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DC 06/03/2012

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Kassab chama caminhoneiros

Sob o peso de US$ 8,8 trilhões

Reprodução de TV

Conclusão: 23h40

Ano 87 - Nº 23.576

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, terça-feira, 6 de março de 2012

Para tentar evitar desabastecimento na Cidade. Pág. 11

O Banco Central Europeu acaba de injetar mais 530 bi de euros em seus bancos, somando US$ 8,8 tri em três anos. A presidente Dilma, na Alemanha, criticou: "Isso causa desvalorização artificial das moedas e equivale a barreiras tarifárias". A chanceler e anfitriã Angela Merkel rebateu, "preocupada com as medidas protecionistas unilaterais". E Dilma gritou (foto) "ai, ai, ai!", mas por outro motivo: uma barra caiu sobre seu pé. Página 13 Luciano Ornelas/DC

Mikhail Voskresensky/Reuters

Lágrimas de Putin não são para os mais de 500 presos Vitória de Putin nas eleições presidenciais e suspeita de fraudes levam oposição e soldados às ruas. Pág. 8

Batman e Robin da Praça Vermelha Por Luiz Carlos Lisboa, de Princeton, EUA. Chico Ferreira/LUZ

Inglaterra e China vão engolir Sapo em Minas Por obra de ingleses, o maior mineroduto da Terra levará ferro da Serra do Sapo, na histórica Conceição do Mato Dentro (foto), para o Rio. Depois, 90% seguem à China. Pág. 20 HOJE Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 30º C. Mínima 18º C.

AMANHÃ Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 30º C. Mínima 17º C.

ISSN 1679-2688

23576

9 771679 268008

Tecnologia, boa receita para bares, restaurantes... Informática. Pág. 21

PSB com Serra? Decisão só em junho. Na ACSP, Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do partido, garantiu não ter fechado com Haddad e diz que diretórios ainda não decidiram. Pág. 5


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 6 de março de 2012

Não há qualquer indício de que os fundamentos estejam melhores hoje do que há um ano Roberto Fendt

pinião

UM SEGREDO DE POLICHINELO O

assessor internacional da presidente Dilma Rousseff foi censurado por declarar em Hannover que o Banco Central reduzirá a Selic nesta semana. A censura, contudo, não procede: o assessor revelou um segredo de polichinelo. A questão não é saber se o BC reduzirá a taxa Selic, mas qual o percentual da redução. O mercado é quase unânime na expectativa da queda da Selic esta semana e no restante do ano. A maioria dos analistas prevê que a taxa básica de juros chegará a 10% na próxima reunião do Copom e a 9,5% no final do ano, com alguns chegando a antecipar que ela baixe até 9%. É muito ou pouco? Ao contrário do que muitos pensam, gerir a taxa básica de juros não é tarefa trivial. Há restrições a essa gestão, tanto internas quanto externas. Do ponto de vista interno há pelo menos duas restrições. A primeira delas é dada pela regra de remuneração das cadernetas de poupança. Esse ativo financeiro paga ao aplicador 6% ao ano mais a variação da taxa referencial de juros (TR). A caderneta é o mais difundido instrumento de poupança da população e mexer em sua remuneração tem consequências políticas sérias. É um vespeiro e ninguém quer ficar com a pecha de mexer na poupança do povo. A outra restrição à queda da Selic é a incerteza quanto à taxa de juros "neutra" – a taxa que não afeta o equilíbrio da economia. Quando a taxa de juros de mercado está abaixo da taxa neutra, acentuam-se os riscos de aceleração inflacionária; se ela está acima, o risco é de cercear o crescimento. Não há um manual que informe o valor dessa taxa. Trata-se simplesmente de uma construção teórica – o pressuposto de bom senso de que se a taxa de juros for alta demais ela inibe a economia e que, quando baixa demais, incentiva exageradamente a demanda. Portanto, deve haver uma taxa entre

ROBERTO FENDT lizados, abaixo da taxa de inflação esperada. Nessa circunstância, parte dos recursos injetados pelos bancos centrais está desembarcando nos países onde as taxas de juros reais são positivas. No Brasil está a melhor dessas praias, já que as taxas aqui são as mais elevadas e os riscos menores.

C essas duas que não tenha efeitos positivos ou negativos sobre o PIB e a inflação.

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governo trabalha com a hipótese de que a taxa de juros "neutra" vem se reduzindo em razão da melhoria dos fundamentos econômicos. Ela até pode estar se reduzindo, situando-se hoje entre 4% e 5%. Aliás, é esse tipo de cálculo que está por trás da expectativa de que a Selic pode chegar a 9% ou 9,5% em dezembro deste ano. É uma história estimar que a taxa de juros "neutra" e a expectativa de inflação para o final do ano autorizem a projeção da Selic de um dígito ainda em 2012; imaginar que a taxa "neutra" tenha se redu-

O FUTEBOL E A PROMISCUIDADE

A

promiscuidade existe no meio futebolístico de forma acentuada. Não sei se ainda é tal como a conheci, mas parece ter piorado. Penso que não contei isso antes a ninguém, mas no início de minha carreira de jornalista, fui também repórter de campo e cheguei a narrar alguns jogos pela TV Record de então e fazer posto em transmissões pelo rádio. Lembro de um jogo Corinthians e Guarani, em Campinas, se não me falha a memória, em 1973, quando narrei o gol de Lola, no Brinco de Ouro, aos 43 minutos do segundo tempo, decretando a derrota do time da capital. Menciono isto para dizer que, naquela oportunidade, optei por dedicar minha carreira à área política, onde então renasciam as liberdades democráticas, por entender que o ambiente era menos promíscuo do que nas relações do futebol. Imaginem. Lendo as declarações do mal-

educado secretário geral da FIFA, Jerome Valcker, dizendo que o Brasil precisa levar um pé na bunda (traduzida por traseiro) e as declarações do assessor do Planalto, sempre ele, Marco Aurélio Garcia (aquele mesmo do toptop-top) de que Valcker é um vagabundo, até por ser francês, vejo que o nível continua o mesmo. or mais que o Brasil esteja irritando a FIFA pelo atraso nas obras para a Copa do Mundo de 2014, ao falar tamanha bobagem o cartola francês extrapolou qualquer limite de civilidade e ofendeu não só os governantes públicos e dirigentes das obras superfaturadas da Copa, mas o País como um todo. A resposta do ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, já xenófobo por natureza ideológica, foi educada, civilizada na medida, ao anunciar que o Frances não seria mais reconhecido como interlocutor do

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zido pela melhoria dos fundamentos econômicos é outra. Não há qualquer indício de que os fundamentos estejam melhores hoje do que há um ano. A economia deve ter crescido menos de 3% em 2011; a inflação continua eleva-

da e há suspeitas de que o BC mudou de fato sua meta de 4,5% para 6,5%; os riscos de um período prolongado de baixo crescimento da economia mundial se acentuaram. Portanto, temos apenas um sentimento de que a taxa de juros

Com os limites internos para reduzir a Selic e a necessidade de evitar que a entrada de recursos externos persista no atual ritmo, é preciso intensificar as medidas macroprudenciais.

governo brasileiro nas tratativas com a FIFA para a Copa. Medida inócua, mas à altura do bobão gaulês, que novamente respondeu qualificando de "infantil" a fala de Rabelo. Garcia subiu o tom e como também não é propriamente um lord inglês, chutou na medalhinha – como se sua palavra tivesse algum crédito nesse mundo, repito, promíscuo, do futebol. francês da FIFA, certamente odiando os brasileiros por cinco títulos mundiais, disse ainda que o Brasil quer ganhar a Copa e não organizar a Copa. Particularmente, entendo que, se as coisas ainda são como antigamente no futebol, tem coisa aí – que se chama dinheiro. Ricardo Teixeira, voltando da Copa dos Estados Unidos, em 94, onde fomos campeões, trouxe na bagagem um bar completo, montado, de luxo, não querendo pagar impostos. É o mesmo milionário Ricardo Teixeira que está até hoje manobrando tudo que diz respeito aos recursos do futebol. Resumo da opereta bufa francesa: o Brasil tem sim, propositadamente, um atraso nas obras –para poder super faturar em cima da hora sem concorrência. O

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FIFA, que se acha um super país governante do mundo. Tudo errado, em todas as circunstâncias e todos os envolvidos. inha modesta sugestão – inclusive porque perdemos uma final de Copa do Mundo para a França, engasgada até hoje nas convulsões inexplicadas de Ronaldo, é a de ganharmos, sim, a Copa aqui dentro em 2014 e organizarmos a Copa de forma minimamente decente. Mais do

M

PAULO SAAB Brasil, sim, quer ganhar a Copa, e organizá-la é um ônus geral, menos para quem fatura abertamente em cima e de forma ilícita. O governo brasileiro só não é mais presunçoso do que a

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

neutra reduziu-se, sem sabermos bem exatamente o porquê. É o lado externo, aliás, que explica a necessidade de redução mais acentuada da taxa básica de juros – ou o uso de outros instrumentos com efeito similar. Tanto o Fed (banco central dos EUA) como o Banco Central Europeu promoveram recentemente uma nova rodada de aumento significativo na liquidez do mercado. O prazo dos empréstimos dessas instituições garante que iremos conviver com essa nova inundação de liquidez por pelo menos três anos. As taxas de juros nos países desenvolvidos estão em seus níveis históricos mais baixos, situandose, na maioria dos países industria-

om os limites internos no que diz respeito à redução da taxa Selic e a necessidade de evitar que a entrada de recursos externos persista no atual ritmo, fica clara a necessidade de intensificar as medidas macroprudenciais já impostas. Essa imposição está respaldada pelo acordo de Basileia 3. A intensificação do uso de tais medidas se torna ainda mais necessária caso persistam as expectativas, por um grande grupo de analistas, de alta da Selic em 2013. Esses analistas apontam para um aperto das condições monetárias na virada do ano de 2012 para 2013. Esse aperto poderia vir tanto pela elevação da Selic – o que parece menos provável – como por novas medidas macroprudenciais. A questão é saber se o BC vai esperar a virada do ano ou não, caso entenda que não deva alterar o ritmo de redução da Selic. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

que isso seria querer muito de quem nos governa, dirige. Algo surrealista, na medida em que Garcia é nosso modelo de relações internacionais. Claro que esta sugestão é um mero desejo. stamos longe de tudo isso. Até porque a seleção nacional que o técnico Mano Menezes vem tentando montar, até agora, só serve de motivo de sorrisos abertos por parte da própria França, da Itália, Alemanha, Inglaterra, Holanda, Espanha e por aí vai. A Argentina eu nem menciono. É doloroso.

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PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 6 de março de 2012

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CHINESES COMEÇAM A ENTRAR NO MERCADO DE CONSUMO, O QUE INFLUIRÁ NO MUNDO TODO.

pinião

A CHINA BARATA ACABOU D

esde que a revolução de 1949, liderada por Mao Tse Tung, colocou a China em evidência política, o país tem incomodado o mundo ocidental (e especialmente o capitalista) de duas diferentes maneiras: como a revolução foi concluída com a implantação de um regime francamente comunista, até os anos 70 todos os países do ocidente acreditavam que a China estava decidida a exportar sua revolução e contaminar o resto do planeta com sua ideologia. Presidentes, ministros, generais e políticos das mais diversas nacionalidades do ocidente – incluindo muitos do Brasil – preocupavam-se especialmente com isso. Calar o dragão chinês queimando o livro vermelho de Mao parecia ser a solução. Bem, o tempo passou, Henry Kissinger fez uma aproximação dos Estados Unidos com Pequim, veio a diplomacia iniciada com um torneio de pingue-pongue e pouco a pouco a China começou a incomodar o ocidente de outra maneira, completamente diferente: como uma potência industrial, tornando-se pouco a pouco a terceira maior economia do mundo, logo atrás da União Europeia e dos EUA. A partir do início dos anos 90, os produtos chineses inundaram os mercados em todos os continentes, irritando indústrias de toda espécies e tamanho, por não conseguirem chegar aos preços dos artigos importados da China para seus países. Aconteceu com calçados, tecidos, automóveis, ferramentas, produtos eletrônicos, tudo. Hoje todos sabemos como isso acontece: além da moeda desvalorizada, os artigos chineses têm preço baixo por causa da mão de obra extremamente barata disponível no país e, às vezes, por causa das matérias primas nem sempre de primeira qualidade utilizadas na fabricação dos produtos. Odiada por essas razões, a China é, ao mesmo tempo, um mercado de 1,35 bilhão de habitantes, que compra matérias primas e alimentos no mundo inteiro, aos bilhões de dólares – aço, soja, proteína animal nos mais diversos formatos (frangos, carne bovina e suína) – e cobiçadíssimo por todos os países que têm excedentes para exportar. Em resumo, a China é ao mesmo

PAULO BRITO está se sofisticando e puxando parte do desenvolvimento industrial. Isso está ampliando o mercado para as marcas da própria China, e Rein chama a atenção dos investidores para esse fato, porque algumas dessas marcas podem ser bons investimentos.

C tempo amada e odiada. O cenário chinês, no entanto, está passando por diversas mudanças: o país, que já foi o relicário da ideologia comunista, embarcou no modelo capitalista de produção e hoje ostenta não só indústrias de ponta como cidadãos bilionários.

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m dos fenômenos que acontece hoje na China é que o exército de chineses que ganha miseravelmente está diminuindo, ou seja, a nação está enriquecendo. E agora, em vez de apenas fabricarem iPhones, os chineses querem (e podem) também comprá-los. Esse aumento do poder de compra vai ter enormes consequências no mundo inteiro, e em especial nos Estados Unidos, explica o executivo Shaun Rein em The End of Cheap China: Economic and Cultural Trends that will Disrupt the World (em português: "O fim da China barata: tendências econômicas e culturais que vão bagunçar o mundo", editora Wiley, 240 páginas).

R

ein é o fundador e diretor de administração da China Market Research Group (CMR), empresa líder mundial em inteligência de marketing, e reconhecido mundialmente como uma autoridade em consultoria estratégica. É colunista das revistas Forbes e Business Week, além de escrever periodicamente para veículos como The Economist, The Financial Times e The New York Times. Pelos dados que conseguiu reunir, essa transformação está muito mais adiantada do que a maioria dos economistas acredita, e vai causar impactos enormes na economia americana,

hoje ainda impulsionada por um estilo de vida baseado em consumo.

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á que os industriais do resto do mundo adorariam que a China parasse de vender barato (graças a uma moeda artificialmente desvalorizada), Shaun Rein acha que esse acontecimento está finalmente a caminho, por causa do encadeamento de uma série de fatos que ele registra em seu livro. Eles foram mapeados a partir de entrevistas feitas com executivos, funcionários públicos, industriais e até prostitutas. Uma das transformações para a qual ele chama a atenção é a

O cenário chinês está mudando: o país, que já foi o relicário da ideologia comunista, embarcou no modelo capitalista de produção e hoje tem indústrias de ponta e cidadãos bilionários.

elevação dos custos trabalhistas – incluindo salários. Essa alta está fazendo com que muitos fabricantes fechem, mudem ou façam reestruturações de custos. Uma das alternativas que eles estão utilizando é terceirizar sua produção para fábricas no Vietnã ou na Indonésia, por exemplo. O crescimento da massa salarial tem outras consequências de grande importância: ele cria oportunidades para que várias marcas estrangeiras entrem no mercado chinês, em lugar de apenas serem produzidas lá. Pouco a pouco, observa Rein. o público feminino chinês, por exemplo,

O GASTÔMETRO E O ACESSO E

Thomas Trautmann, é descobrir o que está sendo mal gasto e o que pode ser aperfeiçoado. Ótimo. O "senão" para o qual gostaríamos de chamar a atenção é o fato de que os dados serão divulgados, mas o acesso ao sistema somente será feito por membros de governo, e não pelo cidadão comum. ão custa lembrar que a própria presidente Dilma acabou de aprovar, em fins do ano passado, a lei de acesso a informações, que diz claramente que registros de repasses, transferências de recursos financeiros, bem como de despesas, devem ser fornecidas na internet "independente de solicitações". O monitoramento pelas entidades da sociedade deverá ser feito diretamente e não através de relatórios já filtrados por instâncias governamentais. Evidentemente, caberá às entidades da sociedade civil

N

pressionar para a completa disponibilidade desses dados a todos. Os ministros terão seis meses para apresentar o sistema, que pode ser inspirado no atual sistema de monitoramento do INSS. É bom lembrar que a Controladoria-Geral da União também possui um sistema de acompanhamento – o Observatório da Despesa Pública-ODP – criado para monitorar gastos e produzir relatórios analíticos para gestores públicos. O sistema já recebeu prêmios até no exterior, como o United Nations Public Service Awards, de 2011, dado pela ONU. ada vez mais a transparência no poder público passa a ser tratada como um valor fundamental para a verdadeira consolidação institucional de um estado democrático de direito. Todavia, a lei 12.527/2011, que submete a União, Estados e

C

Municípios o dever de prover acesso às informações públicas a qualquer cidadão, estabelece também procedimentos de acesso e orientações para classificação de informações, definindo, inclusive, responsabilidades e sanções para quem não seguir a legislação. Assim, agentes públicos que se recusarem a fornecer informações públicas, demorarem a entregar o que foi solicitado, ou mesmo utilizar de forma indevida tais dados, podem sofrem penalidades como advertência, suspensão e processo por improbidade administrativa. Sancionada em novembro do ano passado, a lei determinou um prazo de 180 dias para que todos os entes públicos regulamentem o acesso. Ou seja, temos apenas três meses para que estados e municípios se adequem ao que determina seu artigo 45: que estados, distrito federal e

PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA

Especialista prevê impacto das mudanças na China sobre os EUA.

JORGE MARANHÃO

À INFORMAÇÃO PÚBLICA nquanto aguardamos ansiosamente esta mais recente iniciativa da ACSP no campo do controle social dos orçamentos públicos, o Gastômetro, recebemos a notícia sobre a disposição da presidente Dilma em cobrar de seus ministros mais transparência nos gastos de cada pasta. A ideia é o desenvolvimento de um sistema de monitoramento online que permita ver a execução dos gastos em tempo real. Para quem esteve às voltas com malfeitos de seus ministros desde o primeiro dia de mandato, o voto pela transparência e excelência do serviço público é animador. Afinal, o controle social sobre mandatos, governos e orçamentos públicos é o princípio fundamental da plena cidadania e a luta número um dos cidadãos mais conscientes e atuantes. A intenção, segundo o porta-voz da Presidência,

laro que o aumento de consumo dos chineses vai pressionar o mercado mundial de commodities, causando inflação nos países exportadores e , sem dúvida, provocando um conflito entre eles e Pequim. Para os americanos, abre-se um cenário de incertezas: como grande parte da sua cadeia de consumo está baseada em produtos fabricados na China, o que acontecerá quando os preços desses produtos finalmente subirem? A resposta está a caminho.

municípios aprovem legislações próprias para regulamentar a lei. Para que a sociedade civil faça a sua parte e cobre dos seus governos a implementação completa da lei, a organização "Artigo 19" está propondo uma grande articulação das redes de controle social no nível municipal em todo o País. A ideia é que seja enviado às prefeituras um pedido formal de informação sobre quais medidas estão sendo tomadas para a implementação da lei federal no município. Os resultados serão um dado importante para avaliar a transparência municipal no Brasil, além de fortalecer os vínculos entre as organizações que compõem tais redes. Se você participa de uma dessas organizações, não deixe de cobrar do poder público local a implementação total da lei de acesso à informação pública. Solicite, sobretudo do

vereador que elegeu, a iniciativa de peticionar ao prefeito. É dever de cidadania de todos. Como referência, você pode baixar na "Voz do Cidadão" a minuta de petição do "Artigo 19", a ser enviada ao prefeito de sua cidade, em http://www.avozdocidadao. com.br/images_ 02/Implementacao_ da_Lei_12527_ em_municipios.doc final, não podemos esquecer que, quando falamos de "gastos públicos", estamos falando de gastos realizados com o nosso dinheiro. Não vamos deixar que ele seja usado sem a devida satisfação a nós, cidadãos eleitores e pagadores de impostos.

A

JORGE MARANHÃO É DIRETOR DO INSTITUTO DE CULTURA DE CIDADANIA A VOZ DO CIDADÃO. JORGE@AVOZDOCIDADAO.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3O

general Augusto Heleno, ex-comandante da Amazônia e da Força da Paz no Haiti, tinha outra sugestão para a Pesca.

gibaum@gibaum.com.br

k Trabalho desde os 12 anos de idade e se eu quisesse, faria uma casa «

do tamanho do estádio do Morumbi.

AMILCARE DALLEVO // da Rede TV!, que enfrenta crise financeira, sobre a casa de 17 mil metros quadrados que constrói em Alphaville.

Fotos: BusinessNews

O choro de Dilma Rousseff na posse de Marcelo Crivella no Ministério da Pesca (com direito a declarações especiais ao exministro Luiz Sérgio) não chega a ser novidade para quem trabalha, no dia a dia, diretamente ligado à presidente. Dilma anda comovida, a visita feita a Lula em São Bernardo deixou a Chefe de Governo profundamente consternada e ela vem sentindo que seu governo não decola. Já teve, anteriormente, em momentos mais restritos, crises semelhantes, com direito a lágrimas. Está esgotada, estressada e sente-se sozinha. Por isso, acabou ouvindo Lula durante quatro horas no ABC. E está medicada com ansioliticos: começou com Lorax, mudou para Lexotan. 333

A ORIGEM José Roberto Battochio, advogado do ex-vice-presidente do Banco do Brasil, Alan Toledo, está entrando com representação na Justiça para averiguar quem quebrou o sigilo bancário de seu cliente, revelando dados da movimentação atípica, registrada pelo Coaf. Nos corredores do BB, muita gente aposta que a origem da quebra de sigilo está no sistema de back-up dos arquivos do banco. A diretoria de Gestão da Segurança está investigando o vazamento. O titular é Marcos Ricardo Lott, recentemente indicado para o cargo por Ricardo Oliveira, adversário de Toledo e de Ricardo Flores, da Previ, na batalha interna do Banco do Brasil. 333

Outro partido O deputado federal (PDT-SP) e presidente da Força Sindical, Paulinho Pereira da Silva, não quer mais se submeter a decisões e acordos feitos pela cúpula de seu partido. Agora, está esperando a decisão do TSE sobre o direito do PSD de Gilberto Kassab a tempo da televisão e ao Fundo Partidário para criar seu próprio partido. Poderia até se chamar Partido da Força Sindical – PFS. A entidade congrega 1.691 sindicatos, representando 14,12% do movimento sindical e nasceria com uma bancada de 50 deputados, segundo estimativas dos aliados de Paulinho. Do seu lado, ele continua querendo disputar a prefeitura de São Paulo.

333 333

NOVO HINO Há dias, Lady Gaga lançou na Universidade de Harvard uma nova fundação, a Born This Way Foundation (“nasci deste jeito”, em tradução livre) destinada a valorizar os jovens, combater o bullying e dar atenção especial a rapazes e moças homossexuais. A canção Born This Way é dos grandes sucessos da cantora e é considerada o novo hino gay das novas gerações. No passado, os grandes hits das bibas de todo o mundo, era I Will Survive e I Am What I Am, cantadas por Gloria Gaynor. 333

Independente da crise que assola a Europa e da campanha de Nicolas Sarkozy, Paris ainda é uma festa e, nesses dias, de moda. Na nova fashion week de lá, depois de Nova York, Londres e Milão, coleções de Givenchy, Dior, Lanvin, Balenciaga e outras grifes ganham as páginas dos jornais e noticiosos de televisão. E na platéia, entre tantas celebridades, da esquerda para a direita, estavam Kristen Stewart, a eterna Bella da saga Crepúsculo; a modelo Natalia Vodianova; Jessica Alba; Jade Jagger, filha de Mick Jagger e de Bianca Jagger; e a it girl Olívia Palermo.

Festa de moda

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A foto feita por Ricardo Stuckart, no apartamento de São Bernardo, reunindo Lula, Marisa Letícia e a presidente Dilma, os três sorridentes, não corresponde à realidade. Nessa visita, a Chefe do Governo emocionou-se e chorou com o ex-presidente, pela primeira vez. Lula, agora internado com pneumonia no Sírio-Libanês, está depressivo. São mais de quatro meses de tratamento e, à certa altura, ele perguntou a Dilma: “Será que eles (referindo-se a seus médicos) estão me enganando?”. Ele é tratado por uma equipe composta pelos médicos Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz e David Uip. Mais: Lula contou a Dilma que vem engasgando muito. É que a radioterapia provoca diminuição da saliva, que fica mais grossa, pode engasgar. No caso da pneumonia, a secreção pode ter ido parar no pulmão.

Engasgando comsaliva

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3 MAIS: Fina Estampa está quase terminando e o militar acha que no lugar de Marcelo Crivella, bom mesmo seria o Pereirinha.

Bicampeão O Dorflex é, pelo segundo ano consecutivo, o remédio mais vendido do Brasil, segundo o instituto IMS Health. A Sanofi Aventis faturou com o analgésico R$ 338 milhões em 2011. A Neosaldina (Takeda) ficou em segundo lugar com R$ 216 milhões e em terceiro, surge o mais consumido para disfunção erétil, Cialis (Eli Lilly), com R$ 204 milhões, deixando longe o pioneiro Viagra. No total dos primeiros 10 remédios mais vendidos, no ano passado, os laboratórios faturaram R$ 2 bilhões. Para quem não sabe: Cialis vem sendo também muito usado pelos mais jovens, devido a seus resultados.

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NEW FACE 333 O cantor Roberto Carlos, 70 anos, acaba de se submeter a um lifting facial no Hospital da Plástica, no bairro do Botafogo, no Rio, com a cirurgiã plástica Talita Franco. Está recolhido em seu apartamento, aguardando o rosto desinchar e não pode tomar sol por um longo período, nem mesmo com protetor solar. O rei teria exigido uma plástica sem exageros. Há pouco mais de um ano, RC também fez uma no pescoço.

MISTURA FINA 333 O PRESIDENTE da Fiesp, Paulo Skaf, que pretendia disputar a prefeitura de São Paulo pelo PMDB e que teve de recuar pelo lançamento do nome de Gabriel Chalita, agora acertou um novo acordo com o vicepresidente Michel Temer, diante de sua (nova) disposição de apoiar a campanha do deputado federal. Tem a garantia do próprio Temer e de Chalita que será o candidato do PMDB ao governo de São Paulo, em 2014.

QUEM orientou Dilma Rousseff a convidar o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) para o Ministério da Pesca, como alternativa para aliviar a crise evangélica e já pensando em tirar Celso Russomano na corrida à prefeitura de São Paulo, foi o próprio ex-presidente Lula. Em seu segundo mandato, ele já pensara em levar Crivella para o governo. Na época, José Alencar era do PRB.

333

A atriz Camila Rodrigues, 28 anos, paulista de Santo André, que está estreando na Record na série bíblica Rei Davi (ela interpreta Merabe), depois de um período na Globo e até um filme com Renato Aragão, exibe sua sensualidade na nova edição de Playboy na seção Happy Hour. Ela foi casada com Bruno Gagliasso e hoje, vive com o empresário Roberto Costa. Nas fotos, usou renda transparente e acabou criando polêmica: “Percebi que um pouco de submissão ao homem faz bem à mulher”. Metade das mulheres reclama; a outra metade aplaude.

Submissão, um pouco

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Lado espiritual 333 O médium goiano João de Deus, que já esteve com Lula diversas vezes no apartamento de São Bernardo, também já se encontrou, por recomendação do ex-presidente, com Hugo Chávez, na fase inicial de seu tratamento. Agora, com a descoberta de novo tumor na mesma área e a previsão de Chávez ser submetido a tratamento de radioterapia em Cuba (eventualmente, pode ser operado), João de Deus irá a Havana para nova sessão espiritual com o coronel venezuelano.

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Em tratamento

terça-feira, 6 de março de 2012

OUT

Rihanna.

Bem cotada 333 Nos últimos dias, mais um nome ganha força para ocupar, eventualmente, a cadeira de Ana de Holanda no Ministério da Cultura: é o da atriz e diretora Carla Camuratti, favorita dos cariocas e que fez um bom trabalho no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Nas novelas, Carla Camuratti, hoje com 52 anos, despontou no começo dos anos 80 e já em 1983, lembram os nostálgicos, com 23 anos de idade, debutava nas páginas de Playboy (direita), formando no bloco das musas da floresta da época, ao lado de Vera Fisher e Claudia Ohana.

NA ÉPOCA que o atual presidente da TV Cultura, João Sayad, havia assumido a Secretaria das Finanças da prefeitura de São Paulo, quando Marta Suplicy era prefeita, tinha em seu quadro de colaboradores diretos o atual candidato do PT à sucessão de Gilberto Kassab, Fernando Haddad.

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A ESCOLA de samba Mancha Verde, de São Paulo, homenageará Mario Lago no carnaval do ano que vem em seu enredo. Saiu na frente do Rio e com certa razão: o compsitor de Amélia e outros sucessos (e depois, ator) estreou na Rádio Panamericana (depois, virou Jovem Pan) em São Paulo, onde morou por dois períodos. E mais: o pai de Mário nasceu em Piracicaba, interior paulista. 333

A VERSÃO brasileira do programa Saturday Night Live que a Rede TV! vai produzir, não terá apenas Rafinha Bastos: além dele, a atração contará com cerca de mais quinze humoristas (como acontece na TV americana), quase desconhecidos que serão extraídos das casas de São Paulo que apresentam novos talentos em stand-up comedy. 333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 6 de março de 2012

5 PRÉ-CAMPANHA 11 dos 13 deputados federais do PSDB já apoiam Serra

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Serra recebe apoio de 11 dos 13 deputados tucanos JF Diorio/AE

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Serra cumprimenta Serrinha, inspirado no Kassabão, nas eleições para a prefeitura em 2008. Chico Ferreira/Luz

À mesa (da esquerda para a direita): Gilberto Kassab, Rogério Amato, Eduardo Campos e Guilherme Afif.

