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REVISTA ALGARVE INFORMATIVO #548

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ALGARVE INFORMATIVO 7 de novembro, 2026

19.ª LOULÉ CUP ROBUSTA 1UM ANO DE TELMO PINTO | RODRIGO LEÃO | POLÍCIA MUNICIPAL DE ALBUFEIRA MAIS ALGARVE INFORMATIVO #548 «ATA» | «ROUXINOL - UM BAILE MANDADO PARA ADIAR O FIM!» | RESÍDUOS URBANOS NO ALGARVE


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Os GNR festejaram os 45 anos de existência com um estrondoso concerto no Cineteatro Louletano 3

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ÍNDICE Mirian Tavares (pág. 18) Fábio Jesuíno (pág. 22) Sílvia Quinteiro (pág. 26) Polícia Municipal de Albufeira (pág. 30) Algarve continua a trabalhar para encontrar soluções para os resíduos urbanos (pág. 36) Telmo Pinto analisou 1.º ano de mandato como presidente da Câmara Municipal de Loulé (pág. 42) 19.ª Loulé Cup (pág. 50) «ATA» de Maria Fonseca falou sobre a morte no Cineteatro Louletano (pág. 66) AL JUVENIL levou «Rouxinol - um baile mandado para adiar o fim!|» ao Teatro Municipal de Portimão (pág. 84) Rodrigo Leão no aniversário do Teatro Municipal António Pinheiro (pág. 102)

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Da (in)tolerância Mirian Tavares, professora (…) Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada. Eduardo Alves da Costa

oje falava com as alunas sobre um episódio recente que aconteceu na universidade. Uma criatura de extremadireita sentou banca dentro do campus e começou a gritar impropérios xenófobos. Tentou-se, civilizadamente, demovê-la da sua ação insana e, a meu ver, ilegal, mas nada resultou. Tiveram de chamar a polícia. Isso fez-me lembrar um episódio recente, ainda no período eleitoral no Brasil. Um ex-colega de colégio, defensor de um candidato de extrema-direita, entrou confortavelmente na minha página do Facebook e começou a discutir comigo a minha escolha política. Diga-se que ele não foi convidado, citado, referenciado ALGARVE INFORMATIVO #548

ou mesmo lembrado por mim. Pura e simplesmente, como dizem os espanhóis, como Pedro por sua casa, acomodou-se no meu feed e começou a exigir provas contra o seu candidato, porque, contra o meu, ele tinha mais de mil. Todas devidamente comprovadas pelas mensagens do WhatsApp da tia ou do primo no grupo da família. Nada de ler um jornal sério, ou até um menos sério. Acho que nada de ler, porque a interpretação de texto exige abertura de cabeça para aceitar argumentos baseados em factos e não em sensações ou ideias retorcidas e pré-cozidas. Tentei argumentar e dizer que ele não mudaria a minha intenção de voto, nem eu a dele. Que ele fosse em paz e seguisse a sua vida como bem entendesse. Não adiantou: voltou a barafustar e a encher o 18


Foto: Isa Mestre

meu feed com fake news e absurdos. Não dei conversa: desamiguei-o e bloqueei-o. Não há diálogo possível com quem não quer dialogar, não nos enganemos. Não gosto de confrontos e não tenho paciência. Não briguei, não esperneei, apenas desamiguei. Como aconteceu com a criatura que entrou pela universidade adentro, proferindo discursos de ódio, e que não se calou nem se coibiu perante os pedidos educados e a presença da polícia, a única forma de a calar foi a bela ideia de alguém que lhe atirou dois baldes de água à cabeça. Deveria ter atirado os baldes também. Porque a tolerância tem limites e não podemos aturar os intolerantes nem dar palco a essa gente que se esqueceu dos princípios básicos da civilização. Baldes e 19

bloqueio são um bom argumento para lutar contra aqueles cujos argumentos nascem de ideias insanas e perigosas, que alegremente contornam e distorcem a verdade.

