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Informativo das Regionais Casa Verde, Pirituba/Perus e Tucuruvi - Ano V - Out/Dez/2006 - No 23 Tiragem: 5.000 exemplares - R. Jaboat達o, 162 - Cj. 3 - Casa Verde - S達o Paulo - SP - CEP 02516-010


Editorial

U

m olhar mais atento ao calendário e reparamos que o ano já acabou. Então, chegou a hora de fazermos algumas reflexões. Há pouco comemoramos o Natal e a entrada de 2006. Agora estamos festejando novamente o Natal e o início de 2007. Só para citar alguns fatos de 2006: em janeiro aconteceu o bem-sucedido 24º Congressão da APCD, depois o delirante carnaval, tivemos também campanha eleitoral e a eleição na APCD, copa do mundo de futebol

Celebre o Natal, e nunca se esqueça do aniversariante, mesmo que você não acredite nele, festeje o seu nascimento. Lembre-se que o novo ano só será bom se você quiser que ele seja. Depende muito mais de você do que dos outros, não aponte os outros anos pelas tristezas desse ano, lute muito para que esse seja o melhor ano que você teve até hoje. Nós das Regionais Casa Verde, Pirituba/ Perus e Tucuruvi, desejamos um Natal cheio de paz, harmonia, saúde e amor para todos. Se não for possível concretizar todos os nossos sonhos, podemos pelo menos iniciá-los. “Vida longa e próspera”.

Drs. Marco Antonio Rocco, Edgard dos Santos Pimentel e Gilberto Gomes, presidentes, respectivamente, das Regionais Casa Verde, Pirituba/Perus e Tucuruvi

Revista APCD União é um informativo da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas das Regionais Casa Verde, Pirituba/Perus e Tucuruvi - R. Jaboatão, 162 - Cj. 3 - Casa Verde - São Paulo - SP - CEP 02516-010

APCD Regional Casa Verde Presidente: Dr. Marco Antonio Rocco Tel./Fax: (11) 3858-0765 E-mail: apcdcasaverde@apcd.org.br APCD Regional Pirituba/Perus Presidente: Dr. Edgard dos Santos Pimentel Tel.: (11) 3903-0956 E-mail: edgard_pimentel@uol.com.br

APCD Regional Tucuruvi Presidente: Dr. Gilberto Gomes Tel./Fax: (11) 6991-5780 E-mail: apcdtucuruvi@apcd.org.br Site: www.apcdtucuruvi.com.br Editores: Dr. João Jorge Queijo, Dr. Clovis Pereira, Dr. Paulo César Nantes e Dr. Paulo Vicente Pagano

Jornalista Responsável: Israel Correia de Lima (Mtb 14.204) Tel. (11) 3477-4156 / 9263-1935 E-mail: israellima@ajato.com.br Projeto Gráfico/Edição: Deporde Design/Guilherme Gonçalves Tel.: (11) 6947-1219 / 8138-1267 E-mail: deporde@terra.com.br

A Revista APCD UNIÃO - Informativo das Regionais Casa Verde, Pirituba/Perus e Tucuruvi não se responsabiliza pelos serviços e produtos anunciados, os quais estão sujeitos às normas de mercado e do Código de Defesa do Consumidor. Artigos assinados ou conceitos emitidos são de responsabilidade exclusiva dos autores. Permitida a reprodução de textos da revista desde que citada a fonte. Periodicidade: Trimestral

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Foto Capa: Carlos Paes

Expediente

(sem o hexa da seleção), em seguida alguns escândalos políticos e a eleição de Governadores e Presidente da República, tudo isso permeado de muitos feriados. “E cadê o ano?” O ano passou muito rápido e nossa memória parece não se lembrar das coisas que aconteceram nesse ano e nos outros também. Ano novo, vida nova, renovação! Não pense somente neste tripé. Devemos encarar o próximo ano como uma continuação da nossa vida, sem a ilusão de que tudo vai mudar para melhor no dia 1º de Janeiro de 2007, se ficaram pendências do ano passado, é chegada a hora de fazermos um balanço de nossas vidas, não somente do ano de 2006. O que você plantou até hoje: flores ou ervas daninhas? Pense e veja o que irá colher nas próximas safras. Se planejarmos e tomarmos atitudes corretas, colheremos lindas flores. Pense menos nos bens materiais. Vamos nos dedicar mais ao amor pela família, à profissão, aos pacientes, aos colegas e muito mais! Além disso, a qualidade de vida que tanto queremos, está intimamente relacionada com a sua capacidade de respeitar as diferentes opiniões e participar por um mundo melhor.


