Caminhos da cruz
No 7º dia, OAB pede: renuncie já!
A situação é insustentável para o senador Demóstenes Torres (DEM), flagrado em negociações com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Após ter recebido um ultimato do partido (até amanhã, deve ser expulso ), ontem, uma semana após as primeiras notícias, foi a vez da OAB. "A gravidade das denúncias por si só recomenda uma atitude moral", disse o presidente Ophir Cavalcante. Pág. 5 Arte de Paulo Zilbermann sobre foto de Waldemir Barreto/Ag. Senado
Tiago Queiroz/AE
Conclusão: 23h50
Ano 87 - Nº 23.595
www.dcomercio.com.br
Jornal do empreendedor
R$ 1,40
São Paulo, sábado, 31 de março, e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de abril de 2012
Pág. 11
Rebeldes sírios recebem salário Pág. 9 Reuters
Nobel da Paz vence generais. No voto. Silenciada 20 anos, Suu Kyi ganhou um lugar no Parlamento de Mianmar. Pág. 9
Atrás da verdade, no Dia da Mentira.
O Cordão da Mentira, com 200 pessoas, saiu do Cemitério da Consolação até o antigo Dops, desconfiado de que o 31 de março de 1964, aos 48 anos, ainda não chegou ao "real fim", porque falta julgar "os criminosos do período". Pág. 7
Começo lento, mas com fôlego.
Tricolor já ensaia para o torneio matador O líder São Paulo perdeu o 1º tempo contra o Ituano. No 2º, marcou 4. Lucas (foto) fez o 3º, que empurrou o time para a vitória de 4 a 2. Faltam só duas rodadas para terminar a 1ª fase do campeonato. Depois, no torneio final, jogarão, além do Tricolor, Corinthians, Santos, Palmeiras, Mogi, Guarani, Bragantino e Ponte. Págs. 27 e 28. HOJE
ISSN 1679-2688
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Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 28º C. Mínima 17º C.
AMANHÃ 9 771679 268008
Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 29º C. Mínima 18º C.
Câmbio e indústria freiam economia no 1º trimestre. Perspectivas ainda são positivas. Págs. 15 e 17
Lobisomem à solta no Interior Passeios sob a lua cheia em São João da Boa Vista conquistam cada vez mais adeptos. Pág. 12 Evelson de Freitas/AE
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sábado, 31 de março, e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de abril de 2012
Estamos enfrentando momentos difíceis: o governo está tomando medidas em legítima defesa para corrigi-los. Delfim Netto
pinião Wesley Santos
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Brasil tem resistido melhor do que a maioria dos países à crise global de 2008/2009, desde o seu início, mas é ilusão supor que estamos suficientemente protegidos de nossas próprias intempéries ou dos efeitos das tragédias alheias. Não devemos, portanto, baixar a guarda acreditando que o sucesso do modelo agromineral-exportador induzido pelo crescimento das importações chinesas continuará o mesmo nos próximos anos e que nosso passivo externo nunca mais será problema devido à magnitude de nossas reservas (elas mesmas voláteis e dependentes da situação internacional). Não há mais dúvida de que o resultado do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado se explica pelo afundamento da indústria de transformação. Ele confirma a necessidade de insistirmos no estabelecimento de uma política industrial que tenha o objetivo claro de impedir o avanço do processo de desmonte de toda uma cadeia produtiva altamente sofisticada que se estabeleceu no País nas últimas quatro décadas. Com a continuidade dessa d e s a c e l e r a ç ã o d o c r e s c imento em janeiro, justificase plenamente a reação que levou às ruas da capital gaúcha na última segunda-feira empresários e trabalhadores unidos no movimento apropriadamente chamado de Alerta Brasil. A mobilização, organizada pelas centrais sindicais, sindicatos de trabalhadores na indústria e pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (ABIMAQ) prevê manifestações nas próximas semanas
DELFIM NETTO
Passeata realizada no centro de Porto Alegre, dia 26 último, contra a desindustrialização: outras manifestações estão programadas.
quebrando as cadeias produtivas e de outro impede as nossas exportações de produtos manufaturados. Quando se compara o comércio do Brasil com a China, tem-se um duplo movimento: de um lado a invasão do nosso mercado interno com preços políticos de todas as formas, devido à desvalorização gigantesca de sua moeda e, de outro, um movimento em que compete em todos os mercados com os nossos produtos exportáveis no setor de manufaturados.
LEGÍTIMO PROTESTO A Empresários e trabalhadores estão unidos contra juros altos, excessiva carga tributária, o câmbio supervalorizado e em defesa dos empregos ameaçados pelas importações.
em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Amazonas e Brasília. Eles estão unidos num protesto contra os juros altos, a excessiva carga tributária, o câmbio supervalorizado e em defesa dos empregos ameaçados pelas importações sub-
sidiadas que competem deslealmente com a produção da indústria nacional. Quando a indústria de transformação cresce normalmente 3%, só pelo efeito multiplicador já aumenta o PIB em torno de 1% – de forma que o cres-
cimento de 0.1% no setor cortou no mínimo 1% do PIB. Basicamente isso se deve ao problema da supervalorização do câmbio brasileiro. Estamos enfrentando momentos difíceis: o governo está tomando medidas em legítima
defesa para corrigi-los e eu espero que isso aconteça num futuro próximo. Entretanto, não há a menor dúvida que a competição, da forma como está sendo feita, destrói de um lado a sofisticação da indústria brasileira
China compete conosco na Argentina, no Uruguai, na Colômbia, nos Estados Unidos, na Europa, de forma que não há a menor dúvida quanto ao fato que a relação cambio-salário brasileira ficou muito cara e está prejudicando a produção nacional no fornecimento ao mercado interno e destruindo a capacidade de exportação da indústria. ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSOR EMÉRITO DA FEA-USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO
José Patrício/AE
A QUEM INTERESSA FOMENTAR O ÓDIO? M
encionei neste espaço, semana passada, a necessidade de psicólogos, sociólogos, assistentes sociais, antropólogos e até psiquiatras a se manifestarem sobre a estupidez que toma conta de um grupo de torcedores de times de futebol que andam por aí em bandos, matando uns aos outros. Não serei tão ingênuo a ponto de achar necessária também a opinião desses profissionais para entender a visível e crescente busca de hostilidades por fatos acontecidos no País durante o regime militar. Em nome da busca da verdade – aparentemente um eufemismo para encobrir possíveis atos de retaliação – provocações cada vez mais ostensivas ganham as ruas, em conflitos entre militares já há muito aposentados e "manifestantes", que parecem não ter nem idade e nem conhecimento maior dos fatos daquele período. Pode-se candidamente
PAULO SAAB perguntar: a quem interessa que se acirrem ódios em diversos segmentos da vida nacional? O que motiva jovens a se organizarem em bandos criminosos na alegada defesa de cores de times de futebol? E o que motiva agora, anos após uma Lei Geral de Anistia – votada e que permitiu a retomada democrática do País e a chegada ao poder de muitos inimigos do regime militar – uma espécie de acerto de contas, quando o Brasil busca mais igualdade social, desenvolvimento econômico e paz? A corrupção campeia Brasil afora, mas não se observa o mínimo movimento desses grupos em defesa da moralidade
pública. Não há um único dia sem que as manchetes mostrem o envolvimento de figurões da República, de ontem e de hoje, partícipes ou não dos embates da era do regime fechado, ou neófitos já veteranos na arte da gatunagem.
E
les assaltam desbragadamente os cofres públicos, desviam a riqueza nacional para caixas privados, praticam atos impensáveis contra administração pública, sejam do governo ou da dita oposição, e os manifestantes, de origem e recursos ignorados, concentram sua energia em enfrentamentos que já são parte da história passada.
Violência de torcedores de times de futebol: energia mal direcionada entre os jovens. Com todo respeito aos familiares dos que tombaram na luta, de ambos os lados. Em vez de gastar energia e recursos (porque manifestantes não surgem em local e hora previamente marcados por geração espontânea) de origem desconhecida, essas pessoas envolvidas nas brigas de torcidas e na hostilidade a militares aposentados poderiam estar cobrando dos governantes, de todos os partidos e dos políticos em geral, um
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
comportamento de mínimo respeito ao povo, sugado em suas entranhas pelos recursos desviados da saúde, da educação, dos transportes, da segurança pública, para promover o enriquecimento de bandidos travestidos de políticos, governantes e empresários. Em vez, também, de me aborrecer por ter opinião e expressá-la abertamente, como me garantem as leis do País, que persigam quem está saqueando o Brasil, enquanto a população é
distraída com pão e circo e oratória demagógica rouca.
N
ão concordo com o que houve naquele período. Como jornalista em início de carreira também fui vítima de arbitrariedades. Nem por isto estou pugnando por uma "justiça" de conotação ideológica ou buscando "ressarcimento" financeiro, que já gerou pensões milionárias. País de tolos e não de todos. PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Ed i to r - Ch e fe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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NOVO PROJETO PARA REFORMA DO CÓDIGO CIVIL NÃO GARANTE RAPIDEZ NOS PROCESSOS.
pinião
ACELERAR A JUSTIÇA? A
reforma do Código de Processo Civil teve início há 19 anos, pela Lei n. 8.455, de 1992, com a declarada intenção de imprimir maior celeridade à tramitação dos processos judiciais cíveis. A orientação adotada pelos juristas incumbidos da reforma foi a de não substituir o código por outro, preferindo-se minirreformas setoriais, com a modificação dos capítulos e artigos que se supunham causadores da delonga na solução dos litígios. De lá até aqui, aproximadamente 50 leis entraram em vigor: as primeiras compuseram o que se chamou a reforma do processo civil, as segundas a reforma da reforma e terceiras e quartas restaram sem denominação. Não se verificou efeito de celeridade nos serviços forenses. Quanto à qualidade dos ditos serviços… dessa aqui não se cogita. Agora, um anteprojeto de lei encomendado pelo senador José Sarney a uma comissão de juristas, sob a presidência do Ministro Luiz Fux, aprovado no Senado em 196 dias corridos, encontra-se em discussão na Câmara dos Deputados, transformado no PL n. 8.046/2010. É projeto de um novo código, que traz, outra vez, como argumento principal, a necessidade de buscar a rápida entrega da prestação jurisdicional – isto é, o cumprimento, pelo Estado, do seu encargo de fazer justiça, já que tem o monopólio da atividade. O argumento da celeridade, porém, não está convencendo a quem se detém na interpretação do projeto, pois a obra exibe características de autoritarismo, mostrando-se oposta à concepção e ao sistema liberal do Código em vigor, cujo anteprojeto o professor Alfredo Buzaid apresentou no início da década de 60 ao presidente João Goulart e foi submetido a uma Comissão Revisora de eminentes processualistas. Algumas proposições contrariam a alegada celeridade,
dente de demandas repetitivas, com a sucessão dos prazos previstos nos artigos 932 e seguintes, e o tempo para o tribunal analisar, detidamente, se os pedidos e seus fundamentos, nas causas em cotejo, se se estremam ou se confundem. O Projeto prevê o prazo de seis meses para julgamento do incidente, que poderá ser prorrogado por "decisão fundamentada" do relator. Considere-se ainda o tempo para apreciação do recurso contra a decisão que julga tal incidente!
S É preciso observar com atenção o espírito do novo projeto, lembrando que o verdadeiro acesso à Justiça supõe a liberdade de litigar.
como a admissão do "amicus curiae" em primeiro grau de jurisdição, que será um integrante a mais do processo, além do autor, do réu, seus litisconsortes e intervenientes admitidos. Desde a sua indicação até a sua manifestação sobre o mérito da causa, tudo será objeto de intervenções dos litigantes, ensejando respostas. Será tempo processual que se consumirá. Também motivo de demora é o tratamento privilegiado que o projeto dispensa à União, estados, Distrito Federal, municípios e respectivas autarquias, bem como às fundações de direito público, ao Ministério Público e à Defensoria Pública. Ao contrário do ensinado pela boa doutrina, terão esses litigantes posição que ofende o princípio da isonomia processual, consistente na igualdade das faculda-
MILTON PAULO DE CARVALHO des e ônus a todos os sujeitos do processo.
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egundo o projeto, aqueles litigantes terão prazo em dobro para qualquer manifestação nos autos. Se se faz reforma com substituição do código por causa da lentidão da Justiça, não se explica que entidades públicas deixem de cumprir o preceito constitucional da igualdade por não abrirem mão do seu odiento privilégio. É outro motivo para não crer no mote da celeridade. Outro dispositivo projetado prevê que, nas audiências de
julgamento em que haja complexidade na matéria de direito ou de fato o juiz poderá permitir que as partes apresentem razões escritas, em prazos sucessivos de quinze dias. Ora, o costume é manifestarem-se autor e réu no prazo de dez dias corridos para cada um quando a tal complexidade não possibilite o debate oral na audiência – prazo que pode ser diminuído a critério do juiz. O projeto impõe – ele não permite às partes pleitear nem ao juiz decidir a seu critério – os prazos sucessivos de quinze dias (como se verá
adiante, os prazos serão contados só pelos dias úteis). Pondere-se: a medida seria perfeitamente admissível se não se achasse a Justiça na situação calamitosa em que está no tocante à demora dos serviços. Imagine o prezado leitor um processo com vários autores, vários réus, e… com "amicus curiae": só nos debates escritos se consumirão meses… Além disso, não existe no projeto disposição como esta, ou equivalente, do Código em vigor: "Encerrado o debate ou oferecidos os memoriais, o juiz proferirá a sentença desde logo ou no prazo de dez (10) dias." Não dá para acreditar que a celeridade seja a razão da mudança do Código. Vejamos mais três motivos dentre os muitos que alicerçam essa descrença. Primeiro: o tempo a ser consumido no julgamento do inci-
egundo: o tempo para julgamento do incidente de concessão de efeito suspensivo à apelação. Interposto esse recurso, o apelante deverá requerer tal efeito ao relator, à evidência, em segundo grau. Imagine-se quanto aumentará a já vultosa pletora de recursos para cada juiz de segunda instância! Terceiro: a regra proposta de só se contarem os prazos judiciais em dias úteis. A ideia poderia ser válida, como realmente o é, se fosse outra a situação da Justiça brasileira e se outro fosse o propósito do projeto. Com todo respeito, está longe de convencer o argumento de que a mudança do Código de Processo Civil é necessária para acelerar os serviços da Justiça. A atenção da comunidade deve voltar-se para o espírito e a letra dos comandos contidos no projeto que inibem ou restringem a liberdade de estar em juízo, postulando por sua extinção, pois o verdadeiro acesso à justiça, garantido pela Constituição, supõe a liberdade de litigar. Esta sim é, em verdade, tradição na vida jurisdicional brasileira. MILTON PAULO DE CARVALHO É ADVOGADO, DOUTOR E MESTRE EM
DIREITO PROCESSUAL PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, PROFESSOR DO CENTRO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E TITULAR DA ACADEMIA PAULISTA DE DIREITO E ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS JURÍDICAS.
ESTROPIANDO A LÍNGUA PORTUGUESA E
ssa história de que não há mal que sempre dure parece inverídica. O vício do "gerundismo", por exemplo, se alastrou de tal forma que, hoje, até "otoridades" e vários repórteres televisivos, estão contaminados. É uma verdadeira "praga oral". O "gerundismo"é uma anomalia no uso correto do gerúndio – forma invariável de flexão verbal, quando se troca o "r" do verbo infinitivo por "ndo", como por exemplo: "andar/andando", "cantar/cantando". Seu uso é adequado apenas para denotar a ação que ocorre no mesmo instante em que a fala acontece. Caso de: "Estou almoçando". Quando? Agora. "Estou escrevendo" (agora). Há tempos estamos ouvindo absurdos proferidos pelo pessoal de atendimento de muitas empresas, como: "Vou estar enviando"; "Vamos estar disponibilizando"; "Vamos estar gravando esta conversa", e assim por diante. Além da afronta à gramática, é uma agressão aos nossos ouvidos. Uma possível explicação para esse vício de linguagem pode estar na tradução equivocada de alguns manuais de telemarketing oriundos dos Estados Unidos, que fazem a tradução literal
das expressões em Inglês, desrespeitando-se as normas específicas da nossa língua. Vejamos alguns exemplos: o verbo "to send/enviar". Seu gerúndio, em inglês, é "sending", e em português, "enviando". Grosso modo, o nosso "ndo" (que forma o gerúndio), seria o "ing" deles. O problema é que, quando "enviar" for uma ação que só ocorrerá no futuro, em português diz-se "enviarei". Como na língua inglesa não existe algo como "sendarei", é necessário um verbo auxiliar ("will") para denotar o futuro da ação; logo, "enviarei" se transforma em "I will send" – que os americanos costumam falar "I'll be sending". Pronto. Confusão armada no caso de uma tradução literal, cheia de armadilhas fatais.
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liás, é bom destacar que, com as exceções de praxe, os americanos costumam falar um péssimo Inglês; portanto, estropiar o próprio idioma não é um privilégio somente de
brasileiros relaxados. Seja como for, já passou da hora de as empresas e as redações mudarem o "chip linguístico" de parte de seu pessoal e adotar um script, digamos assim, que privilegie a espontaneidade nas relações comerciais e com os entrevistados mas, acima de tudo, que prime pela correção no falar e no escrever. Os vícios de linguagem, como qualquer outro, são um suplício na hora de erradicálos. Entranhados no modo de falar de numerosas pessoas, inclusive aquelas mais cultas, porém não vigilantes na
utilização do idioma, esses vícios, paradoxalmente, passam a ser aceitos como "normais", enquanto o falar escorreito pode virar o "errado", e não raro tido como pernóstico.
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ão canso de repetir: entre as línguas mais belas do mundo, sem dúvida o nosso idioma está entre as cinco primeiras. Por isso é lamentável quando, além do gerundismo, muitas lojas estejam utilizando expressões desnecessárias e pernósticas em inglês para anunciar seus descontos. Não creio que
simplesmente proibir o uso de expressões estrangeiras nos anúncios solucione o problema. Acredito mais numa campanha institucional de boas escolas, com o apoio das associações comerciais e de outras entidades culturais, com vistas à reeducação do distinto público para o bom uso da língua portuguesa no dia a dia e na publicidade em geral. Nem falo em alguma "campanha governamental" para o bom uso da língua portuguesa, pois, considerando o falar dessas muitas "otoridades" que pululam por aí, isso mais soaria como uma piada de péssimo gosto – aliás, como tudo que vem do atual governo, como nomear, por exemplo, para "ministro da Pesca" alguém que não sabe diferenciar uma tilápia de uma galinha d'angola! E a sociedade silencia. De todos os símbolos pátrios, sem dúvida a língua nativa é, no modesto entender deste escrevinhador, o maior. Zelar por ela, falar e escrever sem
LUIZ OLIVEIRA RIOS afetação, mas de forma correta, é o mínimo que se pode exigir de um povo que almeja inscrever o seu país na constelação das grandes nações do mundo neste terceiro milênio.
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u melhoramos nossa educação vernacular, ou então chega de rodeios e vamos radicalizar de vez: chamemos logo o Tiririca para ser o novo ministro da Educação – e isso, convenhamos, na atual conjuntura política brasileira, é bem provável de acontecer. Alguém duvida? LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MARKETING E VENDAS E COLUNISTA DO DIÁRIO DO COMÉRCIO. OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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GibaUm
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3 O documentário Anderson 3 MAIS: foi lançado em 162 Silva: Como Água é um mega-fracasso. Em dez dias de exibição, pouco mais de 60 mil pagantes.
gibaum@gibaum.com.br
salas, o que dá uma média de 38 espectadores por dia em cada cinema. Ou seja: teve sessão sem público.
k As pessoas falam que é cigarro, falam que é um monte de coisa que Outra proteção dá, mas tá cheio de criancinha que nasce com câncer e não fuma.
LULA // sobre as causas que teriam provocado seu tumor. Fotos: Renan Christofoletti
333 Estão sendo veiculadas novas peças publicitárias da Claro, onde Ronaldo Nazário divide a cena com Neymar. Nos anúncios de mídia impressa, há um grande espaço vermelho, que cobre os dois, da altura do peito até pouco abaixo da cintura. Teria sido uma generosidade da agência – e supostamente, a pedido – para esconder a barriga de Ronaldo, que atualmente estrela cinco grandes campanhas e acaba de rodar mais uma, de um remédio contra gripe.
ENFORCADO Na tradicional Paixão de Cristo, de Nova Jerusalém, interior de Pernambuco, uma novidade: o ator Caco Ciocler interpreta Judas. Já Larissa Maciel é Maria e Ellen Rocha é Herodiades , a que pediu a cabeça de João Batista numa bandeja. Caco, na encenação, até se enforca , arrependido de ter traído Jesus. Para se pendurar, usa sob o manto um largo cinto de couro, com a corda correndo por trás e presa numa arvore. 333
Avesso do avesso Grande matéria do Diário de Noticias revela que a crise em Portugal está criando novos tipos de comportamento e mesmo sonhadas alternativas de vida: uma delas, apontada por pesquisa, mostra que 58% dos portugueses abaixo dos 50 anos já pensaram em emigrar – e um dos destinos favoritos é o Brasil. A reportagem diz que, mensalmente, são devolvidos aos bancos mais de 1,1 mil imóveis porque os portugueses não conseguem quitar seus financiamentos. E até o volume de divórcios diminuiu 7% porque os casais estão optando por viver sob o mesmo teto por motivos puramente econômicos.
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AMOR É AMOR 333 A modelo Isabeli Fontana, que é capa e matéria da edição de aniversário de Marie Claire, avisa que quer se casar com Rohan Marley, filho de Bob Marley. Ela tem dois filhos, de seus casamentos com o modelo Álvaro Jacomossi e o ator Henri Castelli: “Muita gente da moda veio me dizer que ele (Henri) era bissexual quando começamos a namorar. Se ele era, nunca soube. Mas, do jeito que eu o amava, aceitaria assim mesmo. Isso não me importava”.
Queridinha de estilistas internacionais e assídua do programa Esquenta, de Regina Casé, a modelo Talitha Pugliesi, que voltou a morar no Brasil, depois de 12 anos em Paris, quando estava casada com Michko Zivanovic, é a estrela, de novo, da campanha de Vitor Zerbinato, de São Paulo. Nas fotos, ela aparece quase irreconhecível: foram usadas técnicas de geometria na coleção chama Wild Chic , dando a impressão de que Talitha está em pedaços. No destaque, no Facebook, Talitha aparece inteiríssima.
Talithaem pedaços
Tucanadas ao vento
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Na direção nacional do PSDB, estão sendo preparadas várias armadilhas para impedir – e o mais cedo possível – que José Serra tenha quaisquer sintomas de uma recaída no que se refere à disputa do Planalto em 2014. A realização de prévias antes de maio de 2013 é considerada uma arma letal. Serra não poderia nem pensar em largar a prefeitura de São Paulo, que acabara de assumir, vencendo em outubro. Só que, por outro lado, essas mesmas prévias poderiam queimar a candidatura de Aécio Neves. Ele teria de começar a campanha muito cedo, o que exigiria caixa antecipado, além de atirar para valer contra Dilma Rousseff. Hoje, essa possibilidade até assusta o mineiro. 333
Depressão Quem diria: Carlinhos Cachoeira, um dos reis do bicho e dos bingos, atravessa período de forte depressão. Acha que está sendo injustiçado e apostava muito que seria solto na semana passada. Seus médicos pediram que ele tomasse doses de Lexotan na cadeia e foi pouco. Agora, estaria sendo medicado com Efexor.
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Comemoração Os sócios Amilcare Dallevo e Marcelo Carvalho almoçavam juntos, na semana passada, no restaurante Parigi, em São Paulo, em clima de grande alegria e comemoração: primeiro, o advanced de 10% dado pelo missionário R.R. Soares, que comprou o horário nobre da Rede TV! pagando R$ 48 milhões/ano; depois a venda das cotas do Saturday Night Live (R$ 6 milhões na tabela) e finalmente – quem diria – a volta de Gilberto Barros, o Leão, à televisão. 333
333 Há uma nova mania entre os mais fanáticos admiradores de determinados artistas: não contentes em tatuar o nome deles em alguma parte do corpo, agora tatuam o rosto de seus favoritos. Adriane Galisteu é a primeira a pedir que não tatuem seu rosto porque “ninguém acerta e eu fico um demônio”. E exemplificou: “O Jorge Kajuru tem um retrato meu nas costas. As pessoas esquecem que a pele enruga, envelhece”.
Rindo à toa O deputado distrital Agaciel Maia (PTC), ex-diretor-geral do Senado, anda rindo à toa: não se esquece que Demóstenes Torres é o último de seus algozes que ainda exerce um mandato na Casa. A propósito: até hoje, Agaciel encaminha – e até soluciona – problemas que políticos ou altos funcionários do governo possam ter em alguma área do Senado. Tem antigos colaboradores na maioria das salas dos servidores.
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Escondida Com Lula em casa, depois dos vitoriosos resultados de exames no Sírio-Libanês, a ex-primeira-dama Marisa Letícia tem momentos de comoção, chega a chorar e repete sempre que continuará suas orações. Uma delas lhe foi dada por outra Mariza (essa com “z”), viúva do ex-presidente José Alencar. Nesse período, reduziu muito a quantidade de cigarros que fuma por dia, só que não conseguiu largar. Ela fuma, hoje, de três a seis cigarros diários – e escondida.
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ROSTO, NÃO!
“Não sou o furacão sexual que acham que sou, não. Se eu não fosse famosa, seria só uma menina bonitinha na festa”. É Deborah Secco, 32 anos, atração da nova GQ, indo na contramão do que acham milhões de brasileiros, ainda mais depois do filme Bruna Surfistinha. Antes, Deborah já havia passado pelas páginas de revistas masculinas, não rejeita ensaios sensuais e defende o casamento: “É uma das dádivas que Deus dá e pede que você preserve”. Nas costas dela, tatuado, o pedido: “Livrai-me de todo mal. Amém”. 333
Nada de furacão
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Café tradicional.
Café gourmet.
Show no corredor O deputado federal Tiririca (PR-SP), que continua garantindo que será candidato a prefeito de São Paulo, tem protagonizado, nos corredores da Câmara Federal, mini-shows. Há dias, procurado por uma eleitora que se dizia “perseguida por figuras estranhas”, incorporou um pastor, colocou a mão na cabeça dela e bradava: Sai, demônio, sai...” A mulher foi embora contente. Em outra tarde, repetiu a cena com outra pessoa, só que interpretando um pai de santo, até com linguagem típica.. 333
MISTURA FINA O FILME Capitães da Areia, baseado no conhecido livro de Jorge Amado, ganhou o prêmio de melhor filme (juri popular) no Festival de Cinema de Punta del Este. Este mês, vai disputar o Chicago Internacional Film Festival, nos Estados Unidos. A direção é de sua neta, Cecília Amado. 333
UM DOS pontos reivindicados pela presidente Dilma Rousseff na reunião com empresários e banqueiros, antes de sua viagem, foi a redução do spread bancário. Agora, segundo o Banco Central, justamente depois do encontro, o spread das linhas de crédito dos bancos com recursos livres aumentou para 28,4%. E os juros médios nas operações de cheque especial estão em torno de 182,8% ao ano, com bancos ultrapassando a casa dos 300% ao ano. 333
333 JÁ COMEÇOU a corrida pelas duas vagas que serão abertas no Supremo Tribunal Federal até o final do ano. E os primeiros nomes que surgem são de mulheres, apostando numa eventual preferência de uma Chefe de Governo de saias. Uma é a ministra Elizabeth Rocha, do Superior Tribunal Militar e outra é Flávia Piovesan, que contaria com as bençãos do ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça.
333 VALE TUDO na propaganda brasileira – e nem sempre de bom gosto: agora, até Zé do Caixão, é o novo garoto-propaganda da GVT. Ele aparece recomendando a banda larga da operadora “para que ninguém tenha de viver como em um filme de terror”.
SÃO REALMENTE novos tempos: Michel Teló virou garotopropaganda da Fiat, Neymar é o novo contratado da Volkswagen e o veteraníssimo Roberto Leal canta fados aos comerciais da Renault. Estão à disposição e sendo contatados Luan Santana, Gustavo Lima, Marcos Assunção, Lucas e, de novo, Sidney Magal.
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O DEPUTADO federal Candido Vaccarezza (PT-SP) está avisando que não é ele que esta se mexendo para organizar um movimento chamado Volta, Lula e já pensando nas eleições presidenciais de 2014. Vaccarezza garante que é obra de um grupo de integrantes da facção petista Construindo Novo Brasil, onde um dos lideres é José Dirceu. 333
Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, 31 de março, e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de abril de 2012
5 PEDIDO OAB pede saída de Demóstenes Torres após revelação de conversas.
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CACHOEIRA Câmara decide amanhã futuro dos deputados envolvidos.
OAB pede a renúncia imediata de Demóstenes Presidente da Ordem diz que não vê outra saída para senador que até sábado não cogitava deixar o cargo
Ricardo Stuckert/Reuters
Eu recebi a notícia mais importante que um ser humano pode receber. Conseguimos vencer o câncer. Ex-presidente Lula
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presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, pediu ontem a renúncia imediata do senador Demóstenes Torres (DEM), investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em esquema de exploração ilegal de jogos de azar em Goiás. Para Cavalcante, Demóstenes vive uma situação "mortal" para um político e não tem outra saída a não ser a imediata renúncia ao mandato – uma "atitude moral". Demóstenes foi flagrado em negociações com o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O senador recebeu um ultimato do DEM e deve ser expulso do partido até amanhã. Neste fim de semana, Demóstenes se reuniu com assessores e, até sábado à noite, não aceitava sequer a hipótese de renunciar. "É uma medida extrema, pessoal, mas o teor das conversas telefônicas mantidas com o empresário Carlos Ramos, divulgadas pela imprensa, evidenciam uma situação
O cara (Lula) está bem pra caramba, graças a Deus. Muito animado. Ele disse que hoje é um dos dias mais felizes da vida dele. Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência.
Divulgação
Veja o caso de Barack Obama (presidente dos EUA). Ele teve cerca de 30% nas prévias de seu partido e venceu as eleições. FHC, sobre possibilidade de o tucano José Serra vir a ser prefeito de São Paulo.
Num primeiro momento, o pedido de inquérito é ruim, mas para nós, juridicamente, é bom, porque teremos condições de levar o caso no devido processo legal. Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de Demóstenes, sobre o pedido de inquérito que "irá facilitar a defesa."
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Ed Ferreira/AE
A representação é apenas uma formalidade, já que há elementos da quebra de decoro. Senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), sobre o caso Demóstenes-Cachoeira.
Ed Ferreira/AE
mortal para qualquer político", disse Ophir Cavalcante. "A gravidade das denúncias por si só recomendam uma atitude moral. Continuar no cargo significa expor-se cada vez mais e ao seu partido". Fim de caso –Ao cobrar uma solução rápida para o desgaste que o envolvimento de De-
móstenes com corrupção expõe o Congresso Nacional, Ophir insistiu que a renúncia ao mandato não impedirá a defesa do senador do DEM, e caberá à Justiça decidir sobre sua inocência ou não. No ano passado, Demóstenes escreveu o prefácio de um livro lançado pelo presidente
da OAB sobre a lei da Ficha Limpa. O senador, que foi relator do projeto de lei, destacou que a sociedade brasileira "não admite que os destinos da nação possam ser geridos por representantes que não possuem conduta adequada à dignidade das relevantes funções públicas". (AE)
Presidência define amanhã destino dos cinco deputados acusados de ligação com Carlinhos Cachoeira
Não se turbina uma candidatura com desespero, pressões e constrangimentos. Senadora Marta Suplicy (PT-SP), reclamando por Twitter da cobrança para entrar na campanha do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo.
De crise em crise, de queda em queda, se perdeu boa parte do mandato, se perdeu o momento propício da popularidade em alta para fazer as mudanças necessárias. Senador Aécio Neves (PSDBMG), para quem a presidente Dilma virou refém de sua base aliada e passa o mandato resolvendo crises.
Não deixa de ser constrangedor para o Demóstenes, e eu me reservo o direito de não fazer comentários sobre esse caso. Senador Jayme Campos (DEM-MT)
Ophir Cavalcante: "É uma medida extrema, pessoal, mas é uma situação mortal para qualquer político".
Câmara decidirá sobre os envolvidos
Clayton de Souza/AE
Você tem um serviço em que se gastou um dinheirão e não está funcionando; é um problema gravíssimo. Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, ao defender investigação no programa de internet sem fio gratuita em João Pessoa (PB), o Jampa Digital.
Celso Junior/AE - 05.02.12
m primeiro passo para a perda de mandato de cinco deputados investigados no inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) por ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira é esperado para a terça-feira. Até agora, estão envolvidos no esquema de exploração ilegal de jogos de azar em Goiás os deputados Carlos Alberto Leréia (PSDB), Jovair Arantes (PTB), Rubens Otoni (PT ) e Sandes Júnior (PP), todos de Goiás, além de Stepan Nercessian (PPS-RJ). O presidente da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, deputado Francisco Praciano (PT-AM), e o líder do PSol, Chico Alencar (RJ), reúnem-se com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para avaliar as denúncias contra deputados que manteriam ligações com o contraventor Carlos Alberto Ramos. Por ora, não há um entendimento sobre como lidar com os casos. "É um escândalo, as águas sujas da cachoeira respingaram na Câmara", disse Chico Alencar. Integrante da Frente Parlamentar, ele defende que os deputados citados no inquérito se expliquem à Corregedoria Geral da Câmara. Segundo o socialista, a meta é examinar caso a caso, e, havendo indícios de quebra de decoro, é dever dos partidos representarem contra o parlamentar no Conselho de Ética. O jornal O Estado de S. Paulof mostrou ontem que o deputado Carlos Alberto Leréia, aliado do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recebeu R$ 100 mil de Cachoeira, além de ser sócio dele em um terreno avaliado em R$ 800 mil em um condomínio de luxo em Goiânia. Assim como o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o tucano usava um telefone da marca Nextel, cedido por Cachoeira e habilitado nos Estados Unidos, para dificultar grampos. O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), pediu um tempo para que o tucano possa se explicar. "Não prejulgamos ninguém, mas dese-
Agência Câmara
Cai o pano: o ator e deputado Stepan Nercessian PPS-RJ) pediu licença do partido e do cargo. jamos esclarecimentos". Na mesma linha, o líder do PSDB, Bruno Araújo (PE), disse, por meio de sua assessoria, que
não fará "qualquer juízo de valor no momento". O deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ) pediu licença do
partido e dos cargos que ocupa na Câmara, após confirmar ter recebido R$ 175 mil de Cachoeira. (AE)
p Governo vai lançar fundo de apoio a organizações da sociedade civil
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Muita gente viu que fundar uma ONG era uma forma de conseguir dinheiro público [de forma] fácil e sem controle Gilberto Carvalho Beto Barata/AE – 8/3/2012
Esse fundo, que teria inicialmente R$ 200 milhões, bancados pelo BNDES, Petrobras e Fundação Banco do Brasil, será criado a partir de uma nova legislação para regular as relações do Estado com as organizações não governamentais (ONGs) e evitar novos casos de corrupção no setor. Mário Tonocchi
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governo federal vai lançar, até o final deste semestre, o Fundo de Apoio a Projetos de Organizações da Sociedade Civil. O projeto faz parte de um novo marco regulatório para ordenar as relações entre o Estado e Organizações da Sociedade Civil (OSC) que está sendo debatido entre o governo e organizações de ação social privadas. Essas entidades foram diretamente atingidas pela crise mundial, que provocou a suspensão das remessas de verbas internacionais, e pelas denúncias de corrupção em projetos desenvolvidos por algumas organizações com dinheiro público aqui no Brasil. A ideia do governo é tentar manter em funcionamento as entidades de trabalho social que viram suas fontes de receitas desaparecerem. As linhas de financiamento do fundo, inicialmente, estariam voltadas para a defesa de direitos, da sustentabilidade e da justiça ambiental. Dinheiro público – O Fundo, de acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho (PT), será lançado inicialmente com lastro do dinheiro público. Até o momento há uma estimativa de caixa de R$ 200 milhões. De
A forma de prestar contas de uma entidade não pode ser a mesma de uma prefeitura, que tem todo o aparato formal para isso. GILBERTO CARVALHO
acordo com o ministro, o BNDES destinará R$ 100 milhões, a Petrobras pode depositar R$ 50 milhões e os outros R$ 50 milhões podem sair da Fundação Banco do Brasil. "Seria um uma fonte de recursos autônoma, que pode vir a ser um embrião de uma nova forma de financiamento para as organizações. Estamos discutindo com estatais e instituições de governo a possibilidade de construir esse fundo para dar autonomia de gestão às organizações", disse o ministro. Gestão – De acordo com Carvalho, a gestão do dinheiro será feita por um Conselho Consultivo formado por representantes da sociedade civil e pelos financiadores. A prestação de contas das entidades também será alterada, para evitar desvio de recursos e o repasse
a entidades fantasmas, como ocorreu com as denúncias sobre contratos dos Ministérios do Trabalho e dos Esportes com ONGs, o que fez o governo federal suspender contratos. "A forma de prestar contas de uma entidade não pode ser a mesma de uma prefeitura, que tem todo o aparato formal para prestar conta. Temos que buscar uma forma mais simples, mas não menos transparente para essa relação entre ONGs e governo", disse Carvalho. "Temos clareza de muita picaretagem que acabou ocorrendo, porque muita gente viu que fundar uma ONG era uma forma de conseguir dinheiro público [de forma] fácil e sem controle", reconheceu. Carvalho deve apresentar o projeto de criação do fundo em abril, junto com o texto da nova regulamentação. "O marco regulatório é a mudança do conjunto de leis que hoje regem a relação governo e entidades", explicou. Carvalho citou como exemplo a Pastoral da Criança, que faz a sopa para as crianças no Amazonas: "A forma de ela prestar contas daquela abobrinha comprada na feira não pode ser a mesma de uma prefeitura, que tem um aparato todo formal para prestar contas. Temos que buscar uma maneira mais simples, mas não
Com os atuais R$ 200 milhões, teríamos pelo menos R$ 10 milhões de reais ao ano em rendimento, o que é pouco. FERNANDO ROSSETTI
menos transparente entre ONGs [organizações não governamentais] e governo", observou. Censo – O secretário-geral da Presidência disse ainda que o governo federal fará um "grande censo" das organizações da sociedade civil, incluindo o mapeamento georreferenciado dessas instituições. "Quero localizar conexões entre a democracia, a participação social e esse novo marco regulatório
Estudo apura nível de barganha entre Executivo e Legislativo
E CONVITE A Associação Comercial de São Paulo - ACSP convida para a Pré-Conferência da Conferência da Produção Mais Limpa da Cidade de São Paulo. O evento terá como palestrante o PROF. OSWALDO MASSAMBANI, Diretor-Geral da Agência USP de Inovação, que falará sobre “Sustentabilidade e a cidade de São Paulo”
Dia: 03 de abril de 2012, terça-feira Horário: 17 horas Local: Edifício-sede da ACSP - Rua Boa Vista, 51 - 9º andar CONFIRME SUA PARTICIPAÇÃO PELO E-MAIL: secretariageral@acsp.com.br
das OSC. Na Constituição de 1988, a participação da sociedade está prevista e reconhecida como necessária, em questões como direitos sociais, administração pública, saúde, educação e assistência social. Ou em temas como cuidados de família, criança e idoso." O ministro afirmou que o governo vai respeitar a autonomia e o direito privado das organizações da sociedade civil, além de permitir pagamento de pessoal com recursos do governo. Carvalho também observou a necessidade de monitorar e avaliar as ações que devem ser cada vez mais "precisas, racionais e planejadas". Fundo permanente – Para Fernando Rossetti, secretário-geral do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife) e presidente da Worldwide Initiatives for Grantmakers Support (Wings), a formação do fundo
studo da Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), de Ribeirão Preto (SP), mostrou que a probabilidade de um deputado federal votar com o governo na Câmara na apreciação do Orçamento da União aumenta em 20%, caso todas as emendas propostas pelos deputados sejam executadas. Além de apontar o nível de barganha entre Executivo e Legislativo, o estudo indica dois caminhos para reduzir a prática. Um deles seria adotar princípios do processo orçamentário dos EUA, onde há obrigatoriedade da execução do orçamento. O outro seria a adoção do Orçamento Participativo Federal, modelo que permite à população definir, em plenárias, as prioridades na execução orçamentária.
O levantamento, do mestrando Rafael Ravanelli e do professor doutor da FEA/USP Davi Rogério de Moura Costa, acompanhou as votações de 134 deputados federais, escolhidos aleatoriamente, em 2009: fez uma comparação com a orientação da liderança do governo e apurou como foi a execução das emendas propostas por eles. "A partir daí, cruzados os dados, mostra-se a relação: quanto mais fiel é o deputado, mais ele vota com o governo", diz Ravanelli. O estudo considera aspectos como experiência e valor dos bens declarados à Justiça Eleitoral. Os dados indicaram que quanto mais experiente é o deputado, mais ele se afasta das votações do governo: a cada mandato do parlamentar diminui em 1,68% a probabilidade de ele acompanhar o governo nas votações. (AE)
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 047/2012-SMS.G, processo 2012-0.007.197-9, destinado ao registro de preço para o fornecimento de SISTEMA PARA COLETA DE SANGUE À VÁCUO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Laboratório, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 16 de abril de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.
Gilberto Carvalho disse que o governo federal fará um "grande censo" das organizações da sociedade civil, incluindo o mapeamento da localização geográfica dessas instituições.
é muito importante para a sobrevivência das organizações não governamentais, mas considera que o ideal seria que só a renda gerada por aplicações do fundo fossem utilizadas pelas organizações civis. "Com os atuais R$ 200 milhões, teríamos pelo menos R$ 10 milhões de reais ao ano em rendimento, o que é muito pouco para distribuir entre as ações. Precisamos definir o que será o fundo, se imediato, com o gasto total dos R$ 200 milhões. Isso seria bastante dinheiro, mas não seria perene", observou.
Senado vota reforma administrativa na quarta
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projeto que trata da Reforma Administrativa do Senado deve ser o primeiro item da pauta de votações na reunião da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), que ocorre na quarta-feira. A garantia foi dada pelo presidente da comissão, Eunício Oliveira (PMDB-CE), depois que o relator do projeto, Benedito de Lira (PP-AL), se queixou de a proposta ter entrado seguidas vezes na pauta da CCJ sem ser votada. Os senadores terão que decidir entre o relatório e o voto em separado de Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que estabelece redução mais drástica no número de cargos efetivos e comissionados da Casa. Também consta da pauta da CCJ projeto que disciplina o processo de eleições primárias para a escolha de candidatos a presidente da República. A proposta do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) não obriga os partidos a adotar o procedimento, mas fixa normas que propiciam a seus filiados influir nessa escolha. Dias afirma que o objetivo é "reduzir o poder das cúpulas partidárias que, muitas vezes, fazem a escolha mediante barganhas". (Folhapress)
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7 O PT tem tradição na formulação de políticas para o País em todas as áreas. Selma Rocha, uma das diretoras da Escola Nacional de Formação do PT.
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Partidos criam cursos para formar candidatos
Partidos investem no potencial de seus membros por meio de cursos que fomentam discussões, debates e estudos das práticas políticas da legenda, de modo que o candidato elabore um projeto de desenvolvimento sustentável para o município em que disputa a eleição.
Divulgação/Fundação Perseu Abramo
Selma Rocha: "A meta do partido é que até o fim de junho todos os candidatos às eleições municipais tenham feito o curso. Este é o nosso desafio. Vamos superá-lo."
Guilherme Calderazzo
des cidades de todo o Brasil. Em relação ao Partido dos Trabalhadores, a sigla nunca a r t i d o s o r g a n i z a m havia lançado um curso eleitocursos para aprimo- ral tão amplo e completo. rar a formação políti"Vamos qualificar mais de ca dos candidatos a 40 mil candidatos para as eleiprefeito, a vice-prefeito e a ve- ções de outubro, em todo o reador, em âmbito estadual e País", diz Selma. nacional, em aulas nas quais Só os petistas filiados ao também os filiados, militantes partido podem participar dos e simpatizantes das siglas, cursos, seja por meio da interalém de integrantes das le- net, seja em aula com a pregendas aliadas eleitoralmen- sença de professor. O conteúte, encontram a possibilidade do a ser usado nas aulas bade se qualificar para elevar o seia-se nas políticas desenvolnível do debate político-eleito- vidas pelo partido em goverral, o desempenho em cargos n o s m u n i c i p a i s , i n c l u s i v e públicos e, ainda, fortalecer a quando teve apoio dos estademocracia. duais e do federal. Há o estudo É o caso do PT, que lançou, das práticas de políticas sona sexta-feira, por meio da Es- ciais, econômicas, culturais, cola Nacional de Formação, da ambientais e administrativas, sigla, curso específico para d e a c o r d o c o m a v i s ã o d e petistas que vão disputar as desenvolvimento do PT. eleições de outubro, em todo o Visão nacional – "Com essas País, e o PSDB, que organiza discussões, debates e estudos encontros com igual finalida- das práticas políticas do partide. Neste caso, os tucanos do, o candidato começa a elatransmitem os borar um proconteúdos jeto de desencriados no Insvolvimento tituto Teotôsustentável O Partido dos nio Vilela, separa o municíTrabalhadores tem ção São Paulo, pio no qual em aulas davários cursos. Estes d i s p u t a r á a das nos fins eleição. Como melhoram a de semana, esse projeto qualidade dos desde o cometem relação candidatos, ço do ano, em com nossa vimilitantes e filiados. são e proposcidades do Estado de São tas para soluSELMA ROCHA Paulo. cionar proble"O partido mas, o aluno tem vários cursos. Estes me- começa a entender o que prelhoram a qualidade dos candi- cisa ser criado ou mudado datos, militantes e filiados. O na cidade de forma ampla, lançado agora é só para candi- com visão do todo, nacional", datos. No geral, garantem o diz Selma. avanço dos debates políticos Além disso, conta, nessas durante as eleições e depois da discussões, aprofundam-se a fase eleitoral, beneficiando a compreensão e o alcance dos democracia", diz Selma Rocha, conceitos de Estado de Direiuma das diretoras da Escola to, democracia, democracia Nacional de Formação do PT. interna, cidadania, sustentaSegundo ela, a sigla tem tradi- bilidade e justiça social. ção na formulação de políticas Selma usa a questão do sapara o País em todas as áreas. neamento para exemplificar o Tradição partidária – O curso desenrolar do curso. Segundo à disposição dos petistas can- ela, o PT tem uma política nadidatos, diz Selma, "atualiza a cional de saneamento. tradição programática do par"Os candidatos vão discutir tido para todos os setores. a questão do saneamento. DeAlém disso, reforça com con- baterão o assunto articulansistência, de forma concreta, do-o com outras políticas de a visão de que é importante infraestrutura e de desenvolque haja o debate político- vimento socioeconômico. Deeleitoral em torno de progra- pois, terão condição de avaliar ma de governo, e não de proje- o que propor, para permitir to individual, para ganhar por que o município melhore a ganhar a eleição". Ainda de utilização da água e do lixo, acordo com Selma, os progra- beneficiando a vida das pesmas servem para candidatos soas do local." de pequenas, médias e granO PT já tem 150 capacitado-
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Divulgação/ITV
Os cursos ajudam a superar os desafios eleitorais deste ano e melhoram a qualidade política dos candidatos, e de todos os tucanos. MARCO LINCOLN
Marco Lincoln: "Qualificação contribui para a evolução democrática". res, ou professores, para divulgar o curso entre os candidatos e filiados. As aulas inicialmente serão dadas nas capitais e nas grandes cidades de todos os estados do País. Em seguida, os alunos vão capacitar outros petistas nos municípios das unidades federativas, usando o material disponível na internet e em DVDs. O curso ainda garante orientações jurídica e de marketing político relacionadas às eleições. A meta do partido é que até o fim de junho todos os candidatos da sigla às eleições municipais de outubro tenham feito o curso. "Este é o nosso desafio. Vamos superá-lo. Sem dúvida, vamos dar mais qualidade ao debate político em todo o País", diz Selma. PSDB – Criado para debater e estudar política, fornecendo dados, estatísticas e pesqui-
sas em favor dos militantes, filiados e candidatos, o Instituto Teotônio Vilela (ITV), seção São Paulo, do PSDB, também tem dado apoio aos tucanos que vão disputar as eleições de outubro por meio de cursos. O ITV existe em todos os estados do País. No caso paulista, o instituto foi remodelado e reativado, a partir de 2001, sob o comando do deputado federal peessedebista Mendes Thame. Assim, criou no estado vários cursos e, desde dezembro, já os transmite para seus militantes interessados. Os cursos dados pelo ITV paulista são divididos em 13 módulos. São classificados como básico, intermediário e avançado, transmitidos por professores e, depois, por tucanos capacitados nos municípios. A formação dos peessedebistas nesses cursos é garanti-
Protesto lembra fim do regime militar Manifestantes participaram de ações parar marcar, de forma pacífica, a tomada do governo em 31 de março de 1964
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uase 200 pessoas se reuniram por volta das 12 horas de ontem junto ao Cemitério da Consolação, no centro de São Paulo, para iniciar uma manifestação sobre o regime militar, organizada pelo Cordão da Mentira. Composto por ativistas políticos, grupos de teatro e sambistas de diversos grupos e escolas da capital paulista, o Cordão da Mentira questiona o "real fim" do movimento repressivo militar. A data foi escolhida porque no domingo foi comemorado o Dia da Mentira e no sábado foram relembrados os 48 anos do Golpe Militar de 1964. "Oficialmente, o período da ditadura acabou. Porém, o Brasil é o único país da América Latina que não julgou os criminosos do período. Como não tivemos esse julgamento, temos 'heranças', marcas ainda presentes de repressão e violência contra movimentos sociais e o direito de livre expressão", declarou uma das organizadoras da manifesta-
Tiago Queiroz/AE
Memória: integrantes do protesto no Cemitério da Consolação. ção, Priscila Oliveira. Para outro integrante da organização, Fábio Franco, a intenção do Cordão da Mentira é recordar a participação civil no período e apontar como o Estado Democrático ainda não estaria totalmente consolidado no País. "É um movimento estritamente pacífico, não utilizamos provocações diretas". Às 12h20, havia cerca de 200 pessoas no local de con-
centração, no Cemitério da Consolação, mas a expectativa, conforme Franco, era reunir 1,4 mil pessoas (mil atraídas somente via Facebook e o restante por meio das reuniões dos apoiadores e organizadores). O Cordão comandaria um sarau intitulado "Luís da Gama", em alusão ao poeta, escritor, jornalista e líder abolicionista, como protesto pela "farsa" do fim da escravidão.