Alianças? Governador pernambucano está indeciso. Em São Paulo, Eduardo Campos diz que ainda não sabe se vai apoiar Serra. Mário Tonocchi

Chico Ferreira/Luz

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governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, disse, ontem, na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que os diretórios municipal e estadual de seu partido ainda não decidiram se vão entrar na aliança pela campanha de José Serra (PSDB) para a prefeitura nas eleições deste ano. "Este processo não se conclui antes de junho", disse Campos, lembrando que a decisão final deve passar pelas convenções partidárias, segundo o calendário eleitoral, e que a palavra final deve ser do diretório nacional. O governador participou da primeira reunião conjunta do Conselho Político e Social (COPS) e do Conselho de Economia (COE) para falar sobre a nova gestão de Pernambuco sob seu governo. Em âmbito nacional, o PSB faz parte da base aliada de Dilma Rousseff (PT). Campos foi ministro da Ciência e Tecnologia do governo Lula. Já em São Paulo, o presidente do diretório estadual, Márcio França, é o secretário de Turismo de Geraldo Alckmin (PSDB). Apesar de, aparentemente, tentar frear a tendência do PSB de apoiar o PSDB na capital paulista, Campos negou que já tenha fechado questão sobre o nome de Fernando Haddad (PT), o indicado de Lula para a disputa. "Meu único compromisso é com o PSB. Não temos nenhuma decisão pré-estabelecida em relação a município nenhum no Brasil, muito me-

Campos (à esquerda) e Afif: "Em busca do bem comum."

nos em relação a São Paulo". Márcio França observou que o PSB começou, sim, uma negociação estadual para as eleições deste ano em vários municípios paulistas, incluindo a capital. Mas para São Paulo, a entrada de Serra na disputa alterou os rumos da negociação. "Na época da negociação eu já havia mostrado ao Geraldo Alckmin todas as nossas dificuldades caso fosse Serra o candidato, porque a eleição seria muito nacionalizada, como de fato acaba sendo pela presença dele, que é figura nacional." França disse que o partido em São Paulo esperava a posição de Campos para encaminhar as discussões locais. "Estávamos esperando a chegada do presidente nacional, para sabermos o que ele pensa a respeito; e ele reforçou que em nenhum instante fechou questão sobre o apoio ao PT." França disse ainda que não vê problemas se tiver que deixar o governo de São Paulo, caso seu partido apoie Haddad. Entusiasta da candidatura de Serra, Kassab, afirmou que

torce para que PSB e PSD unam forças nessas eleições, mas a decisão cabe aos pessebistas. "Eu não participo deste processo de alianças". Kassab observou que está focado na gestão da cidade e que Serra não lhe pediu ajuda nas negociações para o fechamento de alianças neste pleito. "Minha prioridade é administrar São Paulo. Não fiz essa articulação nem na minha campanha para a reeleição. Se Serra pedir, eu posso ajudá-lo, mas ele não pediu." O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, disse que Campos e Kassab fazem parte da nova geração de políticos brasileiros que darão continuidade ao desenvolvimento do País. Disse ainda que as divisões partidárias devem ser deixadas de lado na busca do bem comum. "Com a estabilidade do processo democrático, estamos buscando um novo caminho que busca a conciliação de várias visões para irmos ao encontro do que pensa a sociedade, buscando interpretar os anseios dela."

pré-candidato do PSDB à prefeitura da capital, José Serra, recebeu ontem o apoio de 11 dos 13 deputados federais da bancada paulista tucana na Câmara dos Deputados. O anúncio foi feito após reunião realizada no Diretório Estadual da legenda. Serra agradeceu o apoio e lembrou que os parlamentares foram eleitos com muitos votos na capital. "Eu queria agradecer o apoio dessas figuras que tiveram expressivo voto na Capital paulista." Não compareceram os deputados Ricardo Trípoli, também pré-candidato da legenda, e Emanuel Fernandes, de licença médica devido a uma cirurgia. O senador Aloysio Nunes Ferreira participou do encontro. Serra evitou comentar uma eventual aliança com o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ontem, Campos esteve em evento na Associação Comercial de São Paulo e disse que uma decisão de sua legenda, com relação à aliança na capital paulista, não deve sair antes de junho. Em São Paulo, os pessebistas estão aliados ao PSDB de Geraldo Alckmin e, no âmbito federal, a legenda faz parte da base do governo Dilma Rousseff (PT). "É difícil falar sobre alianças dessa forma; é até meio embaraçoso", disse Serra, referindo-se ao fato de que ainda terá de passar pelas prévias tucanas antes de ser conclamado o cabeça de chapa do PSDB na capital. O ex-governador evitou polemizar com o pré-candidato

MARKETING Nos moldes de Kassab e seu Kassabão, um Serrinha para Serra.

Ex-governador recebe aprovação da maior parte da bancada federal tucana e evita polemizar com o pré-candidato José Aníbal, que considera o último resultado da pesquisa DataFolha, apontando Serra com 30% das intenções de voto à Prefeitura, como "retrato do momento". da sigla José Aníbal, secretário estadual de Energia, que compareceu ao Diretório Estadual do PSDB e minimizou o apoio da bancada federal tucana. "Não achei nada demais ele ter vindo, não é problema algum." Serra disse ainda que seguirá a orientação da Executiva Municipal do PSDB, caso ela decida promover debates entre os pré-candidatos com a militância. Em nota, na semana passada, os pré-candidatos Aníbal e Trípoli cobraram a realização das discussões antes das eleições internas.

O encontro de Serra com a bancada federal do PSDB é como espuma, pois nas prévias quem vota são os filiados do partido. JOSÉ ANÍBAL Serrinha – Ontem o Diretório Estadual do PSDB foi transformado em espécie de palanque eleitoral. Nos fundos, montou-se um palco improvisado, que exibia um boneco de Serra – nos moldes do criado pela campanha de Gilberto Kassab (PSD-SP) pela reeleição em 2008. A militância da sigla batizou o boneco de "Serrinha" e observou que ele usava uma camisa azul, uma das marcas registradas do vestuário do pré-candidato do PSDB. O professor de teatro Clivaldo José da Silva foi quem incorporou o personagem de Serra.

Aníbal minimiza – O précandidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Aníbal, considerou o resultado da mais recente pesquisa DataFolha, que apontou o ex-governador José Serra com 30% das intenções de voto, liderando a mostra, como "apenas um retrato do momento". Para ele – que também é secretário estadual de Energia – o encontro do ex-governador de São Paulo com integrantes da bancada federal do PSDB é como "espuma", e lembrou que quem vota no processo de prévias, no dia 25 de março, são os filiados ao partido. Aníbal chegou por volta das 17h30 ao Diretório Estadual do PSDB, na capital paulista, onde, minutos antes, José Serra iniciava o encontro com integrantes da bancada federal. Ao chegar, Aníbal justificou que compareceu ao local para participar de encontro da Executiva Estadual da legenda, marcada para as 17 horas. Na chegada, Aníbal fez questão de abrir a porta da sala onde era promovida a reunião com José Serra e para a qual ele não havia sido convidado. Ele cumprimentou os presente, mas preferiu não entrar. Convite a Afif – Serra anunciou ontem que quer o vice-governador do estado, Guilherme Afif Domingos, na equipe de coordenação de sua campanha, caso vença as prévias. Afif era o nome defendido por Serra à prefeitura antes dele decidir pela sua candidatura. O ex-governador confirmou ainda convite idêntico ao secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido. (Agências)

Kassab tenta fisgar o PSB

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comando do PSB de São Paulo iniciou, na noite de domingo, um movimento para convencer o presidente nacional do partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a autorizar aliança com o exgovernador José Serra na disputa pela Prefeitura da cidade de São Paulo. A operação foi iniciada du-

rante um jantar oferecido pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ao governador pernambucano, que ontem fez palestra na Associação Comercial de São Paulo. Participaram do jantar os presidentes do PSB estadual, Márcio França, e municipal, Eliseu Gabriel, e os seguintes integrantes do conselho político da Associação

Comercial: Guilherme Afif, vice-governador; Pimenta da Veiga, ex-ministro; e os ex-senadores Jorge Bornhausen e Heráclito Fortes. Nas conversas com Campos, a cúpula do PSD alega que a sigla já vinha negociando alianças com o PSB no estado todo e que o apoio ao PT representaria radical mudança de linha. (Folhapress)


p Bronca do PMDB é 'tensão pré-eleitoral' DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 6 de março de 2012

Não sou daqueles que veem o tempo de TV como algo absoluto Fernando Haddad, pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo.

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O maior aliado do governo não está satisfeito com a divisão de poder, mas o presidente da Câmara, o petista Marco Maia, reagiu à insatisfação com bom humor.

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presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PTRS), afirmou ontem que o PMDB, principal partido aliado ao governo, vive uma "tensão pré-eleitoral". A declaração foi uma resposta ao manifesto de parte da bancada peemedebista de parlamentares, divulgado no final de semana, no qual afirma que a relação entre o PT e o PMDB com o governo é "desigual" e que o partido vive em uma "encruzilhada, em que o PT se prepara, com ampla estrutura governamental, para tirar do PMDB o protagonismo municipalista no País." O manifesto que reclama do governo e do PT será entregue hoje ao vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer. "Como membro do governo farei o possível para contornar qualquer espécie de insatisfação, mas o cenário não é bom", afirmou o vice-presidente, acrescentando ter ouvido "as mais variadas queixas". Para o presidente da Câmara, é natural, nesta época, que os partidos demarquem suas posições, mas o tom do manifesto do PMDB é questionável.

"O partido tem todo o direito de se queixar, de refletir sua posição no governo, até porque eles têm o mesmo direito que o PT tem", afirmou Maia. "Talvez possamos até questionar um pouco o tom, mas não acredito em nenhum tipo de crise e acho que podemos aproveitar isso para aprofundar a relação." Além da perda de espaço no

Como membro do governo farei o possível para contornar qualquer insatisfação, mas o cenário não é bom. MICHEL TEMER governo, o PMDB também reclama do "engessamento de ministros". O líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), disse que eles estão "sem autonomia" para resolver questões protocolares do cargo, como demandas de prefeitos. "Os ministros estão limitados em suas ações", explicou Alves. "Ficam esperan-

do demandas da Casa Civil, das Relações Institucionais e não conseguem decidir coisas pequenas do cotidiano de uma prefeitura, que fica sem respostas", justificou. Outra avaliação é que muitas tarefas estão concentradas nos secretários-executivos. O partido ocupa atualmente os ministérios da Previdência, do Turismo, da Agricultura, de Minas e Energia, além da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Apesar da insatisfação, Alves disse que as reclamações não vão se refletir nas votações da Câmara. "A gente sabe separar as coisas", garantiu. "É uma discussão para ajudar o governo e, se bobear, até o PT assina o manifesto", lembrando que os petistas perderam os ministérios da Pesca, da Ciência e Tecnologia, além da presidência da Petrobras. Também o PDT e o PR estariam em situação desconfortável na relação com o governo, já que aguardam para indicar, respectivamente, os futuros ministros do Trabalho e dos Transportes. As insatisfações ameaçam atrapalhar votações importantes, como a do Código Florestal, que está em discussão na Câmara. (Agências).

Beto Barata/AE – 29/2/2012

José Cruz/ABr -–19/10/2011

Maia não vê crise e sugere aprofundar a relação

Alves diz que a discussão é para "ajudar o governo"

Ernesto Rodrigues/AE

Renato Cobucci/AE

Fernando Haddad considera que uma aliança com os socialistas vai muito além da eleição em São Paulo

Haddad vai aguardar pacientemente a decisão do PSB

O Aécio apoia e pede apoio a Serra

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senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse ontem que "tem conversado" com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, para tentar convencer a

direção socialista a permitir o apoio do partido à eleição de José Serra para a Prefeitura de São Paulo. Já Campos negou definição sobre a posição do partido na eleição municipal paulistana, mas o governo fe-

SECRETARIA DE FINANÇAS COMUNICADO SF/CPL Nº 08/2012 PREGÃO ELETRÔNICO SF/CPL nº 07/2012 Leis 13.278/02 c.c.federal 8.666/93 e 8.883/94,entre outras constantes do Edital Processo nº 2012-0.016.025-4 1) Acha-se aberta licitação, na modalidade acima para a contratação de empresa especializada na prestação de serviços de digitalização, custódia de documentos e de rolos de microfilmes e gestão informatizada de documentos, para a Secretaria Municipal de Finanças, da Prefeitura do Município de São Paulo. 2) O Edital estará à disposição dos interessados a partir de 07/03/2012 e poderá ser obtido por meio de consulta nos sites: www.prefeitura.sp.gov.br ou www.comprasnet.gov.br, ou ainda, mediante o recolhimento de emolumentos aos cofres públicos, na Comissão Permanente de Licitação - SF/CPL -Viaduto do Chá, 15 - 11º andar.Edifício Matarazzo, até o último dia que antecede a abertura. 3) As propostas deverão ser entregues por meio do Sistema Eletrônico, www.comprasnet.gov.br, nas condições descritas no Edital, devendo ser observado o início da sessão às 10:00 horas do dia 16/03/2012. 4) Quaisquer outros esclarecimentos poderão ser obtidos nos dias úteis das 10:00 às 16:00 horas, telefone:3113-9320.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 005/2012-SMS.G, processo 2012-0.007.466-8, destinado ao registro de preço para o fornecimento de AMÁLGAMA EM CÁPSULA (1 PORÇÃO E 2 PORÇÕES), para a Divisão Técnica de Suprimentos SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 15 de março de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet. gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

deral, quem tem o PSB na base de apoio, trabalha para que a legenda integre coligação em torno do candidato petista Fernando Haddad. Aécio já demonstrou interesse no apoio dos socialistas para a disputa pela Presidência em 2014 e trabalha pela aproximação com o partido, inclusive em São Paulo, porque, para ele, uma eventual eleição tucana em São Paulo favorece o projeto nacional do PSDB, "independentemente de quem seja o candidato" tucano na corrida presidencial. "Temos que concentrar todas as nossas forças em ajudálo (Serra) nas eleições." Aécio nega que o esforço para a eleição do tucano tenha o objetivo de eventualmente deixar livre o caminho para sua indicação para a disputa de 2014. "Eu não faço essa ligação direta entre as duas coisas. A candidatura do companheiro José Serra em São Paulo era uma demanda do partido. A questão de 2014 tem que ser vista em 2014, em um outro ambiente." E defendeu que o candidato tucano seja escolhido por meio de prévias. Farpas – Em Belo Horizonte, as eleições levaram Aécio e o ex-ministro Patrus Ananias (PT-MG) a bater boca por causa do apoio à reeleição de Márcio Lacerda (PSB). Para Aécio, Patrus paga "pedágio interno" por mudar de opinião e concordar em apoiar o socialista, após rejeitar a aliança orquestrada por ele e pelo então prefeito Fernando Pimentel (PT), para a primeira eleição de Lacerda, em 2008. (Agências)

por telefone. Ontem de manhã, já em São Paulo, Campos assegurou que não prometeu apoio ao pré-candidato do PT e que a decisão da sigla não deve ser tomada antes de junho. Para o petista, uma aliança com o PSB "será muito importante" em termos "simbólicos e, sobretudo, pelo que ela sinaliza para o futuro do País", garantiu. O PSB é disputado na capital paulista pelo PT e pelo PSDB. Nacionalmente, o partido é aliado do governo Dilma Rousseff, mas em São Paulo integra o governo tucano de Geraldo Alckmin, com o secretário de Turismo, Márcio França. Tempo de tevê – Se o PT atrair o PSB formalmente, deverá ampliar seu tempo de TV, dos atuais 4,5 minutos para cerca de 6 minutos. Haddad, porém, minimiza esse fator. "Não sou daqueles que ve-

em o tempo de TV como algo absoluto", assegurou. "É óbvio que há aquele tempo mínimo aquém do qual há dificuldade para apresentar toda a plataforma; estamos com isso em mente", afirmou Haddad. Segundo o pré-candidato do PT, o que está fazendo falta são as veiculações dos programas estadual e municipal de TV no primeiro semestre, suspensas por decisão da Justiça Eleitoral. O petista afirmou que essa punição pesa ainda mais pelo fato de ele ser desconhecido. Pesquisa Datafolha publicada no domingo mostrou que menos da metade dos paulistanos conhece o ex-ministro da Educação, que tem 3% das intenções de voto. Mas a pesquisa mostrou que Lula é o melhor cabo eleitoral: 44% dos paulistanos dizem que podem votar no candidato indicado pelo expresidente. (Agências)

Lula sente-se melhor e sem febre

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ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está internado no Hospital Sírio-Libanês, já se sente melhor e, desde a manhã de ontem, não apresentava estado febril. Ele foi internado no domingo, com princípio de pneumonia e febre baixa. Para tratar da infecção, o expresidente está recebendo antibióticos. A medicação deverá se prolongar pelas próximas duas semanas, afirmou o médico Artur Katz. "Não obrigatoriamente esse período terá que ser no hospital", explicou. Mas é certo que Lula vai continuar internado pelos próximos dias. Segundo o médico, a doença é efeito da baixa imunidade causada pelo tratamento contra o câncer na laringe. "O tratamento que o presidente fez é extraordinariamente pesado", disse Katz. E contou que Lula não sente mais dor para engolir, apenas desconforto.

Dida Sampaio/AE – 24/1/2012

Aécio quer ver Serra na prefeitura. E avisa que isso nada tem a ver com as eleições presidenciais de 2014.

pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, confirmou ontem que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, pediu "cerca de um mês" para definir o apoio dos socialistas na eleição municipal. De acordo com Haddad, o governador não explicitou qual deve ser a decisão do PSB, embora Campos tenha sinalizado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que gostaria de "caminhar" com o PT. Haddad afirmou que sabe qual é a opinião de Campos a respeito da situação local, embora não tenha antecipado os movimentos que faria. "Temos que ter calma para aguardar os desdobramentos das discussões internas e respeitar os nossos interlocutores", disse Haddad. A conversa entre os dois, no final de semana, foi

Lula não recebe visitas para poupar a voz, por ordem médica.

"A dor maior foi ter visto a derrota do Corinthians ontem", disse o médico. No dia 17 de fevereiro, Lula havia encerrado o tratamento, depois de passar por várias sessões de radioterapia e quimioterapia. A doença foi diagnosticada em outubro do ano passado. De acordo com o mé-

dico, Lula não tem mais febre e está se sentindo bem. No entanto, ele afirmou que não há previsão de alta. "Seria precoce mandá-lo para a casa." Os médicos do ex-presidente também não estão permitindo visitas, para dar um "descanso à corda vocal", segundo Katz. (Agências)


p Tudo pronto para a Ficha Limpa em SP DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 6 de março de 2012

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A declaração de Valcke é inapropriada e mal-educada, mas ele tem 100% de razão quando fala que o Brasil está atrasado. Deputado Romário (PSB-RJ)

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Até quarta-feira a Câmara Municipal de São Paulo deve votar e aprovar a Lei da Ficha Limpa municipal voltada para servidores e funcionários comissionados Chico Ferreira/Luz

Guilherme Calderazzo

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s s e r v i d o re s d o município de São Paulo ocupantes de cargos em comissão e os empregados deverão comprovar, no ato da nomeação ou da admissão, que se conduzem pela moralidade administrativa e são idôneos, para atuar e se manter no serviço público. É isto o que propõe o projeto de emenda à Lei Orgânica da capital, ou o Ficha Limpa paulistano, elaborado por todos os vereadores da cidade e que, ontem, esteve em debate na Câmara por meio de audiência pública. A proposta, que deve ser votada e aprovada hoje ou no máximo até amanhã, segundo a expectativa dos vereadores, é uma extensão da lei da Ficha Limpa em vigor por aprovação do Congresso Nacional e considerada constitucional e válida para as eleições deste ano, segundo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tomada no dia 17 passado. "A nossa lei tem como princípios a moralidade e a idoneidade", diz o vereador Floriano Pesaro, líder do PSDB na Casa. E acrescenta: "Quanto mais transparência e controle na administração pública, melhor. Todos ganham." A lei da Ficha Limpa paulistana "não se restringe ao agente político. Ela se estende aos agentes públicos da administração direta e indireta, do Executivo, Legislativo, das autarquias e do Tribunal de Contas do Município", diz o vereador José Police Neto (PSD), presidente da Casa. E acrescenta: "As mudanças que vamos in-

Pesaro: "Todos ganham". Chico Ferreira/Luz

Police Neto: regras de acesso.

troduzir na Lei Orgânica irão, no fundo, beneficiar e proteger mais o cidadão. Temos maturidade política suficiente para melhorar a administração e acabar de vez com a impunidade e a corrupção." Aprovada a Lei da Ficha Limpa da capital, o funcionário concursado da prefeitura terá um prazo de 90 dias para apresentar os dados que provam sua idoneidade e moralidade

Chico Ferreira/Luz

como servidor. A Lei Orgânica do município, a Constituição da capital, já contém vários atos normativos que exigem a idoneidade do servidor contratado ou nomeado para cargo de confiança. O Estatuto dos Funcionários Públicos também traz várias regras em favor da moralidade e idoneidade dos agentes em atividade na administração municipal. "Essas normas não mudam; não serão alteradas na nova lei. Vamos inovar no edital, impondo regras de acesso para ser funcionário público municipal", adianta Police Neto. Em relação ao indicado para cargo de confiança, também terá de apresentar certidões e provar que nada o desabona moral e administrativamente para assumir cargo público. "Todos os anos, até 31 de janeiro, os agentes e servidores terão obrigatoriamente de apresentar dados que comprovem que continuam em condições de exercer atividade pública", diz Police. Depois de aprovado o projeto paulistano, caso um servidor, em especial o nomeado para cargo de confiança, não consiga provar que é ficha limpa, ou seja, que não foi condenado em segunda instância por ferir uma ou outra norma do Código Penal, naturalmente, de acordo com Police Neto, deverá pôr o cargo à disposição de quem o indicou ou nomeou e, assim, deixar a função pública. No caso do servidor efetivo, se cometer algum crime ou tiver atuação inidônea ou imoral, só poderá ser exonerado do serviço público por meio de processo administrativo, como prevê a Constituição federal.

A Câmara Municipal de São Paulo realizou ontem uma audiência pública sobre a Lei da Ficha Limpa

Câmara quer proibir fichas-sujas

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roposta apresentada pelo procurador-geral da Câmara, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), sugere estender à Câmara a aplicação da Lei da Ficha Limpa e proibir a nomeação ou a contratação de servidores fichas-sujas. O texto deve ser analisado pela Mesa Diretora e distribuído às comissões da Casa antes de seguir ao Plenário. A resolução segue a mesma linha da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 11/11, do deputado Sandro Alex (PPS-PR), que proíbe a nomeação de pessoas consideradas inelegíveis para funções de confiança ou para

cargos em comissão do Executivo – inclusive ministros e secretários. Segundo Marquezelli, a Lei da Ficha Limpa deve ser estendida aos órgãos integrantes de todos os poderes, e não apenas ao Legislativo. "Estou certo de que a sociedade brasileira defende mudanças profundas no comportamento parlamentar, e essas mudanças devem afetar também o quadro funcional da Câmara dos Deputados, quer seja de cargos em comissão ou efetivos." Condições – A resolução veta a contratação de servidores que forem

condenados por crimes como: improbidade administrativa, crimes eleitorais, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas; ou ainda para quem for demitido do serviço público por falha administrativa ou por decisão judicial. De acordo com a proposta, todos os servidores deverão apresentar uma declaração de que não se enquadram em nenhuma das condições previstas pela resolução. O prazo de inelegibilidade de servidores na Câmara será de 5 anos, a não ser que a pessoa ainda esteja cumprindo pena pelo crime cometido. (Agência Câmara)

Leonardo Prado/Ag. Câmara – 9/11/2012

Andre Dusek/AE – 5/3/2012

Renan Filho: "A declaração de Valcke é inadmissível".

Sarney: "Intromissão grosseira".

Um "puxão de orelhas" na Escola Superior de Guerra

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Tribunal de Contas da União (TCU) deu um "puxão de orelha" na Escola Superior de Guerra (ESG), instituto de altos estudos de política, defesa e estratégia do ministério da Defesa. Relato do portal Contas Abertas informa que, no começo do mês, o tribunal advertiu para que seja evitada "a realização de despesas com festividades e outros eventos congêneres que não guardem relação com os objetivos da instituição". Outra medida da resolução é que quando aprovado algum evento, a entidade não poderá mais direcionar suas preferências por marcas, pois deve ser analisada a proposta mais vantajosa para a administração. No caso de descumprimento da determinação, o TCU poderá aplicar multas aos responsáveis, segundo o disposto. Ao Contas Abertas, o tribunal explicou que se trata de um acórdão de relação. "Assim, não possui relatório e voto", embora técnicos da área tenham confirmado que o acórdão deve possuir relatório. O TCU afirmou que o artigo 143 do regimento interno define quando um processo poderá ser considerado "de relação". Contudo, essa não foi a primeira vez que o TCU determinou corte de gastos com festividades e homenagens da ESG. Um acórdão de 2008 tam-

47,1 mil foi quanto a Escola Superior de Guerra gastou com festividades que não encontram amparo legal, nem com a finalidade da unidade. bém fixou que a instituição evitasse realizações desse tipo de evento. De acordo com o relatório de 2010, o próprio orgão de controle interno recomendou que fossem cumpridas as decisões do TCU. O relatório revelou que no ano de 2009 a ESG gastou cerca de R$ 47,1 mil com a contratação em festividades que "não encontram amparo legal e não se coadunam com as finalidades da unidade". O montante envolvia a contratação de "serviços de buffet", que esteve presente no encerramento do curso de Altos Estudos de Política e Estratégia, no qual foram prestados serviços para 1.495 pessoas, quantidade bem acima do quantitativo de pessoal rotineiro de 534 pessoas, incluindo os estagiários matriculados e o efetivo de ser-

vidores e militares da ESG, justificou a instituição no Relatório de Gestão do ano de 2010. Para rever esta situação, o Ordenador de Despesas Delegado informou aos membros da administração da ESG as recomendações da auditoria sobre a ordenação do TCU em relação às despesas com festividades e outros eventos congêneres, visto não existir norma legal que autorizasse esses eventos. O Ordenador recomendou ainda, conforme o Relatório de Gestão de 2010 da ESG, aos componentes e a todos os setores diretamente envolvidos com aquisição de materiais, que orientassem os agentes da administração nas solicitações de materiais para evitar a discriminação de marca. A ESG é um centro de estudos e pesquisas criado após a Segunda Guerra Mundial que visa desenvolver e consolidar os conhecimentos necessários ao exercício de funções de direção e assessoramento superior para o planejamento da defesa nacional, nela incluídos os aspectos fundamentais da segurança e do desenvolvimento. A ESG é subordinada ao ministério da Defesa, um dos maiores responsáveis pelos gastos do governo com festividades. No ano passado, a pasta gastou R$ 14,5 milhões . O valor é maior do que os R$ 10,8 milhões gastos em 2010.

TCU suspende obras do Dnit no RS

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Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu licitação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para contratar empresas para a duplicação da Rodovia BR-116 no Rio Grande do Sul. Segundo o TCU, o Dnit prosseguiu a concorrência sem cumprir as condições impostas antes pelo órgão de controle.

O empreendimento prevê a ampliação de capacidade da rodovia no trecho do entroncamento com a RS-703, em Guaíba, até o acesso a Pelotas – um total de 211 km. A obra melhorará a ligação da região central do País ao Porto Rio Grande, passando por Porto Alegre. As obras foram divididas em 9 lotes; segundo o Dnit, 21 empresas apresentaram propostas.

Entre as condições do TCU, estão: alteração de preço dos 9 lotes do item indenização de jazida; mudança nos orçamentos dos 9 lotes nos serviços de escavação e carga de material de jazida; sondagens para avaliar o volume de solo mole projetado para as obras de alguns lotes. O Dnit tem 15 dias para explicar porque não cumpriu as determinações. (ABr)

Aldo interfere, Valcke se desculpa.

O

ministro do Esporte, Aldo Rebelo, enviou ontem carta à Federação Internacional de Futebol (Fifa) pedindo a troca do secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, como interlocutor entre a Fifa e o governo federal para a organização da Copa do Mundo de 2014. Logo depois do envio da carta à Fifa, Valcke pediu desculpas ao ministro. Na última sexta-feira, Valcke afirmou que o Brasil estava mais preocupado em ganhar a Copa do que em organizá-la. Disse ainda que organizadores do Mundial precisavam de "um chute no traseiro". "Recebemos com espanto as inapropriadas declarações do

senhor Jérôme Valcke nos últimos dias à imprensa internacional. A forma e o conteúdo das declarações escaparam aos padrões aceitáveis de convivência harmônica entre um país soberano como o Brasil e uma organização internacional centenária, como a Fifa", diz a carta de Aldo Rebelo. Após o Brasil oficializar o pedido de mudança de interlocutor, Valcke enviou um pedido de desculpas ao ministro. Disse que lamenta "profundamente" a interpretação incorreta de suas declarações. Segundo o secretário-geral da Fifa, em francês, a expressão "um chute no traseiro só "significa acelerar o ritmo".

Coro de críticas – Para José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, "o ministro não falou apenas em seu nome e do governo, mas em nome de todo o povo brasileiro a respeito da intromissão grosseira". Segundo o deputado Romário (PSB-RJ), a declaração de Valcke é inapropriada e maleducada, mas ele tem "100% de razão quando fala que o Brasil está atrasado". E reafirma que a Fifa não pode interferir na soberania do País na organização dos dois eventos. Para o presidente da comissão que analisa a Lei Geral da Copa, Renan Filho (PMDBAL), a declaração de Valcke é "inadmissível". (Agências)

Código Florestal: votação adiada?

C

om medo de nova derrota na votação da reforma do Código Florestal, o Planalto trabalha para adiar para a próxima semana a votação. A análise do texto está prevista para esta semana. O ministro Mendes Ribeiro (Agricultura) fez o pedido ao líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Para o Planalto, não é possível votar o código sem que haja consenso na base em torno do texto aprovado no Senado. Diz o governo que o texto aprovado em dezembro no

plenário do Senado é o melhor entendimento possível sobre a reforma no código. Argumenta que foi negociado linha por linha com os deputados e não deve ser alterado. Segundo o líder do PV na Câmara, Sarney Filho (MA), o texto não pode ir a voto porque há seis medidas provisórias "trancando" a pauta do plenário. Enquanto as MPs não forem votadas, a Câmara não pode aprovar lei alguma. O texto foi votado no ano passado em sessão extraordinária, que não está sujeita ao

travamento pelas MPs. "Justificou porque na primeira votação havia questões penais", disse Sarney Filho. Segundo ele, o argumento da sessão extraordinária não vale para esta segunda votação na Câmara. PV, PSol e representantes de outros partidos, membros da chamada Frente Parlamentar Ambientalista, ameaçam se retirar do plenário durante a votação do código, em protesto contra o que consideram um retrocesso na legislação ambiental brasileira. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

terça-feira, 6 de março de 2012

nternacional

Champagne e protestos na Rússia

Putin comemora vitória com líderes militares em Moscou (abaixo). Reformas permitirão que líder permaneça na Presidência até 2024. RIA-NOVOSTI/AFP

Enquanto Putin comemora sua vitória nas eleições presidenciais, a oposição promete manifestações nas ruas até que o pleito seja repetido. No primeiro dia, mais de 500 pessoas foram presas. Vladimir Konstantinov/Reuters

A

polícia russa agiu rapidamente ontem e evitou que manifestantes ocupassem praças em Moscou e São Petersburgo em uma tentativa de contestar a vitória eleitoral do primeiro-ministro Vladimir Putin, que no domingo venceu as eleições presidenciais no país. Mais de 500 manifestantes foram detidos nas duas principais cidades russas. Apenas em Moscou, 20 mil pessoas foram expulsas de uma praça central. De acordo com resultados oficiais divulgados ontem, Putin venceu o sufrágio com 63,60% dos votos, mas a oposição e observadores estrangeiros afirmam que ocorreu uma fraude gigantesca. "Eles nos roubaram", disse à multidão o ativista Alexei Navalny, que tem um blog sobre corrupção. "Nós somos o poder", bradou ele, que logo depois passaria três horas detido. Os manifestantes reunidos em Moscou reagiram com gritos de "Rússia sem Putin" e "Putin é um ladrão". "Queremos o fim da repressão política, uma investigação sobre as fraudes maciças e a antecipação das eleições parlamentares e do pleito presidencial", reivindicou o líder da oposição Vladimir Ryzhkov, prometendo a continuação dos protestos até que as demandas sejam atendidas. O clima na manifestação, inicialmente descontraído, ficou tenso quando a tropa de choque chegou para dispersar os milhares de ativistas presentes na praça Pushkin, cenário de protestos de dissidentes durante o regime soviético. Líderes da oposição disseram que entre 500 e mil pessoas foram detidas. Pela versão da polícia, foram 250 detidos entre 14 mil manifestantes. Entre os detidos estão três

dos principais líderes da oposição: o popular blogueiro Alexei Navalny; o líder da Frente de Esquerda, Sergei Udaltsov, e o dirigente da organização opositora Solidarnost (Solidariedade), Ilya Yashin, de acordo com agências russas. Milhares de partidários de Putin realizaram outra manifestação, nos arredores das muralhas vermelhas do Kremlin. Em São Petersburgo, cidade natal de Putin, até 3 mil pessoas participaram de um protesto, segundo testemunhas, e pelo menos 300 foram detidas. Monitores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa ecoaram as queixas da oposição, dizendo que o processo eleitoral foi manipulado para favorecer Putin. Investigação - Em tom conciliador, Putin convidou ontem os candidatos presidenciais derrotados para conversarem, mas o comunista Gennady Zyuganov, segundo colocado na votação, não participou da reunião. "Pedirei que investigue detalhadamente todas as possíveis infrações sobre o que vocês estão falando", disse Putin. "Antes de mais nada, eu sou o menos interessado (que aconteçam irregularidades)." Este será o terceiro mandato de Putin, estendido para seis anos por uma reforma constitucional. Em 2018, o líder poderá concorrer novamente, abrindo assim a possibilidade de que fique na Presidência até 2024. Reação - Apesar de a União Europeia ter admitido "problemas" no pleito, as autoridades reconheceram a "clara vitória" de Putin. Já os Estados Unidos congratularam "o povo russo" pelas eleições, mas o Departamento de Estado disse que irá trabalhar com o "presidente eleito" após a votação ter sido certificada. (Agências)

Alexander Demianchuk/Reuters

Mais de 12 mil soldados foram às ruas para conter manifestantes

Pawel Kopczynski/Reuters

Houve protestos a favor (acima) e contra (à esq.) o resultado eleitoral em toda a Rússia

A VERSÃO RUSSA DE BATMAN E ROBIN Putin e Medvedev juraram um ao outro nunca mais deixar o poder Luiz Carlos Lisboa de Princeton, EUA.

