Skip to main content

DC 06/12/2012

Page 1

Adeus, Niemeyer. Págs. 12 e 13

Hoje é dia da Nossa Posição Página 2

L.C.Leite/LUZ

Grito pela nota que expõe o imposto "É cultura de cidadania saber o quanto pagamos de impostos", disse Rogério Amato, presidente da ACSP, no lançamento do manifesto pela sanção do projeto da nota fiscal "transparente" . Pág. 15 Ano 87 - Nº 23.764

Conclusão: 23h50

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Novo pacote de estímulo aos investimentos prevê R$ 100 bilhões em financiamentos para empresas em 2013, com juros reduzidos e prazos mais longos, e a redução das taxas cobradas em empréstimos do BNDES. A chamada Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) cai de 5,5% para 5% ao ano a partir de janeiro, o menor nível da história. "Para viabilizar o crescimento da economia de 4% em 2013 é preciso impulsionar o investimento, que deve crescer em torno de 8%", disse Guido Mantega, ministro da Fazenda. Pág. 19

Uéslei Marcelino/Reuters

R$ 100 BILHÕES PARA CRESCER Pedro Ladeira/Frame/Estadão Conteúdo

Elétricas: Dilma lança raios contra os tucanos.

Mello propõe reduzir penas. STF faz coro: Não.

Presidente diz que redução de 20,2% na conta de luz não é possível por causa de Cesp (SP), Cemig (MG) e Copel (PR). E anuncia estar disposta a novas negociações. Pág. 17

Ministro acatou pedido da defesa e propôs reduzir em até 25% as penas de prisão de 16 condenados. O plenário rejeitou por 7 votos a 2 (Mello e Lewandowski). Pág. 5

Twitter abre um ninho no Brasil É o terceiro escritório fora dos Estados Unidos. Para buscar anunciantes. Pág. 24

Show de bola: com ela gol é gol. Fifa apresenta no Japão bola inteligente, que será usada no Mundial de Clubes. Microchip é capaz de indicar quando ela cruzar a linha em direção à rede. Pág 14 ISSN 1679-2688

23764

9 771679 268008

credito

Toru Hanai/Reuters

Tem um lugar para mim aí?

Página 4

Assad (foto) prometeu que só deixará a Síria morto. Mas jornal israelense diz que Venezuela, Cuba e Equador já foram sondados quanto a um possível asílo político. Pág. 10


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

o

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Lá não ocorre o que aqui é tão frequente, do candidato afirmar uma coisa na campanha e fazer o oposto após empossado. Roberto Fendt

pinião

NOSSA POSIÇÃO

O CUSTO DO TRABALHO E O PESO DA INCERTEZA

A

estabilidade das regras que regem as atividades empresariais é condição necessária, embora não suficiente, para estimular os investimentos e a expansão dos negócios existentes. Quanto mais simples e claras as regras, maior o estímulo para converter o espírito empresarial inato do brasileiro, em empreendimentos que levem à criação de riquezas e à geração de empregos. A legislação das relações trabalhistas, a CLT, vai completar 70 anos de existência e está completamente defasada frente à realidade do mercado de trabalho. As alterações sofridas ao longo do tempo foram sempre no sentido da criação de novos encargos, como o FGTS, ou aumento de das obrigações acessórias, como a instituição de relógio

eletrônico de ponto. Apenas recentemente houve desoneração da folha de pagamentos de alguns setores, embora compensada por tributação sobre o faturamento. Enquanto a economia brasileira era fechada, com o setor industrial altamente protegido, as ineficiências e os altos custos decorrentes da legislação trabalhista eram simplesmente repassados aos consumidores. Contudo, à medida que se passou a facilitar as importações e, ao mesmo tempo, o Real se valorizou, enquanto os salários cresciam acima da produtividade, a indústria foi perdendo sua capacidade de competir. A forte expansão do consumo passou a ser atendida, cada vez mais, pelas importações. Por maiores que sejam os custos e as obrigações burocráticas decorrentes da CLT, desde que eles sejam clara-

mente definidos e apresen- tecnológica e das novas modatem relativa estabilidade, as lidades de emprego. empresas podem avaliar o seu Em recente seminário sobre impacto sobre a produção ou Relações do Trabalho para o sécusobre a comercialização dos lo XXI as relações trabalhistas produtos e tomar decisões re- foram classificadas como "onelativas a investir ou não, bem rosas, conflituosas, inseguras e como optar por maior automa- antiemprego", com excesso de ção ou por mais leis e decremão de obra. tos. O que foi Custo gerado As empresas apontado copelas leis comparam as mo fator mais trabalhistas não condições para grave, entreproduzir no Braé compatível com tanto, foi o ausil com os premento da ino crescimento ços dos producerteza, geratos importados do devido à econômico e a e com o custo de da empregabilidade. tendência produção em Justiça do Traoutros países; e balho de legisquanto maior o peso dos encar- lar, em lugar de apenas intergos trabalhistas, menor a capa- pretar a legislação. cidade de competir interna e Diversas decisões da justiça externamente. Parece bastan- trabalhista, muitas delas atrate claro, também, que a legisla- vés de Súmulas Vinculantes, ção não atende às mudanças vêm estabelecendo novos da economia, fruto da evolução custos e obrigações para as

empresas, inclusive algumas com efeitos retroativos.

T

ais medidas acabam gerando um clima de incerteza para as empresas, o que pode afetar decisões de novos investimentos ou de expansão dos negócios. Como exemplo, pode-se citar a recente decisão do TST com relação às convenções e acordos coletivos, ao estabelecer que os benefícios, uma vez concedidos, não podem ser suprimidos posteriormente, a não ser em caso de nova negociação específica. Trata-se de uma mudança da posição vigente até agora, em que tudo podia ser negociado por ocasião de nova convenção ou acordo, o que tornará mais difícil o entendimento entre as partes e representa interferência indevida da Justiça do Trabalho na liber-

dade de negociação. Em um momento em que a crise mundial está acirrando a concorrência no mercado internacional, e que a indústria brasileira se ressente do peso do "custo Brasil" para poder exportar e para competir com as importações, o País deveria procurar reduzir os encargos suportado pelas empresas, inclusive os trabalhistas, e não criando novas obrigações e custos para elas. Os empresários vêm se mobilizando para tentar reverter algumas dessas decisões. É preciso que se tente sensibilizar a Justiça do Trabalho sobre as consequências econômicas e sociais de suas decisões, as quais, no fim, acabam sendo prejudiciais aos trabalhadores. Sem expansão do investimento não há crescimento da economia, nem aumento do emprego e da renda.

SXC

AINDA SOBRE O "ABISMO FISCAL" R ecente pesquisa do Gallup Institute, divulgada pela Bloomberg, dá uma mostra interessante do que pensam os americanos a respeito da credibilidade de 22 categorias profissionais. O resultado dá o que refletir. Como no anedotário, os vendedores de carros usados foram qualificados pelos entrevistados como os profissionais de menor credibilidade: somente 8% dos que responderam à pesquisa os consideraram como pessoas de alto ou muito alto padrão ético. No outro extremo, 70% dos entrevistados bem apreciaram os médicos e 85% as enfermeiras. Os banqueiros tiveram melhoria expressiva na avaliação dos americanos segundo esse critério. Em 2007, na crise do subprime, somente 19% dos entrevistados os consideraram de alto ou muito alto padrão ético. Na atual avaliação, esse percentual subiu para 28%. Ficaram mal na foto os parlamentares: somente 10% dos entrevistados os situaram na melhor categoria de padrão ético – pouco acima dos vendedores de carros usados. É possível que essa avaliação tenha a ver com o chamado "abismo fiscal" americano – os cortes previstos em isenções fiscais e aumento de impostos previstos para entrar em vigor a partir do próximo 31 de dezembro. Não é a primeira vez que

Executivo e Legislativo nos EUA assumem posição de confronto em temas de grande importância para a população. O presidente Barack Obama tem insistido em aumentar os impostos sobre os 2% mais ricos do pais e manter incólumes os programas Medicare (programa de seguridade social que garante o seguro saúde para os idosos) e Medicaid (programa similar de seguridade social para famílias de baixa renda).

ROBERTO FENDT como investimentos de infraestrutura e na defesa nacional. Aqui também apontou-se recentemente que, a persistir o crescimento das despesas obrigatórias do governo federal, não haverá recursos para recuperar a desgastada infraestrutura nacional ou para custear outras atividades consideradas da esfera do poder público, como segurança, saúde e educação básica. Mas a oposição não se afirma diante da gravidade do problema.

E

m pronunciamento na ultima terça-feira o líder do Partido Republicano no Congresso, John Boehner, afirmou que a proposta do Executivo "não era séria" e propôs como alternativa um corte de gastos de US$ 900 bilhões concentrados nos programas Medicare e Medicaid e um aumento de impostos da ordem US$ 800 bilhões, mas sem aumento das atuais alíquotas dos impostos. Não houve até o agora qualquer progresso nas discussões entre o Executivo e a oposição republicana, a quatro semanas do prazo fatal para o aumento de impostos e corte de gastos. Ninguém acredita que o assunto permaneça sem solução até o dia 31 deste mês, mas os americanos consideram enervante que não haja um espaço de negociação entre os extremos propostos por Obama e pela oposição republicana. Há lições que podemos extrair desse episódio.

A Qualquer que seja o mérito das propostas das partes em conflito, a oposição americana mostra-se aguerrida na defesa do que considera o melhor para o país – um substancial corte de despesas com aumento de impostos, distribuídos de forma mais uniforme para todos. Os democratas consideram que foram eleitos com um mandato que privilegia uma redistribuição forçada de renda em favor dos mais pobres. Diferentemente daqui, as posições em conflito estão amparadas em compromissos políticos

assumidos durante as campanhas eleitorais. Lá não ocorre o que aqui é tão frequente, de um candidato afirmar uma coisa na campanha e fazer o oposto depois de empossado.

T

ambém diferente é a atitude da oposição diante do poderoso Executivo. Não se registram casos de "mensalões" no Congresso americano ou de subserviência de parlamentares diante do Executivo ou do próprio partido. Exemplo disso é a atitude de um senador republicano que criticou

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

duramente, na tribuna, a proposta do líder do seu partido na câmara dos deputados. E há também importantes lições a tirar do "dever de casa" de cada partido com respeito às consequências de medidas de política econômica propostas pelo Executivo. Com razão, os republicanos apontam que, a persistir o padrão de gastos do governo, em poucos anos a receita tributária do país estará comprometida com programas de seguridade social, pouco sobrando para outras áreas sob responsabilidade do governo,

opinião pública americana parece ter um mau conceito sobre os seus congressistas, a julgar pela pesquisa Gallup. No entanto, se esse julgamento tem a ver com o impasse na solução do "abismo fiscal", ele está equivocado. A separação de poderes é uma das principais heranças do que de melhor conceberam os "pais fundadores" da Constituição americana. Ela é a garantia da liberdade do cidadão ante um poder que pode revelar-se autoritário, em sua ausência. Impasses ocasionais entre os poderes é um preço pequeno a pagar por essa garantia. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edito r-Ch efe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas @dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3180-3175. Fax 3180-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3180-3197, 3180-3983, Fax 3180-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3180-3544, 3180-3176 , Fax 3180-3355 Esta publicação é impressa em papel certificado FSC®, garantia de manejo florestal responsável, pela S.A. O Estado de S. Paulo.

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3180-3737 REDAÇÃO (011) 3180-3449 FAX (011) 3180-3046, (011) 3180-3983 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

o

pinião

3

HÁ TRÊS OPÇÕES DE GOVERNO NO ORIENTE MÉDIO: IMPÉRIOS DE FERRO, PUNHOS DE FERRO E DOMOS DE FERRO.

A ARROGÂNCIA ISRAELENSE

F

ui, no sábado, de TelAviv para uma sinagoga não muito longe da fronteira síria em Antakya, na Turquia. Ela está na minha cabeça desde estão. Antakya é o lar de uma minúscula comunidade judaica, que ainda se reúne nos dias de descanso na pequena sinagoga sefardita. Ela também é famosa por seu mosaico de mesquitas e igrejas ortodoxas, católicas, armênias e protestantes. Como é possível que eu tenha ido para uma sinagoga na Turquia, no sábado, quando na sexta, logo na outra margem do Rio Orontes, na Síria, eu tinha encontrado rebeldes sunitas do Exército de Libertação Síria envolvidos em uma guerra civil, na qual sírios alauitas e sunitas estão se matando com base na carteira de identidade, curdos estão criando seu próprio enclave, cristãos estão se escondendo e os judeus já partiram há muito tempo? O que isso está nos dizendo? Para mim, levanta a questão de que hoje existem apenas três opções de governo no Oriente Médio: Impérios de Ferro, Punhos de Ferro ou Domos de Ferro. O motivo pelo qual maiorias e minorias coexistiram relativamente em harmonia por cerca de 400 anos, quando o mundo árabe era administrado pelos otomanos turcos a partir de Istambul era que os otomanos sunitas, com seu Império de Ferro, monopolizavam a política. Embora houvesse exceções, de modo geral os otomanos e seus representantes locais estavam no comando em cidades como Damasco, Antakya e Bagdá. Minorias como alauitas, xiitas, cristãos e judeus – embora cidadãos de segunda classe – não tinham de temer ser machucados se não estivessem no poder. Os otomanos tinham uma mentalidade viva-e-deixe-viver em relação a seus súditos. Quando a Grã-Bretanha e a

THOMAS L. FRIEDMAN assentamentos no coração da Cisjordânia – em retaliação à decisão da ONU de dar aos palestinos o status de observador – embora os EUA tenham feito o possível para bloquear aquela votação e os assentamentos fossem romper qualquer possibilidade de um Estado palestino contíguo.

E França dividiram o Império Otomano no Oriente árabe, elas transformaram as várias províncias otomanas em países – com nomes como Iraque, Jordânia e Síria – que não correspondiam ao mapa etnográfico. Assim sunitas, xiitas, alauitas, cristãos, drusos, turcomenos, curdos e judeus se viram presos juntos dentro de fronteiras nacionais traçadas para se adequar aos interesses de britânicos e franceses.

E

ssas potências coloniais mantinham todos sob controle. Mas quando se retiraram, e esses países se tornaram independentes, começou a disputa pelo poder e as minorias foram ameaçadas. Por fim, na década de 1960 e 1970, vimos o surgimento de uma classe de ditadores árabes e monarcas que aperfeiçoaram

os Punhos de Ferro (e várias agências de informação) para tomar o poder para sua seita ou tribo – e eles governaram todas as comunidades pela força.

N

a Síria, com o punho de ferro da família Assad, a minoria alauita governou a maioria sunita, e no Iraque, com o punho de ferro de Saddam, uma minoria sunita governou uma maioria xiita. Mas esses países nunca tentaram formar "cidadãos" de verdade que pudessem compartilhar o poder e pacificamente fazer uma rotatividade. Assim, o que se vê hoje nos países da primavera árabe – Síria, Iraque, Tunísia, Líbia, Egito e Iêmen – é o que ocorre quando não há nenhum Império de Ferro e o povo se levanta contra os ditadores com punho de ferro. Estamos vendo

uma disputa em curso pelo poder – até que alguém consiga montar um contrato social de como as comunidades poderão compartilhar o poder.

O

s israelenses responderam ao colapso dos punhos de ferro árabes em volta deles – incluindo o avanço das milícias com mísseis no Líbano e em Gaza – com um terceiro modelo. Trata-se do muro que Israel ergueu em torno de si mesmo para barrar a Cisjordânia, unido ao seu sistema antimíssil Domo de Ferro. Os dois têm sido um sucesso fenomenal – mas a um alto preço. O muro mais o domo estão permitindo aos líderes de Israel abdicar de sua responsabilidade de pensar criativamente a respeito de uma resolução de seu próprio problema maioria-minoria com os pales-

tinos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

E

stou atônito com o que vi aqui politicamente. Na direita, no Partido Likud, a antiga liderança que pelo menos era conectada ao mundo, falava inglês e respeitava a Suprema Corte de Israel, foi varrida na última eleição primária por um grupo crescente de colonos ativistas de extrema direita que estão convencidos – graças, em parte, ao muro e ao domo, que os palestinos não são mais uma ameaça e que ninguém conseguirá retirar os 350 mil judeus vivendo na Cisjordânia. O grupo de extrema direita que governa Israel hoje é tão arrogante e tão indiferente às preocupações dos EUA que anunciou seus planos de erguer um gigantesco bloco de

nquanto isso, com poucas exceções, o domo e o muro têm isolado tanto a esquerda e o centro israelenses das consequências da ocupação israelense que seus principais candidatos para as eleições de 22 de janeiro – incluindo os do antigo Partido Trabalhista, de Yitzhak Rabin – nem estão oferecendo ideias pacifistas, mas simplesmente reconhecendo o predomínio da direita nessa questão e se fixando em diminuir o preço dos imóveis ou no tamanho das turmas escolares. Um líder dos colonos me disse que o maior problema na Cisjordânia hoje são os "engarrafamentos". Fico contente que o muro e o domo de ferro protejam os israelenses de inimigos que querem lhes fazer mal, mas receio que o muro e o Domo de Ferro também os estejam impedindo de ver verdades que precisam enfrentar com urgência. THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

Alex Almeida/Folhapress

PORTO DE SANTOS 2024- O RETORNO U

ma vez mais retornamos ao tema do porto de Santos. Ao longo dos anos temos escrito sobre os seus problemas e as previsões ou desejos para 2024, quando o porto deve triplicar sua carga operada. Todos sabem de nosso apreço pelo porto de Santos, mas somos realistas. Não era intenção voltar ao assunto tão cedo, mas é preciso, diante dos fatos. Em 2009 foram traçados planos para o porto movimentar 230 milhões de toneladas de carga em 2024. Mas relembrando nosso querido Garrincha, esqueceram de combinar com os adversários. Todos sabem dos imensos gargalos que lá existem, quase insolúveis. Quanto ao porto em si, não há problemas de crescimento. Espaço para construção de novos terminais sobram. Estão quase prontos mais dois deles, dos maiores do País e pode-se ir muito além, dobrando a quantidade de berços e/ou terminais sem dificuldade. O que se precisa é de investimento, o que é fácil de obter. A iniciativa privada está ai para isso e o capitalismo existe para viabilizá-la. No caso do Brasil, o problema é o

SAMIR KEEDI governo, com suas intervenções e regras inadequadas.

A

ssim, o problema de crescimento não é de espaço. É de lógica. A cidade hoje é muito grande para permitir que o porto continue crescendo assim. Já se tornou uma opção entre a cidade e o porto, entre as pessoas e o comércio. E a conjugação dos dois aspectos parece difícil. O crescimento do porto está sujeito aos acessos, problema grave, já que os acessos atuais não permitem crescimento. Sabemos o tempo que se leva para ir e voltar do porto, quanto tempo as pessoas levam para subir e descer para seu lazer. Assim, é o momento de se optar. E entendemos que a opção primária é o ser humano.

I

sso é perfeitamente factível num país continental, com tanta costa

marítima. Pode-se descentralizar facilmente o crescimento, dando chance de desenvolvimento a outros estados. Não é produtivo que apenas um porto retenha 25% das operações de comércio exterior do país. E, se nos arraigarmos ao regionalismo e não quisermos perder carga para outros estados, tudo bem. Ainda temos espaço para outros portos. Peruíbe, por exemplo, seria uma solução.

A

questão dos acessos é o principal problema da expansão do porto. Com a situação de predomínio absoluto do transporte rodoviário interno, a solução é quadruplicar as vias de acesso atuais, aumentando nesta quantidade as faixas de cada pista existente. Ou construindo novas pistas ou rodovias de acesso. Apenas triplicar manteria no futuro o caos de hoje. E sabemos da quase impossibilidade dessa

Porto de Santos: um problema no processo de crescimento que pode inviabilizar a cidade. ocorrência, seja pela questão ambiental ou pela capacidade de absorção da cidade. Uma mudança da matriz de transporte ajudaria. Mas quanto da carga atual e futura pode ser transportada por via férrea? A ferrovia poderia passar dos atuais (estimados) 20% da carga, para 40%. Hoje, 20% significa quase 20 milhões de toneladas. Teria que avançar para 90 milhões. Será viável para uma ferrovia em direção a Santos? Mesmo assim a rodovia continuaria tendo problemas: 80%, hoje, significa cerca de 75 milhões de toneladas; 60% em 2024 significará 140 milhões/t. Assim, parece fora de cogitação triplicar a carga do porto de Santos. E nem estamos citando as perimetrais, que mesmo

prontas, certamente não darão conta do recado, ou a dragagem do porto.

A

ssim, a construção de dois novos terminais, elevando a capacidade de embarque de containers de 3,5 milhões para 6,0 milhões de TEUs (twenty feet or equivalente unit), embora bem-vindos, claro, só agravarão os problemas de Santos. Melhor teria sido construir em outros locais. Assim, é aguardar para ver no que vai dar este sonho. A menos que se queira de fato destruir a qualidade de vida da cidade, duramente conquistada com o tempo – com a ajuda do porto, sim, mas a continuidade do processo pode ter efeito contrário. Ou seja, para tudo há um limite. No caso do porto de

Santos, trata-se especialmente do espaço e do meio ambiente. E, porque não citar, o próprio investimento para todas as necessidades, não apenas de construção de terminais portuários, armazéns, pátios etc. O custo de construção de estradas e ferrovias não é baixo para atender a essas necessidades. Principalmente neste país, em que todos sabemos, pessoas e corporações não funcionam como deveriam, como nossos representantes e sim apenas como deles próprios. SAMIR KEEDI É ECONOMISTA, CONSULTOR E PROFESSOR DA ADUANEIRAS E DIVERSAS UNIVERSIDADES, E MEMBRO DO COMITÊ DA ICC-PARIS DE REVISÃO DO ATUAL INCOTERMS. SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4

GibaUm

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

3 Jane Fonda, 74 anos, que 3 MAIS: experimentou e lançou no Brasil novo livro e participou de seminário, voltou para casa com dois sabores na boca.

gibaum@gibaum.com.br

k “Nem na ditadura aposentado era recebido com policiais portando metralhadoras no Palácio.”

PAULINHO PEREIRA DA SILVA // (PDT-SP), com dirigentes sindicais que não foram recebidos por Dilma e já ameaçando romper com o governo.

Fotos: Paula Lima

considerou inesquecíveis caipirinha de cachaça (com açúcar, não adoçante) e sorvete de tapioca.

Paris é uma festa A ministra Marta Suplicy, da Cultura, está em Paris, onde fica até domingo próximo: participará de eventos culturais que envolvem trocas de experiências com a França e assistirá a solenidade de condecoração de Frans Krajcberg pelo prefeito Bertrand Delanoë. E pedirá o apoio do país para a candidatura do frevo à lista de patrimônio imaterial da Unesco. O namorado Márcio Toledo também estará lá. Só que embarcou em outro vôo.

333

ACENANDO Como seu relacionamento com Gilberto Kassab não é, por assim dizer, nenhuma Brastemp, o governador Geraldo Alckmin, que começou a sonhar que as chacinas de São Paulo já ameaçam sua reeleição, já faz acenos a seu vice, Guilherme Afif Domingos, ligadíssimo ao prefeito e a segunda assinatura da fundação do PSD. Alckmin, que tirou Afif da Secretaria do Desenvolvimento, já pensa em lhe brindar com outra Pasta. O governador quer tentar levar o apoio do PSD para sua campanha de 2014.

333

Mais corrupção 333 No ano em que a corrupção chegou aos tribunais mais elevados com o julgamento do mensalão, o Brasil alcançou a 69ª posição, entre 176 países, do Índice de Percepção da Corrupção. A edição 2012 do projeto da Transparência Internacional confere ao país a nota 43, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). Nessa colocação, o Brasil empata com a Macedônia e África do Sul. O resultado coloca o país como o terceiro “mais limpo” da América do Sul. No topo da lista, com 90 pontos cada, estão empatados Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia.

RISCO MAIOR O ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, já foi falar na Comissão de Segurança Pública da Câmara, poderá ir a outras e até mesmo caciques da Advocacia-Geral da União, incluindoLuisInácioAdams, Agência Nacional da Águas e Agência Nacional de Aviação Civil também poderão ser convocados para darem seus depoimentos sobre a Operação Porto Seguro. A blindagem maior é evitar que Rosemary Noronha seja convocada: ela não agüentaria qualquer pressão, está emocionalmente perturbada e o risco maior seria deixá-la abrir a boca. 333

Enquanto as colunas de gossips garantem que sua nova namorada é petista e alagoana e seu novo hit Esse Cara Sou Eu , da trilha da novela Salve Jorge, está sendo usada como tema de noivos na hora do casamento, Roberto Carlos lota, em São Paulo, o Espaço das Américas, com cerca de três mil convidados. As músicas são conhecidas de gerações e a novidade é que, agora, ele anda mais solto. Na platéia, entre tantos, da esquerda para a direita, Barbara Paz (chegou de Portugal onde se apresentou com Hell), Geize e Abílio Diniz (ele, esquecendo-se um pouco de Jean-Charles Naori), Thais Fersoza e Michel Teló, o maestro João Carlos Martins e Xuxa Scherer e a mulher Sheila Mello, grávida. 333

Noite de Roberto

Ex-secretário de imprensa de Lula em seu primeiro mandato no Planalto, Ricardo Kotscho publicou em seu blog texto em que pede explicações sobre a Operação Porto Seguro. Faz considerações sobre disputas partidárias, mas não deixa por menos: “Nada disso exime o ex-presidente Lula e o PT de virem a público para dar explicações. Não dá mais para fazer de conta que nada está acontecendo e tudo se resume à luta política”. E não é apenas Kotscho que quer que o ex-presidente se explique: ministros e assessores do primeiro escalão de Dilma, filiados ao PT, pressionam a direção do partido para que convença Lula a se explicar sobre seu relacionamento com Rosemary Noronha, exchefe do Gabinete da Presidência de São Paulo. Ainda não se sabe quanto o episódio desgastou o ex-chefe do Governo, mas já se sabe que está desgastando também Dilma. 333

Fala, Lula!

Presente de Natal Os bancários estão em pé de guerra contra as primeiras mil demissões feitas pelo Banco Santander em todo o país. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, ligada a CUT, tem informações de que ainda no banco espanhol, as demissões serão de cinco mil funcionários no total. O Sindicato dos Bancários acha que, entre os primeiros demitidos, estariam funcionários com vinte anos de carreira, alguns perto da aposentadoria e até pessoas com deficiência. O Santander, como se sabe, é um dos campeões de reclamações do Procon, ao lado da Telefónica e da Vivo, empresas espanholas.

333

Roberto Carlos cantou, esta semana, no Espaço das Américas, em São Paulo, para uma platéia de três mil convidados, desfilou seus conhecidos sucessos e o mais recente, Esse Cara Sou Eu , música tema do personagem de Rodrigo Lombardi na novela Salve Jorge. No palco, do alto dos seus 71 anos de idade, RC provocou: “É o cara que toda mulher gostaria de ter, o cara que todo homem gostaria de ser. O cara que eu tento ser. Estou tentando. Eu chego lá”. As mulheres, especialmente as mais veteranas, reviravam os olhinhos em delírio total. A propósito: os homens estão casando ao som de Esse Cara Sou Eu, entre São Paulo e Rio. 333

Agora, livros Há uma novidade nos grampos feitos pela Polícia Federal e até pela Abin – Agência Brasileira de Inteligência – em torno das investigações que culminaram com a Operação Porto Seguro: é a utilização da palavra livro no lugar de quantidade de dinheiro. Na história recente do Brasil, no capítulo da corrupção política, já se usou, em outros tantos grampos, expressões como camisetas, remédios, CDs, canetas, medicamentos e até flores, supostamente em algum caso onde os protagonistas eram mais românticos. 333

h

MÚSICA TEMA

333 Produtora de moda, exBBB e com quinze tatuagens espalhadas pelo corpo (ela gosta mais dos desenhos do braço esquerdo), Bianca Jahara, 33 anos, deverá estrear em janeiro como apresentadora do programa Penetra no canal privê Sexy Hot. É sobre comportamento sexual, em tom picante “sem ficar vulgar”. Ela acha que tem experiência na área: já fez sexo com mulher, participou de festa de swing em seu aniversário, “já dominei e fui dominada, mas tenho um lado careta, quero casar e ter muitos filhos com meu maridinho”.

Nova atração

h IN

T-shirts: gola em V.

OUT

T-shirts: gola canõa.

Cantando na China A soprano brasileira Angélica de La Riva, uma das mais respeitadas e bonitas da área, vai se apresentar amanhã, pela primeira vez, na China, ao lado da Orquestra Sinfônica Shenzhen e com regência do maestro Bartholomeus-Henri Van de Velde. Tema do concerto: Diálogo entre as Civilizações. Depois, dia 12, estará em Nova York, apresentando-se no Carnegie Hall, ao lado de músicos que tocarão clássicos de Villa-Lobos e Carlos Gomes. Essa noite será uma homenagem especial ao Brasil e conterá composições inspiradas na Floresta Amazônica. 333

MISTURA FINA 333 O AINDA líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP) reclama que está engordando e que a cintura de suas calças começa a apertar. Médico, não gosta da dieta só de proteínas e está fazendo exercícios aeróbicos e musculação em seu próprio gabinete num air climber. É um equipamento portátil que ganhou de presente do deputado Paulinho Pereira da Silva (PDT-SP).

ROSEMARY Noronha, exchefe do Gabinete da Presidência em São Paulo, vinha usando aparelho nos dentes. Aos mais chegados, confidenciava: “Ele achou que deveria dar um jeito em dois dentes tortinhos”.

333

333 ROBERTO Carlos estaria namorando a ex-prefeita da cidade de Feliz Deserto, no litoral sul de Alagoas, Rosiana Beltrão, de 49 anos. Hoje, ela trabalha como superintendente do porto de Maceió, onde o iate do cantor tem sido visto, com freqüência, ancorado. Rosiana é petista de carteirinha e mantém bom relacionamento com a presidente Dilma Rousseff e com o ex-presidente Lula. Por enquanto, nega qualquer envolvimento com o rei.

DEPOIS de Mãe Lucinda na novela Avenida Brasil, Vera Holtz será Dona Redonda na segunda versão de Saramandaia, original de Dias Gomes, reescrita por Ricardo Linhares. Usará enchimentos para ficar tão obesa quanto Wilza Carla, a primeira Dona Redonda, que, no final, inflada, sobe e explode. 333

CANTOR milionário é outra coisa: noite dessas, Seu Jorge foi jantar num restaurante dos Jardins, em São Paulo, a bordo de sua Lamborghini branca (!) de R$ 1,2 milhão, comprada há quase um ano. E pediu ao manobrista que deixasse o bólido praticamente na porta do restaurante.

