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Diário do Comércio - 07/12/2010

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Presente de Natal para os melhores do comércio de 2010

R$ 1,40

São Paulo, terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O anuário do comércio está encartado na edição de hoje do DC

A Associação Comercial de São Paulo premiou ontem, no Jockey Club de São Paulo, as 11 melhores entre as maiores empresas de comércio em 2010, que compõem o ranking de estreia do anuário Melhores dos Maiores no Comércio, da revista Digesto Econômico. "Essas 11 empresas vencedoras certamente entraram para a história dessa nova fase, que vai estimular ainda mais o comércio", destacou o ministro da Indústria e Comércio, Miguel Jorge. Palavras que Alencar Burti, presidente da ACSP, reforçou: "Não há empresa sem trabalho nem trabalho sem empresa. Temos de trabalhar para que o Brasil receba o respeito do mundo e também de seus cidadãos". Pág. 13

Conclusão: 23h55

Ano 86 - Nº 23.262

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

Newton Santos/Hype

Da esq. para a dir., os nove premiados presentes à cerimônia: Murilo Correa/B2W, Ricardo Fonseca/Sotreq, Luís Sérgio Maia/Saga, Marco Muraro/Lojas Riachuelo, Deusmar Queirós/Farmácia Pague Menos, Armando Almeida/Carrefour, Ricardo Carvalho Maia/AM-PM Minimarket, Alan Goldlust/Trop, Timótheo Barros/Lojas Americanas. Newton Santos/Hype

Ordem de Mantega: cortar gastos. Governo de Dilma vai reduzir gastos de custeio e subsídios. De fora, só Bolsa-Família. Pág.15

A criatura no primeiro ato contra o criador? Em entrevista ao Washington Post, Dilma declara-se contra posição brasileira sobre direitos humanos no Irã. Pág. 5 Ricardo Moraes/Reuters

do/LUZ

Luiz Pra

Um bote em Lula na UnB: "demagogo!" Barrados na festa, alunos vaiaram presidente enquanto discursava na cerimônia de inauguração do Memorial Darcy Ribeiro, em Brasília. Pág. 6 HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 31º C. Mínima 19º C.

AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 32º C. Mínima 20º C.

ISSN 1679-2688

23262

9 771679 268008

Cardápio do Brahma, agora no iPad. Famoso bar de Sampa é pioneiro no menu digital (foto). Leia mais: netbooks reagem aos tablets. Informática, págs. 18 e 19

Todos os presépios do mundo. No Centro.

Natal iluminado no Pateo do Collegio

Leão não perdoa nem a ceia de Natal

Mostra no Convento de São Francisco será aberta amanhã. Pág. 9

Parceria da ACSP com a Prefeitura será "acesa" hoje. Pág. 9

A mordida dos impostos, do peru ao espumante. Pág. 16


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ainda há tempo para corrigir parcialmente os erros do passado. Isso exigirá determinação da presidente eleita. Roberto Fendt

pinião

Antonio Cruz/ABr

PAULO SAAB

EM BUSCA DE BONS EXEMPLOS Deixo aberta a coluna para quem tenha indicação de brasileiros na vida pública que possam também receber o epíteto de trabalhadores competentes, honestos e de bom caráter.

H

Celso Amorim: despreocupação em tirar o Brasil da formação de uma grande área de livre comércio pode custar caro ao País.

Comendo pela beirada

N

egociadores dos Estados Unidos e da Coreia do Sul chegaram a acordo na madrugada do último domingo para a criação de uma área de livre comércio entre os dois países. Com razão, o presidente Obama saudou o acordo. Trata-se do mais importante tratado celebrado pelos americanos desde o acordo que criou, em 1994, a zona de livre comércio da América do Norte. É fácil perceber a importância dessa nova zona de livre comércio, já que ela envolve aspectos políticos e comerciais. Do ponto de vista político, a maior aproximação entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul ocorre em um momento de grande tensão entre as Coreias do Sul e do Norte. Por razões de política interna, associadas ao fim de um ciclo autocrático, o Norte vem sistematicamente provocando o Sul a responder militarmente a seus ataques. Uma reação dessa natureza serviria para unificar as correntes em confronto no Norte na luta pelo poder que se aproxima. Para a Coreia do Sul, a maior aproximação com os EUA responde ao clamor da opinião pública do país, que gostaria de ver uma resposta militar à altura das provocações da Coreia do Norte. Do ponto de vista comercial, a nova área de livre comércio em gestação une o mercado sul coreano, formado por mais de 48 milhões de habitantes, com o colossal mercado americano, de 303 milhões de habitantes. Mais do que simplesmente 351 milhões de habitantes, os dois mercados têm um PIB que soma, aos 14,1 trilhões dos EUA, 1,3 trilhão de dólares da Coreia do Sul. É por essa razão que o presidente Obama mostra-se tão satisfeito com a iniciativa. Mais do que "re-

ROBERTO FENDT forçar a liderança norte-americana no Sudeste Asiático", reforça também a competitividade da indústria americana com a ampliação do mercado para seus produtos. É o que disse o presidente americano com todas letras: "Estamos fortalecendo nossa habilidade de criar e defender as manufaturas dos EUA, aumentar as exportações de produtos agrícolas e ampliar o mercado sul-coreano para as empresas americanos".

E

m entrevista recente, o chanceler Celso Amorim em momento algum demonstrou arrependimento por desviar o Brasil da formação de uma grande área de livre comércio com todos os países de boa vontade do continente americano. É certo que a proposta original dos EUA para a formação da ALCA merecia aprimoramentos. Entretanto, não conseguimos fazê-los passar, nem nos esforçamos o suficiente nesse sentido.

O

s EUA estão nos "comendo pela beirada" ao firmar acordos bilaterais de livre comércio com países em todas as partes do mundo. Na América Latina, os americanos já têm acordos com o Chile e o Peru e logo poderão ter um similar com o Panamá e a Colômbia. A América Latina é o principal

Com nossa omissão, estamos caminhando para uma situação em que enfrentaremos uma competição cada vez mais dura com os Estados Unidos em nossa própria vizinhança.

E

stamos caminhando para uma situação em que enfrentaremos uma competição cada vez mais dura com os Estados Unidos em nossa própria vizinhança. Já estamos sofrendo uma concorrência, até certo ponto desleal, das exportações chinesas nesses mercados, apoiadas pela desvalorização artificial do yuan – isso sem falar nas vantagens decorrentes de uma mão de obra barata e sem encargos sociais. Tomamos, lá atrás, a decisão de hostilizar os EUA nos mais variados foros. Apoiamos regimes autoritários, como os de Cuba e Venezuela, e o perigoso expansionismo nuclear iraniano. Um reflexo dessa atitude foi a hostilidade à iniciativa comercial americana nas Américas. Ainda há tempo para corrigir parcialmente os erros do passado. Isso vai exigir determinação da presidente eleita e execução pelo seu novo chanceler. Que isso ocorra, antes que não tenhamos mais mercados à nossa volta. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

AS LIXEIRAS DO CENTRO Com relação à matéria Lixeiras do Centro velho sofrem com o vandalismo, publicada na última sexta-feira (3/12), cabe esclarecer que são danificadas 400 papeleiras por mês na região central – e não diariamente, como

O resultado de nossa omissão vai ficando cada vez mais claro. Os EUA já formam áreas de livre comércio com seus parceiros e vizinhos, Canadá e México; com Israel, no Oriente Médio; com a Costa Rica, República Dominicana, Guatemala, Honduras, Nicarágua e El Salvador, na América Central, e com o Chile e o Peru, na América do Sul; com a Austrália e Cingapura, na Australásia; e com a Jordânia, Marrocos e Oman, no mundo islâmico. A nova área ampliará em muito o comércio nas suas direções entre os parceiros, com ganhos para ambos os lados.

mercado para os produtos manufaturados da indústria brasileira. Competimos nesses países, quer porque temos uma união aduaneira no Mercosul, com os parceiros Argentina, Paraguai e Uruguai, quer porque temos acesso preferencial aos mercados da quase a totalidade dos demais países da região. O que acontecerá, à medida que os EUA firmarem, com os países mais relevantes da região, acordos similares ao celebrado com a Coreia do Sul? Esses acordos, recorde-se, abrem os mercados dos países membros pela redução drástica dos impostos de importação dos países e pela remoção de outras barreiras ao comércio.

informa equivocadamente a reportagem, juntamente com um cálculo de um gasto de reposição destes equipamentos que não corresponde à realidade. Assessoria de Imprensa da Subprefeitura Sé - São Paulo

POBREZA EXTREMA Será que o governo Lula não acompanhou os efeitos das políticas sociais do seu governo? Foram quase oito anos de Bolsa Família e mais de 40% continuam em pobreza extrema no Brasil? Diante de tal porcentagem

era para ter sido detectado o erro e corrigido distorções. Estamos exaustivamente dizendo que o Bolsa Família não passava de Bolsa Voto e a pesquisa confirma isso. Beatriz Campos - São Paulo

á alguma coisa errada quando o melhor jogador do campeonato brasileiro de futebol é um argentino? Pois Conca, do Fluminense, é unanimidade em termos de desempenho no Brasileirão 2010. É irônico que o melhor jogador do Brasil seja um adversário de chuteiras, que não é convocado para a seleção de seu país. Ou, ao menos, não era até agora. Não é estranho, ao se buscar personalidades da vida pública nacional para apontar como exemplo de caráter e de valores, ter que recorrer ao futebol, em que, como se sabe, o ambiente em geral não é dos, digamos, mais merecedores de respeito? É o caso, uma vez mais, de Muricy Ramalho, novamente campeão brasileiro e, pela quarta vez em cinco anos, num time tricolor. Também é estranho, mas respostas a essas perguntas se encontram numa mesma vertente: a questão é a qualidade do ser humano e não a sua origem, descendência ou ocupação.

ão se trata de provocação por conta da rivalidade com "los hermanos". Quem convive com Conca diz que ele é mais brasileiro, no comportamento, do que argentino. Pode ser um elogio. Pode ser uma ofensa. O argentino é tido como usualmente desapegado de características positivas no comportamento, no caráter. Quem diz isso somos nós, brasileiros (e algumas outras nações). Isso, todavia, não nos absolve e nem nos torna melhores. Ao contrário, quem sabe... Por isso, o fato de um jogador do país vizinho ser o melhor do campeonato brasileiro soa como natural. Quem se destacou foi o profissional, o ser humano, e não a etnia. Basta observar as opiniões de Conca, sua dedicação aos treinos e participação em todos os 38 jogos do campeonato para perceber que o destaque ao seu talento como futebolista aparece normalmente. Por seu lado, o técnico Muricy tem fama de ranzinza. Mal humorado. Chato. Nada mau para quem ganhou quatro dos últimos cinco campeonatos do futebol pentacampeão mundial. Muricy, igualmente ao argentino, dedica-se ao trabalho. É considerado bom caráter, apesar de suas esquisitices. Foi Muricy o brasileiro que, convidado para técnico da Seleção, desistiu após seu clube, o mesmo Fluminense, não liberá-lo. Ficou lá e ganhou o título de maior importância no solo pátrio. Não tenho nenhuma dúvida em afirmar que a maioria de seus colegas teria

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largado o clube na mão para assumir a Seleção. Não é a primeira vez, e lamento estimar que não será a última, ainda, em que recorrerei a exemplos no futebol quando procuro no cenário nacional nomes para servir de referência. Queria encontrar na vida pública personalidades que pudessem ser apontadas, como se faz agora , com o argentino e com Muricy, como de respeito pela forma como se comportam e dedicam ao trabalho, honesta e comprometidamente, em busca de resultados coletivos. Deve haver. São raros. Se os há não aparecem. Quem tem espaço, ocupa o noticiário e serve de exemplo negativo são os corruptos, os malfeitores, os desonestos, a parte ruim do ser humano encarnada nos brasileiros de destaque. omo generalizar é injusto, ressalvem-se as exceções, entre as quais, certamente, nos encontramos eu e você, leitor. Deixo aberta a coluna, de forma democrática, para quem tenha indicação a fazer de nomes de brasileiros na vida pública que possam também receber o epíteto de trabalhadores competentes, dedicados, honestos e de bom caráter. Entendo, pessoalmente, que a ampla maioria da anônima população brasileira cabe nessa menção. O barulho da minoria mau caráter, todavia, é tão alto que abafa e deixa no silêncio a obra de construção do País feita pelos sérios. Da paixão pelo futebol nasce o interesse em seus personagens. A exemplo de Telê Santana, de quem Muricy foi aprendiz e reverencia até hoje, como esta coluna, o técnico vencedor, felizmente, dá um grande recado aos jovens brasileiros: vale a pena ser honesto, sério, dedicado. E o jogador argentino dá outro: não importa a nacionalidade, o ser humano é igual em todo lugar. Se também for sério, dedicado e competente, ganha o seu lugar de destaque.

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PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

Fundado em 1º de julho de 1924 Presidente Alencar Burti Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto, Antonio Carlos Pela, Arab Chafic Zakka, Carlos Roberto Pinto Monteiro, Claudio Vaz, Edy Luiz Kogut, Gilberto Kassab, Guilherme Afif Domingos, João de Almeida Sampaio Filho, João de Favari, José Maria Chapina Alcazar, Lincoln da Cunha Pereira Filho, Luís Eduardo Schoueri, Luiz Roberto Gonçalves, Moacir Roberto Boscolo, Nelson F. Kheirallah, Roberto Macedo, Roberto Mateus Ordine, Rogério Pinto Coelho Amato, Sérgio Antonio Reze

CONSELHO EDITORIAL Alencar Burti, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo, Márcio Aranha e Rogério Amato Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Kleber Gutierrez, Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Tsuli Narimatsu Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Giseli Cabrini e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André Alves, Fátima Lourenço, Fernanda Pressinott, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vanessa Rosal, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Comercial Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações José Gonçalves de Faria Filho (jfilho@acsp.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Globo e Reuters Impressão Diário S. Paulo Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

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o Petróleo, o grande vício norte-americano

A DEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DO PETRÓLEO ESTÁ LEVANDO O PAÍS À PERDA DE PODER .

pinião

THOMAS L. FRIEDMAN

C

erto. Eu confesso: adoro ler os e-mails das outras pessoas tanto quanto qualquer um, então vasculhar os telegramas no WikiLeaks tornou-uma leitura fascinante. Mas o que se observa nas entrelinhas desses telegramas é outra questão. Trata-se mais de uma mensagem grave: os Estados Unidos estão perdendo poder. Mas vamos começar com o que está nos telegramas. Acho que entendi: a Arábia Saudita e seus vizinhos árabes querem que os Estados Unidos cortem a cabeça do regime iraniano e destruam suas instalações nucleares para que possam celebrar em particular sua vitória contra os odiados persas, enquanto publicamente se unem a seu povo nas ruas queimando imagens do Tio Sam, após termos realizado tal ataque ao Irã – o que deixará o povo árabe furioso conosco. E a razão pela qual o povo árabe vai ficar furioso conosco, embora muitos deles não gostem dos persas também, é porque eles desgostam ainda mais de seus próprios líderes, que não foram eleitos – e protestar contra os norte-americanos, que mantêm os líderes no poder, é uma forma de nos atingir. Vocês estão me acompanhando? Enquanto os sauditas nos pressionam para destruir a capacidade nuclear iraniana, descobrimos nos telegramas que as doações particulares sauditas ainda constituem a fonte mais significativa de financiamento para o terrorismo sunita no mundo to-

do – para não mencionar as mesquitas, organizações de caridade e escolas fundamentalistas que alimentam o Talibã no Paquistão e no Afeganistão. Assim, nossos pagamentos por petróleo basicamente chegam à Arábia Saudita e terminam financiando os militantes contra os quais nossos soldados estão lutando. Mas não pensem que não temos aliados... Os telegramas nos falam sobre Ahmed Zia Massoud, vice-presidente afegão, entre 2004 a 2009, que agora possui uma mansão em Dubai, onde, segundo um telegrama, foi detido por funcionários da alfândega carregando US$ 52 milhões em dinheiro sem origem conhecida. Por esses telegramas, parece que os Estados Unidos frequentemente têm de pagar a líderes no Paquistão e no Afeganistão para que eles tenham duas caras –de outra forma, eles teriam apenas uma e seriam contra os Estados Unidos tanto em público quanto em privado. Vocês ainda me acompanhando?

S

im, esses são os nossos aliados – pessoas cujos valores não compartilhamos e nunca vamos compartilhar. "Certo", dizem-nos nossos aliados sauditas, afegãos e paquistaneses, "podemos não ser perfeitos, mas os caras que iriam nos substituir seriam bem piores. O Talibã e a alQaida têm apenas uma cara. Eles dizem o que querem dizer em público e em privad, ou seja: eles odeiam os Estados Unidos". É verdade, mas se estamos fadados a apoiar regimes ruins só porque o que os substituiria seria pior, por que não fazemos nada para modificá-los? Isso nos leva à mensagem grave em tantos desses telegramas: os Estados Unidos não têm força. E os Estados Unidos não têm força no Oriente Médio porque somos viciados em petróleo. Nós somos os viciados e eles são os fornecedores – e os viciados nunca dizem a verdade aos seus fornecedores. Quando importamos US$ 28 milhões de petróleo por mês, não podemos dizer aos sauditas: "Sabemos que

os caras que viriam depois de vocês seriam piores, mas por que temos de escolher entre seu desgoverno e corrupção e a brutalidade e intolerância deles"?.

S

implesmente estamos forçados a apoiar um regime que, certamente, combate a AQaida em casa, mas usa o nosso dinheiro para financiar escolas, mesquitas e livros ideologicamente religiosos, que garantem que a al-Qaida sempre terá uma rica fonte de recrutas na Arábia Saudita e no exterior. Também não temos força com os chineses sobre a Coreia do Norte, ou sobre o valor da moeda chinesa, porque estamos viciados no crédito deles. Geopolítica tem a ver, acima de tudo, com poder. Não podemos ficar mais seguros no exterior a não ser que mudemos o nosso comportamento em casa. Mas nossos políticos nunca conectam as duas partes.

Imaginem o quanto seriam diferentes nossas conversas com a Arábia Saudita se estivéssemos em processo de conversão para carros elétricos movidos a energia nuclear, eólica, solar ou a gás natural doméstico. Nós poderíamos lhes dizer que se encontrássemos mais um dólar dos sauditas indo para o Talibã, então que eles próprios se protegessem contra o Irã. Imaginem o quanto seriam diferentes nossas conversas com a China se tivéssemos tido uma taxa de poupança diferente nos últimos 30 anos e a China não estivesse com US$ 900 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA, mas ainda fosse dependente da economia e da tecnologia norte-americanas. Não estaríamos pedindo-lhes para

que valorizassem a moeda deles, e talvez nossa solicitação para que a China evitasse que a Coreia do Norte enviasse partes de um míssil balístico para o Irã, via Aeroporto de Pequim (também está nos telegramas), não fosse repelido tão bruscamente.

E

imaginem o quanto mais de força teriam nossas sanções se o petróleo estivesse a US$ 20 por barril e não a US$ 80 – e os mulás-ditadores do Irã estivessem falidos? Há 50 anos, o mundo foi moldado de modo a promover certos valores porque os Estados Unidos tinham força para moldá-lo dessa forma. Estamos perdendo essa força por causa de

nosso vício ao petróleo do Oriente Médio e ao crédito da China – e o WikiLeaks mostrou o quanto estamos sendo humilhados por conta disso. Eu sei, alguns problemas –por exemplo, como negociar com um Estado frágil como o Paquistão, que também tem armas nucleares – são intrinsecamente difíceis, e apenas acabar com nosso vício em petróleo e em crédito não vai resolvê-los. Mas com certeza vai nos dar mais força para isso – e mais proteção contra a loucura total do Oriente Médio se não conseguirmos THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

Patrícia Cruz/LUZ

REFIS DA CRISE: UM ATRASO PROPOSITAL? A

Lei 11.941, quando instituiu o Refis da Crise, em vigor no final de 2009, permitiu a todos os contribuintes com impostos e INSS vencidos até novembro de 2008 (débitos normais, ou mesmo parcelamentos anteriores, como PAES e PAEX), além de dívidas cobradas em execuções fiscais em andamento ou que eram objeto de processo- crime de apropriação indébita, pudessem ser parcelados em até 180 parcelas, com descontos de multas e juros Selic. Feito isso, o contribuinte, de própria iniciativa, deveria antecipar o cálculo da dívida que queria parcelar, dividindo o valor nas 180 parcelas e já começando a pagar espontaneamente as correspondentes guias, O fisco, por seu lado, em até 90 dias da formalização, deveria checar estes valores, "consolidando a dívida" e informando o valor correto das parcelas mensais. Enquanto isso, o contribuinte poderia ir recolhendo o valor mínimo mensal de R$ 100,00, para garantir a concessão do parcelamento, a suspensão de execuções fiscais, a obtenção de CNDs e o Trancamento de Ações Penais.

Ocorre que o País entrou em processo eleitoral e a Receita Federal, manipulada pelos interesses políticos e pelo despudor do Executivo, até agora, não consolidou o Refis – o que autorizou os contribuintes a continuar pagando R$ 100,00 por mês no parcelamento – em lugar do que, efetivamente, corresponde a 1/180 avos de sua dívida. Há contribuintes que deveriam estar pagando R$ 100 mil ao mês, ou R$ 250 mil, ou mesmo R$ 1 milhão, e que só estão pagando os R$ 100,00 estabelecidos como mínimo enquanto não houver a consolidação. gora, parece que o sonho acabou para as empresas que estavam confortavelmente fazendo o pagamento mínimo, mesmo tendo dívidas tributárias de milhões de reais. Depois de muita pressão dos procuradores e do Ministério Público federais, a Receita anunciou que, até meados deste mês de dezembro – após mais de um ano fazendo cálculos – será realizada a consolidação da dívida. Curiosamente, esta medida, que nada mais é do que validar, somar e dividir por 180 o que os contribuintes informaram à Receita Federal, só é feita

A

depois de encerradas as eleições e, pior, após concluída a divisão política de cadeiras nos Ministérios e das diretorias das principais empresas e organismos que sofrem, adequada ou inadequadamente, ingerência do presidente eleito. asuísmo político? Uso eleitoreiro da Receita para fazer parecer que o governo havia ficado "bonzinho" em relação a cobrança de dívidas tributárias? Podemos especular infinitamente sobre a razão da demora para consolidar estas dívidas. Seria ineficiência dos fiscais e dos sistemas da Receita, ou tudo resultou mesmo de jogada política? A única certeza é de que nenhum fiscal ou auditor reclamou ou denunciou nada. Qualquer uma das alternativas, porém, compromete a imagem de um corpo de funcionários admitidos mediante concurso público e que goza de estabilidade de emprego – nada justificando, portanto, que a Receita descumpra a lei para favorecer interesses políticos ou para encobrir a ineficiência de sua estrutura. Estudos do IFC (International Finance Corporation, braço do

ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA

C

Banco Mundial para pesquisas de dados) apontam ser virtualmente impossível pagar todos os impostos no Brasil e, ainda, gerar empregos e atrair investimentos. Os estudos apontam que a empresa brasileira que pagar todos os impostos e praticar preço de mercado, não terá como obter lucro e justificar a atividade produtiva. sta circunstância faz com que as empresas, reiteradamente, incorram no atraso ou no não pagamento de impostos, quando não, como atitude de sobrevivência, soneguem informações ou, ainda, recorram à Justiça para encontrar a forma mais razoável de contribuir com os cofres públicos sem ter que fechar as portas para isso. Por essa razão, em países com características evidentemente populistas e de

E

forte centralização, como é o caso do Brasil, a Receita e a Polícia Federal, entre outros órgãos governamentais, deveriam ser independentes do poder político que controla o Executivo. Atividade Fiscal é e deve ser objetiva. Arrecadar e fiscalizar o pagamento de impostos na forma expressa na lei, nada mais, nada menos. Não pode atender interesses eleitorais ou políticos. Mas, em função da indevida ingerência política, todo dia acontece, dentro da Receita, casos de quebra de sigilo fiscal, falta de ética, de transparência e de total desrespeito pelos mais básicos direitos do contribuinte. Enquanto pensa estar enchendo os cofres públicos, a Receita, na realidade, é usada para sustentar uma política fiscal que só serve para

A

massacrar e controlar empresas e investidores que geram os empregos e as riquezas – que o governo, depois, diz que foi ele quem criou. Senão como explicar a existência de 85 impostos e, ainda, querer recriar a CPMF? Esta complexidade é mantida no exclusivo propósito de se criminalizar a atividade produtiva para, em seguida, negociar-se a suspensão de processos judiciais em troca da adesão em parcelamentos – como o Refis da Crise. Trata-se de uma verdadeira troca de favores onde só o lado que cria e vive do problema ganha. Deus salve a Nação, pois nós, brasileiros, não sabemos como fazer isso! ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA É PRESIDENTE DO IEDC- INSTITUTO DE

ESTUDOS DOS DIREITOS DOS CONTRIBUINTES WWW.EDISONSIQUEIRA.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

Giba Um

3 Cândido

Vaccarezza (PTSP) vive, em Brasília, numa casa modesta com 20 galinhas caipiras e quatro galinhas-d'angola.

gibaum@gibaum.com.br

GILBERTO CARVALHO // futuro secretário-geral da Presidência, fornecendo características da personalidade de Dilma Rousseff.

333 No ano passado, de acordo com cálculo feito em torno de percentual sobre seus rendimentos, o jogador Kaká, teria dado à Igreja Renascer, da qual está distanciado, US$ 1,4 milhão. Contudo, para a reconstrução do templo no bairro do Cambuci, em São Paulo, que desabou, teria dado mais US$ 500 mil ainda no mesmo ano, fora as contribuições de 2010. O rompimento com a igreja de Sonia e Estevam Hernandez foi feito por Caroline Celico, sua mulher: Kaká apoiou depois de dias e sob pressão direta (há algum tempo, ela até cogitou fundar uma igreja própria). Agora, Rosangela Lyra, sogra de Kaká, batalha para que os dois se convertam ao catolicismo; e de outro lado, a mãe dele, Simone Leite, bispa da Renascer em Milão, quer que eles retornem à igreja dos Hernandez.

Guerra de mães

333 Enquanto vê a temporada musical infantil O Soldadinho e a Bailarina, baseado na história de Hans Christian Andersen (inspirou o balê O Quebra-Nozes, de Tchaikovsky) durar menos que o previsto, Luana Piovani, que agora está sendo processada pela família de Dado Dolabella, ganha new look, assinado por Marco Antonio Di Biaggi. Ficou mais loura, com franja moderna e foi parar na capa de Cabelos & Cia. E será a nova apresentadora de Superbonita, na GNT.

New look

Botando pra quebrar O ex-ministro Luiz Gushiken tem no condomínio Recanto das Flores, em Indaiatuba, perto de Campinas, uma mansão de quase mil metros de área construída e está construindo, lá mesmo, outra mansão, um pouco maior. Há quem aposte (Gushiken garante que não é) que a segunda casa poderá ser uma residência de descanso do presidente Lula, no futuro. Desde que deixou o governo, China (é como Lula o chama) tem engordado seu porquinho por conta de suas consultorias, especialmente na área de fundos de pensão e seguros. Há dias, almoçando no Cantaloup, em São Paulo, com amigos, ele vaticinava: “O Lula vai ser um parlamentar sem mandato mais forte do que todos os eleitos. Vai botar para quebrar”. 333

h IN Natal: peru

h

“Apenas as empreiteiras Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, OAS, Contrucap e Odebrechet doaram R$ 252,3 milhões na campanha eleitoral (e receberam R$ 813,2 milhões em obras do governo federal). Só que a dinheirama não para nesse total: faltam doações de outras empreiteiras também brindadas com obras federais e que constam do grupo das grandes no ranking da construção pesada: Galvão Engenharia, Delta e Mendes Junior, só para começo de conversa. Analistas do setor, que não desprezam colaborações de caixa dois, apostam que o setor deve ter despejado nas eleições cerca de R$ 350 milhões, o que jamais foi registrado na história recente do país. 333

MISTURA FINA MESMO se fosse convidada para algum ministério do governo Dilma, a deputada federal eleita Manuela D’Àvila (PCdoB) não aceitaria porque teria de sair daqui a um ano e meio para concorrer à prefeitura de Porto Alegre.

