direção à escadaria que sobe à Rua Líbero Badaró, à esquerda o compositor italiano Giuseppe Verdi (1813-1901) escreve uma partitura sob as asas da Música, em alegoria que empunha uma harpa angelical. É a imponente escultura de Amadeo Zani (1869-1944), também autor do monumento Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo, instalado no Páteo do Colégio, com 25,85 metros de altura, em 1925. A escada é íngreme, mas logo divisam o Edifício Sampaio Moreira, moradia da mais antiga e tradicional casa de iguarias, nacionais e importadas, de São Paulo. E do famoso bacalhau da Noruega. Completados 124 anos de idade, a Mercearia Godinho, carinhosamente chamada de Casa Godinho, foi inaugurada como J.M. Godinho & Cia. no longínquo ano de 1888, na Praça da Sé. Em 1924, o português José Maria abriu a filial, a que o casal se dirige. Ponto mais elegante não poderia ter escolhido, o mais alto e recém-inaugurado arranha-céu paulistano, o primeiro construído em concreto armado na cidade. Seus doze andares foram ultrapassados cinco anos depois, pelos 30 do
Edifício Martinelli. De estilo eclético tão em voga, a prefeitura o desapropriou em 2010, e nele abrigará a Secretaria Municipal de Cultura. Assim garantida a fachada do prédio, a mercearia também será preservada: "O interior da loja está em processo de tombamento pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo)", informa o proprietário Miguel Romano. Mais frequentada por quem zanza pelo centro, a Casa Godinho é a pioneira na importação, preparo e oferta do famoso bacalhau norueguês. Uma fama que perdura: "Nessa época de festas, vem gente de todo canto buscar o bacalhau", afirma Romano. Segurando um da espécie gadus mohrua pelo rabo, ele convida o casal a um passeio pelo empório. Sob a entrada, um belíssimo vitral representando os sabores da mesa observa o recinto. Pé direito alto, à esquerda estão frutas secas a granel, tinas de azeitonas várias, grão de bico, e pacotes de bacalhau bem à vista. O casal examina e pesca um (R$ 69,90 / kg). Vis-à-vis, a porta de vidro do armário oferece uísques, cachaças, licores e champagne. Embora tudo seja escolhido a dedo, e o dito pescado alçado ao pódio, parece que o forte da Casa Godinho são mesmo as bebidas:
uma vista-d’olhos revela que mais de 50% das prateleiras, ao longo do corredor, e em outros cantos, repousam os mais diversos vasilhames aguardando a vez de serem escolhidos. Em promoção, o casal escolhe para aperitivo uma Grappa Moscato (de R$ 54,95 por R$ 29,95), para a refeição um espumante Lambrusco Vittorio Emanuele (de R$ 16,50 por R$ 12,50) e como digestivo um Fernet Milano (de R$ 47,95 por R$ 29,95). Considerando a mercearia como precursora dos estabelecimentos de alto gourmet, como Bacco’s, Empório Santa Maria e os anciãos Casa Santa Luzia (1926) e Empório Chiapetta (1908) – sem esquecer os saudosos Vilex e Tudo Bom – o que a distingue é a ausência de sofisticação. Arquitetura e mobiliário à elegância da simplicidade antiga remetem ao tempo dos bons e velhos armazéns de secos e molhados. Friso azul percorrendo as paredes, as altas estantes são um inestimável patrimônio cultural de embuia, reconhecido pelo município. Lajotas do chão quebradas aqui e ali conferem certo descaso, de quem já muito viu e viveu, deixando de se importar com meras aparências. O mesmo artista que confeccionou o vitral também criou o belo, colorido e curioso relógio suspenso, translúcido com algarismos romanos,
Miguel Romano, proprietário da Mercearia Godinho, segura um bacalhau da espécie gadus mohrua. uma tênue divisão do ambiente. Artesão multimídia, Fábio Fonseca também cuida dos sinos e acerta os ponteiros do relógio do Mosteiro de São Bento, perto dali. Abaixo dos provolones, salames e mortadelas pendurados, filés de carne seca, costelas defumadas, bacon e paio apoiam-se na vitrina refrigerada, cheia de doces caseiros (R$ 4,50). Em uma das três mesinhas altas, para lanches rápidos e comer em pé, o casal pede à saída um refrigerante (R$ 3), ficando em dúvida quanto a uma das oito empadinhas premiadas como as melhores de São Paulo (bacalhau, palmito, frango, camarão, alheira, linguiça, alho poró e carne seca – R$ 4,50) pela crítica da Veja Comer & Beber 2012. "Ao fundo da loja, onde está atualmente o depósito, abriremos para degustes, no ano que vem, a Tasca do Godinho", promete Romano, explicando que tasca é o típico bar de Portugal. À saída, com água na boca e pressa para chegar em casa, o casal entende porque, "desde 1888, bacalhau tem nome: Casa Godinho". É o slogan, ora pois!
