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DC 01/02/2013

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Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Renãometro: O Renãometro, que registra o número de assinaturas contra a candidatura de Renan Calheiros à presidência do Senado, passa hoje, dia da votação secreta, a mais de 300 mil. Na reta final, senadores independentes fazem oposição enquanto PMDB se une em defesa de Renan. Pág. 6 Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

O cabo eleitoral

Conclusão: 23h55

Ano 87 - Nº 23.802

www.dcomercio.com.br

300 mil.

Renato Corbuccci/Hoje em Dia/Folhapress

O ex-ministro José Dirceu, condenado pelo STF como chefe da quadrilha do Mensalão, fez ontem em Belo Horizonte a defesa da candidatura de Renan Calheiros, dizendo que a "ofensiva midiática" não impedirá sua vitória. Pág. 5

No alto, Cristovam Buarque (PDT), Eduardo Suplicy (PT), Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Randolfe Rodrigues (PSol), reunidos pela candidatura de Pedro Taques (PDT). Ao lado, reunião de senadores do PMDB, com a presença do candidato Renan. André Dusek/Estadão Conteúdo

Universal Pictures/Divulgação

Na França do século XIX, o cultura sofrimento e as injustiças impostas aos pobres serviram de argumento para Victor Hugo construir a obraprima Os Miseráveis, transformada em peças de teatro, séries de TV e filmes. O mais recente destes estreia na Cidade em forma de musical (à dir.). É a tragédia cantada do momento. Mais: a saga do Titanic num livro-reportagem; Jorge Mautner no cinema; teatro, museu, artes visuais, fotografia (abaixo); saborosas bombas; Cole Porternostalgia. E Roda do Vinho: Bêlânu e o "vinho da montanha".

Ronen Goldman/Divulgação

d Divulgação

Cássio Vasconcellos/Divulgação

ILHA ____

Cotação baixa dos ingleses para o sobe-e-desce de Mantega

É fácil matar a charada quando se fala em beleza natural do Litoral Norte. Boa Viagem. Pág. 18

O Financial Times diz que "é exaustivo" entender o que o ministro quer em relação ao câmbio. Pág. 11

Um Hyundai vestido para a aventura Novo HB20 ganha um X, suspensão mais alta e pneus para a cidade e o campo. Pág. 17

ISSN 1679-2688

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Página 4

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O PMDB já está com a pele mais que endurecida e encarquilhada e não se dá por vexado por nada. José Marcio Mendonça

pinião

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

EYMAR MASCARO

ABRE ALAS QUE O BLOCO VAI PASSAR

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O PMDB no templo da contradição

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ficialmente – vejase, oficialmente – o Congresso volta aos trabalhos hoje e o Senado já elege seu presidente para os próximos dois anos, na figura marcada de Renan Calheiros; a Câmara deixou para ungir outra figura marcada, também peemedebista, o deputado Henrique Eduardo Alves na segundafeira. Na prática, porém, na vida real, só Deus sabe – talvez nem Ele com toda certeza – como será a atividade na Câmara e no Senado. A única certeza é que se terá o Legislativo "peemedebista" mais fraco em razão do currículo dos dois candidatos a presidência praticamente eleitos e das denúncias de "malfeitorias" que os cercam e não devem arrefecer. Parece bom para a presidente Dilma lidar com um Congresso enfraquecido na sua cúpula, com seus dirigentes provavelmente sendo obrigados a passar parte do tempo a se explicar (Renan Calheiros agora ainda tem um processo andando no Supremo Tribunal Federal). Porém, não é. O PMDB já está com a pele mais que endurecida e encarquilhada e não se dá por vexado por nada, vai manter uma atitude permanente de "cobrador" benefícios. Para tanto, deve engrossar seu grupo de comando com outro "notório", entregando a liderança do partido na Câmara ao deputado fluminense Eduardo Cunha, eficiente e ativo quando se trata de defender seus próprios interesses e os partidários.

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unha chegou a ser conhecido como o "estadista de Furnas" tal a avidez com que nomeava para a estatal. Foi um parto doloro-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA so afastá-lo de lá, mas até hoje há resquícios de suas digitais na estatal. Na liderança e em dobradinha com Eduardo Alves é uma esfíngie que qualquer criança de cinco anos não terá dificuldades para decifrar. Seu apetite (e audácia) é de dar inveja a Pantagruel.

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ilma, mesmo um tantinho quanto a contragosto, em nome de uma tal "governabilidade", dos desejos do PT e de seus próprios desejos reeleitorais, foi levada a parir tais Mateus e terá de embalá-los. Numa situação em que o Congresso tem em seu passivo um conjunto de medidas atrasadas que podem complicar a vida do governo se forem mal avaliadas. O que aumenta o poder de barganha dos partidos a base aliada. Sem que ela possa contar com o amparo de Henrique Alves e Renan Calheiros, enfraquecidos junto à opinião pública e também entre seus pares, que certamente passarão por algum desgaste entre seus eleitores por terem votado em quem votarão hoje e segunda-feira. Na hora aprazada – afinal ninguém lá filantropo –, eles vão cobrar o sacrifício. Dilma não terá a colaboração que teve nos seus primeiros dois anos de governo de José Sarney, no Senado, e de Marco Maia, na Câmara. Ambos, Sarney com muitas compensações e atenções especiais, e Maia estrilando para a

plateia, mas cedendo no atacado, fizeram tudo que sua mestra desejou. O primeiro grande teste virá com a ainda insepulta regra para a divisão dos royalties do petróleo em novas bases. Para recordar: Dilma, com argumentos sólidos, vetou a nova norma aprovada no Congresso, por prejudicar demais os Estados produtores Rio de Janeiro e Espírito Santo e, em menor escala, São Paulo e alguns municípios. Armou-se a maioria do Congresso para derrubar o veto. Sarney, mesmo com possíveis prejuízos para o Maranhão e o Amapá, seus feudos e ajudado por um parecer do ministro do STF Luis Fux, conseguiu protelar a discussão do veto.

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ão será possível, no entanto, protelar mais uma decisão, tal o peso de 25 Estados e cerca de 5.500 municípios ávidos dos recursos do dinheiro do petróleo para ajudar a pagar suas contas e cumprir sua miríade de promessas eleitorais. Qualquer que seja o resultado da votação vai haver um desgaste político para Dilma, pois parte da culpa pela derrota será imputada a ela por um lado ou pelo outro. Sem contar um risco maior para a economia nacional que é a briga ir parar no Supremo e atrasar os já atrasados leilões de concessões de novas áreas de exploração de petróleo, especialmente do pré-sal. Renan e Al-

ves pouco poderão fazer por ela nesse caso. Outros dois aborrecimentos dos quais Dilma não deve se livrar estão na delicada seara trabalhista. O mundo sindical, do mais simpático ao menos simpático ao governo, espectro que vai da CUT à Força Sindical, elegeu como algumas de suas prioridades este ano a derrubada do fator previdenciário e a redução na jornada de trabalho no Brasil de 44 horas para 40 horas semanais, medidas que a presidente não quer encarar nem banhadas a ouro. Maia, o fiel estridente escudeiro, ficou com elas na gaveta (lembremo-nos que os presidentes da Câmara e do Senado têm o poder quase imperial de dizer o que será votado e o que não será votado nas das casas). Os sindicatos estão entristecidos com Dilma porque não têm dela o mesmo carinho que tinham de Lula e prometem barulhos este ano em Brasília a partir de março para cobrar mais atenção do Palácio do Planalto e exigir do Congresso que ponha na mesa os projetos de interesse deles, principalmente esses de jornada e do fator previdenciário. E não será o PMDB que vai barrá-los. Talvez ela tenha de pedir um amparo à oposição, a quem agora anda alfinetando, para contrapor-se a um PMDB ao mesmo tempo forte e enfraquecido. São as contradições da política brasileira.

O

s arranjos no Congresso não foram bons nem para Dilma nem para os brasileiros, apenas para os que, em nome de uma pretensa "governabilidade" buscam ampliar seu poder de toma lá dá cá. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

epois dos escândalos que envolveram a fina flor do PT, Lula quer voltar ao noticiário político de forma positiva e com força total, a partir de uma nova cruzada pelo País com a Caravana da Cidadania que, no passado, rendeu a ele dividendos eleitorais preciosos nas campanhas presidenciais vitoriosas de 2002 e 2006. A princípio, o expresidente está empenhado em reeleger Dilma Rousseff em 2014 e em articular a base de apoio da presidente no Congresso. Mas, como a política não é uma ciência exata e muda como "nuvens no céu" Lula quer estar preparado para o que "der e vier". Além de estar pronto para a eventualidade de disputar uma nova eleição presidencial, caso Dilma não se candidate à reeleição, existe uma tendência no partido pressionando Lula a ser candidato ao governo de São Paulo. Predomina no PT a ideia de que ele seria o melhor candidato para o partido conquistar o governo paulista, depois da vitoriosa campanha para a Prefeitura da Capital. O PT pretende evitar que o tucano Geraldo Alckmin se reeleja e leve o PSDB a permanecer no poder em São Paulo por mais quatro anos. Os tucanos governam o Estado há quase 20 anos. Lula decidiu recolocar em marcha a Caravana da Cidadania porque se convenceu de que a campanha presidencial de 2014 será mais problemática para o partido do que foi a de 2010.

A

lém da candidatura natural de um tucano, que deve ser Aécio Neves, o PT está preocupado também com o provável lançamento do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pelo PSB. Campos "racharia" a votação do candidato do PT no Nordeste, região que concentra 35 milhões de eleitores. Em 2010, Dilma obteve 70% dos votos nordestinos, repetindo a votação de Lula na região nas duas eleições em que

Predomina no PT a ideia de que Lula seria o melhor candidato para conquistar o governo paulista, em especial após a vitoriosa campanha para a prefeitura da Capital. se elegeu. Outro problema para o partido será a virtual candidatura da exministra Marina Silva, por um partido que ainda está em gestação. Marina continua com o mesmo prestígio eleitoral no Norte e Nordeste, que fez dela a terceira candidata mais votada para o Planalto em 2010.

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ilma Rousseff esteve visitando seis dos nove estados nordestinos e aproveitou para um novo tête-a-tête com Eduardo Campos, na busca de seu apoio em 2014. Em troca, o PT apoiaria a candidatura presidencial do governador pernambucano em 2018. O PT espera que Campos morda a isca. A campanha presidencial de 2014 ganharia novo colorido se José Serra aceitasse ser candidato pelo PPS, a convite do presidente do partido, deputado Roberto Freire. Mas, por enquanto, o tucano paulista ainda não decidiu trocar de partido, mesmo estando com o PSDB atravessado na garganta, que o isolou depois da derrota para a Prefeitura de São Paulo. Serra continua achando que o PSDB poderá realizar prévias para a escolha do candidato ao Planalto em 2014. Há dias, no entanto, seu melhor amigo, Fernando Henrique Cardoso, lançou a candidatura de Aécio Neves com o apoio do presidente do partido, deputado Sérgio Guerra. Aécio comemorou a gentileza de FHC enquanto Serra passava férias na Disney com os netos. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

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pinião

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O PENSAMENTO SÓ SE TORNA VERAZ QUANDO TOCA ALGO QUE ESTÁ PARA ALÉM DELE.

ESPÍRITO E PERSONALIDADE

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espírito é aquilo que só chega a nós pelo pensamento, mas que o pensamento, por si, não pode nem criar nem alcançar. O espírito é a verdade do pensado, a qual, por definição, está para além do pensamento, mesmo nos casos em que este cria o seu próprio objeto. Quando, por exemplo, criamos mentalmente um triângulo, este já traz em si todas as suas propriedades geométricas que o pensamento, nesse instante, ainda ignora por completo; e quando ele as tiver descoberto uma a uma, ao longo do tempo, terá de confessar que estavam no triângulo em modo simultâneo antes que ele as apreendesse. E mesmo quando ele apreende uma só, apreende algo que está no triângulo e não nele próprio. Não há, na esfera do mental, nenhuma diferença entre pensar o falso e pensar o verdadeiro. O pensamento só se torna veraz quando toca algo que está para além dele, algo que não se reduz de maneira alguma ao ato de pensar e nem ao pensamento pensado. Esse algo é o que chamamos "verdade". Como se vê no exemplo do triângulo, a verdade está para além do pensamento até mesmo quando o objeto deste é criado pelo próprio pensamento: o pensamento não domina e não cria a veracidade nem mesmo dos objetos puramente pensados. A verdade só aparece para além de uma fronteira que o pensamento enxerga mas não transpõe. A verdade é o reino do espírito. A verdade é espírito, mesmo quando apreendida num objeto material. Nossos sentidos podem apreender a presença de um objeto, mas não podem, por si, decidir se essa presença é real ou imaginária. O pensamento tem de intervir, colocando perguntas que completem e corrijam a mera impressão. Ele o faz em busca

de classe, criação cultural, etc., como se todas estas noções não afirmassem implicitamente a sua própria veracidade e não restaurassem assim, meio às tontas, aquilo que desejariam suprimir. No curso da sua evolução temporal, o indivíduo chega a ter uma "personalidade intelectual" quando a submissão do seu pensamento ao espírito se tornou um hábito adquirido e se integrou na sua alma como reação usual e quase inconsciente.

E

da verdade do objeto, mas, quando chega a tocar nela, sabe que ela está não apenas para além dos sentidos, mas para além dele próprio, caso contrário não seria verdade de maneira alguma e sim apenas uma impressão modificada pelo pensamento.

A

verdade é sempre transcendente à esfera do pensamento, das sensações, das emoções, de tudo quanto constitui o "mental". Os testes de QI não medem a quantidade da atividade mental, mas a sua eficiência em transcender-se, em apreender a veracidade do objeto – a sua capacidade de vislumbrar, para além da esfera do pensado, o reino do espírito. Essa capacidade não se chama "pensamento", mas inteligência. Ela é inteiramente

OLAVO DE CARVALHO alheia à quantidade, intensidade ou elegância formal do pensamento. "De pensar, morreu um burro", diz o ditado. Pensar falsidades dá tanto trabalho, e às vezes até mais, do que chegar à verdade. O pensamento bom não é aquele que se compraz na riqueza dos seus próprios movimentos, mas aquele que se recolhe

humildemente para dar passagem à inteligência, à percepção da verdade. A correção formal do pensamento pode ser importante, às vezes, mas o pensamento, por si, não tem como apreender sequer a verdade da sua própria correção formal. Tomar consciência da correção formal de um silogismo não é um pensamento: é a percepção instantânea – intuitiva, se quiserem – de um nexo necessário entre dois pensamentos. Se não fosse assim, seria apenas um terceiro pensamento, cujo nexo com os outros dois teria por sua vez de ser provado silogisticamente, e assim por diante até à consumação dos séculos. Mesmo a mera veracidade formal é veracidade, e transcende o pensamento. Pessoas que pensam muito são, só por isso, chamadas de

"intelectuais", mas isso é errado: a vida do intelecto só começa na fronteira em que o pensamento se apaga para dar lugar ao vislumbre da verdade. Tanto o pensamento quanto as impressões, a memória ou as emoções não fazem senão acumular motivos para que a verdade surja, depois, numa percepção instantânea. Essa acumulação pode ser longa e trabalhosa, mas ela não é nunca a finalidade, a meta de si própria.

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oda educação da inteligência deveria ter essas obviedades em conta, mas isso se tornou quase impossível numa época que virou as costas à própria noção da verdade – para não falar do espírito –, substituindo-a pela de projeção subjetiva, adequação, utilidade, interesse

T

NEIL DE LUTO

FERREIRA merecimento se vivêssemos em outras eras. Não vivemos, benza-as Deus; não temem as labaredas, usam vestimentas de asbesto compradas no paralelo nas lojas que fornecem aos bombeiros. Nem tropicar tropicamos; empacamos a patinar no mesmo lugar ou a escorregar para trás. Quer patinemos ou escorreguemos, não andamos nem um passo à frente. Pathfinder, o robôzinho patinho feio, há uns anos encantou a todos cá da Terra ao andar pelo chão vermelho de Marte ao som da Beth "Breque" Carvalho, cantando "Ô coisinha tão bonitinha do pai". A maquininha ia em frente, obediente à vontade dos cientistas que a comandavam. Milhares de quilômetros abaixo, empacamos,

hipnotizados pelas baterias das Escolas de Samba e pelo remelexo das suas esculturais Rainhas, despidas por um fiozinho do pensamento pecaminoso das mentes carolas. Somos obedientes à vontade dos que têm vontade para nos comandar, tirando proveito da vontade que não temos para resistir, só para obedecer. Se nos chamarem de abúlicos, agradeçamos a quem assim nos chamou beijando-lhes as mãos; pelo que realmente somos, é quase um elogio. Ao aceitar que aceito o que estamos aceitando, sinto que sou menos que um Zumbi, um quase vivo redivivo; um Nosferatu, descubro; o Não Morto, que nem pode receber a luz do Sol e da Vida. O Não Morto, gostei dessa; escapado daquela balada de fumaça e chamas para um drink no Inferno. Escapei? Sofro digitando.

T

opeço numa contradição perfeita, pedra que tinha no meu caminho, no meu caminho tinha uma pedra: "Sou uma contradição ambulante", o Maluco Beleza Raulzito se definiu, cheio de sanidade. Nem Lula conseguiu desmoralizar a inteligência e o brilho do Raulzito, ao tentar dele se apropriar indebitamente. Lula, parece, nunca se apercebeu da existência das hostes de préadolescentes, adolescentes

OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

Reprodução

235 LÁGRIMAS DE SANTA MARIA udo já foi dito, nada tenho a acrescentar, a não ser pedir à Santa Maria que derrube uma lágrima para cada um dos que se foram, para consolar suas famílias e aliviar as feridas dos que escaparam vivos. Os que creem, sabem que as lágrimas de uma Santa, vertidas por mães que choram, equivalem às da Mãe de Jesus. Dilma, sincera, chorou, e, sincera, aumentou a gasolina. Lula, oportunista, soltou "nota oficial" para tirar oportuno proveito da tragédia que chocou o país. Esperamos a oportuna "nota oficial" do Rosegate. Como dizem os odiados capitalistas americanos, let´s move on; vamos em frente, nem a morte detém a vida. Cada um de nós tem dolorosas experiências pessoais nesse assunto. "Pobre só vai pra frente quando tropica", diz a sabedoria mais que secular das minhas tias velhas de Cerqueira Cezar, onde nasci; as três já passaram de longe os 200 anos de idade somados. O Diabo não é sabido só por ser o Diabo, sabe-se; é sabido porque é velho. A sabedoria do Demo é a mesma das minhas tias velhas, ou vice-versa. Os que as conhecem, ainda que só por ouvir falar, atribuemlhes qualidades que as atirariam às fogueiras da Inquisição, beatas criaturas que são, com todo

m sentido estrito, conduzir o estudante a essa passagem de nível seria o objetivo de toda educação superior, mas a redução das universidades à condição de escolas profissionais ou de centros de adestramento ideológico para militantes veio a tornar esse objetivo inteiramente utópico, elitizando em vez de democratizar o acesso aos bens superiores do espírito como prometem fazê-lo todos os governos do mundo. O caminho, decerto, não está bloqueado para os estudantes que tenham iniciativa pessoal e alguns recursos. O problema é que a conquista de uma personalidade intelectual num ambiente que desconhece a mera existência dessa possibilidade humana – o caso, sem dúvida, do meio universitário brasileiro hoje em dia – é fonte de inumeráveis dificuldades psicológicas para o estudante, a começar pela quase impossibilidade de encontrar pessoas do mesmo nível de consciência com as quais possa ter diálogo e amizade. A personalidade intelectual só pode ser compreendida desde outra personalidade intelectual: o diálogo com indivíduos desprovidos dela é uma transmissão sem receptor, a ocasião de malentendidos e sofrimentos sem fim.

pré-adultos, adultos e pósadultos, guardiões juramentados do tesouro raulziano. If you find a fork take it – "se numa encruzilhada há dois caminhos à sua frente, pegue os dois"; a tradução é macarrônica, mas suficiente para entender o sentido da coisa. O Autor da preciosidade foi Yogy Berra, lendário jogador e treinador de beisebol. Sua sabedoria da vida e do esporte está imortalizada no compêndio Berraisms, com o conteúdo que Yogy copiaria do carioca Neném Prancha, muito antes de Neném sequer tê-los pensado. "O jogo só acaba quando termina" é um exemplo. O jogo não acabou nem aos 235 minutos do primeiro tempo. Há talvez 80 feridos graves correndo o risco de passar o resto da vida

sofrendo remendos e dores lancinantes. Ou de morte, o risco de receber a bênção da paz eterna, tirando dos ouvidos o som final da balada, o coral a capela dos gritos de pavor. Parece que enrolei o palavreado para fugir do assunto que me dá pesadelos. Enrolei; escrevo pra esquecer.

N

ão falo Latim, para falar com Santo Deus; nem hebraico, para falar com Jeovah; nem árabe, para falar com Allahu Akbar; nem o que quer que o Buda fale, para falar com Buda. Ninguém sabe se o que ocorreu foi de Sua(s) Santíssima(s) Vontade(s) – de um deles ou do coletivo – para que se realizassem os Santos desígnios do Plano Divino. A boate Kiss está

superlotada, um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira acende o fogo de artifício; não sei se estou do lado de fora na fila pra entrar, ou do lado de dentro, esmagado pela correria, queimado pelas chamas, sufocado pela fumaça letal, querendo sair; ou se nessa encruzilhada da vida pego os dois caminhos. Saberei em alguns minutos. As Parcas tecem o Destino com as teias da irresponsabilidade de quem por trinta dinheiros provocou a superlotação e a falta de segurança e de quem acendeu o fogo de artifício. Que cada mãe atire uma praga nos irresponsáveis; praga de mãe pega, sabe-se. Pai nosso que estais no Céu... NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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GibaUm

3 As novelas Avenida

Brasil e um remake de Dancin'Days, em produção local, fazem sucesso na TV de Portugal.

gibaum@gibaum.com.br

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

3 MAIS: líder de audiência, contudo, foi mesmo Gabriela. Os lusitanos iam diariamente ao delírio diante das atrizes em pelo, como se diz lá.

k “Eu nasci assim, cresci assim e vou morrer assim. Ou seja, deixan- Andando de ônibus do eles muito nervosos comigo.”

LULA // sobre suas relações com a mídia.

Fotos: Annie Leibovitz

333 Quem convive com o expresidente Lula – e entre os mais íntimos, está a figura de Paulo Okamoto – tem a impressão de que “ele se sente acima do bem e do mal” (a expressão é de outro ex-ministro), achando que, do alto de seus índices de popularidade, pode voltar ao poder a qualquer momento. Quando se deixou fotografar na casa de Paulo Maluf, na campanha de Haddad, nem se importou se sua imagem seria abalada ou a luta contra a corrupção enfraqueceria; quando comandou reunião de secretariado do novo prefeito de São Paulo, dando ordens, também nem se incomodou se Haddad ficaria com a imagem de pau mandado ou não.

INSPIRAÇÃO Nem bem a Fifa apresentou o cartaz oficial da Copa 2014, de estética das mais discutíveis, nas redes sociais começavam a proliferar criticas de que a peça teria sido inspirada no logo da Unilever, que usa o pattern como recurso gráfico (é quando pequenas figuras compõem uma imagem e tudo na base do computador, com pouca participação do velho desenho à mão e pincel). A maioria dos publicitários e outros tantos artistas gráficos consideraram o mesmo cartaz “pobre de impacto”, com excesso de branco e um vermelho desbotado nas principais letras. 333

Café morno, de novo Na terça-feira, mais para final de expediente, foi servido um cafezinho de morno para frio para o presidente do Senado, José Sarney, que está de saída. Aos mais chegados, o veterano político lembrou que, nas últimas semanas na Presidência da República, em 1990, antes da posse de Fernando Collor, café morno quase virou um ritual. Pior do que isso, depois das cinco horas da tarde, não conseguia chamar mais ninguém na copa do Planalto, para servir nem mesmo o café morno. E nas ante-salas de seu gabinete presidencial, restavam “uns gatos-pingados”.

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SONDADO 333 O ex-ministro Miguel Jorge (comandou a Pasta de Desenvolvimento Econômico no segundo período de Lula), que foi vice-presidente do Banco Santander, andou sendo sondado a voltar à instituição financeira para atuar especialmente na melhoria das relações entre os espanhóis e oPlanalto.Opresidente mundialdogrupo,Emilio Botin, esteve com Dilma duas vezes no ano passado e quem presenciou as conversas, tachou de protocolares. O Santander é um dos campeões nacionais de reclamações no Procon, sua ouvidoria não funciona e tampouco sua área de comunicação. Detalhe: na Espanha, está no sufoco.

Taylor Swift, cantora, compositora e atriz (trabalhou no filme Valentine’s Day), segunda colocada no último ranking da Forbes de ídolos da música (só perdeu para Britney Spears), com um faturamento de US$ 57 milhões, virou Rapunzel para nova campanha da Disney. Ela se transformou na princesa de longos cabelos aprisionada na torre do castelo, sob as lentes da Annie Leibovitz, que, anteriormente, fotografara Olivia Wilde como a bruxa da Branca de Neve, Penélope Cruz e Jeff Bridges como A Bela e a Fera; Queen Latifah como a Bruxa-polvo de A Pequena Sereia e muitos outros.

A outra Rapunzel

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333 Os 3.500 prefeitos eleitos que perambularam por Brasília, durante três dias, esta semana, davam à cidade um ar de festa do interior : primeiro, porque andavam em bandos em restaurantes e shoppings, com mulheres e assessores; segundo, porque não havia ônibus e táxis suficientes para transportá-los; e mais ainda porque se instalou, nas imediações do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, uma verdadeira feira de camelôs, que vendiam de tudo. Uma máquina permitia que qualquer um se autofotografasse e enviasse a imagem por e-mail; uma barraquinha vendia fotos do prefeito ao lado de Dilma ou de Lula, no estilo foto-montagem. Ficava pronta na hora e custava R$ 50. Nas conversas com ministros, mais fotos e pedidos de verbas, obras e, claro, cargos. Uma quermesse.

Festa do interior

333 No ranking de telefonemas e e-mails da Globo sobre atrações admiradas e desejadas por suas telespectadoras, o primeiríssimo lugar pertence aos cabelos de Antonia, personagem vivida por Letícia Spiller, 39 anos, na novela Salve Jorge. A inesquecível Babalu de Quatro por Quatro (1994) aparece na capa e recheio de Cabelos e Cia, produzida pelo cabeleireiro Marco Antonio de Biaggi. Ela vai ao salão apenas para retocar a coloração e cortar de vez em quando (e hidrata em casa mesmo). Tudo para ficar mais tempo com sua filha Stella, de dois anos.

