Shoppings Será a eleição da sonhática X 'brincam' no Dia das Crianças realizática
São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 4, 5 e 6 de outubro de 2013 www.dcomercio.com.br
Otimistas com a data – a Alshop calcula que as vendam cresçam 12% –, os centros comerciais tratam de criar atrações e reforçar o pessoal – contratação de temporários deve aumentar quadro em 15%. Pág. 17
Presentão? Educação financeira. Ensinamentos na infância ficam para toda a vida. Pág. 15
O espião que amava Dilma A presidente 'esquece' as alianças políticas e retoma o tema da espionagem. Pág. 5
Amr Abdallah Dalsh/Reuters
Mauro Horita/AGIF
Lei da Palmada: puxa-puxa. Parlamentares divididos diante do veto ao castigo. Pág. 6
Conclusão: 23h55
Ano 90 - Nº 23.973
Jornal do empreendedor
R$ 1,40
Para os petistas, quem mais deve se preocupar com a união Marina-Campos é o PSDB de Aécio Neves. Mas são os petistas os que mais reagem à nova realidade. Estão usando termos marineros e criando outros, como realizática, para Dilma. E voltaram ao baú de onde tiram os boatos de privatização. Campos, o alvo agora, não vai poupar nem o BNDES. Pág. 5
Procon põe detetives nas ruas
Egito festeja 40 anos da guerra contra Israel. E morrem 51.
Fiscais percorrem lojas checando as normas. Pág. 22
PEIXE À MODA LUSA
Os militares celebravam a "vitória" na guerra de 1973. A Irmandade Muçulmana apareceu para protestar. O choque, pág. 7 Sabri Elmhedwi/Efe
Luis Ricardo (centro) abriu o placar e Gilberto marcou duas vezes para completar a goleada no Canindé. Atlético-MG e Timão ficaram no 0 a 0. Esporte. Págs. 13 e 14
Os caixões? Por um líbio raptado. Os EUA prenderam líbio caçado há 15 anos. Vingança: 15 soldados mortos. Pág.7
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A presidente fez declarações aos empresários para que confiem um pouco mais na economia brasileira. Delfim Netto
Credito
m sua rápida e recente viagem a Nova York, para o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, a presidente Dilma Rousseff compareceu a um seminário para empresários, promovido pe la rede Bandeirantes de TV, aos quais expôs sua concepção sobre a direção da economia e sobre as diretrizesda política brasileira, convidando-os a participar dos investimentos na infraestrutura do País. Dilma deixou claro aos potenciais investidores que "nós precisamos nãosomente dos recursos, mas da gestão do setor privado, que é mais eficiente, mais ágil e constrói com o menor custo".
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residente fez também declarações de fundamental interesse aos empresários para que possam confiar um pouco mais na economia brasileira. Foi muito enfática ao afirmar que, para ela, o equilíbrio fiscal é condição prioritária para que se faça o crescimento econômico. Este é um compromisso que adquiriu singular importância depois das artes que foram feitas na contabilidade fantasiosa e que tiraram um pouco a credibilidade da política fiscal. Nós não estamos em situação ruim em matéria fiscal, mas preocupa o nível da dívida bruta, que está em 60% do PIB; o déficit continua em 2,5%, o que em si mesmo não significa um mau sinal. Quando se olha, no entanto, para a perspectiva de equilíbrio fiscal em um prazo um pouco mais longo e se conhece o absurdo das propostas de
ração e transmissão de energia, do que depende o escoamento da crescente produção da agropecuária nas novas fronteiras do extremo oeste e do norte, e o próprio bem estar das populações nas regiões de produção. É nesse contexto que se insere o interesse de utilizar o mercado e cooptar os empresários.
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DELFIM NETTO
A presença da presidente nos encontros com os empresários deverá resultar, certamente, em ampliar o interesse de investidores do exterior nos projetos de infraestrutura no Brasil. O aumento do número de competidores e o sucesso de leilões de concessões bem conduzidos serão funda-
mentais para reacender a disposição do setor privado de correr riscos e realizar novos investimentos, cujo efeito sobre a produtividade será imediatamente antecipado. A retomada do crescimento depende hoje basicamente do resultado da contratação das obras essenciais na recu-
bra de infraestrutura, hoje, é a única forma capaz de dar um novo começo ao desenvolvimento. Ela injeta aumento de produtividade na veia do processo de crescimento da economia. O sucesso nos leilões da infraestrutura será decisivo para despertar o "espírito animal" dos empresários, reacender a confiança na economia e leválos a investir de novo. ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSOR EMÉRITO DA FEA-USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO contatodelfimnetto@terra.com.br
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INJEÇÃO NA VEIA despesas que estão na Câmara Federal, além da dúvida sobre a capacidade de lidar com o problema grave da Seguridade Social, cria-se uma dificuldade enorme. Daí a importância das pessoas compreenderem, pelo menos, que o governo entende as limitações das finanças.
A presença da presidente nos encontros com os empresários deverá resultar na ampliação do interesse de investidores externos nos nossos projetos de infraestrutura.
peração da sacrificada malha rodoviária e no aumento da capacidade operacional dos aeroportos e dos serviços portuários, sem o que não será desatado o estrangulamento logístico da nossa economia. Além da infraestrutura de transportes devem ser acrescidos os investimentos em ge-
LOROTAS EM NOVIORQUE MÁRIO RIBEIRO Eric Thayer/Reuters epois do discurso da presidente Dilma Rousseff na ONU, acusando os EUA de espionar o Brasil, talvez ela devesse tomar graves decisões quanto às relações com "usamericanus". Pode-se pensar que aqui se fala brincando, mas dentro do raciocínio da presidente e dos petralhas, ela deveria romper pra valer com os Estados Unidos (Maduro, da Venezuela, já falou para a ONU mudar da Big Apple. Quem sabe para o Gabão?). Primeira sugestão à presidente: acabar com esta história de a burguesia nacional ter de pegar visto para curtir a terra do Tio Sam. Qual é? É um absurdo trocar nossas belezas naturais, com nossa "fantástica estrutura turistica", por bobagens ianques.
mostrar aos menos informados que é poderosa e corajosa de peitar a maior potência mundial, e assim dar força à sua campanha eleitoral pela reeleição. Aliás, não faz outra coisa na vida, orientada pelo ex e co-presidente ele, sempre ele.
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presidente, batendo na mesa, falaria à Nação que agora o buraco é mais embaixo: sem essa de torrar o sofrido dinheirinho em Orlando, Miami e "Noviorque" (como Paulo Francis chamava NY em evidente gozeira ao nosso provincianismo). Além de nossas "excelentes" opções de turismo interno, Dilma sugeriria à classe média aproveitar as delícias do paraíso do planeta Terra chamado Cuba, onde a ditadura Castro, há décadas no poder, conseguiu a proeza de deixar o país livre do capitalismo e espalhar a doutrina da pobreza por toda América Latina através do Foro de São Paulo, que dita diretrizes ao governo brasileiro, seu mais forte aliado. Nada como curtir os carros antediluvianos que rodam em Havana…
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utra dica: incentivar os brasileiros a visitarem a Venezuela, mas com um alerta para que levem estoque reforçado de papel higiênico, produto em falta na terra do "mor-
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o outro dia, toda mansa, a presidente promoveu reunião com investidores de países emergentes, pedindo pelo amor de Deus que venham para o Brasil mas sem tocar no fracasso que tem sido as ofertas de concessão para obras de infraestrutura e exploração do pré-sal (com indícios, neste caso, de "cartas marcadas" com os chineses. Antes de retornar, ainda deu uma fugidinha até o MoMA para se encantar com a arte exposta no museu novaiorquino, como se fosse somente dela o privilégio que turistas brasileiros nunca deveriam deixar de usufruir. Francamente… Talvez ainda devesse, ao seu feitio, passar um pito na classe média brasileira pela "vergonha" de ver tanta gente gastar uma nota preta em dólar com badulaques burgueses em shoppings e parques americanos, onde tudo é mil vezes mais barato do que no Brasil. Triste fase vive a nação brasileira…
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to/vivo" Hugo Chavez, a ponto de seu sucessor acusar os EUA pela tragédia que vive o país na hora do descarrego fisiológico. epois do pronunciamento da presidente, "nosso" Goebbels, João Santana, soltaria campanha publicitária sobre inconveniências de viagens aos EUA, um país que privilegia a competição, a livre iniciativa e o espírito empreendedor. Um absurdo! Só mesmo apelando ao non sense para lamentar o triste papel do governo brasileiro e
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sua presidente no discurso de abertura da conferência anual da ONU, deferência que herdamos pelo empenho de Oswaldo Aranha na criação da entidade para debate dos problemas mundiais pós-2a. Guerra. Pelo menos em respeito à atuação do ilustre brasileiro pela paz, ela não deveria ter abusado de privilegio tão honroso dado ao Brasil. Mas ela preferiu o discurso que mal conseguia ler em duplo power point, invenção "demoníaca" dos americanos. Na verdade, dirigiase ao eleitor brasileiro, em jogo de cena para
MÁRIO RIBEIRO É JORNALISTA E PUBLICITÁRIO
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibellis e Sílvia Pimentel. Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Arte e Diagramação: José dos Santos Coelho (Editor), André Max, Evana Clicia Lisbôa Sutilo, Gerônimo Luna Junior, Hedilberto Monserrat Junior, Lino Fernandes, Paulo Zilberman e Sidnei Dourado. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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EUA SERIAM INGÊNUOS EM APOSTAR NA FRAQUEZA DO IRÃ.
Sem cair na ingenuidade VALI R. NASR
acordo internacional para destruir o arsenal de armas químicas da Síria colocou a diplomacia novamente no centro da política externa norte-americana. No entanto, impor a "restrição" americana na Síria é apenas um prelúdio para lidar com a maior e mais ampla restrição do programa nuclear no Irã. Na semana passada, a ofensiva sedutora do novo presidente do Irã, Hassan Rouhani, com a sua aparente apresentação de flexibilidade, é bem auspiciosa com relação a uma solução diplomática. Entretanto, os Estados Unidos seriam ingênuos em presumir que o Irã está negociando a partir de uma posição de fraqueza. Pelo contrário, o Irã saiu da Primavera Árabe melhor posicionado do que todos os seus rivais regionais, e a agitação na Síria, seu aliado, paradoxalmente o fortaleceu ainda mais. Veja as declarações de Rouhani que distinguiu o Irã dos seus vizinhos árabes e afirmou que o país estava em posição única para alcançar uma solução.
após se reunir com o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que ele não descartaria o uso da força para impedir um Irã com armas nucleares. Netanyahu, perante as Nações Unidas classificou Rouhani como "um lobo em pele de ovelha". Em resumo, enquanto os Estados Unidos abordam conversações com o Irã sobre o seu programa nuclear, eles não devem presumir que o Irã está pronto a se render. A reduzida credibilidade americana no Oriente Médio, devido à tergiversação acerca da Síria, é uma dinâmica igualmente importante na equação.
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os últimos cinco anos, os EUA pensaram que somente um Irã enfraquecido pelas sanções econômicas aceitaria um acordo nuclear. A economia do Irã está de fato em má situação, o que ajuda a explicar a decisão do seu líder supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, apresentar Rouhani, antigo negociador de armas nucleares, como seu interlocutor com o Ocidente. Também é verdade que o Irã, isolado como o teor sectário da guerra civil na Síria, indignou a população na maioria de sunitas do país contra os xiitas iranianos e seus clientes: os governos da Síria, do Líbano e do Iraque. A flexibilidade diplomática do Irã é séria; entretanto, não
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s EUA não irão para a mesa de negociação sem uma ameaça de guerra plausível, enfrentando um Irã descansando na estabilidade doméstica recuperada e se beneficiando com o seu papel fundamental na Síria. As negociações entre os dois, pela primeira vez, não podem ser fundamentadas em ameaçar o Irã a se submeter, mas em persuadi-lo a um meio-termo. Isso exige dos EUA uma abordagem que combine com a "flexibilidade heroica" a qual o Aiatolá Khamenei apelou. Não espere um grande negócio com o Irã no curto prazo, mas sim, a suspensão de sanções específicas em troca de medidas concretas para desacelerar o programa nuclear iraniano e a sua abertura para o escrutínio internacional. Isso seria um primeiro passo importante, o que pode criar uma confiança bilateral e dar a diplomacia o ímpeto que ela precisa para ter sucesso.