T

ishe yedesh, dal´she budesh. Na Rússia há um ditado malicioso para cada situação, e este pode ser traduzido assim: "Tão quieto você vai, tão longe você chega". Foi essa trilha segura e em nome da democracia que os dois russos mais conhecidos hoje no mundo seguiram de braços dados: Vladimir V. Putin e Dimitry Medvedev. Eles agora acabam de ganhar uma eleição pela terceira vez na história de um país que viveu sete décadas de uma ditadura que obtinha sempre 99% dos votos nos seus pleitos arranjados. Em eleições parlamentares anteriores a dupla venceu, mas foi acusada de fraude na apuração. Agora, como de praxe, eles venceram de novo, elegendo o presidente. Os derrotados desta vez foram o comunista Zyuganov, o nacionalista Zhirinovsky, o nacionalista Mironov e o riquíssimo empresário Prokhorov. Chekov teria adorado esse plot em suas histórias. Como nos quadrinhos de Batman e Robin, que animavam as revistas infanto-juvenis desde os anos 1950 e em filmes de ação em tempo mais recente, em que os personagens se revezavam no combate ao crime, agora também na vida política russa Putin e Medvedev se revezam no poder, ora como presidente, ora como primeiro-ministro, com mandatos de seis anos. Ao contrário de Batman e Robin, que tinham como campo de ação a sombria Gotham City, Putin e Medvedev governam o maior país do mundo em tamanho, onde Stalin reinou como

soberano absoluto, dono de corpo e alma dos seus cidadãos, desde a morte de Lenin, teórico e líder bolchevista, morto nos anos 1920. Os novos heróis alternam os cargos porque a lei eleitoral ali vigente assim os permite, e se sucedem infinitamente. Uma charge recente apresentava os dois fazendo planos para 2024, muito animados. "Nossa vitória foi limpa", gritou na TV o mais jovem da dupla, exultante após a apuração dos votos. "Fomos roubados, houve fraude, é uma vergonha", disse Sergei Udaltsov, líder do grupo socialista de oposição. E ameaçou: "Vamos para a rua, protestar!". Um outro chefe oposicionista, o blogueiro Alexei Navalny, disse que vai marchar com seu pessoal até as portas do Kremlin, e que fará isso quantas vezes precisar. O candidato do Partido Comunista, Genady Zyuganov, chamado pelo porta-voz do governo Putin de saudosista, disse que sua vitória foi roubada nas urnas. Muita gente em Moscou acha que Batman e Robin não ganharam porque são os melhores e sim porque os demais são horríveis. Mas é impossível negar que a dupla Putin-Medvedev venceu nas urnas. Afinal, esta foi a terceira vez que ela conquistou o primeiro lugar. Um comunista, um bilionário da indústria, um socialista radical e, desta vez, muita gente na rua gritando que houve fraude nas eleições não foram suficientes para provar que Batman e Robin tripudiaram sobre seus inimigos – não os fora da lei dos

quadrinhos como Mulher-Gato, Charada, Coringa, Pinguim, Mr. Freeze e Miss Poison Ivy, mas sim gente que se diz cansada do casal vingador. Uma caricatura levada num comício dos comunistas em Moscou mostrava os rostos conhecidos de Putin e Medvedev com máscara algo parecida com a do Cavaleiro das Trevas que luta contra o mal nas ruas de Gotham City, isto é, de Moscou e de São Petersburgo. No Twitter, uma jornalista da oposição, Olga Illiov, descreveu as duas grandes cidades russas na véspera das eleições como o lugar sombrio onde se espera ver um morcego projetado no céu sobre os muros do Kremlim ou do Almirantado, um pedido de socorro que pede um vingador ou justiceiro. O Homem Morcego estará a caminho?, ela pergunta. E responde: "Não, o que se deseja é o seu justiçamento, inclusive como fraudadores de eleições". É a derrota de Batman e do seu fiel escudeiro. Que pelo menos ambos se recolham à sua mansão e deixem Gotham City em paz. A secretária da comissão de segurança do Parlamento russo, Irina Yarovaya, chamou os oposicionistas de "agentes provocadores", uma acusação que os soviéticos antigamente usavam contra seus adversários. Os comunistas, chefiados por por Zyuganov e ainda aborrecidos com seu segundo lugar nas eleições, não retrucaram desta vez, tomados de uma profunda nostalgia pelo passado perdido e pela ingratidão do presente. Afinal, aqueles setenta anos passaram tão depressa.

Kremlin tenta seduzir oposição

N

a tentativa de esvaziar um novo movimento da oposição, o atual presidente russo, Dmitry Medvedev, pediu ao procuradorgeral do país que avalie a legalidade de 32 processos penais, inclusive o que levou à prisão do ex-magnata petroleiro Mikhail Khodorkovsky, acusado de fraude e evasão fiscal. O pedido de revisão feito por Medvedev atende a uma demanda feita pela oposição, que lhe entregou uma lista de cidadãos considerados "presos políticos". Críticos dizem que Khodorkovsky, outrora o homem mais rico da Rússia, sofreu perseguições por ter tentado se contrapor politicamente ao primeiro-ministro russo, Vladimir Putin. O caso também foi considerado pelo Ocidente como um teste ao estado de Direito da Rússia. O juiz moscovita Viktor Danilkin atendeu, em fevereiro, a uma solicitação dos promotores e ordenou que Khodorkovsky cumpra uma pena de 14 anos de prisão, incluindo sua condenação atual de oito anos e contando a partir do dia de sua prisão, em outubro de 2003. Dessa forma, ela teria de ficar preso até 2017. Após o julgamento, Natalia Vasilyeva, uma assistente de Danilkin, declarou que o veredicto do juiz foi uma imposição do alto escalão da política russa. Advogados do ex-magnata dizem que a sentença foi proferida sob pressão de Putin. O dirigente comunista, Gennady Zyuganov, disse à agência de notícias Interfax que as iniciativas do governo "têm apenas um objetivo: pelo menos reduzir de alguma maneira a escala da perplexidade e dos protestos que continuam crescendo na sociedade". (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 6 de março de 2012

9

Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi CNPJ 01.222.069/0001-22 Sede: Cidade de Deus, Osasco, SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi, relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas e Relatório dos Auditores Independentes.

Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Cidade de Deus, 15 de fevereiro de 2012. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL - Em Reais mil ATIVO

2011

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 5)........................................................................................................ Empréstimos e Adiantamento a Instituições de Crédito (Nota 6).................................................................. Ativos Financeiros para Negociação (Nota 7) ............................................................................................... Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 15e)........................................................................................ Créditos Tributários (Nota 15c) ...................................................................................................................... Valores a Receber ......................................................................................................................................... NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 15e)........................................................................................ Créditos Tributários (Nota 15c) ...................................................................................................................... Depósitos Judiciais........................................................................................................................................ Créditos Recebíveis (Nota 8a) ...................................................................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 8a)........................................................................... Outros Créditos ............................................................................................................................................. TOTAL ...........................................................................................................................................................

2010

1.674.665 870.132 775.011 14.283 14.668 571 14.111 14.111 347 12.450 110 249.307 (249.307) 1.204 1.688.776

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

1.541.471 798.125 718.671 2.420 22.250 5 25.939 25.939 25.389 110 257.630 (257.630) 440 1.567.410

2011

2010

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 15f)........................................................................................... Dividendos a Pagar (Nota 9c)........................................................................................................................ Outras Obrigações ........................................................................................................................................

50.195 4.409 45.663 123

47.744 3.145 44.523 76

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social: - De Domiciliados no País (Nota 9a) ............................................................................................................. Reservas de Lucros (Nota 9b).......................................................................................................................

1.638.581

1.519.666

1.028.459 610.122

1.028.459 491.207

TOTAL ...........................................................................................................................................................

1.688.776

1.567.410

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................................................................ Rendas de Créditos Recebíveis (Nota 8b) .................................................................................................... Receitas Financeiras Líquidas (Nota 10) ...................................................................................................... Outras Receitas Operacionais....................................................................................................................... DESPESAS OPERACIONAIS ...................................................................................................................... Despesas Tributárias (Nota 11) ..................................................................................................................... Despesas Gerais e Administrativas (Nota 12)............................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 13)..................................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 15a) ................................................................. LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO............................................................................................................... Número de ações .......................................................................................................................................... Lucro Líquido básico e diluído por lote de mil ações em R$ .........................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 191.686 151.400 14.681 13.620 177.005 137.777 3 10.163 8.670 8.756 7.046 779 1.617 628 7 181.523 142.730 (61.467) (47.905) 120.056 94.825 430.311.119 430.311.119 279,00 220,36

Eventos Saldos em 31.12.2009..................................................................... Lucro Líquido do Exercício ............................................................... Destinações: - Reservas................................................................... - Dividendos Propostos (R$ 2,09 por lote de mil ações)

Capital Social 1.028.459 -

Reservas de Lucros Legal Estatutária 29.828 367.455 4.741 89.183 -

Saldos em 31.12.2010..................................................................... Lucro Líquido do Exercício ............................................................... Destinações: - Reservas................................................................... - Dividendos Propostos (R$ 2,65 por lote de mil ações)

1.028.459 -

34.569 6.003 -

456.638 112.912 -

Saldos em 31.12.2011.....................................................................

1.028.459

40.572

569.550

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .........................................................

181.523

142.730

Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos.........................................................................................

(19.763)

(14.722)

Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa.........................................................................................

(8.551)

(1.248)

Receita/Despesa de Juros...........................................................................................................................

(11.212)

(13.474)

Lucro Líquido Ajustado ..............................................................................................................................

161.760

128.008

(Aumento)/Redução em Ativos Financeiros para Negociação ....................................................................

(56.340)

451.552

(Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens.............................................................

(23.156)

(Aumento)/Redução em Outras Obrigações ...............................................................................................

29

(7.592) 1.053

Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos .........................................................................................

(10.286)

(20.269)

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais .....................................................

72.007

552.752

(Aumento)/Redução de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

72.007

552.752

Início do Período............................................................................................................................................

798.125

245.373

Fim do Período ..............................................................................................................................................

870.132

798.125

(Aumento)/Redução de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

72.007

552.752

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição

2011

GERAÇÃO DO VALOR ADICIONADO RECEITAS........................................................................................ Provisão/Rev. Créds. Liquidação Duvidosa ...................................... Recuperação de Crédito................................................................... Outras Receitas................................................................................ INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ..................................... Serviços de Terceiros ....................................................................... Outros............................................................................................... VALOR ADICIONADO BRUTO........................................................ RETENÇÕES ................................................................................... VALOR ADICIONADO LÍQUIDO ..................................................... VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ........... Receitas Financeiras ...................................................................... VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR................................ DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO TOTAL ........................ Impostos, Taxas e Contribuições .................................................. Federais.......................................................................................... Estaduais ........................................................................................ Municipais....................................................................................... Remuneração de Capitais de Terceiros e Outros ........................ Remuneração de Capitais Próprios.............................................. Dividendos ...................................................................................... Lucros Retidos................................................................................

Lucros Acumulados 94.825 (93.924) (901)

Totais 1.425.742 94.825 (901)

120.056 (118.915) (1.141)

1.519.666 120.056 (1.141)

-

Exercícios findos em 31 de dezembro % 2010

19.836 8.656 11.180 (6.019) (378) (5.641) 13.817 13.817 177.005 177.005 190.822 190.822 70.261 70.261 505 120.056 1.141 118.915

10,4 4,5 5,9 (3,2) (0,2) (3,0) 7,2 7,2 92,8 92,8 100,0 100,0 36,8 36,8 0,3 62,9 0,6 62,3

14.642 1.248 13.391 3 (2.620) (672) (1.948) 12.022 12.022 138.038 138.038 150.060 150.060 54.967 54.949 17 1 268 94.825 901 93.924

1.638.581

% 9,7 0,8 8,9 (1,7) (0,4) (1,3) 8,0 8,0 92,0 92,0 100,0 100,0 36,6 36,6 0,2 63,2 0,6 62,6

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 1) INFORMAÇÕES GERAIS A Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi é uma companhia que tem por objetivo exclusivo a aquisição de créditos oriundos de operações de empréstimos, de financiamentos e de arrendamento mercantil contratadas por bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimentos, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades de arrendamento mercantil e companhias hipotecárias. A Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pela Diretoria em 15 de fevereiro de 2012. 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma. 2.1) Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). Elas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas para refletir a mensuração dos ativos ao seu valor justo, sendo: - Ativos financeiros mantidos para negociação, vide nota 7. - Fundos de investimentos financeiros, vide nota 5. A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis, conforme nota 4. 2.2) Moeda funcional e moeda de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações contábeis são mensurados utilizando-se a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua (“moeda funcional”). As demonstrações contábeis foram preparadas em Real (R$), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a sua moeda de apresentação e estão sendo apresentadas em milhares de reais. 2.3) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimentos, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. 2.4) Ativos Financeiros A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado subdividido em: mantidos para negociação e designados ao valor justo por meio de resultado; disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. a) Mensurados ao valor justo por meio do resultado I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum ativo financeiro designado a valor justo por meio do resultado. II - Ativos financeiros para negociação Os ativos financeiros para negociação são os ativos mantidos pela Companhia com o propósito de negociar no curto prazo, ou que a Companhia mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os instrumentos financeiros também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. Os ativos financeiros mantidos para negociação são adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período. b) Ativos financeiros disponíveis para venda Investimentos disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que não são classificados em mantidos até o vencimento ou para negociação para os quais existe a intenção de mantê-los por um período de tempo indefinido e que podem ser vendidos em resposta a mudanças nas taxas de juros, taxas de câmbio, preços de títulos de patrimônio ou necessidades de liquidez. Ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos inicialmente a valor justo, os quais correspondem ao valor pago incluindo os custos de transação, e são mensurados subsequentemente a valor justo com os ganhos e perdas reconhecidos no patrimônio líquido em outros resultados abrangentes, com exceção das perdas por valor não recuperável e dos ganhos e perdas cambiais de conversão. Se um ativo financeiro disponível para venda apresentar uma perda por valor não recuperável, a perda acumulada registrada no resultado abrangente é reconhecida na demonstração do resultado. A receita de juros é reconhecida no resultado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. c) Ativos financeiros mantidos até o vencimento Os investimentos mantidos até o vencimento são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e vencimento fixo que a Companhia tem intenção e capacidade de manter até o vencimento e que não são designados como avaliados pelo valor justo por meio do resultado, ou como disponíveis para venda. Os ativos financeiros mantidos até o vencimento são reconhecidos inicialmente a valor justo incluindo os custos diretos e incrementais e contabilizados subsequentemente pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Os juros sobre os ativos financeiros mantidos até o vencimento estão incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil do investimento e é reconhecida na demonstração do resultado. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros mantidos até o vencimento. d) Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou determináveis que não são cotados em um mercado ativo e que a Companhia não tem a intenção de vender imediatamente ou no curto prazo. Os créditos e recebíveis, oriundos de operações de securitização, são inicialmente registrados ao seu custo de aquisição, sendo mantidos sem qualquer atualização. Por ocasião do recebimento de qualquer parcela dos créditos adquiridos, esta é deduzida do custo de aquisição até o limite do mesmo; e o eventual valor excedente é reconhecido como resultado de créditos e recebíveis na conta “Rendas de Créditos e Recebíveis. Juros sobre empréstimos e recebíveis são incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil dos empréstimos e adiantamentos e é reconhecida na demonstração do resultado, como perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos. 2.5) Passivos financeiros A Companhia classifica seus passivos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado e custo amortizado. a) Mensurados a valor justo por meio do resultado São registrados e avaliados pelo valor justo, sendo as respectivas modificações do valor justo reconhecidas imediatamente no resultado. Estes passivos podem ser subdivididos em duas classificações distintas: passivos financeiros designados a valor justo por meio do resultado e passivos financeiros mantidos para negociação. I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum passivo financeiro designado ao valor justo no reconhecimento inicial. II - Passivos financeiros para negociação Os passivos financeiros para negociação são os passivos mantidos pela Companhia com o propósito de venda ou recompra no curto prazo, ou que mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os passivos para negociação são inicialmente reconhecidos e avaliados pelo valor justo no balanço e, os custos de transação são registrados diretamente no resultado do período. Todas as mudanças no valor justo são reconhecidas no resultado em “Ganhos e perdas líquidos de ativos financeiros para negociação”. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía passivos financeiros mantidos para negociação. b) Passivos financeiros a custo amortizado São os passivos financeiros que não são avaliados pelo valor justo por meio do resultado. Estes passivos são inicialmente registrados pelo seu valor justo e subsequentemente mensurados ao custo amortizado. Incluem, dentre outros, recursos de instituições de crédito e de clientes, recursos de emissão de títulos de dívida e títulos de dívidas subordinadas. 2.6) Determinação do valor justo O valor justo dos ativos financeiros é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. 2.7) Redução ao valor recuperável de ativos financeiros a) Ativos financeiros reconhecidos a custo amortizado Em cada data das demonstrações contábeis, a Companhia avalia se há evidências objetivas de que os ativos financeiros não contabilizados pelo valor justo por meio do resultado estejam com perda de seu valor recuperável. As perdas por redução ao valor recuperável são incorridas se, e apenas se, existirem evidências objetivas que demonstram a ocorrência de uma perda após o reconhecimento inicial do ativo financeiro e que a perda provoca um impacto nos fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou de grupos de ativos financeiros que podem ser estimados de modo confiável. b) Ativos financeiros classificados como disponíveis para venda A Companhia avalia em cada data das demonstrações contábeis se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está deteriorado. Se, em um período subsequente, o valor justo de um instrumento da dívida classificado como disponível para venda aumentar, e o aumento puder ser objetivamente relacionado a um evento que ocorreu após o prejuízo por redução ao valor recuperável ter sido reconhecido, a perda por redução ao valor recuperável é revertido da demonstração do resultado. 2.8) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) Os valores contábeis dos ativos não financeiros, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. No caso de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é estimado todo ano. Uma perda por redução no valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para a finalidade de testar o valor recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Para fins do teste do valor recuperável do ágio, o montante do ágio apurado em uma combinação de negócios é alocado à UGC ou ao grupo de UGCs para o qual o benefício das sinergias da combinação é esperado. Essa alocação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins internos e não é maior que um segmento operacional determinado de acordo com o IFRS 8 e o CPC 22. Perdas por redução no valor recuperável são reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas referentes o UGCs são inicialmente alocadas na redução de qualquer ágio alocado a esta UGC (ou grupo de UGC), e subsequentemente na redução dos outros ativos desta UGC (ou grupo de UGC) de forma pró-rata. Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a outros ativos, as perdas de valor recuperável é revertida somente na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida.

2.9) Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas; • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. 2.10) Patrimônio Líquido a) Lucro por ação A Companhia apresenta dados de lucro por ação básico e diluído. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se lucro líquido atribuível aos acionistas da Companhia pela média ponderada das ações ordinárias durante o ano, excluindo a quantidade média das ações ordinárias compradas pela Companhia e mantidas em tesouraria. Não há diferenças entre o lucro básico e diluído, pois não há instrumentos potenciais diluíveis. b) Dividendos a pagar A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, no período em que a distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto da Companhia. 2.11) Reconhecimento da Receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber no curso normal das atividades da Companhia. A Companhia reconhece a receita quando o seu valor puder ser mensurado com segurança, for provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração, o tipo de transação. a) Rendas de Créditos Recebíveis As receitas de créditos recebíveis são reconhecidas no resultado pelos recebimentos de valores de operações de créditos recebíveis oriundas de Instituições Financeiras, efetuadas de acordo com a Resolução no 2.686 de 26 de janeiro de 2000, do Conselho Monetário Nacional - CMN. b) Receitas Financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda), receita de dividendos (exceto para os dividendos recebidos de investidas avaliadas por equivalência patrimonial), ganhos na alienação de ativos financeiros disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, ganhos na reavaliação a valor justo de participação preexistente em controlada, ganhos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no resultado e reclassificações de ganhos previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. A receita de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito em receber o pagamento é estabelecido. Os dividendos recebidos dessa controlada são registrados por equivalência patrimonial e reduzem o valor do investimento. 2.12) Imposto de Renda e Contribuição Social A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, quando aplicável. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. A despesa com imposto de renda corrente é calculada como a soma do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício (líquido de quaisquer ajustes previstos para fins fiscais) e das mutações nos ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração consolidada do resultado. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de sua realização, considerando os estudos técnicos e as análises realizadas pela Administração. De acordo com a Medida Provisória no 449/08 (convertida na Lei nº 11.941/09), as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não têm efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS A Companhia, como parte integrante da Organização Bradesco, tem estrutura de gerenciamento de riscos que permite que estes sejam efetivamente identificados, mensurados, mitigados, acompanhados e reportados de modo integrado, envolvendo a Alta Administração, quando necessário. 3.1) Valor justo de ativos e passivos financeiros A Companhia aplica o CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo: Nível 1 Preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. Ativos e passivos de Nível 1 incluem títulos de dívida e patrimoniais e contratos de derivativos que são negociados em um mercado ativo, assim como títulos públicos brasileiros que são altamente líquidos e ativamente negociados em mercados de balcão. Nível 2 Dados observáveis que não os preços de Nível 1, tais como preços cotados para ativos ou passivos similares; preços cotados em mercados não ativos; ou outros dados que são observáveis no mercado ou que possam ser confirmados por dados observáveis de mercado para substancialmente todo o prazo dos ativos ou passivos. Os ativos e passivos de Nível 2 incluem contratos de derivativos cujo valor é determinado usando um modelo de precificação com dados que são observáveis no mercado ou que possam ser deduzidos principalmente de ou ser confirmados por dados observáveis de mercado, incluindo mas não limitados a curvas de rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio. Nível 3 Dados não observáveis que são suportados por pouca ou nenhuma atividade de mercado e que sejam significativos ao valor justo dos ativos e passivos. Os ativos e passivos de Nível 3 geralmente incluem instrumentos financeiros cujo valor é determinado usando modelos de precificação, metodologias de fluxo de caixa descontado, ou técnicas similares, assim como instrumentos para os quais a determinação do valor justo requer julgamento ou estimativa significativos da Administração. Esta categoria geralmente inclui certos títulos emitidos por instituições financeiras e empresas não financeiras e certos contratos de derivativos. 4) USO DE ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS Nas Demonstrações Contábeis foram utilizadas algumas estimativas e julgamentos contábeis elaborados a fim de quantificar determinados ativos e passivos. Tais estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e diversos outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. Essas estimativas e julgamentos contábeis referem-se basicamente ao seguinte item: Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros Determinados ativos, como outros intangíveis e investimentos pelo método da equivalência patrimonial, estão sujeitos à revisão de perda de valor recuperável (impairment). As despesas com perda de valor recuperável são registradas quando existem evidências claras de perda de valor recuperável, ou de nãorecuperabilidade do custo dos ativos. A avaliação do que constitui perda de valor recuperável é uma matéria que requer um nível significativo de julgamento. As informações sobre julgamentos críticos referentes às políticas contábeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações contábeis estão incluídas nas seguintes notas explicativas: Nota 5 - Fundo de Investimentos Financeiros; Nota 7 - Ativos financeiros mantidos para negociação. As informações sobre incertezas, premissas e estimativas que possuam risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro, estão incluídas na seguinte nota explicativa: Nota 16b - Contingências. 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2011

Em 31 de dezembro 2010 658 797.467 798.125

Disponibilidades em moeda nacional (1)................................................................................................. 12 Fundos de Investimentos Financeiros (2)................................................................................................ 870.120 Total de Caixa e Equivalentes de Caixa............................................................................................... 870.132 (1) Refere-se a depósito bancário à vista. (2) Referem-se a aplicações de renda fixa em Fundos de Investimentos Financeiros, exclusivos a integrantes da Organização Bradesco ou empresas a ele ligadas, que sejam considerados investidores qualificados, administrados pelo Banco Bradesco S.A., no montante de R$ 870.120 (2010 - R$ 797.467). 6) EMPRÉSTIMOS E ADIANTAMENTO A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO Empréstimos e Adiantamento a Instituições de Crédito no montante de R$ 718.671 em 2010 refere-se a operações compromissadas com lastros em Debêntures. 7) ATIVOS FINANCEIROS PARA NEGOCIAÇÃO Ativos Financeiros para Negociação, referem-se a Letras Financeiras, à taxa de 105% do CDI, com vencimento em 17/01/2013, montante de R$ 775.011. Estes ativos são classificados na categoria de ativos financeiros para negociação, enquadradas no nível 1. 8) CRÉDITOS RECEBÍVEIS a) Movimentação dos créditos recebíveis 2011 Saldo Inicial............................................................................................................................................ Entradas .................................................................................................................................................. Baixas por Recebimento ......................................................................................................................... Reversão de Provisões............................................................................................................................ Provisão para Perda ................................................................................................................................ Saldo Final............................................................................................................................................... - Créditos Recebíveis ............................................................................................................................. - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa..................................................................................

980 (9.303) 8.551 (228) 249.307 (249.307)

Em 31 de dezembro 2010 270 404 (1.922) 1.248 257.630 (257.630) continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

terça-feira, 6 de março de 2012

...continuação

Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi CNPJ 01.222.069/0001-22 Sede: Cidade de Deus, Osasco, SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Resultado de Créditos Recebíveis Em 31 de dezembro 2011 2010 Recuperação de Crédito.......................................................................................................................... 11.180 13.391 Reversão de provisão de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... 8.551 1.248 Perdas com Títulos e Créditos................................................................................................................. (5.050) (1.019) Total ........................................................................................................................................................ 14.681 13.620 A carteira de créditos recebíveis é composta substancialmente por créditos vencidos a mais de 360 dias, as quais as perspectivas de realização são remotas e foram efetuadas as provisões necessárias. 9) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital Social em Ações O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal.

Ordinárias................................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Reservas de Lucros

2011 430.311.119 430.311.119

Em 31 de dezembro 2010 430.311.119 430.311.119

Em 31 de dezembro 2011 2010 Reservas de lucros................................................................................................................................ 610.122 491.207 - Reserva legal (1) ................................................................................................................................... 40.572 34.569 - Reserva estatutária (2).......................................................................................................................... 569.550 456.638 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, mediante proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho e deliberada pela Assembleia Geral, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. c) Dividendos Conforme disposições estatutárias aos acionistas estão asseguradas juros sobre o capital próprio e/ou dividendos que somados correspondam, no mínimo, a 1% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da Lei societária. Os cálculos dos Dividendos relativos aos exercícios de 2011 e 2010 estão demonstrados a seguir: 2011 % (1) 2010 % (1) Lucro Líquido do Exercício ............................................................... 120.056 94.825 Reserva Legal .................................................................................. (6.003) (4.741) Base de Cálculo.............................................................................. 114.053 90.084 Dividendos Propostos ................................................................... 1.141 1,0 901 1,0 (1) Percentual dos dividendos aplicado sobre a base de cálculo, não houve pagamento de dividendos em 2011 e 2010. 10) RECEITAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS

Rendimento de aplicações em Fundos de Investimentos Financeiros.................................................... Rendimento de Operações Compromissadas com Lastro em Debêntures ............................................ Rendimento de aplicações financeiras em CDB ..................................................................................... Rendimento de aplicações financeiras em Letras Financeiras ............................................................... Juros Ativos ............................................................................................................................................. Juros Passivos......................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 92.684 37.633 3.179 63.802 36.256 81.111 31 347 (261) 177.005 137.777

11) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

PIS........................................................................................................................................................... COFINS ................................................................................................................................................... Impostos e Taxas..................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 1.224 984 7.531 6.057 1 5 8.756 7.046

12) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS

Serviços Prestados por Terceiros............................................................................................................ Contribuição Sindical Patronal................................................................................................................. Custas Judiciais....................................................................................................................................... Doações e Patrocínios............................................................................................................................. Editais e Publicações .............................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 29 510 39 17 175 38 350 880 176 162 10 10 779 1.617

13) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Alienação de Bens de Dação .................................................................................................................. Provisão para Perda ................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 400 7 228 628 7

14) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com partes relacionadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, vigentes nas datas das operações, e as transações estão assim representadas: 2011 2010 Ativos Receitas Ativos Receitas (Passivos) (Despesas) (Passivos) (Despesas) Caixa e Equivalentes de Caixa: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 12 658 Empréstimos e Adiantamento a Instituições de Crédito: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 718.671 63.802 Ativos Financeiros para Negociação: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 775.011 84.290 Dividendos a Pagar: Banco Boavista Interatlântico S.A. ................................................... (276) (193) Bradesplan Participações Ltda. ....................................................... (6.649) (6.649) Serel Participações em Imóveis S.A. ............................................... (38.738) (37.681) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração A empresa é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. 15) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 181.523 142.730 (61.718) (48.528)

Resultado antes dos tributos (Imposto de Renda e Contribuição Social)....................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Despesas e provisões indedutíveis de receitas não tributáveis .............................................................. Outros...................................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social

(119) 370 (61.467)

(294) 917 (47.905)

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos: Constituição/realização no exercício, sobre adições temporárias........................................................... Utilização de saldos iniciais de: Base negativa de contribuição social ...................................................................................................... Prejuízo fiscal .......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

(40.946)

(32.985)

(2.814)

(399)

(4.687) (13.020) (61.467)

(3.844) (10.677) (47.905)

Exercícios findos em 31 de dezembro 2010 Constituição Realização 2011 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 21.449 2.830 18.619 Outras provisões .............................................................................. 26 42 26 42 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 21.475 42 2.856 18.661 Prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social ..................... 26.164 17.707 8.457 Total dos créditos tributários ........................................................ 47.639 42 20.563 27.118 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro Prejuízo Diferenças Temporárias Fiscal e Base Negativa Imposto Contribuição Imposto Contribuição de Renda Social de Renda Social Total 2012................................................................................................. 4.566 1.645 6.219 2.238 14.668 2013................................................................................................. 4.573 1.646 6.219 2014................................................................................................. 4.575 1.647 6.222 2015................................................................................................. 6 3 9 Total ................................................................................................ 13.720 4.941 6.219 2.238 27.118 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, praticada pela Organização Bradesco, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 25.937 (2010 - R$ 45.374), sendo R$ 17.639 (2010 - R$ 20.206) de diferenças temporárias e R$ 8.298 (2010 - R$ 25.168) de prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social. e) Tributos a Compensar ou a Recuperar Os tributos a compensar ou a recuperar referem-se, basicamente, ao imposto de renda e contribuição social de exercícios anteriores e de imposto retido na fonte sobre aplicações financeiras, no montante de R$ 14.630 (2010 - R$ 2.420). f) Impostos e Contribuições a Recolher Os impostos e contribuições a recolher, no montante de R$ 4.409 (2010 - R$ 3.145), referem-se ao PIS no montante de R$ 109 (2010 - R$ 98), Cofins no montante de R$ 669 (2010 - R$ 603), Imposto de Renda Pessoa Jurídica no montante de R$ 2.640 (2010 - R$ 2.103) e da Contribuição Social no montante em R$ 991 (2010 - R$ 341). 16) OUTRAS INFORMAÇÕES a) A empresa em 31 de dezembro de 2011, 2010, não possuía operações com Instrumentos Financeiros Derivativos. b) Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não há processos com riscos fiscais, cíveis e trabalhistas avaliados como perdas possíveis ou prováveis de natureza relevantes. c) Devido às características da Companhia, não há componentes de outros resultados abrangentes.