Regionais Casa Verde, Pirituba/Perus e Tucuruvi - 


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Capa

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Responsabilidade Civil e Profissional na Área de Saúde

Q

uando se analisa o histórico relativo ao comportamento das civilizações quanto aos “erros médicos” ou na área de saúde, observa-se que há três milênios já se conhecia o Código de Hamurabi o qual punia de forma inerente quando o médico cometesse erro no exercício profissional. No século V criou-se a Lei Anquilia oriunda do Direito Romano que legou a responsabilidade civil do profissional da medicina. Porém tal efeito criou corpo no século XIX, na França, pelo Procurador geral Dupin que espelhou nosso Direito contemporâneo, sendo de sua autoria a jurisprudência: 1. “O médico e o cirurgião, não são indefinidamente responsáveis, porém o são às vezes; não o são sempre, mas não se pode dizer que não o sejam jamais”. Fica a cargo de o Juiz determinar cada caso, sem afastar-se dessa noção fundamental: para que um homem seja considerado responsável por um ato cometido no exercício profissional é necessário que haja cometido uma falta nesse ato: tenha sido possível agir com mais vigilância sobre si mesmo ou seus atos e que a ignorância sobre esse ponto não seja admissível em sua profissão. 2. Para que haja responsabilidade civil, não é necessário precisar de existir intenção, basta que tenha havido negligência, imprudência, imperícia grosseira e, portanto, inescusáveis. 3. Aos Tribunais corresponde aplicar a Lei com discernimento, com moderação, deixando para a ciência toda a latitude de que necessita dando, porém, à Justiça e ao Direito comum tudo o que lhe pertence. Em 1936 a Corte da Câmara Civil de Paris estabeleceu o acórdão de responsabilidade contratual com relação aos procedimentos por ele executados, o que vem sendo parâmetro até nossos dias. A dificuldade maior que se observa desde o início do século, com relação ao exercício da medicina é conseguir-se dentro do arranjo social existente, estabelecer até onde a medicina é abordada como uma ciência de fim ou de meio. Se considerarmos como ciência de fim equivale a dizer quando de qualquer tratamento ou tentativa de tratamento, estaria o profissional obrigado a obter o resultado como se fora uma conta matemática; porém sabemos que a realidade binominal em que o profissional vive fundamentalmente estatística (normal é o estaticamente maior). Se considerarmos uma ciência de meio, bastaria ao profissional e seu total empenho dentro da tecnologia e conhecimento que dispõe no momento do ato médico: empenhar-se dando tudo de si para atingir o bem-estar de seu atendido, independente do resultado. Se os profissionais são falíveis (o que é verdade para todas as áreas do conhecimento humano), não se pode porém eximir alheio quando por negligência imperícia ou imprudência o profissional causar prejuízo a outrem. Novamente chama-se atenção à dificuldade dentro da área médica da reparação do dano, visto que, tratando-se de uma vida, não há como reparar. A despeito disso, nossos tribunais têm entendido que a reparação possa ser feita de forma pecuniária e de novo recaímos no mesmo

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aspecto indeterminado quantificar-se uma vida o que torna ainda mais vulnerável o profissional e, sobretudo o cumprimento do previsto em Lei.