O deve ser confundida com a disposição de se render. O Irã não se vê como derrotado. O seu sistema político ainda é o mais firme e resistente da região. O país está festejando uma recém-encontrada estabilidade sustentada por uma eleição presidencial surpreendentemente tranquila. Não houve manifestações nas ruas em Teerã este ano, como as que paralisaram Teerã em 2009, Cairo em 2011 e Istambul este ano. De fato, o governo de Rouhani, ao libertar prisioneiros políticos e potencialmente relaxar os controles da imprensa e das mídias sociais, está demonstrando sua confiança. ão obstante a ira árabe, existe concordância na região de que o apoio iraniano ao presidente da Síria, Bashar Assad, foi eficaz. Esse consenso reforça a reivindicação iraniana de força regional e de influência. A Síria mostrou que o Irã é o úni-
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co ator regional capaz de comandar com sucesso uma guerra em outro país – e um com o qual ele não tem fronteira. O Irã forneceu ao regime de Assad dinheiro e armas, instalou combatentes na Síria e criou uma aliança regional com o governo dos xiitas no Iraque e com a sua milícia por delegação, o Hezbollah, no Líbano para ajudar Assad. O Ocidente pensa na Rússia como um aliado vital de Assad, mas é o Irã quem dá as cartas para a sua sobrevivência. A esperança de que a Turquia e os aliados árabes do EUA formariam uma aliança
que isolaria o Irã não aconteceu. Esses aliados ficaram divididos sobre o que fazer com o Egito, e agora a Síria. A Arábia Saudita, Qatar e Turquia estão brigando sobre quem apoiar na Síria. O apoio saudita aos generais do Egito, que destituíram o presidente islâmico eleito democraticamente Mohamed Morsi em julho, alienou a Turquia, o que apoiou Morsi e a sua Irmandade Mulçumana, atualmente banida. Há décadas as monarquias do Golfo Pérsico compraram o apoio da Irmandade Muçulmana. Atualmente, os gover-
A Rússia é vista como aliado vital de Assad, mas o Irã garante sua sobrevivência. A esperança de que a Turquia e os aliados árabes do EUA formariam uma aliança que isolaria o Irã não aconteceu.
nantes islâmicos e do Golfo estão competindo por apoio do mundo árabe sunita. Isso oferece ao Irã uma oportunidade estratégica para explorar o seu papel como um mediador regional. A principal nêmese do Irã, contudo, continua sendo os Estados Unidos. A retirada dos americanos do Iraque e do Afeganistão, e o seu "pivô" estratégico na direção da Ásia, foram notícias bem recebidas em Teerã. A permanência americana na região afetou a decisão da administração de Obama de não impor as restrições contra a utilização de armas químicas da Síria. Isso criou uma abertura para o aliado principal do Irã, a Rússia, desempenhar um papel crítico nas Nações Unidas como um mediador diplomático. nquanto isso, após um telefonema histórico (embora breve) de Obama com Rouhani, a pressão de Israel levou Obama a reiterar,
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VALI R. NASR É REITOR DA ESCOLA DE ESTUDOS INTERNACIONAIS AVANÇADOS JOHNS HOPKINS E COLABORADORDO NYT. THE NEW YORK TIMES NEWS SERVICE/SYNDICATE .
ZIGUE-ZAGUE PAULISTANO Agliberto Lima/DC
população da classe média paulistana, esquecida pelos governantes que optaram pelas camadas mais pobres da população em suas prioridades e demagogias oficiais, é a que mais tem perdido em termos de segurança, conforto, qualidade de vida mesmo, e para ficar no termo da moda, sustentabilidade na nossa grande metrópole. Ninguém tem coragem de falar nisso. Virou tabu. Os políticos não falam por medo de perder voto dos populares. A média não reclama de forma ostensiva por falta de lideranças capazes de, com credibilidade, mobilizar e protestar. E os movimentos de rua foram engolidos pela violência, provocada justamente para afastar das ruas as pessoas de bem em seu protesto legítimo – e agora calado.
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classe média da cidade, prejudicada na formulação de políticas de governo, paga o preço da inconstância, das alternâncias, do zigue-zague dos governantes da cidade. O prefeito, atualmente, é o
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PAULO SAAB
ainda vai recriar o cabide de empregos da CMTC. Vem aí o ano eleitoral. É preciso ter onde abrigar os companheiros que farão campanha para o PT e aliado$.
nibus virou prioridade na gestão da Tatolândia, em detrimento dos automóveis. Beneficia, em tese, quem anda de coletivo, e prejudica de forma monumental o trânsito dos carros particulares, que pagam IPVA, Inspeção Veicular, multas, e só são maioria porque o serviço de transporte público é deficiente, deprimente mesmo.
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“poste” Fernando Haddad, do PT. Antes dele, foi Gilberto Kassab, do DEM e depois PSD. Anteriormente foi José Serra, do PSDB. Antes deste, Marta Suplicy, do PT. Antes ainda tivemos Pitta e Paulo Maluf, do PP. e formos voltando em nossa história , verificaremos que a cada quatro ou oito anos a cidade muda radicalmente de rumo. Deixa de lado prioridades anteriores e assume novas. Cada vez mais populistas, estagnadas de modo a refrear o andamento de qualquer programa que possa dar certo. Exemplo recente: o “Cidade Limpa”implantado por Kassab e que lhe rendeu a reeleição (antes era vice de Serra), aplaudido até pelo mundo civilizado, está sendo
em 2014, mas, em compensação, imporá um brutal aumento do IPTU, um imposto que alcança em cheio a classe média. Tudo para sustentar a passagem do ônibus.
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Centro da cida de está totalmente abandonado e sujo abandonado, de modo que, na atual gestão petista, deixou de ter prioridade e a cidade volta ser porca, imunda, cheia de propaganda ilegal. A cidade de São Paulo está de novo esburacada. Além de ser quase um canteiro de obras do Metrô, o que complica ainda mais o espremido transito, ainda não tem limpeza, e viu
milhares de viciados em crack e despossuídos, tomarem os baixos dos viadutos, as calçadas e as vias públicas. Na campanha, os candidatos prometem tudo. Depois não cumprem nada. Haddad fez demagogia, pressionado pelos movimentos de rua, e voltou atrás no preço da tarifa dos ônibus. Vai manter o preço
erguntem a qualquer usuário de ônibus sobre seu sonho de consumo. Se não for a casa própria, é o veículo particular. Tivessem os governantes políticas constantes, suprapartidárias, e com transporte público decente, minimamente decente, eu seria o primeiro a deixar o carro na garagem. Agora Haddad, além de espremer os carros, criar faixas de ônibus, onde passam poucos coletivos,
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prefeito foi de ônibus do Paraíso, onde mora, até o Viaduto do Chá. Levou 30 minutos. Parabéns. Faça isso todo dia vindo da Vila Brasilândia. Um prefeito começa uma coisa, outro a destrói. Enquanto a cidade agoniza, os políticos, todos eles, discutem meios de tomar e/ou ficar no poder. Aumentem-se impostos, danem-se os cidadãos de bem! Não há sentido público. Não há coerência.Só a busca desbragada, despudorada, pelo voto da próxima eleição. Algo está muito errado em nossa democracia representativa. No zigue-zague dos desencontros dos políticos eleitos, o paulistano,seja ele pobre ou remediado, sofre por igual. PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR
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BIOMETRIA O TSE estima que 22 milhões dos 140 milhões de eleitores sejam identificados pela biometria nas eleições de 2014. 2014.
Planalto reavalia estratégia para 2014 Evelson de Freitas/Estadão Conteúdo
Desembarque de Marina Silva no PSB de Eduardo Campos obriga PT e aliados a reavaliarem acordos
Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
A minha prioridade é derrotar o PT, cuja prática e projeto já comprometem o presente e ameaçam o futuro do Brasil. O PSDB, partido que ajudei a conceber e a fundar, será para mim a trincheira adequada para lutar por esse propósito. Ex-governador José Serra, via Facebook, dizendo que fica no PSDB, "que é a trincheira adequada para seu principal objetivo: derrotar o PT". Todo menino que inicia na política ou no esporte quer jogar para milhões de pessoas. O PT é esse grande time que emprega. Eu estava jogando no Madureira e vou para um time grande. Marcelinho Carioca, ao se filiar ao PT
Renato Araujo/Agencia Brasil
Somos o primeiro partido clandestino criado em plena democracia. Agradeço aos companheiros do PSB a chancela política e eleitoral que a Justiça Eleitoral não nos deu. Marina Silva
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Marina Silva anunciou no sábado seu ingresso no PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Novo jogo – O PSB, autor da façanha de unir Campos com Marina e forçar a lógica da campanha, terá de modificar seus planos. O líder do partido na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS), afirma que a nova parceria levará à revisão dos acordos que a legenda costurava. "Tudo merece ser reexaminado diante desse fato novo, que coloca em revisão todos os acordos e pré-acordos", diz. Ele avalia que as alianças tidas como incômodas pelo grupo de Marina, como a parceria com a família Bornhausen, em Santa Catarina, e o líder ruralista e deputado federal Ronaldo Caiado, do DEM, em Goiás, não causam preocupação porque "não se pode excluir" pessoas da aliança. Os dirigentes do PSB esperam que a presen-
ça de Marina traga força para o objetivo do partido de conseguir visibilidade para Campos em São Paulo e Minas Gerais, maiores colégios eleitorais do País. A ideia é que o PSDB, no controle dos dois Estados, abra um "palanque duplo" para Campos. Em São Paulo, por exemplo, os dois partidos comporiam a chapa para a reeleição do governador tucano Geraldo Alckmin, mas os políticos de cada legenda defenderiam os seus candidatos próprios à Presidência. "A prioridade é o apoio ao governador Alckmin. Se não tiver palanque, teremos que pensar em alternativas", avalia o deputado federal Márcio França (SP). Os tucanos paulistas falam de um "esforço compartilhado" das legendas. "Se o PSB ti
ver um candidato, é natural que haja um trabalho conjunto para fortalecer as oposições", diz o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP). Em São Paulo, Aécio Neves terá o desafio de garantir o apoio real e prático do ex-governador José Serra. Dilma espionagem – Ontem, a 'realizática' Dilma ignorou as alianças e voltou a comentar em sua conta no Twitter a espionagem dos EUA. Contou ter recebido o livro 'The Shadow Factory: The Ultra-Secret NSA from 9/11 to the Eavesdropping on America', do jornalista James Bamford, sobre o sistema de espionagem americano, publicado em 2008: "Vem ocorrendo há mais tempo o que apareceu agora: espionagem a cidadãos brasileiros (inclusive eu), cias e ministérios." (Estadão Conteúdo)
Petistas tentam digerir impacto
Para mim não foi surpresa alguma, nunca foi uma questão de fé, Deus não joga nesta liga, mas de lucidez e conhecimento baseado na experiência pregressa. Eu tinha certeza absoluta que se não tivéssemos uma a uma as assinaturas certificadas, carimbadas, validadas pela repartição cartórios de zonas eleitorais íamos levar bomba. Alfredo Sirkis, deputado (PV-RJ)
ex-ministro José Dirceu, ainda influente no PT, defendeu a tese de enfraquecimento de Aécio Neves. "Na ocasião, em abril, chamávamos atenção para o fato de a Rede enfrentar dificuldades para sua criação. E que a candidatura de Marina não atendia a estratégia da oposição. Daí a união com um candidato da oposição De qualquer forma, essa mudan-
O Nelson Jr./SCO/STF
Meu Deus do céu, validar milhares de assinaturas? Aí fica muito difícil. É uma coisa que deve ser feita por inúmeros cartórios, não por órgãos únicos. Marco Aurélio Mello, ministro do Tribunal Superior Eleitoral a respeito das assinaturas da Rede Sustentabilidade.
Fernando Bizerra Jn./EFE
aliança do governador de Pernambuco, Eduardo Campos com a ex-senadora Marina Silva, anunciada pelo PSB no fim de semana, mudou o mapa dos palanques e os discursos dos partidos para a disputa de 2014. O PT já esboça uma campanha pela reeleição de Dilma Rousseff em que a presidente aparece como uma candidata "realizática", num ataque à "sonhática" Marina, e o PSDB do senador mineiro Aécio Neves tenta a pacificação em São Paulo. No Palácio do Planalto e no PT, a avaliação é que Marina leva para o palanque de Campos o carisma e também o problema de um discurso contra os investimentos na infraestrutura. Agora, a chapa PSB-Rede terá de mostrar como é possível garantir o crescimento da economia com a visão "sustentável" de Marina. Outro problema, segundo um auxiliar de Dilma, é a pressão dos aliados de uma candidata a vice que tem mais nome e peso eleitoral que Campos. Para um ministro do PT, é preciso mostrar uma Dilma "realizática" e não "sonhática", com um discurso oposto ao de Marina. Ele avalia que a presidente não irá reforçar o discurso na área ambiental, mas expor ações do governo de proteção ao meio ambiente. A presidente não terá problemas para comentar obras como a da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, que na avaliação do ministro alia desenvolvimento com preocupação ambiental. A campanha deve expor o que o governo faz nas áreas social e ambiental.