A DIRETORIA Marco Antonio Cunha de Santana - Contador - CRC 1SP200234/O-9

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e Acionistas da Cia Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Cia Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Cia Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Outros assuntos Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Demonstrações do valor adicionado contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Companhia, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus Responsabilidade dos auditores independentes aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas outros auditores independentes que emitiram relatório datado em 27 de janeiro de 2011, que não conteve qualquer modificação. demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante São Paulo, 15 de fevereiro de 2012 nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, Zenko Nakassato André Dala Pola também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP 160769/O-0 Contador CRC 1SP 214007/O-2

Para o Irã, nós somos vocês e vocês são nós. Benjamin Netanyahu, a Obama. nternacional AFP

O encontro do 'pequeno satã' com o 'grande satã'

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uscando afastar a possibilidade de um ataque prematuro de Israel contra o Irã, o presidente Barack Obama tentou garantir ontem ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que os Estados Unidos sempre apoiarão Israel, mas disse que ainda há tempo para a diplomacia. Ambos se reuniram na Casa Branca, e a expectativa era que Obama manifestasse divergências frente ao premiê, mostrando-se contra um ataque que considera perigoso, que poderia suscitar represálias no mundo muçulmano. No entanto, em uma das reuniões mais proveitosas entre líderes norte-americano e israelense em anos, ambos buscaram enfatizar a excelência das relações bilaterais. "O vínculo entre nossos dois países é indestrutível", afirmou Obama. "Os EUA sempre defenderão Israel no que diz respeito à segurança de Israel." Por sua vez, Netanyahu disse que os EUA e Israel "estão juntos". Segundo ele, o Irã vê os EUA como o "grande satã" e Israel como o "pequeno satã". "Para eles, nós somos vocês e vocês são nós", resumiu.

Saul Loeb/AFP

'O vínculo entre EUA e Israel é indestrutível', garante Obama.

Refugiados sírios buscam abrigo do outro lado da fronteira, no Líbano.

Bombas voam na Síria. E civis fogem para o Líbano. Enviados da ONU chegam ao país esta semana

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Para Obama, ainda há uma janela de oportunidade para a diplomacia, mas não descarta nenhuma opção.

Segundo Obama, "tanto o primeiro-ministro como eu preferimos resolver diplomaticamente" a crise em torno do programa nuclear do Irã, acusado de ter como objetivo armas atômicas, embora Teerã garanta ter apenas fins pacíficos. Mas Obama enfatizou que os EUA, no entanto, não descartam nenhuma opção para

enfrentar a possibilidade de uma bomba nuclear iraniana. Netanyahu destacou que Israel deve se reservar o direito de se defender e garantir que continue como "o dono de seu próprio destino". A todo vapor- O diretor-geral da agência nuclear da ONU, Yukiya Amano, revelou ontem que o Irã triplicou sua produção

mensal de enriquecimento de urânio de grau elevado, levando a entidade a ter "sérias preocupações" com as atividades atômicas de Teerã. "Como o Irã não está cooperando, a agência não tem condições... de concluir que todo o material nuclear no Irã está empregado para atividades pacíficas", admitiu. (Agências)

ais de 2 mil refugiados sírios atravessaram a fronteira com o Líbano em 48 horas, carregando em sacolas plásticas os seus poucos pertences enquanto fogem da repressão do governo. Tropas de Bashar al-Assad ocuparam ontem a cidade de Deraa e, pelo segundo dia seguido, bombardearam Rastan e AlQusair, na província de Homs. Isso acontece no momento em que enviados da Organização das Nações Unidas (ONU) obtiveram permissão do regime sírio para visitar o país. A chefe humanitária da ONU, Valerie Amos, viajará a Damasco na quarta-feira,

enquanto o ex-secretário-geral da entidade, Kofi Annan, chegará no sábado. A China também anunciou o envio de um diplomata à Síria com a intenção de mediar uma solução para o conflito. O governo do Líbano disse que mais de 10 mil sírios estão atualmente refugiados no país e que milhares chegam a cada dia, fugindo dos confrontos. "Nós fugimos dos bombardeios e dos ataques", disse Hassana Abu Firas, moradora de Al-Qusair. "As pessoas estão nas suas casas e os soldados atiram nelas com tanques. Quem pode foge. Quem não pode, morre em casa", afirmou. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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SINAL FECHADO Os caminhões que forem flagrados trafegando na marginal Tietê, entre 5h e 9h, e entre as 17h e 22h, de segunda a sextafeira, serão multados pela CET. Os Veículos Urbanos de Carga (VUCs) e os de emergência estão liberados das restrições.

idades

Fotos de Werther Santana/AE

Agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) fiscaliza e multa caminhão que desrespeitou a circulação de veículos na marginal Tietê. À direita, caminhões parados nas distribuidoras de combustíveis.

Kassab diz a caminhoneiros que quer negociar proibições Restrições à circulação de caminhões na marginal Tietê poderia levar a cidade a um desabastecimento

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a iminência de uma crise de desabastecimento de combustíveis e outros produtos na cidade, a Prefeitura de São Paulo procurou ontem o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado (Setcesp) e outras entidades representantes de caminhoneiros para negociar. Um café da manhã foi marcado para esta semana. O Sindicam, responsável pelo bloqueio aos centros de distribuição de combustível ontem, não havia sido convidado até as 20h para participar do evento. Desde ontem, a CET multa caminhões que circulam pela marginal Tietê (e em vias do centro expandido) fora dos horários permitidos: entre 5h e 9h, e entre as 17h e 22h, de segunda a sexta-feira. Aos sábados, a restrição vale das 10h às 14h. Os Veículos Urbanos de Carga (VUCs) e os de emergência es-

tão liberados das restrições. Ontem, vários caminhoneiros pararam de trabalhar em protesto e empresas de transporte chegaram a estudar medidas judiciais para tentar barrar a restrição, dois dias depois da publicação da portaria que regulamentou as multas. Mas, por enquanto, o sindicato do setor recomendou que os associados aguardem o resultado das negociações. Na manhã de ontem, o prefeito Gilberto Kassab disse que poderia "aperfeiçoar" a restrição aos caminhões na marginal, caso fosse necessário, mas ressaltou que não acreditava que haveria mudança no horário da proibição de circulação. Questionado sobre a interrupção do transporte de combustíveis promovido pelos sindicalistas, Kassab disse que acreditava no "espírito público" da categoria. "Nos primei-

ros dias há uma certa desorganização", disse. Para Kassab, no primeiro dia da proibição pode ter havido desconhecimento da regra por parte de alguns caminhoneiros. "Muito possivelmente, alguns não se lembravam, pararam no lugar errado", afirmou Kassab. O prefeito voltou a apontar a construção do Rodoanel, cujos Trechos Leste e Norte ainda não estão prontos, como justificativa para a restrição. A SPMar, empresa que administra o Trecho Sul do Rodoanel, disse que só teria hoje dados sobre o eventual aumento no volume de carretas na via hoje. Outras entidades se mostram contrárias à restrição. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) disse, em nota, que acompanha o início da restrição na cidade e mantém seu posicionamento contrário à mudança.

Pela net, ciclistas programam ato para hoje em todo o País Ivan Ventura

Anderson Barbosa/Fotoarena/Folhapress - 02/03/2012

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icloativistas de todo o País preparam para hoje uma manifestação simultânea em favor do uso da bicicleta como meio de transporte. O ato, previsto para começar às 19h de hoje, em diversas cidades, foi convocado nas redes sociais da internet em razão de cinco mortes de ciclistas, por atropelamento, em Brasília, Pará e São Paulo. Na Capital, o ato partirá da Praça do Ciclista, localizada na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação. A manifestação será em memória da bióloga Juliana Dias, de 33 anos, que na última sextafeira morreu atropelada por um ônibus na Paulista, próximo à rua Pamplona. "Bicicletada" – Na internet, o ato paulistano é chamado de "bicicletada". Segundo a jornalista e cicloativista Renata Falzoni, a "bicicletada", que nasceu em San Francisco, nos EUA, é uma grande concentração de amantes desse transporte para um passeio. Normalmente, ele ocorre uma vez por mês e sempre numa sexta-feira. No entanto, a "bicicletada" de hoje será atípica, segundo afirmou Renata. "É uma mobilização horizontal, sem líderes nem pauta. A Juliana, claro, será lembrada, mas devem ser abordados te-

Sexta-feira ciclistas protestaram na Paulista contra atropelamento

mas como mobilidade urbana. Por exemplo, é impossível atravessar a pé ou de bicicleta de um lado a outro da marginal Pinheiros. Temos de rever essa questão", disse. Nos últimos anos, o cicloativista André Pascoalini foi um dos consultores da Companhia do Metrô e da Prefeitura de São Paulo na instalação de paraciclos (estacionamentos de bicicletas) e bicicletários (locais de aluguel das bikes). Além disso, em 2009, ele realizou cursos e palestras nas garagens de ônibus, onde ensinou motoristas a prever possíveis reações de ciclistas nas ruas. Distanciamento – "Fa lei sobre como o motorista poderia prever possíveis reações dos ciclistas. O resultado foi bom. Nas ruas, alguns motoristas fizeram um bom trabalho, caso daqueles que trabalham no Campo Limpo ou

na marginal Tietê. Já na zona norte, eu levei uns quatro sustos e vi problemas", disse. Para a avenida Paulista, Pascoalini defende um distanciamento maior entre as bicicletas e os ônibus. "Defendo a criação de uma faixa exclusiva para ônibus próxima ao canteiro central da avenida. A pista mais à direita, próxima à calçada, seria destinada aos carros e bicicletas. É claro, os acidentes não vão cessar, mas diminuem as possibilidade de morte de ciclistas, se atropelados por um carro", disse. Segundo recentes dados Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), dos 49 ciclistas mortos em São Paulo em 2010, 33 ocorreram após colisão com outro veículo. Além disso, do total de mortos, 48 eram do sexo masculino e apenas uma vítima era mulher. A idade média dessas pessoas era de 38 anos.

"A entidade acredita que a solução para os problemas do trânsito na cidade de São Paulo não se dará por meio dessa medida, mas por investimentos maciços em infraestrutura", disse o texto da Fiesp. "Portanto, a entidade defende soluções definitivas e não paliativas para solucionar problemas do trânsito da cidade de São Paulo", completou. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomércioSP) disse que "acompanha preocupada a interrupção de atividades promovida pelos caminhoneiros autônomos" e afirmou que "espera que o governo municipal e as lideranças da categoria cheguem a um acordo ainda nas próximas horas", segundo nota divulgada ontem. A entidade também criticou a falta de infraestrutura para o transporte na cidade. (AE)

Desde ontem, os caminhões devem respeitar os horários de circulação

Perícia vai se concentrar em 14 brinquedos do Hopi Hari

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o quarto dia de interdição do Hopi Hari, em Vinhedo, peritos da Polícia Técnica da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, além de profissionais do Crea-SP e técnicos do IPT, priorizaram ontem a vistoria a 14 brinquedos do parque. São eles: Montezuma (montanha russa), Vurang, Ekatomb, Vula Viking, Leva i Traz, Lokolore, Evolution, Rio Bravo, Crazy Wagon, West River, Trakitanas, Simulakron, Giranda di Musik e Dispenkito. O Hopi Hari tem cerca de 60 atrações. A prioridade obedece às especificações do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado na semana passada com o Ministério Público. O documento leva em conta os brinquedos que precisam oferecer mais segurança ao público. Os peritos chegaram a ligar o brinquedo La Tour Eiffel, interditado desde o último dia 24, quando a Gabriella Nichimura, 14, morreu ao cair dessa atração. O chefe do Laboratório de Estruturas do IPT, Sérgio Inácio Ferreira, disse que o acionamento do brinquedo foi feito para que os peritos entendessem o seu mecanismo. O dia de ontem serviu para que os peritos se organizem visando a vistoria de todo o parque. A atual interdição deve durar pelo menos dez dias, prorrogáveis por mais dez. Gabriella Yukari Nichimura, 14, morreu ao cair do elevador do no último dia 24. De-

Denny Cesare/Futura Press/AE

Carro da Polícia Técnica ontem, no Hopi Hari. Perícia começou ontem em 14 dos 60 brinquedos.

pois do acidente, apenas esse brinquedo havia sido interditado, mas o Ministério Público entendeu que havia possibilidade de risco ao consumidor em outros brinquedos e propôs o fechamento. Uma foto apresentada pela família de Gabriella feita momentos antes do acidente, provocou uma mudança no rumo das investigações. A imagem contestou informações preliminares da perícia, mostrando que a garota havia se sentado em uma cadeira di-

ferente da analisada pelos peritos. Esse assento já não era utilizado havia dez anos, porque técnicos do parque identificaram a possibilidade de algum visitante mais alto encostar na estrutura de metal que simula a torre Eiffel. Por isso, os mecanismos de segurança dele não estavam habilitados. Agora, a polícia e o Ministério Público investigam como a trava da cadeira foi liberada e de quem foi a responsabilidade por colocar a menina Gabriella no assento. (Folhapress)


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12 -.LOGO

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Cadeira ou caverna A HUSH Soft Chair foi desenhada por Freyja Sewell e é bem mais do que apenas uma cadeira ecologicamente correta. Serve como sofá, cama e até esconderijo secreto. O design é inspirado em uma flor em botão, que se abre. Saiba mais no site

Peça rara O designer italiano Giancarlo Zema criou esta cadeira inspirado em balões e anêmonas. A proposta: um objeto que fosse ao mesmo tempo moderno, confortável e atraísse o olhar com cores fortes.

www.freyjasewell.co.uk

www.luxitrend.com

Móveis de rua www.dcomercio.com.br

O conceito de guerrilha foi reinventado pelo artista Oliver Schau, de Hamburgo, Alemanha. Ele inventou as "cadeiras de guerrilha" e espalhou pela cidade tubos maleáveis amarelos dispostos de modo a formar espaços para as pessoas se sentarem onde antes a presença humana não era bem-vinda. http://bit.ly/AamAQE

E SPAÇO E SPORTE

Bombardeados pelo Sol Ninho Misto de ninho e casa na árvore esta cadeira é criação da Dedon. http://bit.ly/c21OIB

H UMOR

U

ma forte erupção na superfície do Sol, que aconteceu à 1h13 de ontem, enviou ondas de plasma e partículas que alcançarão a Terra em dois ou três dias, informou ontem o Centro de Prognósticos Climatológicos Espaciais (SWPC). As erupções solares interferem no campo magnético da Terra e as ondas, que obrigaram a mudar a rota de alguns aviões comerciais que sobrevoavam os pólos, continuarão se intensificando, segundo previsão dos especialistas. O SWPC, operado pelo Serviço Meteorológico Nacional dos UA, indicou que o clarão

foi de classe X1.1, o que significa que se trata de uma das mais poderosas das erupções solares. O Sol passa por ciclos regulares de atividade, que a cada 11 anos aproximadamente se i n t e n s i f i c a m e p ro v o c a m tempestades que às vezes deformam e inclusive atravessam o campo magnético da Terra. Os especialistas indicaram que a atual temporada de tempestades é a mais intensa registrada desde setembro de 2005 e que estas provocam efeitos especiais únicos como as auroras boreais, além de interferir nas comunicações. Além disso, as redes de

transmissão de eletricidade, as comunicações via rádio e os sistemas de satélites são afetados, mas a Nasa (agência espacial americana) afirmou que os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) não correm perigo. Em janeiro, os cientistas detectaram duas erupções no período de quatro dias seguidos por ondas com bilhões de toneladas de plasma viajando a cerca de 8 milhões de km/h. A onda causada pelo segundo dos dois clarões alcançou a Terra cerca de 34 horas depois da erupção, em vez dos dois ou mais dias que habitualmente esse deslocamento demora. (EFE)

Guga, no Hall da Fama do Tênis O tenista Gustavo Kuerten, o Guga, será anunciado oficialmente no Hall da Fama do Tênis na quinta-feira. Representantes do Hall da Fama do tênis, localizado em Newport, Rhode Island, nos Estados Unidos, estarão em São Paulo para fazer o anúncio especial ao brasileiro, que se aposentou do esporte em 2008. Com isso, o atleta, considerado o mais importante do tênis masculino no Brasil, se junta a Maria Esther Bueno, que entrou para o Hall da Fama do esporte e, 1978. Para entrar no Hall, um tenista precisa estar aposentado e receber pelo menos 75% de aprovação da imprensa internacional.

Grigoris Siamidis/Reuters

CRISE Mulheres passam por um grafite na cidade de em Komotini, no norte da Grécia. A cidade, onde vive grande parte dos muçulmanos, que são minoria no país, entrou em crise muito antes do colapso econômico do país. Hoje, a cidade é vista como um exemplo dos problemas que a Grécia enfrentará.

Super-heróis na terceira idade O ilustrador italiano Donald Sofritti acha que chegou a hora de mostrar que os super-heróis também envelhecem. Ele criou a série de desenhos que mostra Super-homem, Super-Girl e Homem-Aranha depois dos 70. http://bit.ly/m93FUF

C A R T A Z

Hostesses se reúnem na praça Tiananmen, em Pequim. As jovens serão responsáveis por recepcionar os participantes dos 10 dias do Congresso Nacional do Povo, evento em que se discute o futuro do país. A China deve fixar a meta de crescimento econômico de 7,5% este ano, abaixo dos 8% fixados para 2011. O país também estabelecerá sua meta de inflação em 4% em 2012, percentual inalterado desde o ano passado.

VISUAIS

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Ed Jones/AFP

Bem-vindos à China de 2012

A TÉ LOGO

Quer que seus pés lembrem o Pikachu, da série Pokemon? O site Etsy oferece modelos que podem ser customizados ao gosto da freguesa. O anúncio diz que os homens ficarão a seus pés. Mas há controvérsias. http://etsy.me/ychdsg

C RIATIVIDADE

Pulôver, mas pode chamar de canguru O inverno ainda deve demorar a chegar por aqui, mas quem tem bebês e quer mantê-los sempre aquecidos e próximos do corpo pode começar a tricotar um modelo de pulôver como o da foto. A proposta foi apresentada pela designer Aimee Grise em seu perfil na rede social Pinterest. http://pinterest.com/greeblemonkey/

L OTERIAS Concurso 722 da LOTOFÁCIL 01

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Suplementos de vitamina E prejudicam manutenção dos ossos, diz estudo

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Exposição 'Momentos e Movimentos' apresenta 170 imagens no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Rua Alagoas, 903, Higienópolis. Grátis.

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Barco que levava o príncipe Harry em tour sofreu pane nas Bahamas

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Seleção brasileira de rúgbi vai passar a ser conhecida como 'Os Tupis'

Concurso 2839 da QUINA 13

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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13 LEÃO Receita Federal recebeu até ontem à tarde 690 mil declarações do IR

conomia

COMBUSTÍVEL Brasil bate recorde de produção de petróleo no mês de janeiro

Os gritos de Dilma na Alemanha

Presidente do Brasil reclama da política monetária dos países desenvolvidos, que equivale a barreiras tarifárias, e de dor, após ter o pé atingido por uma barra.

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m um evento que deveria marcar a comunhão de interesses entre Brasil e Alemanha, os chefes de Estado e de governo dos dois países entraram em rota de colisão em público, ontem, em Hannover. Em entrevista concedida ao meio-dia, a presidente Dilma Rousseff voltou a criticar o "tsunami monetário" na Europa, advertindo que o País poderia adotar medidas para proteger o real das "desvalorizações artificiais" de outras moedas. A resposta veio oito horas depois. Em discurso de improviso, a chanceler Angela Merkel advertiu que os países desenvolvidos observam "as medidas protecionistas unilaterais", em referência indireta aos emergentes. A discussão foi o desdobramento da insatisfação do governo brasileiro com a crescente liquidez estimulada pelos Bancos Centrais de países ricos. Citando números do Banco de Compensações Internacionais (BIS), Dilma disse que a injeção de US$ 8,8 trilhões no sistema financeiro nos últimos três anos causa "desvalorização artificial" das moedas e "equivale a barreiras tarifárias". O tom das reclamações do Brasil cresceu quando o Banco Central Europeu (BCE) ofereceu mais 530 bilhões de euros aos seus bancos. De dezembro para cá, o valor chega a 1 trilhão de euros. Questionada pela reportagem se o governo brasileiro estava pedindo a Merkel uma intervenção na autonomia do

Fabian Bimmer/Reuters

BCE, Dilma respondeu: "Não, sabe por quê? Porque estão interferindo na nossa". "O que o Brasil quer com isso é mostrar que está em andamento uma forma concorrencial de proteção de mercado, que é o câmbio. O câmbio virou uma forma artificial de proteção." Barra – Sem proteção estava o pé da presidente. Em meio à entrevista, uma barra de sustentação da corda divisória entre ela e os jornalistas caiu e atingiu seu pé. Ela reagiu com uma expressão de dor. Dilma antecipou que o governo pode tomar medidas para evitar a valorização artificial do real. "Tomaremos todas as medidas para nos proteger." Questionada se pensava em quarentena de capital externo, reagiu: "Não estou defendendo quarentena". Nos últimos dias, aumentaram as especulações em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Analistas interpretaram as medidas cambiais adotadas na semana passada e as declarações de Dilma sobre o "tsunami" como uma sinalização de que o BC poderá ser mais agressivo no corte de juros. Nesse cenário, um corte mais forte da Selic seria uma forma de se antecipar ao "tsunami" de dinheiro que deverá chegar ao Brasil como resultado da ação do BCE nos bancos europeus. O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,17% a R$ 1,736. (Agências) Leia mais sobre dólar e juros em artigo de Roberto Fendt, na pág. 2.

Reprodução de vídeo G1.

Ao lado, Dilma Rousseff (dir.) com Angela Merkel: câmbio virou forma artificial de proteção. Acima, brasileira expressa dor após queda de barra em seu pé.

'Quem fala sobre juros é o Tombini'

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presidente Dilma Rousseff desautorizou, ontem, toda declaração sobre política monetária que não seja

feita pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini. A bronca foi dada quando a chefe de Estado foi questionada sobre as declarações feitas pelo secretário especial de Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. No domingo, o ministro afirmou que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziria os juros. Questionada sobre o

tema, a presidente foi taxativa. "Quem fala sobre juros no meu governo é o Banco Central, Alexandre Tombini. Nem eu nem ninguém no meu governo tem autorização para falar sobre juros", afirmou. Nesse momento, Marco Aurélio aguardava o fim da coletiva, no lobby do hotel. No domingo, o ministro havia comentado a política monetária,

afirmando que o BC já vinha em uma trajetória de baixa da taxa de juros. "Esse caminho já está definido, e com sucesso, porque não estamos tendo inflação", disse. Sobre as reuniões do Copom hoje e amanhã, Marco Aurélio antecipou a decisão do BC. "Vamos ter mais uma reunião, na qual vamos ter uma queda – moderada, mas vamos ter uma queda", disse. (AE)

Brasil: porto seguro para capital estrangeiro. Renato Carbonari Ibelli

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presidente Dilma tem criticado o que chamou de tsunami monetário provocado pelos países ricos. Esse fenômeno é gerado pela tentativa dessas nações reaquecerem suas economias assoladas por crises injetando recursos em seus sistemas financeiros. Nos últimos três anos, boa parte dos US$ 8,8 trilhões disponibilizados pelos bancos centrais europeus e dos Estados Unidos, em vez de ser usada para dar liquidez às economias em dificuldade, veio para o Brasil. O movimento faz o dólar se desvalorizar frente ao real e prejudica a indústria nacional. O País é um porto seguro para o capital estrangeiro pois tem elevada capacidade de honrar os seus compromissos financeiros e fiscais. Além disso, a taxa básica de juros (Selic) no patamar atual de 10% é garantia de retorno elevado aos investidores. Como comparação, recursos aplicados nos Estados Unidos são abonados

por juros de 0,25%. Com o volume excessivo de dólar na economia brasileira, a tendência é que a moeda norteamericana se desvalorize em relação ao real. O dólar é como uma mercadoria qualquer. Quanto maior a oferta, menor o valor. O dólar desvalorizado estimula as importações e encarece as exportações. Emílio Alfieri, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), lembra que em 2011, enquanto a indústria permaneceu estagnada, crescendo 0,3%, a demanda interna avançou 6,7%. "Em outras palavras, foram os importados que sustentaram o crescimento do consumo", explica. O dólar fechou ontem a R$ 1,73, patamar que parece ser o tolerável pelo governo neste ano. Para tentar impedir que a moeda norte-americana despenque abaixo desse limiar, o governo lançou mão de medidas restritivas. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) teve sua alíquota ampliada para diferentes perfis de transações em moeda estrangeira. Além disso, o Banco

Central (BC) passou a comprar dólar, reduzindo incertezas no mercado que poderiam resultar em compra e venda desenfreada da moeda. Mas conter a desvalorização do dólar é uma tarefa difícil. Nas palavras de Felipe Queiroz, analista da Austin Rating, "é o BC brigando com o resto do mundo. Até então, as medidas do governo não surtiram efeito na restrição da entrada de recursos no País. O analista projeta pressão cambial maior ao final de 2012, com o dólar valendo R$ 1,66. Reduzir a Selic seria um meio de restringir os rendimentos para os investidores e conter a entrada de dólar no País. Na opinião de Marcio Cardoso, sócio-diretor da Título Corretora, a entrada de recursos estrangeiros no Brasil não seria um problema tão grave se governo e indústria tivessem feito o dever de casa em anos anteriores. "A indústria nacional sofre com o dólar baixo porque o Custo Brasil é elevado, observado na falta de infraestrutura logística", comenta Cardoso.

Corte da taxa de juros divide mercado

À

s vésperas da segunda reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 2012, abriu-se uma polêmica no mercado financeiro. Alguns economistas e o mercado de juros futuros se apoiam no argumento de que o tsunami monetário esteja atingindo o Brasil atraído pelo diferencial de juros. A taxa básica, a Selic, atualmente em 10,5% ao ano, continua na lista das taxas mais altas do mundo, mas esse grupo de economistas acredita que uma

queda maior, de 0,75 ponto percentual (p.p.), diminuiria o poder de atrair moeda estrangeira. Um outro grupo usa a teoria econômica para contestar esse argumento. Nas mesas, os operadores estão desde quinta-feira assumindo nos negócios com juros futuros um corte mais agressivo, de 0,75 ponto percentual, da Selic em março, dos atuais 10,5% para 9,75% ao ano. Antes da injeção de capital do Banco Central Europeu (BCE), que desencadeou o forte aumento da

liquidez internacional, as apostas eram de corte de 0,5 ponto percentual. Dentre os Departamentos Econômicos, três já elevaram suas projeções de corte de juros. A Nomura Securities foi a primeira a elevar a estimativa de corte, logo cedo na sexta-feira, de 0,5 ponto 0,75 ponto. Horas depois, a Icap Brasil anunciou uma revisão mais drástica, de corte de 0,50 ponto percentual para 1 ponto. Ontem, a Leme Investimentos alterou projeção de corte de 0,5 ponto per-

centual para 0,75 ponto percentual. Em qualquer dessas apostas, a Selic já estaria a um dígito neste mês. Na última sexta-feira, analistas da Quantitas, do Sicredi e do Besi Brasil já se manifestaram contrários a essa visão do processo econômico. A principal argumentação das instituições que afirmam que o BC deverá ampliar a magnitude do afrouxamento monetário como forma de deixar os juros menos atrativos para o capital externo ganhou mais

força com a interpretação por operadores das críticas feitas pela presidente Dilma Rousseff aos países que estão elevando a liquidez mundial. Para eles, ela teria sinalizado que o BC aprofundará o corte da Selic – Dilma cunhou a expressão tsunami monetário no Brasil. Do lado dos que mantêm firme a aposta de que o Copom anunciará corte da Selic em apenas 0,50 ponto percentual amanhã, a contra-argumentação baseia-se no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), em

que a autoridade monetária minimiza a importância do diferencial de juros como fator estimulador de valorização do real. "No caso brasileiro, as estimativas pontuais são de que um aumento inesperado da taxa de juros básica, que leve a uma elevação de um ponto percentual da taxa de juros dos contratos swap DI x pré de 90 dias, está associado a uma depreciação imediata entre 0,2% e 0,5% do real em relação ao dólar norte-americano", diz o BC no RTI. (AE)


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 6 de março de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 6 de março de 2012

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15 No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 9,2%.

conomia

Aly Song/Reuters

Reuters

O comércio internacional de Xangai está na mira dos EUA, onde o Senado aprovou lei para sobretaxar as importações. Casal em Pequim: governo fala em melhorar a qualidade de vida da população.

China reduz a meta de crescimento Governo do país anuncia que objetivo neste ano é ter avanço de 7,5% no Produto Interno Bruto (PIB), e não mais de 8%, que era o nível simbólico.