333

333 HOJE, o mais informado da República é o futuro titular da Casa Civil, Antonio Palocci. Na equipe de transição, é o único que tem acesso direto e diário a Dilma Rousseff e igualmente ao presidente Lula. É um eficaz cumpridor de missões dos dois lados e já há quem aposte que será o nome do PT para disputar a prefeitura de São Paulo em 2012.

JORNALISTA de formação e publicitário aplaudido em sua geração, Neil Ferreira, está lançando na internet uma campanha com o titulo “44 milhões em ação, pra frente Brasil, salve a oposição!”. A palavra salve nada tem a ver com viva, como na musica original da Copa: é salve no sentido de pedido de socorro. Adiante, Neil lembra: Não é o último ano de Lula e emenda: “Nós, os 44 milhões de órfãos de pai e mãe, jamais entregaremos a rapadura!”.

OUT

Natal: chester

Memória Collor 333 Quem diria: o senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello está trabalhando para a construção e funcionamento do Centro de Memória Presidente Collor, em Brasilia. Terá documentos, fotos, vídeos e até as camisetas originais com as quais saia, pela manhã, para correr e sempre levando no peito uma frase de efeito (quase todas criadas pelo hoje colunista Cláudio Humberto). De quebra, os organizadores do centro já conseguiram autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 392,2 mil para a nova instituição. Até o impeachment terá seu módulo.

UM DIA antes de Henrique Meirelles anunciar o pacote de medidas para frear o consumo, que implicará no aumento imediato dos juros, Guido Mantega, ministro da Fazenda, deu uma entrevista: “Os juros vão cair!”.

Solução

G R M A A S O R P Ã F A L A L A U A U I R L A B O R C S A I A B R A I LE T C I O S I HC A E P L M T A X I O A A L A CA L P O O R D A G O ME S O S A I G P C F A A P O L I C E E CO A G U B LU O M RR E A

333

MUITO MAIS

A reforma do Palácio do Planalto custou R$ 111 milhões, demorou para ser concluída e há dias, o próprio presidente Lula ficou preso no elevador, cujo poço havia sido totalmente invadido pelas águas das recentes chuvas. Um dos seguranças pessoais do Chefe do Governo, certamente admirador de filmes de espiões e variantes, pensou, de cara, que “pudesse ser um atentado”. 333

333

Detran também Em São Paulo, no futuro secretariado de Geraldo Alckmin, o ex-secretário de Segurança Pública, Saulo Gomes, que não conseguiu retornar a sua pasta, foi brindado com a Secretaria dos Transportes, que tem gordo orçamento para 2011. É onde as grandes empreiteiras ganham não menos gordas licitações e através da qual deverá ser realizada a privatização da Rodovia dos Tamoios. Dersa e DER são subordinadas à secretaria e agora – surpresa – também o Detran deverá ser incorporado à Pasta. A repartição de trânsito, historicamente, tem sido palco de irregularidades e há anos integra o feudo do PTB de São Paulo.

NO ELEVADOR

N

333 O pacote de medidas baixadas pelo Banco Central, para refrear o crédito para segurar o consumo e que, fatalmente, diante do maior recolhimentodocompulsório, provocará alta de juros no mercado e a volta de ascensão da Selic em janeiro, estava pronto desde o começo de outubro. Henrique Meirelles havia conversado com Lula e o Chefe do Governo pediu que as medidas só fossem baixadas depois do segundo turno. Mais: Meirelles não apresentou o pacote à presidente eleita.

333

D

EMPURRADO

333 O ator Wagner Moura garante que não topa aparecer em Tropa de Elite 3 , possibilidade na qual o diretor José Padilha, induzido pelos produtores, realmente começa a pensar. Mais: no desfile do Salgueiro, cujo enredo será o cinema, Tropa de Elite pode virar um carro alegórico, com Padilha e Wagner Moura de destaques. E ainda; se sair o terceiro filme e Wagner não topar, Padilha coloca o ator baiano numa participação, estilo guest star , já aposentado, cabelos totalmente brancos e assistindo pela televisão novo tiroteio entre o Bope e os traficantes.

A

O governador Sérgio Cabral quer transformar a verdadeira guerra na qual se transformou a ocupação do Morro do Alemão, com polícia e Forças Armadas expulsando traficantes e deixando um saldo de cerca de 40 cadáveres, em filmes publicitários de 30 segundos que deverão ser exibidos no Exterior, para tentar limpar a imagem de que o Rio é um eterno palco de violência. Ainda está sendo formulada a mensagem a ser passada, mas uma das assinaturas mais cotadas para os filmetes é: “Copa 2014, o futebol mais seguro é no Brasil”. A imagem da menina morta em um tiro nas costas, quando estava no computador, não será aproveitada na campanha. 333

Enquanto lança seu novo álbum Loud e se prepara para estrear no cinema em Battleship, a cantora, compositora, produtora, dançarina, designer de moda e atriz Rihanna, 22 anos, que já vendeu 25 milhões de álbuns e 60 milhões de singles, vencedora de três Grammy, está em alta. Ela é capa e recheio, ao mesmo tempo, das revistas GQ, Interview e Marie Claire (nessa, mais glamurizada), depois que decidiu falar abertamente sobre violência doméstica e participar de um clipe sobre o polêmico assunto com o rapper Eminem. A cantora levava surras de Chris Brown e hoje, entende os maus tratos da mãe: “Ela também apanhava”.

Rihanna em alta

E

ra funcionário do Império e governava o norte da Itália quando foi aclamado pelo povo bispo de Milão. Colocou sua imensa cultura a serviço da Igreja, combateu heresias e enfrentou perseguições. Morreu em 397, aos 57 anos. É autor de uma vasta obra litúrgica e espiritual. io Santo Ambrós

U

Made in Alemão

7 de Dezembro

B

Fotos: BusinessNews

MAIS: não pretende cozinhar nenhuma, conversa com elas e até pensa num livro. Título: Minha Vida com as Meninas.

Tropa na avenida

«

k O pior que tem é botar a faca no pescoço dela.

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

333

O SHOPPING Cidade Jardim, deverá ganhar a primeira loja de Jimmy Choo, famoso sapateiro de Nova York, na Amériva Latina. Quem conhece, sabe que os preços de Jimmy Choo são menores do que os de Christian Louboutin, no Iguatemi, onde até tênis especiais são vendidos a R$3,5 mil o par. 333

Por: José Nassif Neto Época mi- Ter boa (?); gratória dos peixes para muita reprodução. lábia.

O natural de Moab, hoje Jordânia.

Compositor e cantor, deixou saudade e a famosa música: 'Maluco Beleza'.

Cometer gafe.

Trabalho penoso. Araçá-docampo. (Psidium guineense) Aquele que furta.

Trabalho Sexta árduo e nota musical. demorado.

Leitura em Circuíto relevo uti- de dois lizada pelos terminais. cegos. (eletrônica)

'Nosso', em inglês.

(?) Alves, escritor brasileiro.

'Ir', na 2ª pessoa do préterito imperfeito. Interjeição de desdém. Gruta.

Aférese de Francisca. Pronome 'si', em francês. Sacerdote budista. 'Que pena!', em francês.

Filme de Gisele Bündchen.

'Gol de (?)'.

Objeto cilíndrico.

Açucarado.

O JPMORGAN, que comprou a gestora de recursos Gávea, de Arminio Fraga, quer comprar outras empresas brasileiras através da One Equity, gestora que possui portfólio de US$ 8 bilhões em fundos. E como a One Equity não tem escritórios no Brasil, contratou a Pacific Investiments para assessorálo. Quem comanda a Pacific é Verônica Serra, filha do exgovernador José Serra.

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Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

Dias (...) escritor de novelas entre elas "O bem Amado" e "Roque Santeiro".

Provido de asas. Fruto da figueira.

Classe popular na Roma antiga.

Tipo de palmeira africana.

Fica em silêncio.

'(?) I',preTítulo sídio do Rio da dívida de seguran- pública ça máxima. civil.

Título dado ao Doutor da lei corânica. (Islã)

Quando o som é reproduzido. Monte de areia móvel.

Representação artística de roupas.

(409) 3- soi; our; afã; auí 4-mulá; achi; 5-berro; 7-apólice.

'Revólver', para os delinqüentes. (fig.)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

5 SALVA Dilma é aplaudida por se declarar contrária às atitudes iranianas

olítica

RESSALVA Mas o expresidente Itamar Franco tem algumas restrições

Dilma é festejada por críticas ao Irã Presidente eleita declarou em entrevista que a decisão do Itamaraty de se abster em uma resolução na ONU que condenava o apedrejamento foi um erro Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

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aíses europeus e Nos bastidores, diplomatas ONGs na ONU co- europeus esperam que a declamemoram as decla- ração seja o início de uma murações da presidente dança no posicionamento do eleita, Dilma Rousseff, de que Brasil, admitindo não apenas a estaria disposta a mudar o pa- necessidade de dialogar com drão de votação do País em re- os iranianos, mas também a soluções que tratem das viola- necessidade de usar esse canal ções aos direitos humanos no aberto com Teerã para pressioIrã. Para governos, os comen- nar o governo por modificatários de Dilma mostram o ções na proteção de direitos crescente isolamento que vive humanos no país. o Irã. Mas pedem, ainda, que a Mina Ahadi, presidente do mudança não se limite a temas Comitê Internacional contra relacionados com a situação da Execuções, festejou a declaramulher e que todos os temas de ção de Dilma e quer agora endireitos humaviar uma delenos recebam gação ao Brasil uma nova atenpara discutir ção do novo gocom ela a partiverno. cipação do País Sabemos No domingo, na defesa de dicomo o Brasil Dilma declarou reitos humanos. em uma entre"Uma mudança é importante v i s t a a o no padrão de para o Irã e Washington Post votação do Brater o Brasil do que a decisão do sil é muito imnosso lado é Itamaraty de se portante. Sabefundamental. abster em uma mos como o Braresolução na sil é importante MINA AHADI, ONU que conpara o Irã e, pord e n a v a o a p etanto, ter o Brasil drejamento foi um erro. Há do nosso lado é fundamental", apenas uma semana, o chance- disse Mina, que atua como ler Celso Amorim havia defen- uma espécie de líder da camdido a opção de abstenção do panha de apoio à Sakineh. Brasil, alegando que ele não Para Lucia Nader, da ONG votava "nem para agradar a brasileira Conectas, a posição imprensa e nem certas ONGs". de Dilma é positiva. Mas faz Pelas declarações, porém, seu alerta. "Recebemos com esquem não gostou foi a própria perança as declarações da prepresidente eleita. sidente eleita, pois se o Brasil D e m o ro u – Na Comissão quer ocupar papel de destaque Europeia, as declarações de no cenário internacional não Dilma foram também muito pode ser ambíguo em relação a bem recebidas e uma mudança princípios e valores", disse. na posição do Brasil já era espeNa Anistia Internacional, a rada há anos. percepção é de que o Brasil se"O Brasil é uma democracia ria o único país dos Brics que que tem um papel fundamen- poderia dar peso maior à questal hoje nas relações interna- tão. Leon Saltiel, da ONG prócionais. Estamos ansiosos para israelense UN Watch, também começar a trabalhar com a no- elogiou as declarações. "Só esva presidente", afirmou Bruxe- peramos que a mudança ocorra nas votações", disse. (AE) las, por e-mail.

Marcos de Paula/AE - 04.12.10

Ministro deve ter o seu nome confirmado ainda nesta semana

Jobim fica na Defesa

S

eguindo mais uma "sugestão" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Nelson Jobim vai continuar no comando do Ministério da Defesa a partir do próximo dia 1º de janeiro, quando a presidente eleita, Dilma Rousseff, assumir o governo. Os dois se reuniram ontem por quase três horas, na Granja do Torto. O anúncio oficial pode ser feito ainda esta semana, mas o Estado apurou que a escolha está feita Segundo avaliações de Lula e de Dilma, Jobim é o nome mais apropriado para tocar os compromissos com a Política Nacional de Defesa que começou a ser implantada em 2009, com a reformulação institucional do ministério e o relacionamento com os comandos das três Forças (Exército, Marinha e Aeronáutica) e com o programa de reaparelhamento das Forças Armadas, a partir da aquisição dos novos caças da Força Aérea Brasileira (FAB). A forma de intermediar os conflitos militares também é favorável à manutenção de Jobim. Para os comandantes das

Forças, ele somou pontos quando se posicionou contra a revisão da Lei da Anistia. O fato de ter bom trânsito no Judiciário e no Congresso também é relevante nas negociações: envolve não apenas interesses orçamentários e institucionais dos militares, mas do próprio Planalto, que usou Jobim como interlocutor junto à cúpula do Supremo Tribunal Federal. FHC e STF – Jobim chegou à Defesa no governo Lula, em 2007, depois de ter passado pelo Ministério da Justiça, no governo Fernando Henrique Cardoso, e ter sido, por sete anos, ministro do Supremo (STF). Deixou o tribunal depois de ter assumido a presidência do Poder Judiciário. Jobim foi o primeiro ministro a consolidar o poder civil no Ministério da Defesa sem criar conflitos com militares. Ele teve alguns embates com Dilma, na Casa Civil, principalmente em relação a questões da Infraero. Hoje, ambos concordam que a aviação civil deve deixar a pasta da Defesa e que a Infraero precisa ser rigorosamente reformulada. (AE)

Aplauso: entrevista de Dilma ao Washington Post, domingo, foi elogiada por países europeus e ONGs ligadas aos direitos humanos Alexandre Guzanshe/Arena-AE

Itamar recebe declarações com ceticismo

O

ex-presidente e senador eleito Itamar Franco (PPS) recebeu com ceticismo a declaração da presidente eleita Dilma Rousseff, que discordou da posição brasileira na Organização das Nações Unidas (ONU) de se abster de votar uma condenação às violações dos direitos humanos no Irã. Itamar considerou uma "discordância pequena" em relação à atual política externa brasileira. Já para o presidente nacional do PPS, deputado federal eleito Roberto Freire (PE), a manifestação de Dilma chegou "atrasada", mas indica que ela não se comporta como "uma cópia fiel, uma marionete total" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois participaram ontem de uma reunião da Executiva do PPS-MG, em Belo Horizonte. Na opinião do ex-presidente Itamar Franco, a política externa do futuro governo de Dilma Rousseff é algo para o qual o Senado terá de estar bastante atento e vigilante. "É uma discordância pequena face ao contexto do que está c o l o c a d o : o p ro b l e m a d o Oriente Médio, particularmente o problema do Irã. Nós temos de aguardar quais serão as outras definições", afirmou Itamar, ao comentar a declaração de Dilma Rousseff. Em entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post, dada na quinta-feira e divulgada no fim de semana, a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, disse que o País errou ao não votar contra as violações de direitos humanos no Irã. Dilma Rousseff criticou a posição do Brasil que, em novembro, se absteve de apoiar uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), contra o apedrejamento de mulheres naquele país. O e x - p re s i d e n t e I t a m a r Franco sugeriu que é prematuro, a partir apenas dessa declaração, interpretar que a política externa no futuro governo poderá sofrer uma guinada. "Ela nem ainda confirmou seu ministro das Relações Exteriores", observou. Freire viu na posição da presidente eleita uma "luzinha no fim do túnel", mas ressaltou que não estava aplaudindo a petista. "Até porque ela chegou muito atrasada", disse. "Mas é algo que é bem melhor do que o Brasil continuar com

aquele voto absurdo, que foi a abstenção do governo na questão do Irã. Se você quiser dizer com isso que a estou aplaudindo, não estou", disse Freire. De acordo com o presidente do PPS, o fundamental para o País é que o ocupante do Palácio do Planalto tenha "um mínimo de personalidade". "O risco que a gente estava vendo é que ela (Dilma) não tivesse nenhuma, fosse uma marionete. Mas com essa atitude, isso dá, de qualquer forma, a luzinha no fim do túnel". (AE)

Itamar: crítica de Dilma sobre posição do País a respeito do Irã pode ser só um pequeno desacordo na política externa

Fato Relevante Ata da Reunião Extraordinária no 1.705, de 6.12.2010, do Conselho de Administração do Banco Bradesco S.A. CNPJ no 60.746.948/0001-12 - NIRE 35.300.027.795. Aos 6 dias do mês de dezembro de 2010, às 11h, na sede social, Cidade de Deus, 4 o andar do Prédio Vermelho, Vila Yara, Osasco, SP, reuniram-se os membros do Conselho de Administração sob a presidência do senhor Lázaro de Mello Brandão. Durante a reunião, os Conselheiros aprovaram a proposta da Diretoria da Sociedade, registrada na Reunião n o 1.775, de 22.11.2010, daquele Órgão, para pagamento de Juros sobre o Capital Próprio Complementares aos acionistas da Sociedade, no valor de R$1.906.000.000,00, sendo R$0,482461664 por ação ordinária e R$0,530707830 por ação preferencial, cujo pagamento será pelo valor líquido de R$0,410092414 por ação ordinária e R$0,451101656 por ação preferencial, já deduzido o Imposto de Renda na Fonte de 15% (quinze porcento), exceto para os acionistas pessoas jurídicas que estejam dispensados da referida tributação, que receberão pelo valor declarado. O pagamento será feito em 18.2.2011, beneficiando os acionistas que se acharem inscritos nos registros do Banco em 6.12.2010, passando as ações a ser negociadas “ex-direito” aos Juros Complementares a partir de 7.12.2010. Os Juros Complementares aprovados representam, aproximadamente, 36 vezes o valor dos Dividendos mensalmente pagos e, líquidos do Imposto de Renda na Fonte, a 31 vezes os mesmos Dividendos. Os Juros Complementares relativos às ações custodiadas na BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros serão pagos à referida BM&FBOVESPA, que os repassará aos acionistas titulares por intermédio dos Agentes de Custódia. A seguir, demonstrativo dos valores pagos e a pagar relativos a 2010: Em R$ Dividendos Mensais pagos

536.882.958,82 558.538.294,80 1.095.421.253,62

Juros Intermediários do 1 o semestre pagos Subtotal – Valores pagos* Dividendos Mensais a serem pagos em 3.1.2011

52.222.018,04

Juros Complementares a serem pagos em 18.2.2011

1.906.000.000,00

Total

3.053.643.271,66

(*) Considera as bonificações aprovadas nas AGEs de 18.12.2009 e 10.6.2010. Por ação em R$ Espécie

Dividendos Mensais

Juros Intermediários do 1 o semestre

Juros Complementares

Total

ON

0,158631000

0,155520588

0,482461664

0,796613252

PN

0,174494100

0,171072647

0,530707830

0,876274577

Os Juros distribuídos serão computados, líquidos de Imposto de Renda na Fonte, no cálculo dos Dividendos obrigatórios do exercício previstos no Estatuto Social. A Sociedade poderá, com base no resultado a ser apurado no encerramento do exercício social de 2010, distribuir novos Juros e/ou Dividendos aos acionistas. Em seguida, disse o senhor Presidente que: 1) a Diretoria estava autorizada a tomar todas as providências necessárias para que os referidos Juros fossem creditados individualizadamente, a partir desta data, à conta de ações dos acionistas na Sociedade; 2) para os acionistas cujas contas estejam paralisadas, o valor dos Juros deverá ser mantido à disposição na Sociedade, o mesmo ocorrendo no caso daqueles em que nos registros não conste o número do CPF ou CNPJ, até que satisfaçam a exigência legal. Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata que os Conselheiros presentes assinam. aa) Lázaro de Mello Brandão, Antônio Bornia, Mário da Silveira Teixeira Júnior, Denise Aguiar Alvarez, Luiz Carlos Trabuco Cappi e Carlos Alberto Rodrigues Guilherme.


p Lula ensaia acordes antes de Dilma DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A Dilma vai ser a primeira mulher a assinar leis no País. Presidente Lula, em cerimônia do PAC 2

olítica

Além de dizer que eleger a sucessora era parte do seu programa de governo, presidente antecipa que PAC sai da Casa Civil vai e para o Ministério do Planejamento Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

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presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que eleger Dilma Rousseff à Presidência da República fazia parte do seu programa de governo. "Eu tinha um desejo: fazer a sucessão", afirmou Lula a uma plateia de prefeitos e governadores contemplados com o PAC II, reunidos no Palácio do Planalto. "Fazer a sucessão fez parte do meu programa de governo É que a gente teria continuidade", afirmou Lula, ressaltando a oportunidade que surgiu de eleger uma mulher. "O Brasil vai viver a primeira experiência de sua história de ter uma mulher presidente da República", afirmou. "Depois da princesa Isabel, que assinou a Lei Áurea, em 1888, a Dilma vai ser a primeira mulher a assinar leis no País". No seu discurso, Lula confidenciou que tinha medo de um segundo mandato. "Eu tinha medo. Mas hoje vejo que foi uma bênção, porque pudemos fazer muito mais", disse. Em tom bem humorado, Lula disse que a vida de um presidente da República é muito diferente da de um trabalhador de fábrica. "Eu tinha hora para entrar e hora para sair (quando operário). Eu tinha um domingo meu. Eu podia tomar uma cana. Agora eu não tenho hora para entrar e nem hora para sair e não posso tomar uma cana", brincou o presidente. Lula disse que deixa o governo com a sensação do dever cumprido. "Algumas coisas eu tinha de provar. E uma delas era de que era possível governar melhor do que tinha sido governado [por outros]".

E o coro na UNB: 'Demagogo! Demagogo!'

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Lula com o presidente Uruguaio, José Mujica: alunos da UNB dizem que ele desafinou na educação

O presidente ressaltou que Dilma Rousseff terá uma equipe ministerial que aprendeu a desenvolver projetos de infraestrutura. Ele destacou a coordenadora do PAC, Miriam Belchior, futura ministra do Planejamento. "Ela [Dilma] está muito preparada para conversar com vocês. As coisas podem fluir com mais facilidade daqui para a frente", disse o presidente. Ele observou que o País hoje abriga os três maiores canteiros de obras de hidrelétricas – citando Santo Antonio e Jirau, em Rondônia, e Belo Monte, no Pará –, a um custo total de R$ 80 bilhões. Lula destacou ainda os projetos das ferrovias Transnordestina, Oeste-Leste e Norte-Sul, nas regiões CentroOeste, Norte e Nordeste. PAC sai – Na cerimônia com

Tinha de provar que era possível governar melhor do que tinha sido governado [por outros]. PRESIDENTE LULA prefeitos e governadores, de assinatura de obras do PAC 2, o presidente se antecipou à sucessora e anunciou que o programa sairá da Casa Civil e ficará, daqui para a frente, sob a responsabilidade do Ministério do Planejamento no próximo governo. "Quero dizer aos prefeitos novos que prestem atenção

numa coisa: essa moça [em referência a Miriam Belchior] vai para o Planejamento e junto vai levar o PAC", disse Lula. Ele sugeriu aos prefeitos que não briguem por recursos no Congresso, mas organizem projetos para apresentar ao governo. "Não percam tempo atrás de emendinhas parlamentares", aconselhou. Lula ainda criticou os antecessores, dizendo que não investiam em infraestrutura e não se relacionavam com prefeitos e governadores porque temiam que passassem os mandatos pedindo dinheiro à União para governar. Novo patamar – O presidente também afirmou ontem que a entrega de escolas técnicas, de universidades e de extensões universitárias põe o Brasil no patamar de países desenvolvidos. "Estou convencido

inauguração do Memorial Darcy Ribeiro, batizado de "Beijódromo", foi marcada por manifestação dos alunos contra o reitor da UNB (Universidade de Brasília), José Geraldo Sousa Júnior, e contra a obra. O presidente Lula também foi alvo dos manifestantes. Enquanto discursava, o reitor foi vaiado e teve que ouvir gritos dos manifestantes, que são estudantes da universidade. "UNB sucateada", "chega de mentira" e "fora repressão" foram algumas das expressões gritadas em coro pelos alunos. Quando foi discursar, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, pediu um acordo com os manifestantes, que parassem de gritar em respeito a Lula e a Mujica. "A hora é de saudar o mestre Darcy Ribeiro", afirmou Ferreira. Ele desistiu de discursar por causa do calor. Disse que publicará seu discurso no site do Ministério da Cultura. Os manifestantes ensaiaram vaiar o ministro e não suspenderam a

de que a Dilma vai continuar esse processo", disse. Em seu programa Café com o Presidente, ele lembrou a inauguração de 30 escolas técnicas e de 25 extensões universitá-

manifestação. O "Beijódromo" custou cerca de R$ 8,5 milhões e ficou pronto em poucos meses. Por conta da rapidez das obras, os alunos criticavam o fato de a Casa do Estudante não ter ficado pronta como foi prometido pela reitoria. A cerimônia foi realizada ao lado do memorial e a cobertura montada pela organização do evento era de plástico transparente, o que deixava vazar o sol para os convidados. Demagogo – Ao começar a discursar, Lula também foi alvo dos manifestantes. Enquanto falava da biografia de Darcy Ribeiro, os alunos gritavam "demagogo". O presidente pareceu irritado e o volume do microfone foi aumentado, abafando a voz dos manifestantes que foram barrados pela segurança e ficaram do lado de fora das grades que separavam o palco e convidados dos alunos da universidade. "Ô Lula, deixa a galera entrar", gritaram, durante boa parte do discurso presidencial. (Folhapress)

rias na semana passada. "Vamos terminar de entregar o que prometemos", afirmou, sobre as 214 escolas técnicas e 126 extensões universitárias previstas. (Agências)


p Farra do Orçamento: TCU investigará Argello e fantasmas

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

olítica

7 Diante das denúncias contra o senador, torna-se incompatível sua atuação como relator do Orçamento. Roberto Freire, presidente nacional do PPS

Andre Dusek/AE - 01.07.09

Ministério vai apurar empresas de fachada bancadas pelo senador Gim Argello

O

Ministério Público n o Tr i b u n a l d e Contas da União decidiu ontem investigar o esquema, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, de institutos fantasmas e de empresas de fachadas envolvendo emendas orçamentárias de parlamentares de São Paulo, Bahia, Goiás, Distrito Federal e outros estados. E n t re o s a u t o re s d e s s a s emendas estão o senador Gim Argello (PTB-DF), relator do Orçamento da União de 2011, e os deputados Luciana Costa (PR-SP), Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO), Sandro Mabel (PR-GO) e Rodovalho (PPDF). O dinheiro é destinado a eventos culturais bancados pelos ministérios do Turismo e da Cultura. Susp eitas – O procurador Marinus Marsico, representante do Ministério Público no TCU, avisou que vai recomendar até amanhã, por escrito, que os ministérios do Turismo e da Cultura abram, imediatamente, uma apuração interna sobre as suspeitas apontadas. Ao mesmo tempo, vai solicitar a todos os convênios suspeitos que realizem uma investigação dentro do próprio tribunal, além de oficiar o comando do TCU para que entre no caso.

