Ano 87 - Nº 23.681
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Conclusão: 23h45
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Jornal do empreendedor
R$ 1,40
São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 4, 5 e 6 de agosto de 2012
Só ele é mais rápido do que ele Ivan Alvarado/Reuters
Sonho cada vez mais distante Chegamos a Londres com a perspectiva de igualar o desempenho de Pequim (15 medalhas). Passados 10 dias, a previsão se mostra um tanto otimista. Esporte
Jonne Roriz/AE
Usain Bolt bateu o recorde e sagrou-se bicampeão olímpico nos 100 metros.
Passou raspando O vôlei feminino bateu a Sérvia por 3 a 0. Agora, encara a poderosa Rússia.
David Gray/Reuters
Scheidt, na galeria dos maiores. Com Bruno Prada, conquistou bronze na Star, igualou-se a Torben Grael em medalhas (cinco) e entrou para o rol de velejadores com mais pódios nas Olimpíadas.
1º assalto: Dirceu na defesa. E para Jefferson, empate. Em alta após extrair um tumor no pâncreas, Roberto Jefferson avaliou que quem o derrubou, Zé Dirceu, foi por ele tirado da Presidência. "Salvei o Brasil!", orgulhou-se. Um empate: "Caímos os dois". A maratona do Mensalão recomeça hoje no STF, com o início da defesa dos 36 réus. Págs. 5 e 6
Os perigos do Dia dos Pais para os lojistas Fiscais de vários órgãos aproveitam a data para dar uma 'blitz' no comércio. Pág. 24
Tannen Maury/EFE
Terrorismo doméstico nos EUA: 7 mortos. Homem entrou atirando em templo Sikh. Pág. 8 L.C.Leite/LUZ
Wilton Júnior/AE
Os mestres do comércio que vieram do oriente Livro de Carlos Abumrad conta a história dos imigrantes sírios e libaneses. Pág. 6
ISSN 1679-2688
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9 771679 268008
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sábado, domingo e segunda-feira, 4, 5 e 6 de agosto de 2012
Parece claro que a melhoria da formação do profissional de nível técnico e superior é prioridade governamental. Rogério Amato
pinião André Dusek/AE
Lançamento do Pronatec: Carlos Lupi, ministro do Trabalho e Emprego, beija a mão da presidente Dilma.
ROGÉRIO AMATO
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o analisar as ações do governo, muitas vezes nos surpreendemos com medidas que parecem contraditórias com outras propostas governamentais, ou com as sinalizações que as autoridades procuram transmitir para o setor privado. Muitos são os exemplos que se poderiam apontar, mas a título ilustrativo podemos destacar alguns que geram dúvidas sobre os reais objetivos do governo. Parece claro que a melhoria da formação do profissional de nível técnico e superior é uma das prioridades governamentais. A presidente Dilma Rousseff, quando lançou o Pronatec – Programa Nacional de Ensino Técnico e Profissionalizante –, que tem por meta preparar 8 milhões de profissionais de nível médio até 2014, ressaltou a importância da iniciativa para o desenvolvimento brasileiro.
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a mesma oportunidade, a presidente anunciou a disposição do MEC em conceder 75.000 bolsas de intercâmbio no exterior até 2014, especialmente na área das ciências exatas, em um esforço para reduzir a brecha tecnológica do País no tocante à inovação e à competitividade. Paradoxalmente, a Lei 12.513/2011, a mesma que criou o Pronatec, estabelece restrição para a isenção dos gastos com educação por
Contradições governamentais parte das empresas – limitando tais valores a 5% da remuneração do trabalhador, ou a uma vez e meia o salário de contribuição, o que for maior. O objetivo declarado pelas autoridades é evitar que essa parcela se transforme em um pagamento indireto de salário sem a devida contribuição ao INSS, mas se afigura como mais uma forma de aumentar a arrecadação do Instituto. Quando se compara esse limite com o custo de cursos de pós-graduação ou de mestrado nas melhores escolas, os quais deveriam ser incentivados, por sinal, constata-se que a medida vai no sentido con-
QUANDO APANHEI PELO "REI"
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ida de jornalista não é fácil. Ainda mais quando este, por curiosidade, vai além da pauta e, na ânsia de aprender, é envolvido pelos fatos e acaba protagonizando momentos de desconforto, que olhados depois pelo prisma do tempo tornam-se patéticos. Corria o ano de 1972. Havia um programa humorístico sensacional, das 5 às 6 horas da manhã, na Jovem Pan , apresentado por José Carlos Romeu e Nelson Tatá Alexandre, chamado "Curtição". Era divertidíssimo, apesar do horário (era gravado na véspera – e o locutor
os valores sobre suas remunerações recolhidos aos INSS. Depois da absurda exigência da utilização do relógio de ponto eletrônico – que representa gasto significativo para as empresas e que atribui ao trabalhador a função de fiscalizar e controlar suas horas extras, obrigando-o a guardar por cinco anos os comprovantes – se institui agora nova exigência bastante dispendiosa. Se o objetivo do governo é reduzir os custos da mão de obra, deveria implementar medidas de desburocratização, simplificação e redução de encargos fiscais e burocráticos. Ao contrário, o empresário foi surpreendido com a imposição de novas obrigações.
Augusto Tovar dava a "hora certa" ao vivo, no estúdio, sempre debaixo de gozação).
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osé Carlos Romeu era também o apresentador oficial dos shows de Roberto Carlos. Um dia, me falou: "Bicho, vai ter show do Roberto na sexta à noite em Niterói. Quer ir?". Para quem, aos 22 anos, nunca havia viajado de avião, assistir a um show do já consagrado Roberto era o máximo. Aceitei na hora. Ficou combinado que embarcaríamos juntos para o Rio. Lá eu aguardaria, junto ao embarque da balsa para Niterói (nem se falava em ponte ainda) enquanto
trário, desestimulando as empresas de oferecê-los a seus funcionários.
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a ocasião em que anunciou o programa de envio de 75.000 estudantes para intercâmbio no exterior, a presidente fez um apelo ao setor privado para que participasse da iniciativa, de forma a que se pudesse atingir a casa dos 100 mil contemplados com bolsas. A restrição à dedução dos gastos com educação, entretanto, vai se constituir em fator de inibição para a participação das empresas nesse programa. Outro exemplo pode ser da-
Romeu ia encontrar o "Rei". No retorno, eu seria embarcado no veículo e iríamos todos para o show. Esperei quatro horas em pé. Por volta das nove da noite apontou um Opala preto a mil por hora. Foi o tempo de abrirem a porta de trás e me puxarem para dentro. Na frente iam o motorista, com Roberto Carlos ao lado, e atrás – além de José Carlos e de mim, mais dois músicos da banda de RC. Um aperto só. Romeu disse ao "Rei": Esse é o cara que te falei".
do no tocante aos custos da mão de obra. O governo parece ter considerado importante a redução dos custos do trabalho para aumentar a competitividade das empresas frente a concorrentes que, além de baixos ou nulos encargos, ainda manipulam o câmbio, promovendo uma concorrência desigual, ou até desleal, com a indústria brasileira. Por isso, eliminou os encargos previdenciários sobre a folha de pagamentos de diversos setores, embora se compensando com a tributação sobre o faturamento das empresas beneficiadas. Anunciase agora a intenção do gover-
A resposta foi um: "E aí, bicho?" – e a balsa iniciou a travessia para Niterói. Ao se aproximar o ponto de desembarque, já dava para ver a multidão que aguardava o "Rei". O ginásio de esportes onde ele faria o show ficava ao lado da chegada das balsas. Foi um Deus nos acuda.
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em segurança à altura das centenas de fãs que se acotovelavam, nem dava para sair do carro. Formouse então uma espécie de escudo humano em torno
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de Roberto Carlos, enquanto dois seguranças iam abrindo caminho. Os músicos, Romeu e eu, colocamos o "Rei" dentro de um círculo e fomos avançando como dava. Levei tapas, pontapés, arranhões, minha camisa foi rasgada, o alarido me ensurdeceu, mas conseguimos entrar no camarote improvisado sob uma arquibancada. Ainda não refeito do susto e da afoiteza das fãs, recebi um pedido inusitado: "Bicho" – disse Romeu –, você sabe que Roberto não bebe álcool. Mas esquecemos do uísque para ele fazer gargarejo para amaciar as cordas vocais. Acha um bar por aí e compra uma garrafa".
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Roberto Carlos, em tempos de "Jovem Guarda": reinado absoluto.
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
no de ampliar as desonerações para novos setores. Os custos sobre a mão de obra, no entanto, não se referem só aos encargos com as contribuições, mas também ao ônus resultante das exigências burocráticas, não só para pagar os tributos, como para outras, relativas aos controles do cumprimento da legislação trabalhista. Na direção contrária da redução dos custos da mão de obra saiu a Lei 12.692, de 24 de julho último, criando outra obrigação burocrática para as empresas: comunicar mensalmente aos funcionários , em forma ainda a ser definida,
ela porta lateral e já com a multidão dentro do ginásio, sai feito barata tonta pelas ruas próximas em busca de um bar. Num boteco achei uma garrafa de Drurys, já aberta. Comprei a preço de garrafa fechada, sob o olhar
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uando se considera o atual estágio de informatização dos órgãos públicos, inclusive do INSS, seria muito mais racional permitir que o trabalhador tivesse acesso à sua conta a qualquer momento e acompanhasse as informações que as empresas são obrigadas a enviar mensalmente ao Instituto. Como ainda falta regulamentar a forma com que as informações serão fornecidas, bastaria estabelecer o acesso do trabalhador aos dados da instituição. ROGÉRIO AMATO É PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO (ACSP) E DA FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO (FACESP)
PAULO SAAB desconfiado do dono. Cheguei poucos minutos antes do início do show, que assisti da coxia. E só saímos dali perto do amanhecer, com o ginásio praticamente vazio, em direção ao aeroporto. Roberto Carlos ficou no Rio. "Valeu, bicho", foi como se despediu. A camisa rasgada está guardada até hoje. E, quarenta anos depois, penso que se ele voltar lá o entusiasmo das fãs, a maioria já vovó, ainda será o mesmo. PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 4, 5 e 6 de agosto de 2012
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DOCUMENTOS PESSOAIS DE OBAMA CONTINUAM TRANCADOS A SETE CHAVES.
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PERDÃO, LEITORES.
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ergonha mate-me, mas algum dia eu tinha que dizer o que vou dizer hoje: de vez em quando um leitor me observa gentilmente que eu repeti boa parte de uma crônica ou artigo já publicados. Geralmente nem confiro, porque sei que é a cruel verdade. Mas preciso defender-me um pouco, antes que me tenham em má conta e o jornal me dispense por vender serviço velho como novo. Na verdade, suspeito que já escrevi algumas vezes o mesmo texto, com alterações muito pequenas, para publicações diversas, em épocas diversas. Não dá para verificar, porque acredito que o total do que já escrevi para jornais e revistas encheria uma sala ampla até o teto, mas a suspeita é grande. Só que acho que mereço alguma indulgência, por parte dos mais rigorosos, que felizmente não parecem ser muitos. A preliminar de minha defesa é a companhia mais que ilustre que me fazem muitos autores de dimensão universal. Shakespeare, por exemplo, não estava acima de repetir trechos inteiros de obras suas mesmo, ou meio surrupiadas de terceiros. Mais ainda, "bonus dormitat Homerus", como escreveu Horácio, ou seja, até o bom Homero cochilava, embora, a bem da verdade literária, deva ser mencionado que Horácio se revelou indignado com os cochilos homéricos. Mas, de qualquer forma, se o grande Homero e o não menos grande Shakespeare (para não falar, como é obrigação baiana, em Ruy Barbosa, que, apesar de ter sido o homem mais inteligente do mundo em todos os tempos e discursar em todos os idiomas, também deu suas mancadinhas, que ninguém nos ouça) incorriam em seus deslizes, não seria a arraia-miúda que constituiria exceção, pelo contrário. Escrevo crônicas ou artigos, sem interrupção, praticamente desde que me enfiaram numa redação de jornal, aos 17 anos, na condição de foca, categoria que tinha um status semelhante ao de um recruta dos Fuzilei-
JOÃO UBALDO RIBEIRO
ros Navais em início de treinamento, ou seja, obedecia a tudo e não mandava em nada. Não havia escola de jornalismo, nem os jornais costumavam dar cursos, de maneira que a formação era no tapa mesmo, em redações inacreditavelmente barulhentas e enfumaçadas, com todo mundo falando alto e as máquinas de escrever matraqueando sem cessar. Foca tomava trote, gozação e esbregue por todos os lados. Mulher, com exceção de uma colunista ou outra, que raramente era vista em pessoa, não trabalhava em jornal e a linguagem na redação, inclusive nas ordens e advertências, não costumava ser de alto nível. Passei por alguns trotes, inclusive a tradicional gracinha da calandra. Calandra, que ninguém, muito menos o foca, sabia o que queria dizer, era o nome dado, pelo menos na Bahia, a uma prensa enorme e pesadíssima, usada na preparação das matrizes para a ro-
tativa. Um veterano chamava o foca e dizia: "Meu filho, dê um pulinho aí à oficina, procure Seu Soares e diga a ele que eu mandei você buscar a calandra para trazer aqui."
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infeliz, morto de medo de falhar em sua primeira missão no jornal, ia lá, mas a calandra era mais pesada do que dois hipopótamos e além disso, Soares, que não era o rei do bom humor, recebia a mensagem e o mensageiro com um gesto e alguns impropérios que, sendo este um jornal da família, não posso descrever aqui. Eu não, mas houve um foca meu contemporâneo que chegou a tentar levantar a
CENSURA PRÉVIA NA MÍDIA AMERICANA
OLAVO DE CARVALHO
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or favor, leiam o artigo de Jeremy W. Peters, publicado no New York Times do dia 16 de julho ( h t t p : / / w w w .n y t i m e s . c o m /2012/07/16/us/politics/ latest-word-on-the-campaigntrail-i-take-it-back.html?_r= 3&pagewanted=all), e depois, se quiserem, os comentários de Joseph Farah em h t t p : / / w w w . wn d . c o m / 2 0 1 2 / 07 /p r oo f- e st a bl is h me nt media-controlled/. Juntos ou separados, são a prova cabal de que a "grande mídia" americana está sob regime de censura prévia. Praticamente nada do que se ouve de altos funcionários da Casa Branca se publica nos principais jornais e canais de TV sem ser antes aprovado, alterado
ou totalmente reescrito por homens de confiança do presidente. Pior: o encarregado da censura não é sequer um órgão do governo – é o escritório da campanha eleitoral de Obama, em Chicago. Que esse controle existia desde as eleições de 2008, era algo que se podia perceber pelo conteúdo uniforme, escandalosamente seletivo, do noticiário, onde nem uma linha que pudesse arranhar a reputação de Barack Hussein Obama era admitida. O que não se conhecia eram os mecanismos, os canais por onde a censura se exercia. A confissão de Peters decifrou o enigma: a central de propaganda obamista tem autoridade total para decidir o que o público americano pode ou não pode saber. Peters admite que não só os repórteres do próprio NYT, mas quase todos os jornalistas incumbidos de cobrir os assuntos da presidência concordam com essa imposição, uns por genuína cumplicidade, outros por medo de perder as fontes ou mesmo de ter seu acesso barrado nos órgãos da administração federal. Peters não escreve em tom de denúncia, mas, envolvido em palavras brandas, o conteúdo revelado torna-se ain-
da mais explosivo. Não é preciso acrescentar que a censura estabelecida nos EUA vem reforçada por violentas campanhas de difamação voltadas contra quem ouse violar as proibições. Nem tudo nessas campanhas vem diretamente da central obamista, é claro. A regra número um em operações desse tipo é impelir a opinião pública numa certa direção e depois deixar que a proliferação de colaboradores voluntários, ou idiotas úteis, faça o resto do serviço, reforçando a impressão de que tudo foi uma convergência espontânea de reações compreensíveis.
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ma das metas permanentes da operação é bloquear investigações indesejadas. Em primeiríssimo lugar, como não poderia deixar de ser, a dos documentos pessoais de Obama, que continuam trancados a sete chaves, permitindo que a vida do homem mais famoso do país – mesmo a história da sua vida pública – continue um mistério impenetrável. A situação é anormal e estranha no mais alto grau, mas o uso obsessivamente repetido da chacota e da intimidação conseguiu disseminar na
calandra. Enfim, aprendi a redigir (com três dedos) à máquina e iniciei minha formação. Peguei reputação de escrever sem muitos erros e isso me levou à primeira crônica, ainda antes, se bem me lembro, de completar dezoito anos. Não que me tivessem chamado para ser cronista – foi por causa de um buraco. As páginas , então, eram diagramadas em papel e às vezes sobrava um “buraco” inesperado, um espaço em branco, sem nenhuma matéria para botar nele e com a hora do fechamento chegando. Um belo dia, aconteceu isso quando eu estava peruando a diagramação de uma página,
opinião pública o sentimento de que, bem ao contrário, anormal, doente ou pelo menos altamente impolido é ter alguma curiosidade a respeito. A grande mídia tem feito o diabo para infundir em cada cidadão americano a impressão de que um povo saudável, culto e equilibrado deve deixar-se governar por qualquer desconhecido, sem fazer perguntas, ainda que a biografia oficial do sujeito es-
para ver se aprendia (nunca aprendi). O chefe (hoje seria editor) dessa página me cutucou no ombro e ordenou: – Leia esta matéria e faça um comentário para fechar esse buraco junto dela; qualquer coisa, pode ser até uma espécie de crônica, faça uma crônica". – Mas eu? Eu nunca escrevi crônica, não vou acertar. Eu… — Quarenta e quatro linhas. Pode ser umas duas a mais, duas a menos. Fecha às sete e meia, disse ele. Suei bastante, mas consegui e, no dia seguinte, sem assinatura, mas com algum destaque, lá estava o meu texto. Aí deram de me requisitar para tapar buracos em tudo quanto era página e eu fui obedecendo às ordens. Daí a uns dois anos, as coisas evoluíram até o ponto em que eu fazia uma crônica diá-
do Departamento de Estado que investigassem uma das principais assessoras de Hillary Clinton, Huma Abedin, cuja família tem, comprovadamente, ligações íntimas com a Fraternidade Islâmica e até com o Hamas. Imediatamente a grande mídia e o exército inteiro dos idiotas úteis, a começar pelo príncipe deles, John McCain, responderam como se a boa imagem da Sra. Abedin esti-
ria, sobre problemas da cidade, uma coluna de humor também diária e um colunão semanal no suplemento literário, que eu também editava, tapando os buracos de todo o caderno ou com gravuras recortadas ou com artigos sob pseudônimo e até poemas. Eu não sabia diagramar e o diagramador – era meu veterano desde o início – me pegou com o trote da régua de paica, que também não descrevo aqui porque é impróprio, mas perguntem a um jornalista coroa.
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ntão, quando ele inventava que, em um determinado buraco, não cabia uma gravura, só cabia um poema de tal tamanho, ou eu fornecia o poema ou ele dizia que, nesse caso, eu diagramasse toda a página ou caderno. Lembro um poeta ruinzinho, chamado José Luiz Ribeiro Neto. Era eu mesmo, claro; a necessidade é triste. Não que tudo isso seja justificativa, mas é pelo menos uma explicação. O consolo é que muita gente se esquece do que leu antes e outros até gostam de reler a mesma história ou rever os mesmos argumentos, com outras palavras. Mas não posso conter agora o receio de que esta crônica de hoje seja, ela também, a repetição de uma anterior. Cartas para o editor, por caridade. JOÃO UBALDO RIBEIRO É CRONISTA, ROMANCISTA E PERTENCE À
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.
esses canais, porém, não chega ao Brasil. O noticiário internacional dos nossos jornais e TVs é cem por cento dependente dos critérios seletivos adotados em órgãos como o NYT , o Washington Post, a CNN e similares, considerados ainda, nas nossas plagas, os modelos supremos do "profissionalismo" jornalístico. Mais até que os leitores americanos, o público brasileiro está sendo ludibriado, o que basta para explicar por que em nosso país o sr. Barack Hussein Obama é ainda mais popular que no dele.
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teja repleta de contradições e falsificações gritantes. Como é notório que a presidência Obama tem estimulado por todos os meios a ascensão de forças anti-americanas ao poder no Oriente Médio, compreende-se que investigações a respeito também ocupem um lugar de destaque na lista dos assuntos a evitar. Dias atrás, quatro deputados, entre os quais a republicana Michele Bachmann, pediram aos encarregados da segurança interna
vesse acima de quaisquer considerações de segurança nacional. Onde já se viu, disseram, levantar suspeitas contra uma pessoa tão distinta? Não haveria motivações racistas na mente satânica da deputada Bachmann? A liberdade de imprensa, enfim, desapareceu nas camadas superiores do país que a ensinou ao resto do mundo. Só subsiste no rádio, na internet e em alguns jornais e revistas regionais. O material divulgado por
or mais inédito e escandaloso que pareça, esse estado de coisas não é um fenômeno de exceção. A estrutura de poder no mundo está mudando com uma velocidade tal, que a massa da população, mesmo a parte letrada, não tem a menor condição de percebê-lo claramente. Se a classe jornalística se esforçasse dia e noite para explicar a magnitude das transformações, ainda assim o panorama continuaria tão confuso que seria preciso, para compreendê-lo, uma inteligência superior à média. Com a indústria de comunicações fazendo o que pode para que os fatos mais significativos permaneçam inacessíveis, não é exagero nenhum dizer que a política contemporânea se tornou algo como um segredo esotérico. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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GibaUm
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conta do mensalão, apenas duas empresas deram baixa entre os clientes da consultoria de José Dirceu.
gibaum@gibaum.com.br
k Tiro a maquiagem, me olho no espelho e falo: meu Deus, como a vida foi boa pra mim.
SUZANA VIEIRA // atriz, que completa 70 anos este mês, sobre seu físico.
Foto: BusinessNews / Divulgação
Mais um pacote 333 A presidente Dilma Rousseff, que vem conseguindo blindar o Planalto de quaisquer respingos provocados pelo julgamento do mensalão, prepara o lançamento de novo pacote, que deverá ocorrer dentro de dias, com o objetivo básico de animar o empresariado. Um dos itens poderá ser a desoneração fiscal das indústrias, envolvendo cerca de R$ 30 bilhões. Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, confidencia que esse passo poderá ser traduzido como “a reforma tributária da presidente Dilma”. Depois, concessões de aeroportos e estradas e na seqüência, redução das tarifas de energia elétrica.
REPLAY Figuras carimbadas que acompanham os Jogos Olímpicos em Londres garantem que as relações entre José Maria Marin, presidente da CBF e Carlos Nuzman, presidente do COB, vão de mal a pior. No geral, nem se cumprimentam e Nuzman, quando pode, arranja um jeito de não fornecer credencial a Marin e sa entourage. Há dias, Marin não conseguia nem entrar no ônibus que levava a seleção brasileira de futebol, justamente por não ter credencial. Nos Jogos Olímpicos de Pequim, o mesmo Nuzman nem queria saber de Ricardo Teixeira, então presidente da CBF. 333
De vez em quando, ela aparece no programa de culinária do pai ou em comerciais de TV ao lado da mãe: Julia Anquier ou Julia Bloch (ela usa os dois nomes), filha de Olivier Anquier e da atriz Débora Bloch, 18 anos, mora em Paris, fala quatro idiomas, adora ler clássicos e quer cineasta. Agora, antes da volta às aulas, trabalhava numa produtora de vídeo em Londres e fazia trabalhos de modelo, como o que acaba de estrelar para a nova campanha da My Shoes, Já ganhou páginas de Alfa , acha que é uma mistura de seus pais e não gosta de sair à noite. “Eles tem total confiança em mim: sabem que não vou fazer bobagem”. 333
Filha de peixe
O prefeito Eduardo Paes, do Rio, ganhou um almoço em sua homenagem, na semana passada e à certa altura, brincou: “Vou até lá beijar a mão da Cavedish”. Um de seus assessores arregalou os olhos: “Quem?”. Já imaginava alguma relação com Fernando Cavedish (Delta) e Paes tratou de tranqüilizá-lo: “É a Carla Cavendish, minha amiga”. Ela é uma conhecida estilista e a Cavendish é uma grife feminina, com 20 anos de mercado e presente em mais de 200 pontos de venda em todo o Brasil. Também a atriz Virginia Cavendish não tem nada a ver e em Lancashire, na Grã-Bretanha, existe a fábrica de tecidos (de roupas a móveis) Cavendish, uma das mais conhecidas da Europa. 333
Questão de sobrenome
ANTIGA RIXA 333 Carlos Bittencourt, do restaurante português A Bela Sintra, em São Paulo, acaba de encerrar o mandato que havia concedido a escritório de advocacia que queria negociar a entrada de um grupo estrangeiro na sociedade. Não apareceu nada e Bittencourt avisa: “Não precisamos de dinheiro. A empresa é lucrativa e bem administrada”. Nas entrelinhas, uma certa vendetta dirigida ao tradicional Antiquarius (Bittencourt trabalhou lá muitos anos), afundado em dividas e que está sendo salvo por grupo investidor. Quando inaugurou A Bela Sintra, o pessoal do Antiquarius queria impedir seu funcionamento sob a alegação de plágio.
uma, de energia; outra, de participações. Ele cobra de R$ 30 mil a R$ 50 mil mensais e, em casos especiais, taxa de sucesso.
Ralph Lauren again Mais uma marca internacional deverá desembarcar, antes do final do ano, no novo shopping JK Iguatemi, em São Paulo: será a Ralph Lauren, com roupas masculinas e femininas, objetos e tecidos para decoração e até uma super-linha de perfumes. Há anos, o clássico Polo é um dos grandes campeões de vendagem em todo o planeta. A marca Ralph Lauren já teve duas tentativas anteriores no Brasil, que resultaram em naufrágio: primeiro, tendo no comando o empresário José Carlos Calil; a segunda, um grupo argentino. 333
ESPADACHIM 333 Silvio Santos, que anda numa fase de euforia, acaba de dar uma entrevista a apresentadoras da MTV, quando resolveu deitar e rolar na área sexual. Algumas preciosidades, aos 80 anos: “Eu faço sexo na segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo”; “Se eu fosse um ator pornô, usaria o nome de A Grande Mandioca”; “Minha fantasia sexual é fazer sexo numa cama cheia de dinheiro. Só que não é fantasia, eu faço isso todo dia”; e “A minha mulher, a única vez que pediu para que colocasse uma roupa, foi de espadachim”.
MISTURA FINA A DOIS anos da Copa, os aeroportos brasileiros ainda são considerados um dos grandes gargalos para 2014. Do total de R$ 1,2 bilhão previsto pela Infraero para reforma, adequação e construção dos aeroportos das 12 cidades-sede, apenas R$ 234 milhões (19,5%) foram aplicados no primeiro semestre deste ano. 333
MARCOS Palmeira, o Sandro de Cheias de Charme e a atriz Maria Paula, ex-Casseta & Planeta, estão namorando – e sob muita discrição. Ela foi casada com João Suplicy, com quem teve um filho e namorou, depois da separação, com Bruno Garcia. Marcos Palmeira separou-se em 2010 de Amora Mautner, uma das diretoras de Avenida Brasil e filha de Jorge Mautner. Nem esperando seu segundo filho do casamento com Tom Brady, a supermodelo Gisele Bündchen (US$ 45 milhões no ano passado) deixa de faturar: agora, protagoniza a nova coleção de roupas Espirit e, ao mesmo tempo, é a estrela da linha de jóias (quase esculturas) de David Yurman, um dos mais conhecidos nomes da jewerly de Nova York. Tem de tudo: colares, braceletes, brincos, anéis e, de quebra, relógios e até perfume. Jóias de David Yurman quase sempre são vistas nas festas do Oscar, adornando estrelas.
Novas jóias
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Ministério para Dirceu Há outro receio espalhado em bases petistas que não pertencem à mesma corrente de José Dirceu: caso ele seja absolvido, imediatamente recorrerá ao mesmo Supremo, exigindo de volta seus direitos políticos, começando a preparar outros vôos eleitorais em 2014 – e com total apoio de Lula, de quem nunca se distanciou. Outros apostam que Dirceu reabilitado, de cara deverá assumir o comando nacional do PT e, dependendo, poderia até ganhar um ministério no governo de Dilma Rousseff. Figuras muito chegadas a Lula garantem que o próprio ex-presidente teria garantido um ministério para Dirceu, caso ele seja absolvido. E isso, sem consultar Dilma, nem nada.
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Falsas tatuagens.
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No final dos anos 70, uma moda desembarcou em São Paulo e Rio junto a figuras masculinas consideradas das mais elegantes: consistia em se usar jeans, com mocassins marrom-conhaque, blazer marinho de seis botões dourados e camisa azul, com ou sem gravata. Agora, a moda está de volta para os mais veteranos que querem andar up-to-date e sem cair naqueles figurinos excessivamente jovens e surpreendentes. Estão de volta jeans com blazer marinho de dois botões (nada de dourado), com camisa branca e mocassins pretos. Detalhe: sem meia.
3 MAIS:
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Anos 70 sem meias 333
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Excesso de tatoos.
Duplo tropeção 333 Nesse dias, a SporTV colocava no ar uma entrevista com o astro de filmes de ação de Hollywood, Jackie Chan, que deverá vir ao Brasil no ano que vem para filmar a seqüência de Karate Kid, em nova versão. O repórter fazia perguntas sobre esportes a Jackie Chan e à certa altura, quis saber se ele gostava de algum atleta brasileiro em especial. Aí, ele pensou, pensou e respondeu: “É aquele Billy”. O jornalista não entendeu e arriscou: “Pelé?” E Chan concordou. Depois, quis saber se ele acompanhava as lutas do MMA. Aí, o outro: “Claro”. E começou a se sacudir como se estivesse numa roda de capoeira.
333 ENQUANTO Patrícia Amorim, presidente do Flamengo, está em Londres acompanhando os Jogos Olímpicos, o grupo de Márcio Braga, ex-presidente do clube, cujas dividas totais estão encostando em meio bilhão de reais, acaba de protocolar no conselho deliberativo, um pedido de investigação da gestão dela. O relatório, por enquanto mantido apenas no âmbito do conselho, seria recheado de denúncias – e com provas.
333 FABÍOLA Batista, filha de José Batista Jr, o mais velho dos três irmãos que administram o grupo JBS e que é pré-candidato ao governo de Goiás, está abrindo, em Goiânia, uma loja de cortes especiais. Deverá ser a primeira unidade de uma rede que ela pretende instalar no país, cuja segunda etapa deverá ser em São Paulo. Ela é engenheira de alimentos, trabalhou sete anos com a família e agora, quer fazer seu vôo solo.
A FAMOSA hamburgueria novaiorquina P.J. Clarke’s, que tem uma única loja em São Paulo, planeja aumentar a rede até o ano que vem, começando por uma loja na Barra, no Rio. O P.J. Clarke’s foi a hamburgueria favorita de diversas e famosas figuras americanas – e uma delas era Jacqueline Kennedy Onassis. 333
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
CHARGE DO DIA
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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5 A ACUSAÇÃO O procurador-geral Roberto Gurgel denunciou o uso de dinheiro público
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Começa a maratona de defesa dos 36 réus do Mensalão
Os juízes não vêm de Marte; há uma crise moral na sociedade – e é de lá que os juízes vêm... O trabalho de depuração das instituições deve ser permanente. Denise Frossard, exjuíza, sobre denúncias de corrupção no Judiciário.
Tive meu filho no SUS. Não me deram anestesia para o pique (incisão vaginal para facilitar o parto), e nos pontos puseram apenas um spray de xilocaína. Carla Zambelli, ativista do movimento Femen, de defesa da mulher, ao criticar o mau atendimento em hospitais públicos.
Gabriel Paiva/AOG
Hoje falam os advogados de José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Marcos Valério.
[A detenção] evidencia que ela estava sendo uma espécie de operadora da organização. Odair Cunha, relator da CPI do Cachoeira, ao se posicionar sobre a detenção, por três horas, da mulher do contraventor, Andressa Mendonça, acusada de tentar subornar o juiz Alderico Santos.
Wilson Dias/ABr
Só as micros e pequenas empresas que estão no Supersimples são responsáveis por um em cada quatro empregos com carteira assinada. Presidente Dilma, ao destacar a importância do Supersimples na economia do País. Ela (Andressa Mendonça) me procurou, no meu gabinete, e disse ter em seu poder um dossiê. Disse ainda que se decidisse pela liberdade do Carlinhos Cachoeira, esse dossiê não seria publicado. Alderico Rocha Santos, juiz, ao acusar a mulher de Cachoeira de tentar chantageá-lo. Andre Dusek/AE
A compra de apoio político no governo Lula foi o mais atrevido e escandaloso esquema de corrupção no País. Roberto Gurgel, procurador geral da República, sobre o Mensalão. Tínhamos combinado que após as audiências começaríamos a transição para um outro escritório escolhido por eles. Dora Cavalcanti, advogada do escritório de Márcio Thomaz Bastos, ao explicar por que o jurista deixou a defesa de Carlinhos Cachoeira.
