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ALGARVE INFORMATIVO 18 de julho, 2026
1 ALGARVE #533 BMX RACE EM QUARTEIRA | «TRIPLETTE» E «OS DIAS DO VINHO» EM TAVIRA | MUSEU DAINFORMATIVO CORTIÇA SARAU GÍMNICO DO GINÁSTICA CLUBE DE LOULÉ | ALGARVE REFORÇA SEGURANÇA HÍDRICA
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Os GNR festejaram os 45 anos de existência com um estrondoso concerto no Cineteatro Louletano 3
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ÍNDICE Fábio Jesuíno (pág. 24) Nuno Campos Inácio (pág. 28) Os Dias do Vinho em Tavira (pág. 32) Algarve reforça segurança hídrica (pág. 40) BMX Race em Quarteira (pág. 48) Fábrica do Inglês devolve Museu da Cortiça a Silves (pág. 60) Sarau Gímnico do Ginástica Clube de Loulé (pág. 72) «Triplette» em Tavira (pág. 104) Gisela João em Loulé (pág. 118)
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Empreendedorismo: menos teoria, mais ação Fábio Jesuíno, empresário studei o mercado, escrevi planos de negócios e li dezenas de livros sobre empreendedorismo. Mas foi só quando comecei a agir, errar e a tentar outra vez, que realmente aprendi a empreender. A teoria dá-nos mapas, só a prática nos ensina a andar. Há uma ideia que se repete em livros, cursos e painéis de conferências, para empreender é preciso primeiro estudar o mercado, criar um plano de negócios impecável e dominar a teoria antes de dar o primeiro passo. É um conselho repetido à exaustão, mas, na realidade, as coisas passam-se de forma bem diferente. Não estou a dizer que não se devam fazer os estudos de mercado e o plano de negócios, mas não devemos dar-lhes tanta importância nem perder demasiado tempo nessas tarefas. A verdade, por experiência própria, é que o empreendedorismo não se aprende a estudá-lo. Aprende-se a fazê-lo, a errar, a corrigir e a tentar outra vez. Quem espera pela certeza teórica antes de agir, normalmente, nunca chega a agir. Um exemplo que costumo usar é o de aprender a andar de bicicleta. A teoria pode explicar-nos o equilíbrio, a física das rodas e a técnica de pedalar, mas ninguém aprendeu a andar de bicicleta a ALGARVE INFORMATIVO #533
ler sobre isso. Aprende-se a cair, a levantar e a tentar outra vez, até o corpo perceber sozinho. Com o empreendedorismo, é exatamente igual. Em Portugal e na Europa, ficamos muito presos à teoria do empreendedorismo e à burocracia, estamos muito limitados para lançar um determinado negócio. Noutros países, as coisas fluem muito mais rápido, existe um ecossistema que trabalha para criar novas inovações, e o principal ativo desse ecossistema é a rapidez em colocar as ideias em prática. Isto não significa que devamos copiar cegamente outros modelos, mas sim mudar a forma como encaramos o risco. Uma ideia só se torna um negócio quando sai do papel e cada mês gasto a aperfeiçoar uma teoria é um mês que um concorrente, algures, está a usar para testar, corrigir e avançar. No mundo real, quem espera pela versão perfeita chega sempre atrasado. Quem lança, erra e ajusta rapidamente, está sempre um passo à frente. Na prática, isto traduz-se em pequenas decisões diárias, lançar um produto mínimo em vez de esperar pela versão ideal, falar com clientes reais em vez de confiar apenas em estudos de mercado, e corrigir o rumo com base em resultados concretos em vez de previsões teóricas. Não é sobre agir sem qualquer 24
preparação, é sobre não deixar que a preparação se transforme numa desculpa para não avançar. Empreender não é um exercício académico, é um exercício de resistência e adaptação. A teoria ajuda-nos a compreender o caminho, mas só a ação nos mostra se ele funciona. Se há algo que aprendi nestes anos, é que o maior risco não está em avançar sem todas as respostas. Está em ficar parado à espera delas, respostas que, muitas vezes, nunca chegam, ou chegam erradas, por falta de prática. 25
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Nuno Campos Inácio, editor e escritor homenagem a José Mendes Bota, realizada na passada segundafeira, 13 de julho, na Assembleia Distrital do PSD, com a aprovação da atribuição do título de Presidente Honorário do PSD/Algarve, serve de mote ao presente artigo. Em todas as forças partidárias existem políticos que, pela sua forma de ser e de estar, se notabilizam muito além do contexto da militância ou do exercício de cargos públicos, sejam eles eletivos ou de nomeação. São os verdadeiros líderes. Aqueles que acrescentam e que, muitas vezes, são decisivos nos atos eleitorais. Não vivem na dependência de uma sigla partidária, nem se encostam aos líderes para garantirem posições. Pelo contrário, criam e formam líderes locais, distritais e nacionais. Estes líderes são raros como diamantes. Por isso, quando surgem, são respeitados pelos seus pares e pelos seus adversários. José Mendes Bota é um dos poucos verdadeiros líderes políticos algarvios. Éo no PSD e sê-lo-ia em qualquer outro partido político em que militasse.
