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DC 02/08-2012

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São Paulo, quinta-feira, 2 de agosto de 2012

R$ 1,40

Antes, juiz julga juiz. Toga-justa para Toffoli. Pág. 7

200 milhões na Ação Na Copa de 70, eram 90 milhões em ação. Hoje, todo o Brasil está de olho na Ação 470, o Mensalão, a ser julgada pelo STF. Os 38 réus são poderosos do governo, Congresso e PT. E seus advogados, estrelas.

Conclusão: 23h50

Ano 87 - Nº 23.679

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

Ministro Joaquim Barbosa, o relator do Mensalão.

Dida Sampaio/AE

Página 4

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a Sa

mp

O caso mais importante da história do STF terá segurança reforçada. (foto). E já no 1º dia sofrerá pressão para ser adiado. Págs . 2, 6, 7 e 8

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1,5 milhão fumam maconha todo dia

Acusação da Justiça em SP: lavagem de dinheiro. Pág. 6

900

Pág. 10

Lavandeira Jr/EFE

DO SONHO... Quietinho, quietinho, Thiago Pereira, que já ganhou uma prata, classificou-se com o 4º tempo para a final dos 200 m medley, hoje. Ele deixou para trás gente como Michael Phelps e Ryan Lochte. Nos 100 m rasos, Cesar Cielo fez um 'temporal', mas ficou em 6º. "Agora é pensar positivo para os 50 m." Pág. 11

Delúbio já é réu ~

BI NO LEAO Arrecadação foi atingida 16 dias antes da alcançada em 2011. Pág. 13

Grigory Dukor/Reuters

ISSN 1679-2688

23679

9 771679 268008

...AO PESADELO O sul-coreano Sa Jae-Hyouk, atual campeão olímpico, deixou o peso de 158 kg cair e deslocou o cotovelo direito. www.dcomercio.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Se o Mercosul ainda servir para algo, que seja para mostrar a seus membros os erros praticados em seu espaço. Roberto Fendt

pinião

Trapalhadas petrolíferas Ueslei Marcelino/Reuters

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a terça-feira, os presidentes Cristina Kirchner e Hugo Chávez firmaram uma declaração conjunta em que estabelecem uma aliança estratégica entre as petrolíferas estatais dos dois países – a argentina Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF), e a venezuelana Petróleos de Venezuela (PDVSA). O objetivo da aliança estratégica é "identificar esquemas de participação estratégica para a planificação conjunta de toda a cadeia de valor dos hidrocarbonetos" nos dois países. O pressuposto desse objetivo é que haja complementaridade entre projetos das duas empresas, separadas por milhares de quilômetros, para aumentar a produção nos dois países. É justamente aí que reside o problema. Na Venezuela, a desorganização da Petróleos de Venezuela (PDVSA) vem desde a greve geral iniciada em 2 de dezembro de 2002 para a reintegração, em seus cargos, dos executivos da empresa demitidos após serem acusados de participar da tentativa de derrubada do presidente Chávez. Isso não ocorreu, mas a demissão dos principais executivos da PDVSA e a perda de seus principais técnicos levou a empresa a uma lenta e segura decadência, somada à queda dos investimentos na exploração. Entre 2006 e 2010, a PDVSA desviou 53 bilhões de dólares para programas sociais populistas e eleitoreiros do presidente Chávez, investindo na exploração somente um bilhão. Em consequência, no ano passado a Venezuela produziu 2,7 bi-

ROBERTO FENDT

O presidente venezuelano Hugo Chávez e sua colega argentina, Cristina Kirchner: acordo petrolífero tem tudo para dar errado lhões de barris/dia, quando em 1998 produzia 3,5 bilhões.

N

a Argentina, a produção de petróleo, que se situava em 830 mil barris/dia em 2001, permanece estagnada no patamar de 800 mil barris/dia. A razão para isso é conhecida: o controle de preços para mascarar a inflação reduziu a rentabilidade das empresas, inviabilizou novos investimentos e estagnou a produção. Agora, na última sexta-feira, pouco antes da formalização da aliança estratégica entre a YPF e a PDVSA, o governo da presidente Cristina Kirchner ressuscitou, por decreto, um esquema de controle de preços e de margens de lucro que já havia

aplicado no passado, com resultados danosos para a produção petrolífera do país. Até 1989, vigia no setor a prática de exigir das empresas a apresentação de planilha de custos para a fixação da margem de lucro de cada empresa. A desregulamentação da atividade petrolífera pôs fim a esse controle, retomado em 2003, a partir do qual reajustes de preços voltaram a depender de autorização governamental. Talvez a maior novidade da nova regulamentação do setor petrolífero argentino resida em um plano nacional de produção a ser apresentado pelo governo e que estabelece metas de exploração, produção e recomposição de reservas para cada empresa do setor privado.

Além disso, as petroleiras deverão voltar a apresentar ao governo suas planilhas de custos para que tenham autorizados seus preços e suas margens de rentabilidade. O descumprimento das novas normas poderá levar à cassação da concessão da empresa para a exploração de petróleo no país.

O

s resultados de medidas de desespero dessa natureza são conhecidos a partir da própria experiência argentina com o flagelo: os investimentos privados serão ainda mais desincentivados e a produção não crescerá, justamente em uma quadra em que a produção atual é insuficiente para atender à demanda. Se não quisesse olhar para

a sua própria experiência, o governo argentino poderia ao menos mirar a longa experiência brasileira com os controles de preços e avaliar a insanidade da medida. Desde 1934 praticou-se no Brasil o controle dos reajustes de preços e de alugueis. Pela lei 1522, da década de 1950, foi tornado crime contra a economia popular o descumprimento de tabelas oficiais de preços de bens e serviços essenciais. Na época, a aplicação desse controle ficou a cargo da Comissão Federal de Abastecimento e Preços (COFAP). O insucesso do controle levou à extinção da COFAP e à sua substituição pela Superintendência Nacional de Abastecimento (SUNAB), em

1962. À medida que novos órgãos de controle de preços eram criados, porém, acelerava-se a inflação. Diversos outros experimentos similares também fracassaram, sendo o mais importante deles a criação do Conselho Interministerial de Preços (CIP). O CIP introduziu o sistema de planilhas de custos para a aprovação prévia de reajustes de preços – o mesmo sistema que está sendo ressuscitado na Argentina para o setor petrolífero.

E

m boa hora abolimos no Brasil, em 1994, o controle de preços. A inflação cedeu e convivemos com taxas baixas a partir da introdução do regime de metas de inflação. Se o Mercosul ainda servir para alguma coisa, que seja para mostrar a seus membros os erros de política econômica praticados em seu espaço. Com isso, será possível evitará essa sucessão de medidas contraproducentes que tanto têm prejudicado as economias dos países membros do bloco. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

SUPREMO, MOSTRA TUA CARA! Lula Marques/Folhaimagem

A

partir desta semana, todo o Brasil estará de olho no Supremo Tribunal Federal. Será a maior prova da maior instituição de um poder que tem andado sub judice aos olhos da opinião pública. Na semana passada mesmo, no que se refere a recentes decisões do Executivo federal, já se disse que o Artigo 2º da Constituição, que define os Poderes da União como independentes e harmônicos entre si, vem ficando cada vez mais distante de ser aplicado. Ou bem o Legislativo, o Executivo e o Judiciário são independentes, ou bem são harmônicos. O que não quer dizer que, de antemão, se declare nulo o dispositivo constitucional e não se busque a conciliação na arte do exercício do poder republicano. Pois, afinal, a arte suprema da República é a liberdade como resultante da lei e não de sua supressão arbitrária. Mas é o que temos visto, com as recentes decisões do Executivo, como as relativas às reivindicações de revisão

salarial dos servidores públicos. As paralisações ou operações-padrão de dezenas de serviços essenciais ao País começam a comprometer a legalidade das campanhas .

O

mais grave se dá com relação à revisão dos vencimentos dos servidores do Judiciário, quando o supremo chefe do Poder, o ministro Ayres Britto, se reúne com a presidente Dilma para lembrar que o pleito se funda no respeito ao artigo 37, parágrafo X da Constituição que ela jurou obedecer: "A remuneração dos servidores públicos e os subsídios (...) somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices". O pior não é a humilhação de ver o pedido liminarmente negado, com alegações contraditórias da crise internacional que se avizinha, e cuja ameaça ao

JORGE MARANHÃO Poder Judiciário: até agora, a reboque das decisões do Executivo Brasil foi minimizada pelo próprio governo. O pior é a extrapolação e a transgressão continuadas à sua função constitucional.

N

um momento crucial da República, com que moral o Supremo julgará um crime político que teve início exatamente no Executivo? E, ainda, quando o Executivo legisla por conta própria e se julga acima da Constituição; e o Legislativo, que nunca foi tão adesista aos ditames imperiais do Executivo, também está envolvido num

redemoinho sem fim de denúncias de corrupção e não tem condições de realizar sua principal atribuição, que é fiscalizar o Executivo. E como fica quando o Judiciário, o menos visível dos poderes e o menos compreendido pela opinião pública, é obrigado a ver seu chefe de "pires na mão" com a presidente? Isso quando, no mínimo, deveria estar contestando publicamente a má gestão de um Executivo que aquinhoa setores inteiros da

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

economia privada com isenções tributárias e incentivos fiscais, capitaliza empresas estatais de forma questionável e mantém uma dívida pública pouco transparente e sem plena auditoria.

E

sse Executivo, por conta de congelar a revisão da folha salarial pública, cujo aumento impacta em R$ 40 bilhões o orçamento da União, provê fundos sem fim a contas muito pouco transparentes, como uma estimativa de R$ 180 bilhões

do montante de renúncias fiscais federais, além de renúncias fiscais estaduais estimadas em mais de R$ 50 bilhões apenas de ICMS. Isso sem falar na conta de transferências diretas do Tesouro para empresas estatais, a título de capitalização, que já somam neste exercício outros R$ 180 bilhões. Só na Petrobras, foram R$ 70 bilhões, mais R$ 10 bilhões para o Banco do Brasil e mais R$ 100 bilhões para o BNDES – esta última conhecida como "bolsa-empresa". Não é por outra razão que começam a circular algumas vozes entre alguns dos mais altos quadros da magistratura nacional com a cômica – se não fosse trágica – maledicência contra o Executivo: não sendo mais tempos de declaração da "moratória da dívida", declare-se então a "moratória da Constituição". JORGE MARANHÃO É DIRETOR DO INSTITUTO DE CULTURA DE CIDADANIA A VOZ DO CIDADÃO. JORGE@AVOZDOCIDADAO.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

o Principado socialista na Ásia pinião

NOVO GOVERNO DA COREIA DO NORTE TEM DADO LENTOS SINAIS DE ABERTURA AO OCIDENTE.

A

imagem de duas jovens e belas mulheres norte-coreanas, mostradas na TV e nos jornais do mundo inteiro levantaram a suspeita de que grandes mudanças podem ocorrer em Pyongyang – e na paisagem política do extremo oriente, nos próximos dias e meses. Primeiro a de uma guarda de trânsito trajando saias curtas demais para o puritanismo conservador marxista de modelo chinês, e outra a de uma presença feminina atraente ao lado de Kim Jong-un, o novo líder da Coreia do Norte. Ambas as mulheres haviam trocado as roupas largas de inspiração maoísta por vestidos modernos, de bom gosto, e até de uma certa ousadia. Um comentário da TV oficial norte-coreana finalmente deu um nome e um cargo à segunda das aparições: tratava-se da "camarada" Ri Sol-ju, esposa do atual dirigente, filho do sisudo e ameaçador Kim Jongil e neto do marechal Kim Ilsung, fundador da nação coreana do norte, antepassados cuja vida pessoal jamais foi revelada aos olhos do mundo. Mas quem nos dá maiores detalhes sobre as mudanças sutis ocorridas ali é um analista da Coreia do Sul, Seong-chang, para quem o casamento do primeiro casal da Coreia do Norte ocorreu em 2009 e talvez eles já tenham um filho, outro segredo não revelado de todo. Como se sabe, todo progresso é lento no Oriente, exceção feita à China. Há semanas que se especulava quem seria a elegante fi-

3

Reuters/KCNA

LUIZ CARLOS LISBOA gura feminina, vestida segundo a moda de Paris e Nova York, que desfila ao lado do líder nas suas visitas a exposições, concertos e instituições de caridade em Pyongyang. A pergunta que se faz no Ocidente é se esses seriam os primeiros sintomas de uma mudança política na Coreia do Norte: um vestígio de simpatia e interesse no estilo de vida ocidental por parte da jovem direção do governo local.

U

m estudo mais atento da carreira de Kim Jongum – sobretudo dos longos anos que passou na Suíça e de sua preferência por temas e personagens populares do Ocidente – leva a crer que alguma coisa está mudando naquele país. Agora mesmo se disse que a remoção de um chefe militar conservador pelo novo dirigente fora inspirada pelo desejo de afastar um crítico incômodo da s novidades que Kim tem acolhido no país, tais como o fundo musical de Rocky o Lutador numa cerimônia oficial e a figura do Mickey Mouse num concerto. Do pai de Kim, morto recentemente, soube-se apenas que teve pelo menos três esposas

O lider norte-coreano Kim Jong-un e sua mulher, Ri-Sol Ju: uma aparição inusitada que levanta especulações sobre novos tempos no país. em épocas diferentes, mas elas nunca foram tratadas como primeiras damas. Por isso tudo causou surpresa que a delicada silhueta da "camarada" Ri Sol tivesse merecido repetidas menções de um regime que manteve suas mulheres sempre em rigorosa obscuridade. Outros vestígios da ocidentalização do dirigente máximo norte-coreano são uma discreta mudança no vocabulário oficial do país, onde sempre houve diferença entre esposa e companheira, ou de títulos

que variam na língua coreana com peso ideológico, como no Brasil, onde os círculos oficiais preferem chamar a presidente da República de presidenta. São sutilezas significativas. A Coreia do Norte viveu por longos anos numa espécie de cápsula do tempo. A seu povo chegava somente – no bom estilo da Cortina de Ferro soviética – aquilo que os seus dirigentes iluminados julgavam adequado à felicidade e ao bem-estar geral.

A pergunta que se faz no Ocidente é se esses seriam os sintomas de uma mudança política na Coreia do Norte, ao revelar um vestígio de simpatia pelo estilo de vida ocidental.

L

á fora, no resto do mundo, dizia a propaganda oficial, reinava um mar de injustiças e de dor, enquanto dentro de suas fronteiras bastava concordar para ser feliz. Era como no 1984, de George Orwell. Fatos sobre a Coreia do Norte eram apenas aqueles levados por fugitivos – sempre desmentidos pela propaganda oficial de Pyongyang, que embalava o país com suas canções patrióticas de estilo soviético. Os relatos tristes afirmavam que ali se passava fome e que homens eram torturados e mortos por denunciarem torturas e mortes dentro das suas fronteiras. E eis que surgem, como raios de sol depois da tempestade, essas figuras de mulher moderna, e alguns pequenos gostos, como temas musicais que se asso-

ciam ao lado leve da vida, que as pessoas podem escolher sem explicar porque os escolhem. Naquela mistura de monarquia conservadora e férrea ditadura foi afinal anunciado, no pretexto da inauguração de um parque, que a moça que acompanha o novo dono do país é "a camarada" Ri Sol-ju, de 27 anos, vinda da elite intelectual da nação, esposa do também jovem e inexperiente marechal que hoje governa a Coreia do Norte. Num desses próximos dias dias o YouTube com certeza vai nos informar que um novo herdeiro – o primeiro ou o segundo, quem sabe? – daquele trono socialista está provavelmente a caminho. LUIZ CARLOS LISBOA É JORNALISTA E ESCREVE DE PRINCETON, EUA

POR QUE NÃO EM VEGAS? S

erei rápido. Tenho uma pergunta e uma observação sobre a visita de Mitt Romney a Israel. A pergunta é: já que a viagem não foi para aprender algo, mas para satisfazer aos caprichos políticos do direitista judeu norteamericano Sheldon Adelson, o magnata dos cassinos super pró-Bibi Netanyahu, por que não fizeram simplesmente a coisa toda em Las Vegas? Quero dizer, já que tudo foi apenas uma questão de dinheiro, forma, Romney poderia ter se humilhado e dito o que a direita israelense queria ouvir e apostado sobre o tamanho das doações que Adelson poderia lançar na sua

campanha em retribuição. Vegas teria sido bem mais apropriada do que Jerusalém. Eles poderiam ter construído um Muro das Lamentações de plástico e poupado combustível.

E

a observação é esta: muito do que está errado nas relações EUA-Israel pode ser percebido nessa viagem de Romney. Nos últimos anos, o Partido Republicano decidiu tornar Israel uma questão crucial. Para obter mais votos e dinheiro dos judeus (e dos evangélicos), os republicanos decidiram ganhar dos democratas "próIsrael" dando apoio ainda mais incondicional a Israel. Essa corrida armamentista levou o Partido Democrata para a direita no Oriente Médio e basicamente tem forçado o governo Obama a encerrar o processo de paz e a desistir de qualquer exigência para Israel congelar os assentamentos. Isso, por sua vez, criou uma

cultura em Washington onde funcionários do Departamento de Estado, sem falar em políticos, estão relutantes em até declarar publicamente o que é uma política dos EUA – que os assentamentos são "um obstáculo à paz" – por medo de serem denunciados como anti-Israel.

P

onha-se, no alto de tudo isso, o crescente papel do dinheiro na política dos EUA e a importância de doações particulares de quem pode assinar megacheques para super Comitês de Ação Política (PACs, na sigla em inglês) – e o fato de que o principal lobby israelense, o Comitê Americano para Questões Públicas de Israel (Aipac, na sigla em inglês), tornou-se o temido juiz de quais congressistas são "pró-Israel" e quais são antiIsrael", e assim, quem deve receber doações e quem não deve – e passa-se a ter uma situação na qual quase não há freios, não há sinal de alerta para Israel vindo dos Estados Unidos. Não é de admirar que os colonos agora se gabem nas páginas de opinião dos jornais de que o jogo acabou, que eles ganharam, que a Cisjordânia será de Israel para sempre – e não se importam com o que a absorção de todos os palestinos da região significará para o futuro de Israel como uma democracia judaica. E é nesse o ambiente no qual Romney passeava para apresentar mais concessões

THOMAS L. FRIEDMAN e declarar o quanto ele seria bem mais legal com Israel do que o grandalhão Obama. Isso é uma mentira. No que importa para a sobrevivência de Israel (armamento de ponta e informação), o ministro da Defesa, Ehud Barak, declarou à CNN segunda- feira: "Eu gostaria de lhes dizer, sinceramente, que o governo do presidente Obama está fazendo em relação a nossa segurança mais do que qualquer outro do passado que eu consiga me lembrar”.

E

mbora Romney tenha tido tempo para um caféda-manhã a US$ 50 mil por pessoa com doadores judeus norte-americanos em Jerusalém, com Adelson bem próximo, ele não teve duas horas para ir a Ramallah, a sede da Autoridade Palestina, para se encontrar com seu presidente, Mahmoud Abbas, ou para compartilhar publicamente alguma ideia de como ele poderia avançar com o processo de paz. Teve tempo, porém, para observar a seus anfitriões judeus que os israelenses são, por certo, culturalmente mais empreendedores do que os palestinos. Israel hoje é uma incrível colmeia de inovação – graças, em parte, a um fluxo de cérebros

russos, a uma gigantesca ajuda dos EUA e a políticas inteligentes.

É

algo de que os judeus devem se orgulhar. Mas se Romney fosse a Ramallah também veria uma colmeia de empreendedorismo palestino, embora pequeno, mas nada mal para um povo vivendo sob ocupação. O talento empresarial palestino também está presente nos países do Golfo Pérsico. Em resumo, Romney não sabia sobre o que estava falando. Em relação à paz, a diplomacia dos palestinos tem sido uma confusão e ainda não sei se eles podem ser um parceiro num acordo seguro de dois Estados, mesmo com um governo israelense muito liberal. Mas isto eu sei: é interesse fundamental de Israel fazer testes e mais testes e ter os EUA testando ideias criativas para uma solução de dois Estados. É isso que um amigo norteamericano deveria prometer fazer. De outra forma, Israel poderia se condenado a se tornar um tipo de África do Sul do apartheid. E eis o que eu também sei: os três estadistas que fizeram o máximo para tornar Israel mais seguro e aceito na região disseram verdades

duras para todos os líderes israelenses ou árabes: Jimmy Carter, que ajudou a montar uma paz estável entre Israel e Egito; Henry Kissinger, que articulou acordos de retirada após a guerra de 1973 com Síria, Israel e Egito; e James Baker, que arquitetou a conferência de paz de Madri. Todos os três sabiam que para conseguir algum progresso nessa região é preciso ficar à frente dos dois lados. Ambos os lados precisam, às vezes, da desculpa de que "os norteamericanos me forçaram a fazer isso", porque seus próprios políticos também estão engessados para se moverem por si mesmos.

A

ssim que tal todos vocês, políticos do EUA – republicanos e democratas – pararem de alimentar esse conflito para obter ganhos políticos? Parem de usar esse conflito como pano de fundo para ações de campanha e capacitação de recursos. Parem de piorar as coisas dizendo aos israelenses linha-dura o que eles ouvir, só para humilharse pelos votos e pelo dinheiro dos judeus, ao mesmo tempo em que descaradamente ignoram o outro lado. Há vidas reais em jogo ali. Se vocês não vão fazer nada construtivo, fiquem longe. Eles são capazes de arranjar problemas o suficiente por eles mesmos. THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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GibaUm gibaum@gibaum.com.br

3 O vice Michel Temer, vai 3 MAIS: foi lá que a seleção representar o Brasil no amistoso de reedição do final da Copa de 58, dia 15, na Suécia.

k Como? Mensalão? Não sei que é isso!

LUIS INÁCIO ADAMS // AdvogadoGeral da União e já bem cotado para uma das futuras vagas do Supremo neste ano.

Foto: Paula Lima

A novela Toffoli 333 Agora, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, entra em cena para analisar a participação do ministro Antonio Dias Toffoli no julgamento do mensalão, pelo fato dele ter trabalhado com José Dirceu no governo, ter advogado para ele e sua mulher, a advogada Roberta Rangel, atuar na defesa de outros mensaleiros. Numa conversa sobre suspeição, Marco Aurélio lembra que não participou das decisões que a Corte tomou contra seu primo Fernando Collor “apesar de parentesco de quarto grau não gerar impedimento”. E mais: “Se a Procuradoria-Geral suscitar impedimento, será uma situação delicada. E não caberá a Toffoli decidir, mas sim ao plenário. O problema dele é sério, para dizer o mínimo”.

CONSIGLIERE O ex-ministro Delfim Netto, transformado em consigliere de Dilma Rousseff, acha que ela precisa escolher empresários que devem investir para valer no setor de infraestrutura. E a esses, dar total suporte, apoio e mesmo estímulos especiais, em financiamentos ou até tributação. Aí, se os investimentos não forem realizados, eles descerão do pedestal e serão tratados a pão e água. Nos tempos do regime militar, Delfim usou essa estratégia, com bons resultados. E a Chefe do Governo está começando a gostar da idéia.

333 Um dos mais antigos textos de Nelson Rodrigues (foi escrito em 1949) e encenado em meio às comemorações do centenário do jornalista e dramaturgo, Dorotéia, com direção de João Fonseca e com Alinne Moraes no papeltítulo (primeira foto à esquerda) ganhou première no Teatro Raul Cortez, em São Paulo, onde começa temporada. É a história de uma ex-prostituta que quer se regenerar e enfrenta as primas viúvas e feias (todas interpretadas por atores). Na movimentada noite, da segunda foto da esquerda para a direita, Marisa Orth, de A Família Adams; Rosane Mulholland, de Carrossel; Laura Wie e Luisa Mell.

A nova Dorotéia

333 Durante anos, colunas, revistas e sites de celebridades deitaram e rolaram dando notas sobre final de casamentos, novos (e escondidos) romances, quem traiu ou roubou o namorado (ou namorada) de quem e por ai vai. Lá fora é a mesma coisa e um bom exemplo, hoje, é a traição de Kristen Stewart, namorada de Robert Pattinson, com o diretor Rupert Danders. A novidade é que, de um lado, esses mesmos veículos falam (e cobrem) casamentos gays, de outro, estão se auto-patrulhando para registrar potins no bloco das bibas. Nesses dias, até um conhecido apresentador de TV era personagem de um super-gossip que dominava os salões de cabeleireiros, só que ninguém noticiava. Também era poupado o nome de um ex-craque de futebol. Quem abriu o jogo, vai para a Justiça.

Outros potins

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333 Andressa Mendonça, companheira de Carlinhos Cachoeira, insiste para que ele “conte tudo”, envolvendo, supostamente, figuras que participariam do governo Dilma Rousseff. Ela não entende por que ele “tem de pagar o pato sozinho”, quando tantas pessoas teriam se utilizado do esquema. Antigos advogados de Cachoeira é que deverão fazer sua defesa – e igualmente de Andressa. Mais: em alguns círculos jurídicos bem informados, além de todos os motivos já expostos por Márcio Thomaz Bastos e dos 11 pedidos de habeas corpus negados, há um fator especial para que o ex-ministro da Justiça tenha renunciado. Dos anunciados R$ 15 milhões de honorários, Marcio teria recebido mesmo apenas R$ 2 milhões. Contudo, há um contrato assinado entre cliente e ex-defensor.

APELIDOS Para comemorar 90 anos do avô, Leonel Brizola, a deputada Juliana Brizola (PDT-RS), está escrevendo a biografia dele e uma das divertidas passagens é sobre o talento do político gaúcho em apelidar adversários. O mais famoso ficou sendo o de Lula: “Sapo barbudo”. Outros: “Carequinha” (Tancredo), “Vassourinha”(Jânio),“Queijo Palmira”(Garotinho),“Filhote de ditadura” (Collor) e “Gato Angorá” (Moreira Franco).

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faturou a primeira taça, batendo nos donos da casa por 5 a 2. Detalhe: Pelé tinha 17 anos na época.

Ainda o inchaço 333 Por enquanto, não há sinais de que o inchaço no pescoço do ex-presidente Lula vá desaparecer tão cedo, ainda como seqüela do tratamento de radioterapia. Nas raras vezes que colocou a gravata nos últimos tempos, o ex-chefe do Governo teve de recorrer a camisas sociais mais largas e nada de apertar na área. Tampouco a musculatura de uma de suas pernas está totalmente em ordem: ele não faz longas distâncias a pé e sempre que possível, procura estar amparado. Nas fotos feitas com candidatos petistas, há dias, no instituto Lula, preferiu usar um banquinho alto, onde pudesse ficar sentado.