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Pode a inteligência artificial ajudar a resolver a crise da habitação? Fábio Jesuíno, empresário inteligência artificial tem dominado a conversa nos últimos anos, quase sempre entre o deslumbramento e o receio. Escreve textos, cria imagens e responde a perguntas em segundos. Mas quando saímos do ecrã e olhamos para os problemas que realmente afetam a vida das pessoas, a pergunta muda de tom, para que serve, afinal, tanta tecnologia? Para fazer imagens e vídeos cómicos? A habitação é talvez o melhor teste, se houver vontade política. Rendas incomportáveis, jovens que adiam a saída de casa dos pais, famílias empurradas para longe dos centros e um interior com casas vazias e falta de gente. A isto juntam-se restrições à construção que acabam por alimentar a construção ilegal. É uma crise com muitas causas e nenhuma solução simples. Nenhum algoritmo vai, sozinho, construir casas ou baixar preços. Mas a IA pode ajudar a mapear o património devoluto, acelerar licenciamentos que se arrastam durante meses e cruzar quem precisa de casa com quem a tem e não a usa. Pode também dar a cooperativas, ALGARVE INFORMATIVO #548

associações e pequenos municípios uma capacidade de planeamento que até aqui estava ao alcance apenas de quem tinha grandes meios. A questão não é se a inteligência artificial pode resolver a crise da habitação. Não pode. A questão é se estamos dispostos a usá-la para isso, ou se vamos continuar a tratá-la como uma brincadeira sofisticada enquanto o problema cresce à nossa porta. Muitas vezes, as soluções são mais simples do que parecem. Passamos o tempo a discutir os problemas, a falar deles, a queixar-nos deles, mas raramente nos concentramos em resolvêlos. É aí que devíamos investir o nosso tempo, e é aí que está a lição para os nossos líderes, seja qual for o partido, pôr de lado as questões político-partidárias e focar-se na resolução dos problemas. É o que fazem os empreendedores de sucesso. Resolvem problemas, constroem soluções e criam valor para a sociedade. A crise da habitação faz-me lembrar uma rotura de água que vivi recentemente. No início é pequena e quase ninguém liga. Depois vai crescendo e começa-se a falar do assunto. Quando aumenta, discute-se com várias 22


automaticamente se um projeto cumpre o PDM e o regulamento municipal, assinalar falhas na documentação antes de o processo dar entrada e dar resposta imediata às dúvidas mais frequentes de quem quer construir ou reabilitar. Os técnicos municipais deixam de gastar tempo em tarefas repetitivas e passam a concentrar-se nos casos que exigem realmente o seu olhar. Não se trata de substituir pessoas nem de baixar o rigor, mas de tirar do caminho o que só atrasa.

entidades e juntam-se mais pessoas à conversa. Semanas depois, alguém pergunta: “Mas já alguém ligou para o piquete das águas?” Ninguém tinha ligado. Bastou uma chamada para o problema ficar resolvido. Às vezes, a solução é muito mais simples do que pensamos. Só falta alguém dar o passo. Na habitação, o diagnóstico é conhecido, faltam casas no mercado, públicas ou privadas. Há muitas formas de lá chegar, mas algumas são mais simples do que parecem. Uma delas é o licenciamento. Hoje, um projeto pode passar anos à espera de pareceres, de verificações e de respostas que dependem de técnicos sobrecarregados e de processos ainda presos ao papel. Cada mês de espera é uma casa que não chega ao mercado e um custo que acaba refletido no preço final.

Não é preciso inventar nada de raiz. A tecnologia existe e muitos municípios já têm a informação digitalizada. Falta, como no caso da rotura, alguém pegar no telefone. Pode a inteligência artificial ajudar a resolver a crise da habitação? Pode, mas não sozinha. A IA não substitui a vontade política, o investimento nem a coragem de mudar regras que já não servem ninguém. O que pode fazer é tirar desculpas do caminho: processos lentos, falta de informação, falta de meios. Quando a tecnologia torna mais fácil fazer, fica mais difícil justificar não fazer. O futuro da inteligência artificial não se vai medir pelos vídeos que gera nem pelas imagens que nos fazem rir, mas pelos problemas reais que nos ajuda a resolver. E poucos problemas são tão reais como não ter onde viver. A ferramenta está à mesa. Resta saber quem a vai usar primeiro.

