Campeão mundial no crack e vice na cocaína
Max
Cocaína e derivados já foram usados ao menos uma vez por 6 milhões de brasileiros. 2,6 milhões de adultos e 244 mil adolescentes usaram a droga sob alguma forma no ano passado – 78% aspiraram o pó; 5% fumaram crack, merla ou oxi; e 17% fizeram as duas coisas. Esses números estão em estudo do Inpad e revelam: o País é o maior no crack e o segundo na coca, atrás dos EUA. Pág. 10 Jornal do empreendedor
Ano 87 - Nº 23.704
Conclusão: 23h55
R$ 1,40
Página 4
www.dcomercio.com.br
São Paulo, quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Dragão da inflação chamusca os ganhos da nova poupança Alimentos pressionam IPCA, que bate em 0,41% em agosto, bem próximo do rendimento de 0,47% da poupança. Pág. 13
L.C. Leite/LUZ
Chalita defende 'poupatempo' do comércio irregular Em debate na ACSP, o candidato do PMDB à Prefeitura (na foto, ao lado de Rogério Amato) defende tecnologia contra burocracia e corrupção. Pág. 8
Reuters
Mais 5 'depósitos' no Banco dos Réus Com os votos de ontem no STF, 2 executivos do Rural estão condenados. Pág. 5
É tudo alvo para Assad Enquanto forças leais ao ditador realizam ataques aéreos (acima, escombros de igreja em Homs), oposição articula formação do Exército Nacional Sírio. Pág. 9 ISSN 1679-2688
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9 771679 268008
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Com uma carga tributária de proporção sueca acaso recebemos nós, contribuintes, serviços de qualidade nórdica? Roberto Fendt
pinião
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projeto de lei do orçamento da União para 2013, encaminhado pelo Executivo ao Congresso, contém previsão de receitas e despesas da ordem de R$ 1,2 trilhão. Caso essa previsão de receita venha a se materializar, a União estará se apoderando de 24,7% do PIB de 2013, um novo recorde. A esse percentual se adicionam as receitas próprias arrecadadas pelos estados e municípios, o que elevaria também para novo recorde a carga tributária global. Faz sentido tudo isso? Já não temos a maior carga tributária entre os países de nosso nível de renda? Com uma carga tributária de proporção sueca acaso recebemos nós, os contribuintes, serviços de qualidade nórdica? Uma rápida leitura dos pressupostos das projeções mostram que o receio de um avanço maior do Estado sobre o bolso dos contribuintes pode estar sendo exagerado. Primeiro, a lei de diretrizes orçamentárias (LDO) de março último, que estabeleceu os valores das principais premissas do orçamento, estipulou taxas de crescimento da economia de 3% em 2012 e 5,5% em 2013. As projeções dos analistas, publicadas semanalmente pelo BC no Boletim Focus situam-se bem abaixo desses percentuais. Na edição do dia 31 de agosto, a projeção para o crescimento do PIB em 2012 é de 1,64%; e para o de 2013, de 4%. Há um descompasso entre o que prevê de crescimento na LDO para os dois anos (8,7%) e o que estima o mercado (5,7%). Trata-se de expressiva diferença de três pontos percentuais, suficiente para pôr em dúvida as projeções para o crescimento da receita tributária no próximo ano.
Miragens orçamentárias
ROBERTO FEND três etapas. A primeira é o envio ao Congresso para aprovação, no primeiro ano do mandato de cada presidente, de um Plano Plurianual, cobrindo os anos seguintes e o primeiro do mandato do sucessor. Esse documento estabelece as diretrizes, os objetivos e as metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes, e para os programas de duração continuada. A LDO, encaminhada até o final de março de cada ano – e sempre consistente com o Plano Plurianal – compreende as metas e prioridades para o exercício subsequente, orientando assim a elaboração da lei orçamentária do ano seguinte.
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Também as premissas relativas à inflação e à taxa de câmbio parecem discrepar de forma significativa das expectativas dos agentes econômicos. Para o IPCA, por exemplo, que norteia o regime de metas de inflação, a LDO previu 4,5% para o próximo ano, enquanto
o mercado é mais pessimista (5,51%). Para a taxa de câmbio, consta na LDO uma taxa média de R$ 1,84 em 2013, versus R$ 2,00 no entender do mercado. É desnecessário dizer que o futuro a Deus pertence, mas é mais crível uma projeção efetuada em agosto do
que outra, feita no primeiro trimestre do ano. Parte do problema decorre do processo de orçamentação estabelecido na Constituição. A Carta estipula no Título VI, Capítulo II, Seção II, arts. 165169, que a elaboração dos orçamentos anuais passe por
ão deveria causar suprema, portanto, que em um ambiente de grande volatilidade do crescimento do PIB e da inflação, as premissas fixadas na LDO não correspondessem mais às novas expectativas à época de elaboração do orçamento. Há, contudo, graves problemas decorrentes dessas diferenças nas premissas e da possibilidade de frustração da arrecadação tributária. A despesa é fixada com base na estimativa da receita e uma receita maior autoriza incorporar no orçamento despesas também maiores. Entraremos em 2013 com um valor expressivo de desonerações tributárias, promo-
vidas pelo Executivo com o objetivo de contrarrestar a tendência recessiva da economia. E sabemos que, por definição, desonerações reduzem a base de arrecadação dos tributos e contribuições sobre os quais atua. Com a expectativa de receita maior haverá a tentação irreprimível de ampliar programas já existentes e criar novos, sem que esteja assegurada a fonte de recursos para o seu custeio.
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roblema maior, decorrente do aumento dos gastos sem a contrapartida de aumento da receita, é a frustração com o superavit primário necessário para efetuar o pagamento do serviço da dívida pública – e evitar que esta entre em uma trajetória explosiva de crescimento. Cabe ao Congresso Nacional, na discussão e aprovação do projeto de lei orçamentária, sopesar os argumentos favoráveis e contrários à expansão da receita tributária em 2013, ajustando ponderadamente a despesa e resguardando o saldo primário, fiel da estabilidade fiscal. Já temos problemas suficientes para enfrentar no próximo ano, como as incertezas do cenário externo e a aceleração da inflação. Não precisamos criar, em 2013, miragens orçamentárias que ponham em risco a responsabilidade fiscal. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA
TRAVAS ENCOLHEM AS COMPANHIAS ABERTAS H
oje temos 361 companhias abertas listadas. Em 1998 tínhamos 599. Atualmente a Índia tem 6.788 companhias listadas e a China, mais Hong Kong, tem 3.876. Austrália e Malásia têm 1.978 e 917, respectivamente. Há 20 anos a China não tinha ações na Bolsa e a Bolsa na Índia era nanica. Não temos lideranças, ideias e iniciativas de vencedores. Em 1996 nos Jogos Olímpicos, a Grã Bretanha obteve somente 1 medalha de ouro, enquanto o Brasil obteve 3. A Grã Bretanha se movimentou. Finalizou os jogos de 2012 com 29 medalhas de ouro e com a imagem merecida de líder/vencedor. Ficamos estagnados com 3 medalhas de ouro. A Grã Bretanha perdeu a imagem de país nanico/voltado para o passado. É um país potência em todos os sentidos. Houve ambições para mudanças, planos e aderência a planos. O salto de 361 companhias abertas para 2.000 , no Brasil, não é algo
tão ambicioso. Crescer é mais fácil e natural do que encolhimentos; veja-se os exemplos acima. Sairmos de 361 empresas listadas exige vontade e interesse das entidades ligadas ao mercado de capitais. Pois 2.000 empresas listadas trazem enormes benefícios, tais como mais de um milhão de empregos diretos e indiretos, excelência de ambiente profissional, prestação de contas com transparência, mais empreendedorismo, mais investimentos etc. É a maneira mais eficiente para promover a democratização efetiva da economia. Quando o pleito é bom, as travas impeditivas podem ser levantadas.
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s EUA também tiveram expressivo encolhimento de empresas listadas. Em 1997 tinham 8.823 delas, enquanto em fevereiro de 2011 tinham caído para 5.091 . Mas já foram tomadas medidas efetivas para a retomada e recuperação de sua
CHARLES HOLLAND exuberância econômica. Em 2012 foi aprovado pelo Congresso americano e sancionado pelo presidente Barack Obama o "American Jobs Act". O objetivo é criar milhões de novos empregos, via facilitação e incentivos para a abertura de capital de empresas emergentes com faturamento anual menor que US$1 bilhão. A soma de todos os incentivos aprovados nos vários projetos inerentes à criação de empregos, em especial via crescimento de novas empresas listadas, gira em torno de quase US$ 1 trilhão. No Brasil, qual é a extensão atual de incentivos e bondades? Ao que me consta, nada semelhante está sendo pleiteado pelas entidades profissionais e de classe, nem contemplado pelo Governo. Poucos sabem que no
Brasil 80% da arrecadação das pessoas jurídicas é concentrada em 10.000 empresas. E que 20% da arrecadação remanescente é distribuída entre 170 mil empresas no regime do lucro real, 600.000 empresas no regime do lucro presumido (receitas anuais até R$ 48 milhões) e 4.000.000 no regime do Simples (receitas anuais até R$ 3.600.000). A carga tributária para as empresas no regime do lucro real é substancialmente mais complexa e bem acima da média mundial; a carga tributária das empresas no regime do Simples é expressivamente abaixo da média mundial. As empresas no Simples estão até dispensadas pelo Código Civil para fazerem prestação de contas entendível, via contabilidade. As empresas no regime
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
do lucro real estão sujeitas a encargos trabalhistas de 20%, mais contribuições obrigatórias de 6 a 9% (SESC, Senai, educação, Incra, seguro etc.). Já as empresas no regime Simples estão sujeitas a encargos trabalhistas de 1,25% a 4,60%. Os outros impostos IRPJ, CSLL, COFINS, PIS, ICMS e IPI também são ínfimos.
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m 1972 as empresas no regime do lucro real (inexistiam naquela época o regime do lucro presumido e o Simples) tinham uma carga tributária 50% menor do que a atual. O imposto de renda era de 27%, pagável a partir de maio do ano seguinte, em 10 prestações sem correção monetária (inexistia a previsão de correção monetária). A carga tributária efetiva, considerando os incentivos fiscais e valor presente girava em torno de 20%. Não havia ICMS, e sim ICM – 14%. A área de energia e comunicações estavam sujeitas a uma tributação pequena. Hoje, o ICMS mínimo para comunicações
e energia parte de 18%, excluindo-se os pequenos consumidores de energia. Todos os impostos são cobrados de forma indireta (invisível). No Brasil temos 4 impostos de valor agregado (IVA) : ICMS, IPI, COFINS e PIS. Na Europa, só há um, o IVA. Nos EUA não há IVA.
É
essencial para o Brasil resgatar a ambição, promovendo algo semelhante ao "American Jobs Act" num futuro próximo, descontinuando a concentração de arrecadação dos impostos sobre poucas empresas. As entidades profissionais e de classe precisam a aprender a defender atualizações nas leis, e metas mais ambiciosas de crescimento da nossa economia. De 1972 a 2012, o crescimento mais expressivo só ocorreu no tamanho do governo e no volume de impostos. CHARLES HOLLAND É CONTADOR, CONSELHEIRO INDEPENDENTE DE COMPANHIAS ABERTAS E FECHADAS E DIRETOR EXECUTIVO DA ANEFAC.
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
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pinião
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uando especialistas são, na verdade, socialistas, a solução para os problemas pode estar no bom senso das pessoas comuns. Ano de eleição municipal é ano também de assistir a ataques ao capitalismo com variados disfarces: um recorrente é a crítica impiedosa aos "automóveis" e a estigmatização de seus proprietários e usuários, tachados de "individualistas" insensíveis, egoístas que pensam apenas em seu próprio benefício. Mesmo que desconsideremos a verdade óbvia de que, ao comprar e usar um automóvel, seu dono movimenta a economia de maneira decisiva, gerando empregos e estimulando investimentos, ainda sobra a defesa do direito de ir e vir, amparado pela lei, que – recordemos mais uma vez – permite tudo aquilo que não esteja expressamente proibido (e não o contrário). Não há licença para "exercer" tal direito: sua garantia é a própria democracia. Pessoas não usam seus carros porque querem o mal dos semelhantes ou dos pedestres: elas o fazem porque necessitam fazê-lo, e também porque é mais conveniente segundo seus próprios interesses. No caso das grandes metrópoles brasileiras, o carro é também um sinônimo de maior segurança (ainda que a violência contra os motoristas seja grande, a sensação é melhor do que a de estar desprotegido no meio de estranhos dentro de um ônibus, por exemplo). Enfim: não há "mal" inerente ao uso dos automóveis. Há , muito antes, circunstância e conveniência. Sempre que empreendem discursos virulentos e empolados contra os automóveis, burocratas, acadêmicos e "especialistas" citam as maravi-
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PESSOAS NÃO USAM CARROS PORQUE QUEREM O MAL DOS SEMELHANTES OU DOS PEDESTRES. credito
FELIPE ATXA veis e gastando combustível entre um passageiro e outro. É muito mais fácil convencer alguém a trocar seu carro de passeio pelo conforto de outro carro (o táxi), oferecendo preço justo (livre de impostos), segurança, conveniência para pagar, fidelização, integração com outros transportes, etc. Isso se, na verdade, não queremos punir e torturar mais cidadãos obrigando-os a usar um meio de que não gostariam.
I Ônibus e metrô circulam cada vez mais lotados e os táxis, cada vez mais vazios. Isso poderia mudar.
Táxis, ônibus e a nova "luta de classes". lhas de grandes cidades como Nova York e Londres, onde uma significativa parte dos habitantes prefere não usar (ou mesmo não possuir) carro particular para locomover-se. Convenientemente, porém, esquecem-se de falar que a alternativa utilizada em relação ao veículo próprio não é o transporte coletivo, mas muito antes o táxi – que reproduz e atende com maior fidelidade o interesse e a necessidade da-
queles que, em outro caso, dirigiriam por conta própria. Por trás da crítica ao automóvel está, na verdade, uma crítica ao uso de escolhas individuais ("burguesas"). A imposição de sanções aos carros e sua substituição compulsória pela panaceia do "transporte coletivo", travestida de preocupações humanitárias com o "excesso de trânsito" ou com a "emissão de poluentes", reproduz em escala do-
méstica e municipal a velha e boa luta de classes reciclada. Ao propor o pedágio urbano, ao exigir mais taxas e tributos, ao erigir toda sorte de dificuldades aos estacionamentos particulares (inclusive aos localizados em centros de compras, com regulações irrealistas e absurdas), especialistas-socialistas ensaiam sua utopia totalitária de controle social e redesenho da sociedade segundo suas próprias preferências.
Se estivessem, de fato, interessados em melhorar a vida das pessoas nas grandes cidades perceberiam que, enquanto metrôs e ônibus circulam cada vez mais lotados (lotação que inevitavelmente aumentaria caso mais proprietários de veículos desistissem de seus automóveis), são os táxis vazios a real válvula de escape do sistema: basta perceber como estes circulam para lá e para cá, pelas ruas da cidade, disponí-
ntegrar os táxis das grandes cidades via GPS, direcionando-os em seus intervalos entre um passageiro e outro para rotas de ônibus saturadas, por exemplo, em tempo real, diminuiria a vacância, esvaziando ao mesmo tempo os transportes públicos e as vias principais com rotas alternativas sugeridas automaticamente. Aplicativos de celulares poderiam integrar os passageiros ao sistema, propondo táxis vazios na região para usuários em movimento interessados em locomover-se em determinada hora (e, assim, deixar o carro na garagem). Tudo informatizado, garantindo a plena liberdade de escolha aos cidadãos ("diminuir o tráfego" não é pretexto forte o suficiente para cassar direitos) e não iludindo a opinião pública com boas intenções a escamotear agenda política da esquerda. FELIPE ATXA É MICROEMPRESÁRIO E ESCREVE PARA O SITE WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR
BRASIL, BURACO 2020. H
á cerca de uma década vimos apontando mazelas e descrevendo o "país do futuro". Ceteris paribus, sem futuro aparente. Para haver futuro será necessário mudar tudo. Da maneira como vamos, não haverá recursos para nada em 2020. Isso sob a descrença de muitos que nos leem e ouvem. Mas somos realistas e a realidade está ai, à frente de todos, para quem quiser entendê-la. Temos ouvido que o País já tirou milhões de pessoas da pobreza, encaixando-as na classe média. Que mais gente está comendo e melhor. Que está consumindo e o mercado consumidor é cada vez maior. Que mais gente está estudando, com milhões a mais nas universidades. Que o país está crescendo muito. Que nós é que não estamos vendo o que está acontecendo. Pois é. O que é a cegueira... O problema é que tudo isso é falso, uma fantasia criada para iludir os incautos. As pessoas estão sendo iludidas e fica tudo por isso mesmo. Enxerga-se a árvore em detrimento da floresta. Podemos dizer que estão vigiando determinadas árvores e que estas não estão sendo mortas. Enquanto isso, a floresta está em pleno desmatamento. É essa exatamente a situação que estamos vivendo. Se não, vejamos. Para começar, o País considera, segundo a SAE – Secretaria de Assuntos Estratégicos (da Presidência da República) –, como classe média quem tem renda familiar per capita entre R$ 291,00 e R$ 1.019,00 mensais. E esse contingente social é 54% da população, o maior do país. Se R$ 291,00 é valor para classe média, e uma família de quatro pessoas está nessa categoria com uma renda familiar de R$ 1.164,00 estamos mais em pânico do que nunca. Obviamente, não há como uma família de quatro pessoas, com essa renda, menos de dois salários mínimos, ter casa, carro, estudar, se vestir bem, ter um convênio médico decente etc. E sem isso, não há como se falar em classe média, mesmo que baixa. Uma renda per capita de apenas um salário mínimo já não poderia, em nossa opinião, ser considerada classe média num país com nível de vida dos mais caros do planeta. Tudo nos EUA, por exemplo, custa bem menos que aqui, e lá a renda per capita é cinco vezes maior que a nossa. As pessoas estão comendo e consumindo um pouco mais porque o País está lhes dando dinheiro a fundo perdido, via bolsa-esmola, sem que façam algo em troca. Enquanto isso, nossa infraestrutura – portos, rodovias, ferrovias etc. – está destroçada. Nossa matriz
de transporte é a pior do mundo. Todo este contingente de pessoas poderia ser alocado para construir portos, rodovias, ferrovias – ganhando e consumindo mais, com dignidade. Nós investimos 0,49% do PIB em infraestrutura. A China e a Rússia, 5%. A Índia, 4%. Acreditamos que todos ficariam mais felizes, e bem melhor financeira e economicamente, trabalhando pelo País. Bastaria haver investimento na área. Melhorando a infra-estrutura, ficaríamos mais competitivos e o emprego e consumo seriam ainda maiores. E levando benefícios à importante atividade de comércio exterior, em que não somos quase ninguém, com 1,3% do comércio mundial. Estamos colocando mais gente nas universidades, mas sabemos a que preço: um bom contingente sem a devida preparação básica para isso, já que o ensino fundamental é péssimo. Assim, o nível vai caindo, enquanto a quantidade de universitários e de formados vai aumentando. Melhora a estatística e pioram a cultura e educação. Há poucas semanas duas matérias da Folha
de São Paulo tinham como títulos "Brasil: Rico ao investir, pobre ao educar" e "Entre os universitários, 38% não sabem ler e escrever plenamente". Nossos empregos não conseguem ser ocupados adequadamente, o que vai levando o País cada vez mais para o buraco 2020. Em uma olimpíada internacional, em 2011, ficamos, em leitura, matemática e ciências, na 53ª, 57ª e 53% posições. A China, considerando Xangai, na 1ª posição em todas. A Coreia, que estava na situação igual à do Brasil nos anos 70, está na 2ª posição em tudo. O funcionalismo público aumentou significativamente nos 10 anos passados. E seus aumentos salariais foram bem maiores que os da sociedade "comum", inflando mais ainda os gastos públicos. Os desvios financeiros são recordes na história nacional. E temos a mais elevada carga tributária do mundo. Está, por ora, em 36% do PIB. Era de 13% em 1948 e de 22% em 1989. Cresce todos os anos, retirando
SAMIR KEEDI da população a renda que deveria ir para o consumo. E não vale citar alguns países europeus com carga tributária absoluta maior que a nossa: lá ha retorno. A nossa é a maior do mundo em termos relativos. E até absolutos, se tivermos que dar ao governo o suficiente para nos proporcionar, pelo menos, a saúde, educação e segurança que não nos são dados com os impostos pagos. Nesse caso, ela está por volta de 45/50%, maior do mundo também em termos absolutos.
