ORDEM DESUNIDA
Se antes eram 13 generais críticos à Comissão da Verdade, depois que a presidente Dilma ordenou repreendê-los eles dobraram, 26. E a tropa da reserva insatisfeita passou de 97 para 235. Mulheres de militares foram ao front também, em ofensiva salarial. Pág. 5
Ueslei Marcelino/Reuters
Dilma declara guerra aos 'canibais de emergentes' Presidente diz que está pronta para defender a indústria em meio ao "tsunami monetário". E uma das armas é o novo IOF arquitetado por Mantega. Pág. 19 Wilson Pedrosa/AE
Ano 87 - Nº 23.574
Não ponho uma minhoca no anzol
Conclusão: 23h50
Jornal do empreendedor
www.dcomercio.com.br
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São Paulo, sexta-feira, 2 de março de 2012 Dida Sampaio/AE
Divulgação
O novo ministro da Pesca e pastor Crivella nunca pescou. Pág. 6
A primeira grande privatização a gente nunca esquece
Pronto aeroporto para a Copa
Oposição ironiza onda de privatizações do governo petista descerrando placa (à dir.) no Aeroporto de Brasília. Pág. 8 Divulgação
O de Doha será entregue no fim de 2012, para a Copa de 2022. Pág. 21 João Caldas/Divulgação
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cultura
E lá dentro é o maior luxo O Wrangler destrói no 4x4 e ainda esbanja conforto. Pág. 29 Luiz Octavio de Lima/DC
Valdir Rosado/Divulgação
Imagem Filme/Divulgação
Fim de semana
Hey, John! Hi, Beatlelândia! Siga o repórter Luiz Octavio de Lima em Liverpool. Pág. 30 HOJE
ISSN 1679-2688
23574
Sol com pancadas de chuva Máxima 32º C. Mínima 21º C.
AMANHÃ 9 771679 268008
Sol com pancadas de chuva Máxima 28º C. Mínima 20º C.
Quem chega para divertir a Cidade é a estranha Família Addams (acima): musical inédito no Brasil. Outra estreia turbinada é a do filme Drive, com Ryan Gosling e Carey Mulligan (foto). Já o Museu de Arte Brasileira reúne 170 fotografias assinadas por grifes como Valdir Rosado (esq.). Mais: Chico Buarque, dança, rádio, contos. E Roda do Vinho.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 2 de março de 2012
Não fica bem para um prêmio Nobel de economia usar o método da autoridade como argumento. Roberto Fendt
pinião
EYMAR MASCARO
SERRA VAI PARA O TUDO OU NADA
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O NOBEL E O CHILE
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á dois anos, em 3 de março de 2010, o econ o m i s t a e p rê m i o Nobel de Economia Paul Krugman publicou, nas páginas de opinião do New York Times, coluna intitulada "Fantasias dos Chicago Boys" – um grupo de economistas liberais reunidos na Universidade Católica do Chile, muitos dos quais com mestrado e doutorado na Universidade de Chicago. O objetivo da coluna era mostrar que o sistema previdenciário chileno não servia de parâmetro para a discussão da reforma da previdência social dos EUA. Até aí, tudo bem, embora não se possa descartar em meia dúzia de linhas os benefícios de um sistema previdenciário que está por ser aplicado parcialmente no Brasil aos seus servidores públicos. Não fica bem para um prêmio Nobel de economia usar o método da autoridade como argumento – método que consiste em afirmar a veracidade de algo pela qualidade da pessoa que emite o julgamento. Não satisfeito com isso, Krugman extrapola sua "análise" ao referir-se mais adiante às consequências da liberalização da economia chilena. O seu argumento está todo centrado em um tosco gráfico em que apresenta a evolução do PIB per capita chileno entre 1971 e 1989. Até que o exame de Krugman do gráfico não começa mal; e aponta, corretamente, que a queda no PIB per capita observado entre 1971 e 1974 foi consequência das mazelas produzidas pelo governo do senhor presidente Salvador Allende. De fato, o governo socialista chileno não poderia ter terminado de outra forma. Suas políticas desorganizaram a economia de tal forma, que a queda do nível de vida da população era o único efeito
ROBERTO FENDT a esperar – algo como está ensaiando, de forma lenta e sub-reptícia, o governo da senhora presidente Cristina de Kirchner.
L
evou tempo para reorganizar a economia. Os Chicago Boys, ao contrário do que muitos supõem, não foram chamados de imediato. Somente quando os primeiros resultados da política econômica do governo militar deixaram a desejar é que o grupo passou a dirigir a economia chilena. Os primeiros resultados positivos da nova orientação de livre mercado introduzida pelos Chicago Boys foram descartados por Krugman com a afirmação ligeira de que a rápida recuperação do PIB per capita no final da década de 1970 deveu-se ao influxo de capital para retomar o investimento, paralisado durante o governo Allende. Esqueceu-se de dizer que os capitais retornaram porque havia confiança no novo governo, ao contrário do que ocor-
ria no governo anterior.
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o início dos anos 80 a crise latino-americana bateu forte no Chile, como de resto em todos os países da região, fato reconhecido por Krugman. Não procede, contudo, sua afirmação de que a crise chilena foi mais profunda que em outros países vizinhos em decorrência das reformas de livre mercado introduzidas na segunda metade da década anterior. O Chile era então basicamente produtor e exportador de matérias-primas e teria o mesmo destino de outros países latino-americanos em situação similar – Bolívia e Venezuela, entre outros – com a violenta queda dos preços dessas commodities no mercado internacional. A conclusão da coluna é, no mínimo, desonesta: "As políticas de livre mercado são postas em prática e, presto, a prosperidade se segue – quinze anos depois". Ora, a prosperidade não se se-
Os resultados da política econômica chilena estão aí: o país tem hoje o maior PIB per capita da América Latina. O percentual de chilenos abaixo da linha da pobreza caiu pela metade.
guiu imediatamente às reformas porque, primeiro, as reformas autênticas e profundas levam tempo para produzir resultados. Segundo, porque a segunda metade da década de 70 e a de 80 foram períodos de grandes desajustes da economia internacional, com choques externos de toda natureza às economias menores. Não haveria como o Chile ir bem se todo o mundo ia muito mal. Finalmente, restabelecida a normalidade na economia mundial, o Chile retomou o caminho do crescimento – em larga medida porque os governos que sucederam o do general Pinochet reconheceram que os fundamentos daquele governo eram sólidos e mantiveram, em linhas gerais, as reformas realizadas. Os resultados estão aí, à vista de todos, exceto do senhor Paul Krugman: o Chile tem hoje o maior PIB per capita da América Latina. O percentual de chilenos abaixo da linha da pobreza caiu pela metade. O novo regime previdenciário chileno, privado, alvo inicial da coluna de Krugman, é em larga medida responsável por ter o país uma taxa de poupança de 21% do PIB, o que lhe assegurou uma taxa de crescimento do PIB na década de 90, antes da crise de 1998, de 8% ao ano. Talvez, se fosse brasileiro, Krugman não tivesse coragem de dizer o que disse. Aqui, com remendos em lugar de reformas, temos um "produto potencial" que não pode crescer mais de 3 a 4% ao ano, sob o risco de trazer de volta o dragão inflacionário. Aqui o PIB potencial não cresce porque poupamos medíocres 17% do PIB e, a despeito da monstruosa carga tributária, o Estado não investe em infraestrutura. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
onfirmada sua candidatura à prefeitura de São Paulo, resta a José Serra saber se vai polarizar a campanha com Fernando Haddad ou se o confronto se dará com Lula, como ocorreu na eleição presidencial de 2010, em que o tucano gastou o gogó respondendo às provocações do ex-presidente, embora a sua adversária fosse Dilma Rousseff. Só que o cenário agora é outro: em 2010, Lula estava com a saúde em dia. Agora, ele depende de uma liberação dos médicos para se engajar na campanha do partido. Com a candidatura de Serra, Haddad perde o apoio de Gilberto Kassab e ganha o de Marta Suplicy. As urnas dirão se a troca foi boa ou ruim. Serra é o melhor – talvez o único no momento – candidato do PSDB. Ele lidera todas as pesquisas, mas precisa eliminar parte da taxa de rejeição que o acompanha: eleições passadas registram que candidatos que amargavam um índice de rejeição acima de 30% empacavam no 2º turno. Lula não queria perder o apoio de Kassab a Fernando Haddad, sobretudo porque os chefes de executivo costumam reservar alguns bilhões de reais para serem aplicados em obras em ano de eleição. A esperança de Haddad é que a perda do apoio do prefeito seja compensada com os votos que Marta Suplicy tem na periferia.
arta tinha 25% de intenção de voto nas pesquisas quando desistiu de disputar a legenda com Fernando Haddad, mas Kassab também convive com bom índice de aceitação popular. A candidatura obrigou Serra a jogar por terra seu projeto nacional. Ele desiste de tentar uma terceira candidatura ao Planalto, em 2014 e quem soltou foguete foi o senador mineiro Aécio Neves, que sente a legenda presidencial do PSDB cair em seu colo. Serra foi muito pressionado pelo partido e pelo governador Geraldo Alckmin a sair candidato à prefeitura. Depois de muito resistir, acabou cedendo ao encanto do pio do tucano-mor de São Paulo. O que ajudou a pesar na balança, na hora de decidir, foi a ameaça de Kassab de se aliar ao PT. PT e PSDB estão empenhadíssimos na conquista da prefeitura paulistana: dos 30 milhões de eleitores no estado, 10 milhões estão centrados na Capital. Os dois partidos estão convencidos de que quem
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Serra é o melhor – talvez o único no momento – candidato do PSDB a prefeito. Ele lidera todas as pesquisas, mas precisa eliminar parte da taxa de rejeição que o acompanha.
eleger o sucessor de Kassab, sairá em vantagem nas campanhas de presidente e de governador em São Paulo, em 2014. m dos sonhos do PT é fazer de Lula candidato ao Palácio dos Bandeirantes, caso esteja bem de saúde e se a legenda presidencial do partido ficar com Dilma Rousseff. Alckmin, no entanto, não dorme de touca, e já trabalhou a legenda tucana para abrigar sua candidatura à reeleição. O governador tem assegurado expressivas votações no interior paulista, mas precisa se fortalecer eleitoralmente na Capital.
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uando disputou a eleição de prefeito de São Paulo, perdeu. Serra não pode nem pensar em perder a eleição para um novo candidato ainda desconhecido dos eleitores. Ele já conhece o sabor amargo de uma derrota para um candidato-poste, como ocorreu contra Celso Pitta e depois se repetiu contra Dilma Rousseff. O PSDB está prometendo cobrar de Fernando Haddad, porque, como ministro da Educação, não evitou as fraudes nos exames do Enem. O PT também faz ameaças a Serra, querendo uma resposta às acusações de que tucanos se locupletaram com as privatizações no governo Fernando Henrique, como registrou no livro A privataria tucana o jornalista Amauri Ribeiro. Assim que o livro chegou às livrarias, o PSDB prometeu processar judicialmente o jornalista, argumentando que as denúncias foram feitas sem a existência de provas.
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EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
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A DIREITA NACIONAL, PENSANTE E ATUANTE ACABOU COMO VÍTIMA DA PRÓPRIA DITADURA.
pinião
POR QUE A DIREITA SUMIU Arquivo A
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E
m artigo recente, João Mellão Neto define muito corretamente o espírito do conservadorismo, mas falha em explicar por que a direita se enfraqueceu no Brasil ao ponto de todos os candidatos, nas duas últimas eleições presidenciais, serem de esquerda. ( v e r ( h t t p : / / w w w . e s t ad a o . co m . b r / n ot i c i a s / im p re sso ,uma -no va-d ire ita- -po r-qu enao-,839845,0.htm). Isto aconteceu, diz ele, porque a direita apoiou a ditadura e a ditadura não respeitou os direitos humanos. Esse diagnóstico revela mais sobre a mente que o produziu do que sobre os fatos a que pretende aludir. Mellão, com toda a evidência, aceitou a narrativa histórica dos adversários e argumenta contra eles numa perspectiva que, no fim das contas, continua sendo a deles. Ninguém entenderá a história do período militar sem estar consciente de que em 1964 não houve um golpe, porém dois: o primeiro removeu do poder um governante odiado pela população, que foi às ruas aplaudir entusiasticamente a derrubada do trapalhão esquerdista. O segundo, meses depois, traiu a promessa de restauração democrática imediata e iniciou o longo e deprimente processo de demolição das lideranças políticas conservadoras, substituídas, no poder, por uma elite onipotente de generais e tecnocratas "apolíticos". A grande ironia das duas décadas de governo militar foi que este, movendo céus e terras para liquidar a esquerda armada, nada fez contra a desarmada, mas antes a cortejou e protegeu, permitindo que assumisse o controle de todas as instituições universitárias, culturais e de mídia, fazendo daqueles vinte anos "de chumbo" uma época de esfuziante
OLAVO DE CARVALHO prosperidade da indústria das ideias esquerdistas no Brasil. Vasculhem a história do período e verão que, se o governo perseguia e amaldiçoava a violência guerrilheira, ao mesmo tempo nada fazia para combater o comunismo no plano ideológico, muito menos para ensinar à nação o valor perene dos princípios conservadores, que pouco a pouco foram caindo no total esquecimento até tornar-se como que uma língua estrangeira, desaparecida do cenário público decente já antes de os líderes esquerdistas mais notórios voltarem do exílio.
À
imperdoável omissão dos governos militares no campo da guerra cultural e ideológica somou-se o desprezo da clique oficial pela classe política e as grandes lideranças conservadoras foram sendo apagadas, uma a uma, como velas sob um vendaval. Foi durante aquele regime que vozes poderosas do campo conservador, como as de Carlos La-
cerda e Adhemar de Barros, foram caladas, enquanto outras, como as de Pedro Aleixo e Paulo Egídio Martins, foram menosprezadas e esquecidas, e outras ainda, como a de Roberto de Abreu Sodré, acabaram se acomodando à mediocridade oficial até perderem toda relevância própria.
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anto foi assim que, quando o governo Geisel deu sua virada à esquerda, adotando uma política nuclear antiamericana, estimulando o mais obsceno "terceiromundismo" na diplomacia e até fornecendo armas, dinheiro e assistência técnica para Fidel Castro invadir Angola, não se ouviu um protesto sequer das lideranças civis. A única resistência que apareceu, vinda do campo militar por meio do valente general Sylvio Frota, foi logo sufocada sob acusações de "golpismo" e aplausos gerais ao presidente triunfante que estrangulara a "linha dura". Nas universidades, a direita foi sistematicamente preterida na
Se o governo militar perseguia e amaldiçoava a violência guerrilheira, ao mesmo tempo nada fazia para combater a esquerda desarmada, o comunismo no plano ideológico.
distribuição de verbas e cargos, que a generosidade insana do governo prodigalizava aos esquerdistas na ilusão de neutralizá-los ou seduzi-los (o processo, de indecência sem par, é descrito em h t t p : / / w w w . e c s b d e f es a . c o m . b r / d e f esa/fts/QTMFB.pdf) pelo estudioso venezuelano Ricardo Vélez Rodriguez, um dos mais abalizados conhecedores da vida universitária no Brasil).
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té mesmo no jornalismo foi ainda durante o período militar que a esquerda assumiu de vez o controle das redações (v. meus artigos em http://www.olavodec a r v a l h o . o r g / s e m an a / 1111 2 4 d c . h t m l ; h t t p :/ / w w w. o la v o d ec a r v a l h o . o r g / s e m an a / 1111 2 5 d c . h t m l e h t t p : / / w ww. o l a v o d ec a r v a l h o . o rg / s e m ana/111130dc.html), enquanto porta-vozes fulgurantes do pensamento conservador, como Gustavo Corção, Lenildo Tabosa Pessoa e Nicolas Boer, iam sendo jogados para escanteio sem que ninguém desse pela sua falta. A direita pensante e atuante foi, literalmente, esmagada pela ditadura, que ao mesmo tempo, na esperança idiota de dividir os adversários e ganhar o apoio de uma parte deles, abria as portas e os cofres das instituições de cultura para o ingresso da revolução gramsciana. Quando terminou a era dos governos militares, em 1988, só o povão mudo, desprovido de canais para fazer valer suas opiniões, era ainda conservador no Brasil, enquanto o espaço cultural inteiro – mídia, movimento editorial, uni-
Geisel (em pé) e Sylvio Frota: uma guinada à esquerda afastou o conservador. versidades, escolas secundárias e primárias, etc. – já era ocupado, gostosamente, pela multidão de tagarelas da esquerda que ainda mandam e desmandam no panorama mental brasileiro.
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os sucessos retumbantes que obteve na economia e no combate às guerrilhas, a ditadura aliou, em triste compensação, uma cegueira ideológica indescritível, que expulsou a direita do cenário público e entregou o espaço àqueles
que até hoje o dominam. Cabe, nesse contexto, lembrar mais uma vez o dito de Hugo Von Hofmannsthal, segundo o qual nada está na política de um país que primeiro não esteja na sua literatura (tomada em sentido amplo de alta cultura). A direita saiu da política nacional porque, com a complacência e até a ajuda do governo militar, foi primeiro banida da cultura nacional. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA
1ª SEMANA DO ANO DA DRAGOA N
NEIL feliz ano novo
o calendário chinês, 2012 é o Ano do Dragão. O Dragão é um signo do elemento água; poderoso, representa vitalidade, entusiasmo, orgulho, extravagância e ideais elevados. A Dragoa não sei, nunca ouvi falar nela. Como os chineses acordam mais
cedo e dormem mais tarde para trabalhar mais que todo mundo, o ano lá começou antes, em 23 de janeiro e acabará depois, em 9 de fevereiro de 2013. O Ano da Dragoa acabou de começar; feliz Ano Novo pra você, sua família e seus amigos O Ano do Dragão tem 13º mês, não tem 13º salário; lá
Ferreira
não tem moleza como aqui. Semana Santa, férias de 30 dias, licença maternidade de 4 meses, paternidade de 2 – estão querendo aumentar para 4, antes dus mano sumirem das minas, deixando-as ainda adolescentes com um maninho na mão, outro no colo mais um na barriga, noves fora bolsa-esmola para mais 4; qual o quê. O Ano da Dragoa começa bem atrasado em relação ao chinês; em compensação acaba muito antes. O de agora amanhece com uma fumacinha branca de esperança pairando sobre a paulistada – Habemus Serra. Votarei nele e ninguém tasca. É um remédio amargo, duro de engolir, mas é o único conhecido para a gravíssima pandemia que assola o país, do norte ao nordeste, do nordeste ao norte; e ameaça contaminar este nosso penúltimo bastião de sanidade. A ameaça é braba. corrupa entra no Ano da Dragoa firme e forte, tungando meio mundo como sempre. Desapareceram nos descaminhos desta vida 18 km de estrada em Santa Catarina, acompanhados dos 800 milhões de pilas do custo superfaturado. Leva o "Prêmio Corrupa de Ouro", catiguria "Criatividade Criativa Lucrativa", para meter a grana da viúva nas algibeiras. Essa nem o "nosso Delúbio" obrou semelhante. Apareceram depósitos milionários, desaparecidos na conta de ex- vice presidente do Banco do Brasil; essa mágica é das mixas, qualquer um faz. Quem vota na capital de Sumpólo que me siga; não podemos cair na esparrela de entregar a administração da maior cidade nordestina do mundo, segundo o IBGE, para um
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O Ano da Dragoa começa bem atrasado em relação ao chinês, mas acaba muito antes. O de agora amanhece com uma fumacinha branca de esperança pairando sobre a paulistada – Habemus Serra!
cara que nem consegue administrar o ENEM. O Cara quer dar um replay na façanha que cometeu contra o Brasil na outra eleição, você sabe do que estou falando. Ele e sua Megera Domada sentaram-se na mesma cadeirona lá em Brasília, um no colo do outro. Alô alô advogados de porta de jornal, citei o título de uma obra de Shakespeare, "Megera Domada", escrita há uns 500 anos; qualquer coincidência com pessoa atual é mera semelhança; não foi profecia do Bardo, que nunca antes no país dele se meteu a Nostradamus. "No pasarán!", afano a célebre palavra de ordem da líder comuna da revolução espanhola, Dolores Ibárruri Gómez. Linguas venenosas insinuam que essas heroicas palavras foram pronunciadas quando Ibárruri estava em segurança, refugiada em Paris. uem deveria, pois, cumpri-las e heróicamente impedir com suas próprias vidas o avanço das tropas inimigas, seriam os que ficaram combatendo na Espanha. Não sei se acredito nessa versão, vendo pelo preço que comprei– digrátis; acho que não vale nada. O Cara, o brimo Haddad, Martaxa Relaxa e Goza, Eduardo "Bobo Dylan" Suplicy, Rui Falcão, Mercadante, Genoíno, Cardozo, a base alugada et caterva, se depender de nós "No pasarán !", nem que a vaca tussa (já escutei umas tossidas por aí...). Mesmo que o Serra tenha desempacado, o Ano da Dragoa começou com o risco do brimo Haddad ganhar a eleição bra brefeito. Haddad trilha pelas mãos do Cara a mesma trilha trilhada por Você Sabe Quem, cuja campanha começou um ano antes do permitido pela lei, usando as portas escancaradas
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das burras do Estado e as engrenagens da máquina. É infinita a grana da viúva. Todos os veículos de comunicação estão exibindo agora a reprise, sem cortes, daquela temporada. Furto do Cara o semáforo futebolístico psicografado do Vicente Matheus: "Time que está ganhando não se mexe." Não se mexe, fica parado e valoriza a posse da bola, sentenciaria pleno de pose. Você viu o brilhante jogo da selecinha, com 69% de posse da bola. Cara não tem um pingo de vergonha na cara de se apossar das táticas vitoriosas que não lhes pertencem, como fez com a estabilização da economia, que virou obra dele; até o Plano Real já insinuou que é dele. Passaram-se as festas de Natal, Ano Novo, férias de verão e Carnaval . De olho no nos feriados da Páscoa, vivemos a 1ª semana útil do Ano da Dragoa, com um dia a mais, o bissexto 29 de fevereiro, só de sacanagem para a corrupa ter um dia a mais para agir e faturar mais. Sem bronca, mano, se não gosta foge pra Bahia, lá o grito de carnaval de 2013 foi gritado na quarta-feira de Cinzas de 2012. As folias do "Tríduo Momesco" duram o ano inteiro; se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que o carnaval fica. Não sei quem é a Dragoa citada aqui e ali neste besteirol; se soubesse, não entregaria a cumpanhera nem sob tortura. Não consta do Aurélio, do Houaiss nem do Google, acho que não existe. Deve ser mais uma besteira saída da minha mente obnubilada pelo fumacê, donde tortuosa e confusa. EM SUMPÓLO O BURACO É MAIS A SUDESTE, HABEMUS SERRA !
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NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO
4 -.GERAL
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
CHARGE DO DIA
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
5 ELES Militares da reserva ganham mais adesão ao protesto contra o governo
olítica
Militares ganham adesão. Dilma, irritada, quer punir
ELAS Mulheres de militares dão uma amostra do que pretendem fazer
A presidente teria cogitado até prisão, mas recuou para não agravar mais a situação. O número de generais que endossou os manifestos passou de 13 para 26 e a ordem do ministro da Defesa, Celso Amorim, de repreender os signatários, ainda não havia sido cumprida.
Reprodução
Mário Tonocchi
ção com o comportamento dos militares e que em conversas no Planalto chegou a cogitar a número de assina- prisão de um oficial, como efeituras em apoio aos to demonstrativo para os dedois manifestos de mais. Mas acabou avaliando militares da reser- que a punição poderia agravar va com críticas ao governo e à ainda mais a situação. Até o ficriação da Comissão da Verda- nal da tarde de ontem não hade, passou de 97 anteontem via notícias de militares da repara 235 ontem. Entre os gene- serva repreendidos por assirais, o número dobrou, de 13 nar o manifesto. Outra discussão a respeito para 26 assinaturas. Além disso, cinco civis também endos- do tema é se os militares da resaram a posição dos militares. serva podem ou não manifesA atualização dos números tarem sobre política e em oufoi feita pelo site A verdade su- tros assuntos nacionais. Segundo a lei 7.524, de 17 de focada, mantido em www.averjulho de 1986, dad esuf ocaassinada pelo da.com, por e x- pres id en te Maria Joseíta José Sarney, os Silva Brilhanmilitares da rete Ustra, muserva podem lher de Carlos se manifestar A l b e r t o B r ip o l it i c a m en t e lhante Ustra, militares já assinaram os e não estão sucoronel reformanifestos contra jeitos a reprim a d o d o Exército e ex- o governo. O número de mendas. O artigo 1 diz: chefe do DOIgenerais saltou de 13 "R espe itad os Codi em São os limites esPaulo. para 26 e tem até civis Os jornais endossando os textos. tabelecidos na lei civil, é faFolha de S. São cinco. cultado ao miPaulo, O Estalitar inativo, do de S. Paulo e i n d e pe n d e nO Globo divulgaram, ontem, sem citar fontes t e m e n t e d a s d i s p o s i ç õ e s oficiais, que o ministro da defe- constantes dos Regulamensa, Celso Amorim, havia deter- tos Disciplinares das Forças minado aos comandantes do Armadas, opinar livremente Exército, Enzo Peri; da Mari- sobre assunto político e externha, Moura Neto, e da Aero- nar pensamento e conceito náutica, Juniti Saito, que repre- ideológico, filosófico ou relaendessem os primeiros 97 ofi- tivo à matéria pertinente ao ciais que assinaram o segundo interesse público". Já o parámanifesto Alerta à Nação – eles grafo único informa que a faculdade assegurada neste arque venham, aqui não passarão. O jornal O Globo informou tigo não se aplica aos assunque a presidente Dilma Rous- tos de natureza militar de caseff voltou a manifestar irrita- ráter sigiloso e independe de
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Sergio Dutti/AE - 21.11.06
Carta dos militares rumo ao infinito, como em Star Wars, e as informações dos manifestantes atualizadas no site mantido por Maria Joseíta, mulher do coronel reformado do Exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra.
filiação política partidária. Depois de divulgada na internet, a segunda carta dos clubes militares foi montada posteriormente no formato da abertura do filme Star Wars, de George Lucas, em que as letras seguem rumo ao infinito. Ao contrário da primeira manifestação, que foi retirada do ar por determinação do ministério da Defesa, a nova versão, em que os militares reafirmam suas críticas anteriores e negam autoridade ao ministro Celso Amorim para tomar essa atitude, permanecia ontem postada no Youtube.
Evandro Monteiro/hYPE - 01.03.10
Mulheres de militares também protestam Elas pedem "melhorias salariais" para os maridos e foram ao Palácio do Planalto para cobrar atitudes
I
Reinaldo Azevedo: em defesa da legalidade – militar ou civil.
Azevedo lembra que todos devem cumprir a lei: presidente e ministro
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decisão do governo federal de punir os militares da reserva que assinaram nota com ataques à presidente Dilma Rousseff e ao ministro da Defesa, Celso Amorim, levou o blog assinado por Reinaldo Azevedo a protestar ontem contra a decisão. Para ele, seria um belo exemplo de "amor à disciplina" se a punição não fosse ilegal. Azevedo lembra que os militares devem cumprir a lei, como a presidente e o ministro também. Para o blogueiro, trata-se de uma "péssima antecipação" da Comissão da Verdade. O articulista relembra em seu comentário que os reservistas, num primeiro texto, apenas rebateram as opiniões das ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos), Eleonora Menicucci (Mulheres) e cobraram coerência da presidente. Segundo Azevedo, contrariando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reiterou a
validade da Lei da Anistia, Maria do Rosário afirmou que a Comissão da Verdade pode criar condições para que algumas pessoas sejam processadas criminalmente. A isso, Azevedo assegura que "não pode", que é "uma mentira". Eleonora fez críticas ao regime militar e, ao fazer referências ao seu passado comunista, o caracterizou como período de luta pela democracia. Para Azevedo, mais uma "mentira", pois ela "lutava por uma ditadura comunista". De acordo com o blog, o texto dos clubes militares não passou de um desabafo e assim ficaria se o governo não entrasse na história. Ao intervir, o Planalto criou novo protesto dos militares, que já soma 235 signatários, dos quais 26 são generais. O blogueiro lembra que clubes militares podem se manifestar sobre temas políticos, desde que não incitem a indisciplina. O que não ocorreu, segundo ele, em momento algum.
vone Luzardo, presidente da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas (Unemfa), tentou ontem subir a rampa do Palácio do Planalto para protestar, mas foi impedida pelos seguranças e, com isso, instalou-se um certo alvoroço. Luzardo protestava por "melhorias salariais" para os militares, por "respeito aos presidentes dos Clubes Militares" e por uma política de governo que atenda as mulheres dos militares, "que são impedidas de estudar e ter uma profissão por terem de acompanhar os maridos frequentemente transferidos pelo País". Logo após o rápido protesto, ela protocolou pedido de audiência com a presidente Dilma Rousseff para o dia 8, Dia da Mulher, quando quer apresentar diretamente à presidente as reivindicações da categoria. "Subimos a rampa para gerar um fato político e chamar a atenção para os nossos problemas", afirmou. "Foi só uma amostra grátis do que vamos fazer daqui para frente e a Polícia Militar e os bombeiros estão do nosso lado", ameaçou Luzardo ao lado de Marina Bavaresco, outra integrante da Unemfa, que estava usando uniforme militar camuflado. Os militares têm protagonizado polêmicas políticas desdesde a véspera do carnaval, quando os presidentes dos Clubes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica publicaram um manifesto contra a presidente Dilma Rousseff e as ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Mulheres) por terem dado declarações pre-
Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE
Ivone Luzardo tentou subir a rampa, mas foi impedida. A rápida manifestação da entidade que dirige foi só "uma amostra grátis" do que vem aí.
gando a revogação da Lei da Anistia. Por pressão da presidente, os militares foram obrigados a retirar o manifesto. Porém, um segundo foi divulgado. Nele, os militares da reserva reafirmaram as críticas e realçaram que não reconheciam a autoridade do ministro da Defesa, Celso Amorim. O general-de-Exército da reserva Gilberto Barbosa de Figueiredo, ex-comandante Militar da Amazônia e ex-presidente do Clube Militar, primeiro oficial-general quatro estrelas a assinar a nota, classi-
ficou como "surpreendente" a maneira como a presidente Dilma está lidando com este assunto, ironizando que a repercussão que o caso está tendo é "excelente". Ele lembra que, no tempo em que presidia o Clube Militar, durante o governo do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, ficava até "frustrado" pela forma como Lula lidava com o tema, ignorando os protestos e as notas divulgadas pelos militares, enterrando as polêmicas em menos de um dia. "Agora, virou assunto nacional e o número de adesão só cresce". (AE)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 2 de março de 2012
Precisamos que atuem, como na ditadura, e dê-lhe tiro e dê-lhe grito, mas com solução. Senador Ivo Cassol (PP-RO)
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Moreira Mariz/Ag. Senado - 15.02.12
Crivella: 'Não ponho uma minhoca no anzol' Novo ministro da Pesca afirma que vai assumir o cargo para trabalhar – e não para pescar.
Ivo Cassol defende práticas de tortura no governo
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senador Ivo Cassol (PP-RO) defendeu ontem a adoção de práticas do regime militar (1964-1985) para garantir a eficiência no serviço público brasileiro. Em audiência da Comissão de Agricultura do Senado, Cassol disse que "tem hora em que a democracia enche o saco e acaba atrapalhando", e que por isso certas práticas como "tiro e grito" devem ser implantadas no governo. "De pessoas que só querem ganhar salário, não querem produzir, nós já estamos com o saco cheio. Então, por isso nós precisamos que vocês atuem, como atuavam na época da ditadura, e dê-lhe tiro e dê-lhe grito, mas com solução". A audiência foi realizada para ouvir o diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), general Jorge Fraxe, sobre a situação da BR 364 – estrada que liga o estado do Mato Grosso aos territórios do Acre e da Rondônia. Cassol reclamou da situação das rodovias e da atuação do Dnit. "Os caras que não derem para produzir, bota para correr, porque nós não temos como ficar aguardando a morosidade de tudo em nome da democracia. Eu respeito a democracia, mas tem hora que enche o saco, tem hora que acaba atrapalhando, porque são muitos di-
reitos humanos, entendeu?, para vagabundo, safado, semvergonha. E é pouca cobrança daqueles que, na verdade, têm que ter o respaldo para poder corresponder", afirmou o senador, irritado. O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), saiu em defesa da democracia. "O senador Cassol disse muitas coisas boas, mas eu não queria novamente voltar ao tempo do regime militar, nem quebrar a estabilidade de emprego. Mas o Cassol tem razão quando fala da morosidade, do descaso, das mazelas, dos malfeitos, que têm mesmo que ser impedidos". De volta – Pela segunda vez, o bispo Eduardo Benedito Lopes, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), chega ao Congresso Nacional a partir de uma suplência. A primeira foi na legislatura passada, quando, primeiro suplente da bancada federal fluminense do PSB, com 59.543 votos, assumiu na Câmara dos Deputados a cadeira deixada vaga pelo deputado Alexandre Cardoso, licenciado para ser secretário estadual de Ciência e Tecnologia. A história se repete agora, quando Lopes - desta vez sem ter recebido nenhum voto – se torna senador por ser o substituto de Marcelo Crivella, recém-indicado ministro da Pesca. (Agências)
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empresário Robert Schoueri, membro do Conselho Superior da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) foi homenageado ontem à noite, no Colégio Rio Branco, por seus companheiros do Rotary Club do Brasil - Leste. Em 50 anos de participação, Schoueri nunca faltou a nenhuma das reuniões semanais. "É uma homenagem pelos meus 100% de frequência. Sou muito cativo", disse o empresário. Emocionado, ele contou que, mesmo quando estava fora do País, procurava um clube do Rotary para registrar a sua presença.
Marcos Mendes/LUZ - 13.04.11
Homenagem a Schoueri pela assiduidade
Shoueri: 100% de frequência.
Aos 89 anos e pai de cinco filhos, Schoueri ainda trabalha na área imobiliária. Além da ACSP, faz parte de mais de dez instituições, entre elas Fiesp, Ciesp, Associação de Exportadores e Câmara Argentina.
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO PRESENCIAL 436/2011-SMS.G, processo 2011-0.321.363-2, destinado ao registro de preços para aquisição de DISPOSITIVO PARA CONEXÃO EM SISTEMA FECHADO E CONEXÃO EM Y PARA INFUSÃO VENOSA SISTEMA FECHADO - DIVERSOS, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/ Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 14 de março de 2012, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.
Waldemir Barreto/Ag. Senado - 5.10.11
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À frente: Crivella já discutiu como será o setor de pesca no Brasil em 2022.
evangélicos, a questão do aborto, do casamento e da família, é muito importante", assegurou. "Ela pode colocar todo o ministério evangélico que, se aprovar leis que são contra a família e contra a vida, vai perder o apoio. Nesse caso, não tem santo que ajude". O futuro ministro afirmou que a sua indicação não é uma forma de pressão para que a si-
gla retire a candidatura de Celso Russomano (PRB) à Prefeitura de São Paulo e apoiar Fernando Haddad (PT). "Vocês imaginam se a gente convence ele, que tem 20 pontos na pesquisa, a ser vice do Hadadd, que tem 5 pontos. O partido se esfacela e isso não vai ocorrer", afirmou. "O Russomano não está sendo negociado, mas fortalecido". (Folhapress)
Se a Dilma aprovar leis que são contra a família e a vida, vai perder o apoio dos evangélicos. Nesse caso, não tem santo que ajude. MARCELO CRIVELLA
Carvalho admite foco evangélico Com Marcelo Crivella, o governo melhora a relação com os religiosos. "É claro", reconhece o ministro.
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ministro-chefe da Secretaria da Presidência da República, Gilberto Carvalho, reconheceu ontem que a escolha do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), para ocupar o ministério da Pesca, vai facilitar a relação com os evangélicos. "É claro", afirmou Carvalho. Ele procurou ainda dissociar as decisões do governo, tirando a Pesca do PT e dando para um evangélico, como uma tentativa de neutralizar as acusações que possam surgir na campanha do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, em São Paulo. Entre elas, a que atrela o candidato petista com o "kit gay". Segundo o ministro "não se pode misturar as coisas". Embora São Paulo seja importante, não dirige todo o processo eleitoral. "A presidente Dilma Rousseff deixou isso claro na viagem que fez ao Ceará e a Pernambuco, quando disse que ela é a presidente", lembrou Carvalho. "Ela tem que pensar na questão federativa, na questão geral", disse. "Então, não dá para dizer que teve uma vinculação tão clara, uma vinculação com esse episódio". Mesmo assim, ele reconheceu que a entrada do PRB no ministério "ajuda, por ser um partido da base que há muito tempo reclamava presença no governo e agora foi
Antonio Cruz/ABr - 02.02.12
Ivo Cassol: "Práticas como 'tiro e grito' devem ser implantadas".
novo ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB-RJ), usou uma frase ontem para resumir todo o seu conhecimento sobre o setor. "Eu não ponho uma minhoca no anzol, mas não estou indo para o ministério para pescar, mas para trabalhar", assegurou. "Eu sei que lá tem muitos técnicos bons, bons pescadores, vou aprender com eles". Crivella, que possui formação em engenharia civil, lembrou que já discutiu o futuro do setor pesqueiro quando Luiz Inácio Lula da Silva estava no governo e Mangabeira Unger (PRB) ocupava a Secretaria de Assuntos Estratégicos, traçando metas para o ano de 2022 no Brasil. Mas disse que não tem informações recentes sobre o setor. "A nossa visão sobre a pesca para 2022 eu tenho, agora o dia a dia do ministério eu vou pegar quando chegar lá", admitiu. "Eu tenho muita coisa para aprender". Bispo licenciado da Igreja Universal, Crivella disse que vai ser o interlocutor dos evangélicos junto à presidente Dilma Rousseff, função já exercida por ele durante a campanha presidencial. Crivella afirmou, porém, que a sua indicação para a pasta não assegura o apoio dos evangélicos à presidente, caso ela não preserve os "valores" da família brasileira. "Para os
contemplado". Fiel – Carvalho também defendeu o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ao negar que ele tenha traído o PT ao acenar com acordos e mudar de ideia com a entrada de Serra. "Ele não passou a perna no PT, eu pelo menos não vejo desse jeito", admitiu Carvalho. "Ele nunca disse que deixaria de apoiar o Serra", afirmou. "Kassab foi rigorosamente fiel ao que ele tinha nos dito". Mesmo assim, o ministro confirmou que o PT e o PSD seguem dialogando. "Isso para
nós é muito importante", disse, acrescentando que as negociações em relação a outros estados e cidades do País prosseguem. "Vamos continuar aliados em outros lugares". Transportes – O ministro esquivou-se de comentar se o governo vai apressar a nomeação do novo ministro do Transporte para acalmar o PR e selar o apoio da sigla ao candidato Haddad, desistindo da ameaça de lançar o deputado federal Tiririca, que está ficando entusiasmado com a ideia e já fala em "prefeito do povão".
É claro que a entrada do PRB no ministério ajuda por ser um partido da base que reclamava presença no governo. GILBERTO CARVALHO Carvalho disse apenas que o assunto "compete a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e a presidente". (AE)
Abarrotado, tribunal pode desabar
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uncionários da Justiça de Minas Gerais anunciaram paralisação ontem em protesto contra as condições de segurança de um edifício – a construção, segundo os servidores, corre risco de desabar devido ao excesso de peso dos processos. Cerca de 200 pessoas trabalham no prédio, que fica na região central de Belo Horizonte e reúne sete varas de Fazenda Pública. Dos 12 andares, sete
têm salas com processos. O vice-presidente do sindicato dos servidores, Rui Viana, disse que laudo feito em 2009 a pedido do próprio Judiciário mineiro apontou que cada andar do prédio suporta 7.000 processos. A carga atual, contudo, é de 11 mil a 15 mil processos por andar. O sindicalista disse que os maiores processos, com dezenas de volumes, chegam a encher um carrinho de super-
mercado. "Os servidores estão em perigo", afirma. Em assembleia na terça-feira, os funcionários que trabalham no edifício decidiram paralisar atividades no próximo dia 6. Na ocasião, devem avaliar ainda possível greve por tempo indeterminado em protesto contra a situação. Segundo o sindicato, manifestação dos servidores no último dia 16 levou o Tribunal de Justiça a suspender a entrada
do público no edifício --funcionários continuaram trabalhando. Os processos começaram a ser transferidos ao subsolo da unidade. O sindicato, no entanto, afirma que a medida não é suficiente em razão do risco atual e da dificuldade de acesso a processos espalhados. A entidade informou ter contratado perícia independente para avaliar a situação. O TJ-MG não se manifestou. (Folhapress)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
7 A entrada de Serra pode indicar fracasso do PSDB, incapaz de fomentar nova geração de líderes. The Economist
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José Patrício/AE
Tucano quer debater com adversários
Assembleia paulista aprova Ficha Limpa
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nimado com a adesão da bancada do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo à sua précandidatura à sucessão da Prefeitura de São Paulo, o exgovernador José Serra à admitiu ongtem a possibilidade de participar de debates com os outros précandidatos do partido. Em entrevista à rádio Jovem Pan, Serra disse estar "à disposição" da direção municipal da legenda. "Na verdade não houve, até agora, propriamente debates entre pré-candidatos. O que houve foram apresentações simultâneas. Eu vou fazer aquilo que a direção municipal estabelecer", disse. Em carta divulgada ontem por Ricardo Tripoli e José Aníbal, os outros dois pré-candidatos tucanos cobraram a realização de dois debates com Serra antes das prévias. Durante a entrevista, o exgovernador também defendeu a realização das prévias no dia 25 e disse que o adiamento da consulta interna, inicialmente marcada para acontecer no próximo domingo, aconteceu para que ele pudesse ter contato com os correligionários. "Eu não poderia, de forma nenhuma, desprestigiar as prévias, passar por cima", comentou. "A minha atitude foi de me inscrever nas prévias e a direção municipal decidiu adiar para que eu possa ter contato com as pessoas". O tucano também voltou a dizer que a aproximação do PSD do prefeito Gilberto Kassab com a candidatura de Fernando Haddad (PT) foi um dos motivos de sua entrada na disputa eleitoral. Para Serra, o PT tem um projeto de se tornar hegemônico no País. "Um país sem oposição é um país não democrático. O PT tem um projeto que é de hegemonia. [...] Ela não vai acontecer porque a população não quer. Em 2010 eu ganhei em 11 Estados", afirmou. (Folhapress)
Serra: "Seria surpreendente se o governo federal não agisse para impedir uma aliança entre PSDB e PSB".
Deputados confirmam apoio a Serra Ex-governador recebeu respaldo de 21 dos 22 deputados estaduais do PSDB à sua pré-candidatura
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pré-candidato do PSDB e ex-governador de São Paulo, José Serra, avaliou como natural a mobilização do Palácio do Planalto em torno da candidatura de Fernando Haddad, pré-candidato do PT à prefeitura paulista. Após reunião com a bancada estadual do PSDB, na Assembleia Legislativa de São Paulo, ele ressaltou que o tempo vai mostrar os meios pelos quais o governo federal alavancou a candidatura do petista em São Paulo. "É óbvio que o governo federal vai se mexer, isso está dentro do previsto. Agora, a maneira como fazer, isso o tempo vai mostrando". Serra recebeu ontem o apoio de 21 dos 22 deputados estaduais do PSDB à sua pré-candidatura no processo de prévias tucanas, mar-
cado para o dia 25 de março. Em conversa com jornalisA presidente Dilma Rous- tas, Serra avaliou que "seria seff anunciou, quarta-feira, o surpreendente se eles fizessem nome do senador Marcelo Cri- o contrário, isso faz parte", se o vella (PRBg o v e r n o f eRJ), bispo da deral não I g r e j a U n iagisse para versal, como impedir uma o novo minisaliança entre O governo federal tro da Pesca. PSDB e PSB. vai se mexer, isso Com a indicaO PSB integra está dentro do ção, o Palácio a base de previsto. Agora, a do Planalto apoio de Dilmaneira como e s t a r i a t e nma (PT), mas, tando blindar em São Paulo, fazer, isso o tempo Haddad de compõe a advai mostrando. ataques relim in i s tr a çã o JOSÉ SERRA giosos, assim do governacomo viabilidor tucano zarando uma Alckmin. aliança entre PT e PRB na suO líder do PSDB na Assemcessão da Prefeitura de São bleia Legislativa de São Paulo, Paulo, com a eventual desis- Orlando Morando, disse que a tência da pré-candidatura do indicação de Crivella para a ex-deputado federal Celso Pesca só se confirmará como Russomanno. intervenção do governo fede-
ral se o ex-deputado federal Celso Russomanno abandonar a corrida eleitoral Debate – Serra disse que não foi comunicado pela direção municipal do PSDB sobre o pedido feito pelos pré-candidatos de realizar pelo menos dois debates antes da eleição interna. Em carta aberta, José Aníbal e Ricardo Trípoli, pré-candidatos, criticaram o adiamento do processo de prévias, de 4 para 25 de março. Segundo Serra, a estratégia de pré-campanha é visitar os diretórios zonais do PSDB na capital paulista. Antecipou que já projeta a equipe de campanha e avaliou como excelentes os nomes do deputado estadual Orlando Morando, do secretário estadual da Cultura, Andrea Matarazzo, e do secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas. (AE)
Divulgação/Instituto Cidadania
Em segredo, Dilma deixa Brasília e visita Lula em SP. médica fará uma avaliação do tratamento radio e quimioterápico a que Lula foi submetido. Os exames determinarão se o tumor na laringe foi eliminado por completo, já que em 12 de fevereiro uma tomografia feita na região, para avaliar a extensão da inflamação na garganta não detectou tumor. A viagem de Dilma não constava de sua agenda, que também não apontava compromissos à tarde. O motivo do encontro não foi revelado, mas segundo fontes próximas ao ex-presidente, eles devem conversar sobre a disputa na direção no Banco do Brasil. Aliás, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também viajou para São Paulo, mas não havia qualquer confirmação oficial de que participaria do mesmo encontro. Segundo fontes, as alianças partidárias para as eleições municipais de outubro também devem entrar na pauta, especialmente a dificuldade de acomodar o PR no governo federal – a sigla não se sente representada pelo atual ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. O PR é considerado pelo PT um aliado importante em São Paulo, para a campanha do ex-ministro Fernando Haddad à prefeitura da cidade. (Agências)
Lula, Dilma e dona Marisa: presidente abandona o posto, por algumas horas, e vai ao encontro de Lula.
