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Jornal Expressão - Novembro 2017

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Destaque

Especial 300 anos

»Fundo Social de Solidariedade

»Fiéis de todo o país fizeram peregrinações ao

de São José conta com representante da Diocese no Conselho Deliberativo

Santuário Nacional de Aparecida em comemoração aos 300 anos do achado da imagem. Veja algumas experiências diocesana dessa bonita festa.

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DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Órgão Oficial da Diocese de São José dos Campos • Ano XXIV • Novembro de 2017 • N0 384 redacao@diocesesjc.org.br | www.dioceses jc.org.br Rafael Olímpio

Um ato de amor e solidariedade

Páginas 8 e 9

Palavra do Pastor »Igreja no Brasil se pre-

para para viver Ano do Laicato. Dom Cesar nos motiva a celebrar com grande alegria esse momento forte em nossa Diocese. Página 3

Espaço Catequético »Novembro é o mês de

Em pauta »“A ação política,

conscientização do dízimo. Porque não motivar essa experiência também em nossas crianças?

quando bem orientada, pode ser expressão da vontade de Deus.”

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2  EXPRESSÃO  Novembro

Editorial

A grandeza do ser humano revelada em suas obras

O

ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, é possuidor de uma altíssima dignidade e vocação, cuja compreensão vem ajudada pelas importantes celebrações litúrgicas que acontecem no mês de novembro. A vida humana não se esgota no aqui e agora da história, mas torna-se plena na eternidade. Com os pés fincados na terra, homem e mulher de fé olham para o Céu, onde encontram sentido e direção para os passos que dão. Na busca da santidade, comprometem-se com os seus semelhantes mediante a prática do amor e colaboram para efetivar o projeto divino que são. É o processo do vir-a-ser, que toda pessoa deve assumir como condição para uma existência fecunda e feliz. Por ser possuidor de tamanho privilégio, a primeira atitude que deve brotar de cada coração humano é a gratidão. Por isso, o mês de novembro, na Diocese de São José dos Campos, ajuda os cristãos a assumirem cada vez mais essa postura, por meio da conscientização sobre o Dízimo. Na gratidão e na partilha a pessoa se mostra livre e mais semelhante a Deus. O destaque desta edição do Jornal Expressão (JE) está por conta da matéria sobre a doação de órgãos, um ato de amor e solidariedade para que a vida continue onde se encontra ameaçada pela enfermidade. Participamos no mês de outubro do 1º Encontro de Legisladores em Defesa da Vida e da Família, que contou com a presença de representantes da Diocese comprometidos com esta causa. Confira detalhes na página 5. O Ano do Laicato terá início no dia 26 de novembro. Na Palavra do Pastor D. Cesar reflete sobre este importante momento da Igreja no Brasil, cujos objetivos são reconhecer e agradecer pela presença e atuação dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade, ao mesmo tempo que incentivá-los a assumirem mais a sua identidade e missão em vista do Reino de Deus da construção de um mundo novo. As novas orientações emanadas do Governo para a realização do Ensino Religioso nas escolas, também fazem parte desta edição do JE, que traz a opinião de professores acerca desse importante assunto da atualidade. “Nem confusão, nem separação” é o título do artigo escrito por Pe. Éverton Machado, sobre a relação entre religião e política. À luz daquilo que a Igreja ensina, informe-se e forme-se sobre esta questão, na página 11. Confira ainda o “Especial 300 anos” que traz experiências de peregrinações realizadas por diocesanos de São José dos Campos na celebração do tricentenário do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Esta é mais uma edição do JE preparada com carinho por seus responsáveis para levar aos leitores experiências, testemunhos, informação, formação e oportunidades. Tudo para que se perceba a força da vida, que existe e cresce continuamente na Diocese de São José dos Campos, bem como a grandeza do ser humano expressa e respeitada nas muitas ações evangelizadoras e sociais desta Igreja Particular. Que todos tenham uma proveitosa leitura!

Compartilhe conosco suas experiências pastorais e também nos conte o que está achando do conteúdo do Jornal Expressão. Esse espaço estará sempre aqui, de portas abertas. Envie para nosso email redacao@diocesesjc.org.br.

“

Veículo eficaz na Evangelização. A Igreja particular de São José dos Campos, traz elementos que contribuem na expansão do Reino de Deus. É a resposta de Jesus Cristo Senhor: ‘Ide Anunciai’…Que o Espirito do Senhor continue fortificando e assistindo a nossa Diocese."

Ir.Raymunda Vieira

“

Parabéns a todos os que nestes 25 anos se dedicaram, desde a primeira até a presente edição do JORNAL EXPRESSÃO, levando notícias e formação cristã ao povo de Deus em nossa Diocese! Deus os abençoe e continue iluminando-os na missão de registrar e comunicar a marcha do povo de Deus em nossa Diocese!”

Diácono Pasquale Gerardo

Novembro: mês do Dízimo “Dízimo, doação, missão, comunidade de comunidades, que recebeu a missão de evangelizar! A missão pede entrega, doação, generosidade. O Dízimo expressa a participação da pessoa batizada na missão de anunciar o ‘Evangelho da Alegria!’ Evangelização que acontece como presença da comunidade, como Anúncio-Palavra, como obras de misericórdia”. Eis a palavra do Documento 106 da CNBB sobre o Dízimo na comunidade de fé: Orientações e Propostas, que foi lançado em 2016. Portanto, irmãos e amigos na fé, busquemos amar e servir a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo com o nosso Dízimo na continuidade dos nossos conterrâneos, que na Bíblia deram seu testemunho e foram servidores do templo. O Dízimo é oferecido pelos patriarcas como reconhecimento e gratidão pela dádiva de Deus que abençoa e acompanha aquele que a Ele se confia (Gn 28,18-22; Hb 7,1-9). Além disso, São Paulo nos fala: "Cada um dê conforme tiver decidido seu coração...”. ( II Cor 9,7) Amados dizimistas, com sua fiel contribuição, a paróquia tem realizado grandes obras de evangelização. Essa palavra dá a você e a sua família a certeza de que a presença de Deus habita em sua casa, no seu trabalho, na

›› Aviso Fale com o Expressão 3928-3929 ou 3928-3926, com Pedro e Rafael, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

Fundação Sagrada Família - Publicação Mensal da Diocese de São José dos Campos Bispo Diocesano: Dom José Valmor Cesar Teixeira, SDB • Supervisão Geral: Pe. Edinei Evaldo Batista Jornalista Responsável: Rafael Olímpio Xavier – MTB 80.408 • Revisão: Diácono José Aparecido de Oliveira e Luciana Estarepravo da Silva. Reportagem: Pedro Luvizotto - MTB 83.667 Colaboraram nesta edição: SBeatriz Rosa (Câmara Municipal de SJC), Cristina Silveira (Pascom N. Sra. de Fátima), Gabriel Prianti (Pascom N. Sra. do Patrocínio), José Santos (Pastoral Carcerária), Pe. Messias Rochinski (Paróquia Santa Cecília), Regina Araújo (Grupo Filhos no Céu) Cidinha Gomes (Comissão Diocesana do Dízimo) e Andreia Aristoteles (Cooperativa São Vicente). Impressão: Gráfica Katu • Redação e Publicidade: Pça. Monsenhor Ascânio Brandão, 01 - Jd. São Dimas - São José dos Campos - CEP 12245-440 • Tel.: (12) 3928-3929 – e-mail: redacao@diocesesjc.org.br Se você identificar alguma informação errada ou falta de dados, escreva para a redação do Jornal Expressão ou envie um e-mail. Mande também suas críticas, comentários e sugestões. As matérias assinadas e opiniões expressas são de responsabilidade de seus autores. Edição concluída em 31 de outubro de 2017.

sua empresa, na escola onde você estuda, no ambiente onde você vive e colabora para que a justiça de Deus reine. Os agentes da Pastoral do Dízimo são homens e mulheres que evangelizam ao colocar-se à disposição da comunidade na conscientização e reavivamento de cada dizimista. Agradeço a cada um pelo trabalho realizado em sua paróquia. "Senhor, fazei que o meu Dízimo seja um compromisso fiel a Ti. " Deus de amor, abençoe a cada dizimista de nossa Diocese. Amém. Pe. Lindomar Francisco Ferreira

Assessor Diocesano da Pastoral do Dízimo

O Jornal Expressão é distribuído GRATUITAMENTE nas paróquias da Diocese de São José dos Campos. Não pode ser vendido e não possui nenhum representante para arrecadar fundos para publicidade, assinaturas ou outra contribuição.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA A ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA FEDERAÇÃO DAS CONGREGAÇÕES MARIANAS DA DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SP A Diretoria Executiva da Federação das Congregações Mariana da Diocese de São José dos Campos, CNPJ: 65.057.804/000172, com sede nesta cidade, na Av. Rui Barbosa, 3167, Alto da Ponte, CEP: 12.212-531, e representada por seu Presidente o Sr. José Luiz Colósio, CONVOCA a todas as Congregações Marianas Filiadas para a Assembleia Geral Ordinária que será realizada na sede da Federação no dia 26 de novembro de 2017 às 9 horas, em primeira convocação com a presença mínima de 1/5 dos representantes das filiadas ou 15 minutos após com qualquer número, em segunda convocação, com a seguinte ordem do dia: a) Apresentação do relatório de atividades do ano; b) Apresentação da prestação de contas; c) Discussão do plano anual de trabalho; d) Outros. José Luiz Colósio - Presidente

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Conforme rege o Estatuto Social da Obra Social e Assistencial Nossa Senhora de Fátima, ficam convocados os associados e interessados para Assembleia Geral Extraordinária a realizar-se no dia 06 de dezembro de 2017, quarta-feira, às 19h30, no auditório do Centro Pastoral da Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, no Jd. Telespark, em São José dos Campos, para deliberarem sobre os seguintes assuntos: 1) Eleição e posse da Nova Diretoria 2) Apresentação e situação da Obra social 3) Outros assuntos referente a Obra Social. São José dos Campos, 31 de outubro de 2017. Antonio Dutra e Pe. Thiago Domiciano Dias (Membros da Diretoria)


Novembro  EXPRESSÃO  3

Palavra do Pastor

Ano do Laicato

*

Dom José Valmor Cesar Teixeira, SDB

A

Bispo Diocesano de São José dos Campos

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil convocou para o ano que vem o ANO DO LAICATO NO BRASIL. O Ano do Laicato vai iniciar-se no dia 26 de novembro de 2017 e encerrar-se no dia 25 de novembro de 2018, SOLENIDADE DE CRISTO REI e Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas. Assim, em nossa Diocese, como em todas as Dioceses do Brasil, vamos viver com alegria e grande participação este Ano do Laicato. Este ano visa, entre outras coisas, comemorar os 30 anos do Sínodo Ordinário sobre os Leigos (1987) e da Exortação Apostólica “Christifideles Laici”, de São João Paulo II, sobre a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo (1988). Terá como eixo central a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas como “ramos, sal, luz e fermento” na Igreja e na sociedade. O tema será: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5,13-14). Neste ano vamos dinamizar o estudo e a prática do Documento 105, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade”, e demais documentos do Magistério, em especial do Papa Francisco, sobre o Laicato. Ainda, estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas, “verdadeiros sujeitos eclesiais” (DAp, n. 497a), como “sal, luz e fermento” na Igreja e na Sociedade.