ça do quadro eleitoral não é necessariamente contra a presidenta Dilma Rousseff e o PT. Pode ser que Aécio Neves seja o principal perdedor. Basta avaliar o novo cenário, se tudo se confirmar no final do prazo legal", escreveu Dirceu em seu blog na internet. "Mas sem dúvida a aliança MarinaEduardo muda o quadro eleitoral de 2014", afirmou. Líder do PT na Câmara, o deputado federal cearense José
PSB acusa PT de boataria na internet
Marina não teve a capacidade que o PROS teve. Tem gente que não gosta de atuar nas bases. Givaldo Carimbão, deputado e líder do PROS (AL) Hoje há no Brasil um sentimento de impunidade. Essa talvez seja a herança mais perversa do governo do PT. Aécio Neves, senador (PSDB-MG) Se fosse indicar hoje um ministro para o Supremo Tribunal Federal teria "mais critério. Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
JF Diorio/Estadão Conteúdo
o dia seguinte ao anúncio da aliança entre Eduardo Campos e Marina Silva, integrantes do PSB identificaram na internet ataques à coligação, aos quais atribuem a uma guerrilha virtual do PT. Dos boatos divulgados, o que mais incomodou os aliados de Campos foi o de que o governador de Pernambuco poderia privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e até o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Dirigentes do PSB identificaram a afirmação em perfis simpáticos ao governo federal no Twitter. "Se Marina for eleita corremos o risco de ter gente do Itaú na Fazenda e BC? E os juros altos voltarão? BB, CEF e BNDES serão vendidos?", afirmou o usuário @stanleyburburin. A mensagem foi replicada por usuários com o mesmo perfil. Para o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PTPR), as suspeitas do PSB não têm fundamento. "As pessoas
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estão falando por elas mesmo. Não tem nada a ver com PT", disse. "O PSB nem filiou a Marina e já está se fazendo de vítima", afirmou. O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), reclamou pelo Twitter: "Começaram os ataques, o jogo de baixo nível. O que nós vamos fazer é administrar melhor estes bancos. No caso do BNDES, por exemplo, o prejuízo registrado nos últimos anos é gigante por operações como as realizadas com Eike Batista." O ataque sobre a privatização dos bancos públicos deriva do fato de Marina ter como uma das pessoas de sua confiança Maria Alice Setubal, uma das herdeiras do Banco Itaú. Ela faz parte da comissão nacional provisória da Rede. A acusação de que os adversários teriam direito de vender empresas foi usada pelo PT contra o PSDB nas duas últimas eleições presidenciais, em 2006 e 2010. (EC)
Nobre Guimarães, bateu na mesma tecla no Twitter. "Quem deve estar muito preocupado com essa aliança é o PSDB", escreveu o petista. Zeros – Secretário da Saúde do governo de seu irmão Cid Gomes no Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes cutucou Marina e Campos . "Eles não têm proposta para o Brasil. São dois zeros. O Brasil precisa de reflexão. O debate que está aí é alienado. Exceto Dilma,
quais dos pré-candidatos têm propostas? O que Marina entende de economia? O Brasil tem jeito e para cada desafio tem quatro soluções, mas os candidatos não têm essas soluções. Não têm plano", afirmou Ciro, que até a semana passada integrava o PSB. Agora, ele está filiado ao recémcriado PROS. Ciro é cotado para coordenar a campanha de Dilma no Nordeste. (Estadão Conteúdo)
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A palmada adestra, mas a função de um pai não é adestrar o filho e sim contribuir para formação da personalidade. Izabella Monteiro, psicóloga
Palmada pode custar caro aos pais Se aprovada, a Lei da Palmada pode doer no bolso dos pais que optarem pela coerção física. Cada multa vai de 3 a 20 salários e dobra em caso de reincidência. Victória Brotto enhuma criança ou adolescente poderá ser castigada fisicamente por seus pais. É o que prevê o projeto de lei 7672/10, conhecido como Lei da Palmada. Aprovado em 2011 na Câmara dos Deputados, o projeto está parado desde então na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, onde já saiu e entrou da pauta mais de 14 vezes por falta de quórum e por fortes discordâncias entre os deputados. Nas duas últimas semanas de setembro, o projeto quase chegou a entrar na agenda da CCJ. A polêmica em torno do projeto se dá não pela punição que já acontece com a perda da guarda e até a prisão dos pais nos casos de extrema violência doméstica , mas sim pela proibição de castigos físicos vistos como mais leves, entre eles a palmada. "Esse é um projeto demagógico. Vai criar conflito de consequências imprevisíveis entre filhos e pais, é uma lei que incute, ainda muito cedo, o anti-valor da impunidade, isto quer dizer, os filhos sabem que poderão abusar da tolerância dos pais, alguns até fazendo-os de reféns de caprichos, ameaçando-os de levar ao Judiciário, caso ousem darlhes uma palmada. Mas, vamos continuar trabalhando para que essa lei e muitas outras não sejam aprovadas", disse o deputado federal Marcos Rogério (PDT-RO). "Crianças e adolescentes têm o direito de serem educadas e cuidadas sem o uso de qualquer forma de violência, configurando-se dever do Estado garantir esse direito", disse a então deputada Teresa Surita (PMDB-RR). O que mudará, caso a Lei da Palmada seja aprovada e san-
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Renata Araújo/ Ag.Câmara
O governo não tem a vivência do cotidiano para orientar os filhos. COSTA FERREIRA, DEPUTADO FEDERAL (PSC-MA)
cionada pela presidente Dilma Rousseff, será a punição para qualquer tipo de castigo físico com o pagamento de três a vinte salários mínimos, aplicando-se o dobro em caso de reincidência. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, é uma das principais lideranças do governo em favor da aprovação do projeto. Segundo a relatora do projeto, a deputada Érika Kokay (PTDF), castigo físico é entendido como "qualquer ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que
resulte em sofrimento ou lesão à criança ou adolescente ou tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança ou o adolescente." Para a bancada do Partido Social Cristão (PSC) na Câmara, o projeto é "insípido" e só mostra o interesse do governo federal em agradar algumas instituições internacionais de direitos humanos. Segundo o deputado federal Costa Ferreira (PSC-MA), "o governo não tem a vivência do cotidiano para orientar os filhos". Em contraponto, a relatora do projeto, diz que é papel do Estado garantir o direito da criança e do adolescente de integridade física e moral. QUESTÃO DE EDUCAÇÃO A reportagem do Diário do Comércio conversou também com psicólogos educacionais, professores e diretores de Conselhos Tutelares para entender como a criança e o adolescente reagem à palmada e como podem ser educados sem ela. "Muitas vezes a agressão dentro de uma família já virou uma modalidade de resolução de problemas", disse a psicóloga supervisora do curso de psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Izabella de Paiva Monteiro. Segundo ela, a educação de um filho deve ser completamente baseada na conversa. E quando o pai usa da violência, mesmo que seja pequena, ele mostra que não tem mais argumentos. "Uma criança menor de 7 anos ainda não formou uma noção de moralidade, mas não é por isso que o pai vai bater nela. O que deve ser feito neste caso é sempre usar a expressão facial, usar um tom de voz mais alto para mostrar que aquilo foi errado. A criança nessa idade observa muito a expressão corporal e aprende por ela." Para o vicepresidente nacional do Partido Social Cristão, Everaldo Pereira, a criança deve ser corrigida. "Salomão [autor do livro bíblico de Provérbios] nos deixou vários ensinamentos. Dentre eles, que a vara e a correção dão sabedoria, mas uma criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe". Ele acrescenta que o partido defende a punição da agressão, mas que a correção deve ser direito de todo o pai. A psicóloga Izabella Monteiro reconhece que a palmada molda o comportamento e forma a personalidade. "A palmada adestra, mas a função de um pai não é adestrar o filho e sim contribuir para formação da personalidade". Ela acrescenta que não importa a intensidade do castigo físico, mas o ato em si que causa um "cenário aterrorizante" para o menor. "É a cara de raiva, o grito que vem junto. É todo o cenário, o cenário é muito aterrorizante. Você observa que não rara as vezes, mesmo sendo fraca [a palmada], a criança chora, se sente humilhada, coagida."
Ao receber um castigo físico, a criança, segundo Izabella, vai resignificar a figura dos pais. "A figura que era admirada começa a se tornar ameaçadora", afirma. Para José Leon Crochík, psicólogo da aérea de aprendizado e desenvolvimento do Instituto de Psicologia da USP, o castigo físico só tende a aumentar, porque o menor se adapta à violência e não a vê mais como consequência grave. "A criança reage obedecendo não porque aprendeu, mas por questão de sobrevivência", diz ele.
Para a psicóloga da Universidade Mackenzie, educar é uma questão de apostas. E o castigo físico é uma aposta pouco segura. Os efeitos da violência podem ser desde a baixa autoestima à perpetuação da violência para a resolução de conflitos. "Trata-se de educação a longo prazo e não fazer com que o filho pare de agir daquela forma por um curto período de tempo." Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a violência doméstica é uma das mais preocupantes entre as violações de direi-
tos de um menor. No Brasil, dados da Secretaria de Direitos Humanos , de 2011 para 2012, indicam que houve aumento de 58,35% no número de denúncias de violência doméstica, totalizando 130.029 casos no ano passado. Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia foram os que tiveram mais registros – São Paulo e Rio com mais de 15 mil e Bahia com mais de 14 mil. Ao ser denunciado, no número de telefone 100, o caso é encaminhado para o Conselho Tutelar mais adequado e lá os fiscais apuram a situação.
Segundo Fábio Silvestre, coordenador de políticas para criança e adolescente do Estado de São Paulo, depois do Conselho Tutelar averiguar, a família é encaminhada para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social, onde ela – incluindo o menor – é assistida por médicos, psicólogos e aconselhamentos. Hoje, a punição contra pais que agem violentamente já existe. Dependendo do grau de violência, um pai ou uma mãe pode sofrer desde medidas socioeducativas até a perda da guarda dos filhos.
Trinta países proíbem castigos rainha Sílvia, da Suécia, veio ao Brasil para participar de sessão sobre a lei da Palmada na Câmara dos Deputados, em agosto de 2011. Sílvia apoiou a lei brasileira, mas ressaltou que a determinação por si só não era suficiente para acabar com a violência. Na época, deputados da oposição criticaram a presença da rainha e muitos falaram que o projeto era "para inglês ver". "O País tem problemas muito mais sérios, como a questão do analfabetismo, mas parece que a única coisa que interessa à Presidência é agradar a rainha Sílvia", disse o vice-presidente do Partido Social Cristão, Everaldo Pereira. Os suecos foram os primeiros do mundo a proibirem os castigos físicos, em 1979.
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Desde então mais de 29 nações aprovaram medidas semelhantes. O Código da Família e dos Filhos da Suécia (do inglês, CPC) diz que "todas as crianças têm direito a cuidados, segurança e uma boa educação". "Crianças devem ser tratadas com respeito pela sua pessoa e individualidade e não podem ser submetidas a castigo corporal ou qualquer outro tratamento humilhante." Nele, as penas não são determinadas, mas no Código Penal do país, o adulto que for indiciado por suspeita de agressão ao filho pode ser preso podendo pegar até dois anos de regime fechado ou, em casos mais leves, deverá pagar uma multa. Pesquisas feitas para indicar o grau de aceitação da lei entre as famílias suecas indicaram que mais de 90% dos
pais entrevistados se disseram conscientes da necessidade da lei. No ano 2000, apenas 1,5% das crianças tinha apanhado em casa. Nova Zelândia– A Nova Zelândia possui um dos índices mais altos de violência contra crianças e adolescentes registrado entre os países desenvolvidos. Em 2007, a lei anti-palmada entrou em vigor, mas, dois anos depois, ela foi rejeitada por 54% dos neozelandeses em referendo feito pelo próprio governo. Nele, a seguinte pergunta era feita: "A palmada nos filhos, como parte de uma punição apropriada por parte dos pais, deve ser considerada um crime na Nova Zelândia?". Quase 87,6% votaram pela extinção da lei, contra 11,8% a favor.
