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Diário do Comércio - 01/03/2012

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Jornal do empreendedor

Ano 87 - Nº 23.573

Conclusão: 23h45

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quinta-feira, 1 de março de 2012

DILMA VAI À PESCA

Chico Ferreira/Luz

Arte de Paulo Zilbermann sobre foto de Sérgio Lima/Folhapress

Fisgado, o senador e bispo Crivella (PRB-RJ) é o novo ministro da Pesca. Será a isca para multiplicar votos para Haddad num 2° turno em SP. Homenagem ao vice José Alencar? Aí já pode ser conversa de pescador. Pág. 7

'Se eleito, cumprirei 4 anos de mandato.' José Serra garantiu que, se for o candidato do PSDB e, depois, vença a eleição, não deixará a Prefeitura para concorrer à Presidência (em 2014). Também afirmou que decidiu ser pré-candidato por necessidade política, gosto, desafio e pela inovação. Pág. 6

A guerra das estrelas: generais contra-atacam.

E Haddad dá as suas bicadas

Em novo documento, 97 oficiais, incluindo 13 generais, reafirmam manifesto de clubes militares vetado pela Defesa (eles não reconhecem sua autoridade para isso). Pág. 5

Entre críticas a Serra, o pré-candidato do PT mandou: "O paulistano quer um prefeito que cumpra o seu mandato". Referia-se à quebra de promessa do tucano em 2006. Pág. 6 AE

Marcio Fernandes/AE

Deborah Secco brilha na passarela do Brás Atriz desfilou ontem, no último dia da 12ª edição do Shopping Mega Polo da Moda, que reúne 400 lojas. Varejistas de todo o País conheceram coleções para Outono/Inverno de 2012. Pág. 22 HOJE Parcialmente nublado Máxima 34º C. Mínima 20º C.

AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 32º C. Mínima 21º C.

ISSN 1679-2688

23573

KCNA/AFP

9 771679 268008

Moratória nuclear em troca de comida Norte-coreano Kin Jong-un suspende programa nuclear e terá 240 mil t de alimentos dos EUA. Pág. 14


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 1 de março de 2012

Os EUA acabam de sacar do coldre mais um de seus argumentos, o ainda insuperável poderio de sua economia. José Márcio Mendonça

pinião

AFP

ARISTÓTELES DRUMMOND ATENÇÃO PARA A POLÍTICA EXTERNA

É Super Tucanos da Embraer: as desculpas norte-americanas para cancelar a compra são bastante suspeitas.

Olho por olho, dente por dente P

ode ser apenas coincidência, embora nem no cinema a dita "mera coincidência", com que diretores e produtores procuram isentar seu filme de alguma semelhança com a realidade, é tão inocente assim. O cancelamento, de surpresa, pela Força Aérea do Estados Unidos, da compra de 20 aviões Super Tucano, um negócio de US$ 355 milhões, tem tudo para ter sido uma dessas "estranhas" (ou suspeitas) coincidências. As explicações dadas pelos norte-americanos, de que a Embraer, a fabricante dos aviões, não apresentou a documentação completa exigida por eles, não convence nem aqueles que acreditam ao mesmo tempo em duendes, mula sem cabeça e Papai Noel. A empresa nacional alega que participou – juntamente com sua parceira nos Estados Unidos, a Sierra Nevada Corporation – do processo de seleção para o projeto Light Air Support (LAS), entregando, no prazo exigido e sem exceção, toda a documentação requerida. A concorrente da Embraer que contestou o resultado da licitação foi a empresa norte-americana Hawker Beechcraft. Sem nenhum apelo às teorias conspiratórias, tão ao gosto do atual governo brasileiro para explicar de vez em quando os desacertos de algumas de suas ações externas (e até internas, como o gosto de culpar a imprensa sempre que alguma coisa não sai conforme o figurino) é possível dizer

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA que as razões americanas para cancelar o negócio são facílimas de conhecer. Estão nos manuais do velho pragmatismo político, diplomático e comercial dos Estados Unidos, no melhor estilo "olho por olho, dente por dente".

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or isso, a razão da mera coincidência. Esta decisão americana veio poucos dias depois de ressurgirem as conversas de que o governo Dilma Rousseff, depois de ter postergado uma decisão que o presidente Lula já havia praticamente tomado, estava se preparando para retomar a compra de 36 aviões de caça para renovar e ampliar a frota da Força Aérea Brasileira. É um negócio bilionário, calcula-

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retomada do projeto ocorreu (também mera coincidência) depois que a francesa Dassault conseguiu vender 126 caças Rafale para a Índia. Até então esse avião era usado apenas pela força aérea da França. Era o preferido do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, e do presidente Lula, que chegou a externar, em cerimônia no Brasil, extra-oficialmente, sua decisão a favor dos franceses. Porém, pesava contra ele certa resistência da Aeronáutica e o fato de não ter ainda usuá-

As pressões dos três países interessados em vender os caças para o Brasil sempre foram muito pesadas, inclusive com o envolvimento direto de seus dirigentes máximos.

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s norte-americanos jogaram para valer, fortemente, mais do que qualquer dos outros dois concorrentes. Os presidentes Bill Clinton (junto a Fernando Henrique) e Barack Obama (junto a Lula) não tiverem pejo no papel de caixeiros-viajantes. Dilma vai aos Estados Unidos em meados de abril. Se não tiver se decidido, até lá, a respeito dos caças, não se livrará de uma conversinha ao pé do ouvido sobre o tema. Eles puseram cartas e armas na mesa. Agora, os EUA acabam de sacar do coldre mais um de seus argumentos, o ainda insuperável poderio de sua economia, a maior consumidora do mundo. Em negócios internacionais não há lugar nem para amizades nem para meras coincidências. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

BRASILEIROS ENVERGONHADOS Nós, brasileiros, cidadãos conscientes e patriotas, nos sentimos muito envergonhados pelas atitudes de nossos governantes, que defendem ditadores sanguinários e terroristas pelo mundo afora. Essa, agora, de colaborar com as Farc

do hoje em cerca de US$ 6,7 bilhões, que se arrasta há mais de dez anos, desde o governo Fernando Henrique Cardoso

rios fora de seu país de origem. Concorrem com ele o sueco (com outros sócios europeus) Gripen e o norte-americano F 18, da Boeing. As pressões dos três países interessados em vender os caças de suas empresas privadas para o Brasil sempre foram muito pesadas, com o envolvimento direto de seus dirigentes máximos. A mais discreta publicamente foi a Suécia, já Nikolas Sarkozy jogou todo o seu charme para cima do governo brasileiro, com salamaleques a Lula e com apoio a tudo o que o Brasil dizia ou pretendia nos fóruns internacionais.

servindo como interlocutores, será a gota d’agua em nossa dignidade. Infelizmente, desde o governo Lula muitos de nós não nos sentimos representados nas atitudes de política exterior tomadas pelas nossas autoridades. Leila Elston - São Paulo

VEXAME À VISTA Conforme o Tribunal de Contas da União (TCU) apenas um dos 12 estádios que sediarão os jogos da Copa de 2014 tem pouco mais de metade das obras executadas. Isso sem contar as obras de infraestrutura, hotéis, vias de acesso etc. De duas uma: vamos passar

vexame ou raiva, ou os dois. Vexame pelo Brasil não dar conta do evento e raiva pela lambança dos superfaturamentos e desvios dos cofres públicos. Aparecida Dileide Gaziolla São Bernardo do Campo

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

uma pena que esteja em estado de regressão o nosso continente latinoamericano, tão sofrido, com suas populações desassistidas na saúde, na educação, no emprego, em fuga permanente, muitas vezes buscando a sobrevivência nos Estados Unidos – que hoje, aliás, nem correspondem aos sonhos daqueles que lá conseguem chegar. As democracias são frágeis, quase inexistentes. E a corrupção e a demagogia andam de mãos dadas. Os exemplos são muitos. A cinquentenária ditadura cubana, em que Fidel Castro resolveu passar o governo a seu próprio irmão, sob a admiração de uma parte do pensamento político do continente; a volta do sandinismo totalitário na Nicarágua; a incompreensível Bolívia; a Venezuela tão rica e hoje vivendo sob racionamento de energia e de alimentos, com um regime pessoal e autoritário; o Equador, que limita a imprensa e ameaça empresários, recorrendo à ajuda da esquerda internacional, como no caso do ex-juiz Baltazar Garzon, um ativista quase revolucionário. O nosso querido e vizinho Uruguai está entregue a uma política incompatível com a tradição democrática e empreendedora de seu povo, em especial de suas elites, preparadas e cultas.

Argentina vive na demagogia e na corrupção, no caminho de um colapso econômico. E o México pode engrossar este time, infelizmente pela via eleitoral, ainda este ano. Colômbia, Chile e Peru, estão num bom momento, mas sob forte pressão das inconformadas esquerdas. Já o Brasil continua no meio disso tudo, prudente em algumas horas, tíbio em outras, mas visivelmente acossado por estes exóticos governos, que pouco têm a dar e muito a pedir, exigir e reclamar, como é o caso do Paraguai. Nossa política externa tem de estar afinada com as melhores tradições que ainda habitam nossa diplomacia. Temos aí pela frente as eleições nos Estados Unidos e na França, sem falar na crise europeia, questões que nos atingem por diferentes ângulos. Não podemos ceder, não

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Brasil continua com atuação confusa, prudente em algumas horas, tíbio em outras, acossado pelos exóticos governos vizinhos, que pouco têm a dar e muito a pedir e reclamar.

Reprodução

Barão do Rio Branco: exemplo modernizador podemos decepcionar nossos tradicionais aliados. crise no Oriente Médio vai se tornando cada vez mais explosiva e o Brasil não pode esquecer de seus compromissos com Israel, povo irmão, única democracia de fato na região, e alvo das ameaças mais radicais. O outro lado da moeda, para sermos finalmente reconhecidos como país influente, é a moderação, o respeito e a credibilidade. O sonho do Conselho de Segurança da ONU me parece ter sido adiado, isso depois de despropositadas aproximações com o regime do Irã, que, de acordo com os países mais cultos do planeta, conspira contra a paz mundial. Na questão síria, também nos omitimos, para ficarmos com China, Rússia e Coreia do Norte. Não faz o menor sentido! Esperemos que prevaleçam os ensinamentos do Barão do Rio Branco. Ele foi o grande responsável pela consolidação das atuais fronteiras territoriais do Brasil e pela modernização da diplomacia nacional. E coube a ele estreitar as relações com os países da América Latina e intensificar a a cooperação com os Estados Unidos. O centenário de sua morte se deu justamente neste ano.

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ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO

RIO DE JANEIRO. ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DEMOCRACIA NOS PAÍSES ÁRABES DEPENDE DE UM PROCESSO QUE DEMANDA LONGO TEMPO.

pinião

TERRA DE DRAGÕES N

a s é p o c a s m e d i ev a i s , a l g u m a s regiões perigosas ou inexploradas eram frequentemente representadas nos mapas com o alerta: "Cuidado, aqui há dragões". Com certeza é assim que os cartógrafos estariam representando todo o Oriente Médio atualmente. Após o início do despertar árabe, era razoável ser, no pior dos casos, cético e, na melhor, esperançoso, sobre as possibilidades de esses países fazerem a difícil transição da autocracia para a democracia. Mas recentemente, observando com atenção, deve-se concluir que as perspectivas de transições harmoniosas para a democracia em curto prazo estão diminuindo. É cedo demais para desistir da esperança, mas não é cedo demais para começar a se preocupar. Deus sabe que isso não é por causa da bravura dos jovens árabes e de muitos cidadãos comuns, que desencadearam esse despertar, em busca de dignidade, justiça e liberdade. Não. É porque a resistência e as mentiras da velha guarda e das velhas ideias arraigadas nesses países são mais profundas do que a maioria das pessoas percebe e a fraqueza ou ausência de instituições democráticas, tradições e exemplos são maiores. "Há um ditado que diz que dentro de todo homem gordo há um homem magro louco para sair", observa Michael Mandelbaum, especialista em política externa da Johns Hopkins School of Advanced International Studies. "Também temos tendência a acreditar que dentro de toda autocracia há uma democracia louca para sair, mas isso talvez não seja bem verdade no Oriente Médio." Foi verdade na Europa Oriental em 1989, ressaltou Mandelbaum, mas há duas ou três grandes diferenças entre a Europa Oriental e o Oriente Médio. Muitos países europeus orientais tinham um passado liberal recente para recorrer – após o comunismo soviético, artificialmente imposto, ter sido removido. E a Europa Oriental também tinha logo ali, na vizinhança, um modelo convincente e um ímã

THOMAS L. FRIEDMAN sa. No Egito, a cada dia fica mais claro que o Exército usou a revolta de Tahrir para se livrar de seu principal rival na sucessão – o filho de Hosni Mubarak mais determinado às reformas, Gamal. Agora, tendo se livrado tanto do pai quanto do filho, o Exército está mostrando a sua verdadeira face, ao perseguir funcionários norte-americanos, europeus e egípcios pró-democracia por, supostamente, trabalharem com "agentes estrangeiros" – a CIA, Israel e o lobby judaico – para desestabilizar o Egito.

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para a democracia de livre mercado: a União Europeia. A maioria do mundo árabe muçulmano não tem nada disso. Assim, quando a tampa de ferro da autocracia foi retirada, eles recorreram não ao liberalismo, mas ao islamismo, ao sectarismo, ao tribalismo ou ao regime militar. Com certeza, temos de nos lembrar quanto tempo levou para os Estados Unidos construirem sua própria ordem política liberal e com quais características ela nos tornou o que somos hoje. Há quase quatro anos, elegemos um negro, cujo nome era Barack, cujo avô era um muçulmano, que nos tirou da pior crise econômica em um século. Agora estamos pensando em substituí-lo por um mórmon, e isso parece ser completamente normal. Contu-

do, essa normalidade levou mais de 200 anos e uma guerra civil para se desenvolver.

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s árabes e os afegãos estão em sua primeira década. Vê-se na Síria o quão rápido o regime transformou a luta pela democracia em uma guerra sectária. Lembrem-se: a oposição na Síria começou como um movimento pansírio, enraizado, em grande parte pacífico, pela mudança democrática. Mas ele foi deliberadamente recebido pelo presidente Bashar Assad com assassinatos e veneno sectário. Ele quis transformar o conflito em uma disputa entre sua minoria alauita versus a maioria sunita muçulmana do país como uma forma de desacreditar a oposição e manter sua base. Como Peter Harling e Sarah Bir-

ke, especialistas em Oriente Médio que estiveram na Síria, escreveram num artigo recente: "Em vez de reforma, o comportamento padrão do regime tem sido empurrar a sociedade até o limite. Assim que os protestos começaram (...) a mídia estatal mostrou imagens de armas sendo encontradas numa mesquita em Daraa, a cidade do sul onde os protestos começaram, e alertaram que uma ocupação em Homs era uma tentativa de criar um minicalifado. Essa manipulação dos sírios indica que o regime estava confiante que a ameaça de uma guerra civil iria forçar tanto os cidadãos quanto os atores externos a concordar em preservar a estrutura de poder existente como a única proteção contra o colapso". O mesmo tipo de manipulação

das emoções é visto no Afeganistão. Soldados dos EUA queimaram acidentalmente alguns exemplares do Alcorão, e o presidente Barack Obama pediu desculpas. Entretanto, os afegãos realizaram tumultos durante uma semana, matando norteamericanos inocentes em resposta – e nenhum líder afegão, nem mesmo nossos aliados, ousaram se levantar e dizer: "Esperem, isso está errado. Toda semana, no Paquistão, Afeganistão e Iraque, homens-bomba muçulmanos matam outros muçulmanos – um povo sagrado criado à imagem de Deus – e mal se dá um pio. Mas a queima acidental dos livros sagrados pelos norte-americanos provoca revoltas e mortes. O que nossa reação diz sobre nós?" Eles precisam ter essa conver-

ssa é uma acusação incontestavelmente falsa, mas com a intenção de minar as demandas democratas para que o Exército se afaste. A fase do despertar árabe/muçulmano chegou ao fim. Agora estamos bem na fase contrarrevolucionária, quando as mãos de mortos do passado tentam estrangular o passado. Estou preparado para analisar quaisquer ideias de como nós, no Ocidente, podemos ajudar as forças da democracia e da decência a vencerem. Mas, no final das contas, é a luta deles. Eles têm de assumi-la e eu só espero que não termine – como frequente acontece na terra dos dragões – com os extremistas percorrendo todo o caminho e os moderados simplesmente indo embora. THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

DATA DE VALIDADE: HORA DE MUDAR Newton Santos/Hype

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onorável público, gentis senhorinhas, nobres cavalheiros: nosso próximo espetáculo abordará uma corrida às gôndolas e prateleiras dos supermercados, padarias e que tais. Qual a tarefa? Caçar as datas de validade de vários produtos ali expostos. Não sei se será divertido, mas com certeza será uma boa aprendizagem como cidadãos e como consumidores. De fato, localizar as datas de validade em muitos produtos é quase como num jogo de caçafantasmas: letrinhas miúdas, não raro borrradas, descoloridas e quase impossíveis de se enxergar a olho nu, impressas em locais que somente entidades do além são capazes de achar. É lamentável como muitas empresas ainda não aprenderam a valorizar o espaço de comunicação direta com seus clientes nos seus rótulos e embalagens, destacando a data de validade de seus produtos – pois isso é, acima de tudo, o primeiro direito dos consumidores: o direito à informação clara e inequívoca do bem a ser adquirido. Parece que há um medo implícito dessas empresas em informar com ênfase quando o produto foi embalado (envasado) e quando expirará o seu prazo de validade. Haveria algo a esconder? Rótulos e embalagens devem também compor o que denomino aqui "grade extensiva de qualidade" de um produto. Em outras palavras, e de maneira descomplicada, temos então: 1) Conteúdo (que é o produto

em si mesmo, com sua qualidade intrínseca – ou amalgamada nele mesmo – e indivisível); 2) Contexto (que é o seu invólucro como recipiente – caso dos frascos de perfumes, garrafas de refrigerantes, por exemplo –, embalagem de proteção externa intacta e rótulos informativos legais e propagandísticos, pois sem esse contexto nenhum produto poderá ser exposto para venda). Ora, embalagens e rótulos possuem também funções estéticas agregadoras de valor aos produtos ali acondicionados e etiquetados, reforçando o desejo dos clientes em comprá-los nos respectivos pontos de venda, independentemente do fator pecúnia (preço). Aliás, sabem os bons profissionais de vendas – nada a ver com "vendedores tiradores de pedidos" – que produtos não possuem "preço" e sim valor. Mas isso é outra história. arêntesis: os perfumistas sabem como os frascos recipientes – alguns deles são uma verdadeira obra de arte –, embalagens e rótulos precisam ser uma festa para os olhos (contexto), enquanto o perfume em si mesmo (conteúdo) faz o deleite do olfato. Sem filigranas mercadológicas, temos assim: contexto endógeno (tudo o que serve para acondicionar o produto e conter informações básicas diretas – e legais – para os clientes) e contexto exógeno, isto é, espaço externo nos pontos de venda onde os

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LUIZ OLIVEIRA RIOS envolvendo certificações disto e daquilo, essa qualidade, digamos assim, não é mais percebida como um diferencial pelos clientes. Comunicação visual das empresas falha na prestação de informações sobre os produtos produtos são expostos para serem vistos, desejados e comprados pelos clientes. Aqui entra o papel do merchandising, que em outra ocasião abordarei. por que a mancada de muitas empresas, algumas desrespeitando "na lata" a Lei 8078, o Código de, em dificultar o acesso dos clientes a informações claras, precisas e visíveis sobre as datas de validade dos seus produtos? Já houve, reconheça-se, certo avanço nisso, porém muito mais por pressão dos consumidores cônscios de seus sagrados direitos e pela atuação dos órgãos de defesa do consumidor, e muito

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menos por iniciativa das empresas, as quais, ao que tudo indica, não atinaram ainda para a importância capital dessa informação – isso não pode ser tratado somente como um "detalhe". or que não reservar espaço nobre para divulgar às claras a data de validade de seus produtos? Considerando que os produtos são bons, que todo o processo de fabricação segue as normas previstas em lei, e que, portanto, o artigo à venda vale cada centavo (ou não? ) a ser desembolsado pelo consumidor, as empresas

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deveriam investir, sim , em um novo modelo de comunicação visual, focada na data de validade de todos os seus produtos. conceito de qualidade, assim, deve ir muito além do conteúdo, ou do produto em si mesmo, até porque isto é obrigação e não diferencial de qualquer empresa, abrangendo também o contexto endógeno e exógeno. Aliás, quando se fala, nos dias atuais, sobre qualidade, urge destacar de que modelo de qualidade se fala, afinal de contas. Porque aquele restrito ao produto e aos processos de fabricação,

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s empresas, micro ou macro, que repensarem seu modelo de comunicação direta com os clientes, utilizando seus rótulos e embalagens como veículos personalizados, repaginando espaço adequado para a divulgação da data de validade de seus produtos, serão aplaudidas de pé pelo distinto público. E, como recompensa, suas vendas aumentarão – fruto direto da confiança conquistada com a transparência comercial. Isso é Ética aplicada na prática.

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LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MARKETING E VENDAS E COLUNISTA DO DIÁRIO DO COMÉRCIO. OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 PMDB, PTB, PDT e PR

em rebelião contra o PT de São Paulo: querem mostrar força em alguma votação importante.

gibaum@gibaum.com.br

quinta-feira, 1 de março de 2012

3 MAIS: não engolem que os petistas paulistas controlem Fazenda, Planejamento, Justiça, Saúde e Secretaria Geral da Presidência.

k Faço isso em prol dos magistrados sérios, decentes, que não podem ser Super-greve confundidos com meia dúzia de vagabundos que estão infiltrados na magistratura. ELIANA CALMON // do Conselho Nacional de Justiça, sobre novas «

investigações no Judiciário. Fotos: BusinessBank

333 O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, recebe no próximo dia 7, representantes da entidades sindicais de policiais civis do país inteiro, que estão discutindo se entram ou não em greve nacional em abril. Os sindicalistas querem a aprovação das propostas que constavam no PEC 300, como o piso nacional para policiais e bombeiros. As federações estaduais estão convocadas para decidir sobre a greve dia 16 de março. Se aprovada, começa em 16 de abril.

POR UM FIO Brasília ferve em boatos: o casamento de dois importantes funcionários federais entrou em zona de turbulência. Ela teria descoberto que ele a estava traindo com uma jornalista. A descoberta gerou barracos indescritíveis. O casamento sobreviverá, contudo, se os planos políticos do casal falarem mais alto do que a ira da mulher traída.

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Quem assiste a novela Fina Estampa se diverte com as expressões usadas por Crô (Marcelo Serrado) para rotular – a favor ou contra – Tereza Cristina (Christiane Torloni). Telespectadores já batizaram o festival de nomes usados pelo personagem como Encicrôpedia e o próprio Serrado, quando os pronuncia, nunca sabe se tem mesmo origem ou foram inventados pelo autor da novela, Aguinaldo Silva. Alguns deles: “Nefertite do Nariz Perfeito”, “Divina Isis”, “Suserana de Gizé”, “Pitonisa de Tebas”, “Filha de Osíris”, “Caranguejeira do Saara”, “Jacaroa do Nilo”, “Rainha do Nilo”, “Sabia de Alexandria” e muitos mais. 333

ABATIDO 333 Os médicos de Lula recomendaram que ele permanecesse em repouso por mais duas semanas, evitando até visitas que exijam quaisquer esforços por parte do ex-presidente. Quem vai ao apartamento de São Bernardo, habitualmente, é Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, que cuida da área financeira do exchefe do Governo. Marisa Letícia, a ex-primeira-dama, atravessa fase depressiva diante do abatimento do marido – e também foi medicada. O cansaço de Lula é evidente, ainda não consegue comer e, embora se submeta à sessões de fonoterapia, está rouco.

Fora de hora As primeiras investidas do secretário José Aníbal, de Energia, do governo Geraldo Alckmin e pré-candidato à prefeitura de São Paulo, contra o prefeito Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, foram consideradas “fora de hora” pela cúpula tucana. O alto comando do PSDB tem plena consciência da importância de Kassab nas eleições municipais, apoiando José Serra e, muito provavelmente, indicando o candidato a vice. Além disso, os tucanos apostam que os índices de popularidade de Kassab crescerão muito este ano, diante dos R$ 4,3 bilhões previstos para investimentos na cidade de São Paulo. 333

NOVA GUERRA 333 A sempre polêmica Luana Piovani agora começa a disparar contra Adriane Galisteu porque acha que o programa Muito+ , da Band, “vive às custas dela”. No Twitter, Luana acentua: “Falam de mim dia sim, dia não. O programa devia falar da Galisteu. Pauta muito melhor: mais magra que eu, mais bonita que eu, mais rica, ela já tem filho, namorou gente mais famosa que os meus, já ficou mais pelada que eu, rainha de bateria eu nunca fui, muito melhor”. Depois manda recado à emissora: se continuarem a falar dela, processa todo mundo, como já processou o Pânico na TV.

Depois de passar pelo carnaval brasileiro, lançar a 18ª fragrância de seu perfume Glowing, protagonizar nova etapa da campanha de cosméticos da L’Oreal e vencer uma guerra de derrières com Cameron Diaz na festa do Oscar , Jennifer Lopez, 43 anos, reaparece, exibindo grande forma, na capa e em sensual ensaio da revista V em seu Sports Issue. Ela ataca de boxeadora, com direito até a cabelos forrados de gel, em fotos assinadas pelo peruano Mário Testino e com styling de Carine Roitfeld, ex-Vogue Paris. Na cartilha de Madonna, Jennifer agora namora seu coreógrafo Casper Smart, de 24 anos.

Entrando no ringue

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333 Enquanto o Ministério da Fazenda determina que o Banco do Brasil instaure sindicância para investigar possível quebra de sigilo do ex-vice-presidente Allan Toledo, depois de revelada movimentação atípica (quase R$ 1 milhão) em sua conta bancária, ele contrata advogados para ver quem vazou informações sigilosas porque não responde a nenhum processo judicial. Se o Coaf registrou essa movimentação, não pode divulgar quaisquer dados. Com a instalação da sindicância, o ministro Guido Mantega e o presidente do BB, Aldemir Bendine, querem deixar claro que nada têm a ver com essa história, malgrado Toledo agora tenha novas informações de que poderia ter sido até grampeado, durante meses, lá mesmo no Banco do Brasil. Ele sempre teve boas relações com Ricardo Flores, da Previ, com o qual Bendine é rompido.

Grampo no BB

MISTURA FINA 333 O GRUPO Doux, do francês Charles Doux, enfrenta problemas e está disposto a vender seus frigoríficos no Rio Grande do Sul. Em 2009, a Marfrig comprou a planta de perus e agora poderá adquirir o frigorífico de suínos em Caixas do Sul. Por outro lado, a Perdigão estaria comprando os frigoríficos de aves de Passo Fundo e Montenegro.

O PREFEITO Eduardo Paes, do Rio, acaba de assinar decreto considerando os vendedores de mate nas praias de lá como “patrimônio cultural carioca”.

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NOS ÚLTIMOS meses, a MTV tem cortado programas, demitindo funcionários e enxugado sua área financeira, diante da possibilidade de alguma composição com eventual grupo interessado em adquirir parte dela. O contrato com a MTV americana está chegando perto de seu final e a questão é se vale a pena renová-lo ou não. Mesmo debaixo dessas nuvens cinzas, vem gravando pilotos de um novo programa com Daniela Cicarelli.

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333 Uma das grifes de sapatos mais conhecidas do Brasil, Carmen Steffens, promoveu grande festa no Hotel Unique, em São Paulo, de encerramento de seu 1º Concurso de Estilismo, vencido por Ana Rita Guedes, que ganhou uma bolsa de estudo na Parsons School, de Nova York. Muita gente conhecida foi aplaudir os novos talentos: entre tantos, Milena Toscano e Thayla Ayala (esquerda), Lorenzo Martone, ex-Marc Jacobs, que funcionou como apresentador da noite (centro) e Lara Gerim, que comandava as carrapetas (direita).

Novos talentos

Na mesma cartilha Se Madonna já fez vários filmes como atriz e agora avança na carreira de diretora, Lady Gaga não esconde que um de seus sonhos é atuar num filme de Woody Allen. Enquanto a chance não chega, ela aparece – quem diria – transformada numa celebridade-alien no filme Homens de Preto 3 , que estréia dia 25 de maio nos Estados Unidos e Brasil também. Outras figuras conhecidas igualmente farão participações semelhantes no filme que, mais uma vez, é protagonizado por Will Smith e Tommy Lee Jones. 333

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T-shirt clássica.

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Encicrôpédia

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Camiseta regata.