Com o Documento 105 da CNBB, pretende-se animar a todos os cristãos leigos e leigas e fazê-los compreender a sua própria vocação e confiando a cada um a missão de batizado, para que viva fielmente sua condição de filho de Deus na fé, aberto ao diálogo, à colaboração e à corresponsabilidade com os pastores. O cristão, sujeito na Igreja e no mundo, é discípulo-missionário, seguidor e testemunha de Jesus Cristo. É o cristão maduro na fé, que experimentou o encontro pessoal com Cristo e se dispôs a segui-lo com todas as consequências dessa escolha. É o cristão que adere ao projeto do Mestre e busca identificar-se sempre mais com Ele, com seu ser e agir. É o cristão que se coloca na escuta do Espírito e se per-

“

cebe enviado à edificação da comunidade e à transformação do mundo como lugar do Reino de Deus, já iniciado, até a sua consumação definitiva. O documento apresenta duas ênfases especiais: Queremos enfatizar a índole secular que caracteriza seu ser e agir, como propõe o Concílio Vaticano II: “O caráter secular caracteriza os leigos - a índole secular; e enfatizar, em consonância com o Documento de Aparecida, que “os leigos também são chamados a participar na ação pastoral da Igreja” – a índole pastoral. Antes de deixar este mundo, Jesus Cristo enviou seus discípulos em missão, dizendo: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda criatura!” (Mc 16,15). Insistimos que o anúncio do Evange-

A partir de Jesus Cristo, os cristãos leigos e leigas infundem uma inspiração de fé e de amor nos ambientes e realidades em que vivem e trabalham.

lho a todos os povos e a todos os âmbitos da vida humana é missão especial dos cristãos leigos e leigas. O decreto conciliar Ad Gentes ensina: “Os leigos colaboram na obra de evangelização da Igreja e participam da sua missão salvífica, ao mesmo tempo como testemunhas e como instrumentos vivos”. A Igreja é pois, uma comunidade missionária. A Igreja em “chave de missão” significa estar a serviço do reino, em diálogo com o mundo, inculturada na realidade histórica, inserida na sociedade, encarnada na vida do povo. Graças ao seu entusiasmo e ousadia missionária o cristão leigo colocará em prática o pedido do Papa Francisco: “Nenhuma família sem teto, nenhum camponês sem-terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhum povo sem soberania, nenhuma pessoa sem dignidade”. Isso só será possível a partir de uma Espiritualidade viva e encarnada: passar de atitudes fechadas à formação de uma nova cultura, que constrói cidadania no diálogo e que não tem medo de acolher o que o outro tem a oferecer. Este é espaço é aberto para os cristãos leigos e leigas, nesta sociedade dilacerada pelo desrespeito, pela intolerância e pelo medo do outro. Uma espiritualidade que responde ao desejo e à busca do rosto de Deus e da comunhão com Ele. Uma espiritualidade que se caracteriza pelo seguimento de Jesus, pela vida no Espírito, pela comunhão fraterna e pela inserção no mundo. A espiritualidade cristã sempre terá por fundamento os mistérios da encarnação e da redenção de Jesus Cristo. Este enfoque deve permear a formação laical desde o processo da iniciação cristã. A partir de Jesus Cristo, os cristãos leigos e leigas infundem uma inspiração de fé e de amor nos ambientes e realidades em que vivem e trabalham. Em meio à missão, como “sal, luz

Dom Cesar Teixeira na Rádio Mensagem De segunda a sexta-feira às 5h15 ® 12h ® 14h50 ® 22h

A Voz do Pastor Ouça também pela internet: www.radiomensagem.am.br

A RÁDIO DA DIOCESE!

e fermento”, sempre cheia de tensões e conflitos, buscam testemunhar sua identidade cristã, como “ramos na videira” na comunidade de fé, oração e partilha. O Concílio Vaticano II recomenda que os leigos alimentem sua espiritualidade na Palavra de Deus e na Eucaristia, “fonte e centro de toda a vida cristã”. Nela, os cristãos apresentam a Deus, por Jesus Cristo, o louvor de suas vidas, nutrem a fé, a esperança e a caridade, expressam a fraternidade e são enviados novamente em missão. O encontro com Jesus Cristo leva a uma espiritualidade integral. Esta contempla a conversão pessoal, o discipulado, a experiência comunitária, a formação bíblico-teológica e o compromisso missionário. “A experiência de um Deus uno e trino, que é unidade e comunhão inseparável, permite-nos superar o egoísmo para nos encontrarmos plenamente no serviço ao outro. A experiência batismal é o ponto de início de toda espiritualidade cristã que se funda na Trindade”. Faz parte integrante da formação dos Leigos o conhecimento da Doutrina Social da Igreja, precioso tesouro que oferece critérios e valores, respostas e rumos para as necessidades, às perguntas, e questionamentos da ordem social, em vista do bem comum. Ela ilumina a dimensão social da fé e a implantação do Reino na sociedade. Assim, oferecemos uma preciosa e concreta colaboração na formação de agentes para atuarem nos âmbitos sociais, políticos, econômicos e ecológicos, para transformação da sociedade. Celebremos, pois, com grande alegria o ANO NACIONAL DO LAICATO, agradecendo a Deus, os milhares de leigos e leigas que constroem a Igreja em nossa Diocese e que dão sua valiosa contribuição na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.


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Serviço ›› Feirão BAZAR PERMANENTE - O Grupo de Mães da Paróquia Santo Agostinho promove todas as quartas-feiras, das 14h às 17h o bazar com roupas de criança e adulto, calçados, brinquedos e outros produtos em ótimas condições, no salão Santa Mônica (Av. Papa João Paulo II, 150 – Urbanova – SJCampos). Informações: (12) 3949-1515 ›› Serviço EMPREGADAS DOMÉSTICAS, CUIDADORES DE IDOSOS E BABÁS – Quem está à procura de uma empregada doméstica, cuidador de idoso ou babá pode consultar o cadastro do Serviço Social da Catedral São Dimas. A consulta deve ser feita pessoalmente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h. A Sala do Serviço Social fica ao lado da igreja, na Praça Monsenhor Ascânio Brandão, 01, São Dimas, em São José dos Campos. EMPREGADAS DOMÉSTICAS E BABÁS – Quem está à procura de uma empregada doméstica ou babá pode consultar os cadastros do Serviço Social da Paróquia Sagrada Família (Vila Ema). A consulta deve ser feita pessoalmente, de terça a sexta-feira, das 8h30 às 11h e das 14h30 às 17h. A Sala do Serviço Social fica junto à igreja, na Rua Padre Rodolfo, 28, Vila Ema, em São José dos Campos. ›› Vida Nova FILHOS NO CÉU – Para os pais que querem andar no caminho da fé e esperança, em perfeita

comunhão e alegria, com os filhos que os precederam na eternidade. O Grupo se reúne no terceiro domingo de cada mês, às 15h, iniciando-se com a Santa Missa, seguida da reunião de reflexão na Paróquia Nossa Senhora da Soledade, na Rua Uruguai, 291, no Vista Verde, em São José dos Campos; Em Jacareí os encontros acontecem no 3º sábado de cada mês, na Paróquia Santa Cecília – Rua Santa Cecília, 93 – Centro. Mais informações e reflexões no blog www.filhosnoceu.org.br. ESPAÇO NOSSA ÂNCORA Perdeu um ente querido? O ENA (Espaço Nossa Âncora) oferece apoio às pessoas que sofrem a dor do Luto. Com atendimento individual ou em grupos formados por até 10 pessoas, os encontros visam o compartilhamento de sentimentos de dor, a compreensão melhor das reações e manifestação das fases do luto, além de um aprendizado com os novos papeis na vida familiar, profissional e social. Os plantões acontecem todos as quartas-feiras, das 9h às 18h na sede do movimento (R. Monções, 110), no centro de São José dos Campos. Informações: (12) 3029-6977 ou acesse www.enasjc.com.br MISSA DE SÃO PEREGRINO - Proteção para pessoas em tratamento contra o câncer e curadas da doença. A Ordem dos Servos de Maria e a Fraternidade São Peregrino convidam todas as pessoas afetadas pela doença a pedir a proteção de São Peregrino. A missa é celebrada, todo dia

