Skip to main content

Revista The Axe

Page 1

the

AXE

CONFIRA TAMBÉM: TIKTOK E A REVOLUÇÃO VIRTUAL NO MUNDO DA MÚSICA

SZA LANA DEL REY DOJA CAT ARCA CHARLIE XCX Kanye West e muito mais

Kali Uchis E a ascensão de artistas urbanos ao mainstream


Por Kayc Keven Amaral Machado


Índice:


TikTok

Doja cat, uma das artistas que mais produz hits virais no aplicativo

Lil Nas X um dos artistas que mais produz hits para a plataforma

Não é segredo que a indústria da música vem sendo impactada pela internet no decorrer das últimas décadas. Aplicativos de streaming como Spotify, Apple Music e Deezer se tornaram grandes aliados dos artistas, abrindo caminhos para a popularização e a monetização dos hits. Já o Tiktok, a rede de interação mais jovem e também mais popular do momento, que se consagrou com 1,5 bilhão de usuários ao redor do mundo, tem influenciado as massas e determinado, ainda que indiretamente, o que será ouvido a seguir.O aplicativo ganhou a afeição dos usuários por se tratar de uma plataforma livre para explorar a criatividade. Sendo baseado principalmente em vídeos de dança, coreografias, POV´s, dublagens, covers, challenges ou fancams, o app também possui ferramentas que permitem a edição de vídeos na própria rede e algoritmos que distribuem o conteúdo baseado nas interações e no que o internauta gosta de consumir. Assim, o TikTok aumenta a visibilidade do público para as produções de criadores de conteúdo anônimos e artistas já consagrados. Somada ao advento da pandemia, a dinâmica foi responsável por engajar a rede de tal forma que sua popularização e crescimento foram inevitáveis. Consequentemente, diversos produtores musicais, agentes e gravadoras deslocaram sua atenção para a nova mídia crescente a fim de descobrir novos talentos. Os programas de TV e as rádios não ficaram para trás, as trilhas sonoras de séries e filmes passaram a conter músicas lançadas no próprio Tiktok, além de estarem no topo da lista de programações radiofônicas mundo afora, inclusive no Brasil.

Mas como as músicas viralizam no Tiktok? Pesquisa realizada pela Winnin, uma plataforma brasileira de marketing tecnológico, responde essa pergunta. A empresa analisou cada forma que a nova rede toma perante seus usuários e concluiu que quando as trends, isto é, os vídeos que começam a ganhar visibilidade por meio de coreografias, dublagens ou desafios, viralizam entre os internautas, estes buscam as músicas e as reproduzem em seus próprios vídeos, criando novas trends com aquele mesmo som. A partir daí, as pessoas procuram pelo single em streams de música, popularizando-o e o tornando um sucesso não só nas demais redes sociais, como também nas paradas de sucesso das rádios e programas musicais.Provando que a forma que se consome música mudou muito nos últimos tempos. Antes tratada como uma experiência em si, hoje serve como plano de fundo para diversas atividades. Todavia, aplicativos como o Tiktok são os grandes responsáveis por reformular todo o processo novamente. Estamos parando pra escutar, pra descobrir, comentar e falar sobre música nova, então estamos mudando novamente isso. É uma maneira de fazer as pessoas se concentrarem na música novamente, e escutarem a música pela música de novo. Ainda que popularizado durante, ou em função da pandemia, o aplicativo mais querido entre os jovens vem deixando sua marca na indústria de forma irreversível. O aplicativo que era destinado a ser uma febre passageira, agora é uma promessa que veio para ficar e revolucionar a forma como ouvimos música e descobrimos novos artistas.


Ela venceu! SZA debuta no topo do Spotify americano com "I Hate U", unreleased anteriormente divulgada no Soundcloud. A faixa fez mais de 1,6 milhão de streams em seu primeiro dia no país e também atingiu o topo do Apple Music local.

