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Diário do Comércio - 04/12/2013

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O APERTO DO PIB

Conclusão: 23h55

Ano 90 - Nº 24.013

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O Produto Interno Bruto recuou 0,5% no 3º trimestre comparado ao 2º. É o 1º resultado negativo em mais de quatro anos e o pior desde o 1º trimestre de 2009 (-1,6%). Os números são do IBGE. O ministro Mantega reconheceu que estão abaixo do planejado. Mas ele ainda acha que dá para fechar o ano em 2,5%. Anteontem, ele disse que o crescimento no 3º trimestre seria de 2,5% – acima dos 2,2% realmente apurados pelo IBGE. Pág. 11

As moedas do futuro já tilintam na internet A nova criptomoeda Ripple se junta à já popular Bitcoin e a outras dezenas de moedas virtuais que já realizam pagamentos na rede. Quando substituirão completamente o dinheiro real? Pág. 18

Página 4

Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

Apu Gomes/Folhapress

A 'saída honrosa' de Genoino Em prisão domiciliar, o condenado no Mensalão mandou carta de renúncia à Câmara, lida por Amauri Teixeira (PT-BA). Pág. 5

Maduro falava na TV. E puf! Un apagón. O presidente venezuelano acusa opositores de sabotagem, depois que falta de energia deixou 19 dos 23 Estados às escuras. Pág. 7

Miguel Gutierrez/Efe

Guarulhos: o prédio estava rachado, ia cair, dizem operários. Dizem que avisaram sobre a ameaça aos encarregados. Já a empresa construtora, que não tem sede oficial, defende-se: "Estava tudo regular". E até ontem à noite, um operário continuava desaparecido. Pág. 8


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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O distinto público também não está mais deixando se iludir pelo iluminismo otimista da capital federal. José Márcio Mendonça

DEPOIS DA VÍRGULA SXC

calendário eleitoral do Palácio do Planalto e do PT está forçando o governo federal a realizar manobras, ensaios, fantasias e mágicas por conquistas de décimos ou centésimos em alguns índices econômicos, que podem jogar o País e alguns setores em um buraco negro – que terá elevados custos sociais para ser posteriormente tapado. Os custos na confiança da sociedade já estão aparecendo, o que talvez possa tornar inútil, do ponto de vista meramente eleitoreiro, a criatividade brasiliense. A presidente Dilma Rousseff, diante das dificuldades de encarar um certo sacrifício nas despesas públicas para trazer a inflação para sua verdadeira meta, de 4,5% sem acomodação, estabeleceu uma meta informal para o Banco Central e o Ministério da Fazenda perseguirem: qualquer número – mesmo que seja de menos 0,01% –, abaixo de 5,84%. E por que este nível mágico?Porque foi a inflação de 2012 e a presidente deseja trombetear aos quatro ventos que 2013 foi melhor do que o ano anterior. A meta dilmista de 2014 será, naturalmente, a de 2103, subtraída de no mínimo 0,01. Ou seja, o que se combate é o sintoma – o índice – e não a doença.

O

esta meta mágica que faz o Banco Central calibrar a taxa de juros e admitir que a convergência para a meta real de 4,5% somente será alcançada num horizonte de médio prazo, na verdade a partir de 2015. Em qualquer país de economia organizada,

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Dois em cada três brasileiros acreditam que é preciso fazer mudanças substanciais nas políticas de Brasília. Apenas 28% acreditam que não é preciso mexer em nada.

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

preço de ter de contribuir para os centésimos a menos na inflação eleita por Dilma Roousseff como permitida. esmo levando-se em conta que é da natureza do mercado financeiro uma boa dose de especulação e oportunismo, o fato de em apenas um dia as ações da empresa na Bolsa de São Paulo terem despencado cerca de 10%, e a empresa ter perdido, somente na segunda-feira, R$ 28 bilhões em seu valor de mercado, é revelador. E o desastre ocorreu porque os "mercadistas" perceberam que o reajuste dos combustíveis determinado na sextafeira não levou em conta razões técnicas e de gestão da empresa, mas as sabidas condicionantes políticas e eleitorais de Brasília. Não são apenas os agentes econômicos mais bem informados e os "especuladores"

M dizem os especialistas, esta tolerância é intolerável. A tese é a que não se pode combater a inflação a ferro e fogo às custas do crescimento da economia, verbalizada publicamente certa vez pela própria presidente Dilma Rousseff, em polêmica declaração no Exterior. pesar disso e de outros estímulos diretos ou indiretos – como desoneração de folha de pagamento,

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corte de impostos para determinados setores e produtos, crédito farto para o consumo e para alguns campeões nacionais, gastos do governo sem muitos freios – a economia continua patinando. Na gestão do PIB também pugna-se por décimos ou centésimos e joga-se nas previsões otimistas do ministro Guido Mantega. A última (mais recente, na realidade) do titular da pasta da Fazenda é a de que o Brasil a partir do ano que vem e até

2014 deverá crescer numa média de 4% ao ano. Talvez pelo fato de Brasília, já chamada de "Ilha da Fantasia", isolar um tanto demais governantes e políticos da vida real do País, o governo não consegue perceber, ou só percebe depois do fato consumado, os estragos que tais fantasias fazem em sua credibilidade. A Petrobrás, empresa de altíssimo gabarito quando deixada ao controle de seus profissionais, está pagando o

do mercado financeiro que andam com suas crenças abaladas na politica oficial. O distinto público também não está mais deixando se iludir pelo iluminismo otimista da capital federal. Pesquisa divulgada pelo DataFolha neste final de semana indica que 66% dos entrevistados – ou seja, dois em cada três brasileiros – acham que é preciso fazer mudanças substancias nas políticas de Brasília. Apenas 28% acreditam que não é preciso mexer em nada. Os dados do DataFolha confirmam outros, praticamente idênticos do Ibope de duas semana atrás: nesta pesquisa, 62% diziam querer mudanças no que está aí. E não serão décimos, centésimos, ou milésimos, os números depois da vírgula, no PIB e na inflação, que podem alterar este quadro. São ações, posturas e políticas mais consistentes. M TEMPO: a sorte da presidente, a esta altura da campanha, é que os oposicionistas não estão convencendo a maior parte do eleitorado de que serão capazes e fazer diferente e melhor. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É

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JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

O BOM EXEMPLO DA COREIA DO SUL uando estive na Coreia do Sul, a convite do seu governo, fiquei impressionado com a organização do sistema educacional. E vi as consequências disso na fábrica Samsung (mais de 103 mil funcionários). Todos tinham no mínimo o grau médio concluído. Trabalhavam numa linha de produção perfeita, que abrangia desde enormes aparelhos de televisão, até o Gato Félix, todos destinados à exportação para os Estados Unidos. Como exemplo de que estamos indo mal, na competição por uma boa educação, o senador Cristovam Buarque, na Associação Comercial do Rio de Janeiro, citou o fato de há 40 anos termos o mesmo número de patentes da Coreia do Sul. Hoje, a nação asiática produz 12 vezes mais patentes do que o Brasil, sinal de que o seu modelo de desenvolvimento, lastreado numa educação de qualidade, segue uma trajetória correta.

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m nosso caso, há uma preocupação dominante com o ensino superior, onde chegam 10 dos 100 alunos que entram a cada ano no ensino fundamental. É muito pouco e com um nível altamente discutível. As perdas ocorrem pelo caminho, com coisas

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celulares, criados lá fora, mas montados aqui. Se somos a sexta economia do mundo, já não seria hora de melhorar de posição em relação aos exames internacionais, como o Pisa?

Reprodução

ARNALDO NISKIER prova de que as coisas não andam bem é o fato de ocuparmos a 53ª posição, perdendo para países de menor tradição cultural. A Matemática é um bom exemplo dessa fraqueza. A Secretária de Educação do Município do Rio de Janeiro, Cláudia Costin, no seminário da Associação Comercial, disse uma frase terrível: “O desastre do ensino médio começa no segundo segmento do ensino fundamental. Isso pode ser comprovado pelo fato de 65% dos formandos do 9º ano não terem a menos noção do que se entende por porcentagem.” Como essa gente vai se preparar para questões mais complexas, exigidas pela sociedade do conhecimento? Chega-se sempre ao mesmo lugar comum: se precisamos

A

incríveis como os percalços do nosso tumultuado ensino médio, concluído por 40% dos que nele chegam. Trata-se de uma vergonhosa evasão. Aliás, fatos estranhos acontecem nessa faixa etária, que é estrategicamente de fundamental importância. Veja-se no último Enem uma ausência de dois milhões de inscritos nas provas realizadas, causando um

prejuízo de 60 milhões de reais aos cofres do MEC. Até agora, ninguém deu uma explicação plausível para o fenômeno. Terão os jovens perdido a esperança em nosso modelo educacional? Ou a antevisão de uma prometida prova mais difícil fez os alunos desistirem? Tudo hoje se baseia no conhecimento. Temos no país cerca de 230 milhões de telefones

aperfeiçoar os mecanismos que nos levam a aperfeiçoar o que aí existe, o atual sistema educacional, como disse o senador Buarque, parece ultrapassado. formação dos professores, por exemplo, está totalmente invertida, pois os recursos humanos são colhidos nos estamentos mais baixos da sociedade. Na Escandinávia é o contrário, os professores são escolhidos entre os melhores quadros, sendo a profissão altamente valorizada, inclusive financeiramente. Devemos atentar para isso.

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ARNALDO NISKIER É INTEGRANTE DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS,VICE-PRESIDENTE DO CIEE NACIONAL E DOUTOR EM EDUCAÇÃO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibellis e Sílvia Pimentel. Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Arte e Diagramação: José dos Santos Coelho (Editor), André Max, Evana Clicia Lisbôa Sutilo, Gerônimo Luna Junior, Hedilberto Monserrat Junior, Lino Fernandes, Paulo Zilberman e Sidnei Dourado. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

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A COINCIDÊNCIA DE DUAS IGNORÂNCIAS NÃO É UM BOM MÉTODO PARA COMPREENDER ALGO.

O método para não entender nada R SXC

ichard Rorty diz que, não havendo nenhuma verdade a ser encontrada acima das divergências de opinião, a filosofia se reduz a um puro divertimento, no qual, em vez de procurar saber se tal ou qual filósofo tinha razão, você deve tentar apenas "pensar como ele", como quem assiste a um drama – ou o escreve – e se identifica com os pontos de vista dos vários personagens sem chegar a conclusão nenhuma. Ele ia até mais longe e afirmava que a mesma tolerância e abstinência de julgamento deveria ser praticada com os grandes agentes históricos, não havendo razão nenhuma para que algum escritor não produza uma biografia de Hitler desde o ponto de vista do próprio Hitler, representando mentalmente e sentindo, sem julgá-lo, o ódio anti-semita que o movia.

OLAVO DE CARVALHO

dio", mas é impossível fazê-lo sem levar em conta que competiam com as intenções e valores de outros personagens e que tanto as intenções e valores de uns quanto as dos outros se recortavam sobre um horizonte de consciência (e de inconsciência) que não é o do historiador que os está estudando. Este, portanto, nada compreenderá do drama histórico se, desde os dados à sua disposição, não puder distinguir, entre os personagens históricos, quais viam a situação mais apropriadamente que outros.

primeiro desses conselhos é um bom método para começar a estudar filosofia, mas não constitui uma filosofia de maneira alguma, assim como o segundo é um bom meio de iniciar uma investigação histórica, mas não de concluí-la É evidente que, quando você estuda as doutrinas de um filósofo, deve absorvê-las como se fossem as suas próprias antes de poder julgálas. Se você salta essa etapa, as idéias dele permanecem um corpo estranho e ao julgá-las desde fora você não as atinge, apenas desliza sobre elas. Entretanto, se, após ter feito um esforço para pensar como se fosse Descartes ou Nietzsche você não é capaz de voltar a ser você mesmo e julgá-los desde o seu próprio ponto de vista, fica também impossível julgar Descartes desde o ponto de vista de Nietzsche, ou vice-versa, isto é, toda comparação se revela inviável e a filosofia se reduz a uma coleção de discursos separados e inconexos, um diálogo entre quem não ouve e quem não fala.

O

m segundo lugar, para "pensar como" fulano ou beltrano, você precisa saber o que eles sabem. Mas será possível e necessário, também, ignorar o que eles ignoram? Por exemplo, algo que se descobriu depois que eles morreram, e do qual você está bem informado. Se o mapa da sua ignorância não coincide exatamente com o de um outro indivíduo, você jamais poderá pensar exatamente como ele. Você pode, é claro, fingir que ignora o que ele ignora, mas esse fingimento é algo que não estava no pensamento dele e que você está introduzindo nele desde fora. Se, ao contrário, você realmente ignora o que ele ignora, então não é da ignorância dele que se trata, e sim da sua própria, que só por acaso coincide com a dele. E é loucura imaginar que a coincidência fortuita de duas ignorâncias seja um bom método para compreender o que quer que seja. Chega a ser inacreditável que um filósofo de grande reputação como o professor Rorty não percebesse, de imediato, a completa inviabilidade do método que sugeria. O que cabe fazer em filosofia, o que no fundo

osso, por exemplo, tentar me colocar no lugar de Hitler e "sentir" imaginariamente o ódio que sentia aos judeus, desde as razões que ele se apresentava para tanto. Mas devo levar essa tolerância relativista ao ponto de ter de ignorar o que ele ignorava? Devo fazer de conta que não sei que ele acusava os judeus de crimes que eles não haviam cometido e enxergava neles defeitos de constituição cerebral que eles não têm de maneira alguma? Posso até fingir isso, mas aí já não estarei pensando como Hitler e sim como um dramaturgo que inventa um personagem chamado "Hitler" sem ter em conta o Hitler da História. Pior ainda, se depois de mergulhar no horizonte de consciência de Hitler não saio fora dele para julgá-lo de cima, como posso distinguir se Hitler acreditava mesmo naquelas coisas ou se apenas as fingia, por sua vez, para tirar delas proveito político?

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anto em filosofia quanto em historiografia, o método do professor Rorty pode levar somente a um resultado: uma confusão dos diabos. Não espanta que, havendo-o praticado por anos a fio, ele próprio chegasse a concluir que nenhum problema tem solução e que a única coisa que o filósofo tem a fazer é entregar-se ao divertido empreendimento de não entender nada. Muito menos espanta que um seu discípulo local, um tipo folclórico que se denomina "o filósofo da cidade de São Paulo" – como se não tivessem sido da capital paulista os maiores filósofos que o Brasil já teve, Mário Ferreira dos Santos, Miguel Reale, Vicente Ferreira da Silva e Vilém Flusser – depois de ter absorvido as idéias do mestre, acabasse acreditando que a pedofilia é uma coisa boa e que, historicamente, a prática generalizada do coito anal antecedeu a do coito vaginal... OLAVO DE CARVALHO É JORNALISTA, ENSAÍSTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

T todo estudante acaba fazendo sem nem mesmo ter a intenção clara de fazê-lo, é tentar pensar como o filósofo que você está estudando e depois, confrontando o que ele sabia com o que você sabe, criar a sua própria opinião sobre as opiniões dele. (É claro que existem maus estudantes – muitos deles, decerto, professores –

que já criam a sua própria opinião a respeito antes de deixar o filósofo terminar de falar, e alguns até antes de que ele comece a falar. Mas "non raggionam di lor".) Quanto aos personagens históricos, é claro que devem também ser estudados desde suas próprias intenções e valores, "sine ira et stu-

O primeiro conselho é um bom método para começar a estudar filosofia, mas não constitui uma filosofia, assim como o segundo é bom para iniciar uma investigação histórica, mas não de concluí-la

O SATÂNICO DR. JO Joel Rodrigues/Estadão Conteúdo-27/11/13

ácil de entender, mas difícil de assimilar, verifica-se que há em andamento neste momento no país uma campanha para demonizar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Fácil também saber que são os interessados em promover a satanização do homem que mandou para a cadeia os criminosos que se valeram de suas altas posições no governo federal, na câmara dos deputados, na influência do P T nos órgãos federais, para formação de quadrilha e roubo de dinheiro público. São os mesmos que, qual "viúvas" dos políticos presos, choram os melancólicos "heróis", reforçados pelos –e como os há –jornalistas” que militam em vez de informar. A técnica é antiga: tentar desacreditar. Forçar uma situação em que o alvo, no caso o ministro Barbosa, apareça como desqualificado, seja mental, técnica ou fisicamente, para adotar medidas e agir de forma natural, normal. O presidente do STF, que conseguiu a condenação dos petistas na mais alta corte do País, com todos os recursos e agravos

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pertinentes, é um homem de personalidade forte. Tem opinião e muitas vezes a defende de forma enfática, sem a preocupação de ser gentil e educado. Admito que ele até poderia ser mais"político", mas a sua educação não tem nada a ver com seu caráter, sua capacidade técnica e sua forma de proceder como magistrado. nsaiados como se fossem preparados para ir a um júri, por advogados interessados, assim como seus clientes, em desmoralizar a figura de Barbosa, alguns artigos andam saindo aqui e ali, usando chavões e acusações a Barbosa como forma de tentar tirar sua credibilidade. O interesse em firmar uma figura pública que descambe para o autoritarismo, ou para o folclore, vai além dos mensaleiros. Os jornalistas amigos sabem que há muita gente com vontade que Barbosa seja candidato a presidente da República no ano que vem. É bom tentar queimá-lo desde já, seja para transformar os criminosos do Mensalão em heróis, seja

polêmica do que quando escrevo sobre política. Mas não dá para ficar calado. Tem gente por dizendo que o time do meu São Paulo é fraco.Não concordo.Na verdade, é muito fraco.

PAULO SAAB

e o São Paulo não renovar 80% do time, o ano que vem será de penúria e sofrimento de novo. Nem São Muricy vai conseguir fazer milagre. Aliás, já fez um, de livrar o tricolor do rebaixamento. Que vexame...

S chuta cachorro morto". Este ministro que preside o STJ, homem de cor, possivelment e cheio de defeitos e também v árias virtudes, está vivíssimo, na realidade político-jurídico nacional, e pode ser um grande problema eleitoral. Não está morto. Por isso o chutam tanto.

E

a população, de modo geral, o que pensa? Por que os institutos de pesquisa não vão ouvir o povo? Alguém me disse que tudo esta comprado no País. Eu não acredito que os institutos estejam. E você, leitor, o que acha do ministro Joaquim Barbosa? Escreva para o e-mail psaab@uol.com.br. Vamos ouvir o leitor.

E Joaquim Barbosa sofre verdadeira campanha de descrédito para afastá-lo de qualquer possibilidade de vir a concorrer com Dilma. O jogo político é complicado. Para não dizer sujo. Chamam-no de "mau". De "autoritário". De "louco". Não tenho elementos para julgar. Só o conheço pelo que observo e leio. Só espero que nessa campanha

difamatória não haja embutido qualquer preconceito racial. Não me espantaria se houvesse, mas não tenho como avaliar. "Satânico Dr. Jo" pode ser isso ou aquilo. Mas como acredito muito nos ditos populares , me lembro daquele que diz: "ninguém

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FUTEBOL Sempre que falo de futebol provoco mais

ÍNDICES Falando em São Paulo, a popularidade do prefeito da capital, Fernando Haddad, anda em baixa. Com tanta propaganda na televisão, não deveria. Aliás, ele é torcedor do tricolor do Morumbi, como Gilberto Kassab, seu antecessor. E o Corinthians levou tudo. Com Lula de "padrinho". E a temporada de chuvas ainda nem chegou...Vamos rezar para não haver tragédias, flu e pluviais. Dilma e Alckmin cresceram nas pesquisas. 2014 vai ser de lascar... PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR


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O Capitão Gay, persona- MAIS: a idéia do próprio gem de Jô Soares na década de 80, vai virar filme com Leandro Hassum no papel do herói.

gibaum@gibaum.com.br

Jô fazer uma ponta, no papel do avô do personagem, foi rapidamente afastada pelo entrevistador.

2 “Lá, todo mundo queimava. A MTV fumou mais maconha que o Bob Farra dos cartões Marley.”

CAZÉ PEÇANHA // ex-VJ da versão brasileira da emissora, em entrevista a Sexy.

Fotos: Paula Lima

Colecionador Desde 2011, Paulo Abreu, dono de muitas emissoras de rádio e do hotel Saint Peter, onde José Dirceu vai trabalhar, aguarda parecer da Anatel e do Cade sobre a operação de compra de três outras emissoras de TV UHF (já tem a Top TV). Na Polícia Federal e no Ministério Público, há quatro investigações sobre o grupo de comunicação e descumprimento das leis. Mo total, Abreu está envolvido num festival de ações, entre civis e criminais, sendo que 53 delas em São Paulo. Só que tem outras em Varas Federais e até mesmo no Supremo Tribunal Federal.

SALÁRIO MENOR O que muita gente não topou no SBT, ou seja, redução salarial, nomes como Milton Neves, Renata Fan, Luciano do Vale e Marcelo Tas, aceitaram como parte do processo de reestruturação da Band. Diretores também anunciaram redução em seus vencimentos. O salário de José Luis Datena está em discussão e o time do Pânico na Band não terá quaisquer reduções. Eles não têm contrato com a emissora: são pagos pela empresa de Tutinha Amaral.

O Copacabana Palace, no Rio, acaba de ser palco da festa de premiações da revista GQ que, neste ano, além de Maria Casadevall, a Mulher do Ano, resolveu apontar como Homem do Ano, por áreas, Wagner Montes, Luis Felipe Scolari, Mateus Solano, Naldo e, de quebra, o pessoal do Porta dos Fundos. Foi também uma noite de mulheres bem vestidas: entre tantas, da esquerda para a direita, Marcia Aoki, namorada de Pelé, que ganhou homenagem especial; Ana Paula Araujo (Bom Dia, Brasil); Clarice Falcão; Juliana Knust e Sabrina Sato, uma das mais elegantes.

Noite de prêmios

Dilma Rousseff pode estar muito bem nas pesquisas de intenção de votos, o que nada tem a ver com a situação dos palanques estaduais, onde o PT não ajuda e os partidos aliados do governo ameaçam pular fora da base. A Chefe do Governo e o ex-presidente Lula começaram uma série de encontros com as bancadas: PMDB (75 deputados) e PP (44) foram os primeiros. O próximo será o PR, que tem 32 deputados. Nas primeiras conversas, os parlamentares estranharam: só tinha dá cá, não tinha toma lá. No caso do PMDB, antigas juras de amor deram lugar a conversas quase protocolares (os peemedebistas acham mesmo que estão sendo enrolados). Lula dá abertura, Dilma não dá. Ela mantém um tom semi-oficial: chama o padrinho de “presidente” o tempo todo. E ele chama a pupila de “Dilma”, como sempre chamou.

Conversa difícil

SEM VENENO Dilma Rousseff deu uma gravata de presente a Anthony Garotinho, que está encostado em Marcelo Crivella nas pesquisas para o governo do Rio. Garotinho, depois deu uma caixa de bombos para a presidente e avisou que era diet. O presente ficou em cima da mesa, na reunião do Conselho Político e logo depois, a Chefe do Governo não resistiu e comeu um. E avisou quem estava por perto: “Ao contrário do que vocês imaginavam, não estava envenenado”.

A cantora Luiza Possi não agüenta mais a onda de boatos sobre suposto relacionamento que teria tido, no passado, com Maria Gadu, lésbica assumida. “Vivi um período de trevas e senti o preconceito na pele”. Ela garante que, se tivesse “uma convicção gay”, assumiria: só que não é a praia dela. E teme passar pelas mesmas reprovações que sua mãe, Zizi Possi, teve há anos quando assumiu seu relacionamento com a cantora Angela Ro Ro.

MISTURA FINA COM MUITA discrição, o senador mineiro Eduardo Azeredo está pedindo uma audiência com o ministro Luis Roberto Barroso, relator do mensalão de Minas Gerais, esquema igualmente montado por Marcos Valério, antes de se associar aos petistas do governo Lula. Quer dizer que, como Lula com referência ao mensalão de Brasília, nunca soube de nada.

O DEPUTADO federal Zeca Dirceu (PT-PR) quer ser candidato a vice-goverador na chapa de Gleisi Hoffmann no Paraná. Seu rival é Osmar Serraglio (PMDB-PR), que já ameaça se mudar para o palanque tucano. Serraglio, para quem memória curta, foi o relator da CPI Mista que condenou José Dirceu, pai de Zeca, levando o então ministro a ser cassado. Diversas figuras famosas estão participando de uma campanha de proteção aos animais marinhos, vitimas da ação do homem: chama-se Fishlove e nela, as celebridades aparecem sem roupa, posando com diversas espécies, como peixes, enguias e polvos. No bloco masculino, entre outros, formam de Ben Kingsley a Michael Gambom e na nova coleção de mulheres, estão Olivia Williams (esquerda) e Gillian Anderson, mais conhecida como a agente Scully da série Arquivo X.