O RISCO E A RESPONSABILIDADE CIVIL

RISCO: é a possibilidade de perigo por acontecimento eventual incerto, mas previsível, que ameaça de dano à pessoa ou a coisa. TEORIA DE RISCO: o risco determina que o seu responsável suporte as conseqüências de seus atos, mormente quando são sintetizados em danos a terceiros, ainda que sem culpa, bastando o fato nocivo ser um efeito cuja causa esteja no simples desenvolvimento da atividade humana, na atividade profissional cabe a responsabilização do agente independente de culpa. DANO: todo o mal ou ofensa que tenha uma pessoa causado a outrem, quer em razão da existência de um vínculo contratual quer extracontratualmente. Há sempre um nexo psicológico entre o autor e o ato por ele praticado que resultou no dano, o qual configura sempre um ilícito a culpabilidade. DANO MORAL: (responsabilização civil) não se pode negar as ligações e relações entre o Direito e a Ética do grego ethos, significando costumes como padrão de comportamento, sancionado pela sociedade que o adotou. A Ética: designa a reflexão sobre a moralidade, as regras e os códigos morais que norteiam a saúde humana esclarecem e sistematizam as bases do fato moral e determina as diretrizes e os princípios abstratos da moral. A Moral: vem a ser o conjunto de prescrições a respeito do comportamento humano no que concerne a condutas consideradas licitas e ilícitas estabelecidas e aceitas numa época por determinada comunidade humana Assim o dano moral, diz respeito à ofensa ou violação que não fere os direitos patrimoniais, mas sim os seus bens de ordem moral, referentes a sua liberdade honra (pessoal e familiar), reputação, conceito social, estima etc.

FENÔMENO PROFISSIONAL NA ÁREA DE SAÚDE

Alguns apontam à opinião de que o exercício da atividade médica na época contemporânea perdeu completamente a grandeza da sua função social, transformando-se num inescrupuloso (e atualmente nem sempre lucrativo) negócio, salvo honrosas exceções. O atendimento na área de saúde também é uma forma de saber que atribui a um sujeito “um poder de vida e morte” de separar a saúde da doença reproduzindo as relações de poder da sociedade como um todo. Assim o profissional é responsável pelo bom uso desse poder.

CONCEPÇÃO DA RESPONSABILIDADE CONTRATUAL DO PROFISSIONAL DE SAÚDE A atividade configura um contrato entre médico odontólogo e paciente de molde a caracterizar a hipótese semelhante ao mandato? O simples fato de considerar a atividade como contratual não tem condão, ao contrário do que poderia parecer de presumir a culpa, como acontece nos contratos civis comuns. O princípio

é no sentido de que ao cliente incumbe provar a inexecução da obrigação por parte do profissional. Diz-se juridicamente que o ônus da prova é do paciente. Existem contudo exceções, que serão apontadas. Saliente-se que a “prova” supracitada não é tão difícil de ser produzida: diagnósticos diferenciais ou mesmo perícias médicas judiciais (sempre realizadas nas ações envolvendo erros profissionais) podem ser solicitadas pela vítima e comprovarem a culpa, estabelecendo o nexo casual entre a sua conduta e os danos ocorridos na vítima.

OBRIGAÇÃO DE MEIO E OBRIGAÇÃO DE RESULTADO NO CAMPO MÉDICO

Teoricamente e, via de regra, a obrigação do profissional de saúde para com o seu paciente é classificada como uma “obrigação de meio” ou seja, obriga-se a diligenciar a empregar todos os meios técnicos disponíveis para o exercício de sua função, sem todavia garantia do resultado. Diz-se ainda no plano teórico que se o resultado não for a cura, o profissional não pode sofrer sanção a menos que tenha cometido negligência imprudência ou imperícia. Nos procedimentos estéticos reparadores nos quais o paciente busca corrigir uma imperfeição ou a melhora de sua aparência de uma forma geral supõe-se sob o ponto de vista jurídicosociológico que o paciente não é o doente, nem tão pouco pretende ficá-lo consequentemente o profissional não se engaja na cura. O profissional neste caso propõe-se a um resultado pretendido pelo paciente e não deve proceder a intervenção caso não possa corresponder a expectativa deste. Crescendo desta forma o dever de informação e sobretudo a obrigação de vigilância, devendo até mesmo recusar-se caso os riscos gerem desequilíbrio na chamada relação custo-benefício. Acredito que a obrigação de resultado em determinados procedimentos, aliada a pouca ou nenhuma documentação pré, durante e pós procedimentos e principalmente quando entender o atendido tratar-se de dano a sua pessoa caberá ao profissional provar que o resultado não se deu por sua culpa mas que a condição geradora do resultado não era previsível, ou o paciente não seguiu sua orientação. Equivale dizer que o simples fato de o profissional ter sido aprovado e ter-lhe entregue o diploma é uma pessoa oficial de seu conhecimento científico, porém a sua ilibada moral profissional será questionada diuturnamente durante todo o exercício profissional, o que significa dizer que mesmo tendo a maior das especializações aliada à melhor formação do mundo isso não lhe dá passaporte para que haja indistintamente. Finalmente, entendo estar o erro profissional de forma cabal ligado a personalidade de quem executa o procedimento e ignora a relação com o paciente. Independentemente de sua formação profissional.