Durante a tarde, o grupo realizaria um desfile pelas ruas da cidade, visitando lugares marcantes do período da ditadura militar: Rua Maria Antônia ("guerra da Maria Antônia"); Avenida Higienópolis sede da Sociedade Tradição Família e Propriedade (TFP), uma das organizadoras da "Marcha da Família com Deus Pela Liberdade", que 13 dias antes do golpe convocava o Exército a se levantar "contra a desordem, a subversão, a anarquia e o comunismo"; Rua Martim Francisco; Rua Jaguaribe; Rua Fortunato; Rua Frederico Abranches; parada no Largo da Santa Cecília; Rua Ana Cintra - Elevado Costa e Silva; Rua Barão de Campinas; Alameda Glete; Rua Barão de Limeira; Rua Duque de Caxias - Cracolândia/Projeto Nova Luz; e Rua Mauá. A dispersão foi marcada para acontecer na esquina da Rua Mauá com a Rua General Osório – a antiga sede do Departamento de Ordem Política e Social (Dops). (AE)
da por meio de palestras, debates, uso de apostilas e DVDs, todos também disponíveis na internet. Há ainda vídeos com depoimentos do governador Geraldo Alckmin, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do ex-governador José Serra e do senador Aloysio Nunes Ferreira sobre a importância dos cursos dados pelo partido. Os cursos – Entre os cursos, há um intitulado "Política, o que é, para que serve e como funciona", além de "O jeito t u c a n o d e g o v e r n a r c i d ades", "Desenvolvimento econômico local e planejamento estratégico municipal", "Fin a n c i a m e n t o d e c a m p anhas", "Cidades sustentáveis", "Os valores do PSDB, ética, democracia e governo municipal" e "Programa eleitoral". Outros abordam a questão do marketing político, legislação eleitoral, programa de governo e justiça social. "Os cursos são destinados apenas aos filiados, militan-
tes, candidatos e ainda aos interessados dos partidos com os quais fazemos coligações eleitorais", diz Marco Lincoln Camargo Júnior, coordenador operacional dos cursos no Instituto Teotônio Vilela e integrante da direção do PSDB paulista. "Os cursos são permanentes. Ajudam-nos a superar os desafios eleitorais deste ano e, ainda, melhoram a qualidade política não só dos nossos candidatos, mas também de todos os tucanos." O PSDB paulista tem dado aulas no mínimo em duas cidades, nos fins de semana. Reunidos, os tucanos primeiro ouvem palestras de um dos oito professores especiais, entre eles o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, o deputado Mendes Thame e o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Barjas Negri, entre outros. Atualização online – Há ainda oito professores especiais substitutos. Em seguida, formadores capacitados desenvolvem o curso com os alunos. "Nesses encontros, reunimos de 200 a 500 interessados. Depois, eles se incumbem de passar o que aprenderam para outros tucanos nos municípios onde vivem", diz Lincoln. Ao fim dos cursos, os debates têm continuidade por meio de contatos online. O partido ainda realiza cursos específicos para candidatos, de acordo com a necessidade deles em uma região. "Nestes casos, o curso é específico. Há debate e aprendizado sobre marketing político, legislação eleitoral, programa de governo ou desenvolvimento econômico local e planejamento estratégico municipal", diz Lincoln. Segundo ele, todos os candidatos do partido vão se submeter aos cursos de formação política. "Com o aprimoramento da qualificação dos militantes e dos candidatos, o PSDB se beneficia e contribui para a evolução democrática do País", diz Lincoln.
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Temos que romper com a ideia de que as mulheres são de Vênus e os homens, de Marte, porque isso exclui a perspectiva humana. Julian Quibell, diretor do NDI Mexico.
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The New York Times
Mariana Lopez Vieyra (ao centro), no curso de treinamento de mulheres candidatas em Cuernavaca: discurso e aplausos.
A luta das mulheres para serem prefeitas Prefeituras eram um sonho para as mulheres no México. Agora elas dispõem de cursos e treinamentos especiais que prometem tirá-las do fogão e levá-las aos palanques. Karla Zabludovsky*
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s chefes do partido na pequena cidade de Cuernavaca, no México, disseram que ela deveria esquecer o assunto. Seu marido também ridicularizou a ideia, dizendo que era absurda. E, lá no fundo, Maria Teresa Dominguez também tinha dúvidas. Será que ela poderia concorrer à prefeitura de Cuernavaca, capital do estado de Morelos e paraíso dos viajantes de fim de semana vindos da Cidade do México? Será que havia qualquer chance de que ela, uma mulher em uma cidade cujas instituições são, há muito, dominadas pelos homens, pudesse ganhar? Sua mãe não havia lhe dito sempre que seu lugar era em casa? "Houve muitas noites mal dormidas", contou Dominguez, 54 anos, professora universitária que faz parte de uma vanguarda de mulheres que buscam se candidatar à prefeitura em um país onde machismo, corrupção e cultura de privilégios políticos as mantêm afastadas. "Sempre acreditei que poderia fazer mais. Posso construir, posso transformar esta sociedade." Pioneira – Mesmo que muitos mexicanos estejam celebrando o marco representado por Josefina Vazquez Mota, a primeira mulher a ser selecionada como candidata à Presidência por um importante partido político do México, o número de mulheres nos cargos mais básicos de governo – nas pequenas cidades e aldeias que são a espinha dorsal da democracia – ainda é notavelmente pequeno. Em apenas 6% das cidades do país há mulheres no cargo de presidentes municipais, como são chamados os prefeitos no México. Como base de comparação, as mulheres ocupam 1 em cada 4 assentos no congresso, para os quais 40% dos candidatos de cada partido devem ser mulheres. Analistas políticos que trabalham com mulheres aspirantes à política no México dizem que o processo democrático em nível municipal continua emperrado por uma cultura conservadora e patriarcal, por cotas de gênero pouco específicas e não impostas e por falta de transparência e responsabilidade.
Alvo de criminosos – Os prefeitos são os políticos locais mais visados – uma faca de dois gumes. Seu poder faz com que eles sejam os alvos primários dos criminosos (de acordo com a revista mensal Prefeitos do México , mais de 30 prefeitos foram mortos ou desapareceram desde 2008), mas eles também são aliados extremamente influentes dos líderes estaduais. "Eles têm os laços mais próximos com os cidadãos", afirmou Yunuel Cruz, chefe da secretaria de participação política do Instituto Nacional das Mulheres do México, o órgão governamental encarregado da igualdade dos gêneros. "Esse é o espaço mais esquecido de nossa democracia." Agora, um grupo de especialistas nacionais e internacionais em política e em campanhas está tentando abrir à força as portas das prefeituras para mais mulheres como Dominguez, que está participando de um programa projetado para aumentar o número de mulheres que se candidatam a cargos locais.
Lugar de mulher não é mais em casa, dizem as aspirantes à política. Curso – O Instituto Democrático Nacional, organização afiliada ao Partido Democrático dos Estados Unidos, organizou um curso chamado "Futuras Prefeitas", que ensina às participantes o básico sobre política, como criar uma estratégia de campanha e o que fazer depois de eleitas. Os organizadores afirmam que um número maior de prefeitas, provavelmente significaria mais dinheiro investido em programas de educação e saúde, assim como uma ênfase mais
profunda na qualidade de vida. Para Julian Quibell, diretor do NDI Mexico, isso iria aumentar e diversificar as soluções propostas para alguns dos problemas crescentes no país, incluindo a violência e o desemprego. "Nós temos que romper com a ideia de que as mulheres são de Vênus e os homens são de Marte, porque mais do que qualquer coisa, isso exclui a perspectiva humana". Quando Mariana Lopez Vieyra, de 25 anos, terminou
de fazer um convincente discurso de campanha durante uma das sessões do curso – com um ar que lembra o de um estudante ansioso e discretamente nervoso numa aula de teatro –, o grupo de 30 mulheres se envolveu em uma discussão longa e animada. Quais partes deveriam ser copiadas? De que forma a mensagem poderia ser transmitida com mais clareza? Muitas delas fizeram anotações meticulosas durante a discussão. O curso em Morelos, um dos cinco estados mexicanos que não têm nenhuma prefeita, é o segundo desse tipo a ser organizado pelo instituto. Quibell conduziu o programa inaugural de 6 meses no estado vizinho de Michoacan durante o ano passado. Das 52 participantes, 15 concorreram ao cargo após o fim do curso. Oposição dos maridos – Rosa Hilda Abascal, 55, que atuou como administradora e controladora em sua cidade, é uma das três prefeitas eleitas. Ela disse que essa foi uma vitória agridoce. Depois de uma hostilidade crescen-
Partido sem cota feminina? Barrado. Lei que prevê 30% de mulheres candidatas valerá pela primeira vez nas eleições deste ano no Brasil.
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credite: os partidos que não preencherem suas chapas de vereadores com a cota mínima de 30% para mulheres e máxima de 70% para homens, terão suas candidaturas impugnadas às câmaras municipais. Essa norma foi estabelecida pela Justiça Eleitoral em setembro de 2009, a partir de dispositivos da Lei 9. 504/1997, mas só será aplicada, e com rigor, no pleito deste ano. Segundo André de Carvalho Ramos, procurador regional eleitoral substituto, na disputa anterior muitos partidos argumentaram que não tiveram tempo para se adaptar à lei. Desta vez, o argumento não vale mais e as regras devem ser observadas. "É uma ação que visa estimular o debate em torno da representatividade dentro dos partidos, que, de certa
forma, já tiveram tempo para se organizar internamente, muitos até cumpriram com a legislação em 2010. Mas, o resultado disso só vai ser observado no futuro." O procurador afirma que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fará as contas do número de candidaturas a partir do "registrão", período no qual os partidos terão de oficializar as candidaturas proporcionais – a partir de julho. A julgar a fraca participação feminina na política eletiva em termos proporcionais de representatividade, o que se vê, na prática, é uma corrida dos partidos para garantir os 30% femininos. A cientista política e professora da FespSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), Rosemary Segurado, acredita que a norma é importante, mas se tornará inócua se não
estimular mudança de postura dos partidos. "Se formos avaliar essa medida em isolado, acho que seria uma ação artificial, porque não estimularia a participação da mulher na política. Mas, no conjunto de outras medidas a serem implementadas pelos partidos e pela sociedade, esse debate pode estimular algumas mudanças." A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRESP) determinará a todos os 424 procuradores estaduais que atuem junto aos também 424 juízes eleitorais para aplicar nas eleições deste ano a lei de cotas por sexo nas listas dos candidatos. A lei das cotas, no entanto, não prevê punição para os p a r t i d o s q u e n ã o a c u mprem. A ideia da Procuradoria é que o juiz eleitoral determine o enquadramento forçado na proporcionalidade.
Se um partido tem três candidatas e onze candidatos, um homem deverá ser eliminado da disputa. Números – Segundo dados do TSE, apenas Mato Grosso do Sul atingiu 30,55% para o cargo de deputado/a federal. A seguir, estão: Santa Catarina e Rio de Janeiro com 28,9% e 28,53%, respectivamente, para os cargos de deputado/a federal. Para deputado/a estadual, Santa Catarina obteve a 1ª colocação, com 30,85% e Rio de Janeiro, em 2º lugar, com 28,26%. O Estado de Pernambuco ficou com os piores índices para deputado/a federal (7,25%), seguido de Goiás, com 10,49%. Já São Paulo teve 21,01% e 19% de candidatas mulheres à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, enquanto Minas Gerais contabilizou , respectivamente, 15,21% e 14,84%. (DC)
te entre ela e o marido, Hilda quase desistiu de suas aspirações. "Se um limão sumisse da mesa, ele dizia: 'É porque você estava lá'." Hilda contou que ele finalmente caiu em si e passou a apoiá-la, embora isso tenha levado anos. Hilda é a primeira prefeita de Zamora, sua cidade natal. Dominguez sabe bem que um marido cético pode ser uma grande desvantagem política. "Minha vantagem", diz ela, com um sorriso tímido, "é que sou viúva há cinco anos". Agora, ela caminha pelas ruas, mercados e shoppings de Cuernavaca, apertando quantas mãos forem possíveis e anotando o que as pessoas dizem que falta na cidade. Dominguez, do partido esquerdista da Revolução Democrática, concorre contra três adversários (homens) dentro de seu partido. Eles e o partido podem ser tão resistentes às aspirações políticas dela como o finado marido. Gladis Lopez, presidente da revista Prefeitos do México, afirma que os partidos políticos frequentemente determinam o fracasso das mulheres, dando a elas mais visibilidade em locais estrategicamente escolhidos: "Onde elas não têm possibilidade de ganhar, há um apoio mais generoso". Da panela ao microfone – Se o objetivo da indicação presidencial de Vazquez Mota é ajudar a acabar com as disparidades de gênero na política mexicana, os partidos do país terão não somente que aplicar as cotas de gênero, mas também fornecer um treinamento especial às mulheres, adverte Lopez. Segundo ela, é absurdo que os partidos esperem fazêlas ir, conforme ela diz, da "panela ao microfone", sem qualquer apoio real. Para Vieyra, cujo discurso provocou aplausos estrondosos entre suas colegas, a participação plenamente aceitável das mulheres na política é só uma questão de tempo. "É como um clichê social. Como fazer uma tatuagem há alguns anos", diz ela, referindo-se a um colega tatuado no partido explicando aos mais jovens que isso não representa qualquer problema. *The New York Times News Service
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nternacional
Oposição síria ganha apoio, dinheiro, celular... Reuters
Em meio à descrença de que a mediação da Organização das Nações Unidas (ONU) será capaz de parar a violência na Síria, potências ocidentais e países árabes do Golfo prometeram aumentar a ajuda à oposição contra o regime de Bashar al-Assad. A segunda conferência internacional dos "Amigos do Povo Sírio" reuniu ontem em Istambul, na Turquia, representantes de 83 países com líderes da oposição síria. O Brasil participou como observador. Rússia e China, contrários a qualquer tipo de intervenção, mantiveram-se longe do encontro. Embora ainda relutantes, diante da desunião entre os opositores, os países reconheceram o Conselho
Nacional Sírio (CNS) como a principal frente anti-Assad. O grupo foi declarado como representante legítimo de todo os sírios e o principal interlocutor com a comunidade internacional. O anúncio, porém, decepcionou os líderes do CNS, que esperavam ser declarados os únicos interlocutores. Recompensa- Além do reconhecimento internacional, os opositores sírios receberam a notícia de que a Arábia Saudita e outros países do Golfo discutiram a criação de um fundo de ajuda de milhões de dólares. Uma das ideias é oferecer uma recompensa a todo soldado do Exército sírio que desertar. A secretária de Estado norte-americana, Hillary
Damir Sagolj/Reuters
Protestos contra e a favor de Assad foram realizados ontem na Síria e Turquia
Clinton, também disse que seu país está oferecendo equipamentos de comunicação para ajudar os membros da oposição síria a se organizar, manter contato com o mundo e escapar de ataques do regime. Ultimato - O comunicado final do encontro pede que o enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, estabeleça um prazo para que o regime de Assad cumpra as condições de seu plano. Na semana passada, Assad indicou que aceitava a proposta de seis pontos sugerida por Annan, que inclui cessar-fogo imediato e a retirada do Exército dos centros urbanos. Desde então, porém, a repressão continuou. Ontem, 57 pessoas morreram
em ataques do regime, relataram ativistas. Em um ano de revolta, 9.000 civis foram mortos na repressão, segundo a ONU. O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, disse na abertura da conferência que o regime sírio não deveria ser autorizado a manipular o plano de Annan para ganhar tempo. A secretária de Estado dos EUA também expressou ceticismo quanto à adesão síria ao plano. "Quase uma semana se passou e temos de concluir que o regime está aumentando sua lista de promessas não cumpridas", disse. "O mundo deve julgar Assad pelo que ele faz, não pelo que ele diz. E não podemos nos sentar e esperar mais", afirmou. (Agências)
Luis Acosta/AFP
Suu Kyi: vitória após 20 anos de luta. A ativista pró-democracia e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi (à esq.) ganhou um assento no Parlamento de Mianmar, segundo anúncio de seu partido, depois de uma histórica eleição que é um teste para as reformas adotadas pelos dirigentes militares e poderá convencer o Ocidente a pôr fim às sanções ao país. A Liga Nacional para a Democracia (LND), partido de Suu Kyi, disse ter conquistado pelo menos 19 dos 45 assentos disponíveis e afirmou que a carismática ativista se saiu vitoriosa pela região de Kwahmu, ao sul de Yangun, centro comercial do país, abrindo caminho para o primeiro papel dela no governo depois de uma luta de duas décadas contra a ditadura militar. Suu Kyi e outros candidatos da oposição não terão voz de decisão no Parlamento. Mesmo assim, trazem esperança às massas de Mianmar, que cresceram sob os militares. A vitória da ativista seria o primeiro passo para ela concorrer à Presidência em 2015. (Agências)
30 anos da Guerra das Malvinas. Ou Falklands? Argentina lembrará hoje o 30º aniversário da guerra com o Reino Unido nas Malvinas, em meio a tensões com Londres pelo velho litígio de soberania das ilhas, situadas no Oceano Atlântico. A comemoração reivindicativa da soberania nas Malvinas (Falklands, para os britânicos), demanda que une todos os partidos políticos da Argentina, começou ontem à noite com uma passeata iluminada com tochas pelo centro de Buenos Aires. A presidente argentina, Cristina Kirchner, liderará hoje o ato central de lembrança: a inauguração de um memorial com a "chama eterna" para lembrar os 649 argentinos mortos na guerra na Praça das Ilhas Malvinas, em Ushuaia, a cidade mais austral do mundo e capital da província da Terra do Fogo, cuja jurisdição abrange o arquipélago em disputa com o Reino Unido.
A Guerra das Malvinas explodiu em 2 de abril de 1982, quando 900 soldados argentinos desembarcaram em Puerto Argentino (Port Stanley, para os britânicos), a capital das ilhas a 740 quilômetros ao leste do litoral sul-americano, e expulsaram as autoridades britânicas. Erro - Ontem, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que a invasão do arquipélago pelos argentinos, há 30 anos, foi um "erro muito grande" que teve o objetivo de privar os habitantes do local de sua liberdade. Cameron ainda reafirmou o compromisso britânico de defender o direito dos habitantes das ilhas de escolher o seu destino. "Há 30 anos, o povo das Ilhas Falkland sofreu um ato de agressão que teve como objetivo tomar a sua liberdade e seu estilo de vida", disse o premiê. O conflito também resultou na morte de 255 britânicos e três moradores. (Agências)
Drama dos reféns das Farc chega ao fim. Com ajuda brasileira. Os dois helicópteros brasileiros que vão participar da libertação de dez reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) chegaram ontem ao aeroporto da cidade de Villavicencio, a 110 quilômetros ao sul de Bogotá. As aeronaves modelo Cougar 532UE cedidas pelo governo brasileiro decolaram pouco antes das 12h de São Gabriel da Cachoeira, no Estado do Amazonas, próximo à fronteira com a Colômbia, revelou uma fonte do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). Nos helicópteros viajavam 22 pessoas, incluindo os pilotos e mecânicos das Forças Armadas brasileiras.
A líder do grupo Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP), a ex-senadora Piedad Córdoba (acima), que atua como mediadora na operação, havia explicado que a entrega dos reféns será feita em dois períodos, hoje e na quarta-feira. A guerrilha se comprometeu a libertar quatro militares e seis policiais, todos sequestrados entre 1998 e 1999. Com este processo de libertações terminará na Colômbia o drama dos sequestros com fins políticos de troca de reféns por guerrilheiros presos, pois as Farc anunciaram em fevereiro sua decisão de não voltar a usar a prática como arma de guerra e financiamento. (Agências) Cubadebate/AFP
Chávez vai, mas sempre volta. O líder cubano, Raúl Castro, recebeu na noite de sábado seu aliado venezuelano, Hugo Chávez, que retornou a Cuba para continuar o tratamento contra o câncer que iniciou há uma semana. Esta é a segunda viagem de Chávez a Cuba, após a operação à qual se submeteu há pouco mais de um mês. (EFE)
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DESAFIO PARA A CIÊNCIA Deficiências de vitamina D podem contribuir para causar doenças como câncer colorretal, pressão alta, insuficiência renal e doenças cardíacas.
idades Leonardo Wen/Folhapress - 02/11/2009
Jane E. Brody *
Vitamina D, P além da panaceia Cada vez mais a ação da vitamina D no corpo humano vem sendo estudada, mas apesar dos efeitos benéficos, até agora não existe uma conclusão.
elo menos uma vez por semana, alguém, quase sempre uma mulher que já passou dos 50 anos, faz uma série de perguntas sobre a vitamina D. Talvez um teste de rotina tenha revelado deficiências, levando o médico a recomendar um suplemento de venda livre, ou, em casos graves, altas doses de remédios sob prescrição. A preocupação é com a saúde dos ossos. Sem a vitamina D, o corpo absorve cálcio de maneira adequada e os ossos se tornam frágeis. Pesquisas revelaram que entre 889 adultos tratados no centro de traumatologia do Missouri em decorrência de fraturas, os níveis de vitamina D eram "insuficientes" em 78% e "extremamente insuficientes" em 39%. O grupo
excluiu pessoas com fatores de risco conhecidos para a deficiência de vitamina D. Outro estudo, feito em Seul, na Coreia do Sul, revelou que os níveis de vitamina D eram "significativamente mais baixos" em 104 mulheres na pós-menopausa que haviam quebrado o pulso que entre os 107 controles da mesma idade sem qualquer fratura. Mas surgem perguntas acerca de pesquisas que sugerem que aumentar os níveis de vitamina D no sangue pode proteger contra doenças crônicas ou potencialmente fatais. Nos últimos anos, estudos ligaram níveis baixos de vitamina D a riscos para a saúde como doenças cardíacas, pressão alta, câncer, artrite reumatoide e outras doenças autoimunes, levando muitos a crer que suplementos de vitamina D são uma proteção. Mas não há grandes estudos clínicos para comprovar ou refutar o valor do uso da vitamina D, além de seus benefícios conhecidos para os ossos. Kevin A. Fiscella, médico de família na Universidade de Rochester, decidiu tomar mil unidades internacionais de vitamina D por dia, baseando-se nos dados de seus estudos que relacionam diferenças raciais nos níveis de vitamina D ao risco de doenças, e em sua crença de que fazer isso "não prejudica e ainda pode ajudar". Em entrevista, Fiscella enfatizou que suas descobertas sugerem (apesar de não comprovarem) que as deficiências de vitamina D causam ou contribuem para causar doenças como câncer colorretal, pressão alta, insuficiência renal e doenças cardíacas, que afetam os negros americanos com maior frequência do que os brancos. Os resultados são sustentados por conhecidos efeitos biológicos da vitamina D e pela ocorrência de uma deficiência generalizada de vitamina D entre os negros do Hemisfério Norte. Quase todos os tecidos do corpo possuem receptores de vitamina D. Sabe-se que ela
Image Source/REB Images - 24/08/2010
Em relação aos benefícios da vitamina D, fundamental na absorção do cálcio, a saúde dos ossos é uma das maiores preocupações de mulheres que já passaram dos 50 anos.
Não há, contudo, estudos clínicos que revelem toda a ação da vitamina atua como um hormônio. Em estudos laboratoriais, demonstrou-se que ela tem propriedades anticancerígenas. Além disso, há evidências que sugerem que a deficiência de vitamina D desempenha papel na asma, no diabetes Tipo 2, em doenças autoimunes como a esclerose múltipla e a artrite reumatoide, a pré-eclâmpsia e distúrbios neuropsicológicos como o autismo, a depressão e a perda de memória. A vitamina D é um nutriente essencial solúvel em gordura que entra naturalmente no corpo, principalmente por meio da pele, onde a radiação ultravioleta B da luz solar estimula a produção da pré-vitamina D, que é convertida nos rins para a forma biologicamente ativa, o hormônio vitamina D. Poucos alimentos contêm níveis significativos de vitamina D; principalmente os peixes de água gelada gordurosos, como salmão, sardinha e atum, bem como o óleo de fígado de bacalhau. Muitos fatores impedem que se alcancem os níveis de vitamina D conhecidos por prevenirem perda óssea, sem falar de outras doenças cuja relação de causa e efeito talvez nunca
seja estabelecida. Um deles é a cor da pele. A pele escura evoluiu na África equatorial, onde o sol é intenso o ano todo e uma breve exposição diária aos raios UVB (os raios solares que queimam) já é suficiente para que se alcancem os níveis adequados de vitamina D no sangue. Mas a melanina na pele atua como um protetor solar natural e os negros que vivem nos EUA, onde o sol é menos intenso, produzem quantidades menores de vitamina D. Os estudos de Fiscella, baseados nos dados de milhares de participantes adultos da Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição realizada entre 2001 e 2006, revelaram taxas de deficiência de vitamina D muito mais altas entre os negros de origem não hispânica do que entre os brancos de origem não hispânica. Além disso, em estudos separados, os níveis baixos de vitamina D entre os negros americanos estavam associados a uma maior incidência de câncer colorretal, hipertensão, proteínas na urina e mortes por problemas cardiovasculares. (*) The New York Times News Service/Syndicate
SOBRINHO DE WANDO É MORTO EM MINAS
U Ó RBITA
BAFÔMETRO
m sobrinho do cantor Wando foi encontrado morto, sábado, em Congonhas (MG). Segundo a polícia, uma pessoa passava próximo à linha férrea quando viu um corpo e chamou a PM. Antônio
Faustino Neto, 21, tinha um cadarço de sapato amarrado em seu pescoço. Segundo a perícia, ele foi asfixiado. A PM afirmou que Antônio tinha passagem pela polícia por tráfico de drogas.(Folhapress)
Leo Franco/AE
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o primeiro trimestre de 2012, 58.130 pessoas já passaram pelo teste do bafômetro em São Paulo. Segundo dados da Polícia Militar, até 30 de março foram registrados 3.485 casos de infração ao Código de Trânsito Brasileiro, que estipula a proibição de dirigir a quem tiver mais de seis decigramas de álcool por litro de sangue. Entre os motoristas parados nas blitze, 172 se recusaram a fazer o teste e 731 foram levados para a delegacia. Folhapress)
ATIVIDADE – Cerca de 10 mil pessoas se reuniram ontem na Avenida Paulista para celebrar o Dia Mundial da Atividade Física.
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11 De um símbolo de maldição, passou a ser de bênção. Padre Antonio Aparecido Pereira
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Cada parte da História carrega a sua cruz Símbolo máximo do cristianismo já foi sinônimo de maldição e morte, por causa da crueldade associada ao objeto. Crucificação de Jesus Cristo foi a redenção. Valdir Sanches
Fotos: Reprodução
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símbolo universal do cristianismo – a cruz – é uma peça a.C.. Estudiosos constatam que tem sido usada como símbolo desde muito antes da Era Cristã, em países tão distantes entre si como a China e o Peru. Relatam seu encontro em monumentos do Egito, de quatro mil anos, em esculturas da Babilônia, em ruínas da Pérsia e da Índia. Nenhuma delas, no entanto, chegou aos nossos tempos com o vigor da cruz em que Jesus Cristo foi crucificado, há dois milênios. Por quê? O padre Antonio Aparecido Pereira, vigário episcopal das comunicações da Diocese de São Paulo, nos explica que, para os romanos, a cruz era instrumento de suplício, aplicado aos criminosos mais violentos. “O fato de Jesus ter morrido numa cruz fez com que ela passasse, para os cristãos, de um símbolo de morte a um símbolo de vida. De um símbolo de maldição, passou a ser de benção”. O professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Augusto Nicodemus Lopes, doutor em Novo Testamento, escreveu o seguinte: “A morte de Cristo na cruz é um fato central para o cristianismo. É mais do que um símbolo a ser levado no pescoço, ou pendurado nas paredes das igrejas. É o caminho de Deus para salvar todo aquele que crê.” Mas Nicodemus Lopes concluiu que a cruz cristã vem perdendo seu significado no mundo. Cita pesquisa recente feita na Austrália, Alemanha, Índia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. Ela revela que o arco dourado, símbolo do McDonalds, e a concha da Shell, foram reconhecidos por 88% dos entrevistados. Outros 92% identificaram os cinco anéis das Olimpíadas. Mas apenas 54%, a cruz simbolizando o cristianismo. Padre Antonio Aparecido, conhecido como Padre Cido, acha que a pesquisa “certamente deslocou a atenção das pessoas”. “Acho que não existe um símbolo mais forte para a Humanidade do que a cruz. Se você faz uma pergunta mais seletiva, numa linha quase comercial... Para nós a cruz não é um símbolo comercial, é ligado à própria essência da nossa religião. Foi na cruz que Jesus Cristo morreu.” Se fosse feita no Brasil, a pesquisa certamente teria outro resultado. Somos o maior país católico do mundo, com 73,8% de seguidores (IBGE, 2000). Peixe – Historiadores envolvidos com o tema dizem que, durante o primeiro século do Cristianismo, a imagem da cruz aparecia raramente. Afinal, representava uma forma cruel de execução pública. O símbolo do peixe, o ichthys, era o mais usado. Mas no segundo século já há referências da cruz associada aos cristãos. No terceiro século, a ligação já era muito estreita, a ponto de Clemente de Alexandria, escritor e teólogo grego nascido em Atenas, ter se referido à cruz como “o sinal do Senhor”. Outra referência importante é do escritor e apologista cristão Tertuliano, de Cartago, na província romana da África. Em seu livro De Conona, de 204, refere-se aos cristãos como “devotos da cruz”.
Símbolo universal do cristianismo, a cruz é uma peça que já teve vários significados ao longo da História da Humanidade, muito antes da Era Cristã.
Sérgio Pedreira/Folhapress - 07/05/2005
Estudiosos afirmam que os monumentos do Egito e as esculturas da Babilônia já utilizavam a cruz como símbolo
A cruz... de que madeira era feita? Até hoje não surgiram provas científicas que respondam à essa pergunta. A tradição diz que veio de uma oliveira, árvore típica de Jerusalém. Padre Cido diz que só conhece um fato histórico. “Quem descobriu a verdadeira cruz em que Cristo foi crucificado foi Santa Helena, mãe do imperador Constantino.” O imperador Constantino, o Grande, proclamado em 306, foi quem oficializou o Cristianismo no império romano. Flávia Augusta Helena, sua mãe, era cristã. Com idade avançada, ela foi à Palestina, à Terra Santa, em busca de identificar lugares onde teriam se passado fatos da vida de Jesus Cristo. Em 326, Helena descobriu a Vera Cruz, a cruz verdadeira. Estava no Calvário, a colina onde Cristo fora crucificado, fora da cidade de Jerusalém. Padre Cido diz que foram encontradas três cruzes. “Convencionou-se tocar as três cruzes em um doente, e aquela cruz que curasse o doente seria a cruz do Cristo.” As outras duas seriam aquelas dos dois ladrões que também foram crucificados. No local da descoberta construiu-se a Igreja do Santo Sepulcro. O templo foi consagrado no dia 13 de setembro de 335. No dia seguinte, a cruz foi exposta para que os fiéis pudessem venerá-la. Nesse dia, a Igreja comemora a Festa da Exaltação da Santa Cruz. Ecoa uma frase de Santo André de Creta: “Celebramos a festa da cruz; por ela as trevas são repelidas e volta a luz”. Em 614, os persas invadiram a cidade, destruíram a igreja e se apossaram da cruz. Passados 14 anos, em 628, o imperador bizantino Heráclio a recuperou. Ele próprio, dizem historiadores, levou a cruz, um ano depois, de volta ao Santo Sepulcro. Cravos – Resta uma pergunta: o que foi feito da cruz? A informação que atravessa os séculos é de que Helena mandou ao filho, o imperador Constantino, pedaços da cruz. Junto com eles, os cravos com que Cristo fora pregado ao lenho, também encontrados. A mãe quis protegê-lo dos perigos frequentes daqueles tempos. Constantino fechou um fragmento da cruz numa estátua que representava a si próprio. Os cravos somaramse ao material para a construção de um elmo. Mais tarde, outros fragmentos da cruz foram enviados para igrejas do Império Romano. Os evangélicos não põem a imagem do Cristo na cruz. Levam em conta um salmo bíblico segundo o qual não se devem fazer imagens religiosas. Para os católicos, explica Padre Cido, “o Cristo pregado na cruz congela aquele momento supremo em que Ele se entregou”. As religiões não cristãs não adotam, naturalmente, a cruz. “Mas todas as religiões cristãs não seriam cristãs se não tivessem a cruz.” Uma reflexão muito forte na mística e na oração cristã, e na teologia católica em particular, é a própria cruz. “Ela é feita de uma haste vertical, e uma haste horizontal. A vertical é a que sustenta a horizontal. E a reflexão que se faz é esta: o cristão é aquele que ama a Deus – haste vertical - e ama o próximo - horizontal. O amor a Deus nos compromete com a ajuda ao próximo.”
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DESDE 2004 A caminhada começou em 2004, ganhou apoiadores um ano depois e hoje faz parte do calendário oficial de São João da Boa Vista
regionais
Fotos: Fritz Nagib/Divulgação
Em São João da Boa Vista, mais de 150 pessoas participam da Caminhada da Lua Cheia, seis vezes ao ano, para apreciar a natureza com uma luminosidade diferente. Eles andam 10 quilômetros, passando por estradas, sítios, ranchos e cachoeiras. André de Almeida
À LUZ DA LUA
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Caminhada à luz da lua e pausa para o lanche (acima). Uma vez ao ano, a contação de 'causos' é acrescida ao passeio. Á esquerda, paisagem da área rural de São João da Boa Vista.
Logística - A caminhada (só de ida, pois a volta é feita em ônibus) é gratuita e percorre em torno de 10 quilômetros em duas horas e meia. São seis durante o ano, sempre em noites de lua cheia, por terem mais iluminação natural. "Muitos dispensam até o uso de lanternas", conta Telma. Em cada passeio, os participantes se encontram por volta das 19h no centro da cidade. Depois do aquecimento, orientada por um professor de educação física, o grupo sai, tendo à frente batedores da PM. Na retaguarda, um ônibus da prefeitura acompanha o trajeto e, ao final, traz os participantes de volta. Os organizadores ainda contam com o Corpo de Bombeiros para caso de acidentes. O perfil
dos participantes, segundo a presidente do Comtur, é diversificado, indo de crianças a idosos. "Aproximadamente 60% são de moradores da cidade, principalmente famílias. O restante é formado por visitantes de municípios vizinhos. Eventualmente contamos com a presença de al-
guns estrangeiros e grupos de escoteiros." A caminhada é feita, na maior parte do tempo, em trechos planos, com poucas subidas. São visitados, entre outros pontos na zona rural, sítios, fazendas, pesqueiros, ranchos e cachoeiras. A última caminhada do ano é
sempre realizada na área urbana da cidade, com saída do largo da Estação Ferroviária e chegada na região do cemitério municipal. "Nesse passei a ACE contrata um guia turístico que conta 'causos' e histórias de São João da Boa Vista", afirma Telma, que participou de todas as edições realizadas. Peregrino - A c a m i n h a d a atrai todo tipo de morador. Um dos mais entusiastas e assíduos, no entanto, não é nenhum jovem apaixonado por condicionamento físico ou esportes radicais. Mas sim o aposentado Juvenal Tarifa, de 70 anos. Bem humorado, ele diz, com orgulho, que esteve em de 95% das caminhadas. "É uma ótima oportunidade para interagir com a natureza, conhecer novas pessoas e exercitar o corpo e a mente. É uma das minhas terapias", afirma. A relação de Juvenal com as caminhadas é antiga. Certificado
como peregrino mariano, ele já percorreu 341 quilômetros até Aparecida, no Vale do Paraíba. Seu sonho é realizar um dia o famoso Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Mas enquanto isso não é r possível, garante que continuará participando da Caminhada da lua cheia. "Mesmo em noites de chuva, voltamos alegres para casa", conta o aposentado, que frequentemente vai acompanhado pela esposa e filhos. Representatividade - Segundo o presidente da ACE, Antônio Carlos Pessanha, o caminhada é uma das principais atividades culturais promovidas pela entidade e uma das mais conhecidas em toda a cidade. "Infelizmente ainda não tive oportunidade de participar do passeio noturno, mas pretendo fazer isso em breve. É uma atividade representativa e de muito sucesso, o que nos enche de orgulho", conclui Pessanha.
Arquivo DC
Satélite inspira arte
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Cena de Viagem à Lua', de Georges Méliès (acima), e Raul Seixas, que inseriu a lua em uma canção.
lua e suas fases, por conta do seu simbolismo, luz, beleza e energia, exerce grande fascínio e já serviu de inspiração para para cantores, compositores e cineastas, nacionais e internacionais. No Brasil, para citar apenas alguns nomes, Celly Campello fez muitos casais dançarem ao som de 'Banho de Lua' e Luiz Gonzaga cantou com maestria o seu clássico 'Luar do Sertão'. Até mesmo o maluco beleza Raul Seixas homenageou o satélite natural da Terra com a canção 'Lua Cheia', comparando-a à mulher que "vive piscando os seus olhos para mim". Na sétima arte também não são poucos os exemplos. além dos inúmeros longas que abordam a temática do lobisomem, filmes clássicos já arrastaram multidões de expectadores às salas de cinema. Alguns destaques são 'A voz da Lua', do diretor italiano Federico Fellini; 'Viagem à Lua', de Georges Méliès; La Luna, de Bernardo Bertolucci, entre outros. Até mesmo o rock'n roll já homenageou o satélite da Terra. Um dos exemplos mais notáveis é o nome de um dos discos mais vendidos de todos os tempos: 'Dark Side of the Moon', do Pink Floyd. (AA)
Arquivo DC
ma lenda de origem europeia – a do lobisomem – que reza que um homem se transforma em lobo nas noites de lua cheia, só voltando à forma humana ao amanhecer, se tornou parte da cultura de cidades do interior paulista. Em São João da Boa Vista não é diferente, mas um dos eventos turísticos mais tradicionais da cidade, a Caminhada da Lua Cheia, desafia a crendice popular e atrai centenas de pessoas em cada uma de suas edições todos os anos. O encontro, já inserido do calendário oficial do município, é promovido pela Associação Comercial e Empresarial (ACE) de São João da Boa Vista, com o apoio da prefeitura local. A caminhada começou em 2004, numa iniciativa da diretoria da ACE. O principal objetivo era promover um passeio esportivo e ecológico pela Serra da Paulista, com o único objetivo de acompanhar a mudança de fase da lua. No começo, pouca gente aderiu. "A ideia era fazer uma caminhada pela serra. Os participantes poderiam, assim, conhecer as belas paisagens da região, as fazendas, caminhar junto à natureza e contemplar o visual noturno proporcionado pela Lua Cheia", diz Marcelo Tobias dos Santos, um dos idealizadores do passeio. Apoio- – Já no ano seguinte, a Comissão de Turismo da ACE (CTUR) assumiu a coordenação da caminhada, que ganhou nova proporção e importância, passando a contar com o apoio da prefeitura, da Polícia Militar e de patrocinadores da região. "Podemos dizer que a caminhada se profissionalizou no ano de 2005, com roteiros e trajetos mais bem definidos e pontos de alimentação", explica Telma Corulli, uma das organizadoras do evento desde sua primeira edição e presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) de São João da Boa Vista. De acordo com Telma, todas as caminhadas terminam em confraternização entre os participantes. "Nos reunimos em lanchonetes e restaurantes na zona rural da cidade", afirma. Cada edição atrai, em média, 150 pessoas.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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acsp
EM JANEIRO A nova lei das calçadas está em vigor na Cidade desde 9 de janeiro.
distritais
ESPAÇO Espaço reservado para pedestres agora tem de ser de 1,2 metro.
Lei das calçadas preocupa empresários Comerciantes se encontram na Distrital Noroeste para discutir a cobrança de multas imposta pela nova legislação. Moradores também se mostraram insatisfeitos. André de Almeida
Ney Sarmento/PMMC/Arquivo/DC
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nova lei das calçadas, em vigência na capital paulista há quase três meses, ainda causa dúvidas e provoca reclamações de moradores e comerciantes de Pirituba, na zona oste da capital. A maioria não concorda em receber as multas sem haver uma notificação prévia, informando sobre as possíveis irregularidades nos passeios dos imóveis. Pela legislação antiga, o infrator recebia a notificação antes da multa. Para discutir essas questões, ouvir a posição dos comerciantes e esclarecer suas dúvidas, a Distrital Noroeste da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) promoveu, na semana passada, um encontro com representantes da Subprefeitura Pirituba/Jaraguá. No encontro foram apresentadas ainda questões referentes ao alvará de funcionamento condicionado, que também preocupa parte dos Nova lei prevê multas mais pesadas para buracos nas empreendedores da região. calçadas: cobrança será de R$ 300 para cada metro. Calçadas - A nova lei das calçadas, sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab em 9 de Reparos - Ao constatarem ções da Subprefeitura Piritujaneiro, pretende fechar o cer- irregularidades nas calça- ba/Jaraguá, no ano passado e co aos moradores – proprietá- das, os fiscais das subprefei- nos três primeiros meses de rios ou não – que não preser- turas encaminharão aos res- 2012 foram aplicadas cerca vam seus passeios. A principal ponsáveis pelos imóveis, si- de 200 multas por má consermudança em relação à regula- multaneamente, as respecti- vação de calçadas na região. mentação anterior é que, a vas multas e intimações. A De acordo com o superinpartir de ago- Divulgação tendente da ra, o inquilino Distrital No– e não mais roeste da somente o ACSP, Valnoy pr op ri et ár io Paixão, a nodo imóvel – va lei das calpode ser mulçadas pode tado pela falser consideta de manurada, no mítenção. n i m o , p o l êA l é m d i sm i c a . " A r eso, as calçag u l a m e n t adas construíção apredas a partir senta dois de agora depontos de verão ter um v i s t a d i s t i nespaço de 1,2 tos. Por um metro para a lado, colaboValnoy Paixão, superintendente da Distrital Noroeste, e passagem ra com a meMárcio de Campos Verde, subprefeito de Pirituba/Jaraguá d o s p e d e slhoria da tres. Os pasac essi bili daseios já existentes só levarão partir daí, os proprietários ou de, principalmente para idomultas se estiverem danifica- inquilinos terão 15 dias para sos e pessoas com mobilidados ou com obstáculos coloca- recorrer e, dependendo da de reduzida. Mas por outro, a dos pelo morador, como lixei- decisão, 30 dias para regula- lei causará um ônus financeiras, por exemplo. A legislação rizar a situação de seus pas- ro considerável, principalanterior delimitava um espa- seios. Eles terão que arcar mente para os pequenos coço de 90 centímetros para a com o conserto e informar à merciantes e moradores de circulação de pedestres. Prefeitura sobre o término regiões mais carentes, como As calçadas esburacadas das obras. Segundo informa- a nossa", disse o dirigente. também são multadas pela Arquivo/DC nova lei. Anteriormente, o fiscal definia o valor de acordo com o tamanho do buraco (de R$ 102,02 a R$ 510,01). Agora, o valor leva em conta o tamanho da calçada (R$ 300 por metro). Ou seja, se uma calçada com buraco tem extensão de 20 metros, a multa passa a ser de R$ 6 mil (R$ 300 multiplicados pelos 20 metros da calçada). Na multa não importa se o passeio estiver tomado por buracos ou tiver apenas um.
Newton Santos/Hype/Arquivo/DC
Alvará - Outro assunto abordado na reunião e que está gerando muitas dúvidas nos comerciantes é o alvará de funcio-
namento condicionado, criado há mais de três meses pela Prefeitura. Em linhas gerais, o alvará condicionado permite que
comerciantes com negócios instalados em imóveis sem alvará de funcionamento continuem com as portas abertas enquanto buscam a regularização. Dessa forma, a legislação instituiu uma licença provisória e concedeu um prazo de dois anos (prorrogáveis por mais dois) para que o dono do estabelecimento comercial ou de serviço regularize a situação do prédio junto à Prefeitura. A concessão desse documento é válida apenas para atividades consideradas de baixo risco, como farmácias, salões de cabeleireiro, oficinas de costura, padarias e lanchonetes. Estes estabelecimentos correspondem a quase 70% dos pontos em funcionamento na capital. Além disso, o alvará somente será concedido para imóveis que não excedam a metragem de 1,5 mil metros quadrados. O prazo para solicitar o alvará condicionado se encerra em 19 de junho. Segundo o subprefeito de Pirituba/Jaraguá, Márcio de Campos Verde, antes de pedir o alvará de funcionamento, o empreendedor deve verificar se o plano diretor e a lei de zoneamento da região onde está instalado, ou pretende se instalar, permitem o exercício daquela pretendida. "Estamos de portas abertas para esclarecer as dúvidas sobre o alvará condicionado, que não chega a ser uma anistia de funcionamento, mas um compromisso com a regularização dos estabelecimentos", afirmou. O subprefeito estima que aproximadamente 60% dos estabelecimentos comerciais ou de serviços da região da Subprefeitura Pirituba/Jaraguá estão em situação irregular. "Se estiverem em concordância com as leis de zoneamento, os comerciantes poderão pedir o alvará condicionado". Mudanças - O superintendente da Distrital Noroeste ressaltou que o alvará condicionado trará inúmeros benefícios para o comércio local, facilitando o caminho para que mais empreendedores possam se legalizar e obter a licença definitivo. "No entanto, para que mais estabelecimentos possam ser beneficiados, defendo a ampliação do prazo para a solicitação do documento, além do aumento da metragem dos imóveis contemplados", concluiu.
Arquivo/DC
Mais dúvidas: alvará condicionado para o comércio e espaço para pedestres nas calçadas
Escolas de Bicicleta nos CEUs
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Prefeitura deu início, no sábado, no Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis, na zona sul, ao programa Escolas de Bicicleta, que pretende formar ciclistas urbanos, utilizando um formato ainda inédito no mundo. Localizadas nos 45 Centros Educacionais Unificados (CEUs) da cidade e no
Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis, as Escolas de Bicicleta são o centro de um programa de educação e sustentabilidade, criado pela Secretaria Municipal de Educação. O projeto envolve inicialmente 4,6 mil alunos que darão suas pedaladas em bicicletas de bambu, que nunca circularam no Brasil.
Até o fim do ano, cada escola terá 100 alunos ciclistas, entre 12 e 14 anos, que farão diariamente o trajeto casaCEU-casa em comboios de 15 a 25 estudantes. Dentro da escola eles terão paraciclos para o estacionamento e monitores treinados para ensinarem noções de equilíbrio, regras de trânsito e manutenção das bicicletas.
G Ir Agendas da Associação e das distritais
Amanhã I Plenária – O presidente da
ACSP, Rogério Amato, preside a pré-conferência da Conferência da Produção Mais Limpa da Cidade de São
Paulo, com a presença do professor e diretor-geral da Agência USP de Inovação, Oswaldo Massambani, que apresentará o tema Sustentabilidade e a cidade de São Paulo. Às 17h, na sede da ACSP, rua Boa Vista, 51, 9º andar, plenária. I Penha – Às 19h30, 15ª reunião ordinária Demandas da Penha. Avenida Gabriela Mistral, 199.