Fishlove é campanha

Nota baixa O sempre discutido artista plástico Romero Brito anda estranhando o volume de vezes que seu nome aparece nos comentários das mulheres em hashtags, no aplicativo Lulu, aquele em que elas avaliam os homens anonimamente sobre sua performance intima, ganhando depois até nota. O hashtag “Curte Romero Brito” aparece inúmeras vezes como um dos principais fatores para uma nota baixa. Brito tem reclamado e dito exatamente ao contrário: acha que quem gosta de seus trabalhos, “só pode merecer nota alta em qualquer atividade”.

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Bolsas criadas por artesãs do Peru e da Venezuela, de carona na moda étnica que domina o fashion world , fazem sucesso entre São Paulo e Rio e ganham a Europa, graças ao trabalho de ONGs que se dedicam a melhorar a vida das comunidades indígenas da América Latina. Já podem ser vistas usadas por famosas como Alessandra Ambrósio, Katy Perry, Shakira, Uma Thurman e outras tantas. Do Peru, as bolsas são da Nannacay, que significa “irmandade de mulheres”. Na Venezuela, pelos povos indígenas Wayuu. Cada bolsa é feita por uma única mulher e demora cerca de dez horas para ficar pronta.

OUTRA PRAIA

Bolsas étnicas

Até outubro, a farra dos cartões corporativos do governo Dilma Rousseff atingiu R$ 50 milhões, podendo superar, até o final de dezembro, o recorde do ano passado, quando bateu na casa dos R$ 60 milhões. Só a Presidência da República gastou, este ano, perto de R$ 15 milhões e ninguém vai ficar sabendo onde foi enfiada a dinheirama. Os gastos têm o rótulo de confidencial , alegando-se segurança do Estado . Quem gastou menos foi o Ministério do Esporte, pilotado por Aldo Rebelo: só R$ 247,50.

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Quatro anéis.

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Um anel.

O CONAR decidiu suspender, esta semana, campanha da Claro com Neymar e Ronaldo ex-Fenômeno. O título campanha é Trote – O barato mais ilimitado para sua família e mostra Ronaldo tentando enganar Neymar numa ligação. Foi considerada “deseducativa”.

QUEM está chegando ao Brasil é o ator Harvey Keitel: vem para rodar o filme Rio eu te Amo. Ele é um dos favoritos de Quentin Tarantino, com quem já filmou Cães de Aluguel e Um Drink no Inferno.

O MINISTRO das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, quer atrasar o acesso de jovens diplomatas a postos de maior prestigio, especialmente no circuito Elisabeth Arden. Acha que, antes, todos terão que passar por capitais de países africanos, asiáticos ou latino-americanos.

Novos tempos Quem diria: a cantora Preta Gil será capa da próxima edição da revista Nova onde, com quinze quilos a menos, é citada, como resultado de pesquisa, “um exemplo de inspiração para as mulheres”, ao lado de outras celebridades . A diretora de redação, Monica Gailewitch diz que, “depois de um período em que as mulheres se inspiravam em atrizes de Hollywood, da TV ou nas supermodelos, no momento o padrão de beleza foge dos estereótipos”. E emenda: “Preta é a síntese da mulher de verdade, que se banca, misturando sensualidade, atitude e capacidade de rir de si mesma”.

AOS 91 anos de idade, Bibi Ferreira não para: recémchegada de Nova York, onde se apresentou com o maior sucesso, segue logo para Porto Alegre onde, no próximo dia 8, se apresenta num espetáculo de musicas natalinas. Em maio do ano que vem, voa para Paris e antes, lança um novo DVD.

Colaboração:

Paula Rodrigues / Alexandre Favero

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013


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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

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CONTRATOS SUSPENSOS O Ministério Público requisitou ao Metrô de São Paulo a suspensão de dez contratos de modernização de 98 trens, de R$ 2,5 bilhões, por indícios de irregularidades.

Genoino opta por 'saída honrosa': a renúncia. Ele abdica do mandato de deputado federal para não manchar sua história a intenção de reduzir o desgaste para o PT das prisões no Mensalão e escapar de um processo de cassação na Câmara, o deputado José Genoino (PT-SP) renunciou ontem ao mandato. A decisão foi tomada após consulta ao expresidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente da legenda, Rui Falcão, e anunciada no meio da reunião da Mesa Diretora quando já haviam votos suficientes para abrir o procedimento disciplinar. Genoino, assim, escapa da cassação, volta a receber uma aposentadoria de R$ 20 mil que tinha pelos mandatos anteriores e continua a ter avaliado seu pedido de aposentadoria por invalidez, o que, se aceito, elevará os vencimentos para R$ 26,7 mil.

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ESTRATÉGIA A possibilidade da renúncia foi levantada pelos petistas após a constatação de um quadro negativo para a reunião da Mesa. Contados como possíveis aliados, os deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL) e Simão Sessim (PPRJ) sinalizaram que não poderiam acompanhar a tática do PT de impedir a instalação do

Sempre lutei por ideias e jamais acumulei patrimônio ou riqueza. A razão de ser da minha vida é a luta por sonhos... JOSÉ GENOINO processo enquanto Genoino estivesse de licença médica, até 25 de fevereiro. Num debate prévio no gabinete do vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), os deputados do partido conversaram com Genoino e ouviram dele a intenção de evitar constrangimentos. Todos criticaram a postura do presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), que, na visão deles, fez campanha para a abertura do processo de cassação. Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Décio Lima (PT-SC) sugeriu que poderia protelar o caso. Avaliou-se, porém, que uma longa exposição desgastaria o partido e o próprio Genoino. Líder do PT e irmão de Genoi-

no, José Guimarães (CE) disse que entrou na reunião da Mesa durante a votação para entregar o documento a André Vargas, sinalizando que a renúncia foi decidida na hora final. Quando três deputados já tinham votado pela abertura do processo, Fábio Faria (PSDRN), Simão Sessim e Márcio Bittar, Vargas, apoiado apenas por Antonio Carlos Biffi (PT-MS), interrompeu e questionou o presidente da Câmara se ele também se posicionaria a favor do procedimento. Ao receber a confirmação, Vargas sacou a carta de renúncia. Quintella Lessa registrou que acompanharia a maioria, deixando o PT isolado, mas com a renúncia tudo foi arquivado antes. G u i m a r ã e s c o n f i rm o u a consulta a Lula: "Você acha que alguém faz alguma coisa no PT sem falar com o Lula e o Rui Falcão?", disse. CARTA DE INOCÊNCIA Na carta de renúncia, Genoino destaca seus 25 anos na Casa, os 45 anos de vida pública e afirma que faz agora uma "breve pausa nessa luta". Diz que seu processo de cassação foi transformado em "espetáculo" e reiterou sua inocência.

"Não pratiquei nenhum crime, não dei azo a quaisquer condutas, em toda minha vida pública ou privada, que tivesse o condão de atentar contra a ética e o decoro parlamentar", diz trecho. Destacou o fato de seu patrimônio não ter crescido e disse que sempre lutou por "ideais". A bancada do PT manifestou ao longo do dia solidariedade ao colega. "Daqui a pouco vão querer cassar um deputado morto", chegou a dizer Décio Lima (PT-SC). A deputada Liliam Sá (PR-RJ), gritou do plenário: "O Brasil não quer ouvir isso!". (Estadão Conteúdo)

Corrêa e Bispo tentam evitar cadeia Os dois ex-deputados entram com recursos, tentando escapar de suas condenações no STF. Alan Marques/Folha Imagem

s ex-deputados Bispo Rodrigues (então no PL-RJ hoje no PR) e Pedro Corrêa (PP-PE) enviaram ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos de habeas corpus preventivos para evitar que sejam presos devido às suas condenações no processo do Mensalão. No habeas, dizem que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, negou, em decisão individual, recursos conhecidos como embargos infringentes, e decretou o trânsito em julgado (fim) de seus processos. O próximo passo do STF é expedir os mandados de prisão – a qualquer momento. Para as defesas, enquanto o plenário não se manifestar sobre a admissibilidade dos recursos apresentados, não é possível encerrar os processos. No despacho que negou os infringentes, Barbosa disse que os condenados não obtiveram 4 votos por suas absolvições em nenhum crime –

José Paulo Lacerda/Estadão Conteúdo

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Pedro Corrêa e Bispo Rodrigues: tentativa legal de escape da prisão. condição necessária para a apresentação do recurso. Por isso, considerou que os infringentes eram protelatórios e só visavam retardar o início do cumprimento das penas. "Cumpre assinalar que esta corte tem decidido que a utilização abusiva do direito de recorrer, com o intuito manifesto de impedir o trânsito em julgado da condenação, tem como consequência a execução Joel Rodrigues/Frame

Jornal Nacional, da TV Globo, divulgou ontem uma matéria curiosa sobre o homem que seria o presidente da empresa que administra o hotel Saint Peter, em Brasília, onde o ex-ministro José Dirceu, condenado pelo julgamento do Mensalão, pretende trabalhar. José Eugenio Silva Ritter, que preside a empresa administradora do hotel, mora em uma área pobre da Cidade do Panamá, país da América Central, e trabalha como auxiliar de escritório em uma empresa de advocacia. Sócios – Um dos sócios do hotel, Paulo Masci de Abreu, é irmão de José Masci de Abreu, presidente do PTN (Partido Trabalhista Nacional), que em 2010 apoiou a eleição da presidente Dilma Rousseff. Mas ele é sócio minoritário. Tem uma cota, no valor de R$ 1, como mostra o contrato social da empresa. Todas as outras cotas, que somam R$ 499.999,00, pertencem a uma empresa estrangeira, a Truston International Inc, com sede na Cidade do Panamá. A Truston está inscrita no registro público do Panamá e tem como presidente um cidadão panamenho, José Eugenio Silva Ritter. O nome dele, abreviado, aparece, junto a outros dois nomes: Marta de Saavedra, tesoureira, e Dianeth Ospino, secretária.

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José Eugênio Silva Ritter também aparece ligado a mais de mil empresas em um site criado por um ativista anticorrupção. O procurador da Truston no Brasil, como mostra o contrato do hotel Saint Peter, é Raul de Abreu, filho de Paulo Masci de Abreu. Por telefone, Paulo de Abreu e o advogado de Raul de Abreu disseram ao repórter Vladimir Netto, da TV Globo, que José Eugênio Silva Ritter é um empresário estrangeiro apresentado por meio de um advogado. Também afirmaram que a empresa presta contas a José Eugênio regularmente. No órgão que regulamenta e fiscaliza o mercado de capitais dos Estados Unidos consta que José Eugenio Silva Ritter é auxiliar de escritório do Morgan y Morgan, uma firma que ajuda na fundação e administração de empresas internacionais com sede no Panamá. A legislação do país permite que ações de companhias sejam transferidas de um empresário para outro sem que seja necessário informar as autoridades. Dirceu está preso na Penitenciária da Papuda, onde cumpre pena em regime semiaberto, que permite a ele trabalhar durante o dia e voltar à noite para dormir na prisão. O ex-ministro alega ter recebido uma oferta de trabalho do Saint Peter de R$ 20 mil. (Agências)

Dilma, aposentadoria para deficientes. presidente Dilma Rousseff assinou ontem, Dia Internacional de Luta da Pessoa com Deficiência, decreto prevendo tempo de contribuição diferenciado para aposentadoria de pessoas com deficiência. O evento no Palácio do Planalto ganhou ares de campanha. A presidente chamou, ao vivo em São Paulo, o prefeito Fernando Haddad e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pré-candidato petista ao governo do Estado, para anunciar a inauguração de um centro especializado no atendimento de deficientes. Padilha noticiou que simultaneamente em todo o País 74 centros estão sendo lançados com re-

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Dilma quer aposentar deficientes mais cedo

imediata do julgado", diz trecho da decisão que negou o infringente de Rodrigues. Enquanto o habeas corpus de Rodrigues pede para que ele siga em liberdade até que o plenário julgue seu recurso, apresentado contra todos os crimes, o de Corrêa só quer manter suspensa a condenação por lavagem de dinheiro e iniciar o cumprimento, em regime aberto, por corrupção.

Cass ações – O procuradorgeral da República, Rodrigo Janot, defendeu ontem a perda dos mandatos dos deputados federais João Paulo Cunha (PTSP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP), condenados pelo STF no Mensalão. "É efeito obrigatório e indissociável da condenação criminal a imposição da perda, automática, do mandato parlamentar, que não pode depender de deliberação da respectiva Casa legislativa", afirmou Janot no parecer encaminhado ao STF. Para ele, o Supremo tem o poder de decretar a perda de mandato de parlamentar condenado. "A função jurisdicional de processar e julgar os parlamentares federais nas infrações penais comuns, conferida constitucionalmente ao STF, é plena, e nessa medida comporta não só o decreto de condenação, mas também a natural e consequente aplicação da pena, em todos os seus aspectos." (Agências)

Dono de hotel que quer empregar Dirceu é um pobre do Panamá

cursos do governo federal para a instalação e custeio. "O governo federal passará mais de R$ 4 milhões por ano a cada centro. Além da estrutura e dos profissionais, os centros ganharão automóveis para transportar os pacientes, 88 automóveis serão distribuídos para os centros no dia de hoje." Pelo decreto, os que são filiados ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS) poderão se aposentar mais cedo, conforme a deficiência. Para os que têm deficiência grave, o tempo de contribuição passa a ser 25 anos para homens e 20 anos para mulheres. No caso de deficiência moderada, 29 anos para homens e 24 anos mulheres. Portadores de deficiência leve, 33

anos homens e 28 anos mulheres. A gravidade da deficiência do segurado será atestada por peritos do INSS. Outra medida anunciada por Padilha é que os cadeirantes terão acesso a cadeiras de rodas motorizadas e com outras adaptações pelo SUS. Dilma fez um balanço do programa "Viver Sem Limites", que lançou há dois anos. Informou que foram entregues 1.256 ônibus para transportar as crianças deficientes em 954 municípios, que mais de 13 mil escolas receberam recursos para comprar equipamentos multifuncionais e que 28 mil escolas receberam recursos para obras de acessibilidade.

No programa Minha Casa Minha Vida, o governo diz já ter entregue 10 mil casas adaptadas. Dilma garantiu que terminará o governo tendo repassado R$ 2,5 bilhões para entidades como as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e entidades filantrópicas e comunitárias. Sobre a regulamentação da aposentadoria precoce para deficientes, disse que é uma quitação da dívida que o País tinha desde a Constituinte de 1988. "Reconhecemos que deficiência não é invalidez, que deficiência não é doença e que deficiência tem que ser respeitada. As pessoas com deficiência têm competência e capacidade para trabalhar." (Agências)


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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Corrupção: a vilã da competitividade do País e de empresas. Diretor de compliance da Siemens diz que acordo de leniência foi consequência de "programa de controle" Divulgação CGU

s leis precisam ser mais claras e feitas para que o povo entenda quais são os princípios de uma nação que quer ser mais desenvolvida. A afirmação foi feita ontem pelo conselheiro emérito da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e presidente emérito da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Eduardo Moreira Ferreira, durante seminário, na capital paulista sobre a Lei número 12.846, conhecida como Anticorrupção. Segundo ele, é tendência do senso comum culpar os governos em todos os casos de corrupção. " E s t o u c o nvencido que todas as esferas de governo não têm interesse em praticar atos ilícitos. A corrupção tira a competitividade do País e das empresas", afirmou. Lei entra em 2014 - A Lei nº 12.846, proposta pelo governo Lula, tramitou mais de três anos e foi aprovada em julho, para entrar em vigor em fevereiro de 2014. Entre os principais pontos, ela permite ao gestor público aplicar às empresas multa de

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até 20% do faturamento bruto por corromper servidores, financiar crimes, usar laranjas para obter benefícios ou fraudar licitações. Sobre o relatório que analisa a percepção de corrupção, divulgado ontem pela Transparência Internacional, apontando o Brasil como 72º colocado entre os 177 países analisados, ele comentou: "Estamos perdendo até para Cuba, veja a que ponto chegamos!". Para Moreira Ferreira, o ponto-chave para o combate à corrupção no País é investir em educação e orientar as crianças para saber o que é certo ou errado. "Atrás de um corrupto tem sempre um corruptor." O s e c r e t ár i o - exe c u t i v o da Controladoria Geral da União (CGU), Carlos Higino Ribeiro de Alencar, reforçou: "Atrapalha aquele que produz mais e melhor. Temos interesse em trabalhar conjuntamente com o setor privado no combate a corrupção." Segundo Alencar, leis similares anticorrupção já existem nos Estados Unidos e na Europa. "Se almejamos um cenário similar temos que melhorar

Carlos Higino, da CGU: atrapalha aquele que produz mais e melhor.

Brasil cai no ranking da Transparência Internacional nosso arcabouço legal com instrumentos equivalentes a esses de primeiro mundo." Para Wagner Giovanini, diretor de compliance da Siemens, que participou do evento, o Brasil tem avançado no combate a corrupção, mas ainda não pode dormir em berço esplêndido. "O que se espera de uma empresa é criação de algo que consiga prevenir atos ilícitos. Estou representando a Siemens e esse acordo de leniência é uma conse-

quência de um programa de controle", afirmou em referência à formação de cartel em licitações no metrô em São Paulo, processo em que a empresa é ré confessa e contribui com as investigações. Dia Internacional – A campanha global deste ano para marcar o Dia Internacional contra a Corrupção, em 9 de dezembro, tem como tema Zero Corrupção - 100% Desenvolvimento. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pelo Programa das Nações Unidas de Desenvolvimento (PNUD), os dois principais órgãos da ONU que lideram campanhas de conscientização. (Agências)

elatório da organização Transparência Internacional sobre a percepção de corrupção ao redor do mundo divulgado ontem aponta que o Brasil é o 72º colocado no ranking entre os 177 países analisados. No topo da lista dos países mais "honestos" estão em 1º lugar Dinamarca e Nova Zelândia. As duas nações registraram um índice de 91 – a escala vai de 0 (extremamente corrupto) a 100 (muito transparente). O índice brasileiro foi 42 – um ponto a me nos que em 2012(69º lugar). Os países mais corruptos são Afeganistão, Coreia do Norte e Somália – os três alcançaram índice 8.

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ADEUS À DÉDA Após honras militares, o corpo de Marcelo Déda será cremado hoje em Salvador, em cerimônia só para familiares e amigos.

A Transparência Internacional é referência mundial na análise da corrupção. Segundo o relatório, os resultados "mostram um cenário preocupante" e "mais de dois terços dos 177 países" estudados perderam transparência. O re latório é elaborado anualmente desde 1995. Apesar de novas leis brasileiras sobre acesso à informação pública e punição penal às empresas corruptas – e não mais apenas aos indivíduos –, "há a sensação de uma prática de corrupção muito extensa", explicou o pesquisador mexicano Alexandro Salas, que é diretor para as Américas da Transparência Internacional. (Folhapress)

SP CINE Vereadores de SP aprovaram a SP Cine que terá R$ 25 milhões da Prefeitura e R$ 40 milhões do Ministério da Cultura.

.Ó..RBITA André Dusek/EC

Ed Ferreira/EC

LUIZ FUX

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ELIANA CALMON

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governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, confirmou ontem que a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon se filiará ao partido para concorrer ao Senado pela Bahia. Calmon, que foi corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ganhou visibilidade ao combater irregularidades no Judiciário, pediu aposentadoria do STJ no final do mês passado. Deve se desligar da corte dia 18. Para Campos, provável candidato à Presidência da República, a chapa com a senadora Lídice da Mata (PSBBA) para o governo e Eliana Calmon para o Senado será uma composição "para ganhar a eleição". Calmon deve assinar a filiação no dia 19, em Salvador. Campos e a ex-ministra Marina Silva, recém filiada ao PSB, estarão na cerimônia. Na ocasião, será lançada a pré-candidatura de Lídice ao governo. Aliado do governador Jaques Wagner (PT-BA), o PSB baiano desembarca do governo l para disputar a eleição.

eputados envolvidos na discussão da reforma do Código de Processo Civil na Câmara reagiram ontem às críticas feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, de que a vaidade de parlamentares impediu que sugestões de juristas que trabalharam no anteprojeto da reforma fossem incluídas no texto. Fux foi coordenador de uma comissão de juristas que discutiu a reforma do Código de Processo Civil. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) alegou que a proposta da Câmara é muito mais equilibrada. "Somos constituídos pelo voto popular e é nossa obrigação ouvir o povo."

CASO PERRELLA

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obre o helicóptero apreendido pelo transporte de quase meia tonelada de cocaína, o senador Zezé Perrella (PDT-MG) disse ontem que é vítima de uma "injustiça" e não tem nenhum envolvimento com o episódio. Ao defender o filho, o deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG), Zezé disse que sua família "não precisa da política" para viver e que vai comprovar que o piloto da aeronave agiu sozinho. Perrella admitiu que o filho usou R$ 14 mil da sua verba indenizatória para abastecer a aeronave ao longo de um ano, mas que a ação é legal e que o valor é irrisório para a família.

CARDOZO

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epois de um enfrentamento morno, sem críticas contundentes no Senado, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) se prepara para hoje responder a questionamentos dos deputados federais sobre as denúncias de fraude em licitação de trens e pagamento de propina por empresas com contratos com o governo paulista. Para o ele, o depoimento, que precisa ser técnico, não pode se transformar "em algo que é próprio de disputas eleitorais". Ontem, Cardozo respondeu às perguntas de senadores sobre o caso Siemens. Os tucanos insinuaram que as ilegalidades envolvendo a empresa alemã podem ter acontecido em outros Estados, apesar de as investigações de cartel estarem concentradas só em SP e DF. O ministro se limitou a pedir que denúncias sejam encaminhadas a ele para que repasse o pedido de investigação à Polícia Federal. Afirmou ainda que o acordo firmado entre Siemens e Cade se limita ao DF e a SP porque a empresa trouxe informações sobre esses contratos.


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ESPIONAGEM Guardian: somente 1% das revelações de Snowden foram publicadas.

TRANSIÇÃO Ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afasta seu mentor, diz Seul.

Carlos Garcia Rawlins/Reuters - 02/12/13

Presidente fazia discurso em rede nacional quando apagão atinge regiões central e oeste da Venezuela. Governo acusa adversários de 'sabotagem'. Já a oposição critica política de 'mais circo do que pão' das autoridades.

MADURO FICOU ÀS ESCURAS Venezuelanos caminham pelas ruas escuras de Caracas durante apagão que atingiu 19 dos 23 Estados. Esta é a segunda vez em três meses que país sofre blecaute generalizado. Miguel Gutierrez/EFE - 02/12/13

nquanto o presidente Nicolás Maduro discursava na televisão, os venezuelanos foram surpreendidos na noite de segunda-feira com um apagão que atingiu 19 dos 23 Estados e a capital, Caracas, no segundo episódio de interrupção generalizada do serviço num espaço de três meses. O mandatário descreveu o blecaute como um evento "estranho" e acusou os opositores de usar "sabotagem" para prejudicar o governo nas eleições municipais de domingo. O apagão ocorreu pouco depois das 20h locais (22h30 em Brasília), quando o presidente fazia um discurso à nação sobre seu projeto para reduzir a inflação que atinge a indústria automotiva. Poucos minutos depois, pessoas no centro de Caracas começaram a bater panelas em protesto contra o corte de energia. Sem a transmissão por rá-

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dio e televisão, Maduro usou o Twitter para dizer que ele e seus auxiliares estavam monitorando o "estranho apagão". Quando a energia voltou, ele ordenou que as Forças Armadas ficassem em alerta máximo para evitar ataques que, segundo ele, são planejados por seus oponentes contra a rede elétrica e as instalações petrolíferas do país. O ex-presidente Hugo Chávez costumava fazer o mesmo tipo de acusação, também sem apresentar provas, na medida em que os apagões se tornavam mais frequentes nos últimos anos. O serviço se restabeleceu rápido, entre dez minutos e meia hora na maioria dos pontos afetados - mas em localidades menores, os problemas duraram várias horas. A indústria petroleira, coração econômico do país, não foi atingida por ter geradores. Ainda assim, o corte foi sufi-

ciente para alimentar ainda mais a virulenta troca de acusações nas vésperas do confronto eleitoral. Apesar de se tratar de eleição local, o pleito está sendo visto como um termômetro para a gestão de Maduro, eleito em abril após a morte de Chávez em março deste ano. O ministro da Energia Elétrica, Jesse Chacón, confirmou que se tratou de "uma falha provocada" em um fio condutor solto de uma torre de alta tensão em Guárico, na mesma área onde outra falha foi registrada há três meses. Na ocasião, o apagão afetou 14 Estados venezuelanos. "É a primeira vez na história que acontece uma falha dessa envergadura", declarou o ministro, em visita ontem à subestação de transmissão onde houve falha, na região central do país. Chacón assegurou ontem que a rede afetada já está "to-

gência" no sistema elétrico, para combater a crise no setor que começou em 2009. Foi naquele ano que, ante demanda crescente e a seca que prejudicou a hiEnergia começou a voltar dez minutos após corte drelétrica talmente recuperada", e disse que gera 70% do que o país que vai investigar as causas consome, se iniciaram cortes do apagão "até as últimas con- constantes de luz, especialsequências". Ele já havia dito mente em cidades menores. Oposição - Dirigentes da na segunda-feira que o probleoposição criticaram o presima tinha sido "provocado". A procuradora-geral da Ve- dente por lhes atribuir o blenezuela, Luisa Ortega, tam- caute e o apontaram como bém informou que investigará responsável pela falta de investimento no setor. as causas do blecaute. O prefeito de Caracas, AntoEm tese, as instalações elétricas da Venezuela tiveram a nio Ledezma, ressaltou que "é segurança reforçada com mi- fato corrente" que o governo litares, ainda em abril, quando não admite que há "desinveso governo declarou "emer- timento" e que "fracassou em

tudo, inclusive em fornecer energia elétrica", e "prefere culpar outros para esconder sua irresponsabilidade, como faz com a alta inflação e o desabastecimento". Ledezma ainda rebateu as alegações do governo socialista de sabotagem. "Como é possível que se volte a repetir uma sabotagem em uma zona já militarizada?", questionou o prefeito, que acusou Maduro de manter uma política "de pão e circo, embora mais de circo que pão devido ao desabastecimento" de produtos. Em ato de campanha, o principal líder opositor, Henrique Capriles, acusou o governo de ser "irresponsável". Antes, ele havia dito pelo Twitter: "O país foi afetado pelo apagão que causa intranquilidade e declarações patéticas de membros do governo. Sejam responsáveis pelo menos uma vez na vida!" (Agências) Stoyan Nenov/Reuters

Klitschko, líder opositor e ex-campeão de boxe, encara policiais em frente ao Parlamento em Kiev.