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ara compararmos apenas com alguns países, nos EUA ela é de 24%; no Japão. 28%; no Chile, 18%; na Suíça, 30% e no Canadá, 31% segundo a OCDE/IBPT 2009. Em face da nossa enorme, impagável e crescente dívida interna, que em abril de 2012 chegou a R$ 2,7 trilhões, pagamos em 2011 a bagatela de R$ 237 bilhões em juros, em face da mais alta taxa de juros no mundo. E ela era de R$ 89 bilhões em 1994, R$ 1,1 trilhão em 2002 e R$ 2,4 trilhões em 2010. E poderá ser, pelo andar da carruagem, entre R$ 4 e R$ 5 trilhões em 2020. Assim, em 2020 não haverá dinheiro para bolsa-esmola, aposentadorias, juros e principal da dívida, para o funcionalismo. A menos que a carga tributária continue crescendo para o nível de 50/60/70% ou mais. O que deixará quase nada para o consumo e crescimento da economia. Ou seja, o caos absoluto. Tudo o que está aqui não é fantasia, mas realidade, e está disponível a todos. E o que está por vir pode ser um futuro negro. Ou grafite, ceteris paribus. SAMIR KEEDI É BACHAREL EM ECONOMIA, PROFESSOR DE UNIVERSIDADE E DA ADUANEIRAS E AUTOR DE VÁRIOS LIVROS EM COMÉRCIO EXTERIOR . SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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GibaUm
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ministro Ricardo Lewandowski garante que não teve caviar no casamento de sua filha, no interior de São Paulo.
gibaum@gibaum.com.br
k Eu não acredito que tenha existido mensalão. Foto: Paula Lima
O PRB, partido criado sob inspiração de Edir Macedo (seu presidente, Marcos Pereira, é bispo licenciado da Universal), mandou, no começo da semana, 700 cabos eleitorais às ruas, com camisetas, bonés e bandeiras com a estampa do candidato Celso Russomano. Agora, está reforçando o esquadrão com mais 300 cabos eleitorais nos bairros de grande volume de eleitores. Nas últimas duas semanas antes do pleito, o partido coloca mais mil cabos eleitorais em campo. A transparência das despesas do PRB ainda não apareceu na internet. Este ano, o partido teve direito a R$ 3,7 milhões do Fundo Partidário (nível nacional), ou seja, 1,97% do total dos R$ 286 milhões pagos aos partidos. Resumo da ópera: há quem aposte que a igreja de Macedo é que esteja bancando a campanha. 333
CANETA ESPIÃ A Operação Regen da Polícia Civil de Brasília, munida de mandado de busca e apreensão, recolheu documentos, armas e até uma caneta espiã que o ex-deputado epresidentedoDEM/DF,Alberto Fraga, guardava em um cofre bunker que mantinha num aparthotel de lá. O conteúdo tramita no STJ e há gravações de Edson Sombra, do delator Durval Barbosa e outros que José Roberto Arruda considerava como inimigos. Parte das imagensfoicensuradaporque comprometia a vida pessoal de inocentes. Mais: o nome da operaçãosignifica,namitologia nórdica, “anão da ganância”.
A ex-diretora da Vogue francesa, Carine Roitfeld (primeira foto à esquerda), acaba de lançar em São Paulo, na Livraria da Vila, no Shopping Cidade Jardim, seu livro Irreverent , onde, em 368 páginas, passa em revista os melhores momentos de seus trinta anos de carreira. Depois do evento, ganhou jantar em sua homenagem de Mariana e Zeco Auriemo. Carine veio junto com o filho Vladimir Restoin-Roitfeld e entre tantos que estavam lá, da segunda foto à esquerda para a direita, viam-se o fotógrafo Mário Testino, Cris Lotaif, ex-Saddi, agora casada com Philippe de Nicolay, filho da famosa Marie-Hélène de Rothschild, o estilista Pedro Lourenço e a modelo Isabeli Fontana.
O livro de Carine
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333 Três relatórios feitos pelo PSDB a partir de dados da CPI do Cachoeira, já ameaçada de virar pizza , revelam que os envolvidos com o contraventor movimentaram R$ 29 bilhões entre 2002 e 2012, sendo que 80% dessas operações aconteceram à partir de 2008. Pela Delta, no mínimo, passaram R$ 24 bilhões e cerca de R$ 7 bilhões desse total tiveram origem ou destino numa conta da empreiteira de Fernando Cavendish no HSBC. Já relatório da Polícia Federal estima a fortuna dos investigados em R$ 167 milhões. Referem-se a 74 terrenos, 58 apartamentos, 36 fazendas, 3.400 cabeças de gado, 32 motos, 21 empresas, 18 prédios, 13 casas, quatro caminhões, salas comerciais, e 51 carros – e no meio deles, quatro Porsche.
Na rota da corrupção
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Noite dessas, num dos episódios da série Franklin & Bash (Sony), sobre as aventuras de dois advogados (adoram uma chicana), quando um dos personagens queria definir novos hábitos dos gays das grandes cidades, à certa altura, diz que “se ele tem um Mini-Cooper, não há dúvida de que é homossexual”. Nos Estados Unidos, até o Page Six já dedicou várias notas sobre a suposta identificação e, entre São Paulo e Rio, há comentários semelhantes em rodas de entendidos no assunto. 333
FORA DA ROTA Não é apenas o candidato doPT,FernandoHaddad,que nãoconhecedireitoSãoPaulo: também Ratinho Junior (PSCPR), candidato a prefeito de Curitiba, desconhece a cidade. Esta semana, postou no Facebook: “Hoje, visitei o Hospital Angelina Caron, aqui em Curitiba...” O Angelina Caron fica em Campina Grande do Sul, cidade de Região Metropolitana de Curitiba. Mais: no programa eleitoral,RatinhoJuniorafirmou que,comodeputadoestadual (hoje é federal) impediu a venda da Copel, estatal de energia. Só que o governo do Paraná tentou vender a empresa em 2001 e Ratinho Junior tomou posse como deputado estadual em 2003. 333
333 O PMDB é o único partido que não tem pré-candidato a presidente da República em 2014: Michel Temer quer repetir a dobradinha com Dilma Rousseff que está disposta a não provocar desgastes com o aliado. Um dos ministros ligados ao Planalto resume: “É melhor ter um PMDB na mão do que um PMDB e um PSB voando”. Por conta disso, a presidente está até disposta a abrir mão de sua pretensão de emplacar o atual ministro Edson Lobão, de Minas e Energia, para a presidência do Senado e – surpresa – encampar a candidatura de Renan Calheiros.
PERFUME Na semana que vem, durante o evento de moda Fashion’sNightOut,promoção de Vogue (em São Paulo, no shopping Cidade Jardim e PátioHigienópolisenoRio,no shoppingLeblonenoFashion Mall), Juliana Paes lança perfume que leva seu nome acoplado à palavra Essence . É a primeira celebridade brasileira a ganhar uma fragrância desenvolvida por grupo estrangeiro, o Grupo Puig, que detém as marcas Carolina Herrera, Valentino, Prada, Paco Rabanne, Antonio Banderas e Shakira. 333
MISTURA FINA 333 O MINISTRO Francisco Falcão, que acaba de assumir o lugar de Eliana Calmon no CNJ – Conselho Nacional de Justiça, nem esquentou a cadeira e já está avisando: “Defendo que nenhuma autoridade pública tenha garantidos sigilos bancário e fiscal”. Mais: seu nome também já está na lista dos cotados para as vagas de Cezar Peluso e Ayres Britto (essa, em novembro) no Supremo.
O MARQUETEIRO da campanha de Gabriel Chalita (PMDB) à prefeitura de São Paulo é Manoel Canabarro e foi levado pelo deputado federal Eduardo Cunha. Ele recebeu um aviso e tanto do vice-presidente Michel Temer: se a candidatura não decolar nos próximos quinze dias, o partido poderá recuar e fazer uma recomposição com outro candidato.
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333 De ascendência indígena, nascida em Juazeiro do Norte, no Ceará, a modelo e atriz Suyane Moreira, desembarcou no Bataclã, o cabaré da novela Gabriela, onde foi campeã de cenas de nudez na pele de Mara , até dada de presente a Nacib (Humberto Martins) em sua despedida de solteiro. Ela foi uma das finalistas do Supermodel of the World de 2000, assinou com a Ford Models e ganhou popularidade em Araguaia e As Brasileiras (episódio A Selvagem de Santarém ). Casada com Mauricio Ribeiro, ela agora brinda seus admiradores com um replay no Paparazzo (já apareceu lá em 2008).
De Juazeiro ao Bataclã
Nariz é isso
O GAME show MegaSenha, comandado por Marcelo Carvalho, que estava de férias, não foi gravado nas últimas três semanas – e poderá continuar sem chance de gravação. É que a RedeTV! deve à empresa que desenvolveu o software que cuida das perguntas e respostas.
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SE os relógios Michael Kors permanecem em voga (surgiram na cola dos Swatch que, agora, à propósito, está lançando nova linha), as bolsas assinadas pelo estilista americano estão em alta, especialmente depois que a vilã Carminha (Adriana Esteves) passou a usar uma na novela Avenida Brasil. Lá fora, a bolsa de Kors custa US$ 400 e as importadas legalmente chegam a R$ 1.600. E as genéricas – realmente semelhantes – perto de R$ 300. 333
Quem está chegando ao Brasil é o escocês Richard Paterson, considerado o papa do uísque. Ele é tão respeitado no mundo dos destilados que ganhou o apelido de The Nose (O Nariz) e seu orgão olfativo está avaliado em US$ 2,7 milhões pela Lloyd’s. Master blend do grupo Whyte & Mackay, Paterson vem para o lançamento do lendário Dalmone King Alexander III, envelhecido em seis diferentes barris especialmente selecionados. Na semana que vem, haverá eventos em São Paulo, Rio e Recife que, para quem não sabe, é a cidade com maior consumo de uísque per capita do mundo. 333
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Estilo uniforme militar.
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Questão de fama
"Comemos mesmo frango com polenta". Lembrava seus tempos de ABC e é o prato favorito de Lula.
Vale até Renan
LULA // ex-presidente da República, em entrevista ao jornal The New York Times.
Força-tarefa
3 MAIS: e até ironizava:
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Estilo safári.
NEM SÓ do bispo Edir Macedo e dos pastores da Igreja Universal do Reino de Deus vive o candidato a prefeito de São Paulo, Celso Russomano. Agora, deverão apoiar sua candidatura os famosos da Renascer, a bispa Sonia Hernandes e o apóstolo Estevão Hernandes. São aqueles que cumpriram pena de prisão em Miami por esconder dólares dentro da Bíblia. 333
Brincando de boneca “Voe como uma borboleta, pique como uma abelha” – é uma das frases de Muhammad Ali, sempre citada por seu fã Anderson Silva, que aparece na entrevista da nova Playboy, fazendo confissões. Uma delas: “Eu brincava de boneca, brother. Eu brincava com as minhas primas, com as minhas irmãs. Eu penteava as bonecas. Normal. Eu botava tamanco, usava vestido. Tinha 13,14 anos. Não estou brincando”. Anderson Silva também acha que “deve ter homossexuais no UFC”. E acrescenta: “Quando dava aula em Curitiba, tinha uns seis alunos de jiu-jitsu que eram boiolas. Eram, não. Que são.” 333
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
5 CONTAGEM Desde o início do julgamento do Mensalão, o STF já condenou sete.
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QUEM CASSA Legislativo e Judiciário discutem que tem o direito de cassar Cunha.
Supremo condena núcleo financeiro Para a maioria dos ministros, seis deles, houve fraude no Banco Rural e a responsabilidade recaiu sobre a cúpula: Kátia Rabello e José Roberto Salgado. José Cruz/ABr
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Ricardo Lewandowski: revisor do Mensalão foi acompanhado pelos demais ministros ao votar pela absolvição de Ayanna Tenório.
Relator volta a contestar o revisor Joaquim Barbosa não concordou com a absolvição de Ayanna Tenório pelo ministro Ricardo Lewandowski.
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relator Joaquim Barbosa no julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) rebateu ontem o revisor Ricardo Lewandowski e afirmou que não é possível acreditar que a ex-vice-presidente do Banco Rural, Ayanna Tenório, agiu com "candura". O revisor divergiu do relator e votou pela absolvição de Ayanna e do atual vice-presidente da instituição, Vinicius Samarane, da acusação de crime de gestão fraudulenta. Lewandowski disse que não havia provas contra eles que e eram, na época, apenas fun-
Nelson Jr./SCO/STF
cionários sem poder decisório para conceder ou renovar empréstimos. Barbosa reagiu. "Ayanna assinou, sim, a renovação de mútuos, apesar da assistência do dossiê dos empréstimos e pareceres da área técnica alertando para o risco elevadísimo da operação". Para Barbosa, a pessoa que é "vice-presidente, e assina um contrato nessas condições, é evidente que não podemos considerar com candura", justificou. "Ela disse que não tinha conhecimento técnico. A área técnica disse não assine e ela fez o contrário", completou. (Folhapress)
cúpula do Banco Rural foi condenada ontem pelo crime de gestão fraudulenta, durante julgamento do Mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Dois dos seus integrantes, a ex-presidente Kátia Rabello e o ex-vice-presidente José Roberto Salgado, para a maioria dos ministros, seis deles, simularam empréstimos e liberaram recursos para o esquema. Votaram pela condenação o relator Joaquim Barbosa, o revisor Ricardo Lewandowski e os ministros Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Carmen Lúcia. O ex-diretor e atual vicepresidente do Rural, Vinicius Samarane, foi absolvido apenas por Lewandowski e condenado, por enquanto, por cinco magistrados. Se a sentença for confirmada, a pena imposta a ele será bem menor, como antecipou o relator. Até o momento, a ex-vicepresidente Ayanna Tenório é a única que ainda tem chance de ser absolvida. Ela recebeu cinco votos e apenas uma condenação, do relator, que chegou a divergir do voto do revisor (leia à esquerda). Fraudes – Kátia e Salgado foram condenados pela maioria dos ministros por fornecer empréstimos ao PT e às empresas de Marcos Valério sem as devidas garantias, com informações falsas sobre os riscos das operações e sem cumprir normas do Banco Central. Com isso, são sete os condenados. O dinheiro entregue ao PT (R$ 3 milhões) e às empresas de Marcos Valério (R$ 29 milhões), serviu para alimentar o Mensalão, conforme o Ministério Público Federal, além de permitir a distribuição dos recursos para parlamentares e proteger os beneficiados ao
omitir informações dos órgãos de controle, como o Banco Central e o Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf). Kátia e Salvado eram os principais dirigentes do Rural na época e, por isso, responsabilizados pelas fraudes. A ministra Rosa Weber justificou seu voto dizendo que "mal comparando, nos crimes de guerra, em geral, punemse os generais. Do mesmo modo, nos crimes administrativos, a culpa recai sobre seus administradores". Uma beleza – Para os ministros, os empréstimos foram concedidos sem que o Rural sequer soubesse se os beneficiários, Marcos Valério e os representantes do PT, teriam condições de pagá-los. E foram renovados seguidamente, sem cobranças, o que ocorreu apenas quando o Mensalão foi denunciado. De acordo com a denúncia, os empréstimos não seriam quitados. Em troca, a instituição receberia benefícios no governo. O MP sustentou que o Rural tinha interesse na liquidação do Banco Mercantil, um "pote de ouro" de R$ 1 bilhão se acontecesse. O argumento foi contestado pela defesa. Na liquidação, o Rural recebeu R$ 96 milhões, "estritamente por sua participação acionária de 22%", disse Márcio Thomaz Bastos. (AE)
Leia mais sobre o Mensalão na página 6 Joaquim Barbosa: relator diz que não dá para acreditar em candura.
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Quando o Judiciário decide, principalmente o órgão máximo do Judiciário, apenas cabe cumprir a decisão. Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal.
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Balizas para crimes do colarinho branco
Punição a João Paulo já divide a Câmara e o STF Nem todos os parlamentares concordam que a última palavra sobre possível cassação seja do tribunal Nelson Jr./SCO/STF – 31.8.12
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questão política, por ser a mais popular, ainda mais por se tratar de imputações de corrupção no mundo político, tem ocupado a maior parte das atenções dos que acompanham o julgamento do Mensalão. Mas para quem está mais enfronhado no território do direito e do Judiciário, dos chamados operadores do direito e do mundo empresarial, os votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e suas decisões são acompanhadas com uma atenção tão ou até maior do que aquela que se dá ao destino dos réus denunciados pelo procurador geral da República, Roberto Gurgel. Algumas definições dos ministros a respeito de crimes como lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta em instituições financeiras e mesmo corrupção ativa (o papel do corruptor), muitas delas ligadas ao mercado financeiro e de capitais terão profundos reflexos mesmo após encerrado o julgamento, com condenações ou absolvições, pouco importa. Elas podem, de acordo com muitos analistas, ter influência em votos futuros do Judiciário em casos dessa área, sem ligações com a política. Um dos temas que mais tem chamado a atenção é especificamente o de lavagem dinheiro, ainda sem grandes definições no País por parte da jurisprudência. Por isso, o profundo esforço dos advogados de defesa do chamado núcleo financeiros do Mensalão, no caso da dona e executivos do Banco Rural, para contestar com novos memoriais a denúncia de Roberto
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA Gurgel e os votos de Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Eles não estão apenas fazendo seu trabalho de fazer o melhor possível para seus clientes. Buscam parâmetros para um tema que vai chegar cada vez mais aos tribunais brasileiros. Pode-se estar estabelecendo jurisprudências e procedimentos para muitos desses crimes. Não foi por outra razão que, num evento da Febraban em São Paulo na segunda-feira, o Congresso de Combate e Prevenção à Lavagem Dinheiro, o julgamento da Ação Penal 470 tenha sido uma referência constante. A conclusão é a de que o STF está definindo no Mensalão novas balizas para o chamado crime do colarinho branco. "As balizas do STF serão importantes para o combate a organizações criminosas" – disse durante os debates o procurador Rodrigo de Grandis, do Ministério Público Federal em São Paulo. Esta é a maior contribuição do julgamento do Mensalão para as instituições brasileiras. Mais do que a chacoalhada que está dando no planeta da política.
7 de setembro terá marchas anticorrupção Armando C. Serra Negra
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nimados com o desenrolar do julgamento do Mensalão, os grupos sociais prometem sair às ruas novamente no feriado de amanhã. "Temos confirmadas 70 cidades em todo o Brasil, com cerca de 300 mil pessoas nas ruas, mas a avaliação está longe de se concretizar, pois a maioria dos internautas aperta o botão de presença mas não comparece", confere Carla Zambelli do grupo Nas Ruas/SP. Ela se refere ao ativismo preguiçoso: militar sem sair de casa. "Protestar só na rede também vale". Carla acredita que pelo menos 500 pessoas estarão no MASP amanhã, a partir das 14h. Em pauta: 1) justiça no julgamento do Men-
salão; 2) fim do voto secreto parlamentar; 3) homenagem à ministra Eliana Calmon. Mas a maior animação deve se dar em Brasília, berço dos movimentos de protesto online. Lá, em 2011, as irmãs Lucianna e Daniella Kalil se surpreenderam com 30 mil pessoas na Marcha Contra a Corrupção – evento pioneiro no Brasil via Facebook. "Tínhamos visto no Dia Internacional Contra a Corrupção (09 de dezembro) um evento bacana, o pessoal caminhando e andando de bicicleta, mas sem nenhum apelo nas redes sociais. Então criamos a página e marcamos o evento para o dia 7 de setembro", avisa Daniella. Apesar de um pouco afastadas da militância, elas acreditam que a manifestação de Brasília deve repetir o sucesso registrado no ano passado.
Wilson Pedrosa/AE
Luciana e Daniela Kalil: "A marcha deve repetir o sucesso de 2011".
Mensalão
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ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), advertiu ontem que é "impensável" o Congresso se opor a cumprir uma eventual sentença que determine a perda de mandato do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP). Diante da possibilidade de o STF ordenar a cassação do parlamentar ao final do julgamento do Mensalão, o site G1 lembrou que dirigentes da Câmara dos Deputados passaram a advertir que somente eles poderiam decidir sobre o afastamento de João Paulo, condenado na semana passada pelo STF pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. De acordo com Marco Aurélio, "quando o Judiciário decide, principalmente o órgão máximo do Judiciário, apenas cabe cumprir a decisão", afirmou o magistrado. "Ter-se a perda do mandato pelo Supremo e se cogitar da submissão desse título para saber se terá cumprimentou ou não pelo Le-
Ministro Marco Aurélio Mello: é "impensável" o Congresso se opor a uma decisão do Supremo. gislativo, é impensável". Embora a mais alta Corte do País tenha a prerrogativa de cassar um mandato, há controvérsia no Congresso em torno de como ocorreria o processo. Na visão de dirigentes da Câmara, entre eles o presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), mesmo que o tribunal condene João Paulo a perder o cargo eletivo, a Mesa Diretora do parlamento ou um partido político com assento no Congresso terá de apresentar uma representação para que seja aberto processo disciplinar contra o petista o deputado petista.
Na semana passada, e antes da aposentadoria compulsória, o então ministro Cezar Peluso, após concluir a leitura do seu voto sobre o item três da denúncia do Ministério Público Federal, apresentou o cálculo da pena dos cinco réus ligados aos desvios de recursos da Câmara e do Banco do Brasil e pediu a cassação do deputado do PT. No entanto, a situação de João Paulo somente será analisada no final do julgamento, quando os ministros irão definir a chamada dosimetria, ou seja, o cálculo das penas. Para Marco Aurélio, em um
estado que se diga democrático de Direito, a última palavra sempre é do Supremo. "Já se disse, inclusive, que o STF, tem a prerrogativa de errar por último", ironizou. Também o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, destacou no início da semana que a Câmara terá de cumprir uma eventual ordem judicial de cassação do mandato de João Paulo. De acordo Gurgel, mesmo que caiba à Câmara a abertura do procedimento, o ato não passaria de um rito processual. "A decisão da mais alta corte deve ser cumprida".