É aqui que a inteligência artificial pode fazer a diferença. Pode verificar 23

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O procedimento Sílvia Quinteiro, professora etesto formulários. Todos. Em papel, online, tanto faz. Irritam-me aquelas caixinhas que nos obrigam a transformar projetos inteiros em meia dúzia de caracteres. Eu, que gosto de explicar tudo. Tudinho. Mas, há dias, deparei-me com um formulário diferente. O problema não era a falta de espaço. Era o excesso. Páginas e mais páginas. Campos atrás de campos. Perguntas sem qualquer relação com o pedido que eu estava a fazer. Informação inútil, mas com a indicação de obrigatória do princípio ao fim. Convencida de que havia engano, perguntei à funcionária que mo entregara se tinha a certeza de que era o formulário certo. Não havia qualquer dúvida. Era mesmo aquele. Quis então saber se era indispensável preencher todos os campos. Lamentou imenso. Disse que me compreendia. Sabia que grande parte da informação pedida era inútil e que ouvia as mesmas queixas todos os dias. Mas não dependia dela. Tinha instruções para só

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aceitar o formulário com todos os campos preenchidos até à última linha. Resignei-me. Perdi uma hora da minha vida numa tarefa que, com um pouco de bom senso, não teria demorado mais de 10 minutos. No final, reparei numa pequena caixa, no canto superior direito, preenchida com uma sequência de números e letras. Perguntei o que significavam. A funcionária explicou que os números correspondiam à data da criação do documento e as letras identificavam o autor. Estranhei. — Mas são tantas... Sorriu. — Sempre que o formulário é revisto, acrescentam-se uma nova data e as iniciais de quem fez a alteração. Assim sabemos quem fez o quê e quando. É o procedimento. Por momentos, imaginei aquele formulário dali a vinte anos. A primeira página inteiramente tomada por datas e iniciais, sem um centímetro livre para mais revisões. Abrirão uma segunda folha, 26


decerto. Porque procedimento é procedimento. Não existe por acaso. Ninguém prova que trabalhou olhando para um documento e concluindo que estava bem. É preciso alterar qualquer coisa. Acrescenta-se um campo. Divide-se outro em três. Introduz-se uma tabela. Exige-se que o requerente demonstre a coerência entre a proposta, o objetivo geral, os objetivos específicos, os resultados esperados e mais uma ou duas abstrações cujo propósito ninguém conhece ao certo, mas ficam sempre bem. Pouco importa que essa informação já lá esteja ou que não acrescente nada. O 27

importante é que exista uma alteração visível, suficientemente evidente para justificar mais um número e duas letras naquela caixinha. O cidadão preenche. O procedimento está validado. Afinal, era tudo indispensável. Só foi pena não haver um espaço para eu também deixar a data e as minhas iniciais. Afinal de contas, fui eu quem mais escreveu. 2026 S.Q. ALGARVE INFORMATIVO #548


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Câmara Municipal de Albufeira entregou divisas e carteiras profissionais a 12 agentes da Polícia Municipal Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

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2 agentes da Polícia Municipal de Albufeira receberam as divisas e as carteiras profissionais numa cerimónia realizada, no dia 28 de outubro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A sessão reuniu o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, e o comandante da Polícia Municipal e

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Vigilância, Nelson Pinto, para reconhecer o trabalho dos operacionais e o seu compromisso com a comunidade. Dirigindo-se aos agentes, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, destacou o mérito de quem veste a farda e a responsabilidade que acompanha esse reconhecimento. O autarca pediu “presença, firmeza e sentido de justiça”, defendendo uma 30


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atuação próxima da população, com autoridade e sem excessos. O respeito pelas regras, sobretudo nas zonas de diversão noturna, foi um dos temas centrais da sua intervenção. “Receber bem não significa permitir ALGARVE INFORMATIVO #548

tudo”, lembrou, frisando que a vocação turística de Albufeira deve ser acompanhada pelo respeito por quem vive na cidade e por quem a visita. O presidente referiu o reforço da fiscalização do ruído e das regras para a diversão noturna, bem como a abertura 32


Nelson Pinto deixou uma palavra de agradecimento aos agentes pelo trabalho que desenvolvem diariamente e ao presidente da autarquia por este momento de valorização. O comandante destacou o papel da Polícia Municipal na vida da cidade e comparou a imposição de divisas a “uma renovação de votos”: um compromisso que se renova com a profissão, com a missão e com a comunidade. Para o responsável, este reconhecimento deve também ser “uma alavanca para a próxima fase”, trazendo motivação para continuar e uma responsabilidade acrescida. Perante os desafios que Albufeira enfrenta, manifestou ainda a sua disponibilidade para trabalhar em conjunto com os comandantes presentes.

de concurso para novos agentes da Polícia Municipal. Destacou também a colaboração com a GNR e a Polícia Marítima, salientando que “de nada servem regulamentos se ninguém os fizer cumprir”. 33