333

333 É A GRANDE novidade nas sexshops de São Paulo e Rio: vibradores pequenos em forma de batom e de rímel, especial para as moças levarem na clutche, na hora de sair. São produtos americanos e no minifolheto que acompanha está assinalado: “Nunca se sabe quando vai surgir a vontade”.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

5 DOSIMETRIA Proposta de Marco Aurélio de rever as penas seria um novo julgamento.

olítica

STF rejeita diminuir as penas dos mensaleiros

ABAIXO DA LEI Câmara vai propor demissão para juízes que fugirem ao decoro.

A proposta apresentada pelo ministro Marco Aurélio Mello reduziria, por exemplo, a pena de Marcos Valério de 40 para 10 anos. Na tese que beneficiaria 16 dos 25 réus, não estariam José Dirceu nem José Genoíno. Mesmo assim, não passou.

Pedro Ladeira/Frame/Estadão Conteúdo

O

plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou ontem a redução das penas aplicadas a 16 dos 25 réus condenados no julgamento do Mensalão. A questão, acolhida pelo ministro Marco Aurélio Mello, foi levantada pelas defesas de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, que integravam o núcleo publicitário do esquema, e pela de Vinicius Samarane, ex-vice-presidente do Banco Rural, do chamado núcleo financeiro. O pedido feito à Corte era para que se aplicasse o princípio da continuidade delitiva para os réus condenados por mais de um crime. Com isso, teriam significativa redução de suas penas, já que o entendimento passaria ao fato de que eles teriam cometido apenas um crime continuado e não vários delitos. A diferença – A continuidade delitiva ou crime continuado ocorre quando uma pessoa, por meio de uma ação, pratica dois ou mais crimes relacionados, sendo que um seja a continuação do outro. Aplica-se, então, a pena de um dos crimes, se forem iguais, ou a do mais grave, com aumento de um sextoa dois terços da pena. Dos nove ministros que continuam atuando no julgamento, sete votaram contra a redução. Apenas o revisor Ricardo Lewandowski acompanhou Marco Aurélio na aplicação da continuidade delitiva.

Para Marco Aurélio, os atos de corrupção, peculato, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e evasão de divisas seriam todos da mesma espécie, porque "todos eles lesam a administração pública." O crime de quadrilha não entrou na conta, pois seria uma "espécie" diferente, ou seja, "um ato contra a paz." A partir daí, Marco Aurélio sugeriu que apenas fosse contabilizada a punição mais alta e aumentada em até dois terços por conta da continuidade dos atos. Redução – Por essas contas, a pena do publicitário Marcos Valério, considerado o operador do Mensalão, seria reduzida de 40 anos, 2 meses e 10 dias para 10 anos e 10 meses. A reclusão da dona do Banco Rural, Kátia Rabello, em vez de 16 anos e 8 meses, cairia para 8 anos e 11 meses. A do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) cairia de 9 anos de prisão para 3 anos, 10 meses e 20 dias, o que permitira cumprir pena no semiaberto. De acordo com o ministro, "a execução dos crimes nesta ação tem rótulo único, que é Mensalão, e revela a coerência e racionalidade da proposta que ora submeto a consideração dos ilustres pares", afirmou. Marco Auréllio disse que a punição de 40 anos para Marcos Valério se situa na "estratosfera" e, por isso, "reclama o ajuste", disse. A mudança não beneficiaria o ex-ministro José Dirceu; o expresidente do PT, José Genoino, e o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que foram condenados por corrupção e formação de quadrilha, crimes que não podem ser considerados em continuidade. Rejeição – Para rejeitar a ideia, o relator Joaquim Barbosa, presidente do STF, alegou que havia precedentes na Corte que impediria a continuidade delitiva no Mensalão. Para ele, houve concurso material,

Câmara vai deliberar sobre demissão de juízes

A

Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara incluiu ontem em sua pauta, para deliberação final, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) que prevê a demissão de julgador quando ficar provado, em processo administrativo, "procedimento incompatível com o decoro de suas funções." Atualmente, a garantia de vitaliciedade dos juízes e desembargadores só pode ser quebrada em consequência de "sentença judicial transitada em julgado". E a pena máxima é a aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura. A PEC recebeu parecer favorável da relatora, a deputada federal Sandra Rosado (PSB-RN). A proposta, quando aprovada pelo Senado, em 2010, mereceu das entidades dos julgados, dos procuradores e até o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) notas contrárias. Desde que foi instituído, em 2004, o CNJ puniu com aposentadoria compulsória mais de 30 julgadores. O caso mais grave foi o de três desembargadores e sete juízes do Judiciário de Mato Grosso, acusados de desvio de mais de R$ 1,4 milhão do

Tribunal de Justiça Estadual para "socorrer financeiramente" uma cooperativa de crédito ligada à Grande Loja Maçônica de Cuiabá (MT). Indicação suspensa – Situação e oposição, ontem no Senado, fecharam acordo para suspender a votação da indicação de Luiz Moreira Gomes Júnior para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O voto em plenário está suspenso até que procuradores de Goiás e de São Paulo, que fazem acusações contra Luiz Moreira, sejam ouvidos pelos parlamentares. Eles acusam Luiz Moreira, que seria reconduzido ao cargo, de ter ligações com o ex-deputado federal José Genoíno (PT-SP), a quem teria cedido veículo oficial do conselho para o seu uso particular. Luiz Moreira, mesmo sendo amigo, disse que não permitiu o uso de veículos oficiais do conselho por terceiros. Ele também negou a acusação de gastos excessivos de diárias do órgão. O nome de Luiz Moreira já foi aprovado pela CCJ e, na semana passada, a demora do Senado em analisar a indicação, mereceu do presidente da Câmara, deputado federal Marco Maia (PT-RS), a classificação de "inadmissível omissão", uma vez que a espera já dura oito meses. (Agências)

Joaquim Barbosa: presidente do STF e relator do Mensalão conseguiu reverter proposta de redução de penas para os réus já condenados. André Dusek/Estadão Conteúdo – 23.10.12

São réus que fazem da prática criminosa uma rotina. Cada crime teve seu contexto e execução própria.

A execução dos crimes nesta ação tem rótulo único, que é Mensalão, e revela a coerência e a racionalidade da proposta.

JOAQUIM BARBOSA

MARCO AURÉLIO MELLO

quando uma pessoa é condenada a mais de um crime, pode ser o mesmo ou não, o que gera mais de um resultado. Neste caso, as penas são somadas, desde que os crimes tenham sido praticados em ações autônomas (concurso material). Barbosa afirmou que o entendimento de continuidade

"seria um privilégio indevido a réus que fazem da prática criminosa uma rotina. Cada crime teve seu contexto e execução própria", disse. "São atores profissionais de crime" e que "tal como conduzimos esse julgamento, se tivéssemos levado a risca a jurisprudência as penas teriam sido mais gravosas". (Agências)

Marco Aurélio Mello: ministro acolheu pedido da defesa. Perdeu.


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O importante é mostrar que a AGU é uma instituição firme. Luís Inácio Adams, ministro da AGU.

olítica

OPERAÇÃO PORTO SEGURO

Adams depõe e anuncia providências

Acusado de conivência e hostilizado por colegas, advogado-geral da União diz que 40 atos de seu ex-assessor, José Weber de Holanda Alves, serão alvo de revisão.

O

Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, confirmou ontem que ao menos 40 atos do ex-advogado adjunto da União indiciado pela operação Porto Seguro da Polícia Federal, José Weber de Holanda Alves, serão alvo de revisão pelo órgão. Segundo investigações da operação da PF, Weber integrava esquema criminoso que operava vendendo pareceres ilegais a empresários que queriam obter vantagens do governo. Exonerado, a AGU abriu sindicância para analisar seus atos. O inquérito da operação Porto Seguro, segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, será encerrado nos próximos 20 dias. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em órgãos do governo federal e no escritório da Presidência em São Paulo em 23 de novembro. O esquema seria comandado pelos diretores da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, e da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), Rubens Vieira, e Marcelo Vieira, todos irmãos. Os dois primeiros foram afastados dos seus cargos e são alvo de sindicância das agências. "Weber não tinha poder de decisão (...), só se fosse aprovado pelo consultor-geral da União ou advogado-geral da União", disse disse Adams em audiência no Senado, onde foi convidado a se explicar. Mesmo assim, dos 4 mil atos da

Desvios acontecem, como em vários lugares, mas são identificados, corrigidos e serão punidos de acordo com a lei. LUÍS INÁCIO ADAMS AGU em análise, 942 passaram pelas mãos de Weber e, em 40 deles, ele teve atuação direta, obrigando a AGU a revê-los. Antes do início da sessão, Adams declarou que considera o relacionamento de Weber com os Vieira "promíscuo". Demissão, não – Adams negou que vá se demitir ou que Sérgio Lima/Folh

firme. Desvios acontecem, infelizmente, como em vários lugares, mas são identificados, corrigidos e vão ser punidos conforme a lei". Arrependido de ter levado José Weber para a função de adjunto na AGU?: "Eu levei um técnico, pessoa que acreditava que cumpria uma função, tinha uma trajetória técnica. É uma pessoa que vinha trabalhando em altas funções do governo desde 2001". "Infelizmente, ele quebrou a confiança e isso não se recompõe. Qualquer instituição, em qualquer lugar do Adams (à direita) diz que acreditava na função de Weber. E Cardozo insiste em que a PF não viu motivos para a PF indiciar Rose por formação de quadrilha.

apress

tenha perdido a confiança da presidente Dilma Rousseff: "Não sou porta-voz do sindicalismo e não me sinto atingido. (...) O importante é mostrar que a AGU é uma instituição

mundo, vive com o dilema de desvio de conduta por parte de servidores". Justiça – O ministro da Justiça, que participou da audiência, insistiu que não havia mo-

tivos técnicos para quebrar o sigilo telefônico da ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo Rosemary Noronha. O procedimento adotado

pela PF levanta suspeitas da oposição que considera que, pela importância do cargo, Rosemary deveria ter sido indiciada por formação de quadrilha. A PF a indiciou por falsida-

de ideológica, corrupção ativa e tráfico de influência. Cardozo afirmou que o inquérito ainda não foi concluído é possível que haja novos indiciamentos. (Agências)

Situação tornou-se 'insustentável'

Reprodução

É assim que senadores se referem à condição do advogado-geral, que teve depoimento interrompido por vaias.

O Rubens Vieira: senadores querem que esclareça escândalo.

Rubens Vieira aceita falar no Senado

O

ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Rubens Rodrigues Vieira aceitou o convite para depor na Comissão de Infraestrutura do Senado (CI). Ele foi afastado do cargo, junto com o irmão, Paulo Rodrigues Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), depois que a Operação Porto Seguro da Polícia Federal identificou esquema de venda de pareceres técnicos de órgãos públicos a grupos interessados. Segundo investigações da PF, a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha teria acertado a nomeação dos irmãos Vieira com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Autor do convite, o líder

do PSDB, senador Álvaro Dias (PR) disse que ele respondeu ao ofício da comissão afirmando que não poderia comparecer ontem, mas que estaria disponível em uma nova data. O convite para depor foi aprovado na CI na última quinta-feira, por causa de cochilo dos governistas que chegaram atrasados à sessão. Como Rubens estava preso na ocasião, o líder do PT, senador Walter Pinheiro (BA), ironizou o convite, dizendo que o ex-diretor da Anac não compareceria. Álvaro Dias disse também esperar que o governo cuidará de "blindar" as declarações de Rubens Vieira: "Como, aliás, o faz em todos os casos que respingam no próprio governo". (Estadão Conteúdo)

DOCE FOLIA - Escola de Educação Infantil

Matrículas Abertas 2013

Nossa escola oferece as seguintes atividades já inclusas na mensalidade:

Inglês • Ballet • Capoeira • Música Convênio com escola de Natação Espaços Lúdicos: Brinquedoteca - Parque - Pátio Sala de vídeo - Solário

Telefone: 11 3331-5530

Rua Barra do Tibaji, 121-B - Bom Retiro - São Paulo

Meio Período • Integral

www.escoladocefolia.com.br

ministro Luís Inácio Adams provocou críticas da oposição ao dizer, ontem, em audiência pública no Senado, que não sabia de alguns processos envolvendo o seu ex-braço direito na AGU (Advocacia Geral da União), José Weber. Flagrado na operação Porto Seguro, da Polícia Federal (PF), que apura um esquema de compra pareceres públicos para atender a interesses privados, Weber foi exonerado do cargo de confiança há duas semanas. "Acho muito estranho o chefe da AGU não saber dos processos envolvendo seu subordinado. A situação dele beira a insustentabilidade. Como ele sabe de uns processos e não sabe de outros?", indagou, intrigado, o senador Randolfe

Rodrigues (PSol-AP). O senador Pedro Simon (PMDB-RS) também classificou a situação de Adams como "delicada". "O senhor indicou o procurador e a chefe da Casa Civil (Dilma Rousseff) não concordou, rejeitou. Aí saiu a chefe da Casa Civil, vossa excelência voltou com o mesmo nome (quando Erenice Guerra substituiu Dilma no cargo), que tem biografia negativa, um nome que ficou provado que não podia e não devia entrar na AGU". Coube ao ministro da Justiça José Eduardo Cardozo sair em defesa de Adams. Sem se referir ao colega, o ministro disse que todos "erram" na indicação de subordinados e citou o caso Demóstenes Torres como exemplo. "Tinha um sena-

Sergio Lima/Folhapress

ROCHA VIVA FAZ ! rochaviva3@gmail.com

Xerox - Fax - Atestado de Antecedentes Aposentadoria - Cálculos Trabalhistas / INSS Imposto de Renda - Currículo

Av. do Oratório, 4.391 - Sala 1 Parque São Lucas - São Paulo - SP

dor que recebi várias vezes no ministério da Justiça e eu tinha um apreço. Todos nós erramos. Ninguém pode eliminar essa possibilidade de erro". Demóstenes era considerado exemplo ético até ser flagrado em relacionamento com o contraventorCarlos Augusto Ramos, Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar esquema de corrupção de agentes públicos e jogo ilegal. Vaias e palhaços – Durante a sessão no Senado, servidores da AGU que acompanham o depoimento vaiaram Adams. Houve também um apitaço quando Adams iniciou sua fala, interrompido após o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Eunício Oliveira (PMDB-CE), ameaçar retirar o grupo da sala.

Advogados com nariz de palhaço e apitos, interromperam sonoramente o depoimento do advogado-geral da Uniãopedindo que ele se peça demissão do cargo. "Fora Adams, fora Adams", gritavam os manifestantes, dizendo ser membros da Associação Nacional dos Advogados da União. Novamente o senador Eunício Oliveira falou no microfone dizendo que chamaria os seguranças para retirar os manifestantes caso eles continuassem a obstruir a audiência com apitos e palavras de ordem. Os advogados da União, então, retiraram os narizes de palhaço e permaneceram em silêncio. "Estamos aqui para defender a instituição (SAG. Queremos a saída do Adams após essas denúncias", disse uma manifestante, que não quis se identificar. Segundo a PF, Weber de Holanda teria beneficiado o exSenador Randolfe senador Gilberto Miranda Rodrigues: "A (PMDB-AM) na regularização situação dele de duas ilhas no litoral paulisbeira a ta, emitindo parecer favorável insustentabilidade. na AGU em troca de vantaComo ele sabe de gens. As investigações dizem uns processos e que ele recebeu uma viagem não sabe de de cruzeiro, além de propina, outros?". pelas mãos de Paulo Vieira, diretor exonerado da Agência Nacional de Águas, apontado como o chefe do suposto esquema. Weber nega todas acusações e diz que pagou pela viagem. (Agências)

Sonorização Automotiva Mecânica e Elétrica

PROMOÇÃO DE INAUGURAÇÃO

playbass.som@hotmail.com

00 Instalação de Som Básica R$ 40, Instalação de Som Completa R$ 100,00

APARELHOS DE MP3 E DVDs NOVOS E USADOS COM GARANTIA

Tel.: 3537-2381 / Cel.: 97186-4237 Na apresentação deste, ganhe 10% de desconto

Rua do Oratório, 350 - Mooca - SP

Play Bass Sonorização


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

7 Você sabe o quanto eu gosto de ajudar as pessoas. Você é igual nè? E-mail de Rosemary Noronha para Paulo Vieira, interceptado pela PF.

olítica

Brasil melhora posição no ranking da corrupção

Jorge Araújo/Folhapress – 03.06.09

Estudo da ONG Transparência Internacional classifica o País em 69º lugar entre os 176 pesquisados

A Rosemary: festança no camarote para o irmão e a cunhada.

Rosemary também pediu convites para o Carnaval no Rio

R

o semary Nóvoa Noronha, ex-chefe de gabinete do estritório da Presidência da República, em São Paulo, antes de ser exonerada pela presidente Dilma Rousseff, pediu a Paulo Vieira, ex-diretor afastado da Agência Nacional de Águas (ANA), convites para um camarote do Grupo Libra, que opera terminais no Porto de Santos. Foi para o Carnaval de 2011, no Rio de Janeiro. Irmão e cunhada – R o se , como é chamada, queria dar os convites para o irmão e a cunhada. Na mensagem a Vieira, interceptada pela Polícia Federal, ela escreveu. "Vc sabe o qto gosto de ajudar as pessoas. Vc é igual, né?" Ela faz o pedido e afirma que "Mirelle já foi no ano passado". Mirelle Nóvoa Noronha é a sua filha. Rose e Vieira são investigados na Operação Porto Seguro, que foi deflagrada após as denúncias de encomenda de pareceres que beneficiariam a Tecondi, empresa que atua no Porto de Santos. Vieira tinha influência no porto. Foi presidente do Conselho Fiscal da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e, a partir de 2011, integrante do Conselho de Administra-

ção. Mantinha, portanto, relação com as empresas do setor. Em 2005, chegou a articular uma anistia para uma dívida da Libra de cerca de R$ 120 milhões. A negociação foi travada pelo ministério dos Transportes, que na época era responsável pela Codesp. Blindagem – Integrantes da base aliada do governo derrubaram ontem cinco pedidos feitos pela oposição para que investigados pela Operação Porto Seguro prestassem esclarecimento na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Por 12 votos a 3, um dos requerimentos apresentados pelos deputados Vanderlei Macris (PSDBSP) e Mendonça Filho (DEMPE) foi derrubado. "O que vemos é uma coisa absolutamente estranha. A base aliada protegendo as pessoas que estão sendo investigadas", disse Macris, após a rejeição. O requerimento era direcionado à Rosemary, exchefe de gabinete da Presidência em São Paulo; ao exadvo gado-ge ral-adj unto da União, José Weber Holanda, e aos ex-diretores da ANA e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Paulo e Rubens Vieira, respectivamente. (Folhapress)

ONG Transparência Internacional divulgou hoje um ranking global de corrupção, no qual o Brasil ficou na 69ª posição, com 43 pontos, em uma escala que vai de 0 (absolutamente corrupto) a 100 (muito transparente). Somália aparece como o país mais corrupto do mundo, seguida pela Coreia do Norte e pelo Afeganistão. Os países mais transparentes, segundo o relatório, são a Dinamarca, a Finlândia e a Nova Zelândia. O Índice de Percepção da Corrupção (CPI, na sigla em inglês), elaborado anualmente pela organização, teve pouca variação em relação aos anos anteriores. Em comunicado, a ONG cobrou da opinião pública mundial uma postura mais incisiva em favor da transparência, desde o Oriente Médio até a Ásia e a Europa, locais em que houve poucos avanços e, em alguns casos, até ocorreram retrocessos.

A organização adverte que apenas um terço dos 176 países estudados aprovam a análise, apesar de os apelos dos cidadãos contra práticas de corrupção terem ganhado força em todo o mundo com o impulso da Primavera Árabe. "Isso mostra que as instituições públicas devem aumentar sua

esses últimos, a Transparência Internacional assinalou que a ausência de instituições públicas eficazes e líderes que prestem contas de suas ações ressaltam a necessidade de adotar uma postura muito mais firme ante a corrupção. Na América Latina, apenas quatro dos 20 países analisa-

transparência, e que os funcionários devem prestar contas de maneira mais rigorosa", diz o comunicado. Na escala criada pela ONG, Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia alcançaram 90 pontos, enquanto Somália, Coreia do Norte e Afeganistão somaram oito pontos cada. Sobre

dos ultrapassam os 50 pontos. A Venezuela e o Paraguai são percebidos como os países mais corruptos, enquanto Chile e Uruguai se mantiveram os líderes em transparência. Entre os países europeus, a Espanha fica na metade da tabela, abaixo dos países nórdicos e das nações do centro do conti-

nente, mas acima dos países do Sul e do Leste. A Grécia é o país da União Europeia com pior pontuação – apenas 36 pontos. Os países que obtiveram os resultados mais insatisfatórios na região foram os que mais gravemente afetados pela crise econômica e financeira e reiterou que a Europa deve abordar os riscos de corrupção no setor público para superar a crise. Entre as grandes potências se destacam a China (39), na 80ª colocação, e os Estados Unidos (73), que passaram do 24º para o 19º posto, enquanto a Alemanha (79) e o Japão (74) ficaram na 13ª e 17ª colocações, respectivamente. Para organizar a lista, que reflete apenas a percepção da corrupção, a ONG se baseia em dados de 13 instituições internacionais, como o Banco Mundial, os bancos asiático e africano de desenvolvimento ou o Fórum Econômico Mundial. (Folhapress)

Marcelo Fonseca/Honopix/Folhapress

Ranking da corrupção

PALHACEATA – Uma brincadeira irreverente mudou a cara do Centro do Rio, ontem. A Cinelândia foi o local escolhido para uma passeata de palhaços – evento que acontece em dezembro em todo o País.

Colocação 1 1 1 4 5 6 13 17 17 19 20 20 58 69 72 80 94 102 150 165 169 174 174 174

País Pontuação Dinamarca 90 Finlândia 90 Nova Zelândia 90 Suécia 88 Cingapura 87 Suíça 86 Alemanha 79 Japão 74 Reino Unido 74 Estados Unidos 73 Chile 72 Uruguai 72 Cuba 48 Brasil 43 Itália 42 China 39 Colômbia 36 Argentina 35 Paraguai 25 Venezuela 19 Iraque 18 Afeganistão 8 Coreia do Norte 8 Somália 8

Fonte: Transparência Internacional

Ano VII No 380 | 06 de Dezembro de 2012 Próxima Edição: dia 13, quinta-feira

www.sescon.org.br

BOM PARA O CIDADÃO, BOM PARA AS EMPRESAS, BOM PARA O BRASIL Ato “Não Veta Dilma” reúne novamente entidades do empreendedorismo que integraram a campanha “De Olho no Imposto” para reafirmar importância de a sociedade saber o quanto paga de imposto

A

provado recentemente pela Câmara dos Deputados, após mais de seis anos de tramitação, o Projeto de Lei 1.472, que exige a informação ao consumidor sobre a carga tributária embutida nos preços dos produtos e serviços, aguarda a sanção da presidente Dilma Rousseff. Em 2006, o movimento “De Olho no Imposto” mobilizou o segmento produtivo e a população, conseguindo angariar mais de 1,5 milhão de adesões em um abaixo-assinado a favor do PL. Agora, diante de algumas resistências, a sociedade volta a se unir para apoiar o projeto. Ontem, evento organizado pela Associação Comercial de São Paulo no Masp reuniu novamente as entidades do empreendedorismo, representantes do executivo e do legislativo, lideranças dos setores patronais e laborais e a imprensa na mobilização “Não Veta Dilma”. Para o presidente do SESCON-SP, José Maria Chapina Alcazar, a aprovação do PL deve significar uma grande revolução na relação da sociedade com o governo, pois imprimirá mais transparência aos processos. “Ao ter ciência do quanto paga de imposto, a população terá mais condições de exigir o retorno deste montante em benefícios sociais, como Saúde, Segurança e Educação”, destaca o líder contábil, frisando que grande parte dos brasileiros não sabe que, em alguns produtos, a carga tributária pode representar mais da metade do valor total do produto ou serviço. Além disso, o líder setorial aponta benefício para o empreendedorismo. “Este pode ser também um avanço para as empresas, que hoje financiam o Estado ao recolher seus tributos antes mesmo de receber pelas mercadorias ou serviços. A transparência com a aprovação deste projeto será mais um subsídio para revertermos este quadro”, diz. Chapina Alcazar explica que as resistências ao PL, que apontam custos operacionais e problemas com implantação, não têm fundamento, pois o texto é flexível e prevê as alternativas de fixação de cartazes com a carga tributária nos estabelecimentos comerciais, ou em meios eletrônicos, ou outros impressos. “A opção do modelo mais adequado será do empreendedor”, reforça ele, ressaltando ainda que a incumbência dos cálculos não será efetivamente das empresas, mas de uma instituição nacional a ser definida e que a inteligência fiscal brasileira, que tem sido modelo para outros países, pode ser utilizada desta vez em benefício do cidadão. O vice-governador do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, e um dos idealizadores da proposta, frisou a relevância do projeto para a Filiado à:

Iniciativa:

evolução da cidadania. “Muitas pessoas acham que por serem isentas do imposto de renda não pagam tributos. A partir do momento que todos souberem o quanto pagam, haverá uma revolução”, argumentou. Participaram do evento lideranças da ACSP, Fecomercio-SP, OAB SP, Alshop, Fiesp, UGT, Força Sindical, Sebrae-SP, representantes do Executivo e do Legislativo, de empresas patronais e laborais, entre outros. As lideranças agora devem se encontrar com a presidente Dilma Rousseff para entregar um manifesto assinado por diversas entidades em favor do projeto.

AGENDA DE

CURSOS

Operações Triangulares

12 de dezembro, das 9h às 18h

Oficina de Cálculos Trabalhistas - 3.4

13 e 14 de dezembro, das 19h às 22h30

Substituição Tributária

14 de dezembro, das 9h às 18h

DICAS&NOTAS

Fonte: Thomson Reuters FISCOSoft | www.fiscosoft.com.br

DACON - PRAZO DE ENTREGA - OUTUBRO E NOVEMBRO DE 2012 Por meio da Instrução Normativa 1.302/2012 foi prorrogado o prazo de entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon) para o dia 7 de fevereiro de 2013, relativo a fatos geradores ocorridos nos meses de outubro e novembro de 2012. A prorrogação também se aplica aos casos de extinção, incorporação, fusão, cisão parcial ou cisão total que ocorrerem nos meses de outubro e novembro de 2012.

INSS - DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO - BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA BRUTA

Mobilização realizada ontem, no Masp

Por meio do Parecer Normativo RFB 3/2012 foi definida a base de cálculo da receita bruta, para fins da contribuição previdenciária substitutiva, prevista nos arts. 7º a 9º da Lei nº 12.546/2011. A receita bruta que constitui a base de cálculo da contribuição substitutiva compreende: a) a receita decorrente da venda de bens nas operações de conta própria; b) a receita decorrente da prestação de serviços; c) o resultado auferido nas operações de conta alheia. Por sua vez, podem ser excluídos da mencionada receita bruta: a) a receita bruta de exportações; b) as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos; c) o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), quando incluído na receita bruta; d) o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário.

Fique por dentro dos acontecimentos da semana, não perca a TV SESCON-SP! Participação do presidente do SESCON-SP no ato “Não Veta Dilma”

Av. Tiradentes, 960 | Luz | São Paulo / SP | CEP: 01102-000 (a 50m da estação Armênia do metrô) Tel.: (11) 3304-4400 | Fax: (11) 3304-4510 Envie sugestões para: espacosescon@sescon.org.br

Todas as quartas-feiras às 22h na TV Aberta nos canais: 09 da NET; 72 e 99 da Vivo TV e 186 da Vivo TV Digital.

SESCON-SP | Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo AESCON-SP | Associação das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo Presidente: José Maria Chapina Alcazar | Gestão: 2010/2012


p Congresso discute veto na próxima semana DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A presidente se preocupou, com o veto parcial, em impedir alterações nos contratos já assinados. Sérgio Cabral Filho, governador do Rio.

olítica

Promessa de análise da recusa da presidente em aceitar texto do Legislativo é do presidente do Senado, José Sarney, depois de ouvir queixas de representantes de 24 estados.

O

presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), prometeu colocar em votação na semana que vem o pedido de urgência para a votação do veto da presidente Dilma Rousseff à distribuição dos royalties do pré-sal. Em reunião com deputados e senadores representantes de 24 estados, o peemedebista confirmou a sessão do Congresso Nacional para a próxima terça-feira. Como o regimento do Congresso prevê o prazo de 5 dias entre a aprovação da urgência e a votação, a expectativa é de que os parlamentares possam analisar o veto de Dilma na última semana antes do recesso parlamentar – entre os dias 18 e 20 de dezembro. Os parlamentares contrários ao veto conseguiram reunir mais de 41 assinaturas no Senado e outras 257 na Câmara para o pedido de urgência à votação do veto. A urgência permite que o veto "fure a fila" dos mais de 3 mil que ainda esperam por análise do Congresso Nacional. "O senador Sarney disse que vai cumprir o regimento. Na sessão em que votarmos a urgência, ele marca a outra para a análise do veto. A gente acredita que o veto vai ser derrubado por coerência da maioria dos parlamentares que já havia aprovado isso antes", disse o senador Waldemir Moka (PMDB-MS). O senador Wellington Dias (PT-PI), um dos líderes do movimento, afirmou que o Congresso é a "Casa legítima" para decidir se a postura da presidente Dilma foi correta.

Luiz Roberto Lima/Futura Press/Estadão Conteúdo

O petista disse esperar que Rio de Janeiro e Espírito Santo, favoráveis ao veto, façam um "entendimento" com os demais estados para solucionar o impasse. Os dois estados são produtores de petróleo e, por isso, reivindicam maior fatia da distribuição dos recursos dos royalties. Único representante na reunião dos estados produtores, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) disse que vai trabalhar para impedir que o veto seja derrubado – mesmo sabendo que os dois estados são minoria no Congresso.

A gente acredita que o veto vai ser derrubado por coerência dos parlamentares que já havia aprovado isso antes. WALDEMIR MOKA (PMDB-MS). "É melhor não votar o veto e tentar encontrar uma saída com o mínimo de consenso. Eu vou lutar para que o veto não seja apreciado". Antes do encontro, Sarney disse que a decisão sobre a derrubada do veto "não é solitária", por isso consultaria os parlamentares para decidir sobre a sua votação: "Temos que chegar a uma fórmula que atenda a todo mundo". Governadores de estados não produtores de petróleo eram esperados para se reunir com Sarney para discutir o veto, mas nenhum participou da

reunião do presidente do Senado com os parlamentares. Na semana passada, Dilma vetou integralmente o artigo que previa uma distribuição mais igualitária das receitas de exploração do petróleo em áreas já licitadas. A decisão da presidente atendeu a pressão de estados produtores como Rio de Janeiro e Espírito Santo e desencadeou uma reação de representantes de municípios não produtores de petróleo que prometem tentar derrubar os vetos e alterar a lei. Para o veto integral ao artigo que previa a redistribuição mais igualitária dos recursos, Dilma justificou dizendo que seria inconstitucional alterar uma "receita certa" esperada pelos estados e municípios produtores. Destinação – Enquanto governadores e prefeitos pleiteiam o uso dos royalties das novas áreas de petróleo em projetos de "conhecimento", a presidente Dilma insiste que os recursos sejam usados em educação básica. Na manhã de ontem, Dilma afirmou que destinou as receitas do petróleo para serem usados em creches, alfabetização em idade certa e educação em tempo integral. Ela disse que as crianças devem estudar no segundo turno não apenas artes e esportes como também matemática, português, ciências e línguas. "Não tem tecnologia, ciência, inovação sem educação de qualidade nesse país", disse a presidente a uma plateia de empresários, durante Encontro Nacional da Indústria, em Brasília. (Agências)

Cabral: "Não tenho condições de governabilidade com menos R$ 2,6 bilhões, R$ 3 bilhões".