Frame/Folhapress
AS DEFESAS Os advogados de defesa vão arguir que os recursos eram só caixa 2
Querem envolver meu nome com a CPI. Foi a tentativa mais rasteira para desqualificarem minha candidatura. Celso Russomanno, candidato a prefeito do PRB na capital, sobre a menção a seu nome por doleiros envolvidos com o grupo de Carlinhos Cachoeira, segundo gravações da PF.
É idiossincrático que um jovem de 16 anos possa votar, ser considerado maior perante o Direito Constitucional, mas não vá preso por delito, porque menor perante o Código Penal. Paulo José da Costa Jr., jurista e escritor. L.C.Leite/Luz
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fase de defesa no julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) começa hoje com a manifestação dos advogados dos principais réus. Os defensores de José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Marcos Valério e Simone Vasconcelos, diretora financeira da SMP&B (empresa de publicidade), pela ordem, são os primeiros a falar e tentarão desconstruir a acusação do Ministério Público de que seus clientes formaram uma quadrilha para corromper parlamentares no Congresso. Também falará hoje o advogado de Ramon Hollerbach, ex-sócio de Valério na agência SMP&B. "Invenção" – Cada advogado terá uma hora para fazer a sustentação oral. Primeiro a falar, José Luiz de Oliveira Lima tem a missão de convencer os ministros de que José Dirceu não era "chefe da quadrilha", como acusa o procurador Roberto Gurgel. Lima tem enfatizado, constantemente, não haver provas contra o cliente e diz que, por falta de evidências, Gurgel tem recorrido a "ilações" e a "fala fácil" para tentar incriminar o seu cliente. O advogado vai negar a compra de apoio no Congresso e dizer que o ex-deputado Roberto Jefferson "inventou" o Mensalão. Ele promete ser duro com o Ministério Público: "Não é verdade a afirmação feita pelo Ministério Público da suposta existência do mensalão. Não há nos autos nenhuma prova, nenhum documento, nenhum depoimento neste sentido. O que há nos autos é exatamente o contrário. Todas as testemunhas que foram ouvidas durante a Ação Penal 470 desmentem categoricamente a afirmação feita pelo ex-deputado Roberto Jefferson que foi cassado porque mentiu”, afirma Oliveira Lima. Só negociação política – Na sequência, será a vez do defensor de José Genoino, expresidente do PT. Seu advogado, Luiz Fernando Pacheco, defenderá que o cliente não tinha relação financeira com os outros citados. Ele vai susten-
CPI do Cachoeira: novos depoimentos no dia 15.
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CPI do Cachoeira marcou para o próximo dia 15 os depoimentos de Edivaldo Cardoso de Paula, ex-presidente do Detran de Goiás, e de Rosely Pantoja da Silva, sócia da Alberto & Pantoja Construções, acusada de integrar o esquema do bicheiro. Edivaldo aparece em gravações policiais garantindo repasse de verbas do governo estadual para uma das empresas de Cachoeira. Suspeita-se que tenha sido indicado para o cargo pelo contraventor. Segundo a PF, a Alberto & Pantoja é empresa de fachada de Cachoeira – para lavar dinheiro da empreiteira Delta. A Brava Construções também tem endereço fictício. No local funciona uma oficina mecânica. A Alberto & Pantoja seria responsável por pagamento ao jornalista Luiz Carlos Bordoni por serviços prestados à campanha eleitoral de Marconi Perillo (PSDB), governador de Goiás. (Folhapress)
Alexandre Moreira/AE – 9/7/2012
Roosewelt Pinheiro/ABr
Mensalão José Dirceu: chefe de quadrilha?
Genoino: só acordos políticos?
Dida Sampaio/AE – 20/7/2005
Roberto Stuckert Filho/AOG – 6/7/2005
Delúbio, responsável pelo caixa 2?
Valério: falta de provas?
tar que Genoino fazia apenas a negociação política de apoios e a responsabilidade pela movimentação de recursos do PT era de Delúbio. E vai insistir que o Mensalão não existiu. "O que houve foram acertos entre as coligações partidárias. [...] O Genoino, é um homem que não tem uma história de vida pobre, um homem que optou pela luta armada, viveu no Araguaia como camponês, foi preso, torturado. Ele venceu na vida pública, na defesa de seus ideais, e na defesa constante do que ele achava que era melhor para o país. De repente, ele foi tolhido por uma acusação leviana do Roberto Jefferson, que não é uma pessoa de fala coerente, que muda versões conforme o sabor do momento. Ele se tornou uma pessoa mais amargurada e triste por isso." Apenas caixa 2– Em defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares falará Arnaldo Malheiros Filho. Ele vai sustentar que
os recursos movimentados pelo cliente eram "caixa dois" de campanha eleitoral, ou "recursos não contabilizados", como têm afirmado os petistas. Negará a compra de apoio político e destacará a "vida simples" de Delúbio para tentar afastá-lo de acusações de corrupção. "Desde o seu primeiro depoimento na CPI dos Correios, há sete anos, o Delúbio assume o uso de recursos não contabilizados, repassados para os partidos da base aliada, cumprindo determinação da executiva nacional do PT. Ele assume a responsabilidade por tudo que fez, mas não aceita ser acusado pelo que não fez", afirma Malheiros. Pouco tempo – Advogado ao "operador" do mensalão, segundo Roberto Gurgel, Marcelo Leonardo reclama do tempo que terá para defender Marcos Valério. Como o cliente foi citado 197 vezes pelo procurador durante a acusação na sexta-feira, Leonardo pediu
que o STF lhe concedesse mais tempo para falar, mas não foi atendido. Ele vai sustentar que os empréstimos de empresas do publicitário nos bancos Rural e BMG são legais e foram feitos a pedido do PT para saldar dívidas de campanha. “A denúncia é improcedente, pois o Ministério Público Federal não conseguiu demonstrar as acusações contidas na denúncia. O procurador-geral não conseguiu provar que o Marcos Valério criou o esquema", afirma Leonardo. A culpa: ser sócio – Último a falar nesta segunda-feira, o advogado Hermes Guerrero vai tentar mostrar aos ministros que Ramon Hollerbach não participou das negociações feitas por Marcos Valério com o PT. "Ele só é réu por ter sido sócio do Marcos Valério. Ninguém o conhece e não há nenhum depoimento ou perícia que mostre qualquer conduta criminosa do Ramon", garante Guerrero. Ao contrário da defesa de Valério, Guerrero acredita que nem precisará da uma hora reservada para provar a inocência de seu cliente. "Para mim, 30 a 40 minutos serão suficientes. Não tenho nem assunto para tanto tempo." Na última sexta-feira, o procurador-geral Roberto Gurgel concluiu a sustentação oral pedindo a condenação de 36 dos 38 réus. O ex-ministro da Comunicação Social da Presidência da República Luiz Gushiken e o assessor do PL (atual PR) Antonio Lamas foram excluídos da condenação por falta de provas. Gurgel denunciou ter recebido ameaças de pessoas interessadas em constranger e intimidar o Ministério Público Federal. (Agências)
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Dirceu não foi, não é e não será presidente do Brasil. Caímos os dois. Não tenho ódio no coração. Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB.
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Jefferson: 'Salvei o Brasil de Dirceu' . Entre a retórica e os argumentos
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speculações e interpretações – além de muita torcida, pró e contra os réus – marcaram as reações aos dois primeiros dias do julgamento do Mensalão, vulgo também Ação Penal 470, nome pelo qual um grupo de advogados que trabalha para o PT quer que fique sendo o único usado pela imprensa para noticiar o processo. Velho gosto pela censura e um tanto também para o ridículo. Das quase 5 horas de acusação do procurador-geral Roberto Gurgel, na sexta-feira, diz-se que ela foi cheia de falhas, inconvincente, de um lado; de outro, que foi arrasadora, além de estarrecedora por revelar mais detalhes do que está sendo chamada (cuidado, pois os tais advogados podem também querer banir a expressão) de “sofisticada organização criminosa”. O procurador, sem emoção da voz, procurou ser monocordicamente didático. Preferiu o efeito das palavras, algumas bem pesadas, contra os réus e o desenrolar da história dos malfeitos dos idos de 2003, 2004 e parte de 2005, até que, contrariado, Roberto Jefferson pusesse fim à cadeia da felicidade que se instalara no meio dos aliados do governo. Com dinheiro público ou simples "recursos não contabilizados" – coisa que o STF vai decidir antes
de imputar culpas e sentenciar ou absolver. É este o desafio que começa a enfrentar hoje e pelos próximos 7 dias úteis o exército de cerca de 150 advogados, estrelas coroadas sentadas na primeira fila do tribunal e auxiliares anônimos. Antes de convencer os ministros togados da inocência de seus clientes, terão de desfazer a acusação de que o dinheiro que inundava a burra de partidos e políticos tinha origem no caixa 2 da campanha petista para a primeira eleição de Lula. Este é na lei brasileiro um delito menor. Na noite de Brasília, um desses galardoados advogados, Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido também como Kakay, defensor do publicitário Duda Mendonça, comentando a argumentação de Gurgel para quem quisesse ouvir, dizia que ele foi "ardiloso" na sua acusação. Para Kakay, ele foi ardiloso por usar informações que não estão nos autos para armar sua teia para contar a história da tal "quadrilha" que a procuradoria da República acusa de ter sido formada no Mensalão. De fato, com ardis ou sem ardis, além da carga pesada contra alguns dos acusados, o procurador-geral em sua peça procurou enfatizar a existência da dita "organização criminosa" e em derrubar a te-
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA se de que tudo não passou de distribuição de caixa de campanha para ajudar aliados a pagar suas contas eleitorais e não de dinheiro público para comprar votos no Congresso Nacional para propostas do governo Lula. Fez as devidas conexões, segundo ele, com amparo nos autos. Assim, mais do que a defesa individual de seus patrocinados como se diz no jargão jurídico, a estrela da companhia Márcio Thomaz Bastos e seus companheiros de defensoria terão de trabalhar primeiro na desconstrução das teses do procurador. Para quem queria um julgamento técnico, as cartas estão na mesa. E para combatêlas, filigranas jurídicas e retórica não são boas armas. Sempre lembrando que o Supremo, quando não acatou o pedido de desmembramento do processo feito por Thomaz Bastos, indiretamente aceitou que as ações de todos os réus são correlatas, as ações deles tinham afinidades entre si e um único objetivo. E também que, embora seja uma ação penal, em tramitação num tribunal, ela se refere a fatos de natureza da política.
Foi o que disse o presidente nacional do PTB, ao deixar o hospital ontem, no Rio.
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Wilton Jr/ABr
presidente nacional do PTB e ex-deputado, Roberto Jefferson, deixou na manhã de ontem o Hospital Samaritano, no Rio, onde passou por cirurgia para a retirada de um tumor no pâncreas. Abatido e com a respiração ofegante, Jefferson – um dos 38 réus do Mensalão – afirmou que salvou o Brasil do ex-ministro José Dirceu, foco de seu ataque, nas denúncias sobre a existência de esquema de corrupção no governo de Lula. "A minha luta era com o José Dirceu. Ele me derrubou, mas eu salvei o Brasil dele. Isso para mim é satisfatório. Ele não foi, ele não é e não será presidente do Brasil. Caímos os dois. Não tenho no coração nenhum ódio, nenhum ressentimento contra ele", disse. Usando termos de torneios de luta livre, Jefferson deu sinais de que não entrará mais em embate com Dirceu e atribuiu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à opinião pública a tarefa de julgá-lo. "O meu octógono de luta com ele já se exauriu. A luta agora é de vocês (imprensa), da opinião pública e dos ministros. Estou satisfeito" disse ele, que eximiu Lula de qualquer responsabilidade pelo Mensalão. Jefferson disse acreditar na justiça e classificou o julgamento do STF como "o maior momento de afirmação da democracia no Brasil".
Jefferson: "O maior momento de afirmação da democracia no Brasil". Segundo Jefferson, a acusação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foi eficaz, apesar de a "prova ser frágil em muitos momentos". Ele acompanhou os dois primeiros dias de julgamento, na semana passada, pela televisão do quarto do hospital. "Ele tem razão em muitas coisa que ouvi durante as 5 horas do seu relatório e não tem razão em outras tantas que eu ouvi também. Falou a acusação. Agora, nessa festa demo-
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crática do Brasil, que nós estamos vivendo, a partir de segunda-feira, falarão as defesas. E nós vamos escutar todas elas". O PT de Dirceu não foi poupado. "Eu sou um guerreiro. Já peitei o PT sozinho de frente. O que eu não vou fazer com um cancerzinho de pâncreas?". Jefferson deixou o hospital ao lado da mulher, Ana Lúcia Novaes, e foi para casa, na Barra da Tijuca. Permanecerá no Rio por pelo menos 15 dias, em observação médica, e iniciará a quimioterapia na 2ª quinzena de setembro. (Agências)
A saga dos sírios e libaneses no Brasil Em livro, Carlos Abumrad conta a história dos imigrantes dos dois países do Oriente Médio, e como contribuíram para a evolução cultural e econômica do País. L.C.Leite/Luz
Arthur Gebara Junior
Brasil. "Outros autores" – afirma Abumrad – "contaram a saga dos imigrantes apenas no e família libanesa, o c o n t e x t o h i s t ó r i c o . A c h e i jornalista e escritor oportuno e necessário mosCarlos Abumrad é trar as realizações da comuniespecialista na his- dade em vários setores da tória da imigração sírio-liba- economia, além de destacar nesa no Brasil. Em 2007, lan- personagens que já fazem çou seu primeiro livro sobre o parte da história contemporâassunto: Gente do Líbano que nea brasileira." faz no Brasil, mostrando a saga Apaixonado por História dos imigrantes que deixaram com H maiúsculo, como ele o país do Oriente Médio, no fi- diz, e por biografias em geral, nal do século 19 e início do 20, o escritor costuma fazer uma para enfrentar a difícil realida- ampla pesquisa sobre cada de de chegar ao longínquo e personagem e cada família redesconhecido Brasil em busca tratados em seus livros. Seu das oportunidades que já não método consiste, basicamenencontravam no Líbano. te, em colher depoimentos, Nesta segunda-feira, às histórias, documentos e fotos 18h30 horas, no Foyer do Es- de descendentes de algumas paço Sócio-Cultural do Teatro famílias emblemáticas da coCIEE (Centro letividade síd e I n t e g r ario-li banesa ção Empresapaulista, na Escola), no verdade um Achei oportuno e Itaim Bibi, ele resgate funnecessário participa de damental de uma noite de parte da hismostrar as autógrafos tória de São realizações da para seu sePaulo. comunidade em gundo livro, Os livros – vários setores Libaneses e SíNo primeiro da economia. rios que fazem livro, Abumo Brasil, desta rad mostrou a CARLOS ABUMRAD vez incluindo história das histórias das famílias Jafet, famílias sírias que, com as de pioneira na industrialização origem libanesa, formam a co- de São Paulo, no século 20; letividade sírio-libanesa no Sayad, do ex-secretário João solo brasileiro. Sayad; Chap Chap, do empreEspírito fenício – Nos dois li- sário e ex-presidente do Secovros, o jornalista, que nasceu vi, Romeu Chap Chap; Afif, do em Jundiaí, mas cujo pai era li- vice-governador Guilherme banês, procurou contar como Afif Domingos; e da família do o perfil empreendedor herda- médico Raul Cutait, hoje diredo dos antigos fenícios (povo tor do Hospital Sírio-Libanês, precursor do comércio no Me- entre outras. diterrâneo) foi fundamental No livro que lança hoje, para os imigrantes daquela re- Abumrad colheu depoimentos gião do Oriente Médio cons- do vice-presidente Michel Tetruir uma nova realidade para mer, que frequentemente fala suas famílias, contribuindo, com orgulho das origens de em vários aspectos, para o de- sua família de imigrantes posenvolvimento econômico do bres que conseguiu formar
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Carlos Abumrad: em novo livro, jornalista relata a vida de famílias sírias e libanesas, e destaca como evoluíram no comércio e na indústria do Brasil.
seus filhos com muito esforço. Além do vice-presidente, o livro traz depoimentos de mais algumas celebridades da colônia: o publicitário Roberto Duailibi, um entusiasta da difusão da cultura libanesa no Brasil; o general Antonio Gabriel Esper, comandante militar do Sudeste; além das histórias das famílias Chohfi, Camasmie, Badra e outras que, com muito espírito empreendedor, construíram fábricas, militaram no comércio e educaram seus filhos e netos para que se tornassem profissionais importantes, especialmente nas áreas da medicina, da engenharia e do jornalismo. "Além disso", lembra o escritor, os antigos mascates que andavam com a mercadoria nas costas, batendo de casa em casa, criaram a ideia da venda a prazo, pois muitos deles, que trabalhavam na área
rural, vendiam durante o ano foram sempre características todo e aceitavam ser pagos importantes para os imigranapenas no período da safra. tes e seus descendentes, que Criaram também ruas temáti- as preservam até hoje. cas de comércio, como a 25 de Carlos Abumrad lembra que março em São em São Paulo Paulo, ou as e x i s t e m v áq u e c o mrios clubes põem o Saara fundados peOs mascates (Sociedade los sírios e liandavam com a dos Amigos baneses padas Adjacênmercadoria nas ra, principalcias da Rua da mente, precostas, batendo de Alfân dega), servar os casa em casa, e no Rio de Jalaços familiacriaram a ideia da neiro, cujas res e de orivenda a prazo. lojas, conhegem, por cidas como m e i o d e CARLOS ABUMRAD arm arinh os, e v e n t o s s oremontam ciais. Clubes aos verdadeiros armários re- como o Marjaiun, Hasbaia (no pletos de mercadorias, carre- Líbano), Rachaia (Líbano), gados nas costas pelos masca- Homs, Monte Líbano e Sírio-Lites, ambulantes no século 20. banês, entre outros, tiveram e Laços sociais – Apesar da dis- ainda têm um papel importantância, a cultura, a gastrono- te na interação e relacionamia e a rígida tradição familiar mento entre as famílias de ori-
gem sírio-libanesa: "A comunidade tem uma cultura muito tradicional e faz questão de preservar os laços entre as famílias. A mesa farta dos almoços de domingo, com a família, é típica dessa cultura". Sobre a culinária árabe, lembra que ela está mais do que difundida e conhecida no Brasil. "Hoje podemos encontrar kibe e esfiha em qualquer bar ou padaria do Brasil; além disso, os restaurantes árabes estão por toda a parte, inclusive com demonstrações de dança do ventre, uma dança típica assimilada no País". Começando praticamente do nada, desde que chegaram ao País, os sírios e libaneses vêm deixando sua marca na sociedade, diz Abumrad. E acrescenta que, com suas atuações, contribuíram muito para a evolução econômica, social, cultural brasileira.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
7 O Brasil vive um processo profundo de desindustrialização. Miguel Manso, candidato a prefeito na capital.
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MIGUEL MANSO
Ele quer Transporte e Jardim da Infância já Ampliar o número de corredores de ônibus e retomar o conceito socializante na educação básica estão entre as principais propostas do Partido Pátria Livre (PPL) Mário Tonocchi
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a primeira vez que concorre em uma eleição partidária, o engenheiro eletrônico Miguel Manso, do Partido Pátria Livre (PPL), quer ampliar o número de corredores de ônibus na cidade. Em entrevista ao Diário do Comércio diz ainda que, se eleito, vai retomar o estilo do antigo "jardim da infância" na ampliação do número de vagas para crianças de zero a seis anos nas creches da cidade. Atuante na política desde 1975, quando entrou no então Movimento Democrático Brasileiro (MDB), hoje PMDB, já trabalhou em diversas campanhas e durante 12 anos no governo estadual. "Trabalhei quatro anos no governo Franco Montoro, depois no governo Orestes Quércia e depois no de Luiz Antônio Fleury Filho", enumera o candidato. Fundado em abril de 2009, o PPL é uma dissidência do PMDB, do grupo MR8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), mas também tem integrantes de outros partidos, como Democratas (DEM) e Partido dos Trabalhadores (PT). Esta é a primeira eleição de que o PPL participa. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista.
Diário do Comércio – Quais as principais propostas para a cidade de São Paulo? Miguel Manso – Primeiro precisamos retomar o caminho do desenvolvimento. Para isso, temos que pensar fundamentalmente no transporte e logística, no sistema viário, na educação, universidade, polos tecnológicos. Temos que organizar nossa capacidade tecnológica e produtiva. Infelizmente São Paulo, que é a cidade do trabalho, a locomotiva do nosso desenvolvimento, perdeu essa perspectiva. Aqui tudo se proíbe. A logística é hoje algo que está sendo sucateado, abandonado. Os aeroportos, por exemplo, são deixados de lado pela cidade. A atual administração ignora isso ou, como no caso do Campo de Marte, pensa somente em operações imobiliárias, tentando retirar o aeroporto da cidade, enquanto todas as cidades do mundo pensam em ampliar e otimizar seus aeroportos. Nós vemos nossos aeroportos como um problema, não como uma solução.
DC – Como a prefeitura pode atuar no desenvolvimento econômico da cidade? Manso – Primeiro é retomar os investimentos para colocar o município como parceiro da produção, parceiro do comércio, parceiro da industrialização. Temos que traçar os caminhos do nosso desenvolvimento e, para isso, investir fortemente em transporte e logística, que hoje é o problema mais importante da nossa cidade.
DC – Quais investimentos? Manso – Nessa questão, proponho mudar os conceitos. Todo mundo fala em metrô, mas isso é projeto que depende muito do estado e da União.
Infelizmente São Paulo, que é a cidade do trabalho, a locomotiva do desenvolvimento, perdeu essa perspectiva. MIGUEL MANSO
Divulgação
Agora, nosso sistema de ônibus, que transporta metade da população da cidade, funciona de forma caótica e desordenada. Catorze por cento das vias públicas transportam 50% da população. São 1.300 linhas, poucos corredores sem automação e automatização. Nosso projeto é denominado "Rápido Paulistano", com a ideia de implantar o transporte urbano de metrô de superfície sobre pneus.
Temos que traçar os caminhos do nosso desenvolvimento e, para isso, investir fortemente em transporte e logística. Atualmente, temos cerca de 100 quilômetros de corredor e precisamos em São Paulo de 500 quilômetros, assim como precisamos de 300 quilômetros de metrô. Com o Rápido Paulistano, vamos separar as áreas para o transporte coletivo nas vias públicas. Nessas áreas, colocaremos o tráfego de linhas exclusivas, como funciona no metrô. Se você pegar a Rebouças, a Santo Amaro ou a Radial Leste, você passa por ali e vê dezenas de linhas atualmente. Vamos reduzir a quantidade de linhas que passam pelos corredores para uma ou duas, no máximo, com o VLT [Veículo Leve sobre Trilhos] de 200 a 300 passageiros, dependendo do tamanho da linha, com o mesmo conceito do metrô. Serão 40 linhas radiais e cinco linhas circulares, formando uma malha viária que permita o transbordo do passageiro para agilizar o transporte. É possível implantar isso em quatro anos. Também vou ampliar o Expresso Tiradentes para as áreas onde é difícil ampliar as avenidas para corredores.
Nossa questão é a defesa do nosso patrimônio, da nossa riqueza, resgatando um pouco as ideias de Tiradentes sobre industrialização. DC – Que outra prioridade tem sua campanha? Manso – Educação. Na educação vamos acabar com a progressão continuada com um professor para no máximo 30 alunos. Precisamos ainda ampliar o número de salas de aula e dobrar o número de professores, para que eles possam se dedicar efetivamente aos alunos. Vamos modificar o conceito pedagógico e investir fortemente na valorização da carreira do professor. DC – Tem solução para o déficit de vagas em creches? Manso – Tem. E estamos com uma ideia de modificar o ambiente escolar da creche. Atualmente o prefeito fez terceirizações e alugou pequenas casas para colocar poucas crianças. Eu estudei sempre em escola pública, e quando comecei, há mais de 50 anos, se chamava jardim da infância. Era uma escolinha onde aprendia noções básicas de socialização, brincava e aprendia os primeiros passos para poder ser alfabetizado. Quero retomar um pouco essa experiência.
Nós projetamos uma unidade para 800 a mil crianças de zero a seis anos e chamamos essa unidade de jardim da infância. Quero investir na construção de duzentas dessas unidades para suprir a falta de 170 mil vagas hoje na cidade. DC – O que defende o Partido Pátria Livre? Manso – A ideia do partido está consubstanciada em alguns pontos, como a defesa do mercado interno como instrumento fundamental para a distribuição de renda e desenvolvimento. Trabalho, emprego e valorização do salário é fundamental para fortalecer o mercado, as nossas indústrias e o comércio. Também defendemos nossas riquezas, nossa produção e a indústria genuinamente nacional. Porque, com essa onda de globalização, nas últimas décadas criou-se uma falsa ideia de que qualquer tipo de indústria, qualquer tipo de empresa tem o mesmo significado para a economia de qualquer país, e sabemos que isso não é bem assim. Os chineses sabem muito bem o que é e o que não é uma indústria chinesa. O mesmo para os americanos, alemães e japoneses. Infelizmente aqui, depois que a Constituição de 1988 foi modificada – aquele texto tinha a definição de empresa genuinamente nacional, que tinha vantagens em financiamentos públicos e aquisições nas licitações, para a criação de nosso próprio parque industrial – e esse conceito foi perdido. Precisa ser recuperado porque o Brasil vive um processo profundo de desindustrialização, não apenas nas indústrias, mas no comércio também. Praticamente todos os shoppings do Brasil são propriedades de fundos estrangeiros. Também defendemos o desenvolvimento de nossa ciência e tecnologia como instrumento de progresso, além de defendermos saúde e educação gratuitas e de qualidade para todos e, ainda, a valorização da cultura brasileira. DC – O partido é um grupo que reúne tendências socialistas, de esquerda? Manso – Olha, essa questão de esquerda e de direita é muito relativa. Nossa questão é a defesa do nosso patrimônio, da nossa riqueza, resgatando um pouco Tiradentes, que há dois séculos dizia que a nação, para ser desenvolvida, tem que ter indústria. Uma nação que não tem indústria está sujeita a ficar subordinada aos projetos econômicos e políticos de outro país.
No Partido Pátria Livre temos como perspectiva de longo prazo a visão de que o socialismo é o futuro da humanidade. DC – É evidente, em São Paulo, a desindustrialização... Manso – Se pegarmos a história de nossa cidade há um século, vemos que tínhamos em São Paulo meia dúzia de empresas tentando sobreviver; e já em 1992 tínhamos cerca de 40 mil indústrias e 500 mil empresas que viviam em torno dessas indústrias. Esse quadro já se modificou nos últimos vinte anos, diante da falta de uma concepção de que é necessário ter um proje-
Miguel Manso: preocupação em dar maior mobilidade ao paulistano e estimular o desenvolvimento industrial.
to de desenvolvimento nacional. Estamos perdendo indústrias. São Paulo tem hoje 19 mil indústrias com um milhão e meio de empregos industriais, que são os que pagam mais para o trabalhador.
Essa queda no número de indústrias representa uma grande perda de nossas riquezas e de capacidade produtiva de nossa cidade, fruto dessa incompreensão das necessidades do desenvolvi-
mento nacional. O Partido Pátria Livre (PPL) é nacional-desenvolvimentista – e assim temos como perspectiva de longo prazo a visão de que o socialismo é o futuro da humanidade.
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nternacional
Al Arabiya/EFE
Procurados (e achados): iranianos na Síria. Goran Tomasevic/Reuters
Fotos: Tannen Maury/EFE
NOVO ATAQUE NA TERRA DO BANGUE BANGUE
As forças rebeldes do Exército Livre Sírio (ELS) anunciaram ontem a captura de 48 pessoas acusadas de serem membros da Guarda Revolucionária do Irã, força de elite do regime persa. O governo de Teerã pediu ajuda à Turquia e Catar para libertar os iranianos, alegando que eles são peregrinos xiitas que queriam visitar um santuário em Damasco. O Irã é um dos únicos aliados do regime de Bashar al-Assad na região, e a oposição síria acusa Teerã de enviar homens para lutar contra os rebeldes (acima, foto maior). Em vídeo divulgado ontem, homens da brigada Al-Baraa do ELS afirmaram ter capturado 48 membros da milícia do Irã que estavam em uma "missão de reconhecimento" (acima, foto menor). "Descobrimos que alguns deles eram oficiais da Guarda Revolucionária", disse, na gravação, um homem vestido com o uniforme do ELS. No vídeo, que mostra um grupo de homens – possivelmente os iranianos captura-
dos – sentados no chão, os rebeldes ameaçam tomar novas ações contra alvos de Teerã se o país seguir apoiando o regime de Assad. "O destino de todos os iranianos infiltrados na Síria será como o deles, como prisioneiros, ou mortos", disse o rebelde. A agência iraniana Irna citou uma fonte da chancelaria negando que o grupo capturado no sábado em um ônibus em Damasco faça parte das Forças Armadas do país. O chanceler do Irã, Ali Akbar Salehi, pediu aos colegas da Turquia, Ahmet Davutoglu, e do Catar, Hamad bin Jassim, que façam o possível para libertar os "peregrinos". Deserção - O general Mohammad Ahmad Faris, primeiro astronauta sírio, fugiu ontem para a Turquia e juntou-se às forças opositoras sírias, a mais recente das deserções de figuras importantes do país. Além disso, o coronel Yarub Shara, chefe da Segurança Política em Damasco – responsável por monitorar dissidentes –, teria deixado o posto e se refugiado na Jordânia, segundo a TV Al Arabiya. (Agências)
Ibraheem Anu Mustafa/Reuters
A
inda sob o fantasma do massacre no Colorado que matou 12 pessoas há pouco mais de duas semanas, os Estados Unidos presenciaram ontem mais uma tragédia no Wisconsin, onde um atirador foi responsável por ao menos seis mortes em um templo sikh. O homem foi morto logo depois, por policiais. As autoridades locais classificaram o ataque de "terrorismo doméstico", e destacaram a atuação "heroica" do policial que matou o autor dos disparos e evitou uma tragédia ainda maior. O ataque aconteceu por volta das 10h30, horário local, na cidade de Oak Creek, ao sul de Milwaukee. Não se sabe ao certo quantas pessoas teriam sido feridas pelo atirador, mas alguns jornais locais falam em "dezenas". A polícia encontrou quatro corpos dentro do edifício e três fora. Segundo o xerife da polícia de Greenfield, Bradley Wentlandt, um dos mortos é o suspeito de ter desfechado a chacina, que recebeu com disparos o primeiro policial que chegou ao local para atender a ocorrência. O policial revidou os disparos e matou na hora o suspeito. Wentlandt disse que o policial ficou
ferido no episódio e está internado em um hospital em Milwaukee, onde passa por cirurgia. Wentlandt não identificou o suspeito e a polícia não soube confirmar se havia mais de um atirador dentro do templo. As autoridades descreveram a cena no local como caótica enquanto atendiam as vítimas e tentavam descobrir o que ocorreu (acima). "Levamos grande parte do dia revistando a área, a própria igreja e seus arredores, por causa dos relatos conflitantes sobre quantas pessoas estariam envolvidas", disse. Repercussão - Em discurso divulgado pela Casa Branca, o presidente Barack Obama disse estar "profundamente triste" e lembrou "o quanto o país tem sido enriquecido com a presença dos sikhs, que são parte da nossa ampla família norte-americana". Já o candidato republicano à Casa Branca, Mitt Romney, também lançou um comunicado em que lamentou as mortes e estendeu seus "pensamentos e orações" às vítimas. O novo massacre deve reforçar o apelo pela discussão na corrida presidencial sobre o controle de armas – o que os candidatos vinham evitando, mesmo após a tragédia no Colorado. Religião - Especulava-se onSECRETARIA DA SAÚDE tem que o ataque pudesse envolver ódio religioso, mas as auDIVISÃOTÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 toridades não divulgaram posABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: síveis motivos para o ataque. PREGÃO ELETRÔNICO 274/2012-SMS.G, processo 2012-0.063.711-5, destinado Os grupos que representam ao registro de preço para o fornecimento de Sonda de Foley de Duas Vias e Sonda a comunidade sikh nos EUA reFoley de Três Vias, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. portam um aumento nos ataA abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 9 horas do ques contra a religião desde os dia 10 de setembro de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da atentados terroristas de 11 de 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS setembro de 2001. Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: Os sikhs não praticam o Islã. http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando Mesmo assim, seus turbantes pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o e longas barbas frequenterecolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, mente fazem os norte-ameriDocumento de Arrecadação do Município de São Paulo. canos acreditarem que são DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas muçulmanos, disse a Coalizão interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, Sikh, grupo sediado em www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. Washington. (Agências)
Uma terra sem lei chamada Sinai Um novo ataque na fronteira entre Egito e Israel fez aumentar ontem a tensão entre os vizinhos na região da península do Sinai. Após um grupo de homens armados atacar um posto de controle egípcio, matando ao menos 16 policiais, e tentar se infiltrar em seu território, Israel cobrou mais controle da região pelo país árabe. "As ações dos terroristas mostram novamente a necessidade de uma atuação determinada do Egito para impor a segurança e evitar o terrorismo no Sinai", afirmou o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak. Desde que o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak foi derrubado por uma revolta popular no ano passado, a insegurança espalhou-se no Sinai. O atual presidente do Egito, Mohammed Mursi, prometeu caçar e punir os agressores. Segundo um oficial egípcio, atiradores mascarados
chegaram em três veículos e mataram ao menos 16 guardas na fronteira do Egito com a Faixa de Gaza e Israel. Outros sete guardas foram feridos no ataque. Após o ataque no Egito, os agressores cruzaram a fronteira para Israel. Um veículo explodiu sozinho na passagem fronteiriça de Kerem Shalom, mas sem causar vítimas. Outro foi rastreado e destruído por um caça israelense. "Tudo foi questão de minutos. Acreditamos que queriam atacar soldados israelenses", disse a portavoz do Exército israelense, Avital Leibowitz. Ela explicou que "alguns terroristas" morreram no ataque aéreo ou abatidos por soldados quando abandonavam o veículo 4x4. O jornal israelense Yedioth Ahronoth informou que sete terroristas morreram no ataque – quatro deles no lado israelense da fronteira e três no lado egípcio.