Alckmin cobra PSB por aliança
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governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a afirmar ontem que espera ter o apoio do PSB nas eleições para a prefeitura da capital. "Se depender de nós, ficarão conosco o PSB e outros partidos". A sigla – que ocupa a Secretaria de Turismo no governo Alckmin, com Márcio França – também é assediada pelo Palácio do Planalto para apoiar o candidato do PT, Fernando Haddad, na eleição à prefeitura de São Paulo. O presidente do PSB, Eduardo Campos, aliado da presidente Dilma Rousseff no governo federal, já manifestou preferência por Haddad.
Mister Shadow/AE
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urou mais de três horas o encontro da presidente Dilma Rousseff com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde de ontem em São Bernardo do Campo, região do ABC paulista. Dilma chegou sozinha por volta das 15h ao apartamento de Lula e deixou o prédio pouco antes das 19h. Saiu sem falar com os jornalistas e a expectativa era voltar a Brasília em seguida. O encontro só foi confirmado pelo Palácio do Planalto pouco antes das 17 horas, quando ela já estava na casa dele. As visitas da presidente ao seu antecessor não costumam constar da agenda oficial. Tanto o Planalto quanto a assessoria de Lula não divulgam com antecedência local e horário dos encontros. Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Lula, o expresidente vem se recuperando bem desde que teve alta do Hospital Sírio-Libanês no último dia 17 de fevereiro. Lula ficou internado por uma semana devido a uma inflamação na mucosa da laringe e do esôfago. Devido à baixa imunidade, os médicos recomendaram que ele ficasse em repouso em seu apartamento, por pelo menos quatro semanas. No final deste mês, a equipe
Assembleia Legislativa aprovou proposta de emenda à Constituição (PEC) que proíbe a nomeação de pessoas inelegíveis nos termos da Lei da Ficha Limpa para cargos de confiança no Executivo, Legislativo e Judiciário. Pela proposta aprovada, pessoas que tenham sido condenadas em decisão de órgão colegiado da Justiça por crimes envolvendo a administração pública, o patrimônio e o sistema financeiro não poderão exercer as funções de secretário de Estado, secretário adjunto, procurador-geral de Justiça, procurador-geral do Estado, defensor público geral, superintendente e diretor de órgãos da administração pública indireta, fundacional, de agências reguladoras e autarquias, delegado geral de Polícia e reitor de universidades públicas estaduais. A emenda, aprovada por unanimidade ontem, não terá efeito retroativo e deverá ser promulgada nos próximos dias pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Barros Munhoz. (ABr)
Alckmin: "Se depender de nós, ficarão conosco PSB e outros partidos".
Antes, ele e França prometeram a Alckmin apoio ao PSDB. A entrada de Serra na disputa inverteu o cenário: Campos
avalia que a participação do ex-governador nacionaliza a eleição e fragiliza sua aliança com Dilma. (Folhapress)
'A fera ataca de novo', analisa a Economist.
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om esse título, a revista britânica desta semana analisa a entrada tardia do ex-governador José Serra (PSDB) na disputa à prefeitura de São Paulo. Diz o texto que a decisão chegou a apenas uma semana das prévias do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) mexendo no xadrez da política. Ou seja, dois dos quatro précandidatos já se afastaram para abrir caminho a Serra – "ex-prefeito, ex-governador, duas vezes candidato à Presidência da República e duas vezes perdedor"; a votação das prévias foi adiada para dia 25 de março; e, finalmente, Serra entra em campo e atrapalha os planos do PT, que avançava bem sobre São Paulo. O resultado desta eleição será especialmente importante e vai afetar o futuro do PSDB, que no âmbito federal é a principal oposição à presidente Dilma Rousseff, lembra a revista. "Quando o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deixar o cargo em 2014, o estado terá sido comandado pelo PSDB por 20 anos". Daí o ex-presidente Lula ter "conspirado" para acabar com essa hegemonia. "O plano era fazer da prefeitura um trampolim para chegar ao estado". Para isso, explica a revista, Lula teria pedido à senadora Marta Suplicy deixasse a disputa para dar espaço ao ex-ministro da Educação Fernando Haddad". Ag o r a , H a d d a d, q u e quase fez aliança com o prefeito Gilberto Kassab (PSD), "terá que enfrentar a fera", talvez sem o apoio do atual chefe do Executivo paulistano. Perder São Paulo seria um golpe duro para o PSDB. "Serra torna isso menos provável". Sua entrada tardia na corrida à prefeitura pode ser a possibilidade de manter o poder. "Mas pode também ser sinal de fracasso do partido, incapaz de fomentar uma nova geração de líderes", conclui o artigo.
p PMDB protesta contra hegemonia do PT DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 2 de março de 2012
O PT se prepara com ampla estrutura governamental para tirar do PMDB o protagonismo municipalista. Trecho da carta-protesto do PMDB
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Inconformados com a perda de espaço, 45 deputados peemedebistas divulgam manifesto. "É visível o esforço do governo para fortalecer o PT", reclamam, em nota.
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nsatisfeitos na relação com o governo Dilma Rousseff e ameaçados de perder para o PT o status de partido com maior número de prefeitos, 45 deputados do PMDB assinaram um manifesto protestando contra a hegemonia petista. No texto de 25 linhas que será entregue oficialmente na segunda-feira ao vice-presidente da República, Michel Temer, e ao presidente nacional do partido, senador Valdir Raupp (RO), os deputados reclamam "da relação desigual e injusta" do governo com o PMDB se
comparado com o tratamento que o PT recebe do Palácio do Planalto. "Nas propostas e nas decisões maiores (do governo), o PMDB não tem participado e é visível o esforço do governo para fortalecer o Partido dos Trabalhadores", afirma a nota. Embora só a metade da bancada tenha assinado o manifesto, os demais parlamentares deverão aderir ao texto até segunda-feira. Também vão receber o manifesto os líderes na Câmara, Henrique Alves (RN), e no Senado, Renan Calheiros. Mas o
sinal de que não se trata de um movimento da base parlamentar contra a cúpula partidária, vem da lista de signatários. O deputado Renan Filho e Francisco Escórcio, respectivamente ligados ao líder Renan e ao presidente do Senado, José Sarney, não teriam aderido à revelia de ambos. E nc ru zi lh ad a – "Nós estamos vivendo numa encruzilhada, onde o PT se prepara com ampla estrutura governamental para tirar do PMDB o protagonismo municipalista e assumir seu lugar como o maior partido com base muni-
cipal no País", afirma o documento, resumindo a preocupação do conjunto do PMDB e o nervosismo do partido diante da proximidade das eleições municipais de outubro. Entre os signatários estão os deputados Danilo Fortes (CE), Lúcio Vieira Lima (BA), Osmar Terra (RS) e Nilda Gondim, que é mãe do senador Vital do Rego Filho (PMDB-PB). É nesse clima de tensão na relação com o PT e com o governo que o manifesto propõe um encontro nacional das bases do partido em Brasília, no dia 25 de abril. (AE)
Waldemir Barreto/Agência Senado 15.02.12
Valdir Raupp chora ao falar de rodovia
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presidente do PMDB, o s e n a d o r Va l d i r Raupp (RO), chorou durante audiência pública, ontem, na Comissão de Agricultura do Senado que discutiu os problemas na rodovia 364, que liga o Mato Grosso ao Acre e a Rondônia. Ao lembrar de amig o s q u e m o r re r a m n a B R , Raupp chegou às lágrimas enquanto falava sobre os buracos da rodovia.
"Foram muitos amigos que morreram: um vereador do meu partido, antes morreu um deputado do PT, logo depois uma semana morreu um prefeito. Foram em trechos diferentes, mas já morreram famílias inteiras", disse. Recusa – Raupp criticou o governo ao afirmar que, há três anos, cobra audiências com o ministro dos Transportes para discutir os estragos na rodo-
via. O peemedebista afirmou que não teve os pedidos atendidos, por isso aproveitou a presença do diretor do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para protestar contra as condições da estrada. Na audiência, o diretor-geral do Dnit, Jorge Fraxe, disse que o projeto de restauração da rodovia está pronto para ser licitado – assim como o governo
vai deflagrar uma operação "tapa-buracos" na região. O peemedebista disse que apenas isso não vai reduzir os problemas da rodovia. Faxina – No ano passado, a presidente Dilma Rousseff afastou a cúpula do Dnit e o então ministro dos Transportes (Alfredo Nascimento) depois de divulgadas denúncias de irregularidades na pasta e no órgão. (Folhapress)
Valdir Raupp, presidente nacional do partido: um dos destinatários.
Waldomiro é condenado a 12 anos
Fotos: Dida Sampaio
Ex-presidente da Loterj cumprirá pena por corrupção ativa e passiva
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Registro: acima, deputados do DEM, Ronaldo Caiado e ACM Neto desceram placa de celebração da privatização dos aeroportos, mais tarde retirada por um funcionário (à esquerda).
juíza Maria Tereza Donatti, da 29ª Vara Ceriminal do Rio de Janeiro, condenou o ex-presidente da Loterj Waldomiro Diniz a 12 anos de reclusão por corrupção passiva e ativa e crime contra a lei de licitações, além de multa R$ 170 mil. A condenação já era esperada, diante das provas obtidas e acolhidas pela Justiça. Diniz foi flagrado em 2004 pedindo propina ao bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que também foi preso nesta semana, durante a Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma quadrilha de exploração de jogos com máquinas caça-níqueis. Foram cumpridos 82 mandados judiciais, dos quais 35 de prisões preventivas e temporárias. "Ficou suficientemente comprovado que a "negociata" entre os réus Waldomiro e Carlos Ramos visava interesses
Alaor Filho/AE - 13.04.04
Waldomiro Diniz: flagrante de propina em vídeo.
pessoais e também de políticos que seriam beneficiados com as tais "doações", muito embora a renda da Loterj devesse ser "destinada aos projetos de interesse social relacionados à segurança pública, à educação, ao desporto, à moradia e à seguridade social", escreveu a juíza, na sentença. A divulgação das imagens
dos dois agora condenados, na época, enfraqueceu a posição do então ministro da Casa Civil José Dirceu no governo. No vídeo, Waldomiro pedia a Cachoeira dinheiro para campanhas do PT e do PSB. Em troca, o então presidente da Lotera fluminense prometia ajudar Cachoeira numa licitação. (Folhapress)
ACIDENTE NA ANTÁRTICA
Pesquisas continuam em navios Estudos serão realizados provisoriamente em frota da Marinha, afirma ministro
Oposição ironiza privatização petista Deputados inauguraram até placa no Aeroporto Internacional de Brasília
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erca de 30 deputados e senadores da oposição encenaram ontem, no Aeroporto Internacional de Brasília, a cerimônia de descerramento de placa marcando a celebração da "primeira grande privatização do PT", em referência às concessões dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo e de Brasília à iniciativa privada. "1º de março de 2012, celebração da primeira grande privatização do governo do PT. Presidente da República Dilma Rousseff. Valor da privatização: 4,5 bilhões", registrava a placa, em papelão preto com letras douradas, pregada em uma coluna do aeroporto, no saguão do aeroporto. O senador José Agripino (DEM-RN), um dos participantes da manifestação, disse que a presidente e o PT condena-
ram, na campanha presidencial, o modelo de privatização e agora estão vendendo as "joias da coroa". "O nome privatização foi usado como se fosse uma ignomínia. Agora eles reconhecem que é um caminho de saída, mas estão trilhando esse caminho de forma errada, pois estão colocando em concorrência apenas os aeroportos viáveis". O deputado ACM Neto (DEM-BA) disse que a presidente Dilma Rousseff fez campanha contra a privatização e agora, numa "contradição", está chamando a iniciativa privada para participar da melhoria da infraestrutura do País. "A presidente se rendeu aos fatos e chamou a iniciativa privada. Isso evidencia que o PT do passado é um e o PT do presente é outro". ACM também criticou o fato
de o governo abrir concessão apenas para aeroportos das grandes cidades. "Os aeroportos privatizados têm um elevado interesse. Mas o problema ocorre no Brasil inteiro. Há muitos gargalos para serem resolvidos". ACM Neto informou também que o DEM, o PSDB e outros partidos da oposição vão realizar uma série de eventos de caráter "simbólico" nos próximos meses, para mostrar obras que estão paradas. Eles pretendem mostrar, por exemplo, problemas na área de saúde. "Queremos chamar a atenção do País para as promessas que não foram cumpridas", ressaltou. Após a manifestação a placa foi retirada por um funcionário do aeroporto e os parlamentares se dirigiram para seus respectivos estados. (AE)
O
ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, disse ontem que pode usar as embarcações da Marinha para manter em andamento as pesquisas atingidas pelo incêndio no sábado na Estação Antártica Comandante Ferraz, na Antártica. "Na totalidade, as pesquisas não vão parar em nenhum período. Vai diminuir a produção do trabalho, porque a maioria dos equipamentos foi prejudicada, mas não vai parar", disse o ministro.
"A primeira questão é como é que a gente mantém essas estações que estão lá dentro funcionando. Vai precisar de energia". Raupp citou como uma alternativa imediata o uso das embarcações Almirante Maximiano e Ary Rongel, da Marinha. Uma delas precisa de conserto, mas o processo não é demorado. "Por que não utilizar essas embarcações, atracá-las o mais perto possível da região de interesse e começar a operar os equipamentos científicos nesses navios?", defendeu. Raupp deu como exemplo
Toni Pires/Folhapress - 06.12.11
Retomada: pesquisadores poderão voltar ao trabalho.
de alternativa energética os painéis solares e geradores eólicos, sistemas sustentáveis e usados em outras estações na região. "Por que não construir mais estações como essa, que podem ser feitas com relativa rapidez?". O ministro ressaltou que essas medidas seriam mais imediatas pois o governo não vai "abandonar a questão da reconstrução da base, até em condições mais seguras e duradouras". O secretário executivo do ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Antonio Elias, responsável pelo detalhamento de R$ 1,4 bilhão definido pela área econômica para a pasta, disse que os recursos para a pesquisa na Antártica estão "assegurados e não sofrerão contingenciamento". Segundo Raupp, a possibilidade inicial é de que mais pesquisas na Antártica sejam feitas fora da estação queimada. Hoje, sistema semelhante ocorre com o Módulo Criosfera 1, instalado em 2011, com pesquisas sobre clima na região, operado por tecnologia. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
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Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.184.779/0001-01 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 4º Andar - Bloco B - Alphaville - Barueri - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO No exercício, o Banco Ibi registrou Lucro Líquido de R$ 242,557 milhões, correspondente a R$ 64,83 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido de Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, do Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo R$ 2,392 bilhões e Ativos Totais de R$ 5,777 bilhões. (Banco Ibi), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Em 2011 foram pagos aos acionistas R$ 316,368 milhões a título de Dividendos. O Banco Ibi atua no mercado de serviços financeiros, com destaque no crédito ao consumo por meio da emissão e gestão de cartões de crédito private label, cartões de crédito das bandeiras MasterCard e Visa, e produtos de crédito pessoal. Agradecemos o apoio e confiança dos nossos clientes e parceiros comerciais e o trabalho dedicado dos nossos funcionários e demais A segmentação de mercado reúne clientes de um mesmo perfil, com foco na qualidade do relacionamento, o que possibilita atendimento diferenciado colaboradores. e ganhos crescentes de produtividade e rapidez, produzindo, ainda, maior flexibilidade e competitividade na execução da estratégia de negócios, dimensionando as operações, em termos de qualidade e especialização. Barueri, SP, 14 de fevereiro de 2012. Integrante das empresas da Organização Bradesco, o Banco Ibi, no segmento de cartões, fortalece o financiamento do consumo por meio de diversas parcerias com redes de varejo. Diretoria
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ............................................................................................................... Créditos Vinculados....................................................................................................................................... Correspondentes ........................................................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 8a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 9).......................................................................................................... Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 9).......................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 10) ......................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas:. - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 11)................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ DIFERIDO (Nota 12) ..................................................................................................................................... Gastos de Organização e Expansão............................................................................................................. Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 12).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................
2011 4.522.575 668 803.075 148.974 654.101 31.300 9.362 21.938 1.794.435 2.538.802 (744.367) 1.886.863 253 1.983.610 (97.000) 6.234 6.138 96 1.077.892 158.776 170.361 (11.585) 906.580 906.580 12.536 12.536 177.290 31.148
2010 4.594.016 1.126 907.690 77.093 830.597 9.256 8.523 733 1.861.453 2.504.826 (643.373) 1.812.198 11.290 1.886.305 (85.397) 2.293 912 1.381 573.551 32.890 32.890 108.477 145.970 (37.493) 414.084 414.096 (12) 18.100 18.100 188.556 4.800
31.148 1.192 (1.192) 9.882 31.229 (21.347) 85.562 346.749 (261.187) 50.698 83.600 (32.902) 5.777.757
4.800 1.192 (1.192) 9.491 26.737 (17.246) 113.718 346.749 (233.031) 60.547 81.247 (20.700) 5.356.123
PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 13).................................................................................................................................. Depósitos à Vista........................................................................................................................................... Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. Depósitos a Prazo ......................................................................................................................................... RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ............................................................................................................... Correspondentes ........................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 15a)............................................................................................................. Diversas (Nota 15b).......................................................................................................................................
2011 2.596.733 42.514 39.256 178 3.080 12.988 12.988 2.541.231 1.488 146.044 2.393.699
2010 2.304.447 40.006 33.773 2.386 3.847 14.337 14.337 2.250.104 979 946 89.778 2.158.401
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 13).................................................................................................................................. Depósitos a prazo.......................................................................................................................................... Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 15a)............................................................................................................. Diversas (Nota15b)........................................................................................................................................
642.059 29.194 29.194 612.865 612.865 -
586.237 27.239 27.079 160 558.998 371.733 187.265
RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS ............................................................................................... RECEITAS DE EXERCÍCIOS FUTUROS...................................................................................................... Rendas Antecipadas .....................................................................................................................................
146.391 146.391 146.390
-
PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 16) ................................................................................................................ - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros.......................................................................................................................................
2.392.574 2.366.832 25.742
2.465.439 2.366.832 98.607
TOTAL ...........................................................................................................................................................
5.777.757
5.356.123
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil
RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Operações de Crédito ................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................... Resultado das Aplicações Compulsórias ...................................................................... Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros.................................. DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................... Operações de Captações no Mercado (Nota 13b)........................................................ Resultado das Operações de Câmbio........................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 7f)............................................ RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................... Receitas de Prestação de Serviços (Nota 17) .............................................................. Rendas de Tarifas Bancárias (Nota 17)......................................................................... Despesas de Pessoal (Nota 18) .................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 19).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 20) ..................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 10a) .......................... Outras Receitas Operacionais (Nota 21)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 22)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 23) ............................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 25) ................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................... Número de ações (Nota 16a) ........................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil
2º Semestre 2011 1.017.766 927.151 53.426 465 36.724 389.657 1.549 (93) 388.201 628.109 (462.789) 206.649 17.980 (27.709) (388.526) (62.320) 13.433 151.619 (373.915) 165.320 (9.387) 155.933 (64.139) 91.794 3.741.307.886 24,54
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 2.033.096 1.938.775 1.847.139 1.773.806 109.981 91.229 1.638 2.625 74.338 71.115 732.396 520.120 3.478 20.466 (42) 68 728.960 499.586 1.300.700 1.418.655 (873.690) (814.762) 414.869 331.573 22.695 84.757 (52.901) (74.651) (682.152) (605.231) (123.174) (115.342) 26.601 23.003 169.929 94.579 (649.557) (553.450) 427.010 603.893 (11.654) (30.495) 415.356 573.398 (172.799) (42.543) 242.557 530.855 3.741.307.886 3.741.307.886 64,83 141,89
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos: Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa......................................................... Depreciações e Amortizações..................................................................................... Constituições de Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais .......................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas........................................... Amortização de Ágio ................................................................................................... Outros .......................................................................................................................... Lucro Líquido Ajustado do Imposto de Renda e Contribuição Social ................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ............................... (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos ................................................................................................................. (Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências.................... (Aumento)/Redução em Operações de Crédito........................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens............................. Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................... Aumento/(Redução) em Resultados de Exercícios Futuros ........................................ Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos Alienação de Bens Não de Uso Próprio ...................................................................... Alienação de Investimentos ......................................................................................... Alienação de Imobilizado de Uso ................................................................................ Aquisição de Imobilizado de Uso................................................................................. Aplicações no Diferido/Intangível................................................................................. Dividendos e Juros Sobre o Capital Próprio Recebidos.............................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento Aumento/(Redução) em Depósitos.............................................................................. Aumento/(Redução) em Captações no Mercado Aberto............................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ........... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento: Dividendos Pagos........................................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamento ............. Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa........................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................... Aumento/(Redução) Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................
Capital
Aumento
Reservas de Lucros
Realizado
de Capital
Legal
Estatutária
Lucros/ Prejuízos
Patrimonial
Acumu-
Próprias
lados
Saldos em 30.6.2011...........................
2.366.832
-
12.516
235.422
-
Pagamento de Dividendos com Reservas............................................. Lucro Líquido........................................ Destinações: - Reservas....................... - Dividendos Pagos .........
-
-
4.589 -
(93.629) (133.156) -
-
Saldos em 31.12.2011.........................
2.366.832
-
17.105
8.637
Saldos em 31.12.2009......................... Homologação de aumento de capital ... Ajustes de Avaliação Patrimonial.......... Lucro Líquido........................................ Destinações: - Reservas....................... - Dividendos Propostos...
866.832 1.500.000 -
4.978 -
93.629 -
Saldos em 31.12.2010.........................
2.366.832
-
4.978
93.629
-
Pagamento de Dividendos com Reservas............................................. Lucro Líquido........................................ Destinações: - Reservas....................... - Dividendos Pagos .........
-
-
12.127 -
(93.629) 8.637 -
-
2.366.832
-
17.105
8.637
-
Saldos em 31.12.2011.........................
1.500.000 (1.500.000) -
(20) 20 -
Totais -
91.794 128.567 (220.361) (431.302) 530.855 (98.607) (946) 242.557 (20.764) (221.793) -
2.614.770 (93.629) 91.794 (220.361) 2.392.574 1.935.510 20 530.855 (946) 2.465.439 (93.629) 242.557 (221.793) 2.392.574
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010
155.933
415.356
573.398
388.201 16.698 (29.007) (13.433) 5.665 9.393 533.450 391.342
728.960 36.584 38.328 (26.601) 11.330 9.393 1.213.350 209.407
499.586 37.729 99.665 (23.003) 11.330 20 1.198.725 (856.467)
1.267 (271.406) (660.050) 413.253 57.510 (68.635) 396.731
(23.394) (690.889) (490.940) 243.569 146.391 (215.742) 391.752
1.694.885 11.999 (705.735) (309.968) 12.731 (56.943) 989.227
(346) (10.028) 11.290 916
(4.682) (15.011) 11.290 (8.403)
2.492 (607) 669 (3.735) (35.687) 23.050 (13.818)
(10.853) (10.853)
4.463 4.463
(316.368) (316.368) 70.426 79.237 149.663 70.426
Eventos
Ajustes Avaliação
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil 2º Semestre 2011
Capital Social
(316.368) (316.368) 71.444 78.219 149.663 71.444
(1.196.474) (12.502) (1.208.976) (233.567) 311.786 78.219 (233.567)
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
Descrição 1 - RECEITAS .............................................................. 1.1) Intermediação Financeira.............................. 1.2) Prestação de Serviços................................... 1.3) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa......................................................... 1.4) Outras ............................................................. 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ............ Materiais, Energia e Outros .................................... Serviços de Terceiros.............................................. Comunicações ........................................................ Serviços do Sistema Financeiro ............................. Propaganda, Promoções e Publicidade.................. Transporte ............................................................... Processamento de Dados....................................... Contribuições Filantrópicas..................................... Manutenção e Conservação de Bens ..................... Arrendamento de Bens ........................................... Viagens ................................................................... Outras ..................................................................... 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3)................... 5 - DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO ...................... 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5)........................................... 7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA.................................................. Resultado de Participações em Coligadas e Controladas.......................................................... 8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7).......... 9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO........... 9.1) Pessoal ........................................................... Proventos ......................................................... Benefícios ........................................................ FGTS ............................................................... Outros Encargos .............................................. 9.2) Impostos, Taxas e Contribuições ................. Federais ........................................................... Municipais ........................................................ 9.3) Remuneração de Capitais de Terceiros ....... Aluguéis ........................................................... 9.4) Remuneração de Capitais Próprios ............ Dividendos ....................................................... Lucros Retidos no Período...............................
2º Semestre 2011 % 628.176 253,6 1.017.766 411,0 224.629 90,7
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 % 2010 1.261.748 212,2 1.377.483 2.033.096 341,9 1.938.775 437.563 73,6 416.330
% 179,8 253,0 54,4
(388.201) (226.018) (1.457) (370.139) (16.087) (101.740) (73.704) (50.807) (7.808) (10.783) (42.951) (2.616) (574) (836) (567) (61.665) 256.581 (22.363)
(156,8) (91,3) (0,6) (149,4) (6,5) (41,1) (29,8) (20,5) (3,2) (4,4) (17,3) (1,1) (0,2) (0,3) (0,2) (24,8) 103,6 (9,0)
(728.960) (479.951) (3.436) (642.337) (33.031) (190.744) (142.258) (100.298) (14.904) (21.891) (68.566) (2.616) (882) (1.653) (898) (64.596) 615.975 (47.914)
(122,6) (80,7) (0,6) (108,1) (5,6) (32,1) (23,9) (16,9) (2,5) (3,7) (11,5) (0,4) (0,1) (0,3) (0,2) (10,9) 103,5 (8,0)
(499.586) (478.036) (20.534) (565.028) (32.727) (202.746) (132.923) (97.559) (16.878) (16.306) (13.914) (4.455) (713) (6.984) (502) (39.321) 791.921 (49.059)
(65,2) (62,4) (2,7) (73,8) (4,3) (26,5) (17,4) (12,7) (2,2) (2,1) (1,8) (0,6) (0,1) (0,9) (0,1) (5,1) 103,3 (6,4)
234.218
94,6
568.061
95,5
742.862
96,9
13.433
5,4
26.601
4,5
23.003
3,1
26.601 594.662 594.662 45.017 28.412 7.442 3.074 6.089 303.857 295.855 8.002 3.231 3.231 242.557 221.793 20.764
4,5 100,0 100,0 7,6 4,8 1,3 0,5 1,0 51,1 49,8 1,3 0,5 0,5 40,8 37,3 3,5
23.003 765.865 765.865 64.861 35.159 8.988 3.179 17.456 167.675 159.964 7.711 2.474 2.474 530.855 946 529.909
3,1 100,0 100,0 8,5 6,9 0,9 0,4 0,3 21,9 20,9 1,0 0,3 0,3 69,3 0,1 69,2
13.433 247.651 247.651 23.956 13.384 4.613 1.659 4.300 130.212 126.080 4.132 1.689 1.689 91.794 220.361 (128.567)
5,4 100,0 100,0 9,6 5,3 1,9 0,7 1,7 52,6 50,9 1,7 0,7 0,7 37,1 89,0 (51,9)
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo (Banco Ibi) está autorizado a operar com a carteira comercial e de crédito, financiamento e investimento, de acordo com as disposições legais e regulamentares em vigor. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a co-participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. É parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se dos recursos administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto.
g) Operações de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução no 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução no 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes, da seguinte forma:
2) APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS TRIMESTRAIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012.
Período de atraso (1) Classificação do cliente B • de 15 a 30 dias................................................................................................................................................................ C • de 31 a 60 dias................................................................................................................................................................ D • de 61 a 90 dias................................................................................................................................................................ E • de 91 a 120 dias.............................................................................................................................................................. F • de 121 a 150 dias............................................................................................................................................................ • de 151 a 180 dias............................................................................................................................................................ G • superior a 180 dias.......................................................................................................................................................... H (1) Para as operações com prazos a decorrer superior a 36 meses, é realizada a contagem em dobro dos períodos de atraso, conforme facultado pela Resolução nº 2.682/99 do CMN.
3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em conta se sua finalidade é a proteção contra risco (hedge) ou não. As operações que envolvem instrumentos financeiros derivativos, destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros.
A atualização (accrual) l das operações de crédito vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação, são classificadas como nível “H” e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidas quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. A provisão estimada para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e levam em conta as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações realizadas pela Administração, na determinação dos riscos de crédito. h) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas e ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. i) Despesas antecipadas Correspondem às aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, sendo registradas no resultado de acordo com o princípio da competência. j) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. k) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a Instituição. continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
10
sexta-feira, 2 de março de 2012
...continuação
Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.184.779/0001-01 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 4º Andar - Bloco B - Alphaville - Barueri - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: sistema de comunicação, instalações e móveis e equipamentos de uso - 10% ao ano; sistemas de processamento de dados - de 20% ao ano e ajustado por redução ao valor recuperável - impairment, quando aplicável. l) Ativo diferido Está registrado ao custo de aquisição ou formação, líquido das respectivas amortizações acumuladas de 20% ao ano, calculadas pelo método linear. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas operações passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular no 3.357/08 do Bacen. m) Ativo intangível Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. É composto por: • Software São registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% a 50% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. n) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos, no mínimo, anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder seu valor recuperável (apurado: pelo (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. o) Depósitos São demonstrados pelos valores de exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base “pro-rata” dia. p) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 14a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 14c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 14b). q) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias, auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias, incorridas (em base “pro-rata” dia).
r) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 250 332 418 794 Disponibilidades em moeda estrangeira ................................................................................................. Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 668 1.126 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. 148.995 77.093 Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 149.663 78.219 (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo. 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Composição e prazos 1 a 30 dias Aplicações no mercado aberto: Posição bancada (1) .............................................. Letras financeiras do tesouro .................................. Letras do tesouro nacional ...................................... Aplicações em depósitos interfinanceiros:....... Aplicações em depósitos interfinanceiros ............... Total em 2011 ......................................................... Total em 2010 ......................................................... (1) Prazo dos papéis que estão lastreando as operações. b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez
31 a 180 dias
181 a 360 dias
652.295 652.295 652.295 830.597
148.974 148.974 148.974 77.093
Em 31 de dezembro - R$ mil Total 2011 2010
Acima de 360 dias
1.806 1.806 1.806 -
32.890
148.974 148.974 654.101 654.101 803.075
77.093 77.093 863.487 863.487 940.580
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 15.718 11.836 15.718 11.836 93.453 72.436 109.171 84.272
Posição bancada ..................................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Depósitos interfinanceiros ....................................................................................................................... Total (Nota 6b)........................................................................................................................................
6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, o Banco Ibi não possuía operações de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos. b) Resultado de títulos e valores mobiliários Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... 109.171 84.272 810 6.957 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ 109.981 91.229
7) OPERAÇÕES DE CRÉDITO, OUTROS CRÉDITOS COM CARACTERÍSTICA DE CONCESSÃO DE CRÉDITO E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Modalidades e prazos Em 31 de dezembro - R$ mil 1 a 30 dias 314.986 378.781 693.767 726.099
Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Outros créditos (1)............................................................................... Total em 2011 ..................................................................................... Total em 2010 .....................................................................................
31 a 60 dias 872.003 501.968 1.373.971 1.398.997
1 a 30 dias 67.306 67.306 70.533
Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados............................................................ Outros créditos (1)...................................................................................... Total em 2011 ............................................................................................ Total em 2010 ............................................................................................
61 a 90 dias 134.978 292.309 427.287 407.879
31 a 60 dias 67.451 67.451 68.621
Curso normal 181 a 360 Acima de dias 360 dias 179.429 167.251 220 138.478 167.471 317.907 144.549 302.407
91 a 180 dias 217.505 376.908 594.413 579.173
61 a 90 dias 70.826 70.826 61.748
Curso anormal Parcelas vencidas 181 a 540 dias 374.937 374.937 318.982
91 a 180 dias 209.226 209.226 176.616
Total em 2011 (A) 1.886.152 1.688.664 3.574.816
Total em 2010 (A) 1.927.104 1.631.999
% 52,8 47,2 100,0
% 54,2 45,8
3.559.104 100,0 Em 31 de dezembro - R$ mil
Total em 2011 (B) 789.746 789.746
Total em 2010 (B) 696.500 -
% 100,0 100,0
% 100,0 -
696.500 100,0 Em 31 de dezembro - R$ mil
Curso anormal 1 a 30 Operações de crédito dias Empréstimos e títulos descontados............................ 6.979 Outros créditos (1)...................................................... Total em 2011 ............................................................ 6.979 Total em 2010 ............................................................ 6.262 (1) A rubrica “Outros créditos” compreende títulos e créditos a receber. b) Modalidades e níveis de risco
Parcelas vincendas 61 a 90 91 a 180 dias dias 4.214 7.746 4.214 7.746 3.657 6.700
31 a 60 dias 5.419 5.419 4.975
Total em 181 a 360 dias 5.797 5.797 3.942
Acima de 360 dias 3.110 3.110 1.654
2011 (C) 33.265 33.265
%
2010 (C) 27.191 -
100,0 100,0
2011 (A+B+C) 2.709.163 1.688.664 4.397.827
% 100,0 -
27.191
%
100,0
Total geral em 2010 (A+B+C) 61,6 2.650.796 38,4 1.631.999 100,0 4.282.795
% 61,9 38,1 100,0
Em 31 de dezembro - R$ mil Operações de crédito AA A Empréstimos e títulos descontados............................ 1.617.544 Outros créditos ........................................................... 4 1.534.406 Total geral em 2011 .................................................. 4 3.151.950 % ................................................................................ 71,7 Total geral em 2010 .................................................. 2 3.062.339 % ................................................................................ 71,5 c) Composição da carteira e da provisão para créditos de liquidação duvidosa por nível de risco
B 102.501 25.407 127.908 2,9 140.635 3,3
C 111.037 28.532 139.569 3,2 240.138 5,7
D 112.985 12.915 125.900 2,9 82.054 1,9
E 82.335 6.854 89.189 2,0 74.475 1,7
Nível de risco F 73.789 5.167 78.956 1,8 64.916 1,5
G 68.861 4.167 73.028 1,6 60.093 1,4
H 540.111 71.212 611.323 13,9 558.143 13,0
2011 2.709.163 1.688.664 4.397.827
%
2010 2.650.796 1.631.999
61.6 38.4 100,0 100,0
% 61,9 38,1 100,0 100,0
4.282.795
Em 31 de dezembro - R$ mil
Nível de risco AA............................................................................... A ................................................................................. B ................................................................................. C ................................................................................. Subtotal ..................................................................... D ................................................................................. E ................................................................................. F ................................................................................. G................................................................................. H ................................................................................. Subtotal ..................................................................... Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2010 ............................................................ % ................................................................................
% Mínimo de provisionamento requerido
Carteira Curso normal
0,5 1,0 3,0
Curso anormal
4 3.151.950 73.389 82.755 3.308.098 61.920 20.055 14.115 11.776 158.852 266.718 3.574.816 81,3 3.559.104 83,1
10,0 30,0 50,0 70,0 100,0
Total
54.519 56.814 111.333 63.980 69.134 64.842 61.252 452.470 711.678 823.011 18,7 723.691 16,9
%
4 3.151.950 127.908 139.569 3.419.431 125.900 89.189 78.957 73.028 611.322 978.396 4.397.827
71,7 2,9 3,2 77,8 2,9 2,0 1,8 1,6 13,9 22,2 100,0 100,0 100,0 100,0
4.282.795
d) Concentração de operações de crédito e outros créditos
Específica Vencidas Vincendas 491 54 1.544 160 2.035 214 5.881 517 19.591 1.149 30.962 1.459 41.328 1.548 444.070 8.400 541.832 13.073 543.867 13.287 63,8 1,6 466.066 9.308 60,8 1,2
Provisão 2011 Genérica
Excedente
15.760 734 2.483 18.977 6.192 6.017 7.057 8.243 158.852 186.361 205.338 24,0 211.762 27,6
2010 Total
(18) 252 9.697 9.931 25.115 17.792 15.751 21.871 80.529 90.460 10,6 79.139 10,4
%
15.742 1.531 13.884 31.157 37.705 44.549 55.229 72.990 611.322 821.795 852.952 100,0
2,0 0,2 3,1 5,3 3,2 4,9 5,9 7,9 72,8 94,7
100,0
f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa 2011
%
114.723 131.158 132.177 133.440 134.973
2010 2,61 2,98 3,00 3,03 3,07
%
112.256 680.143 1.075.752 1.789.919 2.462.886
2,62 15,88 25,12 41,79 57,51
e) Setor de atividade econômica Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 Setor privado .................................................................................. Indústria .......................................................................................... Têxtil e confecções........................................................................... Móveis e produtos de madeira ......................................................... Artefatos de couro ............................................................................ Demais indústrias ............................................................................. Comércio ......................................................................................... Artigos de uso pessoal e doméstico................................................. Varejista não especializado .............................................................. Vestuário e calçados ........................................................................ Produtos em lojas especializadas .................................................... Produtos alimentícios, bebidas e fumo............................................. Demais comércios ............................................................................ Intermediários financeiros............................................................. Serviços........................................................................................... Transportes e armazenagens........................................................... Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços ..................................... Atividades associativas, recreativas e culturais................................ Alojamento e alimentação ................................................................ Demais serviços ............................................................................... Pessoa física................................................................................... Total .................................................................................................
%
15.429 1.571 23.891 40.891 24.572 37.198 45.409 60.063 558.142 725.384 766.275
Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 766.275 990.031 728.960 499.586 (642.283) (723.342) 852.952 766.275 557.154 475.374 205.338 211.762 90.460 79.139 154.663 114.757 596.115 140.939
Em 31 de dezembro - R$ mil Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... Vinte maiores devedores .................................................................. Cinquenta maiores devedores.......................................................... Cem maiores devedores...................................................................
Total 1,9 0,2 1,7 3,8 4,4 5,2 6,5 8,5 71,6 96,2 100,0
%
4.397.827 8.454 8.402 1 51 117.643 2.446 114.928 51 171 47 5.366 770 452 141 6 124 47 4.265.594 4.397.827
2010 100,0 0,2 0,2 2,7 0,1 2,6 0,1 97,0 100,0
4.282.795 131.161 109.871 940 20.207 143 10.569 2.042 5.622 2.905 19.959 3.297 3.297 4.117.809 4.282.795
% 100,0 3,1 2,6 0,5 0,2 0,1 0,1 0,5 0,1 0,1 96,1 100,0
Saldo inicial............................................................................................................................................ Provisão.................................................................................................................................................. Baixas ..................................................................................................................................................... Saldo final .............................................................................................................................................. - Provisão específica (1).......................................................................................................................... - Provisão genérica (2) ............................................................................................................................ - Excedente (3) ........................................................................................................................................ Recuperação de créditos baixados (4)................................................................................................ Renegociação de créditos no exercício .............................................................................................. (1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; (3) A provisão excedente é constituída considerando a experiência da Administração e a expectativa de realização da carteira de créditos, de modo a apurar a provisão total julgada adequada para cobrir os riscos específicos e globais dos créditos, associada à provisão calculada de acordo com a classificação pelos níveis de risco e os respectivos percentuais de provisão estabelecidos como mínimos na Resolução no 2.682/99 do CMN. A provisão excedente por cliente foi classificada nos níveis de riscos correspondentes (Nota 7c); e (4) Classificados em receitas de operação de crédito. 8) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a receber Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 253 11.290 253 11.290
2011 Dividendos............................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversos
Operações com cartão de crédito ........................................................................................................... Créditos tributários (Nota 25c)................................................................................................................. Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... Impostos e contribuições a compensar/recuperar................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 1.688.664 1.631.999 485.925 378.938 614.374 145.639 508 17.917 83.310 143.317 2.890.190 2.300.401
9) OUTROS VALORES E BENS Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 12.137 912 7.344 20.393
2011 Despesas antecipadas - parcerias .......................................................................................................... Material em estoque ................................................................................................................................ Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
6.669 6.138 5.963 18.770
10) INVESTIMENTOS a) Ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos, registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”: Em 31 de dezembro - R$ mil
Empresas
Capital
Patrimônio Líquido
Quantidade de cotas possuídas
Participação no Capital
Lucro Líquido
Social
ajustado
(em milhares)
Social (%)
ajustado
Valor contábil 2011
Ibi Corretora de Seguros Ltda. ............................................................ 4.000 31.148 3.999 99,999 26.601 Total .................................................................................................... (1) Ajuste decorrente de avaliação: considera os resultados apurados pelas Companhias a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicáveis.
b) Outros investimentos
Aplicações por incentivos fiscais ............................................................................................................. Subtotal .................................................................................................................................................. Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 1.192 1.192 1.192 1.192 (1.192) (1.192) -
11) IMOBILIZADO DE USO
Taxa Instalações ....................................................................................... Móveis, máquinas e equipamentos .................................................. Sistema de processamento de dados .............................................. Sistema de comunicação ................................................................. Total em 2011 .................................................................................. Total em 2010 .................................................................................. 12) DIFERIDO E INTANGÍVEL a) Diferido (1)
Custo 10% 10% 20% 10%
193 3.820 26.825 391 31.229 26.737
Depreciação (12) (2.109) (18.879) (347) (21.347) (17.246)
Em 31 de dezembro - R$ mil Valor Residual 2011 2010 181 707 1.711 1.114 7.946 7.570 44 100 9.882 9.491
Ajuste decorrente de avaliação (1) 2010
31.148 31.148
2011 4.800 4.800
2010
26.601 26.601
23.003 23.003
b) Ativos intangíveis Os ativos intangíveis adquiridos são compostos por: Em 31 de dezembro - R$ mil Valor Residual Taxa (1) Custo Amortização 2011 2010 Software (1)/(2)................................................................................. 20% a 50% 83.600 (32.902) 50.698 60.300 Outros............................................................................................... 20% 247 Total geral em 2011 ........................................................................ 83.600 (32.902) 50.698 Total geral em 2010 ........................................................................ 81.247 (20.700) 60.547 (1) A amortização dos ativos intangíveis é efetuada no decorrer de um período estimado de benefício econômico e contabilizada como outras despesas administrativas, quando aplicável; e (2) Software adquiridos e/ou desenvolvidos por empresas especializadas. 13) DEPÓSITOS a) Composição Em 31 de dezembro - R$ mil 1 a 30 dias Depósitos: - À Vista ............................................ 39.256 - A Prazo........................................... 181 - Interfinanceiro................................. Total em 2011 .................................. 39.437 % ...................................................... 55,0 Total em 2010 .................................. 33.915 % ...................................................... 50,4 b) Despesas com operações de captação do mercado
31 a 180 dias 996 996 1,4 3.972 5,9
181 a 360 dias 1.903 178 2.081 2,9 2.119 3,2
De 1 a 3 anos 29.080 29.080 40,6 -
Em 31 de dezembro - R$ mil Valor Residual Taxa Custo Amortização 2011 2010 Software ........................................................................................... 20% a 50% 132.809 (119.946) 12.863 29.688 Ágio de Incorporação (2).................................................................. 10 anos 213.940 (141.241) 72.699 84.030 Total geral em 2011 ........................................................................ 346.749 (261.187) 85.562 Depósitos interfinanceiros ....................................................................................................................... Total geral em 2010 ........................................................................ 346.749 (233.031) 113.718 Depósitos a Prazo ................................................................................................................................... (1) Os valores registrados até 8 de dezembro de 2008 foram mantidos neste grupo até sua amortização, de acordo com a Carta-Circular BACEN Operações compromissadas................................................................................................................... nº 3.357/08; e Contribuição ao FGC............................................................................................................................... (2) Ágio na aquisição da Gopic Participações Ltda. Total ........................................................................................................................................................