'Vai prevalecer a tranquilidade' Governador do Rio argumenta que redistribuição não resolve o problema dos estados

O

governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou ontem que "vai prevalecer a tranquilidade" na discussão sobre os royalties do petróleo no Congresso. Governadores de 24 estados se articulam para derrubar o veto da presidente Dilma Rousseff na lei que redistribui os recursos de blocos que já foram licitados. Cabral disse que tem conversado com Dilma e o vicepresidente Michel Temer. Para ele, a redistribuição dos royalties dos blocos já licitados, vetada pela presidente, "não vai resolver o problema dos estados e municípios".

"A derrubada do veto, que alguns desejam, não resolve os problemas dos estados brasileiros, e no entanto quebra o Rio", argumenta. "Não resolve o problema dos municípios brasileiros, e no entanto quebra os municípios do Rio. (...) Ninguém pode rasgar contrato no Brasil". O peemedebista voltou a afirmar que o estado perde mais de R$ 2,6 bilhões caso o veto seja derrubado. E disse que o Rio perde receita em razão dos blocos não licitados. "O resultado final nos vai fazer perder receita em função dos contratos que serão assinados, não só no pré-sal, mas

no pós-sal também. Portanto, o Rio perderá. Por outro lado a presidente se preocupou, com o veto parcial, em impedir alterações incluídas nos contratos já assinados". Ele disse ainda que, sem os recursos, não tem "condições de governabilidade". "Quebra o Rio de Janeiro. Não tenho condições de governabilidade com menos R$ 2,6 bilhões, R$ 3 bilhões". "Vai prevalecer a tranquilidade na discussão desse tema. O Congresso sai vitorioso com a Medida Provisória. Apenas com o veto parcial, que impede a quebra de contratos já assinados". (Folhapress)

Rodolfo Stuckert/Agência Câmara

Maia defende revisão do poder de veto de presidente

O

presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), defendeu ontem que seja reavaliada a possibilidade de o presidente da República vetar projetos aprovados pelo Legislativo. Ele citou o exemplo do veto da presidente Dilma Rousseff à parte do projeto de lei que alterava a divisão dos royalties de petróleo, atendendo a reivindicação de estados produtores de petróleo que temiam perda de arrecadação. Maia afirmou que "80 por cento" da população brasileira é a favor da

Maia com líderes: "O veto acaba expressando a opinião da presidente (da República)".

CCJ do Senado aprova criação do vale-cultura

A

Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem o projeto de lei da Câmara que cria o vale-cultura. De acordo com o projeto, serão concedidos R$ 50 por mês aos trabalhadores contratados pelo Regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que ganham até 5 salários mínimos. Após a reunião da CCJ, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), disse que será requerida a urgência para que a matéria seja votada direto no plenário até a próxima semana. Caso seja aprovado em plenário da forma como está, o projeto seguirá para sanção da presidente Dilma Rousseff, já que não houve qualquer alteração no texto procedente da Câmara. Os trabalhadores regidos pela CLT que recebem acima de 5 salários mínimos

poderão ter acesso ao valecultura reduzido entre 20% e 90%, dependendo da regulamentação da lei. O vale dará desconto em teatros, cinemas, shows musicais e museus. Um estudo do IBGE revela que 9 em cada 10 brasileiros nunca foram a museus e teatros; 90% das cidades do País sequer possuem cinema; só 17% da população compram pelo menos um livro por ano. Segundo o relator da matéria, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), "o Vale Cultura promoverá a universalização do acesso dos bens e serviços culturais; estimulará a visitação a estabelecimentos e serviços culturais e artísticos e incentivará o acesso a eventos e espetáculos, fortalecendo a demanda agregada da economia da cultura no Brasil". (Agências)

distribuição como aprovada no Congresso, que aumentava a parcela recebida por estados não produtores de petróleo. "A decisão tomada pela Câmara contempla a maioria dos Estados, dos municípios, enfim, a maioria da população brasileira... O veto acaba expressando a opinião da presidente (da República), no caso específico", disse. A presidente Dilma vetou parcialmente na última sexta-feira o projeto de lei do Congresso que redistribuía os royalties arrecadados com a exploração de petróleo dos contratos em vigor, mas

manteve a distribuição estabelecida pelo Legislativo para as novas licitações. De acordo com o governo, o projeto aprovado pelo Congresso feria o direito adquirido ao alterar a distribuição dos royalties dos contratos em vigor, assim atendendo à reivindicação dos estados produtores. Mais cedo, Marco Maia havia dito que era possível o Congresso apreciar o veto, apesar de não ser praxe a votação. Há vetos do governo do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não colocados em pauta. (Reuters)

PSol acusa tucano de fraude Senador Randolfe Rodrigues diz que não assinou projeto de autoria de Aloysio Nunes. E o clima esquenta.

A

Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos provocou ontem um desentendimento entre os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Randolfe Rodrigues (PSol-AP), que acusou a assessoria do tucano de ter falsificado a sua assinatura em apoio a proposta de autoria de Aloysio Nunes. Irritado com a acusação, postada no blog de Randolfe, Nunes pediu que o caso seja apurado pela Comissão de Constituição e Justiça: "Eu não posso conviver com essa acusação de que fraudei a assinatura de um colega. É uma acusação infame que causou profunda tristeza e indignação. Peço que seja aberta sindicância para apurar o caso". Como manda o regimento do Senado, Nunes recolheu assinaturas para que a PEC pudesse tramitar. Randolfe disse que a sua assinatura foi co-

lhida em uma folha avulsa, sem a explicação da proposta." Disse ainda que não autorizava o uso da sua assinatura no projeto, até por que discorda totalmente da proposta. Em defesa de sua assessora que colheu a assinatura, Nunes disse que ela tem sua "total confiança" e "jamais falsifiSérgio Lima/Folhapress

Aloysio Nunes: senador tucano defende assessora e pede investigação contra Randofe Rodrigues, que o acusou de fraude.

caria" qualquer informação. "É uma acusação infamante. Diante da possível fraude, ele disse que ia me investigar. Quem quer investigá-lo sou eu", afirmou Nunes. O presidente da CCJ, o senador Eunício Oliveira (PMDBCE), deu prazo até a próxima semana para que Randolfe se

explique antes de encaminhar o caso ao Conselho de Ética. Já Aloysio Nunes teve o apoio de diversos senadores, da situação e da oposição. Líder do governo, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) disse torcer para que as declarações de Randolfe sejam um "ruído de comunicação". (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

9 ISRAEL Comissão recebe projeto para construção de casas na Cisjordânia

nternacional

CASA BRANCA Washington Post: Hillary Clinton é democrata favorita para 2016

Amr Abdallah Dalsh/Reuters

Nos arredores do palácio, opositores pintaram murais contra Morsi. Eles criticam a nova Constituição e pedem o fim dos superpoderes do presidente.

BATALHA CAMPAL NO EGITO Palácio presidencial no Cairo vira palco de confrontos entre partidários e opositores de Morsi

A

queda de braço entre os simpatizantes e opositores do presidente do Egito, Mohammed Morsi, culminou ontem em uma batalha campal nos arredores do palácio presidencial no Cairo. Pedras, paus e bombas incendiárias foram atirados de lado a lado, deixando pelo menos 211 pessoas feridas, segundo o Ministério da Saúde. Fontes policiais informaram que houve duas mortes, de um homem e uma mulher, o que não foi confirmado oficialmente. No segundo dia de conflitos diante da sede do governo egípcio, milhares de partidários islamitas de Morsi foram ao local e derrubaram tendas erguidas pelos opositores, que começaram um protesto na terça-feira contra os poderes ampliados do presidente e sua decisão de apressar uma nova Constituição, que eles alegam não representar toda a nação. "Eles bateram em nós e destruíram as nossas tendas. Está feliz, Morsi?", indagou Haitham Ahmed, um dos manifestantes. Uma organização esquerdista acusou islamitas de deceparem a orelha de um dos seus integrantes. Os opositores correram para as ruas da região e gritaram slogans anti-Morsi. Mas voltaram mais tarde, armados com barras e clavas, e começaram a golpear os islamitas. A tropa de choque da polícia foi mobilizada para separar os dois grupos rivais. A região ficou repleta de ambulâncias, jovens correndo, pequenos incêndios causados pelos coquetéis molotov e lojas e veículos destruídos. Além da capital egípcia, houve tumulto em cidades como Ismailia e Suez, onde, segundo relatos, escritórios da Irmandade Muçulmana foram incendiados. Em seu site, o grupo acusou as forças de segurança e de proteção civil de terem sido "negligentes" perante os ataques sofridos.

Fotos: Khaled Elfiqi/EFE

Círculo de Morsi começa a desmoronar

T

rês conselheiros do presidente egípcio, Mohammed Morsi, anunciaram ontem sua renúncia devido a divergências com as últimas decisões do governante e aos episódios de violência perto do palácio presidencial. Os conselheiros Saif Abdelfatah, Ayman al Sayad e Amre Lizi tornaram públicas ontem suas renúncias, que foram apresentadas ao mandatário egípcio há uma semana, como consequência da declaração constitucional promulgada por Morsi no dia 22 de novembro passado, com a qual blindou seus poderes perante a Justiça. Com as demissões de ontem, sobe para seis o número de assessores que deixaram seus cargos após o decreto de Morsi. Abdelfatah anunciou sua renúncia do corpo de assessores da Presidência egíp-

Com o uso da força, manifestantes islamitas, muito superiores em número, expulsaram os opositores da sede do governo.

Diálogo - Em entrevista coletiva, o prêmio Nobel da paz Mohamed El Baradei, o ex-secretário-geral da Liga Árabe Amr Moussa e o ex-candidato presidencial esquerdista Hamdin Sabahi disseram que o "regime, autoritário e repressivo, perde legitimidade dia a dia". "O presidente Morsi é completamente responsável pela violência. Estamos prontos a dialogar, mas só se o decreto constitucional for anulado", disse El Baradei, exortando Morsi a anunciar as bases para o diálogo nacional. "A bola está agora em seu campo", afirmou.

Acordo - As declarações foram dadas poucas horas depois de o vice-presidente egípcio, Mahmoud Mekky, fazer uma confusa oferta para negociar com a oposição os artigos da Constituição em disputa. "Podemos chegar a um acordo através do diálogo", declarou Mekky, que encorajou a todas as forças políticas a enviar suas observações ao presidente com o objetivo de chegar a um acordo escrito. Mekky disse que os artigos mais controversos da nova Carta podem receber emendas negociadas com a oposição – mas só depois do referendo para aprovar a Consti-

tuição, marcado para 15 de dezembro. "É preciso haver consenso", afirmou ele. Entre os pontos polêmicos da Carta, além das referências à lei islâmica, estão a manutenção de poderes dos militares e a inexistência de garantias específicas dos direitos das mulheres. Os opositores também querem que o referendo seja adiado. Mekky pediu calma aos dois lados, dizendo que a violência punha o país em "perigo real". Por sua vez, o xeque de Al Azhar, a principal instituição islâmica do Egito, Ahmed al Tayyip, exortou a todos que se contenham e recorram ao "diálogo pacífico e civilizado". O pedido foi repetido pelo primeiro-ministro egípcio, Hisham Kandil, e pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que defendeu o "diálogo" em torno da nova Constituição. (Agências)

cia "por vontade própria, porque não aceito que estes jovens morram". Em entrevista à agência oficial egípcia Mena, Abdelfatah acusou a Irmandade Muçulmana de ser "um grupo de objetivos estreitos e uma liderança mumificada" e considerou que o partido "não pensa no conjunto da pátria". Para Abdelfatah, os jovens egípcios ainda pagam o preço da revolução contra o presidente Hosni Mubarak, deposto em 2011, "e eles, que são os que efetuaram essa revolução, não colheram nada dela". Enquanto isso, Sayad, jornalista e colunista, apresentou sua renúncia através do Twitter e reconheceu que tanto ele como seus companheiros ocultaram sua decisão "durante uma semana inteira, com o objetivo de buscar, inutilmente, uma solução". Também através do Twitter, Amre Lizi tornou pública sua decisão "em rejeição ao decreto constitucional e porque eu não fui consultado sobre essas resoluções". (Agências)

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil CNPJ no 47.509.120/0001-82 - NIRE 35.300.151.381 Ata da Reunião Extraordinária no 68, do Conselho de Administração, realizada em 4.12.2012 Aos 4 dias do mês de dezembro de 2012, às 10h, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 2o andar, Vila Yara, Osasco, SP, reuniram-se os membros do Conselho de Administração da Sociedade, sob a presidência do senhor Lázaro de Mello Brandão. Durante a reunião, os Conselheiros tomaram as seguintes deliberações: I)

nos termos da Cláusula 4.4.1 do “Instrumento Particular de Escritura da 5a Emissão Pública de Debêntures Simples, Não Conversíveis em Ações, em Série Única, da Espécie Subordinada, da Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil” (Escritura de Emissão), referente à 5a Emissão de Debêntures, registrada na Comissão de Valores Mobiliários - CVM sob no CVM/SRE/DEB/2008/003 (Debêntures), no âmbito do 3 o Programa de Distribuição de Valores Mobiliários, arquivado na CVM sob no CVM/SRE/PRO/2008/002 (3o Programa de Distribuição), os Juros Remuneratórios relativos ao novo período de vigência, conforme definido na Escritura de Emissão, passarão, a partir de 2 de janeiro de 2013 e até 2 de janeiro de 2028, a ser calculados conforme segue: Juros Remuneratórios: a partir de 2 de janeiro de 2013 e até 2 de janeiro de 2028, as Debêntures renderão juros equivalentes à variação acumulada de 100% (cento por cento) das taxas médias diárias dos Depósitos Interfinanceiros - DI de um dia, Extra-Grupo (Taxas DI), expressas na forma porcentual ao ano, base 252 (duzentos e cinquenta e dois) dias úteis, calculadas e divulgadas pela CETIP S.A. – Balcão Organizado de Ativos e Derivativos, incidente sobre o valor nominal da debênture, pro rata temporis;

II) esclarecer que permanecem inalteradas todas as demais características das Debêntures. Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata que os Conselheiros presentes assinam. aa) Lázaro de Mello Brandão, Antônio Bornia, Mário da Silveira Teixeira Júnior, Luiz Carlos Trabuco Cappi, Carlos Alberto Rodrigues Guilherme e Milton Matsumoto. Declaramos que a presente é cópia fiel da Ata da Reunião Extraordinária n o 68, do Conselho de Administração, realizada em 4 de dezembro de 2012, lavrada em livro próprio. Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil. aa) José Alcides Munhoz e Aurélio Conrado Boni.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

10 Se a China ganhar, não quer dizer que os outros vão perder. Xi Jinping, secretário-geral do PC chinês.

Um exílio tropical para Assad?

Reuters

nternacional

Líder sírio avalia pedir asilo político a Cuba, Venezuela ou Equador, diz jornal israelense.

O

presidente da Síria, Bashar al-Assad, avalia pedir asilo político a países da América Latina que são aliados do regime, caso saia de Damasco, informou o jornal israelense Haaretz ontem. Em sua última entrevista, em 8 de novembro, o dirigente disse que continuaria na Síria até morrer. No entanto, o diário israelense afirma que o vice-chanceler sírio, Faissal al Miqdad, fez reuniões em Cuba, na Venezuela e no Equador na semana passada. Nos encontros com as autoridades locais, o vice-chanceler sírio teria entregue cartas pessoais de Assad aos mandatários – Raúl Castro, Hugo Chávez e Rafael Correa, respectivamente. De acordo com fontes ouvidas pelo Haaretz, Chávez recebeu a carta pouco antes de viajar a Cuba para tratamento contra o câncer e foi abordada a boa relação pessoal entre ele e Assad. O embaixador sírio em Caracas, Ghassan Abbas, confirmou a reunião do vice-chanceler com o governo venezuelano, mas não deu detalhes sobre o conteúdo da carta. Questionado sobre o tema, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse que não seria favorável a um acordo de asilo político para Assad

como forma de acabar com os confrontos no país, que deixaram mais de 40 mil mortos em 20 meses. "Qualquer um que cometa uma grande violação de direitos humanos deve ser processado e trazido à Justiça. Este é um princípio fundamental", afirmou o secretário-geral. 'Hermanos' - Pertencentes à Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), Cuba, Venezuela e Equador possuem fortes relações com a Síria, especialmente o governo de Hugo Chávez. Caracas apoia abertamente Assad e manteve o envio de combustível ao regime, usado especialmente para a locomoção de veículos militares usados na repressão aos rebeldes. Em algumas ocasiões, Chávez chegou a chamar os opositores de "terroristas", mesmo termo usado pelo líder sírio. A posição dos três países na ONU foi favorável ao presidente sírio na votação de resoluções contra a violência. Na última, em outubro passado, Cuba e Venezuela foram contrários ao documento, enquanto o Equador se absteve. O Equador ainda apoia outra figura controversa, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que está abrigado na embaixada do país em Londres desde junho passado e recebeu asilo diplomático no mês seguinte. (Folhapress)

DAMASCO BLOQUEADA – A violência voltou a explodir na capital síria ontem. Pelo sexto dia consecutivo, confrontos entre forças do regime e rebeldes eclodiram na estrada do aeroporto internacional de Damasco, interrompendo o trânsito. O estabelecimento de postos de controle aumentou os engarrafamentos e a alta do preço do petróleo provocou a suspensão parcial do transporte público. Milhares de sírios fogem rumo ao norte, enfrentando vários obstáculos. Em Ar Raqqa, última parada antes da Turquia, um pão chega a custar US$ 2.

China: política da amizade. Crescimento não será produzido nas costas dos outros, diz novo secretário-geral do Partido Comunista.

O

novo secretário-geral do Partido Comunista (PC) chinês, Xi Jinping, prometeu ontem, em seu primeiro discurso sobre política externa, "uma abertura ainda maior" da China e assegurou que o auge do país não será produzido nas costas de outros. Em seu discurso, o novo líder chinês, que substituirá Hu Jintao como presidente em março próximo, quis lançar uma mensagem de tranquilidade à comunidade internacional ao assegurar que a China está "comprometida a um desenvolvimento pacífico".

"Se a China ganhar, não quer dizer que os outros vão perder", assegurou o secretário-geral, nomeado há três semanas, que insistiu que seu país "não é uma ameaça para o mundo". Xi considerou que a China precisa "seguir sendo modesta e estar disposta a aprender com os outros" para continuar seu desenvolvimento. Para cumprir suas metas de construção do país, a China assegurou que "se abrirá ainda mais em direção ao exterior". Dados os problemas atuais do mundo, incluindo a "situação econômica global", ne-

nhum país pode resolvê-los por si só. "É necessário que nos mantenhamos unidos, que colaboremos para resolvê-los." Corrupção - Desde sua nomeação como secretário-geral, Xi deu sinais de querer infundir um novo estilo à política local. Na terça-feira passada, ele atacou a "ostentação" de muitos políticos chineses nos últimos tempos e que é uma das principais razões da impopularidade dos dirigentes. "Alguns oficiais abusaram de seu poder, não cumpriram com seus deveres, cometeram crimes e inclusive tem

usado a lei para seu próprio benefício, o que manchou a imagem da autoridade legal e judicial do país", denunciou. Para conter os abusos, PC começou a investigar ontem um funcionário de alto escalão da província de Sichuan, no sudoeste do país. É o primeiro caso de corrupção a ser examinado no mandato de Xi. Li Chuncheng, vice-líder do partido em Sichuan, é suspeito de ter ligações com o empresário Dai Xiaoming, presidente de um grupo de investimentos estatal sob investigação. (Agências)

Organização de Documentos

FALTA DE ESPAÇO PARA O ARQUIVO? A ACERVO ORGANIZA, GUARDA E DIGITALIZA A DOCUMENTAÇÃO, COM ACESSO VIA INTERNET.

GUARDAMOS, ORGANIZAMOS E DIGITALIZAMOS QUALQUER VOLUME DE DOCUMENTOS. Prom

oçã oE e pe para m special ic que na e ro mpr esa .

CONHEÇA NOSSAS SOLUÇÕES: Central de Atendimento: Organização de Arquivo Guarda de Arquivo e Documentos 11 2821-6100 Digitalização de Documentos Solicite uma visita sem compromisso. Cursos e Eventos

comercial@acervo.com.br www.acervo.com.br

Fale conosco. Acervo Organização e Guarda de Documentos


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

c

11 PELA CULTURA Na rua Conselheiro Crispiniano, prédio do antigo Cine Marrocos sediará secretaria e abrigará um novo teatro.

idades

Exposição sobr ea história do Mun icipal

rio O Conservató ical Dramático Mus

Em prédio de 1886, o Conservatório Dramático Musical, na avenida São João, foi restaurado e incorporado ao complexo cultural da Praça das Artes.

Praça das Artes anuncia novo polo cultural Parte do complexo foi inaugurada ontem, no quadrilátero formado pelas ruas Formosa e Conselheiro Crispiniano, Praça Ramos de Azevedo e avenida São João. Fotos de Luiz Prado/Luz

Mariana Missiaggia

Q

uem caminha pelo Vale do Anhangabaú, região central de São Paulo, observa uma construção moderna e imponente, em concreto armado, próximo à avenida São João. Trata-se do complexo Cultural Praça das Artes, que abrigará a Escola de Dança de São Paulo, o Conservatório Dramático e Musical e cinco corpos artísticos renomados da Capital. Parte do conjunto foi inaugurada ontem, anunciando um novo polo cultural no Centro. No quadrilátero conhecido como quadra 27, formado pelas ruas Formosa e Conselheiro Crispiniano, Praça Ramos de Azevedo e avenida São João, surgiu a Praça das Artes no formato de um L, permitindo que o conjunto de construções se interligue. O número 281 da avenida São João é a entrada oficial do novo espaço. As obras começaram em 2009 e tinham o fim de 2012 como previsão de entrega. Dança e música - As escolas de dança e de música, vinculadas ao Teatro Municipal, ocuparão o bloco inaugurado ontem. Ao todo, são nove andares, seis deles destinados aos alunos que utilizarão salas individuais e coletivas para aulas e ensaios. No segundo andar haverá um restaurante para uso exclusivo dos alunos, além de auditórios para apresentações, espalhados por outros andares. A inauguração dessas sa-

las resolveu um antigo problema do Teatro Municipal que, sem um espaço próprio, realizava seus ensaios no próprio palco, reduzindo pela metade sua capacidade de receber espetáculos. Conservatório - Na avenida São João, o prédio que sediava o Conservatório Dramático e Musical de São Paulo (onde funcionou uma escola superior que oferecia bacharelado de música erudita com habilitação em canto, composição, regência e instrumento), também foi restaurado e incorporado ao complexo cultural. Tombado e com dois andares, o Conservatório foi fundado em 1906 e surgiu da necessidade de um espaço que oferecesse sólida formação musical em São Paulo. Mas, assim como outras construções históricas do Centro, o edifício deteriorou-se e clamava por uma renovação. Exposição - Ligado à Praça das Artes, o Conservatório está novinho em folha, com sua fachada branca. No primeiro andar, uma exposição sobre a história do Municipal e do Conservatório. O segundo andar mantém todos os detalhes da arquitetura da época em uma sala de concertos, reconstruída manualmente. Até o momento, o projeto idealizado pelo arquiteto Marcos Cartum, em parceria com os arquitetos do escritório Brasil Arquitetura, custou cerca de R$ 136 milhões, com recursos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano. Em breve, a Praça das Artes terá um estacionamento

Sala de concertos, reconstruída manualmente: contribuição para o aprimoramento das artes na Capital.

Acima, fachada de concreto em prédio com espaços para os mais variados ensaios. À esq., sala para ensaios individuais.

com cerca de 200 vagas distribuídas em dois pisos, cujo acesso se dará pela rua Conselheiro Crispiniano. A laje superior do estacionamento receberá uma praça de convivência em formato de um T, com paisagismo e lanchonete, além de saída para as ruas Formosa e Conselheiro Crispiniano e avenida São João. Corpos Artísticos -Em fase de acabamento interno, mas já finalizado por fora, o prédio batizado como Corpos Artísticos terá outra entrada, localizada na rua Formosa, onde ficava o antigo Cine Cairo, que teve sua fachada restaurada. O bloco de sete andares tem salas que reproduzem as dimensões do palco do Teatro Municipal e serão destinadas aos ensaios da Orquestra Sinfônica Municipal, Orquestra Experimental de Repertório, Balé da Cidade de São Paulo, Coral Lírico, Quarteto de Cordas de São Paulo e o Coral Paulista. Outros R$ 16 milhões serão necessários para concluir essa fase, até o fim de 2013. Revitalização - Alavancando o processo de revitalização do Centro, o complexo Praça das Artes vai recuperar um outro ponto histórico de São Paulo, o Cine Marrocos, no número 344, da rua Conselheiro Crispiniano. Todos os andares e a fachada do prédio passarão por um processo de restauração em outra etapa das obras, ainda sem previsão de início. Esse endereço, integrado à Praça das Artes, abrigará a sede da Secretaria Municipal de Educação e exibirá um novo teatro no piso térreo, onde funcionava o Marrocos.

Bombeiro é atacado e reage com tiros na zona norte de SP Diogo Moreira/Estadão Conteúdo

C

Cápsulas são encontradas após ataque que resultou em duas mortes e outras quatro pessoas baleadas, na zona sul.

Nivaldo Lima/Estadão Conteúdo

riminosos tentaram matar um bombeiro em frente à sua casa, no Itaberaba, zona norte, na madrugada de ontem. O bombeiro reagiu e baleou um dos criminosos. Por volta da 0h30, o bombeiro e a mulher chegavam, em carros separados, em casa, na avenida Itaberaba. Após guardar um dos veículos na garagem, foram surpreendidos por homens armados. Os criminosos gritaram: "vai morrer, vai morrer" e começaram a atirar. O bombeiro se escondeu atrás do carro e mandou a mulher também se proteger. Houve um tiroteio que terminou com um dos suspeitos, um adolescente, baleado na testa. O restante dos crimi-

nosos fugiu. O adolescente foi levado em estado grave ao hospital Vila Nova Cachoeirinha. O policial e a mulher saí-

ram ilesos do ataque. Ao menos duas pessoas foram mortas e outras quatro baleadas, no Jardim Figueira

Grande, na zona sul, por volta das 23h30 de anteontem. Nenhum suspeito pelos crimes foi preso. (Folhapress)

INCÊNDIO – A favela de Paraisópolis, na zona sul, foi atingida, ontem à tarde, pelo segundo incêndio em cinco dias. As chamas começaram perto do meio-dia e foram controladas por volta da 13h, destruindo uma área de 180 metros quadrados na Rua Deputado Laércio Corte. Ninguém se feriu, mas oito famílias, em um total de 28 pessoas, perderam suas casas, segundo a Defesa Civil. Na sextafeira, 30 de novembro, outro incêndio já havia atingido o bairro. Não houve feridos, mas ao menos 50 famílias ficaram desabrigadas.


g

DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

eral

ELE MUDOU A ARQUITETURA DO MUNDO Arquivo/Estadão Conteúdo

Oscar Niemeyer morreu ontem, aos 104 anos. O velório será hoje no Palácio do Planalto, em Brasília. Até o fim da noite ainda não se sabia o horário, mas a expectativa era de que tivesse início à tarde.

Sérgio Roveri

A

s gigantescas estruturas de concreto armado podem, finalmente, descansar. Não serão mais forçadas a desafiar as leis da gravidade e da engenharia em nome de edificações cuja beleza provoca admiração e espanto. Estão livres do sacrifício de se contorcer em monumentais curvas que, equilibradas sobre o vazio, imitam com perfeição a sinuosidade dos corpos femininos, das montanhas e rios e do vai-evem das marés. Não precisarão mais ser leves, diáfanas, harmoniosas e de uma simplicidade praticamente inexplicável. Desde ontem, com a morte de Oscar Niemeyer, um dos maiores arquitetos do mundo, o concreto, enfim liberto daquela teimosa mania que o obrigava a se transmutar a todo momento em obra de arte, poderá voltar à sua vocação natural: ser apenas uma singela mistura de cimento, areia, pedra e água. Aos 104 anos, Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares morreu às 21h55 de ontem no Hospital Samaritano, em Botafogo (zona sul do Rio), onde estava internado desde 2 de novembro. Inicialmente vítima de desidratação, ele apresentou hemorragia digestiva e houve piora da função renal, tornando necessárias sessões de hemodiálise. Na terça-feira, uma infecção respiratória agravou seu estado clínico. Ontem pela manhã, ele sofreu uma parada cardíaca e a respiração passou a ser mantida por aparelhos. Em outubro, ele ficara duas semanas no hospital também por causa de uma desidratação. Em maio, teve pneumonia e chegou a ficar internado na UTI. Recebeu alta depois de 16 dias. Em abril de 2011, foi submetido a cirurgias para a retirada da vesícula e de um tumor no intestino. Na ocasião, ele ficou internado por 12 dias por causa de uma infecção urinária. Em quase oito décadas de uma vertiginosa produção, Oscar Niemeyer fez muito mais do que construir prédios memoráveis: ele mudou a paisagem urbana de inúmeras cidades do Brasil e do mundo ao investir em uma arquitetura que abolia os ângulos retos em prol de curvas inacreditavelmente tranquilas. Era como se, no meio da uniformidade tediosa das metrópoles, fôssemos surpreendidos pela visão de um edifício durante seu exercício diário de ioga. Em São Paulo, sua digital está estampada no Parque do Ibirapuera, no edifício Copan, no Memorial da América Latina, no prédio da Oca, no Sambódromo do Anhembi, no Pavilhão da Bienal e no auditório do Ibirapuera. Na paisagem carioca, a ousadia do arquiteto se faz ainda mais presente, em inúmeros prédios no centro da cidade e na passarela do samba na Sapucaí. E, no Planalto Central, Oscar Niemeyer fez brotar da terra vermelha do serrado uma das jóias da arquitetura mundial – a cidade de Brasília. "Oscar Niemeyer apresentou novos caminhos à arquitetura moderna e sedimentou a produção brasileira no cenário mundial", diz a arquiteta e professora Marília Borges, mestre em História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. "Explorando ao máximo as possibilidades plásticas do concreto, Niemeyer projetou inovadoras formas arquitetônicas que ressig-

Traços originais do arquiteto, em oito décadas de produção. Fábio Motta/Estadão Conteúdo

Arquivo/Estadão Conteúdo

Niemeyer em Brasília, 1960, com o pintor Di Cavalcanti (dir.) Divulgação

A Catedral de Brasília: maravilha de um ateu e comunista.