Apesar da forte oposição, o governo decidiu manter a lei. John Key, então primeiroministro, disse que o resultado da consulta popular não obrigava o governo a anular uma determinação já sancionada e em vigor no país. Mas também ressaltou que haveria " cuidado extra" para que não ocorressem punições injustas – muitos chegaram a falar que os "bons pais" seriam punidos por dar apenas "algumas palmadas". Considerada uma das leis mais rigorosas entre os países que adotaram a medida, além do tapa nas nádegas, outras formas de agressão como beliscões, chacoalhões e puxões de orelha, passaram a render ao agressor sueco o pagamento de multas, o encaminhamento a programas de reabilitação e até mesmo à prisão. (VB)
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SÍRIA Inspetores internacionais começam a destruir armas químicas
EFE/EPA/FBI
Caça à Al-Qaeda na África
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Amr Abdallah Dalsh/Reuters
TIROS E FOGO NO EGITO Novas manifestações em apoio e contrárias ao presidente deposto do Egito, Mohamed Morsi, terminaram em mais violência ontem. Pelo menos 51 pessoas morreram e mais de 240 ficaram feridas em enfrentamentos entre os islamitas apoiadores de Morsi e policiais pelo país. Os confrontos ocorreram em meio ao feriado que celebrou o aniversário de 40 anos da guerra contra Israel, quando as forças egípcias cruzaram o Canal de Suez em 1973. EFE - 30/09/13
Caiu, bateu. E um mês de repouso. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ficará um mês afastada do governo devido a complicações decorrentes de um traumatismo craniano. O vice-presidente Amado Boudou vai assumir a presidência no período. Durante um exame de rotina no sábado, médicos detectaram que ela tem um hematoma subdural crônico decorrente de um traumatismo craniano. O governo disse que a líder bateu a cabeça no dia 12 de agosto, um dia após as eleições primárias. (Agências)
Partidários de Morsi e integrantes da Irmandade Muçulmana marcharam em várias cidades para denunciar a derrubada do líder do poder pelos militares, enquanto milhares festejavam o Exército. Em diversos bairros do Cairo, manifestantes atiraram coquetéis molotov na polícia, que respondeu com tiros e gás lacrimogêneo (acima). O Ministério do Interior classificou os protestos como uma tentativa da Irmandade Muçulmana de "arruinar as cele-
brações e provocar atritos com as pessoas". Segundo o Ministério da Saúde, a maioria das mortes – cerca de 40 – ocorreu na capital. As outras foram registradas em Beni Suef e na província de Minia, ao sul. A maior parte dos corpos apresentava ferimentos a bala. Este foi o dia mais sangrento no Egito desde 14 de agosto, quando as autoridades atacaram dois acampamentos próMorsi no Cairo, deixando centenas de mortos. (Agências)
Dois anos após a dramática operação no Paquistão que matou o fundador da Al-Qaeda, Osama bin Laden, os Estados Unidos voltaram a atacar líderes da rede terrorista. Desta vez, os alvos estavam em dois países africanos: Líbia e Somália. A operação de maior sucesso ocorreu na Líbia, onde forças dos EUA capturaram Nazih al-Ragye, mais conhecido pelo nome de Abu Anas al-Libi (foto menor, à esq.), acusado de ter participado, em 1998, dos atentados contra as embaixadas norte-americanas na Tanzânia e no Quênia. Os dois ataques mataram mais de 220 pessoas. Com medo de uma reação islâmica, o governo da Líbia exigiu ontem uma explicação para o "sequestro" de um dos seus cidadãos. As autoridades locais também declararam não ter nenhum conhecimento prévio da ação norteamericana, ao contrário do que afirmou uma fonte do governo ouvida pela rede CNN. Abdullah al Ragye, filho de Abu Anas, disse que seu pai estava chegando em casa, em Trípoli, quando quatro carros pararam o suposto líder da Al-Qaeda e o arrastaram do veículo. "Os homens tinham aparência e sotaque de líbios. Eles o tiraram do carro após quebrarem a janela, o colocaram num Mercedes e saíram." O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, afirmou ontem que a ação, que envolveu militares e membros da CIA e do FBI, mostra o esforço de Washington para caçar os líderes da AlQaeda em todo o mundo. "Os membros da Al-Qaeda e outras organizações terroristas podem, literalmente, correr, mas não podem se esconder", disse Kerry. "Nós esperamos que isto deixe claro que os EUA jamais cessarão os esforços para prender os responsáveis pelos atos de terrorismo", afirmou. Segundo oficiais ouvidos pelo jornal The Washington Post, a ação foi realizada sob leis formuladas após os atentados do 11 de Setembro que garantiriam este tipo de operação. Abu Anas al-Libi, cuja recompensa era de até US$ 5 milhões por uma informação que levasse a sua captura, "está agora legalmente detido por militares norte-americanos em um local seguro fora da Líbia", anunciou o Pentágono. Militares - A captura de Abu Anas ocorreu no mesmo dia em que um posto militar ao sul de Trípoli foi atacado. Pelo menos 15 soldados morreram (foto maior, acima à esq.). Este foi um dos ataques mais violentos registrados na Líbia desde a queda, há mais de dois anos, do falecido ditador Muamar Kadafi. (Agências)
VENEZUELA Líder opositor Capriles acusa Maduro de levar país 'à falência'
Na Somália, caos até nas informações. A segunda operação norte-americana ocorreu na Somália, reduto do grupo radical Al Shabab, responsável pelo ataque em um shopping no Quênia que deixou ao menos 69 mortos. Segundo o jornal The New York Times, o governo norte-americano acredita que o líder do grupo ligado à AlQaeda tenha morrido na ação - informação negada por militantes da facção islâmica. Eles afirmam que não havia nenhuma autoridade no momento da ação. Lançada na madrugada de sábado, a invasão das forças especiais na Somália parece ter começado com um pouso em uma praia, que foi seguido por um tiroteio prolongado. Autoridades dos EUA disseram que membros da equipe SEAL realizaram o ataque que matou combatentes da Al Shabab. Segundo a polícia somali, sete pessoas foram mortas durante a operação. Militantes do Al Shabab afirmaram ontem que não havia nenhuma autoridade de alto escalão presente na casa que foi alvo da operação norte-americana. "A informação dos EUA de que uma autoridade sênior do Al Shabab estava na casa é falsa", disse o porta-voz militar do grupo, Abdiasis Abu Musab, à Reuters. "Combatentes comuns moravam na casa e bravamente contra-atacaram e caçaram os agressores. O apóstata governo somali não é nada na Somália, ninguém lhe pede permissão para levar a cabo um ataque." O governo da Somália, apoiado pelo Ocidente, ainda luta para estabelecer sua autoridade depois de duas décadas de guerra civil e tem pouca influência em Barawe, que fica a 180 km ao sul de Mogadíscio. Questionado sobre seu envolvimento na ação dos EUA, o primeiro-ministro Abdi Farah Shirdon disse: "Nós estamos em colaboração com o mundo e com os países vizinhos na luta contra a Al Shabab." (Agências)
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O trânsito de São Paulo é ruim? Vá até a Cidade do México. Com 20 milhões de habitantes distribuídos em cerca de 4 milhões de carros, passar seis horas no trânsito é comum na capital mexicana. Fotos: Rodrigo Cruz-Perez/The New York Times
Damien Cave *
idade do México – Do topo de um prédio alto em uma noite clara, o trânsito aqui parece uma correnteza de luz branca como neve seguindo uma direção e vermelha como rubi seguindo outra. No chão, no entanto, é dolorosamente óbvio que a verdade é o oposto: praticamente todo mundo está preso. O quão preso varia, mas aqui, em uma cidade de 20 milhões de pessoas e cerca de 4 milhões de carros, trajetos de seis horas não são incomuns. Algumas cerimônias de casamento terminam mais do que o tempo que se leva para dirigir 20 quilômetros às 18h. Estrangeiros tendem a ficar pasmos. No YouTube, dezenas de vídeos mostram turistas maravilhados em longas filas de carros que se movem tanto quanto um cadáver, ou motoristas que ignoram o sinal vermelho enquanto agentes de trânsito assistem. Moradores locais também reclamam, claro. Porém, geralmente eles apenas aguentam. Os carros ainda são considerados símbolo de status, são preferência mesmo quando o transporte público é mais rápido. E os motoristas geralmente aceitam o tempo perdido e o ar mais poluído causado por carros demais em rodovias engarrafadas. "Há uma resignação quando o assunto é trânsito", disse Bernardo Baranda Sepúlveda, diretor na América Latina do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, uma organização internacional sem fins lucrativos que promove um trânsito sustentável. "Por um lado é bom, porque senão estaríamos matando uns aos outros, mas também é frustrante porque as pessoas não estão reclamando e demandando melhores opções", completa Bernardo. Ao invés de agir como meio de ligação, muitas ruas e avenidas se transformaram em bacias de retenção. Especialistas dizem que os motoristas têm ficado cada vez mais presos em um mar de carros em marcha lenta, enquanto a classe média cresce e compra carros. Junte a isso protestos de rua frequentes – incluindo passeatas recentes de milhares de professores tentando impedir uma revisão no sistema de educação – e não é de espantar que cenas bizarras aconteçam onde quer que o trânsito enlouquecedor possa ser encontrado. Assaltos – Nos lugares onde andar é mais rápido do que dirigir (incluindo as rodovias), um ecossistema de classe, criatividade e comércio se desenvolveu. Artistas de rua e ambulantes vendendo uma variedade de produtos que não para de crescer, de matamosquitos a filhotes de cachorro, podem ser encontrados ao lado de criminosos que tentam alcançar janelas abertas. Há também as novidades, como mulheres em roupas coladas entregando amostras do último energético, ou segurando placas gigantes com propagandas de telefones celulares ou televisões. No centro disso tudo, apesar do aumento no uso de bicicletas, ainda está o motorista. "Um carro é uma bolha", Baranda observou, e do lado de dentro, milhões de pessoas batalham contra o tédio de es-
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Carros ainda são considerados símbolo de status e preferência nacional, mesmo quando o transporte público é mais rápido. Criminosos aproveitam para roubar motoristas. credito
Há uma resignação quando o assunto é trânsito. Por um lado é bom, porque senão estaríamos matando uns aos outros. BERNARDO SEPÚLVEDA
Nos lugares onde andar é mais rápido do que dirigir, ambulantes vendem uma variedade de produtos que não para de crescer. tar preso. Isso geralmente en- lho e outro motorista mandavolve tecnologia. Na hora do va mensagens de texto conrush, em muitos bairros, rece- forme um homem com um ber um e-mail no celular é um moicano corria com seu cão jogo frustrante contra a sorte bassê através do amplo cruzapor causa da mento. demanda esUm pouco magadora. atrás, uma viaUma lei mutura de polícia Os estrangeiros nicipal proíbe o tentava passar vivem me uso do aparepelo emarapedindo para ir lho de celular, nhado de carmas é amplaros; sua sirene mais rápido. mente ignoracompetia com Apenas não é da. Recentebuzinas e canpossível. mente em uma ções católicas ROBERTO GARCIA, TAXISTA, manhã, no cruque saíam de SOBRE O TRÂNSITO. zamento entre uma igreja na Paseo de la Reesquina. Desaforma e a Avefiando tudo isnida Hidalgo, um policial pa- so, um mendigo dormia no rou em um semáforo dentro de canteiro central. um carro prata, conversando Alguns semáforos mais pabastante, com um telefone ra frente, um táxi quebrou na preso à orelha. pista da direita, complicando Cada semáforo vermelho ainda mais a bagunça. Um revelava algo parecido – dis- vendedor de chicletes empurtrações ao volante em meio ao rou o carro para fora do camicaos. Em certo ponto, uma nho, embora tenha demorado mulher descascando uma la- um pouco por causa do trânsiranja chegou ao farol verme- to. "Os estrangeiros vivem me
pedindo para ir mais rápido", disse o motorista, Roberto Garcia, de 40 anos. "Apenas não é possível." Ele disse ter acabado de vir de Aragon, um bairro a cerca de oito quilômetros de distância, embora ele tenha insistido que deveria ser o triplo dessa distância: "Eu levei 40 minutos para chegar aqui", disse ele. "Deveria ter levado 10." Taxímetro – Questionado sobre o que os motoristas de táxi fazem quando ficam presos no trânsito, Garcia disse que ele simplesmente olha a tabela de preços. Porém, muitos outros olham para si mesmos. O Instagram está cheio de autorretratos, ou "selfies", de pessoas presas no trânsito da Cidade do México. O Vimeo e o YouTube revelam sinais ainda maiores de criatividade. O humor é inevitável. Mas também há música, algumas delas boas. Na verdade, se há uma coisa boa na chocante impotência do trânsito pode ser o clipe de Jenny
and the Mexicats tocando em sua van, alguns meses atrás. Marronzinhos – "Onde estão os agentes de trânsito?", alguém pode perguntar. Ausentes, na maior parte das vezes. Se eles, por acaso, estiverem em um cruzamento, raramente são levados a sério. Em entrevistas, alguns dizem que seus chefes não lhes dão nem um bloco de multas para serem aplicadas. Alguns Chilangos, como são chamados os moradores da Cidade do México, de saco cheio, começaram a preencher o vazio. Alunos do ensino médio e de faculdades, ao lado do Ministério da Juventude do México, às vezes, comandam o trânsito vestidos de mímicos, usando a sugestão de uma abordagem criativa uma vez usada em Bogotá, Colômbia. Ao redor de Reforma, um jovem usando uma máscara de Lucha Libre, que se autointitula Peatónito – pedestre pequeno – também pode ser encontrado empurrando carros
para fora da calçada, em um esforço pessoal de melhorar a segurança. (Cerca de 1.300 pessoas morrem anualmente na Cidade do México, vítimas de acidentes; mais de metade são pedestres ou ciclistas) Contudo, grande parte do trabalho de lembrar os motoristas de prestar atenção é perdida para aqueles que estão tentando arrancar dinheiro de janelas abertas. Cerca de 6 entre 10 trabalhadores no México trabalham na economia informal, de acordo com dados do governo, e alguns especialistas dizem que, como os carros e o trânsito aumentaram, mais pessoas foram às ruas fazer a vida às custas dos que estão presos. Ao menos, dizem ambulantes e vendedores, a variedade do que está sendo vendida expandiu. Uma lista incompleta, hoje, inclui: violões, ervas, mapas mundiais, carregadores de celular, água, pamonha, tacos, rosas, jornais, guarda-chuvas, bandejas de café da manhã, bonequinhos do Homem-Aranha, cigarros soltos, cobertores e redes. Os criminosos também aderiram, roubando pessoas presas no trânsito, assim como grandes empresas, incluindo a Samsung, com homens e mulheres atraentes entregando folhetos de promoções ou segurando placas em cruzamentos. E, não surpreendentemente, funciona. Para quem não tem nada melhor para fazer, um panfleto brilhante e uma leve interação humana parecem ser bem-vindos. Afinal de contas, eles não vão a lugar algum tão cedo. * The New York Times
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Ipiranga premia empreendedores Durante cerimônia de entrega do Prêmio Visão Empresarial 2013 foi comemorado também o aniversário de 429 anos do bairro José Carlos Barreta/Hype
André de Almeida
piranga, berço do Brasil. Onde o sol da liberdade despontou. Despertando a nação pra sua glória. Da Colina um brado heróico ecoou". Quando esta primeira estrofe do hino do tradicional bairro paulistano tocou no salão principal do Clube Atlético Ipiranga, em 27 de setembro, as centenas de pessoas lá presentes não estavam apenas comemorando mais um aniversário do Ipiranga, que completava 429 anos, mas também, homenageavam alguns dos empresários responsáveis por manter a boa dinâmica da economia da região. Promovido pela Distrital Ipiranga da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o Prêmio Visão Empreendedora 2013 homenageou empresários que mais se destacaram. "Ser empresário no Brasil não é uma tarefa fácil. São muitos os desafios. Portanto, homenagear esses empreendedores é motivo de grande satisfação. Parabenizo a todos e ao bairro do Ipiranga", disse o presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da ACSP, Rogério Amato. Premiados - Os empresários receberam seus prêmios de Rogério Amato, do vice-presidente da ACSP e coordenador Institucional das Sedes Distritais, Roberto Mateus Ordine, e do superintendente da Distrital Ipiranga, Sérgio Yamada. O primeiro homenageado foi Brasilio Lopes Esteves, da Brasilio Lopes Imóveis, instalada no bairro desde 1998. Em seguida, o homenageado foi Sérgio Cimatti, da Cimatti Construção Civil. Apenas este ano, a empresa já lançou mais de sete mil metros quadrados em salas comerciais. Até dezembro serão lançadas unidades residenciais, comando mais 7 mil metros quadrados. Outro homenageado do mesmo setor foi José Ross Tarifa, da Construtora Tarjab. Fundada em 1983, a empresa atua no Estado de São Paulo e Curitiba (PR). O superintendente regional da Caixa Econômica Federal, José Luiz Pavanelli, também foi premiado. Com uma unidade no bairro, o Hirota Supermercados foi o representante do setor na premiação, por meio do gerente de RH da empresa, Luis Nascimento. A rede tem hoje 12 lojas e um centro de distribuição na cidade. Completaram a lista Leandro Munhoz e Wanderley Munhoz, sócios-proprietários da Padaria Larsol e da Pizzaria Empório 167, e Jorge Taba, da Invel, que desenvolve, há 14 anos, roupas terapêuticas para melhorar a circulação sanguínea, como camisetas e luvas. "É uma honra homenagear estes empreendedores. A escolha foi mais do que justa", ressaltou Sérgio Yamada. No final do evento, a distrital ainda homenageou a professora Maria Angélica Cardelli e o médico Carlos Alexandre Ayoub, por seus trabalhos dedicados à comunidade local, além de coordenadores da Comissão de Festejos de Aniversário de 429 anos do Bairro.