O ENIGMA DE ARAFAT Peritos franceses contradizem laudo sobre envenenamento de líder palestino ma investigação feita na França sobre a morte de Yasser Arafat contradiz laudo de cientistas suíços segundo o qual o histórico líder palestino teria sido envenenado. A análise francesa foi realizada a pedido da Procuradoria de Nanterre, que investiga o caso, e apontou que Arafat foi morto por uma infecção generalizada, não provocada

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por agentes venenosos. Eles não deram detalhes sobre o que teria causado a infecção. Arafat morreu, aos 75 anos, em 2004 em um hospital perto de Paris. Em 2012, seu corpo foi exumado para a análise de especialistas da Suíça, da Rússia e da França. O relatório francês é divulgado um mês após peritos suíços afirmarem que havia quantidades anormais de polônio-210, um material

altamente radioativo, nos restos mortais de Arafat. Já os especialistas russos disseram que não foram encontrados traços de polônio no corpo. Israel disse "não estar surpreso" com o relatório francês e acrescentou que "este deve ser o ponto final no assunto". Mas a viúva de Arafat, Suha, pediu que sejam cruzados os dados das investigações. (Agências)

Governo da Ucrânia ganha tempo extra

Rosas e abraços s Manifestante contrários ao ilândia governo da Ta se trocaram rosa a m co abraços a um em polícia, ua ég tr te aparen de após dois dias s, o t n e m a t n enfre governo depois que o moção autorizou a re as ad das barric do de diante da se tel ar qu do governo e em ia líc da po gências) Bangcoc. (A

governo da Ucrânia sobreviveu ontem a uma moção de censura apresentada pela oposição no Parlamento depois de o presidente Viktor Yanukovych desistir de assinar um acordo que aproximaria o país da União Europeia (UE). A moção obteve respaldo de apenas 186 dos 450 deputados, 40 a menos que o necessário para a sua aprovação. Apesar da vitória parlamentar, o governo ainda sofre pressões pela repressão aos protestos que tomaram as

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ruas da capital, Kiev. Ontem, o premiê Mykola Azarov pediu desculpas pela violência. O ex-pugilista e hoje líder opositor Vitaly Klitschko, do partido Udar ("soco"), exigiu a renúncia do presidente. "Não faça nada estúpido não se deixe guiar e ao país para um beco sem saída", disse. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também criticou a atuação de Kiev. "Nós condenamos o uso excessivo da força contra protestos pacíficos na Ucrânia", disse a aliança. (Agências)


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Prédio que desabou tinha trincas, dizem operários. Obra apresentava rachaduras na estrutura. Até ontem à noite, operário continuava desaparecido. Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

construtora responsável pela obra que desabou anteontem em Guarulhos, na Grande São Paulo, tem endereço num prédio onde funcionam uma padaria, uma doceria, quatro apartamentos residenciais, uma assistência técnica de TVs e uma papelaria. No local onde deveria funcionar a sede da empresa, na na Vila Maria, zona norte da Capital, inquilinos relatam que a Salema Comércio, Construções e Projetos Ltda. nunca esteve ativa por lá. Dono da construtora, o engenheiro Fernando Salema foi responsável por 57 obras na região metropolitana nos últimos três anos, de acordo com o Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia). Até a conclusão desta edição, os bombeiros procuravam o pedreiro Edmilson de Jesus Santos, 24, que está desaparecido desde o acidente. Operários dizem que ele tomava banho quando a construção de cinco andares começou a ruir. Sua carteira de identidade foi encontrada durante as buscas, à tarde. "Temos indícios para acreditar que ele esteja nessa área. O chuveiro foi encontrado aberto, o documento (RG) foi encontrado perto dali e houve reação dos cães ao farejar o local", disse o capitão do Corpo de Bombeiros Marcos Palumbo.

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ENSINO

NADA SOLIDÁRIO

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Brasil caiu oito posições, passando de 83° para 91°, no ranking mundial de solidariedade e, ao lado da Venezuela, é a nação menos generosa da América do Sul. Já a Colômbia (31°) é o país mais solidário da região, seguido por Chile, em 35° lugar. Os dados constam no estudo "World Giving Index 2013 - Uma visão global das tendências de doação", divulgado no Brasil pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e produzido pela britânica Charities Aid Foundation. O levantamento é considerado um dos mais abrangentes do mundo no que diz respeito à doação. (Estadão Conteúdo)

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s resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) apontam que, embora o Brasil tenha melhorado suas notas, seu desempenho ficou abaixo do esperado e o País continua ocupando um dos últimos lugares na lista. Entre as 65 nações avaliadas, o Brasil aparece em 58ª posição. A prova é aplicada a cada três anos para alunos de 15 anos dos 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, considerados de primeiro mundo, e outros países convidados, como o Brasil, que participa desde 2000. Quase 20 mil brasileiros fizeram a prova em 2012. (Estadão Conteúdo)

Renato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo

Bombeiros procuram operário desaparecido em meio aos escombros, em Guarulhos: chuveiro aberto. O advogado da construtora, Maurício Flausino, disse que a empresa tem um escritório no local visitado pela reportagem e tinha outro na obra que desabou. Segundo Flausino, "determinar onde a empresa efetivamente funciona é o de menos". Segundo ele, a obra era constantemente fiscalizada por um mestre de obras e pelo dono da construtora. "Para nós foi uma catástrofe." Rachaduras – Operários ouvidos pela reportagem afirmaram que havia rachaduras na obra que desabou deixando

um desaparecido na noite de anteontem. Um terceiro disse que o solo "parecia mole". A obra estava regular, segundo a prefeitura de Guarulhos. O alvará de construção do condomínio residencial de 30 apartamentos e dois salões comerciais foi emitido em novembro de 2012. Edivaldo dos Santos, 36 anos, irmão do operário que estava desaparecido e que também atuou na obra, disse, porém, que os pilares eram constantemente reformados. "Sempre falávamos para os

encarregados que havia rachaduras. Eles sempre pediam para restaurar, mas no dia seguinte aparecia de novo", disse Santos. "Estava trincando a parede. Todo mundo falou que esse prédio iria cair", disse o operário André Santana, em entrevista à TV Globo. Ele trabalhava na obra havia seis meses. Testemunhas disseram à polícia que o prédio começou a ruir na estrutura central. Em seguida, paredes e colunas laterais começaram a cair "para dentro". (Agências)

CALOR EM SÃO PAULO – Os termômetros na Capital chegaram a registrar 35°C na Avenida Paulista, ontem. O calor continua hoje, segundo a meteorologia, e não há previsão de chuva na cidade.

Banca de jornal, Jornaleiros esperam melhorar o seu negócio bebidas, pilhas, N utilidades...

Paulo Pampolin/Hype

Lei permite às bancas de jornais venderem outros produtos. Mix não pode superar oferta editorial. Valdir Sanches o dia em que Jânio Quadros renunciou à Presidência, 25 de agosto de 1961, os jornais paulistanos tiraram uma edição extra. “Jânio renunciou”, anunciava a manchete (menos do Estadão, que manteve a fleugma: “Quadros renunciou”). A edição extra tinha alguma coisa de heróico, de esforço sem medidas para levar a informação ao leitor. Hoje em dia, basta entrar no portal dos jornais na internet. O jornal de papel vai acabar? A questão comporta outro ingrediente: o que será de quem o vende? Os donos de bancas de jornais da cidade estão enfrentando problemas: a oferta de jornais e revistas não lhes garante mais a sobrevivência. O sindicato da categoria diz que, em 2007, havia cinco mil bancas em São Paulo. Hoje, não chegam a 3,9 mil. Mas uma lei sancionada pelo prefeito Fernando Haddad, no dia 12 de novembro, deve aliviar a situação. A nova legislação permite às bancas vender alimentos, bebidas sem álcool, certos produtos eletrônicos e utilidades, desde que o total não supere 25% das ofertas editoriais. Na verdade, é tudo o que já vinham vendendo, mas sem amparo legal. Agora, elas estão liberadas e com alguns acréscimos de itens.

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Distribuidores – Mas restam outros problemas. Os jornaleiros reclamam de não serem mais distribuidores exclusivos de jornais. Hoje, os exemplares são vendidos em locais como supermercado e loja de conveniência. Outra queixa é sobre a venda para assinantes. Dizem que os jornais e revistas dão desconto de 50% para os assinantes. Contra 30% de margem para os jornaleiros. Um dos mais ativos donos de banca da cidade, Paolo Pellegrini, diz que a categoria vai pressionar por compensações. “Ou nos dão igualdade de venda ou diferenciam o produto.” No caso, as empresas entregariam jornais e revistas com algum bem agregado – um brinde, por exemplo. O presidente do Sindicato dos Vendedores de Jornais e Revistas, José Antonio Mantovani da Silva, diz como as bancas podem se beneficiar da nova lei. “A banca tem que ter um 'mix' que a torne atraente. Quem compra água para a sede pode ser atraído por uma boa capa e levar a revista.” Convívio – Uma banca que fecha é um espaço a menos de convivência na cidade. É um lugar tão atraente que tem o rato de banca – assim como há o de biblioteca e o de livraria. Os jornaleiros mais velhos os conhecem bem. Não compram tudo o que precisam em uma banca, pelo prazer de ir a outras em busca de cada item que estão procurando.

os bons tempos, A Gazeta Esportiva conseguia colocar o jornal nas bancas, nas noites de domingo, com a cobertura do jogo encerrado no Pacaembu pouco tempo antes. Em duas horas, Paolo Pellegrini vendia, na banca da família, no Viaduto do Chá, no Centro, 250 exemplares. Jornais e leitores não faltavam, em uma época em que as emissoras de televisão só tinham transmissão local. As imagens de uma partida de futebol no Rio só seriam vist a s n a s T V s d e S ã o Pa u l o quando o cinegrafista e seu filme chegassem de avião. As bancas ofereciam, além do Estadão e da Folha, os jornais dos Diários Associados (Diário da Noite e Diário de São Paulo), A Gazeta, A Gazeta Esportiva, Última Hora, Diário Popular, Correio Paulistano e outros. Em outro momento (década de 1960), viriam o Notícias Populares e o Jornal da Tarde. Pa o l o t i n h a o i t o a n o s , quando começou a ajudar o pai, que trabalhava na banca do irmão, no Chá. Aos 17, tomou uma decisão. Deixou os estudos para se dedicar à venda de jornais e revistas, um negócio promissor. “Amanhecíamos com 500 a 800 jornais na banca. À noite, estávamos com o dinheiro no bolso.” E hoje? “Uma banca boa não vende 100 jornais.” A banca familiar mudou de endereços, sempre no Centro. Em 1972, chegou ao ponto definitivo, na esquina das avenidas Ipiranga e São Luís. Por essa época, começavam a “perder espaço para a tevê”. As emissoras já transmitiam para todo o País. Em 1969, surge o Jornal Nacional, na Rede Globo. “Só vendíamos bem jornais com furo

Paolo Pellegrini, dono de banca de jornal no Centro: categoria vai pressionar por compensações. de reportagem. O que acontecesse depois do Jornal Nacional, era nosso.” Estrangeiros – Os donos de bancas aplicados eram empresários bem-sucedidos. Moravam bem, tinham casa na praia. Paolo explorava um nicho lucrativo. Na avenida São Luís estavam as companhias aéreas. Muito estrangeiro frequentava a banca. Até hoje é um público fiel. O avanço da internet no País, nos anos de 1990, acabaria levando à crise atual do papel. Paolo, no entanto, se beneficiou dela. Jornais como o italiano Corriere della Sera, ou o americano Herald Tribune, passaram a ser impressos em nosso País. Mas recentemente também foram desativados. Os títulos estrangeiros continuam chegando, de avião. Das revistas que Paolo ven-

de, 60% são estrangeiras. Os 30 metros quadrados de sua banca têm o entorno cercado por livros. Os de arte podem chegar a R$ 700 o exemplar. Há alguns supérfluos, como balas, “porque o público pede”. Com 50 anos de trabalho, pode dizer: “Tenho aqui uma banca de jornais, não um empório.” Esporte – Na zona norte, a sexta pessoa que entra na banca de Wellington Gomes, no Tucuruvi, não leva bala ou cigarro, mas um jornal. Marcelo de Souza, manobrista, comprou o Diário de S. Paulo para ler no metrô, a caminho do trabalho. Veste uma camiseta do São Paulo. “Vou ler o e sp or t e”, informa. “D ep oi s dou uma olhada no resto.” A banca fica em frente à estação. À noite, as pessoas que descem do trem aumentam o movimento. “Chegam

com fome, ou com sede, e entram”, diz Wellington. Para o primeiro caso, a banca tem uma variedade de salgadinhos e até mesmo Cup Noodles, sopa instantânea. Para a sede, duas geladeiras cheias de água e refrigerantes, e uma de sorvete. Há 15 anos, herdou a banca do pai, que a instalou há 33. Casado, e com um filho, comprou casa. “Há sete anos começou o declínio”. Menos compradores, “os jornais segurando a entrega”. “Num dia como o de hoje (era feriado) o Estadão mandava 50 jornais. Hoje, mandou cinco, e vai encalhar.” Wellington gostou da lei aprovada pelo prefeito Fernando Haddad. “Legaliza o que se tem e abre outras opç õe s . ” Entre elas, ele está p e n s a n d o e m v e n d e r c achimbos narguilés. (VS)


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Uma semana de muita música Até domingo acontece a SIM – Semana Internacional de Música de São Paulo : repleta não só de shows, palestras, debates e exposições sobre o mercado musical. Participam artistas do mundo inteiro e brasileiros, como Céu. Destaque para debate com o fotógrafo Marcos Hermes e o músico Philippe Cohen Solal (Gotan Project), nesta quinta (5), às 15h , no Cine Olido.

LEITURA A arte de preparar pães com fermento natural. E espelhos de Kafka.

Reproduções

O grande amor de Kafka Renato Pompeu ez anos depois da edição original americana, chega ao Brasil, pela ViaLettera, o livro “O último amor de Kafka – O mistério de Dora Diamant”, da atriz e escritora nascida em Nova York Kathi Diamant, 61 anos. Esta, quando estudava literatura na faculdade, foi perguntada por um professor se era parente de Dora Diamant, a companheira do escritor Franz Kafka no último ano de vida dele, 1924, aos 41 anos, em Berlim. A curiosidade de Kathi Diamant foi despertada e ela realizou durante anos pesquisas em toda a Europa, em particular nos arquivos da Gestapo, a polícia política da Alemanha Nazista, e do Cominform, órgão fundado por Stalin para substituir a Terceira Internacional na coordenação do movimento comunista internacional. Até hoje Kathi não sabe se é ou não parente de Dora Segundo consta, Kafka era infenso ao sexo, mas teve casos com a empresária alemã Felice Bauer e com Margarethe Bloch, que foi morta no Holocausto nazista, destino também das três irmãs do escritor. Mas seu grande amor foi Dora Diamant, que conheceu em 1923 quando ela mal completara 25 anos e ele tinha 40. Segundo o livro, Dora Diamant nasceu em 1898 numa família judia pobre, que professava o hassidismo, uma forma ortodox a d e j u d a í smo. Ela cedo se revoltou contra a ortodoxia judaica e desde muito jovem oscilava entre o sionismo e a assimilação à sociedade não-judaica, como alternativas de fuga ao rigor ortodoxo de sua família e de seus correligionários. Em 1920, aos 22 anos, ela saiu do para ela opressivo ambiente polonês e se estabeleceu na fervilhante Berlim da época, onde se formou professora do jardim de infância, tendo sido admitida na Casa Judaica do Povo. Em 1923, em Muritz, balneário do Mar Báltico onde fora acampar com seus alunos, Dora conheceu Kafka, e foi dos dois lados um caso fulminante de amor à primeira vista. Eles passaram a morar no apartamento de Dora em Berlim, estudando a ficção ídiche e participando do movimento sionista. Fizeram planos inclusive de ir morar na Palestina, tendo Kafka tido a ideia de abrir um restaurante na Terra

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Pão de azeitonas (acima), ingredientes para preparar pães (alto) e Luiz Americo: "padeiro".

O PÃO QUE NASCE DO AR José Maria dos Santos primeira vista, a recomendação do jornalista Luiz Américo Camargo, 38 anos, especializado em gastronomia e ele próprio um padeiro amador, parece ser uma frase espirituosa para animar conversas de salão. “Um pão saboroso começa a nascer do ar.” Po ré m , quem é do ramo, ou tem algum conhecimento a respeito, sabe que Luiz Américo está se referindo ao fermento natural, que, se utilizado na confecção do pão, referido de agora em diante como artesanal, lhe confere uma transfiguração merecedora de retórica bíblica, ao ser cotejado com os similares industrializados que são levados em imensas cestas no curto trajeto entre o forno e o balcão das padarias. Caso tenha sido um pão artesanal aquele que Jesus Cristo repartiu com os apóstolos, talvez a Santa Ceia ganhasse alguma menção no Guia Michelin. Este tipo de pão é o fio condutor do belo livro intitulado adequadamente Pão Nosso, lançado por Luiz Américo na semana passada pela Panelinha- Companhia das Letras. Ali se aprende tudo a respeito, mas o principal ensinamento é o como fazer. A julgar pela repercussão do blog em que Luiz Américo trata regularmente desse assunto e a atual aceitação do livro, já está instalado no País um numeroso e crescente conting e n t e c o m a re s d e c o n f r a r i a apaixonada e minuciosa, cujos membros podem passar horas discutindo se uma côdea deveria ser mais ou menos crocante. A alusão à refeição sagrada é necessária para lembrar que no tempo em que Cristo andou pelo mundo, o pão com fermento natural estava consolidado. As primei-

À

ras notícias desse alimento vêm de seis mil anos atrás, indicando que ele nasceu possivelmente no território em que hoje se assenta o Iraque. Os panificadores de então se aventuravam com uma mistureba de farinha de trigo e bolotas de carvalho, que resultava em um negócio duro e seco, difícil de mastigar, algo amargo, segundo consta. Mais tarde os egípcios, felizmente para nós, introduziram o fermento natural – a levedura, no jargão bioquímico – que corrigiu aqueles defeitos, fixando definitivamente o pão como o senhor absoluto da mesa. Portanto, o livro de Luiz Américo se empenha em celebrar uma comida que p ro v a ve l m e nte Cleópatra serviu a Júlio César, e depois a Marco Antonio, para cercálos de mais encantos. Delícias camufladas – Em 1928 o c i e n t i s t a A l ex a n d e r F l e m i n g (1881-1955) descobriu no seu laboratório, ao voltar das férias, que uma cultura da bactéria estafilococo estava sendo destruída por um bolor desenvolvido espontaneamente na lâmina de vidro. Por acaso, Fleming tinha acabado de descobrir a penicilina, que trouxe na sua esteira toda gama de antibióticos. Esse exemplo faz supor que a casualidade também nos propiciou o fenômeno da levedura que Luiz Américo ensina a produzir. Certamente algum egípcio deve ter esquecido uma porção de farinha de trigo com água, que,

devidamente fermentada pela presença de micro-organismos encontrados no ar, foi adicionada à massa fresca, ocasionando o milagre do pão artesanal tal como o conhecemos. O processo confirma a frase, dita acima, de que o pão artesanal brota do ar. Mas as explicações detalhadas seriam fastidiosas de descrever aqui. Por ora, basta dizer que lhe devemos a bela aparência, a maciez e os delicados aromas e sabores do pão artesanal. Os portugueses batizaram esse fermento natural de massa velha, até porque sua sobrevida pode ser desdobrada indefinidamente; basta realimentá-las. E x i s t e m m a ssas velhas centenárias, preservadas por antigas famílias de padeiros, p ro c e d i m e n t o , aliás, que pode ser identificado em algumas vetustas padarias de São Paulo. A contrapartida a esses produtores de pão artesanal é a indústria de panificação, que utiliza o chamado fermento biológico. Trata-se de um concentrado de variadas cepas de leveduras , perfeitamente adequado às necessidades de, sem trocadilho, fazer um pão das massas. Seu efeito é prático e rápido em comparação com o fermento natural. Um pão de Luiz Américo, por exemplo, leva umas nove horas para ficar pronto. Porém, o fermento biológico não oferece resultados que gourmets exigentes procuram. Luiz Américo dá as explicações com

seu vocabulário fácil, sugerindo, pela sua descrição, aquilo que franceses e japoneses descobriram secularmente: o apetite também é estimulado por minúcias estéticas. “O pão fica agradavelmente cascudo, com sobretons convidativos. A casca também se apresenta mais crocante e espessa. O miolo vai se mostrar perfumado, apresentando textura vantajosamente macia. Na degustação, serão percebidas notas de mel e de nozes. Seguese a extraordinária vantagem: e s t e p ã o a r t e s a n a l p re s e r v a suas propriedades por um bom tempo. Em casa, fico consumindo o mesmo pão por uma semana, sem alterações”. Luiz Américo faz seu fermento natural misturando a farinha ao suco de abacaxi. Acredita, e é um toque pessoal, que assim obterá melhor resultado em todos os sentidos. Sua levedura fica pronta em sete dias e, se depender das suas intenções, os bisnetos vão fazer pão artesanal com ela, possivelmente identificando na massa um difuso substrato proveniente dos ananases. Mas como nem só de pão vive o homem, muito menos comendo uma coisa só como fazem os pandas com brotos de bambu, Luiz Américo introduz no livro um cortejo de delícias que lhe faz companhia: geleias,raclette, ragu de porco, ideias de aproveitamento de sobras do pão – tudo para comer com pão. Evidentemente, com receitas artesanais, inclusive a imprescindível manteiga caseira que remete à diligência das antigas vovós batendo interminavelmente a nata do leite em recipientes de madeira. Quem já morou na roça sabe do que se trata.

Santa. Concebiam o sionismo como um socialismo agrário. Mas logo Kafka morreu de tuberculose e Dora assumiu como tarefa de sua vida a perpetuação da memória e da obra do companheiro. Difundia os escritos de Kafka em centros culturais judaicos por toda a Europa. Tentou estabelecer-se como atriz em Berlim, mas, com a ascensão do nazismo, foi proibida de atuar nos palcos. Casou clandestinamente com o líder comunista Lutz Lask, com o qual teve uma filha, mas ele logo foi preso pela Gestapo, que apreendeu o maior tesouro de Dora, os diários de Kafka, que nunca mais foram encontrados. A mãe de Lask conseguiu que ele fosse libertado pela Gestapo, e ele fugiu para a União Soviética, onde, entretanto, foi internado num campo de concentração na Sibéria. Dora e a filha conseguiram escapar para a Inglaterra, onde, porém, foram também internadas na Ilha de Man. Depois da guerra, mãe e filha se estabeleceram no bairro londrino de Brick Lane, no leste da cidade, onde Dora montou um restaurante e um teatro para a colônia judaica. Morreu aos 54 anos, em 1952 e l o g o f o i e squecida. Sua filha morreu em 1981, aos 48 anos, doente e na miséria. Enquanto isso, Lask viveu quinze anos na Alemanha Oriental depois da guerra, sem ter ouvido falar da mulher e da filha. K a t h i D i amant levou mais de vinte anos pesquisando a vida de Dora em diferentes países. Ela nasceu em 1952 em Nova York, filha de um casal de atores, e foi criada nos Estados Unidos, França, Alemanha e Coreia do Sul, acompanhando as excursões dos pais. Aos 22 anos, em 1974, se formou em Arte Dramática na Universidade Estadual da Flórida, Estados Unidos. Trabalhou como atriz no teatro, cinema e televisão. Também foi produtora e âncora de TV e se tornou professora adjunta na Universidade Estadual de San Diego, na Califórnia, onde comanda o Projeto Kafka, que reuniu e continua reunindo no mundo inteiro textos e outras documentações de e sobre Kafka. Em San Diego, além do mais, ela faz palestras na televisão e escreve em jornais e revistas; ocasionalmente atua no teatro.