Durante uma apresentação de “Runaway” de seu álbum de 2010 My Beautiful Dark Twisted Fantasy, em um show em Los Angeles, California, Ye repetiu o refrão “Eu preciso que você corra de volta para mim” antes de adicionar: “Mais especificamente, Kimberly.” O público automaticamente gritou em resposta à declaração. Esta é a segunda vez nas últimas semanas que Ye declara publicamente seu desejo de se reconciliar com Kim Kardashian, sua ex-esposa e mãe de seus filhos.

Doja Cat usou o Twitter, na noite do dia 06, para confessar que não está bem e revelar que encontra-se extremamente exausta por trabalhar demasiadamente. “Estou apenas cansada e não quero fazer nada. eu não estou feliz…


Arca acaba de lançar seus álbuns ‘KICK ii‘, ‘KicK iii‘ e ‘kick iiii’ nesta sexta-feira (03), lançou ‘KICK ii' (01), alguns dias antes do que era previsto. O segundo volume de sua série de álbuns ‘Kick‘, lançado via XL Recordings, segue ‘KiCk i‘, indicado ao Grammy do ano passado, e traz contribuições de Cardopusher, Boys Noize, Mica Levi, Jenius Level, Wondagurl e Cubeatz.

Lana Del Rey recebeu no sábado, em Los Angeles, o Prêmio de Artista da Década da revista “Variety”, um dos veículos mais respeitados da indústria do entretenimento dos Estados Unidos. No discurso de agradecimento, a cantora americana de 36 anos fez questão de lembrar os anos de ralação, mencionando seus empresários Ben Mawson e Ed Millett: “Eles me escolheram a partir do circuito de bares em que atuei por cerca de oito anos. Eles me tiraram dessa vida de um contrato péssimo, que assinei quando ainda trabalhava em um restaurante e morava em um parque de trailers.

Charli XCX diz ter interesse em colaborar com MC brasileiro “Eu também gosto muito do Mc Bin Laden“, revelou Charli. “Você conhece ele?”, questiona a cantora. “Eu acho ele muito irado e eu também gosto do Mc Pikachu. Eu ouço muito Mc Bin Laden, eu gosto ‘Bololo haha’ (…) O vídeo é muito bom, a produção [da faixa] é muito maluca”, disse Charli, antes de lembrar que o funkeiro brasileiro já colaborou com Tommy Cash, de quem é amiga.


Melhores Discos de 2021 Embora triste, há muita esperança neste álbum, tantas tentativas de encontrar a beleza nas relações orgânicas com suas irmãs e objetos do cotidiano, no fato de se sentir e na capacidade de amar. Cada faixa está repleta de uma espécie de amor que, embora cansado, ainda é terno, como que se alegrando com o fato de existir. Em “Beautiful”, ela diz, “posso transformar a tristeza em algo lindo, lindo, lindo como você”. Embora ainda cansada do mundo como sempre, Del Rey é, em ‘Blue Banisters’, pela primeira é cotidiano para determinada finalidade. Este álbum é impressionante.

Apesar de um álbum muito longo, contendo 27 faixas, em "Donda" Kanye nos mostra mais uma vez por que é tão consagrado na indústria do hip-hop e no mundo da música trazendo de volta toda a energia e nostalgia de sua discografia antiga, além de cantar e produzir todas as faixas, o artista ainda trás mais de 20 colaborações com nomes gigantes como The Weekend, Don toliver, Travis Scott, Jay-Z, Lil baby e diversos outros.

Embora seja improvável que seu lugar tenha sido posto em dúvida, ‘Happier Than Ever’ consagra Billie Eilish como uma das artistas pop mais importantes de sua geração – e, melhor ainda, ela faz isso sem repetir um único truque desde a estreia de que virou sua vida de cabeça para baixo

É bastante complexo ilustrar o quão excecional é este projeto em poucas palavras. Evidentemente, não vou afirmar que são as melhores músicas que já ouvi, mas quando unimos os instrumentais, as letras e todo o conceito presente no álbum, estamos perante uma obra de arte sem igual. Apesar de comunicar temas que não são novidade como o feminismo, a identificação e o poder pessoal, If I Can’t Have Love, I Want Power executa-os de um modo exclusivo e com um toque que só Halsey sabe dar.