Acima de 3 anos 114 114 0,1 27.239 40,5
2011 39.256 32.274 178 71.708 100,0
2010 33.773 30.926 2.546 67.245 100,0
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 541 1.627 2.828 18.525 5 109 309 3.478 20.466 continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
11
...continuação
Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.184.779/0001-01 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 4º Andar - Bloco B - Alphaville - Barueri - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 14) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões, passivos contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações legais - fiscais e previdenciárias O Banco Ibi é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração do Banco Ibi entende que a provisão constituída é suficiente para atender perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando a obter indenizações, em especial, o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 244 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado pela totalidade dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses, considerando o ano do ajuizamento. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial, na maioria referente a protestos, inserção de informações sobre devedores no cadastro de restrições ao crédito. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for analisada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. As questões discutidas nas ações normalmente não constituem eventos capazes de causar impactos representativos no resultado financeiro. A maioria dessas ações envolve Juizado Especial Cível (JEC), no qual os pedidos estão limitados a 40 salários mínimos. Cerca de 50% de todas as causas do JEC são julgadas improcedentes e o valor da condenação imposta corresponde a uma média histórica de apenas 5% dos pleitos indenizatórios. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento das normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. O montante provisionado representa a avaliação da Administração dos prováveis insucessos em ações cíveis, com base nos valores atualizados dos processos judiciais já sentenciados e a média dos pagamentos efetuados nos últimos 12 meses, corrigidos monetariamente. III - Obrigações legais - provisão para riscos fiscais O Banco Ibi vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados, não obstante, as boas chances de êxito a médio e longo prazos, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. A principal questão é: PIS e COFINS - R$ 570.008 mil (2010 - R$ 363.529 mil): Pleiteia calcular e recolher as referidas contribuições sobre as receitas de prestação de serviços (faturamento), afastando a aplicabilidade da Lei nº 9.718/98 que determina o cálculo dessas contribuições sobre a totalidade das receitas auferidas, inclusive as financeiras. No tocante à COFINS, pleiteia também, o direito de recolher tal contribuição utilizando a alíquota de 2% ao invés de 4% conforme previsto no artigo 18 da Lei nº 10.684/03. IV - Movimentação das provisões
R$ mil Trabalhistas 4.600 3.445 8.045
Cíveis 170.970 (66.316) (17.430) 87.224
Fiscais e Previdenciárias (1) 371.929 140.410 101.199 15.632 629.170
No início do exercício de 2011 ....................................................................................... Atualização monetária ....................................................................................................... Constituições líquidas de reversões .................................................................................. Baixas/Transferências........................................................................................................ No final do exercício de 2011 (Nota 15) ......................................................................... (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivada, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes no montante total de R$ 70.508 mil, avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Os principais processos com essa classificação referem-se à dedução de despesas nas bases de cálculo do IRPJ e da CSLL e à compensação de saldos negativos apurados em anos anteriores, relativos aos tributos acima. 15) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias
Provisão para riscos - fiscais (Nota 14b)................................................................................................. Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 25c).................................................................. Impostos e contribuições sobre o lucro a pagar...................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas
Operações com cartão de crédito ........................................................................................................... Provisão para riscos - cíveis e trabalhistas (Nota 14b) ........................................................................... Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Obrigações por aquisição de bens e direitos .......................................................................................... Valores a pagar - Sociedade Ligadas...................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 2.216.074 1.960.584 95.269 175.570 12.575 20.092 17.542 14.233 12.910 55.548 158.968 2.393.699 2.345.666
17) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E RECEITAS DE TARIFAS BANCÁRIAS Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 186.936 159.430 67.747 84.756 175.320 163.968 7.561 8.176 437.564 416.330
18) DESPESAS DE PESSOAL
Proventos................................................................................................................................................. Encargos sociais ..................................................................................................................................... Participação dos empregados no lucro ................................................................................................... Benefícios................................................................................................................................................ Provisões trabalhistas ............................................................................................................................. Treinamento............................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 28.412 35.238 10.958 12.969 5.151 16.800 7.442 8.988 594 343 344 313 52.901 74.651
19) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS
Serviços de terceiros............................................................................................................................... Comunicação........................................................................................................................................... Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Processamento de dados........................................................................................................................ Depreciações e amortizações ................................................................................................................. Materiais e energia .................................................................................................................................. Transporte ............................................................................................................................................... Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... Aluguéis/Arrendamento de bens ............................................................................................................. Contribuições Filantrópicas ..................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 209.539 202.746 142.258 132.923 100.298 97.559 68.566 13.914 36.584 37.729 33.031 32.727 21.891 16.306 14.904 16.878 4.884 9.458 2.616 4.455 47.581 40.536 682.152 605.231
20) DESPESAS TRIBUTÁRIAS
COFINS ................................................................................................................................................... PIS........................................................................................................................................................... ISS........................................................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 91.081 86.655 14.820 14.110 8.002 7.711 9.271 6.866 123.174 115.342
21) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS
Reversão de provisões Cíveis e Trabalhista ............................................................................................ Resultado com parceria........................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 127.742 75.413 3.929 16.980 38.258 2.186 169.929 94.579
22) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS
Parcerias ................................................................................................................................................. Despesas com provisões para passivos contingentes ............................................................................ Pagamento de indenizações ................................................................................................................... Descontos concedidos em renegociações .............................................................................................. Comissões............................................................................................................................................... Perdas operacionais ................................................................................................................................ Impairment .............................................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 (27.745) (1.721) (11.654) (1.029) (11.654) (30.495)
Provisão para desvalorização de outros valores e bens ......................................................................... Resultado na alienação de outros valores e bens................................................................................... Perda na venda de bem do permanente ................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................ 24) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS
a) As transações com o controlador, controladas e coligadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: 2011 Ativos (passivos) Depósitos à vista: Ibi Corretora de Seguros Ltda. ........................................................ Ibi Promotora .................................................................................... Depósito Interfinanceiro: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Depósitos a Prazo: Ibi Corretora de Seguros Ltda. ........................................................ Ibi Promotora .................................................................................... Aplicações no Mercado Aberto: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Aplicações em Depósito Interfinanceiro: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Valores a receber/(pagar): Ibi Corretora de Seguros Ltda. ........................................................ Ibi Promotora .................................................................................... Ibi México ......................................................................................... Serviço do Sistema Financeiro: Ibi Promotora .................................................................................. Dividendos: Ibi Corretora de Seguros Ltda. ........................................................ Banco Bradesco Cartões S.A. ......................................................... Outras: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Ibi Promotora .................................................................................... Ibi Corretora de Seguros Ltda. ........................................................ Ibi México .........................................................................................
Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Receitas Receitas (despesas) (despesas)
2010 Ativos (passivos)
(97) (1.021)
(16) (1.822)
-
-
-
-
-
-
148.974
77.093
15.718
11.836
652.295
860.949
93.447
61.241
(496) (789) 994
(382)
-
(496) (5.197) -
-
-
-
253 -
(19.426)
11.290 (946)
-
-
-
1.499 (47.691) (8.916)
(973) (436) (359)
14 (99.389) (11.100) 4 21 15 -
b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para:
Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 629.170 371.929 15.752 107.770 79.242 6.217 10.340 758.909 461.511
16) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social, no montante de R$ 2.366.832 mil, totalmente subscrito e integralizado, dividido em 3.741.307.886 ações nominativas escriturais. b) Composição do capital social em ações Em 31 de dezembro 2011 2010 Ordinárias................................................................................................................................................ 1.870.653.943 1.870.653.943 Preferenciais............................................................................................................................................ 1.870.653.943 1.870.653.943 Total ........................................................................................................................................................ 3.741.307.886 3.741.307.886 c) Reservas de Lucros Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Reservas de lucros................................................................................................................................ 25.742 98.607 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 17.105 4.978 - Reservas Estatutárias (2)...................................................................................................................... 8.637 93.629 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do capital social integralizado. d) Dividendos Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente semestrais e mensais, utilizando-se das contas de Lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. No exercício, foram pagos aos acionistas dividendos no montante de R$ 315.422 mil, sendo: R$ 93.629 mil da Reserva de Lucros Estatutária de 2010 e R$ 221.793 mil por conta do resultado do exercício apurado em 2011, conforme Ata de Reunião da Diretoria realizada em 29.12.2011. Nesta data, também foram pagos os dividendos do exercício de 2010 no montante de R$ 946 mil.
Anuidades................................................................................................................................................ Tarifas ...................................................................................................................................................... Comissão................................................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
23) RESULTADO NÃO OPERACIONAL
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 257.371 285.088 127.435 70.049 107.782 64.785 39.469 39.463 21.971 22.442 31.820 17.928 3.350 63.709 50.345 649.557 553.450
a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 25) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social
Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% ........................... Efeitos das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas..................................................................................................................... Despesas indedutíveis líquidas das receitas não tributáveis .................................................................. Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social........................................................................... Ativação de créditos de exercícios anteriores, sobre adições temporárias............................................. Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 415.356 573.398 (166.142) (229.359) 10.640 (17.646) 13.605 (13.256) (172.799)
9.201 (4.951) 33.557 158.040 (9.031) (42.543)
b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos: Constituição/(realização) no exercício, sobre adições temporárias......................................................... Utilização de saldos iniciais de: Ativação de Créditos de exercícios anteriores, sobre adições temporárias ............................................ Total dos impostos diferidos .................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................
(279.786) 106.987 (172.799)
(197.398) (3.184) 158.039 154.855 (42.543)
c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos Saldo em 31.12.2010 194.238 63.287 102.064 1.717 203 707 2.075 14.647
(1) Constituição 217.837 12.245 95.727 2.471 310 29.522
R$ mil Saldo em 31.12.2011 217.837 34.890 197.713 3.218 179 986 1.579 29.523
Realização Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 194.238 Provisões cíveis................................................................................ 40.642 Provisões fiscais............................................................................... 78 Provisões Trabalhistas...................................................................... 970 Provisão para perdas com incentivos fiscais.................................... 24 Ajuste a valor de mercado dos títulos para negociação................... 31 Ágio amortizado ............................................................................... 496 Outros Provisões .............................................................................. 14.646 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias (Nota 8b)................................................................... 378.938 358.112 251.125 485.925 Obrigações fiscais diferidas (Nota 15a)............................................ 15.752 15.752 Crédito tributário líquido das obrigações fiscais diferidas ........ 378.938 342.360 251.125 470.173 (1) Contempla o crédito tributário relativo à elevação da alíquota de contribuição social para as empresas do segmento financeiro, determinado pela Lei nº 11.727/08. d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35 Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto Contribuição de renda social Total 2012............................................................................................................................... 86.478 44.846 131.324 2013............................................................................................................................... 101.594 50.365 151.959 2014............................................................................................................................... 130.146 60.396 190.542 2015............................................................................................................................... 3.873 2.323 6.196 2016............................................................................................................................... 3.690 2.214 5.904 Total .............................................................................................................................. 325.781 160.144 485.925 A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 456.264 mil (2010 - R$ 354.961 mil) de diferenças temporárias. e) Créditos tributários não ativados Os créditos tributários sobre adições temporárias estão totalmente ativados. Em função da Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pela CONSIF contra a Lei nº 11.727/08, artigos nos 17 e 41, os créditos tributários de períodos anteriores decorrentes da elevação da alíquota da Contribuição Social de 9% para 15% foram registrados até o limite das obrigações tributárias consolidadas correspondentes. Neste exercício, o saldo remanescente em 31 de dezembro de 2010, no montante de R$ 13.150 mil, foi integralmente constituído. f) Obrigações fiscais diferidas A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 15.752 mil relativo à atualização monetária de depósitos judiciais PIS/COFINS. 26) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Sociedade de previdência privada O Banco Ibi e parte de seus funcionários contribuem para a Cyamprev - Sociedade de Previdência Privada, cujo objetivo principal é a suplementação da aposentadoria dos funcionários. O tipo de plano é o de contribuição definida. A contribuição do Banco Ibi é de 7,09% sobre a folha de salários dos participantes do plano e a dos participantes é de, no mínimo, 1,88%. No período, a despesa com patrocínio foi de R$ 1.824 mil (2010 - R$ 2.265 mil). b) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. O Banco Ibi como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. c) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns pronunciamentos contábeis, suas interpretações e orientações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento Subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento Baseado em Ações (CPC 10 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.
A DIRETORIA Fabiana Pinto da Fonseca – Contadora – CRC1SP200757/O-0
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo Barueri - SP
Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro financeira do Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto.
Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.
Osasco, 14 de fevereiro de 2012
Cláudio Rogélio Sertório Contador CRC 1SP212059/O-0
André Dala Pola Contador CRC 1SP214007/O-2
DIÁRIO DO COMÉRCIO
12
sexta-feira, 2 de março de 2012
BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.163.016/0001-76 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º andar - Vila Yara - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Cotistas,
No exercício, a BMC DTVM registrou Lucro Líquido de R$ 6,185 milhões, Patrimônio Líquido de R$ 9,315 milhões e Ativos Totais de R$ 9,683 milhões.
Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, da BMC Asset Management Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (BMC DTVM), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
Osasco, SP, 14 de fevereiro de 2012. Diretoria
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO
2011
CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 7a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 7b)......................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7b)......................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS ......................................................................................................................................... Outros Investimentos (Nota 8)....................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................
2010 9.508 7 9.456 9.346 110 45 45 174 174 174 1 1 1 9.683
PASSIVO 2.784 459 2.165 2.165 99 99 61 18 43 323 323 323 407 407 407 3.514
2011
2010
CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 11c) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a)............................................................................................................. Diversas (Nota 10b).......................................................................................................................................
207 207 59 39 109
195 195 1 86 108
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a).............................................................................................................
161 161 161
130 130 130
PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 11a) ........................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 11b).....................................................................................................................
9.315
3.189
1.860 7.455
1.860 1.329
TOTAL ...........................................................................................................................................................
9.683
3.514
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro
2º Semestre 2011 RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6c).......................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 12).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 13) ..................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 14)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 14)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 15) ............................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 17a e b) ........................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................... Número de cotas (Nota 11a) ......................................................................................... Lucro por lote de mil cotas em R$.................................................................................
2011
221 221 221 (101) (82) (16) 13 (16) 120 10.077 10.197 (4.059) 6.138 1.860.000 3.300,00
2010
346 346 346 (156) (186) (24) 81 (27) 190 10.077 10.267 (4.082) 6.185 1.860.000 3.325,27
Capital Social
Eventos
201 201 201 (8) (158) (43) 268 (75) 193 193 (29) 164 1.860.000 88,17
Saldos em 30.6.2011............................................................................. Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos.....................................................
1.860 -
88 307 -
1.287 5.773 -
Saldos em 31.12.2011...........................................................................
1.860
395
7.060
Saldos em 31.12.2009........................................................................... Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Pagos ...........................................................
1.860 -
78 8 -
1.088 155 -
Saldos em 31.12.2010...........................................................................
1.860
86
1.243
Lucro Líquido.......................................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos.....................................................
-
309 -
5.817 -
Saldos em 31.12.2011...........................................................................
1.860
395
7.060
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
Lucros Acumulados
Totais
6.138 (6.080) (58)
3.235 6.138 (58)
-
9.315
164 (163) (1)
3.026 164 (1)
-
3.189
6.185 (6.126) (59)
6.185 (59)
-
9.315
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010
2º Semestre 2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ..................................... Ajustes ao Lucro antes dos Impostos....................................................................... (Ganho)/Perda na Venda de Investimentos ................................................................. Despesas com Provisões Fiscais ................................................................................ Lucro Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social....................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ............................... (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos ................................................................................................................. (Aumento)/Redução em Outros Créditos .................................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos .............................................. Alienação de Investimentos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Investimentos............... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Financiamentos ........... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa........................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................... Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................
Reservas de Lucros Legal Estatutárias
Descrição
10.197 (10.061) (10.077) 16 136 2.284
10.267 (10.049) (10.077) 28 218 2.165
193 20 20 213 (192)
(9.352) 48 (87) (3.875) (10.846)
(9.357) (21) (96) (3.877) (10.968)
(9) (225) 51 (6) (168)
10.483 10.483
34 10.483 10.517
186 186
(1) (1) (364) 371 7 (364)
(1) (1) (452) 459 7 (452)
18 441 459 18
2011
1 - Receitas............................................................. 1.1) Intermediação Financeira......................... 1.2) Outras ........................................................ 2 - Insumos Adquiridos de Terceiros................... Propaganda e Publicidade ................................. Serviços do Sistema Financeiro ........................ Serviços Técnicos Especializados ..................... Outros ................................................................
2º Semestre %
10.295 221 10.074 (82) (56) (11) (8) (7)
2011 100,8 2,2 98,6 (0,8) (0,5) (0,1) (0,1) (0,1)
Exercícios findos em 31 de dezembro % 2010
10.477 346 10.131
101,8 3,3 98,5
(186) (137) (17) (16) (16)
(1,8) (1,2) (0,2) (0,2) (0,2)
%
394 201 193
167,0 85,2 81,8
(158) (119) (7) (15) (17)
(67,0) (50,4) (3,0) (6,4) (7,2)
3 - Valor Adicionado Bruto (1-2) ...........................
10.213
100,0
10.291
100,0
236
100,0
4 - Valor Adicionado a Distribuir ..........................
10.213
100,0
10.291
100,0
236
100,0
5 - Distribuição do Valor Adicionado ................... 5.1) Impostos, Taxas e Contribuições ............ Federal ........................................................ 5.2) Remuneração de Capitais Próprios ........ Dividendos .................................................. Lucros Retidos ............................................
10.213 4.075 4.075 6.138 58 6.080
100,0 39,9 39,9 60,1 0,6 59,5
10.291 4.106 4.106 6.185 59 6.126
100,0 39,9 39,9 60,1 0,6 59,5
236 72 72 164 1 163
100,0 30,5 30,5 69,5 0,4 69,1
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (BMC DTVM) é uma instituição financeira que tem por objetivo praticar operações e atividades pertinentes às disposições legais e regulamentares aplicáveis às sociedades da espécie. É parte integrante da Organização Bradesco, suas operações são conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e na gestão de riscos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez São registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período e ajustados ao valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzido dos efeitos tributários os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre as adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro.
Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. g) Investimentos Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. h) Redução ao valor recuperável de ativos (Impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. i) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 9a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 9c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 9b). j) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro-rata” dia). k) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA A Instituição possui disponibilidades de R$ 7 mil (2010 - R$ 459 mil), e não possuía outras contas que seriam consideradas equivalentes de caixa. 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ Em 2010 está representada por Aplicações em Depósitos Interfinanceiros no montante R$ 2.165 mil, realizado com o Banco Bradesco S.A. e com vencimento em julho/2011. As receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez, classificadas na demonstração de resultado, como resultado de operações com títulos e valores mobiliários somaram R$ 244 mil (2010 - R$ 192 mil) (Nota 6c).
6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos
1 a 30 dias
31 a 180 dias
181 a 360 dias
Valor de mercado/ contábil (2)
Em 31 de dezembro - R$ mil 2010
7) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a Receber 2011 Dividendos............................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversos 2011 Créditos tributários (Nota 17c e d)........................................................................................................... Devedores por depósitos em garantia - fiscais........................................................................................ Opções por incentivos fiscais .................................................................................................................. Imposto de renda a compensar............................................................................................................... Devedores diversos ................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................
Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 18 18 Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 254 54 37 15 6 366
102 57 37 18 5 219
Marcação a mercado
Valor de mercado/ contábil (2)
Marcação Títulos (1) a mercado Títulos para negociação: (3) Letras financeiras do tesouro .............................................................. 2.749 40 283 4.639 7.711 7.711 99 Letras financeiras ................................................................................ 530 443 973 973 Certificados de depósito bancário ....................................................... 27 94 208 329 329 Letras do tesouro nacional .................................................................. 197 197 197 Debêntures .......................................................................................... 57 86 143 143 Notas promissórias.............................................................................. 59 59 59 Notas do tesouro nacional................................................................... 44 44 44 Total em 2011 ..................................................................................... 2.852 67 964 5.573 9.456 9.456 Total em 2010 ..................................................................................... 99 99 (1) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento do período, os fundos exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 9.346 mil. Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimentos, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. b) A BMC DTVM não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. c) Resultado de títulos e valores mobiliários Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5).................................................................... 244 192 Fundos de investimentos......................................................................................................................... 91 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 11 9 Total ........................................................................................................................................................ 346 201
Acima de 360 dias
2011 Valor de custo atualizado
Na constituição de provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Obrigações Legais provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. II - Movimentação das Provisões Constituídas R$ mil Fiscais e Previdenciárias No início do exercício de 2011 ...................................................................................................................................................... 121 Atualização monetária ...................................................................................................................................................................... 10 Constituições .................................................................................................................................................................................... 18 No final do exercício de 2011 (Nota 10a) ...................................................................................................................................... 149 c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante.
10) OUTRAS OBRIGAÇÕES 8) INVESTIMENTOS a) Fiscais e previdenciárias O investimento de R$ 1 mil refere-se a título patrimonial da CETIP Educacional. Em novembro de 2011 foram alienadas as ações da CETIP S.A., e baixado o registro do valor de custo no montante de R$ 406 mil. 9) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Passivos Contingentes classificados como perdas prováveis A Instituição é parte em processos judiciais de natureza fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades.
Provisão para riscos fiscais (Nota 9b) ..................................................................................................... Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Provisão para impostos diferidos (Nota 17c)........................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................
2011
Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 149 121 39 11 9 1 86 200 216 continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
13
...continuação
BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.163.016/0001-76 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Diversas 2011 Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 109 108 109 108
11) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital Social O capital social no montante de R$ 1.860 mil está representado por 1.860.000 cotas, subscritas e integralizadas no valor nominal de R$ 1,00 cada. b) Reservas de Lucros Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 7.455 1.329 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 395 86 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 7.060 1.243 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Instituição, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 80% do Capital Social Integralizado. c) Dividendos Aos cotistas está assegurado dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. No exercício, foram provisionados dividendos no montante de R$ 59 mil (2010 - R$ 1 mil), correspondendo a R$ 31,72 (2010 R$ 0,54) por lote de mil cotas. Os dividendos de 2010 foram pagos em 29 de dezembro de 2011. 12) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS
Propaganda e publicidade....................................................................................................................... Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 137 119 17 7 16 15 16 17 186 158
13) DESPESAS TRIBUTÁRIAS
Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... Contribuição ao PIS................................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 16 14 3 29 5 24 43
14) OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS
Dividendos e JCP recebidos ................................................................................................................... Atualização de depósitos em garantia..................................................................................................... Atualização de provisão para riscos fiscais............................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 65 227 3 3 (10) (7) (4) (30) 54 193
15) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Refere-se ao lucro apurado na alienação das ações da CETIP S.A. (Nota 8). 16) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador e coligadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 7 459 Aplicações interfinanceiras de liquidez: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 2.165 244 192 Dividendos: Banco Bradesco Financiamentos S.A. ............................................. (59) (1) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e
c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria Instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 17) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social
Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente .. Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 10.267 193 (4.107) (77) 4 57 21 (9) (4.082) (29) Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010
Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos Constituição/(realização) no exercício, sobre adições temporárias......................................................... Constituição/(realização) no exercício, sobre prejuízo fiscal e base negativa......................................... Total dos impostos diferidos................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ c) Origens dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos Saldo em 31.12.2010 Provisão para contingências fiscais ................................................. 33 Outros............................................................................................... 56 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 89 Prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social ..................... 165 Total dos créditos tributários (Nota 7b)........................................ 254 Obrigações fiscais diferidas (Nota 10a)............................................ 9 Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas.. 245 d) Previsão da realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias
Constituição 8 58 66 66 2 64
(3.930)
(30)
13 (165) (152) (4.082)
3 (2) 1 (29)
Realização 53 53 165 218 218
R$ mil Saldo em 31.12. 2011 41 61 102 102 11 91
Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto de Contribuição renda social Total 2012............................................................................................................................... 12 7 19 2013............................................................................................................................... 20 12 32 2014............................................................................................................................... 26 15 41 2015............................................................................................................................... 6 4 10 Total (Nota 7b).............................................................................................................. 64 38 102 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 95 mil (2010 R$ 235 mil), sendo R$ 95 mil (2010 - R$ 84 mil) de diferenças temporárias e (2010 - R$ 151 mil) de prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social. 18) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. A BMC DTVM como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações e orientações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução no 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução no 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução no 3.973/11 - Evento Subsequente (CPC 24); • Resolução no 3.989/11 - Pagamento Baseado em Ações (CPC 10 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.
A DIRETORIA Célio Magalhães – Contador – CRC 1SP199295/O-5
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis da BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da BMC Asset Management - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Demonstrações do valor adicionado como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício Responsabilidade dos auditores independentes e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante Osasco, 14 de fevereiro de 2012 nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, Cláudio Rogélio Sertório André Dala Pola também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a KPMG Auditores Independentes avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP214007/O-2
REAPROXIMAÇÃO Enviado nuclear norte-coreano vai participar de conferência nos EUA
nternacional
SILÊNCIO Governador chinês do Tibet ordena controle mais duro da internet
NAS MÃOS DO REGIME Cai bairro rebelde em Homs após ofensiva das tropas sírias. Para a oposição, foi uma 'retirada tática'.
O
Exército sírio assumiu ontem o controle de todo o bairro rebelde de Baba Amr, em Homs, sitiado depois de 26 dias de artilharia e bombardeios. Os rebeldes, porém, justificaram o recuo como "uma retirada tática", devido à piora das condições humanitárias. "Os soldados revistaram cada rua, túnel e casa, buscando armas e homens armados. Ainda resta um pouco de trabalho a fazer, mas posso garantir que Homs voltou a ser território seguro", ressaltou uma fonte ligada às forças de segurança, sob anonimato, à agência Efe. Já a brigada rebelde de Baba Amr disse que estava se retirando para poupar cerca de 4 mil civis que insistem em permanecer em suas casas. Os opositores disseram que a decisão foi tomada com base no "agravamento das condições humanitárias, na falta de comida e de medicamentos, nos cortes de água, eletricidade e nas comunicações, assim como a falta de armas". O cerco a Baba Amr está entre os piores registrados desde o início do levante contra o regime de Bashar al-Assad. Há quase um mês, os bombardeios fazem com que o bairro viva uma situação de crise humanitária. Para atenuar esta situação, o Comitê Internacional da Cruz
Goran Tomasevic/Reuters
Vermelha (CICV) negociava há uma semana com o regime e a oposição, e finalmente obteve a permissão das autoridades para entrar em Baba Amr hoje. Pressão - Esta decisão coincide com a aprovação de uma resolução contra o regime de Assad no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). O texto reivindica o fim das violações dos direitos humanos e dos ataques contra civis, além do acesso das agências humanitárias às áreas mais afetadas no país. O Conselho de Segurança da ONU também pediu à Síria que permita o acesso "imediato" da subsecretária geral para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, e criticou "a rápida deterioração" da situação humanitária no país. Aliados da Síria, a Rússia e a China, significativamente, apoiaram o pedido. Também foram aprovadas novas medidas na organização das forças dissidentes. O Conselho Nacional Sírio (CNS), principal grupo da oposição, pretende organizar a entrega de armas aos rebeldes sírios, por meio de um "gabinete militar" criado recentemente, anunciou em Paris o presidente do CNS, Burhan Ghaliun. "Sabemos que há países que manifestaram o desejo de armar os revolucionários. O CNS, por
Homens enfrentam fila e neve para comprar pão na cidade de Al-Qusayr, no oeste da Síria. Situação humanitária se deteriora no país.
meio do gabinete militar, quer organizar este fluxo para evitar entregas diretas procedentes de países particulares", declarou. R e ti r a da - Os jornalistas franceses Edith Bouvier e William Daniels, que estavam reti-
dos em Homs, chegaram ontem ao Líbano. A informação foi confirmada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy. Edith foi gravemente ferida nas pernas no mesmo bombardeio que matou a jornalista
norte-americana Marie Colvin e o fotógrafo francês Remi Ochlik em 22 de fevereiro. Autoridades sírias disseram ter encontrado os corpos dos dois jornalistas no bairro de Baba Amr, após os rebeldes se
retirarem do local, informou o Ministério das Relações Exteriores da Síria. Mais cedo, ativistas sírios haviam postado na internet um suposto vídeo do enterro do corpo de Marie em Baba Amr. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
14
sexta-feira, 2 de março de 2012
Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 74.533.787/0001-93 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, da Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (Everest Leasing), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
No exercício, a Everest Leasing registrou Lucro Líquido de R$ 19,163 milhões, correspondente a R$ 150,06 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido de R$ 314,830 milhões e Ativos Totais de R$ 326,956 milhões. Osasco, SP, 14 de fevereiro de 2012. Diretoria
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ...................................................................................................................
2011 325.685 7 325.486 325.074 412 192 192 76 (76)
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................
2010 304.154 9 290.246 290.246 13.748 13.379 369 151 1 150 76 (76)
1.271 1.271 1.271
1.132 1.132 1.132
326.956
305.286
PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 9a)............................................................................................................... Diversas (Nota 9b).........................................................................................................................................
2011 11.353 11.353 182 11.037 134
2010
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 9a)............................................................................................................... Diversas (Nota 9b).........................................................................................................................................
773 773 773 -
364 364 349 15
PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 10a) ........................................................................................................... Reserva de Lucros (Nota 10b) ......................................................................................................................
314.830
295.849
172.000 142.830
172.000 123.849
TOTAL ...........................................................................................................................................................
326.956
305.286
9.073 9.073 146 8.749 178
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil
2º Semestre
Exercícios findos em 31 de dezembro
2011 RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Operações de Crédito ................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 11).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 12) ..................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 13)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 13)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 15) ................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................... Número de ações (Nota 10a) ........................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................
2011
18.002 18.002 18.002 (1.263) (384) (837) 52 (94) 16.739 16.739 (6.582) 10.157
2010
34.492 10 34.482 34.492 (2.764) (645) (1.603) 81 (597) 31.728 31.728 (12.565) 19.163
127.699.786 79,54
127.699.786 150,06
27.337 9 27.328 27.337 (1.894) (526) (1.270) 52 (150) 25.443 25.443 (10.031) 15.412 127.699.786 120,69
Eventos Saldos em 30.6.2011....................................................................... Lucro Líquido.................................................................................... Destinações: - Reservas................................................................... - Dividendos Propostos............................................... Saldos em 31.12.2011..................................................................... Saldos em 31.12.2009..................................................................... Homologação de Aumento de Capital.............................................. Lucro Líquido.................................................................................... Destinações: - Reservas................................................................... - Dividendos Propostos............................................... Saldos em 31.12.2010..................................................................... Lucro Líquido.................................................................................... Destinações: - Reservas................................................................... - Dividendos Propostos............................................... Saldos em 31.12.2011.....................................................................
Capital Social 172.000 172.000 172.000 172.000 172.000
Reservas de Lucros Estatutárias 123.376 9.553 132.929 100.410 14.496 114.906 18.023 132.929
Legal 9.393 508 9.901 8.173 770 8.943 958 9.901
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil
2º Semestre 2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos....................................................... Despesas/(Reversão) com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais......................... Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social......... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez................................ (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos.................................................................................................................. (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens............................. Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) de Atividades de Financiamentos ............. Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa........................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010
16.739 56 56 16.795 275.414
31.728 401 401 32.129 290.246
25.443 13 13 25.456 (23.801)
(291.068) (13) 31 (1.022) 137
(311.738) (25) 105 (10.573) 144
8.324 (39) 213 (10.024) 129
(146) (146) (9) 16 7 (9)
(146) (146) (2) 9 7 (2)
(142) (142) (13) 22 9 (13)
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
Descrição 1 - RECEITAS ......................................................... 1.1) Intermediação Financeira......................... 1.2) Outras ........................................................ 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ....... Serviços de Terceiros......................................... Contribuição Sindical Patronal ........................... Contribuições Filantrópicas................................ Publicações........................................................ Serviços Técnicos Especializados ..................... Serviços do Sistema Financeiro ........................ Outras ................................................................ 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) ................. 4 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR .............. 5 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO...... 5.1) Impostos, Taxas e Contribuições ............ Federal ........................................................ 5.2) Remuneração de Capitais Próprios....... Dividendos .................................................. Lucros Retidos ............................................
2º Semestre 2011 % 17.960 102,2 18.002 102,4 (42) (0,2) (384) (2,2) (290) (1,7) (69) (0,4) (17) (0,1) (7) (1) 17.576 100,0 17.576 100,0 17.576 100,0 7.419 42,2 7.419 42,2 10.157 57,8 96 0,6 10.061 57,2
Lucros Acumulados 10.157 (10.061) (96) 15.412 (15.266) (146) 19.163 (18.981) (182) -
Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 % 2010 33.976 101,9 27.239 34.492 103,5 27.337 (516) (1,6) (98) (645) (1,9) (526) (63) (0,2) (62) (290) (0,9) (214) (157) (0,5) (169) (121) (0,3) (71) (13) (8) (1) (2) 33.331 100,0 26.713 33.331 100,0 26.713 33.331 100,0 26.713 14.168 42,5 11.301 14.168 42,5 11.301 19.163 57,5 15.412 182 0,6 146 18.981 56,9 15.266
Totais 304.769 10.157 (96) 314.830 280.583 15.412 (146) 295.849 19.163 (182) 314.830
% 102,0 102,3 (0,3) (2,0) (0,2) (0,8) (0,6) (0,4) 100,0 100,0 100,0 42,3 42,3 57,7 0,6 57,1
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS A Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (Everest Leasing) tem como objetivo, exclusivamente, a prática das operações de arrendamento a) Classificação por categorias e prazos mercantil, observadas as disposições da legislação em vigor. É parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de forma Em 31 de dezembro - R$ mil integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiro e de capitais, utilizando-se dos recursos administrativos e tecnológicos e na 2011 2010 gestão de riscos, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. Valor de Valor de Valor de Acima mercado/ custo Marcação mercado/ Marcação 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1 a 30 31 a 181 a de contábil atuaa contábil a As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) dias 180 dias 360 dias 360 dias (2) lizado mercado (2) mercado e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, Títulos (1) associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais Títulos para negociação (3): como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito e de arrendamento mercantil; estimativas do valor justo de determinados instrumentos Certificados de depósito bancário .... 942 3.282 7.910 12.134 12.134 295 financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas Debêntures ....................................... 2.005 2.383 4.388 4.388 211 categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser Letras do tesouro nacional ............... 6.890 6.890 6.890 3.041 diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. Notas do tesouro nacional................ 212 As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012. Letras financeiras do tesouro ........... 96.063 1.403 10.272 158.292 266.030 266.033 (3) 9.072 (2) Outros............................................... 2.046 18.516 15.482 36.044 36.044 917 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS Total em 2011 .................................. 98.109 2.345 34.075 190.957 325.486 325.489 (3) a) Moeda funcional e de apresentação Total em 2010 .................................. 1.310 2.189 472 9.777 13.748 (2) As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. (1) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras e no caso de operações b) Apuração do resultado compromissadas pelos respectivos papéis que estão lastreando as operações, preservando a classificação da categoria dos fundos. Na distribuição dos O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no de investimentos, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. c) Caixa e equivalentes de caixa b) Resultado de operações com títulos e valores mobiliários Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem 2011 2010 risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... 15.420 25.809 d) Aplicações interfinanceiras de liquidez Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 43 33 São registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando Títulos de renda variável ......................................................................................................................... 7 aplicável. Fundos de investimento........................................................................................................................... 19.012 1.486 e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Total ........................................................................................................................................................ 34.482 27.328 Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos c) A Everest Leasing não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadrem como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados ao custo de aquisição, 7) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS Em 31 de dezembro - R$ mil acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e 2011 2010 Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São avaliados Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... 843 817 pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Créditos tributários (Nota 15c)................................................................................................................. 590 434 Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são Opções por incentivos fiscais .................................................................................................................. 26 26 demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de Outros...................................................................................................................................................... 4 5 preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são Total ........................................................................................................................................................ 1.463 1.282 baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação 8) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. a) Ativos contingentes f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada b) Provisões e passivos contingentes classificados como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram Na constituição de provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. análises realizadas pela Administração. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. I - Obrigações legais - provisão para riscos fiscais De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da II - Movimentação das provisões constituídas adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. R$ mil g) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Fiscais e Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, Trabalhistas Previdenciárias (1) exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao 15 271 valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o Saldos no início exercício..................................................................................................................... 393 seu valor recuperável (apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado Constituições líquidas de reversões ........................................................................................................ (15) 8 pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa Pagamentos/baixas ................................................................................................................................. Saldos no final exercício (Nota 9) ........................................................................................................ 672 substancialmente independentes de outros ativos e grupos. (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. h) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de c) Passivos contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, e se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto os processos contingentes capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. são divulgados nas notas explicativas (Nota 8a); d) Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para 9) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; Em 31 de dezembro - R$ mil • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência 2011 2010 somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... 10.898 8.619 em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 8c); e Provisão para riscos - fiscais (Nota 8b)................................................................................................... 672 271 • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ 138 130 que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações Provisão para impostos e contribuições diferidas (Nota 15c).................................................................. 102 78 contábeis (Nota 8b). Total ........................................................................................................................................................ 11.810 9.098 i) Outros ativos e passivos b) Diversos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base Em 31 de dezembro - R$ mil “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos 2011 2010 encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro-rata” dia). Provisão para pagamento a efetuar ........................................................................................................ 118 118 j) Eventos subsequentes Provisão para riscos - trabalhistas (Nota 8b) .......................................................................................... 15 Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. Valores a pagar a sociedades ligadas..................................................................................................... 60 São compostos por: Outras...................................................................................................................................................... 16 • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e Total ........................................................................................................................................................ 134 193 • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. 10) PATRIMÔNIO LÍQUIDO Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011. a) O capital social, totalmente subscrito e integralizado no montante de R$ 172.000 mil (2010 - R$ 172.000 mil) é composto por 127.699.786 ações 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA ordinárias nominativas escriturais, sem valor nominal. Em 31 de dezembro - R$ mil b) Reservas de lucros 2011 2010 Em 31 de dezembro - R$ mil Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 7 9 2011 2010 Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 7 9 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 142.830 123.849 Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 7 9 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 9.901 8.943 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 132.929 114.906 a) Classificação por categorias e prazos (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido Em 31 de dezembro - R$ mil das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e 181 a 360 Total (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da sociedade, pode ser constituída em 100% dias 2011 2010 do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. Aplicações em depósitos interfinanceiros ..................................................................... 290.246 c) Dividendos Total em 2011. .............................................................................................................. Aos acionistas está assegurado dividendos mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos Total em 2010 ............................................................................................................... 290.246 290.246 b) As receitas de aplicações interfinanceiras no montante de R$ 15.420 mil (2010 - R$ 25.809 mil) foram registradas em resultado de operações com títulos da legislação societária. No exercício, foram provisionados dividendos no montante de R$ 182 mil (2010 - R$ 146 mil), correspondendo a R$ 1,43 (2010 e valores mobiliários (Nota 6b). R$ 1,14) por lote de mil ações. Os dividendos do exercício de 2010 foram pagos em 29 de dezembro de 2011. continua...
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
15
...continuação
Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 74.533.787/0001-93 Sede: Cidade de Deus - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 11) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS
b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social
Propaganda e publicidade....................................................................................................................... Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Sistema financeiro ................................................................................................................................... Donativos e contribuições ....................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 157 169 121 71 13 8 353 276 1 2 645 526
12) DESPESAS TRIBUTÁRIAS
COFINS ................................................................................................................................................... PIS........................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 1.379 1.093 224 177 1.603 1.270
13) OUTRAS RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS
Reversão de provisões operacionais....................................................................................................... Variações monetárias .............................................................................................................................. Provisão para riscos - cíveis.................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 52 (127) (82) (428) (3) (13) (13) (516) (98)
14) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador e coligada são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 7 9 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 290.246 15.420 25.809 Dividendos: Banco Bradesco Financiamentos S.A. ............................................ (182) (146) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definida em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 15) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social
Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente .. Efeitos das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 31.728 25.443 (12.691) (10.177) 126 (12.565)
Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos: Constituição/(realização) no exercício, sobre adições temporárias......................................................... Total dos impostos diferidos................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos Saldo em 31.12.2010 256 30 100 48 434 78
(10.036)
156 156 (12.565)
5 5 (10.031)
199 48 247 24
43 48 91 -
R$ mil Saldo em 31.12.2011 256 30 256 48 590 102
223
91
488
Constituição
Provisões para perda de investimentos............................................ Provisões para bens não de uso ...................................................... Provisões para contingências fiscais e trabalhistas ......................... Outros valores .................................................................................. Total dos créditos tributários (Nota 7).......................................... Obrigações fiscais diferidas (Nota 9a).............................................. Total dos créditos tributários líquido das obrigações fiscais diferidas......................................................................................... 356 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias
(12.721)
Realização
Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto Contribuição de renda social Total 2012............................................................................................................................... 90 55 145 2013............................................................................................................................... 131 78 209 2014............................................................................................................................... 143 86 229 2015............................................................................................................................... 4 3 7 Total .............................................................................................................................. 368 222 590 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 554 mil (2010 R$ 407 mil), de diferenças temporárias. 16) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. A Everest Leasing como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns pronunciamentos contábeis, suas interpretações e orientações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução no 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução no 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução no 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução no 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução no 3.973/11 - Evento Subsequente (CPC 24); • Resolução no 3.989/11 - Pagamento Baseado em Ações (CPC 10 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012); e • Resolução no 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.
A DIRETORIA
146 (10.031)
Célio Magalhães – Contador – CRC 1SP199295/O-5
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis Outros assuntos A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Demonstrações do valor adicionado como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas Osasco, 14 de fevereiro de 2012 demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, Cláudio Rogélio Sertório Zenko Nakassato também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a KPMG Auditores Independentes avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP160769/O-0
Minha mão não vai tremer para tomar as decisões que tiver que tomar. Cristina Kirchner nternacional Miguel Gutierrez/EFE
Chávez caminha. Rumores se espalham. Tom otimista sobre recuperação de líder suscita dúvidas
A
pós dias de silêncio, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, garantiu ontem que está se recuperando rapidamente de uma cirurgia para retirar uma lesão na região pélvica e que já caminha. "Estou bem, estou me recuperando aceleradamente", disse o mandatário por telefone ao canal estatal venezuelano VTV a partir de Havana, onde está desde a última sexta-feira. Em tom otimista, Chávez detalhou sua rotina no hospital e indicou que segue de perto os acontecimentos em seu país. "Desde anteontem (terça-feira), estou caminhando pelos corredores", disse ele, em conversa de quase 10 minutos. "Estamos aqui numa batalha, e logo estarei com vocês fisicamente também", acrescentou. Aliados também ressaltaram a recuperação do presidente. O ministro de Ciência e Tecnologia, Jorge Arreaza, disse que Chávez reuniu-se com membros do gabinete na quarta-feira para discutir ações do governo. "Eu saí de uma reunião de trabalho com o presidente-coman-
dante", disse ele via Twitter. No final da tarde de quartafeira, Chávez quebrou o silêncio desde que foi a Havana para enviar saudações à Venezuela. "Aqui vou eu, voando como o condor!", escreveu em uma de uma série de mensagens otimistas no Twitter, supostamente de seu quarto no hospital Cimeq, em Havana, onde acredita-se que ele esteja sendo tratado. Hemorragia - Mas o tom otimista contrasta com rumores de que sua situação de saúde pode ser mais precária do que o governo Chávez admite. Segundo o blogueiro Nelson Bocaranda, Chávez sofreu uma hemorragia interna na noite de quarta-feira. O sangramento teria sido causado por um dreno, mas foi estancado. O jornalista afirmou que exames mostrariam que os esteroides usados por Chávez para melhorar a aparência durante o tratamento de câncer pioraram seu quadro de saúde. Bocaranda disse ainda que Chávez passou por duas cirurgias na terça-feira passada e que foram feitas biópsias de diferentes órgãos. (Agências)
De Buenos Aires às Ilhas Malvinas. Sem escalas.
E
Mulheres reúnem-se em praça no centro de Caracas para manifestar apoio ao presidente venezuelano
m plena escalada da tensão com o Reino Unido, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, surpreendeu ontem ao propor voos de seu país às Ilhas Malvinas e anunciou que tentará renegociar o atual acordo aéreo com Londres. "Não estamos aqui para prejudicar comunidade alguma", disse Cristina ao Congresso. Em 1999, os países chegaram a um acordo que permite o uso do espaço aéreo argentino para que a LAN voe às ilhas a partir do Chile. Agora, Cristina sugeriu novos voos com saídas de Buenos Aires e aviões da Aerolíneas Argentinas. (Agências)
Atta Kenare/AFP
Iraniano caminha ao lado de panfletos eleitorais em Teerã. Desinteresse do eleitorado marca campanha para eleger novo Parlamento.
Queda de braço no Irã
O
s iranianos vão às urnas hoje para escolher um novo Parlamento. Com a oposição amordaçada, o regime iraniano se digladia em uma guerra fratricida, já que a eleição opõe duas correntes conservadoras antagônicas. A votação joga luz sobre a
queda de braço entre o presidente, Mahmoud Ahmadinejad, e o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, cujos partidários devem levar a melhor, segundo analistas, formando um Parlamento ainda mais conservador que o atual. A maior incógnita é a partici-
pação, já que muitos eleitores decidiram boicotar o pleito diante da ausência de candidatos reformistas. Pesquisas apontam que o comparecimento em Teerã ficará entre 35% e 40%, enquanto no resto do Irã esse número sobe para entre 55% e 60%. (Agências)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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sexta-feira, 2 de março de 2012
Epitácio Pessoa/AE
NOVA VERSÃO Os pais da adolescente Gabriela Nichimura, que morreu em acidente no Hopi Hari, deram entrevista ontem. Pela primeira vez, o advogado do parque admitiu que um "erro crasso" causou a queda e a morte da menina do brinquedo Torre Eiffel.
idades
Hopi Hari reconhece "erro crasso" e fecha por dez dias para inspeção Advogado do parque diz que cadeira na qual Gabriela sentou estava inativa há pelo menos dez anos
O
Ministério Público do Estado de São Paulo em Vinhedo informou no início da noite de ontem que, mediante um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o parque de diversões Hopi Hari, localizado em Vinhedo, ficará fechado por dez dias (prorrogáveis por mais dez) para que seus brinquedos sejam inspecionados. A decisão, tomada mediante acordo assinado com o parque, ocorre após a morte da adolescente Gabriela Nichimura, de 14 anos, que caiu do brinquedo La Tour Eiffel na última sexta-feira. O brinquedo deve ficar fechado por tempo indeterminado até que o parque apresente o plano de segurança da fabricante do equipamento. Segunda-feira, o MP fará uma vistoria no parque, junto com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia e outras autoridades. Pouco antes, o advogado do Hopi Hari, Alberto Toron, admitiu pela primeira vez que pode ter havido um erro na operação do brinquedo e que a jovem estava em uma cadeira desativada. “Estava absolutamente clara (a interdição da cadeira), naquele dia. Mas alguém, inadvertidamente, num erro crasso, habilitou aquela cadeira”, disse. Toron, que informou que a cadeira usada pela vítima estava inativa havia dez anos por um problema técnico, disse que o acidente pode ter sido resultado da falha de algum funcionário da operação ou da manutenção. "Talvez alguém tenha aberto inadvertidamente a trava da cadeira que não deveria funcionar. Mas se isso acontecesse, o funcionamento do brinquedo deveria ter sido imediatamente interrompido", disse. O advogado ressaltou que os funcionários do parque passam por treinamento para operação e manutenção dos brinquedos, mas reconheceu que o caso aponta para um "erro crasso". "Estamos investigando e queremos que eventuais culpados sejam responsabilizados." Para o delegado Álvaro Santucci Noventa Júnior, o inquérito vai apurar a hipótese de dolo eventual, ou seja, quando o responsável, ainda que não intencionalmente, assume um risco. Somente agora, após o acidente, o parque admite ser necessária alguma faixa ou outro tipo de barreira para impedir o acesso do público àquela cadeira.