Quarta I Santo Amaro – Às 10h30,
reunião do Projeto Empreender com o Núcleo Consultoras de Vendas. Av. Mário Lopes Leão, 406. I Sudeste – Às 19h30, palestra A Nova Lei do Alvará de Funcionamento e seus impactos para o empresário. ministrada pelo diretor de Relações Institucionais da América Licenciamentos, Carlos Alexandre Nascimento. Confirmações: 5071-9920 ou dsudeste@acsp.com.br. Rua Afonso Celso, 1659
DIÁRIO DO COMÉRCIO
14 -.LOGO
FAUNA METALIZADA
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www.dcomercio.com.br
O escultor Edouard Martinet produz esculturas representando animais com restos de máquinas e até itens de jardinagem. http://bit.ly/Hr22zT
A EROPORTOS
De olho nos espanhóis
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partir de hoje, os esp a n h ó i s q u e d esembarcarem no Brasil serão submetidos a uma série de exigências para conseguir a autorização de entrada no país. Os requisitos fixados pelo governo brasileiro são medidas de reciprocidade, pois ações semelhantes estão sendo adotadas na Espanha em relação aos brasileiros que chegam ao país. O Itamaraty nega que a adoção das exigências seja
C ASA
uma retaliação às humilhações sofridas por brasileiros na Espanha. Só até agosto de 2011, 1.005 brasileiros foram barrados em aeroportos espanhóis. Pelas novas regras, os espanhóis que quiserem entrar no Brasil terão de estar com o passaporte válido por, no mínimo, seis meses. Também serão exigidos os comprovantes de passagens de ida e volta. O espanhol que for se hospedar em hotel deverá apresentar o documento
de reserva. Caso venha a se hospedar na casa de amigos ou parentes, terá de apresentar uma carta-convite. O documento deve conter a assinatura do responsável, autentificação do cartório e um comprovante de residência dessa pessoa. O último item se refere à renda mínima do espanhol que pretende visitar o Brasil. Ele deve comprovar que tem condições financeiras para arcar com até R$ 170 de despesas, por dia, em território brasileiro.
T ITANIC
US$ 122 mil por um cardápio O cardápio do último almoço servido no Titanic, que naufragou na madrugada de 14 para 15 de abril de 1912, foi leiloado ontem na Inglaterra por US$ 122 mil. O menu fornece uma visão fascinante sobre a vida culinária dos passageiros da primeira classe. Ele incluía ovos Argenteuil, frango à la Maryland, consomê fermier e chuletas de cerdo.
Joel Silva/Folhapress
Com o chão brilhando Sandálias de dedo que ajudam na faxina de casa e deixam o chão brilhando quando você está com preguiça ou quer turbinar as pernas. Criação da designer Marie Louise Gustafsson. Ó LEO
Mancha "some em alto-mar" Técnicos do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) afirmaram ontem que a mancha de óleo de combustível de navio encontrada no sábado entre os municípios de Maricá e Saquarema, na região dos Lagos, "sumiu em alto-mar". A constatação foi feita após especialistas do órgão realizarem novo sobrevoo na região. O instituto afirma que vai monitorar o entorno das C A R T A Z
DOMINGÃO - Moradores e pessoas que passaram pelo Elevado Costa e Silva, o Minhocão (no Centro), puderam usufruir de piscinas (de plástico) e aproveitar o dia sobre a grama (sintética). A intervenção foi feita pelo festival Baixo Centro, que chegou no seu último dia ontem, Dia da Mentira.
Florzinhas na parede 'Plant Me' é uma invenção simples e divertida do designer Masaharu Ono. Ele criou pregos com cabeças em formato de flor. Assim, quando ficam aparentes, os pregos se tornam itens decorativos. http://bit.ly/H3Fp3k
CECRÓPIAS
W HITNEY
Objetos vão à leilão nos EUA
VISUAIS
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praias locais nos próximos dias. A inspeção em alto-mar, porém, ficará a cargo da Capitania dos Portos. Especialistas disseram que a mancha tinha cerca de 1.6 mil litros de óleo. Segundo o Conselho Nacional de Meio Ambiente, um vazamento de até 8 mil litros de óleo é considerado pequeno. O Inea localizou a mancha após realizar dois sobrevoos na região no sábado de manhã.
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www.marielouise.se
'Vidro e Fantasia – O Lúdico na Perfumaria' traz frascos de perfume que remetem à infância e à brincadeira. Espaço Perfume Arte + História (mezanino). Rua Dr. Emílio Ribas, 110, Perdizes. Grátis.
O fotógrafo Christian Maldonado foi destaque do site Inspire First com sua série de fotos "Cecrópia". As imagens revelam todos os detalhes de folhas da embaúba depois de ressecadas, algumas adquirindo formas curiosas
que remetem a figuras de pessoas e animais. A série já foi exibida em São Paulo no ano passado. Quem perdeu a exposição pode conhecer outras fotografias da série no site abaixo. http://bit.ly/GFHWC3
Objetos que pertenceram à cantora norteamericana Whitney Houston, encontrada morta numa banheira do hotel Beverly Hilton em fevereiro, foram disputados em leilão no sábado, em Los Angeles (EUA). Alguns itens alcançaram cinco vezes o preço inicial. Dois pares de brincos usados por ela no filme O Guarda-Costas, por exemplo, foram vendidos por US$ 2.880 e US$ 7.040.
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André Coelho/Agência O Globo
Tiago Queiroz/AE
Folhapress
Os assuntos do início deste ano: corte de juros pelo Copom; Dilma, Merkel e o "tsunami" de dólares; Mantega atrás de soluções para os problemas da combalida indústria nacional.
Os acontecimentos dos três primeiros meses do ano evidenciaram os problemas de câmbio e indústria. Mas perspectivas são positivas.
Roberto Stuckert Filho/Presidência da República
DEVAGAR, MAS SEM PARAR: assim começou 2012 para o Brasil. REJANE TAMOTO
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nflação e juros em queda, atividade com ritmo lento, renda e consumo ainda em alta, indústria fraca e real valorizado. Esse foi, em poucas palavras, o resumo do primeiro trimestre para a economia brasileira. No período inicial de 2012, o País sentiu os reflexos de uma melhora do cenário internacional e de ações do governo iniciadas no ano passado, como os cortes da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 9,75% ao ano. As tensões por causa da crise europeia arrefeceram, embora a região ainda preocupe. Economistas ouvidos pelo Diário do Comércio analisam o trimestre e dizem o que se espera para os próximos meses. A aposta é no aumento do consumo e do Produto Interno
Bruto (PIB) em 2012 – mas em uma taxa menor do que a projetada pelo governo, de 4,5% –, uma inflação abaixo do teto da meta e juros em trajetória descendente. O real valorizado é o grande desafio do governo, já que a indústria continua em retração e permanece a grande quantidade de dólares disponíveis no mundo atualmente. De acordo com os economistas, o ambiente hoje na Europa está um pouco mais confiante, sob o comando de Mario Draghi no Banco Central Europeu (BCE). Os Estados Unidos mostram cada vez mais sinais de recuperação, reforçando a perspectiva de que sairão da crise mais rapidamente do que se esperava. A China, mesmo tendo anunciado a possibilidade de crescer menos neste ano (7,5%), tende a superar a esti-
O segundo trimestre será melhor que o primeiro e o terceiro será de pico de expansão. OCTAVIO DE BARROS, DO BRADESCO
mativa. O mercado fala em 8% a 8,5%, número menor do que a média histórica de 10%, mas ainda positivo. A incerteza sobre o crescimento da China contaminou a bolsa de valores brasileira no último mês. O temor é de que uma possível desaceleração da economia chinesa diminua a exportação de commodities brasileiras, como o minério de ferro.
O cenário ainda não está próximo do ideal, mas, de qualquer maneira, a avaliação dos economistas é de que o Brasil vai crescer mais neste ano e que a "virada" acontecerá no terceiro trimestre. O economista-chefe do banco BNP Paribas, Marcelo Carvalho, diz que, ao contrário de 2011, este ano a economia começa desaquecida e termina acelerada. Ele estima expansão de 2,5% para o PIB em 2012. O aquecimento esperado para o fim deste ano levará a uma alta de 5,5% no PIB em 2013, segundo Carvalho. O diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, estima que o crescimento neste primeiro trimestre tenha sido de 0,6%, projeção que já foi de 0,9%. "Revisamos porque o ritmo de redução dos estoques da indústria foi mais len-
9,75 por cento ao ano é a atual taxa básica de juros da economia brasileira. E tendência é de novas quedas nos próximos meses.
to do que esperávamos. O segundo trimestre será melhor e o terceiro será de pico. O consumo das famílias, que chamo de 'PIB do povo' vai crescer 2% no primeiro trimestre", afirma. O prognóstico de Barros é de que o PIB vai crescer 3,7% neste ano e o consumo das famílias, 5,6%. Em 2011, o consumo cresceu 4,1%.
Consumo deve acelerar O economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) Emilio Alfieri diz esperar um crescimento do PIB entre 3% e 3,5%. Na avaliação dele, o consumo foi moderado no trimestre mas tende a acelerar. O destaque negativo fica por conta da indústria, que teve queda de 3,4% em janeiro em relação a igual mês do ano passado, conforme dados
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "A indústria despenca, principalmente em vestuário. Já o consumo será beneficiado pelo juro baixo e por medidas como a prorrogação da isenção de Impostos Sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca, que se estendeu para o setor de móveis e lustres", observa Alfieri. De acordo com ele, a indústria deve se manter à espera de novas medidas do governo para segurar a valorização do real. Desde setembro, os dados mensais de emprego industrial são negativos. "As medidas na área cambial são necessárias para encarecer a importação sem truques ou protecionismo. Além do consumo, quem puxará a economia do lado da oferta é o agronegócio", afirma o economista da ACSP.
BOLSA NA LANTERNA E DÓLAR EM ALTA
O
bom humor que dominou os negócios na bolsa de valores de janeiro até a metade de março cedeu espaço para o temor de desaquecimento da economia chinesa, diante das expectativas do próprio governo chinês de menor crescimento neste ano. E como a Vale, empresa cujas ações PNA têm maior peso no Ibovespa, seria a mais atingida nesse cenário, a queda do índice foi
inevitável, de 1,98% em março. No ano, porém, o mercado de ações continua a oferecer os maiores ganhos entre as principais aplicações, de 13,67%. De acordo com o administrador de investimentos Fabio Colombo, nos próximos meses os investidores devem ficar atentos à divulgação dos dados reais sobre o crescimento da economias da China, dos
Estados Unidos e da Europa, além de acompanhar os dados de crescimento e de inflação no Brasil. Na outra ponta do ranking de investimentos de março elaborado por Colombo, o euro ocupou o primeiro lugar, com rentabilidade de 6,5%. No trimestre, a moeda ofereceu ganhos de 0,69%. Isso é bom para quem tem aplicações em fundos cambiais atrelados à moeda. Colombo recomenda o
investimento como opção de diversificação. Em segundo lugar, outra moeda foi o destaque do mês: o dólar, com alta de 6,47%. No ano, a moeda norte-americana caiu 2,25%. Quem depende da renda fixa não teve muitas surpresas no mês passado. Os fundos de renda fixa fecharam com rendimento bruto na faixa de 0,7% a 1%, acima dos fundos DI, que pagaram de 0,6% a 0,9%,
dependendo da taxa de administração. No ano, a renda fixa é o segundo melhor investimento, com rentabilidade de 2,86%, à frente dos títulos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que pagaram 2,63%. Em terceiro lugar ficaram os fundos DI, que acumularam rentabilidade de 2,55% nos três primeiros meses. No mês, os títulos indexados ao IPCA pagaram
na faixa de 0,5% a 0,8%, menos do que os títulos atrelados ao Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que ofereceram rendimento bruto de 0,6% a 0,9%. No acumulado do ano, esse investimento rendeu 1,94%. A caderneta de poupança com aniversário no dia 1º de abril rendeu 0,61% em março e, no ano, 1,7%. Mais do que o ouro, que pagou apenas 0,31% no mês e 0,74% no ano.
16 -.ECONOMIA
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AGENDA 2
Segunda-feira
Banco Central divulga a pesq uisa Focus, com previsões do mercado.
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Terça-feira
Divulgação da pesquisa industrial mensal do IBGE, relativa ao mês de fevereiro.
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Quinta-feira
Saem dois índices de inflação do IBGE de março, o IPCA e o INPC.
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o último pregão do mês, a Bovespa foi na contramão do mercado externo e amargou o quarto dia seguido de queda. Mas, no trimestre, apesar das incertezas externas, a Bolsa fez bonito e registrou a maior alta para um primeiro trimestre desde 1999 (leia mais sobre o desempenho no mês na página 15). Na última sexta-feira, o Ibovespa caiu 0,56%, para 64.510 pontos. No trimestre, o ganho acumulado é de 13,67%. No mês, no entanto, o índice doméstico perdeu 1,98%, mesmo porcentual de queda verificado na semana.
Bolsa recua há QUATRO PREGÕES A bolsa até ensaiou uma recuperação no início da sessão de sexta-feira, mas a persistente preocupação com a China e com a zona do euro falaram mais alto e o Ibovespa migrou para o negativo e se manteve nele até o final, ampliando a mínima perto do fechamento. Nem mesmo os dados econômicos nos EUA e o acordo fechado na Europa
para aumentar a capacidade dos fundos de resgate da região ajudaram a bolsa a se manter no terreno positivo. Segundo um operador, a sexta-feira passada foi um dia atípico. "A Bovespa virou após a divulgação dos números dos EUA e as bolsas por lá se mantiveram em alta, mesmo sendo o último dia mês. Isso é estranho, não tem muita
explicação, a não ser o temor de mais notícias ruins", afirmou o profissional. Logo cedo, dados dos EUA indicaram que a economia norte-americana está dando sinais de estar mais aquecida e isso animou os investidores e ajudou as bolsas por lá subirem. O índice Dow Jones fechou a última sessão do mês com ganho de 0,5%.
O Departamento do Comércio dos EUA informou que o gasto dos consumidores aumentou 0,8% em fevereiro, marcando a maior alta desde julho de 2011, enquanto a renda pessoal subiu 0,2%. Depois foi informado que o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) subiu 0,3% em fevereiro, na comparação com janeiro, e 2,3% em relação a fevereiro do ano passado. A alta anual ficou acima da meta de inflação de longo prazo do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que é de 2%, e a alta mensal foi a maior desde agosto. (AE)
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André Coelho/Agência O Globo
Folhapress
Roberto Stuckert Filho/Presidência da República
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Governo na guerra contra o dólar baixo
Apesar de juro menor, inflação gera incertezas.
Nos próximos meses, equipe econômica deve insistir em ações para desvalorizar o real.
Provável reajuste do preço da gasolina e aumento dos serviços devem pressionar IPCA neste ano
ovas rodadas de alterações no Impost o s o b r e O p e r ações Financeiras (IOF) e de leilões de compra para segurar a desvalorização do dólar são esperadas para o próximo trimestre. Na avaliação do economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) Emílio Alfieri, a cotação que a indústria quer seria de no mínimo R$ 2, "porque R$ 1,80 não resolve". A alta do real prejudica a indústria por encarecer os produtos no mercado externo. "Parece que o objetivo da política econômica, enquanto a inflação dá uma trégua, é baixar os juros e puxar o câmbio para cima. E o governo deve fazer isso com mais medidas macroprudenciais como o aumento do IOF que pode, inclusive, compensar a perda de arrecadação pela isenção de IPI para linha branca, móveis e lustres", avalia Alfieri. O início de 2012 foi marcado pela injeção de recursos dos bancos centrais europeu, norte-americano e japonês no mercado, o que melhorou a confiança no mercado e au-
mentou a oferta da moeda norte-americana no mundo. No Brasil, o movimento foi apelidado de "tsunami monetário" pelo governo.
Muita liquidez em longo prazo Contra essa "guerra cambial", o Ministério da Fazenda tomou uma série de medidas, entre elas a compra de moeda por meio de leilões e o aumento de IOF. Segundo o diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, os ativos aumentaram em US$ 8 trilhões desde a primeira crise, em 2008, até agora. "O mundo foi inundado por um afrouxamento monetário em resposta à crise. A taxa nominal de juros dos países desenvolvidos foi, de em média, 0,6%. Podemos contar com um ambiente global de forte liquidez mundial no longo prazo." Barros projeta dólar de R$ 1,75 neste ano. Ele diz que a política cambial se preocupa com a indústria e com medidas que inibem a arbitragem, o que é positivo.
Na avaliação do economista-chefe do banco BNP Paribas, Marcelo Carvalho, as intervenções no câmbio têm duas direções, custos e benefícios. O real muito valorizado prejudica a competitividade da indústria para exportar; a situação contrária dificulta o controle da inflação. "É preciso cuidado, porque um real desvalorizado minimiza impacto sobre a indústria, mas traz impactos para a inflação", afirma.
Cuidado com a inflação Alfieri, economista da ACSP, observa que este é o momento para o governo tomar medidas para puxar o dólar para cima, enquanto a economia está desaquecida e a inflação está relativamente sob controle. "Um dólar de R$ 2, por exemplo, causaria um impacto de 10% nos preços ao consumidor. Isso representa mais 1,1 ponto percentual na inflação." A expectativa é de que a economia volte a aquecer apenas no segundo semestre. (RT)
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taxa básica de juros (Selic) em queda e a inflação em desaceleração neste primeiro trimestre compõem um cenário que deve mudar no final do ano. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) já sinalizou que a Selic deve chegar a 9% e o mercado espera que ela se mantenha neste patamar até o término de 2012. A inflação, por outro lado, divide opiniões e gera incertezas. Por isso, os bancos projetam taxa Selic levemente maior em 2013. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e o departamento de Pesquisas e Estudos do Bradesco, estimam a Selic em 9,75% em 2013. O quadro mais pessimista é o do banco BNP Paribas. Segundo o economista-chefe da instituição, Marcelo Carvalho, a inflação deve encerrar este ano em 5,7%, longe da previsão do Banco Central (BC) de 4,4% ao ano, segundo o último Relatório Trimestral de Inflação. "A alta dos preços vai voltar a ser tema, mais cedo ou mais tarde. Pode subir no segundo
semestre deste ano, com a aceleração da economia, e no ano que vem, ameaçando o teto de tolerância. Neste caso, o BC pode voltar a subir os juros", diz. O economista estima que a Selic encerre 2013 em 10% ao ano. Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a previsão para o ano que vem é 6,3%.
Câmbio e preço da gasolina Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) Emílio Alfieri, a inflação só encerrará o ano perto do centro da meta (4,5%) se o dólar ficar em R$ 1,80 e se o governo segurar o aumento da gasolina. "Não acho que o governo aumenta a Selic porque isso atrairia dólares e o real se valorizaria mais, afetando a indústria. Se a inflação subir, ele vai adotar medidas macroprudenciais e segurar o consumo por meio do depósito compulsório e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), como sinalizou na ata do Copom", explica Alfieri.
Ele diz que, depois do pico de 7,31% na metade do ano passado, a inflação vem desacelerando. O IPCA-15, que traz uma prévia do índice, mostrou uma inflação acumulada em 12 meses de 5,61% até março. A estimativa de Alfieri para este ano é que o índice feche em 5,3%. Uma das questões que ameaçam o cumprimento da inflação em 2012 é o esperado reajuste do preço da gasolina, medida que já foi sinalizada como provável pela Petrobras. O preço internacional do combustível sobe a um ritmo acelerado. O diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, afirma que outro problema que ameaça o preço do petróleo no exterior é o risco de guerra no Irã. "Se começar, os Estados Unidos terão de intervir e isso mexerá com a economia mundial", afirma Barros. Na avaliação dele, a inflação ainda estará pressionada pelos serviços em 2012, mas deve fechar em 5,4%. "O mundo continua jogando a inflação para baixo." (RT)
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A expansão das vendas do produto no mercado brasileiro coincide com a comemoração do aniversário de 100 anos do aspirador de pó da Electrolux.
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Fotos: Divulgação
Aspiradores deixam notebooks na poeira Vendas do secular eletrodoméstico surpreenderam em 2011. Na categoria eletro, crescimento do produto só ficou atrás dos tablets e dos consoles de vídeo game. Sílvia Pimentel
A
s vendas de aspiradores de pó se destacaram no ano passado e devem prosseguir por muito tempo em trajetória ascendente porque há um gigantesco mercado a ser explorado. De acordo com um estudo da GFK, foram comercializados no ano passado 1,9 milhão de unidades. Esse desempenho colocou o produto na terceira colocação em termos de crescimento de vendas na categoria eletro (32,7%), ficando atrás somente dos modernos tablets (815,3%) e quase esbarrando nos consoles de vídeo game (33,8%). Em compensação, o antigo eletrodoméstico ganhou mais espaço que os notebooks (23,7%) e máquinas de lavar roupas, cujas vendas cresceram 22%. A gerente de negócios da GFK, Carolina Guimarães Francisco, ressalta que, apesar do desempenho excepcional, a categoria ainda possui uma baixa penetração no mercado. "Há espaço para um forte crescimento, pois o volume ainda é muito baixo se comparado aos outros produtos eletroportáteis", completa. Só para se ter uma ideia do tamanho a ser explorado, em termos de comparação, estima-se que, na Alemanha, em cada domicílio, existam entre dois e três aspiradores de pó. Outro dado que confirma o espaço a ser explorado pelo secular eletrodoméstico é
que quase a metade das vendas (43%) ainda está concentrada no Estado de São Paulo, um quadro que não sofreu alteração importante de 2010 para 2011. O Nordeste responde por apenas 9%. No ano passado, houve uma expansão de 2% nas vendas para o interior do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. O aumento das vendas no ano passado está relacionado, sobretudo, à queda dos preços. Nas vendas totais de aspirador de pó, a participação dos itens
Publicidade de 1963 (ao alto, à esq.) dos aspiradores da Electrolux, com modelos fabricados em 1913 (idêntico ao lançado no ano anterior), 1933 e 1963. Na sua existência centenária o eletroportátil perdeu peso (o primeiro modelo da marca tinha 14 kg), tamanho e ganhou atributos inovadores.
também contribuiu em parte para o aumento das vendas de aspiradores de pó. Secular– A expansão das vendas do produto no mercado brasileiro coincide com a comemoração do aniversário de 100 anos do aspirador de pó da Electrolux. A primeira versão, o Lux 1, foi lançada em 1912 pelo fundador da empresa, Axel WennerGren, antes mesmo da Electrolux existir no papel. De lá para cá, o eletroportátil perdeu peso (o primeiro tinha 14 quilos), tamanho e ganhou atributos inovadores.
Axel Wenner-Gren: fundador da Electrolux.
com preço até R$ 150 saltou de 28%, em 2010, para 47% no ano passado. E o mais vendido foi o modelo conhecido como "trenó com saco", que representou 59% das vendas totais em 2011, um desempenho alavancado principalmente pela queda de 12% nos preços. Já a participação dos aspiradores mais modernos e inovadores no total das vendas, que dispensam o uso de saco, passou de 9%, em 2010, para 14%. O crescimento do canal de autosserviço (supermercados e lojas de departamentos), que passou de 39% para 42%,
A versão posterior, o Modelo V, foi lançada em 1921, adaptada para o uso doméstico. O Lux V foi o primeiro aspirador de pó em formato trenó, uma evolução na época por conta da mobilidade. O próximo marco seria o lançamento do Luxomatic, na década de 1960, que tinha como diferenciais um dispositivo para enrolar o fio, rodas e saco para pó com indicador de volume. No século 21, a empresa inovou mais uma vez ao lançar modelos sem fio e que permitem limpeza automática e rápida. A linha Ergorapido é uma das últimas apostas da empresa e está sendo vendida nas cores pink, damasco, grafite e champanhe.
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e Indústria aguarda pacote de apoio Estamos seguindo um modelo contrário dos melhores modelos de desenvolvimento. Julio Gomes de Almeida, do Iedi
conomia
Medidas que serão anunciadas amanhã pelo governo podem trazer recuperação para o setor a partir de 2012, se realmente promoverem as mudanças esperadas.
A
depender da profun- Julio Gomes de Almeida, a redidade e abrangên- versão do cenário de desinduscia das medidas de trialização brasileiro é improváapoio ao setor indus- vel no curto prazo. Para ele, isso trial que a presidente Dilma somente poderia ocorrer após Rousseff vai anunciar amanhã, 2014, em um outro contexto a indústria dará show não só pa- mundial. "Nossa política indusra o Brasil, mas para o mundo, já trial pode apenas minimizar o a partir do ano que vem, disse o contexto internacional de crise presidente da Federação das e de intervenção no câmbio por Indústrias do Estado de São parte da China", afirmou. "Uma Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. reversão de peso viria mais peBasta para isso o governo la exportação, com uma polítipromover uma ruptura do cos- ca de governo mais agressiva, o tumeiro "mais que hoje é imdo mesmo" pensável com ( d e s o n e r ao câmbio nesções pontuais se patamar." e setoriais e Ainda assim, temporárias) e falando partianunciar mecularmente da por cento foi o nível didas que realatual política recorde que alcançou industrial Plamente recoloquem a indúsno Brasil a venda de produtos tria nacional Maior, Almeida importados no Brasil e m p é d e reconhece que igualdade de tem pontos poem 2011. Em 2010 competição sitivos, entre o percentual foi c o m o s c o neles a desonede 17,8%. correntes inração total do t e rn a c io n a is . investimento, Esperançoso, ao menos no Skaf acredita que a equipe eco- nível federal. "O governo deu nômica vai, com o anúncio do isonomia ao produto brasileiro pacote de medidas, promover em relação ao importado", afirmudanças estruturais e de for- mou. Ainda falta, porém, desoma linear para todas as empre- nerar as exportações do ICMS, sas da indústria da transforma- imposto que é cobrado pelos ção. "Se forem medidas efica- Estados. O reforço do papel da zes, as respostas serão muito Financiadora de Estudos e Prorápidas. Baixem o preço do gás, jetos (Finep) no apoio à inovada energia, os encargos na fo- ção também deve se traduzir lha de pagamento, corrijam a em um poder de financiamento questão cambial, reduzam os maior ao órgão. "Se isso der cerjuros e, ano que vem, veremos to, será revolucionário, pois a a indústria brasileira dando Finep poderá financiar a emshow no mundo", afirma o pre- presa inovadora, e não apenas sidente da Fiesp. o projeto inovador", afirmou. Já para o ex-secretário de poNo entanto, ainda que as lítica econômica do Ministério medidas adotadas pelo goverda Fazenda, o economista do no sejam bem-sucedidas, a inInstituto de Estudos para o De- dústria deve continuar a apresenvolvimento Industrial (Iedi), sentar um desempenho mo-
19,8
Prorrogação da desoneração do IPI é benéfica, mas tímida
A
prorrogação da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para fogões, geladeiras e máquinas de lavar e a inclusão de novos setores como móveis e laminados resolvem apenas em parte o problema da indústria diante dos problemas que afetam o setor industrial. Segundo especialistas, medidas como essas são benéficas, mas ainda tímidas. Nesse sentido, a desoneração da cadeia produtiva da linha branca defendida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) pode comprometer o objetivo de medidas como essa, consideradas "pontuais". Na opinião do economista da Universidade de Brasília (UnB), Newton Marques, a extensão do benefício concedido para fogões, geladeiras, máquina de lavar e tanquinho pode causar reivindicação de outros setores. "É arriscado o governo abranger demais porque os outros setores vão querer reivindicar também. O governo está fazendo renúncia fiscal para manter o nível de atividade econômica e absorver mão de obra. Mas a medida tem que ser pontual e não generalizada, porque se tirar muita receita prejudica a medida", disse Marques. O economista do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), Carlos Alberto Safatle, também
disse que todos os setores precisam ser beneficiados. "Não pode privilegiar demais um setor e esquecer os outros. O governo precisa trabalhar uma política muito maior. As atuais medidas são muito tímidas e muito localizadas. Mas é claro que qualquer redução de preço é muita bem-vinda já que a gordura maior é da parte fiscal". O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, defendeu iniciativas mais amplas e concretas de apoio à indústria. Para Andrade, a extensão da isenção do IPI para toda a cadeia produtiva dos segmentos beneficiados daria novo "fôlego" a outros setores. "A medida dá um fôlego aos setores, reduz custos e torna os produtos da linha branca mais competitivos diante dos similares importados, mas são necessárias iniciativas mais concretas. Gostaríamos que essas desonerações atingissem toda a cadeia produtiva da linha branca, como aço e plásticos, que não estão sendo beneficiados". Na semana passada, o governo prorrogou a redução do IPI para a linha branca em mais três meses para estimular o consumo e tentar reativar a produção industrial. O benefício que terminaria no sábado (31) foi estendido até 20 de junho. A medida representará renúncia fiscal de R$ 489 milhões e as indústrias beneficiadas não podem demitir. (ABr)
desto. Isso porque os efeitos das medidas adotadas desde o ano passado só devem ter impacto em 2014. "Leva um certo tempo para que as providências tomadas maturem. E, além disso, a política industrial foi atropelada por um processo de concorrência internacional muito forte", disse.
O dado mais recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que praticamente um em cada cinco produtos industriais vendidos no Brasil em 2011 foi fabricado em outro país. O percentual de produtos importados alcançou o nível recorde de 19,8% no ano passado, ante 17,8% em 2010.
Para se ter uma ideia, em 2005, esse índice era de 16,3%. Para o economista, até 2014, esse coeficiente deve chegar a algo entre 25% e 30%. O economista do Iedi reconheceu que o processo de desenvolvimento econômico faz com que os países passem a importar mais. Ele ponderou,
porém, que as vendas externas também costumam aumentar, pois os países usam as importações para exportar mais. "O problema não é importar, mas baixar a exportação. Estamos seguindo um modelo contrário dos melhores modelos de desenvolvimento." (AE)
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Pesquisa da consultoria BDRC mostra que quase sete entre cada dez pequenas empresas não pediram nem quiseram empréstimos em 2011.
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Fotos: Andrew Testa/NYT
Ed Goodman, instrutor de negócios do Barclays, explica a empresários como fazer a melhor compra de anúncios do Google e criar um perfil no Facebook para promover suas firmas e tomar empréstimos do banco.
Bancos ensinam empresários para financiá-los mais Instituições financeiras britânicas, como Barclays, Royal Bank of Scotland e Lloyds, promovem cursos, palestras e seminários desde o início da crise financeira de 2008 para incentivar os pequenos e médios empresários a tomar mais empréstimos. Ensinam de tudo aos possíveis clientes, de contabilidade a como tirar proveito dos Jogos Olímpicos de Londres que serão realizados neste ano. Julia Werdigier*
B
ebendo café em silêncio, 16 proprietários de pequenas empresas britânicas sentam-se diante de laptops para ouvir Ed Goodman, instrutor de negócios, explicar como fazer a melhor compra de anúncios do Google e criar um perfil no Facebook para promover suas firmas. "O objetivo é que todos vocês saiam daqui com ferramentas tangíveis para o crescimento dos negócios", afirmava um entusiasmado Goodman aos empreendedores, entre eles um contador, um dentista e um dono de bar. O seminário de sete horas "ThriveOnline" em um prédio de escritórios ao lado do distrito financeiro de Londres foi recentemente organizado e patrocinado pelo Barclays, o banco. É um entre centenas de eventos similares que os bancos britânicos promovem desde o início da crise financeira para incentivar os pequenos e médios empresários a tomar mais empréstimos. Os bancos ensinam de tudo aos possíveis clientes, de contabilidade a como tirar proveito dos Jogos Olímpicos de Londres, neste ano, e o número de seminários está aumentando. O Barclays e seus rivais estão mergulhados em uma das
grandes controvérsias que surgiram com a crise financeira. Criticados pelo crédito barato anterior à crise e critérios de empréstimo frouxos, os bancos agora são forçados pelos governos e reguladores a ser mais prudentes, reservar mais capital e correr menos riscos. Mas ao mesmo tempo, os governos necessitam de um sistema bancário bem azeitado emprestando ao mercado para incentivar o crescimento econômico e ajudar a criar empregos. Na GrãBretanha, a pressão por crédito sobre os bancos está exacerbada porque o governo tem uma participação grande em dois deles depois dos socorros financeiros. O governo luta para solucionar o dilema. Um incentivo de 2011 para fazer os bancos concederem mais crédito pelo estabelecimento de metas fracassou quando as instituições não as cumpriram, provocando o clamor público. O governo admitiu em março que as metas "não eram uma boa maneira de encorajar o empréstimo em um livre-mercado" e, no lugar disso, lançou um programa facilitador de crédito no qual os bancos poderiam oferecer empréstimos com o aval do governo por uma taxa mais baixa. Alguns bancos britânicos,
Os empreendedores vão aos bancos em busca de informações para melhorar a gestão dos seus negócios
como o Barclays, recorreram à operação de refinanciamento a longo prazo do Banco Central Europeu que oferecia fundos a taxas básicas. Porém, os bancos argumentaram que tais iniciativas não têm utilidade na economia britânica se as empresas não tiverem interesse em emprestar por causa das preocupações em relação à economia. A Federação de Pequenas Empresas discordou e disse que as firmas querem crescer, mas não conseguem financia-
No Royal Bank of Scotland, os seminários servem em parte para mostrar que os bancos estão interessados em emprestar apesar de as regras de capital mais severas, disse Peter Ibbetson, diretor da instituição para pequenas empresas. O governo salvou o banco em 2008 e agora detém o controle acionário. O governo também possui uma participação minoritária no Lloyds Banking Group, que também oferece seminários. "Muitos donos de empresas
mento porque os bancos apertaram demais os critérios para conceder empréstimos e cobram taxas exorbitantes depois da crise financeira. Para Stuart Fraser, professor adjunto da Warwick Business School, a verdade encontra-se em algum lugar no meio da polêmica. "Os bancos aplicam critérios de empréstimo mais severos, pois agora ficou mais arriscado emprestar às firmas", explicou. "Porém, também falta confiança por parte dos donos das corporações. Os bancos precisam melhorar o relacionamento com elas e comunicar claramente os critérios de empréstimo."
estão relutantes em conversar com os bancos por temerem que cancelem seus empréstimos", declarou Ibbetson, que coordena quatro seminários para pequenas empresas por mês. "Estamos tentando mudar isso e incentivá-las a falar conosco." Essa pode ser uma tarefa de vulto. Uma pesquisa trimestral da consultoria BDRC mostra que quase sete entre cada dez pequenas empresas não pediram nem quiseram empréstimos em 2011, e que 7% das pequenas empresas pediram crédito, ante 13% em 2010. O principal motivo para a baixa demanda foi a suposi-
ção de que as firmas não conseguiriam crédito. Além disso, os depósitos das pequenas companhias nos bancos britânicos cresceram em 2011 e poucas delas se valeram de saques a descoberto, pelos do Banco da Inglaterra. Louisa Inch, que tem uma consultoria no setor de engenharia, é uma das pessoas relutantes em tomar empréstimos. A fundadora de 33 anos da Premier Water Solutions, de Somerset, sudoeste da Grã-Bretanha, contou que a empresa estava se saindo bem e que gostaria de crescer contratando o primeiro funcionário. Seu banco, o Lloyds, até estaria disposto a conceder o empréstimo, mas Inch ainda não aceitou. "Estou hesitante em tomar novos empréstimos porque é muito difícil saber o que vai acontecer com a recessão. A maior preocupação é pegar um crédito de 20 mil libras esterlinas para empregar alguém e depois não ter dinheiro para pagar." Para permanecer de portas abertas e atender os novos pedidos, as pequenas empresas precisarão de cerca de 59 bilhões de libras nos próximos cinco anos, segundo relatório encomendado pelo governo para avaliar alternativas ao empréstimo bancário.
