Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Charles Platiau/Reuters
Jorge Adorno/Reuters
CAMPEA Espanha jogou com classe de quem tem invejável saldo positivo no cenário do futebol. Dizimou a Itália por 4 a 0. Vitória comemorada no gramado pela filha (foto) do goleiro Pepe Reina. Lição de bola para o mundo.
Da Eurocrise
R$ 1,40
Da Eurocopa
Jornal do empreendedor
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Ano 87 - Nº 23.657
Já há 13 anos no poder, Chávez quer outro mandato. E iniciou sua campanha para outubro. Pág. 13
São Paulo, sábado, 30 de junho, e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de julho de 2012
O democrata do Mercosul avista outro mandato
www.dcomercio.com.br
O presidente Franco qualificou de "vexatórias" as sanções contra o Paraguai ao falar ao Congresso ontem. À noite, deu boas vindas e total liberdade à missão da OEA que deverá analisar a situação no País. Pág. 9
Conclusão: 23h55
VEXAME!
Paisagem do Rio, patrimônio mundial.
Ao contrário do futebol, a economia espanhola só faz encolher – a ponto de líderes europeus aceitarem que o fundo de ajuda da zona do euro injete recursos diretamente nos bancos do país. Pág. 21
Página 14
'A Fiel vai nos ajudar muito' Palavras do experiente meia corintiano Alex, que já foi campeão da Libertadores com o Inter (2006), para a final da próxima 4ª-feira contra o Boca no Pacaembu. Os 38 mil ingressos foram vendidos. O Corinthians fez um treino fechado ontem. Confira na pág. 23 Dida Sampaio/AE
Matthew Ryan Williams/The New Yprk Times
Sabe quem vai entrar nas passarelas? A Amazon. Entrou em livros, feriu livrarias. Em brinquedos, devastou lojas. Nos eletrônicos, arrasou. Agora, Jeff Bezos, da Amazon, aposta na alta moda. As grifes vão resistir. Pág. 20
As obras de um animador da arte
ISSN 1679-2688
23657
9 771679 268008
Mirage da FAB quebra vidros no STF Voo rasante sobre a Praça dos Três Poderes, na cerimônia de troca de bandeiras, deu a Brasília um momento de Gaza: estrondo e vidros quebrados. A FAB pagará os prejuízos. Pág. 6
Patrícia Cruz/LIZ
Buum!
HOJE Parcialmente nublado Máxima 26º C. Mínima 12º C.
AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 25º C. Mínima 13º C.
Cenotécnico Maurizio Zelada: transformista de sonhos estéticos. Pág. 13
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sábado, 30 de junho e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de julho de 2012
Reduzir a relação dívida/PIB é essencial para dar credibilidade à política econômica e facilitar seu financiamento. Delfim Netto
pinião
DELFIM NETTO
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aro leitor, apesar do título, este comentário não tem nada a ver com o jogo da semifinal da Eurocopa de futebol, quinta-feira passada, na Polônia (cujo resultado obviamente já é conhecido) mas sim com as expectativas em torno do encontro dos líderes europeus neste final de semana na Bélgica, em mais uma tentativa de apontar saídas para a questão das dívidas soberanas dos países em crise, tendo em destaque Itália e Espanha. O problema é que o confronto das posições do primeiro-ministro italiano, Mario Monti e da chanceler alemã Angela Merkel se ampliou durante a semana, com a divergência deles em torno da criação dos eurobônus para socorrer os países endividad o s . M o n t i q u e r u m t r a t amento diferenciado para a Itália, que está tentando fazer "o dever de casa" e precisa que o fundo de socorro europeu, de 500 bilhões de euros, compre títulos de sua dívida para que o país possa enfrentar a pressão dos mercados financeiros.
do PIB anual apenas para servila. Reduzir a relação dívida/PIB é essencial para dar credibilidade à política econômica e facilitar seu financiamento.
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Alemanha X Itália Antes mesmo de começar a "reunião de cúpula", Merkel mandou dizer que a Alemanha não garantirá a emissão de eurobônus porque a Constituição daquele país não permite avalizar o endividamento alheio – o que torna impossível o socorro aos parceiros da eurozona. Dito isso, avisou que
iria "fazer uma pausa" e assistir à semifinal da Eurocopa – para torcer contra a Itália, obviamente... Não temos ainda a sequência da reunião em Bruxelas, mas Mário Monti já advertiu que o apoio alemão será decisivo para a sustentação de seu governo e que a recusa em
acudir a Itália terá consequências pesadas para seu país – o que poderá significar um "empurrão a mais" para o desastre europeu. Ele acredita que fez o melhor para evitá-lo. As famílias italianas têm bons ativos não-financeiros e não viveram um "boom" imobiliário. A situação do setor pri-
vado é bem melhor do que a maioria dos países da Eurolândia, mas, infelizmente, a dívida pública bruta/PIB do País é da ordem de 120%, com 50% nas mãos de não-residentes. O problema é que com a redução do crescimento e o aumento da taxa de juros de seus papéis, a Itália despende 4,5%
SENTOU NA URNA E GARANTIU MALUF
esforço de Monti para a volta ao equilíbrio fiscal se apoiou num aumento de impostos (mais ou menos 2/3) e um corte de despesas (1/3). Agora o governo está num processo de "mineração" constrangendo moralmente os empresários, os banqueiros e os sindicatos para devolverem seus "privilégios". Para mostrar a seriedade de seus propósitos, ele, um católico fervoroso, chegou a propor a eliminação da isenção de impostos sobre a Igreja em seus empreendimentos comerciais. Isso renderá 600 milhões de Euros, apenas 0,02% do pacote de economia de 30 bilhões de Euros, mas tem imensa simbologia! E foi preciso muita coragem... ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSOR EMÉRITO DA FEA-USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO
contatodelfimnetto@terra.com.br
PAULO SAAB
Arquivo
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igura recorrente e sempre presente na cena política brasileira desde a década de 1970, o atual deputado federal Paulo Maluf, ex-inimigo mortal e atual aliado de Lula e do PT, protagonizou ao longo de meio século de atividade situações que o levaram– e levam – do céu ao inferno. O episódio que narro agora se deu quando as eleições para governador de estado eram indiretas, em pleno regime militar. Maluf era aliado de então da caserna, graças à aproximação com o presidente Arthur da Costa e Silva (o Marechal Arthur da Costa e Silva assumiu em 15 de março de 1967 e governou até 31 de agosto de 1969, quando foi afastado por motivos de saúde). Para a sucessão de Paulo Egydio Martins no governo paulista, o Planalto indicou o retorno de Laudo Natel, a quem Egydio havia sucedido igualmente de forma indireta, ou seja, eleito pela Assembleia estadual, em que o partido do governo, a Arena, tinha maioria. Maluf, de forma rebelde, se candidatou também para
no andar acima do plenário. Foi uma correria. Eu mesmo, ao subir as escadas para verificar o que ocorria, fiquei sem ar para transmitir (então pela Rádio Capital) o que ocorria. Logo controlado , o incêndio, nunca explicado, devolveu a atenção ao plenário
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Laudo Natel e Paulo Maluf em 1978 enfrentar Natel na votação dos deputados paulistas. Antes, teria de passar pela convenção da Arena, em 4 de julho de 1978. Sim, eu estava lá e vi tudo. Laudo tinha certeza da vitória por ter sido indicado pelo presidente da República, o general Ernesto Geisel. E Maluf concorreu por si mesmo.
A convenção foi realizada na Assembleia Legislativa, no Ibirapuera, e Maluf cabalava votos dos convencionais, um a um, chamando a todos pelo nome e perguntando como iam a mãe, esposa ou filho de cada um, além de possíveis outras abordagens que desconheço. Quando a votação acabou, houve um princípio de incêndio
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
ifícil foi tirar de cima da urna, onde se sentara, agarrado ao velho baú onde estavam depositados os votos dos convencionais, o deputado Antonio Salim Curiati, defensor da candidatura indireta de Maluf. Por medo de desaparecerem os votos, por conta do incêndio, Curiati grudou literalmente os glúteos na caixa de votos e só se levantou quando, acalmados os ânimos, com a urna preservada e a Polícia Militar presente, começou
a contagem das cédulas. Maluf teve 617 votos, ante 589 obtidos por Natel. Foi eleito depois como candidato da Arena pela Assembleia e tomou posse em 1979, à revelia dos militares – fato incrível naquele momento. Depois, Curiati foi secretário e prefeito da Capital, também indicado por Maluf – e por meio da linhagem familiar ainda atua na vida política do estado. Maluf, bem, Lula que o diga agora... BRASIL HOJE Falando em Lula, o museu que está criando, além de receber terreno gratuito do prefeito Kassab, ainda vai se aboletar de benefícios fiscais segundo declarou a ministra (sim, ela é) Ana de Holanda, da Cultura. Viva o Tesouro Público. E falando em Kassab, gostem ou não os seus adversários, com a decisão do STF em reconhecer o PSD, dando-lhe o tempo de TV na disputa eleitoral e recursos destinados às agremiações políticas, ele pode dizer, a la Zagalo: "Vão ter que me aguentar"... PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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AS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS TUMULTUAM A VIDA ATÉ DAS EMPRESAS MAIS ORGANIZADAS.
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PSICÓLOGOS E PSICOPATAS
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ão creio que a atração erótica entre pessoas do mesmo sexo seja antinatural e não vejo mesmo nenhum motivo, em princípio, para classificá-la como doença. Também é fato que o termo "homossexualismo" não corresponde a um fenômeno homogêneo e sim a uma variedade de impulsos, desejos e comportamentos, numa gama que vai desde a repulsa ao outro sexo até a completa identificação com ele. Se na linguagem da propaganda condutas tão díspares são reduzidas artificialmente à unidade de símbolos ideológicos, com valores opostos conforme as preferências de quem os use, isso não é motivo para que os profissionais da saúde mental se deixem levar por idêntica histeria semântica e, violando a regra mais básica da técnica lógica, tirem conclusões unívocas de termos equívocos. Resta, ademais, um fato incontornável: como toda e qualquer outra conduta sexual humana, o homossexualismo, em toda a diversidade das condutas que o termo encobre, nem sempre emana de um desejo sexual genuíno. Pode, em muitos casos, ser uma camuflagem, uma válvula de escape para conflitos emocionais de outra ordem, até mesmo alheios à vida sexual. É possível e obrigatório, nesse caso, falar de falso homossexualismo, de homossexualismo neurótico ou mesmo psicótico, para distingui-lo do homossexualismo normal, nascido de um autêntico e direto impulso erótico. A proibição de dar tratamento psicológico a pacientes que sintam desconforto com a sua vida homossexual resulta num impedimento legal de distin-
OLAVO DE CARVALHO guir entre esses dois tipos de conduta especificamente diferentes, entre o mero impulso sexual e a sintomatologia neurótica, equalizando, portanto, homossexualismo e doença.
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or outro lado, essa diferença, em cada caso concreto, não pode ser estabelecida a priori, mas só se revela no curso da psicoterapia mesma. É previsível que, uma vez removido o conflito profundo, o interesse pela prática homossexual diminuirá ou desaparecerá nos portadores de homossexualismo neurótico, ao passo que os homossexuais normais continuarão a sê-lo como antes. A proibição de distingui-los resulta, portanto, em encobrir a neurose sob uma carapaça de proteção legal, fazendo do Estado o guardião da doença em vez de guardião da saúde. A proposta de consagrar aquela proibição em lei revela, nos seus autores, a incapacidade de fazer distinções clínicas elementares, e esta incapacidade, por sua vez, nos dá a prova incontestável de uma incultura científica e de uma inépcia profissional suficien-
tes para justificar que essas pessoas sejam excluídas da corporação dos psicólogos. A autoridade desses indivíduos para opinar em questões de psicologia é, rigorosamente, nenhuma. Porém há ainda algo de mais grave. A proposta da proibição acima mencionada vem no contexto de um movimento criado para proibir e punir como "crime de homofobia" toda opinião adversa à conduta homossexual, independentemente da linguagem serena ou inflamada, polida ou impolida, racional ou irracional com que essa opinião se expresse. Pareceres científicos, juízos filosóficos e ensinamentos doutrinais das religiões são assim nivelados, como delitos, aos insultos mais grosseiros e às manifestações
mais ostensivas de preconceito e discriminação. Com toda a evidência, nenhuma palavra contra a conduta homossexual neurótica ou sã será permitida. Ao longo de toda a História, nenhuma outra conduta humana gozou jamais de tão vasto privilégio, de tão abrangente proteção. Nenhuma esteve jamais imunizada por lei contra a possibilidade de críticas. Não o é, por exemplo, nenhuma conduta política. Não o é nenhuma qualidade humana, por mais excelsa e respeitável. Não o é a genialidade artística ou científica, a honestidade impoluta ou mesmo a santidade. Não o é a vida pública ou privada de quem quer que seja. Não o é nem mesmo a conduta usual
Homossexuais podem ser pessoas normais e saudáveis. Mas o que leva alguém a defender mutações jurídicopolíticas monstruosas é a psicopatia pura e simples.
de um casal heterossexual, frequentemente criticada como sintoma de trivialidade e falta de imaginação. Não o é, por fim, o próprio Deus, contra o qual se dizem e se escrevem, livremente e sem medo de punição, toda sorte de barbaridades.
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proteção legal que se reivindica para o homossexualismo é tão claramente megalômana, tão desproporcional com os direitos de todas as demais pessoas e grupos, que resultará em fazer dessa conduta um domínio – o único domínio – separado da vida e superior a ela, intocável, inacessível às opiniões humanas. A proposta é tão inequivocamente demencial que o simples fato de que a mídia e o Parlamento cheguem a discuti-la a sério já é prova de que boa parte da sociedade – justamente a parte mais falante e ativa – perdeu o senso inato da distinção não só entre o normal e o patológico, mas entre realidade e fantasia. Segundo o grande psiquiatra polonês Andrzei Lobaczewski (Political Ponerology,
2007), isso acontece justamente quando os postos de liderança estão repletos de personalidades psicopáticas, as quais, com suas ações temerárias e sua fria insensibilidade às emoções normais humanas, acabam, quando triunfantes, por espalhar na população em geral um estado de confusão atônita, de falta de discernimento e, no fim das contas, de estupidez moral.
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omossexuais podem ser pessoas normais e saudáveis? É claro que podem. Mas o que leva alguém a defender mutações jurídicopolíticas tão monstruosas quanto aquelas aqui mencionadas não é nenhum impulso sexual, seja homo, seja hetero. É a psicopatia pura e simples. Mais que incompetentes e indignos de exercer a profissão de psicólogos, os apóstolos de tais medidas são mentes deformadas, perigosas, destrutivas, cuja presença em altos postos é uma promessa segura de danos e sofrimentos para toda a população. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA
O DESGASTE DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS O
governo precisa fiscalizar e o contribuinte tem a obrigação de prestar informações; isto é um fato. Tal situação seria totalmente normal se não estivéssemos sendo massacrados com obrigações acessórias e penalidades exorbitantes. Se pusermos na ponta do lápis, acredito que pelo menos 1/3 das despesas administrativas deveriam ser reembolsadas pelo fisco, dado o gasto com que as pessoas jurídicas arcam para atendê-lo. Os contribuintes são obrigados a entregar inúmeras declarações e arquivos digitais, com periodicidade mensal, anual, semestral ou variável de acordo com a necessidade (é o caso do PER/DCOMP ou situações especiais). Para ficarmos apenas no âmbito da Receita Federal, temos uma verdadeira sopa de siglas representando as declarações e os arquivos digitais compulsórios. Entre elas constam: DCTF, DACON, DIPJ, DIRF, GFIP/SEFIP, DITR, DIMOB, PER/DCOMP, EFD-Contribuições, EFD-IPI/ICMS, ECD, FCONT, DOI, DIMOF, DCIDE, DECRED, DEREX, DICNR, DMED, DNF, DSPJ, DTTA, MANAD e outras. Notem que ainda teríamos de considerar mais as obrigações de cunho estadual e municipal, que são variáveis de acordo com a administração de cada ente público, além de algumas específicas ao Banco Central, COAF, Ministérios etc. Particularmente, só de correr o olho nessa salada já fico desanimado. Acudam-me! O leitor que não esteja diretamente envolvido nessa loucura tributária tente imaginar a dificuldade em administrar todo esse maremoto de obrigações fiscais, estando sempre sob o fio da navalha.
fiscais. O Governo, no afã de tributar e controlar, joga sobre o contribuinte um peso de obrigações ditas "acessórias" que tumultuam a rotina contábil e administrativa mesmo das empresas mais organizadas. Além do mais, todo o custo com a burocracia recai sobre o contribuinte, que precisa investir pesadamente no desenvolvimento e na adaptação dos seus sistemas e processos internos para adequá-los às exigências dos controles fiscais.
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E se errar ou atrasar fique seguro de que a multa virá e será muito salgada. Imagine determinada empresa que cumpre fielmente com suas obrigações fiscais, pagando os seus tributos rigorosamente em dia e entregando todas as obrigações acessórias. Em determinado mês, de forma isolada e por um erro interno, não encaminha uma DCTF cujos tributos somariam R$ 500 mil
reais. Um ano depois, recebe uma notificação fiscal solicitando a entrega dessa declaração. Isso vai gerar uma penalidade de até R$ 100 mil reais), pois a multa nestes casos é de 2% ao mês, limitado a 20%.
MAURICIO ALVAREZ DA SILVA V
ejam a gravidade do problema, pois mesmo estando com todos os impostos e contribuições devidamente pagos e se tratando de um caso totalmente isolado, o contribuinte irá amargar uma penalidade monstruosa por não ter entregue uma única declaração – fato que não traz qualquer prejuízo concreto à Receita Federal. Os administradores, contadores, escritórios de contabilidade e contribuintes em geral não suportam mais tamanha carga de obrigações
eja o caso do Sistema Público de Escrituração – SPED – que consumiu e consome uma grande fatia de recursos das empresas, e que poderiam estar sendo empregados em processos produtivos, simplesmente para facilitar e modernizar o processo de fiscalização. E o contribuinte, no final das contas, que vantagem leva com tudo isso? Nenhuma. Muito pelo contrário, além do custo direto para o cumprimento das ditas obrigações acessórias, ainda vive o risco de sofrer grandes penalidades. Definitivamente, as multas por eventual descumprimento de obrigações são astronômicas; assustam todo e qualquer contribuinte e não abrem margem para muita discussão administrativa em torno do assunto. Sabemos que é necessário haver sanção para que a obrigação seja respeitada – mas o que está se praticando é puro terrorismo tributário e um desrespeito ao contribuinte honesto, que se vê oprimido em meio a tanta selvageria fiscal. MAURICIO ALVAREZ DA SILVA É CONTABILISTA, ATUANTE NA ÁREA DE AUDITORIA INDEPENDENTE E COLABORADOR DO
PORTAL TRIBUTÁRIO.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Matarazzo Suplicy encontra Paulo Maluf num vôo BrasíliaSão Paulo e reclama que "perdemos Erundina".
gibaum@gibaum.com.br
k Encerrar a própria vida seria um grande erro. Sempre é possível triunfar.
STEPHEN HAWKING // (físico) 70 anos, dois casamentos, três filhos e três netos, contra o suicídio assistido.
Foto: Daniel Aratangy
Olho no vizinho Para quem não tem a menor idéia do que é o Paraguai; hoje, apenas 10% da população têm conta em banco (no Brasil, são 60%). Os bancos funcionam entre 8h30 e 13h30 e apenas algumas agências têm autorização para esticar até 17 horas. O país não tem um histórico de inflação como os que o Brasil já teve, o nível de emprego informal ainda é muito alto e as cooperativas, sem as normas rígidas dos bancos, emprestam dinheiro e dão cartões de crédito. A maior cooperativa é a Universitária, com 40 anos e que tem 100 mil clientes. Detalhe: juros mais do que acessíveis.
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QUASE Logo depois de Luiza Erundina pular fora do barco de FernandoHaddad,odeputado federal Paulo Maluf (PP-SP) foi procurado em sua casa pelo exprefeito do Recife e mensaleiro Pedro Correa, que ofereceu o nome de sua filha, a deputada Aline Correa, para entrar na vice docandidatopetista.Aidéiade um casal jovem até começou a ganhar adeptos, mas o PSB tratou de interceptar fornecendo o nome de Nadia Campeão, de 54 anos, por sinal. Mais: Graça Foster está acabando com feudos políticos na Petrobras e um de seus alvos é o mesmo Correa, que herdou um território de José Janene. 333
Até os mais chegados dizem que Bebeto (hoje, está no Comitê da Copa), pode ter ajudado (e muito) o Brasil a ser tetra em 1994, só que seu melhor golaço mesmo foi ter feito Stephannie, sua filha do meio, 21 anos, a única menina da família, modelo e que agora está nas páginas de Vip. Ela é evangélica e acha que fotos sensuais não abalam sua fé. Stephannie e os irmãos são muito ligados ao pai: até na Arábia estavam com ele. No destaque, ela veste outra camisa: nada de discriminação com gays. E na semana passada, um susto: teve de fazer uma cirurgia de emergência. Num jogo de vôlei, a prótese de um dos faróis dobrou. 333
Melhor golaço
333 Fotos de soldados paraguaios engraxando os sapatos, num banco de jardim, em frente ao palácio presidencial, em Assunção, foram publicadas na mídia mundial como uma espécie de sinônimo da tranqüilidade do país, depois da queda de Fernando Lugo e posse do médico Frederico Franco. Cenas semelhantes também foram exibidas pela CNN. Ou seja: o golpe corre por conta do que sobrou da velha esquerda arcaica, representada por suspeitos governantes como Daniel Ortega e Hugo Chávez, há 18 anos no poder. Mais: na semana passada, em Brasília, uma delegação de parlamentares progressistas do Paraguai queria explicar a situação lá e não foram recebidos. Entre os ignorados pela esquerda daqui, estavam muitos que foram presos e torturados nos tempos de Stroessner que, depois da queda, viveu muitos anos em Brasília, na maior.
Procurando o golpe
O diplomata Laudemar de Aguiar, 52 anos, foi a cara Brasil na organização da Rio+20 e Dilma Rousseff não gostou nada dessa organização, muito ao contrário. Por isso, esta semana, quando ele deveria ser promovido a ministro de primeira classe (embaixador) foi passado para trás por dois colegas e ficou de fora. A decisão teria sido de Dilma, à titulo de castigo, se bem que temporário: em dezembro, não terá como não ser promovido. Laudemar está suspirando de tristeza em cenário agradável. Ele serve na embaixada brasileira em Paris.
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O histórico Teatro Ipanema, no Rio, que agora pertence à prefeitura de lá, acaba de passar por grande reforma e ganhou quase uma semana de comemorações, começando com um tributo a Hamilton Vaz Pereira e terminando com um monólogo de José Celso Martinez Corrêa que, no palco, ficou o tempo todo fumando maconha “para batizar o teatro” (depois, passou o baseado para a platéia). Entre tantas estrelas, estavam Renata Sorrah e Marieta Severo (esquerda), Lucia Verissimo e Maitê Proença (centro) e Andréa Beltrão. 333
Cara nova
Tempo de horrores 333 Não será surpresa se os adversários de Fernando Haddad na corrida à prefeitura de São Paulo – e não apenas José Serra – recorrerem na campanha referências à ligações históricas entre o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) com as principais figuras dos tempos de repressão. Na época, o próprio Lula acabou sendo preso no Dops e Dilma Rousseff enfrentava torturas. Fotos de Maluf ao lado de expoentes do período militar poderão ser colocadas ao lado de fotos dele com Lula e Haddad no horário eleitoral da TV.
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DE CASTIGO
3 MAIS: o ex-prefeito resolve ironizar o senador petista e, em voz alta, sugere: "Por que vocês não chamaram a Marta para vice?"
Caças com brinde Enquanto Dilma Rousseff não promete nada para François Hollande, novo presidente da França, em relação a compra dos caças Rafale, da Dassault, a Boeing faz nova proposta a Aeronáutica, caso vença a batalha e emplaque seus caças F/A-18 Super Hornet. Se o governo brasileiro se decide pelos aviões americanos, leva de brinde um Boeing 747-800 para uso da presidente Dilma Rousseff. O avião é chamado popularmente de Jumbo e é igual ao Air Force One , usado por Barack Obama. A substituição da frota da FAB deverá custar US$ 10 bilhões e também a sueca Saab está na corrida, com seu Gripen NG.
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MULTIMÍDIA O advogado Antonio Carlos Almeida Castro, o Kakay, quer fazer a defesa oral de um de seus clientes no processo do mensalão, Duda Mendonça, usando recursos de uma apresentação do Power Point, ao Supremo. Ayres Britto, presidente da Alta Corte, vai colocar o pedido do advogado em votação na volta do recesso. Se for permitido, abrirá precedente para o uso de multimídia em todos os tribunais brasileiros, com o perigo de tudo virar show. 333
MISTURA FINA O NOVO corregedor de Justiça do CNJ, Francisco Falcão, é o maior defensor da tese de que nenhuma autoridade tenha garantido seu sigilo bancário ou fiscal. E argumenta: “Nos Estados Unidos, onde mais se respeita os direitos fundamentais, isso não existe”. 333
FOI SÓ Adriana Esteves, a Carminha da novela Avenida Brasil, hoje com 42 anos e mãe de dois filhos, aparecer de calcinha e sutiã num dos capítulos, para ganhar aplausos, via Twitter, de Ingrid Guimarães, Antonia Fontenelle, Carolina Ferraz e outros, todas inspiradas na boa forma da vilã. As revistas masculinas, que agora andam caçando veteranas de guerra, nem chegaram a se entusiasmar: não é o negócio de Adriana Esteves. 333
Questão de tradição 333 O Brasil tem tradição diplomática, embora no caso do Paraguai, o ministro Antonio Patriota fique na maior saia justa por pressão de Dilma Rousseff que, do seu lado, é pressionada por Lula, amigo de Lugo, Ortega, Chaves, Corrêa e outros do gênero. Observadores internacionais acham que insistir em punição ao Paraguai é tentar tirar o foco da crise argentina e ajudar o coronel venezuelano a se reeleger – e, claro, se chocar com as tradições brasileiras. Mais: o novo ministro da Comunicação de lá é o jornalista Marin Sanemann, ex-governador de Assunção. Sua família morava em Foz do Iguaçu até 1989, quando Stroessner caiu.