Oscar Niemeyer em 2005, durante entrevista na sua casa, em Copacabana: produtivo e lúcido até o fim. Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Niemeyer em visita ao Congresso Nacional, em março de 1999.

nificam o espaço em que se inserem, surpreendem o olhar, convidam ao deleite e arrebatam quem as percorre. Independente das mais diversas opiniões que cercam sua obra, o certo é que não se fica impune às criações de Niemeyer." Niemeyer nasceu no bairro das Laranjeiras, no Rio, em 15 de dezembro de 1907. Filho de Delfina Ribeiro de Almeida e do funcionário público Oscar de Niemeyer Soares, o arquiteto, um amante da boemia e dos cabarés na juventude, costumava dizer que havia aprendido com o avô materno, o ministro do Supremo Tribunal Federal Ribeiro de Almeida, a lisura e o respeito com a coisa pública: ao morrer, Ribeiro de Almeida deixou para os herdeiros apenas a casa em que vivia, além do próprio nome, que passou a batizar a antiga rua Passos Manuel, onde o imóvel se localizava. Niemeyer casou-se cedo. Em 1928, aos 21 anos, levou para o altar uma jovem e pobre filha de imigrantes italianos da província de Pádua chamada Annita Baldo, três anos mais nova que ele. A cerimônia religiosa só ocorreu porque, segundo o próprio arquiteto, a noiva era a pessoa mais católica que ele conhecera na vida. O casal teve uma filha, Anna Maria Niemeyer, que morreu em 6 de junho, aos 82 anos, devido a um enfisema pulmonar. Um ano após o casamento Niemeyer matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes do Rio, de onde sairia, em 1934,

com os diplomas de engenheiro e arquiteto. No ano seguinte, já insatisfeito com os padrões arquitetônicos da época, estagiou, sem remuneração, no escritório dos arquitetos Carlos Leão e Lúcio Costa – que se tornaria, 20 anos depois, seu principal parceiro na construção de Brasília. Enquanto o escritório de Lúcio Costa se encarregava do projeto-piloto da cidade, no famoso desenho das asas de um avião, Niemeyer dava forma aos edifícios públicos, entre eles o Palácio da Alvorada, o primeiro prédio inaugurado na nova capital, em junho de 1958. Niemeyer ainda trabalhava no escritório de Lúcio Costa quando recebeu sua primeira encomenda. Uma prima, de nome Lysia, o contratou para criar o projeto da Obra do Berço, uma instituição filantrópica que oferece serviços médicos gratuitos a mães carentes. O edifício ficou pronto em 1938 e não deixou dúvidas de que aquele jovem arquiteto, com apenas três anos de formado e ainda no primeiro emprego, tinha realmente algo de muito sério a dizer – o prédio em concreto armado, um dos marcos da arquitetura moderna do Rio de Janeiro, localizado nas proximidades da Lagoa Rodrigo de Freitas, já apresentava terraço-jardim, pilotis (as colunas de sustentação que permitem o trânsito de pessoas no térreo) e quebra-sol na vertical, quando todos os edifícios do País, sem exceção, instalavam o dispositivo na horizontal.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

Oscar Niymeyer mudou a arquitetura do mundo FERREIRA GULLAR, POETA

Jonas Oliveira/Folhapress

Ana Carolina Fernandes/Folhapress

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Jonne Roriz/Estadão Conteúdo

No alto, desenho do Memorial da América Latina (SP). Foto maior, o Teatro Oscar Niemeyer, em Niterói (RJ) e o Novo Museu, em Curitiba PR).

Fábio Motta/Estadão Conteúdo

Ainda no escritório de Lúcio Costa, Niemeyer tomou parte da equipe que projetou, sob a supervisão do mestre francês Le Corbusier, o novo edifício do Ministério da Educação e Saúde do Rio, no bairro da Cinelândia. Encomendado por Gustavo Capanema, então ministro da Educação e Saúde, o prédio, que foi inaugurado em 1943, representou a soma de esforços dos maiores artistas do modernismo brasileiro: Cândido Portinari entrou com os azulejos, Alfredo Ceschiatti com as esculturas e Roberto Burle Marx com o projeto paisagístico. Com isso, o edifício, que hoje abriga a sede da Funarte, passou a ser considerado o marco inicial da arquitetura moderna no Brasil. Em 1940 Niemeyer conheceu o político Juscelino Kubitscheck, então prefeito de Belo Horizonte, que andava interessado em acelerar o desenvolvimento de uma área na zona norte da capital mineira, chamada de Pampulha. Atendendo à encomenda do prefeito, Niemeyer projetou, entre os anos de 1942 e 1944, o que viria a ser chamado de Conjunto Arquitetônico da Pampulha, formado pela Igreja de São Francisco, um cassino, uma casa de baile e um clube. Constava do projeto original um hotel, que nunca saiu do papel. As obras foram inauguradas em maio de 1943, na presença do então presidente Getúlio Vargas. A vocação política de Oscar Niemeyer ganhou evidência em 1945, quando ele conheceu Luís Carlos Prestes e imediatamente se filiou ao Partido Comunista Brasileiro. A ligação do arquiteto com o PCB foi decisiva para que o governo dos Estados Unidos lhe negasse o visto de entrada no país, no ano seguinte, quando ele foi convidado a lecionar na Universidade de Yale. Mas não demoraria muito tempo para que os Estados Unidos lhe abrissem as portas. Já em 47, o nome de Niemeyer foi incluído no seleto time de arquitetos convidados a desenvolver um projeto para a sede das Nações Unidas, em Nova York. Concebido em parceria com Le Corbusier, o projeto do brasileiro foi o vencedor. A marca de Niemeyer se espalharia pela capital paulista a partir dos anos 50, com a construção do Edifício Copan, até hoje a maior estrutura de concreto armado do Brasil, e o Conjunto do Ibirapuera, inaugurado em agosto de 1954 como parte das comemorações do aniversário de 400 anos da cidade. Na Capital Federal, além de projetar um colosso de prédios públicos, com destaque para os palácios da Alvorada e do Planalto, o edifício do Congresso Nacional e a Catedral Metropolitana, Niemeyer fez parte do time de intelectuais que criaria a Universidade de Brasília, da qual se demitiria em 1965, na companhia de outros 223 professores, em protesto contra as medidas tomadas pelo governo militar. Após a demissão, exilou-se em Paris e abriu um escritório nos Champs-Élysées, de onde passou a comandar uma série

13

Ana Carolina Fernandes/Folhapress

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Na foto maior, o auditório do Ibirapuera (SP). Acima, o Museu de Arte Contemporânea de Niteroi (RJ) e marquise no Ibirapuera (SP). de projetos realizados na França, em Portugal e na Argélia. Ainda que aplaudido pela maioria dos seus pares e detentor dos principais prêmios de arquitetura do mundo, Niemeyer nunca foi sinônimo de unanimidade. “Há uma contradição fundamental e irreconciliável entre o que Niemeyer professa e a obra que

ele produz”, chegou a escrever o jornalista americano Larry Rohter, correspondente no Brasil do New York Times entre 1999 e 2007. “Sua arquitetura é profundamente elitista e mesmo egoísta, concentrada principalmente em fazer declarações grandiosas e eloquentes para satisfação do próprio Niemeyer e dos seus admiradores, mesmo que

O Brasil perdeu hoje um dos seus gênios. É dia de chorar sua morte. É dia de saudar sua vida. PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF

cause desconforto ou inconveniência ao usuário”. Clévio Rabelo, doutor em História da Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, acrescenta: “Niemeyer é o arquiteto mais importante da História da Arquitetura Brasileira não somente pela força de sua arquitetura, cujo auge são os edifícios de Brasília,

De sua pena e seu traço surgiram maravilhas que encantam o mundo ANTONIO ANASTASIA, GOVERNADOR DE MG

mas principalmente pelo entrelaçamento dela com uma ideia mais geral do que seria a cultura brasileira”. Porém, segundo Rabelo, em função de tal mobilização, o arquiteto pouco acompanhou os debates mais contemporâneos da arquitetura e não viu que o país e nossas cidades mudaram. “E sendo ele exemplo, dificulta que os mais no-

Foi um artista único, que foi decisivo para a formação de um Brasil moderno e internacionalmente conhecido. GUILHERME WISNIK, ARQUITETO

vos tomem fôlego para realizar essa empreitada. Embora não sendo responsabilidade dele, mas consequência indireta do sucesso de seu arrojo formal, a arquitetura do concreto armado manteve setores de nossa indústria da construção em atraso absurdo, o que é oportuno em relação à mão-de-obra barata, desqualificada e disponível”. Após a temporada francesa, Niemeyer voltaria ao Brasil no início dos anos 80 e sua amizade com o antropólogo Darcy Ribeiro, então vice-governador de Leonel Brizola, foi determinante para que ele já assinasse dois gigantescos projetos no Rio de Janeiro, os CIEPs (Centro Integrado de Educação Pública) e o Sambódromo da Marquês de Sapucaí. A Fundação Oscar Niemeyer, incumbida de preservar o gigantesco acervo do arquiteto, seria criada em 1988. Depois de tudo isso ainda viriam, já com o arquiteto se aproximando da casa dos 90 anos, a criação do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, de 1991, o Museu Oscar Niemeyer em Curitiba, popularmente conhecido como Museu do Olho, de 2002, o Auditório Ibirapuera, em 2005, e a Cidade Administrativa de Minas Gerais, cujas obras tiveram início em 2007 e compreendiam a execução de cinco edifícios, entre eles a sede do Governo de Minas, um auditório, um centro de convivência e duas torres de 15 andares. A sede do governo, batizada de Palácio Tiradentes é apontada como a obra mais ousada do arquiteto. O prédio é integralmente suspenso por tirantes metálicos (espécies de cabos de aço presos à cobertura de dois grandes pórticos), formando com isso um vão livre de quase 150 metros no chão. Uma das últimas obras projetadas por Niemeyer, que no momento encontra-se em execução, é o Museu Pelé, que deverá ser inaugurado em Santos ainda em 2012. Orçado em R$ 20 milhões, o museu deve abrigar mais de três mil peças do acervo do rei do futebol, entre elas uma réplica da taça Jules Rimet, conquistada pela Seleção Brasileira em 1970. “Ele é o mais notável arquiteto do século 21”, diz o renomado arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha. “Meu voto é que se unam os países da América Latina e associados e construam o Museu de Arte Moderna de Caracas, naVenezuela, projetado por Oscar Niemeyer em 1954.É um símbolo da América Livre com um abraço de cinco mil anos da História”. Em 2006, dois anos após a morte de Annita Baldo, ao lado de quem viveu por 75 anos, Niemeyer voltaria a se casar, desta vez com sua secretária Vera Lúcia Cabreira, à época com 60 anos. Niemeyer teve cinco netos, 13 bisnetos e quatro trinetos. Mestre das frases espirituosas, Niemeyer declarou, há algum tempo, que ele amava a vida e a vida também o amava. “Somos um casalzinho insuportável”, disse. Ontem, a vida pediu o divórcio.

A vida humana é muito pequena e muito dura e é preciso não desistir dos ideais OSCAR NIEMEYER


DIÁRIO DO COMÉRCIO

14

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

E M

C A R T A Z

www.dcomercio.com.br

Vaivém de aeroporto

FOTOS

O fotógrafo Ho-Yeol Ryu usou a técnica da múltipla exposição para registrar pousos e decolagens no aeroporto de Hannover. A foto inspirou o professor Cy Kuckenbaker a produzir um vídeo em que "condensa" cinco horas de pousos no Aeroporto Internacional de San Diego em 25 segundos de imagem. Veja o vídeo no site.

Exposição traz fotos de Simone Monte em homenagem a Carlos Drummond de Andrade. Reserva Cultural. Av. Paulista, 900, térreo baixo. Grátis.

http://bit.ly/Xo0bFP

T ECNOLOGIA A RTE

R EALEZA

Traves que detectam gols

Toru hanai/Reuters

U

ma nova tecnologia para sanar dúvidas e polêmicas no futebol será testada no Mundial de Clubes do Japão, anunciou a Fifa, ontem, em uma entrevista coletiva no Estádio de Yokohama, no Japão. A tecnologia consiste no uso de um chip que acusa quando a bola passa da linha do gol. O estádio de Yokohama é o da final do Mundial. O sistema é pareceido com o utilizado por lojas para evitar o furto de mercadorias: um sensor fixado nos produtor apita quando alguém passa pelas portas sem desativar o dispositivo. No caso do futebol, a bola terá um chip que fará sensores instalados nas traves

Microchip indicará passagem da bola pela linha de gol indicarem a passagem da bola. Na dúvida, o juiz poderá apostar na comprovação tecnológica. No estádio de Nagoya será

testado um outro sistema: uma série de câmeras instaladas na linha do Gol registrará a passagem – ou não – da bola.

Nasa/Reuters

O equilíbrio perfeito

Enfermeira de Kate é vítima de trote Dois radialistas australianos telefonaram ao hospital King Edward 7º para saber qual é o estado de saúde de Kate Middleton, mulher do príncipe William. Imitando o sotaque britânico, Mel Greig e Michael Christian fingiram ser a rainha Elizabeth II e o príncipe Charles. Foram atendidos por uma enfermeira, que acreditou na farsa, e deu detalhes sobre a saúde da duquesa de Cambridge: disse que ela estava dormindo e havia sido medicada. Os radialistas se surpreenderam com seu sucesso. "Pensávamos que eles desligariam assim que ouvissem nossos sotaques terríveis", afirmaram em nota. A duquesa está internada por náusea relacionada à gravidez. O bebê será o terceiro na longa linha de sucessão ao trono da Grã Bretanha. M ÚSICA

O artista Michael Grab usa apenas paciência e senso de equilíbrio para criar torres de rochas. Uma arte conhecida em várias culturas antigas que, segundo ele, é meditativa e terapêutica. http://bit.ly/R3IoSE

P ALEONTOLOGIA Landolfo/Estadão Conteúdo.

Morre o pianista Dave Brubeck Dave Brubeck, um dos maiores nomes do jazz norte-americano, morreu ontem. Brubeck faria 92 anos hoje. Ele morreu de insuficiência cardíaca quando estava indo visitar seu cardiologista. Líder do Dave Brubeck Quartet, ele foi o primeiro músico de jazz moderno a ser capa da revista Time, em 1954.

Na época dos dinossauros

M ÍDIA

De mais sexy a pessoa do ano Depois de eleito o mais sexy de 2012 por um site de humor, o líder norte-coreano Kim Jong-Un pode se tornar a “pessoa do ano” da Time. Fãs manipularam a eleição e ele tem 2 milhões de votos.

L

O paleontólogo da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Augustin Martinelli, mostra fóssil de parte do crânio de peixe que viveu no período cretáceo superior, há 85 milhões de anos O fóssil foi encontrado no sítio paleontológico de Peirópolis, mesmo local onde foi encontrado o maior fóssil de dinossauro no Brasil.

INCANDESCENTE - Combinação de imagens registradas pelo Observatório Dinâmico Solar, da Nasa, mostra a expulsão de massa da coroa. A imagem pode ajudar os cientistas a entender as explosões solares.

Sorvete de vinho Quem gosta de vinhos já imaginou que prazer seria ter a bebida sagrada profanada na forma em sorvete. A empresa Mercer não só imaginou como concretizou a ideia. Com 5% de álcool, seus novos sorvetes combinam vinho e outras delícias. Os cabores cão Cherry (cereja) Merlot, Chocolate Cabernet, Peach (pêssego) White Zinfandel, Porto, Red Raspberry (framboesa), Chardonnay e Riesling. Para provar o sorvete será necessário comprovar ser maior de 18 anos. http://bit.ly/VkigyK

L OTERIAS Concurso 838 da LOTOFÁCIL 02

04

05

07

09

10

11

14

15

16

18

20

21

23

24

Concurso 1303 da LOTOMANIA 02

11

16

18

21

25

32

33

36

38

45

57

61

63

65

67

79

90

92

93

Concurso 1448 da MEGA-SENA 01

25

29

36

56

Concurso 3062 da QUINA 28

30

44

57

70

60


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

e

15

conomia Fotos de L.C.Leite/LUZ

Participantes do ato público pedem, com faixas e cartazes, para a presidente Dilma Rousseff sancionar o Projeto de Lei n.º 1.472/07, que exige transparência nas notas fiscais de produtos e serviços em todo o País. Autoridades, empresários e consumidores estiveram no auditório do Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista.

IMPOSTO NA NOTA JÁ Movimento 'Não Veta, Dilma', a favor da divulgação das taxas nas notas fiscais, reuniu ontem no Masp líderes empresariais, sindicais e representantes do comércio. Sílvia Pimentel

A

presidente Dilma Rousseff vai receber nos próximos dias um manifesto assinado por representantes de 30 entidades empresariais e por sindicatos de trabalhadores, pedindo a sanção ao Projeto de Lei nº 1.472/07, que determina a discriminação dos impostos incidentes nas vendas de produtos e serviços nas notas fiscais de todo o País. O dia 13 é o prazo final para que a matéria seja apreciada pela presidente. O documento foi lançado ontem no Museu de Arte de São Paulo (Masp) – no ato "Não Veta, Dilma" – e teve a presença de consumidores e de autoridades como o vicegovernador do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos e do prefeito da Capital, Gilberto Kassab. O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, lembrou, em discurso, o início da campanha "De olho no Imposto", que resultou na aprovação do projeto que está na mesa de Dilma. "É um movimento que faz com que pessoas comuns se tornem cidadãs. É cultura de ci-

Presidente da ACSP e da Facesp, Rogério Amato: "ato de cidadania". dadania o conhecimento de quanto pagamos de impostos. Pessoas desinformadas são vítimas da empulhação. Cidadãos, não; pois sabem decidir o seu destino com informação", disse Amato. O manifesto intitulado "Não Veta, Dilma" é uma resposta às manifestações contrárias à divulgação dos tributos nas notas fiscais, vindas da Receita Federal, sob o pretexto de que há dificuldades técnicas. O texto da lei, entretanto, permite informar o valor aproximado dos tributos. Pesou também na decisão de realizar o manifesto o fato de a liderança do governo na Câmara dar sinais sobre o veto. De acordo com o vice-governador Guilherme Afif Do-

Vice-governador Afif: "Brasil é o campeão da tributação do consumo."

Prefeito Gilberto Kassab: a favor da transparência dos impostos. mingos, que na semana passada esteve com a presidente, acompanhado do prefeito Gilberto Kassab, Dilma mostrouse, no encontro, favorável ao

Presidente da FecomercioSP, Abram Szajman, afirmou que os varejistas são favoráveis às novas exigências.

projeto. "Mas a proposta corre o risco de não sair do papel, daí a necessidade de nos mobilizarmos", justificou Afif. Na opinião do vice-governador, a ex-

Deputado federal Guilherme Campos, de São Paulo, aliado em Brasília do movimento a favor das informações.

posição do valor dos tributos nas notas fiscais fará com que os brasileiros saiam da condição de súditos para cidadãos. "O Brasil é o campeão da tributação sobre o consumo porque, dessa forma, é mais fácil esconder o peso dos impostos no preço final de produtos e serviços", afirmou. Durante o ato na Avenida Paulista foi montado um Feirão do Imposto indicando os impostos embutidos nos preços de produtos. A mobilização recebeu o apoio de entidades ligadas ao comércio, segmento que terá de se adaptar às novas exigências. "Nós, como varejistas, temos apreço ao consumidor. Por isso achamos que ele deve ter consciência dos impostos que compõe o preço

dos produtos", disse o presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), Fernando de Castro. O presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun, reforçou: "Os consumidores têm o direito de saber o valor dos tributos." Signatário do manifesto, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Abram Szajman, disse que o País vive um momento de transparência em todos os sentidos. "E nada melhor do que discriminar o que o comerciante recebe de fato pela mercadoria ou pelo serviço", disse. Participaram do ato, os presidentes do Sebrae-SP, Alencar Burti; do sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo (Sescon-SP), José Maria Chapina Alcazar, e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), José Paulo Dornelles Cairoli. O Sindicato dos Comerciários de São Paulo e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) declararam apoio. "Estamos nessa luta desde o início. Os trabalhadores e a sociedade têm que saber para onde vai o seu dinheiro", afirmou Ricardo Patah, presidente desse sindicato e da UGT.

Senador Sérgio Petecão, do Estado do Acre, participou do ato público que enviou pedido a Dilma Rousseff.

Consumidores pedem transparência no País

A

É humilhante constatar que pagamos mais da metade do valor de alguns produtos em impostos. Gostaria de saber quanto pago de taxas. DÉBORA SEFRIM, BANCÁRIA

bancária Débora Sefrim visitou o Feirão do Imposto, montado ontem no vão-livre do Masp, na Avenida Paulista. Ela acha que a discriminação dos impostos nas notas deveria se tornar uma realidade. "No mínimo, gostaria de saber o quanto pago de tributos. É humilhante constatar que pagamos mais da metade do valor de alguns produtos em impostos", desabafou. A copeira Raimunda Martines Augusto, também vê com bons olhos a ideia de ter acesso às informações. E foi além. "Eu gostaria mesmo de uma redução dos tributos. Mas já que existem, quero saber o valor dos mesmos", disse. Para o vigilante Gilberto Bilar o projeto deveria ter sido aprovado há muito mais tempo. "Hoje, o trabalhador é o que mais paga impostos no País. Mas a maioria não tem consciência disso." (SP)

Hoje, o trabalhador é o que mais paga impostos no País. Mas a maioria dos trabalhadores não tem consciência disso. GILBERTO BILAR, VIGILANTE.


16 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

e

17

André Dusek/ Estadão Conteúdo

conomia

Forbes a elege a 18ª poderosa.

Dilma cheia de energia

D

Ela alfineta tucanos que controlam concessionárias

A

presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que está disposta a iniciar uma nova rodada de cortes nas tarifas de energia em 2013. Após prometer 20,2% em setembro, o governo confirmou na terçafeira que só poderá garantir redução de 16,7% em função da resistência das estatais de São Paulo (Cesp), Minas Gerais (Cemig) e Paraná (Copel) , controladas por governos do PSDB. "Reitero meu compromisso de buscar no início do ano mais um esforço para diminuir a tarifa de energia. Reduzir o preço da energia é uma tarefa que o governo federal não recua", disse ela. A presidente mencionou indiretamente a oposição tucana, afirmando que os 20,2% de redução na conta de luz não foram possíveis por negativa "daqueles que não entendem a importância desta medida". Segundo Dilma, as três estatais que recusaram o modelo de renovação antecipada e condicionada de concessões são "insensíveis à redução do custo da energia no País". Tentando justificar o fraco desempenho da economia nos últimos meses, Dilma disse que, apesar das "várias medidas" adotadas em 2012, elas "ainda não" surtiram os efeitos desejados pelo governo. O comentário foi feito para uma plateia formada por empresários, durante a cerimô-

nia de abertura do 7º Encontro Nacional da Indústria, realizado em Brasília. Apesar de reconhecer o "desempenho bastante precário da indústria", Dilma repetiu a tese do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e disse "ter certeza" que as medidas adotadas "irão se difundir pelo sistema econômico e vão sinalizar um novo estágio do nosso desenvolvimento", acrescentando que as indústrias já "vêm se recuperando". Aos empresários – Em sua fala, na luta para fazer com que empresários voltem a investir para a economia dar uma arrancada mais forte em 2013, a presidente Dilma fez questão de mostrar as vantagens que a aplicação de recursos no setor produtivo terão, a partir de agora, sobre outras formas de investimento. "Vivemos um período de transição, um período no qual os investimentos do setor real da economia tenderão a ser mais atrativos que as demais oportunidades de investimento". Dilma aproveitou para destacar medidas tomadas por seu governo – como a forte redução da taxa básica de juros – e salientar que boa parte das ações implementadas este ano terão seus efeitos sentidos de forma plena nos próximos meses. "O Banco Central conseguiu realizar um movimento cauteloso na direção de uma mudança macroeco-

Aneel desconversa sobre taxa

O

diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, disse ontem que ainda não está definida a taxa de correção que será paga às transmissoras pelos investimentos realizados até 2000 e ainda não amortizados. Na terça-feira, a Cteep disse, em teleconferência, esperar receber uma remuneração com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 4% ao ano para essas indenizações, taxa que também foi mencionada pela Cemig. "O Tesouro está discutindo isso. Ainda tem de ter uma regulamentação sobre como vai ser feito isso. Não tem essa definição", disse ele, após participar de seminário na Câmara dos Deputados sobre a renovação das concessões do setor elétrico. Hubner admitiu, porém, que já foi aventado que essa correção seja equivalente a um título do Tesouro de 30 anos (mesmo prazo das novas concessões) indexado à inflação, que paga IPCA mais 4%. Essa remuneração refere-se a

um pagamento de indenização adicional definido pelo governo na semana passada que, segundo fontes, pode chegar a algo entre R$ 9 bilhões a R$ 10 bilhões. Os valores serão pagos em parcelas ao longo de 30 anos. O pagamento adicional ajudou o governo a ter adesão de 100% das transmissoras ao plano de renovação antecipada das concessões que vencem entre 2015 e 2017. Ao deixar o seminário na Câmara dos Deputados, Nelson Hubner defendeu também que os Estados contribuam para ajudar a ampliar a redução na tarifa de energia – que caiu de 20,2% para 16,7%, em média, com a não adesão de parte da geração ao plano de renovação. "A mensagem da presidente Dilma Rousseff é que cabe a todo mundo dar um pouquinho do seu esforço", disse Hubner. Segundo o diretor da Aneel, "é muito bem-vinda qualquer redução de carga tributária sobre a tarifa de energia elétrica". (Reuters)

Presidente Dilma: "Reitero meu compromisso de buscar no início do ano mais um esforço para diminuir a tarifa de energia."

nômica nessa componente que é estratégica", observou a presidente ao citar a queda de 12,50% para 7,25% ao ano da taxa Selic desde agosto do ano passado. A presidente destacou ainda que o mix de câmbio e juros (mais baixos) permite ao Brasil reduzir o custo do investimento. "É muito difícil resistir à tentação de fazer um balanço do ano, quando se participa de uma solenidade em dezembro, até porque várias medidas que tomamos em 2012 ainda não têm seus efeitos completos apresentados", comentou, passando a traçar um cenário mais otimista em rela-

ção ao futuro e apelando para o espírito empreendedor dos empresários. "Para os nossos objetivos, o crescimento industrial terá de ser necessariamente, nos próximos meses e anos, um crescimento muito mais forte, muito mais pujante. Até porque o Brasil precisa ter uma taxa de investimento elevado. E isso só ocorrerá de forma efetiva se nós tivermos, dentro da indústria, uma participação do investimento muito significativa", acentuou. Dilma reiterou o compromisso do governo com o rigor fiscal que, segundo ela, fica expresso na proporção da dí-

vida líquida com o Produto Interno Bruto (PIB), que atualmente está em 35%. Para ela, uma indústria "forte e mais competitiva" é a "questão central" para o desenvolvimento brasileiro. "Tenho certeza de que precisamos ter uma indústria forte, que combine um agronegócio em expansão tecnologicamente avançado, uma exportação de commodities e manufatura significativas e uma grande capacidade de sermos centros de serviços também. Uma indústria forte é o nó estratégico para que o Brasil tenha um desenvolvimento sustentável", disse. (Agências)

ilma Rousseff aparece em 18º lugar na lista das pessoas mais poderosas do mundo da revista Forbes, que tem 71 líderes mundiais, em uma referência à população mundial, de aproximadamente 7,1 bilhões de pessoas. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aparece de novo em primeiro lugar. E é seguido pela chanceler alemã, Angela Merkel, e pelo presidente russo, Vladimir Putin. Dilma está na lista, segundo a revista, porque dirige a sexta maior economia do mundo e colocou "ênfase no fomento do empreendedorismo que inspirou uma nova geração de empresários". Na lista do ano passado, Dilma havia ficado na 22ª posição. Mulheres – Apenas seis mulheres estão no ranking do ranking da Forbes . Além das já citadas Dilma e Merkel, aparecem a presidente do Partido do Congresso da Índia, Sonia Gandhi (12ª), e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, a francesa Christine Lagarde (38ª). As outras duas são a diretora geral da Organização Mundial da Saúde, a chinesa Margaret Chan (58ª), e a secretária de Saúde dos EUA, Kathleen Sebelius (68ª). (Agências)

Cemig vai à Justiça em busca de renovação

O

governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), afirmou ter conversado com o também tucano governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sobre as decisões tomadas pelas estatais mineira e paulista de energia de não renovar os contratos de concessão das usinas geradoras, mas negou caráter político nas medidas. A mineira Cemig, a paulista Cesp e a paranaense Copel, estatal de energia do Estado que é governado pelo também tucano Beto Richa, conversaram entre si antes de decidir sobre a não renovação dos contratos como desejava o governo federal, disse o governador mineira. Anastasia disse que conversou em Brasília com o presidente da Cesp, o tucano José Aníbal, e que dialoga regularmente com Alckmin – inclusive sobre a questão que levou as estatais dos governos tucanos a rejeitar a fórmula proposta pela presidente Dilma Rousseff. "Não transformamos uma questão técnica em política. Tanto não é (uma decisão política) que nós da Cemig aderimos integralmente à renovação dos contratos da transmissão", disse. Briga na Justiça – No café da manhã com jornalistas que teve na manhã de ontem, Anastasia chegou a dizer que os contratos foram "violentados" e que a Cemig vai à Justiça brigar pelo direito de renovar pela segunda vez os contratos das suas três principais usinas – Jaguara, São Simão e Miranda – conforme a regra vigente que o Planalto pretende mudar. "Pela medida provisória 579 isso não está sendo respeitado. Então, é claro que a Cemig vai tomar as medidas necessárias a salvaguardar seus direitos", salientou o governador.

