Ano 87 - Nº 23.782
Conclusão: 23h35
Jornal do empreendedor
www.dcomercio.com.br
R$ 1,40
São Paulo, quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Varejo cresce 2,75% contra o 'pibinho' de 1%
EUA evitam desastre
O crescimento do comércio varejista paulistano registrou altas de 2,8% nas vendas à vista e 2,7% nas a prazo (média de 2,75%) em 2012, mostra estudo da Associação Comercial de São Paulo com dados da Boa Vista Serviços, administradora do SCPC. Os números confirmam as previsões da ACSP. Quanto a 2013, o economista Emilio Alfieri, autor do estudo, afirma que o varejo crescerá entre 4% e 5% se o PIB avançar 3% . Pág. 11
Deputados aprovam acordo que contorna o abismo fiscal. E Bolsas sobem mundo afora. Aqui, alta de 2,6%. Pág. 16
A pior balança em 10 anos O País exportou US$ 242,5 bilhões e importou US$ 223,1 bilhões, resultando no pior saldo (à dir.) desde 2002. O resultado é 34,7% inferior ao de 2011, quando o saldo foi de US$ 29,7. Pág. 13
US$ 19,4 bi
Carro? Corra.
Felipe Rau/Estadão Conteúdo
Novos preços já estão a caminho. Pág. 13
ZILBERMAN
Em seu primeiro dia de trabalho como prefeito de São Paulo, ele anunciou pacote contra enchentes e determinou a busca de locais para construção de creches e hospitais. Pág. 5 Sérgio Lima/Folhapress
Reprodução
Haddad põe enchente na mesa VENEZUELA PEDE A VERDADE
Ele escreveu a história com Pelé
Miguel Guitiérrez/EFE
Reprodução
O ex-goleiro uruguaio Ladislao Mazurkiewicz , famoso por lances em que Pelé não marcou na Copa de 70, morreu ontem, aos 67 anos. Pág. 10
A população continua dando mostras de apoio, mas o máximo que consegue saber é que "a condição do presidente Hugo Chávez continua estável dentro de um quadro delicado". Pág. 8
Condenado e prontinho para virar deputado. Hoje. Genoino, ex-presidente do PT condenado no processo do Mensalão, entregou documentos ontem na Câmara. Pág. 7
ISSN 1679-2688
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9 771679 268008
Página 4
Modelo brasileira é encontrada morta na China Camila Bezerra tinha 22 anos. Pág. 9
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Ao concentrar a atenção nos efeitos do aumento do mínimo sobre a inflação, a análise ignora outros aspectos. Roberto Fendt
pinião
O NOVO MÍNIMO E SUAS CONSEQUÊNCIAS Agliberto Lima/DC
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om a inflação correndo solta, é natural que surjam preocupações com os possíveis efeitos, sobre o índice, do aumento do salário m í n i m o e m 9 % . E s p e c i a lmente porque já se espera uma aceleração da inflação no início do ano. Essas preocupações não são novas e se manifestam sob a forma de diversos argumentos. Um deles, expresso em 2011, afirmava que o aumento do salário mínimo injetaria R$ 9 bilhões adicionais em 2012 no consumo das famílias. Com esse aumento da demanda, ficaria mais difícil fazer a inflação convergir para o centro da meta. Outro argumento, centrado na natureza do processo inflacionário, ignora o impacto do reajuste sobre a demanda agregada da economia e aponta que o reajuste do mínimo aumenta a rigidez da inflação e impede sua desaceleração. Além disso, os chamados serviços livres são intensivos de mão de obra e compõem cerca de um quarto dos preços incluídos no IPCA. O aumento do mínimo influencia fortemente os preços desses serviços. Dentre eles, somente os prestados por empregados domésticos, que recebem um ou múltiplos do mínimo, pesam 3,53% no IPCA. O estado da economia tam-
pelo aumento dos preços. O argumento de que o aumento do mínimo torna a inflação mais rígida também não se sustenta. Essa rigidez decorre sempre de um persistente excesso de demanda em relação à oferta da economia, excesso este financiado pela expansão monetária. Com o controle da expansão monetária, um reajuste do mínimo apenas mudaria os custos das atividades intensivas em trabalho nessa faixa de remuneração relativamente às demais.
bém acarretaria consequências do reajuste sobre os preços. O impacto na inflação dependeria do grau de aquecimento da economia no início de 2013 e ao longo do ano. Com a taxa Selic fixada em 7,25% por um período longo e indefinido, e com as contas fiscais francamente expansionistas, a elevação de 9% poderia produzir uma aceleração adicional da inflação. Finalmente, argumenta-se que a regra de reajuste do mínimo contribui para manter a indexação na economia, com todos os seus efeitos colaterais negativos. Mas, do lado positivo, ter fixado em lei a fórmula de reajuste elimina as incertezas de empregados e empregadores quanto ao tamanho do aumento.
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inalmente, a indexação da economia é indesejável, já que reduz a flexibilidade dos preços. Com isso, ajustes de preços que poderiam ocorrer em resposta a fatos novos na economia passam a ser feitos com aumento ou redução na atividade econômica. Por exemplo, se há excesso de oferta de mão de obra não qualificada, um aumento na sua remuneração induziria as empresas a substituir a mão de obra mais cara por máquinas e equipamentos – magnificando o problema original. Qualquer empresa tem, naturalmente, um incentivo a contratar mais empregados até o ponto em que o salário pago não exceda o valor da contribuição do empregado ao faturamento da empresa. Ao concentrar a atenção nos
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que se pode dizer com relação a esses argumentos? Em primeiro lugar, este aumento não injeta qualquer montante de dinheiro na economia. É apenas uma reposição do poder de compra do mínimo (e de seus múltiplos) decorrente da inflação ocorrida entre dois reajustes. Situação diferente ocorreria se tivesse ocorrido uma expansão monetária para, por exemplo, financiar o déficit público. Nessa situação, haveria mais dinheiro na praça e a mesma produção. O ajuste da economia à nova situação de excesso de liquidez se daria
ROBERTO FENDT
efeitos do aumento do mínimo sobre a inflação, a análise deixa de fora outros aspectos importantes. O salário mínimo legal e universal ignora as diferenças nos valores das produtividades dos trabalhadores entre as empresas. Os maiores perdedores com esse sistema de reajuste são os jovens, as mulheres e minorias de toda natureza – simplesmente porque, ao fixar o valor pago aos empregados, as empresas passam a discriminar os candidatos por outras características que não o salário. O salário mínimo legal, uniforme no plano federal e variável entre estados, contribui para manter metade da nossa mão de obra trabalhando na informalidade, quer nos serviços domésticos, quer em parte da construção civil, para mencionar apenas dois grandes segmentos do mercado de trabalho no País.
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or fim, reduziu-se nos últimos anos a efetividade de aumentos reais do salário mínimo como instrumento de redução da pobreza extrema. Melhor faria o governo se mantivesse o valor real do salário mínimo, uma vez que não pode aboli-lo, e que se aumentasse a eficácia dos gastos públicos focalizados em políticas sociais. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA
BILL OF LADING E CONTAINER H
á pouco tempo, antes de uma palestra numa grande universidade, onde também lecionamos, fomos contestados a respeito de duas afirmações em um dos nossos livros, mais precisamente sobre transportes, unitização e seguros internacionais de carga-prática e exercícios. As contestações: que o B/L - Bill of Lading (conhecimento de transporte marítimo) não era um contrato de transporte, uma das três funções citadas, mas a evidência de um contrato de transporte; e que o container não é um porão de navio porta-container. Na questão do B/L, ao longo de mais de 40 anos em comércio exterior sempre ouvimos e lemos, realmente, que se trata de uma evidência de contrato de transporte. E parece que a maioria das pessoas aceita isso, normalmente, como ponto "Atlântico". Ou Pacífico, se desejarem. E este "conhecimento" - desculpem o trocadilho – vai passando de um a outro sem muita
contestação. Mas este não é nosso caso. Sempre discutimos a questão. Para nós, embora não sejamos advogados, é um contrato de transporte e não uma evidência de contrato. Vamos tentar mostrar isso.
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uem trabalha com o B/L sabe que de um lado se colocam todos os dados do embarque e a assinatura do transportador. E do outro lado, há infindáveis cláusulas definindo obrigações e direitos de "cada parte". Sempre se diz que o lado das cláusulas é o verso do B/L. Para alguns é o anverso, ou a frente dele. Entendemos que onde estão tais cláusulas são realmente a frente do B/L, ou o anverso. Isso por ser ser um contrato, e um
contrato tem cláusulas. O outro lado, por consequência, tem que ser o verso, onde se colocam os dados do embarque, completando o contrato de transporte. Quanto à questão de contrato, que nos parece bem óbvio, não podemos aceitar que um documento que tem uma imensidão de cláusulas, definindo deveres e direitos, seja uma evidência. Evidência de algo é um documento que nos remete a algum outro documento. O que não é caso do B/L. O Charter Party (contrato de afretamento) nos remete ao B/L, denominado "Charter Party Bill of Lading". Lá estão, como dito, os deveres e obrigações das partes. Assim, não há como dizer que um documento com um mundo
SAMIR KEEDI
de cláusulas e palavras, estabelecendo direitos e deveres, deva ser chamado de evidência de um contrato. Entendemos que este conceito tem que ser revisto. Até se poderia dizer que um "Short Form of Bill of Lading" seja uma evidência de contrato: afinal, ele nãotem cláusulas, ou não mais do que algumas poucas, definindo as responsabilidades das partes.
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uanto ao container, também tem de ser indiscutível que ele seja um porão móvel. Um navio convencional tem porões e decks – portanto, vários compartimentos, cuja quantidade depende do seu tamanho. Por exemplo, um navio de carga geral tem, mais ou menos, 10/12/15 compartimentos, dados pela combinação entre porões e decks. Claro que pode ser diferente: um navio com quatro porões, e três decks pode ter 9, 10, 12 porões, dependendo dos espaços reservados para lastro.
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
Não podemos aceitar que um documento que contenha tantas cláusulas e definições seja uma evidência e não um contrato.
Já um navio portacontainer não tem porões: é formado praticamente pelo seu casco, mais bays (baias), divididas em rows (colunas), para "encaixe" das unidades, que são empilhadas. A coordenada dada pela bay, row e tier, por exemplo, bay 5, row 4 e tier 6, forma um slot – espaço para um container, que pode ser para unidades de 20 e de 40 pés. Assim, um navio, por exemplo, com 5.000 slots, comporta 5.000 TEU - twenty feet or equivalent unit (unidade de 20 pés ou equivalente), que podem ser compostos por containers de 20 pés (um TEU) ou 40 pés (dois TEU).
Assim, não tendo porões específicos, o container é esse porão. É onde está a carga colocada e transportada no navio, que não tem como ser transportada de outra maneira. Quando se retira este container, está se retirando um porão do navio, que é composto de milhares deles. Um container é um equipamento do navio, faz parte dele.
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ssim, entendemos que não há como discutir que o container é um porão do navio, uma unidade de carga removível, para que seja transportado pelo país, indo à casa do cliente ou voltando dela. Um navio não embarca ou transporta carga que não seja em um porão, ou no convés do navio. E, num navio porta-container, esta unidade é o porão do navio. SAMIR KEEDI É CONSULTOR E PROFESSOR DA ADUANEIRAS E DE VÁRIAS UNIVERSIDADES, E AUTOR DE LIVROS EM COMÉRCIO EXTERIOR. SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edito r-Ch efe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas @dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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NÃO SE CONDUZ UMA ECONOMIA COMO A BRASILEIRA NA BASE DO "GOGÓ".
pinião
BRINDE INCERTO P
elo segundo ano consecutivo, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro apresenta um desempenho medíocre. Em 2011, foi de 2,7% e, agora em 2012, as previsões mais otimistas apontam para algo próximo a 1%. Isso apesar de que, considerando o período entre dezembro de 2010 e dezembro de 2012, foi feito um corte de mais de cinco pontos percentuais na Selic, a taxa básica de juros (sendo mais preciso: cinco e meio pontos percentuais) e da desvalorização acentuada do real, da ordem de 22,5%. É o caso de nos perguntarmos: o que aconteceu com a tese, bastante difundida entre nós, de que para a economia crescer bastariam o corte na taxa de juros e a desvalorização cambial? O estímulo ao consumo dá claros sinais de que não consegue sustentar o crescimento elevado, seja pelo elevado nível de endividamento das famílias, seja porque as condições macroeconômicas são muito diferentes daquela póscrise mundial de 2008. Em primeiro lugar, a taxa de desemprego hoje é muito mais baixa que naquele momento e, em segundo lugar, porque o nosso nível de produção, em muitos setores, já se encontra no limite da capacidade instalada. Ora, nessas condições de desemprego baixo e pouca margem de ampliação da produção, estímulos à demanda costumam provocar consequências bastante conhecidas pelos economistas: baixo crescimento e inflação em alta. Foi exatamente isso o que aconteceu no Brasil. E, para desespero de muitos áulicos, nem vai dar para culpar
que é pior, nos brindando com uma inflação em alta que, se não fizer retomar a escalada ascendente dos juros, com certeza comprometerá a continuidade da trajetória descendente.
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MANUELITO MAGALHÃES JÚNIOR o mundo pelas nossas agruras: alguns países apresentaram taxas mais elevadas de crescimento neste período entre 2010 e 2012, é o caso do Chile (mais de 5% ao ano) e do México (quase 4% ao ano). Preocupado com esse esgotamento, o governo decidiu estimular a economia via investimento e anunciou, há algumas semanas, um pacote de cem bilhões de reais para 2013 com foco nas empresas, oferecendo créditos com juros mais baixos e prazos mais longos.
É
saudável a atitude de oferecer mais crédito para estimular o investimento. É exatamente nesse ponto que reside o gargalo de nossa economia. Em 2010, a taxa de investimentos brasileira chegou a alcançar 20% do PIB. De lá para cá, porém, vem se reduzindo até bater nos 18,5% do PIB. E, insisto, a economia mundial tem pouco ou nada a ver com o fato. Pegando carona no exemplo dos países citados acima: o Chile anda investindo 22% do PIB e o México, 25%! O que é pior nesse processo,
diga-se de passagem, é que a desvalorização do real acabou inibindo os investimentos, dado que boa parte dos equipamentos necessários ao aumento da produção são importados. Além disso, continuamos com baixos níveis de poupança doméstica – necessária para alavancar o investimento, seja por conta das famílias, estimuladas a consumir, seja por conta do próprio governo. No caso do governo, a situação fiscal só não tem se deteriorado mais graças aos constantes recordes de arrecadação de tributos, posto que as despesas com aposentadorias, salários e o custeio de programas sociais não param de crescer. Como essas despesas são fortemente atreladas ao salário mínimo, o re-
cente anúncio do reajuste de 9% no valor desse salário, que aumentará de R$ 622,00 para R$ 678,00 não ajuda no nosso problema, sob a perspectiva de 2013.
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oltando à pergunta do início deste artigo: afinal, além de juros baixos e câmbio favorável às exportações, o que mais o Brasil precisa para crescer? Já deixamos claro que a variável-chave é o investimento. Mas porque ele não acontece? Faltam estímulos? Creio que não. A decisão de investir, tomada pelo empresário, busca obviamente o retorno financeiro, mas também se pauta pelo ambiente geral de negócios e pela confiança nos rumos da economia do País.
Sobre este aspecto, sobram incertezas e desconfianças. A volta da inflação e a subordinação do Banco Central às metas para a taxa de juros deterioram o ambiente macroeconômico. Os arroubos governamentais, interferindo em contratos estabelecidos – como foi o caso recente do setor elétrico – reduzem o grau de confiança dos agentes econômicos. Nesse contexto, a falta de atenção para com a infraestrutura básica nacional (portos, aeroportos, rodovias, etc) é mais um elemento a inibir a decisão de investimento, embora não seja o único. Nesta semana o governo federal inicia a segunda metade do seu mandato, desejando e prometendo um "pibão", mas entregando um "pibinho". E, o
RESPONSABILIDADE MORAL DA MÍDIA
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enho comentado o processo de corrupção de valores da nossa sociedade e apontado algumas instituições como responsáveis pela sua perpetuação ou superação. Em tempos de julgamento de Mensalão, é crescente a exigência de moralidade pública por parte de ao menos 20 milhões de eleitores, empenhados em superar nossa cultura de transgressão por uma de plena cidadania. O Brasil tem mudado, muito embora setores da vida política, do Judiciário, do empresariado, da academia e da mídia ainda resistam a esta ideia evidente. Exigimos responsabilidade de todos: a responsabilidade civil do cidadão comum; responsabilidade fiscal dos governantes; responsabilidade social dos empresários; responsabilidade política dos parlamentares, responsabilidade moral da mídia. Mas não fui questionado por representantes de algum desses segmentos, com exceção de um amigo produtor de conteúdo de entretenimento, que alegou o limite moral de sua função, embora concordasse com a crítica à mídia brasileira como espaço público por excelência. Se os sistemas de representação política, do Judiciário, da educação e empresarial têm falhado no dever moral de resgate e transmissão de valores,
JORGE MARANHÃO por que não se tenta a mídia, cuja qualidade de conteúdos é uma das mais reconhecidas pela própria sociedade? Não tendo aceitado a cobrança, alegou seus dilemas morais entre introduzir ou não cenas de construção de valores em seus roteiros, dados os direitos de livre consciência por parte do telespectador numa sociedade democrática. Além disso, o canal para o qual trabalha já faz merchandising social em suas novelas para além de campanhas filantrópicas.