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OUT
DIA DESSES, Jair Bolsonaro (PP-RJ) desancava gays na tribuna da Câmara Federal e viu Jean Wyllys (PSOL-RJ) deixar o plenário. Aí, mandou um recado: “Não escapa, não, Jean: vamos tomar um chopinho da paz hoje à noite”.
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PAULINHO da Viola já está se preparando para as comemorações de seus 70 anos, em novembro. No Rio, ele planeja um grande show ao ar livre, provavelmente acompanhado de grupo da bateria da Portela, sua escola de coração. Já no dia 28, estará debutando no Carnegie Hall, em Nova York, numa apresentação única de samba e choro.
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Mais.
Menos.
Império cobiçado O império Rubaiyat, que inclui quatro restaurantes em São Paulo, mais um em Buenos Aires e outro em Madri, vem sendo alvo de ofertas de compra por parte de fundos de investimento, que são analisadas por Belarmino Iglesias Filho, que hoje comanda essa área dos negócios criados pelo pai, que convive com seqüelas de um AVC. O mais cobiçado deles é o Figueira Rubaiyat, uma referência de gastronomia e turismo em São Paulo. A família ainda tem fazendas com criação de gado que poderiam ou não ser incluídas nessas ofertas de compra que, por enquanto, não prosperaram. 333
333 SE A CAMPANHA de José Serra é movida a uma versão (é a primeira) de Eu Quero Tchu Eu quero Tcha, do paraibano Shylton Fernandes, a campanha de Enrique Peña Nieto, candidato à presidência do México, acaba de adotar uma versão de Ai, Se Eu Te Pego, sucesso de Michel Teló. Lá, a letra diz: “Ai, si te elejo”.
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
CHARGE DO DIA
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, 30 de junho e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de julho de 2012
5 A APURAR ONU recomenda comissão só para esclarecer fatos à sociedade.
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A ESCONDER Comissão da Verdade, porém, opta por uma agenda secreta.
O bicheiro Carlos Cachoeira estava sempre trabalhando para proporcionar bem-estar ao senador Demóstenes Torres, um verdadeiro anjo da guarda. Senador Humberto Costa (PTPE), em relatório ao Conselho de Ética no qual pediu a cassação de Demóstenes.
Que caráter tem esse jornalista? Que moral? O senhor disse que recebeu dinheiro sujo, reconheceu que era sujo. Por que o senhor não devolveu o dinheiro? Tinha açúcar? Estava congelado? Era folheado a ouro? Senador Mário Couto (PSDB-PA), totalmente descontrolado, aos gritos e dando murros na mesa, ao interpelar Luiz Carlos Bordoni. Beto Oliveira/Ag. Câmara
Até o momento, o grupo só colheu depoimentos sigilosos de agentes da repressão, que não podem dar entrevistas.
Sim, estive em outros planetas, com todas as pessoas que passaram essa informação ao senhor. Resposta do jornalista Luiz Carlos Bordoni ao senador Álvaro Dias (PSBD-PR) que, em tom de ironia, quis saber se ele havia sido abduzido por ETs.
Erundina ficou enciumada por que o Lula não foi na convenção dela e foi à minha casa. Reação do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) sobre a desistência de Luiza Erundina de ser vice na chapa de Fernando Haddad
C Lia de Paula/Agência Senado
Wilson Dias/ABr
Comissão da Verdade adota uma agenda secreta riada para relatar segredos da ditadura militar, a Comissão da Verdade optou por uma agenda secreta de trabalho. Até agora, o grupo só colheu testemunhos sigilosos de agentes da repressão, obrigando-os a assinar termo de compromisso de não dar entrevistas após prestar informações. A posição contraria o discurso adotado pelo governo durante a tramitação do projeto de lei que criou a comissão e também do que aconteceu em outros países. Frustração – Há duas semanas, o grupo ouviu Harry Shibata, 85 anos, ex-médico legista do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo, que produzia laudos falsos para acobertar crimes do regime militar. Foi Shibata quem atestou que o jornalista Vladimir Herzog, torturado e assassinado numa cela do DOI-Codi, de São Paulo, em 1976, "cometeu" suicídio. O relato do legista à comissão foi mantido em sigilo. A comissão se limitou a informar, uma semana depois, que Shibata tinha prestado um depoimento "frustrante". Integrantes da comissão argumentam que o sigilo é pedido pelas testemunhas que, assim, ficariam mais à vontade para esclarecer episódios obscuros. O sigilo, no entanto, não impediu que Shibata desse um depoimento "fraco", na avaliação do grupo. Ivo Herzog, filho de Vladimir, disse compreender o uso do sigilo "A gente não teve acesso ao conteúdo, só ouviu
Rubens Chiri
Ivo Herzog, sobre o depoimento de Shibata: "A gente não teve acesso ao conteúdo, só ouviu rumores" rumores", afirmou Ivo, que considerou "decepcionante" a postura de Shibata "Em certos momentos, isso é interessante. Mas a questão precisa ser debatida". Na semana passada, os advogados Rosa Maria Cardoso e José Carlos Dias, integrantes da comissão, disseram que o grupo definiu uma agenda que incluirá sessões abertas. O colegiado tem prazo de dois anos para apresentar suas conclusões. Desde sua instalação, em maio, a comissão se reúne às segundas-feiras. Gilson Dipp, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), atua como porta-voz do grupo e passa informações sobre as atividades. (AE)
Vereadores fraudam lista de presença na internet
A
s presenças dos vereadores de São Paulo nas sessões realizadas em plenário se multiplicam nas listas oficiais, publicadas na internet. Nas últimas três semanas, houve flagrantes de distorções entre as marcações registradas no painel eletrônico e no site da Câmara Municipal. A diferença é sempre positiva, ou seja, quem não tem o nome assinalado durante a sessão, recebe o benefício depois, e fica livre da falta que gera desconto de R$ 465 na folha de pagamento
Ao fim da sessão ordinária do dia 21, por exemplo, o painel apontava a presença de 43 vereadores em plenário. O número online, no entanto, subiu para 52 naquele dia. Na lista extra, estão Chico Macena, Antônio Donato, Francisco Chagas, José Américo, José Ferreira Zelão e Juliana Cardoso, todos do PT, Edir Sales e Ushitaro Kami, do PSD, e Paulo Frange (PTB). A mesma irregularidade ocorreu nos dias 14 e 26 de junho, e favoreceu David Soares (PSD) e Atílio Francisco (PRB). (AE)
Colegiado deve apenas esclarecer Comissões não podem funcionar como tribunais, diz representante da ONU para Direitos Humanos na AL. Rubens Chiri
Victória Brotto Sua vadia, ainda vamos te pegar. Cuidado, você e sua família correm perigo. E-mail enviado para a procuradora Léa Batista, do Ministério Público Federal de Goiás, assinado por Sílvio Caetano Rosa.
Antônio Cruz/ABr
Estamos preocupados com a integridade física dele, que passou por deterioração seriíssima. Dora Cavalcanti, advogada de Cachoeira, informando ainda que o contraventor está alojado em um ambiente sujo. Cachoeira está bem, saudável e comendo. E alojado em local adequado. Nivaldo Oliveira da Silva, diretor do presídio.
Beto Oliveira/Ag. Câmara
Temos de dar nome aos bois ou aos touros. Foi a partir da decisão do doutor Tourinho. Senador Pedro Taques (PDT-MT), em crítica direta ao desembargador Tourinho Neto, que deu decisões favoráveis ao grupo Cachoeira.
Temos de chamar a atenção para este fato. No Brasil, quem está ameaçando a Justiça é a própria Justiça. Deputado Miro Teixeira (PDTRJ), ao afirmar que essa situação só ocorreu depois de a Justiça ter concedido habeas corpus para livrar pessoas do grupo de Cachoeira.
A
s comissões não são e nem podem ser vistas c o m o g r a n d e s t r i b unais, elas devem vir para esclarecer momentos e atribuir responsabilidades. É o que argumenta o representante das Nações Unidas para os Direitos Humanos na América Latina, Amerigo Incalterra, sobre as comissões criadas para investigar violações de direitos humanos nos períodos militares na América Latina. Para ele, o Brasil não escapa à regra e não deve ser visto como um grande herói ao instaurar a Comissão da Verdade. "O Brasil tomou uma decisão importante de abrir o seu passado. E eu o parabenizo. Mas isso não é uma concessão, é uma responsabilidade jurídica que o Estado brasileiro tem em relação aos tratados de Direito Internacional". A Comissão foi instaurada em maio deste ano sob a chancela da presidente Dilma Rousseff. Na época, a psicanalista Maria Rita Kehl, nomeada
Américo Incalterra: "Isso não é concessão, é uma prestação jurídica que o Estado tem em relação aos tratados de Direito Internacional".
por Dilma para integrar o grupo, disse que a função da comissão era "restabelecer o direito que foi suspenso durante dois períodos de regime militar". Segundo destacou Incalterra no seminário Direito e Importância da Memória promovido pelo Itaú Cultural em parceria com o Instituto Vladimir Herzog na última quinta-feira, esta função da comissão deve sempre ser amparada por três
Rubens Chiri
Tito Milgram: "Não é só criar o dia. É criar conteúdo para a data".
preceitos básicos: trazer a verdade, a justiça e a reparação. "É dever estatal trazer a verdade, e é direito da sociedade poder recordar." Tempo e visibilidade – Ao pontuar todas as comissões instauradas no continente latino, Incalterra afirmou que não se pode errar no tempo de mandato. "Se for curto, a comissão estará mais vulnerável a interesses políticos, e se for demorado, pode cair no esquecimento público." Sobre o mandato de dois anos das investigações brasileiras, o representante da ONU disse que não se pode estabelecer prazos e tempos iguais para todos. "Cada país é uma situação. O mandato deve ser pensando em específico." Questionado sobre uma maior participação da sociedade brasileira em relação ao trabalho da Comissão, Incalterra disse que o País precisa de um ombudsman. "Não é só educar estudantes, militares
e policiais da maneira correta. É necessário um ombudsman para que ele cuide dos direitos humanos no Brasil e para que as violações não se repitam". Seguindo a linha de discussão de Incalterra, Tito Milgram, diretor do Museu Yad Vashem de Jerusalém, que também fazia parte da mesa de debate, disse que uma das formas de fortalecer a participação civil em suas questões humanitárias é criar um dia das vítimas e museus que façam o País lembrar das violações que aconteceram no passado. "E não é só criar o dia. É criar conteúdo para a data". No seminário estavam presentes também Sérgio Adorno, diretor do Núcleo de Estudos da Violência da USP, Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, morto no regime militar e diretor do Instituto Vladimir Herzog e Marco Antônio Rodrigues Barbosa, presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos.
p Caça da FAB estilhaça fachada do STF DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sábado, 30 de junho e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de julho de 2012
A força do réu José Dirceu é tão grande que, mesmo depois da acusação por formação de quadrilha e corrupção ativa, continua influente no PT. Procuradoria-Geral da República
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Mirages em voos rasante provocaram destruição na Praça dos Três Poderes. Janelas de vidros foram completamente danificadas. Aeronáutica pagará prejuízos. Pedro Ladeira/Frame/AE
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fachada do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), inteiramente de vidro, foi destruída na manhã de ontem quando dois caças Mirage F2000 fizeram um sobrevoo rasante sobre a Praça dos Três Poderes. A manobra, que não deixou feridos, era parte da cerimônia de troca da Bandeira Nacional, que ocorre periodicamente e, desta vez, era realizada pela Aeronáutica. Choro – A onde de choque provocada pela passagem das aeronaves arrebentou os vidros da fachada, de parte das laterais e dos fundos do prédio, num total de cerca de 40 janelas danificadas. Alarmes de carros dispararam e algumas crianças, assustadas, começaram a chorar. Também houve quebras em vidros do Congresso Nacional. O Palácio do Planalto escapou ileso. As famílias que aproveitaram a ensolarada manhã para
assistir à cerimônia e aguardavam a apresentação da Esquadrilha da Fumaça estavam a uma distância segura do prédio do STF, considerado uma das obras-primas do arquiteto Oscar Niemeyer. Gabinete – O que também contribuiu para evitar consequências mais sérias é que ontem não estava em funcionamento o serviço de visitas guiadas ao prédio. A entrada é justamente pela Praça dos Três Poderes, justamente a área mais danificada. Em nota, o comando da Aeronáutica informou que "já iniciou a apuração e irá ressarcir os prejuízos decorrentes". O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-doar Juniti Saito, telefonou para o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, para informar-lhe do ocorrido. O gabinete da presidência deverá ser interditado. O STF classificou o episódio como um acidente. (AE) Elza Fiúza/ABr
Após romper com o PT, PSB fez festa para candidato em PE. Partido do governador Eduardo Campos lança Geraldo Júlio para prefeito
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PSB oficializou ontem a candidatura de Geraldo Júlio à prefeitura de Recife (PE). O ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco busca o primeiro mandato eletivo, com o apoio de 16 partidos que formam a sua coligação, o que deverá render à aliança 12 dos 30 minutos no bloco diário da propaganda eleitoral. O presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), participou da convenção e exaltou o correligionário como o "artilheiro que ajudou Pernambuco". Repetiu o discurso moderado que tem praticado desde o rompimento com o PT no Recife ao dizer que o lançamento de Geraldo Júlio não muda "em nada" a aliança com o PT no plano federal. Segundo ele, PT e PSB fazem parte de "um projeto maior" e o fim da parceria se devia a questões locais.
O PSB lançou candidato próprio no Recife depois de o PT entrar em crise interna provocada pela rejeição da direção nacional à tentativa de reeleição do atual prefeito João da Costa. O PT chegou a realizar uma prévia vencida pelo prefeito, mas posteriormente declarada ilegal pela direção na-
cional do partido. O PSDB oficializou o nome do deputado estadual Daniel Coelho como postulante à prefeitura. O DEM irá disputar com o deputado federal Mendonça Filho. O PT terá o senador Humberto Costa e o exprefeito João Paulo como viceprefeito. (Folhapress)
Fachada do STF: vidros quebrados e gabinete interditado pouco antes da exibição da Esquadrilha da Fumaça, que comemorava seus 60 anos de criação e mais de 3.500 exibições.
Bobby Fabisak/JC Imagem/Folhapress
Defesa de José Dirceu vai destacar seu papel 'burocrático' O ex-ministro da Casa Civil vai insistir na tese que o Mensalão não existiu
P Eduardo Campos aposta em Geraldo Júlio. E na propaganda da tevê.
CONVITE O Presidente da Associação Comercial de São Paulo - ACSP, Rogério Pinto Coelho Amato, convida para a Sessão Plenária Solene em comemoração do 80º aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932. PROGRAMAÇÃO I - Abertura. II - Hino Nacional. III - Ato alusivo à data, com pronunciamento do membro do Conselho Cívico e Cultural da Associação Comercial de São Paulo - ACSP, Profª Edimara de Lima. IV - Entrega do “Colar Carlos de Souza Nazareth”: • Deputado Estadual José Antônio Barros Munhoz, Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo; • General de Exército Adhemar da Costa Machado Filho, Comandante Militar do Sudeste; • Polícia Militar do Estado de São Paulo; • Rogério Pinto Coelho Amato, Presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – FACESP e da Associação Comercial de São Paulo - ACSP; • Osório Henrique Furlan, empresário e membro do Conselho Superior da ACSP; • Robert Schoueri, empresário e membro do Conselho Superior da ACSP; VI - Participação do Coral Baccarelli. Dia: 2 de Julho de 2012 Horário: 17 horas Local: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo Plenário Juscelino Kubitscheck Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – sala 1.065 – 1º andar
róximo do julgamento do Mensalão, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, deve afirmar que exercia "um papel meramente burocrático" naquela repartição estrategicamente situada junto ao gabinete da Presidência da República e vai atribuir taxativamente ao ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, "autonomia para repasse de valores". Os advogados de Dirceu reforçam que "a autonomia para repasse" foi comprovada pelos testemunhos de dirigentes petistas de diversos Estados, como Rio Grande do Sul, Tocantins, Alagoas, Mato Grosso e no Distrito Federal, "sempre mostrando independência nas ações do tesoureiro do PT e a total ausência de interferência ou mesmo ciência de José Dirceu nestes repasses", como afirmar os advogados do ex-ministro. Comando – A acusação de formação de quadrilha que pesa contra Dirceu é a afirmação de que ele exercia "total comando sobre as ações dos dirigentes do PT". Além de Delúbio, Sílvio Pereira e José Genoíno. O ex-ministro aponta ainda para outro antigo colega de partido. "Restou provado que o presidente do PT, de direito e de fato, era mesmo o corréu José Genoíno, uma pessoa de total autonomia de manda", sustenta a defesa, que invoca inúmeros testemunhos para derrubar a tese contra Dirceu. A versão do ex-ministro para o Mensalão, que ele não admite ter ocorrido, ocupa 22 páginas da peça denominada memoriais. O documento foi entregue na terçafeira da semana passada
aos 11 ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos memoriais estão as derradeiras alegações do ex-ministro, a oportunidade final que lhe é conferida, como a qualquer réu, para rechaçar a denúncia que o acusa por formação de quadrilha e corrupção ativa. Peça acusatória – Dois prestigiados criminalistas de São Paulo, José Luís Oliveira Lima e Rodrigo Dall'Acqua, subscrevem e dão formatação jurídica aos argumentos do exministro. Eles miram enfaticamente a peça acusatória do chefe do Ministério Público Federal, Roberto Gurgel. É também o mais pesado ataque já desferido à Procuradoria Geral da República (PGR) nos autos. Em suas alegações finais, a PGR destaca que a "força do réu José Dirceu é tão grande que, mesmo depois de recebida a acusação por formação de quadrilha e cor-
rupção ativa pelo STF, delitos estes gravíssimos, ele continua extremamente influente dentro do PT". Ataques – Para os dois advogados da defesa, a denúncia foi classificada de "desencontrada e contraditória", de "gritante omissão", de "pífio argumento", de "inércia acusatória", de "imaginada compra de votos". A defesa conclui que "é nítido que o MPF chegou ao final desta ação penal sem uma única prova válida". Na ação, os advogados dizem que "inúmeros integrantes do PT testemunharam que desconheciam os empréstimos juntos aos bancos BMG e Rural e empresas de Marcos Valério, "bem como não tinham ciência dos repasses citados na denúncia". Ressaltam ainda que Delúbio não era subordinado a Dirceu, de quem ele nunca teria sofrido qualquer influência. (AE)
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
José Dirceu, para evitar qualquer associação com o Mensalão, aponta para Delúbio Soares, sobre quem "não exercia qualquer influência", e José Genoínio, presidente do PT "com total autonomia".
p Reforma política é possível. A trilha foi aberta pela Ficha Limpa. sábado, 30 de junho e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de julho de 2012
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Precisamos de uma mobilização maior do que a da Ficha Limpa para uma proposta popular de reforma política. Márlon Reis, fundador do MCCE.
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Fotos: L. C. Leite/Luz
Fundador do MCCE aposta na iniciativa popular para ter eleições transparentes Mário Tonocchi
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sociedade brasileira está a caminho de uma grande mobilização popular para propor uma reforma política nacional que a torne mais limpa. A trilha foi aberta com duas leis de iniciativa popular, apesar de ainda estar distante de ocorrer plenamente, como comprova a decisão da semana passada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de liberar os chamados contas-sujas para disputar as eleições municipais, fato que vai beneficiar 21 mil políticos que integravam o cadastro de contas rejeitadas da Justiça Eleitoral. A primeira lei de iniciativa popular, de 1999, atua contra a compra de votos; e a outra, de 2010, é a chamada Lei da Ficha Limpa. As duas, diga-se, só foram aprovadas pelo Congresso depois de muita pressão social. Mesmo assim, o juiz de Direito, Márlon Reis, do Maranhão, não perde a esperança de ver o eleitor senhor de seus caminhos na vida política brasileira. Reis, inclusive, foi o redator do projeto que acabou virando o Ficha Limpa. Política limpa – Por acreditar que é possível uma grande mobilização popular pela política limpa no País, Reis aumentou sua contribuição ao lançar, na semana passada, o livro Direito Eleitoral Brasileiro. Mas sua trajetória indica a fundação, em 2002, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que reúne 50 das mais importantes organizações sociais e cerca de 300 comitês instalados em todo o País. O movimento foi o responsável pela captação de mais de 1,5 milhão de assinaturas de eleitores que obrigaram o Congresso a debater e votar o projeto popular que criou a Lei da Ficha Limpa. O movimento também serve de tema para seu livro, no qual também faz um estudo das instituições democráticas e das normas eleitorais do Brasil. Reis destacou ainda a lei 9840, de 1999, igualmente de iniciativa popular, contra a compra de votos, analisada em sua obra. Por ela, está vedada a captação de sufrágio pelo candidato que doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição. Segundo o fundador do MCCE, essas duas leis impactaram profundamente todo o direito eleitoral. "Não somente o combate à corrupção, como toda a estrutura do direito eleitoral foi alterada", disse. Impacto – Além disso, as duas iniciativas não deixam de ser um indicador do eleitor brasileiro. Para Reis, "são duas linhas gerais que demonstram a vontade popular, o que por si só já deve conduzir o debate para o aprimoramento da democracia brasileira". Segundo ele, a lei de 1999 aponta para o combate à corrupção eleitoral, e a Ficha Limpa se volta para o estabelecimento de padrões mais rigorosos para a definição dos perfis dos candidatos. "São linhas
O juiz Márlon Reis lançou livro sobre as leis eleitorais que devem ser perseguidas pela legislação no seu aprimoramento. No geral, o que demonstra a sociedade com essas duas leis é que todos querem eleições mais limpas." De baixo para cima – Nem por isso, Reis acredita que o eleitor esteja totalmente resolvido dentro do cenário eleitoral. "É sempre um processo de amadurecimento", explica. Para ele, o importante é que esses movimentos fazem suas colocações de baixo para cima. "É claramente um sinal de que as pessoas estão começando a se preocupar com o sistema eleitoral. O importante é perceber que há muita gente que se preocupa com a disputa partidária." O fundador do MCCE destaca ainda que a cobrança popular é muito importante, porque "exige que o sistema eleitoral responda às exigências da sociedade, não só por uma questão moral, mas por leis claras
Nós precisamos mudar o sistema eleitoral. Precisamos de uma reforma política; mas enquanto não acontece, a sociedade deve continuar cobrando. MÁRLON REIS
que definam o que deve ser feito para se ter eleições limpas. Isso é um grande crescimento e um amadurecimento da sociedade brasileira diante dos processos eleitorais". O ideal – Segundo Reis, a grande busca é pela reformulação do sistema eleitoral, para que diminua cada vez mais o espaço eleitoral hoje dominado pelo abuso do poder político e econômico. Em contrapartida, ele reconhece que a parcela da população que está preocupada e atua efetivamente contra a corrupção, e mais ainda, pelo aprimoramento das leis eleitorais, ainda é pequena. "É pequena, mas é uma parcela que é efetivamente capaz de se mobilizar contra a corrupção e promover mudanças nas leis eleitorais. É uma parcela que, quando age, tem a plena concordância de todos os segmentos sociais", afirma o juiz de Direito. Reis cita a própria Ficha Limpa como exemplo. "Um núme-
ro relativamente pequeno de pessoas saiu de suas casas para coletar as assinaturas para a apresentação popular do projeto de lei. E isso teve uma receptividade imensa entre a população, inclusive de agentes sociais, que é um fator que ajuda muito na ressonância de propostas populares que precisam de milhões de assinaturas para serem aceitas no Congresso". Leis melhores – Nem por isso o fundador do MCCE está satisfeito, já que a Justiça Eleitoral tem seus limites, e a sociedade precisa de leis ainda melhores. "Nós precisamos efetivamente mudar o sistema eleitoral", afirma. "Precisamos de uma reforma política", apregoa. Mas enquanto não acontece, Reis sugere que a sociedade "continue cobrando", pois, como ele acredita, a reforma política só deve sair com uma efetiva proposta de reforma popular. Reis também está ciente das tentativas que existem de amenizar ou até mesmo alterar a Ficha Limpa. Sugestões não faltam e muitas partem dos próprios congressistas. "As tentativas de mudanças realmente existem, mas todas foram rebatidas com dureza pela sociedade, com muitas manifestações, inclusive com o apoio dos meios de comunicação. Temos inclusive experiência nisso porque a lei anterior, de combate à compra de votos, sofreu várias tentativas de alteração mas foram barradas pelas mobilizações. Isso é interessante. Como a sociedade se envolveu na conquista da lei, a lei acaba sendo protegida por ela." Reforma política – Nesse contexto, então porque a sociedade não se mobiliza efetivamente pela reforma política? Reis explica que os congressistas sabem que o sistema eleitoral não contempla as aspirações sociais por eleições limpas. "Entretanto não são as aspirações sociais a barreira para as mudanças. A barreira está nos próprios congressistas, que teimam em manter o sistema por razões lógicas de sobrevivência política, pois eles foram eleitos por essas regras atuais. O que precisamos é de uma mobilização similar, mas muito maior do que a Ficha Limpa, para uma proposta popular de reforma política no Brasil." Reis acredita que vão conseguir, e o exemplo é a própria Ficha Limpa. "Era indesejada no Congresso, mas por conta da mobilização e coleta das assinaturas, acabou aprovada pelos parlamentares."
É uma parcela pequena, mas que é efetivamente capaz de se mobilizar contra a corrupção e promover mudanças nas leis eleitorais.
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As empresas que desejarem investir na cidade receberão incentivos, como redução de IPTU e ISS. Fernando Haddad, candidato do PT.
