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DC 01/12/2011

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São Paulo, quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 Conclusão: 23h45

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

Jornal do empreendedor Ano 87 - Nº 23.510

Dida Sampaio/AE-17.11.2011

Presidência mostra o caminho para Lupi Para estimular a economia, Copom corta 0,5 ponto percentual da Selic. Efeito nas operações de crédito ao consumidor é pequeno. Pág. 15

JURO

11%

A bala é de grosso calibre, capaz de abater o "pesadão" ministro Carlos Lupi. E a sentença não partiu da "amada" presidente Dilma, a quem cabe agora acatar, ou não, a recomendação da Comissão de Ética da Presidência: "exonerar o ministro do Trabalho". Motivo: as explicações dele para os convênios mal feitos com ONGs, muitas ligadas ao seu partido, o PDT, "foram insatisfatórias". Dilma viaja hoje. Irá com excesso de peso? Pág. 6

Agência Brasil

Bancos centrais na corrida pela paz. No mercado. O BCE mais EUA, Japão, Grã-Bretanha, Suíça e Canadá vão reduzir juros dos empréstimos a partir de 2ª-feira. Objetivo é impedir que mercados de crédito travem por falta de liquidez. Pág. 20 Reprodução/Una Arquitetura

Grã-Bretanha expulsa. Irã ameaça. Após ataque à sua embaixada em Teerã, Londres decidiu expulsar diplomatas iranianos. O governo do Irã seguiu o exemplo e prometeu "medidas adicionais". Pág. 9

Presidento do Brasil. Só até domingo. Dilma embarca hoje para a Venezuela e, como Temer está nos EUA, o presidente da Câmara, o ex-metalúrgico Marco Maia (PT-RS), assume pela primeira vez. Pág. 5 HOJE

ISSN 1679-2688

23510

Pancadas de chuva à tarde e à noite. Máxima 27º C. Mínima 19º C.

AMANHÃ 9 771679 268008

Pode garoar de manhã e à noite. Máxima 21º C. Mínima 16º C.

Um novo Parque D. Pedro Projeto prevê construção de ampla esplanada que integrará a região do Palácio das Indústrias e Mercadão, com lagoas e muito verde. Pág. 12

O islamismo está ganhando as eleições no Egito A Irmandade Muçulmana, banida na era Mubarak, é a vitoriosa na 1ª fase das eleições parlamentares. Pág. 10


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Os segundos são passageiros, que sobrevivem enquanto seus padrinhos estão montados no poder. José Márcio mendonça

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PRÊMIO PARA QUEM MERECE É cada vez maior a ocupação do aparelho estatal por funcionários escolhidos por conta de suas ligações político-partidárias. São os ditos cargos de livre provimento.

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governo federal está devendo – ou pelo menos deveria estar – uma de suas mais importantes medalhas (por exemplo, a Ordem Cruzeiro do Sul) a um funcionário de segundo escalão lotado em Brasília: Higor Guerra, analista técnico, com mestrado em transportes públicos na UnB, contratado por concurso para o Ministério das Cidades. Trata-se do servidor público (este faz jus à classificação) autor do parecer contrário à troca da modalidade de transporte urbano no projeto de mobilidade para a Copa em Cuiabá de BRT (ônibus em corredores exclusivos) por VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e que se recusou a alterar suas conclusões. A troca, segundo estudo da própria CGU (Controladoria Geral da União) deverá elevar o custo do projeto por 3 vezes: de quase R$ 700 milhões para quase R$ 1,5 bilhão. Para cumprir compromissos políticos assumidos da capital da República com o governador mato-grossense Silval Barbosa e a prefeitura de Cuiabá, o parecer de Guerra sofreu "ajustes" em níveis hierárquicos superiores, com suspeitas de pura e simples fraude – o que o Ministério Público se prepara para investigar sob as juras ofi-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA ciais de que nada demais ocorreu, tratando-se apenas de procedimentos burocráticos.

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episódio que tem o servidor Guerra como um de seus veios é altamente ilustrativo de um dos muitos vícios do setor público brasileiro, responsável não só pelo emperramento de muitas decisões como pelos custos elevados do Estado nacional em comparação com sua eficiência: a ocupação cada vez maior do aparelho estatal por uma fauna e flora que vem de fora de seus quadros tradicionais, ou seja, os funcionários escolhidos por suas ligações político-partidárias. Os cargos ditos de "livre provimento." Na cadeia de comando que botou a mão na massa do projeto de mobilidade urbana de Cuiabá – e fez o barato e eficiente BRT desandar num VLT caro e pouco útil para o local – o único servidor de car-

reira foi Guerra. Todos os outros, desde os governantes aos chefes de Guerra, nasceram de composições políticas. Os primeiros ficam na máquina, nela fazem sua carreira e, portanto, seus compromissos são com as coisas do Estado. Os segundos são passageiros, que sobrevivem enquanto seus padrinhos estão montados no poder – e seus compromissos primeiros são para consigo próprios e para com os partidos que os abrigam. Até porque se os contrariam, o olho da rua vira a melhor serventia. Assim, obedece-se às ordens sem discussões, sem contestações. Nessas condições de "servidores partidários", 23.500 pessoas estão hoje aboletados na máquina federal, nos postos de mais alto escalão, segundo revelações insuspeitas do empresário Jorge Gerdau, escolhido pela presidente Dilma Rousseff para comandar a Câmara de Políticas de

Gestão, Desempenho e Competitividade.

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inflação para país nenhum botar defeito e, segundo Gerdau, com o acúmulo de 38 ministros que formam o séquito presidencial de Dilma, torna-se inviável qualquer pretensão de uma gerência eficiente da coisa pública na esfera federal. O modelo, em maior ou menor grau, espalhase por toda a federação, pelos 27 estados e os mais de 5.600 municípios brasileiros. O esquema é simples: os governantes cedem esses espaços na máquina pública aos parti-

dos em troca de alianças eleitorais e, depois, de votos no legislativo. Os partidos usam essas sinecuras eleitorais para ampliar a consolidar suas fatias de poder, num círculo vicioso crescente e aparentemente invencível. Brasília continua insistindo que a presidente Dilma Rousseff está disposta a começar a furar esse balão, ainda que timidamente, na reforma ministerial de janeiro.

A dúvida sobre se conseguirá permanece entre quem não é da entourage presidencial. Nem cortes de ministério nem redução dos cargos de confiança: como símbolo de sua disposição, a presidente poderia começar pregando uma medalha de honra no peito de Higor Guerra. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

POR UM PAÍS LIVRE DE DROGAS N

ão se trata propriamente de uma geração perdida, mas a extensão do problema é altamente preocupante. Referimo-nos ao uso crescente de drogas, por parte da nossa juventude, sem que se vislumbre solução a curto prazo. Quem pensa que isso é coisa recente, engana-se. No final da década de 70, na direção de um importante colégio da Zona Sul do Rio de Janeiro, fomos alertados para a saída, "por motivo de saúde", de um jovem de 15 anos, toda quinta-feira. Horas depois, ele era visto lépido e fagueiro à porta da escola, vendendo drogas aos seus colegas de ambos os sexos. Naturalmente foi expulso, mas isso gerou um escândalo, pois os pais ficaram inconformados. Não reconheciam a culpa do filho. Depois, na Secretaria de Estado de Educação, a briga foi com baleiros (falsos) que vendiam guloseimas e

cigarros de maconha, na saída das escolas oficiais, com a complacência das autoridades policiais, alertadas para o fato. Chegamos a afirmar que "era um verdadeiro supermercado do vício". oje, tudo isso ganhou dimensões gigantescas, inclusive pela introdução, via fronteiras, de novas formas de tóxicos, a mais letal das quais é o crack. Produz efeitos imediatos e leva à morte em poucos meses. A existência em São Paulo de uma desafiante cracolândia é um exemplo lamentável de leniência, pois emissoras de televisão e jornais denunciam o abuso quase diariamente, sem uma resposta adequada do Poder Público. A desculpa, esfarrapada, é de que se trata de menores– "e não adianta prender, pois eles logo são soltos." Clínicas de recuperação de viciados são raríssimas. Assim, não é de estranhar

de crianças", "Drogas psicotrópicas", "Informações sobre álcool e outras drogas no trânsito" etc. É um primeiro e importante passo.

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que haja uma evasão expressiva de jovens, no ensino médio, enquanto aumenta a população de menores de rua, que, para sustentar o vício, são levados a furtar e roubar com voluptuosidade. Não são todos os que se encontram de braços cruzados. A Secretaria Nacional de Políticas sobre drogas (Senad), hoje vinculada ao Ministério da

Justiça, produziu uma série de publicações que estão sendo distribuídas nas nossas escolas: "Drogas: cartilha mudando comportamentos", "Drogas: cartilha para pais de adolescentes", "Drogas: cartilha para educadores", "Cartilha sobre maconha, cocaína e inalantes", "Cartilha sobre tabaco", "Drogas: cartilha para pais

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

preciso fazer mais. Conhecemos a experiência do Estado de Israel com o delicado assunto. Quando o país recebeu milhares de imigrantes da União Soviética para viver em seu território, viu-se às voltas com o uso indiscriminado de drogas e bebidas, especialmente vodka, por parte de crianças até de 8 anos. Precisou montar um grande esquema, hoje consagrado internacionalmente, pois foi adotado agora pelo México. Trata-se do projeto "Cine Park", criado por Ori Yardeni, multissensorial, com a exibição de belíssimos filmes em 3D para plateias de estudantes, com um inteligente sistema de interatividade. O aluno é chamado a dar a sua opinião.

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ARNALDO NISKIER Isso se faz de forma volante, de escola para escola, com a orientação de professores, e uma avaliação altamente positiva. Há grandes possibilidades de adotar essa metodologia no Brasil, envolvendo áreas críticas, como a das drogas e também a educação ambiental. Tomara que isso logo se viabilize. ARNALDO NISKIER É INTEGRANTE DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, PRESIDENTE DO CIEE/RIO E DOUTOR EM EDUCAÇÃO

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br) Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

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pinião

MAIS DO QUE UMA CRISE MONETÁRIA, O QUE ESTÁ EM XEQUE É O MODELO DE BEM ESTAR SOCIAL.

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uitos analistas, ingenuamente, creditam os atuais problemas europeus ao euro, à especulação, à moderna engenharia financeira e até mesmo ao famigerado neoliberalismo. Embora as evidências saltem aos olhos, costumam ignorar que, muito além de uma mera crise monetária ou de crédito, o que está em xeque é o próprio modelo de bem estar social. Como bem colocou em recente editorial o The Wall Street Journal, seja na Itália, na Grécia, na Espanha, em Portugal ou até na França, o welfare state atingiu o limite. Sucessivos governos no continente, tanto à direita quanto à esquerda, têm financiado "direitos" generosos com altos impostos e pilhas enormes de dívidas. Suas economias, porém, não conseguem crescer rápido o suficiente para manter a farra – como prevê a boa teoria econômica. O acerto de contas chegou. O visionário Aléxis de Tocqueville foi talvez quem melhor definiu o que viria a ser, mais tarde, a "social-democracia", ainda que não tenha vivido para testemunhá-la. Na obra A democracia na América, ao imaginar sob que possíveis novas características poderia reaparecer no mundo a tirania que tanto desprezava, ele anteviu uma espécie de "escravidão disciplinada, moderada e serena", a qual, sob a égide da igualdade, seria aceita e até desejada. Segundo Tocqueville, os futuros governantes, movidos pela

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JOÃO LUIZ MAUAD

A FESTA ACABOU compaixão para com seu povo, tratariam de "prover sua segurança, antecipar e satisfazer suas necessidades, dar gosto a seus prazeres, resolver suas principais inquietudes, dirigir seu trabalho ". O tirano moderno, diz o mestre, controla toda a vida social por meio de uma rede de normas secundárias e complexas. " Não anula a vontade das pessoas, mas a refreia, a inclina e a dirige; raramente ordena atuar, mas frequentemente inibe as iniciativas; não destrói nada, mas impede que se criem muitas coisas; não é em absoluto despótico, mas obstrui, reprime, debilita, sufoca e embrutece, a ponto de transformar os povos num mero rebanho de animais medrosos...".

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algrado sua concepção eminentemente coletivista e inibidora da liberdade, a experiência social-democrata que floresceu na Europa Ocidental após a Segunda Guerra manteve o modelo econômico capitalista, pelo menos no sentido de que a propriedade privada dos meios de produção era permitida, ainda que altamente concentrada nas mãos de uns poucos. O arquétipo do "capitalismo selvagem" foi substituído por um

sistema híbrido, que combina grandes conglomerados industriais e financeiros, frequentemente patrocinados e tutelados pelo Estado, uma agricultura altamente subsidiada, além de empresas miúdas – quase sempre comerciais ou de prestação de serviços. Fora isso, a hipertrofia dos governos formou um enorme contingente de funcionários públicos, que em alguns países chegou perto de 50% da população economicamente ativa. O advento da social-democracia europeia ocorreu em meio à Guerra Fria, em um período marcado pela limitação à livre movimentação de pessoas, de capitais e de produtos, quase sempre mediante rígidos controles burocráticos e a imposição de barreiras tarifárias.

Com a queda do Muro de Berlim e, em especial, a aceleração do processo de globalização – consequência direta da profusão de novas tecnologias, que permitiram a movimentação muito mais dinâmica da informação, dos capitais, dos produtos e do próprio trabalho – as sociedades europeias se viram, da noite para o dia, numa sinuca de bico, obrigadas a uma reavaliação profunda do modelo, algo até então impensável. Essa mudança traumática de rumo, notadamente para aqueles que se acostumaram a ter e almejar privilégios "sociais" abundantes à custa do trabalho alheio, ocorre muito mais por falta de opção do que por escolha. E não é para menos: enquanto a taxa de natalidade não para de cair e os velhos vivem cada vez mais, cres-

Com a queda do Muro de Berlim e a aceleração do processo de globalização as sociedades europeias tiveram de fazer uma ampla reavaliação do modelo, algo até então impensável.

cem os gastos com saúde e aposentadorias. Por outro lado, a relação entre trabalhadores ativos e inativos diminui rapidamente, tudo em meio ao baixo crescimento, que já dura décadas.

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argareth Thatcher foi uma das primeiras a entender que as políticas da social-democracia precisavam ser revistas . Ela compreendia a natureza da armadilha econômica em seus dois aspectos principais. Em primeiro lugar, não é possível manter um mercado de trabalho baseado na estabilidade do emprego, especialmente em vista da evolução tecnológica, que cria e destrói ofícios e profissões numa velocidade tremenda. Em segundo lugar, as instituições de proteção social, concebidas fundamentalmente para compensar o fracasso individual, fomentam a ineficiência, num mundo cada vez mais competitivo. Thatcher concluiu, há 30 anos, que as premissas do "marco social" – que imperou a partir da 2ª Guerra – haviam sido derrubadas e, a menos que a social-democracia se transformasse profundamente, seria varrida pelo furacão da globalização. As reformas libe-

ralizantes que seu governo produziu, no entanto, se deram algum fôlego à economia britânica, por algum tempo, já foram completamente revertidas pelos governos esquerdistas que a sucederam – preocupados, como sempre, não com os baixos índices de crescimento e produtividade, mas com a demagogia do "bem comum".