4 de cada mês, na Paróquia Sagrada Família, Rua Padre Rodolfo, 28 – Vila Ema, São José dos Campos. FAZENDA DA ESPERANÇA – Se você quer se livrar da dependência de drogas ou de álcool, ou encaminhar um parente ou amigo, a Fazenda da Esperança é uma alternativa. Em São José dos Campos, você pode tirar suas dúvidas sobre os encaminhamentos com Bita, pelo telefone (12) 99724-1374. Ele atende de terça a sexta, das 13h30 às 17h, na Catedral de São Dimas. Os interessados podem participar também das reuniões semanais, nas quintas-feiras, às 19h30, do grupo Esperança Viva, (GEV), na Catedral São Dimas. CASA LOGOS – A Casa de Recuperação Logos, da Diocese de São José dos Campos, é destinada às pessoas com dependência química (do sexo masculino, acima de 18 anos) e seus familiares. Para desenvolver seu trabalho, resgatando vidas a Casa Logos conta com a ajuda de sócios colaboradores, entre em contato (12) 3931-2959, ramal 43 – Paróquia Espírito Santo. Conheça mais sobre o trabalho da Logos, em www.casalogos.org.br| 12 99755-4520 MINISTÉRIO MAIS QUE VENCEDORES – O Ministério Mais que Vencedores é um projeto desenvolvido na Paróquia Espirito Santo, unindo os trabalhos da Pastoral da Sobriedade e grupos de Irmandades Anônimas (AA, NA, Naranon, Amor Exigente etc). O atendimento do Ministério Mais que Ven-

cedores acontece nas quintas-feiras, das 18h às 22h. O grupo de apoio, nas sextas-feiras, das 19h30 às 21h30. Se você passa por esse tipo de dificuldade, participe. Se conhece alguém que precisa, indique esse apoio. Local: Paróquia Espírito Santo, Av. Cassiopéia, 461, Jardim Satélite, em São José dos Campos. Informações: (12) 99762-8104 / 98161-6568. COMUNIDADE FANUEL -A Comunidade Fanuel está há 17 trabalhando no resgate de vidas de homens e mulheres, adultos e adolescentes dependentes de álcool e outras drogas e suas famílias. O atendimento da Comunidade Fanuel acontece de segunda a Sexta-feira das 8h às 18h, às segundas-feiras das 15h30 às 17h30 e às quartas-feiras das 19h às 21h Grupo de Apoio à Família, às sextas-feiras Grupo de Oração das 19h30 às 21h30. Se você precisa de ajuda, procure-nos. Local: Rua Azevedo Sampaio, 88 – Vila Formosa, em Jacareí. Informações: (12) 39537677/ 988492093. Também convidamos aqueles que sentem em seu coração o desejo de contribuir para com nossa Comunidade para nos ajudar a continuar a resgatar vidas, que se tornem parceiros missionários contribuindo com qualquer quantia através do depósito bancário na Caixa Econômica Federal, Agência 0314, Tipo 003, Conta 00000778-3. Associação Guadalupe A entidade foi fundada com o objetivo de aconselhar, acolher e amparar através de assistên-

cia médica e psicológica as gestantes vítimas de violência sexual e moral e apoiar aquelas que têm medo de ser mãe. A sede da Associação Guadalupe fica na Avenida Princesa Isabel, nº 1235, em Santana, São José dos Campos. Telefones para contato (12) 3341-8536 ou 98192-7401. OBRA SOCIAL PADRE RODOLFO KOMOREK - A Obra Social Padre Rodolfo Komorek realiza desde 1969 atividades de promoção humana, por meio de ações que visam o suporte social, psicológico e espiritual. Além do projeto Cegonhas Solidárias, a Obra oferece outras atividades, como a capacitação para babás e empregadas domésticas; cursos de informática básica, de alfabetização, oficinas de artesanato e oficinas rápidas de confecção de pães, salgados, doces e de congelamento. Para atender famílias em situação de desemprego e doença, a Obra mantém o Empório Pe. Rodolfo Komorek, que atende 100 famílias cadastradas. Mais informações pelo telefone: 3921-9460 E-mail: obrasocperodolfokomorek@hotmail.com Facebook: OBRA SOCIAL PADRE RODOLFO KOMOREK

Divulgue aqui o trabalho de sua Obra Social, Paróquia, Grupo ou Movimento. Ligue para o Jornal Expressão (12) 3928-3929 ou envie um e-mail: redação@diocesesjc.org.br

Pascom Paroquial

No ano em que a Igreja Católica celebra o centenário da aparição de Nossa Senhora de Fátima às crianças pastorinhas, a Diocese de São José dos Campos recebeu um presente especial: a visita da imagem peregrina, vinda diretamente do Santuário dedicado a ela, em Portugal. Entre os dias 10 e 23 de outubro a imagem percorreu três locais na Diocese que têm a santa como padroeira: Paróquia Nossa Senhora de Fátima no Jd. Oriente e no Altos de Santana; e a tradicional capela da comunidade portuguesa em São José dos Campos, no Jd. Esplanada, pertencente à Catedral São Dimas.

Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida

Rede Franciscana

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e-mail: cnsa@cnsa.com.br


Novembro  EXPRESSÃO  5

Destaque

Encontro em São José fortalece movimentos pró-vida na região Ação teve o apoio da Comissão Diocesana em Defesa da Vida da Diocese de São José dos Campos

Cerca de 200 pessoas, entre representantes da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), movimentos pró-vida e agentes públicos, participaram do 1º Encontro de Legisladores em Defesa da Vida e da Família, realizado na Câmara de São José dos Campos, no dia 2 de outubro. O evento realizado pela Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família teve o apoio da Comissão Diocesana em Defesa da Vida da Diocese de São José dos Campos. De abrangência regional, o encontro debateu temas como o Estatuto do Nascituro, a necessidade de uma política nacional em Defesa da Vida e o Plano Nacional de Educação. "Queremos resgatar os movimentos pró-vida em nossa região e somar forças pela aprovação do Estatuto do Nascituro e a implantação de uma política nacional em Defesa da Vida. Também é preciso aten-

Fotos: Flávio Pereira/CMSJC

Presidente da Câmara Juvenil Silvério, Deputado Estadual Helio Nishimoto, Vereador Rogério Cyborg, Deputado Estadual Afonso Lobato, Padre Paulo Renato (CNBB), Vereadores Sergio Camargo e Lino Bispo.

ção no debate sobre o Plano Nacional de Educação que não deve incluir a questão de gênero”, disse o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família, vereador Juvenil Silvério.

O assessor político da CNBB, Pe. Paulo Renato citou casos em que a CNBB se manifestou, por meio de notas públicas, em Defesa da Vida e contra o aborto, no Supremo Tribunal Superior e convidou os parla-

Diocese é representada no Fundo Social de Solidariedade de São José O Fundo Social de Solidariedade Municipal tem como principal missão despertar a generosidade na população criando uma rede de solidariedade para os mais necessitados e também oferecendo a capacitação profissional que favoreça uma alternativa de renda aos assistidos. A Diocese de São José dos Campos passa a contar com uma representante no Conselho Deliberativo do Fundo para os próximos anos. A presidente da Associação Guadalupe, Mariangela Cônsoli, foi indicada pelo Centro Diocesano de Pastoral e terá o papel de acompanhar e avaliar todas as ações do Fundo Social, bem como ajudar nas ações de atendimento à população. Outros 10 conselheiros tomaram posse no último dia 9 de outubro, no Paço Municipal. O mandato dos membros do Conselho Deliberativo do Fundo Social de Solidariedade

Divulgação

de São José dos Campos é exercido gratuitamente e suas funções são consideradas como prestação de serviços relevantes ao município. A presidente é sempre a primeira-dama e entre suas atribuições estão a de fazer o levantamento das principais necessidades e aspirações da comunidade; levantar recursos humanos, materiais, financeiros e outros mobilizáveis na comunidade e definir e encaminhar soluções possíveis para os problemas levantados. O Conselho fun-

ciona na sede do Fundo Social de Solidariedade na Rua Henrique Dias, 363, no bairro Monte Castelo. O Conselho. Participam do conselho representantes dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, da Secretaria de Apoio Social ao Cidadão, da Secretaria de Gestão Administrativa e Finanças, de entidades religiosas, de movimentos sociais e clubes de serviços, de movimentos comunitários, de entidades de empregadores e de empregados.

mentares a pressionar o Congresso Nacional para apreciar o PL 478/07, que cria o Estatuto do Nascituro e assegura o direito à vida desde a concepção. “Esse problema de ataque à vida não é isolado. É efeito

do momento que estamos vivendo. Uma crise ética que relativiza até o que é inegociável, como a vida”, alertou Pe. Paulo. O coordenador diocesano de pastoral, Pe. Edinei Evaldo Batista, disse que a Igreja apoia iniciativas como esta. “É uma discussão necessária, pois a vida é um valor inalienável e os parlamentares, quando tomam a iniciativa de conversar sobre isso, estão ampliando o debate além do círculo religioso, prestando um serviço à sociedade”. A vice-presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida - Brasil sem Aborto, Elizabeth Kipman, afirmou que os defensores da vida precisam se unir para ter mais força. Durante o encontro, foi proferida uma palestra sobre Legislação e Vida pelo presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família e especialista em bioética, Hermes Rodrigues Nery.

Paróquia de Igaratá celebra 40 anos

A Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, em Igaratá/SP, celebrou no último dia 8 de outubro os 40 anos de inauguração da igreja matriz, que fica no centro de cidade. A ideia de produzir um vídeo revivendo a fase da construção, lançamento da pedra fundamental e bênção da igreja partiu do pároco, Padre Fábio Ferreira Costa, e foi concretizada com o apoio da Pastoral da Comunicação (Pascom) e do seminarista Fabiano Carvalho de Oliveira, que atualmente realiza suas atividades pastorais em Igaratá. Alguns paroquianos caracterizaram-

Pascom Paroquial

-se para lembrar aquele dia que ficou marcado na história da comunidade paroquial. Todo o arquivo histórico da paróquia serviu de base para que o roteiro saísse da melhor maneira possível. Na missa festiva dos 40 anos, onde foi lançado o vídeo, a casa ficou cheia e contou com a presença de paroquianos, de autoridades políticas como o Prefeito Celso Fortes Palau, a vice-prefeita Nedi Prianti e também ex-prefeitos. O vídeo narrando o dia da instalação da Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio pode ser assistido pelo Facebook.com/ Paroquia.NS.do.Patrocinio.


6  EXPRESSÃO  Novembro

Entrevista

Franz de Castro Holzwarth Um pouco do Servo de Deus

Divulgação

Franz de Castro Holzwarth era o filho mais velho do casal Franz Holzwarth e Dinorah de Castro Holzwarth. Nasceu em Barra do Piraí – RJ, aos 18 de maio de 1942. Em 10 de agosto do mesmo ano foi batizado na Igreja de São Benedito e com 08 anos recebeu a 1ª Eucaristia, na Igreja de Santa Teresinha. Começava assim, a vida do pequeno Franz, a história de um grande cristão. O advogado Mário Ottoboni, fundador da APAC, e inspirador do método desenvolvido por Franz, (hoje aplicado em 30 países, e na maioria dos Estados Brasileiros) conversou com o JE sobre a história dele com o Servo de Deus.