Misses e rainhas 333 No passado, misses como Marta Rocha, Terezinha Morango (depois, Pittigliani) ou Adalgisa Colombo (depois, Teruskin) sempre acabavam se casando com poderosos empresários. Em tempos mais atuais, há sinais de que esse tipo de inspiração romântica permanece: por exemplo, Leila Schuster, Miss Brasil 1993, é a primeira-dama da Kia no Brasil, casada com José Luis Gandini. No Rio, que hoje comemora seus 447 anos de vida, Solange Medina, mulher do médico e empresário Edson Bueno (Amil) foi, aos 17 anos, em 1965, rainha da festa do IV Centenário da cidade. De solteira, era Solange Dutra Novelli, depois se casou (e teve dois filhos) com Rubem Medina, separando-se depois.

A SUZANO informa que não está negociando qualquer tipo de venda da empresa com nenhum grupo chinês.

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QUEM diria: o PR vai oficializar o nome de Clarissa Garotinho como vice de Rodrigo Maia (DEM) na disputa pela prefeitura do Rio, dia 8 de março, aproveitando o Dia da Mulher. A surpreendente união das forças de César Maia e Anthony Garotinho, antigos inimigos, poderá incomodar para valer a reeleição de Eduardo Paes.

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O SUPOSTO lançamento de Tiririca, deputado federal (PR-SP), para prefeitura de São Paulo, é apenas uma surpreendente estratégia do partido, que quer voltar a ter fatias do governo de Dilma Rousseff. O pessoal da cúpula do PR, incluindo-se Valdemar Costa Neto, nos bastidores, gargalham com os efeitos da candidatura e avisam que, certamente, o ex-palhaço teria “dez vezes mais votos que Fernando Haddad”. 333

DIA 11, véspera do aniversário de Recife, mais de 100 integrantes da Unidos da Tijuca participarão de grande festa ao lado do Galo da Madrugada: tudo em comemoração ao centenário de Luiz Gonzaga, que inspirou o enredo da escola carioca.

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Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 1 de março de 2012

5 REAÇÃO Militares se referem à Comissão da Verdade como revanchismo.

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CONSTATAÇÃO Só uma minoria conhece Lei da Anistia e 67% são à favor de punição.

Andre Dusek/AE - 17.01.12

Repreendidos, militares voltam a se insurgir Clubes militares reafirmam manifesto contra comentários sobre tortura no País Mário Tonocchi

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m grupo de 97 oficiais da reserva – 13 dos quais generais e o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, denunciado por prática de tortura – lançou novo manifesto à nação reafirmando as posições defendidas em outra manifestação pública no último dia 16 deste mês contra possibilidade de punição a militares da reserva acusados de tortura. Na semana passada, o documento intitulado Manifesto Interclubes criticou a postura da presidente Dilma Rousseff por não repreender declarações de duas ministras atacando o re-

Reafirmamos a validade do Manifesto do site retirado pelo Min. da Defesa, a quem não reconhecemos autoridade. TRECHO DO NOVO DOCUMENTO gime militar brasileiro. Tanto a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) como Eleonora Menicucci (Política para as Mulheres) afirmaram que a Comissão da Verdade poderá "levar a punições criminais de militares".

Fabio Motta/AE - 25.01.2007

Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-Codi em São Paulo: novo protesto contra possibilidade de punição a militares da reserva acusados de tortura.

O segundo documento, intitulado Eles que venham. Por aqui não passarão, surge após os presidentes dos clubes militares lançarem carta no último dia 24 deste mês desautorizando a primeira manifestação. O novo documento afirma que os clubes militares não reconhecem a autoridade do ministério da Defesa sobre seus integrantes e ataca a Comissão: "Em uníssono, reafirmamos a validade do conteúdo do Manifesto publicado no site do Clube Militar, a partir do dia 16 de fevereiro próximo passado, e dele retirado, segundo o publicado em jornais de circulação nacional, por ordem do ministro da Defesa, a quem não reconhecemos qualquer tipo de autoridade ou legitimidade para fazê-lo". A Comissão da Verdade deve apontar, mesmo que sem o poder de sugerir punições, responsáveis por mortes, torturas e desaparecimentos. Aprovada em 2011, aguarda a indicação de membros para iniciar os trabalhos. No manifesto de segundafeira, os militares lembram que a primeira declaração pública do dia 16 "reconhece a aprovação da 'Comissão da Verdade' como um ato inconsequente de revanchismo explícito e de afronta à Lei da Anistia, com o beneplácito, inaceitável, do atual governo". O texto continua afirmando que o Clube Militar não se intimida e que "continuará atento e vigilante, propugnando comportamento ético para nossos homens públicos, envolvidos em chocantes escân-

Celso Amorim: ordem de retirada de manifesto de site, que reapareceu mais robusto .

dalos em série, defendendo a dignidade dos militares, hoje ferida e constrangida com salários aviltados e cortes orçamentários, estes últimos impedindo que tenhamos Forças Armadas (FFAA) a altura da necessária Segurança Externa e do perfil político-estratégico que o País já ostenta. FFAA que se mostram, em recente pesquisa, como Instituição da mais alta confiabilidade do Po-

vo brasileiro (pesquisa da Escola de Direito da FGV-SP)". O 2º texto lembra que o Clube Militar é uma associação civil "não subordinada a quem quer que seja, a não ser a sua diretoria, eleita por seu quadro social, tendo mais de 120 anos de gloriosa existência. Anos de luta, determinação, conquistas, vitórias e de participação efetiva em casos relevantes da História Pátria".

Apesar de estarem na reserva, todos os militares devem, por lei, seguir a hierarquia das Forças Armadas. O 2º texto foi divulgado no site A Verdade Sufocada, mantido pela mulher de Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel reformado do Exército, um dos que assinam o documento. Ustra é ex-chefe do DOI-Codi em São Paulo. O ministério da Defesa não se manifestou sobre o assunto.

Maioria é a favor do uso de Forças Armadas contra o crime

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maior parte dos entrevistados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) considera que as Forças Armadas devem combater o crime. É o que aponta a 3ª edição da pesquisa do Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) divulgada ontem, dedicada à defesa nacional, para avaliar a relação militares x sociedade. Segundo a pesquisa, 91,7% dos 3.796 consultados consideram que Exército, Marinha e Aeronáutica devem colaborar com as polícias

Militar e Estadual e atuar também na segurança pública: 47% dizem que atuação deve ser constante e os demais, apenas em determinadas situações. A suposição de que as Forças Armadas atuem cotidianamente contra os criminosos comuns é mais bem aceita entre os mais velhos, de menor renda e de menor grau de escolaridade. A maioria dos entrevistados também respondeu considerar que os militares respeitam a democracia; para 20,8% dos consultados, os

integrantes das Forças Armadas têm pouco ou nenhum respeito pela democracia. Os demais se dividem entre os que acreditam que o respeito é total (42,6%) ou razoável (35,3%). A sondagem do Ipea mostrou ainda que, apenas entre a minoria que conhece a Lei da Anistia, 67% são favoráveis à punição pelos crimes, sendo 22,2% apenas para agentes da repressão, 11,4% só para integrantes de grupos armados de oposição e 33,4% para todos os envolvidos. (Agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 1 de março de 2012

A militância estava muito refratária a essa aproximação. Eu também estava um pouco desconfortável Fernando Haddad, pré-candidato do PT, sobre a aliança com o PSD

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Chico Ferreira/LUZ

Serra garante que fica até fim Pré-candidato assegura que, se eleito, vai cumprir os quatro anos de mandato. Guilherme Calderazzo

O José Serra: retorno justificado pela "necessidade política, o gosto pelo desafio e pela inovação".

Haddad diz que pensa em São Paulo 2012 e não Brasil 2014 Petista aproveitou para criticar a postura de José Serra, o provável adversário. Márcio Fernandes/AE

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pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, criticou ontem o ex-governador José Serra que, ao anunciar a sua entrada na disputa municipal, imprimiu um enfoque nacional. O petista aproveitou ainda para lembrar que "o paulistano quer um prefeito para a cidade que cumpra o seu mandato", numa referência a uma promessa que Serra fez no passado e não cumpriu, em 2006. Para Haddad, o foco da disputa deve ser a administração da cidade e não o projeto nacional de Serra para 2014. "Há quem diga que ele disputará a eleição de 2014, quer dizer, nem foi realizada a eleição de 2012 e já estão pensando na questão nacional". Em 42 minutos de entrevista para o portal Ter r a , Haddad ressaltou que as próprias lideranças do PSDB, como o expresidente Fernando Henrique Cardoso, o presidente nacional do partido, deputado federal Sérgio Guerra (PE), e o senador presidenciável Aécio Neves (MG), não descartam a possibilidade de Serra de disputar a eleição de 2014. O pré-candidato do PT disse que seu interesse está no futuro da cidade de São Paulo e não no "futuro do País" ou nas "duas visões distintas de Brasil", como mencionou o tucano em seu discurso na terça-feira. "Estamos interessados na cidade e não estamos pensando num segundo passo – o que será de mim daqui a dois anos". Na opinião de Haddad, o PT acertou na estratégia de lançar um nome novo em 2012 e que o PSDB "ensaiou" implementar a mesma iniciativa, mas que "se sentiu inseguro e recuou".

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O que o cidadão quer é propostas que solucionem os problemas da cidade. Se for candidato, é isto que faremos. JOSÉ SERRA Gilberto Kassab, que negociava aliança com o PT à sua sucessão mas, com a decisão de Serra, deu-lhe apoio imediato. Além das necessidades políticas, Serra disse que o gosto pelos desafios também o levou a entrar na disputa municipal. "Gosto de inovar, sou ousado e faço acontecer", disse, referindo-se ao próprio empenho para que políticas públicas se consolidem e sejam bem-sucedidas. "Se for eleito, vou cumprir quatro anos de mandato, governarei a cidade até 2016", disse Serra. E acrescentou: "Não tenho dúvida de que, se for candidato, meus adversários irão dizer o contrário. Insistirão que se ganhar, vou sair logo depois", disse. O ex-governador admitiu

Aníbal e Trípoli ainda reclamam Os dois criticaram em carta a mudança das prévias e exigem mais dois debates Fernando Haddad: foco deve ser a cidade e não o País.

Há quem diga que ele disputará a eleição de 2014, quer dizer, nem foi realizada a de 2012 e estão pensando na questão nacional. FERNANDO HADDAD O petista citou os governadores Cid Gomes (PSB/CE), Eduardo Campos (PSB/PE), Marcelo Déda (PT/SE), Sérgio Cabral (PMDB/RJ) e até o extucano e prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), como exemplos da nova geração de administradores que renovaram "com a força da boa política". Apesar de afirmar que o sentimento geral da população paulistana é de "abandono", Haddad evitou críticas diretas ao prefeito Gilberto Kassab (PSD).

Ele também não quis dar uma nota à sua administração. "Não gosto de dar nota para administrador público, acho que é a população quem tem de dar". No entanto, ao opinar sobre o preço da tarifa de ônibus na cidade (que é de R$ 3), o petista disse que o valor é incompatível com o bolso dos usuários e que a qualidade da integração do sistema está aquém das necessidades da cidade. "O prefeito carregou no reajuste", afirmou. O petista voltou a dizer que se sente aliviado com a opção de Kassab por Serra e o fim do flerte com sua candidatura, mesmo com os elogios que recebeu do prefeito. "A militância, de uma maneira geral, estava muito refratária a essa aproximação. Eu também estava me sentindo um pouco desconfortável". Além disso, Haddad, ao falar pela primeira vez de aborto e da união entre homossexuais, foi bem claro: "sou contra". (Agências).

PSD sofre revés no STF PSD, partido do prefeito Gilberto Kassab, sofreu ontem um revés no Supremo Tribunal Federal (STF). O vice-presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto, rejeitou pedido para que a legenda tenha participação em comissões permanentes e temporárias do Congresso. Embora o despacho seja liminar, Ayres Britto deixou cla-

ex-governador José Serra disse ontem que aceitou ser pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo por necessidade política, por gosto pelo desafio e pela inovação. Em coletiva na qual explicou por que se lançou na disputa, na sede do Diretório Estadual do partido, garantiu ainda que, caso seja o candidato dos tucanos e, depois, vença a eleição, governará a cidade por quatro anos e não irá nacionalizar a campanha ao se contrapor ao PT e à sua forma de administrar, como escreveu na carta na qual formalizou o seu pedido de disputar a prévia. Segundo Serra, as circunstâncias e as necessidades políticas mudaram no que diz respeito à sucessão municipal e, diante disso, aceitou entrar na disputa em atenção aos muitos pedidos de integrantes do PSDB, inclusive do governador Geraldo Alckmin. Ele admite que uma das razões de sua decisão está ligada à manutenção de aliados tradicionais do círculo tucano na disputa. Referia-se ao prefeito

que a suspeita existe por causa da decisão que tomou em 2006, quando deixou o cargo de prefeito para se candidatar ao governo estadual. Antes, então candidato, dissera que cumpriria o mandato até o fim, se vencesse a disputa. Na carta na qual pediu aos dirigentes municipais do PSDB que aceitassem a sua pré-candidatura, Serra criticou a forma de administrar do PT, contrapondo a ela a maneira como ele costuma gerir o governo. Negou que estivesse com isso nacionalizando a campanha municipal. "O que o cidadão quer é propostas que solucionem os problemas da cidade. Se for candidato, é isto que faremos", afirmou. Além disso, o ex-governador negou qualquer influência na decisão da legenda, que anteontem decidiu, por 10 votos a 8, que as prévias serão realizadas no dia 25, em vez do dia 4, como estava previsto. "Sou a favor das prévias", afirmou, acrescentando que sempre estimulou a disputa interna para a escolha dos candidatos. De acordo com Serra, se a sua candidatura tivesse sido lançada há meses, é bem provável que não haveria prévias.

ro que discorda da solicitação. Para o ministro, que tem direito são os que passaram pelo "teste das urnas". De acordo com Ayres Britto, "o partido autor da ação não participou de nenhuma eleição, não contribuiu para a eleição de nenhum candidato, não constou do esquadro ideológico ou de filosofia política de nenhuma eleição", afirmou.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 016/2012-SMS.G, processo 2012-0.017.520-0, destinado ao registro de preços para FORNECIMENTO DE ANTÍDOTO, ANTIARRÍTMICO E ANTI-HISTAMÍNICO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 20 de março de 2012, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet. gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

"Não submeteu a nenhum corpo de eleitores o seu estatuto ou programa, não passou pelo teste das urnas, enfim, porque não ungido na pia batismal dovoto", disse Ayres Britto. A ação analisada por Ayres Britto ainda será julgada de forma definitiva pelo plenário do STF. Além de dizer que o PSD não passou pelo teste das urnas, o ministro citou o regimento interno da Câmara, segundo o qual mudanças nas bancadas, decorrentes de modificações em filiações partidárias, não devem ser consideradas para a composição de comissões. "Norma regimental que, juridicamente rimada com a Constituição, não abre exceção para os casos de mudança de filiação partidária para agremiação virginalmente nova", concluiu. A decisão de Ayres Britto frustrou as expectativas da legenda que tenta garantir outros direitos, como participação no fundo partidário e tempo de TV. Criada em setembro, a sigla também reivindica uma fatia do fundo. (AE)

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s pré-candidatos do PSDB à sucessão municipal, em São Paulo, José Aníbal e Ricardo Trípoli, divulgaram ontem carta aberta na qual criticaram a mudança das prévias do partido, do dia 4 para 25 de março. Encaminhada também à Executiva Municipal do PSDB, a carta cobra, ao mesmo tempo, a realização de pelo menos mais dois debates com a militância do partido. No documento, os pré-candidatos tucanos manifestam preocupação em torno da continuidade da eleição interna e afirmam que o partido se dirigia para

um consenso de mudança da data para o dia 11 de março. Segundo o texto, "na reunião de terça-feira, caminhava-se para o consenso: aceitaríamos o dia 11, tendo como contrapartida a realização de um grande debate entre os três pré-candidatos. No entanto, uma proposta apresentada na última hora, e levada imediatamente à votação, resultou no adiamento para o dia 25, o que não havia sequer sido aventado antes". A entrada do ex-governador José Serra na disputa criou um racha na reunião da executiva, promovida na noite de terça-feira.

Após uma discussão tensa, o comando municipal adiou a eleição interna de 4 de março para 25 de março. Os integrantes do comando municipal do PSDB estavam próximos de um consenso em torno do dia 11 de março, mas o ex-governador de São Paulo propôs um novo adiamento para o dia 25 de março, o que foi acatado. "Neste sentido, propomos que a executiva se comprometa com a realização de, ao menos, dois debates com a militância do partido", cobram Aníbal e Trípoli. "Nós precisamos manter a chama acesa entre os filiados". (Agências)

Delegado é solto e volta ao trabalho. Com tornozeleira Francisco Tenório, acusado de dois assassinatos, ganha liberdade vigiada

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ex-deputado federal Francisco Tenório (PMN-AL), antes da carreira política, era delegado. E nesta função voltou ontem ao trabalho como adjunto da Delegacia de Acidentes de Trânsito de Maceió. Chegou usando uma tornozeleira para monitoramento eletrônico de presos em liberdade provisória. Tenório responde pelos assassinatos do cabo José Gonçalves (1996) e do ex-assessor Cícero Belém (2005). A determinação foi dada pelo diretor metropolitano da Polícia Civil, Arnaldo Soares, que levou em conta os riscos que corria se voltasse para um distrito policial. Pessoas próximas ao ex-parlamentar disseram que, por conta de antigas rixas, ele poderia ser "vítima" em um dos distritos. A escolha pela Delegacia de Acidentes foi decisão da cúpula, por entender que se trata de "um distrito mais neutro", que não "apura crimes". Além disso, em razão da tornozeleira, Tenório não tem permissão para deixar Maceió e tem de se recolher, todos os dias, onde mora, antes das 20 horas. O advogado Fábio Go-

mes, que representa o exdeputado, informou ao G1 que ainda nesta semana vai entrar com novo habeas corpus para seja revogada a obrigatoriedade da tornozeleira. "Ele é réu primário, compareceu a todos os atos do processo", afirmou. Francisco Tenório foi presidente da Associação dos Delegados da Policia Civil de Alagoas, vereador, quatro vezes deputado estadual (de 1995 a 2005) e uma vez federal (2006 a 2010). Como tinha imunidade, os dois inquér itos per maneceram trancados até que, em 2010, não conseguiu se reeleger e, no dia seguinte, foi preso, Diogenes Santos/Ag. Câmara - 2.6.10

passando um ano na cadeia até ser solto no dia 16. Sobre os dois processos, seu advogado afirmou que ele "nega veementemente as acusações". Além disso, não existira nada contra ele. Tenório foi preso em fevereiro de 2011, em Brasília, acusado de ser o mandante dos assassinatos do cabo José Gonçalves e de Cícero Belém. O Ministério Público alega que o cabo trabalhava para Tenório, que atuava como delegado à época, e que Cícero foi morto numa "queima de arquivo". (Agências) Francisco Tenório não escapou da prisão ao perder a reeleição


p Marcelo Crivella é 'fisgado' pelo governo DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 1 de março de 2012

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(A indicação de Marcelo Crivella) é até uma forma de homenagear o ex-vice presidente José Alencar. Ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais)

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Bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e sobrinho de Edir Macedo, senador fluminense do PRB assume o ministério da Pesca e Aquicultura. Antonio Cruz/ABr

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porta-voz da Presi- evangélicos do governo ou padência da Repúbli- ra assegurar o apoio do préca, Thomas Trau- candidato de seu partido à Premann, confirmou feitura de São Paulo, Celso ontem a nomeação do senador Russomanno, ao candidato do Marcelo Crivella (PRB-RJ) pa- PT, Fernando Haddad, num ra o ministério da Pesca. Ele as- eventual segundo turno da sume no lugar de Luiz Sérgio disputa. "Sou indicado do PRB (PT-RJ), que volta para a Câ- e não da bancada evangélica". mara. Ao anunciar a nomeaCrivella disse que se surpreção, Traumann se referiu ao endeu ao receber o convite papartido de Crivella como o do ra ocupar a pasta no final de se"inesquecível" ex-vice-presi- mana. E que a conversa entre dente da República, José Alen- ambos se limitou a "questões car, que morreu no ano passa- técnicas". do vítima de "A presidencâncer. te disse que o E m n o t a d isetor da pesca Sou indicado do vulgada, o goe n v o l v e m iverno informa lhões de brasiPRB e não da que a nomeação leiros, sobretubancada de Crivella sigdo pessoas huevangélica. nifica "a incormildes e que ela SENADOR MARCELO CRIVELLA, gostaria que no poração ao MiAGORA MINISTRO DA PESCA, nistério de um ministério eu importante partrabalhasse coAO EXPLICAR SUA NOMEAÇÃO tido aliado da mo trabalhei PELA PRESIDÊNCIA DA base do governos 10 anos na REPÚBLICA, ONTEM no". A ideia do Á f r i c a " , c o ngoverno, segundo fontes, é se tou. Crivella é sobrinho do bisaproximar da bancada do PRB, po Edir Macedo, da Igreja Unino momento em que outros versal do Reino de Deus, e do partidos aliados começam a fa- bispo Romildo Ribeiro Soares, zer exigências na base. O PRB da Igreja Internacional da Grareúne 10 deputados e apenas ça de Deus. Ele tem sido um um senador, Crivella. Eduardo dos mais fiéis aliados do goLopes, suplente de Crivella, verno no Senado. também é do PRB. Crivella reconheceu que não De acordo com a nota da Pre- está entrosado com a pesca no sidência, "a presidente está se- País. "Confesso que vou ter de gura de que, à frente do minis- aprender – e aprender muito". tério da Pesca e Aquicultura, o Se depender de seus esforços, senador Marcelo Crivella disse que gostaria de transforprestará relevantes serviços ao mar a área num setor inovador, Brasil". a exemplo do que ocorre hoje Bancada evangélica – Na com as inovações na agricultuprimeira entrevista que conce- ra patrocinadas pela Embrapa. deu após ser confirmado como "Acho que nós devíamos ter ministro da Pesca e Aquicultu- uma Embrapa na pesca". ra, Crivella negou ter sido esO senador acredita que a colhido para aproximar os presidente Dilma Rousseff es-

nal, Crivella tem pautado sua atuação no binômio justiça para o Rio de Janeiro e redistribuição da renda nacional. No Senado, um dos destaques da atuação de Crivella foi como presidente da Subcomissão Permanente de Proteção dos Cidadãos Brasileiros no Exterior, subordinada à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, da qual Crivella foi vice-presidente. Um de seus alvos foi reduzir, com sucesso, a detenção, praticada por período indeterminado, de cidadãos brasileiros nos Estados Unidos, acusados de serem imigrantes ilegais. H o me n a ge m – A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti disse ontem que a indicação do senador Crivella para a Pesca é uma forma de o Palácio do Planalto prestar homenagem ao ex-vice presidente José Alencar. "Em primeiro lugar, há um

profundo reconhecimento pelo trabalho que o ministro Luiz Sérgio desenvolveu tanto à frente da Secretaria de Relações Institucionais quanto à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura, mas também da importância de poder contar no governo, no ministério, com a representação do PRB, um partido que todos nós temos o maior respeito pela sua atuação e até uma forma de homenagear o nosso ex-vice presidente José Alencar". Ela nega que mudança seria uma forma de acalmar os ânimos da bancada evangélica, que vem fazendo críticas ao governo. "Toda a discussão foi no sentido de integrar um partido que durante todo o governo Lula, na pessoa do vice-presidente José Alencar, e durante todo esse período de governo da presidente Dilma, sempre foi um partido extremamente aliado, firme". (Agências)

Russomano: indicação não influencia candidatura Crivella: "Confesso que vou ter que aprender – e aprender muito"

colheu o seu nome em homenagem ao "povo fluminense". Imigração – Marcelo Bezerra Crivella nasceu em 1957, no Rio de Janeiro, e formou-se em engenharia civil. Senador pelo PRB, ele integra a bancada evangélica do Congresso Nacional e é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus. Por cerca de 10 anos, ele trabalhou na difusão do trabalho da igreja no continente Africano.

Ante de integrar o PRB, partido do qual é um dos fundadores, foi filiado ao Partido Liberal (PL) e o Partido Municipalista Renovador (PMR). Já foi candidato à prefeitura do Rio de Janeiro e exerceu o cargo de diretor de Planejamento da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio. A página que o senador mantém na internet para noticiar suas atividades políticas diz que, no Congresso Nacio-

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ex-deputado Celso Russomanno (PRB) afirmou ontem que a indicação do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) para o ministério da Pesca não vai influenciar sua candidatura à Prefeitura de São Paulo. "Isso não é um acordo firmado agora. Durante a campanha, ficou acertado que o PRB teria um ministério", disse o pré-candidato. Ele lembrou que em 2010 o PRB tinha o então vice-presidente José Alencar como filiado. "Nosso

acordo com o governo é na esfera federal". O presidente do PRB, Marcos Pereira, também disse que a candidatura de Russomanno está mantida. A indicação de um ministro foi prometida durante a eleição da presidente Dilma. "Ela disse que é legítimo que tenhamos candidato", afirmou. Segundo ele, o ex-presidente Lula pediu há um mês o apoio do PRB para o petista Fernando Haddad já no primeiro turno. (Folhapress)

Ernesto Rodrigues/AE - 03.02.12

Evangélicos cobram atitude por iraniano Bancada busca com Gleisi Hoffmann uma posição do governo sobre ameaça de execução de um pastor no Irã

E

m busca de um posicionamento do governo brasileiro sobre a ameaça de execução de um pastor pelo governo do Irã, parlamentares evangélicos se reuniram na tarde de ontem com a

Ed Ferreira/AE

ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Segundo a ministra, o governo brasileiro está levantando informações sobre o caso e poderá se manifestar formalmente no que se fere à defesa dos direitos humanos.

Ela explicou que o Itamaraty procura informações detalhadas sobre o caso do pastor e, até hoje, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, já deve ter um relatório. "O Itamaraty também tem feito contato para saber efetivamente qual é a causa da prisão e levar nossos posicionamentos sobre a defesa dos direitos humanos. Ainda não tenho uma definição sobre isso. O ministro Patriota ficou de até amanhã ter um relatório mais Gleisi: "Ainda não tenho uma definição sobre isso (o comportamento do governo). O ministro Patriota (Relações Exteriores) ficou de até amanhã ter um relatório mais detalhado".

detalhado e, tendo isso [em mãos], vamos ter uma manifestação formal, possivelmente do Itamaraty", ressaltou a ministra. Gleisi Hoffmann disse, no entanto, que o Brasil não tem a pretensão de atuar como mediador no caso, mas deve manifestar a sua opinião, como espera a bancada evangélica". O pastor iraniano Youssef Nadarkhani está preso desde 2009 e o motivo seria sua conversão ao cristianismo. Nadarkhani, de 33 anos, nasceu em uma família muçulmana e se converteu ao cristianismo aos 19 anos. A alegação do governo iraniano é a de que ele foi condenado por crimes como estupro e ameaça à segurança nacional. (ABr)

Caminhada Católica será patrocinada Assim como apoiou eventos evangélicos, Prefeitura vai colaborar para a Caminhada da Ressureição, na Penha

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pós liberar em 2011 o estádio do Pacaembu para eventos das igrejas Universal e Assembleia de Deus, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) vai agora patrocinar a 28ª Caminhada da Ressurreição, evento da Igreja Católica que deve reunir 100 mil pessoas na Penha, na zona leste, durante a Páscoa. A SPTuris abriu ontem licitação para a confecção de 5 mil camisetas que serão usadas pelos coordenadores da passeata. A empresa da Prefeitura responsável por fomentar o turismo também vai também contratar cinco trios elétricos e pagar o sistema de som da festa marcada para o dia 7. Dos cofres da Prefeitura também vai sair o dinheiro para pagar outras despesas da Caminhada. É o caso da produção de 3 mil cartazes e 500 mil panfletos que serão distribuídospelos participantes e

usados durante a ocasião. toral o aproxima de lideranças A licitação dos trios elétricos católicas de grandes paróquias inclui ainda a contratação de da cidade, como as de São Mi23 funcionários que deverão guel Paulista e da Basílica Nostrabalhar na operação dos veí- sa Senhora da Penha. culos utilizados, entre eles oito Para agradar os evangélicos, operadores de áudio e cinco o prefeito já havia confrontado motoristas. o ministério Público Estadual P ro c is sã o – A caminhada no ano passado para liberar o tem um percurso de 13 quilô- Pacaembu para o evento que metros e o ponto de partida é a comemorou o centenário da Basílica da PeAssembleia de n h a . O s f i é i s William Volcov/AE - 28.02.12 Deus. A Assocaminham em ciação Viva Paprocissão até a caembu havia Catedral de conseguido liSão Miguel Arminar na Justicanjo, em São ça em 2007 que Miguel Paulisproibiu a realita. É o princização de qualpal evento da quer evento reIgreja Católica ligioso no estádurante a Pásdio. coa. Dois meses Adversários antes, Kassab do prefeito ditinha também zem que o afaconfrontado a go em ano elei- Kassab: custeio da fé. legislação mu-

nicipal e o MP para liberar o Pacaembu, localizado em bairro residencial, para uma festa da Igreja Universal que reuniu mais de 60 mil pessoas de todo o País. Mudança – A aproximação de Kassab com as igrejas evangélicas começou em 2010, um ano após o prefeito ter sido retratado com "chifres" de diabo por religiosos da Igreja Mundial do Poder de Deus. O motivo das críticas foi o fechamento do megatemplo da igreja no Brás. Depois da pressão, a Prefeitura liberou o imóvel e Kassab passou a comparecer em eventos públicos realizados pelos pastores. Em 2011, uma lei de autoria do Executivo liberou a construção de outro templo da Igreja Mundial em Santo Amaro, em uma região onde, de acordo com uma legislação de 1988, deveria haver uma rua municipal. (AE)

Paulo Sérgio Passos: substituto ainda indefinido.