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Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
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candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à Prefeitura de São Paulo, o paulistano Fernando Haddad, de 49 anos, afirma que a população de São Paulo, independentemente de classe social, quer mudança e, por isso, ele promete oferecer "um programa de governo que atenderá a esse anseio de todos os paulistanos". Haddad repete seu mantra de campanha, segundo o qual nos últimos anos a capital paulista teve um prefeito que abandonou a cidade para disputar outro cargo e um prefeito que, ocupando o cargo, não olha para a cidade. "O resultado disso está aí, todos veem", afirma. O candidato do PT filiou-se ao partido nos anos 1980. E entrou na disputa eleitoral em janeiro passado, ao deixar o comando do Ministério da Educação, pasta em que atuou como ministro desde 2005. A cúpula petista, em especial o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o apoio da presidenta Dilma Rousseff, decidiu lançar a candidatura de Haddad com a intenção de renovar o quadro de candidatos da legenda e abrir espaço para o surgimento de novos líderes políticos. Antes de comandar o ministério da Educação, Haddad foi secretário-executivo da pasta. Além de professor universitário e de atuar como analista de investimento do Unibanco, que posteriormente foi adquirido pelo Itaú, e consultor da Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe). Também ocupou o cargo de chefe de gabinete da Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico da
Procuramos alianças com partidos identificados com nossa proposta de mudança, de um tempo novo para São Paulo Prefeitura do Município de São Paulo, no governo de Marta Suplicy (2000 a 2004). Autor de cinco livros sobre temas relacionados às ciências sociais, é professor de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), na qual se diplomou em Direito, pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, fez mestrado em Economia e doutorado em Filosofia. Leia abaixo, a entrevista com Haddad, feita pela internet, às vésperas do acordo eleitoral do PT com o Partido Progressista (PP) de Paulo Maluf, que provocou a desistência de Luiza Erundina, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), da condição de vice na chapa do candidato. Na semana passada, o petista selou coligação com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que indicou a nova candidata a vice, Nádia Campeão, engenheira agrônoma e presidente do partido em São Paulo. Mais uma vez sob a alegação de falta de tempo, Haddad não teve condição de responder ao Diário do Co-
ra aperfeiçoar esse aspecto importante da educação.
Haddad repete um dos motes de sua campanha: pretende acabar com o apagão nos transportes.
DC – O que deve ser feito no trânsito e no transporte da cidade? Haddad – São Paulo vive hoje um apagão nos transportes. Para atenuar esse problema é necessário atuar em diversas frentes. Precisamos reorientar, com políticas de incentivo fiscal, o eixo do emprego na cidade (Centro-Sudeste), cada vez mais distante da maior parte das moradias (zona leste). Além disso, investir em transporte público, algo que foi deixado de lado pela atual gestão. DC – A segurança municipal precisa ser melhorada? Como? Haddad – Embora constitucionalmente segurança seja um dever do estado, a prefei-
FERNANDO HADDAD
Um discurso de mudança, para atender aos anseios do eleitor. O candidato do PT, que enfrentou dificuldades para definir o cargo de vice para sua chapa à Prefeitura de São Paulo, afirma que a população da capital está insatisfeita e quer mudanças. E promete parcerias com os governos federal e estadual. Guilherme Calderazzo m é r c io sobre os significados desses acordos políticoseleitorais e como avalia suas consequências. No entanto, em entrevistas à imprensa após o acordo com Maluf e a indicação de sua vice, tem defendido a aliança com o presidente do PP paulista, dizendo que não personaliza essa questão e, ainda, que o importante é o apoio institucional de partidos que sustentam a presidente Dilma no Congresso. Apesar da desistência de Erundina, o candidato a tem elogiado, assim como sua nova companheira de chapa, Nádia Campeão, ex-secretária municipal de Esportes na gestão de Marta Suplicy.
do eleitorado diz que vai votar no candidato a prefeito indicado pelo ex-presidente Lula. Quem é esse eleitorado? Qual discurso o sr. dirigirá a ele, para conquistá-lo? Haddad – É uma honra poder contar com o apoio do presidente Lula, com quem tive o privilégio de trabalhar por oito anos. O discurso é o da mudança, pois vemos que ampla maioria dos paulistanos está insatisfeita com a atual gestão da prefeitura. DC – Qual estratégia o sr. usará para ganhar votos na classe média
A população, independentemente de classe social, quer mudança, e vamos oferecer um programa que atenderá a esse anseio.
Diário do Comércio – É possível ganhar a eleição sem coligação? Quais critérios o partido usa para formar a aliança político-eleitoral? Fernando Haddad – Estamos negociando alianças, e elas serão anunciadas no devido tempo. Já estamos coligados com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e com o Partido Progressista (PP). A convenção para oficializar nossas candidaturas será realizada no dia 30. Até lá, estaremos com todas as alianças fechadas. É importante destacar que procuramos alianças com partidos identificados com nossa proposta de mudança, de um tempo novo para São Paulo, e que também compõem a base do governo da presidenta Dilma.
paulistana tradicional? Haddad – A população de São Paulo, independentemente de classe social, quer mudança e vamos oferecer um programa de governo que atenderá a esse anseio dos paulistanos, de todos os paulistanos. Além disso, tivemos nos últimos anos um prefeito que abandonou a cidade para disputar outro cargo e um prefeito que, ocupando o cargo, não olha para a cidade. O resultado disso está aí, todos veem.
DC – Pesquisa já revelou que 39%
DC – Se eleito, o sr. pretende
formar parcerias com o governo estadual e o federal? Em torno de quais programas? Haddad – Não podemos adotar a postura de não fazer parcerias por questões de diferenças partidárias. Isso é um jeito antigo de se governar. Teremos uma gestão aberta ao diálogo e à colaboração, tanto com a União quanto com o estado. Com o governo federal, por exemplo, podemos buscar recursos para creches e para novos corredores de ônibus. Já com o governo do estado, podemos investir em metrô, mas não podemos deixar de cobrar resultados. Há a necessidade de se estabelecer um cronograma com metas para entrega das obras. DC – Quais propostas o sr. apresentará para o setor de saúde da cidade? Haddad – O maior problema da saúde hoje é a gestão, a desarticulação do sistema. Não há pacto metropolitano, o que faz as cidades do entorno de São Paulo disputarem os mesmos profissionais. Há também concentração de serviços em alguns bairros e falta em outros. Isto provoca demora no atendimento. Uma cirurgia eletiva hoje em São Paulo, para algumas especialidades, é algo difícil de conseguir. Vou apresentar um plano de gestão, com foco na gestão de recursos humanos. Além disso, os três hospitais prometidos pela gestão Serra/Kassab não serão entregues. Eles foram prometidos em 2008 e nem sequer foram licitados, apesar da falta de leitos na cidade.
Teremos uma gestão aberta ao diálogo e à colaboração, tanto com a União quanto com o governo do Estado de São Paulo. DC – Como é possível melhorar a educação municipal paulistana? Haddad– Precisamos investir em creches com o objetivo de zerar o déficit de vagas. Outra meta é implementar o ensino em tempo integral. Caso a gestão Serra/Kassab estivesse aberta a parcerias, poderia ter resolvido o déficit de vagas em creches. É inadmissível que, por disputa política e comportamento que não é republicano, a Prefeitura de São Paulo não tenha aderido ao Pró-Infância, programa do MEC que disponibilizou R$ 250 milhões para a construção de 172 creches em nossa cidade. Estamos em 2012, e temos hoje um déficit de vagas estimado em 100 mil, que não é atendido por conta disso. Quanto ao ensino em tempo integral, vamos retomar o projeto dos CEUs em sua essência: unindo educação, esporte e lazer, permitindo também que as comunidades participem das atividades nesse importante exemplo do modo petista de governar. Também vamos aperfeiçoar o sistema de mobilidade dos alunos. Já tivemos reuniões com transportadores escolares pa-
Se a vida de boa parte da população melhorou da porta para dentro, da porta para fora a situação é totalmente diferente. tura tem como agir nessa área: tem o dever de contribuir para que tenhamos uma cidade que pertença a todos, uma cidade que permita e estimule os paulistanos a sair de casa. Se a vida de boa parte da população de São Paulo melhorou da porta para dentro nos últimos anos, com os avanços dos governos Lula e Dilma, da porta para fora a situação é totalmente diferente na cidade. Sem sensação de segurança, o cidadão não participa do espaço público e pouco se relaciona. Para contribuir com a mudança desse quadro, a gestão municipal deve fazer com que a Guarda Civil some esforços com a PM para garantir segurança. Além do fortalecimento da Guarda Civil, a administração deve investir em iluminação pública e estimular a construção de muros para cercar terrenos baldios, preparar equipamentos públicos para receber o paulistano, serviços de cultura, esporte e lazer. E isso deve acontecer nas áreas centrais e bairros mais distantes. DC – O que o sr. proporá em favor da indústria, comércio e serviços da capital? Haddad – São Paulo é uma cidade que atrai muitos investimentos. A prefeitura deve gerar incentivos para descentralizar a atividade econômica, aproximando o emprego da moradia. As empresas que desejarem investir na cidade receberão incentivos, como redução de IPTU e ISS, para se instalarem em áreas com alta oferta de mão de obra e poucos empregos disponíveis, como a zona leste. Há empresários que eu conheci que têm atividade na zona leste e aguardam os incentivos fiscais previstos em lei, por conta do plano de desenvolvimento para a região, para ampliar seus negócios. Outros estão aguardando nossa administração para tomar a decisão para definir se vão operar em São Paulo ou em um município do entorno, pois a capital perde, por falta de incentivos, empresas para outras cidades da região metropolitana.
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9 CALOR Onda de calor no leste dos EUA deixa mortos e interrompe energia
nternacional
QUÊNIA Ataques com armas e granadas a igrejas no Quênia deixam 17 mortos
Jorge Adorno/Reuters
'Desrespeito à soberania paraguaia' Segundo o presidente Federico Franco, a reação dos vizinhos foi injusta e desproporcional.
N
Vestido com a faixa presidencial, o novo líder paraguaio fez ontem um discurso de conteúdo nacionalista e de defesa da soberania do país.
a apresentação anual das realizações do governo ao Congresso, na manhã de ontem, o presidente do Paraguai, Federico Franco, reiterou que as sanções adotadas contra o país pelo Mercosul e pela Unasul são "ilegais e ilegítimas". "A reação dos vizinhos foi injusta e desproporcional. Eles desrespeitaram nossas decisões soberanas. Foi uma medida de total violação aos tratados vigentes, porque não nos deram oportunidade de defesa", afirmou Franco, que assumiu a Presidência em 22 de junho, após a deposição de Fernando Lugo. "Estamos vivendo um momento de reencontro da nação para defender sua soberania. Como legítimo representante da maioria, reitero que devemos juntos assumir o nosso compromisso patriótico. A República do Paraguai é e será para sempre livre e independente", discursou. O liberal também assegurou que a missão da Organização dos Estados Americanos, que chegou ontem à noite ao
Paraguai, terá total liberdade para realizar seus trabalhos. "Todos os organismos internacionais dos quais fazemos parte também podem enviar seus representantes. Eles perceberão que vivemos na completa paz e que nosso país não violará nenhum dos direitos humanos", disse o presidente. "Grande erro" – O presidente destituído Fernando Lugo afirmou que seu grande erro foi confiar em políticos tradicionais e atribuiu o impeachment que sofreu por não querer entregar cargos do governo aos partidos de sua coligação, em entrevista publicada ontem pelo jornal argentino Clarín. Lugo classificou a política paraguaia como "clientelista" e, como seu governo quis "romper essa ordem e fazer políticas sociais", incomodou a classe política. O ex-bispo também admitiu que não pôde concluir políticas, como a recuperação de terras dadas a militares durante a ditadura de Alfredo Stroessner para fins de reforma agrária, uma das grandes reclamações que causam o conflito com os sem-terra. (Agências)
Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Mais novo membro do Mercosul em campanha
Reprodução
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líder venezuelano, Hugo Chávez, e o principal candidato da oposição, Henrique Capriles, iniciaram ontem a campanha eleitoral para o pleito presidencial no país, marcado para 7 de outubro. No primeiro dia, os dois foram buscar apoio entre os eleitores e mostrar forças para a corrida presidencial. Capriles, 39, que busca colocar fim a 13 anos de governo socialista, estava voando
Charge publicada no jornal paraguaio ABC Color ironiza a entrada da Venezuela no Mercosul. Ao lado, Chávez em campanha ontem.
Edgard Garrido/Reuters
para duas distantes pontas perto das fronteiras com Brasil e Colômbia para destacar o que considera negligência do governo atual com as comunidades mais remotas. Incapaz de repetir sua frenética campanha de eleições passadas por estar enfrentando um câncer, Chávez tem vantagem de dois dígitos na maioria das pesquisas, mas há ainda um número considerável de eleitores indecisos. (Reuters)
Tomas Bravo/Reuters
México vai às urnas para escolher novo presidente
S
Josefina Vázquez Mota, candidata do Partido da Ação Nacional.
e confirmadas as pesquisas, o candidato do PRI (Partido Revolucionário Institucional) vencerá a eleição presidencial realizada ontem no México com 45% dos votos. O descontentamento de parte da população com a perspectiva de que a sigla – uma espécie de versão mexicana do politburo soviético, com passado de fraudes eleitorais – volte ao poder ficou claro no momento em que
Enrique Peña Nieto votou, em Atlacomulco, sua cidade natal. Dezenas de jovens que se opõem à sua candidatura vaiavam e gritavam. O PRI governou o México durante 71 anos. Peña Nieto, 45, estudou direito e foi governador do Estado do México. Com cara de galã, está casado com a atriz Angélica Rivera. É viúvo de seu primeiro casamento e tem cinco filhos. (Folhapress)
Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional, votando.
Haraz N. Ghanbari/Reuters
Ó RBITA
IRÃ EM EXERCÍCIO
O
Irã realiza a partir de hoje exercícios de disparos de mísseis no deserto que vão durar três dias, frente a eventuais ameaças militares de Israel e dos EUA. O país persa organiza com frequência
esses exercícios, mas desta vez parece destinado a mostrar as capacidades de Teerã de atingir as bases militares americanas nos países vizinhos – no Afeganistão, no Bahrain, no Kuwait e na Arábia Saudita –, em caso de ataque dos EUA ou de Israel contra a República Islâmica. Israel e Estados Unidos indicaram que uma intervenção contra o Irã não está descartada se as ações diplomáticas e as sanções internacionais fracassarem em impedir a continuidade do programa nuclear iraniano. (Agências)
SÍRIA
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ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, disse ontem que o plano proposto de um governo de transição para a Síria prevê a saída do ditador Bashar al-Assad, apesar de que, no texto aprovado, não há nenhuma menção à queda do mandatário. A declaração foi feita após o chanceler ser perguntado sobre a impressão diferente de Rússia e China sobre o acordo, não considerando a saída do ditador como requisito do acordo.
No sábado, as potências mundiais concordaram na Suíça
que um governo de transição deveria ser criado na Síria para acabar com o conflito no país, mas pareceram não ter entrado em acordo sobre como seria a participação de Assad no processo. Em entrevista coletiva após o evento, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou que o plano do enviado especial da ONU Kofi Annan (foto) sugere a saída de Assad para que seja aplicado, enquanto o chanceler russo, Sergei Lavrov, elogiou a proposta por não impor condições para os sírios e negou que signifique a
deposição do ditador. A proposta de um governo de transição com a participação de integrantes das duas partes do conflito na Síria não agradou ao regime nem à oposição. Turquia – A Turquia enviou seis jatos de guerra F-16 para a fronteira com a Síria, após helicópteros sírios terem se aproximado da região, disse o exército turco ontem, elevando a tensão criada no mês passado pela derrubada de um avião de supervisão turco por forças da segurança síria. (Agências)
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TRADIÇÃO INGLESA São Paulo Athletic Club preserva as tradições do Reino Unido em plena região central de São Paulo. Entre elas, o jogo do "bowl", um tipo de bocha praticado pelos ingleses.
idades
Fotos: Paulo Pampolin/Hype
Jornalismo perde Sidney Mazzoni Arquivo
Fachada do clube com a foto de Charles Miller, que ganhou memorial.
Sócios almoçam no restaurante do Clube Atlético São Paulo: oásis de tranquilidade na região central da cidade.
Encravado no bairro da Consolação, o clube mais antigo da cidade de São Paulo mantém as tradições reservadas aos súditos da rainha e um cenário que remete à Inglaterra da era vitoriana.
Um clube para inglês ver e curtir Rakal Daddio
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ncravado na região central, a menos de seiscentos metros da Rua da Consolação e do entra-e-sai de estudantes da Universidade Mackenzie, o número 119 da Rua Visconde de Ouro Preto, sede principal do SPAC - Clube Atlético São Paulo - parece um oásis de sossego em meio à agitação da cidade. É o mais antigo clube da Capital em atividade, fundado no mesmo dia em que a princesa Isabel assinou a Lei Áurea – 13 de maio de 1889. Desde o mês passado este nicho da urbe lírica que perdemos, vive dias de atípica movimentação por conta da inauguração do Memorial Charles Miller (1874-1953), que será aberto ao público provavelmente em julho, tão logo as equipes de guias completem seu treinamento. Sim, trata-se do escocês-brasileiro que introduziu o futebol entre nós. Ele também trouxe o rugby – outra modalidade classicamente britânica – mas quem iria se lembrar disso num país pentacampeão da bola? Montado em uma sala próxima ao portão de entrada, o memorial abriga um acervo de mais de 150 troféus, todos relacionados com esportes próprios dos ingleses; futebol, rúgbi, críquete, bowls e tênis. A coleção ainda exibe cerca de 20 medalhas, fotografias, cartas históricas e o busto de Charles Miller, cuja trajetória evidentemente fez dele seu mais ilustre sócio. Taça – A principal peça da exposição é a taça prateada do tricampeonato paulista de 1902-1904, que leva o nome de Casemiro Costa, criador da Liga Paulista de Futebol, precursora da atual Federação, em 19 de dezembro de 1901. Aliás, Charles Miller também perfilava entre os fundadores. Mas, atenção: trata-se de uma réplica. A original encontra-se em um cofre, desde que foi furtada nos primeiros tempos e posteriormente recuperada em uma loja de penhores, segundo descreve o livro “Memoriam S.P.A.C”, escrito por John R. Mills, historiador oficial do clube. Hoje o futebol é coisa do passado. A rigor, o clube deixou as competições em 1912, após ser campeão mais uma vez no ano anterior. Naquela ocasião a liga, além dele, reunia o Internacional, o Mackenzie, o Germânia (hoje Pinheiros), o Paulistano e a A. A. Palmeiras, que nada tem a ver com o Verdão. Porém, a sede guarda ares da sóbria elegância dos ambientes vitorianos que caracterizou a construção original antes de
À esquerda, as elegantes e raras mesas de snooker, avaliadas em 250 mil dólares cada. À direita, o jogo de bowl, um tipo de bocha inglesa.
Quadras de tênis e detalhe do pub do Clube Atlético São Paulo, onde os sócios se reúnem para falar de futebol, política e economia.
Bola utilizada para o jogo de bowl é achatada e de peso assimétrico. Sócios irão disputar campeonato. mudanças feitas. Pub – Quem entrar pode imaginar tranquilamente que está penetrando nos salões da Inglaterra da Rainha Vitória, quando o sol jamais se punha no império inglês, tão vasto era ele. Ali, objetos e instalações datados de fins do século XIX convivem com aquisições modernas, como faz o extenso e maciço corrimão de madeira marrom-escuro que conduz ao pub destinado aos associados. (Pub é uma espécie de oratório no qual os ingleses se divertem tomando cerveja, jogando dardos e falando mal dos franceses e do euro). À esquerda de quem sobe, se coloca o característico relógio tipo cuco, cujo algum modelo similar devia ornamentar o clube de Mr. Philleas Fogg no livro “A Volta
ao Mundo em 80 dias”, de Júlio Verne, que remonta também ao século XIX. Igual nostalgia transmite o precioso quarteto de mesas de snooker, cada unidade avaliada em 250 mil dólares devido à sua antiguidade e raridade. O pub referido acima é um dos dois lugares preferidos por Peter Gordon, 54 anos; o outro é a cancha de bowls, com seu impecável gramado retangular nos fundos. Bowls – O bowls, para um estrangeiro, é uma daquelas extravagâncias inglesas semelhantes à presença de rins no café da manhã ou do peixe com batatas, que vem à mesa com a constância do nosso arroz e feijão. Consiste em lançar a “bowl”, uma esfera achatada e de peso assimétrico, que a faz pender para um lado, o mais próximo
possível da esférica menor de cor branca chamada jack. Se houvesse alguma exclamação em italiano, iriam pensar que era bocha. Gordon merece ser citado aqui por fazer boa figura no jogo. É campeão brasileiro, conquista que o habilitou a disputar a World Singles Champion of Champions, uma espécie de champions league das bolotas. Este torneio será disputado em Chipre em outubro e, desde já, ele está se preparando com afinco: vai religiosamente ao clube as quartas, sábados, domingos e feriados, datas que coincidem com a liberação da cancha para jogar. Aos fundos do gramado existe uma área de descanso com uma bela visão do clube. Embora o local seja território dos jogadores de bowl, os não-praticantes são bem
recebidos. Sydney Munn é um deles. Mas ele não é de todo leigo no assunto. Ao contrário. Sua mãe, Elsa, fez história no clube ao se rebelar vitoriosamente com a machista regra que impedia as mulheres de se colocarem como principais lançadoras nos campeonatos internos para duplas mistas, mesmo que fossem mais habilidosas do que os parceiros marmanjos. Estatuto – Munn, conhecido entre os sócios como Butt considera o clube como seu segundo lar e coloca como uma de suas principais virtudes a restrita quantidade de associados. O estatuto é severo a respeito: admite o limite de mil títulos, que podem equivaler a três mil pessoas, considerando a média de familiares ligada ao titular. No momento há uma animada discussão interna sobre a possibilidade de se aumentar ou não o número de sócios, fato que requereria uma mudança de estatutos – algo sempre polêmico em instituições que têm uma forte tradição atrás de si. Falta lembrar que a sede tem origem em procedimento cavalheiresco do inglês William Fox Rule, que ajudou o paulistano Eduardo Prado (1860-1901) a fugir das retaliações dos republicanos contra sua militância monarquista. Eduardo era filho da poderosa Veridiana Prado (1825-1910) que, em reconhecimento, cedeu o terreno de sua propriedade para a construção. Em tempo: Rule foi um dos fundadores do São Paulo Athletic Club.
Mazzoni tinha 56 anos
U
m infarto agudo do miocárdio levou Sidney Mazzoni aos 56 anos, em Jundiaí, sua cidade. O editorchefe do Grupo JJ de Comunicação (Jornal de Jundiaí) morreu às 23h45 de sábado, no Hospital Pitangueiras, onde dera entrada com dores e falta de ar. Mazzoni chegou a ligar para o jornal dizendo que estava bem e que iria trabalhar no domingo. O corpo foi velado no Velório Municipal Adamastor Fernandes e enterrado ontem à tarde no cemitério Parque dos Ipês. Mazzoni trabalhou por três décadas no Jornal da Tarde, no qual foi editor de esportes e editor-executivo. Desde 2007, comandava a redação do Jornal de Jundiaí. Ele era casado com Maria Aparecida Bianchini Mazzoni, com quem teve os filhos Davi e Natália. Colegas e autoridades políticas, além de parentes do jornalista, compareceram ao enterro. O ex-jogador de basquete Marcel de Souza, campeão do Pan-Americano de 87 pelo Brasil, era um dos mais emocionados. Marcel e Mazzoni jogaram juntos no time do colégio em Jundiaí. "A gente cresceu jogando basquete e depois ele fez a cobertura dos meus jogos no Pan de 91, em Cuba", lembrou. "Depois que ele voltou para Jundiaí, a gente se encontrava toda terça-feira para comer uma pizza depois que ele fechava o jornal." O ex-diretor de Redação do jornal O Estado de S. Paulo Sandro Vaia foi quem convidou Mazzoni para trabalhar no Jornal da Tarde. "Ele tinha uma coluna diária muito boa sobre esportes em um jornal de Jundiaí. Quando veio para o JT, foi promovido rapidamente a editor. Era um profissional muito competente e muito respeitado por sua equipe." Castilho de Andrade, que trabalhou por mais de 30 anos com Mazzoni, elogiou seu talento. "Ele tinha uma visão para o esporte que nenhum outro tinha. Quando ninguém falava do (Alexandre) Pato, ele já dizia que o menino iria longe." A paixão de Mazzoni pelo Palmeiras e pela Seleção marcaram Luís Augusto Monaco, atual editor de esportes do JT. "Na Copa de 98 estávamos em Marselha para a semifinal entre Brasil e Holanda. Depois que o Brasil ganhou nos pênaltis, olhamos para trás e o Mazzoni estava chorando." Mário Marinho, que recebeu Mazzoni no JT, lembra: "Ele chegou no final dos anos 80. Trabalhou comigo como freelancer no fechamento da Edição de Esportes. Todos os domingos ele, o Milton Leite e o Dagoberto Azzoni vinham de Jundiaí para trabalhar. Depois que saí do JT (89), Mazzoni continuou, foi contratado e tempos depois assumiu a direção da editoria de esportes. Foi sob a direção dele que o JTlançou o caderno de esporte diário e em formato tabloide."