Jornal Expressão: Como foi que conheceu o Franz? Mário Ottoboni: Conheci Franz de Castro na APAC em 1974 que fora acompanhado do amigo José Cândido Pereira, hoje Padre, por indicação do saudoso Padre João Marcondes Guimarães, que foi pároco da Igreja Matriz de São José por 50 (cinquenta) anos, e que apoiava o trabalho de recuperação de presidiários. Naquela semana Franz passou a pertencer à equipe encarregada de preparar vários recuperandos para a Crisma. JE: É verdade que o Franz desejava ser padre? E por que isso não se realizou? Mário Ottoboni: Franz estava preparado e desejava ser Padre. Eu o acompanhei em 2 entrevistas com os bispos de Taubaté e de Ribeirão Preto para indagar da possibilidade de ser Padre, e destinado exclusivamente para trabalhar com os presidiários. As respostas foram negativas já que o sacerdote deve obediência ao bispo da Diocese de acordo com a necessidade, sem impedimento, entretanto, de ir aos presídios e dar palestras, aulas, etc... A partir dessa orientação, Franz decidiu assistir, exclusivamente, os detentos. E, assim o fez, até a sua trágica morte ocorrida em Jacareí/SP. JE: Você acha que ele viveu a santidade? Mário Ottoboni: Franz era modelo de espiritualidade, correto e respeitado por todos. Naquela época já desfrutava do conceito de Santo. Aliás, o conceituado Padre João Marcondes Guimarães afirmou certa vez que teve a graça de

trabalhar com dois santos: Franz e Padre Rodolfo. JE: Como era a família do Franz e por que ele veio para São José dos Campos? Mário Ottoboni: Pouco contato tive com a família do Franz, residente em Barra do Pirai/RJ. Ele transferiu-se para São José dos Campos porque aqui residia a sua tia Ligia que o acolheu. Franz estudou em São José onde concluiu o curso de Direito e, depois, foi exercer a profissão em Jacareí, no escritório do Dr. Nilo Cardoso Perpétuo, hoje desembargador do Estado de São Paulo, mas que, antes, foi Juiz de Direito em São José dos Campos. Franz, nos finais de semana e feriados, não saía do Presídio Humaitá, catequizando os recuperandos e revelando a todos o caminho correto a ser seguido para viver com dignidade e ser vencedor. No presídio, entre os voluntários, tornou-se um ídolo pelo seu empenho e conduta. JE: Como era o trabalho da APAC em São José dos Campos e o que o Franz fazia ali? Mário Ottoboni: Franz

era mestre em comunicação social e dava aulas de religião. E os recuperandos apreciavam ouvi-lo. O resultado colhido com o trabalho no Presídio Humaitá, é imprescindível destacar, era do grupo, todos voluntários, com o trabalho da APAC assumindo proporções extraordinárias, resultado inédito no Brasil e no exterior. JE: O que aconteceu no dia da morte do Franz? Por que ele estava lá? Mário Ottoboni: Eu fui chamado pelo Dr. Juiz de Direito de Jacareí, através de contato realizado pelo Dr. João Crisóstomo, na época Delegado de Polícia encarregado do Presídio Humaitá, que relatou que os presos haviam solicitado a minha presença, em caráter de urgência, para contatos com os presos rebeldes, com o objetivo de evitar derramamento de sangue. Convidei, então, para me acompanhar, o Franz de Castro que, sem hesitar, aceitou o convite. Antes, porém, solicitou para entrar no semiaberto da APAC e, conforme eu soube posteriormente, ele despediu-

-se de alguns recuperandos. Também fiquei sabendo que, um dia antes, Franz recomendou à serviçal da sua tia, mostrando, inclusive a roupa que desejava usar para seu sepultamento. JE: Chegando em Jacareí, como foram as tratativas para mediar o conflito? Mário Ottoboni: Nas proximidades do motim, falei, por telefone, com um dos líderes da rebelião, e a resposta foi de garantia da minha vida e a do Franz. Todos os conflitos de presidiários, normalmente, ocorrem por maus tratos, ausência de atendimento médico e similares. A atenção minha e do Franz, no episódio, era pacífica e, por essa razão, era imprescindível estabelecer diálogo com ambas as partes para o sucesso de nossa intervenção. Eu e o Franz tínhamos plena consciência do risco que estávamos enfrentando e fomos prudentes. O “desastre” não foi fruto de nossa imprudência. Eu, com o carro cedido pelo Prefeito da época de Jacareí, conduzi 10 dos presidiários e dois reféns e os liberei, de

conformidade com os presos, a um quilômetro de distância, quando os rebelados deixaram o carro e alcançaram uma perua e tomaram outro destino. JE: O que foi que deu errado na mediação do conflito? Por que o Franz perdeu a vida ali? Mário Ottoboni: Quando voltei ao local do conflito, o que havíamos ajustado não fora cumprido. Não mandaram outro veículo para a saída dos cinco presos que faltavam e do Franz, que no local ficou mantendo o ambiente calmo. Franz não era habilitado para dirigir. Fiquei chateado pela falta de responsabilidade, por não terem levado o outro carro. Então, um dos presos, que era motorista, assumiu o encargo. Não foi difícil essa decisão, pois os presos consideravam o aumento do perigo e o atendimento do pedido. Por fim, surgiu o acordo. O preso, motorista, foi por mim instruído, a colocar as mãos na cabeça para contornar o veículo e assumir a direção do mesmo. Eu saí com o último refém da linha de perigo, como havia sido ajustado. Nesse momento, o presidiário, ao tentar ocupar o carro, foi atingido por inúmeras balas e, a seguir, o Franz e os 5 presidiários foram também mortos, sem nenhuma razão aparente. JE: Quais foram os frutos do sacrifício do Franz para o trabalho como os presos da APAC? Mário Ottoboni: O fruto do desprendimento do Franz de Castro, doando sua vida, foi a repercussão do acontecimento. A APAC, naquela época, possuía 40 casais voluntários, e evoluiu passando para 100 casais. As obras de Deus, como é a APAC, não se acabam com a violência dos fariseus. Em seguida, decidimos que todas as unidades das APACs teriam o nome de Franz de Castro Holzwarth, o que se deu efetivamente. O nosso irmão, que deu a vida para proteger os presidiários, será em breve, com a graça de Deus, o santo protetor dos que cumprem pena em nível mundial. O irmão Franz não morreu, está mais vivo do que aqueles que desumanamente o mataram. Apesar disso, lamento que, até hoje, os que se tornaram reféns dos presos, e foram salvos com a morte do Franz, nunca reconheceram o que aconteceu e não agradeceram o bem que receberam.


Novembro  EXPRESSÃO  7

Especial

Aparecida 300 anos

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omarias ao Santuário Nacional de Aparecida já são uma tradição entre os católicos o ano todo. É a demonstração de fé e do amor à Mãe Aparecida, padroeira do Brasil. Mas em especial neste ano, pela celebração dos 300 anos do achado da imagem de Nossa Senhora nas águas do Rio Paraíba do Sul, essas peregrinações se intensificaram e aumentaram exponencialmente o número de romeiros pelas rodovias que cortam as cidades da região. Na Diocese de São José dos Campos, paróquias, comunidades, pastorais e movimentos organizam durante toda época do ano peregrinações à casa de Nossa Senhora Aparecida. Umas com participações nacionais, como a Romaria dos Vicentinos, da Família Salesiana, da Pastoral Nipo-Brasileira e as organizadas pelas paróquias que dão oportunidade para cada membro estar no maior Santuário do mundo dedicado a Maria, Mãe de Deus. Vindos de vários cantos da diocese, romeiros de diversas formas colocam-se em peregrinação agradecendo ou buscando por uma graça a ser alcançada. Vários grupos paroquiais organizaram-se para neste ano em especial ir até a Casa da Mãe Aparecida, como aconteceu em Jacareí com um grupo de aproximadamente 50 pessoas, sendo a maioria da Paróquia Santa Cecília. Organizados pelo pároco, Padre Messias Rochinski, o grupo iniciou a peregrinação na noite do dia 5 de outubro, com uma missa na Igreja de Santa Cecília. Para Padre Messias, iniciar com a peregrinação com a missa ajudou o grupo a refletir sobre a “condição de um peregrino que não tem aqui sua ‘cidade permanente’, mas que está à procura da ‘pátria definitiva’, e por isso não deve levar muita bagagem, nem se distrair demasiadamente no caminho, pois do contrário não chega ao santuário, que simbo-

liza o lugar onde Deus está, ou seja, o nosso caminho para o céu’, completa. A peregrinação que terminou no dia 8 de outubro se deu como um tríduo, em que todos os dias refletiam alguns temas, faziam paradas para meditações, orações e descanso. Ao longo dos três dias de caminhada, o grupo percorreu paróquias e santuários das cidades da região. Os peregrinos tiveram a oportunidade de conhecer o Santuário Santo Antônio de Pádua, em Caçapava, e a Comunidade Nossa Senhora Aparecida, da Paróquia São Cristóvão, em Pindamonhangaba. Da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, do Altos de Santana, em São José, Kleber Carapinheiro da Silva, fez sua romaria a pé. Ele conta que a emoção tomou conta ao longo da caminhada e que pôde acompanhar muitos testemunhos ao longo da estrada. “Muitas coisas marcaram esta romaria. No caminho encontrei um senhor de barba que veio de Curitiba e que já tinha caminhado 12 dias e mais um rapaz de Bike que fazia 6 meses de pedal, e tinha saído da Amazônia! Mas

inexplicável foi que eu estava com muitas dores de cabeça no início da caminhada e pedi para Mãe que ela me ajudasse que a dor passasse. A dor passou e continuei a caminhada tranquilo. As lágrimas caíram quando eu vi a Basílica”, conta Kleber. Cobertura da imprensa. A imprensa da região, seja veículos de televisão, rádio, jornais impressos e portais de notícias, puderam levar pelos meios de divulgação a fé do povo brasileiro e em especial os de nossa Igreja Particular. O repórter Felipe Kyoshy, do Portal Meon, acompanhou a pé o grupo de 200 romeiros da Pa-

róquia Coração de Jesus, em São José dos Campos. Os peregrinos saíram na noite do dia 6 de outubro e chegaram em Aparecida por volta da meia-noite do dia 8, depois de percorrerem cerca de 84 quilômetros a pé. Para o repórter, além de uma experiência profissional, foi uma experiência pessoal incrível. “Pude ver a devoção presente em todo o grupo. Poder contar essa história e ouvir histórias, foi o que mais marcou para mim. Costumamos comentar entre nós repórteres que, em Aparecida é o metro quadrado com o maior número de boas histórias. Isso é