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Entrega do prêmio aconteceu no Clube Atlético Ipiranga. Foram homenageados empreendedores que trabalharam para manter a boa dinâmica da economia da região. Divuglação
Mulheres no comando
Hoje nJabaquara –Às 11h, reunião
Conselho da Mulher da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com o Sebrae-SP e a Facesp, realizou, semana passada, O "Road Show Empreendedor", com a palestra "A realidade das MPEs e a participação das mulheres no universo empreendedor", com o superintendente do SebraeSP, Bruno Caetano. O evento aconteceu na sede da ACSP, no Centro da capital. Qual o perfil do empreendedor? Estamos no caminho certo para o crescimento das pequenas e médias empresas? Estas e outras questões foram respondidas na exposição de Bruno Caetano, que contou com a presença de 150 pessoas, a maioria formada de mulheres empresárias. Participaram do evento o presidente da ACSP e da Facesp, Rogério Amato, o vice presidente da ACSP Carlos Monteiro, a coordenadora-geral do Conselho da Mulher, Marly Baruffaldi, e a coordenadora do Conselho da Mulher Empreendedora da Faces, Fadua Sleiman.
O Dois momentos do Road Show: a mesa de trabalhos e a plateia. Encontro foi promovido pelo Conselho da Mulher da ACSP.
Divuglação
Empreender –Beleza. Avenida Santa Catarina, 641. n Pinheiros –Às 19h30, reunião Conseg. R. Simão Álvares, 517. n Tatuapé –Às 19h30, 9ª reunião ordinária e palestra: "As Atividades dos Contabilistas e Serviços em Geral". R. Apucarana, 1.388.
Amanhã nCentro –Às 18h30, palestra
em parceria com o FJE: "Homem e Mulher: Diferen-ças e seus Reflexos nos meios familiar, social e profis-sional". Rua Galvão Bueno, 83 n Tatuapé –Às 18h30, reunião Coordenação Regio-nal Leste. Apucarana, 1.388. nPinheiros –Às 19h, reunião Diretoria Executiva e Cons. Diretor. R. Simão Álvares, 517. n abaquara –Às 19h30, 9ª reunião ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Av. Santa Catarina, 641.
Quar ta n Santo Amaro - Às 10h, reunião
da Comissão dos Educadores. Av. Mario Lopes Leão, 406. n Jabaquara –Às 15h30, Empreender –Gastronomia e palestra "Administração –Como mapear os processos de sua empresa". Avenida Santa Catarina, 641. n Mooca –Às 19h, 8ª reunião ordinária da Dir. Executiva, Cons. Diretor e Conselheiros Natos. R. Madre de Deus, 222. n Butantã –Às 19h30, palestra Sebrae: "Saiba como fazer um Plano de Marketing". R. Alvarenga, 591.
Quinta n Noroeste –Das 9h às 13h,
COMEMORAÇÃO DUPLA – A Distrital Jabaquara realizou uma comemoração dupla. No mesmo dia foi feito o descerramento do retrato oficial da ex-diretora-superintendente Etles Maziero e festejados os 17 anos da entidade. O evento aconteceu no auditório da distrital e dele participaram o subprefeito do bairro, Dirceu de Oliveira Mendes, o superintendente da Distrital Jabaquara, Eurico Marcus Marques Mattos, o presidente da ACSP e da Facesp, Rogério Amato, a ex-superintendente Etles Maziero, e o subprefeito da Cidade Ademar, Francisco Lo Prete Filho (na foto, da esquerda para a direita).
oficina Sebrae: "Aprenda a Fazer um Fluxo de Caixa". Rua Luis Braille, 8. n Centro –Às 17h30, 9ª reunião ordinária Dir. Executiva/Cons. Diretor. Rua Galvão Bueno, 83. n Pinheiros –Às 19h, palestra "Saiba como fazer um plano de Marketing", Sebrae. R. Simão Álvares, 517.
Sábado n Pinheiros –Das 9h às 16h,
inscrições para o 26º Salão de Artes. R. Simão Álvares, 517.
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PRIMEIRA FASE Em uma primeira fase, 100 companhias serão instaladas.
Mais tecnologia para São Carlos Fotos: Divulgação
André de Almeida
cidade de São Carlos, a 230 quilômetros da capital paulista, inaugurará ainda este mês um empreendimento que já está sendo considera do o primeiro parque tecnológico de terceira geração do País. Nele, espaços de lazer, moradia e serviços estarão integrados a um complexo empresarial e de negócios. O Parque Eco Tecnológico Damha (da empresa Damha Urbanizadora – responsável pela implantação do complexo), quando estiver concluído, abrigará cerca de 200 empresas de base tecnológica, com predomínio para a área de engenharia de materiais, tecnologia da informação e equipamentos médicos. A primeira empresa a se instalar no complexo, até o final do mês, será o Instituto de Materiais do Brasil (da sigla inglesa MIB), especializada em engenharia de materiais. "São Carlos está muito bem localizada e que tem uma grande vocação na área de ciência e tecnologia, com engenheiros e uma forte tradição acadêmica, fato que garante mão de obra qualificada", disse um dos sócios da companhia, Marcelo Milan. "Apostamos no conceito do empreendimento, já que reunirá moradia, trabalho e lazer no mesmo espaço, evitando longos deslocamentos e melhorando a qualidade de vida". Estrutura -O complexo será o terceiro parque tecnológico de São Carlos e ocupará uma área de 13 milhões de metros quadrados, dos quais, cerca de um milhão será destinado para as empresas. "Em uma primeira fase, aproximadamente 100 companhias estarão instaladas em 460 mil metros quadrados. O espaço restante (540 mil metros quadrados) será utilizado por mais 100 empresas, mas apenas quando o parque tecnológico for expandido, a partir de 2015", disse o engenheiro José Octávio Armani Paschoal, presidente do Instituto Inova, responsável pela gestão do parque. De acordo com ele, a estimativa é que a fase de instalação das empresas nesta primeira etapa envolva investimentos da ordem de R$ 500 milhões. A área restante, de aproximadamente 12 milhões de metros quadrados, é formada pelo Parque Eco Esportivo Damha – um complexo imobiliário com sete condomínios residenciais, trilhas ecológicas, ciclovia, hípica, restaurante, farmácia, padaria, centro de eventos, mini shopping, campo de golfe e 3,6 milhões de metros quadrados de mata nativa. Já foram lançados quatro condomínios, cada um com 500 lotes. Mais de 1,5 mil famílias já moram no local, pagando condomínio de R$ 300. "Para quem vem de São Paulo, como eu, creio que se torna bastante atrativo ter toda essa estrutura e comodidade a um preço acessível", afirmou Paschoal, que se mudará em breve para um dos condomínios do Parque Eco Tecnológico Damha. O empreendimen-
A
O primeiro parque tecnológico de terceira geração do País está sendo construído na cidade: espaços de lazer, moradia e ser viços integrados a um complexo empresarial e de negócios.
Ao alto, area do Parque Eco Tecnológico Damha que, quando concluído, abrigará cerca de 200 empresas de base tecnológica. Acima, projeto de um dos empreendimentos.
Daremos prioridade para as empresas compro-metidas com a sustentabilidade. JOSÉ OCTÁVIO PASCHOAL, PRESIDENTE DO INSTITUTO INOVA, GESTOR DO PARQUE.
Projeto de construção no novo parque, o terceiro instalado em São Carlos. to localiza-se a apenas quatro quilômetros do centro da cidade e tem proximidade com a Universidade Federal de São Carlos (UFSC). Além desta instituição, o município tem dois campi da Universidade de São Paulo (USP) e duas unidades da Embrapa. A ideia, segundo Paschoal, é
que todas estas instituições estejam presentes no Centro de Ciência, Inovação e Tecnologia em Saúde (Citesc), que ainda está sendo construído dentro do parque. O local terá também um Núcleo de Inovação, que abrigará a sede do Instituto Inova, incubadoras de empresas e laboratórios de
pesquisa. "Daremos prioridade para as empresas que estão comprometidas com a sustentabilidade e também com a preservação do meioambiente", reforçou o engenheiro. O novo empreendimento já está em fase de credenciamento no Sistema Paulista de Parques Tecnológicos.
Otimismo - Na opinião do presidente da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (Acisc), Alfredo Maffei Neto, o novo parque tecnológico é muito bem vindo e já traz efeitos positivos para a cidade. "Além da vinda de novas empresas de base tecnológica e da geração de emprego e
renda, o local certamente atrairá turistas devido à qualidade do seu campo de golfe", disse. "Sem dúvida alguma o empreendimento já está sendo um dos grandes responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento do eixo norte do município", concluiu o dirigente.
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Os 10 mais de Tarantino
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O cineasta Quentin Tarantino divulgou sua lista de melhores filmes de 2013, com independentes pouco vistos e longas detonados pela crítica, como O Cavaleiro Solitário, da Disney. Entres os indies, Frances Ha, financiado
pela RT Features, do paulista Rodrigo Teixeira. Convira o ranking (em ordem alfabética): Afternoon Delight, de Jill Soloway; Antes da Meia-Noite, de Richard Linklater; Blue Jasmine, de Woody Allen; Drinking Buddies, de Joe Swanberg; É o Fim, de Seth Rogen e Evan Goldberg; Frances Ha, de Noah Baumbach; Gravidade, de Alfonso Cuarón; Invocação do Mal, de James Wan; Kick Ass 2, de Jeff Wadlow; O Cavaleiro Solitário, de Gore Verbinski.
A arte de recuperar a arte Kate Taylor e Lorne Manly, The New York Times Erik Jacobs / The New York Times
ela manhã bem cedo no dia 11 de maio de 1987, quebraram as portas de vidro do Museu de Arte Moderna, Estocolmo, Suécia, tiraram um Matisse da parede e fugiram.Bastou ter ousadia e uma marreta. O paradeiro da pintura – Le Jardin – permaneceu um mistério até a obra ser achada no ano passado e ter feito uma viagem de comemoração na volta para casa, em janeiro. A polícia, porém, não desempenhou papel nenhum. O retorno foi facilitado pela Art Loss Register, empresa londrina que nas duas últimas décadas cresceu em um setor pouco notado, mas cada vez mais uma parte integral da investigação de arte. Fruto da imaginação de Julian Radcliffe, ex-consultor de risco com formação em Oxford que disse ter espionado para a inteligência britânica, a Register ajuda a preencher um vácuo: obras de arte no valor de bilhões de dólares são roubadas todo ano, segundo uma estimativa do FBI, mas a polícia tem poucos recursos para priorizar sua procura. Para Radcliffe, cuja outra empresa ajuda a recuperar equipamentos de construção roubados, essa foi uma oportunidade natural. Desde que abriu as portas 22 anos atrás, a Register criou um dos maiores bancos de dados de arte roubada do mundo, permitindo a recuperação de US$ 250 milhões em peças, ganhando comissões de seguradoras e vítimas de roubo. Durante o processo, a empresa atraiu críticas segundo as quais suas táticas inflexíveis pressionam os limites éticos e, por vezes, legais. Mesmo assim, a Register continua a contar com agentes da manutenção da ordem pública entre seus defensores. "Para mim, eles são uma ferramenta muito importante e útil", afirmou Mark Fishstein, policial especializado em arte do Departamento de Polícia da Cidade de Nova York. A empresa de Radcliffe atua nos recessos sombrios do mundo da arte onde a prevalência do roubo, falsificação e obras de procedência obscura deram origem a muitas empresas as quais prometem auxiliar os clientes a navegar por esse mercado lucrativo, mas em grande medida desregulamentado. Para a Register, porém, apesar do nome que parece oficial e do papel decisivo como monitor, o lucro não veio fácil e seu futuro parece cada vez mais nebuloso, ameaçando um protagonista importante na recuperação de obras de arte roubadas. Radcliffe disse esperar que a Register equilibrasse as finanças neste ano, mas que perdeu dinheiro nos últimos seis e que somente não afundou graças às suas injeções de dinheiro. Entre os incidentes que provocaram críticas, a Register orientou de forma equivocada um cliente que queria verificar a procedência de uma pintura
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Sua voz é doce, encorpada; o timbre, grave, agradável; a afinação, acurada; as divisões rítmicas, cuidadosas; a pronúncia, impecável; a instrumentação, concisa.” Com essas palavras eu iniciei meu comentário sobre o disco Chanson Française 2, de Fábio Jorge, a quem à época enalteci como o chansonnier do século 21. Ao lançar agora Edith (independente, com produção de Bruno Pompeu), Fábio está melhor, já que a tudo ele adicionou o seu amor delirante por Edith Piaf. Louco amor que permite desvarios; amor ensandecido que tris-
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'Russian Schoolroom', de Norman Rockwell, hoje no Museu Nacional de Ilustração, em Newport, foi listado como roubado pela Art Loss Register. antes de comprar, afirmando que era legítima quando na verdade era roubada, de tal forma que ele a comprou e, inconscientemente, ajudou a firma a ganhar uma comissão pela sua recuperação. A companhia é conhecida por pagar a intermediários e informantes por pistas sobre obras roubadas, prática que incomoda gente da manutenção da ordem pública, alegando que isso pode estimular roubos. E a empresa muitas vezes se comporta como um caçador de recompensas, cobrando comissões de até 20% do valor da obra pela sua devolução. "Eles atendem a um propósito, sendo o único banco de dados privado", disse Robert K. Wittman, investigador particular de arte que antes chefiou a Equipe de Crimes de Arte do FBI. "O problema é quando ultrapassam esse papel e tentam agir como se fossem a polícia", afirmou Poucos concorrentes – Poucos países, como a Itália, dão alta prioridade ao roubo de arte, mas são a exceção. As cidades de Nova York e Los Angeles, entroncamentos do comércio de arte, têm um detetive dedicado aos crimes de arte. O FBI designou 14 agentes com treinamento para investigar crimes no setor, embora a maioria também tenha outras funções. A unidade de artes e antiguidades da Scotland Yard tem três agentes.