Ivaldo Cavalcanti/ Folhapress - 13.11.12

Anastasia, governador de Minas, reconhece que se reuniu com outros tucanos, mas nega ação política. Com relação às outras 15 usinas de geração de energia sob gestão da Cemig, o governador de Minas Gerais afirmou que os contratos vencerão em 2015 e que, até lá, pode haver novas mudanças. Mesmo se não houver, disse ele, a estatal deve participar das novas licitações com boas chances de manter as gestões dessas hidrelétricas. Critério e confiança – Anastasia se disse favorável à medida da presidente Dilma de querer baixar o preço da energia para o consumidor, mas discorda dos métodos. "Todos nós somos favoráveis à redução de todas as tarifas, especialmente a tarifa de luz, que de fato é alta. Mas a redução depende de vários critérios de ordem técnica", afirmou. Anastasia disse que a Cemig pode vir a ficar em dificuldades se aderir à proposta do governo. "A Cemig é patrimônio do povo de Minas Gerais, nós devemos defendê-lo, é importante isso", disse. Para tentar afugentar a ideia de que os go-

vernadores tucanos agiram politicamente, ele disse que a adesão à proposta do governo na área da transmissão está se dando "na base da confiança, porque as normas não estão aprovadas ainda pelo Congresso Nacional". Na última terça-feira, o prazo final para as empresas assinarem as concessões antecipadas, a estatal mineira renovou contratos de cerca de 5 mil quilômetros de linhas de transmissão, mas desistiu da renovação pelos novos termos de outras 18 hidrelétricas além das que vão ser discutidas na Justiça, cujas conces-

sões também vencem até 2017. "Num exemplo hipotético, o custo de operação é 40 e a remuneração seria dez", justificou. Segundo Anastasia, no caso desses outros ativos, a Cemig ainda tem esperança de negociação com o governo federal antes do fim dos contratos, a maior parte em 2015. "Nenhum dos lados encerrou o diálogo. Se não houver mudança, a Cemig participa das licitações normalmente", observou, ressaltando uma possível vantagem nessas disputas devido à "expertise" da empresa. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18

e

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Em 2013, a frota da Azul chegará a 127 aeronaves.

conomia

Passageiro Vip

Ansgar/Folhapress

A

lugar carro com motorista para executivo tem tudo para se tornar commodity. Na visão do comprador, se o fornecedor é idôneo e competente, não importa o escolhido, pois o que mais pesa na decisão é o preço. Então, como fazer para se distinguir da concorrência? Esse é um desafio não só para as locadoras, mas também hotéis, agências e qualquer prestador de serviços. Há quem se conforma com a situação, e há os que apostam em agregar valor ao que fazem, ganhando assim relevância. A verdade é que oportunidade não falta, é só prestar atenção. Quando um executivo atarefado entra em um carro com motorista a última coisa que quer é ser incomodado com conversas inconvenientes, atrasos ou erros no itinerário, ou ainda ser obrigado a localizar o carro na volta de um encontro. Na realidade, ele precisa – e até paga mais – de um profissional especializado que dirija bem um carro confortável e que conheça as rotas mais rápidas, principalmente em cidades com trânsito caótico. A história do norte-ameri-

cano Robert Dobrient é um exemplo de como identificar oportunidade em mercados que à primeira vista parecem saturado. Quando era presidente de uma empresa no Texas, costumava ser atendido em suas viagens por limusines com chofer, conhecidas como town cars. Pesquisando o assunto, descobriu que havia no mundo 12 mil empresas similares, mas seis delas dominavam o mercado. Porém, nenhuma tinha uma organização sofisticada. Geralmente usavam baixa tecnologia, sem investimentos em

softwares inteligentes. Até que em 1997 a empresa de Robert foi vendida. Três anos depois, ele criou a Savoya, uma transportadora terrestre de executivos que chegou com dois novos componentes. O primeiro foi apostar pesado em uma tecnologia 100% online para integrar todas as partes envolvidas, da informação da chegada do motorista ao local à entrega do passageiro no destino. Além disso, oferece um atendimento 24 x 7 por telefone, e-mail ou sms, com ferramentas online para re-

servas, alterações de roteiro, emissão de relatórios e cobrança simplificada. O segundo conceito é a seleção criteriosa dos fornecedores – até porque a Savoya não tinha um único carro próprio! Através de uma verdadeira due diligence o candidato a parceiro era avaliado para confirmar se tem frota própria, motoristas experientes e registrados, documentação em ordem etc. Passados 12 anos, a Savoya é atualmente líder em sua categoria, e está presente em 60 países, com mais de 20 mil carros. Desde a semana passada, opera também em 14 estados brasileiros, com 360 veículos de 22 empresas. Para responder pela filial brasileira, Robert diz que encontrou em Oskar Kedor, fundador da Mobility, o parceiro ideal. Há 15 anos em locação de carros, ele também tem uma trajetória bem sucedida e uma filosofia de trabalho similar. Agora, os dois precisam provar por meio da Savoya Brasil que fazem a diferença em relação às 300 companhias de locação de carros executivos existentes no País.

Divulgação

Carro com motorista, mais que um luxo. Daniela Silva Moris

A

gerente geral do Quality Hotel Aeroporto Vitória, Daniela Silva Moris, nasceu em Cabo Verde, Minas Gerais, mas ainda bebê veio para Campinas (SP). Sonhava em estudar Medicina, chegou a ingressar em Fonoaudiologia, mas interrompeu o curso por falta de recursos. Em 1999, Daniela foi contratada pelo hotel Sleep Inn Galleria, em Campinas, então o terceiro administrado pela rede Atlantica. Ela começou pelo setor administrativo, e com 18 anos já era agente de reservas, enquanto fazia um curso intensivo de inglês. "Nunca tinha me hospedado em um hotel

na vida", conta. Enquanto trabalhava, Daniela cursava Administração de Empresas, e mais tarde completou um MBA em Gestão Empresarial. Depois de dois anos, foi transferida para o Comfort Suites Campinas como supervisora de recepção, e a seguir assumiu a recepção de outra unidade em Brasília. Em 2007, após um programa de trainee, ela se tornou gerente geral do Comfort Hotel Vitória Praia, no Espírito Santo. Quatro anos depois, foi convidada a implantar o Quality Hotel Aeroporto Vitória. "Sou apaixonada pela cidade e por esse hotel", conclui.

Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br

Grupo Costa, navios sob medida para Incentive & Meeting de absoluto sucesso.

Seu próximo evento já tem endereço certo. Mas não fixo: ele vai navegar. iberocruzeiros.com.br

costacruzeiros.com.br 14 navios de última geração, no mundo todo.

A frota mais latina e acolhedora com mais opções de duração e destinos.

Muito mais férias a bordo pra você.

SP 11 2123-3655 RJ 21 2220-0505 Representantes em todo o Brasil

Juntas, Azul e Trip devem faturar R$ 5 bi em 2013. Para 2012, a estimativa das duas empresas aéreas é de obter receita de R$ 4,2 bilhões. Divulgação

Renato Carbonari Ibelli

A

Azul Linhas Aéreas espera fechar 2012 com faturamento de R$ 4,2 bilhões, valor que engloba o faturamento da Trip, empresa com a qual opera conjuntamente desde maio deste ano. Executivos das companhias dizem que o resultado projetado finalmente deve equilibrar as contas da Azul, que cinco anos atrás fez um grande aporte de capital para iniciar suas operações. Para 2013, a empresa aérea projeta manutenção da trajetória de crescimento, com faturamento na casa dos R$ 5 bilhões e participação saltando dos atuais 15% do mercado para 20%. Embora tenham divulgado faturamento conjunto, Azul e Trip ainda têm suas estruturas societárias independentes. Elas aguardam parecer do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que possam realizar a fusão das suas estruturas. A expectativa é que o aval seja dado pelo Cade no início do próximo ano. Com a fusão, a marca Trip sai do mercado. Até o final do ano, de acordo

O resultado projetado deve equilibrar as contas da Azul, segundo executivos da companhia aérea. com José Mário Caprioli, presidente da Trip, ambas empresas estarão voando conjuntamente com uma frota de 120 aeronaves, que fazem 840 voos diários para 100 destinos domésticos. Em par de igualdade – Embora a Azul se posicione como a terceira empresa aérea do País, atrás de Tam e Gol em número de destinos domésticos, ela se coloca em par de igualdade com as grandes com as líderes do mercado. Para 2013, Caprioli, que será o diretor de operações da companhia resultante da fusão, a frota da Azul, no próximo ano, chegará a 127 aeronaves.

127 aeronaves vão integrar a frota da Azul, no próximo ano. Hoje, ambas aéreas fazem 840 voos diários para 100 destinos domésticos. A expansão esperada pela Azul é respaldada pelo histórico de crescimento do setor aé-

reo brasileiro, que tem avançado dois dígitos por ano. Para 2013, o presidente da Trip estima que o setor continuará nesse ritmo, avançando três vezes além do Produto Interno Bruto (PIB). Azul e Trip operam atualmente em regime de code share (voos compartilhados) enquanto aguardam a autorização para fusão. No último domingo, as empresas promoveram a integração de seus sistemas de reserva e canais de atendimento. Com isso, os clientes de ambas companhias podem concentrar as compras de passagens nos canais da Azul.

TCU aprova edital da 1ª fase de licitação do trem-bala

O

plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou ontem o edital da primeira fase de licitação do trem de alta velocidade (TAV), que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto será licitado em duas fases: na primeira, será feita a escolha do operador e da tecnologia a ser utilizada; e na segunda, será licitada a construção do trem-bala. Em seu voto, o relator do processo, ministro Augusto Nardes, manifestou preocupação com o fato de que o vencedor do primeiro leilão seja o responsável por apresentar uma estimativa de custo para a construção de pontes, viadutos e túneis – que serão licitados na fase posterior. O vencedor da primeira etapa será aquele que apresentar o maior valor de outorga ao governo e o menor custo para a construção das estruturas. "Gostaria de dizer que um dos aspectos que me preocupa é a baixa vinculação da proponente em relação ao valor oferecido por ela à infraestrutura. Isso pode ocasionar problemas, por não ser o licitante responsável pela execução de obras civis relativas à infraestrutura, que será feita pelo Estado", afirmou Nardes. Na avaliação do ministro, os proponentes podem oferecer estimativas de custo que não sejam realistas apenas com o objetivo de vencer a disputa. "É um risco, e estamos propondo que a licitação seja feita com proteções." Para evitar o risco, o ministro propôs que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) faça constar no edital disposições que assegurem a viabilidade e a confiabilidade da estimativa de custo das obras. "Espero que o governo inclua esse ponto", disse Nardes. Na semana passada, o ministro Aroldo Cedraz pediu vistas ao processo, o que atrasou os planos do governo de publicar a versão final do edital do trem-bala, previsto para sair na última segunda-feira. O projeto voltou a ser analisado na sessão de ontem. Com a aprovação do edital pelo TCU, o governo quer publicar o edital na próxima semana, conforme previsão feita pelo presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. (Estadão Conteúdo)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

e Governo anuncia pacote de R$ 100 bi

19

A Fazenda entrou alterando medida porque acendeu a luz vermelha. Durval Correa, gerente de câmbio da Multi Money Corretora

conomia

Empresas que tomarem financiamentos com recursos do BNDES pagarão menos, 5% da TJLP a partir de janeiro, a menor taxa da história.

O

André Dusek/Estadão Conteúdo

governo anunciou ontem novas medidas para estimular os investimentos no País. Uma delas é um pacote de R$ 100 bilhões em financiamento para empresas em 2013, com juros reduzidos e prazos mais longos. A outra é a redução dos juros cobrados em empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas. A chamada Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) cai de 5,5% para 5% ao ano a partir de janeiro, permanecendo no menor nível da história. Ao anunciar o pacote, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o objetivo do governo é fazer o investimento crescer 8% em 2013. "Para viabilizar o crescimento da economia de 4% em 2013 é preciso impulsionar o investimento, que deve crescer em torno de 8%", disse o ministro. "Os investimentos gerais requerem planejamento das empresas e elas têm agora um parâmetro para isso", disse, acrescentando a importância de que o setor privado participe. A redução da TJLP, segundo Mantega, foi decidida pelo governo para "baratear" as outras linhas de financiamento do BNDES, além das linhas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) 2013, que também foram anunciadas nesta quarta-feira. Bens de capital – Do total de R$ 100 bilhões previstos, R$ 85 bilhões virão do BNDES e os R$ 15 bilhões restantes virão da liberação de compulsórios não remunerados.

Mantega quer mais dólares

O

Ministro Guido Mantega e Luciano Coutinho (BNDES): R$ 85 bilhões do pacote anunciado virão do banco de fomento. O compulsório é a parcela dos depósitos que os bancos são obrigados a manter retida no Banco Central. Essas condições especiais de financiamento para as empresas foram garantidas com a prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que serve para financiar a compra de máquinas e equipamentos usados na produção, além de investimentos em tecnologia e inovação.

O novo PSI, na avaliação do ministro, será menos burocrático e a liberação de recursos será mais rápida. De acordo com Mantega, uma empresa não precisa comprar máquina e equipamento para ser beneficiada, pois poderá utilizar leasing com taxas do PSI. Juros menores e prazos maiores – Em vigor desde 2009, o PSI acabará em dezembro de 2013, mas as taxas de juros especiais deixariam de valer

Fazenda muda regras e moeda norte-americana fica abaixo de R$ 2,10

no fim deste ano. O ministro confirmou ainda a prorrogação das condições especiais do PSI no próximo ano. A taxa de juros será de 3% no primeiro semestre de 2013, e de 3,5% no segundo semestre para os financiamentos de bens de capital, equipamentos agrícolas, peças e componentes de fabricação nacional, ônibus e caminhões. Para financiamentos de bens de capital do setor de

energia e de capital de giro para projetos de investimentos em municípios atingidos por desastres naturais, os juros totalizarão 5,5% ao ano. O prazo de financiamento da maioria das linhas é de até 120 meses. As exceções são as linhas para peças e componentes, que terão prazo de 36 meses (três anos) e para as empresas de energia, cujo pagamento levará até 360 meses (30 anos). (Reuters)

ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que a redução do prazo de empréstimos externos no qual incide o Operações Financeiras (IOF) de 6% tem o objetivo de permitir captações maiores das empresas em um momento em que o governo tenta estimular o investimento. Para ele, a ação não vai fomentar o ingresso no país de capitais especulativos. "Achamos que, com a taxa de juros mais baixa aqui no Brasil, não existe mais a atração de capitais especulativos e de arbitragem. O que é captado lá fora hoje é para capital de giro e investimento. Estamos facilitando para que os bancos e as empresas possam captar recursos lá fora acima de 365 dias", afirmou o ministro, referindose à Selic na mínima histórica de 7,25% ao ano. Mantega disse ainda que a nova medida não foi tomada por conta da inflação, para reduzir a pressão sobre os preços, e voltou a defender que o câmbio é flutuante no País. "O câmbio é flutuante, não tem limite. Como temos situação de taxa de juros mais equilibrada, isso dá menos volatilidade ao câmbio e ele se estabiliza em uma situação mais real". (Reuters)

Fluxo cambial fecha positivo no mês Jonne Roriz/ Estadão Conteúdo - 09.06.05

O

governo deu continui"A Fazenda entrou (alteranO ministro Guido Mantega dade à reversão de me- do medida) porque acendeu a citou que a liberação maior do didas regulatórias, cu- luz vermelha", afirmou. A per- IOF ajuda o mercado a se equijos reflexos no mercado de cepção entre estrategistas é librar no atual cenário. câmbio têm sido de redução que o avanço do dólar na últiNo mercado doméstico, o da pressão de alta sobre o dó- ma semana tornou-se preocu- dólar à vista fechou cotado a lar. Ontem, o Ministério da Fa- pante diante da expectativa R$ 2,0990 no balcão, em quezenda diminuiu o prazo dos com o período sazonal de in- da de 0,85%. Na máxima, a empréstimos externos tribu- tensificação de saída de capi- moeda bateu em R$ 2,1100 e tados com Imposto sobre Ope- tal, em face de remessas de lu- tocou em R$ 2,0980, na mínirações Financeiras (IOF) de cros e dividendos (leia sobre ma do dia. O giro financeiro so6%. Como resultado, o dólar fluxo cambial ao lado). mava US$ 1,778 bilhão pouco aprofundou a trajetória de deBanda – O declínio do dólar depois das 16h30. clínio iniciada durante a sema- ontem, para nível inferior a Ontem, a moeda nortena e fechou o dia cotado abai- R$ 2,10, dá indicações de que americana recuou 0,9%, cotaxo de R$ 2,10. o ritmo de depreciação do real da a R$ 2,097 na venda. TrataAs duas medidas têm poten- estava incomodando o gover- se da maior queda diária descial para ampliar o vo- Lee Jae Won/ Reuters de o dia 3 de agosto lume de dólares no deste ano, quando remercado local no final cuou 1,12% no fechado ano e auxiliam as mento. empresas a captar reEm menos de dois cursos lá fora com anos, o governo procusto mais baixo. moveu um verdadeiO governo não adro vaivém na cobranmite publicamente, ça do IOF nos emprésmas a ação também timos contratados por evita uma alta mais empresas e bancos no forte do dólar que poexterior. Foram seis deria ter efeitos sobre intervenções na alía inflação. quota do imposto ou "Ontem, as medino prazo das operadas do Banco Central ções que passariam a foram focadas em alipagar o pedágio. viar o custo para o exEm novembro, os portador. Agora, esdados de fluxo camtão voltadas para os bial surpreenderam, Dólar caiu 0,9%, cotado a R$ 2,097 na venda. empréstimos externa avaliação de Nanos para empresas como um no, na opinião de um estrate- kahodo. A entrada de dólares todo", afirmou o consultor de gista que não quis se identifi- no País superou a saída em Pesquisas Econômicas do car, para quem as mudanças US$ 4,876 bilhões em novemBanco de Tokyo-Mitsubishi nas medidas regulatórias po- bro, segundo o BC. UFJ, Maurício Nakahodo. Desde julho, o fluxo cambial dem começar a esboçar uma Estratégia – A Fazenda re- b a n d a d e n e g o c i a ç ã o d e não fechava o mês positivo. O verteu o prazo, de 720 para R$ 2,09 a R$ 2,12. analista considera que as me360 dias, para as operações O secretário executivo ad- didas regulatórias anunciade empréstimos externos ta- junto do Ministério da Fazen- das pelo governo podem inxadas com IOF a 6%. "O gover- da, Diogo Oliveira, disse que fluenciar um fluxo financeiro no está tentando trazer dóla- as decisões da Fazenda e do positivo à frente, mas ele obres para não ter de entrar no Banco Central são casadas. serva que isso ainda não é mercado à vista", ponderou o Na avaliação dele, a medida uma tendência consolidada e gerente de câmbio da Multi sobre o IOF abre espaço para cita que ainda deve haver voMoney Corretora de Câmbio, empresas e bancos adequa- latilidade quanto ao fluxo. Durval Correa. (Agências) rem fluxo de caixa.

A

entrada de dólares no País superou a saída em US$ 4,876 bilhões em novembro, segundo o Banco Central. Desde julho, o fluxo cambial não fechava o mês positivo. O resultado foi puxado pelas operações financeiras, que responderam por uma entrada líquida de US$ 7,262 bilhões no período, maior valor em 16 meses. O número é a diferença entre compras de US$ 33,020 bilhões e vendas de US$ 25,758 bilhões, menor valor em 12 meses. No comércio exterior, o saldo ficou negativo em US$ 2,386 bilhões no mesmo período. As exportações somaram US$ 15,388 bilhões – chegando ao menor valor desde fevereiro de 2011 –, e as importações, US$ 17,774 bilhões. No acumulado nos 11 primeiros meses do ano, o fluxo cambial registra entrada líquida de US$ 23,508 bilhões, ante US$ 67,222 bilhões no mesmo período de 2011. Neste ano, entraram US$ 12,649 bilhões pela via comercial e US$ 10,859 bilhões no segmento financeiro, que inclui investimentos estrangeiros, entre outras operações.

Na quinta semana de novembro, entre os dias 26 e 30, o fluxo de dólares para o País ficou positivo em US$ 1,339 bilhão. Na primeira semana, havia sido registrada saída líquida de US$ 356 milhões. Na segunda, houve fluxo positivo de US$ 2,661 bilhões. Na terceira, entrada de US$ 1,208 bilhão e na quarta, o fluxo foi positivo em US$ 23 milhões. Na semana passada, as operações financeiras responderam por uma entrada líquida de US$ 2,650 bilhões, diferença entre compras de US$ 10,910 bilhões e vendas de US$ 8,260 bilhões. No comércio exterior, o saldo ficou negativo em US$ 1,312 bilhão, com exportações (US$ 3,803 bilhões) inferiores às importações (US$ 5,115 bilhões). Os bancos voltaram a ficar comprados no mercado de câmbio, chegando a US$ 914 milhões no fim de novembro. No fechamento, estavam vendidos em US$ 3,658 bilhões. Estar "vendido" representa expectativa de queda do preço da moeda e estar "comprado" significa a aposta de que a cotação do dólar pode subir. Com moeda em caixa, é possível lucrar com eventual alta da moeda. (Estadão Conteúdo)

Desde julho a entrada de dólares no Brasil superou a saída. No comércio exterior, o saldo foi negativo. Importamos mais.


DIà RIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Vamos voltar a investir nesse segmento com foco na marca EstadĂŁo. Francisco Mesquita Neto, diretor-presidente do Grupo Estado

conomia

Santander e Citi vão demitir no País Crise financeira internacional respinga no Brasil e faz com que bancos estrangeiros revejam e enxuguem suas operaçþes no País

O

Santander Brasil e o Citigroup estão fazendo demissþes no Brasil, embora ambos tenham evitado mencionar números. O Citigroup decidiu demitir 11 mil funcionårios no mundo. Desta vez, o corte atingirå tambÊm o Brasil, um dos poucos países em que o banco cresce e que tinha sido poupado nas últimas reduçþes de funcionårios. No Brasil, 14 agências serão fechadas nos próximos meses. O banco tem 198 unidades no País. O critÊrio para o fechamento de agências serå a sobreposição de unidades. Deverão ser fechadas agências que operam muito próximas umas das outras ou em regiþes que não tenham uma massa suficiente de clientes de alta renda, perfil de público no qual o banco passarå a concentrar esforços no país. O Citi afirma que, mesmo com essa reestruturação, nenhum local deixarå de ser atendido pelo banco no País. Os cortes têm por objetivo de reduzir as despesas e economizar US$ 900 milhþes no

próximo ano e US$ 1,1 bilhão por ano a partir de 2014. Procurado, o Citigroup no Brasil afirmou que não tinha informaçþes sobre quantas demissþes ocorrerão no país e nem quando isso ocorrerå. AlÊm do Brasil, haverå redução no número de agências em Hong Kong (7), na Hungria (4), na Coreia do Sul (15) e nos Estados Unidos (44). A årea de "consumer banking" (na qual se incluem as operaçþes das agências) serå uma das mais afetadas pelos

cortes. Deverão ser demitidos 6.200 funcionårios em todo o mundo. Ainda assim, o banco contarå com cerca de 4.000 agências no mundo após os cortes. TambÊm haverå cortes nos setores de clientes institucionais (afetando 1.900 funcionårios), operaçþes e tecnologia (2.300) e funçþes globais (300). Santander – No Brasil, o Santander deverå demitir cerca de 5.000 funcionårios atÊ amanhã, segundo o sindicato dos bancårios. Pelo menos

2.000 pessoas jå teriam sido desligadas atÊ ontem. Se for confirmada a informação, o Santander deve demitir cerca de 10% de seus funcionårios no País. Em setembro, o banco empregava 54.678 pessoas, segundo o Banco Central. O Santander Brasil não confirma esse número de cortes, mas reconhece que estå fazendo um "ajuste em sua estrutura" para se adequar ao "contexto competitivo" da indústria bancåria.

Fim da parceria no ZAP

O

Grupo Estado e a Infoglobo anunciaram ontem o tÊrmino da parceria que mantinham desde 2001 no ZAP, operação de classificados na Internet. A Infoglobo adquiriu os 50% da companhia que pertenciam ao Grupo Estado, ficando com 100%. A compra da participação ainda serå submetida à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Eco-

nômica (Cade). "Foi um período de mútua colaboração. Vamos voltar a investir nesse segmento com foco na marca Estadão, que Ê prati-

camente sinĂ´nimo de classificados eficientes", disse Francisco Mesquita Neto, diretor-presidente do Grupo Estado. (EC)

! " #$% & '" # ( ) ** +" ! , - ./0 ) # 1 2 - 3 4 * 2" " ) . 5 4 " ) 4 " ) 6 5 7 ) # 4 % & 2 . 0 8 % 9 5 4 0 ! " 5 ! ) 0 * . 9 2" ) : ) + 5 4 7" . ) 4 " 4 ) .; + :< = ) '" 9 6 "5 5 $ & >1> *?1 @ *>) 5 / A 0 " B C 2 % D% "5" 5 0 " 0 2 5 5 6 D ) 2 0 "5 C E F" / D 5 "2 2 ) 6 5 " ) ) 5 '" ) '" ) '" 6 " $ B " ) ; ) "5

) D " ) 5 0 ) 6 " " 4 $ ) C ) 6 C "% 6 5 G

Â&#x153; 8CTC %sXGN %GPVTCN FC %CRKVCN Â? 1HsEKQ %KVCnlQ 2TC\Q FKCU 2TQE PÂ? FG 1TFGO # &TC #PFToC )CNJCTFQ 2CNOC ,Ws\C FG &KTGKVQ FC Â&#x153; 8CTC %sXGN %GPVTCN FC %CRKVCN (C\ 5CDGT C .WCTEEK #FOKPKUVTCnlQ FG %QPFQOsPKQU +OQDKNKhTKC G %QTTGVQTC FG 5GIWTQU .VFC PC RGUUQC FG UGW TGRTGUGPVCPVG NGICN G C .WK\ #TOCPFQ +QTKEEK SWG %QPFQOsPKQ 'FKHsEKQ 2QTV )TKOCWF CLWK\QW WOC #nlQ EQO 2TQEGFKOGPVQ 1TFKPhTKQ QDLGVKXCPFQ EQPFGPCT QU ToWU C FGXQNXGTGO CQ TGSVG C SWCPVKC FG 4 EQTTKIKFC OQPGVCTKCOGPVG DGO EQOQ CQ RCICOGPVQ FG EWUVCU JQPQThTKQU G FGOCKU EQOKPCn|GU 'UVCPFQ QU TGSFQU GO NWICT KIPQTCFQ HQK FGHGTKFC C EKVCnlQ RQT GFKVCN RCTC SWG GO FKCU C HNWKT CRxU QU FKCU UWRTC EQPVGUVGO C CnlQ UQD RGPC FG RTGUWOKTGO UG CEGKVQU QU HCVQU 5GTh Q RTGUGPVG RQT GZVTCVQ CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK C #PFToC )CNJCTFQ 2CNOC ,Ws\C FG &KTGKVQ $ G

"As informaçþes referentes a uma forte redução do número de funcionårios não correspondem à realidade", afirmou o banco, em nota. Segundo Juvandia Moreira, presidente do sindicato dos Bancårios de São Paulo, os cortes seriam uma forma de elevar as remessas de lucros para a matriz, na Espanha, que passa dificuldade. Jå Ademir Wiederkehr, funcionårio do banco e secretårio de imprensa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), afirmou que as demissþes que ocorreram atÊ o momento têm se concentrado em funcionårios com cargos de gerência, que jå têm mais de dez anos de empresa e que vieram de bancos que foram comprados pelo Santander, como Banespa, Real, Meridional e Noroeste. Funcionårios em todo o País realizaram paralisaçþes na terça-feira e ontem em protesto contra as demissþes, afirmaram os sindicalistas. E pretendem continuar. Ontem, os papÊis do Santander tiveram alta de 0,7%. (Agências)

38ÂŞ Vara CĂ­vel da Capital Citação. Prazo 20 dias. Proc. nÂş 583.00.2007.191168-1 (1382/2007). O Dr. Nilson Wilfred IvanhoĂŠ Pinheiro, Juiz de Direito da 38ÂŞ Vara CĂ­vel da Capital. Faz Saber a Paulo Castanheira Filho, RG. M999511 e CPF. 301.422.296-87, que pelo presente edital, expedido nos autos da ação de Busca e ApreensĂŁo convertida em DepĂłsito, que lhe move Banco Citibank S/A, citado fica, para em 05 dias, a fluir apĂłs os 20 dias supra, entregar um veĂ­culo marca Citroen, modelo Berlingo Multispace GLX, ano de fabricação/modelo 2001, placa DAN 2364, chassis 8BCMLFXK1GO14889, Renavam nÂş 774560380, depositĂĄ-lo em juĂ­zo ou consignar seu equivalente em dinheiro (R$ 32.392,54 â&#x20AC;&#x201C; novembro/2008), (art. 902, I, II, CPC) ou querendo, no mesmo prazo, contestar a ação, sob pena de presumirem-se como verdadeiros os fatos alegados. Estando o rĂŠu em local ignorado, foi determinada sua citação por edital, com prazo de 20 dias, em virtude do que, expediu-se o presente, o qual serĂĄ, afixado e publicado na forma da lei. SĂŁo Paulo, 01 de agosto de 2012.

%KVCnlQ 2TC\Q FKCU 2TQE PÂ? FG 1TFGO 1 &T #KTVQP 2KPJGKTQ FG %CUVTQ ,WK\ FG &KTGKVQ FC Â&#x153; 8CTC %sXGN FC %CRKVCN (C\ 5CDGT C ,WEGNKC %QTTGKC 2KOGPVGN 4) G %2( SWG #[OQTG %ToFKVQ (KPCPEKCOGPVQ G +PXGUVKOGPVQ 5 # CLWK\QW WOC #nlQ FG $WUEC G #RTGGPUlQ FQ XGsEWNQ OCTEC /GTEGFGU $GP\ OQFGNQ %NCUUG # CPQ FG HCDTKECnlQ OQFGNQ EQT XKPJQ EJCUUK $//( ' :# RNCEC *:# XGPFKFQ C UWRFC EQO CNKGPCnlQ HKFWEKhTKC VGPFQ C OGUOC FGKZCFQ FG RCICT CU RTGUVCn|GU EQODKPCFCU #LWK\CFC C CnlQ RTQEGFKFC C CRTGGPUlQ G FGRxUKVQ FQ DGO GUVCPFQ C UWRFC GO NWICT KIPQTCFQ HQK FGHGTKFC C EKVCnlQ RQT GFKVCN RCTC SWG GO FKCU RCIWG C KPVGITCNKFCFG FC FsXKFC RGPFGPVG SWCPFQ Q DGO NJG UGTh TGUVKVWsFQ QW PQ RTC\Q FG FKCU EQPVGUVG C CnlQ RTC\QU GUUGU SWG EQOGnCTlQ C HNWKT CRxU QU FKCU UWRTC UQD RGPC FG RTGUWOKTGO UG CEGKVQU QU HCVQU 5GTh Q RTGUGPVG GFKVCN RQT GZVTCVQ CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC .GK $ G

4ª Vara Cível da Capital Citação. Prazo 20 dias. Proc. nº 583.00.2009.224239-3 (2775/2009). O Dr. Anderson Cortez Mendes, Juiz de Direito da 4ª Vara Cível da Capital, na forma da lei, etc. Faz Saber a Antonio Paulino Silva, RG. 8537124-X e CPF. 233.118.678-23 que, Dibens Leasing S/A lhe ajuizou uma ação de Reintegração de Posse do veículo marca Honda, tipo Fit LX-MT 1.4, cor preto, ano de fabricação/modelo 2008, placas DZJ6337, Renavan 980294428 e Chassi 93HGE57408Z210425, a qual foi CONVERTIDA EM PERDAS E DANOS. Estando o rÊu em local ignorado, foi deferida sua citação por edital, para que no prazo de 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, conteste o feito, sob pena de presumirem-se verdadeiros os fatos alegados, requerendo ainda, a condenação ao pagamento da quantia de R$ 15.031,66 (quinze mil, trinta e um reais e sessenta e seis centavos), correspondente ao valor do dÊbito, que deverå ser acrescida de juros de mora e correção monetåria desde 29/05/2012 atÊ a data do efetivo pagamento, bem como ao pagamento de custas processuais e honorårios advocatícios. Serå o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 22 de outubro de 2012.

