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REVISTA ALGARVE INFORMATIVO #539

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ALGARVE INFORMATIVO 29 de agosto, 2026

TONY CARREIRA NA FATACIL 145.ª FATACIL EM LAGOA | DIA DO MUNICÍPIO DE ALBUFEIRA | MAR ME QUER EM PORTIMÃO ALGARVE INFORMATIVO #539 CÂMARA DE ALBUFEIRA HOMENAGEOU JOVENS | CASTRO MARIM EM FESTA | VERÃO EM TAVIRA


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Os GNR festejaram os 45 anos de existência com um estrondoso concerto no Cineteatro Louletano 3

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ÍNDICE Paulo Neves (pág. 20) Júlio Ferreira (pág. 24) João Ministro (pág. 28) Dia do Município de Albufeira (pág. 32) Festa em Honra de Nossa Senhora dos Mártires em Castro Marim (pág. 40) Município de Albufeira reconheceu mérito de jovens do concelho (pág. 52) 45.ª FATACIL em Lagoa (pág. 68) Tony Carreira na FATACIL (pág. 84) Mar me Quer em Portimão (pág. 96) Verão em Tavira - Parte 2 (pág. 106)

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Albufeira tem muito + para dar Paulo Neves, «ilhéu», mas nenhum homem é uma ilha m episódio foi suficiente para nos colocar, outra vez, nas «bocas do mundo» e relembrar uma imagem de insegurança e de certa degradação que afeta o destino turístico. O problema da Av. Sá Carneiro e, infelizmente, que já afeta a «baixa» de Albufeira, não pode continuar a alastrar e talvez a região e o país consigam apoiar a que se mude esta trajetória, considerando a verdadeira importância e impacto de Albufeira no contexto socioeconómico e do turismo nacional que pode influenciar todos.

mesmo de fazer acontecer a mudança e, em alguns casos, arrepiar caminho, comunicar/partir/regenerar/comunicar. Sim, já agora, com os instrumentos e origens financeiras disponíveis, se pode fazer dar atenção ao «olho do furação» seja com programa urbanístico de recuperação e tratamento de fachadas; de harmonização publicitária e de recuperação do espaço pedonal público, assim como das vistorias higiosanitárias aos estabelecimentos e seu licenciamento, bem como a inclusão em eventos cénicos de vivência cultural/ambiental comunitária. Surpreender.

Interessante que, tal como no passado, de há alguns anos a esta parte, sinto e vejo planos e concretizações preparadas e já em curso para, que em novas áreas de desenvolvimento, mudar e surpreender pela qualidade. Acredito que continuam, por isso é o momento para que essa parceria, liderada pelo município, aconteça.

A regra pode começar a imperar num enquadramento urbanístico sem receio de fazer afastar uma procura que a oferta agora propicia/alicia. O que, aliás, é normal considerando a enorme vantagem no aproveitamento dos proveitos para o baixo investimento e custo de operação em causa. Por isso o perigo de se alastrar rapidamente este modo de oportunidade dos «paninhos quentes» que aceitamos.

Já no princípio do século, com o Plano de Revitalização e o Programa Polis, se tentou e ficámos a meio caminho da oportunidade, ao invés de o aproveitar, maximizar e adaptar aos tempos e aos meios. Mas a vida continua e temos

A problemática ultrapassa o álcool em excesso e, portanto, saibamos «no que nos estamos a meter» para evitar empregar recursos e vontades desadequados. Cuidemos de compreender que a situação vai também

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além do negócio dos estupefacientes, da sobrelotação e encaremos, com distinção e concertação de meios, o mercado das oportunidades de abuso em presença, que ultrapassa estas ruas, Albufeira e envolve mesmo o país em muitos casos de obtenção de autorização de residências.