Calmon sai frustrada do CNJ por não concluir processos contra juízes Ao fazer um balanço de sua gestão, a ministra apontou avanços, mas lamentou não ter resolvido pendências.
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corregedora Eliana Calmon fez ontem um balanço dos seus dois anos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e apesar dos vários avanços, não escondeu a frustração por não ter conseguido, na sessão do colegiado, abrir processos disciplinares contra desembargadores de alguns Estados. Relatora de processos que analisavam a conduta de magistrados, Calmon afirmou que o enriquecimento ilícito figurou como a maioria das causas que ela levou ontem ao plenário do conselho. Mas os processos tiveram pedidos de vista e, por isso, não voltarão mais a ser analisados por ela, que encerrou seu mandato. Transparência – Sobre a sua gestão, destacou avanços, como a reorganização de tribunais, a punição de magistrados e a agilização no julgamento de processos. Afirmou que procurou atender ao que exige a Constituição, que é a transparência das ações do Poder Judiciário, e não visou prestígio pessoal ao ocupar o cargo de corregedora. Calmon disse que os conselheiros do CNJ "são relativamente novos no colegiado e nunca viram uma investigação patrimonial, que é uma questão simplesmente matemática", afirmou Calmon. Sob risco – "Não há que se fazer ilações de ordem jurídica sobre a questão, porque o patrimônio deve ter relação com o que se ganha. Do contrário, tem que ter vindo de herança, doação ou loteria, pois dois mais dois são quatro". De acordo com a ministra, existe no País uma "mentalidade patrimonialista que impacta e mexe com o bom sendo das pessoas",
Antonio Cruz/ABr
Ela também comentou sobre os casos de juízes que se envolvem em processos que os deixam sob risco, como o magistrado de Goiás, Paulo Augusto Moreira Lima, que atuou no caso do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Para ela, os tribunais devem "apoiar e acreditar" nos juízes, se colocar contra as pressões do crime organizado, cujos braços acabam influenciando os tribunais. "Se o tribunal apoiar o juiz, o crime organizado não terá força". Precatórios – Segundo Calmon, o juiz Paulo Augusto foi até Brasília pedir apoio ao CNJ, depois de se queixar da falta de colaboração no tribunal. Outro dado apresentado como balanço de sua gestão foi o cronograma de pagamento de precatórios. Nesses dois anos, ela tentou organizar a área de precatórios dos tribunais que, em 2009, tinham passivo de
O patrimônio deve ter relação com o que se ganha ou ter vindo de herança, doação ou loteria, pois dois mais dois são quatro. ELIANA CALMON R$ 84 bilhões e, em 2012, acumulavam R$ 94 bilhões de sentença relativas a dívidas de governos. Além disso, mais de nove mil processos de natureza diversa foram solucionados no CNJ em dois anos, o equivalente a mais de 70% das ações que tramitaram no conselho. Foram abertas, no período, 50 sindicâncias, das quais 38 foram solucionadas. O colegiado de fiscalização do Judiciário recebeu 1.441 reclamações contra a atuação
de integrantes da Justiça e foram abertos 11 processos administrativos disciplinares contra juízes e desembargadores, além de terem sido afastados preventivamente de seus cargos oito magistrados. Nesses dois anos, foram inspecionados 10 dos maiores tribunais do Brasil. Em relatório, Calmon destacou que o trabalho de sua gestão foi possível graças ao apoio de 42 funcionários, que correspondem a um quinto da quantidade que seria ideal. A Corregedoria Nacional de Justiça é responsável pela fiscalização de mais de 13 mil serventias extrajudiciais, tem o dever de monitorar a atividade de 16 mil magistrados e tem que processar e julgar, por ano, uma média de 3 mil processos administrativos. Calmon, que vai entrar em férias, vai ser substituída pelo ministro Francisco Falcão, que toma posse hoje. (Folhapress)
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7 D. Pedro I é visto por muitos como um herói por ter afastado as tendências absolutistas. João Paulo Pimenta, professor de História da USP.
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D. Pedro I: em 1831, quatro anos depois de declarar a independência, teve de assumir o trono português e abdicar, a contragosto, do trono no Brasil, onde já perdera popularidade e força política.
JOÃO PAULO PIMENTA
D. Pedro I: duas coroas, duas vidas. O 1º imperador do Brasil virou D. Pedro IV em Portugal e viveu os dois reinados
Diário do Comércio - Com a Independência, D. Pedro tirou o Brasil de Portugal. Depois voltou a Portugal e conquistou o trono deixado por seu pai. Como passou para a História, lá? João Paulo Pimenta - O que aconteceu? O D. Pedro I tornase imperador do Brasil em
Como ficou, então? Pimenta – Essa insistência de D. Pedro em ser do Brasil e também de Portugal foi um dos fatores que contribuíram para sua perda de popularidade e apoio político. Isso o levaria a abdicar do trono do Brasil, em 1831. Então nesse dia, ele deixa de ser o imperador, não por ter morrido, como costumava acontecer; mas por ter sido destituído em virtude da falta de condições políticas e respaldo popular. Um dos fatores importantes para isso foi o fato de ele continuar com seus vínculos com Portugal. O senhor está dizendo que ele não abdicou, foi retirado do poder?
Divulgação
Pimenta: "Oficialmente, D. Pedro I abdicou. Mas foi destituído".
Pimenta – Foi destituído.
lutista por alguns, mas em Portugal era é visto como liberal. Então, o liberalismo de D. Pedro vence o absolutismo de D. Miguel. Só que D. Pedro morre em 1934, aos 36 anos.
Como isso aconteceu, que grupos atuaram? Pimenta – Formalmente, a palavra destituído pode não ser adequada. Oficialmente ele abdicou. Só que foi forçado, pressionado a abdicar. As pressões vieram de grupos políticos que anteriormente o apoiavam, de uma parte do seu ministério, e da opinião pública, quero dizer, de pessoas em geral metidas em política, lideranças de províncias. A imprensa teve um papel muito importante. DC – Há relatos de que D. Miguel, irmão de D. Pedro, usurpou o trono português, destinado a D. Maria, filha do imperador. E D. Pedro foi a Portugal para depor o irmão e recuperar o trono para a filha. Pimenta – Não, ele voltou porque foi destituído do trono aqui. Volta a Portugal, e se envolve no conflito sucessório da Coroa Portuguesa. Porque desde 1826, com a morte do pai, ele era rei de Portugal também. Só que ele não podia ser rei de fato, porque era imperador do Brasil.
DC – Ele não voltou a Portugal porque o irmão havia usurpado o trono que cabia a sua filha? Pimenta – Essa ideia de usurpação é meio relativa, porque na verdade era uma disputa em aberto, não tinha um rei, uma rainha consensual. Eles estavam resolvendo com base nas suas disputas. A ideia de usurpação dá a entender que já tinha uma definição de quem deveria logicamente ser o sucessor de D. João VI. Mas não havia. Eles estavam resolvendo isso justamente com a morte de D. João.
DC – Não podia ter duas coroas... Pimenta – Isso mesmo. Deixando de ser imperador do Brasil, ele vê uma possibilidade de atuação fundamental lá em Portugal. Volta, e disputa com o irmão mais novo, D. Miguel, a coroa de Portugal. Envolve-se num conflito importante e vence essa disputa com o irmão. Essa disputa envolvia duas tendências políticas diferentes. D. Miguel era visto como mais absolutista, ao passo que D. Pedro o era como liberal. Isso é interessante, porque no Brasil ele era visto como abso-
Nas ruas, a reverência ao herói.
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m Portugal, ruas, avenidas e praças levam o nome de D. Pedro IV. Na praça com esse nome, no centro de Lisboa, ergue-se um obelisco ao rei,
que fora D. Pedro I, imperador do Brasil. Nos fundos da praça, está o Teatro Nacional D. Maria II, homenagem à filha e sucessora de D. Pedro IV.
Douglas Cometti/Folhapress - 23.04.12
Assim como em Lisboa, onde é diversas homenageado em praças, ruas e avenidas, Dom Pedro IV também é reverenciado em outras cidades portuguesas. No Porto, norte de Portugal, há um estátua equestre dele (no detalhe, à esquerda) implantada na principal praça da cidade.
Na base do obelisco há quatro figuras femininas. São alegorias que representam a Justiça, Sabedoria, Força e Moderação , qualidades atribuídas ao "Rei-Soldado". Na cidade do Porto, no norte de Portugal, há um estátua equestre de D. Pedro IV. Inaugurada em 1866, tem dez metros de altura e cinco toneladas de bronze. A obra fica na Praça da Liberdade, no centro. Foi no Porto que D. Pedro combateu e venceu seu irmão, Miguel, na disputa pelo trono. Ainda no Porto, existe a Fundação D. Pedro IV fundada pelo rei em 1834, destinada a educar e cuidar de crianças desvalidas. Chegou aos dias de hoje trabalhando com outras modalidades de ação social.
John Harper/Image Souce - 24.02.11
Douglas Cometti/Folhapress
Américo
DC –Ele foi para o Porto, lutou durante um ano, assumiu o trono, adoeceu e morreu. P i m e n t a – E x a t amente. Então ele chegou a ser D. Pedro IV de Portugal. Só que por pouco tempo. E quem substitui D. Pedro é a sua filha, D. Maria, que se torna em Portugal D. Maria II. É a filha do D. Pedro IV de Portugal, que era o D. Pedro I do Brasil.
intura de Pedro
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corpo de D. Pedro I, Imperador do Brasil, está sepultado no Parque da Independência, no Ipiranga. Mas o coração de D. Pedro IV, Rei de Portugal, encontra-se em uma redoma, em uma igreja da cidade do Porto. Trata-se da mesma pessoa. Teve duas coroas, duas vidas? "Sim", diz o professor do Departamento de História da Universidade de São Paulo, USP, João Paulo Pimenta, que se dedica, entre outros, ao estudo da Independência do Brasil. "Em Portugal, D. Pedro IV é visto por muitos como herói", diz Pimenta. "Ele afastou as tendências absolutistas e fez triunfar uma tendência liberal". Assim, pondera, ajudou Portugal a seguir adiante com sua vida política no século 19.
1822, e em 1826 morre o pai dele, D. João VI. Era o rei de Portugal, que até 1821 governara o império português no Brasil. O primeiro herdeiro, o filho do rei, vivo, era o D. Pedro I do Brasil. Isso cria um problema político tremendo entre os dois lados. D. Pedro I do Brasil aceita, num primeiro momento, ser rei também de Portugal. Só que isso não era possível, porque afinal ele era imperador de um país que tinha se tornado independente de Portugal.
Divulgação/P
Valdir Sanches
DC – D. Pedro IV, rei de Portugal, passou à História como uma pessoa respeitada e admirada no País? Pimenta – Exatamente. Tanto que há estátuas de D.Pedro IV em Portugal, uma delas na Cidade do Porto. Isso mostra que é tido como um herói, embora seja preciso tomar certo cuidado com a palavra. O herói não é um consenso, ele é visto por muitos como um herói por ter afastado as tendências absolutistas, ter feito triunfar uma tendência liberal, e ter ajudado Portugal a seguir adiante com sua vida política no século 19.
Há títulos de reconhecimento por sua luta contra D. Miguel no Porto... Pimenta – Esses elementos que você encontrar em casas, imagens públicas, estátuas, vão indicar uma aura benéfica, positiva... DC – O coração do D. Pedro IV está guardado em uma igreja do Porto, mas o corpo, trazido de Portugal, encontra-se no Monumento à Independência, no Ipiranga (a viagem foi no sesquicentenário, 150 anos da Independência, em 1972). Ele viveu duas vidas? Pimenta – Sim, duas coroas, duas vidas, duas imagens.
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Em vez de pagar (a dívida da cidade) ao Tesouro, aplicamos em construções populares. Gabriel Chalita (PMDB), candidato à prefeitura de SP.
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ELEIÇÕES 2014
Datafolha: Russomanno sobe para 35% E Serra, com 21%, aparece empatado tecnicamente com Haddad, que tem 16%.
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m apenas seis dias, o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, cresceu quatro pontos e ampliou a vantagem sobre os adversários. Pesquisa Datafolha feita na segunda e terça-feira mostra Russomanno na liderança isolada, com 35% das intenções de voto. José Serra (PSDB), em ritmo de queda desde o fim de junho, baixou mais um ponto: agora tem 21%. E Fernando Haddad (PT) subiu dois: tem 16%. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, Serra e Haddad registram um empate técnico. O candidato do PMDB, Gabriel Chalita, manteve os 7% da pesquisa anterior. Soninha Francine (PPS) tem 5%. Em simulações de segundo turno, Russomanno venceria tanto Serra quanto Haddad. Em um embate direto com Serra, Russomanno triunfaria por 58% a 30%. Se disputasse a fase final com Haddad, ganharia por 56% a 30%. Esta é a primeira vez, na atual disputa, que o Datafolha simula segundo turno para a eleição paulistana. O instituto
também investigou eventual enfrentamento entre Serra e Haddad na fase final. No caso, o candidato petista venceria o tucano por 46% a 37%. C on so li da ç ão – O levantamento reúne 1.078 entrevistas e mostra consolidação das intenções de voto em Russomanno. Na pesquisa espontânea, em que o entrevistador faz a pergunta sem mostrar os nomes dos candidatos, Russomanno subiu de 18% para 25%. Serra manteve os 13% da pesquisa anterior. Haddad foi de 9% para 11%. Outros 2% dizem apenas que irão votar "no candidato do PT" O Datafolha também perguntou aos eleitores se eles já decidiram o voto ou se ainda cogitam mudar de candidato. Em toda a cidade, 60% dizem que estão totalmente decididos. Entre os adeptos de Russomanno, 69% descartam troca, índice mais alto nesse quesito. No grupo dos que votam em Haddad, 67% afirmam estar totalmente decididos. Já os eleitores de Serra mostram convicção menor, 57%. Favoritismo – Russomanno é apontado como o favorito: para 43%, o próximo prefeito se-
rá ele. Serra é citado como vencedor por 19%. Haddad é favorito de 13%. Outros 22% não sabem quem ganhará. Na investigação sobre rejeição, Serra continua com índice acima de 40%. Ele oscilou 1 ponto para baixo. Hoje, 42% dos paulistanos afirmam que não votam no tucano "de jeito nenhum". Em ascensão nas indicações de voto, Russomanno ainda conseguiu fazer seu índice de rejeição cair: foi de 15% para 12%. Outra boa notícia para Russomanno é o comportamento dos eleitores que dizem ser simpatizantes do PT: 24% do eleitorado. Nesse grupo, 29% declaravam voto nele na semana passada. Agora são 33%. Nesse universo, Haddad recuou de 40% para 37%. Essas oscilações mostram a dificuldade de Haddad em convencer os eleitores petistas. Entre os que avaliam o governo Dilma Rousseff como "ótimo" ou "bom", Russomanno vence Haddad por 36% a 22%. No grupo dos que aprovam a gestão passada de Lula, ele também ganha do petista: 39% a 20%. (Folhapress)
Tecnologia, a saída para o comércio irregular Esta é uma das propostas de Chalita, candidato do PMDB, em palestra na ACSP. L.C. Leite/LUZ
Kassab tem rejeição recorde
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proporção dos eleitores que consideram ruim ou péssima a gestão de Gilberto Kassab (PSD) na prefeitura de São Paulo saltou nos últimos dias de 36% para 48%. O índice representa o recorde negativo de toda a administração do prefeito, revela o Datafolha. A avaliação positiva caiu de 24% para 20%. Kassab assumiu em 2006,
substituindo o tucano José Serra, que na ocasião deixou a prefeitura para disputar o governo do estado. Hoje, o prefeito é um dos principais caboeleitorais do tucano. Segundo o Datafolha, Kassab tem os maiores índices de rejeição entre homens (53%), entre quem tem de 35 a 44 anos (55%) e entre quem ganha de 5 a 10 salários mínimos
(54%). Até agora, Kassab havia atingido seu pior índice em março de 2011, época em que saiu do DEM para fundar o PSD. Na época, passou por desgaste devido a enchentes e aumento de tarifa de ônibus de R$ 2,70 para R$ 3. Dos seis antecessores pós regime militar, só três o superam: Jânio (66%), Erundina (51%) e Pitta (83%). (Folhapress)
Chalita: "Além de propor novo indexador para o endividamento, podemos propor a troca da dívida".
Guilherme Calderazzo
A
CICLO DE DEBATES COM OS CANDIDATOS A PREFEITO DE SÃO PAULO Dia: 11 de setembro de 2012, TERÇA-FEIRA
CELSO RUSSOMANNO Coligação “POR UMA NOVA SÃO PAULO” PRB – Partido Republicano Brasileiro PTN – Partido Trabalhista Nacional PHS – Partido Humanista da Solidariedade PTB – Partido Trabalhista Brasileiro PTdoB – Partido Trabalhista do Brasil PRP – Partido Republicano Progressista
Local: Associação Comercial de São Paulo - ACSP Rua Boa Vista, 51 - 9º andar - Centro - SP Horário: 17 horas Assista ao vivo no site: www.acsp.com.br (clique no banner WebTV ACSP)
atividade comercial irregular na cidade, na qual cerca de 80% dos pontos de venda não têm alvará, entre eles os ambulantes, pode ser regularizada com o uso da tecnologia, regras claras e objetivas e organização planejada, sustentou ontem Gabriel Chalita, candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo, em palestra na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), onde, no Ciclo de Debates com os Candidatos a Prefeito de São Paulo, apresentou suas propostas de programa de governo. Segundo ele, para trabalhar, o comerciante recorre à corrupção pagando propina, o que agrava um dos principais problemas do País e, ainda, contribui para manter inalterada uma situação que precisa de solução adequada. "A regularização da atividade comercial ocorrerá por meio de gestão pública efi-
ciente. Temos de acabar com a corrupção também nessa área. A visão de que é melhor pagar a propina para trabalhar é um erro. Tem de acabar". "Quanto ao ambulante, não podemos expulsá-lo de um local para outro". Neste caso, "a
A visão de que é melhor pagar a propina para trabalhar é um erro. Temos de acabar com a corrupção também nessa área. GABRIEL CHALITA solução, é organizar locais específicos, espécie shoppings populares, para que ele possa trabalhar em local adequado e bem organizado". Em relação à educação, sustentou que o professor será valorizado, seja por meio da oportunidade de melhorar a
própria qualificação, seja por meio de melhoria salarial. A mobilidade urbana poderá ser melhorada: "Com pontos adequados e inteligência, os trajetos dos ônibus serão feitos em bem menos tempo, estimulando o uso do transporte público", disse Chalita. A capital precisa de imediato de 1200 novas creches: "Não dá para construí-las de imediato por vários problemas, inclusive falta de terrenos. A solução é criá-las por meio de convênios com associações, clubes e outras instituições". Para Chalita, os problemas da cidade serão bem encaminhados para serem resolvidos com gestão eficiente da máquina pública, diálogo entre o governo e moradores e apoio dos governos estadual e federal. "Por exemplo, temos de reduzir o pagamento da dívida da cidade. Além de propor novo indexador para o endividamento, podemos propor a troca da dívida. Em vez de pagar o Tesouro, aplicamos em construções populares".
Dilma almoça a sós com Lula
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presidente Dilma Rousseff manteve um encontro de três horas, ontem, em São Paulo, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles se encontraram às 13h15 para almoço reservado na sede da Presidência da República, sem a imprensa. Segundo a assessoria da presidente, ela viajou de Brasília a São Paulo só para se encontrar com o ex-presidente, em agenda privada.
O tema da conversa não foi revelado, embora fontes ligadas ao PT informassem que eles falariam sobre a entrada da presidente na campanha do PT nas eleições municipais. O partido quer Dilma nas disputas mais acirradas das capitais estrategicamente mais importantes. Na prática, Lula já assumiu a coordenação das campanhas do PT e agora quer dividir o papel de cabo eleitoral com a presidente.