E

videntemente, a derrocada do welfare state não se dá de forma uniforme. Dependendo da cultura, é mais lenta ou mais rápida. O modelo é mais resistente, por exemplo, nos países nórdicos e anglo-saxões, de ética protestante e valorização do trabalho, do que nos países mediterrâneos, mais afeitos ao patrimonialismo e à cultura de privilégios. Mas não se iludam: mesmo na forte Alemanha, mais dia, menos dia, mudanças de rumo terão de ser feitas, nos moldes das feitas pela Dama de Ferro inglesa. O AUTOR É EMPRESÁRIO E COLUNISTA DO SITE WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR

A CRÍTICA E O PROJETO SP2040 Alex Ribeiro/DC

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ssim como se exige que todo profissional exerça sua profissão com um mínimo de ética, não se pode admitir que um indivíduo da mídia a utilize a serviço de seus interesses e paixões, deturpando fatos, envenenando a opinião pública. A imprensa tem de exercer suas funções com senso de responsabilidade, sob risco de se transformar em instrumento de injustiça. A defesa da liberdade de informação e de crítica, que a democracia não pode dispensar, depende do comportamento dos que detêm esses instrumentos. Não podem usufruir do poder que possuem de forma irresponsável, sob risco de colocar essa mesma liberdade, essência do regime democrático, em perigo. O princípio fundamental é: a crítica é livre, mas os fatos são sagrados. A informação tem de ser honesta, para que o público possa julgá-la. As críticas aos homens públicos são o ônus a suportar, pela repercussão de seus atos sobre a coletividade, mas não se pode tolerar a informação perversa, a crítica maliciosamente falsa. Em recente programa de uma rádio paulista, um comentarista atacou o prefeito e a Prefeitura por estarem se preocupando com o futuro de nossa cidade, planejando São Paulo para 2040. E criticou a atual gestão por problemas que acontecem devido a décadas de falta de planejamento. E um outro comentarista de rádio afirmou "que o plano em longo prazo não atende o que a cidade precisa no momento". Isso sim é

urbanos, que castigam até hoje a cidade e a população. Esses problemas não são exclusividade de São Paulo, mas aqui tudo é superlativo. Um dos problemas mais graves da falta de planejamento urbano é que temos muitos empregos onde poucos moram e muita gente onde quase não há emprego. E as distâncias são grandes. Critica-se o trânsito. Ora, são 11 milhões de habitantes (mais 11 milhões de turistas por ano, 7 milhões de veículos, 4 milhões de passageiros diários de metrô, 15 mil ônibus que transportam 5,5 milhões de pessoas/dia em mais de 1.300 linhas. E temos a maior frota de helicópteros do mundo. Não adianta fazer investimentos em transporte público sem pensar num novo modelo de uso e de ocupação da cidade.

JOÃO CARLOS BELDA um espanto de obviedade. Recém-empossado, o Conselho Consultivo do Plano SP2040 é composto por entidades como Fecomércio, Fiesp, Instituto dos Arquitetos do Brasil, OAB-SP, USP, FGV e CUT. Será que o comentarista em questão acha que todas essas entidades também estão de brincadeira? Ou os consultores internacionais que estão colaborando com o plano, e que já trabalharam ou trabalham em projetos para cidades como Nova York, Londres, Ontário, Tokyo, Barcelona, Hong Kong e Xangai, estão aqui para "comer biscoitos enquanto sonham", como ele disse "desses caras"? uma crítica maldosa ao primeiro governo que procura planejar a cidade a longo prazo, com a participação da população, entidades da sociedade civil e consultores internacionais. Os fatos são incontestáveis: a população de São Paulo cresceu cinco vezes nos últimos 50 anos, ocupando irregular e desordenadamente a cidade, sem uma política pública de desenvolvimento, aliada à descontinuidade de ações iniciadas em diferentes gestões. Júlio Prestes foi o primeiro (desde 1554) a criar um Plano

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como melhorar a qualidade de vida da população, principalmente nos setores da saúde, educação, cultura, habitação, transporte e serviços públicos? Como aumentar a inclusão social e diminuir as desigualdades econômicas da cidade? Como crescer e preservar nossos recursos naturais e o patrimônio histórico, cultural e urbanístico? Não existem soluções mágicas. Esse é o desafio de planejar. São Paulo por diversas administrações, que têm de estar comprometidas com o futuro da cidade em prol do interesse público. O Plano SP2040 (http://sp2040.net.br - A Cidade que queremos) é um plano estratégico de longo prazo, que pretende orientar a transformação

E São Paulo precisa, sim, de um projeto que pense no longo prazo. Urbano para São Paulo, em 1932, ainda que para priorizar o uso do carro, e depois de o projeto visionário da Light para organização do transporte de passageiros ter sido ignorado (a Light detinha então também o monopólio do transporte por tração elétrica. Mas como era canadense, não deixaram que iniciasse a implantação do metrô). Na década de 50 tivemos os bairros planejados criados por uma empresa privada, a Cia.

City. Em 1971, Figueiredo Ferraz fez o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado, também privilegiando os carros, mas dando chance ao metrô. Em 1972 vem o primeiro zoneamento de São Paulo, quando se procura organizar as formas de ocupação da cidade. Depois disso, o rápido crescimento econômico e populacional, aliados à falta de planejamento e políticos imediatistas e/ ou populistas, resultaram em graves problemas

da cidade nas próximas décadas por meio da integração de políticas públicas, reforço das sinergias entre planos setoriais, atração de investimentos, promoção de parcerias, apontando para novas formas de organização social, econômica, urbana e ambiental, inclusive fortalecendo a posição de São Paulo como cidade mundial. onta com cinco "eixos estratégicos": 1 - Coesão Social (redução das desigualdades de renda, territorial e de acesso a serviços públicos); 2- Desenvolvimento Urbano (melhorar o investimento em infraestrutura básica); 3- Melhoria Ambiental (tornar a vida das pessoas mais aprazível, saudável e segura, com maior equilíbrio entre meio ambiente e ações humanas); 4- Mobilidade (aproximar as pessoas das suas atividades, como estudo, trabalho, consumo, lazer, e reduzindo deslocamentos, custos e tempo); 5- Oportunidade de Negócios (reforçar o papel de polo produtor de bens e serviços sofisticados e centro da economia nacional). Visa-se a atingir assim um modelo que conjuga crescimento econômico com redução das desigualdades sociais, territoriais e de oportunidade, com inclusão social e sustentabilidade ambiental. Parece óbvio, mas tem de ser planejado, e com competência. Afinal, qual é a cidade que queremos? Participe do fórum de debates do site do SP 2040 e dê sua contribuição para termos uma São Paulo melhor. Uma cidade que não para.

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JOÃO CARLOS BELDA É EMPRESÁRIO


DIà RIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

gibaum@gibaum.com.br

O super-templo que o padre Marcelo Rossi estå construindo numa årea de 30 mil metros quadrados, em Interlagos, São Paulo, vai se chamar Santuårio Theótokis (mãe de Deus, em grego). Ele jå gastou R$ 31 milhþes lå e faltam R$ 26 milhþes para terminar. A inauguração serå no primeiro semestre de 2012 e a capacidade serå para 100 mil fiÊis. Terå 500 banheiros e atÊ agora, só 50 estão prontos. Para a abertura oficial, o padre Marcelo Rossi quer a presença de Dilma Rousseff, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab e muitas celebridades do showbiz . A primeira da lista Ê Xuxa Meneghel. 333

O apresentador de TV e empresårio Silvio Santos Ê sócio de Ratinho nas três emissoras afiliadas do SBT, que estão sendovendidasnoParanå.Silvio jå vendeu as Lojas do Baú, estå acertando a venda da Jequiti de cosmÊticos, recebe ofertas para a venda do Hotel Jequitimar, no Guarujå e estå passando para a frente ou atÊ tentando fechar uma sÊrie de mÊdias empresas que começam a perder o sentido, à medida em que o número de funcionårios de seu grupo vai encolhendo. Os mais chegados (e esses são poucos, especialmente dois ou três familiares) acham que Silvio estå mais Ê pensando no futuro de suas filhas (e dele próprio), caso o episódio do Panamericano ressurja – e contra ele. 333

Consigliere Ex-marido de Marta Suplicy, Luis Favre, que ajudou o presidente esquerdista Ollanta Humala a vencer no Peru e acabou se transformando numa espÊcie de consigliere do Chefe do Governo, começa a ser atacado por jornais de lå, que o comparam ao que foi Luis Montesinos para o governo Fujimori. Favre seria ligado tambÊm ao serviço secreto do país, tem passaporte brasileiro e estaria intermediando negócios de empresas daqui no Peru. No jornal Peru 21 , a vice-presidente Marisol Espinoza quer saber quanto ganha Favre e quem paga por seus serviços. O que aconteceu, durante anos, no Brasil – e ninguÊm conseguiu saber. 333

333 AGORA, tambÊm a expanicat Juju Salimeni estå confirmando que, em mÊdia, seu cachê no programa Pânico na TV poderia alcançar um total de R$ 800 mensais. Nesse caso, tratou de aumentar R$ 50 ao cachê estabelecido pela produção do programa por domingo, que Ê de R$ 150, como jå confessou Nicole Bahls, outra ex-panicat. A mesma produção aposta que o programa då visibilidade e que as panicats ganham em eventos e outras atividades fora da TV.

NOS PRIMEIROS 10 meses do ano, o primeiro do governo Dilma, foram desembolsados pela União (Executivo, Legislativo e Judiciårio) R$ 1,1 bilhão em despesas de passagens, diårias e locomoção, menos R$ 625 milhþes de igual período no último ano de Lula. O maior gastador foi o MinistÊrio da Educação, pilotado pelo candidato a prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad: R$ 199,9 milhþes no período, contra R$ 230 milhþes em 2010, quando ele jå estava no ministÊrio.

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Champanhe nas festas.

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Espumante nas festas.

Voz do aeroporto �ris Lettieri, que hå 35 anos solta sua voz grave, aveludada e inspiradora para passageiros dos aeroportos de Santos Dumont, Galeão, Guarulhos, Congonhas e Manaus, acaba de completar 70 anos de idade. MantÊm traços de sua beleza (um pouco mais roliça, contudo) que jå provocaram seis casamentos (hoje, o titular Ê o baixista Alexandre Dekert), parou de fumar e – surpresa – não anda mais de avião porque morre de medo. Ex-modelo, foi a primeira locutora de telejornal do país, trabalhou com Luiz Jatobå e Sergio Porto e atÊ hoje faz gravaçþes para os aeroportos. Como o sistema Ê computadorizado, grava só palavras e números, com entonaçþes variadas – e o resto o computador edita. 333

Solução

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DIA 6, no Credicard Hall, em São Paulo, acontece a tradicional festa dos Brasileiros do Ano, premiação das revistas da Editora Três ( IstoÉ, IstoÉ Dinheiro, IstoÉ Gente) e a presidente Dilma Rousseff serå a Brasileira do Ano. Na política, Gilberto Kassab; no Esporte, Anderson Silva; na Cidadania, JosÊ Mariano Beltrame; e na Cultura, Antonio Candido. TambÊm serão premiados, entre outros, Deborah Secco, Fåbio Assunção, AndrÊ Esteves, Lilia Cabral, Pedro Lourenço, Fernando Pimentel e Johnny Saad. 333

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LIQUIDAĂ‡ĂƒO

333 Luiza Brunet e a filha, Yasmin, foram as atraçþes especiais do evento beneficente A Noite do Coração de Ouro , em Goiânia, patrocinado pelo governo de Goiås e pela mineradora Serra Grande, quando as duas exibiram jóias especialmente criadas para o desfile. A renda foi toda revertida para a construção de uma clínica especializada na recuperação de dependentes químicos. Ana Furtado apresentou o desfile, Ney Matogrosso fez o show e tambÊm Carlos Casagrande participou.

MĂŁe e filha

SE GILBERTO Carvalho, secretĂĄrio-geral da PresidĂŞncia, pressionado por petistas do primeiro time, conseguir que Dilma Rousseff pense em brindar a senadora Marta Suplicy com uma embaixada, o Planalto enfrentaria outro problema. A ex-ministra do Turismo sĂł aceitaria Paris.

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500 banheiros

MISTURA FINA

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333 Ricardo Amaral, empresĂĄrio da noite entre SĂŁo Paulo e Rio, que reinou com suas casas entre os anos 70 e atĂŠ inicio dos anos 90, estĂĄ procurando um local entre Ipanema e Leblon para trazer de volta, no ano que vem, um novo Hippopotamus. NĂŁo ĂŠ uma tarefa fĂĄcil: os caminhos da noite brasileira, hoje em dia, sĂŁo muitos diferentes dos conceitos de vinte anos atrĂĄs. Ricardo deverĂĄ ter como parceiro investidor Alexandre Accioly, milionĂĄrio desde que vendeu um call center, dono de rede de academias e seu sĂłcio em bailes de carnaval.

Mais uma vez, a Camargo CorrĂŞa convoca seu advogado favorito, o ex-ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, para defender sua empresa, a CCR, no episĂłdio do Controlar em SĂŁo Paulo. Anteriormente, quando da explosĂŁo da Operação Castelo de Areia, que prendeu atĂŠ funcionĂĄrios e diretores da Camargo CorrĂŞa, Marcio foi contratado para atuar e com o tempo, conseguiu a suspensĂŁo de todo o processo contra a empreiteira porque teria se iniciado a partir de “denĂşncias anĂ´nimasâ€?. A Camargo CorrĂŞa ĂŠ a segunda maior empreiteira do paĂ­s: faturou em 2010 R$ 5,2 bilhĂľes. 333

A tentativa de Ricardo Teixeira, da CBF, de apelar para nomes conhecidos (AndrĂŠ Sanchez, do Corinthians, suposta via de acesso a Lula e agora, Ronaldo NazĂĄrio) para escapar das investigaçþes da PolĂ­cia Federal e da Coaf e das ameaças de Joseph Blatter, da Fifa, jĂĄ ganhou vĂĄrios rĂłtulos: de â€œĂşltima jogadaâ€? a “jogada desesperadaâ€?. HĂĄ dez anos, ele tentou um lance semelhante, com Luis Felipe Scolari e escapou de duas CPIs. Com Dilma Rousseff, a nova jogada nĂŁo muda nada: ela quer distância dele e Blatter promete entregar em dezembro, na justiça suíça, documentos fatais contra Teixeira e JoĂŁo Havelange. No caso de Ronaldo (no de Sanchez, o inconveniente ĂŠ sua escassez de bons modos), o problema maior ĂŠ de patrocĂ­nio. O ex-jogador carrega as cores da Claro e da AmBex, a Vivo patrocina a CBF e a Fifa ĂŠ patrocinada pela Coca-Cola.

Jogada ameaçada

HIPPO, DE VOLTA

FAVORITO

333 Lady Gaga em alta, o que nĂŁo chega a ser novidade: Terry Richardson acaba de lançar um livro sĂł com fotos dela, ĂŠ a capa do recheio da Elle de janeiro e igualmente da Vanity Fair, onde ĂŠ fotografada por Annie Leibovitz. Numa das fotos, aparece totalmente nua, posando para o cantor e pintor Tony Bennet, 85 anos. Ela acaba de participar do CD Duets II com o veterano artista e sĂł ouviu dele elogios. Nas matĂŠrias, ela se queixa de seu relacionamento com namorados e perguntada sobre sua pele perfeita, foi direta: “Espinafre e muitos orgasmos sĂŁo os meus segredos para a peleâ€?.

"Espinafre e orgasmo"

333 O francês Jean-Charles Naouri, CEO da rede Casino e antagonista de Abílio Diniz na rede Pão de açúcar, planeja desejar Boas Festas aos clientes dos supermercados, atravÊs de uma mensagem pessoal, com legendas, que seria exibida, a partir da semana que vem, em todas as lojas, no sistema de LCDs instalado (no geral, sem som). Quer tambÊm antecipar mudanças no Pão de Açúcar para o ano que vem que beneficiem mais os consumidores e, claro, dar novo passo para tentar distanciar mais a imagem de Diniz da rede.

333 A presidente Dilma Rousseff tem conversado, diariamente, por telefone, com o presidente Lula, em seu apartamento em Santo AndrĂŠ. O combinado, contudo, ĂŠ falar quase nada sobre governo ou polĂ­tica em geral. Ela conversa com o expresidente na qualidade de ex-paciente de tratamento quimioterĂĄpico, que conhece todos os sintomas. Com Lula, Dilma nĂŁo esconde nada: diz “vai demorar para passarâ€?, “melhora fazendo isso ou aquiloâ€?, “dĂłi e vai continuar doendoâ€? e por aĂ­ vai. Nada de passar a mĂŁo na cabeça: ĂŠ uma conversa aberta e franca. De vez em quando, Lula brinca: “Obrigado, doutora â€?.

R$ 657,2 por dia. Do total, 70% dos juros beneficiam 30 mil famĂ­lias, formadas por banqueiros e similares.

PRETA GIL // num inusitado exercĂ­cio de filosofia estĂŠtica. Fotos: Annie Leibovitz

Doutora Dilma

3 MAIS: ĂŠ o equivalente a

Joyeux NoĂŤl

ÂŤ

k Celulite nĂŁo mede carĂĄter de ninguĂŠm.

Do JurĂ´metro, inspirado no ImpostĂ´metro, em 11 meses o Brasil pagou R$ 216,9 bilhĂľes de juros da dĂ­vida pĂşblica.

GibaUm

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

5 OUTRO OPERÁRIO Com Marco Maia, metalúrgicos emplacam mais um presidente.

olítica

MEDALHA Na entrega de comendas da Câmara, ninguém foi barrado.