No prefácio do estudo, Vince Cable, ministro do comércio e da indústria, escreveu: "Nós nos encontramos em um período de desalavancagem e restrição ao crédito, no qual as empresas estão frustradas pela falta de acesso a capital de todos os tipos." Segundo pesquisa da Federação de Pequenas Empresas, para as duas em cada dez pequenas corporações que fizeram pedidos de empréstimos durante um período de três meses que se encerrou em março, 41% foram rejeitados. Um dos que foram obrigados a procurar em outra freguesia foi Mark Thompson, fundador da AceOn, fabricante de geradores solares portáteis. Em 2010, Thompson recebeu 25 mil libras do Barclays para fazer um protótipo de produto. Porém quando o empreendedor, que emprega cinco pessoas e vende seus produtos na África, solicitou recentemente 300 mil libras esterlinas para efetuar uma aquisição, o banco afirmou que não poderia conceder tudo. Neste caso, o Barclays afirmou que avalia cada caso de acordo com seu mérito. "Não sou ingênuo", falou Thompson. "Todos nós vemos o noticiário e sabemos sobre a retração econômica na Grécia. E os bancos também precisam administrar um negócio", disse. *The New York Times
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CPM BRAXIS S.A. CNPJ/MF nº 65.599.953/0001-63
Senhores acionistas, A administração da CPM Braxis S.A. (CPM Braxis ou Companhia) submete à sua apreciação o Relatório da Administração e respectivas Demonstrações Financeiras da controladora e das consolidadas, com parecer dos auditores independentes e notas explicativas, referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011. • Performance: No ano de 2011, a Companhia dedicou-se a fortalecer seu posicionamento como uma das líderes no mercado brasileiro de serviços de Tecnologia da Informação (TI). Entre os destaques do período está o fortalecimento da associação com o Grupo Capgemini, um dos maiores provedores de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização do mundo, ocorrida no mês de outubro de 2010. O grupo francês tornou-se acionista majoritário com 55% de participação, por meio da aquisição de parte das ações e também pelo aporte no capital social da CPM Braxis Capgemini, marca que a Companhia passou a adotar após a fusão. Em dezembro de 2011 a Capgemini efetuou um aporte de capital na unidade brasileira, elevando, assim, sua participação para 61% na composição acionária. Atualmente, mais de 6,4 mil funcionários atuam em oito centros de desenvolvimento instalados no Brasil. O Grupo Capgemini mantém em seu time aproximadamente 120 mil empregados, em mais de 40 países. Ao longo de 2011 a CPM Braxis Capgemini cresceu em vendas e em receita. A Empresa também demonstrou melhoria na produtividade e fez importantes ajustes no modelo de operação, visando o aumento da eficiência operacional: • Reestruturação societária; • Adoção da metodologia Lean Six Sigma, que propõe melhorias contínuas de práticas de gestão, melhor compreensão e desenvolvimento das habilidades dos profissionais; Em 2011, a CPM Braxis Capgemini registrou números de grande relevância, com vendas brutas totais (volume de contratos celebrados referentes à Serviços e Infraestrutura) que atingiram um crescimento de 5,1%, passando de R$ 1,5 bilhão em 2010 para R$ 1,6 bilhão em 2011. Como resultado, o faturamento líquido consolidado apresentou elevação de 11%, atingindo R$ 1.1 bilhão. As margens operacionais de serviços também apresentaram expressivo avanço em comparação ao período anterior, atingindo um crescimento de 23%. Atualmente, a CPM Braxis Capgemini reúne em sua base de clientes 80 dos 200 maiores grupos econômicos do País. • Perfil CPM Braxis Capgemini: A CPM Braxis Capgemini, parte do Grupo Capgemini, é uma das líderes globais em soluções de tecnologia da informação. Oferece quatro linhas de serviços: Applications Management Services e Enterprise Applications Services, dedicadas ao desenvolvimento de aplicações; e Infrastructure Services e Infrastructure Products, concentradas em infraestrutura. Com um histórico de 30 anos de sucesso no País, reúne mais de 6,4 mil profissionais e atende mais de 200 clientes em todo o território nacional. Conta com oito centros de desenvolvimento, centros de teste e Data Center próprio, além de comando para gerenciamento remoto de infraestrutura, núcleos de serviços compartilhados de manutenção e suporte para soluções SAP. É certificada CMMI Dev 1.2 nível 5. Com mais de 120 mil funcionários em 40 países, a Capgemini é um dos maiores provedores de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização do mundo. Em 2011, o Grupo apresentou o faturamento global de 9,7 bilhões de euros. Como organização multicultural, a Capgemini desenvolve uma forma de trabalho própria, o Collaborative Business Experience™, baseada no Rightshore®, seu modelo de entrega mundial. Visite: www. cpmbraxis.com e www.capgemini.com. • Operações por linhas de serviços: Aplicações: Applications Management Services e Enterprise Applications Services - Os serviços de aplicações da CPM Braxis Capgemini compreendem o ciclo completo dos projetos, desde a estratégia até o desenvolvimento, construção e operação. Os Serviços de Aplicações incluem, ainda, soluções de Enterprise Resource Planning (ERP) e Business Information Management
Ativo Circulante Caixa e equival. de caixa (Nota 6) Contas a receber (Nota 7) Estoques (Nota 8) Adiant. a fornec. e funcionários Impostos e contrib. a recup. (Nota 9) Despesas antecipadas Outros créditos
Não circulante Realizável a longo prazo Outros créditos Despesas antecipadas Impostos e contrib. a recup. (Nota 9) Partes relacionadas (Nota 20) Investimentos Em controladas (Nota 10) Imobilizado (Nota 11) Intangível (Nota 12) Total do ativo
Controladora 2011 2010 280.864 175.831 2.546
12.420 197.827 9.438
1.197
1.711
37.069 6.955 69 504.531
46.025 9.291 7.777 284.489
35 1.041
14 919
Consolidado 2011 2010 Passivo e Patrimônio Líquido (Passivo a descoberto) Circulante 288.476 27.584 Fornecedores (Nota 13) 284.247 267.353 Emprést. e financ. (Nota 14) 20.181 9.531 Obrigação de repasse de cessão de créd. (Nota 15) 1.351 2.470 Salários e encargos sociais (Nota 16) 62.731 63.678 Participação nos 9.852 11.568 resultados e prêmios 87 7.828 Obrigações tributárias 666.925 390.012 Antecipações de clientes Prov. para passivo a descob. em control. (Nota 10) Partes relacionadas (Nota 20) Outras obrigações (Nota 18)
481 1.046
17.876 74.033 92.842
151.311 79.397 24.396 277.605
54.822 75.001 23.204 245.869
89.574 53.358 165.460
88.728 51.447 161.293
782.136
530.358
832.385
551.305
Em 31 de dezembro de 2009 Aumento de capital (Nota 19) Variação cambial de investidas no exterior Remun. a empreg. baseado em ações (Nota 26) Realização da reserva de reavaliação Prejuízo do exercício Em 31 de dezembro de 2010 Aumento de capital (Nota 19) Variação cambial de investidas no exterior Remun. a empreg. baseado em ações (Nota 26) Realização da reserva de reavaliação Prejuízo do exercício Em 31 de dezembro de 2011
18.197 2.804 22.528
313 1.037
18.197 3.228 22.501
Capital social 457.682 308.144
(BIM). Esse modelo permite o alinhamento estratégico entre TI e os objetivos de negócios dos clientes, com resultados tangíveis e mensuráveis. Com modelo de delivery baseado nas melhores práticas e em níveis de qualidade mundial, a CPM Braxis Capgemini atua com mais de 600 especialistas nos mais avançados sistemas ERP. Eles oferecem sustentação a cerca de 50 mil usuários, serviços de implementação, além de soluções específicas às empresas globais de médio e grande porte. Em três idiomas (Português, Inglês e Espanhol), a equipe atende a 25 mil chamados por mês e elabora eficazes soluções numa estrutura que assegura 470 mil horas de desenvolvimento ao mês. A CPM Braxis Capgemini dispõe de centros de competência ERP em grandes capitais brasileiras. Os serviços de terceirização de Desenvolvimento, Manutenção e Testes de Aplicações da CPM Braxis Capgemini para sistemas independentes priorizam a qualidade da entrega, o comprometimento com as metas dos clientes e a maximização do retorno. Entre seus diferenciais destaca-se a metodologia própria, madura e comprovada. Um time de mais de 3,5 mil profissionais dedicados a esse segmento atua nas linguagens ASP, COBOL, Crystal Reports, Delphi, Jasper Reports, Java Script, Java, Lotus Script, Maker, Natural, .Net, Oracle Forms, Oracle Reports, PHP, PL/SQL, PowerBuilder, T-SQL, VB Script, VB, VBA e XML para oferecer soluções específicas a cada cliente. Nossos centros têm capacidade de 470 mil horas de desenvolvimento/mês para organizações de todos os setores. • Infraestrutura: Infrastructure Services e Infrastructure Products: Os times dedicados às soluções de infraestrutura na CPM Braxis Capgemini somam mais de 2,6 mil empregados, com capacidade de atendimento de 237 mil horas/mês na América Latina. Profissionais dedicados a serviços gerenciados atendem a 100 mil usuários ao mês. Entre os indicadores da área está o relativo à solução de incidentes/ano que chega a 4 milhões. A base suportada de mais de 550 mil elementos de infraestrutura e os 97 centros de suporte, cobrindo 100% do território nacional completa o retrato da área de ITS. O conjunto abrangente de ofertas e tecnologias de infraestrutura - desde a venda integrada de equipamentos, sob o conceito de value-added reseller (VAR), até a gestão e operação de serviços, recursos e produtos - está fundamentado em uma governança baseada em indicadores de resultados e acordos de nível de serviço. Elas permitem movimentar o foco de tecnologia para o core business de cada cliente - mesmo nas soluções mais complexas, como Consolidação de TI, Contingência, Virtualização, Convergência e Cloud Computing. Desde a concepção até a implementação dos recursos são utilizadas metodologias e as melhores práticas de serviços de TI, merecedoras das principais certificações do mercado, como ISO 20000, SAS 70, Cisco Gold Partner e Cisco Partner Summit. Estratégia • Conforme dados da última edição do Brazil Semiannual IT Services Tracker 2011 - H1, da consultoria IDC, a CPM Braxis Capgemini se posiciona entre os quatro principais integradores de TI do mercado brasileiro, liderado pela IBM, Accenture, HP/ EDS. A Companhia é reconhecida pela atuação abrangente no mercado de serviços de TI (Aplicações, Infraestrutura e Networking), sustentada por uma prática flexível e ágil, com preços competitivos. Priorização de ofertas de serviços de valor agregado - Há no mercado uma comoditização dos produtos e serviços de TI caracterizados por alto volume e alta produtividade. Nessas áreas, nos últimos anos, a CPM Braxis Capgemini evoluiu seu portfólio em direção às ofertas de maior valor, nas quais a integração de produtos está sempre associada a serviços complementares de especificação, instalação, manutenção e operação dos equipamentos. Na área de Aplicações, também nossos serviços nunca se restringem à alocação pura e simples de mão de obra. Contribuem sempre para o desenvolvimento de soluções de ciclo completo (da arquitetura ao teste, passando pela especificação e construção das soluções). •
17.876 1.892 21.118
Capital social a integralizar (5)
Não circulante Empréstimos e financ. (Nota 14) Partes relacionadas (Nota 20) Provisão para conting. (Nota 17) Outras obrigações (Nota 18) Patrimônio Líquido (Passivo a descoberto) (Nota 19) Capital social Capital social a integralizar Reserva de capital Reserva de reavaliação Ajustes de aval. patrimonial Prejuízos acumulados Total do passivo e do patrim. líq. (passivo a descoberto) Reserva de capital 29.853 1.223
Reserva de reavaliação 9.537
Controladora 2010
2011
2010
56.660 272.754
87.308 166.407
73.139 275.523
93.705 170.224
21.859
56.357
21.859
68.953
36.435
40.094
52.052
53.485
7.404 8.074 19.783
2.168 24.600 9.393
10.192 18.608 26.625 478.394
42.215 27.941 39.067 495.550
11.764 35.956 527.862
27.941 47.937 512.909
18.787 56.863 26.424 35.853 137.927
29.807 9.262 28.464 47.031 114.564
20.590 56.863 25.402 35.853 138.708
33.928 9.262 27.931 47.031 118.152
7.404 29.138 21.027
1.095.821
38.459 8.891 1.010 (978.366) 165.815
765.826 (5) 32.807 9.125 2.227 (889.736) (79.756)
782.136
530.358
832.385
Ajustes de aval. patrimonial 1.689
Prejuízos acumul. (708.048)
1.731 (5) 5
32.807
(412) 9.125
2.227
3.523 35.655 11.486
765.826 (5) 38.459 32.807 8.891 9.125 1.010 2.227 (978.366) (889.736) 165.815 (79.756)
538 765.826 329.995
Programa de Estágio, contratou cerca de 400 estudantes. Os iniciantes passaram por um sólido programa de formação e qualificação profissional antes de serem integrados às atividades das áreas de destino. No final do ano, a CPM Braxis Capgemini foi qualificada entre 13 grandes companhias aptas a receberem o certificado Top Employers no mercado brasileiro. A certificação, outorgada pelo CRF Institute, com vigência 2012, reconhece a qualidade de processos, liderança e estratégia de Recursos Humanos de organizações em todo o mundo e, assim, atesta que a companhia cumpriu todos os requisitos da avaliação. Com isso, foi qualificada após passar por uma rigorosa análise de itens como salários, benefícios, formação, carreira, condições de trabalho e cultura corporativa. Para o CRF Institute, essas são áreas críticas e que foram exaustivamente revisadas pela comissão julgadora. Todos os dados são auditados pela Grant Thornton. Nesse período a CPM Braxis Capgemini orientou-se, ainda, à criação de uma atmosfera corporativa capaz de assegurar o desenvolvimento das pessoas. Para isso, realizou o Estudo de Clima Organizacional, que registrou 11% de aumento de satisfação em relação ao ano anterior. A partir de seus indicadores, implementou programas de melhoria do ambiente de trabalho em filiais que concentram maior volume de empregados e projetos mais complexos. Responsabilidade Socioambiental • Fazer e Valer - O acesso à educação de qualidade, um dos maiores problemas brasileiros, é uma das principais preocupações da CPM Braxis Capgemini, incluída em sua missão. Assim, desde 2004, em conjunto com a OSCIP Parceiros da Educação, a companhia mantém um estreito relacionamento com a Escola Estadual Luiz Gonzaga Travassos da Rosa, localizada na capital de São Paulo. Todos os anos a Companhia realiza entre seus empregados uma campanha para arrecadação de cestas básicas, que são doadas às famílias dos alunos. Em 2011 promoveu na escola a 5ª edição do Fazer e Valer, evento de integração social que reúne voluntários da companhia e familiares dos estudantes. Além do trabalho com a Escola Travassos, o Programa Fazer & Valer também inclui a realização de ações de mobilização entre os funcionários da Companhia, tais como a campanha do agasalho, a arrecadação de alimentos, roupas e medicamentos para os desabrigados por acidentes naturais, a adoção de cartas de crianças carentes no período do Natal, entre outras. • Capacitação e inclusão de pessoas com deficiência - A integração de pessoas com deficiência em todas as áreas da CPM Braxis Capgemini ocorre de maneira natural, suportada por contínuas ações de conscientização do público interno. O mote do Programa é incentivar a diversidade no ambiente de trabalho. Em 2011, foram contratados 55 profissionais com deficiência pela CPM Braxis Capgemini. • Meio Ambiente - A CPM Braxis Capgemini adota medidas concretas de análise dos aspectos ambientais e consequentes impactos, tais como reciclagem de papel, plásticos e metais, controle de descarte de resíduos técnicos, incluindo componentes de hardware (fitas, componentes), baterias de telefones celulares e descarte de lâmpadas fluorescentes, de forma a prover a proteção contra radiação de tubos catódicos. Em 2011, a Companhia conquistou a recertificação ISO 14001:2004 em seu escritório localizado em Salvador, na Bahia, que reflete o atendimento a uma série de normas internacionais relacionadas à gestão ambiental. O selo retrata o compromisso da CPM Braxis Capgemini de atuar no mundo de forma ecologicamente consciente e socialmente responsável, destacado em sua missão. Sob essa premissa, a Companhia fortaleceu, em 2010, sua campanha de comunicação interna dedicada à conscientização dos empregados, acerca da necessidade de agir de forma ecologicamente responsável. São Paulo, 30 de março de 2012. A Administração
Demonstrações do Resultado - Exercícios findos
Demonstrações dos Fluxos de Caixa Exercícios findos
Consolidado
2011
1.095.821
Fortalecimento no setor financeiro e crescimento nos demais mercados-chave - A atuação no setor de serviços financeiros permitiu à CPM Braxis Capgemini reunir uma profunda experiência tanto em processos e necessidades de negócio, quanto nas tecnologias que o suportam. Ao explorar o conhecimento adquirido em projetos críticos e de larga escala neste setor, a Companhia se dedicou a conquistar novos negócios. A CPM Braxis Capgemini ampliou a participação em sua base de clientes nas indústrias de serviços financeiros, telecomunicações, utilidades, manufatura, bens de consumo, varejo, serviços públicos e governo, além de crescer e diversificar sua base de clientes, conquistando contratos em novos clientes de seu mercado-alvo. Liderança reconhecida - A CPM Braxis Capgemini é uma das empresas que mais crescem no mercado nacional. Dados do IDC Service Tracker 2011, referente ao primeiro semestre do ano, posicionam a Companhia como o 4° entre os 10 principais provedores de serviços de TI do Brasil. Seis dos principais selos e normas requeridos pelo mercado global para garantir a qualidade dos serviços foram exibidos pela CPM Braxis Capgemini em 2011. As certificações ISO 9001:2008, ISO/IEC 20000:2005 e ISO 14001:2004, além do Capability Maturity Model Integration (CMMI) 1.2 nível 5, a Melhoria do Processo do Software Brasileiro (MPS.BR) Nível A, Master in Managed Services Cisco Partner (MSCP) e HDI SCC reconheceram internacionalmente a excelência dos processos da Companhia. Tais certificações atestam sua capacidade de competir com organizações globais em boas condições e com reais possibilidades de superação. A CPM Braxis Capgemini foi a primeira no Brasil avaliada com a versão SCAMPI 1.2 do CMMI DEV 1.2 nível 5. Em 2011, a Companhia foi reconhecida pela sua excelência em diversos rankings, com destaque para o relatório Série Estudos Outsourcing 2011, anunciado em junho, que nos classificou em primeiro lugar na categoria de Maior Provedor Local. Já a edição Série Estudos Tecnologia, publicada em dezembro de 2011, colocou a CPM Braxis Capgemini na primeira posição da categoria de Maiores Fornecedores de Serviços de Desenvolvimento de Software no Brasil. A International Association of Outsourcing Professionals (IAOP), organização que promove e padroniza a prática de outsourcing mundial, classificou a CPM Braxis Capgemini em 47º lugar entre as 100 melhores empresas globais de outsourcing. • Gestão de Recursos Humanos - Ao longo de 2011, a CPM Braxis Capgemini organizou um conjunto de iniciativas de Recursos Humanos (RH) dedicadas à atração, qualificação, desenvolvimento, motivação e retenção de seus talentos. Os programas, facilmente acessíveis pela intranet corporativa, contemplam empregados de todos os setores e localidades nas quais a Companhia mantém operações. A dedicação contínua à capacitação em todos os níveis da pirâmide hierárquica permitiu à CPM Braxis Capgemini alcançar as metas de qualificação do público interno estabelecidas para 2011. Para isso, investiu na gestão de treinamentos, no aumento do portfólio de cursos à distância, no desenvolvimento de planos de qualificação customizados por área e na realização de melhorias na infraestrutura. Vale destacar o programa de desenvolvimento de líderes, com aproximadamente 270 gestores capacitados. O aprimoramento do programa de avaliação de desempenho, por meio da implementação do mapa de carreira, sustentado pela condução de reuniões de calibração, feedback e pelos planos de desenvolvimento individual, foram essenciais para elevar os indicadores de produtividade da equipe. Melhorias no programa de admissão e integração de novos funcionários foram essenciais para difundir os valores organizacionais e alinhar práticas e procedimentos internos, alcançando 99% de satisfação. Tais ações contribuíram para ampliar a atratividade da CPM Braxis Capgemini entre profissionais experientes no mercado de TI e jovens em início de carreira. A Companhia encerrou o ano de 2011 com 6,4 mil empregados e, por meio de seu
235 (181.923) (889.736)
551.305
Total (209.292) 309.367 538 1.731 (177) (181.923) (79.756) 330.000 (1.217) 5.652
Receita líquida de vendas e serviços (Nota 22) Custo dos prod.vendidos e serviços prestados (Nota 23) Lucro bruto Despesas operacionais Gastos com pessoal (Nota 23) Serviços de assessoria e consultoria (Nota 23) Despesas gerais e administrativas (Nota 23) Deprec. e amortiz. (Nota 23) Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas (Nota 24) Prejuízo operacional antes das participações societárias e do resultado financeiro Resultado de participações societárias (Nota 10) Partic. societária em controladas Resultado financeiro Receitas financeiras Despesas financeiras Variações cambiais Resultado financeiro líquido (Nota 25) Prejuízo antes do imposto de renda e contribuição social Imposto de renda e contribuição social (Nota 26) Prejuízo do exercício
2011
Controladora 2010
2011
Consolidado 2010
857.414
792.513
1.115.315
1.005.063
(727.012) 130.402
(666.925) 125.588
(921.810) 193.505
(834.701) 170.362
(113.321)
(96.315)
(124.429)
(110.446)
(20.742)
(20.214)
(23.076)
(26.137)
(24.358) (19.942)
(23.126) (15.803)
(36.770) (24.064)
(34.943) (19.538)
11.603
(63.864)
7.612
(70.194)
(36.358)
(93.734)
(7.222)
(90.896)
15.910 15.910
(9.142) (9.142)
24.653 (87.804) (5.338)
12.518 (91.922) 283
28.652 (94.406) (5.085)
13.735 (98.751) (285)
(68.489)
(79.121)
(70.839)
(85.301)
(88.937)
(181.997)
(78.061)
(176.197)
73 (88.864)
74 (181.923)
(10.803) (88.864)
(5.726) (181.923)
2011 Fluxos de caixa das atividades operacionais Prej. do exerc. antes do imp. de renda e contrib. social Ajustes Depreciações e amortizações Valor residual do ativo permanente baixado Resultado de equiv. patrimonial Provisão para passivo a descoberto em controladas Prov. para devedores duvidosos Prov. para obsolesc. dos estoques Prov. para conting. trabalhistas Remuneração a empregados baseada em ações Juros incorridos de empréstimos e financiamentos com terceiros Juros incorridos de empréstimos e financiamentos com partes relacionadas Variações nos ativos e passivos Contas a receber Estoques Adiantamentos a fornecedores e funcionários Impostos e contrib. a recuperar Despesas antecipadas Outros créditos Fornecedores Obrigação de repasse de cessão de crédito Salários e encargos sociais Partic. nos resultados e prêmios Obrigações tributárias Antecipações de clientes Provisão para contingências Outras obrigações Caixa gerado nas operações IR e Contribuição social pagos Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais
Controladora 2010
Consolidado 2011 2010
(88.937)
(181.997)
(78.061)
(176.197)
23.283
17.719
27.952
21.597
951 (16.718)
452 (14.322)
2.376
806
808
23.464 (445) 970 27.650
877 5.846
(446) 970 27.803
877 5.799 5.652
1.731
5.652
1.731
40.885
34.289
41.413
34.936
11.890 (15.510)
9.328 (80.623)
11.891 (17.946)
9.328 (79.472)
21.996 (16.053)
(28.890) (3.507)
(16.894) (11.527)
(62.646) (3.600)
514 (304) 2.214 7.687 (30.648)
521 (14.147) (6.891) (366) 43.863
1.119 626 1.707 7.573 (20.566)
(73) (20.812) (8.863) (281) 56.346
(34.498) (3.659) 5.236 (16.526) 10.390 (7.839) (23.620) (100.620) -
(71.959) 10.822 (1.105) 15.049 (5.624) (4.514) 51.118 (96.253) -
(47.094) (1.433) 3.881 (10.532) 9.541 (8.375) (23.159) (97.187) (6.788)
(70.010) 8.602 (91) 16.350 (5.856) (4.782) 56.065 (119.123) (2.265)
(100.620) (96.253) (103.975) (121.388) Consolidado 2011 2010 Fluxos de caixa das Prejuízo do exercício (88.864) (181.923) atividades de investimentos (1.217) Variação cambial 5.652 Investimentos em controladas (3.787) (43.726) de investidas no exterior (1.217) 538 (1.217) 538 (234) 234 Aquisição de controladas, líquido (88.864) (88.864) Total do resultado do caixa recebido (4.000) (4.000) abrangente do exercício (90.081) (181.385) (90.081) (181.385) Ajuste acumulado de conversão 1.095.821 38.459 8.891 1.010 (978.366) 165.815 (1.217) 538 (1.217) 538 Aquisição de equipamentos, Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 software e outros (31.039) (36.058) (33.085) (45.414) Caixa líquido aplicado nas 1. Informações Gerais - A CPM Braxis S.A. (“CPM Braxis” ou “Companhia”) é uma sociedade meses, e com risco insignificante de mudança de valor. 2.5. Ativos financeiros - 2.5.1. Clas- baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado atividades de investimentos (36.043) (83.246) (34.302) (48.876) anônima, de capital fechado, com sede em Barueri, Estado de São Paulo. A Companhia tem sificação - O Grupo classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensura- do exercício, quando incorridos. A depreciação de outros ativos é calculada usando o método como atividades principais o desenvolvimento, implementação, comercialização de sistemas, dos ao valor justo por meio do resultado e empréstimos e recebíveis. A classificação depende linear para alocar seus custos aos seus valores residuais durante a vida útil estimada, como Fluxos de caixa das atividades a prestação de serviços e de assistência técnica a terceiros na área de Informática, bem como da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administração determina a segue: Ano de financiamento a industrialização, importação, comercialização, locação, instalação e manutenção de equipa- classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. (a) Ativos financeiros men- Construções e edificações Empréstimos e financiamentos 40 mentos de processamento eletrônico de dados. Atualmente, a Companhia e suas controladas surados ao valor justo por meio do resultado - Os ativos financeiros ao valor justo por meio Instalações obtidos com terceiros 471.489 292.174 502.436 305.689 16 (o “Grupo”) reúnem em sua base de clientes, oito dos dez maiores grupos privados, oito das do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação. Um ativo financeiro é classifica- Móveis e utensílios Pagamentos de empréstimos e 8 dez maiores empresas de capital aberto, os cinco maiores bancos por patrimônio instalados do nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo. Os ati- Veículos financiamentos com terceiros (360.841) (240.344) (392.332) (249.110) 5 no Brasil, os cinco maiores bancos em número de correntistas, seis das dez maiores empresas vos dessa categoria são classificados como ativos circulantes. Os derivativos também são ca- Equipamentos de processamento de dados Juros pagos por empréstimos e 7 de Telecom por vendas, seis das dez maiores seguradoras, as quatro maiores empresas de tegorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como Equipamentos operacionais financiamentos com terceiros (56.206) (93.160) (59.556) (93.709) 5 energia, além das principais companhias de siderurgia e metalurgia, papel e celulose, química instrumentos de hedge. (b) Empréstimos e recebíveis - Os empréstimos e recebíveis são Benfeitorias em móveis de terceiros Empréstimos e financiamentos 5 e petroquímica, prestadoras de serviços e agronegócios. Para entregar aos clientes alta perfor- ativos financeiros não derivativos, com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cota- Outros obtidos com partes relacionadas 70.848 41.000 10 mance, a partir da maximização dos ativos de TI, da redução dos riscos inerentes à tecnologia, dos em um mercado ativo. São apresentados como ativo circulante, exceto aqueles com prazo Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao final Pagamentos de empréstimos e da otimização de investimentos, da redução de custos operacionais e do aprimoramento dos de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classifica- de cada exercício. O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recufinanc. com partes relacionadas (45.357) (67.143) (19.126) (67.143) processos de negócio, a CPM Braxis atua em três frentes distintas: Application Services (AS), dos como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis do Grupo compreendem “Con- perável se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimado. Os ganhos Juros pagos por empréstimos Infrasctructure Technology & Services (ITS) e Business Process Outsourcing (BPO). Além dos tas a receber de clientes e demais contas a receber” e “Caixa e equivalentes de caixa”. 2.5.2. e as perdas de alienações são determinados pela comparação dos resultados com o valor e financ. com partes relacionadas (2.341) (13.530) (2.341) (13.530) custos competitivos e da qualidade de padrão internacional nos serviços prestados, a Compa- Compensação de instrumentos financeiros - Ativos e passivos financeiros são compensa- contábil e são reconhecidos em outras receitas ou despesas operacionais, na demonstração Partes relacionadas (2.485) 301 (912) (721) nhia atende aos seus clientes com alta flexibilidade e agilidade, efetivamente sob o conceito dos e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial quando há um direito legal de compen- do resultado. 2.12. Impairment de ativos não financeiros - Os ativos que têm uma vida útil Aumento de capital 330.000 309.367 330.000 309.367 one-stop shop. Entre seus diferenciais, destacam-se a metodologia própria, madura e compro- sar os valores reconhecidos e há a intenção de liquidá-los em uma base líquida, ou realizar o indefinida, como o ágio, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para a Caixa líquido proveniente das vada (XMethod), o domínio sobre projetos de outsourcing altamente complexos, a qualidade da ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.5.3. Impairment de ativos financeiros - (a) verificação de impairment. Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para a atividades de financiamento 405.107 187.665 399.169 190.843 entrega e a competência em SAP, Oracle, Cisco, Citrix, JAVA, COBOL, .NET e todas as demais Ativos mensurados ao custo amortizado - O Grupo avalia na data de cada balanço se há verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que tecnologias de alta utilização no mundo todo. A administração vem implementando, juntamente evidência objetiva de que um ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros está deteriorado. o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor Aumento líquido de caixa e com seus acionistas, uma série de medidas visando, entre outros objetivos, à reorganização Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e as perdas por impairment são incor- ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto equivalentes de caixa 268.444 8.166 260.892 20.579 de sua estrutura de capital e a redução de forma significativa de sua despesa financeira líquida ridas somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins de Caixa e equivalentes de caixa atual. Durante o exercício de 2011, em busca de maior sinergia em suas operações a Com- ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais exis- no início do exercício 12.420 4.254 27.584 7.005 panhia efetuou a incorporação das empresas CPM Braxis BI Tecnologia da Informação S.A. e eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou tam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa (UGC)). Os Caixa e equivalentes de caixa CPM Braxis BPO Ltda. Adicionalmente recebeu um aporte de capital no montante de R$ 330 grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que o ativos não financeiros, exceto o ágio, que tenham sofrido impairment, são revisados subse- no final do exercício 280.864 12.420 288.476 27.584 milhões para reestruturar sua dívida financeira. Ainda como parte dessa reestruturação, trans- Grupo usa para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (i) quentemente para a análise de uma possível reversão do impairment na data de apresentação feriu seus estoques de produtos para a CPM Braxis Outsourcing S.A. para focar na prestação dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; (ii) uma quebra de contrato, como do relatório. 2.13. Contas a pagar aos fornecedores - As contas a pagar aos fornecedores substancialmente com todos os riscos e benefícios de propriedade são classificados como de serviço, concentrando a venda de produtos na referida Companhia. As ações tomadas inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; (iii) o Grupo, por razões econômi- são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso arrendamento financeiro. Os arrendamentos financeiros são registrados como se fosse uma pela administração nos últimos exercícios tem sortido efeitos esperados com a diminuição dos cas ou jurídicas relativas à dificuldade financeira do tomador de empréstimo, estende ao toma- normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devi- compra financiada, reconhecendo, no seu início, um ativo imobilizado e um passivo de finanprejuízos, outro aspecto relevante será a diminuição da despesa financeira e dos níveis de dor uma concessão que um credor normalmente não consideraria; (iv) torna-se provável que o do no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como pas- ciamento (arrendamento). O imobilizado adquirido nos arrendamentos financeiros é depreciaendividamento devido aos recursos recebidos via aporte de capital. 2. Resumo das principais tomador declare falência ou outra reorganização financeira; (v) o desaparecimento de um mer- sivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, do pelas taxas definidas na Nota 2.11. 3. Estimativas e julgamentos contábeis críticos - As políticas - As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações cado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; ou (vi) dados obser- mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Na prática, estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experifinanceiras consolidadas estão definidas abaixo. Essas políticas vêm sendo aplicadas de modo váveis indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente. 2.14. Empréstimos e fi- ência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas consistente em todos os exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1. Base de partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, nanciamentos - Os empréstimos e financiamentos tomados são reconhecidos, inicialmente, razoáveis para as circunstâncias. 3.1. Estimativas e premissas contábeis críticas - Com preparação - As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na pelo valor justo, no recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação. Em seguida, base em premissas, o Grupo faz estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimaticomo base de valor e ajustadas para refletir os ativos e passivos financeiros (inclusive instru- carteira, incluindo: • mudanças adversas na situação do pagamento dos tomadores de emprés- os empréstimos e financiamentos tomados são apresentados pelo custo amortizado, isto é, vas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimamentos derivativos) mensurados ao valor justo contra o resultado do exercício. A preparação timo na carteira; • condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com as acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (pro ratatemporis). 2.15. tivas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também inadimplências sobre os ativos na carteira. O montante da perda por impairment é mensurada Provisões - As provisões para ações judiciais (trabalhista, civil e tributária) são reconhecidas ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício social, o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo de aplicação como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros quando: (i) o Grupo tem uma obrigação presente ou não formalizada (constructive obligation) estão contempladas a seguir. (a) Perda (impairment) do ágio - Anualmente, o Grupo testa das políticas contábeis do Grupo. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à como resultado de eventos já ocorridos; (ii) é provável que uma saída de recursos seja neces- eventuais perdas (impairment) no ágio, de acordo com a política contábil apresentada na Nota possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o sária para liquidar a obrigação; e (iii) o valor puder ser estimado com segurança. As provisões 2.12. Os valores recuperáveis de Unidades Geradoras de Caixa (UGCs) foram determinados significativas para as demonstrações financeiras consolidadas, estão divulgadas na Nota 3. valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se um empréstimo ou investi- para reestruturação compreendem multas por rescisão de contratos de aluguel e pagamentos com base em cálculos do valor em uso, efetuados com base em estimativas (Nota 2.11). (b) (a) Demonstrações financeiras consolidadas - As demonstrações financeiras consolidadas mento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para por rescisão de vínculo empregatício. As provisões não incluem as perdas operacionais futuras. Valor justo de derivativos e outros instrumentos financeiros - O valor justo de instrumenforam preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liquidá-las é determina- tos financeiros que não são negociados em mercados ativos é determinado mediante o uso de Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis contrato. Como um expediente prático, o Grupo pode mensurar o impairment com base no valor da levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reco- técnicas de avaliação. O Grupo usa seu julgamento para escolher diversos métodos e definir (CPCs). (b) Demonstrações financeiras individuais - As demonstrações financeiras indi- justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subse- nhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado existentes na data do viduais da controladora foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil quente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objeti- incluído na mesma classe de obrigações seja pequena. As provisões são mensuradas pelo balanço. O Grupo utilizou a análise do fluxo de caixa descontado para cálculo de valor justo de emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs) e são divulgadas em conjunto vamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma diversos ativos financeiros disponíveis para venda, ativos estes não negociados em mercados com as demonstrações financeiras consolidadas. Nas demonstrações financeiras individu- na classificação de crédito do devedor), a reversão dessa perda reconhecida anteriormente taxa antes dos efeitos tributários, a qual reflita as avaliações atuais de mercado do valor do ativos. (c) Reconhecimento da receita - O resultado é apurado em conformidade com o regiais, as controladas são contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial. Os mesmos será reconhecida na demonstração do resultado. 2.6. Instrumentos financeiros derivativos e dinheiro no tempo e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decor- me contábil de competência, sendo a receita de venda de mercadorias reconhecida no resulajustes são feitos tanto nas demonstrações financeiras individuais quanto nas demonstrações atividades de hedge - Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data rência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira. 2.16. Imposto de tado do exercício quando os riscos e benefícios inerentes aos produtos são transferidos para financeiras consolidadas para chegar ao mesmo resultado e patrimônio líquido atribuível aos em que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao renda e contribuição social - A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base os clientes. A receita pela prestação de serviços é reconhecida tendo como base a etapa de acionistas da controladora. 2.2. Consolidação - (a) Demonstrações financeiras consoli- seu valor justo. O método para reconhecer o ganho ou a perda resultante depende do fato do de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10% acima de limites específicos. A pro- execução dos serviços realizados até a data-base do balanço, de acordo com a porcentagem dadas - As seguintes políticas contábeis são aplicadas na elaboração das demonstrações derivativo ser designado ou não como um instrumento de hedge nos casos de adoção da visão para a contribuição social é constituída à alíquota de 9% do lucro antes do imposto de do total de serviços a serem realizados, na medida em que todos os custos relacionados aos financeiras consolidadas. Controladas - Controladas são todas as entidades (incluindo as contabilidade de hedge (hedge accounting). (a) Derivativos mensurados ao valor justo por renda, ajustados nos termos da legislação tributária. 2.17. Benefícios a empregados - (a) serviços possam ser mensurados confiavelmente. As antecipações de clientes, decorrentes entidades de propósito específico) nas quais a Companhia tem o poder de determinar as po- meio do resultado - Certos instrumentos derivativos não se qualificam para a contabilização Plano de pensão - O plano de pensão da Companhia e de suas controladas é classificado dos serviços faturados com custos a incorrer estão registradas em conta específica do passivo líticas financeiras e operacionais, geralmente acompanhada de uma participação de mais do de hedge. As variações no valor justo de qualquer um desses instrumentos derivativos são como contribuição definida sendo que, são pagas contribuições aos planos de pensão em ba- circulante. Detalhes sobre as diversas categorias de produtos e serviços estão incluídos na que metade dos direitos a voto (capital votante). A existência e o efeito de possíveis direitos reconhecidas imediatamente na demonstração do resultado em “Outros ganhos (perdas), líqui- ses compulsórias, contratuais ou voluntárias. Assim que as contribuições tiverem sido feitas, a Nota 2.19. (d) Provisão para riscos tributários,cíveis e trabalhistas - A Companhia é parte a voto atualmente exercíveis ou conversíveis são considerados quando se avalia se a Com- dos”. 2.7. Contas a receber de clientes - As contas a receber de clientes correspondem aos Companhia não tem obrigações relativas a pagamentos adicionais. As contribuições regulares de diversos processos judiciais e administrativos, como descrito na Nota 17. As provisões são panhia controla outra entidade. As controladas são totalmente consolidadas a partir da data valores a receber pela venda de mercadorias ou prestação de serviços no curso normal das compreendem os custos periódicos líquidos do período em que são devidas e, assim, são in- constituídas para todas as contingências referentes a processos judiciais que representam em que o controle é transferido para a Companhia. A consolidação é interrompida a partir da atividades do Grupo. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas cluídas nos custos de pessoal. (b) Remuneração com base em opções de ações - O Grupo perdas prováveis e estimadas com o máximo de segurança. A avaliação de perda inclui a data em que o controle termina. A Companhia usa o método de contabilização da aquisição a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, estão apresentadas no ativo não opera uma série de planos de remuneração com base em opções de ações, liquidados com avaliação das evidências disponíveis, a hierarquias das Leis, jurisprudências disponíveis, decipara contabilizar as combinações de negócios. A contraprestação transferida para a aquisição circulante. As contas a receber de clientes são, reconhecidas pelo valor justo e menos a provi- ações, segundo os quais a entidade recebe os serviços dos empregados como contrapresta- sões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a ava” 2.8. Estoques - Os esto- ção por instrumentos de patrimônio líquido (opções) do Grupo. O valor justo dos serviços do liação de nossos advogados externos. A administração acredita que essas provisões para risde uma controlada é o valor justo dos ativos transferidos, passivos incorridos e instrumentos são para créditos de liquidação duvidosa (“PDD” ou “impairment”). patrimoniais emitidos pela Companhia. A contraprestação transferida inclui o valor justo de ques são apresentados pelo menor valor entre o custo e o valor líquido realizável. O custo é empregado, recebidos em troca da outorga de opções, é reconhecido como despesa. O valor cos tributários, cíveis e trabalhistas estão adequadamente apresentadas nas demonstrações algum ativo ou passivo resultante de um contrato de contraprestação contingente, quando determinado usando-se o método do custo médio ponderado. O valor líquido realizável é o total a ser debitado é determinado mediante a referência ao valor justo das opções outorgadas, contábeis. 3.2. Julgamentos críticos na aplicação das políticas contábeis da entidade - (a) aplicável. Custos relacionados com aquisição são contabilizados no resultado do exercício preço de venda estimado para o curso normal dos negócios, deduzidos os custos de execução excluindo o impacto de quaisquer condições de aquisição de direitos com base no serviço e no Identificação e valorização dos instrumentos financeiros - A Companhia opera com diverconforme incorridos. Os ativos identificáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes e as despesas de venda. As importações em andamento são demonstradas ao custo acumu- desempenho que não são do mercado (por exemplo, rentabilidade, metas de aumento de ven- sos instrumentos financeiros, com destaque para disponibilidades, incluindo aplicações finanassumidos em uma combinação de negócios são mensurados inicialmente pelos valores jus- lado de cada importação. 2.9. Depósitos judiciais - Os depósitos são atualizados monetaria- das e permanência no emprego por um período de tempo específico). As condições de aquisi- ceiras, duplicatas a receber de clientes, contas a pagar a fornecedores e empréstimos e finantos na data da aquisição. O excesso da contraprestação transferida e do valor justo na data da mente e apresentados como dedução do valor de um correspondente passivo constituído ção de direitos que não são do mercado estão incluídas nas premissas sobre a quantidade de ciamentos. Adicionalmente, a Companhia tem como política participar de operações envolaquisição de qualquer participação patrimonial anterior na adquirida em relação ao valor justo quando não houver possibilidade de resgate dos depósitos, a menos que ocorra desfecho fa- opções cujos direitos devem ser adquiridos. O valor total da despesa é reconhecido durante o vendo instrumentos financeiros, destinados à proteção dos riscos cambiais e de taxas de juros da participação do grupo de ativos líquidos identificáveis adquiridos é registrada como ágio vorável da questão para a entidade. Caso contrário, são apresentados no ativo não circulante. período no qual o direito é adquirido; período durante o qual as condições específicas de de suas operações, quando necessário. Os valores registrados no ativo e no passivo circulanl Quando a contraprestação transferida for menor que o valor justo dos ativos líquidos 2.10. Ativos intangíveis - (a) Ágio - O ágio (goodwill)l é representado pela diferença positiva aquisição de direitos devem ser atendidas. Na data do balanço, a entidade revisa suas estima- tes têm liquidez imediata ou vencimento, em sua maioria, em prazos inferiores a três meses. (goodwill). da controlada adquirida, a diferença é reconhecida diretamente na demonstração do resultado entre o valor pago e/ou a pagar pela aquisição de um negócio e o montante líquido do valor tivas da quantidade de opções cujos direitos devem ser adquiridos com base nas condições de Considerando o prazo e as características desses instrumentos, que são sistematicamente do exercício. Transações entre companhias, saldos e ganhos não realizados em transações justo dos ativos e passivos da controlada adquirida. O ágio de aquisições de controladas é re- aquisição de direitos que não são do mercado. Esta reconhece o impacto da revisão das esti- renegociados, os valores contábeis se aproximam dos valores justos. (b) Caixa e bancos, entre empresas do Grupo são eliminados. Os prejuízos não realizados também são eliminados gistrado nas demonstrações financeiras consolidadas como “ativo intangível”, enquanto que, mativas iniciais, se houver, na demonstração do resultado, com um ajuste correspondente no aplicações financeiras, contas a receber, outros ativos circulantes e contas a pagar - Os a menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As nas demonstrações financeiras individuais, é registrado como “investimentos”, a menos que a patrimônio. Os valores recebidos, líquidos de quaisquer custos de transação diretamente atri- valores contabilizados aproximam-se dos de realização. (c) Investimentos - Consistem, prinpolíticas contábeis das controladas são alteradas quando necessário para assegurar a consis- empresa adquirida tenha sido incorporada pela Companhia. Caso a Companhia apure deságio, buíveis, são creditados no capital social (valor nominal) e na reserva de ágio, se aplicável, cipalmente, em investimentos em controladas de capital fechado, registrados pelo método de tência com as políticas adotadas pela Companhia. As demonstrações financeiras consolidadas deverá registrar o montante como ganho no resultado do período, na data da aquisição. O ágio quando as opções são exercidas. As contribuições sociais a pagar em conexão com a conces- equivalência patrimonial, nas quais a Companhia tem interesse estratégico. Considerações de em 31 de dezembro de 2011 incluem as seguintes empresas: é testado anualmente para verificar perdas (impairment) e contabilizado pelo seu valor de são das opções de ações são consideradas parte integrante da própria concessão, e a cobran- valor de mercado das ações possuídas não são aplicáveis. (d) Empréstimos e financiamenParticipação no Período custo menos as perdas acumuladas por impairment. Perdas por impairment reconhecidas so- ça será tratada como uma transação liquidada em dinheiro. (e) Participação nos lucros - O tos - Os empréstimos e financiamentos têm suas taxas atreladas à variação do CDI e, dessa Empresa resultado - % consolidado bre ágio não são revertidas. Os ganhos e as perdas da alienação de uma entidade incluem o Grupo reconhece um passivo e uma despesa de participação nos resultados com base em forma, também se aproximam do valor de mercado. (e) Derivativos - Os instrumentos derivatiCPM Braxis ERP Tecnologia valor contábil do ágio relacionado com a entidade vendida. O ágio é alocado a Unidades Gera- metodologia que leva em conta o lucro atribuível aos acionistas da Companhia após certos vos contratados pela Companhia têm o propósito de proteger suas operações contra os riscos da Informação Ltda. 99,99 Doze meses doras de Caixa (UGCs) para fins de teste de impairment. A alocação é feita para as Unidades ajustes. O Grupo reconhece uma provisão quando está contratualmente obrigado ou quando de flutuação na taxa de câmbio, não são utilizados para fins especulativos. Em 31 de dezembro CPM Braxis Outsourcing S.A. 99,99 Doze meses Geradoras de Caixa ou para os grupos de Unidades Geradoras de Caixa que devem se bene- há uma prática passada que criou uma obrigação não formalizada (constructive obligation). de 2011 e de 2010, havia operações de derivativos em aberto. As perdas e os ganhos com as CPM Braxis USA Corporation 100,00 Doze meses ficiar da combinação de negócios da qual o ágio se originou, e são identificadas de acordo com 2.18. Capital social - As ações ordinárias e as preferenciais são classificadas no patrimônio operações de hedge são reconhecidos mensalmente na demonstração do resultado em “ReCPM BraxisDeutschlandGmbH 100,00 Doze meses o segmento operacional. (b) Softwares - As licenças adquiridas de programas de computador líquido. Os custos incrementais diretamente atribuíveis à emissão de novas ações ou opções sultado financeiro”, considerando o seu valor justo (mercado). No exercício findo em 31 de 2.3. Conversão de moeda estrangeira - (a) Moeda funcional e moeda de apresentação - são capitalizadas e amortizadas ao longo de sua vida útil estimada, pelas taxas descritas são demonstrados no patrimônio líquido como uma dedução do valor captado, líquida de im- dezembro de 2011, a Companhia registrou uma perda com instrumentos financeiros, principalOs itens incluídos nas demonstrações financeiras de cada uma das empresas do Grupo são abaixo: postos. 2.19. Reconhecimento de receita - O resultado é apurado em conformidade com o mente swap, de R$ 520 (2010 - R$ 1.213). 4. Gestão de risco financeiro - 4.1. Fatores de mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico, no qual a empresa atua (“a Anos regime contábil de competência, sendo a receita de venda de mercadorias reconhecida no risco financeiro - As atividades do Grupo o expõem a diversos riscos financeiros: risco de moeda funcional”). As demonstrações financeiras consolidadas estão apresentadas em R$, Licença de software 5 resultado do exercício quando os riscos e benefícios inerentes aos produtos são transferidos mercado (incluindo risco de moeda), risco de taxa de juros de fluxo de caixa, risco de crédito e que é a moeda funcional da Companhia e, também, a moeda de apresentação do Grupo. (b) Os gastos associados ao desenvolvimento ou à manutenção de softwares são reconhecidos para os clientes. A receita pela prestação de serviços é reconhecida tendo como base a etapa risco de liquidez. O programa de gestão de risco global do Grupo se concentra na imprevisibiTransações e saldos - As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda como despesas na medida em que são incorridos. Os gastos diretamente associados a sof- de execução dos serviços realizados até a data-base do balanço, de acordo com a porcenta- lidade dos mercados financeiros e busca minimizar potenciais efeitos adversos no desempefuncional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, na twares identificáveis e únicos, controlados pela Companhia e que, provavelmente, gerarão gem do total de serviços a serem realizados, na medida em que todos os custos relacionados nho financeiro do Grupo. O Grupo usa instrumentos financeiros derivativos para proteger cerqual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação benefícios econômicos maiores que os custos por mais de um ano, são reconhecidos como aos serviços possam ser mensurados confiavelmente. As antecipações de clientes, decorren- tas exposições a risco. A gestão de risco é realizada pela tesouraria central do Grupo, que dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos intangíveis quando os seguintes critérios são atendidos: • é tecnicamente viável con- tes dos serviços faturados com custos a incorrer estão registradas em conta específica do identifica, avalia e protege a Companhia contra eventuais riscos financeiros em cooperação ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do cluir o software para que ele esteja disponível para uso; • a administração pretende concluir passivo circulante. Devido à diversidade das categorias de nossos produtos, há vários eventos com as unidades operacionais do Grupo. (a) Risco de mercado (i) Risco cambial - O Grupo resultado. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com empréstimos, caixa e equivalen- o software e usá-lo ou vendê-lo; • o software pode ser vendido ou usado; • o software gerará que geram o reconhecimento da receita, conforme abaixo: • Receita de venda e licenciamento atua internacionalmente e está exposto ao risco cambial decorrente de exposições de algumas tes de caixa são apresentados na demonstração do resultado como receita ou despesa finan- benefícios econômicos futuros prováveis, que podem ser demonstrados; • estão disponíveis de uso - refere-se à venda de equipamentos e licenciamento de uso. O reconhecimento da re- moedas, principalmente com relação ao dólar dos Estados Unidos. O risco cambial decorre de ceira.Todos os outros ganhos e perdas cambiais são apresentados na demonstração do resul- recursos técnicos, financeiros e outros recursos adequados para concluir o desenvolvimento e ceita acontece na transferência da propriedade do bem. • Receitas de desenvolvimento de operações comerciais futuras, ativos e passivos reconhecidos e investimentos líquidos em tado como outras receitas ou despesas operacionais. (c) Empresas do Grupo - Os resultados para usar ou vender o software; e • o gasto atribuível ao software durante seu desenvolvimento sistemas e de consultoria - a receita é apropriada mediante a evolução física apurada mensal- operações no exterior. O risco cambial à moeda funcional é administrado de forma corporativa. e a posição financeira de todas as entidades do Grupo (nenhuma das quais tem moeda de pode ser mensurado com segurança. Os custos diretamente atribuíveis, que são capitalizados mente em cada projeto, conforme o escopo contratado pelo cliente. Já o evento de faturamento As empresas do Grupo, cujas operações estão expostas ao risco cambial, são requeridas a economia hiperinflacionária), cuja moeda funcional é diferente da moeda de apresentação, são como parte do produto de software, incluem os custos com empregados alocados no desen- ocorre mediante a conclusão de fases pré-acordadas e ao final do projeto, quando de sua ho- proteger suas posições via operações de hedge, efetuadas sob a orientação da tesouraria do convertidos na moeda de apresentação, como segue: (i) Os ativos e passivos de cada balanço volvimento de softwares e uma parcela adequada das despesas relevantes. Outros custos de mologação. • Receita da instalação de equipamentos - ocorre através da prestação de serviços Grupo. Para administrar seu risco cambial decorrente de operações comerciais futuras e de patrimonial apresentado são convertidos pela taxa de fechamento da data do balanço. (ii) As desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, con- de instalação no cliente, emissão do relatório técnico de execução e envio da correspondente ativos e passivos reconhecidos, as entidades do Grupo usam contratos a termo negociados receitas e despesas de cada demonstração do resultado são convertidas pelas taxas de câm- forme incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesas nota fiscal de serviços. • Receita da manutenção de equipamentos - tem por base os contratos com a tesouraria do Grupo. O risco cambial ocorre quando operações comerciais futuras, atibio médias (a menos que essa média não seja uma aproximação razoável do efeito cumulativo não são reconhecidos como ativo em período subsequente. Os custos de desenvolvimento de manutenção de equipamentos de informática de longo prazo. Em geral, são contratos base- vos ou passivos registrados são mantidos em moeda diferente da moeda funcional da entidade. das taxas vigentes nas datas das operações, e, nesse caso, as receitas e despesas são con- de softwares reconhecidos como ativos são amortizados durante sua vida útil estimada, pelas ados em valores fixos mensais e com condições de cobertura prefixadas. • Receita de locação Embora a Companhia possa fazer uso de derivativos com o objetivo de proteção, ela não aplica vertidas pela taxa das datas das operações). (iii) Todas as diferenças de câmbio resultantes taxas descritas no quadro acima. 2.11. Imobilizado - O imobilizado é mensurado pelo seu de equipamentos e programas - é resultado do contrato de locação de equipamentos e progra- a chamada contabilização de hedge (hedge accounting). Nesse caso, as variações no valor são reconhecidas como um componente separado no patrimônio líquido. Ágio e ajustes de custo histórico, menos depreciação acumulada. O custo histórico inclui os gastos diretamente mas de informática a clientes. As parcelas faturadas são fixas e reajustadas anualmente com justo de qualquer um desses instrumentos derivativos são reconhecidas imediatamente na valor justo, decorrentes da aquisição de uma entidade no exterior são tratados como ativos e atribuíveis à aquisição dos itens e também inclui os custos de financiamento relacionados com base em índices de inflação. • Receitas financeiras - representam juros e variações monetárias demonstração do resultado em “Resultado financeiro”. O Grupo tem certos investimentos em passivos da entidade no exterior e convertidos pela taxa de fechamento. 2.4. Caixa e equiva- a aquisição de ativos qualificáveis. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil e cambiais decorrentes de aplicações financeiras, depósitos judiciais, impostos a recuperar, operações no exterior, cujos ativos líquidos estão expostos ao risco cambial. A exposição camlentes de caixa - Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários e in- do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando descontos obtidos junto a fornecedores, juros por atraso de clientes, empréstimos e financia- bial decorrente da participação em operações no exterior do Grupo é protegida, principalmenvestimentos de curto prazo de alta liquidez e com risco insignificante de mudança de valor e for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do mentos e operações com instrumentos financeiros derivativos do tipo swap. 2.20. Arrenda- te, por meio de empréstimos na mesma moeda desses investimentos. Tendo em vista que outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de até três item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é mento mercantil - Os arrendamentos mercantis de imobilizado nos quais a Companhia fica parte substancial das aquisições de equipamentos de informática é importada e negociada em >>>continua... 2011 (88.864)