Fonte: Erro Médico e Responsabilidade Civil na Área de Saúde São Paulo - Editora LTR - Edição 2005 Professor Optiz J. B. Jr.


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Direitos

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Defesa de classe

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odos sabemos que a Odontologia não atravessa um dos seus melhores momentos, havendo um mercado de trabalho bastante competitivo, causado por excesso de mão-de-obra e crise econômica. Este mercado saturado, gera algumas distorções como uma falta de ética incisiva, pois há colegas que no desespero de conseguir novos clientes, fala mal do trabalho do cirurgião, não sabendo em que condições o procedimento foi realizado. Mas, este assunto foi esmiuçado na matéria sobre Responsabilidade Civil. Mas, o que assusta é o grande número de colegas que estão abandonando a profissão. Segundo Plínio Augusto Rehse Tomas, cirurgião-dentista e consultor, 30,9% dos cirurgiões-dentistas brasileiros prefeririam seguir outra profissão (pesquisa feita em 2005) e ele acredita que isso aconteça por vários motivos: baixa remuneração no consultório, raras oportunidades de empregos, perda de prestígio social da profissão, melhores oportunidades de ganhos fixos em outras áreas, excesso de leis, impostos, taxas e regulamentações para o exercício profis-

sional, entre outros fatores. O perfil do profissional precisa mudar, não adianta mais se preparar tecnicamente sem ter noções de administração e marketing, já que nosso consultório nada mais é do que uma empresa com necessidades iguais ao de qualquer outra. Outro assunto que gostaria de expor é a necessidade do cirurgião-dentista de adequar-se a uma nova realidade de mercado, que é a sua relação com o Código do Consumidor. Em 1990 a lei n. 8.078, que ficou conhecida como Código de Proteção do Consumidor, enquadrando o Cirurgião-Dentista como fornecedor de serviços e o Paciente como Consumidor, trazendo distorções e agravando o quadro, já caótico, dos operadores de Saúde no Brasil. Pelo Código, o consumidor tem direto à informação quanto aos serviços e os riscos ligados à prestação dos mesmos. Desta forma a maneira correta de se atender à legislação civil e ética é através do Termo de Esclarecimento e Consentimento, que deverá ser elaborado para cada paciente, contendo o nome do paciente, sua queixa principal, o tratamento a ser

adotado, os riscos ordinários do procedimento, tempo de recuperação, custo e alternativas, tudo em termos leigos e claros, demonstrando acima de tudo a boa-fé do Cirurgião-Dentista para com o paciente. O aludido termo deve ser assinado pelo paciente ou seu representante legal e ser anexado na respectiva ficha clínica, constituindo prova documental hábil e válida de que a legislação foi atendida e que o paciente teve acesso às informações mais relevantes que envolvem o seu tratamento. Espero que tenham entendido a nova realidade de mercado a que o CirurgiãoDentista deve se adequar e que se preparem, porque ao que tudo indica o mercado fica a cada dia mais exigente.

Dr. Paulo Vicente Pagano Editor

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tratamento

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Xerostomia: desordem de origem local ou sistêmica?

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xerostomia ou secura bucal é um problema que denota a redução total ou parcial do fluxo salivar, cujas causas são diversas e de conseqüências variáveis em função da etiologia. Aspecto bucal da xerostomia em paciente irradiado na região de cabeça e pescoço