Transportes: sucessão será discutida na semana que vem

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definição do nome do novo ministro dos Transportes deverá ficar para a semana que vem. A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, telefonou ontem para o líder do PR no Senado, Blairo Maggi (MT), para informar que o encontro da cúpula do partido com a presidente Dilma Rousseff para tratar do ministério só será marcado mais adiante e que ainda não há uma data definida. Há expectativa de que o encontro ocorra na próxima semana.

Uma fonte do governo informa que a presidente definiu ontem somente a mudança no ministério da Pesca, que será comandado por Marcelo Crivella (PRBRJ). Dilma ainda tem dúvidas sobre quem deve suceder Paulo Sérgio Passos nos Transportes. O PR apresentou uma lista ao Planalto com os nomes dos deputados federais Luciano Castro (RR) e Milton Monti (SP), do exsenador César Borges (BA) e do vereador Antonio Carlos Rodrigues. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 1 de março de 2012

REDES SOCIAIS Passageiros utilizaram as redes sociais para protestar contra a pane e a paralisação da Linha 4 (Amarela) do metrô, ontem de manhã. "Escapei da zona da linha quatro", postou Juliana Teixeira, no Twitter.

idades

Metrô: falha elétrica Para advogado, cadeira da Tour Eiffel estava quebrada provoca pane e O confusão na Linha 4 Rafa von Zuben/Futura Press/AE

Irritados com a paralisação, passageiros desceram do trem parado entre as estações e invadiram o trilho. Cerca de 16 mil pessoas foram prejudicadas. Ivan Ventura *

Nelson Antoine/AE

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ela segunda vez em cinco meses, uma pane elétrica é apontada como a responsável pela paralisação na circulação de trens na Linha 4 (Amarela), do metrô. Desta vez, o problema ocorreu ontem, às 8h20, horário de grande movimento de passageiros. A situação só foi normalizada às 9h. Cerca de 16 mil passageiros foram prejudicados. Segundo a ViaQuatro, a pane elétrica ocorreu às 8h20 e foi resolvida cinco minutos depois. A falta de energia paralisou as atividades nas seis estações do ramal (Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Paulista, República e Luz), além dos trens que transportavam passageiros entre o Butantã e a Estação da Luz. Segundo o consórcio, não houve necessidade de acionar a operação Plano de Apoio Entre Empresas Frente a Situações de Emergência (Paese), que coloca ônibus em circulação no trecho afetado. Sem energia para a locomoção da composição, passageiros de um trem parado próximo à estação Faria Lima teriam se irritado com a paralisação e também com o desligamento do ar condicionado – queixa que também foi registrada nas redes sociais na internet. Foi então que um dos usuários teria acionado a porta de emergência do vagão, liberando a passagem para dezenas de outros passageiros. Os usuários desceram do trem e vagaram pela lateral do trilho, entre as estações Paulista e Faria Lima, por alguns minutos. Seguranças – A presença de pessoas nos trilhos paralisou todo o sistema e mobilizou os seguranças do consórcio ViaQuatro, que seguiram até o ponto da paralisação e reconduziram os passageiros de volta ao trem. A composição então seguiu viagem até a estação Faria Lima, onde os passageiros foram orientados (por meio do sistema de som) a desembarcarem. Foi a primeira vez que passageiros circularam pelos trilhos da Linha 4. Após a retirada dos passageiros, os seguranças realizaram uma varredura completa no trilho e nas estações para evitar qualquer acidente na via. Diante disso, segundo a nota da empresa, a falha de cinco minutos estendeu para qua-

delegado de Vinhedo Álvaro Santucci Noventa Júnior ouviu na tarde de ontem os pais da adolescente Gabriella Nichimura, de 14 anos, que morreu na ultima sexta-feira, depois de cair de um brinquedo no parque Hopi Hari. Armando e Silmara Nichimura chegaram à delegacia por volta das 14h. Abatidos, evitaram falar com a imprensa. O advogado da família, Ademar Gomes, informou que vai requerer em juízo que o parque fique fechado por pelo menos um dia, em respeito aos familiares, e disse que houve um equívoco durante a perícia em relação ao posicionamento de Gabriella no brinquedo chamado La Tour Eiffel. Segundo a defesa, a garota sentou-se em uma cadeira supostamente interditada. No fim da tarde de ontem, dois operadores do brinquedo chegaram à delegacia para depor e, segundo o advogado deles, Bichir Ale Bichir Junior, a versão dos funcionários é de que a cadeira na qual estava Gabriella não poderia funcionar. "Eles estavam lá na hora do acidente e informaram um superior que o brinquedo não poderia operar. Aquela cadeira, no mínimo, tinha de ser interditada", afirmou o advogados dos operadores. Segundo ele, o problema detectado pelos funcionários estava na trava e um cinto que funcionaria como segurança complementar não existia nessa cadeira. "Eles (os funcionários) não têm autonomia

Giuliano Miranda/FotoArena/AE

Os pais da adolescente Gabriella Nichimura (acima), que morreu ao cair de um brinquedo do Hopi Hari (esq.), prestaram ontem depoimento ao delegado de Vinhedo. Para advogado, cadeira estava com defeito.

para parar um brinquedo. Quem tem não parou. Talvez por visar muito o lucro". O Hopi Hari informou, por meio de assessoria, que reitera sua disposição de colaborar com os órgãos envolvidos na investigação sobre as causas do acidente. O parque não vai

comentar informações que envolvam o brinquedo. A versão da defesa e dos funcionários contraria a hipótese de falha humana, principal linha de investigação até o momento. O delegado disse que só vai se pronunciar após o termino dos depoimentos. (AE)

Movimentação de passageiros na Estação Butantã: nova falha elétrica

renta minutos, por causa da invasão na via e a realização de todo o procedimento de segurança para evitar acidentes. Às 9h, a situação foi normalizada, mas não encerrou a polêmica com os passageiros. A Via Quatro informou que devolveria o valor correspondente à passagem aos passageiros afetados pela pane elétrica. No entanto, algumas pessoas disseram que não conseguiram reaver o dinheiro. Outras falhas – No dia 19 de outubro do ano passado, uma pane elétrica também provocou a paralisação de trens na Linha Amarela. No início de outubro, outra falha, desta vez na sinalização de vias, provocou transtornos para 75 mil passageiros. Nas redes sociais, alguns passageiros reclamaram do problema ocorrido ontem. Houve até quem ligasse a pane a um suposto problema de circulação ocorrido no mesmo horário na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). "Se não bastasse a linha nove (Esmeralda) da CPTM estar em obras e atrapalhar tudo, vem essa linha quatro e nos surpreende", postou no Twit-

ter o passageiro, Rodolfo Clementino. Teve usuário que até publicou a foto de um condutor do trem da CPTM que estaria sentado no banco de uma estação à espera da liberação da linha do metrô. Irritação – O Twitter, aliás, foi o canal preferido de usuários irritados com a paralisação da via Amarela. Muitas das críticas eram direcionadas ao próprio Metrô de São Paulo, que não é a responsável pela operação do trecho. Outros culparam os metroviários, que anteontem ameaçaram entrar em greve, mas recuaram e aceitaram o aumento de salário proposto pela Companhia do Metropolitano. "Esta paralisação na linha quatro amarela está me parecendo coisa de funcionário insatisfeito com a proposta", disse o passageiro e twitteiro, Marcio Jorge. Comemoração – Também no Twitter teve quem comemorasse não estar no local durante a pane elétrica. É o caso de Juliana Teixeira, que postou: "Tô muito feliz de ter perdido a hora e entrado mais tarde no serviço. Escapei da zona da linha quatro", disse. (* Com agências)

Cresce número de denúncias de maus tratos contra animais

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elo terceiro mês consecutivo, o serviço Disque-Denúncia de São Paulo recebeu um número recorde de ligações sobre maustratos praticados contra animais. O balanço de janeiro aponta que foram 404 denúncias no mês. Conforme informações da entidade, desde novembro este tipo de denúncia tem ficado em quarto lugar no ranking das ligações. Entre novembro e janeiro, foram 1.066 ligações anônimas denunciando algum tipo de crime contra os bichos. "O 181 está registrando cerca de 12 denúncias por dia de maus tratos contra animais, o que supera as de porte de arma de fogo e estelionato", afirmou Mário Vendrell, gerente de projetos do Instituto São Paulo Contra a Violência, entidade mantenedora do serviço Disque-Denúncia. Historicamente, entre os

Salmo Duarte/Agência RBS/AE

FÊNIX – Uma cachorrinha foi resgatada ontem com vida de um incêndio que destruiu uma casa em Joinville, Santa Catarina. O animal de poucos meses estava preso sob a casa. três crimes mais denunciados permanecem o tráfico de drogas, os jogos de azar e os maus tratos contra crianças. Em janeiro, foram 6.623 de-

núncias sobre tráfico, 1.054 sobre jogos e 544 de maus tratos contra crianças. No total, o serviço recebeu no mês 13.439 denúncias. (Folhapress)


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quinta-feira, 1 de março de 2012

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Banco Bradesco Financiamentos S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 07.207.996/0001-50 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

A produção de novos negócios em operações de veículos apresentou crescimento de 13,35% no ano de 2011. Este aumento na produção levou ao Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, do Banco Bradesco crescimento de 5,61% da carteira total de financiamentos/leasing de veículos. No seguimento de empréstimos consignados, a produção de novos negócios apresentou crescimento de 32,62% no 4º trimestre de 2011, em Financiamentos S.A. (Bradesco Financiamentos), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar comparação ao mesmo período de 2010, proporcionando crescimento de 36,40% na carteira. Esse é o resultado da estratégia e da estruturação pelo Banco Central do Brasil. de uma equipe dedicada ao atendimento de convênios junto ao INSS, órgãos públicos e empresas privadas, aumentando a concessão de recursos O Bradesco Financiamentos oferece linhas de financiamento de crédito direto ao consumidor para aquisição de veículos de passeio, de transporte e nessa modalidade. O Lucro Líquido do exercício de 2011 foi de R$ 2,293 bilhões e o Patrimônio Líquido de R$ 25,672 bilhões. No exercício foram pagos Juros sobre o outros bens e serviços, além de operações de leasing e de empréstimos consignados, atuando como financeira do Bradesco. Capital Próprio no montante de R$ 1,060 bilhão. No segmento veículos, os serviços são oferecidos por uma Rede conveniada, com mais de 13 mil parceiros em todo o País, formada por Revendas Agradecemos o apoio e confiança dos nossos clientes e parceiros comerciais e o trabalho dedicado dos nossos funcionários e demais colaboradores. e Concessionárias de veículos leves, de motos e de veículos de transporte. Para atendimento no segmento de empréstimos consignados, atua em todos os Osasco, SP, 14 de fevereiro de 2012. Estados brasileiros na captação de clientes, por meio de 1.131 Correspondentes, tanto no mercado quanto em Agências do Banco Bradesco, e em folhas de pagamento de empresas do Setor Privado, destacando-se a parceria com os segmentos Bradesco Empresas e Corporate.

Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ............................................................................................................... Créditos Vinculados (Nota 7)......................................................................................................................... Correspondentes ........................................................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 8)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 8)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber - Setor Privado............................................................................ Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ........................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Avais e Fianças Honrados............................................................................................................................. Rendas a Receber......................................................................................................................................... Negociação e Intermediação de Valores ....................................................................................................... Diversos (Nota 9)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 10)........................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ................................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 8)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 8)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber - Setor Privado............................................................................ Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ........................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 9)........................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 10)........................................................................................................ Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 11) ......................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ - No Exterior .................................................................................................................................................. Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 12)................................................................................................................. Imóveis de Uso.............................................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ IMOBILIZADO DE ARRENDAMENTO (Nota 8) ............................................................................................ Bens Arrendados........................................................................................................................................... Depreciações Acumuladas/Superveniência de Depreciação........................................................................ DIFERIDO (Nota 13) ..................................................................................................................................... Gastos de Organização e Expansão............................................................................................................. Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 13).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011 42.574.388 164 27.005.962 125.597 26.880.365 265.176 190.364 74.812 24.846 3.494 21.352 13.735.297 14.412.804 (677.507) (86.576) 540.800 (512.119) (115.257) 1.115.331 3.781 323 78 1.118.631 (7.482) 514.188 165.144 (72.949) 421.993 21.953.359 674.585 674.585 17.884.719 18.721.723 (837.004) (155.817) 454.482 (449.745) (160.554) 2.828.814 2.828.817 (3) 721.058 721.058 7.234.620 476.297

2010 38.271.610 159 25.592.104 120.534 25.471.570 226.410 164.818 61.592 1.125 1.074 51 11.311.966 11.811.963 (499.997) (172.263) 844.961 (804.588) (212.636) 897.128 225 900.595 (3.692) 414.981 227.826 (93.722) 280.877 18.214.972 1.803.562 1.803.562 5.484 5.484 14.013.945 14.611.015 (597.070) (287.936) 1.070.587 (1.062.319) (296.204) 2.414.278 2.414.286 2 (10) 265.639 265.639 9.945.120 481.673

Número de ações (mil) (Nota 17a) .............................................................................. Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................

2011 19.532.729 16.189.720 16.189.720 3.343.009 15.685 1.188.494 2.138.830

2010 17.394.599 14.752.746 14.752.746 2.641.853 8.029 11.472 885.678 1.736.674

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 14).................................................................................................................................. Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 16a)............................................................................................................. Diversas (Nota 16b).......................................................................................................................................

26.345.366 20.942.390 20.942.390 5.402.976 2.578.588 2.824.388

24.516.623 18.449.050 18.449.050 6.067.573 2.196.779 3.870.794

RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS ............................................................................................... Receitas de Exercícios Futuros.....................................................................................................................

212.642 212.642

81.575 81.575

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 17) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................

25.671.630

24.438.905

22.010.000 3.661.857 (227)

22.010.000 2.429.146 (241)

71.762.367

66.431.702

472.926 476.596 175 168 12.808 14.146 (9.612) (9.237) 7.538 9.266 544 24.632 37.728 (17.094) (29.006) 6.719.864 9.423.014 7.387.494 9.791.292 (667.630) (368.278) 933 1.774 7.730 7.745 (6.797) (5.971) 29.988 29.393 41.338 33.584 (11.350) (4.191) 71.762.367 66.431.702 TOTAL ........................................................................................................................................................... As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Operações de Crédito (Nota 8g) ................................................................................... Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 8g)......................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6d) ........................ Resultado das Aplicações Compulsórias ...................................................................... DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................... Operações de Captações no Mercado (Nota 14b) ...................................................... Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 8g) ....................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Notas 8c e f) .................................. RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................... Receitas de Prestação de Serviços (Nota 18) .............................................................. Rendas de Tarifas Bancárias (Nota 18)......................................................................... Despesas de Pessoal (Nota 19) .................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 20).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 21) ..................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas Controladas (Nota 11a) ............................. Outras Receitas Operacionais (Nota 22)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 23)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 24) ............................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 26) ................................... LUCRO LÍQUIDO..........................................................................................................

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 14).................................................................................................................................. Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 16a)............................................................................................................. Diversas (Nota 16b).......................................................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

2º Semestre 2011 6.470.084 3.525.272 1.366.970 1.577.745 97 4.101.713 2.174.062 1.208.326 719.325 2.368.371 (683.157) 35.054 232.868 (29.042) (449.452) (157.649) (5.520) 355.030 (664.446) 1.685.214 (38.286) 1.646.928 (247.213) 1.399.715 24.730.835 56,60

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 12.327.037 11.479.140 6.587.796 5.392.273 2.673.222 3.305.078 3.065.855 2.775.882 164 5.907 7.688.122 7.477.453 4.166.428 3.922.127 2.390.913 3.014.455 1.130.781 540.871 4.638.915 4.001.687 (1.403.736) (1.866.350) 64.251 49.276 421.913 269.941 (50.621) (50.505) (864.119) (689.584) (294.926) (220.952) (3.345) (3.315) 680.732 149.367 (1.357.621) (1.370.578) 3.235.179 2.135.337 (100.004) (237.833) 3.135.175 1.897.504 (842.464) (689.865) 2.292.711 1.207.639 24.730.835 92,71

24.730.835 48,83

Eventos Saldos em 30.6.2011.............................................. Reversão de Dividendos Provisionados do 1º Semestre de 2011 ........................................ Ajustes de Avaliação Patrimonial............................. Lucro Líquido........................................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Juros sobre o Capital Próprio Pagos ...............................................

Capital Social 22.010.000 -

Reservas de Lucros Legal Estatutárias 179.747 3.133.912 69.985

Ajustes de Avaliação Patrimonial Lucros Próprias Acumulados (284) -

8.483 269.730

57 -

1.399.715 (339.715)

-

(1.060.000)

-

-

-

Saldos em 31.12.2011............................................

22.010.000

249.732

3.412.125

(227)

Saldos em 31.12.2009............................................ Ajustes de Avaliação Patrimonial............................. Lucro Líquido........................................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Dividendos Propostos......................

22.010.000 -

74.715 60.382 -

1.158.264 1.135.785 -

658 (899) -

Saldos em 31.12.2010............................................

22.010.000

135.097

2.294.049

(241)

Ajustes de Avaliação Patrimonial............................. Lucro Líquido........................................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Juros sobre o Capital Próprio Pagos ...............................................

-

114.635

1.118.076

14 -

2.292.711 (1.232.711)

-

-

-

-

(1.060.000)

Saldos em 31.12.2011............................................

22.010.000

249.732

3.412.125

(227)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

2º Semestre 2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ................................. Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa................................................................. Depreciações e Amortizações............................................................................................. Constituições de Provisões Cíveis,Trabalhistas e Fiscais ................................................... Constituições/(Reversões) de Provisões para Desvalorização de Bens não de Uso Próprio ... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas................................................... Insuficiência/(Superveniência) de Depreciação................................................................... Ganho/Perda na Venda de Investimento ............................................................................. Ganho/Perda na Venda de Imobilizado ............................................................................... Ganho/Perda na Venda de Bens Não de Uso Próprio......................................................... Outros .................................................................................................................................. Lucro líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social.................. (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ....................................... (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos (Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências............................ (Aumento)/Redução em Operações de Crédito e de Arrendamento Mercantil ................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens..................................... Aumento/(Redução) em Depósitos...................................................................................... Aumento/(Redução) em outras Obrigações ........................................................................ Aumento/(Redução) em Resultados de Exercícios Futuros ................................................ Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ............................. Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos (Aumento)/Redução em Títulos Disponível para Venda ...................................................... (Aumento)/Redução em Títulos Mantidos até o Vencimento ............................................... (Aumento)/Redução em Depósitos Compulsórios no Banco Central do Brasil ................... Alienação de Bens Não de Uso Próprio .............................................................................. Alienação de Investimentos ................................................................................................. Alienação de Imobilizado de Uso e Arrendamento.............................................................. Aquisição de Bens Não de Uso Próprio .............................................................................. Aquisição de Investimentos ................................................................................................. Aquisição de Imobilizado de Uso e Arrendamento.............................................................. Aplicações no Diferido/Intangível......................................................................................... Dividendos e Juros Sobre o Capital Próprio Recebidos...................................................... Caixa Líquido Proveniente(/Utilizado) nas Atividades de Investimentos....................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento Dividendos e Juros Sobre o Capital Próprio Pagos............................................................. Caixa Líquido Proveniente(/Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ................... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período .............................................................. Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ................................................................. Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ...................................

1.646.928

3.135.175

719.325 649.552 122.073 (5.998) 5.520 533.847 (32.671) (75) 77.030 70.846 3.786.377 132.002 (20.968) 7.467 (4.311.551) (341.118) 2.598.890 (680.252) 55.291 (228.400) 997.738

1.130.781 1.566.080 539.533 (20.774) 3.345 763.503 (32.671) 7 153.442 127.751 7.366.172 (279.817) (36.327) (21.300) (7.633.353) (1.012.820) 3.930.314 (903.313) 131.068 (783.984) 756.640

401 (1.688) 121.196 33.891 266.768 (132.061) (157.084) (4.123) 165 127.465

429 2.433 (2.420) 242.614 34.386 643.349 (290.968) (2) (302.456) (7.766) 301 319.900

(1.071.472) (1.071.472) 53.731

(1.071.472) (1.071.472) 5.068

72.030 125.761 53.731

120.693 125.761 5.068

Descrição 1 - RECEITAS ......................................................... 1.1) Intermediação Financeira......................... 1.2) Prestação de Serviços.............................. 1.897.504 1.3) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa................................ 540.871 1.4) Outras ........................................................ 2.849.146 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO 740.101 FINANCEIRA ..................................................... (10.788) 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ....... 3.315 Serviços de Terceiros......................................... (572.003) Propaganda, Promoções e Publicidade............. Processamento de Dados.................................. (1.673.297) Comunicações ................................................... 248.397 Serviços do Sistema Financeiro ........................ 92.760 Viagens .............................................................. 4.116.006 Transporte .......................................................... 3.704.974 Materiais, Energia e Outros ............................... 39.116 Arrendamento de Bens ...................................... 4.495 Manutenção e Conservação de Bens ................ (6.764.149) Outras ................................................................ (564.196) (2.101.116) 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3).............. 5 DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO ................. (386.214) 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO 27.739 PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5) ............... (162.530) (2.085.875) 7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...................................... Resultado de Participações em 599 Coligadas e Controladas.................................... 11.318 (1.074) 8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7)..... 9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO...... 360.905 9.1) Pessoal ...................................................... 30 Proventos .................................................... 2.903.737 Benefícios ................................................... (533.588) FGTS .......................................................... (28.786) Outros Encargos ......................................... (725.218) 9.2) Impostos, Taxas e Contribuições ............ (20.673) Federais ...................................................... 548 Estaduais .................................................... 1.967.798 Municipais ................................................... 9.3) Remuneração de Capitais (6.681) de Terceiros ............................................... (6.681) Aluguéis ...................................................... (124.758) 9.4) Remuneração de Capitais Próprios ........ 245.451 Dividendos .................................................. 120.693 Juros sobre o Capital Próprio ..................... (124.758) Lucros Retidos no Período..........................

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2º Semestre 2011 % 5.670.979 309,0 6.470.084 352,5 267.922 14,6

1.207.639 (1.196.167) (11.472) -

-

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 % 2010 10.905.527 313,2 9.798.442 12.327.037 353,9 11.479.140 486.164 14,1 319.217

Totais 25.323.375 8.483 57 1.399.715 (1.060.000) 25.671.630 23.243.637 (899) 1.207.639 (11.472) 24.438.905 14 2.292.711 (1.060.000) 25.671.630

% 451,2 528,6 14,7

(719.325) (347.702)

(39,2) (18,9)

(1.130.781) (776.893)

(32,5) (22,3)

(540.871) (1.459.044)

(24,9) (67,2)

(3.382.388) (441.983) (309.682) (41.514) (20.531) (19.155) (4.936) (2.865) (1.953) (1.779) (609) (455) (38.504) 1.846.608 (5.720)

(184,3) (24,1) (16,9) (2,3) (1,1) (1,0) (0,3) (0,2) (0,1) (0,1) (2,1) 100,6 (0,3)

(6.557.341) (849.672) (605.104) (75.459) (37.842) (35.376) (9.473) (5.384) (4.093) (2.460) (1.914) (853) (71.714) 3.498.514 (11.493)

(188,2) (24,5) (17,4) (2,2) (1,1) (1,0) (0,2) (0,2) (0,1) (0,1) (0,1) (2,1) 100,5 (0,3)

(6.936.582) (678.504) (542.960) (39.237) (22.775) (27.017) (7.981) (3.214) (5.839) (1.474) (3.570) (1.394) (23.043) 2.183.356 (8.385)

(319,4) (31,1) (25,0) (1,8) (1,0) (1,2) (0,3) (0,1) (0,3) (0,1) (0,2) (0,1) (1,1) 100,6 (0,4)

1.840.888

100,3

3.487.021

100,2

2.174.971

100,2

(5.520)

(0,3)

(3.345)

(0,2)

(3.315)

(0,2)

(5.520) 1.835.368 1.835.368 26.802 13.557 3.876 703 8.666 407.102 403.491 3.611

(0,3) 100,0 100,0 1,4 0,7 0,2 0,5 22,2 22,0 0,2

(3.345) 3.483.676 3.483.676 46.043 18.607 6.142 1.287 20.007 1.141.968 1.135.101 6.867

(0,2) 100,0 100,0 1,3 0,5 0,2 0,6 32,8 32,6 0,2

(3.315) 2.171.656 2.171.656 45.375 18.461 6.888 1.550 18.476 915.947 909.443 723 5.781

(0,2) 100,0 100,0 2,1 0,9 0,3 0,1 0,9 42,1 41,9 0,3

1.749 1.749 1.399.715 1.060.000 339.715

0,1 0,1 76,3 57,8 18,5

2.954 2.954 2.292.711 1.060.000 1.232.711

0,1 0,1 65,8 30,4 35,4

2.695 2.695 1.207.639 11.472 1.196.167

0,1 0,1 55,6 0,5 55,1

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Bradesco Financiamentos S.A. (Bradesco Financiamentos), é uma instituição financeira que tem como objetivo social a prática de todas as operações ativas, passivas e acessórias permitidas às instituições financeiras e inerentes às carteiras de banco comercial, de arrendamento mercantil e sociedade de crédito, financiamento e investimento, de acordo com as disposições legais e regulamentares em vigor. O Bradesco Financiamentos é parte integrante da Organização Bradesco e suas operações são conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As Demonstrações Contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito e de arrendamento mercantil; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As Demonstrações Contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012.

As receitas de arrendamento mercantil são calculadas e apropriadas mensalmente pelo valor das contraprestações exigíveis no período (Portaria MF n o 140/84, do Ministério da Fazenda) e considera o ajuste a valor presente das operações de arrendamento mercantil. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pelo Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável.

e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. a) Moeda funcional e de apresentação Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são As Demonstrações Contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no f) Instrumentos Financeiros Derivativos (ativos e passivos) método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior que são calculadas com base no método linear. São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data contratação da operação, levando-se em conta se sua finalidade é para proteção contra risco (hedge) ou não. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

quinta-feira, 1 de março de 2012

...continuação

Banco Bradesco Financiamentos S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 07.207.996/0001-50 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS o) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - Fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 15a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 15c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas Demonstrações Contábeis. (Nota 15b - III). p) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias, auferidos (em base Classificação do cliente “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos B encargos e das variações monetárias, incorridos (em base “pro-rata” dia). C q) Eventos subsequentes D Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. E São compostos por: F • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e G • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. H de atraso, conforme facultado pela Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011.

As operações que envolvem instrumentos financeiros derivativos, destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição, no sentido de administração de suas posições. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. Os instrumentos financeiros derivativos utilizados para mitigar os riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado dos ativos e passivos financeiros são considerados como instrumentos de proteção (hedge) e são classificados de acordo com sua natureza em: • Hedge de risco de mercado: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, bem como seus ativos e passivos financeiros relacionados, objeto de hedge, têm seus ganhos e perdas, realizados ou não realizados, registrados em conta de resultado; e • Hedge de fluxo de caixa: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, a parcela efetiva das valorizações ou desvalorizações é registrada, líquidas dos efeitos tributários, em conta destacada no Patrimônio Líquido. A parcela não efetiva do respectivo hedge é reconhecida diretamente em conta de resultado. g) Operações de crédito, de arrendamento mercantil, outros créditos com características de concessão de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito, de arrendamento mercantil e outros créditos com características de concessão de crédito são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução no 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução no 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes da seguinte forma: Período de atraso (1) • de 15 a 30 dias................................................................................................................................................................. • de 31 a 60 dias................................................................................................................................................................. • de 61 a 90 dias................................................................................................................................................................. • de 91 a 120 dias............................................................................................................................................................... • de 121 a 150 dias............................................................................................................................................................. • de 151 a 180 dias............................................................................................................................................................. • superior a 180 dias........................................................................................................................................................... (1) Para as operações com prazos a decorrer superior a 36 meses, é realizada a contagem em dobro dos períodos Resolução no 2.682/99 do CMN.