Controladora 2010 (181.923)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
22 -.ECONOMIA/LEGAIS >>>continuação dólares norte-americanos, a estratégia principal é de que essas operações atuem como um hedge natural para suas operações passivas denominadas em moeda estrangeira. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possuía passivos denominados em dólares norte-americanos no montante de US$ 15.133 mil (US$ 36.175 mil - 31 de dezembro de 2010), equivalentes a R$ 28.376 (2010 - R$ 60.246), existindo instrumento para proteger parte da exposição nessas datas. (ii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros - O risco de taxa de juros do Grupo decorre de empréstimos de curto e longo prazo. Os empréstimos emitidos às taxas variáveis expõem o Grupo ao risco de taxa de juros de fluxo de caixa. Durante 2010, os empréstimos contratados pelo Grupo são cobrados encargos financeiros de CDI + taxa variável de 1,5%a.a. à 6,0%a.a. (b) Risco de crédito - O risco de crédito é administrado corporativamente. O risco de crédito decorre de caixa e equivalentes de caixa, instrumentos financeiros derivativos, depósitos em bancos e instituições financeiras, bem como de exposições de crédito a clientes, principalmente no que se refere a contas a receber em aberto. A política de vendas da Companhia está intimamente associada ao nível de risco de crédito a que está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios. A diversificação de sua carteira de recebíveis e a seletividade de seus clientes são procedimentos adotados a fim de minimizar eventuais problemas de inadimplência em seu contas a receber. A área de Análise de Crédito avalia a qualidade do crédito do cliente, levando em consideração sua posição financeira, experiência passada e outros fatores. Os limites de riscos individuais são determinados com base em classificações internas ou externas. A utilização de limites de crédito é monitorada regularmente. Não foi ultrapassado nenhum limite de crédito durante o exercício, e a administração não espera nenhuma perda decorrente de inadimplência dessas contrapartes. (c) Risco de liquidez - A previsão de fluxo de caixa é realizada nas entidades operacionais do Grupo e agregada pela Diretoria de Finanças, em específico, o departamento de tesouraria que monitora as previsões contínuas das exigências de liquidez do Grupo para assegurar que ele tenha caixa suficiente para atender às necessidades operacionais. A tabela abaixo analisa os passivos financeiros não derivativos do Grupo e os passivos financeiros derivativos liquidados pelo Grupo, por faixas de vencimento, correspondentes ao período remanescente no balanço patrimonial até a data contratual do vencimento. Os passivos financeiros derivativos estão incluídos na análise se seus vencimentos contratuais forem essenciais para um entendimento dos fluxos de caixa. Os valores divulgados na tabela são os fluxos de caixa não descontados contratados. Controladora Menos de Entre um Entre dois um ano e dois anos e cinco anos Em 31 de dezembro de 2011 (*) Fornecedores 56.552 108 Empréstimos e financiamentos 272.754 18.787 Obrig. de rep. de cessão de crédito 21.859 Mútuo com partes relacionadas CG SOGETI 11.764 56.863 Instrumentos financeiros derivativos 494 Em 31 de dezembro de 2010 (*) Fornecedores 87.308 1.300 Empréstimos e financiamentos 166.407 29.803 124 Obrig. de rep. de cessão de crédito 56.357 Mútuo com partes relacionadas União Participações 27.941 9.262 Instrumentos financeiros derivativos (289) Consolidado Menos de Entre um Entre dois um ano e dois anos e cinco anos Em 31 de dezembro de 2011 (*) Fornecedores 73.031 108 Empréstimos e financiamentos 275.523 20.590 Obrig. de rep.de cessão de crédito 21.859 Mútuo com partes relacionadas União Participações 11.764 56.863 Instrumentos financeiros derivativos 406 Em 31 de dezembro de 2010 (*) Fornecedores 100.044 1.300 Empréstimos e financiamentos 170.224 33.804 124 Obrig. de rep. de cessão de crédito 68.953 Mútuo com partes relacionadas União Participações 27.941 9.262 Instrum. financeiros derivativos (289) (*) Como os valores incluídos na tabela são os fluxos de caixa não descontados contratuais, esses valores não serão conciliados com os valores divulgados no balanço patrimonial para empréstimos, instrumentos financeiros derivativos, fornecedores e outras obrigações. 4.2. Gestão de capital - Os objetivos do Grupo ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade do Grupo para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, o Grupo pode rever a política de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas ações ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nível de endividamento. Condizente com outras companhias do setor, o Grupo monitora o capital com base no índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos (incluindo empréstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balanço patrimonial consolidado), subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa. O capital total é apurado através da soma do patrimônio líquido, conforme demonstrado no balanço patrimonial consolidado, com a dívida líquida. Os índices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 podem ser assim sumariados: Consolidado 2011 2010 Total dos empréstimos (Notas 14, 15 e 20) 386.329 310.308 Menos: caixa e equivalentes de caixa (Nota 6) (288.476) (27.584) Dívida líquida 97.853 282.724 Total do patrimônio líquido (passivo a descoberto) 165.814 (79.756) Total do capital 67.961 (362.480) Índice de alavancagem financeira - % 0,59 1,00 4.3. Estimativa do valor justo - Pressupõe-se que os saldos das contas a receber de clientes e contas a pagar aos fornecedores pelo valor contábil, menos a perda (impairment), esteja próxima de seus valores justos. O valor justo dos passivos financeiros, para fins de divulgação, é estimado mediante o desconto dos fluxos de caixa contratuais futuros pela taxa de juros vigente no mercado, que está disponível para o Grupo para instrumentos financeiros similares. O Grupo aplica CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo: • Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idênticos (nível 1). • Informações, além dos preços cotados, incluídas no nível 1 que são adotadas pelo mercado para o ativo ou passivo, seja diretamente (ou seja, como preços) ou indiretamente (ou seja, derivados dos preços) (nível 2). • Inserções para os ativos ou passivos que não são baseadas nos dados adotados pelo mercado (ou seja, inserções não observáveis) (nível 3). A tabela abaixo apresenta os ativos e passivos do Grupo mensurados pelo valor justo em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. Controladora 2011 2010 Passivos Nível 2 Nível 2 Derivativos usados para hedge 561 1.213 Total do passivo 561 1.213 Consolidado 2011 2010 Passivos Nível 2 Nível 2 Derivativos usados para hedge 406 1.213 Total do passivo 406 1.213 5. Instrumentos financeiros por categoria Consolidado Ativos ao valor justo Derivativos Emprést. por meio do usados e recebíveis resultado para hedge Total 31/12/2011 Ativos e passivos, conf. o balanço patrimonial Passivos financ. Mensur. a valor justo por meio do resultado (317.972) (317.972) Instrum. financ. derivativos (406) (406) Contas a rec. de clientes e demais contas a receber, excluindo pag. antecipados 284.247 284.247 Caixa e equiv. de caixa 288.476 288.476 (33.725) 288.476 (406) 254.345 6. Caixa e equivalentes de caixa Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Caixa e bancos 21.196 12.420 28.808 27.584 Certificado de Dep. Bancário (CDB) 259.668 259.668 280.864 12.420 288.476 27.584 O saldo de bancos destina-se substancialmente a pagamentos de obrigações para com fornecedores e financiamentos, com vencimento no início do mês subsequente. A Companhia possui aplicações financeiras com resgate diário e taxa de remuneração vinculada à variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). 7. Contas a receber Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Estatais 647 1.513 12.891 17.542 Setor privado 82.733 90.912 115.095 102.352 Mercado externo 2.299 646 5.759 1.055 Receitas apropriadas a faturar (*) 90.156 104.760 150.634 146.536 Contas a receber 175.835 197.831 284.379 267.485 Provisão para créditos de liquidação duvidosa (4) (4) (132) (132) 175.831 197.827 284.247 267.353 (*) Referem-se às receitas de prestação de serviços, apropriadas contabilmente mas ainda não faturadas. Para os contratos de longo prazo, a receita é apropriada mediante a evolução física apurada mensalmente em cada projeto, conforme o escopo contratado pelo cliente. O faturamento ocorre mediante a conclusão de fases pré-acordadas e ao final do projeto, por ocasião de sua homologação junto ao cliente. O saldo de contas a receber está predominante denominado em reais. Aproximadamente 99% do saldo em aberto em 31 de dezembro de 2011 refere-se a transações denominadas em reais (99% em 31 de dezembro de 2010). O saldo remanescente está denominado nas diversas moedas funcionais dos países onde se localizam as controladas no exterior. O contas a receber de clientes tem a seguinte composição por idade de vencimento em 31 de dezembro de 2011: Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Títulos a vencer 42.237 82.814 84.313 105.043 Títulos vencidos até 30 dias 10.258 4.961 14.025 6.670 Títulos vencidos de 31 a 60 dias 28.537 1.085 28.223 2.163 Títulos vencidos de 61 a 90 dias 118 595 808 845 Títulos vencidos de 91 a 120 dias 2.060 355 341 561 Títulos vencidos acima de 121 dias 2.469 3.261 3.236 5.667 85.679 93.071 130.946 120.949 Em 31 de dezembro de 2011, o montante de R$ 46.633, das contas a receber de clientes (R$ 15.906 em 31 de dezembro de 2010), encontra -se vencidos, mas não provisionados, por se tratar de uma carteira de clientes pulverizada. O prazo médio de recebimento desses títulos é longo pela característica do negócio. O histórico de perda é mínimo e está devidamente refletido na provisão para devedores duvidosos. 8. Estoques Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Produtos acabados (*) 7.765 18.043 7.858 Materiais de reposição 18.150 17.291 18.150 17.291 Estoques em poder de terceiros 542 121 542 Provisão para ajuste ao valor de mercado ou outras perdas prováveis na realização (15.604) (16.160) (16.133) (16.160) 2.546 9.438 20.181 9.531 (*) Os estoques foram transferidos para a CPM Braxis Outsourcing S.A. em 30 de novembro de 2011, conforme mencionado na nota 10. 9. Impostos e contribuições a recuperar Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Ativo circulante IRRF sobre serviços e aplicações financeiras 11.152 10.696 12.270 13.185 PIS e COFINS a recuperar 11.538 15.328 14.161 15.980 PIS, COFINS e CSL retido sobre faturamento 8.998 10.009 10.291 11.604 Antecipações IRPJ e CSLL 11 12.334 9.649 INSS a recuperar - retido sobre faturamento 3.278 2.052 4.566 4.729 IPI a compensar 3.112 2.931 3.112 ICMS a compensar 1.273 2.445 5.177 2.884 Outros 819 2.383 1.001 2.535 37.069 46.025 62.731 63.678 Não circulante INSS - sentença judicial transitada em julgado (i) 15.337 14.633 15.337 14.633 ISSQN - sentença judicial transitada em julgado (ii) 2.860 3.243 2.860 3.243 18.197 17.876 18.197 17.876 Os saldos referem-se a impostos e contribuições que deverão ser recuperados, mediante dedução de futuras contribuições previdenciárias devidas, Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e de imposto de renda e contribuição social incidentes sobre futuros lucros tributáveis ou, ainda, poderão ser objeto de pedido de restituição aos respectivos órgãos públicos (Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e Secretaria da Receita Federal (SRF)). (i) No ano de 2004, a Companhia obteve sentença judicial já transitada em julgado, favorável à não retenção de 15% de contribuição previdenciária de INSS sobre o valor bruto das notas fiscais e faturas de serviços prestados por intermédio das cooperativas de trabalho. A Companhia está aguardando resposta a seu pedido de restituição do crédito junto ao INSS. (ii) No ano de 2009, a Companhia obteve sentença judicial já transitada em julgado, favorável à não incidência do ISS sobre a locação de equipamentos. A Companhia está aguardando a execução da sentença pelo município do Rio de Janeiro para expedição do precatório. 10. Investimentos - (a) Informações sobre investimentos - A participação societária direta da Companhia em controladas, avaliadas pelo método de equivalência patrimonial, é demonstrada a seguir:
Capital social 10.630
Empresa CPM Braxis USA Corporation CPM Braxis ERP Tecnologia da Informação Ltda. CPM Braxis Outsourcing S.A. CPM BraxisDeutschlandGmbH CPM Braxis BPO Ltda. (iii) CPM Braxis BI Tecnologia da Informação S.A. (ii) e (iii)
185.333 56.021 4.773
Patrim. líquido (passivo a descob.) ajustado (10.192) 38.368 85.791 586
Res. do exerc. (808) 3.594 17.794 (538)
Quant. de ações possuídas mil 264 80.126 12.836 1
sábado, 31 de março, e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de abril de 2012
Partic. no capital social - % 100,00 99,99 99,99 100,00
Equiv. patrim. do exerc. findo em 31 de dez. de 2011 (808) 3.594 17.790 (538) (177)
Invest./ perdas) ágio) 2011 (10.192) 38.364 85.784 586
(Prev. p / (exceto 2010 (8.297) (27.241) 28.187 (1.937) 58
(3.951) (4.740) 15.910 114.542 (13.970) (i) A rubrica “Provisão para passivo a descoberto em controladas” registra a participação no passivo a descoberto das controladas CPM Braxis USA Corporation, CPM Braxis ERP Tecnologia da Informação Ltda. e CPM BraxisDeutschland. Em 2011, está representado apenas pelo investimento na CPM Braxis USA Corporation. (ii) Em 19 de janeiro de 2010, a Companhia adquiriu 99,99% do capital social da Companhia NB 1 Participações S.A. (razão social alterada para CPM Braxis BI Tecnologia da Informação S.A.). O valor pago na aquisição da empresa foi de R$ 4.000, que comparado ao valor justo dos ativos e passivos adquiridos de R$ 121 nessa mesma data, resultou na apuração de um ágio a amortizar, fundamentado na rentabilidade futura, de R$ 3.879 (Nota 26). (iii) A AGE de 31 de dezembro de 2011 deliberou as incorporações das empresas controladas CPM Braxis BPO Ltda e CPM Braxis BI Tecnologia da Informação S.A. As operações foram aprovadas com base em protocolos de incorporações e justificações da administração, datados de 31 de dezembro de 2011 e nos balanços patrimoniais levantados em 30 de novembro de 2010, cujos acervos líquidos, avaliados a valor contábil, da CPM Braxis BPO Ltda e CPM Braxis BI Tecnologia da Informação S.A. totalizaram R$ 880 e R$ 3.335, respectivamente. Os balanços patrimoniais em 30 de novembro de 2011 incorporados apresentavam as seguintes posições resumidas: CPM CPM CPM CPM Braxis Braxis BI Braxis Braxis BI BPO Tecnologia da BPO Tecnologia da Ativo Ltda. Informação S.A. Passivo Ltda. Informação S.A. Circulante 934 6.790 Circulante 53 3.569 Caixa e equiv. de caixa 53 421 Fornecedores 1 23 Aplicações financeiras 605 Pessoal, encargos e benef. 26 1.689 Contas a receber 133 5.880 Impostos e contrib. a recolher 2 318 Partes Relacionadas 2 Adiant. a fornecedores e a funcionários 222 Partes relacionadas 23 1.074 Impostos a recuperar 20 261 Outros passivos 1 465 Outros Ativos 123 4 Não circulante Imobilizado 73 38 Intangível Total do Ativo 934 6.901 Acervo líq. incorporado 881 3.332 (iv) Durante o exercício de 2011 a Companhia transferiu parte dos seus ativos para a CPM Braxis Outsourcing S.A. como aporte de capital no montante de R$ 31.007, sendo R$ 8.939 em Impostos a recuperar e R$ 22.068 em estoques de produtos. (b) Saldos e movimentação dos investimentos CPM CPM CPM CPM Braxis Braxis CPM Braxis CPM Braxis Braxis Braxis USA ERP Outsourcing Deutschland BPO BI Total Em 31 de dezembro de 2009 (3.885) (57.485) 31.270 (1.225) 5.351 (25.974) Integralizações 43.185 43.185 Aquisição de investimentos 121 121 Ágio gerado nas aquisições 3.879 3.879 Ajuste acum. de conversão 335 203 538 Ajustes de equiv. patrimonial 14.264 58 14.322 Complemento da prov. para perdas (4.747) (12.941) (915) (4.861) (23.464) (8.297) (27.241) 45.534 (1.937) 5.409 (861) 12.607 Composição dos saldos em 31 de dezembro de 2010 Valor do investimento 28.187 58 28.245 Valor do ágio (ii) 17.347 5.351 3.879 26.577 Provisão para perdas (i) (8.297) (27.241) (1.937) (4.740) (42.215) (8.297) (27.241) 45.534 (1.937) 5.409 (861) 12.607 Em 31 de dezembro de 2010 Integralizações de mútuo 62.011 8.798 404 12.025 83.238 Integralizações por capital. de acervo líquido 31.007 31.007 Integralizações em espécie 3.191 596 3.787 Ajuste acum.de conversão (1.087) (130) (1.217) Ajustes de equiv. patrim. 3.594 17.790 (538) (177) (3.951) 16.718 Complemento da provisão para perdas (808) (808) Incorporação (881) (3.332) (4.213) (10.192) 38.364 103.129 586 5.351 3.881 141.119 Composição dos saldos em 31 de dezembro de 2011 Valor do investimento 38.364 85.784 586 124.734 Valor do ágio (ii) 17.345 5.351 3.881 26.577 (10.192) Provisão para perdas (i) (10.192) (10.192) 38.364 103.129 586 5.351 3.881 141.119 (i) Registrado na rubrica “Provisão para passivo a descoberto em controladas”. (ii) Registrado na rubrica “Investimentos”. 11. Imobilizado - (a) Movimentação do imobilizado - controladora Controladora Benf. em Equiptos Constr. InstaMóveis e Equiptos imóv. de proces. Imobil. Terrenos e edific. lações utens. Veículos operac. terc. de dados Outros total Em 31/12/2009 8.212 22.943 8.780 5.363 379 2.799 13.631 53 62.160 Aquisição 490 1.395 1.263 577 3.008 16.347 23.080 Baixa (1) (67) (233) (83) (34) (418) Transferência (10) 2.232 62 2 1.325 (3.816) (205) (273) (1.133) (5.017) (9) (9.616) Depreciação (867) (780) (1.537) Em 31/12/2010 8.212 22.556 11.626 5.084 106 2.012 12.864 12.541 75.001 Custo total 8.212 30.007 19.412 13.796 346 113.871 4.786 53.375 16.799 260.604 Deprec. acum. (7.451) (7.786) (8.712) (346) (113.765) (2.774) (40.511) (4.258) (185.603) Valor residual 8.212 22.556 11.626 5.084 106 2.012 12.864 12.541 75.001 Em 31/12/2010 8.212 22.556 11.626 5.084 106 2.012 12.864 12.541 75.001 Aquisição 1 765 303 221 2.329 18.375 21.994 Baixa (73) (432) (1.586) (2.091) Transferência 9.754 837 185 14.856 (29.245) (3.613) (106) (1.367) Depreciação (1.784) (1.310) (1.327) (5.982) (18) (11.894) Em 31/12/2011 8.212 20.773 20.835 4.824 1.051 23.635 67 79.397 Custo total 8.212 30.008 29.956 14.698 346 113.416 4.122 68.086 706 269.550 Deprec. acum. (9.235) (9.121) (9.874) (346) (113.416) (3.071) (44.451) (639) (190.153) Valor residual 8.212 20.773 20.835 4.824 0,00 1.051 23.635 67 79.397 (b) Movimentação do imobilizado - consolidado Consolidado Equiptos Benf. em Constr. InstaMóveis e proces. imóv. de Equiptos Imobil. Terrenos e edific. lações utens. Veículos de dados terc. operac. Outros total Em 31/12/2009 8.212 22.944 9.944 5.992 31 17.305 4.610 378 712 70.128 Aquisição 490 1.653 1.360 6.118 1.754 16.869 28.244 Baixa (1) (73) (234) (198) (234) (31) (771) Transferência (10) 2.357 259 1.871 3.695 (4.306) 3.866 Depreciação (867) (880) (1.703) 203 (7.164) (2.044) (272) (12) (12.739) Em 31/12/2010 8.212 22.557 13.073 5.835 17.932 7.781 106 13.232 88.728 Custo total 8.212 30.007 21.636 15.84 9 723 68.155 10.600 113.871 17.596 288.013 Deprec. acum. (7.450) (8.563) (10.014) (723) (50.223) (2.819) (113.765) (4.364) (199.285) Valor residual 8.212 22.557 13.073 5.835 17.932 7.781 106 13.232 88.728 Em 31/12/2010 8.212 22.557 13.073 5.835 17.932 7.781 106 13.232 88.728 Aquisição 1 875 320 2.499 417 19.065 23.177 Baixa (5) (80) (530) (1.474) (2.089) Transferência 9.755 862 14.683 844 (30.739) (4.595) Depreciação (1.785) (1.470) (1.506) (7.631) (3.132) (106) (17) (15.647) Em 31/12/2011 8.212 20.773 22.228 5.431 26.953 5.910 67 89.574 Custo total 8.212 30.008 32.032 16.084 346 80.715 11.861 113.416 706 293.380 Deprec. acum. (9.235) (9.804) (10.653) (346) (53.762) (5.951) (113.416) (639) (203.806) Valor residual 8.212 20.773 22.228 5.431 26.953 5.910 67 89.574 A vida útil dos ativos foi revisada durante o exercício com base nos bens existentes em 1o de janeiro de 2010, o que gerou redução na depreciação em 2010 de R$ 3.182. A Companhia teve todos os seus bens móveis e imóveis arrolados pela Secretaria da Receita Federal (SRF), em virtude de discussões administrativas em que a Companhia é parte junto à SRF, principalmente no que diz respeito à discussão sobre imposto sobre lucro de 1999. 12. Intangível Software 18.158 12.978 (34) 205 (8.103) 23.204 63.216 (40.012) 23.204 23.204 9.045 (77) 3.613 (11.389) 24.396 76.981 (52.585) 24.396
Em 31 de dezembro de 2009 Aquisição Baixa Transferência do imobilizado Amortização Em 31 de dezembro de 2010 Custo total Amortização acumulada Valor residual Em 31 de dezembro de 2010 Aquisição Baixa Transferência do imobilizado Amortização Em 31 de dezembro de 2011 Custo total Amortização acumulada Valor residual Consolidado Em 31 de dezembro de 2009 Aquisição Baixa Transferência do imobilizado Amortização Em 31 de dezembro de 2010 Custo total Amortização acumulada Valor residual Em 31 de dezembro de 2010 Aquisição Baixa Transferência do imobilizado Amortização Em 31 de dezembro de 2011 Custo total Amortização acumulada Valor residual 13. Fornecedores Fornecedores Nacionais No exterior
Ágio 22.698 3.879 26.577 33.882 (7.305) 26.577 26.577
26.577 33.882 (7.305) 26.577
Controladora Total 18.158 12.978 (34) 205 (8.103) 23.204 63.216 (40.012) 23.204 23.204 9.045 (77) 3.613 (11.389) 24.396 76.981 (52.585) 24.396
Software Marcas e patentes Total 20.172 31 42.901 13.291 17.170 (35) (35) 269 269 (8.858) (8.858) 24.839 31 51.447 68.349 40 102.271 (43.510) (9) (50.824) 24.839 31 51.447 24.839 31 51.447 9.908 9.908 (287) (287) 4.595 4.595 (12.305) (12.305) 26.750 31 53.358 82.933 40 116.855 (56.183) (9) (63.497) 26.750 31 53.358 Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010
28.274 51.133 38.717 64.304 28.386 36.175 34.422 29.401 56.660 87.308 73.139 93.705 O saldo de fornecedores externos refere-se, em sua maioria, a valores denominados em dólares norte-americanos. 14. Empréstimos e financiamentos Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Capital de giro em moeda nacional 175.452 67.059 175.452 67.059 Capital de giro em moeda estrangeira 87.581 108.601 87.580 108.601 Financiamentos FINEP 261 785 261 785 Contratos de leasing 28.247 19.769 32.820 27.707 291.541 196.214 296.113 204.152 Menos Passivo circulante (272.754) (166.407) (275.523) (170.224) Não circulante 18.787 29.807 20.590 33.928 A abertura dos empréstimos e financiamentos a longo prazo por ano de vencimento é a seguinte: Controladora Consolidado Ano 2011 2010 2011 2010 2012 24.706 27.344 2013 12.201 4.977 14.005 6.460 2014 4.457 4.457 A partir de 2015 2.129 124 2.128 124 18.787 29.807 20.590 33.928 Os vencimentos das parcelas por tipo de empréstimos e financiamentos são os seguintes: Controladora Taxa de A partir ponderada 2012 2013 2014 de 2015 Total Moeda % juros a.a. Capital de giro em moeda nacional 175.452 175.452 Reais CDI + 2,81 Capital de giro em moeda estrangeira 87.581 87.581 Dolar Ptax 1,8758 (*) Financ. FINEP 261 261 Reais TJLP + 6,00 Contratos de leasing 9.460 12.201 4.457 2.130 28.219 Reais CDI + 2,89 272.754 12.201 4.457 2.130 291.543 (*) Taxa oficial de conversão referente ao último dia do mês. Consolidado A partir Taxa de ponderada 2012 2013 2014 de 2015 Total % juros a.a. Capital de giro em moeda nacional 175.452 175.452 CDI + 2,81 Capital de giro em moeda estrangeira 87.581 87.581 Ptax 1,8758 Financiamento FINEP 261 261 TJLP + 6,00 Contratos de leasing 12.229 14.002 4.458 2.130 32.819 CDI + 2,89 275.523 14.002 4.458 2.130 296.113 Os contratos estão garantidos por notas promissórias e contratos de prestação de serviços com clientes. A administração considera que serão efetuadas novas captações em prazos e montantes compatíveis para a manutenção dos níveis de caixa necessários às suas atividades. As
despesas financeiras com empréstimos, financiamentos e resultados com operações de swap, no exercício findo em 31 de dezembro de 2011, perfazem o montante de R$ 39.236 (exercício findo em 31 de dezembro de 2010 - R$ 38.481), não incluindo as despesas financeiras com as operações de repasse de cessão de crédito e juros de empréstimos com partes relacionadas. 15. Obrigação de repasse de cessão de crédito - A Companhia e suas controladas possuem operações de duplicatas descontadas com instituições financeiras.Tais operações, em 31 de dezembro de 2011 e em 31 de dezembro de 2010, montam a R$ 21.859 e R$ 56.357, respectivamente, na controladora, e R$ 21.859 e R$ 68.953, respectivamente, no consolidado e foram efetuadas para fazer as necessidades de caixa da Companhia durante o exercício de 2011. 16. Salários e encargos sociais Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 25.053 28.817 31.700 38.342 Provisão de férias e 13o salário Salários a pagar 9 711 899 Encargos a pagar 11.175 11.024 19.276 13.851 Outros 207 244 365 393 36.435 40.094 52.052 53.485 17. Provisão para contingências - Nas datas das demonstrações financeiras, a Companhia apresentava os seguintes passivos, e correspondentes depósitos judiciais, relacionados às contingências: Controladora Depósitos judiciais Provisão p/ contingências 2011 2010 2011 2010 Contingências trabalhistas e previdenciárias 42.025 35.066 69.958 64.970 Contingências fiscais e tributárias 1.564 1.519 Reclamações cíveis 51 24 106 103 43.640 36.609 70.064 65.073 Contingências líquidas 26.424 28.464 Consolidado Depósitos Provisão para judiciais contingências 2011 2010 2011 2010 Contingências trabalhistas e previdenciárias 42.977 35.517 70.211 65.177 Contingências fiscais e tributárias 1.887 1.808 Reclamações cíveis 51 24 106 103 44.915 37.349 70.317 65.280 Contingências líquidas 25.402 27.931 A movimentação da provisão no exercício findo em 31 de dezembro de 2011 está demonstrada a seguir: Controladora Consolidado Em 31 de dezembro de 2009 37.399 37.453 Adições 109.178 110.555 Baixa (84.763) (86.003) Atualizações monetárias 3.259 3.275 Em 31 de dezembro de 2010 65.073 65.280 Adições 27.466 27.534 Baixa (24.719) (24.766) Atualizações monetárias 2.244 2.269 Em 31 de dezembro de 2011 70.064 70.317 A Companhia é parte envolvida em diversos processos na esfera administrativa e judicial e consequentemente poderá assumir contingências decorrentes dessas operações. Por ser uma Companhia de prestação de serviços de tecnologia de informação e, portanto, depender de capital humano, a Companhia está sujeita a contingências decorrentes da sua estrutura de remuneração. A administração mantém um critério uniforme para a quantificação das contingências prováveis relacionadas às questões trabalhistas, baseado nos questionamentos recebidos, o qual leva em consideração, dentre outros aspectos, a natureza, o valor e o histórico de perdas nos processos. Os processos trabalhistas referem-se em sua maioria a ações ajuizadas por ex-empregados e prestadores de serviços, visando a obter indenizações, principalmente relacionados a vínculo empregatício, equiparação salarial e pagamento de horas extras. Os riscos trabalhistas são provisionados com base nas ações em curso levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações e a melhor estimativa da administração sobre o desembolso exigido para liquidar a obrigação presente na data do balanço. Os advogados externos contratados classificam os processos em andamento conforme as probabilidades de perda (provável, possível e remota), sendo efetuada provisão integral para as perdas eventuais decorrentes de todos os processos com probabilidade de perda provável. Com base no descrito anteriormente, a administração da Companhia constituiu provisões consideradas suficientes para cobrir perdas prováveis que possam advir do desfecho desfavorável em processos fiscais, trabalhistas e outros em andamento. (a) Perdas possíveis - A Companhia tem ações de naturezas tributária, cível e trabalhista, envolvendo riscos de perda classificados pela administração como possíveis, com base na avaliação de seus advogados, para as quais não há provisão constituída, conforme a composição a seguir: 2011 2010 Trabalhistas 78.807 65.121 Fiscais e tributárias 60.121 47.370 138.928 112.491 (b) Responsabilidade dos acionistas anteriores - Processos decorrentes de fatos geradores anteriores a 16 de junho de 2000 são de responsabilidade dos acionistas da Companhia existentes à época, consoante acordo entre as partes; desta forma, eventuais perdas nesses processos não representam encargos para a Companhia e serão assumidos integralmente por esses acionistas. (c) Outros - A Companhia possui ação judicial para impugnação de auto de infração relativo ao Imposto de Importação (II) e Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), cujo montante em 2004 perfaz cerca de R$ 17 milhões. A administração, com base na opinião dos seus advogados, face às perspectivas favoráveis de êxito para a Companhia em decisão final no judiciário, decidiu pela não constituição de provisão para contingências para esse processo. Esse posicionamento está em consonância com a Deliberação CVM no 489/05 e a NPC 22 do IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. 18. Outras obrigações Circulante Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Benefícios (seguro de vida, assistência médica, odontológica, ticket-refeição) 168 348 1.163 636 Apropriação de custos (principalmente suporte técnico HW e SW) 13.401 22.611 20.583 29.847 Gastos com estrutura (seguro, telefone, energia, outros) 757 1.359 898 1.547 Gastos com viagens 170 208 311 621 Gastos com consultoria (advogados, consultoria, auditoria) 8.441 8.090 8.701 8.383 Parcelamento de tributos - REFIS 2.146 1.904 2.146 1.904 Lei no 11.941/2009 (i) Outros 1.542 4.547 2.154 4.999 26.625 39.067 35.956 47.937
Fornecedores Provisão para IRPJ e CSLL sobre reserva de reavaliação Parcelamento de tributos - REFIS Lei no 11.941/2009 (i) Outros
Controladora 2011 2010 649 1.300
Não circulante Consolidado 2011 2010 649 1.300
1.794
1.794
1.867
1.867
25.398 36.172 25.398 36.172 8.012 7.692 8.012 7.692 35.853 47.031 35.853 47.031 (i) Programa de Recuperação Fiscal (REFIS) Em novembro de 2009, a Empresa aderiu ao Programa de Recuperação Fiscal, instituído pela Medida Provisória no 470/2009, visando equalizar e regularizar os passivos fiscais por meio de um sistema especial de pagamento e de parcelamento de suas obrigações fiscais e previdenciárias. A Companhia optou pelo parcelamento em 180 meses em novembro 2009 e inclui novos débitos ao programa de recuperação fiscal relacionados essencialmente a débitos previdenciários. Abaixo a natureza dos principais processos, bem como o valor principal e atualização monetária. Movimentação da conta de REFIS: Saldo em dezembro de 2010 38.076 Compensações (8.670) Atualização monetária 1.344 Pagamentos (3.206) Saldo em dezembro 2011 27.544 19. Patrimônio líquido (Passivo a descoberto) - (a) Composição do capital social em ações e capital autorizado - Em 31 de dezembro de 2011, o capital social no valor de R$ 1.095.821, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em 255.157.256 ações (31 de dezembro de 2010 - 189.815.932) sendo 215.384.955 ações ordinárias nominativas-escriturais, sem valor nominal (31 de dezembro de 2010 - 150.043.632) e 24.779.531 ações preferenciais da classe “A”, nominativas e sem valor nominal. (31 de dezembro de 2010 - 24.779.530) e 14.992.770 ações preferenciais da classe “B”, nominativas e sem valor nominal. A Companhia está autorizada a aumentar seu capital social mediante emissão de até 260.000.000 (duzentos milhões) de novas ações ordinárias, sendo 150.000.0000 ações ordinárias, 50.000.000 ações preferenciais Classe “A” e 60.000.000 ações preferenciais classe “B”, independente de reforma estatutária. A Companhia poderá também emitir bônus de subscrição de ações por deliberação do Conselho de Administração. As condições de exercício de subscrição desses bônus e das ações emitidas dentro do limite de autorização para aumento do capital, bem como o preço de emissão das mesmas, serão determinadas por deliberação do Conselho de Administração. As ações em 31 de dezembro de 2011 estão assim distribuídas: Ações Ações Ações Acionista Partic. - % ordinárias Prefer. “A” Prefer. “B” Capgemini do Brasil Serviços de Consultoria e Informática 61,10 155.908.350 CPM Holdings Ltd. 14,25 30.291.267 2.697.072 3.364.606 Braxis Tecnologia da Informação S.A. 6,93 12.208.115 5.466.142 União Participações Ltda. (Bradesco) 10,81 15.840.321 5.226.946 6.520.634 GIF Mining Holding LLC 4,07 10.369.478 Infors Investimentos Ltda. 1,53 3.907.203 SerPartners Participações e Administração S.A. 0,19 494.654 Ações Ações Ações Acionista Partic. - % ordinárias Prefer. “A” Prefer. “B” José Luiz Texeira Rossi 0,27 700.470 Cristal Delaware LLC 0,47 1.200.327 SBS Serviços de Informática Ltda. 0,17 436.417 BDS Technology LLC. 0,11 290.409 NextGenb LLC 0,09 234.829 Membros do Conselho 0,01 16 100,00 215.384.956 24.779.530 14.992.770 (b) Movimentação do capital social em ações Quantidade Ordinárias Preferenciais Total Quantidade em 31/12/2010 150.043.632 39.772.300 189.815.932 Quantidade em 31/12/2011 215.384.956 39.772.300 255.157.256 A ata de reunião do Conselho de Administração de 12 de janeiro de 2010, aprovou o aumento de capital social em R$ 19 mediante a emissão de 1.865.895 novas ações preferenciais classe “A”, nominativas e sem valor nominal, ao preço de emissão de R$ 0,01. A ata de reunião do Conselho de Administração de 30 de junho de 2010, aprovou o aumento de capital social da Companhia de R$ 457.701 para R$ 462.752, mediante a emissão de 1.200.327 novas ações preferenciais classe “B”, pelo preço global de emissão de R$ 5.274, sendo que, do referido valor, R$ 5.051 serão destinados ao capital social e R$ 223 serão destinados à constituição de reserva de ágio na emissão de ações. A ata de reunião do Conselho de Administração de 27 de agosto de 2010, aprovou o aumento de capital social da Companhia de R$ 462.752 para R$ 478.737, mediante a emissão de 3.798.012 novas ações preferenciais classe “B”, pelo preço global de emissão de R$ 16.986 sendo que, do referido valor, R$ 15.984 serão destinados ao capital social e R$ 1.002 serão destinados à constituição de reserva de ágio na emissão de ações. A ata de reunião do Conselho de Administração de 06 de outubro de 2010, aprovou o aumento de capital social da Companhia de R$ 478.737 para R$ 765.826, mediante a emissão de 58.602.596 novas ações ordinárias, escriturais, sem valor nominal, ao preço unitário de emissão de, aproximadamente, R$ 4,709121, aos quais foram totalmente subscritas pela Capgemini do Brasil Serviços de Consultoria e Informática Ltda., sendo que, do referido valor, R$ 268.967 em moeda corrente e R$ 7.000 em bens e direitos (transferência do acervo líquido, avaliado em R$ 7.547), ambos destinados ao capital social. A ata de reunião do Conselho de Administração de 05 de outubro de 2010, aprovou o aumento de capital social da Companhia no montante de R$ 11.122 em decorrência do exercício de opção de subscrição de ações por beneficiários de planos de ações de compra de ações da Companhia. A ata de reunião do Conselho de Administração de 27 de dezembro de 2011, aprovou o aumento de capital social da Companhia de R$ 765.821 para R$ 1.095.821, mediante a emissão de 65.341.324 novas ações ordinárias, escriturais, sem valor nominal, ao preço unitário de emissão de, aproximadamente, R$ 5,050402786, aos quais foram totalmente subscritas e integralizadas em 2011. As ações são totalmente subscritas das seguinte forma: (i) 49.501.003 das novas ações ordinárias são subscritas pela Capgemini do Brasil Serviços de Consultoria e Informática Ltda, por meio de transferência a Companhia de R$ 250.000; (ii) 15.840.321 das novas ações ordinárias são subscritas pela União Participações Ltda, mediante de transferência a Companhia de R$ 80.000. (c) Direito das ações - Consoante disposição estatutária, aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendos que somados correspondam a, no mínimo, 25% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da lei societária e do estatuto (item (d) a seguir). Ações preferenciais - Conforme estabelecido no artigo 171, parágrafo 4o da Lei das Sociedades por Ações, dentro de 30 dias contados da data em que os acionistas receberam um aviso formal de aumento de capital pela CPM Braxis, os acionistas terão a faculdade de exercer seus respectivos direitos de preferência proporcionalmente à sua participação acionária da Companhia. Os acionistas neste ato renunciam ao referido direito de preferência em relação à emissão das novas ações pela CPM Braxis em uma distribuição. As ações preferenciais classe “A” poderão ser convertidas no mesmo número de ações ordinárias, a qualquer momento, mediante solicitação de qualquer acionista preferencial classe “A” com relação às suas próprias ações preferenciais classe “A”. No caso de a Companhia protocolar junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de registro de uma distribuição qualificada, as ações preferenciais classe “A” serão automaticamente convertidas no mesmo número de ações ordinárias. No caso de um evento considerado como liquidação da Companhia, as ações preferenciais classe “A”, terão o direito prioritário de receber, das remunerações efetivamente recebidas pela Companhia ou pela CPM Holdings e pelo Grupo Braxis, conforme for o caso, o mais alto entre (i) um valor até o preço de subscrição acrescido de qualquer valor integralizado pelo acionista preferencial pela aquisição das ações preferenciais classe “A” adicionais, mais qualquer dividendo declarado e não pago ou (ii) a porcentagem pro rata das remunerações recebidas como resultado da liquidação atribuído as ações preferenciais. Caso uma distribuição qualificada não ocorra e desde que as ações preferenciais classe “A” detidas pelos acionistas preferenciais classe “A” tiverem sido previamente convertidas em ações ordinárias terá o direito de reconversão exercido no prazo máximo de 30 dias a contar da data em que a Companhia notificar a decisão de não realizar a distribuição. Os direitos descritos anteriormente, cessarão mediante a conversão das ações preferenciais classe “A” em ações ordinárias, exceto para a possibilidade de não ocorrência de uma distribuição qualificada. (d) Destinação do lucro líquido - O lucro líquido, como definido no artigo 191 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, apurado em cada balanço terá, pela ordem, a seguinte destinação: (i) Constituição da reserva legal. (ii) Constituição das reservas previstas nos artigos 195 e 197 da mencionada Lei no 6.404/76, mediante proposta da diretoria, aprovada pelo Conselho e deliberada pela Assembleia Geral. (iii) Pagamento de dividendos propostos pela diretoria e aprovados pelo Conselho que, somados aos dividendos intermediários e/ou juros sobre o capital próprio, que tenham sido declarados, assegure aos acionistas, em cada exercício, a título de dividendo mínimo obrigatório, 25% (vinte e cinco por cento) do respectivo lucro líquido, ajustado pela diminuição ou acréscimo dos valores especificados nos itens I, II e III do artigo 202 da referida Lei no 6.404/76. 20.Transações com partes relacionadas (a) Transações e saldos Controladora 2011 2010 Ativos/ Receitas/ Ativos/ Receitas/ (passivos) (despesas) (passivos) (despesas) Dispon. e aplic. financeiras Banco Bradesco S.A. 20.009 5.588 Contas a rec.de clientes CPM Braxis USA (i) 10.814 12.950 1.310 15.669 Grupo Bradesco (ii) 13.888 58.538 21.741 317.936 44.711 71.488 28.639 333.605 Partes relac. - ativo CPM Braxis USA (iii) 6.436 (747) CPM Braxis ERP Tecnol. da Informação Ltda. (iv) 50.990 CPM Braxis Outsourcing S.A. (iv) 9.914 CPM Braxis BPO Ltda. 42 CPM Braxis BI TI S.A. 5.079 Braxis ERP Software S.A. (iv) 194 194 Braxis Tecnologia da Informação S.A. (iv) 1.082 1.378 Capgemini do Brasil, Serv. de Consultoria e Informática Ltda . (iv) 1.952 3.228 74.033 (747) Partes relac. - passivo União Participações (v) (1.141) (37.203) (9.547) Capgemini Sogetti (VI) (11.764) (9.998) CPM Braxis USA (III) (5.084) (2.584) CPM Braxis Outsourcing S.A (IV) (249) CPM BRAXIS ERP Tecnol. da Infor.Ltda (IV) (1.513) (18.608) (13.723) (37.203) (9.547) (15.380) (13.723) (37.203) (10.294) Consolidado 2011 2010 Ativos/ Receitas/ Ativos/ Receitas/ (passivos) (despesas) (passivos) (despesas) Disponibilidades e aplicações financeiras Banco Bradesco S.A. 22.009 6.894 Contas a rec. de clientes Grupo Bradesco (ii) 14.266 58.538 21.741 317.936 Partes relacionadas - ativo Braxis ERP Software S.A. (iv) (234) (116) Braxis Tecnologia da Informação S.A. (iv) 1.086 2.295 SBS Serviços de Informática Ltda. (iv) (287) Capgemini do Brasil, Serviços de Consultoria e Informática Ltda . (iv) 1.952 2.804 1.892 Partes relac. - passivo União Participações (v) (1.141) (37.203) (9.547) Capgemini Sogetti (vii) (68.627) (9.998) (6.145) (68.627) (11.139) (37.203) (15.692) (65.823) (11.139) (35.311) (15.692) (i) Referem-se ao contrato de prestação de serviços técnicos de consultoria, análise e programação de sistemas. O contas a receber com a CPM Braxis USA tem prazo de vencimento de 210 dias a partir da emissão da nota fiscal. (ii) Referem-se a contratos de consultoria, manutenção e instalação de equipamentos e programas, programação e desenvolvimento de sistemas. As transações foram feitas a valores e prazos usuais de mercado, semelhantes às que seriam aplicáveis às partes não relacionadas. (iii) Referem-se a contrato de mútuo celebrado com a CPM Braxis USA, podendo ser pago em uma ou mais parcelas no prazo de 90 dias a partir da data do recebimento, prorrogável através de aditivo. O valor é corrigido através de remuneração equivalente à variação cambial acrescida de 12% ao ano. (iv) O relacionamento financeiro com as empresas ligadas passou a ser formalizado por meio de celebração de contas-correntes, que não são remuneradas, nem estão sujeitas à atualização monetária, e não têm data de vencimento preestabelecida. Em 2011, os saldos a receber de partes relacionadas foram capitalizados nas respectivas empresas ligadas. Nas demonstrações financeiras consolidadas, os saldos das empresas do Grupo CPM Braxis são consolidadas, enquanto os saldos a receber com as empresas Braxis ERP Software S.A., Braxis Tecnologia da Informação S.A. e SBS Serviços de Informática Ltda. são parcialmente eliminados com saldos a pagar das outras empresas do Grupo CPM Braxis. (v) Em 21 de outubro de 2008, a Companhia celebrou contrato de mútuo com parte relacionada, União Participações Ltda., no montante de R$ 120.000, que serão pagos em 34 parcelas, cujo saldo em 31 de dezembro de 2010 monta em R$ 37.203 , sendo R$ 27.941 no passivo circulante e R$ 9.262 no passivo não circulante (2009 - R$ 108.548 sendo R$ 57.310 no passivo circulante e R$ 51.238 no passivo não circulante) e as despesas financeiras totalizaram em 2011 R$ 1.141. Em 2011 este contrato de mútuo foi totalmente liquidado. A taxa efetiva incidente sobre o contrato de mútuo desde a sua contratação correspondeu a 2% a.a. + CDI. (vi) Em 06 de abril de 2011, a Companhia celebrou contrato de mútuo com parte relacionada, Cap Sogetti, no montante de EUR 17.957 ( equivalente á R$ 41.000), que serão pagos em parcelas trimestrais com vencimento da ultima parcela 22/06/2013, cujo saldo em 31 de dezembro de 2011 monta em R$ 34.315 , sendo R$ 11.764 no passivo circulante e R$ 22.551 no passivo não circulante e as despesas financeiras totalizaram em 2011 R$ 1.373. A taxa efetiva incidente sobre o contrato de mútuo desde a sua contratação correspondeu a 3% a.a. + EURIBOR. (vii) Em 18 de maio de 2011, a Companhia >>>continua...
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sábado, 31 de março, e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de abril de 2012
ECONOMIA/LEGAIS - 23
>>>continuação celebrou contrato de mútuo com parte relacionada, Cap Sogetti, no montante de EUR 13.000 (equivalente á R$ 29.848), que serão pagos em parcelas trimestrais com vencimento da ultima parcela 18/09/2013 e amortização do principal somente nas 2 ultimas parcelas, cujo saldo em 31 de dezembro de 2011 monta em R$ 34.312, sendo R$ 34.312 no passivo não circulante e as despesas financeiras totalizaram em 2011 R$ 1.373. A taxa efetiva incidente sobre o contrato de mútuo desde a sua contratação correspondeu a 3% a.a. + EURIBOR. (b) Remuneração do pessoal-chave da administração - O pessoal-chave da administração inclui os conselheiros e diretores. A remuneração paga ou a pagar por serviços de empregados está demonstrada a seguir: 2011 2010 Salários e encargos 2.854 3.482 Participação nos lucros 1.050 599 Plano de opção de ações 843 794 Planos de aposentadoria e pensão 68 4.747 4.943 22. Receita bruta Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Venda de produtos 341.114 354.133 354.452 358.881 Venda de serviços 655.978 641.565 930.795 872.916 997.092 995.698 1.285.247 1.231.797 Impostos e deduções sobre vendas e serviços (139.678) (203.185) (169.932) (226.734) Receita líquida de vendas e serviços 857.414 792.513 1.115.315 1.005.063 23. Custos e despesas operacionais Controladora Desp. Operacionais Custos 2011 2010 2011 2010 Custos dos produtos e licenças vendidos (265.178) (239.376) Gastos com pessoal (113.321) (96.315) (359.750) (339.573) Serviços de assessoria e consultoria (20.742) (20.214) (70.417) (60.769) Marketing (1.710) (251) (685) (492) Viagens e representações (2.499) (3.434) (4.662) (3.856) Veículos (89) (111) (483) (265) Gerais e administrativas (4.266) (5.112) (8.220) (7.486) Estrutura (12.224) (14.218) (14.275) (13.192) Deprec. e amortizações (23.512) (15.803) (3.342) (1.916) (178.363) (155.458) (727.012) (666.925) Consolidado Desp. Operacionais Custos 2011 2010 2011 2010 Custos dos produtos e serviços vendidos (279.671) (249.080) Gastos com pessoal (124.429) (110.446) (511.371) (472.671) Serviços de assessoria e consultoria (23.076) (26.137) (89.839) (77.626) Marketing (1.866) (649) (702) (592) Viagens e representações (3.412) (4.776) (7.940) (7.162) Veículos (92) (122) (493) (344) Gerais e administrativas (5.145) (6.085) (10.216) (9.088) Estrutura (26.255) (23.311) (17.690) (16.079) Deprec. e amortizações (24.064) (19.538) (3.888) (2.059) (208.339) (191.064) (921.810) (834.701) 24. Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Reversão (Desp.) com prov. (i) 8.125 (31.799) 6.088 (31.825) Desp. c/parc. de impostos (36.172) (36.172) Perdas com créditos incobráveis (1.216) (10.030) (1.720) (17.156) Ganho (perda) na alienação de bens do ativo imobilizado 16 (269) 16 (386) Crédito de PIS e COFINS (ii) 10.108 10.108 Gastos com reestruturação (2.450) (2.951) Outras 7.128 4.298 6.179 5.237 11.603 (63.864) 7.612 (70.194) (i) Os saldos registrados nessa conta referem-se aos efeitos da constituição do Refis em 2010 e reversão de parte da provisão no exercício de 2011. (ii) A Companhia questiona judicialmente a inconstitucionalidade e ilegalidade da majoração da base de cálculo das contribuições ao PIS e à COFINS instituídas pelo parágrafo 1o do artigo 3o da Lei no 9.718/98. Os valores envolvidos
nas ações judiciais, atualizados até 31 de dezembro de 2011, totalizam R$ 10.628 (2010 - R$ 10.108). Embora o referido parágrafo 1o do artigo 3o da Lei no 9.718/98 tenha sido julgado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2009, favorecendo a tese defendida pela Companhia, as ações judiciais ainda não transitaram em julgado e aguardam julgamento de recursos apresentados. Na opinião dos advogados, a probabilidade de êxito é provável e a tese já se encontra pacificada. 25. Receitas e Despesas Financeiras Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Receita financeira Receita financeira de depósitos bancários de curto prazo 22 43 Receita financ. com operações de Swap e NDF 24.067 12.518 28.609 13.735 Receita financ.de empréstimos para partes relacionadas 564 Total da receita financeira 24.653 12.518 28.652 13.735 Despesa financeira Emprést. com partes relac. (14.231) (22.858) (14.232) (22.858) Empréstimos bancários (58.877) (57.508) (64.306) (57.060) Ganhos cambiais de atividades financeiras, líquidos (5.338) 283 (5.085) (285) Ganhos do valor justo de instrumentos financeiros (561) (1.213) (520) (1.213) Encargos financeiros e despesas bancárias (14.135) (10.343) (15.348) (17.620) Total da despesa financeira (93.142) (91.639) (99.491) (99.036) Receitas (despesas) financeiras, líquidas (68.489) (79.121) (70.839) (85.301) 26. Imposto de renda e contribuição social - (a) Demonstração do cálculo dos créditos tributários (encargos) com imposto de renda e contribuição social Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Resultado antes do imposto de renda e contribuição social (88.937) (181.997) (78.061) (176.197) Crédito tributário do imposto de renda econtribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente 30.239 61.879 26.541 59.907 Efeito de resultado de equivalência patrimonial 7.869 4.869 Efeito das adições permanentes relativas a despesas consideradas indedutíveis (4.412) (1.118) (9.253) (3.437) Créditos tributários não constit. - adições temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social (33.696) (65.630) (29.067) (76.344) Compensação de prej. fiscais e base negativa de exercícios anteriores 854 14.614 Outros 73 74 122 (466) Resultado de imposto de renda e contribuição social (*) 73 74 (10.803) (5.726) (*) As despesas com imposto de renda e contribuição social no consolidado são conseqüência de lucros tributáveis apurados na operação da Companhia CPM Braxis Outsourcing S.A. (b) Créditos tributários - Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possuía prejuízos fiscais e bases negativas de contribuição social, sem prazos de prescrição, nos montantes acumulados de aproximadamente R$ 639.379 e R$ 725.981 (31 de dezembro de 2010 - R$ 544.504 e R$ 599.564), respectivamente, para compensação com lucros tributáveis futuros limitada anualmente a 30% desses lucros. Utilizando-se as vigentes alíquotas de 25% para o imposto de renda e 9% para a contribuição social, esse benefício totalizaria cerca de R$ 225.183. A Companhia não registrou contabilmente seus créditos, uma vez que estudos e projeções de rentabilidade futura elaborados pela administração não demonstram o montante do crédito tributário considerado provável de realização. 27 Outras informações - (a) Os registros contábeis, fiscais e trabalhistas estão sujeitos ao exame das autoridades fiscais e competentes durante prazos prescricionais variáveis, consoante a legislação específica aplicável. As provisões para passivos contingentes são constituídas pela administração, levando em consideração o andamento dos processos, as garantias existentes e a expectativa de sucesso nas contestações efetuadas (Nota 17). (b) Cobertura de seguros - A Companhia mantém coberturas de seguros por montantes considerados suficientes pelos departamentos técnicos e operacionais
para cobrir eventuais riscos sobre seus ativos e/ou responsabilidades, conforme demonstrado a seguir: Ramos Prêmio (iii) Limite máximo de indenização Seguro compreensivo empresarial (i) 199 42.777 Responsabilidade civil (ii) 124 12.000 323 54.777 (i) Seguro contra perdas nos ativos da Companhia. (ii) Seguros contratados para indenizar os beneficiários por eventuais prejuízos incorridos em função da impossibilidade de prestar serviços contratados. (iii) Os prêmios pagos antecipadamente são contabilizados na conta de despesas antecipadas e amortizados pelo prazo de vigência das apólices de seguros. (c) Benefícios a empregados. A CPM Braxis é patrocinadora de um plano de previdência complementar para seus funcionários, na modalidade Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) administrado pela Bradesco Vida e Previdência S.A. O PGBL é um plano de previdência do tipo de contribuição definida que permite acumular recursos financeiros ao longo da carreira profissional do participante mediante contribuições pagas pela Companhia, sendo os recursos investidos em um Fundo de Investimento Exclusivo. As obrigações atuariais do PGBL estão integralmente cobertas pelo patrimônio do fundo correspondente. Os gastos incorridos no exercício findo em 31 de dezembro de 2011 totalizaram R$ 204 (2010 - R$ 248). A contribuição da Companhia varia de acordo com o cargo e responsabilidade dos funcionários, variando, basicamente, entre os valores de R$ 350,00 a R$ 1.400,00, para os cargos gerenciais e administração. A Companhia não oferece benefícios pós-emprego para seus funcionários. (d) Medida não contábil - LAJIDA (EBITDA) - não auditado - Lucros Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA) (EBITDA) são definidos como o lucro (prejuízo) operacional adicionado às receitas (despesas) financeiras líquidas e às depreciações e amortizações de ágio. Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 Prejuízo operacional (88.937) (181.997) (78.061) (176.197) Resultado financeiro 68.489 79.121 70.839 85.301 Depreciações e amortizações 23.283 17.719 27.952 21.597 Resultado de equivalência patrimonial em controladas (15.910) 9.142 Outros 2.449 2.951 EBITDA (10.626) (76.015) 23.681 (69.299)
Consoante mencionado no Ofício-Circular CVM/SNC/SEP no 01/07, o EBITDA é uma medida não contábil. Sua definição não tem um significado padronizado, dessa forma a definição da Companhia pode não ser comparável com a definição de outras empresas. Ainda que não forneça uma medida do fluxo de caixa operacional, a administração adota o procedimento de calcular o EBITDA para mensurar o desempenho operacional da Companhia. 26. Plano de Ações - Em 6 de outubro de 2010 foram aprovados 5 novos planos de opções de ações (Stock Option) para diretores e empregados da Companhia, no total de 9.360.282 opções aprovadas. Sendo 1.237.382 opções emitidas referentes ao Plano Alpha, 4.522.900 opções emitidas referentes ao Plano Beta e 685.432 opções emitidas referentes ao Plano Gamma, 1.114.568 opções referentes ao Plano Delta. O Vesting dos planos acontece da forma abaixo após a data da operação: Total do plano de Vesting na opções de ações aquisição Vesting pós-aquisição concedido Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Alpha 1.237.382 408.335 276.349 276.349 276.349 Beta 4.522.900 1.699.957 940.981 940.981 940.981 Gamma 685.432 228.477 228.477 228.477 Delta 1.114.568 557.284 557.284 Os quais somente poderão ser exercidos na ocorrência dos seguintes eventos (liquidityevent): (a) Oferta Pública de Ações da Companhia; (b) o exercício pelo acionista controlador da Companhia de qualquer opção de compra das ações detidas pelos acionistas minoritários da Companhia após completados três anos da operação e antes de completar cinco anos da operação; (c) o exercício de qualquer opção de venda pelos acionistas minoritários da Companhia para alienar as ações para o acionista controlador da Companhia após completados três anos da operação e antes de completar cinco anos da operação; ou (d) o exercício pelo acionista controlador da Companhia do seu direito de exigir a adesão obrigatória dos acionistas minoritários da Companhia à venda de suas ações na Companhia para referido acionista controlador após completados cinco anos da operação. Destes cinco novos planos, quatro tiveram emissão imediata, no total de 7.560.282 ações e um plano será emitido oportunamente. O strikeprice dos planos é de R$ 3,66 e o minimumexerciseprice de compra dessas ações pela Capgemini é calculado a partir de R$ 5,17 por ação corrigido pela variação do IGP-M a partir do décimo terceiro mês da operação até a data base de um evento de liquidez. Em 31 de dezembro de 2011 foi registrado o montante R$ 5.652 (31 de dezembro de 2010 - R$ 1.731) referente a remuneração de empregados baseado em plano de ações.