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Nascido em Loulé, a 4 de agosto de 1955, Mendes Bota é licenciado em Economia e pós-graduado em Gestão Avançada, tendo também frequentado a licenciatura em Direito. Homem multifacetado, é político, gestor e empresário, tendo-se dedicado, ao longo da vida, a numerosas atividades culturais, desportivas e associativas, nomeadamente ao escutismo, à música, ao teatro, à poesia, à rádio, ao jornalismo, ao atletismo, ao andebol e ao ciclismo. Chegou, aliás, a presidir à Associação de Ciclismo do Algarve. No plano político, foi presidente da Câmara Municipal de Loulé e da Assembleia Municipal do mesmo concelho, tendo sido cofundador da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Parlamentar brilhante, dotado de uma capacidade de improviso retórico dificilmente comparável, foi deputado à Assembleia da República durante oito legislaturas e eurodeputado durante dois mandatos. Integrou a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa durante 11 anos e a Assembleia Interparlamentar Europeia de Segurança e Defesa durante oito anos; foi diplomata da União Europeia junto do Conselho da Europa e depois junto da Santa Sé. Em 2019, integrou a delegação da União Europeia junto das organizações das Nações Unidas sedeadas em Roma, como 28
a FAO, bem como junto da Santa Sé, de São Marinho e da Ordem de Malta. Poderia ter exercido todos estes cargos na sombra, a fazer número, a servir de porta-voz do pensamento de terceiros, mas não, por onde passou deixou a sua marca pessoal, tomando iniciativas legislativas e a liderança de movimentos sociais, marcando de forma indelével o desenvolvimento da sociedade contemporânea, colocando na agenda mediática a luta contra a violência doméstica e a proteção dos direitos das mulheres, tendo contribuído internacionalmente para a aprovação e ratificação da Convenção de Istambul.
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Foi das primeiras vozes que se levantaram na luta contra a corrupção e pela transparência na vida publica, sendo o Presidente da Assembleia Geral da Associação Transparência e Integridade. Esta sua dimensão internacional, nunca o impediu de agir em defesa da sua região. Regionalista convicto, tem batalhado pela implementação da regionalização, muitas vezes contrariando as orientações do seu próprio partido, tendo sido o organizador do movimento regionalista «Regiões Sim!». A qualidade do trabalho que desenvolveu nos planos local, regional, nacional e internacional valeu-lhe ALGARVE INFORMATIVO #533
diversas distinções, que importa elencar por se enquadrarem plenamente num texto de reconhecimento: Prémio «Mensagem para a Europa» (1982); Medalha de Honra do Grupo do Partido Popular Europeu no Parlamento Europeu (1999); Medalha atribuída pela Assembleia Interparlamentar Europeia de Segurança e Defesa (2011); Medalha de Mérito Municipal — Grau Ouro, atribuída pela Câmara Municipal de Loulé (2013); Prémio Dignidade Humana — Escandinávia 2014; Medalha de Mérito da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (2015); Cavaleiro da Ordem de Mérito da Polónia (2015); Prémio Regional Maria Veleda (2017); e Comendador da Ordem do Mérito de Portugal (2023). José Mendes Bota foi, muitas vezes, pioneiro: na defesa acérrima da regionalização; na prestação de contas aos eleitores, tendo publicado cinco livros com o resumo do trabalho realizado nos diversos cargos que exerceu, aos quais se juntam ensaios que refletem o seu pensamento político sobre temas europeus, nacionais e regionais; na poesia, enquanto político-poeta, editor e promotor de outros poetas da região; e nas crónicas publicadas na imprensa regional, através das quais lança para o debate público questões que, muitas vezes, as forças partidárias prefeririam ver esquecidas.