Lula deixou a sede da Presidência às 16h20. Dilma ficou no local, com Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria Geral da Presidência, e Marco Aurélio Garcia, assessor especial para Assuntos Internacionais. O almoço se deu dois dias depois de Dilma rebater, em nota oficial, as críticas feitas pelo tucano Fernando Henrique Cardoso ao ex-presidente e ao Partido dos Trabalhadores. (Agências)
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
9 LÍBIA Ex-chefe da espionagem de Kadafi é extraditado para julgamento
nternacional
ÁFRICA DO SUL Grevistas ameaçam queimar mina de platina em novo protesto
Youssef Boudlal/Reuters
Terremoto provoca pânico na Costa Rica
Rebeldes unidos contra Assad
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Soldados desertores e civis armados discutem a criação do 'Exército Nacional Sírio'
O
s rebeldes sírios preparam a formação de um corpo militar "profissional e unificado" para derrubar o regime de Bashar al-Assad e garantir a segurança após sua queda, informou ontem o general desertor Mohammed Hussein, à agência Efe. Em conversa telefônica, o comandante explicou que dirigentes de vários grupos da insurgência se reuniram nos últimos dias na cidade turca de Antioquia para chegar a um acordo sobre a criação do Exército Nacional Sírio (ENS), que substituirá o atual Exército Livre Sírio (ELS). Segundo Hussein, que está na Jordânia, a organização incluirá todos os membros da luta armada síria, dentro e fora do país, sejam soldados desertores ou civis armados. O dirigente do ELS, major Sami Kurdi, confirmou à agência Ef e que mais de cem oficiais desertores participaram das consultas realizadas na Turquia para unificar e estruturar o exército rebelde. Hussein ainda apontou que a nova instituição será independente de todas as correntes ideológicas e políticas e terá uma hierarquia militar. Ele afirmou que a intenção é que o exército esteja submetido ao poder político, ao contrário do que ocorreu nas últimas décadas na Síria, quando os militares controlaram o país. Combates - Enquanto os líderes rebeldes discutem como se organizar, insurgentes na frente de batalha atacaram um aeroporto militar, perto da fronteira com o Iraque, que tem sido usado por helicópteros para lançar bombardeios contra redutos rebeldes. Lutando para acabar com um levante de 17 meses contra
seu governo, Assad se apoia cada vez mais em ataques aéreos contra os rebeldes, que comparativamente estão levemente armados com metralhadoras e foguetes. Segundo a oposição, o aeroporto de Hamadan em Albu Kamal, na província de Deir alZor, fronteira leste do país, foi cercado há quatro dias. O ativista Abu Teif Ziad disse que o aeroporto é a última base onde as forças do governo estão presentes na região de Albu Kamal, depois que os rebeldes invadiram vários complexos militares na cidade, que está situada perto do rio Eufrates, a poucos quilômetros do Iraque. "Se o aeroporto de Hamadan cair, Albu Kamal ficará completamente sob controle rebelde", disse ele. Ataques rebeldes já deixaram inoperantes dois aeroportos militares na província de Idlib, ao norte, segundo fontes da oposição e diplomatas. Já forças do regime promoveram ontem um intenso bombardeio na cidade de Alepo, capital econômica do país, deixando dezenas de mortos, de acordo com grupos opositores. Os Comitês de Coordenação Local afirmaram que mais de cem pessoas foram mortas ontem na Síria, a metade só em Alepo. Já o Observatório Sírio de Direitos Humanos reduziu o número total para 70, sendo 33 deles em Alepo. Pressão - A atuação do regime sírio recebeu duras críticas de líderes da região ontem. O presidente do Egito, Mohammed Morsi, pediu a Assad que renuncie antes que seja tarde, enquanto o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que o governo sírio está praticando "terrorismo de Estado" contra a própria população. (Agências)
Coluna de fumaça é vista sobre Alepo, no noroeste da Síria, após ataque realizado por caças do regime. Reuters
m forte terremoto de 7,6 graus de magnitude atingiu a Costa Rica, ontem, gerando deslizamentos, sacudindo prédios e provocando um rápido alerta de tsunami do México ao Peru. Duas pessoas morreram, uma delas em consequência de um ataque cardíaco, segundo a Cruz Vermelha. A televisão local disse que 22 pessoas também foram socorridas com ferimentos, mas a Cruz Vermelha não confirmou essa informação. Segundo o Serviço Geológico dos EUA, o abalo foi registrado a 20 quilômetros de profundidade, por volta das 8h45 locais (11h45 em Brasília). O epicentro do tremor foi perto de Samara, uma área costeira no Pacífico, cerca de 151 quilômetros a oeste da capital, San José. O terremoto atingiu uma região turística famosa entre astros de Hollywood e foi o pior em duas décadas, causando pânico na capital, o corte de fornecimento de energia e comunicações e a retirada de pacientes de hospitais. Moradores ficaram chocados com a força do sismo, que também foi sentido na Nicarágua e no Panamá, o maior desde o tremor de magnitude 7,6 de 1991 que matou 47 pessoas. "Foi terrível. Eu estava no terceiro andar. Nunca senti nada assim", disse Stephanie González, um estudante de 25 anos que vive na capital. O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico emitiu um alerta para o litoral da Costa Rica, Nicarágua e Panamá, que foi cancelado posteriormente. Mais cedo, o centro tinha emitido o alerta para toda a extensão da costa do México até o Peru. A presidente do país, Laura Chinchilla, disse que não houve danos estruturais graves a edificações, mas alguns hotéis na costa oeste, no oceano Pacífico, ficaram danificados. (Agências) Juan Carlos Ulate/Reuters
Moradores observam cratera formada por míssil após bombardeio aéreo em Azaz, perto de Alepo.
San José: tremor sacudiu prédios.
Michael Dalder/Reuters
FESTA FECHADA Chuva leva Obama a cancelar discurso ao ar livre Eric Thayer/Reuters
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s republicanos não foram os únicos a sofrerem com o mau tempo. Uma semana após um furacão provocar transtornos na convenção republicana, a previsão de chuva obrigou o presidente Barack Obama a cancelar seu discurso ao ar livre na convenção democrata amanhã. As más línguas dizem que ele não conseguiu preencher os 65 mil assentos do estádio. (Agências)
IRÃ: O POÇO SECOU. Exportação de petróleo despenca por sanções
A
s exportações de petróleo do Irã caíram abaixo do limiar simbólico de um milhão de barris/dia e atingiram o nível mais baixo em mais de duas décadas por causa das sanções ao país.
O presidente Mahmoud Ahmadinejad admitiu que as sanções, impostas devido ao programa nuclear de Teerã, afetam seu país e representam "uma guerra total, oculta e dura". (Agências)
MUNIQUE, 40 ANOS. Parentes lembram vítimas de ataque nas Olimpíadas
F
amiliares dos atletas israelenses mortos por militantes palestinos durante as Olimpíadas de Munique, em 1972, marcaram ontem os 40 anos do atentado na base aérea de Fürstenfeldbruck, onde a maior
parte das vítimas morreu. Durante as homenagens, bandeiras da Alemanha e de Israel foram hasteadas, enquanto parentes das vítimas acenderam velas em memória de seus entes queridos. (AE)
Jessica Rinaldi/Reuters
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
GUETO DA DROGA Em São Paulo, a Cracolândia, na área central da cidade, concentra grande parte dos dependentes de crack. O consumo e o tráfico ocorrem a céu aberto.
idades
Brasil é o maior mercado de crack e o segundo maior de cocaína Dados integram o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas da Unifesp e apontam que o País responde por 20% do mercado mundial da droga Fotos de Alex Ribeiro/DC - 24/02/2012
P
esquisa divulgada ontem pelo Instituto Nacional de Pesquisa de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que o Brasil é o maior mercado mundial de crack e o segundo maior de cocaína e derivados, atrás apenas dos Estados Unidos. Os dados integram o segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) e mostra ainda que o País responde por 20% do mercado mundial da droga. Foram ouvidas 4,6 mil pessoas com mais de 14 anos em 149 municípios brasileiros. Ao todo, foram feitas mais de 800 perguntas. No levantamento também foi avaliado o uso de álcool, cigarro e maconha, cujos dados foram divulgados no início de agosto (leia ao lado ). O consumo de drogas foi relacionado a problemas como depressão e violência e os dados serão divulgados posteriormente. Coordenado pelo psiquiatra Ronaldo Laranjeira, o levantamento indica que mais de 6 milhões de brasileiros já experimentaram cocaína ou derivados ao longo da vida. Nesse grupo, 2 milhões fumaram crack, óxi ou merla alguma vez e 1 milhão foram usuários de alguma dessas três drogas no último ano. De janeiro a março de 2011 até o mesmo período de 2012, quando foi feita a pesquisa, 2,6 milhões de adultos e 244 mil adolescentes brasileiros consumiram cocaína sob alguma forma: 78% aspiraram o pó, 5% fumaram derivados e 17% usaram as duas formas. Mais: 27% fizeram uso diário ou superior a duas vezes por semana, e 14% admitiram já ter injetado a droga na veia em alguma ocasião. Entre os adolescentes, jovens de 14 a 18 anos, 44 mil admitiram já ter usado cocaína, o equivalente a 3% desse público. A pesquisa da Unifesp também comparou o consumo de cocaína nas regiões brasilei-
Unifesp tem perfil do usuário desde 2010 Ivan Ventura
E
Pesquisa divulgada ontem revela que 6 milhões de brasileiros já experimentaram cocaína ou derivados
Maconha mapeada
ras em 2011. No Sudeste está concentrado o maior número de usuários da droga, 46% deles. No Nordeste estão 27%; no Norte, 10%; no Centro-Oeste, 10% e no Sul, 7%. O contato com a droga começa cedo: 45% dos usuários provaram a substância pela primeira vez antes dos 18 anos. (Agências) Veja a íntegra da pesquisa em www.dcomercio.com.br.
O MÉDICOS PARAM Os médicos da rede particular que atendem através de planos de saúde decidiram fazer hoje uma paralisação em todo o Estado.
vendedor de 26 anos que disse à polícia ter sido vítima de sequestro-relâmpago e ter seu carro incendiado pelos criminosos na semana passada foi indiciado ontem por forjar o crime que descreveu. Segundo a polícia, Marcelo Bustamante Gonçalves será indiciado por incêndio, estelionato e falsa comunicação de crime. "Já no início percebemos a farsa", disse o delegado adjunto do 47º Distrito Policial, Egídio Cobo. J.Duran/AE
PROTESTO – Um grupo de cerca de 50 taxistas fez um protesto na tarde de ontem, no Centro de São Paulo. Os manifestantes reclamavam que a Prefeitura não tem liberado novos alvarás para taxistas, apesar da grande quantidade de interessados. Eles criticaram também o formato do último sorteio do documento.
A
primeira parte do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), da Unifesp, foi divulgada no início do mês passado e mapeou o consumo da maconha no Brasil. Segundo o estudo, cerca de 1,5 milhão de adolescentes e adultos usam maconha diariamente. O mesmo estudo apontou ainda que mais de 3 milhões de adultos, com idade entre 18 e 59 anos, fumaram maconha no último
Os dados divulgados ontem pela Unifesp mostram que o contato com a droga começa cedo: 45% dos usuários provaram a substância pela primeira vez antes dos 18 anos.
VENDEDOR INDICIADO POR FALSO SEQUESTRO
Ó RBITA
m 2010, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realizou um amplo estudo sobre o perfil dos usuários de cocaína e crack no Brasil, com dados obtidos a partir de livros e outras publicações relacionadas ao assunto. Constatou-se que os derivados da cocaína (crack e outros) são consumidos por 2,3% da população brasileira, sendo que a maior parte dos usuários está nas regiões Sul e Sudeste, o que vem confirmar os dados do levantamento atual. De acordo com os dados da pesquisa de 2010, a grande maioria dos consumidores da cocaína e seus derivados era formada por jovens e adultos jovens do sexo masculino. A pesquisa apontou também uma mudança no comportamento do jovem após o contato com essas drogas. Muitos apresentaram recorrentes históricos de defasagem escolar, faltavam às aulas, tinham baixo nível socioeconômico, relacionamento ruim com os
pais ou um comportamento permissível ao uso. Nas universidades, a pesquisa não foi conclusiva, embora tenha reconhecido a existência de fatores de risco nesse universo. Crack - Sobre o crack, o consumo já era maior nas regiões Sul e Sudeste do País, embora a pesquisa tenha apontado um assustador crescimento em outras regiões. No Nordeste, a quantidade de usuários era insignificante até 1997. Mas, esse cenário começou a mudar no século 21. Cidades como Fortaleza e Recife registraram aumentos de 10% e 20%, respectivamente. No Nordeste, o crack ainda não tem a mesma popularidade do "merla" (uma variação da cocaína), mas é a variação da cocaína preferida entre os usuários do Sul e Sudeste. Tratamento - A pesquisa apontou que os usuários de cocaína e crack, em meados da década de 90, representavam mais da metade dos atendimentos relacionados ao uso de drogas. O crack é a substância cuja demanda por tratamento mais aumentou nos últimos anos.
Além do depoimento contraditório, as investigações mostraram que nenhuma câmera de segurança registrou abordagem do carro. Gonçalves admitiu à polícia que inventou a farsa para ficar com o dinheiro do seguro do carro do pai, mas nem isso ele conseguiria caso o seu plano desse certo. "O pai não sabia de nada e, além de tudo, a apólice de seguro não cobria incêndio", disse Cobo. (Folhapress)
ano e cerca de 8 milhões de adultos já experimentaram a droga alguma vez. Entre os usuários, o levantamento aponta três vezes mais homens. A pesquisa mostrou ainda que, do total de pessoas que usaram a maconha, 62% disseram que tiveram o primeiro contato com a droga antes dos 18 anos. Além disso, 17% dos consumidores de 14 a 18 anos disseram na pesquisa que usaram a droga dentro da escola. (I.V.)
AMPLIAÇÃO DE CUMBICA PREVÊ NOVO HOTEL CINCO ESTRELAS
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aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, terá hotel cinco estrelas, shopping e poderá receber aviões de maior porte após a reforma de ampliação. Os trabalhos de fundação no local, onde ficará o novo terminal do aeroporto, começaram anteontem. O terminal 3 será apenas para voos internacionais e terá capacidade para receber 12 milhões de passageiros/ano. Por exigência do governo Luiz Guarnieri/AE
CÃO RESGATADO – Os bombeiros resgataram ontem de manhã um cão que caiu no Rio Tamanduateí, nas proximidades da estação Armênia do metrô, na zona norte de São Paulo. Em abril deste ano, os bombeiros haviam resgatado um outro cachorro que também havia caído no rio, um dos principais e mais poluídos da cidade.
federal, que o concedeu à iniciativa privada, tem de estar pronto até a Copa de 2014. Ao todo, serão construídos três hotéis, sendo um cinco estrelas, no interior do terminal, e outros dois - de três e quatro estrelas - nas proximidades. O local também deverá ter uma espécie de shopping de luxo, com grifes nacionais e internacionais, e um terminal de ônibus. As pistas do aeroporto
também serão ampliadas, aumentando a área de escape. Com isso, aviões de maior porte, como o Airbus A-380, poderão fazer voos em Cumbica. O número de vagas de estacionamento também será o dobro: 10 mil. Até 2022, outras etapas de ampliação devem ser concluídas. Com isso, a expectativa é que o aeroporto receba 60 milhões de passageiros/ano. (Folhapress) Guto Kuerten/AE
BOMBA – Kazumi Ogawa, de 82 anos, um dos últimos sobreviventes da bomba atômica que destruiu Nagasaki, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial, morreu anteontem. Ele vivia em Frei Rogério, Santa Catarina. Kazumi chegou ao Brasil em 1961. Em 1964, liderou as famílias que se instalaram na cidade catarinense.
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
eral
11 VISÃO DE FUTURO Dezenas de pessoas procuram todos os dias informações que as libertem da ansiedade ou do sofrimento. Perguntas sobre amor e finanças são as mais corriqueiras feitas aos videntes.
Fotos: Luiz Prado/LUZ
O VIADUTO DA FÉ Oráculo a céu aberto se funde ao corre-corre da cidade Kleber Gutierrez
ruba e explica seus significados. Joga as conchas, me olha fixamente, afirma que sou escritor e que fui ali para contar uma história. Ela garante que escreverei sobre minha vida e que farei sucesso com meus escritos, mas que ainda tenho muito "a caminhar e caçar" antes que isso aconteça. Fecha dizendo que vou viver "bastante" mas que preciso "cuidar da matéria". Então me indica o chá de uma erva para atingir essa longevidade. 4° dia – Cores e formas O tarô colorido vai sendo exposto e explicado: "Tá aqui, você é ciumento. Tem pessoas invejosas perto de você, mas nenhuma macumba, feitiçaria." Ele garante que vou "fazer uma viagem em breve" e que "o comércio que pretende abrir vai dar certo, é Iemanjá que abre seus caminhos. E Oxóssi Guerreiro nunca deixa faltar nada, porque você é uma pessoa 'trabalhadeira' e boa". Todos os seus caminhos estão abertos..." Por lá, vi luta para manter espaço, gente cobrando pelos caixotes, policiais pedindo que as consultas fossem encerradas e evangélicos em guerra com os videntes. Nenhum deles me pediu nada além do valor das consultas. E, apesar das respostas parecerem cobertas de obviedade, não pude evitar uma estranha sensação de que o futuro só me reserva coisas positivas.
2° dia – Cartas puídas Após negociar um desconto na consulta, acerto os R$ 15 com antecedência, pois ela reclama que muitos fogem sem pagar. A vidente tem os olhos azulados pela catarata, cartas puídas e mãos calejadas. Pergunto seu nome e idade, ela me encara raivosa e dispara: – Você veio saber da sua vida ou da minha? Me calo, corto as cartas em três montes e me preparo para saber se o que ouvirei é cabível ou se caí em mais uma espécie de golpe. Descubro que tenho "muita luz"; sou "médium protegido por Cosme e Damião"; que o "dinheiro anda curto", mas que mesmo assim "tem uma viagem para o exterior e a conquista de uma casa própria". Ela fala de uma séria doença vencida por minha mãe e que tenho à minha volta
A eclética cidade de São Paulo ignorou os altares para consagrar sua versão de oráculo a céu aberto. É no Viaduto do Chá que, há pelo menos 25 anos, os paulistanos interagem com o além. Este repórter visitou e se consultou, incognitamente, com os homens e mulheres que prestam consultoria espiritual no local e descobriu algo além de seu futuro. 1° dia – Ambientação São 13h50 de uma segunda-feira seca e quente, em pleno inverno. Percorro os 240 metros de extensão daquele que foi o primeiro viaduto da cidade, inaugurado em novembro de 1892. A cada 10 metros, em média, há uma pessoa sentada em bancos i m p r o v i s ad o s , c o m t abuleiros no c o l o o u m o nt a d o s p r e c ar i a m e n t e s obre caixas de madeira. O tráfego de pedestres é intenso, os pregadores empunham suas bíblias e vociferam sobre o fim do mundo em meio aos vendedores de chips telefônic o s , q u e g r itam suas promoções. A l g u n s f umam seus ciEscondidinho: os guarda-chuvas garros à espesão a única privacidade ra do próximo que o oráculo paulistano oferece pagante. Serei aos consulentes. e u ? O s c l i e nt e s s e r e v ezam em consultas que duram "pessoas invejosas". Para feparcos minutos – acolhidos char, terei notícia "de pessoa sob a pouca privacidade dos conhecida que faleceu". guarda-chuvas, espécie de 3° dia – Conchas encantadas tenda abre-fecha que quase Ela chacoalha os búzios entodos usam. Vou embora sem quanto pergunta meu nome nada descobrir. completo. Fala palavras em io-
Representantes de religiões afro-brasileiras lutam para se manter no local. Acima, Maria, a mais antiga vidente do viaduto e descendente direta de pessoas escravizadas.
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
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C ONSUMO
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Nasa/Reuters
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F UTEBOL
7 de setembro é dia de amistoso O Brasil enfrenta amanhã, às 15h45, no Morumbi, a seleção da África do Sul no Estádio do Morumbi. "Vamos entrar para ganhar e vamos ver se no fim da partida a gente consegue convencer... Sabemos da importância que o jogo tem", disse ontem Neymar, sobre a cobrança da torcida. O jogo é parte dos amistosos de
Redemoinhos de verde e vermelho formados durante uma aurora em Whitehorse, Yukon, Canadá, em 3 de setembro, devido a uma tempestade solar.
preparação da equipe comandada por Mano Menezes para a Copa do Mundo 2014. Cerca de 30 mil de um total de 64.197 bilhetes haviam sido vendidos até ontem. Os ingressos custam de R$ 80 (arquibancada) a R$ 300 (cadeira especial). O jogo terá transmissão ao vivo pela TV Globo e pelo SporTV. Ingressos pela internet: www.zetks.com
B ICICLETAS
U
ma pesquisa encomendada pela Intel mostrou que 60% dos adultos e adolescentes que usam tecnologia móvel acham que os internautas publicam bem mais do que deveriam, como fotos impróprias, opiniões que ninguém pediu e detalhes da vida que não interessam a ninguém. A pesquisa entrevistou 7.087 adultos e 1.787 adolescentes na Austrália, Brasil, China, EUA, França, Índia, Indonésia e Japão. "Amamos a nossa tecnologia porque ela nos conecta e nos dá um veículo de expressão, mas sentimos
que há certo exagero de informação", opinou a portavoz da Intel, Jessica Hansen. Para quase 50% dos entrevistados, há excesso de informações. Cerca de 90% dos participantes gostariam de que as pessoas pensassem mais sobre o que estão postando e como será a recepção. Mas apesar de muitos reclamarem do excesso, poucos assumem uma parcela de culpa nisso. "Achamos que os outros compartilham muitas informações, mas ao fazer uma autoavaliação, claro (...) que não estamos entre os que publicam demais", acrescentou a porta-voz.
A maioria dos entrevistados acha as pessoas revelam informações demais e que boa parte não é verdade. No Japão, cerca de 30% dos adultos admitiram já ter divulgado informações falsas e 55% reconheceram que na internet agem diferente. Nos EUA, 19% assumiram já ter mentido online. Quase metade dos brasileiros troca informações sobre esportes, mas na China, França e Japão o tema costuma ser notícias e opiniões. Brasileiros e franceses reclamam que as pessoas não têm boas maneiras na rede. (Reuters)
Denis Sinyakov/EFE
Recipientes comestíveis Que tal trocar as cumbucas, potes e outros recipientes para alimentos por versões comestíveis como a cestinha acima, feita com tomates? Esse é um jeito, bem gostoso, aliás, de reduzir a poluição provocada por recipientes plásticos e de vidro, que demoram para se decompor, e também o consumo de utensílios domésticos. A proposta é da dupla Diane Bisson e Vito Gionatan Lassandro, criadores do projeto Edible Container, Saiba mais no link abaixo. http://bit.ly/OZkuES
E M
C A R T A Z
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A bicicleta Husqvarna da foto, modelo de 1954, é um clássico. A que aparece nas fotos foi remodelada por Paulo Zapella e circula por São Paulo. A reforma rendeu à magrela destaque no site National Traveller. http://bit.ly/Q9ffEd
NO XADREZ - Dez ativistas da organização ambientalista Greenpeace vestidos como ursos polares foram presos ontem em Moscou. Eles protestavam contra a empresa Gazprom, que prospecta petróleo no Ártico.