A segurança dos próprios operacionais esteve igualmente em destaque. Toda a equipa recebeu recentemente coletes individuais de proteção balística e corte, o que reforça as condições de proteção dos agentes no exercício das suas funções. ALGARVE INFORMATIVO #548


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Algarve continua a trabalhar para encontrar uma solução para os resíduos urbanos Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, presidiu, no dia 30 de outubro, à celebração de um Contrato Interadministrativo de Cooperação entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, para o desenvolvimento de um estudo com vista a uma solução ALGARVE INFORMATIVO #548

sustentável e adequada às necessidades futuras da região do Algarve no que toca à gestão de resíduos urbanos. A cerimónia decorreu na sede da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, em Faro. O estudo «Soluções Técnicas para o Tratamento da Fração Resto na Região do Algarve» é promovido pela APA e irá ser coordenado e desenvolvido pela Autoridade Nacional de Resíduos e pela NOVA FCT, da Universidade Nova de 36


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Lisboa, estando já constituída uma equipa multidisciplinar e interuniversitária com as Universidades do Algarve e de Aveiro. O objetivo é apresentar soluções para o tratamento de resíduos urbanos numa região com uma elevada produção de resíduos (associada à forte pressão turística), com mais de 400 mil toneladas por ano, e onde as taxas de deposição nos dois aterros existentes (Loulé e Portimão) já ultrapassam os 80 por cento. A abrir a sessão, o Presidente do Conselho Intermunicipal, António Miguel Pina, sublinhou que esta é uma matéria que muito tem preocupado a AMAL e para a qual tem vindo a alertar há vários meses, tendo em conta o aumento que se tem verificado de resíduos e a cada vez mais escassa, disponibilidade dos dois aterros existentes no Algarve. António Miguel Pina referiu também que “a colaboração dos municípios da região ALGARVE INFORMATIVO #548

com a APA tem sido sempre muito boa, e em boa hora a Ministra do Ambiente nos ouviu, o que nos permite avançar para uma solução, que deverá estar implementada até daqui a 7 anos, altura em que os dois aterros vão chegar à sua capacidade máxima”. “O nosso desafio, dos políticos, é o de tomar estas decisões com realismo e que, efetivamente, sirvam as nossas necessidades futuras, não sendo apenas tomadas com base em números que muitas associações hoje apresentam e que sabemos que não correspondem exatamente à realidade”. Já o Presidente da APA lembrou que, em 2025, o Algarve produziu cerca de 8 por cento do total de resíduos, a nível nacional. Em média, cada pessoa produziu cerca de 500 quilos de resíduos, no resto do país, sendo que no Algarve esse número passa para 752 quilos. No que diz respeito à reciclagem, os números 38


também não são animadores, sendo bastante inferiores à média nacional. José Pimenta Machado acrescentou que é urgente encontrar uma resposta e o contrato agora assinado “é importantíssimo porque nos vai ajudar a escolher o melhor caminho para uma solução que será tomada para décadas”. “Em suma, aguardamos que este estudo venha, de forma clara, ajudar-nos a decidir no que diz respeito a: qual a melhor solução em termos de tecnologias disponíveis; localizações alternativas para as infraestruturas; e quais os impactes ambientais, sociais e económicos que pode trazer”. A terminar esta sessão usou da palavra a Ministra do Ambiente e Energia, deixando a garantia de que a solução a ser encontrada para este problema será

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da maior transparência e completamente baseada em conhecimentos científicos. “Queremos resolver esta questão dos resíduos podendo utilizar a melhor tecnologia possível e com o menor impacto para as populações, porque essa também sempre foi, e é, uma nossa preocupação. Daqui a 11 meses este estudo deverá estar concluído e estaremos em condições para podermos tomar decisões”, indicou Maria da Graça Carvalho. A Ministra do Ambiente e Energia deixou, aliás, uma garantia: “Temos financiamento e, portanto, esta questão vai mesmo avançar”. Ao longo da sessão foi feita uma apresentação dos objetivos do estudo, conduzida por Mário Ramos, professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa.