Judy Goffman Cutler, co-fundadora do Museu Nacional de Ilustração. "Não é um crime violento", disse Saskia Hufnagel, pesquisadora do Conselho de Pesquisa Australiano do Centro de Excelência em Polícia e Segurança. "Não há vítimas, pelo menos não as que o público considera vítimas. Boa parte da perda é coberta pelo seguro." As autoridades também têm di-
ficuldades com os dados limitados e incompletos. O banco de dados gerenciado pela Scotland Yard lista aproximadamente 57.500 objetos roubados. O banco de dados de peças roubadas da Interpol gira em torno de 40 mil obras. O banco de dados do FBI soma menos de oito mil objetos em parte porque a
agência conta com a polícia local para preencher as lacunas. "Não é um banco de dados completo", disse Bonnie MagnessGardiner, responsável pelo programa de arte roubada do FBI. "Nós recebemos o que eles decidem nos enviar." Cada banco de dados lista itens baseados em protocolos individuais e a maioria das agências policias não se comunica com as outras; assim, quem está verificando se uma obra foi roubada teria de falar com várias agências. A Register, em contrapartida, informa que seu banco de dados inclui mais de 350 mil pelas roubadas, saqueadas ou desaparecidas. Além de uma equipe interna com cerca de dez pessoas, a empresa usa uma firma indiana para vasculhar o mundo em busca de correspondentes entre o banco de dados e artigos à venda em leilões e feiras de arte. As vítimas de roubo pagam para listar seus itens na Register, que também cobra de marchands, colecionadores e seguradoras interessadas em consultar o banco de dados para saber se uma peça está limpa. Para a polícia, os recursos da Register são claramente úteis. A polícia pode consultar gratuitamente o banco de dados e a empresa ajudou a treinar a Equipe de Crimes de Arte do FBI. "Se eu fosse à Art Loss Register
e perguntasse se eles têm alguma informação sobre certa pintura, eles me entregariam 30 documentos", disse James McAndrew, ex-agente federal que rastreava arte roubada. "Eles teriam tudo isso, e o policial em patrulha não saberia nem como perguntar." Detetives particulares e lucros – Aos 65 anos, Radcliffe é uma figura alta, pálida e que parece uma alma penada, com queda pela teatralidade de capa e espada. Por exemplo, pressionado no ano passado a divulgar mais a respeito de um caso nos Bálcãs, ele falou: "Talvez a resposta seja levá-lo por aí um dia e apresentá-lo aos interessados para ver no que dá." Depois, ele riu sardonicamente. Certamente seus esforços e os de outros levaram a um bom número de recuperações bem-sucedidas da Register, incluindo o regresso de um valioso Cézanne, uma das sete obras roubadas de uma casa em Stockbridge, Massachusetts, em 1978. A pintura foi encontrada mais de 20 anos mais tarde depois que o Lloyd's de Londres entrou em contato com a Register com a pergunta: uma empresa panamenha tentava fazer o seguro de um quadro de Cézanne para transporte. Era roubado? O banco de dados informou que sim, então Radcliffe abordou o proprietário, Michael Bakwin. Sua obra fora localizada. Ele estava disposto a pagar uma comissão pela recuperação? Bakwin aceitou, e Radcliffe negociou um acordo com a firma panamenha. Bakwin recebeu seu Cézanne em 1999. Ele vendeu a obra, "Jarro e Frutas", poucos meses depois na Sotheby's por US$ 29,3 milhões. A Register embolsou uma comissão de US$ 1,6 milhão. Anos depois, quando algumas das outras obras apareceram, o vendedor foi desmascarado como Robert M. Mardirosian, advogado aposentado de Massachusetts, que chegou a representar o ladrão e ficou com a posse das pinturas quando ele foi morto em 1979. A seguir, de acordo com os registros do tribunal, ele criou a empresa panamenha de fachada. Em 2008, Mardirosian foi condenado por posse de propriedade roubada e forçado a devolver os quadros. Radcliffe admite que para executar tal feito recorreu a um artifício. Quando as pinturas adicionais apareceram e a Sotheby's lhe perguntou se eram roubadas, ele mentiu, dizendo que não. Assim, elas puderam ser despachadas para a Sotheby's de Londres, onde foram confiscadas. Radcliffe afirmou só ter mentido duas vezes sobre pinturas serem roubadas ou não, e não pede desculpas, comparando à tática da polícia confundir um suspeito durante a investigação. "Quando se está envolvido nesse tipo de coisa, você não diz para o outro que está mentindo."
CD
Louco, louco amor. Aquiles Rique Reis
ca a extravagância sem, no entanto, se importar que assim pareça. Salve o intérprete que ousa aloucar em nome de uma paixão. Amor barroco, rococó... Amor eterno. Amor sem eira nem beira, desacorçoado amor. Fábio Jorge ama Edith. Ao vê-lo refletir sua música à sua imagem e semelhança, Edith Piaf também amaria Jorge. Vendo-o derrubar barreiras em busca de declarar-lhe seu amor, Edith ofereceria ao chansonnier seus versos de L’hymne à L’amour: Peu m’importe les problemes/ Mon amour, puisque tu m’aimes. Ao que ele gritaria: "Que me
importa a vida tediosa, posto que há o seu amor? Pouco importa a solidão, esse amor avassalador me preenche e gratifica". Os arranjos de base, criados pelo pianista Alexandre Vianna, somados aos arranjos para cordas, escritos por Daniel Bondaczuk (ele coproduziu o trabalho), reproduzem, fielmente, a declaração de amor musical pretendida por Fábio. Pode-se até dizer que, aqui e ali, há algum exagero na dramati-
cidade quase teatral no uso das cordas e do coro – louco amor, não há excesso onde palpita uma candente paixão. Pode-se até achar meio over a grandiloquência expressa na voz de Fábio Jorge – ah, o amor! Não cabe comedimento ao proclamá-lo. Derramado em prantos ou em risos nervosos, o que importa é narrá-lo, fazer com que a musa inspiradora derretase por ele, e, se possível, que o retribua com igual intensidade. L'accordéoniste (Michel Emer) é
uma das belas canções do CD. Lá está, como se à beira do rio Sena, o acordeom de Toninho Ferragutti, e também o baixo acústico de Decko Telles e o piano vigoroso de Alexandre Vianna. Grande arranjo. Fábio arrasa na calorosa interpretação dos versos. Também de Michel Emer, À Quoi Ça Sert L’amour, um animado cancã, é destaque pela presença de Claudette Soares. Seu duo com Fábio é pleno de graça. O clarinete de Ubaldo Versolato dá ainda mais charme à música. La Vie en Rose (Louiguy e Edith Piaf) tem o flugelhorn como protagonista do arranjo. Fábio canta
como se olhasse nos olhos de Piaf. Acho que, ao final, ela pisca o olho para ele... Louco amor. Mesmo uma declaração de amor, alegre ou triste, tem de ter um ponto final. Para tal, Fábio sabiamente escolheu L’hymne à L’amour (Marguerite Monnot e Edith Piaf), ode ao amor louco varrido que, buscando o sonho impossível, encontra a realidade e, reverente, atira-se a seus pés. Salve o cantor popular que se rende ao delírio de fazer do seu amor um canto maior.
Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
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Rolando os dados Milhares de dados usados como peças de mosaico compõem as esculturas de Anthony Cragg. http://goo.gl/fr xSM6
.T..RANSPORTE
.R..ECICLAGEM
Blog AnimaisOk
Mais 20,5 km de ônibus à direita M Ilha ecológica
A empresa de arquite tura uniu um engenheiro civil e um arquiteto naval para criar o protótipo de uma ilha artificial feita de lixo marítimo reciclado. A ideia: limpar os mares e criar novos espaços de diversão. http://whim.nl/
.C..RIATIVIDADE
ais 20,5 km de faixas exclusivas para ônibus à direita entram em operação hoje. Com isso, o total chega a 224,6 km, superando a meta de 220 km. As multas nos novos trechos começarão a ser aplicadas em duas semanas. A infração, considerada leve pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é de R$ 53,20 e rende três pontos na carteira. Das vias contempladas com o dispositivo estarão 2,4 km de avenidas do entorno do Parque do Ibirapuera, na zona sul. Na Pedro Álvares Cabral, a faixa funcionará nos dois sentidos entre a Rua Manuel da Nóbrega e o acesso à Avenida Ibirapuera. A medida valerá das 6h às 22h, de segunda a sextafeira, assim como na Avenida Professor Ascendino Reis, no sentido centro, entre a Rua Estado de Israel e a Pedro Álvares Cabral. Na Avenida Ibirapuera, a restrição vigorará no sentido bairro, no mesmo período, entre a Pedro Álvares Ca-
bral e o Largo Mestre de Aviz. Na zona norte, a Av. Nova Cantareira ganhará 1,6 km de faixa exclusiva para ônibus entre a Água Fria e a Rua Maria Amália Lopes de Azevedo. No sentido Tucuruvi, o mecanismo funcionará das 6h às 9h. No sentido oposto, das 17h às 20h (segunda a sexta-feira). Também na zona norte, a Av. Itaberaba passará a ter 200 metros de faixa restrita para ônibus, de segunda a sextafeira, das 6h às 9h, entre as avenidas Inajar de Souza e Parada Pinto, no sentido centro. Já na zona leste, a Av. São Miguel receberá 1,4 km de faixa só para ônibus entre a Praça do Forró e a Av. Doutor Custódio de Lima, no sentido centro. No sentido oposto, será entre as ruas Taiuvinha e João José Rodrigues. A medida valerá das 6h às 20h, de segunda a sexta-feira. Na mesma região, mais 3,5 km de faixas à direita para os ônibus serão implementadas em avenidas como Boturussu e Paranaguá.
Missa para os bichos em SP Cachorrinhos, gatinhos e passarinhos estiveram ao lado de seus donos em missas celebradas na última sexta-feira, Dia de São Francisco de Assis. A foto mostra um fiel West Highland White Terrier, conhecido no Brasil como o cachorrinho do IG, no in-
terior da Paróquia de São Francisco de Assis na rua Borges Lagoa, na Vila Clementino, na Capital paulista. O frei José Francisco deu a benção aos animais. Na festa dos bichos, foram servidos muitos doces e salgados para os humanos.
J.Duran Machfee/Futura Press
Esculturas de chiclete O artista francês Jeremy Laffon se inspira na arquitetura para criar suas esculturas. Ele elegeu como matéria-prima chicletes em tiras. http://goo.gl/mGtzLh
.I..NTERNET
Museu do Futebol terá acervo online fissionais e amadores, e poderá ser ampliado com sugestões dos próprios usuários. Na página do Museu na internet haverá uma seleção de 1,7 mil livros que trazem informações sibre o esporte em todas as regiões do Brasil e de alguns outros países. A criação do banco de dados, que em breve poderá ser acessada integralmente pelo site, exigiu três anos de pesquisas. www.museudofutebol.org.br
s
O Museu do Futebol, em São Paulo, inaugurou na sexta-feira em suas instalações o Centro de Referência do futebol brasileiro, um espaço que reunirá as centenas de livros e revistas que fazem parte de seu acervo sobre o esporte. A proposta é de que esse acervo esteja disponível em um banco de dados interativo online. O banco de dados terá fotos, vídeos e histórias do esporte, além de informações sobre clubes pro-
SOLITÁRIO – Um elefante inflável foi colocado na calçada da Avenida Paulista, ao lado do MASP, ontem, pela ONG internacional Elephantvoices.org, com sede na Noruega, em protesto contra a matança de elefantes na África (proibida desde 1989) e o comércio de marfim no mundo. .R..EDES SOCIAIS
Paris versus Nova York O artista gráfico Vahram Muratyan é autor de um livro de imagens sobre Paris e Nova York. A maior parte das imagens está em seu blog. Para conhecê-las ou adquirir o livro, visite o site. www.vahrammuratyan.com
5% das contas do Twitter são falsas
Amor parisiense e amor nova-iorquino
Bordeaux em Paris, Cosmopolitan em NY
O Twitter estimou que cerca de 5% de seus 215 milhões de perfis são falsos (robôs ou contas criadas por um usuário para aumentar seu número de seguidores).
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CAIXA 1 O seu consultor financeiro
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Crianças: educação financeira é presente para a vida inteira. A data de consumo pode ser uma oportunidade para ensinar aos filhos a importância de poupar. Livros e cofrinhos são aliados nesse processo, que deve ser conduzido de forma lúdica e divertida.