M USICAL
Jair em Disparada
'Jair em Disparada'. Teatro Brigadeiro, Avenida Brigadeiro Luís Antonio, 884, tel.: 3107-5774. De quinta a sábado às 21h e
Sérgio Roveri
O concurso 800 da LOTOFÁCIL não foi realizado ontem e acontecerá amanhã, na série "Lotofácil da Independência". Para o resultado, visite:
Controle remoto Esta almofada tem tudo em comum com suas semelhantes, mas uma vantagem adicional: serve também como controle remoto para TVs. O sistema desliga automaticamente após 60 segundos de inatividade. http://bit.ly/RLw3Mo
A TÉ LOGO
Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:
Amazon lança hoje o tablet Kindle Fire Brasil aparece em 13º no ranking da Fifa
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domingo às 19h. De R$ 70 a R$ 100.
Mostra exibe obras de diversos artistas como Ivan Argote e Joana Hatjithomas & Khalil Joreige. Museu Brasileiro da Escultura. Av. Europa, 218, tel.: 2594-2601. Grátis.
L OTERIAS
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tão atuante quanto Jair Rodrigues", diz Kenna. "Mas ele facilitou muito meu trabalho, abriu o coração e o baú de lembranças. De todas as histórias que me contou, as mais emocionantes dizem respeito à amizade com Elis". O musical, com 11 atores no elenco, traz Luciano Quirino no papel de Jair Rodrigues e Carol Bezerra, substituindo de última hora Claudia Ohana, como Elis. A direção geral é de Sebah Vieira. Ao lado de Disparada, surgem em cena outros clássicos gravados por Jair, como Majestade o Sabiá, Deixa Isso Pra Lá, Tristeza e Eu não Existo sem Você. Cabe a Carol Bezerra o desafio de cantar, entre outras, Águas de Março e Como Nossos Pais, músicas imortalizadas por Elis Regina.
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No segundo semestre de 2010, o cantor Jair Rodrigues abriu as portas de sua casa, em Cotia, para o ator e dramaturgo Fábio Kenna. Ao longo de uma série de encontros, que renderam cerca de 40 horas de gravação, Jair falou de sua infância na cidade de Nova Europa, no interior paulista, do início da carreira nos bares e rádios de São Carlos, da parceria com Elis Regina, da histórica interpretação de Disparada, canção de Geraldo Vandré que dividiu com A Banda, de Chico Buarque, o primeiro lugar no Festival de Música da Record, em 1966 e da convivência com os filhos, os também cantores Jairzinho e Luciana Mello. De posse deste material, Fábio Kenna precisou de pouco mais de três meses para escrever o musical Jair em Disparada, que entra em cartaz hoje, no Teatro Brigadeiro com as bênçãos do homenageado, que leu o texto e o aprovou na íntegra. "É muito delicado escrever sobre um personagem vivo e
VISUAIS
Clássico revisitado
Sedes da Copa 2018 saem neste mês
www.caixa.gov.br
Concurso 1277 da LOTOMANIA 01
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Concurso 1422 da MEGA-SENA 02
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Concurso 2988 da QUINA 24
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
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13 ICV Custo de vida cresceu 0,2% em agosto na cidade de São Paulo
conomia
INCC Índice nacional da construção variou 0,79%, após alta de 0,29% em julho.
Preços dos alimentos levam IPCA a 0,41% Índice da inflação oficial de agosto foi maior do que o registrado no mês anterior. Custos dos produtos alimentícios pressionaram o indicador, com alta de 0,88%.
A
inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,41% em agosto, abaixo do registrado em julho (0,43%) e de 0,37% de agosto de 2011. Considerando os últimos 12 meses, o índice registrou aumento de 5,24%, pouco acima dos 5,2% registrados em julho nessa comparação. O IPCA de agosto foi divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e ficou próximo ao esperado pelo mercado – projeção em torno de 0,4%. O IPCA mede a inflação em lares com renda até 40 salários mínimos. No ano, a variação é de 3,18%, abaixo dos 4,42% relativos a igual período de 2011. Os produtos alimentícios pressionaram o índice, embora um pouco menor do que o verificado no mês anterior, passando para 0,88% em agosto após ter atingido 0,91% em julho. O vilão, mais uma vez, foi o tomate. O preço, que havia registrado alta de 50,33% em julho, continuou
subindo e ficou 18,96% mais biu 8,78%, ante um aumento caro em agosto. de 5,24% do índice. Os custos com saúde e cuiSegundo Eulina Nunes dos dados pessoais tiveram alta Santos, coordenadora de Índide 0,36% para 0,53% no mês, ces de Preços do IBGE, o aluassim como os artigos de hi- guel residencial também augiene pessoal, que subiram de mentou muito, assim como 0,17% para 0,52% no período. condomínio, cabeleireiro. Os reajustes "Vários servipraticados no ços vêm imsegundo sepactando a mestre do inflação". ano letivo Entre os elevaram os cinco princicustos com p a i s i m p a cpor cento foi o educação de tos no IPCA do crescimento no preço 0,12% no ano, quatro mês de julho itens são serdo tomate no mês para 0,51% viços. Emprepassado. O item é o em agosto. gado domésServiços – A tico lidera no quinto de maior inflação de ranking de elevação no índice ao serviços demaiores conlongo do ano. sacelerou na tribuições papassagem de ra a inflação, julho para com uma alta agosto, de 0,79% para 0,49%, acumulada de 9,9%. A refeimas ainda é o principal vilão ção fora de casa subiu 5,31% no resultado do IPCA em 2012. em 2012, enquanto o aluguel Os serviços registram alta de residencial aumentou 6,85%, 5,72% no ano, ante uma taxa e os cursos regulares subiram de 3,18% do IPCA. Em 12 me- 8,35%. O tomate figura em ses, a inflação de serviços su- quinto lugar na lista de maio-
18,96
res impactos, com aumento no ano de 76,46%. "Isso é resultado mesmo da renda. O Brasil vem apresentando menores níveis de desemprego, várias classes ascenderam (e con omi cam ente ), e há uma busca por serviços que não eram de acesso a todos há algum tempo", disse Eulina. O governo tem pouco a fazer para controlar a aceleração na inflação oficial, na avaliação de José Francisco de Lima Gonçalves, economistachefe do Banco Fator. O aumento de preços no início do segundo semestre teria o mesmo perfil que o verificado no início do ano, sendo puxado por alimentos e pelo aquecimento da demanda. O economista acredita que o emprego e a renda fortes devem manter aquecida a demanda por serviços. INPC – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,45% em agosto, após crescer 0,43% em julho. Até agosto, o índice acumula altas de 3,46% em 2012 e de 5,39% em 12 meses. (Agências)
Índice deve encerrar 2012 acima de 5% Rejane Tamoto
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s estimativas de economistas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano apontam uma inflação acima do centro da meta de 4,5% ao ano, mas dentro do limite de 6,5%. "A inflação deve encerrar 2012 acima de 5%. Sentimos o reflexo da seca nos EUA. Outro fator é o reajuste no preço de derivados de petróleo", diz o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Heron do Carmo. O economista da LCA Consultores, Fábio Romão, afirma que manteve sua projeção de 5,2% para o IP-
CA no ano, mas, por pressões em alimentos, mudou a composição das previsões. "Por causa da sazonalidade, esperamos alta acumulada de 15% para a carne até dezembro", diz. O economista da Tendências Consultoria, Thiago Curado, espera que a inflação média mensal de setembro a dezembro seja de 0,53%, o que levará o IPCA para 5,4% em 2012. A projeção considera um reajuste no valor do etanol – pela entressafra – e da gasolina, após ajuste de 10% nas refinarias. "Prevemos um reajuste de 4,5% no valor da gasolina para o consumidor. Isso impactaria em 0,18 ponto percentual (p.p.) no IPCA. O reflexo do aumento do etanol seria de 0,09 p.p.", diz Curado.
Nova poupança perde com inflação e TR Em agosto, rendimento da nova caderneta foi de 0,47%, taxa bem próxima à do IPCA do período, de 0,41%. Desempenho a partir de agora depende dos preços.
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rendimento real – rentabilidade bruta descontada a inflação – da nova poupança já começa a ser afetado por um cenário econômico com os preços em alta, juros em queda e Taxa Referencial (TR) zerada. A exceção, por enquanto, é a antiga poupança, que oferece rendimento fixo de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais TR. Enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,41% em agosto, a poupança com aniversário em 1º de setembro rendeu 0,47% – diferença pequena, de 0,06 ponto percentual. De janeiro a agosto, a nova poupança rendeu pouco mais de um ponto percentual acima da inflação, já que ofereceu rendimento de 4,29%, ante um IPCA de 3,18% no período. "A perspectiva é de que a nova caderneta de poupança encerre o ano com ganho real de 1%. Só perderá se a inflação acelerar ainda mais a partir de agora", disse o administrador de investimentos Fabio Colombo.
O rendimento da nova pou- Economia de São Paulo (Corepança, que equivale a 70% da con) e vice-presidente da Ortaxa Selic, também depende- dem dos Economistas do Brará dos rumos dos juros bási- sil (OEB) José Dutra Vieira Socos, hoje em 7,5% ao ano. Isso brinho. "Com a Selic a 7,5% ao significa que, em setembro, a ano ou menor, a TR deve pernova poupança (com depósi- manecer zerada e, dessa fortos a partir do dia 3 de maio) ma, deixa de influenciar o renvai render dimento da 5,25% ao ano poupança – (ou 0,4273% seja a aplicaao mês). ção nova ou TR – As reantiga", afirc e n t e s q u emou. das da Selic Segundo por cento zeraram a TR. ele, a TR estefoi o rendimento A taxa, que ve positiva serve de refeem julho e na da nova poupança rência para o primeira sede janeiro a agosto, rendimento m a n a d e da poupança a g o s t o p o rante uma variação e de contraque seu cálde 3,18% do IPCA tos, está zeculo depende no período. rada há cerca do número de de 20 dias dias úteis enúteis. O últitre dois animo dia em que esteve positiva versários. Por isso, oscilou foi 6 de agosto (0,0236%). De com a Selic em 8,5% ou 8% ao janeiro a agosto, a TR foi de ano. "Quando o cálculo era so0,28%, segundo cálculo do bre 21 dias úteis, ela ficava professor de matemática fi- próxima de zero, mas acima nanceira do Insper, conselhei- disso era positiva", explicou. ro do Conselho Regional de A TR depende do número de
4,29
dias úteis porque varia conforme a Taxa Básica Financeira (TBF). A TBF é calculada pelo Banco Central (BC) a partir da média das taxas do mercado financeiro para Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), de uma amostra de 30 bancos. "O cálculo é feito com base em taxa média e volume captado pelos bancos por meio dos CDBs, que seguem o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), atrelado à Selic. Quando a taxa de juros básica cai a 7,5% ao ano, os bancos não pagam mais do que esse patamar em CDBs." O Comitê de Política Monetária (Copom), que fixa a Selic, informou, na semana passada, que terá mais parcimônia nos próximos movimentos, o que sinaliza o fim do afrouxamento monetário. Segundo o professor, se houver mais quedas e aumento da inflação, o rendimento real da poupança pode ser negativo no ano, algo que ocorreu só em 2002, quando o IPCA atingiu 12,53% ao ano e o ganho da poupança, 9,14%. (RT)
IC-Br tem queda de 0,08% no mês passado
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s preços dos produtos básicos que mais afetam a inflação no Brasil voltaram a recuar em agosto, depois da forte alta registrada em julho, conforme dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). A variação de preços no segmento de commodities, medida pelo Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br), marcou diminuição de 0,08% em agosto na comparação com julho. No mês anterior, houve crescimento de 7,81% ante o mês de junho, no maior aumento mensal desde dezembro de 2005, quando o índice apresentou crescimento de 8,23%.
Com o resultado do mês passado, o IC-Br caiu de 135,17 pontos em julho para 135,05 pontos em agosto. O índice do BC acumula avanço de 8,62% no ano e de 11,33% nos últimos 12 meses encerrados em agosto. Houve queda de preços de 0,91% em agosto em relação a julho no segmento agropecuário. Os preços de metais, como alumínio e minério de ferro, tiveram baixa de 2,02% na mesma comparação. No sentido contrário, o grupo energia registrou expansão de 7,1% na comparação mensal. Nesse segmento, estão incluídos os preços de petróleo, gás natural e carvão. (AE)
14 -.ECONOMIA
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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e País ganha pontos na competição global
15 Temos uma transição quando os sinais não são todos na mesma direção. Flávio Castelo Branco, da CNI
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Marco de Paula/AE
Brasil foi o único entre os Brics a avançar no ranking de competitividade. China ainda lidera o bloco.
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ntre os países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil foi o único que conseguiu subir posições no ranking de competitividade global elaborado pelo World Economic Forum (WEF), divulgado ontem pelo Movimento Brasil Competitivo. No ano passado, o País ocupava o 53º lugar entre os países mais competitivos do mundo e ocupa agora a 48ª posição. Entre os mercados emergentes, a China continua a liderar o grupo do Brics, mas caiu três posições em relação ao ano passado, passando da 26ª para a 29ª posição. O líder do ranking continua sendo a Suíça, seguida por Cingapura, Finlândia, Suécia, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Hong Kong e Japão, entre os 10 primeiros. O ranking de competitividade é elaborado a partir de pesquisas de opiniões e percepções com 14 mil empresários em 144 países. O relatório de Competitividade Global destaca que o Brasil aparece ago-
ra, pela primeira vez, entre as 50 economias mais competitivas do ranking, e que a melhora de posição acontece "apesar do índice de inflação de quase 7%". De acordo com o responsável pela análise dos dados brasileiros, Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, o ranking foi afetado pela incerteza crescente por conta da crise na Europa, da vulnerabilidade norte-americana e da desaceleração da China. A Fundação coordena a coleta e a análise
Uma das bases da análise para elaboração do ranking de competitividade é o fator inovação, que pode ser verificada na exploração do Pré-sal. de dados brasileiros. O estudo afirma que o Brasil melhorou nas suas condições macroeconômicas e tira proveito de ter o sétimo maior mercado interno do mundo. O País também é elogiado por seu uso cada vez maior de tecnologias da informação e comunicação e no acesso a financiamentos para projetos de investimentos. Entraves– No entanto, o Brasil ocupa posições baixas na avaliação de empresários sobre eficiência do governo e confiança em políticos. "Apesar destes pontos fortes, o País também enfrenta desafios importantes. A confiança em políticos é baixa (121º no ranking específico para o tema), assim como a eficiência do governo (111º), por causa de excesso
de regulação governamental (144º) e desperdício em gastos (135º)". Os esforços do Brasil para incentivar micro e pequenas empresas são reconhecidos, mas o País ainda é visto como um dos mais difíceis para novos empreendedores, com percepção de que os impostos são altos demais e provocam distorções na economia. Sobre competitividade sustentável, "o desempenho geral relativamente bom do Brasil mascara uma série de preocupações ambientais, como desmatamento da Amazônia, com o país registrando um dos maiores índices de desmatamento do mundo. E apesar de o Brasil demonstrar um desempenho geral razoável na área de sustentabilidade so-
cial, a desigualdade enorme do país segue preocupante". Segundo o ranking, os países do Sul da Europa continuam a sofrer por causa da crise econômica, entre eles, a Grécia, que ocupava o 90º lugar no ano passado e caiu seis posições este ano. Já as economias asiáticas têm demonstrado grande desempenho. Além de Hong Kong e Japão, Taiwan (13º) e República da Coreia (19º) aparecem entre os 20 países mais competitivos do mundo. Na América Latina, o país com a melhor posição é o Chile, que aparece com o 33º lugar no ranking. Na África Subsaariana, a África do Sul (52º) e as Ilhas Maurício (54º) apresentam as melhores colocações, o que
demonstra, segundo o ranking, que a maioria dos países da região continua a demandar esforços para melhorar sua competitividade. O ranking do Relatório Global de Competitividade é baseado no Índice de Competitividade Global, desenvolvido para o Fórum Econômico Mundial, e engloba 12 categorias, chamadas de pilares de competitividade, entre elas, instituições, infraestrutura, ambiente macroeconômico, saúde e educação primária, capacitação e educação superior, eficiência no mercado de bens, eficiência no mercado de trabalho, desenvolvimento do mercado financeiro, prontidão tecnológica, tamanho de mercado, sofisticação de negócios e inovação. (Agências)
Ameaça de novas greves
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randes categorias de trabalhadores, como petroleiros, químicos, metalúrgicos e bancários, têm data-base de campanha salarial marcada para os próximos três meses com pedidos de aumento real que vão de 2,5% a 10%. As categorias não descartam entrar em greve. Na última terça-feira uma reunião entre metalúrgicos e representantes do setor de máquinas e eletrônicos de São Paulo terminou sem acordo. Os metalúrgicos querem 2,5%
de aumento real, além do reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 5,3%. A proposta patronal foi de 5% de reajuste total. Os químicos entregam a pauta dos trabalhadores no dia 19 com pedido de aumento real de 5%, mais reposição da inflação. A categoria espera que as empresas comecem a se manifestar a partir do dia 25. Além do reajuste, pedem que o piso salarial passe de R$ 950 para R$ 1.200 e participação nos lucros e resultados
(PLR) mínima em R$ 1.200. Os petroleiros entregaram pauta de reivindicações à Petrobras com pedido de 10% de aumento real, além de reposição da inflação. Já os bancários decidiram entrar em greve no próximo dia 18, após mais uma rodada fracassada de negociação. Os banqueiros propõem um reajuste linear para salários, pisos e benefícios de 6%, enquanto os trabalhadores pedem 10,25%, sendo 5% de aumento real. (AE)
Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress
Representantes dos metalúrgicos reivindicam aumento real de 2,5%. Sem acordo, preparam paralisação.
Indústria produz mais, mas fatura menos.
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indústria brasileira apresentou sinais contraditórios em julho, segundo divulgou ontem a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A utilização da capacidade instalada subiu para 81,6%, de 80,7% verificado em junho. Já o faturamento real teve queda de 2,4% no mês passado em relação a junho (dado com ajuste), mas subiu 5,5%, na comparação com julho de 2011. No ano, até julho, a expansão do faturamento real é de 3,4% na comparação com igual período do ano passado. Outro indicador que
apresentou sinais distintos foi o do emprego, que subiu 0,2% de junho para julho, mas caiu a mesma magnitude (-0,2) na comparação de julho com igual mês de 2011. O volume de horas trabalhadas apresentou queda nas duas bases de comparação: caiu 0,3% no dado dessazonalizado, na margem, e perdeu 1,3% na comparação anual. A massa salarial real registrou alta de 4,1%, em julho na comparação com julho de 2011, enquanto o rendimento médio real subiu 4,3%.