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Telmo Pinto analisou 1.º ano como presidente de Câmara Municipal de Loulé Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina az um ano que Telmo Pinto assumiu a presidência da Câmara Municipal de Loulé, um dos maiores e mais dinâmicos concelhos do país. Um ano passado a planear, a estruturar e na rua, nas freguesias, nas associações e nas empresas. “Neste balanço de 1.º ano, as minhas primeiras palavras vão para a minha equipa de executivo que comigo ousou fazer diferente, planear e melhorar a vida das pessoas do nosso ALGARVE INFORMATIVO #548

concelho. O segundo agradecimento é para os trabalhadores da Câmara de Loulé que acreditaram no projeto, empenharam-se e, hoje, acreditam que se pode melhorar procedimentos para dar uma resposta mais célere às pessoas. E, por último, neste agradecimento inicial quero fazê-lo a cada munícipe que me abordou na rua, a cada associação que me convidou para partilhar os momentos comunitários, a cada empresário com quem me reuni, porque me ajudou a ter uma visão mais real do que o nosso 42


concelho precisa. Contem comigo para manter a mesma energia e exigência nos próximos anos”, assegura o edil. Loulé tem hoje cerca de 94 mil habitantes, mais 24 mil do que em 2011, um sinal de vitalidade, mas também de pressão, com mais procura de casas, de lugares nas escolas, de cuidados de saúde, de água, de transportes. E Telmo Pinto assume que não foi um ano fácil, pois encontrou “instrumentos de gestão territorial desatualizados, a começar pelo plano regional do Algarve (PROT), aprovado em 2007, e um Plano Diretor Municipal cuja revisão passou a ser prioridade”. Assim como planos de ordenamento que não estavam a ser cumpridos. “Foi preciso voltar ao essencial e começar a fazer cidade, como é o espírito da lei: casas, escolas, equipamentos desportivos e de saúde, espaço público de qualidade a nascer em conjunto, nas novas centralidades de Almancil, Quarteira e Loulé”, explica. A modernização administrativa foi uma das primeiras frentes do executivo, com novo software com inteligência artificial no Urbanismo, um olhar atento sobre os circuitos internos para simplificar procedimentos, reuniões semanais entre o Urbanismo e as Obras, desmaterialização de processos e novas plataformas digitais para gerir o território. “Encontrámos regras desatualizadas, processos parados e planos esquecidos na gaveta. Não ficámos à espera: arregaçámos as mangas. Planear não é perder tempo, é ganhar futuro. E isso já se vê nas chaves que entregamos às famílias e nas obras 43

que estão a sair do papel”, indica Telmo Pinto.

Habitação: o planeamento a chegar às famílias Portugal vive em emergência habitacional e, só em 2026, a Câmara Municipal de Loulé entregou 171 casas, 36 delas a 27 de outubro. O parque habitacional municipal passou de 330 para 474 habitações num ano (mais 43,6 por cento), mais do dobro das 234 que existiam em 2019. Entre as novas casas estão a primeira fase da urbanização da CLONA, com 64 habitações, e a primeira fase do Bairro Municipal Frederico Ulrich, com 18. E há 942 respostas habitacionais em curso em todo o concelho, casas entregues a professores, militares da GNR e jovens, e o apoio municipal ao arrendamento chegou a mais de 65 famílias no ano em curso. “Por trás de cada número há uma família que pôde, finalmente, abrir a porta de casa”, realça Telmo Pinto.

Educação, juventude e famílias: crescer com quem cresce Para que as escolas acompanhem o crescimento demográfico do concelho, estão a ser preparadas a reconstrução da Escola Secundária Dra. Laura Ayres, em Quarteira, e da Escola Básica António de Sousa Agostinho, em Almancil, a nova Escola Básica do Morgadinho e uma nova EB 2,3 em Quarteira/Vilamoura, além de várias ampliações. No imediato, chegaram às escolas 294 ventoinhas, estando em curso o programa de climatização de todo o parque escolar. ALGARVE INFORMATIVO #548


Para além disso, as questões de segurança das crianças e jovens são prioritárias, tendo sido reforçadas com mais 9 vigilantes. As famílias sentiram a diferença no dia a dia: o programa Férias para Todos foi alargado ao pré-escolar e passou de 1.982 para 2.534 participantes, com o número de monitores a subir de 20 para 43. A Creche do Forte Novo vai acolher 128 crianças e foi alargado o programa de bolsas para estudantes do ensino superior. “Reativámos e aumentámos as respostas no Centro de Recursos Educativos para a Inclusão, em Loulé, passando para 30 as pessoas com necessidades específicas apoiadas. O Conselho Municipal de Juventude foi reativado e está a funcionar em pleno, com o envolvimento e a participação dos jovens”, indica o edil louletano. E, ALGARVE INFORMATIVO #548

em parceria com três Instituições de Solidariedade Social do Concelho, vão nascer três lares em Loulé, Vale Judeu e Barranco Velho.