Zoológico de SP ganha novos moradores
A
pós 15 horas de viagem, o urso-pardo Dingo, os tigres-debengala laranja Tom e Votan e outros seis animais (uma ema, quatro catetos e um aoudad, espécie de bode africano) chegaram na tarde de ontem ao Zoológico de São Paulo. Eles foram resgatados de um zoológico particular fechado em dezembro pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na pequena Salete, em Santa Catarina, distante 668 km da capital paulista. Vai demorar um pouco para que os visitantes conheçam os novos bichos. Eles ainda vão passar por uma bateria de exames e precisam se adaptar ao novo ambiente. "Não há prazo fixo para isso. O mínimo é de 15 dias", diz o biólogo Cauê Monticelli. (AE)
Gabo Morales/Folhapress
Família pedirá indenização de R$ 3 milhões
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De portas fechadas: o Hopi Hari ficará pelo menos dez dias sem funcionar para que se faça uma inspeção minuciosa em todos os seus brinquedos Álbum de família
Conforme Santucci, isso é reforçado também pela ausência de barreira à cadeira danificada e pela forma de operação de funcionários que não interromperam o funcionamento do brinquedo. "Além de negligência, foi imprudência não haver um aviso de interdição", disse. Tanto o delegado quanto o advogado do parque disseram ter sido surpreendidos pela foto divulgada pela família – na qual Gabriela aparece na extremidade do brinquedo. Até então, a informação era a de que ela estava na segunda cadeira da direita para a esquerda. Anteontem, após o depoimento da mãe da menina, que apresentou fotos de minutos antes do acidente, o delegado e o promotor Rogério Sanches Cunha concluíram que a primeira perícia havia sido feita na cadeira errada e que o assento onde estava Gabriela deveria estar interditado. "A cadeira era inoperante há anos, o parque não nega. O que o parque talvez quis negar em um primeiro momento era que alguém havia sentado nela." O promotor diz que as fotos mostram Gabriela "sentando e subindo na cadeira inoperante". Após a descoberta do erro, o delegado determinou uma nova perícia no brinquedo e foi constatado que a trava da cadei-
"Arma": Gabriela estava sentada na última cadeira à esquerda. Em primeiro plano, o pai e a mãe da menina.
ra ocupada pela vítima abre durante a queda do elevador. "(Constatou-se) que, quando a atração é colocada em atividade, aquela trava se levanta quando está em queda livre", afirmou ele. Segundo o delegado, a confusão aconteceu porque, no dia do acidente, uma testemunha disse que a menina estaria em outra posição. "Apuramos inúmeras falhas
que acabaram, em uma sucessão de erros, provocando a morte da Gabriela", disse o promotor. "A partir do momento em que o parque reconhece que aquela cadeira é inoperante, ele sabe que aquela cadeira tem problemas mecânicos. Então não é que houve falha mecânica, a falha na cadeira já era previsível. O que houve foi uma falha humana
em não impedi-la de sentar naquela cadeira”, afirmou. Segundo o promotor, a menina levantou a trava do assento interditado e entrou em “uma arma”. “Hoje praticamente trabalhamos com a certeza de que, no momento da frenagem ou talvez um pouco antes, por falta de força de ficar se segurando, ela caiu, pendendo o corpo para frente. (Folhapress)
Pavilhão do Ceagesp será reformado Paulo Pampolin/Hype
A
partir de amanhã, comerciantes e clientes da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na Vila Leopoldina, começarão a sentir os primeiros impactos da reforma no pavilhão principal, o Mercado Livre do Produtor (MLP). Com mais de 40 anos, será a primeira vez que a instalação receberá algum tipo de intervenção. A reforma obrigará os dois mil comerciantes que trabalham no local a serem remanejados para tendas montadas especialmente para acomodá-los durante a obra. Basicamente, a estrutura do MLP é composta por ferro e concreto, em uma área de 20 mil metros quadrados, onde flores, frutas, verduras e legumes são comercializados. Segundo o engenheiro de obras
Conforto: Mercado Livre do Produtor passará por reforma completa
da Ceagesp, André do Amaral Escobar, 44 anos, a primeira etapa da reforma do complexo teve início em outubro de 2011, sem alterar a funcionabilidade do pavilhão. A reforma deve levar mais de seis meses para ser finalizada. Embora alguns comercian-
tes da feira de flores tenham reclamado da localização temporária, Giovanni Gurrieri, 51 anos, chefe da fiscalização da Ceagesp, acredita que nenhum comerciante será prejudicado. “Está tudo muito bem sinalizado. Em todas as dependências da Cea-
gesp há placas, banners, faixas e informativos estão sendo distribuídos. É tudo temporário para o beneficio de todos”, afirmou Gurrieri. O vendedor Claudio Kadota, 38 anos, comemora a restauração do seu local de trabalho. “Desde a inauguração desse espaço não vimos melhorias. Nossa esperança é trabalhar em um local com infraestrutura”, opinou Kadota. No total, o MLP passará por doze intervenções setorizadas, para não interromper a comercialização de alimentos feita por cerca de 6.000 funcionários, entre vendedores e carregadores. O investimento total da restauração é de aproximadamente R$ 13 milhões. Mesmo com a reforma, os horários de atendimento serão mantidos. Mariana Missiaggia
advogado Ademar Gomes, que representa a família da adolescente Gabriela Nichimura afirmou ontem que entrará na Justiça com um pedido de indenização de R$ 3 milhões contra o parque Hopi Hari e a Prefeitura de Vinhedo. Segundo ele, as ações deverão ser encaminhadas à Justiça em cerca de 30 dias. Ao parque a família deverá pedir uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais e materiais. Gomes também afirmou que vai entrar com um processo contra a Prefeitura de Vinhedo, por negligência à suposta falta de vistoria. À prefeitura, ele pedirá R$ 1 milhão de indenização por danos morais. Silmara Nichimura disse ontem que o passeio no parque era apenas o começo da viagem que a família faria. Sem retornar ao Brasil há nove anos, Silmara cuidava da regularização de alguns documentos, mas fez questão de reservar um momento para sair com suas duas filhas. "Tínhamos planos de ir à praia no dia seguinte, depois para Porto Alegre e Mato Grosso", contou. Após o acidente, ela foi a primeira pessoa a se aproximar de Gabriela e afirmou que, no momento em que tocou na filha, percebeu que ela não respirava. "Nós achávamos que ia acontecer um m i l a gr e n a q u e l e m omento e que ela iria levantar", afirmou. Silmara disse ainda que, por ela, o parque Hopi Hari fecharia para sempre. "Não falo só pela minha filha. Falo pela população. Hoje foi ela, amanhã pode ser qualquer pessoa. "Se apenas uma cadeira estava ruim, para mim já não presta", afirmou a mãe de Gabriela. (Agências)
No fim de semana, mais espera na linha 2 do metrô
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s trens da linha 2-Verde do metrô de São P a u l o v ã o c i rc u l a r com maior intervalo na noite amanhã e na manhã de domingo. No período, o Metrô vai instalar um equipamento de 15 toneladas e aproximadamente 3,5 metros de largura próximo à estação TrianonMasp. O objetivo é que ele melhore a capacidade do sistema elétrico na linha. Por isso, os trens vão circular por uma única via entre as estações Consolação e Brigadeiro, na Avenida Paulista, das 23h de sábado às 9h de domingo. Nesse trecho, a espera pelos trens, que circulam com intervalo de aproximadamente cinco minutos, poderá ser de até 13 minutos. O novo sistema está sendo submetido a testes desde janeiro deste ano. (Folhapress)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
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17 Nem pensem em tirar o cobertor do armário. Josélia Pegorim, meteorologista da Climatempo
idades
Calor bate recordes em São Paulo Termômetros do Instituto Nacional de Meteorologia chegaram a 34,3°C ontem à tarde. Temperaturas devem baixar um pouco na capital paulista nos próximos dias. Joel Silva/Folhapress
Hélvio Romero/AE
A
cidade de São Paulo registrou ontem a temperatura mais alta dos últimos três anos. A máxima chegou a 34,3ºC por volta das 16h, segundo informações do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Os termômetros superaram os 34,5ºC atingidos em 15 de outubro de 2008. Esta foi também a temperatura mais alta registrada pelo Inmet no mês de março, desde que a medição começou a ser feita, em 1943. O forte calor foi originado por uma massa de ar quente e seco, que ficará mais úmida, segundo o Inmet. Com isso, é esperado o retorno das pancadas de chuva e leve queda de temperatura nos próximos dias na maioria das regiões do Estado de São Paulo, incluindo a Capital. Além da medição do Inmet, ontem os termômetros da IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP registraram 35,1ºC na zona sul de São Paulo. Trata-se da maior temperatura registrada em todos os meses de fevereiro pela estação desde 1933. O recorde anterior era de 24 de fevereiro de 1995, quando a temperatura bateu 34,7ºC. O recorde absoluto da IAGUSP é de 35,6 °C e ocorreu dia 7 de dezembro de 1940. Umidade do ar – A umidade relativa do ar passou dos 30% e a cidade de São Paulo saiu do estado de atenção por volta das 17h30. A Capital estava em atenção desde às 12h15, quando um comunicado foi emitido pelo CGE (Centro de
Frequentadores se refrescam nos umidificadores instalados no Parque Villa-Lobos, na zona oeste da Capital Luiz Guarnieri/AE
Acima, termômetro registra 40° C na Avenida República do Líbano, na zona sul da Capital. A marcação do relógio não é correta, mas a sensação térmica chegou bem perto disso. Ao lado, banhistas se refrescam na Represa de Guarapiranga, também na zona sul da cidade.
Gerenciamento de Emergência), da Prefeitura. O índice chegou a 24% por volta das 15h30. Segundo estudo da Unicamp, índices de umidade relativa do ar
inferiores a 30% caracterizam estado de atenção; de 19% a 12%, estado de alerta; e abaixo de 12%, estado de emergência. Josélia Pegorim,
meteorologista da Climatempo, explica a forte sensação de abafamento ocorre devido às altas temperaturas que todos estão sofrendo e que é
natural sentir um desconforto maior durante a noite. “Como no verão as temperaturas são altas e a umidade relativa do ar é relativamente alta também, a sensação térmica aumenta. À noite, é muito comum que esse abafamento piore porque a umidade aumenta e não temos o sol para acelerar o processo de evaporação. Estão faltando nuvens e chuva para regular a temperatura da cidade”, disse. Chuva – Segundo
Pegorim, uma frente fria chegará à cidade hoje. Por isso, podemos esperar chuva forte durante a tarde e à noite. “A passagem dessa frente fria deixará a Capital com muitas nuvens e o fim de semana será um pouco menos quente. É possível a ocorrência de chuva forte no sábado. Mas nem pensem em tirar o cobertor do armário”, explicou a meteorologista, adiantando que o calor intenso deve retornar na próxima terça-feira. Mariana Missiaggia, com agências
BRASIL...
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está liderando o Campeonato Mundial de Esqui Alpino Masters, ora na etapa de Piancavallo (Itália). Embora São Paulo fique mais ao sul do que a caribenha Jamaica, aqui a temperatura anda pela mesma marca referida acima; ontem, bateu nos 34 °C. Luci é uma dos 50 atletas de nível internacional registrados na Confederação Brasileira de Esportes na Neve, sediada na Capital. Em princípio, parece surpreendente haver uma instituição dessa, pois a neve que cai em São Joaquim (SC), nosso principal reduto, não permite fazer mais que meia dúzia de bonecos.
Fotos: Colectivo Hombre Nuevo
Divulgação
provável que, sabedor das proezas de Luci Arnhold (abaixo), o cineasta americano Jon Turteltaub venha a fazer uma versão brasileira do filme Jamaica abaixo de zero (Cool Runnings), seu grande sucesso de 1993. Naturalmente ele teria de trocar o nome do país, mas em essência, a situação é a mesma. À semelhança de uma equipe jamaicana da modalidade bobsleigh (trenó tripulado por dois ou quatro atletas), que deixou para trás um calor de 30 °C com destino aos Jogos de Inverno na gelada Calgary, Canadá, a esquiadora paulistana
Jogadores do Lado B com seu 'mascote'; faixa do Club Che Guevara, anfitrião do torneio; e o capitão do Autônomos e Autônomos com a Copa Alternativa na mão.
...ABAIXO DE ZERO!
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fato, porém, é que, do México para baixo, Argentina e Chile incluídos, o Brasil é o líder dos esportes na neve. A confederação mantém ativamente cinco modalidades em permanentes competições nacionais e internacionais: esqui alpino; esqui estilo livre; snowboard e cross-country (ambos com trenó); e o biatlon, que vem a ser movimento de esqui com paradas para tiro ao alvo, informa Pedro Cavazzani, superitendente técnico da confederação. Nossos atletas se submetem a um regime singular de preparação. O condicionamento físico é feito por aqui. Não estranhe,
portanto, se encontrar em algum parque da Cidade alguém se equilibrando sobre patins ou skate, manobrando bastões de esqui. O treinamento técnico é feito em países onde a neve cai regularmente. A propósito, é divertido saber que os campeonatos brasileiros das cinco modalidades são realizados em Valle Nevado, nos arredores de Santiago (Chile), ou na longínqua Ushuaia, que incorporou o apelido de o "fim do mundo", nas bordas da Antártida, nos confins da Argentina, a cinco horas de Buenos Aires pelo ar.
UM TOQUE DE BOLA... ssim como o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, ganhou uma contrapartida terceiro-mundista com o Fórum Social Mundial, a Copa América tem, a partir de agora, seu espelho inverso: a Copa Alternativa de Futebol. Como seu nome e intenção sugerem, o torneio quer produzir ampla crítica ao chamado futebol capitalista e formar militância política por meio da bola. O campeonato dividiu-se entre as cidades Jesus Maria e Colônia Caroya, na província de Córdoba, Argentina, e teve como epicentro o Club Social – Atlético y Deportivo Che Guevara, na primeira localidade. Como o evento, realizado em janeiro, passou praticamente despercebido é de se concluir que, propositadamente ou não, foi ignorado pela imprensa. Somente foram aceitas equipes amadoras, provenientes de vários países. Talvez o clube inglês Easton Cowboys and Cowgirls, de Bristol, tenha com seu lema, resumido o espírito da coisa: Freedom through football (Liberdade por meio do futebol).
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...SÓ NA CANHOTINHA!
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Brasil esteve representado por três times: o Pelada de Esquerda, do Rio de Janeiro; e os paulistanos Lado B FFLCH e o Autônomos e Autônomos, que, aliás, se sagrou campeão na decisão por pênaltis após empatar com o argentino Dos de Mayo no tempo regulamentar. As duas equipes de São Paulo têm uma trajetória interessante: o "Auto" finca suas raízes num extraordinário terreno punk-anarquista, é
rubro-negro e está instalado no outrora bairro fabril da Lapa; o Lado B nasceu no seio da tradicionalmente contestadora Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, a FFLCH. O campeonato somou 27 partidas. Os jogos tiveram dois tempos de 20 minutos, em vez dos convencionais 45, porque, compreensivelmente, os jogadores-militantes não têm o pique dos profissionais.
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sexta-feira, 2 de março de 2012
ANIMAIS DE METAL
www.dcomercio.com.br
TELEMARKETING NOS PÉS
O escultor francês Edouard Martinet transforma peças de bicicleta, carros e eletrônicos em esculturas de animais.
O designer Kobi Levi já criou sapatos para Itália, China e Brasil. Em Israel, tem sua própria linha, com modelos bem humorados, como este, que lembra uma atendente de telemarketing.
http://bit.ly/y665Q4
http://kobilevidesign.blogspot.com/
S OCIEDADE Nacho Doce/Reuters
F UTEBOL
Corinthians com reforço chinês Paulo Whitaker/Reuters
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meia-atacante chinês Chen Zizao foi apresentado ontem como o mais novo integrante do Corinthians. O jogador arriscou algumas frases para a imprensa, como "Corinthians Campeão" e "Eu sabe falar Timão!" Zizao já jogou por seis meses no Trofense, de Portugal, o que explica seu conhecimento da língua. O clube pensa em contratar um tradutor para acompanhá-lo durante os treinos.
Zizao em sua recepção no Corinthians: fã do futebol brasileiro desde criança
B IODIVERSIDADE C ELEBRIDADES
Vida marinha ameaçada
Cores e palavras "Amor ao Bairro", série de pinturas do grupo espanhol Boa Mistura, nas ruas da favela da Vila Brasilândia. O grupo escolheu seis palavras e cores e pintou localidades do bairro. A ação faz parte do projeto "Luz nas Vielas", que pretende modificar a vida cotidiana dos moradores de comunidades.
As emissões de gás carbônico provocadas pelo homem não causam apenas o aquecimento global da Terra, mas também alteram o pH dos mares e oceanos, elevando sua acidez até níveis que poderiam acabar com a vida marinha em poucas décadas. A advertência faz parte de um estudo publicado ontem na revista Science, do qual participaram pesquisadores do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), da Instituição Catalã de
Esse processo prejudica muitas formas de vida marinha e interfere principalmente no desenvolvimento das espécies com carapaça ou esqueleto de carbonato cálcico, como corais e moluscos. A única solução, segundo os especialistas, é reduzir as emissões de CO2 de maneira drástica e mudar o mais rápido possível o atual modelo energético, ressaltou outra colaboradora do estudo, a pesquisadora Patricia Ziveri. (EFE)
Reprodução
O MUNDO EM PIXELS A ilustração Full Pixorama, criação do ilustrado eBoy foi selecionada pelo blog Cruzine como uma das mais detalhistas e bem executadas obras de pixel art da atualidade. Nesse tipo de arte, as imagens são trabalhadas no nível de precisão dos pixels, as unidades mínimas de uma tela digital. O trabalho é considerado uma referência aos antigos jogos de computadores.
I NTERNET
Google, alvo de protestos Agências de proteção da informação de países europeus concluíram que a nova política de privacidade do Google está violando a lei europeia, afirmou ontem a comissária de Justiça da União Europeia, Viviane Reding. Reding disse à BBC Radio Four que as autoridades de controle de informação na Europa pediram às contrapartes francesas para analisarem a nova política e eles chegaram à conclusão de que "as novas regras não estão de acordo com a lei europeia e que as regras de transparência não foram aplicadas". Questionada sobre quais aspectos da regra do
Pesquisa e Estudos Avançados (ICREA), e da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB). O estudo explica que, nos últimos 300 milhões de anos, a química marinha sofreu "profundas mudanças", embora nenhuma "tão rápida, grande e global como a atual". A acidificação marinha acontece à medida que o CO2 emitido pela atividade humana - originada fundamentalmente pela queima de combustíveis fósseis - é absorvido pelos oceanos.
Google poderiam desrespeitar a lei da União Europeia, Reding disse: "Em vários aspectos. Um deles é que ninguém foi consultado, não está em conformidade com a lei de transparência e utiliza a informação privada para entregála para terceiros, que não é o que os usuários concordaram." Apesar das fortes críticas de grupos de defesa do consumidor norteamericanos e europeus, o Google lançou ontem sua nova política de privacidade, que dá à empresa uma visão global dos usuários e permite desenvolver publicidades específicas.
A RTE
http://bit.ly/vZ27y5
H OMENAGEM
Em memória de Fabergé
Ovos desenhados por artistas e arquitetos como Zaha Hadid foram reunidos em uma exposição em Londres em homenagem ao joalheiro Peter Carl Fabergé. Entre 1885 e 1917, na Rússia, ele produziu diversas joias no formato de ovos, hoje consideradas obras-primas. Ao contrário dos ovos de Fabergé, os de Hadid são gigantes e futuristas.
Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:
L OTERIAS
Arqueólogos identificam naufrágio mais antigo do Brasil, ocorrido em 1583
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George Clooney e Brad Pitt encenam peça a favor do casamento homossexual
L
http://bit.ly/yHsK8S
O cantor canadense Justin Bieber completou 18 anos ontem. Como presente pela trajetória de sucesso, seu empresário deu ao astro um carro esportivo elétrico com teto e painéis solares durante o programa The Ellen DeGeneres Show. O jovem astro também foi presenteado por seus fãs com um recorde no Guinness. Isso porque os agentes de Bieber criaram o site "happybirthdayjustinbieber" para os fãs do artista enviarem o maior número de mensagens em 24 horas e, assim, conseguir um recorde mundial. Oito horas antes do fim do prazo, Bieber já tinha superado o recorde anterior, de 209.771 mensagens, com mais de 250 mil pessoas enviando parabéns por seu aniversário. O próprio Bieber agradeceu aos fãs pelas mensagens e disse no Twitter: "18 anos marcados por lutas, conquistas, alegrias, persistência e aprendizado".
http://bit.ly/wwHTaI
A TÉ LOGO
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Ponto por ponto é possível compor uma ilustração. Partindo desse conceito, pessoas pelo mundo se reúnem para formar desenhos gigantes, como este retrato de Audrey Hepburn.
Justin Bieber no livro dos recordes
Cantora Celine Dion cancela shows devido a problemas nas cordas vocais
Concurso 2836 da QUINA 03
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
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19 SP-LONDRES Anac notifica TAM por atraso e multa pode chegar a R$ 1,7 milhão
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PREVIDÊNCIA Rombo é administrável nos próximos 18 anos, informa secretário.
Tsunami monetário na mira de Dilma A presidente da República, Dilma Rousseff, fez duras críticas à política que tem sido adotada pelos países ricos para enfrentar a crise financeira.
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Antonio Cruz/ABr
presidente Dilma Rousseff deixou evidente ontem a sua preocupação com as ações que estão sendo tomadas pelos países desenvolvidos em crise para superar seus problemas. Explicitou que o governo brasileiro está pronto para defender a indústria nacional da competição predatória de competidores estrangeiros. "Estaremos defendendo a indústria, impedindo que os métodos de saída da crise dos países desenvolvidos impliquem na canibalização dos mercados dos países emergentes", declarou. Sem citar especificamente nenhum país, a presidente disse que "nos preocupamos com esse tsunami monetário". "Despejam US$ 4,7 trilhões ao ampliar de forma muito adversa, muito perversa, para o resto dos países, principalmente aqueles em crescimento, que são os países emergentes. Compensam essa rigidez fiscal com uma política monetária absolutamente inconsequente com o que ela produz sobre os mercados mundiais", criticou Dilma. A presidente reforçou, ainda, que deseja promover o crescimento econômico do Brasil, com o desenvolvimento de um mercado de massa, mas também com distribuição de riquezas e proteção dos direitos sociais. "Que o mercado de massa cresça. Que o País cresça, mas que-
Estaremos defendendo a indústria, impedindo que os métodos de saída da crise dos países desenvolvidos impliquem na canibalização dos mercados dos países emergentes.
É óbvio que países que não têm ou que não precisam dessa proteção social, e então reduzem essa proteção, jogam na lata de lixo conquistas históricas. DILMA ROUSSEFF, PRESIDENTE DO BRASIL
remos direitos sociais, proteções sociais, direitos aos idosos." Em seguida, fez uma crítica a países que estão abdicando dessa rede de proteção social como forma de contornar os efeitos da crise atual. "É óbvio que países que não têm ou que não precisam dessa proteção, e então reduzem essa
proteção, jogam na lata de lixo conquistas históricas. Mas estão prestando contas a seu povo", afirmou, para em seguida destacar que o Brasil não abrirá mão das proteções sociais. "Quero dizer que estamos em outra etapa. Não somos perdulários. Vamos buscar a melhor qualidade possível do gasto
público. Vamos buscar com os trabalhadores, empresários", disse. As críticas da presidente ocorreram durante a cerimônia de lançamento do "Compromisso Nacional para Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho na Indústria da Construção", no Palácio do Planalto. (AE)
País dá mais tempo para isenção do IOF
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governo estendeu para três anos a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% cobrada sobre os empréstimos externos. Em abril do ano passado, o governo já havia estendido o prazo de 360 para até 720 dias. A mudança vale desde ontem. Essa foi a terceira vez que o governo ampliou o prazo mínimo para isenção da cobrança do IOF incidentes nos empréstimos de bancos e empresas brasileiras no exterior. Toda operação com menos de três anos será tributada em 6%. A medida visa reduzir o ingresso de dólares no País e evitar uma valorização do real excessiva no mercado. A decisão do governo foi bem recebida por especialistas, mas eles ponderam que é necessário a adoção de medidas adicionais, que vão desde o Banco Central
(BC) ter de fazer uma supervisão mais forte sobre o cumprimento das obrigações dos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), a fim de evitar arbitragem de empresas, até ampliar a atividade do Fundo Soberano Brasileiro (FSB) para alocar melhor os recursos das reservas cambiais, inclusive para reduzir os custos de crédito para exportações e importações. O ex-secretário de Política Econômica Luiz Gonzaga Belluzzo disse que é correta a decisão do governo de estender a cobrança de IOF, mas ressaltou que seria interessante a implementação de mais medidas. "É preciso adotar quarentena para recursos externos que ingressam no País por um prazo acima de seis meses", defendeu. Belluzzo avaliou que, sem medidas adicionais, "o real vai se
valorizar muito mais, com o tsunami de dinheiro que já está ocorrendo no Brasil, especialmente após a decisão de anteontem do BCE de liberar 529 bilhões de euros para 800 bancos que atuam na Europa". Janela – Segundo o diretor da NGO Corretora, Sidnei Nehme, para que o governo torne eficiente a cobrança do IOF, seria relevante adotar uma medida adicional, como não permitir que tais recursos sejam reenviados para fora, para uma conta da empresa em um banco, a título de disponibilidade no exterior. Outro ponto relevante é obrigar quem faz investimentos diretos estrangeiros no Brasil a comprovar ao Banco Central que está aplicando os recursos de acordo com um cronograma previamente manifestado ao BC. Fundo Soberano – O mecanismo mais eficiente para o
governo conter a tendência de valorização do real decorrente da excessiva liquidez internacional seria ampliar a atuação do Fundo Soberano do Brasil, disse o sócio da Tendências Consultoria Nathan Blanche. Pelas contas do especialista, o Brasil dispõe de US$ 356,3 bilhões em reservas cambiais. Desse total, há um excesso de US$ 156 bilhões, que, a um custo fiscal de 7%, implicariam despesas para o Tesouro equivalentes a US$ 10,5 bilhões ao ano. "O Fundo Soberano hoje tem R$ 14 bilhões. Se esse montante subisse para o equivalente a US$ 100 bilhões, boa parte das importações de equipamentos necessários para explorar a camada do Pré-sal nos próximos anos poderia sair dessa fonte nacional, em vez de empréstimos em bancos lá fora", afirmou. (AE)
Após mudanças no tributo, dólar continua a cair.
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pesar de intervenção dupla do Banco Central (BC) no mercado ontem, o dólar fechou em queda ante o real, ignorando mudanças nas regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos de empresas no exterior (leia mais ao lado). A taxa de câmbio recuou 0,47%, para R$ 1,712 na venda, revertendo parte do salto de 1,25% na véspera. Ao longo da sessão, a divisa oscilou entre máxima de R$ 1,7271 e mínima de R$ 1,71. "Hoje (ontem) prevaleceu aquela máxima: sobe no boato, cai no fato. E o fato foi bem menos assustador", declarou o diretor de tesouraria do Banco Prosper, Jorge Knauer. Os mais de US$ 12,5 bilhões que ingressaram ao Brasil desde o início deste ano, em parte devido às políticas expansionistas de países desenvolvidos, ajudaram o dólar a tombar 8,38% desde janeiro, o levando a rondar o patamar considerado "piso informal" pelo BC, na avaliação do mercado. (Reuters)
Desestímulo ao capital de curto prazo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, defende a entrada de capital no Brasil, mas é contra o capital que vai para o setor financeiro e não para o produtivo.
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ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que a mudança na cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em empréstimos no exterior "é uma medida importante para o câmbio". "Estamos desestimulando a entrada de capital de mais curto prazo no Brasil. Hoje, há uma sobra de liquidez no mercado internacional", justificou. Mantega destacou que os países avançados estão expandindo o crédito, praticando uma política monetária expansionista. "Estão reduzindo os juros e aumentando o volume de crédito. O problema é que este crédito não vai para o setor produtivo, mas para o setor financeiro, que tem que aplicar esses recursos", disse. O ministro afirmou que, como a oportunidade de ganho de rendimento é pequena nos países avançados, as aplicações estão indo para países emergentes mais sólidos, que pagam uma maior rentabilidade. Mantega destacou, no entanto, que investi-
Wilson Pedrosa/AE
O governo não verá impassível essa guerra. Temos de nos defender.
O FMI acaba de soltar um estudo dizendo que recomenda a intervenção de países no câmbio, principalmente nos emergentes que sofrem com a volatilidade e estão mais sujeitos a entradas e saídas de capitais externos, isso atrapalha a atividade econômica dos países. GUIDO MANTEGA, MINISTRO DA FAZENDA mento direto é bem vindo. "Estou falando de recursos financeiros que vem fazer arbitragem", afirmou. Câmbio – O ministro ressaltou que o aumento do IOF pa-
ra empréstimos de até três anos contraídos no exterior é importante para o câmbio. "Nas últimas semanas, notamos um movimento de valorização do real. Há uma trajetó-
ria ruim para a economia brasileira", disse. Ele afirmou que, quando o real se valoriza, "diminui a competitividade das empresas brasileiras". "É a chamada guerra cambial",
disse. "O governo não verá impassível essa guerra. Temos de nos defender". Uma das estratégias citadas pelo ministro é a compra de dólares. "Vamos comprar, já estamos comprando via Banco Central em leilões diários. E, como está havendo tomada de crédito em grande escala, estamos penalizando quando esse crédito é de curto prazo. O governo continuará tomando medidas para impedir que o
real se valorize, prejudicando a produção brasileira", disse. Mantega comentou também que as intervenções, como as adotadas pelo governo brasileiro, são sugeridas inclusive pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). "O FMI acaba de soltar um estudo dizendo que recomenda a intervenção de países no câmbio, principalmente nos emergentes que sofrem com a volatilidade e estão mais sujeitos a entradas e saídas de capitais externos, isso atrapalha a atividade econômica dos países". IED – O governo não cogita taxar o Investimento Estrangeiro Direto (IED), que é saudável para o País, porque gera emprego e paga imposto, disse o ministro. Mantega afirmou que as medidas adotadas pelo governo nos últimos anos têm sido efetivas. Ele destacou que o real estava em torno de R$ 1,55 por dólar no primeiro semestre de 2011. "Tomamos várias medidas de derivativos e etc e, no segundo semestre, o real desvalorizou", disse. (AE)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
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21 Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado reprova atitude dos EUA de cancelar a compra de 20 caças da Embraer
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Fotos divulgação
Qatar Airways aposta alto no Brasil
Principal executivo da companhia aérea anuncia que pretende ampliar as linhas do País para Doha e elogia as privatizações dos aeroportos brasileiros. Rejane Tamoto *
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construção de um novo aeroporto leva, no mínimo, cinco anos. Por isso está tarde para fazer isso no Brasil. A crítica construtiva, segundo suas palavras, é do CEO da Qatar Airways, Akbar AlBaker, que disse ver a recente privatização dos aeroportos brasileiros com bons olhos. Ainda assim, pondera que seja um pouco tarde para começar obras de infraestrutura para receber a demanda de passageiros para a Copa do Mundo de 2014. E a razão para isso é simples. Em Doha, no Qatar, ele começou a construir um novo aeroporto em janeiro de 2005, que terá sua primeira fase inaugurada em dezembro deste ano, com capacidade para 28 milhões de passageiros. O projeto será feito em duas fases e está previsto para ser concluído em 2015, quando atingirá a capacidade de 50 milhões de passageiros. Tudo está previsto para terminar bem antes da Copa do Mundo que será realizada em Doha, em 2022. A companhia aérea é consi-
Aeronave da Qatar Airways (ao alto) e o desenho de novo aeroporto
derada a melhor do planeta pela pesquisa que recebeu votos de 18 milhões de passageiros no mundo – a Skytrax Airline Global Industry Audit em 2011. Em junho de 2010, a Qatar Airways inaugurou o voo São Paulo-Doha. Al-Baker diz que investiu no Brasil US$ 500 milhões na compra de dois aviões Boeing 777. O CEO da Qatar Airways pretende ampliar os investimentos no Brasil em 2013, com o lançamento da rota Rio de Ja-
neiro-Doha. "Ainda não tenho a data. Dependo apenas da entrega das aeronaves. Temos planos de expandir e operar em mais destinos no Brasil", afirma o executivo, sem revelar nomes de cidades. E me rg en t es – Para Al-Baker, o Brasil é um mercado importante na América do Sul, e o mais forte entre os emergentes, no qual há uma demanda grande de passageiros. Um dos entraves para operar com aeronaves maiores, como o
Airbus A380, é a falta de infraestrutura do aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos. "Nós precisamos que o aeroporto seja capaz de receber um grande número de passageiros. Se a fila for muito longa, meus passageiros vão ficar aborrecidos. O aeroporto de São Paulo não tem capacidade para um A380 com 540 passageiros", diz o CEO da Qatar, que ainda não incorporou o A380 à sua frota. No aeroporto internacional, em Guarulhos, o próprio AlBaker contou ter passado pela experiência de pegar uma fila que se estendia para fora do aeroporto, para fazer o check-in, e depois outra na imigração. "Se isso acontecesse no meu aeroporto, eu teria muitos problemas, imediatamente. O passageiro já entra no voo aborrecido e acha que tudo está errado no avião", conta. Para Al-Baker, os custos para operar no Brasil são altos, mas seguem os de outros aeroportos. "É preciso manter custos estáveis para que possamos levar mais voos. Um modelo, neste sentido, é o aero-
Tenho planos de expandir e operar em mais destinos no Brasil. Dependo apenas da entrega das aeronaves. AKBAR AL-BAKER, CEO DA QATAR AIRWAYS porto de Cingapura, que devolve à companhia aérea parte do que ela gastou lá, por ela ter gerado uma receita adicional. Isso estimula a Qatar Airways a aumentar o trans-
porte de passageiros e as frequências no destino. É uma forma de dividir os lucros, mas, primeiro, é preciso ter um aeroporto eficiente", afirma. Embraer – O CEO da Qatar Airways diz que iniciou uma negociação com a Embraer há cinco anos e tentou comprar algumas aeronaves, mas não teve sucesso. "Foram arrogantes porque mudaram o contrato muitas vezes. Então eu encomendei seis aeronaves para a Bombardier", disse. No ano passado, a Qatar Airways transportou 16 milhões de passageiros no mundo todo, contra 14 milhões do ano anterior. Al-Baker diz que a receita cresceu R$ 7,5 bilhões em 2011. A companhia, fundada em 1994, opera em 112 destinos na Europa, Oriente Médio e África, Ásia-Pacífico, América do Norte e América do Sul. "Somos uma companhia aérea forte e vamos manter esse crescimento no futuro", afirma Al-Baker. *A repórter viajou a convite da Qatar Airways
Governo vai ser duro com concessionários, diz Anac.
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ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, e o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, prometeram, em audiência pública ontem no Senado, que o governo será duro na fiscalização dos consórcios vencedores dos leilões de concessão dos aeroportos realizados no mês passado. Bittencourt, Guaranys e o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, foram convocados pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) para explicar as concessões dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília. Dornelles questionou a qualificação dos vencedores para operar os aeroportos, chamando
os operadores dos consórcios vencedores de "segunda linha". Também quis saber quais são as garantias que o governo terá de que eles vão cumprir seus contratos por terem dado ágios que alcançam quase toda a receita operacional. Dornelles citou o fato da vencedora do aeroporto de Brasília, a Corporacion América, empresa argentina, ter sido desqualificada na concessão do aeroporto de Porto Rico. O discurso do ministro foi de que não apenas as vencedoras deram ágios altos no leilão, assim como quase todos os outros concorrentes, o que provaria que os aeroportos são rentáveis. Segundo o ministro, as empresas vão trabalhar com alavancagem financeira (empréstimos), o
que não ocorre hoje e que, por isso, será possível pagar os valores ofertados. Mas Bittencourt ressaltou que caso as empresas não cumpram seus contratos, elas poderão, no limite, perder as concessões. "Mas as penalidades são tão grandes que não vai valer a pena não fazer", afirmou Bittencourt. Já Guaranys ressalvou que o processo ainda está em andamento (hoje começou a fase de recursos dos perdedores) e afirmou que a concessão não deixou "qualquer possibilidade de renegociar os contratos por causa de desequilíbrio econômico financeiro". Ou seja, se as empresas não tiverem lucros suficientes, não poderão pedir para que o governo aumente ta-
Embraer: comissão critica os EUA.
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Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado reprovou ontem a atitude do governo dos Estados Unidos de cancelar a compra de 20 caças da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). O presidente da comissão e ex-presidente da República, Fernando Collor (PTB-AL), ressaltou que a iniciativa do governo do presidente Barack Obama "prejudica a parceria entre brasileiros e estadunidenses em um campo tão relevante como a defesa". Collor disse, em seu pronunciamento no início da reunião da comissão, que a decisão tomada pelo governo americano foi uma medida protecionista e contrá-
ria a princípios fundamentais "das boas práticas internacionais". Ele acrescentou que, em 30 de dezembro de 2011, os EUA concluíram o processo de concorrência e anunciaram a escolha da Embraer para o fornecimentos dos caças Super Tucano. Collor lembrou que os EUA pretendem vender ao Brasil caças F18 Super Hornet, no processo de reaparelhamento da Força Aérea Brasileira (FAB). Interesse – O subsecretário de Estado dos EUA, William Burns, disse ontem que seu governo "continua interessado" no avião Super Tucano da Embraer, apesar do cancelamento da concorrência de US$ 355 milhões da Força Aérea americana. No Brasil
para preparar a visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, em abril, Burns não quis entrar em detalhes das causas da anulação da primeira licitação, oficialmente atribuída a problemas com a documentação entregue pela Embraer. Ele reconheceu que "às vezes abusamos da paciência" dos outros, mas disse que espera que a disputa tenha novo desfecho o mais rápido possível e deu a entender que o Super Tucano continua no páreo. "A Embraer é uma grande empresa e o Super Tucano é um ótimo avião." Em comunicado, a Força Aérea dos EUA declarou que, por uma medida "corretiva", decidiu suspender o contrato com a Embraer.
Concorrência – O subsecretário, segunda autoridade mais importante na hierarquia da diplomacia americana, tentou desfazer qualquer relação entre esse caso e a concorrência da Força Aérea brasileira para a compra dos novos aviões caça, na qual o F-18, fabricado pela Boeing americana, é um dos concorrentes, ao lado do Rafale francês e do Gripen sueco. Disse que a oferta de transferência tecnológica feita pelos EUA, no caso de o Brasil optar pelo F-18, é "sem precedentes" e equivalente à oferecida pelos EUA a parceiros da Otan (aliança militar ocidental). "A opção pelo F-18 pode abrir a porta para longa parceria." (Folhapress)
rifas ou permita que não sejam feitas obras. Capitais – O presidente da Infraero disse que pelo menos seis capitais do País vão precisar de reformas ou de novos aeroportos em operação nos próximos dez anos. Segundo Vale, as situações mais problemáticas são as de Rio Branco (AC) e Porto Alegre (RS). As outras capitais que vão precisar de um novo aeroporto no período, para Vale, são Salvador (BA) e Recife (PE), onde ele acha improvável que as atuais pistas possam ser ampliadas. Já Curitiba (PR) e o aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), também vão precisar de pistas novas, mas há espaço suficiente nos atuais aeroportos. (Folhapress)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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e
sexta-feira, 2 de março de 2012
Apesar dos esforços do governo, as classes A e B ainda respondem por mais de 50% do consumo no Brasil.
conomia
Fotos: Divulgação
R$ 1,3 TRILHÃO EM COMPRAS artigos de decoração (25,3%) e aquisição de veículos (25%). Na classe B, combustível e ensino são os principais gastos com fatias superiores a 58%, enquanto cinema (54,6%), serviços automotivos (53,8%) e artigos esportivos (53%) são outros produtos consumidos majoritariamente por esta classe. Já a metade do consumo com tabaco e acessórios é realizada pela classe C, assim como praticamente carnes e derivados, mercearia e matinais. As classes D/E têm maior participação no consumo de produtos de mercearia e cigarros (13% em cada um desses mercados). As duas classes também representam 12% do consumo de calçado infantil, matinais e carnes e derivados. Os dados e as previsões do Ibope são essenciais para o planejamento das agências de publicidade e também do varejo. Quem pensa em artigos esportivos, pensa classe C, se quer falar de alimento, melhor falar com as classes D e E – são loucas por novidades – e se o assunto é DVD, é a classe A quem vai fazer mais questão de assistir em casa, a classe B não dispensa a sala de cinema, se for em shopping então só a sensação de ar condicionado a refresca. Dos dados às ações é para isso que servem as pesquisas.
GUSTAVO Kuerten terá a missão de lançar o novo Peugeot 308 no segmento de hatchbacks médios.
O TENISTA Peugeot do Brasil e a Loducca desenvolveram um plano de comunicação diferenciado para apresentar o novo 308 ao consumidor brasileiro, embalado pelo tenista Gustavo Kuerten, que terá a missão de lançar o modelo a uma posição de destaque no segmento
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de hatchbacks médios. Ao utilizar a figura do atleta, considerado o maior tenista brasileiro de todos os tempos, a marca quer passar a ideia de dinamismo, espírito esportivo e personalidade, dando vida ao slogan "Peugeot 308. Conquiste sua vida com estilo".
ANIVERSÁRIO Associação dos Profissionais de Propaganda (APP) completa 75 anos neste ano e, para celebrar o aniversário, criou uma extensa agenda de eventos que pode ser conferida no endereço eletrônico www.appbrasil.net. Criada em 29 de setembro de 1937, como Associação Paulista de Propaganda e rebatizada em 1989 com a atual denominação, a APP nasceu da necessidade de "dar voz" e valorizar a atividade publicitária independente da área – atendimento, planejamento, criação, mídia – ou atuação, como agências, veículos, anunciantes, produtoras, gráficas e demais fornecedores da indústria da comunicação.
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Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revista publicitta. com.br
APP vai comemorar 75 anos neste ano
SE ROLAR ampanha produzida para o Ministério da Saúde, criada pela agência Propeg, aposta na verdade com muita naturalidade e sensualidade. Com o mote "Se rolar, use camisinha", reforça a importância da proteção contra a Aids. Segundo
C CAMPANHA aposta em sensualidade para prevenir contra a Aids
dados do Ministério da Saúde, nos últimos 12 anos, houve um aumento de mais de 10% no número de casos entre jovens gays de 15 a 24 anos. Entre os jovens de 13 a 19 anos, a relação é de dez meninas infectadas para cada oito meninos.
COLCCI traz o luxo para a estação mais fria do ano em nova campanha
NA MODA núcleo de moda da agência Escala colocou dedicação exclusiva na criação das campanhas outono/inverno das marcas Colcci e Coca-Cola Clothing. Após desfiles de impacto no São Paulo Fashion Week e Fashion Rio, os dois clientes investem em anúncios que reforçam a identidade das marcas. A Colcci traz o luxo para a estação mais fria do ano, enquanto a Coca-Cola Clothing foca sua coleção em um público jovem e descontraído. As peças estreiam na mídia em março e estarão disponíveis em catálogos, outdoors, anúncios e PDV. Para Colcci, a agência transforma um vagão na estação de Campinas em ambiente que remete ao Oriente Express. Bem que os trens poderiam voltar a rodar, espalhando charme pelo País em uma opção a mais de transporte público.
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10% mais ovos nesta Páscoa
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s vendas de ovos de chocolate devem crescer 10% em termos reais, já descontada a inflação, na Páscoa deste ano em relação à igual data do ano passado, segundo levantamento divulgado ontem pela Associação Paulista de Supermercados (Apas). O crescimento das vendas deve ser puxado, principalmente, pelos consumidores da classe C, que nos últimos anos vêm ampliando seu poder de compra. A Apas ressaltou que a proximidade da Páscoa já se reflete nos preços do produto. De acordo com o índice de preços nos supermercados, medido pela associação, nos últimos 12 meses o preço do chocolate registrou queda de 4,23%. No entanto, em janeiro, este indicador apresentou alta de 0,63%. A expectativa é por um aumento nos preços do produto conforme a data se aproxime, diz a entidade. A estimativa de fornecedores consultados pelo departamento de economia da Apas é de que os preços fiquem, em média, 9% mais caros neste ano em relação ao ano passado. "A alta deve ser influencia-
O crescimento das vendas de ovos de Páscoa deve ser puxado, principalmente, pelos consumidores da classe C, que nos últimos anos vêm ampliando seu poder de compra.
Edu Cavalcanti/Folhapress
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Ibope estima que o brasileiro gastará este ano R$ 1,3 trilhão em compras, o que corresponde a 30% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, todas as riquezas, bens e serviços gerados por um país no período de um ano. Não é pouca coisa. É esse volume que atiça o apetite das agências de publicidade e dos veículos de comunicação. Afinal, a publicidade é essencial para que o consumidor se sinta seduzido e estimulado a gastar e os veículos de comunicação fazem a ponte entre esse consumidor e a informação, são o meio entre emissor e receptor da mensagem. O curioso é que a região Norte, com 8,4% da população e respondendo por modestos 5,2% do consumo nacional, é a que aponta maior potencial de crescimento este ano, da ordem de 26,5% ante 24,1% do Nordeste, 19,7% do Sul, 19,4% do Centro-Oeste e 6,5% do Sudeste, região que responde por 42% da população e 53,5% do consumo. Apesar dos esforços do governo, especialmente na era Lula, as classes A e B ainda respondem por mais de 50% do consumo no Brasil. A classe A, embora ocupe apenas 2,6% dos lares, é o principal destaque na compra de CDs e DVDs (27,3% do total vendido no País), produtos financeiros (25,7%),
da pelo reajustes de preços dos insumos para produção dos ovos de Páscoa, principalmente o açúcar, a energia elétrica e a mão de obra", afirmou a Apas, em comunicado. Além de chocolates, outros itens devem ganhar representatividade na área de vendas dos supermercados nesta Páscoa. Entre eles, os pescados em geral, com um maior volume de vendas de bacalhau, de sardinha e de pescada branca. Entre os acompanhamentos, o destaque deve ficar por conta
dos vinhos e dos azeites, com expectativa de crescimento de 9% nas vendas. Temporários – Para esta Páscoa, levantamento do Instituto de Pesquisa Manager (Ipema), feito a pedido da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) e do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário do Estado de São Paulo (Sindeprestem), prevê um aumento de 2% no
total de contratações de trabalhadores temporários em relação ao ano passado. No total, devem ser admitidas, temporariamente, 71,5 mil pessoas no País para atuarem na indústria e no varejo em 2012, segundo o estudo. A expectativa é de que 12% destes trabalhadores sejam efetivados após o domingo de Páscoa, que neste ano ocorre no dia 8 de abril. No ano passado, foram contratados 70,1 mil trabalhadores temporários, dos quais 25% foram efetivados. (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
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O Jornal do Empreendedor
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ECONOMIA/LEGAIS - 23
SEDE: BELO HORIZONTE - MG - COMPANHIA ABERTA - CNPJ: 33.040.601/0001-87
ATIVO CIRCULANTE.................................................. Disponibilidades .............................................. Aplicações Interfinanceiras de Liquidez.......... Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos ................................... Operações de Crédito....................................... Outros Créditos e Outros Valores e Bens......... NÃO CIRCULANTE........................................ REALIZÁVEL A LONGO PRAZO ................ Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos ................................... Operações de Crédito....................................... Outros Créditos e Outros Valores e Bens......... PERMANENTE ................................................ Investimentos ................................................... Imobilizado de Uso .......................................... Diferido ............................................................ Intangível ......................................................... TOTAL DO ATIVO...........................................