MUSAS, NOVA GERAÇÃO. CINEMA NO CCBB. Nesta quarta (4), Shame (2011). Com Carey Mulligan e Michael Fassbender. Rua Álvares Penteado, 112. Tel.: 3113-3651. 19h. R$ 2 e R4 4


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Para cada amor, um sapato. Que tipo de sapato combina com o estilo de sua relação amorosa? O designer Sebastian Errazuriz propõe a questão no projeto "12 Shoes for 12 Lovers". As criações são inspiradas nos romances que ele mesmo viveu. http://12shoesfor12lovers.com

.C..OPA 1

Fifa define regras de sorteio A Fifa anunciou ontem com o s e r á o c o m p l exo processo de sorteio dos grupos da Copa do Mundo. "Não é fácil de entender]", reconheceu o secretário-geral Jérôme Valcke. Pela explicação de Valcke, o pote 1 é composto pelos oito cabeças de chave, que serão colocados um em cada grupo, do A ao H. Como país-sede, o Brasil é cabeça de chave do Grupo A e disputará a partida de abertura do Mundial, em São Paulo, em 12 de junho. Os outros potes têm como base critérios geográficos. No

pote 2 estão as cinco equipes africanas -- Costa do Marfim, Gana, Argélia, Nigéria e Cam a rõ e s - - a l é m d e C h i l e e Equador e uma seleção europeia que sairá do pote 4 em um pré-sorteio. O pote 3 contará com Japão, Irã, Coreia do Sul, Austrália, EUA, México, Costa Rica e Honduras. Os nove times europeus estarão no pote 4: Bósnia, Croácia, Inglaterra, Grécia, Itália, Holanda, Portugal, Rússia e França. Um pré-sorteio transferirá uma dessas seleções para o pote 2. Esse time europeu será sorteado

contra um dos quatro cabeças de chave da América do Sul, para manter um equilíbrio geográfico nos grupos. Os quatro cabeças de chave sul-americanos (Brasil, Uruguai, Colômbia e Argentina) vão formar temporariamente o pote X. Os três times não sorteados contra o time europeu do pote 2 vão retornar ao sorteio principal. O sorteio será realizado sexta-feira em Costa do Sauípe, com a participação de representantes dos oito países campeões do mundo e também de Pelé.

.C..OPA 2

Valor do prêmio subirá em 2014 O prêmio em dinheiro da Copa do Mundo do ano que vem será elevado em pelo menos um terço em relação ao que foi oferecido no Mundial da África do Sul em 2010, disse ontem secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke. O total da premiação em dinheiro para a competição será de cerca de US$ 560 milhões, US$ 140 milhões. O prêmio do vencedor de chegar a US$ 40 milhões.

.F..OTOGRAFIA

Explodindo carros esportivos "Disintegrating" é o nome da série de fotos em que o artista suíço Fabian Oefner mostra carros esportivos clássicos "explodindo", literalmente, em pedaços. Como ele não seria louco de gastar muitos milhões de dólares para fotografar explosões reais, ele usa fios invisíveis para simular cada peça do carro flutuando no ar, como se tivesse sido liberada em uma explosão. Entre os carros que ele explodiu, um Jaguar E-Type 1961, uma Mercedes-Benz 300 SLR e uma Ferrari 330 P4. Andreas Gebert/EFE

http://goo.gl/qfSFcI

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Templos em 180 graus

BRINDE - O chef Alex Atala comemora com Eckart Witzigmann, estrela de um programa de gastronomia da TV alemã, depois de receber o prêmio Eckart 2013 de criatividade culinária em Munique.

São Paulo terá agência de fomento ao cinema A Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem o projeto de lei que cria a SP Cine, agência de fomento a produção, distribuição e

.A..TÉ LOGO

exibição de obras audiovisuais na cidade. A proposta, que havia sido enviada à Câmara pelo Executivo municipal no dia 31 de outubro, agora segue para a sanção do prefeito Fernando Haddad (PT). Semelhante à Rio Filme, a agência terá aporte inicial

de R$ 25 milhões da prefeitura. O governo do Estado investirá mais R$ 25 milhões. O aporte da União ainda não foi anunciado. O diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema informou apenas que serão investimentos "relevantes". (Folhapress)

A Biblioteca do Vaticano e a Biblioteca Bodleian da Universidade de Oxford colocaram na internet as primeiras de 1,5 milhão de páginas de manuscritos antigos, entre eles seus exemplares da Bíblia de Gutenberg. O site dá acesso também a uma Bíblia alemã do século 15 com iluminuras. O projeto, de 2 milhões de libras, é financiado pela Fundação Polonsky, que se propõe a democratizar o acesso à informação. Fundada em 1451, a Biblioteca do Vaticano é uma das bibliotecas de pesquisa mais importantes do mundo. A Bodleian é a maior biblioteca universitária da Grã-Bretanha. http://bav.bodleian.ox.ac.uk/

.L..OTERIAS Concurso 1234 da DUPLA-SENA Primeiro sorteio

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Segundo sorteio Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Bola do Mundial de 2014, Brazuca é apresentada no Rio de Janeiro

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Oxitocina, hormônio da empatia, ativa áreas do cérebro do autista

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http://goo.gl/PdGPWX

Na web, a Bíblia de Gutenberg.

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As fotos panorâmicas que Richard Silver realiza em igrejas revelam pontos de vista totalmente inusitados da beleza arquitetônica e artística desses ambientes. Para conseguir o resultado que você nessas fotos ele combina de seis a doze imagens do mesmo lugar. A junção das fotos é feita com o uso de programas de manipulação de imagem e Veja outras fotos no site do artista.

.H..ISTÓRIA

Brasil financiará produção de inovadora vacina contra meningite B

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Concurso 3356 da QUINA

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MENOS PETRÓLEO A produção de petróleo no Brasil recuou 0,7% em outubro comparada a setembro, para 2,079 milhões de barris por dia em média, anunciou a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

PIB encolhe no trimestre O recuo de 0,5% no terceiro trimestre deste ano comparado ao segundo trimestre é o primeiro resultado negativo em mais de quatro anos e o pior desde 2009

Revisão de 2012 leva a 1% om a incorporação da nova pesquisa mensal do setor de Serviços do IBGE, o PIB de 2012 foi ligeiramente melhor do que o 0,9% inicialmente divulgado e cresceu 1%. A presidente Dilma Rousseff, em longa entrevista ao jornal espanhol El País, dissera que, com tal revisão, o crescimento seria corrigido para 1,5%. Fez tal previsão baseada em estudo preliminar da Fazenda sobre o impacto da melhor aferição dos dados do setor de serviços. Todos os trimestres de 2012 e 2013 foram ajustados. Com isso, o crescimento do segundo trimestre registrou uma expansão ainda maior, com alta de 1,8% ante o primeiro trimestre. O dado original apontava uma expansão de 1,5%. O setor de serviços é o de maior peso na economia – tem peso superior a 60% no PIB – e o de mais difícil mensuração por ser muito pulverizado e ter um nível de informalidade maior do que os demais. A pesquisa mensal de serviços do IBGE veio para suprir essa lacuna nos cálculos do PIB, que usava dados indiretos, projeções e estimativas – algumas que espelhavam pouco o dinamismo do setor, como o crescimento da população. O levantamento mensal de serviços, que começou a ser feito em 2012, considera atividades como transporte, serviços de informação (telecomunicações, informática e outros) e serviços prestados às famílias (como alimentação e hotéis) e às empresas (consultorias, segurança e outros). O comércio era o único segmento de Serviços coberto por umpesquisa mensal do IBGE. Segundo Rebeca Palis, do IBGE, o setor de serviços "era o mais carente" de dados e foi o principal responsável por elevar o PIB do segundo trimestre e do ano de 2012. A melhora se deu nos setores que passaram a ser cobertos pela pesquisa mensal de serviços: transporte e armazenagem, serviços de informação e outros serviços (destinados às famílias e às empresas), cuja variação foi maior do que o dado originalmente divulgados. O resultado de 2012, porém, ainda não é o definitivo. A revisão foi feita com base nas informações trimestrais. O IBGE revisará toda a série histórica do PIB em 2015, quando estará completa a mudança metodológica em curso, que visa adotar um novo padrão internacional para o cálculo do PIB. (Folhapress)

Destaque pelo lado negativo

TRAÍDOS PELA PRESSA

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Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil recuou 0,5% no terceiro trimestre deste ano comparado ao segundo trimestre, afetado pelo baixo desempenho do agronegócio e pela queda dos investimentos. Esse é o primeiro resultado negativo em mais de quatro anos e o pior desde o primeiro trimestre de 2009, quando houve retração de 1,6%, anunciou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o terceiro trimestre de 2012, contudo, o resultado permenece possitivo, mostrando uma expansão de 2,2%. A queda na comparação com o trimestre anterior veio após uma expansão revisada de 1,8% do PIB no segundo trimestre ante o primeiro. O IBGE também revisou os resultados do PIB de períodos anteriores por causa da nova metodologia de cálculo. Pelos novos números apresentados, a economia cresceu 1% em 2012, ligeiramente acima do 0,9% divulgado inicialmente. A Formação Bruta de Capital Fixo, uma medida de investimento, recuou 2,2% no terceiro trimestre sobre o período imediatamente anterior, no pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2012 (-2,7%)

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e na primeira queda em um ano. "Como a produção de máquinas e equipamentos no País está crescendo e as importações não, isso quer dizer que boa parte (da queda) tem a ver com o desempenho da construção civil", explicou a economista Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais do IBGE. "Não temos em ní-

O crescimento é gradual porque no mundo todo está sendo assim, e esse crescimento se dá principalmente em investimentos. GUIDO MANTEGA

veis trimestrais um detalhamento do que houve, mas o que percebemos é que isso tem a ver com o investimento do governo e das empresas, visto que a construção imobiliária residencial vai bem". A taxa de investimento subiu para 19,1% do PIB no terceiro trimestre, ante 18,7% no mesmo período

epois de figurar na lista das economias que mais cresceram no segundo trimestre – 1,5% sobre o trimestre anterior –, o Brasil agora é destaque pelo resultado negativo. A queda de 0,5% no período julho-setembro supera até países que mais sofrem os efeitos da crise mundial, como Espanha e Itália. Com isso, o PIB brasileiro agora ficou na lanterna na comparação mundial. Em lista preparada pelo IBGE, a Coreia do Sul mostra expansão de 1,1% no terceiro trimestre ante o período imediatamente anterior. Na América Latina, o México registrou avanço de 0,8%, na mesma base de comparação. Na Europa, registraram avanço o Reino Unido (0,8%) e a Alemanha (0,3%). A União Europeia como um todo registrou avanço de 0,2%. Entre as economias do bloco, o pior desempenho, da Itália (0,1%), também foi melhor que o brasileiro. Espanha e Portugal, tiveram desempenho positivo: cresceram 0,1% e 0,2%. Nos EUA, o resultado do terceiro trimestre (0,7%) ficou acima do esperado graças ao esforço dos varejistas para repor estoques e apesar da desaceleração no consumo das famílias. Na comparação com os Brics – grupo de países do qual fazem parte, além do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –, o Brasil teve o terceiro maior crescimento no terceiro trimestre do ano. Com esses países, no entanto, só há comparação do terceiro trimestre ante o mesmo trimestre do ano anterior. O crescimento de 2,2% no PIB do Brasil ficou abaixo dos 7,8% da China e dos 4,8% da Índia e acima da África do Sul (1,8%) e Rússia (1,2%). (Agências)

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do ano anterior. Ainda pelo lado da demanda, os g a s t o s d o g o v e rn o c re s c e r a m 1,2% sobre o trimestre anterior, seguido do consumo das famílias, com expansão de 1%. Já pelo lado da oferta, o setor Agropecuário teve o pior desempenho do trimestre, com retração de 3,5% sobre abril-junho, enquanto Indústria e Serviços ficaram praticamente estáveis, com variação positiva de 0,1%, após terem avançado 2,2% e 0,8%, respectivamente, no segundo trimestre sobre o primeiro. Os mercados reagiram imediatamente aos números da economia, com queda na Bovespa e nos contratos futuros de juros, que mostram aumento das apostas em um ciclo de aperto monetário mais brando. Dentro da equipe econômica, a avaliação quase consensual é que o próximo ano deve ser ainda mais difícil para a economia brasileira, com a possibilidade de retirada dos estímulos nos Estados Unidos, que vai gerar um período de transição, com ajustes nos mercados. Também vai pesar a situação fiscal brasileira e o fato de 2014 ser ano eleitoral. (Reuters)

Mais PIB na página 13

Ministro insiste nos 2,5% para 2013 mbora reconheça que o desempenho da economia está abaixo do desejado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mantém a crença de que ainda é possível que o PIB avance 2,5% neste ano. Anteontem, ele afirmara que o crescimento do terceiro trimestre sobre na comparação com o terceiro trimestre de 2012, seria também de 2,5%, isto é acima dos 2,2% realmente apurados pelo IBGE. "Estamos em trajetória de crescimento, talvez não na velocidade que gostaríamos, mas

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nenhum país está conseguindo isso. Os EUA estão com uma expansão de 1,6% e 1,7%, neste ano, o México, com menos de 2%", apontou o ministro. "O mundo não vive um ano fácil", disse. Sobre a dinâmica da expansão do PIB, o ministro afirma que os investimentos estão acelerando e deverão registrar alta entre 6% e 7% neste ano em relação a 2012, apesar de terem encolhido 2,2% no trimestre passado sobre os três meses anteriores. "O crescimento é

gradual porque no mundo todo está sendo assim, e esse crescimento se dá principalmente em investimentos, bens de capital", disse Mantega. Por outro lado, diz acreditar que vai demorar "mais alguns anos" para que a Formação Bruta de Capital Fixo chegue a 24% do PIB. O programa de concessões que está em curso, nos setores de infraestrutura e logística, ajudará a elevar o crescimento potencial do País, de 4%, afirmou ele. Mantega reconheceu

que as sucessivas elevações na taxa básica de juros, a Selic, tiveram impacto no crescimento da atividade neste ano. Em abril passado, o Banco Central iniciou um ciclo de aperto monetário, a fim de combater a inflação por meio do encarecimento do crédito e, consequentemente, do consumo, que trouxe a taxa de 7,25% para 10%. O ministro admite que o consumo das famílias está sendo prejudicado pela falta de crédito, mas considera que com a queda da inadimplência e

com o menor comprometimento da renda dos brasileiros, o consumo avançará. Mantega disse ainda que o crescimento baixo atrapalha o resultado fiscal, mas repetiu que o governo central – governo federal, BC e Previdência – cumprirão sua meta de superávit primário de R$ 73 bilhões neste ano. Finalmente, citou o atual momento da economia mundial, que vem mostrando recuperação, assegurando que tal movimento será seguido pelo Brasil. (Agências)


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Um país caminha para o descalabro quando os governantes começam a colocar em dúvida estatísticas oficiais Senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)

Crença em recuperação Economistas acreditam que desempenho no último trimestre de 2013 garantirá crescimento de 2,5% no ano lguns economistas projetam que a economia já vive uma fase de recuperação nestes três últimos meses do ano, capaz de levar o crescimento do PIB a 2,5% neste ano. Segundo a Rosenberg & Associados, a expansão deve ficar em 0,8% no quarto trimestre em relação aos três meses anteriores. Se confirmada, a previsão é compatível com um crescimento de 2,5%. Para a consultoria, há sinais "de aceleração" do consumo interno e "perspectivas de que o investimento (que acumula alta neste ano apesar da queda no trimestre) continue em "terreno positivo". Com esse cenário, seus economistas prevêem um crescimento também de 2,5% em 2014. A Rosenberg esperava, porém, uma queda menos intensa no terceiro trimestre, de 0,2%. Outra consultoria, a LCA

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projetava a mesma taxa e agora revê suas previsões, mas espera uma expansão de 2,1% a 2,5% neste ano. A Gradual Investimentos diz que sua projeção de 2,6% de crescimento do PIB em 2013 não sofrerá grandes alterações. Segundo André Perfeito, economista-chefe da Gradual, a "política monetária mais austera" – ou seja, a alta dos juros pelo Banco Central acima do previsto pelo mercado – está impondo à economia "uma parada brusca". " O s n ú m e ro s d o P I B s ã o mais um claro sinal da fragilidade da economia. Essa fraqueza tem como resultado a piora do sentimento com relação ao País", resumiu o economista do espanhol BBVA Research, Enestor Santos. Segundo ele, o País poderia, inclusive, apresentar uma recessão técnica caso os dados antecedentes do quarto tri-

mestre não revertam esse cenário. Para o economista sênior do banco Besi Brasil, Flávio Serrano, algumas surpresas negativas se revelaram mais preocupantes, especialmente no capítulo das contas externas. "As exportações caíram muito na margem, 1,4%, mas as importações diminuíram apenas 0,1%. Por isso a influência externa foi maior do que esperávamos e acabou, em parte, responsável pela queda do PIB de 0,5%, quando prevíamos 0,3%. Vazamento – O professor de economia da Universidade Pontifícia Católica (PUC-SP), Antonio Corrêa de Lacerda, acredita que há um vazamento de todo o potencial de consumo do mercado interno para o mercado externo via importações. O consumo das famílias, aliás, ainda mostra vigor e mostrou crescimento de 1% na margem. Em

contrapartida, os investimentos caíram 2,2% ante o segundo trimestre deste ano. O economista para mercados emergentes da gestora britânica Schroders, Craig Botham, diz que o Brasil "não tem bala de prata" e corre risco de rebaixamento de sua avaliação de risco "especialmente agora que as receitas serão ainda menores que o esperado". "Se o País não reduzir sua dependência do consumo e do populismo fiscal, a estagflação poderia se tornar a norma no País e os mercados vão punir", ressaltou. Sebastian Briozzo, analista da agência de classificação de risco Standard & Poor's, disse na manhã de ontem que o governo brasileiro tem uma capacidade limitada de combater o problema com uma política fiscal contracíclica. "Se estivéssemos em uma situação na qual o governo fosse

capaz de investir mais, seria diferente", afirmou. O resultado também não garante um relaxamento da política monetária que pudesse dar fôlego ao crescimento no próximo ano. "Os sinais que o PIB traz no curto prazo são de que não há grande refresco para a inflação", avalia o economista-chefe da Votorantim Wealth Management & Services, Fernando Fix. Para ele, com a alta de 1% no consumo das famílias no terceiro trimestre ante o segundo mostra que o cenário ainda exige cuidado nesse sentido. Botham, da gestora Schroders, acredita, no entanto, que o BC será pressionado. "Os dados de fraco crescimento aumentam a pressão sobre o BC para que a instituição termine o ciclo de aumento das taxas de juros, apesar da permanência do problema de inflação". (Agências) André Rodrigues/Agência Gazeta do Povo

Entre os políticos da oposição, críticas ao governo. governador de Pernambuco e possível candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos classificou como "muito ruim" a perspectiva do PIB em 2013. "Em 2012 já tínhamos tido um crescimento de 0,9% [revisto pelo IBGE para 1%]. Imagine fechar 2013 com crescimento de 2%. É um resultado muito ruim. Uma coisa é crescer 5% em cima de 4%, outra é crescer 2% em cima de 1%". Campos afirmou ainda, citando a responsabilidade do governo federal, que os últimos números trazem "preocupação", pois podem reforçar o sentimento de desconfiança de investidores. Políticos da oposição criticaram o modelo econômico do governo federal depois da divulgação do resultado do PIB. "O modelo mostra seus primeiros resultados perversos agora. A solução da questão é atacar gasto público de má qualidade. Mas o governo

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não tem mudança de postura com um modelo econômico exaurido. Não toma providências para repará-lo", disse o presidente do DEM, José Agripino Maia (RN). Líder do PSDB, o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) afirmou que o País está a "caminho do descalabro" porque o governo federal insiste em negar as estatísticas oficiais negativas. "Um dos sintomas de quando um país está caminhando para o descalabro, é quando os governantes começam a colocar em dúvida estatísticas oficiais. É um clássico. É a escola Kirchner", afirmou. Em defesa do governo, o ministro Aloizio Mercadante (Educação) –um dos mais próximos à presidente Dilma Rousseff – adotou um tom otimista. O País, afirmou terá uma "melhora importante" nos indicadores dos últimos três meses do ano. “Estamos olhando no retrovisor, mas se a gente olhar o vidro da frente

do carro, a perspectiva é bem melhor", disse. O líder do PT, deputado José Guimarães (CE), disse que a economia está em recuperação e que o recuo foi provocado pelas políticas de desoneração do governo. "Acho que as concessões e o leilão de Libra vão ajudar a consolidar [o crescimento da economia]. O recuo não atrapalha". (Folhapress)

Mercados respondem: Bolsa em baixa, dólar em alta. O Ibovespa, principal índice de ações, perdeu 1,75%; a moeda americana subiu 0,81%. desempenho do PIB no terceiro trimestre divulgado ontem pelo IBGE pressionou os mercados, contribuindo para que a Bolsa fechasse no vermelho pelo segundo dia, enquanto o dólar voltou a atingir seu maior valor em três meses. O Ibovespa, principal índice de ações, caiu 1,75%, a 50.348 pontos. O índice chegou a ter leve alta em torno de 0,1% no início da tarde, mas perdeu força e voltou a registrar perda. Anteontem, o indicador já havia cedido 2,36%. Segundo analistas, a Bolsa brasileira foi pressionada pelo mau humor dos mercados externos, o que foi agravado pelo recuo de 0,5% do PIB brasileiro no terceiro trimestre. "O resultado decepcionou e alimentou ainda mais as desconfianças dos investidores,

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especialmente os estrangeiros, com a economia brasileira", diz Felipe Pellegrini, gerente de operações do Banco Confidence. "Essa cautela provocou a queda da Bolsa e colaborou para o avanço do dólar", acrescenta. O dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou em alta de 0,81% em relação ao real, cotado em R$ 2,376 na venda – maior valor desde 3 de setembro, quando ficou em R$ 2,383. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, avançou 1,01%, a R$ 2,379,maior valor desde 30 de agosto, quando ficou em R$ 2,385. O dia marcou a sexta alta seguida do dólar. "O movimento tem sido motivado pela cautela com a deterioração das contas do governo brasileiro, e foi coroado hoje com o PIB ruim. A expectativa de que haverá

um corte dos estímulos nos EUA, restringindo a oferta de dólares nos emergentes, também pressiona a moeda americana", diz Pellegrini. Segundo Bruno Gonçalves, analista da Wintrade/Alpes Corretora, o que mais preocupa o mercado é o fato de as diversas medidas do governo brasileiro para estimular a economia não terem mostrado resultado. "O governo não tem como adotar mais ações para incentivar a economia porque os gastos públicos já estão estourados. A inflação deve permanecer pressionada e os investimentos caindo", diz. "Ajustes seriam necessários para evitar um rebaixamento da nota soberana do Brasil, mas ano que vem é eleitoral e o governo não deve tomar medidas que possam prejudicar a campanha de reeleição de Dilma Rousseff", acrescenta. (Folhapress)

Campos: "Uma coisa é crescer 5% em cima de 4%; outra é crescer 2% em cima de 1%".


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Brasil é o quarto maior mercado para o idioma inglês, avaliado em R$ 8 bilhões por ano.

Itaú habilita pré-pago em cartão de crédito De olho no gasto de brasileiros no exterior, que não para de crescer, empresas lançam novidades. Accor e Confidence oferecem desconto na taxa de câmbio. Rejane Tamoto om a chegada da t e m p o r a d a d e f érias, o segmento de cartões pré-pagos de moedas lança novidades para os viajantes. A partir deste mês, todos os clientes dos cartões de crédito internacionais do Itaú poderão habilitar a função pré-pago no mesmo plástico para carregar dólar, euro e libra esterlina, sem precisar adquirir o Itaú Travel Money, o cartão específico para moedas internacionais, disponível nas bandeiras Visa e MasterCard. Segundo o Itaú, o cliente pode utilizar o saldo da conta corrente para fazer a recarga pelo sistema pré-pago ou acessar o limite rotativo do cartão de crédito. Assim como já funciona na modalidade de pré-pago, o cliente pagará pela cotação da moeda estipulada no ato da compra e mais o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 0,38%. O valor carregado na modalidade pré-pago também é considerado na pontuação do programa de fidelidade do cartão. A integração da operação de crédito e de pré-pago em moeda estrangeira em um só plástico visa oferecer comodidade aos clientes. Geralmente as operações de crédito e de pré-pago em viagens internacionais são feitas em cartões separados. No entanto, o cliente do Itaú precisará controlar as despesas durante a viagem. As recargas podem ser feitas de qualquer país, por meio do internet banking ou do aplicativo do banco para celular e tablet. Se as compras excederem o valor que foi carregado no sistema pré-pago, elas serão debitadas da linha de crédito, na qual o valor do IOF sobe para 6,38% sobre o montante gasto. “Com esses novos produtos, disponibilizamos alternativas de planejamento financeiro para nosso cliente ao possibilitar que ele saiba o va-

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Wizard nas mãos dos britânicos Clayton de Souza/ EC

grupo britânico de mídia e educação Pearson fechou um acordo para comprar o Grupo Multi, maior rede de ensino de idiomas para adultos do Brasil – que possui as marcas Wizard, Yázigi, Microlins e Skill. A operação envolveu 440 milhões de libras (R$ 1,7 bilhão), sem incluir dívida da companhia brasileira. Além dos 440 milhões de libras, a Pearson, que é controladora do jornal Financial Times, vai assumir dívida de 65 milhões de libras da família Martins e da companhia de investimentos Kinea. O presidente-executivo da Pearson, John Fallon, está reorganizando a companhia para se concentrar em economias em crescimento e serviços digitais, em vez de Europa e América do Norte, onde medidas de austeridade atingiram o gasto público. O Brasil é o quarto maior mercado para o idioma inglês, avaliado em 2 bilhões de libras por ano (R$ 8 bi). A demanda pelo idioma tem crescido, conforme o país se prepara para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O grupo Pearson já sinalizava interesse no mercado brasileiro de educação há algum tempo. Em meados deste ano Juan Romero, presidente da Pearson par a América Latina

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Juan Romero, presidente da Pearson América Latina, vê dinamismo no mercado brasileiro de educação. Ao seu lado, Carlos Wizard, presidente do Grupo Multi e Giovanni Giovannelli , CEO do Multi.