As glândulas salivares maiores produzem cerca de 70% da saliva enquanto que o restante é produzido pelas glândulas salivares menores. Tem por funções básicas: • a saliva propicia um ambiente liquido ideal e necessário para as mucosas • contêm elementos em sua constituição essenciais para o inicio do processo digestivo • possui elementos de defesa orgânica local como as imunoglobulinas. Como causa congênita da xerostomia temos a não formação ou agenesia principalmente das glândulas parótidas. O aumento de adrenalina endógena, como em situações de estresse, provoca uma não produção momentânea de saliva pelas glândulas salivares maiores e, em conseqüência, uma sensação de secura bucal de maior intensidade. A radioterapia na região de cabeça e pescoço incidindo na área das glândulas salivares maiores, produz dano funcional a estas e a não produção de saliva é um fato de caráter permanente. A utilização de certas drogas no tratamento quimioterapico para os mais diversos tipos de neoplasia maligna, são indutoras da

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não produção de saliva. Certos medicamentos como antihipertensivos, corticosteróides de uso prolongado e antidepressivos provocam pela sua ação sistêmica a diminuição de produção de líquido corporal e, em especial a saliva. Na mulher a diminuição parcial ou total da produção de estrógeno, quer pela menopausa, quer pela remoção cirúrgica dos ovários, pode causar diminuição drástica da produção de saliva que, em conseqüência, induz à sensação de secura bucal acompanhada de ardor ou queimação nas mucosas bucal e lingual. Doenças crônicas não curáveis como Diabetes melitus acarretam dano estrutural nas glândulas parótidas (sialose) resultando em variação da quantidade de saliva além de alterações bioquímicas desta aumentando o risco e a severidade da doença periodontal e das cáries dentais. Aspecto da língua em paciente com xerostomia por uso de medicação antihipertensiva

Pacientes com insuficiência renal crônica submetidos a hemodiálise apresentam xerostomia acompanhados de macroglossia e úlceras por toda mucosa bucal. O uso de medicamentos como os citados acima e a menopausa, geralmente, por estarem presentes em pacientes idosos e do sexo feminino fazem com que se tenha uma falsa correlação entre diminuição de produção de saliva com o avançar da idade, muitas vezes por

falta de um diagnóstico preciso e conhecimento real do estado de saúde geral do paciente. Estudos mostram que o avançar da idade não implica em alterações estruturais ou funcionais nas glândulas salivares e, portanto, é um erro afirmar que há menor produção de saliva no idoso atribuído única e exclusivamente ao fator idade. Clinicamente o diagnóstico da xerostomia é dado pela sensação de secura bucal relatada pelo paciente, intumescimento principalmente da língua, ardor bucal e, por vezes, áreas de erosões e úlceras são formadas conseqüentes ao trauma de oclusão em ambiente bucal não úmido, dificultando o diagnóstico. O tratamento leva em conta a causa da xerostomia e a sua durabilidade, ou seja, se é um quadro reversível ou irreversível. Nos quadros irreversíveis usam-se os substitutos de saliva como a saliva artificial e géis umidificadores bucais associados a uma restrição de alimentos duros, ásperos e muito condimentados e ingestão de grandes quantidades de água por dia. Nos casos reversíveis tem sido utilizado desde o estímulo a uma maior ingestão de líquidos até a administração de Pilocarpina de ação tópica ou sistêmica via oral, com algumas contra-indicações de seu uso por problemas sistêmicos do paciente, como hipertensão e cardiopatia, e um atento monitoramento de seu uso. O efeito da xerostomia nas estruturas bucais é o surgimento de lesões cariosas extensas e devastadoras, doença periodontal e infecções oportunistas pelo fungo do gênero Cândida que se agravam quando associa-se uma dieta rica em açúcares e pobre higienização bucal.

Wagner Seroli - CROSP 29361 Especialista em Estomatologia Efetivo do serviço de Estomatologia do Instituto do Câncer - São Paulo


Curso de Implantes inaugura clínica de Regional

N

o dia 21 de outubro de 2006 a Regional Pirituba\Perus inaugurou, com um Curso de Implantes de Carga Imediata, ministrado pelo Prof. Dr. Luis Carlos Pinto Ferreira, sua clínica onde serão realizados cursos práticos, workshops e cursos hands-on. Os participantes do curso puderam assistir a realização de uma cirurgia, ao vivo, feita pelo ministrador e sua equipe. Após o curso houve uma animada confraternização para comemorar o evento. Os associados desta Regional contam agora com mais este espaço para seu aprimoramento profissional, esperamos a participação de todos nos próximos cursos que iremos realizar.