Wesley Santos/AE - 04.11.11

Maia é presidente até domingo Ele assume o cargo hoje, com Dilma na Venezuela e Michel Temer nos EUA

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presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), assume oficialmente hoje a Presidência da República. A cerimônia será ao meio-dia, na Base Aérea de Brasília, pouco antes da viagem de Dilma Rousseff para a Venezuela. Durante o período em que permanecerá no cargo, até a madrugada de domingo, Maia deverá despachar diretamente do Palácio do Planalto. Essa será a primeira vez que o petista Maia, metalúrgico como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumirá a presidência. Pela hierarquia constitucional, ele é o segundo na linha sucessória, atrás apenas do vice-presidente Michel Temer, que está nos Estados Unidos e retorna na manhã de sábado. Até lá, Maia ocupará o cargo de presidente. Dilma em Caracas – Antes do embarque, a presidente terá uma reunião no Planalto com

Christine Lagarde, diretoragerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em Caracas, Dilma vai participar, ao lado de outros 32 chefes de Estado e de governo, da 3ª Calc – Cúpula da América Latina e Caribe. A reunião vai promo-

Agenda de Dilma Rousseff prevê encontros bilaterais na Venezuela com Hugo Chávez, Evo Morales e Cristina Kirchner

ver a discussão dos impactos da crise econômica internacional sobre a região. Ainda hoje, Dilma terá uma reunião privada e ampliada com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Será o pri-

meiro encontro entre os dois após o tratamento de câncer que ele fez em Cuba. Dilma terá também encontros bilaterais com os presidentes Evo Morales, da Bolívia, e Cristina Kirchner, da Argentina na manhã de sexta-feira, antes do início da reunião de cúpula. Três documentos – No encontro serão assinados três documentos considerados essenciais para a consolidação do novo bloco. Um deles se refere aos procedimentos da Comunidade dos Estados LatinoAmericanos e Caribenhos (Celac) estabelecendo datas e metas. No segundo, há a declaração final do grupo, no qual são expostas as propostas, e o terceiro é relativo à defesa da democracia e da ordem constitucional na região. Países como Honduras integrarão a Celac. O presidente Porfirio Pepe Lobo, desde que assumiu o governo, em 2010, tenta se aproximar da comuni-

Depois de Lula: Marco Maia é o segundo ex-metalúrgico a assumir a Presidência da República.

dade internacional e desfazer o clima de desconfiança em relação às instituições de Honduras que, em 2009, sofreu um golpe de Estado, segundo autoridades brasileiras, pois o então presidente Manuel Zelaya foi deposto. Calc baiana – A primeira reunião da Calc foi na Bahia, em 2008. Dois anos depois, no México, ocorreu o segundo encontro quando os líderes políticos decidiram criar a Celac, a partir da fusão da Calc e do

Grupo do Rio, entidades que englobavam os líderes políticos dispostos a buscar a integração da região. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o Brasil mantém embaixadas permanentes em todos os países da Celac. Os números mostram ainda que a corrente de comércio com os países da região cresceu cerca de quatro vezes em oito anos, no período de 2002 a 2010. O intercâmbio comercial do

Brasil com as Américas do Sul, Central, o México e Caribe atingiu, em 2010, US$ 78 bilhões. Em 2011, até setembro, o intercâmbio comercial com a região alcançou US$ 69 bilhões. Dilma deve retornar ao Brasil no final da tarde de sábado, após participar das sessões plenárias. Entre os ministros que acompanham a presidente estão Antonio Patriota, das Relações Exteriores, e Aloizio Mercadante, da Ciência, Tecnologia e Inovação. (Agências)

Alan Marques/Folhapress

Os eleitos pela Câmara como 'pessoas relevantes' Na lista, o dono de um restaurante, José Genoino, um pastor evangélico, Serra...

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Cândido Vaccarezza foi o padrinho de José Genoino para receber, junto com vaias, a medalha da Câmara.

dono de um dos restaurantes mais frequentados por políticos em Brasília, o empresário Marco Aurélio Costa recebeu ontem a Medalha do Mérito Legislativo da Câmara dos Deputados. Outro premiado foi o ex-deputado federal e atual assessor do ministério da Defesa, José Genoino. Indicado pelo líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), Genoino foi vaiado por pessoas que

acompanhavam a cerimônia. O prêmio é conhecido por ser a "maior honraria concedida" pela Câmara a pessoas com "relevantes serviços prestados ao País". A indicação é feita pelos líderes partidários e integrantes da Mesa Diretora. Costa, dono do Piantella, recebeu o prêmio graças do primeiro-secretário da Câmara, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), que assim justificou. "Ele é um cidadão brasileiro, um empresário dono de um lugar com uma

grande história política, palco de discussões acirradas na época da redemocratização", afirmou, acrescentando, que a homenagem "foi justa". Outro agraciado foi José Serra, que chegou atrasado. Quem também ganhou a sua, a pedido das lideranças do PSC e do PTdoB, foi o pastor evangélico Silas Malafaia. A medalha do mérito foi criada em 1983 e, neste ano, foram agraciadas 39 pessoas. A entrega ocorreu no Salão Negro. (Agências)


p Comissão de Ética recomenda a Dilma: demita Lupi!

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Se a presidente não acatar a decisão, seria melhor desativar a comissão. Senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP)

olítica

Dida Sampaio/AE

A decisão entre os conselheiros foi unânime. Para eles, as explicações dadas sobre as irregularidades apontadas na pasta não convenceram. No auge dos escândalos, Lupi chegou a dizer que só sairia do governo "à bala". Agora, não há certeza disso.

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Comissão de Ética Pública da Presidência da República, por unanimidade, recomendou ontem à presidente Dilma Rousseff, que hoje viaja para a Venezuela, a demissão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. A decisão da comissão, um órgão alojado na estrutura do Palácio do Planalto, deve abreviar a sobrevida do presidente licenciado do PDT na Esplanada dos Ministérios – só não se sabe ainda até quando. A justificativa para o pedido é que as explicações dadas pelo ministro não foram satisfatórias. "Encaminhamos a recomendação da comissão para exoneração do ministro do Trabalho", disse Sepúlveda Pertence, presidente da comissão. Com um passivo de escândalos, Lupi entrou para a lista de ministro que serão trocados na reforma ministerial, programada para o início do próximo ano. O parecer foi enviado ainda ontem para o gabinete da presidente. E agora? – Para os conselheiros, Lupi deu explicações consideradas insatisfatórias às revelações de irregularidades envolvendo convênios suspeitos firmados pela pasta com organizações não-governamentais, muitas delas ligadas a integrantes do PDT, partido de Lupi. De acordo com a comissão, casos de cobrança de propina no ministério não foram esclarecidos e comprometeram a permanência dele à frente do Trabalho. Segundo o relatório da comissão, as explicações apresentadas pelo ministro para as irregularidades não foram convincentes e as respostas dadas às questões levantadas no Congresso e pela imprensa foram consideradas "inconvenientes", afirmou Pertence. Mesmo assim, o presidente da comissão se esquivou de dizer se agora Dilma iria demitir o ministro. "Aí, não é um pro-

Ed Ferreira/AE

Sem sustentação: Lupi perde apoio do próprio governo, que sugere defenestrá-lo já do cargo.

Negromonte agenda suas explicações ao Congresso Ministro confirma presença para tentar esclarecer denúncias de altos gastos

O Rápido: Sepúlveda Pertence já encaminhou sugestão de exoneração.

Encaminhamos a recomendação da comissão para exoneração do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. SEPÚLVEDA PERTENCE

blema da comissão", disse, ao final de reunião de rotina realizada no Palácio do Planalto. Rede de escândalos – Lupi foi arrastado por uma rede de escândalos em novembro, que o colocaram sob pressão. Primeiro, foi acusado de usar um avião providenciado pelo empresário Adair Meira, presidente da instituição Pró-Cerrado, com negócios suspeitos com o Trabalho. O ministro negou o voo e depois foi desmentido pelos fatos. No auge dos escândalos, em depoimento no Congresso, chegou a dizer que só sairia do governo "à bala". Mas não contava com o arsenal de denúncias publicadas pela imprensa nem a fraca munição fornecida por um órgão da Presidência. Na noite de ontem, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), admitiu que a decisão da comissão compli-

cava a situação de Lupi, por ser um "fato relevante negativo, e que portanto, será levado em conta dentro do governo". Saneamento – A Comissão de Ética da Presidência decidiu também recomendar que o secretário nacional de saneamento ambiental do ministério das Cidades, Leodegar da Cunha Tiscoski, "renuncie ao prêmio ou apresente justificativa para o seu recebimento". Essa decisão refere-se à denúncia encaminhada pela Controladoria-Geral da União (CGU) para apuração de possível violação a preceitos éticos na celebração de convênio pela autoridade com a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental para realização do 14º seminário de Benchmark e 24ª cerimônia de premiação do Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento. A comissão avaliou, também, uma consulta referente ao processo de seleção promovida pela Fundação Biblioteca Nacional em relação à ministra da Cultura, Ana Maria Buarque de Hollanda. O colegiado, após a análise do pedido, não identificou conflitos de interesse de natureza ética. Uma comissão da Fundação apenas selecionou uma série de livros a serem traduzidos, entre eles um de Chico Buarque – irmão da ministra, que tem entrado na lista da reforma. (AE)

ministro das Cidades, Mário Negromonte, comparecerá ao Senado na quinta-feira da próxima semana, dia 8, para falar das denúncias de fraude relacionadas à sua pasta. Haverá sessão conjunta da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) para ouvir o ministro. Negromonte confirmou a presença com o presidente da comissão, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Os convites foram feitos pelo líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR). Negromonte será questionado sobre a troca de um parecer destinado à implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Mato Grosso, o que elevou os gastos em R$ 700 milhões. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostra que a adulteração do parecer respaldou um acordo político de mudar o projeto de infraestrutura da Copa do Mundo, em Cuiabá Câmara – O ministro também marcou para 14 de dezembro o seu comparecimento à Câmara do Deputados para esclarecer denúncias de irregularidades no ministério. O convite a Negromonte foi aprovado mais cedo na Comissão. A audiência será na Comissão de Fiscalização Financeira e

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assessoria de imprensa do ministério do Trabalho e Emprego informou ontem que o ministro Carlos Lupi não irá se pronunciar sobre a recomendação feita pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República de exoneração do ministro. De acordo com a assessoria, Lupi ainda não teve acesso ao documento oficial e por isso não iria comentá-lo. O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), afirmou que a decisão da Comissão de Ética mostra que a oposição estava correta ao pedir a apuração das denúncias contra Lupi. "Os fatos são da maior gravidade. Chegaram ao ponto de a comissão dizer que ele não pode mais ficar. A presidente Dilma não tem mais o que esperar. Agora não é mais um afastamento, mas sim a demissão pura e simples", afirmou Bueno. Ele considerou que sempre que houver uma denúncia grave, o denunciado deve pedir li-

cença do cargo e que quando o acusado não toma essa atitude, cabe à autoridade maior – no caso, Dilma – afastá-lo. Já o líder do PT, senador Humberto Costa (PE), afirmou que a decisão do Conselho é um "fator de constrangimento de ordem legal", que deixa a presidente Dilma numa "situação difícil". Para o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), a manifes-

tação decisão deixa a presidente sem alternativa, sobretudo por partir de uma instância do governo responsável por zelar pela ética pública. "Se ela não acatar, seria melhor desativar a Comissão". Sobre os rumores de que Dilma poderia demitir Lupi somente na reforma ministerial, no início do ano, Randolfe disse que a decisão de ontem muda o cenário e obriga a presidente a agir. (AE)

Andre Dusek/AE - 10.10.11

Rubens Bueno: "A presidente Dilma não tem mais o que esperar".

cobrando R$ 1 milhão de propina para a autorização de abertura de sindicatos. Segundo a denúncia, Carvalho foi avisado da extorsão, mas não tomou providências. A Secretaria-Geral da Presidência da República divulgou nota negando que o ministro tenha recebido e-mail contendo supostas denúncias de cobrança de propina. "Essa afirmação é falsa", ressalta a nota, referindo-se à reportagem de Veja do último fim de semana. Sem citar o nome da revista, a nota acrescenta que em momento algum, nem a revista, nem um site (também não identificado) indagaram à Secretaria-Geral se o ministro teria recebido o referido email. (AE)

Valter Pontes/AE - 25.11.11

Negromonte: na construção de VLT, custos aumentaram R$ 700 mi

CÓDIGO FLORESTAL

E o ministro não quer nem ouvir falar no assunto Assessoria de Lupi diz que ele não se pronuncia sobre sugestão de sua saída

Controle da Casa. A confirmação da data e do comparecimento do ministro foi feita por deputados do PT. A oposição, sem votos para aprovar o chamamento de funcionários da Pasta envolvidos nas denúncias, retirou o requerimento que convidaria Higor Guerra (Analista de Infraestrutura do Ministério), Luiza Vianna (diretora de Mobilidade Urbana do Ministério) e Cássio Peixoto (Chefe de gabinete do ministro). Rejeição – Mas a base aliada rejeitou por 12 votos a 4, a convocação ao ministro da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, para explicar denúncias feitas pelo sindicalista Irmar Batista, de que assessores do Ministério do Trabalho estariam

Votação será na terça-feira

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enadores do governo e da oposição aprovaram ontem, por 58 votos a 6, o requerimento de urgência para votar o projeto do Código Florestal na próxima terça-feira. O procedimento se deu no mesmo dia em que o pedido foi lido no plenário e sem os protestos dos dois senadores do PSol – Marinor Brito (PA) e Randolfe Rodrigues (AP) – os únicos que, publicamente, se manifestam contra os termos da proposta. Agora, a expectativa do governo é a de iniciar a tramitação do projeto na Câmara na próxima quinta-feira. Cumprindo o prazo e estendido o exame do texto até o dia 22, véspera do início do recesso legislativo, os líderes acreditam que haverá tempo suficiente para a proposta começar a vigorar ainda este ano. No entanto, alguns pontos, como a recomposição de áreas desmatadas, ainda precisam ser regulamentados. O PSol, que é contra a votação da matéria, conseguiu derrubar anteontem, com uma

manobra regimental, a análise do requerimento de urgência, que garante prioridade na pauta. De acordo com as regras, após a urgência, são necessárias duas sessões deliberativas para o projeto ser submetido aos senadores no plenário. "A votação vai ficar para terça-feira", informou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB/RR). Um fator complicador para a votação do código pode ser a análise da emenda que prorroga a DRU (Desvinculação das Receitas da União) até 2015, prioridade para o governo. Segundo a Mesa Diretora, o primeiro turno da emenda também já pode ocorrer na terça-feira. Jucá disse que ainda vai avaliar as votações. O Código Florestal impõe limites ao avanço da agricultura e da pecuária no País ao definir quais áreas podem ser ocupadas pelos proprietários rurais e quais devem ser obrigatoriamente preservadas. Quando chegar ao plenário, pelo menos dois pontos devem concentrar os embates en-

tre ruralistas e ambientalistas. A principal divergência diz respeito à manutenção dos apicuns (parte dos manguezais) como APPs (áreas de proteção permanente). É nesse bioma que se faz a criação de camarão. O governo defende a permanência dos mangues como APPs, mas a bancada do Nordeste, que tem apoio dos ruralistas, não aceita. A outra divergência polêmica trata da consolidação de atividades rurais em bacias hidrográficas mais ameaçadas. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) propõe que os comitês de bacia tenham prerrogativa de decidir o aumento de porcentuais de proteção dessas áreas. Os ruralistas reclamam que isso dá poder demais para os comitês, formados por representantes dos Estados, municípios e sociedade civil. Além de votação pelos senadores, o projeto do novo Código Florestal vai precisar de uma nova votação na Câmara, uma vez que sofreu mudanças no Senado. (Agências)


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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

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No passado, as pessoas se diziam liberais, socialistas, sociais-democratas. Hoje, os conceitos interagem. Gilberto Kassab (PSD), prefeito de São Paulo

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Unidos, vereadores minam caso Controlar