O terceiro veículo teria voltado para o Egito, onde estaria sendo procurado por paramilitares no Sinai. A agência de notícias egípcia Mena disse que os atiradores seriam "jihadistas" que atravessaram Gaza para o território egípcio por túneis subterrâneos. Palestinos - O incidente armado coincide com um novo ciclo de ataques mútuos entre milicianos palestinos e o Exército israelense na Faixa de Gaza. Um ataque aéreo israelense matou ontem um palestino que pertencia ao grupo radical islâmico Magles Shoura al-Mujahddin e feriu outro enquanto ambos dirigiam uma motocicleta em Gaza, próximo à fronteira com o Egito (acima). Um grupo que atende pelo mesmo nome assumiu a responsabilidade por um ataque em junho a partir do Sinai, em direção a Israel, que tirou a vida de um israelense. (Agências)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
9 PARTICIPAÇÃO Pesquisador sugere às pessoas preocupadas com as crianças em situação de rua o engajamento em fóruns de discussão e campanhas.
idades Fotos: Newton Santos/Hype
Crianças e adolescentes carentes percorrem o Centro da cidade, em busca de dinheiro, realizando pequenos serviços, como a coleta de lixo reciclável
Pesquisa traça mapa do trabalho infantil Levantamento da Fundação Travessia aponta mais de cem crianças e adolescentes realizando pequenos serviços no Centro Velho, como venda de doces e engraxates. Mariana Missiaggia
Próxima parada do ciclismo: Bike Bus.
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Fundação Projeto Travessia lança hoje a campanha de combate ao trabalho infantil nas ruas do Centro de São Paulo. De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação, pelo menos 106 crianças e adolescentes vendem doces, engraxam sapatos, recolhem material reciclável e realizam outras atividades na região da República, Sé e Anhangabaú para sustentar suas famílias. A situação mobilizou doze educadores do Projeto Travessia, que durante um ano observaram a rotina dessas crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, entre 9h30 e 22h. A partir desse trabalho, o grupo mapeou o local onde esses jovens atuam, a etnia, o gênero, a idade, a circunstância, a região e o tipo de atividade desenvolvida por eles. Inversão – Segundo Marcelo Caran, especialista em políticas integradas à infância e juventude e coordenador de projetos da Fundação Projeto Travessia, o paulistano se sensibiliza com a situação vulnerável de crianças que vendem flores, limpam para-brisas e outras atividades. "É natural culparmos os pais pela situação dos filhos. Mas essa culpa nunca gerou transformação. Por isso, nós (Fundação) tentamos enfrentar o problema por outra perspectiva: olhando a situação de uma forma inversa. O erro não está nas crianças que vendem e sim em quem consome o que eles oferecem", disse Caran, afirmando que a oferta de dinheiro mantém e atrai novas crianças e adolescentes para a situação de rua. "Oferecer dinheiro é uma solução imediata e a mensagem que se passa é: não vá para a escola porque você pode encontrar dinheiro na rua. Supondo que uma criança ganhe R$ 30 por dia e leve isso para casa, um pai de três filhos vai achar muito melhor mandar seus filhos para rua, e lucrar R$ 90 por dia, do que se preocupar com educação que lhe trará despesas". A pesquisa mostra que, dentre as 106 pessoas envolvidas com trabalho infantil na região, 65 são crianças e 11, adolescentes. Há outras 30 crianças, de colo, usadas pelos adultos para fragilizar ainda mais a situação e causar comoção. A pesquisa também revelou que o sexo masculino (62%) predomina nas ruas em busca de sustento e que crianças entre 7 e 11 anos são a maioria no trabalho infantil. Entre as três
Chico Ferreira/Luz
Rafael Stucchi (à esquerda) e Tom Buser: grupo incentiva o ciclismo.
Ivan Ventura
H Estudo faz um levantamento completo sobre a situação dos jovens
Marcelo Caran: pessoas devem doar dinheiro a instituições de confiança regiões observadas, a Sé é a que concentra o maior número de atividades do trabalho infantil, com 48%, seguida da Praça da República (28%) e o Vale do Anhangabaú com 24%. Noite – A popularidade da vida noturna no Centro justifica o horário e dias em que é possível notar a maior presença desses jovens nas ruas: quinta-feira a domingo, das 16h às 22h (51%). Por isso, a campanha propõe uma ação conjunta para modificar os hábitos da população que frequenta o Centro de São Paulo. "O cidadão que possui a preocupação em ajudar crianças e adolescentes que se encontram em situação de rua precisa entender que dar dinheiro e comprar, principalmente de crianças, não é ajudar". Caran sugere a quem deseja contribuir financeiramente que procure uma entidade séria, como
o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente da Prefeitura (Fumcad). Ele também propõe outra postura à população: participação ativa no combate ao trabalho infantil e atuação nos fóruns de discussão por melhores condições para a população carente. A pesquisa, que abrange apenas no Centro Velho, já está sendo estudada por órgãos e fundações em outras regiões da Capital. O lançamento oficial da campanha de combate ao trabalho infantil nas ruas do Centro será entre os dias 6 e 10 de agosto, no saguão do Sindicato dos Bancários (Rua São Bento, 413), das 9h às 17h30. Também haverá distribuição de folhetos nas ruas e exposição de banners em estabelecimentos identificados pela pesquisa como pontos de venda de doces e flores por crianças e adolescentes.
á três meses, o engenheiro civil Tom Buser prometeu abandonar a bicicleta após quase ser atropelado por um ônibus na Avenida Faria Lima, na região da Vila Olímpia. "A corrente da bicicleta se soltou e um ônibus vinha logo atrás, em alta velocidade. Tive que me jogar na calçada para não ser atropelado", lembra. A promessa, no entanto, não durou mais do que dois meses. No mês passado, o amigo e também engenheiro Rafael Stucchi começou a trabalhar ao lado do amigo e sugeriu que ele voltasse a pedalar, desta vez em dupla. Naquele momento, ressurgia a vontade de guiar a velha magrela, mas não antes sem equacionar uma questão: como fazer isso de modo seguro? Rafael deu a resposta: Bike Bus. "No Dia Mundial sem Carro, no ano passado, eles testaram a ideia do Bike Bus e me pareceu bem seguro. Li sobre as experiências estrangeiras e sugeri que fizéssemos algo parecido, para a nossa segurança e de outros que queiram pedalar", diz Stucchi. Surgia a ideia de implantar o Bike Bus da dupla nas ruas da cidade, algo já amplamente difundido em diversas cidades europeias. O bonde das bikes, como alguns já chamam na internet, nada mais é do que um comboio formado por ciclistas que definem previamente uma rota por onde irão circular na cidade. Escolhida a rota, ela será a mesma ao longo da semana, sem qualquer mudança. A semelhança do comboio com um ônibus não se resume a seguir um modelo do coletivo circular, segundo Stucchi. O grupo também combina com antecedência os horários de partida e chegada do grupo de ciclistas. Ponto – "Não precisa entrar
A adesão ainda é pequena, mas acredito que vai melhorar. A ideia é que outras pessoas criem suas próprias rotas. RAFAEL STUCCHI no grupo nos pontos de partida e chegada. Pode ser no meio do trajeto. No Bike Bus, a pessoa pode entrar em qualquer ponto do trajeto, desde que saiba o horário exato da passagem do comboio. É como se fosse uma parada de ônibus", disse. Dentro do Bike Bus há também uma organização a ser seguida. Dois ciclistas experientes normalmente guiam as pessoas no trajeto. São eles que definem a velocidade e resolvem eventuais problemas no caminho. Além disso, dificilmente o Bike Bus circula com mais de dez ciclistas por vez. "É para não prejudicar o trânsito e ficar unido. Se for mais do que dez, a ideia é dividi-lo em dois e liberá-los em
Delegado é executado na Marginal Tietê
O
delegado Paulo Pereira de Paula, de 49 anos, foi executado com dois tiros por volta das 21h de sábado na pista local da Marginal Tietê, perto da Ponte do Limão, na zona norte, em uma suposta tentativa de roubo. Integrante da Delegacia de Investigações sobre Entorpecente (Dise) de Guarulhos, na
horários diferentes", disse Stucchi, que citou ainda a obrigatoriedade do uso de itens de segurança, como o capacete, e a instalação de um farol na bicicleta. Na segunda-feira passada, após difundirem o assunto nas redes sociais, o Bike Bus foi finalmente para as ruas. Embora tenham recebido apoio de amigos, o primeiro dia reuniu apenas quatro pessoas (incluindo os dois engenheiros). Eles saíram às 8 horas da Rua Henrique Schaumann e percorreram pouco mais de seis quilômetros até chegar à Rua Olimpíadas, na Vila Olímpia. Às 18h30, o grupo se reencontrou e percorreu o caminho inverso para casa. Adesão – "A adesão ainda é pequena, mas acredito que vai melhorar. A ideia é que outras pessoas criem suas próprias rotas e mais gente circule de bicicleta. É muito mais saudável", conta Stucchi. Para o ex-presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e diretor da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Nelson Maluf ElHage, a proposta do Bike Bus vai além mais de uma simples ideia para incentivar o uso de bicicletas. Na opinião do especialista, trata-se de uma forma segura de andar de bicicleta pelas ruas. "Para o motorista é mais fácil ver um grupo do que um único ciclista, principalmente à noite", disse Maluf.
Grande São Paulo, o policial foi baleado no abdome e no rosto, e morreu no local. Paulo pilotava uma Honda CB 1000R preta, avaliada em R$ 30 mil, e seguia no sentido Ayrton Senna quando foi abordado. De acordo com testemunhas, duas outras motos emparelharam e ocupantes anunciaram o assalto. Instantes depois atingiram o delegado e fugiram sem levar nada. Pelos menos quatro pessoas participaram da ação, mas ninguém havia sido preso até ontem à noite. (AE)
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ARRASTÃO Restaurantes e bares do bairro passaram por arrastões.
distritais
ALARME Comerciantes terão mecanismo de alarme com botões de pânico.
EM BUSCA DE SEGURANÇA Empreendedores da Vila Madalena, tradicional bairro de vida noturna da zona oeste da cidade, pretendem implantar sistema privado de vigilância. Fotos: Paulo Pampolin/Hype
André de Almeida
Mais luz no Centro Histórico
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ados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, divulgados recentemente, apontam que o número de homicídios na cidade aumentou 21,8% no primeiro semestre deste ano, em comparação a igual período de 2011. Outro tipo de delito que parece ter virado moda entre os criminosos são os arrastões em bares e restaurantes da capital. Desde o inicio do ano, cerca de 30 casos foram registrados no município, a maioria em bairros nobres e conhecidos pela agitada vida noturna. Preocupados com as estatísticas e com o atual clima de insegurança da cidade, sentido em muitos bairros da capital, integrantes da Sociedade Amigos de Vila Madalena (Savima) desenvolvem um projeto de segurança privada, envolvendo comerciantes e empresários da região, famosa pela badalação noturna. "Nosso bairro sofre constantemente assaltos e arrastões. Não podemos ficar parados esperando que o poder público resolva tudo, precisamos nos organizar", disse o presidente da Savima, Cássio Calazans.
O Centro Histórico de São Paulo ficará mais iluminado. O Departamento de Iluminação Pública (Ilume) está instalando luminárias de LED e de vapor metálico no entorno da praça da Sé e do largo São Bento, com o objetivo de estimular a visitação noturna e atender pedidos de associações locais. Com as novas luminárias é possível evidenciar contrastes e cores nos monumentos históricos, além de dar mais segurança e aumentar a sensação de conforto. Os trabalhos de substituição das lâmpadas foram divididos em etapas. A primeira contemplou a instalação de 20 luminárias na rua São Bento e 70 nas ruas Boa Vista, João Brícola, XV de Novembro, da Quitanda, do Comércio, do Tesouro e Direita. Estas ruas dão acesso a estações de metrô e ao Centro Cultural Banco do Brasil, que recebe este mês uma exposição gratuita de obras de Claude Monet, Vincent Van Gogh, Jules Lefebvre, Édouard Manet, Paul Gauguin, Pierre-Auguste Renoir e ToulouseLautrec. As etapas seguintes abragerão as ruas Líbero Badaró, Quintino Bocaiúva, Senador Feijó, Benjamin Constant, e adjacências da praça da Sé, e dos largos São Bento e São Francisco.
PROJETO
O programa de segurança consiste basicamente no monitoramento eletrônico do bairro por meio de câmeras que ficarão espalhadas, inicialmente, no perímetro delimitado pelas ruas Rodésia, Jericó, Harmonia, Inácio Pereira da Rocha e Mourato Coelho. "Nossa ideia, em princípio, é instalar de 150 a 200 câmeras, cobrindo todas as ruas e esquinas dessa área", afirmou o consultor de tecnologia Jhonathas Coutinho, da Angel Security, empresa responsável pela execução do projeto. Com os equipamentos, as imagens de qualquer movimentação suspeita serão transmitidas para uma central de monitoramento da Angel Security instalada em uma casa do bairro, de onde um agente motorizado será enviado imediatamente ao local da possível ocorrência. De lá, ele confirmará se a situação não passou de um alarme falso ou, ao contrário, acionará a polícia para as devidas providências. A central permanecerá monitorando os acontecimentos. Os comerciantes que aderirem ao projeto, no caso de ocorrências em seus estabelecimentos, poderão acionar um mecanismo de alarme com botões de pânico, distribuídos em uma espécie de chaveiro. Um botão servirá para emergências relativas a incêndio; outro para roubos; e um terceiro para casos de urgência médica. "O custo da implantação para cada comerciante ainda não foi definido. Estamos em busca de empresas que queiram patrocinar a iniciativa", disse Jhonathas Coutinho. Além das câmeras e dos botões de pânico, o projeto prevê também a colocação de cartazes nas portas dos estabelecimentos, identificando-os co-
G Ir Agendas da Associação e das distritais
Rua Girassol, na Vila Madalena: bairro, conhecido pela vida noturna, estuda implantação de projeto de segurança mo integrantes do projeto. "É uma forma de inibir as ações criminosas. Esperamos lançar oficialmente o programa até o final do mês, com a presença de autoridades municipais e de órgãos da segurança pública", afirmou Calazans. "Depopois de iniciado o serviço, pretendemos expandi-lo para outras partes do bairro, abrangendo inclusive residências e condomínios", completou Jhonathas Coutinho. APOIO Na opinião do superintendente da Distrital Pinheiros da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Enrico Cirillo, o projeto de segurança privada na Vila Madalena tem tudo para dar certo. "O ideal seria contar apenas com a segu-
rança pública. Mas, como sabemos que se trata de um sonho praticamente impossível, um sistema de monitoramento eletrônico é uma solução muito interessante", disse. Segundo ele, comerciantes de ruas comerciais de Pinheiros também estudam a adoção de medida semelhante. "Este serviço sempre apresentou ótimos resultados em condomínios residenciais", afirmou. O dirigente ressaltou a importância de os comerciantes e moradores participarem das reuniões do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Pinheiros, realizadas na sede da distrital. "Nossa entidade está de portas abertas para todos que quiserem debater projetos de segurança para a região", concluiu Cirillo.
Com monitoramento, assaltos a bares e restaurantes devem diminuir.
A ideia inicial é instalar entre 150 e 200 câmeras de vigilância no bairro.
Hoje I Mooca – Às 10h, entrega do
troféu Marco da Paz a policiais militares por serviços prestados à comunidade. Sede do 21º BPM/M, rua Celso de Azevedo Marques, 454. Mooca. Confirmar pelo 2694-2730. I Penha – Às 19h, 2ª reunião de organização do 6º desfile
e exposição de motos, triciclos e veículos exóticos da Penha. Avenida Gabriela Mistral, 199.
Amanhã I Noroeste – Às 19h, 21ª
reunião ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Rua Luis Braille, 8.
Quarta
Rua Purpurina: bairro terá uma central de monitoramento
I Noroeste – Às 14h,
reunião CTPU, tema: rede hídrica ambiental. Rua Luis Braille, 8. I Mooca – Às 19h30, 19ª reunião ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Rua Madre de Deus, 222.
Quinta I Hong Kong – O vice-
presidente da ACSP Luiz Roberto Gonçalves coordena seminário e palestra do diretor do Invest Hong Kong, Simon Galpin, sobre facilidades oferecidas por Hong Kong para negócios na China. Às 12h30, rua Boa Vista, nº 51/12º andar. I Penha – Às 19h30, 22ª reunião ordinária e palestra
de JB Oliveira com o tema Comunicação no universo masculino e feminino. Avenida Gabriela Mistral, 199.
Sexta I Penha – Às 9h30 e 14h30,
curso de coral infanto juvenil, e às 15h30, curso de coral adulto. Avenida Gabriela Mistral, 199.
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DE 16 A 26 Com investimentos da ordem de R$ 20 milhões, a expectativa é que a Festa do Peão de Boiadeiro receba entre 800 e 900 mil visitantes entre os dias 16 e 26.
regionais
Leandro Nascimento/Divulgação
A Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, a maior do gênero na América Latina, chega este ano à sua 57ª edição.
A mais tradicional festa de peões da América Latina agita a cidade e é considerada como um segundo Natal para os setores de comércio e serviços.
É DOS PEÕES. E DO COMÉRCIO. André de Almeida
Fotos: Leandro
Nascimento/D
ivulgação
O
interior paulista orgulha-se de preservar muitas de suas tradições culturais e gastronômicas. Anualmente, em agosto, um evento realizado a 420 quilômetros de São Paulo cada vez mais está inserido nestas tradições: a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, a maior do gênero na América Latina e que este ano chega à sua 57ª edição.Com investimentos estimados em R$ 20 milhões, a expectativa é de que o evento receba de 800 a 900 mil visitantes entre os dias 16 e 26. Em razão do grande número de turistas, provenientes não apenas de outras cidades do Interior paulista, mas também de outros estados, principalmente Rio do Janeiro e Minas Gerais, o comércio do município está otimista e espera um grande crescimento nas vendas. De acordo com os organizadores da Festa do Peão, serão gerados em torno de 15 mil empregos diretos e indiretos durante o evento. "O público e os negócios gerados em torno da festa movimentam a economia da região em cerca de R$ 200 milhões, em um raio de até 200 quilômetros de Barretos", afirma Hugo Resende Filho, presidente da Os Independentes – empresa que promove o evento.
Toda a região, em um raio de 200 quilômetros de Barretos, ganha com a festa. JOSÉ CARLOS FIRMINO, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA ACIB
Montaria -A grande atração do evento é mesmo o tradicional rodeio, com a competição Mundial entre Estados, onde participantes que chegam de vários países desafiam os touros nas provas de montaria. A arena, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, também receberá nomes famosos da música sertaneja, entre eles Fernando & Sorocaba, Luan Santana, Jorge & Mateus, Chitãozinho & Xororó, Victor & Léo, Daniel, João Bosco & Vinicius e Gustavo Lima. Ao todo, durante os 11 dias de festa, serão mais de duas mil atrações para públicos de todas
Acima e à esquerda, a Festa do Peão de Boiadeiro do ano passado. Evento movimenta a economia da região em valores próximos a R$ 200 milhões.
as idades. Os adultos, além do rodeio e dos shows musicais, poderão conferir as novidades da feira comercial, conhecer pratos típicos da gastronomia caipira, curtir o som de duplas sertanejas de raiz em um palco exclusivo, conhecer os monumentos espalhados pelo Parque do Peão e visitar o memorial do peão. Para a garotada, a festa também está garantida. No Rancho do Peãozinho, as crianças poderão participar do rodeio em carneiros, concursos mirins, atrações do parquinho e do mini-zoológico, projetos educativos, lúdicos e sustentáveis e do show da dupla de palhaços Patati Patatá. "Nosso objetivo é
atrair o público infantil e, claro, as famílias, para apresentar e despertar o interesse pela cultura e tradições sertane-
jas", diz Hugo Resende. Lucros - O comércio e o segmento de serviços da cidade, que tem aproximadamente
Festa divulgou nome da cidade
A
história de Barretos, de certa forma, se confunde com a trajetória da Festa do Peão de Boiadeiro, que fez com que a cidade se tornasse conhecida em todo o País. Até 1955, Barretos era um pacato município que tinha na pecuária sua principal atividade econômica. Passagem obrigatória dos "corredores boiadeiros", como eram conhecidas as vias de transporte de gado entre um estado e outro, Barretos era sede também do Frigorífico Anglo, instalado em 1913 e de propriedade da família real inglesa. Na época, era o maior da América Latina. Os peões das comitivas
frequentemente se reuniam para descansar e se divertir. Nesses encontros eles costumeiramente tentavam mostrar suas habilidades na lida com o gado. Em um sábado de 1947, na quermesse realizada pela Prefeitura local, aconteceu o primeiro rodeio do País, realizado dentro de um cercado com arquibancadas. Com a criação de Os Independentes, em 1955, que promovia festa para arrecadar fundos para as entidades assistenciais da região, foi lançada, no ano seguinte, a 1ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos. Até o final da década de 1960, a festa permaneceu
amadora, com prêmios em dinheiro e brindes oferecidos por fazendeiros e comerciantes. A situação começou a se modificar em 1973, quando a Volkswagen inaugurou o patrocínio ao evento, dando um Fusca zero quilômetro ao peão vencedor do rodeio. Anos depois, as aparições nos telejornais e na imprensa deram fama à festa e atraíram mais investidores. A consagração do evento começou mesmo em 1990, quando a extinta TV Manchete gravou cenas da novela Pantanal no Parque do Peão, redimensionando os limites da festa. (AA)
130 mil habitantes, são diretamente beneficiados pelo evento. "Toda a região, em um raio de 200 quilômetros de Barretos, ganha com a festa", diz José Carlos Firmino, secretário executivo da Associação Comercial e Industrial de Barretos (Acib). "Como não possuímos uma grande rede hoteleira, são 1,3 mil leitos, a maioria dos turistas fica hospedada em outras cidades, como Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Alguns dos hotéis da cidade já estão com vagas reservadas desde o ano passado", garante o dirigente. Segundo Firmino, todos os
segmentos do comércio e de serviços lucram: lojas, postos de combustíveis, farmácias, supermercados e taxistas. "Trata-se de um segundo Natal para Barretos. Desde o mês passado os proprietários de casas e chácaras para locação estão investindo em melhorias e reformas", afirma. Com isso, aumentam as vendas nas lojas de materiais de construção, eletrodomésticos e móveis, por exemplo. "Somos privilegiados. Em agosto temos o Dia dos Pais e logo em seguida a Festa do Peão, que mantém a economia aquecida até o final do mês", conclui.
Alvorada Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros CNPJ no 03.572.412/0001-94 - NIRE 35.300.175.361 Ata Sumária das Assembleias Gerais Extraordinária e Ordinária realizadas cumulativamente em 24.4.2012 Data, Hora, Local: Em 24.4.2012, às 9h30, na sede social, Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP. Mesa: Presidente: Julio de Siqueira Carvalho de Araujo; Secretário: Ismael Ferraz. Quórum de Instalação: Totalidade do Capital Social. Presença Legal: Administrador da Sociedade e representante da KPMG Auditores Independentes. Edital de Convocação: Dispensada a publicação, de conformidade com o disposto no § 4o do Art. 124 da Lei no 6.404/76. Deliberações: Assembleia Geral Extraordinária: - Aprovada a proposta da Diretoria, registrada na Reunião daquele Órgão de 18.4.2012, para alteração do Estatuto Social na alínea “g” do Art. 10, aprimorando a sua redação, a qual passa a ser a seguinte: “Art. 10) - g) limitado ao montante global anual aprovado pela Assembleia Geral, realizar a distribuição da verba de remuneração aos Administradores.”. Assembleia Geral Ordinária: I) tomaram conhecimento dos Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes, e aprovaram, sem ressalvas, as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2011; II) aprovada a proposta da Diretoria, registrada na Reunião daquele Órgão, de 18.4.2012, para destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31.12.2011 e distribuição de Dividendos, conforme segue: O lucro líquido de R$6.284.914,19 foi destinado da seguinte forma: R$314.245,71 para a conta “Reserva de Lucros Reserva Legal”; R$5.910.961,80 para a conta “Reserva de Lucros - Estatutária” e R$59.706,68 para pagamento de Dividendos, o qual deverá ser feito até 31.12.2012; III) para composição da Diretoria, com mandato até a Assembleia Geral Ordinária de 2013, foram reeleitos os senhores: Diretor-Presidente: Luiz Carlos Trabuco Cappi, brasileiro, casado, bancário, RG 5.284.352-X/ SSP-SP, CPF 250.319.028/68; Diretores: Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, brasileiro, casado, bancário, RG 55.567.472-1/SSP-SP, CPF 425.327.017/49; Domingos Figueiredo de Abreu, brasileiro, casado, bancário, RG 6.438.883-9/SSP-SP, CPF 942.909.898/53; e eleitos Diretores os senhores: José Alcides Munhoz, brasileiro, casado, bancário, RG 50.172.182-4/ SSP-SP, CPF 064.350.330/72; Aurélio Conrado Boni, brasileiro, casado, bancário, RG 4.661.428-X/SSP-SP, CPF 191.617.008/00; Sérgio Alexandre Figueiredo Clemente, brasileiro, casado, bancário, RG 55.799.633-8/SSP-SP, CPF 373.766.326/20; e Marco Antonio Rossi, brasileiro, casado, bancário, RG 12.529.752-X/SSP-SP, CPF 015.309.538/55, todos com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, sendo que permanecerão nas suas funções até que a Ata da Assembleia Geral Ordinária que eleger os novos membros em 2013 seja arquivada na Junta Comercial e publicada. Consignada a apresentação, pelos Diretores reeleitos e eleitos, da documentação comprobatória de atendimento das condições prévias de elegibilidade, previstas nos Arts. 146 e 147 da Lei no 6.404/76; IV) não fixar remuneração aos Administradores da Sociedade, tendo em vista que todos já recebem remuneração pelas funções que exercem no Banco Bradesco S.A., controlador indireto, em consonância com a prática da Organização Bradesco. Documentos Arquivados: as Demonstrações Contábeis, os Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes. Também arquivada na sede e autenticada pela Mesa da Assembleia a Proposta da Diretoria. Encerramento: Nada mais havendo a tratar e como ninguém se manifestou, foi a Ata lavrada no livro próprio e lida, sendo aprovada por todos e assinada. aa) Presidente: Julio de Siqueira Carvalho de Araujo; Secretário: Ismael Ferraz; Administrador: Domingos Figueiredo de Abreu; Acionista: Embaúba Holdings Ltda., por seu Diretor, senhor Domingos Figueiredo de Abreu; Auditor: André Dala Pola. Declaração: Declaro para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. a) Ismael Ferraz – Secretário. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo Certifico o registro sob número 229.975/12-4, em 30.5.2012. a) Gisela Simiema Ceschin Secretária Geral.
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QUESTÃO DE GOSTO
Fotógrafo recria joias e objetos com toque de requinte
Esse é o título do livro do fotógrafo Fulvio Bonavia em que comidas e flores são a base de imagens inventivas e inspiradas pelo mundo da moda.
Arte de Fulvio Bonavia é inspirada em grifes como Alexander McQueen e Prada. Ele já fotografou para Pirelli, Montblanc, Sony e Adidas.
www.fulviobonavia.com
C URIOSITY E M
C A R T A Z
Marte: 7 minutos de terror.
CARICATURAS
2
Exposição 'Olimpo Brasileiro' exibe caricaturas de atletas olímpicos como João do Pulo. Sesc Carmo. Rua do Carmo, 147. Grátis.
h31 de hoje (horário de Brasília). Esse o horário previsto para o pouso, em Marte, do jipe Curiosity – a maior máquina já criada para a exploração de outros planetas. O principal objetivo da missão de US$ 2,5 bilhões – que em 10 anos envolveu o trabalho de 5 mil pessoas em 37 Estados americanos, tornando-se a mais ambiciosa a Marte desde a década de 1970, – é encontrar vida, passada ou presente, no planeta vermelho. Depois de mais de oito meses de viagem (o veículo foi lançado em 26 de novembro) e 560 milhões de quilômetros, o Curiosity deveria aterrissar em um local conhecido como Cratera Gale. O grande problema seriam os "sete minutos de terror", de acordo com a Agência Espacial Americana, a Nasa. Sete minutos é o tempo necessário para chegar ao solo desde a entrada na atmosfera marciana, que aconteceria a 20 mil km/h. Ela é mais fina que a da Terra, tornando mais
difícil frear uma nave. O Curiosity é maior e mais pesado que os jipes que a Nasa já mandou para Marte (Mars Pathfinder, Spirit e Opportunity). Por isso, não bastariam paraquedas e retrofoguetes: desta vez, o robô desce num guindaste da nave Mars Science Laboratory. Se alguma coisa desse errado, o Curiosity se espatifaria no chão e a missão estaria terminada. A Nasa só saberia se o pouso tinha sido bem sucedido 14 minutos depois – esse é o tempo que o sinal leva para chegar à Terra, saindo do veículo e sendo retransmitido pela Odissey (a sonda que orbita Marte desde 2001). Uma vez em solo marciano, o Mars Science Laboratory soltaria o Curiosity, que tem o tamanho de um carro utilitário esportivo, em uma cratera onde um dia pode ter havido um acúmulo de água. Instrumentos inovadores começariam a rastrear o solo, o ar e as rochas do planeta em busca de vida . O veículo é o mais bem equipado já destinado a Marte,
com instrumentos supersensíveis que deixam o robô mais pesado e com o dobro do tamanho das sondas Spirit e Opportunity, lançadas em 2003. A missão está programada para durar um ano marciano – o equivalente a um ano, dez meses e duas semanas na Terra. O Curiosity foi feito para percorrer dezenas de quilômetros em crateras e montanhas. A expectativa é de que, nos leitos secos de rios e planícies desérticas marcianas, o robô encontre informações sobre um passado mais quente, que poderia ter permitido o surgimento de vida. Um período de aquecimento que ocorreu nos primórdios da história do sistema solar – Marte teria começado a congelar há 3 bilhões de anos. Esse período propício à vida ocorreu cedo – por volta de 4 bilhões de anos atrás –, exatamente quando a vida começava em nosso planeta, conforme indicam resultados de análises químicas de rochas antigas. (Agências)
Em busca de vida
O
fato de a vida ter começado há 4 bilhões de anos na Terra dá aos cientistas esperanças de que ela pode ter surgido em outras partes do universo. A vida também tem sido encontrada em alguns ambientes hostis, como no gelo antártico, em fontes de água fervente e a um quilômetro de profundidade, vivendo de energia geotérmica e minerais. Aconteça o que acontecer com a exploração do Curiosity, Marte tem uma história para contar. A missão Mars Pathfinder, em 1997, revelou inundações imensas. Ninguém sabe o que mudou para fazer de Marte o deserto seco e gelado de hoje. "Mesmo que a vida não tenha evoluído em Marte, nós gostaríamos de saber o que se passou", disse John Grotzinger, cientista-chefe do programa Curiosity.