Dr. Luis Carlos Pinto Ferreira, ministrador do Curso de Implantes

Paciente com implante imediato colocado (Da esq. p/ dir.) Dr. Edgard dos Santos Pimentel, Presidente da APCD Regional Pirituba/Perus, Dra. Simone Sperandio, Assessora do Departamento Científico, Dr. Luis Carlos Pinto, ministrador e Dr. Bittencourt, ministrador

Regionais Casa Verde, Pirituba/Perus e Tucuruvi - 


Programação de Cursos Os interessados nestes cursos devem entrar em contato com as Regionais para confirmação de datas e vagas Regional Casa Verde Dr. Empreendedor, O Que Você Pode Fazer Diante das Exigências e Desafios do Mercado Ministrador: Dr. Sidney Tadeu C.L. Manoel Data: 22 de março de 2007 - Quinta-feira - 20h Retratamento de Canais Radiculares Ministrador: Dr. Ruy Hizatugu e equipe: Drs. Eduardo Kado, Gustavo Meneghine, Edson Miyasaki e Kazuzo Okino Data: 27 de março de 2007 - Terça-feira - 20h Estética em Metal Free com Tomada de Cor em 3D Ministrador: Prof. Sergio Pontalti Data: 19 de abril de 2007 - Quinta-feira - 20h

Certificado, coffee-break e brinde surpresa

É indispensável a confirmação de datas, horários e vagas para todas as palestras pelo telefone 3858-0765 com Rita. Regional PIRITUBA/PERUS Ortopedia Funcional dos Maxilares Ministradora: Dra. Simone Sperandio e equipe Data: 8 março à 28 de junho de 2007 Conferência: Estratégia Simplificada para Solução de Problemas de Dentes com Infecção e Lesões Periapicais Ministradores: Drs. Ruy Hizatugu, Eduardo Kado, Edson Miyasaki, Alex Otani, Kazuzo Okino Neto, Marko Nishioka, Sidney Komatsu, Shinichi Kimura, Gustavo Menghine Data: 1 de março de 2007 - Quinta-feira - 19h30 às 22h30 Conferência: Contabilidade para o Cirurgião-Dentista com Enfoque no Imposto de Renda Ministrador: Dr. Luis Carlos Grossi Data: 15 de março de 2007 - Quinta-feira - 20h às 22h

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Estomatologia Sob o Olhar do Clínico Geral Ministrador: Dr. Wagner Seroli Data: 29 de março de 2007 - Quinta-feira - 20h às 22h Workshop: Metal Free - Confecção de Prótese Parcial Fixa Ministrador: Dr. José Alves Pereira Data: 19 de abril de 2007 - Quinta-feira - 18 às 22h Correção de Mordida Cruzada nas Dentições Decídua e Mista, em uma Única Sessão, com Pistas Diretas Planas Ministradora: Dra. Simone Sperandio Data: 10 de maio de 2007 - Quinta-feira - 20h às 22h Workshop: Confecção de Faceta em Porcelana - Demonstração ao Vivo com Paciente Ministrador: Dr. Luis Henrique Vinagre Data: 19 de maio de 2007 - Sábado - 8h às 12h Dicas Para Otimizar Provas e Tomada de Cor em 3D no Consultório Ministrador: Dr.Sergio Pontalti Data: 31 de maio de 2007 - Quinta-feira - 20h às 22h Mais informações: Regional Pirituba/Perus (11) 3903-0956 Regional Tucuruvi Curso de Iniciação à Mecânica Ortodôntica Corretiva Typodont Edgewise Convencional Ministrador: Equipe do Dr. Humberto Braghetti Data: Quartas-feiras - Quinzenal - 19h30 às 22h30 Início: 2007 - Duração: 6 meses Investimento: 8 x R$ 250,00 Vagas: 12 alunos por turma Conferência Gratuita: Workshop do Sorriso Ministrador: Dr. José Alves de O. Pereira Data: 27 de março de 2007 - Terça-feira - 18h às 22h