internacional. O seu amor ao Algarve e ao seu concelho natal é visível pela sua integração e intervenção social, mas, principalmente, nas iniciativas comunitárias em que se envolve, de que é exemplo o trabalho desenvolvido no Centro Comunitário do Barranco do Velho, que presta assistência diária aos idosos da Serra do Caldeirão, de que é Presidente da Assembleia Geral. Vivemos num país que, por composição genética ou mau feitio, tem dificuldade em homenagear e reconhecer os vivos, remetendo-os, muitas vezes, para uma espécie de subcâmara do esquecimento. Por isso mesmo, a homenagem que recebeu do PSD/Algarve, além de justa e merecida, destaca-se por contrariar essa tendência tão portuguesa. Enquanto algarvio, reconheço o esforço diário de Mendes Bota na defesa da nossa região comum, expresso nas propostas políticas que apresentou, nas reivindicações que formulou e nos alertas constantes que lançou — e que só a miopia de quem olha para o Algarve como a última colónia portuguesa pode ignorar. A vida é uma luta constante, na política e fora dela. Muita força para as batalhas que seja chamado a travar.
Apesar da sua notável carreira internacional, José Mendes Bota manteve sempre a residência no Algarve, ao qual regressava sempre que a sua agenda o permitia e onde permanece desde que terminou o seu último serviço público ALGARVE INFORMATIVO #533
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«Tavira: Os Dias do Vinho» voltou a animar Jardim do Coreto Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina e 10 a 13 de julho, o Jardim do Coreto acolheu a sétima edição de «Tavira: Os Dias do Vinho», que voltou a criar prazerosos momentos ao pôr-do-sol. Inserido na programação do «Verão em Tavira», o certame contou com a presença de 40 ALGARVE INFORMATIVO #533
stands com produtores vindos das mais diversas latitudes vitivinícolas do país, assim como espaços de degustação de iguarias e doces tradicionais. A iniciativa dedicada aos sabores da terra e da vinha resulta da estreita colaboração entre a Associação Cegos por Provas e o Município de Tavira. 32
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Algarve reforça segurança hídrica com novos projetos de reutilização de água e avanço da futura dessalinizadora Texto: Daniel Pina| Fotografia: Águas do Algarve Águas do Algarve recebeu, no dia 8 de julho, a visita da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, numa jornada dedicada às principais infraestruturas e investimentos que estão a reforçar a segurança hídrica da região. A deslocação permitiu acompanhar de perto duas das mais importantes respostas estruturais aos desafios da ALGARVE INFORMATIVO #533
escassez de água no Algarve – a expansão da Água para Reutilização (ApR) e o avanço da futura Estação Dessalinizadora de Água do Mar do Algarve (EDAM) – projetos fundamentais para diversificar as origens de água e aumentar a resiliência da região perante os efeitos das alterações climáticas. O programa iniciou-se na ETAR de Vilamoura, onde foi apresentado o Sistema de Água para Reutilização, que transforma água residual tratada num 40
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recurso seguro e sustentável para utilizações compatíveis, como a rega de espaços verdes, campos de golfe ou outros usos não potáveis, contribuindo para preservar as reservas de água destinada ao consumo humano. Seguiuse a visita ao local onde será construída a futura EDAM, ocasião em que foi assinalado o início simbólico da empreitada através da colocação da «Carta do Futuro» e do Primeiro Tijolo. Esta infraestrutura representa um investimento estratégico para o Algarve, reforçando a capacidade de abastecimento da região e aumentando a sua resiliência face aos períodos de seca cada vez mais frequentes. “O Sistema de Dessalinização de Água do Mar do Algarve deve ser entendido como uma infraestrutura de resiliência, concebida para reforçar a segurança do ALGARVE INFORMATIVO #533
abastecimento público num cenário de crescente incerteza climática. Esta solução não substitui a necessidade de poupar água, reduzir perdas, reutilizar águas residuais tratadas ou melhorar a eficiência dos consumos. Pelo contrário, acrescenta uma origem alternativa, operacionalmente controlável e independente da precipitação, contribuindo para a robustez global do sistema multimunicipal”, refere a Águas do Algarve. De facto, o verdadeiro desafio não reside em optar entre dessalinização ou eficiência hídrica, mas sim em combinar todas as soluções necessárias, com rigor técnico, transparência ambiental e responsabilidade na gestão dos recursos públicos, garantindo assim a resiliência hídrica do Algarve no médio e longo 42