É AGOSTO 333 A Primeira Guerra Mundial começou dia 1º de agosto de 1914; Hiroshima e Nagasaki foram alvos de bombas atômicas em agosto; Vargas se suicidou neste mês, Jânio renunciou e Juscelino Kubischeck morreu num acidente de carro e por aí vai: são motivos que inspiram a crença de que agosto é um mês carregado de azar. No Brasil, desta vez, temos o julgamento do mensalão. Agosto também é chamado “mês de cachorro louco”porque,nopassado,era o período em que se incentivava a vacina contra raiva. De quebra, o nome agosto vem de latim Augustus, homenagem que o imperador Cesar Augusto fez a si mesmo.

MISTURA FINA OS AMIGOS de José Mujica, presidente do Uruguai, costumam chamá-lo de Pepe. Ele é um homem de hábitos simples, sua origem é de agricultor e desembarcou em Brasília, esta semana, com as botas sujas de barro, condição que, para ele, não tem muita importância e que costuma acontecer com freqüência em Montevidéu. Para quem não sabe: Mujica leva uma vida espartana, doa 90% de seu salário de US$ 12,5 mil para ONGs e uruguaios carentes e anda de fusca em seu país. 333

333 A novela Cheias de Charme, tem tanta mulher bonita que até a arrogante, maldosa e um tanto vilã Isadora, vivida pela atriz Giselle Batista, 26 anos, acaba de ganhar capa e ensaio estimulante da nova edição de Vip. Mimada na TV, Giselle é diferente fora do estúdio: “Não tenho nada de Isadora. Nunca tive faxineira, arrumadeira, cozinheira. Sempre aprendi a fazer tudo sozinha, sempre morei com a família, nunca fui patricinha”. Ela tem uma irmã gêmea, Michelle e está debutando nessas fotos mais intimas.

Cheia de charme

Almanaque 333 Dados para o almanaque da política nacional para estudantes consultarem no futuro: o julgamento do mensalão (Ação Penal 470) que começa hoje envolve um volume de R$ 101,6 milhões de recursos que teriam sido usados na compra de partidos e deputados; o processo tem 50.330 páginas divididas em 234 volumes e 495 apensos; são 38 réus e mais de 600 testemunhas de defesa; o voto do ministro Joaquim Barbosa tem quase mil páginas e o relatório do ministro Ricardo Lewandowski, outras mil; todas as sessões de julgamento terão cinco horas de duração (das 14h às 19h); e a acusação dos réus a ser feita pelo procuradorgeral da República, Roberto Gurgel hoje, demorará cinco horas.

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Botões de couro.

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Só R$ 2 milhões

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

OUT

O EX-presidente Lula não cismou apenas em eleger prefeito de São Paulo o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad: em Campinas, tirou do bolso o nome do presidente do Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Marcio Pochmann, ex-secretário do Trabalho na gestão de Marta Suplicy, em São Paulo. Por enquanto, Márcio, que não tem currículo eleitoral, aparece com um por cento nas pesquisas.

333

333 MARINA Silva, exministra e ex-candidata a Presidência, que carregou a bandeira olímpica na abertura dos Jogos de Londres, foi convidada pelo príncipe Philip, marido da Rainha Elizabeth II. Ele é presidente emérito do Fundo Mundial para a Conservação da Natureza (WWF).

Botões de madeira.

Intenção nobre 333 Salomé Parisio, cujo nome verdadeiro é Dulce de Jesus Oliveira, atriz, cantora e ex-vedete dos tempos do rebolado nacional, 91 anos de idade, acaba de ter sua vida e carreira contadas no livro Salomé Parisio – O Rouxinol do Norte , escrito por Thais Matarazzo, Diego Nunes e Fabio Siqueira. Ela trabalhou com Mazzaroppi, Virginia Lane, Colé e até foi chamada para substituir Carmen Miranda nos Estados Unidos. Nos anos 50, suas pernas eram as mais elogiadas do país. Hoje, ela ainda de considera “namoradeira”, acha bonito as mulheres do showbiz exibirem pernas, seios, “desde que a intenção seja nobre”. Salomé não tem casa própria, não tem carro e mesmo assim se considera feliz.

333 POR CONTA da briga entre Ana Hickmann e Adriane Galisteu, entra em cena o marido da primeira, Alexandre Corrêa e dispara sua metralhadora giratória contra Galisteu, começando por criticar seu visual “porque não dá mais para ver esse sorriso ensaiado com dente de cavalo e nariz de aspirador”. Na seqüência, chama o marido dela, Alexandre Iodice, de “frouxo”, só para começo de conversa. Agora, a rixa deverá ganhar capítulos na Justiça.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

5

Avenida Paulista, 2.100 - São Paulo - SP CNPJ 58.160.789/0001-28

“Se escolher navegar os mares do sistema bancário, construa seu banco como construiria seu barco: sólido para enfrentar, com segurança, qualquer tempestade.” Jacob Safra Retorno sobre PL médio

Índice de eficiência

Basiléia

Indicadores Longo Prazo (br AAA)

Longo Prazo (AA+(bra))

Longo Prazo (Aaa.br)

Balanço Patrimonial Consolidado

Demonstração do Resultado Consolidado - 1º Semestre

Valores em Reais Mil

Valores em Reais Mil 30-jun-12

30-jun-11

88.469.006

80.180.612

Disponibilidades e aplicações interfinanceiras de liquidez

11.844.584

23.994.211

Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos

24.123.503

9.830.041

3.229.777

2.464.662

46.926.049

41.688.266

Operações com características de concessão de crédito

48.323.305

42.470.491

(Provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa)

(1.397.256)

(782.225)

2.240.800

2.110.445

749.829

946.412

1.490.971

1.164.033

ATIVO CIRCULANTE E REALIZÁVEL A LONGO PRAZO

Relações interfinanceiras e interdependências Operações de crédito

Outros créditos Carteira de Câmbio Diversos Outros valores e bens

104.293

92.987

258.299

391.015

IMOBILIZADO DE USO

95.085

221.448

INTANGÍVEL

39.087

21.204

88.861.477

80.814.279

INVESTIMENTOS

TOTAL DO ATIVO PASSIVO CIRCULANTE E EXIGÍVEL A LONGO PRAZO

82.456.265

74.850.658

Depósitos e captações no mercado aberto

38.706.505

41.943.106

Recursos de aceites e emissão de títulos

13.829.750

6.599.055

401.361

470.386

13.476.191

11.843.292

4.760.306

3.069.419

11.282.152

10.925.400

Relações interfinanceiras e interdependências Obrigações por empréstimos e repasses Instrumentos financeiros derivativos Outras Obrigações

660.355

1.008.470

Fiscais e previdenciárias

Carteira de câmbio

2.337.539

2.389.168

Provisões técnicas - operações de seguros e previdência

2.741.870

2.193.373

Dívida subordinada

2.548.721

1.863.619

Diversas

2.993.667

3.470.770

37.312

36.990

6.367.900

5.926.631

88.861.477

80.814.279

RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS PATRIMÔNIO LÍQUIDO TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

2012

2011

Receitas da intermediação financeira

5.000.354

4.590.228

Despesas da intermediação financeira

(3.216.817)

(2.923.339)

RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ANTES DOS CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA

1.783.537

1.666.889

(405.999)

(169.400)

1.377.538

1.497.489

(530.022)

(581.616)

360.828

362.242

Despesas de pessoal e administrativas

(828.721)

(780.596)

Despesas tributárias

(129.316)

(119.922)

-

(288)

Resultado com operações de seguros e previdência

51.804

45.148

Outras receitas e despesas operacionais

15.383

(88.200)

847.516

915.873

109

2.519

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO

847.625

918.392

Imposto de renda e contribuição social

(250.871)

(333.459)

LUCRO LÍQUIDO

596.754

584.933

Resultado de créditos de liquidação duvidosa

RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA

Outras receitas e despesas operacionais Receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias

Resultado de participações em coligadas e controladas

RESULTADO OPERACIONAL

Resultado não operacional

Valores em Reais milhões

Lucro Líquido

Patrimônio Líquido 585

Total de Ativos 88.861

597

6.368 70.168

5.117 445

80.814

5.927

512 453

4.579

58.194

61.479

Jun/08

Jun/09

4.010 1º Sem/08 1º Sem/09 1º Sem/10 1º Sem/11 1º Sem/12

Relação Despesa / Receita

Jun/08

Jun/09

Jun/10

Jun/11

Jun/12

Recursos de Terceiros

Jun/11

Jun/12

Operações de Crédito 93.983

55,1%

Jun/10

93.769 48.323

42,9%

43,5%

44,6%

42.470 74.369

38,9%

30.358

29.263 24.143

1º Sem/08 1º Sem/09 1º Sem/10 1º Sem/11 1º Sem/12

61.227

61.514

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José Manuel da Costa Gomes - Contador CRC nº 1SP219892/O-0 As demonstrações contábeis completas, com parecer dos auditores externos, estão publicadas no jornal Diário do Comércio e Indústria no dia 02 de agosto de 2012.

Jun/08

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

SEM MÁQUINAS STF veta uso de computador em sessões sobre mensalão

olítica

AGORA RÉU Delúbio Soares é processado em SP por lavagem de dinheiro

Mensalão: sem tecnologia nas sessões Segundo a maioria dos ministros, o uso de recursos audiovisuais dos computadores, durante o julgamento do mensalão, seria temerário em caso tão complexo. Dida Sampaio/AE

O

s advogados que dowski, no entanto, defendeu representam os 38 que o STF precisa ser exemplo réus do processo de evolução tecnológica para do mensalão não as demais cortes do País. No poderão usar recursos audio- entanto, o ministro fez a resvisuais nas sessões de julga- salva de que a responsabilidamento no Supremo Tribunal de por trazer os equipamentos Federal, que será iniciado nes- audiovisuais é exclusiva dos ta quinta-feira. Por 5 votos a 4, réus, que também devem aros ministros entenderem que car com o prejuízo caso o equia adesão à tecnologia seria um pamento deixe de funcionar. passo muito ousado para um Joaquim Barbosa e os minisjulgamento tão complexo. tros Antonio Dias Toffoli e CelO pedido de uso dos recur- so de Mello também apoiaram sos tecnológicos foi feito pelo o argumento de Lewandowsadvogado Antônio Carlos de ki. "A parte tem 60 minutos de Almeida Castro, defesa, e esse o Kakay, que detempo pertence fende Duda à parte. Se ela Mendonça e Zilpode ilustrar A orientação da mar Fernandes, melhor sua prepresidente Dilma tensão, que fidois dos réus no é que a máquina caso. Foi recebique por conta e d o p e l o m i n i srisco da parte, do governo não tro-relator, Joamas se tiver propare. quim Barbosa, e blema técnico, o GILBERTO CARVALHO, SOBRE tempo está conrepassado à preDETERMINAÇÃO DURANTE sidência do Sut a n d o " , a r g uSESSÕES DO MENSALÃO premo Tribunal. m e n t o u J o aA ponderação quim Barbosa. sobre o uso de recursos tecnoOs ministros também defilógicos seguiu a linha defendi- niram que as manifestações da pelo presidente da corte, dos advogados seguirão a orCarlos Ayres Britto, que consi- dem da denúncia, com a resderou o experimento "teme- salva de que os defensores rário". Britto aventou a possi- que não puderem comparecer bilidade de falha nos equipa- à corte em determinado dia mentos, o que abriria brecha têm palavra garantida no final para questionamentos das das sustentações orais. defesas, além da possibilidaDilma – O ministro da Secrede de pedidos semelhantes taria-Geral da Presidência da surgirem em varas e tribunais República, Gilberto Carvalho, com recursos incapazes de disse ontem que a presidente atender à demanda. Dilma orientou seus ministros Concordaram com o presi- a "seguirem trabalhando com dente os ministros Rosa We- muita seriedade" durante o ber, Luiz Fux, Gilmar Mendes e julgamento do mensalão, e Cezar Peluso, que destacou afirmou, segundo ainda Carque os defensores dos acusa- valho, ter "confiança" no trados podem carregar sistemas balho do Judiciário. "A orientamultimídia para os computa- ção da presidente Dilma é que dores dos ministros do STF. a máquina do governo funcioO ministro Ricardo Lewan- ne e não pare". (Agências)

Segurança a postos: prédio do STF ganhou proteção especial para o julgamento do Mensalão, que começa hoje e atrai a atenção do País. EFE

TCU suspende decisão sobre contrato com Valério

O

ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz suspendeu ontem a decisão da Corte do início de julho que considerou regular o contrato milionário da agência de publicidade DNA, de Marcos Valério Fernandes de Souza, com o Banco do Brasil. O contrato é uma das bases da acusação da Procuradoria Geral da República, elaborada pelo então procurador geral Antônio Fernando de Souza, em 2006, contra o empresário mineiro no julgamento do mensalão, que terá início nesta quinta no Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Antes de ser ministro, Aroldo Cedraz foi deputado federal pelo antigo PFL, hoje DEM. Ele costuma ser duro e exigente com o governo petista, segundo avaliação de parlamentares que acompanham as atuações e decisões do TCU. Apropriação – A decisão que agora foi suspensa refere-se a um contrato de publicidade para serviços a serem realizados pela agência entre 2003 e 2005. De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Penal 470 – o processo do chamado Mensalão –, a empresa de Marcos Valério teria se apropriado de R$ 4,27 milhões, sendo R$ 2,92 milhões de 31 de março de 2003 a 14 de junho de 2005, quando Henrique Pizzolato foi diretor de marketing do Banco do Brasil. Pizzolato também é réu do Mensalão. O contrato total da DNA com o Banco do Brasil foi de R$ 153 milhões. Num julgamento anterior, o TCU havia considerado o contrato irregular e arredondado os valores a serem devolvidos

pela DNA para R$ 4,4 milhões. Mas, ao reavaliar a decisão, em julho, a ministra Ana Arraes – mãe do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos –, fez uso de uma lei de 2010, que mudou a legislação que regula os contratos de publicidade das empresas públicas. Ela considerou que o processo era legal. Os advogados de Marcos Valério pediram ao STF que incluísse a decisão nas alegações da defesa do empresário no processo do mensalão, o que foi aceito pelo ministro Joaquim Barbosa. A suspensão do acórdão do TCU ocorreu porque Júlio Marcelo, procurador do Ministério Público junto ao tribunal, recorreu da decisão tomada no mês passado em benefício de Marcos Valério. Ele argumentou que a lei não poderia retroagir para beneficiar o réu, por se tratar de processo penal. Como a Secretaria de Recursos aceitou a apelação do procurador e a distribuiu a Aroldo Cedraz, este determinou que a decisão fosse suspensa até novo julgamento, o que é previsto pelo regimento interno do TCU. Em seu relatório, Ana Arraes argumentou que a lei aprovada em 2010 com novas regras para a contratação de agências de publicidade pela administração pública esvaziou a irregularidade apontada anteriormente pelo próprio Tribunal de Contas da União. Um dos artigos da lei diz que as regras alcançariam "contratos já encerrados". Esse artigo foi usado pela ministra do tribunal para considerar regulares as prestações de contas do contrato do BB com a DNA Propaganda Ltda. (AE)

Personagens do caso, a partir da esquerda: Lula e os réus José Dirceu, Valdemar da Costa Neto, Marcos Valério, Delúbio Soares e José Genoíno.

Delúbio Soares é processado em SP Ele é réu na Justiça Federal sob a acusação de ter lavado dinheiro oriundo das empresas de Marcos Valério

A

Justiça Federal em São Paulo abriu processo criminal contra o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, que passou a ser réu sob a acusação de ter lavado dinheiro no caso do mensalão. A decisão é do juiz federal Márcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Criminal Federal em São Paulo, que aceitou no dia 6 de julho denúncia do Ministério Público Federal resultante do desmembramento do caso de compra de apoio político. Delúbio é acusado de receber dinheiro de origem ilícita das agências do empresário Marcos Valério de Souza por intermédio do Banco Rural. Segundo a denúncia da procuradoria, "as agências de publicidade repassavam os recursos ilicitamente obtidos a representantes do Partido dos Trabalhadores, entre outros, seja para apropriação pessoal de seus membros, seja para repasse a membros congressistas da base aliada, a fim de obtenção de apoio ao poder executivo", diz a denúncia.

O Banco Rural participou do Lima, seu cliente não estará mas semanas, de viagens enValerioduto para ver "atendi- presente nas sessões de julga- t r e s u a s p r o p r i e d a d e s n a dos seus interesses econômi- mento do caso, no STF, deven- Bahia e no Pará, durante o julcos perante o governo, entre do acompanhá-lo por inter- gamento. "Se necessário, vaeles obter influência ilícita pa- médio da TV da Justiça. mos manter contato por telera aquisição do Banco MercanO deputado federal Zeca fone, mas não acredito que setil de Pernambuco", diz a acu- Dirceu (PT-PR), filho do ex-mi- rá preciso", diz. sação da PGR. nistro-chefe "Nossa defesa está estrutuDirceu – Na da Casa Civil rada e não deve haver novidadenúncia do J o s é D i r c e u , des." Kakay vai ter a compamensalão defendeu on- nhia do advogado Luciano FelEle [Delúbio apresentada tem o pai e dis- dens na defesa de Duda e de Soares] tinha em 2006, o ense que ele foi sua sócia, Zilmar Fernandes o domínio t ã o p r o c u r a"injustiçado" e Silveira. Eles são acusados, funcional dor-geral da prevê que será pela Procuradoria-Geral da República, Anabsolvido. União (PGU) de lavagem de disobre todos tonio Fernando D u d a M e nnheiro, evasão de dividas e os crimes de Souza, quadonça – Decidi- gestão fraudulenta. perpetrados. lificou o então do a não se maLula – Ontem, o ex-presidenDENÚNCIA DA PGR d e p u t a d o f enifestar sobre te Lula evitou compromissos deral cassado o mensalão, o públicos. Esteve no Instituto e ex-ministro da Casa Civil Jo- publicitário Duda Mendonça Lula, na capital, mas não atensé Dirceu como "chefe do or- vai acompanhar à distância o deu os jornalistas. Ali, reuniuganograma delituoso" e de- julgamento do caso pelo Su- se com o médico Cláudio Gotfendeu a tese de que, como se- premo Tribunal Federal (STF). temberg, do hospital Albert gundo homem mais importan- Segundo um de seus advoga- Einstein, mas seu assessor de te da República, ele sabia de dos, Antônio Carlos de Almei- imprensa, José Crispiniano, tudo. "Ele tinha o domínio fun- da Castro, o Kakay, o publicitá- disse que era uma reunião de cional de todos os crimes per- rio manterá a rotina das últi- trabalho. (Agências) petrados", diz a denúncia. Segundo o advogado de Dirceu Leia mais sobre o Mensalão nas páginas 7 e 8. no processo, José Luís Oliveira


p Novela Toffoli: hoje, o último capítulo. DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

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Toffoli não reúne condições mínimas para julgar com isenção. Senador Pedro Taques (PDT-MT)

olítica

Ministro do STF parece não abrir mão de participar do julgamento, apesar de ter sido advogado do PT e subordinado ao então ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Carlos Humberto/SCO/STF

N

Antônio Dias Toffoli: apesar da polêmica, ministro deixou para hoje a decisão de julgar Mensalão.

Líder do PT fala em 'farsa da mídia' Jilmar Tatto diz que Mensalão foi jogada de marketing da oposição e de boa parte da imprensa conservadora

U

m dia antes do ínicio do julgamento do Mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (PTSP), divulgou nota e concedeu entrevistas com ataques a setores da mídia. Segundo ele, o Mensalão, considerado o principal escândalo político do governo Lula, foi "uma farsa, uma jogada de marketing" de parte da oposição e de grande parte da "mídia conservadora" para atingir o PT e as forças progressistas. "Os réus "sofrem ataques contínuos e planejados por setores da mídia, que já os condenou de maneira sumária, conforme seus interesses políticos e ideológicos".

Tatto disse que a cobertura da mídia antes do julgamento tem "clima de caça às bruxas contra o PT, mantendo uma pressão indevida para que os ministros do STF ajam de acordo com a vontade de uma elite que gostaria de ganhar no tapetão as eleições do País". O petista disse ainda que a acusação de que houve compra de votos não se sustenta. "Não procede, não houve compra de votos no Congresso Nacional, tampouco pagamentos a parlamentares para votarem a favor do governo. O chamado Mensalão é uma farsa criada por setores conservadores aliados a partidos da oposição visando atacar o PT e as forças progressistas."

Impacto político – O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AP), admitiu ontem que o julgamento do Mensalão terá "impacto político" para o Palácio do Planalto e também nas eleições municipais de outubro. O senador disse que o governo vai trabalhar uma "pauta construtiva" no Congresso durante o julgamento, numa tentativa de reduzir os impactos do julgamento sobre o Palácio do Planalto. "Vamos enfrentar [o julgamento] com a mesma estratégia que adotamos na CPI do Cachoeira e em outros temas. Vamos trabalhar uma pauta construtiva no Congresso. Reconhecemos que haverá im-

pacto político. Mas nossa agenda será dentro do que o país precisa". Coragem – O governado de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), afirmou que o STF deve ter coragem para punir os responsáveis pelo mensalão e absolver os inocentes. "Esperamos que o Supremo faça o julgamento com tranquilidade e dentro da legislação em vigor. Com coragem para punir quem errou e inocentar quem é inocente". Para ele, o julgamento não deve interferir nas eleições, pois o povo está interessado em discutir problemas das cidades. "Afetará quem tiver qualquer tipo de envolvimento com erro". (Agências)

a véspera do julga- bem como as circunstâncias mento do Mensalão específicas do julgamento da e no retorno dos tra- ação penal do Mensalão "mosbalhos do Senado, o tram, com todo respeito, com senador Pedro Taques (PDT- toda licença, que ele não reúMT) ocupou a tribuna para pro- ne condições mínimas para testar contra o silêncio do mi- julgar com isenção". nistro do Supremo Tribunal "Cabe, então, ao S. Exa. o Federal (STF), José Antonio respeitável ministro Dias TofDias Toffoli, quanto à sua par- foli, cumprir seu juramento de ticipação no julgamento de zelar pela Constituição e deex-colegas de trabalho no PT. clarar-se suspeito e impedido Taques se disse "estarreci- para participar desse julgado" diante da possibilidade de mento". E lembrou que sua reToffoli não se julgar impedido cusa poderá levar o STF a "tode opinar no processo que tra- mar decisão nesse sentido". ta do escândalo do Mensalão. O ministro Antonio José Dias "Ele não reúne condições Toffoli vai ou não participar do mínimas para julgar com isen- julgamento do Mensalão? ção". Enfatizou que até agora A questão, que assumiu o ministro não se mostrou dis- ares de novela pelo desenroposto a se lar dos trabaafastar do jull h o s , c o n t igamento. E nuou ontem a lembrou a ser um imenso " p r o x i m i d aTeria ele condições p o n t o d e i nde" de Toffoli t er rr og aç ão , psicológicas, com o chamadentro e fora para enfrentar a do "núcleo podo STF, e proverdade, que pode lítico do menvavelmente salão" e o fato manchar a história só terá desfede ele ser "hocho hoje, com do PT, do qual fez mem da cono início do julparte a vida toda? fiança" do exgamento. PEDRO TAQUES presidente De sua parLula e do exte, o procuraministro José dor-geral da Dirceu, apontado pelo Minis- República, Roberto Gurgel, tério Público como "chefe" da não se definiu. Avalia se vai quadrilha que desviou dinhei- pedir que Toffoli seja declararo público para comprar votos do suspeito de participar do de parlamentares. julgamento, por ter sido advo"Teria ele condições psico- gado do PT e um dos subordilógicas, e nós estamos a tratar nados do então superpoderode capacidade subjetiva ou so ministro da Casa Civil, José imparcialidade, para enfren- Dirceu: "É um assunto a ser tar a verdade, que pode man- visto até o início do julgamenchar a história do partido do to". Gurgel tem a prerrogativa qual ele fez parte a vida to- de pedir que Toffoli seja declada?", indagou o ex-procurador rado suspeito de atuar no caso da República. Ele lembrou que do Mensalão. o ministro foi sócio, até 2009, Certeza – Já o presidente do de escritório de advocacia que STF, Carlos Ayres Britto, condefendeu outros envolvidos firmou ontem que Toffoli vai, no Mensalão. A outra sócia, sim, participar do julgamento Roberta Rangel, é tida como e um indicativo disso está no namorada de Toffoli, o que, se- fato de que o ministro particigundo o Taques, já é motivo pou da análise das questões de ordem do Mensalão. Separa impedimento legal. Contaminação – Para Ta- gundo Britto, isso já sinalizaria ques, os compromissos assu- que ele "sem dúvida" vai estar midos por Toffoli em sua car- entre entre os juízes que irão reira antes de chegar ao STF, analisar os 38 réus. (Agências)


p Do lado de fora, o julgamento popular. DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Tenho sido alvo de pesadas investidas da imprensa desde a última pesquisa Datafolha. Celso Russomanno, candidato do PR à Prefeitura de SP.

olítica

Manifestantes acompanham hoje, em Brasília, a reação do Supremo frente aos 38 réus acusados de receber mesada em troca de favorecimentos no Congresso. Armando C. Serra Negra

C

erca de 500 manifestantes estarão hoje diante do Supremo Tribunal Federal (STF), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, aguardando o início do julgamento da Ação Penal nº 470, marcado para as 14h. Vestindo camisetas dos diferentes grupos militantes contra a corrupção, pretas, ou brancas com uma faixa de luto na manga, eles prometem vigiar de perto o desenrolar do processo. "Lamentamos a morte da ética na política, que só este julgamento pode restaurar", diz Daniella Kalil. Ela e sua irmã, Luciana, são as pioneiras das manifestações públicas organizadas pela militância nas redes sociais da internet, quando levaram 25 mil pessoas às ruas do Distrito Federal, no feriado de 7 de setembro de 2010. "A partir daí o movimento se espalhou pelo Brasil, centenas de grupos anticorrupção apareceram, fizemos inúmeras passeatas Brasil afora, nas

datas cívicas ao longo do ano passado, pressionamos o STF para marcar logo este julgamento – antes que muitas penas prescrevessem – conseguimos a homologação da Lei Ficha Limpa, e estamos incomodando bastante", avalia. Ela afirma que "as pessoas estão começando a sair da zona de conforto, indo cada vez mais a público protestar pela moralidade política no País". À luz de velas – Com a mesma intenção, ontem à noite, em São Paulo, 500 velas votivas foram acesas pelo grupo virtual Nas Ruas no vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, para escrever a palavra Mensalão no chão. As integrantes do grupo Femen Brazil imaginaram uma apresentação com "dinheiro na calcinha", uma sátira feminina ao famoso caso do "dinheiro na cueca", mas desistiram da ideia. "O início do julgamento coroa o trabalho que vimos fazendo nos últimos dois anos, de conscientização da sociedade em relação ao problema da corrupção pública, que só ela pode resolver", festeja a organizadora Carla Zambelli.