Abecip prevê avanço do crédito imobiliário; e descarta risco de bolha. presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Octávio de Lazari Junior, fez ontem projeções otimistas para o avanço dos financiamentos imobiliário em 2014. "Prevemos um crescimento de 15%, que é uma perspectiva moderada. Eu acredito que avançaria até 20%", disse. Na avaliação do executivo, a expansão do crédito será sustentada pelo apetite dos bancos pela carteira imobiliária, associada à recuperação das empresas de construção e boas condições de emprego e renda. Lazari também reiterou a estimativa de que o crédito imobiliário para compra e construção de imóveis no País ultrapasse os R$ 100 bilhões em 2013. A projeção de alta é o equivalente a um crescimento na faixa dos 20% em relação a 2012, quando totalizou R$ 82,76 bilhões. Os dados contabilizam apenas os financeiros cujos recursos provêm da poupança. Entre janeiro e outubro, o crédito cresceu 34% ante igual período do ano passado, atingindo R$ 88 bilhões, segundo Lazari. "É mais do que todo o ano de 2012". Segundo o executivo, a concessão de financiamentos segue consistente para pessoas físicas.

O disse: "o mercado brasileiro de educação está atravessando um período muito dinâmico e queremos aproveitar essa oportunidade para crescer". Além disso, a compra da Multi ocorreu depois que a Pearson acertou em 2010 acordo para compra dos sistemas de ensino da brasileira SEB e de controle indireto na empresa em uma operação de 613 milhões de reais. O anúncio de ontem acontece também depois que a Pearson vendeu o serviço de notícias financeiras Mergermarket por 382 milhões de libras

Processo nº 0020858-73.2010.8.26.0011 Assunto: Cumprimento de Sentença Exequente: FRED GOLDMANN Executado: EMILLYCAR COMERCIO DE VEÍCULOS e outros EDITAL DE INTIMAÇÃO PROCESSO Nº 0020858-73.2010.8.26.0011 O Doutor Régis Rodrigues Bonvicino, MM. Juiz de Direito da 1ª. Vara Cível, do Foro Regional de Pinheiros, Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, na forma da lei, etc. FAZ SABER a EMILLYCAR COMERCIO DE VEÍCULOS LTDA., CNPJ nº 05.056.158/0001-05, na pessoa de seus representantes legais, CLOVIS PAIVA BORGES, CPF 097.663.014-17, e SALVADOR FERREIRA, CPF 595.786.379-34, e a ELISANGELA LOPES DE ARAÚJO, CPF 205.141.948-55, IVANILDA APARECIDA DA SILVA, CPF 267.612.578-83, e TONIS FERREIRA DE ARAUJO, CPF 171.428.878-18, que a ação ajuizada por FRED GOLDMANN encontra-se em fase de execução e, estando os EXECUTADOS em lugar incerto e não sabido, foi deferida a INTIMAÇÃO por EDITAL, para pagarem o débito de R$ 76.442,38 (abril 2013), devidamente atualizado, no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de multa de 10% sobre o valor do débito e prosseguimento da execução (artigo 475-J, caput, do CPC). Será o presente edital afixado e publicado na forma da lei, sendo este Fórum localizado na Rua Jericó, s/nº, Pinheiros – CEP 05435-040, São Paulo, SP. São Paulo, 21 de outubro de 2013.

no final de novembro. "A companhia tem sido uma boa vendedora de ativos e os recursos estão sendo reutilizados em áreas de crescimento mais acelerado, particularmente em mercados emergentes e serviços educacionais em mercados desenvolvidos e emergentes", disseram analistas do Citi em relatório. "Se a venda da Mergermarket foi um belo exemplo da primeira parte deste ciclo, a transação de hoje (ontem) é um bom exemplo da segunda parte do ciclo". A transação está sujeita a

aprovação de autoridades regulatórias, e deve ser concluída em 2014. O Grupo Multi atende mais de 800 mil estudantes de idiomas no Brasil. Ele foi fundado em 1987 e obteve lucro operacional de R$ 130 milhões em 2012. A Pearson afirmou que a compra vai ajudar a empresa a acelerar o desenvolvimento de suas escolas de inglês no Brasil e acrescentou que planeja usar os produtos e serviços da Multi em suas escolas de negócios e em outros países. (Reuters)

lor que gastou para comprar a moeda, sem se preocupar com variações cambiais”, diz Marcos Magalhães, diretor da área de Cartões do Itaú. Outra novidade que busca atrair os viajantes é uma parceria entre o programa de rel a c i o n a m e n t o Le C l u b Accorhotels, da rede de hotéis Accor, e a Confidence Câmbio. O acordo prevê benefícios aos clientes do programa de relacionamento que queiram comprar ou vender moeda estrangeira. O principal é o desconto de 1% na taxa de câmbio para o cliente Accor que comprar moedas na Confidence Câmbio, que tem mais de 120 lojas no Brasil. A outra vantagem é a isenção da taxa de emissão do cartão Confidence Travel Card, que carrega até seis moedas. O cliente também não precisa pagar a taxa pela entrega da moeda em espécie ou do cartão prépago em domicílio. Crescimento – Segundo dados do Banco Central, os gastos de brasileiros em viagens internacionais somaram US$ 2,31 bilhões em outubro. Nos dez primeiros meses deste ano, esse tipo de gasto cresceu 15,3% sobre igual período de 2012. A participação do pré-pago como meio de pagamento durante as viagens do brasileiro ao exterior foi de 16%. A maioria ainda utilizou o cartão de crédito (46%) e o dinheiro em espécie (34%). No entanto, o uso do pré-pago cresce a cada ano. Segundo Rose Del Col, vicepresidente da América Latina e Canadá para área de produtos pré-pagos da American Express, o volume de recargas no Global Travel Card, o cartão pré-pago da bandeira, dobrou de janeiro a outubro deste ano em comparação ao ano passado. "As pessoas estão fazendo mais recargas para se protegerem da volatilidade do dólar. Ao comprar a moeda aos poucos, o cliente trava a taxa de câmbio e planeja os gastos de viagem com antecedência", diz.

Neste segmento, a alta acumulada no ano está na faixa de 40%, atingindo R$ 63 bilhões. Ele destacou, no entanto, a recuperação dos financiamentos para as empresas de construção, que fecharam o ano de 2012 em queda de 20% e nos primeiros dez meses de 2013 já subiram 19%. "Isso mostra capacidade de realização dos empreendedores". Bolha imobiliária – O presidente da Abecip disse que a fatia do crédito imobiliário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) subiu para 8% no fim de outubro, ante patamar entre 5% e 6% em 2012. Na sua opinião, os financiamentos ainda têm condições para crescer frente à economia brasileira, e não há risco de bolha imobiliária. "Quem fala de bolha é o pessoal de fora. Quando isso acontece, convidamos essas pessoas a vir ao Brasil, ver a situação de perto", afirmou, explicando que a grande maioria dos compradores brasileiros adquire o imóvel para morar e não para especular como ocorreu em outros países. Além disso, os financiamentos representam 62% do valor dos imóveis financiados aqui, enquanto nos países que enfrentaram bolhas chegavam a até 100%. Octávio de Lazari Junior foi reeleito para mais um mandato de dois anos à frente da Abecip.(AE)


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Temos que melhorar a eficiência contando com menos operações. Carlos Alberto Barreto, secretário da Receita Federal.

Receita cor ta, piratas ganham. Com menos verbas, Receita diminui apreensões. secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, admitiu ontem que o corte de gastos do governo levará a uma redução nas apreensões de mercadorias ilegais, inclusive nos últimos meses do ano, quando a entrada de produtos piratas é ainda maior. "Houve redução (das atividades) em relação ao que era a meta do ano. Como trabalhamos forte até o terceiro trimestre, podemos chegar a

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um volume (de apreensão) significativo, mas ficará aquém do pretendido", disse. Segundo Barreto, a redução da apreensão, entretanto, não se deve à diminuição da atividade do Fisco. "Temos que melhorar a eficiência contando com menos operações", disse. Ele afirmou que as ações estão sendo intensificadas em áreas de maior risco, como em Foz do Iguaçu (PR). "É um número menor de operações, mas voltadas para área de

Marcello Casal Jr/ABr

Secretário Carlos Alberto Barreto admite redução de atividades maior risco", disse. A previsão da Receita é que a apreensão de mercadorias some R$ 1,7 bilhão ao fim deste ano. No ano passado, o número foi de R$ 2 bilhões. Segundo Barreto, essa diferença se deve ao fato de no ano passado terem sido recolhidos bens de maior valor, como iates e aeronaves. As mercadorias que estão apreendidas hoje nos depósitos da Receita e que ainda não

tiveram um fim somam R$ 2,4 bilhões. Os principais produtos que o Fisco pegou neste ano, considerando valor da m e rc a d o r i a , s ã o c i g a rro s (18,4%), veículos (7,45%) e eletroeletrônicos (6,73%). A Receita pode se desfazer das mercadorias de diferentes formas. A principal delas é a destruição, que responde por cerca de 35%. A grande maioria dos produtos são cigarros, alimentos estragados e subs-

tâncias que não atendem regras da vigilância sanitária. Outra parte dos produtos, que chega quase a 35%, é doada para instituições de caridade. De janeiro a novembro de 2013, foram destinados R$ 127 milhões a entidades beneficentes. Outros 15% vão para órgão públicos, principalmente as prefeituras de áreas próximas da fronteira. Parte das mercadorias, cerca de 15%, vai a leilão. Da verba arrecadada nos leilões, 40% dos recursos vão para a seguridade social e 60% para o Tesouro Nacional. A meta para este ano é que os leilões rendam R$ 250 milhões. Barreto convocou uma entrevista coletiva ontem, Dia Nacional de Combate à Pirataria, para divulgar que durante esta semana serão destruídas 5,5 mil toneladas de mercadorias apreendidas, que representam R$ 280 milhões, em 75 unidades da Receita Federal. São CDs e DVDs piratas, cigarro, bebida alcoólica falsificada, cosmético, medicamentos e alimentos impróprios para consumo, produtos falsificados (brinquedos, pilhas, relógios), além de produtos químicos. (EC)

Setor de TI revê faturamento. Para baixo. setor de Tecnologia da Informação (TI) sentiu os efeitos da desaceleração da atividade econômica ao longo deste ano e já projeta um crescimento menor do que o esperado no início do ano. Anteriormente, a expectativa era de um aumento do faturamento das empresas entre 12% e 14%, mas agora esse número pode ficar entre 8% e 10%, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antonio Gil. Segundo Gil, o setor costu-

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ma se descolar do crescimento da economia, expandindose num ritmo maior. No entanto, as empresas vêm sentindo o efeito da desaceleração. "O setor está vendo a atividade mais fraca", disse. O Produto Interno Bruto (PIB) recuou 0,5% no terceiro trimestre frente ao segundo e o setor de serviços avançou 0,1% no mesmo período. Os serviços de TI se relacionam com os mais diversos segmentos e portes de empresas. A Totvs, principal empresa brasileira de TI, já havia dado indícios do desaquecimento,

há cerca de um mês, durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre. Segundo o vice-presidente executivo da companhia, Alexandre Dinkelmann, o cenário econômico segue sem sinais de retomada da atividade. O executivo da Totvs afirmou que há uma percepção de que os clientes estão alongando o processo de compra e a decisão de investimentos em softwares para projetos mais complexos. "O processo de venda tem levado mais tempo para ser concluído", afirmou, acrescentando, porém, que o

cenário mais adverso não atinge os clientes de menor porte, mas está concentrado nos maiores clientes. Outro fator que trouxe insegurança ao setor se refere às incertezas quanto aos rumos do marco civil da internet, no ponto da neutralidade de redes, e dos investimentos em data centers. "Essa questão da espionagem criou um mal estar generalizado, que está deixando o horizonte para investimento do setor mais complexo", afirmou Gil. Apesar do cenário mais adverso este ano, Gil destaca

que o setor de TI vem avançando em um ritmo superior ao da média mundial. No ano passado, o segmento cresceu 5,9% em média no mundo, sendo 10,8% no Brasil. "Se crescermos 8%, já será uma expansão importante", pontuou. Gil acrescentou que ao longo deste ano a associação já recebeu mais de 150 grupos de empresas internacionais dispostas a investir no Brasil. "Há um grande interesse pelo Brasil", disse, acrescentando que o movimento de listagem de empresas de TI em bolsa fortalece este cenário. (AE)

Tablet caiu no gosto popular. Vendas mais que duplicam no ano. venda de tablets atingiu 1,8 milhão de unidades no terceiro trimestre, alta de 134% em relação a igual período de 2012 e uma queda de 2% na comparação com o segundo trimestre do ano, informou ontem a consultoria IDC. A expectativa para o quarto trimestre é que o mercado alcance o maior volume do ano, com 2,6 milhões de dispositivos vendidos. Assim, no total, devem ser vendidos 7,9 milhões de tablets no ano, um crescimento de 142% em relação a 2012, na avaliação do IDC. Para 2014, espera-se um volume acima de 10 milhões, um aumento de pelo menos 36% em relação a 2013. A queda na comparação trimestral atual pode ser explicada pelo alto volume de vendas no segundo trimestre devido a sazonalidades, como o Dia das Mães, disse o gerente de pesquisas do IDC, Bruno Freitas, em comunicado. O estudo aponta que 95% dos tablets comercializados têm sistema operacional Android e 63% custaram menos que R$ 500. "Grandes marcas passaram a produzir nessa faixa de preço e a concorrência está crescendo muito, algo que não ocorria em 2012", disse Freitas. Os tablets com preços entre R$ 500 e R$ 1 mil representaram 22% das vendas, contra 12% no mesmo período de 2012, enquanto os aparelhos acima de R$ 1 mil estão perdendo espaço e ficaram com 15% do mercado, contra 40% no mesmo período de 2012. O preço médio apresentou redução de 2% em relação ao segundo trimestre, chegando a R$ 610. Já em relação ao mesmo período de 2012, a queda chegou a 28%, um desconto de R$ 243. (Reuters)

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Argentina: mais imposto para viajar ao exterior. Argentina aumentou o imposto sobre compras feitas com cartões de crédito no exterior e sobre a compra de dólares para viagens, na tentativa de conter o consumo das reservas internacionais do país. A medida elevou de 20% para 35% o imposto sobre compras feitas com cartão fora do país, para compras de pacotes turísticos e passagens de avião, e para os dólares que o governo autoriza para quem viaja ao exterior. Ao tornar as viagens mais caras, o governo está bus-

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cando desencorajar os argentinos a irem ao exterior para comprarem produtos, enquanto tenta interromper o rápido declínio das reservas internacionais. Controles estritos impostos no final de 2011 restringiram a compra de dólares, moeda usada pelos argentinos para protegerem suas economias. A restrição fez a taxa cambial não oficial disparar em um crescente mercado negro da moeda norteamericana. "Acreditamos que há uma drenagem de divisas que se

dá através de operações de turismo, por distintos componentes", disse a jornalistas o chefe do Gabinete de Ministros, Jorge Capitanich. "Temos que ser muito cuidadosos na administração de reservas (...) para potencializar o crescimento da atividade econômica". O Tesouro da Argentina tem utilizado reservas do banco central do país para fazer frente a vencimentos de dívida e financiar gigantescas importações de energia. As reservas, nesta semana, caíram abaixo dos US$ 31

VOTORANTIM CIMENTOS S.A. CNPJ/MF 01.637.895/0001-32 - NIRE 35300370554 ATA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 22 DE NOVEMBRO DE 2013 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL: 22 de novembro de 2013, às 12h, na sede social da Votorantim Cimentos S.A. (“Companhia”) situada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Praça Professor José Lannes 40, 9º andar, Bairro Cidade Monções. 2. PRESENÇA: Acionistas representando a totalidade do capital social, conforme assinaturas lançadas no livro “Presença de Acionistas”. 3. MESA DIRIGENTE: Raul Calfat, Presidente e João Carvalho de Miranda, Secretário. 4. CONVOCAÇÃO: Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas, conforme facultado pelo artigo 124, parágrafo 4º, da Lei n.º 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”). 5. ORDEM DO DIA: Deliberar sobre (I) a aprovação da 6ª (sexta) emissão, pela Companhia, de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, da espécie quirografária, sem garantia real ou fidejussória (“Emissão”), para distribuição pública com esforços restritos de colocação (“Debêntures”), em consonância com Lei n.º 6.385, de 7 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei do Mercado de Valores Mobiliários”), a Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) n.º 476, de 16 de janeiro de 2009, conforme alterada (“Instrução CVM 476”), e as demais disposições legais e regulamentares aplicáveis (“Oferta”); (II) a autorização à Diretoria da Companhia a, caso aprovadas a Emissão e a Oferta, (a) celebrar todos os documentos e seus eventuais aditamentos e praticar todos os atos necessários ou convenientes à realização da Emissão e da Oferta; e (b) contratar (i) o BB-Banco de Investimento S.A. para intermediar a Oferta (“Coordenador Líder”); e (ii) os demais prestadores de serviços para a Emissão e a Oferta, incluindo instituição prestadora de serviços de escrituração das Debêntures (“Escriturador Mandatário”), instituição prestadora de serviços de banco liquidante das Debêntures (“Banco Liquidante”), agente fiduciário dos debenturistas (“Agente Fiduciário”) e assessores legais, entre outros, podendo,, p para tanto,, negociar e assinar os respectivos contratos e fixar-lhes os honorários; e (III) a ratificação de todos os atos já praticados relacionados às deliberações acima. 6. DELIBERAÇÕES: Os acionistas presentes, por unanimidade e sem quaisquer restrições, aprovaram: (I) a realização da Emissão e da Oferta, com as seguintes características e condições principais, as quais serão detalhadas e reguladas por meio de escritura de emissão das Debêntures, a ser celebrada entre a Companhia e o Agente Fiduciário (“Escritura de Emissão”): (a) Número da Emissão: Esta é a 6ª (sexta) emissão pública de debêntures da Companhia; (b) Número de Séries: A Emissão será realizada em série única; (c) Quantidade de Debêntures: Serão emitidas 50.000 (cinquenta mil) Debêntures; (d) Montante da Emissão: O montante total da Emissão será de R$500.000.000,00 (quinhentos milhões de reais), na Data de Emissão (conforme definido abaixo); (e) Destinação dos Recursos: Os recursos líquidos obtidos pela Companhia com a Emissão serão destinados a negócios de gestão ordinária da Companhia, na forma de repactuação do endividamento existente; (f) Colocação e Procedimento de Distribuição: As Debêntures serão objeto de oferta pública de distribuição com esforços restritos de colocação, nos termos da Lei do Mercado de Valores Mobiliários, da Instrução CVM 476 e das demais disposições legais e regulamentares aplicáveis, sob o regime de garantia firme de colocação, com relação à totalidade das Debêntures, nos termos do contrato de distribuição das Debêntures (“Contrato de Distribuição”), com a intermediação do Coordenador Líder, instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, tendo como público alvo investidores qualificados, assim definidos nos termos do artigo 4º da Instrução CVM 476 (“Investidores Qualificados”); (g) Distribuição Parcial: Não haverá distribuição parcial das Debêntures; (h) Valor Nominal Unitário: O valor nominal de cada uma das Debêntures será de R$10.000,00 (dez mil reais), na Data de Emissão (“Valor Nominal”); (i) Data de Emissão: Para todos os fins e efeitos legais, a data de emissão das Debêntures será 5 de dezembro de 2013 (“Data de Emissão”); (j) Data de Vencimento: O vencimento final das Debêntures ocorrerá em 28 de fevereiro de 2019 (“Data de Vencimento”), ressalvadas as hipóteses de vencimento antecipado previstas na Escritura de Emissão e/ou de resgate antecipado previsto na Escritura de Emissão. Na ocasião do vencimento, a Companhia obriga-se a proceder ao pagamento das Debêntures que ainda estejam em circulação pelo saldo de seu Valor Nominal, acrescido dos Juros Remuneratórios (conforme definidos abaixo) devidos, calculados na forma prevista na Escritura de Emissão; (k) Forma: As Debêntures serão emitidas na forma nominativa e escritural, sem a emissão de cautelas ou certificados; (l) Espécie: As Debêntures serão da espécie quirografária, nos termos do artigo 58 da Lei das Sociedades por Ações, sem garantia real ou fidejussória e sem preferência; (m) Conversibilidade: As Debêntures serão simples, não conversíveis em ações de emissão da Companhia; (n) Prazo de Subscrição: Respeitado o atendimento dos requisitos a que se refere a Escritura de Emissão, as Debêntures serão subscritas, a qualquer tempo, a partir da data de início de distribuição da Oferta, observado o disposto no artigo 8º, parágrafo 2º, da Instrução CVM 476; (o) Forma de Subscrição e de Integralização e Preço de Integralização: As Debêntures serão subscritas e integralizadas por meio do MDA – Módulo de Distribuição de Ativos (“MDA”), administrado e operacionalizado pela CETIP S.A. – Mercados Organizados (“CETIP”), por, no máximo, 20 (vinte) Investidores Qualificados, em uma mesma data, à vista, no ato da subscrição (“Data de Integralização”), e em moeda corrente nacional, pelo Valor Nominal; (p) Negociação: As Debêntures serão registradas para negociação no mercado secundário por meio do Módulo CETIP21 – Títulos e Valores Mobiliários (“CETIP21”), administrado e operacionalizado pela CETIP. As Debêntures somente poderão ser negociadas por meio do CETIP21 depois de decorridos 90 (noventa) dias contados da data da respectiva subscrição ou aquisição, nos termos do artigo 13 da Instrução CVM 476, e do cumprimento, pela Companhia, das obrigações previstas no artigo 17 da Instrução CVM 476. As Debêntures somente poderão ser negociadas entre Investidores Qualificados, exceto se a Companhia obtiver o registro de que trata o artigo 21 da Lei do Mercado de Valores Mobiliários; (q) Atualização Monetária do Valor Nominal: Não haverá atualização monetária do Valor Nominal das Debêntures; (r) Juros Remuneratórios das Debêntures: Sobre o Valor Nominal de cada uma das Debêntures incidirão juros remuneratórios correspondentes a 109,03% (cento e nove e três centésimos por cento) da variação acumulada das taxas médias diárias dos DI – Depósitos Interfinanceiros de um dia, “over extra-grupo”, expressas na forma percentual ao ano, base 252 (duzentos e cinquenta e dois) dias úteis, calculadas e divulgadas diariamente pela CETIP, no informativo diário disponível em sua página na Internet (http://www.cetip.com.br) (“Taxa DI”) (“Juros Remuneratórios”), calculados de forma exponencial e cumulativa pro rata temporis por dias úteis decorridos, desde a Data de Integralização ou a data de pagamento dos Juros Remuneratórios imediatamente anterior, conforme o caso, até a data do efetivo pagamento. Sem prejuízo dos pagamentos em decorrência de resgate antecipado das Debêntures e/ou de vencimento antecipado das obrigações decorrentes das Debêntures, nos termos previstos na Escritura de Emissão, os Juros Remuneratórios das Debêntures serão pagos até a Data de Vencimento, nas datas indicadas abaixo: 05/06/2014, 05/12/2014, 05/06/2015, 05/12/2015, 05/06/2016, 05/12/2016, 05/06/2017, 05/12/2017, 05/06/2018, 05/12/2018 e na Data de Vencimento; (s) Repactuação Programada: Não haverá repactuação programada das Debêntures; (t) Amortização: O Valor Nominal das Debêntures será amortizado em 1 (uma) única parcela, na Data de Vencimento; (u) Local de Pagamento: Os pagamentos referentes às Debêntures e a quaisquer outros valores eventualmente devidos pela Emissora, nos termos da Escritura de Emissão, serão realizados pela Emissora (i) no que se refere a pagamentos referentes ao Valor Nominal, aos Juros Remuneratórios, a prêmio de resgate antecipado e aos encargos moratórios, e com relação às Debêntures que estejam custodiadas eletronicamente na CETIP, por meio da CETIP; ou (ii) nos demais casos, por meio do Escriturador Mandatário ou na sede da Emissora, conforme o caso; (v) Resgate Antecipado Facultativo: A qualquer tempo, as Debêntures poderão, a critério exclusivo da Companhia, ser facultativamente resgatadas, total ou parcialmente, com aviso prévio, nos termos e prazo previstos na Escritura de Emissão. O valor de resgate será correspondente ao saldo devedor do Valor Nominal, acrescido dos Juros Remuneratórios, calculados pro rata temporis, desde a Data de Integralização ou a data de pagamento de Juros Remuneratórios imediatamente anterior, conforme o caso, até a data do efetivo pagamento, e, se for o caso, dos encargos moratórios, e acrescido de prêmio de 0,25% (vinte e cinco centésimos por cento) ao ano, calculado sobre o saldo devedor do Valor Nominal, com base no prazo de vigência remanescente das Debêntures; (x) Vencimento Antecipado: Por meio do Agente Fiduciário, os titulares das Debêntures poderão declarar antecipadamente vencidas todas as obrigações objeto da Escritura de Emissão e exigir o imediato pagamento, pela Companhia, do saldo devedor do Valor Nominal das Debêntures em circulação, acrescido dos Juros Remuneratórios, calculados pro rata temporis, desde a Data de Integralização ou a data de pagamento de Juros Remuneratórios imediatamente anterior, conforme o caso, até a data do efetivo pagamento, e, se for o caso, dos encargos moratórios, na ciência da ocorrência de quaisquer dos eventos de inadimplemento a serem definidos na Escritura de Emissão; (II) a autorização à Diretoria da Companhia para (a) celebrar todos os documentos e seus eventuais aditamentos e praticar todos os atos necessários ou convenientes à realização da Emissão e da Oferta, incluindo a Escritura de Emissão e o Contrato de Distribuição; e (b) contratar (i) o Coordenador Líder; e (ii) os demais prestadores de serviços para a Emissão e a Oferta, incluindo o Escriturador Mandatário, o Banco Liquidante, o Agente Fiduciário e assessores legais, entre outros; podendo, para tanto, negociar e assinar os respectivos contratos e fixar-lhes os honorários; (III) a ratificação de todos os atos já praticados relacionados às deliberações acima.7. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, encerrou-se a sessão da qual se lavrou a presente ata, que lida, achada conforme e aprovada, segue assinada pelos acionistas presentes. (a.a.) Raul Calfat, Presidente; João Carvalho de Miranda, Secretário e p. Votorantim Participações S.A., Antonio Joaquim Ferreira Custódio e Raul Calfat, diretores; Votorantim Industrial S.A., Alexandre Silva D’Ambrósio e João Carvalho de Miranda, diretores. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 22 de novembro de 2013. João Carvalho de Miranda - Secretário.