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prazo. O consórcio ACE Água para o Algarve — é a entidade responsável pela conceção e construção da Central de Dessalinização de Água do Mar do Algarve, sendo composto pelas empresas líderes GS Inima, Aquapor e Luságua. Durante a tarde, a comitiva visitou igualmente o Sistema de Água para Reutilização da ETAR de Albufeira Poente, onde foi possível conhecer os resultados já alcançados na valorização deste recurso e o seu contributo para uma gestão mais eficiente da água. A visita culminou com a assinatura de novos protocolos de fornecimento de Água para Reutilização entre a Águas do Algarve e várias entidades utilizadoras: Morgado da Lameira – Empreendimento Turístico e Golfe, S.A.; Sociedade Mundo Aquático – Parques Oceanográficos de Entretenimento Educativo, S.A.; SGEHR – Sociedade Gestora e Exploradora de Hotéis e Resorts, S.A.; Município de Castro Marim; e Sociedade Almada de Ouro – Investimentos Turísticos, Lda.
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Com estes acordos, a Águas do Algarve reforça a disponibilização de água para usos compatíveis, promovendo uma utilização mais eficiente dos recursos hídricos e reduzindo a pressão sobre as origens convencionais de água, numa lógica de economia circular e de adaptação às alterações climáticas. “A gestão sustentável da água exige soluções inovadoras, investimento e cooperação entre entidades públicas e privadas. Os projetos hoje apresentados demonstram que o Algarve está a preparar-se para responder aos desafios do futuro, reforçando a segurança hídrica da região e promovendo uma utilização cada vez mais eficiente deste recurso essencial”, realça a Águas do Algarve. “A Água para Reutilização e a futura Estação Dessalinizadora representam dois pilares fundamentais da estratégia regional de adaptação às alterações climáticas, assegurando que o Algarve continua a investir em soluções inovadoras para proteger um dos seus recursos mais valiosos: a água”, reforça a empresa. 44
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Renato da Silva e Ambre Beato fazem o pleno nos Campeonatos Nacionais de BMX em Quarteira Texto: Daniel Pina| Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo pós vencerem, no dia 4 de julho, o BMX Contrarrelógio, Renato da Silva (Team BMX Quarteira) e Ambre Beato (BMX Joué-lès-Tours) conquistaram, no dia 5 de julho, os títulos de Campeões Nacionais de BMX Race, que foram disputados na Pista de BMX de Quarteira. Tratou-se de uma jornada que reuniu os melhores praticantes nacionais da disciplina e que encerrou o fim de ALGARVE INFORMATIVO #533
semana dos Campeonatos Nacionais de BMX. A competição decorreu na moderna infraestrutura inaugurada em 2021 na cidade algarvia, um recinto com 405 metros de extensão, reconhecido pelas suas características rápidas e técnicas, que voltou a proporcionar corridas espetaculares e disputadas até aos últimos metros. Na principal categoria masculina, Renato da Silva confirmou o favoritismo perante o público da casa e venceu a final de Elite Masculino / Sub-23. 48
O atleta da Team BMX Quarteira bateu os colegas de equipa Leonardo Carmo e Bernardo Rocha, que completaram um pódio inteiramente dominado pela formação anfitriã. Na categoria Júnior / Elite Feminina, Ambre Beato, também à semelhança do BMX Contrarrelógio, foi a mais rápida e conquistou mais um título nacional, relegando para segundo lugar Rita Xufre (Núcleo Bicross de Setúbal / VSPublicidade), com Filipa Gonçalves, do Clube Bicross de Portimão, a terminar a corrida de BMX Race na terceira posição. Nos restantes escalões presentes no Campeonato Nacional, Francisco Sousa (Team BMX Quarteira) triunfou em Sub19 masculinos. Já Tiago Cavaco (Team BMX Quarteira) e Íris Moraru (Clube Bicross de Portimão) conquistaram os títulos em Sub-17 masculinos e femininas, respetivamente, ao passo que Gustavo Pereira (Clube Bicross de Portimão) venceu entre os Sub-15 masculinos, enquanto Áurea Numão (Team BMX Quarteira) foi a mais forte em Sub-15 femininas.