Jefferson: tumor tem foco maligno.

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a véspera do início do julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-deputado Roberto Jefferson, um dos 38 réus no processo, foi informado de que há um "foco maligno" no tumor retirado do seu pâncreas em cirurgia no último sábado. Exame preliminar realizado no mesmo dia da cirurgia havia indicado que o tumor não era maligno, porém uma análise patológica mais detalhada feita nos últimos dias indicou uma mudança no diagnóstico.

"Dentro do tumor, de 4,9 centímetros, há um foco maligno de menos de 2 centímetros. É um estágio muito inicial", afirmou ontem o cirurgião-geral Ribamar Azevedo, que atende o ex-deputado e presidente do PTB. Segundo o médico, Jefferson será examinado pelo oncologista Daniel Tabak, que vai orientar o paciente sobre o tratamento indicado. Azevedo disse que "possivelmente" será necessário algum tipo de tratamento quimioterápico. (AE)

L.C. Leite/LUZ

De vela na mão: integrantes de movimentos sociais iluminam área defronte ao Masp em vigília pelo início dos trabalhos do Mensalão.

Polícia Federal entra em greve na 3ª Paralisação deve afetar principalmente o trabalho dos agentes em fronteiras, portos e aeroportos do País.

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conselho da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) aprovou ontem a greve geral da categoria a partir da próxima terça feira. A paralisação deverá afetar as atividades dos agentes em fronteiras, aeroportos e portos. A categoria pede reestruturação salarial e da carreira e a saída do atual diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, informou a assessoria de imprensa da Fenapef. O sindicato reúne 13 mil filiados. Cada estado deverá definir a partir de hoje as ações que deverão ser tomadas durante a paralisação, como a adoção

de operação-padrão, disse a Fenapef. Os policiais federais dizem não ter recebido nenhuma proposta do governo após quase três anos de negociações com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que está a frente do diálogo com os movimentos grevistas no País. Os agentes, que ontem acenderam velas em frente ao Congresso como protesto contra a falta de interlocução com o Planalto, também deverão realizar uma marcha em Brasília na próxima quarta-feira, segundo anunciaram. A categoria é mais uma a op-

tar pela greve diante do impasse nas negociações com o governo. As paralisações atingem diversos setores do funcionalismo federal, incluindo professores e técnicos de universidades federais, agentes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), agências reguladoras e funcionários de nove ministérios em Brasília, segundo a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef). Lamentação – O ministro da Secretaria-Geral da Presidên-

cia da República, Gilberto Carvalho, criticou ontem essa onda de greves em setores do funcionalismo público. "Penso que as greves muito prolongadas acabam não beneficiando os servidores porque quem sofre muito com isso são os usuários, é o público", disse . O governo chegou a publicar um decreto para garantir a manutenção de serviços essenciais durante a greve. "Tenho a esperança de que prevaleça o bom senso e a compreensão sobre o momento e que se leve em conta que não se pode fazer greve antes da palavra final do governo", disse. (Agências)

Valter Campanato/ABr

Bicheiro tem 10 dias para apresentar nova defesa Com a saída de Márcio Thomaz Bastos, ele agora tem de constituir nova defesa.

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epois de romper com o escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, chegou algemado e sem terno para a audiência de instrução do processo da operação Saint Michel, da Polícia Federal. De malha azul e calça, permaneceu calado durante toda a sessão. Ele também não contou com o apoio da companheira, Andressa Mendonça, e nem de seus familiares. Por ordem judicial, Andressa está proibida de se aproximar de Cachoeira ou de qualquer réu da operação Monte Carlo. Com a saída do ex-ministro da Justiça do caso, Cachoeira tem prazo de 10 dias para constituir nova defesa. ão falou com a imprensa. Cachoeira não foi ouvido ontem. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios

Os depoimentos da Andressa e da Andréa têm foco nos bens de Cachoeira: aviões, imóveis contas no exterior. PAULO TEIXEIRA (PT-SP) (TJDFT) remarcou para 29 de agosto o depoimento dos réus da Saint Michel. A defesa dos acusados alegou que duas testemunhas ainda não foram ouvidas na ação que investiga fraudes no sistema de bilhetagem do transporte público de Brasília. Único réu a depor, Gleyb Ferreira falou que era apenas funcionário de Cachoeira e que trabalhava para viabilizar negócios do grupo com gover-

SECRETARIA DA SAÚDE AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL Torna público que realizará no dia e hora a seguir determinado: Pregão Presencial nº: 132/2012 - Processo nº 2012-0.138.714-7 Objeto: AQUISIÇÃO DE MATERIAL PARA PINTURA, PARA USO NAS UNIDADES DA AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL. Data Abertura: 15/08/2012 - às 09:00 horas. Endereço: Rua Frei Caneca, 1398/1402, 2º andar - Consolação - São Paulo Capital - Custo do Edital: R$ 5,40. O edital do pregão poderá ser consultado e/ou obtido no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou no Núcleo de Licitações da Autarquia Hospitalar Municipal, situada na Rua Frei Caneca, 1398/1402 - 9º andar Consolação - São Paulo - Capital, das 9:00 às 16:00 horas, aquisição mediante depósito em nome da Autarquia Hospitalar Municipal - Conta Corrente: 5.415-1 Agência: 1.897-X (Banco do Brasil) - (Apresentar comprovante do depósito).

nos e empresários. Os advogados de Gleyb pediram que a magistrada convertesse a prisão preventiva em medida cautelar. A defesa alega que a licitação para a bilhetagem sequer ocorreu. Já a defesa de Heraldo Puccini pediu a revogação da prisão. O ex-diretor da Delta no Sudeste está foragido. O MP pediu vista para analisar os pedidos. CPI – A CPI Mista que investiga as relações de Cachoeira com políticos e empresários divulgou ontem os depoimentos previstos para a segunda semana de agosto, segundo o portal de notícias G1. Edivaldo Cardoso de Paula e Rosely Pantoja da Silva foram convocados para o dia 15. Rosely é sócia da Alberto & Pantoja Construções, empresa de fachada usada pelo contraventor, segundo a PF. No mesmo dia irá depor Edivaldo Cardoso de Paula, ex-presidente do Departamento de Trânsito de Goiás (Detran). Andressa Mendonça, atual mulher de Cachoeira, tem depoimento marcado para dia 7. A ex-mulher, Andréa Aprígio, no dia 8. "Os depoimentos da Andressa e da Andréa são importantes porque têm foco na administração dos bens do Cachoeira. Precisamos saber sobre aviões, imóveis e até contas no exterior", destaca o vice-presidente da CPI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP). (Agências)

"Pulseiras": sem terno, Cachoeira chega algemado para depor no processo da operação Saint Michel.

Russomanno se diz vítima Ele diz que ligação de seu nome com a CPI do Cachoeira é perseguição da empresa

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candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, apresentou ontem o documento encaminhado ao presi-

dente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rego (PMDBPB), colocando à disposição seus sigilos fiscal, bancário e telefônico.

Alexandre Moreira/Brazil Photo/Folhapress

Celso Russomanno: "Essa foi a tentativa mais rasteira".

Em sua página no Facebook, ele diz que a citação de seu nome por doleiros, em grampos captados pela Polícia Federal, na Operação Monte Carlo, e o suposto depósito em conta bancária no exterior operada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, "é um absurdo sem precedentes". "Querem envolver meu nome com a CPI. Foi a tentativa mais rasteira para desqualificarem minha candidatura", reclama aos internautas. "Tenho sido alvo de pesadas investidas da imprensa desde a última pesquisa Datafolha, em julho, que mostrou que estou tecnicamente empatado na 1ª colocação com o candidato do PSDB". (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

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O tempo de resolver a questão nuclear iraniana pacificamente está acabando. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

nternacional

SÍRIA ARMADA ATÉ OS DENTES Regime de Assad apela para aviões de caça, enquanto rebeldes usam tanques na batalha pelo controle de Alepo. Goran Tomasevic/Reuters

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Ó RBITA

JUSTIÇA 1

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Moradores caminham entre escombros de prédios destruídos por bombardeios de forças leais a Assad no centro de Alepo

EFE

EFE

luta pelo controle de Alepo se intensifica com o uso de armas cada vez mais pesadas. Enquanto o regime sírio usa aviões de caça para disparar contra a cidade mais populosa do país, a oposição tem tanques e armamentos pesados para enfrentar as tropas de Bashar al-Assad. A informação foi revelada pelo porta-voz da Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Martin Nesirky, afirmando que esta é "uma batalha crucial". Em meio à escalada do conflito, Assad divulgou nota em celebração ao aniversário das Forças Armadas. No texto, ele diz a seus soldados que a luta contra a insurgência decidirá o destino da Síria. "O exército está engajado em uma batalha heroica... na qual está o destino da nação e do povo. O inimigo está atualmente entre nós, usando agentes para desestabilizar o país", afirmou o líder. A nota não dá pistas de onde Assad se encontra, duas semanas após um ataque a bomba ter provocado baixas entre membros do alto escalão do regime – a última vez em que falou em público. Em sua tentativa de elevar o moral dos soldados, Assad reiterou sua confiança nas tropas e criticou os insurgentes – parte deles, desertores do exército – por querer "impedir os sírios de traçar seu futuro". Os Estados Unidos reagiram à declaração chamando Assad de "covarde" e "desprezível". "Acreditamos ser uma covardia, francamente, que um homem que se esconde exorte suas Forças Armadas a continuar a matar civis de seu próprio país", disse um porta-voz do Departamento de Estado. Os EUA disponibilizaram US$ 25 milhões para auxiliar os rebeldes sírios, segundo o Departamento de Estado. A princípio, Washington tinha reservado US$ 15 milhões, mas acrescentou US$ 10 milhões a esse montante. A ajuda é restrita a suprimentos não letais, como equipamentos de comunicação. Nova fase - A guerra civil entrou em uma nova fase depois do atentado de julho em Damasco, e nos últimos dias os combates chegaram a Alepo, que havia estado alheia aos 17

Na guerra, todos são culpados.

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Rebelde avançam e capturam base militar em Sicco, perto de Alepo. meses de rebelião no país. Analistas dizem que a batalha pelo controle de Alepo pode ser decisiva para o destino de Assad. A ONU reportou uma escalada significativa nos confrontos em Alepo, com os militares utilizando caças para atirar em rebeldes. Já os insurgentes aproveitam tanques captura-

dos do exército. "Estamos muito preocupados com a violência dos combates em Alepo. Nas últimas 72 horas, observamos um agravamento importante do nível da violência no sudeste da cidade", alertou a representante da ONU, Sausan Ghosheh. (Agências)

magens de um vídeo mostrando uma suposta execução de quatro homens leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, e pilhas de corpos de milicianos do governo em uma estação policial sugerem que os rebeldes estão usando as mesmas táticas pelas quais as forças do regime estão sendo condenadas. O vídeo no YouTube mostra quarto supostos milicianos sendo levados a um pátio antes de começar uma prolongada série de disparos. Enquanto a fumaça subia, uma pilha de corpos amontoados podia ser vista ao lado da parede. A execução pareceu ser realizada no pátio de uma escola em uma localização não revelada de Alepo.

Rebeldes capturam 'traidor' Nas imagens, cuja veracidade não pôde ser confirmada de forma independente, os homens são identificados como membros da milícia "shabbiha" pró-Assad, da família Berri. Outro vídeo mostrou rebeldes em comemoração na terça-feira, após dominarem uma delegacia em Nayrab, a sudeste de Alepo. "Venham ver as carcaças que morrem por causa de Assad", disse um rebelde antes de a câmera passar pela delegacia e mostrar ao menos 15 corpos. (Reuters)

A paciência de Israel está se esgotando

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srael alertou ontem o secretário de Estado norte-americano, Leon Panetta, que o prazo para uma solução pacífica na disputa nuclear com o Irã está se esgotando, e que as sanções econômicas e a retórica não estão bastando para convencer Teerã. Há fortes especulações de que Israel realizará uma ação militar contra o Irã para deter o programa nuclear iraniano, que o Ocidente suspeita estar voltado para o desenvolvimento de armas. O governo iraniano diz que seu programa atômico é inteiramente pacífico. Panetta assegurou a seus anfitriões israelenses que os EUA não permitirão que o Irã desenvolva armas atômicas, e sugeriu que a ação militar será possível quando as demais opções forem esgotadas. "Não se trata de contenção. Trata-se de deixar muito claro que eles nunca poderão obter uma arma nuclear", disse Panetta. "Se eles decidirem ir adiante com uma arma nuclear..., temos opções que estamos preparados para implementar a fim de assegurar que isso não aconteça", declarou. Mas o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu,

Mark Wilson/Reuters

bilionário Hans Kristian Rausing, herdeiro da indústria de embalagens Tetra Pak, admitiu ontem ter escondido por dois meses o corpo de sua mulher, Eva, na casa do casal, em Londres. Segundo a autópsia, Eva, de 48 anos, teria morrido em 7 de maio, mas ela só foi encontrada em 9 de julho, quando a polícia fazia uma vistoria na casa, situada no exclusivo bairro de Belgravia, após Rausing ser detido por suspeita de dirigir sob efeito de drogas e álcool. O corpo, em decomposição, estava enrolado em roupas, lençóis e sacos de lixo. Apesar de os exames apontarem a presença de cocaína no corpo, a causa da morte ainda é desconhecida. Rausing, de 49 anos, foi condenado a dez meses de prisão e fará tratamento para dependência química. Eva, que já tinha um passado marcado pela dependência de drogas, era uma das mulheres mais ricas do Reino Unido e, por isso, seu caso acabou comovendo todo o país. A fortuna do casal é estimada em 7 bilhões de euros. (Agências)

O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, e seu colega israelense, Ehud Barak, visitam uma instalação do sistema antimísseis Domo de Ferro, em Ashkelon.

JUSTIÇA 2

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Equador deseja impedir a extradição do fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, para a Suécia, e lamentoua recusa do país escandinavo de interrogá-lo dentro da embaixada equatoriana em Londres. Assange está refugiado no local há seis semanas, enquanto aguarda a tramitação de pedido de asilo. O ativista irritou os EUA em 2010 ao divulgar documentos diplomáticos secretos e é alvo de um pedido de extradição da Suécia para responder por acusações de crimes sexuais. Mas ele teme que, depois de julgado na Suécia, seja transferido para os EUA. Segundo o chanceler do Equador, Ricardo Patiño, seu país propôs à Suécia para que interrogasse Assange na embaixada, o que poderia evitar a extradição dele. Mas ele disse ontem ter sido informado que o governo sueco rejeitou a oferta. Ele não quis antecipar se a recusa deixa o Equador mais inclinado a conceder o asilo. (Reuters)

Banco Bradesco S.A.

CNPJ no 60.746.948/0001-12 - NIRE 35.300.027.795 Ata da Reunião Extraordinária n o 1.824, da Diretoria, realizada em 14.6.2012 Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 309.508/12-5, em 18.7.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Banco Bradesco S.A.

CNPJ no 60.746.948/0001-12 - NIRE 35.300.027.795 Ata da Reunião Extraordinária no 1.917, do Conselho de Administração, realizada em 20.6.2012 Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 309.510/12-0, em 18.7.12. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

salientou que o próprio Panetta vem dando declarações semelhantes há vários meses. "Por mais incisivas que sejam nossas declarações, elas não convenceram o Irã de que estamos falando a sério sobre contê-los", disse o premiê. Netanyahu rejeitou o conselho norte-americano de dar mais tempo para a diplomacia trabalhar. "Neste momento, o

Irã acredita que a comunidade internacional não está resolvida a parar seu programa nuclear. Isso precisa mudar, e precisa mudar rapidamente pois o tempo de resolver essa questão pacificamente está acabando", advertiu. Um eventual conflito entre Israel e Irã poderia envolver os EUA, onde esse é um tema importante na campanha eleito-

ral. O candidato de oposição à Presidência, Mitt Romney, visitou Israel nesta semana. O Estado judeu – que não confirma nem nega possuir armas nucleares – diz que resta pouco para que o Irã obtenha uma "zona de imunidade" na qual as bombas israelenses seriam incapazes de penetrar nas instalações nucleares subterrâneas. (Agências)

Banco Bradesco S.A.

CNPJ no 60.746.948/0001-12 - NIRE 35.300.027.795 Ata da Reunião Extraordinária no 1.918, do Conselho de Administração, realizada em 21.6.2012 Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 309.511/12-4, em 18.7.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Banco Bradesco S.A.

CNPJ no 60.746.948/0001-12 - NIRE 35.300.027.795 Ata da Reunião Extraordinária no 1.920, do Conselho de Administração, realizada em 27.6.2012 Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 309.512/12-8, em 18.7.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012 Brígida Rodrigues/e-SIM - 27/06/2008

A QUESTÃO "A maioria não quer a legalização. Nós vamos ser direcionados por uma minoria que quer?" A pergunta foi feita pelo psiquiatra Ronaldo Laranjeira (foto), professor da Unifesp.

idades

1,5 milhão usam maconha todos os dias Pesquisa da Unifesp mostra que 3,4 milhões de adultos entre 18 e 59 anos usaram a droga em 2011 e 8 milhões a experimentaram uma vez na vida. Sobre a legalização, 75% dos brasileiros são contra.

Leonardo Wen/Folhapress - 30/10/2009

Brígida Rodrigues/e-SIM - 27/06/2008

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Segundo a pesquisa, 75% da população do País é contra a legalização da maconha. Só 11% são favoráveis.

Polícia prende cinco na Cracolândia

O psiquiatra Ronaldo Laranjeira: surpreso com o resultado da pesquisa.

abordou o nível de aprovação dos brasileiros em relação à legalização da maconha. Segundo os dados, 75% da população brasileira são contra a legalização da droga, 11% se declararam a favor e os demais ou não souberam responderam ou não quiseram. "A maioria não quer a legalização. Nós vamos ser direcionados por uma minoria que quer?", questionou o psiquiatra. (Agências) Em www.dcomercio.com.br, a íntegra da pesquisa.

Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

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peração da Polícia Civil para coibir o tráfico de drogas na região da Cracolândia terminou ontem com cinco pessoas presas. Quatro que consumiam crack foram encaminhadas ao 3º DP por porte de entorpecentes. Uma mulher, faxineira de um hotel na rua Conselheiro Nébias, era procurada pela Justiça e também foi detida. Foram vistoriados, com ajuda do Contru e da subprefeitura da Sé, cinco estabelecimentos - dois hotéis e três bares. Três deles foram interditados, incluindo um hotel, por problemas em relação à segurança. Alguns imóveis foram emparedados por falta de conservação. Liminar - Anteontem, a Justiça concedeu liminar (em ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual) impedindo ação "vexatória, degradante ou desrespeitosa" contra

Três das cinco pessoas detidas ontem em hotel no Centro usuários de drogas. A decisão impede que eles sejam retirados do local ou obrigados a se deslocar para outras áreas da cidade. A secretária da Justiça, Eloisa Arruda, que é membro do MP, criticou seus colegas promotores pela ação contra a operação Centro Legal. "O Ministério Público, nestes anos todos, pelo que me consta, não tomou nenhuma

atitude em relação àquela situação que estava lá instalada", disse Eloisa. O comandante da Polícia Militar, Roberval França, também negou que a corporação tenha obrigado os usuários de drogas a circular pelas ruas do centro. Na ação, o Ministério Público cita que os usuários são dispersados por policiais nas chamadas "procissões do crack". (Agências)

75 por cento da população brasileira é contra a legalização da maconha. Apenas 11% se declararam a favor. O restante não se manifestou.

Paulo Whitaker/Reuters

erca de 1,5 milhão de brasileiros, entre adultos e adolescentes, consomem maconha diariamente. A informação integra estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgado ontem. O segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) - O Uso de Maconha no Brasil também aponta que mais de 3,4 milhões de adultos entre 18 e 59 anos usaram a droga no último ano e 8 milhões experimentaram maconha uma vez na vida. Entre os usuários, os homens são maioria (ver arte). A pesquisa foi realizada entre janeiro e março, com um universo de 4.607 pessoas com idade mínima de 14 anos, em 149 municípios de todos os estados. O trabalho custou R$ 1 milhão e foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Dependentes - Segundo o levantamento, 37% das 3,4 milhões de pessoas que afirmaram ter consumido a droga no ano passado são dependentes da maconha. Para chegar a esse número, os pesquisadores analisaram alguns dados que, segundo eles, levam uma pessoa à dependência como, ansiedade e preocupação do usuário por não ter a droga, sensação de perda de controle sobre o uso, preocupação com o próprio uso, tentativas de parar e a dificuldade em ficar sem consumir a maconha. O psiquiatra Ronaldo Laranjeira, diretor do instituto que produziu o levantamento, disse que se surpreendeu com o número de dependentes da droga. "Se tivesse que chutar um número, pela minha experiência na área, diria que o número de dependentes era de 20%. Esses 37% nos chamam a atenção e mostram as políticas públicas deveremos adotar para controlar o problema", disse. Contra a legalização - A pesquisa da Unifesp também

AÇÃO NO CENTRO – Ontem, no Largo de São Francisco, no Centro Velho da Capital, um grupo de agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) deteve um suspeito de usar drogas.

Nova Luz recebe licenciamento ambiental para obras J.Duran Machfee/AE

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Nova Luz, projeto de revitalização da área da Cracolândia, já tem licenciamento ambiental. Com isso, a Prefeitura pode abrir licitação para definir quem vai fazer as obras na região. A licença foi aprovada ontem pelo Cades (Conselho Municipal de Meio Ambiente), onde tramitava desde setembro do ano passado. O projeto foi apresentado em agosto do ano passado. Nesse período, várias liminares suspenderam o projeto, a pedido de moradores, Defensoria Pública e associação de lojistas da Santa Ifigênia. A última liminar foi suspensa pelo Tribunal de Justiça, em

junho. Sem empecilhos jurídicos, o Cades finalmente deu seu parecer. Projeto – O Nova Luz prevê que a transformação da região fique a cargo de uma empresa privada, que poderá fazer as desapropriações e vender os terrenos. A previsão é cerca de 30% da região da Santa Ifigênia seja desapropriada e demolida. Quem aluga imóvel na área da atual Cracolândia terá um programa de aluguel proporcional à sua renda. Já os proprietários receberão, em troca, um imóvel equivalente em alguns dos novos empreendimentos a serem construídos nos próximos anos. (Folhapress)

Ao lado, prédio localizado na Rua dos Gusmões, na Cracolândia. Prefeitura pretende que a iniciativa privada promova o processo de revitalização da área.


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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

11 Marcelo Del Pozo/Reuters

Marcelo Del Pozo/Reuters

Marcelo Del Pozo/Reuters

Nigel Roddis/Reuters

Michael Dalder/Reuters

Lalo de Almeida/Folhapress

N ATAÇÃO G INÁSTICA

Braçadas para uma nova final

Um 10º lugar que vale ouro O ginasta brasileiro Sérgio Sasaki, 20, cumpriu ontem seu objetivo na final do individual geral, no North Greenwich: terminou a competição no 10º lugar, a melhor posição da história para um brasileiro. Sasaki atravessou a prova

de seis aparelhos oscilando entre o sétimo e o oitavo lugar. No entanto, um desempenho apenas regular no último exercício, no solo, definiu a décima colocação, com 88.965 pontos. "É importante cumprir aquilo a que me propus", afirmou.

M

edalha de prata nos 400 m medley dos Jogos Olímpicos de 2012, o brasileiro Thiago Pereira (acima) tentará subir ao pódio novamente na final dos 200 m medley. Ontem, ele se classificou com o quarto melhor tempo, atrás dos americanos Ryan Lochte e Michael Phelps, e do húngaro Laszlo Cseh. A prova ocorrerá hoje, às 16h43. Natural de Volta Redonda, Thiago, 26, nadou em 1min57s45. Visivelmente reduziu seu ritmo nos últimos metros. Lochte entrará na decisão com maior desgaste, pois disputará a final dos

Mike Blake/Reuters

200m costas menos de uma hora antes. "Agora é esquecer a medalha de prata", afirmou Rose Pereira, mãe do nadador brasileiro, em entrevista à TV Record. Ela se refere ao primeiro pódio do filho, que superou Phelps, quarto colocado. Já o brasileiro Cesar Cielo (à dir.) ficou fora do pódio dos 100 m livre dos Jogos Olímpicos de Londres. Ele completou a prova na sexta colocação, com o tempo de 47s92. "Fiz praticamente o melhor tempo da minha vida, mas os caras foram melhores. Agora é pensar positivo para os 50 m", disse ele ao canais Record e Sportv. (Agências)

F UTEBOL Nigel Roddis/Reuters

H ANDEBOL

Surpreendentes e imbatíveis O handebol feminino salvou ontem o dia das mulheres em esportes coletivos. O Brasil derrotou a anfitriã, Grã-Bretanha, por 30 a 17. Jamais o time nacional

obteve tanto sucesso em Olimpíadas. Basta só um empate contra a Rússia, amanhã, para que a seleção termine líder da chave – mais um feito histórico.

Marko Djurica/Reuters

J UDÔ Darren Staples/Reuters

Jogando contra o vento Parecia jogo-treino diante da fragilidade da equipe da Nova Zelândia. O Brasil teve até um atleta expulso, Alex Sandro, aos 30min da segunda etapa, mas não teve dificuldades para vencer por 3 a 0, na última rodada do Grupo C do torneio masculino de futebol. Com o resultado, a equipe passou como primeira da chave com nove pontos e enfrentará nas quartas de final Honduras. Gols: Danilo, aos 22min, e Leandro Damião, aos 29min do 1º tempo; Sandro, aos 6min do 2º tempo. John G. Mabanglo/EFE

V ÔLEI

O pesadelo que veio do Oriente

QUEDA - Após ganhar três lutas , Tiago Camilo, mais um dos favoritos no judô, caiu na semifinal e também perdeu a disputa pelo bronze.