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sclareci que não me referia à cidadania de solidariedade, mas a valores cívicos e morais. E comecei a listar o repertório de valores corrompidos no nosso imaginário social – se não produzidos, com certeza reproduzidos pela mídia: 1. A mórbida cobertura de toda sorte de delitos em detrimento direto das respectivas penas; mais da
delinquência política dos governantes do que da ação das organizações sociais de controle e monitoramento do poder público; 2. A cidadania representada sempre como intitulação, antes de direitos sociais do que de deveres políticos; antes como solidariedade do que como legalidade ou moralidade pública; 3. A representação da coisa pública como "algo de ninguém", em vez de "algo de todos" e por todos cuidada; 4. A deturpação do valor transcendente da vida pelas condições "sociais" da vida; 5. A deturpação do valor da justiça pelo pleonasmo da justiça "social"; 6. A deturpação do valor da igualdade perante as leis pela utópica "igualdade social"; 7. A representação indistinta de Estado e de Governo; 8. A usurpação do lugar simbólico de Deus, da religião e da família pela exacerbação do Estado-provedor e sua representação indistinta como Estado patrão, melhor empregador e empresário; 9. O entendimento deturpado da liberdade enquanto ausência de leis ou limites, licenciosidade ou privilégio, numa perspectiva de identidade – e não enquanto liberdade de fazer o que quer, limitada à perspectiva da alteridade, de o outro também poder
fazer o que quer; 10. O valor da propriedade representado por caricaturas de edificações neoclássicas de palacetes ou fábricas de chaminés; e não a propriedade imaterial e intelectual, da liberdade de escolha do destino de um bem privado e até de si mesmo; 11. A visão deturpada do Executivo como o poder dominante , quando a rigor é apenas o que executa o orçamento aprovado no Legislativo e as sentenças exaradas do Judiciário; e a consequente subrepresentação da função judiciária do Estado, ou seja, a sua própria origem ontológica; 12. A deturpação do conceito de controle social, tomado mais como controle dos governos sobre a sociedade do que, ao contrário, o controle social da sociedade sobre os governos, os mandatos e a boa aplicação do
orçamento público; 13. O empresário privado visto só como aquele ganancioso e explorador, e a consequente redução da responsabilidade social empresarial a uma propaganda de reputação institucional limitada à responsabilidade socioambiental e excluída a sua responsabilidade política; 14. A redução da participação política do cidadão ao dever (e não ao direito) de votar nas eleições; e a redução da ação política à astúcia, vontade e poder de caciques partidários; 15. A redução da representação das instituições de Estado mais às instituições de segurança pública e coerção policial do que àquelas jurídicas e de controle e fiscalização do poder público; 16. O falso dilema entre a natural eficiência da gestão privada e a pretensa virtude
ma coisa, certamente, devemos ter aprendido neste primeiro biênio. Não se conduz uma economia como a brasileira na base do "gogó". Discursos e palavras de estímulo são importantes , sim, e ajudam o ambiente econômico, mas precisam ser seguidas de medidas concretas e duradouras (nada de anúncios provisórios!) capazes de mudar a realidade. Caso contrário são apenas palavras lançadas ao vazio, com perdão da poética pobre, mas bastante adequada ao momento em que vivemos. Agora mesmo, no final de 2012, nossas autoridades voltaram à carga com um discurso otimista, de que o Brasil já está crescendo a 3% ao ano e crescerá 4% em 2013. As mesmas autoridades que prometeram o mesmo em 2011, se referindo a 2012... dá para acreditar? Que o digam os empresários, que se prepararam para um crescimento forte no ano de 2012 e que tiveram de conviver com um crescimento pífio, arriscando o futuro de suas empresas. MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR É ECONOMISTA E DIRETOR DA
COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP). FOI PRESIDENTE DA EMPRESA PAULISTA DE PLANEJAMENTO METROPOLITANO (EMPLASA) E SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE SÃO PAULO.
dos valores públicos, ou a generalização dos vícios de ambos; 17. A redução da moralidade pública à moralidade religiosa e a falsa equivalência conceitual entre moral e ética; a redução da exigência da moralidade pública a meras campanhas moralistas; 18. A omissão das doutrinas políticas conservadoras, ou mesmo liberais, diante da superexposição das doutrinas socialistas e socialdemocratas; 19. A deturpação do conceito de contribuinte em lugar de pagador de impostos; 20. A deturpação do sentido de educação política, que passa a ter cunho apenas políticopartidário e não de responsabilidade política de todos os cidadãos em fiscalizar e cobrar resultados de mandatos e governos.
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ntes que meu amigo voltasse a justificar seus limites morais, interrompi o inventário com uma provocação sobre seus dilemas morais. Era ou não seu dever moral interferir na reprodução deste imaginário social totalmente corrompido e colaborar para a superação do chamado "merchandising social" ao menos por um merchandising verdadeiramente cívico? Ficou de pensar e me retornar, com os votos de um país melhor para todos nós em 2013. JORGE MARANHÃO É DIRETOR DO INSTITUTO DE CULTURA DE CIDADANIA A VOZ DO CIDADÃO. JORGE@AVOZDOCIDADAO.COM.BR
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GibaUm
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3 O maestro John Neschling 3 MAIS: como sua companhia foi afastado da Osesp porque José Serra achava que ele ganhava muito (R$100 mil/mês).
gibaum@gibaum.com.br
k “Vou alçar novos vôos, cantar em outras freguesias.” GILBERTO KASSAB // ex-prefeito e presidente nacional do PSD, sobre seus novos projetos. Fotos: Paula Lima
de ópera não decolou, vai dirigir o Municipal de São Paulo a salário mais acessível: R$ 35 mil/mês.
Dilma é contra A presidente Dilma Rousseff tratou de avisar à cúpula do PT que não apoiará, de maneira alguma, o projeto que regula os meios de comunicação e que não vai aderir a quaisquer propostas que restrinjam a liberdade de imprensa. O vice-presidente Michel Temer tem a mesma posição e o PMDB fará campanha contra o texto, nascido sob inspiração do ex-ministro Franklin Martins. Os petistas culpam a mídia pelas condenações dos mensaleiros e deverão tratar o projeto como prioridade no primeiro semestre de 2013.
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RECONSTRUÍDA Torneiraselecionada 333 Por determinação de Dilma Rousseff, o BNDES deverá abrir suas torneiras em 2013 para a retomada do investimento, gargalo para o crescimento da economia. Os juros deverão ser os mais baixos da história. O que não chega a ser novidade: de 2008 a 2012, o BNDES já distribuiu recursos dos mais generosos e a dinheirama veio do Banco do Brasil e do Tesouro. Nesse período, o volume de aportes saltou de R$ 15 bilhões para R$ 270 bilhões e o acumulado deve aumentar neste ano. Pequenas e médias reclamam: não tem acesso porque o BNDES pede garantias reais de 120%.
OLHO EM 2014 Antes de seguir para Angra dos Reis, onde passou o réveillon com Letícia Weber (de novo), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) teve uma prolongada reunião com os economistas Arminio Fraga, Pedro Malan e Edmar Bacha. A conversa era em torno da campanha de 2014 do mineiro ao Planalto, mas acabou ganhandovariantes,incluindo sugestões de nomes para disputar o governo do Rio. Até Pedro Malan foi cogitado. Aécio defendeu o lançamento de uma celebridade para concorrer e os tucanos concordaram que Luciano Hulk poderia ser a melhor opção.
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333 Mantendo sua tradição de realizar um dos mais movimentados e sofisticados réveillons do país, com direito a total visão da queima de fogos, o Copacabana Palace recebeu em seus salões um festival de figuras famosas que, no geral, primaram pelo branco. Da esquerda para a direita, Yasmin Brunet, Mariana Rios, a Drica de Salve Jorge; Flávia Alessandra; Narciza Tamborindeguy, de volta em Mulheres Ricas 2; e Sheron Menezes, a Berenice de Lado a Lado.
Réveillon no Copa
Depois da festa, chega a conta: estimativas da Confederação Nacional dos Municípios mostram que a situação das cidades brasileiras em 2013 não é nada confortável. Cerca de 2,3 mil estão atrasadas com fornecedores e do total de 5.568 municípios, perto de 2,5 mil não conseguem tirar certidões negativas de débito, documento sem o qual não firmam contratos ou convênios com a União. As dividas são estratosféricas: só de precatórios, estados e municípios devem parte de R$ 100 bilhões (São Paulo, sozinho, deve R$ 26 bilhões). Para a Previdência, débitos encostam em R$ 30 bilhões. E a divida fundada, que pode ser parcelada em até 30 anos, eleva-se a R$ 100 bilhões e envolvendo apenas 174 cidades. 333
Ano novo no vermelho
Numa ilha deserta 333 Fernando Henrique Cardoso foi a estrela do ultimo Manhattan Connection do ano, onde falou de Lula, oposição, economia, vida pessoal (e romântica) e de Dilma Rousseff. Quase no final, a pergunta divertida: qual ex-presidente brasileiro ele levaria para uma ilha deserta para ficar ao seu lado. E FHC, cheio de ironia: “Levaria o Sarney: pelo menos, poderíamos conversar sobre literatura”.
Nuvens caras Nos últimos 10 anos, o numero de passageiros do transporte aéreo nacional triplicou de 37 milhões para 107 milhões em 2012. E após uma redução de cerca de 50% no preço médio das passagens no mesmo período, as empresas aéreas farão, oficialmente, um reajuste de 15% neste começo de ano, embora muitos denunciem que muito mais do que esse percentual já estava sendo praticado desde o começo de dezembro. Na ultima semana de 2012, uma passagem São Paulo-Recife pela TAM custava mais do que uma São Paulo-Miami.
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A famosa Galeria dos Pães, mega-padaria de São Paulo, que fica aberta 24 horas por dia,incluindoNataleAnoNovo, acaba de bater novo recorde: entre o ultimo dia de 2012 e o primeiro de 2013, recebeu nada menos do que 15 mil pessoas, distribuídas entre seu mezzanino,lanchonete,área de pães, frios e outras, onde se registravam filas até a noite do dia 1º de janeiro. Para entrar e sair do estacionamento, mais filas. E turistas tirando fotos do fenômeno.Poroutrolado,quem se aventurou a ir a St.Etienne (unidadedePinheiros),que garante ser a maior concorrente da Galeria, se arrependeu: brunch interrompido sem aviso, brigada mal treinada, café cobrado à parte (!) e até rabanadas que, de tão velhas, pareciam ter sido herdadas do Natal. 333
Mudando de nome O pessoal do BTG Pactual, que controla o Banco Panamericano ainda lida com o vermelho herdado dos tempos de Silvio Santos. Só que acredita que até meados deste ano, os números poderão ser outros e uma mudança no nome da instituição poderia ajudar. André Esteves gosta de um diminutivo: Pan. Só não sabe se seria melhor Banco Pan ou Panbanco.
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RECORDE
Brasileiras e internacionalmente famosas top models passaram o réveillon bem mais ao sul: Alessandra Ambrósio, à esquerda, pelo terceiro ano consecutivo vira o ano no Jurerê Internacional, em Florianópolis e ao centro, também lá, só que no Café de la Musique, Fernanda Motta, numa noite regada a champanhe Perrier-Jouet. Já Izabel Goulart (à direita), que estava em férias em Punta del Este, cumpriu uma maratona na noite da passagem de ano, num branco de decote inspirador. 333
Tops na virada
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OUT
Contra-ofensiva Obedecendo recomendações de seus advogados, Gilberto Miranda, ex-senador (era suplente de Pedro Piva e assumiu), saiu de cena, depois de indiciado pela Policia Federal por ser supostamente o maior beneficiado por falsos pareceres técnicos dados a seu intuito de construir super-porto, de acordo com a Operação Porto Seguro, acaba de contratar grande empresa de assessoria de imprensa. Ele quer desviar o foco da Ilha de Bagres para a Ilha das Cabras. Miranda é apontado como um dos autores do famoso Dossiê Caymã (contra Sergio Motta, FHC e José Serra), tem 66 anos, duas plásticas e uma mulher de 35 anos de idade, Carolina. 333
333 Ângela Bismarchi, recordista de plásticas (teria feito mais de 40), casou-se, às vésperas do Ano Novo, na CidadedoSamba,noRio,como cirurgiãoWagnerMoraes,depois deoitoanosdenamoro.Chegou numa carruagem, buquê de pimenta,pajemetudomais.Luade-mel entre Cancun e Miami, com a noiva perdendo, pela segunda vez, sua virgindade, reconstruída por cirurgia assinada pelo zeloso noivo.
MISTURA FINA O BRASILEIRO Ricardo Tadeu, 36 anos, vice-presidente da AmBev, está desembarcando no México, onde presidirá o grupo Modelo, que controla a cerveja Corona. È uma cervejaria da Anheuser-Bush InBev e Tadeu é considerado um prodígio: aprendeu a ler e escrever aos três anos de idade aos 16 anos se formou em Direito, recebeu a carteira da OAB e teve seu nome inscrito no Guinness, como o advogado mais jovem do planeta. 333
333 OS CORREIOS deverão começar o ano diversificando seus negócios. A empresa abrirá um escritório em Miami e lançará um celular com sua marca. Por outro lado, vai entrar nas licitações do trem-bala e da privatização dos correios em Portugal.
333 NAS PRAIAS brasileiras, vende-se de tudo: coco, sorvete, milho, biscoito, cangas e pastel, só para começo de conversa. Neste verão, uma novidade: ambulantes venderão champanhe da Miolo. De cara, a empresa colocará carrinhos nas areias de Santa Catarina, Rio e Alagoas vendendo espumantes da linha Terranova em garrafinhas de 250 ml ou em pequenas taças de acrílico. Os preços começam em R$ 10.
QUEM diria: responsável, ao lado de Eliana, pelo aumento da audiência media do SBT, Carlos Massa, o Ratinho, acaba de virar palestrante e já tem até algumas agendadas para o primeiro semestre. Dá sua receita de sucesso, sujeito a altos e baixos e complementa até com seus conceitos especiais de auto-ajuda. Preço de acordo com a cara do cliente: de R$ 30 mil a R$ 50 mil. 333
333 ENQUANTO a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, insiste em testar o nome do chefe de sua Casa Civil, Luis Fernando Silva, para sucedê-la em 2014 (ela não quer apoiar Edison Lobão e agora ainda mais, devido a possíveis problemas de saúde). Por outro lado, São Luis, capital do Estado, foi atingida por um super-apagão exatamente na noite do réveillon, quando metade da cidade ficou praticamente às escuras.
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
CHARGE DO DIA
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
PROBLEMAS Enchentes, creches e hospitais foram os primeiros temas de Haddad.
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O almoço de Haddad foi reservado para tratar de outras ações com os secretários de Governo, Leda Maria Paulani (Planejamento), Fernando de Mello Franco (Desenvolvimento Urbano), Marcos de Barros Cruz (Finanças) e Negócios Jurídicos. Água abaixo – À tarde, o prefeito reuniu os secretários do Comitê da Ordenação Territorial e Urbana para a questão do combate às enchentes – um dos maiores problemas da cidade, nunca resolvido com a esperada eficiência. Os três secretários apresentaram relatórios e discutiram medidas que deverão ser intensificadas neste período de chuvas. Depois Haddad anunciou um pacote de 16 medidas de combate aos efeitos das chuvas, como a limpeza de galerias e bocas de lobo; tentar acordo com o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) para o monitoramento diário das 93 áreas de alto risco no período de chuvas; reorganização da Defesa Civil nas 31 subprefeituras; pedir às empresas de
Os subprefeitos da cidade: Aricanduva / V.Formosa / Carrão: Dilian Guimarães Butantã: Luiz Felippe de Moraes Neto Campo Limpo: Sérgio Roberto dos Santos Capela do Socorro: Cleide Pandolfi Casa Verde/Cachoeirinha: Nelma Lucia Heiffig Cidade Ademar: Francisco Lo Prete Filho Cidade Tiradentes: Andreia de Souza Luz Ermelino Matarazzo: Claudio Toshio Itinoshe Freguesia do Ó / Brasilândia: Eduardo Peres Palia Guaianases: Adriana Neves da Silva Morales Ipiranga: Luiz Henrique Girardi Itaquera: Guilherme Henrique de Paula e Silva Itaim Paulista: Irene Mistue Inada Jabaquara: Dirceu de Oliveira Mendes Jaçanã / Tremembé: Edison de Oliveira Vianna Junior Lapa: Ricardo Airut Pradas M'Boi Mirim: Antonio Carlos Dias de Oliveira Mooca: Francisco Carlos Ricardo Penha: Miguel Perrela Perus: José Evangelista Amorim Pinheiros: Angelo Salvador Filiador Junior Pirituba / Jaraguá: Carlos Eduardo Silva Diethelm São Miguel: Aldo Antunes de Farias Sodré Santo Amaro: Adevilson Maia São Mateus: Fernando Elias Alves de Melo Santana/Tucuruvi: Roberto José Pereira Cimino Sé: Marcos Queiroga Barreto Vila Maria / V.Guilherme: Gilberto Rossi Vila Mariana: Luiz Fernando Macarrão Vila Prudente/Sapopemba: Patrícia Saran Parelheiros: Adailson de Oliveira
lixo que instalem contêineres nas regiões do Bom Retiro, Brás, Pari e das ruas Santa Ifigênia e 25 de Março. Itinerário – O próprio Haddad vai conhecer de perto a questão, no trajeto diário que fará de sua casa, na Vila Mariana, até o Edifício Matarazzo, sede da administração municipal, no centro – um percurso de pouco mais de 4 km e muitos problemas, como buracos, pichações, relógios de rua quebrados e moradores de rua. O portal G1 percorreu dois itinerários entre a Rua Afonso de Freitas, onde fica o prédio do prefeito, e o Viaduto do Chá. O primeiro, mais rápido, passa pela Avenida 23 de Maio; o segundo, mais calmo, vai pelas ruas e avenidas do Paraíso e do Bixiga. Em ambos, as mesmas dificuldades. Haddad irá se deparar com pontos de ônibus depredados principalmente por pichações e calçadas irregulares. Apesar de a manutenção das calçadas ser obrigação dos proprietários dos imóveis, cabe à Prefeitura a fiscalização. De setembro de 2011, quando a nova legislação sobre os passeios foi promulgada (lei municipal 15.442), até 21 de dezembro, foram aplicadas 6.322 multas. A caminho do trabalho o prefeito vai encarar também outro pesadelo: os buracos no meio da rua. Apesar disso, a Prefeitura afirma que, desde 2005, investiu cerca de R$ 1 bilhão em recapeamento, pavimentação e capeamento de 2 mil km de ruas e avenidas. O Diário Oficial da cidade de São Paulo publicou na edição de ontem os nomes dos 31 subprefeitos escolhidos pelo prefeito. (Agências)
A caminho do trabalho, novo prefeito enfrentará problemas de alagamentos, buracos, pichações e calçadas quebradas.