Temos de nos envolver para ampliar novos produtos turísticos, nas áreas da produção e apresentação cultural e de eventos de animação, congressos/exposições empresarias, também na náutica com projeção internacional e no golfe, etc, infraestruturas/equipamentos para diversificar oferta. O país deve-nos muito mais que isso e precisa desse retorno sustentado. Albufeira tem ainda mais + para dar. Desde 1990* acompanho de muito perto a realidade habitacional, turística, de saúde e agora, na oferta hoteleira, deste pedaço encantado. Conheço muitos dos atores, parceiros privados e investimentos que estão a ir para o terreno, assim como os líderes públicos políticos que distinguem este principal destino turístico e tenho mesmo um enorme respeito pelos atuais e uma grande saudade dos que já nos deixaram. Surpreende-me, com gosto, que as razões destas apostas sejam ainda, as 21

virtudes do território, da paisagem, que lhe deram palco a partir da década de 60 do século passado, ainda sem aeroporto. Sinto a nostalgia, mas disponibilidade ansiosa por parte de quem serve e faz acontecer os motivos do regresso de muitos que sentem aqui o conforto e segurança como parte da sua casa. Temos mais que a oportunidade, temos o dever e, já agora, a vantagem da nossa reconhecida Albufeira ser aqui mesmo, no Algarve e em Portugal. *na cooperativa Habijovem (com conjunto habitacional premiado a nível nacional em Albufeira); como deputado proponente, em PIDDAC, da marina; na Região de Turismo do Algarve com o Plano de Valorização e Polis; na HPP/Lusíadas Saúde com a inauguração do Hospital; com o grupo Belver também nos seus hotéis), mas sempre acompanhado com muitos amigos daqui que impulsionaram estas medidas. ALGARVE INFORMATIVO #539


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Júlio Ferreira, inconformado encartado á trabalhos que não se fazem por obrigação, por contrato ou porque alguém nos paga para os fazer. Fazem-se porque há coisas que nos estão demasiado dentro para conseguirmos ficar indiferentes. Portimão é uma dessas coisas. Nesta cidade já perdi a conta aos projetos que iniciei. Alguns ficaram pelo caminho, outros ainda vivem e continuam a fazer parte da minha vida, como o Choque Frontal ao Vivo, que, em parceria com o Ricardo Coelho, está prestes a comemorar 10 anos de existência ininterrupta. Talvez, por isso, já devesse estar habituado a esta forma quase teimosa de fazer coisas em que acredito contra os «velhos do Restelo» ou «velhos do Arade». Mas não estou. E, nos últimos tempos, eu e todos os que fazemos parte do Marafado (Rúben Arnaut e Paulo Filipe), e da sua rubrica Portimão Tem Muito Para Contar (Nuno Inácio e Miguel Monteiro), temos recebido algo que não estava nos planos, não estava nos guiões e, confesso, não esperávamos com esta dimensão: o carinho das pessoas. Esta nova realidade ALGARVE INFORMATIVO #539

é tão verdadeira quanto surpreendente. No Mercado Municipal. Na rua. Na praia. No café. No restaurante. Num estabelecimento comercial. Numa conversa inesperada. Num abraço. Num “continue”. Num “estamos a gostar muito”. Num “já faltava há muito algo assim”. Num comentário nas redes sociais. Numa mensagem enviada por alguém que nem conhecemos pessoalmente. E há momentos em que percebemos que aquilo que fazemos deixou de ser apenas nosso. Passou a ser de todos. É difícil explicar a emoção de alguém nos abordar, por exemplo, numa fila do Mundo do Café, para falar de um episódio, recordar uma história ou simplesmente agradecer por estarmos a mostrar Portimão como ela merece ser mostrada. Porque é isso que tentamos fazer. Não queremos apenas fazer mais um programa. Não queremos apenas preencher espaço nas redes sociais. Não queremos ser profissionais da televisão, nem fingir que somos aquilo que não somos. Somos apaixonados. E talvez seja precisamente essa a nossa maior força. O maior segredo destes dois projetos. 24


numa rua, num lugar ou num recanto histórico da nossa cidade e do nosso concelho, também não queremos fabricar a emoção. Queremos que seja verdadeira. Queremos o brilho nos olhos, a gargalhada inesperada, a emoção que aparece sem aviso e até aquele momento em que a memória procura uma palavra que ficou perdida algures no tempo. É aí que está a verdadeira riqueza de Portimão.