Rejane Tamoto Dia das Crianças está chegando e o clima de empolgação por presentes pode ser uma oportunidade para os pais ensinarem aos filhos noções de boas práticas financeiras. Claro que isso não significa dizer às crianças que o preço do presente é alto, e nem de iniciar um discurso cheio de palavras difíceis, como juros e orçamento. Especialistas em educação financeira sugerem que, além do tradicional presente, os pais aproveitem a data para dar cofrinhos e livros de literatura infantil que abordem finanças. Juntos, os mimos extras podem despertar na criança o desejo de poupar para realizar seus outros tantos sonhos de consumo. "A melhor oportunidade de fazer isso é no Dia das Crianças porque o assunto surgirá naturalmente. Não adianta dar livros e cofrinhos isoladamente. O ideal é entregá-los junto com o presente. Os pais podem dizer à criança que o livro e o cofrinho serão úteis para que ela consiga novos presentes no futuro", diz Reinaldo Domingos, educador financeiro e presidente da DSOP Educação Financeira e Editora DSOP. No entanto, é preciso cautela para tratar desse assunto com os pequenos. "Cuidado para não dar só livro e cofrinho. Criança quer presente", lembra Domingos. Afinal, é preciso conduzir o tema da importância de poupar de forma lúdica. É necessário ser sutil para não defender a avareza e explicar que o ato de poupar é um caminho para a realização de desejos. "Desde cedo é preciso poupar com objetivos definidos. Por isso, defendo que as crianças tenham três cofrinhos: um pequeno para objetivos de curto prazo, um maior para os de médio prazo e um grande para os de longo prazo", ressalta o educador. Dinheiro é um assunto para ser tratado de forma oportuna e leve, aproveitando as ativi-
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dades, assuntos e momentos da criança. "O ideal é falar sobre dinheiro na hora em que a criança está interessada nele. E a data comemorativa é um grande gancho", lembra Álvaro Modernell especialista e sócio-fundador da Mais Ativos Educação Financeira. Segundo ele, dinheiro é um assunto chato para crianças e, por isso mesmo, a abordagem dos adultos deve ser natural. "Não dá para falar para uma criança o quanto é importante ter a casa própria se ela só consegue pensar na casa de boneca", disse Modernell durante palestra no 1º Congresso Nacional de Educação Financeira nas Escolas (Conefe), no mês passado. O melhor momento, a linguagem adequada e o respeito aos interesses das crianças são as dicas do especialista para iniciar uma boa conversa. Uma sugestão de Modernell, que também é autor de livros infantis, é a utilização da literatura para abordar as noções de finanças. Para as crianças que não sabem ler, mas que já têm desejos, os pais podem contar estórias. "Há muita literatura que pode ser aproveitada para entrar no assunto e muitos desses livros não são novos. Exemplos estão nas Fábulas de Esopo. A Cigarra e a Formiga ensina a poupar e A Galinha dos Ovos de Ouro mostra que é importante evitar a ganância", diz. Modernell lembra que há uma infinidade de livros infantis. "Embora seja autor de muitos deles, apoio a diversidade literária. Exemplos de clássicos para crianças que já leem são obras de Ruth Rocha e Cora Coralina", diz. O livro Como se Fosse Dinheiro (Editora Salamandra), da autora Ruth Rocha, conta as aventuras do menino Catapimba e de como ele aprende a diferença entre o troco em moeda e em bala. Já a obra A menina, o cofrinho e a vovó (Editora Global), da escritora Cora Coralina, conta a
história de uma avó que precisa comprar uma geladeira para produzir doces e vendê-los. Na estória, a neta oferece o dinheiro de seu cofrinho para ajudar a avó. Outro livro recomendado por Modernell é o O homem mais rico da cidade (Mais Ativos), de Jonas Ribeiro, que conta a história de dois homens que entram em uma disputa para saber quem é o mais rico. O livro mostra que existem riquezas mais importan-
tes do que as materiais. Para Domingos, autor dos livros das séries O Menino e o Dinheiro (DSOP), e O Menino do Dinheiro (DSOP), mais importante do que comprar livros, é lê-los para os filhos. "Por isso, junto com minhas obras vem o suplemento do pai, que dá dicas para tornar a experiência mais enriquecedora. Sugiro que os pais, durante a leitura, estabeleçam relações entre os lugares da estória com a rua onde moram e que comentem
suas semelhanças e diferenças", diz. O importante é que na leitura de um livro, ou na hora de encher cofres, os pais procurem interagir com os filhos. "É essencial que essas ferramentas não sejam utilizadas isoladamente", conclui Domingos. André Massaro, educador financeiro e consultor, lembra que os pais são exemplos para os filhos. "Não adianta ensinar a poupar e depois gastar desenfreadamente", completa.
Ele explica que a educação financeira para crianças é uma área recente de estudos e, por isso, é feita de experimentos. "Seja qual for o método, não vai fazer mal. O importante é que as experiências para ensinar finanças aos filhos os levem a não associar o dinheiro a coisas chatas. Vale a pena comprar brinquedos com um viés educacional, para ensinar a criança a lidar com os recursos de forma econômica e divertida", afirma.
Moedinhas, notas e muitos sonhos. aria Eduarda, de 8 anos, ainda não decidiu o que quer ganhar no Dia das Crianças, mas tem uma certeza: se encher seus dois cofrinhos poderá comprar as bonecas que gosta. Todos os dias ela espera moedas dos pais, o troco das pequenas despesas, para poupar. "Já comprei patinete e uma casa de boneca. Fiquei muito feliz", conta. A prática começou bem cedo, quando Maria Eduarda tinha apenas quatro anos de idade. Com o tempo, apren-
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deu a esperar para guardar mais dinheiro e comprar brinquedos de maior valor. "Ela prefere encher o cofrinho para comprar algo melhor", conta a mãe, a economiária Maristela Zanetti, de 44 anos. Quando o cofrinho enche, Maristela o abre na loja, junto com a filha, para comprar algo que a menina deseja. "Muitas vezes o valor do item que ela quer é maior do que o montante que ela guardou, mas eu completo. O importante é que ela aprendeu a poupar e espe-
rar. Não faço isso para que ela seja rica no futuro, mas para que aprenda a lidar com dinheiro. Não quero que ela tenha problemas financeiros quando crescer", diz a mãe. Com essa preocupação, a estratégia de Maristela foi presentear a filha com um cofrinho temático. "Percebi que ela adorava as Princesas e comprei um com este tema. Hoje ela tem dois, um para moedas e outro para notas, onde guarda a mesada de R$ 10", diz. A mãe conta que um com-
plemento para ensinar à filha noções sobre a importância de guardar dinheiro para realizar sonhos foi a utilização de livros de estórias infantis que abordam o tema. Além disso, Maria Eduarda também tem aulas de educação financeira na escola que frequenta, em Brasília. "Os livros ajudaram muito. Mas acho que o que mais pesou é que já valorizávamos a educação financeira. O hábito de economizar para ter as coisas já era algo da nossa família", completa Maristela. (RT)
Maria Eduarda e seus dois cofrinhos: hábito começou há 4 anos.
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Shoppings festejam com os pequenos Importante data no calendário dos lojistas, o Dia da Criança estimula shoppings a criar atrações. Divulgação
Tina Cezaretti/Hype
Atrações oferecidas nos shoppings são variadas, com jogos eletrônicos, exposições de bonecos gigantes de animais e brincadeiras tradicionais.
Divulgação
Paula Cunha ojistas de shopping centers estão extremamente otimistas com o Dia da Criança, que se comemora no próximo sábado. A data deverá elevar 12% em média as vendas em relação ao ano passado em todo o Brasil, na expectativa da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). Neste ano, a entidade acredita na ajuda até da valorização do dólar, que poderá contribuir para que mercadorias de fabricação nacional, com preços mais competitivos, ganhem a preferência dos consumidores. Representantes da Alshop informam que, em razão da boa expectativa, os lojistas contrataram mão de obra temporária, aumentando, em média, 15% do quadro de funcionários. Na capital paulista, empreendimentos de diversas regiões criaram promoções. O shopping Pátio Paulista, por exemplo, localizado no bairro do Paraíso, está apostando no interesse das crianças por tecnologia e criou um espaço interativo, chamado "Desafio de gênio", composto por quatro estações equipadas com um iPad cada, para os pequenos de 6 a 12 anos. No aparelho, há um jogo de memória que apresenta sequências de cores e sons em sessões que duram 20 minutos e que devem ser memorizados pelos jogadores. A promoção se estenderá até o dia 13 e a cada tarde será anunciado o vencedor do joguinho daquele dia, que levará como prêmio um vale-com-
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pra no valor de R$ 100 para ser trocado na loja de brinquedos Laura. No final do evento, o jogador com o maior número de pontos obtidos em todas as competições ganhará um vale-presente de R$ 300. Ancorado nessa e em outras promoções, a expectativa do Pátio Paulista é de elevar em 8% as vendas em relação ao mesmo período de 2012. Também otimista, o Vila Olímpia, na zona Sul da capital, espera aumento de 11% nas vendas, em comparação com as do ano passado. O shopping investiu R$ 200 mil em ações para divulgar a data, que incluem a exposição "O Mundo dos Dinossauros", com nove réplicas em tamanho natural dos animais. A exposição está aberta de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos do-
mingos e feriados, das 14h às 20h. A direção do Vila Olímpia não divulga a expectativa de fluxo de público durante o período da promoção. A superintendente do ParkShopping São Caetano, Beatriz Alves, também partilha este otimismo. Segundo ela, o espaço localizado no município do ABC paulista deverá receber 11% mais visitantes do que no período do Dia da Criança do ano passado, com o que haverá um aumento de 10% nas vendas. Uma verba de R$ 230 mil foi destinada para promover as atrações criadas em redes sociais e em painéis distribuídos nas regiões de Santo André e Bernardo do Campo. Inspiradas pelo filme “Aviões”, da Disney, cabines com jogos de memória e espaços interativos com atividades como pinturas e desenhos serão oferecidas a crianças de 3 a 12 anos na praça de eventos até 13 de outubro em diversos horários. Apoio do teatro – Valorizando atividades mais lúdicas, o Central Plaza Shopping oferecerá até o dia 13 deste mês uma Oficina de Dedoches e um Teatro de Fantoches, com sessões gratuitas realizadas a cada 30 minutos em um espa-
Tecnologia e tradição convivem em harmonia ara atender as crianças mais sintonizadas com a evolução tecnológica, a PBKids Brinquedos aposta para este Dia das Crianças em tablets que estão expostos em displays especiais. A rede, composta de 189 unidades em todo o País, espera que a data provoque um aumento de vendas de 12% frente ao ano passado. Para alcançar esse objetivo, também oferece as linhas de brinquedos relacionadas aos personagens de desenhos e séries mais famosos do momento como Monster High, Galinha Pintadinha e Furby, entre outros, dentro da campanha batizada "Solte a sua imaginação". A rede, que pertence à Ri Happy desde o ano passado, é a segunda maior varejista de brinquedos o País e tem
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nas classes B e C a principal clientela. Segundo o diretor de marketing do empreendimento, Mário Honorato, as classes emergentes, graças ao aumento do poder aquisitivo nos últimos anos, incluíram a aquisição de brinquedos, games e tablets no orçamento familiar. Por isso, além dos games e tablets, o empreendimento também oferece os jogos tradicionais como Lego e as bonecas para as meninas, com destaque para a linha de princesas Disney. Segundo Honorato, a PBKids acompanhou a evolução das crianças e ampliou o leque de itens oferecidos, com destaque para os com maior apelo tecnológico. Na opinião dele, as adolescentes não brincam mais de bonecas,
mas a variedade de brinquedos também cresceu e acompanhou o maior número de crianças com acesso a ela e atende as preferências de todas as faixas etárias. Neste ano, a rede criou uma promoção, que vai até sábado, durante a qual a cada R$ 100 em compras que incluem brinquedos relacionados aos personagens Ben 10, Hora de Aventura ou Meninas Superpoderosas, os clientes concorrem a dois automóveis Ford Fiesta 0 Km, que têm valor de R$ 33 mil. Eles serão entregues aos sorteados com um estoque de brinquedos no valor de R$ 2 mil. A campanha para divulgar a iniciativa teve custo de R$ 1 milhão e será veiculada na TV e através de encartes. (PC)
ço especialmente criado para eles. No teatro, atores interpretarão personagens clássicos de histórias como Branca de Neve e os Sete Anões, Os Três Porquinhos e Chapeuzinho Vermelho, entre outras. Representantes do espaço têm expectativa de aumento de vendas e de público da ordem de 7%. Segundo eles, os investimentos em promoção somaram R$ 120 mil. Também no Shopping Ibirapuera, o teatro é uma das atrações oferecidas para conquistar as crianças. A Mostra de Teatro, que estreou no sábado e se prolongará até o dia 3 de
novembro, segundo o estimado, fará aumentar em 4% o fluxo de visitantes. Ricardo Portela, gerente de marketing, informa que o Dia da Criança neste ano estimulará um aumento de 8% nas vendas ante o mesmo período do ano passado. “O público infantil tem ampliado o seu poder no momento da compra. Eles sabem o que querem e isso influencia muito na decisão dos pais", afirma Portela. O Anália Franco, localizado na zona Leste da capital, deci-
diu se inspirar em um sucesso do cinema de animação. A Praça de Eventos será decorada com os personagens do filme "Tá Chovendo Hamburguer 2". Para crianças de 4 a 12 anos foi criado um circuito de aventura com atividades com duração aproximada de 20 minutos. Nele, há um jogo onde o objetivo é desligar uma máquina que controla criaturas que tentam engordar o mundo. O empreendimento não divulgou previsões de público e de vendas.