Conferência Gratuita: Estomatologia sob o Olhar do Clínico Geral Ministrador: Dr. Wagner Seroli Data: 12 de abril de 2007 - Quinta-feira - 20h Curso de Endodontia: Estratégia Simplificada para Solução de Problemas de Dentes com Infecção e Lesões Periapicais Ministradores do Curso e do Seminário de Discussão Clínica: Drs. Ruy Hizatugu, Eduardo Kado, Gustavo Meneghine Edson Miyasaki, Kazuzo Okino Neto, Alex Otani, Marko Nishioka, Sidney Komatsu, Shinichi Kimura Data: 17 de abril de 2007 - Terça-feira - 19h30 às 22h30 Conferência Gratuita: Como Fazer Marketing em um Consultório Odontológico Ministradora: Dra. Débora Ferrarini Data: 8 de maio de 2007 - Terça-feira - 20h Mais informações: Regional Tucuruvi (11) 6991-5780 Benefícios Convênios Advocacia / Alessandro Paolantoni Av. Água Fria, 1508 - Sl. 3 - Tel.: 6991-3710 - Cel.: 7115-3237 apaolantoni@aasp.org.br - Desconto de 10% aos associados Alessandra Lopes - Arquitetura e Interiores Projeto e execução coml. e residencial. 20% desc. p/ associados. Tel.: (11) 7667-6727 - E-mail: alessandralopes.arq@gmail.com Escola de Dança Ballet Andrea Bahlis Cursos de Ballet à Danças de Salão. Desconto de 10% para associados e 20% para turmas fechadas de no mínimo 8 alunos Rua Marino Félix, 56 - Casa Verde - São Paulo Tel.: (11) 3966-2655 com Andréa Limão Academia de Tênis Treinamento profissional, locações e eventos esportivos Rua Madalena Madureira, 9 - Bairro do Limão - São Paulo Tel.: (11) 3858-1000 - www.limaotenis.com.br


Palestras sobre higiene bucal são ministradas para crianças A APCD Pirituba/Perus com a colaboração da APCD Central - Departamento de Prevenção, doando os “kits” infantis oferecidos pela COLGATE e a participação de Cirurgiões-Dentistas voluntários Drª Cristiane Regina Calderani e Patrícia Aparecida Calderani de nossa regional, foram responsáveis por ministrar palestras relacionadas à higiene bucal que ocorre em escolas estaduais. Os “kits” infantis foram distribuídos para os alunos que participaram deste evento que ocorreu na Escola Estadual “Prof. João Nogueira Lotuffo no dia 26/08/06 no período das 9h às 16h nas dependências da escola, sob a supervisão da coordenadora escolar Elimery Bastos Castrioto Cassettari.

Nota de falecimento É com muito pesar que noticiamos o falecimento de Antonio Carlos Soares de Sousa, ocorrido no último dia 28 de novembro. Formado pela Universidade de São Paulo em 1964, onde sempre cativou a amizade dos colegas. Entusiasta pelo movimento classista, sócio remido da APCD, presidiu a Regional Tucuruvi em três gestões e também foi Conselheiro da APCD Central. Nasceu em São Paulo em 4 de novembro de 1940. À esposa Marilene, os filhos Filipe e Fabíola, a nora Ana Claudia e o neto Murilo, os sentimentos e solidariedade dos colegas e amigos da APCD Regional Tucuruvi.

Carnaval em Bonito Mato Grosso do Sul Saída: 16/02/07 - 22h30 / Retorno: 20/02/07 - 16h Chegada em Bonito: 17/02/07 - por volta de 15h Acomodação: Pousada Muito Bonito - Tel.: (67) 3255-1645 Ônibus leito - 49 passageiros, 1 coordenador e 2 motoristas Valor Total - R$ 685,00 (p/ pessoa em apto. duplo grande) R$ 660,00 (triplo p/ pessoa) R$ 635,00 (p/ pessoas em apto. grande - 6 ou 7 pessoas) Inclui: café da manhã, passeios monitorados (Fazenda Ceita Corê - com almoço, trilhas, Flutuação - Riu Sucuri - com almoço), seguro viagem, lanche, água. Os interessados deverão entrar em contato com a APCD Pirituba/ Perus pelo telefone 3903-0956.