O Marafado e a sua rubrica semanal Portimão Tem Muito Para Contar nascem de uma vontade quase teimosa de contar a nossa terra através das suas pessoas, das suas memórias, das suas histórias, das suas ruas, dos seus lugares e daqueles pequenos episódios que, tantas vezes, ficam esquecidos no tempo. E fazemos tudo de uma forma muito simples. Uma gravação. Sem cortes. Sem teleponto. Sem textos decorados. Sem grandes produções. Com aquilo que temos, com aquilo que sabemos e, sobretudo, com aquilo que sentimos. Admitimos que há quem possa olhar para isso e ver apenas amadorismo. Nós preferimos chamar-lhe autenticidade. Porque quando alguém se senta à nossa frente para contar uma história da sua vida, não queremos que ela pareça ensaiada. E quando estamos 25

Nas pessoas. Nas nossas gentes. Naqueles que chegaram, nos que partiram, nos que ficaram e nos que construíram esta cidade muito antes de nós. Nos pescadores, nas conserveiras, nos comerciantes, nos homens e mulheres do mar, nos trabalhadores, nos artistas, nos desportistas, nos que fizeram história sem nunca imaginar que um dia alguém haveria de querer ouvi-la. Portimão tem muito para contar. E nós sentimos que temos essa obrigação bonita de ajudar a contar. Mesmo quando isso significa roubar horas ao descanso. Mesmo quando significa chegar mais tarde a casa. Mesmo quando significa abdicar de tempo com a família. Mesmo quando significa fazer tudo sem orçamento, sem equipas, sem grandes meios e, muitas vezes, sem saber exatamente como vamos conseguir fazer o episódio seguinte. Porque há coisas que não se fazem pelo dinheiro. Fazem-se pelo amor.

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E, felizmente, temos recebido o melhor pagamento possível: o reconhecimento de quem nos vê e nos ouve. Esse carinho vale mais do que tudo. E talvez por isso, quando recebemos uma mensagem particularmente bonita, partilhámo-la uns com os outros com o entusiasmo de crianças que partilham os seus bens mais preciosos. É nosso. É de todos. E sabe tão bem. Mas há uma coisa que também aprendemos pelo caminho. A paixão faz muito. A vontade faz ainda mais. Mas os sonhos também precisam de condições para crescer. E quando se fala em promover uma cidade, preservar a sua memória e projetar o seu nome, talvez valha a pena perceber que existem projetos que não precisam de nascer dentro de grandes estruturas para terem valor. Às vezes, basta olhar para aquilo que já está a acontecer. Apoiar. Dar condições. Ajudar a abrir portas. Criar pontes. Porque se conseguimos fazer tudo isto com tão pouco, imaginem o que poderíamos fazer com um pouco mais. E aqui não falamos necessariamente de dinheiro. Não pedimos luxo. Não pedimos protagonismo. Pedimos apenas que se reconheça que estas histórias também são património. Que estas memórias também são cultura. Que estas pessoas também são Portimão. E que apoiar quem conta a nossa história é também investir naquilo que queremos que os outros conheçam sobre nós.

histórias a mais e ainda não conseguimos contar todas. E talvez seja aqui que todos aqueles que amam esta cidade possam fazer a diferença. Nós queremos levar Portimão mais longe. Queremos que quem vive cá se reconheça. Que quem partiu mate saudades. Que quem chega passe a conhecer. E que quem nunca cá esteve fique com vontade de vir. Queremos falar da cidade com orgulho, mas sem a maquilhar. Com verdade, com emoção e, quando for preciso, com o nosso inevitável sotaque marafado. Porque esta não é apenas uma cidade onde vivemos. É uma cidade que se entranhou em cada um de nós. Está nas nossas palavras. Nas nossas memórias. Nos nossos afetos. Nas nossas histórias. E talvez seja por isso que continuamos. Uma gravação de cada vez. Uma história de cada vez. Uma pessoa de cada vez. E enquanto houver alguém disposto a parar-nos na rua para dizer “continuem”, continuaremos. Porque esse é o nosso pagamento. O mais bonito de todos. E porque Portimão merece. Portimão tem muito para contar. E nós ainda temos muito para ouvir. Muito obrigado.