bilhõe,s ante US$ 43,29 bilhões no final de 2012. Analistas estimaram que o turismo argentino custa às reservas do banco central entre US$ 600 milhões e US$ 800 milhões por mês. A escassez da moeda norte-americana deve-se a menores exportações por conta de um câmbio artificialmente valorizado que atingiu a competitividade do país e a baixos níveis de investimento estrangeiro diante da desconfiança gerada pelas políticas da presidente Cristina Kirchner. (Reuters)

VOTORANTIM CIMENTOS S.A. CNPJ/MF 01.637.895/0001-32 - NIRE 35300370554 ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO REALIZADA EM 22 DE NOVEMBRO DE 2013 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL: 22 de novembro de 2013, às 10h, na sede social da Votorantim Cimentos S.A. (“Companhia”) situada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Praça Professor José Lannes 40, 9º andar, Bairro Cidade Monções. 2. PRESENÇA: a totalidade dos membros do Conselho de Administração da Companhia. 3. MESA DIRIGENTE: Raul Calfat, Presidente e João Carvalho de Miranda, Secretário. 4. CONVOCAÇÃO: Dispensada em virtude da presença da totalidade dos membros do Conselho de Administração da Companhia, nos termos do artigo 26, parágrafo 2º, do estatuto social da Companhia. 5. ORDEM DO DIA: Deliberar sobre (I) a aprovação da 6ª (sexta) emissão, pela Companhia, de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, da espécie quirografária, sem garantia real ou fidejussória (“Emissão”), para distribuição pública com esforços restritos de colocação (“Debêntures”), em consonância com Lei n.º 6.385, de 7 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei do Mercado de Valores Mobiliários”), a Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) n.º 476, de 16 de janeiro de 2009, conforme alterada (“Instrução CVM 476”), e as demais disposições legais e regulamentares aplicáveis (“Oferta”); (II) a autorização à Diretoria da Companhia a, caso aprovadas a Emissão e a Oferta, (a) celebrar todos os documentos e seus eventuais aditamentos e praticar todos os atos necessários ou convenientes à realização da Emissão e da Oferta; e (b) contratar (i) o BB-Banco de Investimento S.A. para intermediar a Oferta (“Coordenador Líder”); e (ii) os demais prestadores de serviços para a Emissão e a Oferta, incluindo instituição prestadora de serviços de escrituração das Debêntures (“Escriturador Mandatário”), instituição prestadora de serviços de banco liquidante das Debêntures (“Banco Liquidante”), agente fiduciário dos debenturistas (“Agente Fiduciário”) e assessores legais, entre outros, podendo, para tanto, negociar e assinar os respectivos contratos e fixar-lhes os honorários; e (III) a ratificação de todos os atos já praticados relacionados às deliberações acima. 6. DELIBERAÇÕES: Os membros do Conselho de Administração, por unanimidade e sem quaisquer restrições, aprovaram: (I) a realização da Emissão e da Oferta, com as seguintes características e condições principais, as quais serão detalhadas e reguladas por meio de escritura de emissão das Debêntures, a ser celebrada entre a Companhia e o Agente Fiduciário (“Escritura de Emissão”): (a) Número da Emissão: Esta é a 6ª (sexta) emissão pública de debêntures da Companhia; (b) Número de Séries: A Emissão será realizada em série única; (c) Quantidade de Debêntures: Serão emitidas 50.000 (cinquenta mil) Debêntures; (d) Montante da Emissão: O montante total da Emissão será de R$500.000.000,00 (quinhentos milhões de reais), na Data de Emissão (conforme definido abaixo); (e) Destinação dos Recursos: Os recursos líquidos obtidos pela Companhia com a Emissão serão destinados a negócios de gestão ordinária da Companhia, na forma de repactuação do endividamento existente; (f) Colocação e Procedimento de Distribuição: As Debêntures serão objeto de oferta pública de distribuição com esforços restritos de colocação, nos termos da Lei do Mercado de Valores Mobiliários, da Instrução CVM 476 e das demais disposições legais e regulamentares aplicáveis, sob o regime de garantia firme de colocação, com relação à totalidade das Debêntures, nos termos do contrato de distribuição das Debêntures (“Contrato de Distribuição”), com a intermediação do Coordenador Líder, instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, tendo como público alvo investidores qualificados, assim definidos nos termos do artigo 4º da Instrução CVM 476 (“Investidores Qualificados”); (g) Distribuição Parcial: Não haverá distribuição parcial das Debêntures; (h) Valor Nominal Unitário: O valor nominal de cada uma das Debêntures será de R$10.000,00 (dez mil reais), na Data de Emissão (“Valor Nominal”); (i) Data de Emissão: Para todos os fins e efeitos legais, a data de emissão das Debêntures será 5 de dezembro de 2013 (“Data de Emissão”); (j) Data de Vencimento: O vencimento final das Debêntures ocorrerá em 28 de fevereiro de 2019 (“Data de Vencimento”), ressalvadas as hipóteses de vencimento antecipado previstas na Escritura de Emissão e/ou de resgate antecipado previsto na Escritura de Emissão. Na ocasião do vencimento, a Companhia obriga-se a proceder ao pagamento das Debêntures que ainda estejam em circulação pelo saldo de seu Valor Nominal, acrescido dos Juros Remuneratórios (conforme definidos abaixo) devidos, calculados na forma prevista na Escritura de Emissão; (k) Forma: As Debêntures serão emitidas na forma nominativa e escritural, sem a emissão de cautelas ou certificados; (l) Espécie: As Debêntures serão da espécie quirografária, nos termos do artigo 58 da Lei das Sociedades por Ações, sem garantia real ou fidejussória e sem preferência; (m) Conversibilidade: As Debêntures serão simples, não conversíveis em ações de emissão da Companhia; (n) Prazo de Subscrição: Respeitado o atendimento dos requisitos a que se refere a Escritura de Emissão, as Debêntures serão subscritas, a qualquer tempo, a partir da data de início de distribuição da Oferta, observado o disposto no artigo 8º, parágrafo 2º, da Instrução CVM 476; (o) Forma de Subscrição e de Integralização e Preço de Integralização: As Debêntures serão subscritas e integralizadas por meio do MDA – Módulo de Distribuição de Ativos (“MDA”), administrado e operacionalizado pela CETIP S.A. – Mercados Organizados (“CETIP”), por, no máximo, 20 (vinte) Investidores Qualificados, em uma mesma data, à vista, no ato da subscrição (“Data de Integralização”), e em moeda corrente nacional, pelo Valor Nominal; (p) Negociação: As Debêntures serão registradas para negociação no mercado secundário por meio do Módulo CETIP21 – Títulos e Valores Mobiliários (“CETIP21”), administrado e operacionalizado pela CETIP. As Debêntures somente poderão ser negociadas por meio do CETIP21 depois de decorridos 90 (noventa) dias contados da data da respectiva subscrição ou aquisição, nos termos do artigo 13 da Instrução CVM 476, e do cumprimento, pela Companhia, das obrigações previstas no artigo 17 da Instrução CVM 476. As Debêntures somente poderão ser negociadas entre Investidores Qualificados, exceto se a Companhia obtiver o registro de que trata o artigo 21 da Lei do Mercado de Valores Mobiliários; (q) Atualização Monetária do Valor Nominal: Não haverá atualização monetária do Valor Nominal das Debêntures; (r) Juros Remuneratórios das Debêntures: Sobre o Valor Nominal de cada uma das Debêntures incidirão juros remuneratórios correspondentes a 109,03% (cento e nove e três centésimos por cento) da variação acumulada das taxas médias diárias dos DI – Depósitos Interfinanceiros de um dia, “over extra-grupo”, expressas na forma percentual ao ano, base 252 (duzentos e cinquenta e dois) dias úteis, calculadas e divulgadas diariamente pela CETIP, no informativo diário disponível em sua página na Internet (http://www.cetip.com.br) (“Taxa DI”) (“Juros Remuneratórios”), calculados de forma exponencial e cumulativa pro rata temporis por dias úteis decorridos, desde a Data de Integralização ou a data de pagamento dos Juros Remuneratórios imediatamente anterior, conforme o caso, até a data do efetivo pagamento. Sem prejuízo dos pagamentos em decorrência de resgate antecipado das Debêntures e/ou de vencimento antecipado das obrigações decorrentes das Debêntures, nos termos previstos na Escritura de Emissão, os Juros Remuneratórios das Debêntures serão pagos até a Data de Vencimento, nas datas indicadas abaixo: 05/06/2014, 05/12/2014, 05/06/2015, 05/12/2015, 05/06/2016, 05/12/2016, 05/06/2017, 05/12/2017, 05/06/2018, 05/12/2018 e na Data de Vencimento; (s) Repactuação Programada: Não haverá repactuação programada das Debêntures; (t) Amortização: O Valor Nominal das Debêntures será amortizado em 1 (uma) única parcela, na Data de Vencimento; (u) Local de Pagamento: Os pagamentos referentes às Debêntures e a quaisquer outros valores eventualmente devidos pela Emissora, nos termos da Escritura de Emissão, serão realizados pela Emissora (i) no que se refere a pagamentos referentes ao Valor Nominal, aos Juros Remuneratórios, a prêmio de resgate antecipado e aos encargos moratórios, e com relação às Debêntures que estejam custodiadas eletronicamente na CETIP, por meio da CETIP; ou (ii) nos demais casos, por meio do Escriturador Mandatário ou na sede da Emissora, conforme o caso; (v) Resgate Antecipado Facultativo: A qualquer tempo, as Debêntures poderão, a critério exclusivo da Companhia, ser facultativamente resgatadas, total ou parcialmente, com aviso prévio, nos termos e prazo previstos na Escritura de Emissão. O valor de resgate será correspondente ao saldo devedor do Valor Nominal, acrescido dos Juros Remuneratórios, calculados pro rata temporis, desde a Data de Integralização ou a data de pagamento de Juros Remuneratórios imediatamente anterior, conforme o caso, até a data do efetivo pagamento, e, se for o caso, dos encargos moratórios, e acrescido de prêmio de 0,25% (vinte e cinco centésimos por cento) ao ano, calculado sobre o saldo devedor do Valor Nominal, com base no prazo de vigência remanescente das Debêntures; (x) Vencimento Antecipado: Por meio do Agente Fiduciário, os titulares das Debêntures poderão declarar antecipadamente vencidas todas as obrigações objeto da Escritura de Emissão e exigir o imediato pagamento, pela Companhia, do saldo devedor do Valor Nominal das Debêntures em circulação, acrescido dos Juros Remuneratórios, calculados pro rata temporis, desde a Data de Integralização ou a data de pagamento de Juros Remuneratórios imediatamente anterior, conforme o caso, até a data do efetivo pagamento, e, se for o caso, dos encargos moratórios, na ciência da ocorrência de quaisquer dos eventos de inadimplemento a serem definidos na Escritura de Emissão; (II) a autorização à Diretoria da Companhia para (a) celebrar todos os documentos e seus eventuais aditamentos e praticar todos os atos necessários ou convenientes à realização da Emissão e da Oferta, incluindo a Escritura de Emissão e o Contrato de Distribuição; e (b) contratar (i) o Coordenador Líder; e (ii) os demais prestadores de serviços para a Emissão e a Oferta, incluindo o Escriturador Mandatário, o Banco Liquidante, o Agente Fiduciário e assessores legais, entre outros; podendo, para tanto, negociar e assinar os respectivos contratos e fixar-lhes os honorários; (III) a ratificação de todos os atos já praticados relacionados às deliberações acima. 7. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, encerrou-se a sessão da qual se lavrou a presente ata, que lida, achada conforme e aprovada, segue assinada pelos membros do Conselho de Administração presentes. (a.a.) Raul Calfat, Presidente; João Carvalho de Miranda, Secretário e p. Raul Calfat, João Carvalho de Miranda, José Ermínio de Moraes Neto, Fabio Ermirio de Moraes, Eduardo Borges de Andrade Filho e Marcus Akermann. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 22 de novembro de 2013. João Carvalho de Miranda - Secretário.


16 -.ECONOMIA/LEGAIS

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013


ECONOMIA/LEGAIS - 17

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

ADREX INFORMÁTICA LTDA., CNPJ 03.760.614/0001-60, por seus sócios, declara extinta a sociedade em 01.10.2013, conforme distrato social.

Marchetti Negócios & Participações Ltda. - CNPJ nº 07.883.431/0001-92 - NIRE nº 35220505933 Edital de Convocação de Reunião de Sócios

Ficam os Sócios, com fundamento no art. 1.073, I, do Código Civil, convocados para Reunião de Sócios, no dia 13.12.2013, às 14:00 hs, na Av. Paulista, 2300, Andar Pilotis, sala 42, Cerqueira César, SP/SP, com o objetivo de deliberar sobre a ordem do dia: (i) aprovação das contas dos exercícios de 2008 a 2012; (ii) alteração da sede da Sociedade; (iii) nomeação de Sandro Bonifacio Marchetti como administrador; (iv) aprovação da proposta de redação da 4ª Alteração do Contrato Social, à disposição para análise dos sócios no endereço supra mencionado; e (v) outros assuntos. São Paulo, 02/12/2013. Sandro Bonifacio Marchetti, Sócio.

EDITORA MANIFESTO S.A. CNPJ 02.317.034/0001-30. Ficam convocados os senhores acionistas para reunirem-se em Assembleia Geral Extraordinária no dia 16 de dezembro de 2013, em sua sede social, situada na Praça da República, 270 – Conj. 108 – São Paulo – SP, às 09:00 horas em primeira convocação, e às 10:00 horas, com qualquer quórum, para tratar de assuntos de interesse da Editora. São Paulo, 02 de dezembro de 2013. Roberto Sidney Davis Júnior Presidente

Interfile Participações S.A. CNPJ n° 07.227.893/0001-51 – NIRE n° 35.300.318.927 - Extrato da Ata de Assembleia Geral Extraordinária de 01/07/2013 Data/Hora/Local:01/07/2013, às 15:00 horas, na Sede da Cia;Presença:Totalidade dos Membros do Conselho de Administração da Cia. Mesa:Presidente-RicardoStern;Secretário-CarlosLopesCraide.Deliberações:AGE-“AprovadoporUnanimidade”-(i)autorizaraoutorga de procurações pela Credit One Participações Ltda.aos Srs.(as) Rubens AntonioTiburski, Carlos Lopes Craide, Álvaro Antonio Cardoso de Souza,RicardoStern,DorivaldoMikioYoshikawaeAnnaLauraCarvalheiroConteCoriolano;(ii)autorizaraoutorgadeprocuraçõespelaCredit OneServiçosemGestãodeDocumentosLtda.aosSrs.(as)RubensAntonioTiburski,CarlosLopesCraide,ÁlvaroAntonioCardosodeSouza, RicardoStern,DorivaldoMikioYoshikawaeAnnaLauraCarvalheiroConteCoriolano.Acionistas:MainsailCaitalSociedadAnónima,Carlos Lopes Craide, Álvaro Antonio Cardoso de Souza e Ricardo Stern.Taboão da Serra, 02/05/2013. Jucesp n° 371.785/13-3 em 19/09/2013.

Interfile Participações S.A. CNPJn°07.227.893/0001-51–NIREn°35.300.318.927-ExtratodaAtadaAssembleiaGeralOrdináriaeExtraordináriade02/05/2013 Data/Hora/Local: 02/05/2013, às 10:00 horas, na Sede da Cia; Presença: Totalidade do Capital Social Mesa: Presidente - Ricardo Stern; Secretário-CarlosLopesCraide.Deliberações:AGOE-“AprovadoporUnanimidade”-(i)EleitosparaassumiroConselhodeAdministração, com mandato de 02 (dois) anos os Srs.Rubens AntonioTiburski, Carlos Lopes Craide, Álvaro Antonio Cardoso de Souza e Ricardo Stern, sendo o último eleito para ocupar o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia. AGE - “Aprovado por Unanimidade” - (i) alteração dos artigos que tratam da Administração da Companhia e decorrente consolidação do Estatuto Social da Companhia. Acionistas: Mainsail Caital Sociedad Anónima, Carlos Lopes Craide, Álvaro Antonio Cardoso de Souza e Ricardo Stern.Taboão da Serra, 02/05/2013. Jucesp n° 268.399/13-0 em 24/07/2013.

Cel-Lep Ensino de Idiomas S.A. – CNPJ/MF nº 10.772.420/0001-40 – NIRE 35.300.367.570 Edital de Convocação – Assembleia Geral Extraordinária Ficam convocados os Srs. acionistas de Cel-Lep Ensino de Idiomas S.A. (a “Cia.”) a se reunirem em AGE, que se realizará no dia 13/12/2013, às 10 hs., na sede da Cia. na Rua Dr. Luiz Migliano nº 1986, Ed. Bonnaire Office, sl. 1813, São Paulo-SP, para, nos termos dos Arts. 121 e seguintes da Lei nº 6.404/76, conforme alterada e em vigor (a “Lei das S.A.”), deliberarem sobre a alteração do endereço das duas últimas filiais abertas na AGE de 06/09/2013. Informações Gerais: Os acionistas da Cia. deverão comparecer à Assembleia munidos da seguinte documentação: (a) documentos hábeis de sua identidade; e (b) se for o caso, instrumento de mandato, na hipótese de representação do acionista por procurador, outorgado nos termos do Art. 126, §1º, da Lei das S.A.. O representante legal deverá comparecer à Assembleia Geral munido dos documentos hábeis de sua identidade. São Paulo, 03/12/2013. Fernando Marques Oliveira – Presidente do Conselho de Administração. (04, 05 e 06/12/2013)

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PEDRO/SP

AVISO DE LICITAÇÃO Comunicamos que está aberta a Licitação relacionada abaixo: MODALIDADE: Pregão Presencial 050/ 2013. PROCESSO: 2006/2013. OBJETO: Contratação de empresa para a aquisição de Material Escolar para os Alunos da Rede de Ensino. INÍCIO DA SESSÃO PÚBLICA: 17/12/2013, às 09:00h, na sala de Licitações da Prefeitura do Município de São Pedro, sita à Rua Valentim Amaral, n° 748, Centro, São Pedro/SP. O edital completo encontra-se à disposição no Departamento de Compras e Licitações, sito à Rua Valentim Amaral 748, no horário das 08:00h às 17:00h. Fone: (19) 3481-9223 ou através do site: www.saopedro.sp.gov.br. São Pedro, 02 de dezembro de 2013. Beatriz Palma Crovino - Pregoeira.

Interfile Participações S.A. CNPJ n° 07.227.893/0001-51 – NIRE n° 35.300.318.927 - Extrato da Ata de RCA de 02/05/2013 Data/Hora/Local:02/05/2013, às 11:00 horas, na Sede da Cia;Presença:Totalidade dos Membros do Conselho de Administração da Cia. Mesa: Presidente - Ricardo Stern; Secretário - Carlos Lopes Craide. Deliberações: RCA - “Aprovado por Unanimidade” - (i) Eleitos para A Diretoria da Companhia, com mandato de 02 (dois) anos: (a) William Kern para o cargo de Diretor Geral; (b) Dorivaldo MikioYoshikawa, para o cargo de Diretor Financeiro; (c) Marcos Luis Beraldo, Diretor Sem Designação Especial; (d) Maurício Ribeiro de Menezes, Diretor Sem Designação Especial;e (f) Marisa Carla Ayres Camarini, Diretora Sem Designação Especial;(ii) Renúncia do Sr.Jorge Shi KaeTung ao cargodeDiretorSemdesignaçãoEspecial-ocupadoporMaurícioRibeirodeMenezesAcionistas:MainsailCaitalSociedadAnónima,Carlos Lopes Craide, Álvaro Antonio Cardoso de Souza e Ricardo Stern.Taboão da Serra, 02/05/2013. Jucesp n° 268.400/13-1 em 24/07/2013.

Interfile Participações p ç S.A. CNPJ n° 07.227.893/0001-51 – NIRE n° 35.300.318.927 Extrato da Ata da Assembleia Geral Extraordinária de 06/11/2012 Data/Hora/Local: 06/11/2012, 10hs, na Sede; Presença: Totalidade. Mesa: Pres. - Ricardo Stern, Secr. - Carlos Lopes Craide. Deliberações: AGE - “Aprovado por Unanimidade” - (i) ratificar que as 2.085.249 ações subscritas pelo Sr. Carlos Lopes Craide, na A.G.E de 09/11/10, foram integralizadas pela acionista Mainsail Capital Sociedad Anónima, em moeda corrente nacional, nos termos da referida Assembleia; (ii) encerramento da filial da Cia. situada na Av. Portugal, 400 - Galpão, Itapevi/SP; (iii) redução de capital social da Cia. em razão das perdas verificadas nos exercícios anteriores, como apurado no Balanço Patrimonial da Companhia encerado em 31/12/11, em montante, após absorção das reservas existentes, equivalente a R$ 15.570.714,32, passando o Capital Social para R$ 6.323.285,68, sem cancelamento de ações, haja vista que não possuem valor nominal; (iv) aumento de capital social da Cia. em R$ 5.000.000,00, através da emissão de 549.190.720 ações, ordinárias, nominativas, sem valor nominal, pelo preço de emissão de 0,009104305 cada uma, subscritas e integralizadas através de seus respectivos Boletins de Subscrição, resultando em um capital social de R$11.323.285,68, representado por 581.859.520 ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal; (v) alteração e consolidação do art.5º do Estatuto Social, decorrente as alteração de capital social.Taboão da Serra, 06/11/2012.Jucesp n° 27.952/13-7 em 14/01/2013.

Pró Metalurgia S.A. CNPJ/MF 56.994.924/0001-05 - NIRE 35.300.049.497 Ficam convocados os Srs. Membros do Conselho de Administração da Pró Metalurgia S.A., sociedade anônima de capital aberto, com sede na Cidade de Atibaia/SP, na Av. Tégula, nº 888, Edifício Topázio, Bloco F, módulo 17/18, sala 1, Ponte Alta, CEP 12952-820, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 56.994.924/0001-05 (“Cia.”), a participar da Reunião do Conselho de Administração a ser realizada no dia 09/12/2013, às 10:00 horas, em sua sede social, a fim de apreciar e deliberar sobre a viabilidade de propor aos acionistas a dissolução e liquidação da Cia. ou outra alternativa que também possa atender aos interesses sociais, tendo em vista o encerramento de suas atividades industriais, comerciais e operacionais, bem como a falta de perspectiva na obtenção de novas oportunidades comerciais capazes de viabilizar, de modo sustentável, a continuidade de suas operações. SP, 03/12/2013. Luiz Augusto Trindade - Presidente do Conselho de Administração.