Desporto, Cultura, Ambiente e Turismo Os clubes e os atletas do concelho esperavam há anos por melhores condições e, garante Telmo Pinto, elas estão a chegar. O Campo de Futebol de Boliqueime vai ter relvado sintético com certificação internacional para futebol de 11, de 7 e râguebi, balneários novos, bancada e estacionamento. Em Almancil, avançam a bancada e os balneários do estádio municipal, um novo campo de futebol e o projeto das piscinas municipais, com 10 pistas de 25 metros.

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Ao mesmo tempo, cuida-se do que já existe: novos balneários nos campos n.º 2 de Loulé e de Quarteira, coberturas das bancadas substituídas, relva e iluminação novas no Estádio Municipal n.º 1, a Pista Bexiga Peres e o Pavilhão Carlos Gravata requalificados. E o concelho continua a receber e atrair grandes eventos, como o Rally Raid, o Portugal Invitational e a Maratona do Algarve, com o IRONMAN e o Dakar já à porta, em 2027. A cultura também está a ganhar novos espaços. Em Quarteira, o Centro de Educação e Cultura, com auditório, black box e escola pública de dança, terá a empreitada lançada no próximo ano e o Casino Velho tem o projeto de reabilitação pronto. Em Loulé, prepara-se a obra do Quarteirão Cultural, avançam os projetos de ampliação do Cineteatro Louletano e do Conservatório de Música Francisco Rosado. Ao mesmo tempo, dáse rumo e voz a quem faz cultura. A Estratégia Municipal de Cultura 2034 traça o caminho, está a ser criado o Conselho Municipal de Cultura e está em discussão pública o novo Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo Cultural e Recreativo, num concelho onde as associações culturais passaram de 19 para 42 desde 2013. Loulé entrou na Rede Nacional de Jovens Criadores, potenciando o trabalho desenvolvido nas Galerias Municipais e no Cineteatro Louletano, integrados nas Redes Nacionais de Teatros e Cineteatros e na Rede Portuguesa de Arte Contemporânea. A candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028 é uma ambição que se insere numa política cultural municipal consistente e 45

continuada. O Geoparque Algarvensis recebeu a chancela da UNESCO, potenciando uma maior coesão territorial e um desenvolvimento sustentado do interior, com fluxos entre o litoral e o interior. Aliado ao trabalho que o município de Loulé está a desenvolver, nomeadamente o Plano de Gestão Integrada das cinco Áreas Protegidas – Rocha da Pena, Nave do Barão, Fonte Benémola, Gruta de Vale Telheiro e Foz do Almargem e Trafal – que permitirá garantir a proteção ambiental e assim contribuir para uma maior qualidade de vida neste concelho. “Estamos a criar o Conselho Municipal de Turismo para que de forma concertada com os vários atores do setor, se possa promover o concelho de forma articulada, integrada e aumentar a capacidade de atração”, acrescenta Telmo Pinto.

Freguesias e segurança: mais perto, mais depressa Quem está mais próximo consegue resolver mais depressa, por isso, a Câmara Municipal de Loulé reforçou as competências das Juntas de Freguesia, com novos contratos que lhes dão meios para intervir diretamente nas suas comunidades, mais equipamentos e competências reforçadas, por exemplo, na intervenção de manutenção em espaço público e na área de despejos ilegais de resíduos. Foram criadas as estruturas de apoio às freguesias de Benafim, Querença e Tôr, agora autónomas. A segurança é outra das prioridades e, em articulação com o Governo, a ALGARVE INFORMATIVO #548


autarquia louletana está a avançar com a criação da Polícia Municipal, uma força de proximidade ao serviço de quem vive, trabalha e visita o concelho. Foi constituído o Centro Municipal de Emergência e Proteção Civil, está a ser instalada videovigilância em Vilamoura, e preparados os procedimentos para a instalação da videovigilância em Loulé, Quarteira e Almancil. A instalação da videovigilância nas áreas florestais está em fase de conclusão, e prepara-se a presença da GNR em Boliqueime. Estão ainda em curso as adaptações para acolher em permanência, no concelho, uma companhia da Força Especial de Proteção Civil. “Muito mais foi feito: o apoio ao Hospital Central do Algarve, a abertura da Extensão de Saúde da Tôr e da USF Soberana, a requalificação do Centro de Saúde de Loulé em curso, redes de água e saneamento que ALGARVE INFORMATIVO #548