Há cidades que precisam de inventar histórias para se promoverem. Nós temos um problema bem diferente: temos ALGARVE INFORMATIVO #539

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Os números para a mudança João Ministro, empresário e engenheiro do ambiente á aqui escrevi em variadas ocasiões sobre o Turismo no Algarve e os desafios que a região enfrenta perante um crescimento ingerível do mesmo. Esta será, provavelmente, a última vez que o faço, pois já quase tudo disse e repeti sobre o assunto e sobre a forma como esta importante indústria afecta o território, em diferentes dimensões, positivamente e negativamente. Expressei, mais do que uma vez, a minha firme convicção de que é urgente planear e gerir responsavelmente esta actividade, nas suas diversas vertentes, tendo em conta a difícil realidade que se vive hoje no Algarve e em Portugal – veja-se o caso da falta de habitação ou do despovoamento do interior, por exemplo – bem como a influência determinante que fenómenos naturais já estão a exercer na mesma, em particular os associados às alterações climáticas. Em outros momentos, debrucei-me sobre o negócio da construção e do imobiliário que são, indubitavelmente, os grandes motores de transformação da paisagem algarvia e, por ventura, os indutores de alguns dos principais problemas que afectam esta região. E é sobre esses que retomo neste texto. Começo com uma simples questão: saberá alguém ao certo quantas camas turísticas – incluindo as de hotéis, ALGARVE INFORMATIVO #539

aldeamentos, apartamentos, residências de luxo ou casas de segunda habitação – estão previstas para o Algarve nos próximos 10 anos? Acredito seriamente que não. Não há quem saiba, hoje, em detalhe, o que se perspectiva para toda a região, na próxima década, em matéria de construção turística e imobiliária, informação essa crítica para qualquer estratégia de planeamento territorial. Neste universo, não me refiro apenas aos empreendimentos que estão em construção, mas também aos que se encontram em vias de se iniciarem, aos aprovados ou em processo de avaliação ou aprovação. A complexidade com que esta indústria se desenvolve é de tal ordem que torna o processo de reunir toda a informação uma árdua tarefa, herculeana mesmo. Alguns projectos, pela sua dimensão, são sujeitos a processo de AIA e passam pelo crivo de entidades regionais, como CCDR, ICNF ou APA. Outros, ficam apenas pela esfera dos municípios. Há os que não sendo de imediato aprovados, nomeadamente por questões de ordem ambiental, ficam em stand by, em reformulação, para mais tarde regressarem com outra roupagem. Ou ainda aqueles que são divididos ou mesmo desmembrados, para surgirem em partes isoladas, em diferentes fases cronológicas, de forma a evitar efeitos cumulativos. Estes são apenas alguns exemplos que elucidam sobre o quão difícil é reunir informação global do que se passa na região.

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Pois bem, foi com o intuito de tentar proporcionar alguns dados quantitativos desta realidade – ainda que de uma forma simples – que recorri aos inteligentes motores de pesquisa de IA e após algumas horas de dialogo com os «amigos» Gemini e ChatGPT (durante as quais especifiquei as perguntas, afinei a pesquisa, acrescentei detalhes e informações), cheguei a alguns números para o Algarve: até 2036 os resultados variam entre o máximo potencial de 66 mil e 750 camas turísticas (que incluem o máximo apresentados em vários empreendimentos ainda sujeitos a aprovação final) a instalar-se no Algarve e as 40 mil com probabilidade efectiva de se instalarem. Estas incluem as diferentes tipologias de ocupação já referidas e em diferentes fases de concretização. A informação por município dá-nos outras perspectivas interessantes: Castro Marim, por exemplo, surge como um dos concelhos com maior potencial de expansão física de todo o Algarve. Somente aqui existem três grandes empreendimentos instalados (VerdeLago, Monte Rei e Quinta do Vale) – alguns ainda em instalação e expansão – estando mais dois previstos (Almada de Ouro e Corte Velha), como de resto foi publicamente anunciado recentemente pela presidente do município. No total, podemos estar a falar de mais de 5 mil camas turística num concelho que tem pouco mais de 6 mil residentes. Em Loulé, por outro lado, onde a intensidade imobiliária ligada ao turismo já é enorme e amplamente conhecida – bem como o tremendo impacto que tem tido nos preços da habitação – ainda tem em carteira mais uns milhares de camas a instalar. Somente no projecto Vilamoura World falamos em cerca de 1.500 unidades, entre apartamentos, villas, lotes construídos e produto turístico / residencial, em Vale de 29