%KVCnlQ G +PVKOCnlQ 2TC\Q FKCU 2TQE PÂ? FG 1TFGO 1 &T ,COKN 0CMCF ,WPKQT ,WK\ FG &KTGKVQ 5WDUVKVWVQ FC Â&#x153; 8CTC %sXGN FC %QOCTEC FG 5lQ $GTPCTFQ FQ %CORQ 52 (C\ 5CDGT C %QQR FG %QPUWOQ FQU 'ORTGICFQU FC 8QNMUYCIGP FQ $TCUKN %02, PC RGUUQC FG UGW TGRTGUGPVCPVG NGICN G C 4WDGPU )QPnCNXGU %2( G 9KNUQP 2GTGKTC %2( SWG $CPEQ 5CPVCPFGT $TCUKN 5 # CLWK\QW WOC CnlQ FG 'ZGEWnlQ RCTC EQDTCPnC FG 4 'UVCPFQ QU GZGEWVCFQU GO NWICT KIPQTCFQ HQK FGHGTKFC C EKVCnlQ RQT GFKVCN RCTC SWG GO FKCU RCIWGO Q FoDKVQ CVWCNK\CFQ QW GO FKCU GODCTIWGO QW TGEQPJGnCO Q EToFKVQ FQ GZGSÂ&#x20AC;GPVG EQORTQXCPFQ Q FGRxUKVQ FG FQ XCNQT FC GZGEWnlQ KPENWUKXG EWUVCU G JQPQThTKQU RQFGPFQ TGSWGTGT SWG Q RCICOGPVQ TGUVCPVG UGLC HGKVQ GO RCTEGNCU OGPUCKU CVWCNK\CFCU RTC\QU GUVGU SWG EQOGnCTlQ C HNWKT CRxU QU FKCU UWRTC UQD RGPC PlQ Q HC\GPFQ UGT EQPXGTVKFQ GO RGPJQTC Q CTTGUVQ GHGVWCFQ UQDTG WOC hTGC KPFWUVTKCN UQD Q PÂ? FC 4WC %GN ,WUVKPKCPQ 5GCDTC WO VGTTGPQ UKVWCFQ PC 4WC +VCNQ 5GVVK GO EWTXC PC EQPHNWqPEKC FGUUC EQO C #X $TKICFGKTQ (CTKC .KOC KOxXGKU UKVWCFQU PC 4WC +VCNQ 5GVVK PÂ?U G 4WC +VCNQ 5GVVK GUSWKPC EQO C 4WC #NHGTGU $QPKNJC KOxXGKU UKVWCFQU PC 4WC #NHGTGU $QPKNJC PÂ?U G OCVTsEWNCU PÂ?U G TGURGEVKXCOGPVG VQFCU FQ Â? %4+ FG 5CPVQ #PFTo 52 RTGUWOKPFQ UG CEGKVQU QU HCVQU 5GTh Q GFKVCN CHKZCFQ G RWDNKECFQ PC HQTOC FC NGK 5lQ $GTPCTFQ FQ %CORQ FG UGVGODTQ FG $ G

PUBLICIDADE COMERCIAL www.dcomercio.com.br

www.dcomercio.com.br

Fone: 11 3180-3197


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

TVLX VIAGENS E TURISMO S.A. CNPJ n° 12.337.454/0001-31 - NIRE 35300381840 Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria realizada em 21/08/2012 Data, Hora e Local: Aos 21 dias de Agosto de 2012 as 16.00 horas, na sede scial da Cia., localizada em SĂŁo Paulo/SP, na Avenida Paulista, nÂş 1728, 7Âş andar, CEP 13010-200 Bela Vista. Convocação, Quorum e Instalação: convocação dispensada em razĂŁo da presença da totalidade dos acionistas, conforme disposto no § 4° do art. 124 da Lei no 6.404/76. Mesa: Presidente: Sr. Robertson Sergio Rossato e SecretĂĄrio: Sr. Alex Roberto Todres. Lavratura: A ata desta assembleia deverĂĄ ser lavrada de forma sumarizada, nos termos do §10 do art. 130 da Lei n. 6.404/76. Ordem do Dia: (i) Deliberar sobre a constituição da nova ďŹ lial da Companhia na Rua Manoel Coelho, 600 conjunto 316, 317, 344 e 345 no 3Âş pavimento - Centro - CEP 09510-101 - SĂŁo Caetano do Sul - SP. Deliberaçþes: ApĂłs a discussĂŁo das matĂŠrias constantes da Ordem do Dia, os acionistas da Companhia deliberaram, por unanimidade de votos e sem quaisquer reservas, o seguinte: (i) Foi aprovada, por unanimidade e sem ressalvas, a alteração do artigo 20 do Estatuto Social que passa vigorar com a seguinte e nova redação: "Art. 2Âş A Companhia tem a sua sede na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Avenida Paulista, ne 1728, 7Âş andar, CEP 13010-200, Bela Vista e 03 (trĂŞs) ďŹ liais sendo uma na Rua Calçada Flor de Liz, n° 92, 2° andar, CondomĂ­nio Centro Comercial de Alphaville, CEP 06453-062, na Cidade de Barueri, Estado de SĂŁo Paulo, uma na Rua Major SertĂłrio, nÂş 128, 8Âş andar, cj. 83, CEP 01222-000, na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo e a na Rua Manoel Coelho, 600 conjunto 316, 317, 344 e 345 no 3Âş pavimento - Centro - CEP 09510-101 - SĂŁo Caetano do Sul - SP, sendo-lhe facultado estabelecer e encerrar ďŹ liais, agĂŞncias ou sucursais em qualquer ponto do TerritĂłrio Nacional e no exterior, por deliberação da Assembleia Geral". Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, foi a presente ata lida aprovada, lavrada na forma de sumĂĄrio e assinada por todos os presentes. Mesa: Presidente - Robertson Sergio Rossato. SecretĂĄrio - Alex Roberto Todres. Acionistas: Robertson Sergio Rossato, Alex Roberto Todres e IG Internet Brazilian pp. Felipe Baptista Luz. JUCESP - NIRE Filial nÂş 3590443528-7. JUCESP registro n° 385.268/12-9 em 03/09/2012. Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

DIĂ RIO DO COMĂ&#x2030;RCIO

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

GOVERNO DO ESTADO DE SĂ&#x192;O PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO â&#x20AC;&#x201C; 2Âş CHAMAMENTO PĂ&#x161;BLICO Projeto Bolsa Escola PĂşblica e Universidade na Alfabetização â&#x20AC;&#x201C; Programa Ler e Escrever A Fundação para o Desenvolvimento da Educação â&#x20AC;&#x201C; FDE comunica que estĂŁo abertas as inscriçþes de Instituiçþes de Ensino Superior para apresentação do Plano de Trabalho/2013, de acordo com a Resolução SE 74, de 24-11-2011, da Secretaria de Estado da Educação para preenchimento das vagas remanescentes do 1Âş Chamamento PĂşblico, publicado no DOE de 23-10-2012. PoderĂŁo inscrever-se para o Projeto Bolsa Alfabetização as Instituiçþes de Ensino Superior â&#x20AC;&#x201C; IES, sediadas no Estado de SĂŁo Paulo, que possuam cursos presenciais, devidamente autorizados e/ou reconhecidos nas ĂĄreas de Pedagogia, centrada no magistĂŠrio das sĂŠries iniciais do Ensino Fundamental ou de licenciatura plena em Letras, ou ainda de PĂłs-Graduação Stricto Sensu (Mestrado/Doutorado) na ĂĄrea de didĂĄtica da alfabetização. No ato de inscrição, a IES deverĂĄ apresentar o Certificado de Regularidade Cadastral nos termos do Decreto nÂş 57.501/2011 e o Certificado de Registro Cadastral emitido pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação e Plano de Trabalho, elaborado com observância Ă s diretrizes que embasam o Projeto. As Instituiçþes interessadas deverĂŁo verificar a documentação exigida, o nĂşmero de classes em potencial(*) a serem atendidas por Diretoria Regional de Ensino, as especificaçþes do projeto pedagĂłgico, legislação e demais informaçþes pertinentes, no site do Projeto: http://lereescrever.fde.sp.gov.br. As instituiçþes deverĂŁo entregar seu plano de trabalho, e respectiva documentação, observadas as instruçþes disponibilizadas no site, na sede da FDE, sito na Av. SĂŁo LuĂ­s 99 â&#x20AC;&#x201C; 15Âş andar â&#x20AC;&#x201C; Centro â&#x20AC;&#x201C; SĂŁo Paulo-SP, CEP 01046-001, de segunda a sexta-feira, das 08h30 Ă s 17h ou encaminhar via Correio. (*) o nĂşmero de classes ĂŠ obtido na base de dados da SEE/SP, sujeito a atualizaçþes em janeiro/2013.

PREFEITURA DA ESTĂ&#x201A;NCIA BALNEĂ RIA DE MONGAGUĂ /SP

GOVERNO DO ESTADO DE SĂ&#x192;O PAULO

PROCESSO NÂş 182/2012 PREGĂ&#x192;O PRESENCIAL NÂş 056/2012 Objetivo: Contratação de serviços para o abastecimento de tropas da PolĂ­cia Militar e PolĂ­cia Civil por motivo de movimentação operacional denominada â&#x20AC;&#x153;Operação VerĂŁoâ&#x20AC;? temporada 2012-2013. O inĂ­cio da etapa de lances serĂĄ no dia 19 de dezembro de 2012, Ă s 14h30min, no AuditĂłrio Municipal, sito Ă Avenida GetĂşlio Vargas nÂş 67, Centro, MongaguĂĄ. O edital encontra-se Ă disposição no site licitacao@mongagua.sp.gov.br. Autoridade Competente â&#x20AC;&#x201C; Salim Issa SalomĂŁo.

EDITAL DE PREGĂ&#x192;O ELETRĂ&#x201D;NICO PARA REGISTRO DE PREĂ&#x2021;OS OBJETIVANDO A COMPRA DE CARNE DE FRANGO EM TIRAS AO MOLHO ROSADO COZIDA E CONGELADA / CARNE BOVINA MOĂ?DA AO MOLHO DE TOMATE COZIDA E CONGELADA. PREĂ&#x201A;MBULO - EDITAL DE PREGĂ&#x192;O ELETRĂ&#x201D;NICO n°091/2012 - PROCESSO n° 12665/0000/2012. OFERTA DE COMPRA N° 080358000012012OC00113. ENDEREĂ&#x2021;O ELETRĂ&#x201D;NICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. DATA DO INĂ?CIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRĂ&#x201D;NICA: 06/12/2012. DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSĂ&#x192;O PĂ&#x161;BLICA: 19/12/2012 â&#x20AC;&#x201C; 10:00 h.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA

ABERTURA EDITAL RESUMIDO PREGĂ&#x192;O - REGISTRO DE PREĂ&#x2021;OS NÂş 339/2012 A Prefeitura torna pĂşblico que se acha aberto no Depto. de Licitaçþes e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, nÂş 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PPRP nÂş 339/12, referente Ă â&#x20AC;&#x153;Aquisição de cartuchos e tonersâ&#x20AC;?, com encerramento dia 18/12/12, Ă s 8h, e abertura Ă s 8h30. O edital estarĂĄ disponĂ­vel no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informaçþes poderĂŁo ser obtidas no endereço supra das 8h, Ă s 17h, ou atravĂŠs do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 05 de dezembro de 2012. PREGĂ&#x192;O - REGISTRO DE PREĂ&#x2021;OS NÂş 340/2012 A Prefeitura torna pĂşblico que se acha aberto no Depto. de Licitaçþes e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, nÂş 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PPRP nÂş 340/12, referente Ă â&#x20AC;&#x153;Aquisição de material de limpezaâ&#x20AC;?, com encerramento dia 18/12/12, Ă s 14h, e abertura Ă s 14h30. O edital estarĂĄ disponĂ­vel no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informaçþes poderĂŁo ser obtidas no endereço supra das 8h, Ă s 17h, ou atravĂŠs do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 05 de dezembro de 2012. PREGĂ&#x192;O PRESENCIAL NÂş 248/2012 A Prefeitura torna pĂşblico que se acha reaberto no Depto. de Licitaçþes e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso, n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nÂş 248/12, referente Ă â&#x20AC;&#x153;Contratação de empresa especializada em processamento de roupa hospitalar, constituindo-se de lavagem (incluindo umectação, quando necessĂĄrio), centrifugação, secagem, dobragem, embalagem e reparo de rouparia, pelo perĂ­odo de 12 (doze) mesesâ&#x20AC;?, com encerramento dia 18/12/12, Ă s 15h30, e abertura Ă s 16h. O edital estarĂĄ disponĂ­vel no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informaçþes poderĂŁo ser obtidas no endereço supra das 8h, Ă s 17h, ou atravĂŠs do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 05 de dezembro de 2012.

DAMOVO DO BRASIL S.A. CNPJ nÂş 56.795.362/0001-70 - NIRE 35.300.113.691 Edital de Convocação para AssemblĂŠia Geral ExtraordinĂĄria Ficam os Srs. Acionistas convocados, nos termos do artigo 124, §1Âş, inciso I, da Lei das Sociedades AnĂ´nimas (Lei nÂş 6.404/76) e nos termos do artigo 8Âş do Estatuto Social da Companhia, para se reunirem em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria, que se realizarĂĄ no prĂłximo dia 17 de dezembro de 2012, Ă s 09:00 horas, na sede social, localizada no MunicĂ­pio de Barueri, Estado de SĂŁo Paulo, na Alameda MamorĂŠ, 535 Â&#x2013; Alphaville Industrial - 19Âş andar - sala 1.902, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: (i) aprovar a nova redação ao artigo 22 do Estatuto Social da Companhia, com fundamento no artigo 175 da Lei das Sociedades AnĂ´nimas, para alterar o exercĂ­cio social da Companhia para o perĂ­odo compreendido entre o dia 1Âş de fevereiro de um ano ao dia 31 de janeiro do ano seguinte, ressaltando que o primeiro exercĂ­cio social apĂłs a aprovação desta modi cação, e somente este, terĂĄ duração de um (1) ano e um (1) mĂŞs; (ii) aprovar a distribuição de dividendos intermediĂĄrios/intercalares, no montante global de R$1.200.000,00 (um milhĂŁo e duzentos mil reais), com base no balanço levantado em 30 de junho de 2012, nos termos dos artigos 23 do Estatuto Social da Companhia e 204 da Lei das Sociedades AnĂ´nimas; SĂŁo Paulo, 06 de dezembro de 2012. Diretor Presidente. (06, 07 e 08/12)

COMUNICADO A empresa MADE1000 MAT P/ CONSTRUĂ&#x2021;Ă&#x192;O LTDA. situada na Rua General Flores nÂş 490, Bom Retiro, SĂŁo Paulo - SP, CNPJ nÂş 00.239.901/0001-30, inscrição 114.150.580.114, comunica o extravio de seus pedidos de nÂşs 5498, 0016, 0046 e 0062, compostos por 1ÂŞ via branca, 2ÂŞ via azul e 3ÂŞ via jornal (todas sem utilização, em branco).

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

COORDENADORIA DE INFRAESTRUTURA E SERVIĂ&#x2021;OS ESCOLARES

FALĂ&#x160;NCIA, RECUPERAĂ&#x2021;Ă&#x192;O EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ&#x2021;Ă&#x192;O JUDICIAL Conforme informação da Distribuição CĂ­vel do Tribunal de Justiça de SĂŁo Paulo, foram ajuizados no dia 05 de dezembro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falĂŞncia, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Arnaldo Soares da Silva. Requerido: IndĂşstria Matarazzo de Embalagens Ltda. Rua Comendador Ermelindo Matarazzo, s/n° - Ermelindo Matarazzo - 2ÂŞ Vara de FalĂŞncias. Recuperação Judicial Requerente: Aços Itamarati Comercial e Distribuidora Ltda. Requerido: Aços Itamarati Comercial e Distribuidora Ltda. Avenida SĂŁo Miguel, 7.988 â&#x20AC;&#x201C; Vila Norma -1° Vara de FalĂŞncias. Requerente: Central Surf Magazine Ltda. Requerido: Central Surf Magazine Ltda. Travessa Casalbuono, 120 - SUC - 947 â&#x20AC;&#x201C; Vila Guilherme - 2ÂŞ Vara de FalĂŞncias.

ECONOMIA/LEGAIS - 21

. ' 5 3,/$7(6 /7'$

1,5( &13- 0) (',7$/ '( &2192&$dÂŽ2 )LFDP RV VyFLRV GD . ' 5 3,/$7(6 /7'$ FRQYRFDGRV SDUD UHXQLmR GH VyFLRV QR GLD jV KRUDV HP SULPHLUD FRQYRFDomR FRP D SUHVHQoD GH QR PtQLPR Ă´ GRV VyFLRV RX jV KRUDV HP VHJXQGD FRQYRFDomR FRP TXDOTXHU Q~PHUR GH VyFLRV SUHVHQWHV D VHU UHDOL]DGD QD VHGH GD VRFLHGDGH j 5XD )RUWXQDWR )HUUD] Q Â&#x17E; $SWR %ORFR 9LOD $QDVWiFLR &(3 6mR 3DXOR 63 WHQGR FRPR 2UGHP GR 'LD L GLVVROXomR GD VRFLHGDGH H QRPHDomR GH OLTXLGDQWH H LL RXWURV DVVXQWRV GH LQWHUHVVH GD VRFLHGDGH 6mR 3DXOR 63 GH GH]HPEUR GH 'DQLHOH %LQD VyFLD

COMUNICADO - BRILHANTE RECREAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES LTDA. â&#x20AC;&#x201C; ME. CNPJ nÂş 00.834.257/0001-49, CCM 2.399.0805, comunica o extravio dos documentos fiscais: NFS. sĂŠrie â&#x20AC;&#x153;Aâ&#x20AC;? do nÂş 001 A 600, autorização 129 e livros fiscais mod. 51 e 57 nÂş 01.

PREFEITURA DO MUNICĂ?PIO DE ITAPECERICA DA SERRA â&#x20AC;&#x153;AVISO DE LICITAĂ&#x2021;Ă&#x192;Oâ&#x20AC;? PREGĂ&#x192;O PRESENCIAL NÂş 052/2012 - EDITAL NÂş 072/2012 Objeto: Registro de Preços para Aquisição de Cartuchos, Toners e Fitas para Impressora. Encerramento: 19 (dezenove) de dezembro de 2012 Ă s 09:00 horas. Informaçþes: A CĂłpia completa do Edital poderĂĄ ser adquirida, sem Ă´nus, no Departamento de Suprimentos, sito Ă Av. Eduardo Roberto Daher, 1.135 â&#x20AC;&#x201C; Centro â&#x20AC;&#x201C; Itapecerica da Serra, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 16:30 horas, nos dias Ăşteis, ou mediante solicitação atravĂŠs do endereço eletrĂ´nico licitaçþes@itapecerica.sp.gov.br, contendo os dados cadastrais do interessado. Demais informaçþes poderĂŁo ser obtidas pelo telefone 4668.9000 ramal 9111, com cĂłdigo de acesso (DDD) 0XX11. Itapecerica da Serra, 05 de dezembro de 2.012. IVO MARTELLO FILHO - Pregoeiro

Construanima Serv. Tec. Ltda. situada em SĂŁo Paulo/SP, Ă R. VerĂ­ssimo GlĂłria, nÂş 128, cj 3, Insc. Munic. 2682883-9 e CNPJ 024658490001-66, comunica o extravio do livro MOD 57 da PMSP e NFFS de 1 a 250, ref. AIDF nÂş 185.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22

e

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Todo mundo vende qualquer coisa em qualquer lugar Claudio Felisoni, presidente do Ibevar

conomia

As 100 maiores varejistas crescem 15%; setor, 8%. Faturamento das 100 maiores empresas do varejo em 2011, de acordo com ranking elaborado pelo Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo (Ibevar) com apoio da PWC, foi de R$ 260 bilhões. O Grupo Pão de Açúcar obteve a liderança novamente, com R$ 46,5 bilhões de receita, 1.571 lojas e quase 150 mil funcionários. Karina Lignelli

J

untas, as 100 maiores empresas do varejo brasileiro faturaram R$ 260 bilhões em 2011, aponta a edição 2012 do ranking consolidado pelo Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo (Ibevar), com apoio da PWC. Comparado ao crescimento de 8% do varejo no período, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as empresas listadas no ranking cresceram 15%. Assim como na edição anterior, o Grupo Pão de Açúcar se manteve na liderança, com R$ 46,5 bilhões de faturamento, 1.571 lojas e quase 150 mil funcionários. Na sequência, as outras quatro primeiras são as redes Carrefour, Walmart, Lojas Americanas e Máquina de Vendas. (veja ao lado) Uma das novidades dessa edição, além da participação da C&A pela primeira vez e a inclusão de franquias, repre-

sentadas pela rede O Boticá- te do Ibevar. "Apesar do PIB pírio, que ficou entre as dez pri- fio, que deve fechar o ano com meiras do ranking, é que, do expansão de apenas 1,3% – e total analisado, 57 registra- graças ao consumo das famíram faturamento acima de lias, que representa 60,3% do R$ 1 bilhão, ante 44 da edição total –, essa alta mostra nitidaanterior, segundo o vice-pre- mente que o varejo no Brasil sidente do Ibevar, Eduardo caminha para a consolidaSalles Terra. ção", disse o " E s s e a uprofessor . mento pode D i f e re n c i aser atribuído ção – Mas, paA competitividade a o c r e s c ira o varejo se dá no plano mento, que continuar a da loja, que chegou a dois crescer em é onde o dígitos em almeio à alta consumidor g u m a s e mc o n c o r r ê npresas, à concia, é preciso pesquisa solidação e se diferenciar primeiro. ao processo – assim como CLAUDIO FELISONI, IBEVAR de formalizao Grupo Pão ção pelo qual de Açúcar, passa o varejo", explicou, lem- exemplo de variedade de lobrando que, para próxima edi- jas, bandeiras e operações. O ção, a expectativa é que o nú- ranking do Ibevar também remero chegue a 70. velou que, na relação entre De modo geral, o peso des- produtividade por loja e prosas varejistas no Produto In- dutividade por funcionário, a terno, Bruto (PIB) subiu de segunda sempre é relativa24%, em 2010, para 25% em mente baixa, devido à pouca 2011', de acordo com o profes- qualificação em um setor insor Claudio Felisoni, presiden- tensivo em mão de obra. "In-

Felipe Rau/AE

Além de maior receita, o Pão de Açúcar tem como diferenciais a variedade de lojas, bandeiras e operações.

R ANK

Quem são

O

panhia, ontem, que o mercado brasileiro amadureceu e o consumidor está mais exigente. "O consumidor, em vez de comprar qualquer coisa, partiu para produtos melhores. O mercado está cada vez mais dinâmico e a concorrência fica cada vez melhor". Durante o evento, o diretor de finanças da Ford para a América do Sul, Amut Singhi, lembrou que o mercado brasileiro de veículos cresceu 150% nos últimos dez anos e deverá aumentar 50% na próxima década. "É uma mudança fantástica no mercado", disse Singhi, citando, porém, o Lucas Lacaz Ruiz/AE

O mercado brasileiro de veículos cresceu 150% nos últimos dez anos e deve aumentar 50% na próxima década, disse a Ford.

alto custo de produção de veículos no Brasil, que é o dobro do custo observado, por exemplo, nos Estados Unidos. Na contramão do movimento recente no mercado de automóveis no Brasil, a Ford descartou a hipótese de trazer a sua marca de luxo Lincoln para o País nos próximos anos. A divisão premium passou por um relançamento com a apresentação de um novo sedã e a mudança de nome para The Lincoln Motor Company. O anúncio, feito nesta semana para os mercados chineses e americanos, chamaram a atenção para uma possível ex-

as dez

BEVA

R 201

2*

prime iras d o vare jo 1º G Fatur rupo a m Pão d 2º G e Açú (R$ b ento Loj rupo car as F i) C a dependentemente da emprer uncio 3º G refou 46,5 rupo r nário Walm sa, mesmo que elas sejam dis 4º Lo 1 .5 a 7 r 2 t 1 8 j ,8 a s Ame ferentes das outras, a forma 1 49.07 5º M ricana 500 23,4 0 áquin s/LAS de operar é basicamente a a de V A 7 0 mil 6º Ce 5 2 e 1 1 n 0 d n ,2 as mesma", explicou o procosud 81.50 7º M 621 4 7,2 akro fessor Felisoni. 1 5.596 8 1 º .0 O 7 O ranking do Ibevar, 6,2 8 Botic ário 24 m 9º Ma 152 que tem como objetivo il 5,6 gazin e 2 Luiza 3 10º R .6 mostrar um panorama 7 7 6 4 5,5 aia-D rogas 8.537 3.260 do varejo e do consui Fonte l 5 ,2 Não i *Os n s: Ibevar/P nform mo no Brasil, reúne úmer 728 os sãoWC 4,6 ado r elativ 2 dados do IBGE, Ban0 os a 2 .2 7 4 7 2 6 011 co Central (BC), Insti17.24 2 tuto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Programa de Administração do Varejo (Provar) e dos balanços publicados pelas empresas. Outros dados mostram que, fora as gigantes que ocupam as cinco primeiras posições do ranking, há uma grande superposição de empresas – o que reitera a ideia do multicanal ou da confusão de canais, ou seja, que hoje "todo mundo pesar de fechar o ano mostras de recuo já que vende qualquer coisa em qualem alta, o varejo deve tenderia a cair com o quer lugar", segundo Felisoni. operar em condições mais pagamento do décimo "Ou as empresas médias limitadas em 2013, aponta terceiro salário, não há procuram crescer para fazer o presidente do Instituto movimento de redução na parte desse clube do R$ 1 biBrasileiro de Executivos taxa porque o lhão, ou elas se transformam do Varejo (Ibevar) Claudio comprometimento da em grandes por si só. Porque Felisoni. De acordo com renda das famílias com no fim, isso será remetido à soele, o setor, que deve dívidas ainda está berania do consumidor final, terminar 2012 com alta de elevado, destacou que tem poder de comprar, 7,5%, ante 8% de 2011, Felisoni. comparar e ter vantagens." terá o crescimento puxado "E para 2013, não Mesmo assim, a superposiprincipalmente pela haverá condições políticas ção não vai contra os interesperformance das vendas para manter as medidas ses do mercado, principalaté o terceiro trimestre, de estímulo ao consumo, mente porque os custos de devido às medidas de como a redução de informação são muito baiestímulo ao consumo, (alíquotas de) impostos, e a xos, tanto pelo acesso fácil desoneração de impostos taxa de juros irá subir como para comparar preços. na folha de pagamento e novamente. O "A competitividade se dá no em itens como desempenho geral do plano da loja, que é onde o eletrodomésticos e carros, varejo vai depender muito consumidor pesquisa primeialém da redução na taxa das vendas dos ro", afirmou o presidente do de juros. supermercadistas, dos Ibevar. "O que prejudica é o Isso porque o Natal será alimentos, que monopólio. Se hoje temos mais fraco que o dos anos representam 50% do total. melhora na condição das unianteriores, pois o que se Sem medidas de estímulo, dades, sortimento mais vavê agora é uma a performance do setor riado de produtos e maior desaceleração nas sofrerá um baque e o adaptação das lojas a cada intenções de compra. crescimento desacelerará distrito, é porque a competiOutro motivo é que, em de 3% a 5%", projetou o tividade estimulou isso", devez de a inadimplência dar professor Felisoni. (KL) clarou Felisoni.

Ibevar espera desaceleração em 2013

A

BB amplia carência no financiamento de veículos

Ford projeta expansão no mercado presidente da Ford Brasil, Steven Armstrong, prevê que o mercado brasileiro de veículos crescerá entre 2% e 4% em 2013, mas que a alta dependerá do desempenho macroeconômico do País. Armstrong citou como fatores condicionantes para o crescimento o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) e o comportamento das taxas de juros. Também lembrou da implantação do Novo Regime Automotivo (Inovar-Auto) para que ocorra a expansão. Sobre a empresa, Armstrong afirmou que as vendas da Ford em 2012 devem subir 4% sobre 2011, alta influenciada principalmente pela mudança dos principais produtos da montadora no País. Neste ano, a montadora norteamericana lançou no Brasil a nova Ranger, o sedã Fusion e ainda o novo EcoSport, veículo que terá no País sua plataforma global de produção. "Continuaremos desenvolvendo tecnologia no Brasil para os grandes produtos da companhia. O País saiu de uma atuação local para se tornar um dos grandes desenvolvedores de produtos globais", disse. Armstrong estimou que a Ford deve exportar 60 mil unidades em 2012, volume que será mantido no próximo ano. Ele destacou ainda, durante evento de final de ano da com-

ING I

tensão global, na qual estaria incluído o Brasil. Para Armstrong, a companhia vai disputar o mercado de luxo com os atuais modelos Fusion e Edge, com os quais considera estar "bem posicionada". O ano de 2012 foi marcado pelo anúncio da vinda de divisões de luxos de montadoras globais com atuação no Brasil. A Toyota retomou as atividades de sua marca premium Lexus no País. A Honda e Nissan anunciaram a estreia da Acura e da Infiniti nos próximos anos. Entre outras em estudo estão Alfa Romeo (Fiat) e Cadillac (GM). (Agências)

O

Banco do Brasil (BB) informou ontem que o financiamento de veículos leves zero-quilômetro já pode ser contratado na instituição com carência de até seis meses. Segundo o comunicado, a promoção, válida até 31 de dezembro, "é uma ação inédita no mercado e passa a ser mais um diferencial mercadológico da linha BB Crédito Veículo, que já não cobra nenhuma tarifa na contratação" Antes, a carência máxima para início do pagamento das parcelas era de 59 dias. A instituição acrescenta que desde o lançamento do programa BOMPRATODOS, em abril de 2012, diversas ações foram implementadas para tornar as linhas de financiamento de veículos ainda mais atrativas. "Segundo o ranking do Banco Central, quando comparado aos maiores bancos do mercado, o BB, por meses seguidos, continua com o posicionamento de banco com as menores taxas médias de juros para compra de veículos." Semana Auto – Já a Caixa Econômica Federal realiza, até amanhã, a Semana Auto Caixa. Conforme comunicado do banco, o consumidor poderá comprar um carro em até 60 meses, com taxas entre 0,75% a.m. e 1,51% a.m., segundo as condições do financiamento. A instituição ressalta que tem uma das menores prestações do mercado e não cobra tarifas adicionais. A ação integra o Programa Caixa Melhor Crédito. As taxas são definidas em função de fatores como cota de financiamento, idade do veículo, prazo e nível de relacionamento do cliente com a instituição. A Caixa já financiou mais de 60 mil veículos de janeiro a novembro deste ano, apenas com as operações realizadas em suas agências. No Estado de São Paulo, a Caixa já financiou, em 2012, mais de 7,7 mil veículos até outubro, com R$ 177 milhões contratados. Computando-se as operações realizadas pelo Banco Panamericano, a carteira de veículos deve atingir R$ 10 bilhões até o final deste ano.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 23

e São Paulo tem a cesta básica mais cara Os bancos continuam com apetite de fazer crédito imobiliário. Octávio de Lazari Junior, presidente da Abecip

conomia

Segundo o Dieese, nove produtos aumentaram: arroz, café em pó, açúcar refinado, leite integral, farinha de trigo , manteiga, óleo de soja, pão francês e carne bovina.