Deise Regina Gallo da Silva - CRC 1SP183017/O-7
Aos Administradores e Acionistas CPM Braxis S.A. Examinamos as demonstrações financeiras individuais da CPM Braxis S.A. (“Companhia” ou “Controladora”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as demonstrações financeiras consolidadas da CPM Braxis S.A. e suas controladas (“Consolidado”) que compreendem o balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras - A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes - Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das
estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. Base para opinião com ressalva - Em 2010, a Companhia registrou crédito tributário de PIS e COFINS sobre alargamento da base de cálculo, no valor de R$ 10.108 mil, sendo o referido valor, atualizado para 31 de dezembro de 2011, de R$ 10.628 mil. Considerando que o seu processo referente a tais créditos ainda não foi julgado em forma definitiva (transitado em julgado) e também o fato da Companhia não ter completado todos os procedimentos necessários para ter o direito de realização desses créditos, entendemos que o referido crédito qualifica-se como contingente nos termos do CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. Consequentemente, o ativo circulante e o patrimônio líquido em 31 de dezembro de 2011 estão apresentados a maior em R$ 10.628 mil e o resultado e o resultado abrangente referentes ao exercício findo nessa data estão apresentados a maior em R$ 520 mil. Opinião com ressalva - Em nossa opinião, exceto pelos efeitos do assunto descrito no parágrafo “Base para opinião com ressalva”, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da CPM Braxis S.A. e da CPM Braxis S.A. e suas controladas em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa, bem como o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase - Chamamos atenção para a nota explicativa n. 20 às demonstrações financeiras, que descreve que a Companhia mantém saldos e operações comerciais em montantes significativos com partes relacionadas nas condições nela descritas. Dessa forma, as demonstrações financeiras devem ser analisadas nesse contexto. Nossa opinião não está ressalvada em relação a esse assunto. São Paulo, 30 de março de 2012 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5 Ricardo Novaes de Queiroz Contador CRC 1DF012332/O-2 “S” SP
e Presidente do Bird apoia banco do Brics Índia e Brasil vão se tornar mais importantes ao longo do tempo e precisamos aprender do seu conhecimento e das suas finanças. Robert Zoellick, do Bird
conomia
Robert Zoellick declarou ao jornal britânico Financial Times que poderia apoiar o grupo de países emergentes, que inclui o Brasil, na criação da instituição. Yuri Gripas/Reuters
O
presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse em entrevista ao jornal britânico Financial Times que apoia a criação de um banco do Brics, o grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, China e Índia. Para ele, que está deixando o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), mais conhecido como Banco Mundial, isso mostra o prejuízo de as instituições multilaterias não conseguirem suprir as necessidades financeiras dos países. A criação de um banco de investimento para o Brics foi tema do encontro ocorrido na semana passada em Nova Déli, na Índia. Se as nações dos Brics "decidirem que querem outra instituição de financiamento, muito bem. Vamos descobrir como trabalhar com ele. Não sou monopolista", disse ele. Segundo Zoellick disse ao jornal, o Bird poderia apoiar o Brics na criação da instituição.
"A Índia quer o dinheiro. A China quer ser vista como um bom parceiro e pode querer internacionalizar o yuan. O Brasil quer se associar ao conceito e talvez possa conectar seu próprio Banco de Desenvolvimento", disse em menção ao BNDES. Zoellick advertiu, na entrevista ao FT, que empurrar países de renda média como China e Brasil para fora do sistema do Banco Mundial e forçálos a procurar recursos em outros lugares seria um "erro de proporções históricas". A ideia da criação do banco ocorre simultaneamente ao pedido de mais recursos de infraestrutura para esses países por parte do Banco Mundial e é sustentada pela crítica que os países fazem a pouca representatividad que têm no FMI. Para o jornal, o apoio de Zoellick vai fortalecer a proposta que oficiais indianos descreveram como a melhor oportunidade para os cinco países mostrarem que têm
Alemanha: déficit público cairá 0,9% em 2012
Zoellick: "empurrar países de renda média como China e Brasil para fora do sistema do Banco Mundial seria um erro de proporções históricas."
substância e compartilham uma visão comum. Ajuda aos emergentes – "Se o Bird não pode continuar no caminho que eu tracei e ser um bom parceiro para a Índia e os países emergentes, eles irão para outro lugar", alertou Zoellick, afirmando que há se-
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tores dos países desenvolvidos que acham que o Bird tem de trabalhar apenas para os países pobres. Ele se disse contrário a esse entendimento. "Se acreditamos em um sistema multilateral, Índia e Brasil vão se tornar mais importantes ao longo do tempo e
precisamos aprender do seu conhecimento e, com o tempo, das suas finanças." A Índia é o maior emprestador do Bird, segundo o jornal. No total, o país tem empréstimos do Banco Mundial no val o r d e c e r c a d e U S $ 4 2 b ilhões. (Agências)
déficit público da Alemanha vai cair para 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, disse o Ministério das Finanças ontem, confirmando uma matéria da revista Focus. Uma porta-voz da pasta disse que a Alemanha reportou na sexta-feira à Comissão Europeia no relatório de abril que o déficit federal, estadual e municipal cairá para 0,9% do PIB. O déficit público da Alemanha foi de 4,3% do PIB em 2010 e caiu para 1% em 2011 devido ao crescimento econômico. Segundo a revista, a dívida total do país irá para 82,1% do PIB, ante 81,1% em 2011, devido esforços de ajuda à zona do euro. (Reuters)
L.C.Leite/LUZ
Chile quer reforçar negócios com o Brasil Paula Cunha
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ítima de frequentes terremotos, o segmento de construção civil do Chile preocupa-se com a atualização constante e pesquisa de novas tecnologias e materiais. Por isso, uma delegação chilena que representa o setor visitou a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) na última quinta-feira, na Capital paulista. Além da troca de informações, o grupo também pretende aumentar as trocas comerciais entre os dois países. Nos dois primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o Chile somaram US$ 594,4 milhões, cifra 29% inferior a igual período de 2011. Nossas importações de itens do país vizinho totalizaram U$ 612,6 milhões no primeiro bimestre, com recuo de 16,2% ante o período do ano passado, de acordo
com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Sidney Docal, gerente executivo de Comércio Exterior da ACSP, e Salvador Benevides, diretor de Relações Internacionais do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon), apresentaram aos visitantes chilenos as atividades realizadas pelas duas entidades. Ambos ressaltaram o bom momento político e econômico brasileiro, já que a proximidade de eventos como a Copa do Mundo de Futebol e a Olimpíada do Rio está impulsionando diversos projetos de construção. Benevides informou aos chilenos que o segmento da construção representa 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e que seu índice de desemprego é de apenas 2%, abaixo do índice geral do País de 5,7% registrado em fevereiro, de acordo com
o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E Docal explicou aos visitantes que, além desses eventos esportivos, o setor também é beneficiado pelo programa governamental de habitação Minha Casa, Minha Vida, voltado para a população de baixa renda. Durante o encontro, Mercedes Lillo Reyes, gerente da Câmara Chilena de Construção, ressaltou que o Chile passa por uma boa fase em razão da necessidade de obras de infraestrutura. Por isso, os segmentos que mais absorvem mão de obra atualmente são os de construção civil e de mineração. Segundo ela, o primeiro começa a incorporar as mulheres aos seus quadros de funcionários, processo que está mais adiantado no Brasil. Para Gerardo Gody Labrín, gerente-geral da empresa Ecosergo Construccion, esse aumento da procura por mais
Chilenos se reúnem com representantes da área de construção e de comércio exterior na sede da ACSP mão de obra é reflexo do crescimento de 7% do setor, acima do observado em todo o país, que foi de cerca de 5% no ano passado. Quanto à produção de material, Labrín lembrou que o terremoto ocorrido em 2010 destruiu parte da infraestrutura chilena. A tragédia gerou a necessidade de importação de material de acabamento, pois existem poucas
indústrias locais atuando nesse segmento. Atualmente, explicou Labrín, o Chile importa louças sanitárias da Colômbia a preços altos em razão da distância entre os dois países. Por isso, o setor procura no Brasil indústrias interessadas em oferecer seus produtos. Ao mesmo tempo, o Chile conta com fabricantes de produtos de madeira em estágio bem
desenvolvido, com muitos itens certificados. O Sinduscon não tem dados específicos sobre o comércio entre os dois países. Números do MDIC apontam que apenas ladrilhos de cerâmica do tipo vidrado e esmaltado encontram-se entre os 100 mais importantes itens exportados do Brasil para o Chile nos dois primeiros meses deste ano.
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24 -.ECONOMIA/LEGAIS
sábado, 31 de março, e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de abril de 2012
Cantagalo General Grains S.A. CNPJ nº 12.944.170/0001-03 - NIRE 35.300.385.691 Ata de Assembléia Geral Extraordinária Realizada em 03 de Fevereiro de 2012 Local e Data: Aos três dias de fevereiro de 2012, às 10:00 horas, na sede social da Cantagalo General Grains S.A, localizada na Cidade de compromisso similar, bem como alterar os acordos existentes, renunciar direitos ou dispensar o cumprimento de qualquer obrigação neles São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Paulista, nº 1.754, 1° andar - parte, CEP 01310-200. Presença: Acionistas representando a prevista; (i) submeter à Assembleia Geral proposta sobre a aquisição de ações de emissão da própria Companhia, para manutenção em totalidade do capital social. Mesa: Presidente: Paulo Roberto Moreira Garcez; Secretária: Fernanda Duarte. Convocação: Dispensada face tesouraria ou cancelamento, bem como decidir a respeito da respectiva alienação, observadas as disposições legais e as normas editadas à presença de acionistas representando a totalidade do capital social, nos termos do artigo 124, §4° da Lei 6.404/76 (“Lei das S.A.”). Ordem pela Comissão de Valores Mobiliários, caso aplicável; (j) decidir sobre a concessão de garantias, de qualquer valor, a quaisquer terceiros que do Dia: Deliberar sobre (i) a alteração do endereço da Companhia; (ii) a alteração do artigo primeiro do Estatuto Social a fim de refletir a não sejam sociedades controladas pela Companhia; (k) fixar os limites de alçada dentro dos quais os Diretores e demais representantes da alteração referida, caso aprovada; (iii) a aprovação da reforma do Estatuto Social da Companhia e (iv) a eleição e dos membros para compor Companhia poderão, sem a prévia autorização do Conselho de Administração ou da Diretoria, conforme o caso, contratar operações, a Diretoria da Companhia. Deliberações Aprovadas por Unanimidade de Votos: Após discutirem as matérias constantes da ordem do dia, empréstimos ou financiamentos; (l) aprovar o exercício do direito de voto pela Companhia em relação às sociedades por ela controladas; os acionistas, por unanimidade de votos e sem reservas, deliberaram: (i) aprovar a alteração do endereço da Companhia que passará da (m) escolher e destituir auditores independentes da Companhia e de suas controladas, ou substituição do auditor independente com contrato Avenida Paulista, nº 1.754, 1º andar - parte, CEP 01310-200 para Avenida Magalhães de Castro, nº 4.800, 11o andar, sala 02, Jardim em curso; (n) aprovar a realização, contratação, alteração ou rescisão de quaisquer negócios, operações, transações e/ou relações Panorama, São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 05502-001; (ii) aprovar a alteração do artigo primeiro do Estatuto Social da Companhia comerciais entre, de um lado, a Companhia (ou uma sociedade por ela controlada) e, de outro lado, quaisquer de seus acionistas, suas passará a vigorar com a seguinte redação: “Artigo 1º - A Cantagalo General Grains S.A., sociedade por ações, com sede na Cidade de São afiliadas, respectivos diretores, gestores, administradores, e parentes dos mesmos até o 3º (terceiro) grau; (o) aprovar a contratação de Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Magalhães de Castro, nº 4.800,11º andar, sala 02, Jardim Panorama, CEP 05502-001, rege-se por empréstimos ou financiamentos em valor, individualmente ou em conjunto com operações relacionadas, superior ao que vier a ser fixado pelo este Estatuto e pela Lei 6.404/76 (conforme alterada “Lei das S.A.”)”; (iü) aprovar a reforma do Estatuto Social da Companhia, o qual passa Conselho de Administração em reunião específica; (p) aprovar a aquisição ou alienação de ativos pela Companhia, quando o valor da a vigorar na íntegra com a redação constante do “Anexo I” à presente ata e (iv) ratificar a eleição ou re-reeleição (conforme o caso) dos operação ultrapassar, de forma isolada ou agregada, valor superior ao que vier a ser fixado pelo Conselho de Administração em reunião membros para compor a Diretoria da Companhia, todos com mandato até a posse de seus sucessores: Paulo Roberto Moreira Garcez, específica; (q) aprovar as propostas, a serem apresentadas oportunamente pelo Diretor Presidente da Companhia, de outorga ou alteração brasileiro, separado judicialmente, empresário, portador da cédula de identidade RG nº 4.219.601/SSP-SP e inscrito no CPF/MF sob de qualquer plano de participação nos lucros e resultados da Companhia, plano de bônus baseado em performance individual e/ou da nº 535.778.418-34, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Armando Petrela, 431, 13o andar, Edifício Companhia, plano de outorga de opções de compra ou subscrição de ações ou outros títulos (inclusive ações virtuais -phantom stock) Jabuticabeiras, CEP 05679-010, para o cargo de Diretor Presidente; Vilson José Vian, brasileiro, separado judicialmente, agricultor, portador representativos do capital social da Companhia ou suas controladas, ou qualquer outro plano de incentivo de longo prazo que vincule parcela da Cédula de Identidade RG n° 1.392.924-SSP/PR, inscrito no CPF/MF sob n° 163.394.529-49, residente e domiciliado à Rua Santo André, substancial da remuneração de administradores, diretores, executivos, gerentes e/ou empregados da Companhia ao valor e/ou valorização n° 1.260, Bairro Jardim Riva, na cidade de Primavera do Leste, Estado de Mato Grosso; e Alexander Teodoro Erler Von Erlea, brasileiro, das ações de emissão da Companhia; e (r) aprovar as propostas, conforme vierem a ser apresentadas oportunamente pelo Diretor casado, economista, portador da cédula de identidade RG n° 34165622-7-SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob n° 220878498-70, residente Presidente da Companhia após discussão das propostas do Diretor Financeiro e do Diretor Operacional da Companhia, da política de e domiciliado na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Joaquim Antunes, n° 535, apartamento 22, Bairro Pinheiros, CEP remuneração variável para os empregados da Companhia e suas controladas que atuarem nas atividades comerciais e agrícolas. Artigo 20 05415-011. Os Diretores já eleitos declaram que não estão impedidos de exercer a administração da Companhia: (a) por lei especial; (b) em Ao Presidente do Conselho de Administração, observado o disposto no Regimento Interno do Conselho de Administração, compete: virtude de condenação criminal, ou por se encontrar sob os efeitos dela; (c) em virtude de pena que vede, ainda que temporariamente, (a) convocar e presidir as reuniões do Conselho de Administração; e (b) convocar a Assembleia Geral. Capítulo V - Acionistas - Artigo 21 o acesso a cargos públicos; ou (d) por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia Para os efeitos deste Estatuto, são considerados acionistas brasileiros (“Acionistas Brasileiros”): (i) as pessoas naturais brasileiras, natas ou popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública, ou a naturalizadas, residentes no Brasil ou no exterior; e (ii) as Pessoas organizadas de conformidade com a lei brasileira e que tenham no Brasil propriedade. Por fim, fica ainda autorizada a Diretoria da Companhia a tomar todas as medidas necessárias à efetivação das matérias ora a sede de sua administração e, adicionalmente, satisfaçam cada um dos seguintes requisitos: (a) sejam Controladas, direta ou indiretamente, aprovadas. Suspensão dos Trabalhos e Lavratura e Leitura da Ata: Oferecida a palavra a quem dela quisesse fazer uso e, como ninguém por uma ou mais pessoas naturais de que trata o item (i) acima; e (b) caso a Pessoa em questão seja um fundo de investimento ou entidade se manifestou, foram encerrados os trabalhos e suspensa a reunião pelo tempo necessário à lavratura desta, a qual, após ter sido reaberta similar, (b.i) o gestor ou outra Pessoa que detiver discricionariedade na tomada de decisões de investimento de tal fundo ou entidade a sessão foi lida, achada conforme, aprovada e assinada. São Paulo, 3 de fevereiro de 2012. Certifico que a presente é cópia fiel da lavrada satisfaça os requisitos de Acionista Brasileiro previstos neste artigo 21; e (b.2) os quotistas titulares das quotas ou títulos representativos do em livro próprio. Mesa: Paulo Roberto Moreira Garcez - Presidente; Fernanda Duarte - Secretária. JUCESP nº 85.749/12-6 em 29/02/2012. patrimônio de tal fundo de investimento ou entidade de tal fundo sejam pessoas que satisfaçam os requisitos de Acionista Brasileiro previstos Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral. Anexo I - Estatuto Social Cantagalo General Grains S.A. - Capítulo I - Nome. Sede. Objetivo neste artigo 21. Parágrafo 1º - A Companhia manterá registro dos Acionistas Brasileiros e Acionistas Estrangeiros, conforme definidos neste e Duração - Artigo 1º - A Cantagalo General Grains S.A., sociedade por ações, com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, artigo e no artigo 22. Parágrafo 2º - O Acionista Brasileiro deverá comprovar perante a Companhia, mediante a apresentação da na Avenida Magalhães de Castro, nº 4.800, 11o andar, sala 02, Jardim Panorama, CEP 05502-001, rege-se por este Estatuto e pela Lei documentação que vier a ser solicitada por esta, que satisfaz aos requisitos previstos neste artigo 21. Parágrafo 3º - Para fins deste Estatuto, 6.404/76 (conforme alterada, a “Lei das S.A.”). Parágrafo Único - A Companhia, mediante ato de sua Diretoria, pode abrir filiais, agências e as seguintes expressões terão os significados atribuídos abaixo: “Controle”, com relação a uma Pessoa, significa (i) o poder detido por uma escritórios, em qualquer parte do território brasileiro ou no exterior. Artigo 2º - A Companhia tem por objeto social: (a) cultivo de soja, milho, outra Pessoa de eleger, direta ou indiretamente, a maioria dos administradores e de determinar e conduzir as políticas e administração de tal algodão e outros cereais; (b) produção de sementes certificadas, produção de semente, mudas e outras formas de propagação vegetal Pessoa; ou (ii) a titularidade, direta ou indireta, por uma Pessoa de pelo menos 50% (cinquenta por cento) mais 1 (uma) ação/quota certificadas; (c) serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita; (d) fabricação de fertilizantes; (e) comércio nos mercados interno e representativa do capital social votante da Pessoa em questão; e “Pessoa” significa qualquer pessoa natural, pessoa jurídica, trust, fundo de externo (importação e exportação) de produtos agrícolas, especialmente grãos vegetais e seus derivados, de fertilizantes, suas matérias- investimento, organização não constituída e qualquer outra entidade independentemente de ter ou não personalidade jurídica própria, primas e seus subprodutos, além de defensivos agrícolas; (f) exploração de serviços auxiliares aos transportes aquaviários; (g) serviços incluindo qualquer autoridade governamental. Artigo 22 - Serão consideradas como acionistas estrangeiros (“Acionistas Estrangeiros”), Estrangeiros para auxiliares ao transporte rodoviário de cargas em geral; (h) serviços auxiliares ao transporte de cargas em geral (logística de transporte ou o efeito deste Estatuto, as Pessoas não compreendidas no disposto no artigo 21 e as que não comprovarem, nos termos do § 20 do mesmo agente de transportadoras); (i) agenciamento marítimo e operador portuário; (j) serviços de depósito e padronização; (k) logística de artigo, que satisfazem aos requisitos para serem registrados como Acionistas Brasileiros. Capítulo VI - Diretoria - Artigo 23 - A Diretoria será depósito; (l) consultoria de transportes em geral; (m) constituir ou participar, sob qualquer modalidade, de outras sociedades, consórcios ou composta por no mínimo 3 (três) Diretores, dos quais 01 (um) será designado o Diretor Presidente (CEO), 01 (um) será designado o Diretor entidades, cujos objetos sociais sejam direta ou indiretamente, vinculados, acessórios ou instrumentais ao objeto da Sociedade; Financeiro (CFO) e 01 (um) será designado o Diretor Operacional (COO) - e os demais, se houverem, Diretores sem designação específica, (n) industrialização e beneficiamento, por conta própria ou de terceiros, de produtos agrícolas e seus subprodutos, de fertilizantes e seus cada qual com as competências atribuídas por este Estatuto e pelo Conselho de Administração. Parágrafo Único - Caberá ao Conselho de derivados, de matérias-primas em geral e de defensivos agrícolas; e (o) administração de bens próprios. Artigo 3º - O tempo de duração da Administração eleger o Diretor Presidente, que indicará os demais Diretores para aprovação do Conselho de Administração. Artigo 24 Companhia é indeterminado. Capítulo II - Capital e Ações - Artigo 4º - O capital social, totalmente subscrito, é de R$ 100.001.000,00 (cem O mandato da Diretoria será de 2 (dois) anos, coincidindo com o mandato dos membros do Conselho de Administração, permitida a reeleição. milhões e mil reais), dividido em 100.001.000 (cem milhões e mil) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. Parágrafo Único - Cada Parágrafo 1º - Os Diretores serão investidos nos seus cargos mediante assinatura de termo de posse lavrado no Livro de Atas de Reuniões ação ordinária dará direito a 01 (um) voto nas deliberações da Assembleia Geral, observado que o conjunto dos Acionistas Estrangeiros da Diretoria. Parágrafo 2º - Os Diretores permanecerão em seus cargos até a posse de seus substitutos. Artigo 25 - Nas ausências e (conforme definido abaixo) não poderá exercer, em qualquer Assembleia Geral, número de votos superior a 2/3 (dois terços) do total de votos impedimentos de qualquer dos Diretores, caberá ao Diretor Presidente a indicação de seu substituto, entre os demais Diretores. que puderem ser exercidos pelos Acionistas Brasileiros presentes (não se computando as abstenções, os votos nulos ou em branco). Parágrafo Único - O Diretor Presidente poderá indicar, dentre os demais Diretores, seu substituto temporário em caso de ausências Capítulo III - Assembleia Geral - Artigo 5º - A Assembleia Geral se reunirá ordinariamente nos 4 (quatro) primeiros meses que se seguirem temporárias e impedimentos. Artigo 26 - Ocorrendo vacância no cargo de Diretor, caberá ao Conselho de Administração eleger o substituto ao término de cada exercício social e poderá se reunir extraordinariamente sempre que os interesses da Companhia o exigirem. Parágrafo que exercerá o cargo pelo período remanescente do mandato. Artigo 27 - Compete à Diretoria, sem prejuízo das demais competências Único - A Assembleia Geral será convocada pelo Presidente do Conselho de Administração ou na forma da lei. Artigo 6º - A convocação previstas na legislação aplicável: (a) a prática de todos os atos necessários ao funcionamento da Companhia, exceto os que, por lei ou por para a Assembleia Geral se fará pela imprensa, observadas as disposições legais, e mediante aviso enviado por correio eletrônico (e-mail) este Estatuto, sejam atribuição de outros órgãos; (b) representar a Companhia ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, sem prejuízo do aos endereços registrados de cada um dos acionistas, com aviso de recebimento. Artigo 7º - As Assembleias serão consideradas disposto no artigo 29 deste Estatuto; e (c) elaborar o relatório anual da administração, as demonstrações financeiras e a proposta de validamente instaladas nos termos da Lei e respeitado o disposto nos acordos de acionistas arquivados na sede social. Parágrafo 1º - Para destinação de resultado do exercício, a serem submetidas ao Conselho de Administração e à Assembleia Geral. Artigo 28 - É facultado à efeito de observância do disposto no inciso I do artigo 4º, após a instalação de cada Assembleia Geral: I. serão apurados, com base na lista Companhia nomear procuradores, devendo o instrumento respectivo ser assinado por 2 (dois) membros da Diretoria. Parágrafo Único de presença, e divulgados pelo Presidente da Mesa (conforme estabelecido no artigo 8º, §6º abaixo), o número total de votos que podem ser As procurações deverão conter poderes específicos e, com exceção daquelas outorgadas a advogados para representação da Companhia exercidos pelos Acionistas Brasileiros e pelos Acionistas Estrangeiros presentes (em cada deliberação da ordem do dia, se for o caso), em processos judiciais ou administrativos, terão prazo de validade limitado a, no máximo, 1 (um) ano. Artigo 29 - A Companhia só será observado o disposto no artigo 4º; e II. se o total dos votos dos Acionistas Estrangeiros exceder 2/3 (dois terços) dos votos que puderem ser obrigada pela assinatura conjunta de: (a) 2 (dois) Diretores; ou (b) 1 (um) Diretor e 1 (um) Procurador ou 2 (dois) Procuradores com poderes exercidos pelos Acionistas Brasileiros (em cada deliberação, conforme o caso, e não se computando as abstenções, votos nulos e em específicos conferidos na forma do artigo 28 deste Estatuto. Parágrafo Único - Poderão ser assinados apenas por 1 (um) Diretor, ou por 1 branco), o número de votos de cada Acionista Estrangeiro será reduzido proporcionalmente à participação no capital votante detida pelo (um) dos Procuradores nomeados na forma deste Estatuto, os atos de representação da companhia perante repartições públicas federais, conjunto de Acionistas Estrangeiros presentes, de modo a que o total dos votos de Acionistas Estrangeiros não supere o limite de 40% estaduais ou municipais. Artigo 30 - A Diretoria se reunirá quando convocada pelo Diretor Presidente, o qual deverá presidir as reuniões. (quarenta por cento) do total de votos que podem ser exercidos na Assembleia Geral em questão. Parágrafo 2º - O Presidente da Assembleia Parágrafo Único - A Diretoria poderá reunir-se com a presença de, no mínimo, a metade dos seus membros em exercício, sendo um deles Geral informará o número de votos que poderão ser exercidos por cada acionista presente, após a aplicação das regras constantes no artigo o Diretor Presidente ou seu substituto, na forma deste Estatuto. Artigo 31 - É vedado à Diretoria a prática de atos de qualquer natureza 4º e no presente artigo. Artigo 8º - Só poderão tomar parte da Assembleia Geral os acionistas que estejam inscritos no Livro de Registro de relativa a negócios ou operações estranhas aos objetivos sociais, tais como a prestação de garantias a obrigações de terceiros, exceto às Ações Nominativas da Companhia. Parágrafo 1º - O acionista poderá fazer representar-se nas Assembleias Gerais por procurador, subsidiárias integrais da Companhia, ou se autorizado expressamente pelo Conselho de Administração. Capítulo VII - Conselho Fiscal respeitadas as disposições da lei. Parágrafo 2º - As pessoas presentes à Assembleia deverão apresentar documentos que demonstrem a Artigo 32 - O Conselho Fiscal, composto de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 5 (cinco) membros e seus respectivos suplentes, eleitos pela sua qualidade de Acionistas Brasileiros (conforme definido no artigo 21) ou Acionistas Estrangeiros (conforme definido no artigo 22). Assembleia Geral, funcionará de forma não permanente, na forma da lei. Artigo 33 - O mandato do Conselho Fiscal será de 1 (um) ano, Parágrafo 3º - Antes de ser instalada a Assembleia Geral, os acionistas assinarão o “Livro de Presença”, indicando seu nome e residência, permitida a reeleição, sendo que a eleição deverá acontecer sempre por ocasião da Assembleia Geral Ordinária. Parágrafo Único a quantidade de ações de que forem titulares, indicando a sua qualificação como Acionistas Brasileiros ou Acionistas Estrangeiros. Parágrafo O Conselho Fiscal deverá adotar um Regimento próprio no qual serão estabelecidos procedimentos sobre suas atribuições. Artigo 34 4º - A lista dos acionistas presentes será encerrada pelo Presidente da Mesa, logo após a instalação da Assembleia Geral. Parágrafo 5º - Os Os membros do Conselho Fiscal terão a remuneração que lhe for estabelecida pela Assembleia que os eleger, observado, a respeito, o que acionistas que comparecerem à Assembleia Geral após o encerramento da lista poderão participar da reunião, não lhes sendo conferido, dispuser a lei. Capítulo VIII - Exercício Social, Demonstrações Financeiras e Distribuição de Lucros - Artigo 35 - O exercício social se porém, o direito de votar em qualquer deliberação na reunião em questão. Adicionalmente, não serão computadas suas ações na inicia em 1° de janeiro e termina em 31 de dezembro de cada ano. Artigo 36 - Ao fim de cada exercício social, será levantado o balanço determinação do total de votos atribuídos a Acionistas Brasileiros e a Acionistas Estrangeiros. Parágrafo 6º - Após o encerramento da lista patrimonial e preparadas as demais demonstrações financeiras exigidas por lei. Parágrafo 1º - Do resultado do exercício, após as deduções de acionistas, o Presidente da Mesa informará o número de votos que poderão ser exercidos por cada Acionista Brasileiro e cada Acionista dos prejuízos acumulados e das provisões para o Imposto de Renda, serão deduzidas, observados os limites legais, as participações nos Estrangeiro. Artigo 9º - As Assembleias Gerais serão presididas pelo Presidente do Conselho de Administração, o qual escolherá um dos lucros eventualmente concedidas aos administradores e/ou empregados da Companhia por deliberação da Assembleia Geral Ordinária, que presentes para a função de Secretário. Parágrafo 1º - Na hipótese de ausência do Presidente do Conselho de Administração, os acionistas somente aprovará a distribuição de tais participações após assegurados os dividendos mínimos, previstos no artigo 202, §2º, da Lei nº 6.404, presentes escolherão entre seus pares, por maioria simples o Presidente e o Secretário. Parágrafo 2º - A Mesa composta pelo Presidente e aos acionistas. Parágrafo 2º - Do lucro líquido verificado na forma da lei, serão deduzidos 5% (cinco por cento) para a constituição da pelo Secretário será responsável pela condução dos trabalhos e pela elaboração da ata da Assembleia Geral, a qual, exceto se de outra Reserva Legal que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social. Parágrafo 3º - Fica facultado à Companhia o levantamento de forma deliberado pelos acionistas, será lavrada na forma de sumário nos termos do artigo 130, §1º da Lei das S.A. Parágrafo 3º - Caberá balanços trimestrais e/ou semestrais; havendo lucro em tais balanços e no balanço anual, poderá haver distribuição de dividendos, exclusivamente ao Presidente da Mesa, observadas as normas estabelecidas pelo presente Estatuto, qualquer decisão relativa ao número observadas as disposições da lei e a Política de Dividendos da Companhia, por deliberação prévia do Conselho de Administração, vedada a de voto de cada acionista ou quanto à sua qualificação como Acionista Brasileiro ou Acionista Estrangeiro. Artigo 10 - A Assembleia Geral distribuição “ad referendum” pela Diretoria. Parágrafo 4º - O Conselho de Administração poderá declarar dividendos intermediários à conta da Companhia poderá, nos termos do Artigo 120 da Lei das S.A., suspender o exercício dos direitos do acionista que, tendo subscrito ações de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, observado o disposto na Política de da Companhia para integralização a prazo, deixar de integralizar tais ações no prazo e condições previstos no respectivo boletim de Dividendos da Companhia. Parágrafo 5º - A Companhia, por deliberação do Conselho de Administração, poderá pagar juros sobre o capital subscrição. Artigo 11 - O eventual exercício, por qualquer dos acionistas, do direito de voto nas Assembleias Gerais da Companhia em próprio aos seus acionistas, nos termos do artigo 9º, parágrafo 7º da Lei nº 9.249 de 26/12/95 e legislação pertinente, imputando-se o valor desacordo com as disposições estabelecidas nos acordos de acionistas arquivados na sede social obrigará o presidente da Assembleia dos juros pagos ou creditados ao valor do dividendo obrigatório. Artigo 37 - Os dividendos e os juros sobre o capital próprio de que trata o Geral a não computar o voto proferido pelo acionista infrator. Artigo 12 - As deliberações da Assembleia Geral serão tomadas pelos quóruns Artigo 40, atribuídos aos acionistas não renderão juros e, se não reclamados após 3 (três) anos a contar da data do início de pagamento de mínimos previstos na Lei das S.A, não computados os votos em branco, e exceto se maior quórum não for exigido nos termos de acordo de cada dividendo ou juros sobre o capital próprio, prescreverão em favor da Companhia. Capítulo IX - Acordos de Acionistas - Artigo 38 acionistas arquivado na sede social. Parágrafo Único - Nas votações de deliberações da Assembleia Geral serão apurados separadamente Os acordos de acionistas devidamente registrados na sede da Companhia que, dentre outras disposições, estabeleçam cláusulas e os votos de Acionistas Brasileiros e Acionistas Estrangeiros (artigos 21 e 22, respectivamente), observadas as limitações de voto de que condições para compra, venda, transferência e oneração de ações de emissão da Companhia, preferência para adquiri-las, exercício do tratam os artigos 4º e 7º. Capítulo IV - Conselho de Administração - Artigo 13 - O Conselho de Administração da Companhia será direita de voto, ou poder de controle, serão respeitados pela Companhia, por sua administração e pelo Presidente das Assembleias Gerais. composto por 8 (oito) membros, todos acionistas, residentes ou não no País, eleitos ou destituíveis a qualquer tempo pela Assembleia Geral, Parágrafo Único - As obrigações e responsabilidades resultantes de tais acordos serão válidas e obrigarão terceiros tão logo tais acordos um dos quais será designado o Presidente do Conselho de Administração. Artigo 14 - O mandato dos membros do Conselho de tenham sido devidamente averbados nos livros de registro da Companhia. Os administradores da Companhia zelarão pela observância Administração será de 1 (um) ano, permitida a reeleição. Parágrafo Único - Os membros do Conselho de Administração serão empossados desses acordos e o Presidente da Assembleia Geral ou das reuniões do Conselho de Administração, conforme o caso, deverão agir de mediante assinatura de termos de posse lavrados no Livro de Atas de Reuniões do Conselho de Administração e permanecerão em seus acordo com o estabelecido em lei. Capítulo X - Dissolução - Artigo 39 - A Companhia se dissolverá nos casos previstos em lei. Parágrafo cargos até a posse de seus substitutos. Artigo 15 - Em suas ausências ou impedimentos temporários, qualquer membro do Conselho de Único - Em caso de dissolução extrajudicial da Companhia, compete à Assembleia Geral determinar o modo de liquidação, eleger o Administração poderá ser substituído por qualquer outro membro por ele indicado. Artigo 16 - No caso de vacância de cargo o Conselho de liquidante e o Conselho Fiscal para funcionar durante a fase de liquidação. Capítulo XI - Solução de Controvérsias - Artigo 40 - Toda e Administração, será convocada a Assembleia Geral em até 30 (trinta) dias para eleger o titular que deverá cumprir o restante do mandato do qualquer disputa ou controvérsia oriunda ou relacionada ao presente Estatuto Social deverá ser resolvida, exclusiva e definitivamente, por substituído. Artigo 17 - O Conselho de Administração se reunirá ordinariamente a cada 3 (três) meses e, extraordinariamente, sempre que meio de arbitragem a ser conduzia na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo e administrada pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá o interesse social assim exigir. Parágrafo 1º - A convocação e instalação das reuniões do Conselho de Administração será realizada nos (“’Câmara Câmara de Câmara de Arbitragem”). A arbitragem será instituída e processada de acordo com o Regulamento de Arbitragem da Câm termos previstos no Regimento Interno do Conselho de Administração e respeitado o disposto nos acordos de acionistas arquivados na sede Arbitragem, rbitragem, exceto pelos prazos, que serão contados em dobro (“Regulamento de Arbitragem”). O tribunal arbitral (“Tribunal Arbitral”) Arbitra será social. Parágrafo 2º - As reuniões do Conselho serão presididas pelo Presidente do Conselho de Administração, o qual indicará um dos constituído por 3 (três) árbitros, sendo 1 (um) deles indicado pela Parte a pedido de quem a arbitragem foi instaurada, outro indicado pela presentes (que não necessariamente precisa ser um membro do Conselho de Administração) para ocupar a função de secretário, sendo a Parte em face de quem a arbitragem foi instaurada e o terceiro, que será o presidente do Tribunal Arbitral, indicado pelos 2 (dois) árbitros mesa responsável por registrar as discussões e deliberações ocorridas em atas, as quais serão lavradas na forma sumária e deverão escolhidos pelas Partes. Na hipótese de litisconsórcio, as Partes litisconsortes deverão, de comum acordo, indicar um árbitro para compor o registrar fielmente a respectiva reunião. Parágrafo 3º - Cada Conselheiro terá o direito a 01 (um) voto, podendo os acordos de acionistas Tribunal Arbitral, sendo que, caso não haja um acordo nesse sentido, o árbitro será escolhido pelo Presidente da Câmara Arbitral, na forma arquivados na sede social estabelecer o voto de desempate ao Presidente do Conselho de Administração. Exceto se maior quórum não for do Regulamento de Arbitragem. No caso de instauração uma arbitragem multilateral, em que haja mais de 2 (duas) Partes em disputa com exigido nos termos de acordo de acionistas arquivado na sede social, as deliberações serão tomadas pela maioria de votos dos membros do interesses distintos entre si, tornando inviável a formação de litisconsórcio, os 3 (três) árbitros serão selecionados e indicados pelo Presidente Conselho de Administração presentes à reunião. Artigo 18 - A remuneração global anual, fixa e variável, dos administradores da Companhia da Câmara Arbitral, na forma do Regulamento de Arbitragem. O idioma oficial para todos os atos da arbitragem ora convencionada será o será fixada pela Assembleia Geral, cabendo ao Conselho de Administração a sua individualização. Artigo 19 - Compete ao Conselho de português. Parágrafo Único - Sem prejuízo da validade desta cláusula compromissória, as Partes elegem, com a exclusão de quaisquer Administração, sem prejuízo das demais matérias previstas na Lei das S.A.: (a) aprovar políticas de aplicação geral da Companhia e o outros, o foro da Comarca do São Paulo, Estado de São Paulo, Brasil - quando e se necessário, para fins exclusivos de: (a) execução de Regimento Interno do Conselho de Administração; (b) aprovar a macroestrutura organizacional da Companhia; (c) eleger e destituir o Diretor obrigações que comportem, desde logo, execução judicial; (b) obtenção de medidas coercitivas ou procedimentos acautelatórios de natureza Presidente e os demais Diretores da Companhia, estes últimos mediante proposição do Diretor Presidente, e fixar-lhes as respectivas preventiva, provisória ou permanente, como garantia ao procedimento arbitral a ser iniciado ou já em curso entre as Partes e/ou para garantir remunerações, observado o limite geral estabelecido pela Assembleia Geral; (d) fixar a orientação geral para negócios da Companhia; a existência e a eficácia do procedimento arbitral; ou (c) obtenção de medidas de caráter mandamental e de execução específica, sendo certo (e) aprovar o Plano de Negócios e Orçamento Anual da Companhia e suas alterações, bem como a realização de investimentos não previstos que, atingida a providência mandamental ou de execução específica perseguida, restituir-se-á ao Tribunal Arbitral a ser constituído ou já no Plano de Negócios ou Orçamento Anual; (f) decidir sobre a constituição e sobre a aquisição ou alienação de participação direta ou indireta constituído, conforme o caso, a plena e exclusiva competência para decidir acerca de toda e qualquer questão, seja de procedimento ou de em outras sociedades; (g) submeter à Assembleia Geral propostas sobre a emissão de ações e valores mobiliários pela Companhia; mérito, que tenha dado ensejo ao pleito mandamental ou de execução específica, suspendendo-se o respectivo procedimento judicial até (h) autorizar a celebração, pela Companhia ou suas subsidiárias, de acordo de acionistas, acordos de associação, acordo dejoint venture ou decisão do Tribunal Arbitral, parcial ou final, a respeito.
CIA. TRANSAMÉRICA DE HOTÉIS - SÃO PAULO
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Salário médio mundial é R$ 2,7 mil, aponta OIT.
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ma pesquisa realiza- câmbio. A moeda utilizada peda pela Organização los economistas da ONU não é Internacional do Tra- o dólar normal, mas sim dólabalho (OIT) definiu res de Paridade de Poder de que o salário médio mundial é Compra (PPC). EssencialmenUS$ 1.480 (R$ 2,7 mil). Trata- te, o dólar PPC leva em consise de um valor aproximado, deração as variações de custo baseado em dados de 72 paí- de vida em diferentes países. ses, que não incluem algumas Ou seja, o estudo avalia quandas nações mais pobres do to uma pessoa pode comprar mundo. Todos os números são com US$ 1 em diferentes reaajustados para refletir varia- lidades econômicas para se ções no custo de vida de um ter uma base de comparação. Embora o valor de R$ 2,7 mil país para outro e se referem apenas a trabalhadores assa- mensais (cerca de R$ 137 por lariados e não a autônomos ou dia) possa parecer alto, os respessoas que vivem com a ren- ponsáveis pelo estudo alertam que, na prática, o salário da de benefícios sociais. médio munDentro da dial ainda é lista de 72 paímuito baixo. ses, o Brasil Mais de um está na 51ª terço da poposição, com pulação do salário médio planeta ainda de US$ 778 mil reais (US$ 10 mil) vive com me(R$ 1,4 mil). seria a média mundial nos de US$ 2 Os cinco pri(R$ 3,6 por meiros colode rendimentos dia) – abaixo cados são Luanuais por pessoa, da linha de xemburgo, pobreza. Em Noruega, Áussegundo dados da um país como tria, EUA e pesquisa da OIT, o Tajiquistão, Reino Unido. coletados em 2009. por exemplo, Dentre os latio salário mén o -a m e ri c adio anual, e nos, Argentina (40), Chile (43) e Panamá não mensal, é US$ 2,7 mil (R$ 4,9 mil). (49) estão a frente do Brasil. Os R$ 2,7 mil mensais e Os pesquisadores da OIT chegaram a este número, basi- R$ 32 mil anuais estão abaixo camente, dividindo o valor total dos Estados Unidos e da Grãda receita mundial, que está Bretanha, onde a média salaem US$ 70 trilhões (R$ 127 tri- rial é de R$ 5,4 mil por mês e lhões) por ano, pelo número de R$ 67 mil por ano. "(A pesquisa) revela um pessoas no planeta (7 bilhões). A média de rendimentos anuais pouco sobre a qualidade de viestaria em cerca de US$ 10 mil da das classes médias. Diz co(R$ 18 mil) por pessoa por ano. mo as pessoas estão no fim do Mas nem todos têm o mesmo mês, dá uma ideia de como salário e, dentre a população elas vivem – quantas vezes pomundial, muitos estão fora da dem sair, onde podem comforça de trabalho. O cálculo do prar, onde podem viver, que tisalário médio mundial tem sido po de aluguel podem pagar. E parte de um projeto da OIT, que isso é o mais interessante, em é ligada às Nações Unidas, e es- contraste com o Produto Interta é a primeira vez que as cifras, no Bruto (PIB) per capita, que é que trazem dados coletados uma noção muito mais abstrata", disse o economista Patrick em 2009, são divulgadas. Outro fator importante é o Belser, da OIT.(ABr)
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C.N.P.J. Nº 43.212.943/0001-90 RELATÓRIO DA DIRETORIA Senhores Acionistas: Em cumprimento as disposições legais e estatutárias, temos a honra de submeter a sua apreciação as Demonstrações Financeiras relativo ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011. São Paulo, 31 de dezembro de 2011. Balanço Patrimonial em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 (Em reais) Passivo 2011 2010 Ativo 2011 2010 Circulante Circulante Fornecedores................................................ 1.869.169 2.150.408 Caixa e equivalentes de caixa ...................... 11.743.434 7.980.809 Encargos e contribuições a pagar ................ 2.363.203 2.872.751 Duplicatas a receber ..................................... 3.533.015 3.315.613 Adiantamento de clientes.............................. 2.829.356 620.389 (-) Provisão para devedores duvidosos ........ (252.586) (296.960) Outras contas a pagar (nota explicativa nº 6) 2.138.783 1.947.754 Estoques (nota explicativa nº 4).................... 649.432 636.159 7.591.302 Devedores diversos (nota explicativa nº 5)... 2.851.935 2.359.814 Total do passivo circulante ......................... 9.200.511 Despesas antecipadas.................................. 275.045 192.051 Total do ativo circulante .............................. 18.800.275 14.187.486 Não Circulante Exigível a Longo Prazo Não Circulante Provisão para contingência Impostos e Realizável a Longo Prazo Contribuições............................................... 1.717.429 1.342.188 Empréstimos compulsórios........................... 9.420 9.420 Provisão para contingência trabalhista ........ 645.632 570.297 Empréstimos a coligadas.............................. 15.898.832 15.869.832 1.912.485 Depósitos judiciais ........................................ 1.512.557 1.099.074 Total do passivo não circulante .................. 2.363.061 Opções por incentivos fiscais ....................... 42.201 42.201 17.463.010 17.020.527 Patrimônio Líquido Capital social (nota explicativa nº 7) ............. 64.571.171 64.571.171 Reservas de capital ...................................... 263.995 263.995 Investimentos Prejuízos acumulados................................... (12.535.388) (16.753.781) Aplicações em incentivos fiscais ................. 3.330 3.330 48.081.385 3.330 3.330 Total do patrimônio líquido ......................... 52.299.778 Imobilizado Edificações e instalações.............................. 89.078.759 85.817.195 Móveis e utensílios........................................ 8.602.452 7.803.275 Máquinas e equipamentos............................ 5.114.603 4.613.693 Materiais de servicos .................................... 944.791 874.278 Veículos......................................................... 386.748 438.370 Outros bens................................................... 231.627 286.458 (-) Depreciação acumulada........................... (76.945.422) (73.583.432) 27.413.558 26.249.837 Imobilizado Intangível Marcas e Patentes ........................................ 13.662 13.662 13.662 13.662 Diferido Cessão uso software .................................... 1.251.535 1.114.023 (-) Amortização acumulada ........................... (1.082.020) (1.003.693) 169.515 110.330 Total do ativo não circulante ....................... 45.063.075 43.397.686 57.585.172 Total do Ativo ................................................ 63.863.350 57.585.172 Total do Passivo ........................................... 63.863.350 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 - (Em reais) Capital Social Reserva de Capital Prejuízos Acumulados Total Em 31 de Dezembro de 2010 ...................................... 64.571.171 263.995 (16.753.781) 48.081.385 Lucro Líquido do Exercício .......................................... 4.180.327 4.180.327 Outras Mutações Ajuste de Exercícios Anteriores ................................... 38.066 38.066 Em 31 de Dezembro de 2011 ...................................... 64.571.171 263.995 (12.535.388) 52.299.778 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras Referentes aos Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 - (Em reais) 2011 2010 1 - Contexto Operacional: A Companhia tem por objeto a prática de 4 - Estoques: Os estoques são compostos: 217.972 exploração da atividade hoteleira e de operações no mercado de câmbio Gêneros alimentícios................................................ 246.524 57.037 16.986 de taxas flutuantes, inclusive no de câmbio manual; podendo participar, Material de apartamentos......................................... Material de manutenção e segurança ...................... 82.225 94.374 como sócia ou acionista, de outras sociedades. 62.263 60.742 2 - Apresentação das Demonstrações Financeiras: As demonstrações Material de escritório e impressos............................ 46.354 37.294 financeiras de 2011 foram elaboradas e estão sendo apresentadas em Material de limpeza .................................................. 15.208 18.503 conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais Bebidas alcoólicas.................................................... Vinhos e champagnes .............................................. 34.136 60.736 abrangem a Legislação Societária, as Orientações e as Interpretações 46.798 48.473 emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e as normas Bebidas não alcoólicas............................................. Material de alimentos e bebidas............................... 33.446 38.098 emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Material promocional ................................................ 25.441 42.981 3 - Principais Práticas Contábeis Adotadas: Os critérios adotados para 649.432 636.159 a elaboração das demonstrações financeiras consistem basicamente no 5 - Devedores Diversos: Composto em: 2011 2010 seguinte: 3.1 - Apuração do resultado, ativos circulantes e passivos Locações a receber .................................................. 141.084 125.023 circulantes e de longo prazo: O resultado é apurado pelo regime de Contas a receber ...................................................... 12.710 14.797 competência do exercício. Os ativos circulantes são registrados pelos Créditos em liquidação ............................................. 17.783 seus valores de aquisição e, quando aplicável, são reduzidos, mediante Impostos a compensar ............................................. 2.318.148 1.756.346 provisão, aos seus valores prováveis de realização. Os passivos Impostos a restituir ................................................... 104.756 104.756 circulantes e a longo prazo são registrados pelos seus valores conhecidos Adiantamento a funcionários .................................... 92.984 71.375 ou calculáveis e, quando aplicável, incluem os encargos incorridos. Adiantamentos a fornecedores................................. 159.012 170.861 3.2 - Estoques: Os estoques são avaliados ao custo médio de aquisição Adiantamentos diversos ........................................... 5.458 116.656 que não supera o valor de mercado. 3.3 - Imobilizado: A depreciação 2.851.935 2.359.814 do ativo imobilizado é calculada pelo método linear e são adotadas as 6 - Outras Contas a Pagar: Composto em: 2011 2010 seguintes taxas anuais: edificações (4%), instalações, móveis e utensílios Contas diversas a pagar........................................... 510.015 538.596 31.961 31.868 e máquinas e equipamentos (10%), materiais de serviços e veículos Concessão de empréstimos a funcionário ............... (20%). 3.4 - Diferido: O ativo diferido vem sendo amortizado pelo prazo de Outros Provisões Trabalhistas.................................. 1.596.807 1.377.290 2.138.783 1.947.754 05 Anos.