Lobo mais 500 residências, anunciado pelo promotor, entre outros empreendimentos mais pequenos, ainda assim, somando centenas de novas camas turísticas. Lagos é outro caso paradigmático. O que foi em tempos uma cidade conhecida pelos encantos naturais, está hoje totalmente rendida ao betão e às massas. Somente aqui estão em construção 4 hotéis, estando ainda outros empreendimentos previstos, totalizando vários milhares de novas camas. Para quem tiver curiosidade em conhecer melhor esta realidade, basta recorrer a estes motores de pesquisa e ir afinando as perguntas com alguns conhecimentos de causa. Isto é importante, pois os resultados vão sendo mais reveladores. No entanto, mesmo uma simples pesquisa mostra como o Algarve continua a percorrer o mesmo caminho iniciado há décadas, onde a dominância da construção é avassaladora, sem equacionar o futuro que se pretende ou como garantir a sustentabilidade territorial. E como dizia há dias um jornalista da região, nem todas as crises começam com a ausência. Algumas começam com o excesso. E como tal, há uma séria e inevitável discussão a ser feita, com base em números e factos, e vontade de mudança. Haverá?

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Albufeira recordou José Carlos Rolo e desvendou programa do Réveillon no Dia do Município Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina lbufeira assinalou, a 20 de agosto, o Dia do Município e os 522 anos da entrega da carta de Foral por D. Manuel I, com um programa que percorreu a memória do concelho, reconheceu quem o serviu, apresentou novos investimentos e aproximou a população das forças de segurança e socorro. ALGARVE INFORMATIVO #539

O Hastear da Bandeira, ao som do Hino Nacional, abriu as comemorações nos Paços do Concelho de Albufeira. Seguiuse a entrega simbólica de duas viaturas aos Bombeiros Voluntários que contribuem para reforçar os meios disponíveis para a proteção da população. Na Galeria dos Presidentes, a manhã assumiu um tom mais emotivo com a 32


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aposição da fotografia de José Carlos Rolo. Professor e diretor escolar, integrou a Assembleia Municipal e exerceu funções de vereador, vice-presidente e presidente da Câmara Municipal de Albufeira de 2018 a 2021 e de 2021 a 2025. Rui Cristina recordou o seu percurso ligado à educação, à participação cívica e ao serviço público: “Hoje, cabe-nos preservar a sua memória e reconhecer o lugar que ocupa na história do nosso concelho”, declarou. O momento teve um simbolismo especial, uma vez que, em 2018, foi José Carlos Rolo quem conduziu, no mesmo espaço, a cerimónia dedicada ALGARVE INFORMATIVO #539

ao seu antecessor. Desta vez, coube à filha, Marlene Rolo, recordar o pai: “Era, sem dúvida, um homem de família e deixou um lugar muito forte, que se mantém até hoje”. Da memória, o programa avançou para o presente. Na Estrada do Alfamar foi inaugurado o Parque de Estacionamento e Passadiços Albufeira Nascente. Concluída em seis meses e com um investimento próximo dos dois milhões de euros, a obra melhorou as condições de acesso, mobilidade e circulação pedonal na zona. Para Rui Cristina, “o novo equipamento responde às 34


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necessidades dos albufeirenses e de quem visita o concelho”. À tarde, a Praça dos Pescadores aproximou a população das forças de segurança e socorro através de uma Mostra de Meios. Seguiu-se um Mass Training de Suporte Básico de Vida, com tradução e adaptação em Língua Gestual Portuguesa, que ensinou a reconhecer ALGARVE INFORMATIVO #539

uma paragem cardiorrespiratória, a pedir ajuda e a iniciar manobras de reanimação. O final da tarde abriu uma janela para 2027 com a apresentação da sexta edição do Albufeira Carpe Nox. Os Calema interpretaram dois temas e confirmaram a atuação na noite de 31 de dezembro. 36