O

primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, afirmou ontem que o governo pretende buscar a meta de crescimento econômico de 7,5% neste ano, após oito anos consecutivos mantendo o elevado nível simbólico de 8%. Trata-se de um forte sinal de que as autoridades do país têm prioridades mais importantes do que o rápido desenvolvimento neste momento. A redução da meta de crescimento econômico indica que Pequim espera alinhar as autoridades de todos os níveis de

governo em questões de reestruturação econômica e qualidade de vida, como melhorias no meio ambiente e na desigualdade de renda. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 9,2%. Também em 2011, Wen estabeleceu a meta de 7% para crescimento médio anual durante o período de cinco anos de 2011 a 2015, um sinal de que Pequim pretende preparar uma desaceleração bastante gradual. Em seu pronunciamento anual para o Congresso Nacional do Povo, o parlamento chinês, Wen dis-

se que o governo busca conter a inflação para algo em torno de 4% neste ano. No ano passado, o índice de preços ao consumidor cresceu 5,4%, mais do que a meta oficial de 4%. A China vai lançar um mercado de bônus de alto rendimento rapidamente, afirmou Guo Shuqing, presidente da Comissão Regulatória de Valores Mobiliários da China. "Estamos trabalhando atenciosamente", afirmou Guo, ao ser perguntado se o mercado poderá ser introduzido no semestre atual. A autoridade fez as declarações durante a reu-

nião anual do Congresso Nacional do Povo. Bô nu s – O jornal estatal Shanghai Securities News publicou que a Bolsa de Valores de Xangai planeja permitir que companhias vendam bônus com alto rendimento no primeiro semestre do ano para ampliar os canais de financiamento para empresas. A China vai introduzir um sistema de registro para emissões de bônus de alto rendimento, também chamados de junk bonds, nos mercados internacionais, incluindo Estados Unidos, segundo Geng

Liang, presidente da Bolsa de Xangai. A bolsa estabelecerá um fundo de amortização destinado ao pagamento dos bônus no caso de um emissor declarar default, afirmou Geng, acrescentando que o fundo será parcialmente financiado pelos emissores e pela bolsa. I mp o rt a çõ e s – O Senado norte-americano aprovou ontem um projeto de lei que autorizaria o Departamento do Comércio dos EUA a aplicar US$ 5 bilhões em sobretaxas às importações da China, do Vietnã e de outros países. A expectativa é de que a Câ-

mara dos Representantes dos EUA aprove o mesmo projeto nesta semana. Funcionários do governo têm pedido uma ação do Congresso desde que uma corte federal de recursos decidiu que o Departamento do Comércio não poderia impor tarifas retaliatórias a importações de países que não são considerados economias de mercado. De acordo com a decisão do tribunal, o Departamento do Comércio precisava de autorização do Congresso. O projeto de lei em questão resolve o problema da falta de autorização legislativa. (AE)

Transição no gigante asiático abre oportunidades Petar Kujundzic/Reuters

Renato Carbonari Ibelli Ana Nascimento/ABr

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Quem olhar para a China como quem quer conhecê-la, e não como um inimigo, poderá fazer bons negócios. CLODOALDO HUGUENEY EMBAIXADOR DO BRASIL EM PEQUIM

China vai passar ao longo deste ano por importantes transições políticas e econômicas que podem ter fortes impactos aos parceiros comerciais do gigante asiático. No campo político, ocorre a transição da 4° para a 5° geração do governo chinês, que trará novos nomes e perfis ao partido comunista. Além disso, em 2012 será emplacado o 12º plano quinquenal para a economia chinesa, que tem a difícil tarefa de valorizar o custo do trabalho e do capital do país. Clodoaldo Hugueney, embaixador do Brasil em Pequim, detalhou as transições chinesas em evento organizado, na última terça-feira, pela Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), na Capital. Ele lembrou que a maioria dos governantes da 4° geração política da China atingiu idade limite para permanecer no poder, e terá de ser aposentar. As mudanças atingirão sete dos nove nomes do mais alto escalão político, além de quase todos os 27 membros do politburo. De acordo com o embaixador, a nova geração política da China é menos dependente de líderes carismáticos. Ao con-

trário, seu perfil é mais de colegiado, ou seja: embora ainda exista a concentração do poder, diferentes integrantes do governo possuem suas atribuições específicas. Desafio – "O grande desafio da 5° geração do governo será garantir a estabilidade política do país sem ameaçar a estrutura do socialismo com características chinesas e o crescimento econômico", disse ele. No campo econômico, o desafio da nova geração do governo chinês será árduo. Há um esgotamento do modelo de crescimento econômico do país, centrado na agressividade das exportações e na desvalorização de sua moeda, o yuan. O embaixador Hugueney lembrou que esse modelo começou a implicar no avanço da inflação e em desequilíbrios financeiros, acentuados com a crise de 2008, que paralisou a economia dos Estados Unidos, principal comprador. Agora, o 12° plano quinquenal chinês se propõe a rebalancear o modelo econômico do país, mudando o foco para o mercado interno, segundo Hugueney. Nesse sentido, o embaixador aponta para a valorização do custo do trabalho e do yuan, algo que já vem ocorrendo. "Em 2011 os salá-

O 12° plano quinquenal da China deve alterar o foco da economia: atenção maior pode recair sobre mercado interno.

rios aumentaram 20% na China, e seguem em trajetória de alta, o que tem promovido a desconcentração da riqueza. O yuan também valorizou 5% no ano passado e se prevê o mesmo para este ano", disse o embaixador Hugueney. Longo prazo – Para o longo prazo as mudanças econômicas previstas para o país asiático são bem mais amplas do que o rebalanceamento apontado. De acordo com Hugueney, essa mudança passa pela reformulação da estrutura de propriedade do país, impli-

França pode taxar ricos em 75%

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maioria dos eleitores na França apoia uma proposta do candidato do Partido Socialista à presidência, François Hollande, para impor um imposto de 75% sobre os salários de pessoas que ganham mais de 1 milhão de euros por ano, indicou uma pesquisa feita pela Ipsos. Cerca de 57% dos eleitores franceses afirmaram que apoiam o imposto porque "ele contribuirá para uma justiça social maior", mostrou a pesquisa, enquanto 42% dos entrevistados são contra a taxa "porque ela encorajará as pessoas com renda mais alta a deixar a França".

1 milhão de euros por ano. Quem ganhar mais do que isso vai descontar o imposto especial, segundo a proposta de François Hollande. Na semana passada, Hollande causou um alvoroço no partido governista UMP, liderado por seu adversário na corrida presidencial,

Nicolas Sarkozy, ao propor que os contribuintes que ganham mais de 1 milhão de euros por ano sejam submetidos a um imposto especial, caso seja eleito. O Ipsos ouviu 1.005 eleitores potenciais entre 1.º e 2 de março por telefone para realizar a pesquisa. Hollande já prometeu introduzir uma taxa de imposto de renda maior para aqueles que ganham mais de 150 mil euros por ano, de 45%, ante os 41% atuais. Ele também prometeu reduzir os impostos sobre o lucro das pequenas e médias empresas, e eliminar 29 bilhões de euros em incentivos fiscais introduzidos por Sarkozy. (AE)

cando na redução da participação estatal nas empresas. Esse novo modelo econômico chinês também visa privilegiar a qualidade da produção local, em detrimento da quantidade. São mudanças que podem trazer benefícios aos parceiros comerciais do gigante asiático. O embaixador do Brasil em Pequim apontou que o aumento dos salários e da moeda chinesa beneficiam os que vendem àquele país. "A China tem tudo para se tornar o maior importador mundial", afirmou. Destaca-se que o consumo

chinês também é puxado pelo avanço da sua população urbana, que pela primeira vez, superou a rural. Além disso, na busca por tecnologia e qualidade em seus produtos, a tendência é que a China se abra mais para os parceiros comerciais. "Quem souber olhar para a China como alguém a quem queremos conhecer, e não como um inimigo, poderá fazer bons negócios", disse o embaixador brasileiro em Pequim. (Leia mais sobre a economia chinesa em Opinião, página 3)


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O que vemos no varejo é uma desaceleração, mas com manutenção do otimismo. Bruno Fernandes, economista da CNC

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Zé Carlos Barretta/Hype

Construção: investimentos à vista Mesmo com queda de 8,4% no índice de confiança no trimestre, setor sinaliza retomada.

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Dados do Ibre mostram que um novo ciclo de investimentos está começando no setor de construção

128,9 pontos foi o ICST em fevereiro. Índice tem mantido evolução positiva desde dezembro. crise no cenário internacional". Ana Maria destaca o crescimento da expectativa do empresário da construção. "Em 2011, a infraestrutura sofreu muito por causa do ajuste fiscal. Mas agora o governo sina-

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pesar da queda na intenção de investir, o empresário do comércio está mais propenso a contratar funcionários este ano. É o que mostra o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), divulgado ontem pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), que ficou estável no nível de 127,6 pontos em fevereiro. No componente que mede a propensão ao investimento do varejo, chamado de Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC), houve recuo de 0,9% em fevereiro. Mas o item relacionado à expectativa de contratação de funcionários subiu 2% em relação a janeiro. O resultado negativo foi puxado pela queda de 3% na perspectiva de investimentos dos empresários e recuo de 1,9% na satisfação em relação ao nível de estoques,

Newton Santos/hype

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ráveis e compatíveis com a gradual recuperação do nível de atividade da economia brasileira neste primeiro semestre. A insatisfação com a demanda atual derrubou o resultado do índice. Das 2.895 empresas consultadas, a parcela de entrevistadas que avaliam a demanda atual como forte caiu de 25,9% para 20,8% de fevereiro de 2011 para fevereiro de 2012. No mesmo período, subiu de 12,1% para 18,2% a fatia dos que a classificam como fraca. Mas as expectativas para a demanda futura ainda operam com sinais favoráveis. A proporção de empresas prevendo crescimento da demanda nos próximos meses aumentou de 50,3 % em fevereiro de 2011 para 53,7% em fevereiro de 2012, enquanto a parcela das que esperam queda passou de 4,5% para 4,8% do total. A pesquisa para o ICS ocorreu entre os dias 1 e 28 de fevereiro. (AE)

vereiro. "A evolução positiva do índice vem se mantendo desde dezembro por conta da recuperação do investimento em infraestrutura, contratações da segunda fase do Minha Casa, Minha Vida e do arrefecimento da

liza com mais investimentos para 2012, o que já está refletindo no índice", afirma. Ela também chama atenção para o aumento das expectativas a respeito de preparação de terrenos, que do trimestre terminado em janeiro para o encerrado em fevereiro subiu de 130,6 pontos para 135,4. Na comparação com igual trimestre do ano anterior, o período de três meses encerrado em fevereiro teve alta de 0,1% ante queda de 1% verificado em janeiro. O índice de obras de acabamento apresentou uma queda maior em fevereiro ante o trimestre encerrado em janeiro, de 9,1%, ante recuo de 5,4%. "Os dados de preparação do terreno, índice que antecede as obras, e o de acabamento, um dos indicadores que mostram o final da construção, mostram que um novo ciclo de investimentos está começando, o que é positivo." (AE)

Comércio deve contratar mais

Confiança de serviços cai 3,2% Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 3,2% em fevereiro em relação a igual mês do ano anterior, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi a sétima queda consecutiva do índice, nesta comparação. A FGV também revisou a queda do índice de janeiro, que teria caído de forma mais intensa: de -0,9% para -1%. A piora do ICS foi influenciada por avaliação menos favorável dos empresários em relação ao momento presente. Na comparação com igual mês do ano anterior, o Índice da Situação Atual - S (ISA-S), um dos dois sub-indicadores do ICS, c a i u 8 , 1 % e m fe ve re i ro, a maior desde outubro de 2009 (-8,7%) contra queda de 4,2% em janeiro. Já o Índice de Expectativas S (IE-S) subiu 0,7% em fevereiro, em comparação com a alta de 1,5% em janeiro. Isso, na prática, revela que as expectativas do setor continuam favo-

queda do Índice de Confiança da Construção (ICST) verificada em fevereiro foi a menor dos últimos seis meses, indicando que o ano de 2012 pode ser de retomada dos investimentos do setor e de aumento de contratações. Prova disso são os dados que compõem o indicador e que sinalizam novos projetos, como o de preparação do terreno e de obras viárias. A análise foi feita ontem pela coordenadora de Estudos de Construção Civil do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ana Maria Castelo. "O empresário começou o ano mais otimista; mesmo com o índice em queda de 8,4% no trimestre finalizado em fevereiro ante igual período do ano passado, ele se manteve sempre positivo, acima dos 100 pontos", afirma a coordenadora, ao citar o ICST, que ficou em 128,9 em fe-

Lojistas tinham se preparado para vender mais neste início de ano.

indicando que os lojistas se prepararam para um nível mais alto de vendas neste início de ano. Essa situação, refletida na estabilidade do Icec em fevereiro após a queda de 2,3% de janeiro, desestimula os investimentos. Em

entrevista, o economista da CNC, Bruno Fernandes, explicou que o nível ainda alto de estoques reflete uma recuperação mais lenta das vendas após a desaceleração de 2011 e o efeito retardado da retirada das medidas macroprudenciais e do corte

nos juros sobre a disponibilidade de crédito. Já a intenção de contratar está ligada à expectativa mais positiva em relação ao segundo semestre. "Em relação ao nível de investimentos, há um efeito estatístico por causa da base alta de comparação. Mesmo assim, a expectativa continua alta, em 110,5 pontos. Diferentemente do que acontece na indústria, por exemplo, o que vemos no varejo é uma desaceleração, mas com manutenção do otimismo", avaliou Fernandes. "A avaliação é menos otimista sobre o momento atual porque ainda não há crédito fácil nos patamares do fim de 2010. Mas o Banco Central já virou a posição que adotou no início de 2011 com o desaperto monetário, cujo efeito vai ser sentido no segundo semestre." (AE)


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ECONOMIA/LEGAIS - 17

SOCIEDADE DAS FILHAS DE NOSSA SENHORA DO SAGRADO CORAÇÃO CNPJ nº 60.470.960/0001-47

DEMONSTRAÇÃO DO SUPERAVIT DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 ATIVO ATIVO CIRCULANTE CAIXA E EQUIVALENTES OUTROS RECEBÍVEIS VALORES A RECEBER (-) PROV. CRÉD. LIQ. DUV. SUBVENÇÕES A RECEBER OUTROS CRÉDITOS OUTROS ATIVOS CIRCULANTES DESPESAS ANTEC. ATIVO NÃO CIRCULANTE ATIVO REALIZ. L. PRAZO CRÉDITOS DIVERSOS APLICAÇÕES FINANCEIRAS DESPESAS ANTECIPADAS RECURSOS PÚBLICOS A RECEBER INVESTIMENTOS IMOBILIZADO INTANGÍVEL TOTAL DO ATIVO

2010 9.266.320,22 5.503.226,21

2009 9.299.612,79 5.823.694,88

3.449.914,88 -386.755,37 151.283,30 527.586,26

3.206.311,39 (164.742,98) 82.617,09 335.955,84

2008 8.484.567,89 5.462.238,90

PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE FINANCIAMENTOS EMPRÉSTIMOS FORNECEDORES 2.777.574,76 OBRIGAÇÕES (92.221,21) OBRIGAÇÕES COM CONV. PRIVADOS SUBVENÇÕES A REALIZAR 321.236,22 RECEITAS ANTECIPADAS

21.064,94 127.098.156,42

15.776,57 45.401.517,03

15.739,22 45.106.662,83

6.644,10 3.322,27 94,16

26.630,85 8.722,27 686,40 34.314,96 0,01 45.273.486,36 57.676,18 54.701.129,82

12.205,00 8.722,27 71,40

0,01 126.990.210,93 97.884,95 136.364.476,64

0,01 45.047.675,25 37.988,90 53.591.230,72

PASSIVO NÃO CIRCULANTE EMPRÉSTIMOS E FINANC. OBRIGAÇÕES FISCAIS RECURSOS PÚBLICOS A REALIZAR PATRIMÔNIO LIQUIDO PATRIMÔNIO SOCIAL DOACOES DE BENS DO AT. PERM. AJUSTE DE AVAL. PATRIMONIAL (DEFICIT) SUPERAVIT DO EXERCÍCIO TOTAL DO PASSIVO

2010 2.964.588,17 201.441,11 101.911,25 1.498.580,30 18.261,64 209.857,55 934.536,32

2009 2.954.324,05 416.699,11 85.773,86 1.392.065,86 5.480,39 237.790,80 816.514,03

2008 2.708.075,58 0,00 487.692,47 1.364.047,07 18.843,32 156.642,33 680.850,39

305.702,15 14.554,96 291.147,19

422.062,37 24.049,84 363.697,57 34.314,96

363.697,57 0,00 363.697,57

133.094.186,32 51.285.455,40 39.288,00 86.072.701,62 -4.303.258,70 136.364.476,64

51.324.743,40 50.477.712,57 42.320,00

50.519.457,57 50.390.261,65 41.745,00

804.710,83 54.701.129,82

87.450,92 53.591.230,72

Doação Ativo Permanente 41.745,00 – 41.745,00 – – 575,00 42.320,00 – – – -3.032,00 39.288,00

Total 50.979.292,28 -459.834,71 50.519.457,57 0,00 804.710,83 575,00 51.324.743,40 0,00 -4.303.258,70 86.072.701,62 0,00 133.094.186,32

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LIQUIDO EM 2010 E 2009 - EM REAIS Descriminação Saldo em 31 de dezembro de 2008 Retificação de erros Saldo em 01 de janeiro de 2009 Transferência do superavit de 2008 para Patr. Social Superavit do exercício Bens recebidos em doações Saldo em 31 de dezembro de 2009 transferência do superavit de 2009 para Patr. Social Deficit do exercício Avaliação pelo custo atribuído Transferência de doação para o p.l Saldo em 31 de dezembro de 2010

Patrimônio Social 50.850.096,36 -459.834,71 50.390.261,65 87.450,92 – – 50.477.712,57 804.199,37 – – 3.032,00 51.284.943,94

Superavit/Exercício 87.450,92 – 87.450,92 -87.450,92 804.710,83 – 804.710,83 -804.199,37 -4.303.258,70 – – -4.302.747,24

Ajuste de Avaliac. Patrim. – – – – – – – – – 86.072.701,62 – 86.072.701,62

Notas Explicativas às demonstrações Contábeis de 31 de dezembro de 2010 e 2009 (valores expressos em reais) 1) Contexto Operacional - A SOCIEDADE DAS FILHAS DE NOSSA SENHORA DO SAGRADO CORAÇÃO é uma associação civil de direito privado, de caráter educacional, cultural, filantrópico e de assistência social, sem fins lucrativos e de duração indeterminada. A Entidade é possuidora do Titulo de Utilidade Publica Federal pelo Decreto 56969 de 01/01/1965, Estadual pelo Decreto 3088 de 21/12/1973 e o Municipal pelo Decreto 38359 de 23/09/1999. A Entidade é portadora do certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social conforme processos 71010.001349/2003-49 e 71010.003762/2006-91, ambos os processo aprovados pela Resolução CNAS nº 3 de 2009 e 71.000.102.770/200981 aprovado pela portaria 51/2011 da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação. A Entidade tem por finalidade: 1) educação e o ensino em seus diversos graus; 2) assistência social visando o melhor aperfeiçoamento humano. 2) Apresentação das Demonstrações Contábeis - As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com a Lei das Sociedades por Ações nº 6.404/76, considerando suas alterações e Resoluções do CFC nº 877/00 e nº 1159/09, e demais disposições, orientações e interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), quando aplicáveis. Na elaboração das demonstrações financeiras de 2010, a Entidade adotou a Lei n° 11.638/2007, Lei nº 11.941/09 que alteraram artigos da Lei nº 6.404/76 em aspectos relativos à elaboração e divulgação das demonstrações financeiras. As demonstrações contábeis foram elaboradas em observância às práticas contábeis adotadas no Brasil, características qualitativas da informação contábil, Resolução nº 1.121/08 (NBC T 1), que trata da Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, Resolução No. 1.185/09 (NBC T 19.27), que trata da Apresentação das Demonstrações Contábeis, Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), Deliberações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e outras Normas emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e aplicáveis às Entidades sem Fins Lucrativos, e especialmente a Resolução n° 877 de 2000 que aprovou a NBC T 10.19, alterada pelas Resoluções ns° 926 e 966, que estabelece critérios e procedimentos específicos de avaliação, de registros dos componentes e variações patrimoniais e de estruturação das demonstrações contábeis, e as informações mínimas a serem divulgadas em nota explicativa das entidades sem finalidade de lucros. 3) Formalidade da Escrituração Contábil - A entidade mantêm um sistema de escrituração uniforme dos seus atos e fatos administrativos, por meio de processo eletrônico. O registro contábil contém o número de identificação dos lançamentos relacionados ao respectivo documento de origem externa ou interna ou, na sua falta, em elementos que comprovem ou evidenciem fatos e a prática de atos administrativos. As demonstrações contábeis, incluindo as notas explicativas, elaboradas por disposições legais e estatutárias, serão transcritas no “Diário” da Entidade, e posteriormente registrado no Cartório de Registros de Pessoas Jurídicas. 4) Documentação da Escrituração Contábil - Quanto a documentação contábil da Entidade é composta por todos os documentos, livros, papéis, registros e outras peças, que apóiam ou compõem a escrituração contábil. A documentação contábil é hábil, revestida das características intrínsecas ou extrínsecas essenciais, definidas na legislação, na técnica-contábil ou aceitas pelos “usos e costumes”. A entidade manter em boa ordem a documentação contábil. 5) Principais práticas Contábeis - a) Caixa e Equivalentes de Caixa: Conforme determina a Resolução do CFC nº 1.125/08 – Demonstração do Fluxo de Caixa e Resolução do CFC nº 1.185/09 – Apresentação Demonstrações Contábeis, os valores contabilizados neste sub-grupo representam moeda em caixa e depósitos à vista em conta bancária, bem como os recursos que possuem as mesmas características de liquidez de caixa e de disponibilidade imediata ou até 90 (noventa) dias e que estão sujeitos a insignificante risco de mudança de valor; b) Aplicações de Liquidez Imediata: As aplicações financeiras estão demonstradas pelos valores originais aplicados, acrescidos dos rendimentos pró-rata até a data do balanço; c) Ativos circulantes e não circulantes: Contas a receber de clientes - As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado. d) Provisão p/ Crédito de Liquidação Duvidosa (PCLD): Esta provisão foi constituída em montante considerado suficiente pela Administração para suprir as eventuais perdas na realização dos créditos. Esta provisão foi calculada seguindo os critérios estabelecidos pela Entidade (média de inadimplência dos últimos três anos), e assim atendendo a NBCT 10.19.2.2 e o Parecer de Orientação da CVM 21/90. e) Imobilizado: Os ativos imobilizados são registrados pelo custo de aquisição ou construção, deduzido da depreciação calculada pelo método linear com base nas taxas que leva em consideração vida útil e utilização dos bens (Resolução CFC No. 1.177/09 e CPC 27). Outros gastos são capitalizados apenas quando há um aumento nos benefícios econômicos desse item do imobilizado. Qualquer outro tipo de gasto é reconhecido no resultado como despesa quando incorrido. f) Obras em Andamento: As construções em

TERRENO IMÓVEIS MOV.E UTENSÍLIOS VEÍCULOS MÁQS. E EQUIPTS. EQUIPTS.INFORMÁT. INSTALAÇÕES TELEFONE JÁSIGOS BENFEITORIAS BIBLIOTECA MATL.LABORATÓRIO FANFARRAS MATL. DIDÁTICO PARQUE INFANTIL APARELHAMENTO SUB-TOTAL OBRAS EM ANDAM. SUB-TOTAL TOTAL DEPREC. ACUMULADO TOTAL IMOBILIZADO

Ano 2009 17.471.253,28 28.911.616,85 2.313.633,71 582.383,12 1.011.022,53 1.287.763,69 667.588,43 1.350,00 16.500,00 70.224,69 51.968,45 63.986,65 1.614,00 61.708,62 5.846,31 16.587,60 52.535.047,93 2.170.815,85 2.170.815,85 54.705.863,78 -9.432.377,42 45.273.486,36

Aquisições – 46.824,81 132.161,34 85.400,00 96.889,20 115.005,09 68.540,54 1.915,90 – – 2.108,46 – – 44.072,70 – 8.956,54 601.874,58 1.294.955,27 1.294.955,27 1.896.829,85 -1.512.411,41 384.418,44

Bens em doação – – 500,00 – – – – – – – – – – – – – 500,00 – – 500,00 – 500,00

intangível - Os direitos classificados no intangível são avaliados pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da respectiva de amortização e se refere a software direito de uso de linha telefônica. 2009 2010 saldo Aquisições Transferência saldo software 112.596,08 55.748,71 -25.682,23 142.662,56 Direito de uso telefone 16.769,38 – – 16.769,38 amortização -71.689,28 -15.539,94 25.682,23 -61.546,99 total 57.676,18 40.208,77 – 97.884,95 10) Obrigações a Curto Prazo (Passivo Circulante) - Estão representadas pelo seu valor nominal, original e representa o saldo credor de fornecedores em geral, obrigações fiscais - empregatícias, tributárias e outras obrigações, bem como as provisões sociais. Estas obrigações foram cumpridas no prazo. 2010 2009 Financiamento 201.441,11 416.699,11 Fornecedores 101.911,25 85.773,86 Obrigações fiscais 172.836,94 159.138,94 Obrigações diversas 21.133,46 10.812,63 Obrigações Sociais 1.304.609,90 1.222.114,29 Obrig com convênios filantrop 18.261,64 5.480,39 Subvenção a realizar 209.857,55 237.790,80 Receitas antecipadas - Refere - se à parcela de anuidades recebidas antecipadamente neste exercício, registradas no Passivo Circulante por se tratar de receitas de exercícios seguinte. 11) Obrigações a longo Prazo(passivo não circulante) - Refere – se a parcelamento de tributos, subvenções a realizar e a empréstimos a pagar. 2010 2009 Empréstimos e financ. 14.554,96 24.049,87 Obrigações fiscais 291.147,19 363.697,57 Recursos públic. a realizar – 34.314,96 12) Patrimônio Liquido - O patrimônio líquido é apresentado em valores atualizados e compreende o Patrimônio Social, acrescido do resultado do exercício (superávit) ocorrido, os bens recebidos através de doações patrimoniais e os ajustes de avaliação patrimonial considerados, enquanto não computados no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação e preço de mercado. 13) Ajustes por retificação de erro de Exercícios Anteriores - A Entidade, em atendimento as novas praticas contábeis, em seu balanço de abertura em 01/01/2009 efetuou os seguintes ajustes: Conciliação do patrimônio social - 2009 Saldo em 01/01/2009 segundo norma anterior 50.979.292,28 Despesas não registradas em anos anteriores -459.834,71 Saldo em 01/01/2009 reapresentação 50.519.457,57 Saldo em 31/12/2009 segundo a norma anteriores 51.407.071,84 Receitas não provisionadas no exercício 28.571,96 Despesas não provisionadas do exercícios -110.900,40 Saldo em 31/12/2009 reapresentação 51.324.743,40 Conciliação do resultado de 2009 Superavit/(deficit) do exercício 2009 segundo a normas anteriores 885.276,88 Receitas não provisionadas no exercício 28.571,96 Despesas não provisionadas do exercícios -110.900,40 Despesas de exerc. anteriores provisionada neste 1.762,39 Superavit/(deficit) do exercício 2009 reapresentação 804.710,83 Em conformidade com as novas praticas contábeis os ajustes de exercícios anteriores motivadas por erros que foram contabilizadas em conta especifica no passivo, para efeito de apresentação das presentes demonstrações, devem ser reconhecidos de maneira retrospectiva aos exercícios que se referem . Dessa forma as despesas ou receitas registradas em 2009 e 2010, como ajuste devem ser reconhecidas nos seus respectivos anos. Com isto os ajustes de exercícios anteriores registrados em 2009 no montante liquido de R$ 459.834,71 devem ser reconhecidos no saldo inicial do patrimônio social em 01/01/2009 e o valor liquido de R$ 82.328,44 que se referem a ajustes registrados em 2010 devem ser reconhecidos em 2009. Com estas alterações foi necessário reelaborar as a demonstração de superavit ou deficit de 2009 para atender as novas práticas contábeis. 14) Ajuste de Avaliação Patrimonial - Nesta conta inclui o ajuste por adoção do custo atribuído do ativo imobilizado efetuado baseado nos laudos de 31 de dezembro de 2010. Ajuste de Avaliação Patrimonial 2010 2009 Custo atribuído das edificações e terrenos 86.072.701,62 – 15) Deficit do exercício - Deficit do exercício será suportado pelo saldo existente na conta patrimônio social após aprovação da Assembleia Geral dos Associados. 16) Apuração das receitas e Despesas - a) As receitas da entidade são preponderante provenientes de mensalidades escolares, aluguéis, doações e subvenções dos poderes públicos. b) Os recursos da entidade foram integralmente aplicados no seu objetivo social. 17) Subvenções e convênios Públicos - A Entidade para a contabilização de suas subvenções governamentais, atendeu a Resolução nº. 1.305/10 do Conselho Federal de Contabilidade – CFC que aprovou a NBC T 19.4 – Subvenção e Assistência Governamentais. A entidade recebeu no decorrer do período subvenções do Poder Público Municipal de Campinas e de São Paulo. Esta tem como objetivo principal operacionalizar projetos e atividades pre – determinadas. Periodicamente, a Entidade presta conta de todo o fluxo financeiro e operacional aos órgãos competentes, ficando também toda a documentação a disposição para qualquer fiscalização. A Entidade recebeu os seguintes valores da Prefeitura do Município de Campinas e da Prefeitura do Município de São Paulo a título de subvenção: 2010 2009 Prefeitura Municipal de Campinas 672.980,90 721.427,89 Prefeitura do Município de São Paulo 54.321,96 26.026,90 Com referência aos valores recebido da Prefeitura Municipal de Campinas do valor recebido de r$ 672.980,90, o valor de R$ 559.158,34 refere – se a área de educação e o restante, R$ 113.822,56, refere – se a área de assistência social. 18) Convênios Particulares (Filantrópicos) - A Entidade manteve durante o ano de 2010 convênios com as entidades Fundação Nossa Senhora Auxiliadora e a Federação de Entidades Assistências de Campinas (FEAC) e da Fundação salvador Arena. A Entidade registrou os convênios em conformidade com as resoluções do CNAS 188/2005 e 049/2007e artigo 3º decreto 7.237/2010. O convênio com a fundação Nossa Senhora Auxiliadora começou no mês de janeiro de 2010 e encerrou em dezembro de 2010, já os convênios com a FEAC, começaram em abril de 2010 e vão terminar em março de 2011. Os valores recebidos e aplicados constam do quadro abaixo: 2010 2009 Recebido Aplicado Recebido Aplicado Fund. Nossa Sra. Auxiliadora 63.272,00 63.272,00 63.078,00 63.078,00 Fund. De Ent. Assist. de Campinas 199.927,00 187.145,85 159.309,03 174.508,48 Fundação Salvador Arena 6.720,00 6.720,00 6.720,40 6.720,40 19) Seguros - Para atender medidas preventivas adotadas permanentemente, a entidade efetua contratação de seguros em valor considerado suficiente para cobertura de eventuais sinistros. 20) Base de cálculo da Filantropia: Assistência educacional e social: 20.1) Ano de 2009 - Em atendimento aos seus objetivos estatutários e em aderência aos preceitos estabelecidos na Constituição Federal no Art.. 195, III., §7º, que concede a isenção da Contribuição Social ( INSS) às entidades beneficentes de assistência social que atendem as exigências estabelecidas em lei. A Lei nº 8212 de 24/07/91 - Lei do Custeio da Previdência Social, em seu Art. 55, o Decreto 2.536 de 06/04/98 e o Decreto 3048 de 06.05.99. A Instituição no atendimento aos seus objetivos aplicou um percentual de seus recursos, maior do que o exigido em Lei, fixado pelo Artigo 3º, Inciso VI, do Decreto 2.536. O exposto no parágrafo anterior está demonstrado quadro abaixo onde está demonstrada as gratuidades con-