Lideranças querem suspensão do Orçamento

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ideranças políticas da oposição e da base aliada governista defenderam ontem que o processo de tramitação e votação do Orçamento Geral da União de 2011 seja suspenso até que se decida o que fazer com o relator, o senador Gim Argello (PTB-DF), suspeito de usar emendas para favorecer institutos fantasmas. Titular da Comissão Mista do Orçamento, o deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) defendeu o adiamento da votação do Orçamento para 2011 e a indicação de novo relator no lugar de Argello. Lembrou que ele já merecera uma "atenção especialíssima" ao chegar ao Congresso sem votos, como suplente de Joaquim Roriz, que renunciou. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) lembrou que desde a CPI dos Anões, em 1993, a comissão está sob permanente suspeita. O plenário do Senado chegou a criar expectativa de que Argello fizesse discurso justificando a remessa de emendas para empresas e institutos fantasmas. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse ter pedido que ele desse explicações, mas Argello não apareceu no plenário. Para o líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC), Argello e os responsáveis pela sua indicação têm de dar satisfação à sociedade o quanto antes. O presidente da comissão, deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR), defendeu a "investigação a fundo das denúncias". O presidente da comissão, deputado Waldemir Moka (PMDB-MS), e o líder do PSDB, deputado João Almeida (BA), ainda estão avaliando a denúncia. (AE)

"Os ministérios deveriam se encarregar da lisura dos processos e se cercar para que não repassem dinheiro a entidades que não existem. É preciso, pelo menos, confrontar informações, CNPJs. Se comprovarmos as irregularidades publicadas pelo Estado, vamos pedir a suspensão dos repasses dos recursos e apontar os respon-

Os ministérios deveriam se encarregar (...) para que não repassem dinheiro a entidades que não existem. MARINUS MARSICO sáveis". O procurador avalia ainda que seria importante que o Ministério Público Federal entrasse no caso para investigar desvio de verbas e suposto pagamento de propina. Investigação feita pelo Estadão mostra que ao menos R$ 1,4 milhão foi repassado para institutos fantasmas por meio de emendas individuais de Gim Argello no Orçamento. E, logo depois, o dinheiro foi repassa-

do para a conta de uma empresa que tem um jardineiro e um mecânico como donos – tudo sem licitação. Os papéis revelam que essas entidades compram estatutos de associações comunitárias de periferia e viram "institutos" somente para intermediar sem licitação os convênios com o governo, em troca de uma comissão, conforme relatos de dirigentes em conversas gravadas. Repasses – A deputada paulista Luciana Costa (PR), por exemplo, repassou R$ 1,1 milhão para o Instituto Brasil Sempre à Frente, com sede registrada em Brasília, para realizar uma série de shows em 20 cidades no interior de São Paulo. A entidade repassou o dinheiro para a empresa Vênus Produções, de Goiânia, cujo representante em Brasília é diretor de outro instituto, o Projeto Viver, beneficiado por emendas de Gim Argello e do deputado Laerte Bessa (PSC-DF). O presidente do Brasil Sempre à Frente é Vanildo Gomes Soares Júnior, filho de Izanete Soares, que preside o Renova Brasil, sediado numa vidraçaria, o qual recebeu R$ 600 mil em emendas de Gim Argello. Já os deputados Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO), Sandro Mabel (PR-GO) e Rodova-

Senador Gim Argello: emendas orçamentárias de parlamentares dirigidas a institutos

lho (PP-DF) destinaram, este ano, R$ 470 mil ao Instituto Planalto Central. Em junho, mandaram cartas ao ministro do Turismo, Luiz Barretto, para liberar o dinheiro. Conseguiram. A entidade é registrada em uma sala comercial vazia em Brasília. Seu presidente, Divino Assis Júnior, trabalha com ciência da computação e abriu o instituto para fechar convênios com a União. Sua mãe, Silvia Silva, é tesoureira do Brasil Sempre à Frente. Afastamento – O PPS defendeu ontem o afastamento do senador Gim Argello do cargo do relator do Orçamento da União de 2011. A proposta, que será levada à Comissão Mista do Orçamento, tem como base denúncia de que o senador destinou recursos de emendas parlamentares para entidades fantasmas e "laranjas". O esquema é comparado ao escândalo dos "Anões do Orçamento" e ainda envolve outros parlamentares.

BRENCO HOLDlNG S.A. CNPJ nº 08.636.745/0001-53 - NIRE 35.3.00350391 Ata da Assembleia Geral Extraordinária Realizada em 16 de Abril de 2010 1. Data, Hora e Local: 16/04/10, às 14hs, na sede social, localizada na Cidade de SP, SP, na Av. Pedroso de Morais, 1553, 8º andar, sl 01, (“Companhia”). 2. Presença e Convocação: Convocação feita, nos termos do Art. 11 do Estatuto Social da Companhia e dos Acordos de Acionistas da Companhia, conforme publicações no DOESP e no Diário do Comércio nos dias 31.03, 01 e 02.04.2010, tendo comparecido acionistas representantes de mais de 95% do capital social da Companhia, conforme se verifica por meio das assinaturas constantes no Livro de Presença de Acionistas. Presentes, ainda, os membros do Conselho Fiscal da Companhia, representantes da empresa de auditoria independente PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, com sede na Cidade de SP, SP, na Av. Francisco Matarazzo, 1.400, 9º, 10º, 13º, 14º, 15º, 16º e 17º andares, Torre Torino, Água Branca, CNPJ/MF 61.562.112/0012-83 (“PwC”) e representantes da ETH Investimentos S.A., com sede na Cidade de SP, SP, na Av. Rebouças, 3.970, 26º andar, parte, Pinheiros, CNPJ 11.218.273/0001-23, com seus atos constitutivos devidamente arquivados na JUCESP sob NIRE 35.300.376.072. 3. Mesa: Srs. Henri Philippe Reichstul, Presidente; e José Alfredo de Freitas, Secretário. 4. Ordem do Dia: deliberar sobre (i) exame e aprovação do “Protocolo e Justificação de Incorporação” relativo à incorporação da ETH Holding S.A., sociedade anônima, com sede na Cidade de SP, SP, na Av. Rebouças, 3.970, 26º andar, parte, Pinheiros, CNPJ 11.566.516/ 0001-14, com seus atos constitutivos devidamente arquivados na JUCESP sob NIRE 35.300.377.346 (“ETH”) pela Companhia, a ser celebrado entre as adminstrações da Companhia e da ETH (o “Protocolo”); (ii) a ratificação da nomeação da firma de auditoria independente PwC para elaboração do laudo de avaliação do valor patrimonial contábil da ETH (o “Laudo”); (iii) exame e aprovação do Laudo; (iv) a incorporação da ETH pela Companhia, bem como o conseqüente aumento de capital da Companhia, mediante a emissão de novas ações ordinárias a serem atribuídas à acionista da ETH, nos termos do Protocolo e do Laudo; (v) a alteração da denominação social da Companhia para “ETH Bioenergia S.A.”; (vi) mudança do endereço da sede da Companhia; (vii) reforma integral do Estatuto Social da Companhia e aprovação do seu texto consolidado; (viii) a renúncia dos membros do Conselho de Administração da Companhia; e (ix) a nomeação de novos membros para o Conselho de Administração da Companhia. 5. Deliberações: As seguintes deliberações foram tomadas por unanimidade dos acionistas presentes e sem quaisquer restrições, tendo o Conselho Fiscal se manifestado a favor da aprovação da totalidade das matérias constantes da ordem do dia: (i) a aprovação da celebração do Protocolo, bem como da relação de troca e demais termos e condições da incorporação da ETH pela Companhia ali previstos, cuja cópia fiel integra esta ata como Anexo I; (ii) a ratificação da nomeação da PwC, indicada no Protocolo, ad referendum dos acionistas da ETH da Companhia, para a elaboração do Laudo; (iii) a aprovação do Laudo e da avaliação do patrimônio líquido da ETH em R$1.126.302.755,89, conforme ali previsto, para fins do aumento de capital da Companhia em decorrência da incorporação da ETH, cuja cópia fiel integra esta ata como Anexo II; (iv) a aprovação da incorporação da ETH pela Companhia, com o conseqüente aumento de capital desta pelo valor de R$1.126.302.755,89, conforme previsto no Laudo, passando, portanto, de R$1.345.994.894,10 para R$2.472.297.649,99, mediante a emissão de 26.886.670.066 novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, conforme boletim de subscrição cuja cópia integra esta ata como Anexo III e cronograma de integralização que integra esta ata como Anexo IV. As novas ações ora emitidas são atribuídas integralmente a ETH Investimentos S.A., sociedade por ações com sede na Cidade de SP, SP, na Av. Rebouças, 3.970, 26º andar, parte, Pinheiros, CNPJ 11.218.273/0001-23, com seus atos constitutivos devidamente arquivados na JUCESP sob NIRE 35.300.376.072 (“ETH Investimentos”), em substituição às ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal de emissão da ETH integralmente detidas pela ETH Investimentos, as quais serão canceladas em razão da incorporação; (v) a aprovação de novo valor do capital autorizado da Companhia, que poderá ser aumentado em até R$ 247.000.000,00 mediante a emissão, a critério do Conselho de Administração, de até 4.136.410.779 novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal; (vi) Como conseqüência das deliberações previstas nos itens (iv) e (v) acima, fica alterado o Art. 4º do Estatuto Social da Companhia, que passa a vigorar com a seguinte nova redação: “Art. 4º - O Capital Social é de R$2.472.297.649,99 (dois bilhões, quatrocentos e setenta e dois milhões, duzentos e noventa e sete mil, seiscentos e quarenta e nove reais e noventa e nove centavos), dividido em 41.364.107.794 (quarenta e um bilhões, trezentos e sessenta e quatro milhões, cento e sete mil, setecentas e noventa e quatro) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, sendo a propriedade das ações comprovada pela inscrição do nome do acionista no livro de “Registro de Ações Nominativas”. §1º - Cada ação ordinária dará direito a um voto nas deliberações da Assembléia Geral. §2º - A Companhia está autorizada a aumentar seu capital social em até R$ 247.000.000,00 (duzentos e quarenta e sete milhões de reais) mediate a emissão, a critério do Conselho de Administração, de até 4.136.410.779 (quatro bilhões, cento e trinta e seis milhões, quatrocentas e dez mil, setecentas e setenta e nove) novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal e sem quaisquer privilégios ou direitos específicos que não aqueles expressamente garantidos por lei, mediante deliberação do Conselho de Administração e independentemente de reforma estatutária e/ou aprovação em Assembleia Geral, observado o disposto no Acordo de Acionistas (conforme abaixo definido), nos termos do Art. 168 da Lei 6.404/76 (“Capital Autorizado”).” (vii) A Companhia, na qualidade de sucessora da ETH, assumirá a título universal todos os direitos e obrigações relativos ao patrimônio líquido da ETH vertido à Companhia, conforme deliberado na presente assembléia; (viii) Alteração da denominação social da Companhia de “Brenco Holding S.A.” para “ETH Bioenergia S.A.”; (ix) Mudança da sede da Companhia, a qual passa da Cidade de SP, SP, na Av. Pedroso de Morais, 1.553, 8º andar, sala 01, Pinheiros, para a mesma Cidade e Estado, na Av. Rebouças, 3.970, 26º andar - parte, Pinheiros, CEP 05402-920. Desta forma, fica alterado o Art. 1º do Estatuto Social da Companhia, que passa a vigorar com a seguinte nova redação: “Art. 1º - A ETH Bioenergia S.A., sociedade por ações, com sede na Cidade de SP, SP, na Av. Rebouças, 3.970, 26º andar, Pinheiros, rege-se por este Estatuto e pela legislação que lhe for aplicável. § Único - A Companhia, mediante ato de sua Diretoria, pode abrir filiais, agências e escritórios, em qualquer parte do território brasileiro ou no exterior.” (x) Aceitar a renúncia dos Srs. (a) Henri Philippe Reichstul, RG 3.798.203 (SSP/SP) e CPF 001.072.248-36; (b) William Gerald Mcconnell, Passap. 113162109 emitido pelos EUA e CPF 232.714-538-45; (c) Marcelo Guimarães Lopo Lima, RG 23.417.812-7-SSP/SP, CPF 132.483.688-10; (d) Brent William de Jong, Passap. 136068899 emitido pelos EUA; e (e) Jorge de Pablo Cajal, Passap. XD159896 emitido pela União Européia e CPF 232.930.948-13, dos cargos de membros do Conselho de Administração da Companhia, para o qual haviam sido eleitos por ocasião da AGO/E da Companhia realizada em 31/08/2009, conforme termos de renúncia apresentados na presente data e lavrados em livro próprio, os quais dão e recebem a mais ampla, plena, rasa, geral, irrevogável e irretratável quitação por todo e qualquer tipo de haver a que fariam jus, nada mais podendo reclamar ou exigir da Companhia, nem esta daqueles, seja a que título for ou sob qualquer pretexto; (xi) A eleição, para os cargos de membros titulares do Conselho de Administração da Companhia, dos Srs. (a) Marcelo Bahia Odebrecht, RG 2.598.834-SSP/BA e CPF 487.956.235-15, ora designado Presidente do Conselho de Administração; (b) André Amaro da Silveira, RG M-1.238.071-SSP/MG e CPF 520.609.346-71; (c) Felipe Montoro Jens, RG 17.032.674-3 - SSP/SP e CPF 166.417.478-83; (d) Bernardo Afonso de Almeida Gradin, RG 1.832.123-20-SSP/BA e CPF 316.183.245-00; (e) Newton Sérgio de Souza, RG 03.604.882-5 - IFP/RJ e CPF 261.214.417-04; (f) Paulo Henyan Yue Cesena, RG 19.951.448-3 - SSP/SP e CPF 173.429.088-94; (g) Satoshi Awaya, RNE V020169-X e CPF 054414947-51, ora designado Vice-Presidente do Conselho de Administração; (b) Brent William de Jong, Passap. 136068899 emitido pelos EUA; (i) José Durval Soledade Santos, OAB/RJ 25.042 e CPF 263.032.307-25; e (j) Pedro Henrique Almeida Pinto de Oliveira, RG 50.471.513-2 - SSP/SP e CPF 729.717.037-20, tendo como substitutos, respectivamente, os Srs. (k) Cláudio Melo Filho, RG 1.867.619 - SEP/ BA e CPF 358.882.885-00; (l) Carla Gouveia Barreto, RG 03.191.314-83 - SSP/BA e CPF 617.162.195-15; (m) Adriano Chaves Jucá Rolim, RG 370.355-6-SSP/BA e CPF 508.511.015-34; (n) Marcos Wilson Spyer Rezende, RG 6.940.046-SSP/MG e CPF 387.604.288-72; (o) Mônica Bahia Odebrecht, RG 2598721-64-SSP/BA e CPF 541.080.715-49; (p) Marcos Luiz Abreu de Lima, RG M-308.941-SSP/MG e CPF 042.613.056-15; (q) Tomoyoshi Egami, RNE W224422-5, CPF 083.879.848-92; (r) Santiago Pardo, Passap. 04FE42181 emitido pela República Francesa; (a) Victor Guilherme Tito, RG 26.288.156-8, DIC-DETRAN/RJ e CPF 044.878.356-82; e (t) Michel Isaac Harari, RG 28.708.871 SSP/SP e CPF 295.889.428-29; todos com mandatos unificados até a AGO da Companhia que vier a deliberar sobre as demonstrações financeiras do exercício que se encerrar em 30/04/2012. Os membros do Conselho de Administração ora eleitos foram imediatamente empossados em seus cargos, mediante assinatura dos termos de posse lavrados em livro próprio, tendo declarado, sob as penas da lei, não estarem impedidos de exercer a administração da Companhia: (a) por lei especial; (b) em virtude de condenação criminal, ou por se encontrar sob os efeitos dela; (c) em virtude de pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou (d) por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade, ou qualquer outro que os impeça de exercer atividades mercantis. Os conselheiros titulares ora eleitos receberão remuneração mensal de R$ 5.250,00 cada, a título de pro-labore, remuneração esta que será revista anualmente em AGO da Companhia. Os mandatos dos membros do Conselho de administração ora eleitos serão prorrogados até que seus respectivos substitutos tomem posse de seus cargos; (xii) a aprovação da nova redação do Estatuto Social consolidado da Companhia, o qual passa a vigorar na íntegra com a redação constante do Anexo V a esta ata; e (xiii) ficam autorizados os administradores da Companhia a tomarem todas as medidas e praticarem todos os atos necessários para a efetivação das deliberações ora aprovadas. 6. Lavratura da Ata: foi autorizada a lavratura da presente ata na forma sumária, nos termos do art. 130, §1º, da Lei 6.404/76. 7. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, foi oferecida a palavra a quem dela quisesse fazer uso e, como ninguém se manifestasse, foi suspensa a reunião pelo tempo necessário à lavratura desta ata, que, lida e achada conforme, foi por todos os presentes assinada. 8. Data e Local: SP, 16/04/2010. 9. Mesa: Henri Philippe Reichstul, Presidente; José Alfredo de Freitas, Secretário. JUCESP - Reg. 150.425/10-7 em 03/ 05/10. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral. Estatuto Social Consolidado - ETH Bioenergia S.A. - Capítulo I - Nome, Sede, Objetivo e Duração - Art. 1º - A ETH Bioenergia S.A., sociedade por ações, com sede na Cidade de SP, SP, na Av. Rebouças, 3.970, 26º andar, Pinheiros, rege-se por este Estatuto e pela legislação que lhe for aplicável. § Único - A Companhia, mediante ato de sua Diretoria, pode abrir filiais, agências e escritórios, em qualquer parte do território brasileiro ou no exterior. Art. 2º - A Companhia tem por objeto social: I. Participação em outras sociedades que explorem, dentre outros correlacionados, negócios de: (a) produção, importação, exportação e comercialização de produtos de agricultura e pecuária em geral, especialmente a cultura, industrialização e comercialização da cana-de-açúcar para produção de açúcar, etanol e derivados; (b) fabricação, importação, exportação e comercialização de derivados da cana-de-açúcar, podendo atuar como agente, representante ou consignatária; (c) importação, exportação, manipulação, comercialização, industrialização, guarda, serviços de carga e descarga de fertilizantes e demais insumos agrícolas; (d) exploração agrícola em terras próprias ou de terceiros; (e) produção, fornecimento, distribuição e comercialização de energia elétrica; (f) administração de bens imóveis, podendo arrendar e dar em arrendamento, receber e dar em parceria, alugar e locar móveis, imóveis e equipamentos em geral; (g) logística e serviços de armazenagem, embalagem e transporte de produtos; e II. Explorar, diretamente, qualquer dos negócios indicados no item I acima. § Único - A Companhia poderá exercer as atividades de seu objeto social no país ou no exterior, seja diretamente ou através de subsidiárias, ou através de participação no capital de outras sociedades. Art. 3º - O tempo de duração da Companhia é indeterminado. Capítulo II - Capital e Ações - Art. 4º - O Capital Social é de R$2.472.297.649,99, dividido em 41.364.107.794 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal e a propriedade das ações será comprovada pela inscrição do nome do acionista no livro de “Registro de Ações Nominativas”. §1º - Cada ação ordinária dará direito a um voto nas deliberações da Assemb. Geral. §2º - A Companhia está autorizada a aumentar seu capital social em até R$ 247.000.000,00 mediante a emissão, a critério do Conselho de Administração, de até 4.136.410.779 de novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal e sem quaisquer privilégios ou direitos específicos que não aqueles expressamente garantidos por lei, mediante deliberação do Conselho de Administração e independentemente de reforma estatutária, observado o disposto no Acordo de Acionistas (conforme abaixo definido), nos termos do Art. 168 da Lei 6.404/76 (“Capital Autorizado”). Art. 5º - A subscrição e a integralização das ações obedecerão aos seguintes critérios: (a) Caberá ao Conselho de Administração deliberar sobre o aumento de capital social dentro do Capital Autorizado, bem como deliberar a emissão, a quantidade e preço das ações a serem emitidas, respeitado o disposto no Acordo de Acionistas e Outras Avenças celebrado em 16 de abril de 2010, arquivado na sede da Companhia (“Acordo de Acionistas”); (b) A importância mínima de realização inicial das ações que forem subscritas será aquela estabelecida em lei; (c) O prazo para integraIização das ações subscritas será fixado pelo Conselho de Administração por ocasião de cada chamada de capital; e (d) A integralização de ações com bens, que não sejam créditos em moeda corrente, dependerá de aprovação da Assemb. Geral, respeitando-se o Acordo de Acionistas em relação à avaliação de tais bens. Art. 6º - Os acionistas terão preferência na subscrição de novas ações da Companhia na proporção da sua participação no capital social. § Único - O prazo para exercício do direito de preferência será de 30 dias. Capítulo II - Órgãos Permanentes da Sociedade - Art. 7º - São órgãos permanentes da Companhia: (a) a Assemb. Geral; (b) o Conselho de Administração; (c) a Diretoria. Capítulo IV - Assembléia Geral - Art. 8º - A Assemb. Geral se reunirá ordinariamente nos 4 primeiros meses que se seguirem ao término de cada exercício social e poderá se reunir extraordinariamente sempre que os interesses da Companhia o exigirem. § Único - A Assemb. Geral será convocada pelo Presidente do Conselho de Administração ou na forma da lei. Art. 9º - A convocação para a Assemb. Geral se fará pela imprensa, observadas as disposições legais. Art. 10º - As Assembléias serão consideradas validamente instaladas nos termos da Lei e respeitado o disposto no Acordo de Acionistas. Art. 11 - Só poderão tomar parte da Assemb. Geral os acionistas que estejam inscritos no Livro de Registro de Ações Nominativas da Companhia. § Único - O acionista poderá fazer representar-se nas Assembléias Gerais por procurador. respeitadas as disposições da lei.

"Diante das denúncias contra o senador, torna-se incompatível sua atuação como relator do Orçamento. Caso contrário, teremos de novo o Congresso envolvido com uma CPI do Orçamento", afirmou o

Quem deveria zelar pelo lisura do Orçamento – no caso, o senador Gim Argello – está no centro do escândalo. RAUL JUNGMANN presidente nacional do PPS, deputado federal eleito Roberto Freire (PPS-SP), lembrando o escândalo de 1993. Na época, diversos parlamentares foram cassados por fraudes no Orçamento. Como os envolvidos eram de baixa

estatura, não demorou para que fossem batizados, e lembrados até hoje, pelo apelido de "Anões do Orçamento" – no caso atual, o principal envolvido tem quase 1,80 metro. "Num governo sério, ele já estaria fora. Se isso não for feito de forma rápida, vamos colocar em xeque toda a credibilidade do Orçamento", reforçou Roberto Freire. Para o deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), membro da Executiva Nacional do PPS, o caso precisa ser amplamente investigado. "De imediato, o partido vai pedir o afastamento. Até porque quem deveria zelar pelo lisura do Orçamento, no caso o senador Gim Argello, está no centro do escândalo. Não podemos macular o Orçamento Geral da União". Na avaliação de Jungmann, a manutenção de Argello como relator coloca sob suspeita todo o planejamento financeiro da União para 2011. (AE)