PREFEITURA MUNICIPAL DE IPEÚNA/SP Pregão Presencial 018/2013 – Aviso de Licitação Pregão Presencial Nº 018/2013 – Objeto: Aquisição de pneus, destinados aos veículos que operam na Frota Municipal de Ipeúna. Recebimento dos envelopes: até às 9h00 do dia 17/12/2013; Sessão de lances: às 9h15 do dia 17/12/2013. O edital e anexos encontram-se à disposição dos interessados no Setor de Licitações da Prefeitura, situado na Rua 01, 275 – Centro, Ipeúna/SP, no horário das 8h00 às 11h30 e das 13h00 às 17h30, em dias úteis. Informações pelo telefone (19) 3576-9007 ou licitacao@ipeuna.sp.gov.br. Ipeúna, 3/12/2013. Ildebran Prata – Prefeito Municipal.

PREFEITURA MUNICIPAL DE ALUMÍNIO/SP

PREGÃO PRESENCIAL N ° 41/2013- PROC. N ° 57/2013 OBJETO: AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA. Tipo: Menor preço por item. Encerramento: 16/12/2013, às 9h30. O edital poderá ser adquirido no Paço Municipal, à Av. Antônio de Castro Figueirôa, 100, Alumínio/SP, sob custas de R$ 12,00 ou gratuitamente através do site: www.aluminio.sp.gov.br. Informações (11) 4715-5500- ramal 5314. Kátia Alves Leal - Pregoeira. PREGÃO PRESENCIAL PARA REGISTRO DE PREÇOS N ° 42/2013- PROC. N ° 58/2013 OBJETO: AQUISIÇÃO DE MATERIAL DE HIGIENE, LIMPEZA E DESCARTÁVEIS. Tipo: Menor preço por item. Encerramento: 17/12/2013, às 9h30. O edital poderá ser adquirido no Paço Municipal, à Av. Antônio de Castro Figueirôa, 100, Alumínio/ SP, sob custas de R$ 16,00. ou gratuitamente através do site: www.aluminio.sp.gov.br. Informações (11) 4715-5500ramal 5314. Kátia Alves Leal - Pregoeira

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 87/13 - TOMADA DE PREÇOS 09/13 Comunicado da Comissão Permanente de Julgamento de Licitações, da Prefeitura do Município de Castilho. Processo Licitatório 87/13, Tomada de Preços 09/13, tendo por objeto a contratação de empresa de engenharia, para execução de obras de construção de Quadra Poliesportiva, vestiários e depósito para materiais esportivos, padrão FNDE, no Bairro Jardim Nova York, relativo ao Termo de Compromisso PAC 205299/2013, firmado com o Ministério da Educação/Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE. Comunica a realização de Sessão Pública de Abertura e Julgamento das Propostas Financeiras, no dia 09 de dezembro de 2013, às 14 horas, na sede da Prefeitura, sita na Praça da Matriz, 247, nesta cidade. A Debitar dia (04.12.13)

PREFEITURA DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE IBIÚNA Convocação Organização Social A Prefeitura da Estância Turística de Ibiúna, pessoa jurídica de direito público, inscrita sob CNPJ nº 46.634. 534/0007-37, com sede na Av. Capitão Manoel de Oliveira Carvalho, 51, centro-Ibiúna, SP, em conformidade com a lei Federal nº 9.637, de 15/05/1998, lei Municipal nº1768 de 15/03/12 e regulamentada pelo Decreto Municipal nº1943 de 28/11/13, convoca as entidades interessadas para obtenção de qualificação e credenciamento como organização social no âmbito do município de Ibiúna, conforme especificação do edital disponível gratuitamente através de solicitação por escrito a ser encaminhado para Secretaria de Saúde do Município. O prazo para apresentação de requerimento darse-a em 04/12/2013 á 12/12/2013, das 9h00 as 16h30min. Fabio Bello de Oliveira-Prefeito Municipal

PREFEITURA MUNICIPAL DE BIRIGUI EDITAL Nº 168/2013 – PREGÃO PRESENCIAL Nº 093/2013 OBJETO:- Contratação de empresa especializada para prestação de serviços de realização de exames médicos de endoscopias para o período de 12 meses, podendo ser renovado se houver interesse da Administração Secretaria de Saúde. Data da Abertura-: 17/12/2.013, às 13:30 horas. Melhores informações poderão ser obtidas junto a Seção de Licitações na Rua Santos Dumont nº 28, Centro, ou pelo telefone (018) 3643-6126. O Edital poderá ser lido naquela Seção e retirado gratuitamente no site www.birigui.sp.gov.br, Pedro Felício Estrada Bernabé, Prefeito Municipal, Birigui, 03/12/2013.

Ministério de Minas e Energia

AVISO DE LICITAÇÃO Pregão Eletrônico PE-011-3-0158 Objeto: Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A – Eletronorte, torna público aos interessados que realizará licitação na modalidade de Pregão Eletrônico, tipo maior desconto, no dia 17/12/2013, às 09:30 horas, no Sistema Comprasnet, cujo objeto é a contratação de empresa prestadora de serviços de alimentação coletiva para conceder créditos de cartões refeição e ou alimentação – cartão magnético, para os (as) empregados (as) lotados no Distrito Federal e nos estados de Tocantins, São Paulo, Amazonas, Roraima, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Pará e cidade de Tucuruí. Total de item licitado: 0001. O edital estará à disposição dos interessados nos endereços: www.comprasnet.gov.br, link: acesso livre – Pregões – Agendados e: HTTP://www.eln.gov.br/pagina_15.htm

EDITAL Nº 99/2.013 – PREGÃO PRESENCIAL Nº 77/2.013 MANIFESTAÇÃO À IMPUGNAÇÂO Após análise do “pedido de impugnação” interposto pela empresa “Bio Análise – Instituto de Pesquisas Médicas eAnálises Ltda”, a Pregoeira decide indeferir o mesmo, mantendo as informações constantes no edital e retificações de Pregão Presencial de nº 77/2013 inalteradas e sua realização na data e horário previstos inicialmente no edital em questão. O julgamento do pedido de impugnação na íntegra encontra-se à disposição dos interessados no Site: www.birigui.sp.gov.br ou na Seção de Licitações, na Rua Santos Dumont, 28- Centro. Andréia Cristina Possetti Melo, Pregoeira Oficial. Birigui, 03/12/2013.

PREFEITURA MUNICIPAL DE BIRIGUI

RETI-RATI DO EDITAL Nº 99/2.013 – PREGÃO PRESENCIAL Nº 77/2.013. OBJETO:- Face ao ofício nº 185/2013 da Secretaria de Saúde, solicitando a exclusão do item de nº 20 do lote I do Anexo I do Pregão Presencial nº 77/2.013, do registro de preços para contratação de empresa especializada em prestação de serviços para a realização de diversos exames laboratoriais, destinados às Unidades Básicas de Saúde, Saúde da Mulher e Pronto Socorro Municipal - Secretaria de Saúde, pelo período de 12 (doze) meses, p ç permanecendo as demais informações data, horário, local e demais condições não atingidas pelo Edital Retificado. Melhores informações poderão ser obtidas junto a Seção de Licitações na Rua p Santos Dumont nº 28, Centro, ou pelos telefones (018) 3643-6126. O Edital e sua retificação poderão ser lidos naquela Seção e retirado gratuitamente no g pg site www.birigui.sp.gov.br., Pedro Felício Estrada Bernabé, Prefeito Municipal. Birigui, 03/12/2.013.

Bom Jardim Participações p ç S/A CNPJ/MF nº 61.231.494/0001-00 – NIRE 35.300.093.763 Ata da AGOE realizada em 01 de Março de 2013 Data, Hora e Local: Dia 1/3/13, às 9hs, na sede. Convocação e Presença: Convocação dispensada diante da presença da totalidade dos acionistas. Mesa: Pres.: Vera Tavares Guerreiro; Secr. Silvio Vidigal Monteiro de Barros. Ordem do Dia: Em AGO: (i) a aprovação das demonstrações financeiras apresentadas pela administração, referentes ao exercício social encerrado em 31/12/12; e (ii) a ratificação da distribuição dos dividendos realizada em 08/08/12; Em AGE: (i) a atualização do endereço da filial da Cia. em Cidade de Itú/SP, Fazenda Bom Jardim, Estrada Jundiaí Itú, s/n, km 85, em razão da alteração no nome da rodovia que passou a ser denominada Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto; (ii) a elevação da referida filial à condição de Matriz, com o consequente rebaixamento da Matriz à condição de filial; e (iii) a aceitar a renúncia da Sra. Niza Barboza Vidigal ao cargo de Diretora da Cia.. Deliberações: Em AGO: (i) aprovar, sem ressalvas, as demonstrações financeiras apresentadas pela Administração da Cia. referentes ao exercício social encerrado em 31/12/12; (ii) ratificar a distribuição dos dividendos antecipados realizada em 08/08/12, no valor de R$ 300.000,00, distribuídos entre os acionistas na seguinte proporção: R$ 102.000,00 à acionista Niza Barboza Vidigal; R$ 49.500,00 ao acionista Pedro Paula Leite de Barros; R$ 12.375,00 à acionista Vera Tavares Guerreiro; R$ 12.375,00 à acionista Regina Paula Leite de Barros Leonardo Bicudo; R$ 12.375,00 ao acionista Pedro Paula Leite de Barros Filho; R$ 12.375,00 à acionista Isabel Paula Leite de Barros Mesquita; R$ 19.800,00 à acionista Celina Monteiro de Barros Biselli; R$19.800,00 ao acionista Silvio Vidigal Monteiro de Barros; R$19.800,00 à acionista Cecilia Vidigal Monteiro De Barros; R$19.800,00 ao acionista Marcelo Vidigal Monteiro de Barros; e R$19.800,00 ao acionista Ricardo Vidigal Monteiro de Barros; Em AGE: (i) atualizar o endereço da filial em Cidade de Itu/SP, Estrada Jundiaí-Itu, s/n, km 85, registrada na JUCESP NIRE nº 35.900.412827, em razão da alteração do nome da rodovia que passou a ser denominada Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto; (ii) elevar a referida filial, em Cidade de Itú/SP, na Fazenda Bom Jardim, Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, s/n, km 85, arquivada na JUCESP NIRE nº 35.900.412827 e CNPJ/MF n° 61.231.494/0002-90, à condição de Matriz da Cia., com o consequente rebaixamento da Matriz, em SP/SP, na R. 24 de Maio nº 208, 11º, cj. 1102, arquivada na JUCESP sob o NIRE nº 35.300.093.763 e CNPJ/MF n° 61.231.494/0001-00, à condição de filial, deixando a Cia. de possuir qualquer destaque de capital para a referida filial; passando o art. 2º do Estatuto Social da Cia. a vigorar com a seguinte redação: Art. 2° - A Cia. terá sede e foro jurídico na Cidade de Itú/SP, na Fazenda Bom Jardim, na Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto s/n, km 85, podendo, a critério da Diretoria, abrir ou encerrar filiais, escritórios e/ou depósitos em qualquer parte do território nacional, quando as conveniências sociais o indicarem, observadas as exigências legais. §Único - A Cia. mantém uma filial em SP/SP, na Rua 24 de Maio, nº 208, 11º, cj. 1102, CNPJ/MF n° 61.231.494/0001-00. (iii) aceitar a renúncia da Sra. Niza Barboza Vidigal ao cargo de Diretora da Cia., dando-lhe plena quitação pelos atos praticados em sua gestão, ressaltando-se o reconhecimento pela dedicação com que atuou e pelos serviços por ela prestados à Cia.. (iv) em razão da deliberação acima, aprovar a redução do número de diretores da Cia. de 5 para 4 membros, e, consequentemente, alterar o art. 6° do Estatuto Social da Cia. que passou a vigorar com a seguinte redação: Art. 6º A Cia. será administrada por uma diretoria composta por 4 Diretores, acionistas ou não, residentes no país, eleitos pela assembleia geral, cujo mandato será de 3 anos, podendo ser reeleitos. No caso de vaga de um dos cargos, os demais diretores acumularão as funções até a primeira assembleia geral que se realizar, a qual deverá deliberar sobre o assunto. Encerramento: Nada mais. Mesa: Vera Tavares Guerreiro - Presidente; Silvio Vidigal Monteiro de Barros - Secretário. Jucesp nº 385.894/13-2 em 03/10/2013. Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

PREFEITURA DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE IBIÚNA Edital nº 70/2013 Concorrência Pública nº01/2013 Processo Administrativo nº 10.561/2013 Tipo Menor Preço global A Prefeitura da Estância Turística de Ibiúna torna público para conhecimento de todos os interessados, que se encontra aberto, o processo licitatório na modalidade ``Concorrência Publica,” tipo menor preço global, visando a Contratação de Empresa para serviço de iluminação pública do Município de Ibiúna, com a operação e manutenção do sistema municipal de iluminação pública;projetos e assessorias técnicas a eles relativas;fornecimento e operação do sistema informatizado de gestão; fornecimento e operação de central de atendimento; modernização e a eficiência energética dos equipamentos de iluminação pública mediante fornecimento e substituição de bens especificados, no Município de Ibiúna. Os interessados na presente Licitação poderão retirar o edital completo no Departamento de Licitação e Contratos Administrativos da Prefeitura Municipal de Ibiúna, paço Municipal, com endereço á Avenida Capitão Manoel de Oliveira Carvalho, 51, centro, Ibiúna, São Paulo-1ºandar, ou solicitar por email, licitacaoibiuna@gmail.com. Informações sobre o Edital, serão fornecidas aos interessados através dos números (015) 3248 9905/ (015) 3248 9914. Fabio Bello de Oliveira-Prefeito Municipal. Credenciamento: Dia 06 de Janeiro de 2.014 ás 10h00. Abertura dos envelopes: Dia 06 de Janeiro de 2.014 ás 10h30min. Valor de Edital: R$15,00 (quinze) reais. (a debitar)

PREFEITURA MUNICIPAL DE BIRIGUI

Bom Jardim Participações p ç S/A CNPJ/MF nº 61.231.494/0002-90 – NIRE 35.300.093.763 Ata da AGE realizada em 01 de Março de 2013 Data, Hora e Local: Dia 1/3/13, às 15hs, na sede. Convocação e Presença: Convocação dispensada diante totalidade dos acionistas. Mesa: Pres.: Vera Tavares Guerreiro; Secr.: Silvio Vidigal Monteiro de Barros. Ordem do Dia: (i) do encerramento da filial da Cia., em SP/SP, na R. 24 de Maio nº 208, 11º, cj.1102, e (ii) consolidar o Estatuto Social da Cia.. Deliberações: (i) encerrar a filial da Cia. em SP/SP, na R. 24 de Maio nº 208, 11º, cj. 1102, CNPJ/MF n° 61.231.494/0001-00, passando o art. 2º do Estatuto Social da Cia. a vigorar com a seguinte redação: Art. 2° - A Cia. terá sede e foro jurídico na Cidade de Itú/SP, na Fazenda Bom Jardim, na Rodovia Dom Gabriel Paulino Couto s/n, km 85, podendo, a critério da Diretoria, abrir ou encerrar filiais, escritórios e/ou depósitos em qualquer parte do território nacional, quando as conveniências sociais o indicarem, observadas as exigências legais. (ii) consolidar os termos do Estatuto Social da Cia. que, assinado e rubricado pelos Acionistas, passou a fazer parte integrante desta ata como Anexo Único; Encerramento: Nada mais. Mesa: Vera Tavares Guerreiro - Pres.; Silvio Vidigal Monteiro de Barros - Secr.. Estatuto Social da Bom Jardim Participações S/A Art. 1° - A Companhia tem a denominação de Bom Jardim Participações S/A., e rege-se pelo presente estatuto social e, nos casos omissos, pela legislação em vigor, no que lhe for aplicável. Art. 2°- A sociedade terá sede e foro jurídico na Cidade de Itú, Estado de São Paulo, na Fazenda Bom Jardim, na Rodovia Dom Gabriel Paulino Couto s/n, km 85, CEP 13304-350, podendo, a critério da Diretoria, abrir ou encerrar filiais, escritórios e/ou depósitos em qualquer parte do território nacional, quando as conveniências sociais o indicarem, observadas as exigências legais. Art. 3° - A Companhia tem por objeto o cultivo de café, a transformação do café em coco para café em grão e a produção de mudas de café, realizadas na unidade de produção, e a participação em outras sociedades, podendo comprar ações, quotas ou outros títulos que sejam necessários, bem como a aplicação em títulos de renda, públicos ou particulares, em bens móveis e imóveis, tanto urbanos como rurais, explorando-os de acordo com sua conveniência. Art. 4° - O prazo de duração da Companhia é por tempo indeterminado. Art. 5° - O capital social é de R$ 1.418.830,00, dividido em 246.000.000 de ações nominativas e sem valor nominal, das quais 82.000.000 são ordinárias e 164.000.000 são preferenciais. §1º - As ações preferenciais não terão direito a voto nas deliberações das Assembleias Gerais. §2º - As ações preferenciais terão prioridade no reembolso, em caso de liquidação da Companhia. §3º - As ações preferenciais terão participação, em igualdade com as ações ordinárias, na distribuição de dividendos ou bonificações anuais, sendo que à elas ficará resguardado o direito de prioridade em qualquer distribuição de dividendos. §4º - As ações enquanto não integralizadas entender-se-ão nominativas. §5º - Cada ação ordinária dará direito a um voto nas deliberações das Assembleias Gerais, não se computando os votos em branco. §6º - As ações serão indivisíveis perante a Companhia, que não reconhecerá fração ou frações delas. §7º - Poderá a Companhia emitir títulos múltiplos de ações, que as representem, satisfeitos os requisitos legais, os quais conterão as assinaturas de 2 Diretores. Art. 6º - A Companhia será administrada por uma diretoria composta por 4 Diretores, acionistas ou não, residentes no país, eleitos pela assembleia geral, cujo mandato será de 3 anos, podendo ser reeleitos.No caso de vaga de um dos cargos, os demais diretores acumularão as funções até a primeira assembleia geral que se realizar, a qual deverá deliberar sobre o assunto. Art. 7° - A investidura dos diretores dar-se-á mediante assinatura do termo de posse no Livro de Registro de Atas de Reuniões da Diretoria. Art. 8º - Os diretores exercerão seu mandato independentemente de caução para garantir a responsabilidade de sua gestão.Art. 9º - A assembleia geral poderá atribuir remuneração aos diretores e fixar-lhes o respectivo montante, com observância do art. 152 da Lei n° 6404/76. Art. 10 - Os diretores substituir-se-ão reciprocamente e distribuirão entre si os encargos da administração da Companhia, devendo ser assinadas por dois diretores em conjunto, somente as escrituras de alienação e oneração de imóveis; os demais documentos de responsabilidade da Companhia serão assinados pelos diretores isoladamente. No caso de ausência e impedimento temporário os diretores substituir-se-ão reciprocamente.Art. 11 - O Conselho Fiscal funcionará, nos termos da lei, nos exercícios em que for instalado a pedido de acionistas e será composto de 3 à 5 membros efetivos e suplentes em igual número, acionistas ou não, eleitos pela assembleia geral que fixará a sua remuneração. Os conselheiros exercerão suas funções até a primeira Assembleia Geral Ordinária que se realizará após sua eleição, permitida a reeleição. Art. 12 - A mesa que deverá dirigir os trabalhos das assembleias será constituída de dois acionistas escolhidos no ato, diretores ou não. Art. 13 - As deliberações da assembleia geral, ressalvadas as exceções previstas na lei, serão tomadas por maioria absoluta de votos, não se computando os votos em branco. Art. 14 - O exercício social vai de 1º de janeiro a 31 de dezembro de cada ano. Art. 15 - No fim de cada exercício proceder-se-á ao levantamento do balanço geral e o lucro líquido que for apurado, será aplicado de acordo com a lei e nos casos em que esta permitir, pela forma determinada pela assembleia geral, que poderá determinar a retenção de todo o lucro nos termos do parágrafo 3° do Art. 202 e declarar dividendos intermediários, conforme disposto no parágrafo 2º do Art. 204 da lei n° 6404/76. Art. 16 - A Companhia entrará em liquidação nos casos previstos em lei, competindo à assembleia geral, eleger o liquidante e os membros do Conselho Fiscal que deverão funcionar no período de liquidação, fixando-lhes a remuneração. Art. 17 - Os casos omissos neste estatuto serão regulados pelas disposições das leis em vigor, aplicáveis a espécie. Jucesp nº 397.838/13-0 em 17/10/2013. Gisela S. C.-Secr. Geral.

TITO CARDOSO DE OLIVEIRA NETO Diretor

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA Pregão Eletrônico de Registro de Preços Nº 36/01608/13/05 OBJETO: IMPRESSÃO, ACABAMENTO E EMBALAGEM DAS PROVAS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO - 2014 - LOTES 1 E 2. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Impressão, Acabamento e Embalagem das Provas de Avaliação da Aprendizagem em Processo - 2014 - Lotes 1 e 2. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 04/12/2013, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sextafeira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 17/12/2013, às 10:00 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 04/12/2013, até o momento anterior ao início da sessão pública. BARJAS NEGRI - Presidente

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL SUPERINTENDÊNCIA DO IPHAN EM SÃO PAULO

Ministério da Cultura

TOMADA DE PREÇOS 05/2013 A SUPERINTENDÊNCIA DO INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL - IPHAN com sede em São Paulo, torna publico que fará licitação na modalidade Tomada de Preços de nº 05/2013 no dia 13 de Dezembro de 2013 às 10:30 hs, para contratação de serviços técnicos especializados de Restauração da Antiga Casa de Fundição, localizada na cidade de Iguape/SP. O edital está disponível gratuitamente no sitio do Comprasnet no endereço: www.comprasnet.gov.br ou no endereço: Avenida Angélica, nº 626 - Santa Cecília, São Paulo mediante apresentação de CD Room gravável, pendrive ou por solicitação via e-mail no endereço eletrônico: administrativa.sp@iphan.gov.br. BENICIANA SOARES DIAS Presidente da CPL/IPHAN/SP

EMPRESA METROPOLITANA DE TRANSPORTES URBANOS DE SÃO PAULO S.A. CNPJ: 58.518.069/0001-91 PREGÃO ELETRÔNICO EMTU/SP Nº 022/2013 OBJETO: Contratação de empresa especializada para a prestação de serviços de fornecimento de benefício alimentação através de Cartão Alimentação, com transação eletrônica, senha pessoal e intransferível, para utilização em estabelecimentos comerciais credenciados para o benefício. ADIAMENTO DA SESSÃO PÚBLICA Em virtude das impugnações recebidas e consequente exclusão da exigência de comprovação do índice de grau de endividamento total para fins de comprovação da capacidade econômica e financeira das licitantes, comunicamos que a sessão pública de abertura da Licitação em epígrafe, programada para 05.12.2013, fica adiada para 17.12.2013, no sítio www.bec.sp.gov.br, às 10 horas. JOAQUIM LOPES DA SILVA JÚNIOR Diretor Presidente

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 3 de dezembro de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Reqte: Gerdau Aços Longos S/A. Reqdo: Contec Instalações Ltda. R. Boracéia, 187 – Barra Funda, 01° V. de Falências ================= Recuperação Judicial ================== Reqte: M&A Distribuidora e Transportes de Utensílios do Lar Ltda EPP. Reqdo: M&A Distribuidora e Transportes de Utensílios do Lar Ltda EPP. R. Amador Bueno, 64 – Vila Dirce. 2° V. de Falências Reqte : Antonio Lucio das Dores Empreiteira EPP. Reqdo: Antonio Lucio das Dores Empreiteira EPP. R. Odilon de Paula Brasil, 261 – Jardim Guanca. 01° V. de Falências