Transf. entre contas – 70.224,69 63.952,48 -26.611,46 -10.736,10 -1.804,89 -63.952,48 -800,00 – -70.224,69 – – – 12.681,00 – – -27.271,45 – – -27.271,45 27.271,45 0,00

Transf. Depreciação – -6.843.628,10 -1.517.958,76 -150.223,62 -651.489,62 -1.060.923,10 -331.909,73 -84,97 – – -24.480,19 -6.902,00 – -38.367,44 – -4.680,92 -10.630.648,45 – – -10.630.648,45 10.630.648,45 0,00

DEMONSTRAÇÃO DO SUPERAVIT OU DEFICIT ABRANGENTE DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 2010 E 2009 - (EM REAIS) 2010 (4.303.258,70) – 86.072.701,62 81.769.442,92

Superávit ou Deficit do Exercício Bens recebidos em doação Avaliação pelo custo atribuído Superavit ou deficit total abrangente

2009 804.710,83 575,00 – 805.285,83

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 2010 E 2009 - (EM REAIS)

andamento são constituídas pelo custo do projeto, mão-de-obra e aquisições de materiais. Deverá demonstrar o custo do projeto, da mão-de-obra e dos materiais. Caso não tenha condições de apurar através da contabilidade ou controles gerenciais estes custos, entendemos que não é prudente a informação em nota explicativa. g) Passivo Circulante e Não Circulante: Os passivos circulantes e não circulantes são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargo incorridas até a data do balanço patrimonial. Quando aplicável, os passivos circulantes e não circulantes são registrados com base em taxas de juros que refletem o prazo, a moeda e o risco de cada transação. – Provisões – Uma provisão é reconhecida em decorrência de um evento passado que originou um passivo, sendo provável que um recurso econômico possa ser requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas quando julgadas prováveis e com base nas melhores estimativas do risco envolvido. h) Prazos: Os ativos realizáveis e os passivos exigíveis até o encerramento do exercício seguinte são classificados como circulantes. i) Provisão de Férias e Encargos: Foram provisionadas com base nos direitos adquiridos pelos empregados até a data do balanço. j) Provisão de 13º Salário e Encargos: Foram provisionadas com base nos direitos adquiridos pelos empregados e baixados conforme o pagamento até a data do pagamento. k) As Despesas e as Receitas: Estão apropriadas obedecendo ao regime de competência. l) Apuração do Resultado: O resultado foi apurado segundo o Regime de Competência. As receitas de prestação de serviços são mensuradas pelo valor justo (acordado em contrato - valores recebidos ou a receber) e reconhecidas quando for provável que benefícios econômicos futuros fluam para a entidade e assim possam ser confiavelmente mensurados. Os rendimentos e encargos incidentes sobre os Ativos e Passivos e suas realizações estão reconhecidas no resultado. m) Estimativas contábeis: A elaboração das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, requer que a Administração da Entidade use de julgamento na determinação e no registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o valor residual do Ativo imobilizado, Provisão para Devedores Duvidosos, Provisão para Contingências e Ativos e Passivos relacionados a benefícios a empregados. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, em razão de imprecisões inerentes ao processo da sua determinação. A Entidade revisa as estimativas e as premissas pelo menos anualmente. 6) caixa e equivalentes de caixa 2010 2009 Caixa 51.220,24 37.210,41 Banco 424.451,80 799.647,24 Investimentos de Fácil liquidação 5.001.912,07 4.960.801,81 Investimentos temporário 25.642,10 26.035,42 Total 5.503.226,21 5.823.694,88 Os investimentos de fácil liquidação corresponde a investimentos em fundos de curto prazo de alta liquidez, que são prontamento conversíveis em um montante conhecido de caixa. Em geral estes investimentos são de baixo risco. 7) Despesas Antecipadas - Este grupo é composto pelos seguros cujo período de vigência beneficia o exercício seguinte, e estão representadas pelo seu valor nominal. 8) Ativo Não Circulante(Realizável a Longo Prazo) - Este grupo esta composto preponderantemente pelas aplicações financeiras, no valor de r$ 3.322,27, outros créditos a receber no valor de r$ 6.644,10 este valores tem vencimento que ultrapassam o exercício subsequente. 2010 2009 Aplicações Financeiras 3.322,27 8.722,27 Outros créditos a receber 6.644,10 26.630,85 Recursos Públicos a receber – 34.314,96 Despesas antecipadas 94,16 686,40 9) Ativo Não-Circulante (Investimentos, Imobilizado e Intangível) - Este é composto pelos grupos investimentos, imobilizado e intangível. 9.1) Investimentos: Investimentos no valor de r$ 0,01 representa participação em outras empresas, em sua maioria da área de telefonia. Estes valores tiveram origem na aquisição de linhas telefônicas. 9.2) Imobilizado: A Entidade optou pela adoção do custo atribuído Os valores justos utilizados na avaliação foram estimados por peritos independentes com experiência e competência profissional, objetividade e conhecimento técnico dos bens avaliados Baixa – – – -87.538,54 – -600,00 – – – – – – – – – – -88.138,54 – – 88.138,54 59.800,47 -28.338,07

2009(*) 20.783.769,67 21.157.751,05 -373.981,38 – – – – – 9.536.421,24 5.195.214,79 – 4.057.786,27 1.137.428,52 374.442,10 746.248,08 691.429,31 231.853,17 244.307,32 6.845.461,37 776.841,95 71.486,62 332.903,27 804.710,83 804.710,83

2010 21.057.981,68 29.004.501,69 -5.671,50 -1.192.571,00 -1.300.488,22 -98.550,00 -4.895.159,89 -454.079,40 12.307.829,80 467.619,81 209.411,55 – 258.208,26 755.547,52 866.527,77 866.527,86 257.137,75 257.137,85 13.736.361,49 – 88.762,77 306.260,62 -4.303.258,70 -4.303.258,70

RECEITA OPERACIONAL RECEITA COM ENSINO DEVOL. DE MENSALIDADES DESCONTOS CONCEDIDOS OUTRAS GRATUIDADES E BENEF. A FUNCIONÁRIOS PROUNI GRAT. ESCOLARES TOTAIS E PARCIAIS GRAT. ESCOLARES OUTRAS GASTOS COM A EDUCAÇÃO GASTOS C/A AÇÃO SOCIAL E ASSIST. EDUC. AÇÃO SOCIAL NA EDUCAÇÃO SOCIAL GASTOS COM COM ALUNOS GRATUÍTOS GASTOS COM ASSIST. SOCIAL DOAÇÕES RECEBIDAS SUBV. AUXÍLIOS GASTO COM VERB. SUBVENC. CONVÊNIOS FILANTRÓPICOS GASTOS COM CONVÊNIOS FILANTRÓPICOS DESPESAS OPERACIONAIS OUTRAS RECEITAS E DESP. OPERACIONAIS OUTRAS RECEITAS RESULTADO FINANCEIRO RESULTADO OPERACIONAL SUPERAVIT DO EXERCÍCIO (*) reapresentação

Ajuste Custo Atrib. 51.773.648,72 28.159.990,33 1.458.717,14 79.263,62 -260.415,01 426.337,85 -253.847,56 2.549,03 – – -7.951,97 -46.784,65 – -22.476,81 – 35.965,78 81.344.996,47 – – 81.344.996,47 15.147,73 81.360.144,20

Ano 2010 69.244.902,00 50.345.028,58 2.451.005,91 482.673,12 185.271,00 765.778,64 86.419,20 4.929,96 16.500,00 – 21.644,75 10.300,00 1.614,00 57.618,07 5.846,31 56.829,00 123.736.360,54 3.465.771,12 3.465.771,12 127.202.131,66 -211.920,73 126.990.210,93

cedidas pela entidade no exercício de 2009 e a receita base: Receita Base 2009 Receita Líquida de Venda de serviço 20.783.769,67 Receitas Financeiras 494.121,68 Doação e Contribuições 374.442,10 Outras receitas operacionais 776.841,95 Subvenções e Conv. Público. 746.248,,08 Convênios filantrópicos 231.853,17 Resultado na Vendas de Bens do Imobilizado e intangível (não operacional) 71.486,62 =Receita Total 23.478.763,27 (-) Subvenção e Conv. Público. 746.248,08 (-) Convênios Filantrópicos 231.853,17 (-) Resultado na Vendas de Bens do Imobilizado e intangível (não operacional) 71.486,62 Total da receita Base 22.429.175,40 Aplic. Minima exigida 20%. 4.485.835,08 Grat/bolsas de estudos 3.848.409,11 Assist. social na Educ. Infantil 209.377,16 Gratuidades assistenciais 1.137.428,52 Porcentagem Realizada 23,16 Isenção usufruída 3.292.084,97 a) O montante da receita de subvenção, de convênio particulares (Resolução CNAS 049/2007), receita com venda de bens do imobilizado não estão inclusas na base de calculo para a incidência dos 20% (vinte por centos). b) No montante do valor de gratuidades assistenciais está inclusa a importância referente ao custo de gestão das unidades de assistência social. 20.2) ano Base 2010 Descrição 2010 receita com ensino fund. - alunos pagantes 21.768.078,49 receita com ensino fund - alunos gratuitos 5.349.239,29 receita com ensino fund - alunos bolsistas de funcionarios 1.275.731,32 receita com ensino fund - bolsista de outras escolas 24.756,90 receita com ensino superior - bolsistas pro uni 98.550,00 28.516.356,00 Deduções (-) descontos concedidos -1.192.571,00 (-) devolução de mensalidades -5.671,50 (-) bolsa a filhos de funcionários -1.275.731,32 (-) bolsa de sindicato a filhos de pais de outras escolas -24.756,90 (-) gratuidades totais -3.594.681,74 (-) gratuidades parciais -1.300.478,15 (-) outras gratuidades -454.079,40 (-) gratuidade pro uni -98.550,00 (-) anuidade a receber no final do ano -1.242.877,08 total 19.326.958,91 Aplicação minima exigida 20% 3.865.391,78 Gratuidade Educacional realizada: - assistencia educacional (bolsa de estudos) 4.895.159,89 - Bolsas Prouni 98.550,00 - ação social na educação infantil 209.411,55 Gratuidade na Assistencia social: - assistencia assistencial protecao a infancia 32.783,26 - proteção e assistencia social a familia 225.425,00 total 5.461.329,70 porcentual realizado 28,26 isenção do inss usufruída 3.478.091,38 Em atendimento aos seus objetivos estatutários e em aderência aos preceitos estabelecidos no artigo 13 da Lei 12.101/2009, a entidade aplicou uma parcela substancial dos seus recursos em projetos de conceção de gratuidades educacionais e outras ações de caráter filantrópico, conforme se encontra resumido no quadro acima. 21) Gratuidades Concedidas - As gratuidades concedidas pela Entidade através de seus programas e projetos se encontram registradas na contabilidade pelo seu custo quanto as assistenciais e as educacionais como redução de receita. As gratuidades concedidas são: a) escolar: que se refere à concedida a famílias necessitadas que mantém os filhos nos colégios da Entidade. O beneficio foi concedido levando em conta o Decreto 7.237/2010. b) assistencial: concessão de doações em dinheiro, alimentos, medicamentos, doação de dinheiro com o objetivo de colaborar com a locomoção do carente, colaboram com pagamento de contas de serviços públicos de pessoas carentes, colabora na formação humana do carente sem cobrar nada, com realização de palestras e cursos de formação humana e cursos de formação profissional. Estas Atividades são realizadas nas localidades onde a Entidade mantém suas unidades. 22) Demonstração da Base de Cálculo do Prouni - A entidade aderiu ao PROUNI em 30 de novembro de 2005, concedendo gratuidades pelo pro- uni e pelo Decreto 7.237/10. 23) Adequação da receita com o ensino superior em relação às despesas de pessoal - A entidade aplicou aproximadamente 52,02% de sua receita com anuidades escolares de ensino superior relação com as despesas com pessoal, conforme demonstrado a seguir: Receita de anuidades/ semestralidade 712.881,15 Despesas com Pessoal 370.782,89 Percentual: 52,02% 24) Isenção usufruída - Custo da isenção usufruída do exercício de 2010 foi de R$ 3.478.091,38 2010 2009 Isenção usufruída R$ 3.478.091,38 R$ 3.292.084,97 25) Doações - Eventualmente a entidade recebe doações de pessoas físicas, jurídicas, bem como do exterior. No ano de 2010 a entidade recebeu as seguintes doações: 2010 2009 Pessoa Física 667.658,93 349.709,74 Pessoa Jurídica 87.888,59 15.793,96 Neste ano a entidade não recebeu doações do exterior. 26) Informações por segmento - Em cumprimento as normas que regem a certificação de entidade beneficente de assistência social seque abaixo as informações por segmento da Entidade: EDUCACIONAL SOCIAL FRATERNIIDADE ADMINISTR. ATIVO 2010 2010 2010 2010 ATIVO CIRCULANTE 8.668.157,83 71.888,73 63.811,37 462.462,29 CAIXA E EQUIVALENTES 5.055.916,04 27.218,04 52.886,55 341.563,48 APLICAÇÕES FINAN. TEMPORÁRIAS 26.182,88 – – -540,78 CRÉDITOS VALORES A RECEBER 3.449.914,88 – – – (-) PROV. CRED. LIQ. DUV. -386.755,37 – – – SUBVENÇÕES A RECEBER 111.990,77 39.292,53 – – OUTROS CRÉDITOS 398.512,56 5.086,66 3.864,39 120.122,65 DESPESAS ANTEC. DESPESAS ANTEC. 12.396,07 291,50 7.060,43 1.316,94 ATIVO NÃO CIRCULANTE 113.250.243,10 1.297.571,10 10.461.058,04 2.089.284,18

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS 1- ATIVIDADES OPERACIONAIS (Deficit) Superavit do Exercício Depreciação Valor residual do imobilizado Avaliação por custo atribuído Bens recebidos em doação Superavit do Exercício Ajustado Acréscimo/Decréscimo do AC + ANC (-) Contas a Receber (+) Outros créditos (-) Subvenções a receber (-) Despesas Antecipadas (-) Contas a Receber a Longo Prazo Total de Acréscimos/Decréscimos do AC + ANC Acréscimo/Decréscimo do PC + PNC (-) Fornecedores (+) Obrigações Fiscais Trabalhistas e sociais Obrigações com convênios privados (+) Subvenções a realizar (+) Receitas Antecipadas Total de Acréscimos/Decréscimos do PC + PNC CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS 2- DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS (-) Pagamento pela compra de bem para imobilizado (+) Baixa de bens imobilizados por venda Baixa em investimentos de longo prazo CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS 3- DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS (-) Empréstimos quitados (+) Empréstimos contraídos (+) Financiamentos contraídos CAIXA LÍQUIDO PROVENIENTE DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO (1+2+3) VARIAÇÃO DAS DISPONIBILIDADES DISPONIBILIDADE NO INÍCIO DO EXERCÍCIO VARIAÇÃO DISPONIBILIDADE NO FINAL DO EXERCÍCIO (*) reapresentação ATIVO ATIVO REALIZ. L. PRAZO CRÉDITOS DIVERSOS APLICAÇÕES FINANCEIRAS DESPESAS ANTECIPADAS RECURSOS PÚBLICOS A RECEBER INVESTIMENTOS IMOBILIZADO LÍQUIDO INTANGÍVEL LÍQUIDO TOTAL DO ATIVO ATIVO ATIVO CIRCULANTE CAIXA E EQUIVALENTES APLIC. FINANC. TEMPOR. CRÉDITOS VALORES A RECEBER (-) PROV. CRED. LIQ. DUIV. SUBVENÇÕES A RECEBER OUTROS CRÉDITOS DESPESAS ANTEC. DESPESAS ANTEC. ATIVO NÃO CIRCULANTE ATIVO REALIZ. A L. PRAZO CRÉDITOS DIVERSOS APLICAÇÕES FINANC. DESPS. ANTECIPADAS RECURSOS PÚBLICOS A REC. INVESTIMENTOS IMOBILIZADO LÍQUIDO INTANGIVEL LÍQUIDO TOTAL DO ATIVO

2009(*)

2010 (4.303.258,70) 1.527.951,35 (35.061,93) 4.712.557,42 (500,00) 1.901.688,14

804.710,83 1.533.066,95 (51.651,07)

2.286.126,71

(21.591,10) (191.630,42) (34.351,25) (4.696,13) 19.986,75 (232.282,15)

(356.214,86) (14.719,62) (116.932,05) (652,35) (14.425,85) (502.944,73)

16.137,39 (257.183,13) 12.781,25 228.898,98 118.022,29 118.656,78 1.788.062,77

(401.918,61) 28.018,79 (13.362,93) 115.463,43 135.663,64 (136.135,68) 1.647.046,30

(1.952.578,56) 63.400,00 5.400,00 (1.883.778,56)

(1.777.990,34) 51.651,07 (1.726.339,27)

(224.752,88)

440.748,95

(224.752,88) (320.468,67) 5.823.694,88 (320.468,67) 5.503.226,21

440.748,95 361.455,98 5.462.238,90 361.455,98 5.823.694,88

EDUCACIONAL 2010

SOCIAL 2010

FRATERNIIDADE 2010

ADMINISTR. 2010

6.644,10 3.322,27 94,16

– – –

– – –

– – –

0,01 113.145.797,61 94.384,95 121.918.400,93 EDUCACIONAL 2009 8.451.542,84 5.159.852,14 26.576,20

– 1.294.071,10 3.500,00 1.369.459,83 SOCIAL 2009 98.214,73 15.606,12 -540,78

– 10.461.058,04 – 10.524.869,41 FRATERNIDADE 2009 61.597,62 61.749,74 –

– 2.089.284,18 – 2.551.746,47 ADMINISTR. 2009 688.257,60 560.451,46 –

3.206.311,39 -164.742,98 0,00 212.119,94

– – 82.617,09 -8,48

– – – -372,88

– – – 124.217,26

11.426,15 39.188.714,41

220,76 172.041,23

4.129,66 757.077,35

5.283.684,04

26.630,85 – – – 8.722,27 – – – 150,92 – – 535,48 – 34.314,96 – – 0,01 – – – 39.095.534,18 137.726,27 757.077,35 5.283.148,56 57.676,18 – – – 47.640.257,25 270.255,96 818.674,97 5.971.941,64 EDUCACIONAL SOCIAL FRATERNID. ADMINISTR. PASSIVO 2010 2010 2010 2010 PASSIVO CIRCULANTE 2.742.360,39 63.365,43 46.570,75 112.291,60 FIN. EMPREST. 194.720,10 – – 6.721,01 FORNECEDORES 91.214,96 706,93 9.835,90 153,46 OBRIG. DIVERSOS 1.330.453,48 25.974,84 36.734,85 105.417,13 OBRIG. C/ CONV. PRIOVADO 18.261,64 – – – SUBV. A REALIZAR 173.173,89 36.683,66 – – RECEITA ANTECIPADA 934.536,32 – – – PASSIVO NÃO CIRCULANTE 14.554,96 291.147,19 – – EMPREST. E FINANC. 14.554,96 – – – OBRG. DIVERSAS – 291.147,19 – – PATRIMÔNIO LÍQUIDO 119.161.485,58 1.014.947,21 10.478.298,66 2.439.454,87 PATRIMÔNIO SOCIAL 41.555.684,38 80.527,70 3.745.177,52 5.904.065,80 DOAÇÕES DO ATIVO PERM. 39.288,00 – – – AJUSTE DE AVAL. PATRIM. 75.954.992,61 1.124.193,04 8.780.205,98 213.309,99 SUPERV. OU DEF. DO EXEC 1.611.520,59 -189.773,53 -2.047.084,84 -3.677.920,92 TOTAL DO PASSIVO 121.918.400,93 1.369.459,83 10.524.869,41 2.551.746,47 EDUCACIONAL SOCIAL FRATERNID. ADMINISTR. PASSIVO 2009 2009 2009 2009 PASSIVO CIRCULANTE 2.739.682,19 100.513,86 -181,48 114.309,48 FINANC. E EMPREST. 400.000,00 – – 16.699,11 FORNECEDORES 82.852,11 – -19,67 2.941,42 OBRIGAÇÕES DIVERSAS 1.297.493,84 64,88 -161,81 94.668,95 OBRIG.C/ CONV. PRIVADO 5.480,39 – – – SUB. A REALIZER 137.341,82 100.448,98 – – RECEITAS ANTECIPADA 816.514,03 – – – PASSIVO NÃO CIRCULANTE 24.049,84 398.012,53 – – EMPRÉST. E FINANC. 24.049,84 – – – OBRG. DIVERSAS – 363.697,57 – – RECURS. PÚBLIC. A REALIZ. – 34.314,96 – – PATRIMÔNIO LÍQUIDO 44.876.525,22 -228.270,43 818.856,45 5.857.632,16 PATRIMÔNIO SOCIAL 42.402.392,50 882.658,13 1.149.432,83 6.043.229,11 DOAÇÕES ATIVO PERM. 39.288,00 3.032,00 – – SUPER.OU DEFICIT-EXERC. 2.434.844,72 -1.113.960,56 -330.576,38 -185.596,95 47.640.257,25 270.255,96 818.674,97 5.971.941,64 RESULTADO DAS OPERAÇÕES 2010 2010 2010 2010 CONTINUADAS EDUCACIONAL SOCIAL FRATERNIID. ADMINISTR. RECEITA OPERACIONAL 21.057.981,68 – – – RECEITA COM ENSINO 29.004.501,69 – – – (-) DEVOL.DE MENSALIDADES -5.671,50 – – – (-) DESCONTOS CONCEDIDOS -1.192.571,00 – – – (-) OUTRAS GRAT.E BENEF.A FUNC. -1.300.488,22 – – – (-) PROUNI -98.550,00 – – – (-) GRAT.ESCOLARES TOTAIS E PARCIAIS -4.895.159,89 – – – (-) GRATUIDADES ESCOLARES OUTRAS -454.079,40 – – – GASTOS COM A EDUCAÇÃO -12.307.829,80 – – – GASTOS C/A AÇÃO SOCIAL E ASSIT. EDUC -209.411,55 -258.208,26 – – DOAÇÕES RECEBIDAS 260.040,08 52.671,24 306.597,10 136.239,10 SUBVENÇÕES AUXÍLIOS 654.828,28 211.699,49 – – GASTOS COM VERBAS DE SUBVENÇÕES -654.828,31 -211.699,55 – – CONVÊNIOS FILANTRÓPICOS 257.137,75 – – – GASTOS C/ CONV. FILANTRÓPICOS -257.137,85 – – – DESPESAS OPERACIONAIS -11.002.069,74 -43.184,06 -2.218.094,73 -473.012,96 OUTRAS RECEITAS E DESPS.OPERACIONAIS 3.533.17 4,92 60.272,13 -156.134,42 -3.348.549,86 RESULTADO FINANCEIRO 279.635,03 -1.324,42 20.547,21 7.402,80 TOTAL SUPERAVIT OU DEFICIT EXERC. 1.611.520,49 -189.773,43 -2.047.084,84 -3.677.920,92 RESULTADO DAS OPERAÇÕES 2009 2009 2009 2009 CONTINUADA EDUCACIONAL SOCIAL FRATERNIID. ADMINISTR. RECEITA OPERACIONAL 20.783.769,67 – – – RECEITA COM ENSINO 21.157.751,05 – – – (-) DEVOL.DE MENSALIDADE -373.981,38 – – – (-) GASTOS COM EDUCAÇÃO -9.536.421,24 – – – GASTOS C/AÇÃO SOCIAL E ASSIST.EUC. -4.057.786,27 -1.137.428,52 – – CONTRIBUIÇÕES E DOAÇÕES 109.757,13 14.915,80 132.345,54 117.423,63 SUBVENÇÕES E CONVÊNIOS PÚBLICOS 631.834,46 114.413,62 – – (-) GASTOS C/ VERBAS DE SUBVENÇÃO PÚB. -577.015,69 -114.413,62 – – CONVÊNIOS FILANTRÓPICOS – 231.853,17 – – (-) GASTOS C/CONV. FILANTRÓPICOS – -244.307,32 – – (-) DESPESAS OPERACIONAIS -5.795.015,39 -2.532,19 -682.514,54 -365.399,25 OUTRAS REC. E DESPS. OPERACIONAIS 544.324,72 24.363,60 206.953,11 1.200,52 OUTRAS RECEITAS 59.486,62 – 12.000,00 – RESULTADO FINANCEIRO 271.910,71 -825,10 12.639,51 49.178,15 SUPERAVIT OU DEFICIT EXERC. 2.434.844,72 -1.113.960,56 -330.576,38 -185.596,95 27) Certificado de entidade beneficente de assistência Social - A Entidade protocolou em 19/12/2000 o processo de numero 44006.005362/2000-59 referente à renovação do CEAS, a Entidade, também, protocolou de forma tempestiva o processo 71010.001349/2003-49 que se refere à renovação do CEAS do triênio 2000 a 2002 e em 28/11/2006 a Entidade formalizou de maneira tempestiva o processo 71010.003762/2006-91 que se refere à renovação do CEAS do triênio de 2003 a 2005. Os últimos dois processos estavam ainda aguardando analise, enquanto o primeiro estava aguardando documentação complementar para analise conclusiva. O Instituto Nacional do Seguro Social formalizou através do processo 44006.000499/2002-41 representação fiscal propondo anulação da decisão de deferimento do CEAS no processo 44006.002739/1997-31 e o indeferimento do processo 44006.005362/2000-59. O Conselho Nacional de Assistência Social através da resolução 218 de 04 de dezembro de 2007 resolveu arquivar o processo de representação fiscal, mantendo dessa forma o certificado do triênio 1994 a 1996 e concedeu o certificado para o triênio 1997 a 1999. Porém a Secretaria da Receita Federal através dos processos 44000.000282/2008-86 e 44000 000281/2008-31 interpôs recursos ao Ministro da Previdência Social contra a decisão do Conselho Nacional de Assistência Social. Em 2009 o Conselho Nacional de Assistência Social deferiu os processos 71010.001349/2003-49 e 71010.003762/2006-91, concedendo a Entidade o CEBAS através da resolução CNAS 03 de 23 de janeiro de 2009. O processo 71.000.102.770/2009-81 que refere - se a prestação de conta do triênio 2006 a 2008 foi deferido em 11 de janeiro de 2011 pela portaria 51/2011 da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação. Os processos 44000.000282/2008-86 e 44000 000281/2008-31, segundo o sistema SICNAS, foram extintos em 22/03/2010. São Paulo, 31 de dezembro de 2010 DIRETORIA Janete de Fatima Alves Maria da Paricida Freitas dos Santos CPF 944.007.258-04 - Diretora Presidente CPF 012.412.078-44 - Tesoureira José Carlos Roberto - Contador - CRC 1Sp131147/O-4 - CPF 041.294.948-21 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18 -.ECONOMIA/LEGAIS

terça-feira, 6 de março de 2012

SOCIEDADE DAS FILHAS DE NOSSA SENHORA DO SAGRADO CORAÇÃO CNPJ nº 60.470.960/0001-47

RELATÓRIO DE AUDITORIA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS A Diretoria da SOCIEDADE DAS FILHAS DE NOSSA SENHORA DO SAGRADO CORAÇÃO São Paulo - SP 1) Examinamos as demonstrações contábeis da SOCIEDADE DAS FILHAS DE NOSSA SENHORA DO SAGRADO CORAÇÃO, que compreende o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010, e as respectivas Demonstrações do Déficit do Exercício, das Mutações do Patrimônio Líquido, dos Fluxos de Caixa e do Resultado Abrangente, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. 2) Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da Entidade é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas do Brasil para pequenas e Médias Empresas (NBC TG 1000), com a faculdade conferida pela Resolução CFC 1.319/10, e pelos controles internos que ela (administração) determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis, livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. 3) Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e interna-

cionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. 4) Opinião sem ressalva: Em nossa opinião as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequada-

e

mente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da SOCIEDADE DAS FILHAS DE NOSSA SENHORA DO SAGRADO CORAÇÃO em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis aplicáveis às pequenas e médias empresas (NBC TG 1000). 5) Outros assuntos: Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior: Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente por nós auditados de acordo com as normas de auditoria vigentes por ocasião da emissão do relatório em 05 de maio de 2010, que não conteve modificação. São Paulo, 30 de setembro de 2011.

AUDISA AUDITORES ASSOCIADOS CRC/SP 2SP 024298

Carmo Antonio Marino CT-CRC.: 1SP 053.925/O-4 Alexandre Chiatatti do Nascimento CRC/SP 187.003/O-0, CNAI-SP 1620

Nossos investimentos reúnem recursos próprios, de nosso grupo empresarial em Portugal e também de investidores internacionais. Abdul Ibraimo, da Bramo

conomia

Terceirização: giro de jovens é maior Rotatividade nesta modalidade de trabalho é mais comum no estado entre pessoas de 18 a 29 anos de idade, com ensino médio completo e contrato temporário. Ed Ferreira/AE

A

rotatividade entre os trabalhadores terceirizados do estado de São Paulo é maior entre as pessoas com ensino médio completo, que tenham entre 18 e 29 anos de idade e/ou com contrato temporário de trabalho. A conclusão faz parte do estudo A Dinâmica das Contratações no Trabalho Terceirizado, desenvolvido pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, e divulgado ontem no Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão de Obra, Trabalho Temporário, Leitura de Medidores e Entrega de Avisos do Estado de São Paulo (Sindeepres). Segundo o estudo, a terceirização vem fortalecendo o giro dos trabalhadores pelas empresas. Em 2010, por exemplo, a taxa de rotatividade dos terceirizados foi 76,2% maior que a dos ocupados não terceirizados. De 2004 a 2010, a taxa de rotatividade dos trabalhadores não terceirizados passou de 32,9% para 36,1%, enquanto a dos empregados terceirizados passou de 60,4% para 63,6% no estado de São Paulo. A rotatividade dos trabalhadores terceirizados é maior entre as pessoas que têm de 18 a 29 anos, com taxa de alternância chegando a 72% em 2010. A menor taxa de rotatividade anual foi verificada entre os trabalhadores com mais de 65 anos (34,5%). Entre os trabalhadores

Bramo quer montadora no ES Pochmann: "se compararmos a realidade brasileira com a de países europeus, as demissões (de terceirizados formais) ocorrem dez vezes mais aqui"

com ensino médio completo, a taxa atingiu 69,3% e, entre os analfabetos, 58,8%. Para as pessoas que têm ensino superior completo, o índice foi de 55,8%. As maiores taxas de rotatividade encontram-se também entre os terceirizados com contrato temporário de trabalho, atingindo 87,1% desses trabalhadores em 2010. Para os empregados com contrato avulso, a taxa anual de rotatividade foi 70,2% em 2010. Entre os empregados em regime de Con-

solidação das Leis do Trabalho (CLT), o índice foi 55,6% e, entre os diretores em empresa de terceirização, 18,3%. Em 2010, somente 31,3% dos trabalhadores terceirizados demitidos no estado de São Paulo conseguiram ser readmitidos no mesmo ano de maneira formal. Os demitidos com ensino superior completo foram os que registraram maior taxa de readmissão. O estudo também apontou que um em cada cinco traba-

lhadores terceirizados no estado migra para um trabalho formal em outro município após constantes rupturas dos contratos de trabalho. O mais significativo fluxo migratório provocado pela instabilidade no trabalho terceirizado ocorre entre as cidades de São Paulo e Barueri, que responde por quase 8% das decisões de migração paulista. De acordo com o estudo, 5,3% dos empregados formalmente terceirizados perdem

seu posto de trabalho no estado de São Paulo a cada mês. No Brasil, a taxa de demissão mensal dos empregados terceirizados chega a 4,1%. "A rotatividade no Brasil é duas vezes maior do que a dos Estados Unidos, que é reconhecido internacionalmente como um mercado de trabalho flexível. Se compararmos a realidade brasileira com a de países europeus, as demissões ocorrem dez vezes mais aqui", disse Pochmann.(ABr)

Trabalhadores protestam contra demissões em Matão

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erca de 200 trabalhadores da indústria de suco de laranja, de acordo com o sindicato do setor, se reuniram ontem em Matão (305 km de SP) para um protesto contra as recentes demissões anunciadas na Citrovita, cuja joint venture com a Citrosuco foi aprovada no ano passado. Segundo o sindicato, essa é a causa das demissões. A empresa alega que não vai processar a safra de 2012/13 e que, por isso, dispensou os trabalhadores. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Matão (Stiama) não aceitou o plano

de rescisão feito pela Citrovita e na semana passada entregou à empresa uma série de reivindicações que incluem pagamento de dois a 20 salários mínimos conforme o tempo de empresa do funcionário demitido e a extensão do pagamento do tíquete alimentação por um ano, entre outros pontos. Os manifestantes se concentraram na sede do Stiama e depois marcharam até a fábrica da Citrosuco. Segundo José Roberto Souza, vice-presidente do sindicato, a ideia era mostrar aos trabalhadores que também poderia haver cortes naquela unidade, já que as empresas agora estão unidas.