VÍTIMA O próprio prefeito irá se deparar com eles no caminho de casa à prefeitura
Haddad, 1º ato: combate às enchentes Prefeito também determina busca por terrenos para creches e hospitais
Felipe Rau/ Estadão Conteúdo
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omo enfrentar as enchentes que invariavelmente atormentam a vida dos paulistanos, paralisam o trânsito e bloqueiam a vida na cidade, todos os anos? Esse foi um dos principais assuntos tratados pelo prefeito Fernando Haddad em seu primeiro dia de trabalho, ontem. Ele chegou cedo e instalou-se no seu gabinete, no quinto andar do prédio da Prefeitura, no Viaduto do Chá. Ali, já começou a despachar. Na primeira reunião de seu governo, ele determinou a criação de um grupo de trabalho que buscará terrenos para a construção de creches e hospitais, uma das promessas de campanha do prefeito eleito. Estavam presentes na reunião os secretários Antonio Donato (Governo), Luis Fernando Massonetto (Negócios Jurídicos) e João Antônio da Silva Filho (Relações Institucionais), segundo a assessoria de imprensa. Os secretários deverão prestar contas ao prefeito semanalmente.
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p Procurador moverá ação contra Enem DIÁRIO DO COMÉRCIO
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Em todo concurso público é sagrado o direito da revisão. Oscar Costa Filho, procurador da República.
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O objetivo da iniciativa é dar aos alunos insatisfeitos a oportunidade de contestar a correção da prova de redação, que foi questionada inclusive por docentes. Marcos de Paula/Estadão Conteúdo
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procurador da Re- lidade de revisão dos textos de pública Oscar Cos- quem se sente prejudicado. Os protestos foram marcata Filho promete m o v e r h o j e u m a dos pelo Facebook. Só o grupo ação civil pública para garan- "Ação Judicial – Redação Enem tir aos candidatos do Enem 2012" reuniu 25,3 mil mem2012 a possibilidade de con- bros até as 12h15 de ontem. A testar na Justiça a nota da re- comunidade foi criada na últidação. A decisão veio após es- ma sexta, após a divulgação tudantes revoltados com a dos boletins de desempenho correção da prova se mobiliza- dos candidatos do Enem. rem nas redes sociais e organiA redação tem forte impaczarem abaixo-asto na nota final do sinado pelo direiexame, que é utito de interpor relizado como vescursos contra o tibular pela maioAbriremos Instituto Nacional ria das instituium de Estudos e Pesções públicas de quisas Educacioprocedimento ensino superior nais (Inep) – órdo País. As inscrijurídico e gão do Ministério formalizaremos ções para as 129 da Educação mil vagas ofereuma nova (MEC) responsácidas pelo Sisteação civil. vel pelo Enem. ma de Seleção "A partir da reUnificada (Sisu) OSCAR COSTA FILHO percussão das começam na semanifestações gunda-feira, 7. dos estudantes, abriremos Os participantes do grupo um procedimento jurídico e lançaram um abaixo-assinaformalizaremos uma nova do virtual para subsidiar uma ação civil pública para que co- eventual ação judicial com peletivamente os candidatos in- dido de liminar contra a União satisfeitos com a pontuação e o Instituto Nacional de Estupossam contestar sua nota", dos e Pesquisas Educacionais diz Costa Filho, do Ministério (Inep), órgão do MEC responPúblico Federal no Ceará. sável pelo Enem. O documenEle acumula um histórico de to, que já tem 8,5 mil assinatuações contra o Enem, entre ras, seria entregue ao MPF e à elas a tentativa de anular o Defensoria Pública da União exame de 2011 após o vaza- (DPU) ainda ontem. mento de questões do pré-tesNa petição pública, os estute em Fortaleza. dantes dizem Segundo o proquerer a concescurador, permitir são de vista da a revisão da nota prova de redação da redação torna"em tempo hábil A formação ria o Enem mais p a r a c o n t e s t aabrangente transparente. ção" e o direito a permite "Em todo conrecurso adminisresponder curso público é trativo. "Destasagrado o direito camos a necessicom da revisão. Não criatividade e dade de urgência adianta fazer mada ação ante a neconsistência. quiagem fornecessidade de se ALOIZIO MERCADANTE inscrever no Sisu, cendo um guia para os candidaque é o único critos entenderem tério para seleas notas e não permitir que a cionar candidatos a vagas na pontuação seja impugnada". maioria das universidades feAinda de acordo com Costa derais", diz o documento. Filho, mesmo se o Inep descarO Inep não aceita pedidos tar a possibilidade de revisão de revisão da nota da redação. da nota, o candidato ainda po- Segundo a Assessoria de Imderá ingressar com ações indi- prensa do MEC, neste ano será viduais na Justiça pedindo a cumprido o Termo de Ajustareconsideração da correção. mento de Conduta assinado 'Loteria'– Estudantes revol- com o MPF para que os canditados com a correção da prova datos tenham acesso ao espeorganizaram passeatas em lho da correção da prova. A pelo menos 13 cidades do País "vista pedagógica" estará disna tarde de ontem. Eles que- ponível a partir de 6 de fevereirem que o MEC garanta o direi- ro, pela internet. to à vista da prova e a possibiAinda segundo o MEC, fo-
Protesto no Rio: revoltados com as notas de redação do Enem, estudantes de todo o País discutem, nas redes sociais, a chance de revisão, o que tornaria o Enem mais transparente.
Dida Sampaio/Estadão Conteúdo - 28.06.11
ram tomadas outras "medidas de aperfeiçoamento" na correção da redação. Entre elas, a diminuição da discrepância entre as notas dadas pelos dois avaliadores para que o texto fosse lido por um terceiro corretor, além da criação de uma "segunda instância" (nova banca avaliadora) para os casos em que as discrepâncias persistiram após a análise do terceiro corretor. "Os critérios estavam bem definidos e todos os itens do edital foram seguidos", diz o ministério. Mas os alunos insatisfeitos com a correção dizem que não estão reclamando de notas baixas, mas de "notas injustas" e da "arbitrariedade" do Inep por não conceder revisão da pontuação. No Facebook, o grupo argumenta que "o problema da redação não é pontual e tem que ser resolvido com seriedade" pelo MEC. Segundo eles, a correção funciona como sorteio de loteria. Os candidatos também apontam como possível solução o adiamento da divulgação do resultado da primeira chamada do Sisu, prevista para sair no dia 14, até que as provas sejam recorrigidas. 'Fator surpresa' – A prova de redação do Enem teve como tema os movimentos de imigração para o Brasil no século 21. O tema foi considerado inesperado e difícil por alunos e professores. Especialistas afirmaram que a complexidade poderia acarretar queda
Ao contrário de docentes que questionam o tema da redação, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, diz que o tema "é bastante contemporâneo, desafiador e não previsto".
média do desempenho. A proposta trazia uma coletânea com informações sobre imigrantes do Haiti, que chegam ao País pelo Acre, e sobre a questão dos bolivianos no Brasil. Também havia menção aos movimentos de imigração dos séculos 19 e 20. À época da prova, o professor Rogério Chociay, aposentado do departamento de Letras da Unesp e especialista em redação de vestibular, dis-
se que houve uma "quebra de expectativa". "O tema está um tanto fora do eixo da maioria dos estudantes e além disso não há informações precisas se há de fato um movimento migratório. A proposta é perigosa pelo número de dúvidas e depende dos textos de apoio e isso complica". Para Caroline Andrade, do Cursinho da Poli, "o inesperado pode causar insegurança e fazer com que a pessoa não
consiga construir argumentação consistente". Mas a proposta foi defendida pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. "É um tema bastante contemporâneo, desafiador e não previsto. Porque as pessoas não podem só trabalhar com o previsível, é a formação abrangente que permite responder com criatividade e consistência, e a prova trazia exemplos que ajudavam na reflexão". (Estadão Conteúdo)
De férias, Dilma é alvo de protesto de quilombolas. Moradores em constante embate com Marinha tentam chamar a atenção da presidente para o velho problema, mas, alheia a tudo, ela continua sem aparecer. Ed Ferreira/Estadão Conteúdo
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oradores da Comunidade Quilombola de Rio dos Macacos, ao lado da Base Naval de Aratu, em Salvador, aproveitaram a presença da presidente Dilma Rousseff nas instalações da Marinha para protestar, na manhã de ontem, contra atos de violência que dizem estar sofrendo por parte dos habitantes da base. Com faixas, cartazes e apitos, o grupo se reuniu na Praia de São Tomé de Paripe – ao lado do muro que separa o local da Praia de Inema, que integra a base e é de acesso restrito a militares – e passou a gritar palavras de ordem. "Viemos alertar a presidente
sobre nossa situação e cobrar ações", conta a líder dos quilombolas, Rose Meire dos Santos Silva, de 34 anos A Comunidade de Rio dos Macacos é alvo de disputas entre moradores e militares desde a década de 60, quando a prefeitura de Salvador fez a doação da área para a Marinha. Na década seguinte, 101 casas da comunidade foram derrubadas para ampliar a infraestrutura das instalações. No início de 2000, a pressão para os quilombolas deixarem o local intensificouse, devido aos planos de expansão da base. Em 2010, a Justiça baiana determinou a
Protesto no terminal marítimo de São Tomé de Paripe: manifestantes aproveitam presença de Dilma para divulgar o drama em que vivem.
desocupação da comunidade. A decisão foi derrubada, após recurso. Segundo moradores, militares agem com violência, agredindo-os e depredando seus imóveis, para forçar sua saída. Em julho último, um relatório do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reconheceu o local como quilombola, delimitando área de 301 hectares a seus habitantes. Mas a Marinha quer que a área destinada aos descendentes de escravos tenha 23 hectares. Alheia à manifestação, Dilma segue sem aparecer – rotina desde que chegou para passar a virada de ano com a família. Ela não confirmou quando volta a Brasília.
Imprensa – Avessa às entrevistas, a presidente falou menos com jornalistas no segundo ano de mandato. Das 100 entrevistas que concedeu desde que tomou posse em 2011, 64 foram no primeiro ano e 36 em 2012. Ao falar com exclusividade, a presidente tem priorizado veículos estrangeiros e programas nacionais de tevê,
em especial os de entretenimento. A maior parte das 22 entrevistas exclusivas concedidas por Dilma nos 2 primeiros anos de mandato foi para a imprensa internacional (9) e para programas populares da tevê brasileira (6). Ela raramente teve de responder a temas espinhosos.
Uma de suas características é a de retomar entrevista encerrada para acrescentar declarações. Foi assim em dezembro, quando, horas depois, voltou a se dirigir aos jornalistas para rechaçar a sugestão de demissão do ministro Guido Mantega (Fazenda), feita pela revista britânica The Economist. (Agências)
p Genoino assume hoje e reacende crise DIÁRIO DO COMÉRCIO
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As provas contra Demóstenes, obtidas Pela Polícia Federal são robustas e a tese dos recursos não prosperará. Fernando Krebs, promotor.
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Congresso resiste em acatar a cassação de mandatos de deputados determinada pelo Supremo Tribunal Federal com a decretação de prisão dos réus do Mensalão A falta de declaração pública dos candidatos à presidência da Casa, no entanto, não significa o esquecimento do assunto. Sem alarde, a atuação nos bastidores da Câmara conduz para a proteção dos condenados. A ideia disseminada será a de tentar levar o mandato dos deputados até o fim. Mas, para que isso ocorra, setores na Câmara contam
Vamos tentar empurrar até 2014. Se o STF concluir o processo no final de 2013, levaremos os mandatos até o fim, sem a cassação. DECLARAÇÃO ANÔNIMA com a demora na conclusão do processo – conhecido na linguagem jurídica de "processo transitado em julgado", quando não cabe mais nenhum recurso contra a decisão. "Vamos tentar empurrar até 2014. Se o Supremo concluir o processo no final de 2013, conseguiremos levar os mandatos até o fim, sem a cassação", afirmou um deputado com largo trânsito em diversos partidos na Câmara. O argumento usado internamente na Casa para atrasar a eventual cassação é que os deputados condenados ficarão sem mandato, porque perdem seus direitos políticos. "Para que cassá-los? Deixa o mandato acabar", continuou o deputado, refletindo o pensamento de grande parte do
comando da Casa. Apoio – A grande maioria dos líderes partidários já manifestou apoio à posição de Marco Maia, na qual cabe ao plenário da Câmara a decisão sobre cassação de mandato. Eles usam como base o artigo 55 da Constituição, que trata da perda de mandato para os casos de condenação criminal do parlamentar. O artigo diz em seu inciso VI que perderá o mandato o deputado ou senador "que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado". Nesse caso, continua no parágrafo segundo, "a perda de mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação". "Torturador" – Genoino vai assumir uma vaga de suplente com a renúncia do mandato do deputado Carlinhos Almeida (PT-SP), novo prefeito de São José dos Campos. Questionado por repórteres sobre os impactos da sua condenação, o ex-deputado reagiu irritado. "Eu falo amanhã depois da posse. E você (repórter) está me provocando, seu torturador moderno (...) Você não é repórter, você é um provocador", disse o deputado. Genoino foi condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, com pena de 6 anos e 11 meses, em regime semiaberto. (Estadão Conteúdo)
Sérgio Lima/Folhapress
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ex-presidente do PT José Genoino assume hoje uma vaga de suplente na Câmara dos Deputados, engrossando o grupo de parlamentares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do processo do Mensalão. Esse fato será mais um motivo de conflito entre o STF e o Legislativo. Nas últimas semanas, as posições antagônicas de ministros do Supremo e do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), sobre a quem cabe decidir a cassação dos mandatos dos condenados, elevou a temperatura na relação entre os dois Poderes. O tema, agora, mistura-se com a sucessão na presidência da Câmara, provocando uma mudança de estratégia na defesa dos mensaleiros. Embora Marco Maia tenha definido o campo nesse debate, reafirmando diversas vezes que os deputados condenados só perderão o mandato se o plenário da Câmara der o aval, os candidatos à sucessão de Maia evitam dar declarações a respeito do assunto. O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), é o favorito na disputa que conta ainda com o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) e Rose de Freitas (PMDB-ES). Eles não querem perder potenciais votos dos mensaleiros e seus aliados, nem dos deputados que defendem a cassação rápida dos condenados. Além de Genoino, estão na berlinda os deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT).
De volta: Genoino assume vaga de Carlinhos Almeida (PT-SP), eleito prefeito de São José dos Campos.
MP julga caso Demóstenes em fevereiro Ex-senador goiano poderá ser punido com advertência, suspensão, aposentadoria compulsória ou demissão.
O
senador cassado Demóstenes Torres deverá ser julgado em fevereiro pelo Conselho Nacional de Ministério Público. O órgão abriu processo contra Demóstenes, que é procurador em Goiás, por causa das suspeitas de seu envolvimento com o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, recém-condenado a quase 40 anos pela Justiça. Integrante do Ministério Pú-
blico desde 1987, ele poderá ser poderá ser punido com advertência, suspensão do cargo, aposentadoria compulsória ou demissão. Segundo promotores e procuradores locais, a tendência atual do conselho é determinar a demissão de Demóstenes, que foi cassado em julho pelo Congresso. Depois disso, reassumiu seu cargo de procurador em Goiás. "O Demóstenes não sofrerá outra punição senão a de de-
Marcello Casal Jr/ABr - 11.07.12
Expectativa: Demóstenes enfrentará o Conselho Nacional do MP.
missão", diz o promotor Ro- depois. No dia 27 de agosto, 82 bertson Alves Mesquita, res- promotores pediram o seu ponsável pela sustentação afastamento, e protocolaram oral do pedido de avocação do pedido de Abertura de Procesprocesso no conselho, em 24 so Disciplinar, em Brasília. Dede outubro, em Brasília. "Em móstenes foi suspenso, no dia qualquer situação, o caso dele 10 de agosto, das funções de é de demissão exemplar por- procurador, e continua afastaque esteve assodo do Ministério ciado a um grupo Público de Goiás, criminoso", comembora receba pleta ele. salário de R$ O caso dele é " De mó st en es 24.117,62, além de demissão poderá buscar dos benefícios. recursos na via Hoje, sua rotiexemplar por judicial para se na diária é receassociação a defender", ber amigos mais um grupo acrescenta o próximos, acomcriminoso. p r o m o t o r F e rpanhar o noticiánando Krebs. rio, e definir plaROBERTSON ALVES " M a s n ã o s u snos futuros que MESQUITA penderá a deciincluem a volta à são do CNMP, política, em porque as provas contra ele, 2027, quando expira sua ineobtidas pela Polícia Federal na legibilidade. Operação Monte Carlo, são roDois amigos afirmam que o bustas e a tese dos recursos senador poderá voltar a atuar não prosperará". como advogado em Brasília e Cassado por quebra de de- até trabalhar com seu advogacoro no dia 11 de julho, De- do de defesa, Antonio Castro móstenes foi reintegrado ao de Almeida Castro, o Kakay. Ministério Público nove dias (Estadão Conteúdo)
O
novo presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Marcos da Costa, tomou posse ontem, após vencer disputada eleição em novembro de 2012. Candidato da situação, Costa superou o segundo colocado, Alberto Toron, por apenas 3 pontos porcentuais. Ricardo Sayeg ficou em terceiro lugar. Apesar da disputa acirrada, Costa nega que haja racha na advocacia paulista e afirma que, a partir de agora, seu principal objetivo será trabalhar pela valorização da categoria e pelo fortalecimento do Poder Judiciário. Os dois adversários derrotados não participaram da cerimônia.