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Estou disposto a apostar que há votos suficientes para garantir que os EUA não vão acabar se tornando caloteiros. Barack Obama, presidente dos EUA
Impasse eleva risco de calote nos EUA Líder republicano endurece o tom e ameaça não votar um aumento para o teto da dívida dos Estados Unidos. Prazo termina dia 17 deste mês. Michael Reynolds/EFE
presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, John Boehner, afirmou ontem que não iria elevar o teto da dívida norte-americana sem uma "conversa séria" sobre o que está levando à dívida, enquanto os democratas, do partido do presidente Barack Obama, disseram que aumentar a possibilidade de um calote era irresponsável e imprudente. "O crédito do país está em risco por causa da recusa da administração em sentar e ter uma conversa", afirmou o republicano John Boehner durante o programa "This Week", da rede ABC, acrescentando que não há votos suficientes na Câmara dos Deputados para aprovar um projeto de lei "limpo" para o limite da dívida, sem quaisquer condições definidas. Perguntado se isso significava que os Estados Unidos estavam na direção de um calote, caso o presidente Barack Obama não negociasse, o republicano Boehner respondeu: "Este é o caminho que estamos seguindo". O prazo para votação da ampliação do teto da dívida dos EUA é dia 17 de outubro. Se não for criado um novo teto para a dívida, os EUA correm o risco de não ter como pagar seus credores. Endurecidos – Os comentários parecem estar mais endurecidos desde a semana passada quando foi noticiado que Boehner teria afirmado aos republicanos em privado que ele trabalharia para evitar o calote, mesmo que isso significasse contar com votos de democratas, como ele fez em agosto de 2011. Republicanos e democratas também divergem sobre a cul-
O
pa por uma paralisação que tem levado ao fechamento de grande parte dos serviços do governo, e de pontos turísticos como a Estátua da Liberdade. Na segunda-feira passada, à meia-noite, venceu o prazo para votação do novo orçamento no Congresso. Sem a votação, o governo federal não tem como pagar o pessoal. A batalha sobre o financiamento do governo federal parece que irá se juntar à discussão sobre o teto da dívida, que precisa ser elevado até a semana que vem. Os republicanos estão em busca de concessões em troca do aumento do teto da dívida do país de US$ 16,7 trilhões. Se o limite de empréstimo não for aumentado, os Estados Unidos poderiam ir a "default", o que, segundo autoridades e economistas, com graves consequências para as economias globais. O secretário do Tesouro, Jack Lew, alertou sobre as sérias consequências "caso o impensável acontecesse, para se ter um calote dos EUA. "É irresponsável e imprudente correr esse risco. Por isso, o Congresso precisa agir", disse ele. Pressionado pela promessa de Obama de não negociar o limite da dívida, Lew disse: "O presidente sempre esteve procurando uma forma de negociar, de encontrar um meiotermo razoável, com um grupo bipartidário de membros e senadores para fazer a coisa certa para a população norteamericana. Ele aprovou um orçamento que, na verdade, exigiu um grande passo para ser realizado. O presidente está aberto a negociações". Calote – O presidente Barack Obama disse que não espera ter que tomar nenhuma medida extraordinária para evi-
O presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, John Boehner, está em queda de braço com Barack Obama. tar que os EUA deem um calote em sua dívida, porque acredita que o Congresso vai aumentar o teto da dívida antes do prazo, o dia 17 de outubro. "Não espero chegar até esse dia", disse Obama em entrevista para a agência de notícias Associated Press. "O presidente da Câmara, John Boehner, deu pelo menos alguns indícios de que está disposto a garantir que não ocorra o calote", disse Obama. "E estou muito disposto a apostar que há votos suficientes no Congresso agora para garantir que os Estados Unidos não vão acabar se tornando caloteiros", concluiu o presidente dos EUA. (Reuters)
LONGE DOS FALSIFICADORES – O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos,
divulgou ontem imagem da nova nota de US$ 100, que entra em circulação amanhã e traz novos dispositivos de segurança. O retrato de Benjamin Franklin está cercado de segredos. "Nosso trabalho é tornar mais difícil a ação dos falsificadores", disse Michael Lambert, diretor do Fed. (EFE)
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Ao notarmos que uma empresa está com uma prática que contraria o Código de Defesa do Consumidor, poderemos iniciar uma fiscalização. Luciano Sousa, do Procon-SP
As ações do Procon e do Ipem não se restringem a datas como o Dia das Crianças, festejado nesta semana.
A fiscalização que está todo dia na rua s operações especiais do Dia das Crianças promovidas pela Fundação Procon-SP e pelo Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) foram praticamente finalizadas na semana passada. Mas isso não significa que os comerciantes estão fora do alcance dos fiscais dos dois órgãos públicos de proteção e defesa do consumidor. Isso porque os fiscais percorrem diariamente o comércio varejista e atacadista para checar se as normas de proteção e defesa do consumidor estão sendo cumpridas. Além da rotina de fiscalização, o Procon-SP acata denúncias dos mais diferentes públicos. “Realizamos inspeções após provocação de outros órgãos públicos, como o Ipem”, informa Luciano Sousa, assistente técnico da Diretoria de Fiscalização do Procon-SP. “Se na ação desse órgão for verificada alguma irregularidade que compete ao Procon coibir, ela é oficializada e pode gerar uma ação por parte da Diretoria de Fiscalização”. São também fontes do órgão público de defesa do consumidor o Poder Judiciário, a Polícia Civil, o Ministério Público, a mídia. Mas, salienta o técnico, o maior volume de denúncias parte do próprio consumidor. “A Diretoria de Fiscalização acompanha as demandas registradas no atendimento. Mesmo sendo questões individuais, ao notarmos que uma determinada empresa está com uma prática que contraria o Código de Defesa do Consumidor, poderemos iniciar uma fiscaliza-
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ção.” Os varejistas, fabricantes e importadores podem se livrar dos autos de infração, cujas multas, hoje, vão de R$ 400 a R$ 7 milhões, se cumprirem com as determinações legais. No caso de produtos para crianças, o Procon verifica se a informação sobre a faixa etária está estampada na embalagem e se o manual de informação está em português. Verifica outros itens como a qualidade da informação na vitrine, se há exemplar do Código de Defesa do Consumidor no estabelecimento, as formas de pagamento aceitas pela loja, etc. “Basicamente, é o que está estabelecido no ar-
tigo 31 do CDC”, acrescenta Sousa. Ele explica que, verificada uma infração, é lavrado o auto de infração, que inaugura o processo sancionatório. Dependendo da situação, as penas podem chegar ao fechamento do estabelecimento. “As sanções estão elencadas no artigo 56 do CDC.” Durante uma operação de fiscalização, seja em datas especiais, como o Dia das Crianças, ou de rotina, os fiscais do Procon podem detectar situação específica, que será trabalhada em detalhes posteriormente pelo órgão ou por uma de suas câmaras
técnicas. “Essa situação pode culminar em uma sanção e o importador ou o fabricante serem chamados para a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)”, acrescenta o técnico. Proteção A maioria dos produtos destinados ao público infantil é de certificação obrigatória pelo Inmetro, cabendo aos Ipems dos Estados verificar se o que está disponível à venda no mercado cumpre a legislação e porta o selo do Inmetro. A razão para tanto controle é o risco que eles representam às crianças. Os dados do Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sin-
mac) mostram que os produtos infantis representam 15% do total de registros por consumidores e lideram o ranking de acidentes. “Estamos atuando de forma constante na regulamentação, fiscalização e conscientização sobre o uso de produtos destinados ao público infantil”, assinala Alfredo Lobo, diretor de Avaliação da Conformidade do Inmetro. Desde 1992, a certificação de brinquedos é compulsória no Brasil. A obrigatoriedade visa a propiciar a confiança de que o produto foi fabricado a partir de requisitos mínimos de segurança. “Um brinquedo que não obedece às normas pode conter, por exemplo, tinta tóxica ou componente que contamine o organismo da criança”, acrescenta a Assessoria de Imprensa do Inmetro. O selo do Inmetro é concedido depois que o brinquedo passa por vários ensaios realizados por laboratórios acreditados pelo órgão. É feita a avaliação de itens de segurança como impacto e queda (pontas cortantes e agudas); mordida (partes pequenas que podem ser levadas à boca); químico (metais nocivos à saúde); inflamabilidade (risco de combustão em contato com o fogo); e ruído (níveis acima dos limites estabelecidos pela legislação). É para esses itens de segurança que os lojistas devem atentar antes de colocar um brinquedo à venda em seu estabelecimento. Caso contrário, estarão não só sujeitos a multas (vão de R$ 100 a R$ 1,5 milhão), como à apreensão de todos os itens irregulares, conforme a Lei nº 9.933/99.
FIQUE POR DENTRO PESQUISA
CRÉDITO Bancos e outras instituições, como concessionárias de veículos, poderão ser impedidos de negar crédito ou compartilhar dados sobre consumidores que já questionaram dívidas na Justiça. A proibição está prevista no PL 4423/23, do exdeputado Professor Victório Galli, aprovado na semana passada pela Comissão de Defesa do Consumidor. A proposta, conforme a Agência Câmara, pune com multa ou até com a cassação da licença do
estabelecimento quem desobedecer a regra. Segundo o relator na comissão, deputado Paulo Freire (PR-SP), a ideia é evitar a negativa de crédito com base em eventuais “listas negras” levantadas para identificar os clientes que, embora não estejam registrados em cadastros restritivos como SPC ou Serasa, simplesmente exerceram seus direitos e pediram revisão judicial de contratos de financiamento ou empréstimo.
Estudo do Idec e da Market Analysis mostra que a maioria dos brasileiros já ouviu falar do Código Brasileiro do Consumidor, mas poucos recorrem a ele quando p recisam solucionar problemas. De 20 entrevistados, 19 disseram saber da existência de um código (95%) que protege seus direitos como consumidor e 63% afirmam consultá-lo e 45% afirmaram “não ter conhecimentos suficientes”. A pesquisa pode ser acessada no site da entidade.
PARCERIA
PROIBIÇÃO
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Conselho Federal de Psicologia (CFP) firmaram parceria para o Conselho auxiliar nas investigações sobre publicidade abusiva, com a emissão de pareceres técnicos. O acordo estabelece um canal de comunicação direta entre os órgãos, prevendo outras ações na área de defesa do consumidor. No último ano, a Senacon já vinha contando com o apoio técnico do CFP na emissão de pareceres para investigações sobre publicidade abusiva, com conteúdo potencialmente racista ou sexista, entre outros.
O consumo de álcool em postos de combustível da capital paulista poderá ser proibido. É que foi aprovado projeto de lei na semana passada na Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher, da Câmara Municipal de São Paulo. De autoria do vereador George Hatto (PMDB), a proposta já passou pelas comissões de Constituição, Justiça e Legislação e de Assuntos Econômicos. Falta ser avaliada pela comissão de Finanças e Orçamento para depois seguir para dupla votação no plenário.
Angela Crespo é jornalista especializada em consumo; e-mail: doislados@dcomercio.com.br
Brinquedos perigosos fora de circulação este ano, na fiscalização do Dia das Crianças, o Inmetro determinou que todos os órgãos delegados (Ipems) do País percorressem o comércio varejista e atacadista para checar se brinquedos, mamadeiras e chupetas portavam o selo de identificação da conformidade e se atendiam aos requisitos estabelecidos na regulamentação. Em São Paulo, o balanço do Ipem na Operação Especial Dia das Crianças resultou na apreensão de 2.719 brinquedos em 59 das 280 lojas visitadas na capital e nas cidades de Lins, Ribeirão Preto, Rio Claro, Piracicaba, Taubaté e Votuporanga. Mamadeiras, chupetas e bicos de mamadeira foram examinados, mas não foram encontrados erros. A maioria da apreensão de brinquedos foi em decorrência da falta de selo do Inmetro, informa a Assessoria de Imprensa do Ipem-SP. Eles serão inutilizados e as lojas que comercializavam os produtos irregulares serão autuadas.
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Gol é condenada por cancelamento indevido de passagens empresa aérea terá de pagar indenização por danos morais e materiais a dois consumidores, conforme decisão da 5ª Turma Recursal do Fórum Dolor Barreira. No ano passado, os dois clientes adquiriram, por meio de código promocional na internet, passagens (ida e volta) de Fortaleza para São Luís, no valor de R$ 389,00. Eles fizeram o primeiro trecho da viagem, mas no momento do check-in da conexão foram informados de que os nomes não constavam na lista de passageiros do voo de volta para a Capital cearense. Foram obrigados a adquirir outros bilhetes, por R$ 595,77 cada. Ao solicitarem o reembolso das quantias, a Gol respondeu que a devolução seria de R$ 185,00, referente à passagem promocional sem as taxas de embarque. Entraram, então, com ação na Justiça pedindo indenização por danos morais e materiais. Na contestação, a empresa disse que o código promocional era destinado a um grupo específico, mas vazou na internet e terceiros teriam se aproveitado e comprado bilhetes. Decisão do 9º Juizado Especial Cível e Criminal de Fortaleza, reconhecendo a falha na prestação de serviço e o transtorno sofrido pelos consumidores, determinou pagamento de reparação material no valor de R$ 595,77, além de R$ 6 mil, a título de danos morais, para cada um dos passageiros. Inconformada, a Gol interpôs recurso sob a alegação de que as passagens foram obtidas de forma fraudulenta. Mas, ao julgar o processo, a 5ª Turma Recursal decidiu pela manutenção da sentença. O relator destacou que “a falha na prestação de serviço da companhia aérea restou caracterizada no momento em que cancelou arbitrariamente as passagens, apenas ao argumento de que havia suspeita de fraude, ainda mais porque deixou de informar ao consumidor”. Fonte: Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE)
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