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base governista do gam as acusações. O MPE ainprefeito Gilberto da pede que os réus devolvam Kassab (PSD) mais R$ 1,1 bilhão aos cofres públiuma vez se sobre- cos, além do encerramento do pôs à oposição e impediu a contrato com a Controlar, deconvocação do secretário mu- volução da taxa de inspeção e nicipal do Verde e Meio Am- de multas a donos de carros. biente, Eduardo Jorge, que teHistórico – O MP acusa Kasria de dar explicações à Câma- sab de ter resgatado em 2007 ra sobre a fraude que o Minis- uma licitação feita na gestão t é r i o P ú b l i c o a p o n t o u n o Maluf (1993-1996) para favorecontrato da Prefeitura com a cer as empresas que compraControlar – empresa responsá- riam a Controlar dois meses vel pela inspeção veicular. depois. Kassab desengavetou Em audiência na segunda- o contrato e decidiu usá-lo, f e i r a , n a C omesmo após missão de Fialertas sobre irn a n ç a s , 5 v ereg ul a ri da de s readores votados técnicos da Essa questão é ram contra a Prefeitura e pemuito simples. convocação e 3 lo Tribunal de a favor. Mais O MP entende que o Contas do Muuma demonscontrato é irregular nicípio (TCM). tração de força Para a maior e a prefeitura não. da base kassaparte dos veCabe à Justiça bista, que já readores, o MP decidir. conseguira está acompasustar um penhando o caso, GILBERTO KASSAB dido de CPI feiportanto não to pela bancahá necessidade da do PT na terça-feira. de abertura de Comissão ParKassab tem hoje o apoio de lamentar de Inquérito (CPI). 41 dos 55 vereadores. Seu reCPI – Em nota divulgada oncém-criado PSD já tem a maior tem, a executiva municipal do bancada: 13 parlamentares. PT anunciou o apoio à bancada Com a nova vitória da base do partido na Câmara dos Vegovernista, a possibilidade de readores de São Paulo para inso caso Controlar ser investiga- talar CPI e investigar irregulado pelos vereadores ainda este ridades entre prefeitura e Conano foi definitivamente enter- trolar apontadas pelo MP. rada. Na última sexta-feira os "Considerando da mais alta promotores que contestam o gravidade a situação apresenconvênio da Prefeitura com a t a d a , a e x e c u t i v a d e c i d i u empresa conseguiram na Jus- apoiar a iniciativa da Bancada tiça bloqueio dos bens do pre- do PT na Câmara Municipal de feito, do secretário municipal pedir uma CPI para apurar os do Verde de 13 empresários e fatos", diz a nota. O PT, que faz oposição a Kasde seis empresas. Todos ne-

sab, acusa a administração do PSD de desrespeitar os motoristas paulistanos que fazem a inspeção veicular. Critica o "abuso de preço" cobrado dos motoristas nas vistorias, sem garantias "de controle sobre emissão de poluentes, finalidade única da inspeção veicular". Defende revogação do contrato com a Controlar e abertura de nova licitação para o serviço. Enquanto a situação não se define, o partido propõe suspensão das vistorias. Na terça-feira, a base aliada do prefeito conseguiu barrar o pedido de instalação de uma CPI na Câmara. A oposição, capitaneada pelo PT, não conseguiu sequer convocar Eduardo Jorge para falar sobre a questão.

Secretário do Verde e Meio Ambiente deveria ir à audiência, para dar explicações à Câmara sobre a fraude que o MP apontou no contrato da Prefeitura com a Controlar, mas base governista impediu a oposição.

Nilton Fukuda/AE - 28.11.11

Kassab: vitória da base governista enterra investigação do caso Controlar esse ano.

Essa é a primeira mobilização do diretório contra Kassab, desde que o PT anunciou a pré-candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad, à sucessão municipal. Haddad já deu indícios de que não vai poupar a administração de Kassab na campanha de 2012. "O sentimento é de mudança, não de continuidade. As coisas precisam mudar em SP". Sobre irregularidades, Kassab disse: "Essa questão é muito simples. O MP entende que o contrato é irregular e a prefeitura acredita que não. Cabe à Justiça decidir". (Agências)

Kassab anuncia alianças com PSB em todo o País

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prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), disse ontem que seu partido pretende fazer uma série de alianças com o PSB pelo País nas eleições de 2012. Segundo ele, as duas siglas têm "convicção" de que o caminho "é o comum". "O PSD nasceu em todos os estados discutindo a sua composição com o PSB". Kassab esteve em Porto Ale-

gre, ontem, onde fez palestra na Federação das Associações Comerciais do Estado. Questionado sobre a eleição municipal em São Paulo, respondeu que o objetivo é fazer uma aliança com o PSDB local, de quem se disse "aliado há mais de 15 anos". Mas afirmou que discutir a questão com os tucanos já querendo impor a cabeça de chapa seria difícil. Ele ressalvou que as negocia-

ções com o PSDB são prioridade do PSD, pois os quadros da nova sigla são lideranças vindas do DEM, aliado do governo tucano em São Paulo há anos. Para ele, o PSD tem posições próximas ao " liberalismo", e "do Estado forte". "No passado, as pessoas tinham a tendência de se dizerem liberais, socialistas, sociais-democratas, mas cada vez mais os conceitos interagem". (Agências)


p Ficha Limpa: STF adia votação outra vez DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Convém lembrar que em um cenário de crise não podemos correr riscos. Presidente Dilma Rousseff

olítica

Não houve quórum e a aplicabilidade da lei será julgada depois que a nova ministra, Rosa Maria Weber Candiota, for aprovada em sabatina no Senado, no dia 6. Andre Dusek/AE

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Nada feito: ministros não se reuniram em número suficiente para julgamento da lei.

Dilma está preocupada com atraso na votação da DRU

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presidente Dilma Rousseff manifestou ontem ao governador de Sergipe, Marcelo Déda, preocupação com o atraso na votação da proposta de prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU), no Senado. "É bom não esquecer que estamos dentro de uma crise grave na economia mundial e, em um cenário de crise, não podemos correr riscos", disse ela, segundo relato de Déda. Para Dilma, sempre segundo o governador, é importante que todos entendam a "importância estratégica" da aprovação da

DRU, neste momento. Dilma ressaltou ao governador que os R$ 62 bilhões que o governo teria para investir em setores importantes, onde fossem necessários, sem amarras constitucionais, como prevê a DRU, seriam considerados "uma âncora a mais para a economia do Brasil usar para enfrentar a crise". Ela condenou a condição imposta por partidos da base de aprovação da DRU mediante a liberação de recursos para a educação e votação da emenda 29, que assegura recursos para a saúde. Para Dilma, é "muito complicado" misturar dois as-

suntos diferentes e importantes como educação e saúde, com a DRU. "São temas relevantes que têm de ser debatidos. Mas, condicionar a aprovação da DRU a essas situações pode prejudicar a votação da DRU e com gravíssimas consequências para o País, em um momento que a economia mundial atravessa uma grave crise". Sobre comentários da oposição, de que aprovar a DRU é como dar cheque em branco ao governo, Déda reagiu. "A oposição precisa apresentar alternativas e não ser irresponsável frente a um tema tão importante". (Agências)

Supremo Tribunal Federal (STF) adiou ontem, por falta de quórum, o julgamento sobre a validade da Lei da Ficha Limpa. A ação chegou a entrar na pauta do dia, mas no momento em que seria julgada não obteve quórum suficiente para que o julgamento prosseguisse. No último dia 9, os ministros colocaram o tema em pauta, mas um pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa paralisou os trabalhos. Ontem, o julgamento seria retomado com o voto de vista de Barbosa, mas o único voto proferido foi o de Fux, que fez uma defesa quase integral da lei. O ministro propôs apenas uma alteração: só ficariam inelegíveis políticos que renunciassem para escapar de possí-

vel cassação quando o processo no Conselho de Ética já estivesse em andamento. Brecha – A proposta foi rechaçada pelos defensores da lei, que viram a possibilidade de brecha para políticos escaparem da inelegibilidade. Em seguida, Fux admitiu que poderia mudar seu voto para adequá-lo à versão mais austera da norma. Há na Corte uma intenção de somente retomar a votação com a composição completa. A ministra Rosa Maria Weber, indicada pela presidente Dilma Rousseff para o STF, só será sabatinada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima terça-feira, 6 de dezembro. Em seguida, o plenário da Casa tem de aprovar o seu nome. Somente após esse processo é que ela poderá

tomar posse. "Essa questão vai ser recolocada na sessão em que vamos votar o pedido de vista", disse Fux no começo do mês. Paralisação – Cerca de 3.600 juízes do trabalho de todo o País cruzaram os braços, ontem, por um reajuste salarial de 25%. A adesão atingiu 80% da categoria. Durante a paralisação, só foram atendidas demandas emergenciais. Deixaram de ser realizadas mais de 20 mil audiências, sentenças e despachos, para desconforto dos trabalhadores que foram ontem às varas trabalhistas em 26 dos 27 estados. Só Santa Catarina não aderiu. Cerca de 2 mil juízes federais cruzaram os braços, segundo a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra). (Agências)

Senado aprova exigência de diploma para jornalista PEC contraria o STF, que considera imposição atentado à liberdade de expressão

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Senado aprovou ontem, em primeiro turno, a proposta de emenda constitucional que torna obrigatório a obtenção do diploma de curso superior de jornalismo para o exercício da profissão. De iniciativa do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), o texto contraria o Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2009, decidiu que a exigência do diploma, imposta no regime militar, atenta contra a liberdade de expressão. Essa emenda, aprovada por 65 a 7, e outra idêntica, que tramita na Câmara dos Deputados, são alvo do lobby pela aprovação por parte da Federação dos Jornalistas (Fenaj) e de outras entidades sindicais. E no Senado, só foi votada porque o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), passou por cima de um acordo feito pelos líderes que excluía a

matéria da pauta de votações desta semana. Os líderes do DEM e do PMDB, senadores Demóstenes Torres (GO) e Renan Calheiros (AL), protestaram: "Tudo o que combinamos está sendo descumprido", disse o democrata. "A decisão está sendo ignorada", acrescentou o peemedebista. Demóstenes

rejeitou a alegação de Sarney de que não agiu de má-fé, ao lembrar que ele "não é assim tão ingênuo para se deixar enganar". "Nós fizemos um acordo e ele foi desrespeitado", constatou no plenário. Ele dá como certo que, se for ressuscitada, a obrigatoriedade do diploma será de novo derrubada pelo Senado (AE)

Valter Campanato/ABr

Retomada: senadores votam tema tratado pelo Supremo.

Chevron se declara envergonhada pelo acidente A empresa e a ANP vão à Câmara explicar o vazamento na Bacia de Campos

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pesar da "vergonha" da Chevron e do fato do Brasil ter um dos maiores índices de segurança referentes à extração de petróleo, a petroleira não conseguiu evitar o vazamento de óleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) ainda está analisando o que aconteceu. Em audiência na Câmara, Luiz Pimenta, superintendente de Meio Ambiente da Chevron, afirmou ontem que a empresa estava "envergonhada" pelo vazamento. "Para a Chevron uma gota de óleo já é um problema, imagina só como estamos envergonhados pelo Ed Ferreira/AE

Luiz Pimenta: foi um "incidente". "Para a Chevron, uma gota de óleo já é problema, imagina agora".

que ocorreu", afirmou, acrescentando que a empresa assume toda a responsabilidade pelo incidente. "Ela fez uso de todos os recursos disponíveis para conter o escape de óleo", que está "praticamente contido" restando o chamou de "óleo residual" ou "pouco menos de três barris por dia". Segundo Pimenta, as fissuras do poço foram cimentadas. "A fonte está cessada, mas ainda existe um fluxo residual." Ele só não tem uma previsão de quando o vazamento irá cessar por completo. Durante a audiência na Câmara, o secretário de Petróleo e Gás Natural do Ministério de

Minas e Energia, Marco Antonio Martins Almeida, disse que o vazamento motivou o governo a repensar seu plano de contingencia para casos de derramamento de óleo. O novo texto deverá estar concluído dentro de 15 dias. Já o chefe da Coordenadoria de Segurança Operacional da ANP, Raphael Moura, depois de realçar que os índices de segurança referentes à extração de petróleo no país são os maiores do mundo, confirmou que a "investigação minuciosa da agência" poderá gerar notificações, multas, medidas cautelares até "a rescisão do contrato de concessão". (ABr)


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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

9 TUNÍSIA Ex-ditador Ben Ali é sentenciado a cinco anos de prisão por torturar oficiais

nternacional

APÓS 50 ANOS Secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton visita Mianmar

Stefan Wermuth/Reuters

O 'BATEU, LEVOU' DO JOGO DIPLOMÁTICO Após a invasão à sua embaixada em Teerã, a Grã-Bretanha retira sua equipe do Irã e expulsa os diplomatas iranianos de Londres. Logo depois, Teerã anuncia a mesma medida.

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s re l a ç õ e s e n t re Grã-Bretanha e Irã chegaram ontem a seu ponto de maior tensão em décadas com a decisão do governo britânico de fechar sua embaixada em Teerã e expulsar de Londres todos os diplomatas iranianos. Em resposta, o Ministério de Relações Exteriores do Irã ordenou a expulsão de todo o pessoal da embaixada britânica em Teerã, baseado no princípio de reciprocidade da diplomacia. A decisão da Grã-Bretanha foi uma resposta ao ataque promovido por estudantes a casas de diplomatas e à embaixada britânica em Teerã, que foi saqueada e parcialmente destruída na terça-feira. Esta é a mais séria crise diplomática entre os dois países desde que reataram as relações, em 1999. Na semana passada, a GrãBretanha e outros países ocidentais adotaram sanções econômicas contra o Irã após relatório de uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) apontar evidências de que Teerã busca desenvolver armas nucleares. As sanções – que no caso da Grã-Bretanha incluem a proibição de transações entre instituições financeiras do país e o Irã – foram usadas como motivo para o ataque à embaixada britânica em Teerã. William Hague, ministro das Relações Exteriores da

Grã-Bretanha, falou em conivência do regime iraniano com a invasão. Ele disse que seria "irreal" pensar que a ação na embaixada tenha sido conduzida sem "algum grau de consentimento" das autoridades. Em discurso ao Parlamento, Hague deu prazo de 48 horas para os diplomatas iranianos deixarem Londres. "Se um país faz com que seja impossível para nós operar em seu território, não pode esperar manter uma embaixada aqui", justificou. Hague disse que isso não significa o corte total das relações com Teerã, apesar de reconhecer que as relações entre os dois países estão no nível mais baixo possível. Mais cedo, ontem, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que está considerando tomar "medidas muito severas" e alertou o governo iraniano sobre as "sérias consequências" pelo comportamento "completamente inaceitável e vergonhoso por parte dos iranianos". Em discurso ao Parlamento, ele afirmou que sua principal preocupação é garantir a segurança dos funcionários da embaixada britânica. Ciente do que ocorreu em 1979, quando estudantes radicais iranianos mantiveram 52 norte-americanos como reféns durante 444 dias na embaixada dos EUA em Teerã, a GrãBretanha só anunciou as retaliações depois que todos os seus mais de 20 funcionários

diplomáticos e dependentes já haviam deixado o Irã. Reação - Por sua vez, o Irã afirmou que a decisão britânica de fechar a embaixada iraniana em Londres era "precipitada" e que isso levará a futuras retaliações, afirmou um portavoz do governo, de acordo com a TV estatal. "O porta-voz do Ministério do Exterior... descreveu a decisão como... precipitada e acrescentou que naturalmente o governo da República Islâmica do Irã tomará mais ações apropriadas em relação ao assunto", afirmou. A agência Fa r s ainda afirmou que seriam expulsos pelo Ministério de Exteriores iraniano os diplomatas e o resto do pessoal da embaixada britânica em Teerã, seguindo o princípio de reciprocidade. Apoio - Outros governos se solidarizaram com a Grã-Bretanha. Alemanha, França, Itália, Espanha e Suécia convocaram os embaixadores em Teerã para discutir o tema, enquanto a Noruega fechou sua embaixada na capital iraniana por precaução. A União Europeia deve realizar hoje em Bruxelas um conselho de ministros de Exteriores, no qual, entre outras coisas, espera aprovar novas sanções contra o Irã e discutir futuras medidas de pressão contra o país, entre elas um eventual embargo de compra de petróleo, algo que por enquanto divide os países membros. (Agências)

Policiais montam guarda diante da embaixada iraniana em Londres, após ultimato dado pelos britânicos.

Ataque surpresa de Israel?