Lola Oliveira/Folhapress
Marcos da Costa toma posse na OAB-SP
Marcos da Costa: portas abertas. "Para os advogados que apoiaram outros grupos durante o processo eleitoral, mas que têm interesse de participar e contribuir para a advocacia, as portas estarão
abertas", diz o vencedor. Costa destaca como prioridade a criação do Conselho Estadual de Justiça, que seria constituído com base no modelo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo ele, esse conselho reforçaria a democratização do Judiciário, abrindo espaço para que a advocacia dialogue com esse Poder. A ideia é a entidade preparar texto de emenda à Constituição estadual para apresentar à Assembleia Legislativa "o mais breve possível". "O efeito da morosidade que prejudica o cidadão recai sobre todos os agentes, inclusive sobre o advogado", diz Costa, avisando que lutará pela informatização da Justiça
Estadual – lá tramitam cerca de 21 milhões de processos. "A digitalização dos processos vai diminuir a burocracia." M an d a to – Costa foi eleito para mandato de 3 anos, no lugar de Luiz Flávio Borges D’Urso, à frente da OAB desde 2004. Vice-presidente na última gestão, ele ocupou interinamente a presidência em 2012, quando D’Urso disputou a prefeitura como vice de Celso Russomanno (PRB). Paulistano, 48 anos, especialista em Direito Empresarial pela Universidade Mackenzie, ele administrará um orçamento anual de R$ 300 milhões e atenderá às demandas de 320 mil filiados no estado. (Estadão Conteúdo)
Prefeito cancela contrato de lixo da Delta em Palmas
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novo prefeito de Palmas (TO), Carlos Amastha (PP), enviou ontem notificação à Delta Construções S/A para cancelar contrato de prestação de serviço de limpeza urbana e coleta de lixo. Suspenso em agosto de 2012 por determinação da Justiça, o contrato, no valor de R$ 71.979.412,42 foi assinado em setembro de 2009, e teria validade até 2014. A empresa tem 10 dias para responder. Amastha pretende prorrogar por 90 dias o contrato com a Litucera, que presta o serviço na cidade. Nesse período, ele pretende fazer nova licitação para escolher outra empresa, para o serviço em definitivo.
A empreiteira Delta é investigada por ligações com o esquema do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Os ministérios públicos estadual e federal do Tocantins investigam o possível favorecimento da empresa na gestão do exprefeito Raul Filho (PT), flagrado em vídeo de 2004 negociando com ele. O ex-prefeito depôs na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira sobre ligação com o bicheiro e teve seu nome incluído no relatório final da investigação, preparado pelo relator Odair Cunha (PT-MG), que foi rejeitado por 18 votos a 16. (Estadão Conteúdo)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
ESTADOS UNIDOS Hillary Clinton deixa hospital após tratar coágulo na cabeça
nternacional
ANGOLA Tumulto em estádio deixa 16 mortos em culto da Igreja Universal
Miguel Gutierrez/EFE
Qual é a verdade sobre Chávez? É o que a oposição venezuelana pressiona para descobrir. O governo limita-se a dizer que o estado de saúde do presidente é 'estável'.
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rês dias após o governo da Venezuela divulgar que o presidente Hugo Chávez teve piora em Cuba, a cúpula da oposição exigiu ontem que os dirigentes do chavismo digam "toda a verdade" sobre o estado do mandatário e declarem que ele não está em condições de governar. Ontem, um ministro do governo disse que Chávez continua "estável dentro de um quadro delicado", após ser submetido a uma quarta cirurgia contra o câncer. Chávez, de 58 anos, se recupera em Cuba de uma nova cirurgia feita no mês passado contra um câncer na região pélvica, num processo pósoperatório repleto de complicações que colocaram em dúvida sua capacidade de assumir o novo mandato para o qual foi reeleito em outubro.
"A equipe médica nos explica que a condição do presidente Chávez continua sendo estável dentro de seu quadro delicado", disse o ministro de Ciência e Tecnologia venezuelano, Jorge Arreaza, em mensagem no Twitter a partir de Cuba. Em outras mensagens, Arreaza, que também é genro do presidente, garantiu que Chávez "continua batalhando duro" e disse que familiares haviam ido à ilha para visitá-lo. Oposição - No entanto, as informações oficiais sobre o estado de saúde de Chávez não satisfazem a oposição venezuelana, que acusa o governo de alimentar os rumores com a falta de transparência. Chávez não é visto nem ouvido em público desde a cirurgia em 11 de dezembro. Ainda se desconhece qual câncer que aflige o líder, a fase da doença,
Mulher caminha diante de um cartaz de apoio ao presidente em Caracas. Para a oposição, o mistério sobre a doença de Chávez alimenta boatos. os órgãos afetados e que tipo de intervenção foi realizada. "Pretender que as pessoas acreditem que o presidente está no exercício de suas funções atualmente é de uma irresponsabilidade descomunal. É óbvio e evidente que ele não está", disse Ramón Guillermo Aveledo, dirigente da coalizão oposicionista Mesa da Unidade (MUD). Aveledo disse ainda que faltam "dados fundamentais" sobre o quadro de Chávez e exigiu um prognóstico detalhado da situação. Ele declarou que a oposição tem sido respeitosa durante o doença do presidente, mas culpou o governo pelos boatos.
"Fazer segredo é a fonte dos rumores que incrementam a incerteza", disse. "O governo tem a obrigação de informar o país com a verdade. Esse é seu compromisso, é sua promessa." A declaração de Aveledo foi uma referência ao pronunciamento do vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que em entrevista ao canal estatal Telesur afirmou que Chávez pediu que o povo fosse informado "sempre com a verdade, por mais dura que fosse". Posse - Aveledo disse ainda que todos os indícios são de que Chávez não estará em condições para começar um novo mandato no dia 10 de janeiro. Ele rejeitou a tese defendida
por alguns integrantes do governo de que a posse do novo mandato de Chávez, prevista para a próxima quinta-feira, possa ser adiada. Em nome da coalizão opositora, Aveledo disse que, caso Chávez não possa ser juramentado no dia 10, sua "ausência temporária" deve ser declarada. Neste caso, o chefe do Legislativo deve assumir interinamente. Quem ocupa atualmente o cargo de presidente da Assembleia Nacional, de maioria governista, é o chavista Diosdado Cabello. Nova eleição para a mesa diretora da Casa será feita no sábado. Se adotada, a "ausência
temporária" poderia ser legalmente estendida por até 180 dias, ao final dos quais novas eleições presidenciais teriam de ser convocadas. A oposição considera apelar às instâncias do Mercosul, do qual a Venezuela faz parte desde agosto passado, e da Organização dos Estados Americanos (OEA) caso o chavismo decida adiar a posse. "Vamos esgotar as vias internas e, depois, as externas. Temos o Mercosul e a OEA. Essas instâncias estão aí para preservar a democracia dos Estados que fazem parte delas", afirmou Ramón Jose Medina, número 2 da MUD, à Folhapress. (Agências)
Muzaffar Salman/Reuters
Príncipe Harry? 'Um chacal bêbado'.
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m chefe militar insurgente afegão descreveu ontem o príncipe Harry como um "chacal" sem-vergonha e bêbado que mata inocentes enquanto atua como piloto de helicóptero de ataque das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no país. Gulbuddin Hekmatyar, um ex-primeiro-ministro afegão que lidera uma das principais facções militantes do Afeganistão, disse ao jornal britânico Daily Telegraph que o neto da rainha Elizabeth, de 28 anos, era uma relíquia do passado colonial. "Parece que algumas autoridades britânicas ainda sonham com os tempos dos séculos 18 e 19 e querem que o seu embaixador seja tratado como um vice-rei e que seu príncipe saia de uniforme para caçar seres humanos e desempenhar o papel satânico que eles
costumavam desempenhar no passado", disse. "O príncipe britânico vem ao Afeganistão para matar afegãos inocentes enquanto está bêbado. Ele quer caçar 'mujahideens' com seus foguetes de helicóptero sem qualquer vergonha", afirmou. "Mas ele não compreende este simples fato de que a caça de leões e águias afegãos não é fácil. Chacais não podem caçar leões", acrescentou Hekmatyar. O príncipe Harry tem trabalhado duro para se distanciar de sua imagem de playboy. Mas os esforços foram prejudicados quando ele foi fotografado nu com uma jovem em um hotel de Las Vegas, em agosto, pouco antes de voltar para mais quatro meses de serviço no Afeganistão. Após ser enviado para lá, o Taleban disse que faria todo o possível para matar ou sequestrar o príncipe. (Reuters)
AFP - 11/05
Harry tenta melhorar imagem após aparecer nu em Las Vegas
Rebeldes sírios manuseiam metralhadora em Alepo, no norte do país. Cartaz diz: 'Não há Deus senão Alá, e Maomé é seu mensageiro'.
60 mil mortos na Síria. E subindo.
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conflito na Síria já deixou pelo menos 60 mil mortos, de acordo com um novo número divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) ontem. É uma escalada nas estimativas de mortos durante a guerra civil iniciada em março de 2011 e que não dá sinais de arrefecer. A estimativa anterior apontava 20 mil baixas. De acordo com a alta comissária da ONU para direitos humanos, Navi Pillay, a estimativa de 59.648 mortos leva em conta o cruzamento de dados vindo de sete fontes, incluindo o governo, feito durante cinco meses de análise. O número compreende o período entre 15 de março de 2011 e 30 de novembro de 2012. Desde então, a marca já deve ter passado os 60 mil, estima a ONU. "O número de baixas no con-
flito é muito maior do que imaginávamos e isso é verdadeiramente chocante", disse. "Não existe nenhuma justificativa para estes crimes. A menos que haja uma rápida solução ao conflito, temo que milhares de pessoas morrerão e sofrerão com terríveis ferimentos por causa da obstinação daqueles que acham que se pode conseguir algo com mais banho de sangue, mais tortura e mais destruição absurda", afirmou. Navi lembrou que o elevado número de vítimas se deve a um conflito que começou "porque o governo usou a força de forma desproporcional para reprimir protestos de civis desarmados que inicialmente eram legítimos e pacíficos". "A incapacidade da comunidade internacional e em particular do Conselho de Segurança (da ONU) de parar este massacre é uma vergonha para to-
dos", sentenciou. A alta comissária solicitou que comecem os preparativos para quando o conflito acabe, a fim de evitar que se produzam represálias, vinganças e discriminações, como, em sua opinião, ocorreu em lugares como o Afeganistão e o Iraque. A guerra civil da Síria é a mais longa e letal a ter surgido na onda de levantes que ocorreram no mundo árabe, em 2011. Nesse país oriental, desenvolveu-se um forte elemento sectário, opondo alauitas (ramo do xiismo que controla o país) e sunitas. Novo ataque - O número de vítimas não para de crescer. Um ataque aéreo do regime destruiu ontem um posto de gasolina nos subúrbios de Damasco. Motoristas foram incinerados, de acordo com ativistas, que estimam quase 30 mortos nesse incidente.
As pessoas estavam reunidas no posto porque, nos dias anteriores, havia ocorrido uma falta de gasolina na região, de acordo com ativistas. As informações não puderam ser verificadas pelas agências, já que o regime sírio restringe o trabalho de jornalistas. Sumiço - A família do jornalista norte-americano James Foley divulgou ontem que ele está desaparecido na Síria desde que foi sequestrado, há seis semanas, por homens armados. Nenhum grupo admitiu publicamente a autoria da captura. Foley, de 39 anos, também havia sido capturado na Líbia, há dois anos, enquanto ele registrava o conflito desse país. Segundo sua família, ele foi capturado no norte da Síria, próximo à vila de Taftanaz, em 22 de novembro. Ali, ele vinha contribuindo para a agência France Presse. (Agencias)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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9 MISTÉRIO Modelo brasileira é encontrada morta na China, após ter caído do 14° andar do prédio onde morava. Corpo foi encontrado por colegas que dividiam o apartamento com a cearense, que vivia há seis meses no país.
idades
Brasileira é encontrada morta na China Camila Bezerra, de 22 anos, trabalhava como modelo no país asiático e caiu do 14º andar do prédio onde morava com outras jovens. Polícia chinesa investiga o caso.
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ma modelo brasileira de 22 anos foi encontrada morta anteontem na cidade de Guangzhou, na China. A cearense Camila Bezerra caiu do 14º andar do prédio em que morava com outras jovens, a maioria brasileiras. A polícia chinesa investiga o caso. O corpo da modelo foi encontrado durante a manhã por uma das colegas que percebeu que a janela do banheiro estava aberta. A jovem então olhou para fora e encontrou o corpo da cearense. Segundo uma outra modelo brasileira, que mora no mesmo prédio e pediu para não ter o nome divulgado, Camila havia saído para jantar com alguns amigos na virada do ano e depois foi a uma casa noturna, onde encontrou com ela e outras colegas. A cearense retornou para o apartamento com as amigas, que não perceberam nada diferente. A polícia foi acionada e interditou o apartamento. A perícia esteve no prédio e o local permanecia isolado na noite de ontem (manhã no Brasil), mas ainda não havia informações sobre as investigações. O Itamaraty afirmou que as investigações estão sendo acompanhadas pelo Consulado do Brasil em Cantão. Camila estava na China há cerca de seis meses, mas já ti-
nha estado no país em ocasiões anteriores. "A Camila era uma pessoa muito centrada no trabalho. Ela não saía muito para festas, era religiosa e muito ligada à família. Ninguém consegue entender", disse a amiga. "Ela tinha bebido durante o Réveillon, mas nada demais. Estava rindo, engraçada. Mas sempre falando do namorado. Eles tinham brigado antes e na festa ela não quis falar com ele. Mas uma briga com o namorado não faria ela se matar", disse a colega que esteve com ela na noite de Ano-Novo. O traslado do corpo para Fortaleza será custeado pelo Governo do Ceará. A Casa Civil estimou um gasto de US$ 15 mil para trazer o corpo da modelo. A decisão do governo foi tomada após familiares de Camila apelarem por ajuda, já que não tinham condições financeiras para trazer o corpo para o Brasil. Morte no voo– Uma brasileira de 25 anos morreu na manhã de ontem durante um voo para os Estados Unidos. A aeronave seguia para Dallas, mas precisou fazer um pouso em Houston para o atendimento de uma emergência médica. Segundo a polícia local, no momento em que médicos e policiais entraram no avião perceberam que a mulher já estava morta. (Agências)
Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
Tráfego de veículos ontem de manhã na Rodovia dos Imigrantes: mais um dia de lentidão no retorno para casa após as festas de fim de ano.
Cai número de mortos nas estradas. Lei Seca já prendeu 207 motoristas.
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número de mortes nas estradas de São Paulo caiu 43,9% no feriado de Ano Novo em comparação ao do Natal. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, 23 pessoas morreram nas estradas paulistas entre os dias 28 de dezembro de 2012 e 1º de janeiro deste ano. No Natal foram registradas 41 mortes. A polícia usou o Natal deste ano como base de comparação por ser um período idêntico, de condições cli-
Reprodução/Facebook
Christian Rizzi/Folhapress
Camila Bezerra: causas da morte ainda são desconhecidas pela polícia.
máticas semelhantes e com o mesmo número de dias. A comparação não foi feita tendo como base a passagem de ano 2011/2012, porque naquela ocasião o feriado caiu em um domingo. De acordo com o levantamento, 566 pessoas ficaram feridas em 1.032 acidentes anotados nos 22 mil quilômetros de rodovias estaduais no feriado de Ano Novo. Lentidão – Ontem, foi mais um dia de trânsito intenso e congestionamentos nas ro-
Estudante que matou cartunista deve ser solto
CONDENADO
A Ó RBITA
IPVA
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consulta aos valores do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) de 2013 já está disponível no site da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (www.fazenda.sp.gov.br). O calendário de pagamentos começa a vencer em 11 de janeiro. (Agências)
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efeito de maconha, haxixe e uma mistura de ervas do chamado Santo Daime, ele invadiu a Igreja Céu de Maria, matou o cartunista e o filho dele. De acordo com o Laudo Psiquiátrico e Psicológico de Sanidade Mental, os assassinatos ocorreram em um momento de surto, uma vez que foi diagnosticado que o rapaz é portador de esquizofrenia paranóide – o que o torna incapaz de perceber a gravidade dos seus atos. O surto seguiu, após o duplo homicídio, quando Carlos Eduardo tentou fugir para o Paraguai, armado e dirigindo um carro roubado, e foi preso na fronteira dos dois países. Após quase três anos, um amigo da família, em Goiânia, garante que o passado recente ainda é, efetivamente, um drama e um pesadelo na vida do rapaz - a ser superado. "Tem dia que ele se abate, sente remorso pelas mortes; afinal eram
amigos dele, pessoas de quem gostava e com as quais mantinha convivência", comentou. Dias complicados – O pai do assassino diz que passou por três momentos muito complicados após a morte do cartunista e seu filho, em São Paulo. O primeiro foi no dia do crime. "Pensei que não teria o Cadu vivo. Foi tudo muito complicado", afirmou Grechi Nunes. Depois, houve o dia do julgamento, no Paraná. "Está tudo lá, é inacreditável tudo aquilo, o que ouvi, as fotos, os documentos", lamenta. Por fim, surgiram as dificuldades pós-julgamento. "Passei a viajar, de Goiânia para o Paraná, todo fim de semana. Dormia em hotéis, ficava de avião pra lá e pra cá, comprava os remédios, viajava todo fim de semana. Assumi o meu filho, só queria vê-lo bem, recuperado, saudável. Deixei o trabalho em um plano secundário", afirmou. (Estadão Conteúdo)
Justiça condenou um motoqueiro por roubar a bolsa e os pertences pessoais de uma mulher. A vítima procurou a polícia um mês depois, após reconhecer o suspeito em uma reportagem na televisão. O crime aconteceu em 2010, na zona sul da Capital. Após um mês, a mulher reconheceu o criminoso em uma reportagem exibida na televisão, que mostrava que o homem tinha sido preso por cometer outros roubos na região. A vítima procurou a polícia e identificou o ladrão e a moto. (Folhapress)
Lei Seca – A polícia do Estado de São Paulo já prendeu 207 motoristas por embriaguez ao volante entre os dias 21 de dezembro e 1º de janeiro, com base na nova Lei Seca. A média é de 17 detidos por dia. Desde a mudança na lei, 4.471 motoristas foram abordados e submetidos ao teste do etilômetro (bafômetro). Destes, 870 foram multados por infringirem os limites legais de volume alcoólico permitido. (Folhapress)
LIVRO ROUBADO
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uas mulheres que se passaram por pesquisadoras para furtar um livro raro da biblioteca da Faculdade de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 2006, foram denunciadas pelo crime e podem ser condenadas a até oito anos de prisão. O livro furtado é "Histoire des Oiseaux du Brésil" (História das Aves do Brasil, em francês), de 1852. Ele nunca mais foi localizado. As duas denunciadas negam o crime. A polícia continua tentando localizar o livro. (Estadão Conteúdo)
Carlos Eduardo Cardoso/Estadão Conteúdo
Carlos Eduardo Sundfeld Nunes: assassino sofre de esquizofrenia. arlos Eduardo Sundfeld Nunes, que matou o cartunista Glauco Villas Boas e o filho dele Raoni, ganhará a liberdade no dia 13 de março. É quando termina a medida de segurança de três anos, o máximo previsto pelo Código Penal a portadores de doenças mentais que praticam crimes. "Ele já faz planos para começar uma vida nova", diz o empresário Carlos Grechi Nunes, de 46 anos, pai de Cadu. "Ele quer sair da clínica totalmente curado. O acompanhamento psiquiátrico é que vai definir se a periculosidade dele cessou", enfatizou o pai. "Mesmo assim, nós sabemos que o Eduardo está bem", anima-se. Durante conversa informal com o Estadão Conteúdo, Carlos Nunes comenta que os próximos 75 dias serão de ansiedade para família. Cr im e – O crime ocorreu no dia 12 de março de 2010 em Osasco, na Grande São Paulo (SP). Na época, sob
dovias por causa do retorno das festas de fim de ano. A rodovia Padre Manoel da Nóbrega registrava, no começo da manhã, 35 quilômetros de filas, no sentido São Paulo. A Rodovia dos Tamoios também teve retenção durante a manhã, entre os quilômetros 80 e 68, no sentido de São José dos Campos. O motorista encontrava lentidão ainda na Mogi-Bertioga, Castello Branco e nas principais rodovias federais, como Dutra e Fernão Dias.