Levando o nome real de Lil Nas X (Montero Lamar Hill), também era de se esperar que o disco trouxesse uma carga intimista nos temas abordados. Nas faz isso de forma extremamente direta em todas as letras, seja para falar de sexo, de problemas familiares, bullying ou fama. É exatamente na verdade de Nas que “Montero” se torna original e um fragmento contemporâneo essencial.


Planet Her não tem músicas que você quer pular, nem mesmo os singles lançados anteriormente. Ele mostra muitos lados de Doja, mas permanece coeso – se você não consumi-lo por inteiro, você definitivamente perderá a verdadeira compreensão do mundo dela.

Chemtrails over the country club é uma prova de que Lana Del Rey continua fazendo exatamente o que quer. A cantora lança um álbum calmo, beirando o gênero folk e faz isso com muita qualidade nas composições e letras. Ela explora um lugar menos obscuro do que os de trabalhos do início da carreira, mas ainda fala de forma densa e quase melodramática do amor.

As observações cuidadosas da cantora de 23 anos acrescentam uma nova profundidade à sua narrativa. Seu segundo álbum confirma seu lugar como um dos locutores mais reais do R&B moderno.

Solar Power não era o disco que muitos - incluindo a autora deste texto - esperavam de Lorde. Talvez, nem a própria cantora conseguisse prever a feitura deste terceiro álbum há oito anos, quando estreou com Pure Heroine (2013). Mas os tempos não são os mesmos, assim como a artista neozelandesa, que nos convida a contemplar o verão (e a vida) ao lado dela.

WILLOW traz muitas de suas influências de gêneros musica como o R&B e o Hip-Hop, além de manter sua personalidade rebelde, revolucionária e abertamente sentimental. Criando um disco de rock sólido nas onze faixas, ela vem como uma voz da juventude, especialmente da juventude negra


KALI UCHIS Uma Uma diva diva Urbana Urbana Quando Kali Uchis decidiu gravar um álbum cantando em espanhol, sua gravadora americana, a Interscope, abriu mão de trabalhar na divulgação do trabalho. “Minha gravadora realmente não queria”, ela diz. “Na verdade, meu contrato dizia que apenas discos cantados em inglês contariam para eles. Então, disseram que eu estaria por conta própria, que não teria apoio, pois não constava no contrato.” “Sin Miedo (del Amor y Otros Demonios)” saiu no fim do ano passado, dando sequência ao álbum “Isolation”, de 2018, quase todo cantado em inglês. Mas se o disco de três anos atrás serviu para posicionar Uchis como um dos nomes em ascensão da música alternativa americana, foi cantando em espanhol que ela rompeu a barreira do mainstream. “Sin Miedo” levou a cantora a se tornar a primeira mulher em quase dez anos a alcançar o primeiro lugar da parada latina com uma música sem participação de americanos —o hit improvável “Telepatía”. A faixa também chegou à décima posição entre as músicas em alta no mundo, segundo a Billboard, fora as centenas de milhões de reproduções no streaming. “Estava pensando que seria meio que um projeto pessoal, uma paixão. Era algo que eu realmente queria fazer. Achava que faria muito menos sucesso que ‘Isolation’”, diz Uchis, que nasceu nos Estados Unidos, mas, filha de pais colombianos, viveu entre os países durante a infância e a adolescência. “Isolation” posicionou Uchis no mercado americano, com participação de jovens estrelas do hip-hop e do R&B da costa oeste, como Steve Lacy, guitarrista do The Internet, Thundercat e Tyler the Creator, além da britânica Jorja Smith. O disco também levou a cantora à escalação do Lollapalooza Brasil de 2020, que foi cancelado devido à pandemia de coronavírus.