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principal general dos EUA disse ontem que não tem certeza de que Israel avisaria de antemão Washington caso decida realizar uma ação militar contra o Irã. O general Martin Dempsey, chefe do Estado-Maior Conjun-

to das Forças Armadas, admitiu também que há divergências entre Israel e EUA sobre a melhor maneira de lidar com o Irã e com o seu programa nuclear. Ele afirmou que os EUA estão convencidos de que as sanções e a pressão diplomática são o melhor caminho para convencer o Irã a abandonar seu programa atômico, mas sempre mantendo "a intenção declarada de não retirar nenhuma opção da mesa" – expressão usada para dizer que não descartam uma ação

militar no futuro. "Não tenho certeza de que os israelenses partilham nossa avaliação sobre isso. E, como eles não (partilham), e como para eles isso é uma ameaça existencial, acho que provavelmente é justo dizer que nossas expectativas são diferentes no momento", disse. Questionado sobre se Israel alertaria os EUA caso optasse por uma ação militar, Dempsey respondeu de forma lacônica: "Não sei." (Reuters)

AFP

No prédio principal da representação diplomática, os manifestantes estilhaçaram vidros, incendiaram um carro e queimaram uma bandeira britânica.

Novas cenas da destruição

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ovas imagens divulgadas ontem mostram cenas da invasão dos estudantes iranianos aos dois complexos da embaixada britânica em Teerã, na terça-feira. Além de causarem danos materiais e manterem funcionários da embaixada como reféns, os manifestantes destruíram e roubaram documentação oficial, de acordo com uma fonte europeia.

No norte da capital, manifestantes fizeram vigília diante da residência dos diplomatas britânicos, que decidiram passar a noite na embaixada francesa.

Franck Fife/AFP

Reuters

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Haia julgará ex-líder da Costa do Marfim

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ominique Strauss-Kahn, exdiretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), lança hoje em Paris um livro com sua versão autorizada sobre seu envolvimento em uma rede de prostituição e acusações de assédio sexual que enfrentou – entre elas o ocorrido em maio em Nova York, pelo qual chegou a ser preso e absolvido, informou o jornal Le Monde.

O Sobre as acusações da camareira Nafissatou Diallo, o francês admitiu ter mantido uma relação sexual "consensual, porém estúpida", e que as acusações da imprensa sobre seu envolvimento com prostitutas são "insuportáveis".

O autor, Michel Taubmann (foto), usou depoimentos do político. No livro, Strauss-Kahn descreve seu comportamento sexual como "livre", mas que não possui "nada de ilegal" ou que possa interferir em suas decisões políticas. (Folhapress)

ex-presidente da Costa do Marfim Laurent Gbagbo chegou ontem em Haia, onde enfrentará quatro acusações de lesa-humanidade, entre assassinatos, estupros, perseguições, atos desumanos e outras formas de violência sexual, indicou ontem o Tribunal Penal Internacional (TPI) em comunicado. (EFE)

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A Síria desperdiçou a última chance que lhe foi dada. O chanceler turco, Ahmet Davutoglu. nternacional Mahmud Hams/AFP

A FORÇA DA IRMANDADE MUÇULMANA Banido na era Mubarak, grupo islâmico desponta como vencedor das eleições parlamentares.

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poderosa Irmandade Muçulmana, um grupo islâmico moderado, liderava ontem a apuração da fase inicial das primeiras eleições parlamentares desde a queda do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro. O Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político do grupo, obteve 40% dos votos da primeira fase do pleito, segundo estimativas do próprio partido e dos analistas. O resultado preliminar foi divulgado ontem por juízes que supervisionam o pleito, em meio a um processo caótico de apuração. Eles disseram que a Irmandade Muçulmana recebeu mais votos até agora, segundo contagens p rel i m i n are s em Cairo, Alexandria, Luxor e Assiut. Apesar disso, em províncias rurais, o principal partido ultraconservador islâmico salafis, que é mais linha-dura que a Irmandade, aparentemente obteve um bom resultado. Em outros locais, o principal grupo secular liberal teve um desempenho expressivo. Atrasos - Os resultados finais da votação de segunda e terçafeira, que cobrem 9 das 27 províncias e que vão determinar cerca de 30% das 498 cadeiras da Câmara Baixa do Parlamento,

deveriam ter sido divulgados ontem, mas a Junta Eleitoral decidiu adiar o anúncio para hoje, pois ainda estão sendo contabilizados votos em alguns lugares no Egito e também dos egípcios que vivem no exterior. As autoridades também atribuíram o adiamento do resultado ao alto comparecimento na eleição. A participação foi de 85% – muito mais do que a das eleições da era Mubarak. As próximas duas fases da votação, que acaba em janeiro,

vão cobrir as outras 18 províncias. Depois, o processo se repete até março para eleger a menos poderosa Câmara Alta. Vigília - Na escola Masr al Gidida Sanaueya, após terem passado a noite em vigília contando os votos, observadores e funcionários da zona eleitoral cochilavam sentados em cadeiras, ou tomavam chá enquanto um juiz encerrava a apuração na manhã de ontem. Restos de comida e bebida se misturavam no chão a folhas

de papel amassadas, onde os votos de 400 urnas foram contabilizados um a um. O observador Wesam Yunan disse à agência Efe que o maior problema foi a confusão e a falta de espaço na zona eleitoral. Yunan garantiu que não observou nenhuma irregularidade, mas denunciou que algumas pessoas tentaram manipular o resultado final ao perceber que o vencedor da zona foi um liberal. "Membros de um partido religioso não gostaram do resultado e tentaram preencher cédulas em branco que tinham sobrado", disse, sem dizer, porém, de que partido político o grupo pertencia. Outras testemunhas confirmaram esta informação, mas disseram que a presença dos observadores e de membros da polícia e do exército impediu que a fraude fosse consumada. Como se não bastasse a confusão, professores que trabalharam como mesários, afirmaram que o governo não pagou o que foi prometido. Segundo o diretor do colégio Amaret Nasser, Adel Ibrahim, o governo prometeu pagar 350 libras egípcias (cerca de US$ 60) por dia de trabalho, tarifa superior ao que ganham lecionando (500 libras por mês). (Agências)

Israel libera verba palestina

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governo de Israel desbloqueou ontem a transferência de fundos de cerca de US$ 100 milhões mensais que o país coletava em nome da Autoridade Nacional Palestina (ANP), mas ressaltou que a medida será válida enquanto "os palestinos não voltarem a tomar decisões unilaterais". As medidas "unilaterais" referem-se aos pedidos dos palestinos a diversos órgãos internacionais, como a Unesco, para que fossem admitidos como Estado membro. Estas verbas representam 56% do orçamento da ANP, e com elas são pagos os salários de mais de 170 mil funcionários em Cisjordânia e Gaza. (EFE)

Mesários egípcios observam pilhas de votos a serem apurados em colégio eleitoral do Cairo

Sem amigos, sem armas e sem dinheiro. Turquia e Liga Árabe pressionam Assad com mais sanções

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Turquia, principal parceira comercial da Síria, anunciou ontem uma série de sanções contra Damasco, juntando-se à Liga Árabe nos esforços para isolar o presidente Bashar al-Assad em consequência da repressão militar a manifestantes. Ao anunciar as novas sanções à Síria, o chanceler turco, Ahmet Davutoglu, disse que Ancara irá bloquear o fornecimento de armas e demais suprimentos militares à Síria. As relações com o Banco Central sírio foram suspensas, e um acordo de cooperação será revogado até que Damasco tenha "um governo legítimo, que esteja em paz com o seu povo". "Todas as balas disparadas, todas as mesquitas bombardeadas eliminaram a legitimidade da liderança síria e isso aumentou a distância entre nós", afirmou o chanceler. "A Síria desperdiçou a última chance que lhe foi dada." Segundo Davutoglu, o país entrou em um "círculo vicioso de violência", apesar dos avisos da Turquia contra isso. "A Síria deve cessar imediatamente o uso da força contra a

população e as forças de segurança devem deixar as cidades", defendeu. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 3,5 mil pessoas foram mortas desde o início da revolta na Síria há oito meses. As sanções da Turquia e da Liga Árabe se somam a outras já em curso adotadas pelos Estados Unidos e a União Europeia contra o regime de Assad. A Turquia é um dos principais parceiros comerciais da Síria, por isso as sanções podem ter um impacto significativo na economia síria. A Turquia teve no ano passado um comércio bilateral de US$ 2,5 bilhões com seu vizinho do sul. O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, já foi um dos principais aliados regionais de Assad, mas ultimamente perdeu a paciência com ele, e a Turquia agora dá abrigo a militares sírios desertores e a uma frente oposicionista. Ancara prometeu que as sanções não afetarão o povo sírio, e descartou interromper o abastecimento de água ou energia elétrica. O governo turco disse também que a companhia Tur-

kish Airlines continuará operando voos para Damasco. Mais punições - A Liga Árabe também tornou públicas ontem as sanções contra a Síria. Nesse caso, as sanções se aplicarão a 17 personalidades do regime sírio, as quais terão negada sua entrada nos outros países árabes. As transações financeiras dos bancos centrais dos países árabes com o Banco Central da Síria também serão cortadas. Em outro golpe para Assad, Dubai, polo regional de transportes, disse que companhias aéreas com sede nos Emirados Árabes Unidos irão suspender seus voos à Síria. Segundo analistas políticos, as sanções turcas e árabes atingirão a classe empresarial síria, que sempre apoiou Assad, representando agora uma situação perigosa para o autocrata, porque as deserções ao seu regime poderão crescer entre o serviço público civil e a elite. "As classes mais abastadas podem começar a pressionar o presidente a negociar uma transição de poder", acredita George A. López, professor da Universidade de Notre Dame. (Agências)


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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 Newton Santos/Hype

POR UM MODELO SUSTENTÁVEL Antonio Carlos Pela, vice-presidente da ACSP: "São Paulo precisa superar os velhos modismos. Tivemos o dos carros e tantos outros. Defendemos um modelo concreto, duradouro, com um aproveitamento racional e um desenvolvimento sustentável",

idades

Fotos: Divulgação

Vista em perspectiva da proposta de reurbanização do Parque D. Pedro

Novas propostas para a revitalização da área central da cidade marcaram ontem o terceiro e último debate promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com a Nona Bienal de São Paulo (NonaBia). Na Oca, no Parque do Ibirapuera, projeto de reurbanização da região do Parque D. Pedro II propõe a criação de uma ampla esplanada que integrará toda a área onde hoje se encontra o Palácio das Indústrias e o Mercado Municipal. A ideia é recuperar a antiga Várzea do Carmo.

Na Esplanada D. Pedro II, lagoas de contenção vão reviver a antiga Várzea do Carmo, engolida pelo crescimento vertiginoso da cidade

Uma nova proposta para a cidade: a Esplanada D. Pedro Ivan Ventura

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revitalização de áreas do Centro, em especial o Parque D. Pedro II e o Vale do Anhangabaú, foram os temas do terceiro e último debate promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com a Nona Bienal de São Paulo (NonaBia). O encontro de ontem, ocorrido na Oca, no Parque do Ibirapuera, reuniu estudantes e arquitetos renomados. No debate, o primeiro painel abordou a reurbanização do Parque D. Pedro II e a intenção da Prefeitura de criar na área uma ampla esplanada, recuperando a chamada Várzea do Carmo - área permeável às margens do rio Tamanduateí, que desapareceu com o crescimento da cidade. A proposta está em estudo e pode ser conferida na íntegra no site www.unaarquitetos.com.br. Segundo a arquiteta Fernanda Barbara, do escritório Una (contratado pela Prefeitura para realizar o projeto urbano ou básico), a intenção é transformar o espaço atual em uma área verde e de convivência para o pedestre. Os viadutos hoje existentes no Parque D. Pedro II, como o Diário Popu-

lar, seriam demolidos. Eles dariam lugar a pistas para carros e também para pedestres. A ligação seria direta e sem curvas de um lado a outro do rio. Na esplanada projetada seriam construídas lagoas de contenção. Elas receberiam as águas do Tamanduateí, irrigariam as novas áreas verdes previstas para a região e retornariam limpas para o curso principal do rio. Além disso, estão sugeridas mais áreas verdes, edifícios voltados para a educação (Senai e Sesc) e outros para a área cultural. "O projeto contempla ainda o aterramento e a construção de uma avenida subterrânea, na avenida do Estado", disse Fernanda. Convidada do evento, a professora da FAU-Mackenzie, Nadia Someck, lembrou o passado e disse que o Parque D. Pedro foi projetado para as comemorações do centenário da Independência do Brasil. A proposta teria encantado o prefeito de São Paulo na década de 1910, Antonio Prado, que deu início às obras. Com o tempo, uma área inicialmente pensada para pedestres foi cedendo espaço aos carros. "O parque é um ícone da cidade, mas perdeu espaço para o 'rodoviarismo' galopante ocorrido na década de 1960, ou seja, o automóvel invadiu a re-

gião", disse Nadia. Anhangabaú - No segundo painel do encontro, o tema do debate foi a revitalização da região do Anhangabaú e suas obras já prontas, outras em andamento e muitas delas em fase de projeto. A restauração do Teatro Municipal foi o ponto de partida para a recuperação da região. Agora, o próximo passo é concluir a Praça das Artes e uma escola de música. O arquiteto da Secretaria Municipal de Cultura, Marcos Cartum, lembrou a futura Praça das Artes que um dia abrigou o Conservatório Dramático Musical, uma antiga e tradicional escola de música da cidade. "Essa escola já não era mais a mesma. Havia poucos alunos e o local estava em estado precário", disse Cartum. O novo espaço será entregue em setembro do ano que vem. No encontro, também foi lembrado outros projetos, como a revitalização do espaço para pedestres e da recuperação da galeria Prestes Maia. Na opinião do coordenador do curso de arquitetura e urbanismo do Mackenzie e responsável pela Nova Bienal, Valter Caldana, a inclusão de novas construções e a preservação de prédios e construções históricas é importante. "Só não deve-

Proposta de reviver a Várzea do Carmo prevê lagoas de contenção para irrigar novas áreas verdes

A esplanada dedicaria seu espaço preferencialmente para os pedestres, que teriam uma nova área de lazer

mos copiar modelos de fora, mas adaptá-los a nossa realidade", disse ele. O vice-presidente da ACSP e coordenador de seu Conselho de Política Urbana (CPU), Antonio Carlos Pela, expli-

Mario Ângelo/AE

Polícia procura ladrões de malas em Cumbica

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MÃE E FILHO MORTOS – Vicente Nakamatsu, de 45 anos, e sua mãe, Kameko Nakamatsu, 70, foram mortos ontem de manhã dentro de sua kombi na avenida Aricanduva, zona leste. A polícia acredita em crime premeditado. Ninguém foi preso. Mãe e filho estavam em uma Kombi indo para uma feira, mas nada foi roubado.

velhos modismos. Tivemos o dos carros e tantos outros. Defendemos um modelo concreto, duradouro, com um aproveitamento racional e um desenvolvimento sustentável", disse Pela.

Adriano Lima/AE

Atendimento no SUS será avaliado pelos pacientes rasileiros que forem internados em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) vão receber em casa uma carta para avaliar o atendimento. A iniciativa é do Ministério da Saúde e a consulta começa em janeiro de 2012. A cada mês, cerca de 1 milhão de cartas serão enviadas a usuários do sistema. O usuário responderá a cinco perguntas sobre a qualidade das instalações do hospital, o atendimento prestado pelos médicos e enfermeiros, a maneira como foi tratado e se recomendaria o hospital onde foi atendido para um amigo ou parente. O ministério pretende usar os dados para identificar denúncias de abuso, desvio ou má aplicação do dinheiro público. (Folhapress)

cou que a proposta da Associação Comercial de São Paulo, com o evento, é discutir com especialistas e estudantes e, no fim, apresentar novos modelos para a cidade. "São Paulo precisa superar os

polícia do aeroporto de Cumbica procura por, pelo menos, quatro ladrões de bagagens que atacam passageiros no saguão, em praças de alimentação, nas lojas e nos guichês de check-in eletrônicos. Imagens do circuito interno de lojas mostram as estratégias dos criminosos, parte deles presa em flagrante na semana passada, no estacionamento do aeroporto. Numa delas, um dos ladrões fica cerca de quarenta segundos esperando até conseguir levar a bolsa com o notebook da vítima, que toma um café tranquilamente até perceber o roubo. O ladrão é ajudado por um comparsa, cuja função é distrair ou intimidar a vítima. (Folhapress)

BALEADO – Um menino de 6 anos foi atingido por uma bala perdida, ontem de manhã, dentro de uma escola na zona sul. O caso aconteceu na Escola Municipal de Educação Infantil Almirante Sylvio de Magalhães Figueiredo. O garoto estava no pátio da escola junto com a professora e outros alunos. Ninguém foi preso.