A

cidade de São Paulo permaneceu em novembro no posto de capital com a cesta básica mais cara do Brasil. De acordo com levantamento nacional mensal realizado em 17 capitais pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a capital liderou o ranking pela segunda vez consecutiva, mesmo com o preço médio do conjunto de produtos alimentícios essenciais apresentando no município

queda de 3,94% ante outubro, para R$ 299,26. Vitória foi a segunda capital pesquisada com preço mais elevado, de R$ 295,31. Na sequência, o ranking das dez cestas mais caras de novembro ainda contou, pela ordem de classificação, com Porto Alegre (R$ 286,83), Manaus (R$ 284,85), Florianópolis (R$ 283,68), Belo Horizonte (R$ 282,82), Rio de Janeiro (R$ 272,1), Curitiba (R$ 270,84), Belém (R$ 270,22) e Brasília (R$ 266,85).

Os menores valores médios de novembro foram observados em Aracaju (R$ 205,63), Salvador (R$ 220,49), João Pessoa (R$ 235,35) e Goiânia (R$ 237,92). Recife (R$ 248,05), Natal (R$ 246,43) e Fortaleza (R$ 244,55) ficaram no grupo intermediário. Conforme o levantamento do Dieese, especificamente em São Paulo, nove produtos apresentaram alta de preço no período: arroz agulhinha (4,88%), café em pó (3,73%), açúcar refinado (3,10%), leite

integral (2,37%), farinha de trigo (1,59%), manteiga (1,49%), óleo de soja (1,44%), pão francês (0,75%) e carne bovina (0,30%). Os quatro itens que registraram queda foram: banana nanica (-1,48%), feijão (-1,62%), batata (-6,57%) e tomate (31,64%). Mínimo – Segundo o Dieese, o salário mínimo do trabalhador do País deveria ter sido de R$ 2.514,09 em novembro para que ele suprisse suas necessidades básicas e da famí-

lia. A constatação foi feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do mês passado, realizada em 17 capitais do Brasil. Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 299,26, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, la-

zer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido 4,04 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 622,00. O valor é menor que o apurado para outubro, quando o mínimo necessário foi estimado em R$ 2.617,33 (4,21 vezes o piso em vigor). Em novembro de 2011, o Dieese calculava o valor necessário para o salário mínimo em R$ 2.349,26 ou 4,31 vezes o mínimo então em vigor, de R$ 545,00. (Agências)

Zé Carlos Barreta/ Hype

Crédito imobiliário tem espaço para crescer

O

Inadimplência no crédito imobiliário segue estável em torno de 1,5%

presidente da Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Octávio de Lazari Junior, acredita que o crédito imobiliário no País ainda tem espaço para se desenvolver nos próximos anos. "Os bancos continuam com apetite de fazer crédito imobiliário", afirmou, lembrando que o nível de inadimplência do setor segue estável e em níveis baixos, em torno de 1,5%. Neste ano, porém, o crédito imobiliário passou por uma forte desaceleração. Lazari ponderou que essa desaceleração foi positiva, pois refletiu o freio de arrumação no setor, com as empresas se reorganizando após problemas operacionais "O empresariado ficou mais maduro", disse, acrescentando que o crescimento daqui em diante será mais sustentável, sem grandes variações bruscas.

ADHER INVESTIMENTOS L TDA LT

Em relação aos recursos (funding) para o crédito imobiliário, Lazari disse que eles estão garantidos até ao menos 2015, tendo em vista a desaceleração no setor de construção associado aos bons níveis de captação por meio da caderneta de poupança. "De janeiro a outubro, a captação da poupança somou R$ 27 bilhões", citou. O presidente da Abecip acrescentou que outras ferramentas de funding, como os 'covered bonds', estão sendo desenvolvidas. "A hora que precisar de crédito alternativo, vamos ter os instrumentos prontos", disse. Os comentários foram feitos ontem em palestra sobre as perspectivas para o Brasil e o mercado imobiliário, realizada pela Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci-Brasil) e pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP). (Estadão Conteúdo)

CNPJ 14.040.791/0001-98 - NIRE 35225594861 Ata da Assembleia Geral de Transformação de Sociedade Empresária Limitada em Sociedade Anônima Realizada em 23 de Outubro de 2012. Adão Heleno Rodrigues, brasileiro, separado de fato, empresário, RG nº 4.634.825 SSP-SP, CPF nº 380.512.658-15, domiciliado do Presidente do Conselho de Administração ou Diretor Presidente, conforme o caso, por mais de 30 (dias) dias consecutivos. na Alameda Araguaia, 933, conjuntos 91/94, Alphaville, Barueri, SP, CEP 06455-000; Karen Tatiana Rodrigues, brasileira, Artigo 14. Além da competência estabelecida em lei, compete ao Conselho de Administração: I. fixar a remuneração individual solteira, empresária, RG nº 22.612.364-9 SSP-SP, CPF nº 247.119.378-11, nascida em 07/04/1975, domiciliada na Alameda dos administradores para os quais a Assembleia Geral tenha aprovado montante global e a distribuição entre os Diretores da Araguaia, 933, conjuntos 91/94, Alphaville, Barueri, SP, CEP 06455-000; Marcus Vinícius Coutinho Rodrigues, brasileiro, parcela do resultado do exercício para os quais a Assembleia Geral tenha aprovado montante global; II. manifestar-se sobre o casado, empresário, RG nº 30.413.837-X SSP-SP, CPF 291.308.418-44, residente na Avenida 3 de Março, 200 – Quadra B, Lote encaminhamento à Assembleia Geral de qualquer proposta de iniciativa da Diretoria; III. aprovar a estrutura organizacional e as 8, Sorocaba, SP, CEP 18087-180; Erika Ticiana Coutinho Rodrigues, brasileira, casada, empresária, RG 32.760.686-1 SSP- normas internas da Companhia; IV. deliberar sobre a emissão de certificados de recebíveis imobiliários, notas promissórias, SP, CPF 285.111.948-60, residente na Rua Ministro Gastão Mesquita, 725, apto. 133, São Paulo, SP, CEP 05012-010. No dia 23 debêntures e de outros títulos de crédito assemelhados, observadas as disposições da Lei nº. 6.404/76, especialmente o art. 59 de outubro de 2012, as 10:00 horas, na sede social, com a finalidade de aprovar e promover a transformação em sociedade e sobre a apresentação de proposta respectiva a Assembleia Geral; V. deliberar sobre a constituição de consórcio, associações anônima, reuniram-se os signatários deste instrumento acima qualificados, únicos sócios da sociedade empresária limitada com terceiros e subsidiárias; VI. aprovar previamente a celebração de investimentos ou qualquer outro contrato relevante pela Adher Investimentos Ltda., CNPJ 14.040.791/0001-98, com sede social no município de Barueri, SP, na Alameda Araguaia, Companhia, quando ultrapassar o valor total agregado de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), bem como os respectivos 933, conjunto 92, Alphaville, CEP 06455-000, contrato social registrado na JUCESP, NIRE 35225594861 em 11/07/2011, com o distrato; VII. aprovar a alienação, seja a que título for, de qualquer ativo, móvel ou imóvel, tangível ou intangível, inclusive valores capital social de R$ 1.160.000,00 (um milhão e cento e sessenta mil reais), divididos em 116.000 (cento e dezesseis mil) quotas mobiliários de qualquer natureza, de emissão própria ou de outras sociedades quando ultrapassar o valor agregado de R$ no valor de R$ 10,00 (dez reais) cada uma, totalmente subscrito e integralizado e assim distribuído entre os sócios: Adão 100.000,00 (cem mil reais) e a aquisição quando o valor agregado for superior R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais); VIII. Heleno Rogrigues, 58.000 (cinquenta e oito mil) quotas perfazendo o montante de R$ 580.000,00 (quinhentos e oitenta mil exercer outras atribuições legais ou que lhe sejam conferidas pela Assembleia Geral. Seção II - Da Diretoria: Artigo 15. A reais) do capital social; Karen Tatiana Rodrigues, 19.334 (dezenove mil e trezentas e trinta e quatro) quotas perfazendo o Diretoria será composta por no mínimo 2 (dois) e no máximo 7 (sete) membros, todos residentes no país, eleitos e destituíveis montante de R$ 193.340,00 (cento e noventa e três mil e trezentos e quarenta reais) do capital social; MarcusVinícius Coutinho a qualquer tempo pelo Conselho de Administração, com mandato de 2 (dois) anos sendo permitida a reeleição. Parágrafo Rodrigues, 19.333 (dezenove mil e trezentas e trinta e três) quotas, perfazendo e montante de R$ 193.330,00 (cento e noventa único. Dentre os Diretores eleitos, a reunião do Conselho de Administração que os elegeu designará o Diretor Presidente e o e três mil e trezentos e trinta reais) do capital social; Erika Ticiana Coutinho Rodrigues, 19.333 (dezenove mil e trezentas e Diretor de Administração e Finanças. Os demais Diretores que venham a ser eleitos terão denominação de Diretor, salvo se trinta e três) quotas, perfazendo o montante de R$ 193.330,00 (cento e noventa e três mil e trezentos e trinta reais) do capital outra lhe for conferida, a qualquer tempo, pelo Conselho de Administração. Artigo 16. No caso de vacância, impedimento ou social. Para presidir a reunião foi eleito o sócio quotista com o maior número de quotas, Adão Heleno Rodrigues, que convidou ausência permanente de qualquer dos Diretores, a Reunião do Conselho de Administração deverá ser convocada imediatamena sócia Karen Tatiana Rodrigues para secretariá-lo, assim se constituindo a mesa e dando início aos trabalhos. Inicialmente o te e poderá, respeitado o numero mínimo de membros da diretoria, distribuir as funções do Diretor ausente entre os Diretores presidente reiterou que o propósito da reunião de sócios era aprovar a transformação da sociedade de sociedade empresária remanescentes ou nomear novo Diretor, para completar o restante do prazo de gestão; Artigo 17. Compete à Diretoria exercer limitada em sociedade anônima que passará a denominar-se Adher Investimentos S.A., continuando a sociedade com o as atribuições que a lei, o Estatuto e o Conselho de Administração lhe conferir para a prática dos atos necessários ao funcionamesmo objetivo social, tudo de modo a não haver solução de continuidade nos negócios ora em curso e mantendo a nova firma mento regular da Companhia, por deliberação majoritária de seus membros, especialmente: I. a gestão da Companhia; II. cumtodos os direitos e obrigações que compõem o patrimônio da sociedade ora transformada, nos termos dos artigos 220 a 222 da prir e fazer cumprir este Estatuto, as deliberações das Assembleias Gerais e do Conselho de Administração; III. fixar a política Lei nº 6.404/1976, proposta esta aprovada por unanimidade. A seguir decidiu-se que o capital da sociedade anônima será administrativa e financeira, bem como deliberar sobre a orientação administrativa dos negócios, aprovado os planos gerais do igualmente de R$ 1.160.000,00 (um milhão e cento e sessenta mil reais), divididos em 116.000 (cento e dezesseis mil) ações desenvolvimento da Companhia; IV. dirigir e distribuir os serviços e tarefas da administração interna e externa da Companhia ordinárias nominativas no valor de R$ 10,00 (dez reais) cada uma, subscritas na exata proporção da participação que cada um entre os Diretores e demais funcionários; V. estabelecer metas a serem seguidas pelos Diretores; VI. fazer proposições ao dos sócios já detinha no capital social, consoante lista de subscrição anexa, a serem emitidas oportunamente as ações repre- Conselho de Administração; VII. orientar e supervisionar a escrituração contábil da Companhia; VIII. deliberar sobre a criação ou sentativas. Outrossim, por se encontrar o capital inteiramente realizado, foi esclarecido estar a sociedade anônima dispensada extinção de filiais, subsidiárias ou Companhias controladas, dependências da Companhia no País e no exterior; IX. submeter, de efetuar o depósito previsto no número III do artigo 80 da Lei nº 6.404/1976. Finalmente, foi aprovado por unanimidade o anualmente, à apreciação do Conselho de Administração, o relatório da administração e as demonstrações financeiras compleestatuto social proposto para a Adher Investimentos S.A., transcrito em documento apartado que vai firmado por todos os tas, acompanhados do relatório dos auditores independentes, bem como a proposta de aplicação dos lucros apurados no acionistas, ficando assim constituída a companhia por transformação. Ato continuo, procedeu-se a eleição do primeiro Conselho exercício anterior e a distribuição de dividendos; X. aprovar o detalhamento da estrutura organizacional e as normas internas da de Administração, decidindo-se que o mesmo seria composto por três membros com mandato até a assembleia geral ordinária Companhia; Parágrafo 1°. As reuniões da Diretoria somente se instalarão com a presença do Diretor Presidente ou, no seu a realizar-se no ano de 2015, tento sido eleito para presidir o conselho Adão Heleno Rodrigues e como conselheiros Marcus impedimento, do seu substituto e a maioria dos seus membros. Parágrafo 2°. Todas as resoluções ou deliberações serão Vinícius Coutinho Rodrigues e Erika Ticiana Coutinho Rodrigues, ficando remetida a ulterior manifestação da assembleia lavradas, em forma de sumário ou por extenso, como couber, no Livro de Atas das Reuniões da Diretoria. Artigo 18. Compete ao geral a deliberação sobre a remuneração dos administradores para vigorar no exército de 2012. Não havendo outros assuntos Diretor Presidente, entre outras, as seguintes atribuições: I. estabelecer a pauta, convocar e presidir as reuniões de Diretoria; II. a tratar, o presidente encerrou a sessão, da qual foi lavrada a presente ata que, lida e aprovada, segue assinada por todos os além do voto ordinário, em caso de empate, o voto de qualidade nas deliberações da Diretoria; III. coordenar a atividade dos presentes. Barueri, SP, 23 de outubro de 2012. Adão Heleno Rodrigues, KarenTatiana Rodrigues, Marcus Vinicius Coutinho demais Diretores da Companhia; IV. atribuir a qualquer dos Diretores, atividades e tarefas especiais, independentemente daqueRodrigues e Erika Ticiana Coutinho Rodrigues. Estatuto Social Adher Investimentos S.A. CNPJ 14.040.791/0001-98 - las que lhes couberem ordinariamente; V. representar a Diretoria nas reuniões do Conselho de Administração; VI. zelar pela Transformada - Capítulo I - Da Denominação, Sede, Duração e Objeto: Artigo 1°. Sob a denominação de Adher Investimen- execução das deliberações da Assembleia Geral, Conselho de Administração e da própria Diretoria; e VII. exercer outras atribuitos S.A. (“Companhia”) fica constituída uma sociedade anônima de capital fechado que se rege pelas disposições legais aplicá- ções que forem definidas pelo Conselho de Administração. Artigo 19. Compete ao Diretor de Administração e Finanças, entre veis e por este Estatuto Social (“Estatuto”), pela transformação da sociedade empresaria limitada Adher Investimentos Ltda., outras, as seguintes atribuições: I. zelar pelo bom andamento administrativo da Companhia; II. propor à Diretoria as políticas, com contrato social registrado na JUCESP, NIRE 35225594861 em 11/07/2011. Parágrafo único. A Companhia adorará a normas internas e estrutura organizacional que melhor atinjam os objetivos da Companhia; III. supervisionar as atividades de denominação comercial (nome fantasia) ADHERINVEST. Artigo 2°. A Companhia tem sede e foro no município de Barueri, SP, propaganda e publicidade, contas a pagar e receber, recursos humanos, jurídico, tecnológica da informação, contabilidade e na Alameda Araguaia, 933, conjunto 92, bairro Alphaville, CEP 06455-000. Parágrafo 1°. Por deliberação da sua Diretoria, a controladoria da própria Companhia; IV. executar as formalidades administrativas aplicáveis internamente à Companhia no que Companhia poderá alterar o endereço de sua sede. Parágrafo 2°. Por deliberação de sua Diretoria, a Companhia poderá se refere à aplicação da legislação, do Estatuto, dos contratos em que a Companhia for parte e das normas internas da Compainstalar ou fechar filiais e escritórios no país e no exterior. Artigo 3°. O prazo para duração da Companhia é indeterminado. nhia; V. ter sob sua guarda todos os títulos e valores mobiliários da Companhia. Seção III - Da Representação: Artigo 20. Artigo 4°. O objeto social compreende: (a) a participação societária em outras sociedades; (b) associação em negócios e Compete aos Diretores, além da administração geral da Companhia, a sua representação, ativa e passiva, em todos os atos da empreendimentos com terceiros; (c) a intermediação de negócios. Capítulo II - Do Capital Social, Ações e Acionistas: Artigo vida civil e comercial na forma disposta nos parágrafos abaixo. Parágrafo 1°. A Companhia será representada, pelo Diretor 5° - O capital social totalmente subscrito e integralizado é de R$ 1.160.000,00 (um milhão e cento e sessenta mil reais), divididos Presidente, sempre em conjunto com outro Diretor, para: I. outorgar procurações; II. emitir e endossar títulos de créditos; III. em 116.000 (cento e dezesseis mil) ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal. Artigo 6°. O Capital Social é adquirir, alienar ou de qualquer forma transferir bens imóveis, móveis ou semoventes, e direitos que sejam integrantes do ativo representado exclusivamente por ações ordinárias nominativas, sem valor nominal e todas da mesma espécie e classe. Pará- não circulante, observadas as deliberações do Conselho de Administração; IV. prestar fianças ou avais, ou onerar bens ou grafo Único. É vedado à Companhia emitir ou manter em circulação partes beneficiárias. Artigo 7º Cada ação confere direito a direitos do ativo não circulante. Parágrafo 2°. A Companhia será representada por 2 (dois) Diretores ou por 1 (um) Diretor e por um voto nas deliberações das assembleias gerais da Companhia. Capítulo III - Da Assembleia Geral: Artigo 8°. A Assembleia 1 (um) procurador, ou ainda, por dois procuradores, observados os estritos poderes indicados no respectivo instrumento manGeral dos acionistas reunir-se-á ordinariamente, dentro dos 04 (quatro) meses seguintes ao encerramento do exercício social, dato, para: I. movimentação de valores; II. receber e dar quitação; III. firmar contratos comerciais. IV. contratar empréstimos com para os fins previstos em lei, e a extraordinária será convocada sempre que os interesses sociais o exigirem. Parágrafo 1°. A instituições financeiras e equiparadas; V. para endossar títulos para efeito de cobrança ou depósito em nome da Companhia. convocação para a Assembleia Geral será realizada pelo Presidente do Conselho de Administração ou, excepcionalmente, Parágrafo 3°. A Companhia será representada isoladamente por 1 (um) Diretor ou 1 (um) procurador, observados os estritos conforme disposições alternativas contidas na lei 6404/1976, sendo que as convocações serão feitas por anúncios publicados poderes indicados no respectivo instrumento, para: I. receber citação e intimação judicial, extrajudicial ou administrativa; II. pela imprensa ou mediante convite sob protocolo. Parágrafo 2°. A Assembleia Geral será presidida pelo Presidente do Conselho praticar atos em Juízo, exceto para citações e intimações pessoais; III. praticar atos perante repartições públicas federais, de Administração e, em sua ausência, por qualquer dos demais membros do Conselho de Administração e, se vier a ser o caso, estaduais, municipais, autarquias, empresas públicas ou mistas. Parágrafo 4°. Os Diretores poderão constituir procuradores excepcionalmente, conforme disposições alternativas contidas na lei 6404/1976. Parágrafo 3°. O acionista que pretender ser para representar a sociedade, sendo que os instrumentos de mandato serão outorgados por prazo máximo de 1(um) ano, sendo representado por procurador nas Assembleias deverá depositar na Companhia o instrumento de mandato específico, constitu- vedado o substabelecimento, e especificarão pormenorizadamente os poderes que são conferidos ao mandatário sendo, no ído a menos de 1 (um) ano, nos termos da lei, e no prazo de até 3 (três) dias úteis antes da data da Assembleia. Esta exigência entanto, defeso aos mandatários, praticar atos que ultrapassem o limite do mandato outorgado, a exceção dos ‘ad judicia’ que de antecedência da outorga e do prazo para depósito na Companhia deverá constar expressamente dos editais de convocação. poderão ter o prazo necessário a condução do transito em julgado da respectiva ação, sendo permitido o substabelecimento Parágrafo 4°. A Companhia observará os acordos de acionistas regularmente arquivados na sede social, sendo expressamente com reserva de iguais poderes. Parágrafo 5°. É vedado aos Diretores ou procuradores aprovar, determinar ou obrigar a Comvedado aos integrantes da mesa diretora dos trabalhos da assembleia geral acatar declaração de voto de qualquer acionista panhia em negócios estranhos ao seu objeto social, ou praticar qualquer ato que envolva a Companhia em negócios ou obrigasignatário de acordo de acionista regularmente arquivado na sede social, quando proferida em desacordo com o que estiver ções alheios aos objetivos ou interesses sociais, tais como a concessão de fianças, avais ou outras garantias em favor de terceiros, ajustado no referido acordo. Artigo 9º Além das matérias previstas em lei compete privativamente à Assembleia Geral deliberar bem como praticar atos de liberalidade em nome da Companhia que não tenham sido expressamente autorizados pelo Conselho sobre: I. destinação do lucro líquido, se houver, e distribuição de dividendos, quando for o caso; II. fixação dos honorários globais de Administração. CapítuloV - Do Conselho Fiscal: Artigo 21. A Companhia poderá ter um Conselho Fiscal, composto de 3 (três) e gratificação de desempenho dos membros do Conselho de Administração e da Diretoria. Fixação dos honorários dos mem- membros e suplentes, de funcionamento não permanente, que será instalado pela Assembleia Geral, a pedido dos acionistas que bros do Conselho Fiscal, quando instalado; III. referendar ou vetar a contratação dos auditores externos escolhidos pelo conse- representarem, no mínimo, um décimo das ações com direito a voto. Parágrafo único. Os membros do Conselho Fiscal, quando lho de administração; IV. outorga de avais, fianças ou qualquer outra forma de garantia a terceiros de qualquer natureza, cujo instalado, exercerão seus cargos até a primeira Assembleia Geral Ordinária que se realizar após a sua eleição, permitida a reeleivalor seja superior a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais); V. deliberar sobre a emissão de debêntures e outros títulos e valores ção, podendo então ser dissolvido se não houver oposição de acionistas que representarem, no mínimo, um décimo das ações com mobiliários, conversíveis ou não em ações. Artigo 10. A aprovação do Relatório da Administração e das demonstrações finan- direito a voto. CapítuloVI - Do Exercício Social e Demonstrações Financeiras: Artigo 22. O exercício social coincide com o ano ceiras do exercício importará na ratificação dos atos e operações a eles relativos, salvo nos casos de erro, dolo, fraude ou civil e, ao fim de cada exercício social, serão elaboradas, para fins legais e estatutários, as demonstrações financeiras conforme simulação, posteriormente verificados. Capítulo IV - Da Administração: Artigo 11. A administração da Companhia compete ao previsto em lei. Artigo 23. As demonstrações financeiras do exercício registrarão a destinação do lucro líquido do exercício segundo Conselho de Administração e à Diretoria, na forma da lei e deste Estatuto. Parágrafo 1°. Os Conselheiros e Diretores estão proposta da Administração da Companhia a ser apresentada à Assembleia Geral, que poderá deliberar em contrário, observados dispensados de prestar garantia para o exercício de suas funções. Parágrafo 2°. Os Conselheiros e Diretores serão investidos os limites previstos em lei. Artigo 24. A Companhia poderá, por deliberação da Diretoria, com a anuência do Conselho de Adminisnos respectivos cargos na forma da lei e deste Estatuto, e mediante assinatura de termos de posse no Livro de Atas de Reuniões tração: I. determinar o levantamento de balanços semestrais, trimestrais ou em períodos menores, observadas as prescrições do Conselho de Administração ou da Diretoria, conforme o caso. Parágrafo 3°. Os Conselheiros e Diretores permanecerão em legais; II. aprovar a distribuição de quaisquer dividendos adicionais, intercalares ou intermediários, inclusive como antecipação total seus cargos até a posse de seus sucessores. Seção I - Do Conselho de Administração: Artigo 12. O Conselho de Adminis- ou parcial do dividendo obrigatório do exercício em curso, observadas as disposições legais; III. declarar dividendos à conta de tração será composto por no mínimo 3 (três) e no máximo 7 (sete) membros titulares, eleitos e destituíveis a qualquer tempo pela lucros do exercício apurados em balanços semestrais, lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço Assembleia Geral, com mandato de 3 (três) anos sendo permitida a reeleição. Parágrafo 1º. Dentre os conselheiros eleitos, a anual ou semestral; e IV. pagar juros sobre o capital próprio imputando o montante dos juros pagos ou creditados ao valor do Assembleia Geral que os elegeu designará o Presidente. Parágrafo 2°. No caso de ausência ou impedimento temporário do dividendo obrigatório. Artigo 25. Prescreve em 3 (três) anos a ação para haver dividendos, contados da data que tenham sido Presidente, esse indicará, dentre os conselheiros, aquele que exercerá, interinamente, a presidência. Parágrafo 3°. No caso de colocados à disposição dos acionistas. Os dividendos distribuídos e não reclamados reverterão em favor da Companhia. Capítulo vaga ou impedimento definitivo do Presidente ou outro conselheiro sem designação específica, será convocada e realizada, no VII - Da Dissolução, Liquidação e Extinção: Artigo 26. A Companhia entrará em liquidação ou dissolução nos casos previstos em prazo de até 30 (trinta) dias, uma Assembleia Geral, que nomeará um novo conselheiro e escolherá o novo Presidente, confor- lei, ou em razão de deliberação da Assembleia Geral. Parágrafo Único. Compete à Assembleia Geral estabelecer o modo de me o caso, que assumirá o cargo pelo prazo remanescente do mandato do conselheiro substituído. Artigo 13. O Conselho de liquidação e eleger o liquidante, fixando-lhe os respectivos honorários, bem como instalar o Conselho Fiscal, que deverá funcionar Administração reunir-se-á na sede da Companhia, ordinariamente, uma vez por ano, e extraordinariamente, sempre que ne- durante todo o período de liquidação.Artigo 27.Realizado o ativo e pago integralmente o passivo, o liquidante convocará Assembleia cessário. Parágrafo 1°. As reuniões serão sempre convocadas pelo seu Presidente. Na sua ausência, ou em caso de necessi- Geral para a prestação de contas final. Aprovadas as contas far-se-á o rateio igualitário por ação dos recursos existentes. Promovidade, conforme evidenciado no respectivo ato, a reunião será convocada por qualquer um de seus membros. Parágrafo 2°. As do o rateio, a Assembleia declarará encerrada a liquidação e extinta a Companhia. Capítulo IX - Das Disposições Gerais: Artigo reuniões serão convocadas mediante convite com entrega pessoal, sob protocolo, expedido com no mínimo 5(cinco) dias corri- 28. A Companhia deve obrigatoriamente manter disponível em sua sede todos os contratos com partes relacionadas, acordos de dos de antecedência, na qual constará a data, hora, local e ordem do dia, salvo casos de manifesta urgência, quando poderá ser acionistas e programas de opções de aquisição de ações ou de outros títulos ou valores mobiliários de sua emissão. Parágrafo reduzido esse prazo, a critério do Presidente. Parágrafo 3°. As reuniões do Conselho de Administração instalar-se-ão com a Único. Somente são válidos os instrumentos citados no caput deste artigo quando regularmente arquivados na sede da Compapresença de “quorum” mínimo equivalente a dois terços dos membros eleitos, deliberando sempre por maioria simples de votos, nhia. Artigo 29. É vedado à Companhia aceitar e proceder à transferência de ações e/ou à oneração e/ou à cessão de direito de computados os votos escritos de conselheiro ausente, cabendo ao Presidente, além do voto normal, o voto de qualidade, no preferência à subscrição de ações e/ou de outros valores mobiliários que não respeitar aquilo que estiver previsto e regulado em caso de empate na votação. Parágrafo 4°. Serão considerados válidos os votos escritos e justificados de conselheiro ausente acordo de acionistas que estiverem devidamente registrados na Companhia. Artigo 30. Caso ocorra a abertura de capital, a que tenham sido encaminhados ao Presidente do Conselho de Administração, mediante protocolo de recebimento, até a hora de Companhia se obriga a (i) adotar os padrões de governança corporativa definidos conforme Resolução nº 3792, de 24 de Instalação da reunião do Conselho de Administração. O voto manifestado nessa condição será considerado para fins de deter- setembro de 2009, do Conselho Monetário Nacional e na Instrução CVM nº 391, de 16 de julho de 2003, bem como (ii) aderir a minação de quorum para instalação da reunião. Parágrafo 5°. As reuniões do Conselho de Administração considerar-se-ão segmento especial de bolsa de valores ou entidade mantenedora de mercado de balcão organizado, credenciada na CVM, que regulares quando presentes todos seus membros, independentemente de convocação. Parágrafo 6°. Nas reuniões do Conse- assegure, no mínimo, níveis de prática de governança corporativa previstos acima. Artigo 31. Os casos omissos neste Estatuto lho de Administração que contarem com a totalidade dos seus membros, por decisão unânime, poderão ser acrescentados para serão resolvidos, na forma da lei, pela Assembleia Geral e regulados de acordo com o que preceitua a lei e demais normativos debate e deliberação outros assuntos à ordem do dia proposta. Parágrafo 7°. Das reuniões do Conselho de Administração em vigor, pertinentes à matéria. Parágrafo Único. Os casos omissos em acordo de acionistas, quando existirem, serão resolviserão lavradas atas, que serão registradas no Livro de Atas de Reuniões do Conselho de Administração. Parágrafo 8°. Para os dos, na forma da lei, pelas partes e regulados de acordo com o que preceitua a lei e demais normativos em vigor, pertinentes à fins deste Capítulo, será considerada: (i) Vacância: se ocorrer destituição, renúncia ou morte; (ii) Impedimento Temporário: a matéria. Artigo 32. Fica eleito o Foro da Comarca de Barueri, Estado de São Paulo, como competente para analisar e julgar incapacidade física ou mental comprovada que se estime irá durar até 60 (sessenta) dias; (iii) Impedimento Permanente: a quaisquer matérias oriundas do presente Estatuto e/ou da Companhia, com exclusão de qualquer outro, por mais privilegiado incapacidade física ou mental comprovada que se estime irá durar mais de 60 (sessenta) dias; (iv) Ausência Temporária: a falta que possa vir a ser. Barueri, SP, 23 de outubro de 2012. Adão Heleno Rodrigues, KarenTatiana Rodrigues, Marcus Vinicius injustificada ou sem permissão do Presidente do Conselho de Administração ou Diretor Presidente, conforme o caso, por mais Coutinho Rodrigues e Erika Ticiana Coutinho Rodrigues. Advogado: Rogério de Campos Targino - OAB/SP nº 238.299. de 10 (dias) dias consecutivos até 30 (trinta) dias consecutivos; (v) Ausência Permanente: a falta injustificada ou sem permissão JUCESP nº 501.744/12-5 e NIRE 35.300.447.336 em 21/11/12. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Equatorial Sistemas S/A - CNPJ/MF nº 01.111.976/0001-02 - NIRE 35.300.319.231 Edital de Convocação para a Assembleia Geral Extraordinária de 13 de dezembro de 2012 Conforme determina o artigo 28 do Estatuto Social da Equatorial Sistemas S/A, ficam os Srs. Acionistas convocados para comparecer à Assembleia Geral Extraordinária da Companhia, que será realizada no dia 13 de dezembro de 2012, às 14:00 horas, na sede social localizada na cidade de São José dos Campos, Estado de São Paulo, na Av. Shishima Hifumi, nº 2911, sala 109, Parque Tecnológico UNIVAP, bairro Urbanova, a fim de deliberar acerca da seguinte ordem do dia: (a) o aumento do capital social da Companhia no montante de R$ 5.500.000,00 (cinco milhões e quinhentos mil reais), mediante a emissão de 5.500.000 (cinco milhões e quinhentas mil) novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, com preço de emissão de R$ 1,00 (um real) cada, passando o capital social de R$ 5.500.000,00 (cinco milhões e quinhentos mil reais) para R$ 11.000.000,00 (onze milhões de reais); (b) a redução do capital social da Companhia no montante de R$ 5.500.000,00 (cinco milhões e quinhentos mil reais), mediante a absorção de prejuízos acumulados registrados no Balanço Patrimonial de 31 de dezembro de 2011 e de parte dos prejuízos do exercício corrente registrados no Balancete de Verificação de 31 de outubro de 2012, sem o cancelamento de ações, passando o capital social de R$ 11.000.000,00 (onze milhões de reais) para R$ 5.500.000,00 (cinco milhões e quinhentos mil reais); (c) a alteração do Artigo 5º do Estatuto Social da Companhia, em consequência do aumento e da redução do capital social; (d) a alteração do Artigo 13 do Estatuto Social da Companhia e consolidação do Estatuto Social; e (e) a renúncia do Sr. Vincent Jacob do cargo de membro do Conselho de Administração e a eleição da Sra. Vanessa Csala como novo membro do Conselho de Administração. São José dos Campos / SP, 4 de dezembro de 2012. César Celeste Ghizoni - Presidente do Conselho de Administração Fischer Participações S/A