Curso de Dança de Salão A APCD Regional Casa Verde está abrindo inscrições para o Curso de Dança de Salão, que será realizado em parceria com a Escola de Dança Ballet Andrea Bahlis. As aulas serão semanais e com preço promocional de R$ 50,00, somente para esta turma. A escola, já conhecida na Casa Verde, oferece cursos de Ballet Clássico, Jazz, Sapateado, Flamenco, Dança de Salão e Street Dance em sua sede. São oferecidas 12 vagas para o curso de Dança de Salão e as incrições podem ser feitas com a Rita pelo fone (11) 3858-0765.

Regionais Casa Verde, Pirituba/Perus e Tucuruvi - 


INDICADOR PROFISSIONAL Casa Verde Dra. Celi de Fátima R. Rocco - CRO 29923 Dr. Marco Antonio Rocco - CRO 38051 Odontopediatria Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares pelo Conselho Federal de Odontologia Rua Jaboatão, 162 - 1º andar - Casa Verde Tel.: 3856-0348 Dra. Claudia Adriana Tescaro - CRFa-9030 Fonoaudióloga Praça Italico Ancona Lopes, 14-A - Sl. 3 Freguesia do Ó - Tel.: 3935-3464 Dr. Hugo Franco de Abreu Neto - CRO 16165 Ortodontista Rua Atílio Piffer, 271 - 1º and. - Casa Verde Tel.: 3966-5865 / 3858-2193 Dr. Maurício Teixeira Duarte - CRO 46283 Mestre em Periodontia e Estomatologia Praça Amadeu Amaral, 47 - Cj. 51 - Paraíso Rua Parapuã, 1835 - Freguesia do Ó Tel.: 3288-6581 / 3921-8051 Dr. Wagner Seroli - CRO 29361 Estomatologia e Cirurgia Buco Dental Av. Casa Verde, 235 Tel./Fax: 6236-4678 / 6236-3456

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Ligue para (11) 3477-4156 e reserve o seu espaço. Você pode incluir seu anúncio por apenas R$ 35,00 para sócios e R$ 50,00 para não-sócios.

Pirituba/Perus Dr. Carlos Maeda - CRO 15102 Estomatologia - Diagnóstico e Cirurgia Av. Mutinga, 2778 - Pirituba - Tel.: 3904-1316 Dra. Eliana Barbosa de Souza - CRO 55145 Endodontia - Tratamento de casos difíceis, Cirurgia Parendodôntica Graduação e especialização pela USP R. Roma, 620 - Cj. 137-A - 130 and.- Lapa - Tel.: 3673-4041 Dra. Kelly Cristina Lopes - CROSP 70690 Especialista em Odontopediatria Ortodontia Rua Emílio Colella, 78 - Sala 5 Parque São Domingos Tel: (11) 3904-2685 Dra. Verônica Diaz Parada Pimentel - CRO 30447 Especialista em Endodontia Av. Benedito de Andrade, 642 - Pirituba Tel.: 3975-8875 / 3992-4279

Tucuruvi Dr. Carlos Filgueira Silvares Especialista em Periodontia Prof. Curso de Implantes na APCD Pinheiros Implantes parte cirúrgica e protética Av. Cel. Sezefredo Fagundes, 132 Tel.: 6952-4259 Dr. Carlos Marcos Tarkieltaub - CROSP 14721 Periodontia e Implantes (fase cirúrgica) Óxido Nitroso Rua Gurupatuba, 147 - Tucuruvi Tel.: 6203-8481 Dra. Mariza A. Anhello Odontopediatra e Ortodontista Rua Godofredo Furtado, 90 Tel.: 6204-2977 Dr. Paulo Vicente Pagano Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial Av. Mazzei, 166 - Tucuruvi Tel.: 6203-2425 Dr. Jacinto Ogama - CRO 3053 Cursos / Diretor Presidente da São Paulo Tao-Accus/Liderança em Acupuntura na América Latina Av. Tiradentes, 3.848 - Guarulhos - SP Tel.: 6406-9255 / 6402-3669


Regionais Casa Verde, Pirituba/Perus e Tucuruvi - 11


APCD União 23  

Informativo das Regionais Casa Verde, Pirituba/Perus e Tucuruvi - Ano V - Out/Dez/2006 - N o 23 Tiragem: 5.000 exemplares - R. Jaboatão, 162...