INCÊNDIO – Um incêndio de grandes proporções atingiu ontem uma fábrica de óleo lubrificante às margens da Avenida Brasil, na altura de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. Durante toda a manhã, bombeiros dos quartéis de Santa Cruz, Campo Grande e do Distrito Industrial combateram as chamas no local, na Avenida Padre Guilherme Decaminada, número 2.700. Não houve vítimas.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 Reprodução/Guerin Sportivo
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Morre goleiro que parou Pelé
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Até algumas semanas atrás, ele atuava como treinador de goleiros do Peñarol. Com o clube, conquistou recentemente o título de campeão do Torneio Apertura do campeonato nacional. Com a camisa aurinegra, sagrou-se campeão da Copa Lib e r t a d o re s e m u n d i a l e m 1966, vencendo o Real Madrid. Foi o goleiro titular do Uruguai nas Copas do Mundo da Inglaterra, em 1966, e México, em 1970. Neste último Mundial, esta-
va na equipe que enfrentou o Brasil, nas semifinais. Em um dos famosos lances da partida, tomou um drible de corpo de Pelé na entrada da área, mas o 'Rei' acabou finalizando para fora. No mesmo jogo, cobrou mal um tiro de meta, e o camisa 10 brasileiro emendou de primeira, mas Mazurkiewicz se recuperou encaixando a bola. Apesar dos esforços do goleiro, o Brasil acabou vencendo aquela partida por 3 a 1. Clodoaldo, Jairzinho e Rivelli-
no marcaram os gols da vitória dos futuros campeões do mundo, de virada, após Cubilla abrir o placar. Apelidado de Chiquito e com apenas 1,79 m de estatura, ele foi revelado no Racing de Montevidéu, antes de defender o Peñarol, também jogou no Granada, da Espanha, no Cobreloa, do Chile, e no América de Cáli, da Colômbia, antes de retornar ao time aurinegro da capital uruguaia, que defendeu até o fim da carreira, em 1981. (Folhapress)
Petr Josek/Reuters
amoso por dois lances históricos em que Pelé não marcou gol, o exgoleiro uruguaio Ladislao Mazurkiewicz faleceu na madrugada de ontem, em Montevidéu, aos 67 anos. Ele estava internado num hospital há cerca de duas semanas com problemas respiratórios, aos quais se somaram complicações renais. Reverenciado como um dos melhores goleiros da história, Mazurkiewicz defendeu o Atlético-MG entre 1971 e 1974.
E STUDO
Parar de fumar diminui ansiedade
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sucesso após seis meses relataram ter sentido uma redução dos seus níveis de ansiedade. A diminuição foi mais intensa entre aqueles que fumavam por transtornos de humor e ansiedade do que entre os que fumavam por prazer. Os pesquisadores afirmam que os resultados devem ser usados para tranquilizar os fumantes que tentam parar, já que mostram que as preocupações com o aumento dos níveis de ansiedade são infundadas.
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Um estudo feito na Inglaterra com fumantes que estavam tentando abandonar o cigarro revelou que os que conseguiram deixar o tabagismo tiveram uma diminuição "significativa" de seus níveis de ansiedade. A pesquisa, divulgada pela publicação científica British Journal of Psychiatry, acompanhou quase 500 fumantes que frequentam clínicas do sistema público de saúde britânico para parar de fumar. Os 68 dos que tiveram
TRADIÇÃO - Cabo elétrico fica lotado de tênis velhos jogados por jovens skatistas no parque Letna, em Praga, capital da República Tcheca. 'Enfeite' virou uma tradição no local.
C A R T A Z
DESENHO
BORBOLETA A marca de gravatas borboletas Two Guys inovou ao lançar um produto pra lá de original, misturando tecido com madeira. Veja modelos e preços no site www.wooden bowties.com.
L OTERIAS
Exposição Mikron apresenta desenhos do artista plástico Paulo Sayeg. Caixa Cultural. Praça da Sé, 111, tel.: 3321-4400. Grátis.
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S ÃO SILVESTRE
Polícia investiga morte de cadeirante A morte do cadeirante Israel Cruz Jackson de Barros, 41, durante a corrida de São Silvestre, será investigada como homicídio culposo (sem intenção de matar) pela polícia. A intenção é apurar para saber se houve e de quem seria a responsabilidade pelo acidente, diz o delegado Rodrigo Celso Alasmar. A perícia é que vai determinar se houve, por
exemplo, falha na escolha do trajeto ou mesmo na cadeira usada por Barros. Mas há ainda outras possibilidades levantadas pela polícia. Barros saiu às 6h50 com outros sete cadeirantes na largada especial para portadores de deficiência. Às 7h, ele se chocou contra o muro do estádio do Pacaembu ao descer a rua Itajobi, continuação da rua Major Natanael.
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Mão na roda Pensando naqueles que não usam capacete porque não querem ficar carregando-o depois, a empresa Overade lançou um produto dobrável (em três partes) que cabe na palma da sua mão. Deve chegar ao mercado ainda este ano. http://designyoutrust.com/2013/01/overade-folding-helmet
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11 MILHO Exportações recordes em 2012: 19,77 milhões de toneladas.
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LUZ DO GOVERNO Economia com redução da conta de luz será de R$ 300 milhões
Comércio fecha 2012 com alta de 2,75% Crescimento do varejo no ano passado é considerado bom por superar de longe a estimativa de menos de 1% para o avanço do PIB brasileiro
Paulo Pampolim/Hype
Hélvio Romero/ EC - 23.12.12
Fátima Lourenço
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varejo paulistano cresceu 2,75% em 2012, ante 2011, se mantendo dentro das expectativas anunciadas recentemente pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A variação resulta da média entre as vendas a prazo e as transações à vista, com altas, respectivamente, de 2,7% e 2,8%, na mesma base de comparação. Os dados da inadimplência de igual período apontam para a recuperação do crédito da pessoa física junto ao comércio da capital paulista, com crescimento de 7,1% nos novos registros e de 10,3% no indicador de recuperação das dívidas em atraso. "O comportamento anual das vendas do varejo em 2012 já era esperado, apesar dos incentivos monetário e fiscal do governo, devido ao impacto negativo da crise mundial", comenta Emilio Alfieri, do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV/ACSP), responsável pela elaboração do estudo. O balanço resulta da análise de uma amostra de dados da Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). "À crise internacional de crédito se somaram a quebra da safra agrícola no Brasil e nos Estados Unidos (com inflação dos alimentos) e também o endividamento das famílias, que provocou queda da renda disponível para as compras de bens duráveis", acrescenta Alfieri. Recuperação – Esse conjunto de favores retardou, segundo análise do economista, o efeito que se esperava das medidas do governo para incentivar o consumo ao longo do ano. Ele aposta, porém, na melhora da performance do comércio em 2013, ainda que a crise do crédito continue. Pesarão a favor, opina, a manutenção dos estímulos do governo; as boas perspectivas para a safra agrícola; e as campanhas de renegociação das dívidas. "São fatores que poderão reverter, ainda que parcialmente, os aspectos negativos".
Presentes de menor valor foram predominantes no Natal de 2012 O economista estima que o comércio paulistano crescerá de 4% a 5%, se o Produto Interno Bruto (PIB) avançar 3%. Alfieri comenta que o comércio de São Paulo tende a crescer menos que os de outras regiões do País, consideradas mercados emergentes. "A capital é considerada um polo maduro e é muito influenciada pela performance da produção industrial", justifica. Natal – O balanço divulgado ontem pela ACSP mostra que a movimentação do varejo em dezembro de 2012 praticamente repetiu a performance acumulada nos primeiros quinze dias daquele mês – sempre na comparação ante iguais períodos de 2011. O crescimento mensal das vendas a prazo se manteve em 0,1% (repetindo o índice da quinzena), com melhora nas transações à vista, 6% maiores que as de dezembro de 2011 (na quinzena, o indicador acumulou alta de 5,7%). De acordo com Alfieri, o resultado sinaliza que os presentes de menor valor foram predominantes no Natal de 2012, com destaque para artigos de vestuário, variedades, produtos de beleza, além do estímulo das liquidações após o dia 25. "Esperávamos uma reação mais positiva, com a proximidade do Natal (em relação aos primeiros 15 dias de dezembro), porém, o feriado prolongado do final de ano neutralizou essa expectativa para o fechamento do mês", justifica.
Inadimplência – O economista analisa que os dados sobre a inadimplência de dezembro (ante igual mês de 2011) indicam que o consumidor não utilizou a segunda parcela do 13º salário para renegociar dívidas, mas sim para fazer compras de pequeno valor. Apesar disso, ressalva, o fato da variação de 0,4% nos registros cancelados (detalhes no quadro abaixo) ser menor que o salto de 8% dos novos registros, não altera o ambiente propício à recuperação do crédito. "O número de carnês renegociados (592 mil) foi maior, em termos absolutos, do que o de novos registros de carnês em atraso (524 mil)", detalha Alfieri. O que aconteceu, explica o economista, é que a variação de 0,4% se dá sobre uma base mais forte – 589 mil registros cancelados em dezembro de 2011. Ao contrário dos registros recebidos naquela ocasião (485 mil ). O economista lembra, ainda, que a taxa anual de inadimplência líquida – total de registros recebidos menos cancelados dividido pelo número de consumidores – de 5,3% em 2012, não é tão boa como a de 2010 (5,1%), mas está inferior à de 2011 (de 5,7%). O recorde da respectiva taxa se deu em 2009, "ano da eclosão da crise internacional de crédito", quando ela bateu em 6,9%. O ideal, vale lembrar, é que essa taxa se mantenha sempre abaixo de 5%. "Podemos dizer que hoje ela está sob controle", afirma Alfieri.
Desempenho do comércio Em % Vendas a prazo Vendas à vista
Rua 25 de março na véspera do Natal: dados da Boa Vista Serviços, administradora do SCPC, mostram alta de 2,7% nas vendas a prazo e de 2,8% nos negócios à vista.
Registros recebidos Registros cancelados
0,1 23,6 6 54,6 Dados sobre inadimplência 8 - 16,1 0,4 7,7
2,7 2,8 7,1 10,3
Fonte: Boa Vista Serviços (elaboração IEGV/ACSP).
Indústria brasileira desacelera
Standard & Poor's estima PIB de 3,5% na AL
Jonne Roriz/Estadão Conteúdo
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ritmo de expansão do setor industrial brasileiro desacelerou em dezembro, em meio a um aumento moderado nos volumes de pedidos recebidos, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada ontem. Em dezembro, o PMI compilado pelo instituto Markit atingiu 51,1, ante 52,2 em novembro, permanecendo acima da marca de 50 que separa crescimento de retração pelo terceiro mês seguido. As últimas leituras do PMI corroboram a perspectiva de que a economia brasileira acelerou o passo no quarto trimestre, embora ainda não de forma suficiente para sustentar a perspectiva de que a recuperação veio para ficar. Um dos segmentos que vinha mostrando maior dificuldade de recuperação
Instituto Markit identifica crescimento lento na produção industrial devido à crise mundial, a produção industrial voltou a subir em outubro, avançando 0,9% frente a setembro, embora ainda haja sinais de que os investimentos no setor não estão se recuperando. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulga em 4 de janeiro os dados de novembro sobre a produção industrial.
De acordo com o Markit, as indústrias indicaram aumento no volume de entrada de novos trabalhos no mês passado, na terceira alta mensal seguida, em meio a uma demanda mais forte. Entretanto, a taxa foi apenas moderada e mais lenta do que em novembro, quando havia atingido recorde de alta em 21 meses. Por outro lado, foi registrado crescimento
nas vendas para exportação pela primeira vez em 21 meses, ficando acima da marca de 50 pela primeira vez desde março de 2011. Menos funcionários – A atividade de compra também mostrou expansão, pelo segundo mês seguido, em meio à perspectiva de aumentos na demanda, embora o Markit tenha destacado que a taxa desacelerou em relação a novembro. Em relação aos níveis de emprego, no mês de dezembro 6% dos entrevistados indicaram números mais baixos de funcionários, com relatos de falta de reposição de pessoas que se demitiram. Ainda assim, os pedidos em atraso diminuíram, embora no ritmo mais lento em quatro meses. Segundo o Markit, os negócios inacabados têm recuado em cada um dos últimos nove meses. (Reuters)
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agência de classificação de risco Standard & Poor's estima que o crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) na América Latina acelere para 3,5% em 2013, ante um número perto de 2,5% em 2012. O crescimento do PIB da região será, essencialmente, baseado na recuperação da economia brasileira e o esforço do Brasil em dirigir o foco em investimento no médio prazo deverá dar suporte para um PIB mais elevado. De acordo com análise intitulada 'crescimento econômico na América Latina deverá avançar levemente em 2013', "a aceleração da região é, essencialmente, baseada na recuperação no Brasil, onde estímulos fiscal, monetário e de crédito e o esforço para dirigir o foco para a perspectiva de investimento no médio prazo deverão, gradualmente, dar suporte para PIB e demanda doméstica mais elevados", escreveu a analista de crédito Lisa Schineller.
"Para o México, cuja economia é bastante ligada à economia dos Estados Unidos, projetamos que o crescimento será levemente mais baixo, particularmente à medida que a economia sentir os efeitos de uma produção industrial norte-americana mais moderada". Para grande parte dos países menores na região, diz a analista, como Colômbia, Chile, Peru e Panamá, a S&P prevê crescimento do PIB praticamente constante em 2013, em taxas mais ou menos semelhantes às registradas em 2012. "O esperado avanço na América Latina é, no entanto, de expansão abaixo da média de 3,7% dos últimos 10 anos", cita Lisa. Em comparação ao ano passado a expectativa é de melhora gradual ao longo do ano. A S&P projeta crescimento do PIB dos EUA um pouco acima de 2%, estima média do crescimento da zona do euro em -0,1% e do PIB chinês em quase 8% para o ano corrente. (Estadão Conteúdo)
12 -.ECONOMIA
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e Superávit comercial: queda de 34,76%. Segundo alguns concessionários, além do IPI, a Volkswagen informou que deve reajustar a tabela dos carros novos em até 2%.