CNPJ nº 15.806.933/0001-48 - NIRE nº 35.300.438.655 Dia, Hora e Local: 15/10/12, às 10:00 hs., na sede social, na R. João Pessoa nº 305, Ed. Administrativo II, 1º and., S/A, bairro Centro, Matão-SP, CEP: 15990-902.Convocação e Presença: Convocação dispensada nos termos do § 4º do art.124 da Lei nº 6.404/76, em face da presença da totalidade dos acionistas desta Cia., conf. se verifica pelas assinaturas no “Livro de Presença de Acionistas”. Mesa: Maria do Rosário Fischer - Presidenta e Ronaldo Marfori Sampaio - Secretário.Ordem do Dia: (A) Ampliação do objeto social da Cia.e (B) Aumento do Capital Social da Cia. c/emissão de novas ações. Deliberações Tomadas, por unanimidade dos votos e sem reservas: (A) - Aprovada a ampliação do objeto social desta Cia. c/a inclusão de duas novas atividades. Em decorrência desta deliberação o Art. 3º do Estatuto Social desta Cia. passa a vigorar c/a seguinte redação: “Art. 3º - A Cia. tem por objeto: (i) a exploração imobiliária, que compreende s/limitação a estes, o aluguel, arrendamento, comodato e compra e venda de imóveis; (ii) a exploração da atividade agrícola e pecuária; (iii) a gestão e/ou administração de negócios, empresas e sociedades; (iv) a compra e venda de mercadorias; (v) a importação e a exportação, por conta própria ou de terceiros; e (vi) a participação no capital de quaisquer sociedades ou empreendimentos.”; e (B) - Aprovado o aumento do capital social desta Cia. no montante de R$ 922.465.272,85, totalmente subscrito e integralizado da seguinte forma: (i) R$ 784.867.512,00 subscrito e integralizado pela empresa CitrosucoTrading N.V., c/sede emVan Engelenweg 23, P.O.Box 3335, Curaçao, registrada no Reg.do Com.de Curaçao sob o nº 73962, inscrita no CNPJ sob o nº 05.717.279/0001-42 e cadastrada no CADEMP/BACEN sob o nº 537279, mediante a conversão, em investimento, de créditos oriundos de pré-pagamento a exportação detido pela Citrosuco Trading N.V. contra esta Cia., que totalizam US$ 386,520,000.00, convertidos a Tx. de fechamento do câmbio de R$ 2,0306 desta data, representados pelos contratos de pré-pagamento a exportação a seguir relacionados: 1) nº 104081471, firmado em 10/04/12, Bco. Bradesco S/A, s/ROF, no valor de US$ 6,400,000.00, equivalentes a R$ 12.995.840,00; 2) nº 08/055680, firmado em 30/12/08, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA48667800002, no valor de US$ 4,000,000.00, equivalentes a R$ 8.122.400,00; 3) nº 08/024572, firmado em 02/01/09, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA48667800003, no valor de US$ 12,400,000.00, equivalentes a R$ 25.179.440,00; 4) nº 09/000116, firmado em 05/01/09, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA48667800004, no valor de US$ 1,120,000.00, equivalentes a R$ 2.274.272,00; 5) nº 09/000308, firmado em 08/01/09, Bco.do Brasil S/A, ROF nº TA48667800005, no valor de US$ 400,000.00, equivalentes a R$ 812.240,00; 6) nº 09/000305, firmado em 08/01/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA48667800006, no valor de US$ 3,500,000.00, equivalentes a R$ 7.107.100,00; 7) nº 09/000432, firmado em 09/01/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA48667800007, no valor de US$ 9,000,000.00, equivalentes a R$ 18.275.400,00; 8) nº 09/000582, firmado em 09/01/09, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA48667800008, no valor de US$ 2,000,000.00, equivalentes a R$ 4.061.200,00; 9) nº 09/000333, firmado em 09/01/09, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA48667800009, no valor de US$ 9,000,000.00, equivalentes a R$ 18.275.400,00; 10) nº 09/000463, firmado em 13/01/09, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA48667800010, no valor de US$ 350.000,00, equivalentes a R$ 710.710,00; 11) nº 09/000464, firmado em 13/01/09, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA48667800011, no valor de US$ 2,000,000.00, equivalentes a R$ 4.061.200,00; 12) nº 09/000649, firmado em 15/01/09, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA48667800012, no valor de US$ 5,400,000.00, equivalentes a R$ 10.965.240,00; 13) nº 09/000828, firmado em 20/01/09, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA48797900002, no valor de US$ 1,000,000.00, equivalentes a R$ 2.030.600,00; 14) nº 09/004873, firmado em 12/02/09, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA48797900003, no valordeUS$3,000,000.00,equivalentesaR$6.091.800,00;15)nº09/004262,firmadoem02/03/09,Bco.doBrasilS/A,ROFnºTA48797900004, no valor de US$ 2,000,000.00, equivalentes a R$ 4.061.200,00; 16) nº 09/047213, firmado em 02/03/09, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA48797900005, no valor de US$ 7,000,000.00, equivalentes a R$ 14.214.200,00; 17) nº 09/003404, firmado em 02/03/09, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA48797900006, no valor de US$ 2,000,000.00, equivalentes a R$ 4.061.200,00; 18) nº 09/004622, firmado em 05/03/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nºTA48797900007, no valor de US$ 1,130,000.00, equivalentes a R$ 2.294.578,00;19) nº 09/005223, firmado em 16/03/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA48797900008, no valor de US$ 1,480,000.00, equivalentes a R$ 3.005.288,00; 20) nº 09/004621, firmado em 05/03/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA48797900009, no valor de US$ 2,250,000.00, equivalentes a R$ 4.568.850,00; 21) nº 09/011180, firmado em 01/04/09, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA48797900010, no valor de US$ 7,700,000.00, equivalentes a R$ 15.635.620,00; 22) nº 09/006762, firmado em 02/04/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA48797900011, no valor de US$ 1,350,000.00, equivalentes a R$ 2.741.310,00; 23) nº 09/006896, firmado em 06/04/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA48797900012, no valor de US$ 5,000,000.00, equivalentes a R$ 10.153.000,00; 24) nº 09/011949, firmado em 09/04/09, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA48797900013, no valor de US$ 1,800,000.00, equivalentes a R$ 3.655.080,00; 25) nº 09/028758, firmado em 09/04/09, HSBC Bank Brasil S/A, ROF nº TA48797900014, no valor de US$ 2,290,000.00, equivalentes a R$ 4.650.074,00; 26) nº 09/005717, firmado em 09/04/09, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA48797900015, no valor de US$ 8,000,000.00, equivalentes a R$ 16.244.800,00; 27) nº 09/007158, firmado em 09/04/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA48797900016, no valor de US$ 4,000,000.00, equivalentes a R$ 8.122.400,00; 28) nº 09/005718, firmado em 09/04/09, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA49751800002, no valor de US$ 5,710,000.00, equivalentes a R$ 11.594.726,00; 29) nº 09/006782, firmado em 30/04/09, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA49751800003, no valor de US$ 8,500,000.00, equivalentes a R$ 17.260.100,00; 30) nº 09/015556, firmado em 04/05/09, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA49751800004, no valor de US$ 5,000,000.00, equivalentes a R$ 10.153.000,00; 31) nº 09/015559, firmado em 04/05/09, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA49751800005, no valor de US$ 2,000,000.00, equivalentes a R$ 4.061.200,00; 32) nº 09/017343, firmado em 15/05/09, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA49751800006, no valor de US$ 5,100,000.00, equivalentes a R$ 10.356.060,00; 33) nº 09/018057, firmado em 20/05/09, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA49751800007, no valor de US$ 1,200,000.00, equivalentes a R$ 2.436.720,00; 34) nº 09/009524, firmado em 16/06/09, Bco. Bradesco, ROF nº TA49751800008 S/A, no valordeUS$2,350,000.00,equivalentesaR$4.771.910,00;35)nº09/019491,firmadoem19/10/09,Bco.doBrasilS/A,ROFnºTA49751800009, no valor de US$ 5,000,000.00, equivalentes a R$ 10.153.000,00; 36) nº 09/020358, firmado em 30/10/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA49751800010, no valor de US$ 12,650,000.00, equivalentes a R$ 25.687.090,00; 37) nº 09/020893, firmado em 05/11/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA49751800011, no valor de US$ 2,490,000.00, equivalentes a R$ 5.056.194,00; 38) nº 09/020892, firmado em 05/11/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA52044700002, no valor de US$ 910,000.00, equivalentes a R$ 1.847.846,00; 39) nº 09/020891, firmado em 05/11/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA52044700003, no valor de US$ 4,600,000.00, equivalentes a R$ 9.340.760,00; 40) nº 09/021544, firmado em 18/11/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA52044700004, no valor de US$ 1,500,000.00, equivalentes a R$ 3.045.900,00; 41) nº 09/021610, firmado em 19/11/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA52044700005, no valor de US$ 12,200,000.00, equivalentes a R$ 24.773.320,00; 42) nº 09/022517, firmado em 04/12/09, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA52044700006, no valor de US$ 4,100,000.00, equivalentes a R$ 8.325.460,00; 43) nº 09/021687, firmado em 16/12/09, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA52044700007, no valor de US$ 12,000,000.00, equivalentes a R$ 24.367.200,00; 44) nº 09/022151, firmado em 21/12/09, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA52044700008, no valor de US$ 5,240,000.00, equivalentes a R$ 10.640.344,00; 45) nº 10/000325, firmado em 08/01/10, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA52044700009, no valor de US$ 9,450,000.00, equivalentes a R$ 19.189.170,00; 46) nº 10/017051, firmado em 21/10/10, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA55787200002, no valor de US$ 2,560,000.00, equivalentes a R$ 5.198.336,00; 47) nº 10/101291, firmado em 20/10/10, Bco.Bradesco S/A, ROF nº TA55787200003, no valor de US$ 14,800,000.00, equivalentes a R$ 30.052.880,00; 48) nº 10/106898, firmado em 01/11/10, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA55787200004, no valor de US$ 3,500,000.00, equivalentes a R$ 7.107.100,00; 49) nº 10/115328, firmado em 19/11/10, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA55787200005, no valor de US$ 11,650,000.00, equivalentes a R$ 23.656.490,00; 50) nº 10/051075, firmado em 30/11/10, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA55787200006, no valor de US$ 10,000,000.00, equivalentes a R$ 20.306.000,00; 51) nº 10/051078, firmado em 30/11/10, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA55787200007, no valor de US$ 6,000,000.00, equivalentes a R$ 12.183.600,00; 52) nº 10/020393, firmado em 10/12/10, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA55787200008, no valor de US$ 1,490,000.00, equivalentes a R$ 3.025.594,00; 53) nº 102081083, firmado em 05/01/12, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA59752600008, no valor de US$ 1,250,000.00, equivalentes a R$ 2.538.250,00; 54) nº 102104886, firmado em 06/01/12, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA59752600009, no valor de US$ 2,400,000.00, equivalentes a R$ 4.873.440,00; 55) nº 102384018, firmado em 19/01/12, Bco. J.P. Morgan S/A, ROF nº TA59752600010, no valor de US$ 900,000.00, equivalentes a R$ 1.827.540,00; 56) nº 102384016, firmado em 19/01/12, Bco. J.P. Morgan S/A, ROF nº TA59752600011, no valor de US$ 1,400,000.00, equivalentes a R$ 2.842.840,00; 57) nº 11/000822, firmado em 04/01/11, HSBC Bank Brasil S/A, ROF nºTA62077600005, no valor de US$ 5,000,000.00, equivalentes a R$ 10.153.000,00;58) nº 11/000821, firmado em 04/01/11, HSBC Bank Brasil S/A, ROF nº TA62077600005, no valor de US$ 560,000.00, equivalentes a R$ 1.137.136,00; 59) nº 11/000821, firmado em 04/01/11, HSBC Bank Brasil S/A, ROF nº TA62077600005, no valor de US$ 240,000.00, equivalentes a R$ 487.344,00; 60) nº 10/020394, firmado em 10/12/10, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA62077600005, no valor de US$ 5,320,000.00, equivalentes a R$ 10.802.792,00; 61) nº 10/020394, firmado em 10/12/10, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA62077600005, no valor de US$ 5,560,000.00, equivalentes a R$ 11.290.136,00; 62) nº 10/020394, firmado em 10/12/10, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA62077600005, no valor de US$ 5,560,000.00, equivalentes a R$ 11.290.136,00; 63) nº 10/020394, firmado em 10/12/10, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA62077600005, no valor de US$ 2,070,000.00, equivalentes a R$ 4.203.342,00; 64) nº 10/127163, firmado em 16/12/10, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600005, no valor de US$ 3,490,000.00, equivalentes a R$ 7.086.794,00; 65) nº 10/127163, firmado em 16/12/10, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600005, no valor de US$ 5,560,000.00, equivalentes a R$ 11.290.136,00; 66) nº 10/127163, firmado em 16/12/10, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600005, no valor de US$ 1,950,000.00, equivalentes a R$ 3.959.670,00; 67) nº 10/131149, firmado em 24/12/10, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600005, no valor de US$ 2,000,000.00, equivalentes a R$ 4.061.200,00; 68) nº 11/016397, firmado em 10/02/11, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600005, no valor de US$ 1,610,000.00, equivalentes a R$ 3.269.266,00; 69) nº 11/016397, firmado em 10/02/11, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600005, no valor de US$ 5,560,000.00, equivalentes a R$ 11.290.136,00; 70) nº 11/016397, firmado em 10/02/11, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600005, no valor de US$ 4,230,000.00, equivalentes a R$ 8.589.438,00; 71) nº 11/030256, firmado em 11/07/11, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA62077600005, no valordeUS$1,290,000.00,equivalentesaR$2.619.474,00;72)nº11/030257,firmadoem11/07/11,Bco.ItaúBBAS/A,ROFnºTA62077600006, no valor de US$ 5,560,000.00, equivalentes a R$ 11.290.136,00; 73) nº 11/030257, firmado em 11/07/11, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 1,150,000.00, equivalentes a R$ 2.335.190,00; 74) nº 11/011579, firmado em 04/08/11, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 4,410,000.00, equivalentes a R$ 8.954.946,00; 75) nº 11/011579, firmado em 04/08/11, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 1,590,000.00, equivalentes a R$ 3.228.654,00; 76) nº 11/124754, firmado em 08/09/11, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 3,970,000.00, equivalentes a R$ 8.061.482,00; 77) nº 11/124754, firmado em 08/09/11, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 2,030,000.00, equivalentes a R$ 4.122.118,00; 78) nº 11/124756, firmado em 08/09/11, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 1,250,000.00, equivalentes a R$ 2.538.250,00; 79) nº 11/013545, firmado em 12/09/11, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 2,280,000.00, equivalentes a R$ 4.629.768,00; 80) nº 11/013545, firmado em 12/09/11, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 2,720,000.00, equivalentes a R$ 5.523.232,00; 81) nº 11/040953, firmado em 12/09/11, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA62077600006, no valordeUS$2,840,000.00,equivalentesaR$5.766.904,00;82)nº11/040953,firmadoem12/09/11,Bco.ItaúBBAS/A,ROFnºTA62077600006, no valor de US$ 2,160,000.00, equivalentes a R$ 4.386.096,00; 83) nº 11/014221, firmado em 22/09/11, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 3,000,000.00, equivalentes a R$ 6.091.800,00; 84) nº 100058774, firmado em 04/10/11, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 400,000.00, equivalentes a R$ 812.240,00; 85) nº 100058774, firmado em 04/10/11, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 4,643,332.52, equivalentes a R$ 9.428.751,02; 86) nº 100139630, firmado em 07/10/11, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 916,667.48, equivalentes a R$ 1.861.384,98; 87) nº 100139630, firmado em 07/10/11, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 5,560,000.00, equivalentes a R$ 11.290.136,00; 88) nº 100139630, firmado em 07/10/11, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 3,120,000.00, equivalentes a R$ 6.335.472,00; 89) nº 100395172, firmado em 19/10/11, Bco. Votorantim S/A, ROF nº TA62077600006, no valor de US$ 2,400,000.00, equivalentes a R$ 4.873.440,00; 90) nº 101073422, firmado em 21/11/11, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 2,780,000.00, equivalentes a R$ 5.645.068,00; 91) nº 101073422, firmado em 21/11/11, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 20,000.00, equivalentes a R$ 40.612,00; 92) nº 101284562, firmado em 30/11/11, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 2,760,000.00, equivalentes a R$ 5.604.456,00; 93) nº 101284562, firmado em 30/11/11, Bco. Itaú BBA S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 740,000.00, equivalentes a R$ 1.502.644,00; 94) nº 101597543, firmado em 14/12/11, Bco.do Brasil S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 2,040,000.00, equivalentes a R$ 4.142.424,00; 95) nº 101597543, firmado em 14/12/11, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 2,780,000.00, equivalentes a R$ 5.645.068,00; 96) nº 101597543, firmado em 14/12/11, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 1,180,000.00, equivalentes a R$ 2.396.108,00; 97) nº 101594101, firmado em 14/12/11, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 1,600,000.00, equivalentes a R$ 3.248.960,00; 98) nº 101594101, firmado em 14/12/11, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 800,000.00, equivalentes a R$ 1.624.480,00; 99) nº 101619943, firmado em 15/12/11, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 900,000.00, equivalentes a R$ 1.827.540,00; 100) nº 102053478, firmado em 04/01/12, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 1,080,000.00, equivalentes a R$ 2.193.048,00; 101) nº 102053478, firmado em 04/01/12, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 2,780,000.00, equivalentes a R$ 5.645.068,00; 102) nº 102053478, firmado em 04/01/12, Bco. do Brasil S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 2,490,000.00, equivalentes a R$ 5.056.194,00; 103) nº 102081083, firmado em 05/01/12, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 290,000.00, equivalentes a R$ 588.874,00; e 104) nº 102081083, firmado em 05/01/12, Bco. Bradesco S/A, ROF nº TA62077600007, no valor de US$ 2,760,000.00, equivalentes a R$ 5.604.456,00; e (ii) R$ 137.597.760,85 subscrito e integralizado das seguinte forma pelas acionistas, Maria do Rosário Fischer, o valor de R$ 49.277.886,08, Bianca Helena Fischer de Moraes, o valor de R$ 24.339.117,53, Ana Luisa Fischer Marcondes Ferraz, o valor de R$ 24.339.117,53, Alessandra Fischer de Souza Santos, o valor de R$ 15.302.522,18 e Renata Fischer Fernandes, o valor de R$ 24.339.117,53, na proporção da respectiva participação no capital social desta Cia., mediante a conversão, em investimento, de créditos oriundos da conta “Contas a pagar a acionistas/diretores”; (B.1) - Em decorrência do aumento do capital social deliberado no item B acima são emitidas 865.888.520 novas ações ordinárias nominativas, s/valor nominal, ao preço de emissão de R$ 1,06 cada ação, fixado de acordo c/o valor patrimonial desta Cia. em 30/09/12, nos termos do art. 170 da Lei nº 6.404/76.As novas ações emitidas em decorrência do presente aumento do capital social serão distribuídas aos respectivos subscritores, da seguinte forma: 736.729.922 ações ordinárias nominativas para Citrosuco Trading N.V.; 46.255.568 ações ordinárias nominativas p/Maria do Rosário Fischer; 22.846.348 ações ordinárias nominativas p/Bianca Helena Fischer de Moraes; 22.846.348 ações ordinárias nominativas p/Ana Luisa Fischer Marcondes Ferraz; 14.363.986 ações ordinárias nominativas p/Alessandra Fischer de Souza Santos; e 22.846.348 ações ordinárias nominativas p/Renata Fischer Fernandes, conf. Boletim de Subscrição de Ações anexo; (B.2) - Em decorrência das deliberações do presente item, o capital social desta Cia. passou de R$ 145.287.008,07 p/R$ 1.067.752.280,92, totalmente subscrito e integralizado e dividido em 1.011.175.528 ações ordinárias nominativas e s/valor nominal. Aprovada, em decorrência das deliberações acima, a alteração do Art.5º do Estatuto Social, o qual passa a vigorar c/a seguinte redação:“Art. 5º - O capital social, totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente nacional, é de R$ 1.067.752.280,92 (um bilhão, sessenta e sete milhões, setecentos e cinquenta e dois mil, duzentos e oitenta reais e noventa e dois centavos), dividido em 1.011.175.528 (um bilhão, onze milhões, cento e setenta e cinco mil, quinhentas e vinte e oito) ações ordinárias nominativas, s/valor nominal, podendo a sociedade, por solicitação de qualquer acionista, emitir cautelas e títulos múltiplos representativos das ações. § 1º - As ações ou títulos múltiplos, que conterão os requisitos legais, deverão ser firmados por dois diretores. § 2º - Cada ação dará o direito a 01 (um) voto nas deliberações nas assembleias.”; (B.3) - Registrado que os demais acionistas, Citrosuco International N.V. e Aliança S/A - Indústria Naval e Empresa de Navegação renunciaram ao direito de preferência na subscrição do aumento do capital social ora deliberado em favor dos subscritores mencionados no item B acima, dispensando-se desta maneira o prazo de 30 (trinta) dias, nos termos do § 4º do art. 171 da Lei nº 6.404/76; e (B.4) - Autorizada a administração desta Cia. a praticar todos os atos e assinar todos e quaisquer documentos necessários p/a implementação das deliberações ora aprovadas.Encerramento: E, nada mais havendo a tratar, não tendo comparecido o Conselho Fiscal por não se encontrar instalado, foram encerrados os trabalhos, dos quais se lavrou a presente ata que, lida e achada conforme, vai assinada pelos presentes: (aa) Presidenta: Maria do Rosário Fischer; Secretário: Ronaldo Marfori Sampaio; Acionistas presentes: Citrosuco International N.V., neste ato representada por seus diretores, Ronaldo Marfori Sampaio e José Lopes Celidônio; Citrosuco Trading N.V., neste ato representada por seus diretores, Ronaldo Marfori Sampaio e José Lopes Celidônio; Aliança S/A - Indústria Naval e Empresa de Navegação, neste ato representada por seus diretores, Luiz Maurício da Silveira Portela e Alfredo Luiz Naslausky; Maria do Rosário Fischer, Bianca Helena Fischer de Moraes; Ana Luisa Fischer Marcondes Ferraz; Alessandra Fischer de Souza Santos; e Renata Fischer Fernandes.Certificamos que a presente Ata é cópia fiel da original lavrada no livro competente.Matão-SP, 15/10/12. Maria do Rosário Fischer - Presidenta. Ronaldo Marfori Sampaio - Secretário. JUCESP nº 504.707/12-8 em 21/11/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24

e Twitter pousa de vez no Brasil conomia

Serviço de microblog abre escritório no País, o terceiro fora dos Estados Unidos, para buscar anunciantes.

O

Twitter anunciou ontem o início de sua operação no Brasil, o terceiro escritório do serviço de microblog aberto fora dos Estados Unidos depois do Japão e do Reino Unido. A instalação da sede no País visa expandir as parcerias da empresa com anunciantes e agências de comunicação e se aproximar dos usuários brasileiros, afirmou o vice-presidente internacional do Twitter, Shailesh Rao, durante evento realizado em São Paulo. Para estreitar as relações com o público brasileiro, a companhia anunciou que nove cidades brasileiras passarão a ter divulgados seus "trending topics": São Luís, Recife, Belém, Goiânia, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Guarulhos (SP) e Campinas (SP). O recurso, que reúne os assuntos mais comentados por usuários na rede em determinada região, já está presente em seis cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Manaus e Fortaleza. Mercado brasileiro – O Brasil é hoje um dos cinco maiores mercados da empresa em número de usuários ativos, disse Rao, sem fornecer dados específicos sobre o País. Em todo o mundo, a rede de microblogs tem mais de 140

milhões de assinantes. A América Latina é responsável por 16% da audiência total do site, segundo informações da empresa. O executivo disse que o modelo de negócios do Twitter está "crescendo consistentemente" e que há potencial para desenvolvê-lo no Brasil. Tuítes patrocinados – A companhia oferece hoje três tipos de produtos a anunciantes mediante pagamento: a inclusão das marcas em tuítes, nos "trending topics" e no "feed" de notícias dos usuários. "Todas essas mensagens, no entanto, são identificadas como publicidade para o usuário", disse Guilherme Ribenboim, ex-executivo do Yahoo e do Clickon que comanda as

140 milhões é o total de assinantes desse serviço em todo o mundo. A América Latina tem 16% da audiência.

operações do Twitter no Brasil desde novembro. Empresas como Fiat, Motorola e Terra já utilizam a ferramenta no País. As negociações, porém, foram feitas com a equipe norte-america-

na do Twitter. Com o escritório comercial do Brasil, o objetivo é ampliar o número de parcerias, acrescentou Ribenboim. Mais comentados – O Twitter também divulgou um levantamento sobre os assuntos mais comentados na rede de microblogs em 2012 no País. O segundo jogo da decisão da Copa Libertadores da América foi o tema mais debatido pelos usuários brasileiros, com 3.548 tuítes por minuto. O último capítulo da novela "Avenida Brasil", da Rede Globo, veio em segundo lugar, com 3.031 tuítes por minuto. O capítulo da novela é seguido do primeiro jogo da final da Libertadores e da morte no Rio de Janeiro do humorista Chico Anysio. (Folhapress)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Empresas como Fiat, Motorola e Terra já utilizam a ferramenta de negócios do microblog.

Um ninho de ideias fúteis e libertadoras Fernando Porto

E

le consegue ser, ao mesmo tempo, arma de resistência de povos oprimidos contra governos ditadores e um instrumento de divulgação do mundo fútil das celebridades. É a face dúbia do Twitter, a rede de microblogs com mais de 140 milhões de assinantes e que passa a ter agora no Brasil seu escritório de representação. O fato de ser o terceiro escritório inaugurado fora dos Estados Unidos demonstra a força do País nesse serviço de mensagens de 140 caracteres – tanto em número de blogueiros atuantes como de seguidores. Vale relembrar, aliás, que um paulistano, Vitor Lourenço, radicado no Vale do Silício, foi chefe da equipe de design dessa rede social, criada em 2006, que passou a ser conhecida pelo passarinho azul. Assim como ocorreu com a rede social Orkut, que foi criada para o público americano, mas chegou a ter mais de 50% de usuários do Brasil antes de seu declínio, o Twitter dos brasileiros surpreende pelo impacto na comunidade web, a ponto de um brasileiro, o comediante Rafinha Bastos, ter chegado ao topo de uma lista do New York Times, no final do ano passado, como o dono do perfil de twitter mais influente do mundo, à frente de personalidades como Barack Obama. Essa lista da consultoria Twitalyzer, a partir de um medidor de influência, contava tanto o número de vezes que um nome era citado como o número de seguidores. O poder de influência se tornou um modelo de negócio do Twitter, no qual pessoas famosas passaram a receber dinheiro para tuitar (palavra também incorporada no nosso vocabulário) sobre um produto ou marca. Celebridades artísticas em baixa tentam também usar a legião de seguidores para fechar novos contratos. Foi então que surgiu o mercado negro de "venda de seguidores", denunciado recentemente em reportagem do New York Times, que mostrava a facilidade de se comprar milhares de seguidores falsos por programas que usavam contas de Twitter inativas. Não quer dizer, é claro, que não há números confiáveis na rede social. Além de servir para os fãs saberem os pensamentos – muitos fúteis, vale dizer – de seus ídolos, o Twitter se mostra, por outro lado, uma poderosa ferramenta de comunicação instantânea, com a qual cada pessoa comum se tornar um repórter de uma catástrofe, como foi durante as enchentes de Santa Catarina, ou uma voz contra a censura e opressão de governos ditadores, lembrando as denúncias de massacres em Myanmar, na Líbia, na Síria e outros países em conflito. E essa virtude libertadora já justificou a criação do microblog.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
DC 06/12/2012 by Diário do Comércio - Issuu