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Carolina Deslandes, que atua no primeiro pôr do sol do novo ano, associou-se à iniciativa através de uma mensagem vídeo. A festa Fim de Ano – ALBUFEIRA CARPE NOX 2027 – começa às 22h, cresce até à entrada em 2027 e prossegue, depois da meia-noite, com o DJ Nox. “Não estamos a preparar uma das maiores passagens de ano de Portugal. Estamos a preparar a maior passagem de ano do país”, declarou o presidente, que anunciou ainda o reforço do dispositivo de segurança e destacou o contributo do evento para afirmar ALGARVE INFORMATIVO #539

Albufeira como destino ao longo de todo o ano. À noite, as comemorações regressaram aos Paços do Concelho. Em cinco sessões, o ALUMIA transformou a fachada do edifício através do videomapping, da luz e da pirotecnia. O espetáculo percorreu as origens do território, a herança árabe, a reconquista, a ligação ao mar, o terramoto de 1755 e as tradições locais, antes de projetar uma Albufeira moderna, fiel às suas raízes e aberta ao futuro. 38


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Cinco dias de música, tradições e fé marcaram as Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires em Castro Marim Texto: Daniel Pina| Fotografia: Município de Castro Marim s Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, que decorreram entre os dias 13 e 17 de agosto, ficaram marcadas pela presença de milhares de pessoas e por um programa recheado de iniciativas religiosas, musicais e culturais, sem esquecer as tradições do território. ALGARVE INFORMATIVO #539

O primeiro dia, 13 de agosto, iniciou os festejos com uma missa na Igreja de Nossa Senhora dos Mártires, em Castro Marim, seguida de uma Procissão das Velas pelas várias artérias da vila. A 14 de agosto começaram as celebrações na Zona Envolvente à Casa do Sal, com a abertura da Mostra de Artesanato, um baile com Hugo Madeira e Ângelo Correia e ainda um espetáculo do grupo de dança 40


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ARUTLA. O grande destaque desta noite foi um grandioso concerto de Ana Bacalhau, vocalista dos Deolinda, que apresentou um espetáculo em nome próprio, a celebrar a música portuguesa. O dia principal destas festas assinalouse a 15 de agosto, arrancando com o Hastear da Bandeira Nacional no edifício dos Paços do Concelho, com a participação da Banda Musical Castromarinense. Na tarde desse mesmo dia, decorreu a Recitação do Terço e uma missa solene na Igreja de Castro Marim, seguida do ponto alto das celebrações: a Procissão em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, o evento religioso com mais impacto no concelho, que atraiu uma multidão em nome da fé. Nessa noite, o recinto da Mostra de Artesanato acolheu uma atuação de ALGARVE INFORMATIVO #539

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André Filipe Duo, seguido de um grande espetáculo protagonizado pelos portugueses The Gift, com a icónica Sónia Tavares na voz, que apresentaram os maiores êxitos de uma das bandas com mais sucesso a nível nacional. A noite terminou com a performance do projeto Time Travel, assinado por Possessivo e DJ Karussa, que, utilizando a nostalgia e a sua energia, recordaram grandes músicas do passado e do presente. O dia 16 de agosto foi dedicado à juventude, com uma tarde repleta de atividades como insufláveis radicais, jogos lúdicos e uma zona de animação, que antecipou o lançamento do Orçamento Participativo Jovem. Para

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terminar a tarde, decorreu uma Color Party com a atuação do DJ TuXx. Já na noite de domingo, subiu ao palco a dupla Só Nós Dois, antecedendo a um grande espetáculo do alentejano Buba Espinho. A encerrar, a música eletrónica tomou conta do recinto pelas mãos da DJ Joana Faria. As Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires terminaram na segundafeira, dia 17 de agosto, com o habitual concerto de verão da Banda Musical Castromarinense. O evento foi organizado pelo Município de Castro Marim, em parceria com a Junta de Freguesia e a Paróquia de São Tiago.