Art. 12 - Depois de assinarem o Livro de Presença, os acionistas escolherão o Presidente e o Secretário, os quais dirigirão os trabalhos da Assemb. Geral. Art. 13 - A Assemb. Geral da Companhia poderá, nos termos do Art. 120 da Lei 6.404/76, suspender o exercício dos direitos do acionista que tendo subscrito ações da Companhia para integralização a prazo deixar de integralizar tais ações no prazo e condições previstos no respectivo boletim de subscrição. Art. 14 - O eventual exercício, por qualquer dos acionistas, do direito de voto nas Assembléias Gerais da Companhia em desacordo com as disposições estabelecidas no Acordo de Acionistas obrigará o presidente da Assemb. Geral a não computar o voto proferido pelo Acionista com infração ao disposto no Acordo de Acionistas. Art. 15 - As deliberações da Assemb. Geral serdo tomadas por maioria simples dos presentes, não computados os votos em branco, exceto se de outra forma previsto no Acordo de Acionistas. Capítulo V Conselho de Administração - Art. 16 - O Conselho de Administração da Companhia será composto por 10 membros e seus respectivos suplentes, acionistas, residentes ou não no País, eleitos ou destituíveis a qualquer tempo pela Assemb. Geral. Art. 17 - A Assemb. Geral deverá definir, entre os membros do Conselho de Administração, o Presidente e o Vice-Presidente, podendo substituí-los a qualquer tempo. Art. 18 - O mandato dos membros do Conselho de Administração será de 2 anos, permitida a reeleição. § Único - Os membros do Conselho de Administração serão empossados mediante assinatura de termos de posse lavrados no Livro de Atas de Reuniões do Conselho de Administração e permanecerão em seus cargos até a posse de seus substitutos. Art. 19 - Em suas ausências ou impedimentos temporários, os membros do Conselho de Administração serão substituídos pelos seus respectivos suplentes. Na ausência ou impedimento temporário do Presidente, a presidência do Conselho de Administração será exercida pelo Vice-Presidente. Na ausência ou impedimento temporário do Presidente e do Vice-Presidente, o Presidente indicará, entre os demais membros do Conselho de Administração, quem os substituirá na presidência e na vice-presidência do Conselho de Administração. Art. 20 - No caso de vacância, será convocada a Assemb. Geral para, dentro de 30 dias, eleger o titular que deverá cumprir o restante do mandato do substituído, observado o disposto no Acordo de Acionistas. Art. 21 - O Conselho de Administração se reunirá ordinariamente a cada 3 meses e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo Presidente ou pelo Vice-Presidente. §1º - A convocação das reuniões do Conselho de Administração será realizada nos termos previstos no Regimento Interno do Conselho de Administração e respeitado o disposto no Acordo de Acionistas. §2º - As reuniões do Conselho serão presididas pelo Presidente do Conselho de Administração, o qual indicará um dos presentes (que não necessariamente precisa ser um membro do Conselho de Administração) para ocupar a função de secretário, sendo a mesa responsável por registrar as discussões e deliberações ocorridas em atas, as quais serão lavradas na forma sumária e deverão registrar fielmente a respectiva reunião. §3º - Observado o disposto no Acordo de Acionistas, o Conselho de Administração somente deliberará com a presença da maioria de seus membros em exercício, admitida a representação de qualquer Conselheiro por qualquer membro titular ou suplente do Conselho de Administração por ele indicado. As deliberações serão tomadas pela maioria de votos dos membros do Conselho de Administração, exceto se de outra forma previsto no Acordo de Acionistas. Art. 22 - A remuneração global anual fixa e variável dos administradores da Companhia será fixada pela Assemb. Geral, cabendo ao Conselho de Administmção a sua individualização. Art. 23 - Compete ao Conselho de Administração, observado o disposto no Acordo de Acionistas: (a) aprovar políticas de aplicação geral da Companhia e o Regimento Interno do Conselho de Administração; (b) aprovar a macroestrutura organizacional da Companhia; (c) eleger e destituir o Diretor Presidente e os demais Diretores da Companhia, estes últimos mediante proposição do Dir. Presidente, e fixar-lhes as respectivas remunerações, observado o limite geral estabelecido pela Assemb. Geral; (d) fixar a orientação geral para negócios da Companhia; (e) aprovar o Plano de Negócios da Companbia e suas alterações, bem como a realização de investimentos não previstos no Plano de Negócios; (f) deliberar sobre o Programa de Ação do Dir.Presidente para a Companhia; (g) acompanhar o desempenho do Dir.Presidente e equipe na execução do seu Programa de Ação para a Companhia; (h) submeter à Assemb. Geral proposta sobre fusão, cisão e incorporação envolvendo a Companhia, ou sua dissolução, e reforma estatutária, inclusive aumento do Capital Autorizado; (i) aprovar aumentos de capital da Companhia, dentro do limite do Capital Autorizado, com ou sem emissão de ações; (j) decidir sobre a constituição e sobre a aquisição ou alienação de participação direta ou indireta em outras sociedades; (k) submeter à Assemb. Geral propostas sobre a emissão de ações e de bônus de subscrição da Companhia; (l) autorizar a celebração, pela Companhia ou suas subsidiárias, de acordo de acionistas, acordos de associação, acordo de joint venture ou compromisso similar, bem, como alterar os acordos existentes, renunciar direitos ou dispensar o cumprimento de qualquer obrigação neles prevista; (m) submeter à assembleia geral proposta sobre a aquisição de ações de emissão da própria Companhia, para manutenção em tesouraria ou cancelamento, bem como decidir a respeito da respectiva alienação, observadas as disposições legais e as normas editadas pela Comissão de Valores Mobiliários, caso aplicável; (n) decidir sobre a concessão de garantias, de qualquer valor, a quaisquer terceiros que não sejam empresas controladas pela Companhia, bem como sobre a concessão de garantias às suas controladas, em valores superiores ao que vier a ser fixado pelo Conselho de Administração em reunião específica; (o) fixar anualmente os limites dentro dos quais os Diretores poderão, sem a prévia autorização do Conselho de Administração, contratar empréstimos ou financiamentos, no país ou no exterior; (p) aprovar a emissão de ações ou quotas de subsidiárias da Companhia, bem como o exercício de voto da Companhia em relação as suas subsidiárias; Art. 24 - Ao Presidente do Conselho de Administração, observado o disposto no Regimento Interno do Conselho de Administração, compete: (a) convocar e presidir as reuniões do Conselho de Administração; e (b) convocar a Assemb. Geral. Art. 25 Ao Vice-Presidente ou, na sua ausência, a quem o Presidente indicar na forma do Art. 15, compete substituir o Presidente em suas ausências e impedimentos e, ainda, em caso de vacância, ocupar o cargo de Presidente até a eleição de novo titular. Capítulo VI - Diretoria - Art. 26 - A Diretoria é composta por, no mínimo, 3 membros, sendo um Dir.Presidente e os demais Diretores sem designação específica. § Único - Caberá ao Conselho de Administração eleger o Dir.Presidente, que indicará os demais Diretores para aprovação do Conselho de Administração. Art. 27 - O mandato da Diretoria será de 2 anos, coincidindo com o mandato dos membros do Conselho de Administração, permitida a reeleição. §1º - Os Diretores serão investidos nos seus cargos mediante assinatura de termo de posse lavrado no Livro de Atas de Reuniões da Diretoria. §2º - Os Diretores permanecerão em seus cargos, no exercício pleno de seus poderes, até a posse de seus substitutos. Art. 28 - Nas ausências e impedimentos de qualquer dos Diretores, caberá ao Dir.Presidente a indicação de seu substituto, entre os demais Diretores. § Único - O Dir.Presidente poderá indicar, dentre os demais Diretores, seu substituto temporário em caso de ausências temporárias e impedimentos. Art. 29 Ocorrendo vacância do cargo de Diretor, caberá ao Conselho de Administração eleger o substituto que exercerá o cargo pelo período remanescente do mandato. Caso a Diretoria seja composta de 5 ou mais membros, será facultado ao Conselho de Administração preencher ou não o cargo vago. Art. 30 - Compete à Diretoria: (a) a prática de todos os atos necessários ao funcionamento da Companhia, exceto os que, por lei ou por este Estatuto, sejam atribuição de outros orgãos; e (b) elaborar o relatório anual da administração, as demonstrações financeiras e a proposta de destinação de resultado do exercício, a serem submetidas ao Conselho de Administração e à Assemb. Geral. Art. 31 - Compete ao Dir.Presidente: (a) propor ao Conselho de Administração a macroestrutura organizacional da Companhia; (b) definir o âmbito de responsabilidade e coordenar a atuação dos Diretores na execução do Programa de Ação do Dir.Presidente para a Companhia que deve incluir, dentre outros itens, os objetivos empresariais e estratégicos de curto, médio e longo prazo e os orçamentos anuais e plurianuais da Companhia, e acompanhar a sua execução; (c) representar a Companhia ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, sem prejuízo do disposto no Art. 33 deste Estatuto; e (d) convocar e presidir as reuniões da Diretoria. Art. 32 - É facultado à Companhia nomear procuradores, devendo o instrumento respectivo ser assinado por 2 membros da Diretoria. § Único - As procurações deverão conter poderes específicos e, com exceção daquelas outorgadas a advogados para representação da Companhia em processos judiciais ou administrativos, terão prazo de validade limitado a, no máximo, 1 ano. Art. 33 - Com as exceções constantes neste Estatuto, a Companhia só será obrigada pela assinatura conjunta de: (a) 2 Diretores; ou (b) 1 (um) Diretor e 1 Procurador ou 2 Procuradores com poderes específicos conferidos na forma do Art. 32 deste Estatuto. §1º - Poderão ser assinados apenas por 1 Diretor, ou por 1 dos Procuradores nomeados na forma deste Estatuto Social, os seguintes atos: (a) endosso de cheques e ordens de pagamento para depósito bancário na conta da Companhia; (b) autorização para movimentação da conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; (c) registro e emissão de documentos relacionados a assuntos trabalhistas, fiscais e alfandegários; e (d) recebimento de quaisquer importâncias devidas, assinando os recibos e dando quitação. §2º - Em casos especiais poderão ser outorgados a 1 só Diretor ou Procurador, poderes expressos para a prática de atos especificados nos respectivos instrumentos, respeitada a regra do Art. 32 deste Estatuto. Art. 34 - A Diretoria se reunirá quando convocada pelo Dir.Presidente. § Único - A Diretoria poderá reunir-se com a presença de, no mínimo, a metade dos seus membros em exercício, sendo um deles o Dir.Presidente ou seu substituto, na forma do Art. 28, parágrafo único. Art. 35 - É vedado à Diretoria: (a) contratar empréstimos em instituições que não sejam bancos que integrem a rede bancária oficial ou privada, no país ou no exterior, salvo mediante autorização expressa do Conselho de Administração; e (b) a prática de atos de qualquer natureza relativa a negócios ou operações estranhas aos objetivos sociais, tais como a prestação de garantias a obrigações de terceiros, exceto às empresas controladas integrais, ou se autorizado expressamente pelo Conselho de Administração. Capítulo VII - Conselho Fiscal - Art. 36 - O Conselho Fiscal, composto de, no mínimo, 3 e, no máximo, 5 membros e seus respectivos suplentes, eleitos pela Assemb. Geral, funcionará de forma não permanente, na forma da lei. Art. 37 - O mandato do Conselho Fiscal será de 1 ano, permitida a reeleição, sendo que a eleição deverá acontecer sempre por ocasião da AGO. § Único - O Conselho Fiscal deverá adotar um Regimento próprio no qual serão estabelecidos procedimentos sobre suas atribuições. Art. 38 - Os membros do Conselho Fiscal terão a remuneração que lhe for estabelecida pela Assembléia que os eleger, observado, a respeito, o que dispuser a lei. Capítulo VIII - Exercício Social, Demonstrações Financeiras e Distribuição de Lucros - Art. 39 - O exercício social se inicia em 1º de maio e termina em 30 de abril de cada ano. Art. 40 - Ao fim de cada exercício social, será levantado o balanço patrimonial e preparadas as demais demonstrações financeiras exigidas por lei. §1º - Do resultado do exercício, após as deduções dos prejuízos acumulados e das provisões para o Imposto de Renda, serão deduzidas, observados os limites legais, as participações nos lucros eventualmente concedidas aos administradores e/ou empregados da Companhia por deliberação da AGO, que somente aprovará a distribuição de tais participações após assegurados os dividendos mínimos, previstos no Art. 202, §2º, da Lei 6.404, aos acionistas. §2º - Do lucro líquido verificado na forma da lei, serão deduzidos 5% para a constituição da Reserva Legal que não excederá de 20% do capital social. §3º - Fica facultado à Companhia o levantamento de balanços trimestrais e/ou semestrais; havendo lucro em tais balanços e no balanço anual, poderá haver distribuição de dividendos, observadas as disposições da lei e a Política de Dividendos da Companhia, por deliberação prévia do Conselho de Administração, vedada a distribuição “ad-referendum” pela Diretoria. §4º - O Conselho de Administração poderá declarar dividendos intermediários à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, observado o disposto na Política do Dividendos da Companhia. §5º - A Companhia, por deliberação do Conselho de Administração, poderá pagar juros sobre o capital próprio aos seus acionistas, nos termos do Art. 9º, §7º da Lei 9.249 de 26.12.95 e legislação pertinente, imputando-se o valor dos juros pagos ou creditados ao valor do dividendo obrigatório. Art. 41 - Os dividendos e os juros sobre o capital próprio de que trata o Art. 40, atribuídos aos acionistas não renderão juros e, se não reclamados após 3 anos a contar da data do início de pagamento de cada dividendo ou juros sobre o capital próprio, prescreverão em favor da Companhia. Capítulo IX - Acordos de Acionistas - Art. 42 - Os acordos de acionistas (inclusive o Acordo de Acionistas) devidamente regisirados na sede da Companhia que, dentre outras disposições, estabeleçam cláusulas e condições para compra, venda, transferência e oneração de ações de emissão da Companhia, preferência para adquiri-Ias, exercício do direito de voto, ou poder de controle, serão respeitados pela Companhia, por sua Administração e pelo Presidente das Assembléias Gerais. § Único - As obrigações e responsabilidades resultantes de tais acordos serão válidas e obrigarão terceiros tão logo tais acordos tenham sido devidamente averbados nos livros de registro da Companhia. Os administradores da Companhia zelarão pela observância desses acordos e o Presidente da Assemb. Geral ou das reuniões do Conselho de Administração, conforme o caso, deverão agir de acordo com o estabelecido em lei. Capítulo X - Disposições Gerais - Art. 43 - A Companhia se dissolverá nos casos previstos em lei. § Único - Em caso de dissolução extrajudicial da Companhia, compete à Assemb. Geral determinar o modo de liquidação, eleger o liquidante e o Conselho Fiscal para funcionar durante a fase de liquidação. Capítulo XI Solução de Controvérsias - Art. 44 - Toda e qualquer disputa ou controvérsia oriunda ou relacionada ao presente Estatuto Social deverá ser resolvida, exclusiva e definitivamente, por meio de arbitragem vinculante. Art. 45 - Sem prejuízo do disposto no Acordo de Acionistas, a arbitragem será conduzida pela Câmara de Arbitragem do Mercado da BM&F-Bovespa (“Câmara”), devendo o tribunal arbitral (“Corte”) ser constituído por 3 árbitros, sendo 1 deles indicado pela parte que pediu a instauração da arbitragem, o segundo árbitro será indicado pela parte em face de quem a arbitragem foi instaurada e o terceiro, que será presidente da Corte, indicado pelos dois árbitros escolhido pelas partes. Na hipótese de litisconsórcio, os litisconsortes deverão, de comum acordo, indicar um árbitro para compor a Corte, sendo que, caso não haja acordo nesse sentido, a indicação será feita nos termos do regulamento de arbitragem da Câmara. No caso de instauração de arbitragem multilateral, em que haja mais de 2 partes em disputa com interesses distintos, tornando inviável a formação de litisconsórcio, os três árbitros serão selecionados pelo Presidente da Câmara, nos termos do regulamento de arbitragem da Câmara. §1º - A arbitragem será conduzida na Cidade de SP, SP, Brasil, ficando facultada a prática de atos da arbitragem em outro local, desde que mediante o prévio consentimento das partes. §2º - O idioma para a prática de todos os atos na arbitragem será o português. §3º - A arbitragem será instituída e processada segundo o regulamento de arbitragem da Câmara em vigor na data da instauração da arbitragem, exceto pelos prazos, que serão contados em dobro. O procedimento arbitral prosseguirá à revelia de qualquer das partes, nos termos do referido regulamento. Art. 46 - Sem constituir qualquer limitação aos poderes a si conferidos, a Corte também terá competência para conceder medidas cautelares que se fizerem necessárias no curso da arbitragem. Sem qualquer prejuízo ao compromisso arbitral ora avençado, as partes poderão recorrer a autoridades judiciais competentes exclusivamente para a obtenção de medidas coercitivas e/ou acautelatórias, bem como aquelas que comportem desde logo execução judicial, sem que isso constitua renúncia da escolha das Partes de se submeterem à arbitragem, para o que fica eleito o foro da comarca de SP, SP, Brasil.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Nossa unidade é essencial para a construção de um projeto viável para o País. Aécio Neves, senador eleito pelo PSDB de MG

olítica

Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

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governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, defendeu ontem à tarde a refundação do PSDB, com atualização do programa partidário da legenda. Após almoço com o senador eleito Aécio Neves (PSDBMG) na capital paulista, Alckmin pregou a união dos quadros da legenda e sustentou a necessidade de o PSDB atuar como uma oposição propositiva e inteligente. "Nós vivemos momentos diferentes. O partido foi fundado na década de 80, e hoje nós estamos em um outro momento. Então, é importante atualizar o programa partidário (do PSDB), para fazer uma oposição propositiva, inteligente, que ajude o Brasil", disse o governador eleito paulista. "O nosso programa foi construído em cima de uma realidade que não é mais a do Brasil. Então, isso tem de ser visto de forma absolutamente natural", afirmou o mineiro Aécio. Ele sugeriu ao PSDB que o processo de refundação seja coordenado pelo ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, pelo ex-governador José Serra e pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). "É fundamental que contemos para a reconstrução do projeto do programa partidário com os principais líderes do partido. Sabemos que a nossa unidade é essencial para que nós possamos construir um projeto viável para o Brasil." Aécio pregou a defesa pelo PSDB do que chamou de "ideias novas", como uma economia sustentável, a profissionalização do setor público e a qualificação de jovens. Elogios mútuos – Em clima de coleguismo, os tucanos trocaram elogios entre si e minimizaram as recentes trocas de farpas entre integrantes do PSDB de Minas Gerais e de São Paulo. "Não há nenhuma divisão, estamos unidos para trabalhar pelo Brasil. É uma alegria rever o Aécio, um amigo querido" , disse Geraldo Alckmin, ao que o ex-governador de Minas retribuiu com afagos

Alckmin e Aécio insistem na refundação do PSDB Ambos sustentam que o partido precisa unir quadros internos e ter o programa reformulado

É importante atualizar o programa do PSDB, para fazer uma oposição propositiva, inteligente. GERALDO ALCKMIN

e considerou de "menor importância" as rusgas entre os tucanos dos dois estados. "É um prazer sempre muito grande conversar com Geraldo, meu amigo de muitos anos. Uma das lideranças mais ex-

pressivas do PSDB. Nós sempre tivemos muitas afinidades. Essa disputa que volta e meia se lê nos jornais entre PSDB de Minas Gerais e de São Paulo não existe. Isso é da cabeça de uma ou outra figura." Debates – Em um encontro de cerca de 1h30, Alckmin e Aécio anteciparam temas que serão discutidos, na quartafeira da próxima semana (dia 15), entre os oito governadores eleitos pelo PSDB. O evento será realizado em Maceió (AL), e tem por objetivo afinar o discurso da oposição ao governo de Dilma Rousseff. Sucessão de 2014 – O ex-governador de MG e senador eleito Aécio Neves afirmou ontem ser contra uma anteci-

pação da escolha do candidato do PSDB à sucessão presidencial em 2014, e defendeu, no lugar dessa discussão, um trabalho de refundação da sigla. Após gravação de entrevista ao Roda Viva, programa da TV Cultura, avaliou como um "desserviço" apontar um nome no momento atual, quando o necessário, segundo ele, é construir um "novo PSDB". "Acho que não temos de antecipar nada. Temos de trabalhar para continuar a ser a principal alternativa para este modelo que está aí. Escolher um nome agora é um desserviço a esse projeto. Eu acho que todos temos de trabalhar com muito desprendimento, construirmos um novo PSDB, de

PT discute presidência da Câmara Bancada do partido continua a debater, hoje, a indicação de um nome para o comando da Casa

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bancada do PT vai se reunir hoje para dar continuidade à escolha do nome que será indicado para disputar a presidência da Câmara. O encontro, que estava marcado para ontem, terá presença dos atuais deputados e dos eleitos. Na semana passada, a bancada deu a largada na disputa, autorizando os candidatos a buscar apoio entre os petistas. Concorrem à indicação os deputados Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), ex-presidente da Câmara, Marco Maia (RS), vice-presidente, e João Paulo Cunha (SP), também ex-presidente da Casa. PT e PMDB firmaram acordo no qual dividirão a presidência da Câmara nos próxi-

mos quatro anos, assim como ocorreu neste mandato. No primeiro biênio (de fevereiro de 2011 a janeiro de 2013), a Casa deverá ser presidida por um petista e, no segundo biênio (de fevereiro de 2013 a janeiro de 2015), por um peemedebista, cujo nome já está posto: o do líder da bancada, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Depois de escolhido o nome, o PT terá de buscar apoio nos outros partidos para evitar reações e disputas no dia da eleição, 1º de fevereiro de 2011. Partidos da base reagem ao esquema montado por PT e PMDB de dividir a presidência e os principais cargos entre si. Eles acham que petistas e peemedebistas querem repetir o que ocorreu nesta legislatura.

Laycer Tomaz - 20.10.10

Marco Maia (RS), atual vicepresidente da Casa, figura como uma das quatro alternativas do partido na acirrada disputa à presidência da Câmara.

Wilson Dias/ABr -21.06.10

AÉCIO NEVES

cara nova, revigorado." Segundo Aécio, o desafio do PSDB é manter-se como alternativa de poder. "Por isso insisti em falarmos muito da sustentabilidade, do nosso novo programa. Temos um espaço

Freire cobra entendimento entre lideranças tucanas

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Vaccarezza (SP), líder do governo na Câmara: uma das opções.

Os deputados reclamam que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), vice-presidente da República eleito, entregou todas as relatorias de medidas provisórias e de projetos importantes a petistas e peemedebistas. Temer e Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente anterior da Câmara, foram eleitos no esquema de divisão do poder entre as duas legendas. Pauta – A pauta das sessões ordinárias do plenário da Câmara dos Deputados continua trancada por nove medidas provisórias. Isto não impede que outras matérias serem apreciadas em sessões extraordinárias, esta semana, como os projetos de lei complementar que regulamentam a cobrança de ICMS sobre energia elétrica em transações interestaduais. A partir de hoje, as comissões da Câmara Federal terão uma semana com vasta pauta de trabalho. A Comissão de Agricultura, Pecuária,

Não postulo nenhum cargo, seja na direção partidária, seja no Congresso Nacional, neste primeiro momento.

Abastecimento e Desenvolvimento Rural discutirá e votará anteprojeto sobre integração e melhora da relação entre indústrias e produtores. A Comissão de Defesa do Consumidor abordará "a falta de serviços de telefonia móvel em todas as cidades do País, e a alteração do regulamento de aplicação de sanç õ e s a d m i n i s t ra t i va s d a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A comissão também discutirá, em etapa conclusiva, o projeto de lei que obriga a exclusão automática do registro de informação negativada, 24 horas após a quitação do débito. A Comissão de Seguridade Social e Família debaterá, em audiência pública, questões relacionadas à residência médica no País. A Comissão de Finanças e Tributação discutirá mudança no Código de Trânsito Brasileiro, cuja proposta torna mais rigorosa a punição sobre excesso de velocidade. (ABr/AE)

enorme pela frente". O ex-governador garantiu que não é candidato à presidência do PSDB e, perguntado, disse que o nome do atual titular do posto, senador Sérgio Guerra (PE), é uma alternativa viável. Questionado sobre o nome do ex-governador paulista José Serra para a posição, disse não ter veto a ninguém. "Tenho entusiasmo enorme em dar a minha contribuição, e meu primeiro gesto é este: eu não postulo nada. Eu vou ser senador, ajudando a reconstruir (o partido) e conversando com todo mundo que queira conversar comigo". Fora dos cargos – Mais cedo, em almoço com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, Aécio já havia ressaltado que não pretende disputar cargos na direção do PSDB nem buscará liderar a oposição no Congresso Nacional. "Eu não serei um líder. A oposição terá vários líderes. Não postulo nenhum cargo, seja na direção partidária, seja no Congresso Nacional, neste primeiro momento. Eu quero ser um instrumento de construção de uma agenda nova para o Brasil." Após o almoço, o tucano negou que o PSDB fará uma oposição mais branda ao governo federal. "Olha, nos deram uma missão de sermos oposição ao atual governo. E vamos exercer essa oposição de forma firme, mas qualificada". Já na sede da tevê Cultura, o senador eleito confirmou que terá hoje um encontro com o governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). "O papel do Congresso é exatamente esse, é o parlamento, é para parlamentar. Eu vou parlamentar com o PSB e com qualquer outra força política que esteja com a disposição de conversar conosco." Depois, voltou a defender a reformulação do programa do PSDB e propôs criação de um núcleo de inteligência tucano, que atualize a direção partidária com informações sobre a legenda e sobre a conjuntura política. Para ele, a sigla deve buscar novos aliados, entre eles os movimentos sindicais. (AE)

presidente nacional do PPS, deputado federal eleito Roberto Freire, criticou ontem a disputa entre os tucanos de Minas e os de São Paulo e cobrou entendimento entre as principais lideranças do PSDB. Ao participar de reunião da Executiva do PPS-MG, em Belo Horizonte, Freire fez elogios espontâneos ao ex-governador e senador eleito Aécio Neves. Questionado sobre o espaço de José Serra, disse que "é bom" que o presidenciável derrotado do PSDB continue tendo presença na política brasileira. Protagonista da oposição, o presidente do PPS chamou de "equívoco provinciano" as rusgas envolvendo representantes dos diretórios mineiro e paulista do PSDB. "É preciso acabar com esse equívoco provinciano de que a política brasileira precisa ser resolvida como se fosse um confronto ou uma parceria São Paulo e Minas Gerais. São os dois maiores estados da Federação, em todo e qualquer ponto de vista que você queira analisar, mas o Brasil não é só São Paulo nem Minas. O Brasil é muito mais. E o entendimento entre ambos é fundamental para o País". Para Freire, os atritos servem apenas para enfraquecer a oposição, que depende da hegemonia nos dois maiores colégios eleitorais do Brasil. "Ninguém imagina Minas sendo forte contra São Paulo. Como São Paulo não pode ser forte contra Minas. Perdem os dois e perde o Brasil. É começar a superar essa ideia. Mal termi-

nou uma eleição e a gente já vai nos dividindo? Isso só interessa aos nossos adversários". Ele, contudo, não acredita que a disputa velada tenha influído na campanha presidencial e na derrota de Serra. E sugere que o PSDB trabalhe por um programa que unifique suas principais lideranças. O presidente do PPS acrescentou que tudo fará para que o mineiro Aécio se consolide no Senado como um nome nacional da oposição. "É uma liderança que já teve papel significativo agora, em 2010, e tudo leva a crer que terá importância nesses próximos anos no Brasil. Ou alguém vai imaginar que Aécio Neves não será um grande protagonista na política que vem agora? Claro!" Sobre José Serra, Freire afirmou que acredita que o ex-governador paulista terá, nos próximos anos, um espaço de uma grande liderança política da oposição. "Há muito tempo ele tem presença na política brasileira, e é muito bom que ele continue tendo", salientou. Discurso – Presente na reunião, o ex-presidente e senador eleito Itamar Franco (PPS) evitou falar sobre o assunto. Ele observou apenas que sempre apoiou, "com uma certa audácia", que Aécio fosse o candidato à Presidência e avaliou que o PSDB perdeu muito tempo para lançar o seu candidato. "O governador Serra, com todo o meu respeito que tenho, ele não encontrou o discurso. A oposição não encontrou o discurso". (AE)


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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

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9 Newton Santos/Hype

TRADIÇÃO 1 Frei Róger, o organizador da tradicional mostra de presépios.

idades

TRADIÇÃO 2 No Pátio do Colégio, a abertura da 11ª edição do Natal Iluminado.

Fotos de Newton Santos/Hype

No convento de São Francisco, todos os presépios do mundo A partir de amanhã, no convento de São Francisco, no Largo São Francisco, 27 presépios de várias partes do mundo vão reforçar o espírito do Natal. A mostra internacional é realizada desde 1989. Um dos presépios feitos no Brasil: a mostra no convento franciscano, no Largo São Francisco, já é uma tradição

José Maria dos Santos

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uando São Francisco de Assis inventou o presépio, no Natal de 1223, aos 41 anos, três antes de sua morte, a Igreja teve o bom senso de não consagrar o modelo como referência litúrgica, pois, do contrário os cristãos iriam ter um trabalho danado para montar o seu neste mês. O bom santo, sempre arrebatado nas coisas da religião, quis ser rigorosamente fiel à descrição dos textos sagrados ao reproduzir o nascimento de Cristo naquela noite. (Aliás, os registros informam que ele teria se inspirado no Evangelho de Lucas. E deve ser isso mesmo porque, dos quatro evangelistas, Lucas é o único a mencionar a manjedoura e os pastores; Mateus fala apenas de uma casa e, por sua vez, é o único a se referir aos Reis Magos; Marcos e João, mais econômicos, já dão Jesus por nascido). Gente ao vivo – O fato é que Francisco tangeu um boi e um burro para a gruta que havia providenciado nos arredores da pequenina Greccio, província de Lácio, na Itália central, atualmente com cerca de 1500 habitantes. Embora não haja menção, é provável que Francisco, na verdade Giovanni Di Pietro Di Bernadone (1182-1226) também tenha arregimentado gente ao vivo para representar a Sagrada Família e, quem sabe, os pastores e os três Reis Magos, apesar de que, neste caso, fosse difícil encontrar um negro na Itália daquela época para fazer o papel de Baltazar, que teria vindo do longínquo Reino de Sabá. A cena deste primeiro presépio está magnificamente lembrada pelo mestre-pintor Giotto Di Bondone (12661337) em um afresco na Basílica Superior de São

Presépio vindo das Filipinas é dos mais completos

Esculturas do presépio angolano: traços africanos

O presépio acima veio da Espanha para integrar a mostra em São Paulo

De origem peruana, este presépio utiliza elementos indígenas

Francisco, em Assis. Na quinta-feira passada, 787 anos depois, o frade franciscano Róger Brunorio estava às voltas com 27 presépios no centenário convento da Ordem, instalado no Largo de São Francisco, geminado com a

Faculdade de Direito. O único bicho vivo que teria à mão, se pretendesse homenagear/imitar Francisco, seria o gato mascote que passa o dia andando pelo campanário e telhado, como costumam fazer os gatos. Mas não era o

caso, porque Frei Róger estava trabalhando com presépios estilizados, na condição de organizador da já tradicional exposição que ali ocorre por ocasião do Natal. "Ela vai ser aberta à população amanhã e vai funcionar das 10h às 18h", avisa o religioso. Acervo –Na verdade, tratase de uma rica exposição internacional que teve sua primeira edição em 1989. No acervo deste ano há peças originárias da Europa, África, Ásia, Oriente Médio e América do Sul, em cujo lote se inserem as brasileiras. Destas, talvez a mais significativa pelo conteúdo simbólico seja o presépio construído por Adelino, artesão de Guarulhos, com material reciclado. Ele aproveitou coisas achadas na rua, tipo trapos, pedaço de metal, pedras e pedrinhas e nesse sentido, Adelino agiu de acordo com a frugalidade que caracteriza a ordem franciscana. Não é a toa que se

Da Rússia, um conceito distinto de presépio

usa a expressão "pobreza franciscana". Frei Róger afirma que, da relação dos presépios expostos, um dos seus preferidos é o filipino por retratar com fidelidade o espírito de São Francisco e a atmosfera daquela noite de 1223. Ele explica. "No seu presépio Francisco quis realçar o Menino Deus para focalizar o mistério da encarnação divina. A manjedoura seria o altar. Ao mesmo tempo, na peça filipina aparecem Santa Clara e outras pessoas - fiéis e frades - exatamente como teria acontecido naquela noite". Reforma – Frei Róger também lembra que um presépio da Alemanha poderá comover os admiradores de São Francisco por trazer a cruz de São Damião (1212-1253). Foi na igrejinha desse santo, em Assis, que Francisco ouviu a voz emanada do crucifixo, convocando-o a fazer a reforma da Igreja Católica, que deu início a sua trajetória

lendária. (De início, ele entendeu que se tratava, literalmente, de consertar e preservar templos. E foi à luta nessa direção. Mas em seguida percebeu que o apelo era mais profundo). No corredor lateral da igreja do convento há outro presépio que não participa da exposição, mas que merece ser visto. Será sorteado entre os visitantes e já está devidamente consagrado. Basta preencher a ficha. Mas Frei Roger avisa que o felizardo poderá levar apenas as figuras, não o cenário. Ele também informa que nos dias 24 e 25 de dezembro e no dia 31 e primeiro a exposição estará fechada.