A cobertura completa dos Jogos Olímpicos de Londres você acompanha em www.dcomercio.com.br

Em setembro, completaria uma década que o Brasil não era derrotado pela Coreia do Sul no vôlei feminino. A extensa freguesia foi encerrada ontem, em Londres, com uma exibição de gala da ponteira Kim Yeonkoung, considerada a melhor jogadora do mundo pelo técnico da seleção brasileira, José Roberto Guimarães. A Coreia do Sul impôs ao Brasil, atual campeão olímpico, sua segunda derrota consecutiva em Londres. Desta vez, o placar foi ainda mais dolorido do que no jogo contra os EUA. Incontestáveis 3 sets a 0 (25/23, 25/21 e 25/21) para a Coreia do Sul. Com o resultado, o time brasileiro ficou em

situação complicada no Grupo B. Restando apenas dois jogos para o fim da primeira fase, o Brasil está em quinto, fora da zona de classificação para as oitavas de final. Essa já é a pior campanha da seleção feminina na fase de grupos das Olimpíadas desde Seul-1988, quando perdeu os três jogos iniciais e não se classificou. "Essa derrota não estava nosso script. A gente tem duas partidas agora para jogar nossa sobrevivência", afirmou a líbero Fabi. Basquete – As mulheres do basquete também perderam ontem: 67 a 61 para a Austrália. Sem vitórias em três partidas, estão na lanterna do Grupo B.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ideia do grupo alemão teNeues: apresentar gatos e cães caracterizados como celebridades como Elvis Presley, Audrey Hepburn, Charlie Chaplin, Albert Einstein e Lady Gaga. http://bit.ly/o5YFTq

www.dcomercio.com.br

L ITERATURA E M

I NTERNET

Ególatra e cáustico

brasileiros, ao fazerem registros de seus domínios, ainda preferem o ".br". De acordo com o NIC.br, novas aplicações contribuiram para a credibilidade do ".br". Além disso, a ampliação da possibilidade de extensões segmentadas como "b.br" para bancos, "jus.br" para sites do Judiciário e "leg.br" para o Legislativo também contribuíram para aumentar o número de sites ".br".

Reuters

Cáustico e ególatra na mesma proporção em que era elegante e brilhante, Vidal conviveu com alguns dos grandes escritores da sua época, e também bateu cabeça com vários deles. Considerava Ernest Hemingway uma piada, e comparava Truman Capote a

um "animal imundo que conseguiu entrar na casa". Mas seus maiores inimigos literários foram o guru conservador William F. Buckley Jr. e o romancista Norman Mailer, a quem Vidal certa vez comparou ao assassino fanático Charles Manson. Mailer deu uma cabeçada em Vidal antes de uma aparição televisiva, e em outra ocasião o atirou no chão. Vidal nunca fez questão de controlar seu ego. Em entrevista de 2008 à revista Esquire, ele disse que as pessoas sempre ficaram impressionadas por ele ter conhecido tantos famosos, de Jacqueline Kennedy a William Burroughs. "As pessoas sempre colocam essa frase ao contrário", disse ele. "Quer dizer: por que não colocar da forma verdadeira: que essas pessoas vieram a me conhecer, e queriam isso?" Leia mais sobre Gore Vidal em www.dcomercio.com.br

Reprodução

C ASA

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escritor norteamericano Gore Vidal, um dos maiores críticos da cultura sexual e política dos EUA e protagonista duras disputas com rivais literários, morreu na terça-feira, em Los Angeles, em decorrência de complicações de uma pneumonia. Ele tinha 86 anos. O legado literário de Vidal inclui romances, novelas, ensaios, peças de teatro e roteiros de filmes. Entre suas obras mais famosas estão Burr, Império e Fundação Smithsonian. Vidal começou a escrever aos 19 anos, quando servia como soldado no Alasca e usou suas experiências da Segunda Guerra Mundial como base para Williwaw. Seu terceiro livro, A Cidade e o Pilar, causou sensação em 1948, por ter um homossexual assumido como protagonista.

VISUAIS

Domínio '.br' tem 3 milhões de sites O número de domínios de internet registrados com a extensão ".br" chegou a 3 milhões na última terça-feira. A informação foi divulgada ontem pelo Registro.br, departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Somente sete códigos de país têm mais domínios registrados do que o '.br'. Segundo os gestores da internet, isso mostra que os

C A R T A Z

Individual exibe série de desenhos de Marcia de Moraes. Galeria Leme. Av. Valdemar Ferreira, 130, tel.: 30938184. Grátis.

T RABALHO

E-mail consome 28% do tempo Pesquisa realizada pelo McKinsey Global Institute e pela International Data Corp. e divulgada ontem pelo site 28% da jornada diária de trabalho de um funcionário é gasta lendo ou respondendo e-mails. O estudo foi feito nos EUA. Os consultores acreditam que é possível reduzir entre 25% e 30% esse tempo com o uso de ferramentas de redes sociais corporativas. http://on.mash.to/R8Rpbq

D ESIGN

Conforto do seu jeito L

Blandito é uma espécie de combinação entre o colchão, o sofá e a poltrona totalmente maleável criado pela Oradaria Design para se ajustar a todas as formas de preguiça dos usuários. Estará à venda em breve. Neil Hall/Reuters

www.oradariadesign.com/design.html

COLISEU - McNaught é o autor da primeira réplica do Coliseu, de Roma, realizada apenas com Lego. Mais de 200 mil peças foram usadas na criação, que está exposta em Melbourne, Austrália.

James Hargraves utiliza softwares de engenharia para esculpir peças inspirada em ondas. www.jameshargraves.com

I NTERNACIONAL

Twitter monitora eleições nos EUA

L OTERIAS Concurso 1267 da LOTOMANIA

Concurso 786 da LOTOFÁCIL

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Concurso 1411 da MEGA-SENA 08

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Concurso 2958 da QUINA 12

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TRADIÇÃO - Integrantes de uma banda tradicional folclórica durante uma comemoração do Dia Nacional da Suíça realizada ontem em Londres, na Inglaterra.

O Twitter lançou ontem o Twitter Political Index, recurso que irá monitorar os índices de popularidade dos candidatos à presidência dos EUA, Barack Obama e Mitt Romney, entre os usuários do microblog. O medidor acompanhará e atualizará diariamente o teor dos sentimentos expostos em tuítes sobre os candidatos, indicando qual deles está sendo percebido de forma mais positiva no momento. De acordo com o Twitter, a intenção não é concorrer com os métodos tradicionais de pesquisa, mas complementá-los.


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13 VISITAS Casa da Moeda vai abrir as portas ao público pela primeira vez

conomia

PETROBRAS Importação de gasolina aumenta 13% no primeiro semestre deste ano

Varejo avança pouco em julho

Segundo semestre começa sem mostrar grandes sinais de recuperação. Vendas a prazo cresceram 2% e negócios à vista, 1,5%, em julho ante igual mês de 2011. Masao Goto Filho/e-SIM

Fátima Lourenço

O

movimento de vendas do comércio paulistano não apresentou recuperação significativa neste início de segundo semestre. De acordo com o balanço de julho, divulgado ontem pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as transações a prazo cresceram 2%, em relação a igual mês do ano passado e as aquisições à vista, 1,5%, na mesma base de comparação. A boa notícia, de acordo com a entidade, é que no mesmo período houve reação positiva na recuperação do crédito, sinalizando uma inadimplência "com ligeira propensão à baixa". O balanço, elaborado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da ACSP, reflete a análise de uma amostra de consultas de clientes da Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). "Apesar das medidas tomadas pelo governo para estimular o nível de atividade da eco-

nomia, a crise internacional, a queda da produção industrial e o endividamento das famílias estão retardando uma retomada mais expressiva das vendas. Esperamos que o governo dê sequência a novas medidas com ênfase nos investimentos", afirmou o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato. O economista do IEGV, Emilio Alfieri, lembrou que, em junho de 2012, o Indicador de Movimento do Comércio a Prazo (IMC/SCPC) obteve avanço de 5,4%, em relação a igual mês de 2011. A desaceleração de julho, com crescimento de 2% em comparação com igual período do ano passado se deu, analisa o economista, porque o consumidor antecipou para junho as compras de produtos de linha branca e móveis, com temor de que o governo suspendesse a redução da alíquota do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para esses itens. No caso das vendas à vista, dimensionadas pelo Indicador de Movimento de Cheques

Em relação a junho, as vendas a prazo cresceram menos. A razão, para a ACSP, foi que o consumidor antecipou para junho as compras de itens de linha branca. (ICH–SCPC/Cheque), o desempenho de julho (com crescimento de 1,5%, ante igual mês de 2011) foi prejudicado pelas altas temperaturas e seu impacto negativo na comercialização das coleções de moda inverno, explicou Emilio Alfieri. Historicamente, o consumidor adquire produtos como roupas, calçados e acessórios por meio de transações à vista. Esse efeito negativo no resultado do ICH do comércio paulistano foi compensado, na opinião do economista, pe-

Leão cada vez mais voraz Arrecadação de R$ 900 bi é atingida 16 dias antes do que ocorreu em 2011 Sílvia Pimentel

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arrecadação tributária da União, dos estados e municípios alcança hoje R$ 900 bilhões, como mostra o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Esse é o montante transferido do bolso dos brasileiros para os cofres públicos desde o dia 1º de janeiro deste ano. Em 2011, o valor foi alcançado em 18 de agosto, ou seja, 16 dias mais tarde na comparação com este ano. A diferença de dias mostra que a receita tributária cresce em uma velocidade maior que a economia, que perde fôlego por conta da crise europeia. O presidente da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, insiste que a quantidade de dinheiro arrecadado com os impostos não tem a contrapartida na qualidade dos serviços públicos prestados à população. "Embora o PIB (Produ-

to Interno Bruto) tenha caído, a arrecadação novamente bate recorde. O governo precisa prestar mais atenção com seus gastos de custeio para evitar o aumento do déficit público, em um momento delicado para toda a economia mundial", alerta.

A arrecadação tributária prevista para o final do ano deverá apresentar expansão de 4% em termos reais. ELOI OLENIKE, IBPT Até o final deste ano, os impostos devem somar R$ 1,6 trilhão no painel eletrônico, segundo projeção do presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Eloi Olenike. Ele diz que o montante de R$ 900 bilhões representa um aumento real de 5% na comparação com igual período do ano passado.

"A arrecadação tributária prevista para o final do ano deverá apresentar expansão de 4% em termos reais", prevê. Instalado na fachada da ACSP, na região central de São Paulo, para mostrar em tempo real o quanto a população brasileira paga de tributos, o Impostômetro também tem uma versão virtual (http://www.impo sto metr o.c om. br), onde é possível verificar a arrecadação por estados e municípios, analisar os pagamentos anteriores e fazer projeções. A ferramenta foi inaugurada em 20 de abril de 2005. Em 13 de setembro de 2011, o painel ganhou novo formato. Na mesma data, foi lançado o hotsite ww w.h o ra d e ag i r. c om . br , em que cada cidadão pode deixar sua opinião por meio de comentários e vídeos. É possível também pressionar os deputado federais com o envio de mensagens por meio de um link para colocarem em votação e aprovarem o Projeto de Lei 1472/2007, que determina que o valor dos impostos seja informado nas notas fiscais.

Renato S.Cerqueira/AE - 01/08/2012

Instalado na fachada da ACSP, painel mostra em tempo real o quanto a população brasileira já pagou de tributos desde o início do ano.

lo bom desempenho no setor de variedades e no varejo farmacêutico. Além disso, acrescentou Alfieri, o impacto da queda de produção na indústria sempre é maior na Capital paulista, e pode afetar os negócios do varejo como um todo. Inadimplência – No caso da inadimplência, os dados de julho, na comparação com o mesmo mês de 2011, sugerem propensão de baixa – "desde que não haja piora no cenário econômico internacional e/ou na massa salarial

(emprego e renda)", ressalvou o economista. De acordo com o balanço da ACSP, o Indicador de Registro de Inadimplentes (IRI) apresentou crescimento de 9,4% nessa base de comparação. No mesmo período, o salto do Indicador de Recuperação de Crédito (IRC) foi maior, com variação de 9,7%. Para Alfieri, os dados da comparação mensal (julho de 2012 ante junho do mesmo ano) reforçam essa expectativa de diminuição da inadimplência, ainda que esse de-

sempenho (veja tabela ao lado) também seja influenciado pela sazonalidade do período. Pais – O resultado do balanço do mês de julho não alterou as projeções da Associação Comercial para o Dia dos Pais, a ser comemorado em 12 de agosto. A entidade projeta, para as vendas associadas à data, crescimento entre 3% e 4%, na comparação com o desempenho de 2011. Mas ressalva que não se pode projetar a estimativa para o desempenho mensal total de agosto.


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15 Produção industrial caiu 3,8% no primeiro semestre ante igual período do ano passado e 2,3% nos 12 meses encerrados em junho, de acordo com o IBGE.

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Produção cresce, mas não empolga. Aumento entre maio e junho foi de 0,2%, mas na comparação anual a queda chegou a 5,5%. Analistas disseram que resultados foram decepcionantes. Silva Júnior/Folha Imagem/Folhapress – 29/4/09

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produção industrial teve leve alta em junho em relação ao mês anterior, interrompendo uma sequência de três quedas mensais. No período, houve aumento de 0,2% na série com ajuste sazonal, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com junho de 2011, foi registrado um recuo de 5,5%, décimo resultado negativo nessa comparação e o mais intenso desde setembro de 2009 (baixa de 7,6%). Apesar da indicação positiva do último mês do primeiro semestre, nos acumulados do ano e dos 12 meses encerrados em junho os resultados ainda são negativos: quedas de 3,8% e 2,3%, respectivamente. De maio para junho, 12 dos 27 ramos pesquisados tiveram avanço na produção, com destaque para outros equipamentos de transporte (12,5%), farmacêutico (8,6%) e de veículos automotores (3%). Outras contribuições positivas relevantes vieram de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (8%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,2%); máquinas para escritório e equipamentos de informática (3,3%); e perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (3%). Recuaram os setores de borracha e plástico (-5,7%); indústrias extrativas (-2,2%);

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Economistas do mercado financeiro esperavam alta da produção da indústria em junho entre 0,3% e 1,7% equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (-10,9%); edição, impressão e reprodução de gravações (-2,6%); minerais não metálicos (-2,4%); alimentos (-0,8%); refino de petróleo e produção de álcool (-1,1%); e produtos de metal (-2%). Na comparação com junho do ano passado, 19 dos 27 setores tiveram produção menor. Mas o IBGE fez uma ressalva de que, neste ano, o mês teve 20 dias, um dia útil a menos que igual mês de 2011. Decepção – Embora tenha apresentado leve alta sobre maio, o resultado da produção industrial em junho decepcio-

Mantega vê "virada"

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ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que a produção industrial nac i o n a l p a s s a n e s t e m omento por um "ponto de inflexão". De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial do País aumentou 0,2% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, e caiu

Montadoras ajudaram

5,5% em junho ante igual mês de 2011. "A produção industrial está dando uma virada, depois de crescimento negativo por vários meses seguidos", disse. "Daqui para a frente, vamos ter resultados melhores", previu, ao chegar à sede do Ministério da Fazenda, após encontro com a presidente Dilma Rousseff. (AE)

nou e as expectativas para os próximos meses não são animadoras, na avaliação dos analistas do mercado. Estimava-se, para o período de maio a junho, alta entre 0,3% e 1,7%; para a comparação ante junho do ano passado, as projeções de queda variavam de 3,2% a 5,3%. "A indústria decepcionou mais uma vez, indicando um segundo trimestre fraco na economia. A retomada ainda não aconteceu e teremos um crescimento da economia próximo do visto no primeiro trimestre", avaliou o estrategista-chefe do Banco WestLB do Brasil, Luciano Rostagno. Ele observou que não é apenas o setor automotivo que está impedindo a atividade de deslanchar, apesar de ter esboçado uma recuperação em junho. Segundo o IBGE, a produção de veículos automotores subiu, mas a fabricação de bens intermediários caiu 0,9% frente a maio. "O setor de bens intermediários acabou por comprometer o resultado de junho, sinalizando que o fraco momento da indústria está mais disseminado", disse. Os resultados da produção industrial, para Rostagno, reforçam a expectativa de que o Comitê de Política Monetária

Vendas de veículos têm o melhor julho da história Ernesto Rodrigues/AE – 28/9/11

No varejo, foram comercializadas 364,2 mil unidades em julho. Redução do IPI contribuiu para o resultado.

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indústria automobilística teve o melhor mês de julho em vendas, com 364,2 mil veículos, incluindo caminhões e ônibus. Foi também o segundo melhor resultado mensal da história – perde para dezembro de 2010, com 381,5 mil unidades. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), mas ainda extra-oficiais. O setor se prepara para novo recorde em agosto, supostamente o último mês de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) menor.

2,08 milhões de veículos foram vendidos no primeiro semestre, o que representa aumento de 1,85% em relação a igual período de 2011. Nos bastidores, as montadoras trabalham com a prorrogação do benefício até

outubro, embora na terçafeira o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tenha dito que o prazo inicial, até dia 31, está mantido. Nos sete meses do ano, as vendas somam 2,081 milhões de veículos, alta de 1,85% sobre igual período de 2011. De fevereiro a junho, o saldo no comparativo anual estava negativo. Alguns modelos já estão em falta. Na semana passada, a Fiat anunciou a contratação de 600 funcionários para ampliar a produção de 3 mil para 3.150 carros por dia na fábrica de Betim (MG). (AE)

(Copom) promoverá mais um corte de 0,5 ponto percentual no juro básico (Selic) na reunião de agosto, com a taxa passando para 7,5%. Depois, disse, as decisões ficarão na dependência do exterior. O resultado bem mais fraco que o esperado mostra que as medidas de incentivo que o governo adotou nos últimos meses não têm surtido o efeito desejado, avaliou a economista-chefe da Mapfre Investimentos, Helena Veronese. "Mesmo com as medidas de estímulo, a produção não se fortaleceu." De acordo com Helena, a principal explicação para a indústria não estar reagindo às medidas "é o fato de a população estar mais endividada hoje do que estava, por exemplo, em 2008, quando medidas parecidas foram tomadas". (AE)

indústria elevados, mas houve algum automobilística tipo de crescimento", começa a reduzir os afirmou o gerente da seus estoques, mas não o Coordenação de Indústria suficiente para aumentar do IBGE, André Macedo. significativamente a Ele ressaltou que a base produção de veículos. A de comparação é favorável. atividade apresentou alta "É claro que houve de 3% na passagem de maio uma mudança de para junho, segundo o comportamento, mas esse Instituto Brasileiro de crescimento se dá sobre Geografia e Estatística uma base que tinha se (IBGE), após depreciado queda de em meses 3,2% em maio anteriores. ante abril. O Precisamos desempenho relativizar desse setor para saber influenciou se existe por cento foi a diretamente o transferência alta da produção resultado de direta da da indústria bens de redução do IPI consumo para a automobilística em duráveis, cuja produção do junho sobre maio, produção mês segundo o IBGE. cresceu 4,8% seguinte", no mês a mês ressaltou, e caiu 6% em citando o relação a junho do ano Imposto sobre Produtos passado (mais do que Industrializados. o recuo da indústria Na avaliação de Macedo, em geral). ainda não há uma alta "Utilizando dados de significativa da produção estoque da Anfavea que permita relação direta (Associação Nacional dos com a redução do IPI. Fabricantes de Veículos "Certamente, reduzindo-se Automotores), observamos os estoques, é retomada a que as vendas em junho produção. Com o estoque ocorreram em um regulado, a produção pode percentual elevado. A seguir o seu rumo. Mas, não produção não avançou na necessariamente é o que vai mesma magnitude do acontecer. Temos que ficar licenciamento porque os de olho no que acontecerá estoques estavam mais nos próximos meses." (AE)

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Sofremos a concorrência até das lojas que vendem produtos a R$ 1,99 Antonio Sereno, diretor comercial da rede de papelaria Brasil Escolar

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Menos encargos trabalhistas

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eve início ontem a desoneração da contribuição patronal sobre a folha de pagamentos de novos setores da economia. A medida foi anunciada pelo governo federal em abril deste ano, para aumentar a competitividade das empresas e estimular o crescimento da economia brasileira em um momento de crise financeira internacional. Em troca dos 20% do pagamento da contribuição patronal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os setores beneficiados terão seu faturamento tributado de 1% a 2% – o que gerará uma renúncia fiscal (perda de arrecadação) para o governo federal de cerca de R$ 7 bilhões em termos anuais, segundo as contas da área econômica. A alteração das regras, que foi regulamentada por meio do envio de Medida Provisória ao Congresso Nacional, já foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Entretanto, como tem de passar pelo crivo do Senado, ainda não está confirmada. Os trabalhos do Congresso também estão sendo retomados hoje. Caso não seja aprovada nesta casa até 15 de agosto, ela caducará, ou seja, perderá a validade. A intenção do governo é de votar a MP 563 no Senado até 9 de agosto. A aprovação na Câmara foi possível após acordo entre governo e oposição. "Acreditamos que, dado o interesse do país, vai haver uma compreensão disto", disse o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. A Conderação Nacional da Indústria (CN), apoia a aprovação da medida. (Agências)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Diversificar para sobreviver Papelarias oferecem serviços de instalação de softwares, plastificação e vendas produtos variados para não perder mercado. L.C.Leite/LUZ

Paula Cunha

A

s papelarias tiveram que diversificar a oferta de produtos e investir em serviços e atendimento diferenciado para se adequar à concorrência com grandes redes de supermercados e lojas de conveniência. O processo pelo qual passam as papelarias é parecido ao enfrentado por farmácias e padarias, que tiveram de generalizar a oferta para sobreviver. Fred Yong, proprietário da Bons Sonhos, lembra que a diversificação de produtos, como suprimentos para informática e presentes em geral, ajuda a manter as vendas. Outra ação importante é a oferta de serviços como cópias, encadernação e plastificação para o público da vizinhança. "Divulgo o empreendimento na internet para diminuir o impacto da concorrência e das importações que também afetaram o setor", diz. Não podendo mais depender exclusivamente do material escolar, as papelarias buscam alternativas de atuação, algo essencial para sua sobrevivência, diz Antonio Sereno, diretor comercial da Rede Brasil Escolar, composta por cerca de 300 papelarias em todo o Brasil. Além do mix de produtos, a oferta de serviços, como instalação de softwares, tem colaborado para manter o faturamento de algumas lojas. Ele destaca também a venda de brinquedos. "Hoje, sofremos a concorrência até das lojas que vendem produtos a partir de R$ 1,99", diz Sereno. Cartão Educação – Uma das esperanças de aumento de venda das papelarias ainda não se concretizou. O Cartão Educação, que as prefeituras de muitas cidades distribuem aos alunos para que os pais adquiram o material onde desejarem, não está disseminada pelo País e as papelarias, que

A venda de material escolar não garante mais o sustento das papelarias. A oferta de serviço para a vizinhança, como cópias, é uma alternativa. reivindicaram essa medida no ano passado, ainda não sentiram o seu efeito. Claudio Thies, proprietário da Papelaria Magistral (que faz parte da Redepel, associação que reúne 23 lojas em São Paulo), passou a buscar nas empresas do entorno de seu negócio uma alternativa para que seu movimento não se restrinja ao início do ano e às vendas de retorno às aulas. Atualmente, cerca de 70% de seus ganhos são resultados das compras efetuadas por esses novos consumidores. Segundo ele, a diversificação de itens é fundamental para essa estratégia. Antonio Martins Nogueira, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório e Papelaria de São Paulo (Simpa), diz que muitas das cerca de 2,1 mil papelarias da capital paulista estão adotando estratégias dife-

Lojas de conveniência e redes de supermercados são concorrentes diretos das papelarias, que tiveram de diversificar a oferta de produtos.

renciadas para driblar a concorrência dos varejistas de grande porte. Em agosto, a compra de material escolar diminui em relação ao mês de janeiro mas cresce, por exemplo, a venda de cartões e pequenas lembranças em função do Dia dos Pais.

Ele destaca a necessidade de explorar datas como essa, oferecendo maior variedade de itens. O Dia das Crianças e o Natal são as próximas oportunidades. "Outubro e dezembro, sem essa estratégia, são meses de movimento baixo", diz. Nogueira diz que 97% das

papelarias da capital paulista são empresas familiares. Uma iniciativa que tem favorecido os pequenos estabelecimentos, explica, é o fracionamento das vendas por parte dos fornecedores, que estimula a aquisição de uma maior variedade de itens.