Tradição
emPublicidade Legal
Demonstração do Resultado para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 - (Em reais) Receita Bruta de Vendas e Serviços 2011 2010 Venda de Mercadoias ................................... 21.450.141 23.193.441 Prestação de Serviços .................................. 28.915.687 24.719.489 Locação de Salas ......................................... 9.933.838 9.851.143 60.299.666 57.764.073 (-) Impostos e deduções................................. (5.797.113) (5.627.817) Receita Líquida Operacional ....................... 54.502.553 52.136.256 Custos das mercadorias vendidas e serviços prestados................................... ................... (37.276.398) (34.326.586) Lucro Bruto Operacional ............................. 17.226.155 17.809.670 Despesas Operacionais Despesas com Vendas ................................. (4.275.925) (4.419.048) Despesas Administrativas............................. (10.549.238) (9.554.634) Encargos Financeiros Líquidos..................... 1.273.496 2.277.773 (13.551.667) (11.695.909) Lucro Operacional........................................ 3.674.488 6.113.761 Outros Resultados Operacionais Outras Receitas Operacionais ...................... 1.859.490 1.392.295 Outras Despesas Operacionais .................... (8.761) (14.641) 1.850.729 1.377.654 Lucro Antes da Tributação .......................... 5.525.217 7.491.415 Contribuição Social......................................... (413.192) (533.776) Imposto de Renda .......................................... (931.698) (1.233.405) Lucro Líquido do Exercício ......................... 4.180.327 5.724.234 Lucro por Ação - (R$)................................... 2,99 4,09 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Demonstração do Fluxo de Caixa pelo Método Indireto para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 - (Em reais) 2011 2010 Lucro Líquido do Exercício .............................. 4.180.327 5.724.234 Ajustes por:........................................................ 4.107.257 3.814.600 Depreciação e amortização................................. 3.994.869 4.027.460 Valor residual de baixa nos Ativos ...................... 186.397 17.577 Reversão de Provisões ....................................... (66.904) Provisão para Contigências Trabalhistas ............ 75.335 (108.858) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (44.375) (121.579) Ajuste de Exercícios Anteriores........................... (38.065) Aumento / Redução nos Ativos: ...................... (1.219.273) (1.982.806) Contas a Receber de Clientes............................. (217.402) (240.833) Estoques.............................................................. (13.273) 17.745 Devedores Diversos ............................................ (492.121) (1.596.312) Despesas Antecipadas ........................................ (82.994) (19.210) Depósitos Judiciais.............................................. (413.483) (144.196) Aumento / Redução nos Passivos:.................. (224.517) 2.311.507 Fornecedores ...................................................... (281.239) 455.540 Encargos e Contribuições a Pagar...................... (509.548) 733.965 Contingências Fiscais.......................................... 375.241 676.074 Outras Contas a Pagar........................................ 191.029 445.928 Fluxo de Caixa Proveniente das Atividades Operacionais. ................................................... 6.843.794 9.867.535 Fluxo de Caixa Proveniente das Atividades de Investimentos.............................................. (4.117.169) (4.204.918) Aquisições de Imobilizado ................................... (5.411.173) (2.123.535) Empréstimos concedidos à partes relacionadas . (1.065.000) (2.343.855) Adiantamento de Clientes ................................... 2.208.967 259.536 Venda de Ativo .................................................... 150.037 2.936 Fluxo de Caixa Proveniente das Atividades de Financiamento............................................. 1.036.000 (1.821.511) Amortização de empréstimo por parte relacionada .......................................................... 1.036.000 Amortização de empréstimo com parte relacionada .......................................................... - (1.821.511) Aumento Líquido de Caixa e Equivalência de Caixa ............................................................ 3.762.625 3.841.106 Caixa e Equivalentes do início do periodo .......... 7.980.809 4.139.703 Caixa e Equivalentes do fim do periodo .............. 11.743.434 7.980.809 3.762.625 3.841.106 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 7 - Capital Social: O Capital Social, totalmente subscrito e integralizado no valor de R$ 64.571.171,13 é composto por 1.400.187 ações escriturais, sem valor nominal, sendo 480.874 ações Ordinárias, 2.525 ações Preferenciais Classe “A” e 916.788 ações Preferenciais Classe “B”. O estatuto prevê a quota necessária ao pagamento de um dividendo que represente, no mínimo 25% do lucro líquido. As ações preferenciais terão, em cada exercício social, direito ao recebimento de dividendos, por ação, pelo menos 10% maior do que o atribuído a cada ação ordinário.
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Dieese e Sebrae querem reduzir a informalidade
I
dentificar os gargalos que dificultam a formalização em áreas onde há grande concentração de empresas e trabalhadores informais é o principal objetivo do Projeto Redução da Informalidade por Meio do Diálogo Social, encabeçado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A iniciativa tem ainda a participação de seis ministérios, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Fundação Banco do Brasil e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O piloto da ação, que teve início em 2009, inclui trabalhadores e empresas de seis diferentes regiões e setores: comércio no Rio Grande do Sul, construção civil em Curitiba (PR), trabalhadores da agricultura familiar em Ituporanga (SC), assalariados rurais em Morrinhos (GO), indústria do vestuário no Agreste Nordestino e cooperados no Ceará. "O projeto termina em 2013, mas queremos dar um passo à frente e torná-lo permanente já no segundo semestre. Um indicador de sucesso é a entrada do Sebrae no grupo de trabalho", disse o diretor Técnico do Dieese, Clemente Ganz. Para Helena Rego, analista técnica de Políticas Públicas do Sebrae, a ação do Dieese converge com o trabalho que
o Sebrae realiza com o Empreendedor Individual (EI). "O EI é hoje o grande cliente da instituição. Queremos levar aos seis territórios do projeto a formalização e a capacitação. Vamos também acompanhar o desenvolvimento desses empreendedores individuais e a sustentabilidade do negócio", afirmou. A informalidade no Brasil diminuiu nos últimos 17 anos, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em 2002, 56% da População Economicamente Ativa (PEA) trabalhava na informalidade, contra 46% em 2009. Fatores como o crescimento da economia e políticas governamentais voltadas para à formalização foram importantes para o crescimento do número de trabalhadores e empreendedores formais. "O projeto mostra onde estão as dificuldades relacionadas ao Ministério do Trabalho nos territórios e nós tentamos resolvê-las", enfatizou o diretor do Departamento de Emprego e Salário do MTE, Rodolfo Torelly. Já em relação à previdência, explicou o secretário de Políticas de Previdência Social do MPS, Leonardo Rolim, o objetivo é aumentar a cobertura previdenciária. A meta para 2015 é chegar a 77% da PEA com cobertura da Previdência. (Ag. Sebrae)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sábado, 31 de março, e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de abril de 2012
CGGTrading S.A.
Diana Paolucci S.A. Indústria e Comércio CNPJ: 60.715.703/0001-28 Demonstrações Contábeis - Exercícios Findos em 31/12/2011 e 2010 (Em Reais) Balanços Patrimoniais Demonstração do Resultado Notas 2011 2010 Notas 2011 2010 Ativo Notas 2011 2010 Passivo e Patrimônio líquido 41.941.414 27.112.139 Receita faturada 107.283.218 120.546.722 86.518.785 64.816.486 Passivo circulante Ativo circulante Empréstimos e financiamentos 8 32.569.587 14.703.425 Devoluções de vendas (14.264.671) (30.026.067) Caixa e equivalentes de caixa 3 3.454.759 8.734.646 Fornecedores 3.927.704 9.139.172 (=) Receita bruta de vendas 93.018.547 90.520.655 Contas a receber 52.847.388 26.890.780 Obrigações trabalhistas 439.374 370.681 (–) Impostos incidentes (13.528.193) (15.639.454) Estoques 4 16.609.074 16.327.725 Obrigações tributárias 9 1.027.598 651.380 (=) Receita líquida de vendas 79.490.354 74.881.201 Tributos a recuperar 6 12.698.379 11.019.093 Contas a pagar 2.684.286 1.154.303 Custo dos produtos vendidos (55.403.149) (47.328.963) Créditos diversos 5 909.185 1.842.895 Provisões tributárias do exercício 1.292.865 1.093.178 Lucro bruto 24.087.205 27.552.238 Despesas do exercício seguinte – 1.347 3.683.082 3.452.522 Receitas (despesas) operacionais: Passivo não circulante (16.004.660) (11.268.919) Ativo não circulante 7.093.929 8.895.073 Obrigações tributárias 3.508.699 541.831 Administrativas (9.348.929) (8.654.307) Realizável a longo prazo 3.815.913 6.156.966 Tributos diferidos 10 174.383 2.087.344 Comerciais (1.391.552) (1.604.243) Partes relacionadas 2.716.343 3.475.320 Resultado de exercícios futuro – 823.347 Tributárias e não dedutíveis (694.880) (2.148.985) Depósitos judiciais e outros créditos 372.974 468.890 Patrimônio líquido 11 47.988.218 43.146.898 Despesas financeiras (8.649.206) (4.446.475) Tributos a recuperar - crédito prêmio IPI 726.596 2.212.756 Capital social 30.259.323 30.259.323 Receitas financeiras 1.244.188 4.619.101 Investimentos 326.134 209.617 Reserva legal 2.637.924 2.329.445 Equivalência patrimonial – – Imobilizado líquido 7 2.684.162 2.204.583 Reserva de incentivos fiscais – 1.357.347 Outras receitas (desp.) operacionais 2.835.719 965.990 Intangível 267.720 323.907 15.090.971 9.200.783 Lucro antes da prov. p/o IR e contr. social Reserva de lucros 8.082.545 16.283.319 Total do ativo 93.612.714 73.711.559 Total do passivo e patrimônio líquido 93.612.714 73.711.559 (–) Contribuição social (505.027) (1.593.750) (1.378.852) (4.403.082) (–) Imposto de renda Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido Lucro líquido do exercício 6.198.666 10.286.487 Capital social Reserva legal Reserva de incentivos fiscais Reserva de lucros Total 1,1214 1,8610 Saldos em 31 de dezembro de 2009 14.865.989 1.815.120 16.750.681 16.996.634 50.428.424 Lucro líquido por ações Demonstrações dos Fluxos de Caixa Constituição de reserva legal – 514.324 – (514.324) – Resultado líquido do exercício – – – 10.286.487 10.286.487 Das atividades operacionais 2011 2010 Distribuição de lucros – – – (17.326.470) (17.326.470) Lucro líquido antes do IR e da contrib. social 8.082.545 16.283.319 Aumento do capital social 15.393.333 – (15.393.333) – – Ajustes p/conciliar o result. às disponibilidades – – – (241.543) (241.543) Futura distribuição de lucros geradas pelas atividades operacionais: Saldos em 31 de dezembro de 2010 30.259.322 2.329.444 1.357.348 9.200.784 43.146.898 Depreciações e amortizações 394.399 524.283 Constituição de reserva legal – 308.479 – (308.479) – Juros s/capital próprio (2.367.606) – Resultado líquido do exercício – – – 6.198.667 6.198.667 Resultado de equivalência patrimonial – – Distribuição de lucros – – – – – Reserva de incentivos fiscais 1.048.869 (514.324) Aumento capital social – – – – Decréscimo (acréscimo) em ativos Futura distribuição de lucros – – – – – Contas a receber (25.956.608) 18.923.851 – – (1.357.348) – (1.357.348) Ajuste exercícios anteriores 12 Estoques (281.349) (14.509.991) 30.259.322 2.637.923 – 15.090.972 47.988.217 Saldos em 31 de dezembro de 2011 Tributos a recuperar 533.470 4.853.942 Créditos diversos 966.090 11.526.316 Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Despesas do exercício seguinte 1.347 36.236 1. Contexto operacional: A Companhia foi fundada no ano de 1945 e, por- seguintes conceitos: • Ativos contingentes: não são reconhecidos nas dePartes relacionadas – 1.177.454 tanto completou 67 anos desde sua fundação, opera no segmento de indus- monstrações contábeis, exceto quando a Sociedade possui total controle da Depósitos judiciais e outros 95.917 114.253 trialização, no comércio, na importação e exportação de produtos têxteis e situação ou quando existem garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, calçados e artigos em geral, na confecção de uniformes escolares e profis- sobre as quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como (Decréscimo) acréscimo em passivos Fornecedores (5.211.468) (4.628.184) sionais por atacado e varejo, na produção e venda de materiais e kits esco- praticamente certo. • Passivos contingentes: são contabilizados com base Obrigações trabalhistas e tributárias 1.498.818 (3.524.826) lares e de ferragens em geral. A empresa desde sua fundação possui alta na avaliação dos gestores da Sociedade, levando em consideração a natuContas a pagar 1.529.983 (1.581.374) concentração das vendas direcionada para clientes do mercado público. reza das ações, existência de processos anteriores, posicionamento dos (823.347) 823.347 Resultado de exercício futuro 2. Apresentação das demonstrações contábeis: 2.1. Base de apresen- tribunais e complexidade da causa, sempre que a perda for avaliada como Caixa proveniente das operações (20.488.940) 29.504.302 tação: As demonstrações contábeis da Sociedade em 31/12/2011 e 2010 provável, os valores possam ser mensurados com suficiente segurança e Imposto de renda e contribuição social pagos (1.883.879) (5.996.832) foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que haja a perspectiva de uma provável saída de recurso. Para as perdas com base nas disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações - Lei classificadas como possíveis, os passivos não são contabilizados, devendo Caixa líquido prov. das atividades operacionais (22.372.819) 23.507.470 nº 6.404/76, alteradas pelas Leis nº 11.638/07 e 11.941/09, e nos pronuncia- ser divulgados em nota explicativa. As perdas consideradas como remotas Fluxo de caixa das atividades de investimento Acréscimo de investimentos (114.650) – mentos, nas orientações e nas interpretações emitidas pelo Comitê de Pro- não são registradas ou divulgadas. O valor da contingência para este exerAcréscimo do imobilizado (658.580) (346.862) nunciamentos Contábeis (CPC), homologados pelos órgãos reguladores. cício foi adequada ao saldo do crédito gerado por processo existente no – (7.150) Acréscimo de intangível 2.2. Principais práticas contábeis adotadas: São as seguintes as práticas ativo da sociedade, não excluindo porém a provável obrigatoriedade de (773.230) (354.012) 2011 2010 Caixa líq. aplic. nas atividades de investimento adotadas para elaboração destas demonstrações contábeis: Estimativas recolhimento. 3. Caixa e equivalentes de caixa: 46.789 12.909 Fluxo de caixa das atividades de financiamento contábeis: A elaboração de demonstrações contábeis requer que a Admi- Caixa 17.866.162 (2.926.493) Ingressos de empréstimos 1.996.995 3.632.491 nistração use de julgamento na determinação e registro de estimativas con- Bancos contas movimentos 1.410.975 5.089.246 Caixa líquido proveniente das (aplicados nas) tábeis, revisando-as anualmente. Os ativos e passivos significativos sujeitos Aplicações financeiras atividades de financiamentos 17.866.162 (2.926.493) 3.454.759 8.734.646 a estas estimativas e premissas incluem o valor residual do ativo imobiliza- Total Das atividades de financiamento com acionistas do, provisão para créditos de liquidação duvidosa, obsolescência de esto- 4. Estoques: – (17.326.470) Distribuições de lucros 2011 2010 ques e para contingências. A liquidação das transações envolvendo estas Descrição – (17.326.470) – 489.832 Caixa líq. utiliz. pelas ativ. de financ. c/acionistas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a Mercadoria de revenda 2.900.495 10.985.979 11.755.962 Aumento líquido de caixa e equivalente de caixa (5.279.887) imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. Caixa e equiva- Matéria-prima 5.623.095 4.081.93 Caixa e equivalentes de caixa lentes de caixa: Incluem caixa, saldos positivos em conta movimento, apli- Produto acabado No início do exercício 8.734.646 5.834.151 – – cações financeiras com liquidez imediata e com risco insignificante de mu- Mercadoria em poder de terceiros 3.454.759 8.734.646 No fim do exercício 16.609.074 16.327.725 dança de seu valor de mercado. As aplicações financeiras incluídas nos Total (5.279.887) 2.900.495 Aumento líquido de caixa e equivalente de caixa equivalentes de caixa são classificadas na categoria “ativos financeiros ao 5. Créditos diversos: 2011 2010 8. Empréstimos e financiamentos: valor justo por meio do resultado”. Estoques: Foram avaliados pelo custo Descrição 2011 2010 304.545 587.990 Financiamento para capital de giro médio de aquisição excluídos os impostos, com custo não superior ao valor Adiantamento a fornecedores 25.370.060 10.537.855 146.100 572.855 FINIMP de mercado ou realização. Tributos a recuperar: Os valores retidos e não Adiantamento para Importações 6.472.798 3.206.933 4.000 512.873 Financiamento para compra de ativo imobilizado compensados de exercícios anteriores encontram-se corrigidos monetaria- Outros créditos 726.729 958.637 454.540 169.177 Total mente com base na variação da taxa SELIC. Imobilizado líquido: É regis- Adiantamentos 32.569.587 14.703.425 909.185 1.842.895 9. Obrigações tributárias: A sociedade neste exercício optou pelo cálculo trado pelo custo de aquisição, deduzido das respectivas depreciações acu- Total 2011 2010 dos Juros sobre o Capital Próprio na forma do artigo 202 da Lei 6.404, tendo muladas. As depreciações são computadas pelo método linear, de acordo 6. Tributos a recuperar: 2.460.617 2.253.153 provisionado o imposto de renda na fonte conforme determina a Lei 9.249, com as taxas informadas na Nota Explicativa nº 7, estando sujeitos à análise PIS processo judicial 6.710.139 6.734.014 artigo 9º e do RIR/99 e artigo 347 parágrafo 2º e 3º e IN SRF 11 de 1996, sobre sua recuperabilidade. Empréstimos e financiamentos: São atualiza- ICMS a recuperar 42.641 artigo 30. O valor correspondente a esta retenção está provisionado no pasdos pelas variações monetárias incorridas até a data do balanço e os juros IPI a recuperar 413.335 206.189 sivo circulante no valor de R$ 355.140,96. respectivos transcorridos estão provisionados. Outros ativos e passivos Créditos PIS sobre compras - diferido 1.848.472 1.009.716 Descrição (circulantes e não circulantes): Um ativo é reconhecido no balanço patri- Créditos COFINS sobre compras - diferido 2011 2010 797.873 503.208 Passivo Não Circulante monial quando for provável que seus benefícios econômicos futuros serão Impostos retidos de órgãos públicos 22.318 22.318 Pis a Recolher - Diferido gerados em favor da Sociedade e seu custo ou valor puder ser mensurado Impostos pagos por estimativa 621.635 47.586 445.625 247.854 Cofins a Recolher - Diferido com segurança. Um passivo é reconhecido no balanço patrimonial quando Outros impostos a compensar 2.887.064 262.958 12.698.379 11.019.093 Contribuição Social a Sociedade possui uma obrigação legal ou constituída como resultado de Total – 231.287 R$ um evento passado, sendo provável que um recurso econômico seja reque- 7. Imobilizado líquido: 3.508.699 541.831 Total 2011 2010 10. Tributos Diferidos: rido para liquidá-lo. São acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes % - Taxa Imobili- Imobili- Descrição encargos e das variações monetárias ou cambiais incorridos. As provisões 2011 2010 Deprede deprezado zado IRPJ sobre Prêmio IPI são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvi108.989 1.531.635 Custo ciação ciação líquido líquido CSLL sobre Prêmio IPI do. Os ativos e passivos são classificados como circulantes quando sua re- Descrição 65.393 555.709 4 599.789 102.614 497.175 576.389 Total alização ou liquidação é provável que ocorra nos próximos 12 meses. Caso Imóveis - Edifícios 174.382 2.087.344 10 3.456.615 2.381.601 1.075.014 1.014.231 11. Patrimônio Líquido: Capital social: O capital social subscrito e totalcontrário, são demonstrados como não circulantes. Provisão para imposto Máq. e equip. 10 522.761 509.569 13.192 50.484 mente integralizado é constituído por 5.527.401 ações, com valor nominal de renda e contribuição social sobre o lucro líquido: A provisão para Móveis e utens. 10 101.734 84.183 17.551 19.524 de R$ 5.474 cada. Reserva legal: É constituída em conformidade com a lei imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido foi constituída Instalações 20 1.519.573 1.105.600 413.973 375.036 das Sociedades por ações e o estatuto social na base de 5% do lucro líquido de acordo com a legislação vigente. A contabilização destas provisões ocor- Veículos 20 434.951 434.951 0 13.802 de cada exercício até atingir 20% do capital social. reu no passivo circulante, líquida dos valores retidos de imposto de renda na Eqptos. de inform. 10 – – – – fonte sobre aplicações financeiras e das antecipações efetuadas nos exercí- Máq. para locação Abelardo Paolucci - Diretor Presidente 10 – – – – Diretoria: cios. Passivos contingentes: O reconhecimento, a mensuração e a divul- Benf. imóv. terc. Marcos A. Miranda da Silva - Diretor Vice-Presidente 743.809 76.552 667.257 155.117 gação das contingências ativas e passivas, são efetuadas de acordo com os Outras imobiliz. Antonio A. Teixeira - TC CRC 1SP 123.904/O-6 7.379.232 4.695.070 2.684.162 2.204.583 Contador: critérios definidos na Resolução CFC nº 1.066/05, que apresenta os Total
PREFEITURA MUNICIPAL ESPÍRITO SANTO DO TURVO Extrato de Publicação de Edital A Prefeitura Municipal de Espírito Santo do Turvo-SP comunica a todos os interessados que se encontra à disposição o edital licitatório referente ao Pregão Presidencial nº 06/2012, tipo menor preço, cujo objeto é a Contratação de empresa especializada na administração e gerenciamento de cartão magnético ou eletrônico, munidos de senha de acesso, para aquisição de gêneros de alimentação em estabelecimentos comerciais (supermercados, padarias, armazéns, açougues e similares), destinados aos servidores ativos, inativos e pensionistas da Prefeitura Municipal de Espírito Santo do Turvo, para todas as Secretarias Municipais, com amparo nas Leis 10.520/2002, 8666/93 e suas alterações. A entrega dos envelopes deverá ser até o dia 17 de abril de 2012, às 14 horas. Maiores informações no Deptº de compras, sito na Rua Lino dos Santos s/nº, centro, pelo telefone (14) 3375-9500 ou e-mail : marcos@espiritosantodoturvo.sp.gov.br e retirada do edital pelo sítio eletrônico da prefeitura www.espiritosantodoturvo.sp.gov.br. Espírito Santo do Turvo, 29 de março de 2012. Marcos Aurélio Oliveira - Pregoeiro.
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: COMUNICADO A Fundação Para o Desenvolvimento da Educação - FDE comunica a todos os interessados em licitar e contratar nas áreas de Obras, Serviços de Engenharia, Outros Serviços, Fornecimento de Material e/ou Equipamentos Diversos, Instituições de Ensino, que seu Departamento de Cadastro encontra-se permanentemente aberto para novas inscrições, bem como para atualização dos registros existentes. A retirada dos procedimentos cadastrais poderá ser feita na sede da FDE - Av. São Luís, 99 - República - Guichê da Licitação - térreo, das 8:30 às 17:00 horas, nos dias úteis, ou ainda via Internet: www.fde.sp.gov.br.
Crilipar Participações e Empreendimentos S/A CNPJ/MF Nº 07.667.683/0001-84 Edital de Convocação - Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária Convocamos os Srs. Acionistas a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária a ser realizada no dia 30 de abril de 2012, às 10:00 horas, na sede social, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: I - Em Assembléia Geral Ordinária: a) Exame, discussão e votação do relatório da administração, balanço patrimonial e demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31/12/2011; II) Em Assembléia Geral Extraordinária: Outros assuntos de interesse da Sociedade. Aviso: Encontram-se a disposição na sede os documentos elencados no art. 133 da Lei 6.404/76. São Paulo, 30/03/2012. Diretoria.
Brasmotor S.A CNPJ /MF nº 61.084.984/0001-20 – NIRE nº 35300026667 Av. das Nações Unidas, 12995 - 32º andar, sala 03 - São Paulo - SP Edital de Convocação Assembléia Geral Ordinária (1ª Convocação) São convidados os Senhores Acionistas da BRASMOTOR S.A. a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária, no dia 20 (vinte) de abril de 2012, às 09:30 horas, na sua sede social, Av. das Nações Unidas, nº 12.995, 32º andar, sala 3, São Paulo, SP, a fim de deliberarem sobre os seguintes assuntos propostos na Reunião do Conselho de Administração de 02 de abril de 2012, que constituirão a Ordem do Dia, a saber:1. Aprovar o Relatório Anual da Administração, as Demonstrações Financeiras e o Parecer dos Auditores Independentes de 31.12.2011;2. Ratificar a deliberação do Conselho de Administração ocorrida em 05 de dezembro de 2011, que aprovou a distribuição e pagamento de dividendos; 3. Deliberar sobre a proposta de destinação do lucro líquido do exercício encerrado em 31.12.2011. 4. Eleger e re-eleger os membros do Conselho de Administração; 5. Aprovar a remuneração global dos administradores. Somente poderão participar da Assembléia Geral Ordinária, os Acionistas cujas ações escriturais estiverem inscritas em seu nome nos registros da Instituição Financeira Depositária, Banco Bradesco S.A., até 5 (cinco) dias antes da realização da mesma. Nos 5 (cinco) dias que antecederem a Assembléia Geral ficarão suspensos os serviços de transferência de ações. Informamos que é de 5% (cinco por cento) o percentual mínimo de participação no capital votante necessário à requisição da adoção do voto múltiplo na forma do disposto no Artigo 141 da Lei n° 6.404/1976 e na Instrucao CVM 165/91. Os acionistas da Companhia deverão comparecer à Assembleia munidos dos seguintes documentos: (a) documento de identidade; (b) se for o caso, instrumentos de mandato para representacao do acionista por procurador, outorgado nos termos do Artigo 126, §1o, da Lei n°6.404/1976. São Paulo, 02 de abril de 2012 João Carlos Costa Brega - Presidente do Conselho de Administração 31/03 e 03,04/03/2012
Brazil Realty - Companhia Securitizadora de Créditos Imobiliários CNPJ/MF Nº 07.119.838/0001-48 - NIRE 35.300.318.323 Assembléia Geral Ordinária - Edital de Convocação São convidados os acionistas da Brazil Realty Companhia Securitizadora de Créditos Imobiliários (“Companhia”), a se reunir em Assembléia Geral Ordinária, que será realizada no dia 30 de abril de 2012, às 14:00 horas, na sede social da Companhia, na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, nº 1455, 4º andar, conjunto 42, para discutir e deliberar acerca da seguinte ordem do dia: (i) Aprovação do relatório da administração, as contas da diretoria, e as demonstrações financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, aprovados pelo Conselho de Administração em reunião realizada em 29 de março de 2012; e (ii) Aprovação da destinação do lucro líquido do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011 e a distribuição de dividendos, aprovadas pelo Conselho de Administração em reunião realizada em 29 de março de 2012. Informações Gerais: (a) encontram-se à disposição dos acionistas na sede da Companhia, e no site da CVM, os documentos relacionados às deliberações previstas neste edital; (b) o acionista deverá apresentar à Companhia, com no mínimo 48 horas de antecedência, documento de identidade e/ou atos societários que comprovem a representação legal; e (c) o acionista que desejar ser representado por procurador deverá depositar o respectivo instrumento de mandato, com poderes especiais e reconhecimento de firma, até 48 horas antes da realização da Assembleia. São Paulo, 30 de março de 2012. Elie Horn - Presidente do Conselho de Administração.
PREFEITURA MUNICIPAL DE ARARAQUARA SECRETARIA M. DE SAÚDE DE ARARAQUARA AVISO DE LICITAÇÃO Acha-se aberto, na Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura do Município de Araraquara, Av. Espanha nº 188 - 6º andar - Centro - Araraquara - CEP: 14801.130 - Fone/Fax nº 3301 1704, o Edital de PREGÃO ELETRÔNICO nº 036/2012, que visa o “REGISTRO DE PREÇO PARA EQUIPAMENTOS - MESA CIRÚRGICA - FOCOS CIRÚRGICOS - MONITOR MULTIPARAMÉTRICO - VENTILADOR PULMONAR”. A informação dos dados para acesso deve ser feita no site www.licitacoes-e.com.br ou email: licitacaosaude@araraquara.sp.gov.br. ABERTURA DAS PROPOSTAS: às 08:30 h do dia 13 de abril de 2012. INÍCIO DA SESSÃO DE DISPUTA DE PREÇOS: às 09:30 h do dia 13 de abril de 2012. Araraquara, 29 de março de 2012. WAGNER DOS SANTOS TEDESCO - Gerente de Compras e Licitações - Secretaria Municipal de Saúde
CNPJ/MF nº 13.448.516/0001-45 - NIRE 35.300.392.299 Ata de Assembleia Geral Extraordinária Realizada em 3 de Fevereiro de 2012 Local e Data: Aos três dias do mês de fevereiro de 2012, às 10:00 horas, na sede social da CGGTrading S.A., localizada na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Paulista, n° 1.754, 1º andar - parte, CEP 01310-200. Presença: Acionistas representando a totalidade do capital social. Mesa: Presidente: Paulo Roberto Moreira Garcez; Secretária: Fernanda Duarte. Convocação: Dispensada face à presença de acionistas representando a totalidade do capital social, nos termos do artigo 124, §4º da Lei 6.404/76 (“Lei das S.A.”).Ordem do Dia: Deliberar sobre (i) a alteração do endereço da Companhia;(ii) a alteração do objeto social da Companhia;(iii) a alteração da redação dos artigos primeiro e segundo do Estatuto Social a fim de refletir as alterações acima referidas, caso aprovadas; (iv) a aprovação da reforma do Estatuto Social da Companhia e (v) a eleição e dos membros para compor a Diretoria da Companhia. Deliberações Aprovadas por Unanimidade de Votos: Após discutirem as matérias constantes da ordem do dia, os acionistas, por unanimidade de votos e sem reservas, deliberaram: (i) aprovar a alteração do endereço da Companhia que passará da Avenida Paulista, nº 1.754, 1º andar - parte, CEP 01310-200 para Avenida Magalhães de Castro, nº 4.800, 11º andar, sala 01, Jardim Panorama, São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 05502-001; (ii) aprovar a alteração do objeto social da Companhia que passará para (a) comércio atacadista de soja;(b) comércio atacadista de algodão;(c) comércio atacadista de milho e trigo; (d) comércio nos mercado interno e externo (importação e exportação) de produtos agrícolas, especialmente grãos vegetais e seus derivados, de fertilizantes, suas matérias-primas e seus subprodutos e de defensivos agrícolas; (e) exploração de serviços auxiliares aos transportes aquaviários; (f) serviços auxiliares ao transporte rodoviário de cargas em geral; (g) serviços auxiliares ao transporte de cargas em geral (logística de transporte ou agente de transportadoras); (h) agenciamento marítimo e operador portuário; (i) serviços de depósito; (j) logística de depósito; (k) consultoria de transportes em geral; (I) constituir ou participar, sob qualquer modalidade, de outras sociedades, consórcios ou entidades, cujos objetos sociais sejam direta ou indiretamente, vinculados, acessórios ou instrumentais ao objeto da Sociedade; (m) industrialização e beneficiamento, por conta própria ou de terceiros, de produtos agrícolas e seus subprodutos, de fertilizantes e seus derivados, de matérias-primas em geral e de defensivos agrícolas e (n) administração de bens próprios;(iii) aprovar a alteração da redação dos artigos primeiro e segundo a fim de refletir as alterações referidas, que passarão a vigorar com a seguinte redação:“Artigo 1º - A CGG Trading S.A., sociedade por ações, com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Magalhães de Castro, nº 12.000, 11º andar, sala 01, Cidade Jardim, CEP 05502-001, rege-se por este Estatuto e pela Lei 6.404/76 (conforme alterada, a “Lei das S.A.”)”, “Artigo 2º - A Companhia tem por objeto: (a) comércio atacadista de soja; (b) comércio atacadista de algodão; (c) comércio atacadista de milho e trigo; (d) comércio nos mercado interno e externo (importação e exportação) de produtos agrícolas, especialmente grãos vegetais e seus derivados, de fertilizantes, suas matérias-primas e seus subprodutos e de defensivos agrícolas; (e) exploração de serviços auxiliares aos transportes aquaviários; (f) serviços auxiliares ao transporte rodoviário de cargas em geral; (g) serviços auxiliares ao transporte de cargas em geral (logística de transporte ou agente de transportadoras);(h) agenciamento marítimo e operador portuário;(i) serviços de depósito;(j) logística de depósito; (k) consultoria de transportes em geral; (l) constituir ou participar, sob qualquer modalidade, de outras sociedades, consórcios ou entidades, cujos objetos sociais sejam direta ou indiretamente, vinculados, acessórios ou instrumentais ao objeto da Sociedade; (m) industrialização e beneficiamento, por conta própria ou de terceiros, de produtos agrícolas e seus subprodutos, de fertilizantes e seus derivados, de matérias-primas em geral e de defensivos agrícolas e (n) administração de bens próprios.”; (iv) aprovar a reforma do Estatuto Social da Companhia, o qual passa a vigorar na íntegra com a redação constante do “Anexo I” à presente ata e (v) ratificar a eleição ou rereeleição (conforme o caso) dos membros para compor a Diretoria da Companhia, todos com mandato até a posse de seus sucessores: Sr. Paulo Roberto Moreira Garcez, brasileiro, separado judicialmente, empresário, portador da cédula de identidade RG nº 4.219.601/SSP-SP e inscrito no CPF/MF sob nº 535.778.418-34, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Armando Petrela, 431, 13º andar, Edifício Jabuticabeiras, CEP 05679-010, ora designado Diretor Presidente e Sr.AlexanderTeodoro ErlerVon Erlea, brasileiro, casado, economista, portador da cédula de identidade RG n° 34165622-7-SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob nº 220878498-70, residente e domiciliado na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Joaquim Antunes, n° 535, apartamento 22, Bairro Pinheiros, CEP 05415-011. Os Diretores já eleitos declaram que não estão impedidos de exercer a administração da Companhia: (a) por lei especial; (b) em virtude de condenação criminal, ou por se encontrar sob os efeitos dela; (c) em virtude de pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou (d) por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública, ou a propriedade.Por fim, fica ainda autorizada a Diretoria da Companhia a tomar todas as medidas necessárias à efetivação das matérias ora aprovadas. Suspensão dos Trabalhos e Lavratura e Leitura da Ata: Oferecida a palavra a quem dela quisesse fazer uso e, como ninguém se manifestou, foram encerrados os trabalhos e suspensa a reunião pelo tempo necessário à lavratura desta, a qual, após ter sido reaberta a sessão foi lida, achada conforme, aprovada e assinada.São Paulo, 3 de fevereiro de 2012.Certifico que a presente é cópia fiel da lavrada em livro próprio.Mesa:Paulo Roberto Moreira Garcez - Presidente; Fernanda Duarte - Secretária. JUCESP nº 85.747/12-9 em 29/02/2012. Gisela Simiema Ceschin Secretária Geral. Anexo I - Estatuto Social - CGGTrading S.A. - Capítulo I - Nome, Sede, Objetivo e Duração - Artigo 1º - A CGGTrading S.A., sociedade por ações, com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Magalhães de Castro, nº 4.800, 11º andar, sala 01, Jardim Panorama, CEP 05502-001, rege-se por este Estatuto e pela Lei 6.404/76 (conforme alterada, a “Lei das S.A.”).Parágrafo Único - A Companhia, mediante ato de sua Diretoria, pode abrir filiais, agências e escritórios, em qualquer parte do território brasileiro ou no exterior. Artigo 2º - A Companhia tem por objeto:(a) comércio atacadista de soja;(b) comércio atacadista de algodão;(c) comércio atacadista de milho e trigo; (d) comércio nos mercado interno e externo (importação e exportação) de produtos agrícolas, especialmente grãos vegetais e seus derivados, de fertilizantes, suas matérias-primas e seus subprodutos e de defensivos agrícolas; (e) exploração de serviços auxiliares aos transportes aquaviários; (f) serviços auxiliares ao transporte rodoviário de cargas em geral; (g) serviços auxiliares ao transporte de cargas em geral (logística de transporte ou agente de transportadoras); (h) agenciamento marítimo e operador portuário; (i) serviços de depósito; (j) logística de depósito; (k) consultoria de transportes em geral; (l) constituir ou participar, sob qualquer modalidade, de outras sociedades, consórcios ou entidades, cujos objetos sociais sejam direta ou indiretamente, vinculados, acessórios ou instrumentais ao objeto da Sociedade; (m) industrialização e beneficiamento, por conta própria ou de terceiros, de produtos agrícolas e seus subprodutos, de fertilizantes e seus derivados, de matérias-primas em geral e de defensivos agrícolas e (n) administração de bens próprios. Artigo 3º - O tempo de duração da Companhia é indeterminado.Capítulo II - Capital e Ações - Artigo 4º - O capital social, totalmente subscrito, é de R$ 87.500.000,00 (oitenta e sete milhões e quinhentos mil reais), dividido em 87.500.000 (oitenta e sete milhões e quinhentas mil) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, com direito de voto. Artigo 5º - Uma vez satisfeitos os requisitos legais, as ações poderão ser representadas por títulos múltiplos ou cautelas que, provisoriamente, as substituam, os quais deverão ser assinados por dois diretores. Parágrafo Primeiro - A Companhia poderá emitir, conforme o exigir o acionista, títulos múltiplos representativos das respectivas ações ou desdobrá-los, correndo as despesas por conta do acionista, a preço não superior ao custo. Parágrafo Segundo - É facultado à Companhia suspender os serviços de transferência e desdobramento de ações e certificados para atender a determinação da Assembleia Geral, não podendo fazê-lo, porém, por mais de 90 (noventa) dias intercalados durante o ano, nem por mais de 15 (quinze) dias consecutivos. Capítulo III - Assembleia Geral - Artigo 6º - A Assembleia Geral é o órgão soberano da Companhia. Artigo 7º - A Assembleia Geral Ordinária reunir-se-á dentro dos 4 (quatro) primeiros meses seguintes ao término do exercício social e a Assembleia Geral Extraordinária sempre que os interesses sociais exigirem o pronunciamento dos acionistas. Parágrafo Único - A Mesa que dirigirá os trabalhos da Assembleia Geral será presidida por um acionista, diretor ou não, eleito pelos presentes, o qual convidará outro acionista para secretariá-lo.Artigo 8º - Todas as deliberações da Assembleia Geral serão sempre tomadas por maioria de votos, ressalvadas as disposições legais. Capítulo IV - Da Administração - Artigo 9º - A Companhia será administrada por uma Diretoria Executiva. Artigo 10 - A Diretoria Executiva será composta por até 5 (cinco) Diretores sem designação específica, acionistas ou não, residentes no País, eleitos e destituíveis a qualquer tempo pela Assembleia Geral, com mandato de 3 (três) anos (ou períodos inferiores se assim determinado pela Assembleia Geral que os eleger), podendo ser reeleitos.Parágrafo Primeiro - Os membros da Diretoria Executiva farão jus a uma remuneração fixada pela Assembleia Geral e permanecerão nos cargos até a investidura do substituto. Parágrafo Segundo - A Diretoria Executiva reunir-se-á quando convocada pelos seus membros. Parágrafo Terceiro - As deliberações da Diretoria Executiva serão tomadas por maioria de votos e constarão de forma sumária, ou por extenso, no Livro de Atas de Reuniões da Diretoria, sendo tais atas arquivadas na Junta Comercial do Estado de São Paulo sempre que produzirem efeitos perante terceiros.Artigo 11 Em caso de impedimento de qualquer membro da Diretoria Executiva, os remanescentes designarão um substituto temporário, que exercerá as funções até a primeira Assembleia Geral, na qual se elegerá o novo membro pelo tempo que faltava ao substituído. Artigo 12 - Compete à Diretoria Executiva: (a) fixar a orientação geral dos negócios da Companhia, assim como os critérios e planos que definam os princípios e a política da Companhia, no que se refere às atividades industriais, comerciais, financeiras e de administração; (b) convocar as Assembleias Gerais; (c) manifestar-se sobre o relatório da administração; (d) deliberar sobre a emissão de notas promissórias (“Commercial Paper”); (e) escolher e destituir os auditores independentes; (f) autorizar: i. a aquisição, a alienação, o compromisso, a cessão, a permuta, a dação em pagamento, o arrendamento e a transmissão de posse ou domínio de bens imóveis; ii. a hipoteca, o penhor, os ônus e gravames de bens imóveis, semoventes e móveis, títulos, apólices e todo e qualquer pertence; iii. a transmissão de direitos e ações, a confissão de dívidas e a prestação de fianças e garantias a obrigações de terceiros; iv. a aquisição, subscrição ou alienação de ações ou quotas representativas de capital de outras empresas de que participe; v. a aplicação dos lucros apurados, conforme deliberação da Assembleia Geral e na forma deste Estatuto; vi.a distribuição de dividendos intermediários à conta de lucros, conforme apurados em balanços intermediários; e vii.a aquisição de ações próprias para manutenção em tesouraria ou cancelamento. Artigo 13 - No exercício de suas funções, os Diretores, observadas as disposições definidas em lei e neste Estatuto, agirão em perfeita harmonia.Parágrafo Único - Competirá a dois Diretores sempre em conjunto: (g) convocar, instalar e presidir as reuniões da Diretoria Executiva; (h) supervisionar, coordenar, controlar e comandar a execução dos respectivos planos relativos aos departamentos industrial, comercial, administrativo e financeiro; (i) preparar e fazer executar o orçamento anual da Companhia; e (j) representar a Companhia ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, junto às autoridades, associações de classe, organismos públicos ou privados. Artigo 14 - Além das atribuições e poderes definidos em lei e mencionados neste Estatuto, pode ainda a Diretoria Executiva, pela assinatura sempre de dois Diretores, e tendo em vista o interesse da Companhia, praticar os seguintes atos:(k) assinar propostas de abertura de contas bancárias e movimentá-las, emitir e endossar cheques, fazer retiradas mediante recibos, autorizar débitos, transferências e pagamentos por meio de cartas, solicitar saldos, extratos de contas e requisitar talões de cheques para uso da Companhia assinando os necessários recibos e dando quitação; (l) movimentar a conta vinculada ao FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; (m) receber quaisquer importâncias devidas à Companhia, assinando os necessários recibos e dando quitação;e (n) emitir, aceitar e endossar duplicatas, descontar, caucionar e entregar para a cobrança bancária, duplicatas, letras de câmbio, cheques e notas promissórias, assinando as respectivas propostas e borderôs, caucionar e descontar "Warrants", conhecimento de depósito de embarque, propor descontos, abatimentos e prorrogações de vencimento de títulos, protestar e entregar franco de pagamento. Parágrafo Único - É exigida sempre a assinatura de dois Diretores na constituição de procurador ou procuradores da Companhia, na delegação de poderes para representá-la ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, na contratação de empréstimos, assim como na celebração de contratos em geral, por instrumento público ou particular. Capítulo V - Do Conselho Fiscal - Artigo 15 - A Companhia terá um Conselho Fiscal de funcionamento não permanente, composto de três membros efetivos e três suplentes, eleitos pela Assembleia Geral. As atribuições e deveres do Conselho Fiscal, são os definidos em lei e seus honorários serão fixados pela Assembleia Geral que os eleger.CapítuloVI - Do Exercício Social, Balanços, Lucros e suas Aplicações - Artigo 16 - O exercício social termina em 31 de dezembro de cada ano, quando se procederá ao levantamento das demonstrações financeiras da Companhia. Parágrafo Primeiro - Poderão ser levantados balanços semestrais, ou períodos menores, e declarados dividendos intermediários à conta de lucros neles apurados ou de reservas de lucros ou lucros acumulados, sempre a título de antecipação do dividendo obrigatório. Parágrafo Segundo - A Companhia poderá efetuar o pagamento de juros sobre o capital próprio, a crédito dos dividendos anuais ou intermediários.Artigo 17 - O lucro líquido apurado em balanço, nos termos da Lei n° 6.404/76, será distribuído da seguinte forma: (o) 5% (cinco por cento) destinados à reserva legal até atingir-se o limite legal; (p) 25% (vinte e cinco por cento) para pagamento de dividendos aos acionistas;(q) atendidos os preceitos e limites que estabelece a lei, os Diretores terão direito a uma participação de até 10% (dez por cento) do lucro líquido apurado no período em que permanecerem nos respectivos mandatos, calculada nos termos do art. 190 da Lei n° 6.404/76, distribuída a critério da Assembleia Geral;e (r) o saldo que houver, será destinado, por deliberação da Assembleia Geral, conforme proposta da Diretoria Executiva. Parágrafo Primeiro - Os dividendos serão colocados à disposição dos acionistas no prazo de 60 (sessenta) dias da data de sua declaração, salvo deliberação em contrário da Assembleia Geral e, em qualquer caso, dentro do exercício social em que for declarado.Parágrafo Segundo - Os dividendos não reclamados, decorridos 3 (três) anos do início de sua distribuição prescreverão em favor da Companhia. Capítulo VII - Da Liquidação e dos Casos Omissos - Artigo 18 - A Companhia entrará em liquidação nos casos previstos em lei, competindo à Assembleia Geral estabelecer o modo de liquidação, eleger os liquidantes e o Conselho Fiscal, que deverá funcionar no período de liquidação.Artigo 19 - Os casos omissos serão resolvidos pela Assembleia Geral, com base na legislação à espécie.
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: TOMADA DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista: TOMADA DE PREÇOS Nº - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/00282/12/02 - EE Profa Laurentina Lorena Correia da Silva - Rua Centro Comunitário s/nº - Cep: 07500-000 - Cruzeiro - Santa Isabel/SP - 150 - R$ 36.222,00 - R$ 3.622,00 - 09:30 - 18/04/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 02/04/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA DA SERRA
ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF Seleção de Fornecedores – Modalidade Coleta de Preço nº 013/2012 A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF comunica às empresas interessadas que se acha aberta a Seleção de Fornecedores OBJETIVANDO AQUISIÇÃO DE MONITOR MULTIPARAMÉTRICO. Informações e Edital: Sítio: www.saudedafamilia.org e Associação Saúde da Família – Praça Marechal Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Esclarecimentos: endereço eletrônico nmarussi@saudedafamilia.org. Entrega de documentos, material e abertura de envelopes dia 11/04/2012, às 09h00. Local da Sessão: Praça Marechal Cordeiro de Farias – 65 – Higienópolis – São Paulo/SP.