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11 PALACETE O Cineasta, quando pronto, irá se chamar Palacete dos Artistas. Obra deve ser entregue até o fim do ano.
distritais
Divulgação
Um edifício de cinema O Edifício Cineasta, no Centro, passa por reforma. Os apartamentos serão destinados a artistas. Paulo Pampolin/Hype
Construído nos anos 1920, o prédio terá 50 apartamentos para famílias com renda de até três salários mínimos. À direita, reproduções do projeto da fachada e de espaços internos, com fotos antigas e iluminação. Fotos: Divulgação
André de Almeida
L
ocalizado próximo à esquina mais famosa da cidade, a das avenidas Ipiranga e São João - imortalizada na canção 'Sampa', de Caetano Veloso - o antigo Edifício Cineasta está sendo restaurado. O imóvel, construído nos anos 1920, é o primeiro a ser beneficiado pelo Programa Renova Centro, que tem como principal objetivo transformar prédios ociosos da região central em moradia para famílias com renda de até três salários mínimos. O Cineasta, por exemplo, será ocupado por músicos, ce-
nógrafos, bailarinos, atores e outros artistas aposentados. As obras, orçadas em R$ 4,5 milhões, começaram em março e todos os seus 50 apartamentos serão reformados para abrigar os novos moradores. A expectativa é de que o edifício seja entregue até o final do ano, quando também mudará de nome, será o Palacete dos Artistas. "Trata-se de um prédio muito importante para a cidade, tanto pela sua história como pela sua localização", afirma o vice-presidente da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab-SP), Francisco Vasconcelos Neto. Por esses motivos, foi escolhiArquivo/DCz
Francisco Vasconcelos, vice-presidente da Cohab. Abaixo, o prédio em reforma e funcionários trabalhando em apartamento.
do para ser um dos contempla- vermelho para homenagear os dos pelo Renova Centro, as- novos moradores. "No térreo sim além de preservado, terá teremos um amplo salão muluma nova utilização. tiuso de convivência para fesHistórico - Na década de tas, atividades de lazer, cozi1920, quando inaugurado, o nha comunitária e área admientão Palacete Antonio Cal- nistrativa do prédio. Muitas cadeira tinha uso exclusiva- racterísticas internas serão mente residencial em seus mantidas, como as paredes de 22 apartamentos, que ocu- mármore do hall dos elevadopavam do primeiro ao quinto res, o piso original da década de andar. Mais tarde, por volta 1920 e os jardins internos ", diz de 1930, o edifício foi adquiri- Vasconcelos Neto. do pelo Conde Rodolpho A destinação do edifício paCrespi e renomeado para Pa- ra artistas aposentados foi lacete Santa Cruz, com 3,6 possível, entre outras medim i l m e t r o s q u a d r a d o s d e das, pelo fato de o sindicato e a área construída. associação que representam Duas décadas depois, a edi- a categoria pertencerem ao ficação foi reformada para in- cadastro da Cohab para o Protegrar a malha hoteleira no en- grama Renova Centro. Além Fotos: Paulo Pampolin/Hype t o r n o d o s c i n edisso, artistas comas e teatros do nhecidos e em atiCentro. Mudou de vidade fizeram nome novamencampanha a favor te, passou a Palada categoria. cete Cinelândia e, "Eles precisavam posteriormente, a de um espaço coHotel Cineasta, mo este. Muitos, que manteve as inclusive pela portas abertas própria idade, enaté 2001. No ano frentam dificulJosé Alarico Rebouças, passado, o prédio dades de locomoda Distrital Centro. foi comprado pela ção. Por isso, as Cohab por R$ 4,2 obras irão priorimilhões, com financiamento zar a questão da acessibilidada Caixa Econômica Federal de, com a construção de ram(CEF) e passou a integrar o pas que facilitam a locomoPrograma Renova Centro. ção", explica o vice-presidenProjeto - De acordo com o te da Cohab. projeto, a fachada do edifício, Apoio - Na opinião do supetombada pelo patrimônio his- rintendente da Distrital Centro tórico, será restaurada com o da Associação Comercial de objetivo de preservar e resga- São Paulo (ACSP), José Alarico tar suas características origi- Rebouças, destinar um imóvel nais, perdidas em antigas re- para a classe dos artistas apoformas. Os 50 apartamentos sentados é uma iniciativa muiprojetados para os artistas to interessante, até mesmo aposentados estarão distribuí- pela localização do edifício. "Lá dos entre o 2º e o 6º andares, eles encontrarão uma grande dez por pavimento. concentração comercial e de Segundo o vice-presidente serviços, com proximidade e da Cohab, o hall de entrada re- fácil acesso’’, diz. Para o diriceberá intervenções artísticas gente, ocupar os prédios ocioe arquitetônicas, propostas pa- sos do Centro é uma ação válira retratar o ambiente da época da, mas é preciso observar o da construção do palacete e o perfil do novo morador. ‘’Nada interior de teatros e cinemas mais justo do que homenagear das décadas de 30, 40 e 50. esses artistas que contribuíO espaço terá painéis de ma- ram para a nossa cultura em deira, fotos de época, ilumina- um passado não muito distanção especial e até um tapete te", conclui o dirigente.
Reforma para 53 prédios
O
Programa Renova Centro foi criado pela Prefeitura paulistana em 2010 e pretende transformar 53 prédios ociosos da região central em moradia para cerca de 2,5 mil famílias, colaborando para a revitalização do Centro. A maioria dos apartamentos será destinada à locação social – famílias com renda de até três salários mínimos. Em 2010, inclusive, o projeto foi selecionado para participar da Conferência Internacional Informalidades: Revisão das Cidades da América Latina, organizada pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Na
G Ir
Agendas da Associação e das distritais
Hoje I Santo Amaro – Das 9h às
17h, Semana do Empreendedor Individual 2012, em parceria com o Sebrae, Escritório Regional Sul. Praça Capitão Tiago Luz, s/n – largo Treze de Maio. I Plenária – O presidente da ACSP, Rogério Amato, preside a Sessão Plenária Solene em comemoração ao 80º aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932. Às 17h, na Assembléia Legislativa, plenário Juscelino Kubitschek, avenida Pedro Álvares
ocasião, foram apresentados projetos de diversos países da América Latina. De acordo com o vicepresidente da Cohab, Francisco Vasconcelos Neto, o programa contemplará, nesta primeira etapa, sete edifícios. Além do Cineasta, previsto para ser entregue no final do ano, do Mário de Andrade e do Santo André, outros dois prédios da Universidade de São Paulo (USP) receberão obras para serem transformados em moradia estudantil. Também está em licitação o restauro de um prédio na rua das Palmeiras e do Hotel Cambridge, na avenida Nove de Julho. (AA)
Cabral, 201, sala 1065, 1º andar.
Amanhã I Penha – Às 19h, 1ª
reunião para organização da 11ª. exposição de carros antigos. Avenida Gabriela Mistral, 199.
Quinta I Exportar - O Conselheiro
da ACSP José Candido Senna coordena o seminário Adequação de produtos para mercados externos, com palestra da diretora do Núcleo Tecnológico de MPE, do IPT, Mari Tomita Katayama. Às 9h, rua Boa Vista, 51/9º andar, plenária.
Sexta I Penha – Das 9h30 às
10h30, das 14h30 às 15h30, curso de coral infanto juvenil. Das 15h30 Às 16h30, curso de coral adulto. Avenida Gabriela Mistral, 199.
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FRADES FRANCISCANOS A tradição de moldar figuras começou no século 17, com encomendas feitas pelos frades franciscanos às mulhres.
regionais
Fotos: Divulgação
A cidade das belas figuras As figureiras de Taubaté, no Vale do Paraíba, atraem cada vez mais turistas, daqui e do exterior. A arte mostra bem o resultado da mistura de culturas do Estado. André de Almeida
O
Estado de São Paulo tem uma rica variedade artesanal que reflete a miscigenação das culturas indígena, africana e dos colonizadores, enriquecida pela contribuição dos imigrantes que vieram viver em terras paulistas. Em algumas regiões do Estado se destacam centros de produção de artesanato, entre elas está a do Vale do Paraíba, que tem uma significativa produção de arte popular, principalmente as figuras de barro, modeladas e pintadas. O destaque na produção é a cidade de Taubaté. As 'figureiras' de Taubaté – assim são conhecidos os artesãos, já que a maioria deles é composta por mulheres – esculpem em barro obras que espelham o cotidiano da vida no interior, com seus usos, tipos, costumes e temas religiosos. Entre as peças destaca-se o pavão, também chamado galinho do céu, que é o símbolo do folclore paulista. No município, o principal ponto de concentração, produção e venda destes artigos é a Casa do Figureiro Maria Conceição Frutuoso Barbo-
Figureira de Taubaté trabalha em imagem de São Francisco
sa, que cada vez mais se torna destino turístico obrigatório para quem visita Taubaté. Outro ponto de concentração de artesãos fica na rua Imaculada Conceição. Histórico - O trabalho de modelar pequenas figuras começou em Taubaté por causa de uma tradição dos frades franciscanos do Convento de Santa Clara. No século 17 eles encomendavam às mulheres, por ocasião das festas natalinas, a confecção de presépios com cenas alusivas ao nascimento do Menino Jesus: as-
Gostaríamos muito de ter um site para mostrar nosso trabalho e com uma loja virtual. EDEN INDIANI, PRESIDENTE DA
CASA DO FIGUREIRO sim, eram esculpidos o estábulo de Belém e seus animais, a manjedoura, São José, Nossa Senhora, os Reis Magos e a estrela de Belém. Com o tempo, novos personagens foram sendo incorporados, a maioria com tamanho entre três e 25 centímetros, retratando o cotidiano, as profissões, as festas religiosas, os animais e o imaginário popular. Assim surgiram o pavão, a chuva de pavões, o São Francisco junto com os pássaros, Nossa Senhora das Flores e Nossa Senhora de Aparecida. De acordo com o presidente da Casa do Figureiro, Eden Indiani, os 38 artesãos que hoje trabalham no local produzem em torno de duas mil peças por mês. Deste total,
90% são os famosos pavões e galinhas de Angola. "Praticamente todos os itens são vendidos em nossa sede, mas ainda não temos patrocínio de empresas públicas ou privadas. Gostaríamos muito de ter um site para mostrar nosso trabalho e com uma loja virtual", afirmou Indiani. Segundo ele, a Prefeitura de Taubaté, que construiu a casa em 1993, paga as contas de água e luz, além de ter instalado placas indicativas do estabelecimento na cidade, Processo - Na fabricação das peças, as figureiras modelam o barro delicadamente com os dedos. Para dar acabamento, usam ferramentas improvisadas, como estiletes, facas, palitos e hastes de bambu. A maioria das esculturas é de
pequeno porte e não precisa ir ao forno para queimar. As peças ficam secando no tempo, por cerca de 24 horas. Em seguida, inicia-se a decoração, com a pintura. "Além do pavão e dos presépios religiosos, vendemos bastante as figuras da joaninha, das fofoqueiras, da congada, do Jeca Tatu e dos personagens do Sítio do Pica Pau Amarelo. Muitos dos nossos clientes são estrangeiros", disse Indiani. A figureira mais antiga do estabelecimento, Ismênia dos Santos, de 61 anos, começou a modelar suas peças aos 17 anos, um ofício que aprendeu com os pais. "Antes vendíamos nossos artigos em mercados e feiras livres. Com a construção da Casa do Figureiro, ficou mais fácil, já que parte da
produção e praticamente toda a venda ficaram concentradas num só local", afirmou. As peças favoritas de dona Ismênia, como costuma ser chamada pelos outros figureiros, são o casal e a chuva de pavões. "As figuras, dependendo da dificuldade, podem custar até R$ 100. Muitas empresas, inclusive, costumam presentear seus funcionários e colaboradores com as nossas obras". Consolidação -Na opinião da presidente da Associação Comercial e Industrial de Taubaté (Acit), Sandra Teixeira, a Casa do Figureiro está ganhando cada vez mais importância e consolidandose como um dos principais pontos turísticos de Taubaté. "Muitos turistas vêm para a
Os motivos religiosos deram início à tradição das figuras esculpidas em argila. Dezenas de outras figuras, como pavões, bois e galinhas, foram incorporadas depois.
Mulheres são a maioria cidade somente para conhecer o local", disse. O comércio como um todo acaba se beneficiando e não apenas os artesãos. "Todos ganham, o segmento de hotéis, bares, restaurantes e o varejo em geral", afirmou. "As peças são frequentemente expostas no exterior, fato que colabora para divulgar o município em outros países", completou. A mesma opinião de Sandra tem o sociólogo e ouvidor da Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco), Renan Carlos de Novais. Para ele, a Casa do Figureiro foi uma conquista não apenas para os artesãos, mas também para a cidade de Taubaté. "O espaço é um destino turístico e tem um grande potencial de crescimento, com estandes vendendo comidas típicas, entre outros produtos da região", concluiu Renan.
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13 ENERGIA INFINITA Artista das traquitanas é pesquisador incansável na busca pela junção ideal entre processos e materiais para encantar contratantes e público
Fotos: Patrícia Cruz/LUZ. Abaixo, na Bienal, acervo do artista.
O profissional fez um boneco em pequena dimensão para entender seus movimentos, agora trabalha na finalização da peça que terá mais de 4,5 m.
O HOMEM QUE ANIMA A ARTE O cenotécnico Maurizio Zelada transforma sonhos estéticos em realidade para exposições, peças e mostras. Kleber Gutierrez
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m meio a uma parafernália de ferramentas e materiais diversos, o cotidiano do cenotécnico Maurizio Zelada se desenrola com naturalidade. É ali, na confusão aparente de seu galpão na Mooca, que o profissional dá forma ao caos das ideias e conceitos em máquinas e objetos cênicos que instigam o público. Quem foi à última Bienal de Arte de São Paulo (e viu a instalação Abajur, do artista Cildo Meireles), ao musical Cabaret de Cláudia Raia (ainda em cartaz: o espelho que se movimenta sobre plateia e palco) ou ao espetáculo teatral da cantora Zélia Duncan experimentou como os sentidos reagem às suas criações. Agora, prepara um boneco gigante (mais de 4,5 metros) em madeira para uma mostra de um dos grandes centros de arte, cultura, esportes e lazer da cidade, que não diz qual para não quebrar a surpresa.
Desenho e pequena maquete para estudo e aprovação do projeto. Na segunda quinzena de julho, ele estará em exposição em um grande centro de cultura e lazer.
"Minha grande conquista profissional foi conseguir entender o que as pessoas querem", define com simplicidade o enorme desafio que é entender os anseios estéticos dos diretores, arquitetos e artistas com os quais divide suas obras. "Como resolver as coisas eu sempre me dei bem, sempre me entusiasmou muito. Se algo não dobra, não cola, não me incomodo, me instiga a resolver. Na verdade, gosto mais do processo que do produto. Agora, entender as pessoas, gerenciar suas vontades e dentro do orçamento que têm é muito complicado." O Moto-contínuo – "Desde criança, sempre gostei de desenhar, montar e desmontar coisas. Sempre fui inquieto. Essa arte começou junto comigo", afirma. Para Zelada, esse tipo de personalidade o atraiu para questões fundamentais que sempre impulsionaram os grandes pensadores, como Leonardo Da Vinci e os alquimistas, em busca de fontes infinitas de energia. "Eu tinha nove anos, e me lembro que fiquei alucinado com essa questão. O mo to- con tínuo move a c ur io si da de , c o n t i n u amente. Tem essa coisa romântica de querer o impossível. Lembro que desenhei um monte de protótipos." Zelada assegura que "sempre gostei de física e dessas áreas d o a p r e n d izado, e fui muito comparado ao personagem Professor Pardal. Mas quando se estuda termodinâmica percebese que, lamentavelmente, é uma conquista impossível".
O Abajur, construído por Zelada para Cildo Meireles na Bienal de SP.
Gosto mais do processo que do produto MAURIZIO ZELADA
Uma máquina de escrever, com caneta.
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ma máquina que escreve em latim foi outra criação curiosa de Zelada. Ao girar uma manivela, a caneta se move e cria a palavra Nihil: e a expressão do nada se materializa. "Estava sem fazer nada e, de repente, comecei a conceber a máquina de escrever. Tinha que escolher uma palavra, fiz uma extensa pesquisa e nada me convenceu, então ela escreve nada." Questionado se o equipamento representa seu próprio posicionamento filosófico, ele dispara: "Ateu eu sou com certeza, mas não nihilista." Zelada diz que "acredito na paixão, no amor, na vontade de fazer as coisas, e deus não
tem nada a ver com isso, nem precisa". O funcionamento é explicado, mais ou menos assim: "Os discos de acrílico acionam o movimento da caneta. São três, um faz com que suba e desça, outro a movimenta para direita e esquerda e um sequente faz com que ela se afaste ou se aproxime do papel. A conjugação dos três forma a palavra. Para fazer a letra N, por exemplo, há um disco que 'manda' a caneta subir, depois descer, enquanto um segundo encaminha o movimento para a direita. No final, o de subir entra em ação e a 'mágica' da escrita mecânica se materializa.
Traquitana escreve em latim sua única palavra: nada mais a dizer.
Ele lamenta que "nunca construí nada que tenha chegado perto disso. Até da Vinci disse que quem procura por isso, deve esquecer", (risos). Sabe-se que qualquer processo tem perdas. Não se tira energia do nada, apenas t ra n s fo r ma . "Mas se você pegar uma criança e não falar isso, ela vai cair nessa falácia maravilhosa, até se dar conta de que não é possível. Mas aí já pensou em um monte de coisas." Ele aproveita para criticar a maneira como a curiosidade é instigada atualmente pelo sistema educacional. "A matemática é maravilhosa, raiz de dois, número imaginário, teorema de Fermat (Pierre de Fermat viveu entre 1601-1665, jurista, foi um matemático conhecido pelo trabalho na teoria dos números. Seu famoso 'Último Teorema' levou mais de 350 anos para ser equacionado). Não sei o que as escolas fazem para transformar isso em uma coisa chata." Segundo Zelada, destruir a magia da curiosidade "é a maior conquista da estupidez humana. E acontece todos os dias". Por isso, afirma, atormento meus quatro filhos (uma de 22 e trigêmeos de 17) desde que nasceram. Nunca dei uma resposta simples, para que aprendessem a pensar. O mau jeitinho – Ele discorda da propalada sagacidade local. "Não acho o brasileiro criativo. O Brasil praticamente não registra patentes, as coisas que vemos por aqui não são eminentemente brasileiras. O dia a dia das pessoas não contempla esse ato de fa-
Boquiaberto: os estudos feitos pelo profissional para compreender o movimento resultam em peças inusitadas. Acima, cilindros acrílicos movem as dentaduras. zer, ninguém constrói uma prateleira, pinta a própria casa. Geralmente, chama alguém e paga. Criar não é um traço da nossa cultura." Para Zelada, "quem trabalha nas grandes empresas, geralmente, não desenvolve nenhuma tecnologia, atua apenas como vendedor. Não conheço uma pessoa que esteja em área de pesquisa e desenvolvimento". Ele acredita que "os grandes criativos da nossa era são os norte-americanos. Só a IBM registra mais patentes do que todo o Brasil e América Latina juntos. Os brasileiros criativos não estão aqui. No Brasil não se prega a criatividade, nem se paga por ela". Para compor seus projetos, ele defende que a internet é grande fonte de inspiração e lamenta que "fantásticos recursos não tenham surgido mais cedo" em sua vida. E indica, para quem quiser se aventurar, o software gratuito, sketch shop e as dicas da Make Magazine, no Youtube.
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Design canino
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A Dog Lamp, do designer britânico Matt Pugh, é feita em madeira maciça com cúpula de abajur na cor creme ou vermelha. A peça está à venda na loja HowKaPow pela bagatela de 120 libras.
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www.howkapow.com/dog-lamp/
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Aquecimento global Um solitário urso polar se vê ilhado na base deste balde de gelo e recebe um banho da água gelada que se forma nas paredes transparentes à medida que o gelo vai derretendo. Consciência ecológica até na hora daquela reunião de amigos. http://bit.ly/NM1IMn
Bandeiras de sabores Para divulgar o Festival Internacional de Gastronomia de Sydney, que acontece na Austrália em outubro, a agência de publicidade WHYBIN\TBWA recriou as bandeiras dos países participantes com alimentos. Aqui você vê Brasil, Grécia, Itália, França e China. No site, outras 13 criações. http://cravesydney.com
A água acumulada no recipiente fará o urso boiar
E SPAÇO P AISAGEM V IRADA ESPORTIVA
Rio, patrimônio mundial.
Levi Bianco/AE
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Rio de Janeiro é a primeira cidade do mundo a receber o título de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A candidatura da cidade, apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi aprovada
ontem durante a 36ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em São Petersburgo, na Rússia. Até agora, os lugares reconhecidos mundialmente como paisagem cultural relacionavam-se a áreas rurais, sistemas agrícolas tradicionais, jardins históricos e locais de cunho simbólico, religioso e afetivo. A partir de agora, o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Flores-
ta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara, serão alvo de ações integradas visando à sua preservação como paisagem cultural. Os bens cariocas reconhecidos pela Unesco incluem ainda o forte e o morro do Leme, o forte de Copacabana, o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo. (Agências)
Nave russa retorna com sucesso Uma cápsula russa Soyuz aterrissou às 5h14 de ontem no deserto do Cazaquistão com os três astronautas que ajudaram a acoplar a primeira nave privada engajada numa missão de seis meses à Estação Espacial internacional – o cosmonauta russo Oleg Kononenko; o astronauta da Nasa Don Pettit; e o astronauta da Agência Espacial Europeia Andre Kuipers. A equipe ficou 183 dias em órbita. (Agências)
Luiz Guarnieri/AE
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Dissecando Legos
São Paulo sua a camisa
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participando da Virada, a Câmara foi cenário da corrida vertical ( pelas escadarias do prédio). Para o público da terceira idade, houve dança de salão, alongamento, massagem e oficina de bijuteria e ginástica facial sob o Viaduto do Chá. A criançada pode participar da Viradinha Esportiva, nos parques do Ibirapuera e do Trote, na Vila Guilherme, zona norte.
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A Virada Esportiva ofereceu, até as 18h de ontem, opções de atividades tanto para adeptos de esportes radicais quanto para aqueles que não queriam suar muito a camisa. Uma das atraçãoes foi a tirolesa sobre o Vale do Anhangabaú, no Centrol, onde também teve rapel, arvorismo, escalada e tobogã (acima, rapel no Viaduto Sumaré). Pela primeira vez
O artista Jason Freeny é conhecido por dissecar personagens como Hello Kitty, Mickey Mouse, Mario, Nemo e vários outros. Seu mais recente ataque foi contra as peças de Lego. Ele mostra como seria a anatomia dos bonecos caso eles tivessem órgãos humanos.
DESAFIO BOMBEIROS - É este o nome da competição realizada ontem no Parque da Independência entre integrantes do Corpo de Bombeiros, com simulações de seus trabalhos diários. Alías, hoje é o Dia do Bombeiro.
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Tecla SAP de bolso Mostra de fotografias 'Mulheres da Terra' traz imagens da vida e dos saberes das parteiras tradicionais. EACH - USP Leste. Av. Arlindo Béttio, 1000. Das 8h às 21h. Tel.: 3091-8813.
Se você precisa ler muitos textos em outros idiomas, este é um acessório indispensável. O Point and Click Dictionary é um scanner que, apontado para a palavra que você desconhece, fornece a tradução e um áudio ensinando a pronunciá-la. O gadget traduz textos em francês, italiano, espanhol e alemão para o inglês. Custa US$ 279. http://bit.ly/OxNseV
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E NERGIA
Japão aciona reator nuclear O Japão colocou pela primeira vez em operação um reator nuclear desde o desastre nuclear de Fukushima, no ano passado. A Kansai Electric Power iniciou a remoção das varas de controle utilizadas para evitar a fissão nuclear do reator principal número 3 em sua usina em Ohi, no leste do Japão. A energia começará a ser fornecida até a quarta-feira. Após o acidente, os 50 reatores comerciais foram sendo gradualmente desligados – o último, há dois meses.
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O seu consultor financeiro
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Dólar e euro disparam no semestre
Apesar da alta valorização das moedas no período, não há garantia de serem bons investimentos para os próximos meses.
Newton Santos/Hype
KARINA LIGNELLI
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o último dia útil de junho e do semestre, o anúncio da União Europeia (UE) sobre a ajuda de capitalização aos bancos problemáticos, assim como a redução dos custos de empréstimos para Espanha e Itália, colaborou para a melhora do humor do mercado e fez o Ibovespa registrar alta de 3,23% na sexta-feira. Mas a indefinição do cenário europeu no mês passado, que manteve a tendência de queda das bolsas mundiais em maio, fez a BM&FBovespa acumular perdas – inferiores ao esperado – no mês e no semestre, com baixas de 0,25% e 4,23%, respectivamente. Segundo o administrador de investimentos Fabio Colombo, a bolsa brasileira seguiu a tendência externa em junho, puxada, em grande parte, pelo péssimo desempenho das ações da Petrobras. "O reajuste dos combustíveis ficou aquém das expectativas do mercado", diz. Assim como as revisões para baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 2% a 2,5%. "Em razão da queda do Ibovespa, continua a recomendação de compra gradativa e parcial da carteira de ações", frisa. O mercado acionário mundial vinha buscando recuperação desde a metade do mês passado, mas segundo Colombo, o movimento se reverteu. "Apesar do desfecho eleitoral favorável das eleições na Grécia, a piora da situação dos bancos espanhóis voltou a elevar o custo da rolagem das dívidas da Espanha e Itália." Para evitar sustos, Colombo recomenda ao investidor acompanhar algumas variáveis. Entre elas, possíveis novas medidas para conter a crise europeia e a evolução do custo de rolagem das dívidas da Espanha e da Itália, que se tornarão indicadores para o mercado. "O investidor ficou otimista, mas vamos ver como ficará neste mês", diz. Outros fatores que merecem acompanhamento, segundo ele, são dados reais sobre o crescimento das economias da China, Estados Unidos e Europa, assim como manter no radar o nível de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), da indústria e da inflação.
O investidor ficou otimista (com a Europa). Vamos ver como ficará neste mês. FABIO COLOMBO, ADMINISTRADOR DE INVESTIMENTOS
De modo geral, o cenário para a BM&FBovespa ainda continuará complicado, já que a questão não é apenas um problema econômico da Europa, mas político, e que não deve ser equacionado no curto prazo. "Só com o aumento de liquidez e salvamento de bancos", acredita o sócio e diretor de gestão da Quantitas Gestora de Recursos, Rogério Braga. Na avaliação dele, as medidas dos líderes europeus são positivas, mas apenas no curto prazo. "São notícias boas, que criam um ambiente melhor para o mercado. Mas para os próximos seis meses, vejo o cenário com bastante cuida-
do. Por isso recomendo cautela – principalmente em investimentos de risco", alerta. Já no cenário interno, Braga lembra que a economia brasileira tem sido baseada em expansão do volume de crédito e incorporação de pessoas ao mercado de trabalho. "É um modelo que dá sinais de esgotamento, porque a economia não tem conseguido responder. Ou seja, tudo isso (mais a E u ro p a ) traz incerteza ao investidor no Brasil", diz.