chegam pela primeira vez a centenas de moradores, num total de 88 quilómetros em curso, 490 bicicletas partilhadas a partir de janeiro e a fibra ótica a fechar a cobertura do interior. Vamos passar de 4 para 14 autocarros elétricos, aumentando a frequência, horários e áreas de abrangência em Loulé, Quarteira e Almancil. E para o interior está a ser construída uma resposta de transportes flexíveis a pedido, para além do projeto táxi sénior que abrange todo o concelho”, adianta Telmo Pinto.

Loulé, uma voz para o Algarve e para o país Segundo Telmo Pinto, “Loulé não quer resolver os seus problemas sozinho, quer ajudar a resolver os do Algarve”. Por isso, tem sido, junto das entidades 46


regionais e do Governo, uma voz ativa na reivindicação de respostas claras e céleres sobre várias questões da região, nomeadamente em áreas como a proteção da costa, a valorização dos resíduos e a área da habitação, tendo, nesta última área, proposto ao Governo um regime excecional para enfrentar a crise da habitação na região, a revisão urgente do PROT Algarve e uma linha de financiamento para os territórios sob maior pressão. É também por isso que aposta na saúde, na cultura todo o ano e em grandes eventos que projetam o concelho no mundo. “O primeiro ano foi de arrumar a casa e de semear. Os próximos serão de colher. Queremos que Loulé seja o motor de um Algarve que não vive só do verão: com casas para quem cá trabalha, com saúde, escolas e cultura todo o ano, e com uma voz forte junto do país. Vamos continuar a fazê-lo como começámos, perto das pessoas. Loulé não espera. Loulé lidera”, destaca o edil. “Um ano depois, o balanço cabe numa 47

ideia simples: quem ouve as pessoas sabe por onde começar. Há famílias que já dormem na casa nova, escolas, campos e equipamentos culturais a sair do papel, freguesias com mais meios e uma Câmara que responde mais rápido. Ainda há muito por fazer, e ninguém o esconde, mas o rumo está traçado e já se vê no terreno. Um ano a ouvir e a resolver, e a certeza de que virão mais 365 dias sem parar, a trabalhar para as pessoas”, garante Telmo Pinto. ALGARVE INFORMATIVO #548


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Pavilhão Professor Joaquim Vairinhos vibrou com mais uma Loulé Cup Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina 19.ª Loulé Cup realizou-se entre 8 e 10 de outubro, no Pavilhão Professor Joaquim Vairinhos, em Loulé, atraindo ginastas de trampolim, duplo minitrampolim e tumbling de 16 países, num total de 64 delegações e cerca de 650 ginastas. Da responsabilidade da APAGL – Associação de Pais e Amigos da Ginástica de Loulé, sob a égide Federação de ALGARVE INFORMATIVO #548

Ginástica de Portugal e com aprovação da Federação Internacional de Ginástica, o conceituado torneio pautou-se mais uma vez por uma excelente organização e um extraordinário nível competitivo, dando a conhecer os novos talentos destas exigentes modalidades, mas também servindo de mais um importante teste para o Campeonato do Mundo de Trampolins e Campeonato do Mundo por Grupos de Idades de Trampolins que se disputam, entre 4 e 8 de novembro e de 12 a 15 de novembro, respetivamente, na China. 50


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«ATA» DE MARIA FONSE A MORTE NO CINETEATR Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

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ECA FALOU SOBRE RO LOULETANO

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Cineteatro Louletano recebeu, nos dias 30 e 31 de outubro, «ATA», o novo trabalho da bailarina e coreógrafa Maria Fonseca, desta feita sobre a temática da morte. “Há culturas que celebram a morte, outras em que ela é tabu. Ao longo da história, o ser humano tem procurado adiar a sua aproximação ao fim. No entanto, a vida possui um limite natural e exige renovação através das novas gerações”, lembra Maria Fonseca. Ao contemplar a finitude, «ATA» investiga novas formas de presença, cuidado e ritual, abrindo espaço para outras maneiras de habitar a morte como parte da vida. “É urgente educar novas ALGARVE INFORMATIVO #548