MBF MBF Consolidado 2011 2010 2011 2010 143.907 157.811 147.520 174.304 670 58 703 89 12.260 3.041 12.260 3.041 4.229 5.574 171 123 112.790 134.228 120.212 155.435 13.958 14.910 14.174 15.616 153.440 167.872 155.509 170.178 148.909 163.603 155.269 169.762 4.119 113.276 120.419 113.276 124.538 35.633 39.065 41.993 45.224 4.531 4.269 240 416 4.366 4.008 68 146 116 172 123 181 7 7 49 82 49 82 297.347 325.683 303.029 344.482
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010
Em R$ mil
BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010
MBF MBF Consolidado 2011 2010 2011 2010 RESULTADOBRUTODAINTERMEDIAÇÃOFINANCEIRA.... 26.192 34.125 27.239 35.311 Receitas da Intermediação Financeira.............................. 53.074 61.795 54.032 62.905 Despesas da Intermediação Financeira............................. (26.882) (27.670) (26.793) (27.594) 6 (430) RESULTADO DE PARTICIPAÇÃO EM CONTROLADA..... 4.065 24.264 4.330 24.426 OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS ............................ Receitas de Prestação de Serviços e Outras Receitas Operacionais..................................................................... 4.065 24.264 4.330 24.426 4.065 24.264 4.330 24.426 OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS............................ Despesas de Pessoal, Despesas Administrativas e Outras Despesas Operacionais ..................................................... (18.048) (23.013) (18.457) (23.390) RESULTADO OPERACIONAL........................................... 12.215 34.946 13.112 36.347 RESULTADO NÃO OPERACIONAL................................. 290 804 291 811 RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO E PARTICIPAÇÕES .............................................. 12.505 35.750 13.403 37.158 IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL .... (3.446) (11.035) (3.830) (11.857) PARTICIPAÇÕES ................................................................. (410) (371) (410) (371) Administradores ............................................................... (160) (110) (160) (110) Empregados ...................................................................... (250) (261) (250) (261) PARTICIPAÇÃO MINORITÁRIA NAS CONTROLADAS.... (2) 177 LUCRO LÍQUIDO ................................................................ 8.649 24.344 9.161 25.107 (3.787) (7.993) Juros sobre o Capital Próprio ........................................... Número de Ações em Circulação ..................................... 11.759.999 11.759.999 Lucro Líquido por ação ajustado................................. R$ 0,7355 2,0701
MBF MBF Consolidado PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2011 2010 2011 2010 CIRCULANTE.................................................. 145.402 177.689 148.874 191.846 Depósitos.......................................................... 141.913 169.648 141.913 169.648 Obrigações por Empréstimos........................... 3.429 14.156 Outras Obrigações............................................ 3.489 8.041 3.532 8.042
NÃO CIRCULANTE........................................ EXIGÍVEL A LONGO PRAZO ...................... Obrigações por Empréstimos........................... Outras Obrigações............................................ RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS... PATRIMÔNIO LÍQUIDOADMINISTRADO PELA CONTROLADORA .............................. PARTICIPAÇÃO MINORITÁRIA NA CONTROLADA ................................................. PATRIMÔNIO LÍQUIDO................................... Capital .............................................................. Reservas de Lucros .......................................... TOTALDO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO.
14.779 14.456 14.456 323
15.690 15.068 15.068 622
15.654 15.331 15.331 323
Em R$ mil
19.348 18.726 2.749 15.977 622
137.166 132.304 138.501 133.288 1.355 1.516 137.166 132.304 137.146 131.772 75.264 63.504 75.264 63.504 61.902 68.800 61.882 68.268 297.347 325.683 303.029 344.482
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES 1 - As demonstrações financeiras estão apresentadas em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma, refletindo as cifras nominais de cada exercício findo. A Consolidação inclui a empresa de corretagem de seguros. 2 - Por deliberação da Assembleia Geral Ordinária, realizada em 25 de abril de 2011, foi aprovada a elevação do capital social de R$ 63.504 para R$ 75.264, sem alteração do número de ações, mediante incorporação de R$ 11.760 de Reservas Estatutárias para Aumento de Capital, sendo homologado pelo Banco Central do Brasil em 21 de junho de 2011. 3 - O capital social está representado por 11.759.999 de ações escriturais, sendo divididas em 6.646.956 ações ordinárias e 5.113.043 ações preferenciais, com valor nominal de R$ 6,40. 4 - No exercício de 2011 foram distribuídos juros sobre o capital próprio no montante de R$ 3.787, sendo R$ 3.219 líquido de imposto de renda na fonte, correspondente, em reais, R$ 188,70 por lote de mil ações ordinárias e, em reais, R$ 384,20 por lote de mil ações preferenciais, gerando um benefício fiscal de R$ 1.515. 5 - As demonstrações financeiras consolidadas, acompanhadas das notas explicativas e do parecer dos auditores independentes, PricewaterhouseCoopers, foram publicadas nos jornais “Diário do Comércio” e “Minas Gerais” edição de 01 de março de 2012.
Luiz Carlos de Araújo Contador CRC - MG 036360/O-4
A ADMINISTRAÇÃO
www.dcomercio.com.br
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE PEITO DE FRANGO EM PEDAÇOS AO MOLHO EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO n° 001/2012 PROCESSO n° 9903/5900/2011 OFERTA DE AQUISIÇÃO n° 080358000012012OC00001 ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br DATA DO INÍCIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRÔNICA: 05/03/2012 DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSÃO PÚBLICA: 15/03/2012 - 10:00 horas
SEDE: BELO HORIZONTE - MG - COMPANHIA ABERTA - CNPJ: 34.169.557/0001-72
EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE BISCOITO DOCE COM RECHEIO SABOR LIMÃO EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO n° 002/2012 PROCESSO n° 10901/5900/2011 OFERTA DE COMPRA n° 080358000012012OC00002 ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br DATA DO INÍCIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRÔNICA: 05/03/2012 DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSÃO PÚBLICA: 15/03/2012 - 10:00 horas
ATIVO
Outros Créditos e Outros Valores e Bens .......
4.340
EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE BISCOITO WAFER CHOCOLATE COM RECHEIO SABOR BAUNILHA EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO n° 003/2012 PROCESSO n° 10902/5900/2011 OFERTA DE COMPRA n° 080358000012012OC00003 ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br DATA DO INÍCIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRÔNICA: 05/03/2012 DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSÃO PÚBLICA: 15/03/2012 - 10:00 horas
NÃO CIRCULANTE.........................................
29.642
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO .................
29.640
1.042.457
Aplicações Interfinanceiras de Liquidez.........
2.640
Operações de Crédito......................................
18.294
Outros Créditos...............................................
EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE CARNE BOVINA MOIDA AO MOLHO COM MILHO EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO n° 004/2012 PROCESSO n° 10907/5900/2011 OFERTA DE AQUISIÇÃO n° 080358000012012OC00004 ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br DATA DO INÍCIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRÔNICA: 05/03/2012 DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSÃO PÚBLICA: 15/03/2012 - 10:00 horas EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE JARDINEIRA DE LEGUMES EM CONSERVA EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO n° 005/2012 PROCESSO n° 9905/5900/2011 OFERTA DE AQUISIÇÃO n° 080358000012012oc00005 ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br DATA DO INÍCIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRÔNICA: 06/03/2012 DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSÃO PÚBLICA: 16/03/2012 10:00 horas EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE PEITO DE FRANGO EM PEDAÇOS EM CONSERVA - POUCH EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO n° 006/2012 PROCESSO n° 9242/5900/2011 OFERTA DE COMPRA n° 080358000012012OC00006 ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br DATA DO INÍCIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRÔNICA: 06/03/2012 DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSÃO PÚBLICA: 16/03/2012 - 10:00 horas EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE BISCOITO DOCE COM RECHEIO SABOR CHOCOLATE (em embalagem individual) EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO n° 007/2012 PROCESSO n° 10900/5900/2011 OFERTA DE AQUISIÇÃO n° 080358000012012OC00013 ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br DATA DO INÍCIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRÔNICA: 06/03/2012 DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSÃO PÚBLICA: 16/03/2012 - 10:00 horas EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE BISCOITO DOCE TIPO MARIA EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO n° 008/2012 PROCESSO n° 10898/5900/2011 OFERTA DE COMPRA n° 080358000012012OC00008 ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br DATA DO INÍCIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRÔNICA: 06/03/2012 DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSÃO PÚBLICA: 16/03/2012 - 10:00 horas INFORMAÇÕES: fones: (11) 3218-3485 (11) 3218-3493, de 2ª a 6ª feira, no horário das 8h às 17h. ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE SUPRIMENTO ESCOLAR
Bradesco Seguros S.A. CNPJ no 33.055.146/0001-93 - NIRE 35.300.329.091 Grupo Bradesco de Seguros e Previdência Ata da 130a Assembleia Geral Extraordinária realizada em 18.8.2011 Data, Hora e Local: Aos 18 dias do mês de agosto de 2011, às 8h, na sede social, Avenida Paulista, 1.415, parte, Bela Vista, São Paulo, SP. Quorum: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença os representantes da Bradseg Participações Ltda., única acionista da Sociedade. Mesa: Presidente: Marco Antonio Rossi; Secretário: Ivan Luiz Gontijo Júnior. Convocação: dispensada a convocação por Edital, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei n o 6.404, de 1976, com a seguinte ordem do dia: examinar proposta da Diretoria da Sociedade para aumentar o Capital Social no valor de R$180.000.000,00, elevando-o de R$5.900.000.000,00 para R$6.080.000.000,00, com a emissão de 10.827 ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$16.625,863642, com integralização à vista, no ato da subscrição, com a consequente alteração do “caput” do Artigo 6 o do Estatuto Social. Deliberação: aprovada, sem qualquer alteração ou ressalva, a Proposta da Diretoria, registrada na Reunião daquele Órgão, de 17.8.2011, a seguir transcrita: “Vimos propor aumento do capital social no valor de R$180.000.000,00, elevando-o de R$5.900.000.000,00 para R$6.080.000.000,00, com a emissão de 10.827 ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$16.625,863642, com integralização à vista, no ato da subscrição. O preço de emissão teve como base o valor do Patrimônio Líquido ajustado por ação da Sociedade em 31.7.2011, de conformidade com o disposto o Inciso II do Parágrafo Primeiro do Artigo 170 da Lei no 6.404/76. As ações subscritas no referido aumento de capital terão direito a dividendos e/ou juros sobre o capital próprio que vierem a ser declarados a partir da data de integralização do referido aumento de capital, fazendo jus também, de forma integral, a eventuais vantagens atribuídas às demais ações, a partir daquela data. Em consequência, a redação do “caput” do Artigo 6 o do Estatuto Social será alterada após completado todo o processo de aumento do capital.”. Na sequência dos trabalhos, os representantes da Bradseg Participações Ltda., única acionista da Sociedade, assinaram o respectivo Boletim de Subscrição, subscrevendo as 10.827 ações ordinárias, nominativasescriturais, sem valor nominal, e integralizando no ato, em moeda corrente nacional. Em seguida, comunicou o senhor Presidente: a) ter sido totalmente subscrito e integralizado o aumento de capital no valor de R$180.000.000,00, consistente de 10.827 ações ordinárias, nominativasescriturais, sem valor nominal; b) que verificada a subscrição integral e a integralização do aumento de capital o “caput” do Artigo 6 o do Estatuto Social passará a vigorar com a seguinte redação, após homologação do processo pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP: “Art. 6o ) O Capital Social é de R$6.080.000.000,00 (seis bilhões e oitenta milhões de reais), dividido em 761.520 (setecentas e sessenta e uma mil, quinhentas e vinte) ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal.”. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que, para a deliberação tomada, o Conselho Fiscal da Companhia não foi ouvido por não se encontrar instalado no período e que a matéria ora aprovada somente entrará em vigor e se tornará efetiva depois de homologada pela Superintendência de Seguros Privados SUSEP e de estarem atendidas todas as exigências legais de arquivamento na Junta Comercial e publicação. Em seguida, encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que lida e achada conforme, foi aprovada por todos os presentes, que a subscrevem. aa) Presidente: Marco Antonio Rossi; Secretário: Ivan Luiz Gontijo Júnior; Acionista: Bradseg Participações Ltda., por seus Diretores, senhores Marco Antonio Rossi e Ivan Luiz Gontijo Júnior. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata original lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Bradesco Seguros S.A. aa) Marcos Suryan Neto e Ivan Luiz Gontijo Júnior. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob no 83.462/ 12-0, em 24.2.2012. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.
CIRCULANTE...................................................
2011
2010
599.248
226.597
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010
Em R$ mil
BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 2011
2010
CIRCULANTE....................................................
321.810
396.532
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponibilidades .............................................
481
365
Depósitos ........................................................
317.732
393.807
Aplicações Interfinanceiras de Liquidez.........
517.549
130.453
Outras Obrigações ..........................................
4.078
2.725
Operações de Crédito......................................
76.878
92.696 3.083
NÃO CIRCULANTE..........................................
254.771
823.765
1.042.475
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO ........................
254.771
823.764
Depósitos ........................................................
250.936
820.495
990.606
Outras Obrigações ..........................................
3.835
3.269
40.918
RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS..
-
1
8.706
10.933
PATRIMÔNIO LÍQUIDO .................................
52.309
48.775
PERMANENTE .................................................
2
18
Capital.............................................................
25.552
25.552
Investimentos..................................................
2
18
Reservas de Lucros.........................................
26.757
23.223
TOTAL DO ATIVO............................................
628.890
1.269.072
TOTALDO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO. 628.890
1.269.072
Em R$ mil 2011
2010 RESULTADO BRUTO DAINTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA.......................................................................... 13.942 9.952 Receitas da Intermediação Financeira............................. 116.512 168.812 Despesas da Intermediação Financeira............................ (102.570) (158.860) 576 1.508 OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS ........................... Receitas de Prestação de Serviços e Outras Receitas Operacionais.................................................................... 576 1.508 (6.831) (7.990) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS........................... Despesas de Pessoal, Despesas Administrativas e Outras Despesas Operacionais .................................................... (6.831) (7.990) RESULTADO OPERACIONAL.......................................... 7.687 3.470 RESULTADO NÃO OPERACIONAL................................ (16) 1 RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO E PARTICIPAÇÕES ............................................. 7.671 3.471 IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL .. (2.310) (827) LUCRO LÍQUIDO ............................................................... 5.361 2.644 (1.827) (1.336) Juros sobre o Capital Próprio .......................................... Número de Ações em Circulação .................................... 182.520.000 182.520.000 Lucro Líquido por ação ajustado.................................R$ 0,02937 0,01449
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES 1 - As demonstrações financeiras estão apresentadas em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma, refletindo as cifras nominais de cada exercício findo. 2 - O capital social está representado por 182.520.000 de ações nominativas escriturais, de valor nominal, em reais, de R$ 0,14, divididas em 111.505.680 ações ordinárias e 71.014.320 ações preferenciais, totalmente subscritas e integralizadas. 3 - No exercício de 2011 foram distribuídos juros sobre o capital próprio no montante de R$ 1.827, sendo R$ 1.553 líquido de imposto de renda na fonte, correspondente, em reais, a R$ 7,65 por lote de mil ações ordinárias e, em reais, R$ 9,86 por lote de mil ações preferenciais. O benefício fiscal gerado foi de R$ 731. 4 - As demonstrações financeiras, acompanhadas das notas explicativas e do parecer dos auditores independentes, PricewaterhouseCoopers, foram publicadas nos jornais “Hoje em Dia” e “Minas Gerais” edição de 01 de março de 2012. Luiz Carlos de Araújo Contador CRC - MG 036360/O-4
A ADMINISTRAÇÃO
Fazenda Sete Lagoas Agrícola S/A CNPJ/MF 52.746.419/0001-90 Relatório da Administração Senhores Acionistas: Atendendo às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras relativas aos Ficamos à disposição de V.Sas. para os esclarecimentos necessários. Conchal-SP, 29 de fevereiro de 2011. A Administração. Balanço Patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010 (em reais mil) Ativo 31/12/11 31/12/10 Passivo 31/12/11 31/12/10 Circulante Circulante Disponibilidades 2.252 1.308 Impostos e obrigações a recolher 728 509 Contas a receber de clientes 5.460 4.965 Salários a pagar 43 42 Impostos a recuperar 1.797 3.132 Dividendos 2.447 2.868 Estoques 74 74 Outras contas a pagar 3 11 Outros créditos 230 205 3.221 3.430 Total do circulante 9.813 9.684 Total do circulante Não circulante Não circulante Adiantamento recebido de clientes 3.922 3.922 Realizável a longo prazo Créditos com pessoas ligadas 354 178 Impostos e obrigações a recolher 2.700 0 Depósitos judiciais 409 526 Débitos com pessoas ligadas 4 80 Outros 31 31 Provisão para perda 422 3.002 Total do realizavel a longo prazo 794 735 Total nao circulante 7.048 7.004 Permanente Patrimônio líquido Investimentos 46 46 Capital social 27.266 27.266 Imobilizado 29.746 29.860 1.326 1.326 Intangivel 18 17 Reserva de reavaliação 1.556 1.316 Total do permanente 29.810 29.923 Reserva de lucros 30.148 29.908 Total do não circulante 30.604 30.658 Total do patrimonio líquido 40.342 Total do passivo Total do ativo 40.417 40.417 40.342 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (Em Reais Mil) Exercícios Findos em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010 Capital Res. de Res. de Lucro(prej.) social Capital lucros acumulados Total Saldos em 31/12/09 37.223 1.326 1.017 0 39.566 Red. do Cap. Social (9.957) - (9.957) Lucro do exercício 5.994 5.994 Destinação do lucro: Reserva legal 299 (299) 0 Dividendos (5.695) (5.695) Saldos em 31/12/10 27.266 1.326 1.316 0 29.908 Lucro do exercício 4.800 4.800 Destinação do lucro: Reserva legal 240 (240) 0 Dividendos (4.560) (4.560) Saldos em 31/12/11 27.266 1.326 1.556 0 30.148 Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010 (Valores expressos em milhares de reais) 1. Contexto Operacional - A partir de 1º/02/2005 a Companhia firmou contrato de arrendamento de suas propriedades rurais, ficando mantidas as atividades voltadas à citricultura nas propriedades arrendadas. 2. Base de Preparação e Apresentação das Demonstrações Financeiras - As demonstrações financeiras da Companhia são de responsabilidade da Administração e foram elaboradas com observância das disposições contidas na lei das sociedades por ações, e alterações da Lei nº 11.638/07. 3. Sumário das Principais Práticas Contábeis - a) Apuração do resultado - É observado o regime de competência para registrar as receitas e despesas do exercício. b) Disponibilidades - Abranger exclusivamente depósitos bancários à vista, aplicações em títulos de liquidez imediata. c) Estoques - Em 31/12/2011 e 31/12/2010 os estoques, no valor de R$ 74 mil, líquido da provisão, estão representados por produtos destinados à revenda. Em 31/12/2007, constitui-se uma provisão para perdas eventuais no valor de R$ 74 mil. d) Imobilizado - Avaliado pelo custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995. As depreciações foram calculadas pelo método linear, a taxas que levam em consideração a vida útil e econômica dos bens. (Nota 5.2). e) Passivos circulantes - Os passivos circulantes estão demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos em base pró-rata-dia. f) Imposto de Renda e Contribuição Social - A partir de 1º/01/2006 esses tributos foram calculados trimestralmente e com base no “Lucro Presumido”. g) Incorporação - De acordo com a Assembléia Geral de Acionistas, em 28/02/2007 foi contabilizada a incorporação da Exporlima Agrícola Ltda. (EA) com base no seu Balanço patrimonial daquela data. 4. Partes Relacionadas 31/12/2011 31/12/2010 Realizável a longo prazo Citrobrasil Comércio e Part. Ltda. 180 178 Administradores e/ou Acionistas 174 0 354 178 Passivo não circulante. Administradores e/ou Acionistas 4 80 4 80 Sobre os saldos das contas dos administradores e/ou acionistas, vencem juros de acordo com o artigo 591 do Código Civil. 5. Ativo permanente 5.1 Investimentos (ao custo corrigido)
31/12/11 31/12/10 26 26 26 26
Outros investimentos Total dos investimentos 5.2 Imobilizado (ao custo corrigido) Terras Construções e benfeitorias Rede de energia elétrica Equipamentos de irrigação Tratores Implementos agrícolas Utensílios de colheita Máquinas diversas Veículos Pomares em produção Móveis e utensílios Outros (-) Depreciação acumulada Total das imobilizações (aa custo) 5.3 Ativo intangível Diversos (ao custo corrigido) 5.4 Reavaliações Terras (no ano de 1997) Correção monetária -Dif.IPC/BTNF (Lei 8.200/91) Correção monetária especial (Lei 8.200/91) Total Ativo Permanente 6. Impostos e contribuições a recolher Passivo circulante. Tributos e contribuições federais Parc. Lei 11.941-Previdenciários Parc. Lei 11.941-Não previdenciários Passivo não circulante. Parc. Lei 11.941-Previdenciários Parc. Lei 11.941-Não previdenciários
4.053 5.794 889 3.767 50 906 1.122 620 337 14.002 1.063 753 33.356 -22.873 10.483
3.933 5.794 889 3.767 50 906 1.122 620 337 14.002 1.063 743 33.226 -22.645 10.581
18 18
17 17
2.979 2.979 3.728 12.576 16.304 29.810
2.979 2.979 3.738 12.582 16.320 29.923
501 175 52 728
509 0 0 509
2078 0 622 0 2700 0 7. Adiantamento recebido de clientes - A empresa recebeu, da indústria de sucos (nota 10), adiantamento no exercício 2010 na importância de R$ 2.350 mil, e no exercício de 2008 adiantamento na importância de R$ 1.572 mil totalizando R$ 3.922 mil. Esses adiantamentos equivalem a 2.353 mil caixas de frutas que serão colhidas a partir da safra do ano de 2020. 8. Capital Social e Dividendos - Em 21/06/2010 a Assembléia Geral de Acionistas deliberou pela redução do capital social de R$ 37.223 mil para R$ 27.266 mil, sem alterar as quantidades de ações. Assim, o capital social em 31/12/2011 e em 31/12/2010, totalmente subscrito e integralizado, estão representados por 2.553 ações sem valor nominal, sendo 1.869 ações ordinárias e 684 ações preferenciais. As ações ordinárias têm direito a voto e as ações preferenciais não têm direito a voto, mas gozam do direito de preferência na distribuição de dividendos fixos e cumulativos de 20% ao ano, calculados sobre o valor de sua participação no capital social e prioridade no reembolso do capital, sem prêmio. Em 31/12/2011 estão provisionados dividendos valor de R$ 4.982 mil. Destes dividendos, foram antecipados, com base nas demonstrações financeiras intermediárias em
exercícios sociais de 31/01/2011 a 31/12/2011 e 31/01/2010 a 31/12/2010. Demonstração do Resultado (Em reais mil) Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010 Exercício findo em 31/12/11 31/12/10 Receita operacional bruta Receitas operacionais 8.413 9.565 Impostos e contribuições (307) (349) Receita operacional líquida 8.106 9.216 Custos (219) (214) Lucro bruto 7.887 9.002 Receitas (despesas) operacionais Despesas gerais e administrativas (2.125) (1.983) Receitas(-)Despesas financeiras (20) 705 Provisões constituidas 0 (168) Outras receitas e despesas operacionais 15 (309) (2.130) (1.755) Lucro (prejuízo) operacional 5.757 7.247 Resultado não operacional 0 (2) Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e da contribuição social 5.757 7.245 Imposto de renda e contribuição social (957) (1.251) 5.994 Lucro (prejuízo) líquido do exercício 4.800 Lucro (prejuízo) líquido por ação 1,88 2,35 Demonstração do fluxo de caixa Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010 31/12/11 31/12/10 Atividades Operacionais Lucro (prejuízo) líquido do exercício 4.800 5.994 Ajustes por: Provisões e depreciações líquidas (2.336) 263 Resultado na venda e baixa do ativo permanente 0 2 2.464 6.259 Variações Ativos e Passivos Operacionais Clientes (494) (410) Créditos com pessoas ligadas (177) 7.197 Depósitos judiciais 116 95 Outros créditos (25) 107 Impostos e contribuições 4.253 (183) Outras contas a pagar (81) 49 Caixa Líq. Prov. Atividades Operacionais 6.056 13.114 Atividades de Investimento Receita na alienação de imobilizados 0 2 Aquisição de ativos imobilizados (130) (128) Caixa Líquido Utilizado nas Atividades Investimento (130) (126) Redução do Capital Social 0 (9.957) Dividendos distribuídos (4.982) (2.826) Cxa Líq. Prov. das Ativ. (Red.) Líquido de Caixa (4.982) (12.783) Aumento Líquido de Caixa e Equivalente de Caixa 944 205 Disponibilidades No início do exercício 1.308 1.103 No fim do exercício 2.252 1.308 Aum. (Red.) Líq. de Caixa e Equivalente de Caixa 944 205 30/06/2011 o valor de R$ 2.113 mil (parágrafo único do Artigo 31 dos estatutos sociais). 9. Provisão - A Companhia vinha discutindo determinadas ações administrativas e judiciais nas esferas tributária e cível, para as quais foram interpostos recursos e, quando requerido, amparadas por depósitos judiciais. A Administração, com base em sua avaliação de risco sobre tais ações e a de seus assessores jurídicos, constituiu provisões no valor de R$ 3.002 mil até 31/12/2010. Em junho/2011 formalizou-se parcelamento com base na Lei 11941/2009 (NOTA 6), revertendo os valores anteriormente provisionados. Além das provisões para perdas nos estoques (nota 3 C), as provisões para devedores duvidosos apresentam um saldo de R$ 4.596 mil em 31/12/2011 e 31/12/2010 e às outras ações administrativas e judiciais anteriores a 2011, manteve-se o saldo de R$ 422 mil. 10. Compromissos A Fazenda Sete Lagoas Agrícola S.A. possui um contrato de arrendamento de suas propriedades rurais em vigor, firmado com uma indústria de sucos até 31/01/2025, ficando mantida as atividades voltadas à citricultura nas propriedades arrendadas. Diretoria Liliane Joseph Françoise Van Parys - Presidenta do Conselho Marie Anne Berthe Liliane Frederica Van Parys - Conselheira Miklos Janos Naday - Conselheiro Leon Van Parys de Camargo Naday - Diretor Comercial Alexander E. P. Van Parys Piergili Mezzaroma - Diretor Técnico Carlos Van Parys de Wit - Diretor Financeiro Amilton De Conti -Tec.Cont. CRC 1SP074670/O-5
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 028/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 378/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 028/2012, tendo como objeto a contratação de empresa(s) para fornecimento de combustível para abastecimento da frota de veículos da Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos conforme anexos II e III. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 19 de março de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 19 de março de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 01 de março de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 022/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 3243/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 022/2012, tendo como objeto o registro de preços de material para atendimento a pacientes estomizados, conforme características, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 14 de março de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 14 de março de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 01 de março de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
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SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 029/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2697/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 029/2012, tendo como objeto o registro dos preços de lanceta descartável, conforme descrição, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 19 de março de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 10 horas e 30 minutos do dia 19 de março de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 01 de março de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 023/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 3244/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 023/2012, tendo como objeto o registro de preços de material para atendimento a pacientes estomizados, conforme características, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 15 de março de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 15 de março de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 01 de março de 2012. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
EMPRESA MUNICIPAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS – EMPRO Aviso de Licitação - Pregão Presencial nº 006/2012 Objeto: Contratação de empresa especializada para fornecimento de serviços especializados em recepção, limpeza, higienização e conservação, na quantidade de: 04 (quatro) recepcionistas, 04 (quatro) faxineiras e 02 (dois) serviços gerais, a serem utilizados sob demanda de acordo com a necessidade da empresa, conforme especificado no Anexo I, deste Edital. Edital completo na sede da Empro: Av. Romeu Strazzi, 199 - Bairro Vila Sinibaldi, São José do Rio Preto/SP, ou pelo site http:// www.empro.com.br - Fone: (17) 3201-1201/1216. Abertura: 15 de março de 2012, às 09h30. São José do Rio Preto/SP, 01 de março de 2012. Cássio Domingos Dosualdo Moreira – Pregoeiro.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 01 de março de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Interest Factoring Fomento Comercial Ltda. Requerido: Colortec & Paula Crill Sistemas de Pinturas S/S Ltda. RuaMonte Serrat, 1.005 - sala 04 – Tatuapé - 2ª Vara de Falências.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
24
e
sexta-feira, 2 de março de 2012
A economia deverá retomar seu potencial de crescimento nos próximos meses. Rogério Amato, da ACSP e Facesp
conomia
Efeito carnaval derruba negócios no varejo Apesar do pequeno recuo nas transações, tendência no setor é de melhora até o fim deste trimestre.
Marcas ícones continuam a liderar as vendas Renato Carbonari Ibelli
J.F.Diorio/AE
Fátima Lourenço
A
O
comércio paulistano apresentou recuo na movimentação de fevereiro, tanto na comparação com igual período de 2011, como ante janeiro de 2012. O ano bissexto, com o acréscimo de um dia ao mês, não foi suficiente para compensar o efeito negativo que o êxodo da população provoca sobre as vendas do varejo da capital paulista durante os feriados do carnaval. Na comparação de fevereiro ante igual mês do ano passado, o Indicador de Movimento do Comércio a Prazo (IMC, antigo SCPC) recuou 1,1%. O Indicador de Movimento de Cheques (ICH/SCPCCheque), parâmetro para as transações à vista, fechou negativo em 2,1%. O balanço foi divulgado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), baseada em amostra de dados de clientes da Boa Vista Serviços (BVS), administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Para o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, apesar do desempenho fraco, as perspectivas futuras não são ruins. "Independentemente de qualquer prognóstico, a sinalização fornecida pelo Banco Central (BC) de que os juros devem cair para um dígito, além da persistência do otimismo do consumidor, sugerem que a economia deverá retomar seu potencial de crescimento nos próximos meses", afirma Amato. Sem surpresa – O economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal, Emílio Alfieri, comenta que esses resultados já eram esperados. "A base de comparação é muito alta, porque a economia ainda estava aquecida no início de 2011 e o carnaval, naquele ano, só aconteceu no início de março." Sem o efeito carnaval, o comércio registrou, em fevereiro do ano passado, crescimento
Vendas no comércio paulistano foram afetadas pelo êxodo da população nos dias de feriado.
de 11,2% nas vendas a prazo e de 18,5% nas transações à vista, compara Alfieri. No mês seguinte, no entanto, também por força do efeito calendário, o desempenho ficou bem aquém, com crescimento de 3,2% e recuo de 3,5%, respectivamente. Por enquanto, o desempenho médio de vendas dos últimos 12 meses, na casa de 2,5%, ainda está bem abaixo da média histórica dos indicadores da BVS, de aproximados 6%. No acumulado deste ano (ante igual período de 2011), a média dos dois siste-
mas (IMC e ICH) é de 1,55%. Alfieri explica que o recuo das vendas na comparação fevereiro ante janeiro de 2012 (veja quadro acima) se deve à sazonalidade normal do período. "Se não fosse um ano bissexto, a queda seria ainda maior. Estatisticamente, os dados de fevereiro interrompem uma sequência de crescimento gradual das compras a prazo, registrada a partir de outubro do ano passado. Alfieri ressalva, a propósito, que os indicadores ainda permitem uma
análise clara do cenário. Ao final do primeiro trimestre, o efeito calendário já não prejudicará as comparações. Inadimplência – Sobre o endividamento do consumidor, Alfieri comenta que a alta de 11% no Indicador de Registro de Inadimplentes (RR), com crescimento um pouco menor (9,6%) dos carnês normalizados, "ainda não preocupa", por estar, segundo ele, também associada a comportamentos de caráter sazonal, como o ligeiro crescimento do desemprego.
ELETROCHER ADMINISTRAÇÃO, INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S/A CNPJ (MF) 01.009.971/0001-65 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: De conformidade com as disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas., o balanço patrimonial e as correspondentes demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e as demonstrações dos fluxos de caixa do exercício findo em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 bem como as notas explicativas às demonstrações financeiras. São Paulo, 15 de Fevereiro de 2012. A ADMINISTRAÇÃO BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - EM REAIS DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010- EM REAIS PASSIVO ATIVO 2.011 2.010 2.011 2.010 2.011 2.010 Circulante Circulante RECEITA BRUTA Fornecedores 3.000,00 1.530,00 Disponibilidades 2.230,80 LUCRO BRUTO Obrigações Fiscais (DESPESAS) RECEITAS OPERACIONAIS 3.000,00 1.530,00 0,00 2.230,80 Administrativas (7.320,00) (6.302,84) Despesas/Receitas Financeiras (0,32) Não Circulante Não Circulante RESULTADO OPERACIONAL (7.320,32) (6.302,84) Partes Relacionadas 304.380,57 1.536.608,37 Créditos Eletrobrás 1.405.073,53 1.405.073,53 Provisão para Perdas Eletrobras (8.889.200,67) 304.380,57 1.536.608,37 (-)Provisão para Perdas Eletrobras (1.405.073,53) (1.405.073,53) RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO (7.320,32) (8.895.503,51) Patrimônio Líquido RESULTADO LÍQUIDO POR AÇÕES (0,001) (1,284) Capital Social 8.483.448,96 7.247.601,64 Reservas de Capital 149.046,84 149.046,84 Investimentos 7.484.127,14 7.484.127,14 DEMONSTRAÇÕES DO FLUXO DE CAIXA - DFC - EXERCICIOS Prejuízos Acumulados (8.939.876,37) (8.932.556,05) (-)Provisão para Perdas Eletrobras (7.484.127,14) (7.484.127,14) FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - EM REAIS (307.380,57) (1.535.907,57) DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS 2.011 2.010 Resultado do Exercício (7.320,32) (8.896.868,85) Variações nos Ativos e Passivos Provisão para Perdas Eletrobrás - 8.889.200,67 TOTAL DO PASSIVO 0,00 2.230,80 TOTAL DO ATIVO 0,00 2.230,80 Fornecedores 1.470,00 (316,05) Obrigações Fiscais (13,95) DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO - EM REAIS Total das Atividades Operacionais 1.470,00 8.888.870,67 Atividades de Financiamentos Capital Reserva de Reserva Lucro/Prejuízo Partes Relacionadas Líquidas (1.232.227,80) (1.286.872,64) Em reais Realizado Capital Legal Acumulado TOTAL ______________________ ___________ __________ __________ _____________ ____________ Aumento de Capital 1.235.847,32 1.293.755,64 SALDO EM 31.12.2009 5.953.846,00 0,84 149.046,00 (29.384,36) 6.067.205,64 Total Atividades de Financiamentos 3.619,52 6.883,00 Prejuízo do Período (8.896.868,85) (8.896.868,85) (Redução) Aumento do Caixa e Equivalentes (2.230,80) Aumento de Capital 1.293.755,64 1.293.755,64 Demonstração da (redução) aumento SALDO EM 31.12.2010 7.247.601,64 0,84 149.046,00 (8.926.253,21) (1.535.907,57) do caixa e equivalentes de caixa (2.230,80) (1.115,18) Prejuízo do Período (7.320,32) (7.320,32) Caixa e equivalentes no inicio do período 2.230,80 3.345,98 1.235.847,32 Aumento de Capital 1.235.847,32 Caixa e equivalentes no fim do período 0;00 2.230,80 SALDO EM 31.12.2011 8.483.448,96 0,84 149.046,00 (8.933.573,53) (307.380,57) NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 e 2010 1- Contexto Operacional A Sociedade tem como objetivo principal aplicar recursos em investimentos representados por ações alusivas ao setor elétrico, bem como a administração de títulos e valores mobiliários, depósitos e direitos relacionados ao setor de energia elétrica. 2 - Apresentação das Demonstrações Financeiras As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as praticas Sociedades por Ações, e modificações introduzidas pela LUIZ ALBERTO DE CASTRO SANTOS Diretor Presidente
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
Lei 11638/07 e Medida Provisória 449/08, incluindo Pronunciamentos, Orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 3 - Principais Praticas Contábeis Ativo Circulante - Os ativos estão demonstrados pelo valor de custo, deduzidos da Provisão de Perdas. Ativo não Circulante - São apresentados pelo valor líquido de realização incluídos quando aplicável rendimentos e variações monetárias.
Os investimentos são avaliados pelo custo menos a Provisão de Perdas. Passivo Circulante e Não Circulante - Demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescido quando aplicável, dos respectivos encargos e variações. 4 - Patrimônio Líquido O capital social totalmente subscrito e integralizado está representado por 8.483.448,(oito milhões, quatrocentos e oitenta tres mil e quatrocentos e quarenta e oito) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.
JOÃO CARVALHO DE MIRANDA DIRETOR
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: PREGÃO (ELETRÔNICO) DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 56/00044/11/05 OBJETO: CONTRATAÇÃO DO DIREITO DE USO, NÃO EXCLUSIVO, DE LICENÇAS DE SOFTWARE E SERVIÇOS ESPECIALIZADOS DE DESENVOLVIMENTO E CUSTOMIZAÇÃO A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Contratação do Direito de uso, não exclusivo, de Licenças de Software e Serviços Especializados de Desenvolvimento e Customização. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 02/03/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 15/03/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 02/03/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
JOSÉ ROBERTO PEDRO Tec.Cont. 1SP093316/O-7
PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO Nº 09/12 -PREGÃO Nº 09/12 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 09/12, na modalidade de Pregão 05/12, na forma presencial, para contratação de empresa qualificada para a execução de serviço de transporte escolar e de trabalhadores, com o objetivo de atender as necessidades da Administração Municipal. Data: 16 de março de 2.012, às 14 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal 9034 e pelo e-mail: licitacaocastilho@gmail.com.A Debitar (02.03.12)
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O Jornal do Empreendedor
Associação Brasileira de Supermercados (Abras) premiou ontem as marcas que foram líderes de vendas em seus respectivos segmentos ao longo de 2011. Para chegar ao resultado, a consultoria Nielsen coletou informações nos principais supermercados do País, responsáveis por 70% do faturamento do setor, entre janeiro e novembro do ano passado. A premiação englobou 220 subcategorias de produtos, dispostas nas categorias alimentos, alimentos perecíveis, bebidas, higiene, limpeza, bazar e eletroeletrônicos (Veja lista com as 220 marcas vencedoras em www.dcomercio.com.br). A categoria eletroeletrônicos, pela primeira vez no levantamento, que está na 13° edição, foi dividida em 22 subcategorias. A marca Electrolux se destacou em seis delas como a mais vendida (ar-condicionado, aspirador de pó, fogão, freezer, microondas e refrigerador). Fábio Gomes, da divisão de varejo da Nielsen, chama a atenção para o fato de 44% dos produtos que lideraram as vendas em 2011 estarem na escala mais elevada de preços. Segundo ele, "esse fenômeno é resul-
tado do avanço da classe C". Segundo Gomes, entre a categoria de alimentos, produtos clássicos, caso do arroz e feijão, perderam espaço nos últimos anos. Enquanto suco pronto, cereal matinal e pão integral, entre outros, avançaram. "O pão integral, por exemplo, hoje responde por 43,5% do mercado de pães de forma", diz Gomes. Entre as marcas mais vendidas em 2011 há concentração de mercado em algumas categorias, em especial higiene, limpeza e bazar. Em higiene e beleza, por exemplo, destacam-se Johnson & Jonhnson, Procter & Gamble, Unilever e Kimberly-Clark. Da mesma forma, marcas ícones continuam a liderar as vendas em suas respectivas subcategorias, caso da Gillette, entre os aparelhos para barbear, ou Royal, no caso dos fermentos químicos. Durante a premiação, Sussumu Honda, presidente da Abras, disse que a perspectiva do setor supermercadista para 2012 é de crescimento real nas vendas entre 3,5% e 4%. Ele destacou o mercado interno brasileiro, que tem sustentado o avanço do setor. "Nos últimos cinco anos o crescimento real das vendas dos supermercados foi de 31%", disse Honda.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
ECONOMIA - 25
ORIENTAÇÃO LEGAL LEGISLAÇÃO N DOUTRINA N JURISPRUDÊNCIA INSTITUTO JURÍDICO DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO Coordenação: Carlos Celso Orcesi da Costa
Agenda Tributária Federal - Março/2012 MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria da Receita Federal do Brasil ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO CODAC Nº 10, DE 24 DE FEVEREIRO DE 2012. O COORDENADOR-GERAL DE ARRECADAÇÃO E COBRANÇA, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. 305 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 587, de 21 de dezembro de 2010, declara: Art. 1º Os vencimentos dos prazos para pagamento dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e para apresentação das principais declarações, demonstrativos e documentos exigidos por esse órgão, definidas em legislação específica, no mês de março de 2012, são os constantes do Anexo Único a este Ato Declaratório Executivo (ADE). § 1º Em caso de feriados estaduais e municipais, os vencimentos constantes do Anexo Único a este ADE deverão ser antecipados ou prorrogados de acordo com a legislação de regência. § 2º O pagamento referido no caput deverá ser efetuado por meio de: I - Guia da Previdência Social (GPS), no caso das contribuições sociais previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do parágrafo único do art. 11 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas, por lei, a terceiros; ou II - Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), no caso dos demais tributos administrados pela RFB. § 3º A Agenda Tributária será disponibilizada na página da RFB na Internet no endereço eletrônico <http://www.receita.fazenda.gov.br>. Art. 2º As referências a "Entidades financeiras e equiparadas", contidas nas discriminações da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, dizem respeito às pessoas jurídicas de que trata o § 1º do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Art. 3º Ocorrendo evento de extinção, incorporação, fusão ou cisão de pessoa jurídica em atividade no ano do evento, a pessoa jurídica extinta, incorporadora, incorporada, fusionada ou cindida deverá apresentar: I - o Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon Mensal) até o 5º (quinto) dia útil do 2º (segundo) mês subsequente ao do evento; II - a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Mensal (DCTF Mensal) até o 15º (décimo quinto) dia útil do 2º (segundo) mês subsequente ao do evento; III - a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) até o último dia útil: a) do mês de junho, para eventos ocorridos nos meses de janeiro a maio do respectivo ano-calendário; ou b) do mês subsequente ao do evento, para eventos ocorridos no período de 1º de junho a 31 de dezembro; IV - o Demonstrativo do Crédito Presumido do IPI (DCP) até o último dia útil: a) do mês de março, para eventos ocorridos no mês de janeiro do respectivo ano-calendário; ou b) do mês subsequente ao do evento, para eventos ocorridos no período de 1º de fevereiro a 31 de dezembro. Parágrafo único. A obrigatoriedade de apresentação da DIPJ, da DCTF Mensal e do Dacon Mensal, na forma prevista no caput, não se aplica à incorporadora nos casos em que as pessoas jurídicas, incorporadora e incorporada, estejam sob o mesmo controle societário desde o anocalendário anterior ao do evento. Art. 4º Ocorrendo evento de extinção, incorporação, fusão ou cisão de pessoa jurídica que permanecer inativa durante o período de 1º de janeiro até a data do evento, a pessoa jurídica extinta, incorporada, fusionada ou cindida deverá apresentar a Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) - Inativa até o último dia útil do mês subsequente ao do evento. Art. 5º No caso de extinção, decorrente de liquidação, incorporação, fusão ou cisão total, a pessoa jurídica extinta deverá apresentar a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), relativa ao respectivo anocalendário, até o último dia útil do mês subsequente ao da ocorrência do evento. Parágrafo único. A Dirf, de que trata o caput, deverá ser entregue até o último dia útil do mês de março quando o evento ocorrer no mês de janeiro do respectivo ano-calendário. Art. 6º Na hipótese de saída definitiva do País ou de encerramento de espólio, a Dirf de fonte pagadora pessoa física, relativa ao respectivo ano-calendário, deverá ser apresentada: I - no caso de saída definitiva do Brasil, até: a) a data da saída do País, em caráter permanente; e b) 30 (trinta) dias contados da data em que a pessoa física declarante completar 12 (doze) meses consecutivos de ausência, no caso de saída do País em caráter temporário; II - no caso de encerramento de espólio, no mesmo prazo previsto para a entrega, pelos demais declarantes, da Dirf relativa ao ano-calendário. Art. 7º A Declaração Final de Espólio deve ser apresentada até o último dia útil do mês de abril do ano-calendário subsequente ao: I - da decisão judicial da partilha, sobrepartilha ou adjudicação dos bens inventariados, que tenha transitado em julgado até o último dia do mês de fevereiro do ano-calendário subsequente ao da decisão judicial; II - da lavratura da escritura pública de inventário e partilha;
III - do trânsito em julgado, quando este ocorrer a partir de 1º de março do ano-calendário subsequente ao da decisão judicial da partilha, sobrepartilha ou adjudicação dos bens inventariados. (Fl. 3 do Ato Declaratório Executivo Codac nº 10, de 24 de fevereiro de 2012.) Art. 8º A Declaração de Saída Definitiva do País, relativa ao período em que tenha permanecido na condição de residente no Brasil, deverá ser apresentada: I - no ano-calendário da saída, até o último dia útil do mês de abril do ano-calendário subsequente ao da saída definitiva, bem como as declarações correspondentes a anos-calendário anteriores, se obrigatórias e ainda não entregues; II - no ano-calendário da caracterização da condição de não residente, até o último dia útil do mês de abril do ano-calendário subsequente ao da caracterização. Parágrafo único. A pessoa física residente no Brasil que se retire do território nacional deverá apresentar também a Comunicação de Saída Definitiva do País: I - a partir da data da saída e até o último dia do mês de fevereiro do ano-calendário subsequente, se esta ocorreu em caráter permanente; ou II - a partir da data da caracterização da condição de não residente e até o último dia do mês de fevereiro do ano-calendário subsequente, se a saída ocorreu em caráter temporário. Art. 9º No caso de incorporação, fusão, cisão parcial ou total, extinção decorrente de liquidação, a pessoa jurídica deverá apresentar a Declaração sobre a Opção de Tributação de Planos Previdenciários (DPREV), contendo os dados do próprio ano-calendário e do ano-calendário anterior, até o último dia útil do mês subsequente ao de ocorrência do evento. Art. 10. Nos casos de extinção, fusão, incorporação e cisão total da pessoa jurídica, a Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob) de Situação Especial deverá ser apresentada até o último dia útil do mês subsequente à ocorrência do evento. Art. 11. No recolhimento das contribuições previdenciárias decorrentes de Reclamatória Trabalhista sob os códigos 1708, 2801, 2810, 2909 e 2917, deve-se considerar como mês de apuração o mês da prestação do serviço e como vencimento a data de vencimento do tributo na época da ocorrência do fato gerador, havendo sempre a incidência de acréscimos legais. § 1º Na hipótese de não reconhecimento de vínculo, e quando não fizer parte da sentença condenatória ou do acordo homologado a indicação do período em que foram prestados os serviços aos quais se refere o valor pactuado, será adotada a competência referente, respectivamente, à data da sentença ou da homologação do acordo, ou à data do pagamento, se este anteceder aquelas. § 2º O recolhimento das contribuições sociais devidas deve ser efetuado no mesmo prazo em que devam ser pagos os créditos encontrados em liquidação de sentença ou em acordo homologado, sendo que nesse último caso o recolhimento será feito em tantas parcelas quantas as previstas no acordo, nas mesmas datas em que sejam exigíveis e proporcionalmente a cada uma. § 3º Caso a sentença condenatória ou o acordo homologado seja silente quanto ao prazo em que devam ser pagos os créditos neles previstos, o recolhimento das contribuições sociais devidas deverá ser efetuado até o dia 20 (vinte) do mês seguinte ao da liquidação da sentença ou da homologação do acordo ou de cada parcela prevista no acordo, ou no dia útil imediatamente anterior, caso não haja expediente bancário no dia 20 (vinte). Art. 12. Nos casos de extinção, cisão total, cisão parcial, fusão ou incorporação, a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deverá ser entregue até o último dia do mês subsequente ao do evento, exceto nos casos em que essas situações especiais ocorram no 1º (primeiro) quadrimestre do ano-calendário, hipótese em que a declaração deverá ser entregue até o último dia do mês de junho. Parágrafo único. Com relação ao ano-calendário de exclusão da Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP) do Simples Nacional, esta deverá entregar a Defis, abrangendo os fatos geradores ocorridos no período em que esteve na condição de optante, até o último dia do mês de março do ano-calendário subsequente ao de ocorrência dos fatos geradores. Art. 13. Nos casos de extinção, cisão parcial, cisão total, fusão ou incorporação, a Escrituração Contábil Digital (ECD) deverá ser entregue pelas pessoas jurídicas extintas, cindidas, fusionadas, incorporadas e incorporadoras até o último dia útil do mês subsequente ao do evento. Parágrafo único. A obrigatoriedade de entrega da ECD, na forma prevista no caput, não se aplica à incorporadora nos casos em que as pessoas jurídicas, incorporadora e incorporada, estejam sob o mesmo controle societário desde o ano-calendário anterior ao do evento. Art. 14. No caso de extinção decorrente de liquidação, incorporação, fusão ou cisão total ocorrida no ano-calendário de 2012, a pessoa jurídica extinta deverá apresentar a Declaração de Serviços Médico e de Saúde (Dmed) 2012, relativa ao ano-calendário de 2012, até o último dia útil do mês subsequente ao da ocorrência do evento, exceto quando o evento ocorrer no mês de janeiro, caso em que a Dmed 2012 poderá ser entregue até o último dia útil do mês de março de 2012. Art. 15. Este Ato Declaratório Executivo entra em vigor na data de sua publicação. JOÃO PAULO R. F. MARTINS DA SILVA (Fl. 1 do Anexo Único ao Ato Declaratório Executivo Codac nº 10, de 24 de fevereiro de 2012.)