S ERVIÇO Exposição de presépios. Local: Convento de São Francisco, no Largo São Francisco, Centro. A partir de amanhã. Das 10h às 18h. Fechará nos dias 24, 25, 31 e 1º.

A partir de hoje, é Natal na cidade O Natal Iluminado, evento promovido pela ACSP e pela Prefeitura desde 1999, será oficialmente aberto na tarde de hoje, no Pátio do Colégio Paulo Pampolin/Hype - 11/11/2010

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erá aberta no início da noite de hoje, no Pátio do Colégio, a décimaprimeira edição do Natal Iluminado, um evento promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pela Prefeitura de São Paulo. Pouco antes, às 17h, o Natal Iluminado será tema de reunião Plenária na sede da ACSP. Em seguida haverá a missa de abertura do evento, na igreja do Pátio do Colégio. Para finalizar o evento, o presidente da ACSP, Alencar Burti, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, acenderão a lâmpada que representa o começo de

mais um Natal Iluminado. Paralelamente, as 15 sedes Distritais da ACSP acenderão as luzes em cada bairro, no mesmo horário. Para Alencar Burti, "esse é um evento que melhora a autoestima, a qualidade de vida, atrai turistas e aquece o comérciod cidade". Anualmente, a ACSP, a Prefeitura, as Distritais, as subprefeituras e os associados promovem o Natal Iluminado com ações festivas localizadas nos bairros e na periferias da cidade, como a decoração de casas, praças, prédios e estabelecimentos comerciais, a fim de unir os cidadãos em uma ação

solidária que melhore a qualidade de vida de cada um. "A ACSP tem essa preocupação junto à cidade, para que o espírito de Natal floresça e melhore a vida de cada um em todos os aspectos", disse o coordenador-geral do Natal Iluminado e vice-presidente da ACSP, Roberto Mateus Ordine. "É importante destacar que o evento vem para fortalecer o relacionamento das pessoas, porque une a todos em um mesmo propósito: o de enfeitar a cidade, comemorar a data festiva e, consequentemente, melhorar as vendas no varejo." disse o

coordenador das sedes Distritais no Natal Iluminado, Gaetano Brancati Luigi. Para incentivar a ação das pessoas nesta iniciativa há um concurso feito para quem melhor decorar sua residência ou seu comércio. Cada Distrital será incumbida de selecionar os locais mais enfeitados do bairro. A comissão julgadora de cada sede selecionará os ganhadores, que serão premiados com miniaturas do Marcos da Paz e um diploma, no começo do ano que vem. O Natal Iluminado é uma atividade realizada pela ACSP e a Prefeitura de São Paulo desde 1999. (DC)

Burti e Kassab: acordo para a realização do Natal Iluminado


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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Com o aperto do cerco, eles serão forçados a cumprir a lei. Silvio Médice, da Associação Brasileira das Empresas de Engenharia de Trânsito

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Radares já multam carros sem inspeção Desde ontem, 177 radares flagram veículos que estão em débito com a inspeção veicular. A multa é de R$ 550. Por enquanto, infratores só receberão uma multa por mês. Daniela Souza/AE

Kátia Azevedo

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uem conseguiu escapar das blitze policiais, dificilmente vai driblar dos 177 radares com leitores de placas, agora programados para flagrar também aqueles que perderam o prazo ou foram reprovados na inspeção veicular ambiental. Quem estiver irregular não ganha ponto na carteira, mas paga multa de R$ 550 reais. O valor é salgado e a expectativa é de que o risco de prejuízo faça aumentar o movimento nos centros de inspeção da Controlar, a ponto de a empresa (conveniada com a Prefeitura) ampliar o horário de funcionamento em 25 dos 27 centros de inspeção. Durante a semana o horário passa a ser das 7h às 22h, três horas a mais do que o horário anterior. As vistorias passam a acontecer também aos sábados, mas nesse dia o encerramento é mais cedo, às 19h. As exceções são a central Tatuapé, que permanece funcionando das 7h às 19h, e a central Barra Funda, que desde abril já estende o atendimento até as 23h durante a semana (aos sábados fecha às 19h). Os postos estão espalhados por 16 pontos da cidade, e, de acordo com a assessoria da Controlar, por enquanto não há problemas no agendamento da vistoria, o que ocorria frequentemente no início, em 2008, quando a empresa contava com apenas um centro de inspeção, no Jaguaré. Uma por mês – As regras da inspeção permitem que a Prefeitura aplique até quatro mul-

tas por mês para um mesmo veículo, mas nestes seis primeiros meses, o motorista só poderá ser autuado uma vez no mês. Um problema ainda maior que a despesa extra é o risco de ter o carro apreendido numa blitz , já que a inspeção é condição essencial para o licenciamento. Sem ele, o carro fica bloqueado. O programa de inspeção é vinculado à Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente e visa reduzir as emissões de poluentes na cidade, que tem a maior frota de veículos do País, estimada em 6,5 milhões de automóveis. A ideia é incentivar os proprietários a fazer a manutenção dos veículos, de modo que as emissões fiquem dentro do padrão recomendado pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Uma das consequências é a melhoria da qualidade de vida, com a redução do índice de doenças respiratórias e gasto com tratamentos. O dinheiro arrecadado com as multas aplicadas com a ajuda dos radares abastecerá o Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (FEMA), já existente e subordinado à Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. Esses recursos ficarão à disposição da Secretaria de Transportes, que deverá aplicá-lo em projetos que visarão diminuir a poluição emitida pelos veículos e as emissões de gases de efeito estufa. A secretaria ainda não tem uma estimativa do quanto deverá ser arrecadado, mas o certo é que o valor deve ser bem maior do que o equivalente às 440 multas lavradas durante

103 ações fiscalizatórias realizadas entre janeiro e novembro pelo Comando de Policiamento de Trânsito da PM. Para o engenheiro Silvio Médice, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Engenharia de Trânsito, a decisão da Prefeitura de usar radares para forçar a realização da vistoria ambiental foi acertada. "É um assunto discutido há anos e chegou a hora de fazer com que a lei seja cumprida de fato, o que só é possível por meio de fiscalização com punição", disse. Ele crê que o sistema pode trazer para a legalidade parte da "frota invisível". "Calculase que 30% dos carros que circulam na cidade estejam irregulares, usem o bem público sem pagar impostos. Com o aperto do cerco, eles serão forçados a cumprir a lei." Diferentemente de outros serviços que punem quem perde o prazo, a inspeção veicular só não pode ser feita antes da data determinada pelo final da placa. Ou seja, é possível regularizar a situação do automóvel sem ter que pagar multa pelo atraso. O caminho é agendar a vistoria o mais breve possível, ainda este ano, pelo site da C o n t r o l a r ( w w w. c o n t r olar.com.br). O primeiro passo é a impressão de um boleto para pagamento da taxa numa agência bancária. O valor é de R$ 56,44. Após três dias (prazo para a compensação) é necessário acessar o site novamente para marcar o local e horário da vistoria. Mais informações sobre o serviço também podem ser obtidas pelo telefone 3545 6868

Aéreas dizem ter pessoal suficiente

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Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou ontem a programação de horas de voos e da disponibilidade das tripulações para o mês de dezembro para as seis maiores companhias aéreas do país: TAM, Gol, Azul, Webjet, Avianca e Trip. Os dados, divulgados no site da Anac, indicam que as empresas mantêm equipes suficientes para realizar os voos programados e respeitar a carga horária prevista pela Lei do Aeronauta, segundo a qual, os tripulantes de aeronaves a jato devem cumprir no máximo 85 horas de voo mensais e 230 horas de voo por trimestre, Também foi concluída a auditoria realizada por inspetores da Anac no centro de operações da TAM, em São Paulo. Foi constatado que a companhia mantém tripulação em número suficiente para realizar todos os voos programados, inclusive fretamentos e charters, como constava das declarações anteriores da companhia ao órgão regulador. Segundo a Anac, a TAM apresentou problemas na alocação da escala de trabalho e de folgas de seus funcionários, apesar de ter número suficiente de tripulantes. (AE)

Radar que vigiava o rodízio foi reprogramado para a inspeção veicular

Em hospital, menina de 12 anos recebe vaselina na veia e morre Polícia diz que já identificou auxiliar de enfermagem responsável pelo erro

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polícia conseguiu identificar a auxiliar de enfermagem suspeita de causar a morte da menina Stephanie dos Santos Teixeira, de 12 anos, no Hospital São Luiz Gonzaga, na zona norte de São Paulo, após ter aplicado vaselina na menina, em vez de soro. Hoje, a foto da funcionária deve ser enviada ao 73º DP para que a mãe da vítima tente fazer o reconhecimento fotográfico. A morte de Stephanie também mobilizou o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e o Conselho Regional de Enfermagem (Coren), que abriram sindicância para apurar o episódio. A Santa Casa de São Paulo, responsável pela gestão do hospital - referência de atendimento na zona norte -, também investiga o caso. Desde a morte de Stephanie, ocorrida no sábado, a polícia ouviu cinco funcionários, entre eles uma médica, uma enfermeira e um segurança. Os três se recusaram a fornecer informações sobre o paradeiro da auxiliar e vão responder pelo crime de favorecimento pessoal. Segundo o boletim de ocorrência, policiais foram ao hospital para investigar o caso, mas "todos os funcionários abordados, claramente com

Fotos de Tiago Queiroz/AE

Avó e tia de Stephanie mostra foto da menina morta por erro médico

objetivos escusos, não fizeram questão alguma de colaborar no sentido de fornecer documentação e nome dos funcionários envolvidos". Na manhã de anteontem, a mãe de Stephanie, Roseane Mércia Teixeira, foi ouvida por duas horas e disse aos policiais que viu o vidro de soro fisiológico vazio ser substituído por outra substância. Hoje deve começar mais uma série de depoimentos. Ao todo, 14 funcionários serão ouvidos até a próxima semana, incluindo outros médicos e o diretor do hospital. Dois frascos contendo vaselina líquida e soro fisiológico foram apresentados pela polícia, que afirma ter apurado que os potes são guardados em locais diferentes no setor pediá-

Polícia apresentou frascos idênticos para soro e vaselina líquida

trico da unidade de saúde. Doente - Stephanie chegou ao hospital apresentando vômito e diarreia. Na ala de pediatria infantil, recebeu na veia 50 ml de vaselina e começou a passar mal quando recebia a terceira bolsa da substância. Ela morreu oito horas depois. Segundo a família, a garota sentiu formigamento na língua e fortes enjoos e ficou algumas horas no setor de emergência do hospital, até ser levada às pressas para a Santa Casa de São Paulo. Passou por reanimações cardíacas, mas não resistiu. Especialistas em toxicologia dizem que a vaselina líquida não se mistura ao sangue e causa obstrução ou entupimento de várias veias e artérias. O caso foi registrado como homicídio culposo (sem intenção de matar). Em nota, a Santa Casa disse estar "consternada" com a morte da criança e afirmou ter afastado os profissionais envolvidos no atendimento da paciente até a conclusão das apurações. O presidente do Coren, Cláudio Porto, disse que o episódio está relacionado com a má formação dos profissionais de enfermagem. Segundo ele, os erros são cada vez mais frequentes nas unidades de saúde de São Paulo. "Temos mais de 400 processos desde 2008 no Estado." (AE)


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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

11 ORIENTE MÉDIO Em sintonia com a posição adotada pelo Brasil na semana passada, a Argentina anunciou ontem a sua decisão de reconhecer a Palestina como um Estado "livre e independente", com base nas fronteiras de 1967.

nternacional Albeiro Lopera/Reuters

Mar de lama e desolação varre a Colômbia

Equipes de resgate correm contra o relógio em busca de desaparecidos; autoridades dizem que 124 pessoas foram soterradas pela lama. Raul Arboleda/AFP

retas avançam lentamente na busca das vítimas em meio a um mar de barro e lama. Drama - A dona de casa Orfanely Madrigal perdeu 12 de seus familiares no deslizamento e olhava impotente para a remoção da lama, com a esperança de que fossem resgatados alguns dos corpos de seus entes queridos. "Eu estava pressentindo esta tragédia e tinha falado à minha mãe sobre o risco, mas ela não acreditou", disse a mulher, chorando. Segundo o prefeito de Bello, Óscar Andrés Pérez, o deslizamento aconteceu depois das fortes chuvas que caem em todo o país há semanas, as piores dos últimos 40 anos. A Cruz Vermelha divulgou que, até o momento, as chuvas causaram 174 mortes, deixaram 1,6 milhão de pessoas desabrigadas, 19 desaparecidas e 225 feridas, sem contar as vítimas do desmoronamento de Bello. (Agências)

Fredy Builes/Reuters

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quipes de resgate retiraram ontem os corpos de 19 pessoas, entre elas duas crianças, do meio do barro e dos restos de casas que foram cobertas por um deslizamento de terra na cidade de Bello, no noroeste da Colômbia, na pior tragédia da atual estação chuvosa. As equipes seguem removendo terra da área em busca de desaparecidos, que segundo as autoridades, chegam a 124 pessoas. O deslizamento ocorreu na tarde de domingo, em uma colina no município de Bello, departamento (Estado) de Antioquia, nas proximidades da cidade de Medellín. A princípio, o governo local divulgou que pelo menos 145 pessoas tinham sido soterradas pelo desmoronamento, mas o secretário do governo de Bello, Diego Muñoz, disse que 124 pessoas estão desaparecidas. Socorristas com pás e pica-

Tempo fechado na Venezuela

A

s chuvas também castigam a vizinha Venezuela. O presidente Hugo Chávez afirmou que o país enfrenta uma situação de emergência de "extrema complexidade" por causa das enchentes. Chávez ordenou que os mi-

Lula

litares ocupem vários complexos turísticos no Estado central de Miranda para acolher os desabrigados. As chuvas, que atingem 11 dos 23 Estados do país há duas semanas, deixaram 34 mortos e cerca de 90 mil desabrigados. (AE)

Amorim

Garcia

Mais de 700 pessoas participam dos trabalhos de resgate

Guimarães

Familiares de desaparecidos se desesperam em busca de notícias

EUA de olho nos jovens diplomatas brasileiros Aposta é que 'pragmatismo' substituirá 'ideologia de esquerda', diz WikiLeaks.

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Anja Niedringhaus/AFP

Irã : começa o jogo de xadrez.

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Irã e seis potências mundiais mantiveram ontem sua primeira rodada de negociações em mais de um ano, com foco principalmente na necessidade de Teerã abrandar os temores sobre o seu programa nuclear. Delegados do Irã, Estados Unidos, China, Rússia, Grã-Bretanha, França e Alemanha se reuniram em Genebra. A líder da delegação das potências é a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, que recebeu o chefe negociador do programa nuclear iraniano, Saeed Jalili. As conversas devem continuar hoje. Segundo um dos participantes da reunião, cerca de 75% da sessão de ontem teve como discussão as questões nucleares. "Foi um bom começo. Tratou-se de uma série de questões, incluindo a nuclear", disse uma fonte da UE. (Agências)

Catherine, da UE, e Jalili, do Irã: um bom começo.

antiamericanismo dos mentores da política externa no governo de Luiz Inácio Lula da Silva levou a diplomacia norte-americana a apostar numa nova conjugação de forças no Itamaraty, onde jovens mais pragmáticos suplantariam a condução ideológica, responsável até pelo autoexílio de antigos diplomatas brasileiros no exterior. A visão sobre o tema foi cristalizada em 2009 pelo ex-embaixador dos EUA em Brasília Clifford Sobel, por meio de telegramas divulgados pelo site WikiLeaks. São cinco telegramas de fevereiro, nos quais Sobel revela descontentamento – especialmente com o ex-secretário-geral do Itamaraty Samuel Pinheiro Guimarães. Chega a fazer votos pela aposentadoria compulsória do diplomata – concretizada no ano passado – e sugere que o poder exercido por Guimarães era fruto de sua ligação com o PT e dos laços familiares com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. A filha de Guimarães é casada com o filho de Amorim. Amizade - Ainda de acordo com o ex-embaixador, o presidente Lula e seus três principais formuladores da política externa (Amorim, Guimarães e o assessor especial para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia) dissimulam a estratégia de deixar em segundo plano as relações bilaterais com os EUA e a Europa para reforçar a integração regional. Para Sobel, o Brasil busca aumentar

o diálogo com o Irã, a Venezuela e a Coreia do Norte, sem prejudicar sua relação com a Casa Branca. Seria uma fórmula para se destacar como amigo dos "EUA e de seus adversários". "Nenhum dos três admite que existe algum interesse ou esforço para pôr em segundo plano as relações com a Europa e os Estados Unidos. Entretanto, cresce o debate na elite diplomática não governamental e uma substancial oposição do setor privado ao pesado enfoque dado à (relação) sul-sul". Na mensagem, Sobel define Amorim como "nacionalista", Guimarães seria um "antiamericano", enquanto Garcia é um "acadêmico esquerdista". A "inclinação à esquerda", conforme o relato de Sobel, resultou no "exílio externo ou em postos domésticos fora do Itamaraty, autoexílio no exterior ou aposentadoria precoce" para diplomatas importantes. Sobel destaca, no entanto, o "pragmatismo" de Lula: sua boa relação com líderes mundiais teria ajudado a aumentar a influência do Brasil no mundo. Futuro - Já considerando a troca de guarda na embaixada dos EUA – hoje comandada por Thomas Shannon –, Sobel pondera que na próxima década o Itamaraty será renovado por um "grande grupo de jovens, mais pragmáticos e com uma visão global", em substituição "à velha geração". Estaria, na visão do ex-embaixador, aberta a porta para uma ofensiva "americanista" sobre a nova geração da diplomacia brasileira.

Rio de Janeiro - Os documentos divulgados pelo WikiLeaks também analisam as operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro. Segundo o cônsul-geral dos EUA no Rio de Janeiro, Dennis W. Hearne, a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) se inspira nas táticas aplicadas nas guerras do Iraque e do Afeganistão. "O programa de pacificação de favelas compartilha de algumas características da doutrina e estratégia norte-americana de contrainsurgência no Afeganistão e no Iraque. O sucesso do programa, dependerá, em última análise, não só de uma efetiva e bem sustentada coordenação entre a polícia e os governos municipal e estadual, mas também da percepção dos moradores da favela sobre a legitimidade do Estado", escreveu o cônsul em setembro do ano passado, lembrando que a característica maior é a estratégia de "limpar" e manter os criminosos afastados das favelas, com a presença permanente da polícia. Locais estratégicos - O Brasil também é citado em documentos que listam locais "vitais" para a segurança nacional dos EUA. O Departamento de Estado norte-americano pediu em 2009 a todas as missões diplomáticas no exterior informações sobre instalações diversas. Entre as brasileiras estão cabos de comunicação submarinos com conexões em Fortaleza e no Rio de Janeiro e minas de minério de ferro, manganês e nióbio em Minas Gerais e em Goiás. (AG)


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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Logo Logo

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www.dcomercio.com.br

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C A R T A Z

DEZEMBRO Dia Internacional da Aviação Civil

A VIAÇÃO A STRONOMIA

Continental multada

AFP

U Turismo espacial em fase de testes A empresa americana SpaceX tentará pôr em órbita, na quintafeira, sua primeira cápsula espacial e trazê-la de volta, em uma prova chave para o futuro dos voos comerciais espaciais. A nave Dragon ainda não irá tripulada, mas tem assentos para 7 pessoas.

m tribunal francês multou a norte-americana Continental Airlines em 200 mil euros ontem, após concluir que a empresa é "criminalmente responsável" pelo acidente com um Concorde em 2000. Uma peça de metal deixada na pista do Aeroporto Charles de Gaulle, na França, causou o acidente em que 113 pessoas morreram. Um funcionário da Continental cumprirá 15 meses de liberdade condicional. Outro funcionário da companhia e três ex-funcionários da aviação civil francesa foram absolvidos.

Andras Kisgergely/Reuters

VISUAIS Imagem do acidente, acontecido em 2000: 113 pessoas morreram

Mhamhud Hams/AFP

Q UADRINHOS

Morre ator que inspirou Tintin O ator dinarmaquês Palle Huld, que inspirou a criação do personagem dos quadrinhos Tintin, morreu aos 98 anos em 26 de novembro em Copenhagen, na Dinamarca. A informação foi divulgada ontem. Em 1928, ainda adolescente, Huld venceu um concurso organizado por um jornal da Dinamarca que desejava ter um jovem jornalista em viagem pelo mundo. Durante 44 dias, Huld fez reportagens pela América do Norte, Japão, Sibéria e Alemanha. O desenhista belga Hergé se inspirou nessa história para a criar o repórter Tintin.

I NTERNET

A livraria do Google chegou smartphones", comentou no blog da companhia Abraham Murray, chefe do departamento Google Books. O Google eBooks conta com um leitor no site de livros digitais e oferece o acesso a maior livraria existente na rede que combina exemplares digitalizados pelo Google desde 2004 junto de "centenas de milhares" de obras à venda. Dos 3 milhões de livros disponíveis através do Google eBooks, há desde clássicos a "bestsellers" modernos. As obras poderão ser compradas a partir do Google eBookstore ou a partir de livrarias associadas ao Google.

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O gigante da internet Google lançou ontem o Google eBooks, a maior livraria digital da rede com mais de 3 milhões de títulos disponíveis e com a qual espera concorrer com o Amazon pelo domínio do mercado do livro eletrônico. Após meses de atraso, o ambicioso projeto finalmente foi lançado nos EUA com um nome diferente do especulado (Google Editions), mas sem alterar a filosofia. "Desenhamos o Google eBooks para que ser aberto. Muitos dispositivos são compatíveis com Google eBooks, desde portáteis a netbooks, de tablets a

SURF - Jovens palestinos se preparam para surfar ao pôr do sol na Faixa de Gaza. Quase todos os dias, homens de 8 a 35 anos se reúnem em grupos para surfar nas águas do Mediterrâneo na região.

L EILÃO

Marta, mais uma vez candidata a melhor A brasileira Marta poderá se transformar pela quinta vez consecutiva na melhor jogadora do ano escolhida pela Fifa e a revista France Football, anunciaram ontem os organizadores, que a apontaram como finalista com as alemãs Fatmire Bajramaj e Birgit Prinz. A jogadora do Gold Pride americano, foi autora neste ano de 19 gols em 24 jogos.

De fazer inveja a qualquer ebook A casa de leilões Sotheby's realiza hoje um grande leilão de livros raros. Entre as peças à venda, o livro Birds of America, de John James Audubon, avaliado entre US$ 6,3 e US$ 9,4 milhões e o First Folio, de Shakespeare, que deve atingir US$ 2,4 milhões.

H ISTÓRIA

Manuscrito inédito de Da Vinci Um fragmento perdido de um manuscrito do gênio renascentista Leonardo da Vinci foi encontrado em uma biblioteca pública do oeste da França, depois de passar quase um século e meio esquecido em um depósito. Escrito da direita à esquerda na escrita espelhada que era a marca registrada de Da Vinci, o texto foi um dos 5.000 documentos doados à prefeitura de Nantes em 1872 pelo rico colecionador Pierre-Antoine Labouchere e abandonado nos arquivos locais. Agora o texto, em várias línguas, precisará ser decifrado.

Suzanne Plunkett/Reuters

F UTEBOL

G @DGET DU JOUR

Individual do artista plástico Alexandre "Sesper" Cruz traz colagens e serigrafias inéditas do artista. Cartel 011. Rua Artur de Azevedo, 517, Pinheiros, tel.: 3081-4171. Grátis.

A RTE Cathal McNaughton/Reuters

Livro de 1623 foi primeira coletânea de Shakespeare

M ARKETING

OBAMA NOEL O famoso pôster criado por Shepard Fairey para a campanha que elegeu Barack Obama ganhou barba e sobrancelhas de Papai Noel. É a decoração natalina de um café da Wexford Street, em Dublin, na Irlanda. L OTERIAS

Robozinhos massagistas L

Quando você digita o nome de um Estado norte-americano no Google, o que a ferramenta "autocompletar" sugere? O infográfico acima mostra a relação entre geografia e marcas famosas.

A TÉ LOGO

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Parecem carrinhos com controle remoto, mas na verdade são os Dreambots, pequenos robôs que fazem massagens. Exercendo uma pressão suave, as rodas e o corpo do robô têm efeito relaxante e ajudam a combater o estresse.