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Jornal do dia Little Printer é um gadget para quem gosta de informação (nem sempre útil). Você a conecta a seu smartphone e todas as notícias recebidas pelo aparelho são impressas em um minijornal. http://bergcloud.com/littleprinter/

C ASA

F UTEBOL

Garoto-propaganda do Peixe

Fantasminha geek Luminárias que lembram os fantasmas do inesquecível jogo Pac-Man estão à venda por US$ 10 no site Think Geek.

Werther Santana/AE

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Santos reuniu ontem Neymar, Ganso e Falcão, três grandes ídolos do clube na atualidade para anunciar uma jogada de marketing especial para as comemorações de seu centenário, em 2012. O Peixe terá como garoto-propaganda ninguém menos que Pelé. Foram necessários dois anos de negociações para convencer o Atleta do Século XX a assumir a missão e há a possibilidade de que o contrato seja renovado em 2013. Os valores do contrato não foram revelados.

Neymar, Ganso, Pelé e Falcão: juntos para trazer mais sócios ao clube

Noah Seelam/AFP

C IÊNCIA

Ajude a entender o canto das baleias

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A LEMANHA

Cientistas dos EUA e do Reino Unido querem a ajuda de amadores em um estudo sobre baleias. Os pesquisadores criaram um site no qual todos os interessados podem escutar cantos dos animais e fazer comparações, observações, comentários sobre o padrão de comunicação entre baleias. O Whale Project ("Projeto Baleia") reúne 15 mil gravações de baleias-piloto e orcas.

Papa flagrado em infração Um morador de Dortmund, na Alemanha, denunciou o papa Bento XVI, por não usar cinto de segurança nos trajetos que realizou com o papamóvel durante sua visita à Alemanha. Segundo o cidadão, o papa cometeu várias vezes a infração à regra de trânsito do país.

O Ministério Público alemão deve sustentar que o papa, como chefe do Estado do Vaticano, tem imunidade diplomática. O homem, que se diz "não crente", afirma que está preocupado com a segurança do pontífice e espera que ele seja considerado um cidadão comum.

C A R T A Z

http://whale.fm

L OTERIAS Concurso 1197 da LOTOMANIA

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VISUAIS

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Para a comemoração do centenário, o Santos pretende promover um amistoso em que os craques da nova geração dividirão o campo com Pelé. Pelé aproveitou que o Santos está a poucos dias de viajar ao Japão para disputar o Mundial de Clubes e disse que confia que o Peixe leve a melhor numa possível final com o Barcelona, lançando uma farpa sobre os craques dos dois times. "Individualmente Neymar é melhor que Messi. Ele remata com o pé esquerdo, com o pé direito, é excelente jogador".

LIVRO SAGRADO - Vendedor apresenta as funcionalidades do 'Laptop Corão' em Hyderabad, na Índia. O computador custa US$ 57 e não tem programas, apenas o texto integral do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, digitalizado.

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M ODA Nova coleção de calçados do estilista japonês Kei Kagami: peças de arte para o cotidiano.

Exposição 'Imóvel' exibe obras de diversos artistas no Edifício Copan. Avenida Ipiranga, 200, Bloco A, República. Grátis.

Concurso 1341 da MEGA-SENA 01

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Concurso 2759 da QUINA 14

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O HOMEM CAMUFLADO O artista chinês Liu Bolin já é considerado por muitos fãs e especialistas como o mestre da arte da camuflagem. A nova intervenção realizada pelo artista o coloca escondido entre as prateleiras de vegetais de um supermercado. O trabalho meticuloso é produzido para confundir não apenas por meio de fotografias, mas principalmente as pessoas que passam por suas instalações, como os consumidores nos corredores cheios de produtos. A performance internacional de Liu Bolin não está programada para o Brasil, mas vale prestar mais atenção na próxima vez em que for escolher seu alface. http://bit.ly/lUTro8

A TÉ LOGO

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Games violentos alteram funções cognitivas e emocionais em uma semana, diz estudo

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Pesquisadores descobrem como estrela induz outra à morte e cria um buraco negro


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15 INTERNET Vendas da Black Friday têm alta de 88% em relação a igual dia de 2010

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LIVRO BEGE Estados Unidos crescem em ritmo lento a moderado, informou o Fed.

BC reduz Selic para 11% ao ano

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Banco Central (BC) anunciou ontem o terceiro corte consecutivo de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, que caiu para 11% ao ano. Foi a última reunião neste ano do Comitê de Política Monetária (Copom), que volta a se encontrar no dia 17 de janeiro de 2012. O corte dos juros já era esperado pelo mercado financeiro. A expectativa dos analistas agora é que o BC faça mais três reduções no início de 2012, o que traria a taxa básica para 9,5% ao ano. Ao fim do encontro de ontem, o BC divulgou a seguinte frase: "Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 11% ao ano, sem viés. O Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012." Crise – A redução dos juros é uma das medidas adotadas pelo governo desde agosto para evitar uma desaceleração mais forte da economia brasileira diante da crise financeira internacional. O BC também já retirou algumas restrições ao

Como medida de estímulo à atividade econômica, Copom corta meio ponto percentual na taxa, pela terceira vez no semestre. Sem viés.

crédito, inclusive nas operações com veículos e desconto em folha de pagamento. Também se espera redução de impostos sobre financiamentos ao consumo, entre outras medidas que podem ser anunciadas ainda neste ano.

ACSP e entidades produtivas aprovam decisão Representantes lembram que cenário requer cautela

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presidente da As- mércio de Bens, Serviços e Tusociação Comer- rismo do Estado de São Paulo cial de São Paulo (Fecomercio-SP) considerou a (ACSP) e da Fede- decisão sadia e sensata, pois ração das Associações Comer- deixa o Brasil com uma taxa de ciais do Estado de São Paulo juros mais próxima de um dí(Facesp), Rogério Amato, clas- gito. "Porém, é apenas a corresificou como correta a medida ção de um equívoco do goverdo Copom. "A decisão do Co- no quando estabeleceu arsenal pom de redu- Marcos Mendes/ LUZ m a c r o p r uzir em meio dencial no fiponto percennal de 2010 tual a taxa Separa combalic era esperater a alta dos da pelo merpreços," concado, em trapôs a entifunção das sidade. nalizações O presidenque o Banco t e d a F e c oCentral vinha m e r c i o - S P, t r a n s m i t i nAbram Szajdo, e nos paman, afirmou rece correta. que desde Ela se justifica a q u e l e m onão apenas mento a fedepelo agravaração tem mento do cealertado para nário externo, o erro conceic o m o t a mtual das ações, A redução da Selic bém pela depois não hareflete a estratégia s a c e l er a ç ã o v i a u m p roda autoridade da economia cesso inflaciomonetária de se revelada pelo nário por indicador do choque de deantecipar ao BC, que antepossível impacto da manda. "Concipa o desemter inflação crise externa penho do p ro v e n i e n t e ROGÉRIO AMATO, DA ACSP P ro d u t o I nde gargalos t e r n o B ru t o produtivos e (PIB), e que de fatores mostrou forte recuo da econo- pontuais e localizados por mia no terceiro trimestre. A re- meio de política monetária tradução da Selic reflete a estraté- dicional custa muito caro em gia da autoridade monetária termos sociais e produz um de se antecipar ao possível im- efeito pífio, como estamos venpacto da crise externa e de con- do no momento", ressaltou. ter o processo de desaqueciPara a Confederação Namento que vem sendo obser- cional da Indústria (CNI), o vado, e que tem se revelado Brasil se antecipa à nova fase mais forte do que o esperado. da crise e o Copom adota posAcreditamos que o processo tura diferente de "quando foi de redução da taxa Selic deva tímido" em 2008. "A continuicontinuar nas próximas reu- dade da redução de juros é niões do Copom, para evitar fundamental para amenizar a que o crescimento do PIB de desaceleração da produção 2012 fique abaixo da casa dos industrial, setor mais afetado 3%", disse Amato. pela crise", afirmou em nota a Também a Federação do Co- entidade. (Agências)

Números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que serão divulgados no início de dezembro devem mostrar que a economia brasileira encolheu no trimestre encerrado em setembro. Também houve recuo da in-

flação no último mês. Outro fator que contribui para a queda dos juros é a mudança no cálculo do Índice de

Preços ao Consumidor Amplo (o IPCA, índice oficial de inflação), anunciada na terçafeira pelo IBGE, que reflete al-

terações no perfil dos gastos dos brasileiros. Com base apenas nesta mudança, diversos economistas já reduziram suas projeções de inflação, o que abre espaço para cortes maiores dos juros. A redução dos juros não deve tirar o Brasil da posição de país com a maior taxa básica entre as economias mais importantes. Os juros também continuarão acima dos 8,75% ao ano alcançados durante a crise de 2008/2009, quando o impacto no Brasil foi maior e a inflação estava mais baixa. Essa mudança pode representar, no entanto, pequeno alívio para empresas que não têm acesso ao crédito com subsídios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e para os consumidores, que pagam hoje, em média, juros de 40% ao ano. Em 2009, a taxa média era inferior a 35% ao ano. Quem também ganha com o juro mais baixo são as instituições financeiras. Estudo recente do BC mostrou que a queda da taxa básica nos últimos anos não foi totalmente repassada para o consumidor e contribuiu para aumentar o lucro dos bancos. (Folhapress)

Corte não baixa juro estratosférico Diferença entre a taxa Selic e a realidade dos financiamentos ao consumidor chega a 900%

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redução da taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual, anunciada ontem, terá um efeito pequeno nos juros das operações de crédito para consumidores e empresas, aponta a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Segundo a associação, esse fato ocorre porque existe uma diferença "muito grande entre a taxa Selic e as taxas de juros cobradas aos consumidores que, na média da pessoa física, atingem 115,2% ao ano provocando uma variação de mais de 900% entre as duas pontas." De acordo com as simulações feitas pela Anefac, a taxa média das operações para os consumidores, atualmente em 6,6% ao mês, deve cair apenas 0,04 ponto percentual, para 6,56%, com o corte de ontem.

6,56

por cento ao mês passa a ser a nova média de juros para os consumidores – só 0,04 ponto percentual a menos que a anterior. Entre as taxas para as pessoas físicas, os juros do cartão de crédito devem cair de 10,69% ao mês para 10,65%. Assim, a utilização do rotativo sobre o valor de R$ 3.000 por 30 dias deve passar a custar R$ 319,50 de juros, ante R$ 320,70 anteriormente. No caso dos juros para empresas, a taxa média deve cair de 3,89% para 3,85% ao mês. Caixa – A Caixa Econômica Federal já reduziu as taxas para suas linhas de crédito para pessoa física e jurídica, depois do anúncio do Copom. "O aumento do crédito e a

redução de juros são importantes instrumentos para manutenção dos níveis de produção, de emprego e renda, especialmente neste contexto de desaceleração da economia mundial", afirmou o vice-presidente de Finanças e Mercado de Capitais, Márcio Percival. Para os consumidores, o custo de tomar empréstimo na Caixa fica 1 ponto percentual menor, enquanto as empresas terão os reduções de até 0,6 ponto percentual ao ano. A linha de crédito para pessoa física cai 0,5 ponto percentual ao ano no uso do Daniel Teixeira/ AE

Sindicalistas acham que medida é insuficiente

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entrais sindicais criticaram ontem a decisão do Banco Central de reduzir em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros, a Selic. Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores Brasileiros (CGTB), Nova Central Sindical e União G e r a l d o s Tr a b a l h a d o re s (UGT) consideram a redução "extremamente tímida". "Entendemos que o Banco Central perdeu uma ótima oportunidade de aproveitarse do encolhimento da demanda mundial para fazer uma drástica redução na taxa de juros, que poderia funcionar como um estímulo para a criação de novos empregos e para o aumento da produção no País, " avaliaram, em comunicado conjunto. Segundo as entidades é preciso considerar que o mercado de trabalho tem diminuído o ímpeto de geração de empre-

gos, ao mesmo tempo em que a indústria tem piorado seu desempenho nos últimos meses. "A tímida redução da Selic ocorreu no mesmo dia em que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel anunciou que o governo divulgará novo pacote de estímulo ao crédito", avaliou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. Passeata – Cerca de 3 mil operários metalúrgicos, químicos e bancários fizeram ontem de manhã uma passeata na Rodovia Anchieta (região de São Bernardo do Campo, SP) em protesto contra os juros e a cobrança de imposto de renda na Participação nos Lucros e Resultados. (AE) Passeata ontem em São Bernardo do Campo contra juros e IR até na participação de lucros

cheque especial, chegando a 1,38% ao mês. Delfim – O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto disse ontem que "é perfeitamente viável" que a Selic chegue a 9% em 2012, cenário que já está sendo vislumbrado por algumas instituições financeiras, como o Itaú Unibanco e Templetom, por exemplo. "Isso é possível sim, pois o objetivo do governo é que o juro real fique muito próximo da taxa (descontada a inflação) internacional", afirmou Delfim. "Isso é importante para permitir a plena funcionalidade do sistema de câmbio flutuante, pois com o juro muito alto há uma propensão muito forte de a moeda se valorizar." Delfim pondera que o Banco Central (BC) vai manter o movimento de redução da Selic no próximo ano, pois a inflação continuará baixando e deve atingir o centro da meta de 4,5%. (Agências)


16 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

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17 A Receita se finge de morta para não deixar as empresas tão ressabiadas. Charles Holland, diretor executivo da Anefac

conomia Epitácio Pessoa/AE

Paulistas renegociam suas contas com o varejo

Consumidores puderam renegociar suas pendências financeiras diretamente com o credor, que ofereceram parcelamentos em até 40 vezes.

Ação da BVS com ACSP atendeu 35 mil pessoas

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última ação da campanha "Acertando suas Contas" – promovida pela Boa Vista Serviços (BVS) em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que edita este Diário do Comércio, Secretaria Municipal Especial do Empreendedor Individual e Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e do Trabalho – foi encerrada no último domingo com 35 mil pessoas que consultaram seus CPFs na base de dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). O evento ocorreu por sete dias no Vale do Anhangabaú na Capital. Desse total, 15 mil consumidores tiveram a oportunidade de renegociar suas pendências financeiras diretamente com o credor. As empresas credoras participantes ofereceram descontos nos juros e multas, além de parcelarem as dívidas em até 40 vezes. Para que o nome livre de restrição seja uma conquista permanente, a BVS levou ao público orientações de educação financeira, na forma de palestras, além da distribuição de exemplares da Car-

tilha do Orçamento Doméstico (ww w. co ns u mi do rp os it ivo.com.br). A ACSP e a Secretaria Especial do Microempreendedor Individual atenderam mais de 900 pessoas e realizaram 292 formalizações de negócios. A Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e do Trabalho atendeu 568 cidadãos. Além disso, 125 carteiras de trabalho foram emitidas e 92 pessoas receberam orientação sobre como conseguir um emprego. No total, 41 mil cidadãos foram beneficiados pela campanha em 2011. Além da ação no centro da Capital, outro mutirão foi realizado em outubro, na comunidade de Paraisópolis, onde 6 mil pessoas realizaram consultas e mais de 1 mil renegociaram suas dívidas. O "Acertando suas Contas" é uma campanha de incentivo à regularização financeira do consumidor brasileiro, que associa a oportunidade de renegociação de dívidas, em condições especiais e diretam e n t e c o m o c re d o r, c o m orientações e ferramentas práticas de planejamento do orçamento doméstico.