Câmbio vai, mas volta Se por um lado a bolsa manteve a tendência de queda em
junho, ouro e fundos cambiais registraram bom desempenho. Enquanto ouro se manteve no topo do ranking, com variação positiva de 2,33% no mês e 8,79% no semestre, puxado pela desvalorização do real, o dólar, que seguiu em alta no mês pelo mesmo motivo, surpreendeu no último dia de junho ao despencar mais de 3% – o suficiente para anular a alta acumulada no mês. A queda foi puxada pela euforia dos mercados com notícias da Europa, assim como a forte atuação do Banco Central (BC) em relação ao pagamento das exportações. Com isso, a moeda norte-americana fechou o mês com queda de
0,35%, e o semestre com variação positiva de 7,54%. Por se comportar, de maneira geral, melhor que o euro frente à crise da Europa, a expectativa é que o dólar tenda a se valorizar mais nos próximos seis meses. "(Os fundos cambiais) continuam como opção de diversificação de portfólio, como forma segura para investidores com perfil conservador e moderado e visão de longo prazo, caso o cenário continue incerto", destaca Colombo. Esses ativos renderam bem, segundo Braga, da Quantitas, principalmente em relação ao real, porque a economia americana aparente-
8,7% foi a variação do ouro no primeiro semestre, que assim como o dólar teve a alta puxada pela queda do valor do real no período.
mente tem respondido melhor do que as outras às movimentações do mercado. "O euro até perdeu um pouco ante o dólar, porque os investidores buscaram ativos menos arriscados", explica. Para os próximos seis meses, o investidor que optar por fundos cambiais deve preferir um que seja atrelado ao dólar em vez do euro – mesmo que a moeda tenha apresentado variação positiva. "O ponto que é preciso analisar no Brasil é se vale investir em fundos cambiais, pois o grande movimento de desvalorização do real já aconteceu. O dólar mudou de patamar e parece que deixou o governo mais confortável. Então, não há porque esperar outras medidas para desvalorizar (o real) ainda mais". O especialista da Quantitas destaca que, se o grande movimento de investimentos em fundos cambiais passou, "tudo pode acontecer". "Até espera-se um leve recuo do dólar, que feche 2012 abaixo de R$ 2, para que se possa trabalhar mais perto de R$ 1,90. Quem aplicou, acertou, isso é inegável. Mas não faz sentido agora, por isso não recomendaria. No patamar atual, fundos cambiais vão continuar com mesmo desempenho."
CAUTELA NO CURTO PRAZO Pelo levantamento do administrador de investimentos Fabio Colombo, os demais ativos tiveram desempenho diversificado em junho. Entre os que apresentaram o rendimento real bruto prejudicado, estão os fundos DI. Com a redução da taxa básica de juros (Selic), os ativos tiveram variação em torno de 3% a 4% ao ano. No mês, o retorno ficou similar aos fundos de renda fixa. Em julho, segundo ele, o rendimento bruto será na
faixa de 0,45% a 0,75%, dependendo da taxa de administração do fundo e da "marcação a mercado". Já os fundos de renda fixa, apresentaram resultados oscilantes, em razão da volatilidade dos juros futuros ao longo de junho. "São opções de diversificação para investidores moderados e agressivos", explicou. Por outro lado, os títulos indexados à variação do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) tiveram
"excelente retorno", de acordo com ele, devido ao IGP-M de 0,66% em junho. "São opções para diversificação de portfólio, pois estão rendendo na faixa de 4% a 4,5% ao ano, mais a variação." Os títulos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também são opções para diversificação, pois os juros renderam entre 4% e 4,5% ao ano, mais variação. "Com o IPCA de junho projetado em 0,12%, os títulos
atrelados ao índice apresentaram resultados abaixo aos dos indexados ao IGP-M", informou. Já a poupança, pela nova regra, para caderneta com aniversário em 1° de julho, teve rendimento líquido de 0,48%. "Com a atual Selic, ficou interessante para investidores sem acesso a fundos DI ou renda fixa, com taxas de administração inferiores a 1% a 1,5% ao ano (movimentação em até seis meses com IR de 22,5%), ou 1,5% a 2% ao ano (para
movimentação acima de dois anos e IR de 15%)". Em geral, a bolsa recuou 0,25% no mês, em linha com o que ocorreu no resto do mundo, explica Colombo. Segundo ele, a projeção para os próximos 12 meses, é que o Ibovespa (que tem 95% do nível de confiança, operou com volatilidade no último ano e tem inflação para 2012 já projetada) encerre o ano aos 69 mil pontos, em média, o que representaria alta de 31%. O grande problema dos
mercados de risco, segundo o sócio-diretor da Título Corretora de Valores, Márcio Cardoso, é a incerteza em relação ao que acontecerá no exterior. Ele alerta que o ideal é cautela para quem precisa de capital de curto prazo. Já os que esperam resultados no longo e médio prazos devem aproveitar o momento. "Os riscos que existem hoje são maiores do que no ano passado, e o investidor tem que avaliar o capital que se dispõe a colocar em risco", diz. (KL)
16 -.ECONOMIA
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AGENDA 03
Terça-feira
Os índices de inflação IPCA e IPC serão divulgados pelo IBGE
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Quarta-feira
FGV publica a Sondagem da Indústria referente ao mês de junho
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Quinta-feira
Fundação Getulio Vargas (FGV) apresenta o IGP-DI do mês de junho
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reunião de cúpula da União Europeia (UE) trouxe o tão esperado alívio e ajudou a Bovespa a encerrar o último dia útil do semestre em alta e de volta aos 54 mil pontos, patamar que não atingia desde o último dia 11. A animação, porém, não foi suficiente para impedir a bolsa de amargar queda de 1,96% na semana, no mês (-0,25%), no segundo trimestre (-15,74%) e, no ano recuo de 4,23%. O Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta de 3,23%, aos 54.354 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 6,4 bilhões. "O semestre terminou otimis-
Após aperto, BOLSA fecha EM ALTA. ta, mas isto não é garantia de que o próximo semestre irá começar no mesmo ritmo", disse um operador. A trégua externa ajudou algumas ações a reduzirem as quedas acumuladas. É o caso, por exemplo, de Petrobras e Vale. A ação ON da petroleira subiu 3,28% e a PN ganhou 3,11%. Já o papel ON da mineradora ganhou 2,32% e o PNA,
2,17%. OGX, que nos últimos dias apanhou fortemente, na sexta-feira também figurou entre os destaques do Ibovespa, com ganho de 8,91%. C â m bi o - O semestre chegou ao fim com uma surpresa positiva da UE. Os líderes da região anunciaram medidas pelas quais o mercado esperava ansioso. O euro saltou de US$ 1,24 para quase US$ 1,27
e a cotação do dólar ante o real despencou. Internamente, a queda do dólar teve dois fatores de peso. A realização de mais um leilão de swap cambial – que equivale à venda de dólares no mercado futuro – e a remoção da regra que impedia que os exportadores fizessem operações de pré-pagamento com instituições financei-
ras e outras empresas que não fossem os importadores de seus produtos. O resultado foi um recuo de 3,5% no dólar à vista de balcão, perda de 0,35% em junho. Ainda assim, o dólar fechou o semestre com alta de 7,54%, passando de R$ 1,869 em 29 de dezembro, para R$ 2,01 na sexta-feira. Em 12 meses, o dólar à vista tem valorização de 28,11%. A taxa oficial do banco central (Ptax), usada nos contratos formais e nos balanços, encerrou o semestre em R$ 2,0213, com perda de 3,31% no dia e queda de 0,05% em junho. (Agências)
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17 É preciso mexer na tributação da energia elétrica. Oscar Marcondes Pimentel, consultor em energia
conomia Agliberto Lima/AE
Os custos das linhas de transmissão e distribuição de energia no País respondem por 24% do valor final da conta de luz.
Brasil é o terceiro país que mais tributa a energia elétrica O resultado é o aumento em cascata dos custos industriais e a consequente perda de competitividade de nossa produção local Sílvia Pimentel
O
Brasil ganhou notoriedade por ser um dos países geradores de energia mais limpa do mundo. Mas também é um dos que mais tributa a energia elétrica. A tarifa residencial brasileira é a terceira no mundo mais carregada de impostos, com 37%, atrás da Alemanha, com 40,6%, e da D in a ma r ca , com 55,7%. O por cento da cálculo é da conta de energia Associação Brasileira de elétrica residencial Di str ibui dono Brasil vai para o res de Energia Elétrica pagamento de (Abradee) e impostos para leva em cono governo. ta apenas a cobrança de tributos e encargos cobrados na distribuição. Considerando as fases de
geração, transmissão e distribuição de energia, os encargos e tributos representam 45% da tarifa, tanto residencial como industrial. A pressão sobre o governo para reduzir o custo da energia pela via tributária é antiga. Mas agora ganha força em decorrência do fraco desempe-
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nho da indústria, que vem perdendo competitividade e participação no Produto Interno Bruto (PIB). Encargos do setor – Hoje, o setor industrial responde por 40% de toda energia consumida no Brasil. Embora o setor tenha direito a gerar créditos dos impostos recolhidos, os
vários encargos cobrados pesam na conta, principalmente porque vem sendo reajustados muito acima da inflação, aumentando significativamente os custos das empresas, dos produtos e serviços oferecidos por elas. "O governo tem segurado o aumento da tarifa dos impostos e encargos. É preciso mexer na tributação", defende Oscar Marcondes Pimentel, consultor em energia e integrante do conselho de Consumidores da Bandeirantes na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Tributos – Nas últimas semanas, o governo sinalizou que estuda uma desoneração para o setor. Na prática, porém, só poderá alterar a cobrança do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que são tributos de competência da União. O grande vilão dessa conta, principalmente para os consumidores residenciais, é o Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS) e qualquer alteração esbarra na resistência dos Estados. Segundo o presidente da Abradee, Nelson Fonseca Leite, uma luz no fim do túnel seria alterar a cobrança do PIS e da Cofins para o sistema não cumulativo. Com isso, a conta poderia ser reduzida em 6%. O
ideal, entretanto, seria mexer na cobrança das dezenas de encargos setoriais, que no passado representavam 3% da tarifa de energia elétrica para a indústria, e passaram a responder por 12%. Entre 2010 e 2011, eles foram reajustados em quase 16%, um crescimento bem
Sped na folha de pagamento As informações da folha de pagamento serão compartilhadas com a Receita e o Ministério do Trabalho
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ambicioso projeto da Receita Federal implantado há cinco anos e conhecido como Sped (Sistema Público de Escrituração Digital) será ampliado no próximo ano, quando as empresas serão obrigadas a enviar a folha de pagamento digital padronizada, no lugar da impressa, em um ambiente que será compartilhado com órgãos do governo, como a Receita Federal e o Ministério do Trabalho. A novidade, que vem sendo chamada de Sped Social, EFD da Folha de Pagamentos ou EFD Social, vai mudar a rotina dos departamentos de Recursos Humanos (RH) e Pessoal das empresas e, no longo prazo, deverá levar à extinção grande parte das obrigações acessórias relativas à área trabalhista. E será, ainda, uma ferramenta importante de controle da arrecadação das contribuições previdenciárias. O novo modelo está sendo testado há mais de um ano por cerca de 40 empresas, praticamente as mesmas que participaram do primeiro projeto piloto envolvendo o Sped. De acordo com o profes-
sor Roberto Dias Duarte, autor do livro "Manual de Sobrevivência no Mundo Pós Sped", nesse caso, a novidade é a participação de empresas do setor de construção civil, grandes empregadoras de mão de obra. Simplificação – A ideia do fisco é começar a exigir a entrega da folha digital a partir de 2013 e, desta vez, o universo de empresas enquadradas na exigência será bem mais abrangente, incluindo as empresas enquadradas no Simples Nacional, os Microempreendedores Individuais (MEIs) e os empregadores domésticos. A gerente da área trabalhista da Thomson Reuters – Fiscosof, Alessandra Costa, ressalta que haverá um módulo especial para os pequenos empregadores. "Independentemente do porte da empresa e do sistema tributário adotado, as companhias devem ficar atentas às obrigações trabalhistas e previdenciárias e rever os processos de seus departamentos de RH e pessoal", alerta. Ela diz que, com o Sped Social, o fisco deverá deixar de exigir, de forma gradativa, diversas decla-
rações, como a GFIP/Sepif, Dirf, Caged, Rais, Manad, folha de pagamento e ficha de registros de empregados. Representatividade – Defensor do projeto do governo, o professor Roberto Duarte alerta, entrentanto, que os prazos de entrega das exigências têm ficado apertados. De acordo com ele, uma das principais reclamações dos empresários é que a representatividade das empresas que participam do teste não corresponde à realidade da maioria das companhias brasileiras. "Hoje, a maioria das empresas que adotam o lucro presumido são de pequeno porte e, portanto, não têm estrutura para se adequar aos prazos e exigências estabelecidas", afirma Duarte. Ele vislumbra problemas, por exemplo, com a primeira entrega da EFD Contribuições – que foi criada em junho de 2010 e com prazo de entrega previsto para julho deste ano, mês em que será exigida de cerca de 1,5 milhão de empresas. A multa para quem não cumprir o prazo é de R$ 5 mil por mês de atraso.
acima da inflação no período. Pelos cálculos do Instituto Acende Brasil, os tributos e os encargos subiram 255% nos últimos dez anos, bem superior ao crescimento do PIB no período, que foi 197%. Como se vê, esses "penduricalhos" na conta são um peso para a indústria, principalmente para a de baixa tensão, impedida de atuar no mercado livre. Um estudo feito pela consultoria PSR para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) traça um cenário sombrio para o futuro, ao prever um aumento de 30% na tarifa de energia até 2015. De novo, a expansão deverá ser puxada pelos encargos setoriais. De acordo com a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), com a redução dos encargos embutidos na conta de energia elétrica, o custo poderia cair 15% e beneficiar tanto a indústria como o consumidor residencial.
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e MPEs movimentam o setor de seguros Estamos abrindo cada vez mais opções de cobertura no segmento, que vem crescendo mais que o residencial. Federico Salazar, gerente de riscos diversos da Caixa Seguros
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Um número crescente de micro e pequenas empresas vem aquecendo o ramo das seguradoras, que já oferecem novos produtos, como proteção contra arrastão. Jakub Krechowicz/SXC
Karina Lignelli
A
modalidade de seguro empresarial movimentou, entre contratações e pagamentos de sinistros, R$ 1,6 bilhão em 2011, um avanço de 11% em relação ao ano anterior, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep). O que vem puxando em boa parte a alta desse segmento – próxima a 10% ao ano – é o número crescente de micros e pequenas empresas (MPEs): só em São Paulo, há 1,8 milhão delas, além dos 500 mil empreendedores individuais (EIs), segundo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP). Isso explica também o interesse e o investimento cada vez maior nesse nicho de seguros, hoje um dos grandes filões para as companhias do ramo. Em algumas delas, como Caixa Seguros e BB-Mapfre, por exemplo, esses produtos específicos para MPEs crescem de 20% a 25% ao ano. Estratégia – O superintendente de seguros tradicionais do Grupo BB-Mapfre, Danilo Silveira, explica que a estratégia da empresa é "muito concentrada" nos pequenos e médios empreendedores. "Devemos crescer 25% em 2012 em relação ao ano passado. É uma alta importante dessa modalidade, que representa 30% da nossa carteira de seguros massificados." A companhia
tem hoje 250 mil empresas desse porte na carteira de seguro empresarial. "Estamos abrindo cada vez mais opções de cobertura no segmento, que vem crescendo mais que o residencial, com atenção inclusive às pessoas físicas que vêm sendo incentivadas a se formalizar (EIs)", diz o gerente de riscos diversos da Caixa Seguros, Federico Salazar. No banco, a modalidade empresarial cresce em torno de 20% – e já ultrapassou essa marca nos primeiros cinco meses de 2012, com aumento de 30%. Do total dessa carteira, 87% são segurados em até R$ 350 mil, e 73% são do ramo do comércio. "Esse incremento mostra que as empresas têm investido mais em proteção, à medida que cresce a exposição aos riscos", completa o presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Eduardo Marcelino. Arrastão – Para atender a esse público-alvo, seguradoras têm apostado em coberturas sob medida, que vão além das básicas de riscos de incêndio, vendaval e roubo. Segundo Marcelino, da Fenseg, entre elas há específicas para consultórios e escritórios e até contra riscos de arrastão (direcionadas a restaurantes, bares e padarias, que têm também como opção cobertura de responsabilidade civil para dano a terceiros, como o causado por intoxicação alimentar). Independentemente do porte, existe até cobertu-
No ano passado, a modalidade de seguro empresarial movimentou R$ 1,6 bilhão em contratações e pagamento de sinistros. ra de lucros cessantes, que garante indenização para interrupção de atividades – e em consequência, dos lucros – por motivo de sinistro, destaca o executivo da entidade. E há opções acessíveis para todo tipo de empreendimento. "A ideia é proteger pequenos empreendedores que no começo não têm patrimônio muito elevado", afirma Salazar, da Caixa Seguros. Na empresa, o Seguro Tranquilo Fácil Empresarial oferece coberturas para importâncias seguradas de até R$ 100 mil, que custam R$ 300 por ano, em média. Na BB-Mapfre, há coberturas para as MPEs a partir de R$ 50 mil e elas custam, em
média, R$ 800 ao ano. Em ambos os casos, há possibilidade de parcelar o valor em até sete vezes. As coberturas principais – contra incêndio, vendaval, dano elétrico, roubo, despesas fixas (em caso de parada de atividade, para cobrir obrigações como folha de pagamento e conta de luz), e provisória de estoques, em geral, incluem pacote de assistência emergencial de encanadores, eletricistas e outros. Pesquisa – Apesar da importância de um seguro como esse, o empreendedor deve ficar atento a alguns detalhes para evitar problemas. Os primeiros são a pesquisa minuciosa
sobre as principais seguradoras que atuam na comercialização desse seguro e o levantamento de preços e opções de cobertura disponíveis de acordo com as necessidades de cada empresa, com a ajuda de um corretor habilitado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), explica Marcelino, da Fenseg. Salazar, da Caixa Seguros, lembra que os cuidados principais ao fazer o seguro empresarial referem-se sempre ao setor em que se atua. O comércio, por exemplo, seria mais exposto a roubos. Já a indústria poderia ter prejuízo por quebra de equipamentos de grande porte – que muitas
vezes valem mais que a empresa toda. "É preciso ter certeza de qual valor será reposto sem danos. Por isso, é importante verificar a atividade e, em cima disso, construir a cobertura que mais se adapta." Fazer um exercício interno de análise de risco do empreendimento e só então chamar o corretor é a recomendação de Danilo Silveira, da BB-Mapfre. Segundo ele, é tarefa do empreendedor avaliar qual seria esse risco de acordo com seu negócio, além de saber qual a importância segurada pelo valor do prédio ou dos equipamentos. "O que se deve pensar é em repor o bem perdido, não o valor do ponto", alerta.
Sebrae: vale a pena ter proteção. Até planos de negócios devem considerar a necessidade do seguro, diz consultor da entidade.
T
odo negócio está exposto ao risco. A avaliação, do consultor de finanças do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP), João Paulo Cavalcante Lima, funciona como uma espécie de alerta para empreendedores – principalmente micros, pequenos e médios. Segundo Lima, ainda existe muito preconceito por parte dos empresários para proteger os negócios, já que muitos enxergam o seguro empresarial como "mais uma despesa". "É preciso resguardar o patrimônio para evitar grandes prejuízos", destaca, citando o caso de uma confecção no interior de São Paulo, que ia de vento em popa apesar do pouco tempo de atividades mas, de repente, teve todo o esto-
Ilker/SXC
Um roubo pode levar uma pequena empresa a grandes dificuldades
que roubado. Fim da história: o empreendedor ficou "superendividado", e correndo risco de falência. "Quando não existe reserva para isso, ou ele fecha a porta ou vai fazer dívidas para tentar se recuperar." O Sebrae, de acordo com o especialista, recomenda que, antes mesmo da abertura da empresa, durante a elaboração do plano de negócios, os novos empreendedores projetem a necessidade do investimento inicial em proteção. Também é preciso considerar no fluxo de caixa parcelas referentes ao seguro, que hoje tem opções acessíveis – principalmente para quem está começando. "Não só negócios, mas pessoas estão expostas ao risco. Por isso é preciso avaliar até que ponto vale a pena 'não' ter'", diz. (KL)
sábado, 30 de junho e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de julho de 2012
e
DIÁRIO DO COMÉRCIO
19 Há o esgotamento do crescimento via consumo e endividamento das famílias. Rafael Bistafa, economista da Rosenberg & Associados
conomia
Brasileiro não suporta novas dívidas Analistas entendem que o consumidor brasileiro chegou no limite. Não pode mais consumir porque já comprometeu sua renda presente e futura.
O
crescimento de 8% da taxa de inadimplência, em maio, da carteira das pessoas físicas, e o novo recorde de 6,1% nos calotes de dívidas com veículos, reflete o esgotamento do modelo de crescimento do País ancorado no consumo pregado pelo governo, segundo analistas. "Há um comprometimento, no presente, da renda futura e isso cria uma limitação na mola dinâmica do crescimento econômico", disse Newton Camargo Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos. Na avaliação dele, as quedas seguidas da taxa básica de juros, a Selic, promovidas pelo governo, não ajudarão na redução da inadimplência. "Não adianta baixar juros, porque o consumidor não vai ter vontade nem possibilidade de consumir", afirmou Camargo Rosa. Opinião semelhante tem Rafael Bistafa, economis-
ta da Rosenberg & Associados. "Há o esgotamento do crescimento via consumo e endividamento das famílias e os bancos privados já sinalizam isso desde o começo do ano, pois estão bastante seletivos na concessão de novos créditos", explicou. Solução – Para os dois economistas, com o limite imposto pela inadimplência, o governo deve mudar o rumo de sua política e adotar os investimentos, principalmente públicos, como novo modelo de promoção do crescimento. "Agora, o caminho é buscar investimentos e produtividade", explicou Camargo Rosa, da SulAmérica Investimentos. "E o investimento tem de ser público, uma vez que o setor privado não tem um cenário positivo para fazê-los", completou Bistafa, da Rosenberg & Associados. Para Mariana Oliveira e Miyuki Kaminishikawahara,
da equipe de analistas de Tendências Consultoria Integrada, o "resultado da inadimplência de maio é bastante negativo, haja vista que a taxa de inadimplência afasta-se da média histórica (7,0%) e aproxima-se do pico de 8,5% registrado em maio de 2009", informaram em relatório. "De todo modo, ao menos por ora, nosso cenário é de que a inadimplência volte a recuar, sendo que esperamos um nível de 6,9% no final do ano." Mais otimista está o economista Marco Antonio Caruso, do Banco Pine. Ele atribui a alta da inadimplência do consumidor à corrida para o cheque especial e cartões de crédito, mas prevê uma queda dos índices de inadimplência atrelada à baixa da Selic. "No curto prazo a taxa preocupa, mas deverá ceder no segundo semestre, com o custo mais barato do dinheiro", avaliou Caruso. (AE)
Empregos continuam estáveis Fundação Seade analisa os motivos para o desemprego não ter aumentado, já que a economia anda fraca.
É
controverso o movimento de uma atividade econômica fraca que convive com taxas de desemprego em queda. A explicação para o fenômeno pode ser a indicação de uma mudança estrutural na dinâmica do mercado de trabalho no País, segundo o coordenador da Fundação Sistema Estadual de Análise de
Dados (Seade), Alexandre Loloian. "Não perdemos os ganhos verificados no mercado de trabalho nos últimos tempos, pois os empresários estão mais cautelosos na hora de demitir. Desconfio que isso acontece porque o mercado não está favorável em termos de estoque de desempregados", diz ele.