Quarteira), em Sub-11, Tomás Cardoso (Linda a Pastora Sporting Clube), em Sub-13, Luna Alves (Team BMX Quarteira), em Sub-9 femininas e Ema Emídio (Team BMX Quarteira), em Sub13 femininas. Na classificação coletiva, a Team BMX Quarteira celebrou igualmente perante o seu público a conquista do título nacional por Equipas, superando o Clube Bicross de Portimão e o Linda a Pastora Sporting Clube, segundo e terceiro classificados, respetivamente.
Paulo Domingues (Casa do Povo do Alqueidão) sagrou-se Campeão Nacional de Masters. Nas categorias Cruiser, os títulos ficaram entregues a André Martins (Team BMX Quarteira), em Cruiser 30-39, Carlos Rosado (Clube Bicross de Portimão), em Cruiser +40, e Alexandra Loureiro (Casa do Povo do Alqueidão), em Cruiser Femininas. Quanto às categorias de Escolas, os vencedores foram Tomás Silvestre (Team BMX Quarteira), em Sub-7, Vicente Cardoso (Linda a Pastora Sporting Clube), em Sub-9, Lourenço Jesus (Team BMX 49
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Fábrica do Inglês devolve Museu da Cortiça a Silves Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina Fábrica do Inglês, em Silves, reabriu, a 4 de julho, as portas do Museu da Cortiça, numa cerimónia institucional que reuniu mais de 200 convidados, entre os quais a presidente do Município de Silves, Luísa Conduto Luís, autoridades civis, representantes de instituições e parceiros da Antrix e da Carvoeiro Branco, para assistir ao regresso de um museu que foi distinguido, em 2001, pela Fundação ALGARVE INFORMATIVO #533
Luigi Micheletti, como o melhor Museu Industrial da Europa. Fundada a 2 de janeiro de 1894, pelos industriais Avern, Sons & Barris, a Fábrica do Inglês foi, durante mais de um século, o coração económico e social de Silves. Modernizada em 1918, por Victor Sadler (o «senhor inglês» que deu nome ao complexo), consolidou-se como uma das maiores unidades corticeiras do país, empregando gerações de silvenses. Em 1999, o espaço foi reconvertido num empreendimento cultural e turístico. O seu Museu da Cortiça – que preservou 60
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uma rara linha de produção industrial intacta – recebeu, em 2001, o prestigiado Prémio Luigi Micheletti para Melhor Museu Industrial da Europa, ano em que ultrapassou a marca dos 100 mil visitantes. Após enfrentar a insolvência e o consequente encerramento em 2009, o complexo iniciou uma nova rota em setembro de 2025. A Antrix, S.A. adquiriu o empreendimento com o objetivo de fazer renascer a Fábrica do Inglês como destino cultural e turístico de referência, incluindo nesse projeto a reabertura e funcionamento do Museu da Cortiça. “Um investimento de cerca de 50 milhões de euros num projeto que devolve à cidade um património de inestimável valor histórico, cultural e identitário”, destacou a presidente do Município de Silves, que recordou que a viabilização desta reabertura resulta de ALGARVE INFORMATIVO #533
anos de trabalho contínuo do executivo municipal permanente na proteção jurídica, técnica e física do património cultural, especialmente do edifício do museu e seu espólio museológico. “A reabertura do Museu da Cortiça constitui um processo de restituição de um espaço encerrado há mais de 16 anos, pois que irão decorrer ainda os trabalhos de ultimação da sua estrutura edificada, de reposição dos núcleos da exposição de longa duração e a integração de novos bens culturais móveis da sua coleção museológica, com a finalidade da sua devolução à cidade, ao Algarve, à cultura museológica portuguesa e ao património industrial do país”, declarou Luísa Conduto Luís, que aproveitou ainda este marco histórico para enaltecer e homenagear o papel do saudoso Professor Manuel Ramos, antigo diretor do Museu da Cortiça. “O seu apego 62
