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Revista Rebote

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Rebote O

MELHOR

DO

ESPORTE

INTERNACIONAL

JOGADORES ANTIVACINA NAS LIGAS AMERICANAS

VEJA TAMBÉM: Bundesliga: Freiburg a surpresa do campeonato Polêmicas na Eurocopa: protestos intolerância Copa do Catar: escândalo de direitos humanos

DEZEMBRO

DE

2021

EDIÇÂO

N

ª

1


ÍNDICE

3 Expediente 4 Editorial 5 Vacinação contra COVID afeta ligas americanas 7 Protestos e intolerância na Eurocopa 2020 9 Catar 2022: corrupção e violação dos direitos humanos


Expediente A Revista Rebote foi elaborada por um trio de estudantes do 2º período de Comunicação Social- Jornalismo da Universidade Federal de São João Del ReiCampus Tancredo de Almeida Neves Escritora: Maria Eduarda Trope Editores: Dávila Maria Dias Martins Giovanne Alcântara Sant'Ana da Silva Edição: Especial Data de publicação: Dezembro de 2021 Tipo de Revista: Modo digital


Editorial Maria Eduarda Trope

Bundesliga é uma liga de um time só?

A liga de futebol alemã, a Bundesliga, que tem o Bayern de Munique como

campeão consecutivo desde 2013, é considerada por muitos chata ou pouco competitiva, mas a tabela diz o contrário. O Bayern é o time com mais investimentos da liga, tendo até conquistado a almejada Champions League pela sexta vez, na temporada 19/20, mostrando que sua força não é só na Alemanha. Mas outros times também se destacam na Bundesliga, como o pequeno Freiburg, pequeno só pelo seu investimento, que tem seus rivais de elencos milionários, como o Leverkusen e Leipzig, atrás de si na tabela, se configurando como a maior surpresa do campeonato. Na última rodada, o Freiburg ganhou de goleada de 6x0 do Monchengladbach, e está na quarta posição da bundesliga, muito diferente da décima da temporada passada. Diferente do Leipzig, time de grande investimento do campeonato alemão, que na temporada de 2020/21 chegou ao segundo lugar, mas ainda não conseguiu se encontrar na atual temporada e se encontra na décima primeira posição. Times como o supracitado Bayern de Munique, com jogadores gigantes como Robert Lewandowski e grandes investimentos de fato têm seu lugar no topo da tabela, mas dando uma chance à liga alemã, você poderá conhecer grandes times, como o Borussia Dortmund, último vencedor da Pokal, que tem uma torcida maravilhosa de se ver, com a grande Muralha Amarela (torcida organizada do BVB), ou o Freiburg, que com o mesmo técnico há dez anos, vem conquistando sua vaga para jogar a Champions League de 2021/2022.


Maria Eduarda Trope

Como a vacinação contra a COVID afeta as grandes ligas

esportivas americanas

NBA e NFL apresentam novas regras e dinâmicas para lidar com jogadores antivacina

O Brooklyn Nets, time da National Basketball Association (NBA), fez um comunicado sobre o afastamento do jogador Kyrie Irving por causa da decisão do jogador de não se vacinar contra a COVID-19. A equipe explicou que pela falta da vacinação o armador se torna inelegível para partidas em alguns estados dos EUA. A NBA voltou no dia 19 de outubro, mas antes, no dia 29 de setembro de 2021, a liga já tinha anunciado medidas sobre a pandemia. O porta-voz Michael Baes comunicou aos veículos de imprensa dos Estados Unidos que os atletas que perderem jogos em decorrência da não vacinação contra a COVID-19 não precisarão ser pagos pelas partidas nas quais não atuarem. O jogador Kyrie Irving, do Brooklyn Nets, de Nova Iorque, teria prejuízos na casa de US$ 300 mil dólares por cada partida jogada em casa. Já que as medidas contra a COVID-19 na cidade determinam que apenas vacinados podem ficar em ambientes fechados e sem máscara, como as arenas.


A National Football League (NFL), liga estadunidense de futebol americano, já começou e tem o mesmo posicionamento de não obrigatoriedade de vacinação para os jogadores. A liga anunciou em agosto que se algum time tiver um surto da doença, partindo de jogadores ou membros da comissão não vacinados e a partida não puder ser remarcada, os times serão obrigados a desistir, ficando com uma derrota na classificação. Além disso, se alguma partida não for jogada, os salários referentes à semana na qual se realizaria não serão pagos e a equipe responsável poderá receber uma multa da NFL em decorrência da partida não jogada. Atletas como DeAndre Hopkins, wide receiver do Arizona Cardinals, anunciaram ser contra a vacinação. Em seu Twitter, o atleta declarou: “Nunca imaginei que fosse dizer isso, mas estar numa posição que prejudicaria meu time porque não quero tomar vacina está me fazendo ponderar meu futuro na NFL”, mas depois apagou e fez um tweet com apenas a palavra “Liberdade”. Mesmo com algumas exceções, até o dia 9 de setembro, a taxa de vacinação entre os jogadores da NFL era de 93,5%, número mais alto do que os 65,6% de taxa de vacinação nos EUA. Duas equipes já têm 100% dos atletas vacinados, sendo elas o Atlanta Falcons e o Tampa Bay Buccaneers.