4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

A atualização (accrual) das operações de crédito vencidas até o 59o dia é contabilizada em receitas e, a partir do 60o dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas em conta de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação são classificadas como nível “H” e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidas quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. A provisão estimada para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em conta as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações realizadas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. A carteira de arrendamento mercantil é constituída por contratos celebrados ao amparo da Portaria no 140/84, do Ministério da Fazenda, que contém cláusulas de: a) não cancelamento; b) opção de compra; e c) atualização pós-fixada ou prefixada e são contabilizados de acordo com as normas estabelecidas pelo BACEN, conforme segue: I - Arrendamentos a receber Refletem o saldo das contraprestações a receber, atualizados de acordo com índices e critérios estabelecidos contratualmente. II - Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor residual garantido (VRG) Registrados pelo valor contratual, em contrapartida às contas retificadoras de Rendas a apropriar de arrendamento mercantil eValor residual a balancear, ambos apresentadospelascondiçõespactuadas.OVRGrecebidoantecipadamenteéregistradoemOutrasObrigações-CredoresporAntecipaçãodoValorResidualatéa datadotérminocontratual.OajusteavalorpresentedascontraprestaçõesedoVRGareceberdasoperaçõesdearrendamentomercantilfinanceiroéreconhecidocomo superveniência/insuficiência de depreciação no imobilizado de arrendamento mercantil, objetivando compatibilizar as práticas contábeis. Nas operações que apresentem atraso igual ou superior a sessenta dias, a apropriação ao resultado passa a ocorrer quando do recebimento das parcelas contratuais, de acordo com a Resolução no 2.682/99 do CMN. III - Imobilizado de arrendamento É registrado pelo custo de aquisição, deduzido das depreciações acumuladas. A depreciação é calculada pelo método linear, com o benefício de redução de 30% na vida útil normal do bem, prevista na legislação vigente. As principais taxas anuais de depreciação utilizadas, base para esta redução, são as seguintes: veículos e afins, 20%; móveis e utensílios, 10%; máquinas e equipamentos, 10%; e outros bens, 10% ou 20%. IV - Perdas em arrendamentos Os prejuízos apurados na venda de bens arrendados são diferidos e amortizados pelo prazo remanescente de vida útil normal dos bens, sendo demonstrados juntamente com o imobilizado de arrendamento. (Nota 8i) V - Superveniência (insuficiência) de depreciação Os registros contábeis das operações de arrendamento mercantil são mantidos conforme exigências legais, específicas para esse tipo de operação. Os procedimentos adotados e sumariados nos itens II a IV acima diferem das práticas contábeis previstas na legislação societária brasileira, principalmente no que concerne ao regime de competência no registro das receitas e despesas relacionadas aos contratos de arrendamento mercantil. Em consequência, de acordo com a Circular BACEN no 1.429/89, foi calculado o valor presente das contraprestações em aberto, utilizando-se a taxa interna de retorno de cada contrato, registrando-se uma receita ou despesa de arrendamento mercantil, em contrapartida às rubricas de superveniência ou insuficiência de depreciação, respectivamente, registradas no Ativo Permanente, com o objetivo de adequar as operações de arrendamento mercantil ao regime de competência. h) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre as adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos“, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre superveniência de depreciação e ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários, são registradas na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”, sendo que para superveniência de depreciação é aplicada somente a alíquota de imposto de renda. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei no 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei no 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. i) Despesas antecipadas São representadas pelas aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, sendo registrados no resultado de acordo com o princípio da competência. Inclui seguro prestamista e comissões pagas, principalmente à revendedores e concessionárias de veículos e promotoras de venda terceirizadas, pela colocação de operações de crédito. Os custos incorridos que estão relacionados com ativos correspondentes, que gerarão receitas em períodos subsequentes, os quais são apropriados ao resultado de acordo com os prazos e montantes dos benefícios esperados e baixados diretamente no resultado, quando os bens e direitos correspondentes já não fazem parte dos ativos do Banco ou os benefícios futuros esperados não puderem ser realizados. j) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos da provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. k) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: imóveis de uso - 4% ao ano; móveis e utensílios e máquinas e equipamentos, sistemas de comunicação e segurança - 10% ao ano; e sistemas de transportes e processamento de dados - 20% a 50% ao ano, e ajustado por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. l) Diferido e Intangível • Ativo Diferido - está registrado ao custo de aquisição ou formação, líquido das respectivas amortizações acumuladas de 20% ao ano, calculadas pelo método linear. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas aquisições passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357/08 do BACEN. • Ativo Intangível - correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. Compostos por softwares, que estão registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. m) Redução ao valor recuperável de ativos (Impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. n) Depósitos e captações no mercado aberto São demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data de balanço, reconhecidos em base “pro-rata” dia. Nas operações de captação de recursos mediante emissão de títulos e valores mobiliários, as despesas associadas são apropriadas ao resultado, de acordo com o prazo da operação e apresentadas como redutora do passivo correspondente.

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 102 106 Aplicações em ouro ................................................................................................................................. 62 53 Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 164 159 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. 125.597 120.534 Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 125.761 120.693 (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo. 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Composição e prazos 1 a 30 dias Aplicações no mercado aberto: Posição Bancada - Letras Financeiras do Tesouro .............................. Aplicações em depósitos interfinanceiros - Aplicações em depósitos interfinanceiros ............. Total em 2011 ......................................................... % ............................................................................. Total em 2010 ......................................................... % ............................................................................. b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez

31 a 180 dias

181 a 360 dias

Em 31 de dezembro - R$ mil Total 2011 2010

Acima de 360 dias

125.597

-

-

-

125.597

120.534

147.245 272.842 1,0 333.022 1,2

26.168.719 26.168.719 94,5 24.345.036 88,9

564.401 564.401 2,0 914.046 3,3

674.585 674.585 2,5 1.803.562 6,6

27.554.950 27.680.547 100,0

27.275.132

27.395.666 100,0 Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2010

2011 Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez: - Rendas de aplicações em operações compromissadas - Posição bancada ........................................ - Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ........................................................................... Total (Nota 6d)........................................................................................................................................

19.639 3.011.421 3.031.060

12.419 2.730.137 2.742.556

6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Composição da carteira por emissor

Em 31 de dezembro - R$ mil 31 a 180 dias

1 a 30 dias

Títulos (1) Títulos públicos .............................. Letras financeiras do tesouro ........... Títulos privados.............................. 188.620 Cotas de fundos de investimento ..... 186.398 Ações................................................ 2.222 Outros............................................... Total em 2011 .................................. 188.620 Total em 2010 .................................. 162.385 b) Classificação por categorias e prazos

181 a 360 dias

4.169

-

2011 2010 Valor de Valor de mercado/ Valor de Marcação mercado/ Marcação contábil custo a contábil a (2) (4) atualizado mercado (2) (4) mercado 76.338 76.355 (17) 69.509 (30) 76.338 76.355 (17) 69.509 (30) 188.838 189.217 (379) 162.385 (401) 186.398 186.398 159.334 2.222 2.219 3 2.833 (19) 218 600 (382) 218 (382) 265.176 265.572 (396) 231.894 (431)

Acima de 360 dias 76.338 76.338 218 218 76.556 65.340

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011

31 a 180 dias

181 a 360 dias

2010 Valor de Valor de mercado/ Valor de Marcação mercado/ Marcação contábil custo a contábil a (2) (4) atualizado mercado (2) (4) mercado 262.736 262.753 (17) 226.410 (30) 76.338 76.355 (17) 67.076 (30) 186.398 186.398 159.334 2.440 2.819 (379) 3.051 (401) 2.222 2.219 3 2.833 (19) 218 600 (382) 218 (382)

Acima de 360 dias 76.338 76.338 218 218

1 a 30 Títulos (1) dias Títulos para negociação (1):.......... 186.398 Letras Financeiras do Tesouro ......... Cotas de fundos de investimentos.... 186.398 Títulos disponíveis para venda:.... 2.222 Ações................................................ 2.222 Outros............................................... Títulos mantidos até o vencimento (3): ............................. 2.433 Letras financeiras do tesouro ........... 2.433 Total em 2011 .................................. 188.620 76.556 265.176 265.572 (396) Total em 2010 .................................. 162.385 4.169 65.340 231.894 (431) (1) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; (3) Atendendo ao disposto no Artigo 8º da Circular nº 3.068/01 do BACEN, a Instituição declara possuir capacidade financeira e intenção de manter até o vencimento, o título classificado na categoria mantidos até o vencimento; e (4) A coluna reflete o valor contábil após a marcação a mercado, exceto os papéis classificados em “Títulos Mantidos até o Vencimento”, cujo valor de mercado em 2010 é inferior ao valor de custo atualizado em R$ 1 mil. c) Instrumentos financeiros derivativos Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, a Instituição não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos. d) Resultado com títulos e valores mobiliários Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... 3.031.060 2.742.556 Fundo de investimento ............................................................................................................................ 27.065 24.152 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 7.873 9.060 Títulos de renda variável ......................................................................................................................... (143) 114 Total ........................................................................................................................................................ 3.065.855 2.775.882 7) RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS - CRÉDITOS VINCULADOS a) Créditos vinculados Refere-se a Depósitos Compulsórios sobre Recursos à Vista no Banco Central, no montante de R$ 3.494 mil (2010 - R$ 1.074 mil). b) Resultado das aplicações compulsórias A receita das aplicações compulsórias em 2011 totalizam R$ 164 mil (2010 - R$ 5.907 mil) e está sendo apresentada na Demonstração do Resultado em “Resultado das Aplicações Compulsórias”.

8) OPERAÇÕES DE CRÉDITO, DE ARRENDAMENTO MERCANTIL, OUTROS CRÉDITOS COM CARACTERÍSTICA DE CONCESSÃO DE CRÉDITO E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Modalidades e prazos Em 31 de dezembro - R$ mil 1 a 30 dias 260.854 997.198 1.258.052 103.696 1.361.748 170 1.361.918 1.361.918 1.207.385

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Financiamentos ................................................................................... Subtotal .............................................................................................. Operações de arrendamento mercantil ............................................... Subtotal .............................................................................................. Outros créditos .................................................................................... Total das operações de crédito........................................................ Avais e Fianças ................................................................................... Total em 2011 ..................................................................................... Total em 2010 .....................................................................................

Curso normal 61 a 90 91 a 180 dias dias 264.545 754.772 892.286 2.435.562 1.156.831 3.190.334 77.651 218.252 1.234.482 3.408.586 23 69 1.234.505 3.408.655 1.234.505 3.408.655 1.049.417 2.973.013

31 a 60 dias 269.762 913.054 1.182.816 80.062 1.262.878 170 1.263.048 720 1.263.768 1.148.846

Total 181 a 360 dias 1.351.541 4.247.199 5.598.740 390.707 5.989.447 136 5.989.583 1.842 5.991.425 5.077.291

Acima de 360 dias 5.150.534 11.844.277 16.994.811 842.035 17.836.846 98 17.836.944 1.231 17.838.175 15.439.111

2011

2010

(A) 8.052.008 21.329.576 29.381.584 1.712.403 31.093.987 666 31.094.653 3.793 31.098.446

%

(A) 5.933.603 17.734.964 23.668.567 3.221.086 26.889.653 594 26.890.247 4.816

25,9 68,6 94,5 5,5 100,0 100,0 100,0

% 22,1 65,9 88,0 12,0 100,0 100,0 -

26.895.063

100,0

Em 31 de dezembro - R$ mil 1 a 30 dias 11.481 135.023 146.504 29.607 176.111 2.456 178.567 168.744

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Financiamentos ................................................................................... Subtotal .............................................................................................. Operações de arrendamento mercantil ............................................... Subtotal .............................................................................................. Outros créditos .................................................................................... Total em 2011..................................................................................... Total em 2010 .....................................................................................

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados............................ Financiamentos .......................................................... Subtotal ..................................................................... Operações de arrendamento mercantil ...................... Subtotal ..................................................................... Outros créditos ........................................................... Total das operações de crédito............................... Avais e Fianças .......................................................... Total em 2011 ............................................................ Total em 2010 ............................................................ b) Modalidades e níveis de risco

1 a 30 dias 11.196 134.672 145.868 25.997 171.865 273 172.138 172.138 159.083

31 a 60 dias 10.855 130.529 141.384 22.413 163.797 136 163.933 163.933 152.205

Operações de crédito AA A Empréstimos e títulos descontados............................ 8.042.252 Financiamentos .......................................................... 331 21.085.101 Subtotal ..................................................................... 331 29.127.353 Operações de arrendamento mercantil ...................... 12 1.483.178 Subtotal ..................................................................... 343 30.610.531 Outros créditos ........................................................... Total em 2011 ............................................................ 343 30.610.531 % ................................................................................ 86,3 Total em 2010 ............................................................ 300 26.138.356 % ................................................................................ 85,1 c) Composição das operações de crédito e da provisão para créditos de liquidação duvidosa

Curso anormal Parcelas vencidas 61 a 90 dias 6.295 61.865 68.160 11.676 79.836 79.836 64.215

31 a 60 dias 9.045 110.140 119.185 20.964 140.149 3.781 143.930 122.452 Curso anormal Parcelas vincendas 61 a 90 91 a 180 dias dias 10.439 29.073 126.128 341.166 136.567 370.239 21.909 61.953 158.476 432.192 136 410 158.612 432.602 158.612 432.602 139.282 388.488

B

C

82.226 1.289.666 1.371.892 347.767 1.719.659 1.719.659 4,9 1.832.025 6,0

61.405 794.141 855.546 157.213 1.012.759 666 1.013.425 2,9 937.298 3,1

Total 2011 91 a 180 dias 11.842 123.270 135.112 22.974 158.086 158.086 133.348

181 a 540 dias 7.580 118.555 126.135 24.958 151.093 151.093 171.573

2010

(B)

%

46.243 548.853 595.096 110.179 705.275 6.237 711.512

(B) 6,5 77,1 83,6 15,5 99,1 0,9 100,0

Acima de 360 dias 159.588 1.567.324 1.726.912 238.050 1.964.962 1.964.962 1.964.962 1.644.563

Nível de risco D 38.561 317.350 355.911 46.737 402.648 402.648 1,1 285.918 0,9

(C) 271.146 2.886.701 3.157.847 484.830 3.642.677 1.228 3.643.905 3.643.905

2010 %

2011

(C) 233.496 2.044.473 2.277.969 866.815 3.144.784 2.729 3.147.513 -

7,5 79,2 86,7 13,3 100,0 100,0 100,0

% 7,4 65,0 72,4 27,6 100,0 100,0 -

3.147.513

E 25.801 243.280 269.081 36.106 305.187 305.187 0,9 210.640 0,7

F

G

18.066 203.346 221.412 29.924 251.336 251.336 0,7 178.729 0,6

16.668 162.538 179.206 26.575 205.781 205.781 0,6 157.688 0,5

(A+B+C) 8.369.397 24.765.130 33.134.527 2.307.412 35.441.939 8.131 35.450.070 3.793 35.453.863

% 23,6 69,9 93,5 6,5 100,0 100,0 100,0

100,0

H 84.418 669.377 753.795 179.900 933.695 7.465 941.160 2,6 957.138 3,1

7,0 65,3 72,3 27,7 100,0 -

660.332

100,0

Em 31 de dezembro - R$ mil Total geral 2010

Total 2011 181 a 360 dias 49.995 586.882 636.877 114.508 751.385 273 751.658 751.658 663.892

%

46.202 430.240 476.442 182.935 659.377 955

(A+B+C) 6.213.301 20.209.677 26.422.978 4.270.836 30.693.814 4.278 30.698.092 4.816

% 20,3 65,8 86,1 13,9 100,0 100,0 -

30.702.908

2011 Total 8.369.397 24.765.130 33.134.527 2.307.412 35.441.939 8.131 35.450.070

% 23,6 69,9 93,5 6,5 100,0 -

100,0

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 Total % 6.213.301 20,3 20.209.677 65,8 26.422.978 86,1 4.270.836 13,9 30.693.814 100,0 4.278

100,0 30.698.092 100,0 Em 31 de dezembro - R$ mil

Nível de risco AA............................................................................... A ................................................................................. B ................................................................................. C ................................................................................. Subtotal ..................................................................... D ................................................................................. E ................................................................................. F ................................................................................. G................................................................................. H ................................................................................. Subtotal ..................................................................... Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2010 ............................................................ % ................................................................................

% Mínimo de provisionamento requerido 0,5 1,0 3,0 10,0 30,0 50,0 70,0 100,0

Carteira Curso normal 343 30.610.531 381.277 27.678 31.019.829 16.490 8.578 7.225 4.881 37.650 74.824 31.094.653 87,7 26.890.247 87,6

Curso anormal 1.338.382 985.747 2.324.129 386.158 296.609 244.111 200.900 903.510 2.031.288 4.355.417 12,3 3.807.845 12,4

Provisão 2011

Específica Total 343 30.610.531 1.719.659 1.013.425 33.343.958 402.648 305.187 251.336 205.781 941.160 2.106.112 35.450.070

%

Vencidas 86,3 4,9 2,9 94,1 1,1 0,9 0,7 0,6 2,6 5,9 100,0 100,0

30.698.092 100,0

811 3.238 4.049 5.852 17.158 28.020 36.542 298.537 386.109 390.158 21,7 391.143 24,3

Vincendas 12.573 26.334 38.907 32.764 71.825 94.035 104.088 604.973 907.685 946.592 52,6 824.087 51,2

Genérica 153.037 3.813 830 157.680 1.649 2.574 3.613 3.417 37.650 48.903 206.583 11,5 210.563 13,1

Excedente 119 1.370 1.489 80.328 60.885 50.141 61.631 252.985 254.474 14,2 183.816 11,4

2010 Total 153.037 17.316 31.772 202.125 120.593 152.442 175.809 205.678 941.160 1.595.682 1.797.807

%

Total 8,5 0,9 1,8 11,2 6,7 8,5 9,8 11,4 52,4 88,8 100,0 100,0

130.685 18.474 29.836 178.995 85.632 105.214 125.021 157.609 957.138 1.430.614

% 8,1 1,1 1,9 11,1 5,3 6,5 7,8 9,8 59,5 88,9

1.609.609 100,0 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 1 de março de 2012

11

...continuação

Banco Bradesco Financiamentos S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 07.207.996/0001-50 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS d) Concentração das operações de crédito

Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... Vinte maiores devedores .................................................................. Cinquenta maiores devedores.......................................................... Cem maiores devedores................................................................... e) Setor de atividade econômica

Setor Privado .................................................................................. Indústria .......................................................................................... Alimentícia e Bebidas ....................................................................... Móveis e produtos e madeira ........................................................... Siderurgia, metalurgia e mecânica ................................................... Extração de minerais metálicos e não metálicos ............................. Materiais não metálicos.................................................................... Têxtil e confecções........................................................................... Química ............................................................................................ Eletroeletrônica................................................................................. Artigos de borracha e plástico.......................................................... Edição, impressão e reprodução ...................................................... Refino de Petróleo e Produção de Álcool......................................... Artefatos de couro ............................................................................ Papel e celulose ............................................................................... Veículos Leves e Pesados................................................................ Autopeças e acessórios ................................................................... Demais Indústrias............................................................................. Comércio ......................................................................................... Produtos em lojas especializadas .................................................... Produtos alimentícios, bebidas e fumo............................................. Reparação, peças e acessórios para veículos automotores ............ Vestuário e calçados ........................................................................ Resíduos de sucatas ........................................................................ Combustíveis .................................................................................... Varejista não especializado .............................................................. Artigos de uso pessoal e domésticos............................................... Veículos automotores ....................................................................... Intermediário de comércio................................................................ Atacadista de mercadorias em geral ................................................ Produtos agropecuários ................................................................... Demais comércios ............................................................................ Intermediário financeiro................................................................. Serviços........................................................................................... Transporte e armazenagens............................................................. Construção civil ................................................................................ Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas ................................................................................... Serviços sociais, educação, saúde, defesa e seguridade social............................................................................................... Alojamento e alimentação ................................................................ Holdings, atividades jurídicas, contábeis e assessoria empresarial ..................................................................................... Atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas ........... Telecomunicações ............................................................................ Produção e distribuição de eletricidade, gás e água........................ Demais serviços ............................................................................... Agricultura, pecuária, pesca, silvicultura e exploração florestal.......................................................................................... Pessoas físicas............................................................................... Total ................................................................................................. f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa

2011 4.865 34.182 58.856 110.273 167.136

%

2011 35.450.070 352.550 60.471 44.423 62.709 24.307 45.330 37.855 15.308 7.701 16.356 11.621 598 7.984 4.503 3.236 4.369 5.779 1.175.381 413.139 145.925 133.855 72.099 45.829 32.384 92.616 51.570 79.799 38.801 17.555 9.905 41.904 1.982 1.351.884 402.011 212.914

%

0,1 0,2 0,3 0,5

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 % 4.530 32.922 0,1 54.647 0,2 95.797 0,3 143.108 0,5

100,0 1,0 0,2 0,1 0,2 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 3,3 1,2 0,4 0,4 0,2 0,1 0,1 0,3 0,1 0,2 0,1 0,1 0,1 3,8 1,1 0,6

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 % 30.698.092 100,0 299.372 1,0 52.146 0,2 43.039 0,1 51.200 0,2 25.961 0,1 34.525 0,1 26.526 0,1 15.374 0,1 5.851 14.924 0,1 9.868 833 6.219 3.080 2.453 2.506 4.867 899.210 2,9 325.005 1,1 107.474 0,4 103.454 0,3 48.985 0,2 41.465 0,1 32.146 0,1 69.773 0,2 31.825 0,1 58.784 0,2 27.826 0,1 13.347 10.190 28.936 0,1 1.031 1.100.741 3,6 392.478 1,3 189.668 0,6

12) IMOBILIZADO DE USO Demonstrado ao custo de aquisição corrigido. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas anuais que contemplam a vida útileconômica dos bens. Em 31 de dezembro - R$ mil Valor residual Taxa Anual Custo Depreciação 2011 2010 Imóveis de uso: - Imobilizações em curso.................................................................. 134 134 48 - Terrenos.......................................................................................... 143 - Edificações ..................................................................................... 4% 146 Instalações, móveis e equipamentos de uso.................................... 10 % 7.844 (4.070) 3.774 3.639 Sistemas de segurança e comunicações ......................................... 10 % 1.442 (1.067) 375 476 Sistemas de processamento de dados ............................................ 20 % 15.212 (11.957) 3.255 4.814 Total em 2011 .................................................................................. 24.632 (17.094) 7.538 Total em 2010 .................................................................................. 38.272 (29.006) 9.266 13) DIFERIDO E INTANGÍVEL O ativo diferido é demonstrado ao custo de aquisição, amortizado pelo método linear à taxa anual de 20%. O valor residual em 31 de dezembro de 2011 correspondia a R$ 933 mil (2010 - R$ 1.774 mil). Amortizações acumuladas correspondiam a R$ 6.797 mil (2010 - R$ 5.971 mil). Os ativos intangíveis adquiridos possuem vida útil definida e são compostos por softwares e respectivos gastos com desenvolvimento. Em 31 de dezembro de 2011 apresentava o valor residual de R$ 29.988 mil (2010 - R$ 29.393 mil). Amortizações acumuladas correspondiam a R$ 11.350 mil (2010 - R$ 4.191 mil). 14) DEPÓSITOS a) Depósitos

Depósitos interfinanceiros ....................................... Total em 2011 ......................................................... % ............................................................................. Total em 2010 ......................................................... % ............................................................................. b) Despesas de captação

1 a 30 dias 1.578.856 1.578.856 4,2 1.460.042 4,4

31 a 180 dias 7.301.481 7.301.481 19,7 6.683.538 20,1

181 a 360 dias 7.309.383 7.309.383 19,7 6.609.166 19,9

Acima de 360 dias 20.942.390 20.942.390 56,4 18.449.050 55,6

Em 31 de dezembro - R$ mil Total 2011 2010 37.132.110 33.201.796 37.132.110 100,0 33.201.796 100,0

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 36.837 4.166.428 3.885.290 4.166.428 3.922.127

2011 Depósitos a prazo.................................................................................................................................... Depósitos interfinanceiros ....................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

15) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões e passivos contingentes classificados como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias A empresa é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da empresa entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 224 394.674 1,1 283.042 0,9 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. 81.915 0,3 57.545 0,2 79.940 0,2 52.694 0,2 II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de 43.712 0,1 29.559 0,1 Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento 41.971 0,1 29.651 0,1 de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. 13.339 0,1 9.324 947 1.033 III - Obrigações legais - provisão para riscos fiscais 80.461 0,2 55.747 0,2 A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. As principais questões são: 42.222 0,1 32.842 0,1 Cofins - R$ 350.765 mil: Pleiteia calcular e recolher a Cofins, a partir de outubro de 2005, sobre o efetivo faturamento, cujo conceito consta do artigo 2º da Lei 32.526.051 91,8 28.364.896 92,4 Complementar no 70/91, afastando-se, assim, a inconstitucional ampliação da base de cálculo pretendida pelo parágrafo 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98; 100,0 35.450.070 100,0 30.698.092 IRPJ/CSLL - Perdas de Crédito - R$ 46.674 mil: Pleiteia deduzir, para efeito de apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSLL devidos, o valor das perdas efetivas e definitivas, totais ou parciais, sofridas no recebimento de créditos, independentemente do atendimento das condições e prazos previstos nos Em 31 de dezembro - R$ mil artigos 9º ao 14º da Lei nº 9.430/96 que só se aplicam às perdas provisórias. 2011 2010 IV - Movimentação das provisões constituídas 1.609.609 2.366.294 Saldo inicial............................................................................................................................................ R$ mil 1.130.781 540.871 Constituição............................................................................................................................................. Fiscais e (942.583) (1.297.556) Baixas...................................................................................................................................................... Trabalhistas Cíveis Previdenciárias (1) 1.797.807 1.609.609 Saldo final .............................................................................................................................................. Saldos em 31 de dezembro de 2010 ...................................................... 20.281 63.584 1.157.846 1.215.230 - Provisão específica (1).......................................................................................................................... 1.336.750 Atualização monetária ............................................................................... 126.014 206.583 210.563 - Provisão genérica (2) ............................................................................................................................ Constituições líquidas de reversões e baixas............................................ 8.397 104.118 301.004 254.474 183.816 - Provisão excedente (3).......................................................................................................................... Pagamentos............................................................................................... (202) (70.231) 348.264 453.561 - Recuperação de créditos baixados (4).................................................................................................. Transferências ........................................................................................... 56.402 (1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; Saldos em 31 de dezembro de 2011 (Nota 16)...................................... 28.476 97.471 1.641.266 (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. (3) A provisão excedente é constituída considerando a experiência da Administração e a expectativa de realização da carteira de créditos, de modo a apurar c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis a provisão total julgada adequada para cobrir os riscos específicos e globais dos créditos, associada à provisão calculada de acordo com a classificação A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” pelos níveis de risco e os respectivos percentuais de provisão estabelecidos como mínimos na Resolução nº 2682/99 do CMN. A provisão excedente por e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises cliente foi classificada nos níveis de riscos correspondentes (Nota 8c); e sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto os processos contingentes (4) Classificadas em receitas de operações de crédito. avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Em 31 de dezembro de 2011 não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante. g) Receitas de operações de crédito e de arrendamento mercantil Exercícios findos em 16) OUTRAS OBRIGAÇÕES 31 de dezembro - R$ mil a) Fiscais e previdenciárias 2011 2010 Em 31 de dezembro - R$ mil 1.807.585 1.429.765 Empréstimos e títulos descontados......................................................................................................... 2011 2010 4.431.947 3.508.947 Financiamentos ....................................................................................................................................... 1.515.169 Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 26c).................................................................. 1.348.669 6.239.532 4.938.712 Subtotal .................................................................................................................................................. 1.641.266 1.157.846 Provisão para riscos fiscais (Nota 15b) ................................................................................................... 453.561 Recuperação de créditos baixados como prejuízo.................................................................................. 348.264 358.438 Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... 713.018 6.587.796 5.392.273 Subtotal .................................................................................................................................................. 64.129 51.004 Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ 282.309 290.623 Arrendamento mercantil, líquido de despesas ........................................................................................ 3.767.082 3.082.457 Total ........................................................................................................................................................ 6.870.105 5.682.896 Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas h) Demonstrativo da composição da carteira de arrendamento, a valor presente, com os saldos contábeis Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Em 31 de dezembro - R$ mil 5.200.819 Credores por antecipação de valor residual (Nota 8h)............................................................................ 4.445.870 2011 2010 324.590 267.581 Credores diversos ................................................................................................................................... 995.282 1.915.548 Arrendamentos financeiros a receber ..................................................................................................... 66.783 54.430 Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... (-) Rendas a apropriar de arrendamentos financeiros a receber ............................................................ (961.864) (1.866.907) Provisão para passivos contingentes cíveis e trabalhistas (Nota 15b).................................................... 125.947 83.865 Bens arrendados financeiros + perdas em arrendamentos (líquido) ...................................................... 7.387.494 9.791.292 28 773 Outras...................................................................................................................................................... 4.963.218 5.607.468 (667.630) (368.278) Total ........................................................................................................................................................ (-) Depreciação acumulada sobre bens arrendados financeiros, líquida de superveniência de depreciação (5.809.444) (6.316.001) (-) Depreciações acumuladas.................................................................................................................. 17) PATRIMÔNIO LÍQUIDO 5.141.814 5.947.723 Superveniência de depreciação .............................................................................................................. (5.200.819) a) Capital Social (-) Valor residual garantido antecipado (Nota 16b).................................................................................. (4.445.870) O capital social no montante de R$ 22.010.000 mil totalmente subscrito e integralizado, é composto por 24.730.834.643 ações ordinárias, nominativas2.307.412 4.270.836 Total do valor presente ......................................................................................................................... escriturais, sem valor nominal. i) Imobilizado de arrendamento b) Reserva de Lucros Em 31 de dezembro - R$ mil Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 2011 2010 7.387.118 9.788.523 Veículos e afins ....................................................................................................................................... 3.661.857 2.429.146 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 34 34 Máquinas e equipamentos ...................................................................................................................... 249.732 135.097 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 342 2.735 Perdas em arrendamentos ...................................................................................................................... 3.412.125 2.294.049 - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 7.387.494 9.791.292 Total de bens arrendados ..................................................................................................................... (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido, até atingir 20% do capital social realizado. Após esse limite a apropriação não mais se faz (6.316.001) Depreciação acumulada de bens arrendados......................................................................................... (5.809.444) obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e 5.141.814 5.947.723 Superveniência de depreciação .............................................................................................................. (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% (667.630) (368.278) Total da depreciação acumulada ......................................................................................................... do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. 6.719.864 9.423.014 Imobilizado de arrendamento............................................................................................................... c) Dividendos e Juros sobre o capital próprio O Bradesco Financiamentos, para atender o regime de competência, reverteu no período, provisão para superveniência de depreciação no montante de Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a R$ 805.909 mil (2010 - constituiu R$ 466.698 mil), registrada em imobilizado de arrendamento, e efetuou a realização de superveniência de R$ 42.406 mil 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente (2010 - R$ 105.305 mil), classificada em bens não de uso próprio em decorrência da reintegração de posse de bens arrendados e R$ 763.503 mil (2010 - semestrais e mensais, utilizando-se das contas de Lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de R$ 572.003 mil) em resultado. lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. O cálculo dos juros sobre o capital próprio e dividendos relativos aos respectivos exercícios findos em 31 de dezembro, está demonstrado a seguir: j) Cessão de Crédito R$ mil No exercício, o Banco cedeu operações de crédito Consignado INSS para o BMC FUNDO DE INVESTIMENTO CRÉDITO CONSIGNADO - INSS no valor 2011 2010 contábil de R$ 352.977 mil (2010 - R$ 364.793 mil), por R$ 419.223 mil (2010 - R$ 435.308 mil). Lucro Líquido........................................................................................................................................... 2.292.711 1.207.639 9) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (114.635) (60.382) Em 31 de dezembro - R$ mil Base de cálculo ..................................................................................................................................... 2.178.076 1.147.257 2011 2010 Dividendos propostos (1)......................................................................................................................... 11.472 Juros sobre o capital próprio (2).............................................................................................................. 1.060.000 a) Rendas a receber .............................................................................................................................. 323 227 Imposto de renda na fonte....................................................................................................................... (159.000) Dividendos............................................................................................................................................... 322 226 Juros sobre o capital próprio (líquido) ..................................................................................................... 901.000 Comissões............................................................................................................................................... 1 1 Percentual em relação ao lucro líquido ajustado ............................................................................... 41,4% 1,0% b) Diversos ............................................................................................................................................. 3.947.448 3.314.881 (1) Os dividendos de 2010 foram pagos em 29 de dezembro de 2011; e 2.209.760 Créditos tributários de impostos e contribuições (Nota 26c) ................................................................... 2.435.439 (2) Pagos em 28 de outubro de 2011, conforme Ata da Reunião da Diretoria de 30 de setembro de 2011. 1.234.596 889.105 Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... 138.844 103.001 Devedores diversos ................................................................................................................................. 18) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E RENDAS DE TARIFAS BANCÁRIAS 85.805 59.990 Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... Exercícios findos em 34.807 37.592 Títulos e créditos a receber ..................................................................................................................... 31 de dezembro - R$ mil 13.313 10.858 Adiantamentos para pagamentos............................................................................................................ 2011 2010 3.922 3.922 Opções por incentivos fiscais .................................................................................................................. 421.913 269.941 Rendas de cadastro ................................................................................................................................ 722 653 Outros...................................................................................................................................................... 60.752 43.934 Taxa de avaliação/substituição de bem ................................................................................................... 3.362 5.257 Taxa de aditamento de contratos ............................................................................................................ 10) OUTROS VALORES E BENS 137 85 Outras...................................................................................................................................................... a) Bens não de uso próprio 486.164 319.217 Total ........................................................................................................................................................ Em 31 de dezembro - R$ mil 19) DESPESAS DE PESSOAL Provisão Valor residual Exercícios findos em Custo para perdas 2011 2010 31 de dezembro - R$ mil Imóveis ............................................................................................. 487 (25) 462 462 2011 2010 Bens em regime especial ................................................................. 428 428 2.036 18.607 18.461 Proventos................................................................................................................................................. Veículos e afins ................................................................................ 163.478 (72.589) 90.889 131.100 10.841 12.384 Provisão trabalhistas ............................................................................................................................... Máquinas e equipamentos ............................................................... 711 (323) 388 478 8.073 5.500 Participação dos empregados nos lucros................................................................................................ Outros............................................................................................... 40 (12) 28 28 6.142 6.888 Benefícios................................................................................................................................................ Total em 2011 .................................................................................. 165.144 (72.949) 92.195 5.865 6.680 Encargos sociais ..................................................................................................................................... Total em 2010 .................................................................................. 227.826 (93.722) 134.104 1.093 592 Treinamento............................................................................................................................................. b) Despesas antecipadas 50.621 50.505 Total ........................................................................................................................................................ Em 31 de dezembro - R$ mil 20) DESPESAS ADMINISTRATIVAS 2011 2010 Exercícios findos em 547.081 363.358 Comissões sobre financiamento - Veículos............................................................................................. 31 de dezembro - R$ mil 172.828 Comissões sobre empréstimos - Consignados ....................................................................................... 556.912 2011 2010 10.034 Prêmios de seguro sobre créditos concedidos........................................................................................ 2.864 474.305 375.995 Serviços técnicos especializados............................................................................................................ 36.194 296 Outros...................................................................................................................................................... 140.272 174.946 Serviços de terceiros e do sistema financeiro......................................................................................... 1.143.051 546.516 Total ........................................................................................................................................................ 75.459 39.237 Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... 37.842 22.775 Processamento de dados........................................................................................................................ 11) INVESTIMENTOS 35.376 27.017 Comunicações......................................................................................................................................... a) Ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos, registrados em contas de resultado, sob a rubrica de Contribuições filantrópicas ...................................................................................................................... 29.854 7.196 “Resultado de participações em coligadas e controladas” Depreciação e amortização..................................................................................................................... 11.493 8.385 Em 31 de dezembro - R$ mil Viagens.................................................................................................................................................... 5.384 3.214 Quantidade de ações/ ParticipaLucro Transportes.............................................................................................................................................. 4.093 5.839 Patrimônio cotas possuídas ção no líquido/ Ajuste decorrente Aluguéis................................................................................................................................................... 2.954 2.695 Capital líquido (em milhares) capital (prejuízo) Valor contábil de avaliação (1) Arrendamento de bens ............................................................................................................................ 1.914 3.570 Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... 853 1.394 Empresas social ajustado Ações Cotas (%) ajustado 2011 2010 2011 2010 Outras...................................................................................................................................................... 44.320 17.321 Ramo financeiro Total ........................................................................................................................................................ 864.119 689.584 Tibre Distribuidora de Títulos e Valores 21) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Mobiliários Ltda. ............. 18.000 41.197 18.000 99,999 8.182 41.197 33.092 8.182 1.745 Exercícios findos em BMC Asset 31 de dezembro - R$ mil Management DTVM 2011 2010 Ltda. ............................... 1.860 9.315 1.860 99,999 6.185 9.315 3.188 6.185 164 COFINS ................................................................................................................................................... 244.261 180.946 Everest Leasing S.A. PIS........................................................................................................................................................... 39.692 29.078 Arrendamento Imposto sobre serviços de qualquer natureza ISS.................................................................................. 6.867 5.768 Mercantil ......................... 172.000 314.829 127.700 100,000 19.163 314.829 295.849 19.163 15.412 Outras...................................................................................................................................................... 4.106 5.160 Outras atividades Total ........................................................................................................................................................ 294.926 220.952 BF Promotora de Vendas Ltda. ................... 111.220 106.076 111.220 99,999 (36.817) 106.076 142.893 (36.817) (20.592) 22) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS Exercícios findos em Banco Bradesco 31 de dezembro - R$ mil Europa S.A. .................... 503.371 645.052 1 - 0,027137 43.277 175 168 12 17 2011 2010 Promosec Cia. Reversão de provisões fiscais ................................................................................................................. 497.454 20.401 Securitizadora de Variações monetárias .............................................................................................................................. 88.895 58.032 Créditos Financeiros....... 3.000 1.109 6 100,000 (66) 1.109 1.174 (66) (50) Recuperação de encargos e despesas ................................................................................................... 23.698 20.980 Outras Participações ........ 400 400 Outras...................................................................................................................................................... 70.685 49.954 Ganho/perda cambial Total ........................................................................................................................................................ 680.732 149.367 de investimento no exterior............................ (4) (11) 23) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS Exercícios findos em Total de 31 de dezembro - R$ mil Investimentos............... 473.101 476.764 (3.345) (3.315) 2011 2010 (1) Considera os resultados apurados pelas companhias e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultados, quando aplicáveis. Comissões e serviços de intermediação de crédito ................................................................................ 408.592 368.090 b) Outros investimentos Provisões para riscos fiscais ................................................................................................................... 247.161 407.763 Em 31 de dezembro - R$ mil Perdas operações de empréstimos ......................................................................................................... 177.511 141.527 2011 2010 Variações monetárias e cambiais............................................................................................................ 144.548 116.816 Investimentos por incentivos fiscais ........................................................................................................ 12.216 12.216 Seguro prestamista ................................................................................................................................. 134.507 108.821 Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. 2 Indenizações cíveis ................................................................................................................................. 84.057 63.511 Outros investimentos ............................................................................................................................... 590 1.930 Busca e apreensão de veículos .............................................................................................................. 77.270 103.692 Subtotal .................................................................................................................................................. 12.808 14.146 Provisões para riscos cíveis .................................................................................................................... 38.661 17.559 Provisão para perdas .............................................................................................................................. (9.612) (9.237) Outras...................................................................................................................................................... 45.314 42.799 Total ........................................................................................................................................................ 3.196 4.909 Total ........................................................................................................................................................ 1.357.621 1.370.578 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

quinta-feira, 1 de março de 2012

...continuação

Banco Bradesco Financiamentos S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 07.207.996/0001-50 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 24) RESULTADO NÃO OPERACIONAL

c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

Prejuízo na alienação de valores e bens................................................................................................. Reversão de provisão para desvalorização de outros valores e bens .................................................... Rendas de aluguéis................................................................................................................................. Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 (120.777) (248.676) 20.773 10.788 59 (4) (100.004) (237.833)

25) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador, coligadas e controladas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: Em 31 de dezembro - R$ mil Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) 2011 2010 2011 2010 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 27.554.148 27.274.631 3.011.421 2.730.015 Captações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (37.132.110) (33.201.796) (4.166.428) (3.885.290) Aplicações no mercado aberto: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 125.597 120.534 19.639 12.419 Dividendos e juros sobre o capital próprio: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (11.472) Tibre DTVM Ltda. ............................................................................. 78 17 Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil ................................. 182 146 BMC Asset Management DTVM Ltda. ............................................. 59 2 Serviços terceiros: BF Promotora de Vendas Ltda. ........................................................ (391.656) (311.423) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. Para 2011, foi determinado o valor máximo de R$ 1.000 mil para remuneração dos Administradores (proventos e gratificações) e de R$ 1.000 mil para custear planos de previdência complementar de contribuição definida. Benefícios de Curto Prazo a Administradores Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Proventos................................................................................................................................................. 877 Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. 198 Total ........................................................................................................................................................ 1.075 Benefícios pós-emprego Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... 1.036 Total ........................................................................................................................................................ 1.036 A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares.

(1.068.151)

(672.461)

27) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Avais e Fianças prestados a clientes totalizam R$ 3.793 mil (2010 - R$ 4.816 mil), os quais estão sujeitos a encargos financeiros e a prestação de contra garantias pelos beneficiários. b) O Banco Bradesco Financiamentos S.A. utiliza a infraestrutura operacional e administrativa da controlada BF Promotora de Vendas Ltda., que mantém planos de previdência complementar para seus empregados e dirigentes, na modalidade de contribuição definida, administrados pela Bradesco Vida e Previdência S.A. Em 31 de dezembro de 2011, esses planos encontram-se integralmente cobertos pelo patrimônio FIFE - Fundo de Investimento Financeiro Exclusivo, onde estão aplicadas as provisões técnicas. c) Conforme previsto no Ofício Circular CVM nº 01/2007, o Banco Bradesco Financiamentos está dispensado de apurar o valor de mercado das operações de arrendamento mercantil, os quais encontram-se registrados, a valor presente, de acordo com a Lei nº 6.099/74, substancialmente, como imobilizado de arrendamento. O valor contábil dos demais instrumentos financeiros registrados em contas patrimoniais em 31 de dezembro de 2011 equivale, aproximadamente, ao valor de realização desses instrumentos. d) O seguro dos bens arrendados está vinculado a cláusulas específicas dos contratos de arrendamento mercantil. Os bens de uso da sociedade estão segurados por montantes suficientes para cobrir eventuais sinistros contra incêndio, responsabilidade civil e riscos diversos. e) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. O Bradesco Financiamentos como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. f) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns pronunciamentos contábeis, suas interpretações e orientações, foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as quais serão aplicáveis as instituições financeiras somente quando aprovadas pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); e • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25). • Resolução nº 3.973/11 - Evento Subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento Baseado em Ações (CPC 10 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.

225.687 225.687 (842.464)

(17.404) (17.404) (689.865)

Célio Magalhães – Contador – CRC 1SP199295/O-5

26) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social............................................................ Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente .................................................................................................................................... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social........................................................................... Juros sobre o capital próprio (pagos e a pagar)...................................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 3.135.175 1.897.504 (1.254.070)

(759.002)

(1.338) (42.075) 16.439 424.000 14.580 (842.464)

(1.326) (59.523) 122.876 7.110 (689.865)

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos: Constituição/(realização) no exercício, sobre adições temporárias......................................................... Total dos impostos diferidos................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

R$ mil Saldo em Constituição Saldo em 31.12.2010 (1) Realização 31.12.2011 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 1.482.524 541.524 384.811 1.639.237 Provisão para contingências cíveis .................................................. 24.199 36.934 22.145 38.988 Provisão para contingências fiscais ................................................. 399.718 283.552 98.248 585.022 Provisão trabalhista .......................................................................... 7.874 3.711 194 11.391 Provisão para desvalorização de bens não de uso.......................... 36.932 28.252 36.005 29.179 Provisão para perda de títulos e investimento.................................. 1.668 18 19 1.667 Ágio Amortizado ............................................................................... 129.456 61.021 68.435 Ajuste a valor de mercado dos títulos para negociação................... 511 46 8 549 Ajuste da Lei nº 11.638 de 28/12/2007 ............................................ 309 292 17 Outros............................................................................................... 126.561 45.536 111.143 60.954 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 2.209.752 939.573 713.886 2.435.439 Ajuste a valor de mercado dos títulos disponíveis para venda......... 8 8 Total dos créditos tributários (Nota 9).......................................... 2.209.760 939.573 713.894 2.435.439 Obrigações fiscais diferidas (Nota 16a)............................................ 1.515.169 35.560 202.060 1.348.669 Crédito tributário líquido das obrigações fiscais diferidas........ 694.591 904.013 511.834 1.086.770 (1) Contempla o crédito tributário relativo à elevação da alíquota de contribuição social para as empresas do ramo financeiro, determinada pela Lei nº 11.727/08, os quais correspondem ao valor de R$ 16.440 mil (Nota 3h). d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social e crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35 Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto de renda Contribuição social Total 2012.............................................................................................................. 463.912 263.031 726.943 2013.............................................................................................................. 490.263 309.422 799.685 2014.............................................................................................................. 545.031 326.757 871.788 2015.............................................................................................................. 15.518 9.311 24.829 2016.............................................................................................................. 7.621 4.573 12.194 Total ............................................................................................................. 1.522.345 913.094 2.435.439 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 2.294.249 mil (2010 R$ 2.067.368 mil) de diferenças temporárias. e) Créditos tributários não ativados Em função da Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pela CONSIF contra a Lei nº 11.727/08, artigos 17 e 41, os créditos tributários de períodos anteriores decorrentes da elevação da alíquota da Contribuição Social de 9% para 15% foram registrados até o limite das obrigações tributárias. Neste exercício, o saldo remanescente em 31 de dezembro de 2010, no montante de R$ 16.440 mil, foi integralmente constituído (Nota 3h). f) Obrigações fiscais diferidas A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 1.348.669 mil (2010 - R$ 1.515.169 mil) relativas a: Superveniência de depreciação R$ 1.285.454 mil (2010 - R$ 1.486.931 mil), ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos R$ 1 mil (2010 - R$ 183 mil), lucro proveniente do exterior (2010 - R$ 400 mil) e atualização monetária de depósitos judiciais de R$ 63.214 mil (2010 - R$ 27.655 mil).

A DIRETORIA

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do Banco Bradesco Financiamentos S.A. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Bradesco Financiamentos S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva.

Base para opinião com ressalva A Instituição registra as suas operações e elabora as suas demonstrações contábeis com a observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, que requerem o registro do ajuste ao valor presente da carteira de arrendamento mercantil na rubrica provisão para superveniência ou insuficiência de depreciação, classificada no ativo permanente, conforme mencionado na nota explicativa nº 8i. Essas diretrizes não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com a Lei nº 6.099/74, para as rubricas do ativo circulante e realizável a longo prazo, e rendas ou despesas de arrendamento, mas resultam na apresentação do resultado e do patrimônio líquido, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Opinião Em nossa opinião, exceto quanto a não reclassificação de saldos mencionada no parágrafo anterior, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Bradesco Financiamentos S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Osasco, 14 de fevereiro de 2012

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

c

Ar seco põe SP em atenção Ontem a temperatura ficou acima dos 30 °C. Amanhã o tempo deverá fechar e estão previstas chuvas.

S

José Cláudio Costa Contador CRC 1SP167720/O-1

Ar seco pode provocar sangramento no nariz, tosse e dificuldade para respirar.

idades

ão Paulo entrou em estado de atenção na tarde de ontem, por conta da baixa umidade relativa do ar. De acordo com a Defesa Civil, o índice ficou abaixo dos 30% por volta das 12h30. Segundo estudo da Unicamp, índices de umidade relativa do ar inferiores a 30% caracterizam estado de atenção; de 19% a 12%, estado de alerta; e abaixo de 12%, estado de emergência. Pela medição do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da Prefeitura, a umidade na estação Cidade Ademar (zona sul) era de 29,4% às 13h30. Como consequência do tempo seco, algumas pessoas podem sofrer ressecamento de mucosas do nariz e da garganta, sangramento no nariz, ter tosse, dificuldade para respirar, rinite e crises de asma e irritação dos olhos por ressecamento, com vermelhidão e sensação de areia nos olhos, entre outros sintomas. Com umidade abaixo dos 30%, as recomendações são evitar exercícios físicos ao ar livre das 11h às 15h e umidificar o ambiente por meio de vaporiza-

Cláudio Rogélio Sertório Contador CRC 1SP212059/O-0

Clayton de Souza/AE

Com tarde de sol forte, o paulistano procurou se refrescar. A piscina do Sesc Belenzinho, na zona leste, ficou lotada.

dores, toalhas molhadas ou recipientes com água. A Defesa Civil também orienta permanecer em locais protegidos do sol e consumir bastante água. Segundo a previsão do CGE, a massa de ar seco mantém as condições de sol e calor nos próximos dias. As temperaturas vão variar entre mínimas de 20º C e máximas que podem superar os 33º C, com baixos índices de umidade principalmente no período da tarde.

Amanhã, áreas de instabilidade ganham força e devem provocar pancadas de chuva em toda a Grande São Paulo. Raios – O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) capturou pela primeira vez no Brasil imagens de raios ascendentes, que partem de construções na superfície. Os pesquisadores registraram quatro raios "de baixo para cima" que tiveram início a partir de uma das torres sobre o pico do Jaraguá.

Para se ter uma noção do que isso significa, um edifício alto (de 100 metros) como o Empire State Building, nos EUA, registra, em média, 26 raios desse tipo por ano. Eles são raros e representam 1% no total de raios registrados. Os demais raios são descargas atmosféricas. Os raios ascendentes se originam em construções muito elevadas, como torres de telecomunicação ou para-raios de edifícios altos. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 1 de março de 2012

13

Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 27.098.060/0001-45 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 11º Andar - Conj. 112 - B - Alphaville - Barueri - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, da Bankpar Arrendamento

No exercício, a Bankpar Arrendamento registrou Lucro Líquido de R$ 6,894 milhões, Patrimônio Líquido de R$ 26,274 milhões e Ativos Totais de R$ 27,346 milhões. Barueri, SP, 14 de fevereiro de 2012.

Mercantil S.A. (Bankpar Arrendamento), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo

Diretoria

Banco Central do Brasil.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO

2011

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS ......................................................................................................................................... Outros Investimentos (Nota 8)....................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. INTANGÍVEL.................................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2010

22.864 32 21.745 21.745 1.087 1.087 4.478 4.478 4.478 4 1 10 (9) 3 5 (2) 27.346

13.768 4 13.392 13.392 199 199 173 173 6.216 6.216 6.216 411 407 416 (9) 4 5 (1) 20.395

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a)............................................................................................................. Diversas (Nota 10b) .....................................................................................................................................

2011

2010 221 221 72 69 80

251 251 6 6 239

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 10a)............................................................................................................. Diversas (Nota 10b).......................................................................................................................................

851 851 233 618

698 698 234 464

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 11) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros.......................................................................................................................................

26.274

19.446

9.750 16.524

9.500 9.946

TOTAL ...........................................................................................................................................................

27.346

20.395

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 12).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 13) ..................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 14)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 14)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 15) ............................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 17) ................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................... Número de ações (Nota 11a) ........................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 1.647 1.647 1.647 (298) (268) (81) 101 (50) 1.349 10.077 11.426 (4.532) 6.894

2º Semestre 2011 902 902 902 (149) (134) (44) 57 (28) 753 10.077 10.830 (4.313) 6.517 14.000.000 465,50

14.000.000 492,43

1.217 1.217 1.217 (456) (257) (74) 649 (774) 761 761 (138) 623

14.000.000 44,50

Eventos Saldos em 30.6.2011................................................... Lucro Líquido................................................................ Destinações: - Reservas............................................... - Dividendos Propostos........................... Saldos em 31.12.2011................................................. Saldos em 31.12.2009................................................. Homologação de Aumento de Capital.......................... Lucro Líquido................................................................ Destinações: - Reservas............................................... - Dividendos Propostos........................... Saldos em 31.12.2010................................................. Homologação de Aumento de Capital.......................... Lucro Líquido................................................................ Destinações: - Reservas............................................... - Dividendos Propostos........................... Saldos em 31.12.2011.................................................

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil

896 326 1.222 846 31 877 345 1.222

Estatutária 9.173 6.129 15.302 8.483 586 9.069 (250) 6.483 15.302

Lucros Acumulados 6.517 (6.455) (62) 623 (617) (6) 6.894 (6.828) (66) -

Total 19.819 6.517 (62) 26.274 18.829 623 (6) 19.446 6.894 (66) 26.274

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

2º Semestre 2011

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ............................................................ Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ............................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa .................................

Reserva de Lucros Legal

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ............................ Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos.............................................................. Constituições/Reversões de Provisões Cíveis.................................................................. Depreciações e Amortizações.......................................................................................... Lucro na Alienação de Investimentos ............................................................................... Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social.............. (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez .................................... (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos ...................................................................................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos ......................................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações .................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos .............................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais .......................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Alienação de Investimentos .............................................................................................. Aplicações no Intangível................................................................................................... Dividendos e Juros sobre Capital Próprio Recebidos ...................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos.................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos............................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ................ Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa .................................

Capital Social Capital Aumento Realizado de Capital 9.750 9.750 9.220 280 280 (280) 9.500 250 9.750 -

10.830 (10.074) 2 1 (10.077) 756 -

11.426 (10.074) 2 1 (10.077) 1.352 13.392

2º Semestre Descrição

761 97 96 1 858 (763)

(7.587) (16) (3) (3.605) (10.455)

(21.546) (60) 7 (3.633) (10.488)

(131) 177 (303) (29) (191)

10.484 (1) 10.483

10.484 (1) 33 10.516

(5) 200 195

28

28

(4) (4) -

4 32 28

4 32 28

4 4 -

2011

Exercícios findos em 31 de dezembro

%

2011

%

2010

%

1 - RECEITAS .........................................................

11.008

101,3

11.775

102,4

1.092

130,7

1.1) Intermediação Financeira.........................

902

8,4

1.647

14,4

1.217

145,7

1.2) Outras ........................................................

10.106

92,9

10.128

88,0

(125)

(15,0)

(2,4)

(256)

(30,7)

2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ....... Serviços de Terceiros.........................................

(133) -

(1,3)

(267)

-

-

-

(2)

(0,2)

Propaganda, Promoções e Publicidade.............

(85)

(0,8)

(169)

(1,5)

(177)

(21,3)

Serviços Técnicos Especializados .....................

(34)

(0,3)

(64)

(0,6)

(58)

(6,9)

Processamento de Dados..................................

(8)

(0,1)

(16)

(0,1)

(9)

(1,1)

Contribuição Sindical .........................................

-

(10)

(0,1)

(10)

(1,2)

Serviços do Sistema Financeiro ........................

(6)

(6)

(0,1)

Outras ................................................................

-

-

3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .................

10.875

100,0

4 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES .............

(1)

(0,1)

(2) 11.508

-

-

-

-

-

-

100,0

836

100,0

(1)

-

(1)

-

5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) ...............

10.874

100,0

11.507

100,0

835

100,0

6 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO......

10.874

100,0

11.507

100,0

835

100,0

6.1) Remuneração do Governo .......................

4.357

40,1

4.613

40,1

212

25,4

Federais ......................................................

4.357

40,1

4.613

40,1

212

25,4

6.2) Remuneração de Capitais Próprios ........

6.517

59,9

6.894

59,9

623

74,6

Dividendos ..................................................

62

0,6

66

0,6

6

0,7

Lucro Retidos..............................................

6.455

59,3

6.828

59,3

617

73,9

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. (Bankpar Arrendamento) tem por objeto a prática de todas as operações de arrendamento mercantil, permitidas pela legislação em vigor e pelas normas regulamentares aplicáveis à espécie. É parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e na gestão de risco, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a co-participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito e de arrendamento mercantil; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devam ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas pelo método exponencial. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As aplicações interfinanceiras de liquidez são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzido dos efeitos tributários os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados ao custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda bem como os instrumentos financeiros derivativos são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros créditos diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas são registrados na rubrica “Outras obrigações - fiscais e previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Os créditos tributários sobre prejuízo fiscal serão realizados de acordo com a geração de lucros tributáveis, observado o limite de 30% do lucro real do período-base. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando à alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. g) Investimentos Outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. h) Intangíveis Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade. Compostos por softwares, que são registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. i) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. j) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 9a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 9b). k) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias e cambiais auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias e cambiais incorridos (em base “pro-rata” dia). l) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011.