Sped complica vida das empresas Renato Carbonari Ibelli

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uso do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) gradualmente se torna obrigatório para todas as empresas do País. Sob o controle da Receita Federal do Brasil (RFB), a implantação do Sped tem como objetivo promover a transição dos controles fiscais e contábeis das empresas para o padrão digital. Algo que tem se mostrado complicado. E pode ser ainda mais traumático, segundo Charles Holland, diretor executivo da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac), "uma vez que os altos executivos das empresas estão omissos em relação ao novo sistema". Segundo Holland, "os empresários enxergam o Sped como

um problema dos departamentos de TI e de contabilidade e o estão negligenciando". O diretor da Anefac lembra que a implantação e o uso correto do sistema vão depender da qualidade dos controles internos da empresa. Ou seja, não adianta o Sped estar implantado se o gerenciamento das operações, como controle de estoque, registro de entrada e saída de produtos, e outras informações comerciais, não tiver qualidade. "Sem clareza dessas informações, os dados enviados à Receita pelo Sped serão incorretos, e as notas fiscais não serão geradas", disse Holland ontem, durante evento da Anefac, na Capital paulista. Para ele, apenas com o envolvimento dos altos executivos da

empresa é possível realizar o "saneamento dos controles e informações comerciais da companhia". Destaca-se que o Sped tem versado pela transparência das informações enviadas ao Fisco, porém, reclamam os empresários, que tal clareza tem aumentado as regras e obrigações acessórias a que estão sujeitos. O diretor da Anefac aponta que a introdução do Sped veio "seguida de 3.597 normas, que se abrem em 30.384 artigos". Essa complexidade também é apontada em estudo recente realizado pela consultoria Fiscosoft, que ouviu 1.188 empresas e, desse universo, descobriu que 96,3% delas passaram a direcionar mais recursos – sejam humanos ou financeiros – para

cumprir as obrigações tributárias depois da implantação do Sped do que antes dela. Para Holland, junto com a informatização, "a Receita deveria versar também pela simplificação dos procedimentos tributários". Segundo ele, essa simplificação é fundamental, como contrapartida ao aumento de poder de fiscalização que o Sped dá ao Fisco. Na opinião de Holland, a Receita Federal já teria condições de interligar seus sistemas com os de estados e municípios. "Só não o fez ainda porque a capacidade de fiscalização intimidaria os contribuintes". Para ele, a Receita está aguardando que a massa crítica de contribuintes obrigada a utilizar o Sped cresça mais para então interligar os sistemas. "A Receita se finge de morta para não deixar as empresas tão ressabiadas", disse.


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A oferta máxima de voos é a capacidade de as empresas expandirem suas operações Natália Ferreira, da Anac

conomia

Passageiro Vip

Céu aberto: o que o consumidor ganha? R.Mitchell/Sxc

Divulgação

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Simone Bonilha

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gerente regional de vendas da Atlantica Hotels para o Nordeste nasceu em São Paulo e é psicóloga formada em gestão de negócios em hotelaria, setor no qual atua há 13 anos. "Entrei para ficar apenas uma temporada e me apaixonei", revela Simone. Com passagens por resorts em Arraial d'Ajuda, Bahia, e pelo Club Med, em 2003 foi contratada pela Atlantica, onde por sete anos foi executiva de contas e vendas. Até que, em abril de 2010, assumiu o departamento de vendas do Radisson em Maceió e, alguns meses depois, foi convidada a assumir a posição atual. O seu trabalho é consolidar os resultados dos empreendimentos da Atlantica Hotels no Nordeste em busca de novos negócios. Qual é o segredo dos ótimos resultados alcançados? Explorar a baixa temporada de férias para trabalhar o mercado corporativo. "Recife e Fortaleza estão consolidados, mas Aracaju, Natal e Maceió são destinos de extrema importância, devido à crescente importância do setor petroquímico, eletricidade e gás", completa. Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br

os últimos quatro anos a Anac, agência que regula a aviação civil no Brasil, assinou 25 acordos de céus abertos, os chamados "open skies", com 25 países e regiões do mundo, incluindo Estados Unidos e União Europeia. Não dá para dizer que as coisas mudaram muito. Os aviões para o exterior continuam lotados. Afinal, como essa decisão afeta a vida e o bolso do usuário de avião? De acordo com a Anac, de janeiro a outubro deste ano a TAM, grupo brasileiro com forte sotaque chileno (ou seria o contrário?) respondeu por 87,89% dos voos internacionais, cabendo à Gol/Varig minguados 10,77%. Basta comparar, no período, o crescimento de 12,66% da demanda acumulada das nacionais que voam para o exterior com a expansão da disponibilidade de assentos de apenas 8,86% para constatar um déficit. Esse desequilíbrio se traduz em tarifas mais onerosas, serviços ruins e acomodações piores ainda. Mas como agir se uma companhia aérea não quer ampliar a sua participação no mercado? É o que a Anac está fazendo. Começa por reduzir barreiras regulatórias que impedem às empresas internacionais maior presença, revendo acordos bilaterais que determinam reciprocidades de voos entre companhias aéreas dos países. É o fim da intervenção e o início das leis de mercado: "A oferta máxima de voos é a capacidade de as empresas expandirem suas operações. E o desejo dos consumidores de adquirirem o serviço define a demanda", resume Natália Ferreira, gerente de Análise de Mercados Internacionais da Anac. Esse remédio faz bem a todos: a concorrência traz benefícios tanto para os consumido-

res, com menores preços, mais opções de serviços, diversidade de destinos e companhias aéreas. E estas precisam investir mais em gestão e inovação para serem competitivas. A política de céus abertos, que está sendo implantada aos poucos e com a meta de desconcentrar o tráfego em São Paulo e Rio, é bemvinda. Até porque não atinge a concorrência doméstica, já que a venda de passagens entre duas cidades brasileiras por aéreas internacionais é proibida por lei. Finalmente, explica uma fonte especializada, não há companhia brasileira com capacidade de utilizar todos os voos autorizados para o exterior. Por exemplo, das 182 frequências semanais definidas por acordos bilaterais com os Estados Unidos, a TAM não usa nem um terço. Basta olhar os resulta-

dos oficiais de 2010 da Anac para confirmar: a TAM foi responsável por apenas 30% dos voos para os Estados Unidos e 23% para a Europa. Mesmo assim, ela e os concorrentes internacionais estão sempre lotados, demonstração de demanda acima da oferta. Segundo a Anac, como reflexo das mudanças promovidas, o crescimento de viajantes para o exterior pulou de 4% em 2006 para 21% em 2010. E mais: de 2000 para cá, as 12 cidades brasileiras atendidas por voos internacionais passaram para 18, e as companhias aéreas estrangeiras que voam para o Brasil saltaram de 30 para 40. Mas nada supera a ideia do mercado decidir, em função da procura, se vale a pena ampliar ou eliminar voos e em quais cidades. Se isso ocorrer, já é um ótimo começo.

Paulo Pampolin/Hype

Bolsa é o pior investimento de novembro O

agravamento dos problemas na Europa em n o v e m b ro f e z c o m que a Bolsa de Valores fosse o pior investimento no mês. Depois de registrar forte valorização em outubro, liderando o ranking dos mais rentáveis, a Bovespa registrou queda de 2,51% neste mês, ocupando o último lugar da lista. Nas primeiras posições em novembro ficaram ouro e dólar, cujas cotações costumam subir em momentos de risco nos mercados financeiros. A taxa de câmbio doméstica subiu 6,4%, e a cotação da commodity metálica (pela referência dos preços fixados na BM&F) teve alta de 8,77% em igual período. Sem mostrar desempenho tão forte no mês, aplicações de perfil mais conservador, como os fundos DI e CDBs, pelo menos devolveram a inflação do período. A rentabilidade média do CDB foi de 0,95% (valor bruto), bem acima da variação de 0,5% registrada pelo índice de preços IGP-M em novembro. Já a poupança (0,56%) ficou bem próxima da alta de preços contabilizada para o mês. Bovespa – A queda na Bolsa teria sido maior, não fosse a on-

6,79 por cento foi quanto a poupança devolveu para o investidor, uma taxa de retorno acima da alta acumulada dos preços desde o início do ano. da de otimismo que tomou conta dos mercados ontem, após o anúncio dos bancos centrais do Canadá, do Reino Unido, do Japão, dos EUA, da Suíça além do Banco Central Europeu (BCE) de uma ação coordenada para evitar a contração de crédito. (Leia mais na página 20). Por causa da divulgação dessas medidas, a Bovespa subiu 2,85% no último dia do mês, reduzindo a retração em novembro. O anúncio, porém, não deve mudar drasticamente a tendência da Bolsa. Para dezembro, historicamente um mês positivo para o mercado

de ações no país, a expectativa dos analistas é que a volatilidade continue em alta, com a Bovespa oscilando entre os 50 mil e os 60 mil pontos. Rentabilidade anual – A Bolsa de Valores continua também sendo o pior investimento do ano. De janeiro a novembro, o índice Ibovespa ainda amarga perdas de 17,93%. Todas as outras aplicações ganham da inflação acumulada no período (5,22%, pela referência do IGP-M). A rentabilidade média no CDB bateu 10,81% nesses 11 meses, sem considerar o impacto do Imposto de Renda e encargos cobrados pelos bancos. O dólar vem logo atrás, com variação positiva de 8,82%. Aplicação mais popular do País, a caderneta de poupança também conseguiu devolver para o investidor uma taxa de retorno (6,79%) acima da alta acumulada dos preços desde o início do ano. Bastante volátil, o ouro manteve seu "posto" de investimento mais rentável de 2011. Pela cotação formada na BM&F, os preços dessa commodity já subiram 24,02% entre janeiro e novembro. (Folhapress)

Dólares: US$ 521 mi deixaram o País na semana passada; até o dia 25 o acumulado mês era de US$ 686 mi.

Fluxo cambial positivo

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fluxo de dólares para o Brasil seguiu negativo na quarta semana de novembro, entre os dias 21 e 25. Dados apresentados ontem pelo Banco Central mostram que US$ 521 milhões deixaram o País na semana passada. Com esse resultado, o fluxo de dólares no acumulado do mês até a última sexta-feira, dia 25, está positivo em US$ 686 milhões. Segundo o BC, a saída dos recursos na semana passada aconteceu exclusivamente pela conta financeira, que registrou saldo líquido negativo de US$ 1,966 bilhão. A cifra é resultado de saídas de US$ 6,330 bilhões e ingressos de US$ 4,364 bilhões. Nesses valores, estão contabilizadas operações como investimentos em bolsa de valores e títulos de renda fixa,

investimentos produtivos, empréstimos e remessas de lucros e dividendos, entre outras. No mês até o dia 25, o fluxo financeiro está negativo em US$ 2,157 bilhões. Na conta comercial, a quarta semana do mês acumulou ingresso líquido de US$ 1,444 bilhão, resultado de exportações de US$ 6,036 bilhões e importações de US$ 4,591 bilhões. Em novembro, até o dia 25, a conta comercial registra entrada líquida de US$ 2,843 bilhões. No acumulado do ano até 25 de novembro, o fluxo cambial está positivo em US$ 68,850 bilhões, sendo que a conta comercial foi responsável pelo ingresso de US$ 42,584 bilhões e o segmento financeiro registrou entrada de US$ 26,266 bilhões. (AE)


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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

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19 O total de desempregados em outubro foi estimado em 2,24 milhões de pessoas, 122 mil a menos que no mês anterior.

conomia

Índice de confiança da indústria fica estável

André Vicente/Folhapress

Após queda em outubro, os empresários industriais ainda indicam baixa confiança em relação à economia. O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) em outubro ficou na casa dos 83%.

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Índice de Confiança da Indústria (ICI) mostrou estab i l i d a d e e m n ovembro, ante queda de 0,4% em outubro, segundo informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na prática, o desempenho fortalece interrupção de sequência de dez meses de queda no indicador. Em uma escala até 200 pontos, o ICI manteve-se em 100,7 pontos de outubro para novembro. Mesmo com a estabilidade, esta pontuação se posiciona abaixo da média desde 2003 (103,9 pontos), e reflete nível ainda baixo de confiança por parte do empresário industrial em relação ao rumo dos negócios. A estabilidade do ICI foi alcançada pela combinação de avaliações menos favoráveis em relação ao momento atual e de expectativas um pouco mais favoráveis para os meses seguintes. Nos dois sub-indicadores componentes do ICI, o Índice de Situação Atual (ISA) apresentou queda de 1,5% em novembro, ante recuo de 0,9% em outubro. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 1,5% no mês de novembro, em comparação com a taxa positiva de 0,2% em outubro. O universo total da pesquisa abrange 1.219 empresas informantes, pesquisadas entre os dias 3 e 29 deste mês. São Paulo – O indicador de nível de atividade (INA) da in-

dústria paulista registrou queda de 0,4% em outubro na comparação com setembro, com ajuste sazonal, de acordo com dados divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No cálculo sem ajuste sazonal, o nível de atividade recuou 0,6% na mesma comparação, o pior resultado para meses de outubro desde o ano de 2005, quando o indicador registrou queda de 1,3%. Em relação ao mês de outubro de 2010, o INA caiu 1,7% e, no acumulado do ano, teve alta de 1,7%. Nuci – O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) ficou praticamente estável no mês de outubro, em 83,3% ante 83,4% em setembro, sem ajuste. Com ajuste sazonal, o Nuci caiu para 81,8% em outubro, ante 82% no mês anterior. A confiança dos empresários paulistas também apresentou queda no mês de novembro. O Sensor, indicador da Fiesp que mede a confiança dos industriais, caiu para 47,7 pontos ante 48,6 pontos em outubro. Foi o pior resultado desde dezembro do ano passado, quando a confiança registrou 47 pontos. Na pesquisa, resultados acima dos 50 pontos indicam otimismo e abaixo, pessimismo. O item que puxou a queda do indicador foi o mercado, que estava com 49,9 pontos em outubro e caiu para 42,6 pontos em novembro. (AE)

Brasileiras Desemprego ganham cai a 10,1% crédito lá fora em outubro

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s bancos poderão captar recursos no exterior para emprestar a empresas brasileiras fora do Brasil. A regra valerá mesmo que a instituição financeira não tenha uma agência bancária no país onde captar os recursos. A medida foi aprovada em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) e divulgada ontem. A regra vale para bancos autorizados a operar no mercado de câmbio, com patrimônio de referência mínimo de R$ 5 bilhões. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode ser uma das instituições atendidas pela resolução do CMN. Segundo o chefe do Departamento de Normas do Banco Central (BC), Sérgio Odilon dos Anjos, o objetivo da medida é facilitar a internacionalização das empresas brasileiras com condições de crédito favoráveis. "Estamos dando condições para que os bancos financiem nossas empresas no exterior", acrescentou. Outra medida aprovada pelo CMN é o aperfeiçoamento das formas como as renegociações de venda de carteiras de crédito entre instituições financeiras são contabilizadas. Em vez de as operações de cessão de crédito serem contabilizadas como venda definitiva, os ganhos passarão a ser considerados ao longo da operação de crédito cedida. (ABr)

COMPETÊNCIA NATALINA – Ainda há tempo para se tornar Papai ou Mamãe Noel e realizar o sonho de várias crianças neste Natal, além de ganhar algum dinheiro extra trabalhando com isso. O Palácio do Trabalhador, no bairro da Liberdade, região central de São Paulo, está ministrando curso para homens e mulheres que querem encarnar a personagem. Depois é só caprichar no visual, e claro, no ho ho ho!