ANEXO ÚNICO Agenda Tributária Federal
Agenda Tributária Federal
Mês de Março de 2012
Mês de Março de 2012
Data de vencimento: data em que se encerra o prazo legal para pagamento dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Data de Código Código Período de apuração Vencimento Tributos Darf GPS do fato gerador (FG)
Data de vencimento: data em que se encerra o prazo legal para pagamento dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Data de Código Código Período de apuração Vencimento Tributos Darf GPS do fato gerador (FG)
Diária
5
Diária
Diária
Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Rendimentos do Trabalho Tributação exclusiva sobre remuneração indireta Rendimentos de Residentes ou Domiciliados no Exterior Royalties e pagamentos de assistência técnica Renda e proventos de qualquer natureza Juros e comissões em geral Obras audiovisuais, cinematográficas e videofônicas Fretes internacionais Remuneração de direitos Previdência privada e Fapi Aluguel e arrendamento Outros Rendimentos Pagamento a beneficiário não identificado Imposto sobre a Exportação (IE)
2063
FG ocorrido no mesmo dia
0422 0473 0481 5192 9412 9427 9466 9478
FG ocorrido no mesmo dia “ “ “ “ “ “ “
5217
FG ocorrido no mesmo dia
0107
Exportação, cujo registro da declaração para despacho aduaneiro tenha se verificado 15 dias antes.
5
o
Cide - Combustíveis - Importação - Lei n 10.336/01 Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação de petróleo e seus derivados, gás natural, exceto sob a forma liquefeita, e seus derivados, e álcool etílico combustível.
Contribuição para o PIS/Pasep Importação de serviços (Lei nº 10.865/04) Diária Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Importação de serviços (Lei nº 10.865/04) Diário (até 2 dias úteis após a realização do evento) Associação Desportiva que mantém Equipe de Futebol Profissional - Receita Bruta de Espetáculos Desportivos - CNPJ - Retenção e recolhimento efetuado por entidade promotora do espetáculo (federação ou confederação), em seu próprio nome.
9438
Importação, cujo registro da declaração tenha se verificado no mesmo dia.
5434
FG ocorrido no mesmo dia
5442
FG ocorrido no mesmo dia
Diária
Diário (até 2 dias úteis após a realização do evento) Pagamento de parcelamento de clube de futebol - CNPJ - (5% da receita bruta destinada ao clube de futebol)
2550
Data da realização do evento (2 dias úteis anteriores ao vencimento)
4316
Data da realização do evento (2 dias úteis anteriores ao vencimento)
Até o 2º dia útil após a data do pagamento das remunerações dos servidores públicos Contribuição do Plano de Seguridade Social Servidor Público (CPSSS) CPSSS - Servidor Civil Licenciado/Afastado, sem remuneração 1684 Data de vencimento do tributo na época da ocorrência do fato gerador (vide art. 11 do ADE Codac nº 10 de 2012) Reclamatória Trabalhista - NIT/PIS/Pasep 1708 Reclamatória Trabalhista - CEI 2801 Reclamatória Trabalhista - CEI - pagamento exclusivo para outras entidades (Sesc, Sesi, Senai, etc.) 2810 Reclamatória Trabalhista - CNPJ 2909 Reclamatória Trabalhista - CNPJ - pagamento exclusivo para outras entidades (Sesc, Sesi, Senai, etc.) 2917 5 Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Rendimentos de Capital Títulos de renda fixa - Pessoa Física 8053 Títulos de renda fixa - Pessoa Jurídica 3426
5
7
9 Fevereiro/2012
9
Mês da prestação do serviço “
12
Fundo de Investimento - Renda Fixa 6800 21 a 29/Fevereiro/2012 Fundo de Investimento em Ações 6813 “ Operações de swap 5273 “ Day-Trade - Operações em Bolsas 8468 “ Ganhos líquidos em operações em bolsas e assemelhados 5557 “ Juros remuneratórios do capital próprio (art. 9º da Lei nº 9.249/95) 5706 “ Fundos de Investimento Imobiliário - Resgate de quotas 5232 “ Demais rendimentos de capital 0924 “ Rendimentos de Residentes ou Domiciliados no Exterior Aplicações Financeiras - Fundos/Entidades de Investimento Coletivo 5286 21 a 29/Fevereiro/2012 Aplicações em Fundos de Conversão de Débitos Externos/Lucros/Bonificações/Dividendos 0490 “ Juros remuneratórios de capital próprio 9453 “ Outros Rendimentos Prêmios obtidos em concursos e sorteios 0916 21 a 29/Fevereiro/2012 Prêmios obtidos em bingos 8673 “ Multas e vantagens 9385 “ Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) Operações de Crédito - Pessoa Jurídica 1150 21 a 29/Fevereiro/2012 Operações de Crédito - Pessoa Física 7893 “ Operações de Câmbio - Entrada de moeda 4290 “ Operações de Câmbio - Saída de moeda 5220 “ Aplicações Financeiras 6854 “ Factoring (art. 58 da Lei nº 9.532/97) 6895 “ Seguros 3467 “ Ouro, Ativo Financeiro 4028 “ Contribuição do Plano de Seguridade Social Servidor Público (CPSSS) CPSSS - Servidor Civil Ativo 1661 21 a 29/Fevereiro/2012 CPSSS - Servidor Civil Inativo 1700 “ CPSSS - Pensionista Civil 1717 “ CPSSS - Patronal - Servidor Civil Ativo - Operação Intraorçamentária 1769 “ CPSSS - Patronal - Servidor no Exterior - Operação Intraorçamentária 1814 “ CPSSS - Decisão Judicial Mandado de Segurança 1690 21 a 29/Fevereiro/2012 (pagamento implantado em folha) CPSSS - Patronal - Decisão Jud. Mandado de Segurança - Operação Intraorçamentária 1808 “ Comprev - recolhimento efetuado por RPPS - órgão do poder público - CNPJ 7307 1o a 29/Fevereiro/2012 Comprev - recolhimento efetuado por RPPS - órgão do poder público - CNPJ - estoque 7315 “ Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Cigarros do código 2402.20.00 da Tipi 1020 Fevereiro/2012 Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Outros Rendimentos Juros de empréstimos externos 5299 Fevereiro/2012 Simples Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.
“ “ “
21 a 29/Fevereiro/2012 “
14
Contribuição do Plano de Seguridade Social Servidor Público (CPSSS) CPSSS - Servidor Civil Ativo - Precatório Judicial e Requisição de Pequeno Valor
DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional)
Janeiro/2012
1723
Fevereiro/2012
DIÁRIO DO COMÉRCIO
26 -.ECONOMIA
sexta-feira, 2 de março de 2012
ORIENTAÇÃO LEGAL LEGISLAÇÃO N DOUTRINA N JURISPRUDÊNCIA INSTITUTO JURÍDICO DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO Coordenação: Carlos Celso Orcesi da Costa Agenda Tributária Federal
Agenda Tributária Federal
Mês de Março de 2012
Mês de Março de 2012
Data de vencimento: data em que se encerra o prazo legal para pagamento dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Data de Código Código Período de apuração Vencimento Tributos Darf GPS do fato gerador (FG)
Data de vencimento: data em que se encerra o prazo legal para pagamento dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Data de Código Código Período de apuração Vencimento Tributos Darf GPS do fato gerador (FG)
14
20
14
14
15
15
15
CPSSS CPSSS CPSSS CPSSS -
Servidor Civil Inativo - Precatório Judicial e Requisição de Pequeno Valor Pensionista - Precatório Judicial e Requisição de Pequeno Valor Patronal - Precatório Judicial e Requisição de Pequeno Valor Operação Intraorçamentária Decisão Judicial Mandado de Segurança
1730 1752
Fevereiro/2012 “
1837 1690
“ Fevereiro/2012 (pagamento não implantado em folha) “
CPSSS - Patronal - Decisão Jud. Mand. de Segurança - Operação Intraorçamentária 1808 Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Rendimentos de Capital Títulos de renda fixa - Pessoa Física 8053 1o a 10/março/2012 Títulos de renda fixa - Pessoa Jurídica 3426 “ Fundo de Investimento - Renda Fixa 6800 “ Fundo de Investimento em Ações 6813 “ Operações de swap 5273 1o a 10/março/2012 Day-Trade - Operações em Bolsas 8468 “ Ganhos líquidos em operações em bolsas e assemelhados 5557 “ o o 5706 “ Juros remuneratórios do capital próprio (art. 9 da Lei n 9.249/95) Fundos de Investimento Imobiliário - Resgate de quotas 5232 “ Demais rendimentos de capital 0924 “ Rendimentos de Residentes ou Domiciliados no Exterior Aplicações Financeiras - Fundos/Entidades de Investimento Coletivo 5286 1o a 10/março/2012 Aplicações em Fundos de Conversão de Débitos Externos/Lucros/Bonificações/Dividendos 0490 “ Juros remuneratórios de capital próprio 9453 “ Outros Rendimentos Prêmios obtidos em concursos e sorteios 0916 1o a 10/março/2012 Prêmios obtidos em bingos 8673 “ Multas e vantagens 9385 “ Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) Operações de Crédito - Pessoa Jurídica 1150 1o a 10/março/2012 Operações de Crédito - Pessoa Física 7893 “ Operações de Câmbio - Entrada de moeda 4290 “ Operações de Câmbio - Saída de moeda 5220 “ Aplicações Financeiras 6854 “ Factoring (art. 58 da Lei nº 9.532/97) 6895 “ Seguros 3467 “ Ouro, Ativo Financeiro 4028 “ Contribuição para o PIS/Pasep Retenção de contribuições - pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL) 5952 16 a 29/fevereiro/2012 Retenção - pagamentos de PJ a PJ de direito privado 5979 “ Retenção - Aquisição de autopeças 3770 “ Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Retenção de contribuições - pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL) 5952 16 a 29/fevereiro/2012 Retenção - pagamentos de PJ a PJ de direito privado 5960 “ Retenção - Aquisição de autopeças 3746 “ Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Retenção de contribuições - pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL) 5952 16 a 29/fevereiro/2012 Retenção - pagamentos de PJ a PJ de direito privado 5987 “
20
20
9331
23
23
Fevereiro/2012
15
15
Cide - Remessas ao Exterior - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a remessa de importâncias ao exterior nas hipóteses tratadas no art. 2º da Lei nº 10.168/2000, alterado pelo art. 6º da Lei no 10.332/2001. Contribuição do Plano de Seguridade Social Servidor Público (CPSSS) CPSSS - Servidor Civil Ativo CPSSS - Servidor Civil Inativo CPSSS - Pensionista Civil CPSSS - Patronal - Servidor Civil Ativo - Operação Intraorçamentária CPSSS - Patronal - Servidor no Exterior - Operação Intraorçamentária CPSSS - Decisão Judicial Mandado de Segurança
1661 1700 1717 1769 1814 1690
1 a 10/março/2012 “ “ “ “ 1o a 10/março/2012 (pagamento implantado em folha)
CPSSS - Patronal - Decisão Jud. Mand. de Segurança Operação Intraorçamentária
1808
“
8741
Fevereiro/2012
23
o
23
15
20
20
20 20
Contribuinte Individual - recolhimento mensal NIT/PIS/Pasep Contribuinte Individual - recolhimento mensal - com dedução de 45% (Lei nº 9.876/99) - NIT/PIS/Pasep Contribuinte Individual - Opção: aposentadoria apenas por idade - Recolhimento Mensal - NIT/PIS/Pasep Segurado Facultativo - recolhimento mensal - NIT /PIS /Pasep Facultativo - Opção: aposentadoria apenas por idade - recolhimento mensal - NIT/PIS/Pasep Segurado Especial - recolhimento mensal - NIT /PIS/Pasep Empregado Doméstico - recolhimento mensal - NIT/PIS/Pasep Facultativo Baixa Renda - recolhimento mensal - Complemento para Plano simplificado da Previdência Social - PSPS - Lei no 12.470/2011 MEI - Complementação Mensal Facultativo Baixa Renda - recolhimento mensal - NIT/PIS/Pasep Facultativo Baixa Renda - recolhimento mensal - Complemento Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta Empresas Prestadoras de Serviços de Tecnologia da Informação - TI e Tecnologia da Informação e Comunicação - TIC Demais Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Rendimentos de Capital Aluguéis e royalties pagos a pessoa física Rendimentos de partes beneficiárias ou de fundador Rendimentos do Trabalho Trabalho assalariado Trabalho sem vínculo empregatício Resgate previdência privada e Fapi Benefício ou resgate de previdência privada e Fapi Rendimentos decorrentes de decisão da Justiça do Trabalho, exceto o disposto no art. 12-A da Lei nº 7.713, de 1988 Rendimentos Acumulados - art. 12-A da Lei nº 7.713, de 1988 Outros Rendimentos Remuneração de serviços prestados por pessoa jurídica Pagamentos de PJ à PJ por serviços de factoring Pagamento PJ à cooperativa de trabalho Juros e indenizações de lucros cessantes Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) Indenização por danos morais Rendimentos decorrentes de decisão da Justiça Federal, exceto o disposto no art. 12-A da Lei no 7.713, de 1988 Rendimentos decorrentes de decisão da Justiça dos Estados/Distrito Federal, exceto o disposto no art. 12-A da Lei no 7.713, de 1988 Demais rendimentos Contribuição para o PIS/Pasep Entidades financeiras e equiparadas Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Entidades financeiras e equiparadas
1007
1o a 29/fevereiro/2012
1120
“
1163 1406
“ “
1473 1503 1600
“ “ “
1830 1910 1929 1945
“ “ “ “
2985 2991
Fevereiro/2012 “
3208 3277
Fevereiro/2012 “
0561 0588 3223 5565
Fevereiro/2012 “ “ “
5936 1889
“ “
1708 5944 3280 5204 6891 6904
Fevereiro/2012 “ “ “ “ “
5928
“
1895 8045
Fevereiro/2012 “
4574
Fevereiro/2012
7987
Fevereiro/2012
23
23
20 Acordo Perante Comissão de Conciliação Prévia - Dissídio ou Acordo Coletivo e Convenção Coletiva - CEI Acordo Perante Comissão de Conciliação Prévia - Dissídio ou Acordo Coletivo e Convenção Coletiva - CEI - pagamento exclusivo para outras entidades (Sesc, Sesi, Senai, etc.) Acordo Perante Comissão de Conciliação Prévia - Dissídio ou Acordo Coletivo e Convenção Coletiva - CNPJ Acordo Perante Comissão de Conciliação Prévia - Dissídio ou Acordo Coletivo e Convenção Coletiva - CNPJ - pagamento exclusivo para outras entidades (Sesc, Sesi, Senai, etc.)
2852
Diversos 26
2879
“
2950
“
4095
Fevereiro/2012
1068
“
4166
“
4095
Fevereiro/2012
1068
“
4138
“
4095
Fevereiro/2012
1068
“
4166
“
22
15 Cide - Combustíveis - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural, exceto sob a forma liquefeita, e seus derivados, e álcool etílico combustível.
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Pagamento Unificado - Ret Aplicável às Incorporações Imobiliárias (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Pagamento Unificado - Ret Aplicável às Incorporações Imobiliárias e às Construções no âmbito do PMCMV (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Regime Especial de Tributação Aplicável às Incorporações Imobiliárias e às Construções Contribuição para o PIS/Pasep Pagamento Unificado - Ret Aplicável às Incorporações Imobiliárias (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Pagamento Unificado - Ret Aplicável às Incorporaçõe Imobiliárias e às Construções no âmbito do PMCMV (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Regime Especial de Tributação Aplicável às Incorporações Imobiliárias e às Construções Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Pagamento Unificado - Ret Aplicável às Incorporações Imobiliárias (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofin Pagamento Unificado - Ret Aplicável às Incorporações Imobiliárias e às Construções no âmbito do PMCMV (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Regime Especial de Tributação Aplicável às Incorporações Imobiliárias e às Construções
2976
“
2003
1o a 29/fevereiro/2012
2011
“
2020 2100
“ “
2119
“
2127 2208
“ “
30
2216 2305 2321 2402 2429
“ “ “ “ “
30
Pagamento de parcelamento administrativo - número do título de cobrança (preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Pagamento de dívida ativa parcelamento - referência (preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Comprev - pagamento de dívida ativa - parcelamento de regime próprio de previdência social RPPS - órgão do poder público - referência Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Rendimentos de Capital Títulos de renda fixa - Pessoa Física Títulos de renda fixa - Pessoa Jurídica Fundo de Investimento - Renda Fixa Fundo de Investimento em Ações Operações de swap Day-Trade - Operações em Bolsas Ganhos líquidos em operações em bolsas e assemelhados Juros remuneratórios do capital próprio (art. 9º da Lei nº 9.249/95) Fundos de Investimento Imobiliário - Resgate de quotas Demais rendimentos de capital Rendimentos de Residentes ou Domiciliados no Exterior Aplicações Financeiras - Fundos/Entidades de Investimento Coletivo Aplicações em Fundos de Conversão de Débitos Externos/Lucros/Bonificações/Dividendos Juros remuneratórios de capital próprio Outros Rendimentos Prêmios obtidos em concursos e sorteios Prêmios obtidos em bingos Multas e vantagens Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) Operações de Crédito - Pessoa Jurídica Operações de Crédito - Pessoa Física Operações de Câmbio - Entrada de moeda Operações de Câmbio - Saída de moeda Aplicações Financeiras Factoring (art. 58 da Lei nº 9.532/97) Seguros Ouro, Ativo Financeiro Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Cigarros do código 2402.90.00 da Tipi Todos os produtos, com exceção de: bebidas (Capítulo 22), cigarros (códigos 2402.20.00 e 2402.90.00) e os das posições 84.29, 84.32, 84.33, 87.01 a 87.06 e 87.11 da Tipi Bebidas do capítulo 22 da Tipi Cervejas - Regime Especial de Tributação previsto no art. 58-J da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Demais bebidas - Regime Especial de Tributação previsto no art. 58-J da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Posição na Tipi Produto 87.03 Automóveis de passageiros e outros veículos automóveis principalmente concebidos para transporte de pessoas (exceto os da posição 87.02), incluídos os veículos de uso misto (“station wagons”) e os automóveis de corrida; 87.06 Chassis com motor para os veículos automóveis das posições 87.01 a 87.05; 84.29 “Bulldozers”, “angledozers”, niveladores, raspo-transportadores (“scrapers”), pás mecânicas, escavadores, carregadoras e pás carregadoras, compactadores e rolos ou cilindros compressores, autopropulsados; 84.32 Máquinas e aparelhos de uso agrícola, hortícola ou florestal, para preparação ou trabalho do solo ou para cultura; rolos para gramados (relvados), ou para campos de esporte; 84.33 Máquinas e aparelhos para colheita ou debulha de produtos agrícolas, incluídas as enfardadeiras de palha ou forragem; cortadores de grama (relva) e ceifeiras; máquinas para limpar ou selecionar ovos, frutas ou outros produtos agrícolas, exceto as da posição 84.37; 87.01 Tratores (exceto os carros-tratores da posição 87.09); 87.02 Veículos automóveis para transporte de 10 pessoas ou mais, incluindo o motorista; 87.04 Veículos automóveis para transporte de mercadorias; 87.05 Veículos automóveis para usos especiais (por exemplo: autossocorros, caminhões-guindastes, veículos de combate a incêndios, caminhões-betoneiras, veículos para varrer, veículos para espalhar, veículos-oficinas, veículos radiológicos), exceto os concebidos principalmente para transporte de pessoas ou de mercadorias; 87.11 Motocicletas (incluídos os ciclomotores) e outros ciclos equipados com motor auxiliar, mesmo com carro lateral; carros laterais. Contribuição para o PIS/Pasep Faturamento Folha de salários Pessoa jurídica de direito público Fabricantes/Importadores de veículos em substituição tributária Combustíveis Não-cumulativa Vendas à Zona Franca de Manaus (ZFM) - Substituição Tributária Cervejas - Regime Especial de Tributação previsto no art. 58-J da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Demais bebidas - Regime Especial de Tributação previsto no art. 58-J da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Álcool - Regime Especial de Apuração e Pagamento previsto no § 4o do art. 5º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Demais Entidades Fabricantes/Importadores de veículos em substituição tributária Combustíveis Não-cumulativa Vendas à Zona Franca de Manaus (ZFM) - Substituição Tributária Cervejas - Regime Especial de Tributação previsto no art. 58-J da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Demais bebidas - Regime Especial de Tributação previsto no art. 58-J da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Álcool - Regime Especial de Apuração e Pagamento previsto no § 4º do art. 5º da Lei no 9.718, de 27 de novembro de 1998. Contribuição do Plano de Seguridade Social Servidor Público (CPSSS) CPSSS - Servidor Civil Ativo CPSSS - Servidor Civil Inativo CPSSS - Pensionista Civil CPSSS - Patronal - Servidor Civil Ativo - Operação Intraorçamentária CPSSS - Patronal - Servidor no Exterior - Operação Intraorçamentária CPSSS - Decisão Judicial Mandado de Segurança
30
2437
“
2445
“
2500 2607
“ “
2615 2631
“ “
2640 2658
1o a 29/fevereiro/2012 “
2682 2704
“ “
2712
“
30
30
20 Simples Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.
20
Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) Pagamento Unificado - Ret Aplicável às Incorporações Imobiliárias (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Pagamento Unificado - Ret Aplicável às Incorporações Imobiliárias e às Construções no âmbito do PMCMV (IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins) Regime Especial de Tributação Aplicável às Incorporações Imobiliárias e às Construções
DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional)
Fevereiro/2012
30
30
4095
Fevereiro/2012
1068
“
4112
“
30
CPSSS - Patronal - Decisão Jud. Mandado Segurança - Operação Intraorçamentária Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) Recolhimento mensal (Carnê Leão) Ganhos de capital na alienação de bens e direitos Ganhos de capital na alienação de bens e direitos e nas liquidações e resgates de aplicações financeiras, adquiridos em moeda estrangeira Ganhos líquidos em operações em bolsa Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) Contrato de Derivativos Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Rendimentos de Capital Fundos de Investimento Imobiliário - Rendimentos e Ganhos de Capital Distribuídos Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) PJ obrigadas à apuração com base no lucro real Entidades Financeiras Balanço Trimestral (3a quota) Estimativa Mensal Demais Entidades Balanço Trimestral (3a quota) Estimativa Mensal PJ não obrigadas à apuração com base no lucro real Optantes pela apuração com base no lucro real Balanço Trimestral (3a quota) Estimativa Mensal Lucro Presumido (3a quota) Lucro Arbitrado (3a quota) Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) IRPJ - Ganhos Líquidos em Operações na Bolsa - Lucro Real IRPJ - Ganhos Líquidos em Operações na Bolsa - Lucro Presumido ou Arbitrado FINOR/Balanço Trimestral - Opção art. 9o da Lei no 8.167/91 (3a quota) FINOR/Estimativa - Opção art. 9o da Lei no 8.167/91 FINAM/Balanço Trimestral - Opção art. 9o da Lei no 8.167/91 (3a quota) FINAM/Estimativa - Opção art. 9o da Lei no 8.167/91 FUNRES/Balanço Trimestral - Opção art. 9o da Lei no 8.167/91 (3a quota) FUNRES/Estimativa - Opção art. 9o da Lei no 8.167/91 Ganho de Capital - Alienação de Ativos de ME/EPP optantes pelo Simples Nacional Contribuição para o PIS/Pasep Retenção de contribuições - pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL) Retenção - pagamentos de PJ a PJ de direito privado Retenção - Aquisição de autopeças Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Retenção de contribuições - pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL) Retenção - pagamentos de PJ a PJ de direito privado Retenção - Aquisição de autopeças Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Retenção de contribuições - pagamentos de PJ a PJ de direito privado (Cofins, PIS/Pasep, CSLL) Retenção - pagamentos de PJ a PJ de direito privado
Diversos
6106
“
6505
“
8053 3426 6800 6813 5273 8468 5557 5706 5232 0924
11 a 20/março/2012 “ “ “ “ “ “ “ “ “
5286
11 a 20/março/2012
0490 9453
“ “
0916 8673 9385
11 a 20/março/2012 “ “
1150 7893 4290 5220 6854 6895 3467 4028
11 a 20/março/2012 “ “ “ “ “ “ “
5110
Fevereiro/2012
5123 0668
“ “
0821
“
0838
“
0676 0676
Fevereiro/2012 “
1097
Fevereiro/2012
1097
“
1097 1097
“ “
1097 1097
“ “
1097
“
1097
“
8109 8301 3703 8496 6824 6912 1921
Fevereiro/2012 “ “ “ “ “ “
0679
“
0691
“
0906
“
2172 8645 6840 5856 1840
Fevereiro/2012 “ “ “ “
0760
“
0776
“
0929
“
1661 1700 1717 1769 1814 1690
1808
11 a 20/março/2012 “ “ “ “ 11 a 20/março/2012 (pagamento implantado em folha) “
0190 4600
Fevereiro/2012 “
8523 6015
“ “
2927
Fevereiro/2012
5232
Fevereiro/2012
1599 2319
Outubro a Dezembro/2011 Fevereiro/2012
0220 2362
Outubro a Dezembro/2011 Fevereiro/2012
3373 5993 2089 5625
Outubro a Dezembro/2011 Fevereiro/2012 Outubro a Dezembro/2011 “
3317 0231 9004 9017 9020 9032 9045 9058
Fevereiro/2012 “ Outubro a Dezembro/2011 Fevereiro/2012 Outubro a Dezembro/2011 Fevereiro/2012 Outubro a Dezembro/2011 Fevereiro/2012
0507
“
5952 5979 3770
1o a 15/março/2012 “ “
5952 5960 3746
1o a 15/março0/2012 “ “
5952 5987
1o a 15/março0/2012 “
20 Simples - CNPJ Empresas optantes pelo Simples - CNPJ - recolhimento sobre aquisição de produto rural do produtor rural pessoa física. Empresas optantes pelo Simples - CNPJ - recolhimento sobre contratação de transportador rodoviário autônomo. Empresas em geral - CNPJ Empresas em geral - CNPJ - pagamento exclusivo para outras entidades (Sesc, Sesi, Senai, etc.) Cooperativa de Trabalho - CNPJ - contribuição descontada do cooperado - Lei nº 10.666/2003. Empresas em geral - CEI Empresas em geral - CEI - pagamento exclusivo para outras entidades (Sesc, Sesi, Senai, etc.) Filantrópicas com isenção - CNPJ Filantrópicas com isenção - CEI Órgãos do poder público - CNPJ Órgãos do poder público - CEI Órgãos do poder público - CNPJ - recolhimento sobre aquisição de produto rural do produtor rural pessoa física. Órgão do Poder Público - CNPJ - recolhimento sobre contratação de transporte rodoviário autônomo Associação Desportiva que mantém Equipe de Futebol Profissional - Receita Bruta a Título de Patrocínio, Licenciamento de Uso de Marcas e Símbolos, Publicidade, Propaganda e Transmissão de Espetáculos - CNPJ - retenção e recolhimento efetuado por empresa patrocinadora em seu próprio nome. Comercialização da produção rural - CNPJ Comercialização da produção rural - CNPJ - pagamento exclusivo para outras entidades (Senar) Contribuição retida sobre a NF/Fatura da empresa prestadora de serviço - CNPJ Contribuição retida sobre NF/Fatura da prestadora de serviço - CNPJ (uso exclusivo do órgão do poder público - administração direta, autarquia e fundação federal, estadual, do distrito federal ou municipal) Contribuição retida sobre a NF/Fatura da empresa prestadora de serviço - CEI Contribuição retida sobre NF/Fatura da prestadora de serviço - CEI (uso exclusivo do órgão do poder público - administração direta, autarquia e fundação federal, estadual, do distrito federal ou municipal) Comercialização da produção rural - CEI Comercialização da produção rural - CEI - pagamento exclusivo para outras entidades (Senar)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
ECONOMIA - 27
ORIENTAÇÃO LEGAL LEGISLAÇÃO N DOUTRINA N JURISPRUDÊNCIA INSTITUTO JURÍDICO DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO Coordenação: Carlos Celso Orcesi da Costa Agenda Tributária Federal
Agenda Tributária Federal
Mês de Março de 2012
Mês de Março de 2012
Data de vencimento: data em que se encerra o prazo legal para pagamento dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Data de Código Código Período de apuração Vencimento Tributos Darf GPS do fato gerador (FG)
Data de vencimento: data em que se encerra o prazo legal para pagamento dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Data de Código Código Período de apuração Vencimento Tributos Darf GPS do fato gerador (FG)
30
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Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) PJ que apuram o IRPJ com base no lucro real Entidades Financeiras 2030 Balanço Trimestral (3a quota) Estimativa Mensal 2469 Demais Entidades a 6012 Balanço Trimestral (3 quota) Estimativa Mensal 2484 2372 PJ que apuram o IRPJ com base no lucro presumido ou arbitrado (3a quota) Programa de Recuperação Fiscal (Refis) Parcelamento vinculado à receita bruta 9100 Parcelamento alternativo 9222 ITR/Exercícios até 1996 9113 ITR/Exercícios a partir de 1997 9126 Parcelamento Especial (Paes) Pessoa física 7042 Microempresa 7093 Empresa de pequeno porte 7114 Demais pessoas jurídicas 7122 Paes ITR 7288 Parcelamento Excepcional (Paex) Art. 1o MP no 303/2006 Pessoa jurídica optante pelo Simples 0830 Demais pessoas jurídicas 0842 o o Parcelamento Excepcional (Paex) Art. 8 MP n 303/2006 Pessoa jurídica optante pelo Simples 1927 Parcelamento Excepcional (Paex) Art. 9o MP no 303/2006 Pessoa jurídica optante pelo Simples 1919 Parcelamento Especial - Simples Nacional Art. 7o § 3o IN/RFB no 767/2007 Pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional 0285 Parcelamento Especial - Simples Nacional Art. 7o § 4o IN/RFB no 767/2007 Pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional Parcelamento para Ingresso no Simples Nacional - 2009 Art. 7o § 3o IN/RFB no 902/2008 Pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional 0873 Parcelamento para Ingresso no Simples Nacional - 2009 Art. 7o § 4o IN/RFB no 902/2008 Pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional Parcelamento Lei no 11.941, de 2009 PGFN - Débitos Previdenciários - Parcelamento de Dívidas Não Parceladas 1136 Anteriormente - Art. 1o PGFN - Débitos Previdenciários - Parcelamento de Saldo Remanescente dos o 1165 Programas Refis, Paes, Paex e Parcelamentos Ordinários - Art. 3
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Outubro a Dezembro/2011 Fevereiro/2012 Outubro a Dezembro/2011 Fevereiro/2012 Outubro a Dezembro/2011 Diversos “ “ “ Diversos “ “ “ “
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Diversos “ Diversos Diversos Diversos 4324
Diversos Diversos
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Diversos
Diversos “
PGFN - Demais Débitos - Parcelamento de Dívidas Não Parceladas Anteriormente - Art. 1o PGFN - Demais Débitos - Parcelamento de Saldo Remanescente dos Programas Refis, Paes, Paex e Parcelamentos Ordinários - Art. 3º PGFN - Parcelamento Dívida Decorrente de Aproveitamento Indevido de Créditos de IPI - Art. 2o RFB - Débitos Previdenciários - Parcelamento de Dívidas Não Parceladas Anteriormente - Art. 1o RFB - Débitos Previdenciários - Parcelamento de Saldo Remanescente dos Programas Refis, Paes, Paex e Parcelamentos Ordinários - Art. 3º RFB - Demais Débitos - Parcelamento de Dívidas Não Parceladas Anteriormente - Art. 1o RFB - Demais Débitos - Parcelamento de Saldo Remanescente dos Programas Refis, Paes, Paex e Parcelamentos Ordinários - Art. 3o RFB - Parcelamento Dívida Decorrente de Aproveitamento Indevido de Créditos de IPI - Art. 2o Acréscimos Legais de Contribuinte Individual, Doméstico, Facultativo e Segurado Especial - Lei no 8.212/91 NIT/PIS/Pasep GRC Trabalhador Pessoa Física (Contribuinte Individual, Facultativo, Empregado Doméstico, Segurado Especial) - DEBCAD (preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) ACAL - CNPJ ACAL - CEI GRC Contribuição de empresa normal - DEBCAD (preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Pagamento de débito - DEBCAD (preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Pagamento/Parcelamento de débito - CNPJ Pagamento de débito administrativo - Número do título de cobrança (preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Depósito Recursal Extrajudicial - Número do Título de Cobrança - Pagamento exclusivo na Caixa Econômica Federal (CDC=104) Pagamento de Dívida Ativa Débito - Referência (Preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Pagamento de Dívida Ativa Ação Judicial - Referência (Preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Pagamento de Dívida Ativa Cobrança Amigável - Referência (Preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Pagamento de Dívida Ativa Parcelamento - Referência (Preenchimento exclusivo pelo órgão emissor) Comprev - pagamento de dívida ativa - não parcelada de regime próprio de previdência social RPPS - órgão do poder público - referência
1194
Diversos
1204
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1210
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1233
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“ 1759
Diversos
1201 3000 3107
“ “ “
3204 4006 4103
“ “ “
4200
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Agenda Tributária
Agenda Tributária
Março de 2012 Data de apresentação: data em que se encerra o prazo legal para apresentação das principais declarações, demonstrativos e documentos exigidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil sem a incidência de multa. Data de Declarações, Demonstrativos e Documentos Período de Apresentação Apuração
Março de 2012 Data de apresentação: data em que se encerra o prazo legal para apresentação das principais declarações, demonstrativos e documentos exigidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil sem a incidência de multa. Data de Declarações, Demonstrativos e Documentos Período de Apresentação Apuração
De Interesse Principal das Pessoas Jurídicas GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social Dacon Mensal - Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais - Mensal Envio, pelo Município, da relação de todos os alvarás para construção civil e documentos de habite-se concedidos. EFD-PIS/Cofins - Escrituração Fiscal Digital da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) - Pessoas Jurídicas sujeitas à tributação do imposto sobre a Renda com base no Lucro Real DCTF Mensal - Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - Mensal DCide - Combustíveis - Declaração de Dedução de Parcela da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Incidente sobre a Importação e Comercialização de Combustíveis das Contribuições para o PIS/Pasep e Cofins
7 7 9 14
21 25
1o a 29/fevereiro/2012 Janeiro/2012 1o a 29/fevereiro/2012
30 30 30 30 30 30
DIPI - TIPI 33 - Produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumaria DBF - Declaração de Benefícios Fiscais Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) - Inativa Derc - Declaração de Rendimentos Pagos a Consultores por Organismos Internacionais Dmed - Declaração de Serviços Médicos e de Saúde DTTA - Declaração de Tranferência de Titularidade de Ações
Janeiro e Fevereiro/2012 Ano-calendário de 2011 Ano-calendário de 2011 Ano-calendário de 2011 Ano-calendário de 2011 Julho a Dezembro/2011
7 30
De Interesse Principal das Pessoas Físicas GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social DOI - Declaração sobre Operações Imobiliárias
1o a 29/fevereiro/2012 Fevereiro/2012
Janeiro/2012 Janeiro/2012
Março/2012
e
A redução da taxa de desemprego e a menor informalidade são os principais destaques positivos do mercado de trabalho no ano passado
conomia
Sinal de alerta para empregos A estagnação no aumento da população ocupada nos últimos meses e a perda de dinamismo do emprego industrial preocupam Ipea Paulo Vitor/AE
P
ara o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a estagnação no crescimento da população ocupada nos últimos meses e em especial a perda de dinamismo do emprego industrial acendem um sinal de alerta e "sugerem uma posição cautelosa" em relação às previsões sobre a evolução do mercado de trabalho em 2012. De acordo com Carlos Henrique Corseuil, responsável pelo boletim "Mercado de Trabalho – Análise e Conjuntura" do instituto, o ano de 2011 foi marcado por um bom desempenho, com redução da taxa de desemprego e menor informalidade, mas esses outros dois fatores indicam "um menor otimismo e uma certa precaução". Em ambos os casos, diz, trata-se de uma resposta ao menor ritmo de crescimento da economia – principalmente da indústria. Corseuil disse que é "típico do período e previsível" que a geração de postos de trabalho seja mais fraca nos três primeiros meses do ano, o que provoca alta do desemprego. Só passada essa fase, avalia, será possível identificar melhor o rumo que o mercado de trabalho tomará neste ano. O Ipea não fez previsões sobre taxa de desemprego nem ge-
O
Na indústria, o número de empregados cresceu somente 1,2% na média de 2011, no entanto houve retração nos três últimos meses do ano.
ração de vagas em 2012. Em 2011, o total de pessoas ocupadas cresceu 2,1%, em um ritmo menos intenso do que em 2010 (3,5%). Na indústria, o número de empregados cresceu apenas 1,2% na média de 2011, mas houve retração nos três últimos meses do ano.