possibilidades de relação com a morte e refletir sobre como este último ato pode contribuir para uma sociedade mais consciente, responsável e humana. É tempo de cultivar o belo, também no ritual da morte”, defende Maria Fonseca. Com Direção e Criação de Maria Fonseca, «ATA» tem igualmente a participação de Hugo Marmelada e, nestes espetáculos em particular, da comunidade sénior local da Santa Casa da Misericórdia de Loulé. Trata-se de uma coprodução do Cineteatro Louletano / Câmara Municipal de Loulé e do Teatro Aveirense / Câmara Municipal de Aveiro, com apoio à criação de O Espaço do Tempo, Estúdios Victor Cordon e Corpo de Hoje.

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AL JUVENIL LEVOU «RO MANDADO PARA ADIAR MUNICIPAL DE PORTIMÃ Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

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OUXINOL, UM BAILE R O FIM!» AO TEATRO ÃO

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ouxinol, um baile mandado para adiar o fim!», é a primeira criação da AL JUVENIL – Companhia de Dança Contemporânea do Algarve, uma iniciativa da associação de Lagos AORCA e a vencedora do Convite à Criação da Rede aZul 2025. Concebido por Sara Martins, o espetáculo junta Adriana Gonçalves, Francisco Careira, Lara Domingos, Laura Chubarova, Rosa Felisberto e Mariana Salvador numa reflexão sobre o corpo e o património algarvio e, depois de ter estreado em Lagos e ter subido ao palco do Teatro das Figuras, em Faro, passou, no dia 31 de

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outubro, pelo TEMPO – Teatro Municipal de Portimão. “Disseram-nos que Lisboa era o centro das decisões e que o campo era o sítio onde ninguém queria saber de nós. Disseram-nos que Chopin gostava de mazurkas e que Messiaen chorava com os pássaros. Disseram-nos que o roxo é a cor do fim dos tempos. Agora somos seis aqui dentro e não sabemos o que nos vai salvar. Mas a minha mãe sabia girar muito depressa. E o meu avô caçava com um olho só. Este espetáculo não vai resolver nada. É só um exercício para o chão não desaparecer”, pode lerse na sinopse desta coprodução da Rede AZul – Rede de Teatros do Algarve e de vários municípios algarvios que contou com financiamento da DGARTES.

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TEATRO MUNICIPAL AN CELEBROU ANIVERSÁRI Texto: Daniel Pina| Fotografia: Município de Tavira

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NTÓNIO PINHEIRO IO COM RODRIGO LEÃO

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Teatro Municipal António Pinheiro assinalou o seu 109.º aniversário, no dia 24 de outubro, com a inauguração da exposição TEATRA, seguida do concerto de Rodrigo Leão, «O Rapaz da Montanha», que contou com a participação especial do Grupo Coral Infantil da Academia de Música de Tavira.

propõe uma viagem sonora marcada pela identidade, inquietação e esperança, num universo intimista e, profundamente, português. Nesta noite, Rodrigo Leão partilhou o palco com o Grupo Coral Infantil da Academia de Música de Tavira, num momento que carregou um simbolismo único: um teatro com mais de um século de memórias abriu as portas a uma nova geração, unindo o legado do passado ao futuro que continua a construir.

Figura incontornável da música contemporânea, o compositor construiu um percurso singular — primeiro em bandas que marcaram a história musical do país e, mais tarde, numa consagrada carreira a solo com projeção internacional. «O Rapaz da Montanha»

Fundado, em 24 de outubro de 1917, com a designação de Teatro Popular, o espaço foi rebatizado, em 1942, como Teatro António Pinheiro, em homenagem a uma das figuras mais marcantes do teatro português. Em 1968, para refletir a importância crescente da

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sétima arte, passou a chamar-se Cineteatro António Pinheiro. Décadas mais tarde, após uma profunda intervenção de reabilitação e ALGARVE INFORMATIVO #548

modernização, o equipamento iniciou um novo capítulo. A 27 de setembro de 2025, o agora Teatro Municipal António Pinheiro reabriu ao público, recuperando 106


a sua vocação enquanto espaço central de encontro entre a criação artística, os artistas, a cidade e os seus públicos. Desde então, tem-se afirmado com uma 107

programação regular e diversificada que acolhe teatro, música, dança, cinema e projetos de mediação comunitária. ALGARVE INFORMATIVO #548


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