Decreto muda regime automotivo Fernando Pimentel disse que governo vai alterar regras para o setor, anunciadas há cerca de três meses

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ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, informou ontem que o governo irá publicar até o dia 15 de dezembro um novo decreto alterando as regras para o setor automotivo, anunciadas há cerca de três meses. "Será a segunda etapa do regime automotivo", explicou, após participar de solenidade de abertura da conferência Américas +10. Pimentel disse que o governo irá flexibilizar as regras de cumprimento de conteúdo local para as empresas que queiram instalar fábricas no

Brasil e fazer novos investimentos. As regras atuais preveem um aumento em 30 pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as empresas que não cumprirem passos da produção no Brasil e não utilizarem 65% de conteúdo produzido no Mercosul. A medida encarece a tributação sobre carros importados. O ministro disse que haverá um cronograma para uso de componentes locais e desenvolvimento de tecnologia. "Vamos mudar a forma de aferição de conteúdo local. Vai depender de cada Processo Produti-

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 21/00553/11/05 OBJETO: SERVIÇO DE TRANSPORTE E ENTREGA DE MATERIAIS DIVERSOS ÀS DIRETORIAS REGIONAIS E ESCOLAS DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DO ESTADO DE SÃO PAULO A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Serviço de Transporte e Entrega de Materiais Diversos às Diretorias Regionais e Escolas da Rede Pública de Ensino do Estado de São Paulo. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 01/12/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 14/12/2011, às 10:00 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer rigorosamente ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 01/12/2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

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taxa de desemprego nas sete regiões metropolitanas que fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apontou queda, ao variar de 10,6% em setembro para 10,1% em outubro. Este é o primeiro recuo após seis meses de relativa estabilidade. A queda também foi observada na comparação anual, uma vez que, em outubro do ano passado, a taxa estava em 10,8%. O total de desempregados no conjunto das sete regiões, em outubro, foi estimado em 2,240 milhões de pessoas, 122 mil a menos que no mês anterior. Foram criados em outubro 66 mil postos. A pesquisa foi realizada nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal. O rendimento médio real dos ocupados cresceu 1% em setembro ante agosto, passando para R$ 1.387. No mesmo período, a massa de rendimento dos ocupados registrou aumento de 1,9%. Na comparação com setembro do ano passado, o rendimento médio real diminuiu 3,8% e a massa de rendimentos teve queda de 1,9%. (AE)

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE COORDENADORIA DE REGIÕES DE SAÚDE GRUPO DE GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO NÚCLEO DE SUPRIMENTOS E GESTÃO DE CONTRATOS Acha-se aberta no Núcleo de Suprimentos e Gestão de Contratos da Coordenadoria de Regiões de Saúde, a licitação na modalidade de Pregão Eletrônico nº 06/2011, Oferta de Compra 090112000012011OC00057 - Processo nº 001.0200.000.119/2011, do tipo menor preço, objetivando a aquisição de 27 (vinte e sete) veículos motorizados, classificado no Grupo S-2, bi-combustível (gasolina/ álcool) e 17 (dezessete) veículos motorizados classificação no Grupo S-1, bi-combustível (gasolina/ álcool), da Portaria GCTI, de 10.06.2010, a ser realizado por intermédio do sistema eletrônico de contratações denominado “Bolsa Eletrônica de Compras do Governo do Estado de São Paulo”, cuja sessão será no dia 14/12/2011, às 09:00 horas. No endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br. Maiores informações poderão ser obtidas pelo site www.e-negociospublicos.com.br e www.pregao.sp.gov.br, pelos telefones (11) 3066-8616, (11) 30668140 ou no endereço Av. Dr. Arnaldo nº 351 – 5º andar – Sala 502 – Cerqueira Cesar – São Paulo.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 30 de novembro de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Santana S/A Crédito, Financiamento e Investimento. Requerido: Kortfer Comércio de Fitas de Aço Relaminado Ltda. Rua Canuto Saraiva, 67/71 - 2ª Vara de Falências. Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: Diva Ribeiro Leal Baptista ME. Rua Domenico Cimarosa, 44 - 1ª Vara de Falências. Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: Entreparenteses Confecções e Comércio Ltda. Rua Rubino de Oliveira, 302 - 2ª Vara de Falências.

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vo Básico (PPB)", disse. Ele, no entanto, não quis entrar em detalhes sobre a mudança. O novo decreto precisa ser publicado até o dia 15 de dezembro. Isso porque no dia seguinte entra em vigor o aumento do IPI, que só começa a vigorar no dia 16 porque o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que fosse cumprido um prazo de noventena (90 dias) entre o anúncio e a vigência das novas alíquotas. Por causa disso, o governo adequou também as datas para habilitação das empresas ao novo regime. As empresas terão até o dia 16 de janeiro de

2012 para solicitar a habilitação definitiva. No dia 1 de fevereiro só continuarão com as alíquotas do IPI no patamar atual as empresas que atenderem aos critérios fixados pelo governo federal. O anúncio da elevação do IPI em setembro provocou um mal-estar entre parceiros comerciais do Brasil. Logo após a medida, representantes diplomáticos dos principais países exportadores de automóveis pediram esclarecimentos sobre a nova regra ao governo brasileiro no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). (AE)

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Processo nº 5250/2011 - Concorrência Pública nº 004/2011 DECISÃO DO PREFEITO Objeto: seleção para obtenção da proposta mais vantajosa para Administração Pública Municipal, pelo critério de julgamento de menor preço global, para a contratação de empresa qualificada, para a execução da Obra de revitalização da Avenida Brasil e no trecho compreendido entre a Avenida Tietê e a rua Nair Teixeira da Cruz, na avenida Jonas Alves de Mello, no trecho compreendido entre a Avenida Jonas Alves de Mello e rua Auto Leite e nas ruas Cozo Taguchi, Cyro Maia, Fauzi Kassim e Ari Dornelas Carneiro nos termos do convênio 031/2011 firmado entre o município de Pereira Barreto e a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo através do Departamento de apoio ao Desenvolvimento das Estâncias. Considerando que após análise do edital e ante a necessidade de resguardar o município de possíveis sanções trabalhistas relativas à execução do empreendimento, bem como atender a legislação ambiental em especial o decreto 2.918/ 2.009 decido, por bem, arquivar o referido processo, e determino ainda ao setor de Licitações que elabore novo processo com vistas à regularização. Pereira Barreto, 25 de novembro de 2011. Arnaldo Shigueyuki Enomoto - Prefeito Municipal


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

e Bancos centrais garantem liquidez

Nós percebemos que o governo está com problemas no orçamento. Mas por que eles não lidaram com isso antes? Maria Haverton, enfermeira na Inglaterra

conomia

Instituições dos EUA, Canadá, Grã-Bretanha, Japão, Suíça e o BCE se unem para assegurar ao mercado dinheiro para empréstimos.

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da Europa e dos Estados Unidos, e na Bovespa. Os mercados tiveram altas expressivas. O secretário de Tesouro dos EUA, Thimoty Geithner, reforçou o apoio às medidas que visam fornecer empréstimos emergenciais em dólar, de baixo custo, para os bancos europeus. "Nós apoiamos as ações adotadas pelos bancos centrais para ajudar a aliviar a pressão sobre o sistema financeiro europeu", disse ele. Hoje, o presidente da França Nicolas Sarkozy fará pronunciamento sobre a reorganização da zona euro e da União Europeia (UE). Amanhã, será a vez da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, dar declaração pública sobre o assunto. D ep ós it o – Num sinal de crescentes problemas no crédito global, o banco central da China reduziu o depósito compulsório para bancos de varejo, no primeiro movimento do tipo em quase três anos. A medida diminui os recursos que os bancos precisam manter em reserva e libera recursos para companhias pequenas, que têm tido dificuldades para se financiar. O corte foi de 0,50 ponto percentual e leva o compulsório a 21%, ante o nível recorde anterior de 21,5%. Desta forma, libera capitais que podem ser usados em empréstimos a em-

s bancos centrais de algumas das principais economias avançadas do mundo anunciaram ontem que tomarão medidas coordenadas para impedir a falta de liquidez no sistema financeiro global, enquanto a zona do euro tenta encontrar uma maneira de conter sua crise de dívida. O Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, o Banco Central Europeu (BCE) e os bancos centrais de Canadá, Grã-Bretanha, Japão e Suíça informaram, em comunicado conjunto, que concordaram em reduzir o custo das linhas existentes de swap de dólar em 0,50 ponto percentual a partir de 5 de dezembro. A ação visa evitar que os mercados de crédito travem por falta de liquidez. Os bancos europeus já estão encontrando dificuldades para obter financiamentos de curto prazo, em meio às dúvidas sobre a capacidade da região de lidar com sua crise de dívida soberana. Outras medidas incluem oferecer acordos bilaterais de swap entre os BCs, para que qualquer banco possa acessar liquidez adicional em suas próprias moedas se necessário. Os acordos de swap valem até 1 de fevereiro de 2013. O impacto das medidas foi imediato nas principais bolsas

Itália busca o equilíbrio orçamentário

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presas. "É uma medida surpreendente, o mercado não estava esperando que o banco central cortasse o compulsório tão rápido", disse Shi Chenyu, economista do Banco Industrial e Comercial da China. Há crescentes preocupações de que a economia global esteja perdendo ritmo, conforme a crise de dívida soberana da zona do euro continua contami-

nando o mercado. Analistas disseram que a ação dos bancos centrais foi animadora. "Isso alimenta a ideia de que as autoridades estão pelo menos começando a lidar com o problema", disse o economistachefe do ING Group, Mark Cliffe. "Com os cenários ruins dando a tônica nos últimos dias, é importante que eles definam medidas agressivas pa-

alta de 3,33%, a 979 pontos. Bancos e outras ações de setores cíclicos estiveram entre os destaques positivos, com o índice de bancos STOXX Europe 600 Banks e o de matérias-primas em alta de mais de 4% no fechamento. "Isso dá uma indicação de que as autoridades monetárias estão preparadas para fazer o que for preciso para impedir o congelamento dos mercados de crédito", disse o analista de mercado da CMC Market Michael Hewson. Em Londres, o índice Financial Times fechou em alta de 3,16%, a 5.505 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 4,22%, para 3.154 pontos. E m M i l ã o , o í n d i c e F tse/Mib encerrou em alta de 4,38%, a 15.268 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 registrou valorização de 3,96%, para 8.449 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve ganho de 3,22%, e subiu para 5.536 pontos. (Agências)

Câmara dos Deputados italiana aprovou ontem o projeto de lei para introduzir a exigência do equilíbrio orçamentário na Constituição da Itália. Com 464 votos a favor e 11 abstenções, a Câmara Baixa deu o primeiro sinal verde ao texto, que modifica, principalmente, o artigo 81 da Carta Magna e agora segue para o Senado. O formato original foi apresentado no Conselho de Ministros do Executivo pelo ex-premiê Silvio Berlusconi em 8 de setembro. Essa foi a primeira votação importante realizada pela Câmara Baixa italiana após a aprovação, no dia 18 de novembro, da posse do novo governo tecnocrata, presidido por Mario Monti e que também participou da conformação final do texto. Por se tratar de uma reforma constitucional, depois que o Senado italiano aprovar o texto, este passará de novo pela Câmara Baixa e mais uma vez pela Alta para novas leituras, por isso o percurso parlamentar do projeto será longo. Os partidos políticos que votaram a favor, em um plenário no qual estavam presentes 475 dos 630 deputados, lembraram da "responsabilidade" que essa norma tem para não deixar para as futuras gerações uma elevada herança da dívida pública, que atualmente se situa em aproximadamente de 120% do Produto Interno Bruto (PIB). Entre as abstenções aparecem alguns deputados do partido de Berlusconi, o Povo da Liberdade (PDL), que demonstraram seu desacordo com o fato de o projeto de lei ter recolhido exceções à exigência do equilíbrio orçamentário. Retoques – O novo ministro para as Relações com o Parlamento, Piero Giarda, participou dos últimos retoques dessa reforma constitucional, principalmente na introdução da futura criação por lei de um "organismo independente" que analisará, verificará e avaliará as contas públicas do Estado. O texto indica que esse organismo terá "organização e funcionamento disciplinado" pelo Parlamento, embora sua independência não seja questionada pelo fato de ter sede parlamentar, de acordo com declarações de Giarda, pois trabalhará com base em "avaliações independentes". (EFE)

EUA: 206 mil novas vagas de trabalho.

Diretora do FMI chega hoje ao Brasil

ra dar suporte ao sistema bancário e que comecem a confrontar os problemas das dívidas soberanas." Outros notaram que, embora a ação dos bancos centrais seja útil, ainda há necessidade de as autoridades lidarem com os problemas fundamentais. Os mercados não devem se aquietar até que isso seja feito. (leia mais em Opinião pág. 3) (Agências)

Mundo: mercados reagem bem. Medida anunciada pelos bancos centrais animou as principais bolsas. O Ibovespa fechou em alta de 2,8%. Spencer Platt/AFP Photo

A

s medidas anunciadas pelos bancos centrais da Europa e pelo Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, além da notícia sobre a redução do compulsório pela China, impulsionaram as bolsas pelo mundo e também a Bovespa. Nos mercados internacionais, uma das altas mais expressivas foi a da bolsa de Frankfurt: o índice DAX avançou 4,98%, para 6.088 pontos. Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones fechou com aumento de 4,24%, e o Nasdaq, com salto de 4,17%. O Ibovespa fechou ontem com ganho de 2,85%, aos 56.874,98 pontos. Na mínima do dia, registrou 55.307 pontos (0,01%) e, na máxima, 57.592 pontos (4,14%). Com o resultado, a Bolsa encerrou o mês com perda de 2,51%. No ano, até agora, recua 17,93%. O giro financeiro foi forte e totalizou R$ 9,77 bilhões. As medidas de ontem provocaram a queda de 2% do dó-

Bolsa de Nova York: recuperação graças ao compromisso das autoridades monetárias dos EUA e Europa.

lar no Brasil, com a moeda terminando um volátil mês de novembro cotada em R$ 1,81. Mas o alívio deve ser apenas temporário, com o câmbio

ainda dependente da crise global, segundo especialistas. Em novembro, o dólar teve valorização de 6,47%. As bolsas europeias fecha-

ram com fortes altas ontem, depois do anúncio das medidas que garantem maior liquidez aos mercados. O índice europeu de ações fechou com

Reino Unido enfrenta a maior greve dos últimos 30 anos

Adrian Dennis?AFP Photo

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Reino Unido enfrentou ontem a maior greve dos últimos 30 anos, com cerca de 2 milhões de professores, funcionários do controle da imigração e outros setores públicos cruzando os braços. Nos hospitais, foram canceladas ou adiadas 6 mil cirurgias e 62% das escolas públicas não abriram, segundo informações do jornal The Guardian, que citou sindicatos. Os trabalhadores protestaram contra os planos do governo de prolongar o prazo para a aposentadoria e, consequentemente, ampliar os anos de pagamentos por suas pensões. As medidas de austeridade do primeiro-ministro David Cameron, do Partido Conservador, tem como objetivo reduzir a dívida pública de 967 bilhões de libras (US$ 1,5 trilhão). A polícia metropolitana de Londres disse que 52 pessoas foram detidas em manifestações e tumultos ocorridos ontem. Cerca de dois terços das

Manifestação em Londres ontem contra os planos do governo

21,7 mil escolas públicas britânicas ficaram fechadas ontem, com a adesão muito forte dos professores à greve, principalmente na Inglaterra e no País de Gales. A greve ocorreu um dia após o governo anunciar que os salários para o funcionalismo público subirão apenas 1% por ano até 2014, mesmo que a inflação na Grã-Bretanha esteja numa média anual de 5%.

Sindicatos dos trabalhadores disseram que 2 milhões de funcionários públicos aderiram à paralisação, a maior desde a infame disputa trabalhista de 1979, o "Inverno do Descontentamento", que precedeu na época a chegada da c o n s e r v a d o r a M a rg a re t h Thatcher ao poder. Serviços de emergência, como ambulâncias e socorristas, só atenderam casos extremos,

quando os pacientes corriam risco iminente de morrer. Aeroportos – Embora o temor fosse de caos nos aeroportos, isso em grande parte foi evitado ou amenizado com medidas de contingência. No Aeroporto de Heathrow, as empresas aéreas alertaram os passageiros de que poderiam ocorrer atrasos de até 12 horas na passagem pela imigração por causa da greve, mas os voos que chegaram dos Estados Unidos, dos países europeus e da Ásia não foram afetados. Maria Haverton, uma enfermeira de 36 anos, disse que aderir à greve foi sua última alternativa. "Nós percebemos que o governo está com problemas no orçamento. Mas por que eles não lidaram com isso antes?", disse ela. "Estou preocupada com minha aposentadoria. Estou preocupada com o futuro do meu filho", acrescentou a enfermeira pert o d a e s t a ç ã o f e r ro v i á r i a King's Cross. (Agências)

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ritmo de geração de empregos pelo setor privado dos Estados Unidos acelerou em novembro, com abertura de 206 mil vagas, de acordo com dados divulgados ontem. O relatório ADP National Employment superou as expectativas de economistas, que aguardavam uma geração de 130 mil postos de trabalho. A abertura de vagas de outubro foi revisada para cima, de 110 mil para 130 mil. O número de setembro foi revisado também: de 91 mil para 116 mil. Na Europa, porém, o desemprego voltou a crescer em outubro, registrando-se o maior número de desempregados nos 17 países que compõem a zona do euro desde 1995, quando teve início a estatística. A taxa na zona do euro ficou em 10,3%, ante 10,2% em setembro. Isso significou 126 mil pessoas a mais sem trabalho, o que elevou o total para 16,3 milhões. (Agências)

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diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, desembarca hoje em Brasília para encontro com autoridades da área econômica. O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Carlos Márcio Cozendey, descartou ontem, no entanto, qualquer intenção do governo brasileiro de anunciar um incremento de recursos no Fundo durante a passagem da francesa pelo País. "O assunto principal é a situação econômica internacional, a crise na Europa, como o FMI vai atuar neste contexto", afirmou o secretário. Cozendey disse que dentro da atuação do FMI na atual crise internacional, discutese, em termos gerais, a necessidade da injeção de recursos para lidar melhor com as turbulências. Segundo ele, esta não é a pauta principal dos encontros de hoje. (Reuters)


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DC 01/12/2011 by Diário do Comércio - Issuu