Nos primeiros sete meses do ano, o volume de horas trabalhadas acumula queda de 1,5% e o de emprego, -0,1%. Já a massa salarial real e o rendimento médio real registram alta de 6,1%. Os sinais contraditórios foram lidos pelo gerenteexecutivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, como uma fase de transição. "O quadro segue mais ou menos o mesmo sem grande mudança. Temos uma transição quando os sinais não são todos na mesma direção. Talvez seja uma sinalização de reversão, mas não toda aquela que já se espera há algum tempo", comentou. (AE)
CONVITE PARA A RODADA DE NEGÓCIOS COM FABRICANTES MALASIANOS
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O Brasil é o único país dos Brics em que a Lenovo ainda não está entre as três principais empresas. Yang Yuanqing, CEO da Lenovo no Brasil
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Chinesa Lenovo compra CCE por R$ 300 milhões A aquisição da fabricante brasileira de eletrônicos dobra o tamanho da multinacional Lenovo no País. Bárbara Oliveira
Nacho Doce/Reuters
chinesa Lenovo, a segunda maior empresa de PCs do mundo, anunciou ontem a compra da Digibrás Participações, que detém a marca da CCE, uma das mais tradicionais fabricantes de eletrônicos do País, pelo valor base de R$ 300 milhões. A aquisição deverá dobrar o tamanho da Lenovo no País, para chegar a uma participação de mercado de 7% em PCs, espera seu CEO, Yang Yuanqing. A liderança em computadores é esperada em no máximo três anos. "O Brasil é o único país dos Brics em que a Lenovo ainda não está entre as três principais empresas", afirmou Yang Yuanqing. No Brasil, a Lenovo tem como principais concorrentes a Positivo, a atual líder do mercado, e a HP. Segundo Dan Stone, recém-nomeado gerente-geral da empresa chinesa no Brasil, o negócio é importante para a Lenovo porque vai agregar o conhecimento de mercado e do consumidor da CCE, cujos principais clientes hoje são escolas e empresas. O objetivo é ampliar o portfólio de produtos, com tablets, smartphones e smart TVs. Além disso, a fabricante da China herda uma base de 20 mil pontos de vendas da CCE no País. Por enquanto, segundo Stone, ambas as marcas conviverão com suas linhas de produtos já existentes e conhecidos como PC+, ou seja, os notebooks e aqueles que trazem funções de um PC em outras telas: os smartphones, tablets e as tevês conectadas. Mais novidades devem chegar em 2013 com equipamentos a serem montados no Brasil pela Lenovo, na fábrica que ela está construindo em Itu (SP). Durante a negociação, que ainda precisa ser aprovada pelos órgãos reguladores, também não haverá interrupção nas operações das duas empresas – fabricação, atendimento, entrega de equipamentos e garantia. "O fato de a CCE conhecer bem o Brasil e a Lenovo ter uma enorme capacidade global de inovação tornam a parceria potente", avalia o CEO da CCE, Roberto Sverner. "A união das duas empresas é boa para a economia, vai estimular os empregos, melhorar a competitividade de seus equipamentos e aprimorar as operações brasileiras no período que antecede a Copa do Mundo e a Olimpíada". A fabricante chinesa também quer uma posição firme na América Latina, onde já detém 10% do mercado de PCs na Argentina e 8% no México. Mas é no Brasil que ela aposta suas maiores fichas, por sermos o terceiro maior consumidor de
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O CEO da Lenovo, Yang Yuanqing: companhia com sede na China ficou mundialmente conhecida quando comprou a divisão de computadores da IBM, em 2005. PCs do mundo atrás somente dos Estados Unidos e da China, segundo o IDC. A Lenovo ficou mundialmente conhecida quando comprou a divisão de computadores da IBM, em 2005, e concentrará suas futuras aquisições em empresas que tenham o perfil de produtos PC+. "Neste momento, não nos interessamos por empresas fornecedoras de serviços de TI ou softwares, porque não queremos concorrer com a IBM", disse o CEO Yuanqing. A CCE foi criada em 1964. Nas suas fábricas de Manaus produziu cerca de 800 mil PCs no ano passado e 7,4 milhões de televisores nos últimos cinco anos. Em 2011, o faturamento da companhia foi de R$ 1,6 bilhão. Em Manaus também são fabricados os novos ultrabooks da marca, os slimbooks e celulares. A Lenovo, hoje, detém 15% domercado mundial de PCs e divulgou lucro de US$ 141,4 bilhões no primeiro trimestre fiscal.
Marketing está distante da classe C Sílvia Pimentel
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mercado publicitário brasileiro não promove campanhas adequadas para se comunicar com os consumidores da nova classe média, calculada em 103 milhões de pessoas, ou 53,9% da população. Essa é uma das conclusões de uma pesquisa apresentada ontem, no Hotel Transamérica, pelo Data Popular, realizada entre julho e agosto com 2,2 mil consumidores da classe C, em 155 cidades de todos os estados brasileiros. De acordo com o levantamento, 46% dos entrevistados afirmaram que nenhuma marca conquistou a sua preferência. En-
tre as mais citadas de modo geral aparecem Nestlé, Samsung, Adidas, O Boticário, Natura e Hering. Segundo o coordenador da pesquisa, o publicitário Renato Meirelles, sócio do
Data Popular, além da falta de interesse dos profissionais da publicidade em chegar mais perto desse público, a mudança de consumo de novas categorias de produtos ocorrida nos últimos anos acontece em uma velocidade muito maior do que a capacidade das empresas c o n s t r u írem marcas para esses consumidores. “Hoje, o azeite está presente na cesta da classe C, assim como produtos da categoria Premium”, disse. Pesquisas anteriores feitas pelo instituto de pesquisa especializado nesse mercado, mostram que o número de categorias de produtos presente no carrinho de supermercado desses consumidores passou de 27, em 2001, para 42, no ano passado. Em 2011, os gastos da nova classe média brasileira somaram mais de R$ 1 trilhão. Na pesquisa apresentada ontem, durante o Congresso Nacional das Relações Empresa-Cliente – Conarec, na categoria carro, a Fiat foi a marca mais citada, seguida da Volkswagen e da Chevrolet. Estima-se em R$ 56 bilhões o volume de vendas de
veículos somente para a classe C. Na categoria alimentos, Nestlé, Sadia e Perdigão foram as mais citadas. No setor de higiene pessoal, que fatura aproximadamente R$ 25,5 bilhões com a nova classe média, a Dove aparece em primeiro lugar, a Colgate em segundo, e a Johnson em terceiro. Foram pesquisadas 17 categorias de produtos, com uma única pergunta: qual marca conquistou o seu coração? Na categoria varejo de eletroeletrônicos, chama a atenção a participação da Casas Bahia no resultado. Embora a rede tenha liderado a preferência dos entrevistados, ela foi citada por apen a s 1 0 % , s eguida da Americanas - Ponto Frio, com 6,9%, e do Magazine Luiza. Para Renato Meirelles, a baixa adesão é explicada pela falsa premissa de que os consumidores da classe C preferem baixos preços. “Esse modelo não é suficiente para conquistar esses consumidores porque, na verdade, eles não compram preço,
mas valor, relevância”, explica. Outro dado que surpreendeu foi a ausência do banco Bradesco na categoria banco. O Banco do Brasil aparece em primeiro lugar, com 25% das citações, seguido do Itaú, com 23,9%, e da Caixa Econômica Federal, com 18,8%. No varejo de roupas, a C&A ganha a preferência, com 15,4%, seguida da Renner, com 13,2%, e Riachuelo, com 10,4%. Entre as companhias aéreas, a Tam foi a mais citada, com 50% das respostas. A Gol ficou em segundo lugar, com 34,8%, seguida da Azul. Na categoria de telefonia, os consumidores da classe C preferem a Tim (29,3%), seguida da Vivo (28,8%) e Oi (19,8%). “Não duvido que, no futuro, a Tim passe a Vivo, que é hoje é líder no mercado”, prevê Roberto Meir, presidente do Grupo Padrão, organizador do Conarec. Para Renato Meirelles, quem conseguir conquistar a classe C hoje, que deve subir degraus na pirâmide até chegar nas classes B e A, será líder de mercado.
Cresce endividamento das famílias
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nível de endividamento dos paulistanos cresceu em agosto e atingiu o maior percentual neste ano. Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) mostra que 53,5% das famílias possuem algum tipo de dívida, ante 50,9% no mês anterior. Em igual período de 2011, o nível de endividamento das famílias era de 45,1%, segundo os dados divulgados ontem pela federação. A pesquisa revela ainda que em números absolu-
tos, o total de famílias endividadas aumentou de 1,826 milhão em julho para 1,919 milhão em agosto. No entanto, o número de paulistanos com contas atrasadas apresentou queda de 2,8 pontos percentuais em agosto ante o mês anterior, ao passar de 644 mil para 545 mil. Arrolamento de dívidas – Entre essas famílias com dívidas, 39,0% têm contas vencidas a mais de 90 dias; 38,2% têm contas atrasadas entre 30 e 90 dias; e 21,8% apresentam dívidas postergadas por até 30 dias. O principal tipo de dívida
continua sendo feita por meio do cartão de crédito (71,5%), seguida de carnês (18,9%), financiamento de carro (14,9%), crédito pessoal (12,6%) e cheque especial (6,9%). Carro – Dentre todos esses itens, o destaque fica por conta do crescimento do endividamento por meio de financiamento de carro. A alta de 7,3 pontos percentuais em agosto é o maior nível apresentado desde janeiro de 2010. Segundo a assessoria técnica da Fecomercio-SP, apesar de registrar o maior percentual
do ano, "o nível de endividamento segue controlado e ainda é possível crescer mais, já que os níveis de emprego e renda vêm apresentando crescimento no decorrer do ano". O resultado da pesquisa em agosto ainda mostra que a redução feita pelo governo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os setores de linha branca, carros, móveis, materiais de construção, somado à redução das taxas de juros (Selic), continuam impulsionando o consumo das famílias paulistanas. (Folhapress)
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17 O grande desafio da atual gestão do Toriba é conciliar a tradição do hotel com as mudanças do segmento de hotelaria nos últimos anos.
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Passageiro Vip
Tradição de olho no futuro Divulgação
lembrar conveses de navios familiares para os hóspedes, em suas chaise longues, contemplarem a natureza. Não por acaso, no início das operações, boa parte dos funcionários do hotel – entre cozinheiros, camareiros, governantas e garçons – foi contratada direto da tripulação de um navio de luxo que aportou em Santos anos antes. A história da administração do Toriba poderia ganhar um capítulo à parte. Depois de passar por profissionais externos, está nas mãos da família Villares desde 1995.
Mas se o hotel permaneceu essencialmente o mesmo em seus ideais e estilo com foco no hóspede familiar, o consumo no Brasil se democratizou. E, com ele, surgiram novos hábitos. No lugar de gente de alto poder aquisitivo que costumava passar o mês inteiro no hotel durante o verão, Campos de Jordão atrai hoje um público que se caracteriza por estresse urbano, tempo reduzido, alto grau de exigência nos serviços, e total dependência tecnológica. Eis aqui o grande desafio da atual gestão do Toriba, a cargo de
Alberto Villares Lenz Cesar, formado pela prestigiosa escola de hotelaria Cornell, com o apoio do experiente consultor em marketing José Eduardo Melo e Silva. A missão é conciliar os dois mundos, encontrando o ponto de equilíbrio entre preservar a gloriosa tradição e investir na estimulante hotelaria moderna. Com intervenções pontuais que preservam as características originais do local, Alberto tem dado conta do recado. Atualizou os 24 espaçosos apartamentos com o mesmo padrão de instalações, amenidades e serviços encontrados em hotéis de alta categoria. Em paralelo, ele também construiu mais quatro apartamentos e oito chalés externos de alto padrão. Alberto sabe que o seu sucesso está associado a manter o Toriba vivo e rentável. Por isso, a cada dia busca novas fórmulas que incluem desde a venda de produtos que explorem a grife famosa, até conquistar o mercado corporativo para eventos de pequeno porte, mas que saiba valorizar a natureza privilegiada combinada ao espaço e serviços diferenciados.
Divulgação
P
restes a completar 70 anos de operação em 2013, o Hotel Toriba em Campos de Jordão, apenas 20 anos mais jovem que o Hotel Copacabana Palace, faz parte do patrimônio cultural brasileiro, pois pertence a um reduzido grupo de hotéis antigos que ainda teimam em operar. Não é pouco para um país que costuma desprezar tradições. Diferentemente da concorrência de seu padrão dentro ou fora da cidade – que ora fechou as portas, entrou em decadência, ganhou outro destino comercial, ou pior, transformou-se em caricatura do próprio passado – o Toriba manteve-se firme e forte em sua trajetória. Inaugurado em 1943, quando o turismo em Campos do Jordão mal existia, o hotel ajudou a ditar o tom da cidade, com sua arquitetura alpina somada ao requinte no atendimento e hóspedes ilustres e sofisticados. Ocupando 328 mil m² e a 1.750 metros de altura, o hotel nunca deixou de pertencer à família Villares. Está cercado por uma mata esplendorosa, onde não faltam as famosas araucárias do clima frio, muitas delas centenárias. Nas instalações, tudo transpira elegância e charme, do chá impecável ao mobiliário em estilo suíço. Há, ainda, a imponente coleção de murais do pintor italiano Fúlvio Pennacchi, a gastronomia impecável e as varandas extensas, desenhadas para
Gustavo França
O
gerente de novos projetos da Visual Turismo é fluminense de Volta Redonda. Formado em Turismo com pósgraduação em Hotelaria pela USP, Gustavo França começou a carreira com sua própria agência, que dirigiu por dez anos. "A empresa se tornou referência na região e rendeu até um convite para apresentar um programa de tevê", conta. Além de subsecretário de turismo, deu aulas na faculdade de sua cidade. Em 2006, assume em São Paulo a área de promoção do Club Med, e depois de uma carreira brilhante, torna-se gerente geral da Casa do Agente, com o objetivo de
transformá-la na primeira host agency do país. Até que em 2009 Afonso Louro o convida para se tornar o principal executivo de vendas da Visual. Um ano depois, aceita o desafio atual. Seguem-se então vários projetos bem sucedidos, entre eles um workshop temático que levou mais de cinco mil agentes de viagens ao Terraço Dalu e WTC, em São Paulo. Qual a fórmula do sucesso? "Estou antenado em tudo, percorro feiras e encontros profissionais em todo mundo, pois acredito que durante a próxima década viveremos os anos dourados do turismo no Brasil", avalia.
Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br
DIà RIO DO COMÉRCIO
18 -.ECONOMIA/LEGAIS
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
e Ibovespa reage bem a alta de imposto A cadeia da indĂşstria foi beneficiada, o mercado ficou otimista e foi comprar. Henrique Kleine, economista-chefe da Corretora Magliano
conomia
O anĂşncio do aumento da alĂquota do Imposto de Importação para 100 produtos valorizou papĂŠis de setores industriais, como o de siderurgia e petroquĂmica.
A
elevação do Imposto de Importação (II) para 100 produtos, anunciada na terçafeira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu fĂ´lego para a BM&FBovespa ontem e deixou para segundo plano a tĂŁo esperada decisĂŁo do Banco Central Europeu (BCE), hoje. O ganho da bolsa foi puxado, principalmente, pelo setor siderĂşrgico, com destaque para as açþes da Usiminas, Vale e Petrobras. Com isso, o Ibovespa encerrou a sessĂŁo com valorização de 1,12%, aos 56.863 pontos. O ganho, porĂŠm, nĂŁo anulou a perda no mĂŞs, que ontem ficou em 0,35%. Ontem, o governo reforçou que entre os setores beneficiados pela elevação do Imposto de Importação estĂŁo siderurgia, petroquĂmica, quĂmica fina, medicamentos e bens de capital. Para o economista-chefe da Corretora Magliano, Henrique Kleine, a alta da bolsa ĂŠ atribuĂda a um conjunto de setores que foram favorecidos pela medida. "A cadeia da indĂşstria foi beneficiada e o mercado ficou otimista e
Antonio Cruz/ABr
resolveu comprar. Os papĂŠis estavam baratos demais. Agora, se ĂŠ real ou nĂŁo, sĂł o tempo dirĂĄ", disse. AlĂŠm desta notĂcia, as açþes da Usiminas ainda foram favorecidas pela elevação da previsĂŁo do Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação a amortização) para 2013, para R$ 1,77 bilhĂŁo, pelo ItaĂş BBA. Esse valor corresponde a um crescimento de 28% em relação Ă previsĂŁo anterior. As açþes PNA e ON da Usiminas lideraram o primeiro e o segundo lugares de alta do Ăndice, com ganhos de 17,97% e 9,44%, respectivamente. Na sequĂŞncia, apareceu outra siderĂşrgica, a CSN ON, com valorização de 8,16%. Vale tambĂŠm fechou no azul, mesmo com mais uma queda no preço do minĂŠrio de ferro. O papel ON subiu 1,69% e o PNA, 1,37%. A cotação do minĂŠrio de ferro na China voltou a recuar. AlĂŠm disso, a empresa anunciou uma oferta de US$ 1,5 bilhĂŁo em bĂ´nus com cupom de 5,625% ao ano e vencimento em 2042. Os recursos captados tĂŞm propĂłsitos corporativos em geral.
Regras anunciadas pelo ministro Guido Mantega podem reduzir a competitividade do setor de embalagens Plåstico e embalagens – A decisão do governo de elevar o Imposto de Importação de 100 produtos, incluindo resinas e papÊis que podem ser utilizados no setor de embalagens, foi recebida com pessimismo por representantes dessas indústrias. Entre alguns execu-
PaĂs capta US$ 1,25 bi em bĂ´nus
O
Brasil captou US$ 1,25 bilhĂŁo com a emissĂŁo de um bĂ´nus Global com vencimento em 2023, pagando o menor rendimento da histĂłria para um tĂtulo de 10 anos, e abrindo caminho para empresas nacionais melhorarem suas condiçþes de financiamento no exterior. O cupom (juros) do bĂ´nus Global 2023 foi de 2,625%, e o tĂtulo foi vendido a 99,456% do valor de face, informaram os bancos lĂderes da operação. Com isso, o bĂ´nus brasileiro ofereceu um rendimento (yield) de 2,686% ao ano. Na continuidade da operação, o papel poderĂĄ ser ofertado tambĂŠm no mercado asiĂĄtico no montante de atĂŠ 10% do
captado nos Estados Unidos e na Europa. A demanda pelos bĂ´nus brasileiros teria chegado a US$ 4,5 bilhĂľes, de acordo com IFR, um serviço da Thomson Reuters. A emissĂŁo feita ontem ĂŠ a primeira apĂłs o lançamento em abril de bĂ´nus Global denominado em real no montante de R$ 3,15 bilhĂľes. Na ĂŠpoca, em contexto de valorização da moeda brasileira, o governo avaliou que o investidor estrangeiro interessado em tĂtulos do PaĂs poderia ter a opção de adquirir um papel denominado em real no exterior, sem que houvesse necessidade de internalizar os recursos. Curva de juros – A Ăşltima emissĂŁo de bĂ´nus em dĂłlar ocorreu no inĂcio de janeiro , US$ 825 milhĂľes por meio
do Global 2012. O papel foi oferecido nos mercados americano, europeu e asiĂĄtico, e ofereceu um rendimento de 3,449% ao ano, atĂŠ entĂŁo o menor das emissĂľes externas. O secretĂĄrio do Tesouro, Arno Augustin, disse que o objetivo da nova emissĂŁo "ĂŠ ter uma curva soberana de juros, a melhor possĂvel, para nossas empresas se financiarem no exterior". Augustin lembrou que as empresas brasileiras nĂŁo estĂŁo excessivamente endividadas em moeda estrangeira. A dĂvida externa total atingiu em julho R$ 88,411 bilhĂľes, sendo R$ 58,442 bilhĂľes em bĂ´nus Global denominados em dĂłlar. JĂĄ os papĂŠis denominados em real somam R$ 13,291 bilhĂľes. (Reuters)
tivos, a percepção Ê de que a medida resultarå em elevação dos preços praticados no mercado domÊstico e consequente pressão adicional às margens da cadeia. "Em vez de protegermos produtos de maior valor agregado, onde hå maior geração
de emprego, vimos benefĂcio a um setor onde nĂŁo hĂĄ concorrĂŞncia", disse o presidente da Associação Brasileira da IndĂşstria do PlĂĄstico (Abiplast), JosĂŠ Ricardo Roriz Coelho. Ele se refere Ă inclusĂŁo na lista de diferentes tipos de polietileno (PE), produzidos no Brasil ape-
nas pela Braskem e cujo Imposto de Importação foi elevado de 14% para 20%. "Não sou contra esse tipo de proteção em setores nos quais hå concorrência. É preciso gerar mais concorrência (interna)", alertou Coelho. O diretor-financeiro da Dixie Toga, Marcos Antonio de Barros, teme que uma eventual alta dos preços das matÊrias-primas resulte em maior pressão sobre as margens da cadeia. "É um setor que estå sofrendo muito por conta das margens e, se houver aumento, ele precisarå ser repassado", destaca. Barros acredita que a medida, cujo objetivo inicial era beneficiar a indústria, pode prejudicar ainda mais alguns setores. O coordenador de estudo da Associação Brasileira de Embalagem (Abre) sobre o setor, Salomão Quadros, corroborou a preocupação dos empresårios. A elevação da tarifa de importação pode ser repassada para a cadeia e resultar em perda adicional de competitividade a setores que jå sofrem com a forte concorrência de produtos importados. (AE)
Capital estrangeiro escoa, diz BC.