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Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o resultado da balança comercial de 2012 foi o pior nos últimos dez anos
A
balança comercial ceram, registrando increbrasileira encerrou mento de 1,5%. o ano de 2012 com A China e os Estados Unidos u m s u p e r á v i t d e lideraram o ranking de princiUS$ 19,438 milhões, resulta- pais parceiros comerciais do d o d a s e x p o r t a ç õ e s d e Brasil no ano passado. O país US$ 242,580 bilhões e impor- asiático comprou US$ 41,2 bitações de US$ 223,142 bi- lhões em produtos brasileiros lhões. O resultado foi 34,76% e o s n o r t e - a m e r i c a n o s , inferior ao de 2011, quando o US$ 26,8 bilhões. Em terceiro superávit comercial do País lugar, ficou a Argentina, com foi de US$ 29,797 bilhões. a compra de US$ 18 bilhões Segundo a série histórica do em produtos, seguida pelos Ministério do Desenvolvimen- Países Baixos, que comprato, Indústria e Comércio Exte- ram US$ 15 bilhões, e o Japão, rior (MDIC) foi o pior saldo dos US$ 8 bilhões. últimos dez anos. A informaOs dados mostram, no enção foi dada pela secretária de tanto, que o Brasil perdeu venComércio Exterior e ministra das para alguns dos principais interina do MDIC, Tatiana Pra- compradores em 2012. As exzeres. Em 2002, a balança co- portações para a Argentina mercial brasileira fechou em caíram 14,1% no ano e as para US$ 13,1 milhões. a China recuaram 7%. Houve Com relação a de 2011, na alta somente nas vendas para média diária por dia útil, as os Estados Unidos, de 3,5%. vendas externas sofreram Segundo o ministério, isso dequeda de 5,3% veu-se à comem 2012 e o pra por parte volume impordos EUA de protado caiu dutos siderúr1,4%. No resulgicos, etanol, tado anual das aeronaves e exportações, p a r t e s , e l ebilhões de dólares caíram as ventroeletrônicos, foram gastos pela das de produquímicos orgâtos semimanuChina com produtos nicos, pedra, faturados madeira, autobrasileiros em 2012. móveis e par(8,3% ante 2011), básicos tes, fumo, Os EUA ocupam a ( 7 , 4 % ) e m aobras de ferro segunda posição, nufaturados fundido, couro, com US$ 26,8 bi. (1,7%). Entre peles e cereais. os semimanuNo mês de defaturados, pozembro, as exdem ser citados como exem- portações superaram as implos de queda, o ferro fundido portações em US$ 2,250 mie a celulose. lhões. No último mês do ano, A soja, o café (em grão) e o as vendas para o exterior atinminério de ferro são alguns giram US$ 19,749 milhões e as dos produtos básicos cujas compras de importados ficav e n d a s e x t e r n a s c a í r a m . ram em US$ 17,499 milhões. Quanto aos manufaturados, Na média diária por dia útil, produtos com maior grau de as exportações caíram 1,8% industrialização, houve queda e m c o m p a r a ç ã o a s d e d eno comércio de automóveis, zembro de 2011, e 3,5% em açúcar refinado e autopeças. relação as de novembro de Nas importações, caíram 2012. Já as importações reas compras de combustíveis gistraram crescimento de e lubrificantes (2,4%), maté- 5% ante as de dezembro de rias-primas (2,2%) e de bens 2011, mas caíram 15,3% na de consumo (1,8%). As com- comparação com novembro pras de bens de capital cres- de 2012. (Agências)
41,2
Exportações de petróleo crescem 50% em volume
A
s exportações de petróleo do Brasil cresceram cerca de 50% em dezembro em relação ao volume embarcado em novembro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados ontem. Mas o total de 3,31 milhões de toneladas do mês de dezembro ficou um pouco abaixo das 3,54 milhões de toneladas registradas um ano antes. Em novembro de 2011, os embarques somaram 2,2 milhões de toneladas. Os preços do petróleo exportado em
dezembro variaram pouco ante novembro e dezembro de 2011, com a tonelada cotada em US$ 700, de acordo com a média diária calculada pela Secex. O preço ficou 1,8% abaixo do praticado em novembro, praticamente a mesma variação em relação a dezembro do ano passado. O valor total das exportações em dezembro atingiu US$ 2,31 bilhões, ante US$ 1,57 bilhões registrados em novembro e US$ 2,52 bilhões em dezembro de 2011. (Reuters)
Valter Campanato/ABr
Caixa suspende recursos à MRV
A
A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, anunciou superávit de US$ 19,438 milhões em 2012
Carros novos terão reajuste
D
epois de registrar em 2012 o sexto recorde seguido em vendas, o ano começa com reajuste nos preços dos carros novos. Além do repasse do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) – cuja alíquota passa a subir gradualmente –, algumas marcas vão reajustar as tabelas com a justificativa de "realinhamento", ou seja, recomposição de custos. Como a maioria das concessionárias tem estoques de carros faturados no ano passado, o consumidor ainda vai encontrar modelos com preços sem reajuste nas próximas semanas. Revendas das quatro maiores fabricantes (Fiat, Volkswagen, GM e Ford), consultadas ontem, informaram que seus estoques variam de 10 a 30 dias. Já os automóveis que forem faturados a partir desta semana vêm com IPI maior. Carros 1.0, que estavam com alíquota zero, passam a recolher 2%. Aqueles com motor entre 1.1 e 2.0 flex pagam 7% (ante 5,5% até dezem-
bro) e as versões a gasolina recolhem 8% (ante 6,5%). Segundo alguns concessionários, além do IPI, a Volkswagen informou que deve reajustar a tabela em até 2%. Para um modelo Fox que custa R$ 34 mil, por exemplo, só o repasse do IPI representa alta de R$ 680. Sem definição – Concessionários Fiat também esperam aumento neste mês, mas ainda não têm índices definidos. Lojistas da General Motors e da Ford aguardam comunicado das montadoras para os próximos dias. No ano passado, o reajuste médio dos preços dos carros zero quilômetro ficou abaixo da inflação. Em dezembro, as vendas de veículos novos somaram 359,4 mil unidades – segundo melhor resultado para o mês, atrás de 2010, com 381,5 mil unidades. O resultado é 15,2% a mais que o de novembro. No ano todo foram comercializados 3,8 milhões de veículos, incluindo caminhões e ônibus, segundo
fontes do mercado. O resultado é 4,65% maior que o de 2011 e um novo recorde para o setor. Para este ano, a Anfavea projeta novo aumento nas vendas, de 3,5% a 4,5%, com números entre 3,94 e 3,98 milhões de unidades. No início de 2012, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projetou aumento de 4% a 5% nas vendas totais do ano. Em dezembro, o presidente da entidade, Cledorvino Belini, estimou alta de 4,9%. Na ocasião, o governo ainda não havia anunciado a manutenção do corte do IPI, ainda que não integral. O imposto permaneceu reduzido durante sete meses. Entre abril e junho, a alíquota volta a subir para 3,5% para carros 1.0, para 9% para modelos 1.1 a 2.0 flex e para 10% naqueles a gasolina. No mês de julho, o IPI volta a ser cobrado integralmente: 7% para os 1.0 e 11% e 13% para aqueles até 2.0 flex e a gasolina, respectivamente. (Estadão Conteúdo)
Ivan Ribeiro/ Folhapress
No ano passado, o reajuste médio dos preços dos carros zero quilômetro ficou abaixo da inflação
Caixa Econômica Federal suspendeu ontem a concessão de novos financiamentos à MRV Engenharia após uma das filiais da construtora mineira ter sido incluída em atualização de cadastro do Ministério do Trabalho de empregadores submeteram funcionários a condições análogas às de escravo. Em comunicado, a MRV afirmou que a inclusão – ocorrida na última semana de dezembro – é referente a uma fiscalização conduzida em 2011, "em que foram identificadas supostas irregularidades promovidas por uma empresa terceirizada que prestava serviços para a MRV, a qual não trabalha mais para a companhia desde 2011". Segundo informações do Ministério do Trabalho, em fiscalização realizada no início de 2011 foram resgatados 11 trabalhadores que atuavam na obra do Edifício Spazio Cosmopolitan, em Curitiba (PR). "A MRV contratou parte dos trabalhadores por intermédio de empresas empreiteiras fornecedoras de mão de obra (terceirização ilícita), dentre as quais a V3 Construções, objeto da ação fiscal e flagrada mantendo trabalhadores em regime de escravidão contemporânea", informou a assessoria do Ministério. Os 11 autos de infração lavrados em desfavor da MRV incluem ausência de registro dos trabalhadores, alojamento sem condições adequadas de conservação, higiene e limpeza, e ausência de local para refeições no canteiro de obras e de instalações sanitárias. Em agosto passado, a MRV já havia tido dois projetos incluídos na lista do Ministério do Trabalho: Residencial Parque Borghesi, em Bauru, e Condomínio Residencial Beach Park, em Americana, ambos no interior de São Paulo. (Reuters)
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Empresas precisam agir com cautela diante dos desafios da economia global Issa Jouaneh, gerente geral de eventos do American Express
conomia
Passageiro Vip
Eventos locais e exclusivos Paulo Pampolin / Hype
gerente geral de eventos do American Express. Para otimizar o retorno sobre o investimento, as companhias querem ampliar a visão daquilo que gastam, entender melhor porque realizam os seus encontros e quem são os participantes, assim como mensurar se os objetivos foram realmente atingidos. Tendência – Um dos primeiros reflexos da nova realidade é a realização de maior número de eventos locais. Esta tendência se confirma pela definição dos cinco principais destinos de cada região para
seus encontros. Assim, as empresas dos Estados Unidos devem optar, em ordem decrescente, por Orlando, Washington, Las Vegas, Miami e Chicago. Na Europa, a escolha recai em Londres, Paris, Amsterdam, Barcelona e Bruxelas. Na Ásia, Shanghai, Cingapura, Sidney, Beijing e Bangcoc. E na América do Sul e Central, os favoritos são Riviera Maia / Cancun, Rio de Janeiro, San Juan, Buenos Aires e Punta Cana. Além da ênfase por eventos locais e regionais, na busca pela redução de custos, há
uma tendência a escolher locais exclusivos para eventos, de restaurantes a aquários. A preocupação crescente com a segurança e a estabilidade política do destino deve se traduzir nas empresas optarem por hotéis de marcas renomadas que ofereçam m e l h o r e s c o n d ições de segurança aos participantes. Já a aprovação de despesas deve se tornar cada vez mais difícil, pois dependem da disponibilidade dos resultados financeiros. Isto deve provocar não só prazos menores para organizar eventos como impactar negativamente na hora de negociar tarifas com hotéis da região. Finalmente, o estudo reconhece o papel crescente das mídias sociais, tanto na conexão dos organizadores de eventos com os participantes como estes entre si, seja nas sessões educacionais durante o evento, seja as que ocorrem após a sua realização.
Fernando Cavalcanti
Divulgação
P
ara quem atua na imensa cadeia produtiva de eventos corporativos, eis uma fotografia do setor em 2013, segundo recente avaliação global feita pelo American Express. Diante de um cenário econômico difícil com custos galopantes e orçamentos espremidos, mais do que nunca as empresas querem fazer mais com menos. O estudo é otimista em relação à Ásia, graças a um crescimento da economia que permitirá maior número de eventos e ampliação de gastos. Já na América do Norte a situação dos eventos de 2012 deve se repetir por conta de um panorama incerto. O quadro é mais sombrio na Europa, com a redução da atividade causada pela crise atual e instabilidade política de alguns países. Quanto à América do Sul e Central, a previsão é de apenas um ligeiro declínio nos gastos. Com base em dados e entrevistas com profissionais, entre planejadores, compradores e fornecedores de eventos, o estudo identificou as principais tendências para 2013 e quais as táticas que deverão ser adotadas para reduzir custos e melhorar a eficiência. “As empresas consideram que essa atividade é fundamental para ampliar o crescimento de renda e promover mudanças de gestão, mas reconhecem que precisam agir com cautela diante dos desafios da economia global”, afirma Issa Jouaneh,
O
diretor da Shift Mobilidade Corporativa é carioca de nascimento, mas veio para São Paulo aos cinco anos, ao se mudar com a família para a capital. Em 1998, aos dezoito anos, começa a trabalhar, primeiro como produtor de eventos, como o Carnasampa. Formado em Administração e Hotelaria, e pósgraduado em Gestão de Vendas, depois de alguns anos atuando em hotéis, em 2004 entra para a locadora de veículos Landauto, seguido por uma rápida consultoria na área comercial.
Em sua ocupação atual, à frente do escritório da Shift no Rio de Janeiro, ele juntou a fome com a vontade de comer: "Meu projeto pessoal sempre foi voltar para o Rio de Janeiro, pelo qual sou apaixonado. Quero ajudar a cidade a chegar ao padrão do turismo internacional, tanto para negócios quanto para lazer", diz. Para ele, o grande diferencial é capacitar a mão de obra para o turismo: "Não é preciso grandes investimentos, mas sim conscientizar as pessoas de quem são os clientes e o que fazem na cidade", conclui Cavalcanti.
Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br
Santos: previsão recorde de cargas. A Codesp estima um movimento de 109 milhões de toneladas no ano, um crescimento de 5,8% na comparação com o total calculado para 2012.
O
Porto de Santos, o principal do País, deverá registrar um novo recorde de movimentação de cargas em 2013, em 109 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 5,8% na comparação com o total projetado para 2012, previu ontem a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). "As expectativas para 2013 consideram um cenário econômico mundial em processo de recuperação gradual", afirmou em nota oficial a Codesp, que administra o Porto de Santos. As exportações por Santos estão estimadas em 75,78 milhões de toneladas (aumento de 5,7% ante 2012), enquanto as importações em 2013 estão previstas em 33,28 milhões de toneladas (alta de 6% ante os resultados obtidos do ano passado). Excedente – Os embarques de açúcar por Santos, por onde se escoa a maioria do adoçante exportado pelo maior exportador global da commodity, deverão crescer 5,3%, para 17,3 milhões de toneladas, disse a Codesp, lembrando que o centro-sul terá um importante excedente exportável. O açúcar é o produto mais movimentado pelo complexo portuário santista. Os embarques de soja (em grão e peletizada) estão estimados neste ano em 15,2 milhões de toneladas, aumento de 11,2% na comparação com o ano passado. "As projeções positivas para a soja em grão se devem às
Ricardo Nogueira/Folhapress
Para 2012, a Codesp estima que as exportações pelo Porto de Santos atingiram 71,6 milhões de toneladas e as importações, 31,4 milhões de toneladas. Assim, a movimentação de carga cresceu 6% ante o ano passado.
expectativas favoráveis para a safra 2012/2013", disse a companhia, lembrando ainda que as perspectivas indicam uma produção recorde para o Brasil na temporada atual. O País poderá assumir ocupar a liderança global na exportação da oleaginosa, lembrou a Codesp citando dados da Associação Brasileira de Óleos Vegetais (Abiove). Já a movimentação de contêineres deverá crescer 9%
ante 2012, totalizando 36,5 milhões de toneladas. Balanço de 2012 –Para o fechamento do ano de 2012, a Codesp estima que as exportações pelo Porto de Santos totalizem cerca de 71,6 milhões de toneladas e as importações, 31,4 milhões de toneladas. Os sólidos a granel devem responder por 49 milhões de toneladas. Assim, a movimentação de carga cresceria 6% ante 2011. Para o diretor de Desenvolvimento
Comercial Carlos Kopittke, o bom desempenho operacional do Porto de Santos em 2012, mesmo diante do cenário de crise internacional, decorre do crescimento nos embarques de grãos, especialmente milho, "refletindo a conjunção de safras nacionais excepcionais e a manutenção dos preços internacionais em patamares elevados, em decorrência de quebras de safras em importantes países produtores".
O diretor destacou que, por duas vezes em 2012, a movimentação de cargas, no mês, suplantou a marca de 10 milhões de toneladas e estabeleceu seis novos recordes mensais. Na modalidade de granéis sólidos, os destaques em 2012 ficaram com o açúcar (16,4 milhões de toneladas; a granel mais sacaria), o complexo soja (13,7 milhões de toneladas) e o milho (9 milhões de toneladas). (Reuters)
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ECONOMIA/LEGAIS - 15
e Recessão marca Natal na zona do euro O setor industrial da zona do euro permaneceu em uma forte contração no final do ano. Portanto, a recessão da região deve ter se aprofundado. Chris Williamson, economista-chefe do Markit
conomia
A atividade industrial nos paĂses da moeda comum desacelerou ainda mais em dezembro passado, sugerindo o agravamento dos problemas econĂ´micos. Jon Nazca/Reuters Adriano Ishibashi/EstadĂŁo ConteĂşdo
Protestos na Espanha contra a ajuda do governo aos bancos. PaĂs tem indĂşstrias fechadas e aumento do desemprego.
O empresĂĄrio Eike Batista: prejuĂzo de US$ 10,1 bilhĂľes.