Em janeiro, o setor fabril voltou a contratar e a ocupação do segmento subiu 0,7% na comparação com igual mês do ano passado. Na opinião de Corseuil, a redução da taxa de desemprego e a menor informalidade são os principais destaques posi-
tivos do mercado de trabalho no ano passado. Em 2011, a taxa média anual de desemprego ficou em 5,8%, abaixo de 6,6% em 2010. Em janeiro, a taxa atingiu 5,5%, após bater em 4,7% em dezembro, menor marca da série histórica do Instituto Brasileiro de Geo-
grafia e Estatística (IBGE). Já a informalidade caiu para 35,1% do total da força de trabalho na média de 2011. Esse percentual era de 44% em 2003. "É uma redução de quase dez pontos percentuais, o que é muito expressivo para esse período." (Folhapress)
Redução de 6,6% na comercialização de autos
A
Custo da construção sobe 0,35%
s vendas de automóveis e comerciais leves no País somaram 235.896 unidades em fevereiro de 2012, o que representa queda de 6,65% na comparação com janeiro e de 8,85% ante igual mês do ano passado, segundo dados divulgados ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Segundo a Federação, os
emplacamentos de caminhões tiveram queda de 16,27% na comparação com janeiro, com um total de 10.892 unidades vendidas em fevereiro. Na comparação com fevereiro de 2011, quando foram negociadas 12.694 unidades, o setor registrou recuo de 14,20%. As vendas do segmento de ônibus cresceram de 6,34% em fevereiro ante o mês anterior, para 2.733 unidades. Na com-
paração com o mesmo período de 2011, o segmento registrou crescimento de 3,68% Os setores de caminhões e ônibus, juntos, apresentaram queda de 12,54%, no comparativo entre fevereiro e janeiro, e retração de 11,12% na comparação com igual período do ano passado. M otos – No segmento de motocicletas, as vendas foram 5,34% menores em fevereiro de 2012 ante janeiro, totalizan-
do 134.642 unidades. Na comparação com fevereiro de 2011, o setor apresentou retração de 7,34%. As vendas de implementos rodoviários, por sua vez, somaram 3.734 unidades em fevereiro, com crescimento de 4,16% sobre janeiro. Outros veículos, como carretas para transporte de jet sky e motos, registraram crescimento de 7,85%. Foram comercializadas 7.366 unidades contra
6.830, em relação a janeiro. As vendas totais de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e carretas) ficaram 5,77% abaixo das projeções da MB Associados, parceira da Fenabrave. Considerando todas as categorias, foram comercializadas 395.263 unidades, com retração de 6,97% ante janeiro e de 8,97% sobre igual mês de 2011. (AE)
Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil no Estado de São Paulo atingiu o valor de R$ 959,40 por metro quadrado em fevereiro, uma elevação de 0,35% ante janeiro. Os dados foram divulgados ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), que realiza a pesquisa em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O CUB é o índice oficial que reflete a variação dos custos do setor para a utilização nos reajustes dos contratos de obras. No mês passado, os custos das construtoras com materiais de construção aumentaram em 0,31% em comparação a janeiro. Os custos com mão de obra subiram 0,4% e os salários dos engenheiros permaneceram inalterados pelo sexto mês consecutivo. No primeiro bimestre do ano, o CUB apresentou alta de 0,45%, com os custos da mão de obra avançando 0,47% e as despesas com materiais subindo 0,46%. Insumos – Em fevereiro, 32 dos 41 insumos da construção pesquisados variaram acima do Índice Geral de Preços ao Mercado (IGPM) do mês, que apresentou deflação de 0,06%. Entre os que tiveram os maiores reajustes no mês, estão: chapa compensado resinado 12mm (2,35%), alimentação tipo marmitex (1,85%) e bloco cerâmico para alvenaria e vedação (1,73%). (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
28 -.ECONOMIA
sexta-feira, 2 de março de 2012
ORIENTAÇÃO LEGAL LEGISLAÇÃO N DOUTRINA N JURISPRUDÊNCIA INSTITUTO JURÍDICO DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO Coordenação: Carlos Celso Orcesi da Costa
AGENDA TRIBUTÁRIA PAULISTA - MARÇO /2012 COORDENADORIA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Comunicado CAT nº 07, de 28-02-2012 (DOE 29-02-2012) O Coordenador da Administração Tributária declara que as datas fixadas para cumprimento das OBRIGAÇÕES PRINCIPAIS e ACESSÓRIAS, do mês de março de 2012, são as constantes da Agenda Tributária Paulista anexa. AGENDA TRIBUTÁRIA PAULISTA Nº 271
OBSERVAÇÕES: 1) o Decreto 45.490, de 30-11-2000 - DOE de 01-122000, que aprovou o RICMS, estabeleceu em seu Anexo IV os prazos do recolhimento do imposto em relação às Classificações de Atividades Econômicas ali indicadas. O não recolhimento do imposto até o dia indicado sujeitará o contribuinte ao seu pagamento com juros estabelecidos pela Lei n° 10.175, de 30-12-98 - DOE de 31-12-98, e demais acréscimos legais. 2) o prazo previsto no Anexo IV do RICMS para o recolhimento do ICMS devido na condição de sujeito passivo por substituição, pelas operações subsequentes com as mercadorias sujeitas ao regime da substituição tributária referidas nos itens 11 a 33 do § 1° do artigo 3° do mencionado anexo, fica prorrogado para o último dia do segundo mês subsequente ao do mês de referência da apuração. A prorrogação de prazo citada anteriormente aplica-se também ao prazo (Decreto nº 55.307, de 30-12-09; DOE 3112-09, produzindo efeitos para os fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2012): 1 - estabelecido no item 3 do § 2º do art. 268 do RICMS, para que o contribuinte sujeito às normas do Simples Nacional recolha o imposto devido na condição de sujeito passivo por substituição tributária; 2 - correspondente ao Código de Prazo de Recolhimento - CPR indicado no item 2 do § 1º do art. 3º do Anexo IV do Regulamento do ICMS, para o recolhimento do imposto devido, na condição de sujeito passivo por substituição tributária, pelas operações subsequentes com água natural, mineral, gasosa ou não, ou potável, em embalagem com capacidade igual ou superior a 5.000 ml. 3 - O prazo para envio da Declaração Anual do Simples Nacional com os dados referentes a 2011 se encerra no dia 16-04-2012. Para as informações de 2012 em diante, a Dasn será abolida. As informações socioeconômicas passarão a ser entregues anualmente por meio da Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis). Os tributos do Simples Nacional passam a ser declarados automaticamente todo mês, no programa gerador do documento de pagamento dos impostos. INFORMAÇÕES ADICIONAIS - DO IMPOSTO RETIDO ANTECIPADAMENTE POR SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA: Os contribuintes, em relação ao imposto retido antecipadamente por substituição tributária, estão classificados nos códigos de prazo de recolhimento abaixo indicados e deverão efetuar o recolhimento até os seguintes dias (Anexo IV, art. 3°, § 1° do RICMS): DIA 05 N cimento - 1031; N refrigerante, cerveja, chope e água - 1031; N álcool anidro, demais combustíveis e lubrificantes derivados de petróleo - 1031;
DIA 09 N veículo novo - 1090; N veículo novo motorizado classificado na posição 8711 da
NBM/SH - 1090; câmaras-de-ar e protetores de borracha 1090; N fumo e seus sucedâneos manufaturados - 1090; N tintas, vernizes e outros produtos químicos - 1090; N energia elétrica - 1090; N sorvete de qualquer espécie e preparado para fabricação de sorvete em máquina – 1090; N pneumáticos,
DIA 30 N medicamentos e contraceptivos referidos no § 1° do ar-
tigo 313-A do RICMS – 1090; N bebida alcoólica, exceto cerveja e chope - 1090; N produtos de perfumaria referidos no § 1° do artigo 313-E do RICMS - 1090; N produtos de higiene pessoal referidos no § 1° do artigo 313-G do RICMS - 1090; N ração tipo "pet" para animais domésticos, classificada na posição 23.09 da NBM/SH - 1090; N produtos de limpeza referidos no § 1° do artigo 313-K do RICMS - 1090; N produtos fonográficos referidos no § 1° do artigo 313-M do RICMS - 1090; N autopeças referidas no § 1° do artigo 313-O do RICMS - 1090; N pilhas e baterias novas, classificadas na posição 85.06 da NBM/SH - 1090; N lâmpadas elétricas referidas no § 1° do artigo 313-S do RICMS - 1090; N papel referido no § 1° do artigo 313-U do RICMS – 1090; N produtos da indústria alimentícia referidos no § 1° do artigo 313-W do RICMS - 1090; N materiais de construção e congêneres referidos no § 1° do artigo 313-Y do RICMS - 1090. N produtos de colchoaria referidos no § 1° do artigo 313-Z1 do RICMS - 1090; N ferramentas referidas no § 1° do artigo 313-Z3 do RICMS - 1090; N bicicletas e suas partes, peças e acessórios referidos no § 1° do artigo 313-Z5 do RICMS - 1090; N instrumentos musicais referidos no § 1° do artigo 313-Z7 do RICMS - 1090. N brinquedos referidos no § 1° do artigo 313-Z9 do RICMS - 1090. N máquinas, aparelhos mecânicos, elétricos, eletromecânicos e automáticos referidos no § 1° do artigo 313-Z11 do RICMS - 1090. N produtos de papelaria referidos no § 1° do artigo 313-Z13 do RICMS - 1090. N artefatos de uso doméstico referidos no § 1° do artigo 313Z15 do RICMS - 1090. N materiais elétricos referidos no § 1° do artigo 313-Z17 do RICMS - 1090. N produtos eletrônicos, eletroeletrônicos e eletrodomésticos referidos no § 1° do artigo 313-Z19 do RICMS – 1090.
O prazo previsto no Anexo IV do RICMS para o recolhimento do ICMS devido na condição de sujeito passivo por substituição, pelas operações subsequentes com as mercadorias sujeitas ao regime da substituição tributária referidas nos itens 11 a 33 do § 1° do artigo 3° do mencionado anexo, fica prorrogado para o último dia do segundo mês subsequente ao do mês de referência (Decreto 55.307,
MÊS: MARÇO DE 2012 DATAS PARA RECOLHIMENTO DO ICMS E OUTRAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Classificação de atividade econômica
Código de prazo de recolhimento
Regime periódico de apuração Recolhimento do ICMS Fato gerador
CPR
CNAE
10333, 11119, 17320, 17338, 20126, 20134, 20401, 20517, 20924, 20932, 22234, 22293, 24393, 24415, 25314, 25322, 25993, 26108, 26701, 26809, 28135, 28151, 29506; 30113, 32507, 32914, 35123, 35131, 46338, 46346, 46451, 46460, 46656, 46699, 46842, 46851, 50122, 50211, 53202; 60217, 01113, 01121, 01326, 01334, 01547, 01555, 03116, 03124, 07243, 07251, 12107, 12204; 42219, 42227, 43215, 43223, 46125, 46133, 49400; 50301, 52397, 52401, 63119, 63194, 64336, 64344, 64701, 64913, 71111, 71120, 74901, 75001, 80200, 80307, 82911, 82920, 86909, 87115, 60101, 61108, 10538; 36006, 45307, 45412, 47296, 47415, 47563, 47571, 47814, 47822, 56201, 59111, 65421, 65502, 68218, 68226; 77314, 77322, 84132, 84213, 85201, 85317, 90019, 90027, 93191, 93212, 94995, 95126, 25225, 28119, 28330, 28402, 10112, 10121, 10520, 10619, 10813, 10821, 15211, 15297, 18211, 18229, 23303, 23494, 29441, 29450, 32116, 33295, 49299; 49302, 59201; 13111, 13120, 13529, 13537, 15319, 15327, 32990;
11127, 11135, 11216, 17419, 17427, 17494, 20142, 20193, 20215, 20525, 20614, 20622, 20941, 20991, 21106, 23206, 24113, 24121, 24431, 24491, 24512, 25390, 25411, 25420, 26213, 26221, 26311, 27104, 27210, 27317, 28232, 28241, 28518, 30121, 30318, 30504, 33112, 33121, 33139, 35140, 35204, 35301; 46354, 46362, 46371, 46478, 46494, 46516, 46711, 46729, 46737, 46869, 46877, 46893, 50220, 50912, 50998, 60225, 63917. 01130, 01148, 01156, 01342, 01351, 01393, 01598, 01610, 01628, 03213, 03221; 05003; 07294; 08100, 08916, 23915, 23923; 33163, 42235, 42910, 42928, 43291, 43304, 43916, 46141, 46150, 46168, 52117, 52125, 52214, 52508, 55108, 55906; 63992, 64107, 64212, 64352, 64361, 64379, 64921, 64930, 64999, 71197, 71201, 73114, 77403, 78108, 78205, 81214, 81222, 81290, 85503, 86101, 86216, 87123, 87204, 87301, 61205, 61302, 61418, 37011, 37029, 38114, 45421, 45439, 47113, 47423, 47431, 47440, 47598, 47610, 47628, 47831, 47849, 47857, 59120, 59138, 59146; 66118, 66126, 66193, 72100, 72207, 77110, 77331, 77390, 79902; 84221, 84230, 84248, 85325, 85333, 85414, 90035, 91015, 91023, 93298, 94111, 94120, 95215, 95291, 96017, 28127, 28143, 28216, 28615, 28623, 28631, 10139, 10201, 10317, 10627, 10635, 10643, 10911, 10929, 10937, 16102, 16218, 16226, 18300, 19314; 22111, 23991, 24423, 27228, 29492; 30326, 30920, 38319, 38327, 38394; 58115, 58123, 58131,
02/2012
01/2012
Dia
Dia
11224, 17109, 17214, 17222, 17311, 19101, 19217, 19225, 19322; 20118, 20223, 20291, 20312, 20321, 20339, 20631, 20711, 20720, 20738, 20916, 21211, 21220, 21238, 22218, 22226, 24211, 24229, 24237, 24245, 24318, 24521, 25110, 25128, 25136, 25217, 25438, 25501, 25918, 25926, 25934, 26329, 26400, 26515, 26523, 26604, 27325, 27333, 27511, 27597, 27902, 28526, 28534, 28542, 29107, 29204, 30911, 32124, 32205, 32302, 32400, 33147, 33155, 33198, 33210, 35115, 46214, 46222, 46231, 46311, 46320, 46397, 46419, 46427, 46435, 46443, 46524, 46613, 46621, 46630, 46648, 46745, 46796, 46818, 46826, 46834, 46915, 46923, 46931, 49507; 50114, 51111, 51129, 51200, 51307, 53105,
Registro eletrônico de documentos fiscais na Secretaria da Fazenda
Os contribuintes sujeitos ao registro eletrônico de documentos fiscais devem efetuá-lo nos prazos a seguir indicados, conforme o 8º dígito de seu número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ (12.345.678/xxxx-yy).(Portaria CAT - 85, de 4-9-2007 - DOE 05-09-2007)
1031 01164, 01199, 01211, 01229, 01318, 01415, 01423, 01512, 01521, 01539, 01636, 01709; 02101, 02209, 02306; 06000; 07103, 07219, 07227, 07235; 08924, 08932, 08991; 09106, 09904; 33171; 41204, 42111, 42120, 42138, 42995, 43118, 43126, 43134, 43193, 43991, 45111, 45129, 45200, 46117, 46176, 46184, 46192, 47318, 47326, 52222, 52231, 52290, 52311, 52320, 62015, 62023, 62031, 62040, 62091, 64221, 64239, 64247, 64310, 64328, 64409, 64506, 64611, 64620, 64638, 66134, 69117, 69125, 69206; 70204, 73122, 73190, 73203, 74102, 74200, 78302, 79112, 79121; 80111, 80129, 81303, 82113, 82199, 82202, 82300, 86224, 86305, 86402, 86500, 86607, 88006; 95118; 61426, 61434, 61906; 38122, 38211, 38220, 39005; 41107, 47121, 47130, 47229, 47237, 47245, 47512, 47521, 47539, 47547, 47555, 47636, 47717, 47725, 47733, 47741, 47890, 49116, 49124; 56112, 56121, 65111, 65120, 65201, 65308, 65413, 66215, 66223, 66291, 66304, 68102, 77195, 77217, 77225, 77233, 77292, 81117, 81125, 82997, 84116, 84124, 84256, 84302, 85112, 85121, 85139, 85422, 85911, 85929, 85937, 85996; 91031, 92003, 93115, 93123, 93131, 94201, 94308, 94910, 94928, 94936, 96025, 96033, 96092, 97005, 99008; 28224, 28259, 28291, 28313, 28321, 28640, 28658, 28666, 28691; 10325, 10414, 10422, 10431, 10511, 10651, 10660, 10694, 10716, 10724, 10945, 10953, 10961, 10996, 15106, 16234, 16293, 18113, 18121, 18130, 22129, 22196, 23117, 23125, 23192, 27406, 29301, 29417, 29425, 29433, 30997, 31012, 31021, 31039, 31047, 47211, 49213, 49221, 49230, 49248, 58191, 58212, 58221, 58239, 58298,
1100 1150
5
12 15
-
-
1200
20
-
1220
23
-
1250
25
-
2100
-
12
13138, 13146, 13219, 13227, 13235, 13308, 13405, 13511, 13545, 13596, 14118, 14126, 14134, 14142, 14215, 14223, 15335, 15394, 15408; 23419, 23427; 30415, 30423, 32922,
de 30-12-09; DOE 31-12-09, produzindo efeitos para os fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2012). OBSERVAÇÕES EM RELAÇÃO AO ICMS DEVIDO POR ST: a) O contribuinte enquadrado em código de CNAE que não identifique a mercadoria a que se refere a sujeição passiva por substituição, observado o disposto no artigo 566, deverá recolher o imposto retido antecipadamente por sujeição passiva por substituição até o dia 9 do mês subsequente ao da retenção, correspondente ao CPR 1090 (Anexo IV, art. 3°, § 2° do RICMS, aprovado pelo Decreto 45.490, de 30-11-00, DOE de 01-12-00; com alteração do Decreto 46.295, de 23-11-01, DOE de 24-11-01). b) Em relação ao estabelecimento refinador de petróleo e suas bases, observar-se-á o que segue: 1) no que se refere ao imposto retido, na qualidade de sujeito passivo por substituição tributária, 80% (oitenta por cento) do seu montante será recolhido até o 3º dia útil do mês subsequente ao da ocorrência do fato gerador - CPR 1031 e o restante, até o dia 10 (dez) do correspondente mês - CPR 1100; 2)no que se refere ao imposto decorrente das operações próprias, 95% (noventa e cinco por cento) será recolhido até o 3º dia útil do mês subsequente ao da ocorrência do fato gerador - CPR 1031 e o restante, até o dia 10 (dez) do correspondente mês - CPR 1100. 3) no que se refere ao imposto repassado a este Estado por estabelecimento localizado em outra unidade federada, o recolhimento deverá ser efetuado até o dia 10 de cada mês subsequente ao da ocorrência do fato gerador - CPR 1100 (Anexo IV, art. 3º, § 5º do RICMS, acrescentado pelo Decreto nº 47.278, de 29-10-02). Simples Nacional:
DIA 15 – O contribuinte enquadrado no Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições
Caso o dia do vencimento para apresentação indicado recair em dia não útil, a transmissão poderá ser efetuada por meio da Internet no endereço http://www.fazenda.sp.gov.br ou h tt p: // pf e. fazenda.sp.gov.br.
devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - “Simples Nacional” deverá efetuar até esta data os seguintes recolhimentos: a) O valor do imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual, nos termos do Artigo 115, inciso XV-A, do RICMS (Portaria CAT75, de 15-5-2008); b) O valor do imposto devido na condição de sujeito passivo por substituição, nos termos do § 2º do Artigo 268 do RICMS. O prazo para o pagamento do DAS referente ao período de apuração de fevereiro de 2012 encontra-se disponível no portal do Simples Nacional (http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/) por meio do link Agenda do Simples Nacional - 2010. FABRICANTES DE CELULAR, LATAS DE CHAPA DE ALUMÍNIO OU PAINÉIS DE MADEIRA MDF – CPR 2100
DIA 12 – O estabelecimento com atividade preponderante de fabricação de telefone celular, de latas de chapa de alumínio ou de painéis de madeira MDF, independente do código CNAE em que estiver enquadrado, deverão efetuar o recolhimento do imposto apurado no mês de janeiro de 2012 até esta data. OUTRAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Guia de Informação e Apuração do ICMS – GIA
A GIA, mediante transmissão eletrônica, deverá ser apresentada até os dias a seguir indicados de acordo com o último dígito do número de inscrição estadual do estabelecimento. (art. 254 do RICMS, aprovado pelo decreto 45.490, de 30-11-2000 - DOE DE 01-122000 - Portaria CAT 92/98, de 23-12-1998, Anexo IV, artigo 20 com alteração da Portaria CAT 49/01, de 2606-2001 - DOE de 27-06-2001).
OBS.: Na hipótese de Nota Fiscal, modelo 1 ou 1A, emitida por contribuinte sujeito ao Regime Periódico de Apuração - RPA, de que trata o artigo 87 do Regulamento do ICMS, cujo campo "destinatário" indique pessoa jurídica, ou entidade equiparada, inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas CNPJ, e cujo campo "valor total da nota" indique valor igual ou superior a R$ 1.000,00 (mil reais), o registro eletrônico deverá ser efetuado em até 4 (quatro) dias contados da emissão do documento fiscal. (Portaria CAT-127/07, de 21-12-2007; DOE 22-12-2007). 3) DIA 10 - Guia Nacional de Informação e Apuração do ICMS – Substituição Tributária: O contribuinte de outra unidade federada obrigado à entrega das informações na GIA-ST, em relação ao imposto apurado no mês de fevereiro de 2012, deverá apresentá-la até essa data, na forma prevista no Anexo V da Portaria CAT 92, de 23-12-98 acrescentado pela Portaria CAT 89, de 22-11-2000, DOE de 2311-2000 (art. 254, parágrafo único do RICMS, aprovado pelo Decreto 45.490, de 30-11-00, DOE de 0112-2000). 4) DIA 15 - Arquivo Com Registro Fiscal: 4.1) Contribuintes do setor de combustíveis: Os seguintes contribuintes deverão enviar até essa data à Secretaria da Fazenda, utilizando o programa TED (Transmissão Eletrônica de Dados), arquivo com registro fiscal de todas as suas operações e prestações com combustíveis derivados de petróleo, gás natural veicular e álcool etílico hidratado combustível efetuadas a qualquer título no mês de fevereiro de 2012: a) Os fabricantes e os importadores de combustíveis derivados de petróleo, inclusive de solventes, as usinas e destilarias de açúcar e álcool, as distribuidoras de combustíveis, inclusive de solventes, como definidas e autorizadas por órgão federal competente, e os Transportadores Revendedores Retalhistas - TRR (art. 424-B do RICMS, aprovado pelo decreto 48.139 de 08-10-2003, DOE de 09-10-2003, normatizada pela Portaria CAT-95 de 17-11-2003, DOE de 19-11-2003). b) Os revendedores varejistas de combustíveis e os contribuintes do ICMS que adquirirem combustíveis para consumo (art. 424-C do RICMS, aprovado pelo decreto 48.139 de 08-10-03, DOE de 09-10-03 e normatizada pela Portaria CAT-95 de 17-11-2003, DOE de 19-11-2003). 4.2) SINTEGRA: Os contribuintes usuários de sistema eletrônico de processamento de dados remeterão até essa data às Secretarias de Fazenda, Finanças ou Tributação das unidades da Federação, utilizando o programa TED (Transmissão Eletrônica de Dados), arquivo magnético com registro fiscal das operações e prestações interestaduais efetuadas no mês de fevereiro de 2012. O contribuinte notificado pela Secretaria da Fazenda a enviar mensalmente arquivo magnético com registro fiscal da totalidade das operações e prestações fica dispensado do cumprimento desta obrigação (art. 10 da Portaria CAT 32/96 de 28-03-1996, DOE de 29-03-1996). NOTAS GERAIS: 1) Unidade Fiscal do Estado de São Paulo - UFESP: O valor da UFESP para o período de 01-01-2012 a 31-122012 será de R$ 18,44 (Comunicado DA - 87, de 19-12-2011, DOE 21-12-2011). 2) Nota Fiscal de Venda a Consumidor: No período de 01-01-2011 a 31-12-2011, na operação de saída a título de venda a consumidor final com valor inferior a R$ 9,00 (nove reais) e em não sendo obrigatória a emissão do Cupom Fiscal, a emissão da Nota Fiscal de Venda a Consumidor (NFVC) é facultativa, cabendo a opção ao consumidor (RICMS/SP art. 132-A e 134 e Comunicado DA-88 de 19-12-2011, DOE 21-12-2011). O Limite máximo de valor para emissão de Cupom Fiscal e Nota Fiscal de Venda a Consumidor (NFVC) é de R$ 10.000,00 (dez mil reais), a partir do qual deve ser emitida Nota Fiscal (modelo 1) ou Nota Fiscal Eletrônica (modelo 55) (RICMS/SP art. 132-A, Parágrafo único e 135, § 7º). 3) Esta Agenda Tributária foi elaborada com base na legislação vigente em 27/02/2012. 4) A Agenda Tributária em formato permanente encontra-se disponível no site da Secretaria da Fazenda (www.fazenda.sp.gov.br) no módulo Legislação Tributária – Agendas, Pautas e Tabelas.
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Nº 407
DCARR
Em São Paulo, na próxima terça-feira, a Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – divulga o desempenho da indústria automobilística em fevereiro.
NOVIDADES Fotos: Divulgação
Um para a terra, outro para o asfalto. Grupo Chrysler traz para o Brasil dois modelos da Jeep, o crossover Compass – com tração dianteira e o mais barato da marca – e o Wrangler – com motor de 285 cv, muito mais potente que o anterior
No Jeep Wrangler, elegância, conforto e muita tecnologia trazem "boas sensações" ao ambiente interno
Apesar de luxuoso, o Compass é o veículo de entrada da Jeep e não oferece tração 4x4. Seu forte é o asfalto.
CHICOLELIS
E
le é "parente" distante da velha e boa Rural Willys, que foi sucesso entre nós nos anos 60/70, e chega agora ao mercado brasileiro cheio de componentes com os quais ela jamais sonhou. É o Jeep Compass, produzido em Illinois, EUA, que vem custando R$ 99.900, em uma única versão com motor 2.0 l, 16 V, de 156 cv, transmissão automática, ABS, ESP (controle eletrônico de estabilidade) e Controle de Tração (em qualquer velocidade). Mas não espere nenhum "aventureiro". A sua tração é dianteira e a fábrica mesmo anuncia o seu "grande apelo jovem e urbano". Ou seja, é confortável para a cidade e sua atuação no fora de estrada é só para situações "leves". Usa gasolina e consome, segundo a Chrysler, um litro a cada 9,8 km na cidade; e a cada 16,4 km na estrada, resultando média de 13,2 km/l. Usa rodas de alumínio de 17 polegadas e pneus 215/60 R17. Em compensação, o Compass oferece um bom nível de proteção aos seus ocupantes com seis air bags, incluindo os de cortina que cobrem bancos dianteiros e traseiros, garan-
tindo oito pontos de proteção. Além disso, conectividade é o que não falta no Jeep. Além da disqueteira integrada no painel para seis CDs, compatível com MP3/WMA e DVD, oferece entradas auxiliar e USB 2.0, com controle total de iPod, iPad e iPhone e, claro, sistema Bluetooth Uconnect com comando de voz. O destaque para o câmbio fica por conta da segunda geração de CVT da Chrysler, que oferece respostas agradáveis com maior controle. A transmissão tem Autostick, que simula seis velocidades, para trocas manuais. Se usado normalmente, ou seja, longe da poeira, o CVT2 não requer trocas de fluido, reduzindo o custo de manutenção. O veículo tem 4.448 mm de comprimento, 1.812 mm de largura (sem os espelhos retrovisores) e 1.718 mm de altura (incluindo os racks de teto). Ele carrega alarme, ar-condicionado automático, faróis com regulagem de altura e pontos de ancoragem para cadeiras infantis (Latch/Isofix). A meta da Chrysler para 2012 é crescer mais de 100% em suas vendas, partindo das 5.500 unidades vendidas em
2011 para 12 mil neste ano. Para isso, além do Compass e do Wrangler, este com um novo motor, a empresa trará, ainda neste primeiro semestre, outros quatro modelos com as volstas da picape RAM e do sedan 300C (que saíram do mercado há dois anos), do Dodge Durango (SUV) e do Grand Cherokee. E a rede de concessionários também crescerá, de 30 para 50, até o final do ano. Andando - No teste de estrada, o Compass mostra conforto para sentar, excelente arcondicionado, rodar macio e bons freios. Mas o motor deixa um pouco a desejar. Nos trechos em que a Rodovia Castelo Branco apresentava subidas, os seus 156 cv demoravam para responder. Era necessário, sempre, usar a troca manual de marchas. Nas partes planas da estrada, porém, surpreendia pelo silêncio interno. Mas, como diz a própria fábrica, ele é um carro de características urbanas. Então, é só esquecer esportividade, "on" e "off-road". O diretor comercial da marca, Luiz Tambor, lembra que este não é o único veículo neste segmento no Brasil que só ofe-
rece uma aparência de veículo fora de estrada, sem o ser. "Nós pensamos em aumentar a nossa oferta de produtos para crescer no mercado", diz ele. Wrangler - Quando se avista um Wrangler, a sensação é de que dentro daquele "jipão" o ambiente vai ser muito desconfortável, com bancos duros, pouco espaço para as pernas dos mais altos (acontece um pouco na versão duas portas, na traseira), câmbio duro, direção também. Enfim, um sufoco. Daí, abre-se a porta e a primeira visão do interior surpreende, com um painel elegante, um bom som e transmissão automática. Bate-se na partida e as boas sensações aumentam, com o ar-condicionado potente, a direção hidráulica gentil. O pé direito aciona o acelerador e surge a maior das surpresas: 0 a 100 km/h em apenas 8,6 segundos. Também, pudera, o novo motor Pentastar V6, 3.6 l, tem 284 cavalos, 40% mais do que a versão anterior, com "apenas" 199 cavalinhos. Tudo isso e ainda, segundo a fábrica, é capaz de fazer até 9 km/l de média estrada/urbano. Não é comum o usuário do
Wrangler, ou qualquer outro modelo 4x4, usá-lo na categoria off-road. Mas, se o fizer, terá ainda mais surpresas. Ele vence facilmente grandes desafios com sua tração 4x4 e reduzida. Nas descidas, o controle eletrônico garante um trajeto tranquilo, sem estresse nenhum. É acionar o botão, embicar o carro na direção desejada, dar um leve toque no freio e lá vai o Wrangler descendo vagarosa e seguramente. Os modelos custam R$ 129.900 (o Sport, com duas portas, mais indicado para aventureiros) e R$ 139.900 (o Unlimited Sport, com quatro portas, muito espaço para os ocupantes e bagagens). Ambos são vendidos com capota rígida removível e também com capota de lona – assim, você pode andar num verdadeiro Jeep, conversível ainda por cima. No item segurança, ABS e air bags dianteiros, controle de tração, barra anticapotamento (também conhecida por Santo Antônio). Destaque também para o silêncio no interior do modelo, melhor que muito automóvel. Enfim, um "monstrengo" com coração gentil.
IMPRESSÕES Divulgação
Perua urbana com jeitinho aventureiro Station wagon da Volkswagen com visual aventureiro agrada mais pelo conforto, principalmente no asfalto
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iscretamente vestida para o "off-road light", a nova versão aventureira da Space Fox, lançada no final do ano passado pela Volkswagen, a Space Cross, é silenciosa, confortável e estável nas vias urbanas e em trechos de terra bem cuidados. Testamos o modelo com câmbio manual. Mil e duzentos quilômetros depois, a sensação é que, apesar de a rígida suspensão ser 33 milímetros mais alta na dianteira e 35 mm na traseira, as rodas de liga leve aro 15 e os pneus 205/55 R15 de uso misto mais altos e largos que os comuns ajudam a oferecer segurança ao condutor. A perua da VW, batizada pela empresa de sportvan, é a mais cara entre os concorrentes da categoria. Com câmbio manual,
parte de R$ 57.990 e com câmbio automatizado, a linha I-Motion, de R$ 60.690. O Fiat Palio Weekend Adventure 1.8 começa em R$ 54.850 e o Peugeot 207 SW Escapade 1.6 tem preço inicial de R$ 46.690. Como os concorrentes, a Space Cross tem itens normalmente opcionais que são de série. No modelo básico, o VW sai da concessionária com computador de bordo, arcondicionado, direção hidráulica, trio elétrico, luzes de leitura, ABS, air bag duplo, sensor de chuva e de crepúsculo, faróis de neblina, rodas de liga leve, sensor de estacionamento e chave tipo canivete, entre outros. Novas tecnologias são sempre interessantes. O sensor de crepúsculo, por exemplo, acende os faróis automaticamente
na redução de luminosidade natural. Quando o carro entra na garagem todos que estão dentro do carro ficam esperando as luzes acenderem. Asim como ficam prestando atenção no movimento dos limpadores de para-brisa que são acionados automaticamente quando há presença de água no vidro dianteiro. O sensor também aumenta e diminui a velocidade dos limpadores de acordo com o volume de água. As crianças se divertem. Elas também gostam das mesinhas de lanche instaladas atrás dos bancos dianteiros. Entre os opcionais estão coluna de direção regulável em altura e profundidade (R$ 390), sistema de áudio com USB/Bluetooth/SD/Ipod (R$ 460), revestim e n to s i n te r n o s e m co u ro (R$ 1.720) e pinturas metálica ou perolizada que acrescentam, respectivamente, R$ 1.040 e R$ 1.550 ao pedido.
Batizada pela VW como sportvan, apesar de não ser off-road, Space Cross carrega detalhes, em seu visual, que reforçam a esportividade
O visual, apesar da discrição, tem vários itens que reforçam a esportividade. Faróis com máscara negra e de neblina, parachoque dianteiro com spoiler integrado, para-choque traseiro com detalhes cinza e nome do modelo, saias e frisos laterais com mesma identificação, lanternas traseiras escurecidas e barras longitudinais no teto. Por dentro – No interior, além do porta-malas de 430 li-
tros, que chega a 527 litros com banco traseiro rebatido, a versão aventureira tem soleira com identificação do modelo, bancos com tecido Malharia Sound, pedais com acabamento em alumínio e alavanca de câmbio com a inscrição "Cross". Sob o capô – O motor é o mesmo da Space Fox: 1.6 VHT Total Flex com 101 cv com gasolina e 104 cv quando abastecido com etanol. Com isso, o carro pode
atingir 177 km/h e vai de 0 a 100 km/h em 11,5 segundos na versão manual com etanol e em 12 segundos na versão I-Motion também com etanol. O torque máximo (15,6 mkgf com etanol) surge a poucos 2.500 rpm. Não é preciso trocar marchas constantemente para manter o motor pleno. Característica dos veículos da Volkswagen, o câmbio MQ 200 do Space Cross tem engates precisos e suaves. Mário Tonocchi
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urismo
Na terra dos Beatles
A inglesa Liverpool, cidade natal dos quatro rapazes que lá deixaram sua marca há 50 anos, vive em torno da beatlemania. Das lojas aos museus, tudo remete à banda.
Fotos: Luiz Octavio de Lima
Luiz Octavio de Lima
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or sete séculos, a cidade inglesa de Liverpool organizou sua vida social e econômica em torno do movimentado porto, no estuário do Rio Mersey, que chegou a ser o mais importante do Reino Unido. Há 50 anos, porém, com o lançamento do single Love Me Do, a localidade foi sacudida por um impacto que a deixaria associada para sempre à saga do rock n’roll: nascidos ali, os Beatles tornavam-se um fenômeno global, em sua formação definitiva, com John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e o último a embarcar na banda, Ringo Starr, substituindo o baterista original Pete Best. Os quatro rapazes de Liverpool ganharam o mundo, mas deixaram marcas eternas na cidade natal, que hoje movimenta grande parte de seu comércio e tem suas principais atrações turísticas ligadas à beatlemania. Por onde quer que se ande, nas avenidas, nas vitrinas, nas galerias de arte e até em prédios públicos, os Beatles estão lá. Quem chega à cidade por avião já toma contato com o tema ao pousar. Afinal, o Aeroporto Internacional John Lennon é um de seus portões de entrada e mostra no principal acesso um vistoso submarino amarelo, inspirado no desenho animado de 1968. Não é difícil ao visitante cobrir a trajetória de seus ídolos no espaço de um dia ou dois. Os principais atrativos encontram-se na região central, que pode ser facilmente percorrida a pé. O passeio deve começar pela boêmia Matthew Street, eternamente enfeitada com faixas que a definem como "o berço dos Beatles". Na verdade, ali também começaram outras bandas de sucesso nos anos 1960, como The Hollies, The Merseybeats e Gerry & the Pacemakers. Mas nenhum grupo foi capaz de superar a popularidade daqueles que lotavam, noite após noite, o lendário Cavern
No Beatles Story, um mergulho na trajetória do grupo, com objetos autênticos em 40 salas.
Club, ponto central do lugar. Situado abaixo do nível da rua, o espaço continua a receber estrelas do rock ainda hoje e promove revivals com bandas de cover que apresentam suas versões para Help, Yesterday e outros hits. O próprio McCartney voltou lá para um
show em 1999, levando ao delírio de beatlemaníacos vindos de toda parte. Na fachada do Cavern, é impossível resistir a uma foto ao lado da estátua de John Lennon, em tamanho natural. Ainda nas imediações da Matthew Street, ficam a Beatles
Shop – onde se pode garimpar gravações raras da banda, pôsteres, camisetas e utensílios caseiros com imagens psicodélicas do quarteto – e a Beatles Gallery, misto de loja de souvenirs e galeria de arte, com retratos, esculturas e vestuário original do quarteto.
Museu – Além de passar por inúmeros restaurantes, hotéis e mercados que exibem referências aos músicos, o visitante pode empreender no belíssimo Beatles Story, às margens do Mersey, um mergulho na trajetória do grupo. Longe de conter peças empoeiradas, o
museu mescla objetos autênticos e recursos multimídia para reviver, em quase 40 salas, a magia que alimenta milhões de seguidores fiéis até hoje. O próprio espaço do Cavern é recriado, assim como os estúdios de gravação e o interior do avião da Pan Am que os levou à primeira "invasão" da América, em 1964. Os fãs da banda não vão resistir a uma foto diante da sala branca com o piano, cenário do clipe de Imagine em 1971. Ou diante do painel que reproduz a capa do álbum Sargent Pepper’s, como se fizessem parte do grupo de celebridades ali reunido. Um ator caracterizado como o personagem-título do disco, aliás, com seu uniforme azul, é quem dá as boas-vindas aos visitantes do museu. Vale dar uma passada na lojinha e no café temático do subsolo. Próximo à saída do Beatles Story é possível pegar o Magical Mystery Bus e fazer um tour guiado pelas ruas, parques (como Strawberry Field) e escolas onde cresceram os garotos de Liverpool. Na confortável casa dos tios que criaram John Lennon, em plena Penny Lane, uma placa indica o período em que ele viveu ali – honraria concedida no país apenas a quem se mantém célebre 20 anos após sua morte. A casa de Paul, a poucas quadras, traz uma indicação não-oficial. Já a da família de George Harrison impressiona pela simplicidade: tinha apenas dois quartos para abrigar pai, mãe e quatro filhos, e o único banheiro ficava no quintal dos fundos.
Veja vídeos dos Beatles em Liverpool no www.dcomercio.com.br
RAIO X COMO CHEGAR De avião, São Paulo-Londres, voos diretos pela TAM (www.tam.com.br) e a British Airways (www.britishairways.com). A partir de R$ 1.779 e R$ 2.415 ida-e-volta (classe econômica), respectivamente. Por trem, partindo da Euston Station, na capital inglesa, pela Virgin, leva-se pouco mais de duas horas até a Lime Street Station, no centro de Liverpool.
De R$ 100 (tarifa promocional) a R$ 300 (primeira classe) cada bilhete. ONDE DORMIR Holiday Inn John Lennon: Speke Hall Avenue, 1, www.hiexpress.com. Diárias a partir de R$ 131. Crowne Plaza John Lennon: Liverpool Airport Speke Aerodrome, www.ichotelsgroup.com. Diárias a partir de R$ 184. Hard Days’ Night: Central Buildings,
North John Street, www.harddaysnighthotel.com/. Diárias a partir de R$ 284. PACOTES A empresa Golden Tours (tel. 0844/ 880-5050, www.goldentours.com) oferece pacotes que incluem bilhetes de trem Londres-Liverpool-Londres, entradas para o Beatles Story e passeio guiado no Magical Mystery Bus a cerca de R$ 300 por pessoa.
Acima, o lendário Cavern Club, fachada de um restaurante e a entrada para o Strawberry Field; abaixo, a casa onde John Lennon passou a infância, o vistoso submarino amarelo no Aeroporto Internacional John Lennon, o ônibus Magical Mystery Tour, que faz roteiro temático na cidade, e uma das lojas de souvenirs na Matthew Street.
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Fotos: João Caldas/Divulgação
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cultura
Família Addams canta e dança em Sampa Sérgio Roveri
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ucessivas gerações, ao longo das últimas décadas, aprenderam a conviver com a graça, por vezes macabra, de um casal formado por uma mulher de beleza estranha, que esconde seu corpo delgado dentro de um vestido roxo com as extremidades rasgadas, e por um homem bonachão e bem intencionado, que cultiva ideias otimistas em uma cabeça besuntada de brilhantina. Moradores de um casarão com arquitetura sombria, este casal, Morticia e Gomez, são os chefes de uma família esquisitíssima que poderia assustar os desavisados não fosse o fato de que, por trás de tanta bizarrice, bate um coração generoso em cada um dos integrantes deste clã. Criada pelo cartunista americano Charles Addams no início dos anos de 1930, a Família Addams mudou de endereço várias vezes: eles nasceram nos quadrinhos, passaram pela televisão e o cinema e, nos últimos tempos, desembarcaram no teatro, resgatados que foram pelo musical A Família Addams. Menos de dois anos após a estreia na Broadway, esta superprodução ganha versão nacional, com os atores Marisa Orth e Daniel Boaventura à frente de um grande elenco. O espetáculo, em cartaz a partir desta sexta (2) no Teatro Abril, é a primeira montagem da Família fora dos Estados Unidos. "Toda mulher tem um pouco de Morticia Addams, com aquela autoconfiança incrível", diz a atriz Marisa Orth. "Interpretá-la é uma experiência maravilhosa. Algumas atrizes sonham em fazer a Julieta. Eu não, sempre quis fazer a Morticia, com seu ar misterioso, sarcástico e sensual." O musical, mais uma produção da empresa Time For Fun (a mesma de O Fantasma da Ópera, Cats e Mamma Mia!), teve seus diálogos e canções vertidos para o português
por Cláudio Botelho. O elenco traz ainda outros nomes de peso dos musicais brasileiros, entre eles Sara Sarres (que irá alternar com Marisa no papel de Morticia), Paula Capovilla, que no ano passado viveu Evita Peron no espetáculo Evita!, e Wellington Nogueira, um dos criadores do grupo Doutores da Alegria. Jerry Zaks assina a direção do espetáculo e MaryMitchell Campbell responde pela parte musical. Segundo dados da produção, a montagem de A Família Addams na Broadway faturou mais de U$ 60 milhões. O enredo do musical é a prova de que os Addams enfrentam todos os percalços de uma família normal. Apontada como a última princesa das trevas, Wandinha Addams (a filha mimada de Morticia e Gomez, papel da atriz Laura Lobo) se apaixona por um rapaz espertalhão e de família convencional. Desconfiada de que a mãe não irá aprovar este romance interrracial, a garota tentará fazer do pai seu grande aliado. Pela primeira vez na vida, Gomez, no intuito de ajudar a filha, se verá obrigado a esconder um segredo da esposa. O clímax do espetáculo, uma situação que traz semelhanças com o que ocorre em outro musical de sucesso, A Gaiola das Loucas, se dá quando os Addams recebem para um jantar o namorado de Wandinha, que vem acompanhado da família careta. "A riqueza cultural que esse musical proporciona é única", diz Daniel Boaventura. "As referências dos quadrinhos, dos desenhos, da série e dos filmes fazem parte de quase cem anos de história."
Rafael Koch Rossi/Divulgação
Rafael Koch Rossi/Divulgação
Marisa Orth e Daniel Boaventura (no alto) cantam e dançam à frente de um grande elenco, que traz a São Paulo, em forma de musical, as aventuras da sombria (e divertida) Família Addams. Orth, como a matriarca Mortícia, é o símbolo dos princípios dos Addams, cujo dia-adia é temperado pelo sadismo e pela doçura. É a primeira vez que o musical ganha montagem fora dos EUA.
A Família Addams. Sexta (2), Teatro Abril. Avenida Brigadeiro Luis Antonio, 411. Tel.: 4003-5588. Quinta e sexta. 21h. Sábado. 17h e 21h. Domingo. 16h e 20h. R$ 70 a R$ 230.
Uma fábula sobre a guerra da vida A
história do garoto russo Ivan Mishukov reúne todos os ingredientes de uma fábula assustadora. Em 1996, cansado da violência doméstica – era espancado pelo padrasto e pela mãe alcoólatra – Ivan fugiu de casa, sozinho, para enfrentar as ruas geladas de Moscou. Tinha quatro anos. Mendigou por comida e abrigo durante várias semanas até que começou a compartilhar os restos de alimentos que recolhia no lixo dos restaurantes com uma matilha de cachorros. Em troca da comida, os cachorros passaram a protegê-lo e fizeram dele o líder do grupo. Esta situação se estendeu por dois anos. Quando foi capturado pela polícia para ser conduzido a um orfanato, o garoto latia e mordia como seus companheiros caninos. Este episódio que fez do pequeno Ivan uma espécie de
Leia mais nesta edição: estreia o filme Drive; Chico Buarque no roteiro de espetáculos da Cidade; gastronomia: sadubas; contos do japonês Kenzaburo Oe; fotografia: mostra de grifes.
Mogli contemporâneo foi resgatado pela dramaturga inglesa Hattie Naylor no monólogo Ivan e os Cachorros, que entra em cartaz nesta sexta (2), no Teatro da Cultura Inglesa de Pinheiros. Naylor escreveu o texto para a emissora de rádio BBC4, que o transmitiu em novembro de 2009. O impacto foi tão grande que, em pouquíssimo tempo, a obra ganharia os palcos de Londres e Nova York. A montagem paulistana, dirigida por Fernando Villar, traz no elenco o ator Eduardo Mosrri, em uma interpretação convincente que ganha ainda mais peso com a utilização em cena de desenhos, pinturas e efeitos
visuais que transportam o espectador para os becos frios de Moscou onde o menino viveu por dois anos. Em tempo: levado ao orfanato e depois matriculado em uma escola, o pequeno Ivan Mishukov reaprendeu a viver em sociedade. Porém, como a peça mostra, ele ainda tem sonhos recorrentes com cachorros. (SR) Ivan e os Cachorros. Sexta (2). Teatro Cultura Inglesa de Pinheiros. Rua Deputado Lacerda Franco, 333. Tel.: 3814-0100. Sábados e domingos. 20h. R$ 20.
Diego Bresani/ Divulgação
Diego Bresani/Divulgação
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cultura
Fotos: Imagem Filmes/Divulgação
Nada de conversa. Ele só dirige. Ryan Gosling, ignorado pelo Oscar, esbanja talento. Lúcia Helena de Camargo
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yan Gosling começou na carreira de ator aos 13 anos, participando do Clube do Mickey. Hoje, o ator canadense de 31 anos tem feito papéis bem menos inocentes. Apontado como uma das grandes injustiças na premiação da Academia de Hollywood este ano, ele não recebeu sequer uma indicação ao Oscar, mesmo atuando em dois filmes consistentes. É corpo e alma do drama político Tudo pelo Poder (The Ides of March, 2011), dirigido por George Clooney. Ganhou o Globo de Ouro por essa atuação. E protagoniza Drive, que estreia no Brasil nesta sexta (2). O filme chegou a ser indicado apenas para o prêmio de Melhor Edição de Som, perdendo para A Invenção de Hugo Cabret. Sob a direção de Nicolas Winding Refn, Gosling vive o funcionário de uma oficina mecânica que trabalha também como dublê de motorista em produções cinematográficas rodadas em Los Angeles. E ainda encontra tempo para executar "bicos", dirigindo carros para assaltantes em fuga. "Você tem cinco minutos. Se demorar mais do
que isso, está por sua conta e risco", diz aos que solicitam seus serviços. Seu personagem não tem nome. O tempo todo com um palito no canto da boca e usando uma jaqueta branca com a imagem de um escorpião nas costas, ele segue no cotidiano pouco monótono mantendo o ar blasê. Surge uma atração entre ele e sua vizinha Irene (Carey Mulligan, de Educação). A moça tem um filho pequeno e seu marido, Standard (Oscar Isaac), está prestes a sair da prisão. Quando é solto e retorna à casa, a complicação está armada. Mas não exatamente aquilo que se
espera, na base da vingança do expresidiário contra o homem que teve um caso com sua mulher. São outros os problemas. O ritmo do longa então começa a pulsar em uma frequência mais alta. Há tiros, sangue e perseguições de carros que deleitam os fãs desse tipo de sequência. Claro. Não poderiam faltar tais cenas em um filme chamado Drive. Curiosamente, não foi intitulado "Driver", que seria a qualificação do motorista, personagem que concentra a ação. O roteiro foi escrito por Hossein Amini, adaptado a partir do
romance de mesmo nome de James Sallis. Em alguns momentos, o longa lembra Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, pela violência despejada de maneira trivial e o dia-a-dia patético que se desenvolve ao redor dela, como o assassinato sob o menu da lanchonete que vende pizza individual a US$ 5,95 a fatia. Sociopata ou somente dotado de muito sangue frio, o dublê de motorista, lacônico e determinado, continua seu trabalho, ignorando os espirros de sangue. Entre os coadjuvantes, destaque para a bela Christina Hendricks (a
Panorama da produção indiana contemporânea Divulgação
Drive (2011, EUA, 109 minutos). Direção: Nicolas Winding Refn. Com Ryan Gosling e Carey Mulligan.