Mas, hoje, ela confessa que não escuta mais o álbum. “Ouço apenas a música que estou fazendo agora. É que nem quando você olha para uma foto sua no ensino médio, tipo as roupas que você usava e as pessoas que estavam com você. Não sei, mas não é como você se sente agora.” Bem recebido pela crítica, “Isolation” revelou Uchis como habilidosa cantora de um R&B moderno, suave e esteticamente rico. É um trabalho que passeia organicamente por influências da música eletrônica, do soul e do funk americanos. Em “Sin Miedo”, a cantora continua a mesma, mas todo o entorno está diferente. Ela abre com vocais graves e um bongô, evocando um bolero cubano dos anos 1960 popular com o grupo Los Zafiros, “La Luna Enamorada”. Daí em diante, Uchis reimagina seu universo a partir de um olhar latino que aparecia apenas de maneira tímida no trabalho anterior. “Sei que só canto uma música em espanhol no primeiro disco, mas isso é uma parte muito grande de mim. Cresci e fui à escola na Colômbia, então aprendi a ler e a escrever em espanhol antes de saber inglês. E tive essa experiência de crescer em dois países diferentes, ir à escola em países diferentes, e de ser uma cidadã desses países. Não era só uma questão de identidade, mas, artisticamente, de explorar todas essas dimensões que existem em mim.” Essa experiência de vida ao mesmo tempo que torna Uchis uma artista única, acabou dificultando sua inserção na indústria fonográfica. “Sei que ‘Isolation’ foi sucesso de crítica, mas nunca foi um sucesso do mainstream”, ela diz. “Não tinha música tocando na rádio, nunca tive, eles sempre me disseram que eu seria uma artista de nicho, porque não me encaixo em nada. Tipo, todo mundo falava ‘ela é daqui ou de lá?’, ou ‘isso tem muitos gêneros diferentes envolvidos’, ou então ‘a voz dela é muito estranha’. A conclusão é que eu seria algo de nicho. Disseram que eu teria minha base de fãs, mas nunca daria lucro.”

O resultado é que Uchis acabou chegando a países que não têm o hábito de ouvir música latina. “Imagina, na Inglaterra a gravadora não tinha uma divisão de música latina. Isso nem significa nada pra eles. E acabou tocando em lugares tipo Irlanda, países da Ásia, por exemplo. E toca no rádio mesmo sem soar como uma música de rádio.” Ela também conta que ouviu pedidos para que “Telepatía” tivesse o andamento acelerado —para que soasse como um reggaeton. “Eu disse que não faria isso. Queria mostrar a música latina de um jeito diferente dessa que toca no rádio. Se eu mudar minha música para encaixar em normas do rádio, não estarei inovando. Só artistas entendem isso, as pessoas da indústria não pensam nessas coisas.” Aos 26 anos, Kali Uchis diz que ouvia música brasileira na infância, e continua fã dos sons do país até hoje, principalmente de bossa nova e funk. Lembra Astrud Gilberto como influência no jeito de cantar, mas também diz que admira Anitta e tem gratidão pelo caminho aberto por brasileiros que fizeram sucesso no exterior para a música latina. Também conhece Rita Lee, mas por causa de “Telepatía”, cujo refrão tem uma letra bem parecida com “Mania de Você”. “Meus fãs brasileiros me mostraram na hora!”, ela diz. A colombiana também diz que “melhor não comentar” sobre colaborações com artistas brasileiros, mas se sabe que Pabllo Vittar é fã dela —e a admiração é mútua. “Nunca esperei me tornar uma estrela pop. Não gosto dessa cultura de celebridades. Tento ignorar que essas coisas existem e fazer o que gosto. Para uma mulher latina, eu sempre tive um teto de onde eu poderia chegar. Achei que seria underground a vida inteira. Ver que ‘Sin Miedo’ foi o único disco de uma mulher latina a entrar na parada americana me deixa impressionada. Quero cantar o sentimento de uma geração, estar ligada no que acontece no mundo.”


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Revista The Axe by Deborah Vieira - Issuu