Cabelos desejados

Comercial estratégico O governo está veiculando na CNN e na Bloomberg TV o comercial sobre a redução do preço de energia. É que as duas emissoras estão entre as dez mais assistidas da TV a cabo e por público selecionado, incluindo-se investidores. Não haverá campanha de esclarecimento sobre majoração de gasolina.

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h IN

Óculos espelhados (várias cores).

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Do bem e do mal

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Óculos de sol com lentes clássicas.

Pegadinha da Dilma E nem poderia ser diferente: nas redes sociais proliferam as criticas – e as gozações – fazendo comparações com a redução anunciada (em rede nacional de rádio e TV) por Dilma Rousseff das contas de luz e, quase na seqüência, o anuncio da majoração da gasolina das refinarias com imediata passagem para as bombas dos postos. Com duas denúncias: as companhias de energia haviam aumentado o preço (algumas 27,4%) até dois meses antes e os postos já vinham majorando o combustível por sua conta. Nos blogs de humor, faz sucesso uma montagem de Dilma no estilo de Sérgio Mallandro (com direito ao glu-glu reforçado pelas mãos), anunciada como a pegadinha da Dilma. 333

Malgrado a investida furiosa do The New Yorker, reduto da intelectualidade novaiorquina, o musical Les Miserables levado para a telona é um megasucesso e entre os fanáticos pelo gênero, a melhor produção há história do showbiz. Com ele, a música I Dreamed a Dream volta às paradas (quem canta é Anne Hathaway, som direto, na pele de Fantine). É a mesma que revelou Susan Boyle no Britain’s got talent. Há dias, o The Times comentava que Susan lançou seu quinto CD no final de novembro, cantou para a rainha no Jubileu e acumula hoje uma fortuna de US$ 33 milhões. E continua morando na mesma casa, andando de ônibus e de sapato sem salto. 333

FORA DO LIVRO O maior (apesar das perdas do ano passado) bilionário brasileiro, Eike Batista, não teve seu nome incluído na edição de 2013 do tradicional livro Sociedade Brasileira, agora editado pela veterana socialite carioca Lourdes Catão. A namorada de Eike, Flávia Sampaio, acha que foi falta de educação. Já Eike está preocupado em ter seu nome publicadoem outrolivro:“Olivro dos cinco maiores bilionários do planeta”. A propósito: esta semana, Eike perdeu mais um bilhão de dólares nas bolsas. 333

MISTURA FINA 333 SÃO DADOS de pesquisa do Ipea: entre 2009 e 2012, caiu de 15% para 12% o número de brasileiros que gostariam de deixar o país. Já na Europa, que enfrenta grande crise, a cena é diferente. No mesmo período, entre os portugueses, subiu de 14% para 27% os que sonham em ir embora. Na Espanha, pulou de 8% para 15%, na Itália de 17% pra 26% e na Grécia, de 17% para 24%.

333 BIA Antony, ex-Ronaldo, acaba de se associar a Camila Brennand na fábrica Monama, de produtos 100% orgânicos, que começou em Itupeva, interior de São Paulo, há mais de três anos. As duas são de Brasília e fizeram faculdade na Europa. Entre os principais produtos, barras de cereais, granolas, chocolates sem lactose e até pão de queijo sem queijo para pessoas que têm rejeição ao leite e ao glúten.

COMO sua nova casa no Jardim Europa, em São Paulo, vai demorar para ficar pronta, Joesley Batista (JBS), agora casado com a jornalista Tatiana Villas-Boas, comprou uma casa-reserva de Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono da Caoa (Hyundai) no mesmo bairro. Pagou R$ 42 milhões, em prestações: R$ 21 milhões (50%) de entrada, mais duas parcelas de R$ 10,5 milhões cada. Quando mudar, a mansão pode ficar para o irmão de Joesley, Wesley Batista.

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333 JUNNO Andrade, ator e cantor pouco conhecido, que é o novo namorado de Xuxa Meneghel, garante que sua vida, doravante, não vai mudar: só que acaba de excluir seu perfil do Facebook e já contratou uma assessora-empresária. Na novela Salve Jorge , seu personagem Santiago morre atropelado. Em São Paulo, ele garante que continuará tocando com sua banda num bar. Só que já sente o assédio dos fotógrafos, embora ainda esteja circulando sem ser identificado.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

5 CNJ PLANEJA JUIZADOS ESPECIAIS PARA A COPA Magistrados dos 12 estados que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014 planejam a criação de juizados especiais nos locais onde haverá aglomeração de torcedores durante os 30 dias do evento. A proposta foi feita aos tribunais de Justiça dos estados-sede da Copa pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

olítica

Olha só quem apoia o Renan O ex-ministro petista José Dirceu, condenado no processo do Mensalão, sai em defesa do candidato do PMDB à presidência do Senado.

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Renato Cobutti/Folhapress

osé Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, deputado federal cassado e condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do Mensalão, saiu ontem em defesa pela eleição à presidência do Senado de Renan Calheiros (PMDB-AL). Ontem à noite, Dirceu esteve em Belo Horizonte para dar palestra sobre defesa de direitos democráticos no Conselho Regional de Engenharia de Minas Gerais. Na véspera, participou de ato em defesa da anulação do julgamento do Mensalão, promovido pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) do Rio (leia mais abaixo). Em postagem em seu Blog do Zé, Dirceu atribuiu a uma "ofensiva midiática" e a um "falso moralismo" as manifestações contrárias à eleição de Renan em frente ao Congresso Nacional e a cobertura da imprensa em relação à denúncia do procurador geral da República, Ro-

berto Gurgel contra o senador. Ainda de acordo com o deputado cassado, o objetivo dos protestos e do pedido de investigações é de dividir a base de apoio do governo e continuar com a campanha "moralista e udenista": "A mesma campanha falso-moralista que levou o presidente Jânio Quadros ao Planalto (1960) porque ia 'varrer a corrupção'; os militares ao poder porque eles 'combatiam a corrupção e a subversão'; e depois elegeu o presidente Fernando Collor, o caçador de marajás". Dirceu não poupou o senador Collor (PTB-AL), hoje aliado do PT e do governo. Ele também ironizou o protesto de anteontem em Brasília, quando cerca de 20 integrantes da ONG Rio de Paz fizeram manifestação contra a candidatura do peemedebista com vassouras verdes e amarelas. "O símbolo dos manifestantes em frente ao Congresso era

a vassoura. Mudar mesmo, fazendo a reforma política e administrativa, nem pensar. Estes neoudenistas dos novos tempos se opõem a ferro e fogo ao financiamento público e ao voto em lista", escreveu. "Observem, também, que à frente dessas campanhas de agora há sempre deputados e senadores defensores da mídia e inimigos de qualquer regulação". Na denúncia ao STF, Gurgel apontou o uso, por Renan, de notas fiscais frias para comprovar renda. "O que estamos assistindo em relação ao senador Renan Calheiros é, de novo, uma ofensiva midiática dando cobertura a denúncias contra ele concertadas com ações do Ministério Público Federal e com intervenções de grupos organizados, como aconteceu ontem em frente ao Congresso Nacional", escreveu o ex-ministro. Alfinetada – Dirceu voltou a provocar a oposição ao prog-

José Dirceu chega defesa de direitos democráticos no Conselho Regional de Engenharia de Minas Gerais nosticar que Renan será eleito presidente do Senado e o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara. "Am-

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ex-ministro José Dirceu convocou na noite de anteontem a militância petista a defender o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva do que chamou de "ofensiva da direita". Em ato em defesa da anulação do julgamento do Mensalão, Dirceu afirmou que a análise das denúncias de Marcos Valério pelo Ministério Público Federal tem como objetivo enfraquecer Lula e o governo da presidente Dilma Rousseff. Ele defendeu que petistas se manifestem contra a decisão do Supremo e em defesa do ex-presidente. "É preciso enfrentar a ofensiva que a direita está fazendo contra o nosso projeto político", disse Dirceu, no auditório da Associação Brasileira de Imprensa lotado com mais de 600 pessoas.

A necessidade dessa luta política não é apenas pelo julgamento. É enfrentar a ofensiva que está havendo contra o companheiro Lula e contra o governo da presidenta Dilma. JOSÉ DIRCEU

E nem Lula consegue falar com Hugo Chávez

E

Planalto". Por fim, o ex-ministro a defendeu a reforma política, o financiamento público de campanha e a regulação da mídia. (Agências)

Dirceu faz convocação

Em relação ao senador Renan Calheiros há, de novo, uma ofensiva midiática dando cobertura a denúncias contra ele.

m viagem a Cuba, o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou anteontem com Rosa Virginia, filha do presidente da Venezuela, Hugo Chávez e com o chanceler venezuelano, Elias Jaua, depois de ter conversado com Fidel Castro. Lula também falou com os médicos que acompanham a recuperação de Chávez em Havana. Segundo nota do Instituto Lula, o ex-presidente foi informado de que Chávez

bos são do PMDB e é uma grande bobagem a continuidade dessa campanha da mídia dizendo (...) que eles só se elegem por contar com o apoio do

"tem se recuperado bem da cirurgia que fez em dezembro do ano passado". Chávez está internado desde o dia 11 de dezembro na capital cubana para tratar de um câncer pélvico e já passou por quatro cirurgias. Em meio à falta de informações sobre a saúde do venezuelano, Lula aproveitou seu discurso na Conferência pelo Equilíbrio Mundial para homenageá-lo e pedir o envio de 'energia positiva'.

Antes do evento, Lula se encontrou com o ex-presidente cubano Fidel Castro e com o atual presidente, Raúl Castro, irmão de Fidel. Acompanhado de Raúl, visitou obras de ampliação do Porto Mariel. Não foram divulgados detalhes das conversas. Lula deve chegar amanhã a Washington. No dia seguinte, fará o discurso de abertura de evento do sindicato dos trabalhadores da indústria automobilística e aeroespacial.

Alejandro Ernesto/EFE - 30/01/13

Lula homenageou Chávez em seu discurso na Conferência pelo Equilíbrio Mundial em Havana (Cuba)

OAB elege seu mais jovem presidente

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pós muita polêmica e disputa política, O novo presidente da OAB completou 41 o Conselho Federal da Ordem dos anos ontem e fez sua carreira no Piauí. É o Advogados do Brasil (OAB) elegeu presidente mais jovem da história da OAB. ontem o secretário-geral da entidade, Coêlho responde por improbidade Marcus Vinícius Furtado Coêlho, como novo administrativa e é alvo de documentos que o presidente. Com 64 votos, Coêlho foi relacionam à tentativa de regularizar terras declarado vencedor. O outro candidato, devolutas em nome do seu escritório. O Reprodução o vice-presidente da candidato já foi OAB, Alberto de Paula acusado de receber Machado, recebeu R$ 42,3 mil da 16 votos. Na eleição, na prefeitura de Antonio qual votaram os 81 Almeida, no Piauí, sem conselheiros da OAB, ter prestado serviços só houve registro de um de advocacia. voto em branco. A eleição de Novo responsável envolveu disputa por presidir uma judicial. Na noite de entidade que conta quarta-feira, a Justiça com orçamento Federal concedeu anual de liminar garantindo ao R$ 30 milhões e tem advogado Danilo Mota aproximadamente o direito de ser 700 mil filiados, reconduzido ao cargo durante a campanha de conselheiro-titular Coêlho prometeu que da OAB. Mota afirmou pretende adotar na que foi afastado pelo OAB as mesmas fato de ter declarado regras da Lei de que votaria em Coêlho. Marcus Vinícius Furtado Coêlho Acesso à Informação. A OAB recolhe Essa norma regulamentou o direito do mensalidades de R$ 700 de seus 750 mil cidadão advogados registrados em todo o país e seu a requerer e receber informações de orçamento em 2012 foi de R$ 30 milhões. órgãos públicos. O candidato derrotado é do Paraná. Apoiado por 22 das 27 seccionais da OAB, Machado tem 51 anos e é vice-presidente Coêlho vai tomar posse do novo cargo ainda da OAB nacional. Pádua Machado estudou hoje, sucedendo Ophir Cavalcante, que na Universidade Federal de Londrina presidiu a entidade nos últimos três anos. e é especialista em direito do trabalho.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Nós não nos conformamos com isso (a candidatura de Renan Calheiros). Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)

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Nasce hoje o sucessor do imortal Sarney Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

Renan Calheiros, do mesmo PMDB, deve ser eleito hoje presidente do Senado.

José Sarney, durante reunião de ontem na Casa. Eleito o correligionário, sua sucessão está garantida.

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líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), foi lançado oficialmente ontem pela bancada do partido como candidato à presidência da Casa. Ele obteve o apoio de todos os 19 senadores da legenda. Finda a reunião, Renan, que tenta retornar ao comando do Senado após quase seis anos, não apareceu para falar com a imprensa. Coube ao senador e presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), anunciar a indicação do senador Renan Calheiros. Hoje, com a eleição de seu presidente, começa a legislatura 2013 no Senado. Ao que tudo indica, Renan deve ser o eleito, apesar das acusações que constam contra ele, o sucessor de José Sarney (PMDB-AP), membro da Academia Brasileira de Letras que dirigiu o Senado por quatro vezes consecutivas. Lista – A ONG Rio de Paz colocou no site internacional Avaaz (www.avaaz. org) – criado em 2007 para mobilizar causas – petição para impedir que Renan vire presidente do Senado. No texto, a ONG diz: "Ao atingirmos 100.000 assinaturas esta petição será lida no no Senado por senadores que se opõem a Renan". No início da madrufada de hoje, a lista contava com cerca de 300 mil nomes. A ONG propõe "uma mobilização gigantesca para impedir essa vergonha". O presidente da Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, diz que que as acusações c o n t r a R enan, agravadas com denúncia do procuradorgeral da República contra o senador encaminhada ao STF na 6ªfeira, torna "inaceitável" que Renan retorne. Pa-

ra acompanhar, acesse www. dcomercio. com.br . "A última vez que Renan Calheiros foi Presidente do Senado, em 2007, ele renunciou após sérias denúncias de que um lobista pagava suas despesas pessoais. A denúncia agora é que para se defender daquelas acusações ele apresentou notas falsas. Após a aprovação da lei da Ficha Limpa e do julgamento do Mensalão, o País precisa deixar claro que não aceita mais que a moralidade pública fique em segundo plano", afirma o site. Segundo a Rio de Paz, seriam necessárias 1000 mil assinaturas para que a petição fosse lida no plenário por senadores opositores de Renan na manhã de hoje. Justificativa – Decidida a candidatura de Renan, Raupp a justificou dizendo: "Ela (candidatura) não pertence até este presente momento ao senador Renan e sim ao partido, à bancada e ao partido, que deliberou para o último dia. Ele estava construindo a candidatura". Raupp rejeitou a suspeita de que a indicação de Renan causasse constrangimento ao PMDB. Na semana passada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciou Renan pelos crimes que, anteriormente, o levaram a abdicar do comando da Casa, aumentando a pressão contrária à sua candidatura. "O senador Renan não tem julgamento, nenhuma condenação. É um líder nato, construiu dentro da bancada e fora dela, portanto, deve ser eleito para a presidência do Senado Federal". A manifestação dos parlamentares não garante votos a Renan. A votação é secreta e opositores esperam adesões. "É uma candidatura que não atende aos interesses do Senado, construída pela base do governo dentro dos interesses do Planalto", disse o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). (Agências)

Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

Até o PMDB sofre

PSol, PDT, PSDB e PSB unidos ao redor de Taques.

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bancada do PSB no Senado anunciou na noite de ontem apoiar a candidatura do senador Pedro Taques (PDT-MT) à presidência da Casa. O partido alegou que não tinha condições de apoiar o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), para voltar ao comando do Senado diante das acusações que o envolvem. A eleição para a Mesa Diretora do Senado, em votação secreta, está marcada para hoje. Durante a tarde, as bancadas do PSol, PDT e PSDB já tinhan anunciado o apoio a Taques na disputa pela presidência da Casa. Ele é o único adversário do senador Renan Calheiros

(PMDB-AL), que tem o apoio de quase toda a base governista. A candidatura de Taques foi costurada em acordo com o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), que abriu mão da disputa. Ambos são conhecidos por integrar o grupo dos chamados "independentes", que atuam sem compromisso com governo ou oposição. Mesmo admitindo que não têm votos para derrotar Renan, os senadores querem constrangê-lo em plenário. "O importante é que tenhamos um debate", disse Pedro Taques. Randolfe criticou: "O Senado está caminhando para um precipício". (Agências)

"É

Pedro Taques, Cristovam Buarque , Eduardo Suplicy, Jarbas Vasconcelos e Randolfe Rodrigues

uma tentativa de nos calar", afirmou ontem o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) sobre a candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AL). "Nós não nos conformamos com isso." Jarbas chamou Renen, seu colega de partido, de "ficha suja" e questionou seu retorno ao comando do Senado após o procuradorgeral da República, Roberto Gurgel, tê-lo denunciado na semana passada ao Supremo Tribunal Federal (STF) por acusações que o fizeram renunciar à presidência da Casa em 2007 para evitar ser cassado. (Estadão Conteúdo)

Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

Na 2ª, a vez da Assembleia.

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prazo para apresentação de candidaturas à presidência da Câmara termina neste domingo, às 22h. Até o momento, quatro deputados se lançaram: Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Rose de Freitas (PMDB-ES), Júlio Delgado (PSB-MG) e Chico Alencar (PSol-RJ). A eleição ocorrerá na segunda-feira, às 10h. Segundo o secretário-geral da Mesa Diretora, Sérgio Sampaio de

Almeida, até as 12h de amanhã, os partidos podem se unir em blocos parlamentares para a eleição da Mesa. Para aumentar as chances de umsegundo turno na disputa pela presidência, o PSol lançou a candidatura do deputado Chico Alencar (RJ). Com ele, outros dois candidatos, Júlio Delgado (PSB-MG) e Rose de Freitas (PMDB-ES), preveem um acirramento da disputa, inflada por dissidentes dos partidos que apoiam

o favorito Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), especialmente do chamado baixo clero. "O segundo turno é uma realidade", afirmou Rose. Apesar do novo personagem, interlocutores do favorito para vencer a eleição de segunda-feira não veem prejuízo para Alves. Segundo os aliados, ele ainda reúne margem confortável para a vitória em primeiro turno – para a qual são necessários 257 votos dos 513 deputados.

Nessas contas, Delgado teria no máximo 100 votos e Rose, 80. A expectativa do PMDB é que Alencar reúna pouco mais de 20 votos. Alencar disse que a sua estratégia é marcar posição contra Alves e conquistar votos de rebeldes. "É uma candidatura simbólica para tentarmos o segundo turno. É uma candidatura para colocar com clareza que não a c e i t a m o s v e l h a s p r á t icas." (Folhapress)

Henrique Alves (PMDB-RN), virtual novo presidente da Câmara.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

7 O ADEUS DE HILLARY Hillary Clinton deu ontem sua Ela disse que não tem última palestra como "planos" de concorrer à secretária de Estado dos EUA. Presidência em 2016 e que Ela será substituída a partir de espera desfrutar o "luxo de hoje por John Kerry. não ter nada a fazer".

nternacional

Nova provocação do Irã: usinas nucleares a todo vapor. Teerã revela planos para acelerar centrífugas de enriquecimento de urânio

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Irã informou à agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) que irá modernizar sua principal usina de enriquecimento de urânio, o que aumentaria o ritmo de produção da substância de duplo uso, civil e militar. O anúncio deve complicar ainda mais os esforços diplomáticos para resolver o impasse em torno do programa atômico iraniano. Em uma carta, entregue no dia 23, à Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA), Teerã disse que quer instalar milhares de máquinas de alta tecnologia em seu complexo de enriquecimento de urânio em Natanz. Especialistas acreditam que as máquinas podem enriquecer o urânio até cinco vezes mais rápido do que o equipamento atual. Em carta-resposta na terçafeira passada, a AIEA pediu ao Irã que forneça detalhes técnicos e outras informações sobre o plano. Os Estados Unidos consideraram que os planos de modernização das usinas iranianas são uma provocação. "A instalação de novas centrifugas avançadas é uma nova escalada e uma violação contí-

Divulgação/AFP - 08/04/08

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, inspeciona a usina de Natanz. A instalação pode receber 3.132 centrífugas de última geração. nua das obrigações do Irã diante das relevantes resoluções do Conselho de Segurança da ONU e da AIEA", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. O governo iraniano alega que tem o direito de enriquecer urânio em seu programa civil de energia nuclear. Mas

os países ocidentais suspeitam que o objetivo real do país é produzir armas nucleares. Um dos diplomatas afirmou à Associated Press que as autoridades iranianas informaram à agência da ONU que planejam adquirir até 3.132 centrífugas de última geração. A

fonte, que preferiu não se identificar, disse que as informações foram obtidas em uma nota confidencial divulgada ontem aos membros do conselho da AIEA. Atualmente, o Irã tem mais de 10 mil centrífugas na usina de Natanz, localizada a 225 quilô-

metros ao sudeste de Teerã. O anúncio feito pelo Irã à AIEA coincide com uma polêmica entre Teerã e seis potências nucleares a respeito de quando e onde realizar uma nova rodada de negociações visando a um acordo que evite uma nova guerra no Oriente Médio.

As potências – EUA, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China – querem que o Irã restrinja seu programa de enriquecimento de urânio. Ao longo do último ano, Washington e seus aliados endureceram sensivelmente as sanções contra a República Islâmica, sufocando seu importante setor petrolífero. Prevenção - Ontem, Chuck Hagel, eleito pelo presidente Barack Obama para comandar a Defesa dos EUA nos próximos quatro anos, afirmou que "todas as opções devem estar sobre a mesa" para evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear. "Estou totalmente comprometido com o objetivo do presidente de prevenir que o Irã obtenha uma arma nuclear e – como disse no passado – todas as opções devem estar sobre a mesa para conseguir este objetivo", sustentou Hagel em sabatina no Senado. "Minha política é de prevenção, não de confronto", assinalou o ex-senador republicano em sua declaração inicial. Ele afirmou, porém, que se for eleito vai se assegurar de que o Departamento de Defesa esteja preparado para qualquer contingência. (Agências)

Como retirar o elemento surpresa de um ataque Síria e aliados ameaçam com retaliação após bombardeio israelense Fotos: Baz Ratner/Reuters

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Por dentro do The New York Times Jornal diz ter sido alvo de hackers chineses após reportagem sobre corrupção

Fred Conrad/NYT

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jornal norte-americano The New York Times afirmou ontem ter sofrido ataques de hackers chineses nos últimos quatro meses. Os ataques começaram em outubro, na mesma época em que o diário publicou uma reportagem denunciando que parentes do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, acumularam bens de ao menos US$ 2,7 bilhões (cerca de R$ 5,4 bilhões) após sua ascensão ao poder. A China negou as acusações. A publicação afirmou que especialistas em segurança digital encontraram sinais de que hackers invadiram sistemas de computador e roubaram senhas dos funcionários. Os hackers se concentraram nas contas de e-mail do chefe de sua sucursal em Xangai, David Barboza, autor da reportagem sobre a família de Wen, e de Jim Yardley, chefe da sucursal da publicação na Índia. No mesmo dia, o The Wall Street Journal, outro diário norteamericano, também denun-

Fachada do prédio do The New York Times, alvo de ataques virtuais. ciou ter sido alvo de hackers chineses. Segundo o jornal, o objetivo era monitorar a cobertura sobre a China. Segundo o The New York Times, os consultores acreditam que os ataques "começaram a partir dos mesmos computadores universitários usados por militares chineses para atacar empresas militares norte-americanas no passado". O governo de Pequim negou

ter realizado os ataques. "As autoridades competentes da China já emitiram uma clara resposta às acusações infundadas feitas pelo The New York Times", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Hong Lei, em Pequim. "Afirmar de forma arbitrária e concluir sem provas concretas que a China participou em tais ataques de hackers é totalmente irresponsável". (Agências)

Síria ameaçou ontem retaliar Israel com um "ataque surpresa", um dia após acusar o governo israelense de bombardear um centro de pesquisa militar na cidade de Jamraya – a 15 quilômetros da capital síria, Damasco, e perto da fronteira com o Líbano. O bombardeio teria deixado dois mortos. Fontes diplomáticas e militares afirmam que, na verdade, o alvo israelense eram caminhões que levavam mísseis para o grupo extremista libanês Hezbollah, versão que os sírios negam. Pelo segundo dia, Israel não se pronunciou sobre a ação, como já ocorrera em 2007, quando bombardeou uma suposta instalação nuclear síria. Damasco não retaliou àquele ataque. O embaixador da Síria no Líbano, Ali Abdul Karim Ali, afirmou que Damasco tem "a opção e a capacidade de fazer um ataque-surpresa" para responder à "agressão dos bombardeios israelenses". Ele disse ao site de notícias Al-Ahd, do Hezbollah, que depende das autoridades preparar a retaliação e escolher a data e o local. No campo diplomático, Damasco convocou o chefe da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) nas colinas do Golã – território sírio ocupado por Israel – para fazer um protesto formal. "A Síria responsabiliza plenamente Israel e aqueles que o protegem no Conselho de Segurança (da ONU) pelos resultados dessa agressão e afirma seu direito de defender a si, a sua terra e a sua soberania", disse a nota de protesto, segundo a TV síria. O ministério apontou no incidente de quarta-feira passada uma violação de um

Soldado israelense observa carro da ONU na fronteira com a Síria...