Conforme dados divulgados na semana passada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o nível de ocupação na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) continua se mantendo alto desde o início do ano, con-
trariando a tendência esperada para o período. Na passagem de maio para abril, o volume de pessoas ocupadas cresceu 0,1 ponto percentual, o que representa 12 mil pessoas a mais. Ao mesmo tempo, o volume de pessoas no mercado de trabalho não cresceu, como também seria esperado nesse intervalo. A População
Economicamente Ativa (PEA) caiu 0,2%, com 23 mil pessoas a menos na oferta de mão de obra. Para Loloian, isso mostra que, por alguma razão, as empresas estão mais reticentes na hora de fechar vagas de trabalho e as pessoas sem trabalho não estão saindo em busca de emprego. Para justificar a retenção dos trabalhadores, o coordenador lembra da dificuldade de contratações de gente especializada e dos custos envolvidos em treinamento. Por outro lado, com o aumento dos
rendimentos, que voltaram a subir 1,6% na RMSP em abril, as famílias podem estar tomando decisões conjuntas de poupar a força de trabalho dos jovens enquanto eles se dedicam aos estudos, por exemplo. "Mas é difícil identificar a verdadeira razão, é um movimento novo", reforça Loloian. O economista-chefe do Itaú BBA, Aurélio Bicalho, concorda. Com o cenário externo de incertezas, "os empresários tendem a achar mais seguro manter os empregados até que haja uma definição". (AE)
DIà RIO DO COMÉRCIO
20 -.ECONOMIA/LEGAIS
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sĂĄbado, 30 de junho e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de julho de 2012
O lucro bruto em dĂłlares por unidade serĂĄ bem maior em um item de moda. Jeff Bezos, o executivo chefe da Amazon
conomia
Amazon entra na alta costura Gigante do comÊrcio eletrônico nos Estados Unidos passa a vender moda contemporânea e de luxo. Decisão leva preocupação ao mercado bilionårio das grifes. Matthew Ryan Williams/NYT
Stephanie Clifford*
A
Amazon estĂĄ levando tĂŁo a sĂŠrio o seu prĂłximo grande passo, que contratou trĂŞs mulheres para ficarem apenas experimentando sapatos tamanho 37 para as anĂĄlises colocadas em seu site. Elas trabalham em perĂodo integral. A loja virtual tira 3 mil fotos de moda por dia em um estĂşdio fotogrĂĄfico, utilizando uma tecnologia patenteada. E a empresa estĂĄ contente em perder centenas de milhĂľes de dĂłlares por ano com fretes grĂĄtis – e, no caso dos acessĂłrios, atĂŠ mesmo devoluçþes gratuitas – para garantir que os compradores continuem voltando. Depois de ferir o setor editorial, cortar os preços de produtos eletrĂ´nicos e fazer a indĂşstria de brinquedos estremecer, a Amazon quer dominar o negĂłcio das roupas de luxo de sua maneira tradicional: começando grandiosamente e sem economizar. "Este ĂŠ nosso primeiro dia nessa categoria", afirmou Jeff Bezos, o executivo chefe da Amazon em uma recente entrevista. Ainda que Bezos geralmente nĂŁo fale sobre detalhes financeiros, ele afirmou
Jeff Bezos, principal executivo da Amazon, quer inovar na apresentação das peças: reforço na qualidade das fotos e modelos em movimento. que a empresa estava fazendo um investimento "significativo" em moda, enquanto tentava convencer as grifes de que gostaria de trabalhar em parceria, e não contra elas. O tradicional mundo do varejo – e de muitas grandes marcas
que não querem se envolver com a Amazon – estå se unindo para lutar por sua vida. "Ela tem o tamanho necessårio para definir os preços e para cobrar o que quiser", afirmou Sucharita Mulpuru, analista da Forrester Research, a
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respeito da Amazon. "Essa Ê uma ameaça gigante para as marcas." Contratos – A Amazon vende roupas hå anos. Mas recentemente ela se concentrou em assinar contratos com centenas de marcas contemporâneas e de luxo, incluindo Michael Kors, Vivienne Westwood, Catherine Malandrino, Jack Spade e Tracy Reese, e continua a procurar por outros. Em maio, a Amazon exibiu seu poderio, quando patrocinou e transmitiu ao vivo um evento beneficente do Costume Institute, no Metropolitan Museum of Art, alÊm da exposição que o acompanhou. Bezos, o presidente de honra do evento, afirmou que foi aconselhado por Anna Wintour, a editora da Vogue, a usar um lenço no bolso de seu smoking Tom Ford (que não estå à venda na Amazon). Foi o que ele fez. A decisão da Amazon de sair em busca da alta costura Ê puramente econômica. Uma vez que os custos da Amazon são basicamente os mesmos, seja para o envio de um livro de US$ 10 ou o de uma saia de US$ 1 mil, "o lucro bruto em dólares por unidade serå bem maior em um item de moda", afirmou Bezos, e a empresa jå ganha dinheiro com moda. Enquanto seu site MyHabit, inaugurado no ano passado, utiliza o modelo de compra coletiva
2ÂŞ Vara CĂvel do Foro Regional X - Ipiranga EDITAL DE CITAĂ‡ĂƒO - PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO NÂş 0602866-24.2008.8.26.0010 C-404/08. A Doutora Caren Cristina Fernandes De Oliveira, MM. JuĂza de Direito da 2ÂŞ Vara CĂvel, do Foro Regional X - Ipiranga, da Comarca de SĂƒO PAULO, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a Caram Metais e PlĂĄsticos Ltda, Rua Paulo Barbosa, 41/55/57/61 - CEP 04201-080, SĂŁo Paulo-SP, CNPJ 61.567.483/0001-03, Antoine El Badaqui Karam Junior, Rua Conde de Porto Alegre, 1048, Apto 11, Campo Belo - CEP 04608001, SĂŁo Paulo-SP, CPF 022.675.098-14, RG 9957261, Solteiro, Brasileiro, que lhe foi proposta uma ação de Execução de TĂtulo Extrajudicial por parte de Banco Bradesco S/A, alegando em sĂntese: ser credor da quantia de R$ 57.852,83 em razĂŁo do inadimplemento de CĂŠdula de CrĂŠdito BancĂĄrio Cheque Especial Empresa nÂş 227/848.190 emitida em 28/01/2004. Encontrando-se os rĂŠus em lugar incerto e nĂŁo sabido, foi determinada a sua CITAĂ‡ĂƒO, por EDITAL, para os atos e termos da ação proposta e o prazo de vinte (20) dias, para, em trĂŞs (3) dias, pagarem o dĂŠbito, sob pena de serem penhorados livremente tantos bens quantos bastem para a garantia da execução (CĂłdigo de Processo Civil, artigos 652 e 659, com a redação dada pela Lei 11.382/06). Fixo os honorĂĄrios em 10% do valor do dĂŠbito atualizado. Paga a dĂvida no trĂduo acima indicado, os honorĂĄrios serĂŁo reduzidos pela metade. PoderĂŁo os devedores, querendo, apresentarem defesa, sob a forma de embargos, no prazo de 15 (quinze) dias, contados do tĂŠrmino do prazo de vinte dias do edital que serĂŁo contados da primeira publicação. No prazo dos embargos, reconhecendo o crĂŠdito do exeqĂźente e comprovado o depĂłsito de 30% do valor da execução, inclusive custas e honorĂĄrios de advogado, poderĂŁo os executados requererem seja admitido a pagar o restante em atĂŠ 6 parcelas mensais acrescidas de correção monetĂĄria e juros de 1% ao mĂŞs. O prazo do edital comecarĂĄ a correr a partir de sua primeira publicação e, findo tal prazo, começarĂŁo a fluir automaticamente os prazos de trĂŞs (3) dias para pagar ou nomear bens Ă penhora e de 15 (quinze) dias para oposição de embargos. SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este FĂłrum localizado na Rua Agostinho Gomes, 1455, 1Âş andar - Sala 117, Ipiranga - CEP 04206-000, Fone: (11) 2274-8044, SĂŁo Paulo-SP. SĂŁo Paulo, 06 de junho de 2012.
4ÂŞ VARA CĂ?VEL REGIONAL DO JABAQUARA - 4Âş OFĂ?CIO CĂ?VEL EDITAL DE PRAÇA ĂšNICA DE BEM IMĂ“VEL E PARA INTIMAĂ‡ĂƒO DOS EXECUTADOS PAULO BUENO DE MORAES, RG 4.629.081-SSP/SP, CPF/MF 769.407.568-68 e SILVIA COSME BUENO DE MORAES, RG 12.692.952-X-SSP/SP, CPF/MF 082.074.688-66, expedido nos autos da AĂ‡ĂƒO DE EXECUĂ‡ĂƒO HIPOTECĂ RIA que lhes requer BANCO BRADESCO S/A. - Prazo 10 dias. Lei nÂş 5.741/71 - PROC. NÂş 0204600- 14.1999.8.26.0003 (003.99.2046009). A Dra. Edna Kyoko Kano, JuĂza de Direito da 4ÂŞ Vara CĂvel Regional do Jabaquara, na forma da lei, etc... FAZ SABER que no dia 11/07/2012, Ă s 14:00 hs, no local destinado Ă s hastas publicas do FĂłrum Regional do Jabaquara, Ă Rua Joel Jorge de Melo, nÂş 424, serĂĄ levado Ă Praça Ăšnica o bem imĂłvel abaixo descrito, sendo entregue por preço nĂŁo inferior ao saldo devedor de R$ 282.182,33 (fls. 199), o qual serĂĄ atualizado atĂŠ a data da Praça, sendo que pelo presente edital ficam os executados intimados da designação, na hipĂłtese de nĂŁo serem intimados pessoalmente. BEM: Um prĂŠdio residencial nÂş 75 da Rua Carlos Francisco de Paula, antiga Rua 63, do Parque Jabaquara, no 30Âş Subdistrito-Ibirapuera e respectivo terreno que ĂŠ constituĂdo de parte do lote nÂş 10 da quadra 69, medindo 5,00 metros de frente por igual largura nos fundos, por 25,00 metros de frente aos fundos de ambos os lados, encerrando a ĂĄrea de 125,00 metros quadrados, confrontando de quem olha do imĂłvel para a rua, do lado direito com o prĂŠdio nÂş 77 do lado esquerdo com o lote nÂş 9, e pelos fundos com o lote nÂş 26. Contribuinte nÂş 089.427.0049-7. Referido imĂłvel acha-se matriculado sob nÂş 33.505 no 15Âş CRI desta Capital, constando conforme R.6, a hipoteca exeqĂźente e conforme Av.7 a penhora procedida nestes autos. Eventuais taxas e impostos incidentes sobre os bens correrĂŁo por conta do arrematante ou adjudicante. Dos autos consta recurso pendente de julgamento. Consta ação OrdinĂĄria objetivando a revisĂŁo do contrato em execução, perante o JuĂzo da 22ÂŞ Vara CĂvel da Capital, Proc. 583.00.1998.046771-7 (C. 438/1998), com recurso pendente de julgamento. NĂŁo havendo licitantes na praça, o imĂłvel serĂĄ adjudicado ao exeqĂźente, nos termos do art. 7Âş da Lei 5.741/71. SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei. SĂŁo Paulo, 20 de junho de 2012.
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1ÂŞ VARA CĂ?VEL DO FORO REGIONAL DA LAPA-1Âş OFĂ?CIO CITAĂ‡ĂƒO. PRAZO 20 DIAS. PROC. 0006191-06.2010.8.26.0004. A Dra. LĂşcia Helena Bocchi Faibicher, JuĂza de Direito da 1ÂŞ Vara CĂvel do Foro Regional da Lapa, FAZ SABER a BELLA FRUTA COMÉRCIO DE FRUTAS LTDA-EPP, CNPJ/MF 08.103.748/0001-21 na pessoa de seu representante legal que BANCO SANTANDER BRASIL S/A lhe ajuizou AĂ‡ĂƒO ORDINĂ RIA, para cobrança de R$ 218.792,86 (março/10), oriunda do saldo negativo da conta corrente nÂş 1.003891-5 junto Ă agĂŞncia 1347. Estando a rĂŠ em lugar ignorado, foi determinada a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir apĂłs os 20 dias supra, conteste o feito, sob pena de presumiremse verdadeiros os fatos alegados e a condenação nas cominaçþes pedidas. SĂŁo Paulo, 26 de junho de 2012.
para competir com o Gilt Group, Bezos afirma que o novo objetivo da empresa nĂŁo ĂŠ vender roupas com grandes descontos, mas com preços que garantam que "as grifes fiquem felizes". Embalagens – A Amazon nĂŁo tem apenas o tamanho a seu favor, mas tambĂŠm o dinheiro. A empresa tem cerca de US$ 5,7 bilhĂľes em caixa e em tĂtulos e valores mobiliĂĄrios. HĂĄ muito tempo, Bezos assumiu a postura de que a melhor forma de investir esse dinheiro ĂŠ na prĂłpria empresa. A Amazon ĂŠ capaz de fazer coisas que algumas concorrentes nĂŁo sĂŁo, como contratar um grande nĂşmero de estilistas para as modelos do site, ou substituir as simples caixas marrons por embalagens mais bonitas para o envio das roupas. AtĂŠ o momento, a moda foi uma das poucas categorias que a Amazon tentou dominar sem sucesso. AlĂŠm de seu prĂłprio site, a Amazon comprou o site de sapatos Zappos.com por mais de US$ 1 bilhĂŁo em 2009, começou o site de sapatos Endless.com e MyHabit, e comprou a boutique Shopbop em 2006. Contudo, diversas marcas se mantiveram afastadas, pois afirmam que o site da Amazon possui uma aparĂŞncia muito voltada Ă comercialização. "NĂŁo ĂŠ um lugar para o qual vocĂŞ olha e diz: 'Oh, minhas roupas sĂŁo lindas e Ăłtimas'", afirmou Andy Dunn, fundador da marca de produtos masculinos Bonobos, que nĂŁo vende pela Amazon. A Amazon pretende resolver esse problema tornandose luxuosa. Bezos afirmou que as incursĂľes da Amazon.com no mundo das marcas de luxo ajudou a dar um impulso de trĂŞs dĂgitos nas vendas de acessĂłrios. Fotos – A enorme capacidade computacional da Amazon, por exemplo, se voltou para a moda e para a anĂĄlise de grandes quantidades de dados de compra. A empresa tambĂŠm fez um investimento "gigantesco" em fotografia, afirmou Cathy Beaudoin, presidente de moda da Amazon. O estĂşdio fotogrĂĄfico, em Kentucky, pode tirar mais de duas fotos por minuto, permitindo que a empresa poste novos itens diariamente na internet, apenas horas depois de terem sido fotografados. E o mais importante: a empresa estĂĄ trabalhando para melhorar sua aparĂŞncia. AtĂŠ o momento, isso ficou mais evidente no site MyHabit, que, segundo Bezos, representa o caminho que a Amazon deseja trilhar com todo o seu web design de moda. Ao invĂŠs de imagens estĂĄticas de produtos,
por exemplo, as modelos dĂŁo voltas e fazem pose para mostra a roupa. As medidas do corpo da modelo e da roupa sĂŁo fornecidas, para ajudar a entender o tamanho. AlĂŠm disso, ganham destaque as dicas para os consumidores – o sapato 37 fica grande ou pequeno? Essa aceleração gerou um rebuliço quando a empresa contratou modelos, estilistas e maquiadores, começou a usar dados de consumidores para personalizar os tamanhos e as marcas nos resultados de busca, e lançou a primeira campanha de marketing – impresso e em outdoors – da loja de roupas da Amazon. No mundo das lojas de roupas, estĂŁo crescendo os temores de que poucas delas sejam capazes de concorrer com uma Amazon. Para algumas marcas, o simples tamanho da empresa jĂĄ torna difĂcil rejeitar uma proposta da Amazon. "A quantidade de visitas, trĂĄfego e dinheiro gerada por meio de seu site ĂŠ impressionante", afirmou Alex Bhathal, vice-presidente da Raj Manufacturing, que fabrica trajes de banho licenciados para grifes como a Ella Moss. A Amazon tambĂŠm ĂŠ capaz de oferecer acordos mais atraentes para as grifes do que muitas outras lojas. Por exemplo, a Amazon nĂŁo pede "desconto" quando determinados produtos nĂŁo vendem, nem devolvem para a grife produtos que tenham sido vendidos, afirmou Ron Friedman, contador na Marcum LLP, que presta consultoria para marcas como James Perse e American Rag. E para convencer as grifes, a Amazon estĂĄ disposta a fazer grandes compras. Jason Cauchi, diretor criativo da Dallin Chase, tem vendido alguns produtos para o Shopbop, da Amazon. Recentemente, a Amazon afirmou que iria comprar itens da coleção inteira para o Amazon.com, o que, segundo Cauchi, era uma oferta rara e difĂcil de recusar. Preço – Uma varejista como a Amazon normalmente pagaria Ă s grifes um preço de atacado pelas roupas e, entĂŁo, determinaria ela mesma o preço de varejo (mesmo que grifes mais poderosas frequentemente ditem um preço mĂnimo para o varejo). Ainda que as marcas vendam alguns dos mesmos itens para lojas diferentes, elas estĂŁo desenvolvendo cada vez mais cores e estilos exclusivos, para evitar problemas com a comparação de preços. "Os fabricantes nĂŁo querem matar as empresas, e a melhor maneira de matar uma empresa ĂŠ vendendo o mesmo produto por um valor menor na Amazon", afirmou Friedman, o contador. Entretanto, Bezos afirmou que, apesar de ter seguido a abordagem do preço baixo em outros setores, a Amazon nĂŁo faria isso com moda. "Na indĂşstria da moda, existe uma sofisticada cadĂŞncia na remarcação dos preços. NĂłs acreditamos que ela faz sentido e, basicamente, estamos seguindo essa abordagem tradicional", afirmou. Muitas pessoas nĂŁo acreditam nisso, em vista do histĂłrico da Amazon com outros setores. AlĂŠm disso, Bezos tambĂŠm deve lidar com o fato de que ele nĂŁo ĂŠ uma pessoa ligada em moda. Quando questionado durante a entrevista sobre as grifes que estava usando, Bezos nĂŁo sabia dizer as marcas de sua camisa e de seus sapatos. As calças jeans, segundo ele, eram Prada (grife que nĂŁo estĂĄ Ă venda na Amazon); seu crachĂĄ azul com o nome "Jeff" estava pendurado nelas. *The New York Times
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, 30 de junho e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de julho de 2012
e
21 O governo espanhol está comprometido com a austeridade. Luis de Guindos, ministro da Economia
conomia
J.J.Guillen/EFE
Economia espanhola encolhe ainda mais Ministro da economia busca solução na injeção direta de dinheiro nos bancos e em novas reformas políticas
A
economia espanhola encolheu ainda mais no segundo trimestre de 2012, mas deve se estabilizar no restante do ano enquanto o governo continua realizando reformas estruturais e medidas de austeridade orçamentária, afirmou ontem o ministro da Economia, Luis de Guindos. Líderes europeus concordaram na sexta-feira em permitir que o fundo de ajuda da zona do euro injete recursos diretamente em bancos, atravessando a soberania do governo e intervindo nos mercados de títulos da dívida. O acordo foi classificado pelos jornais europeus como um triunfo para Espanha e Itália, que estão sendo observadas de perto pelos investidores, e uma derrota para a chanceler alemã, Angela Merkel, que resistiu ao uso de fundos comuns europeus para auxiliar países com problemas econô-
micos. Merkel argumentou que os membros da zona do euro devem ser responsáveis por recuperar suas próprias economias, e alertou que facilitar os termos de auxílios financeiros pode fazer os políticos amenizarem reformas impopulares e cortes de gastos. "Todos saíram deste importante encontro como vencedores. Foi o euro que ganhou. De agora em diante, todos devemos contribuir", disse De Guindos durante evento do instituto conservador FAES. "O governo espanhol está comprometido com a austeridade, com uma difícil correção orçamentária, e com reformas econômicas que são essenciais ao crescimento. É um processo que precisa continuar", afirmou. Raio x econômico – O Produto Interno Bruto (PIB) espanhol caiu 0,3% no primeiro trimestre do ano ante o período imediatamente anterior. O gover-
Santander recorre aos mercados latinos
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Banco Santander preten- bem líquidos. Isso garante seu de expandir sua atuação crescimento e sustentabilidana América Latina prevendo de", afirmou. que a região continuará a cres"Apesar do aumento na concer nos próximos anos, anun- cessão de crédito, os preços ciou o diretor da divisão Amé- dos ativos não estão supervarica Latina do Santander, Je- lorizados e não estamos preosús Zabalza, durante o XI En- cupados quanto a possível forcontro Santander-América mação de uma bolha de ativos Latina, realizado semana pas- e com o subsequente risco de sada na cidade Santander. paralisação do crédito". O executivo acrescentou Zabalza destacou o potenque o apoio às pequenas e mé- cial demográfico da região, dias empresas e outras com- observando o ingresso de 70 panhias nas atividades de ex- milhões de jovens no mercado portação e internacionaliza- de trabalho nos últimos dez ção estará no centro das ativi- anos e do mesmo número na dades de agora em diante. E p r ó x i m a d é c a d a , a l é m d o não descartou a possibilidade crescimento da classe média de algumas aquisições. em 100 milhões de pessoas, o Segundo que em 2020 Zabalza, o d e v e r á c o rSantander responder a reinvestiu 65% da popuO cenário central 61% de seus lação. do banco para a lucros na Ele não igAmérica Latinorou a exisAmérica Latina na entre 1999 tência de risé de crescimento e 2011, equicos e desafios à taxa em torno valente a à frente que de 4% nos U S $ 2 7 b ipossam trapróximos anos. lhões. Somazer algum imd o s a o s JESÚS ZABALZA, DO SANTANDER pacto na reU S $ 3 9 b igião, como lhões em inu m f e c h avestimentos feitos, o total de mento generalizado dos mera p o r t e s n a r e g i ã o s o b e a cados financeiros globais e US$ 66 bilhões. uma mudança relevante nas "O cenário central do banco projeções econômicas. para a região é de crescimento O executivo destacou a imà taxa em torno de 4% nos pró- portância do modelo de subsiximos anos", disse ele, ressal- diárias autônomas em capital tando que está confiante no e liquidez adotado na região, sistema financeiro da região. como "o melhor modo de pro"Estamos concentrados em teger a saúde financeira do crescer, não em vender". grupo" e reiterou que o único Projeções – Zabalza afirmou fluxo de recursos das subsique o sistema financeiro lati- diárias para a matriz é por no-americano terá cresci- meio de dividendos a seus mento de dois dígitos no ano acionistas. O Santander tem que vem, o que irá elevar o 10% de participação de mermontante de crédito disponí- cado nos países onde está prevel no sistema para cerca de sente na América Latina – Ar50% do Produto Interno Bruto gentina, Brasil, México, Chile, (PIB) até 2015, com base nas Peru, Porto Rico e Uruguai – projeções do Santander. "Os com 41 milhões de clientes e 6 sistemas financeiros estão mil agências. A América Latina bem capitalizados, com taxa representa 19% dos ativos do média de capital de 15%, e grupo e 52% do lucro. (AE)
Presidente do Barclays deve renunciar hoje
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presidente do conselho de administração do Barclays, Marcus Agius, decidiu renunciar ao cargo, informou ontem a BBC em seu website. O anúncio deve ser feito hoje. O FBI e o Departamento de Fraudes Sérias do Reino Unido estão conduzindo inquéritos junto a funcionários do banco,
acusados por reguladores de distorcerem artificialmente a taxa London Interbank Offered Rate (Libor), uma das principais referências de juro no mundo. O Barclays concordou em pagar 290 milhões de libras esterlinas (R$ 915,1 milhões) para resolver o caso. (AE)
no espera que a economia recue até 1,7% em 2012 ante 2011, mas especialistas alertam que importantes medidas de austeridade podem fazer a retração ser ainda maior. Os conservadores herdaram dos socialistas uma das maiores dívidas públicas da zona do euro, que chegou a 8,9% do PIB em 2011, e agora pretendem diminuir a taxa para 5,3% neste ano e para 3% em 2013. Desde quando assumiu o poder, em dezembro, o pri-
meiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, anunciou cortes orçamentários de quase 5% do PIB para este ano e aprovou uma reforma no mercado trabalhista e no setor bancário, atingido duramente pela explosão da bolha imobiliária. A Espanha pediu até 100 bilhões de euros (US$ 126,91 bilhões) para recapitalizar seus bancos em pior situação, uma linha de crédito que deve sair antes que as regras acertadas no encontro sejam colocadas em prática. (Reuters)
BIOCAPITAL PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ nº 07.814.533/0001-56 - NIRE 35.300.328.302 Ata de Reunião do Conselho de Administração realizada em 04 de junho de 2012 Data, Hora e Local: Aos 04 dias do mês de junho de 2012, às 10:00 horas na sede social da Companhia, na Av. Industrial nº 360, Bairro Bela Vista, na Cidade de Charqueada, no Estado de São Paulo. Presença: Presentes todos os membros do Conselho de Administração da Companhia, sem nenhuma exceção. Convocação: A convocação foi dispensada em virtude da presença da totalidade dos membros do Conselho de Administração da Companhia. Composição da Mesa: Sr. Luis Flavio da Cunha Bueno Pierri - Presidente; Sr. Carlos Aparecido Marques - Secretário. Ordem do dia: (i) Aceitar o pedido de desligamento como Diretor de Operações do Sr. Silvio Antonio Cazzolato; (ii) Aceitar o pedido de desligamento como Diretor Administrativo Financeiro do Sr. Luis Flavio da Cunha Bueno Pierri; e (iii) Aceitar o pedido de desligamento como Diretor Presidente do Sr. Luis Flavio da Cunha Bueno Pierri; (iv) Nomear para o cargo de Diretor Presidente o Sr. Setsuo Sato, e (v) Nomear para o cargo de Diretor Administrativo Financeiro o Sr. Carlos Aparecido Marques; e (vi) Colocar em pauta e votar sobre as ações a serem tomadas sobre o cancelamento de nossa licença para fabricação do BIODIESEL. Deliberações: Os membros do Conselho de Administração da Companhia, por unanimidade de votos, no termos do artigo 17 do Estatuto Social da Companhia, decidiram, (i) Aceitar o pedido de desligamento como Diretor de Operações do Sr. Silvio Antonio Cazzolato, brasileiro, casado, químico, portador da carteira de identidade RG nº. 9.950.841-2 SSP/SP, inscrito no CPF/MF nº 005.900.278-67, residente e domiciliado na Cidade de São José dos Campos, Estado de São Paulo, com escritório à Rua Pamplona nº 1018, 4º andar, Jardim Paulista, CEP: 01405-001; (ii) Aceitar o pedido de desligamento como Diretor Presidente do Sr. Luis Flávio da Cunha Bueno Pierri, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da Carteira de Identidade RG nº 10.105.419-1 SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob nº 048.073.508-54, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Pamplona nº 1.018 - 4º andar, Jardim Paulista, CEP: 01405-001, e (iii) Aceitar o pedido de desligamento como Diretor Administrativo Financeiro do Sr. Luis Flávio da Cunha Bueno Pierri, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da Carteira de Identidade RG nº 10.105.419-1 SSP/SP, inscrito no CPF/ MF sob nº 048.073.508-54, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Pamplona nº 1.018 - 4º andar, Jardim Paulista, CEP: 01405-001, e (iv) Eleger e empossar o Sr. Setsuo Sato, brasileiro, casado, químico, engenheiro, portador da carteira de identidade RG nº 8.770.837 SSP/SP, inscrito no CPF/MF nº 845.793.318-34, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório à Rua Pamplona nº 1018, 4º andar, Jardim Paulista, CEP: 01405-001, para o cargo de Diretor Presidente; e (v) Eleger e empossar o Sr. Carlos Aparecido Marques, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da carteira de identidade RG nº 11.942.044-2 SSP/SP, inscrito no CPF/MF nº 970.829.618-04, residente e domiciliado na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com escritório na Rua Pamplona nº 1.018 - 4º andar, Jardim Paulista, CEP: 01405-001, para o cargo de Diretor Administrativo Financeiro; e (vi) Por unanimidade, mesmo sabendo que não cometeu nenhuma infração que justifique uma ação tão punitiva, a BIOCAPITAL irá entrar com um novo pedido de licença para fabricação do BIODIESEL. Os diretores ora eleitos declaram, sob as penas da lei, que cumprem todos os requisitos previstos no Art. 147 da Lei nº 6.404/76 para sua investidura como membros da Diretoria da Companhia e tomarão posse em seus cargos mediante a assinatura dos respectivos Termos de Posse lavrados no Livro de Atas de Reuniões da Diretoria da Companhia. A presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, foi oferecida a palavra a quem dela quisesse fazer uso e ninguém se manifestando foram suspensos os trabalhos pelo tempo necessário à lavratura da presente ata. Reaberta a sessão, foi esta ata lida, conferida, aprovada e assinada por todos os presentes. Charqueada, 04 de junho de 2012. Carlos Aparecido Marques - Secretário.