Concurso 589 da LOFTOFÁCIL

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Corinthians inicia negociação para bancar a contratação de Adriano

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Messi, Xavi e Iniesta concorrem ao prêmio de melhor jogador de 2010

Concurso 2465 da QUINA 01

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13 ESPECIAL: Publicação conta a história dos empreendedores premiados

conomia Newton Santos/ Hype

Elite do varejo em premiação na Capital Melhores dos Maiores no Comércio teve vencedoras em 11 categorias Ricardo Osman

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primeira edição do de nove representantes das 11 prêmio Melhores vencedoras. O primeiro foi endos Maiores no Co- tregue à rede Riachuelo na catemércio, promovido goria Lojas de roupas e calçapela Associação Comercial de dos. "É uma honra ter o reconheSão Paulo (ACSP), reuniu na cimento dessa publicação," disnoite de ontem na sede do Jo- se o diretor de compras Marco ckey Club, em São Paulo, repre- Muraro. Em seguida, veio o disentantes das vencedoras, líde- retor de Relações com Investires empresariais e autoridades, dores da B2W, Murilo Corrêa, como o ministro do Desenvolvi- vencedora em Varejo em geral. mento, Indústria e Comércio "O prêmio é motivo de orgulho Exterior (MDIC), Miguel Jorge. para todos os nossos funcionáEm seu discurso, o ministro rios", afirmou. falou sobre a relevância da puNa sequência, Lojas Ameriblicação e do evento para o am- canas, eleita entre Lojas de debiente empresarial do País. "É partamentos e eletrodoméstiimportante fazer o resgate des- cos. "Esse troféu mostra que essa publicação. Essas 11 vence- tamos no caminho certo", disse doras certamente entraram o diretor de Relações com Inpara a história da nova fase (do vestidores, Timothéo Barros. Logo depois, foi a vez de Suranking) que vai estimular ainpermercados. O diretor de Deda mais o comércio." Compareceram à cerimônia senvolvimento do Carrefour, Armando Almeide premiação: o preda, dedicou a presidente da ACSP e miação a seus 70 da Federação das mil colaboradores. Associações CoO presidente da remerciais do Estado de de farmácias Pade São Paulo (FaLevem a seus gue Menos, Deuscesp), Alencar Burti; mar Queirós, receo vice-governador colaboradores beu o troféu de veneleito do Estado de essa história cedor na categoria São Paulo, Guilherde sucesso. Farmácias e perfume Afif Domingos; marias. Fundador o presidente da ALENCAR BURTI, da rede no Ceará, Confederação das PRESIDENTE DA ele ressaltou a caAssociações CoACSP E DA FACESP racterística naciomerciais e Empresanal da premiação riais do Brasil (CACB), José Paulo Dornelles (veja matéria ao lado). Depois foram entregues os Cairoli; o superintendente-geral da ACSP, Márcio Aranha e os prêmios referentes a Comércio vice-presidentes da entidade, exterior (Trop recebido pelo Roberto Mateus Ordine, Arab presidente Alan Goldlust), Chafic Zakka e Nelson Kheiral- Distribuidores de veículos e lah. Também esteve presidente autopeças (Sotreq conferido o superintendente de Comuni- ao gerente regional de São cação da ACSP e diretor de Re- Paulo, Ricardo Fonseca), Disdação do Diário do Comércio tribuidores de carros, motos e utilitários (Saga representada (DC), Moisés Rabinovici. Burti afirmou que a publica- pelo vice-presidente Luiz Sérção e o evento representam g i o M a i a ) e F r a n q u i a s mais um passo da entidade na (AM/PM Mini Market, entredefesa da livre iniciativa. "Le- gue ao diretor de marketing, vem a seus colaboradores essa Ricardo Carvalho Maia). Os representantes das emhistória de sucesso. Não há empresa sem trabalho e nem presas CST Comércio Exterior, trabalho sem empresa. Todas a melhor entre todos os setoas entidades que defendem o res, e da Makro, na categoria empreendedorismo têm a Atacado, não compareceram. A noite de premiação confirobrigação de premiar as empresas que se destacam em mou mensagem do discurso suas atividades. E acrescen- de Moisés Rabinovici. Ele citou."Temos de trabalhar para tou para a plateia uma frase do que o Brasil receba o respeito guru do mundo dos negócios, do mundo, mas também o de Peter Drucker. "Ranking não confere privilégio ou poder. seus cidadãos." A cerimônia teve a presença Ele impõe responsabilidade."

Em seu discurso, Alencar Burti destacou a necessidade de se trabalhar para que o Brasil receba o respeito do mundo e também de seus cidadãos.

Anuário dá continuidade à tradição

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novo anuário Melhores dos Maiores no Comércio, da revista Digesto Econômico, confere continuidade ao Balanço Anual, que durante 32 anos foi veiculado pela Gazeta Mercantil. A publicação, agora a cargo da Associação Comercial de São Paulo

(ACSP), une a experiência da equipe anterior à contribuição do Instituto de Economia G astão V idigal (IEGV ) da ACSP, dirigido pelo economista Marcel Solimeo. Dentre as empresas premiadas, dez foram selecionadas pelos critérios do IEGV e uma segundo a metodologia do instituto Insper (veja quadro ao lado). Foram analisados 1.054 balanços publicados neste ano, referentes ao exercício de 2009. (RO)

A força regional Vanessa Rosal

Paulo Pampolin/ Hype

epresentantes de várias regiões brasileiras foram homenageados ontem à noite, durante a entrega do prêmio Melhores dos Maiores no Comércio, promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). De acordo com empresários pertencentes a diversos segmentos – farmácias, perfuma-

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rias, revendedores de veículos e comércio exterior –, as regiões Sudeste e Sul deixaram de ser os únicos destaques no setor comercial, dando espaço para empreendimentos de outras regiões. A seguir, apresentamos alguns dos vencedores que revelaram a força que existe fora do eixo Rio-São Paulo.

Newton Santos/Hype

Newton Santos/Hype

Rede de farmácias quer conquistar o Sul e o Sudeste

Boom automotivo impulsiona rede de concessionárias

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O ministro Miguel Jorge salientou que o prêmio fortalecerá o comércio Paulo Pampolin/ Hype

O vice-governador eleito Afif (2º à direita) também prestigiou o prêmio

Paulo Pampolin/ Hype

e olho no poder de compra dos consumidores das classes C e D, o presidente da rede de farmácias Pague Menos, Francisco Deusmar de Queirós (foto), espera faturar R$ 2,3 bilhões neste ano. Originária do Ceará, a rede tem a expectativa de investir R$ 90 milhões na abertura de 50 lojas (em São Paulo, Minas Gerais e no Paraná) e na inauguração de um centro de distribuição no sul do Brasil.

ara Sérgio Maia, diretorpresidente da concessionária Saga, de Goiás, a empresa deve aproveitar o aumento das vendas de veículos no País. "Este ano vendemos 55 mil unidades. Em 2010, devemos crescer menos, cerca de 8%." Em 2011 a Saga entrará no segmento de veículos pesados e, até 2012, deverá abrir mais nove lojas. Paulo P

ampoli

n/Hyp

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Trading aproveita bom momento do comércio exterior

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Nove dos vencedores: Murilo Correa (B2W), Ricardo Fonseca (Sotreq), Luis Sérgio Maia (Saga), Marco Muraro (Riachuelo), Francisco Deusmar de Queirós (Pague Menos), Armando Almeida (Carrefour), Ricardo Carvalho Maia (AM/PM), Alan Goldlust (Trop) e Timótheo Barros (Americanas).

riada em 1970 para oferecer serviços para a cadeia de comércio exterior, a empresa de trading Trop faturou R$ 2 bilhões no ano passado, um crescimento de 20% em relação a 2008. Para 2010, a expectativa de expansão é de 10%. "O mercado interno está muito aquecido e as empresas optaram por atender a deman-

da brasileira com maior entusiasmo", explicou o diretor-presidente da empresa, Alan Goldlust. Ele afirmou esperar que em 2011 o governo continue incentivando as exportações.


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

terça-feira, 7 de dezembro de 2010


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

e Natal à prova de aperto no crédito

15 Novas iniciativas do governo para reduzir consumo e conter a inflação só vão atingir consumidor no fim do ano caso ele faça crediário superior a 24 meses.

conomia

Anderson Barbosa/ AE

Novas regras para empréstimos e financiamentos não terão efeito imediato Rejane Tamoto* As novas regras punem as operações de longo prazo, acima de 24 meses.

A

s compras de Natal prometem ficar à m a r g e m d o a umento do compulsório, o valor que as instituições financeiras têm de recolher ao Banco Central (BC) para depósitos à vista e a prazo, e das regras restritivas para financiamentos de veículos e empréstimos pessoais. No entanto, as novas regras prometem aumentar as taxas de juros bancárias, de maneira geral, em operações para pessoas físicas e jurídicas. Para driblar essa nova realidade, o consumidor deve fugir de prazos de pagamento longos. "A medida do BC, anunciada na última sexta-feira, não teve grande impacto nas vendas do fim de semana. O aumento das taxas de juros vai depender da liquidez e da concorrência dos bancos. As novas regras punem as operações de longo prazo, acima de 24 meses", avaliou o economista-sênior da Federação

JAIME ALVES, ECONOMISTASÊNIOR DA FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS

Brasileira de Bancos (Febraban), Jaime Alves. Assim, na avaliação de Alves, as iniciativas do governo para reduzir o consumo e conter a inflação não devem atingir diretamente o consumidor que fará compras de presentes e de eletrônicos nesse Natal. A não ser que ele faça um parcelamento superior a 24 meses. "O prazo médio das lojas é inferior a esse. A medida não deve afetar o comércio", disse o economista-sênior. Apesar do efeito não ser imediato, de modo geral, as novas regras do BC diminuem a quantia disponível nas insti-

tuições financeiras para empréstimos e financiamentos e, com isso, elevam o custo do dinheiro. Apenas financiamento habitacional e rural, além de leasing de veículos de carga, ficaram de fora. Veículos – Na prática, as taxas de juros devem ser maiores para financiamentos de veículos com entrada menor que 20% do valor total e prazo de pagamento de 24 e 36 meses. Quanto mais longo for esse intervalo para a quitação, maior será o valor da entrada. Quem financiar entre 36 e 48 meses deverá pagar uma parcela inicial mínima de 30%. Se o prazo esticar para 48 e 60 meses, esse valor sobe para 40% do total. Se o financiamento tiver um prazo ainda superior e entrada menor, o banco terá de ter como garantia 16,5% do valor total da operação, em relação aos 11% estipulados anteriormente. E ao ter de fazer essa reserva, deve aumentar o juro ao consumidor. A Associação Nacional das E m p re s a s F i n a n c e i r a s d e Montadoras (Anef) informou

Coutinho, do BNDES: medidas deverão reduzir o ritmo de crescimento do crédito na economia brasileira.

que, no momento, não vai se pronunciar sobre o impacto da medida nos financiamentos. Por sua vez, os empréstimos consignados terão taxas de juros maiores se o prazo de pagamento ultrapassar 36 meses. A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) informou, em nota, que as medidas prejudicarão diretamente o consumidor, que terá mais dificuldades para comprar a prazo e pagará mais juros. "Seria necessário que o governo desse a contrapartida do lado fiscal, reduzindo seus gastos que são o gran-

de indutor da manutenção do juros na economia brasileira." Poupança – Para o professor de economia do Instituto Nacional de Pós-Graduação (INPG), Otto Nogami, está implícita a estratégia do governo para estimular a população a poupar e diminuir a taxa de inadimplência futura. Ele citou como exemplo as normas mais restritas para os cartões de crédito, que preveem que o valor do pagamento mínimo passe de 10% para 15% do total a partir de 2011. Segundo ele, o consumidor deve ficar atento às multas de contas em atraso, que devem

ter taxas maiores de juros. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou ontem que as medidas anunciadas pelo governo deverão reduzir o ritmo de crescimento do crédito na economia brasileira. "A relação crédito e Produto Interno Bruto (PIB) não deve alcançar os 49,5%. Talvez fique um pouco abaixo de 48%." afirmou, durante o VI Congresso Paulista de Jovens Empreendedores, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Capital. (*com AE)

Mantega: "menos política fiscal e mais monetária". Ministro da Fazenda disse que governo Dilma irá reduzir gastos e subsídios e abrir mais espaço para recursos do setor privado

O

ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que, após cumprir um papel anticíclico para impulsionar a economia brasileira no pós-crise, o governo pretende reduzir os subsídios e os recursos para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), abrindo mais espaço para o setor privado no financiamento dos investimentos. "A partir de 2011 vamos reduzir gastos de custeio e subsídios", disse no seminário "2011-2014: o Brasil e os desafios do novo ciclo de desenvolvimento", realizado no Rio de Janeiro. Segundo o ministro, nas próximas semanas, o governo deverá anunciar medidas para ampliar o crédito do setor privado no longo prazo, dividindo esse papel com o BNDES. Mantega também disse que o governo federal vai

"diminuir a política fiscal e abrir espaço para a monetária, reduzindo a dívida publica e abrindo espaço para a queda dos juros". Em relação aos gastos públicos, ele confirmou que o Ministério do Planejamento está elaborando com o Tesouro um corte nos recursos para custeio do governo a partir de 2011. Ficarão de fora, apenas as ações prioritárias, como o Bolsa-Família. Ele, no entanto, explicou que os cortes de gastos não serão feitos de forma linear, mas de maneira a não comprometer os principais projetos de cada ministério. Segundo o ministro, os cortes ocorrerão sobre iniciativas em andamento e também sobre novos projetos que significariam aumentos de despesas. Ele citou como exemplo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que eleva os gastos da

Tasso Marcelo/ AE

Mantega: redução de gastos abriria espaço para diminuir juros.

União e dos Estados, e o aumento do salário-mínimo, cujo patamar no próximo ano não ultrapassará R$ 540. "Essa redução (de gastos) abre espaço razoável para a redução dos juros. O Brasil está muito defasado no cenário internacional." Ele disse que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também poderá ser afetado. Segundo Mantega,

projetos já em andamento serão mantidos, porém aqueles que ainda não estão sendo executados poderão ser adiados. O ministro afirmou ainda que a economia brasileira deve crescer 7,5% em 2010 e reduzir o ritmo, em sintonia com o resto do mundo, para 5% em 2011. Oficialmente, a projeção é de expansão de 5,5% da economia no ano que

vem. Apesar disso, para o ministro, após passar anos "na retaguarda", o Brasil está hoje "na vanguarda" do crescimento mundial. Ele disse também que o crédito do sistema financeiro nacional (sem contabilizar o mercado de capitais) chegará a 48% ou 49% do Produto Interno Bruto (PIB) em dezembro de 2010. Em outubro, era de 47,2%. Em 2003, segundo o ministro, não ultrapassava 26,9%. Inflação – Mantega defendeu que analistas econômicos devem "olhar mais" os núcleos de inflação, no lugar de terem uma atenção voltada exclusivamente ao " índice cheio". Ele voltou a dizer que a inflação brasileira está em trajetória tranquila quando excluídos alimentos e demais commodities. "Já falei para a FGV (Fundação Getúlio Vargas) que o problema é que os índices medem o preço dos

itens na produção." Ainda sem detalhar a proposta, o ministro reafirmou que o governo pretende substituir o Índice Geral de Preços (IGP) na correção dos contratos de serviços por outros indexadores, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), por exemplo. Para o ministro, o IGP está muito "contaminado" pelos preços das commodities. O ministro comentou também que a meta no governo Dilma é chegar a uma dívida pública de 30% do PIB, ante os 41% projetados para 2010. No ano que vem, de acordo com ele, a relação será de 36,8%. Mantega finalizou com promessas de reduzir a carga tributária no País nos próximos anos, ao admitir que a cobrança de impostos é pesada demais para os investidores. (Agências)

Brasil será destaque entre latinos BM&FBovespa se prepara para fechar acordos com outras bolsas da região Anderson Barbosa/ AE

O

Brasil já costura futuros entendimentos para se tornar uma espécie de referência no mercado de capitais latino-americano. Segundo o presidente da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa), Edemir Pinto, "nos próximos dois meses será fechado um acordo com o Chile. Em seguida será a vez de Peru e Colômbia." O anúncio foi feito ontem durante a divulgação do primeiro relatório feito pelo Brasil Investimentos e Negócios (Brain): "O Brasil como um dos polos na nova rede de negócios da América Latina". "O Brasil é o maior País da região que desponta como uma área atraente, com vantagens estratégicas e oportunidades para desenvolver negócios. As associações e federações de comércio, indústria e bancos estão em contato com os pares dos países da América Latina

Meirelles: maior rigidez na concessão de crédito é necessária para garantir crescimento sustentado da economia. Ele também cobrou melhor avaliação de risco do Brasil.

buscando a integração de sistemas e informações", disse o presidente do Brain, Paulo Oliveira. Ainda segundo ele, o objetivo é baratear custos e dar agilidade a processos. Banco Central –Além de multissetorial, o Brain tem a participação do governo. Durante o evento, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse que os problemas na economia acontecem

durante os períodos de euforia, não em meio à crise. Ele se referia às novas regras anunciadas pelo governo na semana passada para segurar o crédito. "Elas têm como objetivo manter o crescimento sustentado da economia brasileira daqui para frente. Não podemos simplesmente acreditar que o que está conseguido já é o suficiente", afirmou. Dirigindo-se à presidente

da agência Standard & Poor's no Brasil, Regina Nunes, ele provocou risos da plateia ao cobrar uma avaliação de risco (rating) melhor para o País. "Sem juízo de valor, vamos ver que, claramente, comparados com os europeus, o Brasil tem contratação de rating que está substancialmente menor do que aqueles países que tem dívidas substancialmente superiores." (*com Folhapress).

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

16

e

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) pesquisou os tributos embutidos nos produtos natalinos. O vinho encabeça a lista.

conomia

Tributo alto nas festas de fim de ano Arrecadação não perdoa árvore de presentes ou ceia de Natal e tanto os produtos importados como os nacionais sofrem taxação pesada Rejane Tamoto

P

ara brindar com vinho e espumante na ceia de final de ano, o consumidor paga em impostos 59,4% e 54,7%, respectivamente, do valor total desses produtos. As duas bebidas estão no topo do ranking da carga tributária de uma lista de 11 itens consumidos tradicionalmente nas festas de dezembro. O estudo é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). "Não houve

alteração das alíquotas em relação ao ano passado. O percentual permaneceu igual", diz a vice-presidente do IBPT, Letícia do Amaral. Por outro lado, a arrecadação do governo aumentou e deve encerrar o ano em R$ 1,27 trilhão. O valor supera o resultado de 2009, que foi de R$ 1,09 trilhão. O aumento foi causado pelo crescimento do emprego, da renda e do consumo. "Estamos em um momento propício para a redução da carga tributária, principalmente da que incide sobre produtos essen-

ciais à população, como os alimentos", diz Letícia. Bacalhau – Entre os produtos alimentícios que não podem faltar à festa, a maior carga de tributos recai sobre o bacalhau, de 43,7%, pelo fato de o produto ser importado. Mesmo com o dólar em baixa, a variação menor não é tão percebido pelo consumidor por causa dos tributos adicionais sobre a importação. Se a opção do consumidor for as carnes nacionais, a situação fica apenas um pouco mais amena. Chester, peru e pernil têm 29,3% de im-

postos embutidos nos preços. No panetone e nas nozes, o Leão e demais impostos mordem 34,6% e 36,4%, respectivamente, do valor total. No grupo de alimentos, apenas as frutas têm impostos menores – 21,7% sobre o preço. E a cobrança não fica só nos comes e bebes. Os itens de decoração mais vendidos no final do ano estão recheados de tributos. Para montar uma árvore de Natal, o consumidor gasta 39,2% em impostos. E para pendurar enfeites, outros 48%. Um pequeno e simpático car-

tão de Natal tem embutido em seu preço 37,4% em tributos e o presépio, 35,9%. O estudo leva em consideração os tributos federais, como Imposto de Renda (IR), Contribuição Social Sobre Lucro (CSSL), Contribuição Previdenciária, Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O único tributo estadual pesquisado, e o que mais

incide sobre os produtos nessa esfera fazendária, é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Sua alíquota é de 25%. "O percentual que o governo recebe sobre os produtos chega a ser maior do que a parte do empresário, que é o responsável pela produção. E, por isso, o governo deveria melhorar serviços básicos como educação e saúde no País", afirma o economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP), Emilio Alfieri.

Carne puxa custo de vida em novembro

O

Índice do Custo de Vida (ICV) apresentou variação de 1,04% em novembro, acelerando-se em 0,11 ponto percentual frente ao nível de 0,93% registrado em outubro. De acordo com o Dieese, que calcula o indicador paulistano de inflação, o grupo alimentação foi o principal fator de pressão, ao subir 2,81%. Dentro dele, o destaque foi para a carne bovina, que subiu 11,01%. Por outro lado, o segmento legumes registrou queda de 7,74%. Depois de alimentação, o grupo transportes teve a segunda maior alta, de 0,61%, impulsionado principalmente pelo aumento de 3,84% do álcool combustível. Habitação apresentou variação de 0,4%, com destaque para a alta de 1%

de locação, imtou 6,31%, puposto e condox a d o p r i n c imínio; saúde, palmente pelo por sua vez, aumento de avançou 0,35%, 10,28% de alipuxada pela almentação. Os por cento foi o ta de 0,43% do preços de habis u b g ru p o a saumento do preço da tação subiram sistência médi6,31% nesse carne bovina em ca. Os demais período, os de novembro. O grupo grupos vieram saúde avançacom níveis ram 5,68% e os alimentos foi o mais próximos de educação e principal responsável leitura apreà estabilidade, como vestuário sentaram alta pela alta do ICV. (0,13%), educade 5,3%. Nos ção e leitura nove primei(0,03%) e equipamento do- ros meses deste ano, o ICV suméstico (0,06%); ou negativos, biu 6,23%, com destaque para c o m o d e s p e s a s p e s s o a i s alimentação (10,25%), habita(0,01%), recreação (0,06%) e ção (6,38%) e saúde (5,38%). despesas diversas (0,86%). Dentro de alimentação, o feijão Acumulado – Nos 12 meses disparou 94%, enquanto carne até novembro, o ICV aumen- bovina subiu 31,08% em 2010.

11,01

Classes sociais – O ICV para o terço de famílias paulistanas mais pobres cedeu 0,01 ponto percentual entre outubro e novembro, passando de 1,18% para 1,17%, de acordo com o Dieese. Para o terço intermediário, ao contrário, a inflação acelerou 0,11 ponto entre os dois meses, de 1,08% para 1,19%. Mas a maior aceleração da inflação entre outubro e novembro, de 0,15 ponto porcentual, foi a do estrato mais alto de renda – cujo ICV passou de 0,79% para 0,94%. No grupo mais pobre estão famílias com renda média de R$ 377,49; no intermediário, a renda média é de R$ 934,17, enquanto o estrato mais rico engloba as famílias de maior poder aquisitivo, com renda média de R$ 2.792,90. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

e

17 A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, segundo a pesquisa semanal Focus, caiu de 7,55% para 7,54%.

conomia

Balança começa mês com superávit

Poupança cresce R$ 4 bi em novembro

A

balança comercial teve superávit de US$ 580 milhões na primeira semana de dezembro. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, entre os dias 1 e 5 as exportações somaram US$ 2,67 bilhões, com média diária de US$ 890 milhões. Já as importações atingiram o total de US$ 2,09 bilhões, com média de US$ 696,7 milhões. Em relação à média diária de embarques de dezembro do ano passado, houve crescimento de 35,4%; ante novembro deste ano, o aumento foi de 0,6%. Nas importações, o valor foi 24,7% superior à média registrada em igual mês de 2009, mas 19,8% inferior ao apurado em novembro de 2010. No acumulado do ano, o superávit é de US$ 15,513 bilhões, 33,7 % a menos que os US$ 23,482 bilhões registrados em igual período do ano passado. (AE)

Pagamento da primeira parcela do 13° salário fez a captação líquida ter mais um bom resultado

O

s depósitos na caderneta de poupança superaram as retiradas em R$ 4 bilhões no mês de novembro, informou ontem o Banco Central (BC). Com os dados do mês passado, o saldo de todas as cadernetas juntas (ou estoque) somou R$ 370,511 bilhões. Segundo a instituição, quase toda a captação da poupança do mês passado aconteceu no último dia útil do mês, em 30 de novembro, quando vence o período de pagamento da primeira parcela do 13º salário dos trabalhadores. Nesse dia, houve o ingres-

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS A PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, pela Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras - SMSP torna público que, na data, horário e local abaixo assinalados, fará realizar licitação na modalidade de PREGÃO ELETRÔNICO, do TIPO MENOR PREÇO GLOBAL do item, em conformidade com as disposições do Edital e respectivos anexos. PREGÃO ELETRÔNICO n° 053/2010/COGEL PROCESSO: 2010-0.331.365-1 DATA DA ABERTURA: 20/12/2010 HORÁRIO: a partir das 10h00min OBJETO O presente pregão tem por objeto a contratação de empresa especializada para prestação de serviço de VIGILÂNCIA/SEGURANÇA PATRIMONIAL DESARMADA PARA O IMÓVEL DENOMINADO PÁTIO DO PARI. Com as especificações e locais relacionados constantes do Anexo I. EDITAL DE LICITAÇÃO, DO ACESSO A INFORMAÇÕES E IMPUGNAÇÃO DO EDITAL. O Edital de licitação, assim como seus anexos poderão ser fornecidos mediante pagamento correspondente ao custo da cópia reprográfica no valor de R$ 0,15 (quinze centavos de real) por folha, de acordo com a Tabela Integrante do Decreto Municipal nº 51.157/2009, valor este a ser recolhido aos cofres públicos através do documento de arrecadação do Município de São Paulo - DAMSP, que será fornecida pela SMSP/COGEL, Rua Líbero Badaró, 425, 37º andar, das 09h30 às 17h00, até o último dia que anteceder a data designada para a abertura do certame. O Edital juntamente com seus Anexos, estarão ainda disponíveis no sítio eletrônico da Prefeitura do Município de São Paulo, endereço http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, e www.comprasnet.gov.br.

so líquido de R$ 3,88 bilhões na modalidade de investimentos. Mesmo com a forte captação de recursos com a primeira parcela do 13º salário, o saldo positivo da poupança do mês passado é apenas o quarto melhor resultado de 2010. Foi superado por julho (R$ 6,83 bilhões), setembro (R$ 4,84 bilhões) e junho (R$ 4,17 bilhões). Na comparação com novembro do ano passado, houve queda de 10,14%, uma vez que o ingresso líquido na poupança de igual mês de 2009 foi de de R$ 4,46 bilhões . Segundo dados do BC, os depósitos em caderneta de

poupança somaram R$ 101,33 bilhões em novembro, enquanto que as retiradas de recursos totalizaram R$ 97,32 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas dos poupadores, por

370,5 bilhões de reais era a soma de todas as cadernetas de poupança do País no final de novembro

sua vez, alcançaram R$ 1,89 bilhão no mês passado. Acum ulado – No acumulado de janeiro a novembro deste ano, ainda de acordo com os dados do BC, a caderneta de poupança registrou uma captação líquida (depósitos menos retiradas) de R$ 32,3 bilhões. A soma representa novo recorde histórico da série que teve início em 1995. Do valor total captado na parcial de 2010, R$ 24,67 bilhões ingressaram por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE), que tem direcionamento de 65% para o crédito habitacional. (Agências)

LENZE BRASIL AUTOMAÇÃO LTDA. CNPJ/MF nº 01.107899/0001-09 Edital de Convocação para Reunião de Sócios Ficam convocados, os senhores quotistas, dentro dos prazos estipulados em lei, para a Reunião de Sócios a realizar-se às 10h do dia 16 de dezembro de 2010, na sede da Lenze Brasil Automação Ltda., localizada na Rua Conde Moreira Lima, 589, Jardim Jabaquara, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo (“Sociedade”), para discutir e deliberar sobre a exclusão por justa causa, nos termos do parágrafo único da Cláusula 17 do Contrato Social da Sociedade, do sócio quotista Antonio Ferreira Paes. São Paulo, 3 de dezembro de 2010 Lenze do Brasil Holding Ltda.

Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações CNPJ no 61.529.343/0001-32 - NIRE 35.300.053.800 Assembleia Geral Extraordinária Edital de Convocação Convidamos os senhores acionistas desta Sociedade a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no próximo dia 17 de dezembro de 2010, às 11h, na sede social, Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, Salão Nobre do 5o andar, Prédio Vermelho, a fim de examinar proposta do Conselho de Administração para aumentar o Capital Social no valor de R$533.000.000,00, elevando-o de R$6.760.000.000,00 para R$7.293.000.000,00, mediante a emissão de 242.272.727 novas ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$2.200,00 por lote de mil ações, para subscrição particular pelos acionistas no período de 29.12.2010 a 31.1.2011, na proporção de 3,783033438% sobre a posição acionária que cada um possuir na data da Assembleia (17.12.2010), com integralização à vista em 18.2.2011, de 100% do valor das ações subscritas. Documentos à Disposição dos Acionistas: este Edital de Convocação e a proposta do Conselho de Administração encontram-se à disposição dos acionistas na sede da Sociedade e no Departamento de Ações e Custódia do Banco Bradesco S.A., Instituição Financeira Depositária das Ações da Sociedade, Cidade de Deus, Prédio Amarelo, Vila Yara, Osasco, SP. Cidade de Deus, Osasco, SP, 6 de dezembro de 2010. Lázaro de Mello Brandão - Presidente do Conselho de Administração. 7, 8 e 9.12.2010

ETH BIOENERGIA S.A.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 359/2010-SMS.G, processo 2010-0.229.374-6, destinado ao registro de preços de MALHA TUBULAR, para a Central de Distribuição de Medicamentos e Correlatos - CDMEC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá através do sítio www.comprasnet.gov.br, a partir das 14 horas do dia 22 de dezembro de 2010, a cargo da 2ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 341/2010-SMS.G, processo 2010-0.286.232-5, destinado ao registro de preço de IONÔMERO DE VIDRO INDICADO PARA ART/TRA E VERNIZ CAVITÁRIO, para a Central de Distribuição de Medicamentos e Correlatos - CDMEC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá às 10 horas do dia 13 de janeiro de 2011, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet. gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 6 de dezembro de 2010, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

(anteriormente denominada Brenco Holding S.A.) CNPJ nº 08.636.745/0001-53 - NIRE 35.300.350.391 Ata de Reunião do Conselho de Administração em 16 de abril de 2010 Data, Hora e Local: 16.04.10, às 14:05 hs, na sede da companhia, localizada na Cidade de SP/SP, na Av. Rebouças, 3970, 26º andar - parte, Pinheiros, (Companhia). Presença: Compareceram os seguintes membros do Conselho de Administração: Marcelo Bahia Odebrecht; André Amaro da Silveira; Felipe Montoro Jens; Bernardo Afonso de Almeida Gradin; Newton Sérgio de Souza; Paulo Henyan Yue Cesena; Satoshi Awaya; Brent William de Jong, José Durval Soledade Santos; e Pedro Henrique A. P. de Oliveira. Convocação: Dispensada face à presença da totalidade do Conselho de Administração ou de seus respectivos suplentes. Composição da Mesa: Marcelo Bahia Odebrecht - Presidente; e Luciano Dequech - Secretário. Ordem do Dia: discutir e deliberar sobre: (i) a renúncia dos atuais membros da Diretoria; e (ii) eleição dos novos membros da Diretoria. Deliberações: por unanimidade de votos: 1 A aceitação da renúncia dos seguintes membros da Diretoria: Henri Philippe Reichstul, RG 3. 798.203-SSP/SP e CPF/MF 001.072.248-36; Rogério Almeida Manso da Costa Reis, RG 03.744.309-0 (IFP/RJ) e CPF 599.705.617-15, e José Alfredo de Freitas, RG 17.505.568-3 SSP/SP e CPF 073.327.678-48. 1.1 Os conselheiros aproveitam a oportunidade para agradecer aos Srs. Henri Philippe Reichstul, Rogério Almeida Manso da Costa Reis e José Alfredo de Freitas pelos serviços prestados à Companhia. 2 A eleição dos seguintes novos membros para compor a Diretoria da Companhia: Srs. José Carlos Grubisich Filho, RG 7.893.279-8-SSP/SP e CPF 931.524.778-72, para Diretor Presidente; Manoel Ailton Soares dos Reis, RG 557.763-SSP/BA e CPF 004.508.805-59, para Diretor sem designação específica; Luís Fernando Sartini Felli, RG 13.382.092-SSP/SP e CPF 067.604.608-80, para Diretor sem designação específica; Marcelo Mancini Stella, RG 5.004.025-SSP/SP e CPF 110.902.258-14, para Diretor sem designação específica; Luciano Nitrini Guidolin, RG 23.655.538-8-SSP/SP e CPF 268.477.068-99, para Diretor sem designação específica; Luciano Dequech, RG 17.493.746-SSP/SP e CPF 280.029.928-22, para Diretor sem designação específica; e Luiz Pereira de Araújo Filho, RG 0253230403 SSP/BA e CPF 338.005.295-72, para Diretor sem designação específica; todos residentes e domiciliados na Cidade de SP/SP. 2.1 O mandato dos membros da Diretoria ora eleitos tem validade de 2 anos. 3 Os diretores ora eleitos assinam a presente ata e declaram sob as penas da lei, para todos os fins e efeitos de direito, que (i) não estão impedidos ao acesso a cargos públicos, como previsto no §1º do art. 147 da Lei 6.404/76; e (ii) atendem ao requisito de reputação ilibada estabelecido pelo §3º do art. 147 da Lei 6.404/76; e (iii) não ocupam cargo em sociedade que possa ser considerada concorrente da Companhia, e não têm, nem representam, interesse conflitante com o da Companhia, na forma dos incisos I e II do §3º do art. 147 da Lei 6.404/76. 3.1 Fica consignado que os membros ora eleitos tomam posse nesta data, mediante a assinatura de termo de posse e da declaração de desimpedimento lavrada no Livro de Atas de Reuniões. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a palavra foi oferecida a quem dela quisesse fazer uso, ninguém se manifestando, a reunião foi suspensa, reaberta a sessão, a ata foi lida e em conformidade, foi assinada por todos os conselheiros presentes. SP, 16.04.10. Luciano Dequech - Secr. JUCESP - Reg. 138.897/10-4 em 23/04/10. Kátia Regina Bueno de Godoy-Secr. Geral.

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3244-3175

Requerente: Pires do Rio–Citep Comércio e Industria de Ferro e Aço Ltda. - Requerido: Investicorp Financial Administração de Bens e Participações Ltda. - Av. Ampelio Dionísio Zocchi, 64 - Parte 2 - Morumbi - 1º Vara de Falências

Brunan Participações Ltda. CNPJ/MF nº 12.011.456/0001-36 – NIRE nº 35.224.362.363 Ata de Assembléia de Transformação de Sociedade Limitada em Sociedade por Ações Realizada em 18 de outubro de 2010 Data, Hora e Local: Aos 18/10/10, 10hs, nas dependências da sede, na Av. Otacílio Tomanik, 343, apto. 133, Bl C, em SP/SP Sociedade inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ/MF nº 12.011.456/0001-36, com seus atos constitutivos arquivados na JUCESP sob o NIRE nº 35.224.362.363, em sessão de 14/05/10. Convocação e Presença: Dispensada, pela presença dos sócios representando a totalidade do capital social Sociedade. Composição da Mesa: Presidente da Mesa: Sr. José Batista Almeida Filho; Secretária da Mesa: Sr. José Roberto Batista de Almeida. Ordem do Dia e Deliberações Tomadas por Unanimidade: Foram submetidas à discussão e à votação dos Srs sócios e por estes aprovadas por unanimidade, as seguintes matérias: a) aprovar a transformação da Sociedade de empresária Limitada para Sociedade por Ações, que passará a ser denominada “Brunan Participações S.A.”, mantendo-se os mesmos objetivos sociais, de modo a não haver descontinuidade nos negócios ora em curso, e todos os direitos e obrigações que compõem o patrimônio da sociedade ora transformada, nos termos dos arts. 220 a 222 da Lei 6.404/76; b) aprovar o Estatuto Social da Sociedade, nos termos da Consolidação anexa, que passa a fazer parte desta Ata; e, c) aprovar a eleição dos membros da Diretoria da Sociedade, que exercerão mandato de 1 ano, a saber: José Batista Almeida Filho, brasileiro, casado, executivo, RG nº 3.162.933 – SSP/SP e CPF/MF nº 465.504.298-20, residente na Cidade de Santa Cruz do Rio Pardo/SP, na R. Simão Cabral, nº 66, para ocupar o cargo de Diretor Presidente; e, José Roberto Batista de Almeida, brasileiro, divorciado, empresário, RG nº 7.7693.319-2 – SSP/SP e CPF/MF nº 961.157.938-15, residente na Cidade de Santa Cruz do Rio Pardo/SP, na R. Simão Cabral, nº 66, para ocupar o cargo de Diretor sem designação específica.Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente franqueou a palavra a quem dela quisesse fazer uso e, como ninguém se manifestasse, foi suspensa a Assembléia pelo tempo necessário para a lavratura desta Ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada em 4 vias de igual teor e forma. SP/SP, 18/10/10. José Batista Almeida Filho, Presidente da Mesa, José Roberto Batista de Almeida, Secretário da Mesa,Visto da Advogada: Juliana Maura Vicentini, OAB/SP: 185.786, Estatuto Social Consolidado - Cap. I - Nome e Duração - Art. 1º Brunan Participações S.A., uma sociedade por ações, com prazo de duração indeterminado, regida pelo disposto neste Estatuto Social e pelas disposições legais aplicáveis, em especial a Lei nº. 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e suas alterações posteriores. Cap. II - Sede Social Art. 2º A Sociedade tem sua sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Av. Otacílio Tomanik, 343, Apto. 133, Bloco C, Cep 05363-902, local onde funciona o seu escritório administrativo, podendo abrir filiais, escritórios e representações em qualquer localidade do país ou do exterior, mediante deliberação da Assembléia Geral de Acionistas. Cap. III - Objeto Social - Art. 3º A Sociedade tem por objeto social: (a) participação em outras sociedades, como quotista ou acionista; (b) compra e venda de ativos; (c) administração de bens próprios ou de terceiros; e, (d) quaisquer atividades conexas com as especificadas acima. Cap. 2 – Do Capital Social - Cap. IV - Capital Social e Ações - Art. 4º O capital social, totalmente integralizado e realizado em moeda corrente nacional, em bens ou de qualquer outra forma admitida em lei, é de R$ 1.220.022 (um milhão, duzentos e vinte mil e vinte e dois reais), dividido em 1.220.022 (um milhão, duzentas e vinte mil e vinte e duas) ações ordinárias de valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada uma. Art. 5º Cada ação ordinária confere ao seu titular o direito de um voto nas Assembléias Gerais de Acionistas, cujas deliberações serão tomadas na forma da legislação aplicável. Art. 6º A propriedade das ações será comprovada pela inscrição do nome do acionista no livro de “Registro de Ações Nominativas”. Mediante solicitação de qualquer Acionista, a Sociedade emitirá certificados de ações, que poderão ser agrupados em títulos múltiplos, e, quando emitidos, serão assinados pelo Diretor Presidente.Art. 7º Por deliberação dos Acionistas que representem a maioria do capital da Sociedade, em Assembléia Geral especialmente convocada para este fim, poderão ser criadas ações preferenciais nominativas, sem direito a voto, até o limite de 50% (cinqüenta por cento) do total das ações emitidas, com as preferências e vantagens que lhes forem atribuídas na emissão. Cap. V - Assembleia Geral de Acionistas - Art. 8º As Assembleias Gerais de Acionistas realizar-se-ão ordinariamente uma vez por ano, nos 4 (quatro) primeiros meses seguintes ao encerramento de cada exercício social, a fim de que sejam discutidos os assuntos previstos em lei. Art. 9º As Assembleias Gerais Extraordinárias serão realizadas sempre que necessário, quando os interesses sociais assim o exigirem, ou quando as disposições do presente Estatuto Social ou da legislação aplicável exigirem deliberação dos Acionistas. Art. 10 As Assembleias Gerais de Acionistas, Ordinárias ou Extraordinárias, serão convocadas por qualquer Acionista ou pelo Presidente da Diretoria, e presididas pelo Acionista indicado entre os presentes que, por sua vez, deverá indicar o Secretário. Cap.VI - Administração da Sociedade - Art. 11 A administração da Sociedade competirá à Diretoria, que terá as atribuições conferidas por lei e pelo presente Estatuto

Social, estando os Diretores dispensados de oferecer garantia para o exercício de suas funções. § primeiro. O mandato dos membros da Diretoria será de 1 (um) ano, podendo ser reeleitos. Os membros da Diretoria tomarão posse mediante a assinatura dos respectivos termos no livro próprio e permanecerão no exercício de seus cargos até a eleição e posse de seus sucessores. § segundo. A remuneração global dos Diretores da Sociedade será fixada anualmente pela Assembleia Geral. Cap.VII - Diretoria - Art. 12. A Diretoria será composta por até 2 (dois) Diretores, Acionistas ou não, residentes no país, eleitos pelos Acionistas e por estes destituíveis a qualquer tempo, para um mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição, tendo as seguintes designações: Diretor Presidente e Diretor sem designação específica. § único. No caso de vacância de cargo da Diretoria, a respectiva substituição será deliberada em Assembleia Geral, a ser convocada no prazo de 30 (trinta) dias, contado da vacância. Art. 13 Compete à Diretoria a representação da Sociedade, ativa e passivamente, bem como a prática de todos os atos necessários ou convenientes à administração dos negócios sociais, respeitados os limites previstos em lei ou no presente Estatuto Social. Art. 14 Observadas as disposições contidas neste Estatuto Social, a representação da Sociedade em juízo ou fora dele, ativa ou passivamente, perante terceiros e repartições públicas federais, estaduais ou municipais, compete isoladamente ao Diretor Presidente, incumbindo-lhe: (a) a pratica de todos os atos cotidianos da Sociedade; (b) a abertura e movimentação, por quaisquer meios, de contas bancárias em nome da Sociedade, inclusive emitindo, endossando e recebendo cheques e ordens de pagamento;(c) aceitar títulos cambiários e comerciais em geral, resultantes de obrigações da Sociedade e receber e dar quitação de créditos, dinheiro e valores devidos à Sociedade; (d) a aquisição, alienação ou transferência, por qualquer forma, bem como a constituição de ônus ou gravames, de qualquer natureza, sobre bens do ativo da Sociedade, inclusive títulos, ações, quotas, debêntures e/ou quaisquer valores mobiliários em nome ou de titularidade da Sociedade; (e) a contratação ou concessão de empréstimos, financiamentos ou de quaisquer operações creditícias, inclusive a assinatura de quaisquer contratos, cheques, TEDs, ou endosso de títulos de crédito e, (f) nomear procuradores para agirem em nome da Sociedade, especificando nos respectivos mandatos os poderes outorgados e seus prazos de validade, que não poderão ultrapassar o prazo de 1 (um) ano, excetuando-se as procurações “ad judicia”, que poderão ser expedidas sem limite de vigência. Art. 15 São expressamente vedados, sendo nulos e inoperantes com relação à Sociedade, os atos de qualquer Diretor, Procurador ou funcionário que a envolverem em obrigações relativas a negócios ou operações estranhos aos objetivos sociais, tais como fianças, avais, endossos ou quaisquer outras garantias em favor de terceiros, salvo quando expressamente autorizados pela Assembleia Geral dos Acionistas.Art. 16 As reuniões da Diretoria serão convocadas por qualquer dos Diretores, sempre que o interesse social assim exigir, sendo as deliberações tomadas por maioria de voto dos presentes e, em caso de empate, o Diretor Presidente terá o voto de qualidade. Cópias das atas de reuniões da Diretoria serão obrigatoriamente encaminhadas a todos os Acionistas.Cap. VIII - Conselho Fiscal - Art. 17 O Conselho Fiscal somente será instalado nos exercícios sociais em que for convocado mediante deliberação dos Acionistas, nos termos da legislação aplicável. Art. 18 O Conselho Fiscal, quando instalado, será composto por no mínimo 3 (três) e no máximo 5 (cinco) membros e por igual número de suplentes, eleitos pela Assembléia Geral de Acionistas, sendo permitida a reeleição, com as atribuições e prazos de mandato previstos em lei, § único. A remuneração dos membros do Conselho Fiscal será estabelecida pela Assembleia Geral de Acionistas que os eleger. Cap. IX - Exercício Social e Lucros - Art. 19. O exercício social terá início em 1º de janeiro e término em 31 de dezembro de cada ano, ocasião em que o balanço e as demais demonstrações financeiras deverão ser preparados. § primeiro. Do lucro líquido apurado no exercício, será deduzida a parcela de 5% (cinco por cento) para a constituição da reserva legal, que não excederá a 20% (vinte por cento) do capital social. § segundo. Os Acionistas têm direito a um dividendo anual não cumulativo de pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido do exercício, nos termos do Art. 202 da Lei 6.404/76. § terceiro. O saldo remanescente, após atendidas as disposições legais, terá a destinação determinada pela Assembléia Geral de Acionistas, observada a legislação aplicável. § quarto.A Sociedade poderá, a qualquer tempo, levantar balancetes em cumprimento a requisitos legais ou para atender a interesses societários, inclusive para a distribuição de dividendos intermediários ou antecipados, que, caso distribuídos, poderão ser imputados ao dividendo mínimo obrigatório, acima referido. § quinto. Observadas as disposições legais pertinentes, a Sociedade poderá pagar a seus Acionistas, por deliberação da Assembleia Geral, juros sobre o capital próprio, os quais poderão ser imputados ao dividendo mínimo obrigatório. Cap. X - Liquidação - Art. 20. A Sociedade será liquidada nos casos previstos em lei, sendo a Assembleia Geral o órgão competente para determinar o modo de liquidação e indicar o liquidante. Cap. XI - Disposições Finais - Art. 21 A Sociedade deverá observar os acordos de acionistas arquivados em sua sede, devendo o Presidente da Assembleia Geral e da Diretoria absterem-se de computar votos contrários aos seus termos, nos termos do Art. 118 da Lei 6.404/76, conforme alterada. Art. 22 Em tudo o que for omisso o presente Estatuto Social, serão aplicadas as disposições legais pertinentes. Jucesp 408.926/10-7 em 17/11/10. Kátia R. B. de Godoy - Secr. Geral.

Inflação está cada vez mais longe da meta

O

mercado financeiro elevou a previsão para a alta de preços acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010, conforme a pesquisa Focus, divulgada ontem pelo Banco Central (BC). A expectativa subiu de 5,72% para 5,78%. Trata-se de um patamar ainda mais distante do centro da meta de inflação para o ano, que é de 4,5%. Já a estimativa para o IPCA em 2011 se manteve em 5,2%. A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, segundo a pesquisa, também foi alterada. A estimativa caiu levemente de 7,55% para 7,54%. Para o ano que vem, a projeção foi mantida em 4,5%. Ainda segundo o boletim, a estimativa para a produção industrial em 2010 também foi reduzida de 10,98% para 10,7%. Para 2011, a projeção para subiu de 5,25% para 5,3%. (AE)

VANESE SP PARTICIPAÇÕES S.A. (denominação em alteração para OTP TransPort S.A.) NIRE 35.300.381.548 – CNPJ/MF 12.251.483/0001-86

Ata de Assembleia Geral Extraordinária Dia, hora e local: Em 19 de novembro de 2010, às 10:00 horas, na sede da Companhia, localizada na Avenida Rebouças, nº 3.970, 9º andar, sala 01, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05402-920. Presenças: Acionista representando a totalidade do capital social, conforme assinatura constante no Livro de Presença de Acionistas. Convocação: Dispensada a publicação de Editais de Convocação, na forma do artigo 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76. Mesa: Geraldo Villin Prado, Presidente; Roberta D’Imperio di Ricco, Secretária. Deliberações: 1) autorizada a lavratura da presente Ata na forma de sumário dos fatos ocorridos, conforme faculta o artigo 130, § 1º, da Lei nº 6.404/76 (“LSA”); 2) aprovada a alteração da denominação social da Companhia, de Vanese SP Participações S.A., para OTP TransPort S.A., de forma que o artigo 1º do Estatuto Social passa a ter a seguinte redação: “Artigo 1º – A OTP TransPort S.A. é uma sociedade anônima, que reger-se-á pelas leis e usos do comércio, por este Estatuto Social e pelas disposições legais aplicáveis.”; 3) incluir o artigo 7º ao Estatuto Social da Companhia, que passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 7º – A Companhia será administrada por uma Diretoria, composta por no mínimo 3 (três) Diretores e no máximo 5 (cinco), sendo um Diretor Presidente e os demais Diretores sem designação específica, residentes no país, acionistas ou não, eleitos e destituíveis pela Assembleia Geral, observado o disposto neste Estatuto.”; 4) incluir ainda, os artigos 9º e 10º ao Estatuto Social da Companhia, que passam a vigorar com a seguinte redação: (i) “Art. 9º – Serão deliberadas em reunião da Diretoria as seguintes matérias: a) propostas sobre constituição, alteração do objeto social, transformação, incorporação, fusão, cisão, dissolução ou liquidação de sociedade de que participe a Companhia; b) participação em consórcios, associações com outras sociedades e acordos de acionistas; c) concessão de avais, fianças ou outras garantias; d) alienação de participações societárias e de bens imóveis da Companhia; e) antecipação do pagamento de dividendos; f) instalação, transferência ou encerramento de filiais, sucursais, agências ou escritórios, no território nacional ou no exterior; g) negociação com ações de emissão da Companhia para efeito de cancelamento ou permanência em tesouraria e respectiva alienação; h) designação de auditores independentes; i) emissão de valores mobiliários, inclusive para distribuição pública.”; (ii) “Art. 10º – É obrigatória a assinatura de 2 (dois) Diretores em conjunto para que a Companhia possa: a) conceder avais, fianças ou outras garantias; b) assinar e endossar cheques, duplicatas, letras de câmbio, notas promissórias, debêntures e outros títulos; c) constituir procuradores; d) contrair obrigações e firmar compromissos, inclusive apresentar propostas, celebrar e rescindir contratos e seus aditivos; e) transigir, desistir e renunciar a direitos; f) alienar bens do ativo permanente; g) participar de consórcios, associações com outras sociedades e de acordos de acionistas.”; 5) aprovar a consolidação do Estatuto Social da Companhia, a fim de adequar e renumerar os demais artigos do Estatuto Social da Companhia, nos termos do Anexo I a esta Ata. Quorum das deliberações: Todas as deliberações foram aprovadas por unanimidade, sem reservas ou restrições. Conselho Fiscal: Não há Conselho Fiscal permanente, nem foi instalado no presente exercício. Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembleia, lavrando-se a presente Ata que, após lida e aprovada, foi assinada por todos os presentes. São Paulo, 19 de novembro de 2010. Mesa: Geraldo Villin Prado, Presidente; Roberta D’Imperio di Ricco, Secretária. Acionista: Odebrecht S.A. Certifico e dou fé que essa ata é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. Roberta D’Imperio di Ricco, Secretária. – Secretaria da Fazenda – Junta Comercial do Estado de São Paulo – Certifico o registro sob o número 422.881/10-7, em 29/11/10. Kátia Regina Bueno de Godoy, Secretária Geral. – Anexo I – ESTATUTO SOCIAL DA OTP TRANSPORT S.A. – Capítulo I – Da Denominação, Sede, Foro, Prazo de Duração e Objeto – Artigo 1º – A OTP TransPort S.A. é uma sociedade anônima, que reger-se-á pelas leis e usos do comércio, por este Estatuto Social e pelas disposições legais aplicáveis. Artigo 2º – A Companhia tem por objeto a participação em outras sociedades civis ou comerciais, como sócia, acionista ou quotista, podendo representar sociedades nacionais ou estrangeiras. Artigo 3º – A Companhia tem sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, localizada na Av. Rebouças, nº 3.970, 9º andar, sala 01, Pinheiros, CEP 05402-920, podendo por deliberação da Diretoria, criar e extinguir filiais, sucursais, agências, depósitos e escritórios de representação em qualquer parte do território nacional ou no exterior. Artigo 4º – O prazo de duração da Sociedade será indeterminado. Capítulo II – Do Capital Social e Ações – Artigo 5º – O capital social é de R$94.234.800,00 (noventa e quatro milhões, duzentos e trinta e quatro mil e oitocentos reais) dividido em 94.234.800 (noventa e quatro milhões, duzentas e trinta e quatro mil e oitocentas) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal. § 1º – Cada ação ordinária dará direito a 1 (um) voto nas deliberações da Assembleia Geral. As ações preferenciais não terão direito de voto na Assembleia Geral, salvo nos casos previstos em lei, mas gozarão de prioridade no reembolso do capital em caso de liquidação da Companhia. Artigo 6º – Os certificados representativos das ações serão sempre assinados por 2 (dois) Diretores, sendo um deles o Diretor Presidente. Parágrafo único – As despesas de desdobramento, grupamento ou substituições de certificados de ações, quando solicitado pelo acionista, correrão por sua conta, por preço não superior ao custo. Capítulo III – Da Administração – Artigo 7º – A Companhia será administrada por uma Diretoria, composta por no mínimo 3 (três) Diretores e no máximo 5 (cinco), sendo um Diretor Presidente e os demais Diretores sem designação específica, residentes no país, acionistas ou não, eleitos e destituíveis pela Assembleia Geral, observado o disposto neste Estatuto. § 1º – O mandato da Diretoria será de 2 (dois) anos, permitida a reeleição, com atribuições fixadas neste Estatuto, ficando dispensados de caução de gestão. § 2º – A investidura dos Diretores far-se-á mediante termo lavrado no livro de “Atas das Reuniões da Diretoria”. Os Diretores reeleitos serão investidos nos seus cargos pela própria Assembleia Geral, dispensadas quaisquer outras formalidades. § 3º – Em caso de vaga, será convocada a Assembleia Geral para eleição do respectivo substituto, que completará o mandato do Diretor substituído. Caso a Diretoria seja composta de 5 (cinco) ou mais membros, será facultado à Assembleia Geral preencher ou não o cargo vago. § 4º – Em suas ausências ou impedimentos eventuais, os Diretores serão substituídos por quem vierem a indicar. § 5º – A remuneração dos Diretores será fixada pela Assembleia Geral, em montante global, cabendo ao Diretor Presidente a individualização da referida remuneração à Diretoria. Artigo 8º – Compete aos Diretores a representação da Companhia e a prática dos atos regulares de gestão que lhes são atribuídos por lei e por este Estatuto. § 1º – Ao Diretor Presidente da Companhia compete, especificamente: a) Fixar a orientação geral dos negócios da Companhia e as atribuições dos Diretores; b) Fiscalizar a gestão dos Diretores, bem como acompanhar sua execução, inclusive a elaboração dos respectivos relatórios; c) Providenciar a elaboração do relatório anual da Administração e das demonstrações financeiras; d) Promover a execução das deliberações da Assembleia Geral; e) Convocar as Assembleias Gerais em nome da Diretoria; e f) Convocar e presidir as reuniões da Diretoria. § 2º – A Diretoria reunir-se-á preferencialmente na sede social, sempre que convier aos interesses sociais. § 3º – As reuniões da Diretoria serão convocadas, salvo quando de caráter urgente, com 5 (cinco) dias de antecedência, no mínimo, realizando-se, normalmente, na sede da Companhia e, excepcionalmente, em qualquer outro local previamente estabelecido. Artigo 9º – Serão deliberadas em reunião da Diretoria as seguintes matérias: a) propostas sobre constituição, alteração do objeto social, transformação, incorporação, fusão, cisão, dissolução ou liquidação de sociedade de que participe a Companhia; b) participação em consórcios, associações com outras sociedades e acordos de acionistas; c) concessão de avais, fianças ou outras garantias; d) alienação de participações societárias e de bens imóveis da Companhia; e) antecipação do pagamento de dividendos; f) instalação, transferência ou encerramento de filiais, sucursais, agências ou escritórios, no território nacional ou no exterior; g) negociação com ações de emissão da Companhia para efeito de cancelamento ou permanência em tesouraria e respectiva alienação; h) designação de auditores independentes; i) emissão de valores mobiliários, inclusive para distribuição pública. Artigo 10º – É obrigatória a assinatura de 2 (dois) Diretores em conjunto para que a Companhia possa: a) conceder avais, fianças ou outras garantias; b) assinar e endossar cheques, duplicatas, letras de câmbio, notas promissórias, debêntures e outros títulos; c) constituir procuradores; d) contrair obrigações e firmar compromissos, inclusive apresentar propostas, celebrar e rescindir contratos e seus aditivos; e) transigir, desistir e renunciar a direitos; f) alienar bens do ativo permanente; g) participar de consórcios, associações com outras sociedades e de acordos de acionistas. § 1º – Os instrumentos de mandato outorgados pela Companhia serão sempre assinados por 2 (dois) Diretores ou 1 (um) Diretor e 1 (um) Mandatário, devendo especificar os poderes concedidos e terão prazo certo de duração, limitado a 1 (um) ano, exceto no caso de mandato judicial, que poderá ser por prazo indeterminado. Capítulo IV – Assembleia Geral – Artigo 11º – A Assembleia Geral reunir-se-á, ordinariamente, dentro dos 4 (quatro) meses subsequentes ao término do exercício social para fins previstos em lei e, extraordinariamente, sempre que os interesses sociais assim o exigirem. § 1º – A Assembleia Geral poderá ser convocada, na forma da lei, por quaisquer 2 (dois) Diretores e será presidida pelo Diretor Presidente, que designará um ou mais secretários. § 2º – Somente poderão tomar parte na Assembleia Geral os acionistas titulares de ações que estiverem registradas em seu nome, no livro próprio, até 48 (quarenta e oito) horas antes da data marcada para sua realização. Capítulo V – Conselho Fiscal – Artigo 12º – O Conselho Fiscal da Companhia, que não terá caráter permanente, somente será instalado quando por solicitação dos acionistas na forma da Lei, e será composto por no mínimo 3 (três) e no máximo 5 (cinco) membros efetivos e igual número de membros suplentes, acionistas ou não, eleitos pela Assembleia Geral em que for requerido o seu funcionamento. § 1º – Os membros do Conselho Fiscal, quando em exercício, terão direito a remuneração a ser fixada pela Assembleia Geral que os eleger. Capítulo VI – Exercício Social e Lucros – Artigo 13º – O exercício social terminará no dia 31 de dezembro de cada ano. Ao fim de cada exercício a Diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil, as demonstrações financeiras previstas em Lei, observadas as normas então vigentes. Artigo 14º – Do resultado apurado no exercício, após a dedução dos prejuízos acumulados e da provisão para o Imposto de Renda, serão deduzidas as participações dos administradores da Companhia, se e quando deliberado pela Assembleia Geral, nos limites e formas da lei. § 1º – Apurado o lucro líquido do exercício, dele deduzir-se-ão: a) 5% (cinco por cento) para constituição da reserva legal, até esta alcançar 20% (vinte por cento) do capital social ou até que a soma desta e de outras reservas de capital não exceda a 30% (trinta por cento) do mesmo capital; b) até 70% (setenta por cento) do lucro líquido para a reserva de realização de investimentos, até que, juntamente com a reserva legal, alcance 100% (cem por cento) do capital. Do saldo, ajustado na forma do artigo 202 da Lei nº 6.404/76, se existente, 25% (vinte e cinco por cento) serão atribuídos ao pagamento do dividendo mínimo obrigatório. § 2º – O saldo do lucro líquido ajustado, se houver, terá a destinação que lhe for atribuída pela Assembleia Geral. Artigo 15º – A Companhia poderá levantar balanços semestrais, ou em períodos menores, e declarar, por deliberação da Assembleia Geral, dividendos à conta de lucros apurados nesses balanços, por conta do total a ser distribuído ao término do respectivo exercício social, observadas as limitações previstas em lei. Capítulo VII – Liquidação – Artigo 16º – A Companhia somente será dissolvida e entrará em liquidação por deliberação da Assembleia Geral ou nos demais casos previstos em lei. § 1º – À Assembleia Geral que deliberar sobre a liquidação caberá nomear o respectivo liquidante e fixar-lhe a remuneração. § 2º – A Assembleia Geral, se assim solicitarem acionistas que representem o número fixado em lei, elegerá o Conselho Fiscal, para o período da liquidação.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Os netbooks são máquinas mais sérias, que têm dimensões diminutas Hamilton Yoshida, diretor de marketing da Samsung