muito legal. Só levo coisas boas desses dias, de uma vivência que eu não esperava passar”, conta Felipe. De bike. O seminarista Gustavo Rigueira, do terceiro ano de filosofia, junto com alguns amigos de Jacareí, organizou uma romaria de bicicleta. O grupo formado por 19 pessoas saiu no dia 7 de outubro do Parque da Cidade de Jacareí. Foram cerca de 125km, sendo traçados pela Rota da Luz. No meio do caminho, em Pindamonhangaba, se encontraram com o grupo da Paróquia Santa Cecília. “Lá fizemos uma pausa maior das já feitas pelo caminho e realizamos um momento de oração conduzida pelo Padre Messias. De lá, seguimos em direção ao Santuário Nacional pela Rodovia Presidente Dutra e encerramos a peregrinação após cerca de 7 horas pedalando”, conta o seminarista. “Ter ido para Aparecida com o pessoal da minha paróquia de pastoral foi uma experiência muito especial e enriquecedora, pude conviver com eles ao longo do dia e ter mais contanto com a fé de todos os que se juntaram a nós nesta peregrinação”, testemunha Gustavo. Outro seminarista que se juntou a um grupo de romeiros que iam de bicicleta foi Marcelino Heitor, também da filosofia. Ele conta que “a experiência de fé foi empolgante, em cada pedalada um sentimento de esperança em ver a Mãe Aparecida. A disposição física foi a maior dificuldade e o que mais tocou foi a oração durante o pedal com um amigo, a persistência de diversos fiéis e ver o Santuário cheio de júbilo”. De carro, ou bicicleta. Ônibus ou a cavalo e também a pé... São várias as formas de se chegar à Casa da Mãe Aparecida e ao longo do trajeto contemplar a grandeza de Deus, agradecer por graças alcançadas e pedir sempre pela sua intercessão.


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Capa

Doação de órgãos: uma nova chance para vida

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a Car ta Encíclica Evangelium vitae, o Papa João Paulo II cita: “merece particular apreço a doação de órgãos feita, segundo formas eticamente aceitáveis, para oferecer uma possibilidade de saúde e até de vida a doentes, por vezes já sem esperança” (n. 86). Dados do Ministério da Saúde e a da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) mostram um aumento de 18% no número de transplantes feitos no Brasil, em 2016. Mais de 90% dos casos foram financiados pelo SUS.

Rafael Olímpio

Para o Mistério da Saúde, mesmo com um tímido crescimento, o número de transplantes feitos no país poderia ser maior, mas ainda há um desafio maior a ser superado: a recusa em doar órgãos. Em média, 48% das famílias no Brasil recusam doar órgãos, segundo estatísticas. Atualmente, o Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo, com mais de 20 mil cirurgias por ano. Desde o início do século, já foram realizados mais de 335 mil transplantes. Da mesma maneira, o número de carências também cresceu. De acordo com o

Ministério da Saúde, atualmente, as maiores listas de espera para a realização de transplantes são para rim, fígado e pâncreas/rim, respectivamente. Para ser um doador de órgãos, é necessário que o interessado informe sua vontade à família, pois é ela quem irá fazer a autorização da doação após o falecimento. A doação de órgãos pode ser feita, em alguns casos, em vida ou após a morte. Sendo que, após a constatação de morte encefálica, é possível salvar a vida de mais de vinte pessoas.

O que pode ser doado? DOAÇÃO APÓS MORTE CEREBRAL

DOAÇÃO EM VIDA

Córneas

Sangue

Coração

Rins

Pulmão

Fígado (parte)

Rins

Pâncreas

Fígado

Ossos

Pâncreas

Medula óssea

Ossos

Pulmão (parte)

Medula óssea Pele Válvulas cardíacas

Quem pode e quem não pode ser doador?

A doação pressupõe critérios mínimos de seleção. Idade, o diagnóstico que levou à morte encefálica e exames de sangue são itens estudados do provável doador para saber se há receptor compatível. A possibilidade ou não de doação de órgãos tem que ser discutida entre profissionais e familiares.

Quando podemos doar?

Em situação de morte encefálica, tornamo-nos doadores quando nossa família autoriza a retirada de órgãos e tecidos. A doação em vida pode ser feita por cônjuges ou parentes consanguíneos até 4º grau. Não havendo qualquer grau de parentesco, necessita-se de autorização judicial.

Quem paga os procedimentos para de doação?

A família não paga pelos procedimentos de manutenção do potencial doador, nem pela retirada dos órgãos e nem pelos transplantes. Existe cobertura do SUS para isso.

Quais os riscos e até que ponto um transplante interfere na vida de uma pessoa?

Os transplantes são realizados por equipes multiprofissionais e altamente capacitados. Os possíveis riscos são aqueles inerentes a procedimentos cirúrgicos geralmente de grande porte, bem como de rejeição do órgão e/ou tecido transplantado. Com informações do Ministério da Saúde


Novembro  EXPRESSÃO  9

Vivendo a experiência À frente do Grupo Esperança Viva (GEV) na Diocese de São José dos Campos, Bita Damatta, como é conhecido, acompanha casos de pessoas que se envolveram com algum tipo de dependência química e hoje estão se recuperando na Fazenda Esperança. Ele faz também um trabalho preventivo assim que os dependentes ingressam na Fazenda. Bita viveu na pele a longa espera na fila de transplante. Depois de se perder no mundo do alcoolismo, foi resgatado por um amigo, e então Bita conheceu de perto o trabalho da Fazenda Esperança. Após um ano de convivência, o organismo dele foi dando sinais de que algo já não estava indo bem. Foi diagnosticado com cirrose crônica em estado avançado e imediatamente foi colocado na fila de transplante do SUS.

Hoje, Bita Damatta leva seu testemunho de vida para os lugares onde divulga os trabalhos da Fazenda Esperança

Foram 8 anos de espera, até que um participante do GEV se sensibilizou e se dispôs a doar um de seus fígados. Porém, a tentativa não foi bem-sucedida. A regra para doadores sem grau de parentesco requer autorização judicial (veja mais na página 8). Bita então foi para o final

Testemunho Sou Eliana, tenho 50 anos, casada e mãe de 2 filhos (Mariana, 28 e Jonas, 25). Sou de uma família de 9 irmãos. Participo do Grupo Esperança Viva (GEV) e Focolares e sempre também procurei ser atuante em minha paróquia. Nós somos sempre desafiados a fazer a experiência concreta do Evangelho! "Se você é fiel nas pequenas coisas com certeza também será nas grandes." Quando surgiu a necessidade de um doador em minha família eu me coloquei à disposição, assim também como minhas demais irmãs. Após todos passarem pelo

da fila de transplantes em um hospital em Belo Horizonte. Acreditando na providência, foram várias idas até a cidade para consultas, até que surgiu um doador por morte cefálica, na qual a vítima sofreu um acidente de trânsito. Quase 10 anos se passaram e hoje Bita segue normalmen-

Rafael Olímpio

teste de compatibilidade sanguínea, no primeiro momento fiquei sabendo que o meu resultado era negativo e imaginei por um instante que gostaria que fosse o contrário. Porém, depois que meu irmão conversou com o médico e tirar as dúvidas ele disse que o teste na verdade era positivo. Tive medo, confesso, mas confiei na vontade de Deus para nossa família. Começamos a fazer todos os exames em outubro de 2016 no Hospital do Rim, em São Paulo, mas meu irmão já estava sendo acompanhado e fazendo a hemodiálise desde o

início do ano. Lembro-me que várias pessoas me perguntavam se eu tinha coragem, e pensava comigo: “mas como não??” Independentemente de ser meu irmão é uma vida e sem contar que ele não entrando na fila do transplante estaria dando a chance a outros que não tem um doador na família. Isso me encorajava cada vez mais e já nem dava ouvidos para alguns comentários. Procurei me informar com pessoas que já haviam passado por esta experiência e que hoje estão muito bem e também tendo uma vida até mais sau-

te com a vida e que inclusive, o testemunho dele serve de incentivo para os participantes do Grupo Esperança Viva. Um ato de amor e solidariedade. Eliana Campos procurou o GEV pela experiência que ela teve com o marido que estava tratando o alcoolismo. Lá ela conheceu Bita e toda a história dele. Ela só não imaginava que ela seria a responsável por salvar a vida do próprio irmão (veja depoimento abaixo). Ela é casada, mãe de dois filhos, e é de uma família de 9 irmãos. Um deles, foi levado às pressas para o hospital. Adilson Ribeiro de Campos é caminhoneiro, e sempre levou uma vida normal. Certo dia, não se sentiu bem, e com muita dificuldade chegou ao hospital. Adilson foi diagnosticado com um problema nos rins sendo imediatamente encaminhado para

a fila de transplantes. O médico orientou a família com relação ao processo e apartir daí começava a maratona. Vários exames de compatibilidade foram feitos, mas o da Eliana é que apresentou melhores resultados por conta do estilo de vida que ela levava. Para ela foi uma experiência única, de poder viver aquilo que sempre aprendeu ao longo de sua caminhada cristã. Hoje ela é muito grata por essa oportunidade que teve de vida. De também se doar ao próximo, fazendo a diferença. Hoje, Adilson leva uma vida normal, que graças ao gesto da irmã, pode seguir firme na fé e com a esperança renovada de que sempre há uma nova chance para as coisas de Deus.

dável que antes. Pois, após o transplante nós procuramos cuidar ainda mais da nossa saúde. Faltando uma semana para a cirurgia a médica me perguntou se eu estava mesmo preparada para fazer a doação e disse que se eu quisesse poderia desistir pois não era obrigada a fazer. Na mesma hora disse que jamais voltaria atrás e lembrei também da palavra do Evangelho "Quando você põe a mão no arado e olha para traz não é digno de me seguir" (Lc 9,62). Nossa cirurgia ocorreu no dia 2 de junho desse ano, com a graça de Deus deu tudo certo. Na mesma noite, meu rim, que agora estava no meu irmão, liberou mais de 1 litro de líquido e para os médicos aquilo era mais que o esperado. Com três dias tive alta e minha recuperação pós transplante foi muito boa. Passados 15 dias retornei a São Paulo para repetir alguns exames. Tudo estava bem! Hoje, cinco meses após a cirurgia estou aqui relatando como foi essa experiência para mim, e posso dizer que é algo sem explicação e que ver meu irmão bem e com qualidade de

vida não tem preço. Só GRATIDÃO a Deus e ao meu irmão por ter me dado essa oportunidade. Muitas pessoas deixam de fazer a doação de um órgão mesmo em vida porque desconhecem e só se dão conta da importância disso quando tem algum caso na família. Assim foi com a nossa família. Nunca imaginamos que isso poderia acontecer conosco. Espero que esse depoimento possa abrir à reflexão e que as pessoas repensem melhor sobre a importância da doação de órgãos na vida de muitos. Eliana Campos