...enquanto jipes israelenses monitoram a fronteira com o Líbano. acordo de 1974 que se seguiu à última grande guerra entre os dois países. Damasco ainda exigiu que o Conselho de Segurança condene o ataque. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, manifestou "grave preocupação" e pediu respeito ao direito internacional e à soberania. "O secretário-geral pede a todos os envolvidos que evitem tensões ou sua escalada", disse seu gabinete. Apoio - Aliados do regime sírio também condenaram Israel. A Rússia, o aliado internacional mais importante da Síria, disse que aparentemente se tratou de

um ataque não provocado. "Se essa informação for confirmada, então, nós estamos lidando com ataques que não foram incitados (pela Síria) contra alvos localizados em território de um Estado soberano, o que viola descaradamente a Carta da ONU. E isso é inaceitável", afirmou Moscou. O Irã acusou Israel de criar "instabilidade" na região e disse que o ataque terá "graves consequências". Já o Hezbollah manifestou solidariedade à Síria e falou em "agressão bárbara", sem fazer comentários sobre o suposto comboio de armas. (Agências)


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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

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8 FUMAÇA TÓXICA Queima da espuma do revestimento acústico da boate queimou rapidamente no dia da tragédia em Santa Maria. A fumaça liberada provocou as mortes.

idades

Espuma provocou mortes, diz delegado. Perícia revela que o gás cianídrico, liberado na queima da espuma instalada no teto da boate, intoxicou a maior parte das vítimas da tragédia em Santa Maria. Ronald Mendes/Estadão Conteúdo

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delegado regional dos sócios da boate, Jader MarM a r c e l o A r i g o n y ques, havia dito que a espuma afirmou ontem que tinha sido instalada por seu a espuma de isola- cliente para evitar a propagamento acústico utilizada na ção de ruídos. Depois que a esboate Kiss, onde 235 pessoas puma foi instalada, a boate morreram no domingo, "foi a Kiss não passou por nenhuma causa das mortes." vistoria dos órgãos públicos. A perícia da Polícia Civil reaE x ti n t o re s – Vanessa Vaslizada com o Instituto-Geral de concellos, ex-relações públiPerícias e o Conselho Regional cas da boate Kiss, afirmou em de Engenharia e Agronomia do depoimento à polícia que não Rio Grande do Sul constatou havia mais extintores na casa que o gás cianídrico liberado noturna após uma reforma feina queima da espuma intoxi- ta no ano passado. cou a maior parte das vítimas. Vanessa trabalhou no local "Se a espuma não estivesse entre dezembro de 2010 e delá, os jovens não teriam morri- zembro de 2012. Sua irmã, Ledo", afirmou o delegado. A es- tícia Vasconcellos, foi uma das puma foi colovítimas que cada acima do morreram no palco por um incêndio. De funcionário acordo com a Se a espuma da casa em te ste munh a, não estivesse agosto, após Elissandro a ba ix o- as siSpohr, 28 lá, os jovens nado de 87 vianos, o Kiko, não teriam zinhos que reum dos donos morrido. clamavam do da boate Kiss, MARCELO ARIGONY, DELEGADO barulho do esf a z i a r e f o rQUE CONDUZ AS INVESTIGAÇÕES tabelecimenmas no local DA TRAGÉDIA EM SANTA MARIA to. "A espuma com muita foi colocada frequência e, com a finalidesde a últidade de melhorar a acústica do ma obra de renovação, ela afirlocal", explicou Arigony. ma não ter visto mais os equiDe acordo com relatos de so- pamentos de segurança. breviventes, o fogo teria comeCelulares – Os celulares das çado na espuma da boate, vítimas passarão por perícia. após um integrante da banda Parentes das vítimas que proGurizada Fandangueira mani- curaram a 1ª Delegacia de Polípular um sinalizador. Faíscas cia, em Santa Maria, para recoatingiram o teto e iniciaram as nhecerem e recuperarem objechamas. O guitarrista da ban- tos deixados na casa noturna, da afirmou que o extintor de in- disseram que os policiais estão cêndio não funcionou. em busca de imagens feitas na Ontem, o advogado de um noite do incêndio. (Folhapress)

Ronald Mendes/Estadão Conteúdo

Ao lado, delegado Marcelo Arigony mostra pedaço da espuma que fazia parte do revestimento da boate Kiss: fumaça tóxica provocou as mortes.

Helvio Romero/Estadão Conteúdo

Alckmin e Haddad firmam parceria

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odas as casas noturnas, clubes, salões de baile, teatros, cinemas e auditórios de São Paulo serão vistoriados pelos bombeiros e fiscais da Prefeitura até o início do Carnaval. A fiscalização será conjunta. Se houver risco à segurança dos frequentadores, o local será interditado. O estabelecimento que não oferecer risco, mesmo que esteja sem alvará válido, continuará funcionando normalmente, mas terá prazo para regularizar a situação. O anúncio da operação conjunta foi feito ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e pelo prefeito Fernando Haddad (PT). O Corpo de Bombeiros não tem poder para fiscalizar os locais – a não ser que tenha um processo de renovação do laudo em andamento – nem para interditá-los. Por isso é necessária a presença

de um fiscal da Prefeitura. De acordo com o comandante interino do Corpo de Bombeiros, Erik Hoelz Colla, a fiscalização vai atingir 230 locais na cidade. Segundo ele, esses são os locais que têm cadastro nos Bombeiros, mas outros locais podem ser incorporados à vistoria. "O foco (do convênio) serão os locais de reunião. Os agentes fiscais (da Prefeitura) e os bombeiros (do Estado) vão agir juntos a partir de agora. Faremos um planejamento conjunto sobre quem vai para onde e fazer o que", detalhou Haddad, ressaltando que os bombeiros têm o conhecimento técnico das inspeções e os agentes de fiscalização municipais têm o poder de fechar um local. De acordo com o prefeito, os secretários de Segurança estaduais e municipais já podem realizar ações e plane-

Governador (esq.) e prefeito prometem pente-fino em casas noturnas jamento conjuntos. "Essa é a primeira ação conjunta para atuar na prevenção de acidentes e preservar vidas", afirmou Alckmin, ressaltando que também está realizando parcerias semelhantes com as Prefeituras de outras cidades no Estado. Operação Delegada – Em 15 dias, Prefeitura e Estado vão assinar um convênio para ampliar a Atividade Delegada, o "bico oficial" de policiais, que agora vai incluir os Bombeiros. O objetivo, segundo Haddad, é que os bombeiros fa-

çam a fiscalização permanente desses locais de grande concentração de pessoas. "A Operação Delegada vai mudar para melhor porque não vai ficar restrita a uma área. O foco (da ampliação) será a segurança dos locais de reunião. Será um planejamento permanente, não blitz. Faço paralelo com a atuação da operação delegada no comércio ambulante", disse o prefeito, ressaltando que atualmente um dos focos da Operação Delegada é o combate constante ao comércio de rua. (Agências)

Pessoas fazem homenagens às vítimas da tragédia na boate Kiss Chico Ferreira/Luz

Especialista recomenda uso de lã feita de vidro ou rocha José Maria dos Santos

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engenheiro uruguaio Conrado Silva de Marco, 70 anos, tem larga experiência no trato de revestimentos acústicos. Até se aposentar, no ano passado, dava aulas da matéria na Universidade de Brasília (UnB), junto com outra de sua especialidade, que é a música eletrônica contemporânea. Atualmente o professor mora em São Paulo e continua na ativa. É responsável, por exemplo, pela qualidade da sua ciência em um grande centro universitário de convenções,

que está sendo instalado na Rua da Consolação, no Centro. Com tal currículo, ele está perfeitamente credenciado para comentar a tragédia da cidade de Santa Maria (RS), que teve como

Hoje em dia, as espumas utilizadas em circunstâncias como a da boate recebem um tratamento muito sério contra o fogo. CONRADO SILVA DE MARCO, ENGENHEIRO

Divulgação/Polícia Civil/Reuters

Boate Kiss, palco da tragédia em Santa Maria: material ultrapassado.

epicentro a espuma acústica que guarnecia o local. Diário do Comércio – Segundo o noticiário, o incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, foi iniciado na espuma de revestimento do teto do local. Isso está surpreendendo os especialistas, como o senhor, em revestimentos acústicos. Qual é a razão? Conrado Silva de Marco – O fato surpreendeu porque, hoje em dia, as espumas utilizadas em circunstâncias como a da boate recebem um tratamento muito sério contra o fogo. A descrição feita pelo noticiário sugere que o material de lá devia ser antigo e ultrapassado. DC – Com as espumas produzidas hoje em dia não teria acontecido? Conrado – Não teria ocorrido, pelo menos com aquelas produzidas por fabricantes idôneos. A espuma inflamável não é usada há muito tempo. Acredito que ela foi abandonada há mais de 10 anos. DC – Neste caso, qual seria o material adequado? Conrado – Seriam a lã de vidro ou a lã de rocha, de origem mineral. Estes são os

Conrado Silva de Marco, engenheiro acústico: tragédias como a de Santa Maria poderiam ser evitadas. materiais recomendados. A lã de vidro exige muito tempo para ser queimada. Quando em contacto com o fogo o efeito é local e em tempo reduzido. E não se expande. A lã de rocha, por sua vez, tem propriedades extremamente seguras. Ela somente entra em fusão sob uma temperatura superior a 1 200 graus. DC – Esses materiais são produzidos no Brasil? Conrado – Sim e perfeitamente eficientes. Também há os produtos importados. Na verdade, são

reais o metro quadrado.

A espuma inflamável não é usada há muito tempo. Acredito que ela foi abandonada há mais de 10 anos. IDEM similares. DC – Qual é o preço de uma instalação desses materiais? Conrado – Entre 30 e 40

DC – Nesse tópico, qual seria uma forma de fazer prevenção em caráter imediato para evitar novos incêndios como o de Santa Maria? Conrado – Quando faço um projeto de revestimento acústico exijo do fornecedor o laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) atestando a segurança contra incêndio do material que será utilizado. É um procedimento adotado por profissionais sérios. Sem pretender ser guru de ninguém, acredito que é uma boa conduta.


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idades Paulo Pampolin/Hype - 01/11/2011

Fotos: Hatiro Shimomoto

QUEM NÃO TEM PÉS, VAI DE...

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a semana passada, Hatiro Shimomoto aproximou-se de um dos três comedores de pássaros, que mantém entre os galhos das árvores de sua chácara na Penha, para verificar porque uma maritaca se debatia com tanta intensidade. Jamais havia visto algo parecido nos seus 77 anos de vida. A avezinha sangrava vivamente, tentando se livrar do emaranhado de linha que se enroscara nas pernas, proveniente de uma pipa. O esforço aprofundou o corte feito pelo cerol – mistura de vidro moído com cola, aplicada por soltadores nas suas batalhas aéreas de pipas – que revestia a fina fibra, de modo que os pés acabaram decepados. Hatiro conteve a hemorragia e depois convocou os netos para, emergencialmente, alimentar o pequeno periquito. Os primeiros dias foram praticamente de cardápio único: sementes de girassol descascadas, servidas na boca, ou melhor, no bico. Os netos a levavam pela mão ao bebedouro para matar-lhe a sede a intervalos regulares.

ABAIXO A BAGUNÇA !

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possível que o Coronel Álvaro Camilo (PSD), que está iniciando seu mandato como vereador, venha a ser uma voz expressiva, e talvez polêmica, no Palácio Anchieta. Ele estabeleceu que seu principal objetivo será o de combater a chamada cultura da desordem. Sua credencial é a de ter sido comandante do policiamento do Centro de São Paulo e comandante da Polícia Militar entre 2009 e 2011. Conhece bem as mazelas da cidade. Metrópole - O que vem a ser a cultura da desordem? Camilo - É a tolerância em relação a procedimentos aparentemente banais que favorecem a criminalidade. Pichações de edifícios, lançamento de lixo e entulhos nas praças e calçadas, reunião de pessoas para consumir drogas (ilícitas ou não) são os exemplos mais comuns. A formação da "Cracolândia" é um caso candente. No começo eram poucos. Os procedimentos degradam o ambiente e trazem o crime na sua esteira. É preciso coibir a desordem, mas, evidentemente, respeitando o cidadão. Metrópole - Nessa linha, temos a experiência bem sucedida de Nova York, nos anos 90. Camilo -Sim. O prefeito Rudolph Giuliani estabeleceu a política de tolerância zero, punindo imediatamente vândalos, pichadores etc. (Houve redução de 57% de crimes e de 65% de homicídios na cidade). Também temos a experiência da cidade de Palo Alto, na Califórnia. Um carro foi deixado na rua e permaneceu intocado por vários dias até que o responsável pelo teste, vamos chamar assim, quebrou um de seus vidros. A partir daí, foi imediatamente depenado.

...BICO. LIÇÃO DA MARITACA

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omo a natureza faz magias em favor da vida, a maritaca já está se adaptando à nova situação. Senta-se sobre as pernas mutiladas para comer e beber. E como que a alardear a independência readquirida, locomove-se pelo bico desde o ponto em que decidiu se fixar – perto justamente de uma casinha de pássaros – até os lugares que lhe interessam. O recurso está deixando Hatiro deslumbrado. Nunca imaginou que uma avezinha reunisse tal perseverança e que bicos pudessem ter tantas utilidades. Teve um segundo deslumbramento ao constatar a solidariedade de outros pássaros, nnem sempre maritacas, que lhe oferecem comida, de bico para bico. Acredite se quiser. "É um extraordinárii", diz ele. Anteontem, um sujeito foi examinar a paciente com vista a fazer-lhe uma prótese; já fez e deu certo. Portanto, há esperança. Pessoas mais idosas se lembram de Hatiro como deputado estadual. Hoje ele cuida da sua empresa de contabilidade na Zona Leste.

Olinda: trator invade banco.

FOGO EM ÔNIBUS

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Ladrão é preso ao usar a máquina para invadir a agência bancária. Objetivo era roubar o caixa eletrônico.

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Clélio Tomaz/Estadão Conteúdo

m homem foi preso ontem à tarde, em Olinda (PE), após furtar um trator, roubar um Ford Ka e depredar uma agência bancária. Ontem de manhã, Adelmo Caetano Ferreira furtou um trator com rolo compressor de uma obra na Avenida Presidente Kennedy, no bairro dos Bultrins. Depois, dirigiu até o bairro vizinho de Bairro Novo e invadiu uma agência do Bradesco, na avenida Getulio Vargas, derrubando a grade e a porta de vidro de acesso à agência. Em seguida, sem tentar assaltar a agência, roubou um Ford Ka de uma mulher, dizendo que precisava fugir. Com duas passagens pela Homem usou trator que estava sendo utilizado em uma obra para invadir e roubar um banco em Olinda polícia, por furto e por roubo, Ferreira foi preso à tarde. Segundo o delegado Paulo Ferreira foi autuado em acordo com a polícia, e é no corredor Norte-Sul de Dias, ele confessou os crimes flagrante por furto do trator e transportada em reboque Olinda e tinha identificação e disse que a intenção era de roubo do automóvel e seria específico. O equipamento do consórcio Emsa Aterpa. roubar o caixa eletrônico do encaminhado para o presídio estava a serviço de uma obra (Estadão Conteúdo) banco, derrubando-o com o Cotel, na região trator. Como não conseguiu, metropolitana de Recife. roubou um Ford Ka que A máquina com rolo estava estacionado no local, compressor tem circulação para fugir. proibida em vias públicas, de

Ó RBITA

CAIXAS ROUBADOS

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aixas eletrônicos foram alvos de criminosos na madrugada de ontem no Jardim Conceição, no Distrito Industrial e na Vila Aeroporto, em Campinas, a 95 quilômetros de São Paulo. Nos três casos, as ações ocorreram por volta das 4h30 da madrugada e nenhum suspeito foi preso. (Folhapress)

elo menos três ônibus e um carro foram incendiados na noite de anteontem e na madrugada de ontem em Santa Catarina. Os casos aconteceram em Balneário Camboriú, Gaspar e Itajaí. Ninguém ficou ferido. A polícia vai investigar se os casos têm relação e se foram provocados por alguma facção criminosa. Em novembro, Santa Catarina teve uma onda de ataques a criminosos a bases da polícia e ônibus incendiados. No total, o Estado computou 67 ações em 17 cidades. (Folhapress)

Fato Relevante Ata da Reunião Extraordinária no 271, de 31.1.2013, do Conselho de Administração da Bradespar S.A. CNPJ no 03.847.461/0001-92 - NIRE 35.300.178.360.

Aos 31 dias do mês de janeiro de 2013, às 17h, na sede social, Avenida Paulista, 1.450, 9 o andar, Cerqueira César, São Paulo, SP, reuniram-se os membros do Conselho de Administração da Sociedade sob a presidência do senhor Lázaro de Mello Brandão. Ausente a senhora Denise Aguiar Alvarez, em férias. Durante a reunião, os Conselheiros, de conformidade com o Parágrafo 7 o do Artigo 6o do Estatuto Social, e atendidas as exigências previstas nos Parágrafos 1 o e 2o do Artigo 30 da Lei n o 6.404/76 e nas Instruções CVM números 10, 268 e 390, de 14.2.80, 13.11.97 e 8.7.2003, respectivamente, deliberaram: I) renovar o programa de aquisição de ações de própria emissão para permanência em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, mantendo as mesmas quantidades, sem redução do Capital Social; II) autorizar a Diretoria da Sociedade a adquirir até 1.500.000 ações nominativasescriturais, sem valor nominal, sendo 500.000 ordinárias e 1.000.000 preferenciais, competindo-lhe definir a oportunidade e a quantidade a ser efetivamente adquirida, dentro dos limites autorizados e do prazo de validade desta deliberação. Para os efeitos do Artigo 8o da Instrução CVM no 10, de 14.2.80, especifica-se que: a) a presente autorização tem por objetivo a aplicação de recursos existentes em “Reserva de Lucros - Estatutária”, disponíveis para Investimentos; b) vigorará pelo prazo de 6 (seis) meses, de 1o.2.2013 a 1o.8.2013; c) segundo a conceituação do Artigo 5 o da Instrução CVM n o 10, existem 249.032.625 ações da Bradespar em circulação no mercado, sendo 26.547.221 ordinárias e 222.485.404 preferenciais; d) a operação de aquisição dessas ações será realizada a preço de mercado e intermediada pela Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, com sede na Avenida Paulista, 1.450, 7o andar, Bela Vista, São Paulo, SP, e Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., com sede na Praia de Botafogo, 300, salas 601 e 301, parte, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ; III) que no caso de cancelamento das ações que vierem a ser adquiridas, caberá ao Conselho de Administração propor à Assembleia Geral a sua aprovação, sem redução do Capital Social; IV) registrar que relativamente à autorização concedida à Diretoria na Reunião Extraordinária deste Órgão n o 264, de 26.7.2012, verificou-se não terem sido adquiridas ações no período. Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata que os Conselheiros presentes assinam. aa) Lázaro de Mello Brandão, Antônio Bornia, Mário da Silveira Teixeira Júnior, João Aguiar Alvarez, Luiz Carlos Trabuco Cappi, Carlos Alberto Rodrigues Guilherme e Milton Matsumoto.


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Amazônia vista do espaço

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astronauta canadense Chris Hadfield está aproveitando suas várias voltas na Terra para tirar belas fotos direto da Estação Espacial Internacional (ISS). Duas das imagens mostram regiões diferentes da Amazônia brasileira. Na sua coleção de fotos é possível ver pontos conhecidos do globo, como a baía de São Francisco (Califórnia), a cidade norte-americana de Washington, a foz do rio da Prata, na Argentina, e a costa marítima de Mumbai, na Índia. Esta é a segunda vez que o astronauta viaja à ISS. Ele está lá desde 19 de dezembro do ano passado, quando começou seus ensaios fotográficos a milhares de quilômetros do planeta. Outras imagens no site. http://boingboing.net/2013/01/29/astronaut-chris-hadfields-ot.html

Logo Logo

James Bond aprovaria

www.dcomercio.com.br

Se o dinheiro estiver sobrando, uma boa pedida é este anel de titânio por US$ 385. Embutido na peça, um kit com cinco ferramentas que quebram um galho em diferentes ocasiões, como lâmina para abrir aquelas embalagens que teimam em não abrir e até uma minúscula serra para cortar madeira. http://boingboing.net/2013/01/30/titanium-multitool-ring-with-f.html

P ORTO ALEGRE

S ÃO PAULO

Quase outra tragédia

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pós o incidente durante o jogo entre Grêmio e LDU, quando sete torcedores se feriram na comemoração do gol da equipe gaúcha na quarta-feira à noite, o delegado da 4ª Delegacia da Polícia Civil de Porto Alegre, Thomaz Cleber Mercio Pereira, afirmou que vai pedir ao Ministério Público a interdição do setor da "avalanche" da Arena Grêmio. "Vou pedir ao Ministério Pú-

blico para que interdite o local ou o Grêmio termine com a avalanche e coloque cadeiras naquele setor. Todos os jogos vão dar problema", disse Pereira. "Vou pedir também laudos de engenharia para ver se a grade comporta ou não aquela comemoração dos torcedores", acrescentou. O local onde fica localizada a torcida que faz a avalanche não possui cadeiras e os torcedores que ficam na parte alta

da arquibancada descem em direção à parte debaixo e se espremem na grade. No jogo contra a LDU, a grade de proteção cedeu e torcedores caíram no fosso. O episódio aconteceu aos 16 minutos do segundo tempo logo após Elano marcar o gol da vitória do Grêmio sobre a LDU por 1 a 0. Nos pênaltis, o time gaúcho venceu por 5 a 4 e garantiu a classificação para a fase de grupos da Libertadores.

Charles Platiau/Reuters

No Paraíso, arrastão no estacionamento. Um grupo de dez pessoas roubou dez carros de um estacionamento na avenida Bernardino de Campos, no Paraíso, sábado à noite. Funcionários do local foram mantidos reféns durante a ação. Ninguém ficou ferido. Um vídeo gravado pelo circuito interno de câmeras do estacionamento mostra o momento em que os bandidos invadem o local, rendem um funcionário, pegam chaves de diversos veículos e fogem com os carros. Um deles tem o rosto filmado de perto por uma das câmeras. F UTEBOL

Nova camisa da seleção do Brasil

P ROJETO

Design de ouro Mais novo projeto do jovem designer alemão Antoni Tudisco, 20: Golden (Dourado). http://designyoutrust.com/2013/01/ golden-by-antoni-tudisco

P ROTESTE!

Alexandro Auler/EC

L

PARIS - Notre-Dame recebeu sinos novos que vão tocar como nos tempos da Revolução Francesa. A catedral completa 850 anos em março.

C HINA

Minha casa, minha bicicleta. Acontece hoje em São Francisco (EUA) a primeira edição do Fauxtest, um "protesto falso onde os manifestantes vão poder reclamar do que eles quiserem". M ACKENZIE

Estudante morre após cair de prédio O estudante de psicologia do Mackenzie Brian Gallo Silva, 21, morreu após cair do 13º andar de um prédio na rua da Consolação, região central de São Paulo, na noite de quarta-feira. Ele morava

no local com outras três pessoas. Antes de morrer, o estudante participou de uma tradicional festa de calouros do Mackenzie realizada na rua Maria Antonia, quase em frente de onde o corpo caiu.

A empresa de design People’s Architecture (Arquitetura do Povo), em Pequim, na China, criou um novo conceito de residência móvel. A minúscula casa, montada em cima de uma bicicleta, é dobrável e – pode não lhe parecer muito – dispõe de pia, fogão e até um chuveirinho. Prato cheio para quem curte um estilo de vida minimalista. http://inthralld.com/2013/01/tricyclestacked-travel-house-by-peoplesarchitecture-office/

A nova camisa da seleção brasileira foi apresentada ontem de manhã, na praia de Copacabana, no Rio. Com direito à superprodução e gafes, o evento teve a presença de Neymar, garoto-propaganda, e artistas convidados para a cerimônia. A camisa foi revelada à imprensa após um longo suspense, desnecessário, já que o modelo divulgado havia vazado na internet há alguns dias. O uniforme, que será usado na Copa das Confederações, tem poucas diferenças em relação ao modelo anterior. Máscaras – Advogados de Neymar notificaram uma fábrica de São Gonçalo (RJ) exigindo a suspensão da produção das máscaras de carnaval com o rosto do jogador porque a empresa não tinha autorização de uso da imagem. L OTERIAS Concurso 3109 da QUINA 07

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11 UNICA Elizabeth Farina já é presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar

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ALEMANHA Registrou deflação de 0,5% em janeiro em relação a dezembro

Desemprego é o menor da história... Adalberto Marques/Estadão Conteúdo

A taxa de trabalhadores desocupados no ano passado foi de 5,5%. E chegou a 4,6% em dezembro.

Mais vagas e renda maior: ganhos foram acima da média entre pedreiros, operários e domésticos por conta dos reajustes do salário mínimo.

A

taxa de desemprego no Brasil fechou 2012 no seu menor nível histórico, ao mesmo tempo em que a renda do trabalhador acumulou ganhos no ano, mas o mercado de trabalho mostrou uma importante desaceleração na criação de novas vagas. Em dezembro, o desemprego brasileiro caiu para 4,6%, ante 4,9% em novembro, desbancando o recorde anterior de 4,7% atingido em dezembro de 2011, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de agora, no entanto, veio um pouco acima do esperado pelo mercado. Pesquisa mostrou que a taxa recuaria para 4,4%, segundo a mediana das previsões de 27 analistas. "Tem o efeito de uma menor procura de emprego entre Natal e Reveillón, e pessoas que já se inseriram no mercado em novembro para trabalhar. Quem não conseguiu (trabalho) para e retoma (a procura) em janeiro", explicou a economista do IBGE An-

driana Berenguy. Segundo o IBGE, a taxa média de desemprego em 2012 ficou em 5,5%, também recorde de baixa na série histórica iniciada em março de 2002. O resultado veio mesmo após o pior ano de geração de emprego formal em uma década, com 1,3 milhão de novos postos de trabalho em 2012. Esse quadro foi consequência do mau desempenho da economia no ano passado. Segundo o instituto, a geração de emprego formal teve expansão anual de 3,7% em 2012, contra 6,8% no ano anterior. Já a geração geral de postos de trabalho cresceu

2,2% no ano passado, mantendo o ritmo do ano anterior. "Você sente a crise pela menor geração de emprego e menos trabalho registrado", afirmou o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo. Renda – De acordo com o IBGE, o rendimento médio da população ocupada caiu 0,9% em dezembro ante novembro, mas subiu 3,2% sobre dezembro de 2011, atingindo R$ 1.805. Segundo Azeredo, os trabalhadores ligados ao salário mínimo tiveram ganhos acima da média no ano passado. O rendimento do trabalhador brasileiro cresceu no ano passado 4,1% ante 2011,

que havia registrado avanço de 2,7%, segundo o IBGE. "Os ganhos são maiores para a baixa renda, como pedreiros, operários e domésticos", acrescentou o coordenador. O principal responsável pelo baixo nível de desemprego foi o setor de Serviços, que, associado à renda em alta, ajudou a sustentar a demanda dos consumidores e a evitar um desempenho pior da economia no ano passado. Para este ano, a expectativa é de que a atual tendência do mercado de trabalho deve continuar, num cenário de recuperação econômica, depois de um crescimento de cerca

de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012. "Pode haver uma deterioração com 'd' minúsculo, alguma perda de qualidade na margem, mas tenho a impressão de que continuaremos assistindo a um quadro bastante favorável de emprego", disse o economista do CGD Securities, Mauro Schneider, ao avaliar que o setor de serviços do País segue em expansão, diferentemente da indústria. Entretanto, já há expectativas entre especialistas de perda de dinamismo no curto prazo e redução de vagas, uma vez que a economia continua patinando.