4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2011 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Total caixa e equivalentes de caixa .....................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 32 4 32 4

5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos Em 31 de dezembro - R$ mil 1 a 30 dias 2011 2010 Aplicações em depósitos interfinanceiros ................................................. 13.392 Total em 2011 ........................................................................................... Total em 2010 ........................................................................................... 13.392 13.392 b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na “Demonstração de Resultado” como resultado de operações com títulos e valores mobiliários, no montante de R$ 5 mil (2010 - R$ 1.198 mil) (Nota 6b). 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos 2011 Valor de mercado/ Valor de contábil custo (1) (2) atualizado

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 Valor de Marcação mercado/ Marcação a contábil a mercado (1) (2) mercado

1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de Títulos dias dias dias 360 dias Títulos para negociação: (4) Certificados de depósitos bancários ... 63 218 485 766 766 4 Debêntures .......................................... 159 159 159 1 Letras do tesouro nacional .................. 458 458 458 2 Letras financeiras do tesouro .............. 93 1.892 11.566 13.551 13.551 130 Operações compromissadas (3) ......... 6.395 134 6.529 6.529 49 Notas promissórias.............................. 136 136 136 Outros.................................................. 104 42 146 146 13 Total em 2011 ..................................... 6.635 156 2.244 12.710 21.745 21.745 Total em 2010 ..................................... 51 33 9 106 199 (1) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento do exercício, os fundos exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 21.745 mil (2010 - R$ 199 mil). Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificações, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; (3) Refere-se a recursos de fundos de investimentos aplicados em operações compromissadas com o Bradesco; e (4) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. b) Resultado com títulos e valores mobiliários Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b)............................................................................ 5 1.198 Fundos de investimentos................................................................................................................. 1.642 19 Total ................................................................................................................................................ 1.647 1.217 c) A Bankpar Arrendamento não possuía operações de instrumentos financeiros derivativos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. 7) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS 2011 Créditos tributários (Nota 17c)........................................................................................................ Devedores por depósito em garantia.............................................................................................. Impostos e contribuições a compensar .......................................................................................... Impostos e contribuições a recuperar ............................................................................................ Outros............................................................................................................................................. Total ...............................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 5.010 5.861 257 245 183 170 18 18 97 95 5.565 6.389

8) INVESTIMENTOS O investimento de R$ 1 mil refere-se a título patrimonial da CETIP Educacional. Em novembro de 2011 foram alienadas as ações da CETIP S.A., e baixado o registro do valor de custo no montante de R$ 406 mil. 9) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente os ativos contingentes. b) Provisões e passivos contingentes classificados como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição de provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial, é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. II - Obrigações legais - provisão para riscos fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. III - Movimentação das provisões constituídas Em 31 de dezembro - R$ mil Cíveis Fiscais e Previdenciárias No início do exercício de 2011 ................................................................................................... 2 234 Constituições líquidas de reversões .............................................................................................. 4 No final do exercício de 2011 (Nota 10) ..................................................................................... 6 234 10) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias 2011 Provisão para riscos - fiscais (Nota 9)........................................................................................... Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ............................................................................. Impostos e contribuições a recolher.............................................................................................. Total .............................................................................................................................................. b) Diversas 2011 Provisão para pagamentos a efetuar............................................................................................. Provisão para passivos contingentes (Nota 9) .............................................................................. Credores diversos ......................................................................................................................... Total ..............................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 234 6 240

234 58 10 302

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 533 2 168 703

516 6 176 698

continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

14

quinta-feira, 1 de março de 2012

...continuação

Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 27.098.060/0001-45 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 11º Andar - Conj. 112 - B - Alphaville - Barueri - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 11) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social no montante de R$ 9.750 mil (2010 - R$ 9.500 mil) está representado por 14.000.000 ações ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. Em 18 de maio de 2011, o BACEN homologou a Assembleia Geral Extraordinária realizada em 14 de abril de 2011, deliberando aumentar o Capital Social em R$ 250 mil, elevando-o de R$ 9.500 mil para R$ 9.750 mil, sem emissão de ações, mediante a capitalização de parte do saldo da conta “Reserva de Lucros - Estatutária”, de acordo com o disposto na Lei das Sociedades por Ações. b) Reservas de lucros Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Reservas de Lucros ................................................................................................................... 16.524 9.946 - Reserva Legal (1)....................................................................................................................... 1.222 877 - Reserva Estatutária (2) .............................................................................................................. 15.302 9.069 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 80% do Capital Social Integralizado. c) Dividendos Aos acionistas está assegurado dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. No exercício, foram provisionados dividendos no montante de R$ 66 mil (2010 - R$ 6 mil), correspondendo a R$ 4,71 (2010 - R$ 0,43), por lote de mil ações. 12) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 169 177 64 58 16 9 2 6 1 1 12 10 268 257

Propaganda e publicidade............................................................................................................ Serviços técnicos especializados................................................................................................. Processamento de dados............................................................................................................. Serviços de terceiros.................................................................................................................... Serviços do sistema financeiro..................................................................................................... Depreciações e amortizações ...................................................................................................... Outras........................................................................................................................................... Total ............................................................................................................................................. 13) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 69 51 1 13 11 10 81 74

Contribuição ao COFINS.............................................................................................................. Impostos e taxas .......................................................................................................................... Contribuição ao PIS...................................................................................................................... Total ............................................................................................................................................. 14) OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 2 35 (28) 106 83 209 (6) (296) (179) 51 (125)

Reversões de provisões - cíveis ...................................................................................................... Variações monetárias ...................................................................................................................... Dividendos/Juros sobre capital próprio ........................................................................................... Provisões para riscos - cíveis.......................................................................................................... Outras.............................................................................................................................................. Total ................................................................................................................................................

Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivo ou administrativo, fiscal e semelhante, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 17) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 11.426 761

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social .......................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente ........................................................................................................................... Receitas não tributáveis ................................................................................................................. Outros valores ................................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do exercício ............................................................... b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social

(4.570) 14 24 (4.532)

(304) 187 (21) (138)

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos............................................................................. Impostos diferidos: Realização no exercício sobre adições temporárias ...................................................................... Utilização de saldos iniciais de: Prejuízo fiscal ................................................................................................................................. Total dos impostos diferidos....................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ............................................................... c) Origem dos créditos tributários do imposto de renda e contribuição social diferidos Saldo em 31.12.2010

(3.681)

(194)

3

65

(854) (851) (4.532)

Constituição

Provisões para contingência cíveis ........................................ 1 Outros valores ........................................................................ 95 Total dos créditos tributários .............................................. 96 Prejuízo fiscal ......................................................................... 5.765 Total dos créditos tributários (Nota 7)................................ 5.861 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias e prejuízo fiscal

(9) 56 (138)

Realização 1 2 3 3

854 854

R$ mil Saldo em 31.12.2011 2 97 99 4.911 5.010

Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto de renda Contribuição social Prejuízo fiscal Total 2012......................................................................................... 11 6 93 110 2013......................................................................................... 21 12 1.104 1.137 2014......................................................................................... 21 12 1.211 1.244 2015......................................................................................... 10 6 1.270 1.286 2016......................................................................................... 1.233 1.233 Total ........................................................................................ 63 36 4.911 5.010 A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários calculado considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 4.489 mil (2010 R$ 5.230 mil), sendo R$ 92 mil (2010 - R$ 88 mil) de diferenças temporárias e R$ 4.397 mil (2010 - R$ 5.142 mil) de prejuízo fiscal.

15) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Refere-se ao lucro apurado na alienação das ações da CETIP S.A. (Nota 8).

18) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos 16) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador e coligadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o datas das operações, e estão assim representadas: alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. Em 31 de dezembro - R$ mil A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e 2011 2010 2011 2010 metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. Ativos Ativos Receitas Receitas A Bankpar Arrendamento como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. Disponibilidades: b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 32 4 e orientações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando Aplicações em depósitos interfinanceiros: aprovado pelo CMN. Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 13.392 5 1.198 Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: Dividendos: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); Banco Bradesco Cartões S.A. ......................................................... (68) (6) • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (4) • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); b) Remuneração do pessoal-chave da Administração • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • Resolução nº 3.973/11 - Evento Subsequente (CPC 24); • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, dos • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento Baseado em Ações (CPC 10 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012); e membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012). • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta aos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será e Administradores da Instituição. de maneira prospectiva ou retrospectiva. A empresa é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A DIRETORIA A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave Paulo Sérgio Odierna França – Contador – CRC 1SP182495/O-0 da Administração.

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Aos Administradores da Bankpar Arrendamento Mercantil S.A.

Barueri - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de Opinião dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Bankpar Arrendamento Mercantil S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis Banco Central do Brasil. A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício Responsabilidade dos auditores independentes e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 14 de fevereiro de 2012 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes Cláudio Rogélio Sertório André Dala Pola Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP214007/O-2 apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6

FUTEBOL ONU apoia liberação de uso do véu islâmico para jogadoras

nternacional

FORA DO AR Israel faz batida em duas emissoras de TV palestinas na Cisjordânia

NOVOS VENTOS EM PYONGYANG Coreia do Norte anuncia a suspensão de suas atividades nucleares e autoriza a entrada de inspetores da ONU no país

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Coreia do Norte concordou ontem em suspender suas atividades nucleares, além de estabelecer uma moratória em seus testes com mísseis de longo alcance. Como prova de seu comprometimento, Pyongyang permitirá que inspetores nucleares da Organização das Nações Unidas (ONU) visitem seu complexo nuclear Yongbyon para verificar se a moratória foi colocada em prática. Em troca, os Estados Unidos anunciaram que estavam prontos para enviar 240 mil toneladas de alimento ao país comunista. Além disso, Washington afirmou que mais ajuda poderia ser definida com base nas necessidades. O anúncio, feito simultaneamente pelo Departamento de Estado dos EUA e pela agência oficial de notícias norte-coreana KCNA, abre caminho para uma possível retomada das negociações de desarmamento de seis partes com Pyongyang e segue conversações entre diplomatas dos EUA e da Coreia do Norte em Pequim na semana passada. A iniciativa também marca uma mudança significativa de política pela Coreia do Norte depois da morte, em dezembro, do líder Kim Jong-il e a ascensão de seu filho mais novo, Kim Jong-un. A inteligência norte-americana diz que a Coreia do Norte tem combustível suficiente para fabricar até oito bombas nucleares, segundo o jornal The New York Times. O país havia proibido a visita de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ligada à ONU, e fez testes nucleares em 2006 e 2009. Desde que a Coreia do Norte aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear, em 1985, o país fez três acordos para suspender seu programa nuclear, que acabaram fracassando – em geral, devido a desentendimentos com os EUA. O no-

KCNA/Reuters - 26/02/12

Kim Jong-un inspeciona tropas no sul do país. O novo líder sai da sombra do pai e acena com mudanças.

vo acordo é o primeiro desde que Kim Jong-un assumiu o poder. No último acordo acertado por Kim Jong-il, em 2005, a Coreia do Norte havia concordado em reduzir suas atividades nucleares em negociações de seis partes que incluíram as duas Coreias, China, Japão, Rússia e EUA. No acordo, Pyongyang abandonaria seu programa nuclear em troca de incentivos econômicos e diplomáticos oferecidos pelas outras partes na negociação. Mas o acordo nunca foi totalmente implementado.

Desta vez, um porta-voz não identificado do Ministério de Relações Exteriores norte-coreano disse em comunicado divulgado pela KCNA que o regime comunista havia concordado com a moratória nuclear e com a permissão para o trabalho de inspetores da AIEA, "tendo em vista a manutenção de uma atmosfera positiva" para as conversações entre os EUA e Coreia do Norte. Reação - A agência da ONU comemorou o anúncio de que a Coreia do Norte paralisará seu programa de enriquecimento de urânio e reiterou sua disposição a enviar inspetores para con-

trolar as atividades nucleares de Pyongyang. "O anúncio feito pelos Estados Unidos sobre suas recentes negociações com a República Popular Democrática de Coreia é um passo adiante muito importante", declarou o diretor-geral da AIEA, o japonês Yukiya Amano. Os governos vizinhos da Coreia do Sul e Japão também saudaram o anúncio. No entanto, a iniciativa de Pyongyang foi recebida com certa cautela pelo governo e pela oposição norte-americana. "Os EUA ainda têm profundas preocupações" com o programa de enriquecimento de urânio da Coreia do Norte, afirmou a secretária de Estado do país, Hillary Clinton. "Quando Kim Jong-il faleceu, eu disse que era nossa esperança que uma nova liderança escolheria guiar a Coreia do Norte para o caminho da paz, ao assumir suas obrigações", disse. Segundo ela, o anúncio significa um "passo inicial e modesto" na "direção correta". Já a oposição norte-americana acredita que o regime comunista tenta mais uma vez "enganar" o governo norte-americano. "Anos em que fomos enganados pela Coreia do Norte nos mostraram que uma verificação (do abandono das atividades nucleares) é extremamente difícil, se não impossível", disse o representante republicano Ed Royce à France Presse. Fome - A ONU estima que até 1 milhão de pessoas tenha morrido na Coreia do Norte na década de 1990, em uma das piores crises alimentares do século 20. Desde janeiro, milhares de caminhões chineses transportam arroz para a Coreia do Norte, que ainda sofre com uma falta crônica de alimentos, denunciou Do Hee-yoon, membro da Coalizão de Cidadãos pelos Direitos Humanos, Pessoas Sequestradas e Refugiados Norte-Coreanos, um grupo com sede em Seul. (Agências)


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quinta-feira, 1 de março de 2012

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Não é do interesse da Argentina criar barreiras. A abordagem correta é de cooperação, não de confronto. Porta-voz do governo britânico nternacional Rebecca Cook/Reuters

Assad lança ataque final a Homs Ofensiva contra bastião rebelde na Síria é 'bárbara e brutal', denunciam desertores. Reuters

ESTADOS UNIDOS – O pré-candidato Mitt Romney venceu as primárias republicanas em Michigan e Arizona na terça-feira passada. Apesar de avançar na disputa pela Casa Branca, é cada vez mais evidente sua dificuldade em empolgar a base do partido. A expectativa fica para a "Super Terça-Feira" da próxima semana.

OBAMA: MESTRE OU APRENDIZ? Luiz Carlos Lisboa de Princeton, EUA.

M Soldados desertores enfrentam 7 mil homens leais a Assad em Homs. A cidade está sitiada há 26 dias.

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elo menos 7 mil militares sírios iniciaram ontem uma grande ofensiva terrestre na cidade de Homs, aparentemente com a intenção de ocupar o bairro de Baba Amro, reduto rebelde há 26 dias sob sítio e bombardeios, segundo a oposição. O porta-voz do Exército Livre Sírio (ELS), Maher al-Nuami, explicou que a ofensiva é "bárbara e brutal" e que as tropas estão usando "pela primeira vez mísseis de longo alcance". "O ELS está repelindo o ataque, mas os confrontos são desiguais pela diferença no armamento", assinalou o porta-voz dos soldados desertores. Os grupos opositores informaram que, em Homs, as forças leais ao regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, são apoiadas por tanques e veículos blindados que pertencem à divisão comandada por Maher, irmão de Assad conhecido pela brutalidade. Ativistas dizem que ao menos 15 civis morreram. Os relatos vindos de Baba Amro não podem ser imediatamente verificados devido às rigorosas restrições impostas pelo governo ao trabalho da imprensa na Síria. Segundo opositores, outras

Zohra Bensemra/Reuters

Civis participam de funeral de rebelde em Idlib, no norte do país.

regiões do país também são alvo de bombardeios e de ataques terrestres, como a cidade de Halfaya, na província de Hama, e várias localidades nos arredores de Aleppo e Idlib. A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que as forças de Assad já mataram mais de 7,5 mil civis desde o início da revolta, em março passado. A Síria se recusou a deixar Valerie Amos, chefe de ajuda humanitária da ONU, entrar no país, segundo ela afirmou ontem. Para um diplomata ocidental, a negativa é sinal de que Assad quer sufocar a insurgência em Homs.

Fuga - Vários jornalistas ocidentais estão retidos em Baba Amro, embora dois deles tenham conseguido escapar com a ajuda de ativistas sírios. O jornalista espanhol Javier Espinosa, que cobre o conflito civil sírio para o diário El Mundo de Madri, foi o último a chegar a salvo no Líbano. A sua fuga foi confirmada ontem pela mulher do repórter, Monica García Prieto. Na terça-feira, o fotógrafo britânico Paul Conroy fora resgatado. Permanecem na cidade, ainda, os franceses William Daniels e Edith Bouvier, que está ferida. (Agências)

UE e Unasul entram na briga Reino Unido e Argentina pedem apoio de blocos regionais pelas Malvinas

A

escalada das tensões entre Londres e Buenos Aires ameaça se expandir para um embate regional. Ontem, o Reino Unido solicitou a intervenção da União Europeia (UE) – e conseguiu. O bloco anunciou que vai iniciar ações diplomáticas "apropriadas" perante a Argentina depois que esse país convocou um boicote comercial contra o Reino Unido devido ao conflito bilateral pelas Ilhas Malvinas (Falklands, para os britânicos). Horas depois, o governo de Cristina Kirchner pediu que a União de Nações SulAmericanas (Unasul) também participe das negociações. A Argentina "propõe que a UE junto com a Unasul analisem a questão e convidem as partes a reiniciar as negociações convocadas, em numerosas oportunidades, pela Assembleia Geral das Nações Unidas", disse a Chancelaria do país. A Argentina "se compraz" pelo fato de o Reino Unido "haver,

Cézaro De Luca/EFE

Ex-soldados pedem reconhecimento por participar da guerra

finalmente, recorrido a um fórum para buscar uma solução diplomática à questão das Malvinas", frisou a Chancelaria. Buenos Aires respondeu assim à decisão do Reino Unido de convocar o encarregado de negócios do país sul-americano em Londres, Osvaldo Mársico, e pedir a mediação da UE após a

proposta de boicote a produtos britânicos. Um porta-voz do premiê David Cameron disse que a sugestão de boicote era "contraproducente". A tensão bilateral aumentou nas vésperas do 30º aniversário da guerra entre os países pela soberania das ilhas e que deixou cerca de 900 mortos. (Agências)

ais de um comentarista da vida política americana tem comparado o desempenho de dois personagens tão diferentes e de posições tão antagônicas quanto o presidente Barack Obama e a ex-governadora do Alasca, Sarah Palin. Essa tentação de comparar opositores políticos tão extremados se deve à queda de ambos nos últimos dois anos. A pergunta que se faz em qualquer análise atenta do processo fascinante de ascensão e queda – seja de um homem, de uma ideologia ou de um modismo – é sobre se aquilo que se perdeu foi o entusiasmo do amante ou foi a revelação da baixa qualidade do ser ou do objeto amado. As eleições americanas deste ano vão testar a questão em Obama e Palin, mas o teste a que vai se submeter o presidente é sem dúvida mais importante pelo cargo que ocupa e por sua evidente maior consistência psicológica e intelectual. A tendência de imaginar Obama só como um excelente orador que resolveu tentar o mais alto posto da carreira política e depois não soube mais o que fazer em pedestal tão alto, cresceu bastante a princípio porque trouxe consigo muito da aventura e do atrevimento do herói americano arquetípico. Mas a maneira como o presidente soube cercar-se de bons especialistas na missão complicada de centralizar todos os problemas do mundo, numa época de crises econômicas assustadoras e num tempo em que a tecnologia ameaça possibilitar a destruição de uma cidade com a simples pressão de um dedo humano, parece indicar que ele é bem mais que um grande orador impressionado com o próprio talento. Alguns fatores ajudaram bastante seu crescimento eleitoral, depois de muitos meses de declínio e ceticismo, mas nenhum deles tem sido tão decisivo quanto o vazio e a afoiteza do Partido Republicano na campanha das primárias para a presidência. Era impossível imaginar que fosse tão fácil o G.O.P. tropeçar nas próprias pernas. O elefante temível visto de longe, de perto mostrouse um elefante de pelúcia. Os quatro candidatos que restaram aos republicanos para a escollha do adversário de Obama fizeram o trabalho que caberia ao presidente e seus assessores, escolhendo as armas que o governo na campanha eleitoral propriamente dita. As acusações mutuamente feitas nas primárias em diversos Estados forneceram a munição.

E a ele, Obama, o que mais restou fazer? As opiniões se dividem, conforme a opção política, mas há constatações que transcendem a mera simpatia das torcidas, e entram pelos olhos. O presidente tem um olhar imparcial e sereno quando faz declarações de impacto (morte de Bin Laden), quando expressa seus sentimentos (massacre na Síria) ou ainda quando demonstra sofrimento (morte de soldados americanos no Afeganistão). Para as boas notícias ele reserva um tom mais ameno (os 243.000 empregos criados), mas a mesma aparente isenção. Seu autocontrole pode resultar de uma natureza especialmente forjada para enfrentar dificuldades ou pode ocultar uma inclinação na linha de Maquiavel para usar a força do inimigo em seu benefício. Ao fim do seu primeiro termo como presidente, ainda há muita gente querendo saber a verdade sobre seu tempera-

mento. Antigos preconceitos políticos encontraram boa acolhida nos primeiros meses da campanha republicana pelas primárias. A candidatura de Rick Santorum, por exemplo, cresceu muito a partir da crença por ele veiculada de que Obama era um elitista formado no meio intelectual de Chicago. Isso fez o presidente a usar, em pronunciamentos, uma linguagem mais inteligível para os "blue collars". Aos que o conhecem na imtimidade – e sua mulher Michelle deu a respeito um depoimento interessante na biografia não autorizada de Obama feita por uma repórter do The New York Times: ele é descontraído, brincalhão e propenso a sorrir. Mas será só isso? A própria Michelle não gostou do livro. Nas discussões de problemas importantes para o país, Obama às vezes ostenta um semblante carregado, como no último encontro com o primeiro-ministro israelense em que se falou do perigo iraniano. A verdade é que nunca se viu Obama perder o controle. No seu segundo comparecimento ao Congresso, quando tratou do Estado da União, ele foi afrontado por parlamentares republicanos, inclusive tendo um deles chamado, em alta voz, o presidente de mentiro-

so. Obama apontou o dedo indicador na sua direção, mas seu olhar não se demorou no parlamentar, como quem comenta: "Estão vendo como eles fazem política?". O mais curioso na personalidade do presidente é um certo ar que ele ostenta de já saber, sem sombra de dúvida, como são as pessoas e como funciona o mundo. Sereno, não se furta a sorrir olhando numa certa direção, como se tivesse localizado na multidão um velho confidente, ou alguém que o estima e compreende. Essa identificação de um amigo especial em meio à massa de admiradores foi notada e imitada até por candidatos do G.O.P., especialmente por Mitt Romney. No último Estado da União, com o Congresso todo reunido, Obama falou, abraçou, sorriu, foi beijado por jovens e senhoras tomadas de entusiasmo, e o cumprimento que trocou com o líder da maioria republicana, John Boehner, foi o de velhos amigos. Sua antiga oposição à guerra no Iraque faz eco com a sua decisão de antecipar a retirada americana do Afeganistão, e, se isso pareceu surpreender seus adversários republicanos, não espantou seus amigos de Chicago, que conhecem as ideias do presidente sobre a "guerra do futuro", quando os drones sem piloto e os fuzileiros navais especializados em ataques fulminantes vão dispensar o deslocamento dispendioso e politicamene desgastante de tropas americanas em terra estrangeira. Consta que Obama esconde muito bem uma de suas maiores preocupações e ao mesmo tempo um dos seus mais acalentados projetos: a recuperação da imagem dos EUA, afetada, segundo crê, por uma política mais emocional do que racional nos últimos governos. Outra ideia que ele não revela, mas que filtra dos seus discursos e entrevistas, é a questão da paz no Oriente Médio: ele parece decidido a manter-se solidário a Israel ante o terrorismo árabe, mas quer conservar a imagem de governante isento aos olhos do Islã, incentivando um grande acordo. Em recente fala direta e quase populista em Detroit, Obama parecia feliz com o encaminhamento de sua reeleição. Principalmente por contar com a colaboração dos précandidatos republicanos, que parecem ter uma tendência à autopunição. Romney, Santorum e Gingrich têm feito muito pelo crescimento da popularidade de Obama. A mídia só entrega o produto.


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16 -.LOGO

quinta-feira, 1 de março de 2012

Logo Logo www.dcomercio.com.br

Flores em raio X O fotógrafo Brendan Fitzpatrick, que vive em Cingapura, criou uma série que registra as fotos quando submetidas a raios X. Mais imagens no site. http://bit.ly/wmUuAb

P RIVACIDADE D ESIGN

França investigará Google

A

agência de regulamentação de dados da França vai iniciar uma investigação oficial sobre as novas normas de privacidade do Google, que entram em vigor hoje. A agência anunciou que sua interpretação preliminar é de que as novas normas não são compatíveis com as leis europeias de proteção à privacidade pessoal. O Google anunciou em janei-

ro que simplificaria suas normas de privacidade, consolidando 60 regulamentos diferentes em um modelo único que se aplicará a todos os serviços. Isso permite que o gigante de buscas na web reúna todos os dados que recolhe de usuários individuais em todos os seus serviços. O Google informou que essa unificação ajuda na personalização dos resultados de buscas. Os usuários,

que não poderão optar por não usar as novas normas. "A CNIL e as autoridades de proteção de dados da União Europeia estão profundamente preocupadas com essa combinação de dados pessoais de diferentes serviços; têm fortes dúvidas quanto à legalidade e lisura desse processamento, e sobre sua compatibilidade com a legislação europeia de proteção a dados", disse a agência.

A RTE

Restaurando 'Guernica' Yoshikazu Tsuno/AFP

Obra-prima de Pablo Picasso passa por processo pioneiro de avaliação

As obras da Tokyo Sky Tree, torre de 634 metros na região leste de Tóquio, foram concluídas ontem. A torre é considerada a mais alta do mundo a abrigar um centro de comunicações. As obras atrasaram em dois meses por causa do terremoto e do tsunami que atingiram o Japão em 2011.

M EGAUPLOAD

Dotcom pede R$ 300 mil para despesas Com suas finanças congeladas até o fim do processo que responde na Justiça por pirataria, o fundador do site Megaupload, Kim Dotcom, pediu ontem a liberação de cerca de R$ 300 mil para poder pagar suas despesas domésticas. Ele classifica como "despesas domésticas", segundo o site Stuff, da Nova Zelândia, quitar dívidas com credores, além de contratar seguranças, babás e um mordomo. Ele recebeu cerca de R$ 40 mil para E M

viver pelas próximas três semanas. Também ficou determinado que mulher de Dotcom, Mona, receberá dinheiro para suas despesas diárias e para os custos médicos do nascimento dos gêmeos do casal. O Megaupload, usado para compartilhar arquivos, foi fechado pela Justiça em janeiro sob acusação de praticar pirataria, permitindo o download de arquivos protegidos por direitos autorais, como músicas e filmes.

C A R T A Z

O quadro Guernica, do pintor espanhol Pablo Picasso, passa por uma avaliação detalhada para que seja iniciado um processo de restauração da tela. A obra completará 75 anos no próximo dia 26 de abril. Para garantir que o processo de restauro seja preciso, uma máquina fotográfica gigante, que utiliza tecnologia com raios infravermelhos e ultravioletas, está "varrendo" todo o painel, de mais de 7 metros de comprimento para reproduzri imagens microscópicas em preto e branco do quadro. Assim, os especialistas poderão avaliar cada centímetro da pintura e definir os métodos e materiais necessários para a restauração. O processo, que nunca foi utilizado anteriormente por restauradores de arte, permite perceber bolhas ou mesmo arranhões imperceptíveis ao olho humano. A máquina entre em operação todas as noites, depois que o Museu Rainha Sofia, em Madri, proprietário do quadro, fecha as portas. Segundo especialistas, a pintura está numa condição delicada após ter sido transportada para várias exposições fora da Espanha.

Face de vidro Inspirado nas máscaras do Carnaval de Veneza, o designer Fabio Novembre cria vasos que trazem rostos esculpidos em vidro. Conheça outras obras do artista no site. http://bit.ly/yEBA4n

M ARKETING

Seus tuítes colocados à venda

H ISTÓRIA

CARTOONS

Tiziana Fabi/AFP

Segredos da Igreja As atas do processo contra Galileu Galilei e o sumário do julgamento de Giordano Bruno são alguns dos 100 documentos secretos do Vaticano agora expostos nos Museus Capitolinos de Roma.

Mostra 'OSCARtoons' homenageia a maior premiação do cinema do mundial.

O processo de Galileu Galilei, do século 16, um dos 100 documentos da exposição 'Lux in Arcana', em Roma

A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Com três gols de Messi, Argentina venceu ontem a Suíça em amistoso

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Astrônomos criam nova técnica para detectar vida em outros planetas

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Shopping Granja Vianna. Rodovia Raposo Tavares, Km 23,5, Cotia. Grátis

Meryl Streep doa US$ 10 mil para escola da cidade da atriz Viola Davis

O Twitter negociou com a empresa Datasift a venda de tuítes publicados e não deletados do site. A venda se refere a posts publicados há pelo menos dois anos, mas a novidade não foi vista com bons olhos pelos usuários da rede social, que reclamam de violação de privacidade. O interesse da Datasift nas mensagens é simples. A partir dos textos postados pelos internautas será possível ajudar empresas a criar campanhas de marketing, avaliar suas marcas e também atingir usuários influentes. O valor da negociação não foi revelado. Com a venda, o Twitter pretende gerar receita extra, além da obtida por mensagens e hashtags patrocinadas. F UTEBOL

Tudo igual na CBF A Assembleia Geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciouontem que Ricardo Teixeira continuará como presidente da entidade, que comanda há 23 anos. Os cinco vice-presidentes e os presidentes das federações estaduais decidiram por unanimidade manter Teixeira. L OTERIAS Devido a problemas operacionais que provocaram atraso no fechamento das apostas, os sorteios dos concursos 2835 da QUINA, 720 da LOTOFÁCIL, 1367 e 1223 da LOTOMANIA não foram divulgados ontem. Para mais informações, visite o site da Caixa Econômica Federal (CEF). www.caixa.gov.br


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quinta-feira, 1 de março de 2012

e

17 CRISE EUROPEIA Banco Central Europeu empresta 529,5 bilhões de euros a 800 bancos

conomia

SAFRA CANA A Unica informa que haverá atraso na moagem da safra 2012/2013

Yasuyoshi Chiba/AFP Photo

Mercado acionário brasileiro vem seguindo tendência externa de alta, mas ainda deve ter muitos altos e baixos em 2012.