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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: CONCORRÊNCIA Nº 46/00173/12/01 OBJETO: GERENCIAMENTO DE PROJETOS DE ARQUITETURA E DE ENGENHARIA DE OBRAS CIVIS DE PRÉDIOS ESCOLARES E ADMINISTRATIVOS DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE torna público que se acha aberta CONCORRÊNCIA PÚBLICA, tipo TÉCNICA E PREÇO, nº 46/00173/12/01, objetivando a seleção de empresas ou consórcio de empresas para a prestação de serviços técnicos profissionais especializados de arquitetura e engenharia consultiva, relativos ao gerenciamento de projetos de arquitetura e de engenharia de obras civis de prédios escolares e administrativos da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, sob o regime de empreitada por preços unitários. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o edital na Avenida São Luís, 99, República, São Paulo, SP, CEP 01046-001 ou através da internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Qualquer documento referente a esta licitação deverá ser entregue no horário do expediente da FDE. As informações disponibilizadas no mencionado endereço eletrônico são meramente supletivas, não dispensando a consulta das publicações efetuadas no Diário Oficial do Estado, que prevalecerão sobre quaisquer outras. Os interessados poderão adquirir o edital completo através de CD-ROM a partir de 03/07/2012 na sede da FDE, de 2ª a 6ª feira, dentro do horário do expediente, das 08h30 às 17h, mediante pagamento não reembolsável, pelo valor de R$ 50,00 (cinquenta reais). A sessão pública para a APRESENTAÇÃO DOS ENVELOPES das empresas interessadas será realizada no auditório da SEDE DA FDE, na Avenida São Luiz, nº. 99, República, nesta Capital, no dia 20/ 08/2012, às 09h30min, ocasião em que se fará a abertura do envelope 1 - PROPOSTA TÉCNICA. Os invólucros contendo a Proposta Técnica, a Proposta Comercial e os Documentos de Habilitação deverão ser entregues à CEJ, na SESSÃO DE APRESENTAÇÃO, até a hora indicada para a abertura da licitação, juntamente com a SOLICITAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO, DECLARAÇÃO DE PLENO ATENDIMENTO AOS REQUISITOS DE HABILITAÇÃO E INSTRUMENTO DE MANDATO. A LICITAÇÃO obedece à Lei Federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993, e suas alterações, Lei Estadual 6.544/89 e suas alterações, em especial aquelas decorrentes da Lei Estadual 13.121/08 e ao disposto nestas CONDIÇÕES ESPECÍFICAS. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
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FDE AVISA: Pregão Eletrônico nº 21/00348/12/05 OBJETO: ATA DE REGISTRO DE PREÇO PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PARA ARMAZENAGEM E MIXAGEM DE MATERIAIS E/OU KITS. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para : REGISTRO DE PREÇO PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PARA ARMAZENAGEM E MIXAGEM DE MATERIAIS E/OU KITS. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 02/07/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 13/07/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 02/07/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
EXTRATO DE SEGUNDO TERMO DE ADITAMENTO DE CONTRATO Processo Administrativo nº 1483/2011. Contratante: Prefeitura do Município de Jaguariúna Contratada: Associação Santa Maria de Saúde – ASAMAS Objetivo: Fica renovada a vigência do contrato para continuidade na operacionalização da gestão e execução de atividades e serviços de saúde a serem executados no Hospital Municipal “Walter Ferrari”. Vigência do Aditamento: 06 (seis) meses, a partir de 01 de Março de 2012. Valor total deste Aditamento: R$ 12.500.000,00 Continuam em vigor as demais cláusulas contratuais. Segov, 01 de março de 2012.
Luis de Guindos, ministro da Economia, ao falar sobre o futuro da Espanha.
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 218/2012-SMS.G, processo 2012-0.152.278-8, destinado ao registro de preço para o fornecimento de SERINGA DE INSULINA 0,5 ML, 50 UI AGULHA FIXA 8,0 MM X 0,30 MM, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 9h30min do dia 24 de julho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. REABERTURA - PREGÃO PRESENCIAL 441/2011-SMS.G, processo 2010-0.164.681-5, destinado ao registro de preço para prestação de serviços de Impressão Departamental, para a Divisão Administrativa de SMS.G, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 9 horas do dia 12 de julho de 2012, a cargo da 2ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.
PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP PROCESSO N º 2.904/2012 - TOMADA DE PREÇO Nº 008/2012 Objeto: Execução de obras de recapeamento asfáltico, com utilização de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), em diversas ruas da cidade deste município, conforme projeto básico, memorial descritivo, planilhas de orçamento e cronograma físico financeiro que compõem os anexos do edital, e nos termos do Convênio de nº 461/2012 e 499/2012, firmado entre o município de Pereira Barreto e o Governo do Estado de São Paulo, representado pela Secretaria de Escritório Regional de Planejamento - Erplan. Arnaldo Shigueyuki Enomoto, Prefeito Municipal da Estância Turística de Pereira Barreto, Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e de conformidade com o entendimento da Comissão de Licitação, constituída pelo Decreto nº 3.403/2012. RESOLVE: Após vistoriar e analisar o presente processo de Licitação verifica-se que a Lei Federal nº 8666/93 foi aplicada, ficando o procedimento de acordo com os requisitos legais. Por esta razão, HOMOLOGA e ADJUDICA a favor da empresa vencedora abaixo: CBR – CONSTRUTORA BRASILEIRA LTDA. Pelo resultado da Licitação e para que surta os efeitos normais, determino que seja expedido o Contrato Administrativo. Estância Turística de Pereira Barreto, 29 de junho de 2012. Arnaldo Shigueyuli Enomoto - Prefeito Municipal
PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP EXTRATO CONTRATO Nº 4962/2012 PROCESSO: 2904/2012 - TOMADA DE PREÇOS: 008/2012 Contratante: Prefeitura da Estância Turística de Pereira Barreto Contratada: CBR – CONSTRUTORA BRASILEIRA LTDA. Objeto: A contratada abriga-se a execução de obras de recapeamento asfáltico, com utilização de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) em diversas ruas da cidade deste município, conforme projeto básico, memorial descritivo, planilhas de orçamento e cronograma físico financeiro que compõem os anexos do edital, e nos termos do Convênio de nº 461/ 2012 e 499/2012 firmado entre o município de Pereira Barreto e o Governo do Estado de São Paulo, representado pela Secretaria de Escritório Regional de Planejamento - Erplan. Valor: R$ 545.012,62. Vigência: 30 dias Pereira Barreto, 29 de junho de 2012. Arnaldo Shigueyuli Enomoto - Prefeito Municipal SULEICO ADMINISTRADORA E COMERCIAL LTDA. CNPJ/MF nº 51.011.906/0001-42 - NIRE 35.201.949.929 Edital de Convocação de Reunião de Sócios Ficam convocados os Srs. Quotistas para se reunirem em Reunião de Sócios, a realizar-se às 10:00 horas do dia 13 de julho de 2012, na sede da Suleico Administradora e Comercial Ltda., sita à Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini, nº 828, 12º andar, conjunto 121, Brooklin Novo, CEP 04571-000, São Paulo/SP, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: exame, discussão e votação (a) do Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, publicados nos jornais “Diário Oficial do Estado de São Paulo” e “Diário do Comércio” dos dias 28, 29 e 30 de junho de 2012; (b) do lucro do referido exercício; e (c) outros assuntos de interesse da Sociedade. Os Srs. Quotistas poderão ser representados na Reunião por procuradores constituídos na forma do parágrafo 1º do artigo 1.074 do Código Civil. São Paulo, 27 de junho de 2012. Ibrahim Suleiman - Administrador.
Márcio Gustavo Bernardes Reis Prefeito
Indústria Química Una Ltda. torna público que recebeu da Cetesb a Renovação da Licença de Operação n° 26003547, válida até 28/06/2014, para Adesivos e Selantes para uso industrial e doméstico, à Estr. do Bonsucesso, 60, Rio Abaixo, Itaquaquecetuba. Caluana Combustiveis e Serviços Ltda , torna público que recebeu da Cetesb a Licença de Operação,45005167, valida até 28/06/2017 para com. de combustíveis p/veic. aut. (postos revend.), sito à Avenida Pompeia,1682 -Pompeia - SãoPaulo-SP Auto Posto Independencia do Cambuci Ltda , torna público que recebeu da Cetesb a Renovação da Licença de Operação,45005163, valida até 19/07/2017 para com. varejista de combustíveis, sito à Rua Independencia,907 -Cambuci - SãoPaulo-SP
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 29 de junho de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Texana Têxtil Ltda. Requerido: Textile Costa Produtos Têxteis Ltda. Rua Henrique Sertório, 96 - Tatuapé - 2ª Vara de Falências. Requerente: Banco ABC Brasil S/A. Requerido: W Service Locadora de Veículos. Rua Padre João Manuel, 222 – Conjunto - 104 - Sala 10 A - 1° Vara de Falências
ETH BIOENERGIA S.A. CNPJ/MF nº 08.636.745/0001-53 - NIRE 35.300.350.391 Aviso aos Acionistas Comunicamos aos Srs. Acionistas que se encontram à sua disposição, na sede social da Companhia, localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Rebouças, 3.970, 26º andar, parte, Pinheiros, CEP 05402-920, os documentos a que se refere o Artigo 133, incisos I, II e III da Lei nº 6.404/76, relativos ao exercício social encerrado em 31/03/2012. São Paulo, SP, 29/06/2012, 30/06/2012 e 03/07/2012. A Diretoria. (29, 30/06 e 03/07/2012)
ASSOCIAÇÃO DE ARTESÃOS DE SÃO PAULO
Convido as pessoas interessadas para a Assembleia de Fundação da Associação de Artesãos de São Paulo, no dia 07 de julho de 2012, às 14:00 horas, à Avenida Doutor Renato de Andrade Maia, 979, Guarulhos, SP, para participarem da mesma, na qualidade de sócio fundador, ocasião em que será discutido e votado o projeto de estatuto social e eleitos os membros do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal e da Diretoria. São Paulo, 30 de junho de 2012. Pela comissão organizadora, Cleuza Costa Vital.
Indústria Química Una Ltda. torna público que recebeu da Cetesb a Licença de Operação n° 26003548, válida até 28/06/2014, para Adesivos e Selantes para uso industrial e doméstico à Estr do Bonsucesso, 60, Rio Abaixo, Itaquaquecetuba.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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e
sábado, 30 de junho e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de julho de 2012
Um único atendente pode fazer simultaneamente cinco contatos. André Comitre, gerente comercial da Peopleway
conomia
Esqueça o telefone, e-mail, cartas, menus intermináveis e longas esperas. O Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) por mensagem de texto oferece inúmeras vantagens: custo mais baixo para o operador, rapidez e comodidade ao consumidor final.
Atendimento por SMS otimiza contato com o consumidor
U
ma nova forma de atender o consumidor está conquistando muitas empresas. Trata-se do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) via SMS, que elimina o telefone, e-mail, cartas, menus intermináveis e longas esperas. Sem contar que oferece inúmeras vantagens para os dois lados do balcão: para o consumidor, rapidez no contato com seu fornecedor e na resposta; para a empresa, redução de custos. “É um canal de comunicação mais assertivo, que tem como vantagem a diminuição do custo operacional. Um único atendente pode fazer simultaneamente cinco contatos”, explica André Comitre, gerente comercial da Peopleway, empresa de soluções móveis. Sem contar, continua Comitre, que o custo de um SMS é bem inferior ao de uma linha telefônica. Ao contatar seu fornecedor via SMS, o consumidor receberá a resposta também por SMS (ou de outra forma, se preferir) e poderá acessá-la onde estiver. “No Brasil, são mais de 220 milhões de linhas móveis ativas. Portanto, esse novo tipo de atendimento é a evolução da comunicação no relacionamento pela facilidade de acesso e pela comodidade. Sem contar que a empresa disponibiliza para seu cliente um canal no qual a ferramenta de contato sempre estará disponível”, acrescenta Comitre. Pelo SMS o consumidor pode, por exemplo, pedir (e receber) a segunda via de boletos (ou só o código de barras para pagamento), fazer solicitações de
reparos em produtos e serviços, registrar uma reclamação, pedir providências para algum problema, etc. Em muitas de suas solicitações não há nenhum contato humano. O próprio sistema responde. Se o contato do consumidor via SMS for uma reclamação, ele receberá também uma resposta-padrão, mas informando que as providências serão tomadas e será estipulado um prazo para a resposta definitiva. Decreto do SAC A nova forma de relacionamento com o consumidor não torna nulas as determinações do Decreto 6.523/2008, que impôs aos setores regulados pelo governo – mas que em parte muitas empresas vêm aderindo – regras para um bom atendimento ao seu cliente. Ele estabelece, por exemplo, que no menu eletrônico e em todas as suas subdivisões o contato direto com o atendente e as opções de reclamações e de cancelamento de serviços devem figurar entre as primeiras alternativas. O SAC tem de funcionar ininterruptamente 24 horas por dia e 7 dias por semana e o número do telefone deve constar em todos os documentos e material impresso entregues ao consumidor no momento da contratação do serviço e durante o seu fornecimento. O registro de reclamação, pedido de cancelamento e solicitação de suspensão ou cancelamento de serviço será mantido à disposição do consumidor por um período mínimo de dois anos após a solução do caso.
SXC
Anatel impõe regras para publicidade via celular
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Evolução da comunicação no relacionamento entre empresas e clientes. No Brasil, são mais de 220 milhões de linhas móveis ativas.
or falar em comunicação móvel, na semana passada a Anatel estabeleceu medidas para o envio de publicidade pelo celular por parte das operadoras. Conforme as novas regras, entre os dias 20 de julho e 20 de setembro, elas deverão encaminhar aos seus usuários mensagem de texto (SMS) dizendo que, caso não queiram receber mensagens publicitárias da prestadora, que enviem um SMS com a palavra “sair”. A Anatel pretende, com isso, corrigir a base de optin das prestadoras (o aceite é conhecido como opt-in), cujos contratos e regulamentos de promoção traziam cláusula com obrigatoriedade de recebimento de mensagens publicitárias pelo usuário, ou seja, sem conceder ao usuário o direito de opção. A agência ainda determinou que as operadoras devem destinar espaço visível em sua página na internet com in-
formações a respeito da medida de correção da base de opt-in e em seus contratos a inclusão de uma cláusula em que o usuário assinale se deseja ou não receber mensagens publicitárias. Conforme Fernando Dias, CEO da Pure Bros, no Brasil não há fluxo muito grande desse tipo de mensagens. “De qualquer forma, a regulação é positiva e poderá até estimular o crescimento desse mercado.” É bom saber que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) impõe regras sobre oferta e publicidade. Na lei consumerista foi reservado um capítulo inteiro (V) para tratar do assunto. Ele normatiza o que é oferta (artigo 30) e publicidade (artigos 36 e 37). E no capítulo VII, das Sanções Administrativas, estipula aplicações de penas aos que desrespeitarem a lei, inclusive com contrapropaganda (artigo 56).
O QUE DIZ O CDC Artigo 30º Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. Artigo 36 A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a
identifique como tal. Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem. Artigo 37 É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo,
mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. § 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
Banco é condenado a pagar por dano moral e econômico
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m Barreiros, interior de Minas Gerais, a juíza Danielle, da 2ª Vara Regional, condenou um banco a indenizar um correntista em R$ 2.500 por danos materiais e em R$ 6.220 por danos morais pelo uso indevido de seus cheques, que foram roubados quando eram transportados pelo portador do banco. A discussão judicial começou em 2009, quando o consumidor foi informado por um representante do banco de que três talões de cheques haviam sido roubados. No mesmo dia, uma loja o procurou informando que recebera dois cheques no valor de R$ 350 cada, mas ao tentar sacar os valores foi informado pelo banco que os cheques estavam bloqueados. Aquele era só o primeiro caso. Outras empresas o procuraram para cobrá-lo e o consumidor foi, inclusive, demandado judicialmente para que pagar R$ 19.800 que constava em um dos cheques roubados. Em sua defesa, o banco argumentou que não poderia ser responsabi-
lizado pelos supostos danos causados ao cliente por conta dos cheques roubados pelo portador do banco e que o prejuízo só ocorreu por culpa de terceiro. Ao analisar o boletim de ocorrência, que foi um dos documentos que sustentou a ação, a juíza entendeu que o serviço bancário de transporte não foi feito com segurança. A juíza entendeu ainda que foi caracterizado o dano material uma vez que o consumidor comprovou que teve gastos com a contratação de um advogado para defendêlo no processo de cobrança referente aos cheques roubados. Por fim, declarou que “embora a agência bancária tenha cancelado os títulos roubados, tal conduta não foi suficiente para evitar os desgastes experimentados pelo requerente, fazendo com que este passasse por dificuldades e constrangimentos”. Por ser de primeira instância, essa decisão está sujeita a recurso. Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional Fórum Lafayette, MG.
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. § 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço. Artigo 56 As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas:
I - multa; II - apreensão do produto; III - inutilização do produto; IV - cassação do registro do produto junto ao órgão competente; V - proibição de fabricação do produto; VI - suspensão de fornecimento de produtos ou serviço; VII - suspensão temporária de atividade; VIII - revogação de concessão ou permissão de uso; IX - cassação de licença do estabelecimento ou de atividade;
X - interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade; XI - intervenção administrativa; XII - imposição de contrapropaganda. Parágrafo único. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa, no âmbito de sua atribuição, podendo ser aplicadas cumulativamente, inclusive por medida cautelar, antecedente ou incidente de procedimento administrativo.
Fique por dentro NOMEAÇÃO
RECLAMADAS A Claro, entre as empresas de telefonia móvel, foi a que mais recebeu reclamações entre janeiro e 14 de junho no Procon-SP. Foram 1.984 registros. Na segunda posição ficou a TIM, com 1.385 queixas. A Oi aparece na terceira colocação (996), seguida por Vivo (842) e Nextel (506). Ao todo, foram registradas 5.713 reclamações ou pedidos de orientações de consumidores. As principais reclamações são cobranças indevidas (alteração de planos pré para pós-pago sem anuência do consumidor ou cobrança de pacote de dados ou serviços de entretenimento não solicitados, além da dificuldade de fazer o cancelamento) e serviços não fornecidos (funcionamento precário, falhas de conexão, inoperância ou queda de sinal frequente, além da velocidade dos serviços de internet abaixo da contratada). O índice de solução no período, conforme o Procon-SP, foi de 85%.
Foi nomeada para comandar a nova Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor, ligada ao Ministério da Justiça, Juliana Pereira da Silva. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União do último dia 20 de junho. A posse será em 18 de julho. A advogada é atualmente a responsável pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), que passa a integrar a nova secretaria.
SACOLINHAS O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo decidiu que os supermercados devem distribuir as sacolas plásticas de graça. Com isso, revogou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre Procon-SP, Ministério Público e a Associação Paulista de Supermercados (Apas).
Angela Crespo é jornalista especializada em consumo. E-mail: doislados@dcomercio.com.br
TAXA É legal ou não a cobrança da taxa de conveniência pelos estabelecimentos que vendem ingressos por telefone ou internet? O assunto vem sendo muito discutido pelos defensores do consumidor, uma vez que não há regulamentação para a questão. Conforme alguns especialistas, a cobrança é ilegal e abusiva se o consumidor é obrigado a retirar o ingresso na bilheteria. Outros afirmam que só pode ser cobrada se o consumidor receber o ingresso online ou por telefone, mas não se justifica uma porcentagem única (que pode chegar a 20% do valor do ingresso), uma vez que o serviço prestado é um só e as conveniências são iguais.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, 30 de junho e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de julho de 2012
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PALMEIRAS Pelo Brasileiro, ontem, a primeira vitória, contra o Figueirense, em Barueri: 3 a 1. Decisão da Copa do Brasil, contra o Coritiba, começa na quinta-feira, também em casa. Pág. 24
sporte
23 ESPANHA Com goleada por 4 a 0 sobre a Itália, Fúria comemora bi da Eurocopa e seu terceiro título seguido, somado à Copa do Mundo de 2010. Pág. 25
COMEÇOU A FESTA
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uando Romarinho saiu do banco e empatou para o Corinthians o jogo de ida da final da Libertadores, por 1 a 1, contra o Boca Juniors, na Argentina, na quarta-feira passada, deu início a uma semana de festa. Que pode ter sua apoteose na quartafeira, no Pacaembu, quando será definido o clube campeão sul-americano de 2012. Todos os cerca de 38.000 ingressos para a partida foram vendidos. Só leve menores de idade ou maiores de 60 anos na condição de “não pagantes” se eles tiverem efetuado seu cadastramento no www.corinthians.com.br, que foi encerrado na semana passada. Outros 30 mil torcedores deverão acompanhar o jogo no Anhembi, onde será instalado um telão de 16 x 9 metros, com tecnologia HD, que garante alta definição das imagens. Na manhã de ontem, os jogadores do Corinthians treinaram no CT Joaquim Grava. O trabalho comandado por Tite foi fechado à imprensa. O técnico fez atividades específicas para a zaga e para o ataque. Todos os titulares treinaram, à exceção de Jorge Henrique. Após sair ainda no primeiro tempo do jogo na Argentina, ele foi avaliado pelo departamento médico e diagnosticado com um edema na coxa direita. Faz trabalho intensivo para se recuperar em tempo de participar da decisão de quarta. Caso não tenha condições, Tite poderá escalar Liedson, Willian ou mesmo Romarinho. Assediado pela torcida durante toda a semana passada, Romarinho, o herói do primeiro jogo, em La Bombonera, treinou entre os reservas. Outra dúvida reside em quem deverá ser o capitão do time, que, em caso de vitória, erguerá a inédita taça. A decisão de Tite será entre o lateraldireito Alessandro, o zagueiro Chicão e o meia Danilo. Alessandro e Chicão são os jogadores com mais tempo de casa: quatro anos e meio, desde o fim de 2007, quando o time havia sido rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Alessandro já levantou uma taça, a do Campeonato Brasileiro, em 2011. Chicão ainda não – na Copa do Brasil, no Paulista de 2009 e na Série B de 2008, o capitão era William, que já encerrou a carreira. No Boca Juniors, o técnico Julio Cesar Falcioni vai procurar repetir o time do primeiro jogo. O único desfalque deverá ser o atacante Darío Cvitanich, que entrou durante a primeira partida e chegou a perder o gol que seria o da vitória, no rebote de uma bola que bateu na trave, nos últimos instantes. A negociação com o
Alex: “Teremos de jogar muito” C
ampeão da Libertadores com o Internacional, em 2006, o experiente meia Alex espera “acabar com essa sina e escrever o nome do Corinthians na história”. Nesta entrevista à A g ê nc i a Estado, ele falou como o time deve se portar para não ser surpreendido. Como o Corinthians deve jogar na quarta? Jogar o que vem jogando, o que fez até aqui. Não tem co-
mo mudar. Cabe à gente botar para fora todo potencial. É um jogo para dar a vida? Vai continuar sendo, da maneira que a gente vem se entregando não tem como falar que vai fazer mais ou menos. Pensa em prorrogação? A gente vai estar preparado para tudo. Decisão sempre é muito delicada, difícil, é detalhe.
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almanaque
Você já ganhou a Libertadores com o Inter em 2006. Isso te deixa mais tranquilo? Você fica pilhado igual. Onde você vai o pessoal só fala nisso. Isso é bom para nos deixar alerta. É só fazer uma preparação bem-feita, a boa preparação vai fazer a diferença. O time leva vantagem por decidir no Pacaembu? Acho que não, é tudo muito igual, muito igual mesmo.
Corinthians jogaria mais nove Libertadores até chegar a essa final. Em 1991, foi eliminado pelo próprio Boca nas oitavas de final: 1 a 3 em Buenos Aires e 1 a 1 no Morumbi. Em 1996, chegou às quartas de final, mas parou no Grêmio: 0 a 3 em São Paulo e 1 a 0 em Porto Alegre. Nas Libertadores de 1999 e 2000, foi eliminado pelo rival Palmeiras, nos pênaltis, a primeira vez nas quartas e a segunda na semifinal. Perdeu, ainda, nas oitavas de final para o River Plate, da Argentina, em 2003 (1 a 2 e 1 a 2) e 2006 (2 a 3 e 1 a 3). Em 2010, o time caiu outra vez nas oitavas, diante do Flamengo, por ter marcado menos gols fora de casa (0 a 1 no Rio e 2 a 1 em São Paulo). Em 2011, perdeu na pré-Libertadores, para o Tolima, da Colômbia: 0 a 0 em casa, 0 a 2 fora.
Celso Unzelte
Corinthians: 35 anos atrás da Libertadores
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a quarta, o Corinthians pode conquistar um título que persegue há 35 anos. Na primeira participação na Libertadores, em 1977, foi eliminado em um grupo que tinha o Inter e os equatorianos Nacional e Deportivo Cuenca. Na foto, o corintiano Zé Eduardo e o colorado Valdomiro disputam bola no jogo de estreia (1 a 1, Morumbi, 3/4/1977). Reprodução/Arquivo Celso Unzelte
Óbvio que o torcedor vai nos ajudar muito, o que é normal no Pacaembu com o corintiano, mas o equilíbrio é grande. O time deles é muito frio, experiente, já calejado, com jogadores que já ganharam duas, três Libertadores. Não será fácil, vamos ter de sofrer sim, vai ter de ter sacrifício, doação, senão... Mole, mole não vai vir, a gente não vai ganhar de qualquer maneira. Tem de jogar muito bom futebol para vencer.
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jogos fez o Corinthians nas 10 participações na s Liber tadores, até ante da segunda partida da ca. final de 2012 com o Bo Foram 45 vitórias, 19 empates e 21 derrotas, 154 gols marcados e 94 sofridos. Enfrentou 34 clubes de dez países, incluindo o Brasil.