C om ér cio – Os setores que mais contrataram entre novembro e dezembro foram o de Comércio, com alta de 3,3% (143 mil pessoas), e Outros serviços, com avanço de 1,6% (67 mil pessoas). Na outra ponta, destaque para os setores de Construção, com queda de 3,4% nas contratações (menos 64 mil pessoas), e Educação, saúde e administração pública, com perda de 2% (menos 77 mil pessoas). Já a população ocupada recuou 0,1% em dezembro na comparação com novembro, mas cresceu 3,1% ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 23,4 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas. A população desocupada chegou a 1,136 milhão de pessoas no mês passado, queda de 6% ante novembro, e alta de 0,2% sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho. (Reuters)

... mas os ingleses não dão colher de chá a Mantega.

T

entar entender o que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quer pode ser "exaustivo", segundo o jornal Financial Times. Em texto divulgado no blog sobre mercados emergentes, o BeyondBrics, a publicação inglesa diz que o problema é ainda maior no tema preferido do ministro brasileiro: a chamada "guerra cambial". A reportagem sugere, inclusive, que o recente sobe-edesce do dólar no País pode indicar, entre outras coisas, que o governo "não tem ideia do que está fazendo".

O texto cita algumas passagens recentes em que o governo brasileiro demonstrou desejos distintos sobre o rumo das cotações de câmbio. Até alguns dias atrás, indica o texto, o real seguia relativamente enfraquecido depois de o ministro Mantega declarar diversas vezes que o governo estava pronto para corrigir qualquer movimento excessivo na moeda e que um real mais fraco seria favorável à indústria brasileira. Sinalização – Apesar dessa sinalização de que o governo federal olhava com simpatia

um real fraco, Mantega disse, lembra no texto do Financial Times, que o real permaneceria flutuante "desde que dentro de uma banda apropriada". "Um comentário quase tão sem sentido como a promessa

recente do Banco Central (BC) de que a inflação convergiria de uma forma não-linear com a meta", diz o texto no blog BeyondBrics. Mas o mesmo governo brasileiro permitiu, afirma o tex-

to, com uma estratégia liderada pelo BC que o real se fortalecesse nos últimos dias abaixo de R$ 2 pela primeira vez desde julho. Após esse sobe-e-desce, diz o blog do FT, o mercado ficou "completamente confuso". Mensagens – Para a repórter Samantha Pearson, do escritório do FT em São Paulo, "há três explicações possíveis" para as mensagens que parecem contraditórias. A primeira é que o governo brasileiro "quer uma valorização gradual do real para conter a inflação e os avisos de

Mantega foram destinados a moderar os movimentos" da moeda norte-americana. Equipe econômica – A segunda opção levantada pela repórter Samantha Pearson é que a equipe econômica pode ter avaliado que o real está "no nível certo" e, então, passaram a ser emitidos sinais contraditórios para "estabilizar a moeda". Há, porém, uma terceira possibilidade, conforme o texto publicado pelo Financial Time s: "Eles não têm ideia do que estão fazendo". (Estadão Conteúdo)

Divulgação

Real valorizado no índice Big Mac

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Preço do sanduíche avalia a taxa de câmbio no mundo. No País, ele custa US$ 5,64, 30% acima dos EUA.

esforço da equipe econômica parece que não fez tanto efeito como planejado na taxa de câmbio e na hora de comprar um sanduíche. Nova pesquisa do índice Big Mac realizada pela revista The Economist mostra que o real é a quinta moeda mais sobrevalorizada do mundo. Se a conta for ajustada pela riqueza produzida pelos habitantes de cada País, o quadro fica ainda indigesto: o real aparece como a divisa mais valorizada do planeta. A partir da ideia de que o McDonald's se esforça para produzir sanduíches idênticos ao redor do planeta, com os mesmos

ingredientes e métodos, a revista britânica usa o preço do item mais conhecido do cardápio, o Big Mac, para avaliar a taxa de câmbio pelo mundo. Para isso, compara os preços em dólar de cada mercado com o praticado na sede da lanchonete, nos EUA. Pela pesquisa, o Big Mac brasileiro, que custa exatos R$ 11,25, está cotado a US$ 5,64 pela taxa de câmbio da quarta-feira, dia 30. Esse preço é 29,2% mais alto que nos Estados Unidos, onde o sanduíche com dois hambúrgueres custa US$ 4,37. Em julho, a sobrevalorização do real era menor, de 14%.

"A força contínua do real é uma grande fonte de irritação para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que foi o primeiro a proclamar a expressão 'guerra cambial' em 2010", diz a revista The Economist. Na liderança do ranking está a Venezuela, que congelou as cotações do bolívar fuerte. Pelo Big Mac vendido em Caracas, o índice mostra que a divisa está 107,9% sobrevalorizada em relação ao dólar. Em seguida, aparecem três países conhecidos por serem caros na Europa: Noruega (sobrevalorização de 79,5%), Suécia (74,5%) e Suíça (63,1%). (EC)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

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13 Recomendamos aos clientes mais investimentos vinculados à inflação que ao CDI. Bruno Carvalho, da XP Investimentos

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Inflação é a campeã de janeiro Títulos atrelados a índices de preços tiveram o melhor desempenho do período. Com cenário interno ruim, principal indicador da bolsa de valores perdeu 1,95%. Rejane Tamoto

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ano de 2013 começou com ganhos para os investidores que têm em carteira títulos atrelados à inflação. De acordo com ranking elaborado pelo administrador de investimentos Fabio Colombo, em janeiro o campeão em rentabilidade entre os principais ativos financeiros foi o título indexado ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que teve rendimento bruto na faixa de 0,95% a 1,15%, superior ao Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que foi de 0,34% no período. O título ainda pode superar o próprio IPCA, que ainda não foi divulgado. A projeção da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) é que o índice fique em 0,90%. Segundo Colombo, os papéis têm juros de 2,5% a 3,5% ao ano, mais IPCA.

Quem já tem títulos indexados à inflação na carteira deve mantê-los, segundo o especialista em renda fixa da XP Investimentos, Bruno Carvalho. "Recomendamos aos nossos clientes investimentos mais vinculados à inflação do que ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Não sabemos se o Banco Central (BC) ainda poderá cortar mais os juros para fomentar o crescimento, o que pode fazer as aplicações perderem ganho real", afirmou Carvalho. O especialista recomendou aos que vão adquirir papéis indexados à inflação agora atenção às taxas. "Os títulos do governo, por exemplo, estão muito valorizados e com taxas depreciadas. Há papéis privados que pagam inflação, como as debêntures", disse. Uma das aplicações que têm na composição títulos privados remunerados de acordo com a inflação é o fundo de Renda Fixa. Em janeiro, o retorno desse investimento os-

cilou de 0,70% a 0,90%, dependendo da taxa de administração. Em terceiro lugar no ranking ficaram os fundos DI (que só investem em títulos do Tesouro Nacional vinculados à taxa Selic e ao CDI) e que fecharam o mês com rentabilidade de 0,45% a 0,65%. Os papéis indexados à inflação medida pelo IGP-M tive-

ram desempenho inferior, de 0,40% a 0,60%, na esteira de uma desaceleração do próprio índice no mês em comparação com dezembro. A poupança com aniversário hoje ofereceu ganho líquido de 0,41% (rendimento para aplicações posteriores a 3 de maio do ano passado). Para a poupança velha, a correção é de 0,50%.

Câmbio e bolsa – As pressões inflacionárias também tiveram impacto sobre os fundos cambiais. O investimento que mais perdeu rentabilidade no mês foi o dólar, com queda de 2,84%, motivado pelos leilões de venda da moeda norteamericana, realizados pelo BC na última semana do mês. Embora o governo tivesse "prometido" para a indústria um dólar a R$ 2, as manobras do BC para levá-lo abaixo desse patamar levaram analistas a acreditar que existe uma preocupação com a alta da inflação – que entre outros itens, também é influenciada pelo preços maiores de produtos importados. Conforme Colombo, a queda do dólar também reduziu os ganhos de fundos cambiais atrelados ao euro, que perderam 0,22% e o retorno de investimentos em ouro, que caíram 2,28%. Embora o metal tenha mantido alta nos últimos meses, a cotação do ouro no mercado é feita em dólar.

Outro investimento prejudicado – nem tanto pela inflação – mas pelo ambiente interno foi a bolsa de valores: o Ibovespa, índice que serve de referência para o mercado brasileiro, fechou o primeiro mês do ano com perdas de 1,95%. Colombo disse que para esse resultado negativo pesaram expectativa de baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), mudanças no setor elétrico, queda de expectativa sobre a rentabilidade dos bancos e reajuste insuficiente de preços de combustíveis pela Petrobras. Assim, a bolsa brasileira se descolou de suas equivalentes pelo mundo. Segundo o administrador, no exterior as bolsas tiveram recuperação na faixa de 2% a 10% em dólares, por causa do acordo entre democratas e republicanos para uma solução para o "abismo fiscal", o adiamento para a solução do teto da dívida norte-americana, além dos sinais de melhora da própria economia mundial.

Santander lucra 24,3% menos no País Banco registrou baixo crescimento da carteira de crédito e aumento da inadimplência

O

Santander Brasil, terceiro maior banco privado do País, registrou no ano passado queda do lucro líquido e fraca expansão da carteira de crédito, mas os executivos do banco preveem melhora dos resultados em 2013, em meio à perspectiva de maior crescimento econômico. Em 2012, a operação brasileira do banco espanhol teve lucro líquido de R$ 2,69 bilhões, queda de 24,32% em relação ao ganho de 2011, conforme o balanço pelo padrão contábil brasileiro (BRGaap). A carteira de crédito fechou dezembro em R$ 211,96 bilhões, expansão de apenas 7,6% em 12 meses, com avanços de 8,6% para pessoa física e de 14,5% para micro, pequenas e médias empresas. "É difícil andar em velocidade de cruzeiro com a economia fraca", disse ontem o presidente-executivo da filial do banco espanhol no País, Marcial Portela. O balanço repetiu a tendência mostrada pelo Bradesco, que abriu na segunda-feira a temporada de resul-

tados dos grandes bancos apresentando fraco crescimento dos empréstimos e manutenção da inadimplência em nível elevado. O índice de a inadimplência que considera as operações vencidas há mais de 90 dias ficou em 5,5% do total da carteira de crédito do Santander Brasil, um ponto percentual acima do registrado no fim do ano anterior. Segundo Portela, a deterioração da carteira refletiu a atenção maior do banco ao segmento de pequena e média empresa e também o menor nível de renegociação de dívidas em atraso com pessoas físicas. Para 2013, a expectativa da instituição é de que o nível de inadimplência comece a cair, liderado pela carteira de empresas no primeiro semestre, para então ser acompanhado pela carteira de varejo na segunda metade do ano. "Esse nível de inadimplência não nos angustia", disse Portela. Retorno menor – Outro ponto fraco apontado por analistas no resultado foi o retorno menor para o acionista. A expan-

Fim do IOF para estrangeiro em FII

O

governo anunciou ontem a redução, de 6% para zero, da alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimento estrangeiro em fundos imobiliários (FIIs) comercializados em bolsas de valores. Na avaliação de gestores, a medida terá impacto positivo para o mercado, porque deve levar a um aumento de produtos e sofisticação do segmento. Analistas também viram na medida uma tentativa do governo de atrair dólares para o País e reduzir a cotação da moeda norte-americana. O presidente da BB DTVM, Carlos Massaru, que também é vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), comentou que a mudança sinaliza claramente a intenção do governo de atrair os estrangeiros, "que têm papel importante aqui no mercado". "O investidor estrangeiro enxerga o IOF como um aspecto inibidor para enviar recursos de curtíssimo prazo no Brasil. Então, sem dúvida alguma eles irão reagir à mudança. A forma como governo tem começado a tratar este assunto está bem coerente", afirmou.

Além disso, ele destacou nanceiro médio diário dos FIIs que a alteração contribui para neste mês atingiu o recorde de o desenvolvimento dos fun- R$ 26,95 milhões. A diretora de negócios do dos imobiliários brasileiros. "Veremos uma ampliação do Banco Máxima, Claudia Martisegmento, como também um nez, observou que esses proaumento do mercado secun- dutos têm atraído investidodário desses fundos", avaliou. res por causa da rentabilidade "Ainda temos um mercado pe- e da isenção fiscal. "Os juros menores e a queno. Com a inflação mais presença do alta levam as investidor espessoas a trangeiro, o buscar ativos d e s e n v o l v iVeremos uma concretos, mento será ampliação do com que têm induzido", segmento, assim mais familiaafirmou. como um aumento ridade. No caO vice-predo mercado so dos FIIs, o sidente da re ndi ment o, Mapfre Invessecundário. numa aplicatimentos, ElíCARLOS MASSARU, ção de 90 seo Viciana, DA BBDT VM dias, varia de também con95% a 103% siderou a mudo CDI, o que dança significativa. "O setor imobiliário é equivale a 110%, 120%, por muito importante para o País, e causa da isenção tributária", os fundos são fundamentais explica a diretora da instituipara a diversificação das fontes ção, especializada em fundos de recursos das empresas. É imobiliários. Câmbio – Entre os analistas um incentivo bastante relevanque veem na redução do imte para atrair capital", disse. De acordo com a empresa posto uma manobra cambial, de informações financeiras a avaliação é de que o anúncio Economatica, o Brasil tem 105 de uma medida como essa fundos imobiliários negocia- exatamente no momento em dos na bolsa – há dez anos que o Banco Central (BC) tem eram apenas dois. O volume fi- atuado no mercado de câmbio

para jogar para baixo o preço do dólar vai afugentar os estrangeiros. Nos últimos dias, o BC tem feito leilões com potencial para aumentar o fluxo de dólares para o país, o que derruba o preço da moeda em relação ao real. A percepção no mercado é que a autoridade monetária, preocupada com a inflação, não quer que a moeda americana suba além de R$ 2. Com o dólar mais baixo, os brasileiros pagam menos, em reais, pelos produtos importados, o que alivia a pressão inflacionária. A entrada de investimentos estrangeiros no país via fundos imobiliários é mais um fator a empurrar o dólar para baixo. "O investidor estrangeiro não gosta de se sentir pressionado e, além disso, a porta de saída dos recursos nesses fundos é apenas o mercado secundário, a revenda das cotas a outros aplicadores, que ainda é pequeno", disse Fabio Colombo, administrador de investimentos. Pelas novas regras divulgadas ontem, a alíquota do IOF será zero no momento em que o investidor estrangeiro realizar a operação de câmbio para aplicar no fundo, e vale desde ontem. (Agências)

são fraca do crédito e a piora nas margens e na qualidade dos ativos resultaram em diminuição da rentabilidade do Santander, medida pelo retorno sobre patrimônio líquido médio anualizado, de 13,5% no fim de 2011 para 12,2% em dezembro passado. "A qualidade dos resultados foi pobre", comentou a equipe de analistas do Goldman Sachs liderada por Carlos Macedo, em relatório. "O crescimento do crédito foi inexpressivo, as margens caíram significativamente, a qualidade dos ativos piorou e a cobertura da carteira em atraso caiu significativamente", acrescentou. Apesar das avaliações negativas, as units do Santander Brasil negociadas na BM&FBovespa fecharam ontem com alta de 1,58%, acompanhando a recuperação do mercado acionário no dia.

Para 2013, os executivos do Santander Brasil preveem um crescimento de cerca de 15% da carteira de crédito, com base na expectativa de expansão de 3% da economia brasileira no período. Mesmo com o fraco desempenho entre outubro e dezembro, a operação brasileira manteve seu peso dentro dos resultados globais do Santander. Também ontem, o banco espanhol anunciou queda de 59% no lucro de 2012, em meio à forte alta nas provisões para calotes e baixas contábeis no país sede. Mesmo com a queda do lucro, o Brasil aumentou a vantagem como unidade mais lucrativa do grupo. Isso porque o desempenho das outras unidades foi mais negativo. A unidade brasileira foi responsável por 26% do lucro total do grupo. (Agências)


DIà RIO DO COMÉRCIO

14 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Nas faixas de renda familiar atÊ três salårios mínimos, 29% tiveram restrição por causa do cartão de crÊdito.

conomia

Shoppings em expansão O total de empreendimentos a serem inaugurados este ano deve dobrar em relação a 2012: serão mais 43 no País. Paula Cunha

A

lÊm de registrar faturamento de R$ 119,5 bilhþes em 2012, cifra 10,65% superior a 2011, o mercado brasileiro de shopping centers deve ter suas vendas elevadas em 12% neste ano. A previsão foi divulgada ontem pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). O volume, porÊm, equivale a um faturamento anual mÊdio de R$ 261,4 milhþes por shopping, resultado 2,4% menor em comparação com o faturamento mÊdio de R$ 267,9 milhþes registrado em 2011. A queda anual Ê a primeira registrada desde 2002, quando a Abrasce começou a fazer o levantamento. De 2010 para 2011, o faturamento mÊdio cresceu 20,1%, e de 2009 para 2010, subiu 18,1%. Luiz Fernando Veiga, presidente da Abrasce, disse que essa queda Ê uma consequência natural do maior número de centros de com-

Chico Ferreira/LUZ

pra em operação. "Houve um tempo em que o shopping estava sozinho na cidade e vendia horrores. Essa concentração não era boa. Agora as vendas estão mais divididas", afirmou em entrevista à Agência Estado. "Ano que vem o faturamento mÊdio vai cair mais ainda", estimou. Concorrência – Para ele, o resultado do ano passado Ê muito positivo, levando-se em conta que o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou avanço de apenas 1% ante 2011. Veiga espera que o total de shoppings inaugurados neste ano quase dobre em relação aos lançados em 2012, ou seja mais 43 centros de compras. O total de 27 novos empreendimentos inaugurados no ano passado foi o maior dos últimos 13 anos. Com este avanço, o segmento passou a responder por 19% das vendas totais do varejo. E para 2014, a expectativa Ê de abertura de mais 23 novos empreendimentos. Segundo o presidente da Abrasce, com o maior número de shop-

Os dados do setor

457

Ê o total de shopping centers em operação no País no final do ano passado

51%

dos estabelecimentos estĂŁo localizados nas capitais

398

milhĂľes de pessoas passam por esses estabelecimentos todo mĂŞs SĂŁo

83.631 lojas e

2.587

salas de cinema

877 mil

empregos diretos sĂŁo gerados pelo setor

R$ 119,5 bilhĂľes

foi o faturamento dos shopping centers em 2012, o que representa aumento de

10,65%

em relação a 2011

87%

dos shopping centers sĂŁo do tipo tradicional e

13%

especializados (outlet, lifestyle, open mall e temĂĄticos).

Fonte: Associação Brasileira de Shopping Centers

P

Lojistas terão maior poder de barganha na definição dos valores de locação pings em operação, os lojistas terão maior poder de barganha na definição dos valores de locação e na renovação de contratos. "O momento Ê favoråvel ao lojista. Com condição melhor de negociação, a tendência Ê que a mÊdia dos aumentos de alugueis caia", afirmou. O presidente da entidade lembrou que 16 cidades brasileiras deverão ter o seu primeiro shopping neste ano, o que deve beneficiar o setor, pois mais consumidores terão acesso a estes centros. O Natal foi o período que mais colaborou para o crescimento dos shopping centers, com aumento de 15% nas vendas ante as festividades de 2011. Entre os itens mais comercializados, destacaram-se moda jovem, em especial surfwear, telefonia, cosmÊticos e brinquedos. Outros segmentos com bom desempenho foram alimentação, lazer, joias e calçados. Veiga ressaltou ainda que o ramo da alimentação tem crescido significativamente em razão do aumento do poder aquisitivo da população e pelas dificuldades de locomoção nos grandes centros urbanos – que força os consumidores a procurarem opçþes de alimentação próximas aos seus locais de trabalho. AlÊm do balanço do ano passado, a Abrasce divulgou um levanta-

Boa Vista: compra com cartĂŁo lidera inadimplĂŞncia.

mento com o perfil do segmento no País em parceria com a Gismarket Estudos de Mercado. O sucesso do setor, segundo Veiga, Ê resultado de fatores como a administração centralizada destes tipos de empreendimentos e a presença das lojas-âncora, cujo conceito tem se ampliado recentemente com a inclusão das praças de alimentação e dos complexos de salas de cinema. De acordo com o estudo, a região Sudeste conta com 255 centros de compras, seguido do Sul (82), Nordeste (61), Centro-Oeste (41) e Norte (18). Em consequência da grande concentração no Sudeste, Sul e Nordeste, a entidade acredita que hå espaço para crescimento expressivo no Centro-Oeste e no Norte do País. Quanto ao porte dos shoppings, o documento indicou que, entre os tradicionais, que somam 399 unidades, 6% são considerados mega, 25% são regionais, 21% são mÊdios e 48% pequenos. No caso dos tradicionais, os pequenos somam 33%, 38% são mÊdios e 29%, grandes. Atualmente, a receita dos centros de compra são obtidas sobretudo com alugueis (76%), estacionamento (11%), merchandising (6%), taxas (5%) e serviços (1%).

esquisa sobre o perfil do inadimplente, realizada em dezembro e divulgada ontem pela Boa Vista Serviços, mostrou que 28% das pessoas declararam ter alguma restrição causada por compra feita com cartão de crÊdito. Em seguida, aparecem carnê / boleto (26%), cheque sem fundos (18%), emprÊstimo pessoal (16%), cartão de loja (8%) e cheque especial (4%). A Boa Vista, que administra o Serviço Central de Proteção ao CrÊdito (SCPC), realizou o levantamento do quatro trimestre junto a 1.110 consumidores. Nas faixas de renda familiar de atÊ três salårios mínimos, a porcentagem de consumidores que declararam o cartão de crÊdito como causador da restrição atingiu 29%. Nas faixas acima de dez salårios mínimos, o porcentual ficou em 20%. No levantamento feito no terceiro trimestre, a diferença era maior, de 30% e 27%, respectivamente. Para 21% dos entrevistados, uma das dívidas não pagas se originou com a aquisição de móveis, eletrodomÊsticos e eletrônicos. Jå 16% citaram a compra de produtos ou serviços relacionados à alimentação como os causadores das dívidas. TambÊm 16% mencionaram a compra de vestuårio e calçados. Para 10%, a origem foi o não pagamento de contas de concessionårias de serviços públicos. O desemprego, segundo os entrevistados, Ê o maior fator de inadimplência, representando 36% dos casos no quarto trimestre. O descontrole financeiro ficou em 26%. Em terceiro lugar aparece o emprÊstimo do nome a terceiros (9%). O desemprego Ê a causa mais preponderante nas faixas de renda familiar de atÊ três salårios mínimos (45%) e para as faixas entre três e dez salårios mínimos (32%). Para as faixas acima de dez salårios mínimos, o próprio descontrole financeiro aparece como a principal causa (27%). A maioria (32%) das dívidas não pagas estå abaixo de R$ 500, mas 17% possuem dívidas abertas acima de R$ 5 mil. (Estadão Conteúdo)

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EDITAL DE CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - PRAZO DE 20 DIAS Processo nÂş 0016375-97.2010.8.26.0011. O Dr. RĂŠgis Rodrigues Bonvicino, Juiz de Direito da 1ÂŞ Vara CĂ­vel Regional de Pinheiros da Comarca da Capital, na forma da lei, etc. Faz saber a Ana Cristina de Andrade Felix Justiniano, RG 27.497.101- X e CPF nÂş 293.652.548-92, que Instituição Paulista Adventista de Educação e AssistĂŞncia Social lhe ajuizou ação MonitĂłria, objetivando recebimento de R$ 3.899,39 (07/2010) acrescidos de juros e correção monetĂĄria. Estando o rĂŠu em local ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir apĂłs o prazo supra, pague o dĂŠbito, ou apresente embargos, sob pena de constituir-se de pleno direito o titulo executivo judicial. SĂŁo Paulo, 23 de outubro de 2012. Edital de Citação, com prazo de 20 dias. O Doutor Paulo Bernardi Baccarat, MM. Juiz de Direito da 3ÂŞ Vara, do Estado de SĂŁo Paulo, Na Forma da Lei, Faz Saber a Plustech Automação e Controle Ltda Me, CNPJ 56.828.585/0001-97, RG nÂş RG da Parte Passiva Selecionada. Nenhuma informação disponĂ­vel, que a Instituição Paulista Adventista de Educação Assistencia Social, lhe ajuizou uma ação MonitĂłria, objetivando a cobrança da quantia de R$ 3.639,40 (Valores de 10/2008), corrigida pela Tabela PrĂĄtica Para CĂĄlculo de Atualização MonetĂĄria dos DĂŠbitos Judiciais decorrente de emissĂŁo de cheques expedidos pelo requerido em favor do requerente. Encontrando-se o mesmo em lugar ignorado, foi deferida a intimação por edital, para que em quinze dias, a fluir apĂłs o prazo de vinte dias contados a partir da publicação deste edital, ofereça embargos monitĂłrios ou pague a importância supra, ficando ciente, outrossim, de que neste Ăşltimo caso ficarĂĄ isento de custas e honorĂĄrios advocatĂ­cios e de que na hipĂłtese de nĂŁo oferecimento de embargos, serĂĄ iniciada a execução, conforme previsto no Livro II, TĂ­tulo II, capĂ­tulos II e IV. O presente serĂĄ afixado e publicado na forma da lei.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

e

ECONOMIA/LEGAIS - 15 Pretendemos contestar vigorosamente a ação do Departamento de Justiça dos EUA. Anheuser-Busch InBev, em comunicado

conomia

Intel busca promover seus processadores em celulares

A

Chaiwat Subprasom/ Reuters

Intel, maior fabricante mundial de chips, abriu uma nova frente em sua longa e intermitente campanha para promover o uso de seus processadores em celulares. A empresa fechou uma parceria com a fabricante de computadores Acer para a produção do smartphone Liquid C1, um aparelho de US$ 330 acionado pelo sistema operacional Google Android, que será lançado inicialmente na Tailândia e depois nos demais países do sudeste asiático. "Fizemos esforços conscientes para buscar esses mercados de rápido crescimento, em nossa primeira incursão no setor", disse Mike Bell, que comanda a divisão móvel da Intel. Nono smartphone a ser lançado com chips Intel nos últimos nove meses, o Liquid C1 representa o maior avanço da companhia em convencer grandes fabricantes a usarem seus processadores, em meio à queda de vendas dos computadores e laptops. Mas os analis-