Exterior põe bolsa no topo de ranking A bolsa liderou a relação das melhores aplicações em fevereiro, já refletindo, segundo especialista, o acordo positivo da Grécia, ponto delicado na crise da Europa, e a recuperação da economia dos EUA. Karina Lignelli

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BM&FBovespa se manteve na liderança das aplicações em fevereiro, e fechou o mês com alta de 4,34%, de acordo com o ranking elaborado pelo administrador de investimentos Fabio Colombo. Segundo ele, a boa fase vem desde janeiro, quando houve melhora relativa da situação da Europa. A evolução do acordo da Grécia, a queda nos juros das dívidas da Itália e da Espanha, e o crescimento acima do esperado da economia norte-americana também refletiram essa alta. "Em fevereiro, as notícias continuaram a alimentar a melhora do bom humor dos mercados. No Brasil, a bolsa seguiu a tendência externa, mas ainda preocupa a evolução da inflação nos próximos meses, e a queda forte dos rendimentos das diversas aplicações atrela-

das a juros", disse. A recomendação de Colombo continua a ser de venda gradativa e parcial da carteira de ações. Porém, de modo geral, mesmo que a bolsa venha se mantendo no topo do ranking, isso não quer dizer que deve continuar, em vista das altas muito fortes dos dois primeiros meses do ano. "Há boas perspectivas para 2012, mas com altos e baixos", ressaltou. Na outra ponta, a melhora de humor relacionada à crise internacional continuou a valorizar o real. Apesar da queda menor em fevereiro ante janeiro, aplicações cambiais atreladas ao dólar se mantiveram na lanterna, com queda próxima de 1,7%. Já os fundos de euro tiveram pequeno fôlego, e registraram uma alta de 0,27%. "As moedas em geral se recuperaram, em razão da melhora de humor em relação à crise europeia. Mas ambas continuam opção de diversificação, como forma de seguro

para investidores com perfil conservador e moderado e visão de longo prazo, se o cenário continuar incerto", disse. Surpresas – Apesar do otimismo do mercado, e de sua projeção em fevereiro de fechamento da bolsa em 2012 em torno de 16,22%, Colombo recomenda que o investidor acompanhe detalhes importantes para evitar surpresas.

Entre eles, o acordo final sobre a dívida grega e a evolução do custo de rolagem das dívidas da Itália e da Espanha, assim como as projeções de desaceleração da economia europeia. Dados reais sobre crescimento das economias da China, EUA, Europa e Japão são relevantes. "E na economia doméstica, as variáveis a serem acompanhadas são o nível de

crescimento e inflação", disse. Ao contrário de janeiro, os fundos de renda fixa trocaram de lugar no ranking de fevereiro com os títulos do Tesouro Nacional, indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No caso da renda fixa, segundo investimento mais rentável, os ganhos entre 0,65% e 0,95% foram puxados pela queda dos juros futuros. Eles continuam como opção de diversificação para investidores moderados. Os títulos públicos atrelados ao IPCA, apesar de terem caído para a terceira posição em fevereiro, se mantêm como opções de diversificação, por renderem entre 4% e 5% ao ano, mais a variação da inflação. "Com o IPCA de fevereiro projetado em 0,45%, os resultados foram bem superiores aos indexados ao IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado)", disse. A inflação pressionada e a redução da taxa Selic continuaram a prejudicar os fundos

PIB dos EUA cresce além do previsto

A

economia dos Estados Unidos cresceu um pouco mais rápido do que se estimava inicialmente no quarto trimestre, com gastos mais firmes dos consumidores e das empresas, o que pode ajudar a acalmar os temores de uma forte desaceleração no crescimento no início de 2012. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu a

uma taxa anualizada de 3%, a maior desde o segundo trimestre de 2010, informou o Departamento de Comércio em sua segunda estimativa. O dado ficou acima dos 2,8% informados em janeiro. "Isso mostra uma melhora constante, a despeito de toda a volatilidade nos preços das ações que tivemos no ano passado e

mostra que agora estamos perto de sair da recessão", afirmou o diretor de investimentos do Solaris Group, em Nova York, Tim Ghriskey. Um ritmo de crescimento sustentado de pelo menos 3% provavelmente seria necessário para tornar perceptível um avanço na absorção dos desempregados e daqueles

Jonathan Ernst/Reuters

O presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, está ainda preocupado com a recuperação do mercado de trabalho.

que desistiram de procurar emprego. Embora o acúmulo de estoques das empresas ainda responda por grande parte do crescimento da produção no último trimestre, as revisões do PIB revelaram uma melhora na perspectiva para 2012. Consumidores – Além disso, os gastos dos consumidores – que representam cerca de 70% da atividade econômica dos EUA – ficaram um pouco mais firmes do que se pensava inicialmente. Os gastos dos consumidores cresceram a taxa de 2,1%, em vez dos 2% informados anteriormente. Até agora, dados que vão do emprego à produção industrial do país têm mostrado força subjacente na economia, reduzindo a necessidade de o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) afrouxar mais a política monetária. Porém, a alta dos preços da gasolina, de 12,6% desde o começo do ano, está

ofuscando a boa perspectiva. Desemprego – O presidente do Fed, Ben Bernanke, ofereceu uma visão moderada sobre a economia ontem, jogando água fria na avaliação de que recentes sinais positivos acenam para uma recuperação mais forte. Bernanke disse ao Congresso que, a menos que o crescimento acelere, a taxa de desemprego inaceitavelmente alta no país não cairá. Mas ele evitou sinalizar mais compras de títulos pelo Fed, esfriando esperanças de alguns operadores nos mercados financeiros que estavam apostando em mais estímulo monetário. "O mercado de trabalho está longe do normal", afirmou. O declínio na taxa de desemprego nos EUA nos últimos meses, para 8,3% em janeiro, mínima em três anos, ante 9,1% em agosto, surpreendeu economistas dentro e fora do Fed. (Reuters)

DI, o quarto no ranking. "Em março, seu rendimento bruto será na faixa de 0,65% a 0,95%, dependendo da taxa de administração do fundo e da 'marcação' do mercado", explicou. O ouro, que fechou o mês em 0,42%, caiu para o sexto lugar. Mesmo assim, Colombo continua a recomendar a aplicação aos investidores conservadores, por ser similar aos fundos cambiais. Em sétimo lugar, o IGP-M desacelerado, que fechou negativo (em 0,06%), encolheu a rentabilidade dos títulos públicos atrelados ao índice entre 0,10% e 0,40%. Também são opções de diversificação por renderem entre 5% e 5,5% mais a variação. Em último, após a queda da Selic, a poupança, que teve rendimento líquido de 0,5% para cadernetas com aniversário em março, se tornou interessante para investidores sem acesso a fundos DI ou renda fixa, e taxas de administração menores que 2,5% ao ano.

Ações tiveram prejuízo de US$ 50,4 tri

P

esquisa do Instituto Assaf, divulgada ontem, revela um prejuízo espantoso nas bolsas de todo o mundo entre a crise econômica de 2008, deflagrada nos Estados Unidos, e 2011. As bolsas perderam US$ 50,4 trilhões devido aos efeitos da crise financeira. Mesmo com a recuperação vista na economia mundial entre 2009 e 2010, o ano passado derrubou a média anual para uma perda média de 3% nos mercados globais. Europa – O estudo do Instituto Assaf aponta que, entre 2007 e 2008, o valor de mercado da bolsa dos EUA caiu 53%, enquanto os ativos europeus amargaram queda de 42%. Por outro lado, as bolsas de valores dos países emergentes apresentaram valorização de 22,6%. A pesquisa do Assaf releva que os valores de mercado de companhias listadas no Japão subiram 9% no mesmo período e aumentaram 3% na Austrália, Nova Zelândia e Canadá. (Agências)


18 -.ECONOMIA

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Não se fabrica mais nada aqui. Paramos nossas máquinas para vender máquinas chinesas. Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq

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Máquinas: déficit 13,6% maior em 2011. Karina Lignelli

79,2% de igual mês de 2011. "É o pior Nuci desde o pior mês do pós-crise (fevereiro de 2009), de pesar de fechar 79,3%, e o menor desde 2011 com receita de R$ 81,2 bilhões, 1999, de 67,8%", disse o presidente da Abimaq, uma alta de 9,2% ante Luiz Aubert Neto. Os 2010, as importações de empregos também máquinas e bens de refletiram esses dados. capital continuam sendo Apesar da alta de 3,6% no as grandes "vilãs" para o ano passado, o setor setor. Dados divulgados perdeu 2.332 postos de ontem pela Associação trabalho desde outubro. Brasileira da Indústria de Frente a esse cenário, a Máquinas e entidade reduziu a Equipamentos (Abimaq) projeção anterior de apontam que as exportações aumentaram crescimento para 2012 entre 7% e 8% para 5%. O 28,6% sobre 2010, para presidente acredita que o US$ 11,9 bilhões. Já as déficit na balança importações ficaram em continue a ser recorde, e US$ 29,7 bilhões , expansão de 19,1% sobre deve passar de US$ 20 o ano anterior. Com isso, o bilhões "sem dúvida". déficit na balança do setor "Não se fabrica mais nada aqui. Paramos nossas ficou em US$ 17,8 máquinas para vender bilhões, alta de 13,6%, máquinas chinesas", comparado com 2010. lamenta. Ele culpa o real Entre os setores mais valorizado, o Custo Brasil representativos em e a falta de medidas que receita que influenciaram protejam o setor contra os a expansão dessa importados pela indústria, destacam-se "desindustrialização". "O máquinas agrícolas Brasil pode se (30,1%) e bens sob reindustrializar. Mas o encomenda (6,2%). Por governo precisa dar outro lado, enfrentam situação preocupante pela condições para isso." Como reação aos concorrência com problemas enfrentados importados, máquinas pela indústria, federações têxteis, que tiveram faturamento 45,5% menor de todo o País ligadas ao setor, assim como todas e máquinas para as centrais sindicais, plásticos, com recuo de elaboraram o manifesto 18,1% na receita. conjunto Grito de alerta Já o nível de utilização em defesa da produção e da capacidade instalada do emprego brasileiro. O (Nuci) fechou 2011 em queda de 1,2% ante 2010. movimento prevê atos até maio em vários estados Em janeiro, o indicador brasileiros. ficou em 75,8%, ante

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Produção de embalagem tem tímido aumento Após expansão de 10,23% na receita em 2010, o setor apresenta crescimento de 1,5% em 2011. Divulgação

Salomão Quadros, Ibre/FGV, afirma que todos os tipos de embalagens produzidas tiveram resultados inferiores aos de 2010.

Paula Cunha

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setor de embalagens registrou crescimento de 1,5% da produção física em 2011 ante o ano anterior, com receita líquida de vendas de R$ 43,7 bilhões. O resultado, muito abaixo da alta expressiva de 10,23% de 2010, indica um processo de acomodação do segmento e aponta que ele não deve ampliar sua participação no Produto Interno Bruto (PIB), avaliada em 1,1% neste ano. Em 1985, era de 1,5%. Apesar disso, o desempenho é superior ao da indústria brasileira como um todo, que avançou 0,27% no ano passado. Os números foram divulgados ontem em São Paulo pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre). Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), indica que o nível de emprego acompanhará essa redução de ritmo de atividade do País, com expansão moderada, o que indica 230 mil postos de trabalho até o final deste ano. De acordo com o estudo, apresentado por Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas do Ibre/FGV, todos os tipos de embalagens produzidas tiveram resultados inferiores aos de 2010. O maior recuo foi o das que utilizam o plástico

como matéria-prima (- 2,7%) ante elevação de 7,14% no ano a n t e r i o r. To d o s o s o u t ro s itens registraram crescimento muito menor que o do ano anterior, como a madeira, que avançou 4,18% ante alta de 24,45%, e metal, que apresentou expansão de 2,42% depois de aumento de 16,26% nos mesmos períodos. Entre as embalagens plásti-

cas, os itens fabricados para produtos alimentícios e bebidas foram os que apresentaram diminuição mais expressiva na produção em 2011, um percentual de 10,03%. Eles representam 21,5% da fabricação desse grupo. Em seguida, a produção de sacos ou sacolas caiu 2,05%, e representa 22,4% do total. No setor de papel, papelão e

cartão, o desempenho anual foi positivo em todos os itens produzidos em 2011. As caixas de papelão ondulado avançaram 3,46%, enquanto caixas e cartonagens dobráveis de cartão, cartolina ou papelão liso cresceram 3,32%, e sacos e bolsas de papel apresentaram aumento de 12,36%. Esses últimos tiveram elevação expressiva principalmente no último trimestre, de 18,06% ante igual período de 2010, em razão das campanhas para a redução do uso de sacolas plásticas. Estímulo à reciclagem – Além da repaginação do logotipo da associação, iniciativa que envolveu todos os membros da Abre, o segmento estabeleceu uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente para estimular a reciclagem em todo o País. Batizado de Programa de Pacto Setorial, o acordo, segundo Ana Maria Vieira dos Santos Neto, diretora do Departamento de Consumo e Produção Sustentada do Ministério do Meio Ambiente, tem como objetivo disseminar uma linguagem comum de reciclagem em todo o País. A simbologia está no site da Abre (www.abre.org.br).


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A GM e a Peugeot esperam que, após cinco anos, a aliança reduza os custos operacionais em US$ 1 bilhão para cada uma, por ano.

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Passageiro Vip

O desafio das cidades inteligentes A Ilker/Sxc

tam conviver com altos níveis de qualidade de vida. Um bom exemplo de soluções inovadoras para criar cidades inteligentes vem do Living Labs, organização sem fins lucrativos que promove novas tecnologias e serviços nas cidades. Em um trabalho conjunto com a Oracle, The Climate Group, Banco Mundial e mais 21 ci-

dades de quatro continentes – Barcelona, Birm i n g h a m , C idade do Cabo, Guadalajara, Hamburgo, Lagos, México, Rio de Janeiro, São Francisco e Santiago do Chile, entre outras – a meta é a d o t a r a s m elhores soluções tecnológicas para atender os desafios urbanos. "O nosso p ro g r a m a i mpulsiona a sust e nt a b il i d ad e , promovendo a filosofia de que o equilíbrio do planeta depende da adoção de uma tecnologia avançada nas cidades", explica André Papaleo, vice-presidente de Indústrias da Oracle para a América Latina. O conceito é simples. É preciso integrar e criar sinergias entre o governo local, órgãos públicos e empresas privadas para o desenvolvimento de projetos. Otimizando recursos, há redução

de custos e melhoria dos processos, além de permitir ao cidadão poupar tempo. Quando se estabelecem serviços inteligentes que integrem infraestruturas urbanas com menor impacto ecológico, as cidades se tornam também mais eficientes e atrativas. O apoio da tecnologia permite ganhar tempo e qualidade de vida, com boas malhas rodoviárias, ferroviárias, aéreas e portuárias, a democratização da banda larga para internet e telecomunicações, gerenciamento do trânsito, combate à violência e bons serviços aos cidadãos, entre outros. Sustentabilidade das cidades não é tema da moda. É a busca do equilíbrio do planeta pela adoção nas cidades de tecnologias que as tornem inteligentes. Integradas, infraestruturas urbanas, tecnologias e telecomunicações criam uma rede que viabiliza a autossustentabilidade. "É mais urgente que nunca que as cidades assumam a liderança com uma visão de futuro, apoiando-se na tecnologia da informação como mecanismo imprescindível para impulsionar o seu desenvolvimento", conclui Papaleo.

Verena Bogéa

Divulgação

a p ro x i m a ç ã o d e dois megaeventos do porte, a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e Olimpíada em 2016, exige atenção redobrada quando se trata da infraestrutura necessária para receber da noite para o dia milhares de visitantes. Nesse contexto, contar com cidades inteligentes deixou de ser visão futurística para se transformar em realidade premente. É um desafio gigantesco, que inclui desde viabilizar a construção e a adaptação de estádios à ampliação da rede hoteleira, do monitoramento e segurança das ruas ao gerenciamento planejado dos transportes. Mas o que são afinal cidades inteligentes? São comunidades que lançam mão do que há de mais avançado em gestão, recursos tecnológicos e arquitetônicos para responder aos desafios da concentração populacional. A sua implantação exige grandes doses de vontade, planejamento e investimentos em recursos físicos e humanos, mas compensa. A ideia é criar ambientes sustentáveis e eficientes, com alto grau de conectividade, que permi-

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gerente- geral do Quality Hotel Curitiba é uma carioca que, apesar de muito jovem, está tarimbada em mudar de cidades – umas 15 vezes desde que nasceu. É apaixonada por hotelaria desde que ouviu uma palestra sobre Turismo no ano do vestibular que a fez desistir de estudar Direito. "Iniciei em eventos corporativos e sociais, recepção e organização, mas logo procurei uma oportunidade na minha área de coração", diz Verena Bogéa. Foi estagiária em um hotel que a submeteu a uma verdadeira prova de

fogo: passar uma semana em cada setor. "Lembro dos primeiros dias, polindo lata de lixo e limpando banheiros. Foram experiências muito válidas que fazem de mim o que hoje sou." Desde 2005, atua na Atlantica Hotels, onde ingressou. Atualmente é gerente geral, função que acumula com a responsabilidade pelos padrões da bandeira Quality no Brasil. "Curitiba está com um mercado superaquecido, e esse é o momento de aproveitarmos com uma gestão de receitas com foco em resultados", diz Verena.

Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br

GM e Peugeot fazem aliança global Elas vão compartilhar técnicas de fabricação dos veículos, componentes e criarão de uma joint venture mundial para compras.

A

s montadoras General Motors e Peugeot confirmaram ontem a criação de uma aliança global que deve gerar economias substanciais para as duas companhias. Sob os termos do acordo, a norte-americana GM vai adquirir uma participação de 7% na francesa Peugeot. Além disso, elas vão compartilhar técnicas de fabricação dos veículos, componentes e a criação de uma joint venture mundial para compras. Mesmo assim, ambas vão continuar como companhias separadas e ainda vão competir em muitos mercados. A GM e a Peugeot esperam que, após cinco anos, a aliança reduza os custos operacionais em US$ 1 bilhão para cada uma, por ano. A aliança vai ser gerenciada por um grupo formado por executivos de cada uma delas. O acordo ain-

Fabrice Coffrini e Eric Piermont/AFP Photo

A norte-americana General Motors vai adquirir uma participação de 7% na francesa Peugeot

da depende de aprovação das autoridades reguladoras. Os projetos devem entrar em operação no segundo semestre deste ano. "Essa parceria traz tremendas oportunidades para nossas duas companhias", disse

Dan Akerson, executivo-chefe da GM. "As sinergias da aliança, acrescentadas aos nossos planos independentes, posicionam a GM para uma rentabilidade sustentável de longo prazo", acrescentou. Philippe Varin, CEO da Peu-

geot, chamou a aliança de "um momento tremendamente excitante para ambos os grupos", que "é rico nos seus potenciais de desenvolvimento". Como parte do acordo, a Gefco, unidade de logística da Peugeot, vai prestar serviço para a GM na Europa e na Rússia. A entrada da GM na Peugeot deve abrir caminho para a montadora francesa levantar quase 1 bilhão de euros por meio de uma emissão de ações com direito preferencial de subscrição (rights issue). Esse aumento de capital vai ajudar a Peugeot a fortalecer suas finanças e pagar por novos projetos colaborativos. A família Peugeot, que atualmente detém uma participação de 22,8% na holding da montadora, afirmou que vai participar da emissão de ações, e que deve vender 50% dos papéis a que tem direito nessa nova emissão para a GM. (AE)


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ECONOMIA/LEGAIS - 21 Os estados registraram em janeiro superávit primário de R$ 4,624 bilhões e os municípios, R$ 612 milhões.

conomia David Siqueira/SXC

Contas públicas têm melhor mês desde 2001

No acumulado em 12 meses até janeiro deste ano, o setor público amarga déficit nominal de R$ 100,076 bilhões, o equivalente a 2,41% do PIB. Em dezembro correspondia a 2,61% do PIB.

Saldo positivo recorde de R$ 26,016 bilhões em janeiro ocorreu graças a maior arrecadação e os desempenhos dos estados

A

s contas do setor público fecharam o mês de janeiro com superávit primário de R$ 26,016 bilhões, o melhor resultado para o mês desde o início da série em 2001, informou ontem o Banco Central (BC). Esse resultado, que exclui o gasto com juros da dívida, foi obtido não só por um esforço fiscal maior do Governo Central, com arrecadação, mas também pelo desempenho dos estados, que registraram superávit primário de R$ 4,624 bilhões. Os municípios tiveram um saldo positivo de R$ 612 milhões. Enquanto as contas do Go-

verno Central tiveram superávit de R$ 20,233 bilhões, os governos regionais (estados e municípios) tiveram R$ 5,236 bilhões. Esse desempenho favorável das contas dos estados e municípios ajudou a aumentar o resultado em janeiro. As empresas estatais, por outro lado, também registraram um superávit de R$ 547 milhões. Enquanto as empresas estatais federais tiveram um superávit de R$ 186 milhões, as empresas estatais estaduais registraram um resultado positivo de R$ 454 milhões. Já as municipais registraram déficit primário de

R$ 92 milhões. Em 12 meses até janeiro, o superávit primário das contas do setor consolidado subiu de 3,11% para 3,3% do PIB, o equivalente a R$ 136,978 bilhões. As despesas com juros do setor público somaram em janeiro R$ 19,661 bilhões. O valor é um pouco maior do que os gatos com juros em janeiro do ano passado, que somaram R$ 19,281 bilhões. Em 12 meses até janeiro, os gastos com juros somam R$ 237,054 bilhões, o equivalente a 0,71% do PIB, segundo os dados do BC. Superávit nominal – O setor público consolidado encerrou

janeiro com superávit nominal de R$ 6,355 bilhões. O valor mostra reversão quando comparado a igual mês de 2011, quando o setor amargou déficit nominal de R$ 1,532 bilhão. Entre os componentes para o resultado do mês passado, os governos regionais responderam pela maior fatia do resultado, com saldo nominal positivo de R$ 3,749 bilhões, sendo que a maioria dessa cifra foi obtida pelos governos estaduais, que terminaram o mês passado com o desempenho positivo de R$ 3,536 bilhões. Na esfera federal, o governo central encerrou janeiro com

superávit nominal de R$ 2,184 bilhões. Já as estatais entregaram um dado nominal positivo de R$ 421 milhões. No acumulado em 12 meses até janeiro deste ano, o setor público amarga déficit nominal de R$ 100,076 bilhões, o equivalente a 2,41% do PIB. O percentual é inferior ao resultado em dezembro de 2011, quando correspondia a 2,61% do PIB. Dívida líquida – A dívida líquida do setor público voltou a subir em janeiro e alcançou o equivalente a 37,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no mês passado. Segundo o BC, o valor é superior aos 36,5% regis-

trados em dezembro de 2011. O aumento do indicador no mês passado aconteceu, especialmente, graças à variação cambial de 7,3%, o que aumentou o indicador em 1 ponto porcentual, e à apropriação de juros, que somou outro 0,5 ponto à dívida. Segundo o BC, a dívida líquida em janeiro equivalia a R$ 1,544 trilhão. O BC informou ainda que a dívida bruta do governo federal alcançou 55,1% do PIB em janeiro. Em dezembro, o indicador estava em 54,3%. Por este conceito, a dívida bruta equivale a R$ 2,287 trilhões em janeiro. (AE)

OAS EMPREENDIMENTOS S.A.

NIRE Nº 35.3.0036333-7 - CNPJ/MF Nº 06.324.922/0001-30

ATA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DE ACIONISTA

BANCO MERCANTIL DO BRASIL S. A. CNPJ Nº 17.184.037/0001-10 - COMPANHIA ABERTA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA PRIMEIRA CONVOCAÇÃO Ficam convocados os senhores acionistas do Banco Mercantil do Brasil S.A. para a Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada no dia 02 de abril de 2012, às 10:00 (dez) horas, na sede social, na Rua Rio de Janeiro, 654/680 - 5º andar, em Belo Horizonte, Minas Gerais, a fim de discutir e deliberar sobre os seguintes assuntos: I - Demonstrações financeiras do exercício encerrado em 31/12/2011, publicadas no “Minas Gerais” e no “Estado de Minas”, edições de 16/02/2012, e sob a forma de extrato, no “Diário do Comércio de São Paulo”, edição de 17/02/2012; destinação do lucro líquido respectivo e ratificação dos juros sobre capital próprio, relativos ao ano de 2011, pagos em 31/08/2011 referente ao 1º semestre e o 2º semestre a ser pago em 13/03/2012. II - Eleição dos membros do Conselho Fiscal. III - Remuneração dos administradores e dos membros do Conselho Fiscal. Para participar da Assembleia, os acionistas pessoas físicas deverão exibir documento de identificação pessoal, sendo que os representantes dos acionistas pessoas jurídicas deverão exibir os documentos que legitimem a representação, inclusive contrato social ou estatuto social. Os acionistas que detenham ações custodiadas na BMF&Bovespa deverão exibir extrato de ações custodiadas atualizado. Conforme normas estatutárias, quando da representação do acionista por mandatário, o respectivo instrumento de procuração deve ser depositado, contra recibo, na Sede da Sociedade, até 05 (cinco) dias antes da data da Assembleia. Na forma da ICVM 481/09, toda a documentação pertinente às matérias deste Edital encontra-se disponível aos acionistas na sede da Companhia e no site www.cvm.gov.br, desde 16/02/2012. Belo Horizonte, 24 de fevereiro de 2012. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO - Milton de Araújo, José Ribeiro Vianna Neto, Mauricio de Faria Araujo, José Carneiro de Araújo, Yehuda Waisberg, Peter Edward Cortes Marsden Wilson, Glaydson Ferreira Cardoso, Luiz Henrique Andrade de Araújo e Leonardo de Mello Simão.

Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A.

CNPJ nº 60.518.222/0001-22 - NIRE nº 35300031831 Ata da Reunião Ordinária da Diretoria Realizada em 29 de Setembro de 2011 Aos 29 dias do mês de setembro de 2011, às 10h (dez horas), na sede social do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A., na Avenida Paulista, nº 37 - 12º andar, na Capital de São Paulo, compareceram os Srs. Diretores do estabelecimento abaixo relacionados, em Reunião da Diretoria, sob a presidência do Sr. Teruhisa Konishi, Diretor Presidente da sociedade, para deliberarem e tratarem de assuntos sociais, adiante nomeados. O Sr. Diretor Presidente informou que a reunião tinha por objetivo deliberar e decidir sobre ajustes nos valores de provisão referentes a contingências judiciais para setembro de 2011, e em sequência, deliberar a respeito da abertura de agência nas Ilhas Cayman, objetivando facilitar a captação de recursos no exterior e o desenvolvimento de novos serviços e produtos aos clientes do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A., e por fim, apreciar e decidir a respeito da administração dos negócios sociais. Após discussão sobre as matérias, a Diretoria resolveu, por unanimidade de votos, aprovar a provisão líquida contábil no valor de R$ 416.689,61, em adição a valores já provisionados, para fazer face ao contencioso fiscal;a provisão contábil líquida no valor de R$ 457.716,82, em adição a valores já provisionados, para fazer face ao contencioso cível; e, ainda, a provisão contábil líquida no valor de R$ 680.214,34, em adição a valores já provisionados, para fazer face ao contencioso trabalhista. Em sequência, resolveu a Diretoria, por unanimidade de votos, aprovar a abertura de agência nas Ilhas Cayman. Por fim, a Diretoria decidiu, também por unanimidade de votos, continuar com a mesma orientação administrativa até aqui imprimida na gestão dos negócios sociais.Nada mais havendo a tratar nem discutir, após agradecer a presença e a colaboração dos senhores Diretores, o Sr.Diretor Presidente encerrou a sessão, pelo que se lavrou esta ata, que vai lida, achada em ordem e assinada pela mesa e pelos demais membros da Diretoria, para constar e produzir todos os efeitos legais. Ausente justificadamente o Diretor Carlos Eduardo de Moraes Barros Junior. aa.Teruhisa Konishi - Diretor Presidente;Yuji Kurihara - Diretor Vice-Presidente;Hirokazu Hatanaka - DiretorVice-Presidente;Roberto Hitoshi Mizuno, Diretor.Esta é cópia autêntica da Ata da Reunião Ordinária da Diretoria do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A.realizada em 29 de setembro de 2011. São Paulo, 29 de setembro de 2011. Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A. - Yuji Kurihara - Diretor VicePresidente; Roberto Hitoshi Mizuno - Diretor. JUCESP nº 83.763/12-0 em 27/02/2012. Gisela Simiema Ceschin Secretária Geral.