A
saĂda de dĂłlares do PaĂs voltou a superar a entrada de moeda estrangeira em agosto, invertendo o movimento verificado nos dois meses anteriores. Segundo o Banco Central, o fluxo de divisas para o Brasil ficou negativo em US$ 896 milhĂľes. Ao longo do mĂŞs, a saĂda de capital estrangeiro chegou a superar US$ 3 bilhĂľes. Esse foi um dos fatores que ajudou a pressionar a cotação do dĂłlar. Na quarta-feira, dia 29, porĂŠm, a forte entrada de recursos melhorou esse saldo. As apostas dos bancos brasileiros na alta da moeda estrangeira caĂram em agosto para o menor nĂvel do ano, US$ 1,9 bilhĂŁo. Em fevereiro, superava US$ 10 bilhĂľes. Fontes do governo jĂĄ disseram que o plano ĂŠ manter o dĂłlar na faixa entre R$ 2,00 e R$ 2,05 no momento. HĂĄ duas semanas, o Banco Central interveio no mercado de câmbio
62 porcento menor ĂŠ a entrada de dĂłlar no Brasil entre janeiro e agosto, comparado com igual perĂodo do ano passado. para evitar que a moeda ficasse abaixo desse piso fixado. Nos Ăşltimos dias do mĂŞs, quando a cotação chegou a R$ 2,05, a instituição avaliou atuar novamente no mercado, para evitar uma alta maior. NĂŁo foi necessĂĄrio, pois o preço da moeda norte-americana acabou recuando. A maior contribuição para a saĂda de dĂłlares no mĂŞs pas-
sado veio do comĂŠrcio exterior, que respondeu por 75% do resultado negativo. Apesar de a balança comercial ter registrado superĂĄvit, parte do dinheiro das exportaçþes nĂŁo entrou no PaĂs Em relação Ă s demais operaçþes, como investimentos e remessas de lucro, o saldo ficou negativo pela primeira vez em trĂŞs meses. No ano, a entrada de dĂłlares ainda supera a saĂda em US$ 23 bilhĂľes. Isso representa uma queda de 62% em relação ao mesmo perĂodo de 2011. Nos quatro primeiros meses de 2012, essa entrada chegou a US$ 25 bilhĂľes. Depois de a presidente Dilma Rousseff afirmar que o Brasil estava sendo vĂtima de um "tsunami" monetĂĄrio e do governo fechar algumas portas para o capital estrangeiro, os saldos mensais foram negativos ou moderadamente positivos. (AE)
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CARTĂ“RIO DO TRIGÉSIMO SEXTO OFĂ?CIO CĂ?VEL DA COMARCA DA CAPITAL FĂ“RUM CENTRAL CĂ?VEL JOĂƒO MENDES JĂšNIOR - COMARCA DE SĂƒO PAULO JUIZ: SWARAI CERVONE DE OLIVEIRA CITAĂ‡ĂƒO E INTIMAĂ‡ĂƒO. PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO NÂş 583.00.2010.137719-2 (NÂş DE ORDEM 771/2010). A Dra. Stefânia Costa Amorim Requena, JuĂza de Direito da 36ÂŞ Vara CĂvel da Capital, na forma da lei, etc... FAZ SABER a ALTAMIRO ROQUE DE OLIVEIRA, CPF/MF 067.457.338-20 e a MARIA HELENA PUCCI DE OLIVEIRA, CPF/ MF 087.851.318- 30, que BANCO BRADESCO S/A lhes ajuizou AĂ‡ĂƒO DE EXECUĂ‡ĂƒO, para cobrança da quantia de R$ 110.379,74 (junho/2011 fls. 55), dĂvida esta a tĂtulo de saldo devedor da CĂŠdula de CrĂŠdito BancĂĄrio EmprĂŠstimo Pessoal Sem Seguro Prestamista nÂş 321/4.965.112, datada de 20/02/2009. Encontrando-se os executados em lugar ignorado, foi determinada a citação e intimação por edital, para que no prazo de 03 dias, a fluir apĂłs o prazo de 20 dias supra, paguem o dĂŠbito atualizado. Em caso de pagamento dentro do trĂduo, a verba honorĂĄria serĂĄ reduzida pela metade. No prazo para Embargos, reconhecendo o crĂŠdito do exeqĂźente e depositando 30% do valor em execução incluindo custas e honorĂĄrios advocatĂcios, poderĂŁo os executados requerer seja admitido pagar o restante em 06 parcelas mensais, acrescidas de correção monetĂĄria e juros de 1% (um por cento) ao mĂŞs (Lei nÂş 11.382/2006). No caso de nĂŁo pagamento, os arrestos procedidos sobre os bens a seguir descritos, serĂŁo convertidos, em penhora, passando a fluir, automaticamente, o prazo de 15 dias para oferecimento de embargos Ă execução. Arrestos procedidos sobre: 1) unidade autĂ´noma nÂş 10, da quadra H, com frente para a Rua Onze, do condomĂnio denominado Cachoeiras do ImaratĂĄ, perĂmetro urbano de Itatiba, com a ĂĄrea Ăştil de 1.265,86m², ĂĄrea comum de 600,18267m², ĂĄrea total de 1.866,04267m², matriculado sob nÂş 12.139 no CRI da Comarca de Itatiba/SP; 2) unidade autĂ´noma nÂş 11, da quadra H, de frente para a Rua 11, do condomĂnio denominado Cachoeiras do ImaratĂĄ, perĂmetro urbano de Itatiba, com ĂĄrea total de 1.483,50m², matriculado sob nÂş 9.192 no CRI da Comarca de Itatiba/SP; 3) unidade autĂ´noma nÂş 12, da quadra H, com frente para a Rua 11, do condomĂnio denominado Cachoeiras do ImaratĂĄ, perĂmetro urbano de Itatiba, com ĂĄrea total de 1.586,70m², matriculado sob nÂş 9.193 no CRI da Comarca de Itatiba/ SP; 4) unidade autĂ´noma nÂş 13, da quadra H, com frente para a Rua Onze, do condomĂnio Cachoeiras do ImaratĂĄ, perĂmetro urbano de Itatiba, com ĂĄrea total de 1.559,53m², matriculado sob nÂş 25.978 no CRI da Comarca de Itatiba/SP; 5) lote de terreno nÂş 14, da quadra H, com frente para a Rua 11, do loteamento denominado Cachoeiras do ImaratĂĄ, perĂmetro urbano de Itatiba, com ĂĄrea Ăştil de 1.146,60m², ĂĄrea comum de 600,18267m², ĂĄrea total de 1.746,78267m², matriculado sob nÂş 11.316 no CRI da Comarca de Itatiba/SP. SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei. SĂŁo Paulo, 20 de julho de 2012.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 19
e Claro faz primeiro teste oficial da tecnologia 4G
Ainda não vamos lançar comercialmente. Carlos Zenteno, presidente da Claro
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Trem Bala nacional já tem interessados
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Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF) formará um consórcio com a também espanhola Renfe para disputar a primeira fase do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV) – também conhecido como Trem Bala brasileiro – que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. A afirmação foi feita pelo presidente da CAF Brasil, Paulo Fontenele. "Nós estamos trabalhando, nossos estudos estão prontos. Estamos montando um consórcio a partir da Espanha", disse o executivo, ontem, por telefone. De acordo com ele, todo o material rodante a ser utilizado, caso o consórcio seja o vencedor no certame previsto para 29 de maio de 2013, será fornecido pela CAF, que já possui uma fábrica de vagões em Hortolândia, interior de São Paulo. "Queremos fabricar (os trens) em Hortolândia e já estamos estudando a ampliação da fábrica", comentou Fontenele. Segundo o presidente da CAF Brasil, o consórcio deverá ter parceiros brasileiros. "Estamos vendo como podemos trazer empresas brasileiras para trabalhar com a gente." Para Fontenele, as novas regras do leilão do trembala, divulgadas em agosto, mostraram grande melhora em relação às anteriores. "O risco da construção civil foi eliminado, porque o governo assumiu o risco... Estamos vendo (o leilão) com muita serenidade." A taxa interna de retorno do projeto deve ser de 6,32% ao ano, segundo a minuta do edital divulgada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 23 de agosto. O documento foi colocado em audiência pública e ficará disponível até 24 de setembro para receber contribuições. A minuta do edital estabelece ainda tarifa-teto de R$ 0,49 por quilômetro percorrido, a ser cobrada na classe econômica no trajeto de 412 quilômetros entre as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. O critério para escolha do vencedor do leilão será o da melhor relação entre o valor de outorga oferecido pelo investidor e o menor custo de investimento que esse operador exigir para a construção da infraestrutura da ferrovia. A construção de toda a infraestrutura mais pesada caberá ao segundo concessionário, que será definido em leilão previsto para o início de 2014. (Reuters)
Lançamento deverá ocorrer somente em 2013, nas cidades sedes da Copa das Confederações.
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Vanessa Carvalho/AE
empresa de telefonia Claro realizou ontem os primeiros testes com transmissões de videoconferência na tecnologia de quarta geração (4G) a partir da cidade de Campos do Jordão (SP), ligando Paraty e Búzios (RJ) e uma antena instalada em Brasília (DF). O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, acompanhou o evento em Campos do Jordão. O presidente da Claro, Carlos Zenteno, disse que a empresa ainda aguarda a homologação das licenças de 4G por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e que o lançamento comercial deverá ocorrer apenas em 2013, junto com as cidades sedes onde se realizará a Copa das Confederações (Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador). "Ainda não vamos lançar comercialmente, apenas continuar fazendo experimentos aos clientes", afirmou. Zenteno evitou comentar se a venda de planos com 4G poderia ocorrer antes do prazo estabelecido pelo leilão da Anatel, que é de abril de 2013, mas disse que a empresa está empenhada em conseguir esta antecipação. Segundo ele, a expectativa é de que a formalização do uso
Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, acompanha o lançamento do 4G em Campos do Jordão (SP). do 4G possa vir ainda este mês. Já os equipamentos, como aparelhos de celular e modem compatíveis com a nova tecnologia, poderão ser vendidos antes do lançamento comercial aos clientes. Há duas semanas a operadora abriu sua rede de testes em Campos do Jordão para os usuários experimentarem a velocidade e a alta definição
por meio de downloads e streaming de vídeos. "Testamos quatro vídeos simultaneamente, todos com boa experiência", afirmou. Leilão – Zenteno disse que apoia a iniciativa do governo de promover o leilão da frequência de 700 MHz, que deverá ocorrer no segundo semestre de 2013. Segundo ele, esta faixa de frequência deveria, porém,
complementar as obrigações impostas à empresa de cobertura na licitação de 2,5 GHz, em junho deste ano. "Essa faixa (de 700 MHz) poderá ajudar a complementar as metas. O 2,5 GHz poderia ser mais usado nas grandes cidades e o 700 MHZ em cidades menores e áreas mais abertas, como rodovias. Isto aceleraria a expansão, de forma mais eficiente", disse. (AE)
EDUKAR EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL S.A.
Sociedade em Constituição Extrato da Ata de Assembleia Geral de Constituição em 26 de junho de 2012 1. Data, Hora e Local: 26 de junho de 2012, às 09:00 horas, na sede social da EDUKAR EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL S.A., na Rua José Maria Lisboa, 860, conj. 82, sala Edukar, São Paulo/ SP, CEP 01423-001. (“EDUKAR”). 2. Convocação e Presença: Dispensadas as formalidades de convocação, conforme o disposto no Artigo 124, §4º, da Lei 6.404/76, em decorrência de estarem presentes os acionistas representando a totalidade do capital social. 3. Mesa: Os trabalhos foram presididos por Roberto Felipe Tesch, brasileiro, solteiro, economista, portador do RG nº 26.351.495-X SSP/SP, e inscrito no CPF/MF nº 298.653.298-59, e secretariados por Pedro Guilherme Gonçalves de Souza, brasileiro, casado, advogado, portador do RG nº 28.956.051-2 SSP/SP, e inscrito no CPF/MF n° 221.269.208-01. 4. Ordem do Dia: Deliberar sobre: (i) constituição da Sociedade; (ii) Subscrição de Ações; (iii) Aprovação do Estatuto Social; (iv) Eleição da Diretoria. 5. Deliberações: Após exame e discussão da ordem do dia, os acionistas presentes decidiram, por unanimidade e sem quaisquer restrições, dissidências ou protestos: (i) constituir a Sociedade por Ações EDUKAR EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL S.A. na forma de seu Estatuto aprovado em Assembleia; (ii) subscrever R$ 30.110,00, representado por (a) 200.000.000,00 de ações ordinárias, emitidas pelo preço unitário de R$ 0,0001; (b) 1.000 ações preferenciais, CLASSE INVESTIDORES, emitidas pelo preço unitário de R$ 10,00; (c) 1000 ações preferenciais, CLASSE GESTORES, emitidas pelo preço unitário de R$ 0,10; e (d) 1000 ações preferenciais, CLASSE ASSOCIADOS, emitidas pelo preço unitário de R$ 0,01, todas nominativas e sem valor nominal; (iii) aprovar o Estatuto Social; (iv) eleger, com mandato de 3 (três) anos, (a) para o cargo de Diretor Presidente, ROBERTO FELIPE TESCH, já qualificado; e, (b) para os cargos de Diretores sem designação específica, PEDRO GUILHERME GONÇALVES DE SOUZA, já qualificado; DAVID PAES NORGREN, brasileiro, casado, empresário, RG 29.004.000-0 SSP/SP, CPF 298.447.608-52; EVA CHASKA UCHITEL TESCH, brasileira, solteira, RG 26.351.494-8 SSP/SP, CPF 268.432.608-88; e RENATO DE VITA, brasileiro, solteiro, empresário, RG 26.555.583-8 SSP/SP, CPF 220.424.228-43. Os Diretores eleitos tomarão posse mediante termo em livro específico. 6. Encerramento e Aprovação da Ata: Nada mais havendo a ser tratado e inexistindo qualquer outra manifestação, foi encerrada a presente Assembleia Geral, da qual se lavrou a presente ata que, lida e achada conforme, foi por todos assinada. Roberto Felipe Tesch Presidente; Pedro Guilherme Gonçalves de Souza - Secretário. Visto do Adv.: Emanoel Lima da Silva Filho - OAB/SP nº 265.117
Bardot Empreendimentos e Participações S.A. CNPJ/MF nº 08.730.932/0001-00 – NIRE 35.300.340.671 Ata de Assembleia Geral Extraordinária em 1º de junho de 2008 1. Data, Hora e Local: Em 1º/06/08, ás 15 h., na sede da Cia.. 2. Convocação e Presença: Dispensada, nos termos do § 4º do art. 124 da Lei nº 6.404/76, tendo em visto a presença da totalidade dos acionistas da Cia., conforme se observa do respectivo Livro de Presenças. 3. Mesa: Presidente: Carlos Fernando Vieira Gambôa; Secretária: Fabíola Ribeiro dos Santos. 4. Deliberações: Por unanimidade de votos dos presentes, com a abstenção dos legalmente impedidos, foram tomadas as seguintes deliberações: 4.1. Autorizar a lavratura da ata a que se refere esta assembleia em forma de sumário, e com omissão das assinaturas dos presentes nos termos do art. 130 e seus §§ da Lei nº 6.404/76. 4.2. Aprovar a redução do capital social da Cia. na forma da proposto da administração da Cia. que, aprovada pelos acionistas e rubricado pela Mesa, fica arquivada na sede da Cia., no montante de até R$ 49.000.000,00, mantendo-se inalterado o número de ações, mediante a restituição aos acionistas do valor ora aprovado em moeda corrente nacional, na proporção de suas participações acionárias detidas na Cia. nos termos do art. 173 da Lei 6.404/76. 4.2.1. Consignar que a presente deliberação só se tomará efetiva após transcorrido o prazo legal de 60 dias, nos termos do art. 174 da Lei 6.404/76. Findo o referido prazo, fica a administração autorizada a restituir referido valor aos acionistas e a praticar todos e quaisquer atos que se façam necessários para tanto. 4.2.2. Consignar que, tendo em vista que o Conselho Fiscal da Cia. não está instalado, inaplicável o disposto no art. 173 § da Lei 6.404/76. 4.2.3. Consignar que a posição acionária a ser considerada para o pagamento da redução aprovada no item 4.2 acima será aquela do 61º dia seguinte à publicação da presente ata. 5. Encerramento: Nada mais havendo a deliberar, foram encerrados os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que foi lida, aprovada e por todos assinada. Mesa: Carlos Fernando Vieira Gambôa – Presidente; Fabíola Ribeiro dos Santos – Secretária; Acionistas: Gavle Holdings S.A, Carlos Fernando Vieira Gambôa. Confere com o original lavrado em livro próprio. São Paulo, 01/06/2008. (ass.) Fabíola Ribeiro dos Santos – Secretária. Secretaria da Fazenda. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 306.566/08-4 em 12/09/2008. Cristiane da Silva F. Corrêa – Secret. Geral.
Alfa Corretora de Câmbio eValores Mobiliários S.A. CNPJ/MF nº 62.178.421/0001-64 - NIRE 35 3 0001529 1 Ata da Assembleia Geral Extraordinária Data: 20 de agosto de 2012.Horário: 10:00 horas.Local: Sede Social - Alameda Santos nº 466 - 6º andar, São Paulo - SP.Presença: Acionistas representando a totalidade do capital social. Mesa: Antonio César Santos Costa - Presidente. Adilson Herrero - Secretário. Ordem do Dia: Examinar, discutir e votar a seguinte Proposta da Diretoria:“Senhores Acionistas, na forma da Lei e do Estatuto Social, a Diretoria vem propor que sejampagosdividendosextraordináriosaosacionistasnasimportânciasdeR$3.273,81porlotede1.000açõesordináriaseR$3.601,19porlotede 1.000açõespreferenciais.OsvaloresaserempagostotalizamR$55.000.000,00esãoorigináriosdereservasdelucrosapuradospelaSociedadea partirde1996,registradosnaContaCOSIF6.1.5.20.00.0-ContaInterna3658”.SãoPaulo,20deagostode2012.a.a.)AntonioCésarSantosCosta. JoséElanirdeLima.DeliberaçõesTomadasporUnanimidade:Apósanáliseediscussão,osacionistasdeliberarampor:1.AprovaraPropostada Diretoria de pagamento extraordinário de dividendos extraordinários aos acionistas nas importâncias de R$ 3.273,81 por lote de 1.000 ações ordinárias e R$ 3.601,19 por lote de 1.000 ações preferenciais.Os valores a serem pagos totalizam R$ 55.000.000,00 e são originários de reservas de lucros apurados pela Sociedade a partir de 1996, registrados na Conta COSIF 6.1.5.20.00.0 - Conta Interna 3658; e 2. Autorizar a publicação desta Ata nos termos do parágrafo 1º do Artigo 130 da Lei de Sociedades por Ações.Lida e aprovada, vai esta ata assinada pelos presentes.São Paulo,20deagostode2012.Mesa:AntonioCésarSantosCosta-PresidentedaMesa.AdilsonHerrero-Secretário.OsAcionistas:BancoAlfade Investimento S.A. a.a.) Adilson Herrero. Fábio Alberto Amorosino.Corumbal Participações e Administração Ltda. a.a.) Flávio Márcio Passos Barreto. Paulo Guilherme M. L. Ribeiro. Esta ata é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. Adilson Herrero - Secretário. Certidão: Junta ComercialdoEstadodeSãoPaulo.Certificooregistrosobonº385.703/12-0,em03/09/2012.GiselaSimiemaCeschin-SecretáriaGeral.
Bardot Empreendimentos e Participações S.A. CNPJ/MF nº 08.730.932/0001-00 – NIRE 35.300.340.671 Ata de Assembleia Geral Ordinária realizada de 21/05/2008 1. Data, Hora e Local: Em 21/05/2008, às 10h., na sede social da Cia. (“Cia.”). 2. Convocação: Dispensada a convocação prévia, nos termos do Art. 124, § 4º da Lei 6.404/76, em função da presença de acionistas representando a totalidade do capital social da Cia.. 3. Presenças: Acionistas da Cia. representando 100% do capital social votante, da Sra. Fabíola Ribeiro dos Santos, membro da administração da Cia. e do Sr. Tethuo Ogassawara auditor independente da Cia, da lmateo Auditoria e Consultaria. 4. Mesa: Frederico Arieta, Presidente; Fabíola Ribeiro dos Santos, Secretária. 5. Ordem do Dia: em sede de AGO: (i) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as Demonstrações Financeiras relativos ao exercício findo em 31/12/2007, publicadas em 29/03/2008 no DOESP e no Empresas e Negócios; (ii) deliberar sobre a destinação do resultado do exercício encerrado em 31/12/2007 e homologar a não distribuição de dividendos; (iii) fixar a remuneração dos membros da administração para o exercício de 2008. 6. Deliberações: Por unanimidade de votos dos presentes, foram tomadas as seguintes deliberações: 6.1. Autorizar a lavratura da ata a que se refere esta AGOE em forma de sumário e com omissão das assinaturas, nos termos do art. 130 e seus §§ da Lei 6.404/76. 6.2. Em vista das demonstrações financeiras apresentadas, aprovar com a abstenção dos legalmente impedidos, o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício encerrado em 31/12/07 e publicadas em 29/03/2008 no DOE-SP e no Empresas e Negócios. 6.3. Em razão da inexistência de lucros no exercício, deixar de distribuir dividendos aos acionistas. 6.4. Fixar o montante global da remuneração da administração da Cia., incluindo benefícios de qualquer natureza e verbas de representação, em até R$ 10 mil para o exercício social em curso. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata, que lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes. Assinaturas: Mesa: Presidente: Carlos Fernando Vieira Gambôa, Secretária: Fabíola Ribeiro dos Santos. Acionistas: Gavle Holdings S.A; Carlos Fernando Vieira Gambôa. Certidão: Confere com o original lavrada em livro próprio. (ass.) Fabíola Ribeiro dos Santos – Secretária. Secretaria da Fazenda. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 227.767/08-1 em 15/07/2008. Cristiane da Silva F. Corrêa – Secretária Geral.