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“Estive na prisão e foste me ver”

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Pastoral Carcerária é a presença de Cristo e de sua Igreja no mundo dos cárceres, onde procura desenvolver todos os trabalhos que essa presença venha a exigir. Um dos seus objetivos é acompanhar as pessoas privadas de liberdade em todas as circunstâncias e atender suas necessidades pessoais e familiares A Pastoral mantém contatos e relações de trabalho e parceria com organismos dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, como também ONGs locais, nacionais e internacionais. Na Diocese de São José dos Campos, um grupo de padres realiza um importante trabalho nessa frente pastoral e eles partilharam com o Jornal Expressão suas experiências. Pe. Alexsandro Brito. Uma partilha da experiência com Deus que edifica o ministério presbiteral quando nos colocamos à disposição de Deus. Ele manifesta o seu amor em nossa vida. Dentro daquilo que vivenciamos a cada visita, o Senhor cada vez mais nos surpreende. A cada momento, temos a certeza da sua presença e a certeza de que Ele pode nos mudar. Claro que isso depende da Sua vontade e da nossa. Realizar esse trabalho, por meio das orações, bênçãos, confissões, atendimentos e orientação espiritual é uma forma de sermos gratos a Deus. Acredito que essa experiência

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Membros da Pastoral Carcerário na Diocese de São José dos Campos

vai fazer a diferença na vida de muitas pessoas, inclusive na minha. Tenho a certeza de uma coisa: se chegamos até aqui, creio que iremos ainda muito mais longe. A realidade é certa, estamos à disposição de Deus e a Ele o nosso louvor e por todos a nossa oração. Que assim seja. Pe. Djalma Lopes Siqueira. Em minhas experiências de visitas aos encarcerados, tanto no presídio do Putim, como no centro de reintegração feminino, na Rua Humaitá, sempre ecoa no coração as palavras do sermão escatológico de Jesus: "estava na

prisão e viestes a mim" (Mt 25,36). Dói-me ver tantos jovens conduzindo suas vidas por um caminho equivocado pelo mau uso de sua liberdade; além disso, muitos deles também são vítimas de uma infância atribulada por conflitos familiares. Contudo, em outros vemos uma sede, demonstrando um desejo de reorientar suas vidas. Mas seja como for, independentemente da situação moral dessas pessoas ou da sua atitude frente à proposta pastoral da Igreja, permanece sempre a certeza que o cárcere é um lugar de encontro com Cristo, pois

acima de tudo está a Sua palavra e a Sua opção em identificar-se com eles. Padre José Edward Padoan. Sou membro da Pastoral Carcerária e visito frequentemente o CDP do Putim. Quando chego lá, vejo Jesus Cristo em cada rosto; eles (os detentos) nos recebem bem e nos dão abertura para fazer nossa evangelização, com orações, louvores, celebração da Santa Missa... E quantas vezes já me vieram dizer "Padre, fiz minha primeira comunhão com o Senhor" ou "Fui seu coroinha"; já encontrei alguns que até já

passaram por pastorais e por ocasião da vida, caíram na tentação. Mas temos que olhar com olhos de misericórdia e nunca jugar e sim, evangelizar. Como o próprio Jesus nos disse em Mateus 25, 35-36"eu tive fome, e me destes de comer, tive sede, e me destes de beber; fui estrangeiro, e vós me acolhestes. Quando necessitei de roupas, vós me vestistes; estive enfermo, e vós me cuidastes; estive preso, e fostes visitar-me." José Santos (Coordenador Diocesano). Estou na pastoral desde 2006 realizando este maravilhoso trabalho. Vejo como um grande chamado de Deus para minha vida poder colaborar com o Senhor em uma missão tão desafiadora. Hoje é muito importante esse trabalho de evangelização nos presídios, pois lá é um lugar esquecido, lugar de morte que já não tem mais vida, esperança e nem perspectiva de uma ressocialização para eles (os detentos). É uma realidade desconhecida por muitos, como famílias, sociedade e até autoridades competentes para julgar e avaliar os métodos que estão sendo aplicados. Hoje esses métodos já não são eficazes e não recuperam ninguém. Eles mostram o fracasso de uma população na educação, saúde e nas disciplinas do convívio em comunidade.

Grupo de reflexão ajuda pais que sofrem a perda de um filho Ainda que a dor seja aguda e aparentemente incontrolável, nenhuma noite é tão longa que não permita a chegada de um novo dia. Ainda que o percurso seja longo e difícil, pela fé se aprende a percorrer esse caminho, que ensina a elevar a maternidade-paternidade humana a uma maternidade-paternidade divina. Lidar com a dor do luto não é fácil. Mais difícil ainda quando esse luto é decorrente da partida precoce de um filho. O Grupo Filhos no céu nasceu no dia 19 de setembro de 2009, quando uma família enlutada desejou estar ao lado de pais e mães que passavam pela mesma dor, inspirado nos encontros que acontecem na Itália, na Associação “Figli in Cielo”. O padre Rogério Augusto, Diretor Espiritual do Grupo, esteve na Itália, com a fundadora da Associação, e trouxe as primeiras informações de como os encontros aconteciam. Filhos no Céu. O Grupo desenvolve um trabalho de

Manhã de Espiritualidade aconteceu no dia 15 de outubro na Paróquia Nossa Senhora da Soledade.

acompanhamento das famílias ao longo de um processo de elaboração do luto. É a presença discreta e amável da Igreja junto aos pais que viveram a dolorosa experiência da perda de um filho ou filha. Muitos pais chegam prostrados pela dor, mas aos poucos vão encontrando consolação. Em muitos casos eles que foram buscar consolo, passam a consolar os que chegam. É

falando da dor que as forças são renovadas. É mostrando o amor de Deus que a dor vai se acalmando, sobretudo porque renasce nos corações a esperança de um encontro futuro no céu. Os encontros acontecem todo mês, em Jacareí, no terceiro sábado às 17hs, na Paróquia Santa Cecília, e em São José dos Campos, terceiro domingo, às 15hs, na Paróquia Nossa Se-

nhora da Soledade. Os encontros se iniciam com a Celebração Eucarística e, em seguida acontece o momento de reflexão e partilha. No dia 02 de novembro – FINADOS, o grupo será responsável pela missa no Cemitério Padre Rodolfo Komoreck, às 14hs. Mais informações poderão ser obtidas no blog www. filhosnoceu.org.br

No dia 15 de outubro, o Grupo de Reflexão “Filhos no Céu” reuniu-se na Paróquia Nossa Senhora da Soledade, no bairro Vista Verde, para uma Manhã de Espiritualidade. Estiveram presentes, além dos pais e mães que participam mensalmente dos encontros, pais e mães da Arquidiocese de Pouso Alegre, membros do grupo que nasceu da experiência dos encontros aqui da nossa diocese. Neste ano a reflexão foi sobre o tema: “ À luz de Maria, recomeçar a partir do luto”. Padre Rogerio Felix e Eliete Gomes (Coach) conduziram as reflexões. Neste ano a reflexão foi sobre o sofrimento humano e a presença de Nossa Senhora nesse momento tão duro e escuro na vida de um pai e uma mãe.


Novembro  EXPRESSÃO  11

Igreja em Diálogo

Religião e política: nem confusão, nem separação O capítulo 22 do evangelho segundo Mateus traz uma das frases mais populares de Jesus: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22,21). Ela foi proferida em resposta a uma arapuca para colocar Jesus em maus lençóis. Dois grupos rivais – fariseus e herodianos – formam um conluio e perguntam: “É lícito ou não pagar imposto a César?” (Mt 22,17). Se Jesus respondesse “sim”, os fariseus nacionalistas o acusariam de compactuar com o domínio romano; se respondesse “não”, os herodianos o acusariam de subversão. No entanto, Jesus, mais esperto que eles, denuncia a hipocrisia e desnuda a incoerência de seus adversários. A imagem cunhada na moeda é do imperador, portanto, a liceidade do imposto deve ser discutida com o Império. Mas há uma coisa que é de Deus, mais valiosa que qualquer moeda: a própria humanidade. Esta foi “cunhada” à imagem do Criador (cf. Gn 1,26-27), logo, a vida de cada um pertence somente a Deus. A dignidade das pessoas deve estar acima de qualquer modo de organização da vida social. A cilada armada para Jesus nos chega com outra roupagem, mas com a mesma perni-

ciosidade: afinal, política e religião se misturam ou não? Encurralados, deveríamos beber da sabedoria de Jesus. É preciso admitir que, de fato, o discurso político e o discurso religioso são autônomos e igualmente legítimos. Ambos nascem de dimensões irrenunciáveis do ser humano, que organiza sua existência junto aos seus semelhantes e busca sentido para a mesma. A história mostrou e ainda mostra o quão nocivo pode ser a confusão dos discursos, exemplificada num regime teocrático ou na união entre Igreja e Estado. Nós, cristãos,

devemos promover sem medo o Estado laico que, em razão da própria natureza, nunca poderia degenerar num Estado antirreligioso, mas sim garantir a liberdade religiosa, dando voz a todas as expressões de fé. A Igreja, por sua vez, não pode nem deve tomar o lugar do Estado confundindo sua missão, porém tem o direito e o dever de contribuir no debate público para a promoção do bem comum e a realização da justiça (cf. Bento XVI, Deus Caritas Est, 28), aí reside sua missão profética que inclui o anúncio de vida em abundância para

todos (cf. Jo 10,10). Ao rebater os fariseus e herodianos, Jesus não cria um dualismo que separa o material e o econômico de um lado e o espiritual e o religioso de outro. Não há motivos para religião e política se excluírem mutuamente; não há motivos para termos medo e demonizarmos a política; ao contrário, há motivos de sobra para testemunharmos nos ambientes públicos, inclusive nos espaços de discussões e decisões políticas, os valores evangélicos, superando o preconceito de que a religião deve ser relegada à intimidade das pessoas sem qualquer incidência na vida social. A política é uma maneira exigente de viver o compromisso cristão. Apesar de “tão denegrida, é uma sublime vocação, é uma das formas mais preciosas da caridade, porque busca o bem comum” (Francisco, Evangelii Gaudium, 205). A ação política, quando bem orientada, pode ser expressão da vontade de Deus. De qualquer forma, um cristão pode e deve iluminar o mundo da política, tanto no sentido stricto quanto no sentido lato do termo, com os valores evangélicos, oferecendo para a sociedade o que a fé cristã tem de melhor. Recorda o

papa Paulo VI: “Reconhecendo muito embora a autonomia da realidade política, esforçar-se-ão os cristãos solicitados a entrarem na ação política por encontrar uma coerência entre as suas opções e o Evangelho e, dentro de um legítimo pluralismo por dar um testemunho, pessoal e coletivo, da seriedade da sua fé, mediante um serviço eficaz e desinteressado em favor dos homens” (Octogesima Adveniens, 46). Isto não significa, por exemplo, criar “bancadas” no poder legislativo, o que acaba sendo, na verdade, um desserviço. Nas relações públicas, o interesse da Igreja não deve ser outro senão vida digna para todos, pois, de acordo com Santo Irineu de Lyon, “a glória de Deus é o homem vivo”. Jesus nunca confundiu as coisas, sabia muito bem o que era de César e o que era de Deus. Por outro lado, jamais poderíamos acusá-lo de ter sido um alienado; sua condenação e execução na cruz não aconteceram por acaso. Assim, não deixemos que morra a profecia e o testemunho público daquilo que professamos! Entre religião e política, nem confusão, nem separação. Pe. Éverton Machado dos Santos