Smartphone Liquid C1: US$ 330. tas afirmam que isso também demonstra quanto terreno a Intel ainda precisa retomar em um mercado dominado por rivais como a Qualcomm e a Nvidia. "Não existem deficiências técnicas evidentes nos chips da Intel. Mas os rivais da companhia estão bem estabelecidos",

disse Scott Bicheno, analista sênior da Strategy Analytics. Sem saída – A Intel não tem escolha a não ser ingressar no mercado móvel. Sua receita caiu 3% no trimestre passado devido às vendas fracas de computadores, como parte de uma perda constante que vem afetando a empresa desde 2009. Assim, nos 12 últimos meses, a Intel lançou celulares equipados com seus chips na Europa, África, América Latina, Rússia e China. Alguns dos aparelhos foram projetados e fabricados pela Intel, para servirem, em sua definição, como "cartões de visita" e convencer operadoras de telefonia móvel, a exemplo da Orange, a vender os aparelhos sob sua marca na França e no Reino Unido. A Intel está se concentrando nos celulares de US$ 200 a US$ 500 porque é aí que está boa parte do crescimento. No futuro, como em seu trabalho nos computadores, a fabricante pretende oferecer chips em todas as faixas de preço. (Reuters)

EUA atrapalham nova aquisição da AB Inbev

O

Duratex S.A. CNPJ. 97.837.181/0001-47 Companhia Aberta NIRE 3530015441 Capital Autorizado: até 920.000.000 de ações ordinárias Capital Subscrito e Realizado: R$ 1.550.000.000,00 - 550.035.331 ações ordinárias ATA SUMÁRIA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 28 DE DEZEMBRO DE 2012 DATA, HORA E LOCAL: Em 28 de dezembro de 2012, às 8:30 horas, na Av. Paulista, 1938, 5º andar, em São Paulo (SP). MESA: Antonio Massinelli (Presidente) e Carlos Roberto Zanelato (Secretário). QUORUM: acionistas representando 76,7% do capital social. PRESENÇA LEGAL: diretores da Companhia e da Indústria Metalúrgica Jacareí Ltda. e representante da Moore Stephens Lima Lucchesi Auditores Independentes, em atendimento aos Artigos 8º e 227 da Lei 6.404/76. EDITAL DE CONVOCAÇÃO: publicado nos jornais Diário Oficial do Estado de São Paulo, edições de 12 (pág. 10), 13 (pág. 4) e 14.12.2012 (pág. 5), e Diário do Comércio, edições de 12 (pág. 19), 13 (pág. 19) e 14.12.2012 (pág. 21). DELIBERAÇÕES TOMADAS PELOS PRESENTES: nos termos da Proposta do Conselho de Administração de 11.12.2012, foram aprovadas: 1. a incorporação da Indústria Metalúrgica Jacareí Ltda. (“Metalúrgica Jacareí”), sociedade unipessoal controlada pela Companhia, mediante a: a. aprovação do Protocolo e Justificação de Incorporação (Anexo 1) celebrado em 11.12.2012 pelos diretores da Companhia e da sociedade controlada Metalúrgica Jacareí, inscrita no CNPJ 10.320.303/0001-45, com sede em Jacareí (SP), na Rua Rodolfo Anselmo, 385 - sala A - Bairro Jardim Emília, que estabelece todas as condições e os termos relativos à incorporação do patrimônio líquido da Metalúrgica Jacareí pela Companhia; b. ratificação da nomeação da empresa especializada Moore Stephens Lima Lucchesi Auditores Independentes (“Moore Stephens”), CNPJ 60.525.706/0001-07, CRC 2SP 015045/O-0, para avaliar o valor do patrimônio líquido da Metalúrgica Jacareí a ser incorporado pela Companhia, bem como do laudo de avaliação do patrimônio líquido da Metalúrgica Jacareí (Anexo 2), elaborado pela Moore Stephens com base no balanço contábil levantado em 30.11.2012, para fins de incorporação pela Companhia; e, c. aprovação da incorporação da Metalúrgica Jacareí pela Companhia, nos termos do Protocolo e Justificação de Incorporação, que será implementada sem aumento de capital, sendo extinto o investimento da Companhia na Metalúrgica Jacareí em contrapartida do recebimento de seu patrimônio, com o consequente registro dos ativos e passivos da Metalúrgica Jacareí na contabilidade da Companhia, com mera substituição de expressões contábeis. 2. a alteração do Artigo 5º (“caput”) do Estatuto Social para refletir os aumentos do capital, aprovados pelo Conselho de Administração dentro do limite do capital autorizado, em reuniões realizadas em 12 de junho, 17 de julho, 11 de outubro e 26 de outubro de 2012, no montante de R$ 246.461,69, decorrentes da conversão de 1.871 debêntures em 18.710 ações ordinárias de emissão da Companhia, passando referido dispositivo a ter a seguinte redação: “5. Capital Social. O capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado, é de R$ 1.550.246.461,69 (um bilhão, quinhentos e cinquenta milhões, duzentos e quarenta e seis mil, quatrocentos e sessenta e um reais e sessenta e nove centavos), dividido em 550.054.041 (quinhentos e cinquenta milhões, cinquenta e quatro mil e quarenta e uma) ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal. A cada ação ordinária da Companhia corresponderá 1 (um) voto na Assembleia Geral.” AUTORIZAÇÃO À DIRETORIA: a Diretoria da Companhia, representada na forma de seu Estatuto Social, foi autorizada a praticar todos os atos necessários e firmar todos os documentos necessários à efetivação da incorporação da Metalúrgica Jacareí, conforme previsto na legislação em vigor. PUBLICAÇÃO DA ATA: aprovada a publicação da ata da Assembleia com omissão dos nomes dos acionistas presentes, conforme faculta o § 2º do Artigo 130 da Lei 6.404/76. CONSELHO FISCAL: não houve manifestação do Conselho Fiscal, por não se encontrar em funcionamento. QUORUM DAS DELIBERAÇÕES: as propostas apresentadas foram aprovadas pela unanimidade dos acionistas que exerceram o direito de voto. DOCUMENTOS ARQUIVADOS: arquivados na sede da Sociedade, autenticados pela Mesa da Assembleia, a ata da reunião do Conselho de Administração de 11.12.2012, o Protocolo e Justificação de Incorporação, o Laudo de Avaliação do Valor do Patrimônio Líquido Contábil da Indústria Metalúrgica Jacareí Ltda. e as Declarações de Votos. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar e ninguém desejando manifestar-se, encerraram-se os trabalhos, lavrando-se esta ata que, lida e aprovada, foi por todos assinada. Certificamos ser a presente cópia fiel da original lavrada em livro próprio. São Paulo (SP), 28 de dezembro de 2012. (aa) Antonio Massinelli - Presidente da Assembleia; Carlos Roberto Zanelato - Secretário da Assembleia. JUCESP - Registro nº 32.567/13-3, em 23.1.2013. (a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

BPMB Digama Participações S.A. CNPJ/MF nº 13.822.453/0001-45 – NIRE nº 35.300.394.895 Ata de Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 12/12/2012 Data, horário e local: 12/12/2012, às 10 hs., na sede da BPMB Digama Participações S.A. (“Cia.”), na Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.477, 14º and. (parte), São Paulo-SP. Presença: Acionista representando a totalidade do capital social da Cia.. Mesa:Guilherme Ki Lee – Presidente, Talita Nascimento – Secretária. Convocação: Dispensada, tendo em vista a presença da totalidade dos acionistas, nos termos do § 4º do Art. 124 da Lei 6.404/76, conforme alterada (“Lei 6.404/76”). Deliberações (tomadas por unanimidade de votos e sem quaisquer restrições): 1. Os acionistas aprovaram o aumento de capital social da Cia., que passa dos atuais R$ 44.654.321,00 para R$ 53.475.670,00, sendo este um aumento no valor de R$ 8.821.349,00, mediante a emissão de 88.213.492 novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, ao preço total de emissão de R$ 88.213.492,00, ou seja, R$ 1,00 por ação, fixado nos termos do Art. 170, § 1º, inciso II, da Lei 6.404/76, sendo que R$ 8.821.349 serão destinados à conta de capital social da Cia., e R$ 79.392.143 serão destinados à conta de reserva de capital da Cia.. 1.1. Todas as referidas ações são totalmente subscritas e integralizadas pelo acionista BTG Pactual Principal Investiments Fundo de Investimento em Participações, conforme consta do Boletim de Subscrição, que encontra-se arquivado na sede da Cia.. A BTG Pactual Gestora de Recursos Ltda., neste ato, renuncia expressamente ao seu direito de preferência na subscrição destas ações. 1.2. As ações ordinárias ora emitidas terão os mesmos direitos e obrigações que as ações ordinárias já existentes, inclusive com relação ao direito de distribuição de dividendos. 2. Em decorrência da deliberação acima, os acionistas acordaram em alterar o caput do Art. 4º do Estatuto Social da Cia. passará a vigorar com a seguinte redação: “Art. 4º – O capital social da Cia. é de R$ 53.475.670,00 representado por 132.867.813 ações, sendo todas ordinárias nominativas e sem valor nominal.” Lavratura da Ata em Forma de Sumário. Os acionistas autorizaram a lavratura da ata a que se refere esta Assembleia Geral na forma de sumário dos fatos ocorridos, nos termos do Art. 130, § 1º, da Lei 6.404/76. Encerramento: Nada havendo mais a tratar, foi lavrada e lida a presente ata que, achada conforme, foi assinada pelos presentes. Assinaturas: Guilherme Ki Lee – Presidente, Talita Nascimento – Secretária; BTG Pactual Principal Investments Fundo de Investimento em Participações, neste ato representada pelo Bruno Alexandre Licarião Rocha e Bruno Duque Horta Nogueira; e BTG Pactual Gestora de Recursos Ltda., neste ato representanda por Bruno Alexandre Licarião Rocha e Bruno Duque Horta Nogueira – Acionistas. São Paulo, 12 de dezembro de 2012. Guilherme Ki Lee – Presidente, Talita Nascimento – Secretária. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 20.335/13-1 em 11/01/2013. Gisela Simiema Ceschin – Secretária Geral.

Companhia Melhoramentos Norte do Paraná CNPJ/MF nº 61.082.962/0001-21 - NIRE 35.3.0002643-8 Ficam convocados os senhores acionistas da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná (“Companhia”) a participar, em primeira convocação, da Assembleia Geral Extraordinária que se realizará no dia 08 de fevereiro de 2013, às 10:00 horas, no prédio da sede da Companhia, localizada no Município de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua dos Pinheiros, 610, no 6º andar, Pinheiros, CEP 05422-001, a fim de deliberar sobre (i) a 1ª emissão, pela Companhia, de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, da espécie com garantia real e com garantia adicional fidejussória, para distribuição pública com esforços restritos de colocação, nos termos da Instrução CVM nº 476, de 16 de janeiro de 2009, conforme alterada (“Oferta Restrita”), no valor total de até R$160.000.000,00 (cento e sessenta milhões de reais), com prazo de vencimento de 5 (cinco) anos (“Emissão”), bem como a fixação dos termos e condições da Emissão, incluindo as respectivas garantias; e (ii) aprovação da prática pela Diretoria da Companhia, ou pelos seus procuradores, de todos os atos necessários à efetivação da Emissão e da celebração de todos os documentos, incluindo eventuais aditamentos, relacionados à Emissão e à Oferta Restrita. Informações Gerais: Em conformidade com o artigo 135, parágrafo 3º, da Lei nº 6.404/76, encontram-se à disposição dos acionistas, na sede social da Companhia, todos os documentos e informações necessários à deliberação das matérias previstas na ordem do dia. São Paulo, 30 de janeiro de 2013. Gastão de Souza Mesquita - Diretor Presidente, Antonio Paulo Vaz - Diretor.

François Lenoir/ Reuters

D ede processar p a rp a r a i n t e rt aromper a mento de Jusoperação é tiça dos Esta"inconsistendos Unidos te com a lei, registrou um os fatos e a processo lerealidade do gal que busca mercado". impedir que a " Pe r m an eAnheuserc e m o s c o nBusch InBev A maior cervejaria dos EUA quer a mexicana Modelo fiantes de compre a men o s s a p o s itade da cervejaria mexicana Grupo ção, e pretendemos contestar vigoroModelo que ainda não controla, afir- samente a ação do Departamento de mando que o acordo de US$ 20,1 bi- Justiça em Corte Federal", afirmou a lhões reduziria a competição no mer- empresa em comunicado. A compacado norte-americano de cervejas. nhia disse ainda que não espera uma A ação da AB InBev chegou a despen- solução para o primeiro trimestre. car 8% para a mínima em três meses e A disputa com o Departamento de teve a pior performance no índice FT- Justiça no tribunal deve levar meses. SEurofirst 300, que reúne os principais A InBev, que comprou a Anheuser papéis europeus. Busch em 2008, era de longe a maior E a ação da cervejaria mexicana Gru- cervejaria dos Estados Unidos, com po Modelo, por sua vez, chegou a re- 47% do mercado de cervejas nortecuar para a mínima em sete meses, americano, ao dar início ao acordo encom queda de 9,5% para 105 pesos na volvendo a Modelo. A fabricante debolsa de valores do México. tém 200 marcas de cerveja, de acordo A InBev disse em comunicado que a com a queixa do Departamento de Jusdecisão do Departamento de Justiça tiça. (Reuters)

IMOBILIÁRIA SANTA THEREZINHA S.A. CNPJ N° 61.530.200/0001-40 - NIRE N° 35300013786 Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 06 de Dezembro de 2012

AVISO DE PREGÕES PRESENCIAIS Nº 016/2.013 e Nº 017/2.013 Acham-se abertas, na Prefeitura Municipal de Brotas as seguintes licitações: - Pregão Presencial nº 016/2.013 – Objeto: Registro de Preços para aquisição de pedras 1, 2, 3 e 4, pedrisco, pó de pedra e pedras para calçada, tipo portuguesa. Encerramento: 18/02/2.013 às 09:00 horas. - Pregão Presencial nº 017/2.013 – Objeto: Registro de Preços para a aquisição de asfalto emulsionado do tipo RR 2C, Concreto Betuminoso Usinado à Quente, Concreto Usinado FCK 15 MPA,Asfalto diluído do tipo CM 30 e Concreto usinado FCK 15 MPA para guias e sarjetas. Encerramento: 18/02/2.013 às 14:00 horas. Os Editais, na íntegra, poderão ser retirados no Setor deAdministração de Materiais, sito à Rua Benjamin Constant, nº 300, Centro, Brotas – SP, de segunda à sexta feira, das 13:00 horas às 16:30 horas ou através do site: www.brotas.sp.gov.br Brotas, 31/01/2.013 – GUINTHER MULLER –Administrador de Materiais

Data, Hora e Local - Dia 06 de dezembro de 2012, às 10:00 horas, na sede social no Largo Padre Péricles, 145, 9° andar, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. Presença - Acionistas representando a totalidade do Capital Social com direito a voto. Composição da Mesa - Presidente - Therezinha Maluf Chamma, Secretária - Maria Cecilia Santana. Publicações - A convocação da assembleia foi publicada nos dias 28, 29 e 30, respectivamente nas páginas 26, 24 e 26, do Diário Oficial do Estado de São Paulo (Empresarial), e, nos mesmos dias, nas páginas 19, 17 e 19, do Diário do Comércio (Economia/Legais), do ano de 2012. Ordem do Dia - (1) Nomear o diretor responsável perante o Conselho Regional de Corretores de Imóveis - 2ª Região; (2) Alterar o Art. 7°, do Estatuto Social, para constar que, a Sociedade, passará a ter quatro (4) diretores, sendo um Diretor Presidente, um Diretor Vice-Presidente, um Diretor Superintendente, e um Diretor Administrativo; (3) Eleger o Diretor Administrativo; (4) Inclusão de um parágrafo na cláusula 9ª do Estatuto Social, para instituir a obrigatoriedade de deliberação em reunião de diretoria, para prática dos seguintes atos: assinar contratos de compra e venda de bens imóveis ou constituir garantia sobre o patrimônio da Sociedade. Inclusão dos parágrafos 4° e 5°, na clásula 13, autorizando a realização de assembleia geral ordinária conjunta com extraordinária, bem como dispor sobre a necessidade de quórum de 2/3 para eleição e destituição do Diretor Técnico; e (5) Consolidar o Estatuto Social. Deliberações - Foram aprovadas, por unanimidade de votos, as seguintes deliberações: Item (1) da Ordem do Dia: Foi eleito para Diretor Técnico, cumulando as funções de Diretor Vice-Presidente, Dilermando Cigagna Junior, brasileiro, casado, advogado, portador da Cédula de Identidade RG n° 3.292.521-SSP-SP., inscrito no CPF/MF n° 193.934.318-68, residente nesta Capital, que será o responsável pela Sociedade perante o CRECI-2ª Região, em São Paulo-SP. Item (2) da Ordem do Dia: A cláusula 7ª do Estatuto Social, mantidos os seus incisos e parágrafo único, passará a vigorar com a seguinte redação: Art. 7°. A Sociedade é administrada por uma Diretoria composta por 4 (quatro) membros, acionistas ou não, residentes no país, sendo um Diretor Presidente, um Diretor Vice-Presidente, um Diretor Superintendente, e um Diretor Administrativo, eleitos ou destituídos por deliberação da assembleia, a qual fixará o “pro labore” e demais vantagens e direitos dos diretores. Item (3) da Ordem do Dia: É eleita para Diretora Administrativa, Maria Cecília Santana, brasileira, separada judicialmente, contabilista, residente na Rua Caiubi, 1096, Apto. 1903, portadora da Cédula de Identidade RG n° 13.566.444-5-SSP-SP., inscrita no CPF/MF sob o n° 044.454.298-13, cujo mandato encerrará em 30/04/2015. Item (4) da Ordem do Dia: A cláusula 9ª do Estatuto Social, permanecerá sem parágrafo único. A cláusula 13, terá os parágrafos 4° e 5°, como segue: § 4°. A Sociedade poderá realizar assembleia-geral ordinária conjunta com assembleia-geral extraordinária. § 5°. Será necessário o quórum de 2/3 para a eleição ou destituição do Diretor responsável perante o CRECI-2ª Região. Item (5) da Ordem do Dia: Para espelhar todas as modificações do Estatuto Social, este fica consolidado, e passa a vigorar, como segue: Estatuto Social - Capitulo I - Da Denominação, Sede, Objeto e Duração. - Art. 1°. Sob a denominação de Imobiliária Santa Therezinha S.A., esta constituída uma sociedade anônima, de capital fechado, conforme ata da assembleia-geral de constituição, realizada em 05/06/51, arquivada na Junta Comercial do Estado de São Paulo, sob o n° 54.062, em sessão de 19/06/51, a qual se regerá por este estatuto, pela Lei n° 6.404, de 15/12/76, e demais disposições legais aplicáveis. Art. 2°. A Sociedade tem sua sede social e foro nesta Cidade de São Paulo, Capital do Estado de São Paulo, no Largo Padre Péricles, 145, 9° andar, Perdizes (CEP. 01156-040), podendo abrir filiais, escritórios, ou sucursais em qualquer ponto do território nacional por deliberação da diretoria. Art. 3°. A Sociedade tem por objeto social: administração de bens imóveis urbanos e rurais, próprios ou de terceiros; compra e venda de imóveis; loteamento e venda de terrenos e construção por conta própria ou de terceiros; corretagem, comissão ou representação por conta própria ou de terceiros; participação em outras empresas e em outros negócios subsidiários ou afins, que interessem à Sociedade, a critério da diretoria ou da assembleia-geral. Art. 4°. O prazo de duração da Sociedade é indeterminado. Capítulo II - Do Capital Social e Ações. Art. 5°. O Capital Social é de R$ 5.082.360,00 (Cinco milhões, oitenta e dois mil, trezentos e sessenta reais), dividido em 1.033.000 (Um milhão e trinta e três mil) de ações ordinárias, nominativas, no valor nominal de R$ 4,92 (Quatro reais e noventa e dois centavos) cada uma, totalmente integralizado em moeda corrente nacional. Parágrafo Único. As ações são indivisíveis em relação à Sociedade e à cada ação ordinária é conferido o direito de 1 (um) voto nas deliberações das assembleias. Art. 6°. Entre os acionistas, seus sucessores e herdeiros, a transferência de ações e a cessão de direitos de subscrição é totalmente livre. A transferência de ações ou de direitos de subscrição a terceiros fica, entretanto, sujeita, para sua validade, às regras deste artigo. § 1°. Os acionistas têm a preferência para adquirir, dos demais acionistas, as ações da companhia, ou os respectivos direitos de subscrição, proporcionalmente à participação de cada um no capital social. § 2°. O acionista que pretender transferir a terceiros, qualquer que seja a forma ou título jurídico da transferência, suas ações ou direitos de subscrição, deverá notificar de sua intenção, por escrito, todos os demais acionistas. A notificação especificará o nome do adquirente, seu endereço e todas as condições da alienação. § 3°. Uma vez notificados, os demais acionistas terão o prazo de 30 (trinta) dias para exercer, na proporção das ações já possuídas, o direito de preferência na aquisição das ações ou dos direitos de subscrição. Se algum acionista não exercer o direito de preferência de sua parte, no prazo aqui assinalado, os demais terão um prazo adicional de 15 (quinze) dias para fazê-lo, “pro rata”, sempre proporcionalmente à sua participação. § 4°. Decorrido o prazo do parágrafo anterior sem que tenha sido exercido o direito de preferência, a transferência poderá ser efetuada na forma especificada na notificação referida no § 2° deste artigo. A transferência deverá efetuar-se no prazo de 90 (noventa) dias, após os quais, todo o procedimento especificado nos parágrafos anteriores deverá ser renovado para que a transferência se possa efetuar. § 5°. A transferência efetuada sem o cumprimento de qualquer dos requisitos especificados no presente artigo, será nula, não produzindo qualquer efeito perante a companhia. Capítulo III - Da Administração. Art. 7°. A Sociedade é administrada por uma Diretoria composta por 4 (quatro) membros, acionistas ou não, residentes no país, sendo um Diretor Presidente, um Diretor Vice-Presidente, um Diretor Superintendente, e um Diretor Administrativo, eleitos ou destituídos por deliberação da assembleia, a qual fixará o “pro labore” e demais vantagens e direitos dos diretores. I - O mandato dos membros da diretoria será de 3 (três) anos, podendo ser reeleitos; II - Ficam os diretores dispensados da caução ou penhor de ações em garantia das suas gestões, sendo eles investidos em seus cargos e funções mediante assinatura do termo de posse, no livro de atas das reuniões da diretoria. III - Mesmo quando vencido o mandato dos diretores, estes permanecerão em seus cargos, até a posse dos novos membros eleitos; e IV - A gerência nos negócios que impliquem em intermediação na compra, venda, hipoteca, permuta, incorporação, loteamento e administração de imóveis, ficará a cargo e responsabilidade exclusiva de um diretor devidamente habilitado, indicado pela assembleia, que responderá, sempre pessoalmente, a todos e quaisquer chamados do órgão fiscalizador - CRECI-2ª Região. § Único. No caso de falecimento ou retirada do diretor referido no inciso IV, deste artigo, os demais diretores deverão apresentar no prazo máximo de 30 (trinta) dias a contar do falecimento ou desligamento, novo diretor responsável devidamente credenciado junto ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis, sob pena de não o fazendo ter seu registro cancelado “ex-offício”. Art. 8°. Em caso de vacância de cargo na diretoria, este permanecerá vago até a assembleia seguinte, que deliberará sobre seu preenchimento. § Único. Quer no caso de vaga, quer nos impedimentos ou ausências ocasionais de quaisquer dos diretores, a Sociedade será administrada pelos demais, obedecidas as disposições de quórum e qualidade, como disposto nestes estatutos. Art. 9°. Compete aos diretores, em conjunto de 2 (dois), o seguinte: a) Orientar as atividades sociais, representando a Sociedade em juízo e fora dele, ativa e passivamente, bem como junto a quaisquer entidades públicas, autárquicas, sociedades de economia mista, ou privadas, por si ou mandatários que constituir em nome da Sociedade; b) Administrar, gerir e superintender os negócios da Sociedade, tomando as deliberações que se fizerem necessárias; c) Convocar as assembleias-gerais; d) Admitir e demitir funcionários, podendo delegar estes poderes a procuradores; e) Apresentar, anualmente, à assembleia, o relatório e demais documentos pertinentes às contas do exercício social, bem como proposta para destinação do lucro líquido; f) Adquirir, alienar ou transferir bens e direitos relativos a imóveis, bem como hipotecar, empenhar ou constituir quaisquer espécies de ônus sobre os bens que integram ou venham a integrar o patrimônio da empresa, seu ativo imobilizado ou seu estoque imobiliário, determinar os investimentos da Companhia e seus aumentos de capital, bem como contrair empréstimos em geral, avalizar, prestar fianças e caucionar; g) Efetuar pagamentos ou autorizar todos os recebimentos, outorgar recibos e quitações; sacar, aceitar, endossar, descontar e protestar títulos de crédito; h) Representar a Sociedade junto às Instituições Financeiras; abrir, movimentar e encerrar contas de qualquer natureza; i) Outorgar poderes especiais ou gerais a mandatários para a realização de qualquer dos atos de sua competência. Os instrumentos de mandato terão sempre prazo de validade não superior a 3 (três) anos, com exceção dos mandatos para fins judiciais; e j) Assinar contratos de prestação de serviços, locação, comodato, compra e venda de bens móveis e imóveis. Art. 10. A diretoria reunir-se-á sempre que convocada pelo diretor presidente ou, em seu eventual impedimento, pelo diretor vicepresidente, cabendo à presidência da reunião ao diretor presidente ou, no seu eventual impedimento, ao diretor vice-presidente. Da reunião será lavrada ata, que poderá ter a forma de sumário, a qual será transcrita no livro respectivo. § 1°. As reuniões somente terão validade com a presença de 3 (três) diretores, sendo que as deliberações serão tomadas por maioria de votos. § 2°. No caso de impedimento forçado de qualquer diretor, a reunião poderá, excepcionalmente, ser realizada com a presença de 2 (dois) diretores, quando, então, o voto de qualidade, em caso de empate, caberá ao diretor presidente e se ele o ausente, dito voto de qualidade caberá ao diretor vice-presidente. Em qualquer circunstância, poderá haver declaração de voto vencido e/ou vencedor. Capítulo IV - Do Conselho Fiscal. - Art. 11. O Conselho Fiscal da Sociedade será composto por 3 (três) membros efetivos e 3 (três) membros suplentes, não tendo funcionamento permanente, e será instalado e remunerado de acordo com a legislação em vigor. Art. 12. O Conselho Fiscal, quando instalado, terá os poderes e atribuições que a lei lhe confere, e seus membros exercerão seus cargos até a primeira assembleia-geral ordinária que se realizar após a sua eleição. Capítulo V - Das Assembleias-Gerais. Art. 13. A assembleia-geral dos acionistas se reunirá, ordinariamente, nos 4 (quatro) meses subsequentes ao término do exercício social, e extraordinariamente sempre que os interesses sociais o exigirem. § 1°. Depois de instalada a assembleia pelo diretor presidente ou, na sua ausência, por qualquer diretor, os acionistas elegerão dentre si o presidente da mesa, o qual convidará um dos presentes para secretariar os trabalhos. § 2°. Na eleição para cargos na diretoria, cada acionista, ou grupo de acionistas, com direito a voto, representando mais de 25% (vinte e cinco por cento) mais uma ação do capital social, elegerá um dos diretores. § 3°. As deliberações para alteração do estatuto social serão tomadas por deliberação dos acionistas que representem 2/3 (dois terços) do capital social. § 4°. A Sociedade poderá realizar assembleia-geral ordinária conjunta com assembleia-geral extraordinária. § 5°. Será necessário o quórum de 2/3 para a eleição ou destituição do Diretor responsável perante o CRECI-2ª Região. Capítulo VI - Do Exercício Social, Demonstrações Financeiras e Lucros. Art. 14. O exercício social inicia-se a 1° de janeiro e encerra-se a 31 de dezembro de cada ano. Art. 15. Ao final de cada exercício social se procederá ao levantamento do balanço patrimonial; demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados, do resultado do exercício e dos fluxos de caixa, o que será submetido à apreciação da assembleia para aprovação. § Único. A diretoria poderá mandar levantar balanços semestrais ou, ainda, a qualquer tempo que julgar conveniente aos interesses da Sociedade, e distribuir lucros então apurados, após a manifestação do Conselho Fiscal, se em funcionamento, respeitadas as determinações legais e estatutárias, tudo “ad-referendum” da assembleia que aprovar as contas do exercício. Art. 16. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados na constituição da reserva legal. Antes de qualquer outra destinação, a qual não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social. Art. 17. Do saldo restante dos lucros, após as deduções previstas em lei, será distribuído aos acionistas, o dividendo mínimo de 25% (vinte e cinco por cento), observado o disposto na legislação. I - A assembleia poderá deliberar a distribuição de dividendos inferior ao previsto neste artigo, bem como a retenção total do lucro, se não houver oposição de qualquer acionista presente. II - Por proposta da diretoria, a assembleia poderá, também, destinar parte do lucro líquido para a formação de reserva de outra natureza. Capítulo VII - Da Liquidação da Companhia. Art. 18. A Sociedade entrará em liquidação nos casos previstos em lei. A forma de liquidação será estabelecida pela assembleia dos acionistas, que indicará o liquidante e o Conselho Fiscal, que deverá funcionar no período de liquidação e sua remuneração. Capítulo VIII - Disposições Gerais. Art. 19. Os casos omissos neste estatuto serão regulados pelas disposições legais vigentes. Art. 20. Os acordos de acionistas deverão ser observados pela Sociedade, seus acionistas e administradores, quando arquivados em sua sede. Autorização - Fica autorizada a publicação da Ata com omissão das assinaturas dos acionistas. Encerramento - Nada mais havendo a tratar a Senhora Presidente suspendeu a Assembleia pelo tempo necessário à lavratura desta Ata, a qual, lida e aprovada, foi assinada pelos presentes. (Ass.) Therezinha Maluf Chamma - Presidente da Mesa; Maria Cecilia Santana - Secretária da Mesa; Nelly Maluf Jafet (pp. Therezinha Maluf Chamma); Therezinha Maluf Chamma; Esp. Maria Estefno Maluf (Inventariante Therezinha Maluf Chamma); Nelly Maluf Chamma (pp. Maria Izabel Chamma Daura Abdo); Empreend. Lo-Ma Adm. e Agr. Ltda. (Therezinha Maluf Chamma e Dilermando Cigagna Junior); Lina Saigh Maluf, Marilu Saigh Maluf, Roberta Saigh Maluf e Neusa Adriana Saigh Maluf (pp. Dilermando Cigagna Junior); e Maria Teresa Maluf Chamma. Confere com o original. São Paulo, 06 de dezembro de 2012. Maria Cecilia Santana - Secretária da Mesa; Márcio Luís Maia - OAB/ SP n° 82513-B. Registrado na JUCESP sob n° 051.202/13-0 em 29.01.13.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Cooperativa de Produção, Coleta, Triagem, Beneficiamento de Materiais Recicláveis da Miguel Yunes – COOPERMYRE