A manifestação bloqueou o tráfego de veículos, mas segundo Souza, a interrupção foi momentânea e não causou transtornos. A Polícia Militar disse desconhecer a manifestação. Na semana passada, a Citrovita confirmou que dispensou 70 trabalhadores. Outros 62 continuariam trabalhando até maio para fazer o reprocessamento de suco, e depois seriam demitidos, segundo o Stiama. Para o sindicato, foram ao menos 111 trabalhadores desligados da Citrovita até o momento. Procurada, a empresa apenas informou que não iria comentar o assunto. (Folhapress)

O

presidente da Brasil Montadora de Veículos (Bramo), Abdul Ibraimo, assinou ontem com o governo do Espírito Santo um protocolo de intenção para instalação de uma fábrica no município capixaba de Linhares. Segundo nota da companhia, o projeto contempla investimentos iniciais de US$ 300 milhões. A Bramo informa que o projeto prevê linhas de montagem de três marcas: da coreana Ssangyong e das chinesas Changan e Haima. "Os US$ 300 milhões se destinam à produção inicial de 10 mil unidades/ano a partir de 2014, com geração de 1,1 mil empregos diretos e mais 3,5 mil indiretos, até alcançar 50 mil unidades anuais em cinco anos", diz Ibraimo na nota. "Nossos investimentos reúnem recursos próprios, de nosso grupo empresarial em Portugal e também de investidores internacionais", acrescenta. Conforme o comunicado, a viabilidade técnicofinanceira das linhas de montagem, no entanto, depende do novo regime automotivo, inserido no programa Brasil Maior, a ser anunciado ainda este mês pelos Ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e o da Ciência, Tecnologia e Inovação. A Bramo espera uma definição quanto à política de flexibilização dos índices de nacionalização ou de localização regional de peças e componentes. "Em qualquer lugar do mundo, esses índices de nacionalização e/ou localização regional começam com, em média, 15% no primeiro ano, subindo gradativamente até 60%, 65% no quinto ano. Se o governo atender a este pleito, certamente a Bramo garantirá seus investimentos no Brasil", diz Ibraimo. (AE)


DIà RIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 6 de março de 2012

e

ECONOMIA/LEGAIS - 19 A AgĂŞncia de Fomento Paulista possui linhas de financiamento com juros a partir de 0,41% ao mĂŞs mais o IPC, da Fipe.

conomia SĂŠrgio Lima/Folhapress

Eike Batista ĂŠ o dĂŠcimo mais rico

Eike: no ano passado, o empresĂĄrio afirmou Ă Bloomberg que pretendia chegar ao primeiro lugar entre os mais ricos atĂŠ 2015.

EmpresĂĄrio brasileiro estĂĄ no ranking mundial feito pela Bloomberg

O

empresårio brasileiro Eike Batista ocupa a dÊcima p o s i ç ã o e m r a nking das 20 pessoas mais ricas do mundo. A primeira colocação Ê do mexicano Carlos Slim, segundo indicador elaborado pela Bloomberg. O patrimônio do brasileiro Ê avaliado em US$ 29,8 bilhþes, enquanto o líder do ranking, dono da AmÊrica Móvil, totaliza US$ 68,5 bilhþes, de acordo com números divulgados ontem. A segunda colocação Ê do norte-americano Bill Gates, cofundador da Microsoft, com US$ 62,4 bilhþes. No ano passado, Eike afirmou à Bloomberg que pretendia chegar ao primeiro lugar entre os mais ricos atÊ 2015. A publicação, porÊm, diz que Ê improvåvel que isso ocorra antes de 2024. Sonho – A diferença entre os patrimônios do brasileiro e do mexicano Ê de aproximadamente R$ 39 bilhþes. "É hora de o Brasil ser o número um. Os brasileiros sempre admiraram o sonho americano. O que estå acontecendo no Brasil Ê o sonho brasileiro, e eu sou o exemplo", declarou Eike à Bloomberg. "Batista, filho de um ex-exe-

cutivo da Vale, se transformou no homem mais rico do Brasil vendendo participaçþes em uma sÊrie de empresas startups de commodities", informou a Bloomberg. Em outro ranking, divulgado pela revista "Forbes" no ano passado, Eike aparece na oitava colocação, com fortuna de US$ 30 bilhþes. Ranking – Na lista da Bloomberg dos 20 mais ricos do mundo a ordem Ê a seguinte: Carlos Slim, US$ 68,5 bilhþes (MÊxico); Bill Gates, US$ 62,4 bilhþes (EUA); Warren Buffett, US$ 43,8 bilhþes (EUA); Ingvar Kamprad, US$ 42,5 bilhþes (SuÊcia); Bernard Arnault, US$ 42,3 bilhþes (França); Amancio Ortega Gaona, US$ 38,8 bilhþes (Espanha); Lawrence Joseph Ellison, US$ 38 bilhþes (EUA); Charles Koch, US$ 34 bilhþes (EUA); David Hamilton Koch, US$ 34 bilhþes (EUA); Eike Batista, US$ 29,8 bilhþes (Brasil); Mukesh D. Ambani, US$ 26,8 bilhþes (�ndia); Li Ka-Shing, US$ 25,8 bilhþes (China); Sheldon Gary Adelson, US$ 25,7 bilhþes (EUA); Christy R. Walton, US$ 24,9 bilhþes (EUA); Stefan Persson, US$ 24,5 bilhþes (SuÊcia); Lakshmi N. Mittal US$ 23,6 bilhþes (�ndia);

Mercado aposta em Selic de 9,5%

N

a semana em que o ainda que o mercado elevou as Comitê de Política estimativas para a inflação ofiMonetåria (Copom) cial, o �ndice de Preços ao Condecide sobre a taxa båsica de sumidor Amplo (IPCA) e para juros, o mercado brasileiro o Produto Interno Bruto (PIB) aposta em uma Selic abaixo de em 2013. Para 2012, a projeção dois dígitos, em 9,5%, neste da inflação se manteve em ano. A previsão das institui- 5,24% pela segunda semana. çþes financeiras para a taxa Para 2013, a expectativa pasneste patamar Ê a mesma hå 12 sou de 5,11% para 5,2%. semanas. PaA previsão ra 2013, o para o crescimercado conmento do PIB t i n u a a p o sneste ano fitando em cou em 3,3%, 10,5%. As estimativa reuniþes do que se repete reais Ê a projeção de Copom aconhå quatro sevalor para o dólar que tecem hoje e manas conseamanhã. cutivas. Para foi mantida para este A s i n f o ro próximo ano e para 2013, maçþes são ano, a estimado boletim tiva foi elevasegundo o Boletim Focus divulda de 4,1%, na Focus divulgado gado ontem semana pasontem. pelo Banco sada, para Central (BC). 4,15% nesta A ata da úlsemana. As tima reunião do comitê, de ja- projeçþes para o valor do dólar neiro, deixou explícito que a foram mantidas em R$ 1,75 pataxa, que atualmente estå em ra este ano e para 2013. 10,5%, tinha "elevada probabiO boletim Focus Ê elaborado lidade" de cair a um dígito – o pelo Banco Central a partir de que foi endossado pelo presi- consultas feitas a instituiçþes dente do BC, Alexandre Tom- financeiras e expressa, semabini, na reunião do G-20 na se- nalmente, como o mercado mana passada. percebe o comportamento da O levantamento apontou economia. (Folhapress)

1,75

Pequena empresa terĂĄ mais aval

O

Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Agência de Fomento Paulista fecharam parceria para facilitar o acesso de negócios de pequeno porte a financiamento. O Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (Fampe) poderå ser utilizado para complementar garantias tradicionais exigidas nas operaçþes de crÊdito da agência, como imóveis e recebíveis, e assegurar atÊ 80% do valor financiado. O limite Ê de R$ 150 mil por operação no caso de projetos de investimento e R$ 300 mil para exportaçþes e projetos de desenvolvimento tecnológico. Para o acesso ao fundo, as em-

Jim C. Walton, US$ 23,4 bilhþes (EUA); Samuel Robson Walton, US$ 22,9 bilhþes (EUA); David K.R. Thomson, US$ 22,7 bilhþes (Canadå); Liliane Bettencourt, US$ 22,4 bilhþes (França). (Folhapress)

GOVERNO DO ESTADO DE SĂƒO PAULO EDITAL DE PREGĂƒO ELETRĂ”NICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE PRATOS DE POLIPROPILENO. PREGĂƒO ELETRĂ”NICO n° 017/2012 PROCESSO n° 11121/5900/2011 OFERTA DE COMPRA n° 080358000012012OC00021 ENDEREÇO ELETRĂ”NICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br DATA DO INĂ?CIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRĂ”NICA: 09/03/2012 DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSĂƒO PĂšBLICA: 21/03/2012 - 10:00 horas EDITAL DE PREGĂƒO ELETRĂ”NICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE TIGELAS DE POLIPROPILENO. EDITAL DE PREGĂƒO ELETRĂ”NICO n° 018/2012 PROCESSO n° 11120/5900/2011 OFERTA DE COMPRA n° 080358000012012OC00022 ENDEREÇO ELETRĂ”NICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br DATA DO INĂ?CIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRĂ”NICA: 09/03/2012 DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSĂƒO PĂšBLICA: 21/03/2012 - 10:00 horas EDITAL DE PREGĂƒO ELETRĂ”NICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE CANECA DE POLIPROPILENO E KIT COLHER E GARFO DE POLIPROPILENO. EDITAL DE PREGĂƒO ELETRĂ”NICO n° 019/2012 PROCESSO n° 11119/5900/2011 OFERTA DE COMPRA n° 080358000012012OC00012 ENDEREÇO ELETRĂ”NICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br DATA DO INĂ?CIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRĂ”NICA: 09/03/2012 DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSĂƒO PĂšBLICA: 21/03/2012 - 10:00 horas INFORMAÇÕES: fones: (11) 3218-3485 (11) 3218-3493, de 2ÂŞ a 6ÂŞ feira, no horĂĄrio das 8h Ă s 17h. ENDEREÇO ELETRĂ”NICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ‡ĂƒO DEPARTAMENTO DE SUPRIMENTO ESCOLAR

ATA DE REUNIĂƒO DO CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO 30/11/2011 Convocada pelo Conselheiro Urbano Campos Ribeiral, instalou-se a ReuniĂŁo do Conselho de Administração aos 30/11/2011, Ă s 10 horas, na sede social, na Rua 1 JN, nÂş 1411- Piso Superior - Sala 12, Jardim Novo, municĂ­pio de Rio Claro, Estado de SĂŁo Paulo, com a presença da maioria dos membros eleitos na AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria de 28/04/2011. A composição da mesa coube a Urbano Campos Ribeiral, Presidente e Alessandra Gomes, SecretĂĄria. Ordem do dia: a) Autorizar o pagamento de juros sobre o capital prĂłprio; b) Outros assuntos de interesse social. Deliberaçþes: Foi deliberado pela unanimidade dos conselheiros presentes, ad referendum da prĂłxima AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria, autorizar o pagamento de juros sobre o capital no valor de R$ 750.000,00 (Setecentos e cinquenta mil reais) proporcionalmente ao nĂşmero de açþes detidas pelos acionistas, valor esse sujeito Ă incidĂŞncia do Imposto de Renda Retido na Fonte a alĂ­quota de 15%. Fica a Diretoria autorizada a tomar as medidas necessĂĄrias Ă execução da deliberação supra. Esgotada a ordem do dia, foi encerrada a reuniĂŁo e lavrada esta ata que, lida e achada conforme, segue assinada pelos presentes. Conselheiros presentes: Urbano Campos Ribeiral, Nice AraĂşjo Ribeiral, Ricardo Araujo Ribeiral e Vitor Vanetti de Araujo. Certifico que esta ĂŠ cĂłpia fiel da ata original lavrada no livro prĂłprio. Rio Claro, 30/11/2011. Urbano Campos Ribeiral Presidente da mesa; Alessandra Gomes - OAB/SP nÂş 265.959 - SecretĂĄria. JUCESP nÂş 505.653/11-4 em 21/12/2011. KĂĄtia Regina Bueno de Godoy - SecretĂĄria Geral.

ATA DE REUNIĂƒO DO CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO 31/12/2011 Convocada pelo Conselheiro Urbano Campos Ribeiral, instalou-se a ReuniĂŁo do Conselho de Administração aos 31/12/2011, Ă s 10 horas, na sede social, na Rua 1 JN, nÂş 1411- Piso Superior - Sala 12, Jardim Novo, municĂ­pio de Rio Claro, Estado de SĂŁo Paulo, com a presença da maioria dos membros eleitos na AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria de 28/04/2011. A composição da mesa coube a Urbano Campos Ribeiral, Presidente e Alessandra Gomes, SecretĂĄria. Ordem do dia: a) Autorizar o pagamento de juros sobre o capital prĂłprio; b) Outros assuntos de interesse social. Deliberaçþes: Foi deliberado pela unanimidade dos conselheiros presentes, ad referendum da prĂłxima AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria, autorizar o pagamento de juros sobre o capital no valor de R$ 730.000,00 (Setecentos e trinta mil reais) proporcionalmente ao nĂşmero de açþes detidas pelos acionistas, valor esse sujeito Ă incidĂŞncia do Imposto de Renda Retido na Fonte a alĂ­quota de 15%. Fica a Diretoria autorizada a tomar as medidas necessĂĄrias Ă execução da deliberação supra. Esgotada a ordem do dia, foi encerrada a reuniĂŁo e lavrada esta ata que, lida e achada conforme, segue assinada pelos presentes. Conselheiros presentes: Urbano Campos Ribeiral, Nice AraĂşjo Ribeiral, Ricardo Araujo Ribeiral e Vitor Vanetti de Araujo. Certifico que esta ĂŠ cĂłpia fiel da ata original lavrada no livro prĂłprio. Rio Claro, 31/12/2011. Urbano Campos Ribeiral - Presidente da mesa; Alessandra Gomes - OAB/SP nÂş 265.959 - SecretĂĄria. JUCESP nÂş 75.804/12-8 em 16/02/2012. Gisela Simiema Ceschin - SecretĂĄria Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATĂ“RIO 20/12 - PREGĂƒO 09/12 Acha-se aberto, na Prefeitura do MunicĂ­pio de Castilho, o Processo LicitatĂłrio 20/12, na modalidade de PregĂŁo 09/12, na forma presencial, para aquisição de bandeja plĂĄstica tipo açougue; seladora a vĂĄcuo; seladora tipo embaladora de bandeja; balança eletrĂ´nica; empilhadeira manual, transpalete; mĂĄquina tipo mesa, para limpeza de frutas e legumes; mesa em aço inox; caixa em polipropileno rĂ­gido, vazada; câmara de congelamento e resfriamento; destinados ao GalpĂŁo do Produtor. Data: 20 de março de 2012, Ă s 14 horas. O edital, na Ă­ntegra, encontra-se Ă disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informaçþes complementares serĂŁo fornecidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal 9034, e pelo e-mail: licitacaocastilho@gmail.com. A Debitar dia (05.03.12)

Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participaçþes CNPJ no 61.529.343/0001-32 - NIRE 35.300.053.800 Assembleia Geral Extraordinåria Edital de Convocação

Convidamos os senhores acionistas da Sociedade a se reunirem em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria, a ser realizada no dia 19 de março de 2012, Ă s 11h, na sede social, Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, SalĂŁo Nobre do 5 o andar, PrĂŠdio Vermelho, a fim de: a) homologar o aumento do Capital Social deliberado na Assembleia Geral ExtraordinĂĄria realizada em 9.1.2012, no valor de R$430.000.000,00, elevando-o de R$8.293.000.000,00 para R$8.723.000.000,00, mediante a subscrição de 161.654.135 novas açþes ordinĂĄrias, nominativas-escriturais, sem valor nominal; b) alterar o “caputâ€? do Artigo 5 o do Estatuto Social em decorrĂŞncia do aumento do Capital Social. Cidade de Deus, Osasco, SP, 5 de março de 2012. LĂĄzaro de Mello BrandĂŁo - Presidente do Conselho de Administração. 6, 7 e 8.3.12

BIOCAPITAL PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ nÂş 07.814.533/0001-56 - NIRE 35.300.328.302 EDITAL DE CONVOCAĂ‡ĂƒO PARA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINĂ RIA Ficam os senhores acionistas da Biocapital Participaçþes S.A. convocados para se reunirem em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria da Companhia, que serĂĄ realizada na sede social, localizada na Av. Industrial, 360 (Parte), Cidade de Charqueada, SP, com inĂ­cio Ă s 10 horas do dia 15 de março de 2012, para deliberarem sobre proposta de alteraçþes societĂĄrias. Nos termos do parĂĄgrafo primeiro do Artigo 126 da Lei nÂş 6.404/76, os acionistas poderĂŁo ser representados por mandatĂĄrios, observadas as restriçþes legais, devendo ser entregues na sede da Companhia atĂŠ 48 (quarenta e oito) horas antes da realização da Assembleia o instrumento de procuração e demais atos societĂĄrios que comprovem a regularidade da representação. Biocapital Participaçþes S.A.

Bradescard Elo Participaçþes S.A.

CNPJ no 09.226.818/0001-00 - NIRE 35.300.349.415 Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria realizada em 27.12.2011

Data, Hora, Local: Aos 27 dias do mĂŞs de dezembro de 2011, Ă s 15h, na sede social, Cidade de Deus, PrĂŠdio Prata, 4 o andar, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900. Presença: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença os acionistas da Sociedade representando a totalidade do Capital Social. Constituição da Mesa: Presidente: Julio de Siqueira Carvalho de Araujo; SecretĂĄrio: Antonio JosĂŠ da Barbara. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, de conformidade com o disposto no ParĂĄgrafo Quarto do Artigo 124 da Lei n o 6.404/ 76. Ordem do Dia: deliberar sobre propostas da Diretoria da Sociedade para: a) aumentar o Capital Social no valor de R$16.006.401,28, elevando-o de R$641.148.741,37 para R$657.155.142,65, com a emissĂŁo de 96.951.264 novas açþes ordinĂĄrias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$0,165097397 cada uma, com integralização Ă vista, no ato da subscrição, com a consequente alteração do “caputâ€? do Artigo 6 o do Estatuto Social; b) aprimorar a redação da alĂ­nea “gâ€? do Artigo 9 o do Estatuto Social, substituindo o termo “gratificaçþesâ€? por “remuneraçþes adicionaisâ€?. Deliberaçþes: Aprovadas, sem quaisquer alteraçþes ou ressalvas, as propostas da Diretoria, registradas na reuniĂŁo daquele Ă“rgĂŁo desta data (27.12.2011), a seguir transcritas: “a) Vimos propor aumentar o Capital Social no valor de R$16.006.401,28, elevando-o de R$641.148.741,37 para R$657.155.142,65, com a emissĂŁo de 96.951.264 novas açþes ordinĂĄrias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$0,165097397 cada uma, com integralização Ă vista, no ato da subscrição, com a consequente alteração do “caputâ€? do Artigo 6o do Estatuto Social. O preço de emissĂŁo foi fixado com base no valor contĂĄbil ajustado por ação da Sociedade em 30.11.2011. As açþes subscritas no referido aumento de capital terĂŁo direito a dividendos e/ou juros sobre o capital prĂłprio que vierem a ser declarados a partir da data de aprovação do referido aumento de capital, fazendo jus tambĂŠm, de forma integral, a eventuais vantagens atribuĂ­das Ă s demais açþes a partir daquela data. Em consequĂŞncia, a redação do “caputâ€? do Artigo 6 o do Estatuto Social serĂĄ alterada apĂłs completado todo o processo do aumento do capital; b) aprimorar a redação da alĂ­nea “gâ€? do Artigo 9o do Estatuto Social, substituindo o termo “gratificaçþesâ€? por “remuneraçþes adicionaisâ€?. Aprovada esta proposta, a redação da alĂ­nea “gâ€? do Artigo 9o do Estatuto Social passa a vigorar com a seguinte redação: “Artigo 9o) - g) realizar o rateio da remuneração dos Diretores estabelecida pela Assembleia Geral e fixar as remuneraçþes adicionais de Diretores e funcionĂĄrios, quando entender de concedĂŞ-las.â€?. Dando sequĂŞncia aos trabalhos, disse o senhor Presidente, relativamente Ă Proposta para aumento do capital social, que a Diretoria estava autorizada a dar andamento ao referido processo, na forma exposta, abrindo-se a subscrição de açþes, ocasiĂŁo em que o representante legal do acionista Banco Alvorada S.A. abriu mĂŁo do direito de preferĂŞncia Ă subscrição das novas açþes ora emitidas em favor do acionista Banco Bradesco CartĂľes S.A., que por seu representante legal, subscreveu as novas açþes emitidas, assinando o respectivo Boletim de Subscrição e integralizando, no ato, em moeda corrente nacional. Em seguida, o senhor Presidente comunicou aos presentes o seguinte: I) ter sido totalmente subscrito e integralizado o aumento do capital social no valor de R$16.006.401,28, consistente de 96.951.264 novas açþes ordinĂĄrias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$0,165097397 cada uma; II) que o “caputâ€? do Artigo 6 o do Estatuto Social passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 6o ) O Capital Social ĂŠ de R$657.155.142,65 (seiscentos e cinquenta e sete milhĂľes, cento e cinquenta e cinco mil, cento e quarenta e dois reais e sessenta e cinco centavos), dividido em 4.167.605.327 (quatro bilhĂľes, cento e sessenta e sete milhĂľes, seiscentas e cinco mil e trezentas e vinte e sete) açþes ordinĂĄrias, nominativas-escriturais, sem valor nominal.â€?. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que, para a deliberação tomada, o Conselho Fiscal da Companhia nĂŁo foi ouvido por nĂŁo se encontrar instalado no perĂ­odo, e encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que lida e achada conforme, foi aprovada por todos os presentes que a subscrevem. aa) Presidente: Julio de Siqueira Carvalho de Araujo; SecretĂĄrio: Antonio JosĂŠ da Barbara; Acionistas: Banco Bradesco CartĂľes S.A. e Banco Alvorada S.A., ambos por seu Diretor, senhor Julio de Siqueira Carvalho de Araujo. Declaração: Declaro para os devidos fins que a presente ĂŠ cĂłpia fiel da Ata lavrada no livro prĂłprio e que sĂŁo autĂŞnticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. a) Antonio JosĂŠ da Barbara – SecretĂĄrio. CertidĂŁo – Secretaria de Desenvolvimento EconĂ´mico, CiĂŞncia e Tecnologia – Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo – Certifico o registro sob nĂşmero 82.884/12-2, em 24.2.2012. a) Gisela Simiema Ceschin – SecretĂĄria Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ‡ĂƒO

GOVERNO DO ESTADO DE SĂƒO PAULO

FDE AVISA: TOMADA DE PREÇOS A FUNDAĂ‡ĂƒO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ‡ĂƒO - FDE comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS NÂş - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAĂ‡ĂƒO - PRAZO - Ă REA (se houver) - PATRIMĂ”NIO LĂ?QUIDO MĂ?NIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAĂ‡ĂƒO - ABERTURA DA LICITAĂ‡ĂƒO (HORA E DIA) 70/00194/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de PrĂŠdio Escolar - EE Prof. Dr. Clovis de Oliveira - Rua Lira Cearense, 869 - Cep 5763-450 - Jardim Santa EfigĂŞnia - SĂŁo Paulo/SP - 150 - R$ 42.350,00 - R$ 4.235,00 - 14:00 - 26/03/2012. As empresas interessadas poderĂŁo obter informaçþes e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na SupervisĂŁo de Licitaçþes, na Av. SĂŁo LuĂ­s, 99 - RepĂşblica - CEP: 01046-001 - SĂŁo Paulo/SP ou atravĂŠs da Internet pelo endereço eletrĂ´nico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderĂŁo adquirir o Edital completo atravĂŠs de CD-ROM a partir de 06/03/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 17:00 horas, mediante pagamento nĂŁo reembolsĂĄvel de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverĂŁo estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada Ă SupervisĂŁo de Licitaçþes da FDE, conforme valor indicado acima. Os invĂłlucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAĂ‡ĂƒO deverĂŁo ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da SupervisĂŁo de Licitaçþes - SLI na SEDE DA FDE, atĂŠ 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação serĂĄ processada em conformidade com a LEI FEDERAL nÂş 8.666/93 e suas alteraçþes, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAĂ‡ĂƒO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAĂ‡ĂƒO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ‡ĂƒO - FDE. As propostas deverĂŁo obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

Cyrela Tennessee Empreendimentos ImobiliĂĄrios S.A. CNPJ/MF NÂş 07.086.915/0001-00 - NIRE 35.300.322.142 Ata de AssemblĂŠia Geral ExtraordinĂĄria realizada no dia 16/01/2012 (Lavrada sob a forma de sumĂĄrio, § 1Âş do art. 130 da Lei nÂş 6.404/76) Data, hora e local: Aos 16/01/2012, Ă s 10hs., na sede social, na Cidade e Estado de SĂŁo Paulo, na Av. Engenheiro Roberto Zuccolo, nÂş 555, 1Âş and., sl. 1001, parte, CEP 05307-190. Presença e Convocação: Dispensadas as formalidades de convocação, a teor do disposto no art. 124, §4Âş da Lei nÂş 6.404/76, face Ă presença de acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas apostas no Livro Registro de Presença de Acionistas. Mesa: Os trabalhos foram presididos pelo Sr. RogĂŠrio Jonas Zylbersztajn, que convidou a mim, Claudio Carvalho de Lima, para secretariĂĄ-lo. Ordem do Dia e Deliberaçþes: Por unanimidade e sem ressalvas, os acionistas tomaram as seguintes deliberaçþes: 1. Aprovar, nos termos do art. 173 da Lei 6.404/76, a redução do capital social em R$1.714.000,00, com o cancelamento, proporcional Ă participação de cada acionista, de 1.714.000 açþes ordinĂĄrias, sem valor nominal, sendo que a redução ĂŠ levada a efeito atravĂŠs da dispensa aos acionistas da integralização da parcela de R$1.214.000,00 do capital social ainda nĂŁo realizada, assim como da distribuição do valor de R$500.000,00 aos acionistas, a tĂ­tulo de restituição do valor das açþes canceladas. 2. Autorizar os administradores da Sociedade a assinar e ďŹ rmar todos os documentos necessĂĄrios para a restituição dos valores devidos em razĂŁo da redução de capital, nos termos aprovados acima, assim como a publicar um extrato desta ata para os ďŹ ns prescritos no art. 174 e seus parĂĄgrafos da Lei 6.404/76. 3. Por força da redução de capital acima aprovada, o capital social passa de R$21.487.437,00 para R$19.773.437,00 dividido em 19.773.437 açþes ordinĂĄrias, nominativas e sem valor nominal, alterando-se o DBQVU do Art. 5Âş do Estatuto Social da Cia., que passa a vigorar com a seguinte e nova redação, mantendo-se inalterados os seus parĂĄgrafos: o"SU • 0 DBQJUBM TPDJBM EB $JB UPUBMNFOUF TVCTDSJUP F JOUFHSBMJ[BEP FN NPFEB DPSSFOUF OBDJPOBM Ă„ EF 3 EJWJEJEP FN BĂ‚Ă?FT PSEJOÂźSJBT OPNJOBUJWBT F TFN WBMPS OPNJOBM TFOEP $MBTTF " F $MBTTF # p Encerramento - Nada mais havendo a tratar, lavrou-se a ata a que se refere esta AssemblĂŠia que, apĂłs lida, foi aprovada e assinada pelos presentes, com o arquivamento, numeração seqĂźencial e autenticação pela Mesa de todos os documentos nela citados. SĂŁo Paulo, 16/01/ 2012. "TTJOBUVSBT: .FTB RogĂŠrio Jonas Zylbersztajn e Claudio Carvalho de Lima. "DJPOJTUBT Bullish Participaçþes S.A.; Cyrela RJZ Empreendimentos ImobiliĂĄrios Ltda. e PDG Realty S.A. Empreendimentos e Participaçþes. Confere com o original lavrado em livro prĂłprio. SĂŁo Paulo, 16/01/ 2012. Mesa: RogĂŠrio Jonas Zylbersztajn - Presidente, Claudio Carvalho de Lima - SecretĂĄrio.

Itautec S.A. - Grupo Itautec

CNPJ 54.526.082/0001-31

Companhia Aberta NIRE 35300109180 CERTIDĂƒO - JUNTA COMERCIAL ATA SUMĂ RIA DA REUNIĂƒO DO CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO REALIZADA EM 15 DE FEVEREIRO DE 2012 “Secretaria de Desenvolvimento EconĂ´mico, CiĂŞncia e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de SĂŁo Paulo: certifico o registro sob nÂş 85.935/12-8, em 29.02.2012. (a) Gisela Simiema Ceschin SecretĂĄria Geral.â€?