Mercearia Godinho. Rua Líbero Badaró 340. Centro. Tel.: 3105-1625. www.casagodinho.com.br
Edifício Sampaio Moreira: sede da Mercearia Godinho e da futura Secretaria Municipal de Cultura. Mesmo com a reforma do prédio, a fachada da loja continuará inalterada. O interior também está em processo de tombamento.
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Lá vem o mano Caetano
Aos 70 anos, ele está longe, muito longe da acomodação – e deixa isso claro em seu novo CD, Abraçaço. André Domingues
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Fotos: Divulgaç ão
EFE
ode parecer saudosismo, mas é reconfortante ouvir Caetano Veloso falar que o novo CD Abraçaço é o fim da trilogia construída ao lado da banda roqueira Cê, formada pelo guitarrista Pedro Sá, pelo baixista Ricardo Dias Gomes e pelo baterista Marcelo Callado, que o acompanhou nos álbuns Cê (2006) e Zii e Zie (2009). Não se entenda esse bem-estar como rejeição e expectativa de volta a um momento qualquer da carreira do baiano, até porque seria um desejo condenado à frustração. O reconfortante, aqui, é ver que ao menos ele ainda mantém a preocupação com um desenvolvimento conceitual mais consistente na obra musical. Fora de seus discos, fica bem raro ouvir essa conversa de fases, trilogias, rupturas. Daí que, bem ou mal, seja sempre Caetano o compositor que mais profundamente marca o itinerário intelectual brasileiro. Abraçaço segue com mais organicidade a linha roqueira dos anteriores, tendo seu elo com o universo jovem urbano numa sonoridade crua, agressiva e temperada tecnologicamente. É uma receita curiosa, na medida em que obviamente tem de incorporar a complexa rede das referências já sedimentadas na arte de Caetano. Os grandes temas – amor, felicidade, ética, sexualidade, política – nascem e se aprofundam a partir da vivência cotidiana. Uma única exceção é a faixa de abertura, A Bossa Nova é Foda, que se coloca como uma espécie de lenda fundadora da cultura brasileira moderna, feita com referências cifradas a João Gilberto ("bruxo de Juazeiro"), André Midani ("louro francês"), Carlos Lyra ("o magno instrumento grego antigo"), Tom Jobim ("o tom de tudo") e Vinícius de Moraes ("velho poeta"). Surge até, sob forma de negação, um inesperado Bob Dylan ("o bardo judeu romântico de Minnesota"). Nela, sobre uma melodia baseada na exploração de diferentes nuances da fala comum – com apenas uma breve passagem propriamente bossanovista, cantada num registro muito agudo –, desenha-se uma narrativa em que a bossa transforma o velho Brasil derrotista numa raça de gigantes, "Minotauros, Junior Cigano, José Aldo, Lyoto Machida, Vítor Belfort, Anderson Silva e a coisa toda". Fica, enfim, como uma premissa estética do resto do disco, ligando o trabalho pregresso de Caetano com as novas canções que, não poucas vezes, atingem a agressividade de um lutador de MMA. Acontece em Abraçaço algo semelhante a Cê e Zii e Zie, em
SEM MEDO DA AVENTURA Carreira marcada por transmutações estéticas
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Abraçaço será o último CD da parceria de Caetano Veloso com a banda roqueira Cê, que gerou outros dois álbuns: Cê (2006) e Zii e Zie (2009). que as composições, embora muito interessantes, poucas vezes chegam a ser brilhantes. É o caso de Funk Melódico, uma reformulação do seu interesse pelo funk carioca – que definitivamente desbancou o rap como manifestação de periferia no gosto do baiano. Ali, Caetano surpreende ao combinar o característico impulso visceral do pancadão com um sentimentalismo reverso, expresso na segunda parte, criada com ares de canção italiana. Entre o irônico e o patético, afirma: "Você produz raiva, confusão, tristeza e dor/ Prova que o ciúme é só o estrume do amor!". A música peca, contudo, pela imitação ainda
caricata da linguagem rudimentar e da métrica quadrada dos funkeiros. Já no lado das excepcionais, além da citada A Bossa Nova é Foda, há lugar garantido para bossa-choro Quando o Galo Cantou. Trata-se de uma bonita elegia ao sexo, melodia rica e sinuosa, que teria tudo para estar num dos discos mais doces do artista. Teria, se não fosse o arranjo heterodoxo criado com a banda, que arrisca a sobreposição do esperado violão com uma guitarra suja, rascante, sem cair na tentação de forjar uma síntese conciliadora. Não fosse Caetano Veloso o artista em questão, seria digno de espanto a ideia de lançar um
disco como Abraçaço no ano em que comemora sete décadas de vida. Distante das previsíveis badalações, é um típico disco de carreira, formado no desenvolvimento de vertentes já colocadas, sem revivals, homenagens, nem convidados especiais (o velho parceiro tropicalista Rogério Duarte assina a única contribuição externa do disco, a sentimental Gayana). Caetano passa pela data assim, modestamente, dispensando os louros que, de toda forma, merecia receber. Prefere mostrar-se vivo, simplesmente vivo.