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emocional e ativismo incansável foram vitais para que este precioso legado de Silves nunca se perdesse ou caísse no esquecimento”, enalteceu a edil. Quando a Antrix e a Carvoeiro Branco retomaram o espaço, encontraram o museu praticamente intacto, com equipamentos, estrutura temática e narrativas preservados como numa cápsula do tempo desde o encerramento de 2009. “A exposição de longa duração mantém-se e os trabalhos em curso destinam-se a atualizar, não a substituir, o que resistiu”, esclareceu Erik de Vlieger, CEO da Carvoeiro Branco e Antrix. “O Algarve tem história, tem cultura, tem talento e tem ambição”, salientou o empresário, que anunciou que, entre as novidades previstas está uma sala dedicada precisamente à memória de Manuel Castelo Ramos. A homenagem chega no ano em que o ALGARVE INFORMATIVO #533
Conselho da Europa elegeu o «Património em Risco» como tema das Jornadas Europeias do Património e o museu tem já uma nova direcao, sendo que a última sala do percurso expositivo passa a ser dedicada à mediação educativa e cultural. Recorde-se que a Carvoeiro Branco é uma referência em promoção imobiliária no Algarve, contando com 32 projetos em desenvolvimento na região. Para além da reabilitação da Fábrica do Inglês, em Silves, o portfolio ativo da empresa inclui vários empreendimentos, entre os quais The Court e Primelife, em Carvoeiro, e Bela Formosa, em Olhão. A Antrix, adquiriu, em 2025, a Fábrica do Inglês, em Silves, com o compromisso de restituir à cidade o monumento industrial e o Museu da Cortiça que nele funciona. Detém a propriedade do complexo em conjunto com a Carvoeiro Branco. 64
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Pavilhão Municipal Professor Joaquim Vairinhos recebeu mais um Sarau do Ginástica Clube de Loulé Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina o dia 5 de julho, o GCL– Ginástica Clube de Loulé realizou, no Pavilhão Municipal Professor Joaquim Vairinhos, em Loulé, o seu tradicional Sarau Gímnico, um espetáculo que transportou para a nave desportiva toda a dedicação e paixão dos jovens atletas pela ginástica acrobática, duplo-mini trampolins e tumbling. O sarau incluiu o circuito de psicomotricidade e saltos de tumbling e duplo-mini trampolim e o esquema da ALGARVE INFORMATIVO #533
formação de ginástica acrobática, um mix dos esquemas da classe de competição de acrobática, uma coreografia conjunta dos atletas da formação e competição da ginástica acrobática, uma exibição dos atletas de competição de tumbling e uma coreografia final com todos os atletas do Ginástica Clube de Loulé. O espetáculo contemplou igualmente a participação do Grupo Desportivo e Cultural do Enxerim, do grupo de dança tradicional «Dá pra Pular» da APAGL, do Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Olhão, do Acro AlBuhera Clube de Ginástica de Albufeira e do CEDF – Clube Educativo e Desportivo de Faro. 72
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«CENAS NA RUA» AQUECEU Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina
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Município de Tavira promoveu, de 1 a 12 de julho, a 20.ª edição do Cenas na Rua – Festival Internacional de Teatro e Artes na Rua, iniciativa que assinalou, simultaneamente, duas décadas de um dos mais importantes festivais nacionais dedicados às artes de rua e o começo da programação municipal Verão em Tavira. No dia 10 de julho, a proposta foi «Triplette», que, com uma linguagem próxima do clown contemporâneo europeu, aposta no humor subtil, na ternura e na poesia visual. Através de pequenos gestos, silêncios e situações absurdas, a companhia LABÚ & CRIS CLOW cria um espetáculo delicado que ALGARVE INFORMATIVO #533