Pólo Saneamento Ambiental S/A

CNPJ nº 73.143.950/0001-49 Relatório da Administração - 2012 A Administração da Pólo Saneamento Ambiental S/A (“Pólo”) submete à de 2013, a estratégia comercial mais agressiva adotada, fez com que o apreciação de V. Sas. o Relatório da Administração e as corresponden- faturamento anual crescesse mais de 53%, o que nos permite projetar tes Demonstrações Financeiras, referente ao exercício social findo em um ritmo de crescimento mais acelerado para o exercício seguinte. Um 31 de dezembro de 2012. outro fator de diferenciação que implementamos ao longo do ano, foi um Mercado: Em 2012, observamos a desaceleração da atividade em al- processo contínuo de desenvolvimento de soluções junto ao cliente, guns segmentos importantes da economia, porém, o tema saneamento, possibilitando uma redução significativa nos custos da empresa e ao está bastante ativo no cenário global. Dentro deste contexto, o tratamen- mesmo tempo aumento de margens operacionais para a Pólo. to de efluentes industriais ganha um destaque importante, pois de quase Área Técnica: Também houve uma reorganização da estrutura técnica da desconhecido para a grande parte do público a alguns anos atrás, atual- companhia, com a contratação de profissionais com larga experiência em mente é um assunto de conhecimento geral no meio empresarial. A empresa de tratamento de efluentes industriais. As ações tomadas pela maior conscientização das empresas, aliada a um sistema mais eficiente equipe, envolveram principalmente a otimização dos processos de tratade fiscalização, gera um potencial de crescimento enorme para este mento na ETE (Estação de Tratamento de Efluentes), revisão do fluxo opemercado, ainda embrionário, criando um cenário extremamente encora- racional e por final a reorganização dos procedimentos e documentações jador para os próximos anos. visando atender as normas da ISO 14.001, cujo processo de certificação Área Comercial: A Estrutura comercial da companhia foi reorganizada ocorreu durante o mês de dezembro de 2012. O resultado de todo o trabano final do exercício, com a regionalização do atendimento, visando lho realizado pela equipe técnica durante o ano, possibilitou um ganho imaprofundar o conhecimento e a necessidade de cada cliente e ao mes- portante na questão de agilidade e tempo de resposta ao cliente, custos mo tempo ampliar as novas áreas de atuação. A partir de uma análise mais competitivos no processo de tratabilidade e a perspectiva de transformais detalhada do mercado, procuramos identificar novos nichos ainda mar a Pólo em uma das principais empresas da área de tratamento de pouco explorados pela concorrência, cuja rentabilidade é mais atrativa. efluentes industriais do Estado de São Paulo. Mesmo sem a conclusão do Plano de Investimentos, previsto para o final Plano de Investimentos: Os investimentos realizados em 2012, contiBalanço Patrimonial encerrado em 31 de Dezembro de 2012 ATIVO 2012 2011 PASSIVO 2012 2011 Ativo Circulante 896.253 1.536.115 Passivo Circulante 2.043.585 1.869.723 Caixa 485 22.179 Fornecedores 315.035 624.478 Bancos 869 56.875 Contribuições Sociais 246.602 88.045 Aplicação Financeira 1.184 Contribuições Fiscais 135.234 54.141 Contas a Receber 333.007 13.819 Empréstimos 1.346.714 1.103.059 Impostos a Recuperar 18.288 - Passivo não Circulante 11.021.347 3.669.033 Adtos. Diversos 31.832 371.149 Empréstimos 6.770.838 1.936.990 Contas Correntes 510.588 1.072.093 Obrigações Diversas 4.250.509 1.732.043 Ativo não Circulante 14.723.474 7.368.032 Patrimônio Líquido 2.554.795 3.365.391 Imobil. Técn. Tangíveis 14.685.693 7.352.524 Capital Social Imobil. Técn. Intangíveis 37.781 15.508 Capital Social 6.630.000 4.630.000 Prejuízos Acumulados (1.264.609) (222.827) Prejuízo no Exercício (2.810.596) (1.041.782) Total do Ativo 15.619.727 8.904.147 Total do Passivo 15.619.727 8.904.147 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis em 31 de Dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais - sem centavos) Taxa Depreciação (% a.a) 2012 2011 1. Contexto Operacional: A Pólo Saneamento Ambiental S.A., é uma ...continuação 10% 1.821.388 1.806.446 sociedade por ações de capital fechado, com sede na Rodovia Presiden- Máquinas e Equipamentos 20% 277.116 223.673 te Dutra, KM 154,7, Prédio 13, Rio Comprido, na Cidade de São José Veículos 10% 126.858 100.286 dos Campos, Estado de São Paulo, tem por objeto social: a) gestão de Móveis e Utensílios 20% 85.542 44.760 redes de esgotos; b) consultoria em questões de sustentabilidade do Equipamentos de computação 13.352 13.352 meio ambiente; c) comércio varejista de produtos saneantes domissani- Aparelhos de Comunicações e Utilidades 10% (516.722) (257.939) tários; d) testes em análises técnicas; e) manutenção e reparação de (-) Depreciação Acumulada 14.685.693 7.352.524 máquinas e equipamentos voltados para tratamento de água e efluente Total e; f) atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios Demonstração do custo de aquisição, reduzido pela depreciação calculada pelo método linear, utilizando-se das taxas estabelecidas em função do em geral, exceto imobiliários. 2. Apresentação das Demonstrações Contábeis: As Demonstrações tempo de vida útil e fixadas por espécie de bem. Com base no CPC 01 Contábeis foram elaboradas de acordo com a Lei das Sociedades Anôni- Redução ao Valor Recuperável de Ativos, a administração revisa anualmenmas - Lei nº 6.404/76 e contemplam as alterações introduzidas pela Lei nº te o valor contábil de seus ativos imobilizados para fins de determinar a 11.638/2007 e Lei nº 11.941/2009 e pelas práticas contábeis adotadas no necessidade de provisão em caso de não recuperabilidade. Para este ano, Brasil, que compreendem os Pronunciamentos emitidos pelo CPC - Comitê os bens patrimoniais permanecem com o valor contábil adequado. de Pronunciamentos Contábeis, pelo IBRACON - Instituto dos Auditores 6. Intangível: Compõe-se das contas de marcas e patentes, softwares no Independentes do Brasil e legislação fiscal e tributária. Essas práticas estão montante de R$ 37.781. 2012 2011 em consonância com as normas internacionais. Estão sendo divulgadas de Descrição 37.781 15.508 forma comparativa às do exercício anterior. Em 2011 o CPC - Comitê de Intangível 37.781 15.508 Pronunciamentos Contábeis emitiu novos pronunciamentos, cuja adoção Total 2012 2011 não introduziu mudanças significativas às práticas contábeis adotadas an- 7. Fornecedores: Está assim representada: 315.035 624.478 teriormente pela empresa e não ocasionaram efeitos no Resultado e Patri- Fornecedores 315.035 624.478 mônio Líquido. A moeda funcional da Empresa é o Real, mesma moeda de Total 8. Obrigações Sociais e Tributárias: As Obrigações Sociais e Tributárias preparação e apresentação das demonstrações financeiras. 3. Principais Práticas Contábeis: As práticas mais relevantes adotadas estão representadas pelas seguintes contas: 2012 2011 pela Empresa são: a) Caixa e equivalentes de caixa: Incluem depósitos Descrição 246.602 88.045 bancários e investimentos de curto prazo de alta liquidez e risco insignifi- Obrigações Sociais Salários 18.063 cante de mudança de valor, demonstrados ao custo, acrescidos dos ren101.546 12.412 dimentos auferidos até a data do balanço, não superando o valor de mer- INSS 10.142 3.580 cado. b) Imobilizado: As Obras em Andamento estão sendo contabiliza- FGTS 1.925 das de acordo com os gastos incorridos até 31/12/12 e estão registrados Contribuição Sindical 98.292 34.007 como Obras em Andamento até a conclusão da Estação de tratamento. Férias 26.834 9.284 c) Redução ao Valor Recuperável de Ativos (Impairment): Em atendi- INSS s/ Férias 7.863 2.720 mento ao CPC 01, a Administração revisa o valor contábil de seus ativos FGTS s/ Férias 7.979 (Imobilizado e Intangível) para fins de determinar a necessidade de provi- INSS s/ 13º Salário 135.234 54.141 são sobre esse valor, em caso de não recuperabilidade. d) Depreciação: Obrigações Tributárias 2.717 2.284 São calculadas pelo método linear, com base na vida útil estimada dos I.C.M.S. 27.159 4.214 Bens, às seguintes taxas: Móveis e Utensílios, Máquinas e Equipamentos, I.S.S. s/Terceiros 676 Aparelhos de Comunicações e Aparelhos de Utilidades - 10%; Veículos e P.I.S. s/Faturamento 2.521 Computadores e Periféricos - 20%. e) Intangível: Estão sendo registrados COFINS s/Faturamento 19.520 2.261 nesta conta as marcas e patentes e software. f) Empréstimos: São reco- I.R.R.F. s/Funcionários 3.187 2.895 nhecidos, inicialmente, pelo valor justo, no reconhecimento dos recursos, I.R.R.F. s/Terceiros 4.906 6.367 líquidos do custo de transação. Em seguida os financiamentos tomados Impostos s/Terceiros 54.289 21.846 são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e I.R.P.J. s/Presumido C.S.L. s/Presumido 20.356 9.020 juros proporcionais ao período incorrido. I.N.S.S. s/Terceiros 3.100 2.057 4. Adiantamentos Diversos 381.836 142.186 2012 2011 Total Adiantamentos a Terceiros 31.832 371.149 9. Empréstimos: São empréstimos adquiridos de Instituições Financeiras Total 31.832 371.149 para ampliação da capacidade de recebimento e tratamento de efluentes e Os Adiantamentos a Terceiros correspondem a valores pagos a fornecedo- estão sendo amortizados de acordo com as parcelas firmadas em contrato. 2012 2011 res, os quais serão realizados em 2013. 240.999 157.405 5. Ativo Imobilizado: Os bens do Imobilizado estão representados pelas Banco do Brasil S/A Caixa Econômica Federal 21.434 99.483 seguintes contas: 113.521 85.129 Descrição Taxa Depreciação (% a.a) 2012 2011 HSBC S/A Santander S/A 446.588 538.607 Benfeitorias em imóveis Citibank S/A 67.173 de terceiros (em andamento) 12.878.159 5.421.946

nuam em linha com o “Plano de Investimentos” aprovados pelos acionistas, atingindo R$ 10 (dez) milhões no ano, de um total próximo de R$ 20 milhões para o triênio 2011-2013, grande parte financiado com recursos dos acionistas e complementado com recursos de longo prazo de instituições financeiras, com grande destaque para o recurso obtido junto a agência de fomento de São Paulo, a Desenvolve SP. Os principais investimentos foram em infra-estrutura da planta, sistema elétrico, equipamentos diversos e o Processo de Certificação da ISO 14.001 realizado por uma das mais conceituadas empresas multinacionais, durante o 2º semestre do ano. Realizamos também uma parada técnica para a manutenção de um dos Valos de Oxidação, utilizado para o tratamento de efluentes biológicos, o que gerou um impacto grande no fluxo de caixa da companhia, ainda em fase pré-operacional. Esperamos já em 2013, iniciar os investimentos relativos a expansão dos negócios, com o incremento de tanques de recebimento, aumento da base de manobra e recepção dos veículos (caminhões e carretas), além do processo de interligação da ETE com a rede da Sabesp, já em negociação. Agradecimentos: Agradecemos o apoio e a participação dos Senhores acionistas, clientes, colaboradores, fornecedores, comunidade financeira, órgãos governamentais e ambientais nos resultados até então alcançados. São Paulo, 02 de Dezembro de 2013. A Administração Demonstração do Resultado do Exercício 2012 2011 Receita Bruta de Serviços 2.049.347 1.334.575 Dedução dos Serviços (134.846) (73.357) Impostos e Contribuições (134.846) (73.357) Receita Líquida de Serviços 1.914.501 1.261.218 Lucro Bruto 1.914.501 1.261.218 Despesas/Receitas de Serviços (4.756.838) (2.219.965) (-) Despesas Administrativas (3.834.844) (1.725.783) (-) Despesas Tributárias (4.442) (7.995) (-) Despesas Financeiras (918.138) (487.676) (+) Receitas Financeiras 586 1.489 Prejuízo Bruto do Exercício (2.842.336) (958.747) Outras Despesas (630) (895) Outras Receitas 224.236 31.284 Prejuízo/Lucro no Exercício (2.618.731) (928.358) Imposto de Renda (134.483) (77.475) Contribuição Social (57.382) (35.949) Prejuízo/Lucro Líquido do Exercício (2.810.596) (1.041.782) Demonstração dos Fluxos de Caixa Atividades Operacionais 2012 2011 Prejuízo no Exercício (2.810.596) (1.041.782) Depreciação 258.785 230.935 (=) Lucro que Afeta o Caixa (2.551.811) (810.847) Variação Duplicatas a Receber (319.188) 353.098 Variação Estoque Mercadorias 15.769 Variação Adiantam. Diversos/Contas Correntes 900.822 (352.530) Variação Valores a Receber (470.707) Variação Impostos a Recuperar (18.288) Variação Fornecedores (309.444) (419.591) Variação de Contr. Fiscais 81.092 7.409 Variação Obrigações Sociais 158.558 53.103 Resultado de Caixa Operacional (2.058.259) (1.624.296) Atividades de Investimentos Variação Imobilizado (7.614.226) (5.081.919) Variação Capital Social 2.000.000 4.150.000 Caixa Gerado Atividades de Investimentos (5.614.226) (931.919) Ativ. de Financiamentos: Variação Empréstimos 5.077.503 1.718.174 Variação Obrigações Diversas 2.518.466 Variação Aporte Fut. Aumento Capital (150.000) Variação de Contas Correntes 1.065.643 Caixa Gerado Atividades de Financiamentos 7.595.969 2.633.817 Resultado Final do Caixa (76.516) 77.602 (+) Saldo Inicial 79.054 1.452 (=) Saldo Final 2.538 79.054 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Discriminação Capital Prejuizos Acumulados Total Saldo em 31.12.10 480.000 (222.827) 257.173 Aumento de Capital 4.150.000 4.150.000 Prejuízo do Exercício (1.041.782) (1.041.782) Saldo em 31.12.11 4.630.000 (1.264.609) 3.365.391 Aumento de Capital 2.000.000 2.000.000 Prejuízo do Exercício (2.810.596) (2.810.596) Saldo em 31.12.12 6.630.000 (4.075.205) 2.554.795 ...continuação 2012 2011 Banco Itaú S/A 1.799.336 1.803.904 Banco Safra S/A 5.962 14.971 Bradesco S/A 224.009 340.550 Nossa Caixa Desenvolvimento S/A 5.134.323 Banco Gmac S/A 64.207 Total 8.117.552 3.040.049 10. Obrigações Diversas: São empréstimos realizados pelos sócios à companhia, com encargos de 2% ao mês, com o saldo de R$ 4.250.509,31 (Quatro milhões, Duzentos e cinquenta mil, quinhentos e nove reais e trinta e um centavos). Sendo em 2011 o valor de R$ 1.732.073,09 (Um milhão, setecentos e trinta e dois mil, setenta e três reais e nove centavos). 11. Capital Social: O Capital Social Integralizado, conforme Assembleia Geral Extraordinária realizada em 31 de Agosto de 2012 é de R$ 6.630.000,00 (Seis milhões, seiscentos e trinta mil reais), representado por 7.716.666 (sete milhões, setecentos e dezesseis mil, seiscentos e sessenta e seis) ações ordinárias sem valor nominal. A DIRETORIA SERAFIM SCIGLIANO NETO - TC.CRC.1SP045039/O-6


DIÁRIO DO COMÉRCIO

O dinheiro virtual pode virar real?

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Um site especializado fez as contas: já são 36 as chamadas criptomoedas, ou moedas virtuais, desde o pioneiro bitcoin a outras como bitbar, freicoin ou lingotes criptogênicos, com valor de mercado total de US$ 3,3 bilhões. Como se não bastasse, agora apareceu mais uma, o ripple. Mas, afinal, o que são e para que servem essas 'moedas' que muitos consideram o dinheiro do futuro?

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

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O RIPPLE É A APOSTA $ DA VEZ

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ilbe lo Z Pau

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MUITO BARULHO PELO BITCOIN Adrian Chen*

Nathaniel Popper*

ara quem acompanha obsessivamente a volátil moeda virtual bitcoin, o preço de uma única bitcoin no momento em que sua fixação começou tem um significado irrisório. Eu sei que uma bitcoin custava em torno de US$ 9 quando eu ouvi falar da moeda pela primeira vez, no verão de 2011. Isso foi antes que eu fizesse o preço do bitcoin disparar sem a ajuda de ninguém. Eu não estava tentando manipular a economia do submundo. Na verdade, só estava fazendo meu p a p e l d e b l o g u e i ro p a r a o s i t e Gawker, quando revelei a história do mercado ilegal de drogas chamado Silk Road, no qual a bitcoin era a única moeda aceita, em função de seu relativo anonimato. O artigo se tornou viral e apresentou centenas de milhares de pessoas ao bitcoin. O senador Charles E. Schumer, democrata de Nova York, também ajudou. Durante uma conferência de imprensa alguns dias depois que meu artigo foi publicado, ele afirmou que a bitcoin era "uma forma de lavagem de dinheiro". Acredito que muitas pessoas acharam o conceito muito impressionante, pois o preço do bitcoin pulou para US$ 14. Então, eu pensei que talvez devesse comprar algumas bitcoins. Mas eu não fiz isso e, no momento em que escrevo este texto, uma bitcoin vale algo em torno de US$ 850. Audiências realizadas pelo Senado para discutir a regulamentação do bitcoin se transformaram em trocas intermináveis de elogios, de acordo com o The Washington Post. Fora do país, investidores chineses estão chegando aos montes. O Bitcoin parece estar perto de ganhar grande respeitabilidade. Ainda assim, existe algo de caricato na moeda. A bitcoin é uma mistura bizarra envolvendo a mais velha ganância especulativa impulsionada por uma ideologia utópica contemporânea cyber libertária. Seus apoiadores creem que a bitcoin é a moeda do futuro. Eu diria que esse fenômeno não passa de uma corrida do ouro digital, que simboliza perfeitamente o nosso presente. Parte do que chama atenção na bitcoin vem do fato de que a moeda não exista fisicamente. Cada bitcoin é uma série de números em um disco rígido. Ao invés de um banco, uma rede descentralizada de computadores garante a autenticidade do bitcoin e emite novas moedas por meio de cálculos complexos. Isso permite que a bitcoin seja comercializada diretamente entre os usuários, deixando de lado empresas de cartão de crédito e processadores de pagamentos. É um dinheiro digital, que oferece o mesmo anonimato relativo e a mesma liber-

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mas se recuperou em todos os casos. O último obstáculo veio quando o fundador de um popular mercado online, conhecido como Silk Road, foi preso e acusado de usar bitcoins para traficar drogas e outros produtos ilegais. O preço de um bitcoin individual caiu após o fechamento do Silk Road, mas desde então a moeda subiu constantemente e há pouco tempo estava cotada perto de US$ 260, quase um recorde. Ainda assim, todo o mundo das moedas virtuais pode perder a relevância quase da noite para o dia se agências da lei decidirem atacar suas transações. Diversas autoridades estaduais e federais dos EUA declararam estar pesquisando como policiar o mercado, temendo que a natureza anônima das transações online possa tornar as moedas atraentes a criminosos. Um recente estudo por pesquisadores da University of California, San Diego, descobriu que a maioria das transações com bitcoins estava sendo usada para apostas em jogos de azar. Mesmo sem esses obstáculos legais, alguns críticos esperam que as moedas virtuais acabem sendo vistas como uma bolha especulativa sem qualquer alicerce. Mas o Ripple vem sendo encarado como uma inovação significativa. A empresa mantém não apenas uma moeda, mas também um sistema onde qualquer moeda, até mesmo bitcoins, pode ser movimentada ou negociada sem altas taxas. Uma pessoa usando o sistema pode depositar qualquer tipo de dinheiro em uma carteira pessoal Ripple através de um negócio assinado como um portal Ripple. Esse dinheiro pode então ser movido para a carteira de outro usuário Ripple, sem passar por um banco ou sistema de cartão de crédito. Pessoas movimentando o mesmo tipo de moeda, como dólares ou libras, para outra conta no sistema Ripple não precisarão utilizar sua moeda, conhecida como ripple ou xrp. Entretanto, as ripples deverão proporcionar conversões mais rápidas e baratas de uma moeda a outra, ou entre diversos tipos de dinheiro digital. A esperança é que assim que as pessoas começarem a usar a ripple, elas mantenham parte de seu dinheiro na moeda – e acabem usando-a diretamente para fazer compras. Assim como a bitcoin, o número de ripples criados será finito – 100 bilhões. A Ripple Labs distribuirá 55% do total gratuitamente, para estimular pessoas e empresas a utilizar o sistema. Os 7,5 bilhões de ripples que foram lançados até agora valem hoje cerca de US$ 60 milhões. *The New York Times

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rogramadores do mundo todo vêm criando novas moedas digitais que tentam melhorar o conceito da bitcoin, o popular mas controverso dinheiro virtual que varreu a internet. Enquanto ainda existem dúvidas sobre a legalidade da bitcoin, muitos empresários de tecnologia tentam contornar as desvantagens da moeda ao criar novas maneiras de fazer pagamentos em um futuro que não mais utilizará dinheiro vivo. Dezenas de ideias estão disputando o mercado. Na última contagem, um site que acompanha o assunto, o coinmarketcap.com, listou 36 das chamadas criptomoedas, com nomes como bitbar, freicoin e lingotes criptogênicos, com novidades surgindo a cada mês. Recentemente, essas moedas digitais somavam em termos de valor de mercado um total de US$ 3,3 bilhões, dos quais US$ 3,1 bilhões seriam a moeda dominante, a bitcoin. O sistema de pagamento online visto por muitos especialistas como tendo a melhor chance de suplantar a bitcoin, no entanto, não está nem mesmo nessa lista: tratase do Ripple. Fundado em São Francisco por ex-desenvolvedores do Bitcoin, o Ripple traz a promessa de ser não apenas uma nova moeda, mas também um método inovador de enviar dinheiro pelo mundo. Com esse potencial, ele vem conquistando algo que se mostrou difícil para moedas virtuais: o envolvimento de profissionais reconhecidos do sistema financeiro. "Não vi nada tão interessante quanto o Ripple", afirmou Jesse Powell, fundador do Payward, que gere um "mercado" onde as moedas digitais podem ser compradas e vendidas. "Até onde sei, Bitcoin e Ripple são os dois únicos que possuem uma chance real de dar certo". Em novembro, a empresa que supervisiona o desenvolvimento do Ripple, chamada Ripple Labs, anunciou US$ 3,5 milhões em financiamento de seis novos investidores. A empresa também anunciou que atraiu fundos da Pantera Capital, que inclui dinheiro de executivos do Fortress Investment Group. Chris Larse, cofundador da Ripple Labs, disse que a empresa também tem conversado com bancos grandes e pequenos sobre a rede de pagamentos do Ripple. "Existe muito interesse dos grandes bancos no que está acontecendo aqui", afirmou Larsen, que já fundou duas financeiras no passado. "Nunca vimos nada como isso antes". A crescente indústria das moedas alternativas deve muito ao surpreendente sucesso da bitcoin. A bitcoin enfrentou diversos problemas que levaram a quedas no mercado,

dade de um monte de notas de papel. O WikiLeaks começou a aceitar doações em bitcoins em 2011 com o objetivo de fugir do PayPal e das empresas de cartão de crédito, que começaram a congelar os pagamentos feitos à organização. O episódio envolvendo o WikiLeaks indica a promessa utópica feita em relação à bitcoin desde o início por seu criador, um programador misterioso conhecido como Satoshi Nakamoto, cuja identidade real é motivo de disputas e intrigas. As ideias por trás da bitcoin podem ser encontradas em um tratado de 1988 chamado de Manifesto Cripo Anarquista, que previa arrogantemente um futuro no qual uma tecnologia de proteção do anonimato impossibilitaria o controle estatal do mercado. Tudo estaria à venda para todo mundo a qualquer momento, totalmente livre de impostos. Muitos dos fãs mais radicais vêem a moeda como um passo revolucionário em direção a uma utopia anarcocapitalista. Não acredito nisso. Não se podem usar as bitcoins hoje em dia para fazer muito mais do que apostar em cassinos online, ou reservar assentos nos voos espaciais da Virgin Galactic, sendo que a maior parte do dinheiro está nas mãos dos especuladores. Mesmo com a validação de uma regulamentação do governo, a promessa da bitcoin parece se resumir a algo que ajuda lojas virtuais a fugirem das taxas cobradas pelas empresas de cartão de crédito. A bitcoin é mais interessante em um nível emocional. O brilho da mágica tecnológica permitiu que os nerds ultrarracionais tratassem a loucura dos cassinos como uma história tecnológica de verdade. Os blogs de tecnologia acompanham segundo a segundo o preço da bitcoin. Cada novo negócio que aceita a bitcoin é divulgado com a festa de um país cujo déspota abre as fronteiras para um luxo que já foi ilegal. O rufar dos tambores sugere que para ficar rico, basta ser um dos primeiros usuários. Muita gente entrou no negócio porque a internet é tão boa em disseminar o medo de ficar para trás. Recentemente divulgou-se a história de um norueguês de 20 e poucos anos que descobriu que a bitcoin que tinha comprado por praticamente nada e do qual havia se esquecido há muito tempo estava valendo tanto que trocou parte dela por um apartamento. Conheço um cara que comprou algumas centenas de dólares em bitcoins só de brincadeira há alguns anos. Agora ele tem dinheiro suficiente para comprar um carro legal. Tudo que tenho a dizer é que o tombo vai ser grande. *Jornalista freelance e editor da The New Inquiry / The New York Times


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Diário do Comércio - 04/12/2013 by Diário do Comércio - Issuu