VENTILADORES BERNAUER S.A. CNPJ nº 61.413.852/0001-03 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ATIVO Circulante Caixa e equivalentes de caixa Títulos e valores mobiliários Duplicatas a receber Contas a receber Estoques Tributos a recuperar Adiantamentos a Fornecedor Outros creditos Não circulante Depósitos de Incentivos Fiscais Títulos e Valores Públicos Depósitos judiciais Contas a Receber Imóveis Investimentos Imobilizado Líquido Intangível Líquido Total do ativo
Saldos em 31 de dezembro de 2009 Resultado do exercício Saldos em 31 de dezembro de 2010 Resultado do exercício Saldos em 31 de dezembro de 2011
Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (em Reais) 2011 2010 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Circulante 63.760 306.983 Fornecedores 223.172 58.307 Empréstimos e financiamentos 8.337.522 8.309.390 Adiantamento de clientes 3.534.918 12.245.888 Outros adiantamentos 21.421.639 14.909.596 Obrigações trabalhistas 3.197.765 1.916.573 Obrigações fiscais 2.777.796 553.501 Contas a pagar 114.808 241.609 Provisões trabalhistas 39.671.378 38.541.848 Não circulante Empréstimos e financiamentos 6.985 6.985 Venda para entrega Futura 38.646 38.646 Provisão para contingências 6.250 0 Tributos Parcelados 10.864.720 10.864.720 Tributos c/ exigibilidade suspensa 10.909.616 10.910.352 230.175 246.928 Patrimônio líquido 16.593.835 17.220.643 Capital social 677.349 599.000 Prejuizos Acumulados 28.410.975 28.976.923 68.089.339 67.518.770 Total do passivo e do patrimônio líquido Demonstração das mutações do patrimônio líquido - (em Reais) Ajuste de Capital social avaliação Subscrito A integralizar patrimonial 21.495.205 – – – – – 21.495.205 – – – – – 21.495.205 – –
2011
2010
11.323.928 6.843.440 7.125.366 460.541 193.456 4.713.891 1.004.866 754.109 32.419.597
3.367.378 18.843.340 12.756.825 5.000 241.678 703.173 1.680.269 672.305 38.269.968
9.000.000 3.851.521 0 6.668.541 6.773.230 26.293.292
961.958 2.163.422 8.085.468 6.773.230 17.984.078
21.495.205 -12.118.755 9.376.450 68.089.339
21.495.205 -10.230.480 11.264.725 67.518.770
Prejuízos acumulados -9.781.771 (448.709) (10.230.480) (1.888.276) (12.118.755)
Total 11.713.434 – 11.264.725 9.376.450
NOTAS EXPLICATIVAS 1- Contexto Operacional I) Disponibilidades A empresa é uma Cia. Nacional de capital fechado. Tem por objetivo Os Títulos e Valores Mobiliários classificados como disponibilidades são rea fabricação e instalação de equipamentos de controle de poluição de presentados por conta corrente e aplicações a curto prazo e demonstrados ar de elevada tecnologia industrial, tais como: ventiladores industriais, ao custo acrescido dos rendimentos auferidos até a data das Demonstraexaustores, filtros de mangas, rotores, ciclones safi e outros, de acordo ções Contábeis; com projetos desenvolvidos individualmente sob encomenda para cada II) Contas a Receber cliente. São apresentados pelos respectivos valores de realização; 2- Informar alteração ocorrida na publicação do balanço de 31 de de- III) Estoques zembro de 2010 São avaliados ao custo médio de aquisição ou produção, não excedendo Em decorrência das revisões contábeis ocorridas nas demonstrações fi- aos valores de mercado; nanceiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2010. A presente nota IV) Demais ativos - São Apresentados pelos respectivos valores de reretifica o resultado publicado no último exercício onde o prejuízo publicado alização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações de R$ 386.579 leia-se prejuízo de R$ 448.709. monetárias. 3- Apresentação das Demonstrações Contábeis c) Ativo Não-Circulante Foram elaboradas e estão sendo apresentadas com base nas práticas con- I) Investimentos tábeis adotadas no Brasil, baseando-se nas normas disposições contidas Os Investimentos em controladas são avaliados pelo MEP- método de na Lei das Sociedades por ações (Lei nº 6.404) e as disposições legais equivalência patrimonial, enquanto os demais são registrados ao custo de sucessivas. Com a promulgação da Lei nº 11.638/07 e a edição da Medida aquisição; Provisória nº 449/08, foram alterados, revogados e introduzidos dispositivos II) Imobilizado na Lei das Sociedades por Ações, notadamente em relação ao capítulo XV Está Demonstrado pelo valor de aquisição corrigidos monetariamente até da Lei nº 6.404/76 sobre matéria contábil, em vigência a partir do encerra- 31 de Dezembro de 1995 e a Depreciação é calculada pelo método linear mento das demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31 em função da via útil econômica estimada dos bens permitidas pela legisde dezembro de 2011 e aplicáveis a todas as companhias constituídas na lação tributaria. forma de sociedades anônimas, incluindo companhias de capital aberto e d) Passivo Circulante e Não Circulante sociedades de grande porte. São demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis e acrescidos, 4- Sumário das Principais Práticas Contábeis quando aplicável, dos correspondentes encargos e variações monetárias a) Demonstração do Resultado incorridos. As receitas e despesas são reconhecidas no resultado com base no regime e) Capital Social de competência de exercícios, incluindo os rendimentos, encargos, varia- O Capital Social em 31 de dezembro de 2011 é de R$ 21.495.205,00 (vinte ções monetárias ou cambiais a índices oficiais, incidentes sobre os ativos e e um milhões, quatrocentos e noventa e cinco mil e duzentos e cinco reais) passivos circulantes e à longo prazo. Receitas e despesas também incluem representado por 5.678.000 (cinco milhões seiscentos e setenta e oito mil) os efeitos do ajuste ao valor de mercado ou realizável dos ativos. ações ordinárias normativas, no valor nominal de R$ 3,79 (três reais e seb) Ativo Circulante tenta e nove centavos) cada. Katia Rosangela da Conceição - CRC TC 1SP 259600/O-1 Rodolfo Kurt Bernauer - Diretor-Presidente
Rosendal Empreendimentos Imobiliários Ltda. CNPJ/MF nº 10.212.366/0001-88 - NIRE 35.222.245.998 Ata de Reunião de Sócios realizada em 27 de agosto de 2012. Data, Horário e Local: Aos 27/8/2012, às 10hs, na sede. Convocação e Presença: Dispensada as formalidades de convocação em face da presença da totalidade de todos os sócios. Mesa: Presidente: Jorge Cury Neto; e Secretário: William Rahhal. Deliberações: (i) Tendo em vista que todas as quotas que compõem o Capital Social da Cia.foram devidamente integralizadas pelos sócios, a Sociedade verificou que o total do valor integralizado é excessivo, motivo pelo qual os sócios deliberaram, por unanimidade, reduzir o capital social do montante de R$ 6.743.000,00 para R$ 500,00, passando a Cláusula 5ª do Contrato Social da Sociedade a viger com a seguinte redação: “Cláusula 5ª-O capital social, totalmente subscrito e integralizado, em moeda corrente nacional, pelos sócios é de R$ 500,00, representados por 500 quotas, no valor nominal de R$ 1,00 cada uma, assim distribuídas entre os sócios: Sócio Quotas % Valor R$ Incosul Incorporação e Contrução Ltda. 250 50 250,00 Tricury Construções e Participações Ltda. 250 50 250,00 Total 500 100 500,00 § 1º-A responsabilidade de cada sócia é restrita ao valor de suas quotas, mas todas as sócias são solidariamente responsáveis pela integralização do capital social. § 2º-As quotas do capital social são indivisíveis e sua cessão, transferência ou alienação a terceiros, estranhos à Sociedade, só poderá ser efetuada mediante a autorização expressa das demais sócias, aos quais, fica assegurado o direito de preferência na proporção de sua participação no capital social. § 3º-As sócias têm preferência para subscrever, na proporção das quotas de que foram titulares, qualquer aumento de capital que seja deliberado, no prazo de 30 dias da deliberação. O não exercício deste direito, no prazo estipulado, por qualquer dos sócios, poderá ser exercido pelos demais.” Encerramento: Nada mais. São Paulo, 27/8/2012. Mesa: Jorge Cury Neto-Presidente e William Rahhal-Secretário. Sócios: Incosul Incorporação e Construção Ltda.-p. Jorge Cury Neto e William Rahhal, Tricury Construções Participações Ltda.-p. Jorge Cury Neto e William Rahhal.
PREFEITURA MUNICIPAL DE IGARATÁ Aviso de Licitação Pregão Presencial nº 11/2012 - Sistema de Registro de Preços - Processo n° 1314/2012 O Município de Igaratá, através de sua Pregoeira, designada pela Portaria nº 05 de 02/01/2012, torna público que será realizado Pregão Presencial para o registro de preços visando futura Aquisição de Medicamentos. O credenciamento e a abertura das Propostas serão a partir das 9h00 do dia 20/09/2012, na sala de licitações, sita à Rua Inácio Fernandes Fortes, s/nº - Piso Superior - Salão Paroquial, Centro, Igaratá - SP. O edital e anexos poderão ser retirados mediante solicitação via e-mail: licitacaoigarata@gmail.com. Maiores informações: telefone: (11) 4658-1577 ramal 203. Igaratá (SP), 05 de setembro de 2012. Fatima Madalena Andrade Prianti - Pregoeira.
Demonstração do Resultado em 31/12/2011 e 2010 - (em Reais) Receita bruta de vendas e serviços 2011 2010 Mercado interno 72.966.515 32.536.223 Mercado externo 186.683 72.929 (-) Devoluções de Vendas -11.650.439 -1.698.069 (-) Impostos sobre vendas -11.661.530 -5.981.993 (=) Receita líquida de vendas 49.841.229 24.929.090 (-) Custo dos prod. vendidos (serv. prestados) -35.276.662 -17.967.523 (=) Lucro bruto 14.564.567 6.961.567 (+/-) Despesas / receitas operacionais Gerais e administrativas -5.722.035 -4.604.294 Comerciais -4.619.264 -3.768.239 Outras receitas (despesas) operac., líquidas -476.642 2.735.044 (=) Lucro (prej.) antes das participações societárias e do resultado financeiro 3.746.627 1.324.078 Resultado de equivalência Patrimonial 16.399 -22.824 Dividendos recebidos 532 502 Lucro (prej.) após as particip. societárias 3.763.558 1.301.756 Despesas financeiras -5.879.445 -3.220.981 Receitas financeiras 235.375 1.462.751 Variações monetárias e cambiais -7.763 7.766 (=) Lucro (prej.) antes do IRPJ e da CSLL (1.888.276) (448.709) (-) Imposto de Renda e Contribuição Social Do exercício Diferidos (=) Lucro (prejuízo) líquido do exercício (1.888.276) (448.709) Ações em circul. no final do exer. (em milhares) 5.678 5.678 Lucro (prejuízo) líq. por lote de mil ações do capital social no fim do exercício - R$ (332,56) (79,03) Demonstrações do fluxo de caixa (DFC) Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (em Reais) 2011 2010 Lucro (prej.) líquido antes do IRPJ e da CSLL (1.888.276) (448.709) Ajustes Depreciação e amortização 1.214.829 424.983 Valor residual do ativo imobilizado baixado 768.142 4.542.933 Resultado da equivalência patrimonial (16.399) 22.824 Fluxo de caixa das atividades operacionais Aumentos e Diminuições nos Ativos Duplicatas e Receber (28.132) (6.843.346) Estoques (6.512.043) (9.209.875) Outras contas a receber 8.710.970 (5.196.184) Impostos a recuperar (1.281.192) (369.745) Adiantamentos a Fornecedores (2.224.295) (494.845) Outras 63.006 (807.116) Depósitos Judiciais (6.250) Partes Relacionadas 63.795 6.715 Aumentos e Diminuições nos Passivos Fornecedores 7.956.550 2.161.858 Obrigações trabalhistas 33.581 296.469 Obrigações Fiscais 1.379.758 (1.896.916) Encargos Sociais 1.214.034 20.787 Adiantamentos de Clientes (5.175.917) 7.579.807 Outras Contas a pagar (675.403) 428.399 Venda Entrega Futura 726.141 1.833.109 (=) Caixa líq. proveniente das ativ. operac. 4.322.901 (7.948.851) Fluxo de caixa das ativ. de investimentos Aquisições de bens do imobilizado (1.351.026) (12.328.859) Aquisições de bens intangíveis (83.486) (23.651) Aquisições de investimentos Gastos com despesas pré-operacionais 33.152 (=) Caixa líq. proveniente das ativ. de invest. (1.401.360) (12.352.509) Fluxo de caixa das atividades de financ. Empréstimos e financiamentos (2.999.900) 15.745.971 (=) Caixa líq. proveniente das ativ. financ. (2.999.900) 15.745.971 (=) Aum. (red.) líq. de caixa e equiv. de caixa (78.359) (4.555.389) Caixa e equiv. de caixa no início do exercício 365.290 4.920.679 Caixa e equiv. de caixa no final do exercício 286.932 365.290 (=) Aum. (red.) líq. de caixa e equiv. de caixa (78.359) (4.555.389)
PREFEITURA MUNICIPAL DE PEDRO DE TOLEDO/SP Aviso de Licitação - EDITAL RESUMIDO Modalidade: Pregão Presencial nº 16/2012 Objeto: REGISTRO DE PREÇOS PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE PRÓTESE DENTÁRIA PARA USO DE PACIENTES DO MUNICÍPIO EM TRATAMENTO REABILITADOR PROTÉTICO, PELO PERÍODO DE 12 MESES, de acordo com o TERMO DE REFERÊNCIA, conforme especificado no Anexo I contendo itens, parte integrante deste edital, para constarem em REGISTRO DE PREÇO, os serviços a serem fornecidos, quando deles o município tiver necessidade. Encerramento, entrega e abertura dos envelopes: 19 de setembro de 2012, às 09:00 horas. O Edital completo poderá ser adquirido no Depto. de Compras e Licitações, em horário comercial, sito à Av. Cel. Raimundo Vasconcelos, 230, Centro, Pedro de Toledo-SP, e/ou pelo site www.pedrodetoledo.sp.gov.br. Informações: (13) 3419-1599. Pedro de Toledo, 05 de setembro de 2012. Sergio Yasushi Miyashiro - Prefeito Municipal. ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA SELEÇÃO DE FORNECEDORES MODALIDADE COLETA DE PREÇOS Nº 033/2012 – PROCESSO ASF Nº 092/2012 A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF comunica às empresas interessadas que se acha aberta a Seleção de Fornecedores modalidade coleta de preços nº 033/2012, Processo ASF nº 092/012, QUE TEM POR OBJETO A CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE EXECUÇÃO DE REFORMA E ADEQUAÇÃO DA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE – UBS BARRAGEM, INCLUINDO O FORNECIMENTO DE INSUMOS MATERIAIS, MÃO DE OBRA E EQUIPAMENTOS – CRITÉRIO MENOR PREÇO GLOBAL. O edital na íntegra poderá ser consultado no sítio ASF: www.saudedafamilia.org e/ou retirado na sede da Associação, sita à Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Informações no endereço eletrônico: nmarussi@saudedafamilia.org. Data da Sessão Pública: 20/09/2012, às 09h30 - Local da Sessão: Associação Saúde da Família, Praça Marechal Cordeiro de Faria, 65 - Higienópolis - São Paulo. Data de Vistoria Técnica: 12, 14 e 17 de setembro.
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 05 de setembro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Reqte: Relsa Brasil Locação de Veículos Ltda. - Reqdo: Facility & Patricy Telecom S/A - Rua Felix Della Rosa,128 - Vila Anglo Brasileira - 02ª V. de Falências Reqte: Modelação Brasileira Ltda. - Reqdo: Ventiladores Bernauer S/A - Rua Professor Aprigio Gonzaga,78 - 12º andar - Jabaquara - 02ª V. de Falências Reqte: Werebe & Mordo Engenheiros Associados S/S Ltda. - Reqda: Construtora MKF Ltda. - R. Joaquim Floriano,101 - conj. 1.006 - Itaim Bibi - 02ª V. de Falências
Centro Automotivo Paulista Ltda , torna público que recebeu da Cetesb Renovação da Licença de Operação,34005688, valida até 04/09/2017 para comercio varejista de combustiveis e lubrificantes sito à Rua José Bonifácio, 136 - Sto.Angelo- Americana-SP
Aço Carbono Comercial e Industrial Ltda torna público que recebeu da CETESB a Renovação da Licença de Operação n° 29005840, válida até 04/09/2016, para Serviço de Corte de Metais e Fab. Peças e Eqtos Uso Indl em Geral. À Rua Araguaiana, 140, Vila Nova Galvão, São Paulo.
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Entre as novidades serão apresentados esmaltes em gel e shampoos fabricados sem água.
conomia
Torsten Blackwood/AFP
Indústria da beleza: sem rugas com a crise. Os cuidados com a pele, cabelos e corpo não diminuem. Só aumentam. E os fabricantes comemoram o crescimento de 8% ao ano. Paula Cunha Karl Grant & Susy K /Folhapress
Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de maquiagem, de acordo com o Euromonitor.
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mercado brasileiro de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos atravessa praticamente imune as crises econômicas que têm abalado o mundo nos últimos quatro anos. O segmento faturou R$ 29,4 bilhões no ano passado, cifra 7,9% superior ao resultado de 2010, de acordo com dados da Associação Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Estes valores referem-se à comercialização de produtos que saíram da fábrica, livre de impostos sobre as vendas. De acordo com a consultoria de mercado Nielsen, o segmento de higiene e beleza como um todo registra expansão média de 8% ao ano. O Brasil é líder no ranking mundial de desodorantes, fragrâncias, protetores solares, colorações, condicionadores, permanentes e alisantes para cabelo, além de sabonetes e cremes para o corpo. A indústria da beleza tem sido impulsionada pelo crescimento do poder aquisitivo da classe C e pela estabilização da economia que permitiu a esta camada da população destinar uma parcela maior dos seus recursos aos cuidados pessoais. Por isso, investe todos os anos na criação de novos produtos e na divulgação deles, principalmente em feiras do setor, como a Beauty Fair, que neste ano chega à sua oitava edição (leia ao lado). A expectativa de analistas desse mercado é de que, a médio prazo, as famílias brasileiras comprometam mais que os atuais 4% de sua renda à aquisição destes itens de beleza. O País já atingiu a segunda posição no ranking mundial de cosméticos para o público masculino, com 9% do mercado, abaixo apenas dos Estados Unidos que tem 18%. E é o primeiro no consumo de produtos voltados para o público infantil, enquanto ocupa a terceira posição no ranking mundial de maquiagem, de acordo com o Euromonitor. No segmento de protetores solares, houve elevação de 20,2% nas vendas em 2011. A expectativa é de que o ritmo se mantenha neste ano. Mais variedade – Segundo estudo da consultoria Gouveia de Souza (GS&MD), realizado por meio de 400 entrevistas quantitativas, 12 acompanhamentos diretos de consumidores em seus roteiros de compra e 32 entrevistas com gerentes de canais de vendas, o comportamento de consumo mudou nos últimos anos com a elevação do poder aquisitivo. Dentre as constatações está a de que as consumido-
S ERVIÇO 8ª Beauty Fair Feira Internacional de Beleza Profissional Data: 8 a 11 de setembro Local: Expo Center Norte, rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme São Paulo - SP Pavilhões Vermelho, Verde, Branco e Azul. Horário de visitação: Sábado: 12h às 20h Domingo: 10 às 20h Segunda: 10 às 20h Terça: 10 às 20h Credenciamento para profissionais do setor no portal www.beautyfair.com.br Informações: (11) 3373-4633
ras atuais estão abertas a novas experiências. Elas só se dispõem a mudar quando conhecem um produto similar com qualidade equivalente ou superior e se for comercializado a um preço compensador. Cerca de 81,5% afirmaram que compram dos mesmos fabricantes por estarem acostumados. Os itens mais adquiridos são tratamento capilar (99%), desodorante (99%), cuidados da pele (98%), produtos para a barba (69%), maquiagem (63%), acessórios (55%), coloração (49%) e depilação (16%). Entre as motivações para a compra, 43,5% disseram que se sintam mais bonitos, 43% afirmaram que o mais importante é ter a pele bem cuidada e 37,8% responderam que o mais importante é o cuidado com os cabelos. Cerca de 28,5% responderam que se preocupam com a saúde e 27,8% admitiram que é a vaidade que os estimula a comprar produtos de beleza. Este estudo será divulgado na íntegra durante o Fórum de Negócios da Beauty Fair.
Beauty Fair apresenta lançamentos
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m sua oitava edição, a Beauty Fair, que começa no sábado (8) e vai até o dia 11 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, tem a expectativa de movimentar R$ 500 milhões em negócios. São esperados 140 mil visitantes. De acordo com os organizadores, um dos Patrícia Cruz/ LUZ pontos altos é a participação de empresas de outros países, vindas dos Estados Unidos, México, Inglaterra, Espanha, Portugal, China e Coréia do Sul, sem contar com representantes de toda a América do Sul. Entre as novidades, serão apresentados os esmaltes em versão O mais gel. Para as importante para adolescentes, unhas 37,8% dos postiças com entrevistados pela formatos e tamanhos GS&MD são os diferenciados, cabelos e para adesivos e bases 43% é a pele. nacionais e importadas. No campo de tratamento capilar, diversas linhas funcionais de shampoos, condicionadores e cremes. O destaque será o shampoo ecologicamente correto, fabricado sem água. No segmento de maquiagem, serão lançadas sombras, delineadores e acessórios com enfoque nos cílios postiços fabricados a partir de cabelos humanos e batons que hidratam a boca. Além dos estandes das indústrias de todos os portes, o evento aposta na qualificação profissional e promove workshops com especialistas em cabelo, pele e maquiagem, caso de Charles Veiyga, Leandro Pires e Lincoln Tramontini, entre outros de expressão. Haverá também a segunda edição do Congresso Científico de Tricologia e Terapia Capilar, o 7º Congresso Científico Internacional de Estética e Cosmetologia, a 5ª Jornada Técnica de Massoterapia, o 3º Seminário em Gestão de Negócios em Salões, Clínicas e Spas além do Fórum de Negócios, com a presença do ex-ministro Maílson da Nóbrega. (PC)