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 31 de janeiro de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: São Paulo Corretora de Valores Ltda. – Autofalência. Requerido: São Paulo Corretora de Valores Ltda. – Autofalência. Rua 24 de Maio, 35 - Conjunto 611 - Centro - 2ª Vara de Falências. Requerente: Hidel Mercearia Ltda. Requerido: Afair Diversões e Restaurante Ltda. Avenida Cidade Jardim, 374 - Loja 6 - Sala 1 – Jardim Paulistano - 1ª Vara de Falências. Requerente: Têxtil MN Comércio de Tecidos e Confecções Ltda. Requerido: Progel Distribuição e Comercialização Ltda. ME. Avenida Mutinga, 2.500 – Jardim Santo Elias - 1ª Vara de Falências. Requerente: Kalyne de Araujo Teixeira. Requerido: Distribuidora de Frutas Nova Vida Ltda. Avenida Gastão Vidigal, 1.946 - Ceagesp - Box MFE/A - Mod 71 - 2ª Vara de Falências.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO EDITAL – ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA Cooperativa de Produção, Coleta, Triagem, Beneficiamento de Materiais Recicláveis da Miguel Yunes – COOPERMYRE, inscrita no CNPJ sob nº 07.143.925/0001-30 –NIRE35. 400.082.062, convoca os seus 36 Cooperados (as) em condições de votar, para comparecerem a Assembleia Geral Ordinária, realizada em sua Sede Social, à Av. Miguel Yunes, s/nº, Bairro de Usina de Piratininga – São Paulo – Estado de São Paulo, às 9 horas do dia 15 de fevereiro de 2013, em 1ª convocação com 2/3 (dois terços) de seus Cooperados (as), em 2ª convocação às 9:30 horas, com metade mais 01 (um) de seus Cooperados (as) ou em 3ª convocação às 10 horas com o mínimo de 10 (dez) Cooperados (as), para tratar da seguinte ORDEM DO DIA: A) Prestação de Contas do Órgão Administrativo, do Balanço Patrimonial do período de 01.01.2011 a 31.12.2011 e 01.01.2012 a 31.12.2012; (B) Aprovação das sobras e perdas deste período, com o parecer do Conselho Fiscal e do Relatório da Diretoria, documentos que estão à disposição dos Associados em sua Sede Social; (C) Eleição do Conselho Administrativo e Fiscal e Suplente; (D) Deliberação sobre o plano de trabalho formulado pelo Conselho Administrativo e seus suplentes; (E) Desligamento de Cooperados Inativos; (F) Programa de préimplantação nova Lei 12.960/2012; (G) Aprovação Operação Financiamento Projeto BNDES. Atenciosamente, Amaro Anselmo Gomes - Presidente – Cooperativa Miguel Yunes.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA

EDITAL RESUMIDO - PREGÃO Nº 273/2012 A Prefeitura torna público que se acha reaberto, no Depto. de Licitações e Compras, sito na Av. N. Sra. do Bom Sucesso n° 1.400, Bairro Alto do Cardoso, o PP nº 273/2012, referente à “Contratação de empresa especializada no fornecimento de material e mão de obra na instalação e trocas de vidros canelados e lisos, conforme solicitado pelo Departamento de Obras e Serviços”, com encerramento dia 15/02/13 às 8h e abertura às 8h30. O edital estará disponível no site www.pindamonhangaba.sp.gov.br. Maiores informações poderão ser obtidas no endereço supra, das 8h às 17h, ou através do tel.: (12) 3644-5600. Pindamonhangaba, 31 de janeiro de 2013. PREFEITURA MUNICIPAL DE BROTAS - SP


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Ainda no primeiro semestre deste ano, a ACSP, em parceria com o IBPT, inaugura o Gastômetro, que fará o acompanhamento dos gastos públicos.

conomia

Leão se esbalda na folia tributária Impostos, taxas e contribuições incidentes em produtos e serviços relacionados ao Carnaval alcançam o percentual de 76,66%. Renato Carbonari Ibelli

O

Leão começou a aquecer os tamborins para o Carnaval. Em ritmo de folia tributária, ele se prepara para dar grandes mordidas em serviços e produtos de grande procura nesta época do ano, como fantasias, serpentinas e bebidas alcoólicas. Levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que a carga tributária de um item simples, como uma máscara de Carnaval, chega a 42,71%. Isso significa que, do preço pago pela máscara, o percentual apontado representa tributos que vão para os governos federal, estadual e municipal. Entre os produtos de grande procura no período, as bebidas alcoólicas estão entre os mais tributados. Do preço final

O problema da alta carga tributária é a destinação desses recursos. JOÃO ELOI OLENIKE, IBPT

ao consumidor da cerveja, 55,6% são impostos, taxas e contribuições. No caso da caipirinha, 76,66% do seu valor representam tributos embutidos. Mesmo quem não é de festa vai sambar com o Leão no Carnaval. Aqueles que preferem aproveitar o feriado para descansar também estarão sujeitos ao peso dos impostos. Quase 30% do custo da hospe-

dagem em hotel são tributos. Segundo João Eloi Olenike, presidente do IBPT, "por não serem itens considerados essenciais pela legislação brasileira, esses produtos têm uma elevada carga tributária". Ainda assim, a média da carga tributária do País é considerada uma das mais elevadas do mundo. Ela representa 35% do Produto Interno Bruto

(PIB). O pior, afirma Olenike, é que o peso dos tributos é maior principalmente sobre o consumo. O IBPT calcula que 65% da carga tributária recai sobre bens de consumo, o que acaba onerando os mais pobres, que despendem um percentual maior da renda, em relação aos mais ricos, para esta finalidade. Ao longo de 2012, os gover-

nos federal, estaduais e municipais ar rec adar am R$ 1,556 trilhão em tributos. O valor é um cálculo feito pelo Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que estima,

em tempo real, a arrecadação diária dos três e n t e s g o v e r n amentais. Para este ano, há a po ssi bili dade de a arrecadação crescer, de acordo com estimativas do presidente do IBPT. Isso, p o r c o n t a d o a umento do preço da gasolina e seus impactos nos p r e ç o s d a i ndústria. Olenike argumenta que o valor arrecadado não é o principal problema. "O problema da alta carga tributária é a destinação desses recursos". Ainda no primeiro semestre deste ano, será possível ao consumidor acompanhar como o governo estará usando o dinheiro que arrecada por meio de tributos. Nesse prazo, a ACSP, em parceria com o IBPT, inaugura o Gastômetro, ferramenta irmã do Impostômetro que fará o acompanhamento dos gastos públicos.

Fotos: Divulgação

JOVENS de alto poder aquisitivo EMBALAGEM mais segura

UFANISMO S/A

N

ão deu outra. O cartaz escolhido por uma comissão de notáveis para a Copa do Mundo de Futebol 2014 é, em tudo, similar ao da Copa de 1950, especialmente no ufanismo que casa tão bem com a música Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, e que insiste em vender uma imagem utópica e colorida de um país que se moderniza e se industrializa bem como amplia o setor de serviços. Mas, na hora de se mostrar, em vez de grafismos, capazes de incluir a todos, como o fez Londres no ano passado, na Olimpíada vai buscar imagens de almanaque no fundo do baú. O cartaz do evento de 1950 segue à risca o modelo de estampar todas as bandeiras e de desenhar o belo Pão de Açúcar em aquarela, uma aquarela brasileira que tinha tudo a ver com os primeiros cinco anos do pós-guerra e a união dos países em torno da bola. Já a escolha de agora tem tudo a ver com a comissão julgadora – a ministra do Turismo, Marta Suplicy; o artista plástico Romero Brito, residente em Miami (Estados Unidos), e o preferido de decoradores de grandes redes de móveis e objetos para casa; o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local da Copa (COL), José Maria Marin; o

secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke; e pelos ex-jogadores e membros do COL Ronaldo (o exgordo) e Bebeto (ex-Flamengo). Na escolha, saiu ganhando a agência Crama de Ricardo Leite, que é especializada em design, sobretudo corporativo. E saíram perdendo os organizadores a chance de dar asas à criatividade convocando artistas plásticos que levam o nome do País para patamares bem mais reluzentes e em sintonia com a arte contemporânea. Foi com ousadia e uma visão clara do papel das artes plásticas no mundo que o paulista Cândido Portinari deu cores ao quadro Guerra e Paz que, além de imponente, universal e não ufanista, ocupa o mais nobre e amplo espaço da sede das Nações Unidas (ONU), em Nova York. É com a mesma ousadia que, todos os dias, artistas plásticos brasileiros invadem as galerias do mundo e ganham espaço nos mais importantes museus. Nada contra a Crama, mas o atalho mais simples acaba seguindo a máxima do tatu, nosso mascote, que diante da possibilidade de ver e viajar pelas estrelas, enfia a cabeça no buraco e nele vai cada vez mais fundo. Que a bola role, pois o brasileiro é sempre melhor que seus dirigentes. E sabe, como ninguém, invadir e colorir a festa.

LUXO

A

Mercedes-Benz lançou na última quarta-feira, em festa na Casa Fasano, o novo modelo Classe A da marca. O objetivo é conquistar o consumidor jovem de alto poder aquisitivo. O carro tem linhas modernas, carrega na frente a famosa estrela e está totalmente conectado aos novos tempos, com entrada para iPhone, iPad e tudo aquilo que se tornou obrigatório nos dias de hoje entre os jovens. Na festa, o destaque foram as fotos de Luiz Tripolli com artistas e socialites em frente aos carros.

TRADIÇÃO

A

tradicional manteiga Aviação está de embalagem nova. Mantém a imagem que fez do produto um dos mais populares do mercado paulista, mas a lata mudou. Agora, dispensa o abridor – criticado por donas de casa e risco para crianças – e se transforma em mantegueira, podendo ir à mesa. Modernidade com o mesmo sabor da tradição.

OUSADIA

V CAMPANHA alerta sobre a AIDS

etor Zero/Lobo assina campanha ousada da MTV no combate à AIDS. Alerta para o risco da contaminação feminina decorrente da falta de cuidado dos parceiros. É assunto polêmico, mas real.

CASAS Bahia: maior anunciante.

BAIANINHO

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Ibope Media divulgou o resultado do mercado publicitário em 2012: somou R$ 94,9 bilhões em compra de mídia. A TV aberta abocanhou fatia de R$ 51,28 bilhões com a participação no bolo passando de 53% em 2011 para 54%. O meio jornal ficou com 18% (R$ 16,74 bilhões), seguido de TV por assinatura, com 8% (R$ 7,98 bilhões) e revistas, também com 8% (R$ 7,25 bilhões), internet, com 7% (R$ 6,5 bilhões), rádio com 4% (R$ 4,2 bilhões), mobiliário urbano, com 1% (R$ 495 milhões) e, na lanterninha, cinema (R$ 313 milhões) e outdoor (R$ 110 milhões). A liderança como anunciante é da Casas Bahia e, por conta disso, a Y&R, de Roberto Justus, figura no topo da lista de maior compradora de espaço na mídia brasileira.

TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA

O

Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) sustou nesta semana comercial da marca de lingeries Hope. Nele, a bela Juliana Paes aparece em trajes íntimos e provocantes numa cama, o pai ao ver o comercial delira e o filho, uma criança, faz chantagem e diz que relatará o olhar desejoso do pai à mãe caso ele não lhe dê uma grana extra. O pai passa o dinheiro ao filho e, assim, assiste com prazer a exibição de Juliana Paes. O Conar entendeu que o comercial fere a imagem da criança na sua relação com os adultos.

SUBORNO infantil é vetado pelo Conar em anúncio da Hope

Envie informações para esta coluna. E-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br


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Nº 450

DCARR MAIS UM

O HB20 virou o aventureiro HB20X Modelo coreano, que faz sucesso em vendas, ganha versão para quem gosta do estilo aventura. O HB20X chega em fevereiro custando entre R$ 48 mil e R$ 54 mil, com câmbio manual ou automático. Divulgação

MÁRIO TONOCCHI

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postando em um desenho moderno, com opção de câmbio manual ou automático nas duas versões, motor 1.6 de 16 válvulas flex e 128 cv a 6 mil RPM, a montadora quer vender pelo menos 10 mil unidades por ano competindo diretamente com os líderes do segmento, o Renault Sandero Stepway e VW CrossFox, que vendem 22 mil e 21 mil unidades cada, respectivamente. Já na linha de produção da Hyundai em Piracicaba (SP), nas opções Style e Premium, a versão aventureira do HB20 chega às lojas no próximo dia 20 de fevereiro, com preços entre R$ 48 mil e R$ 54 mil. O HB20X Style manual sairá por R$ 48.755. Com transmissão automática o preço sobe R$ 3,2 mil. A Premium manual sai por R$ 51.255, valor que passa a R$ 54.455 com o automático. No lançamento, realizamos pequena viagem entre Guarulhos e Campos do Jordão. Na velocidade de cruzeiro, a 120 km/h, o interior é silencioso com o motor mantendo a rotação média de três mil giros. Um pequeno trecho de terra do teste mostrou que o comportamento do HB20X é idêntico ao de um veículo comum de cidade. Não é feito para esse tipo de terreno. Para quem gosta de esportividade, não vale a pena comprar a versão automática. Apesar de ajudar no trânsito pesado de São Paulo, a comodidade apresenta "buracos" na rotação de até 1,5 mil giros. Ao sair acelerando forte o carro sobe a rotação até mais ou menos quatro mil giros em primeira marcha. Na troca automática o giro cai para entre 2,5 mil e 3 mil e a recuperação é lenta. O câm-

bio manual tem cinco marchas e o automático (sem comando sequencial) oferece quatro velocidades. A direção hidráulica é leve e precisa. Chega a ser quase arisca. A versão com aparência de fora de estrada ficou quatro centímetros mais alta basicamente com mudanças no conjunto de suspensão. As molas mais longas foram recalibradas pois são mais longas o que oferece conforto e suavidade na condução em asfalto. Também ajuda na altura maior que o HB20 os pneus Pirelli P7 na medida 195/65 em rodas aro 15 polegadas. Todos os pneus são de uso comum, em asfalto. A montadora não pretende oferecer pneus de uso misto para asfalto e terra. O carro também ficou os mesmos quatro centímetros mais largo e mais comprido com a aplicação dos plásticos pretos característicos dos modelos que estão no mercado. O interior do X é bem parecido com o HB20. Entre outros detalhes exclusivos do aventureiro estão cost u r a s d uplas nos bancos e p e d a l e iras esportivas com a c a b amento prateado. O console central tem luz azul e o rádio Bluetooth com opção de uso do telefone e funções de música em comandos no volante. Tem entrada USB e auxiliar. O rádio com CD só vai equipar a versão Premium mas nesse caso perde o Bluetooth. Acessórios - A lista de equipamentos de série do HB20X

Com suspensão mais alta, pneus de uso misto e decoração especial, o coreano segue a tendência do setor de transformar carros de passeio e modelos para aventuras leves.

bordo, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, faróis de neblina, ajuste elétrico dos retrovisores, chave do tipo canivete, som com Bluetooth e entrada auxiliar USB. A versão Premium acrescenta vo-

Style traz entre outras coisas ar-condicionado, direção hidráulica, travamento central das portas, vidros elétricos nas quatro portas, airbag duplo, freios ABS com EBD, computador de

MAIS POTÊNCIA

lante revestido em couro, sensor de estacionamento traseiro, vidros elétricos dianteiros com função um-toque e acendimento automático dos faróis. O H B 2 0 X t e m g arantia de cinco anos sem limite de quilometragem. As revisões são de preço fixo com mão de obra é gratuita nas duas primeiras. O estepe fica encaixado no assoalho do porta-malas, sem afetar a capacidade de 300 litros. A pintura também tem duas opções: metálica, que acrescente R$ 1.045 ao preço e perolizada - R$ 1.245.

KAWASAKI INFORMA

SAI Z750. ENTRA Z800.

HONDA CIVIC Modelo 2014 chega com preços entre R$ 66.690 e R$ 83.890 Divulgação

A

Honda apresentou esta semana a nova geração do Civic. Sem alterações estéticas, o carro ganhou mais tecnologia embarcada. Na versão top o motor de 2.0, e uma mudança nas "letrinhas" que definem os modelos (LXS modelo de entrada e motor 1.8 e LXR e EXR com motor 2.0). Outro detalhe é o fim do tanque de gasolina para a partida a frio, sistema lançado pela Bosch há alguns anos, mas sem ser adotado em série por nenhuma montadora. Com ele, ao pressionar na chave a abertura das portas, um conjunto de aquecedores age diretamente na linha de combustível tornando a temperatura, principalmente do etanol, ideal para compor a mistura ar/combustível pronta para entrar em combustão imediata. Assim, até o motorista se instalar e colocar o cinto, o etanol estará pré-aquecido e pronto para acionar o motor. A marca japonesa chama isso de conceito Honda Flex One, que irá para toda a linha flex, inclusive motocicletas. Maior potência - S om en te com câmbio automático de cinco velocidades, o modelo top da linha Civic 2014, a LXR e EXR são equipados com motor

A Por fora ele nada mudou, apenas sob o capô da versão top ganhou motor 2.0 de 155 cv, usando álcool.

de dois litros, injeção multiponto PGM-FI (Programmed Fuel Injection) e 155 cv quando abastecido a álcool e 150 cv com gasolina. Atrás do volante as "borboletinhas" para fazer a troca de marchas, dando mais esportividade ao modelo. Todos são equipadas com faróis de neblina. O modelo top ainda vem com air bag lateral, além dos dois frontais, cintos de segurança de três pontos e apoios de cabeça com regulagem de altura para todos os ocupantes. Este último, também disponível em todas as versões. A versão 1.8 litro é o já tradicional motor da

marca, o i-VTEC SOHC Flex, que oferece 140 cavalos a 6500 rpm, quando abastecido com álcool e 139 cavalos a gasolina. Somente nesta versão, além do câmbio automático de cinco velocidades, ainda há a opção do câmbio manual de seis marchas. Nas top não há essa possibilidade. Em todas as versões, os freios são a disco nas quatro rodas com ABS e EBD. O 2014 também ganhou Bluetooth. Mais novidades - A marca japonesa confirmou, para abril de 2013, a chegada do utilitário esportivo CR-V com motor

2.0 Flex, importado do México. O motor é o mesmo que equipa o Civic 2014, com 155 cavalos quando abastecido a álcool e 150 a gasolina. Outra novidade é o retorno do Si, modelo, que virou referência entre os esportivos derivados de carros normais de produção. Virá com motor de 2.0 com potência em torno de 200 cv, na versão hatch, como na Europa. Os preços - O LXS MT manual custa R$ 66.690; o LXS AT automático, R$ 69.900; o LXR AT (aut.) R$ 74.290 2.0L e EXR AT (aut.) R$ 83.890. Antônio Fraga

Kawasaki vai substituir a Z750 pela Z800 até o final de fevereiro quando o novo modelo chega às lojas. A 800 2013 standard custa R$ 35.990. Com ABS, o preço sobre para R$ 38.990 na versão (valores para São Paulo, sem frete e seguro). A 750 continua à venda até terminarem os pequenos estoques, segundo a empresa. Hoje ela custa R$ 29.990 sem ABS e R$ 32.990 com ele. A montadora espera manter os mesmos 15% do mercado que detém hoje com a 750 mesmo sendo sua substituta mais cara. As opções de cores da nova Kawasaki 800 são o branco, o verde e o preto.

Divulgação

O novo modelo da marca tem motor de 4 cilindros em linha de 806 cc, com 113 cavalos e torque de 8,5 kgf.m. O chassi é quadro tubular de aço com sub-chassi de alumínio fundido. O garfo dianteiro é invertido de 41 mm da Kayaba, como o amortecedor traseiro a gás do tipo Uni-Trak, ajustáveis no amortecimento de retorno e na pré-carga da mola. Já o sistema de freios tem duplo disco dianteiro de 310 mm, com duas pinças opostas de 4 pistões. A capacidade do tanque é de 17 litros e o peso em ordem de marcha é de 229 kg e 231kg com ABS. Mário Tonocchi


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urismo

JANELA PARA O MAR Em Ilhabela, o Barra do Piúva Porto Hotel tem o oceano e a natureza a seus pés. Fomos conferir! Fotos: Divulgação Fotos: PubliFolha/Divulgação

Gostosuras dos cinco continentes

Toda a área de lazer dá para o oceano, há uma pequena praia exclusiva e ancoradouro. O hotel fornece caiaque, máscaras e nadadeiras.

Flavia Perin

I

magine estar em um camarote debruçado sobre o mar, com vista panorâmica para o Canal de São Sebastião e a Ilha das Cabras, um dos principais pontos de mergulho do litoral norte de São Paulo. Assim é se hospedar no Barra do Piúva Porto Hotel. Localizado em Ilhabela, a 210 quilômetros da capital, a natureza está sempre ao alcance dos olhos, sem interrupção nem filtros, serpenteando os 27 quartos verticalmente distribuídos e encravados na encosta. Toda a área de lazer olha para a baía e “desemboca” na parte mais baixa da propriedade, onde o deck bar dá acesso ao mar e a uma pequena praia exclusiva. Da piscina, da jacuzzi aquecida e até da academia de ginástica, também ao ar livre, o verde da

Mata Atlântica e o azul do Oceano Atlântico são as mais legítimas companhias. Mesmo dentro da sauna não se abre mão da visão privilegiada do horizonte, graças a uma janela de vidro estrategicamente posicionada. Quem só pensa em cair na água pode usufruir de caiaques, máscaras e nadadeiras cedidos pelo hotel, que oferece ancoradouro para embarcações de até 40 pés. Por falar

em acesso, a localização não poderia ser melhor: o Barra do Piúva está a apenas 2 km da chegada da balsa que liga o continente a Ilhabela. Se quiser o máximo do conforto por lá, o Loft, apartamento único, tem 80 metros quadrados e é equipado com duas TVs de LCD, DVD, hidromassagem e amenities de banho da Natura, entre outras comodidades, além de cama king size e opção de mais duas camas Abaixo, um dos 27 quartos encravados extras, para na encosta; e piscina e jacuzzi abrigar uma diante do Canal de São Sebastião. família. Há mais quatro categorias de a c o m o d ações, que se diferem pela posição em relação ao mar e por alguns diferenciais, mas todas bastante co nf or táv ei s: Piúva e Baepi, que também possuem sacada, Pacuíba e Standard. Instalado na parte alta do terreno, o restaurante tem algumas mesas dispostas numa grande varanda e vista para a imensidão azul que molda Ilhabela. Do café da

manhã cheio de delícias caseiras (pães, bolos, tortas...) ao jantar, as refeições merecem tempo para serem degustadas. O cardápio é enxuto porém assertivo, com pratos influenciados pela culinária mediterrânea. Há porções – entre as quais clássicos como “Marisco ao molho vinagrete” e “Lula a dorê” –, saladas, grelhados, massas (como o “Espaguete com frutos do mar”) e sanduíches. Se a ideia é extrapolar as fronteiras do hotel – o que, considerada a beleza de Ilhabela, é altamente recomendável – é possível agendar, direto na recepção, passeios de lancha, escuna e off-road, trekking, mergulho ou mesmo aulas numa escola de vela no Engenho D’Água. Difícil será resistir à tentação de somente se esticar numa espreguiçadeira do Barra do Piúva e contemplar a rica paisagem natural que se descortina diante dos olhos. Barra do Piúva Porto Hotel: Av. Brasil, 1.140, Piúva, Ilhabela (SP), tel. (12) 38949415/ 7898-6025, www.barradopiuva.com.br. No Carnaval, o pacote de 8 a 13/2 (5 noites) custa a partir de R$ 2.780 para o casal, com café. Diárias de fevereiro a abril a partir de R$ 330; de maio a junho, a partir de R$ 290 – preços para o casal, com café da manhã.