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Município de Albufeira reconheceu mérito de mais de 50 jovens do concelho Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina o dia em que se assinalou o Dia Internacional da Juventude, 12 de agosto, Albufeira dedicou a manhã ao reconhecimento do mérito de dezenas de jovens do concelho. A Cerimónia da Juventude Albufeira 2026 decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho e culminou com a entrega de distinções a 56 jovens de todas as ALGARVE INFORMATIVO #539

freguesias que se destacaram em várias áreas. Ao longo da sessão, foram reconhecidos diferentes percursos e formas de contributo juvenil, desde o desporto, educação, cultura e arte, ao voluntariado, associativismo, participação cívica, criatividade, liderança e intervenção comunitária. Os elementos premiados foram selecionados pelos clubes, associações e agrupamentos de escolas 52


do concelho, com base no seu envolvimento durante o ano, bem como nos feitos alcançados. Na abertura da cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, assumiu tratar-se de um “dia de reconhecimento, mas também de uma oportunidade de transmitir aos jovens que Albufeira precisa da vossa capacidade de fazer acontecer e de contribuir para a terra onde vivem”. Na sua intervenção, o autarca salientou ainda o compromisso com a criação de espaços de participação jovem, referindo que “a Câmara Municipal de Albufeira tem a obrigação de vos ouvir, e não queremos decidir políticas para os 53

jovens sem vos consultar”. “Queremos encontrar convosco as soluções para os problemas que enfrentam”, acrescentou. Seguiu-se o momento dedicado à entrega dos prémios aos jovens presentes na cerimónia, que receberam das mãos dos elementos do executivo as distinções do Município. Para fechar o evento, a vereadora da Câmara Municipal de Albufeira com o pelouro da Educação referiu-se à juventude como “uma atitude perante o mundo”. Maria Cristina Corado deu os parabéns aos jovens premiados, que considerou servirem como “prova de que Albufeira tem futuro”. ALGARVE INFORMATIVO #539


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FATACIL voltou a atrair milhares de pessoas a Lagoa Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina agoa abriu as portas, no dia 21 de agosto, àquela que é uma das maiores e mais emblemáticas feiras do Algarve, e do País, numa cerimónia de inauguração que contou com a presença de Hélder Reis, Secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional. A inauguração ficou também marcada pelo reconhecimento a Maria do Carmo Gomes, pelo importante contributo para a preservação das tradições, da memória e da identidade de Lagoa. ALGARVE INFORMATIVO #539

45 edições depois, a FATACIL – Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa continua a ser uma referência de Lagoa, do Algarve e de Portugal, uma feira que nasceu em Lagoa, cresceu com o concelho e soube evoluir sem perder a sua identidade. Durante dez dias, a FATACIL é ponto de encontro entre a agricultura, o artesanato, o turismo, o comércio e a indústria, mas também entre a cultura, a música, a gastronomia e a animação. Pelo Palco FATACIL passaram Tony Carreira, Festa M80, Hybrid Theory, Os Vizinhos, Plutónio, Sara Correia, Quim 68


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Barreiros, Richie Campbell, Nininho Vaz Maia e Os Quatro e Meia. Mas a FATACIL continua a ser, também, um ponto de referência no panorama equestre nacional, atraindo entusiastas e profissionais do mundo dos cavalos. Este ano não foi diferente e o programa de espetáculos equestres foi, novamente, um dos pontos altos do evento, com a participação de cavaleiros de renome nacional e internacional.

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O certame contou com cerca de 700 expositores, três palcos (Palco FATACIL, Palco Lagoa e Palco Algarve), dezenas de espetáculos musicais, centenas de pontos de interesse, uma Fun Zone e muito mais, convidando todos a percorrer e descobrir um recinto cada vez mais vivo e dinâmico.

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45.ª FATACIL ARRANCOU CONCERTO DE TONY CAR Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

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s portas da 45.ª FATACIL de Lagoa abriram, no dia 21 de agosto, para 10 dias de festa, música, cultura, tradição, sabores, encontros e experiências para toda a família e a primeira noite não poderia ter sido melhor, com um fantástico concerto de Tony Carreira no Palco FATACIL.