MRV é citada por trabalho escravo

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construtora MRV, uma das cinco maiores do País, entrou no cadastro de empregadores flagrados com exploração de mão de obra em condições análogas à escravidão. A chamada "lista suja" foi divulgada na noite de segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo o órgão, as empresas citadas estão impedidas de contratar crédito em bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal (CEF). A empresa é citada três vezes na lista, com irregularidades em obras de suas filiais de Bauru e de Americana, no interior de São Paulo, e de sua subsidiária Prime Incorporações, em Goiânia (GO). O cadastro contém 398 pessoas fí-

sicas e empresas, a maioria fazendeiros e companhias ligadas ao agronegócio. De acordo com o Ministério do Trabalho, apenas nas obras de Americanas e Bauru foram resgatados 68 trabalhadores em condições análogas à escravidão em 2011, a maioria deles trazidos de Estados do Nordeste por empresas terceirizadas que prestavam serviço à MRV. Eles não tinham registro de trabalho e ficavam em alojamentos insalubres, sem "lençol, travesseiro ou cobertor", divulgou o órgão. A MRV é a maior empresa na lista do Ministério do Trabalho. Ela é a principal parceira da CEF no programa Minha Casa Minha Vida – as obras dos empreendimentos recebem o

financiamento do banco. Em 2011, lançou 42 mil unidades, 85% delas no programa. A Caixa informou que é signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil. "Enquanto o problema que deu origem à inclusão da empresa no cadastro não for resolvido, o infrator fica impedido de ter acesso a novos créditos". A praxe no banco é, segundo o comunicado, solicitar informações complementares sobre a ação fiscal que deu origem à inclusão do nome da empresa no cadastro antes de implementar as restrições. A Caixa informou também que não tem novas propostas "em vias de ser contratadas com a MRV" e que os contratos antigos serão preservados. "As operações já contratadas não são objeto de restrições, uma vez que uma eventual paralisação de obras já iniciadas, além dos sérios prejuízos econômicos, resultaria, em desemprego". A MRV disse, em comunicado, que "foi surpreendida" com a inclusão do seu nome na lista. "O Grupo MRV não tolera a prática que configura trabalho precário dentro do seu quadro de

empregados e de seus fornecedores", informou. A empresa ressaltou que, "mesmo não concordando com os apontamentos feitos na fiscalização" das obras citadas, "sanou tudo que foi identificado" pelos fiscais do trabalho na ocasião. A empresa disse que tomará "todas as medidas cabíveis" para excluir seu nome da lista. Mercado - A ação da MRV foi a única entre as cinco maiores construtora do País que perdeu valor ontem. Os papéis da companhia chegaram a cair 6,6%, mas fecharam a R$ 10,72, uma queda de 3,85%. O Ibovespa subiu 0,35% e Rossi, Cyrela, Gafisa e PDG se apreciaram respectivamente, 9%, 5,2%, 2,4% e 0,3%. "Houve um pouco de exagero do mercado. A MRV deve conseguir reverter essa questão", disse o analista Flávio Conde, da CGD Securities. Segundo o Ministério do Trabalho, os nomes das empresas flagradas em infrações são mantidos no cadastro por dois anos. Elas podem recorrer à Justiça para tentar "limpar" seu nome antes. Foi o que fez a Cosan em 2010, que conseguiu uma liminar para ser retirada do cadastro. (AE)


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Com certeza, grande parte disso (alta de embarques) é China. Eles precisam comprar soja. Estão antevendo uma quebra nos EUA para a próxima safra. Daniele Siqueira, analista da AgRural.

conomia

Embarques de soja sobem 10,4% Aumento foi provocado pela maior procura pela oleaginosa no mercado internacional e uma escalada de preços causada pela seca que atinge lavouras nos EUA

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exportação de soja no Brasil aumentou 10,4% em julho, na comparação com igual mês de 2011, em meio a uma grande procura pela oleaginosa no mercado internacional e uma escalada de preços causada pela seca que atinge lavouras nos EUA. Os embarques de soja somaram 4,13 milhões de toneladas em julho, ante 3,74 milhões de toneladas no período de 2011, informou ontem a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em junho, os embarques de soja tinham somado 4,84 milhões de toneladas. No acumulado do ano até julho, os embarques do Brasil totalizam 27,5 milhões de toneladas, volume que se aproxima da estimativa de exportações da indústria, de 30 milhões de toneladas, para todo o ano. As exportações aceleradas seguiram o ritmo das vendas. Levantamentos de diversas consultorias apontam que praticamente toda a soja colhida na safra 2011/12 já foi comercializada. Para a analista Daniele Siqueira, da AgRural, cujo levantamento de julho está sendo concluído, a venda deve estar próxima de 100%. "Foi a comercialização mais rápida da história", disse. Esta avidez do mercado pelo produto se reflete nos embarques para o exterior, segundo ela. "Com certeza, grande parte disso é China. Eles precisam comprar soja. Estão antevendo uma quebra nos EUA para a próxima safra", completou. Nos Estados Unidos, o mercado acompanha as previsões

Jonas Oliveira/Folhapress

Balança tem superávit de US$ 2,8 bi

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Levantamentos de diversas consultorias apontam que praticamente toda a soja colhida na safra 2011/12 já foi comercializada. meteorológicas, com a pior seca em mais de 50 anos comprometendo a produtividade das lavouras e provocando disparada dos preços na bolsa de Chicago (CBOT). No Brasil, o indicador Cepea/Esalq ultrapassou pela primeira vez os R$ 80 por saca de 60 quilos em julho, na esteira das altas na CBOT. Milho – As exportações de milho dispararam em julho, também por consequência da quebra de safra nos EUA e em um momento em que grandes

estados produtores, como Mato Grosso, colhem uma safra de inverno recorde. O aumento foi de 528% em relação a igual mês em 2011. Em julho de 2012 foram embarcadas 1,7 milhões de toneladas de milho, ante 271 mil toneladas em julho de 2011. Daniele Siqueira lembra que tradicionalmente os embarques de milho aceleram no segundo semestre. Mas, neste ano, há uma relação direta com o clima nos Estados Unidos, onde a perspectiva de

quebra da safra de milho, segundo a analista, está mais consolidada que a quebra da soja. "Isso abre espaço para o Brasil exportar, o que é ótimo porque temos uma grande safrinha sendo colhida", afirmou a analista. O governo brasileiro projeta exportações de 15 milhões de toneladas de milho. Mesmo assim, em meio à colheita recorde nesta safra de inverno, os estoques finais teriam crescimento para 13 milhões de toneladas. Café – Já as exportações de

café em julho foram de 1,822 milhão de sacas de 60 kg, ligeiramente acima das 1,81 milhão de sacas do mesmo mês de 2011, segundo Secex. Por outro lado, os embarques cresceram ante junho de 2012, quando foram exportadas 1,685 milhão de sacas. A colheita do grão ganhou ritmo no mês passado por causa das chuvas que interromperam os trabalhos de campo por diversas vezes em importantes regiões produtoras do Brasil. (Reuters)

balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 2,879 bilhões em julho, resultado de exportações de US$ 21,005 bilhões e importações de US$ 18,126 bilhões, segundo informações divulgadas ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O saldo comercial é 8,3% menor que o de julho de 2011, com US$ 3,138 bilhões. Nos embarques, a média diária foi de US$ 954,8 milhões, uma queda de 9,9% ante julho do ano passado. A média diária das importações foi de US$ 823,9 milhões, com queda de 9,5% em relação a julho de 2011. Na quarta semana de julho (entre 23 e 29), o superávit da balança comercial somou US$ 1,103 bilhão, com embarques de US$ 5,017 bilhões e importações de US$ 3,914 bilhões. Na quinta semana, com apenas dois dias úteis (30 e 31), o superávit foi de US$ 306 milhões, com exportações de US$ 1,759 bilhão e importações de US$ 1,453 bilhão. (AE)


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e IPC-S mostra desaceleração em julho Três classes de despesas apresentaram desaceleração de preços no IPC-S da quarta quadrissemana de julho.

conomia

O �ndice de Preços ao Consumidor Semanal registrou alta de 0,22% na última semana do mês passado. Antes, na terceira semana, teve elevação de 0,28%. Mårcio Fernandes/AE

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�ndice de Preços ra 0,27% na mesma base de ao Consumidor Se- comparação. Em Educação, manal (IPC-S) re- Leitura e Recreação, o item g i s t r o u a l t a d e passagem aÊrea foi o desta0,22% na quarta quadrisse- que ao passar da taxa de memana de julho, que corres- nos 1,46% na quadrissemana p o n d e a o f e c h a m e n t o d o anterior para menos 5,81% na mês, informou ontem a Fun- leitura divulgada ontem. dação Getulio Vargas (FGV). No grupo Saúde, o destaque O resultado mostra desace- ficou para os artigos de higieleração em relação à terceira ne e cuidados pessoais, com q u a d r i s s e m a n a d o m ê s , variação saindo de menos quando o índice apresentou 0,02% para 0,10% negativo. elevação de 0,28%. Apenas dois grupos apreTrês classes sentaram acelede despesas ração de preços apresentaram na leitura divuldesaceleração gada ontem em de preços no IPCrelação à anteS da quarta quarior: Despesas drissemana de Diversas, que por cento foi julho. Entre elas passou de 0,41% quanto subiram estå o grupo Alipara 0,42% no mentação, que período, e Comuos preços dos passou de 1,16% nicação, que pualimentos na leitura antelou de 0,19% parior para 1,02% ra 0,28%. As no encerramenduas classes de to do mês passado, puxado despesas foram influenciapelo item carnes bovinas, cu- das, respectivamente, pelos ja taxa de variação passou de itens cigarros (menos 0,38% menos 0,39% para 0,77% ne- para 0,07% negativo) e tarifa gativo. Em junho, esse grupo d e t e l e f o n e r e s i d e n c i a l havia encerrado o mês com (0,61% para 0,87%). taxa de 0,74%. Vestuårio (de menos 0,73% Saúde e Cuidados Pessoais para 0,88% negativo) e Transe Educação, Leitura e Recrea- portes (de menos 0,41% para ção foram as outras duas clas- 0,49% negativo) acentuaram ses de despesas que registra- as taxas negativas no fecharam desaceleração de preços mento de julho, com o primeida terceira para a quarta qua- ro grupo influenciado pelos drissemana de julho. O primei- calçados (de menos 0,20% paro grupo variou de 0,27% para ra menos 0,37%) e o segundo, 0,23% no período, enquanto o pela tarifa de ônibus urbano segundo passou de 0,35% pa- (0,84% para 0,21%).

1,02

O tomate foi o vilão da inflação medida pelo IPC-S no fechamento de julho ao registrar variação de 67,25% na quarta quadrissemana do mês Habitação – O grupo Habitação repetiu a taxa de variação da última apuração, 0,18%, com o item serviços de residência apresentando aceleração de preços, de 0,40% na terceira quadrissemana para 0,47% na quarta, e o item aluguel e condomínio registrando desaceleração de 0,56% para 0,46%.

O tomate foi o vilão da inflação medida pelo IPC-S no fechamento de julho ao registrar variação de 67,25% na quarta quadrissemana do mês ante 57,06% na leitura anterior, do último dia 22. O item foi o que mais exerceu pressão de alta no indicador, que subiu 0,22%. Os outros quatro itens que puxaram o

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IPC-S para cima foram refeiçþes em bares e restaurantes, que desacelerou de 0,60% na terceira quadrissemana para 0,49% na quarta quadrissemana; cenoura, que variou de 28,13% para 30,69%; plano e seguro de saúde, que repetiu a taxa de 0,56%; e show musical, cuja taxa pulou de 3,54% no IPC-S do dia 22 para 4,35%.

No sentido contrårio, os automóveis novos e usados seguiram como maiores influências de baixa no IPC-S. O primeiro item ampliou a deflação, ao passar de menos 2,22% na terceira quadrissemana para queda de 2,72% na quarta, enquanto o segundo foi de menos 1,11% para recuo de 0,87% no período. (AE)

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Edital de Citação - Prazo de 20 Dias. Processo Nº 0042321-83.2010.8.26.0007. O Doutor Antonio Marcelo Cunzolo Rimola, MM. Juiz de Direito da 2ª Vara Cível, do Foro Regional VII - Itaquera, da Comarca de São Paulo, do Estado de São Paulo, na forma da Lei, etc. Faz Saber a Montec Indústria e ComÊrcio de Calderaria Ltda - EPP, na pessoa de seu repres. legal, e Severino Antonio Barbosa, que HSBC Bank Brasil S/A - Banco Múltiplo, ajuizou uma Ação com Procedimento Ordinårio, objetivando condenar os rÊus ao pagamento de R$ 181.811,85, ref. aos contratos Conta Corrente e Giro Fåcil nºs 3413849826, 3410629076, 3410623370, 3410622799 e 3410598286, acrescido de custas, honorårios e demais cominaçþes. Estando os reqdos. em lugar ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, contestem, sob pena de presumirem-se aceitos os fatos. Serå o edital, afixado e publicado na forma da lei. (02 e 03)

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22ÂŞ VARA CĂ?VEL - 22Âş OFĂ?CIO CĂ?VEL CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O. PRAZO DE 20 DIAS. PROC. NÂş 583.00.2010.162537-7. O Dr. MĂĄrio Chiuvite Junior, Juiz de Direito da 22ÂŞ Vara CĂ­vel, FAZ SABER a MAIS SPORTS EVENTOS E PROMOĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES LTDA, CNPJ/MF 04.709.816/0001-40, que LEANDRO PRODUĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES VISUAIS LTDA. lhe ajuizou AĂ&#x2021;Ă&#x192;O DECLARATĂ&#x201C;RIA, objetivando a declaração de inexistĂŞncia de dĂŠbito e a nulidade das duplicatas 003/2010 e 0004/2010 de R$ 16.628,00 e R$ 15.599,00, visto a inexistĂŞncia de relação jurĂ­dica e comercial entre as partes que pudesse justificar a emissĂŁo dos tĂ­tulos. Encontrando-se a reqda. em lugar ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 15 dias, apĂłs o prazo de 20 dias, conteste o feito, sob pena de presumirem-se verdadeiros os fatos alegados, e a condenação nas cominaçþes pedidas. SĂŁo Paulo, 25 de maio de 2012.

Edital de Citação - Prazo de 20 Dias. Processo Nº 0013166-35.2010.8.26.0007. A Doutora Sueli Juarez Alonso, MM. Juíza de Direito da 2ª Vara Cível, do Foro Regional VII - Itaquera, da Comarca de São Paulo, do Estado de São Paulo, na forma da Lei, etc. Faz Saber a C M Rabah Modas ME, na pessoa de seu repres. legal, que HSBC Bank Brasil S/A - Banco Múltiplo, ajuizou uma Ação com Procedimento Ordinårio, objetivando condenar a rÊ ao pagamento de R$ 44.738,07, ref. aos contratos de Conta Corrente e Giro Fåcil nºs 3415522247 e 3410613200, respectivamente, acrescido de custas, honorårios e demais cominaçþes. Estando a reqda. em lugar ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, conteste, sob pena de presumiremse aceitos os fatos. Serå o edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei. (02 e 03)

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

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ECONOMIA/LEGAIS - 19 Por ano, os supermercados paulistas distribuem 7 bilhões de sacolas plásticas descartáveis.

conomia

Sacolas ou multa Decisão judicial obriga os supermercados de São Paulo a oferecer embalagens biodegradáveis sob pena de multa

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s supermercados que não fornecerem gratuitamente embalagens de papel ou material biodegradável a seus clientes estão sujeitos a multa diária de R$ 20 mil por ponto de venda, até o limite de R$ 2 milhões. A decisão foi tomada na manhã de ontem pela juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Cível do Fórum João Mendes. Pelas informações do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-

SP), a decisão atinge os supermercados filiados à Associação Paulista de Supermercados (Apas), Companhia Brasileira de Distribuição (Grupo Pão de Açúcar), Sonda Supermercados e Walmart Brasil. Ainda de acordo com o TJSP, a Apas ainda deverá informar, em 48 horas, a relação de seus associados e orientálos a cumprir a determinação judicial, sob pena de multa de R$ 100 mil. Há, no estado, 1,2 mil redes

de supermercados, com mais de 2,7 mil estabelecimentos, filiadas à Apas. Por ano, os supermercados paulistas distribuem 7 bilhões de sacolas plásticas descartáveis. "Substituí-las por 7 bilhões de sacolas de qualquer outro tipo de material em nada amenizaria o problema ambiental", informa a Apas. "Em linha com o Plano de Produção e Consumo do Ministério do Meio Ambiente e, com o acordo firmado em maio de

2011 com o governo do Estado de São Paulo, a Apas acredita que a melhor solução para o país seria a redução do consumo de sacolas", diz a associação de supermercados. Segundo a associação que congrega os supermercados paulistas, "a redução do consumo condiz com o acordo setorial firmado entre a Apas e o Ministério do Meio Ambiente, que visa reduzir em 40% o uso das sacolas descartáveis até 2015". (Folhapress)

IRE República Empreendimentos Imobiliários S.A.

José Antonio Camacho

Vanderlei Barufaldi

Rosangela Gallo Lolli Agostinho

Valmir Lopes Teixeira Martins

DECLARAM sua intenção de exercer cargos de administração na Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empresários de Americana, Limeira e região - Sicoob Coopercred e que preenchem as condições estabelecidas no art. 2º da Resolução 3.041, de 28/11/2002. ESCLARECEM que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da data de publicação desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observando que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito à vista do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Av. Álvares Cabral, 1.605 • Santo Agostinho • Belo Horizonte/MG • CEP: 30170-001 Americana, 02 de agosto de 2012.

Angela Maria Telles de Souza RG: 21.125.770 CPF: 123.328.468-16

Marcos Antonio Ribeiro Bozza RG: 7.731.073-1 CPF: 031.793.088-50

Fábio Beretta Rossi

Marcelo Antonio Fernandes

DECLARAM sua intenção de exercer cargos de administração na Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empresários de Americana, Limeira e região - Sicoob Coopercred e que preenchem as condições estabelecidas no art. 2º da Resolução 3.041, de 28/11/2002. ESCLARECEM que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da data de publicação desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observando que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito à vista do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Av. Álvares Cabral, 1.605 • Santo Agostinho • Belo Horizonte/MG • CEP: 30170-001 Americana, 02 de agosto de 2012.

CNPJ nº 13.077.536/0001-57 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em Reais) Notas 31/12/2011 31/12/2010 Ativo Notas 31/12/2011 31/12/2010 Passivo Passivo circulante Ativo circulante 22 – Caixa e equivalente de caixa 3 14.465 1.000 Obrigações sociais e fiscais 22 – Estoques de imóveis a comercializar 4 49.958.887 – Total do passivo circulante Outros créditos 420 – Patrimônio líquido Capital 7 65.001.000 1.000 (15.024.691) – Total do ativo circulante 49.973.772 1.000 (-) Capital Social a Integralizar Lucros ou prejuízos acumulados (2.559) – Total do patrimônio líquido 49.973.750 1.000 49.973.772 1.000 Total do ativo 49.973.772 1.000 Total do passivo e do patrimônio líquido As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Demonstrações das mutações do patrimônio líquido - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em Reais) Capital social (-) Capital a Integralizar Prejuízos acumulados Total Saldos em 08 de dezembro de 2010 – – – – Subscrição do capital 1.000 – – 1.000 Saldos em 31 de dezembro de 2010 1.000 – – 1.000 Aumento de Capital 65.000.000 (65.000.000) – – Integralização de Capital – 49.975.309 – 49.975.309 Prejuízo Líquido do Exercício – – (2.559) (2.559) Saldos em 31 de dezembro de 2011 65.001.000 (15.024.691) (2.559) 49.973.750 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Notas explicativas às demonstrações financeiras - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em Reais) Percentual presumido 1 Contexto operacional - Constituída em 08 de dezembro de 2010, a IRE Classificação da receita 32% República Empreendimentos Imobiliários S.A. tem como atividade principal Arrendamento mercantil 8% IR a 12% CS o desenvolvimento imobiliário para fins comerciais (“Empreendimento”) no Incorporação imobiliária 100% imóvel situado na Praça da República, nº50, Bairro Centro, Município do Receitas financeiras Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, objeto da matricula nº 296.570 3 Caixa e equivalente de caixa do 9º Oficial de Registro de Imóveis da Comarca do Rio de Janeiro (“Imó- Contemplam numerários em caixa, saldos em bancos e investimentos de vel”), e subsequente venda ou locação do Imóvel. A sociedade poderá, liquidez imediata, conforme composição abaixo: 31/12/2011 31/12/2010 ainda, executar e/ou contratar a execução de todos os serviços ordiná- Descrição 1.433 1000 rios, extraordinários e complementares necessários á implementação do Caixa e bancos 13.032 – Empreendimento. O endereço do escritório da Companhia é na Avenida Aplicações Financeiras (a) 14.465 1.000 Ibirapuera, nº 2144 - 7º andar, conjunto 71, parte, Moema, CEP 04028-000, Total (a) O saldo de aplicações financeiras refere-se à aplicação do Banco Itau São Paulo - SP. 2 Apresentação das demonstrações financeiras e principais práticas denominada Auto Mais que aplica automaticamente em CDB do banco, contábeis - As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo atrelado à taxa do CDI, o saldo disponível em conta corrente e resgata o com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que incluem os princípios saldo de aplicação quando necessário. contábeis previstos na legislação societária brasileira, em consonância 4 Estoques com a Lei nº 6.404/76, bem como alterações introduzidas com o advento Tipo de projeto: Comercial Praça da República da Lei nº 11.638/07 e Lei 11.941/09, nos pronunciamentos, orientações e Localidade: Centro/Rio de Janeiro instrumentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), Previsão de início da obra: Agosto/2012 especificamente o CPC para Pequenas e Médias Empresas (PME), delibe- Tempo de duração da construção do projeto: 12 meses rados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). As demonstrações Percentual que já foi construído do projeto: 0% de resultados abrangentes não estão sendo apresentadas, pois não há Data prevista de entrega a obra: Julho/2013 31/12/2011 31/12/2010 valores a serem apresentados sobre esse conceito, ou seja, o resultado Descrição 49.470.000 – do exercício é igual ao resultado abrangente total. As demonstrações finan- Custo de aquisição - Terreno 488.887 – ceiras da IRE República Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Companhia”) Custos com incorporação 49.958.887 – para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011 foram autorizadas para Total O valor dos estoques é avaliado anualmente para fins de redução ao valor emissão pela Administração em 20 de abril de 2012. Resumo das principais práticas contábeis - a. Apropriação das recuperável (impairment). A avaliação é efetuada através de laudos especíreceitas, custos e despesas - A sociedade encontra-se em fase de plane- ficos efetuados por especialistas do setor imobiliário e que levam em conta jamento e desenvolvimento do empreendimento imobiliário, portando não a expectativa dos resultados futuros a serem obtidos com o empreendimenapresenta receitas da atividade fim, somente despesas com matérias de to imobiliário. Em 31 de dezembro de 2011, não foram identificados fatores consumo, necessárias a sua constituição e manutenção, bem como recei- que pudessem concluir que o imóvel apresenta valor recuperável inferior tas financeiras as quais foram reconhecidas conforme o regime contábil ao valor contábil. da competência do exercício. b. Instrumentos financeiros - Instrumentos 5 Obrigações imobiliárias a pagar financeiros não-derivativos incluem aplicações financeiras, contas a rece- Composta pela obrigação a pagar conforme Acordo sobre Compra e Venda ber e outros recebíveis, caixa e equivalentes de caixa, assim como contas de Imóveis firmados entre à Editora e Distribuidora Educacional S/A com a a pagar e outras dívidas. Instrumentos financeiros não-derivativos são re- IRE República em 22 de Junho de 2011 referente à compra de Um Terreno, conhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido, para instrumentos que situada na Praça da República nº 50 - Centro -RJ. não sejam reconhecidos pelo valor justo através de resultado, quaisquer Demonstração - Compromissos Imobiliários 48.500.000 custos de transação diretamente atribuíveis. Atualmente, exceto pelo caixa Obrigações a pagar Terreno (5.000.000) e aplicações financeiras que são avaliados pelo valor justo por meio do Sinal efetuado em 22/06/2011 (20.000.000) resultado, os demais ativos financeiros que a Companhia possui são os Pagamento efetuado em 29/09/2011 (11.750.000) instrumentos financeiros classificados como empréstimos e recebíveis. Os Pagamento efetuado em 31/10/2011 (11.750.000) passivos financeiros que incluem as contas a pagar são avaliados ao custo Pagamento efetuado em 28/11/2011 – amortizado. b1 Ativos financeiros não derivativos - i. Ativos financeiros Total registrados pelo valor justo por meio do resultado - Um ativo financeiro Em 29 de setembro 2011 foi lavrada a escritura em nome da IRE República é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado do imóvel acima, para com o promitente vendedor Editora e Distribuidora como mantido para negociação e seja designado como tal no momento Educacional S/A. do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor 6 Patrimônio líquido - O Capital social subscrito é de R$ 65.001.000 (sesjusto por meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos senta e cinco milhões e um mil reais) conforme Ata registrada em 19 de e toma decisões de compra e vendas baseadas em seus valores justos julho de 2011. Em 19 de julho de 2011 conforme Ata de Assembléia da de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de inves- Reunião de Sócios, aprovou a transformação do Tipo Jurídico da Societimentos da Companhia. Os custos da transação, após o reconhecimento dade, comitantemente os sócios aprovam o aumento do capital social da inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros sociedade de R$ 1.000 para R$ 65.001.000 (sessenta e cinco milhões e registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo va- um mil reais), mediante nova emissão de 65.000.000 (sessenta e cinco milor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no lhões) ações todas ordinárias, nominativas e sem valor nominal, ao preço resultado do exercício. ii. Empréstimos e recebíveis - Empréstimos e re- de emissão de R$ 1,00(um real) por ação, no valor total de R$ 65.001.000 cebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que (sessenta e cinco milhões e um mil reais), sendo 65.001.000 (sessenta e não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmen- cinco milhões e um mil) ações destinadas a BV Empreendimentos e Parte pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. ticipações S/A., portanto, fincando assim a composição acionaria abaixo Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos representado: Nº de Ações pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos ordinárias Integralizado A integralizar de qualquer perda por redução ao valor recuperável. b2 Passivos finan(unidades) Votos R$ R$ ceiros não derivativos - i. Passivos financeiros registrados ao custo Acionista amortizado - A Companhia reconhece títulos de dívida emitidos e passivos BV Empreend. e Participações S.A. 65.001.000 65.001.000 49.975.309 15.024.691 subordinados inicialmente na data em que são originados. Todos os outros 65.001.000 65.001.000 49.975.309 15.024.691 passivos financeiros são reconhecidos inicialmente na data de negociação Total na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do Os Acionistas concordam que a Companhia deverá distribuir anualmente instrumento. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo 100% (cem por cento) do lucro apurado no respectivo exercício, observadas valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o as reservas e limitações legais, bem como recursos comprometidos com reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo o cronograma de aportes da Companhia, e pagamento de financiamenamortizado através do método dos juros efetivos. c. Estoques - Os esto- tos contraídos pela Companhia, conforme previsto no Plano de Negócios ques são compostos pelo menor valor entre o custo e o valor realizável aprovado. líquido. O custo dos estoques é composto do valor pago pelo imóvel adqui- 7 Gerenciamento de riscos e instrumentos financeiros - A administrarido para incorporação imobiliária acrescido dos gastos com construção e ção da Companhia adota uma política conservadora no gerenciamento encargos financeiros oriundos da compra do imóvel. d. Redução ao valor dos seus riscos. Essa política materializa-se pela adoção de procedirecuperável - Os valores contábeis dos estoques são revistos a cada data mentos que envolvem todas as suas áreas críticas, garantindo que as de apresentação das demonstrações financeiras para apurar se há indi- condições do negócio estejam livres de risco real. i. Risco de mercacação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o do - Relacionado com a possibilidade de perda por oscilação de taxas, valor recuperável do ativo é determinado. Uma perda por redução ao valor descasamento de prazos ou moedas nas carteiras ativas e passivas. recuperável é reconhecida caso o valor contábil exceda o valor recuperá- Esse risco é minimizado na Companhia pela compatibilidade entre os vel estimado. Perdas de valor são reconhecidas no resultado. e. Passivo títulos emitidos e os recebíveis que lhes dão lastro. ii Risco de crécirculante e não circulante - Compostos pelas obrigações fiscais, comer- dito - Considerado como a possibilidade de a Companhia incorrer em ciais e societárias, registradas pelos valores conhecidos e/ou calculáveis perdas resultantes de problemas financeiros com os arrendatários, que acrescidos dos encargos financeiros, quando aplicáveis e ajustados a valor os levem a não honrar os compromissos assumidos com a Companhia. presente pela taxa efetiva de juros. f. Imposto de renda e contribuição Para minimizar esse risco, a Companhia celebra instrumentos de arrensocial - As provisões de imposto de renda e contribuição social sobre lucro damentos com empresas de grande porte, além de serem submetidos à fiscal são calculadas pelo regime de tributação do Lucro Presumido. No rigorosa análise qualitativa, abrangendo, entre outros quesitos, a análise lucro presumido as alíquotas de Imposto de Renda e Contribuição Social histórica da pontualidade na solvência das obrigações e a relação ensobre o lucro líquido são de 15% e 9%, respectivamente, sobre uma base tre saldos devedores e garantias a eles relacionadas. Adicionalmente, quando aplicável, os instrumentos de arrendamento estão garantidos reduzida, ou seja, distinta conforme receita correspondente:

UNOTEL TELECOM S.A.