Eike foi o rico que mais perdeu em 2012
O
empresĂĄrio Eike Batista foi o bilionĂĄrio que mais perdeu dinheiro em 2012, ao ver sua fortuna diminuir US$ 10,1 bilhĂľes no ano passado, segundo ranking da agĂŞncia de notĂcias Bloomberg. O brasileiro ocupa agora o 75Âş lugar do ranking, com um patrimĂ´nio lĂquido de US$ 12,4 bilhĂľes, apĂłs chegar a ter US$ 34,5 bilhĂľes e a ocupar a 8ÂŞ colocação no ranking em 27 de março. HĂĄ um ano, Eike tinha prometido se tornar o homem mais rico do mundo em 2015 – posto que continua a ser ocupado pelo mexicano Carlos Slim, empresĂĄrio das telecomunicaçþes que detĂŠm a mexicana America Movil e a brasileira Claro, entre outras empresas. Ao contrĂĄrio de Eike, a fortuna do mexicano cresceu 21,6% – US$ 13,4 bilhĂľes – no ano passado, a segunda maior alta em dĂłlares. O espanhol Amancio Ortega, fundador da Inditex, que controla a Zara, foi o maior vencedor do ano passado. Sua fortuna cresceu de US$ 22,2 bilhĂľes para US$ 57,5 bilhĂľes – alta de 66,7%. As cem pessoas mais ricas do planeta segundo
a Bloomberg ficaram ainda mais ricas em 2012, somando US$ 241 bilhĂľes ao montante no ano passado. Em 31 de dezembro, elas tinham US$ 1,9 trilhĂŁo. Dos cem bilionĂĄrios que apareceram no ranking final de 2012 da agĂŞncia, apenas 15 pessoas registraram prejuĂzo lĂquido em sua fortuna alĂŠm de Eike. "O ano passado foi um grande ano para bilionĂĄrios do mundo", disse John Catsimatidis, proprietĂĄrio da Red Apple Group, em email escrito de seu BlackBerry em uma piscina nas Bahamas. "Em 2013, eles vĂŁo continuar Ă procura de investimentos em todo o mundo", disse. ApĂłs vender uma participação de 5,63% no grupo EBX ao fundo Mubadala Development e ver suas companhias perderem valor de mercado no passado, o brasileiro Eike Batista caiu para a terceira posição entre os mais ricos do Brasil. O posto de brasileiro mais rico do ranking pertence agora ao banqueiro Jorge Paulo Lemann, na 37ÂŞ colocação, com uma fortuna de US$ 18,8 bilhĂľes. A segunda mais rica ĂŠ Dirce Camargo, da construtora Camargo Correa. (Folhapress)
A
desaceleração da atividade industrial da zona do euro se aprofundou em dezembro uma vez que as novas encomendas caĂram, mostrou ontem a pesquisa Ă?ndice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglĂŞs), sugerindo que a recessĂŁo da economia europeia pode ter se ampliado no Ăşltimo trimestre de 2012. O setor industrial ajudou a tirar o bloco de 17 paĂses da Ăşltima recessĂŁo, mas PMIs mostraram que a Irlanda foi o Ăşnico membro do bloco monetĂĄrio a registrar crescimento em dezembro. O PMI compilado pelo Markit recuou para 46,1 em dezembro ante 46,2 em novembro. A leitura final de dezembro ficou abaixo ainda da preliminar de 46,3. O Ăndice estĂĄ abaixo da marca de 50 que divide crescimento de contração desde agosto de 2011. "O setor industrial da zona do euro permaneceu em uma forte contração no final do ano. Portanto a recessĂŁo da regiĂŁo deve ter se aprofundado, possivelmente de forma bastante significativa, no Ăşltimo trimestre", disse o economista-chefe do Markit, Chris Williamson. O Ăndice de produção caiu para 46,0 em dezembro ante 46,1 em novembro e, conforme a atividade continuou em queda, as fĂĄbricas reduziram suas forças de trabalho a um ritmo mais rĂĄpido do que no mĂŞs anterior. A Alemanha, maior econo-
Vendas de carros caem na Espanha
A
s vendas de automĂłveis novos na Espanha caĂram 13,4% em 2012 na comparação anual, disse ontem o porta-voz da associação de fabricantes – Anfac. As vendas de carros diminuĂram 23% em dezembro ante o mesmo perĂodo do ano anterior, apĂłs recuo de 20,3% em novembro de 2012, informou a entidade espanhola. "Espera-se que o mercado de carros novos em 2013 seja similar ao visto em 2012", acrescentou o porta-voz. De acordo com a Anfac, o subsĂdio do governo espanhol para novos carros, introduzido em outubro para estimular o mercado atingido pela crise econĂ´mica, garantiu uma queda nas vendas menor que a prevista. A indĂşstria automobilĂstica espanhola tem sido fortemente atingida pela prolongada crise econĂ´mica e as vendas de carros foram ainda mais prejudicadas com as medidas de austeridade do governo local. (Reuters)
PREFEITURA DO MUNICĂ?PIO DE BRAGANÇA PAULISTA AVISO DE ABERTURA DE LICITAĂ‡ĂƒO Acha-se aberto na Prefeitura do MunicĂpio de Bragança Paulista, o seguinte certame licitatĂłrio: CONCORRĂŠNCIA PĂšBLICA 005/2012 OBJETO: CONTRATAĂ‡ĂƒO DE EMPRESA ESPECIALIZADA PARA EXECUĂ‡ĂƒO DE OBRAS DE DESASSOREAMENTO DO LAGO DO TABOĂƒO ATRAVÉS DE DRAGAGEM SELETIVA E MONITORADA E DESTINAĂ‡ĂƒO E TRATAMENTO DOS RESĂ?DUOS EM Ă REA DE BOTA-FORA, APĂ“S PRÉVIA SECAGEM DATA DE ABERTURA: 06.02.2013, Ă s 09:30 horas VISITA TÉCNICA: ATÉ 01.02.2013 GARANTIA PARA LICITAR: ATÉ 05.02.13 Os editais completos estĂŁo disponĂveis no BalcĂŁo da DivisĂŁo de Licitação, Compras e Almoxarifado. As informaçþes poderĂŁo ser obtidas na DivisĂŁo de Licitação, Compras e Almoxarifado da Prefeitura Municipal, sita Ă Avenida Antonio Pires Pimentel, nÂş 2.015, Centro, ou por tel: (11) 4034-7056, em dias Ăşteis das 09:00 Ă s 16:00 horas. Bragança Paulista, 28 de dezembro de 2012. JOĂƒO ALBERTO SIQUEIRA DONULA SECRETĂ RIO MUNICIPAL DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO
COMÉRCIO VAREJISTA DE COMBUSTĂ?VEIS FIG LTDA. torna pĂşblico que requereu da CETESB a Licença PrĂŠvia para ComĂŠrcio Varejista de CombustĂvel, sito Ă Rua Jurupari, 850, Jardim Oriental, Cep: 04348-070 SĂŁo Paulo /SP. 2'4('%6 /#4%'0#4+# /106#)'/ ' +056#.#cÂŹ1 '+4'.+ /' .6&# VQTPC R}DNKEQ SWG TGEGDGW FC %'6'5$ C TGPQXCnlQ FC .KEGPnC FG 1RGTCnlQ PÂ? XCNKFC CVo RCTC HCDTKECnlQ FG HGTTCOGPVCU KPFWUVTKCKU FG RTGEKUlQ UKVQ i 4WC (TCPEKUEQ /GPGIJGVVG 0WENGQ 4GUKFGPEKCN +UCDGNC 6CDQlQ FC 5GTTC 52
mia da Europa, viu seu setor industrial encolher pelo 10Âş mĂŞs seguido e a um ritmo mais rĂĄpido do que em novembro, enquanto dados da França mostraram uma queda em 16 dos Ăşltimos 17 meses. O recuo na Espanha se aprofundou no mĂŞs passado, enquanto o Ăndice da ItĂĄlia permaneceu abaixo de 50 pelo 17Âş mĂŞs. A zona do euro caiu no ano passado em sua segunda recessĂŁo desde 2009 e a economia da regiĂŁo deve ter contraĂdo de novo no quarto trimestre, de acordo com pesquisa da Reuters. A expectativa ĂŠ de que sĂł retorne ao crescimento no segundo trimestre deste ano. As novas encomendas, uma medida da produção fu-
tura, caĂram pelo 19Âş mĂŞs, com o subĂndice recuando para 43,5 ante 44,2 e consideravelmente abaixo da leitura preliminar de 44,1. Estados Unidos – A atividade do setor industrial dos Estados Unidos fechou 2012 em alta, com dezembro registrando o maior ritmo de expansĂŁo em sete meses devido ao crescimento das demandas interna e externa. O Ăndice de Gerentes de Compras subiu para 54,0 em dezembro contra 52,8 em novembro, atingindo o maior nĂvel desde maio, segundo o Instituto Markit. As empresas ligaram o crescimento mais rĂĄpido ao aumento de novos pedidos, com uma em cada cinco empresas informando que houve expan-
sĂŁo. O subĂndice de novos pedidos subiu para 54,7, o ritmo mais alto desde abril, contra 53,6 em novembro. O segundo mĂŞs consecutivo de alta nos novos pedidos de exportação tambĂŠm contribuiu positivamente para o setor e pode ser um sinal otimista para este ano. "Com recentes indicaçþes de que o crescimento tambĂŠm estĂĄ acelerando em paĂses importantes, sobretudo nos mercados emergentes, como China e Brasil, e de que crise na zona do euro estĂĄ se acomodando, as empresas dos EUA devem se beneficiar uma vez que a demanda mais forte impulsiona as exportaçþes no começo de 2013", disse o economistaChris Williamson. (Reuters)
VANGUARDA AGRO S.A.
Companhia Aberta CNPJ/MF sob nÂş 05.799.312/0001-20 - NIRE nÂş 35.300.380.657
AVISO AOS ACIONISTAS Vanguarda Agro S.A. (“Companhiaâ€? ou “V-Agroâ€?), sociedade por açþes de capital aberto, com sede na Cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Av. Presidente Juscelino Kubitschek, nÂş 1.726, conjunto 113, Vila Nova Conceição, CEP 04543-000, cujas açþes ordinĂĄrias estĂŁo admitidas Ă negociação no segmento do Novo Mercado da BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (“BM&FBOVESPAâ€?) sob o cĂłdigo VAGR3, em complementação ao Aviso aos Acionistas datado de 23 de novembro de 2012 (“Aviso de Aumento de Capitalâ€?), comunica aos seus Acionistas e ao mercado em geral, no âmbito do aumento do capital social aprovado pela assembleia geral extraordinĂĄria da Companhia realizada em 23 de novembro de 2012, no valor de R$ 350.000.000,10, com a emissĂŁo e subscrição privada de 1.166.666.667 açþes ordinĂĄrias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, o quanto segue: I - Encerramento do Prazo para ExercĂcio do Direito de PreferĂŞncia: 1.1 Fim do Prazo para ExercĂcio do Direito de PreferĂŞncia. Nos termos do Aviso de Aumento de Capital, o prazo para o exercĂcio do direito de preferĂŞncia na subscrição das açþes ordinĂĄrias emitidas no âmbito do aumento de capital social encerrou-se no dia 26 de dezembro de 2012. 1.2 Recibos de Subscrição das Açþes Depositadas na ItaĂş Corretora. Os recibos de subscrição de açþes subscritas em exercĂcio do direito de preferĂŞncia na ItaĂş Corretora de Valores S.A. (“ItaĂş Corretoraâ€?), instituição responsĂĄvel pela escrituração das açþes de emissĂŁo da Companhia, foram disponibilizados aos subscritores imediatamente apĂłs a assinatura do boletim de subscrição. 1.3 Recibos de Subscrição das Açþes Custodiadas na Central DepositĂĄria de Ativos da BM&FBOVESPA. Nos termos do Aviso de Aumento de Capital, os recibos de subscrição de açþes subscritas em exercĂcio do direito de preferĂŞncia na Central DepositĂĄria de Ativos da BM&FBOVESPA (“Central DepositĂĄria de Ativos da BM&FBOVESPAâ€?) foram colocados Ă disposição dos subscritores a partir de 27 de dezembro de 2012. II - Abertura do Prazo para Subscrição das Sobras: 2.1 Quantidade Total de Sobras. A Companhia apurou que do total de 1.166.666.667 açþes ordinĂĄrias, nominativas, escriturais e sem valor nominal objeto do aumento de capital, 1.101.168.593 açþes foram devidamente subscritas durante o prazo para exercĂcio do direito de preferĂŞncia na subscrição, resultando num saldo de 65.498.074 açþes a serem devidamente alocadas no Prazo para Subscrição das Sobras (essa quantidade de açþes ainda nĂŁo subscritas, o “Total de Açþes Objeto de Sobrasâ€?). 2.1.1 Percentual MĂnimo de Sobras Assegurado aos Acionistas Interessados. Com base nos pedidos firmes de sobras jĂĄ realizados por subscritores com açþes depositadas na ItaĂş Corretora nos termos do item 2.2 abaixo, e caso todos os subscritores com açþes custodiadas na Central DepositĂĄria de Ativos da BM&FBOVESPA confirmem, no perĂodo mencionado no item 2.3 abaixo, seu desejo de subscrever sobras, a quantidade mĂnima de sobras assegurada a cada subscritor que manifestar irrevogavelmente seu desejo de subscrever sobras corresponderĂĄ a 5,948051408%1 do total de açþes por ele subscritas durante o prazo para exercĂcio do direito de preferĂŞncia na subscrição. 2.2 Açþes Depositadas na ItaĂş Corretora. Em conformidade com o Aviso de Aumento de Capital, como os subscritores com açþes depositadas na ItaĂş Corretora jĂĄ manifestaram seu pedido firme de sobras no momento da assinatura do boletim de subscrição na ItaĂş Corretora, nĂŁo haverĂĄ abertura de novo prazo para subscrição de sobras na ItaĂş Corretora. 2.3 Açþes Custodiadas na Central DepositĂĄria de Ativos da BM&FBOVESPA. Em conformidade com o Aviso de Aumento de Capital, aqueles que exerceram o direito de subscrição por meio de seus agentes de custĂłdia poderĂŁo exercer o direito de subscrição das sobras entre 3 de janeiro de 2012, inclusive, atĂŠ 10 de janeiro de 2013, inclusive, podendo cada um desses subscritores solicitar sobras em qualquer quantidade, limitada, no mĂĄximo, ao Total de Açþes Objeto de Sobras. Em qualquer caso, o nĂşmero de sobras efetivamente alocado a cada subscritor serĂĄ determinado por meio do procedimento de alocação e rateio descrito no capĂtulo IV abaixo. III - Procedimento para Subscrição das Sobras: 3.1 Açþes Depositadas na ItaĂş Corretora. De acordo com o item 2.1 acima, os subscritores com açþes depositadas na ItaĂş Corretora jĂĄ manifestaram seu pedido firme de sobras no momento da assinatura do boletim de subscrição na ItaĂş Corretora e obrigaram-se, em carĂĄter irrevogĂĄvel e irretratĂĄvel, ao seu pedido de sobras de açþes constante do boletim de subscrição, e outorgaram poderes e mandato Ă ItaĂş Corretora para, observado o limite a que se refere o item 3.3 abaixo, assinatura do boletim ou lista de subscrição das sobras de açþes, o que ocorrerĂĄ automaticamente apĂłs a apuração das sobras, sem a necessidade de qualquer nova manifestação por parte dos subscritores. 3.2 Açþes Custodiadas na Central DepositĂĄria de Ativos da BM&FBOVESPA. Aqueles que exerceram os direitos de subscrição na Central DepositĂĄria de Ativos da BM&FBOVESPA deverĂŁo solicitar a subscrição de sobras por meio de seus agentes de custĂłdia atĂŠ 10 de janeiro de 2013, indicando o nĂşmero mĂĄximo de açþes que desejam subscrever nas sobras. O pedido de sobras junto aos agentes de custĂłdia representarĂĄ manifestação de vontade irrevogĂĄvel e irretratĂĄvel do subscritor de subscrever atĂŠ o limite das sobras indicado na manifestação do subscritor, gerando ao subscritor a obrigação irrevogĂĄvel e irretratĂĄvel de integralizĂĄ-las, observadas as regras da BM&FBOVESPA. 3.3 Limite MĂĄximo e Alocação de Sobras. O limite de sobras indicado no momento do pedido firme dos subscritores, seja na ItaĂş Corretora ou por meio de seus agentes de custĂłdia na Central DepositĂĄria de Ativos da BM&FBOVESPA, serĂĄ o nĂşmero mĂĄximo de açþes que os subscritores podem receber a tĂtulo de sobras. A quantidade final de sobras alocada a cada subscritor, que pode ser igual ou inferior ao limite mĂĄximo indicado de forma irrevogĂĄvel e irretratĂĄvel, serĂĄ determinada em conformidade com o procedimento de alocação das sobras previsto no item IV abaixo. IV - Alocação das Sobras aos Subscritores: 4.1 Regra Geral de Alocação de Sobras. Independentemente da subscrição das sobras vir a ser realizada por meio da ItaĂş Corretora ou dos agentes de custĂłdia na Central DepositĂĄria de Ativos da BM&FBOVESPA, a alocação final de sobras a cada subscritor nelas interessado observarĂĄ o previsto no art. 171, § 7Âş, “bâ€? da Lei nÂş 6.404/76 e o procedimento previsto no Aviso de Aumento de Capital. 4.2 A alocação de sobras observarĂĄ sempre a proporção dos direitos de preferĂŞncia Ă subscrição de açþes - tanto prĂłprios como adquiridos de terceiros - que cada subscritor houver efetiva e tempestivamente exercido. A proporção de sobras que cada subscritor interessado poderĂĄ subscrever serĂĄ calculada pela divisĂŁo (1) do nĂşmero de açþes efetivamente subscritas pelo subscritor em questĂŁo durante o perĂodo de exercĂcio do direito de preferĂŞncia pelo (2) nĂşmero total de açþes efetivamente subscritas nesse mesmo perĂodo por todos os subscritores que solicitaram reserva de sobras. O Aviso de Aumento de Capital descreve a fĂłrmula que serĂĄ utilizada na determinação da quantidade de sobras alocada a cada subscritor. 4.3 Caso o nĂşmero mĂĄximo de sobras que o subscritor manifestou intenção firme de subscrever seja igual ao nĂşmero de sobras a que o subscritor tenha direito nos termos do item 4.1 acima, serĂĄ atribuĂdo ao subscritor o exato nĂşmero de sobras solicitadas pelo subscritor. 4.4 Caso o nĂşmero mĂĄximo de sobras que o subscritor manifestou intenção firme de subscrever seja superior ao nĂşmero de sobras a que o subscritor tenha direito nos termos do item 4.1 acima, serĂĄ atribuĂdo ao subscritor o exato nĂşmero de sobras a que tenha direito, e o subscritor participarĂĄ do rateio de eventuais sobras nĂŁo subscritas, nos termos do item 4.6 abaixo. 4.5 Caso o nĂşmero mĂĄximo de sobras que o subscritor manifestou intenção firme de subscrever seja inferior ao nĂşmero de sobras a que o subscritor tenha direito nos termos do item 4.1 acima, serĂĄ atribuĂdo ao subscritor o exato nĂşmero de sobras solicitadas no momento da subscrição e as sobras remanescentes serĂŁo rateadas nos termos do item 4.6 abaixo. 4.6 Caso existam sobras nĂŁo subscritas e pedidos de sobras que nĂŁo foram atendidos conforme acima, serĂĄ realizado rateio proporcional das sobras remanescentes, sendo certo que a proporção de sobras remanescentes que tocar a cada subscritor serĂĄ calculada pela divisĂŁo (1) do nĂşmero de açþes efetivamente subscritas pelo subscritor em questĂŁo durante o perĂodo de exercĂcio do direito de preferĂŞncia pelo (2) nĂşmero total de açþes efetivamente subscritas durante o perĂodo de exercĂcio do direito de preferĂŞncia por todos os subscritores que remanescem interessados na subscrição das sobras, observado o limite a que se refere o item 3.3 acima. O Aviso de Aumento de Capital descreve a fĂłrmula que serĂĄ utilizada na determinação da quantidade de sobras alocada a cada subscritor em caso de rateio. 