Abraçaço. Universal. Preço médio R$ 30.
nquanto seu ídolo João Gilberto passou a vida destilando e apurando uma única forma de interpretar canções, Caetano Veloso se notabilizou pelas diversas e inesperadas transmutações estéticas em sua carreira. O declarado fim da era roqueira da banda Cê, que vem o acompanhando há seis anos, já cria expectativas sobre qual e como será sua próxima fase. Pode ser de uma orquestra de baile a um set de DJ, pode mesmo ser a volta ao requinte sonoro dos arranjos de Jaques Morelenbaum, não importa: será algo diferente e não será para sempre. No alto dos seus 70 anos, Caetano oferece como maior legado à música brasileira uma lição de desprendimento e ousadia. É um engano restringir o experimentalismo de Caetano ao período do Tropicalismo e de seus ecos mais imediatos, entre no final dos anos 60 e meados da década seguinte. Foi, sem dúvida, um momento especialmente aventureiro, com ótimos discos como Caetano Veloso, Transa, Araçá Azul, Qualquer Coisa e Jóia. Não foi, porém, algo isolado. Veja-se que Caetano assumiu riscos já no álbum de estreia, Domingo, dividido com Gal Costa em 1967. Sua audácia, aí, é poucas vezes reconhecida, em função de ser um trabalho calcado na bossa-nova mais elementar. Os que o tomam como um disco convencional, contudo, se esquecem de que, àquela altura, não havia mais quem fizesse bossa sem arroubos jazzísticos, sem o apelo dos temas políticos ou sem a teatralidade das canções de festival. Caetano sempre exaltou a bossa-nova, chegando a tomá-la como exemplo da perfeição que o Brasil precisa, um dia, atingir. Essa admiração, entretanto, não o impediu de se arriscar em experiências tão díspares como as de um reggae psicodélico, um rap tribal, ou um brega intelectualizado. Em Abraçaço, aliás, a canção A Bossa Nova é Foda remete muito mais às viagens sonoras do próprio Caetano do que à joia de João Gilberto, Tom Jobim e companhia. A obra do baiano soa, dessa forma, como uma versão desviada do mito clássico de Ulisses, em que o herói, em meio às sucessivas dificuldades para retornar da Guerra de Troia, acabasse descobrindo que gosta mais dos desafios da viagem do que da paz idílica da Ítaca natal. Se o herói grego fosse Caetano, seria bom que a bela Penélope analisasse seus pretendentes com menos rigor, ou bem poderia envelhecer sozinha. (AD)
Trilha sonora do fim de semana vai do tango ao rock Ana Barella
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ste fim de semana tem agenda de shows agitada. Os 30 anos da banda Barão Vermelho; The Mockers, que toca com a cantora Céu; e o quinteto argentino que mistura tango e eletrônica são apenas algumas das atrações espalhadas pela capital. Os shows começam hoje com Oswaldo Montenegro no Credicard Hall. A apresentação única tem repertório baseado no CD De Passagem, lançado em 2011, mas também inclui sucessos antigos e músicas inédidas como Eu Quero Ser Feliz Agora, Velhos Amigos e A Vida Quis Assim. Ainda nesta sexta (7), a banda Altertango se apresenta no Sesc Vila Mariana. O show traz as músicas do quinto
álbum do grupo argentino que mistura tango, jazz, eletrônica e blues em suas canções. Vale a pena conferir. Sábado - Os roqueiros de plantão ficarão divididos entre os shows do Barão Vermelho e o dos The Mockers. O Barão comemora 30 anos de estrada com a turnê +1 Dose. Eles se apresentarão no Credicard Hall. No set list, os maiores hits da banda como Por Você e Puro Êxtase. E um presente para os fãs: a inédita Sorte e Azar, última parceria de Cazuza e Frejat, que foi deixada de fora do primeiro álbum. Já os The Mockers, projeto dos artistas Rian Batista, Regis Damasceno e Clayton Martin, da banda Cidadão Instigado, interpretarão canções dos
Beatles na chopperia do Sesc Pompeia. O trio contará com a participação da cantora Céu.
Oswaldo Montenegro. Credicard Hall. Av. Nações Unidas, 17955. Tel.: 2846-6010. Sexta (7). 22h. De R$ 35 a R$ 150. Altertango. Sesc Vila Mariana. Rua Pelotas, 141. Tel.: 5080-3000. Sexta (7). 20h30. De R$ 3 a R$ 12. Barão Vermelho. Credicard Hall. Av. Nações Unidas, 17955. Tel.: 2846-6010. Sábado (8). 22h. De R$ 80 a R$ 180. The Mockers. Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93. Pompeia. Tel.: 3871-7700. Sábado (8). 21h30. De R$ 5 a R$ 20.
Barão Vermelho: 30 anos comemorados com a turnê +1 Dose.