Divulgação/Nasa
M INIATURA O jipe Curiosity deveria ser solto pela nave Mars Science Laboratory (no destaque)
O menor revólver do mundo Com apenas 5,5 cm de comprimento e totalmente funcional, o SwissMiniGun é o menor revólver disponível no mercado, afirma o fabricante. www.swissminigun.ch
R ASTAFARI
Jamaica: nos figurinos, Marley. Cedella Marley, filha de Bob Marley (1945-1981), é a responsável pelo figurino dos atletas jamaicanos na Olimpíada de Londres. Dona da grife Catch a Fire, a também cantora e dançarina Cedella se envolveu com
moda durante uma turnê com seu irmão Ziggy Marley. "Comecei a desconstruir e remodelar as peças que usaríamos nos palcos. Foi assim que percebi que tinha um talento e também uma nova paixão." (Folhapress)
G @DGET DU JOUR
Pequena notável A Superheadz CLAP é uma câmera fotográfica de 3,5 cm de comprimento. Ela registra imagens com resoluçãod e até 1280 x 1024. Pesa 25 gramas, custa US$ 43. http://amzn.to/Oy7Egf
T ECNOLOGIA
T WITTER
MUSICOLOR
Ellen ameaçada de morte
Relação de tons com teoria musical torna possível ouvir as cores
Os designers Hideaki Matsui e Momo Miyazaki criaram uma maneira de transformar cores em música. O som é criado em computador a partir das cores e misturas de cores detectadas por uma webcam. www.hideakimatsui.com/Audible-Color
Ellen Page – a atriz do filme Juno – procurou a polícia de Los Angeles para dar queixa contra um fã que a está ameaçando de morte via Twitter. De acordo com o site TMZ, as ofensas foram enviadas de duas contas diferentes no microblog em junho. Entre as mensagens, já retiradas, a pessoa enviou frases como "Eu vou matar Ellen Page. Ela está morta", e "Se você continuar tendo encontros amorosos com (o ator) Alexander (Skarsgard), vou te matar em público", e ameaçou atacá-la enquanto estivesse assinando autógrafos.
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Fotos: Newton Santos/Hype
SABÁTICO: como planejar essa pausa. Licença para avaliação de caminhos profissionais e reflexões pessoais pode ser tirada sem sustos
REJANE TAMOTO
S
abe quando o emprego está bom – considerando cargo, ambiente e salário – mas ainda falta alguma coisa? Se a resposta for sim e caso exista um desejo de reflexão e autoconhecimento, tirar um período sabático pode ser boa ideia. Primeiro, é preciso coragem para ficar longe do trabalho e, às vezes, da família, por algum tempo. Vencida essa etapa, basta fazer um planejamento, que inclua a "venda" da ideia para chefes e familiares e uma poupança – com antecedência mínima de um ano. O valor a ser economizado depende do projeto. Há quem queira ficar no Brasil ou botar a mochila nas costas e conhecer o mundo. O objetivo decide orçamento e tempo. Herbert Steinberg, autor do livro Sabático Um Tempo para Crescer, diz que não há duração certa: a pausa pode ser de três meses, seis meses, um ano. O importante é criar condições para realizar planos que ficaram anos na gaveta.
No Brasil ou no exterior?
O professor de finanças Samy Dana, da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, diz que é preciso colocar no papel quanto será gasto. "Quando se vai para fora, os gastos são maiores. O que se gasta aqui não é boa medida para o custo do sabático no exterior." Ele recomenda uma planilha para que se calcule o valor da poupança mensal. A reserva deve ser feita em um ano ou mais em renda fixa, alternativa conservadora, pois o recurso não pode ter o risco de encolher.
O professor do Laboratório de Finanças da Fundação Instituto de Administração Keyler Carvalho Rocha afirma que o ideal é distribuir os recursos em várias aplicações. Uma parte pode ficar na poupança e outra em fundos DI (caso o valor de entrada permita taxa de administração menor que 0,5%). Outra opção é o Certificado de Depósito Bancário (CDB), mas nesse caso é bom prestar atenção ao prazo de resgate, já que há Imposto de Renda (IR), e também ao retorno oferecido. Ele cita, ainda, Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito Agropecuário (LCA), isentas de IR, e títulos do Tesouro Nacional disponíveis no sistema Tesouro Direto. Difícil, mas não impossível, é financiar o sabático com um patrocínio. Mais uma alternativa é tentar negociar licença remunerada na empresa. Steinberg conta que tirou um sabático em 1999, quando fez o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Na época, conseguiu patrocínio para bancar a experiência. Se o patrocínio ou a licença remunerada estiverem fora de cogitação, o autor sugere ocupar a casa de campo de um amigo em troca de manutenção, se uma temporada em um lugar assim for parte do projeto. O livro tem outras dicas, como vender ou alugar o imóvel em que mora durante a pausa. Outra é trabalhar como courier (mensageiro). Mais uma saída interessante é trabalhar em dois empregos por alguns meses antes de
O engenheiro de telecomunicações Felippetti quer viajar de bicicleta.
Eu estava relativamente satisfeito com meu trabalho, mas queria um período para descobrir coisas novas a meu respeito. MARCO AURÉLIO FELIPPETTI, ENGENHEIRO DE TELECOMUNICAÇÕES
sair para o sabático. Esse foi o caminho do engenheiro de telecomunicações Marco Aurélio Felippetti, de 38 anos, que planejou tudo com um ano de antecedência. No período do trabalho extra, ele conseguiu guardar cerca de 50% da renda, formada pelo salário de consultor em uma grande empresa e por aulas que ele ministrava pela internet fora do expediente. Ele dividiu a reserva entre poupança e fundos DI. Felippetti está se dedicando ao período sabático desde 15 de junho e faz anotações em um diário para organizar suas experiências e acompanhar o cumprimento de metas. "Eu estava relativamente satisfeito com meu trabalho, mas queria um período para descobrir coisas novas a meu respeito. Os gestores foram receptivos e tive apoio da minha esposa." O primeiro projeto dele será de caráter pessoal: Felippetti vai fazer uma viagem de 30 dias de bicicleta entre Minas Gerais e São Paulo, no próximo mês de outubro. O engenheiro pensa em uma segunda viagem de bicicleta, para a qual já estuda um patrocínio. Depois, por não querer ficar longe da família por muito tempo, ele planeja passar dois meses na Europa, quando pretende conciliar treinamentos em Tecnologia da Informação (TI) com visitas a amigos. Em uma das viagens durante a pausa do trabalho, ele deve fazer provas para obter um certificado internacional de tecnologia que atesta nível
máximo à sua profissão. "É uma forma de garantir que meu retorno ao mercado seja com um upgrade", avalia.
Receio com o retorno
Antes de anotar os gastos e investimentos em uma planilha, é preciso negociar o projeto com a empresa e com a família. Segundo o gerente da divisão de engenharia da consultoria Robert Half International, Fabiano Kawano, o sabático é um tema novo no mundo corporativo e raro no Brasil. Uma pesquisa recente, feita com 904 executivos, mostra que 73% das empresas brasileiras não oferecem o benefício. O estudo mostra que apenas 8,4% usam o sabático para reter talentos e como estratégia de inovação. "Quem mais oferece esse tipo de vantagem são as multinacionais. É natural, porque a cultura vem da matriz", afirma Kawano. Em geral, a política é conceder o salário no período de ausência, mas sem benefícios e participação nos lucros. Outra condição é liberar o funcionário após um determinado período de casa – em geral, a partir de seis anos. A pesquisa também concluiu que 51% dos profissionais têm medo de perder o emprego após a parada. Muitos pensam que não farão falta na empresa e que podem ser substituídos. Mas há casos e casos. Felippetti, o engenheiro que está em sabático, diz que preferiu pedir demissão porque não queria ficar preso a uma organização. "Acredito que o sabático vai trazer mudanças positivas para minha vida. Além disso, o apoio da minha esposa foi muito importante", completa.
TEMPO PARA RECUPERAR A "FERTILIDADE"
A
s dúvidas sobre o futuro após o sabático geram medo e é preciso ter coragem para enfrentá-lo. O termo sabático tem origem religiosa – vem do hebraico shabbath, que significa repouso e designa o sábado, dia semanal de descanso dos judeus. O Antigo Testamento também referese ao ano sabático como aquele em que não há cultivo e no qual a terra readquire sua fertilidade, depois de cada seis anos de
produção ininterruptos. De forma geral, o sabático é uma palavra associada a reflexão e renovação, mas não se deve confundi-lo com férias. "Ele deve ter um propósito, com começo meio e fim", diz Herbert Steinberg, autor do livro Sabático Um Tempo para Crescer. Steinberg lembra que o espírito é justamente a coragem de perceber o novo. No livro, o autor recomenda a quem está em dúvida se fazer as seguintes
perguntas antes de tomar a decisão: qual é o meu grau de satisfação com o trabalho atual? O que faço é conflitante com desejos e valores? Preciso parar para colocar as ideias em ordem? Ele ressalta que o sabático não deve ser uma resposta para crises de idade ou outros problemas, como depressão ou ansiedade, que devem ser tratados no consultório. A psicoterapeuta e coaching Marie-Josette Brauer afirma que a decisão
é muito difícil porque não se sabe o que vai acontecer. "No consultório eu sempre pergunto: por que você quer tirar o sabático? Para quê? Estudar o quê? Trabalhar com o quê? O que não pode é tirar um ano para fazer nada. A pessoa precisa ter um objetivo, nem que seja um sonho pessoal", afirma. É preciso avaliar a situação, os motivos e competências e fazer um balanço do que pode ser feito com elas no futuro. Na opinião de Marie-
Josette, o sabático deve ser um período para realizar um sonho, aprender uma língua, andar de bicicleta ou ir para o exterior, entre outros. E isso pode não ser fácil, já que muitos sonhos ficam submersos pela rotina. "É como se eles fossem cobertos por camadas de areia, de maneira lenta, até se formar uma duna. Depois de algum tempo você não os localiza mais. O importante é quebrar padrões sólidos e emperrados para repensar
as coisas de outro modo", explica a terapeuta. É comum também a coaching ouvir de pacientes a desculpa de que o mundo está em crise e deixar o emprego agora aumentaria o risco de não conseguir outro ao fim do período. "A pessoa não percebe que pode ser demitida no dia seguinte. Na verdade, o que acontece mesmo é uma acomodação que encobre a falta de coragem. O bom e velho depois eu vejo, depois eu penso", explica.
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AGENDA 6
Segunda-feira
Banco Central divulga pesquisa Focus, com projeções de analistas.
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Quarta-feira
Divulgação dos resultados de julho do IPCA e do INPC, ambos do IBGE.
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Sexta-feira
Sai pesquisa industrial e emprego e salário, do IBGE, referente a junho.
O
dado melhor do que o esperado sobre a criação de empregos nos Estados Unidos e a reavaliação sobre a ação do Banco Central Europeu (BCE) impulsionaram os principais mercados acionários no exterior e também garantiram a alta do Ibovespa na sexta-feira, de 3%, para acima dos 57 mil pontos. Na semana, os negócios locais acumularam ganhos de 1,24% e, no ano, voltaram a ter valorização, de 0,88%. As ações de Petrobras se recuperaram, antes da divulgação do balanço do segundo trimestre deste ano.
Europa FAVORECE alta da bolsa O Ibovespa encerrou a sessão com alta de 3,12%, em 57.255 pontos, mantendo-se no campo positivo durante o dia todo. Na mínima pontuação, registrou 55.524, em ligeira alta de 0,01%, e, na máxima, alcançou 57.399, com avanço de 3,38%. O volume financeiro negociado totalizou R$ 6,43 bilhões. Em agosto, a bolsa tem alta de 2,06%.
O desempenho positivo da Petrobras teve destaque. Os papéis ON da estatal subiram 2,53% e os PN valorizaram-se 1,73%. "Petrobras subiu com a alta do (preço)petróleo nos mercados internacionais, com o bom humor em geral", disse o analista Marcelo Varejão, da Socopa Corretora. Para ele, mais que uma reavaliação sobre a decisão do
BCE de limitar-se a prometer compras de bônus e delegar a adoção de eventuais medidas fortes aos governos locais, "o relatório oficial do mercado de trabalho nos Estados Unidos trouxe dados muito bons". O país informou que os postos de trabalho criados em julho superaram a previsão e somaram 163 mil. Na Europa, o primeiro-mi-
nistro da Espanha, Mariano Rajoy, fez declarações que sugeriram que seu governo pode solicitar ajuda do fundo de resgate da zona do euro, elevando a pressão para que o BCE realmente compre títulos de curto prazo das dívidas espanhola e italiana. Além disso, membros da coalizão de governo da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, sugeriram que o país não vai tentar impedir o plano da autoridade monetária europeia de comprar bônus de países problemáticos do bloco no mercado secundário. Com isso, as bolsas europeias exibiram fortes ganhos. (AE)
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15 Há um claro descasamento entre demanda e oferta de serviços Carlos Vasques, diretor executivo-financeiro da Rede D'or São Luiz
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Cuidar da saúde enche os bolsos O setor que congrega laboratórios, hospitais e seguros-saúde está em expansão e movimenta aproximadamente R$ 300 bilhões anualmente no Brasil. Karina Lignelli
Fotos: Leonardo Wen/Folhapress
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aúde é um bom negócio. O setor, que cresce em torno de 10% ao ano, puxado pela ascensão das classes sociais e a melhora da renda, o aumento do envelhecimento da população e do número de pequenas e médias empresas, além da formalização da mão de obra, movimenta cerca de R$ 300 bilhões ao ano. Os gastos com saúde representam 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados atualizados da Trevisan Gestão & Consultoria. Outras informações, da Conta- Satélite de Saúde 2 00 7- 20 09 , análise feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde, dão conta de que, no período, o consumo final das famílias e da administração pública na área somaram o total de R$ 283,6 bilhões, ou 8,8% do PIB. Nesse mercado em expansão, o apetite das empresas por negócios no setor, não diminui – nem diante da crise que impacta economias ao redor do mundo desde 2009. Basta observar a movimentação desse segmento. Dados da consultoria PriceWaterhouseCoopers (PwC) indicam que, de 2009 até abril deste ano, o setor registrou
O desenvolvimento da medicina e o uso de tecnologias cada vez mais avançadas aumenta a necessidade de ampliar a participação de empresas do ramo em novos mercados
68 operações de fusões e aquisições. Outra estratégia usada pelas empresas do segmento para obter recursos, segundo o consultor da Trevisan Edison Cunha, é abrir capital: consulta ao site da BM&F Bovespa (www.bm&fbov espa.com.br) mostra que, hoje, seis delas têm ações listadas na bolsa. "Além de financiar uma expansão, (abrir capital) reforça a imagem institucional da empresa", frisa. Exemplo disso é a Dasa, de medicina diagnóstica, que desde 2000 – quando passou a se chamar Diagnósticos da América e a receber investi-
mentos do Pátria Banco de Negócios –, vem passando por uma transformação estratégica. Além de se espalhar fora do eixo Rio-São Paulo, foi a primeira do ramo a abrir capital, em 2004. Em 2007, após receber investimentos de R$ 400 milhões, passou a ter 296 unidades no País – até adotar o nome atual, em 2009. Como a pulverização deste mercado ainda é muito grande, em ramos como o de hospitais, laboratórios e segurossaúde, uma das grandes tendências do setor é que processos de consolidação se intensifiquem cada vez mais, segundo Cunha. Para exemplifi-
car, ele compara o setor no Brasil e nos Estados Unidos: enquanto lá as dez maiores concentram 38% do mercado, aqui a parcela é de 25%. O desenvolvimento da medicina e o uso de tecnologias cada vez mais avançadas também vêm aumentando essa necessidade de ampliar a participação de empresas do ramo em novos mercados, diz o especialista. "Os planos de investimento das empresas privadas do setor preveem aumento na oferta de novos produtos e serviços, aperfeiçoamento de gestão operacional e aportes de capital na compra de equipa-
mentos e expansão da rede, por via de aquisições ou novos empreendimentos", diz. Verticalização – A migração de extratos sociais, que faz com que um novo público tenha acesso a serviços de excelência em saúde, também leva hospitais de referência, por exemplo, a investirem na ampliação de sua área de atendimento, explica o professor da Escola da Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV), Álvaro Escrivão Jr., que é diretor coordenador adjunto do GV Saúde. Porém, já que é proibido a instituições estrangeiras en-
trarem na área da saúde, uma opção para atrair recursos é a verticalização, uma das grandes tendências do setor que tem dois movimentos, segundo o professor. Um é feito por operadoras, que podem usar esses recursos para construir hospitais próprios. Outro é o da "verticalização ao contrário", em que os hospitais criam operadoras próprias – para poder atrair capital externo. "É um cenário bastante interessante, principalmente para o IPO (do inglês, Initial Public Offering, ou abertura de capital), onde todos podem buscar recursos – que no final vão para a área de investimentos."
Hospitais aproveitam boa economia tabilidade, e pelo desejo do brasileiro de ter serviços de saúde privados, afirma o diretor executivo-financeiro da Rede D'or São Luiz, Carlos Vasques. "Conforme o IBGE, no segmento hospitalar, enquanto a oferta de leitos no País reduziu em cerca de 11 mil nos últimos anos, o número de segurados de planos aumentou em 18 milhões de pessoas. Ou seja, há um claro descasamento entre demanda e oferta de serviços."
A rede carioca, inclusive, é uma das que vem investindo para acompanhar esse crescimento do mercado. Em 2010, anunciou a compra das unidades Morumbi, Anália Franco e Itaim do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, assim como os hospitais Assunção e Brasil, no ABC Paulista. Em abril, adquiriu também o Hospital Nossa Senhora de Lourdes, no bairro paulistano do Jabaquara. "O tamanho da nossa rede e a expertise nos tem permitido
Enquanto a oferta de leitos no País reduziu em 11 mil nos últimos anos, o número de segurados de planos aumentou em 18 milhões de pessoas.
melhorar continuamente a qualidade assistencial, e sermos também eficientes com os custos. Assim, conseguimos seguir com nosso plano de investimentos", disse Vasques, sem revelar valores. Atualmente, segundo ele, a rede tem 4 mil leitos em quatro estados e nove cidades. Essa migração de extratos sociais, que faz com que o novo público tenha acesso a serviços de excelência em saúde, também leva hospitais de referência a investirem na ampliação da área de atendimento, como o Albert Einstein e o SírioLibanês, ressalta Álvaro Escrivão Jr., do núcleo GV Saúde. O Einstein, por exemplo, inaugurou em agosto de 2010 a unidade Perdizes-Higienópolis. Em maio deste ano, foi a vez do Pronto Atendimento da unidade avançada Ibirapuera e, em junho, da unidade Paulista de ensino, com cursos de pós-graduação em saúde. Tudo isso, segundo o hospital, integra seu Plano Diretor de expansão até 2012, com investimentos de R$ 520 milhões. O ano de 2010 também foi marcado pela expansão das atividades do Sírio-Libanês, período em que foi inaugurada a unidade Itaim, com investimentos de R$ 35 milhões. Em junho de 2011, inaugurou a primeira unidade fora do estado: o Centro de Oncologia, em DC DC
O
segmento hospitalar é um dos que não só tem atraído investimentos – mas também tem investido bastante – pelo amplo espaço que possui para se expandir, inaugurando unidades de hospitais de excelência em locais como a região da zona leste da Capital paulista – caso do Hospital São Luiz, por exemplo. Isso porque o mercado de saúde aumentou nos últimos cinco anos, puxado pelo crescimento da economia, geração de empregos, maior renda e es-
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O Hospital Sírio-Libanês investiu fortemente em 2010 para expandir unidades e ampliar atendimentos. Brasília. De acordo com o hospital, as inaugurações estão inseridas em um grande projeto de expansão, que inclui a própria sede, na Bela Vista, para dobrar sua capacidade de atendimento, com investimentos em torno de R$ 600 milhões até 2013.
Esses hospitais também podem assumir, em parte, gestões que seriam de hospitais públicos, por serem filantrópicos e terem contrapartida na isenção de impostos. "É uma das vantagens que recebem para se expandir", completou Álvaro Escrivão Jr.
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Para criar um conteúdo que realmente atinja o seu cliente, o comerciante precisa conhecer, se organizar e antecipar a sua estratégia de marketing.
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RDS Multimídia atende pequenos e grandes varejistas produzindo conteúdo exclusivo para ser transmitido em televisores dentro das lojas
Lojas criam suas próprias redes de TV Programas exclusivos de rádio e televisão, com conteúdo próprio, são transmitidos apenas dentro das lojas ou em canais exclusivos de redes sociais e sites. Paula Cunha
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esses tempos em que o consumidor conta com variadas fontes de informação para decidir o que comprar e onde adquirir bens e serviços, os varejistas descobriram a necessidade de otimizar o tempo e a atenção de seus clientes nas lojas. Para tanto, estão investindo na produção de filmes, trilhas sonoras, blogs e programas de televisão que são transmitidos dentro dos estabelecimentos (indoor), de modo a consolidar a marca e despertar o interesse
dos clientes por outros produtos. As produtoras de conteúdo para filmes, trilhas sonoras, redes sociais e comerciais encontraram mais um campo de atuação. Atualmente, a elaboração deste tipo de conteúdo para empreendimentos de todos os portes custa entre R$ 2 mil e R$ 80 mil. Para criar um conteúdo que realmente atinja o seu cliente, o comerciante interessado precisa conhecer, se organizar e antecipar a sua estratégia de marketing. Exemplos – Especializada na produção de filmes para a indústria automobilística e em-
presas do ramo, como as concessionárias, a Post Varejos atua em todo o País e já realizou cerca de 300 filmes para empresas como Fiat, GM, Renault, Yamaha e Nissan. Fábio Alves, diretor geral, explica que os filmes e comerciais são produzidos para veiculação em canais de TV aberta, fechada e também na internet. De acordo com ele, costuma-se encomendar filmes e comerciais inicialmente para que sejam exibidos em canais abertos de televisão e, posteriormente, eles são adaptados para a internet, onde podem atingir um público de perfil diferenciado. Em função do crescimento do público nos últimos anos, a expectativa de crescimento da Post é de 14% a 20% neste ano em comparação com o resultado obtido em 2011, "em virtude da entrada da classe C no mercado consumidor". Por isso, a empresa possui equipes especializadas no atendimento de clientes de todos os perfis e exigências. Os preços dos projetos variam de acordo com as mídias escolhidas por eles e podem ir de R$ 5 mil a R$ 20 mil para pequenos e médios e de R$ 60 mil a R$ 80 mil para as grandes companhias. O tempo gasto na produção dos materiais va-
A produção de material específico para as redes sociais também é uma fonte importante de receita. JOSÉ VIRGÍLIO, DA OMNI ria de acordo com a proposta de cada cliente. Alves cita como exemplo o Portal de Campanhas Yamaha, um sistema online que disponibiliza 24 horas diariamente de matérias, fotos e vídeos.
Empresas de diferentes ramos também podem divulgar suas marcas na mídia indoor de outros varejistas Grandes – A Omni Filmes atua no estado de São Paulo desde 1995 e se especializou no atendimento de varejistas de grande porte, como o Magazine Luiza, shopping centers da Multiplan, redes de supermercados e de concessionárias de automóveis, entre outros. São grandes empresas preocupadas em reforçar suas marcas junto aos consumidores e em diversificar a apresentação de campanhas especiais para o lançamento de novos produtos. Atualmente, muitos varejistas utilizam filmes que veiculam ofertas e também informações de novas linhas de produtos transmitidos em televisores dentro da loja. Para o sócio diretor da Omni Filmes, José Virgílio Braghetto, a produção de material específico para as redes sociais também é uma fonte importante de receita, pois os empreendimentos utilizam estes canais para medir o alcance de suas ações e reforçar suas marcas por um custo bem mais acessível. Ele ressalta, entretanto, que atualmente as inserções em TV (aberta e fechada) ainda são as que geram
Há soluções de ambientação musical e para TV indoor que permitem intervenções ao vivo. MARCEL SOARES, DA RDS
mais retorno para as empresas. Ele acredita que a expectativa é de que os comerciantes devam lançar mão do uso simultâneo de diversas mídias para conquistar mais consumidores e, por isso, as expectativas de ampliação do campo de trabalho são boas. No interior do Brasil – Mirando as unidades de cadeias varejistas instaladas no interior dos principais estados brasileiros, a RDS Multimídia iniciou parcerias com agências de publicidade e representantes comerciais interessados em vender suas soluções e serviços por meio destes canais exclusivos de mídia.
Atualmente, a produtora elabora projetos que atendem desde pequenos empreendedores até shopping centers e cadeias de supermercados. O objetivo agora é conquistar, principalmente, os pequenos e médios comerciantes interessados em utilizar recursos de mídia indoor para reforçar sua marca junto aos clientes e vender mais. O gerente de marketing e comercial da empresa, Marcel Soares, explica que há soluções de ambientação musical para rádio e TV indoor que permitem a inserção de intervenções ao vivo e que ajudam a promover produtos para aumentar as vendas em determinados horários durante o dia e estimular os consumidores dentro das lojas. Uma das ações mais utilizadas para aumentar as vendas em hipermercados é a Sell Out Radio , uma programação musical elaborada especialmente para as lojas e que prevê a inserção de locuções e promoções ao vivo para estimular o consumo. Os custos destas soluções variam de acordo com as necessidades e o porte dos varejistas interessados.
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e
DIÁRIO DO COMÉRCIO
17 Há preocupação com relação aos excessos. Claudio Gonçalves, professor do MBA Gestão de Riscos da Trevisan
conomia
'Confusão de canais' agita comércio O maior revendedor de produtos Kibon no Brasil é uma rede de farmácias. Será o fim do varejo especializado? Consultores analisam o fenômeno. Renato Carbonari Ibelli
Q
ue tal ir até a farmácia e comprar um brinquedo para seu filho? Ou ir até o supermercado fechar aquele pacote de viagem para as férias do fim de ano? E por que não procurar aquele best-seller que você tanto queria na lojinha de conveniência do posto de combustível localizado na esquina? Essa aparente falta de coerência entre o que é ofertado pelos varejistas e o perfil de cada negócio está sendo denominada por conultores de varejo de “confusão de canais”. Trata-se de uma "confusão" com um propósito bem definido, baseada em uma lógica simples: a de cativar o cliente vendendo praticidade. Essa é a tendência do varejo atual. As pessoas têm cada vez menos tempo para ir às compras, seja pelo aumento da jornada de trabalho, pelo caos do trânsito ou pelas obrigações pessoais pós-expediente. E é nesse contexto, segundo Eduardo Terra, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), que a opção pelo “one stop shop” (única parada de consumo) ganha cada vez mais espaço. Adaptação natural – A cadeia de distribuição está se adequando a esse consumidor com menos tempo para ir a diferentes lugares para comprar e por isso se tornou mais diversificada. "Foi uma adaptação natural", disse Terra. “Um varejista vê que o com-
prador prefere entrar no comércio da frente porque lá ele faz as compras e paga as contas de luz e água. Então esse varejista também vai instalar um correspondente bancário”, exemplificou. A “confusão de canais” é um fenômeno mundial que vem crescendo nos últimos 20 anos. De acordo com Terra, o avanço “coincide com a consolidação da mulher no mercado de trabalho”.
No Brasil ele tem causado movimentos, no mínimo, bastante inusitados. Por exemplo: a rede de drogarias Pague Menos é hoje a maior revendedora de sorvetes da marca Kibon dentro do País. Outra rede de drogarias, a mineira Araújo, passou a ser a principal revendedora de rações para animais e de pães de forma em todo o estado de Minas Gerais. O hipermercado Carrefour inaugurou uma divisão de tu-
rismo por meio da qual vende pacotes de viagens. Algum tempo atrás as redes de supermercados entraram em um nicho de negócio bem distinto do habitual, a de venda de combustível e de medicamentos. Desde então, o Extra supermercados, da rede Pão de Açúcar, e o Carrefour, estão entre os maiores revendedores de combustíveis do País. E-commerce – Para Claudio Gonçalves, professor do MBA
Gestão de Riscos da Trevisan Escola de Negócios, uma outra explicação para o fenômeno da "confusão de canais" é a tentativa do varejo físico de se proteger do avanço do e-commerce. “Com as facilidades da compra pela internet, as lojas físicas precisam aproveitar que o consumidor está presente para oferecer a maior gama de produtos a ele e estimular o aumento do tíquete ”, explicou Gonçalves.
Limites – É uma tentativa de o varejo físico se reinventar. Mas, para o professor da Trevisan, existem limites para a diversificação de produtos nos pontos de venda. Segundo ele, as redes de drogarias já estão extrapolando essas fronteiras. “Logo encontraremos um açougue dentro de uma farmácia. Já há preocupação com relação aos excessos desse segmento, tanto que já é prevista uma regulação determinando que farmácias só vendam medicamentos”, disse Gonçalves. Independentemente dos exageros, o professor da Trevisan acredita que a diversificação nos pontos de venda é boa para o consumidor, pois traz comodidade. Também é positiva para o varejista, que acaba atraindo, vendendo e girando mais mercadorias. A confusão de canais faz parte da evolução natural do varejo. Para Terra, nesse processo, dentro de dez ou 20 anos estaremos rindo de como fazemos as compras hoje, por mais prático que seja. “Em pouco tempo faremos a lista de compras por celular para então receber tudo em casa”, disse o vice-presidente do Ibevar. Os especialistas dizem ainda que a diversificação de produtos no ponto de venda não significa o fim do varejo especializado. Mas garantem que os comerciantes terão de oferecer um sortimento de produtos e serviços de qualidade bem superior à dos demais para sobreviver. Segundo eles, vai haver espaço para a superespecialização.