Ajax, da Holanda, detentor dos direitos do atleta, teve idas e vindas. Estava bem encaminhada depois que os clubes chegaram a um acordo de pagamento pela prorrogação do empréstimo, porém os europeus passaram a exigir que o Boca exercesse sua opção de compra de Cvitanich. Sem dinheiro, o finalista da Libertadores desistiu. Ainda assim, o jogador vai a São Paulo para acompanhar o Boca como torcedor. Caso pudesse atuar, começaria a partida no banco de reservas. Ontem, os argentinos fizeram um coletivo em La Bombonera. Para fugir da pressão da torcida, o técnico Falcioni deve mandar sua equipe marcar no campo de ataque e tentar ficar com a posse de bola o maior tempo possível. Apesar de jogar fora de casa, o Boca Juniors não acredita que o Corinthians vai mudar sua filosofia de defender. Na visão dos jogadores, a equipe comandada por Tite é defensiva, gosta de jogar dessa forma e caberá a eles tomar a iniciativa de dominar a partida.O treino de hoje será fechado. Na terça pela manhã, o Boca viaja para São Paulo, onde treinará à noite no Pacaembu para reconhecer o gramado. Depois do empate por 1 a 1 em Buenos Aires, o Corinthians precisa vencer em casa para ser campeão da Libertadores pela primeira vez. Em caso de novo empate, por qualquer placar, haverá prorrogação e, persistindo o empate, cobranças de pênaltis. Nesse caso, se depender do histórico do goleiro Cassio, o Corinthians terá grandes chances de levar a melhor. No sábado, o goleiro treinou pênaltis com os jogadores reservas e apresentou bom desempenho, pegando uma cobrança de Willian e acertando o canto em praticamente todos os chutes. “Já peguei muitos pênaltis na base do Grêmio, mais ganhei do que perdi nessas disputas”, garantiu Cássio. “Sempre pegava um ou dois. Na Holanda (pelo PSV Eindhoven), peguei dois em uma final com o time B. Estou acostumado a esse tipo de decisão.” O goleiro, porém, garante que não quer que a disputa chegue até esse ponto. “Espero que possamos resolver bem antes do fim do jogo”, diz ele. “Caso contrário, será emoção demais para nossa torcida. Além disso, temos jogadores com condições de resolver no tempo normal”.
CURTAS
Morreram na sexta, 29 de
junho, Carlos Alberto Cavalheiro, ex-goleiro do Vasco, aos 80 anos, e Anacleto Pietrobom, ex-árbitro, aos 88. Na quinta, 5 de julho,
completa 30 anos a derrota do Brasil para a Itália por 3 a 2 que eliminou a Seleção da Copa de 1982.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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Não quero agora, mas quem sabe um dia...” Mílton Cruz, técnico interino do São Paulo, sobre as chances de ser efetivado
sporte
SEM SAIR DO ZERO
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oi mais uma rodada daquelas em que o Campeonato Brasileiro, para muitos, parece ainda nem ter começado — o Corinthians, por conta da decisão da Libertadores, na quarta, teve seu jogo contra o Botafogo adiado; Palmeiras e Coritiba, mais preocupados com as finais da Copa do Brasil, jogaram com times recheados de reservas. E muita gente continua, de fato, na estaca zero. Como o Santos. Ontem, no Canindé, contra a Portuguesa, mesmo contando com os craques Ganso e Neymar, o time não conseguiu sair do 0 a 0. Aliás, com os 3 a 1 do Palmeiras sobre o Figueirense, passa a ser, ao lado do Atlético-GO, um dos dois únicos que ainda não conseguiram vencer no campeonato. “O Santos tem a política de não gastar mais do que arrecada. Então outros times às vezes chegam com mais dinheiro e levam vantagem na hora de procurar reforços”, reclamou o técnico Muricy Ramalho após a partida. Ele, no entanto, preferiu deixar para a diretoria a responsabilidade de procurar contratações. A principal preocupação de Muricy são as próximas rodadas do Brasileiro, quando existe a forte possibilidade de o Santos ficar sem Neymar e Paulo Henrique Ganso, prováveis convocados para os Jogos
Vagner Campos/AE
Emanuel Pinheiro/AE
Santos de Neymar ainda não venceu neste Brasileiro e ficou no 0 a 0 com a Portuguesa, no Canindé. No sábado, São Paulo de Cortez, Jadson e Luis Fabiano entrou em campo pela primeira vez após a demissão do técnico Leão. Ganhou do Cruzeiro, em Minas, por 3 a 2, e ajudou outro mineiro, o Atlético, a chegar à liderança
Olímpicos de Londres. A saída será utilizar os reservas, mas o técnico já reclamou que tem enfrentado dificuldades até para escalar os suplentes. Antes mesmo da Olimpíada, a diretoria do Santos procura renovar o contrato de Ganso, mas as negociações não têm avançado. “Acabei não gostando (da proposta do clube). Achei que viria coisa melhor”, revelou o jogador. Muricy sabe do potencial do
elenco e demonstrou tranquilidade em relação à fase ruim atual. “Temos que ter paciência, que daqui a pouco encaixamos duas vitórias e voltamos a ter embalo para ganhar”, afirmou. “No futebol nem sempre o melhor vence, mas vamos levantar a cabeça”, comentou Neymar. Quem surpreendentemene levantou a cabeça, mesmo após a demissão do técnico Emerson Leão durante a se-
mana, foi o São Paulo. Sob o comando do interino Mílton Cruz, a equipe foi a Minas e, no sábado, derrotou o então líder Cruzeiro por 3 a 2, ajudando uma outra equipe mineira, o Atlético (que fez 1 a 0 no Grêmio, em Porto Alegre), a alcançar a liderança. Apesar da boa “estreia”, é certo que Mílton não deverá ser efetivado no cargo. “Vou ver na praça, mas certamente vou ser criticado porque deve
vir alguém empregado”, disse o presidente Juvenal Juvêncuio após a partida. O interino desabafou após a vitória sobre o Cruzeiro e afirmou que não deu bola para algumas críticas que vinha sofrendo da torcida: “Os diretores sabem do meu trabalho no clube e da minha dignidade, que andaram duvidando. Estou há 25 anos no clube, sete como jogador e 18 como funcionário, e nunca tive um deslize. Conhe-
ço esse clube como a palma da minha mão, eles (dirigentes) gostam de mim e está aí a resposta.” Mílton está confiante no desempenho do time no Campeonato Brasileiro, mesmo que seja com outro treinador. Ele, no entanto, avisa que esta é uma equipe mais para o futuro do que para agora. “É um time para ser campeão, mas tem de ter paciência. Vai colher frutos no futuro porque tem grandes jogadores.”
Outra rodada sem vitórias paulistas
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ssim como já havia acontecido na rodada passada, nenhum time paulista conseguiu vencer na Série B. Guarani, Guaratinguetá e Grêmio Barueri continuam na zona de rebaixamento. O Bragantino está em 15º e o melhor colocado entre os clubes do Estado é o São Caetano, em sexto, brigando com um pelotão de outras quatro equipes para entrar no G-4. Na terça, o Barueri perdeu em casa para o América-MG (1 a 0) e o Guaratinguetá voltou de Goiás com um bom empate (1 a 1). Na sexta, América-RN 1 x 0 Guarani e, no sábado, São Caetano 1 x 1 Paraná e Atlético-PR 0 x 0 Bragantino. Demais resultados: na terça, Ipatinga 1 x 2 Ceará. Na sexta, ASA 3 x 1 ABC. No sábado, Criciúma 2 x 0 CRB, Vitória 2 x 0 Avaí e Boa 0 x 0 Joinville. Amanhã jogam Guarani x Ipatinga e Guará x São Caetano.
COPA DO BRASIL
PELO BRASIL
Enfim começou, no fim de
Ensaio para a decisão M
Román. Depois disso, a partida se encaminhava para terminar empatada quando Barcos colocou o Palmeiras em vantagem, já aos 38 minutos do segundo tempo. Aos 41, em rápido contra-ataque, Maikon Leite entrou na área sozinho e definiu o placar.
Para o meia Valdivia, os duelos contra o Coritiba, pelas finais da Copa do Brasil, serão muito mais “pegados”. “A Copa do Brasil é outra história”, avisou ao final da vitória sobre o Figueirense. “Temos que ir com tudo para cima. Vão ser duas guerras, aqui e lá.” Após o sequestro que sofreu em São Paulo, o meia ganhou folga para esfriar a cabeça e voltou à equipe contra o Grêmio, na segunda partida da semifinal da Copa do Brasil. Fez inclusive o gol que ajudou a classificar o time para a final. Sua boa atuação contra o Grêmio e o jogo com o Figueirense ajudam-no a voltar ao ritmo normal de jogo. “Estou bem, feliz depois de tudo o que aconteceu. Estou voltando a treinar com alegria e a gente tem que trabalhar pra melhorar.” Na derrota de ontem para o Sport, em casa, por 3 a 2, o Coritiba, adversário do Palmeiras na decisão de quintafeira, entrou em campo com um time totalmente formado por jogadores reservas.
Justiça obrigando a CBF a incluir o Treze-PB entre os participantes. No sábado: Tupi-MG 0 x 2 Duque de Caxias-RJ, Vila Nova-GO 4 x 1 Oeste-SP, Santo AndréSP 0 x 0 Chapecoense-SC e Madureira-RJ 1 x 0 Brasiliense-DF. No domingo: Santa Cruz-PE 1 x 1 Guarany-CE, CuiabáMT 0 x 0 Icasa-CE, Fortaleza-CE 0 x 0 ÁguiaPA e Caxias-RS 0 x 4 Macaé-RJ. Hoje jogam César Greco/Folhapress
esmo com a cabeça no primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil, quinta-feira, contra o Coritiba, o Palmeiras conseguiu derrotar o Figueirense por 3 a 1, ontem, na Arena Barueri. Foi a primeira vitória do time neste Brasileiro. Os anfitriões entraram em campo com um time praticamente reserva, apenas com Barcos entre os titulares, por causa da final da Copa do Brasil. Aos 19 minutos, o técnico Luiz Felipe Scolari ganhou um problema: o zagueiro Maurício Ramos sentiu uma lesão na coxa e precisou ser substituído por Román. Na quinta, o Palmeiras já não poderá contar com seu outro zagueiro, Henrique, suspenso, e dessa forma o treinador pode perder outra opção para o setor defensivo. Ontem, o time catarinense abriu o placar com um belo gol de Júlio César, pegando um chute de primeira, de voleio, cruzado. Depois, empatou com o zagueiro
semana, a Série C, com a
Barcos e Roman marcaram pelo Brasileiro. Agora, o Coritiba
Paysandu-PA x Luverdense-MT. Rio Branco-AC x Salgueiro-PE foi adiado para 26/9.
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25 Esses rapazes fizeram história merecidamente. Nosso sucesso se deve a eles.” Vicente del Bosque, técnico da Espanha
sporte Eddie Keogh/Reuters
Com vitória por 4 a 0, Espanha ganha mais uma Euro e amplia domínio sobre o futebol mundial
FURIOSOS! F
oi uma lavada, um passeio, um chocolate. A Espanha goleou a Itália por 4 a 0 na decisão da Eurocopa, disputada neste domingo, em Kiev, na Ucrânia, e alcançou um feito inédito no futebol mundial: pela primeira vez uma seleção ganha em sequência três torneios de primeira linha, incluindo uma Copa do Mundo. A dinastia espanhola iniciou-se há quatro anos, na Eurocopa disputada na Áustria e na Suíça, com a vitória sobre a Alemanha na final. Ampliou-se em 2010, no Mundial da África do Sul, com o triunfo sobre a Holanda, na decisão. E confirmou-se com o massacre de Kiev, o jogo que colocou definitivamente a Espanha no panteão das grandes seleções. A atuação na decisão deste domingo fez lembrar o apelido renegado nos últimos anos pelos espanhóis, que deixaram a “Fúria” de lado, por superstição, e optaram pelo novo apelido “La Roja”. Criticada por alguns comentaristas pelo excesso de toques e pela pouca objetividade, inclusive em alguns dos jogos desta Euro, a Espanha se impôs frente à Itália desde o começo, manteve a
posse de bola e abriu o placar aos 13 minutos: após troca de passes, Iniesta achou Fabregas, que invadiu a área e tocou para David Silva marcar. A Itália até pressionou, mas Cassano perdeu as duas melhores chances, e o castigo veio a jato: aos 40 minutos, Xavi dominou no meio de campo, avançou e tocou para Jordi Alba, seu futuro companheiro de Barcelona. O lateral-esquerdo invadiu a área e só tocou na saída de Buffon. No segundo tempo, a Itália voltou com Di Natale no lugar de Cassano, e o atacante perdeu mais duas boas chances, uma delas numa grande defesa de Casillas. Então, aos 10 minutos, a Itália ficou com dez: o brasileiro Thiago Motta, que havia entrado pouco antes, sentiu uma lesão muscular e, como o técnico Cesare Prandelli já havia feito as três alterações, o time teve de ficar com dez e ficou sem fôlego para buscar o empate. Os espanhóis então deitaram e rolaram: marcando sob pressão, mantinham a bola no ataque o tempo todo e a goleada saiu naturalmente: aos 38 minutos, Fernando Torres aproveitou outro ótimo passe de Xavi
para fazer o terceiro. Quatro minutos depois, Torres tocou para Juan Mata definir o placar e iniciar a festa. “Desta vez fui determinante para o resultado. Foi nossa atuação mais completa. Tivemos espaços e soubemos aproveitá-los para jogar como gostamos. A verdade é que fomos muito superiores”, disse Xavi sem modéstia após o jogo. Na véspera, o meia admitira ter feito atuações apenas discretas na Eurocopa. Na final, o jogador mais velho do time, com 32 anos, foi decisivo, com duas assistências para
gol em momentos cruciais. Ele faz parte da seleta lista de sete jogadores que estiveram nas três decisões vencidas pela Espanha - os outros são o goleiro Casillas, o lateral-zagueiro Sergio Ramos, o volante Xabi Alonso, os meias Iniesta e Fabregas e o atacante Fernando Torres. Além deles, o goleiro Reina, os zagueiros Arbeloa e Albiol e o meia David Silva não jogaram as três finais, mas são os outros que estiveram nos três elencos campeões - uma lista de 34 jogadores que tem um brasileiro, o volante Marcos Senna, titular
na Eurocopa de 2008. Em Kiev, como em Johannesburgo há dois anos, também estava presente a jornalista Sara Carbonero, namorada de Casillas, que desta vez ganhou um abraço mais discreto do que o beijo “roubado” de 2010, depois de uma entrevista. “Entendemos a alegria de nosso povo e celebramos o pouco de felicidade que pode-
mos proporcionar a eles”, afirmou o técnico Vicente del Bosque, que repetiu na final o esquema sem um atacante fixo. “Jogamos da forma que parecia ser o melhor, diante de uma grande equipe. E funcionou”, declarou. Do lado italiano, o vice-campeonato foi um prêmio de consolação a uma seleção que soube se reinventar depois do fiasco de 2010, quando caiu na primeira fase, em último lugar de um grupo que tinha até a Nova Zelândia. E que chegou ao torneio abalada por um escândalo de corrupção envolvendo apostas e jogadores - o que chegou a ser visto por alguns como um sinal de sorte, já que problemas parecidos ocorreram em 1982 e 2006, anos de seus últimos títulos mundiais. “A Espanha fez história, merece. Vem jogando um futebol fantástico nos últimos quatro anos e tem jogadores de nível magnífico. Jogar contra eles com dez é muito difícil. Tivemos algumas chances no princípio, mas quando se joga contra a Espanha é preciso ter toda a energia. Eles dominaram e só podemos parabenizá-los”, disse o técnico Cesare Prandelli.
VÔLEI Alexandre Arruda/CBV
Prata e evolução
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mas precisava torcer para que as americanas perdessem para a China no último jogo, e a vitória tranquila por 3 a 0 serviu para os EUA confirmarem o bicampeonato e a condição de seleção a ser batida na Olimpíada de Londres. “Foi importante termos participado do Grand Prix, um teste relevante. Jogamos contra equipes que vamos enfrentar em Londres. A der-
rota para os Estados Unidos serve como exemplo, pois perdemos o campeonato naquele jogo”, admite o técnico José Roberto Guimarães, que, de forma geral, gostou do desempenho da seleção, que terminou com apenas duas derrotas - a outra, também para os EUA, na fase de classificação. “Melhoramos em alguns aspectos do nosso jogo e definimos algumas dú-
Ronald Hoogendoorn/FIVB
Brasil conquistou neste domingo o vice-campeonato do Grand Prix feminino de vôlei, ao vencer a Turquia por 3 a 1. O time chegou a 13 pontos na fase final, com quatro vitórias e apenas uma derrota, 3 a 2 para as campeãs dos Estados Unidos, no primeiro jogo da fase final. O time ainda chegou até o fim com chances de título,
Com vitória sobre a Turquia, o Brasil foi vice do Grand Prix, um “teste importante” para o técnico Zé Roberto
vidas que tínhamos na equipe, mas ainda precisamos evoluir em outras partes, como no sistema defensivo. Temos que manter a parte física e focar em Londres.” Eleita a melhor bloqueadora do Grand Prix, a meio-de-rede Thaisa afirmou que ainda tem como crescer no fundamento. “Trocaria esse prêmio pelo título. Fico feliz pelo reconhecimento, mas acredito que ainda preciso melhorar, o bloqueio é muito importante para uma central”, disse a jogadora, que também viu muito aprendizado na derrota para os Estados Unidos, na fase final. “O nosso grupo tirou uma grande lição daquela derrota. Não podemos começar uma partida como iniciamos contra as americanas. Hoje o vôlei está muito nivelado e isso não pode acontecer”. A seleção chega ao Brasil na noite de terça, terá alguns dias de folga e volta aos treinos para os Jogos de Londres. A equipe treinada por Zé Roberto está no Grupo B e estreia contra a Turquia, a mesma rival deste domingo, no dia 28 deste mês. Depois, pela ordem, enfrenta Estados Unidos, Coreia do Sul, China e Sérvia. Os quatro primeiros colocados de cada grupo vão às quartas de final.
Time de Bernardinho disputará as finais da Liga Mundial, na Bulgária
Deixaram o Brasil chegar
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uncionou a torcida da seleção brasileira masculina de vôlei: duas semanas depois de encerrar sua participação na fase de grupos da Liga Mundial, a equipe assegurou a classificação para a fase final, que será disputada nesta semana, em Sofia, na Bulgária. Também estão na briga os donos da casa, Cuba, Polônia, Alemanha e EUA ou França, que decidiram a última vaga apenas na madrugada desta segunda-feira. Desses dois, quem ficasse em segundo no Grupo C teria obrigatoriamente menos pon-
tos que os 26 do Brasil, que conseguiu oito vitórias e quatro derrotas na fase inicial. “A gente preferia ter se classificado de forma direta, como líder do grupo, mas, já que não foi possível, ficamos na expectativa das outras seleções. Ficamos felizes com a confirmação de que seguimos na luta”, disse o levantador Bruno. Desde 2001, quando Bernardinho assumiu como técnico, o Brasil ganhou oito edições, foi vice em duas (2002 e 2011) e só ficou uma vez fora do pódio, em 2008, quando ficou em quarto lugar.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
26 -.ESPORTE
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FIM DE JOGO
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Brasil vence Argentina e é campeão do Quadrangular Internacional Sub-20
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Lateral esquerdo Dodô, 19 anos, deixa Corinthians para defender a Roma
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Campeão europeu Chelsea não renova contratos de Kalou e Bosingwa
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Vídeo em destaque - Além da beleza, muito talento - www.dcomercio.com.br
www.dcomercio.com.br/esporte/
HORA DO BRASIL BARÇA FAZ ESCOLA NO BRASIL O acampamento de férias que o Barcelona fará em Saquarema, Rio de Janeiro, entre 22 e 28 de julho, é o primeiro passo de um projeto maior: a criação de uma escola de futebol na capital fluminense, em parceria com a empresa de marketing esportivo Klefer. As instalações dessa escola ficarão na Barra da Tijuca. A ideia dos organizadores é receber crianças, com idade entre seis e 13 anos, que passarem nos
Stefano Rellandini/Reuters
testes realizados durante o mês de setembro. Será a segunda escola das categorias de base que o clube espanhol terá na América do Sul. A primeira foi aberta em Lima, Peru. Além do Barça, o Milan é outro clube com planos de abrir uma escola de futebol no Brasil. Curiosamente, o clube estrangeiro com mais escolas instaladas no Brasil é o argentino Boca Juniors, com um total de 13.
Os gringos estão chegando
Domingo, 1°
O SUCESSOR
Mais um paulista no comando da CBF os 71 anos, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, é eleito vice-presidente da CBF como representante da região Sudeste e, como o mais velho dos vices, se torna o sucessor estatutário de José Maria Marin no caso de o presidente deixar o cargo. Um dos principais aliados de Marin, Marco Polo já recebia salário de R$ 130 mil como assessor da presidência.
O holandês Clarence Seedorf vem jogar no Botafogo. O uruguaio Diego Forlán, exInter de Milão, é pretendido pelo Inter gaúcho. O argentino Jorge Sampaioli está deixando a Universidad de Chile e quer treinar um time brasileiro.
Sexta-feira, 29 de junho Simon Plestenjak/Folhapress
DE SAÍDA
Pablo Rey/AE
Stefano Rellandini/Reuters
D Agora, esta dupla da Inter é só história
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ompanheiros de grandes conquistas da Internazionale de Milão, como o título da Liga dos Campeões da Europa de 2010, os brasileiros Lúcio e Maicon estão de saída. O zagueiro rescindiu o contrato que valia até 2014, em decisão que o clube classificou como "consensual", e pode ir para a Juventus, de
Turim. O lateral, que José Mourinho gostaria de levar para o Real Madrid, pode ir para o Chelsea. Segundo o jornal espanhol Marca, já teria acertado os salários com o russo Roman Abramovich, dono do time londrino que disputará o Mundial de Clubes em dezembro.
epois de décadas como o maior exportador de talentos do futebol mundial, o Brasil ensaia os primeiros passos como importador. Figuras ilustres do futebol mundial querem atuar no Brasil nestes tempos que antecedem a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014. Depois de muitas conversas, que começaram no ano passado, o Botafogo anunciou, sábado, a contratação do meia Clarence Seedorf, que defendeu Milan nas últimas temporadas. O contrato, de dois anos, foi assinado nos Estados Unidos, onde o veterano cra-
RUMO A LONDRES Jonne Roriz/AE
Levi Bianco/Folhapress
Um acerto de contas para Jade
F Cafu abre a casa para os campeões apitão da Seleção Brasileira pentacampeã mundial em 2002, na Coréia do Sul e no Japão, Cafu faz uma grande festa em sua casa para celebrar os 10 anos da conquista e os 50 anos do bicampeonato conquistado por uma geração bem mais antiga em campos do Chile. A festa na casa do lateral que disputou três finais seguidas da Copa do Mundo e se sagrou também campeão em 1994 teve uma convidada especial, a
cido mundialmente não só por seu talento por sua habilidade, mas também pela inteligência e personalidade de um verdadeiro desportista. Seedorf será o primeiro campeão europeu a se transferir para o Brasil - a Meca do futebol". Um pouco mais jovem do que o holandês, o uruguaio Diego Forlán, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010, também pode trocar Milão por uma cidade brasileira. Filho de Pablo Forlán, ídolo do São Paulo no começo dos anos 1970, o atacante de 33 anos está de saída da Internazionale e, segundo a edição de ontem do jornal uruguaio El País já acertou um contrato dedois
De sexta, 29, a domingo, 1º
DO BI AO PENTA
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que holandês vem treinando no Los Angeles Galaxy para manter a forma física. Seedorf, de 36 anos, é casado com uma brasileira e, há alguns anos, fala no desejo de no Brasil, tinha propostas do Tottenham e de times da China, dos Emirados Árabes e do Canadá, mas preferiu assinar com o Botafogo, embora ganhando menos, para morar no Rio. Eu seu site oficial, o novo contrato foi anunciado ontem, de forma pouco modesta: "Apenas alguns dias depois de sua despedida oficial do AC Milan, Clarence Seedorf troca as cores vermelho e preto pelo branco e preto, do Botafogo. O número 10 holandês é conhe-
baiana Daniela Mercury, que cantou o Hino Nacional. Além de companheiros de 2002, como Marcos, Ju ninho, Raí, Ricardinho, Denílson, Zetti e o treinador Luiz Felipe Scolari, Cafu recebeu campeões de 1962, como Pepe, Coutinho, Jair Marinho e Altair. C l od o al d o, Dadá Maravilha e Félix, campeões em 1970, e Gilmar Rinaldi, campeão em 1994, também foram prestigiar a festa em Alphaville. Sábado, 30 de junho
oi uma surpresa para todos quando a convocação da seleção brasileira feminina de ginástica para a Olimpíada de Londres saiu, na semana passada, sem o nome de Jade Barbosa, a mais completa ginasta do País na atualidade. E por um motivo pouco olímpico: nada de lesões ou mau desempenho, mas a falta de acerto para o uso da imagem da atleta. A CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) é patrocinada pela Caixa Econômica Federal, enquanto Jade tem o apoio pessoal do BMG. E, por causa disso, não quis, inicialmente, assinar o contrato com a CBG. Ela voltou atrás neste fim de semana e disse que assinaria o contrato, mas a técnica da seleção, Georgette Vidor, ainda
não confirmou se mudará a convocação - Laís Souza foi chamada para o lugar de Jade. “Saíram informações de que ela não queria usar o uniforme. Nada disso. O que ela queria era poder ter os benefícios de um contrato individual se a imagem dela fosse usada à parte e não se submeter apenas aos termos do contrato coletivo”, explicou a madrasta de Jade, Elisete Chagas. Não é a primeira vez que a concorrência entre marcas mexe com os atletas brasileiros. Em Sydney-2000, Gustavo Kuerten quase ficou de fora por um desacerto entre fabricantes de uniformes. Em Pequim2008, as seleções de futebol jogaram com um uniforme sem escudo da CBF - o que deve se repetir em Londres.
Felipe Trueba/EFE
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anos com o Internacional de Porto Alegre, devendo receber cerca de dois milhões de euros por temporada. Nem o jogador nem o clube gaúcho confirmam a informação, que vem sendo igualmente publicada por jornais e portais da Espanha e da Itália. Em Santiago, o jornal La Tercera informou, no sábado, que o argentino Jorge Sampaoli pode deixar a equipe da Universidad de Chile para treinar o Flamengo. Sampaoli chegou a ser cogitado como substituto de Emerson Leão no São Paulo, mas estaria conversando com o Flamengo desde a quarta-feira da semana passada. Os gringos estão chegando.