nformática

n TEVÊS

Testamos quatro portáteis com preços de até R$ 1,9 mil e concluímos: para profissionais de campo, eles podem ser melhores do que tablets

nalistas independentes de tecnologia têm apostado que, com a invasão dos tablets nas prateleiras, o mercado de netbooks tende a diminuir e até mesmo acabar. Para defender a tese, quem aposta nisso diz que ambos são computadores pequenos, com telas de 10 polegadas em média, e que têm como grande apelo o acesso à web. E que como o tablets são mais avançados, devem tomar o espaço dos subnotebooks. Mas as semelhanças param por aí. E é nesse momento que a teoria começa a cambalear, já que as máquinas trabalham em dois nichos diferentes: um de entretenimento, outro profissional. A tese de que tablets representam o fim dos netbooks, embora interessante, é refutada pelos próprios fabricantes de eletrônicos. "Não são equipamentos que ocupam o mesmo espaço. Os tablets são smartphones vitaminados, que garantem diversão e acesso fácil à multimídia", diz Hamilton Yoshida, diretor de marketing da divisão de telecom e TI da Samsung, que fabrica o tablet Galaxy Tab. "Os netbooks são máquinas mais sérias, co mp ut ad ores tradicionais, com pacotes de softwares igualmente tradicionais, que tem dimensões diminutas." Outra prova de que o mercado de netbooks continua aquecido é que, dia após dia, os principais fabricantes colocam nas prateleiras esses computadores, com mais funções e preço variado. (A única coisa que não muda é seu tamanho, com telas a partir de 7 polegadas, atingindo até 12,9 polegadas.) O Diário do Comércio avaliou algumas das principais opções desses portáteis top do mercado, com preços de até R$ 1,9 mil. Nos testes, tivemos acesso às máquinas Dell Inspiron 11z, LG X140-L, Sony Vaio M e HP Mini 210. A seguir, você confere o perfil de cada um.

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Dell Inspiron 11z Por R$ 1.600, é possível levar para casa (e para o escritório) esse netbook eficiente. Seu ponto alto é o conjunto de áudio e vídeo, o que o torna muito bom para vídeo e teleconferências. O modelo avaliado tinha 2 GB de RAM (a Dell oferece o equipamento em diversas configura-

Evolução nas telas para o Natal Panasonic está ampliando sua linha Viera Full HD de plasma e LCD para o Natal. A série S20 traz telas de 32 e 42 polegadas (LCD) e 50 polegadas (plasma), menor consumo de energia e leitor de cartão SD para fotos e vídeos. Nas telas, a

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ACESSÓRIOS

tecnologia IPS evita vazamento de luz e melhor visualização de ângulos em relação a outros aparelhos LCD. Todos os modelos trazem entrada USB para aumentar as opções de reprodução de arquivos. Preços variam de R$ 1.900 a R$ 3.800. NETBOOKS

Asus com marca de carro Asus e a marca de carros Lamborghini criaram o netbook VX6 de 12 polegadas, cuja principal característica, além do design, é a experiência multimídia. Seus gráficos são mais realistas (1.366 x 768 ) e ele pode se conectar a uma tela externa Full HD, como um monitor de TV, pela conexão HDMI. A tecnologia da Bang & Olufsen de som foi utilizada no portátil para produzir graves mais intensos e áudio surround de alta definição para filmes, músicas e jogos. Ele pesa 1,5 kg e custa R$ 2.500.

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Alto falantes com design

SÉRGIO VINÍCIUS ções de hardware) e se mostrou muito cumpridor de tarefas de escritório, como leitura de emails e edição de documentos. O fato de chegar ao usuário com o Windows 7 instalado, ajuda também a sincronizá-lo ou compartilhá-lo em redes ou com smartphones. Um dos problemas do equipamento é o teclado, que requer uma curva média de aprendizado. As teclas estão um tanto coladas e são um pouco duras. Além disso, o trackpad conta com saliências em vez de botões para os "cliques". Para usuários que pretendem recorrer ao netbooks para textos e muita digitação, talvez seja um incômodo no início. Mas é questão de costume. LG X140-L Trata-se de um dos netbooks mais "multimídia" do mercado, já que conta com sintonizador de TV digital integrado. A tela de 10 polegadas tem a melhor definição entre os avaliados – e isso é especialmente bom por

conta de sua faceta "televisor" ou para assistir a programas na internet. Testes em vídeos HD mostraram que a imagem é semelhante a de TVs tradicionais. Do ponto de vista de custo-benefício, a máquina agrada pelo preço (mais barato entre os avaliados, custando R$ 1.400) e pelo conjunto de hardware (2 GB de RAM e Intel Atom N470), que às vezes empaca em tarefas pesadas, como trabalhar com imagens. Para profissionais que usam e-mail, trabalham com planilhas ou banco de dados, o LG X140-L funciona com propriedade. Como máquina de apoio, é eficiente, embora não substitua um notebook ou um PC mais robustos. Sony Vaio M Ele tem preço e desempenho de notebook, podendo até substituí-los, sem perdas em ter-

mos de processamento e respostas. O Sony Vaio M custa R$ 1,9 mil e é dotado de memória RAM de 2 GB, HD de 320 GB e processador Intel Atom N470 de 1,8 GHz. Na prática, isso quer dizer que ele é ágil em quase qualquer tarefa que se deseje realizar: ver filmes, editar imagens, acessar páginas de internet ou trabalhar com Java. Para tarefas do dia a dia, como escrever e ler e-mails, ele é bem indicado: a versão avaliada contava com pacote de aplicativos de escritório completo junto com o Windows 7. O modelo conta com conexões nativas cumpridoras – 3 portas USB, Wi-Fi integrado, suporte a Bluetooth e cartões de memória. No uso diário, as teclas são macias e o design da máquina é bastante bonito, seguindo o padrão Vaio de sobriedade. O ponto negativo mesmo é que o preço garante ao usuário a aquisição de máquinas maiores e mais potentes. Mas para quem deseja um computador de apoio, que seja fácil de levar para cima e para baixo e não liga para o custo, o Vaio M é o indicado. HP Mini 210 1060br Do ponto de v i s t a d e software, é o mais completo entre os avaliados. Com todo o pacote Office da Microsoft e Wi n d o w s 7 , além de uma ampla gama de programas embarcados pela própria HP, é o netbook com mais jeitão de "empresa". Permite que o usuário realize tarefas a distancia, como se estivesse com seu notebook titular ou com seu PC (não à toa, a fabricante chama o equipamento de PC HP Mini e não de netbook). Muito similar aos notebooks "regulares" da HP, o HP Mini conta com suporte a Bluetooth, Wi-Fi (que em muitas modelos HP é problemático, mas em nossos testes se portou bem, sem interromper as conexões inadvertidamente). O equipamento agrada quem usa e gosta da linha de notebooks da HP e não terá qualquer problema em se acostumar com a interface dele, mesmo que diminuída a 10 polegadas. Segundo mais caro avaliado (embora possa ser encontrado bem mais barato em sites de comparação de preços), tem preço sugerido acima de R$ 1,6 mil.

alto-falante Zikmu foi projetado pelo designer Philippe Starck. Ideal para ambientes requintados e luxuosos, o modelo é wireless Hi-Fi estéreo, possui um dock para entrada de iPhone e iPod e funciona em rede Wi-Fi e Bluetooth, ou seja, pode ser usado para músicas armazenadas no PC, Mac, celulares e MP3. A potência é de 100 Watts de saída. À venda em lojas eletrônicas MyStore, DutyFree, Mobishop e MEvolution por salgados R$ 10 mil.

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TECNOLOGIA Luiz Prado/LUZ

Os garçons orientam os consumidores a cadastrar os pedidos

Bar Brahma, na era do iPad esde sexta-feira passada, data do lançamento do iPad no Brasil, o Bar Brahma adotou o portátil da Apple para mostrar seu cardápio digital aos clientes via aplicativo criado especialmente para ele. O software permite ao consumidor conferir as opções do menu e consultar o valor da conta com um simples toque na tela. Os garçons orientam o consumidor a cadastrar os pedidos que são enviados à cozinha e adicionados à conta. A automatização dos pedidos é possível graças à integração do aplicativo ao sistema de gestão da casa, ambos desenvolvidos pela Esys Colibri. Desta forma, o atendimento se torma mais ágil, reduzindo o tem-

D

po de espera nas mesas. O pagamento da conta pelo cliente pode ser feito por cartão de crédito também de forma automática pelo iPad, porque o software foi igualmente integrado ao sistema de cartões da Cielo. O Bar Brahma foi o primeiro estabelecimento a utilizar o iPad, depois de um breve treinamento de seus funcionários. Por enquanto, foram adquiridos cinco equipamentos, mas, em breve, o bar promete um iPad em cada mesa. O produto mais vendido da Esys Colibri, com cerca de 15 mil clientes, é o Colibri, desenhado para o segmento de Food Service (que envolve bares e restaurantes). S i t e w w w. e s y s . c o m . b r (Barbara Oliveira)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

19 No Frugar, a pessoa nem precisa comprar para montar uma coleção Paulo Lerner, CEO da startup brasileira Kleintech

nformática

Rede social ajuda a decidir compra Usuários da Frugar vão compartilhar experiências na aquisição de produtos e busca de preços melhores BARBARA OLIVEIRA

primeira rede social para pesquisas, compras e opiniões sobre produtos está sendo lançada no Brasil. A principal característica da rede é combinar pessoas, mercadorias e até serviços para que os participantes possam compartilhar com os amigos as suas experiências na aquisição e busca por um preço melhor. No primeiro trimestre de 2011, ela estará também disponível nos Estados Unidos. A Frugar é uma empresa da startup brasileira Kleintech, com escritórios no Rio de Janeiro, no Vale do Silício (EUA) e Rússia, e já investiu US$ 2 milhões no novo serviço. Segundo o CEO, Paulo Lerner, "as redes sociais são uma tendência mundial e no Brasil, especialmente, são muito populares porque as pessoas gostam de compartilhar informações". Assim, com a criação do site, abre-se um espaço para a utilidade por causa do apoio à decisão de compra. O serviço foi pensado para rodar em plataformas móveis e depois foi migrando para a web, mas ainda está em fase beta e "vai melhorar muito", explica Lerner. A rede também terá integração com Facebook. Ao entrar no portal, o usuário procura por produtos,

O serviço foi pensado para rodar em plataformas móveis e depois foi migrando para a web, mas ainda está em fase beta. A rede também terá integração com Facebook. Ao entrar no portal e clicar em produtos, o consumidor encontrará mais de um milhão de artigos cadastrados em 20 lojas. Divulgação

A

coleções ou pessoas. Se clicar em produtos, encontrará mais de um milhão de artigos cadastrados em 20 lojas. Caso fique interessado num item, abre uma janela com informações bem detalhadas sobre ele, onde encontrar (lojas) e um mural com as opiniões de outros consumidores. As coleções são outra aba do Frugar. Elas agrupam produtos pesquisados que ficam reunidos em uma janela de forma temática. Podem ser criadas coleções de acessórios para iPad, de livros imperdíveis, série de TV etc. Os amigos são

convidados a seguir essas coleções e a participar, sugerindo outros itens e trocar dicas. "A pessoa nem precisa comprar para montar uma coleção. Ela pode usar o espaço só para trocar informações com os amigos", diz Lerner. Em uma coleção sobre caminhadas, por exemplo, há dicas de acessórios que ele precisou para fazer a trilha e relatos de sua experiência naquele trajeto. O serviço será ampliado para os usuários poderem também pesquisar e colecionar produtos de lojas físicas. Em um ano, a empresa quer atingir a meta

de um milhão de usuários, diz Lerner. O modelo de negócios inclui comercialização de links patrocinados, venda de anúncios e parcerias com varejistas. A Frugar está em beta na web (www.frugar.com.br) e para smartphones (http://m.frugar.com.br) pelo navegador do aparelho). No Brasil, a empresa conta com 20 pessoas entre desenvolvedores e área comercial, oito na Rússia na área de TI e outros dois funcionários no Vale do Silício para gerenciamento de engenharia.

Sergio Kulpas sergiokulpas@gmail.com

Impaciência online

U

m estudo recente da empresa de aplicativos Gomez (http://www. gomez.com) indica que os consumidores online estão cada vez mais impacientes com sites e aplicativos móveis de e-commerce que se mostrem lentos ou pouco confiáveis. Segundo a pesquisa, a velocidade é um fator cada vez mais relevante no acesso a sites: 1) Quase um terço (32%) dos consumidores abandonam o site em até 5 segundos se ele demorar para carregar; 2) Os sites lentos são muito comuns: dois terços (67%) dos entrevistados disseram que encontram sites lentos pelo menos uma vez por semana, e isso frustra a experiência de compras; 3) A lentidão faz com que mais de um terço (37%) considere não voltar a visitar o site; 4) 27% dizem que um site lento aumenta a possibilidade de visitar um site concorrente; 5) Mais de 80% dos usuários disseram que já enfrentaram algum problema com um site comercial – como completar uma compra ou realizar uma transação; 6) Quase a metade (47%) disse que abandonam o site quando não conseguem completar a tarefa que desejavam. Com a explosão do acesso aos sites de varejo por smartphones e outros aparelhos móveis, a questão da velocidade também se tornou crítica. Segundo a pesquisa, 67% dos consultados disseram que usam um aparelho móvel para navegar na web e fazer compras. Outro dado: 17% dos usuários móveis disseram que não esperam mais do que cinco segundos para um site

carregar no celular, depois abandonam o site. Já metade dos usuários móveis espera que os sites no celular carreguem tão ou mais rapidamente do que no PC. E os usuários móveis dizem que os dois maiores problemas dos sites de e-commerce em celulares são a velocidade de carregamento e a formatação inadequada, que deixa o site difícil de ler ou de navegar no aparelho móvel. Segundo Imad Mouline, executivo de tecnologia da Gomez, uma recente análise de 500 milhões de transações individuais na web mostra que um atraso de poucos segundos no carregamento do site eleva muito a taxa de abandono do site. O executivo observa que apesar da velocidade ser um fator crítico para os sites comerciais, muitos varejistas estão hospedando sites e aplicativos em "cloud computing", onde os padrões de desempenho ainda não estão consolidados. Mouline diz que o ritmo da adoção da computação em nuvem está muito acelerado nos sites de varejo, e em alguns casos a empresa mal suspeita disso. Um moderno site de varejo usa hoje vários serviços terceirizados, alguns dos quais ficam hospedados na nuvem. As soluções podem ser boas para a empresa, dando agilidade e reduzindo custos de TI. Mas o outro lado da moeda é que o varejista perde a visibilidade sobre quão estável é o componente, quando ele reside em um datacenter. O estudo pode ser baixado em PDF gratuito em: www.gomez.com/ wp-content/downloads/ GomezWebSpeedSurvey.pdf


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Há folga na indústria para atender a demanda. Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de política econômica da CNI

conomia

Rodrigo Paiva/Folhapress

O volume de empregos no setor de caminhões (semipesados e pesados), tratores e máquinas agrícolas avançou 22,7%, enquanto na linha de veículos leves, o montante cresceu somente 7,8% no acumulado do ano.

Novos recordes de produção e vendas à vista

Vendas de veículos novos são 30,5% maiores que em novembro do ano passado chicolelis e Anderson Cavalcante

O

penúltimo mês de 2010 manteve o o t i m i s m o d a i ndústria automobilística brasileira. O melhor mês de novembro da história registrou 328,5 mil vendas de veículos novos, número 8,3% superior ao de outubro e 30,5% mais alto que em novembro do ano passado. No período foram produzidas 321,1 mil unidades, representando crescimento de 1,6% sobre o mês anterior e 10,1% em comparação a igual mês de 2009. As informações foram divulgadas ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No acumulado de 2010 foram licenciados 3.133.512 autoveículos (automóveis e comerciais leves), número 10% superior ao resultado de igual período de 2009. A projeção da Anfavea é de que o ano termine com 3,45 milhões de unidades vendidas, totalizando 9,8% mais que no ano passado. Para 2011, a expectativa é de outros recordes e de terminar o ano com 3,63 milhões de unidades negociadas, ou seja, 5,2% a mais que em 2010. Topo da produção – A produção acumulada entre janeiro e novembro foi de 3,359 milhões de unidades, número 14,6% maior que em 2009 e que colocou o ano de 2010 no topo do ranking de produção, batendo os números totais (contemplando os 12 meses dos ano) de 2008 e 2009 – 3,216 milhões e 3,182 milhões –, mesmo sem ter ainda acrescido os números do mês de dezembro. A expectativa do presidente da associação dos fabricantes, Cledorvino Belini, é de que es-

te ano termine com 3,64 milhões de unidades produzidas e cresça aproximadamente 1,1% em 2011, atingindo um total de 3,68 milhões. Exportações e empregos – O mês de novembro só não registrou resultados positivos no número de exportações. Belini informou que foi registrada queda de 6,5%, passando de US$ 1,31 bilhão em outubro para US$ 1,22 bilhão em novembro. Mas, no acumulado do ano, os valores do envio de veículos novos ao exterior atingem alta de 58,1%, sendo que entre

3,45 milhões de unidades de veículos deverão ser vendidas no País, segundo a projeção da Anfavea, um crescimento de 9,8% ante 2009. janeiro e novembro deste ano foram registradas vendas externas totalizando US$ 11,75 bilhões ante US$ 7,43 bilhões nos 11 meses de 2009. Até o momento, foram exportados 716.189 veículos, sendo 68.065 em novembro. De acordo com dados da Anfavea, a previsão é encerrar o ano de 2010 com US$ 12,8 bilhões em exportações, um crescimento de 54% sobre 2009. Para 2011, a expectativa da entidade é de vender ao exterior US$ 13,1 bilhões, 2,3% mais que neste ano. A indústria automotiva fechou o mês de novembro com

135.913 pessoas empregadas, registrando crescimento de 0,5% em relação a outubro e 9,7% ante novembro de 2009. Surpreendente – Se no setor de automóveis e comerciais leves os números enchem de alegria os executivos da indústria automobilística, os caminhões (semipesados e pesados), tratores e as máquinas agrícolas trouxeram ainda mais sorrisos para os seus dirigentes. As vendas dos semipesados, por exemplo, aumentaram 56,8% até novembro, na comparação com igual período de 2009 e a dos pesados foi além, com crescimento de 73,7%. No total, os negócios envolvendo caminhões cresceram 49,6%. No segmento de tratores de rodas, usados na agricultura, o aumento bateu perto dos 30%, o mesmo acontecendo com as colheitadeiras. Os tratores de esteiras e as retroescavadeiras, utilizados em obras, cresceram, respectivamente, 38,7% e 36,9% no acumulado do ano. Quem também ganhou com esses resultados foram os trabalhadores, já que o volume de empregos criados avançou 22,7%, enquanto na linha de veículos leves, o montante cresceu somente 7,8% entre janeiro e novembro de 2010. A expectativa da Anfavea para o ano de 2011 é que esses números dos veículos ligados ao trabalho no campo não repitam o crescimento verificado em 2010, pois o desempenho das vendas aconteceu em razão do Programa Mais Alimentos (linha de crédito do Pronaf que financia investimentos em infraestrutura da propriedade familiar) que já alcançou seu ponto máximo, de acordo com a entidade dos fabricantes.

Faturamento da indústria diminui em outubro Para CNI, recuo é uma acomodação da economia.

O

faturamento da indústria brasileira apresentou recuo em outubro deste ano na comparação com o resultado de setembro, informou ontem a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O dado com ajuste sazonal cedeu 0,7% em outubro em relação ao mês anterior. Já a receita sem ajuste sazonal caiu 2,6% em outubro. Setembro foi o melhor resultado da história da indústria, de acordo com a CNI. A CNI analisa que o recuo de 0,7% no faturamento apurado em outubro na comparação com setembro deve ser visto como uma acomodação, e que, a partir do terceiro trimestre, a indústria entrou em um período de crescimento moderado que deve seguir até o fim do ano. "O movimento já chamava a atenção. O faturamento caiu em outubro após três meses seguidos de alta, que mostra um recuo no ambiente apenas moderado, não é nada de anormal. Isso não compromete a previsão de alta para o ano", afirmou Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de política econômica da CNI. Na comparação com igual

mês de 2009, o faturamento registrou avanço de 4,7% em outubro. Com o resultado, o indicador acumula crescimento de 10,4% em 2010 ante os dez primeiros meses do ano passado. Já a utilização da capacidade instalada (UCI) teve leve avanço em outubro em relação a setembro. O resultado com ajuste sazonal ficou em 82,2% em outubro, ante 82% em setembro e 80,8% em igual mês de 2010. Sem o ajuste por fatores sazonais, a UCI em outubro subiu para 84,1%, ante 83,2% em setembro. Esse indicador teve alta após cinco meses consecutivos de queda. "Isso mostra que há folga na indústria para atender a demanda. Não há pressão da indústria nos preços, que têm sido pressionados por alimentos e pela valorização das commodities", afirmou Castelo Branco. Trabalho – As horas trabalhadas registraram leve avanço em outubro na comparação com setembro, subindo 0,1%. Em relação a outubro de 2009, a alta é de 4,7%, levando o resultado acumulado no ano para um aumento de 7,6%. Em compensação, o em-

prego na indústria ficou estável na comparação com setembro, crescendo 6,5% ante outubro de 2009 e acumulando, nos dez primeiros meses do ano, uma alta de 5,4% em relação a igual período do ano passado. Os indicadores que registraram o melhor resultado na passagem de setembro para outubro foram massa salarial real e rendimento médio real, que cresceram 4,5% e 4,4%, respectivamente. A massa salarial real registrou alta de 10% em relação a outubro de 2009 e acumula, no ano, avanço de 6,4%. Já o rendimento médio real cresceu 3,3% na comparação com igual mês do ano passado e acumula, em 2010, crescimento de 1%. Castelo Branco admitiu que, nos dois últimos meses do ano, esse ritmo pode cair. "Dezembro usualmente é um mês em que há um recuo no emprego", afirmou. Contudo, o gerente executivo ressaltou que a massa salarial teve uma forte alta em outubro apesar da estabilidade do emprego, o que demonstra o avanço no rendimento médio real. (Folhapress)

Mazda quer duplicar vendas

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Mazda Motor espera quase dobrar suas vendas anuais para perto de 2 milhões de veículos em cinco anos, com o incremento vindo principalmente dos mercados brasileiro e indiano, disse o presidente-executivo da companhia ontem. A quinta maior montadora japonesa havia apresentado inicialmente plano de elevar as vendas mundiais para 1,7 milhão de veículos por ano até o término do período fiscal em

março de 2016, o que significaria alta de 43% ante o 1,19 milhão de unidades vendidas em 2009. O presidente-executivo da montadora, Takashi Yamanouchi, disse que a Mazda espera vender aproximadamente 300 mil veículos no Brasil, na Índia, na Rússia e em outros mercados emergentes. "Queremos nos tornar uma montadora com escala de 2 milhões de veículos e aumentar nossa presença", disse ele. A companhia projeta ven-

das mundiais de 1,32 milhão de unidades no ano fiscal que termina em março de 2011. Os comentários do executivo sugerem que a Mazda planeja ingressar nos mercados brasileiro e indiano, onde atualmente não comercializa veículos. A Mazda possui somente 3,5% da Ford Motor, depois que a montadora norte-americana vendeu a maior parte de sua participação na companhia japonesa no mês passado. (Reuters)


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