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18 -.ECONOMIA
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ORIENTAÇÃO LEGAL LEGISLAÇÃO N DOUTRINA N JURISPRUDÊNCIA INSTITUTO JURÍDICO DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO Coordenação: Carlos Celso Orcesi da Costa
Agenda Tributária Federal - Agosto/2012 MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria da Receita Federal do Brasil ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO CODAC Nº 82, DE 30 DE JULHO DE 2012. O COORDENADOR-GERAL DE ARRECADAÇÃO E COBRANÇA, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. 312 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012, declara: Art. 1º Os vencimentos dos prazos para pagamento dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e para apresentação das principais declarações, demonstrativos e documentos exigidos por esse órgão, definidas em legislação específica, no mês de agosto de 2012, são os constantes do Anexo Único a este Ato Declaratório Executivo (ADE). § 1º Em caso de feriados estaduais e municipais, os vencimentos constantes do Anexo Único a este ADE deverão ser antecipados ou prorrogados de acordo com a legislação de regência. § 2º O pagamento referido no caput deverá ser efetuado por meio de: I - Guia da Previdência Social (GPS), no caso das contribuições sociais previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do parágrafo único do art. 11 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas, por lei, a terceiros; ou II - Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), no caso dos demais tributos administrados pela RFB. § 3º A Agenda Tributária será disponibilizada na página da RFB na Internet no endereço eletrônico <http://www.receita.fazenda.gov.br>. Art. 2º As referências a "Entidades financeiras e equiparadas", contidas nas discriminações da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, dizem respeito às pessoas jurídicas de que trata o § 1º do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Art. 3º Ocorrendo evento de extinção, incorporação, fusão ou cisão de pessoa jurídica em atividade no ano do evento, a pessoa jurídica extinta, incorporadora, incorporada, fusionada ou cindida deverá apresentar: I - o Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon Mensal) até o 5º (quinto) dia útil do 2º (segundo) mês subsequente ao do evento; II - a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Mensal (DCTF Mensal) até o 15º (décimo quinto) dia útil do 2º (segundo) mês subsequente ao do evento; III - a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) até o último dia útil: a) do mês de junho, para eventos ocorridos nos meses de janeiro a maio do respectivo anocalendário; ou b) do mês subsequente ao do evento, para eventos ocorridos no período de 1º de junho a 31 de dezembro; IV - o Demonstrativo do Crédito Presumido do IPI (DCP) até o último dia útil: a) do mês de março, para eventos ocorridos no mês de janeiro do respectivo ano-calendário; ou b) do mês subsequente ao do evento, para eventos ocorridos no período de 1º de fevereiro a 31 de dezembro. Parágrafo único. A obrigatoriedade de apresentação da DIPJ, da DCTF Mensal e do Dacon Mensal, na forma prevista no caput, não se aplica à incorporadora nos casos em que as pessoas jurídicas, incorporadora e incorporada, estejam sob o mesmo controle societário desde o anocalendário anterior ao do evento. Art. 4º Ocorrendo evento de extinção, incorporação, fusão ou cisão de pessoa jurídica que permanecer inativa durante o período de 1º de janeiro até a data do evento, a pessoa jurídica extinta, incorporada, fusionada ou cindida deverá apresentar a Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) - Inativa até o último dia útil do mês subsequente ao do evento. Art. 5º No caso de extinção, decorrente de liquidação, incorporação, fusão ou cisão total, a pessoa jurídica extinta deverá apresentar a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), relativa ao respectivo ano-calendário, até o último dia útil do mês subsequente ao da ocorrência do evento. Parágrafo único. A Dirf, de que trata o caput, deverá ser entregue até o último dia útil do mês de março quando o evento ocorrer no mês de janeiro do respectivo ano-calendário. Art. 6º Na hipótese de saída definitiva do País ou de encerramento de espólio, a Dirf de fonte pagadora pessoa física, relativa ao respectivo ano-calendário, deverá ser apresentada: I - no caso de saída definitiva do Brasil, até: a) a data da saída do País, em caráter permanente; e b) 30 (trinta) dias contados da data em que a pessoa física declarante completar 12 (doze) meses consecutivos de ausência, no caso de saída do País em caráter temporário; II - no caso de encerramento de espólio, no mesmo prazo previsto para a entrega, pelos demais declarantes, da Dirf relativa ao ano-calendário. Art. 7º A Declaração Final de Espólio deve ser apresentada até o último dia útil do mês de abril do ano-calendário subsequente ao: I - da decisão judicial da partilha, sobrepartilha ou adjudicação dos bens inventariados, que tenha transitado em julgado até o último dia do mês de fevereiro do ano-calendário subsequente ao da decisão judicial; II - da lavratura da escritura pública de inventário e partilha; III - do trânsito em julgado, quando este ocorrer a partir de 1º de março do anocalendário subsequente ao da decisão judicial da partilha, sobrepartilha ou adjudicação dos bens inventariados. Art. 8º A Declaração de Saída Definitiva do País, relativa ao período em que tenha permanecido na condição de residente no Brasil, deverá ser apresentada: I - no ano-calendário da saída, até o último dia útil do mês de abril do ano-calendário subsequente ao da saída definitiva, bem como as declarações correspondentes a anos-calendário
anteriores, se obrigatórias e ainda não entregues; II - no ano-calendário da caracterização da condição de não residente, até o último dia útil do mês de abril do ano-calendário subsequente ao da caracterização. Parágrafo único. A pessoa física residente no Brasil que se retire do território nacional deverá apresentar também a Comunicação de Saída Definitiva do País: I - a partir da data da saída e até o último dia do mês de fevereiro do ano-calendário subsequente, se esta ocorreu em caráter permanente; ou II - a partir da data da caracterização da condição de não residente e até o último dia do mês de fevereiro do ano-calendário subsequente, se a saída ocorreu em caráter temporário. Art. 9º No caso de incorporação, fusão, cisão parcial ou total, extinção decorrente de liquidação, a pessoa jurídica deverá apresentar a Declaração sobre a Opção de Tributação de Planos Previdenciários (DPREV), contendo os dados do próprio ano-calendário e do ano-calendário anterior, até o último dia útil do mês subsequente ao de ocorrência do evento. Art. 10. Nos casos de extinção, fusão, incorporação e cisão total da pessoa jurídica, a Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob) de Situação Especial deverá ser apresentada até o último dia útil do mês subsequente à ocorrência do evento. Art. 11. No recolhimento das contribuições previdenciárias decorrentes de Reclamatória Trabalhista sob os códigos 1708, 2801, 2810, 2909 e 2917, deve-se considerar como mês de apuração o mês da prestação do serviço e como vencimento a data de vencimento do tributo na época da ocorrência do fato gerador, havendo sempre a incidência de acréscimos legais. § 1º Na hipótese de não reconhecimento de vínculo, e quando não fizer parte da sentença condenatória ou do acordo homologado a indicação do período em que foram prestados os serviços aos quais se refere o valor pactuado, será adotada a competência referente, respectivamente, à data da sentença ou da homologação do acordo, ou à data do pagamento, se este anteceder aquelas. § 2º O recolhimento das contribuições sociais devidas deve ser efetuado no mesmo prazo em que devam ser pagos os créditos encontrados em liquidação de sentença ou em acordo homologado, sendo que nesse último caso o recolhimento será feito em tantas parcelas quantas as previstas no acordo, nas mesmas datas em que sejam exigíveis e proporcionalmente a cada uma. § 3º Caso a sentença condenatória ou o acordo homologado seja silente quanto ao prazo em que devam ser pagos os créditos neles previstos, o recolhimento das contribuições sociais devidas deverá ser efetuado até o dia 20 (vinte) do mês seguinte ao da liquidação da sentença ou da homologação do acordo ou de cada parcela prevista no acordo, ou no dia útil imediatamente anterior, caso não haja expediente bancário no dia 20 (vinte). Art. 12. Nos casos de extinção, cisão total, cisão parcial, fusão ou incorporação, a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deverá ser entregue até o último dia do mês subsequente ao do evento, exceto nos casos em que essas situações especiais ocorram no 1º (primeiro) quadrimestre do ano-calendário, hipótese em que a declaração deverá ser entregue até o último dia do mês de junho. Parágrafo único. Com relação ao ano-calendário de exclusão da Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP) do Simples Nacional, esta deverá entregar a Defis, abrangendo os fatos geradores ocorridos no período em que esteve na condição de optante, até o último dia do mês de março do ano-calendário subsequente ao de ocorrência dos fatos geradores. Art. 13. Nos casos de extinção, cisão parcial, cisão total, fusão ou incorporação, a Escrituração Contábil Digital (ECD) deverá ser entregue pelas pessoas jurídicas extintas, cindidas, fusionadas, incorporadas e incorporadoras até o último dia útil do mês subsequente ao do evento. Parágrafo único. A obrigatoriedade de entrega da ECD, na forma prevista no caput, não se aplica à incorporadora nos casos em que as pessoas jurídicas, incorporadora e incorporada, estejam sob o mesmo controle societário desde o ano-calendário anterior ao do evento. Art. 14. No caso de extinção decorrente de liquidação, incorporação, fusão ou cisão total ocorrida no ano-calendário de 2012, a pessoa jurídica extinta deverá apresentar a Declaração de Serviços Médico e de Saúde (Dmed) 2012, relativa ao ano-calendário de 2012, até o último dia útil do mês subsequente ao da ocorrência do evento. Art. 15. Nos casos de extinção, cisão parcial, cisão total, fusão ou incorporação, o Controle Fiscal Contábil de Transição (FCont) deverá ser entregue pelas pessoas jurídicas extintas, cindidas, fusionadas, incorporadas e incorporadoras até o último dia útil do mês subsequente ao do evento. Parágrafo único. A obrigatoriedade de entrega do FCont, na forma prevista no caput, não se aplica à incorporadora, nos casos em que as pessoas jurídicas, incorporadora e incorporada, estejam sob o mesmo controle societário desde o ano-calendário anterior ao do evento. Art. 16. Nas hipóteses em que o empresário individual tenha sido extinto, a Declaração Anual Simplificada para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI) relativa à situação especial deverá ser entregue até: I - o último dia do mês de junho, quando o evento ocorrer no primeiro quadrimestre do anocalendário; II - o último dia do mês subsequente ao do evento, nos demais casos. Parágrafo único. Excepcionalmente, nas hipóteses em que o empresário individual tenha sido extinto no primeiro semestre de 2012, o prazo de entrega da DASN-SIMEI, relativa à situação especial, deverá ser até 31 de agosto de 2012. Art. 17. Este Ato Declaratório Executivo entra em vigor nesta data, devendo ser publicado no Boletim de Pessoal (BP) do Ministério da Fazenda. JOÃO PAULO R. F. MARTINS DA SILVA (Fl. 1 do Ato Declaratório Executivo Codac nº 82, de 30 de julho de 2012.)
ANEXO ÚNICO Agenda Tributária Federal
Agenda Tributária Federal
Mês de Agosto de 2012
Mês de Agosto de 2012
Data de vencimento: data em que se encerra o prazo legal para pagamento dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Data de Código Código Período de apuração Vencimento Tributos Darf GPS do fato gerador (FG)
Data de vencimento: data em que se encerra o prazo legal para pagamento dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Data de Código Código Período de apuração Vencimento Tributos Darf GPS do fato gerador (FG)
Diária
3
Diária
Diária
Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Rendimentos do Trabalho Tributação exclusiva sobre remuneração indireta Rendimentos de Residentes ou Domiciliados no Exterior Royalties e Assistência Técnica - Residentes no Exterior Renda e proventos de qualquer natureza Juros e Comissões em Geral - Residentes no Exterior Obras Audiovisuais,Cinematográficas e Videofônicas (L8685/93)-Residentes no Exterior Fretes internacionais - Residentes no Exterior Remuneração de direitos Previdência privada e Fapi Aluguel e arrendamento Outros Rendimentos Pagamento a beneficiário não identificado Imposto sobre a Exportação (IE)
Cide - Combustíveis - Importação - Lei no 10.336/01 Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação de petróleo e seus derivados, gás natural, exceto sob a forma liquefeita, e seus derivados, e álcool etílico combustível.
Contribuição para o PIS/Pasep Importação de serviços (Lei nº 10.865/04) Diária Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Importação de serviços (Lei nº 10.865/04) Diário (até 2 dias úteis após a realização do evento) Associação Desportiva que mantém Equipe de Futebol Profissional - Receita Bruta de Espetáculos Desportivos - CNPJ - Retenção e recolhimento efetuado por entidade promotora do espetáculo (federação ou confederação), em seu próprio nome.
2063
FG ocorrido no mesmo dia
0422 0473 0481 5192 9412 9427 9466 9478
FG ocorrido no mesmo dia “ “ “ “ “ “ “
5217
FG ocorrido no mesmo dia
0107
Exportação, cujo registro da declaração para despacho aduaneiro tenha se verificado 15 dias antes.
9438
3
Importação, cujo registro da declaração tenha se verificado no mesmo dia.
Diária
5434
FG ocorrido no mesmo dia
5442
FG ocorrido no mesmo dia
Diário (até 2 dias úteis após a realização do evento) Pagamento de parcelamento de clube de futebol - CNPJ - (5% da receita bruta destinada ao clube de futebol)
Até o 2º dia útil após a data do pagamento das remunerações dos servidores públicos Contribuição do Plano de Seguridade Social Servidor Público (CPSS) CPSS - Servidor Civil Licenciado/Afastado, sem remuneração Data de vencimento do tributo na época da ocorrência do fato gerador (vide art. 11 do ADE Codac nº 82 de 2012) Reclamatória Trabalhista - NIT/PIS/Pasep Reclamatória Trabalhista - CEI Reclamatória Trabalhista - CEI - pagamento exclusivo para outras entidades (Sesc, Sesi, Senai, etc.) Reclamatória Trabalhista - CNPJ Reclamatória Trabalhista - CNPJ - pagamento exclusivo para outras entidades (Sesc, Sesi, Senai, etc.)
2550
Data da realização do evento (2 dias úteis anteriores ao vencimento)
4316
Data da realização do evento (2 dias úteis anteriores ao vencimento)
6
7
10 Julho/2012
10
1708 2801
Mês da prestação do serviço “
14
2810 2909
“ “
2917
“
1684
Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Rendimentos de Capital Títulos de renda fixa - Pessoa Física Títulos de renda fixa - Pessoa Jurídica Fundo de Investimento - Renda Fixa Fundo de Investimento em Ações Operações de swap Day-Trade - Operações em Bolsas Ganhos líquidos em operações em bolsas e assemelhados Juros remuneratórios do capital próprio (art. 9º da Lei nº 9.249/95) Fundos de Investimento Imobiliário - Resgate de quotas Demais rendimentos de capital Rendimentos de Residentes ou Domiciliados no Exterior Aplicações Financeiras - Fundos/Entidades de Investimento Coletivo Aplicações em Fundos de Conversão de Débitos Externos/Lucros/Bonificações/Dividendos Juros remuneratórios de capital próprio Outros Rendimentos Prêmios obtidos em concursos e sorteios Prêmios obtidos em bingos Multas e vantagens Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) Operações de Crédito - Pessoa Jurídica Operações de Crédito - Pessoa Física Operações de Câmbio - Entrada de moeda Operações de Câmbio - Saída de moeda Aplicações Financeiras Factoring (art. 58 da Lei no 9.532/97) Seguros Ouro, Ativo Financeiro Contribuição do Plano de Seguridade Social Servidor Público (CPSS) CPSS - Servidor Civil Ativo CPSS - Servidor Civil Inativo CPSS - Pensionista Civil CPSS - Patronal - Servidor Civil Ativo - Operação Intraorçamentária CPSS - Patronal - Servidor no Exterior - Operação Intraorçamentária CPSS - Decisão Judicial Mandado de Segurança CPSS - Patronal - Decisão Jud. Mandado Segurança - Operação Intraorçamentária Comprev - recolhimento efetuado por RPPS - órgão do poder público - CNPJ Comprev - recolhimento efetuado por RPPS - órgão do poder público - CNPJ - estoque Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Cigarros do código 2402.20.00 da Tipi Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Outros Rendimentos Juros de empréstimos externos Contribuição do Plano de Seguridade Social Servidor Público (CPSS) CPSS - Servidor Civil Ativo - Precatório Judicial e Requisição de Pequeno Valor CPSS - Servidor Civil Inativo -Precatório Judicial e Requisição de Pequeno Valor CPSS - Pensionista -Precatório Judicial e Requisição de Pequeno Valor CPSS - Patronal -Precatório Judicial e Requisição de Pequeno Valor - Operação Intraorçamentária
8053 3426 6800 6813 5273 8468 5557 5706 5232 0924
21 a 31/julho/2012 “ “ “ “ “ “ “ “ “
5286
21 a 31/julho/2012
0490 9453
“ “
0916 8673 9385
21 a 31/julho/2012 “ “
1150 7893 4290 5220 6854 6895 3467 4028
21 a 31/julho/2012 “ “ “ “ “ “ “
1661 1700 1717 1769 1814 1690 1808
21 a 31/julho/2012 “ “ “ “ “ “ 7307 7315
1o a 31/julho/2012 “
1020
Julho/2012
5299
Julho/2012
1723 1730 1752
Julho/2012 “ “
1837
“
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Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Rendimentos de Capital Títulos de renda fixa - Pessoa Física 8053 1o a 10/agosto/2012 Títulos de renda fixa - Pessoa Jurídica 3426 “ Fundo de Investimento - Renda Fixa 6800 “ Fundo de Investimento em Ações 6813 “ Operações de swap 5273 “ Day-Trade - Operações em Bolsas 8468 “ Ganhos líquidos em operações em bolsas e assemelhados 5557 “ Juros remuneratórios do capital próprio (art. 9º da Lei nº 9.249/95) 5706 “ Fundos de Investimento Imobiliário - Resgate de quotas 5232 “ Demais rendimentos de capital 0924 “ Rendimentos de Residentes ou Domiciliados no Exterior Aplicações Financeiras - Fundos/Entidades de Investimento Coletivo 5286 1o a 10/agosto/2012 Aplicações em Fundos de Conversão de Débitos Externos/Lucros/Bonificações/Dividendos 0490 “ Juros remuneratórios de capital próprio 9453 “ Outros Rendimentos o Prêmios obtidos em concursos e sorteios 0916 1 a 10/agosto/2012 Prêmios obtidos em bingos 8673 “ Multas e vantagens 9385 “ Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) o Operações de Crédito - Pessoa Jurídica 1150 1 a 10/agosto/2012 Operações de Crédito - Pessoa Física 7893 “ Operações de Câmbio - Entrada de moeda 4290 “ Operações de Câmbio - Saída de moeda 5220 “ Aplicações Financeiras 6854 “ Factoring (art. 58 da Lei nº 9.532/97) 6895 “ Seguros 3467 “ Ouro, Ativo Financeiro 4028 “ Contribuição para o PIS/Pasep Retenção de contribuições - pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL) 5952 16 a 31/julho/2012 Retenção - pagamentos de PJ a PJ de direito privado 5979 “ Retenção - Aquisição de autopeças 3770 “ Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Retenção de contribuições - pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL) 5952 16 a 31/julho/2012 Retenção - pagamentos de PJ a PJ de direito privado 5960 “ Retenção - Aquisição de autopeças 3746 “ Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Retenção de contribuições - pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL) 5952 16 a 31/julho/2012 Retenção - pagamentos de PJ a PJ de direito privado 5987 “
20
23
23
15 Cide - Combustíveis - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural, exceto sob a forma liquefeita, e seus derivados, e álcool etílico combustível.
24 9331
Julho/2012
15
15
Cide - Remessas ao Exterior - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a remessa de importâncias ao exterior nas hipóteses tratadas no art. 2º da Lei nº 10.168/2000, alterado pelo art. 6º da Lei no 10.332/2001. Contribuição do Plano de Seguridade Social Servidor Público (CPSS) CPSS - Servidor Civil Ativo CPSS - Servidor Civil Inativo CPSS - Pensionista Civil CPSS - Patronal - Servidor Civil Ativo - Operação Intraorçamentária CPSS - Patronal - Servidor no Exterior - Operação Intraorçamentária CPSS - Decisão Judicial Mandado de Segurança CPSS - Patronal - Decisão Jud Mandado Segurança - Operação Intraorçamentária
8741
Julho/2012
1661 1700 1717 1769 1814 1690 1808
1o a 10/agosto/2012 “ “ “ “ “ “
24
15
20
20
20 20
Contribuinte Individual - recolhimento mensal NIT/PIS/Pasep Contribuinte Individual - recolhimento mensal - com dedução de 45% (Lei nº 9.876/99) - NIT/PIS/Pasep Contribuinte Individual - Opção: aposentadoria apenas por idade - Recolhimento Mensal - NIT/PIS/Pasep Segurado Facultativo - recolhimento mensal - NIT/PIS /Pasep Facultativo - Opção: aposentadoria apenas por idade - recolhimento mensal - NIT/PIS/Pasep Segurado Especial - recolhimento mensal - NIT/PIS/Pasep Empregado Doméstico - recolhimento mensal - NIT/PIS/Pasep Facultativo Baixa Renda - recolhimento mensal - Complemento para Plano simplificado da Previdência Social - PSPS - Lei no 12.470/2011 MEI - Complementação Mensal Facultativo Baixa Renda - recolhimento mensal - NIT/PIS/Pasep Facultativo Baixa Renda - recolhimento mensal - Complemento Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta Serviços Indústria Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Rendimentos de Capital Aluguéis e royalties pagos a pessoa física Rendimentos de partes beneficiárias ou de fundador Rendimentos do Trabalho Trabalho assalariado Trabalho sem vínculo empregatício Resgate previdência privada e Fapi Benefício ou resgate de previdência privada e Fapi Rendimentos decorrentes de decisão da Justiça do Trabalho, exceto o disposto no art. 12-A da Lei nº 7.713, de 1988 Rendimentos Acumulados - art. 12-A da Lei nº 7.713, de 1988 Outros Rendimentos Remuneração de serviços prestados por pessoa jurídica Pagamentos de PJ a PJ por serviços de factoring Pagamento PJ a cooperativa de trabalho Juros e indenizações de lucros cessantes Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) Indenização por danos morais Rendimentos decorrentes de decisão da Justiça Federal, exceto o disposto no art. 12-A da Lei nº 7.713, de 1988 Outros Rendimentos Rendimentos decorrentes de decisão da Justiça dos Estados/Distrito Federal, exceto o disposto no art. 12-A da Lei no 7.713, de 1988 Demais rendimentos Contribuição para o PIS/Pasep Entidades financeiras e equiparadas Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Entidades financeiras e equiparadas
1007
1o a 31/julho/2012
1120
“
1163 1406
“ “
1473 1503 1600
“ “ “
1830 1910 1929 1945
“ “ “ “
2985 2991
Julho/2012 “
3208 3277
Julho/2012 “
0561 0588 3223 5565
Julho/2012 “ “ “
5936 1889
“ “
1708 5944 3280 5204 6891 6904
Julho/2012 “ “ “ “ “
5928
“
1895 8045
Julho/2012 “
4574
Julho/2012
7987
Julho/2012
24
24
27
20 Acordo Perante Comissão de Conciliação Prévia - Dissídio ou Acordo Coletivo e Convenção Coletiva - CEI Acordo Perante Comissão de Conciliação Prévia - Dissídio ou Acordo Coletivo e Convenção Coletiva - CEI - pagamento exclusivo para outras entidades (Sesc, Sesi, Senai, etc.) Acordo Perante Comissão de Conciliação Prévia - Dissídio ou Acordo Coletivo e Convenção Coletiva - CNPJ Acordo Perante Comissão de Conciliação Prévia - Dissídio ou Acordo Coletivo e Convenção Coletiva - CNPJ - pagamento exclusivo para outras entidades (Sesc, Sesi, Senai, etc.)
2852
Diversos
2879
“
2950
“ 31
2976
“
2003
1o a 31/julho/2012
20 Simples - CNPJ Empresas optantes pelo Simples - CNPJ - recolhimento sobre aquisição de produto rural do produtor rural pessoa física. Empresas optantes pelo Simples - CNPJ - recolhimento sobre contratação de transportador rodoviário autônomo. Empresas em geral - CNPJ Empresas em geral - CNPJ - pagamento exclusivo para outras entidades (Sesc, Sesi, Senai, etc.) Cooperativa de Trabalho - CNPJ - contribuição descontada do cooperado - Lei nº 10.666/2003. Empresas em geral - CEI Empresas em geral - CEI - pagamento exclusivo para outras entidades (Sesc, Sesi, Senai, etc.) Filantrópicas com isenção - CNPJ Filantrópicas com isenção - CEI Órgãos do poder público - CNPJ Órgãos do poder público - CEI Órgãos do poder público - CNPJ - recolhimento sobre aquisição de produto rural do produtor rural pessoa física. Órgão do Poder Público - CNPJ - recolhimento sobre contratação de transporte rodoviário autônomo Associação Desportiva que mantém Equipe de Futebol Profissional - Receita Bruta a Título de Patrocínio, Licenciamento de Uso de Marcas e Símbolos, Publicidade, Propaganda e Transmissão de Espetáculos - CNPJ - retenção e recolhimento efetuado por empresa patrocinadora em seu próprio nome. Comercialização da produção rural - CNPJ Comercialização da produção rural - CNPJ - pagamento exclusivo para outras entidades (Senar) Contribuição retida sobre a NF/Fatura da empresa prestadora de serviço - CNPJ Contribuição retida sobre NF/Fatura da prestadora de serviço - CNPJ (uso exclusivo do órgão do poder público - administração direta, autarquia e fundação federal, estadual, do distrito federal ou municipal) Contribuição retida sobre a NF/Fatura da empresa prestadora de serviço - CEI Contribuição retida sobre NF/Fatura da prestadora de serviço - CEI (uso exclusivo do órgão do poder público - administração direta, autarquia e fundação federal, estadual, do distrito federal ou municipal) Comercialização da produção rural - CEI Comercialização da produção rural - CEI - pagamento exclusivo para outras entidades (Senar)
2011
“
2020 2100
“ “
31
31 2119
“
2127 2208
“ “
2216 2305 2321 2402 2429
“ “ “ “ “
2437
“
2445
“
2500 2607
“ “
2615 2631
“ “
2640 2658
“ “
2682 2704
“ “
2712
“
31
31
31
20 Pagamento de parcelamento administrativo - número do título de cobrança (preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Pagamento de dívida ativa parcelamento - referência (preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Comprev - pagamento de dívida ativa - parcelamento de regime próprio de previdência social RPPS - órgão do poder público - referência
4308
Diversos
6106
“
6505
“
31
31
20 Simples Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.
20
20
Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) Pagamento Unificado - Ret Aplicável às Incorporações Imobiliárias (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Pagamento Unificado - Ret Aplicável às Incorporações Imobiliárias e às Construções no âmbito do PMCMV (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Regime Especial de Tributação Aplicável às Incorporações Imobiliárias e às Construções Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Pagamento Unificado - Ret Aplicável às Incorporações Imobiliárias (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Pagamento Unificado - Ret Aplicável às Incorporações Imobiliárias e às Construções no âmbito do PMCMV (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Regime Especial de Tributação Aplicável às Incorporações Imobiliáriase às Construções
DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional)
Julho/2012
4095
Julho/2012
1068 4112
“ “
31
31 4095
Julho/2012
1068 4153
“ “
Contribuição para o PIS/Pasep Pagamento Unificado - Ret Aplicável às incorporações Imobiliárias (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Pagamento Unificado - Ret Aplicável às Incorporações Imobiliárias e às Construções no âmbito do PMCMV (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Regime Especial de Tributação Aplicável às Incorporações Imobiliárias e as Construções Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Pagamento Unificado - Ret Aplicável às incorporações Imobiliárias (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Pagamento Unificado - Ret Aplicável às Incorporações Imobiliárias e às Construções no âmbito do PMCMV (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Regime Especial de Tributação Aplicável às Incorporações Imobiliárias e as Construções Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Rendimentos de Capital Títulos de renda fixa - Pessoa Física Títulos de renda fixa - Pessoa Jurídica Fundo de Investimento - Renda Fixa Fundo de Investimento em Ações Operações de swap Day-Trade - Operações em Bolsas Ganhos líquidos em operações em bolsas e assemelhados Juros remuneratórios do capital próprio (art. 9º da Lei nº 9.249/95) Fundos de Investimento Imobiliário - Resgate de quotas Demais rendimentos de capital Rendimentos de Residentes ou Domiciliados no Exterior Aplicações Financeiras - Fundos/Entidades de Investimento Coletivo Aplicações em Fundos de Conversão de Débitos Externos/Lucros/Bonificações/Dividendos Juros remuneratórios de capital próprio Outros Rendimentos Prêmios obtidos em concursos e sorteios Prêmios obtidos em bingos Multas e vantagens Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) Operações de Crédito - Pessoa Jurídica Operações de Crédito - Pessoa Física Operações de Câmbio - Entrada de moeda Operações de Câmbio - Saída de moeda Aplicações Financeiras Factoring (art. 58 da Lei nº 9.532/97) Seguros Ouro, Ativo Financeiro Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Cigarros do código 2402.90.00 da Tipi Todos os produtos, com exceção de: bebidas (Capítulo 22), cigarros (códigos 2402.20.00 e 2402.90.00) e os das posições 84.29, 84.32, 84.33, 87.01 a 87.06 e 87.11 da Tipi Bebidas do capítulo 22 da Tipi Cervejas - Regime Especial de Tributação previsto no art. 58-J da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Demais bebidas - Regime Especial de Tributação previsto no art. 58-J da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Posição na Tipi Produto 87.03 Automóveis de passageiros e outros veículos automóveis principalmente concebidos para transporte de pessoas (exceto os da posição 87.02), incluídos os veículos de uso misto (“station wagons”) e os automóveis de corrida; 87.06 Chassis com motor para os veículos automóveis das posições 87.01 a 87.05; 84.29 “Bulldozers”, “angledozers”, niveladores, raspo-transportadores (“scrapers”), pás mecânicas, escavadores, carregadoras e pás carregadoras, compactadores e rolos ou cilindros compressores, autopropulsados; 84.32 Máquinas e aparelhos de uso agrícola, hortícola ou florestal, para preparação ou trabalho do solo ou para cultura; rolos para gramados (relvados), ou para campos de esporte; 84.33 Máquinas e aparelhos para colheita ou debulha de produtos agrícolas, incluídas as enfardadeiras de palha ou forragem; cortadores de grama (relva) e ceifeiras; máquinas para limpar ou selecionar ovos, frutas ou outros produtos agrícolas, exceto as da posição 84.37; 87.01 Tratores (exceto os carros-tratores da posição 87.09); 87.02 Veículos automóveis para transporte de 10 pessoas ou mais, incluindo o motorista; 87.04 Veículos automóveis para transporte de mercadorias; 87.05 Veículos automóveis para usos especiais (por exemplo: autossocorros, caminhões-guindastes, veículos de combate a incêndios, caminhões-betoneiras, veículos para varrer, veículos para espalhar, veículos-oficinas, veículos radiológicos), exceto os concebidos principalmente para transporte de pessoas ou de mercadorias; 87.11 Motocicletas (incluídos os ciclomotores) e outros ciclos equipados com motor auxiliar, mesmo com carro lateral; carros laterais. Contribuição para o PIS/Pasep Faturamento Folha de salários Pessoa jurídica de direito público Fabricantes/Importadores de veículos em substituição tributária Combustíveis Não-cumulativa Vendas à Zona Franca de Manaus (ZFM) - Substituição Tributária Cervejas - Regime Especial de Tributação previsto no art. 58-J da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Demais bebidas - Regime Especial de Tributação previsto no art. 58-J da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Álcool - Regime Especial de Apuração e Pagamento previsto no §º 4o do art. 5º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Demais Entidades Fabricantes/Importadores de veículos em substituição tributária Combustíveis Não-cumulativa Vendas à Zona Franca de Manaus (ZFM) - Substituição Tributária Cervejas - Regime Especial de Tributação previsto no art. 58-J da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Demais bebidas - Regime Especial de Tributação previsto no art. 58-J da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Álcool - Regime Especial de Apuração e Pagamento previsto no §o 4o do art. 5o da Lei no 9.718, de 27 de novembro de 1998. Contribuição do Plano de Seguridade Social Servidor Público (CPSS) CPSS - Servidor Civil Ativo CPSS - Servidor Civil Inativo CPSS - Pensionista Civil CPSS - Patronal - Servidor Civil Ativo - Operação Intraorçamentária CPSS - Patronal - Servidor no Exterior - Operação Intraorçamentária CPSS - Decisão Judicial Mandado de Segurança CPSS - Patronal - Decisão Jud. Mandado Segurança - Operação Intraorçamentária Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) Recolhimento mensal (Carnê Leão) Ganhos de capital na alienação de bens e direitos Ganhos de capital na alienação de bens e direitos e nas liquidações e resgates de aplicações financeiras,adquiridos em moeda estrangeira Ganhos líquidos em operações em bolsa 4a quota do imposto apurado na Declaração de Ajuste Anual Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) Contrato de Derivativos Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Rendimentos de Capital Fundos de Investimento Imobiliário - Rendimentos e Ganhos de Capital Distribuídos Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) PJ obrigadas à apuração com base no lucro real Entidades Financeiras Balanço Trimestral (2a quota) Estimativa Mensal Demais Entidades Balanço Trimestral (2a quota) Estimativa Mensal PJ não obrigadas à apuração com base no lucro real Optantes pela apuração com base no lucro real Balanço Trimestral (2a quota) Estimativa Mensal Lucro Presumido (2a quota) Lucro Arbitrado (2a quota) IRPJ - Ganhos Líquidos em Operações na Bolsa - Lucro Real IRPJ - Ganhos Líquidos em Operações na Bolsa - Lucro Presumido ou Arbitrado FINOR/Balanço Trimestral - Opção art. 9o da Lei nº 8.167/91 (2a quota) FINOR/Estimativa - Opção art. 9o da Lei no 8.167/91 FINAM/Balanço Trimestral - Opção art. 9o da Lei nº 8.167/91 (2a quota) FINAM/Estimativa - Opção art. 9o da Lei no 8.167/91 FUNRES/Balanço Trimestral - Opção art. 9o da Lei nº 8.167/91 (2a quota) FUNRES/Estimativa - Opção art. 9o da Lei no 8.167/91 Ganho de Capital - Alienação de Ativos de ME/EPP optantes pelo Simples Nacional Contribuição para o PIS/Pasep Retenção de contribuições - pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL) Retenção - pagamentos de PJ a PJ de direito privado Retenção - Aquisição de autopeças Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Retenção de contribuições - pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL) Retenção - pagamentos de PJ a PJ de direito privado Retenção - Aquisição de autopeças Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Retenção de contribuições - pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL) Retenção - pagamentos de PJ a PJ de direito privado Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) PJ que apuram o IRPJ com base no lucro real Entidades Financeiras Balanço Trimestral (2a quota) Estimativa Mensal Demais Entidades Balanço Trimestral (2a quota) Estimativa Mensal PJ que apuram o IRPJ com base no lucro presumido ou arbitrado (2a quota) Programa de Recuperação Fiscal (Refis) Parcelamento vinculado à receita bruta Parcelamento alternativo ITR/Exercícios até 1996 ITR/Exercícios a partir de 1997 Parcelamento Especial (Paes) Pessoa física Microempresa Empresa de pequeno porte Demais pessoas jurídicas Paes ITR