Vigário da Paróquia São Dimas

A religião em sala de aula

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or muito tempo, o ensino religioso nas escolas foi, e continua sendo, um assunto muito controverso. Em sessão plenária realizada no último dia 27 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade na qual a Procuradoria-Geral da República questionava o modelo de ensino religioso nas escolas da rede pública de ensino no país. Por maioria dos votos (6 x 5), os ministros entenderam que o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras pode ter natureza confessional, ou seja, vinculado às diversas religiões. Na Diocese de São José dos Campos é possível notar inúmeras iniciativas que levam a mensagem de valores humanos para o campo escolar. A Pastoral da Educação é um exemplo disso. Pe. Djalma Lopes de Siqueira, Vigário Geral da Diocese, lembra que o Concílio Vaticano II defendeu a autonomia do

O Ensino Religioso não se identifica com a formação de cunho celebrativo

temporal, neste sentido o Estado pode assumir uma identidade laica. “No entanto isso não significa que ele possa interferir na escolha religiosa dos cidadãos, cerceando o

direito deles crescerem no seu conhecimento religioso, inclusive no campo do ensino público”, ressalta. Marina Marcondes leciona há 15 anos

na Rede Municipal e Estadual de São José dos Campos e vê o Ensino Religioso na sala de aula como um caminho de resgate de valores e do respeito, além de estimular

a reflexão. “Acho muito importante e sinto falta. Mas é preciso a tolerância e o respeito por todas as crenças”, completa a docente. Para Marina Atsuko Tanaka, as crianças precisam aprender desde cedo que é necessário respeitar todos ao nosso redor. “Devemos viver de forma fraternal com as outras pessoas, pois fomos criados por um Deus de amor e Ele nos criou para amar ao próximo”. Tanaka é Ministra da Sagrada Comunhão na Paróquia São Francisco de Assis, em Jacareí, e defende ainda que a escola, como dimensão educadora-social deve exercer esse papel junto com a família. “Cabe à família criar a criança na fé. A escola se responsabiliza por apresentar as diferenças religiosas e as formas de promover o respeito e a igualdade entre todos”, finaliza Marina. Leia mais sobre esse assunto na página da Diocese.


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Artigo

Vamos nos casar...

D

epois de algum tempo de sério namoro, convictos de que se amam e que já se conhecem o suficiente, João e Maria decidem ficar noivos e já pensam em agendar a data do casamento. Durante o namoro, juntos sonharam e fizeram planos: onde vão morar, o desejo de construir uma família com princípios cristãos, de serem pais zelosos, de proporcionarem aos filhos boa educação e segurança num lar onde reine o amor! Oficializado o noivado, eles começam a fazer planos para o grande acontecimento do casamento. Maria sempre sonhou fazer uma grande festa, convidar a família, parentes e amigos. João abriria mão da festa e investiria mais na lua de mel, numa viagem, e na instalação de um lar confortável. Mas Maria não abre mão da festa e sempre sonhou fazê-la numa chácara, pois ama a natureza! João, compreensivo, e buscando agradar em tudo sua noiva, propõe-se a realizar o seu sonho. Mas a bênção de Deus não pode faltar! Querem iniciar a nova família alicerçada em Deus, na sua graça, educar os filhos na fé! Procuram então a secretaria da Paróquia onde moram: “Vamos nos casar, e gostaríamos de saber o que é necessário para marcar nosso casamento”. Já marcamos a data. Vamos nos casar numa chácara, e gostaríamos que o padre ou o diácono fosse lá para abençoar nosso casamento”. A secretaria mostra-lhes então nas normas para a celebração do Matrimônio que o casamento entre dois batizados, mesmo que um deles pertença a outra denominação cristã, deve ser celebrado na

Thales Augusto

igreja. E mostra-lhes o que determina o Código de Direito Canônico, no Cânon 1.118: “Parágrafo. 1º – O matrimônio entre católicos ou entre uma parte católica e outra não-católica, mas batizada, seja celebrado na igreja paroquial; poderá ser celebrado em outra igreja ou oratório com a licença do Ordinário local ou do pároco”. Portanto, “O lugar próprio para a celebração do Matrimônio, assim como de qualquer outro sacramento é a igreja paroquial onde uma das partes tiver domicílio, quase domicílio ou residência há um mês, ou, tratando-se de vagantes, na paróquia onde de fato se encontrarem (cf. cân. 1115). São permitidas celebrações de casamentos em capelas e igrejas da mesma paróquia ou

de outra, a critério do pároco da mesma. Não será permitida a celebração do Matrimônio “fora do templo católico”, ou seja, locais particulares, tais como: chácara, buffet, restaurante, clube, “capela particular” e outros ambientes similares”. O casal, surpreso diante do exposto, pede para falar com o padre ou com o diácono. No dia e hora agendados, o padre ou o diácono ouve com zelo pastoral os argumentos e as razões de João e Maria, por que gostariam de casar “fora do templo católico”, e o argumento que não podia faltar: “ Mas Deus não está em toda parte? Então por que não podemos receber a bênção mesmo fora da Igreja, no lugar em que vamos fazer a festa?!”.

De fato, Deus está em toda parte, e mais do que isso, está dentro de nós, em nós! E onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, disse Jesus, eu estou aí no meio deles! (cf. Mt. 18, 20). Mas o lugar privilegiado e próprio, onde Jesus está presente para se dar a nós pelo Sacramento da Eucaristia e dos demais sacramentos, é a igreja. É no Altar da igreja, onde se celebra o santo sacrifício da Missa, que Jesus se torna presente na Eucaristia e se dá a todos aqueles que lá vão recebê-lO. A Eucaristia é o centro dos Sacramentos porque é presença real de Jesus e é para ela que convergem os demais sacramentos. É na igreja que recebemos o santo Batismo e dela passamos a fazer parte, é na

igreja que somos crismados, é na igreja que recebemos o perdão dos pecados pelo sacramento da Confissão, e é na igreja que nasce a família segundo o plano do amor de Deus, chamada “igreja doméstica”. É diante do Altar, onde Jesus se faz Eucaristia, que os noivos se prometem amor e fidelidade por toda a vida e recebem a bênção do consentimento dado um ao outro. É por isso que já na saudação inicial o ministro assistente (o padre ou o diácono) diz: “ ... felizes aqui nos reunimos na casa do Senhor,...” e depois, com as mãos estendidas sobre os noivos diz na Oração: “...derramai as vossas bênçãos sobre (N) e (N), para que unindo-se em Matrimônio diante do vosso Altar,..“. Assim, João e Maria, entenderam que, por se tratar de um sacramento, o Matrimônio deve ser celebrado na Igreja, onde a assembleia reunida (todos os convidados) é testemunha do compromisso que assumiram um com o outro, diante de Deus e da Igreja, e que a festa na chácara será a comemoração do que acabaram de celebrar, onde com alegria receberão os convidados. Se, como João e Maria, vocês estão pensando em se casar, e querem, pelo Sacramento do Matrimônio receber a bênção de Deus, antes de procurar qualquer empresa ou profissional para tratar da festa e antes de mandar elaborar os convites de casamento e distribuí-los, o primeiro passo deve ser procurar a secretaria da sua paróquia para obter orientações e informações corretas e assim evitar transtornos e mal-entendidos. Diácono Pasquale Gerardo

Chanceler da Cúria Diocesana

Pastoral da Saúde celebra 30 anos A Pastoral da Saúde está comemorando em 2017 os 30 anos de atividades na Diocese de São José dos Campos. Durante essa caminhada ela teve a presença, a assistência e o apoio de Dom Eusébio Oscar Scheid, Dom Nelson Westrupp, de Dom Moacir Silva e no momento de Dom José Valmor César Teixeira. A Pastoral da Saúde tem por objetivo continuar a missão de Jesus Cristo dada a sua Igreja, por meio de seus discípulos, de revelar o amor misericordioso e amoroso de Deus por todos aqueles que sofrem, de modo especial os doentes e

suas famílias. Sua atuação é bastante abrangente. Ela não é uma "pastoral do enfermo", mas "pastoral da saúde", ela abrange o seu humano na sua integridade, daí suas várias dimensões: dimensão comunitária visa a conscientização da pessoa como sujeito de sua própria saúde, necessidade, portanto, da prevenção; a dimensão política, reivindicação dos direitos à saúde; dimensão solidária, a presença samaritana junto aqueles que sofrem; dimensão litúrgica, a Igreja-mãe, que vai até àqueles que sofrem e os acolhe

em Sua Casa; a dimensão ecumênica, acolhimento a todos os doentes, sem visar sua crença e religião. Na sua missão, a Pastoral da Saúde realiza várias atividades a nível paroquial, como visitas aos doentes, domiciliar e hospitalar, reuniões, Missa da Saúde, cursos, retiros, etc. A nível diocesano realiza reuniões mensais da Comissão Diocesana; reuniões bimensais com os Coordenadores Regionais e Paroquiais, Retiro para Coordenadores e Agentes, Missa de aniversário da Pastoral da Saúde, Cursos de Capacitação

de Novos Agentes, Cursos de Formação Permanente e Específica, Romaria anual à Aparecida e o Encontro Anual de Agentes, no qual se congrega os agentes de todas as paróquias, para louvar e agradecer a Deus pelas graças concedidas a todos que atuam nesta Pastoral, aos enfermos e seus familiares e também como testemunho de "unidade" no "serviço pastoral" com toda Diocese. Este Encontro, neste ano foi realizado na Comunidade Magnificat no dia 08 de agosto com a presença de 560 agentes. Contamos com a presença de Pe. Rogério