Partsil - Empreendimentos e Participações S/A CNPJ/MF Nº 61.314.787/0001-50
Edital de Convocação - Assembléia Geral Ordinária Convocamos os Srs. Acionistas a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária a ser realizada no dia 30 de abril de 2012, às 10:00 horas, na sede social, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) Exame, discussão e votação do relatório da administração, balanço patrimonial e demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31/12/2011; b) Eleição do Conselho de Administração; c) Outros assuntos de interesse da Sociedade. Aviso: Encontram-se a disposição na sede os documentos elencados no art. 133 da Lei nº 6.404/76. São Paulo, 30/03/2012. Presidente do Conselho de Administração.
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 30 de março de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:
Requerente: Schneider Electric Brasil Ltda. Requerido: Hytronic Automação Ltda. Rua Agostinho Gomes, 709 - Bloco A - Ipiranga 2ª Vara de Falência.
ECONOMIA/LEGAIS - 25
EAA Administração ç e Empreendimentos p S.A. CNPJ/MF 11.493.109/0001-24 - Edital de Convocação - Assembleia p Geral Ordinária e Extraordinária - Ficam os acionistas da EAA Administração E Empreendimentos S.A. (“Companhia”) convocados a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, a ser realizada em 30 de abril de 2012, às 14:00 horas, na sede social da Companhia situada na Capital do Estado de São Paulo, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, nº 1.364, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: Em Assembleia Geral Ordinária: (i) análise, discussão e votação do Relatório da Administração e das Demonstrações Financeiras referentes ao exercício encerrado em 31.12.2011; (ii) destinação do resultado do exercício findo; e (iii) eleição dos membros da Diretoria. Em Assembleia Geral Extraordinária: (i) alterar o endereço da sede social. Encontram-se à disposição dos acionistas, na sede da Companhia e na Rua Surubim, 577, 22º andar, município de São Paulo, Estado de São Paulo, Brasil, os seguintes documentos: (i) o Relatório Anual da Administração; e (ii) as Demonstrações Financeiras. São Paulo, 30 de março de 2012. Luiz Fernando Grespan Renzo - Ernesto Assad Abdalla Filho - Diretoria
BERKAU S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES CNPJ 14.171.599/0001-30 - NIRE 35.300.175.883 Edital de Convocação - Assembleia Geral Ordinária Convocamos os srs. acionistas da companhia para a AGO a realizar-se no dia 30/04/2012, às 9h, à Rua Conde Moreira Lima, 464, Jardim Jabaquara, São Paulo-SP, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) aprovação das demonstrações financeiras pertinentes ao exercício findo em 31/12/2011; b) o que ocorrer. Consoantes às normas da Lei 6.404/76, está à disposição dos acionistas os documentos a que se refere o art. 133, da referida Lei 6.404/76, para os fins legais. São Paulo, 28 de março de 2012. A Diretoria.
REDE D’OR SÃO LUIZ S.A. CNPJ/MF N.º 06.047.087/0001-39 – NIRE Nº 35.300.318.000 AVISO AOS ACIONISTAS Comunicamos aos acionistas do Rede D’Or São Luiz S.A. (“Companhia”), em cumprimento ao disposto no art. 133 da Lei n.º 6.404/76, que os seguintes documentos da administração se encontram à sua disposição na sede social da Companhia, na Rua Francisco Marengo, n.º 1312, na Cidade e Estado de São Paulo: (i) relatório da administração; (ii) a cópia das demonstrações financeiras, e (iii) parecer dos auditores independentes. São Paulo, 30 de março de 2012. Diretoria.
AVISO DE LICITAÇÃO Tomada de Preços nº 03/2012 De conformidade com a necessidade desta Prefeitura Municipal, faço público, para conhecimento dos interessados, que se acha aberta, na Prefeitura deste Município, o Edital de Tomada de Preços nº 03/ 2012, que tem como objeto a contratação de empresa especializada na execução de obras de infraestrutura, por empreitada por preço global, pelo tipo de menor preço, regida pela Lei Federal nº 8.666/ 93, suas alterações e demais legislações expressas no item 5 deste Edital.Os interessados no certame licitatório deverão efetuar garantia prévia de R$ 2.017,51 (Dois Mil, Desessete Reais e Cinquenta e um Centavos), correspondente a 1% do valor estimado da licitação até o dia 17 de abril de 2012. Os envelopes dos licitantes com a documentacao e a proposta deverão ser entregues no Departamento de Compras e Licitacoes, sito à Praça Santo Zani, n° 30, nesta cidade, até às 9:00 horas, do dia 19 de abril de 2012. O início da abertura dos envelopes será às 10:00 horas, do dia 19 de abril de 2012, na Sala de Abertura de Licitações, sita à Praça Santo Zani, n° 30, nesta cidade. A Pasta Técnica contendo o Edital e seus respectivos anexos deverá ser retirada no Setor de Compras, sito à Praça Santo Zani, n° 30, Paço Municipal desta cidade, a qual será fornecida das 09:00 às 11:00 horas e das 13:00 às 15:00 horas. Para conhecimento do público, expede-se o presente Edital, que será publicado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, do Município de Santa Maria da Serra, em jornal de grande circulação no estado e no Município e afixado em Quadro de Avisos, no saguão do Paço Municipal.Santa Maria da Serra, 30 de março de 2012. a) JOSIAS ZANI NETO - Prefeito Municipal.
Severo Villares Projetos e Construções S/A
CNPJ/MF Nº 61.432.472/0001-08 Edital de Convocação - Assembléia Geral Ordinária Convocamos os Srs. Acionistas a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária a ser realizada no dia 30 de abril de 2012, às 10:00 horas, na sede social, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) Exame, discussão e votação do relatório da diretoria, balanço patrimonial e demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31/12/2011; b) Outros assuntos de interesse da Sociedade. Aviso: Encontram-se a disposição na sede os documentos elencados no art. 133 da Lei nº 6.404/76. São Paulo, 30/03/2012. Diretoria.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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e
sábado, 31 de março, e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de abril de 2012
É dever das empresas informarem todos os detalhes dos produtos que colocam no mercado sob pena de serem autuadas.
conomia
Fiscais do Procon e Ipem estão nas ruas Datas comemorativas, como a Páscoa, são um gancho para a verificação dos produtos sazonais. Quem é pego desrespeitando a legislação é autuado. Divulgação/Ipem
N
a semana passada, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) e a Fundação Procon-SP colocaram seus fiscais em campo em várias cidades do Estado de São Paulo para verificarem se fabricantes e lojistas estavam cumprindo as legislações na produção e comercialização de itens consumidos na Páscoa. No item peso, o resultado foi negativo para as empresas, com 22,5% reprovados dos 120 lotes coletados no mercado de colomba pascal, pescado congelado, ovos de chocolate, dentre outros, culminando em autuações para as empresas. No ano anterior, 17,22% dos 151 lotes analisados apresentaram erros. As multas são entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão, dobrando em caso de reincidência. Quanto à qualidade da informação dirigida ao consumidor nos mesmos itens de Páscoa, a Fundação Procon-SP não encontrou irregularidades e as empresas se livraram de autuações, cujas multas vão de R$ 400 a R$ 6 milhões, também dobrando na reincidência. OBRIGAÇÃO Inúmeras vezes já mostramos nesta coluna que é dever das empresas informarem todos os detalhes dos produtos que colocam no mercado sob pena de serem autuadas caso omitam dados. Elas vêm avançando no respeito à legislação e ao consumidor, até por força das fiscalizações constantes que os órgãos de proteção e defesa do consumidor realizam, princip a l m e n t e e m d a t a s e s p eciais, como é a Páscoa. Entretanto, algumas continuam sendo autuadas não porque tenham como propósi-
to lesar o consumidor, mas por falta de conhecimento ou por dúvidas em suas obrigações. Essa constatação pode ser comprovada ao se consultar a página "Fornecedores" do site do Procon-SP. Entre os questionamentos postados, sobressai o tipo de informação, obrigatória, que deve ser repassada ao consumidor. A resposta do órgão público de defesa do consumidor, na mesma página, destaca que devem ser cumpridos os artigos 6º, inciso III, e 31 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Entretanto, cada produto tem suas especificações próprias. Por exemplo, produtos alimentícios, como ovos de Páscoa, colomba pascal e peixes, itens muito consumidos nesta época do ano, o peso é fundamental e deve ser destacado na embalagem seja pelo fabricante – se o item chega aos pontos de venda embalado –, ou pelo comerciante, no caso de fracionamento. Na fiscalização do Ipem-SP, a massa no interior da embalagem deve corresponder exatamente ao mencionado, descartando todos os invólucros. No rótulo ou etiqueta, "mídias" importantíssimas para passar a informação, devem ainda ser inseridos dados sobre composição, origem, preço, prazos de validade, riscos à saúde e à segurança. O Ipem-SP também verifica produtos têxteis e de certificação compulsória, entre outros. Nestes, as informações devem estar em etiquetas, na embalagem e no próprio item. Já o foco de atuação do Procon são as questões de caráter coletivo, como direito à informação prévia e adequada (afixação de preços e rotulagem), proteção contra publicidade
Na fiscalização do Ipem-SP, a massa no interior da embalagem deve corresponder exatamente ao mencionado, descartando os invólucros. enganosa e abusiva e, ainda, contra práticas comerciais desleais ou abusivas impostas no fornecimento de produtos e serviços (recusa na venda de meia entrada, cobrança de consumação mínima, imposição de venda casada, data de validade etc). Também na página "fornecedores" do Procon há questionamentos sobre em quais locais a informação deve ser apresentada ao consumidor além da etiqueta. Na resposta, ela pode ser "feita tanto na embalagem, em impressos, publicidade e manuais de instrução", com a ressalva de que deve ser de forma clara e em língua portuguesa. Essas regras valem também para produtos importados.
Cuidado para não cair em venda casada
É
recorrente em época de Páscoa a comercialização de ovos de chocolate com brindes para as crianças. Neste caso, fabricantes e comerciantes devem se atentar para não caírem na prática de venda casada, proibida por lei e considerada crime contra as relações de consumo. O Código de Defesa do Consumidor (CDC), no artigo 39, inciso I, diz que a venda casada é prática abusiva, caracterizada no caso de o consumidor ser obrigado a levar dois itens quando só tem interesse por um. Essa prática está sujeita a punições
Fique por dentro
indício de imposição. Outros defendem que seria mais coerente com o direito à informação comercializar os dois produtos separadamente, isso porque pode ocorrer de alguém querer o chocolate e não se interessar pelo brinquedo, ou vice-versa. Os fornecedores, no entanto, devem ficar atentos ao comportamento do consumidor. Geralmente é ele quem denuncia a prática de venda casada aos órgãos de proteção, embora o Procon faça fiscalizações também sobre esse tema.
O QUE DIZ O CDC
SACOLINHAS
VALIDADE
A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal realizou na última semana audiência pública sobre a disponibilização de sacolas plásticas nos supermercados. Os participantes concordaram "que é preciso conscientizar o consumidor para o uso das sacolas e para a sua reutilização. A divergência ocorre quando a questão é se as sacolas prejudicam o meio ambiente ou não", conforme divulgou a Agência Câmara. O debate foi solicitado pelos deputados Adrian (PMDB-RJ) e João Arruda (PMDB-PR) e participaram representantes de várias entidades, e órgãos governamentais. O representante do Ministério do Meio Ambiente, Aldenir Paraguassu, disse que "as sacolas prejudicam o meio ambiente e devem ter seu consumo reduzido". Já o representante da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Haroldo de Lemos, enfatizou um estudo inglês, que mostra que "as alternativas às sacolas plásticas também prejudicam o meio ambiente". Por fim, o presidente do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, Reginaldo Sena, defendeu que os supermercados forneçam meios para o consumidor transportar as suas compras e que eles sejam gratuitos, higiênicos e seguros.
Produtos vencidos foram encontrados em supermercados de Jaboatão, no Grande Recife, e as empresas foram notificadas pela Delegacia do Consumidor local. A motivação na fiscalização foi a proximidade da Páscoa somada a denúncias de consumidores. Os gerentes das lojas foram encaminhados para a delegacia para prestarem esclarecimentos e não está descartada a abertura de inquérito contra os estabelecimentos.
DIVULGAÇÃO A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou na semana passada a proposta que obriga os sites de comércio eletrônico a divulgar os preços dos produtos ou serviços que oferecem, conforme informação da Agência Câmara. A divulgação deverá ser feita de forma ostensiva e com caracteres facilmen-
legais, inclusive multa. Conforme especialistas em legislação consumerista, a venda casada é a "mais disfarçada forma de forçar o consumidor a uma compra". No entanto, no caso dos brinquedos que acompanham o ovo, há divergências de opinião. Alguns dizem que, na verdade, é o brinquedo que chama a atenção do consumidor infantil e o chocolate é apenas um "veículo" para se chegar ao brinde. E se o preço do ovo de Páscoa sem o "presente" for igual ao com o brinde, não se pode dizer que há
te legíveis, com fonte de tamanho igual ou maior que 12. A medida está prevista no Projeto de Lei 2096/11, do deputado Luis Tibé (PTdoB-MG). O relator do projeto, deputado Dr. Carlos Alberto (PMN-RJ), acredita que a medida vai garantir transparência no comércio eletrônico.
PROCON Foi inaugurada no dia 30 uma unidade itinerante do Procon em Embu das Artes, em convênio com a Fundação Procon de São Paulo. A nova unidade amplia o atendimento à população, que de 2009 a 2011 mostrou a importância desse serviço na cidade. Neste período, foram atendidas quase 26 mil pessoas e a média de casos solucionados no município atingiu 64%. A nova unidade levará o atendimento às feiras livres, escolas e bairros.
Angela Crespo é jornalista especializada em consumo. E-mail: doislados@dcomercio.com.br
Artigo 6 São direitos básicos do consumidor: III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem. Artigo 31 A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e ori-
gem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. Parágrafo único. As informações de que trata este artigo, nos produtos refrigerados oferecidos ao consumidor, serão gravadas de forma indelével. Artigo 39 É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.
Pai de adolescente será indenizado
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4ª Vara Cível de Brasília condenou um fabricante de secador de cabelos a pagar R$ 100 mil de indenização por dano moral ao pai de uma adolescente, que morreu eletrocutada em 2008 ao utilizar o aparelho no banheiro. Cabe recurso. A prova de que ela morreu em decorrência de defeito no aparelho foi o laudo pericial realizado pelo Departamento de Polícia Técnica do Instituto de Criminalística. Foi constatado que o aparelho apresentava "fuga elétrica interna, deixando a parte metálica do aparelho energizada", podendo, com isso, expor o usuário a "choque elétrico com intensidade ca-
paz de produzir lesões graves e inclusive levar a óbito". Ainda segundo o laudo, "a falha que permitiu a fuga elétrica ocorreu no processo de montagem do conjunto de resistência elétrica no interior do tubo do aparelho e que o problema se acentuou no decorrer do período de uso". O fabricante se defendeu com a afirmação de que o aparelho talvez tivesse sofrido queda, recebido um reparo informal o qual não recolocou uma peça fundamental para o isolamento da corrente elétrica. Mas o juiz considerou a
legislação consumerista dizendo que "o Código de Defesa do Consumidor se caracteriza por um conjunto de normas de caráter protetivo ao consumidor, que devem ser interpretadas de forma a beneficiá-lo". Ressaltou também que "a reconhecida vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo, ampara a garantia legal de responsabilização independente de culpa do fornecedor ou fabricante do produto, conforme o artigo 12." Fonte: Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF)
sábado, 31 de março, e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de abril de 2012
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
27 PALMEIRAS No sábado, derrota pelo Paulista. Na quarta, tem jogo pela Copa do Brasil. Pág. 28
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SÓ JOGAÇOS Inter x Santos enfrentam-se pela Libertadores. Barcelona x Milan, pela Liga dos Campeões. Pág. 29
DAQUI SAI O CAMPEÃO F
altam ainda duas rodadas para o fim da primeira fase do Campeonato Paulista. Mesmo assim, os classificados que decidirão o título em confrontos eliminatórios a partir das quartas de final já são conhecidos. Matematicamente, ninguém mais pode tirar as oito vagas de São Paulo, Corinthians, Santos, Palmeiras, Mogi Mirim, Guarani, Bragantino e Ponte Preta. As últimas emoções ficarão por conta da definição das colocações de primeiro a oitavo lugares, que determinam quem terá a vantagem de jogar em casa, e dos quatro rebaixados à Série A-2 de 2013. Outra briga à parte acontece pelo primeiro lugar. Nessa, o São Paulo continua levando vantagem. Domingo, em Itu, terminou o primeiro tempo perdendo para o Ituano por 2 a 0, gols de Anderson Salles e Rhodolfo, contra. Mas, na segunda etapa, virou o jogo para 4 a 2, com dois gols do mesmo Rhodolfo, um de Lucas e outro de William José. O de Lucas foi um golaço, acertando uma bomba de fora da área. “O primeiro tempo foi um dos nossos piores, meu e de todo o time”, reconheceu Rhodolfo. “ Felizmente voltamos bem e entramos ligados no 220 para revertermos o placar.” Sobre o gol contra que fez no primeiro tempo, Rhodolfo afirmou: “Foi um lance muito rápido, uma infelicidade. Ninguém gosta de fazer gol contra. Ainda bem que consegui me redimir com os dois gols e ajudar a equipe a conseguir a virada.” Quem recebeu muitos elogios foi Emerson Leão. Os jogadores revelaram que o treinador trocou a esperada bronca por um bate-papo para levantar o astral, o que foi fundamental para a mudança de postura. “Ele apenas nos chamou a atenção por causa da
Evelson de Freitas/AE
Daniel Augusto Jr./AE
Lucas marcou um golaço na virada do São Paulo para cima do Ituano (4 a 2), que manteve o Tricolor na liderança. Nos 3 a 0 do vice-líder Corinthians sobre o Oeste, em Presidente Prudente, Liedson, com dois gols, finalmente deu fim ao jejum de quatro meses sem marcar em jogos de campeonato
desatenção nos gols e depois nos deu moral para buscarmos o resultado”, afirmou o meia Lucas. “Foi mais motivador do que qualquer outra coisa. Disse que acreditava na gente, e isso nos ajudou a reverter o placar.” O treinador confirmou que evitou ser duro nas cobranças e ressaltou a força mental dos seus comandados: “Às vezes o jogador espera uma bronca e quando você simplesmente conversa ganha sua confiança. Tivemos um primeiro tempo muito ruim, com um gol de bola parada, causado por uma infelicidade. Mas mudamos nossa maneira de jogar, nos enchemos de brios e fizemos
o que a torcida esperava”, Corinthians foi a Presidente analisou o comandante. Prudente e voltou com uma Depois de uma maratona vitória por 3 a 0 sobre o nas últimas Oeste. O mais semanas, o importante, São Paulo porém, foi o voltará a fato de campo Liedson ter apenas no finalmente próximo voltado a pontos tem o sábado, após Mirassol, 9º colocado. marcar, contra o Mogi um jejum em Ele pode chegar no Mirim, em jogos de Barueri. A campeonato máximo a 27, e, expectativa é que já durava portanto, não alcança quatro meses a de que Luis Fabiano (o terceiro gol mais os 28 pontos da consiga se corintiano no Ponte Preta recuperar jogo de fisicamente e domingo foi finalmente esteja à de Willian). disposição. O primeiro gol de Liedson Segundo colocado, o foi marcado aos nove minutos
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do segundo tempo. E fazia um bom tempo que uma cena tão comum quanto essa para um artilheiro não acontecia: ele não marcava em jogos oficiais desde 27 de novembro do ano passado, na vitória por 1 a 0 sobre o Figueirense, pelo Brasileiro. Em 2012, ele só havia feito um gol no primeiro jogo do ano, um amistoso contra o Flamengo que terminou 2 a 2, durante a pré-temporada. “Vai dar mais tranquilidade, sem dúvida", afirmou após a partida o atacante, que ainda ressaltou a paciência que o time e também o técnico Tite tiveram com ele. “Eu agradeço a confiança do
clube, que me ajudou demais durante esse período, confiando no meu potencial. Como eu sempre digo, o importante é que a equipe venceu, e estou feliz.” Liedson foi também o capitão do time E, ao lado de Emerson, um dos destaques. Além de marcar dois gols, participou do gol de Willian, roubando uma bola no meio de campo, puxando o contraataque e deixandou o caminho livre para o companheiro marcar. “Sempre fui solidário e tento tirar proveito disso”, afirmou. Bom para ele e para o Corinthians, nesse momento em que o campeonato se aproxima da reta final.
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Olha só que feio, ainda bem que o Neymar não veio!” Grito da torcida da Portuguesa na derrota para os reservas do Santos.
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APAGÃO ALVIVERDE
S
em Marcos Assunção, poupado, e Valdivia, m a c h u c a d o , o P a lmeiras perdeu sua segunda partida no ano, sábado, no Pacaembu: 1 a 0 para o Mirassol, gol de Preto aos 23 minutos do segundo tempo. Com os resultados da rodada, a equipe caiu do terceiro para o quarto lugar no Paulista, superado pelo Santos. “A derrota não foi acidente. Acidente é o Mirassol não estar na zona de classificação”, explicou o técnico Luiz Felipe Scolari após a partida. “Nos venceram porque foram mais organizados. Eles aproveitaram nossas falhas e estão de parabéns.” Ele ainda creditou a derrota ao fato de alguns jogadores terem caído de rendimento em comparação aos últimos jogos: “Alguns atletas estavam abaixo do nível e isso dificultou.” Os jogadores usaram várias justificativas para explicar a derrota, a segunda nos últimos três jogos. Para Deola, a dificuldade da equipe se deu pelo fato de o time estar acostumado a jogar com três volantes que adotam posturas bem definidas. “Quando temos um time com três volantes temos maior segurança. Com o time mais ofensivo, tivemos dificuldades para marcar”, disse o goleiro, que se irritou com um repórter ao ser questionado se teria falhado no gol do Mirassol. “Você é um brincalhão, né?” No vestiário, ele discutiu com o jornalista. Wesley colocou a culpa no goleiro Fernando Leal: “Tive três boas chances de marcar, mas infelizmente o goleiro estava em um dia bom.” Em seu
Mauro Horita/AE
Próximo rival: Horizonte, na Copa do Brasil
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Derrota de sábado para o Mirassol, por 1 a 0, no Pacaembu, é a segunda do Palmeiras de Barcos neste ano e também nos últimos três jogos primeiro jogo na capital com a camisa palmeirense, o volante não teve uma atuação de destaque, mas para o técnico Felipão já é possível ver uma melhora em comparação à atuação do atleta contra o Paulista, em Jundiaí, na rodada do meio da semana passada, que marcou sua estreia. “Vi evolução no Wesley. Com exceção das duas chances criadas pelo Maikon Leite, as duas grandes oportunida-
des que tivemos de marcar contra o Mirassol saíram dos pés dele. Ele teve uma boa atuação na questão do arremate”, analisou o treinador. “Falta ritmo de jogo para ele, isso é claro. Mas melhorou de um jogo para outro.” Um problema detectado pelos jogadores e pelo treinador com a entrada de Wesley é que a equipe ganha em ofensividade, mas perde na marcação. “Cheguei a falar isso com
o Henrique no intervalo do jogo. O Mirassol estava aproveitando nossos espaços, porque subíamos muito e deixávamos espaço atrás”, explicou o zagueiro Maurício Ramos. Contra o Mirassol, Felipão acredita que o gol só saiu graças a falha da equipe, principalmente da defesa, que ficou mais preocupada em sair para o ataque quando a bola estava no alto do que em manter o posicionamento para esperar o
término da jogada. “Bola no alto não é de ninguém. Perdemos o jogo nessa segunda bola, pelo mau posicionamento”, explicou o treinador. Para o jogo contra o Guarani, no domingo, o Palmeiras deve contar com os retornos de Cicinho, Leandro Amaro e Marcos Assunção, que foram poupados no sábado. Em contrapartida, não terá o lateral Juninho, que recebeu o terceiro cartão amarelo.
Palmeiras estreia na segunda fase da Copa do Brasil na quarta-feira, às 21h50, enfrentando o Horizonte-CE, na cidade de mesmo nome, na região metropolitana de Fortaleza. Em caso de vitória por dois gols ou mais de diferença na condição de visitante, evitará a realização do jogo de volta, marcado para o dia 12 de abril, no Pacaembu. Marcos Assunção, Cicinho e Leandro Amaro, poupados no jogo de sábado, pelo Campeonato Paulista, contra o Mirassol, devem retornar ao time como titulares. Além de Horizonte e Palmeiras, também se enfrentam no meio da semana pela Copa do Brasil: na quarta-feira Ipatinga-MG x GrêmioRS, ASA-AL x CoritibaPR, Juventude-RS x Portuguesa-SP, América-MG x GoiásGO, Paysandu-PA x Sport-PE, Guarani-SP x Botafogo-RJ. Na quinta, enfrentam-se CriciúmaSC x Atlético-PR e Atlético-GO x Ponte Preta-SP.
Levi Bianco/AE
PELO BRASIL Fábio Motta/AE
Fred marcou o gol do
Derrota para reservas do Santos (2 a 0) obriga a Portuguesa a ganhar um jogo e empatar outro para se garantir matematicamente na Série A-1
Flamengo fez 2 a 1 no
Fluminense no empate por
Bangu. No sábado, o Vasco
1 a 1 com o Botafogo no
fez 4 a 1 no Macaé. A duas
clássico da rodada do
rodadas do fim do turno, o
Campeonato Carioca.
Flamengo lidera o Grupo A,
Elkeson havia aberto a
com 15 pontos, seguido
contagem para o Botafogo.
pelo Botafogo, com 14. No
Também no domingo, com
Grupo B, o Vasco é líder com
dois gols de Vagner Love, o
11. O Bangu tem 9.
Pedro Vilela/AE
Lusa ainda está a perigo M
esmo entrando em campo com os reservas, o já classificado Santos fez 2 a 0 na Portuguesa, domingo, no Canindé, gols de Rafael Caldeira e Dimba, ambos no segundo tempo. Com isso (e favorecido pela derrota do Palmeiras para o Mirassol, sábado, por 1 a 0), a equipe santista saltou para o terceiro lugar. O peso desse resultado, no entanto, foi muito maior para a Portuguesa. A Lusa estacionou nos 17 pontos, em 15º lugar na classificação, a apenas 3 pontos do XV de Piracicaba, 16º com 14 pontos, mesma pontuação do Guaratinguetá, que no entanto ocupa a zona de rebaixamento por ter saldo de gols inferior (-20 contra -7). Assim, para se livrar matematicamente de qualquer risco de ser rebaixada, sem ter que depender de ninguém, a Portuguesa terá de vencer um e empatar o outro de seus dois últimos jogos, sábado, contra o Linense, no Canindé, e no outro domingo, contra o Mirassol, fora de casa. A preocupação do técnico Jorginho é evidente. “Entendo o protesto
da torcida”, disse, referindo-se às manifestações de revolta após a partida. “Estamos envergonhados com tudo que aconteceu. Mas temos que acreditar e pedimos o apoio.” O Santos entrou em campo sem suas principais estrelas, entre elas Neymar e Paulo Henrique Ganso. O técnico Muricy Ramalho poupou os jogadores visando ao confronto contra o Internacional, na próxima quarta-feira, pela Copa Libertadores. No primeiro tempo, a equipe da Vila Belmiro não teve chances claras de gol. A Portuguesa conseguiu algumas finalizações e esteve perto de abrir o placar. No segundo tempo, tudo mudou. Logo aos 4 minutos, depois de um escanteio cobrado por Elano, Rafael Caldeira, no seu quinto jogo com a camisa do Santos, apareceu livre para cabecear no canto direito de Rodrigo Calaça e abrir o placar. Aos 13, Felipe Anderson invadiu a área pela esquerda, passou pela marcação e rolou para trás. Dimba, de pé esquerdo, só empurrou para o fundo das redes: 2 a 0.
Após a vitória, o meia Elano resolveu desabafar. Embora tenha feito o cruzamento para o primeiro gol santista, o jogador não teve uma boa atuação e admitiu que vive um dos piores momentos de sua carreira. “Estou procurando esquecer tudo que vivi no Santos porque preciso voltar a jogar tudo que eu jogava antes e não ficar vivendo do que eu fiz. Estou saindo desgastado do jogo porque não estou satisfeito com tudo que está acontecendo comigo”, disse o meia. Ele ainda completou: “Eu sou um guerreiro. Não vou me entregar jamais. Estou em paz e com a família reconstruída. Sei que vou dar a volta por cima.” Em relação ao jogo, o discurso dos santistas foi de que o time realmente não foi bem, mas acabou cumprindo seu papel. “Viemos aqui para vencer. Realmente não fizemos uma grande partida, mas conseguimos o que a gente queria, que eram os três pontos”, afirmou o lateral-direito Maranhão, que substituiu o titular Fucile.
Em Minas, o Atlético de
Acabou a invencibilidade
Guilherme fez 3 x 0 no
do Grêmio (e de Vanderlei
Uberaba e chega ao
Luxemburgo) no segundo
clássico contra o Cruzeiro,
turno do Campeonato
na próxima semana,
Gaúcho: Pelotas 1 a 0,
mantendo o
jogando no interior.
aproveitamento de 100%.
Atuando com os titulares, o
No sábado, Boa 0 x 2
Inter ganhou do Canoas, 1 a
Cruzeiro.
0, gol de Leandro Damião.
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29 Vamos tentar vencer o Santos de todas as formas. É uma decisão.” Dorival Júnior, técnico do Inter
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OS JOGOS DO ANO (POR ENQUANTO) Edu Andrade/AE
Ricardo Saibun/Agif/AE
Albert Gea/Reuters
O Inter de Damião enfrenta o Santos de Neymar em duelo decisivo pelo Grupo 1 da Libertadores
I
nternacional e Santos fazem nesta quarta-feira, às 21h50, no Beira-Rio, o principal jogo do futebol brasileiro em 2012 até agora, pela penúltima rodada do Grupo 1 da Libertadores. Não é um jogo de mata-mata, mas nem por isso deixa de ser uma decisão. O Colorado precisa ganhar para tomar do rival a liderança da chave , enquanto o Santos, se vencer, não só se classifica como passa a ter nas suas mãos o destino do rival. O Santos tem 9 pontos, contra 7 do Inter e do The Strongest, que enfrenta no dia seguinte o Juan Aurich, saco de pancadas do grupo, com quatro derrotas em quatro jogos. Se o time paulista e o boliviano vencerem, o Inter, que pega o Juan Aurich na última rodada, ficará dependendo não apenas da vitória sobre os peruanos, fora de casa, mas tam-
bém de uma derrota do The Strongest para o Santos, na Vila Belmiro. A necessidade de vitória não impediu o técnico Dorival Júnior de escalar força máxima para bater o Canoas por 1 a 0, neste domingo, pelo Campeonato Gaúcho - ao contrário do Santos, que entrou só com reservas para vencer a Portuguesa por 2 a 0, no Paulista. Para ele, o Colorado terá de se superar se quiser a vitória no jogo de quarta. “Vamos tentar vencer o Santos de todas as formas. É uma decisão. Existe um poder de superação que às vezes o ser humano desconhece”, filosofou o treinador. Os jogadores do Inter admitiram que a iminência do confronto com o Santos pesou diante do Pelotas. “Não fizemos uma partida muito boa, todos sabem que estamos pensando no Santos”, reco-
nheceu o lateral Nei. Do lado santista, Elano admitiu que precisa melhorar para reivindicar um lugar entre os titulares. “Tenho uma história bonita no Santos, que nunca será apagada, mas preciso voltar a jogar como em 2002”, disse. Dois times cariocas também têm jogos decisivos nesta semana. Nesta terça, o Vasco pega o Alianza, em Lima, e pode se classificar no Grupo 5 se vencer e, no dia seguinte, o Libertad bater o Nacional, em Assunção. Na quarta, o Flamengo enfrenta o Emelec, em Quito, e precisa ganhar para voltar à zona de classificação, depois da derrota por 3 a 2 para o Olímpia, na semana passada. Empate ou derrota não eliminam o time, mas podem deixá-lo em situação ainda mais complicada, dependendo de outros resultados na última rodada.
Marcello Paternostro/Reuters
O Barcelona de Messi e o Milan de Ibrahimovic decidem quem vai à semifinal da Liga dos Campeões
B
arcelona e Milan fazem nesta terça-feira, às 15h45 (de Brasília), no Camp Nou, o jogo mais esperado do ano no futebol europeu até agora. Após o frustrante 0 a 0 no jogo de ida, na semana passada, os dois estrelados times devem sair mais para o jogo na definição de quem vai para as semifinais da Liga dos Campeões. Em Milão, o Barcelona exerceu seu tradicional domínio de posse de bola (62% a 38%), mas sofreu para furar a retranca armada pelo técnico Massimiliano Allegri e criou poucas chances concretas. O Milan foi mais incisivo, mas Robinho perdeu a melhor chance do time - que, no jogo de volta, contará com o retorno de Alexandre Pato, recuperado de uma lesão muscular. O empate com gols favorece o Milan, que neste fim de se-
mana viu sua vantagem sobre a Juventus, na liderança do Italiano, cair para dois pontos (64 a 62), ao empatar com o Catania por 1 a 1, com gol de Robinho, e ver a rival bater o Napoli por 3 a 0. Allegri disse que o time está pronto para encarar o Barcelona novamente. “Será outra partida, e a motivação, numa decisão dessas, vem por si só. Vamos dar nosso melhor mais uma vez”, afirmou. Para o Barça, o fim de semana também não foi dos melhores: o time venceu o Athletic Bilbao por 2 a 0, mas a diferença para o Real Madrid continua de seis pontos, já que o líder ganhou do Osasuna por 5 a 1, fora de casa. “Ainda estamos vivos e temos chance de buscar esse título”, disse o meia Iniesta, que também falou sobre o confronto contra o Milan. “Temos de ganhar, sabemos disso. Em casa, diante de nos-
ATLETISMO
OUTROS CAMPOS
Mais um saltador em Londres Tânia Moura/CBAt
A
delegação brasileira de atletismo que vai aos Jogos Olímpicos de Londres ganhou um novo integrante neste fim de semana: é o mineiro Jonathan Henrique Silva, que conseguiu na noite de sábado o índice olímpico para o salto triplo, ao vencer um torneio promovido pela FPA (Federação Paulista de Atletismo) com a marca de 17,39 m, bem acima dos 17,20 exigidos pela Iaaf (Federação Internacional de Atletismo). A marca do mineiro de Varginha é a segunda melhor do mundo em 2012, abaixo apenas do cubano Osviel Hernandez, que saltou 17,49 m num torneio disputado em Havana, em fevereiro, e o novo recorde pessoal de Jonathan, que compete pela Orcampi/Unimed, de Campinas. “Vinha treinando bem e esperava um bom resultado. É muita alegria superar os 17 m e ainda obter o índice olímpico”, comentou o atleta de 20 anos.
Para conseguir o índice olímpico, Jonathan precisou acertar apenas um salto no Ibirapuera. Depois de queimar a primeira tentativa, obteve 17,39 m na segunda tentativa. Depois disso, só ficou assistindo à prova. Nélio Moura, técnico da Maurren Maggi, campeã olímpica do salto em distância em Pequim-2008, supervisiona o trabalho de Jonathan e ficou bastante esperançoso com as chances de o saltador fazer bonito em Londres. “Ele está numa progressão muito boa e a tendência é melhorar ainda mais este resultado. Jonathan terminou 2010 com 16,07 m como melhor marca, e 2011 com 16,70 m. Acho que ele estará saltando melhor ainda em Londres. Vamos apostar na consistência de seus resultados e quem sabe brigar por uma medalha”, disse o técnico, que prevê 17,10 m como marca mínima para chegar a final olímpica.
Jonathan mostra sua marca no Ibirapuera: sonho com final olímpica
166 atletas brasileiros já têm participação assegurada na Olimpíada de Londres; 10 deles são do atletismo
Kevin C. Cox/AFP/Getty Images
Power vence no Alabama
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Medalhistas da vela disputam vaga
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FÓRMULA INDY
Australiano é terceiro na temporada; Rubinho ficou em oitavo na corrida
sa torcida, temos essa obrigação e vamos entrar com muita confiança. Será um jogo eletrizante”, previu. Será mesmo, mas não a única garantia de emoção. O adversário de quem passar entre Barcelona e Milan sai do duelo entre Chelsea e Benfica, em Londres. O time inglês venceu o jogo de ida por 1 a 0, em Lisboa, gol de Kalou, e pode agora apenas empatar em casa. Do outro lado da chave, os confrontos parecem definidos, com uma semifinal entre Real Madrid e Bayern de Munique à vista. Os espanhóis não tiveram dificuldade em fazer 3 a 0 na zebra Apoel, em Nicósia, no Chipre, e podem até poupar titulares na quarta-feira. O Bayern, que será o anfitrião da final, recebe na terça o Olympique de Marselha, a quem bateu por 2 a 0 na primeira partida.
ill Power conseguiu uma bela vitória de recuperação no GP do Alabama da Fórmula Indy, disputado neste domingo. O australiano largou em nono, mas mostrou ousadia e competência para vencer. O brasileiro Hélio Castroneves, que largou na pole, terminou na terceira
posição e ainda é o líder, com 86 pontos, contra 84 de Scott Dixon, segundo colocado, e 77 de Power. Em sua segunda corrida na categoria americana, Rubens Barrichello mostrou evolução e chegou em oitavo lugar, depois de largar em 14º. Com 37 pontos, divide o 10º lugar na temporada com o atual bicampeão, Dario Franchitti.
ernanda Oliveira e Isabel Swan, que conquistaram juntas a medalha de bronze na classe 470 nos Jogos de Pequim-2008, decidem nesta semana quem terá a chance de disputar a Olimpíada de Londres. Isabel hoje compete com Martine Grael, filha de Torben Grael, e Fernanda faz dupla com Ana Barbachan. A partir de hoje, em Palma de Mallorca, na Espanha, elas disputam o Troféu S.A.R. Princesa Sofia, e quem ficar na frente leva a vaga. Quem já está garantido, caso de Robert Scheidt e Bruno Prada, na Star, vai aproveitar para testar equipamentos que a serão usados em Londres.
Djokovic e Radwanska vencem em Miami
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ovak Djokovic conquistou neste domingo seu terceiro título no Masters 1000 de Miami, ao vencer o britânico Andy Murray por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 7/6 (7/4), Ele já havia vencido o “quinto Grand Slam” em 2007 e 2011, e já tem 30 títulos na carreira, 11 em Masters 1000 - mesma marca de Pete Sampras. No feminino, o título ficou com a polonesa Agnieszka Radwanska, que bateu Maria Sharapova na final por 2 a 0 (7/5 e 6/4). Foi o segundo vice seguido da russa, que perdeu a final de Indian Wells para a líder do ranking, a bielo-russa Victoria Azarenka.
Ana Marcela vence maratona em Israel
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na Marcela Cunha venceu neste domingo a maratona aquática de 10 km de Eilat, em Israel, terceira das oito etapas da Copa do Mundo da modalidade. Fora dos Jogos de Londres, ela tem a conquista da Copa como prioridade para 2012, um ano após o título mundial nos 25 km, prova que não é olímpica. Nas provas anteriores, a nadadora baiana ficou em terceiro, em Santos, e em sexto, na Argentina. Poliana Okimoto, única representante no Brasil na Olimpíada, ficou em quarto lugar - entre as brasileiras, ficaram as russas Ekaterina Seliverstova e Anna Cruseva.
Time de Paulão ganha Segundona no vôlei
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reinado pelo ex-jogador Paulão, campeão olímpico em Barcelona-1992, o Apav/Canoas foi campeão neste domingo da Superliga B masculina e garantiu o direito de disputar a principal competição de vôlei do País na próxima temporada. Na final, o time bateu o Funvic/Midia Fone, de Pindamonhangaba (SP), por 3 a 1 (25/23, 26/24, 22/25 e 25/22). “Estou emocionado. Sou um apaixonado por vôlei e não deveria ter ficado tanto tempo longe das quadras, em casa todos vivem esse esporte”, afirmou Paulão, que ganhou seu primeiro título como técnico.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
30 -.ESPORTE
sábado, 31 de março, e domingo e segunda-feira, 1 e 2 de abril de 2012
FIM DE JOGO
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Real Madrid modifica seu distintivo para empreendimento na Arábia
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Após derrota por 4 a 0, Palmeiras B é rebaixado para Séria A3 do Paulista
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Tatuagem sensual da esposa complica comercial de Beckham para crianças
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Vídeo em destaque - Snowboard noturno na Rússia - www.dcomercio.com.br
www.dcomercio.com.br/esporte/
SEM CASA FOI SÓ UM SUSTO Mauricio de Souza/AE
Nelson Antoine/AE Helvio Romero/AE
Os seguidores do meia Paulo Henrique Ganso, do Santos, no Twitter tomam um susto logo de manhã: "Hoje é com o coração partido que me despeço da Nação Santista.. Obrigado por tudo! Bom Domingo a todos!" Pouco depois, o atacante Lucas assusta os são-paulinos: "Galera, ganhei uma bolsa de estudos numa Universidade dos EUA! Finalmente vou poder fazer o q eu amo, Medicina! Futebol só no video game agora." Era tudo brincadeirinha: "1º de abril ... kkkkkkkkkk... Um Domingo abençoado pra vocês com uma grande vitória do Peixão mais tarde !!" - voltou a postar o santista Ganso. "Foi só pra descontrair um pouquinho rs.. Até q deve ser legal ser um médico, mas todos sabem q nasci p/ jogar futebol,t a no sangue, ñ tem jeito" - cravou, em seguida, o tricolor Lucas. Domingo, 1º de abril
AGORA, EM GOIÁS
Briga de torcidas mata mais um
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a véspera de Vila Nova 3 x 2 Goiás, pela 16ª rodada do Campeonato Goiano, e apenas seis dias depois da briga entre corintianos e palmeirenses que resultou na morte de André Alves Lezo e Guilherme Vinícius em São Paulo, mais um torcedor brasileiro perde a vida. Um confronto entre torcedores dos dois times goianos terminou com a morte de Diego Rodrigo Costa de Jesus, de 23 anos. Torcedor do Goiás, ele foi morto por um disparo quanto tentava fugir do confronto após perceber que um
integrante do grupo rival estava armado com um revólver calibre 38. O suspeito de disparar tem o apelido de Pimpolho e é acusado por outro homicídio. O torcedor do Goiás era deficiente físico e, segundo informações divulgadas pelas autoridades policiais, já tinha sido preso por tráfico e roubo. De acordo com a PM, outros oito suspeitos de perseguir a vítima antes do tiro também foram presos e devem ser indiciados por formação de quadrilha e homicídio. Sábado, 31 de março
"ELE FOI O MAIOR", DIZ O COSMOS Ettore Ferrari/EFE
Scolari quer mudar o Paulistão Técnico do Palmeiras diz que mando de jogo é uma vantagem pequena demais nas quartas de final
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ão logo o Palmeiras saiu do campo do Pacaembu, derrotado por 1 a 0 pelo Mirassol na noite fria de sábado, Luiz Felipe Scolari, que acompanhou relaxadamente o jogo ao lado do auxiliar Flávio Murtosa e do preparador físico Anselmo Sbragia, fez questão de encher a bola do adversário: "Nem com Marcos Assunção nem com Nosso Senhor Jesus Cristo venceríamos." Mais tarde, porém, o palmeirense minimizou a derrota, a se-
gunda nesta temporada, ambas na última semana: "Não vale a pena disputar o campeonato com entusiasmo, porque não é efervescente. Só vale a pena se classificar e pensar no que fazer depois." Scolari reclama da pequena vantagem que os quatro primeiros colocados na primeira fase do Campeonato Paulista terão, nas quartas de final, contra os outros quatro classificados - apenas o mando do jogo.“Hoje, o meu time achava que deveria ganhar de
qualquer maneira, mas já está classificado, não precisa ficar com essa loucura" - reagiu. Pergunta o técnico do Palmeiras: "Onde que vamos jogar se tivermos a vantagem? Qual é a nossa casa?” Como o Palmeiras está construindo seu novo estádio e tem mandado seus jogos no Pacaembu, Scolari se considera um "sem casa", detona o regulamento e reivindica mais vantagens para os primeiros colocados na primeira fase do campeonato: “O Paulista po-
de até ser disputado dessa forma, mas os primeiros colocados devem ter mais vantagens. Do jeito que está, um time mais bem classificado pode em um jogo qualquer ir para os pênaltis pelo 0 a 0 e tchau. Por isso, acho que os presidentes dos clubes deveriam impor essa vontade na Federação", Curiosamente, o Palmeiras caiu para o quatro lugar nesta 16ª rodada e ainda pode ser ultrapassado por Mogi Mirim e Guarani.
TROCA-TROCA
Até parece o Brasil! E Chinaglia, ex-parceiro de Pelé, morre nos EUA
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os 65, morre, na Flórida, o ex-jogador Giorgio Chinaglia, ídolo da Lazio que, no fim da carreira, jogou com Beckenbauer e Pelé no New York Cosmos. "Nesta manhã, ele acordou para tomar um remédio e depois disse que iria deitar. Fui verificar e ele não respirava mais", contou o filho
Anthony. Há poucos dias, após sofrer um ataque cardíaco, Chinaglia tinha passado por uma cirurgia. "Ele foi o maior jogador da história do New York Cosmos", proclama o clube em seu site. O atacante italiano marcou 242 gols em 254 jogos pela equipe. Domingo, 1º de abril
le treinava o time de juniores e teve uma estreia cheia de emoções no comando dos titulares da Internazionale. Uma semana após assumir a vaga do técnico Claudio Ranieri, o jovem Andrea Stramaccioni comemorou, neste domingo, uma sofrida vitória sobre o Genoa, por 5 a 4, pela 30ª rodada do Campeonato Italiano. Foi a segunda vitória da Inter em 2012. Numa época em que grandes clubes europeus têm trocado de técnico com a frequência que era marca registrada do futebol brasileiro, Stramaccioni estreou no mesmo fim de semana em que, na Alemanha, o Bayer Leverkusen demitiu Robin Dutt. A decisão foi tomada depois que o time sofreu quatro derrotas consecutivas no Campeonato Nacional e uma goleada por 7 a 1 diante do Barcelona, pela Liga dos
Reuters
Campeões da Europa. O mês de março foi marcado ainda por demissões de técnicos de importantes equipes da Holanda (Fred Rutten, do PSV) e da Inglaterra (André Villas-Boas, do Chelsea). E, numa demonstração de que os dirigentes de clubes europeus se parecem cada vez mais com os brasileiros, o Novara, da Itália, demitiu o técnico Emiliano Mondonico, no começo de março, e recontratou Attilio Tesser, que tinha sido demitido no fim de janeiro. Vice-lanterna, com apenas 24 pontos, nove atrás da Fiorentina, primeira equipe fora da zona de rebaixamento, dificilmente o Novaro se livrará do rebaixamento no Campeonato Italiano. Qualquer semelhança com congêneres brasileiros não é mera coincidência.
Reproduções/Arquivo Celso Unzelte
almanaque
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Celso Unzelte
Os 70 anos de Ademir da Guia
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manhã, 3 de abril, Ademir da Guia faz 70 anos. Filho de outro ídolo, Domingos, Ademir é notícia desde o nascimento, como mostra a reprodução da revista Esporte Ilustrado de 30/4/1942 (à direita). Na foto maior, Ademir, aos 6 anos, está no colo do pai, ao lado da irmã Solange, de um vizinho, da mãe, Erotildes, e da irmã Sandra (no colo da mãe).
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lém do pai (um dos maiores zagueiros do Brasil em todos os tempos), os tios Luís Antônio, Ladislau e Médio também foram craques. Como eles, Ademir começou no Bangu, time do bairro onde nasceu. Entrou para a história do Palmeiras, cuja camisa 10 vestiu de 1962 a 1977, conquistando cinco títulos nacionais e cinco paulistas. Do pai, chamado de “Divino Mestre”, Ademir herdou também parte do apelido: “Divino”.
CURTAS
Há 60 anos, em 6/4/52, no
jogo Brasil 2 x 0 México,
pelo Campeonato vezes Ademir da Guia . atuou pelo Palmeiras Pan-Americano do Chile, ais m e qu or ad É o jog a Seleção entrava em . vezes defendeu o clube campo pela primeira vez lé No Brasil, somente Pe com camisas amarelas. (1.116 jogos pelo Santos), Roberto Morreu na terça, 27/3, Dinamite (1.065 pelo ni Ce Vasco) e Rogério aos 40 anos, de doença ) ulo Pa o Sã lo pe 16 (1.0 degenerativa, o zagueiro jogaram mais vezes. Dionísio Lima (Dudu), exAmérica-RJ e Santa Cruz.