4.7 No dia 14 de janeiro de 2013, a Companhia informarĂĄ Ă ItaĂş Corretora e Ă Central DepositĂĄria de Ativos da BM&FBOVESPA sobre a alocação final de sobras para cada subscritor. ApĂłs essa data, a ItaĂş Corretora disponibilizarĂĄ aos subscritores, e a Central DepositĂĄria de Ativos da BM&FBOVESPA disponibilizarĂĄ aos agentes de custĂłdia, que por sua vez disponibilizarĂŁo aos subscritores, as informaçþes a respeito do nĂşmero de açþes efetivamente atribuĂdos no âmbito das sobras e o valor total a ser integralizado. V - Garantia de Subscrição da Totalidade das Sobras: 5.1 Garantia Firme de Subscrição e Integralização. Nos termos do Fato Relevante divulgado pela Companhia em 8 de novembro de 2012 e em conformidade ao previsto no Aviso de Aumento de Capital, alguns acionistas da Companhia e a GĂĄvea Investimentos Ltda., sociedade limitada com sede na Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, na Avenida Ataulfo de Paiva, 1.100, 7Âş andar, CEP 22.440-035, inscrita no CNPJ/MF sob o nÂş 05.669.128/0001-66 (“GĂĄveaâ€?), por um ou mais fundos de investimento ou outros veĂculos de investimento por ela administrados ou geridos, comprometeram-se individualmente a subscrever e integralizar atĂŠ a totalidade do aumento de capital. Desse modo, garante-se que a totalidade das açþes emitidas no aumento de capital serĂĄ subscrita e integralizada, mesmo se os demais subscritores nĂŁo manifestarem interesse nas eventuais sobras. VI - Data de Integralização das Sobras de Açþes Subscritas: 6.1 Data limite para integralização. Uma vez que seja definida a quantidade de sobras alocadas e subscritas por cada subscritor, as açþes ordinĂĄrias subscritas no âmbito das sobras deverĂŁo ser integralizadas Ă vista atĂŠ 18 de janeiro de 2013. 6.2 Integralização das Açþes Depositadas na ItaĂş Corretora. Os subscritores que exerceram o direito de subscrição das sobras por meio da ItaĂş Corretora deverĂŁo comparecer a uma das agĂŞncias listadas ao final deste aviso aos acionistas e optar por uma das seguintes formas de pagamento das sobras subscritas: transferĂŞncia eletrĂ´nica disponĂvel (TED), documento de ordem de crĂŠdito (DOC) ou dĂŠbito em conta corrente ou investimento. 6.3 Central DepositĂĄria de Ativos da BM&FBOVESPA. Os subscritores que o exerceram o direito de subscrição das sobras por meio de seus agentes de custĂłdia deverĂŁo contatar seus respectivos agentes e observar os procedimentos especĂficos para a integralização das sobras. VII - CessĂŁo do Direito de Subscrição das Sobras de Açþes: 7.1 Impossibilidade de CessĂŁo do Direito de Subscrição das Sobras. Nos termos do Aviso de Aumento de Capital, serĂĄ vedada a cessĂŁo do direito de subscrição de sobras. VIII - Homologação do Aumento de Capital: 8.1 Homologação do Aumento de Capital. SerĂĄ realizada uma ReuniĂŁo do Conselho de Administração da Companhia para homologar o aumento de capital no valor total de R$ 350.000.000,10. IX - CrĂŠditos dos Recibos de Subscrição e das Açþes: 9.1 Os recibos de subscrição das açþes subscritas em exercĂcio do pedido de sobras na ItaĂş Corretora estarĂŁo disponĂveis no dia 23 de janeiro de 2013. 9.2 Os recibos de subscrição das açþes subscritas em exercĂcio do pedido de sobras na BM&FBOVESPA estarĂŁo disponĂveis aos subscritores no dia 23 de janeiro de 2013. 9.3 As açþes emitidas serĂŁo creditadas em atĂŠ 5 dias Ăşteis apĂłs a homologação do aumento de capital pelo Conselho de Administração da Companhia. X - Informaçþes Adicionais: Informaçþes mais detalhadas sobre o aumento de capital, conforme exigidas pela Instrução CVM nÂş 481/09, poderĂŁo ser obtidas no site da CVM (www.cvm.gov.br) ou da BMF&BOVESPA (www.bmfbovespa.com.br), ou com o Departamento de Acionistas da Companhia (www.v-agro.com.br/ri), p ( g ), no telefone (11) 31373101 ou por e-mail ri@v-agro.com.br. Locais de Atendimento: AGĂŠNCIA ESPECIALIZADA VALORES MOBILIĂ RIOS BRASĂ?LIA - SCS Quadra 3 - Edif. D’Angela, 30 Bloco A, Sobreloja - Centro - BrasĂlia/DF; AGĂŠNCIA ESPECIALIZADA VALORES MOBILIĂ RIOS BELO HORIZONTE - Av. JoĂŁo Pinheiro, 195 Subsolo - Centro - Belo Horizonte/MG; AGĂŠNCIA ESPECIALIZADA VALORES MOBILIĂ RIOS CURITIBA - R. JoĂŁo NegrĂŁo, 65 - Sobreloja Centro - Curitiba/PR; AGĂŠNCIA ESPECIALIZADA VALORES MOBILIĂ RIOS PORTO ALEGRE - R. Sete de Setembro, 746 - TĂŠrreo - Centro Porto Alegre/RS; AGĂŠNCIA ESPECIALIZADA VALORES MOBILIĂ RIOS RIO DE JANEIRO - R. Sete de Setembro, 99 - Subsolo - Centro - Rio de Janeiro/RJ; AGĂŠNCIA ESPECIALIZADA VALORES MOBILIĂ RIOS SĂƒO PAULO - R. Boa Vista, 176 - 1Âş Subsolo - Centro - SĂŁo Paulo/SP; AGĂŠNCIA ESPECIALIZADA VALORES MOBILIĂ RIOS SALVADOR - Av. Estados Unidos, 50 - 2Âş and. - (Ed. SesquicentenĂĄrio) - ComĂŠrcio - Salvador/BA. 1 O percentual a ser inserido serĂĄ o resultante da divisĂŁo de (1) nĂşmero total de sobras por (2) nĂşmero total de açþes subscritas por acionistas que solicitaram sobras junto Ă ItaĂş Corretora + nĂşmero de açþes subscritas por acionistas com açþes custodiadas junto Ă Central de CustĂłdia da BM&FBOVESPA. SĂŁo Paulo, 3 de janeiro de 2013 VANGUARDA AGRO S.A. Eduardo de Come Diretor de Relaçþes com Investidores
DIÁRIO DO COMÉRCIO
16 -.ECONOMIA/LEGAIS
e
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Os cortes de gastos de US$ 109 bilhões em programas militares e domésticos só foram adiados por dois meses.
conomia
Obama fecha acordo e evita abismo fiscal Jonathan Ernst/Reuters
Depois de exaustivas negociações, presidente dos EUA consegue aprovar na Câmara dos Representantes projeto que contorna, por enquanto, o abismo fiscal.
Corrida contra o tempo: o presidente Barack Obama e seu vice, Joe Biden, anunciaram o sucesso nas negociações com os republicanos na Câmara dos Representantes.
O
s Estados Unidos evitaram uma catástrofe econômica quando os parlamentares aprovaram em Washington, na madrugada de quarta-feira (horário de Brasília), um acordo para suspender enormes aumentos de impostos e cortes de gastos que empurrariam a maior economia do mundo para um abismo fiscal e a recessão. O acordo foi uma clara vitória para o presidente Barack Obama, que foi reeleito com a promessa de resolver problemas econômicos em parte pelo aumento dos impostos sobre os norte-americanos mais ricos. Na Câmara dos Representantes (dos deputados), onde as negociações se estenderam na noite de terça-feira, a oposição republicana foi forçada a votar contra um princípio de sua fé conservadora. A crise só terminou quando dezenas de republicanos na Casa aceitaram os aumentos de impostos aprovados pelo Senado, que é controlado pelos democratas.
Ontem, as bolsas reagiram positivamente à notícia. Consumidores, empresas e os mercados financeiros foram abalados com os meses de impasse sobre o orçamento. A votação na Câmara evitou problemas imediatos, como o aumento de impostos para quase todas as famílias norteamericanas, mas não resolveu outros confrontos políticos sobre o orçamento para os próximos meses. Os cortes de gastos de US$ 109 bilhões de dólares em programas militares e domésticos só foram adiados por dois meses. Drama – Obama pediu "um pouco menos de drama"
quando o Congresso e a Casa Branca forem negociar as próximas questões fiscais, como a extensão da autoridade de empréstimo do país. "Embora eu vá negociar muitas coisas, não terei outro debate com o Congresso sobre se devem ou não pagar as contas que eles já acumularam", disse Obama na Casa Branca. Houve muito drama no primeiro dia de 2013, à medida que os parlamentares se esforçavam para evitar o abismo fiscal que seria provocado por aumento de impostos e cortes de gastos totalizando um buraco de US$ 600 bilhões na economia neste ano.
Enquanto o resto do país comemorava o Ano Novo com festas e jogos universitários, o Senado ficou reunido até duas horas da madrugada da terçafeira e aprovou a lei por uma margem esmagadora de 89 a 8. Quando chegaram à Câmara, os deputados republicanos foram obrigados a decidir se aceitavam um aumento de impostos de US$ 620 bilhões ao longo de 10 anos sobre os mais ricos ou ficariam com a culpa por deixar o país no caos. Durante algumas horas, parecia que Washington iria enviar o país para o abismo fiscal, até que os líderes republicanos determinaram, na prorro-
gação, que não tinham os votos para os cortes de gastos. No final eles aprovaram, relutantemente, o projeto de lei do Senado por um voto bipartidário de 257 a 167 e o enviaram para Obama transformálo em lei. "Estamos garantindo que os impostos não sejam aumentados em 99% para nossos compatriotas americanos", disse o deputado republicano David Dreier, da Califórnia. A votação enfatizou a posição precária do presidente da Câmara, John Boehner, que irá pedir a seus colegas republicanos que o reelejam hoje, quando um novo Congresso
Eu peço um pouco menos de drama. BARACK OBAMA, PRESIDENTE DOS EUA REFERINDO-SE ÀS NEGOCIAÇÕES RECENTES E ÀS FUTURAS COM OS CONGRESSISTAS.
for empossado. Boehner apoiou o projeto de lei, mas a maioria dos republicanos da Casa votou contra. O presidente da Câmara tinha tentado negociar um "grande acordo" com Obama para revisar o código tributário norte-americano e controlar os programas de saúde e de aposentadoria que devem inchar nas próximas décadas, conforme a população envelhece. Mas Boehner não conseguiu unir seus membros em torno de uma alternativa às medidas fiscais de Obama. O imposto de renda agora vai subir para as famílias que fazem mais de US$ 450 mil por ano, e a quantia de deduções que elas podem fazer para diminuir a conta será limitada. E trabalhadores verão até US$ 2 mil serem tirados de seus contracheques por ano com o fim de corte temporário de impostos. (Reuters)
Notícia foi bem recebida nas bolsas Keith Bedford/Reuters
A
BM&Bovespa encerrou com alta firme a primeira sessão do ano, após o acordo na última hora nos Estados Unidos para evitar o abismo fiscal e após a divulgação de indicadores industriais bons na China e na Europa. O índice Ibovespa fechou em alta de 2,62%, aos 62.550,10 pontos, depois de atingir máxima de 62.887 pontos (3,17%). O volume financeiro ficou em R$ 7,32 bilhões. De acordo com Pedro Galdi, analista de investimentos da SLW Corretora, o acordo de ajuste fiscal nos EUA e os indicadores industriais positivos animaram os mercados e isso se refletiu numa alta generalizada das commodities. "Por isso nossa bolsa está com alta tão forte", disse. "Além disso, o mercado aqui está um pouco descolado, atrasado em relação a outras bolsas, e isso pode atrair estrangeiros." Com a alta das commodities, as duas empresas de maior peso no Ibovespa subiram com força. Vale PNA avançou 4,23%, enquanto a ON teve elevação de 4,30%. Petrobras ON, a preferida dos investidores estrangeiros, fechou com ganho de 1,48% e a PN, de 0,87%. Mundo – As bolsas de Nova York fecharam ontem em forte alta, após o anúncio do acordo pela Casa Branca. O índice Dow Jones fechou com avanço de 308,41 pontos (2,35%), em 13.412,55 pontos, na maior al-
Bolsa de Nova York ontem: euforia inicial com o acordo entre Obama e os republicanos.
2,6
por cento foi a alta do Ibovespa
ta em um dia em mais de um ano. Em dia 31 de dezembro de 2012, o Dow Jones também havia registrado forte alta, de 166 pontos (1,3%). O Nasdaq fechou com ganho de 92,75 pontos (3,07%), em 3.112,26 pontos. O S&P500 fechou em alta de 36,23 pontos (2,54%), em 1 462,42 pontos. Na Europa, o mercado reagiu com um rali no primeiro dia
útil do ano, com bolsas fechando na máxima da sessão. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia com ganho de 2,02%, aos 285,33 pontos. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 encerrou o pregão acima de 6 mil pontos pela primeira vez desde julho de 2011. Com alta de 2,2% em relação à segunda-feira, o FTSE fechou a 6.027,37 pontos.
EDITAL DE PRA A e de intimação dos executados TOBIAS MENDON A NETTO (CPF: 168.425.708*59) E MARIA MEDEIROS MENDON A (CPF: 276.194.848*55): O Doutor, MM. Juiz de Direito Héber Mendes Batista, da 4ª Vara Cível da Comarca de Ribeirão Preto * SP, na forma da lei, FA: SABER, aos que o presente Edital virem ou dele conhecimento tiverem e interessar possa, que, por este Juízo, processam*se os autos da Ação de Execução ajuizada por VITO DALPIAN contra TOBIAS MENDON A NETTO E OUTROS, processo nº 0044545*59.2004.8.26.0506 (2714/2004) tendo sido designada a venda do bem descrito abaixo, de acordo com as regras expostas a seguir: Da praça – A 1ª praça terá início no dia 07 de janeiro de 2013, às 14:45 hs. Não havendo lance igual ou superior à importância da avaliação nos 3 (três) dias subseqüentes ao início da 1ª praça; a 2ª praça seguir*se*á sem interrupção, iniciando*se no dia 10 de janeiro de 2013, às 14:45 hs e se encerrará no dia 30 de janeiro de 2013, às 14:45 hs. Do Condutor da Praça – A praça será realizada por MEIO ELETRKNICO, através do Portal www.canaljudicial.com.br/lut e será conduzida pela Gestora Judicial LUT * Intermediação de Ativos e Gestão Judicial, inscrito no CNPJ/MF sob o nº. 08.399.676/0001*01 e pelo Leiloeiro Oficial Sr. Andre Cencin, matriculado na Junta Comercial do Estado de São Paulo – JUCESP, sob 679. Do Valor Mínimo de Venda dos Bens – Na 1ª praça, o valor mínimo para a venda dos bens apregoados será o valor da avaliação judicial que soma a quantia de R$ 562.241,37 (quinhentos e sessenta e dois mil duzentos e quarenta e um reais e trinta e sete centavos) atualizados até novembro de 2012. Na 2ª praça, o valor mínimo para a venda corresponderá a 60% (sessenta por cento) do valor da avaliação judicial. Da Comissão da Gestora Judicial – O arrematante deverá pagar à Gestora Judicial LUT, a título de comissão, o valor correspondente a 5% (cinco por cento) sobre o preço de arrematação do imóvel. Dos lances – Os lances deverão ser ofertados pela rede Internet, através do Portal www.canaljudicial.com.br/lut. Dos débitos – Eventuais ônus sobre o imóvel correrão por conta do arrematante, com exceção do previsto no art. 130, parágrafo único, do Código Tributário Nacional. Eventuais ônus sobre os bens móveis correrão por conta do arrematante, bem como as despesas para a transferência dos bens. Do acordo – A partir da publicação do Edital, caso seja celebrado acordo entre as partes com suspensão da praça, fica o executado obrigado a pagar o valor da comissão devida à Gestora Judicial LUT, de 5% (cinco por cento) do valor do acordo. Todas as regras e condições aplicáveis estão disponíveis no Portal www.canaljudicial.com.br/lut. A alienação obedecerá ao disposto na legislação aplicável, no Provimento CSM nº 1.625/09 do TJSP e o caput do artigo 335, do Código Penal. A publicação deste edital supre eventual insucesso nas notificações pessoais e dos respectivos patronos. RELA TO DOS BENS * Imóvel: Um terreno e suas benfeitorias designado lote nº 07 da quadra 18 do loteamento “Residencial Parque Paranoá”, situado na Avenida 33, nº 860, bairro Paranoá, município e comarca de Guaíra*SP com área total de 600 m², medindo 15 metros de frente para a Avenida 33, lado direito de quem da rua 26 vai para a rua 24 e distante 41 metros da esquina desta; nos fundos mede 15 metros e confronta com o lote 13; do lado direito de quem da via pública olha para o imóvel mede 40 metros e confronta com o lote 6 e do lado esquerdo mede 40 metros e confronta com os lotes 8,9 e 10. Matrícula nº 2394 do Cartório de Registro de Imóveis de Guaíra*SP. Avaliação: R$ 562.241,37 (quinhentos e sessenta e dois mil duzentos e quarenta e um reais e trinta e sete centavos) atualizados até novembro de 2012. Eventuais débitos de IPTU ficam sub*rogados no preço da arrematação nos termos do parágrafo único do artigo 130 do Código Tributário Nacional.Recursos pendentes de julgamento: Consta recurso de apelação nº 9205434*52.2008.8.26.0000 (992.08.026781*4) pendente de julgamento distribuído à 28ª Câmara de Direito Privado do Egregio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.Nada mais. ♦
Em Frankfurt, o índice Dax saltou 2,19%, para 7.778,78 pontos. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, avançou 2,55% e fechou na máxima do dia, a 3.733,93 pontos. Também fecharam nas máximas desta quarta as bolsas de Milão, cujo índice FTSE Mib disparou 3,81%, e de Madri, com o Ibex 35 saltando 3,43%. Em Lisboa, o PSI 20 avançou 2,78%. Apesar da reação eufórica na Europa, alguns analistas lembraram que o acordo nos EUA exclui cortes de gastos de US$ 110 bilhões. Entre as bolsas menores, a de Atenas registrou forte alta de 3,7%, com o índice ASE fechando a 941,26 pontos, também beneficiada pelo acordo fiscal aprovado nos EUA. Além disso, a Grécia divulgou que teve um superávit primário
nos primeiros 11 meses de 2012, revertendo o déficit registrado em igual período do ano anterior. Câmbio – O dólar fechou o primeiro pregão de 2013 no Brasil em leve queda ante o real, com o otimismo visto após o acordo para evitar o abismo fiscal nos Estados Unidos dissipando-se no decorrer da sessão. A moeda norteamericana encerrou em queda de 0,10%, cotada a R$ 2,0460 na venda, em relação a cotação do dia 31 de dezembro, quando o mercado operou por meio período e com negócios apenas para fechamento de caixa dos bancos. Já em relação ao fechamento de sexta, dia 28, considerado o último real do ano, o dólar encerrou o pregão em leve alta de 0,06%. (Agências)
2,3
por cento subiu o Dow Jones
2,5
por cento valorizou o CAC-40