5 passeios na ilha Praia do Bonete de flexboat: considerada uma das dez praias mais lindas do Brasil pelo jornal inglês “The Guardian”, Bonete é frequentada por surfistas em busca de suas ondas fortes e tubulares e abriga uma comunidade de pescadores que mantém o modo de vida e a cultura caiçaras. O acesso é pelo mar ou por uma trilha de 12 km em meio à Mata Atlântica, cortada por três cachoeiras e muito conhecida pelos amantes de trekking. Praia do Jabaquara de escuna: uma das mais belas e preservadas da ilha, é a última praia ao norte em que o acesso de carro é possível. Praia de Castelhanos de jipe: são 22 km de estrada de terra até lá, passando riachos e trechos intocados de Mata Atlântica, preservados por um parque estadual. Mergulho na Ilha das Cabras: próximo do Barra do Piúva, um santuário ecológico reconhecido em 1992 pela comunidade científica mundial. Ótimo ponto para a prática de mergulho ou snorkel. Para badalar: piscina, restaurante, lounge e sunbeds formam a estrutura do Sea Club (Av. Pedro de Paula Moraes, 616, Saco de Capela, www.seaclub.com.br), um “day club” nos

moldes dos que fazem sucesso nos balneários internacionais, como Miami e Punta del Este. Abre diariamente, das 9h às 22h. No dia 2/2 ocorre a 2ª edição da Sirena Sunset Party, comandada pela famosa balada de Maresias, e no Carnaval terá DJs todos os dias.

Sea Club, um 'beach club' nos moldes dos internacionais. Em Ilhabela.

Terraço de restaurante em Vernazza, na costa italiana de Cinque Terre. E vendedores em Hoi An, Vietnã.

O

melhor lugar do mundo para comer churros, pato laqueado, tacos ou salmão, alcachofras imbatíveis, entre outras dicas de boas comidas estão no livro As Viagens Gastronômicas mais Fantásticas do Mundo - Surpreendentes Roteiros de Sabores nos Cinco Continentes, recém-lançado no Brasil pela PubliFolha. Os tópicos são agrupados por continentes, sempre com títulos que buscam seduzir o paladar. Na Europa, há o Tiramissu do Vêneto (Treviso, Itália); Kebabs especiais de Anatólia (Turquia); Tortas cremosas de Salzburgo (Áustria). Na seção Oriente Médio e África aparece Bobotie sob a Montanha da Mesa (Cidade do Cabo, África do Sul) e Arroz à moda persa em Teerã (Irã), entre outros. No Brasil, há o acarajé de Salvador, a moqueca do Espírito Santo e a feijoada do Rio de Janeiro. Para um excelente churrasco, a indicação é Buenos Aires. No quesito salsichas ninguém bate Nuremberg, na Alemanha. A bratwust é a mais popular entre os mais de 1.200 tipos produzidos naquele país. "Comer em Nuremberg satisfaz", diz o texto. "A cozinha da Francônia é farta e suculenta". Na Hungria, aproveite a trilha da páprica na capital B u d apeste e o incomparável goulash servido na região. Junto a cada indicação de gostosura local há um roteiro turístico de três dias. Se você estiver em Lisboa, por exemplo, é obrigatório provar o pastel de nata – também chamado pastel de Belém. Preferencialmente na Confeitaria Nacional. Vale tomar o bonde que acompanha o Rio Tejo no sen-

tido Belém, trajeto que demora cerca de 20 minutos e chega até o Mosteiro dos Jerónimos. O livro funciona ainda como um guia, trazendo informações sobre como chegar, onde se hospedar, sites com informações turísticas e, claro, on-

Kebabs da cidade de Bursa, na Turquia, servidos com iogurte e pimenta. de comer as delícias. Com imagens belíssimas de paisagens, pratos e doces de todo o planeta, o livro delicia por si próprio. O índice remissivo no final ajuda a encontrar as iguarias e as atrações, do arenque à zurek, sopa típica da Cracóvia (Polônia), passando pelo falafel do Cairo (Egito) e o cozido japonês cham puru, da ilha de Okinawa. O r i g i n a lmente lançada pela Dorling Kindersley na Inglaterra em 2011, com o título The Ultimate Food Journeys, a obra foi traduzida para o português por Celso Nogueira, Éric Henault e Marcos Maffei. Tem 336 páginas, capa dura e o preço sugerido de venda ao consumidor é de R$ 89,90. Em livrarias online, é possível comprar com desconto, pagando cerca de R$ 70. Lúcia Helena de Camargo


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Os Miseráveis em DVD: versão de 1930 com Charles Laughton; série em 2 discos. E cordel. Fotos: Arquivo DC

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O poeta, dramaturgo, ensaísta e estadista francês Victor-Marie Hugo (18021885) é autor de Os Miseráveis e de NotreDame de Paris, entre outras obras.

Os Miseráveis em 2 volumes, editado pela Cosac & Naify.

cultura

Fotos: Universal Pictures/Divulgação

Anne Hathaway, como Fantine. Quando é demitida da fábrica na qual trabalha, acaba vendendo cabelos, dentes e se prostituindo.

Os Miseráveis: dor e música. Lúcia Helena de Camargo

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oram gravadas ao vivo todas as canções cantadas no musical Os Miseráveis, que estreia nesta sexta (1) nos cinemas brasileiros. A única exceção é a sequência de abertura, na qual Jean Valejan (Hugh Jackman, indicado ao Oscar de melhor ator) e outros condenados estão no mar. O ator australiano tentou cantar nessas condições, mas a água entrava em sua boca e era preciso refazer a cena. Depois de muitas tentativas, o diretor, Tom Hooper (ganhador do Oscar pelo filme O Discurso do Rei) se convenceu de que se contentaria com uma gravação de estúdio. Jackman interpreta com garra o estoico Jean Valjean, que passa 19 anos na prisão por ter cometido o delito de roubar um pão. Foge, muda de vida, mas continua a ser perseguido por décadas pelo policial Javert (Russel Crowe). Astro de peças na Broadway e ganhador de prêmios Tommy e Emmy, Jackman é mais conhecido pelo grande público por ter interpretado Wolverine na série X-Men. Para melhor captar as nuances da trama, é preciso lembrar que a obra de Victor Hugo (1802-1885) na qual se baseia o filme é ambientada na França do século XIX, com grande parte da população devastada pela pobreza. Napoleão perdera a batalha de Waterloo. Cidadãos inconformados organizavam as chamadas barricadas de Paris. A miséria não era apenas

econômica, mas também moral. Mulheres desesperadas e famintas caíam na prostituição. Anne Hathaway (indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante) vive a sofrida funcionária de empresa que, depois de demitida, vende cabelos, dentes e o próprio corpo para pagar os remédios e a alimentação da filha. Com cabelos curtíssimos e derrubando lágrimas, a atriz interpreta a canção I Dreamed a Dream, emblemática do musical Os Miseráveis. Até Russel Crowe, cuja

performance musical chegou a ser criticada, não faz feio ao cantar como o obstinado Javert. Entre as estreantes, se sobressai a menina Isabelle Allen, que vive Cosette (filha de Fantine) quando criança. O papel é depois assumido por Amanda

Seyfried, já consagrada como cantora – entre outros trabalhos, ela está em Mamma Mia!, ao lado de Meryl Streep. Em meio ao sofrimento há pausas ocasionais para as entradas de monsieur e madame Thénardier, vividos por Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter. Cínicos e vigaristas, vivem de praticar furtos e golpes, nem sempre com sucesso, já que são demasiado atrapalhados. Supostos guardiões da pequena Cosette, eles forçam a menina a trabalhar e pedem dinheiro à sua mãe, alegando que a garota é doente e precisa de remédios. Os privilégios são reservados para sua própria filha, Eponine (Natalya Wallace). A interação entre Baron Cohen e Bonham Carter é completa, como se tivessem a vida toda formado uma dupla cômica. No teatro, Os Miseráveis já foi visto por mais de 60 milhões de pessoas em 42 países, em 21 idiomas. E se mantém entre as maiores bilheterias, mesmo chegando ao 28º ano de apresentação. O romance de Victor Hugo parece ter nascido destinado ao sucesso. Lançado no dia 3 de abril de 1862, vendeu em Paris sete mil exemplares nas primeiras 24 horas.

Os Miseráveis (Les Misérables, 2012, Reino Unido, 158 minutos). Direção: Tom Hooper. Oito indicações ao Oscar. Censura livre.

Fantine é acolhida por Jean Valjean (Hugh Jackman).

A sequência inicial dos condenados na água: única com canções gravadas em estúdio.

CABARET EM SAMPA

Musical no Teatro Procópio Ferreira. Rua Augusta, 2823. Tel.: 3083-4475. Sexta, 21h30; sábado, 17h e 21h; domingo, 18h. R$ 50 a R$ 200. Censura: 14 anos.


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Espetáculo de Roberta Sá. HSBC Brasil. Rua Bragança Paulista, 1281. Tel.: 4003-1212. Sexta (1). 22h. R$ 200.

Ligia Jardim

NOTAS

Paris, Manhattan. E Cole Porter à parte.

Afogando em Terra Firme: comédia pontuada de momentos incômodos mostra personalidade de um sujeito alçado à fama.

Sérgio Roveri

A

utor de mais de 70 peças que fizeram dele o dramaturgo mais encenado no mundo na atualidade, o inglês Alan Ayckbourn, de 74 anos, nunca fez questão de esconder seu espanto diante de uma questão cada vez mais presente nos últimos tempos: como algumas pessoas se tornam instantaneamente famosas sem que tenham desempenhado qualquer trabalho digno de notoriedade? À pergunta, que está no centro desta era de celebridades automáticas, Ayckbourn decidiu responder com uma peça, Afogando em Terra Firme, de 2004, comédia pontuada de momentos incômodos e até doloridos na qual o autor radiografa a personalidade de um sujeito alçado à fama quase que por acidente e também a dos amigos oportunistas que passaram a ro-

deá-lo. A peça, que se mantinha inédita no Brasil, pode ser vista agora no Teatro do Hotel Jaraguá com direção de Eduardo Muniz, estudioso da obra de Ayckbourn e, nos últimos tempos, colaborador e amigo do autor. "Eu precisava contar esta história porque ela diz respeito a mim e a todas as pessoas que têm suas vidas e carreiras ligadas ao trabalho", diz Muniz sobre esta sua primeira experiência na direção. "Com esta peça, Ayckbourn realiza não apenas uma crítica, mas principalmente uma reflexão profunda sobre esta época em que muita gente pula a etapa do trabalho para se tornar apenas famosa. Uma época em que aparecer na televisão parece ter se tornado a razão da vida de milhares de pessoas". O personagem criado por Ay-

ckbourn para ser o porta-bandeiras desta geração de celebrities é Charlie (papel do ator Rafael Maia), um ex-maratonista que lesionou o joelho em uma de suas primeiras provas e que, ao ser convidado para participar de um programa de variedades na televisão inglesa, se tornou o primeiro candidato a errar todas as respostas. Talvez por empatia ou piedade, o certo é que Charlie caiu nas graças da audiência a ponto de ser convidado para apresentar o programa. E, a exemplo do que ocorreu em sua carreira de atleta, naufragou aqui também. "Charlie é um completo fracasso, um homem que nunca conseguiu êxito em nada que fez na vida", diz Muniz. "Mas é dono de beleza e carisma. E, acima de tudo, tem consciência de sua fragilidade e chega a se

questionar se realmente é digno da fama e do dinheiro que caíram em suas mãos". Dos três atos de Afogando em Terra Firme, a comédia se revela de maneira mais pura apenas no primeiro. Na segunda e terceira partes do espetáculo, o personagem conhece o esquecimento, depois o ostracismo e, por último, a debandada dos amigos, do empresário interesseiro e das atenções da mídia. "Charlie entra no buraco negro da solidão e percebe que a fama repentina agiu como um vírus que destruiu seu organismo", revela o diretor.

Afogando em Terra Firme, em cartaz no Teatro Jaraguá, Rua Martins Fontes, 71, tel.: 3255-4380. Sexta às 21h30, sábado às 21h e domingo às 19h. R$ 50. Censura: 14 anos.

Divulgação

Diálogo em jogo

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aris-Manhattan, da diretora francesa Sophie Lellouche, promete muito e oferece pouco. É uma homenagem a Woody Allen, como anuncia. Até aí, vá lá. (O cineasta-símbolo de Manhattan chega a dar uma canja irônica.) O fio condutor do filme, ingênuo talvez, não é, na verdade, essa admiração que a mocinha Alice (Alice Taglioni) teria pelo diretor. Quem ela celebra com ênfase, citandoo várias vezes, é o compositor Cole Porter (1891-1964), na foto acima, criador de clássicos que douraram a Broadway dos tempos áureos - e adorado por Woody Allen. (Sim, Cole Porter compôs I Love Paris, que Frank Sinatra, Ella Fizgerald, Bobby Short, Julie London e outros crooners sensacionais gravaram.) Só que a música-tema da trilha de Paris-Manhattan é Bewitched Bothered and Bewildered (enfeitiçada, aborrecida e desnorteada...), de Richard Rodgers & Lorenz Hart, quase tão famosos quanto Cole Porter. Dá para entender. Essa canção pontua a narrativa na voz da diva Ella Fitzgerald: afinadíssima e cálida. Está certo. Terminada a projeção, Bewitched continua na memória, para o prazer dos bons ouvintes. Assim como a alusão simpática (e

insistente) ao carisma de Cole Porter. Que merece, no caso, um resgate oportuno. Songbooks à vista. Sugestão inicial é a antologia Night and Day, reunindo vocalistas do primeiro time: Ella Fitzgerald (Night And Day); Shirley Horn (Love For Sale); Louis Armstrong (Just One Of Those Things); Blosson Dearie (Always True To You In My Fashion); Fred Astaire (I Concentrate On You) e Billie Holiday (Easy To Love). Edição original da Polygram/1990. Outro álbum histórico: Ella Fitzgerald/Cole Porter, com temas românticos: Miss Otis Regrets; Do I Love You?, Begin The Beguine; I Am In Love; From This Moment On; So In Love; I Love Paris; Let´s Do It. Let´s Fall In Love. Edição original da Verve/1956. Para fechar, uma festa: a trilha do filme De-Lovely (2004), dirigido por Irwin Winkler, com Kevin Kline e Ashley Judd (foto abaixo). Álbum (CD) e filme (DVD) estão disponíveis nas lojas especializadas. Algumas das interpretações mais divertidas: De-Lovely (Robbie Williams); Let´s Do It (Alanis Morissette); Let´s Misbehave (Elvis Costello) e Just One Those Things (Diana Krall). Certamente, todas as canções aqui lembradas fazem parte da discoteca de cabeceira de Woody Allen.

Fotos: Arquivo DC

Radiografia da fama

Marino Maradei Jr.

Rita Alves

O

s artistas Genilson Soares, Daniel Nogueira e Marssares participam até o dia 16 de março da exposição Playground - Área de Jogo.A mostra apresenta na Galeria Jaqueline Martins instalações cujo mote é o do jogo. O trio, selecionado pela galerista Jaqueline Martins, transformou a galeria em um espaço lúdico, criando trabalhos que dialogam entre si. Mirtes Marins de Oliveira, autora do texto crítico sobre a exposição, conta que o título da coletiva (Playground - Área de Jogo) foi adotado porque a ação do jogo é a característica em comum existente entre as instalações. "Os artistas trocaram opiniões sobre a obra do outro e trabalharam em conjunto. Essa é a ideia do playground, um lugar de brincadeira", explica Mirtes. A coletiva exibe uma instalação inédita no andar superior e desenhos feitos por Genilson Soares, nome importante na história da arte brasileira. "Ele trabalha com interferências na arquitetura da galeria, criando planos nas pa-

redes e espaços virtuais", afirma Mirtes. Um exemplo citado por ela é a espécie de prolongamento da parede ou do chão feito por meio de desenhos. "O Genilson trabalha muito com perspectiva. Então sempre você tem a ilusão de que o espaço é maior do que realmente ele é. Na coletiva, o Genilson tem um trabalho muito bonito que expande a arquitetura da galeria." Outro que também se utiliza do mesmo espaço é o artista Daniel Nogueira (acima), articulando materiais e formas. Já Marssares usa amplificadores e lâmpadas fluorescentes. "À medida que o visitante entra na instalação criada por Marssares, o corpo influencia o sistema e o som se modifica", explica Mirtes. "As obras da mostra não te obrigam a interagir, mas existe um convite."

Galeria Jaqueline Martins. Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 74, Pinheiros. Segunda a sexta, das 12h às 19h. Sábado, das 12h às 17h, tel.: 2628-1943. Grátis.

Capinhas: songbook em homenagem a Cole Porter; songbook de Ella Fitzgerald (19171996). E cena do filme De-Lovely.

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS. NO ALFA, ÀS 17H30. Adapção do livro de Lewis Carroll. Realização da Cia. Le Plat du Jour. Rua Bento de Andrade Branco Filho, 722. Tel.: 5693-4000. Sábado, domingo. R$ 15 e R$ 30.


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O autor que nasceu para contar a história do Titanic Renato Pompeu

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uase sessenta anos após o lançamento original da obra em 1955, em inglês, a editora Três Estrelas publica no Brasil o melhor trabalho de pesquisa jamais feito sobre o naufrágio em 1912, com 1.500 mortos, do célebre transatlântico britânico Titanic. Trata-se de Uma Noite Fatídica, do historiador americano Walter Lord (1917-2002), que foi o principal consultor do famoso filme de 1997. Cumpre lembrar que a tradução mais literal do título do livro seria Uma Noite para Ser Lembrada, e que uma tradução mais literária seria Uma Noite Inesquecível. Embora já tenham passado seis décadas desde que o livro foi publicado, ele dificilmente será superado como fonte de documentação sobre o Titanic. Acontece que, escrevendo quarenta anos após o naufrágio, Lord ainda pôde entrevistar 63 sobreviventes, o que não vai mais ser possível. Além dessa riqueza documental, Lord escreveu a história de uma forma mais usual na grande ficção: a sucessão de cenas minuto a minuto vistas pelos pontos-de-vista de diferentes pessoas, transmitindo ao leitor a sensação de que ele está vendo ao vivo as dramáticas cenas do naufrágio. Walter Lord, se pode dizer, literalmente nasceu para narrar a saga do Titanic. Natural de Baltimore, seu avô era dono de uma companhia de navegação marítima e o menino cresceu nesse ambiente. Aos 9 anos, em 1926, o pequeno Walter viajou de Nova York para Cherburgo, na França, e Southampton, na Inglaterra, nada mais nada menos do que no transatlântico Olympic, construído pelos mesmos estaleiros do Titanic e

Titanic: alta engenharia naval, arte, luxo e exposição de classes sociais.

segundo um projeto semelhante; apenas o Olympic era um pouco menor e foi lançado ao mar um ano antes de sua "nave-irmã" e esteve em serviço até 1935. O terceiro e último navio da mesma família, ou, como dizem os profissionais da navegação marítima, da mesma classe, o Britannic, era maior do que o Titanic, mas não teve melhor sorte do que o "irmão" mais famoso: lançado ao mar logo no início da Primeira Guerra Mundial, foi transformado em navio-hospital de campanha e. em 1916, afundou ao largo da Grécia após ter sido atingido por

uma mina, ou por um torpedo, em combate. Lord se formou em 1939 em história, pela Universidade de Princeton, e, depois de ter atuado durante a Segunda Guerra Mundial em Londres, como decifrador de códigos do inimigo, se formou também em direito na Universidade de Yale. Tornou-se escritor de livros históricos para o grande pública, que fizeram sucesso e em que narrava batalhas da Segunda Guerra Mundial, a vida americana no século XIX e no início do século XX, especialmente sobre a era que precedeu a Primeira Guerra.

Apesar do sucesso de seus livros, quando lançou Uma Noite Fatídica, Lord, que nunca se casou, estava trabalhando como redator publicitário na agência J. Walter Thompson. De todo modo, foi o seu livro que consagrou o Titanic como um mito do século XX. O naufrágio do navio havia tido grande repercussão quando ocorreu, mas, então, a comunicação em massa estava praticamente restrita à mídia impressa. Depois, com o correr das décadas, outros assuntos passaram a dominar os interesses do grande público: a Primeira Guerra Mundial, a

ascensão do comunismo e do fascismo, a Grande Depressão dos anos de 1930, a ascensão do nazismo, a Segunda Guerra Mundial. Em meados dos anos de 1950, no entanto, no Ocidente vivia um período relativamente pacífico e, ao mesmo tempo, de prosperidade em termos absolutos - nunca houve tanta igualdade econômica entre as populações - mas em que o todo tempo se sentia que aquela estabilidade estava ameaçada pela Guerra Fria, pela possibilidade sempre presente da guerra atômica. Por isso tudo,

quando o livro de Lord sobre o Titanic, ao fazer reviver a história do frenesi tecnológico em torno do navio considerado "inafundável" e que teve o casco cortado por um iceberg submarino como uma faca corta manteiga, a obra caiu como uma luva ao encontrar um público que vivia um momento de grande estabilidade e de grande progresso, ao mesmo tempo desconfiado de que aquela segurança toda ia ser bruscamente abalada a qualquer momento. Assim, por meio da obra de Lord, o mito do Titanic tomou corpo, e como se manteve até hoje a sensação de que a qualquer momento a relativa placidez em que se vive no Ocidente pode ser tumultuada por alguma catástrofe, esse mito, e o interesse por Uma Noite Fatídica se mantêm, como se pode ver também pelo fato de que o filme Titanic, de quinze anos atrás, volta e meia retorna à tela da televisão. Ainda mais porque o livro de Lord retrata os seres humanos como eles são: capazes de heroísmos e de vilanias pérfidas. Há desde os cavalheiros em trajes de gala que caminham para a morte certa sem em momento nenhum se desalinharem, até os que pulam para um barco salva-vidas abandonando no convés a própria esposa. Isso sem contar que todos os recursos de salvamento foram priorizados para os passageiros ricos, ficando os passageiros de terceira classe abandonados à sua própria sorte nos porões inundados.

A saga que se renova em cada livro Walter Lord (esq.) detalhou a tragédia do Titanic com depoimentos de sobreviventes. Em outros livros, estudiosos analisam o naufrágio sob ângulos diferentes de Lord. Titanic - A História Completa (Contexto), de Philippe Masson descreve o sofrimento de quem navegou nos botes salva-vidas; ressalta a missão dos navios envolvidos no resgate de sobreviventes e relembra a agonia dos que esperavam notícias em terra. Em Lições do Titanic Sobre Riscos e Crises (Reino Editorial), Pedro C. Ribeiro faz uma radiografia do acidente sob o foco econômico. Já The Illustrated Sinking Of The Titanic (Casemate Press), de L. T. Myers, narra a história do naufrágio por meio de imagens e gráficos. (DCultura) Fotos: Arquivo DC

O show da tragédia. Em 3D. Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, ainda bem jovens, interpretam uma linda história de amor na pele de Jack Dawson e Rose De Witt Bukater, personagens de classes sociais diferentes que se apaixonam a bordo do Titanic. Até hoje, quem revê o filme editado em 3D está sujeito a se debulhar, tantas são as emoções e tensões vividas pelo casal. O filme Titanic, dirigido por James Cameron, mago dos efeitos especiais (fez recentemente o ambicioso Avatar), é realmente primoroso pela reconstituição dos cenários internos do navio. E pela inserção de doses maciças de ficção à crueza da tragédia. (DCultura)

Titanic: primor de reconstituição com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet.

LIVRO DE DORIS KEARNS GOODWIN INSPIRA FILME LINCOLN Com 12 indicações ao Oscar, filme de Steven Spielberg, interpretado por Daniel Day-Lewis, continua em cartaz na Cidade.