Eurocopa: protestos e intolerância dividiram

torcedores e seleções na Europa

Última edição da Eurocopa foi provou que futebol e política estão conectados

Maria Eduarda Trope

que começou no dia 11 de junho, gerou uma série A Eurocopa, de polêmicas envolvendo a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), seleções, jogadores e até torcedores, virando notícia por todo o mundo. Nas últimas semanas de junho, quando a competição acontecia, a torcida húngara foi acusada de intolerância, a seleção croata se absteve nos protestos contra o racismo, a UEFA vetou luzes arco-íris em representação da comunidade LGBTQI+, entre outros acontecimentos. Antes mesmo de começar a Eurocopa, no dia 10 de junho, a Federação Croata de Futebol divulgou um comunicado afirmando que seus jogadores têm direito a escolher se participam ou não do ajoelhamento, que é um protesto, popularizado pelos jogadores e equipes da Premier League, contra o racismo, e em conjunto, os atletas croatas teriam decidido não participar. A seleção é polêmica e tem jogadores como Josip Brekalo, que afirmou, em 2018, que não gostaria de participar de uma campanha da Bundesliga contra a homofobia por causa de sua crença cristã, ou como Dejan Lovren, que postou uma série de notícias falsas sobre a vacinação contra a COVID-19 em suas redes sociais.


Além disso, segundo a imprensa francesa, no jogo contra a França, todas as vezes que Mbappé tinha a posse da bola, torcedores húngaros faziam sons de macaco. Já no jogo contra Portugal, havia cartazes escritos “ANTI-LGBT” nas arquibancadas húngaras. Após a UEFA comunicar no dia 20 de junho que iria investigar as denúncias, a entidade anunciou que puniria a Federação Húngara de Futebol com três jogos com portas fechadas (sem torcida) e uma multa de 100 mil euros (cerca de R$624,6 mil) por “comportamento discriminatório de seus torcedores”. Em meio a uma Eurocopa politizada com protestos contra o racismo e a homofobia, a UEFA vetou a iluminação com as cores do arco-íris, em analogia à bandeira LGBTQI+, que estava programada para a partida entre as seleções alemã e húngara na Allianz Arena, afirmando que: “De acordo com seus estatutos, a UEFA é uma organização politicamente e religiosamente neutra. E que dado o contexto político, a UEFA rejeitou o pedido”. No entanto, ao observar os cenários europeu e mundial, é inegável que o futebol e a política estão ligados, sendo o esporte uma forma de buscar representatividade, reivindicações e união.


Copa do Catar: corrupção e violação dos direitos

humanos Jogadores noruegueses protestam antes de uma partida

Maria Eduarda Trope

A Copa do Mundo da FIFA de 2022 acontecerá no Catar, durante os meses de novembro e dezembro. A Copa é o maior campeonato de futebol de seleções e a próxima edição já tem polêmicas antes mesmo de acontecer: alegações de corrupção na escolha do Catar como sede e diversas críticas acerca das condições dos trabalhadores envolvidos na construção de novos estádios no país. Promotores suíços começaram, no dia 27 de maio de 2015, investigações sobre a escolha das sedes da Copa de 2018, ocorrida na Rússia, e de 2022. Com denúncias de suborno nas eleições, a FIFA até mesmo lançou um comunicado de que o país do Oriente Médio poderia perder o direito de sediar o torneio, mas, sem comprovação, a sede da Copa de 2022 foi confirmada. Em março desse ano, em um jogo contra Gibraltar, a seleção norueguesa saiu vitoriosa com um placar de 3x0, mas, antes da partida começar, o foco ficou para as camisetas dos jogadores da Noruega, que diziam “Human Rights on and off the pitch” ou “Direitos humanos dentro e fora do campo”, traduzido para o português. O protesto se deu devido às condições de trabalho dos operários no Catar, já citadas anteriormente, especialmente após ser revelado pelo jornal The Guardian que as mortes dos trabalhadores podem estar na casa dos milhares.


De acordo com o veículo britânico, desde que as obras para a Copa do Mundo de 2022 começaram, em 2010, no Catar, mais de seis mil e quinhentos trabalhadores imigrantes morreram, vindos de países como Sri Lanka, Índia e Paquistão. Dados oficiais revelam mais de cinco mil mortos: a maioria das mortes foi categorizada como “causas naturais”, mas o que causa estranhamento é o fato de trabalhadores jovens e saudáveis terem sido encontrados mortos. Além disso, o jornal também destacou a falta de transparência do governo Quatari. Em novembro, a Federação Dinamarquesa de Futebol, DBU, anunciou, após a seleção garantir seu lugar na Copa, que usaria em seus treinos camisetas destacando os direitos humanos e que não participaria de nenhuma ação comercial relacionada à Copa. A principal crítica da DBU é a mesma da Seleção Norueguesa. A FIFA e o Catar sofrem diversas críticas, como do chefe de Justiça Econômica e Social da Anistia Internacional, Steve Cockburn, que disse: "Quando homens relativamente jovens e saudáveis morrem subitamente após trabalharem longas horas no calor extremo, levantam-se sérias dúvidas sobre a segurança das condições de trabalho no Catar". Às vésperas da competição, ainda não houve nenhuma explicação sobre as mortes e a pressão sobre a FIFA e o governo Quatari só aumenta.


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