4095
Julho/2012
1068
“
4138
“
4095
Julho/2012
1068
“
4166
“
8053 3426 6800 6813 5273 8468 5557 5706 5232 0924
11 a 20/agosto/2012 “ “ “ “ “ “ “ “ “
5286
11 a 20/agosto/2012
0490 9453
“ “
0916 8673 9385
11 a 20/agosto/2012 “ “
1150 7893 4290 5220 6854 6895 3467 4028
11 a 20/agosto/2012 “ “ “ “ “ “ “
5110
Julho/2012
5123 0668
“ “
0821
“
0838
“
0676 0676
Julho/2012 “
1097
Julho/2012
1097
“
1097 1097 1097 1097
“ “ “ “
1097
“
1097
“
8109 8301 3703 8496 6824 6912 1921
Julho/2012 “ “ “ “ “ “
0679
“
0691
“
0906
“
2172 8645 6840 5856 1840
Julho/2012 “ “ “ “
0760
“
0776
“
0929
“
1661 1700 1717 1769 1814 1690 1808
11 a 20/agosto/2012 “ “ “ “ “ “
0190 4600
Julho/2012 “
8523 6015 0211
“ “ Ano-calendário de 2011
2927
Julho/2012
5232
Julho/2012
1599 2319
Abril a Junho/2012 Julho/2012
0220 2362
Abril a Junho/2012 Julho/2012
3373 5993 2089 5625 3317 0231 9004 9017 9020 9032 9045 9058 0507
Abril a Junho/2012 Julho/2012 Abril a Junho/2012 “ Julho/2012 “ Abril a Junho/2012 Julho/2012 Abril a Junho/2012 Julho/2012 Abril a Junho/2012 Julho/2012 “
5952 5979 3770
1o a 15/agosto/2012 “ “
5952 5960 3746
1o a 15/agosto/2012 “ “
5952 5987
1o a 15/agosto/2012 “
2030 2469
Abril a Junho/2012 Julho/2012
6012 2484 2372
Abril a Junho/2012 Julho/2012 Abril a Junho/2012
9100 9222 9113 9126
Diversos “ “ “
7042 7093 7114 7122 7288
Diversos “ “ “ “
DIÁRIO DO COMÉRCIO
20 -.ECONOMIA
sábado, domingo e segunda-feira, 4, 5 e 6 de agosto de 2012
ORIENTAÇÃO LEGAL LEGISLAÇÃO N DOUTRINA N JURISPRUDÊNCIA INSTITUTO JURÍDICO DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO Coordenação: Carlos Celso Orcesi da Costa Agenda Tributária Federal
Agenda Tributária Federal
Mês de Agosto de 2012
Mês de Agosto de 2012
Data de vencimento: data em que se encerra o prazo legal para pagamento dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Data de Código Código Período de apuração Vencimento Tributos Darf GPS do fato gerador (FG)
Data de vencimento: data em que se encerra o prazo legal para pagamento dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Data de Código Código Período de apuração Vencimento Tributos Darf GPS do fato gerador (FG)
Parcelamento Excepcional (Paex) Art. 1o MP no 303/2006 Pessoa jurídica optante pelo Simples 0830 Demais pessoas jurídicas 0842 Parcelamento Excepcional (Paex) Art. 8o MP no 303/2006 Pessoa jurídica optante pelo Simples 1927 Parcelamento Excepcional (Paex) Art. 9o MP no 303/2006 Pessoa jurídica optante pelo Simples 1919 Parcelamento Especial - Simples Nacional Art. 7o § 3o IN/RFB no 767/2007 Pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional 0285 Parcelamento Especial - Simples Nacional Art. 7o § 4o IN/RFB no 767/2007 Pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional Parcelamento para Ingresso no Simples Nacional - 2009 Art. 7o § 3o IN/RFB no 902/2008 Pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional 0873 Parcelamento para Ingresso no Simples Nacional - 2009 Art. 7o § 4o IN/RFB no 902/2008 Pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional Parcelamento Lei no 11.941, de 2009 PGFN - Débitos Previdenciários - Parcelamento de Dívidas Não Parceladas Anteriormente - Art. 1º 1136 PGFN - Débitos Previdenciários - Parcelamento de Saldo Remanescente dos Programas Refis, Paes, Paex e Parcelamentos Ordinários - Art. 3º 1165 PGFN - Demais Débitos - Parcelamento de Dívidas Não Parceladas Anteriormente - Art. 1º 1194 PGFN - Demais Débitos - Parcelamento de Saldo Remanescente dos Programas Refis, Paes, Paex e Parcelamentos Ordinários - Art. 3º 1204 PGFN - Parcelamento Dívida Decorrente de Aproveitamento Indevido de Créditos de IPI - Art. 2º 1210 RFB - Débitos Previdenciários - Parcelamento de Dívidas Não Parceladas Anteriormente - Art. 1º 1233 RFB - Débitos Previdenciários - Parcelamento de Saldo Remanescente dos Programas Refis, Paes, Paex e Parcelamentos Ordinários - Art. 3º 1240 1279 RFB - Demais Débitos - Parcelamento de Dívidas Não Parceladas Anteriormente - Art. 1o
31
31 31 31 31 31 31 31
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RFB -
Demais Débitos - Parcelamento de Saldo Remanescente dos Programas Refis, Paes, Paex e Parcelamentos Ordinários - Art. 3o Parcelamento Dívida Decorrente de Aproveitamento Indevido de Créditos de IPI - Art. 2o Acréscimos Legais de Contribuinte Individual, Doméstico, Facultativo e Segurado Especial - Lei nº 8.212/91 NIT/PIS/Pasep GRC Trabalhador Pessoa Física (Contribuinte Individual, Facultativo, Empregado Doméstico, Segurado Especial) - DEBCAD (preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) ACAL - CNPJ ACAL - CEI GRC Contribuição de empresa normal - DEBCAD (preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Pagamento de débito - DEBCAD (preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Pagamento/Parcelamento de débito - CNPJ Pagamento de débito administrativo - Número do título de cobrança (preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Depósito Recursal Extrajudicial - Número do Título de Cobrança - Pagamento exclusivo na Caixa Econômica Federal (CDC=104) Pagamento de Dívida Ativa Débito - Referência (Preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Pagamento de Dívida Ativa Ação Judicial - Referência (Preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Pagamento de Dívida Ativa Cobrança Amigável - Referência (Preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Pagamento de Dívida Ativa Parcelamento - Referência (Preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Comprev - pagamento de dívida ativa - não parcelada de regime próprio de previdência social RPPS - órgão do poder público - referência
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Agenda Tributária
Agenda Tributária
Agosto de 2012 Data de apresentação: data em que se encerra o prazo legal para apresentação das principais declarações, demonstrativos e documentos exigidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil sem a incidência de multa. Data de Declarações, Demonstrativos e Documentos Período de Apresentação Apuração
Agosto de 2012 Data de apresentação: data em que se encerra o prazo legal para apresentação das principais declarações, demonstrativos e documentos exigidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil sem a incidência de multa. Data de Declarações, Demonstrativos e Documentos Período de Apresentação Apuração
De Interesse Principal das Pessoas Jurídicas GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social Dacon Mensal - Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais Mensal Envio, pelo Município,da relação de todos os alvarás para construção civil e documentos de habite-se concedidos. EFD - Contribuições - Escrituração Fiscal Digital das Contribuições incidentes sobre a Receita. Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins - Pessoas Jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Real e Contribuição Previdenciária sobre a Receita - Pessoas Jurídicas que desenvolvam as atividades relacionadas nos arts.7o e 8o da Lei no 12.546,de 2011 DCP - Demonstrativo do Crédito Presumido do IPI
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e Mercado de orgânicos conquista seu espaço
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DCTF Mensal - Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - Mensal DCide - Combustíveis - Declaração de Dedução de Parcela da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Incidente sobre a Importação e Comercialização de Combustíveis das Contribuições para o PIS/Pasep e Cofins Decred - Declaração de Operações com Cartões de Crédito DIPI Papel Imune - Declaração Especial de Informações Relativas ao Controle de Papel Imune Dimof - Declaração de Informações sobre Movimentação Financeira De Interesse Principal das Pessoas Físicas GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social DOI - Declaração sobre Operações Imobiliárias
Junho/2012
Agosto/2012 Janeiro a Junho/2012 Janeiro a Junho/2012 Janeiro a Junho/2012 1o a 31/julho/2012 Julho/2012
Esses produtos são considerados chiques e têm crescido 40% nos últimos anos. Paulo Al-Assal, CEO da consultoria Voltage
conomia
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Fotos divulgação
Setor de alimentos sem agrotóxicos e antibióticos deve crescer 20% neste ano e movimentar R$ 800 milhões Ana Barella
om o aumento por demanda por produtos saudáveis e sustentáveis, a indústria de alimentos orgânicos cresce e ganha espaço no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Orgânicos e Biologicamente Sustentáveis (BrasilBio), no ano passado, o setor movimentou cerca de R$ 600 milhões no País e as previsões para este ano são de que o mercado crescerá mais de 20%, chegando a movimentar R$ 800 milhões. Segundo a pesquisa The Future Report Food – que aponta preferências globais do setor de alimentos – existe uma nova tendência que cultua a saúde e isso reflete diretamente em como as pessoas se alimentam. Assim, orgânicos, mercadorias produzidas de forma eticamente correta e alimentos funcionais (ver box nesta página) são altamente valorizados no mercado. A pesquisa também destaca que, no Brasil, alimentos orgânicos vêm atrelados a certo status. "Esses produtos são considerados chiques e têm crescido 40% nos últimos anos, dez a mais do que a média mundial", afirma Paulo Al-
Granja de frangos tradicional: galpões lotados, ventilação e luz artificiais e uso de antibióticos. Assal, CEO da consultoria Voltage e um dos especialistas brasileiros em tendências. Um exemplo desse "status" são os frangos orgânicos da Korin Agropecuária, que chegam a custar 30% a mais do que os frangos normais e mesmo assim têm altos índices de vendas. Com faturamento de R$ 50 milhões em 2011 e crescimento de 25% ao ano, a empresa investe nas franquias de suas lojas para fortalecer a presença em grandes centros do País. Pioneira na criação de frangos orgânicos, isto é, livres de antibióticos e de promotores artificiais de crescimento, a empresa planeja terminar 2012 com mais 15 lojas. Hoje, a Korin tem duas franquias, uma no bairro de Vila Mariana, em São Paulo e outra na cidade de Natal (RN), além das cinco outras lojas que estão em construção. Ovos – Criada em 1994, a Korin aposta na forma japonesa de criação de frangos. Foi a primeira no País a produzir ovos a partir de galinhas criadas soltas, com alimentação totalmente vegetal e livre de antibióticos, pensando no bemestar do animal. Além de pro-
Grandes marcas exploram os produtos funcionais
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eguindo a onda dos alimentos saudáveis, grandes marcas estão investindo na produção de alimentos funcionais no
duzirem frango, também oferecem uma linha de ovos com a mesma filosofia, e frutas, verduras e legumes orgânicos. Segundo Luiz Carlos Denatté, gerente industrial da empresa, um fator que contribuiu para o crescimento da Korin foi a regulamentação dos produtos, alcançada com a Lei dos Orgânicos. A Lei, que entrou em vigor em 2011, certifica que apenas os produtos com o selo federal de conformidade orgânica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sejam comercializados. Para Denatté, a legislação trouxe mais credibilidade aos produtores. "Hoje, os empresários têm mais confiança para investir no mercado e o consumidor em comprar os produtos."
Brasil. Com propriedades que colaboram para melhorar o metabolismo do corpo, além de fornecerem a nutrição básica, estes alimentos prometem ao consumidor moderno benefícios adicionais à saúde. Com o mercado em alta, a
previsão para o faturamento global em 2014 é a de US$ 29,8 bilhões. Marcas como Danone e Beauty’In aproveitaram as oportunidades e lançaram linhas especiais de alimentos com propriedades funcionais. O iogurte Activia, por exemplo, lançado em
2004 pela Danone, contém probióticos que ajudam a manter o intestino funcionando. A Becel, por outro lado, aposta na saúde do coração e lança linhas de alimentos funcionais com propriedades que diminuem o colesterol do consumidor, conforme informado. (AB)
Produção de aves de maneira orgânica: galinhas soltas no quintal, dieta variada e livres de medicamentos.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, domingo e segunda-feira, 4, 5 e 6 de agosto de 2012
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Nós nunca fizemos previsões mirabolantes, mas, pelo menos do começo do ano até agora, dá para dizer que estamos tendo um crescimento fantástico. Duncan Edwards, presidente da Hearst Magazines International
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Moda na China: revistas de produtos de luxo.
Publicações famosas, repletas de fotos e anúncios dos caríssimos mimos do capitalismo, encantam os chineses.
Fotos: Sim Chi Yin/NYT
Christine Haughney e Jonathan Landreth*
A
chinesa Zena Hao, assessora de imprensa de 24 anos, ávida seguidora de novas tendências e dona orgulhosa de quatro bolsas Prada, tem uma nova paixão: revistas de moda. Ela leva para casa, em Pequim, as edições da Vogue e da Harper's Bazaar e usa as fotos como inspiração. "Antes da faculdade, eu não ligava muito porque as fotos não eram muito boas", diz ela, "mas nos últimos três ou quatro anos, ficaram muito melhores". Na verdade, Zena se entusiasma é pelas revistas de moda cheias de anúncios de bolsas Louis Vuitton e batons Chanel, fonte de renda mais que bem-vinda para as editoras de Nova York – e, embora as grifes estejam investindo em publicidade nos EUA, é na China continental que estão apostando alto. As empresas dispostas a comprar a briga com os censores, criar parcerias locais e enfrentar corrupção em todos os níveis até agora estão vendo seus esforços recompensados. No fim de 2011, os editores da Cosmopolitan chinesa começaram a dividir a edição mensal em duas revistas porque era tão grossa que dificultava a impressão; a Elle agora publica duas vezes por mês porque os números chegavam a 700 páginas; a Vogue lançou quatro números a mais por ano para acompanhar a demanda de anúncios e a Hearst está até criando bolsas de plástico e tecido para facilitar o transporte das revistas. Luxo – "Nós nunca fizemos previsões mirabolantes, mas, pelo menos do começo do ano até agora, dá para dizer que estamos tendo um crescimento fantástico", diz Duncan Edwards, presidente e CEO da Hearst Magazines International, que trabalha com 22 revistas, incluindo Elle e Harper's Bazaar, publicadas em Pequim. "Há um interesse enorme por informações sobre produtos de luxo e um dos melhores lugares onde obtê-las são as revistas de moda." Muitas chinesas gastam uma fatia bem maior da renda do que as ocidentais nessas publicações e nos produtos nelas exibidos. Segundo um estudo feito em 2011 pela Bain & Co., a China ficou em sexto lugar como país maior consumidor de produtos de luxo. Em 2010, esse mercado valia US$ 17,7 bilhões. Louis Vuitton, Chanel e Gucci continuam sendo as grifes mais desejadas. Pobreza – Por exemplo, tanto a Vogue como a Cosmopolitan custam cerca de US$ 3,15, preço que se torna significativo quando o salário médio em Pequim corresponde a US$ 733. Edwards acrescentou que é bastante comum encontrar chinesas que ganham US$ 15 mil por ano gastando até US$ 2 mil em um único item. "Estamos atravessando um período maravilhoso no qual um grande número de mulheres está saindo da pobreza a caminho da classe média e mais além", diz Edwards. "E muitas delas estão escolhendo consumir produtos de luxo." Lena Yang, gerente-geral da Hearst Magazines China, que supervisiona nove publicações, incluindo Elle e Marie Claire, diz que a típica leitora chinesa das revistas Hearst tem 29,5 anos e provavelmente é solteira; sua renda equivale a US$ 1.431 por mês e ela gasta US$ 938 por temporada em relógios de luxo, US$ 982 em
Mulher passa diante de um anúncio sobre moda fashion em Pequim
bolsas e sapatos e US$ 1.066 em roupas. Ela continua dizendo que essa mulher geralmente ainda vive com os pais e é para eles (e para os avós) que pede seus objetos de desejo. O estudo também mostrou que muitas leitoras de vinte e poucos anos praticamente não economizam. "A maioria é filha única", prossegue Lena, "o que significa que elas não têm que pagar aluguel. O que ganham é para gastar. Os pais ou avós sustentam seus luxos. Veja só, são seis pessoas para satisfazer seus desejos". É por isso que os mais variados anunciantes querem aparecer nessas revistas. Ao lado de Gucci e Prada aparecem algumas marcas regionais, com nomes praticamente desconhecidos fora do país, como Ochirly, Marisfrolg, EIN e Mo&Co. Publicidade – A IDG, que trabalha com mais de 40 revistas na China, disse que os gastos com publicidade em revistas femininas subiram 16,9% até 1º de junho, mesmo que a demanda de publicidade de revistas de tecnologia e negócios tenha caído. Lena prevê um potencial de crescimento enorme em cidades de segundo e terceiro escalões, onde 60% de todas as lojas foram inauguradas nos últimos três anos. "Para os chineses, em geral, tudo isso ainda é novidade", resume ela. Hao, filha de um casal de engenheiros, é consumidora contumaz dos produtos que vê nas revistas. Ela diz que ganha US$ 1.587 por mês como assessora de impren-
A coleção das publicações consagradas no Ocidente chega aos chineses
Zena Hao lê suas revistas preferidas ao lado do escritório
sa e que o negócio do marido, uma empresa de planejamento de eventos, também está crescendo. Embora sua mãe tenha uma única bolsa Prada original, Hao continua comprando porque, como ela mesma diz, "no meu trabalho é importante usar só produtos legítimos". Interessante é que ela não gosta de ler as revistas digitalmente. Embora a China só perca para os EUA em número de iPads e os executivos editoriais temam a migração em massa das leitoras para os meios digitais, Hao prefere a versão em papel. "Revista é como livro; o legal é o objeto, não só uma imagem no iPad", explica ela. "É diferente. Ler revistas mostra que você leva a moda a sério." Governo – É claro que as editoras se beneficiam dos contratos de licenças, mas têm que pagar o preço: isso porque, segundo Edwards, o governo chinês é dono de todas as revistas e, assim, a Hearst mantém relações com duas empresas nacionais que, por sua vez, licenciam os nomes das publicações para editoras locais. A primeira, a Hearst Magazines China, que a empresa comprou da Hachette no ano passado, trabalha com a Elle e a Marie Claire. A Hearst também lucra com os 20% que detém no Trends Media Group, que possui a licença para publicar a Cosmopolitan e a Harper's Bazaar. Bob Gutwillig, que introduziu a Elle na China em 1988, disse que, no início, o governo chinês se envolvia tanto no andamento da revista que
havia um funcionário do Partido Comunista cuja função era ficar sentado na sala da edição. Porém, ele afirma que a publicação foi poupada da mão pesada da censura porque o oficial estava mais preocupado com o que mostravam os jornais e revistas de variedades do que com uma que mostrava apenas fotos de desfiles. Quem publica na China provavelmente também vai ter que lidar com a corrupção. As editoras que entrevistei para esse artigo me deram dados variados, mas não há relatórios independentes disponíveis para consulta como acontece nos EUA. Além disso, segundo Angelica Cheung, editora da Vogue, há outro fator agravante: os anunciantes que pagam por conteúdo têm a tendência de querer interferir nas decisões. Ela garante que a revista se recusa terminantemente a fazer negócios escusos. É claro que as editoras sabem muito bem que esse mercado pode virar fumaça se a economia chinesa desacelerar – e que são particularmente vulneráveis porque o setor recebe uma percentagem geral de publicidade bem menor que a de outros meios, como a TV –, mas enquanto as mazelas dos astros do cinema e as tendências de moda não interessarem aos censores, a indústria pode festejar os lucros. "O risco que oferecemos é baixo", conclui Edwards. "Dificilmente a Cosmo ou a Elle vão oferecer algum conteúdo que ofenda os órgãos governamentais." * The New York Times
DIà RIO DO COMÉRCIO
22 -.ECONOMIA/LEGAIS
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sĂĄbado, domingo e segunda-feira, 4, 5 e 6 de agosto de 2012
O governo espanhol vai anunciar um conjunto de medidas relacionadas ao setor financeiro no dia 24 de agosto
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Espanha sem pressa Governo espera que plano do BCE reduza os custos de financiamento para paĂses europeus perifĂŠricos
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Espanha nĂŁo estĂĄ com pressa para pedir um novo resgate para a UniĂŁo Europeia (UE) e pode esperar atĂŠ que mais detalhes sejam divulgados sobre as condiçþes ligadas ao pacote, afirmou ontem o ministro de Finanças Luis de Guindos. Nos Ăşltimos dias, o pedido espanhol por ajuda Ă UniĂŁo Europeia foi tido como iminente, mas o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy disse sexta-feira que isso sĂł ocorreria apĂłs a Espanha ter detalhes do plano do Banco Central Europeu (BCE). FuncionĂĄrios do governo italiano, por sua vez, descartaram ontem que o paĂs precise de auxĂlio da UE (leia mais ao lad o) . Antonio Catricala, integrante do governo italiano, disse ao jornal milanĂŞs Corriere della Sera que a ItĂĄlia seria vista como "louca" se pedisse auxĂlio financeiro Ă UniĂŁo Europeia antes da Espanha, porque as finanças pĂşblicas italianas sĂŁo mais sĂłlidas que as de outros paĂses. O governo espanhol cobriu 70% de suas necessidades financeiras deste ano e espera aguardar atĂŠ que o banco europeu esboce seu novo programa para ajudar a reduzir os custos de financiamento para paĂses europeus perifĂŠricos antes de pedir ajuda, informou De Guindos em entrevista publicada ontem no jornal espanhol ABC.
Monti: ItĂĄlia precisa apenas de apoio moral.
A
ItĂĄlia precisa de apoio moral da Alemanha, nĂŁo financeiro, disse o primeiro-ministro da ItĂĄlia em entrevista ontem. Em vez de oferecer dinheiro, a Alemanha deveria dar aos paĂses da zona do euro – que estĂŁo fazendo as reformas necessĂĄrias – mais liberdade de ação, disse Monti Ă revista alemĂŁ Der Spiegel. Ele declarou tambĂŠm que pretende permanecer no cargo atĂŠ 2013. "Eu espero que atĂŠ lĂĄ eu possa salvar a ItĂĄlia da ruĂna financeira com o apoio moral de alguns amigos europeus, especialmente da Alemanha. Mas digo claramente: apoio moral, nĂŁo financeiro", disse. Nos Ăşltimos meses, a Ale-
Susana Vera/Reuters
manha tem se oposto aos pedidos de Monti e de outros lĂderes do bloco para instituir tĂtulos comuns Ă zona do euro. Monti afirmou estar preocupado com o sentimento antialemĂŁo e anti Angela Merkel no Parlamento italiano e que jĂĄ conversou sobre o assunto com a chanceler alemĂŁ. A Alemanha tem simpatia pela situação italiana, disse Monti na entrevista. Para ele, a maioria dos alemĂŁes acredita que a ItĂĄlia recebeu ajuda financeira da Alemanha ou da UniĂŁo Europeia, o que nĂŁo ĂŠ o caso. A Alemanha tambĂŠm lucrou com as baixas taxas de juros aplicadas Ă dĂvida de seu governo, disse. (AE)
Ajuste monetĂĄrio na China O primeiro-ministro Mariano Rajoy disse que pedido de ajuda sĂł ocorreria apĂłs detalhes do plano do BCE "Quando nĂłs soubermos os detalhes (do programa), teremos um calendĂĄrio mais preciso", afirmou De Guindos, segundo o diĂĄrio. A posição da Espanha em relação ao pedido de socorro representa uma reversĂŁo para o governo conservador de Rajoy. Em razĂŁo das condiçþes e do estigma polĂtico que se seguem ao pedido de ajuda, anteriormente ele havia rejeitado a possibilidade de pedir socorro, na expectativa de uma
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4ÂŞ VARA CĂ?VEL REGIONAL DE SANTO AMARO EDITAL MONITĂ“RIA PAGAMENTO. PROCESSO NÂş:0038231-91.2003.8.26.0002. Classe: Assunto: MONITĂ“RIA – Pagamento. Requerente: BANCO BRADESCO S/A. Requerido: OSMAR JOSÉ PEDROSA e outro. EDITAL DE CITAĂ‡ĂƒO, COM PRAZO DE 20 DIAS. O DOUTOR Fernanda Soares Fialdini, MM. JUIZ DE DIREITO DA 4ÂŞ Vara CĂvel, DO ESTADO DE SĂƒO PAULO, NA FORMA DA LEI, FAZ SABER a TRANSPORTADORA CAMPOS SALES LTDA., CNPJ/MF 61.730.230/0001-09 e a OSMAR JOSÉ PEDROSA, RG. 2.205.302. CPF/MF 049.218.87853, que BANCO BRADESCO S/A. lhes ajuizou AĂ‡ĂƒO MONITĂ“RIA, para cobrança da quantia de R$ 248.686,65, dĂvida esta oriunda de 8 Instrumentos Particulares de Contratos de Financiamentos (capital de Giro), nÂşs. 859.010, 889.263, 892.919, 857.394, 865.457, 851.402, 854.407 e 856.234. Vencida a dĂvida e nĂŁo tendo sido possĂvel o recebimento amigĂĄvel do crĂŠdito, ajuizou o autor a presente ação e, encontrando-se os rĂŠus em lugar incerto e nĂŁo sabido, foi determinada a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir apĂłs o decurso do prazo de 20 dias supra, paguem o dĂŠbito livre de custas e honorĂĄrios, ou ofereçam embargos, sob pena de nĂŁo o fazendo, constituirse de pleno direito o tĂtulo executivo judicial, presumindo-se aceitos como verdadeiros os fatos alegados. O presente serĂĄ afixado e publicado na forma da lei. SĂŁo Paulo, 04 de julho de 2012. (GLWDO GH FLWDomR 3UD]R GLDV 3URF Qž 2UGHP Qž $ 'UD $GULDQD 0DULOGD 1HJUmR -XL] GH 'LUHLWR GD Â? 9DUD &tYHO GR )RUR GD &RPDUFD GH 7DERmR GD 6HUUD 63 )D] 6DEHU D &DUORV (GXDUGR GD &RVWD SRUWDGRU GR &3) Qž H GR 5* Qž ILOKR GH -RVp &HViULR GD &RVWD H ,VDXUD GD 6LOYD &RVWD TXH ', *(1,2 3$77, /7'$ 6 & &8562 2%-(7,92 OKH DMXL]RX XPD DomR 0RQLWyULD REMHWLYDQGR R UHFHELPHQWR GH 5 QRYHPEUR UHSUHVHQWDGR SHORV FKHTXHV QžV QR YDORU GH 5 H QR YDORU GH HPLWLGRV H QmR SDJRV GHFRUUHQWHV GR FRQWUDWR GH SUHVWDomR GH VHUYLoRV HGXFDFLRQDLV ILUPDGR HQWUH DV SDUWHV (VWDQGR R UpX HP OXJDU LJQRUDGR IRL GHIHULGD D VXD FLWDomR SRU HGLWDO SDUD TXH HP GLDV D IOXLU DSyV R SUD]R GR HGLWDO VXSUD LVHQWR GH FXVWDV H KRQRUiULRV DGYRFDWtFLRV SDJXH D TXDQWLD UHFODPDGD RX RIHUHoD HPEDUJRV VRE SHQD GH FRQYHUVmR GD DomR 0RQLWyULD HP ([HFXomR FRQIRUPH DUW GR &3& 6HUi R HGLWDO DIL[DGR H SXEOLFDGR QD IRUPD GD OHL Ƈ
medida unilateral do BCE. Na entrevista publicada ontem, De Guindos afirmou que o governo espanhol vai anunciar um conjunto de medidas relacionadas ao setor financeiro no dia 24 de agosto. Dentre as medidas estão a aprovação de medidas detalhadas que o governo pretende implementar para aceitar o resgate do setor bancårio e explicaçþes sobre a criação do chamado "banco ruim" para os ativos ruins do setor imobi-
liĂĄrio, disse De Guindos. O governo tambĂŠm vai alterar a forma como o prĂłprio fundo de resgate aos bancos espanhĂłis vai funcionar e emitir regulaçþes relativas Ă venda de produtos financeiros complexos. De Guindos informou Ă publicação que a Espanha estĂĄ realizando as reformas exigidas pela UE e espera que o bloco, em troca, reduza as dĂşvidas sobre o euro e ajude a reduzir os custos de financiamento do paĂs. (AE)
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4ÂŞ Vara CĂvel do Foro Regional VIII - TatuapĂŠ EDITAL DE CITAĂ‡ĂƒO - PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO NÂş 0205912-58.2009.8.26.0008. O(A) Doutor(a) FABIO HENRIQUE PODESTĂ , MM. Juiz(a) de Direito da 4ÂŞ Vara CĂvel, do Foro Regional VIII - TatuapĂŠ, da Comarca de SĂƒO PAULO, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a(o) Oston Ferreira Pessoa, CPF 115.602.938-45, RG 185824237, Casado, Brasileiro, EmpresĂĄrio, que lhe foi proposta uma ação de DepĂłsito por parte de Banco Bradesco S/A, alegando em sĂntese: que as partes celebraram em 27/02/2009 o contrato cĂŠdula de crĂŠdito bancĂĄrio emprĂŠstimo crĂŠdito pessoal outras garantias nÂş 348/5589416, sendo que o rĂŠu comprometeu a pagar ao autor a quantia de R$50.832,12 em 24 parcelas no valor de R$3.430,18 cada uma com vencimentos a partir de 27/03/20098 e as demais no mesmo dia dos meses subsequentes, sendo que o cumprimento das obrigaçþes viera a ser garantido pela alienação fiduciĂĄria, de dois veĂculos (veĂculo marca Pass MPLM,modelo Javali, ano/modelo 1991/1991, cor verde, chassi 9DSJAVDM3MAPL1536, placas DAU 7720 e veĂculo marca GM/Chevrolet, modelo S 10 2.5, ano/modelo 1996/1997, cor vermelha, chassi 9BG124ATVTC917263, placas CHP 4618). Em 25/06/2010 a ação de busca e apreensĂŁo foi convertida para ação de depĂłsito. Encontrando-se o rĂŠu em lugar incerto e nĂŁo sabido, foi determinada a sua CITAĂ‡ĂƒO, por EDITAL, para os atos e termos da ação proposta e para que, no prazo de 05 dias, entregar a coisa, depositĂĄ-la em juĂzo ou consignar o equivalente em dinheiro; contestar a ação, que fluirĂĄ apĂłs o decurso do prazo do presente edital, apresente resposta. NĂŁo sendo contestada a ação, presumir-se-ĂŁo aceitos, pelo(a)(s) rĂŠ(u)(s), como verdadeiros, os fatos articulados pelo(a)(s) autor(a)(es). SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este FĂłrum localizado na Rua Santa Maria, 257, Sala 211, Parque SĂŁo Jorge - CEP 03085-000, Fone: (11) 2294-1871, SĂŁo Paulo-SP. SĂŁo Paulo, 02 de agosto de 2012.
2ÂŞ Vara CĂvel do Foro Regional III - Jabaquara EDITAL DE CITAĂ‡ĂƒO - PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO NÂş 0125951-83.2009.8.26.0003. O(A) Doutor(a) JosĂŠ Wagner de Oliveira Melatto Peixoto, MM. Juiz(a) de Direito da 2ÂŞ Vara CĂvel, do Foro Regional III - Jabaquara, da Comarca de SĂƒO PAULO, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a(o) Akiyoshi Sakae CPF 021.949.588-27, que lhe foi proposta uma ação de Procedimento OrdinĂĄrio por parte de ItaĂş Unibanco S/A, para cobrança ref. Saldo negativo na conta corrente n° 24595-8, da AgĂŞncia 0177 do Banco ItaĂş S/A, contrato n° 11232/000017700245958, no valor de R$ 29.182,05 em 15/10/2009, condenando-o neste valor, mais juros, multa e honorĂĄrios advocatĂcios. Encontrando-se o rĂŠu em lugar incerto e nĂŁo sabido, foi determinada a sua CITAĂ‡ĂƒO, por EDITAL, para os atos e termos da ação proposta e para que, no prazo de 15 dias, que fluirĂĄ apĂłs o decurso do prazo do presente edital, apresente resposta. NĂŁo sendo contestada a ação, presumir-se-ĂŁo aceitos, pelo(a)(s) rĂŠ(u)(s), como verdadeiros, os fatos articulados pelo(a)(s) autor(a)(es). SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este FĂłrum localizado na Rua Joel Jorge de Melo, 424, Vila Mariana - CEP 04128-080, Fone: (11) 5574-0355, SĂŁo Paulo-SP. SĂŁo Paulo, 05 de junho de 2012.