Felix Machado, Diretor da Faculdade de Teologia de São José dos Campos, que proferiu a palestra "Antropologia do Sofrimento", bem objetiva, prática, citando vários testemunhos, transmitindo uma reflexão sobre o sofrimento, tão necessária para os Agentes desta Pastoral. Agradecemos e louvamos a Deus por todas as Graças concedidas à Pastoral da Saúde nesses seus 30 anos de caminhada, e pedimos "Caminhe conosco Senhor". Edison Lopes da Silva

Coordenador Diocesano da Pastoral da Saúde


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Compromissos do Bispo Diocesano Em outubro, mês especial para a Igreja no Brasil por conta da celebração da Padroeira do País, a agenda do bispo diocesano também acompanhou a celebração desses 300 anos de Aparecida. Dom Cesar esteve presente no Santuário Nacional em várias ocasiões, levando todos os diocesanos em seu coração. No dia 1º participou da missa de imposição do pálio arquiepiscopal a Dom Orlando Brandes. No dia 9, participou juntamente com bispos da Província Eclesiástica de Aparecida do nono dia da novena da Padroeira do Brasil. E no dia 12 de outubro se reuniu com inúmeros devotos para a grande celebração do Tricentenário de Nossa Senhora Aparecida.

No dia 8, catequistas da diocese se reuniram no Magnificat, em São José e tiveram a oportunidade de se encontrar com o bispo. Celebrando também a novena do padroeiro nas paróquias: São Benedito, no Alto da Ponte, N. Sra. do Rosário e São Francisco de Assis. No dia 8, participou da novena da Paróquia N. Sra. Aparecida e, no dia 13, da preparação para a festa em honra a São Benedito, no Galo Branco. Além de reuniões, compromissos na Cúria, Dom Cesar presidiu missas de Crisma nas paróquias Imaculada Conceição (Jacareí), Coração Eucarístico de Jesus, N. Sra. Aparecida, N. Sra. do Perpétuo Socorro, São Silvestre, Santa Cecília, Coração de Jesus, N. Sra. do Paraíso e Santa Teresinha.

Ir. Lucinéia

Entre os dias 20 e 22, Dom Cesar, Pe. Edinei Evaldo Batista, Diác. José Silva, Seminarista Fabiano Carvalho de Oliveira, Sueli Guratti e Alex Prado participaram da 39ª Assembleia das Igrejas que compreende as arqui/dioceses do Estado de SP. E, de 24 a 26 de outubro, participou com bispos e padres da Sub-Região de Aparecida da formação permanente, em Passa Quatro/MG. Com o Grupo de Médicos Católicos, o bispo celebrou a missa em honra a São Lucas no dia 18 e no dia anterior esteve presente na Paróquia Sagrada Família para a celebração de abertura do Jubileu de Prata com o reitor-mor dos Salesianos, Pe. Ángel Artime, SDB. Thiago Leon

Edna Mara

Pascom

Pascom

Pascom

Pascom

Divulgação

Divulgação

Beto Freitas


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Bazar da Pechincha O Clube de Mães da Paróquia Santa Agostinho realiza o Bazar da Pechincha toda quarta-feira, das 14h às 17h. A Paróquia fica na Av. Papa João Paulo II, 150 – Urbanova – SJC. Informações: (12) 3949-1515. Campanha de Matrícula 2018 O Instituto João XXIII está há 17 anos ministrando cursos na área de Teologia e Doutrina de nossa Igreja. Formando a fé de muitos irmãos e buscando sempre aperfeiçoar seus conhecimentos para mais amar e servir a Igreja e colaborar na implantação do Reino de Deus, o Instituto em 2018 oferece os seguintes cursos: Teologia para Leigos: uma aula por semana com duração de três anos; Doutrina Católica: Catecismo da Igreja Católica (Primeira parte) em 16 aulas em um semestre; Os quatro Evangelhos: 32 aulas durante o ano; Cartas Paulinas: 32 aulas durante o ano; CURSO NOVO: Formação integral para adolescente - Doutrina, Ética, Moral e Espiritualidade. Faça sua matrícula e reserva sua vaga. Informações e inscrições: (12) 3302-8560. Acesse: www. comdeus.org.br Bazar de Natal O Clube de Mães da Paróquia Santo

Agostinho promove nos dias 18, 19, 25 e 26 de novembro, após as missas, o bazar em preparação ao Natal. Presentei quem você ama com os artesanatos do grupo de mães. A Paroquia Santo Agostinho fica na Av. Papa João Paulo II, 150 Urbanova - SJC. Informações: (12) 3949-1515. UJUCAT promove seminário sobre educação de crianças e adolescentes A União de Juristas Católicos na Diocese de São José dos Campos - UJUCAT realiza no dia 25 de novembro (sábado), no auditório da Faculdade Católica-SJC, o último evento temático do ano, onde os assuntos tratados serão sobre a Educação e os últimos temas polêmicos da atualidade. Com início às 9h, o evento contará como temática central: "O primado dos pais e da família na formação das crianças e adolescentes", e desdobramentos tais como: acesso a menores a exposições de conteúdos impróprios, Base Nacional Comum Curricular, entre outras abordagens decorrentes como Ideologia de Gênero etc. Explanará sobre o tema o Prof. Felipe Nery, Pedagogo e Presidente da Rede Nacional de Direitos e Defesa da Família e Observatório Interamericano de Biopolítica. A entrada é franca e não é neces-

sária inscrição prévia. A Faculdade Católica de São José dos Campos fica na Av. São João, 2650, no Jd. das Colinas, em São José. Mais informações acesse: www.facebook. com/ujucatsjc CooperAÇÃO Nossa Casa A cooperativa São Vicente convida todos os seus parceiros para participar da ação voluntária de organização de seu espaço, no dia 15 de novembro de 2017, das 7h às 17h, conforme programação apresentada a seguir. Programação 07h00 – 08h00: Conhecendo a cooperativa Recepção dos voluntários e divisão dos times de operação 08h00 – 12h00: Operação Limpeza Higienização e organização do espaço 12h00 – 13h00: Nosso alimento 13h00 – 17h00: Operação “casa pronta” Pintura, sinalização e reorganização da cooperativa 17h : Encerramento da atividade Sua participação é fundamental para o sucesso dessa ação venha fazer parte desse dia tão importante para a nossa cooperativa. Sua AÇÃO é transformadora da realidade!!! Estrada Municipal do Cajuru, 191 – São José dos Campos – SP Tel.12 3431-1702


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Curtas

Compromisso com a Casa Comum

Parabéns, Jornal Expressão!

Dom Cesar assina o Compromisso Laudato Si’. Uma campanha mundial do Movimento Católico Global pelo Clima (MCGC) e várias organizações parceiras para conscientizar sobre a mensagem da encíclica e encorajar a comunidade católica a agir com a urgência exigida pela crise climática. Na diocese, a Comissão Socioambiental é a responsável por difundir a iniciativa.

No dia 7 de outubro, celebramos na Catedral São Dimas os 25 anos do Jornal Expressão - Órgão Oficial da Diocese de São Jose dos Campos. Como ato simbólico, 25 capas de diferentes épocas fizeram um círculo em torno do altar, em ação de graças pelos 25 anos de compromisso com a qualidade e a verdade da comunicação na Diocese.

Espaço do leitor

Aniversariantes

Qual a paróquia da foto?

A – Paróquia Nossa Senhora da Santíssima Trindade B – Paróquia São Sebastião C – Paróquia São Francisco Xavier

Envie sua resposta até o dia 20 de novembro. Espaço do Leitor/Jornal Expressão. Pça. Mons. Ascânio Brandão, 01 - CEP 12245-440 - São José dos Campos – SP. Ou pelo e-mail: redacao@diocesesjc.org.br. Na sua mensagem por e-mail ou na carta, informe seu nome completo e paróquia onde participa.

Resposta da edição de setembro: D – 25 mil exemplares Ganhador: Cleto Ferreira Rosa Júnior – Paróquia de Santana

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Brinde do mês de novembro

DVD Segredos - Ziza Fernandes Segredos é o primeiro DVD da Cantora Ziza Fernandes gravado ao vivo no Theatro Municipal de São Paulo, com o objetivo de reunir canções que marcaram sua vida e sua trajetória na música ao longo destes 25 anos. Para apresentar esse histórico de vida pulsante, Ziza Fernandes selecionou 18 músicas e contou com a participação especial de Pe. Fábio de Melo e Maninho, além de clipes especiais que integram os extras do DVD e prometem complementar o encanto desse projeto. O brinde deve ser retirado na secretaria da paróquia do ganhador, sempre a partir do dia 10 do mês vigente.

Natalício 1 Diác. João dos Santos de Souza 6 Pe. Thiago Domiciano Dias 12 Pe. Ronaldo Rodolfo Ferreira, SCJ 14 Diác. Jovino Rezende Neto 15 Diác. Benedicto da Conceição Petronilho R. dos Santos 17 Diác. Hélio Lemos da Rocha 17 Pe. Carlos de Oliveira Berto 18 Pe. Djalma Lopes Siqueira 20 Diác. José de Souza Carvalho 21 Pe. Rogerio Felix Machado 21 Pe. Carlos Raimundo Barbosa 23 Diác. Nelson Albino Thomaz 24 Frei José Antônio Flesh, OSM 26 Diác. Sebastião Celso Ramos 27 Diác. João Sabino S. Junior 27 Pe. Ademilson Aparecido da Silva, SCJ Ordenação 11 (2016) Pe. Rogerio de Souza Lemes 18 (2016) Pe. Éverton Machados dos Santos 23 (1996) Pe. Edinei Evaldo Batista 24 (1994) Diác. José Aparecido Oliveira 29 (2009) Pe. Rafael Henrique da Costa 30 (2012) Pe. Messias Rochinski


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