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Associação Parque do Povo, com sede em São Paulo-SP, na Rua George Eastman, nº 280 sala 63 – Vila Tramontano – CEP 05690-000, inscrita no CNPJ sob nº 09.219.778/0001-60, comunica o extravio do Livro Diário nº 1 de 2007.

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em Reais) 31/12/2011 31/12/2010 Fluxo de caixa das atividades operacionais Das operações Prejuízo líquido do exercício (2.559) – (Aumento) diminuição de ativos Diminuição/Aumento de Outros Créditos (420) – Aumento de Estoques (49.958.887) – Aumento de Fornecedores Diminuição/Aumento de Obrigações Imobiliárias Caixa utilizado nas atividades operacionais (49.961.844) – Fluxo de caixa das atividades de financiamento Capital dos sócios Integralização de Capital 49.975.309 1.000 Caixa utilizado nas atividades de financiamento 49.975.309 1.000 Aumento líquido de caixa e equivalente de caixa no final do período 13.465 1.000 Variação da disponibilidade Disponibilidade no início do exercício 1.000 – Disponibilidade no final do exercício 14.465 1.000 13.465 1.000 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. por possibilidade de alienação do imóvel arrendado. iii Risco de liquidez - Considerado pela capacidade de a Companhia gerenciar os prazos de recebimento dos seus ativos em relação aos pagamentos derivados das obrigações assumidas. Esse risco é eliminado pela compatibilidade de prazos e fluxos de amortização entre títulos emitidos e lastros adquiridos. a. Identificação e valorização dos instrumentos financeiros - O valor contábil dos instrumentos financeiros registrados no balanço patrimonial equivale, aproximadamente, ao seu valor de mercado, A Companhia não possui operações com instrumentos financeiros não refletidas nas informações anuais em 31 de dezembro de 2011, assim como não realizou operações com derivativos financeiros. O valor contábil dos instrumentos financeiros registrados no balanço patrimonial reflete, conforme avaliação da administração, a melhor estimativa de valor de mercado, pois cada instrumento contém variáveis de juros, riscos de mercado e de crédito, que na inexistência de um mercado ativo, não permitem que estes valores sejam recompostos com premissas diferentes daquelas em que as operações foram originalmente pactuadas. i Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado - Estão classificadas neste grupo as operações de caixa e equivalentes de caixa, os quais incluem as aplicações financeiras mantidas para administração do caixa corrente da Companhia. Os valores contabilizados estão registrados pelo seu valor justo, os quais são equivalentes ao custo atualizado e aproximam-se dos valores esperados de realização. ii Empréstimos e recebíveis - Os demais ativos financeiros, que incluem demais recebíveis, estão classificados como empréstimos e recebíveis. iii Passivos financeiros registrados ao custo amortizado - Outras obrigações a pagar estão classificados e registrados ao custo amortizado. b. Determinação do valor justo dos instrumentos financeiros - A Companhia divulga seus ativos e passivos financeiros a valor justo, com base nos pronunciamentos contábeis pertinentes que definem valor justo, os quais se referem a conceitos de avaliação e requerimentos de divulgações sobre o valor justo. Especificamente quanto à divulgação, a Companhia aplica os requerimentos de hierarquização, que envolve os seguintes aspectos: Definição do valor justo é a quantia pela qual um ativo poderia ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras e dispostas a isso em transação sem favorecimento; Hierarquização em 3 níveis para a mensuração do valor justo, de acordo com inputs observáveis para a valorização de um ativo ou passivo na data de sua mensuração. A valorização em 3 níveis de hierarquia para a mensuração do valor justo é baseada nos inputs observáveis e não observáveis. Inputs observáveis refletem dados de mercado obtidos de fontes independentes, enquanto inputs não observáveis refletem as premissas de mercado da Companhia. Esses dois tipos de inputs criam a hierarquia de valor justo apresentada a seguir: Nível 1 - Preços cotados para instrumentos idênticos em mercados ativos; Nível 2 - Preços cotados em mercados ativos para instrumentos similares, preços cotados para instrumentos idênticos ou similares em mercados não ativos e modelos de avaliação para os quais inputs são observáveis; e Nível 3 Instrumentos cujos inputs significantes não são observáveis. A composição abaixo demonstra os ativos financeiros da companhia, a classificação geral desses instrumentos em conformidade com a hierarquia de valorização. Nivel de Descrição hierarquia 31/12/2011 31/12/2010 Ativos Ativos financeiros a valor justo por meio do resultado: 2 13.032 – Os investimentos em ativos financeiros nas modalidades de fundo de investimentos são classificados no Nível 2, pois a forma de valorização a valor justo ocorre através da cotação de preços de instrumentos financeiros similares em mercados ativos. 8 Cobertura de seguros - A companhia adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de risco adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria das demonstrações financeiras, conseqüentemente não foram analisadas pelos nossos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2011, a companhia não havia contratado seguro em virtude do estágio inicial de projeto. 9 Contingências - A Administração da Companhia não tem conhecimento de nenhum ativo ou passivo contingente a ser registrado em 31 de dezembro de 2011 e 2010.

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos Acionistas e Diretores da acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas Opinião IRE República Empreendimentos Imobiliários S.A. normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apreSão Paulo - SP e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter sentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição Examinamos as demonstrações financeiras da IRE República Empreen- segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres patrimonial e financeira da IRE República Empreendimentos Imobiliários dimentos Imobiliários S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedi- S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações mentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os proce- as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às pequenas e médias para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais dimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo empresas (NBC TG 1000). práticas contábeis e demais notas explicativas. a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações fi- Outros assuntos Responsabilidade da administração sobre as demonstrações finan- nanceiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa As demonstrações financeiras correspondentes ao exercício findo em 31 de ceiras avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevan- dezembro de 2010, apresentadas para fins de comparabilidade, não foram A administração da Companhia é responsável pela elaboração e ade- tes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações auditadas por nós ou outros auditores independentes e, consequentemenquada apresentação das demonstrações financeiras de acordo com as financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria te, não expressamos uma opinião sobre as mesmas. práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis para as pequenas e mé- que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar dias empresas (NBC TG 1000), assim como pelos controles internos que uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demons- Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas São Paulo, 25 de abril de 2012. trações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feicausada por fraude ou erro. tas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das Responsabilidade dos auditores independentes demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas de- a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para funda- KPMG Auditores Independentes Ederson Rodrigues de Carvalho monstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de mentar nossa opinião. CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP199028/O-

CIA. LILLA DE MÁQUINAS INDÚSTRIA E COMÉRCIO

CNPJ/MF nº 08.356.224/0001-42 - NIRE 35.300.381.343 Ata dasAssembleias Gerais Ordinária e Extraordinária Em 27/04/12, às 14 hs., reuniram-se em São Paulo/SP, em 1ª convocação os acionistas representantes da maioria do capital social da Cia., com direito a voto da Unotel Telecom S.A., com Estatuto Social registrado na JUCESP/NIRE 35.300.381.343, conforme se verifica pelas assinaturas no Livro de Presença de Acionistas, tendo assumido a presidência, por consenso geral, o Acionista Cesar Sales Borges que, para Secretário convidou o Acionista e Diretor Financeiro Marcio T. G. de Faria. Convocação feita nos termos dos arts. 124, § 1º, inciso I e 289, caput, da Lei 6.404/76, publicada tanto no DOESP como no Diário do Comércio nos dias 19/04/12, 20/04/12 e 21/04/12, sendo instalada a assembleia, cuja ordem do dia era: a) Deliberação sobre as demonstrações financeiras do exercício social encerrado em 31/12/11; b) Encerramento de mandato, eleição ou reeleição dos membros do Conselho Fiscal; c) Alterações no Estatuto Social; d) Demais assuntos de interesse social. Iniciados os trabalhos, estes foram conduzidos da seguinte forma: a) Foram apresentadas pela Diretoria as demonstrações financeiras do exercício social encerrado em 31/12/11. Foram solicitados os seguintes esclarecimentos pelos acionistas presentes:i) Explicações acerca do Balanço Patrimonial e Demonstrativo de Resultados.A Diretoria da Cia.prestou todos os esclarecimentos necessários, sendo as demonstrações financeiras levadas para deliberação.As demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31/12/11 foram aprovadas por maioria qualificada dos acionistas presentes. b) Nesta data encerra-se o mandato dos atuais Membros do Conselho Fiscal, sendo eleitos para o mandato subsequente os seguintes Conselheiros Fiscais: a) Alair Mendes Fragoso, RG 5.871.430-3, residente e domiciliado em Pompéia/SP; b) Wilson Antônio dos Santos Ribeiro, CPF 620.196.867-91, residente e domiciliado em Nova Friburgo/ RJ; e c) Paulo Renato Borges de Almeida, CPF 519.520.417-91, residente em Araruma/RJ. b.1) Ficam eleitos como Suplentes para o Conselho Fiscal: a) Jorge Luiz de Carvalho, RG M- 5274250, residente e domiciliado em Boa Esperança/MG; b) Rodolfo Perna Ferreira, RG M-8407283 SSP/MG,residente em Monsenhor/MG e;c) MarcosAlves Guimarães,RG 543977 SSP/SP,residente emAndradina/MS. c) Para a destinação do lucro líquido do exercício decidiu-se com unanimidade pela retenção da importância integral na empresa,sem distribuição do lucro, inclusive dos 25% legais; d) Para preenchimento das vagas do conselho de administração, procedeu-se a eleição de 3 novos candidatos, todos aprovados por unanimidade, a saber: a) Vagner Soares de Moraes, RG M-8595327, residente em Itaúna/MG; b) Clayton Rogerio de Assis, RG 33.477.413-5, residente em Limeira/SP; e c) Francisco de Assis Costa Serafim, RG 25.922.760-2, residente em São Sebastião do Paraíso/MG. Nada mais. SP/SP, 27/04/12. Cesar Sales Borges - Presidente. Luiz Mauro Kamide - Secretário. JUCESP 313.037/12-7 em 19/07/12.Gisela S.Ceschin - Secretária Geral.

Extravio de Documentos

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em Reais) 31/12/2011 31/12/2010 (+/-) Despesas e receitas operacionais: Despesas administrativas (1.961) – Despesas financeiras (674) – Receitas financeiras 100 – Outras despesas operacionais (2.535) – (=) Resultado operacional (2.535) – Contribuição Social (15) – Imposto de Renda (9) – (=) Prejuízo líquido do exercício (2.559) – As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

J.R.VIEIRA COMÉRCIO E CONSERTOS DE PORTÕES-ME, CNPJ 11.113.337/0001-21, inscrição estadual 148.771.179.112,estabelecida à Rua Virginia Ferni, 1.867, Itaquera, extraviou o livro mod. 1A de entradas e livro mod. 6 Reg., Utilização de documentos fiscais e termo de ocorrências e notas fiscais, mod. 1, nº 001 a 050 e mod 1-A de 001 a 250.

RC FEITOSA DA SILVA - MODAS - ME, com sede à Av. Vauthier, 307 - Box 26 - CNPJ 15.269.923/000110 - IE 145.125.211.114, comunica o extravio do talão de NF nº 1, Modelo 2, Série D1 do nº 000.001 a 000.050, em branco.

CGC/MF nº 61.139.622/0001-90 – NIRE 35.300.058.984 Ata da Assembleia Geral Ordinária realizada em 18 de abril de 2012 I) Data, Hora e Local: 18/04/12, às 13 hs, sede social. II) Publicações Legais: a) Aviso aos Acionistas deixou de ser publicado, conforme art. 133, § 5º, Lei 6404/76, uma vez que cópias do relatório da administração, balanço patrimonial e demonstrativos financeiros exercício findo 31/12/11, foram entregues aos acionistas p/ devidos fins legais em 16/3/12, conforme documentação anexa à presente ata; b) Edital de Convocação publicado no DOESP e Diário do Comércio, em 4, 5, 6/4/12 e também devidamente entregue aos acionistas em 16/3/12, conforme documentação anexa à presente ata; c) Relatório administração, balanço patrimonial e demonstrativos financeiros exercício findo 31/12/11 deixaram de ser publicados, conforme art. 294, inciso II, Lei 6404/76, cujas copias foram entregues aos acionistas em 16/3/12, conforme documentação anexa; d) Parecer do conselho fiscal sobre o relatório anual da administração, nos termos do art. 163, inciso II, Lei 6404/76 datado de 13/2/12 foi encaminhado aos acionistas em 16/3/12, conforme documentação anexa.III) Quorum de Instalação: Acionistas representando 100% do capital p/ instalação em 1ª convocação, conforme assinaturas apostas no final desta ata e na lista de presença que compõe os documentos oficiais desta assembleia. Presentes, ainda, Dr. André Macedo Campos Toledo, membro efetivo do conselho fiscal, nos termos do disposto no art. 164, Lei 6404/76, e Maria Aparecida Demizu Takahasi, TC/CRC/1SP054429/0-0. IV) Mesa: Presidente, Ciro de Campos Lilla e Secretário, Dr. Sérgio Eduardo Marcon Filho. V) Ordem do Dia: 1. Exame, discussão e aprovação do balanço patrimonial e demonstrações financeiras, exercício findo 31/12/11; 2. Destinação do resultado do exercício; 3. Fixação da remuneração da Diretoria. VI) Sumário do fatos ocorridos e transcrição das deliberações tomadas: Os acionistas dispensaram leitura dos documentos legais relativos à presente assembleia e passaram a deliberar a respeito da Ordem do Dia, conforme segue: 1) Com exceção do voto contrário da acionista Christiane Lilla Alberto Cunha, cujo voto contrário e solicitação de esclarecimento encontram-se em anexo à presente como parte integrante desta ata, foi aprovado integralmente o relatório da administração, balanço patrimonial, demonstrações do resultado, dos lucros ou prejuízos acumulados e do fluxo de caixa e as respectivas notas explicativas, realtivos ao exercício findo 31/12/11, com a abstenção dos acionistas diretores Ciro de Campos Lilla e Maria da Glória Ferreira de Campos Lilla, ratificando-se atos praticados pelos administradores; Tendo em vista a deliberação acima, procurador da acionista Christiane Lilla Alberto Cunha solicitou a desconsideração dos itens 1.7 a 1.9 do voto contrário apresentado, anexo à presente ata. Os diretores e os conselheiros fiscais comprometem-se a prestar os esclarecimentos solicitados pela acionista Christiane Lilla Alberto Cunha em até 10 dias contados da presente data, em carta a ser enviada a esta acionista, com o que concordou o procurador da Christiane Lilla Alberto Cunha. 2) Aprovação, pela unanimidade dos acionistas, da destinação do resultado do exercício, determinado que o lucro liquido de R$ 98.047,82 deverá ser compensado com os prejuízos acumulados, nos termos do disposto no art. 189, Lei 6404/76, não havendo, assim, distribuição de dividendos aos acionistas; 3) Com exceção do voto contrário da acionista Christiane Lilla Alberto Cunha, transcrito no § abaixo, os demais acionistas aprovaram a manutenção da atual remuneração dos Diretores p/ o exercício/2012, conforme segue: em até R$ 18.375,00 p/ o Diretor Presidente; e em até R$ 13.387,50 p/ a Diretora sem designação específica, já incluídos valores referentes benefícios e verbas de representação dos administradores, conforme redação atual do art. 152, Lei 6404/76, com modificações introduzidas pela Lei 9457/97. Pelo procurador da acionista Christiane Lilla Alberto Cunha foi pronunciado verbalmente o voto contrário em assembleia, conforme se transcreva a seguir: “os montantes sugeridos não correspondem à realidade financeira da Cia. Lilla de Máquinas Industria e Comércio, razão pela qual vota contrário à proposta apresentada”. Por fim foi pedido pelo procurador da acionista Christiane Lilla Alberto Cunha a instalação do conselho fiscal p/ o próximo ano social, conforme pedido que se anexa à presente como parte integrante desta ata. Tendo em vista que a acionista Christiane Lilla Alberto Cunha não possui a participação mínima prevista no art. 161, § 2º, Lei 6404/76 p/ solicitar a instalação do conselho fiscal, decidem os demais acionistas rejeitar o pedido feio pela acionista Christiane Lilla Alberto Cunha e por não instalar o conselho fiscal p/ o próximo exercício. Dessa forma, fica registrado o término, nesta data, do período de funcionamento do conselho fiscal instalado, de forma não permanente, por ocasião da assembleia geral ordinária realizada em 28/4/11, na forma do art. 161, § 2º, Lei 6404/76 e, por consequência, o término do exercício dos cargos pelos conselheiros e suplentes eleitos na mencionada assembleia ocorrida em 28/4/11, na forma do art. 161, § 6º, Lei 6404/76. Para evitar-se qualquer dúvida, os esclarecimentos a serem prestados pelos conselheiros fiscais à acionista Christiane Lilla Alberto Cunha, conforme item 1 acima, referem-se ao exercício/2011. VII) Quorum de Deliberação: Todas as deliberações forma tomadas por maioria dos acionistas presentes, com exceção do item 2 acima, que foi tomada por unanimidade. VIII) Encerramento: Lavrada, lida, aprovada e assinada no inteiro teor. São Paulo, 18/4/12. (aa) Ciro de Campos Lilla: Presidente e Dr. Sérgio Eduardo Marcon Filho: Secretário. Acionistas: Ciro Campos Lilla; Maria Silvia de Campos Lilla; Christiane Lilla Alberto Cunha, pp. Dr. Luiz Eduardo Monteiro Lucas de Lima; Maria da Glória Ferreira de Campos Lilla, pp. Dr. Cristiano Diogo de Faria; André Macedo Campos de Toledo: Membro do Conselho Fiscal; Maria Aparecida Demizu Takahasi; CRC nº 1SP054429 O-0. Certidão Jucesp nº 246.448/12-0 em 12/6/12.


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Se o Japão abrir o mercado para o arroz estrangeiro, será uma grande mudança no pós-guerra. Toshiyuki Kako, professor de Ciências Agrícolas da Universidade de Kobe

conomia Fotos Ko Sasaki/NYT

Consumidora observa sacos de arroz em mercado japonês. O produto estrangeiro começa a ganhar força no Japão, embora seja forte o lobby contrário dos produtores locais.

Japão troca o lendário arroz por importado O receio de contaminação pelo desastre de Fukushima e a perda de renda da população levam os japoneses a comprar arroz mais barato no exterior Hiroko Tabuchi*

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os quatro meses em que o Walmart está vendendo o arroz chinês de baixo custo no Japão, o varejista norteamericano está sofrendo para manter abastecidas as gôndolas de algumas lojas. A rede japonesa Beisia também vendia arroz chinês pela primeira vez neste ano, mas logo o produto sumiu das prateleiras. Os restaurantes de sushi Kappa Create começaram a servir arroz californiano, enquanto a Matsuya, uma das maiores redes japonesas, apresentou a mistura de arroz do Japão e da Austrália. A Daikokuten Bussan, que mantém lojas de descontos pelo país, disse que venderia arroz estrangeiro caso arranjasse um fornecedor estável. Estimulados pelas rendas declinantes, além de temerosos com a radiação do desastre nuclear do ano passado em Fukushima – grande região arrozeira – um número pequeno, mas crescente, de consumidores e empresas japonesas está fazendo o impensável: abandonando abertamente a lealdade ao caro e sofisticado arroz cultivado dentro do país e buscando as poucas alternativas baratas da China, Austrália e dos EUA, que chegam ao mercado tremendamente protegido do Japão. "Não creio que muitas pessoas teriam cogitado comprar arroz importado no passado, mas a coisa pode estar mudando agora", disse Kana Saito, 29 anos, funcionária de um escritório em meio período

que fazia compras em um Walmart no centro de Tóquio. Ela desejava comprar um saco do arroz chinês, mas o produto esgotara. "O selo 'produto nacional' não tem a mesma estatura", disse ela, principalmente após Fukushima. O Ministério da Agricultura do Japão diz que, por ora, não está considerando um aumento na importação de arroz, afetada por uma tarifa de 778%. Desde 1995, o governo importou anualmente cerca de 700 mil toneladas sem o imposto; a maior parte é utilizada de forma a não concorrer com o produto nacional, servindo como ração animal e estoque emergencial. Segundo autoridades do setor, um pouco de arroz importado sempre foi usado discretamente por restaurantes baratos e fabricantes de "bentô" (espécie de marmita). Na visão deles, os consumidores desejarem comprar arroz importado para cozinhar em casa – ou grandes redes optarem abertamente por ele – é uma mudança e tanto. Agora, o clamor por alternativas estrangeiras deixou os varejistas e restaurantes lutando pelas quantidades minúsculas que o governo disponibiliza para venda no varejo, que somaram apenas 10 mil toneladas no ano passado, segundo registros do governo, uma migalha frente aos 9 milhões de toneladas de arroz vendidos no Japão. Em uma pesquisa com 60 companhias alimentícias feita pelo jornal "Nikkei", em março, 70% afirmaram interessar-se pelo arroz estrangeiro caso estivesse disponível. Ryo

Kanayama, porta-voz do Wal- tes esporádicos de degustamart em Tóquio, disse que a ção em Tóquio, declarou que a empresa estava "fazendo o maioria dos consumidores de possível" para garantir o arroz lá não consegue apontar a diimportado. ferença entre o arroz nacional Ainda não se sabe se haverá e o importado. uma pressão significativa dos "Simplesmente gostaríaconsumidores ou empresas mos de ver a demanda ditar japoneses por mais arroz es- aonde vai o arroz dos EUA, não trangeiro, mas o lobby agríco- o governo", declarou Robert la japonês, que tem forte in- Cummings, diretor de operafluência política, permanece ções da Federação. contrário a uma abertura. Para agricultores da região Mesmo assim, uma redução de Fukushima, o interesse peda lealdade ao lo arroz imporarroz cultivatado não podo no país poderia ter surgideria ter imdo em um moplicações mento pior. imensas para Ano passado, uma nação eles se prepacuja política, ravam para hectares de terras sociedade, plantar uma cultiváveis foram economia e nova variedaaté mesmo de de arroz noinutilizados pelo identidade bre, criado ao acidente nuclear de n a c i o n a l e slongo de 15 Fukushima, uma tão entrelaçaanos a partir das com o culde duas princigrande região tivo do arroz. pais variedaarrozeira. "Se virmos des doméstio Japão abrir o cas e orgulhomercado para samente batimais arroz estrangeiro, será zado "Ten No Tsubu" (grão uma grande mudança no pós- celestial). guerra", afirmou Toshiyuki Autoridades agrícolas espeKako, professor emérito da Fa- ravam que a nova variedade culdade de Ciências Agrícolas explorasse a inclinação tradida Universidade de Kobe, re- cional do país por arroz nobre. gião oeste do Japão. "Seria Porém, em março de 2011, uma demonstração do quanto três reatores nucleares atingia atitude do consumidor mu- dos por um tsunami entraram d o u a o l o n g o d o s ú l t i m o s em fusão, inutilizando 7.280 anos." hectares das terras cultiváNos EUA, os arrozeiros se es- veis de Fukushima. Na colheiforçam para dizer que com- ta, parte do arroz estava conpreendem a política do merca- taminada, arrasando a espedo de arroz, mas que alguma rança de uma grande estreia. abertura deveria ter aconteci"O arroz que temos é o medo há tempos. A Federação do lhor já produzido, mas estou Arroz dos EUA, que realiza tes- cheio de preocupação", disse

7.280

Katsuyuki Kuchiki, produtor cuja família cultiva o grão há nove gerações a cerca de 60 quilômetros da usina nuclear de Fukushima Daiichi. Sua colheita do ano passado apresentou testes negativos para elementos radioativos e chegou ao mercado, mas por um preço muito baixo. Este ano, os arrozeiros da região salpicaram as plantações com materiais absorventes de césio e pretendem aumentar em 20 vezes a produção do Grão Celestial. Autoridades regionais testarão a radioatividade de cada saca, usando equipamentos de verificação avaliados em 3 bilhões de ienes. "Estamos fazendo todo o possível para garantir a segurança do arroz", afirmou o produtor Kuchiki. Mesmo assim, tal esforço pode se perder para os consumidores japoneses. Embora as autoridades garantam que o produto doméstico seja seguro, existe um mal-estar disseminado em relação ao arroz cultivado nos arredores da região afetada pelo desastre. Uma preocupação maior é a economia deflacionária do Japão, que enfraqueceu a receita na última década e tornou os consumidores menos fiéis às marcas caras. Um estudo conduzido ano passado pelo Instituto de Pesquisa da Cooperativa Geral, afiliado à cooperativa agrícola nacional, mostra um salto nas vendas do arroz doméstico de baixa qualidade e o declínio das marcas caras. Segundo especialistas, principalmente os consumidores mais jovens e menos abastados estão procurando

alternativas de baixo custo. Também contribui com a tendência um afastamento do arroz em si, principalmente entre os jovens, à medida que a dieta de arroz e peixe cede espaço ao pão, macarrão e pizza. Em termos per capita, o japonês come agora metade da quantidade de arroz consumida na década de 1960. "Uma deflação contínua representa o declínio da receita e, assim, mais japoneses se tornam menos exigentes quanto ao arroz", disse Yasuhiro Fujimoto, pesquisadorchefe do Instituto. O cenário poderia pôr em teste o apoio fiel aos arrozeiros, que obrigaram os consumidores a comprar arroz doméstico a um preço muito superior aos preços globais. Até recentemente, os consumidores locais pareciam estar felizes com esse acordo, pagando cinco mil ienes (cerca de US$ 62) por saco de dez quilos de japônica, uma variedade grudenta e de grão curto preferida no Japão – quase dez vezes acima do valor atual do grão longo e mais comum. Mesmo quando uma colheita ruim reduziu a oferta e forçou o Japão a importar arroz emergencialmente em 1993, muitos consumidores torceram o nariz para ele. Contudo, quase 20 anos depois, Walmart, Beisia, Matsuya e Kappa Create afirmaram ter ouvido poucas reclamações dos clientes quanto ao arroz estrangeiro. "A maioria dos consumidores não se importa, nem sequer nota", disse Tetsuji Tanaka, portavoz da Matsuya. * The New York Times

O produtor de arroz Katsuyuki Kuchiki se preocupa com o fato de um pequeno, mas crescente grupo de consumidores japoneses estar migrando para o arroz importado.