celebra a imaginação e a humanidade escondida no quotidiano. Ao longo dos últimos vinte anos, o Cenas na Rua transformou o espaço público num o palco de criação artística, aproximando artistas e comunidades e afirmando Tavira como um território onde a cultura se vive de forma aberta, participativa e acessível. Ruas, praças, jardins e largos históricos passaram a acolher espetáculos que cruzam teatro, circo contemporâneo, música, dança, clown, teatro visual, acrobacia e outras linguagens artísticas, contribuindo para democratizar o acesso à cultura e para reforçar a identidade cultural do concelho. Desde a sua criação, mais de 300 companhias, nacionais e internacionais, passaram por Tavira, largas centenas de 106
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artistas, consolidando o Festival como uma referência no panorama das Artes de Rua e como um importante instrumento de internacionalização da programação cultural municipal. A edição de 2026 assumiu um significado especial ao celebrar 20 anos de existência e ao apresentar aquela que é, provavelmente, a programação internacional mais abrangente de sempre, reunindo companhias e artistas provenientes de Portugal, Espanha, França, Itália, Países Baixos e Argentina. Durante duas semanas, o público assistiu, gratuitamente, a inúmeros espetáculos que transformaram o centro histórico de Tavira num grande palco ao ar livre, privilegiando a proximidade entre artistas e espetadores e proporcionando experiências culturais dirigidas a todas as idades. A programação deste ano incluiu propostas de teatro de rua, marionetas, ALGARVE INFORMATIVO #533
circo contemporâneo, música, clown, teatro visual, grandes espetáculos itinerantes e projetos de elevada qualidade artística, refletindo a diversidade estética que sempre caracterizou o Festival e reforçando a sua dimensão internacional. Integrado na estratégia cultural do Município, o Cenas na Rua continua a afirmar-se como um projeto estruturante, promovendo o encontro entre diferentes culturas, linguagens artísticas e comunidades, estimulando a participação cidadã e reforçando a atratividade do concelho junto de residentes e visitantes. Ao assinalar o início do Verão em Tavira, o Festival voltou a colocar a cidade no roteiro nacional e internacional das Artes de Rua, oferecendo uma programação de elevada qualidade artística, de acesso gratuito e dirigida a públicos de todas as idades. 108
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GISELA JOÃO FECHOU CO A FEIRA POPULAR DE LO Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina
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OM «CHAVE DE OURO» OULÉ
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e 9 a 12 de julho, o Largo do Monumento Eng.º Duarte Pacheco, em Loulé, acolheu mais uma edição da Feira Popular de Loulé, recheada de música, folclore, artesanato e gastronomia.
palma, madeira ou cobre, bem como mel, licores e doces regionais. Foi possível assistir ao trabalho ao vivo de artesãos que, ano após ano, têm nesta feira uma montra do seu trabalho e, no espaço de tasquinhas, os visitantes saborearam pratos típicos como os carapaus alimados, o xerém, a carne de alguidar ou a sala de polvo.
Numa recriação do evento de beneficência que na década de 40/50 animou a antiga Quinta do Pombal, com assinalável êxito, o certame realizou-se uma vez mais sob o mote «Saberes e Sabores, Artes e Tradições». Dezenas de expositores de artesanato e produtos agroalimentares levaram ao coração da cidade a autenticidade do Algarve serrano, com a venda de objetos em
Pelo palco passaram José Cid, Emanuel & Tânia, o 46.º Festival de Folclore e, na derradeira noite de festa, 12 de julho, a fadista Gisela João, uma das vozes mais marcantes e aplaudidas do fado contemporâneo que encerrou o certame com uma interpretação profunda e intensa que aliou a tradição à sua identidade artística única.
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