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Como seria de esperar, foram muitos os milhares de fãs do popular cantor português que cedo começaram a ocupar o seu lugar em frente ao palco, demonstrando que Tony Carreira continua cheia de fulgor e dinamismo e a cativar públicos de diferentes gerações. Na mesma noite, Katrina e Dj Nancy atuaram no Palco Lagoa, Viva o Samba Lisboa e o Dj Alexandre Ramos estiveram no Palco Algarve e o Grupo Muzenza de Capoeira e Caju e Bambu animaram o Palco Tradições. 86


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MAR ME QUER LEVOU MÚS FESTIVALEIROS À ZONA RIB Texto: Ricardo Coelho e Teresa Coelho| Fotografia: Ricardo Coelho e Teresa Coelho

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SICA E MILHARES DE BEIRINHA DE PORTIMÃO

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Zona Ribeirinha de Portimão recebeu, entre 12 e 14 de agosto, a quinta edição do Festival Mar Me Quer, num evento que voltou a apostar na combinação entre música, verão e convívio. Durante três dias, o festival apresentou um cartaz direcionado sobretudo para o público jovem, com nomes de destaque da música brasileira e da música urbana lusófona. A programação arrancou a 12 de agosto, com Maiara & Maraísa, Chico da Tina e Sertabeijo. A segunda noite, a 13 de agosto, contou com Veigh, MC Kevinho e Kiko is Hot, enquanto o encerramento, no dia 14, ficou a cargo de Orochi, Lon3r Johny e Cripta. A ALGARVE INFORMATIVO #539

programação contou ainda, nos três dias, com a atuação de Noise Tribe em formato sunset, proporcionando a banda sonora para o final da tarde e fazendo a transição entre o ambiente de praia e os concertos da noite. Música, rio e verão Com início da programação pelas 18h, o Mar Me Quer aproveitou uma das principais características da localização: a proximidade com o rio e com as praias de Portimão. A proposta permitiu aos festivaleiros passar o dia na praia e deslocar-se depois para a Zona Ribeirinha, onde encontraram música, restauração e diferentes atividades. O recinto contou, além dos concertos, com food trucks, artesanato, espaços de diversão, tatuagens e massagens, 98


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reforçando a componente de lazer e convívio do evento. Uma aposta na música urbana e brasileira O cartaz desta edição apresentou uma identidade musical particularmente marcada pela música brasileira e urbana. Do sertanejo de Maiara & Maraísa ao funk de MC Kevinho, passando pelo trap e rap de artistas como Veigh e Orochi, o festival procurou aproximar diferentes públicos através de uma programação centrada nas novas tendências musicais. A música urbana portuguesa esteve igualmente representada por Chico da Tina, Lon3r Johny, Kiko is Hot e Cripta. Sustentabilidade e valorização de Portimão Para além da componente musical, o Mar Me Quer mantém uma identidade ALGARVE INFORMATIVO #539

associada à sustentabilidade, inclusão e valorização do património local, procurando promover uma maior consciência coletiva em torno destas matérias. A realização do festival na Zona Ribeinha de Portimão contribui também para a dinamização da cidade durante uma das épocas de maior movimento turístico no Algarve. Ao longo das três noites, o evento voltou a afirmar-se como um espaço de encontro entre diferentes culturas e gerações, combinando música, experiências e convívio num dos cenários mais emblemáticos de Portimão. Com a quinta edição concluída, o Mar Me Quer reforça a sua presença no calendário de eventos de verão do Algarve, mantendo uma aposta clara numa programação jovem e numa experiência de festival ligada ao ambiente, à cidade e ao verão algarvio. 100


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VERÃO EM TAVIRA COM DE QUALIDADE PARA TO Texto: Daniel Pina| Fotografia: Município de Tavira

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M CULTURA ODOS OS GOSTOS (2)

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programa «Verão em Tavira», promovido pelo Município de Tavira, continua a proporcionar excelentes noites aos milhares de residentes e turistas, nacionais e estrangeiros, que elegem a cidade do Rio Gilão para gozar as suas férias. ALGARVE INFORMATIVO #539

No dia 8 de agosto, a Praça da República ficou a conhecer a música de Miguel Dias, seguindo-se, no dia 9, a atuação das Pérolas do Gilão da Sociedade Orfeónica de Tavira. Antes disso, logo no dia 2, esteve em destaque o Rancho Folclórico da Luz.

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