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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

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O número do PMI industrial da Alemanha caiu em julho para a posição do bronze no ranking das quatro principais economias da zona do euro Tim Moore, economista-sênior do Markit

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ECONOMIA/LEGAIS - 21

divulgação de números da rodada global de índices de atividade industrial não deixou margem para dúvidas: a atual desaceleração da economia se espalhou mundo afora. Os índices de gerentes de compras, mais conhecidos como PMIs (na sigla em inglês), compilado pelo instituto Markit, mostraram enfraquecimento de Taiwan à Alemanha, da Índia à Espanha, da China aos EUA em julho. Mesmo nos países em que há dois índices semelhantes apurados e um deles mostrou melhora, como no país norteamericano e na China, a alta é tão pequena que não neutraliza a piora generalizada observada em diversas economias.

Pesquisa mostra indústria global muito fraca Índice da atividade do setor só melhorou um pouco nos EUA e China. Na Europa, recuo foi geral. Europa – Nos países onde a fraqueza da economia já é conhecida, os PMIs divulgados ontem confirmam que não há melhora à vista. Na Europa, por exemplo, a piora nos números só é exceção na Irlanda, que vem se sustentando acima de 50. Segundo a metodologia, número abaixo de 50 indica contração e número aci-

ma de 50 sinaliza expansão. O setor industrial da Alemanha se contraiu em julho no maior ritmo em mais de três anos. O PMI do país caiu para 43 em julho, nível mais baixo desde o pico da crise financeira global, em junho de 2009, ante 45 no mês anterior. "O número do PMI industrial da Alemanha caiu em julho pa-

ra a posição do bronze no ranking das quatro principais economias da zona do euro", disse o economista-sênior do Markit Tim Moore. Na Itália, o PMI recuou de 44,6 em junho para 44,3 em julho. Melhora modesta foi observada na Espanha, de 41,1 para 42,3, ou seja, ainda fraca. No Reino Unido, a queda foi

maior do que o esperado e empurrou a atividade ao menor nível desde maio de 2009 – o índice de atividade industrial cedeu para 45,4 em julho, de 48,4 em junho. O setor industrial dos Estados Unidos registrou também crescimento em julho, mas em ritmo mais lento, pois a crise da dívida na Europa e as incer-

tezas econômicas e políticas no país prejudicam a demanda no mercado. China – O PMI oficial do setor industrial chinês registrou queda para 50,1 em julho, mínima de oito meses que sugere que o setor está crescendo pouco, enquanto a pesquisa do HSBC indicou que o setor privado está começando a se recuperar. O PMI do HSBC, compilado pelo instituto Markit, subiu para 49,3, o maior nível desde fevereiro. Com ambas as leituras em torno de 50, que divide expansão de contração, as pesquisas sinalizam que as áreas privada e estatal chinesas estão se estabilizando – embora em nível de expansão relativamente baixo. (AE)

Senador Dantas Empreendimentos Imobiliários SPE S.A.

BANCO MERCANTIL DO BRASIL S.A. CNPJ Nº 17.184.037/0001-10 - COMPANHIA ABERTA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA PRIMEIRA CONVOCAÇÃO Ficam convocados os senhores acionistas do Banco Mercantil do Brasil S.A. para a Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 03 de setembro de 2012, às 10:00(dez) horas, na sede social, na Rua Rio de Janeiro, 654/680 - 5º andar, em Belo Horizonte, Minas Gerais, a ¿m de discutir e deliberar a respeito da seJuinte 3roposta do &onselho de Administraomo: Alteraomo nos seJuintes artiJos do Estatuto Social: art. 12, 3aráJraIo Ònico art. 26, caput, inciso 9, alteraomo do ³3aráJraIo Ònico´ para ³3aráJraIo 3rimeiro´ e inseromo de 3aráJraIo SeJundo. 2s documentos pertinentes à ordem do dia, inclusive a 3roposta da Administraomo e todos os demais exiJidos pela ,nstruomo &9M nº 481/0 estmo dispontveis para consulta na páJina da &9M na rede mundial de computadores, bem como na sede da &ompanhia. Somente as ao}es ordinárias termo direito a voto. 3ara participar da Assembleia, os acionistas pessoas Itsicas devermo exibir documento de identi¿caomo pessoal, sendo Tue os representantes dos acionistas pessoas Murtdicas devermo exibir os documentos Tue leJitimem a representaomo, inclusive contrato social ou estatuto social. 2s acionistas Tue detenham ao}es custodiadas na BMF Bovespa, devermo exibir extrato de ao}es custodiadas atualizado. &onIorme normas estatutárias, Tuando da representaomo do acionista por mandatário, o respectivo instrumento de procuraomo deve ser depositado, contra recibo, na Sede da Sociedade, atp 05 (cinco) dias antes da data da Assembleia. Belo Horizonte, 30 de Mulho de 2012. &21SE/H2 'E A'M,1,S7RAd­2 ± Milton de Ara~Mo, Josp Ribeiro 9ianna 1eto, Mauricio de Faria ArauMo, Josp &arneiro de Ara~Mo, &larissa 1oJueira de Ara~Mo, 3eter EdZard &ortes Marsden :ilson, Gla\dson Ferreira &ardoso, /eonardo de Mello Simmo e /uiz HenriTue Andrade de Ara~Mo. Arena Itaquera S.A. CNPJ nº 14.278.551/0001-26 - NIRE 35300413393 Assembleia Geral Extraordinária em 17 de maio de 2012 1. Data, horário e local: 17/05/12, às 14h., na sede da Cia., à R. Iguatemi, 151/19º, SP. Mesa: Presidente: Sr. Mauricio Ribeiro; Secretária: Sra. ç dispensada a convocação prévia, consoante o disposto no § 4° do art. 124 da Lei 6.404/76, conforme alterada Livia Arbex. 3. Convocação: (“LSA”). 4. Presença e Instalação: a Assembleia foi declarada instalada pelo Presidente, com a presença de acionistas representando a pela ç dos votos a serem apresentados p p Cia., totalidade do capital social da Cia.. 5. Ordem do Dia: discutir e deliberar a respeito (i) das instruções na qualidade de quotista do Arena – Fundo de Investimento Imobiliário – FII (CNPJ 14.149.745/0001-21), no âmbito da AGQ, a ser em 18.05.12 e (ii) da ratificação do voto apresentado pela Cia., no âmbito da AGQ, em 23.01.12. 6. Deliberações tomadas por Unanimidade: examinadas e debatidas as matérias constantes da ordem do dia, foi deliberado e restaram aprovadas, pelos acionistas representantes da totalidade do capital social da Cia. presente e sem quaisquer restrições: (i) Em sede de AGQ, a ser em 18.05.12, votar favoravelmente: (a) a realização da 2ª emissão de quotas subordinadas do Fundo, observadas as seguintes características: Quantidade de Quotas Subordinadas da 2ª Emissão: 268.179.000 quotas subordinadas juniores, subordinadas q j , todas nominativas e escriturais. Preço ç de Emissão das Quotas Subordinadas Juniores: as quotas q juniores serão emitidas pelo valor nominal unitário inicial de R$1,00. Valor Total da Emissão: Montante total inicial de R$268.179.000,00. Forma de Integralização: g ç As quotas q subordinadas juniores j da 2ª Emissão serão integralizadas g na forma prevista p na Cláusula 4.1 do Compromisso p de Investimento de Quotas Subordinadas Juniores. Direitos, Vantagens subordinadas juniores g e Restrições ç das Quotas Subordinadas Juniores: As quotas q j do Fundo correspondem a frações ideais do patrimônio do Fundo, as quais não serão resgatáveis e possuem a forma escritural e nominativa. Cada quota q subordinada júnior j terá as características que q lhe são asseguradas g no Regulamento g do Fundo. Destinação ç dos Recursos: Os recursos g ç das quotas q j p decorrentes da integralização subordinadas juniores da 2ª Emissão serão destinados aos investimentos do Fundo, na forma da política de investimentos estabelecida no Regulamento. g Procedimento de distribuição: ç A distribuição ç das quotas q subordinadas juniores j será coordenada ppela Administradora, na qualidade q de instituição ç integrante g do sistema de distribuição ç de valores mobiliários. A Administradora divulgará, g ampla p e imediatamente, todas e quaisquer q q informações ç e documentos relativos à 2ª Emissão e ao Fundo, de modo a garantir g ao Quotista Subordinado Júnior e aos demais quotistas, acesso às informações que possam, direta ou indiretamente, influir em suas decisões de subscrever, integralizar, ç de aditamento ao Compromisso p de Investimento de Quotas Juniores do Fundo, firmado no adquirir ou alienar quotas do Fundo; (b) a celebração dia 14/12/11, a fim de prever que os investidores deverão subscrever no cômputo total do Compromisso de Investimento de Quotas Subordinadas JunioresaimportânciadeR$468.179.000,00;e(c)alteraroprazodeduraçãodoFundode16anosp/30anos. (ii) Ratificarovotoapresentadopela ( Anexa).) (iii) Autorizar os Diretores da Cia. para a prática p ç de todos os Cia., no âmbito da AGQ, em 23.01.12 (Ata de todos os atos e a formalização documentos necessários à devida implementação das deliberações ora tomadas; e (iv) Autorizar a lavratura desta ata, na forma sumária, nos termos do art. 130, § 1º da LSA. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, lavrou-se esta ata, que foi aprovada pelas acionistas da Cia. ppresentes. 8. Acionistas Presentes: Jequitibá q Patrimonial S.A. e Odebrecht Participações e Investimentos S.A. SP, 17/05/12. Mesa: Mauricio q Patrimonial S.A.; Odebrecht Participações e Investimentos S.A. Jucesp nº Ribeiro-Presidente; Livia Arbex-Secretário. Acionistas: Jequitiba 263.876/12-3 em 21/06/12. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Arena Itaquera S.A. CNPJ nº 14.278.551/0001-26 - NIRE 35300413393 Assembleia Geral Extraordinária em 14 de dezembro de 2011 1. Data, horário e local: 14/12/11, às 10h., na sede da Cia., à R. Iguatemi, 151/19º, SP. 2. Mesa: Presidente: Sr. Mauricio da Costa Ribeiro; Secretária: Sra. Livia Arbex. 3. Convocação: dispensada a convocação prévia, consoante o disposto no § 4° do art. 124 da Lei 6.404/76, conforme alterada (“LSA”). 4. Presença e Instalação: a Assembleia foi declarada instalada pelo Presidente, com a presença do acionista detentor de 100% do capital social total da Cia.. 5. Ordem do Dia: discutir e deliberar a respeito da celebração pela Cia. (a) do Instrumento Particular de Opção de Compra e Outras Avenças, a ser firmado entre a Jequitibá Patrimonial S.A., CNPJ 10.928.350/0001-76, a Odebrecht Participações e Investimentos S.A., CNPJ 07.668.258/0001-00, e a Cia., na qualidade de interveniente anuente; (b) do Contrato de Alienação Fiduciária de Ações e Outras Avenças, a ser firmado entre a Jequitibá, a Odebrecht e a Cia., na qualidade de interveniente anuente; (c) do Contrato de Contra-Garantia, a ser firmado entre a Cia., a Odebrecht e a Jequitibá, na qualidade de interveniente anuente; e (d) do Contrato de Alienação Fiduciária de Quotas e Outras Avenças, a ser firmado entre a Cia., a Odebrecht e o Arena Fundo de Investimento Imobiliário – FII, CNPJ 14.149.745/0001-21, na qualidade de interveniente anuente. 6. Deliberações tomadas por Unanimidade: examinadas e debatidas as matérias constantes da ordem do dia, foi deliberado e restaram aprovadas, pelo acionista representante da totalidade do capital social da Cia. presente e sem quaisquer restrições: (i) a celebração pela Cia. dos instrumentos listados no Item 5 acima, nos moldes das respectivas minutas, anexas à presente Ata. (ii) a autorização aos Diretores da Cia., e aos procuradores por estes constituídos, para a prática de todos os atos e a formalização de todos os documentos necessários à devida implementação das deliberações ora tomadas; e (iii) a autorização de lavratura desta ata, na forma sumária, nos termos do art. 130, § 1º da LSA. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, lavrou-se esta ata, que foi aprovada pela acionista da Cia. presente. 8. Acionista Presente: Jequitiba Patrimonial S.A. SP, 14/12/11. Ass. Mesa: Mauricio Ribeiro – Presidente. Livia Arbex – Secretário. Acionistas: Jequitiba Patrimonial S.A. Jucesp nº 508.988/11-1 em 28/12/12. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral. Arena Itaquera S.A. CNPJ nº 14.278.551/0001-26 - NIRE 35300413393 Assembleia Geral Extraordinária em 04 de maio de 2012 1. Data, horário e local: 04/05/12, às 14h., na sede da Cia., à R. Iguatemi, 151/19º, SP 2. Mesa: Presidente: Sr. Mauricio Ribeiro; Secretária: Sra. Livia Arbex. 3. Convocação: dispensada a convocação prévia, consoante o disposto no § 4º do art. 124 da Lei 6.404/76, conforme alterada (“LSA”). 4. Presença e Instalação: a Assembleia foi declarada instalada pelo Presidente, com a presença de acionistas representando a totalidade do capital social da Cia.. 5. Ordem do Dia: discutir e deliberar a respeito das instruções dos votos a serem apresentados pela Cia., na qualidade de quotista do Arena – Fundo de Investimento Imobiliário – FII (CNPJ14.149.745/0001-21), no âmbito das AGQ, a serem em 07.05.12 e 08.05.12 (“AGQs”). 6. Deliberações tomadas por Unanimidade: examinadas e debatidas as matérias constantes da ordem do dia, foi deliberado e restaram aprovadas, pelos acionistas representantes da totalidade do capital social da Cia. presente e sem quaisquer restrições: (i) Em sede de AGQ, a ser realizada em 07.05.12, votar favoravelmente à prorrogação de prazo solicitada pela Construtora Norberto Odebrecht S.A., no dia 02/05/12, referente à contratação do Seguro-garantia (“Performance Bond”), nos termos da Cláusula 20ª do Contrato de EPC, para até o dia 1º/08/12; e (ii) Em sede de AGQ, a ser em 08.05.12, votar favoravelmente à contratação do escritório Sundfeld Advogados para a elaboração de parecer a respeito da viabilidade da transferência da concessão de direito real de uso concedida ao Sport Club Corinthians Paulista para o Fundo. (iii) a autorização aos Diretores da Cia. para a prática de todos os atos e a formalização de todos os documentos necessários à devida implementação das deliberações ora tomadas; e (iv) a autorização de lavratura desta ata, na forma sumária, nos termos do art. 130, § 1º da LSA. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, lavrou-se esta ata, que foi aprovada pelas acionistas da Cia. presentes. 8. Acionistas Presentes: Jequitibá Patrimonial S.A. e Odebrecht Participações e Investimentos S.A. SP, 04/05/12. Mesa: Mauricio Ribeiro – Presidente; Livia Arbex – Secretário. Acionistas: Jequitiba Patrimonial S.A.; Odebrecht Participações e Investimentos S.A. Jucesp nº 246.169/12-6 em 12/06/12. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 01 de agosto de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Edelmiro José da Silva Santos. Requerido: CN Usinagem de Precisão Ltda. - ME. Rua São Leotelio, 510 – Vila Medeiros - 1ª Vara de Falências. Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: Sanca Comércio e Serviços de Ar Condicionado Ltda. Rua João Bizarro da Nave, 257 – Vila Diva –Zona Leste - 2ª Vara de Falências.

Ativo Ativo circulante Caixa e equivalentes de caixa Estoque Total do ativo circulante Ativo não circulante Aplicacoes financeiras

Total do ativo

CNPJ nº 13.812.323/0001-21 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Balanço Patrimonial em 31 de dezembro de 2011 - (em reais) 31/12/2011 Passivo Passivo circulante 4 21.957.569 Obrigações por compra de imóvel 7 5 62.347.932 Obrigações sociais e fiscais 84.305.501 Total do passivo circulante Passivo não circulante 6 320.000 Cessão de cédula de crédito imobiliário 8 Total do passivo não circulante Patrimônio líquido Capital social Adiantamento para futuro aumento de capital Prejuízos acumulados Total do patrimonio líquido 84.625.501 Total do passivo e do patrimônio líquido As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

31/12/2011 12.056.109 10.847 12.066.956 26.288.515 26.288.515 43.769.605 2.879.841 (379.416) 46.270.030 84.625.501

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Período de 28 de abril (constituição da Empresa) a 31 de dezembro de 2011 - (em reais) Capital Social 43.769.605

Adiantamento para futuro aumento de capital

Prejuízos acumulados -

Total Integralização de Capital 43.769.605 Adiantamento para futuro aumento de capital 2.879.841 2.879.841 Prejuízo do Exercício (379.416) (379.416) Saldos em 31 de dezembro de 2011 43.769.605 2.879.841 (379.416) 46.270.030 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - Período findo em 31 de dezembro de 2011 (em reais) 1 Contexto operacional - Constituída em 28 de Abril de 2011 tem por ob- Data prevista de entrega do projeto (Habite-se): Fevereiro/2013. jeto social o desenvolvimento de empreendimento imobiliário, para fins Descrição 31/12/2011 comerciais nos imóveis localizados na cidade do Rio de Janeiro, no Esta- Custo de aquisição do imóvel 59.654.657 do do Rio de Janeiro, na rua Senador Dantas, nos 45, 45-a, 45-b. O Construção 1.500.000 endereço do escritório da Companhia é Av. Nações Unidas 14.171, Torre ITBI 1.193.275 A, 6º Andar, Conjunto 604, Sala B, Vila Gertrudes na Capital do Estado de Total 62.347.932 São Paulo. 2 Apresentação das demonstrações financeiras - As de- 6 Aplicações de Longo Prazo - O valor de R$320.000 refere-se a uma monstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas aplicação em CDB considerada como reserva de pagamento da operação contábeis adotadas no Brasil, que incluem os princípios contábeis previs- de CRI, mencionado na nota 8, efetuada em nome da empresa cedente tos na legislação societária brasileira, em consonância com a Lei nº 6.404/ do CRI. Esse valor visa garantir o cumprimento das obrigações do CRI, 76, bem como alterações introduzidas com o advento da Lei nº 11.638/07 caso ocorra inadimplência do contrato. Esse valor ficará aplicado em CDB e Lei 11.941/09, nos pronunciamentos, orientações e instrumentos emiti- do Banco Votorantim por todo o prazo do contrato de CRI e, ao final do dos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), especificamente contrato será restituído á empresa com eventual remuneração e/ou correo CPC para Pequenas e Médias Empresas (PME), deliberados pelo Con- ção monetária decorrentes do investimento, na data de liquidação total selho Federal de Contabilidade (CFC). As demonstrações de resultados dos CRI’s. 7 Obrigação por compra de imóvel - Composta pela obrigaabrangentes não estão sendo apresentadas, pois não há valores a serem ção a pagar conforme Acordo sobre Compra e Venda de Imóveis firmados apresentados sobre esse conceito, ou seja, o resultado do exercício é entre a Senador Dantas Emp. Imobiliários SPE S.A e a Saint Tropez Emp. igual ao resultado abrangente total. A diretoria aprovou as demonstrações Imobiliários Ltda. O pagamento será de R$5.000.000 na data de entrega financeiras na data de 20 de abril de 2012. 3 Principais práticas do habite-se e o restante em janeiro de 2012 ou quando todas as unidacontábeis a. Apropriação das receitas, custos e despesas - A socieda- des do imóvel estiverem vendidas ou locadas, prevalecendo o que ocorrer de encontra-se em fase de planejamento e desenvolvimento do por último. Esses valores não sofrem correção nem reajuste. empreendimento imobiliário, portanto não apresenta receitas da atividade Descrição 31/12/2011 fim, somente despesas com matérias de consumo, necessárias a sua Saint Tropez Emp. Imobiliários Ltda. 12.056.109 constituição e manutenção, bem como receitas financeiras as quais foram Total 12.056.109 reconhecidas conforme o regime contábil da competência do exercício. b. 8 Cédula de créditos imobiliários - CCI - As Cédulas de Créditos ImobiInstrumentos financeiros Instrumentos - financeiros não derivativos in- liários são títulos emitidos que permitem a sua cessão para formação de cluem aplicações financeiras, contas receber e outros recebíveis, caixa e lastro de títulos denominados Certificados de Recebíveis Imobiliários equivalentes de caixa. Ativos financeiros não derivativos - Ativos fi- CRI, colocados no mercado com o objetivo de captar recursos que nanceiros registrados pelo valor justo por meio do resultado - Um ativo viabilizem a aquisição de recebíveis ou a quitação dos empréstimos ponte financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja captados para a aquisição dos terrenos e construção dos empreendimenclassificado como mantido para negociação e seja designado como tal no tos que darão origem aos recebíveis. As condições estabelecidas para momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designa- resgates dos títulos são definidas em virtude das taxas, dos indexadores, dos pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais dos prazos e do fluxo de amortizações dos recebíveis que lhes dão lastro, investimentos e toma decisões de compra e vendas baseadas em seus gerando compatibilidade entre ativos e passivos. A Cédula de Crédito valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estraté- Imobiliário emitido pela Companhia tem por lastro o fluxo de recebíveis gia de investimentos da Companhia. Os custos da transação, após o proveniente do contrato de locação firmado com empresa locatária do reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. empreendimento em contrução de propriedade da Companhia, com paAtivos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são gamento mensais inciados em 05/07/2013 e terminados em 8/11/2027, medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são re- atualizados pelo IPCA/IBGE. A CCI foi objeto de emissão do Certificado conhecidas no resultado do exercício. Empréstimos e recebíveis de Recebível Imobiliário pelo detentor da CCI, Brazilian Securities ComEmpréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos panhia de Securitização. O valor recebido pela Companhia pela cessão da ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são re- CCI e emissão do CRI, adicionado ao valor da aplicação em CDB para conhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de garantia de obrigações, mencionado na nota 6 totalizam o valor registrado transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e de financiamento de R$26.288.515. Como garantia desta operação, ao recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos ju- Companhia alienou fiduciariamente o imóvel de propriedada da Comparos efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor nhia e se comprometeu a manter o valor de R$ 320.000 depositado em recuperável. b2 Passivos financeiros não derivativos - Passivos finan- aplicação vinculada, conforme descrito na nota 6. 9 Patrimônio líquido ceiros registrados ao custo amortizado - A Companhia reconhece títulos O Capital social, subscrito é de R$ 59.655.657 e o integralizado de R$ de dívida emitidos e passivos subordinados inicialmente na data em que 43.769.605 conforme Ata de Assembléia Geral Extraordinária registrada são originados. Todos os outros passivos financeiros são reconhecidos em 03 de Outubro de 2011. Os Acionistas concordam que a Companhia inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma deverá distribuir anualmente 100% (cem por cento) do lucro apurado no parte das disposições contratuais do instrumento. Tais passivos financei- respectivo exercício, observadas as reservas e limitações legais, bem ros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer como recursos comprometidos com o cronograma de aportes da Compacustos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses pas- nhia, e pagamento de financiamentos contraídos pela Companhia, sivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método conforme previsto no Plano de Negócios aprovado. dos juros efetivos. c. Estoques - Os estoques são compostos pelo menor Nº Ações valor entre o custo e o valor realizável líquido. O custo dos estoques é ordinárias IntegraA Intecomposto do valor pago pelo imóvel adquirido para incorporação imobiliá- Acionistas (unidade) Votos lizado gralizar ria, acrescido dos gastos com construção e encargos financeiros oriundos BV Empreend. da compra do imóvel. d. Passivo circulante e não circulante - Compos- e Particip. S.A. 47723726 47723726 1.837.674 15.886.052 tos pelas obrigações fiscais, comerciais e societárias, registradas pelos Saint Tropez valores conhecidos e/ou calculáveis acrescidos dos encargos financeiros, Empreend. Imob. Ltda. 11930931 11930931 1.930.931 quando aplicáveis e ajustados a valor presente pela taxa efetiva de juros. 10 Imposto de renda e contribuição social - A Sociedade optou por e. Imposto de renda e contribuição social - As provisões de imposto de adotar o método do Lucro Presumido. 11 Gerenciamento de riscos e renda e contribuição social sobre lucro fiscal são calculadas pelo regime Instrumentos Financeiros - A administração da Companhia adota uma de tributação do Lucro Presumido. No lucro presumido as alíquotas de Im- política conservadora no gerenciamento dos seus riscos. Essa política posto de Renda e Contribuição Social sobre o lucro líquido são de 15% e materializa-se pela adoção de procedimentos que envolvem todas as 9%, respectivamente, sobre uma base reduzida, ou seja, distinta confor- suas áreas críticas, garantindo que as condições do negócio estejam lime receita correspondente: vres de risco real. i. Risco de mercado - Relacionado com a possibilidade Classificação da receita Percentual presumido de perda por oscilação de taxas, descasamento de prazos ou moedas nas Arrendamento mercantil 32% carteiras ativas e passivas. Esse risco é minimizado na Companhia pela Incorporação imobiliária 8% IR a 12% CS compatibilidade entre os títulos emitidos e os recebíveis que lhes dão lasReceitas financeiras 100% tro. Os indexadores condicionados nos instrumentos de arrendamento 4 Caixa e equivalentes de caixa - Contemplam numerários em caixa, são semelhantes aos utilizados nas operações estruturadas de emissão saldos em bancos e investimentos de liquidez imediata, conforme compo- de CRI. ii. Risco de crédito - Considerado como a possibilidade de a sição abaixo: Companhia incorrer em perdas resultantes de problemas financeiros com Descrição 31/12/2011 os arrendatários, que os levem a não honrar os compromissos assumidos Caixa 400 com a Companhia. Para minimizar esse risco, a Companhia celebra insBancos 2.105 trumentos de arrendamentos com empresas de grande porte, além de Aplicações financeiras 21.955.064 serem submetidos à rigorosa análise qualitativa, abrangendo, entre outros Total 21.957.569 quesitos, a análise histórica da pontualidade na solvência das obrigações Aplicações em Fundo de Renda Fixa, FIC de FI Votorantim Vintage e a relação entre saldos devedores e garantias a eles relacionadas. AdiciCorporate RF CP, liquidez diária, remunerada a CDI, sem limitação de onalmente, quando aplicável, os instrumentos de arrendamento estão resgate. 5 Estoques - Tipo de projeto: Comercial. Localidade: Rua Se- garantidos por possibilidade de alienação do imóvel arrendado. iii. Risco nador Dantas, nºs 45, 45-a, 45-b, Rio de Janeiro/ RJ. Data de início do de liquidez - Considerado pela capacidade de a Companhia gerenciar os projeto: 30/11/2011. Tempo de duração da construção do projeto: 425 prazos de recebimento dos seus ativos em relação aos pagamentos deridias (30/01/2013). Percentual que já foi construído do projeto:14%. vados das obrigações assumidas. Esse risco é eliminado pela compatibilidade de prazos e fluxos de amortização entre títulos emitidos e RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE lastros adquiridos. iv. Pré-pagamentos - O risco derivado dos pré-pagaAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS mentos por parte dos devedores dos créditos securitizados, comum nas Aos Acionistas e Diretores da operações de securitização, é neutralizado na Companhia pela disposiSenador Dantas Empreendimentos Imobiliários SPE S.A. ção inserida nos títulos emitidos que lhe permite pré-pagar os títulos São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras da Senador Dantas Empre- conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de audiendimentos Imobiliários SPE S.A. (“Companhia”), que compreendem o toria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas de- auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de monstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão lifluxos de caixa, para o período de 28 de abril de 2011 (data de constitui- vres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de ção da Empresa) a 31 de dezembro de 2011, assim como o resumo das procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabili- valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os dade da administração sobre as demonstrações financeiras. A procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluinadministração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada do a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações apresentação das demonstrações financeiras de acordo com as práticas financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa contábeis adotadas no Brasil aplicáveis para as pequenas e médias em- avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes presas (NBC TG 1000), assim como pelos controles internos que ela para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações finandeterminou como necessários para permitir a elaboração de demonstra- ceiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que ções financeiras livres de distorção relevante, independentemente se são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores indepen- opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma dentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS Período de 28 de abril (constituição da Empresa) a 31 de dezembro de 2011 - (em reais) 31/12/2011 (+/-) Despesas e receitas operacionais: Despesas operacionais (235.430) Despesas gerais (136.706) Despesas tributárias (16.279) Receitas Financeiras 8.999 (379.416) (=) Resultado operacional (379.416) (=) Prejuízo líquido do exercício (379.416) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO Período de 28 de abril (constituição da Empresa) a 31 de dezembro de 2011 - (em reais) 31/12/2011 Fluxo de caixa das atividades operacionais Das operações Prejuízo líquido do exercício (379.416) (Aumento) diminuição de ativos Aumento de Estoques (50.291.823) Aumento (diminuição) de passivos Aumento de Obrigações sociais e fiscais 10.847 Caixa utilizado nas atividades operacionais (50.660.392) Fluxo de caixa das atividades de investimentos Aplicações financeiras (320.000) Caixa utilizado nas atividades de investimento (320.000) Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Cessão de Cédula de Créditos Imobiliários 26.288.515 Adiantamento p/ Futuro Aumento Capital 2.879.841 Integralização de Capital 43.769.605 Caixa proveniente das atividades de financiamento 72.937.961 Aumento líquido de caixa e equivalente de caixa 21.957.569 Variação de caixa e equivalentes de caixa Disponibilidade no início do exercício Disponibilidade no final do exercício 21.957.569 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. emitidos na proporção das antecipações efetuadas pelos devedores dos recebíveis utilizados como lastro. a. Identificação e valorização dos instrumentos financeiros - O valor contábil dos instrumentos financeiros registrados no balanço patrimonial equivale, aproximadamente, ao seu valor de mercado, A Companhia não possui operações com instrumentos financeiros não refletidas nas informações anuais em 31 de dezembro de 2011, assim como não realizou operações com derivativos financeiros. O valor contábil dos instrumentos financeiros registrados no balanço patrimonial reflete, conforme avaliação da administração, a melhor estimativa de valor de mercado pois cada instrumento contém variáveis de juros, riscos de mercado e de crédito, que na inexistência de um mercado ativo, não permitem que estes valores sejam recompostos com premissas diferentes daquelas em que as operações foram originalmente pactuadas. i. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado - Estão classificadas neste grupo as operações de caixa e equivalentes de caixa, os quais incluem as aplicações financeiras mantidas para administração do caixa corrente da Companhia. Os valores contabilizados estão registrados pelo seu valor justo, os quais são equivalentes ao custo atualizado e aproximam-se dos valores esperados de realização. ii. Passivos financeiros registrados ao custo amortizado - Empréstimos e financiamentos, instrumentos de dívida e outras obrigações a pagar estão classificados e registrados ao custo amortizado. b. Determinação do valor justo dos instrumentos financeiros - A Companhia divulga seus ativos e passivos financeiros a valor justo, com base nos pronunciamentos contábeis pertinentes que definem valor justo, os quais se referem a conceitos de avaliação e requerimentos de divulgações sobre o valor justo. Especificamente quanto à divulgação, a Companhia aplica os requerimentos de hierarquização, que envolve os seguintes aspectos: • Definição do valor justo é a quantia pela qual um ativo poderia ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras e dispostas a isso em transação sem favorecimento; • Hierarquização em 3 níveis para a mensuração do valor justo, de acordo com inputs observáveis para a valorização de um ativo ou passivo na data de sua mensuração. A valorização em 3 níveis de hierarquia para a mensuração do valor justo é baseada nos inputs observáveis e não observáveis. Inputs observáveis refletem dados de mercado obtidos de fontes independentes, enquanto inputs não observáveis refletem as premissas de mercado da Companhia. Esses dois tipos de inputs criam a hierarquia de valor justo apresentada a seguir: • Nível 1 - Preços cotados para instrumentos idênticos em mercados ativos; • Nível 2 - Preços cotados em mercados ativos para instrumentos similares, preços cotados para instrumentos idênticos ou similares em mercados não ativos e modelos de avaliação para os quais inputs são observáveis; e • Nível 3 - Instrumentos cujos inputs significantes não são observáveis. A composição abaixo demonstra os ativos financeiros da companhia, a classificação geral desses instrumentos em conformidade com a hierarquia de valorização. Descrição Nível de hierarquia 31/12/2011 Ativos Ativos financeiros: Avaliado ao valor justo por meio do resultado. 2 21.955.064 Os investimentos em ativos financeiros nas modalidades de fundo de investimentos são classificados no Nível 2, pois a forma de valorização a valor justo ocorre através da cotação de preços de instrumentos financeiros similares em mercados ativos. 12 Cobertura de seguros - A companhia adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de risco adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria das demonstrações financeiras, conseqüentemente não foram analisadas pelos nossos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2011, o limite máximo de responsabilidades é de R$ 33.116.000, conforme composição abaixo: Marítima Seguros - Riscos de Engenharia. Dados da Apólice. Vigência: Das 24h do dia 14/12/2011 às 24h do dia 30/01/2013. Vigência Principal: Das 24h do dia 14/12/2011 às 24h do dia 30/01/2013. Vigência da Manutenção: Cobertura não Contratada. Dados do Seguro. Valor em Risco da Obra. (Danos físicos em consequência de erro de projeto para obras civis, responsabilidade civil geral e cruzada com fundação, Incêndio após o término da obra): R$ 28.850.000. Limite Máximo de Garantia da Apólice: R$ 30.731.000. Objeto. Obras civis necessárias para retrofil com ampliação de prédio comercial, com acréscimo de 2 pavimentos e aumento da área do subsolo, perfazendo o total de 13 pavimentos e 1 subsolo. J. Malucelli Seguradora S.A. Modalidade: Adiantamento de Pagamento. Importância Segurada: R$ 2.385.000,00. Vigência: de 21/12/2011 a 17/06/2012. Objeto: Garante exclusivamente que o respectivo numerário seja aplicado na elaboração do projeto, na aquisição de insumos e/ou na construção de obras destinadas à execução do objeto do Contrato de Construção firmado entre as partes em 30/11/2011. 13 Contingências - A Administração da Companhia não tem conhecimento de nenhum ativo ou passivo contingente a ser registrado em 31 de dezembro de 2011 e 2010. pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Senador Dantas Empreendimentos Imobiliários SPE S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o período de 28 de abril a 31 de dezembro de 2011, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às pequenas e médias empresas (NBC TG 1000). São Paulo, 25 de maio de 2012.