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Bêlânu e o "vinho da montanha" José Guilherme R. Ferreira

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hegou em Sippar um barco carregado de vinho. Compreme por dez siclos e, trazendoo para mim, venha me encontrar em Babilônia”. O bilhete, marcado em um tablete de argila de quase 3.750 anos, é de um negociante babilônio chamado Bêlânu a seu criado Ahuni, que o ajudava a comprar vinhos. Estes chegavam nas caravanas que vinham da região sírio-armênia e também eram encontrados quando desciam o Eufrates – ânforas embarcadas principalmente no porto de Karkemish, cerca de 100 quilômetros a nordeste de Aleppo (a cidade hoje devastada pela guerra civil na Síria de Assad). A bebida era depois revendida na Babilônia. A cotação do vinho, importado que era das montanhas, explica o historiador e assiriólogo francês Jean Bottéro (1914-2007), ainda era um produto de luxo, “reservado aos ricos e grandes deste mundo, e do outro”. Dez siclos correspondiam a 80 gramas de prata, com as quais se podia comprar 2.500 litros de grãos, mas somente 300 litros de vinho. Mas o gosto pelo vinho, segundo Bottéro, foi contagioso e passou a ser disseminado mesmo numa civilização tão ou mais cervejeira que a egípcia, onde a cevada e o trigo eram seus grãos-motores. De certa maneira, a decifração de milhares e milhares de plaquetas de argila com suas “arranhadas” inscrições cuneiformes, desenterradas da região no final do século XIX, vieram desmentir a lenda que trata do descaso do deus do vinho Dioniso pela região. Este teria desistido de qualquer investida de plantio numa terra de incorrigíveis bebedores de cerveja. Mas o que dizer então do banquete de Assurnasirpal (883-859 a.C.), rei dos assírios? Promoveu uma festa de quase 70 mil talheres e de vários dias para dignatários vi-

Bombando na confeitaria Pausa para o lanchinho da tarde ou happy hour ao sabor das bombas doces e salgadas da Faire la Bombe. Em Pinheiros. Lúcia Helena de Camargo

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omba é o nome popular do doce também conhecido como éclair ou ecler. Vendida em confeitarias ao lado de sonhos, tortinhas, croissants e pães recheados, há pouco mais de um ano ganhou em São Paulo uma loja própria: Faire La Bombe. Prazer - O nome possui duplo significado. Em francês, a expressão significa "Viver a vida com prazer" e também há a óbvia referência à palavra para a guloseima em português. A novidade agora é que, além das versões doces, foram incluídas no cardápio as bombas salgadas. Mariana Araújo, a proprietária, conta que sempre gostou do doce, tanto de comer quanto de preparar. "Quando decidi abrir um negócio próprio, foi natural a escolha pelas bombas, porque eu já sabia como queria fazer quase tudo", conta. "Claro, depois disso teve muito trabalho envolvido na definição dos sabores, conceito geral do visual e logística." A La Bombe nasceu com 15 lugares. Hoje possui 30 e vende cerca de 15 mil bombas por mês. Aos seis meses de funcionamento, devido ao

sucesso, dobrou de tamanho, alugando o prédio ao lado. Há as clássicas bombas com recheio sabor creme, chocolate e brigadeiro; as chamadas vintage de maracujá, frutas vermelhas, doce de leite argentino, capuccino, café e limão siciliano – esta última uma das mais saborosas, com a perfeita combinação entre o leve azedo do recheio de limão e a cobertura de chocolate ao leite. As especiais são feitas de blueberry, amêndoas, damasco, pistache e avelã. No início, cada grupo de bombas tinha um preço diferente. Para facilitar, Mariana decidiu vender todas por R$ 5,30, na versão pequena, e R$ 7,80, na grande. Os sabores sazonais, como o atual champanhe com cereja, são vendidos a R$ 6. Salgadas - As bombas salgadas aparecem recheadas de presunto com queijo gruyère; presunto cru com gruyère; mussarela de búfala com tomate seco, palmito, queijos gratinados e queijo brie com geleia. Podem ser servidas quentes ou frias e custam entre R$ 12 e R$ 13. A La Bombe não é lugar para

almoçar ou jantar, claro. A ideia é dar uma passada para o lanchinho da tarde ou happy hour. "As pessoas param aqui para aquele momento de prazer, de alívio na correria. E para isso, nada melhor do que comer um docinho", diz Mariana. Bebidas - No copo, para acompanhar, há chás, cafés e até vinhos, como o Chateau Bel Air Bordeaux 2010, vendido na minigarrafa de 187 ml, suficiente para uma taça, por R$ 24. Quem preferir levar para a casa, pode pedir no balcão, encomendar ou comprar no Empório Santa Maria, o único estabelecimento na Cidade que revende os produtos da La Bombe. Mariana está procurando um ponto para concretizar o plano de abrir a segunda loja. Mas será de rua, pois quer passar longe dos shoppings.

José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome)

Faire la Bombe. Rua dos Pinheiros, 223. Pinheiros. Tel.: 2628-7667. Funciona de terça a domingo, 11h às 20h. Segunda, 11h às 18h. Wi fi gratuito. Estacionamento grátis para bicicletas, em frente à loja. www.labombe.com.br

Anabela, uma estrela que sobe. Aquiles Rique Reis

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Fotos: Newton Santos/Hype

No alto, bomba de blueberry. Acima, Mariana Araújo, a proprietária, e a frente da loja.

final do Super Bowl é o dia do ano do segundo maior consumo de comida nos Estados Unidos. Perde apenas para o dia de ação de graças. Apreciadores brasileiros do futebol americano podem se reunir para acompanhar o jogo e, claro, consumir petiscos e bebidas durante a partida, cuja transmissão acontece neste domingo (3), às 21h (no Brasil). Em parceria com a ESPN, a lanchonete Appebee's transmite em tempo real a disputa entre San Francisco 49ers e Baltimore Raven na final do Super Bowl 47. Para degustar durante a partida,

as sugestões são de entradas ao a cada touchdown. Para comer, sugere a porção de Bonelles Wings estilo americano, como o ceviche (R$ 22,90) servido acompanhado (R$ 25), cubos de peito de frango de tortillas, e drinques como o sex empanados, com molho de Blue on the beach (R$ 16,50). Cheese. www.hootersbrasil.com.br www. applebees.com.br A rede americana Hooters, que também transmite o super bowl, faz sorteios de brindes no show do intervalo e os clientes ganham uma Ceviche do Appebee's: acompanhado de tortillas. rodada de chope

Divulgação

Um olho na bola, outro no prato.

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zinhos e todos os habitantes da sua nova capital, onde foram servidos 100 mil litros de cerveja, mas também outros 100 mil litros de vinho. Bem antes disso, um documento em argila mostra Uruinimgina, rei da cidade meridional de Lagash, se gabando de ter construído uma adega para guardar seus vinhos, “cervejas das montanhas”. Na parte norte da Mesopotâmia, onde posteriormente até uma viticultura própria se desenvolveu, principalmente no reino de Mari, há registros de classificação detalhada dos tipos de vinho, comparáveis às feitas hoje por enólogos. Os interessados em detalhes sobre a cultura da Mesopotâmia, seus rituais, seus deuses, mas sobretudo seu dia a dia e a relação da sua gente com os alimentos e as bebidas (sabe-se, desde já, que nem só a cerveja e vinho de tâmaras ajudavam na alegria dessa gente), não pode deixar de consultar os textos instigantes de Bottéro, especialmente The Oldest Cuisine in the World – Cooking in Mesopotamia, editado pela University of Chicago Press, mas também os artigos colecionados em No Começo Eram os Deuses, da Civilização Brasileira, muitos deles publicados anteriormente na respeitada revista L’Hi storie. Há também Everyday Life in Ancient Mesopotamia, da John Hopkins University Press. Bottéro é o responsável pela transcrição e análise de três tabletes muito especiais, com 40 receitas formuladas em 1700 a.C., pinçados da grande coleção da Universidade de Yale. YBC (Yale Babylonian Collection) é a chancela de especialistas para esses preciosos documentos, que deixam para trás o simples enumerar de ingredientes, menus de festas e contabilidades, para entrar no terreno do “modo de fazer”, receitas 2.000 anos mais antigas que as do famoso gourmand romano Apicius. O "pronto para servir" tão familiar no final das receitas contemporâneas já estava nessas plaquetinhas babilônicas.

epois do CD Cidade das Noites, lançado em 2009, que juntou os compositores Edu de Maria e Renato Martins e o poeta Roberto Didio à cantora Anabela, eis que ela nos chega agora com Pé de Vento (independente, com apoios). A exemplo de Cidade das Noites, Pé de Vento também conta com os três caras que fizeram de Anabela uma estrela em ascensão. Assim como no primeiro CD, seus companheiros criaram sambas, marchas, valsas e canções que soam como tributo àquela que, com voz doce e afinada, lhes serve de grande intérprete. Além deles, agora estão também Moacyr Luz e Délcio Carvalho, duas parcerias cada um com Roberto Didio. Ao fazerem músicas impregnadas de tradição, Edu de Maria (também produtor musical e arranjador do CD) e Renato Martins esbanjam benfazeja inventividade. Os versos escritos por Roberto Didio são belos, como ardorosas são as suas emoções afloradas em palavras a léguas da mesmice. Os arranjos têm atmosfera que brinda o futuro tirando o chapéu para o passado. Um trabalho em que cada música fala por Anabela e, ao mesmo tempo, por todos os seus companheiros. As duas primeiras faixas são sambas de Renato Martins e Roberto Didio, bem como é samba a terceira faixa - só que esta, além de Renato e Didio, tem também Edu de Maria como autor. Sambas delicados, feitos à feição da voz suave e entoada, tranquila e emocionada, de Anabela. No primeiro, Hino Para Um Grande Amor (Meu canto/ Sai de um coração sozinho/ Sai, mas sem deixar o meu caminho, enfim/ Vai nas madrugadas encontrar a dor/ Há de ser um hino para o grande amor),

um naipe de dois violinos, um cello e uma viola se juntam a flauta, cavaquinho, violão de seis e de sete cordas e ao ritmo para sinalizar o prumo que terá o CD. No segundo, Alquimia, os versos deslizam leves pela garganta de Anabela. Piano, cavaquinho e pandeiro reforçam a bela melodia. Edu de Maria, a exemplo do primeiro, criou o arranjo e tocou violão e ritmo. A quarta faixa é Vamos Viver (Moacyr Luz e Roberto Didio), uma canção afetuosa, com arranjo apenas para violão e sanfona, na qual Anababela está tão à vontade quanto nos sambas. Dois Rumos e Velha Guarda (Edu de Maria) são as únicas músicas do disco cujas letras não são de Didio. Na primeira, uma canção singela como Anabela, as cordas dão ao clima um ar de nostalgia; na segunda, o violão de Edu toca a introdução e leva a um gostoso samba em tom menor. Lacrimal (Renato Martins e Roberto Didio), tocada apenas pelo violão de Edu de Maria, é uma das mais belas faixas do CD. Anabela agradece o presente e arrasa! O trombone inicia Minha Poesia (Délcio Carvalho e Roberto Didio). O arranjo de Edu da Maria usa um naipe de sopros, piano, violão, cavaco, muita percussão... e o samba come solto. O cello e a flauta iniciam Pé de Vento (Renato Martins e Didio). O baiãozinho que dá título ao disco rola à vontade, tão à vontade quanto está Anabela no desenrolar de todo o repertório de seu ótimo CD.

Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.


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Humanidade: 2 Copos Abaixo do Normal Carlos Celso Orcesi da Costa

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ecentemente num desses restaurantes por quilo com mesas amontoadas do centro de São Paulo, não pude deixar de reparar que meu vizinho de mesa comia vorazmente. Ele dava uma garfada e imediatamente já pegava outro bocado, levando à boca antes de engolir o primeiro bolo e repetia tudo no mesmo ritmo, sem parar de mastigar. Parecia um robô, me veio a imagem de Charles Chaplin naquele velho filme Tempos Modernos parodiando a linha de montagem. Meu impulso foi dizer: "pare, você nem está vendo o que come"! Aceite minha crítica construtiva: passe a beber vinho. A expressão comum in vino veritas terá sua origem no fato da embriaguez. Significa que a "leve embriaguez" torna as pessoas mais relaxadas, a maioria mais engraçadas, sem barreiras, dizendo o que pensam com brilho, daí a "verdade dentro do vinho". Há outro pensamento atribuído ao matemático

astrônomo filósofo e poeta iraniano Omar Khayan, autor dos poemas Rubayat, que diz mais ou menos o seguinte: "a humanidade deveria estar sempre dois copos acima do normal"! Quer dizer, o primeiro estágio da embriaguez é quase perfeito, sem ofensas e disputas. O grande Manuel Bandeira traduziu o Rubayat (ed. Ediouro). Essa "ode ao vinho" tem muitas explicações, a principal delas o seu valor antisético, contra a sujeira das vielas medievais, os alimentos que muito cedo apodreciam antes das geladeiras da atualidade, calmante e sonífero depois de um dia de trabalho dos agricultores e operários antes e depois de Jesus Cristo. Ele próprio, o mais bem sucedido marketeiro da civilização, a dizer do vinho que "é o meu sangue, quem beber permanece em mim", tendo sido mal compreendido por seus discípulos que a princípio não perceberam o simbolismo da mensagem. João 6;60 terá pensado no sangue real de Jesus:

"duro é este discurso". Não sei, mas o que importa é que tanto o pão quanto o vinho - fermentados naturais fáceis de fazer, já que a natureza é quem de fato o produz estão ligados à história da civilização. A bem pensar o vinho traz calma e sossego. Quem bebe um Chianti da Toscana, Barbera D'Alba do Piemonte ou Carmenére do Chile, apenas para ficar com alguns exemplos de boa relação custo/benefício, não consegue deglutir a comida. Assim como o motorista diante da avenida preferencial, ele será levado a parar. Será impulsionado a reconhecer o gosto, com um pouco de tempo induzido a apreciar o sabor. O vinho impõe a degustação lenta da comida para que haja tempo de beber outro gole. Não por outra razão os franceses, mesmo comendo gorduras e cremes na sua fat food, têm menor índice de colesterol e doenças cardíacas do que as civilizações adeptas do fast food.

Não se trata de encontrar cassis goiaba ou chocolate em cada gole, mas de entender o vinho, alegre ou denso, ácido ou tânico, jovem ou maduro, aberto ou fechado, balanceado ou desequilibrado, suave ou alcoólico, ou apenas se gostas ou desgostas. Meu atabalhoado vizinho jamais comeria vorazmente se compreendesse a lição de 15 mil anos de civilização. Apreciaria mais a vida. Pouca gente toma porre de vinho; é mais fácil encontrar bêbados de pinga, uísque e até de cerveja. Claro que há alcoólatras descontrolados, mas normalmente o apreciador de vinho o consome apenas durante a refeição. De modo que não continua bebendo depois, o que desestimula a embriaguez. É do poeta outro pensamento: "ouço dizer que os amantes do vinho serão castigados no inferno...". Será? Esperem: Omar Khayan completa o pensamento: "o paraíso deve estar vazio".

Fotos: L.C.Leite/LUZ

Fotos: Divulgação

Casa Bauducco: mais de 70 novidades exclusivas.

Nesta casa tem panetone o ano todo

Uma noite no museu. Com arte e música.

Armando C. Serra Negra

Rita Alves

S

em tempo para visitar museus? Então aproveite a oportunidade que o Museu da Casa Brasileira oferece. Em quartas-feiras alternadas, o local brinda o público com horário estendido das 18h às 22h. Já ao longo do mês, o visitante tem duas oportunidades noturnas para desfrutar das atrações do lugar: dias 6 e 20. No domingo (6), será possível conhecer o acervo permanente do local composto por móveis e utensílios simbólicos da cultura material da casa brasileira dos séculos XVII ao XXI. Outra atração é a mostra de longa duração A Casa e a Cidade - Coleção Crespi-Prado. Nela, o público pode contemplar o cotidiano e a história de vida

do casal Fábio Prado e Renata Crespi, moradores originais da casa que hoje abriga o Museu da Casa Brasileira. Quem optar pelo passeio noturno no dia 20, além de visitar as mostras citadas, vai poder acompanhar o lançamento do CD instrumental Xa x im , do músico Felipe Ávila. O público ainda terá outra alternativa: a exposição Giugiaro: 45 Anos de Design Italiano, prevista para entrar em cartaz no próximo dia 7. A mostra exibirá o trabalho dos designers da família Giugiaro. Miriam Lerner, diretora geral do Museu da Casa Brasileira, conta que eventos extraordinários como, por exemplo, lançamentos de livros ou espetáculos musicais, atraem mais público

para os passeios à noite. "O que se pretende com as visitas noturnas é ampliar o acesso das pessoas ao museu. Esse passeio é aberto ao público em geral e atende tanto ao público espontâneo quanto os grupos agendados."

Museu da Casa Brasileira. Av. Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano, tel.: 3032-3727. Terça a domingo, das 10h às 18h. R$ 4. Grátis aos domingos e feriados. Visitas Noturnas ao MCB. Dias 6 e 20 de fevereiro. Das 18 às 22h. Grátis. Dia 20, às 20h30: lançamento do CD Xaxim, de Felipe Ávila. Grátis.

Q

uem adora panetone não precisa mais esperar o natal chegar. O pane di Toni – conforme reza a lenda – poderá ser degustado agora o ano todo, de segunda-feira a sábado, na Casa Bauducco. Inaugurada à véspera das festas em 2012, já tem uma filial. Com um investimento inicial de R$ 6 milhões, outras virão. Conta-se que no longínquo ano de 900 um ajudante de padeiro milanês, chamado Toni, derrubou acidentalmente uma porção de uvas passas na massa de uma torta de natal. Assustado com a bronca que antevia do patrão, tentou consertá-la, misturando outros ingredientes, levando-a ao

forno. Para sua alegria, no dia seguinte o patrão encheu-o de beijos, pois havia inventado uma deliciosa novidade. É com esse espírito antigo e familiar que se deve visitar a Casa Bauducco. Como a casa da vovó. Tijolinho à vista por dentro e por fora, toldo e mesinhas na calçada, muitas prateleiras, móveis e mesas – tudo muito mimoso – ela expõe mais de 70 novidades exclusivas. Finamente embaladas, da antiga marca de torradinhas e panetones. Pacotinhos que não são encontrados em nenhum outro lugar: focaccia (R$ 8,20), crostini de parmesão (R$ 8,50), grissini (R$ 11,30), crostatas (R$ 18,90), muffins (R$ 12,80),

Obras expostas na mostra Giugiaro: 45 Anos de Design Italiano

pão de mel (R$ 11,80 – avulsos, R$ 3,00). E bolos, muitos bolos: fubá, mármore, laranja, nozes, chocolate (R$ 12,90). Pedacinhos de panetone para degustar apontam para os de um quilo, embrulhados para levar para casa (R$ 39). Sete tipos de café (expresso: R$ 3,50) são servidos pelo pequeno balcão, água (R$ 3,50), refris (R$ 3,50) e sucos (R$ 4,50). Diretamente para outro, com alguns cadeirões, para se sentar enquanto bebericados, admirando o movimento da calçada através do janelão. De vidro, imprime certa modernidade à casinha. Vinda de Turim no pósguerra, a família Bauducco abriu sua primeira doçaria em 1952, no Brás. Para comemorar seus 60 anos de atividades veio a nova loja, nostálgico e acertado resgate de raízes. Tido como o melhor panetone brasileiro por muitos, há anos o neto mais velho do fundador Carlo Bauducco imaginou pingar gotas de chocolate no carro chefe da empresa. O que surgiu? Esta, e muitas outras histórias e receitas vem estampadas no saco de papelão, das iguarias que se leva para casa.

Casa Bauducco Lorena. Alameda Lorena 1682. Jardins. Tel.: 2894-4681.

Nova loja festeja os 60 anos da abertura da primeira casa em 1952

Casa Bauducco Shopping Eldorado. Avenida Rebouças 3970. Piso térreo. Loja 123. Tel.: 2197-7945.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Exposição Um Paço aoseualcance apresenta obras do artista Carlos Dias no Paço das Artes

cultura

Fotos: Divulgação

Imagem em sonho Kety Shapazian

A

Crise de Identidade é a única foto do projeto feita numa locação fora de Israel. Goldman escolheu Bruxelas, na Bélgica, como cenário.

série de fotografias do projeto Surrealistic Pillow – Travesseiro Surrealista, em inglês – tem dado o que falar. As imagens, que deixariam Salvador Dalí de bigode em pé, apareceram recentemente em diversas reportagens, do portal de notícias e agregador de blogs Huffington Post à rede de TV CNN. Por trás desse sucesso está Ronen Goldman, 32, morador de Tel Aviv desde os quatro, quando trocou a Califórnia, Estados Unidos, por Israel. Tudo começou há seis anos, quando o "artista conceitual", como ele se autodenomina, teve um sonho e pensou "ei, talvez eu devesse fotografar isso". "Eu não sabia que viraria uma série, um projeto. Só achei que aquela aparição esquisita que tive durante o sonho renderia uma boa foto. Mas aí aconteceu de novo, e de novo...", contou ele por email à reportagem. Sobre o processo de criação, ele diz que é quando acorda que a memória do sonho está mais viva, mas ainda não abriu os olhos. "Procuro manter os olhos fechados por mais um instante, tento memorizar tudo pelo qual passei, todos os detalhes, e então abro os olhos e faço as anotações." Depois de listar os diferentes elementos dos sonhos e até qualquer sentimento abstrato que possa ter experimentado enquanto dormia, Goldman tenta descobrir em que tipo de ambiente ou atmosfera todas essas sensações e memórias se encontra-

vam e por que isso lhe afetou. "A partir daí, procuro evocar uma imagem que corresponda ao sonho e criar a cena em minha cabeça. Uma vez que todo esse processo esteja acabado, 'ligo' a mente de fotógrafo para descobrir como posso executar a ideia tecnicamente", explica. É a hora de reunir elementos e pessoas necessárias para a realização do projeto. Também começa o processo de exploração de locações e o estudo da luz natural – como ela 'cai' no ambiente em diferentes momentos do dia. Aí é só agendar a data e partir 'pro' abraço. "E a imagem acontece", ele diz. Todo esse processo de produção pode demorar meses, segundo o artista, e é esse o motivo de ele ter apenas 20 fotos num período de seis anos. Maçãs flutuando ou que parecem atacar uma pessoa (como na foto maior desta página), abajures cobrindo cabeças e peixes 'voadores' se repetem. Segundo Goldman, essas imagens são representações de "pensamentos mais profundos e emoções que tive ou experimentei através de sonhos. Não consigo explicar em palavras – e talvez seja por isso que eles funcionam tão bem como fotografias". Quando perguntado se já tinha sonhado sobre o conflito israelopalestino, ele saiu pela tangente: "Não porque isso seria coerente demais para minha mente".

Veja mais imagens do projeto em www.ronengoldman.com/?p=975

Uma trajetória musical feita de saborosas histórias Juliana Torres/Divulgação

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Chega aos cinemas nesta sexta (1) o documentário Jorge Mautner - O filho do Holocausto, dirigido por Pedro Bial e Heitor D'Alincourt. O início é um pouco arrastado. Mautner lê trechos de seu livro que dá título ao filme. As passagens escolhidas procuram mostrar a força da origem judaica. Na segunda metade a narrativa corre mais natural. O músico relata como foram compostas algumas canções com o parceiro de vida inteira, Nelson Jacobina; amigos e parentes dão depoimentos. Entre outras histórias, Mautner conta o que o levou parar de beber bebidas alcoólicas: a briga com um amigo a respeito de futebol. Poderia ter acabado em morte, já que ambos – torcedores de times rivais – estavam bêbados e chegaram a se ameaçar com facas. A filha, Amora Mautner, traz à cena saborosas lembranças domésticas. Ela reclama que seu nome foi motivo de piadas na infância. "Os meninos falavam assim 'Amora, Amora, vou contar pro seu pai que você namora' e

eu ficava brava". O pai pede que ela revele a origem do nome. "É feminino de amor". Ele sorri. O artista fica sem jeito quando ela recorda: "Você andava pelado dentro de casa, pai... tive que lidar com isso na terapia". A moça cutuca o pai sobre nunca ter levado a psicanálise a sério. "Eu tinha receio de entediar o cara... então ficava contando piadas", diz ele, algo debochado. Amora lembra de que o pai a fez adquirir cultura sem perceber, na adolescência. Quando pedia dinheiro para roupas, o pai lhe dava "tarefas" pelas quais seria paga: ler livros. Romances de Machado de Assis e León Tolstoi rendiam bem. Volumes de poesias (Edgar Allan Poe, Baudelaire) valiam ainda mais. Acabou lendo clássicos fundamentais e comprou coisas. Com cenografia caprichada, as cenas de shows são entremeadas por entrevistas, em uma edição esperta. Talvez não seja filme para grande público, mas ajuda os interessados a entender a trajetória do músico. (LHC)

Cacos de ironia de Mautner André Domingues

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Jorge Mau

ompreender Jorge Mautner de verdade é tarefa semi-divina. Aos mortais, resta intuí-lo a partir dos cacos de ironia, divagação filosófica e engajamento libertário que despeja como um missionário entre pagãos. Apostando nas luzes desse caminho, a reportagem do DCultu r a aceitou o convite da produção de Jorge Mautner – O Filho do Holocausto para ir ao Rio de Janeiro e tomar um café com o biografado e os dois diretores, Pedro Bial e Heitor D’Alincourt. Todos falaram e cada um concluiu o que quis. Isso é puro Mautner. Jorge Mautner, você percebeu o potencial revolucionário do rock ainda em 1958, muito antes do próprio tropicalismo, de que acabou fazendo parte. Como isso aconteceu?

Mautner: Eu escrevi um livro entre 1956 e 1958, Deus da Chuva e da Morte, que foi publicado em 1962. Nele, o que eu coloquei? Letras de música caipira, que era para a intelligentzia da época um horror, e de iêiê-iê. O que me influenciou foi Little Richard. O rock aparecia como uma categoria cultural de abertura infinita, de democratização e de reconhecimento da grande cultura negra dos Estados Unidos. Bial: O Caetano [Veloso] chama a atenção para isso: que o rock’n roll seria uma linguagem universal antes que os próprios roqueiros se dessem conta. Isso é ainda mais curioso se a gente pensar que a juventude brasileira estava indo para o lado oposto, para a sofisticação da bossa nova...

Mautner: Isso, exatamente! Percebi que, embora eu gostasse, tinha um problema incrível com a bossa nova: aquele negócio de acordes complicados. Já me lembrava um pouco a pirotecnia e o virtuosismo da música erudita, que eu também não gostava muito. D’Alincourt: Acho que o Jorge é o único artista do Brasil que não é influenciado por João Gilberto... Mautner: Não, não sou. Tenho uma admiração incrível por ele, até porque ele tem a mesma visão minha do Brasil como uma amálgama. Mas entre nós tem uma diferença porque entra uma coisa de virtuosismo, de ser superior ao outro, superior ao Nelson Cavaquinho, a Chitãozinho e Xororó... A ironia do Mautner parece conta-

giar muito com o Caetano no filme. Heitor, você notou algo incomum? D’Alincourt: Incomum, não. Essa é a amizade deles. O grande barato do filme é compartilharem com a plateia essa coisa tão restrita da amizade... Mautner: Muitas décadas atrás, conversando com [Gilberto] Gil e Chico Anísio, ele me disse que eu sou mesmo é humorista. Eu disse: totalmente! Bial: O Jorge pertence à linhagem dos contadores de anedotas judaicos. O precedente mais famoso é o Kafka, que não tinha nada de “kafkaniano”. Ele lia as histórias dele nos bares de Praga às gargalhadas! Mautner: É! As coisas mais sagradas são levadas aqui, no plano humano da auto-ironia.


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