ASSOCIAĂ‡ĂƒO PAULISTA FEMININA DE COMBATE AO CĂ‚NCER - APFCC

presas devem ter faturamento entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhþes anuais. O Fampe foi criado pelo Sebrae em 1995 e jå garantiu operaçþes a mais de 185 mil negócios no País, somando R$ 5 bilhþes. A Agência de Fomento Paulista possui linhas de financiamento com juros a partir de 0,41% ao mês mais o �ndice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Os prazos podem chegar a dez anos. De acordo com a agência, desde sua criação, em 2009, jå foram financiados R$ 548,5 milhþes atÊ fevereiro. Em 2011, a carteira de crÊdito cresceu 83% . (AE)

Edital de Convocação Ficam convocados os senhores Associados, os Membros da Diretoria e do Conselho Fiscal da ASSOCIAĂ‡ĂƒO PAULISTA FEMININA DE COMBATE AO CĂ‚NCER - APFCC a se reunirem em Assembleia Geral OrdinĂĄria de Balanço, a se realizar no dia 19 de março de 2012 (segunda – feira), na Sede da APFCC, Ă Rua General Jardim, 618 – 5Âş andar - conjunto 52, Ă s 13:30 horas,em primeira convocação, e Ă s 14:00, em segunda convocação, com qualquer nĂşmero de presentes, para Leitura e Aprovação do Balanço Geral de 2011. SĂŁo Paulo, 01 de março de 2012. Carmem Sylvia Lacerda Presidente.

FALĂŠNCIA, RECUPERAĂ‡ĂƒO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ‡ĂƒO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição CĂ­vel do Tribunal de Justiça de SĂŁo Paulo, foram ajuizados no dia 05 de março de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falĂŞncia, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

Requerente: Agnaldo Francolino dos Santos. Requerido: Excel Segurança Patrimonial Ltda. Rua Siqueira Afonso, 194 - Pari - 2ª Vara de Falências. Requerente: Santiago & Cintra Importação e Exportação Ltda. Requerido: Soltec Soluçþes Tecnológicas Ltda. Rua Bela Cintra, 904 – 3° Andar – Consolação - 1ª Vara de Falências Recuperação Judicial Requerente: Craftfiber Comunicação Gråfica Industrial e ComÊrcio Ltda. Requerido: Craftfiber Comunicação Gråfica Industrial e ComÊrcio Ltda. Rua do Grito, 387 – Conjunto 51 – Ipiranga - 1ª Vara de Falências.

Espírito Santo Serviços Financeiros Distribuidora Títulos S.A. de Tít los e Valores Mobiliårios S A

CNPJ/MF: 11.406.965/0001-03 - NIRE: 35.300.374.550 Extrato da Ata de AssemblÊia Geral Extraordinåria em 28/11/11 Aos 28/11/11, às 10hs, na sede social. Presença: Totalidade. Mesa: Presidente: Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva; Secretårio: Carlos JosÊ Caetano Guzzo. Deliberaçþes: 1) Foi acordado pela totalidade dos acionistas desta Sociedade o aumento do capital que atualmente Ê de R$ 3.000.000,00 em R$ 3.300.000,00, passando este a ser R$ 6.300.000,00, totalmente subscrito e integralizado. O valor ora aumentado foi integralmente subscrito e integralizado pelo acionista BES Investimento do Brasil S.A. - Banco de Investimento mediante a emissão de 20.978.409 açþes ordinårias sem valor nominal, passando este a deter 23.774.409 açþes ordinårias sem valor nominal da Sociedade. Para a fixação do preço de emissão das açþes levou-se em conta o valor de R$ 0,15730459 correspondente ao valor de Patrimônio Líquido da Sociedade na data-base de 31/10/2011. Neste ato o acionista Francisco JosÊ Brant de Carvalho Junior declara que não irå exercer seu direito de preferência na emissão das açþes. 2) A totalidade dos acionistas acorda que em 28/11/2011 a sede da Sociedade serå transferida para a Av. Brigadeiro Faria Lima, 3729, conj. 1º andar, sala 2 e 6º andar - parte. 3) em vista do acima deliberado, resolvem ainda consolidar o Estatuto Social, passando este a vigorar com a redação do Estatuto Social anexo. Nada mais. Carlos JosÊ Caetano Guzzo - Secretårio. JUCESP nº 83.940/12-1 em 27/02/2012. Gisela Simiema Ceschin Secretåria Geral.

DABLIUDABLIUDABLIU INFORMĂ TICA LTDA., CNPJ 05.451.863/0001-07, por seus sĂłcios, declara extinta a sociedade em 15.02.2012, conforme distrato social.


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Se tivesse uma varinha mágica, retiraria dali a exploração de minério. Déborah Rajão, jornalista

conomia

Luciano Ornelas

Conceição do Mato Dentro, porta de entrada do Circuito dos Diamantes. Ao fundo, a Serra da Ferrugem, extensão da Serra do Sapo: todas serão mineradas.

Uma invasão inglesa no coração de Minas Paulo Arumaa/Divulgação

Uma das maiores mineradoras do mundo, a Anglo American, começa a exportar minério de ferro a partir do ano que vem por meio de um enorme mineroduto de Minas ao Rio: serão 26,5 milhões de toneladas/ano. Sua mina fica em Conceição do Mato Dentro, cidade histórica na Estrada Real. Luciano Ornelas

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ma montanha de dinheiro vai levar para fora do País uma serra do Complexo do Espinhaço e mais um pedaço do coração dos mineiros. É a continuação da história que vem desde a colonização, primeiro com a exploração de ouro e diamantes e se perpetuou depois com a fortuna gerada pela extração do minério de ferro, um dos principais itens da pauta de exportação do Brasil. A serra é a do Sapo, a 19 quilômetros de Conceição do Mato Dentro, junto à Serra do Cipó. Do outro lado fica Alvorada de Minas (3,6 mil habitantes). A invasão dos ingleses na cidade histórica de Minas Gerais (e parte importante do traçado da Estrada Real), a 167 quilômetros de Belo Horizonte, começou em 2008, quando a Anglo American assumiu 100% do projeto antes assim dividido: 51% do empresário Eike Batista, 49% da empresa inglesa, que comprou também a parte do brasileiro no maior mineroduto do mundo – 525 quilômetros de Conceição ao porto do Açu, no Rio de Janeiro. Criou assim a Unidade de Negócios Minério de Ferro do Brasil (Anglo Ferrous Brazil), o sistema Minas-Rio, maior investimento mundial da Anglo, que opera em 30 países. Estão sendo investidos US$ 5 bilhões; por enquanto, instala-se apenas a usina de beneficiamento. A exploração do minério e o escoamento pelo mineroduto devem começar no segundo semestre de 2013. A capacidade de produção é de 26,5 milhões de toneladas anuais – e tudo para exportação, grande parte para a China. A qualidade do minério é alta – premium (segundo descobriu a empresa de Eike Batista), com teor de ferro acima de 67%, em uma reserva de 5,8 bilhões de toneladas – mais de

As obras da usina de beneficiamento: tiradas as impurezas, as polpas serão transportadas daí para o porto do Açu.

dois séculos para se esgotar, mantida a capacidade de produção atual. Futuro de ferro e ouro Em apenas quatro anos, o empreendimento mudou inteiramente a vida de Conceição do Mato Dentro, município de 18 mil habitantes (11 mil na área urbana), que nos seus 310 anos sempre se sustentou do comércio, da agricultura de subsistência e do ecoturismo. A cidade está dividida entre os que levantam as mãos aos céus pela chegada do progresso e da riqueza; outros, com um olhar mais crítico, veem a cidade quase destruída, em grande parte pelo impacto da chegada da mineradora. Alguns grupos – como a Associação Unidos por Conceição ou o Movimento pelas Serras e Águas de Minas – temem que a história e a tradição sejam engolidas pela poeira do minério. Temem, enfim, que Conceição se transforme em uma Itabira, a 195 quilômetros dali e também explorada por mineradoras. É a terra do poeta Carlos Drummond de Andrade, para quem a cidade virou apenas uma fotografia na parede. Como lamentou em seu poema "Confidência do Itabirano": "Alguns anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro nas calçadas. Oitenta por cento de ferro nas almas"

É aí que se vai um pedaço do coração. Que o diga a jornalista Déborah Rajão, da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte: "Como conceicionense, sinto uma grande tristeza ao ver nosso município novamente invadido pelos exploradores, com a conivência do Estado. Temos uma população acuada, a cidade perdeu suas características. Se tivesse uma varinha mágica, retiraria dali a exploração de minério para preservar para sempre nossas serras, nossas águas e demais riquezas ambientais." A pequena Conceição está mesmo em uma situação complicada: coberta de poeira, ruas de pedra (como todas as cidades históricas) esburacadas e os casarões coloniais em petição de miséria, a começar pela sede da Prefeitura e a igreja matriz. A delegacia teve de ser desativada e os presos transferidos para outras cidades: ameaça desabar de tanta rachadura. D e f a t o , c a m inhões pesados, picapes cabine dupla e vans da Anglo promovem um trança-trança sem parar pela cidade. Mas não se deve atribuir todos os males à mineradora. Afinal, esta cidade teve sete prefeitos em apenas três anos. E o motivo é o de sempre: a corrupção endêmica da política brasileira. Política à parte, o futuro é de ouro e a fortuna chegou, como mostra a vereadora Flávia Magalhães Costa (PMDB): a receita do município era de R$ 13 milhões/ano antes da chegada da mineradora e suas terceirizadas. No ano passado, em

função do ISS, dobrou para R$ 26 milhões; e a previsão para este ano é de R$ 34 milhões. A partir da exploração do minério, a Anglo começará a pagar também royalties de 2%. A receita subirá para mais de R$ 200 milhões/ano. E pode ser muito mais, caso o Congresso aprove um projeto de lei do ex-prefeito e ex-deputado federal José Fernando Aparecido de Oliveira, que eleva esses royalties para 4%. Nunca circulou tanto dinheiro pela região, embora tenha de ser administrado pela Prefeitura. Como diz Flávia Costa, a eleição deste ano "será a mais importante da vida de

Conceição". Aí não custa reza brava, sal grosso e ramo de arruda: os eleitores erraram feio em suas últimas escolhas. Longa, vagarosa viagem As obras do mineroduto, a cargo da Camargo Correa, estão bem avançadas e passam por 32 municípios (25 mineiros e sete fluminenses). A polpa do minério será transportada por uma tubulação de 24 a 26 polegadas, instalada em valas e coberta por terra. Funciona assim: uma estação de bombas dará o primeiro empurrão em Conceição do Mato Dentro; outra em Santo Antônio do Grama (MG) dará o segundo para a carga atra-

vessar a Serra da Mantiqueira. E a Estação de Válvulas (Tombos, MG), reduzirá a velocidade na descida da serra. Tudo isso a sete quilômetros por hora (média), em uma viagem de pouco mais de três dias. No superporto do Açu volta ao que era antes: 51% do empresário Eike Batista e 49% da Anglo American. Ali os investimentos serão de US$ 40 bilhões e Batista sonha alto, como sempre: em uma área de 90 quilômetros quadrados, devem ser instaladas também duas siderúrgicas, um estaleiro, indústria de automóveis e empresas de logística para o petróleo, na fase do pré-sal. A resistência mineira Apesar do apoio do governo de Minas (gestão Aécio Neves) ao projeto, muitos moradores não se conformam e divulgam pareceres com todos os impactos negativos. Um deles, de posse da própria Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas, revela: "Um dos impactos mais significativos sobre os recursos hídricos superficiais é a captação de água nova no rio do Peixe, no município de Dom Joaquim. A água será utilizada no processo de beneficiamento do minério e para a condução da polpa no mineroduto, correspondendo a uma vazão total de 2.500m³/h, equivalente ao abastecimento de água para uma cidade de aproximadamente 200 mil habitantes". Bem, é a resistência de moradores do pequeno município ao poder do Estado, aliado a uma das maiores mineradoras do mundo. E sua arma principal é a internet. Leia mais sobre as mudanças em Conceição do Mato Dentro na edição de amanhã

A terra dos sete prefeitos. Ou de nenhum

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osé Aparecido de Oliveira nasceu em Conceição do Mato Dentro e se tornou um homem importante na história do País: de jornalista a chefe de gabinete na Prefeitura de Belo Horizonte, deputado federal e m d o i s m a n d a to s ( 1 9 6 3 1967/1983-1987), ex-governador do Distrito Federal (19851987), ministro da Cultura no governo Sarney e embaixador em Portugal. Um conciliador, chamado de "O amigo Zé". Morreu em 2007 aos 78 anos. Seu filho José Fernando Aparecido de Oliveira herdou a veia: prefeito de Conceição pelo PMDB de 2001 a 2005 e de 2005 a 2006, quando se elegeu deputado federal. Em 2010 se candidatou ao governo de Mi-

nas pelo PV e perdeu. Mas, depois de sua passagem pela Prefeitura, veio o dilúvio, triste sequência: 1 –Em 2008, o eleito Breno Costa (DEM) foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral por irregularidades em seu mandato anterior, de 1992 a 1996. Toda a chapa foi cassada. 2 -Assumiu a presidente da Câmara, Nelma Lúcia Cirino de Carvalho (PP). 3– Em 2010, nova eleição. O filho do prefeito cassado, Breno Júnior, foi eleito, mas nem assumiu, em razão do parentesco, proibido por lei. Assumiu novamente Nelma Carvalho, que se afastou em novembro de 2010 para se candidatar em fevereiro de 2011.

4 – Assumiu o vice-presidente da Câmara, Ildeu Simões. 5 – Antônio José da Silva, eleito presidente da Câmara, assumiu a Prefeitura de janeiro de 2010 a fevereiro de 2011. 6 – Nelma Carvalho foi eleita em fevereiro de 2011 e ficou até janeiro deste ano; foi cassada pela Câmara por improbidade administrativa. 7 – Assumiu o vice, Reinaldo da Silva Guimarães, até a posse do novo prefeito. Mas é só uma hipótese. Afinal, isto é Conceição do Mato Dentro. Sete ou seis prefeitos? Alguns tiram dessa conta o filho de Breno Costa, que nem chegou a assumir. Até agora, não há nenhum candidato declarado à Prefeitura.


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O cliente não quer só a comida, ele quer ser bem atendido e que seja rápido Horácio Ferreira Gabriel, sócio proprietário do Hocca Bar

nformática

A grande aliada do varejo A tecnologia para automatizar atendimento ao consumidor de forma eficiente e rápida embarca nos dispositivos móveis e se integra aos sistemas de gestão em supermercados, restaurantes e distribuidores BARBARA OLIVEIRA

cliente quer ser bem tratado e agilidade no atendimento. E como ele sempre tem razão os estabelecimentos comerciais tratam de se adaptar para cumprir esses dois mandamentos básicos. A automação é a primeira aliada do comércio nesta hora. Ela não se restringe mais à retaguarda, está muito presente na frente do consumidor, justamente para lhe dar autonomia, conforto e confiança na escolha da mercadoria ou do serviço. No supermercado, ele tem um scanner na mão para a leitura dos produtos. Nem precisa empurrar o carrinho, pois a lista eletrônica é deixada no caixa para ser entregue depois. Em outro, as etiquetas são alteradas automaticamente pelo computador, via antenas, permitindo reduzir as falhas entre o preço da mercadoria e o cobrado no caixa, além de atualizarem as promoções de prateleira. Nos bares e restaurantes de São Paulo, vemos cada vez mais aparelhos móveis, tablets ou iPods, nas mãos dos garçons e nas mesas usados como cardápios virtuais que se comunicam com as impressoras da cozinha para montar o prato, poupando valiosos minutos na espera, especialmente quando se está com fome. "Usamos tecnologia de ponta para evitar erros nos pedidos e na cobrança, com isso, minimizamos confusão na cozinha, programamos melhor os estoques, e, principalmente, damos mais conforto ao cliente", resume o Horácio Ferreira Gabriel, sócio proprietário do Hocca Bar, um dos ícones da gastronomia popular paulistana, e famoso pelo seu bolinho de bacalhau e sanduíche de mortadela do Mercado Municipal de São Paulo. Ali, ele serve cerca de 800 lanches por dia, cujos clientes sempre estão com pressa na hora do almoço. Há seis anos utiliza o sistema Bematech Chef, software integrado no PC e com um menu amigável na tela touch, o que facilita o pedido pelo próprio consumidor (ou pelo auxiliar). É um programa de gestão voltado ao segmento de alimentação, com vários módulos que se adaptam a restaurantes e padarias de todos os portes. Ele mostra o giro de mesas, o número de lanches/pratos vendidos por dia, qual deles é o mais solicitado no dia ou na semana,

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quais os ingredientes que faltam no estoque. "O cliente não quer só a comida, ele quer ser bem atendido e que seja rápido", lembra Gabriel, justificando a adoção de um módulo móvel (para comandas) do software Chef em seu novo restaurante no Mooca Plaza Shopping, inaugurado em dezembro passado e com 400 lugares. O software foi embarcado em iPods e são manuseados pelos 15 garçons para fazerem os pedidos à cozinha. "O iPod é menor e mais fácil de operar". O restaurante possui rede Wi-Fi para a comunicação do sistema com o caixa central, de onde é enviado o pedido para as quatro impressoras da cozinha (fogão, pastelaria, sanduíches e setor de sucos e sobremesas). Ele permite fracionar pizzas meio a meio, faz a conferência de mesas e fecha a conta. A Esys Colibri há 20 anos vende sistemas de automação para o segmento de alimentação, gerenciando frente de caixa, esto- métrica, ao acessar o software. Os preques, custos dos ingredientes e dos pratos, ços do licenciamento do programa mais alteração de preços, de menus, contas a pa- o suporte começam em R$ 230 mensais gar, área fiscal e financeira. A empresa tem (os equipamentos podem ser compra16 mil clientes no País e, dos diretamente junto em 2011, lançou uma noaos revendedores). va versão do programa Leitores e etiquetas Colibri Evolution com – Nos supermercados, Usamos novos módulos em taa inovação também fotecnologia de blets (Android e Apple) ca na comodidade due em iPods, integrandorante as compras e ponta para evitar os ao gerenciamento na também garante inforerros nos pedidos cozinha e no caixa. Bares mações mais precisas e na cobrança e pizzarias – como a Sala para o varejista controHORÁCIO FERREIRA GABRIEL, Vip, Bar Brahma e Divilar seus custos, preços, na Comédia (de Ribeirão SÓCIO PROPRIETÁRIO DO estoques e movimento Preto) – estão usando a nas lojas. O Pão de HOCCA BAR mobilidade para conveAçúcar inaugurou niência de seus clientes. duas lojas neste ano "Quando o consumidor visualiza as com a experiência do Personal Shop, agofotos dos pratos, ele se sente mais à von- ra são quatro unidades com essa tecnolotade para pedir outras coisas e o comer- gia em São Paulo e em Tamboré. O cliente ciante acaba vendendo mais", avalia do programa de fidelidade informa num Maurício Medeiros, presidente da Esys painel na entrada da loja se prefere que as Colibri. Na versão Evolution de contro- compras sejam entregues em casa e fornele de vendas foram adicionados recur- ce seu endereço. sos para proteger o local contra roubos, O pacote de softwares e equipamentos é perdas e desperdícios através da identi- fornecido pela Seal e Motorola. Com um coficação do funcionário, via leitura bio- letor de dados nas mãos, o cliente só precisa

SMARTPHONES

SMARTPHONES

DESKTOPS

Estação de trabalho tudo-em-um

Celular com Intel inside ntre as novidades anunciadas pela Intel durante a feira de mobilidade de Barcelona, na semana passada, o destaque foi a expansão do portfólio de seus processadores para smartphones. A gigante de chips fez parceria com a operadora francesa Orange e demonstrou alguns modelos que devem chegar em breve ao mercado europeu. O aparelho da Orange terá o logo Intel Inside na parte traseira, é baseado no processador Atom Z2460 de 1.6 GHz e vai rodar Android 4.0 (cujo codinome é Ice Cream Sandwich). A tela é de 4 polegadas – uma nova tendência entre os smartphones, cujos displays são grandes - com câmera de 8 MPixels, podendo gravar vídeos de 1080p

apontar para o código de barras do produto e, ao encerrar as compras, entrega o scanner no caixa para o pagamento. A opção de levar as mercadorias na hora é do consumidor. Ele também dispõe de um botão Personal para selecionar suas compras habituais e compor um perfil, visualizar a lista e localizar os produtos na loja, além de receber dicas de receitas por email. Outro jeito encontrado pelo supermercado São Roque para aumentar a produtividade e reduzir o tempo perdido na atualização dos preços e promoções das mercadorias foi o uso de etiquetas com leitura infravermelho nas gôndolas. A tecnologia é aplicada desde dezembro numa unidade premium da rede em São Roque, com 2 mil itens já cadastrados. É um lugar para compras rápidas e com tíquete médio de R$ 30. "Escolhemos uma loja menor para testar o sistema e estamos muito satisfeitos com o resultado porque antes um funcionário levava mais de uma hora para atualizar os preços impressos, e havia erros manuais e de processamento, causando distorções entre os dados da gôndola e o cobrado no caixa. Agora tudo é feito em 15 minutos e com mais precisão", informa Tony Godi-

nho, gerente de TI do São Roque. Foram espalhadas antenas pela loja para que o sistema instalado no PC central se comunique com as etiquetas e faça a atualização sistemática pelo programa de gestão do supermercado. Quando existe alguma correção a ser feita ou algum produto está sem comunicação (por causa de alguma barreira ou caixa na frente) o sistema emite um alerta no computador. Essas etiquetas também se integram ao PDV do caixa e posteriormente também se comunicarão com a área de estoque, diz Godinho. Os distribuidores de medicamentos, produtos de higiene pessoal, cosméticos, papelaria que trabalham com vários vendedores em campo para o pequeno varejo (farmácias, postos de serviços, delivery, mercadinhos de bairro, bares) também terão suas tarefas facilitadas com o Target MOB para Android. O software será lançado neste mês. Segundo o diretor da Target, Rafael Rojas Filho, a automação de força de vendas e ERP estarão juntas no aparelho móvel para atender a mais de 200 distribuidores com quem ela trabalha, e ajudarão cerca de 4 mil vendedores a finalizarem seus pedidos feitos pelos clientes varejistas. A única exigência é que o celular ou tablet do vendedor opere em 3G, para que essa comunicação com a distribuidora seja rápida. O vendedor mostrará ao varejista um catálogo eletrônico no tablet, a lista e fotos de produtos, como está o nível de estoques na distribuidora, o mix ideal para o seu negócio, o tipo de desconto que pode oferecer naquela venda e fechar a negociação em minutos, garante Rojas.

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GADGETS

Smartphone com projetor Samsung lançou em Barcelona, durante o Mobile World Congress, seu modelo híbrido de smartphone com projetor portátil. O Galaxy Beam é um celular rodando Android 2.3 e com um projetor integrado capaz de gerar imagens de até 50 polegadas em paredes ou outras superfícies planas. O aparelho tem display de 4 polegadas, câmera de 5 MegaPixels na parte traseira com flash LED e outra de 1,3 MP na frente. O processador é dual-core de 1 GHz e a memória é de 8 GB. O produto ainda não tem data para chegar e nem preço definido.

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ma estação de trabalho all-in-one de 27 polegadas na diagonal é a novidade da HP para trabalhos de design, arquitetura, produção de vídeo e mídia digital. A HP Z1 tem placa gráfica Nvidia Quadro e processadores Intel Xeon de quatro núcleos que garantem renderização e mais desempenho aos trabalhos. Os usuários podem adicionar um disco rígido, atualizar a memória ou acessar a placa gráfica sem o uso de ferramentas para abrir o chassi. A tela LED suporta 1 bilhão de cores e a câmera web de alta definição também captura vídeos em HD. A máquina estará disponível, mundialmente a partir de abril.

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Código de barras no aparelhinho número de pessoas jurídicas que usam o celular para operações com o banco Itaú cresceu 66% em 2011 e as transações aumentaram 119% no mesmo período. Para atender melhor esse público, o Itaú Empresas lançou seu aplicativo para iPad e iPhone na AppStore, exclusivo para o mercado corporativo. Com ele, o cliente consulta saldos, extratos, faz transferências, docs, operações de câmbio, contrata empréstimos e autoriza pagamentos, além de realizar investimentos. Outra novidade para o usuário móvel é a captura do código de barras de boletos via iPhone. O app permite que a câmera do celular capture o código da conta para ser impresso ou visualizado digitalmente e, posteriormente, seja feito o pagamento.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 6 de março de 2012

Quem quiser migrar para o iPhone ou Android já pode fazê-lo sem medo Marcelo Henrique de Souza, gerente de P&D do Instituto nformática

Segurança para seus portáteis O Instituto Eldorado desenvolveu o primeiro programa para proteger dados de smartphones e tablets BARBARA OLIVEIRA elatório da empresa Check Point Softwares Technologies sobre os impactos dos dispositivos móveis para a segurança da informação revela que 71% das empresas ouvidas temem a perda de suas informações a partir do uso crescente de smartphones e tablets pelos funcionários. Foram ouvidos 750 profissionais de TI dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha e Japão. A navegação móvel, conectividade Wi-Fi e a perda ou roubo dos aparelhos são os itens que mais trazem impacto na segurança de dados móveis. Um dos desafios para os administradores é garantir que os dados corporativos fiquem protegidos, não se percam, nem se espalhem ou sejam roubados dentro dos dispositivos móveis. Pensando nessa preocupação cada vez mais presente no mercado empresarial é que o Instituto de Pesquisas Eldorado, de Campinas, desenvolveu a primeira solução nacional para iPhones, iPads, aparelhos Android e Windows Mobile: o Acesso Fácil Device Management. O Acesso Fácil, segundo o gerente de P&D do Instituto, Marcelo Henrique de Souza, é um produto para monitorar, proteger e controlar o aparelho móvel. "As empresas que ainda não adotaram soluções de mobilidade não o fizeram por questões de segurança, ou preferem usar o BlackBerry por causa do seu software de privacidade e proteção (BlackBerry Pro-

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tect). Mas agora existe uma nova opção, robusta e acessível, além de ser uma tecnologia aberta. E quem quiser migrar para o iPhone ou Android já pode fazê-lo sem medo", brinca Souza. Souza explica que se o aparelho for perdido ou roubado, o usuário pode acessar sua localização. O sistema informa ao administrador da rede da empresa ou ao departamento de TI onde está o equipamento – por GPS ou pela intensidade do sinal de uma rede Wi-Fi. Mas, se não for interessante recuperar o smartphone, os seus dados podem ser bloqueados ou apagados remotamente pelo programa em algum computador. Afora essas fun-

ções, o Acesso Fácil permite aos administradores da rede da empresa outras regras de controle, como criar senhas para impedir acesso a determinados sites e serviços da internet (redes sociais ou vídeos pornográficos) que não estão relacionados ao trabalho. Ele instala e desinstala aplicativos remotamente, e desativa as entradas para conexão de outros periféricos (USB, impressoras, tevês). Tudo isso depende da política de segurança da empresa. Souza lembra que o Acesso Fácil permite enviar informações aos usuários e aos administradores sobre novas versões do sistema operacional já disponível, quanto de memória o aparelho usa para determinadas funções,

tempo de navegação, quais programas foram mais usados. "Isso vai facilitar muito quando a empresa tiver um sistema de gestão móvel instalado. Teremos um BI móvel em breve", informa o gerente de TI do Eldorado. O BlackBerry e o iPhone também possuem seus sistemas de proteção de dados. O BB Protect é gratuito, permite backup do telefone (fotos, vídeos, contatos, arquivos) e localiza o smartphone remotamente por antena celular e GPS. Se ele for roubado ou perdido, o Protect, comandado pelo usuário, apaga as informações ou trava o aparelho para ser usado por outra pessoa. Se recuperado, seus contatos, calendário, notas, mensagens de texto e favoritos do browser são restaurados. Mas isso igualmente pode ser feito em um novo aparelho. Os usuários de iPhones e iPads com sistema operacionais mais novos (a partir de iOS 4.2.1) contam com o Find My iPhone para encontrar o smartphone ou o iPad pelo GPS ou antenas de telefonia móvel. Basta instalar o aplicativo em outro equipamento com iOS e informar o seu ID. A partir daí, pode-se bloquear remotamente o aparelho e apagar os dados. Para isso, é preciso que o usuário tenha uma conta no serviço de nuvem iCloud (onde os dados ficam armazenados) ou no MobileMe (pago), da Apple, que serve para sincronização automática de contatos, notas, e-mails, calendários, fotos, vídeos. Para que funcione, o aparelho precisa estar conectado na internet, é claro.

Sergio Kulpas sergiokulpas@gmail.com

Rato de laboratório

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notícia caiu como uma bomba: a rede de supermercados Target criou secretamente um sistema que previa quando suas consumidoras estavam grávidas, baseado no padrão de compras dessas mulheres. A Target passava então a enviar cupons de descontos para produtos relacionados com o cuidado de bebês. O caso é revelado no livro "The Power of Habit: Why We do What We Do in Life and Business" ("O poder do hábito: porque fazemos o que fazemos, na vida e nos negócios", numa tradução livre), do autor e jornalista Charles Duhigg. O trecho foi publicado em fevereiro pelo New York Times, e causou uma onda de comentários indignados na mídia e na internet. É claro que a maioria dos consumidores modernos imagina que os varejistas usam tecnologias e métodos científicos para avaliar hábitos de consumo para tornar as compras mais atraentes e personalizadas. Mas casos como o da Target mostram que esses métodos podem se tornar muito invasivos, e podem criar problemas para os consumidores. Duhigg relata que a Target começou a mandar promoções relacionadas com o cuidado de bebês para uma adolescente, antes mesmo que seu pai soubesse que ela estava grávida. O risco é criar nos consumidores a percepção de que estão sendo tratados como ratos de laboratório. Em várias cidades dos EUA e Europa, assim que os clientes entram nas lojas eles são minuciosamente acompanhados. Seu caminho pelos corredores, o que olham nas prateleiras, suas reações a promoções e descontos, etc.

Como em um laboratório, os varejistas testam novas estratégias de venda em lojas selecionadas, enquanto as outras lojas permanecem como "grupo de controle". As pressões para aumentar as margens de lucros têm levado os varejistas a ousar mais no uso dessas tecnologias. O consumidor não deve apenas ser levado a comprar um determinado produto – ele deve gastar mais na loja. Essa proliferação de técnicas behavioristas, usando um arsenal cada vez maior de câmeras, softwares e analistas humanos, pode criar no consumidor uma reação bastante negativa. Muitos já se perguntam qual é o volume de informações que o varejista capta e arquiva sobre cada cliente. Alguns analistas do setor argumentam que as intenções do comerciante não chegam a ser malignas, e são motivadas na maior parte por um mercado cada vez mais competitivo. Com a crise financeira de 2008, essas técnicas ganharam um apelo ainda maior para os varejistas dos EUA e Europa. Por outro lado, os varejistas se defendem, dizendo que os programas de fidelidade são voluntários, e os consumidores têm sempre a opção de assinalar "opt-out" na maioria dos sites de varejo. O livro de Charles Duhigg pode ser comprado na Amazon por US$ 16,46 (US$ 12,59 na versão eletrônica): http://www. amazon.com/s/ref=nb_sb_noss? url=search-alias% 3Dstripbooks&fieldkey words=The+Power+of+Habi t% 3A +Why +We+ do +What+ We + D o + i n + L i fe + a n d + B u s iness&x=0&y=0


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DC 06/03/2012 by Diário do Comércio - Issuu