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Ederson Rodrigues de Carvalho Contador CRC 1SP199028/O-1

Na qualidade de Diretor Comercial e Administrativo da NS Water International Holding S.A. (“CIA”), convoco os Srs.Acionistas a se reunirem em AGE, a ser realizada no dia 20/08/2012, às 11hs, em São Paulo/SP, Rua Gomes de Carvalho, 1.507, 12º andar, Vl. Olímpia, CEP 04547-005, a fim de deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: Deliberação sobre (i) a alteração do endereço da sede social da CIA; (ii) a eleição dos membros da Diretoria da CIA; (iii) formas de financiamento das atividades da CIA e celebração de instrumentos financeiros para captação de recursos no mercado, ou por meio de seus acionistas; (iv) o orçamento geral da CIA, incluindo a remuneração da Diretoria; (vi) a proposta de alienação de ações da CIA para terceiros; e (vii) a autorização à Diretoria da CIA a praticar todos os atos necessários para a formalização das deliberações referidas nos itens anteriores. Informamos aos Srs. Acionistas que todos os documentos relacionados à Ordem do Dia já se encontram disponíveis para consulta, na sede social da CIA. Solicitamos que os eventuais representantes legais dos acionistas apresentem, na ocasião, procuração com poderes para comparecer e votar todas as matérias da Ordem do Dia. SP, 01/08/2012. José Carlos Semenzato-Diretor Comercial e Administrativo. (01.02.03/08/2012)

Na qualidade de Diretor Comercial e Administrativo da NS Water International Holding S.A. (“CIA”), convoco os Srs. Acionistas a se reunirem em AGO, a ser realizada no dia 03/09/2012, às 11hs, em São Paulo/SP, Rua Gomes de Carvalho, 1.507, 12º andar, Vl. Olímpia, CEP 04547-005, a fim de deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: Deliberação sobre (i) a prestação de contas dos administradores, exame, discussão e votação das Demonstrações Financeiras da CIA relativas ao exercício social encerrado em 31/12/ 2011, acompanhadas do Relatório Anual da Administração e das Notas Explicativas; e (ii) a destinação dos resultados do exercício social encerrado em 31/12/2011, e a distribuição de dividendos, se existentes. Informamos aos Srs. Acionistas que, em conformidade com o art.133 da Lei 6.404/76, encontram-se disponíveis para consulta, na sede social da CIA, todos os documentos relacionados à Ordem do Dia, quais sejam (a) Balanço Patrimonial de 2011; (b) Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados; (c) Demonstração do Resultado do Exercício; (d) Demonstração dos Fluxos de Caixa; e (e) outros documentos, relatórios e pareceres da administração. Solicitamos que os eventuais representantes legais dos acionistas apresentem, na ocasião, procuração com poderes para comparecer e votar todas as matérias da Ordem do Dia. SP, 01/08/2012. José Carlos Semenzato-Diretor Comercial e Administrativo. (01.02.03/08/2012)

Arena Itaquera S.A. CNPJ nº 14.278.551/0001-26 - NIRE 35300413393 Assembleia Geral Extraordinária em 16 de março de 2012 1. Data, horário e local: 16/03/12, às 14h., na sede da Cia., à R. Iguatemi, 151/19º, SP. 2. Mesa: Presidente: Sr. Mauricio da Costa Ribeiro; Secretário: Sra. Livia Arbex. 3. Convocação: dispensada a convocação prévia, consoante o disposto no § 4° do art. 124 da Lei 6.404/76, conforme alterada (“LSA”). 4. Presença e Instalação: a Assembleia foi declarada instalada pelo Presidente, com a presença do acionista detentor de 100% do capital social total da Cia.. 5. Ordem do Dia: discutir e deliberar a respeito (i) da dilação do prazo, estabelecido na AGE, em 18/01/12, para a contratação pela Arena Itaquera S.A. da operação de empréstimo junto ao Banco do Brasil S.A., no montante de até R$ 150.000.000,00 (“Operação”); e (ii) da ratificação dos demais termos e condições da Operação aprovados na AGE. 6. Deliberações tomadas por Unanimidade: examinadas e debatidas as matérias constantes da ordem do dia, foi deliberado e restou aprovada, pelo acionista representante da totalidade do capital social da Cia. presente e sem quaisquer restrições: (i) a alteração do prazo limite para a contratação da Operação pela Cia., junto ao Banco do Brasil S.A., de 16/03/12 (40 dias úteis contados da data da AGE) para 01/05/12; e (ii) a ratificação das demais características da Operação, conforme dispostas a seguir: - Banco: Banco do Brasil S.A. com sede em Brasilia, Distrito Federal, por sua agência 3064-3, CNPJ 000.000/1797-36; - Valor de Principal: até R$ 150.000.000,00; - Prazo: até 18 meses; - Taxa Efetiva: até 130% do CDI ao ano, ou taxa equivalente; - Garantias: Aval da Odebrecht Participações e Investimentos S.A. e da Odebrecht S.A. (iii) a autorização aos Diretores da Cia. para a prática de todos os atos e a formalização de todos os documentos necessários à devida implementação das deliberações ora tomadas; e (iv) a autorização de lavratura desta ata, na forma sumária, nos termos do art. 130, § 1º da LSA. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, lavrou-se esta ata, que foi aprovada pelo acionista da Cia. presente. 8. Acionista Presente: Jequitiba Patrimonial S.A. SP, 16/03/12. Ass. Mesa: Mauricio da Costa Ribeiro – Presidente; Livia Arbex – Secretária. Acionista: Jequitiba Patrimonial S.A.. Jucesp nº 131.666/12-5 em 26/03/12. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Arena Itaquera S.A. CNPJ nº 14.278.551/0001-26 - NIRE 35300413393 Assembleia Geral Extraordinária em 12 de dezembro de 2011 1. Data, horário e local: 12/12/11, às 14h., na sede da Cia., à R. Iguatemi, 151/19º, SP. 2. Mesa: Presidente: Sr. Mauricio Ribeiro; Secretária: Sra. Livia Arbex. 3. Convocação: dispensada a convocação prévia, consoante o disposto no § 4° do art. 124 da Lei 6.404/76, conforme alterada (“LSA”). 4. Presença e Instalação: a Assembleia foi declarada instalada pelo Pres., com a presença de acionista representando a totalidade do capital social da Cia.. 5. Ordem do Dia: discutir e deliberar a respeito das instruções dos votos a serem apresentados pela Cia., na qualidade de quotista do Arena-Fundo de Investimento Imobiliário-FII (CNPJ 14.149.745/0001-21), no âmbito das AGQ, em 14.12.11 e 22.12.11 (“AGQs”). 6. Deliberações tomadas por Unanimidade: examinadas e debatidas as matérias constantes da ordem do dia, foi deliberado e restaram aprovadas, pela acionista representantes da totalidade do capital social da Cia. presente e sem quaisquer restrições: (i) em sede de AGQ, em 14.12.11, votar favoravelmente à celebração (i) dos Compromissos de Investimento de Quotas Seniores, Quotas Subordinadas Mezanino e Quotas Subordinadas Juniores e (b) do Segundo Aditivo ao Contrato de Engenharia, Fornecimento e Construção das Obras Civis de Estádio de Futebol em Itaquera/SP (“Contrato de Construção”); (ii) em sede de AGQ, em 22.12.11, votar favoravelmente à alteração das Cláusulas 15.11 e 15.11.2 do Contrato de Construção; (iii) autorizar os Diretores da Cia. p/a prática de todos os atos e a formalização de todos os documentos necessários à devida implementação das deliberações ora tomadas; e (iv) autorizar a lavratura desta ata, na forma sumária, nos termos do art. 130, § 1º da LSA. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, lavrou-se esta ata, que foi aprovada pela acionista da Cia. presente. 8. Acionista Presente: Jequitibá Patrimonial S.A. SP, 12/12/11. Ass. Mesa: Mauricio Ribeiro-Presidente. Livia Arbex-Secretário. Acionistas: Jequitiba Patrimonial S.A.. Jucesp nº 221.863/12-6 em 25/05/12. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

e A Bolívia não quer a Coca-Cola?

O dia 21 de dezembro de 2012 tem que ser o fim da Coca-Cola. David Choquehuanca, chanceler boliviano

conomia

David Mercado/Reuters

O dia ontem foi repleto de trapalhadas em informações e desmentidos sobre a expulsão da fabricante de bebida do país.

O

governo da Bolívia, chefiado por Evo Morales, e a fabricante Coca-Cola foram protagonistas de uma série de notícias desencontradas ontem. Primeiro, chegou a ser divulgada a informação de que o governo da Bolívia iria expulsar a Coca-Cola do país, mas depois essa exclusão foi desmentida pelo departamento de comunicação do governo, a Agência Boliviana de Informação (ABI). As informações iniciais eram de que o chanceler boliviano, David Choquehuanca, teria decidido expulsar a fabricante de bebidas do país. Isso por conta d e u m p r onunciamento infeliz. Em discurso aos bolivianos no dia 13 de julho, Choquehuanca falou sobre o início de uma "nova era" por conta da chegada do dia 21 de dezembro, data em que, de acordo com o calendário Maia, acontecerá o fim do mundo. Egoísmo – "O dia 21 de dezembro de 2012 tem que ser o fim da Coca-Cola, é o começo do mocochinchi (tradicional bebida boliviana)", afirmou, completando que, na data, deve se encerrar o período de egoísmo, de individualismo e da divisão no país. "Temos de projetar o amor, o comunitarismo", disse.

De acordo com o governo, a frase foi uma metáfora e um equívoco ditos pelo chanceler boliviano. A declaração foi dada aos bolivianos na Ilha de Sol, na cidade de Copacabana, uma região turística ao redor do famoso lago Titicaca, habitada por famílias simples. Segundo a ABI, em nenhum momento o governo boliviano fez algum pedido oficial para que a Cola-Cola deixe o país. A bebida pode ser encontrada à venda em qualquer esquina das cidades da Bolívia e é vendida até em camelôs. Por conta da declaração, veículos de informação brasileiros, sobretudo da intern e t , c h e g ar a m a c o nf u n d i r a conotação da frase do ministro e notícias circularam com destaque, anunciando que, além da Coca-Cola, o McDonald’s também estaria para deixar o país. De acordo com informações oficiais da rede de restaurantes, contudo, o McDonald’s fechou suas unidades na Bolívia em 2002 por razões comerciais. A rede não foi bem-sucedida no país. Ontem, o desmentido da agência boliviana foi enfático ao garantir que o presidente Evo Morales não tomou nenhuma decisão de expulsar a Coca-Cola. (Agências)

O

O presidente da Bolívia, Evo Morales: agência fala em mal entendido por causa do calendário maia.

FMI renova apoio à Grécia em crise Juan Medina/Reuters

Yorgos Karahalis/Reuters

Nas ruas de Madri, manifestantes protestam contras as medidas do governo.

Na Grécia, o líder do partido socialista, Evangelos Venizelos, em novas negociações.

A

diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, prometeu ontem que a organização ficará, neste momento, ao lado da problemática Grécia e afirmou que a incerteza geral em torno do futuro da zona do euro está nublando o horizonte para a economia da Espanha. "O FMI nunca deixa a mesa de negociações", disse Lagarde a jornalistas. Ela afirmou, no entanto, que mais ações podem ser feitas pelas autoridades gregas para consertar

os problemas no país altamente endividado, incluindo a melhora da receita pelo recolhimento de mais impostos. Ontem, o líder do partido socialista d país, o PASOK, Evangelos Venizelos, participou de novas rodadas de negociação com o governo grego. Madri – A Espanha é outro país que também preocupa as autoridades. Ontem, novas manifestações ocorreram no centro de Madri contra as medidas de austeridade tomadas pelo governo. A Comissão Europeia espe-

Queda nas exportações de carros argentinos

A

s exportações de veículos da Argentina neste ano vão registrar a maior queda em uma década em termos percentuais, aprofundando a desaceleração econômica do país, apesar da esperada recuperação na demanda brasileira nos próximos meses.

As exportações para o Brasil representam aproximadamente metade da produção automotiva da Argentina e vinham sendo um importante motor do crescimento da produção industrial do país durante a maior parte dos últimos nove anos. Porém, a demanda

Recuperação lenta nos EUA

ra receber o orçamento da Espanha "nos próximos dias", disse Antoine Colombani, porta-voz da União Europeia (UE). O orçamento, que abrange 2013 e 2014, deveria ter sido enviado a Bruxelas até o fim de julho, sob um acordo entre Madri e seus parceiros da zona do euro. O Conselho Europeu pediu, no último dia 10, para a Espanha apresentar seu plano orçamentário até o fim do mês, afirmou Colombani. "Esperamos recebê-lo nos próximos dias e parece que as autoridades espanholas anuncia-

brasileira encolheu com a desaceleração da economia e as perspectivas de desempenho melhor no restante do ano não serão suficientes para conter as perdas de produção e vendas de 2012 como um todo, disseram analistas e fontes da indústria. "Estamos prevendo uma queda anual de 17% na indústria automotiva, que caiu 15% no primeiro semestre", disse Inaki Alvarez, analista econômico da consultoria Estudio Bein & Asociados. Essa queda vai eliminar 0,6 ponto percentual do crescimento econômico da

ram que será apresentado na sexta-feira." Colombani saudou o acordo do Conselho Político Fiscal entre o governo federal da Espanha e as regiões no estabelecimento de um teto para a dívida e os déficit para 20132015. A comissão também espera que a auditoria dos bancos da Espanha seja apresentada para Bruxelas nesta quinta-feira ou amanhã. Bolsas – As bolsas europeias fecharam sem direção definida ontem, antes das decisões de política monetária nos Es-

Argentina neste ano, previsto pela consultoria como sendo de 2%, ante alta de 8,9% em 2011. Outros analistas afirmam que a economia da Argentina vai crescer menos ou encolher neste ano, atingida pela queda na demanda externa, inflação alta, safra de grãos reduzida e cortes de importações. Eles afirmam que o contestado dado oficial de crescimento não vai refletir totalmente a desaceleração. No primeiro semestre, as exportações de veículos da Argentina despencaram 28% em comparação com

tados Unidos e Europa. O índice Stoxx Europe 600, no entanto, subiu 0,5%, para 262,57 pontos, recuperando parte da perda de 1% do pregão anterior. O índice de Londres, o FTSE 100, apresentou o maior ganho, de 1,38%, e fechou na máxima do dia, aos 5.712,82 pontos. O mercado preferiu se concentrar nos balanços favoráveis de empresas e ignorar indicadores econômicos fracos, como o índice de atividade econômica (PMI, na sigla em inglês) do Reino Unido. (Agências)

igual período do ano passado, de acordo com dados da associação de montadoras Adefa. No entanto, com a queda nos estoques de veículos no Brasil, a demanda deve melhorar. Fontes na unidade argentina da Renault, dispensou funcionários neste ano por causa de demanda reduzida, e na PSA Peugeot Citröen na Argentina confirmaram isso. A consultoria Abeceb, da Argentina, prevê que as exportações de veículos do país vão afundar 23% em 2012, marcando o maior declínio desde 2002. (AE)

Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês), banco central norte-americano, informou ontem que a recuperação econômica dos Estados Unidos perdeu fôlego até agora neste ano, mas não o suficiente para que ofereça novos estímulos monetários, embora tenha indicado a possibilidade de mais compras de títulos. Membros do Fed afirmaram que a economia "desacelerou um pouco", e reiteraram que estão desapontados com o ritmo lento da queda da taxa de desemprego, hoje em 8,2%. O banco central, que desapontou as projeções do mercado ao não estender suas baixas taxas de juros para além do final de 2014, demonstrou, porém, que está preparado para tomar mais medidas para apoiar a economia enfraquecida. "O Comitê monitorará atentamente novas informações sobre desenvolvimentos econômicos e financeiros e fornecerá mais acomodações conforme a necessidade", disse o Fed. O presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, mais uma vez discordou do prazo de 2014. Desempregos – A expansão econômica dos EUA desacelerou para 1,5% no segundo trimestre, derrubado por uma queda em gastos de consumidores, e o desemprego continua alto demais para o conforto do Fed, que tem um duplo mandato para manter a inflação baixa e a taxa de ocupação alta. A geração de empregos desacelerou no segundo trimestre para apenas 75 mil postos de trabalho por mês, ante 226 mil no primeiro trimestre. Um relatório publicado ontem mostrou que empresas norte-americanas geraram 163 mil postos de emprego em julho, superando fortemente as expectativas do mercado. Mas, a pesquisa não tem tanto peso quanto o relatório mais abrangente elaborado pelo governo sobre o mercado de trabalho a ser divulgado amanhã, que inclui dados sobre emprego nos setores público e privado. O Fed reuniu-se um dia antes de uma importante reunião do Banco Central Europeu (BCE) cujo presidente, Mario Draghi, recentemente gerou especulações sobre possíveis novas compras pelo BCE de títulos de dívida italiana e espanhola ao dizer que fará "todo o necessário para preservar o euro". A crise europeia é acusada de ser responsável por parte da desaceleração dos EUA, pois o comércio entre as duas economias contrai e temores de uma nova crise fazem empresários e consumidores assumirem uma postura defensiva. Contra esse pano de fundo sombrio, muitos acreditam que o presidente do Fed, Ben Bernanke, pode usar seu discurso na reunião de bancos centrais neste mês em Jackson Hole, Wyoming, para encaminhar uma mensagem forte aos mercados. Outras ferramentas que, de acordo com Bernanke, são levadas em consideração incluem a redução da taxa de juros paga pelo Fed aos bancos para manter suas reservas no banco central, atualmente a 0,25% – o que poderia incentivá-los a expandir o crédito. (Reuters)


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DC 02/08-2012 by Diário do Comércio - Issuu