O
Banco Central da China prometeu ontem intensificar o ajuste de sua polĂtica monetĂĄria na segunda metade do ano e melhorar a polĂtica de crĂŠdito para fortalecer a economia, repetindo compromissos anteriores do governo em meio a uma retração econĂ´mica. O anĂşncio foi feito apĂłs reuniĂŁo dos principais estrategistas polĂticos da China na semana passada, que disseram que Pequim iria aumentar os esforços para tornar as polĂticas mais direcionadas, mais
efetivas e mais preventivas para lidar com a desaceleração do crescimento. "No segundo semestre devemos continuar a reforçar o ajuste preventivo e delicado na polĂtica monetĂĄria e melhorar a polĂtica de crĂŠdito para apoiar o desenvolvimento da economia real", disse o banco. O ĂłrgĂŁo pretende ampliar o uso do yuan em comĂŠrcio e investimentos transnacionais e gradualmente avançar na convertibilidade da conta de emprĂŠstimos e investimentos para o yuan. (Reuters)
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Juiz(a) de Direito da 4ÂŞ Vara CĂvel, do Foro Regional XI Pinheiros, da Comarca de SĂƒO PAULO, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a TECCOMP Comercial de InformĂĄtica Ltda, CNPJ 07.749.663/0001-52, na pessoa de seu representante legal, que Escolta Serviços de Vigilância e Segurança Ltda. lhe ajuizou uma ação DeclaratĂłria c.c. pedido de Tutela Antecipada, de Procedimento OrdinĂĄrio, objetivando expedição de ofĂcio ao 1Âş TabeliĂŁo de Notas e Protesto de Letras e TĂtulos de SĂŁo Caetano do Sul para que se abstenha de protestar o tĂtulo DMI nÂş 10492002, bem como que cancele o registro do protesto do tĂtulo DMI nÂş 10492001. Requer ainda a autora seja declarada a inexistĂŞncia de qualquer relação jurĂdica entre a autora e a rĂŠ, bem como a nulidade de qualquer tĂtulo emitido pela rĂŠ em face da autora, notadamente as duplicatas de nÂş 10491, 10492001 e 10492002, com vencimento em 25.11.2010, 25.12.2010 e 24.01.2011, respectivamente, no valor de R$ 1.555,00, cada uma, uma vez que nĂŁo houve qualquer relação comercial com a RĂŠ que justificasse a emissĂŁo das duplicatas, condenando-se ainda a requerida ao pagamento de indenização no montante a ser arbitrado pelo MM. JuĂzo, bem como das verbas de sucumbĂŞncia, alĂŠm dos honorĂĄrios advocatĂcios. Estando a rĂŠ em lugar incerto e nĂŁo sabido, foi deferida sua citação por edital, para que em 15 dias, a fluir apĂłs os 20 dias supra, conteste o feito, sob pena de presumirem-se verdadeiros os fatos alegados. SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este FĂłrum localizado na Rua JericĂł s/n, Sala C, Vila Madalena - CEP 05439-030, Fone: (11) 3815-1014, SĂŁo Paulo-SP. 16ÂŞ VARA CĂ?VEL - 16Âş OFĂ?CIO CĂ?VEL CITAĂ‡ĂƒO. PRAZO 20 DIAS. PROC. 583.00.2007.245744-8. A DrÂŞ. Claudia Longobardi Campana, JuĂza de Direito da 16ÂŞ Vara CĂvel, FAZ SABER a ALFREDO LEAL DA COSTA, CPF/MF 090.297.038-06, que BMW LEASING DO BRASIL S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL lhe ajuizou AĂ‡ĂƒO MONITĂ“RIA, para cobrança de R$ 3.929,16, oriunda de Contrato de Arrendamento Mercantil Financeiro, relativo ao auto BMW mod. 323ia. ano/mod 2000/01, chasssi WBAAM31061FM85846, placa DLG6677, renavan 750410370. Estando o rĂŠu em lugar ignorado, foi determinada a citação por edital, para que em 15 dias, apĂłs o prazo supra, pague o dĂŠbito livre de custas e honorĂĄrios ou ofereça embargos, sob pena de nĂŁo o fazendo, constituir-se de pleno direito o tĂtulo executivo judicial, presumindo-se verdadeiros os fatos alegados.
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sábado, domingo e segunda-feira, 4, 5 e 6 de agosto de 2012
DIÁRIO DO COMÉRCIO
e O mundo está contra o fluxo cambial
ECONOMIA/LEGAIS - 23
Já imaginou o mundo se a IBM tivesse comprado a Apple ou Microsoft a Google? Ainda bem que essas empresas vieram a mercado. Ana Novaes, nova diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
conomia
Eduardo Anizelli/Folhapress
Emergentes são contra o fluxo pois ele valoriza a moeda, diz economista.
O
diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depec) do Bradesco, Octavio de Barros, afirmou que todo o mundo está contra o fluxo cambial, ao iniciar sua palestra no seminário O Brasil em Meio às Transformações do Cenário Internacional, organizado na última sexta-feira pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), em São Paulo. Os emergentes, segundo Barros, estão contra o fluxo cambial porque ele aprecia a moeda, enquanto os mais maduros são contra pois querem que os recursos fiquem em casa e para "evitar piruetas de seus bancos". Ao mesmo tempo, conforme Barros, os países acumularam muitas reservas e há uma tentativa de diversificar as
Hoje, abrir uma padaria dá mais lucro. Tanto que a indústria de private equity está bombando no mundo. OCTAVIO DE BARROS, BRADESCO moedas. "Cada vez mais estamos vendo essa diversificação através dos fundos soberanos, que são uma antecipação de resposta aos riscos", explicou o diretor. Outro fator que provoca aversão ao fluxo de capital, segundo Barros, é que a taxa média de juros nominais no mundo está em 3,8%. "Isso traduz este momento complexo. Os mais maduros têm taxa nomi-
nal média de 0,6% e, nos emergentes, de 6,2%", disse o economista. Ele citou casos de investidores que têm comprado títulos da Suíça para receber juros zero. "Isso mostra o nível de complexidade do momento", disse Barros. Na Alemanha, na França e na Finlândia é a mesma coisa, afirmou. Em Portugal paga-se 0,8% para títulos de dois anos e na Espanha, 4%. Os investidores ainda veem oportunidades no Brasil, onde a taxa de juro real caminha para 1,4% e a taxa real no mês para 0,12%. "O investidor fica sem saber para onde levar seu dinheiro. Hoje, abrir uma padaria dá mais lucro. Tanto que a indústria de private equity está bombando no mundo. Porque as pessoas estão investindo em ativos reais. O dinheiro está querendo voltar a trabalhar", disse Barros. (AE)
Para Barros, do Bradesco, as pessoas estão investindo em ativos reais. O dinheiro quer voltar a trabalhar.
Sem 'molezinha' no mercado de capitais
A
queda das taxas de juros no País é uma oportunidade para o avanço do mercado de capitais, na opinião da nova diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Ana Novaes. Segundo ela, o mercado primário de ações e debêntures respondeu por 23% da Formação Bruta de Capital Fixo do País
na média dos últimos seis anos e tende a crescer impulsionado pela queda do custo de capital das companhias. "Acabou a 'molezinha' de títulos públicos rendendo 6% ao ano mais IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Será preciso tomar mais crédito privado e investir em ações", brincou. A resistência de em-
presários a ir a mercado por medo do imediatismo da reação dos investidores e a preferência por vender e não listar suas empresas foi apontada como uma preocupação. "Já imaginou o mundo se a IBM tivesse comprado a Apple ou Microsoft a Google? Ainda bem que essas empresas vieram a mercado", exemplificou. (AE)
COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA DE SÃO PAULO - CODASP Ata da 402ª Reunião do Conselho de Administração, realizada no dia 28 de junho de 2012. No dia 28.06.2012 (vinte e oito do mês de junho do ano de dois mil e doze), às 10:00 horas, realizou-se a 402ª reunião do Conselho de Administração da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo - CODASP, na sua sede central, situada na Avenida Miguel Estéfano nº 3.900, São PauloCapital. Presentes a Sra. MÔNIKA CARNEIRO MEIRA BERGAMASCHI, Presidente do Conselho e os demais membros, Srs. ALBERTO JOSÉ MACEDO FILHO, ANTÔNIO JULIO JUNQUEIRA DE QUEIROZ, ANTÔNIO VAGNER PEREIRA, EVALDO CALIL PEREIRA JARDIM, JAIR MORETTI, JAIRO DE ALMEIDA MACHADO JUNIOR, Sra. MARIA DE FÁTIMA ANDRADE SANDOVAL SANTANA e TIRSO DE SALLES MEIRELLES. Deu-se início à reunião para exame e discussão sobre a matéria constante da pauta.- ELEIÇÃO DE MEMBRO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA CODASP - SERGIO WULFF GOBETTI, “AD REFERENDUM” DA ASSEMBLEIA GERAL DE ACIONISTAS.- A Sra. Presidente do Conselho expôs: que recebeu da Secretaria-Executiva, do Ministério da Fazenda, o Ofício nº 437/2012/SE-MF, de 19.04.2012, versando sobre a indicação do Sr. SERGIO WULFF GOBETTI, para integrar o Conselho de Administração da CODASP, como representante daquele Ministério; que o referido Ofício foi enviado, pela Presidência da CODASP, ao Conselho de Defesa dos Capitais do Estado - CODEC para conhecimento a manifestação a respeito; que, recebeu daquele Órgão (CODEC), com o Oficio Nº 171/2012 GS-CODEC, de 15.05.2012, o Parecer CODEC Nº 090/2012, da mesma data, versando sobre a eleição de membro para integrar o Conselho de Administração da CODASP, na qualidade de membro indicado pelo acionista minoritário com maior participação no capital social da Companhia, União (Ministério da Fazenda), nos termos do artigo 239 da Lei das Sociedades Anônimas; que a indicação contou com a competente autorização do órgão representante da União, podendo ser formalizada por ato do próprio Conselho de Administração, em conformidade com o estatuto social da Companhia; que considerando a existência de vaga, fica o Conselho de Administração autorizado a eleger o Sr. SERGIO WULFF GOBETTI, cuja eleição não chegou a ser efetivada na Assembleia Geral Ordinária realizada em 27 de abril do corrente; que a Assembleia de Acionistas deverá referendar a matéria, conforme disposição estatutária; que no mesmo Parecer foram tecidas outras considerações quanto a investidura, requisitos, impedimentos, procedimentos etc., previstos na Lei das Sociedades Anônimas e demais disposições legais e constitucionais vigentes. Com tais colocações e observações, a Sra. Presidente colocou a matéria em apreciação. DELIBERAÇÕES DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: examinado o assunto, considerando a necessidade da efetivação da medida, tendo em vista a existência de vaga, a indicação havida e a autorização competente, tudo conforme contido no Parecer CODEC Nº 090/2012, e considerando a competência que lhe é atribuída, nos termos do artigo 12, do Estatuto Social da Companhia, o Conselho de Administração DECIDE ELEGER, para seu membro, em vaga existente, “ad referendum” da Assembleia Geral de acionistas, o Dr. SERGIO WULFF GOBETTI, brasileiro, divorciado, economista, portador da carteira de identidade RG nº 1015224098/SSP-RS, inscrito no CPF/MF sob nº 486.402.200-34, residente e domiciliado na Rua Professor Emílio Meyer nº 76, Vila Conceição, Porto Alegre-RS. DELIBERA, mais, o Conselho, ainda em consonância com as determinações trazidas no Parecer CODEC nº 090/2012: a) que o Conselheiro ora eleito deverá exercer suas funções nos termos do Estatuto Social da Companhia, com mandato unificado até a Assembleia que se destinar à aprovação das contas de 2012 (isto é, em 2013), observado o disposto no “caput”, do artigo 140, da Lei Federal nº 6.404/76; b) que sua remuneração será fixada de acordo com as orientações do CODEC e corresponderá a 30% (trinta por cento) da remuneração mensal dos diretores da Companhia, condicionando o seu recebimento à observância das condições previstas no Parecer CODEC nº 116/2004, podendo fazer jus, ainda, ao prêmio eventual, conforme disposto no Parecer CODEC nº 150/2005, e à gratificação “pro rata temporis” a que faz menção o Parecer CODEC nº 057/2003 e o artigo 4º da Deliberação CODEC nº 01/91; c) que, no que se refere à declaração de bens, deverá ser observada a normatização estadual aplicável. O Conselheiro eleito, Dr. Sergio Wulff Gobetti, declarou não estar incurso em nenhum dos crimes que vedem a exploração de atividade empresarial, nos moldes do artigo 1.011, parágrafo 1º, do Código Civil.Nada mais havendo a ser tratado, foi franqueada a palavra. Como ninguém mais quis fazer uso dela, o Sr. Presidente encerrou a reunião, da qual, para constar, foi lavrada a presente ata, sendo a mesma assinada pelos Srs. Conselheiros presentes.- São Paulo, 28 de junho de 2.012. a) Mônika Carneiro Meira Bergamaschi, Alberto José Macedo Filho, Antônio Julio Junqueira de Queiroz, Antônio Vagner Pereira, Evaldo Calil Pereira Jardim, Jair Moretti, Jairo de Almeida Machado Junior, Maria de Fátima Andrade Sandoval Santana, Tirso de Salles Meirelles.- Certifico que a presente é cópia fiel da ata lavrada em livro próprio a) Diógenes Madeu - Assessoria Jurídica - Advogado-OAB/SP 128.467.- SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA - JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO - CERTIFICO O REGISTRO SOB O NÚMERO 297.246/12-4, EM 11.17.12 a) GISELA SIMIEMA CESCHIN-SECRETÁRIA GERAL.
Angela Maria Telles de Souza RG: 21.125.770 CPF: 123.328.468-16
Marcos Antonio Ribeiro Bozza RG: 7.731.073-1 CPF: 031.793.088-50
Fábio Beretta Rossi
Marcelo Antonio Fernandes
José Antonio Camacho
Vanderlei Barufaldi
SOCOPA - Sociedade Corretora Paulista S.A.
CNPJ 62.285.390/0001-40 Ata da Assembleia Geral Ordinária Realizada em 24 de Abril de 2012 Local: Sede Social, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1.355 - 3º andar - São Paulo, às 17:00 horas. Convocação: Publicação de editais dispensada, conforme faculta o Artigo 124, Parágrafo 4º da Lei 6.404/76, em razão do comparecimento dos acionistas representando a totalidade do Capital Social. Quórum: Acionistas representando a totalidade do Capital Social. Instalação: Instalada pelo Sr. Alvaro Augusto Vidigal. Composição da Mesa: Escolhido o Sr. Alvaro Augusto Vidigal para Presidente da mesa, o qual convidou a mim, Homero Amaral Júnior para Secretário. Conselho Fiscal: Não instalado no período. Ordem do Dia para Assembleia Geral Ordinária: i) exame, discussão e deliberação sobre o Relatório da Diretoria, Balanço Patrimonial da Sociedade e Demonstrações Financeiras do Exercício Social encerrado em 31.12.2011; ii) Apreciação da proposta da Diretoria para não distribuição de dividendos, revertendose a provisão para a conta de Reserva Estatutária de Lucros; iii) a eleição da Diretoria para mandato de 1 (um) ano, e, iv) a não instalação do Conselho Fiscal no corrente exercício. Documentos Oferecidos à Apreciação dos Presentes: a) Relatório da Diretoria, Balanços e demais demonstrações financeiras e Pareceres da Auditoria Independente relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, devidamente publicados no jornal “Diário do Comércio” e no “Diário Oficial do Estado de São Paulo” em 15 de março de 2012. Deliberações: Por unanimidade de votos, respeitados os impedimentos de lei, esta Assembleia aprovou: i) sem reserva, as contas sociais do exercício de 2011, constantes dos demonstrativos financeiros e demais documentos correlatos; ii) a proposta da diretoria para não distribuição de dividendos; iii) a eleição da Diretoria, resultando reeleitos os seguintes diretores, para um mandato de 1 (um) ano: Srs. Alvaro Augusto Vidigal, brasileiro, separado consensualmente, administrador de empresas, RG nº 3.605.386 SSP/SP e CPF nº 039.214.338-00; Álvaro Augusto de Freitas Vidigal, brasileiro, casado, corretor de valores, RG nº 21.816.499-3 SSP/SP e CPF nº 149.225.838-58; Alexandre França Fraga, brasileiro, divorciado, engenheiro, RG nº 54.512.883-3 SSP/SP, CPF nº 054.515.918-06, Daniel Doll Lemos, brasileiro, casado, analista de investimentos, portador da cédula de identidade RG nº 26.239.563-0 SSP/SP e do CPF/MF nº 275.605.768-18; Francisco Donizeti Ferreira, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 5.681.473 SSP/SP e CPF nº 014.681.968-39; Gerson Luiz Mendes de Brito, brasileiro, separado judicialmente, contabilista, RG nº 5.720.162-6 SSP/SP e CPF nº 037.453.768-20; Marcelo Adilson Tavarone Torresi, brasileiro, casado, engenheiro, RG nº 10.364.287-0 SSP/SP e CPF nº 117.512.988-76; Tarcísio Rodrigues Joaquim, brasileiro, separado judicialmente, administrador de empresas, RG nº 17.583.677 SSP/SP, CPF/MF nº 086.062.468-40, todos com domicílio nesta Capital, na Av. Brigadeiro Faria Lima nº 1.355 - 3º andar, para o cargo de Diretor, sem designação especial. A duração do mandato da Diretoria ora eleita é de 1 (um) ano, com vencimento no dia da posse da diretoria eleita pela Assembleia Geral Ordinária de 2013, permanecendo os demais cargos vagos até posterior deliberação. Fica fixado, a título de honorários, o teto de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para o presente exercício, sendo de competência da Diretoria, dentro desse limite, estabelecer a remuneração individual dos diretores. O presente limite poderá ser objeto de atualização monetária através dos índices oficiais de inflação, e iv) a não instalação do Conselho Fiscal no presente exercício. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu por encerrados os trabalhos, suspendendo antes a sessão, para que se lavrasse a presente ata que, depois de lida e aprovada, foi assinada pelo Sr. Presidente, por mim, Secretário e pelo acionista presente, Banco Paulista S.A., (aa) Alvaro Augusto Vidigal - Presidente, Homero Amaral Júnior - Secretário, pelo acionista: Gerson Luiz Mendes de Brito e Marcelo Adilson Tavarone Torresi. A presente ata é cópia fiel da lavrada em livro próprio. Alvaro Augusto Vidigal - Presidente e Homero Amaral Júnior - Secretário. JUCESP nº 340.586/12-6 em 2/8/12- Gisela Simiema Ceschin - Secretária-Geral.
AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO - TOMADA DE PREÇOS Nº 012/2012. A Comissão Permanente de Licitação através de sua Presidente torna público e para conhecimento dos interessados que se encontra aberta nesta Prefeitura – TOMADA DE PREÇOS Nº 012/2012, cujo objeto é a contratação de Empresa para fornecimento e instalação de 01 Conjunto de motobombas tipo monobloco com painel elétrico, com fornecimento de todo material, equipamentos e mão de obra necessária, conforme especificações descritas no Edital. O encerramento se dará no dia 23 de Agosto de 2012 às 09:00 horas. Poderão participar da licitação as empresas que possuem o Certificado de Registro Cadastral desta Prefeitura, e as que apresentarem e protocolarem toda a documentação necessária para o cadastro, até o terceiro dia anterior a data de recebimento dos Envelopes, ou seja, até o dia 20 de Agosto de 2012. O cadastramento deverá ser feito junto ao Departamento de Gestão de Suprimentos e Qualidade – Divisão de Licitações e Contratos, sito à Rua Alfredo Bueno, 1235 – Centro – Jaguariúna/SP, no horário das 08:00 às 16:00 horas. O Edital completo poderá ser consultado e adquirido no mesmo endereço citado acima, pelo valor de R$ 20,00 (Vinte Reais), ou obtido gratuitamente através do site www.jaguariuna.sp.gov.br, link Serviços a Empresas. Maiores informações poderão ser obtidas pelos telefones: (19) 3867-9780, com a Senhora Antônia Brasilino, (19) 3867-9801, com Lílian, (19) 38679757, com Aline; (19) 3867-9707, com Fernanda, (19) 3867-9786, com Elvis ou fone/fax (19) 3867-9779. C.P.L., 03 de Agosto de 2012. Antonia M. S. X. Brasilino Presidente
Anuncie! Fone: 11 3180 3175
Extravio de Documentos Associação Parque do Povo, com sede em São Paulo-SP, na Rua George Eastman, nº 280 sala 63 – Vila Tramontano – CEP 05690-000, inscrita no CNPJ sob nº 09.219.778/0001-60, comunica o extravio do Livro Diário nº 1 de 2007.
Rosangela Gallo Lolli Agostinho
Valmir Lopes Teixeira Martins
DECLARAM sua intenção de exercer cargos de administração na Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empresários de Americana, Limeira e região - Sicoob Coopercred e que preenchem as condições estabelecidas no art. 2º da Resolução 3.041, de 28/11/2002. ESCLARECEM que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da data de publicação desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observando que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito à vista do processo respectivo.
Requerente: Rodopesa Transportes Pesados Ltda. Requerido: Premier Imobiliária e Participações Ltda. Rua Arlindo Colaço, 286 – São Miguel Paulista - 2ª Vara de Falências.
ESCLARECEM que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da data de publicação desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observando que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito à vista do processo respectivo.
BANCO CENTRAL DO BRASIL
BANCO CENTRAL DO BRASIL
Av. Álvares Cabral, 1.605 • Santo Agostinho • Belo Horizonte/MG • CEP: 30170-001
Av. Álvares Cabral, 1.605 • Santo Agostinho • Belo Horizonte/MG • CEP: 30170-001
Americana, 04 de agosto de 2012.
Americana, 04 de agosto de 2012.
Companhia Agrícola Usina Jacarezinho CNPJ/MF n. 61.231.478/0001-17 – NIRE 35.3.0001135-0 Assembléia Geral Extraordinária – Edital de convocação. Ficam os senhores acionistas da Companhia Agrícola Usina Jacarezinho (“Companhia”) devidamente convocados a participarem, em primeira convocação, da Assembléia Geral Extraordinária que se realizará no dia 10 de agosto de 2012, às 10:00 horas, na sede social da Companhia, situada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Leopoldo Couto de Magalhães, n° 110, Condomínio Edifício JK Tower, conjuntos 21 e 22, parte, Jardim Paulista, CEP 04542-000, com a seguinte Ordem do Dia: (a) re-ratificar as deliberações da Assembléia Geral Extraordinária ocorrida no dia 17 de julho de 2012 que aprovou a 2ª emissão de debêntures da Companhia, para distribuição pública com esforços restritos de colocação (”Oferta Restrita”), nos termos da Instrução da Comissão de Valores Mobiliários nº 476, de 16 de janeiro de 2009, para retificar o prazo e a data de vencimento das debêntures, permanecendo inalteradas as demais condições aprovadas. 02,03,04/08/2012
RC FEITOSA DA SILVA - MODAS - ME, com sede à Av. Vauthier, 307 - Box 26 - CNPJ 15.269.923/000110 - IE 145.125.211.114, comunica o extravio do talão de NF nº 1, Modelo 2, Série D1 do nº 000.001 a 000.050, em branco. Posto de Serviços Nova Itaquera Ltda, torna público que requereu da Cetesb a Licença Prévia, para comercio varejista de combustiveis e lubrificantes, sito à Rua Guiomar de Ataliba Penteado, 54- Jardim Brasilia - São Paulo-SP
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 03 de agosto de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:
DECLARAM sua intenção de exercer cargos de administração na Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empresários de Americana, Limeira e região - Sicoob Coopercred e que preenchem as condições estabelecidas no art. 2º da Resolução 3.041, de 28/11/2002.
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: Pregão Eletrônico de Registro de Preços nº 36/00354/12/05 OBJETO: ATA DE REGISTRO DE PREÇOS PARA AQUISIÇÃO DE MATERIAL ESCOLAR - KIT ESCOLAR A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: ATA DE REGISTRO DE PREÇOS PARA AQUISIÇÃO DE MATERIAL ESCOLAR - KIT ESCOLAR. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 06/08/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 16/08/2012, às 10:00 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 06/08/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
ARTMÉDICA – PRODUTOS MÉDICOS E HOSPITALARES LTDA.
COMUNICADO - Marino Maradei Junior, portador do CPF 15409895851 e RG 1008118, comunica o pedido de cancelamento ao Bradesco dos cheques de sua titularidade, série D70513, números de 001589 a 001600, em razão de roubo/furto de malote.
CNPJ: 03.950.712/0001-60 EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA Convoca os sócios para a assembleia desta sociedade, designada para o dia 14 de agosto de 2012, na sala de reuniões, na sede da empresa, com primeira convocação, às 09:00 horas, e segunda convocação, às 09:30 horas, nos termos das Cláusulas 9ª e 10ª do Contrato Social consolidado em conformidade aos Artigos 1.010, 1.072, 1.074, 1.075, 1.078, I e III, §2º, §3ºe §4º, 1.081, 1082, 1083, 1.152, § 3º do Código Civil de 10/01/2002. (03, 04 e 07/08/2012)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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conomia
As empresas precisam agir rapidamente para não ampliarem a lista de punidas
A apresentação do preço dos produtos nas vitrinas é um dos itens verificados pela fiscalização e uma das principais causas de autuações pelo Procon. Leonardo Rodrigues/Hype
Prepare-se para a fiscalização do Dia dos Pais
A
poucos dias das comemorações do Dia dos Pais, o comércio em geral deve prestar atenção para alguns detalhes em seu estabelecimento e nos itens que disponibiliza ao mercado (vale para o comércio eletrônico também) para evitar possíveis sanções por parte dos organismos de proteção e defesa do consumidor. É que sempre que se aproxima uma data forte em vendas – Dia dos Pais é a quinta data mais importante para o comércio, depois do Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia das Crianças –, vão para as ruas fiscais de vários órgãos públicos para verificarem se há total atendimento às legislações pertinentes. A apresentação do preço dos produtos nas vitrinas é um dos itens verificados pela fiscalização e uma das principais causas de autuações pelo Procon. Pelo artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que estipula como deve ser a oferta e a apresentação de produtos e serviços, os preços devem aparecer nos produtos, nas vitrinas, nas gôndolas etc. Por sua vez, o artigo 52, estabelece as condições para as vendas a prazo. Os dois artigos devem ser seguidos por qualquer tipo de varejo, de uma pequena loja de bairro a uma farmácia ou um grande magazine. A fiscalização quanto à apre-
sentação de preço e condições para as vendas a prazo é de responsabilidade do Procon, que verifica ainda se há cumprimento ao Decreto 5.903/2006 e à Lei Estadual de São Paulo nº 12.733/2007. "Conforme o decreto, o comerciante pode escolher entre colocar etiquetas de preços na vitrina ou na embalagem, usar código referencial ou de barras. Caso opte pelo código de barras, obrigatoriamente terá de disponibilizar por meio de etiquetas próximas ao produto, com caracteres ostensivos, informações com o preço, características do produto e seu código e, ainda, leitores ópticos pela loja", explica o Procon-SP. A lei estadual estabelece que o comércio deve informar com o mesmo tamanho de letras o preço à vista, a quantidade e os valores das parcelas, e os juros dos produtos comercializados. "A prática de os lojistas colocarem o valor da parcela em letras grandes e os juros e o preço total em caracteres bem pequenos induz o consumidor a erro é um dos motivos de autuações", informa o órgão paulista de defesa do consumidor. Para não ter problemas, o comerciante deve mostrar o preço à vista, a prazo, o número de parcelas, o valor de cada parcela e, se for cobrado juros, a taxa efetiva mensal e anual. Se não quiser afixar a etiqueta na peça, pode utilizar um código e as
informações obrigatórias em uma tabela bem visível ao consumidor. Essa regra vale também para todos os estabelecimentos nos quais o consumidor tem acesso ao produto sem a interferência de um vendedor.
É hora de se investir em um "olhar diferente"
N
as duas colunas anteriores tratamos das seguidas punições dos órgãos públicos de defesa do consumidor a algumas empresas em razão de conflitos contínuos com seus clientes. Quem está do lado de fora do balcão poderá entender que está ganhando força com essas sanções contra as empresas e, sentindo-se empoderado, elevar o número de registros de reclamações em órgãos como os Procons ou nas próprias agências reguladoras. Portanto, segundo especialistas ouvidos pela coluna, as empresas precisam reagir rapidamente e atuar firmemente na melhoria do atendimento dos clientes, assim como na qualidade do que colocam no mercado. Entre os deveres de casa está, sem dúvida alguma, o cumprimento de toda a legislação que envolve a
relação de consumo. Mas só isso não basta. Para Alexandro Guirão, sócio da Ghold Consultoria em Relações de Consumo, as empresas precisam agir em prol da prevenção, da harmonia e do equilíbrio no contato com o seu cliente. "É preciso parar de empurrar os problemas para frente e reduzir os investimentos em litígios, que só oneram as empresas, seja em custas judiciais ou em multas. Tem de se buscar soluções de longo prazo, de diálogo, priorizando uma relação clara e sadia com os consumidores", ressalta. De conflitos de consumo, Guirão entende bem. Por alguns anos ele dirigiu o Procon de São Caetano do Sul e integrou o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), razão pela qual fala com propriedade ao enfatizar que os fornecedores precisam buscar meios
alternativos de solução de conflitos de consumo. Guirão cita como exemplo o caso Telefônica. Por anos seguidos, a empresa de telefonia fixa liderou o Cadastro de Reclamações Fundamentadas do ProconSP, até que um fato maior, a proibição de habilitação de novas assinaturas do serviço de banda larga Speedy por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a fez investir em um olhar diferente, que trouxe resultados satisfatórios para a companhia e para o consumidor. Ele lembra de outras atuações de empresas e de entidades representativas de setores que levaram a soluções que impactaram diretamente nos direitos dos consumidores. Consequentemente, deixaram marcas na imagem das entidades e das empresas. "Vejam a
estratégia de redução da disponibilização de sacolas plásticas pelos supermercados e a estratégia de conflito instaurada pela Associação Brasileira da Indústria de Eletroeletrônicos (Abinee) no episódio da essencialidade de aparelhos celulares." Solução – O que fazer? Investir no preventivo, responde Guirão. "Implantar mecanismos que evitem que a crise se instale e prejudique a própria empresa." Como fazer isso? Guirão volta a falar sobre o investimento em um olhar diferente nas tratativas de conflitos entre empresas e consumidores. Em relação a esse "olhar diferente" não há regras prontas, afirma ele. "Depende de cada situação e de cada empresa, mas necessariamente passa pela opinião ou consultoria de quem entende de relações de consumo."
Fique por dentro
O QUE DIZ O CDC Artigo 31 A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. Parágrafo único. As informações de que trata este artigo, nos produtos refrigerados oferecidos ao consumidor, serão gravadas de forma indelével. Artigo 52 No fornecimento de produtos ou serviços que envolva outorga de crédito ou concessão de financiamento ao consumidor, o fornecedor deverá, entre outros requisitos, informá-lo prévia e adequadamente sobre: I - preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional; II - montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros; III - acréscimos legalmente previstos; IV - número e periodicidade das prestações; V - soma total a pagar, com e sem financiamento. § 1° As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu termo não poderão ser superiores a dois por cento do valor da prestação. § 2º É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.
Pela legislação brasileira, o comerciante pode escolher entre colocar etiquetas de preços na vitrina ou na embalagem, usar código referencial ou de barras.
PROPOSTA O consumidor não terá direito à indenização por danos morais se a empresa retirar o seu nome ou CPF do sistema de proteção ao crédito após ser notificada por ele. Também não caberá indenização se o documento do consumidor for falsificado e usado por estelionatários. Essas propostas constam do Projeto de Lei 3.470/2012, elaborado pelo deputado Onofre San-
SACOLINHAS Na semana passada, a juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Cível do Fórum João Mendes, decidiu por estabelecer multa diária de R$ 20 mil por ponto de venda aos supermercados que deixarem de fornecer gratuitamente sacolas de papel ou biodegradáveis aos consumidores. A decisão vale para todos os supermercados.
to Agostini (PSD-SC), em tramitação na Câmara Federal, conforme informação da Agência Câmara. Em sua justificativa, o autor da proposta destaca que "os comerciantes e os consumidores, em todas as regiões do Brasil, têm sido vítimas de golpistas e fraudadores que falsificam documentos de identidade e CPF e os utilizam para fazer cadastros e efetuar compras a crédito em estabelecimentos co-
merciais distantes do endereço das vítimas". Assim, de acordo com Agostini, "as companhias são triplamente penalizadas, pois, além de perderem o produto vendido para o golpista ou estelionatário, são obrigadas a promover a sua defesa em comarcas distantes milhares de quilômetros do estabelecimento, além de, invariavelmente, serem condenadas ao pagamento de indenização por danos morais."
LIBERADAS O Procon de Porto Alegre liberou a retomada das vendas de chips de celulares na região. Vivo, Oi, TIM e Claro se comprometeram a atender as exigências da instituição. As operadoras ficaram impedidas por quase duas semanas de habilitar novas linhas na capital gaúcha. Para retornarem às
MULTAS
operações, o Procon exigiu a divulgação publicitária da abrangência do serviço, inclusão de cláusula contratual que permite a rescisão do contrato caso não haja sinal adequado e reembolso no mês seguinte àquele que o cliente ficar, em algum momento, sem poder utilizar o celular.
O Procon de Campinas aplicou R$ 355 mil em multas a bancos e financeiras nos primeiros seis meses do ano em decorrência de reclamações de consumidores, sobre cobrança de tarifa de abertura de contas, tarifa de emissão de carnê, tarifa de cadastro, desconto indevido no cartão de crédito, cobrança de seguro e duplicidade em parcelas de financiamentos. O valor arrecadado das multas será destinado ao Fundo Municipal de Defesa dos Direitos Difusos, ligado ao conselho gestor do Procon.