O vampiro que curte um batonzinho. E Billi Pig, o porco falante. adora os filmes da saga Q uem C repúsculo vai odiar A Saga
Kannada (do estado Karnataka). Nesta sexta (2), às 20h, o destaque é o longa Just Another Love Story, dirigido por Kaushik Ganguly em 2010, no qual Chapal Bahdum, homossexual famoso pelos personagens femininos que interpretou na década de 1970, vive um saudosista de seu passado glamouroso. A programação de sábado (3), começa às 15h com Dança da Vida (Aadum Koothu), de TV Chandran. Manimekhala, uma jovem universitária, tem visões sobre um estranho filme sempre que utiliza seu bracelete.
Divulgação
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omo parte da exposição Índia, o Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (CCBB-SP) traz, até o dia 11, a mostra Bhava: Universo do Cinema Indiano. Iniciada na última quarta (29), a programação conta com 19 filmes, todos no formato 35 mm. O nome escolhido para o evento, Bhava, significa "emoção" em sânscrito. Segundo Ananda Jyothi e Carina Bini, responsáveis pela curadoria, o objetivo é trazer o cinema indiano atual. "Selecionamos os filmes através de um apanhado de produções premiadas, tanto dentro da Índia quanto no exterior. Uma das grandes fontes foi o Festival de Cinema de Goa", relatou Carina ao DC. "Queremos mostrar o lado social da cultura indiana hoje. Há filmes sobre homossexualismo, preconceitos e outras questões do mundo contemporâneo." A seleção procura também, de acordo com as curadoras, desmistificar a ideia do espectador brasileiro de que cinema indiano é somente Bollywood (responsável por 30% da produção total da Índia). A diversidade está representada no cinema de diversas regiões. Há o Marathi (do estado Maharashtra), Malayalam (de Kerala), Telugu (de Andhra Pradesh), Tamil (do estado Tamil Nadu), Híndi (norte do país), Bengali (do estado Bengal) e
secretária-chefe do seriado Mad Men), que faz uma breve, mas significativa participação. Atualmente, Rosling filma Only God Forgives, cujo lançamento está previsto para 2013. Ele encarna um mafioso que se exila na Tailândia e é contratado pela mãe (Kristin Scott Thomas) para matar o assassino de seu irmão. A julgar pelo empenho e antecedentes do ator, será difícil para o Oscar ignorá-lo dessa vez.
E no domingo (4), às 17h, a atração é Dharm, do diretor Bhavna Talwar. Um dos filmes mais representativos do panorama, narra a história de Pandit Chaturvedi, sacerdote Brahmani que adota uma criança abandonada. Porém, ao descobrir depois a origem mulçumana da criança, o sacerdote a devolve. E busca a purificação que acredita ter perdido. Tempos depois a criança volta, buscando refúgio dos confrontos entre hindus e mulçumanos. Pandit então se vê obrigado a rever as intolerâncias de sua crença. Na quarta (7) haverá o debate O Cinema Indiano e Caminhos de Co-produção com o Brasil , com a participação de Ananda Jyothi, Ibira Machado e Jom Tob Azulay, cineasta que assumiu, de 2002 a 2007, a direção de relações internacionais da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e, em 2010, foi enviado para a Embaixada do Brasil em Nova Delhi para uma missão especial na área de cinema. Após o debate, nova exibição de Mais uma História de Amor. E por ser o Dia Internacional da
Mulher na quinta (8), nos dias 8, 9 e 10 será exibido um panorama dedicado à filmografia de mulheres cineastas da Índia. Entre os filmes, Quatro Mulheres (Naalu Pennungal), de Adoor Gopalakrishnan, exibido às 20h30 da quinta (8). Produzido em 2007, é uma adaptação de quatro contos do autor Thakazhi Sivasankara Pillai, que narra as estórias de quatro mulheres com diferentes experiências de vida, mas que possuem em comum a luta entre os desejos pessoais de felicidade e a necessidade de corresponder às expectativas da família e da sociedade. Na sexta (9), às 17h, será exibido Sringaram (acima), que narra a história de Devadasi, dançarina de um templo que busca sua identidade. E no sábado (10) a homenagem às mulheres continua com Salam Bombay às 15h; Kalamandalam Gopi às 17h30; Haat: O Bazar Semanal às 18h30 e Dharm às 20h30. No domingo (11), destaque para Cidade da Seda (Kanchivaram, à esquerda), às 19h. CCBB. Rua Álvares Penteado, 112. Centro. Tel.: 3113-3651. R$ 4.
Gosling em cena de Drive, dirigindo seu Impala prateado (carro escolhido por ser comum à época da ambientação em Los Angeles); na oficina mecânica e com Irene, a vizinha cujo marido está na cadeia. Este ano ignorado pelo Oscar, ele chegou a ser indicado ao prêmio de Melhor Ator em 2006, pelo trabalho em Half Nelson. Perdeu para Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia).
Molusco - Anoitecer (Break ing Wind, 2011, EUA, 82 minutos), sátira dirigida por Craig Moss que traz no elenco Heather Ann Davis, Frank Pancheco e Eric Callero. A comédia (foto) usa os mesmos nomes do original: há Bella, Edward e Jacob, que aqui é um lobisomem gorducho. Bella espera ansiosamente seu casamento com Edward e uma possível gravidez. Edward, com trejeitos efeminados, retoca a maquiagem em público. Já o lobisomem, em vez dos atos heroicos e virilidade de seu inspirador, usa a energia para consumir grandes quantidades de sanduíches, batatas fritas milk-shakes. A distribuidora Playar te lança o longa no País em 220 cópias dubladas e legendadas. Chega aos cinemas também Playarte/Divulgação Poder sem Limites (Chronicle, Reino Unido/EUA, 83 minutos), criado e contado sob a perspectiva de um garoto de 17 anos. No estilo câmera na mão, ele mostra como três adolescentes comuns, repentinamente passam a ter superpoderes. E como vão lidar com isso. Direção de Josh Trank.
Cairo 678 (Cairo, 2011, Egito, 100 minutos), dirigido por Mohamed Diab, mostra a dona de casa Fayza (Boshra), que não consegue evitar o assédio diário no ônibus. Do outro lado da cidade vive a rica Seba (Nelly Karim) que, após ser violentada passa a ensinar outras mulheres a se defender. Já Nelly (Nahed El Sebaï) vira alvo de todo o país ao se tornar a primeira egípcia a apresentar uma queixa na justiça por assédio sexual. O Porto (Le Havre, 2012 (Finlândia, França, Alemanha, 103 minutos), com direção de Aki Kaurismäki, traz Marcel Marx (André Wilms), escritor que se auto-exila na cidade portuária de Havre. Ali trabalha como engraxate e leva uma vida tranquila, até tudo mudar quando encontra uma criança negra vinda da África. E os apreciadores de comédia rasgada podem ver Billi Pig (Brasil, 2011, 111 minutos, abaixo), com Selton Mello e Grazi Massafera, e direção de José Eduardo Belmonte. A aspirante a atriz Marivalda (Grazi) e seu marido Wanderley (Selton), dão golpes para conseguir dinheiro. Lá pelas tantas o porco de brinquedo de Marivalda passa a falar e dar conselhos.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
sexta-feira, 2 de março de 2012
LAZER - 33
Ide Gomes/AE
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cultura
Corre-corre para ver Chico André Domingues
E
sta seria uma semana para se tentar consolar a multidão de amantes da MPB que ficou sem ingressos para a turnê Chico de Chico Buarque, estreada nesta quinta (1º). Há, inclusive, um bom roteiro de shows para isso (leia texto nesta página). O consolo, porém, ficou desnecessário, pois o compositor anunciou a abertura de seis datas extras no mês de abril. Melhor assim: o grande público que estava jururu por ficar sem Chico, não só pode assistir a outros espetáculos excelentes neste final de semana, como também ganha a chance de assisti-lo em abril. A boa disposição mostrada por Chico ao estender por mais duas semanas a temporada paulistana é
sinal claro do momento feliz que está vivendo no trabalho musical. O disco Chico, aliás, é um fruto típico dos novos tempos. Nele, as canções ficam longe do antigo desejo de resolver os problemas do mundo para simplesmente deixar viverem seus temas e seus personagens. É uma mudança tão relevante, que pode ser vista como consolidação de uma nova fase em sua longa carreira. Acontece que já no início, na distante metade dos anos de 1960, a crítica identificava sua intensa busca por uma arte que fosse além do desfrute estético e interferisse diretamente na realidade. Eram músicas e mais músicas que exaltavam o samba, o cantar, o violão, a banda como manifestações de uma força
revolucionária latente na cultura popular. Mesmo no período em que Chico começou a se afastar do showbiz, a característica permaneceu, sintomaticamente carregada de tons escuros, negativos, como em Sambando no Toró e A Foto da Capa. Nos últimos tempos, porém, o artista vem deixando de lado a problematização constante do papel social da música e se permitindo apenas cantar, brincar com as canções. O resultado tem sido ótimo, como se pode notar no disco Chico em Rubato, Sem Você 2 e Tipo um Baião, entre outras composições Fora as músicas do último disco, o restante do repertório dos shows segue o mesmo tom relaxado,
pouco ambicioso, refletindo interesses e gostos diversos do artista. Sua literatura, por exemplo, está representada por Velho Francisco, obra de 1987 que viria a ecoar profundamente em seu romance mais recente, Leite Derramado. Os trabalhos para teatro e cinema também aparecem com destaque, com Ana de Amsterdã (da peça Calabar), Geni e o Zepelim (da peça A Ópera do Malandro), Baioque (do filme Quando o Carnaval Chegar) e A Violeira (do filme Para Viver um Grande Amor). Chico também reserva no repertório duas homenagens ao mestre Tom Jobim: o bonito bolero Anos Dourados, parceria dos dois, e Tereza da Praia, primeiro sucesso
de Tom (ao lado de Billy Blanco), que será interpretada em dueto com o sensacional baterista Wilson das Neves. Em meio a canções tão diversas, sobra espaço, ainda, para uma rápida passagem pela clássica Cálice, um marco da canção política brasileira. A razão de estar no programa é a recente referência feita pelo rapper Criolo, repetida por Chico no palco: "Pai, afasta de mim a biqueira, pai/ Afasta de mim as biate, pai/ Afasta de mim a coqueine, pai/ Pois na quebrada escorre sangue". O evidente prazer no trabalho musical que Chico Buarque vem demonstrando no disco e na turnê Chico é, talvez, a melhor notícia para o seu público, sempre ansioso por ouvi-lo. O possível aumento da
frequência das suas aparições musicais já é, não só uma necessidade cultural, mas também de saúde. Afinal, convenhamos: a já tradicional corrida às bilheterias a cada anúncio de show de Chico fica bem mais adequada aos fãs de Justin Bieber do que aos seus pais e avôs. Chico Buarque - Chico. HSBC Brasil. Rua Bragança Paulista, 1281. Tel.: 4003.1212. De 1º a 25 de março (quintas, às 21h30; sextas e sábados, às 22h; domingos, às 18h30). Ingressos: esgotados. Datas extras: 30 e 31 de março; 1, 6, 7 e 8 de abril. R$ 120 a R$ 320.
Fotos: Arquivo DC
Roteiro de espetáculos em SP A
fora a aguardada apresentação de Chico Buarque, o roteiro de shows desta semana está recheado de boas atrações. E nisso, vale dizer, deve bastante ao empenho da rede Sesc. Na unidade do Belenzinho, o guitarrista Armandinho e o saxofonista Spok dão uma verdadeira aula de música instrumental, especialmente de frevo: o primeiro pela versão elétrica baiana e o segundo pela caudalosa tradição pernambucana. O Sesc Vila Mariana, por sua vez, traz dois ícones do rock paulista dos anos 80, Arnaldo Antunes e Edgar Scandurra, que , juntos ao malinês Toumani Diabaté, trazem um intercâmbio Brasil-África moderno, bem distante da habitual ênfase étnica. Já o Sesc Pinheiros recebe o histórico grupo vocal MPB4, que apresenta seu disco Todos os Palcos, dedicado ao sentimentalismo dos boleros, e ainda relembra seus antigos sucessos. O Sesc Santo Amaro,
Fabiana Cozza reinterpreta Elis: "É uma artista para ser espelhada".
Tributo a Elis no Dia da Mulher
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esmo com três filhos de Elis Regina no mercado, o Zimbo Trio, conjunto que a acompanhou na gloriosa fase do programa O Fino (exibido de 1965 a 1967, na TV Record), tem preferido a voz de Fabiana Cozza nas suas homenagens à saudosa "Pimentinha". Fabiana é paulista, é sambista, é mulata e tem um vozeirão que lembra mais uma Leny Andrade (para citar uma ilustre contemporânea) do que propriamente Elis. Há, porém, alguns outros elementos que as aproximam bastante. O principal deles é o cuidado cênico, a entrega completa à emotividade da canção, mas sem perder de vista a precisão musical. É essa íntima familiaridade que o público poderá assistir na próxima quinta feira (8), no primeiro show do Projeto Adoniran 2012, realizado no Memorial da América Latina, que presta tributo simultâneo aos 30 anos do falecimento de Elis e ao Dia Internacional da Mulher. Ao lado do Zimbo, Fabiana vai reinterpretar as faixas do disco O Fino do Fino, gravado
originalmente em 1965, com preciosidades como Zambi, Chegança e Esse Mundo É Meu. Como surgiu esse tributo a Elis Regina feito por você e o Zimbo Trio? Fabiana Cozza - O convite inicial veio há quatro anos, numa Virada Cultural, e foi uma honra para mim. Foi ali que eu tive mais contato com esse repertório. A surpresa do projeto foi os arranjos serem exatamente os mesmos em que a Elis cantava, o que duplicava o desafio, uma vez que o disco O Fino do Fino, por si só, já é uma obra difícil. Então, artisticamente falando, eu tinha de conseguir fazer as canções mais suingadas com o suingue e o balanço daquela época e buscar a melhor forma de chegar à emotividade das músicas românticas. E isso tudo sem fazer como a Elis fez - o que é impossível -, mas com a minha personalidade. Em que elementos você se sente mais próxima de Elis ? Fabiana-A Elis tinha o poder de transmitir as canções de uma maneira muito forte, a flor da pele, e sem perder a musicalidade. Isso me interessa muito. É uma joia rara!
Você vê novos rumos, ainda, para se explorar na obra da Elis? Fabiana - Não sei dizer. Muito já se falou sobre a Elis, mas talvez sempre tenha alguma coisa, ainda, para se descobrir. Eu gosto de ver a formação artística completa que ela teve, passando pelo teatro, pela consciência corporal... E, em se tratando de um show no Dia Internacional da Mulher, como você avalia a representatividade de Elis nas questões de gênero? Fabiana - Acho que ela teve uma importância política muito
grande com aquela forma contundente de falar sobre as coisas. Eu acredito que a escolha de repertorio é, também, um ato político, e ela sabia muito bem disso. Foi uma líder, uma mulher a ser não só respeitada, mas também espelhada. (AD)
por fim, tem Mônica Salmaso e seu grupo interpretando as bonitas faixas do disco Alma Brasileira. Fora da rede Sesc, Mônica também sobe ao palco do Auditório Ibirapuera para participar do show da banda Pitanga em Pé de Amora, que retoma o repertório de seu primeiro CD (batizado com o mesmo nome do conjunto) e experimenta um punhado de inéditas. Também fora da rede Sesc encontra-se um dos maiores destaques do final de semana: o espetáculo 80 Anos de João Gilberto, realizado no Instituto Itaú Cultural. Não, não se trata do famoso s h ow do baiano que encruou no ano passado, mas de um interessante tributo dividido pelo cantor Renato Braz, o clarinetista e saxofonista Proveta e o violonista Edson José Alves. São três nomes que, além de dignos da grandeza musical de João, têm a valiosa qualidade de não se afinar com seu estrelismo destrutivo. (AD)
Salmaso: Sesc Santo Amaro e Auditório Ibirapuera.
Zimbo Trio e Fabiana Cozza Memorial da América Latina. Auditório Simón Bolívar. Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664. Tel.: 4823-4600. Quinta (8). 21h. R$ 15.
Com Jair Rodrigues: tempos da parceria que ferveu no Fino, da TV Record.
Armandinho e Spok. Comedoria do Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000. Tel.: 2076-9700. Sexta (2); sábado (3). 21h30. R$ 32.
Mônica Salmaso Teatro Sesc Santo Amaro (Rua Amador Bueno, 505. Tel.: 5541-4000. Sexta (2). Sábado (3). 21h. R$ 20.
Arnaldo Antunes, Edgar Sacandurra e Toumani Diabaté. Teatro Sesc Vila Mariana. R Pelotas, 141. Tel.: 5080-3000. Sexta (2). Sábado (3). 21h. Domingo (4). 18h. R$ 32.
Pitanga em Pé de Amora. Auditório Ibirapuera. Parque do Ibirapuera. Portão 2. Tel.: 3629-1075. Domingo (4). 19h. R$ 20.
MPB4. Teatro Paulo Autran. Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195. Tel.: 3095-9400. Sábado (3). 21h. Domingo (4). 18h. R$ 24.
80 Anos de João Gilberto. Auditório Itaú Cultural. Av. Paulista, 149. Tel.: 2168-1777. Sexta (2). Sábado (3). Domingo (4). 20h. Grátis.
PEDRO E O LOBO, UM ENSAIO MUSICAL. TEATRO ANCHIETA. Em montagem para crianças, conta a história dos instrumentos, composta pelo russo Prokofiev. R. Doutor Vila Nova, 245. Tel.: 3234-3000. Sábados, 11h. R$ 8.
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sexta-feira, 2 de março de 2012
Tadeu Brunelli/Divulgação
Todos os Borgonha de Bill Nanson José Guilherme R. Ferreira
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cultura
Bagel, sandubas e outros lanches. Lúcia Helena de Camargo
A
rede Wraps, especializada em sanduíches feitos no pão folha, está com uma novidade no cardápio para os fãs de hambúrguer que querem controlar as calorias consumidas, a linha especial de bagel búrgueres. São seis receitas de hambúrguer light servido no pão bagel, acompanhado de molho artesanal, saladinha verde e uma batatas assadas. O combo, que vem com o smoothie do dia (ou outra bebida) e uma sobremesa light, custa R$ 39,90. As novas receitas foram criadas pela chef Carole Crema, consultora do grupo, que viajou aos Estados Unidos e concentrou sua pesquisa em hamburguerias e délis, principalmente de Nova York, onde o pão bagel – em formato de anel – é popular entre a colônia judaica. Os nomes dos sanduíches homenageiam outras cidades do mundo. Um dos mais populares, Zurique, é feito com cebolas caramelizadas, queijo emental derretido, no bagel integral com linhaça. O Tokyo leva molho teriaki e broto de feijão, sobre o bagel com gergelim; o Lyon tem molho de iogurte, mostarda e mel cream cheese; o Los Angeles contém pepino agridoce e queijo chedar. O Milão é feito com molho de tomate rústico e mussarela de búfala. E o Changai tem molho de mostarda, pimenta
chili, picles e mussarela. Se pedidos fora do combo, cada um custa R$ 32,90. Wraps. Shoppings Pátio Higienópolis, Morumbi, Villa-Lobos, Eldorado, Pátio Paulista, Vila Olímpia e Center 3. E loja no Itaim à Rua Horácio Lafer, 257. Tel.: 3881-4150. www.wraps.com.br Lanche depois da balada Outra lanchonete na Cidade que oferece grande variedade de sanduíches e pratos rápidos é a Milk & Mellow. Instalada em uma movimentada esquina da avenida Cidade Jardim desde sua inauguração, em 1977, se transformou em ponto de encontro antes de depois da balada, pois fica aberta todos os dias até 5h da madrugada. No ano passado, em setembro, ganhou uma filial na Granja Viana. O lanche ali é modular. Ou seja, você mesmo monta. Escolhe o pão – de hambúrger, de forma, ciabata, francês ou sírio – e depois os recheios: tradicional (R$ 9,30); calabresa (R$ 12,20); duploburger recheado com queijo (R$ 18,80); pepperoni (R$ 12,80), entre outros. E personaliza colocando um ou mais entre 18 ingredientes, como catupiry, salada, cebola frita, ovo frito. Qualquer que seja sua escolha, não deixe de pedir a ótima
maionese, que complementa bem qualquer pedido. Se preferir, vá de sanduíche montado, como tomate seco com queijo branco e rúcula (R$ 19,90), cheese salada (R$ 17,20, foto) ou bauru Milk & Mellow (R$ 17,50), de rosbife com queijo, pepino, tomate e alface. Se você não resiste a um doce, embarque nos waffles. Alguns recheios do menu: doce de leite e pêssego em calda; sorvete e duas coberturas; mel e cast a n h a s ; m a nteiga e geleia. Preços entre R$ 15 e R$ 20. E para beber, milk shakes em cinco sabores: chocolate, morango, creme, coco e flocos, com coberturas como castanhas, baunilha, Ovomaltine crocante, creme de avelã, amêndoas, frapê de coco, coffee shake, ice cream soda e vaca preta, servidos na versão mini (individual) ou para duas pessoas. Os preços ficam entre R$ 16,90 e R$ 23,90, conforme a cobertura escolhida.
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queles históricos monges beneditinos da Côte d’Or, que no ano de 910 deram início ao cultivo e manejo dos mais antigos vinhedos da Borgonha, certamente não imaginariam que suas terras fossem acabar nas mãos de tantos proprietários, cada um usando seu nome na garrafa, isso depois de a Revolução Francesa dar abrupto fim a um modelo engenhoso de agricultura. É esse mundo apaixonante dos mais de 1.200 climats da Borgonha – algumas áreas têm poucos metros de extensão – que Bill Nanson apresenta no recém-lançado guia The Fine Wines of Burgundy – o sexto da série da Fine Wine Editions, idealizada pelo crítico inglês Hugh Johnson, com fotografias de Jon Wyand. Bill Nanson, químico de profissão e São Vicente, patrono dos viticultores, sem nenhum passado no em uma adega da Borgonha. Foto de Jon Wyand mercado de vinhos, é especialista independente em vinhos da Borgonha, que região, que “saiu da letargia dos anos 80” para compra e degusta com verba do próprio bolso, entrar num novo círculo virtuoso onde pesam a como faz questão de destacar. As visitas anuais competição entre os viticultores e a redução do que há mais de 15 anos empreende às manejo químico dos vinhedos. As primeiras 70 propriedades da região faz de seu guia um páginas do guia, com informações históricas e documento atualizado sobre a viticultura da geológicas precisas, em prosa elegante, garantem a importância do livro. Mas é no perfil vivo de dezenas de proprietários – dos mais célebres aos mais caprichosos, do diretor do Domaine de la Romanée-Conti a Sylvain Pataille, de Marsannay-La-Côte – que encontramos a Borgonha diversificada florindo na sua cama oceânica milenar. P.S.: Os outros guias da Fine Wine Editions já exploraram as regiões vinícolas da Califórnia, da Toscana, de Bordeaux, da Rioja e da Champagne.
José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome)
Milk & Mellow. Avenida Cidade Jardim, 1085. Itaim Bibi. Tel.: 3168-4516. www.milkmellow.com.br
5 a seco, um fenômeno. No alto, Wrap Lyon, hambúrguer light no bagel com gergelim. Ao lado, beirute e bufê de almoço do Milk & Mellow. Abaixo, sanduíche de tomate seco.
No pão sírio e preferir um sanduíche mais suculento no pão sírio, as opções de beirutes do Milk & Mellow começam com composições simples como rosbife (R$ 24,10 o grande e R$ 19,20 o mini); filé mignon (R$ 35,90 e R$ 28,30), filé de frango (R$ 30,70 e R$ 24,10) e peru defumado (R$ 32,20 e R$ 25,60), todos com queijo, tomate, alface, maionese e orégano. E os beirutes especiais: Beirute Stan (R$ R$ 38,70 e R$ 30,50), feito com filé mignon, queijo, ovo, molho tártaro, alface, tomate e orégano. Beirute Ollie (R$ 33,10 e R$ 26,30): filé de frango, queijo, creme de milho, tomate e orégano.
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s lugares às mesas da lanchonete Milk & Mellow ficam concorridos também na hora do almoço, de segunda a sexta, das 11h30 às 15h e no sábado e domingo das 11h30 às 16h, chegando a ter fila de espera. A atração é o bufê. Você escolhe um grelhado e tem direito a saladas e pratos quentes, além de sobremesas, pelo preço fixo. Opções como picanha (R$ 45,60); filé de frango (R$ 41,70); filé mignon (R$ 44,70); salmão (R$ 45,60), entre outras. Somente o bufê de saladas com sobremesa sai por R$ 38,90. Entre os acompanhamentos, destaque para a cebola à milanesa.
Fotos: Mauro Holanda/Divulgação
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Almoço? Bufê.
Aquiles Rique Reis
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ão cinco jovens, Leo Bianchini, Pedro Altério, Pedro Viáfora, Tó Brandileone e Vinicius Calderoni. Violonistas, além de se revezarem no baixo, na bateria e na percussão, suas primeiras apresentações foram restritas. Mas suas músicas e shows foram parar nas redes sociais. Deu-se o estouro. Saíram das pequenas salas, destinadas aos iniciantes, e ganharam as grandes, privilégio dos consagrados. Impulsionados pelo energético boca a boca, consagraram-se como fenômeno musical. Vários predicados permitem o feito: muito ensaio e afinação, improvisar, vocalizar, compor, cantar bem e uma exuberante presença de palco, o que os torna modelos de cobiça para moças e ideais de genro para pais. O 5 a seco faz o novo sem precisar apregoar. Carregam em si a marca jovial dos que arriscam. São modernos porque assim são no dia a dia. Vestidos como qualquer jovem da idade deles, parecem-se com eles. Trabalham como se brincassem. Divertem-se enquanto realizam o sonho de serem artistas. Acostumados desde pequenos a ouvir boa música, trataram de mixar os sons da infância ao repertório que surgia à frente deles na medida em que cresciam e iam à luta. Suas composições refletem esse universo, e cada um trouxe o seu para o grupo. Letras de poética simples, harmonias e levadas suingadas, que embutem o que escutavam ontem e o que ouvem hoje, fazem suas músicas denotarem a certeza sublime de que a música brasileira, graças a músicos como eles, revigora-se sempre mais. Dando continuidade ao pouco tempo de carreira desse grupo paulistano, acaba de ser
lançado o DVD 5 a seco ao vivo no Auditório Ibirapuera (Euforia Produções), que traz um making off do qual participam Dani Black e Ivan Lins, e um CD. Bem cuidado pelo diretor Rafael Gomes, o trabalho tem competente iluminação de Silvestre Jr. e Carol Autran, além de uma cenografia criativa, que inclui diversos varais de metal, daqueles onde se prendem roupas para secar. Em dois desses, no centro do palco, penduram-se os violões, baixos e guitarras; vários outros, na vertical, além de contribuírem para iluminar a cena, parecemse com pentagramas, posto que lâmpadas pequenas e arredondadas distribuídas entre as hastes sugerem notas semibreves. Belo efeito visual. Sem intromissões, as câmeras circundam o palco, expondo o que sentem os meninos músicos. Lotada, a platéia sacode com a apresentação de cada música, tanto quando os cinco estão juntos quanto quando se dividem em duplas ou em trios. A alegria voa solta. A gargalhada vem fácil. O aplauso, generoso. À entrada de cada um dos convidados especiais, Maria Gadú, Lenine e Chico César, o teatro pega fogo. E eles arrasam, com interpretações convincentes, e dão ao show um acréscimo de combustível digno dos anfitriões. De resto, os dois Pedros, mais o Tó, o Vinicius e o Leo se mostram artistas prontos. Ainda têm muito a aprender, é claro, mas se hoje já são o que são, crescendo eles serão mais um gigante na música popular brasileira. PS.: Descanse em paz, grande Peri Ribeiro. Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.
MÁRIO DE ANDRADE Viagens sonoras O crítico e pesquisador musical André Domingues começará na terça (6) o curso A Viagem de Mário de Andrade pelo Mundo dos Discos. Considerado o maior musicólogo brasileiro, Mário teve atuação fundamental na Semana de Arte Moderna. Sequência nos dias 13, 29 e 27. Centro Cultural Aúthos Pagano. Rua Thomé de Souza, 997. Tel.: 3836-4316. Grátis.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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A Essência do Vinho Carlos Celso Orcesi da Costa
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Essência do Vinho foi o óscar português, reunindo o creme da nata da vinicultura portuguesa, no Porto, entre 16 e 19 de fevereiro. O evento se realiza no imponente "Palácio da Bolsa", sede da Associação Comercial do Porto, prédio de 1842 em estilo neoclássico. Co-irmã! No grande salão térreo, sob a abóboda de ferro e vidro a 40 metros de altura, são dispostas as barracas de 300 produtores acessíveis ao público (foto), que paga ingresso em torno de E$ 16 (R$ 40), recebe um copo de cristal e com ele pode provar todos os vinhos da exposição, conversar com os vinicultores, interagir e... porque não dizer, passar da medida etílica recomendável. Nas quatro alas do palácio retangular abrem-se vários salões, todos belíssimos, Sala do Tribunal, Sala dos Retratos e o mais notável Salão Árabe (vale a pena acessar o Google) com estuques arabescos dourados do século XIX, aonde se realizou a prova super premium. De mais de 3.000 vinhos de 350 produtores, após pré-seleção da equipe da Revista Wine, um conjunto de jurados internacionais elegeu os top ten por tugueses. Tive a honra de participar do júri (foto) que, em provas cegas de 8 brancos, 31 tintos e 6 Porto, escolheu os seguintes campeões: CV - Curriculum Vitae 2 00 9, Douro, de Cristiano Van Zeller (tinto); Soalheiro 2010 Primeiras Vi-
nhas, Alvarinho (branco); e Warre's Vintage 2009 da casa Symington (porto). Tenho reservas sobre a precisão de tais provas. Se de 3 mil selecionaram 45, estamos falando de pouco mais de 1% dos melhores. Quando a nota mais baixa não será inferior a 17 e a maior em torno de 18,5, a escolha depende de sutilezas! São seis flights (ou passagens) de oito copos em duas horas. Mesmo cuspindo-os, nossa boca no começo (quando o olfato e o palato estão descansados) não é igual à do fim. Procurei ter mais atenção nas últimas passa-
gens, porém o fator-tempo dificulta; é preciso seguir o ritmo da manada. Em geral, nestas provas, os últimos raramente serão os primeiros. Há outras "nuanças de concurso" a que nem todos os jurados prestam atenção, p. ex. o olfato agressivo que prevalece sobre o nariz elegante do dia-a-dia. O que dizer dos taninos insones, recém nascidos, programados para durar 40 anos? A verdade é que, se nós jurados fizéssemos a me s ma prova no dia seguinte, misturando a ordem dos 31 tintos, a classificação seria outra.
Nada disso invalida o concurso e muito menos a feira porque o importante tem sido a promoção do vinho nacional. Cristiano Van Zeller terminou seu bem humorado discurso agradecendo aos jurados pela excelente escolha. Venceu sim, tanto quanto qualquer dos top-10 poderia ter vencido, por serem todos de altíssima categoria. Aliás o maior vencedor foi o público. Nas salas da Associação Comercial há provas comentadas (p. ex. Filipa Tomás da Costa e a "vertical de Moscatéis de Setubal Bacalhôa"), workshops (p. ex. Manuel Moreira e o painel "vinho
para refeições ligeiras", harmonizações: "ostras e Champagne Taittinger", "Vinho do Porto e chocolates"), degustações selecionadas (p. ex. Rui Falcão e os "10 vinhos mais exóticos de Portugal", Susana Esteban e "vinhos alentejanos"), wine games (p. ex. "distinga os aromas das principais castas portuguesas e ganhe prêmios"), um misto de entretenimento e aprendizado para todos os níveis (painel 1: "não percebo nada de vinhos"; painel 2: "loucos pela Touriga Nacional"). O sumo do mosto é o seguinte: estiveram presentes mais de 20 mil pessoas nos quatro
dias da feira. É preciso dizer algo mais? Fico em dúvida sobre quem mais merece o óscar. A começar pelos produtores divulgando seus rebentos! E porque não a ViniPor tugal, principal sponsor que nos guiou ao Alentejo, a Setubal e à feira? E o que dizer de Rui Falcão a descrever de modo elegante, no Guia de Vinhos 2012 de 550 páginas, os que de fato sobressaem. Produzir é bom, mas sem a galinha que cacareja seríamos todos patos. E o que dizer dos jovens de ambos os sexos que saem mais cedo do trabalho para degustar... até o último gole. E lembremos dos grandes restaurantes (DOP de Rui Paula, Shis, Mesa, Pedro Lemos, Yeatman, Buhle) produzindo em série para atender a curiosidade (ou fome) dos estrangeiros. Meu voto: por justiça o importante óscar de "melhor direção" vai entregue aos dois Nuno Guedes Vaz Pires e Nuno Botelho, diretores da revista "Wine - Essência do Vinho", pela organização do evento. Em verdade não há um único vencedor. Parodiando o marqueteiro de Bill Clinton cuja frase detonou a reeleição de Bush-pai, it's the economy stupid, frase que tem sido adaptada para os mais diversos fins, concluiríamos finalmente: é o conjunto estúpido. São vários e todos vencedores, inclusive sob o aspecto das vantagens econômicas do evento, pensado para ultrapassar as fronteiras geográficas. O creme da nata, o pastel de Belém, o vencedor do encontro foi o vinho de Portugal.
Cartas de um público poeta Universo das correspondências inspira bailarinos Vitor Vieira
Rita Alves
Renato Pompeu
E
is um livro do grande escritor japonês Kenzaburo Oe, que aos 77 anos é considerado o principal autor de seu país e que obteve o Prêmio Nobel em 1994, livro que jamais foi publicado no Japão, embora todos os seus textos tenham sido lá editados. Trata-se de 14 contos de Kenzaburo Oe , publicado pela Companhia das Letras. São contos escolhidos pela tradutora brasileira Leiko Gotoda, retirados da vasta coleção de histórias curtas de Oe. Assim, esse volume com esses 14 contos é específico do Brasil. E não poderia haver melhor escolha. Oe representa o que há de melhor na cultura japonesa contemporânea. Nascido em 1935 num remoto povoado da Ilha de Shikoku, descendente de samurais, Oe entrou para a escola no momento em que o Japão se envolvia na Segunda Guerra Mundial e tinha dez anos quando o lançamento pelos EUA das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki causou um profundo trauma em toda a população japonesa. A 15 de agosto de 1945, o imperador Hirohito, ao anunciar a rendição, explicou que, na verdade, não era um deus, como quase todos no Japão acreditavam. Oe lembrou, quando já era um escritor famoso, o abalo que sofreu na época, lembrando-se que o Japão nunca tinha perdido uma guerra e era considerado invencível por seu povo: "Já bem avançado aquele verão, nossos professores - que antes nos tinham ensinado que o imperador era um deus, nos tinham feito nos inclinarmos em reverência a seu retrato, e tinham pregado que os americanos não eram seres humanos, mas mais propriamente demônios ou animais - agora come-
çaram a dizer coisas que eram bem o contrário disso, e para falar a verdade fizeram a mudança de modo muito abrupto." O menino Oe ficou tão chocado que deixou de frequentar a escola durante algumas semanas, escondendo-se na floresta durante as horas de aula, para que a mãe viúva não percebesse que ele estava faltando às aulas. Depois de ter ficado doente por ter tomado chuvas sem abrigo na floresta, voltou a ir à escola. Aos 19 anos, em 1954, entrou para a Universidade de Tóquio, estudando ciência e matemática, mas logo se voltou para a literatura e se matriculou em literatura francesa. Ao mesmo tempo, militou contra o tratado de 1951 entre o Japão e os EUA, segundo o qual aquele país defenderia o Japão de qualquer ataque militar, e em troca manteria bases e tropas em território japonês, o que acontece até hoje. Já consagrado como grande autor por volta dos 25 anos, na passagem dos anos de 1950 para 1960, Oe se destacou no cenário cultural japonês por não se contentar em saudar a modernização e a prosperidade do Japão no pósguerra, como fazia a maioria dos autores, e sim por fazer todo um esforço para discutir mazelas do passado e lançar dúvidas sobre as maravilhas do presente. Em vários de seus livros, usou a experiência que teve na educação de seu filho deficiente, Hikari, para descrever crianças deficientes como símbolos do mal-estar entre a juventude japonesa. O primeiro livro com essas características, o romance Uma Questão Pessoal, foi publicado em 1964, e já foi editado em tradução pela Companhia das Letras. (Hikari ainda hoje mal conse-
gue falar, mas compõe música de câmara e só um seu CD vendeu um milhão de exemplares). Agora, a edição com os 14 contos é aberta com uma preciosa introdução de Artur Dapieve, que conclui, lembrando-se que Oe se considera "um anarquista que ama a democracia": "Como o próprio Kenzaburo Oe já proclamou, sua obra trata da dignidade dos seres humanos. Obra nascida da sua própria dignidade". Essa preocupação já aparece no primeiro conto da coletânea brasileira, originalmente publicado em 1957, quando, aos 22 anos, Oe ganhou o prêmio de contos num concurso universitário. Trata-se de O Armazém Zoológico, escrito como se fosse um ato de peça de teatro, um diálogo entre o zelador do armazém, a escriturária, o funcionário do circo e o estudante, justamente tendo como tema central a dignidade humana. A temática da dignidade humana atravessa todos os contos, até o último, o mais recente, de 1990, quando Oe tinha 55 anos, A Dor de uma História. Em parte conto, em parte um ensaio literário, nessa obra Oe discute profundamente também a dignidade da literatura, dando uma visão japonesa, entre outros assuntos, sobre a cultura ocidental. O conto é bem centrado na vida e obra do escritor francês Céline, que escreveu belos romances sobre a gente pobre de Paris, que na sua visão eram prejudicados por agiotas judeus. Céline aderiu ao nazifascismo, certo de que esse movimento salvaria os pobres, mas esse radicalismo abominável, a que foi levado por seu abominável antissemitismo, não tira a dignidade literária de sua obra, é o que parece dizer Oe.
chamou atenção é que na simplicidade das cartas se revelava um conteúdo poético, solitário e, às vezes, dramático." Outra característica que chamou a atenção dela foi o fato de a maioria das cartas não ter um tom pessimista. O desejo de transformação e esperança prevaleceram nas mensagens. Vanessa explica que durante o espetáculo as cartas não são lidas nem usadas em cena. "Construímos alguns perfis imaginários, de como e quem seriam as pessoas que as escreveram e refletimos sobre a ideia do indivíduo versus coletivo e das formas de comunicação atuais", diz. A ideia do espetáculo surgiu de pesquisas passadas feitas pela Cia. Fragmentos, especialmente sobre artistas confessionais. "Essas pesquisas anteriores nos mostraram um universo muito rico
A
partir das 16h desta sexta (2) até às 21h do próximo domingo (4), os ouvintes da Rádio Cultura FM (103,3) vão ter uma bela surpresa ao sintonizar a estação. Nesse período, a emissora transmitirá o Music Nation direto do Reino Unido. O festival é conhecido por reunir as mais importantes orquestras e conjuntos musicais da região, e apresentar espetáculos de música clássica, jazz e world music. O Music Nation é uma espécie de aquecimento para o London Festival 2012 e para a Olimpíada
nessa forma de correspondência... Virginia Woolf se despediu da vida por meio de uma carta, Frida Kahlo escreveu dezenas delas e tem um livro intitulado Cartas Apaixonadas. Percebi que muito do 'confessional' que buscávamos expressava-se nas cartas e resolvemos tê-las como objeto de pesquisa." A trilha sonora de Nuvens Insetos é de Gustavo Domingues. "A trilha sempre ajuda no tom que desejamos dar ao espetáculo. É toda instrumental e bem sensível, não tem relação direta com o movimento e sim com a ambientação cênica." Galeria Olido. Sala Paissandu. Avenida São João, 473, Centro. Tel.: 3331-8399. Sexta (2), sábado (3). 20h. Domingo (4). 19h. Grátis.
Música clássica, além das fronteiras.
Fotos: Arquivo DC
Contos emocionantes do japonês Kenzaburo Oe
S
em a presença da plateia, nenhum espetáculo aconteceria. E sem a participação do público a coreografia Nuvens Insetos, da Cia. Fragmento de Dança, não seria a mesma. O espetáculo foi inspirado no universo das cartas e contou com a colaboração de mais de uma centena delas, escritas por quem passava pelo Centro Cultural São Paulo, em 2011, durante a temporada de outra atração do grupo. Naquele período, a proposta era que o público escrevesse uma carta respondendo à seguinte questão: "O que você escreveria se fosse sua última carta?". Vanessa Macedo, coreógrafa e intérprete da companhia, conta que o conteúdo dos depoimentos era diverso, com pedidos de perdão, agradecimento e até despedidas da tecnologia. "O que mais me
Cultural, eventos paralelos aos Jogos Olímpicos. Na Cultura FM, será apresentado por Marcelo Jaffé, Roberta Martinelli, João Maurício Galindo e Gioconda Bordon. Entre as atrações, além de músicos consagrados do Reino Unido, estarão artistas amadores integrantes de corais comunitários. A orquestra de câmera da Inglaterra London Mozart Players abre o festival, reunindo no palco o regente Gerard Korsten e a violinista Tasmin Little (foto). No programa, a Sinfonia nº 17 em Sol Maior, de Mozart. O evento trará
ainda a Orquestra Sinfônica da BBC da Escócia, de Glasgow (Escócia), a Ulster Orchestra & RTÉ Concert Orchestra, de Belfast (Irlanda do Norte), a Chamber Orchestra, de Shrewsbury (Inglaterra) e a Orquestra Sinfônica da BBC, ao vivo de Londres. Os ouvintes ainda poderão acompanhar os comentários de especialistas, músicos e críticos musicais brasileiros durante o programa. Estarão lá Leonardo Martinelli, João Batista Natali, João Marcos Coelho e João Luiz Sampaio. (RA)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
36 -.LAZER
sexta-feira, 2 de março de 2012
d
cultura
Bob Wolfenson
J.R. Duran
Fotografia n° 31 - SP da série Antifachada. Obra de Bob Wolfenson.
EXPRESSÃO DA VIDA EM 170 IMAGENS Momentos e Movimentos exibe obras de 34 fotógrafos no museu da FAAP
Jenny (1995), obra de J.R. Duran.
Rita Alves
O
espanto com a quantidade de obras é quase certo diante da entrada do Salão Cultural do Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB-FAAP). São cerca de 170 fotografias distribuídas pelo espaço, integrantes da exposição Momentos e Movimentos. Mas depois de observar os primeiros trabalhos, o número de imagens passa a ser vantajoso, já que no espaço o visitante encontra uma série de fotos de mestres como Thomas Farkas, Pierre Verger, Bob Wolfenson, Miro e J.R. Duran. A mostra, em cartaz até 29 de abril, tem curadoria do crítico de fotografia e professor Rubens Fernandes Junior, diretor da Faculdade de Comunicação da FAAP, e apresenta diferentes momentos históricos e movimentos da fotografia. No salão, o visitante tem cinco espaços para explorar: Experimentações e Sonhos, Moda, Comportamento e Estilo, O Corpo e Suas Formas, O Retrato: Atitudes e Atuações Diante do Aparelho e Fotomontagem. “A ideia é criar um percurso que dê evidência tanto à força das imagens, quanto à singularidade de cada conjunto autoral", explica o professor Rubens. "A divisão em núcleos dá ritmo à exposição, fica dinâmico. Cada núcleo é uma exposição e na exposição total explode um conjunto muito interessante." Quem começa a jornada fotográfica pela seção Experimentações e Sonhos vai se deparar com as viagens e os sonhos registrados por German Lorca, Thomaz Farkas, Mario Cravo Neto, George Love e Sarah Moon. O curador conta que esse é um dos núcleos
Otto Stupakoff
que mais têm atraído o público. "Nessa seção estão artistas como Thomaz Farkas e Valdir Cruz que trabalharam muito com a experimentação. E o jovem gosta muito da experimentação porque abre a possibilidade de ele ficar buscando o que seria o referente", diz o professor. Os fotógrafos Valdir Cruz e Pierre Verger também fazem parte de Experimentações e Sonhos. “Ambos trouxeram para a fotografia uma experiência inventiva e independente, dissociada dos modismos, ampliando os limites da percepção visual com emoção e precisão técnica, características de um documento fotográfico”. O espaço Fotomontagem é outro que tem chamado a atenção dos visitantes. Nele estão fotomontagens criadas pelo esloveno Stane Jagodic, expostas na coletiva Projeto Vermelho / Progetto Rosso – Operação Experimental, sediada pelo MAB-FAAP em 1986 e exibidas agora pela primeira vez. "É uma síntese da pré-queda do muro de Berlim", afirma. O conjunto representa uma visão crítica e política da década de 80 com imagens de personalidades como Margareth Thatcher, Ronald Reagan, Papa João Paulo II e imagens clássicas de Marx e Lênin.
O curador afirma que Stane Jagodic é um artista muito famoso no leste europeu. "Ele é um artista visual. Apropria-se de imagens da mídia para descontextualizá-las e construir suas obras." O professor observa que o filme A Dama de Ferro (The Iron Lady), longa de Phyllida Lloyd sobre a vida da ex-primeira ministra britânica, em cartaz na Cidade, tem feito muitos jovens identificarem a imagem de Thatcher dentro do conjunto de personalidades utilizadas pelo artista. Museu de Arte Brasileira (MAB-FAAP). Salão Cultural. Rua Alagoas, 903, Higienópolis. Tel.: 3662-7198. Terça a sexta, das 10h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h. Grátis.
Thomas Farkas Bob Wolfenson
Valdir Rosaldo
Sem título, de 1961, do fotógrafo Otto Stupakoff.
Helena e Mariza, da série Encadernação Dourada, de 1999. Foto de Bob Wolfenson.
Salto Curucaca, do fotógrafo Valdir Rosaldo. Jean Manzon
ruz
Valdir C
Registro de Jean Manzon feito durante um desfile de moda da casa Canadá, ocorrido no Copacabana Palace, na década de 1940.
e Valdir
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Paisag
vores com Ár
e Lagos
(série G
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va), d arapua
Cruz.