1. Data, hora e local: aos 31 de dezembro de 2011, às 11:00 horas, na sede social da OAS EMPREENDIMENTOS S.A., sociedade anônima de capital fechado, subsidiária integral, com sede na Avenida Angélica, nº 2.248, 8º andar, Consolação, CEP 01228-200, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, que é seu Foro, registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo – JUCESP sob o NIRE nº 35.3.0036333-7, por despacho de 13 de novembro de 2008, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 06.324.922/0001-30 (“Companhia”). 2. Presença: acionista representando 100% (cem por cento) do capital votante da Companhia, conforme se verifica pelas assinaturas lançadas no Livro de Presença de Acionistas. 3. Convocação: dispensada na forma do artigo 124, parágrafo 4º, da Lei nº 6.404/1976 (“LSA”). 4. Mesa: Cesar de Araújo Mata Pires (Presidente) e José Adelmário Pinheiro Filho (Secretário). 5. Ordem do dia: deliberar sobre (i) aumento do capital social da Companhia; e (ii) reforma e consolidação do Estatuto Social da Companhia, de acordo com as deliberações tomadas. 6. Deliberações: instalada a Assembleia, foram tomadas as seguintes deliberações, aprovadas pela acionista detentora de 100% (cem por cento) do capital social da Companhia sem quaisquer ressalvas: (i) AUMENTO DO CAPITAL SOCIAL DA COMPANHIA - Aumentar o capital social da Companhia em R$ 105.945.303,00 (cento e cinco milhões, novecentos e quarenta e cinco mil, trezentos e três reais), correspondente à emissão de 105.945.303 (cento e cinco milhões, novecentos e quarenta e cinco mil e trezentas e três) novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, de acordo com o boletim de subscrição e integralização que compõe o Anexo I da presente ata, mediante a capitalização da totalidade dos créditos detidos pela acionista OAS Engenharia e Participações S.A. contra a Companhia, no valor de R$ 105.945.303,00 (cento e cinco milhões, novecentos e quarenta e cinco mil, trezentos e três reais), registrados na conta de Passivo denominada Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital (AFAC). Em razão da presente alteração, o capital social da Companhia passa de R$ 172.453.823,00 (cento e setenta e dois milhões, quatrocentos e cinquenta e três mil, oitocentos e vinte e três reais), dividido em 172.453.823 (cento e setenta e dois milhões, quatrocentas e cinquenta e três mil, oitocentas e vinte e três) ações, para R$ 278.399.126,00 (duzentos e setenta e oito milhões, trezentos e noventa e nove mil, cento e vinte e seis reais), dividido em 278.399.126 (duzentas e setenta e oito milhões, trezentas e noventa e nove mil, cento e vinte e seis) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, totalmente subscritas e integralizadas em moeda corrente nacional.Dessa forma, a acionista decidiu alterar o Artigo 4º do Estatuto Social, que passa a ter a seguinte nova redação: “Art. 4º - O capital subscrito é de R$ 278.399.126,00 (duzentos e setenta e oito milhões, trezentos e noventa e nove mil, cento e vinte e seis reais), dividido em 278.399.126 (duzentas e setenta e oito milhões, trezentas e noventa e nove mil, cento e vinte e seis) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, totalmente integralizadas em moeda corrente nacional.” (ii) REFORMA E CONSOLIDAÇÃO DO ESTATUTO SOCIAL - Reformar e consolidar o estatuto social da Companhia, na forma do Anexo II da presente ata, de forma a refletir as deliberações tomadas nos itens acima. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a sessão foi suspensa para lavratura da presente ata, que foi lida, aprovada e assinada por todos, dela se tirando cópias autênticas para os fins legais. Cesar de Araújo Mata Pires (Presidente); José Adelmário Pinheiro Filho (Secretário); Acionista: OAS Engenharia e Participações S.A., p/ Cesar de Araújo Mata Pires e José Adelmário Pinheiro Filho. A presente ata, redigida sob a forma de sumário, nos termos do artigo 130, parágrafo 1º, da LSA, é cópia fiel daquela constante do Livro de Atas de Assembleias Gerais da Companhia, ficando autorizado por sua acionista seu registro e publicação. São Paulo (SP), 31 de dezembro de 2011. Mesa: Cesar de Araújo Mata Pires, Presidente da Mesa, José Adelmário Pinheiro Filho, Secretário. Acionista presente: OAS ENGENHARIA E PARTICIPAÇÕES S.A. Cesar de Araújo Mata Pires / José Adelmário Pinheiro Filho.A presente ata encontra-se arquivada na JUCESP sob o nº 37.279/12-9 em 18/01/12 sob o n º de protocolo 0.035.781/12-9 – Gisela Simiema Ceshin – Secretária Geral.

Votorantim Corretora de Seguros S.A. CNPJ/MF Nº 09.023.931/0001-80 - NIRE 35.300.369.041 Ata da Assembléia Geral Extraordinária, Realizada em 30 de Dezembro de 2011 1.Data,Hora e Local: Dia 30 de dezembro de 2011, às 12:00 horas, na sede social, na Alameda Rio Negro, nº 161, 12º andar, Sala B, Condomínio West Point, Alphaville Industrial, na Cidade de Barueri, Estado de São Paulo.2. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, em virtude da presença de Acionistas representando a totalidade do capital social. 3. Mesa: Milton Roberto Pereira, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária.4. Ordem do Dia: Aumento do capital social e alteração do Artigo 4º do Estatuto Social da Sociedade.5. Deliberações: Os acionistas, por unanimidade de votos, aprovaram: (i) O aumento do capital social da Sociedade, de R$ 40.316.927,82 (quarenta milhões, trezentos e dezesseis mil, novecentos e vinte e sete reais e oitenta e dois centavos) para R$ 54.802.284,60 (cinquenta e quatro milhões, oitocentos e dois mil, duzentos e oitenta e quatro reais e sessenta centavos), sendo o aumento de R$ 14.485.356,78 (quatorze milhões, quatrocentos e oitenta e cinco mil, trezentos e cinquenta e seis reais e setenta e oito centavos), totalmente subscrito e integralizado nesta data, sendo o montante de R$ 2.807.334,75 (dois milhões, oitocentos e sete mil, trezentos e trinta e quatro reais e setenta e cinco centavos), mediante o aproveitamento do saldo da “Reserva Legal” e o montante de R$ 11.678.022,03 (onze milhões, seiscentos e setenta e oito mil, vinte e dois reais e três centavos), mediante o aproveitamento do saldo da “Reserva de Expansão”, sem emissão de novas ações, de acordo com o disposto no Parágrafo 1º do Artigo 169 da Lei 6404/76. (ii) Em virtude da deliberação (i) acima, fica alterado o Artigo 4º do Estatuto Social da Sociedade, que passa a ter a seguinte e nova redação: “Capital Social e Ações - ARTIGO 4º - O capital social é de R$ 54.802.284,60 (cinquenta e quatro milhões, oitocentos e dois mil, duzentos e oitenta e quatro reais e sessenta centavos), dividido em 200.000 (duzentas mil) ações ordinárias, todas nominativas, sem valor nominal”. (iii) Permanecem em vigor e inalterados os demais artigos do Estatuto Social da Sociedade que não foram alterados pelo presente instrumento. 6. Observações Finais: O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação. Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretária e demais acionistas presentes.(aa) Milton Roberto Pereira, Presidente;Marta Cibella Knecht, Secretária;p.BV Participações S.A.,Walter Guilherme Piacsek Jr. e Milton Roberto Pereira. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 30 de dezembro de 2011. Marta Cibella Knecht - Secretária. Arquivado na JUCESP em 30.01.2012, sob nº 45.6045/12-9. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Consórcio Alfa de Administração S.A. BV Sistemas de Tecnologia da Informação S.A. CNPJ/MF Nº 04.499.812/0001-84 - NIRE 35.300.369.050 Ata da Assembléia Geral Extraordinária, Realizada em 30 de Dezembro de 2011 1. Data, Hora e Local: Dia 30 de dezembro de 2011, às 13:00 horas, na sede social, na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 11º andar, na Capital do Estado de São Paulo. 2. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, em virtude da presença de Acionistas representando a totalidade do capital social. 3. Mesa: Milton Roberto Pereira, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária. 4. Ordem do Dia: Aumento do capital social e alteração do Artigo 4º do Estatuto Social da Sociedade. 5. Deliberações: Os acionistas, por unanimidade de votos, aprovaram: (i) O aumento do capital social da Sociedade, de R$ 11.610.108,35 (onze milhões, seiscentos e dez mil, cento e oito reais e trinta e cinco centavos) para R$ 13.610.108,35 (treze milhões, seiscentos e dez mil, cento e oito reais e trinta e cinco centavos), sendo o aumento de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais), sem emissão de novas ações, totalmente subscrito e integralizado nesta data mediante o aproveitamento de parte da Reserva de Expansão, sem emissão de novas ações, de acordo com o disposto no Parágrafo 1º do Artigo 169 da Lei 6404/76. (ii) Em virtude da deliberação mencionada no item (i) acima, fica alterado o artigo 4º do Estatuto Social, que passa a ter a seguinte e nova redação: “Artigo 4º. O capital social é de R$ 13.610.108,35 (treze milhões, seiscentos e dez mil, cento e oito reais e trinta e cinco centavos), divididos em 500.000 (quinhentas mil) ações ordinárias, todas nominativas, sem valor nominal”. (iii) Permanecem em vigor e inalterados os demais artigos do Estatuto Social que não foram alterados pelo presente instrumento. 6. Observações Finais: O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação. Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretária e demais acionistas presentes. (aa) Milton Roberto Pereira, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária; p. BV Participações S.A., Milton Roberto Pereira e Walter Guilherme Piacsek Junior. A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 30 de dezembro de 2011. Marta Cibella Knecht - Secretária. Arquivado na JUCESP em 30.01.2012, sob nº 45.604/12-5. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

CNPJ/MF nº 17.193.806/0001-46 e NIRE 35 3 0002366 8 Ata de Reunião do Conselho de Administração Data: 06 de fevereiro de 2012. Horário: 17:00 horas. Local: Sede social, Alameda Santos, 466, São Paulo - SP. Reuniu se o Conselho de Administração do Consórcio Alfa de Administração S.A., presentes seus membros infra-assinados. Na ocasião os membros do Conselho de Administração tomaram conhecimento da renúncia do Sr. Ricardo Ananias de Oliveira ao cargo de Diretor desta sociedade. Em seguida os senhores Conselheiros, segundo preceitos legais e estatutários, resolveram, por unanimidade, eleger para Diretor, o Sr. Christophe Yvan François Cadier (CPF/MF nº 128.492.178-67 - RG nº 9.895.807-SSP-SP), brasileiro, casado, advogado, residente e domiciliado em São Paulo-SP, com endereço comercial na Al. Santos, 466 - 10º andar, Cerqueira César, São Paulo - SP. O prazo de mandato do Diretor ora eleito se estenderá até a posse dos eleitos na primeira Reunião do Conselho de Administração que se realizar após a Assembleia Geral Ordinária de 2012. O Diretor preenche as condições prévias de elegibilidade previstas nos artigos 146 e 147 da Lei nº 6.404/76 e na Instrução nº 367/02 da Comissão de Valores Mobiliários, bem como não está incurso em crime algum que vede a exploração de atividade empresarial. No mesmo ato deliberaram designar o Dr. Christophe Yvan François Cadier para Diretor de Relações com Investidores, em substituição ao Sr. Ricardo Ananias de Oliveira, em cumprimento ao disposto na Instrução CVM nº 480, de 2009. Nada mais a tratar, foi encerrada a reunião, da qual se lavrou esta ata que, lida e achada conforme, vai assinada pelos Conselheiros presentes. São Paulo, 6 de fevereiro de 2012. Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente do Conselho de Administração. José Aloysio Borges - Conselheiro. Luiz Alves Paes de Barros - Conselheiro. Esta ata é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. Consórcio Alfa de Administração S.A. a.a.) Rubens Garcia Nunes - Diretor Vice-Presidente. Paulo Guilherme M. L. Ribeiro - Diretor Presidente. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 76.531/12-0 em 17/02/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO Nº 11/12 - PREGÃO Nº 06/12 Processo Licitatório 11/12. Pregão 06/12. Objeto: Aquisição de 01 (um) ônibus, 01 (um) miniônibus (van), 01 (um) caminhão basculante e 01 (uma) motoniveladora. A data prevista no preâmbulo do edital, relativa à realização do certame supra, fica reaberta para 08 de março de 2012, às 15 horas. Castilho – SP, 29 de fevereiro de 2012. Antonio Carlos Ribeiro – Prefeito. A Debitar (01.03.12)

STAFF INFORMÁTICA LTDA., CNPJ nº 04.643.984/0001-80, por seus sócios, declara extinta a sociedade em 31.01.2012, conforme distrato social.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 29 de fevereiro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Capricórnio S/A. Requerido: Sandra Lucki - ME. Rua Almirante Barroso, 907 - Brás - 2ª Vara de Falências. Requerente: Banco Industrial e Comercial S/A. Requerido: Saúde ABC Serviços Médico-Hospitalares Ltda. Av. Vereador José Diniz, 3505 – Campo Belo - 1ª Vara de Falências.

BANCO MERCANTIL DO BRASIL S. A. CNPJ Nº 17.184.037/0001-10 - COMPANHIA ABERTA AVISO AOS ACIONISTAS - AUMENTO DE CAPITAL SUBSCRIÇÃO PARTICULAR DE AÇÕES O Banco Mercantil do Brasil S.A. comunica aos seus acionistas que a Assembleia Geral Extraordinária realizada em 27 de fevereiro de 2012 aprovou o Aumento do Capital Social no montante de R$85.200.000,00, mediante subscrição particular de ações, com a emissão de 7.100.000 novas ações preferenciais escriturais. Será garantido aos atuais acionistas o direito de preferência na subscrição das novas ações, nos termos do disposto no art. 171 da Lei 6.404/76, pelo prazo de 30 dias, conforme estipulado neste Aviso aos Acionistas. O exercício do direito de subscrição deverá observar as seguintes condições: 1) Data de Registro e relação de subscrição - Os acionistas detentores de ações (ordinárias e/ou preferenciais) do Banco Mercantil do Brasil S.A. no dia 02 de março de 2012 terão direito de preferência para a subscrição das novas ações preferenciais emitidas, na proporção de 20,056497% da posição acionária detida pelo acionista; 2) Negociação ex-subscrição - As ações do Banco Mercantil do Brasil S.A., adquiridas a partir de 05 de março de 2.012, inclusive, não farão jus ao direito de preferência. A partir de 05 de março de 2012, as ações passarão a ser negociadas ex-subscrição; 3) Preço de Emissão - O preço de subscrição das novas ações preferenciais é de R$12,00 (doze reais), cada uma, fixado com base na “Perspectiva de Rentabilidade da Companhia”, apurado no Laudo de Avaliação elaborado pelo BES Investimento do Brasil S.A. - Banco de Investimento, CNPJ nº 34.169.187/0001-12, conforme detalhado no Edital de Convocação da Assembleia Geral realizada; 4) Condição da Integralização - A integralização da subscrição deverá ser à vista e em moeda corrente nacional; 5) Características das ações emitidas e dividendos - As ações preferenciais emitidas em razão desse aumento do Capital Social têm características idênticas às das atualmente existentes e farão jus, neste exercício, a dividendos e/ou juros sobre o capital próprio pro rata temporis, a contar da data do início do prazo de subscrição e serão pagos após a aprovação desse aumento pelo Órgão Regulador competente; 6) Prazo para exercício do direito de preferência: O prazo de preferência para subscrição é de 30 dias, iniciando-se no dia 05 de março de 2012 com término no dia 04 de abril de 2012; 7) Cessão do direito de Subscrição - O direito de preferência para subscrição das novas ações, poderá ser livremente cedido pelos acionistas da Companhia a terceiros, nos termos do art. 171, §6º, da Lei 6.404/76. 8) Procedimento para a subscrição das ações e forma de integralização - A subscrição e a integralização das novas ações preferenciais serão feitas mediante o preenchimento do Boletim de Subscrição, o qual poderá ser obtido (a) em qualquer agência do Banco Mercantil do Brasil S.A.; (b) através de pedido encaminhado pelo acionista, no prazo previsto neste Aviso, para o endereço eletrônico relacoescominvestidores@mercantil. com.br; (c) através de solicitação de encaminhamento por fax do Boletim de Subscrição, feita pelo acionista à Gerência de Relações com Acionistas nos telefones (31) 3057-6234 ou (31) 3057-6196 e fax (31) 3057-6859; (d) Os acionistas que tiverem suas ações custodiadas junto a BM&F BOVESPA - Central Depositária - deverão exercer seus direitos de preferência para subscrição das novas ações por meio de seus agentes de custódia. (e) A integralização deverá ser feita, em moeda corrente e à vista, em qualquer agência do Banco Mercantil do Brasil S.A. (f) Caso o acionista/subscritor resida em localidade onde o Banco Mercantil do Brasil S.A. não possua agência, a integralização poderá ser feita, via DOC ou TED, através da instituição financeira de preferência do acionista/subscritor para a conta de titularidade do Banco Mercantil do Brasil S.A, cujos dados serão informados quando do envio do Boletim de Subscrição; (g) Caso a subscrição/integralização ocorra fora da rede de agências do Banco Mercantil do Brasil S.A, o acionista/subscritor deverá encaminhar o Boletim de Subscrição e o comprovante do DOC ou TED, via correio, para a Gerência de Relações com Acionistas (Rua Rio de Janeiro 654/14º andar, Belo Horizonte/MG, CEP 30160-041). Antes do envio via correio, o acionista/subscritor deverá encaminhar tais documentos para o fax (31) 3057-6859. 9) Procedimento de sobras: a) Os subscritores deverão manifestar seu interesse na reserva das sobras no Boletim de Subscrição; b) Após o término do prazo para o exercício do direito de preferência, os subscritores que tiverem manifestado interesse na reserva de sobras no boletim de subscrição, terão o prazo de 3 (três) dias úteis, seguintes à apuração das sobras, a ser informado por meio de publicação de novo Aviso aos Acionistas, para efetivarem a subscrição das sobras; c) Caso após a subscrição das sobras previstas no item anterior (letra “b”) ainda remanesçam ações não subscritas, serão abertos até outros 2 (dois) novos prazos - divulgados por novos Avisos aos Acionistas - para a subscrição das ações não subscritas por aqueles acionistas que tenham pedido reserva de sobras, com relação a essas ações não subscritas, no boletim de subscrição de sobras. Após esses prazos para subscrição de sobras, caso ainda remanesçam ações a serem subscritas, a estas será dado o tratamento legal, mediante leilão em bolsa. 10) Homologação - Após a subscrição da totalidade das ações emitidas será realizada nova Assembleia Geral para fins de homologação do Aumento de Capital, sendo certo que, nos termos da Lei nº 4.595/64, haverá a necessidade de homologação desse Aumento de Capital pelo Banco Central do Brasil. 11) Crédito das Ações - As ações emitidas serão creditadas aos respectivos subscritores em até 5 (cinco) dias úteis após a homologação do aumento de capital pelo Banco Central do Brasil o que será divulgado através de publicação de novo Aviso aos Acionistas. BANCO MERCANTIL DO BRASIL S.A. Athaide Vieira dos Santos - Diretor de Relações com Investidores.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO (ELETRÔNICO) DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00900/11/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE BIBLIOCANTO DE AÇO - BL 01 A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de Bibliocanto de Aço - BL 01. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 01/03/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 14/03/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 01/03/ 2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO Em razão das alterações feitas, desde a primeira publicação, e dos reiterados esclarecimentos acerca dos processos a seguir discriminados, a FDE republica a última versão dos editais, como forma de consolidar as informações nele contidas, e estabelece nova data e horários para o recebimento dos envelopes e a abertura do Envelope nº 1, como segue: 46/00614/11/02 - 30/03/2012 - 09h30; 46/00615/11/02 - 30/03/2012 - 10h00; 46/00616/11/02 - 30/03/ 2012 - 10h30; 46/00617/11/02 - 30/03/2012 - 11h00; 46/00618/11/02 - 30/03/2012 - 11h30; 46/00619/11/02 30/03/2012 - 14h00.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 1 de março de 2012

e Classe C sustentará alta de 40% do PIB O Brasil de 2020 será um dos maiores mercados consumidores e uma das maiores economias globais. Pesquisa da FecomercioSP

conomia

Patrícia Cruz/LUZ

Cresce a intenção de consumo das famílias

FecomercioSP prevê que consumo familiar no Brasil chegará a R$ 3,53 trilhões em 2020. Crescimento do poder aquisitivo ficará mais evidente na classe média.

A

P

Gasto com alimentação fora de casa, que subiu 26,6% entre 2003 e 2009, é um exemplo, segundo a FecomercioSP, de que a classe C demanda cada vez mais serviços e produtos de alta qualidade.

sumo da população. "O consumidor brasileiro, que já evoluiu do consumo básico para um patamar mais sofisticado, vai demandar cada vez mais serviços e produtos de alta qualidade", prevê a pesquisa. Exemplo disso, segundo o estudo, é o gasto médio com alimentação fora do domicílio – que em 2003 era de R$ 114,59 por mês e passou para R$ 145,59 em 2009, aumento de 26,6%. Os gastos mensais médios com telefonia celular subiram 63,3% entre 2003 e 2009, passando de R$ 17,68 para R$ 28,93. De acordo com a entidade, o comércio varejista foi um dos setores privilegiados com a mudança dos padrões sociais da população. O crescimento médio do varejo foi de 9% ao ano de 2004 a 2010, um aumento real de 82% nas vendas no período. "Em sete anos, o comércio varejista quase dobrou de tamanho", afirma a FecomercioSP. Pop ul aç ão – A pesquisa projeta que, em 2020, o País

61 por cento das famílias brasileiras é quanto representam hoje as classes A, B e C. Em 2003 essa participação era de cerca de 49%. no mesmo período. "O Brasil tornou-se uma economia de classe média com renda maior e mais bem distribuída e ainda contará com o processo de inclusão de pessoas de faixas de renda mais baixas no mercado de consumo por mais essa década, ao menos", afirma a entidade. As condições socioeconômicas verificadas nos últimos anos têm mudado, conforme a FecomercioSP, o perfil de con-

terá aproximadamente 207 milhões de habitantes. A população economicamente ativa, atualmente de 130 milhões, deve atingir 145 milhões de brasileiros, o que representa um incremento de mais de 10% na força de trabalho potencial no fim da década. Para a entidade, entretanto, o principal desafio do Brasil para os próximos dez anos é lidar com as consequências provocadas pelo envelhecimento da população. "Se a última década foi do fortalecimento e crescimento da classe média, esta será focada no entendimento dos riscos e oportunidades envolvidos no envelhecimento da população", observa o estudo. O total de pessoas com mais de 60 anos deve pular de 18 milhões para 26 milhões em 2020. Para a entidade, com o aumento da qualidade e da expectativa de vida, muitas pessoas com idade superior a 60 anos irão permanecer no mercado de trabalho. (AE)

Taxa de desemprego atinge 9,5%

A

taxa de desemprego no País atingiu 9,5% em janeiro, ante os 9,1% verificados em dezembro, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em sete regiões metropolitanas e divulgada ontem. No ano passado, a taxa média foi de 10,5%. No último mês, havia 2,111 milhões de pessoas desempregadas no País, resultado do aumento de 104 mil demissões em janeiro. A taxa registrada em São Paulo subiu para 9,6% em janeiro – a menor da série histórica –, ante 9% em dezembro. A alta interrompe uma sequência de quatro quedas consecutivas. O nível de ocupação no País ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Neste mês, o total de ocupados foi estimado em 20,167 milhões, para uma População Economicamente Ativa (PEA) de 22,167 milhões. O desemprego recuou apenas em Recife (12,2%, em dezembro, para 11,9%, em janeiro) e Belo Horizonte (de 5,2% para 5,1%). E subiu em Porto Alegre (de 6,4% para 6,5%), Distrito Federal (de 11% para 11,5%), Fortaleza (de 7,7% para 8,1%) e Salvador (de 14,1% para 15%). Na divisão por atividade, o nível de ocupação subiu em quatro dos cinco setores. Rendimento – Em dezembro, o rendimento médio real dos ocupados (descontada a inflação) cresceu 0,4% no País, ficando em R$ 1.458. Já o dos as-

Em janeiro havia 2,111 milhões de pessoas desempregadas no País

salariados recuou de 0,4%, para R$ 1.510. Taxas diferentes – A diferença na metodologia utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela PED (Seade/Dieese) explica a discrepância entre os números apresentados pelas pesquisas. Hoje, a PED reportou uma taxa de desemprego de 10,5% em 2011, enquanto o IBGE divulgou, na semana passada, uma variação de 6%. Na PED, realizada desde janeiro de 1985, a Seade e o Dieese dividem o desemprego em três categorias: aberto (quando as pessoas procuram emprego), oculto por desalento (pessoas que não procuraram trabalho nos últimos 30 dias por uma série de motivos) e oculto por trabalho precário (que realizam trabalhos precários, como bicos, por exemplo). Para o IBGE, que realiza a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) desde janeiro de 1980, a pessoa que faz bicos ou tem um emprego temporário está em-

pregada. Ou seja, o instituto leva em consideração apenas as informações referentes ao desemprego aberto – quando a Mister Shadow/AE

classe média seja responsável pelo consumo equivalente ao das classes A e B somadas. Segundo a pesquisa, o País passa por um forte processo de crescimento do mercado consumidor. Em 2003, as classes A, B e C representavam cerca de 49% das famílias brasileiras e atualmente essa proporção chega a 61%. "Em 2003, menos da metade dos brasileiros se encontrava em um patamar médio de consumo, enquanto hoje quase dois terços da população já alcançou esse patamar", afirma o estudo. "O Brasil de 2020 será um dos maiores mercados consumidores e uma das maiores economias globais." A renda per capita da população, que em 2010 era de R$ 19.342, deve crescer 30% nas classes A (rendimento mensal acima de R$ 11 mil) e B (entre R$ 7 mil e R$ 11 mil) e 50% nas demais. Entre 2002 e 2010, a taxa de desemprego passou de 11,7% para 6,7%, de acordo com o estudo. A massa real de salários aumentou em torno de 30%

Evandro Monteiro/Hype

esquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostra que a classe média será a principal responsável por sustentar um crescimento acumulado de 40% projetado pela entidade para a economia brasileira até 2020. O estudo "A evolução da classe média e o seu impacto no varejo", divulgado ontem, chama de classe média as famílias que formam a classe C definida pelas faixas de rendimento da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por esse critério, integram a classe média famílias com renda mensal de R$ 1,4 mil a R$ 7 mil. A pesquisa prevê que o consumo familiar no Brasil será de R$ 3,53 trilhões em 2020, ante R$ 2,34 trilhões estimados para 2011. O montante representará 65% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020. Para a entidade, o crescimento do poder aquisitivo da população ficará mais evidente na classe C, que hoje representa 54% dos brasileiros e possui uma capacidade de consumo de mais de R$ 1 trilhão, o que equivale a 51% de toda a renda das famílias. A previsão é que já em 2015 a

intenção de consumo das famílias subiu 0,9% em fevereiro contra janeiro, e subiu 3,1% frente a fevereiro do ano passado. Foi o que mostrou a Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Mas, em janeiro, a instituição apontou elevação mais intensa na comparação contra mês anterior, de 1,8% no consumo contra dezembro do ano passado. No entanto, contra janeiro de 2011, o consumo subiu somente 0,3% no primeiro mês do ano. O aumento do salário mínimo, um cenário inflacionário mais benigno e medidas do governo de incentivo ao consumo levaram à permanência de saldo positivo nos resultados. A CNC chamou atenção para o fato de que as famílias ainda mantêm elevada confiança quanto ao emprego. Isso, em um ambiente em que o governo já adotou medidas de incentivo ao consumo, pode ter influenciado o resultado positivo de fevereiro. Por faixas de renda, o levantamento mostrou que a confiança se manteve em patamar elevado tanto entre os mais ricos quanto entre os mais pobres. Para a entidade, as famílias estão mais otimistas quanto ao consumo futuro do que no ano passado. Embora a perspectiva de consumo em fevereiro deste ano tenha caído 3,7% contra janeiro, ainda se encontra 2,9% acima de igual mês do ano passado. A pesquisa ouviu em torno de 18 mil consumidores no País. (AE)

pessoa está há mais de 30 dias procurando emprego. O IBGE faz o levantamento nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Já a Fundação Seade e o Dieese apuram os números em sete regiões: Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal. Assim, a taxa do ano passado de 10,5% da PED é o resultado da soma do desemprego aberto (7,9%) mais o desemprego oculto (2,6%). Com a a ponderação do IBGE, da média das taxas de desemprego, o resultado do ano todo foi de 6%. (Folhapress)

COLEÇÕES OUTONO/ INVERNO 2012 – A atriz Deborah Secco desfilou ontem, no último dia do evento Shopping Mega Polo Moda, no Brás, em São Paulo. Leia mais em www.dcomercio. com.br.


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Diário do Comércio - 01/03/2012 by Diário do Comércio - Issuu