Angela Crespo é jornalista especializada em consumo. E-mail: doislados@dcomercio.com.br
Impedir cliente de entrar em estabelecimento configura dano moral
I
mpedir que um cliente entre em um estabelecimento pode configurar dano moral e consequente pagamento de indenização. Foi essa a interpretação de uma juíza da 16ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre ao julgar uma ação de um consumidor que foi impedido de entrar em um bar. Conforme o autor da ação, ao chegar ao bar foi avisado de que seu
nome estava bloqueado no sistema da empresa e foi escoltado até a saída, o que lhe causou constrangimento diante de outros consumidores que estavam na fila de entrada. Alegou ainda que não pôde participar da festa de aniversário de seu amigo que estava sendo realizada no mesmo local. Em sua defesa, o bar
alegou que a proibição foi por fato ocorrido dias antes, quando o consumidor tentou sair do estabelecimento com comanda de outra pessoa, sendo comum o bloqueio de acesso a pessoas com o mesmo tipo de comportamento. Enfatizou que o consumidor foi conduzido para a saída de forma discreta. Como a empresa não
apresentou provas da tentativa do cliente de sair da casa noturna com comanda de terceiro, a juíza entendeu que houve configuração de dano moral na modalidade de abalo de crédito, o qual independe da comprovação. Assim, os proprietários do bar terão de pagar R$ 5 mil de indenização. Da decisão, cabe recurso. Fonte: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS)
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Com apenas uma medalha de ouro até agora, e a frustrante participação de astros como Cesar Cielo, o País dificilmente repetirá em Londres os três títulos e as 15 medalhas de Pequim. As esperanças agora estão nos esportes coletivos, como o futebol masculino, no vôlei de praia e em Maurren Maggi, que busca o bicampeonato olímpico no salto em distância
O BRASIL ENCOLHEU Moacyr Loes Junior/Folhapress
A
ntes de começar a Olimpíada de Londres, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) disse que o plano de medalhas para o Brasil era repetir os 15 pódios conquistados há quatro anos, nos Jogos de Pequim, com três de ouro, quatro de prata e oito de bronze. Passados dez dos 17 dias de competições em Londres, essa projeção hoje se mostra otimista demais. Com tropeços de alguns favoritos, como Fabiana Murer (leia mais na página 28), o País fechou o domingo em 29º no quadro de medalhas, com sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze. Será difícil igualar a campanha de Pequim, ou mesmo o recorde de medalhas de ouro, cinco, em Atenas-2004. Cesar Cielo é um símbolo desse encolhimento. Ganhador de duas medalhas na China, ouro nos 50 m livre e bronze nos 100 m livre, deixa Londres apenas com o bronze nos 50 m livre, prova na qual, entre uma Olimpíada e outra, foi duas vezes campeão mundial. “Poucas pessoas podem disputar uma Olimpíada e falar que conquistou uma medalha. E eu tenho três. Seria um despeito falar que o bronze é uma decepção”, explicou-se o nadador, sexto nos 100 m livre. No atletismo, as chances de medalha do Brasil são pequenas. A esperança é Maurren Maggi, que busca o bi no salto em distância a partir de amanhã, às 15h (de Brasília) - a final é no dia seguinte. Outro esporte individual que pode render medalhas é o boxe. Três lutadores estão nas quartas de final, a uma vitória do pódio, já que o esporte oferece duas medalhas de bronze. Amanhã, lutam Adriana Araújo, na categoria até 60 kg, contra a marroquina Mahjouba Oubtil, e Esquiva Falcão, até 75 kg, contra o húngaro Zoltan Harcsa. Na quarta, Yamaguchi Falcão (até 81 kg), irmão de Esquiva, pega o cubano Julio de la Cruz Peraza. Nos esportes coletivos, o Brasil tem um cenário razoá-
Neymar liderou o Brasil na sofrida vitória por 3 a 2 sobre Honduras, nas quartas de final; nesta terça-feira, a equipe de Mano Menezes decide contra a Coreia do Sul uma vaga na decisão
Quadro de medalhas
Quadro de medalhas
Quadro de medalhas
Sexta, 3/8
Sábado, 4/8
Domingo, 5/8
País
Total
País
Total
País
17
14
61
14
18
60
16
11
10
37
10
4
6
20
5º França
8
8
9
25
21
6º Itália
6
5
3
14
3
13
7º Cazaquistão
6
0
0
6
0
0
5
8º Alemanha
5
10
7
22
0
1
5
9º Rússia
4
16
15
35
1
4
6 29º Brasil
1
1
5
7
26
12
15
53
25
16
12
53
3º Coreia do Sul 4º Grã Bretanha
14
7
8
29
22
9
3
5
17
3º Reino Unido 4º Coreia do Sul
6
19
5º França
8
6
8
22
9
6
20
6º Alemanha
5
10
6
4
5
3
12
7º Itália
5
5
8º Coreia do Norte 4 4 9º Cazaquistão
0
1
5
0
0
4
8º Coreia do Norte 5 4 9º Cazaquistão
1
1
4
6 25º Brasil
21
10
12
43
20
13
9
42
3º Coreia do Sul 4º Grã Bretanha
9
2
5
16
8
6
8
5º França
8
5
6º Alemanha
5
7º Itália
21º Brasil
1
Total
1º China 30 2º Estados Unidos 28
1º EUA 2º China
1º EUA 2º China
vel pela frente. O principal candidato a uma medalha de ouro é o futebol masculino, que disputa amanhã as semifinais, às 15h45 (de Brasília), contra a Coreia do Sul, depois de uma suada vitória por 3 a 2 sobre Honduras, no sábado. Neymar fez um gol, de pênalti, e participou dos outros dois, mas novamente saiu vaiado pelos ingleses por suas quedas. O futebol feminino, prata em Atenas e Pequim, foi eliminado pelo Japão nas quartas, com derrota por 2 a 0. No basquete, o feminino se despediu ontem com sua única vitória, 78 a 66 sobre a GrãBretanha, e acabou em nono lugar - pequena evolução em relação ao 11º posto em Pequim. O masculino decide às 16h de hoje, com a Espanha, o segundo lugar do Grupo B quem vencer deve pegar a Argentina nas quartas e, se passar, os EUA nas semifinais. As meninas do handebol vão bem: bateram Angola por 29 a 26 e ficaram em primeiro no Grupo A, mas pegam uma pedreira nas quartas, a Noruega, atual campeã mundial. O vôlei masculino decide hoje, contra a Alemanha, uma vaga nas quartas, às 18h mas, dependendo dos jogos anteriores, já pode entrar em quadra classificado. As meninas, que buscam o bi olímpico mas têm feito uma Olimpíada instável, venceram ontem a Sérvia por 3 a 0 e avançaram, mas vão pegar nas quartas a Rússia, algoz na decisão do Mundial de 2010. Na praia, hoje é dia de quartas de final do masculino. Alison e Emanuel pegam os poloneses Fijalek e Prudel, e Ricardo e Pedro Cunha encaram os alemães Brink e Reckermann. Se vencerem, o Brasil garante pelo menos uma medalha - e as duas duplas, em lados diferentes da chave, podem fazer a decisão. No feminino, Juliana e Larissa avançaram ontem às semifinais ao vencer as alemãs Goller e Ledwig por 2 a 0, e amanhã disputam uma vaga na final contra as norte-americanas Ross e Kessy.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
26
e
sábado, domingo e segunda-feira, 4, 5 e 6 de agosto de 2012
Estar lá atrás é o preço que estamos pagando pelo título da Libertadores.” Tite
sporte
SÓ O SÃO PAULO SOBE Robson Ventura/Folhapress
Com o 1 a 0 sobre o Sport, gol de Ademílson, e a derrota do Cruzeiro para a Ponte, Tricolor foi de 7º para 6º. Corinthians caiu, Santos e Palmeiras ficaram na mesma (péssima) situação
14ª Rodada
16ª Rodada
Campeonato Brasileiro 2012 P
J
V
E
D
GP GC
S
1º Atlético-MG
32
13
10
2
1
25
8
17
2º Vasco
31
14
9
4
1
20
11
9
3º Fluminense
29
14
8
5
1
24
8
16
4º Grêmio
27
14
9
0
5
21
13
8
5º Internacional
26
14
7
5
2
19
11
8
6º São Paulo
25
14
8
1
5
22
16
6
7º Botafogo
23
14
7
2
5
24
18
8º Cruzeiro
23
14
7
2
5
18
9º Ponte Preta
19
14
5
4
5
10º Corinthians
17
14
4
5
11º Náutico
16
14
5
12º Portuguesa
16
14
15º Flamengo
16
14º Coritiba
Brasileiro 2012
11/8
4/8 Palmeiras
0x1
Internacional
Atlético-GO
1x2
Botafogo
Portuguesa
2x0
Figueirense
5/8
Bahia
x
Cruzeiro
Santos
x
Atlético-GO
Sport
x
Figueirense
Flamengo
x
Náutico
São Paulo
x
Grêmio
Atlético-MG
x
Vasco
12/8
São Paulo
1x0
Sport
Vasco
0x0
Corinthians
Grêmio
3x1
Bahia
Coritiba
0x2
Fluminense
Internacional
x
Ponte Preta
6
Cruzeiro
1x2
Ponte Preta
Coritiba
x
Corinthians
16
2
Náutico
3x0
Santos
Fluminense
x
Palmeiras
18
18
0
Portuguesa
x
Botafogo
5
13
13
0
1
8
20
27
-7
4
4
6
12
16
-4
8/8
13
4
4
5
16
21
-5
Internacional
x
Náutico
15
14
4
3
7
23
29
-6
Sport
x
Vasco
15º Sport
14
14
3
5
6
13
20
-7
Corinthians
x
16º Santos
13
14
2
7
5
9
15
-6
Bahia
x
Portuguesa
Botafogo
x
Palmeiras
17º Bahia
12
14
2
6
6
12
21
-9
Santos
x
Cruzeiro
18º Palmeiras
10
14
2
4
8
13
17
-4
Figueirense
x
Flamengo
19º Atlético-GO
9
14
2
3
9
13
27 -14
20º Figueirense
8
14
1
5
8
13
23 -10
Atlético-MG
x
Coritiba
Fluminense
x
São Paulo
Ponte Preta
x
Grêmio
Classificam-se para a LIbertadores
Caem para a Série B
Jogo adiado Flamengo
x
Atlético-MG
15ª Rodada
Atlético-GO
9/8
Artilheiros
Zito: 80 anos de um bicampeão mundial
N
a próxima quarta-feira, José Ely de Miranda, o Zito, completa 80 anos. Nascido em Roseira (SP), cidade do Vale do Paraíba próxima de Guaratinguetá, em 8 de agosto de 1932, ele começou a carreira no Taubaté, em 1950, mas destacou-se como líder do Santos de Pelé, de 1952 a 1967, e da Seleção Brasileira bicampeão mundial em 1958 e 1962.
1 Criciúma-SC
35 11 13 37
2 Vitória-BA
32 10 11 26
3 Goiás-GO
29 8 10 29
4 São Caetano-SP 29 8
9 20
5 Joinville-SC
27 8 12 26
6 América-RN
27 8
7 25
7 América-MG
26 8
5 24
8 Paraná-PR
22 6
1 21
9 CRB-AL
21 6
-1 21
21 6
-1 16
11 Atlético-PR
20 6
2 17
7 GOLS: Roger (Ponte Preta); Luis Fabiano (São Paulo)
12 ABC-RN
20 5
4 23
13 Boa-MG
19 4
1 20
6 GOLS: Wellington Paulista (Cruzeiro); Fred (Fluminense); Marcelo Moreno (Grêmio)
14 Guarani-SP
18 4
0 16
15 Ceará-CE
18 4
-2 23
16 Bragantino-SP
15 3
-3 19
17 ASA-AL
14 4
-6 19
5 GOLS: Andrezinho (Botafogo); Araújo e Kieza (Náutico); Jadson (São Paulo) 4 GOLS: Danilinho, Jô e Ronaldinho Gaúcho (Atlético-MG); Herrera (Botafogo); Danilo (Corinthians); Borges (Cruzeiro); Caio (Figueirense); Vágner Love e Renato Abreu (Flamengo); Leandro Damião (Internacional); Mazinho (Palmeiras); Marquinhos Gabriel (Sport)
Eu fazia tudo mais ou menos, só que detestava perder.” Zito, em uma modesta autodefinição de seu futebol Reprodução/UH - Arquivo Público do Estado de São Paulo
Classificação
10 Avaí-SC
volante Zito chegou ao Santos aos 19 anos, trazido pelo ex-jogador e técnico Antoninho (que, na verdade, estava em Taubaté para observar um outro jogador, Hugo). Já estava no time bicampeão paulista em 1955/56, antes do surgimento de Pelé, e continuou como líder da equipe por mais de uma década. Pela Seleção Brasileira, Zito jogou três Copas do Mundo (em 1958, na Suécia, 1962, no Chile, e 1966, na Inglaterra), sagrando-se bicampeão mundial como titular nas duas primeiras. Na partida decisiva do bi, vitória sobre a Tchecoslováquia por 3 a 1, Zito marcou, de cabeça, o segundo gol do Brasil, um de seus 3 em 52 jogos pela Seleção.
Celso Unzelte
Série B
8 GOLS: Alecsandro (Vasco)
O
almanaque
nos Jogos Olímpicos de Londres), caiu feio diante do Náutico: 3 a 0. “A gente tem a consciência de que precisa melhorar muito”, reconheceu o atacante Bill ao sair do gramado. “Precisa melhorar bastante e colocar qualidade também, porque só na vontade a gente não vai conseguir”, acresentou o goleiro Aranha.
GOLS
as oportunidades criadas.” Ele se referia, principalmente, às boas chances desperdiçadas por Romarinho e Jorge Henrique. No Recife, o desfalcado Santos (sem Rafael, Fucile, Edu Dracena, Arouca e Adriano, todos contundidos, nem Neymar e Paulo Henrique Ganso, a serviço da seleção brasileira
SALDO
Já o técnico Tite, do Corinthians, não gostou nem um pouco do empate de seu time por 0 a 0 com o Vasco, no Rio, que deixa a equipe ainda mais longe dos líderes da competição. “Saio com o gosto amargo”, assumiu. “Não por desmerecer o Vasco, porém a equipe poderia ter vencido. Pelo número de finalizações,
VITÓRIAS
São Paulo, dava conta de que o Manchester United havia chegado a um acordo para adquirir os direitos federativos sobre o jogador por 30 milhões de libras (R$ 90,3 milhões). A outra notícia diz respeito à possível entrada do Paris Saint-Germain, da França, na disputa pelo jogador nos próximos dias.
PONTOS
O
São Paulo continua salvando a honra dos quatro grandes paulistas neste Brasileiro. Mais uma vez, foi não só o único a vencer como a subir na classificação. O 1 a 0 sobre o Sport, no Morumbi, gol do jovem Ademílson marcado já aos 33 minutos do segundo tempo, aliado à derrota do Cruzeiro para a Ponte Preta (2 a 1, em Minas), garantiu a ascensão tricolor de 7º para 6º. Tirando a própria Ponte, que ao vencer trocou de lugar com o Corinthians (de 10ª para 9ª), e a Portuguesa, que no sábado fez 2 a 0 no Figueirense, no Canindé, e saltou de 15ª para 12ª, os demais times paulistas d e c e p c i o n a r a m . O C o r i nthians, após mais um 0 a 0 (o segundo seguido), dessa vez com o Vasco, no Rio, caiu uma posição, de 9º para 10º. Após a derrota de sábado, para o Inter, por 1 a 0, na Arena Barueri, o Palmeiras manteve-se no incômodo penúltimo lugar. Outro que ficou na mesma (e péssima) situação foi o Santos: em 16º, à beira da zona de rebaixamento, após a derrota por 3 a 0 para o Náutico, no Recife. A situação de santistas e palmeirenses só não ficou pior porque Bahia, Atlético-GO e Figueirense perderam. “Foi um resultado magro, mas um futebol que dá gosto de ver”, definiu o capitão sãopaulino Rogério Ceni após a vitória sobre o Sport. “Vamos ganhando confiança a cada jogo. Foi um resultado importante dentro do campeonato.” Fora de campo, o domingo tricolor foi agitado por duas informações a respeito da possível transferência do craque Lucas, atualmente a serviço da seleção nos Jogos de Londres. Uma delas, publicada pelo jornal inglês Daily Mail e logo negada pela diretoria do
18 Guaratinguetá-SP 9
2 -14 12
19 Barueri-SP
7
1 -20 10
20 Ipatinga-MG
4
Sobem para a Série A
24
1 -28 9 Caem para a Série C
títulos conquistou Zito em 17 anos como os, profissional. Pelo Sant os foram nove Campeonat Paulistas, cinco Taças s, Brasil, duas Liber tadore es dois Mundiais Interclub e quatro Torneios Rio-São Paulo. Pela Seleção Brasileira, o l. bicampeonato mundia
Pior que o Santos, entre os paulistas, só mesmo o Palmeiras, que no sábado perdeu mais uma (1 a 0 para o Inter, gol de Ygor no primeiro tempo). “A gente tomou um gol em um lance de bola parada”, lamentou o atacante Obina.“Todo mundo tentou lutar, tentou empatar, mas infelizmente saímos com uma derrota.”
São Caetano volta ao G-4
T
ime paulista mais bem colocado na Série B, o São Caetano havia fechado a 13ª rodada em quarto lugar, superando o Goiás no saldo de gols. Na terça-feira, após o empate por 0 a 0, em casa, com o Vitória, caiu uma posição. Mas recuperou seu lugar no G-4 no sábado, graças à vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-PR, em Paranaguá (PR). Mais que isso: o São Caetano, agora, abriu uma diferença de dois pontos em relação ao novo quinto colocado, o Joinville, que no sábado fez 3 a 1 n o líder Criciúma. Despencaram na tabela o América-RN, que na sexta apenas empatou fora de casa com o Boa (1 a 1), e o AméricaMG, que no sábado perdeu por 3 a 2 para o ASA, em Arapiraca (AL). Demais resultados: na sexta, Barueri 0 x 0 CRB, Ipatinga 0 x 6 Goiás e Vitória 0 x 1 Bragantino. No sábado, Avaí 2 x 1 Ceará, Guarani 2 x 1 Guaratinguetá e ABC 2 x 0 Paraná.
CURTAS
Morreu na terça, 31/7, aos
87 anos, Alfredo Ramos, ex-lateral-esquerdo do Santos, do São Paulo, do Corinthians e da Seleção Brasileira na Copa de 54, que também foi técnico. Na quinta, 2 de agosto, morreu aos 95 anos o exjogador de basquete Ruy de Freitas, medalha de bronze pelo Brasil nos Jogos Olímpicos de 1948.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
U
Eduardo Nicolau/AE
Phil Noble/Reuters
Marko Djurica/Reuters
Eduardo Nicolau/AE
27
“BOLT É BOLT” Phil Noble/Reuters
sain Bolt fez pesar sobre seus adversários toda a pressão de sua lenda. Aos 25 anos, na corrida mais rápida da história, o jamaicano obteve, de novo com sobras, seu segundo título olímpico seguido nos 100 m. Um desempenho que o deixa a um passo de se tornar o maior velocista de todos os tempos e o credencia a desafiar Michael Phelps, maior medalhista dos Jogos em todos os tempos. Antes da corrida, Bolt pulava para as câmeras. Yohan Blake, Justin Gatlin e Tyson Gay, seus principais adversários, pareciam tensos. Bolt largou mal, como quase sempre, e a corrida foi dominada pelo trio pelo menos até a metade. Até que, já com o corpo reto e a aceleração correta, as passadas do gigante fizeram a diferença. Bolt superou os três em bloco. Como sua corrida quase não sofre desaceleração, não havia mais como pegá-lo. A prata foi para o também jamaicano Johan Blake, com 9s75. O bronze, para o americano Justin Gatlin, com 9s79. Campeão olímpico em Atenas-2004, Gatlin foi suspenso por uso de doping e havia ficado de fora em Pequim-2008. “Nem me preocupo mais com a largada, me concentro nos meus 50 metros finais, que são meu melhor”, disse o campeão. Seu tempo, 9s63, é o recorde olímpico e o segundo melhor de todos os tempos, só atrás de seu próprio recorde mundial: 9s58, na final do Mundial de Berlim, em 2009. As declarações finais mostraram colegas satisfeitos só de fazer parte da lenda. “Bolt é Bolt”, definiu Justin Gatlin. O jamaicano ainda disputa os 200 m, que tem a final na quinta, e o revezamento 4x100 m, no sábado. Em Pequim, ganhou as três. Não deve ser diferente em Londres.
A
Mastrangelo Reino/AE
Cathal McNaughton/Reuters
sábado, domingo e segunda-feira, 4, 5 e 6 de agosto de 2012
Jamaicano é bi nos 100m, estabelece a melhor marca olímpica e a segunda melhor de todos os tempos, atrás apenas de seu próprio recorde mundial
Debaixo de chuva, a
Andy Murray realizou o
No feminino, o ouro foi
O sul-africano Oscar
A natação só acabou na
etíope Tiki Gelana venceu
sonho de ser campeão em
para a americana Serena
Pistorius não conseguiu
piscina: ainda haverá as
a maratona feminina com
Wimbledon: não levou o
Williams, que atropelou a
chegar à final dos 400 m
provas de maratona
novo recorde olímpico:
Grand Slam, mas ficou
russa Maria Sharapova na
rasos: com suas próteses,
aquática. A feminina, na
2h23min07s. A queniana
com o ouro olímpico ao
final: 6/0 e 6/1. No fim do
acabou em último na sua
quinta-feira, e a masculina,
Priscah Jeptoo foi prata, a
vencer Roger Federer na
jogo, um torcedor causou
semifinal, com 46s54, mas
na sexta. O Brasil será
apenas 5s da campeã, e a
final por 3 a 0 (6/2, 6/1 e
risos na torcida ao gritar:
saiu feliz. “Eu me sinto
representado apenas
russa Tatiana Petrova
6/4). “Foi a maior vitória da
“Maria, mesmo assim
abençoado, orgulhoso e
entre as mulheres, com
levou o bronze.
minha vida”, afirmou.
quero casar com você!”
feliz por estar aqui”, disse.
Poliana Okimoto.
Jorge Silva/Reuters
O adeus do maior de todos
cabou. Depois de quatro Olimpíadas, 22 medalhas (18 de ouro), Michael Phelps encerrou a carreira. Despediu-se, só para não perder o costume, como campeão, no 4x100 m medley, nadando o estilo borboleta - pegou a prova em segundo lugar e a entregou na ponta a Nathan Adrian, que confirmou a vitória dos Estados Unidos. Chorou ainda na piscina, ameaçou voltar ao choro no pódio, seu sexto em Londres (quatro ouros e duas pratas). No contato com a imprensa, porém, estava tranquilo. “Não ligo para os sacrifícios que fiz. Posso dizer que não mudaria nada, que não perdi nada e que não me arrependo de nada, e isso é muito especial. Termino a minha carreira do jeito que eu queria”, afirmou o supercampeão, depois de ser ovacionado pela torcida e de receber, da Federação Internacional de Natação, um troféu com os dizeres: “Maior atleta olímpico da história”. Sua última cena em público foi uma espécie de volta olímpica ao som do clássico “Born in the USA”, de Bruce Springsteen. “Tivemos alguns momentos de emoção profundos. Em uma escala de 1 a 10, este foi próximo de 10”, disse o nadador, que, de fato, nem em Pe-
quim, quando qanhou oito medalhas de ouro, havia se emocionado tanto. “O que aconteceu aqui em Londres só me fez perceber como eu estava no melhor da minha forma em Pequim. E tudo aconteceu na hora certa, no lugar certo.” Liderado por Phelps, o time dos Estados Unidos mais uma vez sobrou na natação. Das 32 medalhas de ouro em disputa, levou nada menos do que a metade, 16. Ficou com 30 medalhas, quase uma a cada prova. E mostrou ao mundo que nem só de Phelps vive, com astros como Ryan Lochte e Missy Franklin, a jovem de 17 anos que ganhou cinco medalhas, sendo quatro de ouro, e ganhou o epíteto de "a nova Phelps”. O respeito do astro ela ganhou depois que, no mesmo dia, foi à final dos 200 m livre e, pouco tempo depois, venceu os 100 m costas. “Ele me disse que não acreditava no que eu havia feito. Ele tinha um sorriso enorme no rosto. Isso significa muito para mim vindo de um atleta que é um exemplo”, contou. Outra jovem americana que encantou foi Katie Ledecky, de 15 anos, que venceu com sobras a prova dos 800 m livre e frustrou a torcida, deixando a britânica Rebecca Adlington com a medalha de prata.
Após quatro Olimpíadas e 22 medalhas, 18 de ouro, Michael Phelps encerra a carreira satisfeito. “Não mudaria nada e não me arrependo de nada”, diz
DIÁRIO DO COMÉRCIO
Léo Barrilari/AE
Neil Hall/Reuters
Eduardo Nicolau/AE
sábado, domingo e segunda-feira, 4, 5 e 6 de agosto de 2012
Andrea Comas/Reuters
Gary Hershorn/Reuters
Dylan Martinez/Reuters
Stefano Rellandini/Reuters
28 -.ESPORTE
Wherther Santana/AE
E o sonho foi levado pelo vento
F
oi a maior decepção brasileira em Londres-2012: candidatíssima ao pódio, com uma ponta de esperança numa improvável medalha de ouro, Fabiana Murer nem sequer completou as tentativas para ultrapassar os 4,55 m no salto em altura e caiu fora da prova no sábado, ainda na fase de classificação. A atleta brasileira só acertou um dos cinco saltos que tentou, e todos com marcas baixas. Ela começou seus saltos com 4,50 m. Errou o primeiro e passou raspando no segundo: chegou a acertar o peito no sarrafo, mas não o derrubou. Quando chegou à altura de 4,55 m, errou os dois primeiros saltos. Na terceira tentativa, ela refugou nas duas corridas que deu antes de saltar. “O vento mudou muito, estava muito inconstante e o meu salto foi muito irregular”, justificou Fabiana, em entrevista ao SporTv. Resultado: o tempo disponível para o salto (um minuto) acabou e ela foi eliminada, pois não ficou entre as 12 primeiras na eliminatória. A final será hoje, às 15h (de Brasília). Campeã mundial em Daegu, em 2011, Fabiana Murer disputava sua segunda Olimpíada. Na primeira, em Pequim2008, foi prejudicada pelo sumiço de uma das varas durante a prova. Por isso, o Comitê Olímpico Brasileiro e a equipe da saltadora tomaram medidas preventivas para evitar novos problemas em Londres. Elson Miranda, seu técnico, pediu ao COB para enviar carta ao Comitê Olímpico Internacional (COI) proibindo que o tubo com as oito varas da atleta fosse aberto sem a presença dele. Desta vez, não houve problemas. Segundo alguns analistas, a mudança de preparação teve peso decisivo no fracasso de Fabiana Murer em Londres. Com a idéia de superar a russa Yelena Isinbayeva, campeã em Pequim e favorita ao bi, ela mudou seu tipo de salto e passou a competir menos neste ano. Até o número de saltos em treinos foi reduzido. O objetivo era aprimorar a técnica para atingir um patamar mais alto que seu recorde pessoal, 4,85 m. A atleta se explica: “Treinei bastante. Fiz mudanças no meu salto. Tentei melhorar as passadas. Assim, posso saltar mais alto. Mas não tenho tanta certeza na hora de realizar. Fiquei inconstante, mas fiz o que tinha de fazer”.
Wherther Santana/AE
O PAÍS DO JUDÔ
Léo Barrilari/Folhapress
O ouro de Sarah Menezes e os bronzes de Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva confirmam, em Londres, o bom desempenho do judô brasileiro nas Olimpíadas e alimentam a esperança de uma campanha ainda mais espetacular no Rio/2016
T
udo começou em Munique-1972, quando o japonês Chiaki Ishii, naturalizado brasileiro, ganhou o bronze. De lá para cá, o judô do Brasil conquistou mais 18 medalhas olímpicas, incluídos o ouro de Sarah Menezes e os bronzes de Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva em Londres-2012. Na soma das quatro décadas, são três medalhas de ouro, três de prata e 13 de bronze. O Brasil olímpico é o país do judô. Nas Olimpíadas de 1976 e 1980, o judô brasileiro passou em branco, mas, desde Los Angeles-1984, não há edição olímpica em que pelo menos um judoca brasileiro não tenha subido ao pódio.
O primeiro ouro foi conquistado por Aurélio Miguel em Seul-1988, feito bisado por Rogério Sampaio em Barcelona-1992. Exatamente 20 anos depois, chegou a vez de Sarah Menezes, a jovem piauiense que ganhou em Londres o primeiro ouro do judô feminino brasileiro. O bronze conquistado pela brasiliense Ketleyn Quadros em Pequim-2008 era a única medalha olímpica de uma judoca brasileira. O bom desempenho histórico do Brasil, reforçado pelas quatro medalhas trazidas de Londres, levou a técnica da seleção feminina, Rosicleia Campos, a um exaltado desabafo, logo após o desembarque da delegação, ontem, em
O judô no pódio Munique/72 Los Angeles/84 Seul/88 Barcelona/92 Atlanta/96 Sidney/00 Atenas/04 Pequim/08 Londres/12
Cumbica, contra as críticas feitas aos judocas durante a competição: “Para criticar, vocês precisam conhecer o esporte. A Rafaela Silva e o Leandro Guilheiro foram muito criticados, mas eles também são
heróis. Eu li muita coisa de que não gostei.” Fortes candidatos a ganhar uma medalha em Londres, Rafaela foi eliminada nas oitavas de final e Guilheiro caiu nas quartas. Segundo Rosicleia, no entanto, os brasileiros cobram exageradamente dos atletas durante as Olimpíadas: “Olha o histórico desses atletas. Tem judoca que é vice-campeão mundial. O brasileiro ignora o judô fora dos Jogos, é ignorante no sentido de não ligar para o esporte.” Sempre muito emocional, a técnica chorou ao lembrar a trajetória da equipe até Londres: “É muito sacrifício. Só quem vive sabe. Estas judocas são maravilhosas. Só tenho a
agradecer a todos. Sou uma abençoada.” Bronze na categoria acima dos 100 kg, Rafael Silva concordou com a treinadora e disse que ficou triste com as críticas feitas aos companheiros. As mágoas não impedirão, porém, que o trabalho prossiga. Apostando na manutenção do histórico brasileiro em mundiais e no ranking, o coordenador técnico Ney Wilson disse que os judocas não serão poupados em outros torneios até 2016, mesmo com as 14 vagas garantidas na Olimpíada do Rio, pois a Confederação Brasileira de Judô projeta a conquista de um número ainda maior de medalhas na competição dentro de casa.
O senhor das medalhas Jonne Roriz/AE
O pior resultado do velejador Robert Scheidt numa Olimpíada basta para consagrá-lo como o maior campeão brasileiro de todos os tempos
As conquistas Grael
Scheidt
Los Angeles/84 Seul/88 Atlanta/96 Sidney/00 Atenas/04 Pequim/08 Londres/12
muito a dizer. A nossa preparação para Londres foi melhor que a dos Jogos anteriores. Os resultados mostram isso. A nossa pior colocação no último ano foi um segundo lugar. Não perdíamos havia 20 meses para os suecos. É a vida”. Ele também queria mais, é claro: “Fica uma mistura de sentimentos. Estou feliz pela medalha, mas não gosto de perder nada.” Aos muito críticos, o mais vitorioso atleta do Brasil em todas as Olimpíadas responde antecipadamente: “Não foi pressão. Estou acostumado com isso. Essa é a minha quinta Olimpíada, mas surpresas acontecem”. O bronze vai para a casa do pai de Scheidt em São Paulo, onde ele guarda suas medalhas olímpicas.
Lalo de Almeida/Folhapress
A
Olimpíada que consagrou o nadador norteamericano Michael Phelps como o maior campeão de todos os tempos deu ao velejador Robert Scheidt sua quinta medalha, um bronze que o transforma no maior campeão olímpico do Brasil. Segundo brasileiro a subir ao pódio em cinco edições olímpicas, o paulista de 39 anos igualou o número de pódios de Torben Grael, que era o maior medalhista do país. Scheidt, como mostra a tabela, ganha a disputa, com uma prata mais. O bronze conquistado ontem por Scheidt e seu companheiro Bruno Prada, na classe star, é a 17ª medalha olímpica da vela brasileira na história, número menor apenas do que o acumulado pelo judô. A diferença é que os velejadores já somam seis ouros desde que começaram a acumular medalhas na Olimpíada de 1968, na Cidade do México. Talvez isso explique uma certa frustração com o bronze de Scheidt, duas vezes campeão olímpico, em Londres. Foi o pior resultado dele nas cinco Olimpíadas que disputou. Nada que abale o velejador, no entanto: “Não tenho
Fabiana Murer: novo fracasso